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DIREITO EMPRESARIAL
1 ª Aula - 05/04/2003
Vamos começar pelo início, lá pela idade média. Pode parecer baboseira o conceito de direito comercial, só que mudou o conceito e por isso que é importante, eu sempre falo isso, e Domingo caiu na prova da magistratura federal, isso é besteira, mas vai cair, e vai cair novamente ou na magistratura estadual ou MP, sem sombra de dúvidas uma questão dessa, então vamos lá: Conceito de direito empresarial: Nós podemos conceituar direito comercial a partir de determinados momentos históricos. A partir da idade média, o que aconteceu? O direito privado ele ainda estava unido e não existia ainda direito civil e direito comercial, o problema é que na idade média o direito quase não evoluída por influência da igreja. Naquela época, embora o direito não evoluía, as atividades mercantis estavam crescendo espantosamente, época das expedições principalmente o direito mercantil, então naquela época não havia nenhum aparato legislativo, nenhuma lei, nenhum tratado por parte do Estado. Então, os comerciantes da época se viram na contingência de criar regras próprias para tratar das relações jurídicas. A partir desse momento, dessa contingência é que o direito comercial teve que se desvincular do direito civil, porque o direito civil estava inerte, principalmente pôr influência da igreja, direito de família não mudava, direito de sucessões não mudava, ficava tudo parado, e o direito comercial evoluindo, evoluindo, teve que se separar do direito civil. Então, os comerciantes criaram regras próprias para tratar de suas relações jurídicas, nesse momento o direito comercial ele foi conceituado como ramo autônomo do direito privado a serviço de uma categoria especial, a serviço dos comerciantes. E já que não havia nenhum aparato estatal, os comerciantes criam suas regras, o direito comercial nasceu basicamente como um direito costumeiro, ele utilizou basicamente os usos e costumes daquela época. Foram formadas ligas, corporações de comerciantes e ali todas as relações jurídicas iam ser resolvidas, foram criados também os tribunais de comércio e nesses tribunais, não era o juiz estatal. Vamos supor que estivéssemos no Sul da Itália, todos nós comerciantes, e criássemos uma corporação, ali há um tribunal do comércio e estão vamos escolher uns entre nós para serem juízes, para os postulados. Alguns comerciantes eram chamados juízes, mas para aquele tribunal privado, que lei aplicava? Não aplicava leis, aplicava os usos e costumes comerciais daquela região. OBS: O problema é que aquelas regras não eram aplicadas para todos os comerciantes indistintamente, porque só podiam se valer daquelas regras os comerciantes que participavam da liga, da corporação. Era um direito extremamente corporativista, quem não fazia parte do clube do bolinha não poderia se valer daquelas regras.

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Com isso quando alguém queria litigar contra alguém que integrava aquela liga, aquela corporação, tinha que acioná-lo no Tribunal do comércio, e quando você o acionava lá quem ganhava aquela ação? Quem fazia parte da liga. Era um direito extremamente corporativista, porque quem julgava era um daqueles que era escolhido como juiz consular. Então o direito comercial não era muito bem visto, ele era visto como direito marginal, como um direito à parte, não era marginal no sentido de bandido, mas marginal no sentido de a margem do direito estatal, do direito civil que regia os cidadãos comuns. É por isso que hoje se eu chamar alguém de burguês ele vai ficar ofendido comigo, nada mais injusto, porque isso vem dessa época onde o direito comercial era separado como o burguês era separado, ele era visto como uma pessoa não nobre, porque o nobre era tratado pelo direito civil, por isso que se chamar de burguês ficava ofendido. Hoje não tem mais justificativa para isso, era uma tradição lá de Roma da idade média, hoje não se justifica, então hoje pode chamar de burguês e a pessoa ficar feliz, mas naquela época não. Naquela época era um direito marginal, um direito a margem, um direito dos excluídos. O direito comercial sob essa concepção subjetivista, por esse conceito subjetivo do direito comercial. Que conceito é esse? É um ramo autônomo do direito privado a serviço do comerciante. Ele permaneceu assim por um tempo até que o Napoleão resolveu criar uma nova concepção de direito comercial, ele não queria mais aquela história de direito comercial só para comerciante, ele queria acabar com aquela história de privilégios para os comerciantes, que tinham um tratamento próprio privilegiado, distinto dos demais. Então, ele determinou que se elaborasse um código comercial francês, que foi o código de 1807, e nesse código eles adotaram o conceito objetivo de direito comercial, ou melhor, eles criaram a concepção objetiva de direito comercial. Que concepção objetiva é essa? O direito comercial passava a ser ramo do direito privado que estudava os atos de comércio, porque não importa quem está praticando, se é ele, se ela, se ela faz parte de alguma liga ou não, pouco importa, o direito comercial vai regular os atos de comércio. E aí vem dizendo, são atos de comércio, transporte marítimo, a compra para a revenda, as atividades de seguro, as atividades bancária, vem dizendo o rol dos atos de comércio. Então se tivesse naquele rol era tratado como direito comercial, se não tivesse não era, era um rol totalmente objetivo. Como Napoleão mandava no mundo, o Brasil foi fortemente influenciado, o nosso primeiro código foi o código comercial. O nosso código comercial não distancia muito do código francês foi em 1850, nos meados daquele século. E o código brasileiro, alguns autores dizem, não é bem assim, ele adotou a concepção objetiva. Ah professor, mas no código comercial não tem o que são atos de comércio? Realmente, mas ao lado do código comercial nasceu o regulamento 737/50, que em seu artigo 19 dizia, são atos de mercantil: compra para revenda, atividade de seguro, atividade bancária, então trazia aquele rol influenciado pelo código francês. Ele não está mais em vigor há muitos anos. O problema dessa concepção é trazida pelo professor Fran Martins.

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A sociedade maromba academia de ginástica, era uma sociedade civil ou sociedade comercial? Era civil A imobiliária? Era civil. A construção civil? Era comercial, por força de lei. Isso por quê? Porque o rol era objetivo. E a atividade de prestação de serviço? Civil A Encol foi à falência porque a construção civil é uma atividade comercial, vai entender isso? Não tem como entender, porque não há base científica, não tem como eu dizer uma regra para vocês, o que é civil e o que é comercial, isso vai depender do legislador, vai depender do país, vai depender da época. Então não há base científica, então até hoje não sabemos a amplitude do ato de comércio, e é difícil porque pelo conceito objetivo, adotado pelo código de 1850, o direito comercial era o ramo que disciplinava os atos de comércio. Mas a gente não sabe o que são atos de comércio, como a gente vai estudar direito comercial? Então o conceito objetivo não foi adotado em vários países, na Itália, na Alemanha, na Suíça há muito tempo que não se adota essa concepção. Ruiu o conceito objetivo de direito comercial, sobretudo na Itália depois na suíça, mas, sobretudo no CC italiano de 1942, criou-se uma nova concepção subjetiva, só que subjetiva moderna, e é a do novo Código Civil. Que concepção é essa? Como é que nós vamos conceituar o direito comercial sob o aspecto subjetivo moderno? Porque não se falou na faculdade. Sob o aspecto subjetivo moderno, o direito comercial ele passou a focar não mais o comerciante e muito menos os atos de comércio. Importante: O direito comercial é um ramo autônomo do direito privado que estuda e regulamenta os atos praticados pelo empresário no exercício de sua empresa. Ou em um conceito mais curtinho, é disciplina jurídico privada das empresas. Acabou comerciante agora, comerciante é coisa do passado, agora é empresário. A base é o conceito de empresa e o conceito de empresário, então não existe mais comerciante agora é empresário. Acabou agora o comerciante e pelo art.2037 do CC, tudo aquilo que era aplicado para os comerciantes é aplicado agora para os empresários. Então, quando a lei de falência fala, está sujeito a falência o comerciante, como é que vocês vão ler agora? Está sujeito a falência o empresário. Não existe mais comerciante, onde tinha comerciante você lê agora empresário. Bom, esse é nosso conceito e depois nós vamos ver o que é empresa e o que é empresário. Segundo o nosso programa nós trabalharíamos fonte agora, mas nós não vamos trabalhar fonte formal e fonte material, isso é coisa de Introdução ao Estudo Do Direito na Faculdade e eu não vou tratar com você, eu só vou tratar somente de uma fonte de direito peculiar do direito comercial. OBS: Aliás, com essa mudança completa de base, que nós não temos como base nem o direito comercial e nem o ato de comércio há quem defenda a mudança do nome da disciplina não seria mais direito comercial, mas direito dos negócios ou direito

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de empresas, ou empresarial, é válida a mudança apesar da tradição do direito comercial, mas já nos programas dos concursos você vai ver lá direito empresarial. Aliás, a vara de falência e concordatas do Rio, agora chama vara empresarial, o que é um absurdo porque não é vara empresarial, porque não vai tratar de todo o direito empresarial, porque vai tratar apenas de falência e concordatas, o problema é que o juiz quer se chamar juiz empresarial, só para tirar onda. Então qual é a fonte de direito que é peculiar ao direito empresarial, que foi à base dele no início? Os usos e costumes mercantis, os costumes comerciais, então agora os costumes empresariais. O que é importante falar sobre ele? O importante é como é que eu vou provar ao juiz, dois empresários litigando, ou um empresário e outro não empresário, não interessa, o autor está alegando que o fundamento do direito dele está no costume empresarial fonte do direito, como eu vou provar para o juiz que existe um costume. Aliás, eu preciso provar para o juiz que existe aquele direito, ou eu só preciso provar o fato? Em regra só o fato, princípio da iuria novit curia, só que esse princípio abre exceção, exatamente para os costumes, para o direito municipal e o direito estrangeiro, artigo 337 do CPC.Lá vem dizendo que você prova os costumes comerciais através de uma certidão que você obtém lá nas juntas comerciais, como assim? A junta comercial ela é obrigada a catalogar, ou usando o termo técnico apropriado ela é obrigada a assentar todos os costumes comerciais.Então, tem um processo administrativo, todos os interessados são chamados, vai aprovar, todos são chamados e depois de aprovado vai ser publicado, e assentado. Então para se obter a prova do costume é só ir à junta comercial e pedir uma certidão.O funcionário da junta vai lá no livro do costume e tem, hoje é no sentido figurado, porque está tudo no computador. Então, você prova através de uma certidão. Mas o que é importante falar? Como nós no Brasil não adotamos o sistema da prova tarifada, admite-se a prova por qualquer meio idôneo, então se pode provar também através de depoimento de testemunhas, de representantes de classes, então se pode provar os costumes através de outras provas. Mas a prova praticamente irrefutável é a certidão da junta. Caiu uma questão no Rio Grande do Sul, lá no RGS eles dizem que é costume lá o cheque pré-datado, ou mais tecnicamente falando cheque pós-datado. Aí eles perguntaram o seguinte, eles queriam registrar o cheque pós-datado como costume dos comerciantes. Ai eu pergunto, pode ser assentada a utilização do cheque pós-datado como costume comercial? Pode? Não, porque o cheque é uma ordem de pagamento a vista, e por quê? Porque está na lei, e só se admite costume praeter legis ou secundum legis, não se admite costume contra legis. Era prova lá do RGS. Onde está dizendo na lei para ganhar 10? Nos artigos 28 do decreto 57595/66 e 32 da lei 7357/85. Isso fala que o cheque tem natureza de ordem de pagamento a vista e por isso não pode ser assentado como costume.

como o juiz vai decidir? Com base em que? No costume daquela atividade. e a gente observa muito isso no direito obrigacional. enquanto o direito civil é extremamente formal. esse mandato presume-se gratuito ou oneroso? É um mandato de natureza civil ou empresarial? Presume-se gratuito. A cooperativa de prestação de serviço é considerada o que? Artigo 982 do CC. já que não foi convencionado. a regra é a onerosidade. e está lá no parágrafo único. o que pode parecer besteira. não falaram nada se iam pagar ou não. Aceitou. Vou fazer um contrato de mandato para que ele me represente na reunião de condomínio. 60 e 90.O empresário não faz nada nunca de graça. então ele vai utilizar o costume daquela região naquela atividade. 2)Informalismo: O direito comercial é extremamente informal como regra. Como a gente vai saber o quanto ela vai pagar ao representante. Se vai vender um imóvel. . para 30. mas que envolveu lá a prova da magistratura federal. a regra é de que não existe atos comerciais gratuitos. você faz essa venda de forma verbal. então ela pede para Luis Antonio que também é representante ir lá em São Paulo realizar o contrato para ela. esse contrato presume-se gratuito ou oneroso? Oneroso. Como assim? Um liga para o outro e diz eu quer comprar uma tonelada de tal produto e paga tal dia. então. 1) oneroso . surgiu uma grande oportunidade dela realizar uma venda em São Paulo. você vai vender uma tonelada de um produto. sempre terá natureza simples. naquela região. Embora o Código Comercial tenha sido revogado. ele traz a regra do civil e traz uma ressalva do mandato mercantil. Só existe um artigo tratando do mandato. mandado mercantil e civil. depende do tipo de atividade. Faz o contrato e a procuração certinho. Tem que ficar muito atento para essa característica.5 CARACTERÍSTICAS DO DIREITO EMPRESARIAL O que pode ser característica do direito empresarial. fechado. Vou dar outro exemplo: Luciana é representante de pneus. não falei nada se vou pagar ou não. existe burocracia? Existe. civil. por exemplo: Eu vou lá dar aula no Espírito Santo e vou deixar o Arthur que é meu amigo como meu procurador. ou seja. por quê? Existe compra e venda civil e mercantil. porque é no exercício da atividade da empresa. Agora. uma burocracia enorme. os artigos do novo CC. A regra esmagadora é o contrato verbal.Que será provado através de uma certidão da junta comercial ou de uma declaração. é costume 10%. 5%. de um valor 10 vezes maior e não existe em regra contrato de compra em venda mercantil escrito.Pergunto. não tem assinatura de contrato.

Como é tratado o factoring? Aqui no Brasil isso é novo. dane-se o legislador. ele é elástico. Tem cartão de crédito no Brasil? Sem dúvida. pega os costumes de outros países. pega uma nota promissória. como é o costume. Portanto. a fatura. que fala da Compra e Venda e ponto final. aí o direito comercial foi e viu. mesmo sem nenhuma previsão legal. o cartão de crédito. a compra e venda para revenda e vem dizendo as regras que eram da antiga compra e venda comercial. como assim? Os empresários eles criam todos os dias novas relações jurídicas. Foi criado um novo contrato e o direito empresarial não precisa criar a lei. na Inglaterra. ele aumentou. Não precisa ter lei prevendo que deve ser tratado dessa ou daquela forma. ele simplesmente incorporou a modalidade factoring. 3) Elasticidade: O que é elasticidade? E aqui a gente vai começar a tratar de algo mais palpável. como é EUA. ele simplesmente aumenta e começa a tratar daquele negócio. Como é que vai disciplinar? Com base nos costumes. Então o direito comercial ele é elástico. qual é a lei? Não tem lei que trata de cartão de crédito. a gente sabe que o risco na inadimplência é do Factorizador e não é do factorizado. ou seja. por que isso? Tem alguma lei dizendo que ele não pode fazer isso? Não precisa de lei. Como a gente faz isso? A gente até prende o safado do agiota. Como é aplicado em outros países. os artigos da compra e venda mercantil foram revogados. Por exemplo. Um outro tipo de contrato que não tem nenhuma previsão legal. por quê? Porque ele não é dedutível. Importante: E agora não existe compra e venda civil e compra e venda mercantil. tem alguma lei tratando de factoring? Não existe nenhum artigo sequer tratando de factoring. por isso ele é chamado de elástico. estão todos eles no CC.6 O transportador vai levar a mercadoria. o direito empresarial é tido como elástico. o direito empresarial não precisa de lei. e o direito empresarial não precisa criar uma lei para aquilo. . e vai pegar o comprovante do recebimento. por isso que como não há lei nenhuma. Mas tem aquela ressalva. porque a gente sabe que pelo costume o factorizador é que tem que assumir o risco pela inadimplência dos títulos transferidos. o direito empresarial não precisa do legislador. novos negócios atípicos. não tem a assinatura de contrato à regra é a informalidade. ele é indutível.Costuma ser tratado dessa forma. vocês conhecem alguma empresa de factoring? Conhece. porque na ausência de lei você aplica os costumes. os princípios as características.

porque você não sabe quem está corrigindo. então como o Brasil vai exportar para a Argentina e a Argentina vai exportar para o Brasil. só existe o código comercial. Por isso que nós temos tratados internacionais sobre nota promissória. cheque. mas deixa o comércio marítimo de lado porque a gente não vai tratar. O livro de quebras foi revogado há muito tempo e hoje a gente tem a lei de falência. A ONU patrocina um estudo para a elaboração de um código comercial internacional. porque o nosso livro de empresas do atual CC é quase uma tradução do Italiano. 5) autonomia: O caso é o seguinte o código comercial ele era dividido em três livros de quebras. será que o direito empresarial poderia continuar sendo chamado de ramo autônomo do direito privado? Ou será que houve unificação? A mesma pergunta foi feita lá na Itália. Ai eu pergunto. 4) Boa-fé: Não precisa dizer porque é peculiar a todos os ramos do direito não só do direito comercial. com a revogação do código comercial. no direito de família não importa como é nos outros países. por quê? Porque há mercados comuns. O comércio marítimo ainda continua sendo tratado pelo código comercial.Você pode colocar: É conveniente ressaltar que confirmando essa característica a própria ONU. Não precisa colocar isso na prova. hoje devemos utilizar o termo globalização. . eu vou freqüentemente falar da Itália. regras de direito comercial idênticas para vários países. como existe lá na Europa. patrocina um estudo de elaboração de código comercial internacional estabelecendo regras idênticas para vários países. que nunca vai sair do papel.7 4) Internacionalidade: Outra característica é a internacionalidade. letra de câmbio. o direito civil tende a nacionalização. não precisa dizer que não vai sair do papel. eu não chamaria de internacionalidade que é a concepção dos doutrinadores antigos.Como o direito comercial ele tende ser uniforme em vários países. porque não interessa aos EUA. Comércio marítimo e Comércio terrestre. as regras que teriam sido incorporadas pelo direito civil. como Brasil e Argentina. então nós temos outros tratados tratando de comercio. ainda não foi totalmente revogado porque ele ainda é tratado como comércio marítimo. como existe no Mercosul. O direito empresarial ele tende a globalização. pegaram a parte das empresas do Código Italiano traduziram e colocaram no Brasil com algumas mudanças. o direito empresarial tem que ser parecido. em relação ao comercio terrestre. por isso que tende a globalização. agora. Nós temos regras universais para vários países.Hoje foi revogado o comércio terrestre. O direito civil cada país tem o seu.

com a revogação do código comercial e a introdução dele no novo CC. A imobiliária. São ramos autônomos. porque o conceito aumentou. somente. Por quê? Considera-se empresário quem através de seu estabelecimento comercial desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção e circulação de bens. Lembra da imobiliária? A imobiliária era tratada pelo direito civil e agora é tratada pelo direito comercial. e nós estamos falando isso com base na experiência italiana. E aí eu pergunto o direito comercial continua autônomo? Sim e por vários motivos. o direito comercial ele aumentou. O importante aqui é o seguinte. diferentes do direito civil. assim como a academia de ginástica. Bom. OBS: Autonomia legislativa a gente pode falar aqui só o seguinte. à parte que fala das sucessões é direito civil. Importante: Vocês vão poder ver bem o que no CC é direito civil e empresarial. não há dúvida de que se está tratando dentro da mesma lei.Por isso que cientificamente ele continua autônomo. então continua autônomo. Quando um se presume gratuito o outro é oneroso. quando um é indutivo o outro é dedutivo. eles viram que não adiantou colocar tudo em uma lei só. só que depois de aprovado e em funcionamento. ou serviços. por exemplo. Em 98 foi feita uma reforma na Universidade de Bolonha na Itália onde foi prestigiada a cadeira de direito empresarial.Então. Então são ramos com principiologia própria. agora está sujeita a falência. bibliografia própria. Importante: A atividade de prestação de serviço que antes não era tratada pelo nosso direito empresarial. que lei nova é essa? . de direito civil e direito empresarial. porque misturou água e óleo. A idéia era essa. só que com o direito de empresa no novo CC artigo 966 o conceito de empresário ele quase duplicou. Agora quem é tratado pelo direito comercial que não era? Lembra lá da academia Maromba? Academia de ginástica. o livro das empresas é direito empresarial. porque se a base é diferente eles não são a mesma coisa. agora é tratada. enquanto um tende a nacionalização o outro a internacionalização. como diz o professor César Devivante: eles enfaixaram direito comercial e direito civil na mesma lei. com princípios diferentes. o livro de família é direito civil.E a primeira autonomia que se destaca é a autonomia científica e por que cientificamente o direito comercial continua autônomo? Porque ele tem características próprias. embora o código comercial tenha sido revogado. e por mais que tenham enfaixado não quer dizer que seja um só. praticamente duplicou.8 Então na Itália o objetivo foi unificar o direito privado. juntou água e óleo na mesma lei. Didaticamente ele também continua autônomo. é tradição e vai continuar sendo com livros próprios. o direito comercial ele diminuiu ou ele aumentou? Antes eram só os atos de comércio. não era atividade comercial e agora é atividade empresarial. agora o professor de direito civil não substitui o professor de direito empresarial. aqueles atos de intermediação. o livro de títulos de crédito é direito empresarial.

o que você faz? Ela fala que é medica. então a base é o artigo 966 e o outro artigo a gente não vai falar agora e sim durante o curso muitas e muitas vezes é o artigo 1053 do CC. por exemplo a lei que trata da união estável é uma lei civil. e aquela pergunta. E agora nós vamos conceituar a parte mais importante do direito empresarial. ela economista e quando perguntam para ele. ele está falando a verdade? É ou não é? Não. porque as outras leis continuam sendo aplicadas nos ramos que lhes são próprios. A base de todo direito empresarial hoje. mas é um erro porque eles pensaram só no novo CC. Bela Blum salão de cabeleireiro Ltda. Qual o único ponto de convergência? O novo CC. são dois artigos. porque olha só . Seguindo a pirâmide de Kelsen a base seria o artigo 966 para o direito empresarial. no novo CC houve unificação mas é apenas parcial da legislação. circulação de bens e serviços. Não há dúvida e por isso nós vamos falar que a unificação legislativa foi apenas parcial. que é o conceito de empresa e empresário.9 O novo Código Civil. Ex: 4 pessoas vão formar uma sociedade. não muda nem a vírgula do artigo 2082 do CC Italiano. Temos dois sócios administradores ( não se fala mais em sócio. se você decorar você reponde milhares de questões de direito empresarial. e com certeza quando o examinador quiser na hora da prova aplicar uma pegadinha vai usar o artigo 1053 do CC. Agora as outras leis. Por quê parcial? Porque só existe um ponto de convergência que é o novo Código Civil. ela dentista. empresário é a pessoa física ou jurídica que em nome próprio através de seu estabelecimento empresarial. ele vai dizer que é empresário. O primeiro é o artigo 966 do CC. que trata das duas matérias. Vamos agora interpretar o 966 do CC. a lei de falência é empresarial. ele é tudo menos empresário. e não é brincadeira não. houve apenas unificação parcial. desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção. alguns livros falam em unificação legislativa. tudo aquilo que vocês ouviram falar de empresário esqueçam. pelo conceito do artigo 966 e do 982. tenho uma rede de salão de cabeleireiro. os outros são apenas investidores. Numa festa um dos sócios está se apresentando. Bom. que nada mais do que uma tradução literal. tem até uma resolução do DNC que autorizou os sócios administradores e os titulares de firma individual a tirar uma carterinha de empresário. acabou esse negócio de sócio-gerente. Então mesmo legislativamente eles continuam autônomos. Primeiro não tem base legal e sim numa instrução normativa e ele não é empresário . ele é um artigo importantíssimo. . que fala das sociedades limitadas. é a base. gerente é empregado. a carteira de empresário. não é nada daquilo que falaram na faculdade. Vocês sabem que todo mundo quer ter uma carterinha.gerente. Quando um sócio chega e fala que é empresário é só para tirar a onda. O mais importante é o artigo 966. felizmente mudaram o nome). ele fala apenas para tirar uma onda. Ele é o artigo principal.Eu sou empresário.

Vê o conceito do 982. seu sítio. Importante: Empresário pode ser tanto pessoa física como jurídica e geralmente o empresário é pessoa jurídica porque o empresário individual teria responsabilidade ilimitada. ela era a sociedade comercial ou comerciante coletivo. Então hoje. Quem está sujeito a falência o sócio ou a sociedade? A sociedade. considera-se empresária a sociedade tal.. mas que isso? O problema é que botaram na cabeça de vocês.. então quando alguém vai desenvolver uma atividade desenvolve através da sociedade. sócio não é empresário. quem está sujeito à falência o sócio ou a sociedade? A sociedade. mas você ao abrir uma firma individual. você vai juntar com outras pessoas e quem será o empresário será a sociedade. Quem está desenvolvendo a atividade? A sociedade. Decore isso sócio não é empresário sócio é sócio. por isso que ela se reveste no conceito e não ele ( sócio). e digo pior credor porque ele só recebe depois de todos os credores. E aí o que diz o artigo 982 do CC.. porque ele não age em nome próprio. O professor Fábio Ulhoa Coelho. ele age em nome próprio? Não ele age em nome da sociedade. se vocês forem perguntar ao pipoqueiro da esquina. Por quê o sócio não está sujeito a falência? Porque ele não é comerciante. E ele poderia ser chamado de comerciante antes? Quem está sujeito a falência? Todos os comerciantes. E o que é sócio? Sócio é sócio. vocês ligaram a figura da pessoa física. seu carrinho? Não vai querer. você é apenas o sócio. quem é o empresário? A pessoa jurídica ou empresário individual. o sócio em última análise é um mero credor da sociedade. ele vai dizer que o empresário é a pessoa física.10 Ai eu pergunto. quem é o empresário? O empresário é a sociedade. porque quem está sujeito a falência é a sociedade. . e você vai querer fazer isso? Arriscar a sua casa de praia. nada mais equivocado. Isso a gente já sabia só que não atentava para esse detalhe. firma individual. a firma individual ou as sociedades empresárias. você sabe que sua responsabilidade será ilimitada.” Eu vou perguntar isso aqui várias vezes em meio a outros institutos e vocês vão errar. foi muito feliz quando ele colocou em letra 26 no livro dele: “Pelo amor de Deus. Quem vai a falência? A sociedade. E quando é que ele é empresário? Quando ele é empresário individual. porque o sócio não é comerciante.

se não tiver empresário o país vai a falência. da França. agora se eu te chamar de empresário eu estou te xingando? Não. o empresário na concepção social. e por isso que o burguês é xingamento hoje. como assim? Bom. Então. sem falar nas divisas do contrato internacionais. mas pode se acrescentar uma . O conceito de comerciante é um conceito egoísta.sociedades empresariais ( art. 1. o Estado deve se preocupar com o empresário porque a escala empresarial é a base econômica de um país. 982) * Sócio( física ou jurídica)---------------sócio--------------. mas ele vai pegar o dólar e vai dar para o Banco Central. porque enquanto o empresário estiver vivo. por causa da variação. fica com Estado que dá para o exportador o real. por que isso? O governo não está dando dinheiro paras o empresário. sem conhecimento de causa.individualista. Ele pode até fazer o câmbio em uma instituição particular. 966) * Pessoa jurídica --. criticando PROAR. corporativista. que ia ajudar a TAM. o PROER que ajudou os bancos. a VARIG. O dinheiro não vai vir para o governo diretamente. Por isso. quando os dólares chegam eles ficam com quem? Com o exportador? Não.11 Qual seria a diferença do conceito de sócio para o conceito de empresário? O que que mudou? São três mudanças. O Estado tem que tratar bem o empresário.comerciante individual ---. na doutrina só tem duas. é da época de uma concepção egoísta . o Brasil dá de um lado para pegar de outro.sociedade comercial---.sócio Qual a diferença do conceito de comerciante para o conceito de empresário? São três diferenças. hoje a gente tem a concepção de que o empresário é um bibelô.Filosófica: A primeira diferença vou dar apenas por que é filosófica e quem faz essa diferença é o professor Rubens Requião. mais arrecadação de impostos. marginal que o Estado fazia do comerciante. e normalmente pedem |Rubens Requião na prova. Trilogia: * Pessoa física ---. mais postos de empregos. é um conceito mais social. realiza um contrato e o dinheiro vem para o Brasil.Então quando uma exportadora. foi lá na Organização Internacional do Comércio. por isso que o empresário é tratado que nem um bibelô. quem vai fazer o câmbio é o Banco Central. por isso que o FHC. vai vir para . teoria da preservação da empresa. o conceito de empresário se contrapõe ao conceito individualista. Por isso que o Lula vai lá não sei aonde defender o Brasil.empresário individual ( art. defender a EMBRAER da BOMBARDIÊ. Eu vejo muita gente criticando. marginal.

mais abrangente. REQUISITOS PARA SER EMPRESÁRIO: São vários os requisitos 1) capacidade + ausência de proibição legal: O primeiro deles é a capacidade mais ausência de proibição legal. OBS: Nem todos aqueles comerciantes tem estrutura própria organizada para serem chamados de empresários. E o conceito de empresário é muito maior porque abrange também o conceito de prestação de serviços. imaginem agora se eles não vão perguntar sobre isso. . o conceito de empresário é mais amplo.12 EMBRAER. ele dá exemplo no livro dele. é a seguinte: Nem todos aqueles que eram chamados de comerciantes agora podem ser chamados de empresários. o conceito de comerciante é menor.O examinador perguntou antes do CC. Alguns autores colocam como dois requisitos. então era o restaurante. ele está falando não de um público grande ele está falando daqueles antigos comerciantes nanicos. a concessionária de veículos. porque a pessoa jurídica adquire capacidade e ganha personalidade jurídica a partir do registro. ela praticava atos de intermediação? Praticava. porque o conceito de comerciante pegava apenas aqueles atos de intermediação. O conceito de empresário substitui a de comerciante? Você tinha que falar há diferenças. E por isso que o Banco Central dá injeção de dólar no mercado. Então. eu não conhecia a filosófica. já falei de duas vou falar da terceira. mas os dólares vão ficar no Banco Central. eu vou falar do empresário pessoa física do empresário individual. porque não desenvolve atividade economicamente estruturada. porque não tem estrutura comercial. tudo bem? Bom. 3)dada pelo professor Fábio Ulhoa Coelho e Waldo Fazzio Jr. de não sei quantos milhões de dólares no mercado. Na época da prova eu só lembrei de duas. a partir de quantos anos? 18 anos. mais tarde nós vamos estudar isso melhor. essas três que eu estou dando. quando é que a pessoa física adquire capacidade civil plena. construir aviões. Ela era comerciante. por exemplo: A vendedora de Avon. não muda nada. um a capacidade e outro a ausência de proibição legal. Eu vou falar primeiro da pessoa física. Mas será que ela se encaixa no conceito de empresário? Para eles não. as indústrias. 2) conceitual: Segunda diferença é conceitual. mas isso é questão didática. eu lembrei do conceito que era mais abrangente e lembrei dessa diferença. ( Principalmente ). Foi a pergunta da prova oral do MP.

mas a gente não precisa mais disso. E entre 16 e 18 anos ele poderá dar o desfalque no mercado e ninguém poderá requerer a falência dele. e a pergunta é a seguinte: Pode um menor. então.Uma minoritária do Rubens Requião e Manoel Ferreira. ele comete ato infracional. aqui ela só pode ter um patrimônio. cada pessoa só tem um patrimônio. Segundo José Maria Leoni. não tem mais divergência. diz que só é possível a falência do maior de 18 anos. O louco é capaz? Não. Hoje o menor com 16 anos pode se emancipar com o exercício da empresa. Não há como. a solução é a reforma da lei de falência e do CP. Eu vou deixar uma pergunta para a próxima aula porque esse artigo é muito complicado. Imaginem um empresário praticando inúmeros fatos fraudulentos. no Brasil cada uma pessoa tem o seu patrimônio. a partir de quantos anos o menor poderia se emancipar pelo exercício do comércio.II da LF. nessa parte. e não é revogada por lei geral posterior. pode um louco ser empresário? Qual o primeiro requisito que eu falei? A capacidade. o professor Anco Márcio Valle. 2º. porque a partir dos 18 ele hoje é maior. eles diziam que era a partir dos 16 anos. é o artigo mais difícil do direito empresarial o artigo 974 do CC. porque a lei de falência é especial. dizia que era a partir dos 18 anos.A corrente majoritária do Fábio Ulhoa. todas essas regras foram mudadas e quando eu falo para os civilistas eles chegam a se arrepiar. a lei foi expressa. plenamente capaz. que o menor com 16 anos pode se emancipar pelo exercício do comércio.13 Existia uma discussão na época do CC de 1916. crimes contra o consumo e tudo mais e lhe sendo aplicado medida protetiva do ECA. ele conseguiu em um artigo mudar todo o ordenamento jurídico. fazendo concorrência desleal. melhor um louco. medida de advertência. existam duas correntes: A. Pode o louco ser empresário? Pode uma criança de um ano ser empresária? Pode ou não? Olha só o que o novo CC fez. ele pode ficar insolvente e não poderá ser decretada a sua falência. E também não está em consonância com a lei de falência. . Patrimônio é um conceito uno e indivisível. art. inciso V. Tem solução? Não tem solução. criticam esse artigo. Mas muitos autores. OBS: Ai vem o novo CC e disse em seu artigo 5º. mas eles eram minoritários. vamos supor que ele esteja interditado. patrimônio é o complexo de relações jurídicas de uma pessoa dotada de valor econômico. parágrafo único. E o sócio tem dois patrimônios? Não ali são duas pessoas e cada uma tem o dela. o juiz vai dá uma repreensão verbal ?!. sobretudo o professor Penalva. nós vamos ter um vácuo entre esses 16 anos e 18 anos e esse empresário pode fazer tudo. porque ele fica em total descompasso com o ordenamento jurídico vigente. Ele não está em sintonia com o direito penal. uma pessoa não pode ter dois patrimônios como ocorre na França. tipo “olha não pode mais vender produto estragado”. Fran Martins. Antes havia divergência e o novo CC acabou encampando a corrente minoritária. pode cometer “crime”. B.

Então o computador da loja. mas o menor era sócio.Só que agora o juiz vai dividir o patrimônio e vai averbar nas juntas todos os bens que estão ligados a essa atividade. com aval do Ministério Público. o empresário de um ano de idade e o empresário louco interditado. vamos supor o Arthur Novak. Antes a responsabilidade era ilimitada. veio e disse. Então ele vai avaliar os riscos dos negócios e se ele entender conveniente ele autoriza. Só não era pacífico porque o Carvalho de Mendonça entendia que podia . que o Arthur morresse e deixou como único herdeiro o filho de um ano. e nem desenvolve atividade em nome próprio. mas vamos supor. Pode a representante legal desse menor continuar a exercer a atividade que antes era exercida pelo autor da herança? Antes de maneira nenhuma. ele não é economista. pode ele com um ano de idade tocar a atividade? Não. o menor herdou uma atividade empresarial. e a Juliana Novak continua desenvolvendo a atividade em nome dele. que vai exercer seus direitos através do curador. vamos supor que o empresário individual. Eu pergunto pode o curador continuar a atividade desenvolvida pelo curatelado? Antes de jeito nenhum. só na reencarnação. O incapaz fica com dois patrimônios. ele pode ser dividido na forma do artigo 974 do CC. Teve o caso de Brasília. tudo fazia parte de um mesmo patrimônio. porque toda a atividade empresarial é sujeita a risco e o patrimônio do incapaz poderia se evaporar junto. um ligado a atividade empresarial e outro não ligado a atividade empresarial. Aí o novo CC. vai dividir o patrimônio do Incapaz. onde o promotor e o juiz estavam envolvido e foi um escândalo. Ex: Casa de praia. antes não exercia atividade comercial. E eu pergunto o juiz tem conhecimento de causa para analisar isso? Não. não você pode continuar desde que você peça uma autorização judicial. mas a casa de praia não. . O patrimônio já não é mais tão indivisível assim. Por isso o juiz decidia sempre em vender tudo e colocar numa poupança.14 Então só existe um patrimônio por pessoa. Importante: E esse artigo 974 do CC permitiu que uma pessoa tivesse dois patrimônios e permitiu o empresário incapaz. E o menor de um ano de idade. Agora quando era para desenvolver a atividade pessoalmente o menor não podia. Quem é o empresário? O Arthur. os carros podem ser penhorados. Quem vai ser acionado e citado? O Arthur. está comprando e vendendo carro e aí ele foi interditado pela mulher. Ele tinha um patrimônio único. vamos colocar Arthur Novak Comércio de veículos. Só estarão sujeitos aos riscos da atividade os bens ligados a empresa. E o juiz vai fazer outro absurdo. eu não estou falando de sociedade e sim de empresário individual. o juiz vai pegar e analisar se existe risco no negócio. não estou falando do sócio. Mas como isso? Ele permitiu o seguinte. Ela é empresária? Não. porque quando ele fizesse 18 anos ele não teria mais nada. para o menor.

Se aquela atividade está indo a banca rouca. pode ser decretada a falência? Do menor não e do louco. ele misturou o artigo com a questão de sócio. definitivamente. mais uma vez o CC não está em consonância com a Lei de Falências. Do louco pode porque não tem nenhuma vedação legal. vamos supor que no início ela estava vendendo carro que era uma beleza. o Fábio Ulhoa Coelho quando vai falar desse artigo é assim ele reproduz o artigo. Então está ligado mais de forma indireta. os bens que serão arrecadados serão somente aqueles ligados a atividade comercial. mas eu sou obrigado a falar. E quem vai ser o empresário. porque o representante legal não vai agir em nome próprio e sim em nome do menor. 973 e 974. mas se provar que foi fruto. o representante legal? Não porque ele não está agindo em nome próprio e sim em nome do menor. mas a gente pode complementar. E falamos do primeiro requisito aquele requisito complicado do 972. 2 ª Aula . Quando for acionar na justiça vai se acionar o menor. Quando o louco falir. O Amador Paes de Almeida entrou numa de falar e falou uma besteira que não tem tamanho.15 Importante: Mas agora o novo CC deu esse poder para o juiz que poderá autorizar o representante do menor continuar a atividade que antes era desenvolvida pelo autor da herança. a lei para por aí. Waldo Fazzio Jr.12/04/2003 Estamos falando dos requisitos para ser comerciante. Então empresário pode ser pessoa jurídica. mas do menor de um ano de idade não pode. com lucro ela comprou um sítio e depois ficou ruim e ela quebrou. . Cuidado. Primeiro conceituamos empresário que pode ser tanto pessoa física como jurídica. faz a mesma coisa com medo de falar besteira. porque as pessoas têm medo de falar desse artigo. agora do menor não pode. e quando ele autorizar. porque mulher não entende muito de carro. porque ele não pode falir a não ser que você entenda que é a falência daqueles bens.Eu pergunto aquele sítio vai responder? Está ligado a atividade? Não diretamente. e aí? Não tem solução Os autores não falam. a casa de praia está fora. que tem que ser modificada. e não tem nada haver com sociedade o artigo 974 do CC. e aí eu pergunto quando o juiz autorizar ele vai está dividindo o patrimônio do menor e só vai estar sujeitos aos riscos os bens ligados a atividade empresarial. Última pergunta para deixar vocês sem dormir:Se ela não desenvolve muito bem essa atividade. porque senão seria ótimo para o incapaz. porque só entra nunca sai. o que é normal. Aquela mania que tínhamos de pensar que empresário é só pessoa física acabou né. Aí você pede e o juiz vai analisar os riscos. o menor recebeu como herança os bens ligados a empresa e a casa de praia. Agora se ele vendeu para comprar o sítio este não estará sujeito aos riscos. estará ligado de forma indireta. Bom. ou seja a capacidade. mas falência de objeto? Complicado.

Ele não poderia ser empresário. ela não pode ser proibida por lei de ser empresário. o patrimônio dos dois vai ser arrecadado. . o juiz o funcionário público. Vai decretar a falência dos dois com uma tacada só. Qual é a conseqüência? Ele vai estar sujeito à falência? O juiz? Vai ou não vai? Vai estar sujeito à falência. do próprio proibido que estava por trás. Segundo Trajano de Miranda Valverde pode ser decretada a falência dos dois. mas isso nos interessa na hora da prova? Não. o militar. Importante: Não basta que a pessoa seja capaz para exercer a atividade empresarial. você responde com Trajano de Miranda Valverde. Bom. etc. Então ele vai estar sujeito à falência? Vai estar sujeito à falência. E na prática? Na pratica. ele só está sujeito ao direito empresarial para os efeitos ruins. e ai qual a solução? Não falei necessariamente em pessoa jurídica aqui. se violar essa proibição está sujeito à falência. Aliás. Uma questão interessante: se por acaso se esse juiz colocar um testa de ferro. Ai os bens dos dois. colocar um testa-de-ferro. em um único requerimento. Exemplos: o promotor de justiça. O juiz pode ser sócio o promotor pode ser sócio.Não estou falando necessariamente em pessoa jurídica aqui. As conseqüências são drásticas. E a falência dele é o pior de todas. Por exemplo um juiz que além de juiz é empresário. Então o segundo requisito é a ausência de proibição legal. falei? Vem cá. e se ele falar que é. Então o credor que não conseguiu receber do testa-de-ferro quando requerer a falência vai requerer a falência tanto do testa-de-ferro como de quem estava por trás. porque vai ser presumidamente fraudulenta. O proibido de exercer atividade empresarial pode ser sócio. ele ainda vai responder um processo administrativo na corregedoria correspondente. mas é e se é vai estar sujeito a tudo que é ruim.16 Vimos que para ser empresário. o juiz pode ser sócio? Pode porque sócio não é empresário. ele não poderia mas é. é muito difícil primeiro você provar que é testa de ferro. Todos eles têm capacidade mas são proibidos por lei de exercerem atividade empresarial. um testa-deferro. onde afirma expressamente que pode ser declarada a falência dos proibidos de exercerem a atividade empresarial. Essa é a orientação da doutrina. Eles dizem o seguinte: toda vez que um proibido de exercer atividade empresarial. Se evidentemente violarem essa proibição. E o que nós podemos falar sobre isso? Vamos supor que uma pessoa que tenha capacidade seja proibida e mesmo diante dessa proibição ele venha a exercer essa atividade. não basta ser capaz. para os efeitos danosos. nessas hipóteses pode ser decretada tanto a falência do testa-de-ferro como do próprio juiz. eu estou falando que ele botou alguém lá. Vai ter direito à concordata? Não. Então eu não estou falando em pessoa jurídica. A resposta nos é dada pelos professores Rubens Requião. um amigo dele. Na hora da prova o examinador vai dizer se é ou não testa de ferro. Oscar Barreto filho e Trajano de Miranda Valverde. não pode ser proibido por lei. o proibido de ser empresário. o leiloeiro. Estou falando de empresário não de sócio. o corretor. antes de mais nada a pessoa deve ser capaz. o segundo requisito que nós vamos tratar hoje é a ausência de proibição legal. o que é bom não. a lei de falência é clara em seu artigo 3º. Então o proibido de exercer a atividade empresarial. vai ter crime falimentar de ausência de livros.

mesma atividade rural. o empresário ele tem que se registrar na junta comercial. E onde está essa exigência? Esta exigência está nos artigos 967 (o registro). verificou que ela não é tão declaratória assim. pré-existente ou já existente. Vamos imaginar dois fazendeiros. mesma quantidade de alqueires. Então o que deu qualidade a ele de empresário? O registro. Hoje não. ele vai ser chamado de empresário? Sim. se registrou. mas o professor Leonardo analisando o novo código civil. mas quando for empreendedor rural ele tem natureza jurídica constitutiva. Ele está criando um novo estado jurídico. então limitou a reconhecer um estado de fato pré-existente. Então é requisito para ser empresário. civil. mas veja se ele não se registrar ele vai continuar sendo empresário? Vai ou não vai? Vai ser empresário de fato ou irregular. Se foi o registro que deu qualidade de empresário. Sempre se discutiu o seguinte. mas a doutrina amplamente dominante sempre falou. O colega aqui me perguntou se vai estar sujeito a falência o registrado? Vai. Então mesma atividade tudo igualzinho. Maria sempre quis ser fazendeira. João sempre quis ser empresário. inclusive hoje o registro tem natureza declaratória. diz a lei o seguinte: o empreendedor rural para ser empresário basta que ele faça o registro. Mas o que eu vou falar agora é conclusão minha. Hoje a regra é que ele tem natureza declaratória. . o registro nesse caso teve natureza Constitutiva. Então na verdade o registro é requisito para que a pessoa seja empresário regular. tudo igualzinho. Eles continuaram a falar a mesma coisa inclusive com o novo código civil. 985 e 1150 do CC. ela é empresaria? Empreendedora rural é empresária? Não se registrou? Não. Toda vez que falar em natureza jurídica declaratória limitou-se a reconhecer um estado de fato pré-existente. ela não se registrou. quando se fala em natureza declaratória o que isso quer dizer? Quer dizer que se limitou a reconhecer um estado de fato. natureza declaratória. Discutia-se isso. estado jurídico de empresário. é todo o registro. processo civil. você vai dizer que o registro tem natureza Constitutiva. Anotem os artigos 971 e 984 do novo código civil. E o que isso quer dizer? O registro. mesma coisa.17 2) Registro: Bom o próximo requisito para ser empresário é o registro. o registro tem natureza meramente declaratória. qual é a natureza jurídica do registro? Ele tem natureza jurídica declaratória ou constitutiva? Por que a pergunta? Importante: :Porque se você disser que é o registro que dá qualidade de empresário. Por que o registro? Antes de iniciar a atividade. Importante: Por isso que vocês não podem mais falar que o registro sempre tem natureza declaratória. Quando falar. Mas se você falar que não é o registro que dá a qualidade de empresário e sim a atividade. direito empresarial. não é só no direito empresarial não. Agora João. declaratória. sem registro a atividade rural não é empresarial. se vocês colocarem na prova é por conta e risco de vocês. Se for numa prova objetiva múltipla escolha.

dinheiro. não ser proibido. em outras palavras. não está proibida por lei. ele diz. 3) Prática habitual de atos empresariais: Artigos 971 e 984 do CC. Ele sendo empresário vai ter direito à concordata. ou seja. como o absurdo. loja de roupas. É um requisito. o que ele tem que fazer? O Registro. alguns autores mencionam outros requisitos diferentes. Então. Ex: indústrias. E o outro. ele tem que fazer tudo isso pensando em lucro. É a mesma coisa. A atividade rural não é considerada empresarial. só é empresário quem está sujeito ao regime jurídico da insolvência mercantil. por exemplo. Ela não vai ser considerada empresaria. é o do Professor Waldo Fazzio Jr. Prática habitual de atos empresariais é o que a doutrina fala. e alguns mais loucos. Próximo requisito para ser empresário: já falamos da capacidade. Se ele quiser ser empresário.Ex: A faculdade Candido Mendes tem capacidade. . mas vai ter que ter o livro diário. isso vai ser considerado uma atividade empresarial. . quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Só é empresário quem está sujeito . o último requisito é o intuito especulativo ou finalidade lucrativa ou visar o lucro.Produção de bens. Esses requisitos que eu falei com vocês são unânimes. só é empresário quem esta sujeito à falência.Circulação de bens. da ausência de proibição legal. está registrada. O empreendedor rural decide se ele quer ou não ser empresário. a fazendeira que não se registrou? Não. ser registrado. Mas para ficar mais bonito. então normalmente além desses requisitos. Ex: hotel. . já que segundo a doutrina ela não presta serviço.Produção de serviço ou prestação de serviço. prestar serviço e fazer tudo isso por amor. Na prática é outra História. por isso é que ela coloca o serviço em circulação. pratica habitual de atos empresariais. segundo o estatuto. Será que isso pode ser requisito para ser empresário. isso não está nem na apostila.Circulação de serviço. ela faz intermediação. mas a doutrina entende ser circulação. pura e simplesmente. ela não pode ser considerada empresarial. Nossa opinião é que é prestação. do registro: próximo requisito para ser empresário. administração de imóveis. Não adianta nada ter capacidade. não adianta. por exemplo. sinônimo de habitualidade. Ex: agência de viagens. 4) Finalidade Lucrativa : Quando essas atividades são praticadas de forma profissional. mas não visa lucro. bastaria comprar um. Ex: restaurante. Quais são os atos empresariais? . pode colocar esse nome: exercício profissional da empresa. mas se todos os livros fossem iguais. tem direito a certos benefícios legais. ele diz. em todos os livros vocês vão encontra-los.18 Vai ter direito à concordata? Vai. Ela só vai ser empresaria se ela se registrar.

Vamos falar de know-how. 2.. vamos continuar.19 à falência não é o contrario é exatamente o contrario. Ele tem que utilizar mão-de-obra.de. Ela trabalha . seria mais um requisito. Waldo fazzio jr. Para aqueles que entendem que para ser empresário é necessário ter estrutura empresarial.Empenho de Capital : Só tem estrutura empresarial quem empenha capital. Ela não tem estrutura empresarial. Ela tem estrutura empresarial? ela empenha capital? Não ela pega tudo em consignação. Quais são eles? São os seguintes: 1. nunca um requisito. Então ela não utiliza mão de obra. Bota um cafezinho e vende para as amigas que acabam comprando. É bem mais apropriado porque quando eu falo em tecnologia a gente pensa logo em tecnologia de ultima geração. Então quando eu falo em capital é dinheiro ou bens apreciáveis economicamente. O que é insumo? Insumo é o produto ou serviço que vai ser explorado.Obra: Segundo fator de produção conjuga a mão de obra. tem que conjugar os quatro fatores. ela utiliza mão-de-obra de terceiro? Em regra quase absoluta não. O que seria estrutura empresarial? Estrutura empresarial segundo esses autores é a conjugação de quatro fatores de produção. Então a sujeição à falência não é um requisito para ser empresário é uma conseqüência de ser empresário. porque ela não está correndo risco. Só é empresário aquele que conjuga o capital. Fabio ulhoa coelho. Alguns autores estão colocando como requisito para ser empresário o que eles chamam de estrutura empresarial. tem que ter estrutura empresarial.Empenho de Mão. Toda atividade empresarial é atividade de risco. um produto ou um serviço. eu não diria tecnologia eu diria know-how. Quem fala isso. a banca do Ministério Público. falo em empenhar arriscar bens apreciáveis economicamente.Então tem que ter capital. aquele que mexe com dinheiro. Esse é o primeiro fator de produção. e quando eu falo de capital não falo em dinheiro em espécie não. Então nós vamos ver alguns exemplos: a vendedora de cosméticos (da avon). Então todo empresário tem que trabalhar com alguma coisa. Não existe empresário que não empenhe que não arrisque capital. professor penalva. de ponta. E por fim eles falam que só é empresário quem utiliza tecnologia.Insumo: Terceiro fator de produção é o chamado insumo. ela é que vai na casa das amigas. Então ele tem que utilizar dinheiro e mão-de-obra. 3. Para ser empresário tem que ter estrutura empresarial. Falência é um requisito ou uma conseqüência? Uma conseqüência de ser empresário. Mario Moraes marques Jr. Aqui não é tecnologia de ponta não. Segundo eles além dos outros requisitos que nós já vimos.

eu já abri conta corrente de vários camelôs na Uruguaiana. Para a lei existe um requisito legal de ter um empregado para ser empresário? Não isso aí é discussão puramente doutrinária.Existem casos em que a vendedora tem que fazer um depósito. O dono do bar. Ele tem tecnologia. Aquele garoto que tem um site de busca na internet. do tipo novo. tem que saber tudo isso. . inovação. firma individual desenvolve atividade empresarial inobstante conjugar os quatro fatores ou não conjugar. é o risco do empreendimento. Significa que ele empenha capital e se perder os produtos na estrada. porcentagem. mas na hora de lançar o livro todo mundo fala que é. Bom camelô. De jeito nenhum alguém poderia meter a mão no computador dele. mas não utilizava mão-de-obra. Quem está registrado direitinho. ele com certeza conjuga os fatores de produção. estrutura empresarial vai ser abraçado por toda a doutrina. Não conjugava esse fator de produção ai. ele pode não estar presente. não estamos acostumados com isso. mas emprega? Emprega. Não precisa ser formal. vejam. pois para botar um anuncio no site dele era uma grana.20 com os insumos. Ele sabe os custos da produção. Aquele é para celulite. sempre tem alguém trabalhando para ele. Ela tem a chamada tecnologia ou o know-how? Tem. aparentemente esse requisito. ela não tem pelo menos em regra os dois primeiros. Era empresário. ele conjuga os fatores de produção? Evidente. Muita gente questiona isso nas palestras nos simpósios. os empregados. Esses próprios doutrinadores que falam dos fatores de produção eles dizem que se faltar um. Ele montou um site na casa dele. volume de vendas. É o exemplo de que eles foram obrigados a reconhecer que é empresário mesmo sem utilizar mão-de-obra de ninguém. Primeiro fator ele conjuga. ou com o serviço.Dava mais dinheiro ser camelô do que empresário estabelecido. Camelô tem estrutura empresarial? Tem porque conjuga os fatores? O camelô quando vai ao Paraguai comprar os produtos ele pode comprar fiado? Não. o cadê . Então ele conjuga capital conjuga mão de obra. Bom. não tem estrutura empresarial. Isso não é requisito legal é doutrinário. o empresário virtual ou empresário da internet. Era empresário no sentido moderno. No fim das contas todos vão falar que estrutura empresarial é requisito para a atividade empresarial. ele ficou rico. a mão de obra pode ficar ai relegada para a prescindibilidade. é mais um conceito econômico do que jurídico.Embora ela tenha know how. tem o know how? Sem dúvida nenhuma. aquele para levantar a moral. então preenche os requisitos. para configura-la eu teria que analisar esse contrato. ele tem um know how enorme. ele tem o produto dele? Tem. mas vamos ter que nos acostumar. sem utilizar mão-de-obra. eu já ouvi falar sobre isso. Bom. Ele utiliza mão de obra? 99% das vezes ele utiliza. pode ser informal. seu João da birosca. Então tem contador. OBS: Mas os doutrinadores são obrigados a reconhecer em pelo menos um caso que o fator de produção chamado mão-de-obra. tem o ponto que é a loja. mas só analisando o contrato para saber. alguns deles tem firma registrada na JUCERJA. Era empresário? Sem dúvida. É ou não é. Alguém trabalha para ele? Mesmo sem vinculo empregatício formal. então esse são os requisitos para ser empresário. que às vezes tinham uma lojinha lá em Madureira tinham tudo. com o produto (cosméticos).

E na cooperativa o lucro é dividido? É dividido. O que você vai ver no estatuto para saber se ela visa ou não o lucro? Repartição dos lucros através de dividendos. que é a cooperativa. sobrando? Vai empregando na atividade vai aumentando a atividade. Para nós falarmos em visar lucro para a sociedade. então não é empresário quem deixou de preencher estes requisitos. que a cooperativa é uma sociedade de natureza simples. a academia não estava sujeita à falência agora está. Bom. E o que ela vai fazer com o dinheiro que ela conseguir. a prestação de serviço é empresarial.21 Vocês se lembram quando na última aula eu falei que existem dois pontos difíceis na matéria. Então na verdade como você sabe se uma sociedade visa ou não o lucro? Na pratica? Olha o estatuto. Importante: Então cooperativa preenche todos aqueles requisitos. parágrafo único do CC. A imobiliária não estava sujeita à falência agora está. é ou não é atividade empresarial? É. Não são empresários. que é o artigo 974 do CC. por que? Porque a lei falou no artigo 982. conjuga os fatores. então quando eu falar de intelectual estou falando disso tudo. A cooperativa preenche todos aqueles requisitos que nós já vimos tem estrutura empresarial. artística ou literária. mas não é considerado empresário. . atividade de prestadores de serviço. Se não tiver repartição de lucro ela não visa o lucro. Se tiver repartição de lucros. nessa parte introdutória. Não são empresários aqueles que prestam serviço de natureza intelectual. O que eu vou falar agora preenche todos os requisitos. desenvolve atividade de produção. não há duvida nenhuma que não é empresário aquele que deixou de preencher os requisitos. mas não é empresário. E se for sobrando. Então a atividade intelectual. na verdade o lucro dividido entre quem? Entre os sócios. a literária e a artística também são intelectuais. antes era uma atividade civil e agora é uma atividade empresarial. Mas na verdade a científica. Estou fazendo isso. Foi uma inovação. Então a questão é essa. É ai que você vê se tem ou não tem lucro. mas quando eu estou prestando um serviço intelectual não é empresarial. Então vem o parágrafo único do artigo 966 do CC e diz é isso mesmo é um dos calcanhares de Aquiles e atenção vai cair na prova. O outro ponto difícil vem agora. tem capacidade. No código esta falando em intelectual. botando tudo em um saco só porque a doutrina bota. Ela tem que ficar empregando dinheiro nisso. porque deixa muitas lacunas. se não visar o lucro? Ela tem que reverter para a própria atividade. “Ponto Importante para cair em concurso:” Importante: Regra geral. ela visa lucro.Quem não é empresário. está registrada. O primeiro nós já falamos.

Montam consultório. vamos continuar com o parágrafo único do artigo 966. você procura um médico específico lá? Não você procura a estrutura. a otorrino também já se tornou a administradora daquele mini hospital. crescer. todos eles prestam serviço de natureza intelectual. Montam um consultório ou mesmo uma sociedade de médicos. procuram a estrutura empresarial. só aqueles clientes vips que não tem convênio médico. alugaram uma mansão. são ótimos médicos. a atividade intelectual desse professor de direito penal é apenas outro elemento. salvo quando constituir elemento da empresa. é a mesma coisa. outro prestador de serviço intelectual. uma clínica que ficou tão grande que a oftalmologista não atende mais ninguém. O que ele fez? Estruturou empresarialmente os prestadores de serviço intelectual. diz o parágrafo único.22 O advogado é prestação de serviço? É. um Office boy. presta serviço? De natureza intelectual? Sim. mas serão. você procura todo aquele serviço que esta colocado a sua disposição. em simpósios ninguém se entende. Foi crescendo não dava mais no prédio. Ele é empresário? Não. sublinhe. são empresários? Não. tem uma vírgula danada e coloca o tal do salvo. enfermeiros. por que? Porque atividade . Então a individualidade dele já se perdeu dentro daquela estrutura e mais os médicos que trabalham para aquela sociedade. pois mexe com grandes interesses. Então por favor. direito civil e outro. o contador o economista. então nesse caso a atividade como um todo é atividade empresarial. O curso glioche LTDA é uma sociedade empresarial. ginecologista e urologista. quem tiver o código. Vou dar um exemplo: temos cinco médicos. o dentista. já começaram a contratar outros médicos. otorrinolaringologista. Todos já não atendem mais a ninguém. mesmo contando com colaboradores. A questão é a seguinte: esse consultório foi crescendo. quando a prestação do serviço intelectual for apenas um dos elementos da empresa. Mas é prestação de serviço intelectual. Aí gera um a discussão danada. O médico é a mesma coisa. cardiologista oftalmologista. eles contratam uma secretaria só. Se eu for sozinho alugar uma sala para dar aulas de direito empresarial . Apenas um dos elementos. O que isso quer dizer? Salvo quando constituir elemento da empresa. O que aquela empresa fez? Empresariou o trabalho intelectual. você procura a empresa. Essa sociedade tem natureza simples ou é uma sociedade empresarial? Simples. É porque eles empresariaram os prestadores de serviço intelectual ( professores). por exemplo. Quando você vai no Barra Dor. daquela clinica. O difícil vem agora lá no final do parágrafo único do artigo 966. Mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. a minha atividade intelectual é apenas um dos elementos. a atividade desenvolvida por eles é uma atividade de natureza intelectual. Está mole. os médicos que trabalham lá. O curso glioche. começou a crescer. Mas uma pessoa física ou jurídica pegou este prestador de serviço intelectual. vem a lei e diz mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. funcionários. eu vou ser empresário? Não. Importante: Vem dizendo que os prestadores de serviço intelectual não são empresários. mas é apenas um dos elementos da empresa. São chamados profissionais liberais. As pessoas já não procuram mais aqueles médicos. mas vão constituir elemento da empresa. já não da mais em um andar do prédio já alugaram outro andar. crescer. pegou todo mundo para trabalhar para ele.

naquele prestador de serviço intelectual. serem consideradas sociedades empresariais. outro indicio é quando a individualidade daqueles prestadores de serviço intelectual já se perdeu dentro daquela estrutura. você tem vários profissionais intelectuais. know how). ou eles vão apresentar o exemplo de um consultório médico ou de um mini hospital ou de uma clinica. já que direito não é matemática. Por que vocês dizem que o consultório não é. o Cepad. Consultório medico é atividade empresarial? Não. Esse já é um primeiro indício de que aquilo já é uma sociedade empresarial.Vocês mesmos já sabem. porque a individualidade já se perdeu. o capital. tudo o que vocês ouviram falar de empresa. você não fica concentrado em um só. Agora já sabem porque vocês classificam o Barra D´or como uma sociedade empresarial. isso porque é uma atividade intelectual. O professor que tem uma salinha. não tem estrutura empresarial. cientifica. dá uma aulinha. só não conseguem individualizar isso. mas o se o legislador pode dificultar por que ele vai facilitar? Então eles botam um ponto bem difícil lá para complicar mesmo. esqueçam. quando? Direito não é matemática você vai ter que analisar o caso concreto. Clinica médica é atividade empresarial? Sim.23 intelectual individualmente considerada é apenas um dos elementos da empresa. vários. para eu saber quando tem estrutura quando não tem? Tem alguns indícios: 1º indício: É a diversidade das atividades dos profissionais intelectuais. quando mudou de estabelecimento. Na prova eles vão trazer para você estereótipo. empresa não é pessoa jurídica. agora o curso Glioche. você procura a clinica o hospital. . não sou empresário. tem estrutura empresarial.vamos falar agora de empresa. são aqueles fatores de produção (mãode-obra de terceiro. capital. É isso que diz o parágrafo único do 966. o volume de negócios. sociedade empresarial e não sociedade simples. o Júris. Então tudo isso para que essas corporações não venham dizer: não o meu serviço é intelectual. O que é empresa? Muita gente até hoje pensa que empresa é pessoa jurídica. 2º indício: É a estrutura empresarial. Então aquela individualidade já se perdeu. insumos. ele excepciona os cursos. a área artística. uma coisa para me ajudar. ultrapassada essa fase . as redes de radio. tudo isso pode ser indício de que você já não esta mais tratando uma sociedade simples e sim de uma sociedade empresarial. Importante: Então esse salvo é para abranger justamente essas sociedades que vão empresariar esse prestadores de serviço intelectual.Então tudo isso. os hospitais as clínicas que prestam serviço de natureza intelectual. Então. será que eu não tenho algumas regrinhas. Ex: o Barra Dor. Para eles não resolverem alegar isso ai veio “salvo quando constituir elemento da empresa” claro que eles poderiam ser mais claros. e aqui mais um esforço que eu vou pedir a vocês. está bem arraigada naquela pessoa. Vocês podem perguntar a partir de que momento aquela sociedade de médicos deixou de ser uma sociedade de médicos para ser uma sociedade empresarial? A partir de qual momento quando contratou quantos funcionários. A rede globo. na verdade o trabalho do artista é apenas um dos elementos da atividade da rede globo. você não procura mais o médico. Bom. não estou sujeito à falência.

Empresa. Que o empresário exerce? Empresa. Vocês não podem falar que vocês tem contrato com a empresa X. Então empresa é para o empresário o que medicina é para o médico o que advocacia é para o advogado. Tem um outro exemplo. Empresário pode ser pessoa física ou jurídica? Pode. Como nós vamos trabalhar com um conceito dado pelos economistas? Vamos criar um conceito. você tem como segurar uma atividade ? Então é por isso que o Requião fala com todas razões: empresa por ser atividade é uma abstração jurídica. Porque o que é empresa? Atividade. Você não pode propor ação contra a empresa glioche LTDA. César Vivanti. E quem tem personalidade jurídica? O empresário. temos uma sociedade nós quatro aqui. você entra contra quem tem personalidade jurídica.24 O que é empresa então? Empresa é sociedade. E se estamos parados há dez anos e o que é empresa? Atividade. Um empresário individual ou por uma sociedade empresarial. empresa é objeto de direito. Qual é a atividade que o advogado exerce? Advocacia. Tem que propor ação em face da sociedade empresarial Maromba LTDA. todo mundo foi elaborar um conceito de empresa. Portanto. Objeto pode celebrar contrato? Não. Ascharelli. Qual é a natureza jurídica da empresa ? É objeto de direito. mas os juristas ficaram enciumados. Se você pergunta o que é uma coisa a uma pessoa e ela diz que são quatro é sinal que ela está confusa. Quem deu conceito de empresa foram os economistas. qual o nome da atividade que ele desenvolve? Empresa. O problema disso tudo foi um tal de Alberto Aschini na Itália. primeiramente . Então empresa é um conceito totalmente distinto de pessoa física ou jurídica. portanto é a atividade. Que o médico exerce? Medicina. mesmo porque não é pessoa. Empresa é atividade. Você celebrou contrato com o empresário. E se é uma atividade. Você contratou a empresa tal ou o empresário? O empresário. Empresa não é pessoa jurídica. Foram cair na asneira de perguntar a um tal Aschini o que ele achava. Esse objeto pode ser explorado por uma pessoa física ou pessoa jurídica. Tem sociedade? Tem. Então quando você vai entrar com uma ação judicial. Quem tem personalidade jurídica é o empresário. Por que você contrata a advocacia ou o advogado? O advogado. vocês não podem mais errar. Tem empresa? Não. O empresário individual. É uma abstração jurídica. Então o empresário individual. Então você celebrou contrato com a empresa X ? Não. muita gente fala como se fosse sujeito. mas não tem empresa. empresa é objeto. ele falou empresa pode ser quatro coisas. Empresa NÃO tem personalidade jurídica. Pode existir então empresa sem pessoa jurídica? Pode. Pode existir empresa sem pessoa jurídica? Pode com o empresário individual. você tem que propor ação contra uma pessoa. é objeto. mas ainda não cancelamos o registro na junta comercial. pessoa física. colocando isso na cabeça que empresa é atividade. Não tem como segurar uma atividade. Tem sociedade. Paramos de desenvolver qualquer atividade há 10 anos. empresa é o que? Empresa é para o empresário o que advocacia é para o advogado.

lá no fim do corredor tinha um orgãozinho. OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO: Vamos falar sobre obrigações dos empresários. Então o que é junta comercial? Bom. a própria lei 8934/94. Ai ele falou já que você não entendeu vou simplificar sob o aspecto funcional empresa é atividade desenvolvida pelo empresário. etc. antigamente naqueles tribunais de comércio. então podemos falar junta comercial? Sim. Isso aqui a gente pode continuar utilizando. poxa Aschini tem certeza? Não. Então a primeira obrigação do empresário. traz lá. e o que nós podemos falar sobre o registro? A lei que trata o registro é a lei 8934/94 e essa lei foi regulamentada pelo dec. A primeira obrigação nós já falamos que é o registro. empresa é quase estabelecimento empresarial. 967. na lei vem dizendo: essa lei trata do registro público de empresas mercantis e atividades afins. apesar da lei falar em registro publico de empresas mercantis e atividades afins. As juntas comerciais são as sobreviventes da extinção do tribunal do comércio.25 pelo aspecto subjetivo. que são eminentemente burocráticas. são obrigações do empresário. Então toda vez que vocês se depararem com a sigla REPEM vocês já sabem que é junta comercial. Bom. Essa matéria é muito tranqüila porque esta didaticamente na lei. Quando ele falou um ouvinte não se convenceu. por isso que muita gente pergunta onde é que fica a empresa tal? Dobrando a esquina. administrativas. Já está confundindo de novo. obrigação dois. empresa pode ser conceituada pelo aspecto objetivo. Está ai a confusão. empresa sob um aspecto corporativo é a conjugação de esforços do empresário e de seus empregados para alcançar o fim econômico. porque empresa é uma abstração. já até falamos os artigos. O CC. chamada junta comercial. foram ver era a junta comercial. por isso muita gente pensa que é a mesma coisa que empresário. se você não tiver gostado do conceito eu tenho outro. Acabaram com o tribunal do comércio. ai vem dizendo agora não é mais junta comercial é REPEM. uma secretaria. Besteira. O que podemos falar sobre as juntas comerciais? Bom. quando eles acabaram com o tribunal do comércio eles olharam para o fim do corredor e disseram: o que é aquilo lá? e aquilo ali é a função administrativa do tribunal. obrigação um. Aí o ouvinte não satisfeito falou você não está me convencendo ai Aschini disse então vamos passar para a área filosófica. administrativa. mas subsistiu as antigas secretarias deles que se chamavam junta comercial. Então eminentemente administrativa. . Primeiro burro foi quem perguntou. 1800/96. burocrática. Quem fica dobrando a esquina é o ponto empresarial. boa praça. antes de iniciar a atividade ele tem que se registrar na junta comercial. Você só pode utilizar empresa como atividade. E já vimos que não é a mesma coisa. empresa é o mesmo que empresário. diz lá são atribuições das juntas comerciais. pois empresário é o sujeito e empresa é o objeto. Então o Aschini só está certo no aspecto funcional. 985 e 250 do CC. Filosoficamente eu também não entendi. e pelo aspecto objetivo.

não tem nada de ordem técnica ali. não prevê. tem efeito vinculante? Não tem. e temos alguns precedentes do STJ atendendo a orientação doutrinária. Resp. temos que ir lá para o STJ. e em outros dois ou três outros não quiseram utilizar a autarquia e a junta nesses estados é um órgão da administração pública direta. Importante: Quando ela tem estrutura administrativa estadual como ela faz parte do sistema integrado nacional de registro e empresa mercantis? Elas são estaduais. quando ele decide alguma questão polêmica. normalmente da secretaria de justiça. 74933/RS. E por que isso é importante? Porque se você for fazer algum questionamento vai questionar um ato praticado pela junta. Salvo engano no estado do Paraná. O DNRC fica de olho. Tecnicamente elas estão vinculadas a esse órgão federal. quando o STF decide alguma questão polêemica sobre arquivamento sobre junta. O tema é altamente polêmico. justiça estadual. a junta nada mais vai estar fazendo do que atender um comando de um órgão federal. A decisão em recurso extraordinário. como ele sabe que a decisão não tem efeito . totalmente administrativo. comando genérico. para dizer a verdade ninguém se entende. a prática mostra que mais de 90% das juntas adotam a forma de autarquia. que são atos administrativos abstratos. Agora se o questionamento é um ato administrativo. Exemplo. tal e tal. Qual é a forma das juntas? A lei não prevê se tem que ser uma fundação. questionamento de ordem técnica uma de ordem administrativa outra. Se for um questionamento de ordem técnica. quando for feito o controle judicial haverá essa dualidade também. então a justiça competente para apreciar essa impugnação é a justiça federal. disciplinando: o menor pode ser sócio desde que observadas as seguintes condições. então tecnicamente eles estão vinculados ao órgão federal. então. É importante saber que administrativamente ela tem estrutura estadual. Em razão dessa dualidade. se é um questionamento de ordem puramente administrativa. um órgão. do STF. mas as juntas comerciais estão vinculados a um órgão federal o DNRC. Existem decisões da justiça federal dizendo que toda a competência é da justiça federal. tal. A mesma impugnação é feita na justiça estadual e na justiça federal. uma orientação técnica que todas as juntas tem que observar aquilo. então a estrutura é estadual. Ou seja. administrativamente estão vinculadas ao governo federal. Então cada estado pode fazer como bem entender. você vai propor essa ação na justiça estadual ou federal? Depende. O DNRC edita as instruções normativas. é incrível. o menor pode ser sócio? Na limitada. uma autarquia. que tipo de questionamento você esta fazendo. Ai é difícil colocar a jurisprudência. como no caso do menor o que o DNRC faz. questionamento de ordem puramente administrativa. tem algum requisito. burocrática ou um questionamento de ordem técnica. e o juiz estadual conhece e o juiz federal conhece porque existem decisões da justiça estadual dizendo que toda a competência é da justiça estadual. Questionamento de ordem técnica. justiça estadual. um órgão de uma secretaria de estado. justiça federal. departamento nacional de registro de comércio. a doutrina também diz. Quem manda mais? não há hierarquia. não tem na lei. esse órgão federal dá comandos de ordem técnica para ser observados pelas juntas comerciais de todo o país. Como colocar na prova: na jurisprudência há uma verdadeira balburdia na doutrina a orientação ser seguida é essa fala da dualidade. As decisões são altamente conflitantes.26 E como é a estrutura das juntas comerciais? Cada estado tem a sua junta comercial.

o livro é Latu Sensu.Hoje os livros estão todos dentro do computador. ou seja. a escrituração. o fiscal poderá ir até o local. hoje a escrituração pode ser tanto através de livros.27 vinculante.mail para a inspetoria de Fazenda. No final do ano é que o empresário é obrigado a imprimir tudo. extremamente rígido no controle dos livros comerciais. se está comprando mais. A obrigação está prevista no artigo 1179 do novo CC. Pode ser questionado? Pode. Tudo ele consegue ver através dos livros. ou liga e o empresário da BRAHMA manda todas as informações por e.Pelo nosso sistema. de observância obrigatória. mas ai vai ficar muito mais difícil você conseguir um mandado de segurança em cima de um ato normativo que o DNRC normatizou com base na decisão do STF. escrituração mecanizada. 2º) A escrituração do empresário é sua alma. é o retrato de sua atividade. Manter em ordem os livros empresariais. o fisco se interessa muito pelos livros comerciais.26/04/2003 Obrigações do Empresário: 1ª) Inscrever-se na junta comercial ( artigos 967.quanto através de fichas. encadernar e levar na junta comercial. Podemos falar sobre livros empresariais é que nós adotamos o sistema francês. ele pega a decisão e transforma isso em instrução normativa. os livros empresariais. O resumo da atividade dele está no livro. Então isso serve para o próprio empresário estabelecer metas e efetivar o controle de sua atividade. Existem varias instruções normativas que foram precedentes do STF. dita a forma de escrituração desses livros. porque através dele é que o fisco pode exercer também a sua atividade fiscalizatória. Como o fisco faz isso? O fiscal quando quer fiscalizar a BRAHMA. . ou seja. 1150 do CC). a lei diz quais são os livros obrigatórios e mais. ele manda um e-mail. 3 ª Aula . o segundo objetivo dos livros é para atender o próprio empresário.O fisco tem interesse. porque ele faz o controle através desses livros. para ele ter uma noção de sua atividade (visão panorâmica). aí o fiscal faz toda a fiscalização através do computador ( internet). Ali ele sabe se está vendendo mais. porque hoje ninguém tem mais. quanto está gastando de matéria prima para produzir. 2ª) Escrituração contábil. O retrato é essa escrituração contábil. Então. Então. Qual o objetivo da manutenção dos livros comerciais? São três objetivos: 1º) De ordem fiscal. muitas das vezes não vai lá na fábrica. ele não tem que ficar puxando pela memória para saber quanto ele comprou de tal matéria prima em tal época. Uma observação que se tem que fazer inicialmente é que quando se fala em livro comercial. em havendo dúvida. através de computador. ou pelo menos 99% não tem mais livros em sentido físico.

Ex: Contrato de locação em Shoping Center. A doutrina coloca como livros obrigatórios todos aqueles previstos no artigo 100 da lei de S/A (Sociedade por Ações). se ele não tiver o livro diário. . Ex: borrador. Os sócios nós já vimos que não são empresários. onde uma das cláusulas que pode existir entre o locatário e o empreendedor (dono do shoping) é que além do aluguel. ele vai ter que ter em seu lugar obrigatoriamente 02 (dois) livros: a) Livro caixa. etc. Empresário é a sociedade. apesar do estatuto do microempresário falar que está dispensado da escrituração comercial obrigatória. O professor entende como não obrigatório. OBS: Os micro e pequenos empresários estão dispensados da escrituração comercial obrigatória. Ele é o mais completo dos livros. os sócios de uma sociedade empresarial.28 3º) Esse terceiro objetivo é para atender a terceiros. além de manter em boa guarda todos os documentos necessários a contabilidade.Esse livro de emissão de duplicatas está previsto na lei nº 5478/68. ele terá que ter o livro de duplicatas. Vejam bem. Antes do novo código civil. nos pararíamos por aqui.Mas a doutrina o cita como obrigatório. são terceiros. O empresário que não paga duplicatas não precisa ter esse livro. Os livros também servem para resguardar direitos e interesses de terceiros. Por exemplo. logo eles estão dispensados do livro diário. o locatário deverá repassar para o empreendedor uma porcentagem do faturamento de sua loja. Só que o novo CC trouxe outros livros que em princípios parecem obrigatórios. isso porque todos os empresários devem ter. que poderão buscar neles as informações necessárias. que é o livro diário. É o caso de uma loja que sempre vive cheia e repassa a mesma porcentagem de seus lucros de uma loja que vende bem menos e tem um lucro menor. que está previsto no novo código civil no artigo 1180 . b) Livro de inventário ou livro de estoque ou livro de controle de mercadoria. Importante: Se o pequeno ou micro-empresário emitir duplicata. É através do livro comercial que o empreendedor vai fiscalizar o faturamento da loja. porque só será obrigatório se o empresário pagar duplicatas. A doutrina também trata como livro obrigatório o livro de duplicatas. Como é que se consegue fiscalizar uma sociedade? Onde se busca informações? Através de seus livros. Mas quando um microempresário não tem um livro diário. ele terá que ter obrigatoriamente esses dois livros.(referência feita somente ao livro diário). É importante apontar a divisão que existe entre os livros comercias obrigatórios e os livros facultativos. O que interessa são os livros obrigatórios e atualmente nó temos segundo a doutrina um único livro verdadeiramente obrigatório.razão.Não cai na prova livro facultativo. Sócio em última análise é um credor de uma sociedade. diz o estatuto da micro-empresa.

caminhamos logo atrás do professor Carreira Alvim no sentido de que é possível a propositura da ação monitória com base nos livros comerciais. A lei já criou uma ação própria para tornar em título executivo um crédito que se encontra em um livro de um outro empresário. contida no artigo 1º.29 NOVIDADES: A) Livro de atas e pareceres do conselho fiscal nas sociedades Limitadas (artigo 1069. Ex: título prescrito. Porque a sociedade limitada não está obrigada possuir conselho fiscal em sua estrutura. É divergente pelo seguinte: Se existe uma ação própria para ajuizar com base nos livros comerciais e essa ação está prevista na lei de Falências.( Art 1075. aí o empresário não tem a obrigação de apresentar esse livro de estoque. É mais uma novidade. porque o segredo é a alma do negócio. esse conselho é facultativo nesse tipo de sociedade. É claro que o sigilo NÃO vale para as autoridades fazendárias fiscais. Teria que apresentar se fosse com relação à questão previdenciária. B) Livro de atas na assembléia geral nas sociedades limitadas. Então o juiz não pode determinar a seu bel prazer determinar a exibição de livros comerciais de determinado empresário sem previsão legal. que é ação de verificação de contas. Uma questão interessante sobre livros é saber se eles podem municiar a AÇÃO MONITÓRIA. Nesse caso esse fiscal não tem nada a ver com o material a ser fiscalizado. ICMS. salvo nas hipóteses previstas em lei. tinha um artigo no código comercial que era o artigo 17 e hoje consta no artigo 1190 do novo CC. O professor Carreira Alvim entende possível . Em situação de concurso. mas a matéria é divergente. IPI. Ex: um fiscal do INSS que quer dar uma olhada no livro de estoque. Estoque é bom para fiscal de ISS. . onde afirma que a autoridade fazendária tem que se ater ao ponto da investigação. Aí. que diz que nenhum juiz ou tribunal que sob qualquer pretexto pode determinar a exibição de livros comerciais. II). OBS: A sentença do juiz que julga que ciclano é credor de beltrano no valor de tanto é IRRECORRÍVEL. Você pode propor uma ação monitória com base em um livro comercial? A ação monitória é uma ação que tem por objetivo dar executividade a títulos não executivos. Esse livro é obrigatório quando a sociedade limitada possuir conselho fiscal. pois irá ferir o princípio do sigilo. parágrafo 1º). contida no artigo 1º da lei de falências. deveremos responder que inobstante a existência da previsão legal da ação de verificação de contas. porque a sociedade limitada não possuía assembléia geral antes do novo CC e hoje possui obrigatoriamente assembléia geral quando ela possuir mais de 10 sócios.Mas é importante lembrar da súmula nº 439 do STF. isso porque não há nenhuma proibição legal. EXIBIÇÃO DOS LIVROS EMPRESARIAIS: Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo ou pelo princípio da publicidade? Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo.

Fica ele desapossado de todos os seus livros. É por esse motivo que a exibição parcial pode ser determinada em qualquer ação. deixando todos os seus livros. de 1973.se no livro do réu e uma das partes se recusar a apresentar seus livros. o juiz terá que decidir com base em outras provas. então a discussão que existia não existe mais. onde se o réu alegar para o juiz que seu direito encontra. porém esse terceiro que se negar a exibir seus livros responderá por crime de desobediência. onde decretada a falência. surgirá um problema se ele se recusar a exibir. e regulamentou o procedimento de exibição judicial ( artigos 381 e 382) e lá eles criaram uma forma. porque o artigo 20 que fundamentava esta decisão não existe mais. porque o magistrado não terá como presumir como verdadeiro os fatos alegados pelo autor. diz o CPC e pelo código comercial é prisão de natureza civil (art 20). o livro teria que ser apresentado em cartório sob pena de prisão (previsão de 1850 ). se não fosse encontrado. O artigo 20 do código comercial acabou de ser revogado. OBS: Pode ser determinada a exibição judicial de livro de terceiro. porque ele tem que contabilizar tudo e onde irá efetuar essa contabilidade se seus livros não estão em sua posse ?. ele determinaria a busca e apreensão. uma vez que o terceiro não é parte da relação jurídica processual.Qual é a solução? a decretação da prisão. o empresário tem que entregar todos os seus livros em cartório. conferindo com a original. porque o CPC não prevê esta prisão. ele prevê apenas como presumir verdadeiro os fatos alegados pelo autor na petição inicial. Só em algumas ações.30 A lei prevê duas formas de exibição dos livros comerciais: 1ª) A exibição integral é hipótese excepcionalíssima. Pouquíssimas ações o juiz pode determinar. onde se alega que a prova do direito encontra-se no livro de uma pessoa que não é o réu. além de responder pelo crime de desobediência. entrega os livros e vai embora. o juiz vai presumir como verdadeiros os fatos alegados pela outra parte. O juiz pode determinar a exibição do livro de terceiro. A exibição parcial não impede a atividade do empresário. ficando impossibilitado de dar continuidade a sua atividade. nesse caso do terceiro. A exibição integral ocorre em ação de dissolução total de sociedade. já não pode decretar a prisão de terceiros. sob pena de prisão( artigo 34 do Decreto-lei nº 7661/41) 2ª) A exibição parcial ela pode ser determinada em qualquer ação e essa exibição ocorrerá após determinação judicial. Essa prisão era constitucional ou inconstitucional? Havia grande divergência. porém.Então. Na dúvida ninguém pedia prisão.Aí veio o Código de Processo Civil. A exibição integral importa em desapossamento dos livros. É a mesma prisão do falido. Porque na exibição integral o empresário vai lá no cartório. Antes do novo CC. . com a ida do empresário ao cartório. as partes do livro que foram determinadas pelo juiz (ex: folhas do dia tal ao dia tal).se no livro do autor ou o autor alegar para o juiz que seu direito encontra. porque ele já sai do cartório com seu livro em sua posse. tinha uma previsão no código comercial no artigo 20 onde afirmava que se o juiz determinasse a exibição do livro comercial e a parte se recusasse. onde o escrivão do cartório irá xerocopiar na hora. em ação de falência.

NOME EMPRESARIAL: É o elemento que identifica o empresário. C) Identifica o produto (marca). então é a marca. 2ª) Existem crimes falimentares por ausência de livros comerciais e ausência de balanço.31 3ª) Elaboração do balanço financeiro: Todo ano o empresário tem que apresentar um balanço. tanto pessoa física como pessoa jurídica. não está totalmente correto. temos três elementos de identificação: A) Identifica o empresário. aí tem que ter o balanço para saber quanto de lucro tem para distribuir através de dividendos. que identifica apenas o ponto comercial.É interessante falar sobre a ausência de balanços. que alguns autores o chamam de nome fantasia). B) Identifica o ponto comercial (título de estabelecimento). VI da lei de falências. É importante ressaltar que sem esses balanços o empresário não pode participar de licitações ( lei 8666/93). Qual é o nome empresarial? Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. laranjinha. O nome fantasia. Só que nós temos um produto lá que é conhecido como laranjinha. É realizado em todas aquelas sociedades que distribuem lucros semestralmente. desde que o balanço esteja elaborado de forma correta. porque o balanço tem que ser levado à junta comercial para receber a rubrica do juiz e essa mera ausência dessa formalidade não importa em crime falimentar. Ex: Vou montar uma sociedade com Paulo Garcia. Então. São duas observações pertinentes sobre o balanço: 1ª) É que determinadas sociedades são obrigadas a elaborar o balanço semestralmente. Nós registramos a laranjinha como marca de nosso produto. cai muito isso lá). mas se elaborou e não levou na junta. nós não colocamos um letreiro escrito Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. Não é muito importante para nós bacharéis em direito. . isso não configura crime falimentar. Só que lá no nosso ponto comercial. porque identifica o produto explorado pelo empresário. Sobre os livros não há muito o que discutir. porém. balanço é coisa para contador. Por achar feio. são as chamadas instituições financeiras (é importante para quem vai fazer prova para a área federal. ficando Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. para fins de concurso não está errado. pois se não houver os livros obrigatórios é crime falimentar do artigo 186. colocamos o nome – “Ipanema Bebum” (que é título de estabelecimento. (nome empresarial). se o balanço estiver correto. Elaborou o balanço tem que levar na junta.

É uma expressão do meu apelido Carioca. Silva bebidas de Jacarepaguá. Silva bebidas. Só que se houver outro José da Silva em Jacarepaguá atuando no comércio de bebidas. Ex: Eu. eu posso abreviar – L. Marques. Então. . que colocou o nome empresarial de José da Silva bebidas. Então você pode acrescentar. A) Firma individual: A firma como uma espécie de nome empresarial.como novo nome empresarial na junta comercial? Nunca. mas uma coisa é certa . Decreto 1. colocando a atividade empresarial. Muita gente pensava que firma é pessoa jurídica. O que pode acontecer e muita gente vem torcendo o nariz. Daí eu falo para ele que não quero nada de frescura. Por extenso ou abreviado. Tem gente que gosta de dar mais uma floreada. Minha firma individual vai ser Leonardo Araújo Marques. Marques Carioca Bebidas”.934/94. (Porque a expressão designativa da atividade é facultativa na firma individual). imaginem o José da Silva. porque no nosso sistema o nome não pode ser substituído por apelido. A . Marques. chego na junta comercial e falo que desejo ser empresário individual. Marques por Léo . quero colocar o meu próprio nome civil. é colocar assim: “L. ou Leonardo A . o meu apelido é Léo Bebidas. O último nome nunca poderá ser abreviado. o mesmo do nome civil. Espécies de nome empresarial: Firma.DNRC. vem outro José da Silva e também deseja atuar no comércio de bebidas. Leonardo Marques. ou L. A . O funcionário da junta comercial me perguntou qual seria minha firma. Os artigos que tratam do assunto que estão elencados nos artigos 1. OBS: A lei flexibilizou para as pessoas que gostam de inventar. Posso colocar o meu nome lá de forma abreviada. é possível anexar outra expressão J. não precisando ser por extenso. vai colocar o nome empresarial de J. Araújo Marques.32 Primeiramente vamos nos ater ao nome empresarial.800/96 e Instrução Normativa 53/96 . é a espécie que identifica firma individual. vem outro José da Silva e para diferenciar coloca o nome de J. Silva Zezinho de bebidas. Marques comércio de bebidas. tem que estar seu nome em seguida. que identifica o empresário individual. pois firma é espécie de nome empresarial. Ex: L. Posso substituir Leonardo A. identificando o empresário individual. Isso é a firma individual. Completamente errado. Lei 8.168 do novo CC. Ele está querendo saber como é que eu quero ser conhecido no direito empresarial. Quero comprar e vender bebidas.A . pois não há nenhum problema. você pode colocar algumas expressões que melhor te identifique.155 a 1. Isso é importante porque.

sendo 02 pessoas com responsabilidade ilimitada e as outras 03 não. Maria Ferrete e Cia comércio de veículos LTDA. Essa é a regra. Então a sociedade limitada pode até utilizar a razão social. se colocar o nome na razão social. porém. e a regra diz mais. possuem responsabilidade ilimitada. Nome é o gênero e razão social é uma das espécies. É exceção. onde uma sociedade limitada pode utilizar a razão social. abreviada ou por extenso. em regra. Uma coisa eu sei. É equivocado colocar razão social em contrato (falta de orientação jurídica). Então essa sociedade não poderia usar a razão social. porque a razão social é para ser utilizada por sociedade cujos sócios possuem responsabilidade ilimitada. admitindo qualquer de seus sócios colocar seu nome. Às vezes se vê. onde se coloca razão social. ele passará ter responsabilidade ilimitada. colocando o nome de qualquer dos sócios. Cristina Silva e outros comércio de veículos ou Bianca Moraes. Então. A razão social é formada a partir do nome dos sócios que possuem responsabilidade ilimitada. Os sócios que possuem responsabilidade limitada não podem colocar seus nomes na razão social. ao invés de colocar Bianca Moraes e Cia.Como é que ficaria? O nome das pessoas que possuem responsabilidade ilimitada é Cristina Silva e Bianca Moraes. ela identifica algumas sociedades em que seus sócios. o nome dela pode vir por extenso ou abreviado ou até suprimido. eu terei que analisar o contrato social.Não há jurisprudência a respeito deste assunto. Ex: Joana Araújo. então você pode colocar sua firma individual ou sua firma coletiva ou sua denominação. Mas aí vem a lei e abre uma exceção. achando que razão social é a mesma coisa que nome empresarial. Quem disse que eu vou usar razão social? Posso utilizar uma denominação que não é a razão social. A Cristina Silva também possui responsabilidade ilimitada. então pode ser: Bianca Moraes. é colocar firma individual ou coletiva ou a denominação. EXCEÇÕES: A) Existe uma sociedade em que todos os sócios possuem responsabilidade limitada. A firma coletiva. E mais. mas para ser exceção tem que constar na razão social a expressão LTDA. não sendo obrigada para tal. O correto seria colocar logo o nome empresarial. que a pessoa que coloca seu nome possui responsabilidade ilimitada e as demais pessoa representadas por Cia ou Outros.Ex: Vamos montar uma sociedade composta de 05 pessoas. Ex: Moraes e Cia. porque ninguém comete este erro na prática por cair em exigência na junta comercial. Diz que aquele que tem responsabilidade limitada. Então como eu vou saber que tem responsabilidade ilimitada e que tem responsabilidade limitada ? Vou saber analisando o contrato social. ou melhor. que é a sociedade por cotas de responsabilidade limitada.33 B) Firma coletiva ou Razão Social: Muita gente confunde. mesmo tendo todos os sócios responsabilidade limitada. também chamada de razão social.Mas vejam que pode se dar da seguinte forma: Bianca Moraes e Cia. em contrato escrito. Se esquecer de colocar a expressão LTDA. o nome empresarial. a doutrina afirma que todos os sócios respondem ilimitadamente (Fran Martins). o correto em contrato. mas ela pode contribuir com seu nome. Cristina Silva e Cia comércio de veículos. para que esse sócio permaneça com a responsabilidade limitada tem que ter a . É importante ressaltar que o ramo de atividade também é facultativo. ficando representados por Cia ou Outros.

então não precisa colocar a expressão e Cia. O nome fantasia é porque não tem nenhuma vinculação necessária com o nome dos sócios. Mas. Confunde título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) coma denominação. O que foge a regra. confundindo a denominação com o título de estabelecimento. mas depois do nome dos acionistas com responsabilidade ilimitada. OBS: Globex utilidades S/A é denominação. e mesmo assim ela pode utilizar a denominação. . comandita por ações ou sociedade anônima.Somente quem pode colocar o nome na razão social é acionistas com responsabilidade ilimitada. Só de ter expressão Sociedade comandita por ações você já sabe que tem que olhar o estatuto para saber quem são os outros acionistas. É por isso que o professor Leonardo não gosta de colocar o título de estabelecimento como nome fantasia. Ex: Júpter mais obrigatoriamente o ramo de atividade (restaurante) e obrigatoriamente o tipo societário. porque as pessoas fazem confusão na prática. Marques Moraes indústria farmacêutica comandita por ações. abreviada ou por extenso.Nome fantasia + ramo de atividade + tipo societário.34 expressão LTDA. teria que colocar a expressão e Cia. podendo vir tipo societário no início por exemplo. que são os acionistas com responsabilidade limitada. Importante: Por isso nós utilizamos título de estabelecimento como nome de fato e a denominação como nome fantasia. Ex: Halley restaurante comandita por ações ou Halley restaurante sociedade anônima.São elas: 1ª) Na sociedade comandita por ações temos acionistas com responsabilidade ilimitada. Ponto Frio além de ser o título de estabelecimento é a marca . onde o que se vê de diferente é que temos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. porque você já sabe que tem mais gente. B) Na sociedade comandita por ações. porém a ordem dos fatores não altera o produto. que pode ser limitada. porque chamam os dois de nome fantasia. porque obrigatoriamente tem que colocar a expressão Sociedade comandita por ações e quando for Sociedade comandita por ações.Então como é que vamos chamar o título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) ? Vamos chamar de nome de Fato. Então ficaria no exemplo dado acima. DENOMINAÇÃO: Em regra identifica as sociedades cujos sócios tem responsabilidade limitada. por exemplo: Marques Moraes indústria farmacêutica e como tem vários acionistas que não colocaram nome. Acaba confundindo com o próprio nome empresarial. é que sempre teremos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. Lembrando que o ramo de atividade é facultativo. você já sabe que tem acionistas que não podem colocar o nome. Essa é a estrutura da denominação e temos exceções a essa estrutura.Ela é formada a partir de um nome fantasia.Por isso que a expressão Sociedade comandita por ações substitui a expressão e Cia. a expressão e Cia na sociedade comandita por ações é desnecessária.

principalmente proteger terceiros. a partir do registro. para dar uma maior transparência. Só que o problema mexeu com os poderosos e o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. quando os sócios elaboraram o estatuto ou contrato social e colocaram aquela denominação.Houve confusão de poderes. Cuidado com a prática. para as sociedades que já existem não precisa modificar o nome. Além do restaurante. Tem um artigo no novo CC. por duas razões: Pelo ato de sorte. Ex: Agora não pode mais vir Halley S/a ou Halley LTDA na denominação. a partir de agora as sociedades que forem criadas terão que colocar o ramo de atividade.Ex: Votorantin S/A. Em cima do estabelecimento tem o restaurante do Bidu ( Título de estabelecimento). BOBS é tanto título de estabelecimento como marca. NOVIDADES: 1ª) Antes do novo CC a expressão designativa da atividade era simples e facultativa em qualquer espécie de nome empresarial. pelo lado dos sócios e pelo lado da sociedade ela tem o direito subjetivo de utilizar aquela denominação. através dos enunciados sobre o novo CC de nº 71 e 73 enfatizaram o tema. contrariando o novo CC. Por estes 02 (dois) motivos. porque o nome não é dos sócios e sim da sociedade.Que tipo de sociedade é essa? Olhando de fora não se sabia.Então pelo lado da sociedade temos o Direito Adquirido. não precisa mudar os nomes antigos e sim os novos é que tem que se adaptar a nova legislação. Não se pode falar em direito adquirido dos sócios. realizaram um Ato Jurídico Perfeito . como podem ser todos iguais.Não se aplica o enunciado nº 71 e sim o enunciado nº 73. O nome empresarial pode ser idêntico ao título de estabelecimento e diferente da marca.razão social). Então o legislador entendeu por bem. que afirma que todos os empresários tem que se adaptar as novas normas durante a Vacatio Legis.tem que vir Halley restaurante LTDA. Ex: Casas Bahia é tudo igual. Então. Marca identifica os produtos ou serviços comercializados. que pelo menos aplique o 73. O Poder Judiciário não pode legislar. porque a razão social já está identificando pelo menos os sócios. ou seja. isso contraria o disposto no enunciado nº 73. ou seja. porque na prática podem ser todos diferentes. Ex: Leonardo Marques. muita gente está entendendo que tem que alterar. só que o novo CC trouxe nos artigos de nº 1158 e 1160.(entendimento plausível). para que terceiro saiba com quem ele está tratando. estamos vendendo quentinhas e colocamos o nome de quentinhas da Paty (marca). tornar obrigatório o ramo de atividade na denominação. O prazo foi dado justamente para que os empresários pudessem se adaptar as novas regras.Depois eles afirmaram que quem não quiser aplicar o enunciado nº 71. ministros. O professor Leonardo apoia o disposto no enunciado nº 73. Patrícia Oliveira comércio de alimentos LTDA( nome empresarial. só que eles não fundamentam. Depende do caso concreto. que afirma em seu artigo 1160 que a denominação é designativa do objeto social. Agora Votorantin S/A não está identificando nem os sócios e nem o tipo de sociedade. eles realizaram aquele ato segundo a lei então vigente.Os professores Waldo Fázio Jr e Fábio Ulhoa Coelho adotam esse mesmo entendimento. onde pela razão social não há problema nenhum. O enunciado nº 71 diz o seguinte: que o ramo de atividade continua facultativo.35 Vembo comércio de alimentos LTDA é denominação. desembargadores e juízes não são legisladores. .

de uma pessoa natural é direito da personalidade. Então. uma coisa é certa. que não concordamos e não vamos aplicar. porém há algum tempo deixada de lado. se a alienação do nome de uma sociedade não viola a característica de direito da personalidade. Porque como é que nós vamos vender o nome Bianca Moraes. O professor partiu para uma interpretação tanto sistemática como teleológica. A crítica foi tão grande que o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. Eles adotaram a 1ª corrente. Ex: Não se pode vender os rins. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA. como a denominação eles são passíveis de alienação? Antes do novo CC deveria ser respondido de acordo com 03 (três) correntes: 1ª) corrente: Entende que o nome é direito da Personalidade.Um segundo fundamento. onde o nome empresarial não é passível de alienação. É até bom para o empresário.O nome da sociedade não é problema nenhum. Daí. sua moral.Estaria enganando terceiros. através do enunciado de nº 72. quando encerrar direitos à personalidade. os novos sócios não poderão utilizar o nome Bianca Moraes. o nome da Bianca Moraes é direito da personalidade. com a idéia de que o nome empresarial é o que o empresário tem de mais valioso. Passa a uma interpretação histórica. sua vida. que são pessoas físicas e com direito da personalidade. teleológica. . se a razão social tem que ser formada a partir do nome dos sócios. especificamente com o artigo 1155. em qualquer uma de suas espécies. Era um posicionamento tradicional em direito empresarial que entendia ser o direito da Personalidade inalienável e intransmissível.Continua aplicando o artigo.Na interpretação. revistas especializadas em direito empresarial. 2) Com o novo CC. Na hora da prova em concurso não pode colocar que está tudo errado. é o que mais atrai clientes e se tem valor econômico é passível de alienação. José Maria Leone diz quais são em sua obra. como a razão social.36 2ª) O nome empresarial. o nome de uma pessoa física. ficando assim: O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA para outros cinco sócios. o problema é que dentro do nome da sociedade está levando o nome dos sócios. porém não o aplica literalmente. afirma que não deve ser aplicado o artigo 1164 do novo CC. tanto a firma individual. 2ª) corrente: Surgida na Europa Ocidental. o baço. como na verdade elas não são sócias. sistemática. Muito criticado em simpósios. quando o artigo é ruim busca-se dar a ele uma outra interpretação.É interessante. você estaria dizendo que a Bianca Moraes e a Cristina Silva são sócias. 3ª) corrente: Acolhida no Brasil. ele buscou juntar o artigo 1164 com outros artigos de lei. Conclui-se que não se pode vender Firma individual e Razão social. que já estava ultrapassada.A solução não está no enunciado nº 72 e sim no seguinte raciocínio desenvolvido pelo professor Leonardo: Como a lei é ruim e o artigo é péssimo. etc. no artigo 1164. porque Bianca Moraes e Cristina Silva não são sócias da nova sociedade formada. Para nós interessa apenas uma que é a Inalienabilidade. porque muita das vezes o empresário se encontra em difícil situação financeira e o único bem que ele tem disponível para venda é seu nome empresarial. O Brasil entende o seguinte: Firma individual e Razão social são inalienáveis. daí não pode ser alienado. Porque não se pode vender o que é da sua personalidade. porque iria ferir o Princípio da Veracidade.

mesas. com base na liberdade da atividade empresarial. Então isso é o estabelecimento comercial empresarial. O que é o estabelecimento empresarial? O conceito está no artigo 1142 do novo CC. Então todos esses bens que eu estou comprando vão integrar o meu estabelecimento empresarial. pois o empresário pode lançar mão da venda daquele nome para poder fazer caixa. Em outras palavras: “É o complexo de bens corpóreos ou incorpóreos. Então por exemplo.Com base na teoria da preservação da empresa.10/05/2003 ESTABELECIMENTO COMERCIAL: É aquele antigo fundo de comércio. eu vou comprar um balcão. porque a atividade empresarial é extremamente privada. eu vou alugar um ponto. Outras expressões que são utilizadas e que podem acabar caindo na prova “discorra sobre fazenda na empresa”.(interpretação sistemática dos artigos 1155 a 1159 do novo CC) A interpretação sistemática se busca interpretar o artigo dentro de uma gama de outros artigos. que estudamos lá na faculdade.37 Quando é que nome empresarial encerra direito à personalidade? Em firma individual e razão social. ou uma casas Bahia LTDA como inalienável. Você tem que lembrar que o nome como tem valor patrimonial. por empresário ou por sociedade empresarial”. OBS: Muita gente pensa que estabelecimento é o ponto. separa e lê isoladamente e sim o analisa dentro de uma estrutura. Good Will (americanos). Asienda (italianos). vou comprar três motos para entrega. também chamada de interpretação racional é um problema. (era nomenclatura usada por Pontes de Miranda). o mesmo do professor Leonardo. porque você vai colocar como inalienável uma Votorantin S/A.Jr ( professor paulista da UNICAMP. Você não pega o artigo. O ponto é apenas um dos elementos. para exercício da empresa. porém ele não fundamenta a sua conclusão. reunidos pelo empresário para proficuidade de sua empresa. cadeiras. pode ser motivo de salvação. Então estabelecimento empresarial. é uma coisa só. é muito .Jr. Em uma interpretação teleológica. Em caso de concurso pode colocar como entendimento do doutrinador Waldo Fázio. tudo sinônimos. fazenda da empresa. para melhor desenvolver a sua atividade empresarial. para excelência de sua atividade empresarial”. então deve prevalecer a livre iniciativa do empresário. 4 ª Aula . Esse também é o entendimento do doutrinador Waldo Fázio. Isso tudo é uma interpretação teleológica. para poder salvar a atividade da empresa. uma vez que esse conhecido doutrinador não fundamentou sua posição. o estabelecimento é um complexo de bens. fundo empresarial. fundos de comércio. pois deve predominar normas não cogentes e dispositivas. Vejam o conjunto de bens que o empresário reúne para desenvolver a sua atividade. Artigo 1142 do novo CC – “Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. promotor aposentado). É um excelente conceito dado pela lei. e por este entendimento você também chega à conclusão de que somente é inalienável a firma individual e a razão social.

o imóvel tal. vai lá e indica a firma individual. mas na França tem. e responde com todo ele frente às suas dívidas. Lá na França não tem divisão. qual patrimônio que vou afetar. lá é patrimônio de afetação. Toda sociedade. lá é isso mesmo. para eles. este é uno e indivisível. os bens que estão no ponto. Lá na França você pode dividir o patrimônio civil e o empresarial. O empresário separa parcela de seu patrimônio para afetar àquela atividade. No Brasil só quem tem personalidade é pessoa física ou jurídica. 2ª) Corrente: É adotada na França e por parte da doutrina alemã. defendida por parte da doutrina alemã. o carro que é utilizado. por exemplo.Surgiu na Alemanha.38 mais que só um ponto. Por isso que essa teoria está corretíssima para a França. responde com todo seu patrimônio. porque ela responde com todo seu patrimônio. Como funciona isso? Sou empresário individual. a sua casa de praia vai ser afetada pela atividade do empresário. a moto que é utilizada. . Então não tem divisão de patrimônio civil. qualquer que seja tem responsabilidade ilimitada. Estabelecimento comercial é o ponto. única exceção – juiz dividir. pessoa física: Leonardo. pego parcela do meu patrimônio e destino para estabelecimento: tantos euros. A firma individual tem capital próprio? Não. jamais bens. o bem x. Existe agora a hipótese do artigo 974 do NCC. Então porque vai falar que tem personalidade jurídica? Por isso essa corrente é adotada lá e não aqui. mas no Brasil não. Divide patrimônio civil do empresarial. você coloca: Negócio Jurídico e quatro traços. para saber que tem quatro correntes da natureza jurídica: 1ª) Corrente: Artigo 1142 do NCC . não tem como separar. E a pessoa jurídica também é assim? Responde com todo seu patrimônio? Na sociedade é diferente? Como é a responsabilidade da sociedade por cotas de responsabilidade limitada? É limitada ou ilimitada? É ilimitada. Mas professor. Toda sociedade responde ilimitadamente por suas obrigações. estabelecimento empresarial é patrimônio de afetação (que é conjunto de bens com destinação específica). porque responde com todo seu patrimônio. daí não pode ser adotada essa corrente entre nós. porque quando cair na prova a análise do mesmo. porque empresário responde com todo seu patrimônio. aqui não existe divisão do patrimônio. tudo isso. entende que estabelecimento empresarial tem personalidade jurídica. No Brasil existe essa possibilidade de divisão? Não. você acabou de falar de é um complexo de bens? Quem tem personalidade jurídica: bens ou pessoas? Pessoa. chego na França para me inscrever na Junta e eles perguntam quais são os bens que vou ligar à minha atividade. NATUREZA JURÍDICA DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL: O que representa para o Direito? Há quatro correntes: No artigo 1142 CC colocar quatro traços. pois empresário individual tem responsabilidade ilimitada. A regra é que toda pessoa só tem um patrimônio. Tem patrimônio da Sociedade ou patrimônio dos sócios. No Brasil é como? Você vai abrir a firma individual.

seu conceito está disposto em lei. assim como Fabio Ulhoa e outros. muita gente está começando a defender essa corrente. No Brasil. Então no Brasil essa não pode ser adotada. E fazem parte do meu estabelecimento a oficina. mas há patrimônio da sociedade e patrimônio do sócio. porque o empresário pode ter um bem que não esteja ligado à sua atividade. por isso não pode ser chamada patrimônio de afetação. O professor não concorda. um sítio. artigo 1142 do novo CC. que é complexo de bens reunidos por força do artigo 1142. Então já seria universalidade de direito. tenho e desenvolvo atividade de oficina mecânica. ELEMENTOS: Quais elementos que integram o estabelecimento empresarial? Posso dizer que tudo que faz parte do estabelecimento faz parte do patrimônio e vice-versa? Posso dizer que estabelecimento comercial e patrimônio do empresário são sinônimos? Patrimônio e estabelecimento comercial não são sinônimos. porque a sociedade é uma pessoa e sócios são pessoas diferentes. A lei que determina a reunião daqueles bens. O sítio. porque tudo que integra meu estabelecimento faz .39 Mas aí é da mesma pessoa? Não.Universalidade de Direito. porque sociedade e sócio não se confundem. Você se posiciona. um conjunto de bens reunidos por força de lei. Defendem que estabelecimento empresarial é universalidade de fato (conjunto de bens reunidos pela vontade de uma pessoa que é o empresário que vai decidir quais bens vai reunir para desenvolver sua atividade. mas por força da sociedade. porque patrimônio é um só. que defendem que o fato de estar conceituado na lei não quer dizer que seja universalidade de direitos. geladeira etc). Qualquer sociedade sempre terá responsabilidade ilimitada. mas o estabelecimento empresarial não é reunido por vontade. 4ª) Corrente: Chamada de universalidade de fato. O estabelecimento empresarial muitos defendem a partir no novo CC. não existe divisão. OBS: Nas palestras muita gente fala da Universalidade de direito. eu digo que patrimônio é conceito mais amplo e estabelecimento é conceito mais restrito. muita gente boa está começando a defender isso. Por exemplo: Sou empresário individual. por força da lei. 3ª) Corrente: O Estabelecimento é universalidade de direito. O Professor entende que a 4ª corrente é a melhor. A herança é uma universalidade de direito típica. reunidos pela vontade do empresário. Na hora da prova colocar as quatro correntes e dizer sobre inovação trazida pelo novo CC. mas ninguém ainda defendeu em livro. Importante: Daí. a própria lei está dizendo que é universalidade de fato. ou seja. tem que comprar um carro. A lei dispõe assim no artigo 1142 do novo CC. Não há divisão do patrimônio civil ou empresarial. uno e indivisível. fazem parte do meu patrimônio. Importante: A responsabilidade do sócio é que é limitada ou ilimitada. porque agora o conceito de estabelecimento comercial está na Lei. e que alguns passaram a defender a 3ª corrente . Assim posso dizer que para o novo CC o estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato – entendimento majoritário. mas não fazem parte do meu estabelecimento. se vai alugar dois carros. a casa de praia. a moto para prestar socorro etc. e tenho uma casa de praia. Todos continuam adotando a 4ª corrente.

E quando for sociedade empresarial? Pode esta. Vou ser empresário. ter bens que façam parte de seu patrimônio e não façam parte de seu estabelecimento? Lembre que estabelecimento não é ponto. a marca. Fábio Ulhoa entende que não. explorar estacionamento. Posição isolada. fala que imóvel não faz parte do estabelecimento comercial. porque esta não pode ter ou adquirir bens que não estejam ligados à sua atividade. para desenvolver minha atividade? O imóvel. mas nem tudo que faz parte do meu patrimônio está ligado ao meu estabelecimento. freezer.40 parte do meu patrimônio. Fábio Ulhoa Coelho entende que todo imóvel está ligado à atividade da sociedade. O imóvel faz parte. Onde está previsto em lei. Ex: Sociedade de Exportação e Importação de computadores Ltda – Tilt – comprou terreno para construir colônias de férias para funcionários há 15 anos atrás. Todos os bens da sociedade têm que estar ligados direta ou indiretamente a ela. maquinário. vamos ver o que integra: O ponto comercial. Ex: Ramo de estacionamento. o título do estabelecimento. ainda que indiretamente. A marca identifica a própria atividade. que é de importação e exportação de computadores. mas nem todos fazem parte do estabelecimento empresarial dela. Posição dele pode ser adotada? Não. onde está escrito que um instituto de direito civil não pode integrar um instituto de direito empresarial? Toda doutrina fala que imóvel faz parte do estabelecimento. aqueles que não estão ligados à sua atividade. Embora Fábio Ulhoa entenda que são sinônimos. assim conclusão de Rubens está completamente equivocada. nunca construiu nada. ele está viajando. É bem amplo. então para prof° Fábio quando for sociedade são expressões sinônimas. nem tudo integra estabelecimento. a moto. Rubens Requião. o nome. porque sociedade pode ter bens que não estejam ligados à sua atividade. Como um instituto de Direito Civil pode integrar um estabelecimento empresarial? O que não tem nada a ver. ou seja. todos os bens ligado à atividade. por ser um instituto regulado pelo Direito Civil. sociedade empresarial. mercadorias expostas à venda. Qual bem mais relevante para exploração do ramo. ele parte de premissa completamente errada. ainda que não esteja ligado ao seu ramo de atividade. a corrente majoritária entende que não. Qualquer imóvel faz parte do patrimônio da sociedade. estabelecimento empresarial quando se referir à sociedade equivale a todo patrimônio da sociedade. patrimônio da sociedade é sinônimo de estabelecimento empresarial da sociedade. estoque. Quando for uma sociedade. também diz que marca e nome não integram estabelecimento empresarial. os bens que o guarnecem – tapete. carro de entrega. não é bem que reúne . balcão. o imóvel onde está localizado o ponto. Eu acho que ele está enganado. Como vou dizer que imóvel não faz parte de meu estabelecimento? Verdadeira utopia. Rubens Requião começa a discordar de tudo agora é verdadeira unha encravada. Então quais bens integram o estabelecimento empresarial? Já que sabemos que nem tudo participa. Aquele terreno faz parte do patrimônio da sociedade empresarial? Faz. Patrimônio será sempre conceito mais amplo do que estabelecimento comercial (empresarial).

A está no ramo de perfumaria.000. mas organizar. É a mesma estória da marca. Se for vender os bens isoladamente. vou conseguir comprá-la? De jeito nenhum. construir fama para dar mesmo lucro. porque a estrutura. é a pessoa que vai reunir esses bens. de sua organização. que somados dará cerca de R$200. AVIAMENTO: O que é isso? O que é mais fácil para empresário. comprar freezer. é a própria atividade. Qual bem então que ele reuniu para atrair a clientela? A marca Boticário. passo para outra pessoa. Esse plus varia de acordo com valor agregado. de sua capacidade de produzir lucro. Entendimento de Rubens não prevalece. atributo em razão da capacidade que o estabelecimento tem de produzir lucro. é o valor agregado na razão de sua excelência. maior será valor agregado. quanto mais estruturado. Na prova falar sobre seu posicionamento. Aviamento é esse valor agregado aqui. vou receber mera soma aritmética do valor de cada bem. ou comprar estabelecimento próprio? Comprar próprio. Leva anos e anos para construir isso. . para melhor desenvolver sua atividade. Assim nome que se dá a esse plus é aviamento. Aviamento é a capacidade de produzir lucro. Mais uma vez está Rubens isolado.000. adquirir tudo para desenvolver sua atividade. Quanto mais organizado e excelente o estabelecimento. balcão. O nome identifica o empresário? Sim. eficiente e produtivo. freguesia. tem valor patrimonial. freezer para B etc. vou gastar R$300. Se chegar com esse valor lá. estruturar.41 para desenvolvê-la. Se atrai a clientela e freguesia é claro que integra o estabelecimento comercial. aí resolve adquirir franquia do Boticário e passa a vender bem depois que põe a marca lá. compra-se tudo igual. Se vender tudo junto. Tenho um restaurante em pleno funcionamento. a fama a organização são muito superiores à mera soma aritmética. Foi bem que trouxe para proficuidade (competência). por R$230. O nome empresarial Casas Bahia atrai clientela e freguesia? Sim. Então aviamento é o valor agregado dos bens que guarnecem o estabelecimento em razão da excelência de sua organização. Sem dúvida a marca atrai clientela. E qual a razão disso tudo. É qualidade. porque lá há alta capacidade de produção de lucro. não está vendendo nada. que é a qualidade que a Parmê tem de produzir lucro. Vamos ver se essa fundamentação está correta.00. balcão para A. Para comprar todos os bens que estão na Parmê. Porque eles juntos têm valor agregado maior do que separadamente vendidos? Porque já estão organizados. que é até menos demorado e mais lucrativo. o por quê de valer mais? O aviamento.00 é melhor. e juntos têm capacidade de produzir lucro. E ele fala que o nome é a pessoa que exerce a atividade. Como é que não vai integrar o estabelecimento? É claro que integra.000. o restaurante em pleno funcionamento. mesas. maior será essa capacidade. em razão da capacidade que estabelecimento tem de produzir lucro. já é bem mais difícil. Comprar os bens que estão na Parmê é mole. alugar imóvel.

. clientela. da freguesia. ainda que seja nessas provas colocar: Entretanto. vai desapropriar o imóvel. que vai perder com a clientela.00)? Depende da prova que se estiver fazendo. tudo tem que ser indenizado. e sim o locador. em maus livros. Não é bem imaterial. viabilidade econômica. visto que não se está desapropriando o fundo empresarial e sim o imóvel. Se for prova para procuradoria do Estado. Quanto vale essa estrutura. O proprietário do imóvel não é empresário. A Constituição fala que é justa a indenização em razão do imóvel a ser expropriado. A marca é imaterial. conforme disposto em uma parte da doutrina. não podemos olvidar da orientação dos tribunais superiores.00 R$50. o dinheiro que deixará de lucrar nos dias que estiver com a atividade paralisada. produzindo lucro. conjunto de bens corpóreos e incorpóreos. vai ser quantificado no aviamento. o nome. Natureza jurídica do aviamento é ser qualidade. Nas provas para Defensoria e Procuradoria você tem que ser parcial. Tudo isso junto tem uma qualidade.000. da viabilidade econômica. o valor da perda do fundo empresarial. inobstante os robustos argumentos neste sentido. Imaginemos que dono do imóvel da Parmê não seja aquele que explora a atividade. estrutura etc. Questão polêmica. Segundo posição do STJ que é diametralmente oposta.000. caso contrário não vai conseguir se estabelecer em outro lugar nas mesmas condições. dos bens. inclusive despesas com transporte. Como conseguir quantificar essa qualidade? Qual seu tamanho? R$30. argumentar o objetivo da desapropriação.000. é qualidade que tem todos esses bens reunidos. Não posso considerar Aviamento como bem imaterial. esse é o locatário e está lá há 30 anos. interesse público.00) ou também vai ter que indenizar o aviamento (plus + R$200. Mas quanto vale o plus? Depende de um monte de coisas: da clientela. Importante: No final. tese a ser defendida é de que se deverá pagar tão somente o valor comercial do imóvel e alegar que a indenização é justa. Falo da capacidade de se quantificar toda a estrutura do estabelecimento (atribuir valor à fama. podendo os donos da Parmê levar todos os bens. Um dos grandes fatores para se ver tamanho dessa qualidade é a quantidade de clientela.00.00? Quanto é estrutura dessa organização? Não estou falando de bens. cujo nome é Aviamento. o Município vai pagar só o valor comercial do imóvel (R$200. esse plus? Essa quantificação é valorada devido ao Aviamento. à viabilidade econômica). Me posiciono desta forma para preservar interesses da Fazenda Pública. estou falando desse plus. bem estruturados. Quando isso ocorrer. É uma qualidade dos bens quando estão reunidos. O Município não vai montar restaurante. Os bens valem R$200. não vai se valer da clientela. de todas as despesas que a Parmê vai ter para se transferir dali. os materiais e imateriais.000. não tem como aviamento ser vendido. problema é deles. Desapropriação e Aviamento Município do Rio de Janeiro quer construir casa de recuperação de drogados no local onde funciona a Parmê. o valor da indenização tem que compreender o aviamento.000. Tem que colocar nas provas da Procuradoria para demonstrar que conhece. Vai ser quantificada em vários fatores: freguesia.42 Então Aviamento é bem? Tem como vender? Não. atributo. União ou Município. É sim. à clientela. uma qualidade desses bens considerados agregadamente.

Entendimento Majoritário – Tribunais – mesmo que locatário não preencha requisitos para renovação compulsória da Lei de Locações.000. E se. porque o Poder Público.000. Na locação empresarial. que sairá sem nada (dono da Parmê) entrar com ação autônoma em face do Município do Rio de Janeiro pedindo indenização pela perda do ponto. E aí? A Parmê não vai receber nada na ação de indenização. sendo que esse valor não será tão alto. porque titular do imóvel é o locador. O titular do ponto é a Parmê. Se tiver que fazer depósito em cima de R$400. devido ao tempo. imóvel é outra. .000.00. porque tem história do depósito prévio para poder ingressar no imóvel. Quando terminar o prazo do contrato. posso não renová-lo e colocá-lo para fora e não terei que indenizá-lo.00. tanto que se locador quiser tirar Parmê de lá não pode. Lei de Locações (que não darei aqui) protege o Fundo Comercial. pelas despesas do transporte. dias parados tudo. em contrato de quatro anos e B já está lá há três anos. A desapropriação terá como sujeitos o proprietário e o Município.00 ou R$400. OBS: Não está na apostila: Sou proprietário de imóvel o qual aluguei para “B” que abriu loja de perfume.00 é bem diferente de um depósito em cima de R$200. Então Parmê sairá com mão na frente. E na seguinte orientação de desapropriação? E estando ela no imóvel há três anos. Porque evidente que tem esse direito. o Poder Público terá? Não. outra atrás? Sim. por exemplo. quando desapropriar o imóvel o valor da indenização será de R$200.43 O empresário é o locatário. ponto é uma coisa. visto que não está lá há cinco anos)? Terá direito pela perda do ponto? O locador não terá que pagar. porque o locatário não é titular do ponto ainda (ainda não preencheu requisitos da Lei de Locações). do aviamento. num contrato de quatro anos.000. mas não na ação de desapropriação. terá o Poder Público que indenizar. o locatário é titular do ponto. Isso é importantíssimo para provas das Procuradorias. para o locatário ter direito à renovação compulsória tem que estar no imóvel por no mínimo cinco anos e na mesma atividade há três anos. Mais um argumento em favor das Procuradorias. sem pagar um centavo. Se locador pode colocá-la para fora sem ter que indenizála. o locador no quarto ano pode colocar para fora sem nenhuma indenização. está lá há quatro anos. será dividido entre proprietário e locatário? O valor da indenização será só o valor comercial do imóvel de R$200. agindo no interesse público não poderá? Entendimento minoritário que será adotado nas provas das Procuradorias.00 e se for esse valor. 80% do valor da desapropriação pela lei específica. Cabe ao terceiro. porque em ação de desapropriação não se discute direito de terceiro (âmbito administrativo) no caso do locatário. porque nessa não se discute direito de terceiros. O Estado tem que indenizar o locatário (que não tem direito ainda à renovação compulsória. o imóvel for desapropriado? Nesse caso quem a está colocando para fora é o Poder Público e não o locador.000. Terá então B que entrar com ação autônoma em face do Estado.

não querem posto na Tijuca. Se estiver no regime de concordata a autorização dos credores admitidos na concordata. Quem é empresário agora? Tigrão. e vendo para X. O que mudou? Só o quadro social. Aqui é mera mudança de sócio. não há requisito algum a ser observado. Os três sócios resolvem ir para outro local. Não havendo manifestação. a autorização é tácita. mesmo dono. O que vão fazer? Vão alienar suas “quotas” para A e B. sucessão empresarial.por isso mandei sublinhar” outro”. não há trespasse. Uma delas compra as quotas de um dos sócios. Empresário é a sociedade. Se tenho ações da Vale do Rio Doce.44 SUCESSÃO EMPRESARIAL OU TRESPASSE – Antiga sucessão comercial. Por que eu não estou vendendo cota de trespasse? Não é. seja pessoa física para jurídica. a outra de outro sócio. que é pessoa jurídica no caso. para que no prazo de trinta dias possa haver impugnações.. Então houve transferência do estabelecimento? Por que o estabelecimento continua com mesmo empresário. quem cala. No Direito Empresarial. pessoa física ou jurídica. Então houve alguma transferência de um empresário para outro? Quem era empresário naquela época? Tigrão. Ex: Temos a sociedade Posto de gasolina Tigrão Ltda. o Tigrão? Então o que é então? Mera mudança de sócios. Muita gente pensa que isso é trespasse. de todos os credores quirografários E se houver descumprimento disso? E se ele precisava da autorização. No trespasse há mudança de empresário. Não precisa de autorização. parte da premissa errada e arrebenta na hora da prova. consente. E se ficar com ativo insuficiente para pagar passivo? Neste caso para efetuar a venda terá que ter a autorização dos credores.. precisa ficar com ativo superior às dívidas. etc. viceversa. ou seja. aliena o seu estabelecimento para outro empresário. mudar de ramo. por qualquer meio. Requisitos para empresário poder alienar o estabelecimento: Se empresário quando for alienar ficar com capital suficiente para pagar seus credores. que continuará exercendo a mesma atividade que era explorada pelo alienante. aí elas assumirão o Tigrão. Cuidado que na prática muita gente confunde e erra feio. o estabelecimento continua do mesmo empresário. Importante: Não confundir transferência de quotas e de ações com trespasse. o complexo de bens. porque ia ficar com pouco dinheiro. Fará isso através de notificação aos credores. e se não pedir a autorização? Quais as conseqüências disso? São três: . não ia dar para pagar a todos. tem que ser expressa. pois está muito violento e vão montar lá no Recreio. nada mais errado. para empresário alienar seu estabelecimento. Isso é ou não é trespasse? Houve transferência de estabelecimento empresarial? Houve mudança de empresário ou não? Foi transferido estabelecimento de um empresário para outro? Lembram que falei que Sócio não é empresário. o empresário continua o mesmo. É quando o empresário.

a contar da data da transferência do estabelecimento. pode cobrar tanto do alienante quanto do adquirente. E credor vai ficar de mãos abanando? Não. pelo prazo de um ano. Ex: Novo locador em relação à alugueres em atraso. Neste caso o adquirente tomou ciência dos débitos existentes. a transferência se refere ao ativo e ao passivo contabilizado.Essa atitude dele é considerada um ato de falência. Ex: Vendo imóvel com condomínio e alugueres em atraso. do alienante não pode mais. Passado o prazo de um ano. ele abateu no valor do preço. este terá que pagar dentro do prazo. Porque se eu vendi o estabelecimento sem autorização de vocês é sinal que tudo vai sumir. Com o novo CC. vai ter que haver devolução. fica como devedor solidário. E quanto às dívidas vincendas? O alienante fica responsável também pelo prazo de um ano.Pode ainda ser considerado crime falimentar – artigo 187 da Lei de Falência. e o credor seja prejudicado. 2ª Conseqüência . porque transferi passivo contabilizado. Para evitar que se faça venda do estabelecimento para um laranja. por meio da AÇÃO REVOCATÓRIA – artigo 52 da Lei de Falência. quanto às dívidas já vencidas. pode ser declarada ineficaz. Ex: Vamos supor que o credor cobrou do alienante. O alienante tem que pagar dentro do período de um ano. transfiro o estabelecimento empresarial. Então por exemplo. transfiro só ativo. que é a ação que tem por finalidade declarar ineficaz um ato realizado pelo falido. De repente eu vendo para uma pessoa que não tem dinheiro nenhum e vou embora. só durante o prazo máximo de um ano. então há trespasse. porque a dívida estava contabilizada lá. É transferência de estabelecimento? Está mudando de um empresário para outro? Sim.Vou ao vencimento e conto um ano a partir daí. Quando faço a transferência de estabelecimento empresarial por meio de trespasse. qualquer credor poderá requerer a FALÊNCIA. a partir do respectivo vencimento destas.Além disso. porque dívidas ainda não venceram. Então mesmo que tenha dívidas que ainda não venceram. depois de ser decretada a falência. credor cobrou do alienante. ou ativo e passivo? Pelo novo CC é do passivo e ativo. pode entrar com ação de regresso contra adquirente. a contar da data da transferência. porque os débitos não integram o estabelecimento. Quando faço o trespasse. não o alienante. conforme o artigo 2° da Lei de Falência. 3ª Conseqüência . quem deverá pagar é o adquirente. só pode cobrar do adquirente.45 1ª Conseqüência . desaparecer. e esses foram abatidos do preço final. a alienação que foi feita. qualquer um imediatamente poderá requerer minha falência. o nome da sociedade é Braço de Ferro Jóias Ltda. Mas depois que pagar? Já não tinha transferido essa dívida para adquirente? Se ele pagar. o devedor primitivo (alienante). A Lei diz que embora ocorra a transferência do passivo contabilizado. . Está vendendo a lojas que tem no shopping para Brinco de Ouro Ltda. Antes era só do ativo (com exceções que serão vistas depois). para não prejudicar o credor. Terá que pagar então em ação de regresso. Então.

que se pagar pode entrar com ação de regresso contra alienante. Credor então pode cobrar do alienante. não o passivo. O adquirente não precisa assumir dívida nenhuma. E quanto a passivo não contabilizado? Posição do Professor. O prof° Fábio Ulhoa entende que os credores vão poder acionar o adquirente enganado. Eles podem cobrar do adquirente? É passivo contabilizado isso? E a lei fala que transferência é só do que? Os credores de Y poderão acionar o alienante (Y)? Sim. antes de comprar tem que verificar se há dívidas ou não. É difícil. Se transferi para terceiro e sumi. porque contrato vale somente entre as partes. Assunto difícil . porque o passivo deveria estar contabilizado. por exemplo. Waldo Fazzio Junior não fala. Aqui vale Princípio da Livre Iniciativa. Essa cláusula é válida? Sim. porque a Doutrina não fala. se é obrigatório ou não. Se não falasse nada transferia também o passivo? Transferia. mas pode entrar com ação contra alienante. tem ação de regresso contra alienante. esse é que sairá no prejuízo. É o risco inerente ao negócio. visto que menciona apenas passivo contabilizado. fazendo-se interpretação teleológica. visto que não havia dívida contabilizada. não estão nos livros nem no balanço. Fábio Ulhoa diz: Se adquirente pagar dívida não contabilizada. ele vai dizer que desde o início falara isso. este está obrigado a pagar? Se vocês colocarem não na prova. Y é o maior safado e transfere estabelecimento para X. Eu não avisei e transferi para outro. foi malandro. mas nada impede que entre alienante e adquirente fique convencionado outra coisa. Mas não diz se adquirente tem ou não que pagar. OBS: No meu entendimento quando a Lei fala que a transferência é do passivo contabilizado. Estamos no Direito Empresarial. Mas foi expresso que seria só do ativo. que será transferido apenas ativo. A lei não é clara. não os credores. mas como o passivo não estava contabilizado. Vem lá e “expressamente” Estou transferindo o ativo. não contabilizando dívidas existentes. Vai poder acionar o adquirente X. Porque daqui a um tempo ele pode dizer. porque a transferência é só do passivo contabilizado. é uma ou outra regra de ordem pública aqui. do adquirente. não valendo para terceiros. Essa é opinião do professor. . Eu alienante continuo responsável perante esses credores? Sim. Se adquirente pagar poderá entrar com ação de regresso contra alienante em sentido oposto. Se interpretar a Lei literalmente responderia que não. não tem nada de um ano.Lei fala que transferência é do passivo contabilizado.46 Essa é regra. aí fica entendimento de que é obrigado a pagar. que estão mascaradas. Negócio empresarial é sujeito a risco. tem que assumir o risco por ter feito negócio sem devidas precauções. não quis enfrentar a questão. Quem não pode sair prejudicado são os credores. Outros autores não falam. não tem regra de ordem pública. Pode cobrar do adquirente? Pode. está tratando da responsabilidade final. que é inerente a toda atividade empresarial. independente de prazo. Então terá o adquirente que pagar? Pagará. Vale Princípio da Liberdade contratória. é por conta de vocês.

ou seja. 20/05/2002. pois com a transferência do estabelecimento transfere-se também o passivo contabilizado. Ex: Transferência em 20/05/2002. até essa data poderá cobrar tanto do adquirente quanto do alienante. Vamos supor que o credor cobre do alienante dentro do prazo que ele é solidário. A partir de 20/05/2002 só poderá cobrar do adquirente. O novo CC inverteu isso. Transferência do Passivo: Empresário A e Empresário B. já foi abatido o valor da dívida. também diz que o alienante ficará solidariamente responsável com o adquirente. Exemplo: C tem uma dívida com E. mas só vai vencer dia 14/06/2002. quando transferia o estabelecimento comercial só se transferia o ativo. A responsabilidade do alienante passa para o adquirente. e traz o seguinte: quando houver transferência do estabelecimento comercial. o alienante também ficará como devedor solidário pelo prazo de um ano. mas não ficará no prejuízo. transferir o estabelecimento com as dívidas contabilizadas que também são transferidas. ou seja. na data da transferência 20/05/2002.47 5 ª Aula . a contar da data do vencimento. Dívidas vencidas data da transferência. mas o alienante fica responsável solidariamente. Mas o credor pode sentir prejudicado.31/05/2003 Trespasse é a transferência do Estabelecimento Comercial. há transferência também do passivo das dívidas. porque são devedores solidários. aquelas que ainda vão vencer. ou seja. A questão importante é a seguinte. por exemplo. todas as dívidas vencidas antes dessa data foram transferidas para B. que ele não conhece e não sabe se teria condições de pagar. Para as dívidas vincendas. . somente o passivo contabilizado. Então o alienante poderá ser cobrado até 14/06/2003. Embora a lei tenha dito que há transferência do passivo. o alienante vai ter que pagar. Se o credor foi direto no adquirente. C transfere o estabelecimento para D e quando E for cobrar terá que cobrar de D. o credor pode cobrar as dívidas vencidas até 20/05/2003. Isto porque quando o alienante transfere o estabelecimento empresarial para o adquirente. o alienante só fica responsável durante um ano a contar da transferência. à dívida morre. a dívida já foi contabilizada. O alienante será devedor solidário. mas o alienante A fica responsável solidariamente pelo prazo de um ano a contar da data da transferência. Transferência do passivo. deverá entrar com ação de regresso contra o adquirente. O A está transferindo seu estabelecimento comercial para B. segue-se o seguinte: A dívida foi contraída no dia 01/05/2002. continuaria responsável pelas dívidas. pelo prazo de um ano. Então aquela pessoa que era credora. Essa solidariedade se divide para as dívidas vencidas e para as dívidas vincendas. ela ainda não estará vencida. mas desde que esse passivo esteja contabilizado. essa transferência é só do ativo? Ou está transferindo ativo e o passivo? Antes do novo CC. Então hoje transfere não só o ativo como também o passivo. locador do ponto comercial de A passa a ser credor de B.

Exceções a Regra: Dois credores não seguem essa regra por terem regras próprias – credores tributários e credores trabalhistas. terá direito a ação de regresso contra o alienante. Esta matéria é uma novidade. responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência. ou seja. entre eles vai ficar dessa forma. o adquirente só ficará responsável pelo passivo contabilizado. OBS: Fábio Ulhoa Coelho não se posicionou direto. então quando fala que a transferência é apenas do passivo contabilizado. Este doutrinador não diz se está ou não obrigado. antes do novo CC só se transferia o ativo. porque este quando compra o estabelecimento tem que se cercar de todas as cautelas. o adquirente até paga. um passivo não contabilizado. transferiu o estabelecimento e não disse que havia um passivo. . isso quer dizer o seguinte: se tiver o passivo não contabilizado. Waldo Fazzio Junior não trata do assunto. o credor poderá cobrar do adquirente? A lei só fala do ativo contabilizado.48 Se dentro desse período de solidariedade o alienante for acionado. irá comentar um assunto que não está na lei. mas isso não vai valer perante os credores. então ele não paga. o adquirente recebe o passivo. quer dizer. em uma interpretação literal é nessa conclusão que chegamos. Na prova o artigo 1146 novo CC deve ser interpretado por esses dois caminhos literalmente e de forma sistemática. desde que o regularmente contabilizado. terá que pagar. se o adquirente vier a pagar. então o adquirente só vai ficar responsável pelo passivo que estiver contabilizado. pois tal assunto pode cair em prova. O que deve ser destacado é esta expressão. Se a dívida não for contabilizada a responsabilidade será do alienante. mas o professor entende que o credor vai poder cobrar do adquirente. ele terá ação de regresso contra o alienante. Artigo 1442 do CC e seguintes tratam do assunto: Importante – “O professor. artigo 1146 do CC. mas que será dito. mas não há essa interpretação literal. ou seja.” O adquirente do estabelecimento. Em uma prova objetiva deve ser utilizada a interpretação literal. mas se pagar poderá entrar com uma ação de regresso contra o alienante. Fábio Ulhoa Coelho diz o seguinte: “se” o adquirente vier a pagar uma dívida não contabilizada. caso o adquirente venha a pagar caberá ação de regresso. para se ter uma solução. isto é um risco do negócio. vamos supor que o alienante é um safado. A doutrina não trata do assunto. mas depois de pago entra com ação de regresso. Se transferido o estabelecimento e por exemplo. não foi informado que o aluguel estava em atraso. O adquirente ficará responsável por este pagamento? A lei fala que o adquirente só ficará responsável pelo contabilizado. ou seja. A interpretação do Professor é a seguinte: “Esta regra é regra entre os contratantes. e o que será dito é fruto de sua imaginação. realmente tomar ciência do passivo quirografário. Em uma prova subjetiva devem ser citadas as duas interpretações.

a responsabilidade do adquirente será subsidiária. foram cedidas quotas? Não. o alienante não poderá voltar. o fisco pode ir diretamente no adquirente cobrar tributos vencidos. não conseguindo deverá cobrar o adquirente. a responsabilidade do adquirente será subsidiária. O adquirente que continuar a atividade. Então a lei para evitar essa concorrência desleal. o fisco poderá cobrar essa dívida do adquirente? 1ª situação: O adquirente não terá nenhuma responsabilidade pelas dívidas tributárias quando não continuar a atividade que era desenvolvida pelo alienante. Ex: Dívidas Tributárias. E se B explorou a atividade? Dependerá do que A foi fazer. A transferiu estabelecimento para B.49 1. ou seja. não exerce mais atividade. Trespasse não tem haver com transferência de quotas.A questão é a seguinte: quando se adquire um estabelecimento empresarial. mas o contrato entre o alienante e o adquirente poder dispor de forma diferente. Por essas dívidas até a data da transferência responde tanto o alienante quanto o adquirente. a responsabilidade do adquirente será direta. Transferido estabelecimento existindo várias dívidas tributárias. dois meses ou que não há vedação ao restabelecimento”. 2. comprou e passou a morar no local. Entretanto se o alienante vier a exercer qualquer atividade empresarial naquele período. deixar de ser empresário. Transferido o estabelecimento. ou então virar empregado comum. aquele que vendeu montar outro estabelecimento do lado. Cláusula do não restabelecimento: O alienante transferiu para B o restaurante. não há restrições de prazo. falou o seguinte: “Toda vez que ocorrer o trespasse. Agora se o alienante montou por exemplo um salão de beleza ou outra atividade. . constituindo cláusula do não restabelecimento. o que se quer aproveitar do alienante é a clientela. estabelecer um período de dez anos.O credor tributário: Para as dívidas tributárias deverá ser analisado o artigo 133 CTN. a freguesia. era um restaurante. depois de adquirido B não explorou a atividade. não poderá se restabelecer no local pelo prazo de cinco anos. Seria uma concorrência desleal. aqueles que freqüentavam o estabelecimento adquirido vão migrar para o novo estabelecimento. Importante: Se o contrato não falar nada. terá responsabilidade direta pelas dívidas tributárias quando o alienante não exercer nenhuma outra atividade econômica dentro dos seis subseqüentes a transferência. Ele terá alguma responsabilidade pela dívida tributária? Não haverá responsabilidade.O credor trabalhista: No artigo 448 CLT. pode montar outro restaurante no local? Artigo 1147 do CC e seguintes . se A foi por exemplo para uma fazenda ficar dormindo na rede. como todos o conhecem. que poderá acionar tanto o adquirente quanto o alienante. o fisco terá que cobrar primeiro do alienante. todo aquele mercado em potencial que o alienante já havia conseguido.

Podem as partes ir a juízo para verificar se o motivo é uma justa causa. b) Não personalíssimo – nestes contratos ocorrerá à sub-rogação. O terceiro no contrato de natureza não pessoal. pergunta se caracterizaria concorrência desleal uma empresa concorrente de outra. Se o juiz entender que é. passado o estabelecimento o locador não poderá fazer nada. mesmo Estado. Uma boate em São João da Barra A passou para B. A questão será resolvida pelo princípio da razoabilidade. só o alienante pode cumprir. mesmo bairro. vendeu para A. pois pagou por um estabelecimento considerando o valor do contrato. . Ex: Um restaurante na Afonso Pena. não pagar tributos. segundo o artigo 1148 do CC. Se for rescindido o contrato. não há como ter outra. Importante: Deve ser analisado se haverá concorrência desleal. o caso concreto deve ser analisado. Mas mesmo no contrato de natureza não pessoal. B pode montar outro na Usina? Pode. mesma cidade. Pois não haverá concorrência desleal. Não estabeleceu um limite. o terceiro pode não querer cumprir o contrato com o adquirente. a contar da publicação da transferência do estabelecimento.” Contrato na Relação de Trespasses: Transferido o estabelecimento. ou seja. segundo a lei. “Resposta a uma pergunta que não tratava da matéria. o adquirente acabou não se beneficiando apesar de ter pago por isso ao alienante. Não há transferência. mas o grande impasse estava no prazo. mas a jurisprudência e a doutrina já tratavam de tal assunto dizendo que não poderia haver o restabelecimento.50 Anteriormente a lei não tratava. lógico que sendo seguida à base do contrato só mudaram as partes. se conseguir provar justa causa poderá rescindir o contrato. OBS: A lei não solucionou o problema do voltar. se não houver pode se restabelecer. Ex: Contrato de locação. A prática de oferecer produtos com valores bem inferiores com objetivo de lutar pela ruína de um concorrente caracteriza concorrência desleal. se voltar para a mesma rua. Como é que fica o contrato? Os contratos ligados ao estabelecimento ficam segundo a lei divididos da seguinte maneira: De natureza pessoal e não pessoal: a) Personalíssimo – o adquirente não pode sub-rogar. Essa impugnação deverá ser feita no prazo de noventa dias. A pode montar outra no final da cidade? Como a cidade é muito pequena e mal dá para uma boate. rescindi contrato. se mesma região. mas ainda haviam vários contratos sendo cumpridos. deve ser analisado e caso concreto. tendo sempre como norte evitar a concorrência desleal. Rescindido o contrato. a boate é no início da cidade. o adquirente terá prejuízo. então o adquirente poderá entrar com uma ação de indenização contra o alienante.

é uma exceção. É uma empresa pública. a regra base. Alguns autores citam como exemplo as empresas públicas. Mas há também a regra da unipessoalidade. Ex: Uma empresa pública A que 70% do capital está com a União e 30% do capital está com uma autarquia federal. mas desde que no mesmo plano político. depois vem tratando das empresariais. No mesmo nível significa dizer: só entes federais. Sociedades empresárias equivalem às antigas sociedades comerciais. É unipessoal? Não. Nem todas as empresas públicas se enquadram na unipessoalidade. Unipessoalidade permanente é uma S/A que só tem um acionista. Original ou permanente – Quando desde a constituição só tem um sócio. OBS: Sempre.51 SOCIEDADES EMPRESARIAIS: Teoria Geral do Direito Societário: Artigo 981 do CC e seguintes: O que é uma sociedade empresarial? Hoje temos a divisão de sociedades empresariais comerciais e sociedades simples. Outro exemplo: Uma empresa que tem 60% do capital com a União e 40% está com o Estado do Rio de Janeiro. onde existem duas hipóteses onde a sociedade pode ter um sócio: A unipessoalidade incidental ou temporária. É empresa pública? Sim. necessita de no mínimo vinte sócios. Essa pessoa jurídica tem que ser brasileira. Toda sociedade deve ser formada por no mínimo dois sócios. será a da sociedade simples. artigo 251 da Lei 6404/76. ou só entes municipais. mas por algum motivo superveniente ela veio a ter apenas um único sócio. S/A subsidiária integral. Ex: A e B são sócios. o professor não concorda e dá um exemplo em que não é apenas o Estado lato sensu o detentor de 100% do capital. só que a nova classificação tem um conceito mais amplo. No Brasil hoje a cooperativa tem um mínimo maior que dois para sua formação. pois para ser empresa pública o capital tem que estar 100% na mão do Estado. O novo Código Civil vem tratando das sociedades simples de forma bem detalhada. que tem que ser uma pessoa jurídica. Pois existem dois sócios. eles brigaram e B exercitou o direito de retirada. será uma teoria geral não serão aplicadas quando existirem regras especiais. ou só entes estaduais. . É uma empresa pública? Importante: A princípio é uma Sociedade Economia Mista. Unipessoalidade Incidental ou Temporária: Quando a sociedade foi criada ela tinha mais de 1 (um) sócio. que equivalem às antigas sociedades civis e tem o conceito mais restrito.

52 A empresa tem que acabar? Não. a companhia deverá ser dissolvida. Em contra partida. Alguns livros arbitrariamente dizem que a sociedade simples é de pessoas. se não conseguir tem que extinguir a sociedade e se quiser exercer a atividade deve fazê-la de forma individual.Quanto ao Ingresso de terceiros: Uma sociedade de pessoas é a que leva em conta a figura dos sócios. e durante esse período a sociedade terá um único sócio. Importante: Da mesma forma tendo affectio societatis. Já a sociedade anônima é de capital como a comandita por ações. Se chegar no ano seguinte e verificar que ainda só há um acionista. se não conseguir passará a ser irregular e deve ser extinguida. os sócios irão cooperar entre si para explorar o objeto social. Nada mais . Ex: Vale do Rio Doce. cooperando para objeto social. Neste caso se em assembléia geral for verificada existência de um único acionista. e a LTDA é de natureza híbrida vai depender do caso concreto. Affectio Societatis é o sentimento de cooperação social. neste caso a responsabilidade do acionista que era limitada passará a ser ilimitada. se continuar estará de forma irregular. apenas acontecerá com o consentimento dos sócios. não haverá como desenvolver a atividade. qualquer um pode comprar uma ação. a única coisa que interessa é a capacidade contributiva. ele terá até a assembléia geral do ano seguinte para conseguir mais um acionista. Devido a essa ligação será que o sócio pode vender sua parte sem comunicar aos demais? Não é livre o ingresso de terceiros. Existem duas previsões na lei de SA. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES: A distinção entre sociedade de pessoas e de capital é a mais importante classificação é a que é cobrada em provas. No artigo 206. temos a sociedade de capital onde pouco importa quem é o sócio. É se tornar sócio daquela pessoa por motivos de cunho pessoal. terá um prazo de 180 (cento e oitenta) dias para adquirir um número suficiente. 1. a lei dará outra solução. A lei dá um prazo para conseguir um novo sócio. ou seja. Quando há affectio societatis. a partir do momento que vier a ter um número menor do que a lei determina. IV do CC – Se o fenômeno ocorrer em qualquer outra sociedade. a atividade continuará normalmente. a cooperativa. letra d. A diferente é que são meros investidores e sem empreendedores. Isto quer dizer que vai haver uma ligação entre sócios em razão das qualidades subjetivas de cada um (intuito persona). é uma sociedade puramente de capital. sociedade comandita simples. para haver mudança dos sócios é necessário consentimento dos demais. assim como a sociedade em nome coletivo. inciso I. a em conta de participação. Se dentro do prazo for conseguido novo sócio. Outra previsão de unipessoalidade para sociedade por ações é o artigo 1033. o intuito persona e o affectio societis que são os aspectos preponderantes. Se não tiver o affectio societatis em uma sociedade de pessoas.

Essa sociedade comandita simples será de capital. regra de hermenêutica dos contratos. Mas no caso concreto o contrato social pode preferir a subsidiária lei de S/A. se o contrato social não falar nada. (Em prova. Em prova objetiva deve ser escolhida a forma literal). está disposto que a esta sociedade aplicam supletivamente as regras da Lei de S/A.Comandita por ações. no final. mas se nesse mesmo contrato. pelo novo Código Civil conforme descrito. Parágrafo Único – Se o capital das LTDA for omisso. só quando contrato social prevê. O problema maior está na sociedade limitada. porque no contrato social da sociedade comandita simples pode estipular o seguinte: Os sócios podem alienar sua parte para terceiros independentemente do consentimento dos demais. 4. é uma sociedade de pessoas. O contrato social não fala nada sobre vender as cotas para terceiro. Vai poder vender para terceiro quando conseguir autorização de sócios que representem ¾ do capital social.A em nome coletivo. se não falar nada que deve ter autorização de ¾. 3. no artigo vem dizendo.A comandita simples. O artigo que vai cair na prova além do artigo 966 é o artigo 1053. Regra. não necessitando da aquiescência dos demais. Existe uma regra onde. salvo disposição em contrário que será para todas e não apenas para a LTDA. Fábio Ulhoa Coelho neste ponto foi preciso. mas o contrato social pode dispor de modo diferente.53 equivocado. deve procurar a regra subsidiária. serão sociedades de pessoas: 1. os sócios querem fazer parte de uma sociedade de pessoa ou de capital? De capital. independentemente da aquiescência dos demais.A simples. pois nós temos as regras para as limitada que vão do artigo 1052 ao 1087 do novo CC. OBS: A Natureza Jurídica é pela regra. Este artigo diz que o sócio pode vender sua parte para quem já é sócio. aplica-se a lei de S/A e não de sociedade simples.A em conta de participação. 2.Sociedade Anônima ( S/A). e escolher uma como posição. será aplicada a regra da sociedade simples. ela é de pessoas ou de capital? Deve ser analisado o artigo 1057 do novo CC. a solução conforme este artigo está no capital das sociedades simples. O artigo 1053 do CC fala o seguinte: Se quiser procurar um caso para sociedade LTDA e não encontrar nesse artigo. 2. então a sociedade LTDA em regra vai ser de pessoas. Se o contrato social não falar nada. porque é de sua importância. o Prof. Existe outra possibilidade de interpretação. se não dissesse nada seria de pessoas. essa interpretação busca a real vontade dos contratantes. Em regra serão sociedades de capital: 1. se os sócios colocam no Contrato Social: a esta sociedade serão aplicadas supletivamente às regras de S/A. . colocar as duas.

o menor pode ser sócio? O artigo 308 do Código Comercial. Esse era o 1º requisito.) você tem que dar já as ações completamente integralizadas. ou seja. de jeito nenhum.14/06/2003 Menor Sócio: Vamos começar a falar sobre o menor sócio. se o menor pode ser sócio. porque do contrário. O menor não pode contrair obrigações. ele não poderia ter cargo de administração. E aí. O que ele iria pegar? Ele iria pegar as ações do menor. desde que cumpridos três requisitos para o menor ser acionista: 1º requisito – Para o menor ser acionista é que as ações que ele iria titularizar estivessem completamente integralizadas. aquele artigo 974.54 6 ª Aula . iria votar em nome do menor. Mas agora eu não vou perguntar se um menor pode ser empresário. Porque isso? Você vai dar um lote de ações para o menor. Então ele poderia ser acionista? Poderia. Eu vou perguntar apenas agora. não pode um garoto de três anos de idade sentar-se na mesa da presidência para presidir uma reunião de diretoria. autorização judicial.É que o menor não exercesse cargo de administração. Evidente. as ações apenas do menor precisariam estar integralizadas. mesmo porque. poderia exercer no seu lugar? Não. O menor não poderia ser sócio antigamente das sociedades reguladas no código comercial. Iria votar em quem? Qual candidato? . antes do novo CC tinha o artigo 308 do código comercial que proibia o menor de ser sócio da sociedade em nome coletivo. Eu vou perguntar se um menor pode ser sócio. isto é óbvio. Esta função. da comandita simples. ele pode receber o crédito na ação integral. Aquele artigo complicado. E o pai dele poderia? Poderia fazer o seguinte: “Exercer a administração não em nome do menor. poderia exercer a administração em nome próprio”. o 974 do NCC. Já disse que o estudo sobre se um menor poderá ou não ser empresário. Isto está previsto no artigo 974 do novo CC. implicitamente. mas ele dizia o seguinte: “O menor não pode ser sócio. que era um dos artigos mais difíceis de compreender. 2º requisito . Aquelas que eram reguladas pelo código comercial. nós já trabalhamos nele. que o pai dele exerce. você estaria dando uma dívida para o menor. Ele não poderia ter dívida. aquele artigo que nós discutimos aqui. o menor não poderia ser sócio por força do artigo 308 do código comercial. ele não poderia exercer cargo de administração. sócio não é empresário. se não estiverem integralizadas na verdade vai dar uma dívida para ele (. E o menor.. desde que as ações que ele fosse titularizar estivessem completamente integralizadas. na antiga capital e indústria e na sociedade em conta de participação. que foi revogado.. poderia ser sócio de uma LTDA? Poderia ser sócio de uma S/A? O STF pacificou entendimento de que o menor poderia ser acionista sim.

Então o menor tem que estar representado ou assistido na forma da lei. Então o menor não pode exercer cargo de administração. que é o candidato. e prestigiado dentre outros pelo Fran Martins. nem indiretamente. O menor de três anos vai votar? Não. “fiscal tal” impossível! Quem que vai votar em nome dele? O seu representante legal ou se ele for relativamente incapaz. utiliza as ações do menor para votar nele mesmo. eu sou o menor. Vou votar para o conselheiro. aí eu falei: “O STF e o Fran Martins entendem”. aí ganha e o pai vai representá-lo? Não. a minha quota está integralizada. Cada um só responde pela sua parte. o examinador disse: não precisa nem responder. existe solidariedade entre acionistas? Não. passa para outra. poderia ser sócio? Foi até objeto de uma prova da Defensoria Pública no ano passado.55 Nele. O menor vai ser candidato. e na S/A não. Todos por quê? Porque existe a solidariedade. Então para o menor entrar nesta sociedade. Aí iria votar nele. nem mesmo através de seus representantes. Ele iria exercer a administração. desde que preenchidos os três requisitos. foi objeto da minha prova oral do Ministério Público. E se a quota delas três ali não estiver? Porque como a responsabilidade é solidária. Estes são os três requisitos. 3º requisito . todo capital tem que ser integralizado para o menor entrar. Não adianta nada numa sociedade formada aqui por nós seis. basta utilizar as ações do filho. E na S/A. ou seja. uma das últimas perguntas. é que sim. porque não precisa ser diretor de uma companhia. É o pai. Essa é a posição amplamente dominante. ser acionista. ele vota assistido pelo seu assistente.É que o menor esteja assistido ou representado na forma da lei. o credor pode acionar qualquer um dos sócios. E de uma LTDA. pacífico em sede jurisprudencial e doutrinária. “Como professor? Porque na S/A só as ações dele devem estar integradas e na LTDA todo capital tem que estar integralizado? Porque isto? ” Porque na LTDA os sócios respondem de forma solidária. na S/A só as ações dele. iria exercer. O que isto quer dizer? Convocação de acionistas para deliberar em assembléia geral. em nome próprio. para responder por aquilo que elas não integralizaram. Poderia o menor ser sócio de uma LTDA? Bom. Poderia o menor então ser sócio de uma sociedade LTDA? Já vimos que não poderia ser sócio das sociedades previstas no código comercial. o entendimento pacificado em sede do STF. não é nada disso. na prática. Já vimos que ele poderia ser sócio de uma S/A. todos os sócios tem que ter integralizado sua quota. pelas suas ações. Por isso que na LTDA. Mas ele iria exercer em nome do menor? Não. Ele queria . vota nele e aí ele é o diretor. como de fato exerce. Quais são os três requisitos? 1º requisito – Que todo capital da sociedade esteja integralizado.

00. a outra também fez a mesma coisa. dei 20. pimba. aí eu o menor. 20. Mas o Requião entende o seguinte: “Sempre o menor vai ser responsabilizado. e com estes R$200.00.00.00.000. eles não queriam a majoritária. ele está quase sozinho. do capital estão lá. Não que o menor não possa participar. eu avisei.000. acabou. eventual aumento de capital social deve ser imediatamente integralizado. Quanto está integralizado? R$400. eu sou o menor. finalizou.00. Eu só acho que o Requião errou aí no final. 20. 20. este era o gabarito da prova lá da Defensoria.000. 3º requisito – Estar assistido ou representado na forma da lei.00 de cada um. estão descobertos R$200.000.000.000. Que ele participe. integralizei meus R$100. mas elas duas não integralizaram o capital social que agora é de R$600. ou seja.000. A fundamentação está perfeita. E ele pode exercer cargo de administração? Um dos fundamentos é este. Ele está sozinho não. mas o gabarito da prova era a posição dele. vocês integralizaram R$20. mas concluir que para aumentar o capital social que uma sociedade LTDA. qualquer sócio pode ser acionado. eles queriam o minoritário. o menor tem algum risco pessoal? Têm ou não têm? Em princípio não. Imaginem o seguinte: Essa sociedade tem capital de R$ 100. E quando eu falei no STF e o Fran Martins. disseram: você é louco! Fica pensando no Requião que é minoritário? Não. inclusive o menor. Para o professor Rubens Requião. mais R$100. . Então o Requião caiu na prova da Defensoria e o gabarito era a tese do Requião.00. o menor não pode ser sócio de uma LTDA. acabou.000. Porque o menor não pode ser sócio de uma LTDA? Qual o raciocínio do Requião? Se tiver todo capital integralizado. vai ficar com risco para o seu patrimônio particular”.00. Então. Lá na prova da Defensoria foi diferente.000. Eu acho que o erro dele foi só aí.00. os R$ 100. ela deu os R$20.00. sobretudo em um eventual aumento de capital social e a partir deste entendimento. 2º requisito – Os mesmos da S/A.00. todo mundo tem que integralizar imediatamente à ação. Porque os sócios são responsáveis apenas pela integralização do capital social. mas no final. A possibilidade da aplicação da desconsideração não geraria risco para o menor? Não. e havia na época. Depois que integralizou. O Requião é sempre Requião.56 saber se eu sabia se a posição do STF era majoritária.000. o Requião concluiu o seguinte: “O menor não pode ser sócio de uma LTDA. o menor vai ficar com risco para o seu patrimônio particular. não exercer cargo de administração e gerência. todo mundo integralizou. Ele deveria dizer o seguinte: se existe um menor em uma LTDA. um dos requisitos da LTDA. agora mais R$100. porque sempre perde o patrimônio particular dele”. Na prova da Defensoria.00. por maioria ficou resolvido que o capital vai ser aumentado para R$600. porque aí que não ficaria com nenhum risco no seu patrimônio particular.000. porque desconsideração só abrange quem age com fraude. acho que ele errou. “não esqueçam da tese do Requião”. ou seja. Ela fez a mesma coisa. Porque se não fizer isto. Por isso eu entrei.000. Então sempre haverá risco para o patrimônio particular do menor em razão da solidariedade.

porque eu posso permitir. diante da revogação do código comercial. foram as quotas de uma sociedade em nome coletivo. porque o artigo 974 não trata de menor sócio. ele nunca viu aquilo na vida. mas. tem um monte de requisitos e a responsabilidade deles lá na LTDA e na S/A é responsabilidade limitada. Tudo isso para preservar o patrimônio do incapaz. hoje o menor pode participar de qualquer sociedade. que já tinha um patrimônio enorme. Mas o quê aconteceu com este artigo? Foi revogado? O novo CC traz alguma proibição?Não. todo patrimônio. em nome coletivo. o menor tem que ter autorização judicial. na esteira do raciocínio desenvolvido pelo artigo 974 do novo CC. Então. a em nome coletivo. de forma ilimitada. que a responsabilidade é ilimitada. e a comandita simples. comandita simples. disse o seguinte: “O artigo 308 do Código Comercial não foi reiterado pelo o novo CC. e não mudou nada para a S/A. eu entendo que o menor não pode ser sócio em nenhuma sociedade em que ele venha ter responsabilidade ilimitada. Aí ficou maior ainda. Para ser empresário individual tem que ter autorização judicial. Tem vários sócios. Então para muitos. então. Vão em cima de quem? Dos sócios. A responsabilidade na sociedade em nome coletivo é o quê? Limitada ou Ilimitada? Ilimitada. Salvo se tiver autorização judicial”. porque se tiver aumento de capital social na S/A. Olha que absurdo! Tício morreu. há quem sustente tese contrária que para participar de uma sociedade com a responsabilidade ilimitada. e ainda vai atingir o patrimônio que ele tinha. E com o novo CC. vai ser atingido o patrimônio que ele recebeu de herança. ou seja. Quer dizer. aí o menor passou a ser sócio da sociedade em nome coletivo. não vai ter requisito nenhum. menor de sete anos. então. o artigo 308 do código comercial não persiste no novo CC. que deram o maior golpe no mercado. Analógica. artigo 974 do novo CC. que um menor seja sócio de uma sociedade em nome coletivo. Não traz nenhuma proibição. para ele ser empresário individual. Quem ficou? O menor que vai ter que pagar uma dívida enorme. Aplicando analogicamente qual artigo? O artigo 974 do novo CC. Um monte de pilantras.57 O que é necessário para o menor na S/A? Não há problema nenhum. antigamente tinha a proibição do artigo 308 do código comercial. aplicação analógica. quer dizer. O empresário individual tem responsabilidade o quê? Ilimitada. Os sócios malandros fugiram. Para participar destas outras sociedades. e deixou tudo o que ele tinha para o Caio. trata de menor empresário. também tem que ter a mesma autorização judicial. E o quê que eu venho entendendo? Importante: Eu venho entendendo o seguinte: “Que embora não haja nenhuma proibição expressa. Por quê tem que ter? Porque a responsabilidade lá é ilimitada. tem algum problema? Só no caso da LTDA. Aí os credores vão em cima desta sociedade e não conseguem receber. seria um contra-senso. como é que ficamos? Não mudou nada para as LTDA. porque na LTDA eles têm a responsabilidade solidária. Qualquer sociedade? Mas isto seria um absurdo! Por que um absurdo? Para ser acionista ou para ser cotista. uma verdadeira devassa no patrimônio do incapaz. O professor Fábio Ulhoa. por aplicação analógica do artigo 974 do novo CC. entre as coisas que o Tício deixou. em princípio o menor pode ser sócio . Então toda vez que ele for sócio com responsabilidade ilimitada.

Eles não podem ser sócios quando estiverem casados pelo regime de comunhão universal ou separação legal de bens. porque a lei civil já diz que eu sou sócio de minha esposa de todo meu patrimônio. Parou aí. Quem está falando hoje em dia não está aprofundando. é que para ele você não aplica analogicamente o artigo 974. o credor pode acionar apenas a meação do casamento ou pode acionar todo o patrimônio do casal? Pode acionar todo o patrimônio do casal. CÔNJUGES SÓCIOS: Marido e mulher podem ser sócios? Não. porque a responsabilidade é de sociedade e não dos sócios. OBS: Separação legal de bens não é aquela separação de pacto antenupcial. O artigo 974 é para o menor empresário. Se o marido contrai um monte de dívidas na prática da sua atividade. Eu digo que não. mas concordei com ele nesta. com capital social de R$20. porque eu sou sócio de minha esposa de tudo. Olha que malandragem! Eu sozinho arrisco tudo (todo patrimônio do casal). mas aplica este artigo para o menor sócio de forma analógica.58 de qualquer sociedade. Olha só.00 e o patrimônio do casal é de R$500.000. Eu agindo sozinho eu arrisco todo o patrimônio do casal. essa sociedade der errado. jurisprudência a gente nunca vai ver. Mesmo porquê. eu perderei R$20. É a única distinção do meu fundamento para o fundamento dele. podem ser sócios os casados pela comunhão parcial de bens? Pode os casados pela separação contratual? Pode. É aquela imposta por lei.000. O Amador erra na aplicação do artigo 974. Então ele diz que só vamos conhecer na prática. E porque isso? Na comunhão universal. Na doutrina eles ainda não tesceram a este detalhe. agora.000.00. ele não aprofunda a questão. a única coisa que difere do que eu estou falando. existe sociedade em nome coletivo hoje? Existe sociedade comandita simples hoje? Não tem. O marido que é empresário individual e tem responsabilidade ilimitada. o outro tem que ficar em casa cuidando dos filhos”. porque a atividade do marido é em benefício da família (estatuto da mulher casada. Então toda vez que for ter responsabilidade ilimitada. Como é que eu vou agora dizer que sou sócio dela só de um pouquinho? . então o que acontece: “um dos dois tem que trabalhar. posso arriscar apenas parte do patrimônio. eu entendo que tem autor judicial aplicando a analógica. O Amador Paes de Almeida manda aplicar analogicamente o artigo 974 do NCC. Por hora. O marido não pode ser sócio da esposa em nenhum tipo de sociedade se casado pelo regime de comunhão universal ou de separação legal de bens. a lei civil já diz que eu sou sócio dela de todo meu patrimônio.00. posso limitar a responsabilidade. O Amador tem algumas posições meio escabrosas. Então eu não posso dizer se ele concorda ou se não concorda. Se por acaso. mas eu sou um cara moderno e não quero deixar minha mulher em casa e vamos trabalhar juntos formando uma sociedade LTDA. trabalhando em sociedade com a esposa. Existe o artigo 974 só para isto. entendimento da jurisprudência do STF e STJ). se eu sou casado com ela pelo regime de comunhão universal. Eu não posso querer limitar isso. É um verdadeiro contra-senso.

não é sócio só de um pouquinho. ato jurídico perfeito. 50% do patrimônio líquido da sociedade é dele. ou seja. mas a lei não é trouxa. ele usou a lei comercial para burlar a lei civil. OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS: Uma obrigação que eu acho interessante é a obrigação do sócio de participar da formação do capital social. participar da integralização do capital social. tributação. burlaram o regime legal de casamento que o da separação legal. Juntamente ia uma carta do escritório de advocacia. se apaixona perdidamente por Pedro de 21 anos de idade. É o dever mais importante de todos os sócios. mas a mulher era sócia. ato jurídico perfeito. imposta. Alguns dias depois.59 Então. a jurisprudência vinha admitindo a aplicação da Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. integralizando a sua parte”. outro sócio. Não pode ser sócio na vida civil. É história. E as sociedades que já existem nessa situação? Diz o novo CC que os empresários tem que adaptar as novas regras no prazo de um ano. etc. pois na época que o contrato foi celebrado estava de acordo com a lei. As situações consolidadas podem sofrer alguma influência pela nova regra do novo CC? Não. Agora o legislador colocou o impedimento na lei. respeitando as situações já consolidadas (direito adquirido. carente e cheia de amor para dar. Eles se casam e Pedro se vira para a esposa e diz que vai montar uma sociedade de fundo de quintal de capital social de R$10. Ele comprou uma franquia da Mormay. artigo 5º. o relacionamento terminou e ela disse para ele sair somente com a roupa do corpo. Vão ter que dissolver a sociedade? Tem muito marido malandro que está louco para se livrar da mulher. dissolvida à sociedade. ela recebeu uma carta dele dizendo que não queria nada que fosse dela e sim. . O novo CC tem que ser aplicado.00. surfista e marombeiro. viúva há quinze anos. XXXVI. Qual é a ratio legis da separação legal? A separação legal é diametralmente oposta. A lei civil falou que eles não podem ser sócios. é balela. 50% das quotas pertencem a ele e por conseqüência. Imaginemos o seguinte: “Temos uma senhora com 69 anos de idade. ou seja. então não há que se falar em modificação da sociedade. etc. Diz a doutrina: “Dever primordial dos sócios e contribuir para a formação do capital social. Nesse caso. mas tem que respeitar a CF/88. convidando para comparecer ao escritório para tratar da “Dissolução de Sociedade Empresarial”. já é sócio de tudo. tudo que era dele. então ele não queria separar para não perder metade das quotas. precedente do TJ/SP. coisa julgada). mas pode ser sócio na vida empresarial. Essa é a ratio legis da comunhão universal. Se é casado pelo regime de comunhão universal de bens. aí hoje alguns maridos malandros falando para a mulher que a lei proíbe a sociedade de cônjuges. 50% das quotas dele e 50% das quotas dela. querendo que transfira os bens para o nome de um filho. Ela é milionária e ele não tem onde cair morto”. para trabalhar com pranchas de surf. Com o tempo. Nessa sociedade que eles montaram. pode casar. Nós estamos tratando de um ato jurídico perfeito.000. Mas a lei proíbe o amor? Não. mas casa pelo regime da separação legal. a partir desse entendimento. Ela já tinha transferido 80% de seu patrimônio para a sociedade e com a separação ele conseguiu levar boa parte do patrimônio da viúva carente. Ele começa a convencê-la a transferir parte do patrimônio dela para a sociedade. Ela se interessou em transferir parte de seu patrimônio para a sociedade por ter muitos benefícios tributários como imposto de renda.

Se os capítulos dessas sociedades forem omissas. Ele colocou essa proibição na sociedade em nome coletivo. Você pode contribuir para a formação do capital social em 1º dinheiro em 2º bens economicamente apreciáveis. pois estes têm que ser avaliados. na sociedade simples está expresso que pode e por aplicação subsidiária na sociedade em nome coletivo. na sociedade comandita simples. Tem que entrar com dinheiro.60 Vamos montar uma sociedade de quatro pessoas com R$25. Que lá vem dizendo: “Na sociedade de comandita simples tem dois sócios. na sociedade em conta de participação? Não. É possível o sócio de serviço nas outras sociedades? Em nome coletivo? Comandita simples? Em conta de participação? Importante: O novo CC estabeleceu as regras da sociedade simples como uma regra geral e a partir daí tratou das demais sociedades. o sócio que endossou a nota promissória vai ter que pagar e 4º através de serviços (antigo sócio de indústria. Quando o legislador quis proibir. ou seja. da sociedade capital-indústria que é aquele que contribui apenas com o seu trabalho). Então. dos R$25. E não é possível sócio de serviço na sociedade LTDA. Quando? Lá na sociedade LTDA. quando o legislador não quis o sócio de serviço ele foi expresso.000. Ainda mandou aplicar subsidiariamente as regras da sociedade simples. Quando ele não quis o sócio de serviço ele foi expresso. menos a LTDA que ele foi expresso. porque ela é tratada por lei especial e não tem previsão lá. afirmando que não pode o sócio entrar somente com serviço. pode ser através de 3º créditos. O sócio de serviço está previsto na sociedade simples. Onde é que entra o sócio de serviço? Não entra. por força do artigo 1055 do novo CC. Então a mensagem do legislador é no sentido de que é possível sócio de serviço nessas três sociedades. OBS: Até aí tudo bem. tais entendimentos podem surgir: 1º) Não tem previsão de sócios de serviço para nenhuma dessas sociedades. Aparentemente é incompatível. ele foi expresso no artigo 1055 do novo CC. Por quê? Porque quando dentre as sociedades reguladas pelo novo CC. O sócio de serviço é incompatível. Mas o entendimento que deve prevalescer é o segundo. . proibindo. 2º) É possível ter sócio de serviço nessas três sociedades. Como é que a lei prevê essa contribuição? Só em dinheiro? Não. Então pode surgir o 1º entendimento de que o sócio de serviço é incompatível com as sociedades em nome coletivo. ou seja. em princípio essa seria até incompatível com essas outras sociedades. Quando o legislador quis proibir.00 de cada um. bens ou créditos. (Endossar uma nota promissória no valor da quota-parte).00 de cada um a sociedade não tem como gerenciar suas atividades. comandita simples e em conta de participação. porém eu tenho que fazer uma observação porque não é possível sócio de serviço na sociedade S/A. É claro que quando a sociedade for cobrar da devedora. Sem essa integralização de capital. ele proibiu (artigo 1055 do novo CC) em todas as sociedades. na comandita simples e na sociedade em conta de participação também é possível o sócio de serviço. que são sociedades que tem sócios de serviço. se esta não pagar.000. você aplica o capítulo das sociedades simples. sendo um o comanditado com responsabilidade ilimitada. contribuindo com bens etc. Só tem na sociedade simples e como não tem previsão. e o comanditário com responsabilidade ilimitada a integralização de suas quotas”.

a lei também permite que se proponha uma ação de conhecimento pedindo até uma indenização. ele pode ser privado dos lucros e até mesmo ser excluído da sociedade. . Nesse caso não é viável. Se o sócio de serviço não der exclusividade. Além de executar. só que não precisaria pagar 13º salário.000. Do não cumprimento da integralização do capital social: Diz a lei que o sócio de serviço tem que dar exclusividade. Ele só pode trabalhar em outra coisa se tiver expressamente autorização do contrato social. e sim. se o sócio remisso A integralizou somente R$10.61 Por que na prática não vai haver sócio de serviço? O sócio de serviço ocorria antigamente para socorrer a lei trabalhista e previdenciária. pode pedir lucros cessantes. se a mora dela causou um prejuízo. porque o contrato social é considerado título executivo extrajudicial. sociais. Hoje essa não é mais possível. Esse sócio é logo xingado. ele é devedor. O quê vai acontecer com o capital social da sociedade que era de R$100. Então. Então ao invés de admitir como empregado. porque o sócio de serviço vai receber muito dinheiro. o sócio de serviço não pode trabalhar em outra coisa.00 dos R$20. Ele ia receber a mesma quantia por mês. nesse caso pode reduzir a participação dele com diminuição do capital social.São eles: 1º caminho – Ex: R$100.000.00 que deveria. Se o contrato social não disser nada. Ex: A sociedade contava com o dinheiro para participar de uma licitação que não teve nem vencedor. A sociedade vai cobrar através de uma ação de execução. não sendo interessante para os outros sócios.000. admitiu como sócio. Porém. Mas fica muito caro contratar esse engenheiro tendo que pagar os encargos trabalhistas. se não tiver executado o crédito. daí se a sociedade tivesse entrado iria vencer. juros moratórios. OBS: A sociedade pode executar não só o valor que o sócio ficou de integralizar.00. ou seja. A sociedade pode excluir o sócio remisso. juros compensatórios. a primeira opção é executar o sócio que não integralizou o capital social.000.000. ia ter um lucro tal por mês. Conseqüência para o sócio que não integralizou o capital social: A sociedade pelo artigo 1004 do novo CC. mas também a multa se prevista no contexto.00. se o sócio não pagou. Além dessas opções. etc. vai receber a média do que todos os outros sócios recebem. ele não vai receber quando o contrato disser.000. etc.00 de capital social. é chamado de sócio remisso (não cumpriu com sua principal obrigação).00? Vai reduzir para R$80. Sócio A não integralizou seus R$20. a lei fala que a sociedade pode optar por dois outros caminhos. porque agora o sócio de serviço que entra na sociedade. Era o seguinte: Temos uma sociedade de arquitetura e temos que contratar um mega engenheiro para trabalhar por dois anos em um empreendimento.

ela não pode decidir que não quer mais ficar como sócia. ou seja.000. Os demais sócios tem que concordar com ela? Tem que permitir a saída dela? Para o direito empresarial não podem. basta que a parte dela seja integralizada por um sócio ou por outra pessoa. ela só integralizou R$17. abatidos a multa contratual. O dinheiro que Bianca integralizou será devolvido. para variar tem uma regra especial para as sociedades LTDA. Resumindo: 1ª conseqüência . por exemplo.000. os outros sócios podem preferir a exclusão dele.00. esta sociedade tem validade até maio de 2004. além dessa possibilidade. Ex: Vamos montar uma sociedade de cinco pessoas com capital de R$20. que era de 100 e caiu para 90. olha o entendimento que é possível na sociedade LTDA. Na sociedade LTDA. mas sem reduzir o capital social.00.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação np montante integralizado com reflexo no capital social. Como é que faz isso? Os demais sócios ficam com a parte não integralizada ou até mesmo um terceiro e aí o capital social permanece íntegro. a sua participação vai ser de 10. Importante: Bom. ou integraliza tudo ou nada. A palavra é para ser cumprida. DIREITO DE RETIRADA: Um exemplo: Uma sociedade em nome coletivo. há também as outras opções estudadas anteriores. Se ela contratou com a sociedade.00.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser executada. quando a integralização for parcial. Maria não falou que ia ser sócia? Falou. tanto é que nós temos a previsão do artigo 1029 do novo CC. Olha a opção que é dada na sociedade LTDA e eu concordo em gênero. 2ª conseqüência . Maria pode sair antes de maio de 2004. pois só serve R$20.000.00 de cada sócio. OBS: Na sociedade LTDA o sócio que não integralizar na sociedade. decisão esta em assembléia ou reunião.00. porque acordou de mau humor? . número e grau. pode ser excluído pelos demais sócios. conforme o artigo 1058 do novo CC: Os R$17.000. formada por cinco pessoas.000. Maria acordou de mau humor e disse que não queria ser mais sócia e que queria sair. Olha o que diz o artigo 1029 do novo CC que é a regra geral: Se essa sociedade for por prazo determinado. Então na sociedade LTDA só tem uma opção.62 2º caminho – Excluir o sócio remisso ou reduz sua participação no montante integralizado. Bianca será excluída. os juros contratuais. só se integralizou 10 em vez de 20. 3ª conseqüência – Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação no montante integralizado sem reflexo no capital-social. Bianca não integralizou seus R$20. mas na sociedade LTDA. as despesas com alteração de contrato e essa exclusão pode ser com ou sem diminuição do capital social.

Na sociedade por prazo indeterminado. você pode aplicar as regras da sociedade e no que se refere ao direito de retirado o capítulo dos LTDA não foi omisso. qualquer alteração no contrato. porque havia alteração do contrato. O legislador falou demais. o legislador abstrai. ao final desse prazo. porque se fosse por prazo determinado. . se for sociedade por prazo determinado. com uma incorporação ou com uma transformação. pode ser aplicado ao artigo 1077. daí. Se não tiver alteração no contrato e um sócio está doido para sair da sociedade LTDA e essa sociedade é por prazo indeterminado. Não é porque ela não esta mais afim. o sócio não precisa alegar nada. o sócio vai ter que cumprir ou alegar justa causa. fusão e incorporação. Então se o sócio não concordar com qualquer coisa. O que seria quebra de Affectio Societatis o fato de Maria ter saído na ignorância com outro sócio. Nesse caso. o senhor está errado! Está escrito aí é se ele não concordar com uma fusão. Na sociedade por prazo indeterminado. OBS: A jurisprudência considera quebra de Affectio Societatis. o prazo de 60 dias para notificação vale para o artigo 1077? O quê o artigo 1053 do novo CC fala? Quando o capítulo dos LTDA for omisso. aí diz a Constituição que ninguém pode ficar preso a ninguém para eternidade. Choveu no molhado! O quê o artigo 1077 do novo CC fala? Fala que o sócio pode toda vez que não concordar com uma alteração do contrato. a regra do artigo 1029 do novo CC. a lei criou um mecanismo para proteger os interesses da sociedade e dos demais sócios. ela tem que provar justa causa. O artigo 1077 fala que o sócio pode se retirar toda vez que ele não concordar com alteração contratual. porque os outros sócios não concordaram. O que diz o direito de retirada para a sociedade LTDA? O direito de retirada para a sociedade LTDA está no artigo 1077 do novo CC. mas desde que notifique com antecedência de 60 dias. Importante: O sócio pode sair da sociedade por prazo indeterminado. não para provar justa causa. o sócio vai ficar até quando nessa sociedade? Até o resto da vida? Não. o legislador nem precisava ter colocado transformação. Existe alguma cooperação entre eles? Sim. mas sim para provar que notificou com antecedência de 60 dias. Ah! Professor.63 Maria só vai sair se os outros sócios permitirem ou se ela conseguir provar judicialmente. ou seja. A pessoa quando não mais quer permanecer sócia na sociedade. A quebra do Affectio Societatis (sentimento de cooperação) é causa para o exercício do direito de retirada (artigo 1029 do novo CC). ela vai poder exercer o direito de retirada. Também temos uma regra especial para a sociedade LTDA. desde que notifique com antecedência de 60 dias. ele poderá exercer o direito de retirada. dará justa causa. Não fala em sociedade por prazo determinado e por prazo indeterminado. Sendo por prazo indeterminado. E se notificar com prazo de antecedência de 60 dias e os outros sócios mesmo assim não quiserem liberá-lo? O sócio vai ter que entrar com uma ação. Isso se for sociedade por prazo indeterminado. ele poderia sair na hora de prorrogação. e aqui peço a atenção de vocês. porque transformação gera mudança de contrato? Fusão gera mudança de contrato? Incorporação gera mudança de contrato? Gera. por questão até de família e não quer ver o outro nem pintado a ouro. regra especial. como justa causa. Qual é o artigo que eu falei para vocês que vai cair na prova? É o artigo 1053 do novo CC (temos que decorar até a vírgula deste artigo).

Ele só tratou do direito de retirada quando ocorrer divergência na alteração do contrato social. ele pode ser aplicado. só é possível expulsar judicialmente. os outros sócios podem colocá-lo para fora? É possível expulsar o sócio? Regra do artigo 1030 do NCC. O entendimento amplo e majoritário é que o direito de retirada. você aplica o artigo 1029 à sociedade LTDA. mas se o examinador não gostar desse raciocínio. Tanto por um lado. os sócios diriam que não querem o capítulo das sociedades simples O artigo 1029 do novo CC. a gente até passa pelo artigo 1053. Você não vai ter que passar necessariamente pelo crivo do artigo1053. Sobre esse assunto Rubens Requião não pode mais ser lido. foi omisso em relação ao direito de retirada. Mudou tudo completamente. conforme o parágrafo único do artigo 1053. como é um direito. . porque ele é aplicado independentemente de outra previsão legal. só não será aplicado à sociedade LTDA se no contrato social mandar aplicar a lei de S/A. só quis tratar do direito de retirada nas questões relativas a divergência da alteração do contrato social. Nesse caso. você aplica o artigo 1029 do novo CC. Ele tratou da outra hipóteses de direito de retirada? Não tratou. Só não seria aplicado em uma hipótese. quem tiver livro velho sobre esse tema. aplica-se o artigo 1029 do novo CC. aliás. Ele vem falando: “O sócio pode exercer o direito de retirada. O artigo 1029 traz em sua redação: “além dos outras causas previstas em lei e no contrato. é a outra causa prevista em lei para as LTDA? O artigo 1077 do novo CC. E na S/A tem direito de retirada? Tem e está no artigo 137 da lei de S/A. O artigo 1029 é aplicado além dos outros previstos em lei civil. pode jogar no lixo. E como não tratou das outras hipóteses. porque o capítulo dos LTDA não tratou de todo instituto do direito de retirada.64 porque tem o artigo 1077. Tudo isso é novidade. é um direito material. Tem lá que o sócio só poderá exercer o direito de retirada. agora eu vou falar da hipótese em que os outros sócios querem colocá-lo para fora. você vai concluir que o artigo 1029 pode ser aplicado nas sociedades LTDA. Fora disso. ou seja. Eu falei da hipótese do sócio que quer sair. que eu não vou tratar com vocês. sempre vai ser aplicado para a sociedade LTDA. ou seja. quando ele integraliza direitinho. Então o capítulo dos LTDA. claro que não pode contar o sócio que se pretende excluir. desde que essa ação seja aprovada pela maioria dos sócios. O artigo 1030 do NCC diz: não é possível expulsar um sócio extrajudicialmente. como por outro. OBS: O artigo 1077 do novo CC é exemplificativo porque não limita o direito de retirada nessas hipóteses. o capítulo dos LTDA. Então seja passando pelo artigo 1053. ele não pode ser é restringido. ou somente nesses casos? Não. Então o artigo 1029 do novo CC. o sócio pode exercer direito de retirada”. Qual a hipótese? Se o contrato social determinasse a aplicação supletiva da lei de S/A. Faz a panelinha dos sócios remanescentes e vamos votar para ver se pode ou não propor a ação para provar judicialmente a justa causa. e eu vou mais além. porque o artigo 1077 é exemplificativo. analisando literalmente o artigo 1029. porque é só ler. É possível a expulsão do sócio? Já vimos que é possível a expulsão do sócio quando ele é chamado de sócio remisso. Além dessa hipótese.

Antes para propor aquela ação de exclusão judicial era preciso dos votos da maioria dos sócios remanescentes. porque o voto não é pela maioria do capital social e sim pela maioria dos sócios remanescentes. ela deu muito mais ênfase. pouco importa a personalidade do acionista. ou seja. OBS: Em caso de empate dos votos dos sócios remanescentes. sócios que representam mais de 50% do capital social. de forma cumulativa. Só há ampla defesa se tiver contraditório. alegando justa causa. isto se não tiver outra forma prevista no contrato. Quais são? 1º Requisito: O contrato social tem que permitir. A lei foi enfática. eu posso expulsar algum sócio? Só vou poder expulsar judicialmente. É uma situação que a lei não prevê expressamente. E por esse motivo é possível a exclusão extrajudicial do sócio majoritário? Não. Importante: Tem a previsão geral no artigo 1030. Ex: Desvio de verba. você pode excluir por mera alteração do contrato. É cláusula genérica. os sócios é que decidirão diante do caso concreto. Preenchidos todos esses requisitos. Tem que vir uma cláusula dizendo: nesta sociedade é possível a exclusão extrajudicial de sócio por justa causa. 4º Requisito: Esse é um assunto que precisa ser tratado em uma reunião ou assembléia só para isso. nessa reunião ou assembléia tem que ser assegurado ao sócio que se pretende excluir a ampla defesa. assunto tal e expulsão do tal sócio. Não se pode convocar uma reunião ou assembléia para tratar de assunto tal. que é mais uma vez uma regra especial para as sociedades LTDA. Tem que ser uma reunião ou assembléia só para essa finalidade e mais. É possível a exclusão. E se não preencher alguns desses requisitos? Aí e exclusão só poderá ser feita judicialmente.65 O sócio majoritário pode ser excluído? Pode. ou seja. Esta cláusula tem que permitir a exclusão extrajudicial. se atendido os requisitos. Mas tem alguns requisitos. E o artigo 1035 do NCC permite a exclusão extrajudicial? Através de mera alteração contratual. é o juiz quem decide. excluindo o sócio que se pretende excluir. a expulsão na S/A? A sociedade anônima é uma sociedade de capital. Tem que ser um ato realmente muito grave. O máximo que se pode fazer é excluir o acionista da . o quorum do artigo 1030 do NCC. 3º Requisito: A exclusão tem que ser aprovada pela maioria absoluta. Agora nesse caso é pela maioria absoluta. Se o contrato social nada disser. nesse caso a exclusão do sócio majoritário na S/A só se for judicial. propõe-se ação para tentar excluir. OBS: Não precisa da cláusula tratando desse assunto. você vai para o artigo 1030 (exclusão judicial). ampla defesa e contraditório. mas tem a previsão do artigo 1035. Vejam como é que muda. Por maioria dos votos. ela não colocou apenas justa causa. Se não preencher o artigo 1035. ou seja. 2º Requisito: Que esse sócio que se pretende excluir tenha praticado um ato de inegável gravidade e que coloque em risco a continuidade da empresa. em razão desse requisito.

Na quebra do affectio societatis. se essa sociedade escolheu mal que arque com os atos praticados por quem escolheu. importando computadores para revender. . da diretoria. os acionistas podem excluí-lo? Não é possível apenas excluí-lo da administração. porque se a gente não escolheu mal. Esse ato é manifestamente estranho ao objeto social. 1°) Enquanto escolheu o administrador da sociedade. Importante: Então a quebra do affectio societatis não dá direito por si só a expulsão de um sócio. administrando uma S/A. Culpa in eligendo ou culpa in vigilando. antes do novo CC e no Brasil. porque para a expulsão de um sócio. eu posso com base nisso expulsar um sócio? A quebra do affectio societatis dá ensejo ao direito de retirada. Se eu estou incomodado. A quebra do affectio societatis é considerada justa causa para o exercício do direito de retirada e não para ser expulso. eu vou sair. 7 ª Aula . não vigilou. O objeto social é a tapeçaria. Então se tem pegadinha: Um ladrão safado. Ex: Uma sociedade familiar e teve uma briga. Pode tirar o cara de lá. Dezenas de computadores para revender não tem nada a ver com tapeçaria. porque na S/A o que interessa é o capital. 3°) Proteção ao terceiro de boa-fé. por quatro motivos. mas não pode tirar ele da sociedade. e esse não tem cor. tem nos livros. porque houve quebra de affectio societatis. mas ninguém pode ser expulso em razão disso. dá ensejo a um direito e não a expulsão. então ele tem poderes para praticar aquele ato (teoria da aparência). ninguém praticou nenhum ato que possa ser considerada justa causa para ser expulso. os incomodados que se mudem. cujo objeto social é tapeçaria com uma excelente oportunidade de ganhar dinheiro. Se a sociedade por qualquer motivo não quiser cumprir com esse contrato de compra e venda? Será que precisa cumprir? Essa sociedade. até judicialmente.66 administração.28/06/2003 TEORIA DO ATO ULTRA VIRES SOCIETATIS Vamos trabalhar com exemplos. o Leonardo é administrador. Não tem nada a ver com a sociedade a nossa divergência. a sociedade respondia por esse ato. Mas se eu quiser. então quem quiser sair que saia. Imagine uma sociedade formada por sócios. tem que existir justa causa e a affectio societatis não é considerada justa causa para fins de expulsão. porque o conceito tem na apostila. ninguém praticou ato de inegável gravidade. Ele dá ensejo ao contrário. Isso na S/A. A interpretação de computadores tem alguma coisa a ver com o objeto da nossa sociedade (tapeçaria)? Não. não tem cara e não tem nada. 2°) Teoria da aparência – Aparentemente para o terceiro que vendeu os computadores.

pelo contrário tem burocracia. Você acha que uma compra nesse montante não tem burocracia? Tem burocracia. porque não foi pela aparência e sim pela análise dos contratos. que é o dinamismo das operações mercantis. porque o contrato foi firmado por um administrador e a fornecedora de computadores. O STF disse que a sociedade vai responder perante esses quatro motivos. a sociedade tem que cumprir o contrato. eles falaram que não iam cumprir o contrato. ineficaz em relação à sociedade. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Não. Então como você vai contratar com uma sociedade que você não conhece. Mas isso não saiu bem. Eles não querem receber computadores e sim tapetes. Só havia uma exceção perante o STF. se pede a identidade dela. As partes têm que voltar ao status corpus. porque ele analisou o contrato social da nossa tapeçaria. Eles lá fora entendiam que o ato ultra vires. Não pode alegar que estava de boa-fé. que não há tempo para burocracia. para ficar analisando contratos. Lá fora. Então. estranho ao objeto social ele era nulo. ele viu que o objeto social é tapete. Por quê? Porque o ato nulo não gera efeitos. eles mal criaram essa teoria. essa sociedade vai ter que cumprir o ato? Não. Aí evoluiu a teoria lá fora nos EUA e Europa. está afastada uma justificativa. a sociedade respondia pelo ato praticado pelo seu administrador. Tem-se burocracia. com análise de documentos.67 4°) Dinamismo das operações comerciais – As operações comerciais são tão dinâmicas. Quando os outros sócios descobriram. a teoria da aparência. Agora. não nulo e sim inimputável. dos documentos. Teoria do ato ultra vires. pela presidência. Não pode alegar em razão da burocracia. muitas das vezes os negócios são fechados por telefone. onde passaram a considerar o ato ultra vires. Então. Tem burocracia e se tem burocracia. eles criaram. E qual é a identidade dela? É a contrato social. Se não gera efeitos. não tem aparência. Quando se vai contratar com uma sociedade. Nas operações mercantis não tem dinamismo. Lá fora tem que analisar o contrato. Então é esse o entendimento lá fora. mas se a operação for de grande valor econômico. O administrador que celebrou o contrato vai ter que cumprir o ato? Não. É o único caso. o STF disse que a sociedade não vai ser obrigada a cumprir o contrato. também temos que pedir a identidade dela. Imagine que essa compra de computadores tem o valor de um milhão de dólares. OBS: A sociedade não anuiu. Se a sociedade está comprando dezenas de computadores para revender. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Estou perguntando. não tem nada. Nesse caso a sociedade não responderia. Isso antes do novo CC e no Brasil. É . se estiverem presentes os 04 motivos. Por quê? Porque lá fora não tem esse jeitinho brasileiro. ou seja. Quando eles criaram. então a sociedade fica com dinheiro e o vendedor fica com os computadores. Com esse entendimento. Só não cumpriria nessa exceção. porque quando se vai negociar com uma pessoa física. ou seja. não tem boa fé. Porque é nulo e não gera efeitos. Foi o Leonardo que praticou e como é de alto valor. acabou que protegeu o safado do administrador. O professor concorda. Vai passar primeiro pelo departamento jurídico. No Brasil é pela aparência. por todos esses motivos. não tem dinamismo.

em nome coletivo. o novo CC incorporou a teoria do ato ultra vires. já sabe que vai passar pelo artigo 1053 do novo CC. Nesse caso a sociedade LTDA vai responder pelo ato ultra vires. Aí sim. a teoria do ato ultra vires evoluída o ato não é nulo. Então se o ato ultra vires for praticado por um diretor da S/A. já incorporada somente no novo CC. respeita o interesse de terceiro e penaliza o safado do administrador que praticou ato quando não poderia. Em S/A. OBS¹: mas se a sociedade LTDA fizer a opção do parágrafo único do artigo 1053 que manda aplicar a lei de S/A. Está-se no capítulo das sociedades simples. nesse caso é ato manifestamente estranho ao objeto social. aplica a teoria como regra e aplicando a teoria como regra. A sociedade simples e nem as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples não respondem pelo ato ultra vires. supletivamente as disciplinas das sociedades simples. E onde é que adotamos isso no novo CC? No artigo 1005. esse computador pode ser para seu uso diário. comandita simples. estranho ao objeto social. No Brasil. Agora é ineficaz em relação à sociedade e eficaz em relação ao administrador. Aplica-se apenas para as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples. se ele importar toneladas de peixes. ou seja. mas ineficaz em relação à sociedade. . A sociedade não responde. E com o novo CC. Uma tapeçaria que compra um computador. É eficaz em relação a quem? De quem o terceiro pode exigir o cumprimento desse contrato? Do administrador que assinou. ele exime a sociedade que não tem nada a ver com isso. porque iria pelas aparências. responde somente o administrador que vai se virar com o terceiro que não agiu com boa-fé. inciso III. parágrafo único. imputável ao administrador. aplica-se as regras da sociedade simples? Importante: Não. pois teria que ter lido o contrato social. é apenas ineficaz em relação à sociedade.68 válido. a S/A vai responder por esse ato. a sociedade LTDA não responde por força do artigo 1053 do novo CCC. E se ato ultra vires for praticado por um diretor da sociedade anônima? Você pode aplicar a teoria? Pode considerar aquele ato ineficaz em relação a S/A? Não. porque a teoria não foi incorporada na lei de S/A. A S/A responde. OBS²:Caiu sociedade LTDA na prova. Em princípio você aplica as LTDA como regra. Então a teoria evoluiu. A doutrina traz como inimputável que é a mesma coisa. Esse artigo 1005 é um artigo que está no capítulo das sociedades simples. essa é manifestamente estranho ao objeto social? Não. Acabou incorporando aquele entendimento estrangeiro. significa dizer que é aplicável nas sociedades simples. E na sociedade LTDA? Aplica-se a teoria ultra vires? Responde ou não pelo ato ultra vires? Mais uma vez vamos passar pelo artigo 1053 do novo CC. Só responde o administrador safado que praticou o ato”. Agora. porque a ela não se aplica à teoria ultra vires. Finalmente nós adotamos a teoria do ato ultra vires. Inimputável a sociedade. porque não incorporou a teoria do ato ultra vires. Importante – Ato ultra vires é o ato manifestamente estranho ao objeto social. ou seja. o Brasil deu o braço a torcer. Lá vem dizendo o seguinte: “A sociedade não responde pelo ato quando ele for manifestamente estranho ao objeto social. A S/A responde pelo ato ultra vires. a sociedade respondia.

porque não se pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. Só que eu acho isso. um grande equívoco. ele até coloca uma diferençazinha. afirmando que seu objeto social é só montagem dos equipamentos. Eu pergunto se eles também mexem com antena e eles respondem que sim. Você não pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. quando o consumidor for comprar. 2ª posição: Independentemente de qual seja a sociedade. que seria reflexo também na LTDA. você vai aplicar o CODECON e o CODECON protege o consumidor e prestigia a Teoria da Aparência. Eu vou pela aparência. Nos três volumes. Então a sociedade vai ou não vai responder por aquele ato quando for consumidor? Vai responder perante o consumidor. Essa posição é isolada. Então essa teoria do ato ultra vires também é aplicável a S/A. porque o novo CC vem falando que quando a lei de S/A for assim. mesmo que seja a sociedade simples. 1ª posição: Que a teoria ultra vires só não é aplicada para a sociedade anônima (S/A). nem que sim e nem que não. Eu exijo por acaso o contrato social do Ponto Frio? Eu lá sei qual é o objeto social do Ponto Frio? Eu imagino. Se não fala. É mais especial do que o novo CC. Eu estou dizendo. não fazem consertos. porque será aplicado o CODECON. pelo princípio da especialidade. ABUSO DA RAZÃO SOCIAL OU DA DENOMINAÇÃO OBS: Muita gente coloca o abuso como ato ultra vires bota tudo em um saco só. E a lei de S/A fala alguma coisa sobre responsabilidade do ato ultra vires? Não fala. quando for consumidor. pelo menos leia o contrato social. ela sempre vai responder pelo ato ultra vires quando outro lado estiver o consumido. porque ela é regida por lei especial. Então. sendo que uma não é para adotar na hora da prova e a outra sim. vou pedir o ressarcimento na justiça e a sociedade diz que não. Eu vou poder exigir o pagamento? Claro que sim.69 Posição do professor – O professor tem duas posições. . como por exemplo. Quando for relação consumista. Fábio Ulhoa Coelho faz isso em seu resumo. E como é que a doutrina fala? Ela não fala. Ex: Eu contrato uma prestadora de serviço para instalar um equipamento lá em casa. você vai aplicar o novo CC. do vendedor. aplica-se às regras deste código. porque qual é o fundamento da teoria do ato ultra vires? Por que ela existe? Ela existe para exigir que o terceiro que está contratando com a sociedade. Código de Defesa do Consumidor defende a Teoria da Aparência. Depois constato que o trabalho foi horrível. eu vou comprar uma máquina de lavar no Ponto Frio. Agora. você vai aplicar o princípio da especialidade. Eu vou provar que abuso de razão social não é a mesma coisa que ato ultra vires. E o que o novo CC diz? Diz que a sociedade não responde. por mais que tenho isso na lei.

através de uma ação judicial. parágrafo único. contratos de até R$50.00. a sociedade não responde pelo ato como regra. depende do nome empresarial que nós estamos utilizando.000. mas está extrapolando os poderes.000. Antes do novo CC aqui no Brasil a sociedade respondia por quatro motivos: “Teoria da Aparência. porque está ligado ao objeto social. É a mesma história. Bom. a sociedade em nome coletivo não respondem. O que ele fez com os poderes dele? Ele abusou dos poderes da administração. Aí eu pergunto: Esse ato está ligado ao objeto social? Sim. Eu vou comprar um produto para os tapetes e vem lá no contrato social que o Leonardo é o administrador da tapeçaria.000.00 é minha cunhada e eu acabei comprando dela por R$50.00. mesmo produto. A S/A responde? A S/A responde pelo ato.000. Só se resolve nesse caso tentando provar a má-fé. inciso III e o abuso da razão social está no artigo 1005.00. Um está fornecendo por R$50. parágrafo único. inciso I.000.000. outro por R$30. A diferença de abuso da razão social ou denominação e ato ultra vires é de conceito. eu tenho quatro fornecedores daquele produto.00 que não foi assinado pelos outros sócios de Leonardo. mesma forma de pagamento para os quatro fornecedores.000. este no artigo 1005. Só que o Leonardo só tinha poderes para assinar sozinho. A sociedade vai responder ou não por aquele ato? A mesma história. a comandita simples. OBS: A sociedade não quer pagar. Não muda nada. ele tem que ter a assinatura no mínimo do Leonardo e de mais dois sócios. mesma marca.000. Pois é compra de produtos para tapetes.00.000.00 e outro por R$20. porque aí é como todos eles tivessem concordado. dos poderes que lhe foram conferidos pelo contrato. outro por R$40. Se a sociedade receber e pagar. Eu tenho poderes para realizar aquele ato? . dinamismo. Está ligado ao objeto social? Sim. Nesse caso a sociedade quer reincidir este contrato. Só que a fornecedora com preço de R$50. que só tinha poderes para assinar contratos com valor de até R$50. Com o novo CC. Esse ato é estranho ao objeto social? Não. Por isso eu vou falar em abuso da razão social ou da denominação. não tem jeito. Eu em benefício da sociedade tenho que comprar por R$20. e ele só pode realizar contratos com valores até R$50. Um contrato de R$130. Se o Leonardo comprar um valor de R$130.00 e assina sozinho o contrato de compra e venda. a sociedade simples. porque a conclusão é a mesma. Contratos com valores acima de R$50. por isso que muita gente confunde.000. USO INDEVIDO Ex: Eu sou o administrador da tapeçaria. com aquela exceção do STF.00.000.00.000. No abuso o ato está ligado ao objeto social? Sim.70 O que é abuso da razão social? Imaginamos aquela tapeçaria em que eu sou o administrador. daí não podemos falar em ato ultra vires. proteção ao terceiro de boa-fé. culpa in eligendo. A sociedade LTDA responde? Para responder depende do artigo 1053 do novo CC.00. A sociedade também não responde. ele não quer o produto.00 e assim ou sozinho no valor de R$130.000. a solução é a mesma.000.00. não vou mudar nada.00. O ato ultra vires.

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Não. Então não posso falar em ato ultra vires e nem em abuso, porque eu tenho poderes para efetuar compras no valor de até R$50.000,00 sozinho. Mas eu pratiquei esse ato em benefício pessoal e não em benefício social. Eu usei indevidamente dos poderes da administração. Eu tenho poderes para realizar o ato, estava ligado ao objeto social, mas pratiquei para satisfazer interesse pessoal contrariando o interesse de sociedade, causando prejuízo à sociedade. Esse ato é válido ou não é válido?A sociedade vai ter que pagar? Vai, porque em princípio o ato é válido. A sociedade só não poderia cumprir aquele ato se conseguisse provar que terceiro estava de má-fé. Se o examinador disser que estava de má-fé, tudo bem, porém, na prática é quase impossível conseguir provar. A sociedade que vendeu por R$50.000,00, vendeu por esse preço, mas esse preço é o seu. Ela vende para todo mundo pelo mesmo valor, independentemente se quem está comprando é ou não parente seu. Seria fácil provar má fé se o preço fosse de R$20.000,00, e a sociedade que vendeu, vendeu por R$50.000,00, porque na sociedade adquirente há um sócio que é do administrador da sociedade que vendeu. Importante – Então, para a sociedade não cumprir aquele ato, teria que comprovar que terceiro estava de má-fé, não comprovar que o administrador estava de má-fé, porque está claro que este estava de má-fé. E qual o fundamento legal disto? A doutrina já está concordando em encaixar essa posição (provar que terceiro está de má-fé) no artigo 1005, parágrafo único, II do novo CC. OBS: Sempre que a sociedade pagar, por algum outro motivo, pode entrar com essa ação de regresso em face do administrador. O uso indevido do administrador pode ocorrer por fraude, conluio do sócio com terceiro, questões afetivas, etc. TEORIA JURÍDICA A visão que eu vou passar para vocês é completamente diferente da visão da Lúcia, porque a visão dos civilistas é uma visão equivocada, porque os civilistas não sabem o que é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Para vocês terem uma idéia, para os civilistas, para se aplicar à teoria da desconsideração da personalidade jurídica o ato praticado tem que ser lícito ou ilícito? Ilícito. Só que é uma visão equivocada, porque o ato tem que ser lícito. Se o administrador pratica um ato ilícito, ilegal, eu preciso desconsiderar alguma coisa para responsabiliza-lo? Não. O ato praticado ilicitamente eu não preciso desconsiderar nada. Está no artigo 159 do CC de 1916 e no artigo 186 do NCC, porque na prática o ato ilícito mandante e mandatário ficam responsáveis. A começar por aí, eles os civilistas não sabem nada a respeito da desconsideração da personalidade jurídica. OBS: Caiu agora na prova da Magistratura para discorrer sobre ao princípio da autonomia e teoria da desconsideração da personalidade jurídica e teve um candidato que discorreu sobre a autonomia do direito cambial (que louco!). Falando na teoria da desconsideração da personalidade jurídica, temos que falar da autonomia patrimonial e não de autonomia de títulos de créditos. Autonomia patrimonial porque a sociedade tem um patrimônio e os sócios têm outro patrimônio. DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE

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Outro candidato afirmou que a teoria da desconsideração da personalidade jurídica é fundada em atos ilícitos, o que não é correto, porque se o ato é ilícito, não precisa aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, não precisa nem desconsiderar, já responsabiliza direto o administrador. Isso porque nós temos um fundamento teórico completamente diferente para a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica.Como é que funciona isso já que é base da autonomia? A autonomia patrimonial, a sociedade tem que ter o patrimônio distinto pode ser à base do direito empresarial, porque esse direito na prática atua mais como sociedades empresariais, quase não existem sociedades individuais (pessoas físicas), normalmente são sociedades empresariais. Então a base de nosso direito de sociedade é a autonomia patrimonial, ou seja, a partir do momento em que a sociedade é registrada lá na junta comercial, ela ganha personalidade e um dos corolários dessa personalidade é o fato da sociedade empresarial ter patrimônio distinto dos sócios.A sociedade empresarial tem autonomia patrimonial a partir do registro. Quando a sociedade empresarial tem um patrimônio aqui e o sócio um patrimônio lá, chamamos de escudo patrimonial. Um escudo que divide os dois patrimônios, que muitas das vezes é utilizada para a prática de fraudes. Ex: Monto uma sociedade e pratico fraudes em nome dessa sociedade e fico livre, porque existe um escudo que me defende, qualquer coisa o prejuízo é da sociedade, não chega até o Leonardo. A doutrina teve que criar um mecanismo para desconsiderar esse escudo, desconsiderar toda vez que a lei for utilizada para a prática de fraudes, ou seja, eu vou desconsiderar essa autonomia patrimonial para poder responsabilizar o verdadeiro fraudador. Essa desconsideração extingue a sociedade? Não. É só para responsabilizar o autor no caso concreto e continua o escudo patrimonial para as outras obrigações. É só para o caso de fraude. Bom, segundo sinônimos da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, ela é chamada de: 1- Teoria do superamento da personalidade jurídica; 2- Teoria da desconsideração; 3- Teoria da despersonificação; 4- Teoria do levantamento de véu corporativo, porque tem um véu que divide o patrimônio da sociedade do patrimônio do sócio.Quando houver fraude, você levanta o véu e responsabiliza. Como é só para o caso concreto, quando você volta para o local, o véu retorna, ou seja, continua a autonomia patrimonial para as outras obrigações. Quem fala nisso são os argentinos. A doutrina Argentina é que gosta de utilizar esse sinônimo para a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. 4- Teoria da penetração. É uma teoria utilizada pelos alemães. Porque penetra no escudo patrimonial. OBS: Problema é juntar a teoria argentina com a teoria alemã, ou seja, levantar o véu corporativo e penetrar no patrimônio. É importante citar essas teorias para demonstrar conhecimento perante o examinador. Qual é a base para se aplicar à teoria da desconsideração? É a licitude do ato. Agora não é porque o ato é lícito que não vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

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O que mais a gente tem que provar para aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Outro requisito que temos que provar na prática e aí vimos que a teoria maior tem uma bifurcação. Existem dois aspectos que são: 1- Aspecto subjetivo; 2- Aspecto objetivo. OBS: A teoria da desconsideração da personalidade jurídica no direito empresarial é a teoria maior, porque a teoria da desconsideração da personalidade jurídica aplicada pelos civilistas é a teoria menor. 1- Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto subjetivo: Quando que se vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica provando o elemento subjetivo? Que elemento subjetivo é esse? É quando você consegue provar que a lei foi utilizada de má-fé, através de artifícios fraudulentos. Você prova que o ato é lícito, mas foi praticado com fraude. Ex: Exemplo do Fábio ulhoa coelho. Temos a transportadora Gavião LTDA, seu preposto em estado de embriaguez, avança o sinal luminoso e colido com um ônibus com trinta crianças e todas morrem.Todas eram netas de desembargadores. Os sócios da transportadora ficaram desesperados, porque quando as indenizações transitassem em julgado, acabaria o patrimônio da sociedade (injeção letal). Aí os sócios formam uma nova sociedade, Cavalo de aço transportadora S/A. Eles vão desviar algum patrimônio da antiga para a nova? Não. Se isso ocorrer será ato ilícito. É fraude contra credores e se estiver em execução será fraude contra execução. Os sócios não vão desviar nada, vão demitir os melhores funcionários da empresa antiga para contratar na nova. Vão comprar novos caminhões, o treinamento dos funcionários (ISO 9002) é para a empresa nova. Os novos contratos de transporte serão celebrados com a antiga ou com a nova? Com a nova. Não será desviado nenhum patrimônio da sociedade antiga para a nova. O caminhão da empresa velha que quebrar, será feito um gatilho para ele continuar andando, ou seja, não compra peça nova, não se investe mais na empresa velha. O desembargador foi junto com o oficial de justiça na transportadora Gavião LTDA, olharam e não viram nada para penhorar. Olharam para o outro lado da rua e viram os mesmos sócios saindo da transportadora Cavalo de aço S/A com uma Mercedes importada. Os bens da nova empresa podem ser penhorados? De maneira nenhuma. Por quê? Porque é uma sociedade distinta com patrimônio distinto, com autonomia patrimonial. Existe aí algum ato ilícito praticado? Não. Eu posso ser sócio de duas sociedades? Posso. Mesmo que seja no mesmo ramo? Sim, mesmo que seja no mesmo ramo.

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Agora, teve ou não teve fraude? Eles montaram essa sociedade a troco de nada? Não, foi para afastar a responsabilidade de indenizar, ou seja, eles utilizaram a lei para fraudar. Fraudar no sentido de continuar com todos os clientes, deixar tudo de ruim para a sociedade velha. Só tem um jeito de responsabilizar essa sociedade. Qual é? Aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, provando o elemento subjetivo. E se tiver um outro sócio nessa nova sociedade que não estava na antiga? É feito um balanço para ver o que é de um e o que é de outro. Claro que a parte do novo sócio vai ser resguardada. Se o examinador expor a situação de que colocaram “laranjas” na sociedade. Se comprovar que são “laranjas”, aplica-se a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. O problema é provar, na prática é complicado provar. Importante: Fábio ulhoa coelho diz que somente os credores da sociedade antiga poderão executar os créditos com o patrimônio da sociedade antiga, da sociedade nova e ainda poderão executar os bens particulares dos sócios que agiram de má-fé. Outro exemplo de fraude: Vamos montar uma sociedade e precisamos de R$ 100.000,00, mas eu não vou arriscar os R$ 100.000,00, eu quero arriscar somente R$ 50.000,00. Eu digo para minha sócia que é para ela não se preocupar, que eu dou um jeito. O sócio Leonardo com R$ 45.000,00 e a sócia Alexandra com R$ 5.000,00. Só que com esse patrimônio não dá para iniciar a atividade, aí vem o pulo do gato, onde o sócio Leonardo vai emprestar os R$ 50.000,00 que faltam através de um contrato de mútuo. Aí os R$ 50.000,00 de capital social mais os R$ 50.000,00 de empréstimo, chega aos R$ 100.000,00 para iniciar a atividade. Só que o Leonardo é bonzinho, mas nem tanto, porque ele pediu garantia real, e pedindo garantia real de R$ 50.000,00 ele pediu o quê? Todo o patrimônio da sociedade como garantia, todo o estabelecimento empresarial. Cinco anos depois aquela sociedade foi a falência. Foram pagos os credores trabalhistas e tributários. A sociedade tem um ativo de R$ 50.000,00 e um passivo de R$ 140.000,00. Ela tem uma fila de credores no valor de R$ 140.000,00 e só tem para pagar R$ 50.000,00. Quem vai levar esses R$ 50.000,00 para casa? O sócio Leonardo, porque ele é credor com garantia real. A sociedade foi à falência e os únicos R$ 50.000,00 que encontraram lá foram para o bolso do sócio Leonardo, isso é fraude. Tem alguma coisa ilícita aí? Não, porque o sócio pode emprestar dinheiro a sociedade. Não tem nada de ilegal, mas tem sacanagem, porque aqueles R$ 50.000,00 não deveriam ter entrado como empréstimo e sim como capital-social. Nesse caso, o sócio Leonardo não teria integralizado não somente R$ 45.000,00, mas sim R$ 95.000,00. O sócio Leonardo estaria na frente da fila? Não. Ele estaria lá no final da fila, se sobrasse alguma coisa, depois de pagar todos os credores é que poderia dividir alguma coisa entre os sócios. Ele utilizou a lei para praticar fraude. Pode aplicar aqui a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

ele foi até o caixa e pegou um dinheiro. Lá eles aplicam a teoria da desconsideração da personalidade jurídica com fundamento na hipossuficiência do trabalhador. por isso é que se chama de teoria da desconsideração menor. porque ele não sabe o que é dele e o que é da sociedade. era dono apenas das quotas. Aquela sociedade em que você cria. tanto faz. ou seja.O Ministério Público pode requerer a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Nunca pode. Vamos colocar duas espécies: 1ª.75 2. basta provar que há confusão patrimonial. Uma vez fomos sair e antes passamos no restaurante dele para tomarmos uns chopes. Bom. porque não há autonomia patrimonial. Só pode fazer a retirada do dinheiro após um balanço e constatado o lucro. Então. Ele estava de má-fé quando retirou dinheiro do caixa? Não. mas agora com o NCC pode. Lá na justiça trabalhista o ato pode ser lícito. Na hora de irmos embora. não há distinção. porque o dinheiro é da sociedade. Qual é à base da teoria da desconsideração da personalidade jurídica para a justiça do trabalho? O empregado é à parte hipossuficiente na relação empregatícia.Isso é causa para aplicara teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Não. Você não sabe o que é de um e o que é de outro. Aí eu perguntei o que ele estava fazendo e ele me respondeu que estava pegando dinheiro para sair. Previsões legais da teoria da desconsideração da personalidade jurídica em nosso ordenamento: Lembrando que a teoria que foi dita aqui é a teoria maior e a tória menor é a teoria que tem por fundamento a sociedade não ter condições de pagar suas dívidas. logo não pode sofrer com os riscos da atividade empresarial.994 quotas com um sócio e 6 quotas com outro. Qual o outro fundamento? Alguns falam que é a ilicitude do ato.Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto objetivo: Está identificado na lei como confusão patrimonial. ele criou aquela sociedade só para limitar a responsabilidade dele. Você aplica a teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento subjetivo. A retirada sem lucro é retirada do capital social e isso não pode. Eu disse que ele estava furtando. aí eu disse que ele não era dono. o que é dele é da sociedade e o que é da sociedade é dele. é notório que o patrimônio da sociedade pertence ao sócio majoritário. . O que seria teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento objetivo? Vou dar um exemplo: Tenho um amigo em que ele e seu pai são sócios de um restaurante. ilícito. Ele falou que era dono do restaurante. Você precisa provar que está de má-fé? Precisa provar o elemento subjetivo? Não. Ocorre uma confusão. onde 99. e o juiz na hora de dar o dinheiro ao credor que executou também vai se confundir.

Quando é que a má administração foi causa da teoria da desconsideração? Nunca. e agora a gente pode entender muito bem porque o erro dos civilistas. Nesse caso o fundamento é o dano ao meio ambiente. Essa é a teoria menor. O CODECON traz alguma hipótese de verdadeira teoria da desconsideração? Não. Primeira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 28 do CODECON. Lá a responsabilidade é puramente objetiva. Por isso que os civilistas tem uma visão equivocada. porque lá o legislador quis dar responsabilidade completamente objetiva pelos danos ambientais. monopólios. Terceira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 4° da lei 9605/ 98 (lei de crimes ambientais). mas é a teoria da desconsideração menor. mas não tem nada a ver com a teoria da desconsideração. em todas as outras hipóteses em que você consegue responsabilizar um sócio. Os civilistas estudaram a teoria da desconsideração com base no artigo 28 do CODECON e esse artigo não é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica propriamente dita. O artigo 28 do CODECON é teoria da desconsideração da personalidade jurídica? É. Já vimos que não é. Segunda previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 18 da lei 8884/94. se foi lícito. porém. Em nenhum lugar do mundo. A lei coloca ato ilícito como teoria da desconsideração da personalidade jurídica.76 Uns falam que a ilicitude do ato daria ensejo a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Qual é o fundamento para se aplicar à teoria da desconsideração na lei de crimes ambientais? O fundamento é dano ao meio ambiente. Não querem nem saber se foi ilícito. se não tem culpa. Esse artigo ele traz tanto a teoria maior quanto à teoria menor. se tem culpa. eles partiram de uma premissa errada e chegaram a uma conclusão errada. mas a lei coloca isso como teoria da desconsideração. pela fraude ou confusão patrimonial. etc. OBS: Teoria maior é subjetiva. Foi o caso da empresa Cataguazes indústrias de papéis. Essa lei trata de oligopólios. É teoria da desconsideração menor. O artigo 28 do CODECON não é teoria da desconsideração da personalidade jurídica. ele é utilizado pela teoria maior. cartéis. . É uma hipótese de responsabilidade dos administradores. ele pode ter agido com culpa. na prática quando ele é utilizado. Não é nem teoria da desconsideração da personalidade jurídica isso. uns chamam de teoria da desconsideração menor. Já foram logo em cima do dono da empresa. sem ser por essa formulação que foi dada anteriormente. Então é uma outra hipótese de responsabilidade dos sócios. Então. É uma hipótese.

entrando em face dos dois e aí vai provar em relação à sociedade o dano. Como se aplica na prática? Vou dar uma posição doutrinária e vou dar uma posição jurisprudencial conflitante. recai sobre os bens particulares do sócio gerente. Em caso de abuso da personalidade. Se for em um caso concreto. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. o título executivo vai ser tanto contra a sociedade tanto contra o sócio. você propor ação em face dos dois. porque na execução não tem contraditório. Poster contraditório é que se faz os embargos. a requerimento da parte. O que é o devido processo legal? Contraditório e ampla defesa. É o artigo 50 do NCC. que é a própria fraude ou confusão patrimonial. caracterizado pelo desvio de finalidade. Está certo ou errado? Vamos nos recordar da Constituição Federal. Processo de execução tem ampla defesa? Não. Faz um litisconsórcio. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. Processo de execução tem Contraditório? Não. ele ainda não descobriu que não mais existe sócio gerente e sim sócio administrador. o que é abuso da personalidade? Desvio de finalidade. É a verdadeira teoria maior. . ela pode ser decidida até incidentalmente. em benefício de seu assistido. vai afirmar que se vai postergar esse assunto para os embargos. primeiro você dá a porrada para depois saber se o cara é culpado ou é inocente. Aí não tem discussão. O melhor diz a doutrina é você quando quer responsabilizar a sociedade e já quer responsabilizar o sócio. etc e vai provar em relação ao sócio que estão presentes os requisitos para a aplicação da teoria da desconsideração. mas ela tem que ser decidida no processo de conhecimento. Bom. porque aí o sócio não poderá alegar a posteriori o embargo de terceiros. Você fazendo prova para a Defensoria Pública. pode o juiz decidir. não tem ampla defesa. Posição doutrinária: Estou executando uma sociedade e esta não tem bens. ou pela confusão patrimonial. o juiz aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica (teoria menor). que fala que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. ou seja. Lá vem dizendo: Em caso de abuso da personalidade jurídica. você tem que falar que propõe contra os dois. Você o prende para depois saber se ele é culpado ou é inocente. Não se pode fazer isso incidentalmente no processo de execução. A doutrina fala que a teoria da desconsideração não precisa nem ser objeto principal do processo de conhecimento. o melhor caminho é esse. Provado isso. não tem o devido processo legal.77 Quarta previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: Essa é a melhor. a penhora recai sobre os bens particulares do cara. A doutrina é radicalmente contra.

temos este contrato. mas você constrói eu te faço o investimento. O banco vai parecer para alguém? Não. porque o que acontece na prática é que você decide incidentalmente na execução e qualquer coisa discute em embargos. no NCC. vamos construir um grande condomínio lá no Recreio dos Bandeirantes. Vou dar um outro exemplo de contrato. ninguém vai saber que o banco existe. não quero me envolver em nada disso e tudo mais e tudo”. postergando o devido processo legal para a fase de embargos. imaginemos um banco. a construtora chega para banco e diz: -Olha banco. o banco não vai aparecer. O que é sociedade em conta de participação? Vou dar dois exemplos para poder facilitar a minha compressão. não importa a forma de remuneração. em seus artigos 991/996 da lei que tá na apostila também. Quem quando comprar o cimento o contrato de compra. É uma decisão um pouco técnica. 30%. aí o banco retruca: -Não quero construir nada. E fica pactuado no contrato mais o menos o seguinte: O banco vai participar de 15% do valor da venda de cada imóvel 10%. no total de dois milhões investidos. vai ser celebrado em nome da construtora ou em nome do banco e da construtora? Só da construtora. Tudo vai ser feito em nome da construtora.78 Posição jurisprudencial conflitante: Como se posiciona a jurisprudência? Parte da jurisprudência concorda com a doutrina. que é maneiro é. 5%. mas vem trabalhar junto comigo (falo eu não posso desenvolver este tipo de atividade que embora lícita é empresarial). aí celebra o contrato entre o banco e a construtora e o banco vai fazer o investimento em dez vezes de duzentos mil reais. Alguém vai saber que o banco existe? Não. então vamos fazer o seguinte. Quem vai pedir a autorização à prefeitura para construir? A construtora. mas a parte amplamente dominante não concorda. Imaginemos o seguinte: “Imaginemos uma construtora. Meu primo chegou para mim enrolado toda vida: Leonardo tem um negócio da China para gente entrar coisa e tal. Isso vai dar dinheiro? Vai. se estão ou não presentes os requisitos da teoria da desconsideração. Duzentos mil reais de três em três meses. 8 ª Aula . Vem ser meu sócio? Ô rapaz eu não posso. mas é o que nós temos na jurisprudência. vai ficar pactuada no contrato. só quem vai aparecer é a construtora.19/07/2003 SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO O que é uma sociedade em conta de participação? O conceito está na lei. . se vai dar grana não sei. eu não quero construir nada não. porque o banco não quer desenvolver esta atividade de construção civil. Ah. Então de três em três meses ele vai lá e dá duzentos mil reais. Então na prática se tem tratado incidentalmente no processo de execução.

família. que recebeu o investimento. ta lá. vou fazer este investimento. Tira um pouco do lucro e dê para o investidor na forma prevista no contrato. o Leonardo não é empresário. o contrato entre o banco e a construtora será verbal ou será escrito? Escrito. E ser for escrito precisa ser registrado? Se for escrito tem necessidade de registro? Não. poderia. quem é o sócio ostensivo? . Podemos perceber que os participantes podem ser tanto pessoas físicas. e fica pactuado que vou receber uma porcentagem X lá da atividade. Então pode ser por escrito. ela não tem personalidade. Tem um artigo dizendo: mesmo se o contrato for registrado ela não terá personalidade jurídica. “Aí Leonardo. E mesmo se for registrado ele dará personalidade jurídica a esta sociedade? Não. negócios à parte. O que é uma sociedade de conta de participação? São estes negócios aí em que uma pessoa investe em outra para que este terceiro. o investidor pode o não ser empresário. Poderia ser verbal? Sim. Qual o nome desses dois negócios? O nome deste negocio poderia ser muito bem chamado de um contrato de investimento. Então espera aí.79 E funcionário público pode ser empresário? Não pode ser empresário. O banco fez o investimento na construtora e o Leonardo fez o investimento no primo dele. a lei esta dizendo das sociedades sem personalidade: sociedade em conta de participação. E o primo: . aquele que vai trabalhar e vai fazer tudo no nome dele vai ser empresário e aquele que está por trás. vai dar dinheiro o negócio!” Já que vai dar dinheiro. desenvolva a atividade empresarial e distribua. Vai dar dinheiro? Quanto? Uma quantia X. Será escrito ou verbal o contrato entre o milionário e o primo dele? Escrito. vai ter dinheiro. no caso o banco formou a sociedade empresarial. pode ser verbal para a sociedade. e se for por escrito mesmo se ele for registrado na junta comercial. Aí eu pego dou uma grana para ele e ele vai desenvolver o negócio. é o Leonardo. O sócio oculto aí é o banco. Isso é uma sociedade de conta de participação e eu peço que vocês olhem criticamente. ele não dará a esta sociedade personalidade jurídica. porque só formalmente ela é uma sociedade. como pessoas jurídicas. eu também não quero criar nenhuma sociedade não quero nada disto. família. porque ela é exceção para tudo. Se ela não tem personalidade jurídica tem patrimônio? Ela não tem personalidade ela tem patrimônio existe patrimônio? O banco tem a construtora. E os sócios ostensivos? Aí no nosso exemplo são a construtora e o meu primo. ontologicamente ela é um mero contrato de investimento. Substancialmente. então essa sociedade mesmo se registrada ela não tem personalidade jurídica. Resolveu dizer que é uma sociedade em conta de participação.Não. deixa tudo comigo. mais eu não vou fazer nada. por exemplo. Que o sócio. Porque exceção para tudo? Importante: Este contrato pode ser tanto verbal como pode ser por escrito. não vou trabalhar neste negócio.

Tudo é feito em nome de quem? Do sócio ostensivo. só que ela é minha devedora agora. há exceção para tudo. Normalmente eu digo para vocês. Quantos patrimônios têm aqui um. pois é um mero empréstimo. Então emprestei para ela cinqüenta reais confundiu. Então a sociedade em conta de participação não tem patrimônio porque ela não tem personalidade. Porque o sócio não é empresário? Porque ele não age em nome próprio. É a mesma coisa. te empresto cinco mil reais e empresto cinqüenta reais pra ela. não tem nada. A união delas tem patrimônio? Não. eu vou ter meu patrimônio e ela vai continuar tendo o dela. até mesmo porque a sociedade não tem nome ele age em nome dele. Vai ter o terceiro patrimônio. ela não tem domicílio. ela não tem nome. ele age em nome da sociedade. eu chego e empresto para ele. ela não tem nada. ela é apenas um contrato de investimento que resolveram dar o nome de sociedade em conta de participação. se não tem personalidade não tem nome. dois ou três? Um patrimônio só? O meu patrimônio é o mesmo do que o dela? Não. porque ele não age em nome da sociedade. formalmente é uma sociedade. por isto estou falando. Essa sociedade aqui tem patrimônio? Qual o patrimônio? Investimento seria o duzentos mil reais que tem de patrimônio de quem? A sociedade tem personalidade? Não tem personalidade. Quando ela tiver pedindo autorização da prefeitura ela vai tá pedindo autorização em nome de quem? Dela. faço um investimento na sociedade. A única hipótese em que o sócio ele é empresário. Existe sociedade entre eles: sociedade em conta de participação que na verdade é um mero contrato de investimento. A construtora quando tiver comprando o cimento vai comprar em nome de quem? Em nome dela. Não tem nada. eu continuo com o meu patrimônio e ela continua com o dela. o sócio ele é empresário? Não. ela não é nada. cada um vai continuar com seu próprio patrimônio. ela não tem patrimônio. ele é empresário. Ela que aparece perante terceiros.80 A construtora. Patrimônio é de quem? Tem patrimônio do banco e tem patrimônio da construtora. mero investimento. não tem personalidade. Ela tem nome?Ela pode ser sociedade em conta de participação Bebão? Importante: Não. criou algum patrimônio isto? Não. não tem patrimônio. Se ele age em nome próprio. então ela tem patrimônio? Não tem patrimônio. ou ele age em nome dele? Importante: Ele age em nome próprio. que é os cinqüentas reais? Não. E o sócio ostensivo ele é empresário? É ou não é? Ele age em nome da sociedade. . ela não tem personalidade.

ele investiu. Se eles não conseguirem receber eles podem executar o banco? Não. a construtora não pagou o cimento. foi à falência a construtora. No caso a construtora no outro exemplo. olhem-na como um contrato de investimento. porque não precisa ser registrado.81 Quando ela tiver vendendo os imóveis o contrato de alienação do imóvel vai ser no nome de quem? Dela. sétimo privilégio especial. porque eu sou sócio oculto. daí os peões não receberam. tudo em nome dela. quinto dívidas da massa. ela é um mero contrato de investimento. ela vulgarmente conhecida como contrato de gaveta. eu sou empresário? Não. na verdade ele é o credor. Primeiro a receber é o trabalhador e uma ordem meio complicada que tem para tudo. Pode o fornecedor do cimento Mauá cobrar do banco? Não. o banco emprestou. Tem ou não tem? O empregado. por exemplo. segundo trabalhador. Tanto é que quem é o primeiro a receber? Os empregados. Tanto é que quando vai pagar um empregado o banco. o que tem que fazer? Se habilitar como credor. Esta responsabilidade é direta ou subsidiaria? Tem algum patrimônio para executar antes do patrimônio ostensivo? Não. Bom se ela for à falência o que acontece? Primeiro antes de ir a falência. não vai cair em pegadinha. que é sócia ostensiva. aquele sem qualquer tipo de privilégio. E se for empregado? Acho a mesma coisa. tanto é que eu falo o seguinte: se a construtora for à falência. se acham isso absurdo olhem ela não como uma sociedade. o empregado tem que se habilitar lá na falência para receber. Porque o contrato de trabalho é celebrado com quem? Com a construtora. Tudo isto porque na verdade não e uma sociedade é um contrato de investimento. porque o contrato é celebrado com a construtora. eu ou meu primo qual dos dois? Meu primo ele que é empresário. Se o sócio oculto investiu e não recebeu. terceiro fisco. Ele é um credor quirografário. o contrato é entre as partes. paciência. E se toda pessoa que age em nome próprio tem responsabilidade ilimitada em regra. oitavo . A responsabilidade da construtora é direta e ilimitada. se você olhar para ela sendo um contrato de investimento você resolve tudo. Aí se resolve tudo. aí todo mundo vai habilitar. O banco por ser quirografário. É completamente diferente. a construtora foi à falência. eles vão lá na frente. Olha como é diferente: Numa falência do ostensivo o outro é tido como credor. Toda pessoa que age em nome próprio tem personalidade ilimitada. o banco ele tem alguma responsabilidade perante terceiros? Não. então a responsabilidade é direta. e tem que se e habilitar para receber. só pode executar a construtora. isto aí. Se alguém tiver que ir a falência quem vai a falência? O sócio ostensivo. sexto garantia real. OBS: Olhem para ela e esqueçam que é uma sociedade. Primeiro a receber acidente de trabalho. a falência da construtora. Na falência do ostensivo o oculto vai ser considerado como credor. responsabilidade diretíssima. quarto encargos da massa.

Importante: Todos sócios respondem SIS. sócio pode ser pessoa física ou jurídica. pago tudo só que depois vou receber 25% dos meus outros dois sócios. Pode escolher entre os sócios que vão acionar? Pode porque todos eles respondem de forma solidária. Ilimitada. pedido já para revogar. um responde por 25% e outro responde por 25%. por causa disto à responsabilidade é subsidiaria. porque pelo menos um dos sócios responde de forma ilimitada. se pelo menos tem um sócio que responde em forma ilimitada. O sócio oculto vai receber como sócio? Não. Três sócios. quirografário e se sobrar dinheiro vai para o subquirografário. e se continuar sobrando distribui entre sócios. Alguém só vai querer responder por tudo que tem na vida? Não. SOCIEDADE EM NOME COLETIVO – conceito na lei . porque não é verdadeiramente uma sociedade. Conheceram agora a vulgarmente conhecida sociedade de gaveta. entre os sócios pode existir uma limitação. Existe limite para esta responsabilidade. estes credores podem executar os bens dos sócios? Pode. vai receber como credor quirografário. Que raio é isso? Subsidiário. Mas primeiro o credor tem que executar o bem de quem? Da sociedade. neste caso todos os sócios responde ilimitadamente. Mas isto não vale perante terceiros. Mas neste caso a sociedade em nome coletivo teve algumas mudanças. sociedade em nome coletivo . que é perfeitamente legal. não existe nenhuma na prática.artigos 1039 e 1044 OBS: Está em desuso. Se tiver devendo cinco mil vai pagar? Vai. Nesta sociedade quando não falar nada. A firma coletiva . Os credores lá tentaram cobrar da sociedade não tem bens. A sociedade em conta de participação é isso. o carro? Pode. Pode cobrar tudo do Leonardo? Pode. neste caso todos respondem. porque responsabilidade é solidária. só pessoa física. Aqui. ilimitada. a casa de praia.82 privilégio geral. Se nossa sociedade não tiver dinheiro para pagar a Brahma.Leonardo Marques e Cia Distribuição de Bebidas. Pode ser sócio aí e nome coletivo e todos com responsabilidade SIS. não tem limite. dois milhões vai. Ela utiliza firma coletiva ou denominação? Firma coletiva. o banco vai receber como sócio. cem milhões vai. foi cobrar do Leonardo. Porque entre eles pode existir uma limitação. Se a sociedade não tiver dinheiro para pagar. solidária. embora a responsabilidade seja solidária. pode executar os bens dos sócios. é um contrato de investimento. Sociedade em nome coletivo. pode se estipular o seguinte: Leonardo responde por só 50% do prejuízo. cem mil vai.

falei então o que o artigo1026 está fazendo. por que faz parte do patrimônio do Leonardo. É possível aval em um contrato? O aval é uma declaração cambiaria e sendo declaração cambiaria só pode ser inserida em título de crédito. então é isso. O que tem o artigo 1026 do CC? Tem uma sociedade qualquer. Tem quatro e aqui tem uma escola onde estuda o filho do Leonardo.7668/45. e então está claro. em tese. quer dizer que a jurisprudência mostrou. é possível a penhora. e ele está devendo seis mil a escola. a doutrina continua dizendo que a lei não fala da matéria. Mas o novo código civil veio e deu uma solução para acabar com esse problema. No STJ já pacificou.83 normalmente utilizada quando o sócio responde ilimitadamente. . c/c 1026. se for sociedade de pessoas não pode. Pode pedir a penhora ou não pode. o TJ do nosso Estado. Porque a jurisprudência já pacificou isso há muito tempo vocês estão certos. Mas o que a doutrina discuti então? Ela discute o seguinte: Se for sociedade de capital pode. Já falei. Por que não pode? Pergunta a doutrina. mas para deixar mais completo combine o artigo 994. É claro que a escola pede o cara para assinar uma promissória também. agora pode a escola pedir a penhora das quotas que o Leonardo tem junta à sociedade. E acabou. Pode o terceiro entrar sem o consentimento dos demais sócios? Então não pode? Porque se não quiser que esse terceiro entre ou se faz à remissão da dívida ou faz a dissolução de toda a sociedade? Faz-se a dissolução parcial. porque a penhora é um ato antecipatório de uma futura venda judicial. Se cair na prova vai cair o artigo 1043 do novo CC. Agora pode avalizar? Não pode. às quotas pertencem a quem? À sociedade ou ao sócio? Ao sócio. tem quatro sócios aqui. A sociedade tem alguma coisa a ver com isto? Não tem nada a ver com isto. aí a quota foi vendida em hasta pública. §3° com artigo 43 da Lei de Falências . E a denominação é utilizada quanto todos sócios respondem limitadamente. mas pega a parte dele dá para o arrematante. você assina a promissória em branco podendo a sociedade avalizar. Bom aí olha o que acontece: a jurisprudência pacificou por causa disso. disso e disso. Combine primeiro o artigo 1043 com o artigo 102 do CC. o Leonardo saiu. O filho é do Leonardo. o TJ o desembargador Mayrow Marinho é o da banca. pronto acabou. ou têm divergências? A doutrina adora essa divergência. quer dizer o seguinte: têm algum prejuízo para a sociedade de pessoas nessa história? Nenhum. então é isso. Bom. Por que o terceiro vai entrar? Só entra se a sociedade quiser e se não quiser é só fazer a dissolução. Adora essa divergência. Pode a escola executar os bens da sociedade? Pode ou não pode? Não pode não. mais a doutrina. não sei que tesão dá discutir isso. É possível a penhora? É possível. seria vendida por um terceiro e o terceiro em uma sociedade de pessoas. porque a sociedade não tem filho.

vai demorar o maior tempão. Não é possível que você faça uma conjugação na prova da Defensoria para pode guardar um pouquinho para o cara sobreviver. desde que não exista outro bem desembaraçado.00 anuais ou mais ia demorar o maior tempão eu não tiro lucro nenhum. O artigo 1026 vêm dizendo o seguinte: O credor particular de sócio pode pedir que a penhora recaia sobre as quotas dele na sociedade. vai depositar em juízo em favor lá da escola. fazer novos investimentos coisa e tal. Então todo lucro que era pra ser distribuído para o Leonardo. requeiro ao juízo da execução que a penhora recaia sobre minha casa de praia. Quando tem dividendo. Porém. ou sobre o meu automóvel. . ou vai ou racha. Está aí. Não. Então pode ser feita a penhora por parte da escola? Pode. se não tiver outro bem desembaraçado pode permanecer a penhora da quota. não conseguiu a penhora aqui. lá no artigo 1026. Dinheiro penhorado o que é pra fazer? Têm que converter todo lucro. vai abatendo.000. na verdade vai ser dada uma opção ao credor. ele pode requerer a dissolução parcial. talvez o juiz reserve parte para sua subsistência. não é? Vamos supor que a execução está lá na vigésima primeira vara cível. E sabe a outra opção que é dada a escola? É. espera aí. mas é claro que vai liquidar toda a quota do Leonardo.000.00? Quanto? Doze anos.00 através dos lucros dos dividendos da sociedade. está certo é escola. por conta do artigo 1026. vai liquidando. Vai demorar quanto tempo para pagar os R$6. e deposita em juízo. ela pode pedir a liquidação da quota. ele pode falar. Quanto o Leonardo têm de direito nessa sociedade? Ele tem X. ele vai abatendo do valor da execução. a escola pode escolher. então pega o X. liquidou isso tudo. Aí o credor nunca vai receber. cerca de R$1. o dividendo que daria ao Leonardo vai entregar a quem? Vai depositar em juízo.500. O que é liquidação da quota? Vocês lembram? Lembram que antigamente eu falei que para evitar a entrada de terceiros fazia a dissolução parcial. até o necessário para aquela execução.84 Pega e dá uma olhada no artigo 1026. Quando chegou aqui. o que vai ser penhorada na verdade. já conseguiu os R$6.000. mas tal se não existir outro bem desembaraçado. mas aí muda o seguinte. Mas isso é salário? Não tem natureza jurídica de salário. É a mesma coisa.00 depositou em juízo e acabou. E se for à única renda dele? Não vejo problema nenhum. não manda as quotas penhoradas para hasta pública. Vamos supor que distribui de dividendo só quinhentas pratas. ele foi depositado lá. Opa. Então se fizer a penhora do Leonardo aqui nessa sociedade. vai começar a vender bens da sociedade para liquidar a quota do Leonardo. Então o que é liquidação? Vai ser feito o balanço. ela pode escolher o seguinte: receber os R$6. O que muda? O artigo 1026 não manda a penhora. ou melhor. A liquidação da quota do Leonardo. Então é feito o quê? Penhorou para que? A penhora vai ser diferente. Conseguiu a penhora.

para a escola. ai chega agora em junho os sócios se reúnem e prorrogam ela até agosto de 2010 e aí ela foi prorrogada ate agosto de 2010. entenderam isso? Se a prorrogação for contratual ele tem que gritar em noventa dias. Então no 1043 não temos a opção. o que é prorrogação tácita? Chegou o prazo ninguém falou nada. A opção é dada ao credor então. o juízo só intima a sociedade para fazer isto.000. liquidadas para pagar lá aquela execução. Agora. Então ela não pode pedir a Liquidação da quota. em juízo ou extrajudicialmente? Vai ser apurado extrajudicialmente.000. Inciso primeiro e o segundo fala da prorrogação contratual ou expressa. seria prorrogada e o que diz no parágrafo único? Que o credor vai poder requerer a liquidação. Aí o § único diz: só vai poder pedir a liquidação se for houver a prorrogação tácita ou ocorrer à prorrogação expressa. E se vender tudo? A parte dele era pequena vendeu tudo o que ele vai fazer? Vai sair da sociedade. no sentido de extinção) pugnar pela liquidação da quota do devedor. Ele que tinha lá 1. chegou agosto de 2003 ela não foi dissolvida. agora teria 400 quotas.000 quotas.00.000. prazo para existência: agosto de 2003. em nome coletivo também. aí ela pode requerer a liquidação? . a contar da alteração do contrato.85 O Leonardo tinha uma quota grande. só vai poder requerer se à sociedade for prorrogada tacitamente. Essa é a exceção. e o que o safado diz? Ele diz assim: o credor particular (a escola). aí o credor vai poder pedir a liquidação? Vai desde que ele grite em noventa dias. ela foi prorrogada tacitamente. o sócio do Leonardo devedor tem ¼ do capital social ele terá qual % do patrimônio liquido? 25%. O credor na sociedade em nome coletiva. Agora se a prorrogação for tácita. A apuração de haveres é através do patrimônio líquido que terá por base evidentemente o capital social. Mas veja o seguinte. vai dar só os 5. está lá no 1043. mas principalmente para a ilimitada. que é isto? A sociedade em nome coletivo existia ate agosto de 2003. vai poder escolher. Esta regra aqui se aplica para toda a sociedade. de sócio (o Leonardo não pode antes de dissolver-se (da sociedade acaba. tudo em prol do credor. Mas respondendo ao colega. o que muda em relação à sociedade em nome coletivo? Temos que ir ao artigo 1043. Só estou falando do artigo 1026. Então.00? Não. ela não pode pelo artigo 1043 requerer a Liquidação. por causa disto só resta a receber através dos lucros. Parte das quotas que ele tinha vai sendo vendidas. então vai ser liquidado o necessário para pagar. vai diminuir o que em relação ao Leonardo? A sua participação na sociedade. A sociedade vendeu toda à parte dele e mandou para a vara cível. mas com a ressalva que vou fazer. A sociedade vai dar mais alguma coisa além de 5. É mais ou menos o seguinte: aquela sociedade em nome coletivo. mas também pra comandita simples. Vendendo toda a parte do Leonardo só deu 5. continuou.00 que é do Leonardo. Agora quanto e o patrimônio liquido? Quem fará isto tudo. por exemplo. qual vai ser a opção? Quem é que escolhe se vai ser por uma ou por outra via? O credor. não estou falando ainda da regra especial da sociedade em nome coletivo.

não tem prazo. porque aí o credor deveria aguardar vencer o prazo para pedir a liquidação. Tem duas absurdas. Então como é que é aplicado o artigo 1043? Tem três formas de aplicar o artigo1043. 1040. Ele pode administrar? Quem que responde ilimitadamente é o comanditado. Bem e o comanditário? É aquele que de otário ele não tem nada. porque a responsabilidade dele é limitada. eu sou legislador por acaso. Somente os comanditados que podem exercer a administração da sociedade. A primeira categoria temos os comanditados que só podem ser as pessoas físicas. O comanditado ele ganhou . Ele pode colocar o nome dele lá na razão social? Pode ou não? Ele o comanditário? Só pode botar o nome lá na razão social quem tem responsabilidade SIS. Se for tacitamente vai poder pedir a qualquer momento. porque ele tem responsabilidade ilimitada. aplica as regras gerais do 1026. porque é prazo indeterminado. já está sendo liquidada. Pode ser Pessoa física ou jurídica. em 90 dias. Então restrição do 1043 e só para a sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. ele não pode administrar. se ele botar passa a ter responsabilidade SIS. Imaginemos quatro sócios aqui.. manda aplicar 1026. o artigo está errado. O que é sociedade comandita simples? Ela é formada por duas categorias de sócios. esta é a melhor interpretação do 1043 realmente.. as outras duas são... está ruim. ele não pode botar. A primeira é aplicar literalmente. posso dizer que não aplico na hora da prova? Não. com responsabilidade SIS. SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES O conceito está na lei. expressamente. Só posso pedir a liquidação se esse prazo for prorrogado tacitamente ou contratualmente. A terceira opção é deles também. como é no coletivo por prazo indeterminado jamais a escola poderia pedir a liquidação. Ela utiliza razão social ou denominação? Razão social somente ele o comanditado que pode botar o nome dele lá na razão social.86 Pode a qualquer momento. isso é novidade. ela faz distinção se é por prazo determinado ou indeterminado? Não faz pelo menos o caput não faz. E aí lendo desta forma cuidadosa o artigo 1043 está tratando da sociedade em nome coletivo por prazo determinado ou indeterminado? Se for por prazo indeterminado quando é que a escola vai poder requerer a liquidação? Nunca. essa interpretação é louca. porque é lá daquele conceito da Justiça Federal. três comanditárias três amigas e um comanditado. se eles falarem eu não aplico o artigo como é que eu vou aplicar o artigo. porque se for por prazo indeterminado. e se administrar o que acontece? Ele passa a ter responsabilidade SIS. Espie apenas um só que é o comanditado com responsabilidade SIS. Subsidiário fala se não quiser riscar. nos artigos 1045 a 1051. ou seja o credor pode requerer a liquidação a qualquer momento.1027. rasgar o artigo aplicar o artigo pelo menos interpretando de que só se refere à sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. aí ela não vai precisa requerer. A segunda interpretação é pior ainda.

ele só terá uma responsabilidade se ele agir por dolo ou culpa. com poderes específicos? Não dá para saber. ou seja. SOCIEDADE DE CAPITAL E INDÚSTRIA Não existe mais. Não vai ser difícil. e aí tem que ser dissolvida a sociedade. Todos passam a responder ilimitadamente. . bem específico. Vou dar outro exemplo: cinco sócios. o problema e o seguinte: enquanto está procurando um novo comanditado vai ser mais difícil. para uma pessoa. E se surgir alguma coisa que não estava prevista.O comanditado exerceu também o direito de retirada alegando quebra do affectio societatis. Isto é comandita simples. ela quer exercer o direito de retirada alegando quebra da affectio societatis. Agora vamos inverter: Quatro sócios comanditários e um sócio comanditado. mas olhem só: poderes específicos. quem vai administrar? Vai ter que ser nomeado um administrador provisório. O problema não é este. fulana de tal sócia comanditária poderá realizar o contrato com o fornecedor tal e tal no períodos de tanto a tanto ate o valor de X. mas aí a lei falou: saiu só um e ainda tem sociedade.87 um cupom e uma passagem para ficar um mês e quinze dias na costa oeste do Estados Unidos. o comanditado ele pode dar uma procuração. Qual vai ser a responsabilidade deste administrador? Limitada ou Ilimitada? Nenhuma dos dois. se ele administrar ele passa a ter responsabilidade SIS e aí? O Leonardo não vai poder viajar. quatro comanditados e uma comanditária. é possível? Sim. inclusive para o comanditário. porque o comanditário tem responsabilidade limitada. um negócio? Passa um fax lá para o Estados Unidos acha o Leonardo para ele mandar uma procuração específica. ou seja. vamos preservar a empresa em atividade. O comanditário pode administrar? Não pode. até arrumar um novo candidato. É possível. Pode esta administração provisória recair sobre comanditário? Pode. aqui e para administrar dentro daquele período até arrumar um comanditado. vai ter até briga entre eles. com poderes específicos. e dar aos demais sócios o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para eles arrumarem um novo sócio comanditário. Ele esta viajando. Ela saiu da sociedade a qual tem comanditados e os comanditários. E se não arrumar? Ela tem que ser devolvida. aí já não é com poderes específicos. o administrador ele não tem responsabilidade pelas obrigações. ele é o único comanditado. vai poder ser nomeado uma pessoa para realizar os negócios urgentes. vai desenvolvendo a atividade ate arrumar um cara. pode até mesmo um que era comanditado fazer uma alteração contratual e passar a ser comanditário. A sociedade vai ter o prazo também de cento e oitenta dias para arrumar um novo comanditado. E se continuar funcionando mesmo assim? Ela passa a funcionar de forma ilegal. E se der uma procuração com poderes genéricos e ela administrar genericamente? Ela passará a ter responsabilidade ilimitada. que pode ser ate um comanditário. Vai parar a empresa? Não.

na limitada ninguém. vem lá agora sociedade ilimitada. SOCIEDADE ILIMITADA Que é sociedade ilimitada? Muita coisa pra falar. Tem um projeto de lei. ela era regulada pelo decreto 3708/19. quorum qualificados. vantagem dela é que todos os sócios respondem de forma limitada.? Burocratizada esta é a primeira grande crítica. de uma sociedade anônima fica complicado. Imagina a limitada abrir mão.. Antes do novo CC. todos respondem Limitadamente. tranqüilo. quoruns para instalação da assembléia. A limitada porque ela tinha esta aceitação toda? O que tinha de bom no decreto 3708/19? Primeiro o seguinte em relação as sociedades que nós vimos aqui. conselho fiscal. agora tem a assembléia geral dos sócios. então porque tanto adotam a limitada e não adotam a SA? A limitada é melhor do que SA. é a que cai na prova. porque é muito mais fácil você criar e muito mais fácil você administrar uma limitada e bem fácil sem nenhum demérito mais em tese tem conhecimento jurídico.. Noventa e oito por cento (98%) das sociedades empresariais registradas na Junta adotam a forma de limitada. nela não. Bom. porque é fácil. só que esta segunda grande vantagem e aí que vem a primeira crítica. Na comandita são os comanditados. limitada por limitada sociedade anônima os acionistas também respondem limitadamente. Como uma sociedade tipicamente familiar. A segunda grande vantagem é o seguinte. agora fazer um estatuto. porque agora a limitada esta regulada nos artigos 1052 a 1087 do NCC e tem um projeto revogando estes artigos tramitando no Congresso. o nome já induz a um erro esta sociedade ela é limitada? . houve uma evolução ela foi criada na Alemanha por volta de 1896 ou 92. é prejuízo. Podem ver que é uma evolução lá no coletivo todos estão com a cara na janela. Bom... a segunda grande crítica vem em relação ao nome. Para que mexer em time que está perdendo? Para que foram revogar o tal amado decreto 3708? De tão amado que 98% das sociedades empresariais adotaram ilimitada pelo decreto 3708/19 ele era bom ou ruim? Excelente.Como é a responsabilidade da sociedade ilimitada? Ilimitada. mas na prática quem faz um contrato social? Os contadores fazem muito bem. para fazer um contrato social. A primeira crítica é que estes artigos aqui burocratizaram a limitada. para tratar a limitada em uma lei especifica. evolui e chegamos até aqui.88 SOCIEDADE COOPERATIVA É sociedade simples por conta do parágrafo único do artigo 982 do NCC. Lá no coletivo todos respondem SIS. como é responsabilidade dos sócios na sociedade por corte L ou I? Limitada. Então as grandes duas vantagens são estas. O que é limitada ou ilimitada é a responsabilidade dos sócios. não lembro. na comandita o comanditado responde SIS.

000. o C quinze mil e o D vinte mil. Se o capítulo for omisso você vai aplicar como regra a sociedade Simples. a responsabilidade está no 1052. Hoje o capítulo das ilimitadas (artigos 1052/1087 do NCC).000. D. mas primeiro tem que passar pelos bens da sociedade. olha sociedade limitada na verdade ela continua com o mesmo nome sociedade por cota de responsabilidade limitada. porque só pode executar os sócios pela parte não intregalizada. já falei. vou dar exemplos: sociedade de capital social Cem mil. ato ultravires societatis e Abuso da razão ou denominação social.053. É claro que se o sócio A pagar vai entrar com a ação de regresso contra o sócio D. Então: Trezentos e setenta mil de passivo. Então aí o conselho de Justiça Federal mais uma vez desce o pau. Sócio dissidente. então de cem mil. . Hoje a sociedade tem de ativo sessenta mil reais só. Entenderam a responsabilidade? Vou dar último exemplo. salvo quando o contrato mandar aplicar expressamente a Lei das S/A. mas todos respondem pelo que faltar para a integralização do capital social. mas se o D não pagar. o C integralizou.00. Importante: Só vai poder executar os vinte mil reais. falamos aqui. aquele que tem direito de retirada. continua com o mesmo nome designado no decreto. Em princípio cada sócio responde pela integralização de suas quotas. o B quinze mil. Antigamente a regra era aplicar S/A. quanto esta integralizado? Oitenta mil. C. é isso e acabou. Mas isso já vimos. Pode executar até quanto? Havia quem sustentava os 40. podem estes credores executar o sócio A? Pode. B. A pode entrar com ação contra D. O Leonardo integralizou a parte dele (A). dá para executar quanto do sócio A? Vinte mil. Por quê vinte mil? Porque o que falta para integralizar. mas foi integralizado oitenta mil. o D não integralizou. Limitadamente. legislação supletiva já vimos. Estes credores podem executar os quatro sócios? Até vinte ou até quarenta mil? A integralização social é de cem mil. só tem de ativo 60. Mas se tiver de dívida no mercado trezentos mil. A responsabilidade dos sócios nós já vimos. Já vimos várias exceções quanto a responsabilidade limitada dos sócios? Desconsideração da personalidade jurídica. até o limite de vinte mil reais. no artigo 18 do Decreto. Qual é antigamente se o decreto das ilimitadas fosse omisso você procurava solução onde? Mandava aplicar supletivamente a lei da S/A. texto perfeito da Lei. se este capítulo for omisso qual artigo que vai cair na prova mesmo? Importante: Artigo 1. mas aí divide por três. o B integralizou. esta a exceção.89 Não ela responde como qualquer outra sociedade. a sociedade há seis anos atrás. ou seja. essa é a regra. for um miserável. Todos respondem de forma? Solidária. aquele que não integraliza é xingado de sócio remisso. Distribuição de capital social: A cinqüenta mil. neste caso ele pode diluir o prejuízo com os demais. Quanto falta para integralizar o capital social? Vinte mil. isto quer dizer o seguinte: se esta sociedade for à falência e não tiver bens suficiente para pagar os credores. tendo os sócios A. O sócio D. Como é responsabilidade dos sócios? A responsabilidade é assim. era assim. agora é aplicar a Simples. por isso ela foi à falência. e de passivo quatrocentos e trinta mil.

tal. Se é uma sociedade na qual eu participo. vou pelo mais simples. Como não? Aí ela vai poder tomar suas deliberações em suas reuniões de sócios. E se esta sociedade tiver menos de dez sócios? Continua como era antigamente? Não. Esse o contrato não estipular qual é o procedimento? A lei diz como é que vai ser. entra o artigo que tem que adaptar. e não assinava droga nenhuma.152. o que tinha que fazer antes para sair? Notifica com antecedência de 60 dias. as próximas deliberações aí sim. como exercia este direito de retirada na sociedade por prazo indeterminado. Acabou aquela facilidade do cara ligar. considera-se convocado aquele sócio em que foi expedido para tua residência uma notificação via Ar. eu sou sócio majoritário. estamos falando de atos futuros. vou comunicar para todo mundo. parágrafo terceiro. aí sim tem aplicação. entre a data da primeira inserção e da realização da assembléia. ato jurídico perfeito. novas reuniões a se realizarem. quanto tempo de antecedência. ao menos. Mas hoje em dia não é nada disto. quer dizer.. desde que sócio que representasse mais de mais de 50% deliberava sobre o assunto as cotações. prazo de antecedência. aí tem um sócio. está lá como que vai ser feita a convocação. Antigamente podia o sócio gerente alterar o contrato social? Não podia. devendo mediar. a convocação da reunião tem que ser na forma do artigo 1. no que couber o disposto para Assembléia de sócios. se no contrato não falasse nada era por decisão da maioria absoluta. ou seja. aquela coisa de fazer meio nas coxas. de lucros. Antigamente para haver alteração contratual.tal. convoca-se por jornal. a previsão dela tem que esta aonde? No contrato social. Não vou deixar minha sociedade ter um gasto publicando em jornal. As deliberações anteriores você não muda. Eu vou decidir qual será o procedimento e vou ter que especificar isto no contrato.90 direito de retirada por prazo indeterminado. que fala em jornal de grande circulação. coloco lá a convocação será por qualquer meio idôneo: por carta telegrama. Então vai ser possível o entendimento da seguinte forma: se o contrato social não disciplinar. o prazo mínimo de oito dias para a primeira convocação. Obrigatória como? Como é a Assembléia? O procedimento está no artigo 1152 § 3º: o anúncio de convocação da Assembléia de sócios será publicado por três vezes. tal . tenho 60% ou 90% será convocado? É obrigatória a deliberação em assembléia se a sociedade tiver mais de dez sócios. falei até que affectio societatis era motivo para retirada . Falei disso quando falei dos direitos de sócios. alterasse o endereço junto a sociedade. Vou mandar para assinar. conversar. E aí mesmo se o majoritário quiser. a maioria absoluta. não concordava com nada: temos que sentar. mais de 50% do capital social. aplica-se a reunião. se ele se mudou problema. Concordam com a proposta fulano. AR. vou fazer o seguinte: uma proposta de alteração e vou ligar para os outros sócios.. era feito com a liberação dos sócios.. mudou como é feito isto? Hoje agora é assembléia geral. ciclano. Último tema da Burocratização: Assembléia de reunião de sócios nem tudo o antigo sócio gerente administrador pode decidir. espírito de porco que não assinava. Antigamente não bastava a decisão dos sócios que representassem mais de 50%. e de cinco dias para as posteriores. o antigo gerente eu não posso alterar. é um gasto tremendo. maior burocracia. novas assembléias. como é esta reunião? Assembléia vocês sabem que é no 11052. de retirada. era assim: dez sócios. aí posso exigir . e a reunião? Não tem previsão na lei.

antigamente era tudo com a maioria absoluta e hoje ta tudo lá no 1. depende da disposição dos sócios. Esta previsão está no código civil e.. aí tem que convencer o espírito de porco.. aí tá a solução da lavoura. não pode. mais se ela que não concordou deliberar por escrito não tem problema. vai que na assembléia consegue convencer a galera. pois eram aplicadas supletivamente as regras das sociedades anônimas. não pode. pois já temos previsão expressa. por isso a formalidade aí é essencial. não vai precisar da assembléia no momento tão dispensados da formalidade de convocação. Se tiver a assinatura de 90% não pode mandar alteração para a junta comercial? Não pode. e por último. mas deliberou por escrito.076. delibera contrariamente. desde que todos os sócios.. E mais se contrato não fala como será a reunião será na mesma forma da assembléia. sócios ou não. depende do que eles querem.02/08/2003 CONSELHO FISCAL NA SOCIEDADE LIMITADA É uma inovação do novo código civil a previsão legal de um Conselho fiscal para as sociedades limitadas. como também pode ser dispensada a própria assembléia ou reunião. que é para atos futuros.. podem. e como a regra a regra agora não é a maioria absoluta. O Conselho fiscal não é obrigatório nas sociedades limitadas.052?Pode. a maioria absoluta para pedir concordata.. Ele é um órgão de existência facultativa nas sociedades limitadas. nas hipóteses que acabei de mencionar. outra salvação da lavoura. pela própria essência do ato. a regra agora é a maioria simples. então. para dispensar a assembléia ou a reunião todos tem que deliberar por escrito. maioria absoluta para nomear administrador. Devemos saber apenas que é possível o Conselho fiscal na sociedade limitada. a maioria dos presentes em assembléia ou reunião. agora a lei exige ¾ para a mudança do contrato.. digam por escrito que estão cientes da data da data e da reunião ou da assembléia. mas mesmo naquela época a doutrina e a jurisprudência tinham o entendimento que era possível existir um Conselho fiscal das sociedades limitadas. Logo. a doutrina sempre entendeu possível a existência de um Conselho fiscal nas sociedades limitadas. Este decreto não tinha nenhuma previsão sobre o Conselho fiscal das sociedades limitadas. Pode ser dispensada essa publicação o 1. . Podem ser dispensados. não precisa concordar todo mundo não. aí será terrível. por uma aplicação analógica da lei de S/A. Antes do novo código civil a sociedade limitada era regulada pelo decreto 3708/19. 9 ª Aula . mesmo sem previsão legal expressa. Pode-se dispensar dessa formalidade de convocação tanto na assembléia quanto na reunião? Pode. pra que consegue convencer. mas se existir ele tem que ser composto no mínimo por três membros. se todos deliberarem por escrito. Hoje não é mais necessária a analogia. Por causa disto que tem que haver esse negocio de convocação. se derem por convocados.. ou seja. do novo CC. correrá o risco de muita deliberação ser tomada como nula. nós vamos estudar Conselho fiscal quando tratarmos de S/A.91 o cumprimento do 1152. porque não se obedeceu a forma prevista na lei. Neste ponto que vamos ter a diferença. é muito similar à previsão legal da sociedade anônima. não para passados. desde que todos os sócios deliberem por escrito sobre aquele assunto. Pode ser dispensada da própria assembléia ou da reunião? Pode.

o correto agora é falar tão somente . hoje não. O diretor da sociedade anônima tem que ser acionista? Importante: Não. ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA Aqui houve uma grande modificação. O contrato social não vai designar administrador. É a única diferença. antes do novo código civil. tinha que ter autorização de outro sócio. Antigamente nomeava-se um sócio e esse sócio poderia até delegar o seu poder. aproximou mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. O novo código civil encampou essa corrente. mas colocou que os membros do conselho fiscal não precisam ser sócios. Antigamente poderia nomear um gerente não sócio? Não. Foi aproximada mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. Hoje. e aqui na sociedade limitada agora também não vai precisar. A única diferença da lei para aquela posição majoritária da doutrina é que hoje é possível o Conselho fiscal. e tem que ser levado na Junta comercial para que seja de conhecimento de todos. tem carteira assinada. A lei não diz o nome deste ato separado. e ninguém entende nada de restaurante. Analisando o contrato social. então. Daqueles 4 sócios ninguém quer trabalhar no restaurante. Por isso que é errado ficar falando sócio gerente e sócio administrador. o professor Fran Martins era de uma corrente no sentido de que era possível até ter o Conselho fiscal nas sociedades limitadas. no momento da prova pode-se perfeitamente escrever ato separado. Antigamente havia os sócios gerentes. O Conselho fiscal será estudado mais detalhadamente mais adiante. nomeava-se um administrador. Chegava na Junta comercial e verificava no contrato social quem administrava a sociedade. Hoje. tinha que ter previsão no contrato e etc. mas a lei não diz. Isto. É igual na S/A. mas não tem dinheiro para ser sócia. Como é que se descobria antigamente quem era o sócio gerente? (hoje administrador). A lei encampou a doutrina com essa pequena distinção. com aquela tendência de se aproximar à sociedade limitada da sociedade anônima. mas a regra agora é que o administrador seja nomeado através de um ato separado. Importante: O administrador hoje (inovação) pode ser nomeado tanto no contrato social como pode ser nomeado através de um ato separado (isto é inovação). e este delegava os poderes a um estranho.92 Antigamente. Ele pode? Pode. nós sabemos que lá fora vai ser chamado de Termo de posse. A irmã de um dos sócios sabe tudo sobre restaurante. um sócio gerente. mas os seus membros deveriam ser sócios. a doutrina entendia que poderia ter Conselho fiscal mesmo sem previsão legal. mas os seus integrantes não precisam ser necessariamente sócios. acabou esta burocracia. Ex: Somos 4 sócios. quando não havia previsão legal. a regra é que o administrador não seja nomeado no contrato social. Então. Era uma complicação muito grande. nesta o administrador vai ser nomeado em ato separado (ou termo de posse) junto à Assembléia geral. mas junto deste contrato social vai vir um ato designando um administrador. com o novo código civil. pode-se nomear direto um administrador não sócio. um ato separado. gerente agora é empregado. hoje existe administradores. mas.

porque ele pode ser sócio ou não. Ela pode ser nomeada administradora?( Ex: tem 80% das quotas) O professor Fábio Ulhoa Coelho começa devagar. podemos até aplicar por analogia. Realmente se fizermos uma leitura do capítulo que vai do artigo 1051 ao 1087 não fala nada. jamais vamos falar sócio gerente ou sócio administrador. é um quorum elevadíssimo. se for no contrato social será 2/3. Caso o sócio seja nomeado administrador no contrato social. inciso II c/c 1071. aplica-se às regras da sociedade simples. Destituição do administrador sócio. ou seja. Pelo 1076 inciso II c/c 1071 inciso III. mais de 50%. depende da maioria absoluta. Esse quorum que está previsto na lei é para nomeação. não tem jeito. é um quorum que não está previsto lá no artigo 1076. Importante: Destituição dos administradores não sócios. só por decisão de 2/3. é possível que seja a maioria absoluta. Se ele tiver 35% das quotas ele não sai jamais. seja ele sócio. artigo 1076. O 1071 está no inciso III . Basicamente todos os quoruns estão previstos lá no artigo 1076. não tem problema. se ele não estiver designado no contrato é maioria absoluta. Decisão da maioria absoluta. A lei está empurrando mesmo para uma nova solução. é a maioria absoluta. então. ele diz que não há proibição expressa. Agora. Pode uma pessoa jurídica ser sócia? Pode. depende da decisão da unanimidade. em regra. Então. Neste caso não tem este negócio de capital integralizado ou não e nomeado no contrato social. Não sócio se o capital não estiver integralizado. Eu (professor) acredito que nomeação seja maioria simples (opinião pessoal. então. Caso esteja integralizado depende da decisão de 2/3. é a maioria absoluta. Isto porque tem que ter a decisão de pelo menos 2/3 para tirar ele de lá. quando o capítulo das sociedades limitadas é omisso. Mas em regra. Caso seja sócio em ato separado. como ele não faz distinção. é o quorum previsto no artigo 1061. logo. Na sociedade simples somente pessoas físicas podem ser administradoras. Ex: Se um sócio nesta sociedade for nomeado administrador. inciso III. para colocar e tirar um sócio como administrador pelo contrato social. para o não sócio não tem. Caso seja através de ato separado. Se for o sócio. vamos falar apenas em administrador. Ele não fala no quorum para destituição. para tirar ele de lá só com “reza”. a maioria absoluta. ele pode ter sido nomeado através do contrato ou em ato separado. se for nomeado em ato separado. não é previsão legal) ou no máximo. pois ele pode ser sócio como pode não ser sócio. mas este está lá no artigo 1060 e 1061. se estiver designado no contrato social será 2/3. Foram os dois entendimentos com base no artigo 1076 incisos II e III. caso o capital esteja integralizado a decisão é de 2/3. ou seja. agora. E caso aplique subsidiariamente a lei de S/A? Na lei de S/A a pessoa jurídica também não pode ser administradora. Por quê inciso II? Neste caso temos que ir no artigo 1071. De acordo com o artigo 1060. ele fala no quorum para nomeação. No 1076 vem escrito: “Pelos votos correspondentes a mais da metade do capital social”. caso você aplique supletivamente uma lei ou a outra. Para o sócio tem quorum para nomeação e para destituição. ele não sócio.93 administrador. depende da decisão de 2/3. e se o capital social não estiver integralizado depende da decisão da unanimidade. O não sócio para ser nomeado administrador tem que ter autorização do contrato. nas duas soluções .

Existem duas previsões legais no CTN a respeito da matéria. Outra hipótese: Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. É lá na justiça do trabalho. O artigo diz que os sócio que aprovarem a deliberação contrária à lei ou contrária ao contrato social respondem de forma ilimitada. Ex: Quando o sócio pratica um ato ultravires societatis . esse é o entendimento amplamente dominante. mas que está na lei. Os dois sócios que não aprovaram o ato não ficarão responsáveis. ou seja. Este ato que foi aprovado por 3 sócios é contrário à lei ou contrário ao contrato social. Ex: Suponhamos que tenha 5 sócios. Quais são as exceções. limitada à integralização do capital social. Outra hipótese: Abuso da razão social da denominação. aí incluído as sociedades limitadas (Que nós já vimos que em regra ela é de pessoas). Outra hipótese: São os débitos tributários. a doutrina e a jurisprudência entenderam como qualquer . Todos os sócios que aprovarem ficam responsáveis pelos prejuízos decorrentes desse ato ilegal de forma ilimitada. Porém. só a pessoa física pode ser administradora. O fundamento é a simples insuficiência patrimonial. O Fábio Ulhoa Coelho não diz que a pessoa que a Pessoa Jurídica pode ser. somente pessoa física pode ser administradora). Tem um artigo altamente questionado. Outra hipótese: Vimos esta hipótese como teoria da desconsideração menor. A primeira previsão é a seguinte: Toda sociedade de pessoas. pois se o capítulo é omisso. Logo. basta a sociedade não ter dinheiro para pagar que eles mandam penhorar os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). o Fábio Ulhoa diz que quem vai responder isto é a jurisprudência e a doutrina a partir de agora (Não tem como decidir de outra forma. nós falamos em atos dos administradores. e eu estou falando em deliberação de sócios. porque o abuso da razão social ou da denominação. no momento da prova não é assim que deve ser respondido. Já foi tratado que a responsabilidade do sócio é limitada. Seria uma teoria da desconsideração menor também. é o que está bem claro no artigo 1080 do novo código civil. as sociedades contratuais. Outra hipótese: INSS – Dívidas perante o INSS. Mas neste caso tem que ser administrador. mas os 3 sócios que aprovaram ficam responsáveis ilimitadamente.94 somente pessoa física pode ser administradora. Com isto verificamos que não há porque ter dúvida. A regra é que os sócios respondam limitadamente. e as duas legislações supletivas dizem que somente a pessoa física pode ser administradora. que envolve pessoas. ou seja. a exceção. Na prática vem a execução fiscal e penhora logo o bem dos sócios administradores. basta a insuficiência patrimonial da sociedade para você atacar o bem patrimonial. Mas ato contrário à lei não é abuso da razão social? Não. dos quais 3 aprovaram e 2 não aprovaram. É o artigo 13 da lei 8620. Nós vamos fazer uma rápida previsão das hipóteses em que a responsabilidade vai ser ilimitada. quando eles respondem ilimitadamente? Já foi visto muitos casos. Este artigo diz que os sócios de uma sociedade limitada ficam responsáveis pelos débitos previdenciários. no momento da prova é diferente. nós vamos para a legislação supletiva. Os sócios respondem quando a sociedade não tem condições de pagar seus tributos ? Na prática responde. Outra hipótese: Artigo 1080 do novo código civil.

não vai ser pago. A segunda previsão é o artigo 135. são os tributos. é aquela que os sócios vão lá na Junta comercial e dão baixa. então. A responsabilidade é de todos os sócios de sociedades contratuais. e a sociedade não tiver condições de pagar o tributo. mas essa baixa que foi dada não foi uma baixa regular. e o sujeito sabendo disso vai lá e pega a CND apresenta e dá baixa. mas a jurisprudência entendeu como sociedades contratuais. aquelas que tem por ato constitutivo o estatuto. sociedade em nome coletivo. mas que são fornecedores. pois para dar baixa você tem que apresentar CND. Existe uma outra forma de liquidação irregular. Ele deliberadamente pára de pagar os tributos para pagar outros credores não privilegiados. Mas você só pode responder assim se o examinador disser que ele agiu conforme a lei e conforme o ato constitutivo. passam 5 ou 10 anos e você não informa à receita federal. mas na verdade não existe mais aquele seu ponto comercial. Então. Neste caso. mas todos os sócios respondem de forma ilimitada na liquidação irregular. ou seja. para que seja dividido o prejuízo. Esta é a mais comum. isto é considerado uma baixa irregular. Essa disposição do artigo 134. fechou as portas. estamos falando de sociedade limitada. se elas não pagaram os débitos tributários. o imposto não acabou não. Na liquidação irregular. acabou. mas no momento de se fazer a prova não pode responder assim. Aí você pode dizer: Mas isto não dá. assim fica mais fácil). O artigo 134 não se aplica a sociedade anônima e a comandita por ações. também considerada pela jurisprudência. nem de comandita por ação. Quando essas sociedades têm débitos tributários e elas são liquidadas. Caso o administrador agir dentro da lei e na conformidade do seu estatuto. A lei fala de pessoas. vai ficar por isto mesmo. a lei nem discute. mesmo aquele que tiver 1% na sociedade. já tem o fato gerador. os sócios respondem como substitutos tributários. “Respondem pelos débitos tributários da sociedade quando agirem com excesso de poder”. OBS: Existem duas formas de liquidação irregular. às vezes o débito tributário ainda não foi lançado. comandita simples. Isto quando perguntar em tese. mas nem todas as CNDs são fidedignas. os administradores ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado”. Inciso III – “Os diretores. mas ainda não foi feito o lançamento. Por que está dizendo em tese? E está falando que na prática é diferente? A primeira coisa que o administrador manda parar de pagar quando o dinheiro está pouco. Aquele que tem 1% pode até pagar tudo e depois ele entra com uma ação de regresso face aos demais sócios. O imóvel era de aluguel e você já devolveu e não tem mais nada. ele não paga. pois não foi dada a baixa. Isto é. Todos eles respondem. Na prática é. e pela lei quem tem . inciso III do CTN (Leia 1º o inciso e depois o caput. Ex: Não estamos falando agora de S/A. Neste caso todos os sócios respondem como substitutos tributários.95 sociedade contratual. Essa é uma liquidação irregular. O que é excesso de poderes? È quando ele pratica ato contrário à lei ou ao ato constitutivo (Contrato social ou estatuto). Ex: Você não dá baixa na Junta comercial. Então é automático isto? Não. Isto está no artigo 134 inciso VII do CTN. inciso VII não se aplica às sociedades institucionais. Só quando o fisco consegue provar que o administrador agiu com excesso de poderes. Daí então vai para o caput. mas com um bocado de débito tributário. excesso de poderes é ato contrário à lei ou ato contrário ao contrato social ou estatuto.

é ele que está sendo executado também. para a comandita por ações. é qualquer pessoa jurídica de direito privado que aplica a regra do artigo 135. sem título não tem execução. e. o sujeito pára de pagar justamente o fisco e paga outros credores. a certidão da dívida ativa foi extraída em nome de quem? Da sociedade. mas ontologicamente. isto já é excesso de poderes. porque a própria lei já diz que ele responde por isso quando ele age com excesso de poderes e tudo mais. eles aplicam lá o Princípio da fungibilidade. Mas o título executivo é contra a sociedade. quer dizer. Ele vai entra com embargo do devedor ou com embargo de terceiro? Tanto faz. O que o juiz faz? Manda recair a penhora sobre os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). O sócio para se defender vai agir como? A execução é contra a sociedade. e a jurisprudência já está cansada de saber disso. ele está defendendo interesse próprio. e não interesse alheio. Na verdade aquela execução formalmente é contra a sociedade. Tem que ser extraído uma nova certidão da dívida ativa em nome do sócio? Não. Este ato de deliberadamente não pagar o fisco já é um ato contrário à lei tributária. inciso III do CTN. não é necessário extrair uma nova certidão da dívida ativa. e não embargo de terceiro. então. Mas o sócio não é terceiro? Existe um fenômeno chamado substituição processual substancial (Liebman). aquela certidão da dívida ativa em nome da sociedade vale também contra o sócio. também se aplica isto para a sociedade anônima. se é ele que está sendo executado é embargo do devedor. então ele já responde ilimitadamente. não tem título contra o sócio e. na forma do artigo 135. na verdade não há problema nenhum. Na prática todo mundo viola a lei. esta já está sendo violada. substancialmente é contra ela e contra os administradores que agiram com excesso de poderes. Não foram encontrados bens suficientes para pagar. Vejam neste caso que ele é aplicado tanto para as sociedades contratuais como para as sociedades institucionais. Este caso é com certeza substituição processual substancial. E é aquilo que é o título executivo. Na execução fiscal contra a sociedade. no entanto.96 preferência são os empregados e o fisco (A fazenda). e se violou a lei. Aquele título executivo. . porque ela fala “Representante de pessoas jurídicas de direito privado”. a jurisprudência e a doutrina já entenderam que embora formalmente ela seja extraída em nome da sociedade. solidários. inciso III do CTN e tem os artigos da lei de execução fiscal. fundamento da execução fiscal. sociedade institucional. então. não fala sociedade contratual. portanto. eles ficam também como responsáveis tributários. Esta certidão. O correto é embargo do devedor. Está executando a sociedade x bebidas limitada. por força de lei os sócios que agirem com excesso de poderes. a penhora é recaída à mercedes dele (contra ele).

tem termos técnicos. e portanto. o que prevalece é a forma. e se é S/A ela é uma sociedade empresarial.. ela sempre será sociedade empresarial. e. Ah! Mas era sociedade beneficente. não interessa qual é a atividade que ela está exercendo. Na forma da lei de S/A e na forma do artigo 982. representada por ações. . então. era empresarial. pode ser até uma cooperativa de crédito. Não vai ser desmiuçado passo a passo. É uma sociedade cujo capital social é dividido em partes. que é a lei 10303 de 31-10-2001 (Só entrou em vigor em 2002). Então.97 SOCIEDADES ANÔNIMAS Consideração inicial: Caso em algum concurso venha a cair alguma questão sobre sociedade anônima. a resposta vai estar na lei. possamos ter uma maior facilidade. Isto não importa. é uma das hipóteses em que o que prevalece não é a substância. só que é diametralmente oposto.. é a forma. o lucro é direito essencial dos sócios. mas. Por isso que a cooperativa não está sujeito à falência nunca. Poder não pode. Na verdade você teria que saber que essa Companhia era sociedade anônima. Isto que deveria ter sido feito na prova. A cooperativa tem sempre natureza simples (Civil antigamente). A forma dela prevalece sobre a substância. Ela foi profundamente modificada em duas ocasiões. Às vezes a leitura da lei é “pesada”. ela é empresarial. não tem com fugir da lei. A legislação aplicável para as sociedades anônimas é a lei 6404/76. A companhia beneficente dos velhinhos de jacarepaguá. e tal. porque cooperativa independentemente da atividade dela. ela sempre será tratada como uma sociedade empresarial. Prevaleça a forma e não a substância. Ex: Banco. a atividade dela não importa. logo. e tal. parágrafo único do novo código civil. e também temos outra lei modificadora. Ah! Mas ela é empresarial. já que o governador colocou como Companhia beneficente dos velhinhos de Jacarepaguá. a sociedade anônima independentemente da sua atividade. Ela vai ser sempre tratada como uma sociedade de natureza simples. com responsabilidade limitada a sua parte. vai ser focado nas modificações da lei 10303/01. Tem algum outro caso? Tem. as cooperativas. Os titulares dessas ações recebem a denominação de acionistas. Ela é empresarial? Não. não pode ser sociedade anônima a sociedade beneficente. visa o lucro. nós vamos passar uma visão panorâmica para quando examinarmos a lei. Em 1997. A pergunta da prova foi: Qual é a natureza da sociedade beneficente dos velhinhos? Não era filantropia. O conceito de sociedade anônima está na lei 6404 e também em qualquer doutrina. uma linguagem complexa. Foi uma das questões da prova da magistratura.

Vai ser aplicado o novo código civil ou a lei de S/A? Em regra você vai aplicar alei de S/A primeiro. mas antes de pagar a 3a. O artigo 3º da lei de S/A e o artigo 1160 do Código Civil. 12. Neste ponto o novo Código Civil. O valor de balanço pode ser 200 reais.”.98 RESPONSABILIDADE Como é a responsabilidade dos acionistas? A responsabilidade dos acionistas é limitada. o valor de mercado (É o que está na bolsa de valores) é 13. O artigo 1160 diz que: “A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social”. 13 ou 14? Não importa o valor. O novo código civil nesse ponto (art. O Y vai ter que pagar mais 50. que é o restante que falta à Companhia. Então nesse ponto vai ser aplicado o artigo 3º da lei de S/A ou o artigo 1160 do novo código civil? O artigo 1160 do novo código civil. não interessa. isto porque a denominação tem que ser designativa do objeto social. Porém. O que importa é o valor de venda. 1160) foi específico ou foi genérico? Específico. ela não consegue vender a 15. ela não quer saber por qual valor foi vendido de X para Y. você sempre tem que pagar o que te ofereceram. Não importa os valores. há pouca mudança. Ex: No balanço o valor das ações é 10. são quase a mesma coisa. O valor de venda é o chamado valor de emissão. Pelo novo código civil tem que ter o objeto social. A Companhia não vai se preocupar por quanto X vendeu a ação para Y. pelo artigo 1160 é obrigatória a denominação designativa do objeto social. e te vende por 13. Na face o valor nominal é 11. A responsabilidade dos acionistas é limitada a integralização do preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. Y tem apenas que integralizar o que falta. mas te venderam por 12 reais. Eu tenho que pagar quanto? A responsabilidade é limitada ao que? A integralização é de 10. Você tem que saber apenas que é o valor de emissão. e X comprou tais ações. A sua responsabilidade. X resolveu vender a ação para Y. a responsabilidade dos acionistas é pela integralização do valor de emissão das ações subscritas ou adquiridas. 11. Eu emiti essas ações de mercado. quer dizer. o valor econômico (É com base em projeções futuras) é 14. O que é integralização? Ex: A S/A está vendendo suas ações. Suponhamos que eu comprei essa ação. a Companhia quer é receber os 100 reais. foi específico. Ex: A cotação está em 15 reais. NOME EMPRESARIAL O nome empresarial da sociedade anônima está regulado no artigo 3º da lei de S/A e também no artigo 1160 do novo código civil. e já recebeu 50. porque é a lei especial. . X pagou a 1a a 2a. a responsabilidade é pelo preço de emissão. pelo valor de 100 reais para integralizar em 4 vezes. Ex: Agora não pode vir: “Eifel S/A. agora tem que vir: “Eifel Construtora S/A”. o valor de venda é 12. X pode ter vendido por 2 mil reais para Y. que são duas parcelas de 25.

mas ações.. Importante: Pelo artigo 3º você pode substituir. Eu quero que você (CVN) me autorize a negociar meus papéis no mercado. não vai dar preferência nem para um e nem para outro. só pode vir no início ou no meio. por extenso ou abreviadamente. Companhia no início ou no meio do nome”. Somando os dois textos você vai concluir que o “Companhia” continua não podendo vir ao final. O artigo 1160 fala a mesma coisa. É só somar os dois textos.99 Importante: A denominação da S/A (Nome fantasia) + o ramo da atividade (É obrigatório) + o tipo societário (Que é a sociedade anônima). Nome fantasia (ex: eifel) + ramo da atividade (construtora) + sociedade anônima (Põe extenso ou abreviado). porém não faz aquela restrição que não pode vir no final. É você juntar os dois artigos. Mas não é a mesma coisa que está no artigo 3º da lei de S/A? Só que na lei de S/A tem uma vírgula que diz:”. Então juntando os dois artigos você vai concluir que tem que ter o objeto social e que o “Companhia” só podendo estar no início ou no meio do nome. Mas aí vem tanto o artigo 3º quanto o artigo 1160. não pode vir é no final do nome. você pode substituir a expressão “S/A” pela expressão “COMPANHIA”. e pelo artigo 3º da lei de sociedade anônima não pode. é fixo. COMPANIA ABERTA e COMPANIA FECHADA A expressão Companhia aberta e Companhia fechada vieram da lei 10303/01. e o artigo 3º da lei de S/A continua dizendo que: Companhia não pode vir no final. Na verdade capital não é questão de aberto ou fechado. o art 1160 pára por aí. A ordem dos fatores não altera o produto. “A expressão Companhia substitui a expressão sociedade anônima”. não vai ser riscado nada.. mas o objeto social agora é obrigatório. É assim que é a denominação da sociedade anônima. o capital é um valor só. . debêntures e etc. Ex: Companhia Eifel Construtora. Eu quero que você me autorize buscar recursos no mercado. só que o artigo 1160 acrescenta uma coisa. O que é companhia aberta? Companhia aberta é aquela que chegou para a CVN (É uma super autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda) e diz que quer ser uma Companhia aberta. Com isso aqui não é necessária a expressão “sociedade anônima”. que é: A denominação tem que constar o objeto social. Hoje pode ou não pode ser Eifel construtora companhia? Pelo artigo 1160 do novo código civil pode. Ex: Eifel Construtora S/A.. O entendimento mais plausível é você fazer uma interpretação sistemática. pode substituir desde que Companhia venha no início ou no meio do nome. pode vir também Eifel Companhia Construtora. a lei veio e modificou. Esta observação que tem na lei de S/A não tem no novo código civil. Não é muito técnico falar em Companhia de capital aberto ou fechado. O artigo 1160 do novo código civil diz:”A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social (Ramo da atividade) integrada (Quer dizer que pode ser em qualquer local) pela expressões sociedade anônima ou Companhia. não é aberto ou fechado. É a expressão S/A por extenso ou abreviada. e juntando os dois o texto é o mesmo. Antigamente era Companhia de capital aberto e Companhia de capital fechado. Não só ações.

Na CVN vai ter um procedimento administrativo. Ex: Você compra um carro. a Companhia vai se tornar fechada mesmo assim. e vai ser pedida a autorização. ela não tem os papéis negociados no mercado. Caso haja pessoas que não queiram vender suas ações por um motivo ou por outro não tem problema. ele pede a autorização a CVN para se tornar Companhia aberta. ela não quer mais que suas ações sejam negociadas no mercado de valor. Isto é uma verdadeira sacanagem. para ela tornar-se fechada. Se o preço dela despenca. você não vende a por quotas limitadas na bolsa de valores. ela é uma Companhia aberta. Dois anos depois a Fiat tira o carro de linha. você já não podia pedir para o seu gerente (O banco) vendê-la lá no mercado de valores para você. Ele vai comprando e vai aumentando a participação dele até se tornar majoritário. Se ela tiver autorização e mesmo que ela nunca tenha vendido uma ação no mercado. O valor dessa oferta pública por ação é o valor fixado segundo o cálculo previsto em lei. Agora. Depois de certo tempo (4 anos) eu chego para a CVN e peço o cancelamento dessa autorização para vender os papéis no mercado. Vai ter que fazer uma oferta pública para comprar todas as ações que estão no mercado. É igual à por quotas limitadas. E se não tem tanta liquidez o preço dela cai. para cancelar essa autorização. se você quisesse vender. ou seja. eu estou criando uma Companhia e estou pedindo para a CVN para vender ações no mercado. ela tem muito mais liquidez. Depois de um certo tempo então. ninguém vai querer comprar aquelas ações. Fica muito mais difícil transformar aquela ação em dinheiro. torná-la Companhia fechada. aquela ação parava de circular no mercado. . É a mesma coisa com a Companhia. O fato de ser aberta ou fechada não que dizer que uma é melhor do que a outra. ou seja. O acionista majoritário que é ele mesmo vai aprovar essa deliberação. A obrigação da Companhia ou do controlador é apenas fazer a oferta. um lançamento da Fiat. e antigamente a CVN cancelava aquela autorização. são apenas estratégias mercadológicas. Vendo isto o que a nova lei fez? Acabou com isso. se é uma Companhia aberta. a Companhia quer se tornar fechada. O que é companhia fechada? Companhia fechada é aquela que não tem essa autorização. Neste caso o carro que você comprou vai ser desvalorizado. para que aí possa fechar a Companhia. Será um valor justo segundo a lei. pois já tem a potencialidade mercado. OBS: Quando a Companhia é aberta.100 As Companhias abertas são aquelas que tem autorização para negociar seus papéis no mercado. Dada essa autorização a Companhia se torna Companhia aberta. por exemplo 3 anos. Numa Companhia fechada aquela ação não tem tanta liquidez. a Companhia ou o controlador vai ter que fazer a chamada oferta pública. Para vendê-la agora você teria que vendê-la “de boca” para um amigo ou outra pessoa que se interessasse. e como tal ela já passa a sofrer uma rígida fiscalização da CVN. e se o preço cai com certeza que o acionista controlador vai querer compralas (Praticamente foi ele quem aprovou na deliberação o pedido de cancelamento de Companhia aberta). Para ser Companhia aberta basta ter autorização da CVN. não capta dinheiro no mercado. mas o acionista controlador vai quere compra-las por um preço baixo.

Uma transformação depende da unanimidade. Algumas deliberações dependem da unanimidade dos acionistas. o interesse insignificante dentro do conjunto econômico (Menos de 5%). sacrifica o interesse desses acionistas que vão ser colocados para fora do quadro. Caso fosse prova da Defensoria Pública seria mais sensato você defender a primeira posição. pois ele reverteu à propriedade em seu favor por interesses privado. quer dizer. Então para prestigiar o todo. Quando tem esse pequeno número de acionistas é como se fosse “uma pedra no sapato” da Companhia. sacrifica-se o interesse menor. Quem manda na Assembléia geral é quem tem mais votos (Quem tem mais votos é o acionista controlador). O controlador diz que vai comprar essas ações mesmo assim. e constatou que elas representam menos de 5%. No momento da prova você deve sustentar as duas posições. O entendimento dos especialistas na matéria. Entende que isso viola o direito de propriedade. é o resgate sem a anuência dos acionistas antigos. algumas deliberações que interessam à Companhia ficariam dependendo da aquiescência de um pequeno número de acionistas. por isso que às vezes tem essas controversas. que é sociedade anônima (Amaris Borba e Roberto Carvalhosa). o interesse da sociedade. Verifica-se quanto pagou por cada ação dos acionistas que não querem vender e deposita essa quantia num banco a disposição deles. que é a dos pequenos acionistas. e elas dizem que não. cia. fechada. logo. deixando de lado um pouco essa visão jurídica. uma expropriação privada. . aberta. uma vez depositado aí tomou as ações deles. porque a Constituição diz que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. Essa segundo posição é de autores como Roberto Carvalhosa que é um especialista em S/A e também dos economistas. aliás. sobre o estudo do cia. porque ela vai ter que correr. O professor vê nisto uma desapropriação privada. O professor entende que essa disposição é inconstitucional. abertura de capital. 10 ª Aula – 16/08/2003 Sociedades (continuação) Estávamos falando sobre as sociedades. depende do consentimento da unanimidade dos acionistas. Eles se preocuparam exclusivamente com a visão econômica. fechamento de capital. e vai ter que sempre dar satisfação àquele grupo reduzido de acionistas. Quem fez a lei de S/A não foram os advogados. então volta nas casas das pessoas e pergunta novamente se elas não querem vender mesmo as ações. A retenção de todo o lucro para poder aplica-lo num investimento. é o chamado resgate compulsório. a massa. foram economistas. Essa segunda posição eles têm razão no que falam.101 Vamos supor que o controlador tenha feito as contas. O acionista controlador resolve então tomar as ações. e de repente chega no momento da votação e eles dizem que não querem. É convocada uma Assembléia geral. a teoria da preservação da empresa.

sabemos que temos uma lei de 31/10/2001 que modificou a lei das sociedades anônimas. Mas ela chegou com R$200. sobre o lucro fictício. O lucro efetivo foi de R$80. Vou dar um exemplo aqui e vocês vão me dizer o que é certo e o que é errado: Criamos uma Cia em 01/012002 e o capital social dele iniciou-se com o capital de R$100. está sempre sujeita à falência.000. Uma coisa nós sabemos: Aumentando o de capital social da sociedade é bom ou ruim para os credores de uma sociedade? Isto é bom. Há uma pressão enorme dos empresários sobre este assunto.000.000. e nós vamos tratar aqui de quatro formas de se aumentar o capital social.102 Sabemos que toda a sociedade anônima de capital é empresária. logo.00 (duzentos milhões). ela vai está aqui: Cia. 31/12/2002 esta Cia estava lá com o patrimônio líquido de R$200. Aumento de capital social Mas existem várias formas de se aumentar o capital social de uma cia. não é? O negócio está indo bem? Já que é bom para todo mundo.000. Este cálculo está errado porque devemos verificar qual foi à inflação do período. Esta Cia que se iniciou com o capital de R$100.000. de Capital Autorizado.000. . pois surgiu uma através da Medida Provisória que se transformou na Lei 9249/95.000.000. qual seja. ou seja. não há burocracia.000.00 (cem milhões). No final do ano.00 (cento e vinte milhões).000.000. portanto.000. Assim o Governo está tributando sobre a própria inflação. Isto até 1994. é tranquilíssimo o aumento de capital social.00 (cem milhões). Sabemos disto tudo.000. Vamos imaginar 20% de inflação do ano. pergunta-se: Esta Cia teve lucro ou não? Teve alguma coisa para tributar? A resposta é negativa. ação de repetição de indébito. vai se aumentar à margem de tributação. Nós vamos começar pela correção monetária. Houve lucro de R$ 100. O professor como membro do Ministério Público procurou jurisprudências sobre o assunto e recentemente conseguiu uma decisão do STJ reconhecendo que isto é uma sacanagem que o Governo fez e desde 1995 está assim. sabemos da legislação precária. Qual a margem que vai incidir a tributação? A margem da tributação vai incidir em R$100.000.000. E o que mais precisamos saber? Vamos falar sobre o aumento e diminuição do capital social. a tributação tem que incidir em cima de quanto? A tributação deve recair em cima do valor menos a inflação do período.00 (cem milhões de reais) e isto foi ótimo para alguns advogados que tem a grande chance de se tornarem ricos através da ação milionária.000.00 (duzentos milhões). Sabe o que esta Lei 9249/95 fez? Esta lei proibiu a correção monetária nas demonstrações financeiras e proibindo a correção monetária.00 (oitenta milhões de reais) e o governo está tributando em cima de R$100.000.000.00 (cem milhões) chega no final do ano com R$120.00 (cem milhões de reais)? Não. não teve lucro e não teria nada a tributar.

.00 (três milhões de reais) vão estar representados em tantas ações ordinárias.000.000. porque se trata de questão nova e agora que está chegando ao STJ. os antigos acionistas vão ter ou não direito de preferência a elas. Aberta quanto a Cia.000. E lá estão previstas as condições. pois poderia ser de dez. aberta e Cia.00 (cinco milhões de reais) vez que ela não está em pleno funcionamento.000.000. é a chamada Cia de capital autorizado. iria dar uma maior burocracia.000.000. Como é a Cia de Capital Autorizado? Muitas pessoas pensam. hoje e sabemos que daqui a cinco anos vai precisar que elas tenham. mas não é a posição majoritária. que não é o caso de vocês.00 (dois milhões de reais) e chegar daqui a cinco anos alterar o estatuto e aumentar o capital social para R$5. por exemplo. Mas o que a lei faz? A Lei faz o seguinte: Quando estamos criando a Cia hoje colocamos lá assim: *Capital social: R$2.00 (dois milhões de reais) e que demora a Cia pegar o embalo e não há necessidade de pegar os R$5. Como é que isto? Vamos montar uma Cia. em tantas ações preferenciais das classes tais e tais e tais.000. o artigo 167 da S/A está sem eficácia. Ok? Entendido o absurdo? Conclusão: O artigo 167 da S/A está sem eficácia. podem ter ou não capital autorizado. demora um pouquinho a embalar. que se trata de outra espécie de sociedade anônima. ser de um exercício consecutivo. sem aplicação e sob o ponto de vista empresarial é uma monstruosidade jurídica a Lei 9249/95.00 (dois milhões de reais) e uma cláusula dizendo: “Desde logo está autorizado o aumento do capital em mais de R$3. mas em razão desta Lei 9249/95.00 (três milhões de reais) a mais.000.000. para vocês analisarem e terem uma idéia de que isto faz diferença. por exemplo. Como se faz? Nós poderíamos montar a Cia com o capital de R$2.000.00 (três milhões de reais) desde que estejam preenchidas as seguintes condições”. ou poderia ser outra condição. Segunda modalidade de aumentar o capital social.000.000. mas não é nada disto. fechada. Daí os empresários estarem loucos que voltem a regra do artigo167 da S/A a fim de corrigir monetariamente o capital e com isto diminuir a margem de tributação. Eu encontrei esta decisão da 4ª turma do STJ.00 (duzentos milhões). As espécies de sociedade anônima são: # Cia.000. Tanto a Cia.000. Fechada. A boa oportunidade de ganhar dinheiro vai acabar porque com a reforma tributária vai voltar a correção monetária sobre as demonstrações financeiras.000.103 O que diz o artigo 167 da Lei de S/A? O artigo 167 da S/A diz que tem que ter correção monetária. para aqueles que nunca leram a lei de S/A.000. um capital de R$5.000. o órgão responsável a autorizar este aumento será o Conselho de Administração ou pode deixar a Assembléia Geral mesmo. Eu coloquei R$200. estes R$3.000.00 (cinco milhões de reais). Este aumento só pode ocorrer depois que a Cia der lucro por quatro exercícios consecutivos.000.00 (cinco milhões de reais). Então vai se colocando todos os requisitos: Essas novas ações que representar estes R$3. Hoje nós sabemos que só temos R$2. estou dando um exemplo.

só quando efetivamente aumentar o capital autorizado. pergunta-se: O que aconteceu com a cotação? Já deu uma caída porque os investidores já estão sabendo que ações estão em baixa. parte beneficiárias conversíveis em ações. uns quarenta e cinco dias aí.104 Por quê isto? Porque isto vai ficar como uma carta na manga. elaborar a alteração do estatuto. ou seja. É muitíssimo utilizado. ainda evita a convocação de .000. em momento oportuno. o Conselho de Administração para aumentar o capital não vai precisar alterar aquele estatuto porque este estatuto já autorizou aquele aumento. Conclusão: Com o capital autorizado. mas a Cia só vai ter o comprador do título como acionista. conseguir a autorização da CVM para colocação das ações em mercado. Cotação está curta.99% da prática o Órgão que vai dizer o momento oportuno de lançar as ações no mercado será o conselho de Administração. quer dizer é um excelente instrumento para você auto-financiar a Cia. mas você quer o dinheiro hoje. desde que já estejam atendidos todos os requisitos daquela cláusula autorizativa. Por exemplo. quando preenchidos estes requisitos o conselho de administração ele não terá que aumentar o capital social vez que ele desde de logo já vai está autorizado. o último aumento efetivo.000. quando você aumentar quem comprou aquele título vai poder trocar por uma ação. depois de cumprido tudo isto vai colocar por baixo uns trinta dias. Além de evitar a alteração do Estatuto. preencheu os requisitos. mas. Foi perguntado na outra turma: Estes R$3. você sabe que não vai aumentar. teria que convocar a Assembléia geral. evita a convocação da assembléia. Assim a Cia perde uma grande oportunidade de conseguir um preço bom para as tuas ações. sabe-se lá quantos dias de antecedência. Na Cia de capital autorizado.000. publicação em jornal.00 (quinhentos mil) aí vai a Cia e aumenta de uma hora para outra e a Cia não perde tempo. para lançar as ações em mercado. Quando ela precisa de dinheiro e vê um momento oportuno vai e lança as tuas ações no mercado. Então é um importantíssimo instrumento de autofinanciamento das Cias. pois constitui num gasto enorme: cafezinho. Evita tudo isto se o Estatuto tiver uma cláusula autorizando. o mercado só tem condições de absorver no momento R$500. 99. Isto permite o que nós chamamos de auto-financiamento. você pode emitir vários títulos. A Cia se auto-financia. quer dizer. por exemplo. que são títulos que você sabe que não vai aumentar. Quem é o Órgão responsável para dizer qual é o momento exato em que as ações serão lançadas no mercado? Pode ser a própria assembléia Geral. Se não estivesse esta autorização no estatuto e a Cia precisasse de dinheiro. aprovarem assembléia e levar para o arquivamento na junta. A Cia recebe dinheiro hoje. É muitíssimo utilizado e pode ser utilizado tanto pela Cia aberta quanto pela Cia fechada. etc. emitir debêntures conversíveis em ações.00 (três milhões de reais) precisa ser aumento num só momento? Não. solta lá no mercado e dá mais uma segurada. Normalmente é utilizado pela Cia aberta para jogar no mercado as ações. aí você emite um título que quem comprar. Por quê carta na manga? Porque quando chegado o momento. leva mais tempo. ela não precisa pedir dinheiro emprestado ao banco. Quais são os benefícios disto? Evita a alteração do estatuto.

vai o diminuindo o capital. para o plano de demissão voluntária. Reserva é isto. na prática está materializado no próprio ativo da Cia. O cofrinho só agüenta 35% do capital social. como o momento exato de jogar as ações no mercado. pagamento de tributos. etc. uma empresa que trabalha com cana-de-açúcar e chegando o “Euninho” vai sofrer a conseqüência da entre safra. Uma é prevista na lei. reserva legal. vai ficar do jeito que está”. aumentar as instalações da Cia. Mas você vê lá no balanço esta reserva. O limite da reserva legal é de 35% do capital social. faturamento bruto da Cia. . Ainda existe a reserva legal. Por exemplo. A reserva é como se fosse uma poupança interna. Pode ser feita uma reserva. e as outras podem ser criadas pelo próprio Estatuto de acordo com a vontade da Assembléia geral. há R$2. maquinário. mercadorias. há um bom dinheiro guardado para aumentar as instalações da Cia. Então o objetivo daquela reserva se perdeu. para o PDV. ele não precisa estar necessariamente representado em dinheiro. no próprio ativo? Estão representadas em bens. Este dinheiro vai ficar lá no banco. às vezes está em banco. O próprio conselho pode deliberar e ainda tem outras facilidades. estoque da Cia.00 (dois milhões de reais) para aumentar as instalações da Cia. separado? Nada disto. em caixa. este dinheiro só vai aparecer monetariamente no balanço. para investimentos. por exemplo. está em bens. Conclusão: Só pode distribuir lucro depois que separou o dinheirinho da reserva legal e de outras reservas. porque depois do lucro líquido o que a Cia pode fazer? A Cia pode faz o seguinte: Quem guarda tem.000. é uma reserva imposta por lei.000. como se fosse um cofrinho da Cia. paga aquilo. como a Wolksvagem. ela está obrigada. Tem que guardar um dinheiro para pagar o PDV dos funcionários. aí eu vou receber? Não. Sabe-se que este quantia não está em dinheiro. poder suportar os rigores desta entre safra ela faz uma reserva a fim de não ficar sem capital nesta fase. Vamos falar da Capitalização de Reservas. como parte do lucro. Ela chega e faz uma poupançinha para. O que isto tem haver com o aumento do capital social? Fizemos uma reserva. de repente lucro líquido: tanto. Por quê? Porque aquele dinheiro. que é aquela que mesmo que a Cia não queira fazer. permitir o auto-financiamento da Cia. Pode fazer uma reserva para.105 Assembléia. Capitalização de Reservas O que é capitalização de reservas? O que é reserva? A questão é o seguinte: Final do ano. Estas outras reservas são denominadas de reservas estatutárias. A Cia pega parte do lucro e constitui em reserva. Está este dinheiro está contabilmente separado lá para reserva de investimento e foi decido em Assembléia Geral o seguinte: “Não vai se aumentar nada porque o país está em recessão. por exemplo. que acabamos de explicar. paga isto. Como assim.

você não pode tocar na reserva legal. palavras por meio das quais alguém se congratula com outrem. mas tem que ser deliberadas pela Assembléia Geral que é exatamente a convocação de todos os acionistas. Não tinha R$2. é por isto chamado de Capitalização das Reservas. Nos demais casos é a Assembléia Geral. ou seja.Na Capitalização de Reservas o capital já está na Cia. parabéns. emite-se novas ações para representar este aumento. salvo numa hipótese em que este aumento pode ser deliberado pelo próprio Conselho de Administração que é a Cia de Capital Autorizado. E quem tem competência para aumentar o capital social? Quem tem competência para aumentar o capital social é a Assembléia Geral. As reservas estatutárias podem ser alteradas.00 (cem milhões de reais) representados por tantas ações e quer aumentar em mais tantos milhões.106 O que vai se fazer com aquele dinheiro? Ele deveria ser distribuído em dividendos para os acionistas. é dinheiro rasgado. E o acionista ri à toa. automaticamente foi aumentado para R$7.000. como distribuição de dividendos. . .000. pois aquele dinheiro que aumentou o capital social deveria vir direto para o bolso do acionista. mas acaba de ser furtado. lucro é direito essencial e está disposto lá no artigo 109 da Lei de S/A.00 (sete milhões de reais). com aumento estimado num percentual. desistiu do investimento e ao invés de distribuir este dinheiro que está sobrando para os acionistas. aumenta o capital social. Mas quando ela emite novas ações? Ela vai capitar dinheiro no mercado.000. logo. Então aquele dinheiro que estava separado para investir. a Cia. ela tem destinação específica. A reserva legal no máximo que você pode ser feito com ela é utilizá-la para suprir perdas oficiais ou judiciais. o aumento de capital será através de uma mera atualização (aqui não entra dinheiro). de trinta e tantos por cento”. já entendemos o que é capitalização das reservas. O que a Cia faz? Ela transfere da conta de reserva para conta de capital social. Foi apenas uma jogada contábil. O que vai acontecer com todas as ações? Os valores das ações vão aumentar e todos os acionistas receberão uma cartinha: “Com congratulações. não tem que se falar. felicitações por suas ações serem valorizadas pela capitalização de reservas.00 (cinco milhões de reais). por exemplo. Pega aquele dinheiro que estava em reserva e o transforma em capital social. na verdade teve apenas as suas ações valorizadas. Então aquele dinheiro que o acionista iria receber no bolo.000.000.000. por exemplo. Lembre-se sempre que dinheiro distribuído em dividendos nas Cias.000. sendo que o capital da Cia.00 (dois milhões de reais) de reserva. . Ela não quer distribuir dividendo. Duas observações: Esta é a primeira observação: . Como se aumenta o capital social emitindo novas ações? Emitindo novas ações. era de R$5. Tem um capital de R$100.Na correção monetária.000. Cia que distribui dinheiro está jogando dinheiro pela janela. OBS: Existem algumas reservas que não podem ser transformadas. porque vai mexer com lucro. Já entendemos o que são reservas.Na Cia de Capital autorizado o aumento de capital é com a capitação de recursos vez que esta Cia está autorizada a emitir ações no mercado (aqui entra dinheiro).

00 (um milhão de reais). .000. Antigamente este prazo era intangível. E se emitir novas ações sem ser Cia de Capital Autorizado? Neste caso tem direito de preferência sim.107 A segunda observação é a seguinte: Para jogar novas ações no mercado tem um requisito. mas na verdade está excessivo. Aí esta ata da Assembléia será publicada em jornal de grande circulação. Competência para diminuição do Capital social? A competência é a da Assembléia Geral e normalmente se dá através das perdas.000. o acionista tem trinta dias para manifestar o direito de preferência. A diminuição pode ser por prejuízo que é o comum. mas na verdade só precisa de R$500. Ex: Os acionistas que quiserem exercer o direito de preferência deverão manifestar suas intenções em cinco dias a contar da publicação da ata da Assembléia.000.000. A lei diz que em regra. diminui a garantia dos credores.000. então se reduz para o quantum necessário. houve a redução do valor de algumas ações. o direito de preferência pode ser suprimido. ou por ser o capital social considerado excessivo.000. está com dinheiro parado e dinheiro parado é dinheiro perdido.00 (quinhentos mil). reduziu o capital social e diminuindo o capital social. prejuízos financeiros. segundo disposição legal a contar da aprovação Assembléia Geral que vai aumentar.00 (três milhões de reais). Destes R$400. Ex: Montou-se uma sociedade com R$1. Como ocorre a diminuição do capital social? Convoca-se a Assembléia Geral para a diminuição do capital. de Capital Autorizado. É cheio de burocracias. a cláusula que existe lá pode vir autorizando o direito de preferência do acionista. Ex: Tem uma Cia.000. “Isto é que cai na prova!” Quais são as burocracias? A questão é a seguinte: 1.000. mas pode se dá quando o capital social é considerado excessivo.000. logo. Então na Cia de Capital Autorizado. Diminuição do capital social A diminuição do capital social é bom ou ruim para os credores? É ruim para os credores. 2.00 (trezentos mil reais). com o capital social de R$400.000. só que o Estatuto pode modificar este prazo para o exercício do direito.00 (quatrocentos mil reais) quanto deve estar integralizado? Deve estar integralizado R$300.00 (quatrocentos mil reais) e eu quero aumentar o capital social para R$3. desde que exercido em 30 dias. Como vai aumentar o capital jogando novas ações no mercado? Quem já é acionista tem direito de preferência? Se for Cia. Achamos que precisaríamos de muito. Deve estar integralizado pelo menos ¾ do capital social. pelo menos ¾ das ações existentes devem estar integralizadas.

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Primeiro requisito: Publicada esta ata, todos os credores quirografários podem impugnar esta redução, desde que o façam em sessenta dias, prazo decadencial, a contar da publicação da Ata da Assembléia que autorizou a redução. Como é feita esta impugnação? Através de carta, notificação através do Cartório. Ex: Os credores quirografários notificam a Cia dizendo que não concordam com a redução do seu capital social. Não precisa dizer o motivo, basta impugnar. Diz a lei, isto não é questão de validade é apenas conveniente, que a cópia desta notificação seja averbada lá na junta comercial. Por quê? Porque aquela ata da Assembléia é levada à junta comercial para levar o registro da redução do capital social. E havendo impugnação a junta comercial vai registrar? Não, porque vai cair em exigência. Ex: A junta comercial dirá: “Não vou arquivar a alteração deste Estatuto porque teve a impugnação do credor fulano de tal”. Resultado, a Cia vai poder reduzir? Não. Só vai poder reduzir desde que pague este credor “espírito de porco” ou faz o depósito judicial. Para impugnar o credor precisa está com o teu crédito vencido? Não porque isto é uma garantia dele. Precisa pagar todos os credores quirografários ou só aquele credor que impugnou? Somente os credores quirografários que impugnaram. E se ninguém impugnar? Se ninguém impugnar trata-se de um aceitação tácita. E se aquela Cia tiver credores debenturistas? A lei exige que se tenha aceitação expressa. Como é que isto? Tem que ser convocado um Assembléia de debenturistas e aí juntos vão decidir por maioria a redução do capital. Aí neste caso depende dos debenturistas convocados numa Assembléia especialmente para conceder esta autorização. O que é credor debenturista? Eu vou explicar debêntures mais tarde. Mas a Cia pode fazer, por exemplo, um empréstimo no mercado no valor de R$10.000,00 (dez mil reais) e feito isto ela devolverá com juros de 1,70% ao mês, corrigido pela TR. Vou devolver o dinheiro em, por exemplo, dez anos e pagar juros de três em três meses. Você que emprestou dinheiro à Cia compra uma debênture e com aquela debênture você recebe juros de três em três meses de 1,70% ao mês e no final dos dez anos, por exemplo, você vai lá e recebe o principal, corrigido monetariamente pela TR ou pelo que seja. Estes debenturistas podem ser de quatro categorias: Credores com garantia real – Quando a Cia dá uma garantia para o credor um imóvel tal. Credores com garantia flutuante – Quando a Cia dá como garantia ativos da própria Cia. Credores quirografários – Não possuem garantia Credores sub quirografários.

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Em princípio, a Cia tem que ter a concordância de todos os debenturistas, mas o professor diz que não concorda, ele entende que os debenturistas com garantia real e com garantia flutuante não têm interesse em impugnar a redução do capital social. Por quê? Porque os créditos deles já estão garantidos. Ele entende que só os credores debenturistas quirografários e os subquirografários são os que têm que serem convocados para autorizar ou não aquela diminuição, vez que os demais não estão sujeitos a qualquer prejuízo com a diminuição do capital social. Como a lei não fez distinção, em princípio então, será toda e qualquer espécie de debênture. Como se posiciona a doutrina? A doutrina não enfrenta a questão. O professor já leu uns seis livros e nenhum enfrenta a questão. Órgãos sociais As Cias têm uma pesada estrutura e temos nelas vários órgãos, cada um com sua função, temos a Assembléia Geral, temos o conselho de Administração, temos o Conselho Fiscal e temos a Diretoria, cada um com a sua função. Vamos falar de todos eles e vamos começar pelo maior, qual seja, a Assembléia Geral. O que é a Assembléia Geral? A Assembléia Geral nada mais é do que a convocação dos acionistas para deliberar sobre determinado assunto ou vários assuntos em pauta. A doutrina diz que é um órgão supremo, órgão máximo, mas não podemos nos esquecer da posição de Rubens Requião, qual seja, ela é suprema, ela é máxima, mas está sempre subordinada à lei e ao próprio Estatuto. O que é importante falarmos em Assembléia Geral? A Assembléia Geral foi dividida em Assembléia Geral ordinária e Assembléia Geral extraordinária. São chamadas de AGO e AGE, respectivamente. Qual a diferença entre a AGO e AGE? Formalmente não há diferença, mas há uma distinção é no assunto. Como assim no assunto? A AGO é aquela faxina, isto é, tem que ocorrer todo ano dentro dos quatro primeiros meses de cada exercício financeiro. O que é exercício financeiro? É anual, mas normalmente, na prática, começa no dia 02/01 e vai até o dia 31/12. Pode o exercício financeiro começar, por exemplo, no dia 20/05? Pode, mas normalmente para facilitar as coisas, na prática, todas as Cias, iniciam em 02/01 para poder ficar igual o ano civil. Então, em regra, AGO tem que ser realizada tem que ser realizada ou no mês de janeiro, fevereiro, março ou abril. Por quê? Porque são os primeiros quatro meses do exercício financeiro. Por quê faxina? Porque vão ser tratados assuntos que terão que ser tratados todo ano. Todo ano tem que ser tratado o fechamento do ano anterior, aprovar as contas do ano anterior, isto é, aprovar o balanço, decidir sobre a destinação do lucro, ou seja, se o lucro vai se

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constituir em reserva ou se vai transformar a reserva em capitalização, se vai aumentar capital, vão eleger os novos conselheiros de administração se for o caso, vão eleger os novos membros da administração, se for o caso, ou seja, assuntos que têm que ser tratados todo o ano. Por isto é faxina, por isto é ordinária, é obrigatório. E a AGE? Pintou durante o exercício financeiro um assunto importantíssimo, que não pode ser decidido pelos diretores, que não pode ser decidido pelo Conselho Fiscal e nem pelo Conselho de Administração, só pode ser decidido por Assembléia Geral, como por exemplo, uma fusão, uma incorporação, uma transformação, uma cisão, uma participação de um grupo econômico. Então tudo isto é importante que foge à competência dos pequenos órgãos, só podem ser tratado tais assuntos por Assembléia Geral. O quê fazer? Esperar até o ano seguinte para tratar de tais assuntos? Não, então se convoca extraordinariamente os acionistas para tratar daqueles assuntos importantes. É por isto chamada de Assembléia Geral Extraordinária, uma convocação extraordinária, assuntos que não podem ser tratados pelos demais órgãos. Formalmente é a mesma coisa. O que é importante com a mudança da nova lei? *Agora tanto faz AGO quanto AGE. A Cia aberta e a Cia Fechada tem distinção, qual seja, prazo de antecedência para convocação da Assembléia Geral, pois, não podemos convocar a Assembléia para amanhã ou para depois de amanhã. Tem que ter uma antecedência mínima e ser for Cia fechada tem-se o prazo de oito dias para a convocação; conta-se tal prazo a partir da primeira publicação. Sendo assim da primeira publicação até a data tem que distanciar oito dias. Se não houver quorum tem que ser feita uma segunda convocação e o prazo aqui é de cinco dias a contar da primeira publicação. E se for uma Cia Aberta? Se for Cia aberta o prazo era igual, mas a nova lei mudou. Para a primeira convocação a antecedência tem que ser de quinze dias e se não tiver quorum, a segunda convocação tem que ter oito dias de antecedência. Então aumentou o prazo, mas não foi só isto que alterou, a super CDN tem um mega poder. Como mega poder? Dependendo do assunto, a pedido de qualquer interessado, a CDN pode chegar, por exemplo, convocar uma assembléia Geral para tratar de assunto referente à fusão a fim de analisar o protocolo de fusão da VARIG. Então se a CDN entender que o assunto é complexo, a pedido de qualquer acionista ou qualquer interessado, pode determinar o aumento do prazo de antecedência para até trinta dias.Ela não tem poderes para determinar o aumento do prazo para quarenta, nem cinqüenta e nem sessenta dias. E não é só isto, ela tem um poder até maior e qual é este poder? Se ela entender que o assunto é muito complicado, ela pode chegar até interromper o prazo. Mas como interromper o prazo? Ela pode chegar lá, por exemplo, todos prontos para aprovar a fusão da TAM com a VARIG, e dizer: “Espera aí, estou sabendo que isto é um prejuízo para os acionistas da VARIG, tudo mais, eu quero dar uma olhadinha nisto aí, quero olhar todos os documentos, analisá-los” e enquanto isto a Assembléia é interrompida. Começa analisar os documentos e faz exigências dizendo: “Vocês tem que apresentar tais e tais documentos e eles apresentam”. Não estando satisfeita determina a apresentação de outros documentos e não estando satisfeita determina que outros

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documentos sejam apresentados e quando tudo tiver legal autoriza a convocação da Assembléia. Interrompido o prazo tem que haver nova publicação para poder convocar acionistas respeitando o prazo de até trinta dias. Então a CDN tem mega poder de interferir nisto aí, pode mandar aumentar e até interferir fazendo exigências de documentos, interrompendo o prazo de convocação. Qual é o objetivo do prazo de antecedência? Para que os acionistas tenham pleno conhecimento dos documentos que serão tratados na Assembléia. A competência da Assembléia está prevista lá no artigo 121 da lei de SA tem que dar uma lida é decoreba. Conselho de Administração O que é o Conselho de Administração? Vamos lembrar! Convocar Assembléia tem o maior custo, já expliquei para vocês, tem que pagar o pessoal que fica na mesa tem que alugar o espaço, gasto com a publicação. Então o que a Lei fez? Ela criou um órgão para desafogar a Assembléia, para evitar que a todo o momento se convoque a Assembléia, ela criou um órgão com competência para tratar de vários assuntos que originariamente só poderiam ser seriam tratados pela Assembléia, como, por exemplo, aumento do capital autorizado. O aumento de capital só poderia ser autorizado pela Assembléia Geral, mas aí numa Cia de Capital Autorizado quem decidirá sobre isto será o Conselho de Administração, não é só isto, eleição dos membros da diretoria e se não tiver Conselho de Administração quem elegerá será Assembléia Geral, todavia, havendo o conselho de Administração seus membros vão eleger os membros da Diretoria. Isto evita um monte de gastos e torna a administração da Cia mais ágil. O conselho de Administração está previsto lá no artigo 138, mas começa no artigo 140 da lei de S/A. O Conselho de Administração é composto por no mínimo três membros e segundo o artigo 146 da Lei de S/A, serão necessariamente acionistas. Pode uma Pessoa Jurídica ser acionista? Pode. Pode uma Pessoa Jurídica ser Conselheira de Administração? Não, porque somente pessoas físicas podem ser administradoras. Somente pessoas naturais, pessoas físicas. Ex: Existe uma grande Cia “A” que controla a Cia “B” e tem 80% das ações com direito de voto desta Cia. Então não vai poder ser administradora? E vai ter que vir um acionista minoritário? O que a Cia. “A” pode fazer? Ela vai alienar com um dos membros dela o valor da ação e aí ele vai poder ser eleito para ser conselheiro de Administração da Cia controlada. A lei diz que tem que ser acionista e uma ação já basta. Os membros do Conselho de Administração são eleitos e destituídos “ad nuntum” pela Assembléia Geral, ou seja, a qualquer tempo. Fábio Ulhoa dá uma viajada (ele está isolado na doutrina) e ele diz que o conselho de Administração tem que ter número ímpar, só pode ser com número ímpar. Quem tem o voto de Minerva? O Presidente do Conselho de Administração.

Mas quem vai se dar bem lá? Tendo ela 60% das ações vai votar na maioria dos administradores. em se tratando das Cias. sem brigar com a acionista majoritária Marcela. logo. É feita lá uma eleição. salvo. Vamos imaginar que na Cia. Abertas que será obrigatório. agora foi alterada. Então o conselho pode ter número par. tem outros sistemas regulados pelo Estatuto. melhor seria se esta participação fosse obrigatória. Em todas as Cias de Capital autorizado e em todas as sociedades de economia mista. então a lei resolveu dar uma proteção aos minoritários. como o sistema de arbitragem. O Conselho de Administração é um órgão obrigatório ou facultativo? A lei é muito incoerente e diz que o que o conselho de Administração é um órgão facultativo. então elege. §1º com o artigo 239 da Lei de S/A. E o que a lei faz? A lei permite que os acionistas minoritários reunidos representem 15% do capital votante possam eleger separadamente um membro do conselho de administração. mas quem elabora o estatuto? Quem elabora o estatuto é o fundador e geralmente é o principal acionista. não há problema nenhum. podendo participar do estatuto o representante dos empregados. Sabemos então que aquela regra que era absoluta. só podem participar do Conselho quem são acionistas. nadou. Se os acionistas minoritários reunidos perfazerem o total de 14% do capital votante vão te que ir para a Assembléia Geral brigar com a Marcela. mas morreu na praia. Como isto. Você vai combinar o artigo 138. qual seja. Participação dos minoritários A participação do conselho é muito importante. veja o exemplo de Antonio Hermínio de Moraes. porque o Conselho de Administração através do seu Estatuto pode reservar uma vaguinha para o representante de seus empregados. O que acontece quando convocada a Assembléia Geral? Quem seriam os membros do conselho de Administração? A Assembléia Geral. então é nossa acionista majoritária.112 Quando não tem o voto de Minerva. Quem organiza esta eleição? A própria Cia com o auxílio dos sindicatos. Melhor seria se esta eleição fosse obrigatória. O que sobrou? É facultativo quando for Cia de capital fechado sem capital autorizado. desde que autorizado pelo estatuto. como vai ser eleito isto? A eleição do representante dos empregados será feita através de votação dos empregados. OBS: A lei andou bem em prever esta participação dos empregados. a acionista Marcela tem 60% das ações com direito a voto. Novidades: É o que cai na prova! A lei está aqui e deu um passo para a democracia. É faculdade do estatuto. sim. .

Você pode fazer o seguinte: Pegar os cinco votos da única ação que você tem e votar na sua amiga é o que a doutrina chama de voto concentrado. E o que fez a lei? Dane-se o Estatuto porque se isto acontecer. já que ela é controladora. mas você só tem uma ação. a Marcela que é a acionista majoritária. desde que juntos alcançarem o patamar de 10% do capital social. um foi eleito pelos minoritários com voto. Voto múltiplo é a mesma coisa porque se vamos eleger cinco membros para o conselho de Administração. tem que eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários mais um. CONSELHO FISCAL: O que é importante falar sobre Conselho Fiscal? O Conselho Fiscal é um órgão de existência obrigatória em todas as Sociedades Anônimas. se for utilizado o voto múltiplo. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar reduzido a determinados períodos. a união faz a força. total de cinco membros do conselho. você terá apenas um voto. Dois eleitos pelos minoritários e como a Marcela. também vão poder eleger o membro do conselho e seu suplente. votação separada. para tantos membros existirão tantos votos por ação. nem os sem votos atingirem o percentual porque tem 8% do capital social. ou seja. isto é. mas não precisa funcionar durante todo o ano. da Assembléia Geral e vamos falar agora do Conselho Fiscal. O que é voto concentrado? É quando você concentra todos os votos do voto múltiplo em um único candidato. falamos do Conselho de Administração. Vamos supor que os membros do conselho sejam em número de três: Um foi eleito pelos minoritários sem voto. porque imagina uma Companhia Fechada ficar pagando um . Se nem um e nem outro atingir. OBS: Voto múltiplo. existe. mas quantos votos você teve na ultima eleição para Senador? Dois para cada título de eleitor. Marcela. Mas só para a eleição do Conselho de Administração pode ser utilizado o sistema de voto múltiplo. para cada ação. 11 ª Aula – 23/08/2003 Estávamos falando de órgãos societários. porque quem manda é o conselho de Administração da Cia. Mas o Estatuto só prevê três cadeiras? Dane-se o Estatuto. três membros. Se for utilizado o voto simples. se juntos conseguirem atingir 10% do capital social. Ela que é a controladora vai poder controlar alguma coisa? Não. eles vão poder junto elegerem um membro e um suplente. logo. está previsto no artigo 141 da Lei de SA: Sabe-se que você só tem um título de eleitor. Tem uma regra interessante: Se nem os ordinários atingirem o percentual porque tem 14%. órgãos estes dentro da Sociedade Anônima. acionista majoritária. terá cinco votos. mas o funcionamento é facultativo.113 Igual direito terão os acionistas sem voto ou os que tem voto restrito. vai ter o direito de eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários. aí sobra uma vaguinha para ser eleita pela acionista majoritário.

e aí. terão direito a 1 membro e 1 suplente. mesmo que representem. todos eleitos pela Assembléia Geral. a maioria dos conselheiros de administração. em separado. O Conselho Fiscal não atua apenas na parte contábil. sempre manifesta sua vontade pela expressão da maioria. na Assembléia Geral Extraordinária. por exemplo 2% do capital social. mas o conselheiro fiscal só atua mesmo na época da Assembléia Geral Ordinária e dependendo do assunto. Com isso o que acontece? . pode ficar restrito a determinados períodos. Também existe a proteção aos sem voto ou voto restrito. O sócio majoritário terá o direito de eleger o mesmo número de membros dos sócios minoritários. para tanto no Conselho de Administração tem que representar juntos. examina a contabilidade. também fiscaliza os atos de administração. O que cai na prova sobre Conselho Fiscal é o seguinte: Cinco Conselheiros Fiscais. que também tem uma vaga podem colocar alguém no conselho. normalmente o parecer dele é seguido pelos acionistas. No Conselho de Administração no sistema de votação. também haverá proteção dos minoritários. separadamente o percentual será 10% do capital votante. por isso a necessidade da fiscalização. todos são amigos é o que se identifica dentro das grandes corporações como chapa A. no Conselho Fiscal sempre terão direito de colocar alguém. Todo mundo no domingo vai a um churrasco na casa do acionista majoritário. mas normalmente o conselho fiscal serve para Assembléia Geral para dar subsídios para os acionistas votarem. Lembrando que o Conselho Fiscal é um órgão meramente consultivo. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar restrito a determinados períodos de exercício financeiro. 10% de todo capital social. Nas demais. Quem decide se aprova ou não cortes no exercício financeiro é a Assembléia Geral. três eleitos pelos acionistas majoritários e dois pelos minoritários. Sociedade de Economia Mista. OBS: O Voto múltiplo só existe para Conselho de Administração. sempre com base no parecer do Conselho Fiscal. como é um órgão coligado. É um órgão composto por no mínimo 3 e no máximo 5 membros. Bom. dessa ou daquela forma. quem decide mesmo é a Assembléia Geral. não pode ser adotado no Conselho Fiscal. mais 1. que por sua vez também elegeu a maioria de seus diretores. Como é o Conselho Fiscal que examina os livros. chapa B. para os minoritários com voto. acionistas ou não. isto porque o capital é público. Esta nas atribuições do Conselho Fiscal fiscalizar atos da administração.114 conselheiro fiscal durante todo ano! Então existe o órgão. ou até mesmo a diretoria. naquela época oportuna e só vai pagar os conselheiros naquela época. tem a participação dos minoritários. só que o percentual é diferente. poderão votar para um conselheiro. que se juntos chegarem ao patamar de 15% do capital votante. Importante: Só existe uma sociedade onde o funcionamento é permanente. Igual direito vai existir no Conselho Fiscal. detém todo aquele poder de fiscalização. Até mesmo o Conselho de Administração quando requer parecer do Conselho Fiscal. lembrando que o acionista majoritário que elegeu os três conselheiros fiscais é o mesmo que elegeu na aula passada. Então só convoca o Conselho Fiscal para efetivamente funcionar. o funcionamento não necessariamente tem que ser durante todo o exercício. com direito a voto.

acionistas ou não. que não adiantou nada os representantes dos minoritários. A lei pretendendo dar mais atenção aos interesses dos minoritários. mas como o assunto esta fora da pauta não pode ser anunciado. pega o microfone para fazer a denuncia. o diretor diz que não dará as cópias. ou um de seus membros podem . quebrou as algemas. O conselheiro fiscal após a alteração passou a ter autonomia. isto porque são eleitos e destituídos a qualquer tempo. quer dizer. que celebra contrato em nome da sociedade. Quando levada a Votação terá o parecer pela aprovação das contas. Chegando na Assembléia geral. então não podem ir contra o majoritário. deixar tudo as claras para não pegar ninguém desprevenido. que foram eleitos pelo acionista majoritário. Como essa é a principal modificação o que for perguntado em prova sobre o Conselho Fiscal será exatamente isso. mas também seus conselheiros podem requerer. o diretor vai todo dia. ou seja. a não ser que seja anunciado pelo Conselho que é quem pode anunciar assunto fora da pauta da Assembléia Geral. então não mais só o conselho fiscal. com o mercado. Ex: Quando Antártica estava pensando em se fundir com a Brahma para formar Ambev. vários artigos da lei 10303 foram alterados. deverão ser informadas ao mercado. de informar. das debêntures dos valores mobiliários daquela companhia. As modificações foram para dar mais autonomia. existem irregularidades e não poderá ser proibido de falar. Estes Conselheiros não verão as irregularidades. então na Assembléia Geral poderá dizer que apesar do parecer pela aprovação.115 Chega no final do ano quando são apresentadas as contas do ano anterior dos diretores. Um dos conselheiros envia requerimento a um dos diretores solicitando cópia dos documentos relativos a operação tal. uma vírgula após conselho fiscal. verificam várias irregularidades e dizem que não podem aprovar as contas e afirmam que o parecer deve ser pela rejeição e apresentam para os demais conselheiros que são amigos dos diretores.. Insider Trading e Disclosure O que seriam estes institutos? Disclosure é dever que os administradores.. não existindo esse conselho serão eleitos pela Assembléia Geral.. poderá estender sua fiscalização. ficando conselho fiscal. pode se . São eleitos e destituídos ad nutun. ele que representa a companhia. pois deve obediência ao Conselho e não ao conselheiro. pode defender o interesse das classes minoritárias dentro de uma companhia. Se o conselho requer o diretor tem que apresentar. DIRETORIA: Quem elege os membros da diretoria? A diretoria é composta por no mínimo dois membros. que a própria companhia tem. mas a alteração foi uma só. eleitos pelo Conselho de Administração. mais poder individualmente ao conselheiro que não ficará amarrado ao conselho. Todas as operações que a companhia estiver envolvida e todas essas negociações que possam de alguma forma influir na cotação das ações da companhia. O Conselho Fiscal vai uma vez por mês e o Conselho Administrador uma vez a cada 15 dias. Diretor é aquele que administra efetivamente a companhia. os conselheiros que representam os minoritários. um dos conselheiros tem uma grave irregularidade para noticiar. É o diretor que contrata. a qualquer tempo.

Ex: A companhia A tem 40% das ações da companhia C. Incorporação ou mesmo uma Cisão. ou seja. Uma operação de Fusão.116 verificar que nada foi feito de um dia para o outro. mas já influenciou nas ações tanto da TAM quanto da Varig. O Insider Trading são atos ilícitos. negocia com o mercado em condições de supremacia. Ex: Temos os cinco conselheiros fiscais. que podem ser acionistas ou não. todas as operações para participar um grupo econômico que podem influenciar na cotação têm que ser informadas ao mercado. não existe contrato. GRUPOS ECONÔMICOS: O que podemos falar sobre grupos econômicos? O professor Fábio Konder Comparato dá uma sentença perfeita que fala o seguinte: Hoje nenhum empresário sozinho vai conseguir sobreviver no mercado competitivo. uma transformação. de estar apenas caminhando. de o protocolo de intenções ainda não ter sido aprovado. estão fazendo a publicidade apesar disto não ter sido aprovado. é uma coisa pactual. isto é porque vem uma boa ou má noticia? Uma excelente notícia e deu para perceber que ainda não divulgaram a informação para poderem comprar as ações em baixa. nada pode ser feito por debaixo dos panos. . pois esta modificação poderia influenciar tanto nas cotações das ações da Brahma quanto nas da Antártica. antes destas informações serem divulgadas. Insider Trading é uma conseqüência do Disclosure. foi necessário dar ampla divulgação de tudo. não há estabilidade jurídica. não há formalização. nenhum empresário é autosuficiente. Dentre este rol temos as sociedades coligadas. sendo os grupos de: 1. a qualquer momento a companhia pode vender as ações. Não há contrato escrito. o empresário tem que estabelecer parcerias. O que seriam Grupos de Fato? Os grupos de fato são parcerias entre sociedades empresariais e outras companhias. 2. de repente eles começam a vender tudo que tem para comprar ações daquela companhia.Grupo de Direito. são negociações feitas por quem tem as informações privilegiadas. que estão tratadas no artigo 243 lei de S/A. A doutrina divide de forma bem didática esses grupos.Grupo de Fato. isto porque houve enriquecimento ilícito. Podemos chamar genericamente de grupos econômicos essas intrincadas relações jurídicas entre Sociedades Empresariais. O mercado precisa de segurança e para isso deve haver transparência. praticados por quem tem as informações privilegiadas e por tê-las. Outro exemplo é a suposta fusão entre a TAM e a Varig. A conseqüência: tanto a companhia quanto o prejudicado constatado o Insider Trading poderão propor ação de cunho indenizatório contra o administrador que fez as negociações com as informações privilegiadas buscando lucro. que não tem uma formalidade jurídica. as controladas e as sociedades controladoras.

abrindo mão de um pouco de sua autonomia.Grupo Moreira Salles. administrativa e até financeira. o que é melhor para os acionistas é vender Seguro Sul América. Enquanto não for registrada. Ex: Grupo Moreira Salles. Todas as sociedades que participam do grupo.. Fame construtora – Grupo Votorantim OBS: Só existe Grupo de sociedade se essa Convenção de Grupo for registrada na Junta Comercial. porque essa parceria é formalizada por um contrato. além da Holding. elas se tornarão parceiras. após o seu nome podem colocar a denominação. vai tornar as sociedades parceiras. O contrato vai estreitar. No grupo de sociedades. contratualizada entre a sociedade controladora e as sociedades que ela controla. 52% da 3ª e 60% da 4ª. OBS: Grupos Econômicos é o gênero e grupo de sociedades é uma subdivisão dos grupos de direito que é uma espécie de grupos econômicos. Grupo Votorantim. que faz uma proposta superior a da seguradora (1 ª sociedade).. Importante: Grupo de sociedades é uma parceria que será formalizada. Se um acionista de uma das Sociedades não aceita. tem outros acionistas.. A convenção é que vai estabelecer como será feita a parceria. A 2ª sociedade é um banco. Celebrada convenção esta deverá ser aprovada na Assembléia Geral de todas as sociedades. E o que são cada um desses grupos citados? A regulamentação está no artigo 265 e seguintes da lei de S/A. que não é nome empresarial . 53% da 2ª. Grupo de Sociedades é aquele por exemplo. que além da Holding. isto porque devem obediência a uma Convenção de grupo que é como se fosse um estatuto que deve ser observado na sua atividade empresarial. Grupo Gerdau. os grupos de sociedade e os consórcios. Aprovada em todas as sociedades. Existem de fato. que é uma seguradora. Grupo Moreira Salles. em uma relação somente de fato. as proibições de forma que se tornem fortes e competitivas dentro do mercado. Não precisa a companhia reembolsar.117 E os Grupos de Direito? Ao contrario dos grupos de fato. Imagine a 1ª sociedade. concorrência. a diferença está na celebração do contrato.é uma designação de grupo. esta será uma convenção de cooperação mutua. basta o acionista vender as ações na Bolsa. Ex: Seguradora. Chega no banco. se as ações tiverem liquidez. os grupos de direito tem uma certa estabilidade jurídica. ela tem 60% das ações da 1ª. Grupo Roberto Marinho. isso a princípio parece um grupo de fato. Só não terá o direito de retirada se puder vender a ação na Bolsa. Esse contrato recebe o nome de convenção de grupo. serem realmente parceiras. será dissidente e terá o direito de retirada. ou seja. pode ser estabelecida uma convenção. as controladas. Aprovada a convenção esta terá um nome Grupo tal. conflitos. mas pode começar a haver entre uma controladora e outra. a Sul América Seguros. diz-se que as sociedades perdem um pouco da sua autonomia mercadológica. não vai haver o tratamento jurídico do artigo 265 da lei de S/A. Então para que todas andem no mesmo ritmo. Temos uma Controladora que controla 4 sociedades. cujos acionistas são os alunos da direita. .

já que os empresários utilizam neste caso o Consórcio. É uma pratica não observada. inclusive a controladora. só existirá após o registro. com seu patrimônio. OBS: Mas existem alguns casos em que a lei presume a solidariedade. Haverá previsão de solidariedade perante as obrigações trabalhistas. Não há necessidade de vínculo anterior. então os empresários devem fazer uma parceria. Mas você vai a seguradora e antecipa o pagamento. com sua Assembléia Geral. se o contrato for registrado. O grupo de sociedades é para toda vida. mas foi feita uma proposta para elas de construir um condomínio. todas as sociedades envolvidas acabam perdendo um pouco sua autonomia. O objeto do grupo de sociedades mais comum é a realização dos respectivos objetos sociais. Oligopólio) e para obrigação consumiste. como no grupo de sociedades que há um vinculo de subordinação entre controladoras e controladas. A AUDI vem e quer cobrar do banco. com sua diretoria. Não tem personalidade jurídica. para que seja debitado de sua conta. que é a controladora. vivem brigando. Só existe consórcio na essência do contrato. previdenciárias. Imagine duas construtoras a Fame Construtora Ltda e a Monforte Construtora S/A. Cada sociedade permanece com sua personalidade. CONSÓRCIO: Está regulado no artigo 278 da lei de S/A. a seguradora tem que cancelar o aviso de débito.118 O Grupo de sociedade tem personalidade jurídica? Não. o consórcio é apenas o nome do contrato. . porém não faz e o valor é debitado. o artigo 28 do CDC dá embasamento para este caso. pois é apenas o nome de um contrato. celebrando um contrato de consórcio. com seu Conselho de administração. Ex: Você vai ao banco para fazer uma seguro de carro. O banco não pode alegar ilegitimidade ad causam passiva. As características de um grupo de sociedades. as empresas continuam com suas personalidades. para realizar o empreendimento que é específico. Uma sozinha não tem condições de construir. alegando não ter celebrado contrato. porque cada sociedade tem sua personalidade jurídica e seu patrimônio. É formalizado através de contrato que estabelecerá as obrigações de cada uma. O banco está participando para ser mais forte. este terá que pagar? Não. já o Consórcio é para realização de empreendimento específico durante o tempo necessário para a realização. celebra o contrato com a Seguradora e dá autorização para seguradora mandar para o banco aviso de débito. são concorrentes. Cartel. na regulamentação que dá o artigo 278 e seguintes. fazendo a conta ficar negativa e seu nome vai para o Banco Central. a primeira já foi dita. A seguradora comprou 8 carros junto a AUDI. isso dá o direito de ajuizar ação de cunho indenizatório contra a Seguradora e o Banco. O que é feito é o seguinte: é nomeada uma sociedade líder do grupo. A lei prevê até a formação de um grupo para explorar empreendimento específico. não pagou. decorrentes de infração de ordem econômica (lei ante TRUST.

S. OBS: Se o consórcio vencesse a licitação e o edital nada tratasse quem deveria assinar o contrato seria a consorciada líder representando as demais. OBS: Quando a entrada do quarto parceiro depende da anuência dos demais. é preciso construir uma ponte para liga-los. vão construir para elas explorarem.119 A doutrina divide a análise de consórcio. três construtoras que celebram um consórcio. pois mantém a personalidade jurídica de cada uma. artigo 33. manutenção da Ponte Rio/Niterói. No operacional. vão aglutinar dinheiro.Objeto: sempre empreendimento específico (objeto social é o grupo de sociedades). porque uma sozinha não teria condições de fazer tudo ou por não ter dinheiro ou técnica necessária. houve uma licitação pública e. É resultado. está dentro de consórcio. 4. Uma consorciada deve dinheiro ao Banco. houve reforçamento econômico. . não há hierarquia. dentre as Sociedades habilitadas haviam três consórcios.E – é do inglês. Vamos construir e explorar um Shopping. seja uma S/A. obrigações decorrentes das licitações públicas. Celebrado um consórcio para exploração. infrações decorrentes da ordem econômica (lei ante Trust – 8884/94).P – não há legislação é pura doutrina específica sobre o tema. Características do consórcio: 1. as Sociedades Consorciadas terão que no prazo de 90 dias criar uma SPE para explorar o objeto da licitação atendendo a seguinte forma.P. técnica. perante os trabalhadores que trabalharam na obra em comum objeto da licitação. No próprio contrato fica aberta uma vaga e o contrato estipulará o perfil adequado do 4º parceiro que está faltando. diz que existem duas espécies: 1. então necessitarão de mais um parceiro. Interessante é a classificação entre consórcio Aberto e Fechado. 5. no CDC. ela será representante das demais. A ponte será explorada pelos Municípios. 2. mas sabem que ficará faltando o dinheiro. inciso V da Lei 8666/93.P. 2. O edital de licitação pode exigir na hipótese de um consórcio vencer a licitação.Instrumental: Duas prefeituras com um rio que as separa.Não perdem a autonomia. Um dos parceiros achando o 4º parceiro que tem o perfil. é celebrado o consórcio para entregar o produto a um terceiro e este que irá usufruir. poderá trazê-lo para o contrato sem ser rejeitado pelos demais. S. mas no Brasil não é tratado diferentemente do que é tratado na Sociedade Anônima. é possível fora das licitações públicas. A lei prevê hipóteses de solidariedade.No Brasil aparece muito nas licitações públicas.Operacional: Duas construtoras celebram consórcio para construírem um condomínio para elas venderem.Designada uma consorciada líder apenas para representar as demais. este poderá cobrar da outra consorciada? Não. em português significa Sociedade de propósito específico. o consórcio será fechado. 3.

Então. A SPE tem personalidade Jurídica. Pode uma sociedade de economia mista ir à falência? A Petrobrás. em razão disso. pode ir à falência? O Banco do Brasil pode ir à falência? A questão é extremamente polêmica. O que é interessante falar sobre sociedade de economia mista em direito empresarial? Primeiro. SPE não tem previsão no direito brasileiro. assinam assumindo obrigação solidária por qualquer prejuízo que venha a ocorrer. antes da Lei 10303/01. Dependendo do edital. Estão sujeitas às mesmas obrigações comerciais. comerciais. os acionistas da SPE serão as sociedades consorciadas. surgiu a indagação se ela estaria ou não. de responsabilidade. O artigo 242 era firme: “Sociedade de economia mista não está à falência”. tributárias de qualquer sociedade. organiza estatuto leva a registro na Junta e passará a ter personalidade Jurídica. 12 ª Aula – 30/08/2003 SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA Sobre sociedade de economia mista não vou nem pegar o conceito. elas vão integralizar as ações com todo patrimônio ficando a SPE com patrimônio fictício.120 Mas por questões tributárias. Todas as consorciadas além de serem sócias. Ponte S/A (Ponte Rio/Niterói). e o edital exigir deverão criar uma sociedade com o objeto social exploração da ponte Rio/Niterói por 20 anos. Há um tempo atrás. Cria uma Sociedade. Temos radicais dos dois lados. de qualquer pessoa jurídica de direito privado. principalmente. que fala que a sociedade de economia mista não pode ter nenhum privilégio e ela tem as mesmas obrigações civis. Aí discutiam se esse artigo havia ou não sido recepcionado pelo artigo 173 do Constituição. Como é o conceito? Vocês sabem tudo de Direito Administrativo. ela está regulada lá na Lei de S/A. Quais são os artigos? Artigo 239 da Lei de S/A: A única indagação que pode surgir na hora de uma prova de direito empresarial é acerca da possibilidade da sociedade de economia mista ir à falência. revogou expressamente o . Entretanto. por exemplo. Contra a força não há resistência. recepcionado pela Constituição. em razão do artigo 242 da Lei de S/A. mas perante o fisco permanecem as regras do consórcio. integram o contrato administrativo como garantidoras. portanto. Se esse artigo inviabilizava sua falência. O edital pode exigir o capital da SPE? O edital às vezes exige uma soma do patrimônio das consorciadas. hoje a Lei 10303/01. Via Lagos (Região dos Lagos). Aplicará a regra do consórcio e da licitação e não a regra de limitada. pois entre acionistas não há responsabilidade. normalmente S/A. A jurisprudência firmou-se no sentido de que o artigo 242 havia sido recepcionado. apenas no papel. não era possível a falência da sociedade de economia mista. formalmente vai obedecer a forma empresarial que ela adotar. havia essa discussão. Deverão então criar uma AS ou Ltda. mas existe no Brasil.

121 artigo 242. se você tem que aquilatar o princípio constitucional e agora o artigo 173 da CF/88? Toda sociedade de economia mista que desempenha atividade econômica estaria sujeita à falência. não há dúvida. ela não é uma sociedade regulada inteiramente por normas do direito privado. ela está sujeita à falência ou não está? Antes havia discussão. o serviço público está regulado em qual artigo da Constituição? No artigo 37 da CF/88. E o artigo 173 da CF/88? O artigo 173 fala das sociedades de economia mista. embora ela tenha esse comando constitucional. Então. mas trata. Agora. o capítulo é da ordem econômica. necessariamente. Petrobrás.Qual o princípio constitucional implícito sobre o serviço público? O princípio da Continuidade. Existem duas espécies de sociedades de economia mista. Essa posição deve ser a majoritária. Então. está regulada por normas de direito público. A questão é a seguinte. aí. Então. portanto ela não estaria sujeita à falência. entendendo que a revogação do artigo 242 foi uma inequívoca manifestação do Poder Legislativo. aí vem lá o artigo 173 da CF/88. ela. Agora. 172 e 173 da CF/88. Importante: Tanto esse motivo quanto por esse. Permanece a discussão das seguintes proporções: Há uma primeira posição. Quanto a esse argumento não tem o que se falar. Essa corrente faz uma divisão. que veda qualquer tipo de privilégio à sociedade de economia mista. Então. Que segunda posição é essa? Pelo que sei agrada os examinadores da banca do Ministério Público. novamente. sociedade de economia mista que presta serviço público estaria regida pelo princípio constitucional da continuidade do serviço público. Ela pode ser criada para explorar atividade econômica de relevante interesse público (Banco do Brasil. “Norma econômica”. permanece. agora sim. sujeitando-a ao regime jurídico do direito privado. ela trouxe. Revogação do artigo 242. Não existe o princípio constitucional da continuidade do serviço público? Existe. estaria sujeita à falência. atividade econômica e serviço público. começou a se indagar. Em segundo plano. Pelo artigo 37 da CF/88. ou pode ser criada para prestação de serviço público que poderia ser explorado de forma empresarial. Tanto é que para você entrar na Petrobrás. no sentido de que a sociedade de economia mista está sujeita à falência. Quando ela vai fazer determinadas compras ou determinadas operações. . só se faz mediante concurso público. extrai-se um princípio implícito. Ela. aquele argumento de que o artigo 173 da CF/88. Estaria sobre o comando do artigo 173 da CF/88. Aí. novamente: “E agora. também. e agora?” Permanece a discussão. Entretanto. o único artigo na lei que proibia a falência da sociedade de economia mista foi revogado e. é imprescindível a licitação. Lá não pode ter nenhum tipo de privilégio. há uma divisão. sociedade de economia mista não está sujeita ao regime privado integralmente.). No que concerne à atividade econômica está lá nos artigos 171. ainda uma segunda posição. etc.

você vai ter que adotar uma na hora da prova. No Ministério Público. Então. Claro que é a prestadora de serviço público.. O desembargador Osvaldo. Ela ganhou simpatia. de jeito algum. cada uma delas. Eu ponderei (no simpósio): “Depende. Prova para procuradoria do Estado. vem um outro além e revogou o artigo 242. e a nova Lei de Falência que virá aí fala expressamente que. e agente teve que antecipar. ou seja. como aqui no Rio de Janeiro. que revogou o artigo 242. em razão do princípio da continuidade do serviço público”. a maior parte dos colegas apoiou a idéia.. tinha um desembargador paulista. na prova de direito administrativo. do concurso. as que prestam serviço público não estão sujeitas à falência. e adota a forma de sociedade de economia mista. sociedade de economia mista que presta serviço público relevante. que trabalha com águas e esgotos. E eu tive conhecimento que o professor Carvalhinho e parece também que a Maria Sílvia (são administrativistas). já sabem como tem que responder. Eu me levantei e deu uma discussão danada. Vai parar de fornecer água? Como é que vai fazer? Então. do examinador. Depende da prova. . aqui do Rio de Janeiro. essencial. sociedade de economia mista que presta serviço público. vai decretar a falência. Então. porque com a falência. não estaria sujeita à falência não obstante a revogação do artigo 242. não há a menor dúvida de que você deve afirmar que todas estão sujeitas à falência. teve um simpósio sobre a nova Lei de Falência. Se fizer concurso em São Paulo. por exemplo. sociedade de economia mista está sujeita à falência. a CEDAI. Então. existem em alguns estados. ainda. com a reforma da Lei de S/A. em sã consciência. a gente estava discutindo isso lá para frente e de repente. lá. vocês podem sustentar essa segunda posição: “Prestação de serviço público essencial não está sujeito à falência”. vocês vão defender o quê? Está ou não sujeito à falência? Não. mas se fizesse prova em São Paulo. sociedade de economia mista que presta serviço público. tem que ser bem cuidadoso ao aplicar essa segunda corrente. do Município. As duas têm bastantes fundamentos. mas o que é importante aí é que. porque a outra não tem nem como questionar a que desenvolve atividade econômica (essa não tem questionamento). Estaria sujeita à falência? Não. Então. Eu ficaria com a segunda. ficaria com a primeira. Por exemplo: Será que toda sociedade de economia mista que presta serviço público não estaria sujeita à falência? Entendo que não. e tinha o desembargador Paulo Ventura.122 Essa corrente tem que ser adotada em termos bem cuidadosos. É a orientação paulista. não está sujeita à falência. e estão sustentando a sujeição de qualquer sociedade de economia mista à falência. defendem a mesma orientação. então são duas posições. Depois eu fiquei sabendo que isso nós estávamos discutindo o projeto de lei de falência. Nenhum juiz. sou absolutamente contrária à falência dela. Somente a que presta serviço público essencial. mas nós fomos surpreendidos com a nova Lei de S/A. o que vai acontecer com as atividades? Irão cessar. na prova para Procuradoria.

às vezes. ele é geral. Revogar ou não revogar o artigo 242? Isso não muda nada. mas. por vezes.092). Esses artigos. Ele falou: “É regido aqui”. SOCIEDADE COMANDITA POR AÇÕES É um pouco complicado. Então. o novo Código Civil tem regras mais especiais do que uma lei que está em vigor. o novo Código Civil é uma norma genérica. As duas estão tratando da mesma matéria. A Lei de S/A também é enorme. ela traz regras especiais. Lembrando que a Lei de S/A é de 1976. “Sociedade Comandita por Ações”. às vezes. A sociedade anônima está na Lei de S/A. traz a seguinte redação: “A comandita por ações será regida pelas regras deste capítulo”.090 ao artigo 1092. Então. 1. tanto é que ele tem um título lá. por exemplo.123 A base é constitucional. lei especial posterior revoga lei especial anterior. nos artigos 1. Se todo ele for geral. assim como é a sociedade anônima e ela está regulada na Lei de S/A (artigo 280 ao artigo 284). Aí. são serviços essenciais. Dê uma olhada nos artigos. à lei de S/A. Por isso que essa alteração. tudo bem. revogaram a Lei de S/A nesse ponto? Ou não revogaram? Você vai aplicar a disciplina na comandita por ações com base no novo Código Civil ou com base na Lei de SA? Lei geral não revoga lei especial? É isso?O novo Código Civil é Lei geral? Sim. à Lei de registros públicos. sempre vai ter esse comando constitucional. um desses três artigos (1.090 ao 1. Comandita por ações é uma espécie de sociedade por ações. Depende. às vezes. O problema é o seguinte: A Lei de S/A. o artigo é especial em relação. o artigo 242. de 1976. à Lei de Junta Comercial. Uma lei geral. não se enganem. uma regra dessa lei geral traz uma regra especial. dentro dos artigos. no artigo 1.092. Agora ela veio regulada no novo Código Civil. E. porque o fundamento para não sujeita-la à falência. é um princípio constitucional. mas. isso não importa. quando vem um novo código. A questão é a seguinte: o Fábio Ulhôa tem posição diferente.090. No todo. Importante: Caio Mário da Silva Pereira já dizia o seguinte: “É um erro generalizar”. Não é qualquer serviço. tratava da comandita por ações. infraconstitucional não muda nada. Logo. por exemplo. nesse ponto. Por mais que o artigo fale que está sujeito à falência ou que não está sujeito à falência. alguma coisa. esse princípio implícito da continuidade do serviço público. em relação. mas nem tudo que está na Lei de S/A diz respeito à Sociedade Anônima. Ele revoga lei especial? Revoga. basta você olhar. será que o novo Código Civil foi genérico sobre a sociedade comandita por ações ou ele foi específico? Ele foi específico. temos que verificar detidamente. E se esse capítulo for omisso. Qual é o que eu vou aplicar? Será que eu aplico só o artigo da Lei de S/A? Ou seja. aplica as normas da sociedade anônima. Ela é regulada pela norma deste capítulo. Então.090 ao artigo 1. Revogou-se ou não revogou. Vem o novo Código Civil e foi específico. a prestadora de serviço público. não tem . nas regras. ele não vai revogar lei especial.

Então. Será que eu aplico apenas as normas do novo Código Civil já que. Ninguém duvida disso. eles trazem uma orientação de 1975. são os que tratam da matéria agora. Esse é o entendimento deles. Eles tratam do quê? Da comandita por ações. o artigo 280 ao 284 da Lei de S/A. trazendo regras de grupo e sociedade. O projeto do novo Código Civil é de quando? O projeto é de 1975. quando esses artigos forem omissos. realmente. Então. como o novo Código Civil vem tratando da matéria. qual é a legislação mais evoluída? A Lei de S/A ou o novo Código Civil? A Lei de S/A. Mas eu entendo que os artigos 280 ao 284 não foram revogados.124 aplicação. Será que eu aplico o novo Código Civil e subsidiariamente a Lei de S/A? Ou aplico a Lei de S/A e subsidiariamente o novo Código Civil? O Conselho de Justiça Federal entendeu que você só aplica o novo Código Civil.092.090 ao 1. hoje esses artigos 1. Tem que concordar Fábio Ulhôa. muito parecidos. Por quê? Em razão disso aqui. ele foi sendo aprovado na sua redação original? Na sua redação original. professor Leonardo Marques.092. Então. Eu. E o projeto do novo Código Civil foi sendo atualizado ou. Mesma vírgula. Tem enunciado nesse sentido.090 ao 1. por que é que estamos discutindo? Na sua redação original. eles são da mesma época. você aplicaria do artigo 1º ao artigo 279 e do 285 em seguinte. A legislação de S/A é muito mais atualizada. Principalmente em razão dessas alterações. Vocês aplicariam esses e. já atualizada na década de 90. enquanto que a Lei de S/A traz uma orientação já atualizada em 1994 e em 1997. consórcio. a Lei de S/A é de 1976. mesma legislatura. Quer dizer. ele manda aplicar as normas da Sociedade Anônima. a Lei de SA foi sendo atualizada. Só que. Esses teriam revogado os artigos 280 ao 284 ao afirmar que o Código Civil disciplina a matéria e supletivamente as normas da Sociedade Anônima. o que ia acontecer com a Lei de S/A durante esse tempo? Ela foi sendo o quê? Aprimorada e teve importante modificação em 1994 e em 1997. Se você for comparar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A com esses novos artigos do Código Civil (não são novos. olha só. são antigos). nessa época. Ou seja. o projeto. revoga as demais exposições. mas aqui é de 1976. alterando a Lei de S/A. Então. Entendo que. eles estariam revogados por esses aqui. . sobretudo atualizada aqui. Por quê eu estou sustentando que não foram revogados? Porque. eles tratam da Sociedade Anônima? Não. embora o novo Código Civil tenha entrado em vigor agora. vocês vão ver que eles são absolutamente semelhantes. quando eles forem omissos. tudo. discordo. Eles têm idêntica redação.090 ao artigo 1. nesse capítulo. é só fazer uma interpretação racional.092 e. porque o projeto é de 1975. O novo Código Civil falou que o que rege a sociedade comandita por ações são os artigos 1. por exemplo. Então. muitas coisas. Foi. o artigo 1.

eles têm a mesma coisa que tem o novo Código Civil mais as alterações. vai aplicar. Então. alguns artigos polêmicos que ainda não adentraram. . Então. mas eles têm mais. já estudei muito o problema. em uma pergunta dessa lá. Importante: Há quem entenda que você só aplica os artigos 1.090 ao 1. Então. depender muito da legislação que você ia aplicar. Se você entender que os artigos 280 ao 284 foram revogados. A favor.125 Então o quê aconteceu? Os artigos 1. Eu tenho essa posição. Mas não é uma opinião nem de doutrinadores. logo a resposta seria: NÃO. mas nem fundamenta. Eu tenho a opinião do Fábio Ulhôa. a Sociedade Anônima para participar de um grupo econômico não precisa de autorização de diretoria. você pode até dizer: “Eu aplico o Código Civil primeiro. eles são conflitantes? Não. Isso aqui não entra em conflito. que diz: “Agora aplica os artigos 1. para a comandita por ações participar de um grupo econômico (Grupo Votorantin. e quando eles forem omissos. por exemplo. Nessa atualização diz: “Sim. Eu fui obrigado a estudar sobre o tema. não os artigos 280 ao 284. com certeza. dizendo que para participar de um grupo econômico. interpretar o artigo 1. ele traz alguma previsão sobre isso? Não traz. Então. mais atualizada. porque gravei uma fita para Telejur tratando dessa matéria.090 ao 1. você vai aplicar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A e se. como no novo Código Civil é novo ainda.090 ao 1. Então a questão gira em torno do problema da comandita por ações é a legislação agora aplicada. etc. etc. A redação é idêntica. Tem mais alguém dizendo a favor ou contrário? Não tem. aí é que você vai aplicar as normas da Sociedade Anônima. discutiu com ele em nada. eles param por aqui e os artigos 280 ao 284. Se você aplicar supletivamente as normas da Sociedade Anônima. apenas a Lei de S/A é mais completa. Eu tive que estudar.092.092 e ponto final”.007.090 ao 1. não entra no mérito.092. mas a Lei de S/A tem alguma coisa a mais”. as alterações. precisa da autorização dos diretores? Pelo novo Código Civil. Foram uns convidados que foram lá para o conselho e opinaram lá. Essa posição é minha. porque eles são idênticos. Grupo Gerdau. ou seja. mas é apenas uma atualização que foi feita. mesmo assim. porque não há conflito. interpretar o artigo 1.004. tem o Fábio Ulhôa. por exemplo. porque isso aqui está mais atualizado. eles são quem tem responsabilidade ilimitada”. Então. Tem fundamento. Vai aplicar tudo.092. nunca ninguém parou. temos uma primeira posição que é a do pessoal dos artigos 1. afinal de contas. o artigo 994. o quê você faz atualização? Joga fora. Mas se você aplicar os artigos 280 ao 284? Em 1997 foi atualizado.092. ou seja. ele é omisso. é necessária a autorização dos diretores. as normas de S/A. é necessária a autorização dos diretores. Quase ninguém fala de comandita por ações. os dois forem omissos. você vai aplicar toda a Lei de S/A. se o novo Código Civil for omisso. A doutrina não se preocupa com isso e. a doutrina não se preocupou.). Então. pegar o projeto. comparar texto.090 ao 1. não houve tempo hábil para ninguém tecer esse tipo de detalhe. os artigos 1.

eu. por exemplo. Quais são os Valores mobiliários mais importantes e que cai na prova? O que cai são: “Ações. Lá vem dizendo o que é valor mobiliário. Então. é só ler. mais detalhar a comandita por ações. Se eles perguntarem é porque eles acham que a questão é polêmica. E como eles respondem de forma ilimitada eles têm que ter mais poderes mesmo. não pode emitir ponto de subscrição. Isso é tratado na Lei 6385/76. A Lei 6385/76 que também foi alterada pela Lei 10303/01. Nada mais justo. Mesmo porque ela é quem responde no caso de inadimplência da companhia. eu acho difícil. sem falsa modéstia. Nela não existe conselho de administração.126 Na hora da prova se eles perguntarem é porque eles querem esse exercício de interpretação. Colocando essa evolução histórica. mas vai depender da Legislação aplicada que foi muito da atualização de 1997. parte beneficiárias. Não há menor dúvida não há nada de importante que precise especificar. O que é importante mesmo é a Legislação aplicada. Gandi dizia: “A falsa modéstia é o último requinte da vaidade”. debêntures e. o que não é considerado. ou os artigos 280 ao 284da Lei de S/A. ela ganha dinheiro com isso. tem umas outras questões. acho que a minha opinião está correta e a do Fábio Ulhôa está errada. É o que muda. Ela vende suas ações. Debêntures. VALORES MOBILIÁRIOS: O que são valores mobiliários? Lembra quando eu falei em Companhia Aberta e Companhia Fechada? Companhia Aberta é aquela que pode soltar no mercado os seus valores mobiliários.092 do novo CC. É muito parecida com a sociedade anônima. de vez em quando partes beneficiárias”. Com isso a Assembléia Geral tem poderes reduzidos. O que mais podemos falar sobre a comandita por ações? A questão da responsabilidade dos diretores. (ações). . Por que afinal de contas se alguma coisa der errado quem é que paga? Os diretores. onde vão estudar. Tem algumas outras questões. O mais importante é saber onde vocês vão trabalhar. A Assembléia Geral tem poderes reduzidos enquanto a diretoria fortalecida. O que muda lá? Os diretores da comandita por ações eles tem responsabilidades ilimitadas.090 ao 1. Ou os artigos 1. Você coloca as duas interpretações. Então eu não vou tecer. O que são os valores mobiliários? São papéis que tem por objetivo captar recursos para Companhia no mercado.

Carvalho de Mendonça. Tudo é ela que controla. ações documentais e ações escriturais. 1. o entendimento majoritário é de que as ações são títulos de créditos. Ações escriturais mantêm contas de depósitos em nome dos acionistas. Não tem natureza de título de crédito. tudo. tudo isso é feito pela instituição financeira. Vem um demonstrativo. E as ações escriturais? As ações escriturais elas não têm títulos. Então é o banco é que faz. no que couber. por exemplo: A Vale do Rio Doce não controla suas ações. Fran Martins. OBS: Antigamente havia ainda uma classificação de ações: ao portador. você tem lá as ações. Por isso que ele é considerado um título de crédito impróprio. ela é que controla suas ações. não tem documentado. a regra dos títulos de créditos próprios”. absolutamente nada. é uma conte de depósito. O professor Fran Martins faz só uma ponderação: “É título de crédito impróprio”. Rubens Requião. Vou recebe um diploma dizendo: “Fulano de tal proprietário do lote de ações. última cotação no mercado é essa”. Eles entendem que ação é um título de mera capitação de recursos que representa parte do capital social de uma companhia. transferência. endossável e ações nominativas. gravames. Impróprio. parece um diploma de faculdade.127 Vamos fala então desses três valores mobiliários. mas você aplica as ações. . Quando você tem uma conta corrente. ele não documenta uma verdadeira operação de crédito.”. é Direito Civil. Na hora da prova coloquem o Túlio na frente do Clóvis. Você prova através dos extratos que você recebe e tudo mais.. Como é que você prova que é titular? Que tem ações? Através dos registros na instituição financeira. você transfere. O que são ações documentais? São aquelas representadas por certificados de propriedade de ações. O controle é feito pela própria companhia. valor através do último balanço tal. Ela não documenta uma operação de crédito. ESPÉCIES DE AÇÕES Primeiro uma classificação importante. As ações escriturais elas constam apenas nos registros de uma instituição financeira que faz o controle das ações para a companhia. Alguém que tenha ações recebe de seis em seis meses ou anualmente um extrato do banco dizendo: “Você tem tanto de ações em valor nominal X. porque o Túlio é especialista em Direito Comercial (Empresarial) e o Clóvis é do Direito Privado como um todo. mas Waldemar Ferreira. “Ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. Os professores Clóvis Bevilaqua e Túlio Ascarelli entendem que ela não é título de crédito. Esta contratou os serviços de uma instituição financeira que vai fazer esse serviço. Qual a natureza jurídica da ação? “Se ela é ou não é título de crédito”.AÇÕES Sobre ações existe uma divergência doutrinária que já está aí há muito tempo.. É apenas parte do capital social.

Ações Ordinárias: São aquelas que confere os direitos comuns dos acionistas Praticamente o Estatuto não tem margem nenhuma para fazer qualquer tipo de restrição a essas ações. Às vezes bota em um quadro (proprietário de um lote de ações “tal”). aquilo não serve de droga nenhuma. Então pode acontecer que na prática a ação preferencial não tenha nenhuma preferência. Aquilo não serve de nada. Aí. muito menos ações ao portador. . algum tipo de privilégio. Desde 1990.. pega as ações e desaparece.128 Mas desde 1990. I. “Quando forem admitidas as negociações no mercado”. ela tem alguma coisa de privilegiada? Não. só tem é prejuízo para ela.”.. mas é a mesma coisa. olha o caput do artigo: “podem consistir. porque ela além de não ter o direito de voto. ter suprimido o direito do voto. não existem mais ações endossáveis. basta. III e IV”. porque todos os direitos decorrem diretamente da lei. porque às vezes era ao portador. OBS: As preferências ou vantagens elas só são obrigatórias se ações preferenciais. Isso é verdade? Não. Ações Preferenciais: O próprio nome está dizendo. as ações podem ser: “Ordinárias. O artigo17 vem dizendo assim: “As preferências. Por quê como é que você hoje transfere a titularidade de ações? Através de termo. Então você vai lá na Companhia e faz a transferência lá. que lá se faz à transferência. e ainda tira o direito de voto. na bolsa e tudo mais e. interpretar o artigo 17. forem de uma companhia aberta e. Isso não está escrito. Aquele papel é só para tirar onda. você vê nos filmes. Em relação às ações ordinárias elas têm algum tipo de preferência. elas terão obrigatoriamente. arromba o cofre. Mas aqui uma observação muito boa: Tem que dar uma olhada no artigo 17. podem consistir em: Incisos I. levaram suas ações”. Então quando as ações preferenciais forem negociadas no mercado. então não dá nada. não vai ter nenhum tipo de preferência. Ou quando as ações forem escriturais. aí poderia alguém levar. Aí você vai para o parágrafo único: “Quando as ações preferenciais forem de companhia aberta”. Antigamente valiam (papéis). você vai à instituição financeira. Plano Collor. (isso acontece em companhias abertas). nenhum tipo de preferência. se ainda for suprimido o direito de voto. os privilégios das ações preferenciais. Ações agora são sempre nominativas. por exemplo. Vejam esses direitos. no livro de transferência de ações nominativas. uma companhia fechada. E aí. Então não sobra muita coisa para o Estatuto. Se levasse já era. pelo menos uma das seguintes vantagens: “Incisos I. o cara entra na casa. professor. Na companhia fechada. II e III”. Preferenciais ou de Gozo ou Fruição”. nas novelas. eles podem ser conferidos ou não. O advogado chega no dia seguinte e fala: “Vocês estão arruinados. Quanto à natureza dos direitos. absolutamente nada. não existe mais essa figura.

000. se o estatuto não falar nada a ação preferencial tem o direito de voto. seria 225. Certo ou errado? Se o estatuto não fala nada. está longe ainda. De 300. Por quê R$150. Então essas daqui (2/3) eram de ações preferenciais que o estatuto tira o voto. A regra é que todos têm direito de voto. . Só terá preferência quando for de uma companhia aberta e for suprimido dela o direito de voto.001. Antigamente até 2/3 poderiam não ter o direito de voto. Não é errado. mas as ações preferenciais podem ter esse direito suprimido. O problema é que é exceção. o acionista também. Vem a lei. Em última análise o sócio é um credor da companhia.000. Importante: Aí o Fábio Ulhôa. no mercado. mas deu um passo). Por isso que muita gente pensa que ação preferencial não tem direito de voto. O que é ação de gozo ou fruição? Em última análise o acionista é um credor da companhia.001? Não. vocês conhecem alguma ação preferencial com voto? Eu não lembro de nenhuma companhia. está com razão. conforme artigo17) e (ações ordinárias.00. A democracia está lá.000 votos para você mandar precisa ter quanto? 150. controlava.000 ações ordinárias.000 ações sem voto e 450. sempre. ele faz uma advertência. não ter qualquer tipo de problema? Vou ter que adquirir quantas ações? Antigamente R$150.00.001. parágrafo 5º da Lei de S/A. Vem na prova assim: Acionista preferencial tem direito de voto. mas na prática. De tanto tirarem as pessoas pensam que exceção é a regra.000 com voto.00 cada ação).000. E ações de gozo ou fruição? Qual o artigo das ações de gozo ou fruição? As ações de gozo ou fruição estão perdidas. conforme artigo16). O ideal é que todos tenham o direito do voto. A democracia é que todos tivessem o direito de voto. olha uma importante modificação. Exceção é tirar o direito de voto. Então eu tenho uma companhia. para você controlar basta 150. agora no máximo a metade. Aí a nova lei fez assim (deu um passo. É aí. Então agora essa companhia poderia emitir 450. Então. agora o máximo de ações sem voto numa companhia é metade. Com 150. Você bastava adquirir 150. ou seja. sendo uma parte ordinária e a outra preferencial. você controla 900.000. Ela está tão utilizada que parece que virou regra. já que temos agora metade.00? Por que antigamente até 2/3 das ações poderiam não ter o direito de voto. estão lá no artigo 44. Na prática o estatuto sempre tira o direito de voto das ações preferenciais. Quantas ações eu vou ter adquirir para ser o controlador tranqüilo.001. aí sobravam 300. (R$1. Isso nas (ações preferenciais. mas pela lei hoje está assegurada metade dos acionistas. Antigamente nós tínhamos a seguinte situação: Capital social de uma companhia R$900. ele tem o direito de voto ou não tem? Tem.001.129 Por quê não preferencial? Porque nem sempre ela vai ter preferência.

Isso pode acontecer com as ações ordinárias. entrega o dinheiro a ela (R$3. tanto lucro. a companhia gosta de distribuir dividendos? Não. Pego as ações ordinárias e acabo com elas. teria direito a R$3. Ela subscreveu e integralizou e os outros também. porque distribuição de dividendos é a mesma coisa que dinheiro jogado fora.O quê acontece? Depois de alguns anos a companhia está dando tanto lucro. apenas amortizou o pagamento. o que eu já fiz com as ações dela? Eu já paguei. Se quando tiver lucro ela vai receber lucro através de dividendos? Sim.000. Sabe porquê? Tudo aquilo que ela já investiu ela já recebeu. eu pego as ações de gozo ou fruição e dou em substituição as ações que foram amortizadas. Mas aí vamos supor que ela pagou o dividendo mínimo. esse nome? Ação é um investimento de risco? Sim. deu o dinheiro para companhia e a companhia deu uma ação para ela. ela não tem nenhum benefício com isso. pagasse todos os credores da companhia. Ela continua como acionista. eu pergunto. Faz reserva “disso”. Então a companhia antecipa o pagamento. todas as reservas já estão cheias e mesmo assim sobrou dinheiro. alto risco. Mas dinheiro de dividendos é jogado fora. pelas ações dela.130 Então quando ela comprou uma ação.000. dá um jeito daqui. pegasse o restante e distribuísse entre os acionistas. Ela deixa de ser acionista? Não. para não distribuírem dividendos.000. ela já vai saber do lucro. ela integralizou. o que ela faz? Ela pode fazer o seguinte. ao invés de dar o dinheiro para a pessoa. dá como uma forma de pagamento. Ao invés de dar a ela de graça. só que agora sem risco. ela como acionista não é credora da companhia? Então é feito o balanço. . porque tudo aquilo que ela investiu ela já recebeu.00. Além do pagamento. Se a companhia terminasse hoje. Para ela (acionista) vai ser de risco? Não. da um jeito dali. E por que gozo ou fruição. Pelo balanço é verificado se a sociedade acabasse hoje ela. reserva “daquilo”. A companhia precisava pagar isso agora. ele levaria pelas ações dela R$3. Então ela fica “amarrando”. as ordinárias. Então o que é uma ação de gozo ou fruição? São aquelas dadas em substituição a ações amortizadas. E o quê acontece? A companhia pega as ações dela. O que ela faz? Ele vai ter que distribuir isso através de dividendo.00). Essa é uma forma de amortização. Agora ela só está fazendo o que naquela companhia? Gozando e fruindo. a companhia não é obrigada a pagar os seus acionistas. se assembléia geral autorizar. E ela continua acionista? Sim. A companhia comprou as ações dela? Não. essas ações? Não. No dia em que a companhia for acabar. como pode acontecer com as ações preferenciais. o balanço já foi aprovado.00.

Às vezes aconteceu o contrário.000. continua acionista. na verdade consta no registro) ordinária ou preferencial. ele que não tinha voto acaba passando a ter o voto. porque às vezes ação de gozo ou fruição não tem direito de voto. chegasse aqui ele teria que pagar os R$4. ou preferencial.200.00.00 e sim a R$4. Vamos supor que isso acontecer em 1996. que tinha o direito de voto. Então além de receber o que investiu. Ela vai receber a diferença? Sim. Amortizei as ações dele e. na verdade ela teria direito não a R$3. É um bingo dentro da companhia. que autorizou a amortização. é bom ter uma ação amortizada? Está no artigo 44.200. amortizada. porque R$3. Para o pequeno investigador é sempre um ótimo negócio. Então.000. por que normalmente a ação do majoritário ou controlador valem muito mais. Ele já não tem mais risco.00? Sim. Essa sociedade vai ser finalmente dissolvida.700. porque aquilo foi apenas uma amortização.000. ele terá que devolver aquilo? Não. Então ele vai querer ter a ação dele amortizada? Se for por uma ação de gozo ou fruição sem voto? Não. porque era um acionista de gozo ou fruição.00. Às vezes uma ação ordinária. mas só a diferença. aprovados.00. ela sempre tem o direito de voto. recebe o dinheiro e recebe ainda as ações de gozo ou fruição.00. o controlador precisa do voto? Sim. Por isso que às vezes que não é interessante para o acionista controlador. Aí levanta a pessoa vai entrega as ações dele (tudo isso estereotipando. Pode não ser interessante para o acionista controlador ou majoritário. só para facilitar a conta. Então o que acontece. . vamos supor que a atualização não tivesse inflação nenhuma. Ele vai para casa com dinheiro e continua acionista. porque faz parte do bloco de controle. Foram feitas as contas atualizadas e verificaram o seguinte. Vamos supor que em 2006 fique constatado que se hoje fosse receber ela só teria direito de receber R$1. Na prática sempre o estatuto ou assembléia tira o direito de voto. Importante: Em resumo. Na prática tem? Não. só R$1. quando é amortizada fica na ata assembléia: “Ação de gozo ou fruição não terá direito de voto”. ele só é controlador por tem a maioria dos votos.00 Ela recebeu R$3. acabam. As ações preferenciais podem não ter o direito de voto.131 E quais serão os direitos das ações de gozo ou fruição? Serão aqueles previstos no estatuto e na ata da assembléia. através de sorteio. ação de gozo ou fruição é uma ação dada em substituição a uma ação ordinária. tanto faz. se aquele dinheiro fosse distribuído através de dividendos. Ela recebeu os R$3.00 ele já tinha recebido. Ela vai receber a diferença. pode ser também que lá na ata da assembléia fiquem consignados. o que vocês podem notar é que às vezes a amortização ela pode não ser interessante para o acionista controlador.200. que as ações de gozo ou fruição terão direito de voto. Existe o sorteio e de repente: “Lote de ações de (tal a tal)”. Foi verificado que se hoje fosse feito o pagamento por aquelas ações. Então na prática nunca tem direito de voto.000. OBS: No dia em que ela for liquidada. Às vezes pode acontecer um fenômeno muito interessante: “Imagine que estou amortizando as ações preferenciais de Túlio”. Pergunte a vocês.

4% ou 0. o banco cobraria 2. dependendo da operação. Os juros você pode pegar todo mês. 1.000.000. eu não vou analisar artigo por artigo das debêntures.000.3%. Aí a forma de atrativo é o seguinte.8% no máximo 0. A TR 6% ao ano.2% mais TR.000. ou seja. será que ela vai imaginar que vai cair tanto assim. Isso é um empréstimo contraído pela companhia junto ao mercado. é “jogo” ele emprestar. Para o investidor que estava na poupança.00. reembolso é direito de retirado (artigo 45). Fala o seguinte: “Quem me emprestar R$10. vou dar só uma orientação genérica.9%.5%.00 no mercado). mais a TR. Para a companhia é “jogo” pegar dinheiro emprestado dessa forma? Sim.00 em cinco anos. “Mas ninguém vai querer fazer isso.5% ao mês.5% em cima de R$ 10. investir o dinheiro dessa forma? Sim. Tem que ser companhias fortes. Ele é representado pelas debêntures. E tem alguns benefícios fiscais. OBS: Reembolso é outra coisa. mas vou pagar em juros de 1. .5% ao mês.00 (normalmente a debênture das pequenas companhias está em torno de R$10. Então o que a companhia faz? Ao invés dela pedir dinheiro ao banco. DEBÊNTURES O que são debêntures? O quê acontece? Explicando agora. 0. Uma grande companhia só isso. ela vai ter que pagar quanto? Só R$1.132 E como aquele dinheiro não foi através de dividendos. Se uma companhia está precisando de dinheiro e ela for fazer esse pedido de empréstimo.00. vamos supor que o percentual de juros hoje 2. quem emprestar R$10. às vezes é 0. Não vai ser mais acionista pelo exercício do direito de retirada (artigo 45 c/c o artigo 137). no momento para ela foi vantagem. Não adianta a qualquer companhia emitir que ninguém vai comprar. É quando ela está saindo definitivamente de sociedade.00.000. o acionista. Se chegar lá e não tiver dinheiro para pagar ele. mais TR. Ela te paga todo mês os juros. Ou de três em três meses. Normalmente eu vejo de três em três meses. R$50. parágrafo 5º. você retirasse juros de mês em mês. As grandes companhias têm debênture de até R$10. Todo mês ou três em três meses você ficou recebendo esses juros (1. ela pede dinheiro as pessoas. Em geral é muito melhor. Ela economizou quanto aí? É tudo verificado no momento. ou seja. O que vai representar essa debênture? Eu vou devolver esses R$10. a companhia dá uma debênture”.00. a vocês.00). para ela tanto faz. É excelente para ambas as parte. quando vocês lerem vão saber se situar.200. está acabando mesmo. Ela pensa: Quanto é que uma pessoa ganha na poupança? Ganha 0. Então. quando você tem a certeza que vai receber.2% ao mês. vai receber só daqui a cinco anos”. No final dos cinco anos você recebe o principal corrigido pela TR. Ela não quer pagar 2.2%.000.000. Ao invés de dar de graça. Amortização está no 44.

ativo). ou então uns títulos que eu tenho que receber em outra companhia. crédito com privilégio especial (aqui já temos duas debêntures). Os direitos das debêntures podem variar. Quando alguém está emprestando ele pode dar como garantia. no final dos cinco anos em vez de você pegar os R$10. depois créditos com garantia real. essa companhia que está pedindo dinheiro emprestado. As debêntures que tem como garantia o ativo da própria companhia.000. você está contando que essa pessoa vai a falência? Se você desconfiar você empresta? Não. Debêntures com garantia flutuante (ativo). você pode. A conversibilidade de ações pode ser conferida a qualquer espécie. ou então royalty do petróleo. primeiro vai alguns acidentes do trabalho. o ativo dela. elas hoje só podem ser emitidas por companhias fechadas. depois dívidas da massa. Numa forma de empréstimo em que não há nenhum tipo de privilégio. Isso pode ser conferido ou não. PARTES BENEFICIÁRIAS Leiam na lei. No início você é um mero credor. o credor é chamado de credor o quê? Credor quirografário. . em qualquer espécie. às vezes um bem (imóvel etc. Qual é a espécie de debênture mais utilizada no mercado? Debêntures subordinadas (equivale a 50% das debêntures em circulação) Quando você empresta para alguém. depois trabalhistas. elas podem ser conversíveis em ações. etc”. naquela ordem de falência. se quiser. ou seja. ela falou: “dou como garantia de que eu vou pagar essa debênture.). Os credores dessas debêntures são chamados credores com privilégio especial. depois de todo mundo. As últimas debêntures são as Debêntures Subordinadas. se sobrar dinheiro distribui entre os sócios. Dão aos seus titulares um crédito subquirografário. que foi pergunta da prova do Ministério Público: Como se posiciona as debenturistas no quadro geral dos credores? Tem que saber isso tudo. É a terceira espécie de debênture. e as debêntures subordinadas têm uma maior rentabilidade. depois você pode até se tornar acionista. Se cair na prova vai ser isso. São as debêntures conversíveis em ações. umas ações que eu tenho em outra companhia. a Debênture Quirografária. Quer dizer. depois encargos da massa. Ainda uma anomalia nas debêntures. por exemplo. crédito quirografários (outra debênture) e. Então normalmente vai buscar debênture que tem uma maior rentabilidade. depois tributários. Então temos uma espécie de debênture já.133 Quem empresta esses R$10.00 ganha uma debênture. Temos quatro espécies de debêntures. mais utilizadas. você tem a opção de transformar aquele dinheiro. crédito subquirografário e. Temos uma segunda espécie de debênture. Debênture com Garantia Flutuante (credores com privilégio especial . prova do Ministério Público. tem esses direitos. por isso que elas são as mais procuradas. Naquela ordem de falência temos alguns credores privilegiados. Esse credor passa a ser chamado de credor com garantia real. aquela debênture em ações da companhia. Debênture com Garantia Real.00 corrigidos. só com uma coisa de importante. depois temos crédito com privilégio geral. se sobrar dinheiro.000.

São as teorias de Bonelli (italiano). Então. Eles incorporaram o conceito do professor César Evivante: “Títulos de Crédito é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. vamos começar pelo conceito. de que os títulos de créditos estão dentro do direito das obrigações. Existe uma “queda de braço”. literalidade. dificilmente você não irá resolver a questão com os princípios.134 13ª Aula – 06/09/2003 TÍTULOS DE CRÉDITOS O que seria Título de Crédito? Em primeiro (importante para quem vai fazer Defensoria). mas ainda temos que falar sobre ele. o conceito do professor César Evivante tem que estar na ponta da língua. . está meio decadente. lá vai estar dizendo. caiu uma prova de título de crédito. Discute-se qual a natureza jurídica dos títulos de crédito. Qual o conceito de Título de Crédito? Esse conceito que eu vou falar é mundialmente aceito. E só você olhar no livro. existe um professor chamado José Maria Elmidaque. Uma hora é direito das coisas. O conceito completo de título de crédito é o artigo 887 do CC mais essa complementação. Qual o conceito de TÍTULO DE CRÉDITO? Ele está no artigo 887 do novo CC. Em geral 80% das questões de título de crédito gira em torno dos princípios. autonomia e abstração. Praticamente. O conceito que eu dei para vocês é um conceito jurídico. que são os princípios da cartularidade. Aí você tem em qualquer livro. que é a aula de hoje. capaz de realizar imediatamente o seu valor (complementação). Então é a nossa posição atual. Nós vamos trabalhar em torno desse conceito. Saber os princípios você resolve as questões de título de crédito. dá uma visão econômica do título de crédito. está lá no direito das obrigações que vem falando inclusive dos títulos de crédito. Complementando o conceito. O professor Bonelli sempre defendeu que título de crédito tem que ser inserido dentro do direito das obrigações e foi o que fez o novo Código Civil. outra hora é direito das obrigações. Prevalece hoje a tese.Como já disse: Ele está no artigo 887 do CC. Vamos ao que é mais importante sobre títulos de crédito. Vamos começar pelo PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE. todos os livros têm esse conceito. aí fica legal você complementar o conceito jurídico com o aspecto econômico. tudo de título de crédito. Qual é o aspecto econômico? Primeiro ele repete: TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado. “TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. ele dá um aspecto econômico. que já é um princípio que está meio caduco.

Um delas foi até objeto da prova da Defensoria Pública. tem cheque no Uruguai. nós temos um título que é genuinamente brasileiro. ele chama a duplicata de “Título Príncipe do Direito Brasileiro”. o seu original. O que é isso. Existe um parecido em Portugal. ele nasceu no Brasil. Acabam abrindo brecha daquelas regras que são únicas para os demais títulos. ele tem que estar materializado fisicamente num documento. também chamado PRINCÍPIO DA INCORPORAÇAO. Existe um outro um pouco diferente também na Argentina. tem que estar num documento. Não existe título de crédito verbal. não existe lá fora. é brasileiro nato e só existe no Brasil. . E por ser um título que só existe no Brasil. na Alemanha. Por que ela recebeu esse tratamento? Porque ele é um título genuinamente brasileiro. em uma cártula.135 1 – PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE Paes Lacerda e Torres gostam de utilizar outro nome. analisando duplicata. é a mesma coisa. em uma cártula. mas na prova não cai a regra. como os títulos de crédito. Muito bonito. Ele é necessário. por isso que os princípios são universais. você não pode cobrar o seu devedor apresentando uma cópia mesmo que autenticada em razão do princípio da cartularidade. Então cai na prova: Discorra sobre o título príncipe. tem que estar num papel. ele tem umas regras próprias peculiares que acabam excepcionalizando os princípios universais.. em uma cártula. Esse é o teor do princípio da cartularidade. A gente sabia disso. A duplicata é genuinamente brasileira. Agora você já sabe o que é. Normalmente na prova caem as exceções. Olha para o nosso conceito: “É um documento formal e necessário. em um papel. tanto é que o professor Italiano Scarelli. USA. só não sabia o fundamento. você tem que apresentar o título. o princípio da cartularidade? O título de crédito ele tem que estar incorporado em um documento.”. em um título. que é a DUPLICATA. Paraguai. Então. Então você não pode executar uma xerox autenticada. Por que não? Pelo princípio da cartularidade. Estes princípios. tem letra no Brasil. são universais. ele é imprescindível para você exercitar o direito de crédito. Antes de falar dessa exceção eu vou falar uma observação. por isso que é cartularidade. Eu posso executar uma xerox autenticada de uma nota promissória? Você pode exigir que o devedor pague você apresentando uma xerox autenticada? Não. Então são títulos universais.. O fundamento é o princípio da cartularidade. A duplicata é o título tupiniquim. O título príncipe do direito brasileiro é a duplicata. Mas o que aconteceu? No Brasil a par de todos esses títulos universais. tem cheque na China.

136 Então quando eu falo dos princípios há uma aplicação quase que absoluta nos demais títulos. que é. O fornecedor pergunta: Vai pagar quando? A padaria responde: Daqui a noventa dias. Vocês vão ver qual é o título que faz exceção ao princípio. Quanto é? O fornecedor responde: R$ 5. Aí. Então toda hora eu vou falar “duplicata” e vocês vão falar: “Duplicata é ruim”. vai tudo junto. as outras com o transportador junto com as mercadorias para não perder um dinheiro na estrada. uma fica com ele. Como é que funciona a duplicata? É mais ou menos assim: Temos aqui o fornecedor de farinha e temos aqui uma padaria. a transportadora voltou com aquilo (comprovante). que o nome dela é duplicata. OBS: Na prova não pode falar canhoto. No Rio de Janeiro. Aí de repente. etc. por que? Ela limitou-se a duplicar os dados da fatura. Chegou aqui. o fornecedor vai mandar via transportadora ou via própria mesmo. feita essa compra e venda. etc”. . fechou negócio. A padaria liga para o fornecedor de farinha e pede: “Eu quero 10 sacos de farinha. o que o fornecedor vai fazer? Ele vai emitir o que? Uma nota fiscal. por isso tem umas regrinhas diferentes das regras que tem que ser aplicadas em todo mundo. coloca a data para cinco de dezembro. é a duplicata. Com base na fatura. Então é título que só existe no Brasil. a mercadoria.00. Então são dois documentos: A nota fiscal e a fatura. Vê-se o vencimento está ok. Não é que é ruim. Junto com a mercadoria. Então quando você emite uma nota fiscal já é nota fiscal e fatura. Por isso. para simplificar. mas vocês vão ver a toda hora exceção do princípio. mas na prova pode botar canhoto? O nome dela é comprovante de entrega e recebimento da mercadoria. estando tudo ok. se a quantidade de mercadorias está ok. para acabar com tanto papel o que eles fizeram? Pegaram a nota fiscal e acrescentaram os dados da fatura. a padaria vai conferir. É um modelo só. o vendedor só pode criar um único título de crédito. Estando tudo certo. e vamos falar da primeira exceção do princípio da cartularidade. Então. tem uma parte destacável na nota/fatura chamada de? Todo mundo fala canhoto. Aí ele vai conferir a nota/fatura. São quatro vias se não me engano. com aquilo que ele tratou por telefone. por isso que o nome do título é duplicata. é porque ela só existe no Brasil.000. a duplicata. o fornecedor vai estar na mão com as vias da nota/fatura e com o comprovante de que entregou a mercadoria ao seu cliente. devidamente assinada. Então ela não tem o mesmo tratamento. Ele confere e verifica que está tudo certo. Diz a lei de duplicata que toda vez que a compra e venda mercantil tiver um prazo igual ou superior a trinta dias (nesse caso aqui tem mais) é obrigatório à emissão da fatura. Nós já sabemos o que é o princípio da cartularidade. a padaria vai assinar esse comprovante de que recebeu as mercadorias e. Tudo isso feito por telefone. a mesma sistematização que os demais títulos de crédito.

o fornecedor. “Não aceito e não devolvo o título”. Você pega os dados da fatura e passa para a duplicata. mesmo sem o título na mão. Está faltando a assinatura de quem no título? Da padaria. parágrafo 2º da Lei de duplicatas. mesmo sem o título ele possa cobrar.000. que ele tem que aceitar ou recusar dentro de dez dias. Será que tem como se convencer na hora? Não tem.137 Porque ela é uma cópia. que é o devedor. Tem valor de R$1000. Dentro desse prazo ele tem duas opções: 1º) Lançar o aceite . Ele é o sacador. (mandar para contabilidade. Ele assinou apenas um comprovante que recebeu a mercadoria. .Não aceita.00. Ele (Fornecedor) vai ao cartório e fala: Quero protestar uma duplicata. ele vai fazer o que na duplicata? Aceite. devedor.) Então tem que ter um prazo. Qual foi a fórmula cobrada pela Lei? Se o título foi retido indevidamente pelo devedor? Artigo 15. O título ele assinou? Não. Vou mandar alguém pegar meu título de volta”. etc. quase que uma cópia da fatura. Ele liga para o fornecedor e fala: “Não vou aceitar. 2º) Ele recusa o aceite . O credor está com o título na mão? Não. Protesto por indicação. aí vem a assinatura do credor. Como é que ele vai executar. desde que ele apresente Justificativa. A lei de duplicatas (5474/68) no artigo 7º diz: Apresentada a duplicata para o sacado e a padaria faz o ACEITE.00. como é que ele vai juntar o título na inicial? Ele não tem como executar. por isso que o nome do título é duplicata. Uma exceção para quê? Para que o credor. vendedor. Ele não vai aceitar e não vai devolver o título. A única coisa que ele não poderia fazer eu vou falar agora. por isso que a Lei dá um prazo de dez dias. A Lei já prevendo que poderia acontecer teve que criar uma exceção ao princípio da cartularidade. agora ele passa a conferência para ver se os dados da duplicata realmente correspondem aos dados da nota/fatura. Se estiver tudo ok.Faz o aceite e entrega dizendo que no vencimento podem cobrá-lo. O título foi retido indevidamente. (Depois irei falar). É o que a Lei chama de PROTESTO POR INDICAÇÃO. como é que é isso? Ele vai lá no cartório (Fornecedor). São dez dias. Quem remete a duplicata para o sacado. para ver se aceita ou não aceita. se o título ficou retido com o “safado” do credor. Ele remete para o comprador. ele pode cobrar? Não. Imagine um supermercado. sacado. Duplicata nos dados fatura. porque está sem o título. E sem o título ele pode cobrar? Pelo princípio da cartularidade. a lei dá a ele um prazo de dez dias para refletir. de R$50. Remete para que o comprador.

O credor pergunta se o devedor vai depositar mesmo (fica desconfiado). Na verdade. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. Então ele vai fazer o protesto.138 O cartório pergunta: Cadê ela? Ele responde: Não está comigo. ele apenas indica os dados e apresenta a nota fiscal. O prazo para protestar por falta de devolução. na verdade esse prazo ele só tem (vamos falar disso mais tarde). mandou a duplicata para o comprador. é o que a lei chama de ACEITE EM DOCUMENTO SEPARADO. dentro do prazo de dez dias. Mesma história. Mesmo sem o título ele vai poder executar. Juntando-se esses dois documentos. . O comprador agora faz o ACEITE. juntando o comprovante de entrega da mercadoria. OBS: A lei fala que a recusa tem que devolver o título com as razões da recusa do aceite. Ele vai e indica para o cartório: Os dados da fatura são esses. ele já pode executar a padaria. Cartório: Como é que eu vou protestar? Fornecedor: Não se preocupe. O que acontece? Quando o credor mandou a duplicata para o devedor fazer o aceite. Protesto por indicações do sacador. o protesto com a devolução tem que ser feito até o vencimento. Por que é protesto por indicação? Porque nesse caso o título não está com o credor. O devedor não devolveu o título a ele. Esse protesto por indicação também é chamado de PROTESTO POR FALTA DE DEVOLUÇÃO. o devedor pediu que deixasse com ele a duplicata que depositaria na conta do credor em dinheiro na data do vencimento. pode executar.. não precisa mais delas. Ele vai juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. Mesmo sem o título? Sim. Com isso terá o protesto na mão. juntar o comprovante de entrega da mercadoria. Só que. Segunda exceção ao princípio da cartularidade: Artigo7º. eu vou indicar os dados da duplicata. mas ele só vai poder fazer isso se primeiro fizer o protesto por indicação e segundo. dane-se a duplicata que o devedor reteve. Com o protesto ele vai juntar o segundo requisito para poder confirmar uma exceção a cartularidade. Fez tudo isso. Mas se não fizer até o vencimento. Com esses dois documentos. Por isso que essa circunstância é uma exceção a cartularidade.. ele já pode até requerer a falência da padaria. O credor vai desconfiar. ele não precisa mais da duplicata. Junto com a certidão do protesto. qual a conseqüência? Vamos ver só mais tarde. mesmo sem o título. juntando esses dois documentos.”. É sinônimo protesto por indicação e protesto por falta de devolução. Como é que o fornecedor vai indicar os dados da duplicata? Vai puxar pela memória?Com base em que? Com base na fatura que ele tem.

Vamos falar agora sobre o comércio eletrônico. Precisa emitir a triplicata? Não. qualquer documento. não prejudica. Esse documento. não é a SKOL. chegou no vencimento não pagou.D. Esse aceite em documento separado na duplicata. Terceira exceção ao princípio da cartularidade. Ela vende SKOL para um monte de distribuidora.139 O credor pede: “Me manda um papel.C. Vamos falar dos títulos virtuais. ela contrata um banco. Tudo isso que eu falei é mentira. Diz aí. Por que não imprimia? Porque não precisava. substitui o título. E. Emite uma triplicata e junta com esse documento e executa. Quer dizer o seguinte. Na prática o credor executa. com vencimento tal.B. Nada disso que eu disse para vocês existe na prática. Aí ele (devedor) faz um documento separado: Recebi a duplicata “tal”... criava a duplicata pelo sistema no computador dela e não imprimia. o título está com quem. ou até por e-mail com aquela assinatura criptografada. Agora vamos modernizar nossa aula. só que o aceite em documento separado. escreve dizendo que você vai fazer isso mesmo”. faz para facilitar o juiz. substitui tanto o aceite como o título. não existe. esse documento separado ele substitui tanto o aceite como o próprio título. Ela fez aquela jogada toda. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. tudo direito. ou por outro meio. Como é que o credor vai executar? Diz a Lei. assinaram o comprovante que receberam a mercadoria. ou entregar pessoalmente. Esse comprovante chegou na SKOL. A prática é o que eu vou falar agora. que vai pagar no vencimento. ou por telegrama. mandou o fax. Tudo isso que eu falei só existe para cair em prova de concurso. Então a SKOL. aí com base na fatura o que a SKOL emitiu? As duplicatas. promete pagar. Comprometo em pagar no vencimento. a Lei não diz que documento é esse. era mandado para ela um disquete. é qualquer documento dizendo que aceitou pagar. referente à fatura tal. E igual o aceite. com o credor ou com o devedor? Com o devedor. Distribuidora A. Mandou via caminhão. Não precisa. Quem vai fazer a cobrança dessas duplicatas para a SKOL. na forma do artigo 7º. . um programa e ela sacavam a duplicata. mas emite uma triplicata. Ele pode passar por fax. se ele não pagar. mas. Olha como funciona hoje: Vamos imaginar a SKOL.. aquele documento que o devedor passou via fax. Então pode ser por qualquer meio. nota fiscal. e o distribuidor recebeu a cerveja.

2º) Ela vai juntar o comprovante de entrega da mercadoria. A SKOL dá nomes de uma orientação. A intimação de hoje. também manda para o cartório por via e-mail. Aí ficou em aberto. é um valor um pouquinho maior. mais nada. Ele pagou. O que acontecia? A duplicata foi criada. .B. o cartório recebeu via e-mail e já manda intima o “D”. tem numero de série. Essas grandes companhias não tem. O banco vai e protesta. os documentos para SKOL. ter até tem. pode requerer a falência. O “A” pagando. os examinadores ainda não sabem. o banco comunica a SKOL que o “D” e o “E” não pagaram. Então daqui a um tempo ninguém vai ver duplicata. A e a SKOL vai ter na mão o que? 1º) Vai ter a certidão de protesto. mas é claro que não é o valor do título. pedir a falência do “E”. Chega aqui. manda via e-mail para o banco.C. mas só dentro do computador. não sei se alguém teve a curiosidade de ver já é uma prova de ficha de compensação. O protesto é feito. O “D” paga e o “E” não pagou. Só no final do ano é que eles imprimem. a ficha de compensação. A duplicata existe. Manda o que? O boleto bancário. constavam todas aquelas duplicatas. Feito o protesto. o banco manda o que para o domicílio dos sacados? Manda duplicata? Não. Após o décimo dia. Toda vez que você juntar a certidão de protesto com o comprovante de entrega de mercadoria. Juntou isso aqui você pode executar. Assim acontece desde 1997 e os bancos. Ficou em aberto. ou após o vencimento. o banco dá a baixa no sistema e pega o dinheiro e deposita na conta da SKOL. você precisa apresentar o título? Para que imprimir duplicata? Precisa? Não. E aí. podem executar o “E”. A SKOL chega para o banco: Se não pagar em cinco dias após o vencimento protesta. Um banco recebia e automaticamente jogava no sistema. D. Vamos supor que o “D” e o “E” não pagaram. Chega no banco. O título se quiser pagar. intima o “E” para comparecer ao cartório para pagar sob pena de protesto. Aquilo é título de crédito? Não. o cartório manda a certidão de protesto. agora imprime? Vai manda para o cartório para protesto. Quando paga se dá automaticamente baixa na duplicata do sistema. manda os títulos para protesto. aquilo é uma mera guia de recolhimento bancário. às vezes duzentas. no vencimento a “A” pagou. ele já paga logo. “Em caso de não pagamento passível de protesto”. Manda a ficha de compensação para o A. Manda as duplicatas via e-mail para o cartório.140 Ele cria e manda essas cem duplicatas por dia que ela tinha. porque já estão incluídas as custas do cartório. É título executivo extrajudicial. vocês vão ver na duplicata. porque se você juntar isso você já substitui o título. Aí intimou. Vai ter que imprimir agora? Não. mais nada.

Ele poderia alegar que estava de boa-fé? Não.00. No endosso para valer tem que estar no título. 2 – PRINCÍPIO DA LITERALIDADE É o princípio do jogo do bicho. Pego aquela nota promissória em casa e endosso para outra pessoa que está de boa-fé. Você não pode exigir nem mais nem menos. Você pode dar um aval um título sem ser do título? Um aval em documento separado? Não. porque ele viu que o título já tinha sido quitado. mas me paga que eu te dou o recibo”. É só experimento ainda. Eles têm o nome de cheque. Eu digo: “Esqueci em casa. Tenho uma nota promissória em meu favor.000. Só se vincula ao título o que assina pelo princípio da literalidade. só existe a duplicata. O devedor vai ter que pagar? Sim. a duplicata. Aquilo é débito automático em conta. Eles querem transformar o comprovante de entrega de mercadoria também em informação via-computador. que nós vamos ver dentro dos títulos de crédito. nem mais e nem menos. mas não é cheque droga nenhuma. não é válido. Como é que você vai endossar um título em documento separado? Não pode. mas delas não precisamos falar. com aquela assinatura criptografada. que endossa para outro de boa-fé e que também endossa para outro que está de boa-fé. existe o cheque só de computador?O cheque eletrônico? Aquilo não é cheque. Preste atenção agora. Título virtual hoje só existe um. mas é válido a terceiro de boa-fé? Não. só se vincula ao título quem o assina. Título de crédito mesmo. Quando eles mandam receberem as mercadorias. Por que o princípio do jogo do bicho? Vale o que está escrito. Então hoje a duplicata pode ser virtual.00 e eu dou o recibo para ele de quitação da nota promissória. Se eu chegasse lá na nota promissória e colocasse assim: “Quitada” e. Isso é plano piloto ainda. Ele aceita e me paga os R$ 5. Vale o que está escrito. Por quê? Aquela quitação é válida? É válida em relação a mim.141 E o pior você não sabe. um monte de coisas. Existe algum outro título que pode ser virtual? Existem as ações escriturais. digital. endossasse para outro. E o cheque. assinasse. Este último vai e cobra do devedor. Essas são as exceções ao princípio da cartularidade.000. só seria válido se a quitação estivesse no título. Aí eu vou hoje na casa dele e digo: “Vim te cobrar aquela nota promissória”. e nunca vai ser. estão querendo acabar até com o comprovante de entrega de mercadoria. . eles mandam um e-mail para o vendedor dizendo que recebeu as mercadorias. depende de Lei. Ele pergunta: “Cadê?”. R$ 5.

também é uma exceção a literalidade. se estiverem no título.. Quantos dias o devedor tem para refletir? Dez dias.”. Quais são as exceções ao princípio da literalidade? 1º) Aquela mesma nota promissória. O problema é o seguinte. As verbas que decorrem diretamente da lei não precisam estar no título. ela nem vai para o sacado. pelo princípio da literalidade tudo deveria estar no título. A segunda é aquele aceite em documento separado que nós já tínhamos visto. O aceite presumido não existe.000. no documento. E agora vou falar da terceira exceção. Dentro de dez dias ele só tem duas opções: 1º) 2º) Devolver a duplicata dentro de dez dias sem aceite. e não está no título. O aceite em documento separado. além de ser uma exceção a cartularidade. Mas vamos para a prova da Defensoria. o que vai é a ficha de compensação. vou executar só o R$5. só são válidos realmente.. Na prática duplicata é apresentada para aceite? Não. 2º) A outra exceção nós já vimos. exceção ao princípio da literalidade. ele só pode recusar o aceite se alegar uma justificativa. aí eu pergunto: Quais são essas justificativas? Estão previstos no artigo 8º da Lei de duplicatas. estou executando a nota promissória. e aí? Mas essas verbas decorrem diretamente da lei. Mesma história. Só que agora isto está no artigo 15. Qual a natureza jurídica do título de crédito no Processo Civil? Título executivo extrajudicial (artigo 585 do CPC). um aval. aceite presumido.00? Ou vou pedir mais alguma coisa? Vou pedir juros. Lembra daquele aceite em documento separado? Aquela via fax. isso na prática. mas foi dito que só vale o que está no título. lá vem dizendo: “O sacado só pode recusar o aceite: I. Então eu estou executando a nota promissória que ele não me pagou. A primeira exceção às verbas decorrem diretamente da lei. ele não me pagou e. . um endosso. Mandou mercadoria. e enviou para o devedor efetuar o aceite. correção monetária e principalmente honorários advocatícios. 3º) Aceite presumido é a terceira exceção (essa aqui foi questão de Defensoria Pública). “erga omnes”. via correio? Também é exceção ao princípio da literalidade. Existem exceções? Sim. Essas verbas não estavam no título. voltou tudo bem. Podem ser cobradas. inciso II da Lei de Duplicatas. O aceite pode ser dado em documento separado e. na cártula. emitiu a duplicata.142 Então a quitação. Vamos voltar na duplicata.

Fran Martin. Aqui entre o que o colega perguntou do artigo 8º. O que é justificadamente? Alegando uma das causas previstas no artigo 8º. . III. E o que o credor pode fazer nesse caso? Diz a Lei: Ele faz o protesto. ele só vai poder executar se o sacado não apresentou uma das justificativas previstas no artigo 8º. Ele devolve o título sem aceite e. Mas isso não importa. Como é que o legislador vai prever. Aquela duplicata vai estar com a assinatura dele? Não.. Júnior jurisprudência (majoritária)..143 II. porque o título foi devolvido. Eu falei que só se vincula ao título que o assina. por conta de que? Por falta de devolução? Não... Aqui é que entra. não alega nada. Então ele está vinculado no título? Em princípio não. aí o dever tem os dez dias.. Importante: Então a exceção ao princípio da literalidade tem essa diferença. entendem que o rol é taxativo. só que uma terceira condição negativa. É uma terceira condição? Sim. não tenha alegado uma das causas do artigo 8º. porque ele fala: “O sacado só poderá recusar.” esse “só” colocou o rol taxativo. Juntar esses dois documentos já passa a ter força executiva. Por falta de que agora? Por falta de aceite. no terceiro requisito. Ele tem um pouco de razão. O que acontece? Foi lá para o devedor. É tão complexo. Não tem como prever. Esses dois documentos vão suprir a ausência de assinatura. Qual é a terceira condição para que o credor possa executar esse título sem aceite? Que o sacado não tenha recusado justificadamente. O terceiro requisito é que o sacado não tenha alegado o artigo 8º. Ele vai ter que juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. porque a corrente dele é minoritária. não apresenta justificativa ou apresenta uma justificativa que não está no rol do artigo 8º. não tem “bola de cristal”. A pergunta que é feita é o seguinte: Então as justificativas estão no artigo 8°. Protesto por falta de aceite. Além da certidão de protesto por falta de aceite e o comprovante de entrega da mercadoria.. Fábio Ulhôa Coelho. Waldo F. Protesto. vão suprir o aceite. aquelas justificativas estão dentro de um rol exemplificativo ou aquele rol do artigo 8° é taxativo? Será que todas as justificativas estão no artigo 8° ou eles podem recusar o aceite alegando uma outra coisa que não esteja no artigo 8°? Para o professor Rubens Requião o rol do artigo 8° é exemplificativo. Ele falou que o legislador não tem como prever todos os problemas que podem ocorrer na compra e venda mercantil.

o marido tirou o dinheiro da conta para poder aplicar em uma outra coisa. Mas como ela não tinha avisado ao marido que ela tinha passado os dois cheques. Tirando raras exceções. Junto na riqueza e na pobreza. que está prevista até na Lei de Duplicatas artigo 18 ou artigo19. no sábado. paga-não paga.00. segunda-feira. e os cheques foram devolvidos. Conta comum. Resultado. Vamos ver se vocês entenderam mesmo o princípio da Literalidade. Eu vou dar duas opções aqui: 1ª) Só pode cobrar do marido. O marido passou em casa para fazer um lanche. ou dos dois. a moça da loja depositou o cheque. Vou botar vocês (alunos) para cobrar essa dívida. o que a mulher faz no sábado? A mulher vai ao salão dentro do Shopping. Ou ele propõe uma ação ordinária.144 Não junta os três. Alegou-se artigo 8º. tendo conta conjunta com o marido. Na prática eles propõem a monitória. Ou litisconsórcio passivo facultativo. O marido pagou a despesa do salão com cheque. Mas avisou que gastou R$ 1. Ele vai ter que propor o que? Uma ação ordinária ou uma ação monitória. canhoto. Aproveitou e passou na loja e comprou um modelito.00 voltou. abandonou o futebol e a prova. Tirando algumas exceções. 2º) Só pode cobrar da mulher. O maior erro é abrir uma conta conjunta.200. Ficou naquela de paga-não paga. Ela gastou.00 no Shopping? Aí. de outro. o chopp. Ele passou na loja e salão e perguntou quanto. a água de coco. mas através de exceção. ausência de título executivo por falta de aceite. ou conjunta. Passou na loja comprou um vestido de R$ 300. porque afinal de contas o CPF está intitulado. comprou o salão todo”. Executa se quiser cobrar litisconsórcio passivo necessário. E se o sacado alegou alguma coisa do artigo 8º? Aí aquela duplicata vai ter força cambial? Não. Preparou tudo para passar uma noite maravilhosa. depois vai ter que propor ação monitória. para não gastar dinheiro na rua e ele atende ao telefone e é o rapaz do salão e diz: “O cheque de R$ 400. O marido chegou cansado do curso. tem o amor. pagou R$ 400.00 no salão. Qual é o maior erro que o homem pode cometer na vida? É casar? Não. . o rapaz do salão depositou o cheque. está aqui no GLIOCHE. Abandonou tudo para poder melhorar de vida e veio para o GLIOCHE. pode cobrar de um. Se entrar com uma execução? Você pode alegar exceção de pré-executividade. Chegou em casa (a mulher) e mandou a empregada preparar um jantar à luz de velas. o marido. ou ele propõe a monitória. O credor vai fazer o que?Ele pode cobrar? Sim. porque essa terceira é uma condição negativa.

Ex: Se tivesse. Isso em relação jurídica interna. ela é contratual. um de conta corrente e tem o contrato acessório de cheque especial. princípio da literalidade. Na relação jurídica externa. só pode ser executado o emitente. aquela que tem limite. Conta conjunta não é só entre marido e mulher. Então na execução só quem pode ser executado é o emitente do cheque. Então é só ela que se vincula. Isso perante o banco. Nesse caso a conta conjunta. Independentemente do regime. aí esquece o contrato. Então os dois assinam perante o banco. Mata a charada. Agora vamos para relação jurídica externa. ele é formalizado entre o emitente do cheque e o beneficiário. os dois assinam o contrato? Sim. Tanto é que o banco nem participa da relação cambial. A resposta é simples. o cheque do salão fosse pago. Eu falei para vocês: Só se vincula ao título quem assina.145 Quem acha que só pode cobrar do marido? Quem acha que só pode executar a mulher? Quem acha que é litisconsórcio passivo necessário? Quem acha que é litisconsórcio passivo facultativo? Só pode executar a mulher. Essa é uma relação que exclusivamente cambial. Não tem aquela coisa do estatuto da mulher casada. Se fosse uma conta especial. podem ser dois sócios. Mas não é conta conjunta? O cheque tem duas relações jurídicas: É a relação jurídica chamada interna e a relação jurídica externa. O homem foi ao salão de beleza? Não. Mas eles são o que solidários? Credores solidários. agora é marido e mulher. Mas sempre perante a quem? Ao banco. A resposta vem do princípio da literalidade. negócio de dívida? Por isso que eu não falei do salão. . Se tivesse saldo positivo. aí eles serão credores e devedores solidários. macho que é macho vai ao barbeiro. O banco poderia cobrar o marido? Poderia cobrar da mulher? Poderia cobrar dos dois? Litisconsórcio passivo facultativo. Em princípio precisa saber regra sobre cheque? É só você aplicar o princípio da literalidade. O marido assinou o cheque? Só quem assinou foi à mulher. mas poderiam ser irmãos. poderiam ser qualquer um. e essa relação jurídica é formalizada por uma conta. Pelo saldo que está lá os dois são credores. Só se vincula ao título quem o assina. Agora se o cheque for devolvido. Entre quem assina e entre quem recebe. eles são solidários. A RELAÇÃO JURÍDICA INTERNA ela não é cambial. através de um contrato. porque ela é celebrada entre os correntistas e o banco. aí são dois contratos. comum. Quando se abre uma conta conjunta. ficou com o saldo negativo. eles são credores solidários.

Mas se os dois cheques baterem no mesmo dia?Qual é que vai ser pago? Qual vai pagar primeiro? Tem R$3. ou a natureza de ordem de pagamento à vista? O que vai prevalecer? Quais são as conseqüências do cheque pós-datado ou pré-datado no Direito Civil.00. O colega de outra sala chegou a brincar: Isso é injusto! Se o marido passa um cheque num dia. O professor Paulo Restiffe e o professor Paulo Restiffe Neto são sempre citados pelo Supremo Tribunal Federal. E se for na mesma data? O de menor numeração. lembra? É costume comercial? Pode ser acertado esse costume na Junta Comercial? Não. por exemplo: Cheque pós-datado é um costume comercial? Lembra o que eu falei com vocês. emite costumes segundo em “praeter legis”. conseqüência do Civil dentro do Penal? O cheque pós-datado ele tem conseqüências próprias do Direito Empresarial.146 Tem regra no estatuto da mulher casada o seguinte: Cada cônjuge responde por suas dívidas. De quem é o ônus da prova.000.00 na conta e. quais são as conseqüências no Penal para o Direito Empresarial. Não é questão de justiça ou injustiça. mas pelo estatuto. tem outras conseqüências totalmente diferentes no Direito Civil. O que vamos falar sobre cheque pós-datado? O que vai valer.000. e aí bate um cheque. não sei ao certo. . Mas aí qualquer bem poderá ser penhorado? No caso do salão? Essa despesa foi para o bem da família? Como é que ele vai provar que foi em favor da família? Tem divergência. Não abra conta conjunta. o mais antigo. dessa vez. quando a dívida é feita em favor da família. mas vamos falar dele de novo. o STJ tem um entendimento e o STF tem outro entendimento de que está com o ônus da prova. o que está no título. todos os bens do casal respondem. Outra questão interessante para a gente abordar é o cheque pós-datado. se foi a favor da família ou não foi a favor da família. Nós chegamos até a comentar no início. Quem vai figurar no pólo passivo na execução? A mulher. só sei da divergência. ou seja. e tem outras também completamente diferentes no Direito Penal. STF entende de uma forma e o STJ de outra. Mas se chegou do supermercado não há a menor dúvida que poderia executar qualquer bem do casal. porque esse costume seria contra legis. tem dois cheques de R$3. Tem que ter sorte para o cheque bater primeiro. Quem vai figurar no pólo passivo? Ambos? Não. a mulher passa um cheque no outro. que é a data 03/12/2003. Eu avisei é aquela “desgraça” que não pode fazer. pela interpretação dada pela jurisprudência ao estatuto da mulher casada. igual ao Rio Grande do Sul. Não tem como ter a mesma numeração. qual vai pagar primeiro? Vai ver pela data de emissão. Para o Supremo Tribunal Federal (STF) o ônus da prova cabe ao credor e para o STJ cabe ao outro cônjuge ou é o contrário. porque o supermercado é em favor da família.

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Então é isso que nós vamos abordar na próxima aula: Quais são os efeitos do cheque pós-datado no Brasil.

14ª Aula – 20/09/2003
Continuando o ponto da matéria passada, vimos à natureza jurídica, a importância do cheque pós-datado, pré-datado para o Direito Penal, Civil e Empresarial. Cheque pré-datado, cheque pós-datado no Direito Penal, alguém sabe dizer a importância? Caracterizar o artigo 171 do CP. Existe no artigo 171 do CP, a emissão de cheque sem fundos, essa prática é crime no artigo 171 do CP. Porém toda a jurisprudência a partir de precedentes do Supremo Tribunal Federal passou a entender que não tipifica o artigo 171 do CP ao cheque pós-datado devolvido. Isso porque o cheque pós-datado, para efeitos penais, retira o dolo do artigo 171 do CP. Para o STF, o cheque pós-datado é uma mera garantia de dívida, logo não há dolo na sua devolução por insuficiência de fundos. Isso não quer dizer que o cheque pós-datado não possa ser utilizado para prática do artigo 171 do CP, pode ser utilizado em outra modalidade de estelionato que não a modalidade de cheque sem fundos. O cheque pós–datado pode ser utilizado para prática de outro tipo de estelionato que não o de emitir cheques sem fundos. A mera devolução de um cheque pós-datado, não configura o crime do artigo 171 do CP, mesmo quando depositado na data prevista. Será um mero ilícito civil, vai executar o cheque, mas não pode denunciar por crime artigo 171 do CP. Cheque pós-datado pode configurar estelionato, na modalidade de emitir cheque sem fundo? Não, em hipótese nenhuma. Pode ser utilizado para prática de outras modalidades de estelionato? Pode, irá depender do caso concreto. Para efeitos empresariais, qual a conseqüência do cheque pós-datado, prédatado? Permanece com a natureza de pagamento à vista, pois se for depositado, o banco paga. O cheque pós-datado tem influência no direito empresarial, pois acaba aumentando o prazo de apresentação do cheque. OBS: O cheque tem prazo de apresentação, trinta dias se for à mesma praça e sessenta dias se praça distinta. Se o cheque for pós-datado o que acontece com o prazo de apresentação? Aumenta. Ex: Emitir um cheque hoje, mas coloquei para data de 10/11, o prazo para apresentação começará a contar de 10/11. Para efeitos de prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Se for depositado antes, o banco paga, mas para efeitos de contagem do prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Então acaba aumentando o prazo de apresentação, mesmo porque o termo ad quo será a data futura colocada no cheque. Esse é o único efeito constatado pelo STJ, vários acórdãos têm essa fundamentação. Para o Direito Civil, especificamente tratando de responsabilidade civil.

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O cheque pós-datado tem alguma importância? Se o cheque está datado para 15/12 e é apresentado antes, isso gera dever de indenizar? Emite um cheque hoje, para o dia 15/12, a pessoa que recebeu depositou no dia 13/12. Foi antes da data, gera dever de indenizar?A mera apresentação do cheque antes da data gera dever de indenizar? Duas correntes (Estamos falando em Jurisprudência): 1ºcorrente: Entendendo que a mera apresentação antes da data não gera dever de indenizar, tem que provar qualquer tipo de prejuízo material ou moral. Imagine o seguinte: Depositou antes da data eu estava contando com o dinheiro para realizar outro negócio. Gerou prejuízo? Gerou, tendo então dever de indenizar. Outro exemplo: O cheque entrou antes da data, o dinheiro era para emitir outros cheques, que foram devolvidos por insuficiência de saldo. Para esta primeira corrente só há dever de indenizar se ficar provado o prejuízo, qualquer prejuízo. Essa é a posição Jurisprudencial Minoritária. 2º corrente: Cavalieri – Jurisprudência Majoritária. Apresentou antes da data, já gera dever de indenizar. Segundo este entendimento se houver prejuízo como nome no SPC, outros cheques devolvidos, qualquer tipo de constrangimento, essas circunstâncias servem apenas para majorar o valor da indenização. O professor Leonardo diz que até concordaria com a segunda corrente mais com outros fundamentos. A apresentação antes da data não gera dano moral, agora se houver algum problema, deixou de realizar algum negócio, até pode se entender como dano moral. Agora o fundamento para indenização pela mera apresentação antes da data é outro, gera até dever de indenizar, mas não dano moral. O professor é contra esta história de condenar em danos morais porque apresentou antes da data e a prova do prejuízo servir apenas para aumentar o valor. O fundamento do professor é diferente. Quando alguém recebe um cheque pré-datado, além da relação cambial, está criada outra relação de cunho obrigacional, que é uma obrigação de não fazer. Quando recebo um cheque pós-datado, assumo a obrigação de não fazer, de não depositar antes daquela data. Segundo norma do Direito Civil e de Processo Civil, se tenho uma obrigação de não fazer e faço, automaticamente, isto gera dever de indenizar. Indenizar dano moral? Não, o dano decorrente do descumprimento da obrigação de não fazer. Então se fosse juiz e tivesse um pedido de cunho indenizatório (indenização por danos morais) e também em razão do descumprimento da obrigação de não fazer, de não depositar, se o pedido de indenização for em razão do descumprimento da obrigação de não fazer (fundamento da obrigação) aí tudo bem, cabe indenização, mas esta não é por danos morais, é uma indenização em razão do descumprimento da obrigação de não fazer. Agora se também gerou dano moral, aí sim também indeniza o dano moral.

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O que o professor não concorda é dizer que, fundamentar pelo descumprimento da obrigação de não fazer um indenização por dano moral. A mera apresentação antes da data já gera dever de indenizar? Sim. Indenizar o quê? O descumprimento de uma obrigação de não fazer. A mera apresentação antes da data já gera dano moral? Não. Para gerar dano moral tem que ficar provado o quê? O prejuízo para imagem, prejuízo para a pessoa, o dano. Alguém em seu pedido “-Venho pedir indenização por danos morais...”, vai ser julgado improcedente se não ficar provado o prejuízo, o dano moral. Importante: Na hora da prova pode-se dizer que gera dever de indenizar, mas não danos morais, que o dever de indenizar é pelo descumprimento da obrigação de não fazer, se houver danos morais, aí também indeniza, mas não é a apresentação antes da data que vai gerar dano moral é a conseqüência disso, como, por exemplo, ter o cheque devolvido, o nome ir para o SPC, deixar de realizar outros compromissos assumidos anteriormente com outros clientes. Cheque pré-datado e pós-datado são a mesma coisa? Sim, são a mesma coisa. Então, vai haver indenização, mas não a título de danos morais e sim pelo descumprimento da obrigação de não fazer. Pode até haver, caso haja a indenização pelo descumprimento da obrigação de não fazer o e dano moral. Alguns juízes tratam tudo como se fosse dano moral, mas não é. Vamos falar agora sobre Princípio da Autonomia: PRINCÍPIO DA AUTONOMIA: Sobre Princípio da Autonomia deve ser feita uma ponderação. Na Jurisprudência, por incrível que pareça, a questão é muito simples, mas já na doutrina há uma confusão de nomes. O que Princípio da Autonomia? Pelo Princípio da Autonomia todas as obrigações constantes de um título de crédito, são absolutamente autônomas, independentes uma das outras. A nulidade de uma não torna as outras nulas. Cada obrigação existe por si só, então são absolutamente autônomas. No Direito Cambiário não se fala em Direito derivado, cada assinatura dá ensejo a um outro direito, a uma nova obrigação. No Direito Civil isto não acontece, na mesma relação com várias pessoas, por exemplo, uma cessão feita entre várias pessoas, se uma estiver viciada, a nulidade de uma gera nulidade das demais, Princípio da Seqüencialidade. No Direito Cambial cada assinatura é uma nova obrigação, é um direito original, não provém de outros direitos. Vamos exemplificar através de uma cadeia cambiária onde A emitiu uma nota promissória para B que endossou para C que endossou para D, que tem dois avalistas: D1 e D3, o que acontece?

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Cadeia cambiária: O A emitiu nota promissória à B que endossou C que endossou D (avalista D1,D3) que endossou E que endossou F. Vamos imaginar que o D colocou um revólver na cabeça do C para ele endossar o título, então o C endossou mediante coação. O D endossou para o E que endossou para o F. Pergunta-se: Um dia o D for cobrar do C, ele poderá alegar que foi coagido? Pode. A assinatura, neste caso, do D para o E é válida? É, pois é uma obrigação autônoma original. No vencimento, E poderá cobrar o A? Poderá, e o A não poderá alegar que houve coação. Este é o Princípio da Autonomia visto por um ângulo, por outro ângulo vamos imaginar a seguinte situação: O título é no valor de R$ 5.000,00. O A é credor do E em R$10.000,00. Então se o E fosse cobrar o A o que poderia ser alegado? O instituto da compensação. Por esse motivo o E não cobrou o A, o E então endossou para o F que não sabe de nada disso. No vencimento F cobra do A. Pode o A alegar que não vai pagar porque é credor do E? Não, porque a obrigação do A com o F é absolutamente distinta da obrigação que ele tem com o E. Vamos imaginar que o F seja devedor do B. O B tem um crédito com o F, ou melhor, o A tem um avalista A2. O título vale R$ 5.000,00. O F deve ao avalista do A R$3.500,00, se o F for cobrar do A2 este alegará o que? A compensação. O F então não cobrara do avalista, irá cobrar do A. O A pode alegar que não vai pagar em razão da compensação? Não, porque isto só pode ser alegado pelo avalista. Tudo isto está inserido no Princípio da Autonomia. Vamos imaginar que o endosso do D para o E seja através de assinatura falsa, melhor do E para o F quem assinou não foi o E, foi alguém que falsificou, o F não está sabendo disso, vai e cobra o A. O A pode alegar que não vai pagar para o F? Não, pois o problema deve ser resolvido entre o E e o F. Cada obrigação é autônoma, distinta, isso tudo em vícios intrínsecos. Agora vamos imaginar que o A emitiu uma nota promissória para o B que endossou para o C que endossou para o D que não endossou para o E, não há assinatura do D no título, o E endossa para F. Quando F for cobrar o A, ele irá pagar? Não, pois existe um vício extrínseco, está faltando uma ponte na cadeia cambiária, faltando uma assinatura o F não é credor. O Princípio da Autonomia é o princípio maior, para explicá-lo melhor é necessário falarmos do que a doutrina chama de Sub-princípios.

temos o da Inoponibilidade e o da Abstração. Eu. é a mesma coisa só que com uma visão mais restrita. que ligaria para o banco sustando o cheque. que não foi convidado. Como sub-princípios. Ex: Ela me contratou para construir uma sauna na casa dela. A sauna deu problema. segue seu caminho livre de vícios intrínsecos. só que com outro nome. Ela chamou os amigos. estou sendo acionado na Justiça pelo credor. informo que ela não precisa se preocupar que não irei cobrá-la. quando um endossa para o E é como se tivesse um banho. E o sub princípio da Abstração? Ele também está inserido na Autonomia. onde os vícios intrínsecos não passam. O A não pode alegar que não vai pagar o E porque tem algum problema entre B e C ou E e F. para a inauguração e eu endossei o cheque para um amigo. O que quer dizer efeito purificador do endosso? Por mais que haja um vício na cadeia. claro que baseado na lei). Não poso opor ao credor exceções pessoais de outros devedores. O A não tem nada a ver com isso. Na verdade isso é Autonomia. É a lei que dá ao endosso o efeito purificador. mas é uma visão mais especial. não deixo de estar falando a verdade. por exemplo. O professor Fábio Ulhoa Coelho. Só quem poderia alegar algum tipo de maracutaia entre E e F seria o próprio E. os vícios extrínsecos não passam. Inoponibilidade de exceções pessoais é o seguinte: A história da compensação: * Sou avalista de uma pessoa. A base do Princípio da Autonomia é o endosso. ligou para a casa do A e falou para o A não pagar o F porque ele o está enganando em um outro negócio. Fiz a construção e ela me pagou com um cheque pré-datado para daqui a trinta dias. lá da ponta da sala. onde o A alega a compensação quando F vai cobrá-lo. Eu posso alegar embargos em matéria que é referente a esta outra devedora? Não. . que a Doutrina chama de Inoponibilidade de Exceções Pessoais de Outros Devedores. pois só posso alegar uma defesa que me diz respeito. isso porque o título. dizendo que não pagaria pelo serviço. *Nesta explicação entendi que seja o caso do avalista A2 que é credor do F.151 Qual o fundamento legal para o Princípio da Autonomia? É o efeito do endosso. Toda vez que o título é endossado ele recebe uma purificação. ela passou a maior vergonha e ligou para mim. como iremos notar. (este é o fundamento de Pontes de Miranda. ele não pode evitar o pagamento alegando uma defesa que só pode ser alegada pelo E. A Inoponibilidade é o aspecto processual do Princípio da Autonomia. Na verdade isso também é o princípio da Autonomia. no telefone. O E. ou seja. que estão deste lado da sala. segundo Pontes de Miranda. diz que Inoponibilidade e Autonomia são a mesma coisa. O A poderá deixar de pagar em razão disso? Não. uma sauna a vapor. o endosso tem o efeito purificador. não diz respeito a outros devedores. Que lei? A Lei Uniforme de Genebra. pois quem vai cobrá-la é o endossatário. o Decreto 57663/66. Inoponibilidade de Exceções Pessoais de outros devedores vejam que quando se fala em Inoponibilidade lembra-se logo de Autonomia.

ela vai ter que pagar? Sim. Emitiu-se um título está sabendo que ele poderá circular e que se circular terá que pagar o terceiro independentemente do que aconteceu entre ela e o credor originário. mas se o faz é porque está concordando que aquele crédito entre em circulação. É claro que depois ela pode entrar com uma ação contra o prestador de serviço. vai ter que pagar. isso porque ele se desvincula da causa debendi. A causa de emissão é a chamada Convenção Executiva. Um contrato já é o bastante para se cobrar na Justiça? É. de sua obrigação em relação ao crédito. quando o devedor materializa sua obrigação em um título executivo. E por que isso? Qual foi a causa de emissão do cheque? Aí é que está o erro. circular. Ninguém está obrigado a materializar. Só o faz quem assume o risco de seu crédito. É claro que o endossatário tem que estar de boa-fé. aquilo que poderia alegar contra o endossante. Em razão da causa de origem tem o contrato de prestação de serviço. em um título de crédito. E qual a função do título de crédito? Facilitar a circulação de riquezas. E por que isso? Devido ao Princípio da Abstração. O que é Abstração? O titulo se desvincula da causa de origem a partir do endosso. foi dito que a causa de origem é a prestação de serviço. não tem mais porque. lá no JECRIM. sabe que não poderá alegar contra ele aquilo que poderia alegar contra o prestador de serviço. O que é isso? Ele precisava me pagar através de cheque? Não. Então o que acontece? Um contrato que já é um título executivo. ela poderia pagar na data do vencimento. a faz porque quer e sobre o risco daquela nota promissória ser endossada. mas cambialmente ela terá que pagar o endossatário. ou seja. ela não assina em razão da causa de origem. Quando a pessoa assina um título de crédito. Ele abstraise. tem vida própria. A partir da circulação por endosso.152 Quando o endossatário estiver executando o cheque. por meio do endosso e se isso for feito. sua obrigação em um título de crédito. as partes querem materializar aquele crédito. Qual a razão das pessoas emitirem títulos de crédito? Não é o negócio em si. o que é absolutamente desnecessário. possa ser transmitida a terceiro. Então é a Convenção Executiva que dá origem a emissão do título. mas a causa de emissão é diferente. Entrando em circulação ele já sabe que não poderá alegar contra o endossatário. . o título de crédito é criado pela chamada Convenção Executiva. ninguém mais irá discutir para que foi o título. Então toda vez que uma pessoa assina nota promissória.

Para emitir um cheque tem que haver outro documento? Tem. As formalidades de cada título estão na lei. recorreu para o STF que confirmou. Se o título não respeitar sua formalidade. ele poderá ser endossado? Não. porque o cheque está sem data de emissão”. tanto que o credor pode preencher o título. Se depositar cheque sem data. ele perde a força executiva. o cheque depende da conta corrente. pois o não a sua ordem é uma cláusula. Para emitir uma nota promissória precisa existir outro documento? Não. o banco irá devolver por uma alínea específica para isso. As ações são títulos dependentes do estatuto da Sociedade Anônima. pois cheque sem data não é cheque. da mesma forma para emissão da letra de câmbio. pois o fundamento dele é o endosso. se endossados. Ex: Um cara foi executar um cheque e o devedor veio com o seguinte fundamento: “. em que momento tem que estar perfeito. mas o que prevalece é que é dependente. se faltar algum desses requisitos perde a força executiva. A duplicata é dependente? Quanto à duplicata há pessoas que discutem. O devedor assumiu que devia. A súmula 387 STF trata desse assunto. pois o título está sem data. dentro de títulos de Crédito é extremamente formal. seus requisitos. Colocando não a sua ordem. não podendo ser endossado. Formalidade Diferente do restante do Direito Comercial. Entrou com embargos. Dependente de que documento? Da fatura. Agora. na emissão ou no momento da cobrança? No momento da cobrança. essa ramificação Direito Cambial. O cara recorreu para o Tribunal que confirmou. a independência diz respeito a necessidade ou não de existir um outro documento para a criação do título. PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA: O que é Princípio da Independência? Alguns títulos têm e outros não. mas que não pagaria devido a falta da data. .Não vou pagar. Vamos falar agora da chamada Independência. do contrato de conta corrente. O juiz deu ganho de causa ao exeqüente ora embargado ou ao executado ora embargante? Deu ganho de causa ao embargante.153 Se tiver um título de crédito e colocar não a sua ordem. Tanto os títulos dependentes quanto aos independentes. não se fala em Princípio da Autonomia. aplica-se a eles o Princípio da Autonomia.

Vamos explicar com um caso. indo discutir isso em sede de Embargos. O caixa diante do valor alto do cheque subiu para falar com o executivo. que foi a boca do caixa para receber. não é?”. Imagine que esta senhora tivesse depositado o cheque e este tivesse voltado sem fundos. onde tudo o que for dito ao caixa do Banco. pois até entrar com recurso e ganhar existe uma certa demora. O que é Eficácia Processual Abstrata? Enrico Túlio Libeman foi quem deu este nome. tem medo do exeqüente ser agiota. Logo após o caixa foi transferido. claro que se executado entrar com Embargo alegando vício intrínseco.Então paga e não faça mais perguntas”.A assinatura é minha. O juiz vai ter que segurar a pancada. criou a Teoria Dúplice. O executivo perguntou ao caixa: “. O advogado deve dizer ao juiz que “Não lhe interessa a origem”. EPA O que é EPA? Outra característica dos títulos de crédito é a Eficácia Processual Abstrata. Os juízes fazem isso com medo de que o Poder Judiciário seja utilizado como instrumento da agiotagem. O que é Teoria Dúplice? Aqui vamos discutir a natureza jurídica da Obrigação Cambial. ele não pode entrar na causa de origem sem ser chamado. já que a senhora não havia feito previsão de saque. aí sim o juiz vai conhecer. pois se não atrasa o recebimento do crédito. dizendo se pode ou não. isso tem algum problema? Não há problema algum. mas na maioria das vezes ele extingue sem julgamento do mérito. quem tem que alegar é o executado através de Embargos. Natureza Jurídica Obrigação Cambial Cesare Evivante ao explicar essa natureza jurídica da Obrigação Cambial. Mas como assim? O que explica a obrigação do devedor principal de um título? Qual o fundamento da obrigação dele? Qual a natureza jurídica dessa obrigação do devedor principal? Por que tem que pagar? . ela está executando o cheque no Juizado Especial. pagando uma certa prestação de serviço ao executivo do banco. o juiz vai olhar e dizer ao exeqüente para dizer a causa de origem do título. Agir dessa forma deve ser apenas na hora da prova. O juiz só pode conhecer de ofício. Importante: O título tem eficácia processual abstrata. cheque no valor alto. se aplica ao juiz. se tiver algum vício intrínseco. “. tem que alegar que o título foi fraudado. Houve um alvoroço na agência. Então o advogado recorre para o Tribunal que vai julgar procedente o recurso. O caixa respondeu que era. Caso: Um grande executivo de um banco emitiu um cheque para uma moderna atriz da Globo.154 Uma nota promissória preenchida à máquina onde o valor está preenchido por uma máquina e a data por outra. se os vícios forem extrínsecos. sem ter que discutir a causa de origem. pois na prática diz o que é. por isso eles perguntam. Para afirmar que isso é algum tipo de fraude. É a mesma história para o juiz. que prova uma fraude.

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O fundamento é o seguinte: O professor Cesare Evivante faz uma divisão (por isso Teoria Dúplice) dizendo: Aquela prestação de serviço onde o devedor sustou o cheque devido à péssima prestação de serviço, o credor está executando o cheque. O devedor pode alegar nos embargos, vícios naquela prestação de serviço? Pode, pois são partes originárias, sendo assim podem discutir a causa de origem. A causa de origem só pode ser discutida com o endossatário. Entre as partes originais pode ser discutido tudo, por isso ele diz que entre as partes originais o fundamento da obrigação é a Lei do Contrato e se vigora esta lei, pode alegar que não vai pagar em razão daquela máxima “excetus non adimplencicus contratus”, ou seja, alegar exceção do contrato não cumprido; não irá pagar porque não cumpriu o contrato, a prestação de serviço não foi como devia. Isto porque entre as partes originais o fundamento da obrigação dela vem do contrato, tudo sobre a causa de origem pode ser discutido. Em relação ao endossatário pode alegar vício na cauda de origem? Não, então não é Lei do Contrato. Com o endossatário a obrigação está fundamentada na sua mera assinatura, no título, ou seja, a declaração unilateral de vontade de que vai pagar. Então perante o credor original a obrigação, está fundamentada na lei do contrato e perante o endossatário vai pagar o título tendo como fundamento do seu pagamento tão somente a sua assinatura – Princípio da Liberalidade, só se vincula ao título quem o assina. No novo Código Civil está tratando de títulos de crédito, só que tem um artigo dizendo que só se aplica o Código Civil se não existir lei especial. Existe algum título, hoje no Brasil, sem lei? Não, todos os títulos têm lei. Todos os títulos têm lei específica, então não se aplica o novo Código Civil, principalmente porque estas leis mandam aplicar supletivamente a LUG (Lei Uniforme de Genebra) A LUG é o Decreto 57663/66, a base de todos os títulos de crédito, é a legislação mãe. Quando a lei especial for omissa aplica o Decreto 2044 que diz respeito às letras de câmbio, se todos os demais forem omissos aí sim vai aplicar o novo Código Civil. O novo Código Civil não tem aplicação. A LUG é uma Convenção Internacional sobre notas promissórias e letras de câmbio. Essa Convenção é de 1932 e só foi incorporada ao sistema brasileiro em 1966. A LUG, como é uma Convenção Internacional, trazia um problema que era adequá-la, chegar a uma conclusão entre todos os países. O que foi feito para adequar foi criar, por exemplo, vários artigos. A LUG é dividida em três partes, a LUG, a parte introdutória e o anexo I. Foram criadas ressalvas que se adotadas os países não precisam utilizar certos artigos. Da LUG, essa regra está no anexo II. Quais foram às reservas do Brasil? Elas estão na parte introdutória. Verificando as reservas passa-se, a saber, quais artigos serão aplicados.

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A LUG é uma Convenção Internacional, pode ser revogada por uma Lei Ordinária?

15ª Aula – 04/10/2003
A Lei que seria Ordinária pode revogar Tratado Internacional ou Convenção Internacional? Parece ser um tema debatido, sobretudo em Direito Constitucional, mas, normalmente em Direito Constitucional esquecem de dar uma posição específica. Tratado Internacional pode ser revogado por Lei Ordinária? Na verdade existem três correntes sobre o assunto, duas delas certamente vocês já estudaram em Direito Constitucional. A primeira corrente entendida e defendida pelos internacionalistas, para esta corrente a Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional, quem revoga é a denúncia, se o Brasil é signatário de um Tratado Internacional e decide não mais aplicá-lo, ele tem que denunciar o Tratado ou Convenção Internacional aos demais países, dizendo que não quer mais aplicá-lo, três anos depois, salvo engano, se eu me lembro do Direito Público, ele pode deixar de aplicar, tem que continuar aplicando durante três anos. Isto no Direito Internacional, só revoga Tratado ou Convenção uma Denúncia, logo eles não admitem uma Lei Interna revogando Tratado Internacional, isto sujeitaria o país às sanções internacionais. Ex: O Brasil celebra um Tratado Internacional com trinta países e, depois resolve simplesmente não mais cumprir aquele Tratado, isto é incabível, impossível. Esta posição, entretanto, é amplamente minoritária, só defendida pelos internacionalistas. Em contrapartida, há uma segunda posição, defendida pela maioria dos constitucionalistas brasileiros, que dizem que o STF defende esta posição, sustenta esta orientação. A nossa Constituição não tem hierarquia ao Tribunal Internacional, não tem hierarquia ao Tratado ou Convenção Internacional, em princípio está em pé de igualdade com a nossa Lei Interna, uma Lei Ordinária posterior ao Tratado pode revogá-lo. Mas nós falamos que a só a denúncia pode revogar um Tratado? Os consectários, as conseqüências desta irresponsabilidade do Congresso podem gerar sanções internacionais ao Brasil como um todo. Que a Lei Ordinária revoga o Tratado, se isto vai gerar alguma penalidade para o país, isto é problema do Estado brasileiro, no Brasil vai valer a Lei Ordinária posterior. Ex: O cheque, o Brasil é signatário de uma Convenção Internacional sobre cheque, Convenção de 1932, salvo engano, o Brasil foi signatário dela e a incorporou ao Direito Brasileiro através do Decreto 57595/66, Tratado celebrado em Genebra e posteriormente em 1985 editou uma Lei posterior, que é Lei interna sobre cheque, Lei 7357/85. A Lei prevalece, não o Decreto. Incansavelmente, o STF vem dizendo que a Lei prevalece. Um caso típico no Direito Empresarial é a questão do Cheque, tem um Tratado e tem uma Lei Posterior. Há uma terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial não o conhecia, passou a conhecê-lo lendo o seu livro sobre cheque, o professor Paulo Restiffi introduziu uma terceira vertente, que o professor de Direito Empresarial achou perfeita, esta terceira vertente diz o seguinte: “Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional e Convenções Internacionais, pois só quem os revoga é a Denúncia, uma Lei Ordinária posterior torna apenas aquele Tratado ou Convenção Internacional ineficaz, a posição do professor Paulo agrade Gregos e Troianos, agrada os

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Internacionalistas, dizendo que não revoga os Tratados Internacionais e agrada os Constitucionalistas, dizendo que o Tratado não é superior, não tem hierarquia sobre as Leis Ordinárias”. A conseqüência prática disto: Vamos imaginar uma Lei Ordinária número dois, com dois artigos apenas. Artigo 1º - Está revogada a Lei do Cheque; Artigo 2º - Está Lei entra em vigor na data de sua publicação. Não trata da matéria, só revogou a Lei. Pela segunda posição qual é a conseqüência? Pela segunda corrente não teríamos mais legislação, regulamentação sobre o tema, foi revogada. E pela posição do professor Paulo Restiffi o Tratado foi revogado em algum momento? Não, apenas tornou sem eficácia em razão de uma lei posterior, revogada esta lei posterior o Tratado Internacional volta a ter eficácia, isto não é repristinação, parece, mas não é, a repristinação pode no Plano da Validade, nós estamos no Plano da Eficácia. Esta é a terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial está falando em sentido latu sensu, ou seja, uma lei revogando a outra, pode acontecer o seguinte, vamos supor que o prazo para protesto no Tratado era de cinco dias, para protestar um título, vem a Lei Ordinária 1 dizendo que o prazo para protesto é de três dias, vem uma Lei Ordinária 2 com dois artigos, só vem revogando o artigo 15 da Lei Ordinária 1. Pela segunda posição nós teríamos regulamentação sobre o prazo para protesto deste título. O artigo 4º do Tratado teria sido revogado pela Lei Ordinária número 1 e o artigo 15 teria sido revogado pela Lei Ordinária 2, então não teríamos mais prazo para protesto deste título. Enquanto, na terceira posição o prazo do Tratado, que é de cinco dias, voltaria a ter vigência, isto é mais fácil ocorrer, é bem mais fácil ocorrer. O STF afinal de contas adota a segunda posição? OBS: Nem todo Tratado Internacional trata de Garantias Individuais, por exemplo, pode ser um tratado aduaneiro, não ter relação com garantias individuais, com o caput do artigo 5º, os parágrafos tem que ser interpretados de acordo com o caput; na mesma linha do caput. Se fosse uma Convenção, Pacto de São José da Costa Rica, por exemplo, poderíamos formular esta interpretação no seio do STJ, já que foi incorporado por um pacto ligando o parágrafo ao caput, não poderia nem ser revogado este Tratado por Lei, porque estaria tutelado pela Constituição, isto é uma outra história. Qual seria a posição do STF? O STF entendeu por acaso que o Decreto 57595/66, que trata de Cheque, está revogado na prática? Não, ele fala apenas o seguinte, tem aplicação, a Lei Ordinária prevalece sobre o Tratado anterior, o STF diz que a Lei 7357/85, que é a nossa Lei sobre Cheque prevalece sobre o tratado Internacional, mas confirmou categoricamente que não está revogado o Tratado Internacional, que o Decreto 57595/66 não está revogado, ele falou apenas que a Lei Interna posterior tem prevalência. Portanto, o professor fica muito receoso quando falam que o STF sustenta a segunda posição, que a Lei revoga Tratado, o professor não acha que o STF diga isto, ele diz apenas que a Lei posterior prevalece, prevalecer prevalece tanto na segunda como na terceira corrente. Agora, a questão é revogou ou não revogou o Tratado? Pela segunda posição revogaria, pela terceira posição não, o Tratado se tornou ineficaz, dentro do território nacional, mas vai ter que reaplicar aquele tratado internacional, aquelas Convenções Internacionais, nas relações internacionais, o professor

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acredita que esta seja a melhor posição, que agrega as orientações lá do Direito Internacional e as orientações do Direito Constitucional. Quem disse isto? Não tem na Lei, não tem na Constituição. O STF, ele diz que os Tratados Internacionais e as Convenções Internacionais são recepcionados por nosso Ordenamento Jurídico com força de Lei Ordinária, não diz que é Lei Ordinária, diz apenas que o Tratado não tem hierarquia sobre as Leis Internas. Partindo para uma Relação Cambial Na concepção do professor os alunos já deveriam chegar aqui com pleno conhecimento do que vai ser tratado ou falado agora. O que é DCD? O que é DCI? O que é um credor? Isto tem que vir da Faculdade, mas, a maioria dos alunos chega até aqui sem conhecimento disso. O que vai ser falado agora serve para todos os tipos de título de crédito. Em qualquer título a primeira coisa que devemos identificar no Tício, no Caio, no Mévio, no Sinfrone, se eles são DCD, DCI ou credores. Em todo título vamos procurar quem é o chamado devedor principal, ele é chamado devedor cambiário direto (DCD), ele tem que ser o primeiro a ser cobrado, quando digo que ele tem que ser cobrado, não é na Justiça, não é judicialmente, primeiro tem que ser acionado extrajudicialmente, em título de crédito quase tudo é extrajudicial. Exemplo, o emitente do cheque, antes de cobrar qualquer pessoa, tem que cobrar primeiro o emitente do cheque, mesmo tendo endossante. Emitente de uma nota promissória que endossou para uma outra pessoa e esta endossou para uma terceira pessoa, no final o título foi endossado para quarenta pessoas, tem quarenta pessoas no título, o primeiro a ser cobrado, ainda sim, é o emitente da nota promissória, os demais só podem ser cobrados depois do devedor principal, os outros são apenas garantidores. Importante: São considerados DCD o devedor principal e também o seu avalista. A conseqüência prática disso: Para cobrar o DCD não é necessário protesto, se ele não pagar pode ser ajuizada uma ação, uma execução contra ele, não precisa protestar o título. No caso do avalista do emitente do cheque também não precisa protesto, porque ele também é DCD, para cobrar de DCD não precisa de protesto, seja ele o devedor principal, seja ele o avalista do devedor principal. Qualquer título, primeiro tem que cobrar do devedor principal, cobrar quer dizer ir a casa dele, não conseguindo pode cobrar do avalista. Quem são os DCIs? Devedor cambiário Indireto é aquele que só paga se o devedor principal não pagar, para a cobrança do DCI, em regra, é imprescindível o protesto. Ex: Emitir uma nota promissória em favor de uma pessoa, que endossou para uma outra pessoa, que endossou para o professor. Eu vou a casa dele cobrá-lo, ele fala que não tem dinheiro para pagar, não adianta tentar executar uma pessoa que não tem dinheiro, porque não vai receber, não tem dinheiro, não adianta, o que pode ser feito é protestar a nota promissória para exercer o direito contra o DCI, no exemplo o endossante. O endossante, em regra, isto quer dizer, em qualquer título, ele é DCI, ou seja, para a cobrança do endossante é imprescindível o protesto. Por que isto?

Já estou utilizando os R$40. se este decreto for omisso vamos procurar resolver a questão com o Decreto 2044/08. isto é um título de crédito mesmo na essência. o sacador é DCI porque ela vai primeiro cobrar o sacado. É imprescindível o protesto para a cobrança do DCI. Aqui. para só depois eu fazer o negócio com Sandra. não quero esperar o vencimento para receber dele. Na Letra de Câmbio o sacador é DCI.000. Eu (professor Leonardo) dou uma ordem para Rogério pagar Sandra. pagar diretamente para a Sandra. Então. Isto pode ser modificado através do endosso. gozo de dinheiro presente com dinheiro futuro. Temos o sacador. um DCI. Se o sacado não puder ou não aceitar pagar. é o beneficiário mediato. como isto funciona? Funciona assim: Eu tenho um contrato com Rogério. o cheque é emitido em favor dele. o primeiro a ser cobrado é o sacado. A cobrança do DCI é extrajudicial. pois poucas pessoas conhecem. Eu quero colocar este crédito em circulação. que fazer antes mesmo do vencimento. Título protestado pode cobrar. Surgem várias indagações: Eu (sacador) estou celebrando um contrato com a Sandra e digo que ela pode cobrar Rogério daqui a cento e vinte dias os R$40. a Letra de Câmbio e entrego para Sandra. isto só ocorrer se o credor protestar o título. é tudo extrajudicial. que vai ser daqui a cento e vinte dias. o sacador pode ser acionado. O DCI pode após pagar. provar que tentou receber mesmo.00. Credor: Em geral. quem vai ter que pagar os R$40. Vejam que eu falei que se o sacador não aceitar pagar. portanto.LETRA DE CÂMBIO: Legislação aplicada Decreto 57663/66.000. que na verdade eu só receberia daqui a cento e vinte dias. Primeiro Título que vamos ver é a Letra de Câmbio: A. Como funciona: O sacador (que cria o título cambial) dá uma ordem de pagamento em dinheiro ao sacado em favor de um beneficiário. temos o sacado e o beneficiário”. então dou uma ordem para ele pagar daqui a cento e vinte dias. o Rogério em princípio tem uma relação jurídica comigo (o sacador). em regra. pego o título. aí sim. que vai ter que pagar se o Rogério não pagar vai ter que ser eu (sacador). que cobrou efetivamente. dei uma ordem para ele pagar a beneficiária. A Letra de Câmbio funciona mais ou menos da seguinte forma: Ela apresenta uma formação inicial com três partes: “A primeira parte é o sacador (em qualquer título àquele que a cria é chamado de sacador). se o Rogério não pagar a Sandra pode vir em cima de mim. o Leonardo está mandando tanto assim. ir ao DCD e cobrar dele o que pagou. Há uma certa dificuldade para tratarmos deste título. Já nesta concepção.00 é o sacador. por exemplo. por que falei isto? Duas coisas. neste contrato Rogério me deve R$40. anexo 1.000. ele se torna um endossante e. normalmente.00.00 hoje. se ele não aceitar pagar ou não puder pagar. quando ele endossa. qualquer que seja o DCI tem que provar para DCI que primeiro cobrou do DCD. se este também for omisso vamos procurar resolver a questão com o Código Civil. usando o exemplo. o sacado e o beneficiário.000. Eu dou uma ordem para ele pagar Sandra daqui a cento e vinte dias.159 Porque tem que provar para o endossante. Temos que observar alguns pontos: Primeiro. ela fica com o título e daqui a cento e vinte dias ela pode receber. uma ligação . Então.

O aceitante é DCD. então. O que acontece? Tem uma regra em Direito Civil que diz que ninguém está obrigado a pagar quem não é seu credor. Se o sacado aceita a ordem. o sacado ainda não tinha se vinculado ao título. porque isto facilita a execução. quase todo credor pede que o devedor assine por fora além do contrato uma nota promissória. antes do aceite? Não ele não é DCD. caiu até em uma prova. Uma questão mais importante: O crédito está materializado em um contrato. ele torna-se aceitante. artigo 290 do novo Código Civil. Cambialmente ele não é nada antes da assinatura. enquanto ele não assina. No caso eu sou o credor de Rogério e não a Sandra. até este momento quem apenas tinha assinado o título era o sacador. só se vincula ao título quem o assina. esta é a forma normal. nem DCI e nem credor. vencimento daqui a cento e vinte dias. se torna devedor cambial se assinar o título.000. Muita coisa muda. O aceite é manifestado pela assinatura do sacado.000. Então. Isto é uma Letra de Câmbio: Sacador dá uma ordem de pagamento em dinheiro para o Sacado pagar ao beneficiário.00 ao próprio sacador. eu dou uma ordem para . então o título de crédito facilita a circulação do crédito e facilita a execução. Ele não está obrigado a fazer o pagamento. ela vai pegar o título de crédito. o sacador dá uma ordem para o sacado para R$40. ela não sabe. mesmo que o sacado me deva R$40. O beneficiário por ordem é a Sandra. lembrando que só se vincula o título quem o assina. A primeira é a seguinte.00 para o pagamento em cento e vinte dias. O que ela vai ter que fazer? O que ela pode fazer antes do vencimento? Ela sabe se Rogério vai pagá-la ou não daqui a cento e vinte dias? Não. Tem diferença? Tem diferença. Ex: Entreguei um título para Sandra hoje. mas isto é bem mais complicado. Com o aceito. para que Rogério faça ou não o aceite. DCI ou credor? Ele é DCD. o devedor tem que ser avisado se o credor quiser transferir o crédito para alguém. ele assina o título. O sacado se torna devedor principal se ele aceitar. Podemos executar um contrato. mas existem formas anômalas. se eu tiver um título de crédito tenho que avisar alguém na hora de transferir para uma terceira pessoa? Não. Então. Se Rogério aceitar pagar. Agora. mas ninguém está obrigado assinar este título.160 contratual. transformar a dívida em título de crédito facilita a execução.000.00 ele não está obrigado a aceitar a Letra de Câmbio. Porém. e vai levá-lo antes do vencimento na casa de Rogério. a Letra de Câmbio. o sacado na Letra de Câmbio não está obrigado. emita um cheque pós-datado. ele não assinou o título. o sacado não está obrigado efetuar o pagamento. ele não está obrigado pagar a Sandra. Em segundo lugar eu posso transferir o crédito de um contrato para uma terceira pessoa sem a anuência do devedor? Não. ele me deve em razão de um contrato R$40. ele é um pretenso devedor. se for perguntado o seguinte: O sacado é devedor cambial enquanto sacado. Com isso. por isto pedem um título. ele não é nada. o sacado para de ser chamado de sacado e passa a ser chamado de aceitante. ele ainda não havia assinado. porque ele vai ser o principal devedor. nem o devedor está obrigado a transformar a sua dívida de um contrato em uma dívida de título de crédito.

000. porém se o Rogério aceitar ela não apresenta o título para os demais sacados – artigo 10 do Decreto 2044. Peculiaridades sobre o assunto: Questão do sacado. ocorre o que vamos ver futuramente. se o segundo não aceitar ela parte para o próximo. Nesta forma anômala sacador e sacado seriam a mesma pessoa. por enquanto tenho que resolver dentro de casa consegui. Isto é para evitar que o título não tenha aceitante. Se nenhum sacado aceitar e ela protestar vai ocorrer o chamado Vencimento Antecipado (vamos estudar mais para frente). ele aceitando a ordem. Japão. Como eu (sacador) não tenho certeza se o Rogério vai aceitar ou não a minha ordem. O Leonardo dá uma ordem para o Leonardo pagar R$40. Suécia. Sandra estou dando uma ordem de pagamento para o Rogério. sacado e beneficiário. em geral.161 Rogério pagar R$40. ele aceitando eu endosso para Sandra. Normalmente. Na prática a Letra de Câmbio adota mais esta forma. Nessa hipótese a Lei de Câmbio já nasce aceita. entre outros.00 para Sandra. vencimento antecipado. para Joana. . Itália. a Letra de Câmbio adota esta forma. se ele não aceitar tem mais três sacados. se o Rogério não aceitar. posso. Se um aceitar os outros estão liberados. na Itália muito se utiliza a Letra de Câmbio. Vai apresentar primeiro a Letra de Cambio para o Rogério. Indico na Letra de Câmbio vários sacados e entrego para a beneficiária. para evitar problema. o vencimento é daqui a cento e vinte. endosso para quem eu quiser. Eu digo para Sandra.000. O Leonardo deu uma ordem para o Leonardo pagar uma quantia para Sandra. A beneficiária vai ter que seguir a ordem indicada pelo sacador. que vai estar na Letra de Câmbio. coloco quatro sacados. Taiwan. Não podemos olhar a LUG como se fosse só no Brasil. mas a Joana hoje vai apresentar para o Rogério. Seria muito mais fácil ele emitir uma nota promissória. através do endosso. Estas são as partes da Letra de Câmbio. podem existir vários sacados em uma Letra de Câmbio. recusar esta ordem? Se o Leonardo recusar a cumprir a ordem dada por ele mesmo interna. Em geral são três partes: Sacador. ela parte para o próximo sacado. Isto é perfeitamente possível. Nos Estados Unidos e na Itália utilizam a Letra de Câmbio para tudo. por isto é melhor o sacador dar uma ordem para o sacado pagar o próprio sacador. porque já tem a assinatura do Leonardo. ele ficou louco. a Sandra poderia me cobrar imediatamente. A LUG é uma Convenção Internacional. Interessante em razão de uma regra que está no Decreto 2044. neste caso a letra de câmbio funciona igual uma nota promissória. ela vai à casa do segundo sacado. mas ela pode apresentar o título para Joana. Outra forma anômala: O sacador dá uma ordem para ele mesmo pagar determinada quantia ao beneficiário. Bianca ou para a Patrícia. Tem que seguir a ordem indicada pelo sacador. o sacador dá uma ordem de pagamento para o sacado pagar o beneficiário. dou uma ordem para ele pagar. porque se eu colocasse o nome da Sandra direto como beneficiária e Rogério se recusasse. passo o título para frente. aqui no Brasil a Letra de Câmbio era muito utilizada antes da criação da duplicata. aí eu coloco o título em circulação. Como assim? Eu dou uma ordem para o Rogério ou para a Joana ou para Bianca ou para a Patrícia. não desse o aceite.00 para mim daqui a cento e vinte dias. para Bianca e para a Patrícia. Na duplicata o sacador é o vendedor. eu Leonardo. Esta segunda forma parece mais com qual título brasileiro? Com a duplicata.

pode ser emitido uma Letra de Câmbio para qualquer negócio. é DCI. Sobre esta possibilidade de existir ou não vários sacados a LUG é omissa. menos para representar uma compra e venda mercantil ou uma prestação de serviço. quando isto acontecer a beneficiaria vai protestar o título e vai receber do sacador. Isto acontece quando o sacado não aceitar a ordem. Eu vou ser o endossante e. partindo desta premissa que ela não pode ser aplicada nestes dois casos. ela é limitada e não abstrata. Endosso: É uma declaração cambial. até a cessão civil de crédito – artigo 290 do novo Código Civil. em regra. excepcionalmente. portanto o endosso é DUV. endosso próprio. eu posso transferir o título de crédito apenas endossando o título. com isto vai ter Letra de Câmbio sem devedor principal. nestes casos o título que tem que ser usado é a duplicata. Vamos falar do Aval. um empréstimo. toda transferência é pró-soluto. através da qual transfere-se a propriedade de um título de crédito ou. porque ele não está preparado para pagar agora. apenas alguns direitos da carta (título). Toda vez que for falar de uma declaração unilateral de vontade eu sempre abrevio para DUV (Declaração Unilateral de Vontade). Endosso é assinatura do credor. quem recebe o título é chamado de endossatário. porém isto não faz diferença. Aceite. ENDOSSO: A Letra de Câmbio é um título de crédito cambial e “abstrato” (para Fábio Ulhoa Coelho é um título ilimitado para todo mundo é abstrato. Podemos concluir que a Letra de Câmbio é o único título que pode existir sem devedor principal. o Fábio Ulhoa diz que a Letra de Câmbio pode ser emitida para qualquer negócio. em geral. Duas coisas temos que falar aqui: Primeira: Quem endossa é chamado de endossante. para ele é ilimitado). Endosso Próprio: Ex: Leonardo sacou uma Letra de Câmbio contra o Rogério em favor do próprio Leonardo. estou dizendo para ela que este crédito existe. O endosso é pró-soluto e pró-sovendo. não é um título falso. Mas. pró-soluto. para qualquer negócio. a Sandra agora é nova credora. o endossante.162 O sacador odeia a antecipação do vencimento. leasing. Em regra. estou dizendo com isto que quando transferi a Letra de Câmbio para a Sandra. através do endosso. Toda declaração cambial é unilateral de vontade. o endosso vem no verso do título. Continuando: O endosso é uma declaração cambial. vamos imaginar que o Rogério aceitou. temos que ir ao Decreto 2044. Endosso e Protesto. Nós vamos entender melhor o endosso através de suas espécies: Tudo está na LUG. Toda manifestação de crédito é unilateral de vontade. portanto unilateral de vontade. Título Abstrato é aquele que a Lei não diz qual é a causa jurídica. isto não tem problema nenhum. portanto unilateral de vontade. . Na prática não muda nada. crédito de um contrato. isto significa que eu que era credor endosso este crédito para Sandra.

garanto mais. Eu vou viajar. um financiamento.000. Quando estiver endossando para a Sandra preciso avisar o Rogério que estou endossando o título para a Sandra? Não.163 No endosso tem mais. endosso próprio. preciso deixar alguém para cobrar o título no meu lugar. como regra. mas no dia 03/11 vou estar viajando. Em regra. Pelo novo Código Civil. apenas estou transferindo o direito e o poder para cobrar o título em meu nome. Eu tenho que receber de Rogério no dia 10/11. Na cessão civil de crédito o devedor tem que ser avisado. Vou celebrar um contrato qualquer. este alguém pode endossar para outra pessoa? Só um novo endosso mandato. porventura. que na verdade vai funcionar como se fosse um substabelecimento. garanto o pagamento. Isto entra em choque com tudo que estudamos até hoje sobre título de crédito. vai poder executar o título. R$40.00. que na verdade quem está executando é o endossante através de procurador. São duas espécies de endosso impróprio: Endosso caução. o nomeio como meu procurador. como meu mandatário através do endosso. Tudo que imaginamos sobre procuração se aplica ao endosso mandato. E as defesas que ele pode apresentar são defesas que. que afirma que o endossante garante o pagamento? Devemos utilizar a LUG sem sombra de dúvidas. Então. O endossante é sim devedor cambiário indireto. quando voltar. não é devedor. Endosso Impróprio: O endossante não transfere a propriedade do título. além do pró-soluto.00. porém a Sandra me pede uma garantia. além de garantir para Sandra que o crédito existe. Endosso Caução: Também chamado de Endosso Penhor ou Endosso em Garantia. O que devemos fazer aplicar o novo Código civil. ele pode protestar o título. garanto não apenas a existência do título. o endossante não é devedor cambiário. Endosso mandato. se o Rogério não pagar. que ele aceitou. e viajo. Endosso Mandato: Imagine vocês que eu tenho que receber do Rogério no dia 03/11 (vencimento do título). ele transfere apenas alguns direitos inerentes ao título. faço um endosso procuração. Ofereço o Título de Crédito que tenho para receber do . Eu não estou transferindo para ele a propriedade do título. R$40. ou seja. como por exemplo. que está em uma Letra de Câmbio. No dia 03/11 ele vai cobrar do Rogério como se fosse eu. Eu dou um mandato para alguém. como meu procurador mesmo. posso dar uma procuração para alguém cobrar para mim. garanto que se o devedor principal não pagar. eu pago. só que hoje vou celebrar um contrato com a Sandra. ele vai prestar contas comigo. o endossante se torna devedor cambiário indireto. ela é uma Lei Especial. que diz que o endossante não garante o pagamento ou aplicar a LUG. A LUG permite que esta procuração seja feita no próprio título. o endosso não precisa avisar o devedor.000. O endosso mandato é simplesmente a outorga de um mandato através de endosso. ele tem contra o endossatário ou contra o endossante? Contra o endossante.

000. Tudo que pensarmos sobre penhor vai ser aplicado no endosso caução.164 Rogério no dia 10/11. pois seria incompatível com a natureza jurídica daquele título. mas seria um contrato acessório àquele contrato que tenho com ela. eu poderia fazer um contrato de penhor. há quem sustente que não é possível o endosso caução do cheque. Ela aceita o título como caução. na verdade a Lei errou na tradução. na Lei está mandatário. no endosso penhor ou endosso em garantia. a Lei diz que não extingue o mandato. endosso procuração. Há quem sustente isto. como garantia. Porque tem que apresentar o cheque dentro daquele prazo. ele vai trazer algumas jurisprudências sobre o assunto. este alguém sofreu um acidente e morreu. ele pode fazer um endosso mandato. endosso para Sandra como garantia. Nós já falamos aqui centenas de vezes que vencendo o título existe um prazo para se efetuar o protesto. porque ele é uma ordem de pagamento à vista. . Não transferi a propriedade do título para ela. esta caução. Leonardo pode fazer um endosso caução para Sandra? O cheque é uma ordem de pagamento à vista. Se eu cumprir o contrato ela tem que me devolver o título. 16ª Aula – 25/10/2003 ENDOSSOS ESPECIAIS: Endosso póstumo. ela me devolve o dinheiro. eu cumpro o contrato. o erro não foi exatamente dos tratadistas de genebra. fazer este penhor. endosso para Sandra como garantia. no próprio título. foi erro de tradução.00. e a Lei permitia isto. traduziram errado a LUG. Mas o endosso após o vencimento não é o endosso póstumo. mas você já sabe que existe prazo. Prestem atenção: Fiz um endosso mandato para alguém. Para dar este título como garantia para ela. fizeram uma tradução do que já haviam traduzido. tem que corrigir a Lei. Se por acaso ela já recebeu. ela não se tornou a nova credora. Não foi uma tradução feita direto de Genebra. os R$ 40. O endossatário do endosso caução pode endossar o título? Sim. Depois eu vou especificar quais são esses prazos. Antes era bem mais fácil. Artigo 18 da LUG – 3ª linha – Está dizendo o seguinte: um mandato que resulta de um endosso por procuração não se extingue por morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandatário. apenas dei o título como garantia de um determinado contrato. coloco no título. Não se extingue o mandato pela morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandante. O endossatário tem poderes para cobrar o título. Dois pontos interessantes sobre o endosso impróprio devem ser falados: Primeiro sobre o endosso mandato: Tem um erro na LUG. temos que alterar foi erro de tradução. Na prática o professor nunca viu isto. É possível endosso caução no cheque? Rogério emitiu um cheque em favor de Leonardo. faço endosso caução para ela. também chamado de endosso tardio. ela recebe. O endosso feito após o vencimento tem algum efeito? Você pode endossar um título depois de vencido? Pode. tem que me devolver o dinheiro.

igualzinho. porque os vícios intrínsecos não se propagam.Não é possível endosso condicional. O endosso. Aí nós vamos continuar perguntando e daí? Qual a diferença dos efeitos da cessão para os efeitos do endosso? Diferença entre cessão cível de crédito e endosso: Cessão Civil de Crédito . e o contrato é uma declaração bilateral de vontade.É uma declaração bilateral de vontade. . . ele parece um endosso normal.O cedente é DCI. Agora. Laura pode alegar que não vai pagar a nota promissória para Marcos porque o Leonardo descumpriu contrato com ela? Não. . mas ele não gera efeito de endosso. Vamos imaginar que tenha sido protestado aqui no dia vinte de setembro.É exclusivo de direito cambial.O cedente é apenas pro soluto. .É uma declaração unilateral de vontade. mas ela também pode ceder todos os seus títulos através da cessão civil de crédito. Parece endosso. .É possível cessão condicional.É de direito comum. mas esse endosso é póstumo ou tardio. inclusive título de crédito. Endosso . ela até pode endossar tudo para uma empresa de factoring (endosso sem garantia). mas na verdade é uma cessão civil de crédito. o endosso feito após o prazo para o protesto de pagamento ou após o protesto é um endosso póstumo ou tardio”. Não houve protesto. depois de expirado o prazo para o protesto. Isso quer dizer que se Laura emitiu uma nota promissória a favor do Leonardo e o Leonardo endossou essa nota promissória para Marcos. mas expirou o prazo para protesto. Então título de crédito pode ser cedido por endosso ou por cessão civil. Vamos a um exemplo de título de crédito que é transferido por cessão: Factoring. Endosso é exclusivo de direito cambial. o título é purificado. não houve protesto. endosso só existe do título de crédito.O cedente não garante o pagamento. . uma loja que recebe um monte de título pré-datado.Não é possível endosso parcial.Não tem efeito purificador. todos os efeitos dele serão da cessão civil de crédito. . então o endosso feito após o dia vinte de outubro é o endosso póstumo ou tardio. vamos imaginar que eu tenho um .O cedente é pro soluto e pro solvendo. você só endossa título de crédito e a cessão é de direito comum. Você pode transferir o título de crédito por cessão civil ou por endosso. Qual a conseqüência de ser endosso póstumo ou tardio? Normalmente. .165 Endosso póstumo é o seguinte: “Vamos imaginar que o endosso póstumo venceu e há um prazo para o protesto. . .É possível cessão de crédito parcial. O endosso gera o efeito purificador. . Vou dar um exemplo da duplicata: Na duplicata o prazo para protesto é após trinta dias do vencimento. o título de crédito em razão do endosso aplicase o princípio da autonomia e na cessão civil de crédito. é uma declaração unilateral de vontade e a cessão é uma espécie de contrato.Efeito purificador. pode ser utilizado para qualquer crédito. . Agora vamos imaginar que não foi feito o protesto e que você endossou o título quarenta e cinco dias depois do vencimento. você não tem como endossar um contrato. Então endosso póstumo ou tardio é aquele que é feito após o protesto por falta de pagamento ou se não tiver protesto. É aquela história do princípio da autonomia. como toda declaração cambial.

Por isso que em regra. o endossante paga. ninguém pode transferir mais direitos do que tem. lá na LUG diz que o endossante é para o soluto e para o solvendo. Na cessão civil de crédito o cedente não garante o pagamento. além disso. eu garanto que o título existe.000. O novo Código Civil diz o seguinte: O endossante é apenas para o soluto. prevalece a LUG que é lei especial. Eu vou fazer uma cessão civil de crédito. ele pode alegar tudo aquilo que ele podia alegar contra o cedente. Na cessão civil eu estou cedendo o crédito para Marcos e garanto apenas uma coisa. O DCD é o devedor principal. DCI. ou seja. Mas felizmente o novo Código Civil quase nunca vai ser aplicado. quando eu vou transferir o crédito o devedor deve ser notificado dessa transferência. Agora se ela vai pagar ou não. dizendo que o endosso parcial é nulo. que aquilo não é falsificado. e eu quero transferir esse crédito que eu tenho com a Laura para meu amigo Eduardo. Lá no Direito Civil tem endosso? Não. vai junto o vício. eu estou fazendo uma cessão para o Marcos é para o soluto e para o solvendo ou é apenas para o soluto? Apenas para o soluto. Se fosse um título de crédito com endosso.00 para ele? Não. Diz o artigo 290 e seguintes do CC. Eu posso fazer um endosso só de R$ 5. aí eu estou devendo R$ 5. E na cessão civil de crédito. não é titulo de crédito. o endossante ele é DCD. quebrou tudo. porque o título é purificado com o endosso. Então o crédito é purificado? Não. se a pessoa para quem foi endossado não pagar. Ela vai poder alegar que não vai pagar ao cessionário porque o serviço do cedente foi mal feito. o cedente não é devedor. não se pode rasgar a carta.00 para o Marcos.000. ou credor? Ele é DCI. ele vai poder alegar contra o cessionário. eu não tenho como endossar. devedor cambiário indireto. Já a cessão . Isso porque tudo aquilo que ela podia alegar contra o cedente ela pode alegar contra o cessionário.166 crédito pra receber com Laura. a partir do momento em que ele toma ciência de que o crédito está sendo transferido para terceiro. Tudo que se podia alegar contra o cedente vai se poder aplicar contra o cessionário. porque senão eu estaria ferindo o princípio da cartularidade. Faço uma cessão de crédito para o Eduardo. tem regra expressa na LUG.00. nós vamos aplicar a LUG. e quando ele é notificado.00. vamos imaginar que é um termo de confissão de dívida. O endosso ele transfere para o soluto e para o solvendo. É possível endosso parcial? A Laura emitiu uma nota promissória para mim de R$10. vai junto à nulidade. e deu vazamento. ele não garante o pagamento. um termo de confissão de dívida de R$15. Por aí já é possível nós afirmarmos que não há endosso parcial. é problema do Marcos. quem tem que pagar mesmo. Ele vai com tudo de ruim que ele tiver. Mas o professor acabou de falar que o endosso é para o soluto e para o solvendo! A questão é que o novo Código Civil trouxe uma regra completamente louca. e garanto mais. Se eu tenho um crédito que está com algum vício e eu transferir o crédito. que o crédito existe. ela não ia poder alegar vícios na causa cedente. Aplica-se aquela máxima do Direito Civil. que o crédito existe. Vamos imaginar que eu construí uma sauna no apartamento da Carla. Mas. vai junto o que for. uma dívida. Então essa regra do novo Código Civil não tem aplicação.000.000.

isso é regra. e está lá no artigo 5º da LUG que se “A” não pagar ele pode cobrar de “B”. quem responde pelo não pagamento. não garanto pagamento. ENDOSSO SEM GARANTIA: O endossante é para o soluto e para o solvendo. Como. E cedente não garante pagamento. Quando se endossa sem garantia. ou seja. mas a condição é considerada não escrita. com a sociedade de factoring. Atenção . É possível o endosso condicional? Primeiro. então endosso póstumo também não garante pagamento. “B” pode transformar o endosso em apenas para o soluto.167 pode ser apenas de parte do crédito.Tudo que se aplica para cessão se aplica para endosso póstumo ou tardio. factoring. e se “B” não garante o pagamento ele não é devedor. o factorizador (a empresa de factoring) ou o factorizado? O risco fica com quem com a empresa de factoring ou com o factorizado? O risco fica com o factorizador. como é que você vai transferir para o factorizador? Você pode fazer a transferência através de cessão civil. o endosso é válido. Já a cessão condicional é possível porque é contrato. o que é endosso condicional? Ex: Eu endosso esse título para a Priscila se ela passar em primeiro lugar no concurso. e o “B” endossou essa nota para o “C”. Se o risco ficar com o factorizado não é factoring. . endossa-se apenas para o soluto. Então como é que eu vou fazer a transferência do título de crédito para a empresa de factoring? Se fosse através do endosso comum. Mas existem exceções. O endossante do endosso póstumo garante o pagamento? Na verdade o endossante do endosso póstumo ele não é endossante. sem garantia. É possível isso? A lei diz que não é possível o endosso condicional. A condição é considerada não escrita. é um contrato e fica estipulado o que as partes acordarem. a sociedade de factoring poderia cobrar do factorizado. o “B” é professor de Direito Comercial. porque o risco não pode ficar com o factorizado. Então se a transferência for feita através de endosso. Mas lembrando lá no factoring. O endosso póstumo ou tardio. Coloca-se a cláusula sem garantia. pois o factorizador é quem assume o risco do inadimplemento. tem que ficar com o factorizador. Passando ou não no concurso ela vai receber o crédito. Vamos dar um exemplo: “A” assinou uma nota promissória em favor de “B”. Na secutirização dos créditos. contrato de cessão civil de crédito. a primeira exceção é o endosso póstumo ou tardio. tem que ser endosso sem garantia. ele vai ficar dentro do quadro do endosso ou do quadro de cessão? O endosso póstumo ou tardio vai ficar dentro do quadro de cessão. ele é cedente. O endosso sem garantia é utilizado nas operações de factoring. do endossante. mas você também pode transferir através do endosso. Como? O “B” endossa para “C”. porque é para o soluto e para o solvendo.

quando “B” colocou a cláusula proibitiva no endosso. porque é endosso e não cessão. . O que é reendosso? O que é endosso de retorno? E quais os seus efeitos? ENDOSSO DE RETORNO: “A” endossou para “B”. o “B” quando endossou para o “C” proibiu novo endosso. A única pessoa que pode cobrar de “B” é “C”. “B” fez endosso para “C” proibindo novo endosso. é que “B” só garante o pagamento do título para “C”. O “E” é o credor. porque na verdade ela não proíbe novo endosso. ela não poderá ser inserida na cessão de crédito. O “E” poderá cobrar de “D” e de “C”. que endossou para “E”. O “E” poderá cobrar do “A”. Agora eu pergunto. Então. que endossou para “D”. ele só não vai poder cobrar do “B” porque ele colocou a cláusula sem garantia. Então. o “A” não pagando ele vai protestar. Então para que serve essa cláusula? Na verdade o nome dessa cláusula está errado. Se fosse cláusula sem garantia “B” não pagaria o título para ninguém. de “G” para “D”. Quem é o devedor principal? O “A”. para quem ele endossou o título de imediato. “C” pode endossar para “D”? Pode. o “C” é DCI e o “B” não é nada. porque retornou para quem já fazia parte da cadeia cambiária. é um nome que leva as pessoas a erro. Então nesse exemplo: O “B” endossou para “C” com cláusula proibitiva de novo endosso e “C” endossou para “D”. O “B” não é obrigado a pagar “D” nem “E”.Cláusula proibitiva de novo é uma cláusula exclusiva do endosso. o “D” é DCI. e é esse endosso. Se o “C” endossar esse título para alguém. mas terá de pagar “C”. Importante . por exemplo. Na verdade o efeito dela. Nós vamos falar agora em um assunto que já foi matéria de prova da defensoria pública. mas nos outros não. já na cláusula proibitiva de novo endosso. O “A” é DCD. Agora vamos imaginar que “E” cobrou de “C” e que “C” pagou. mas não poderá cobrar de “B”.168 Nesse ponto fica igual à cessão de crédito. podemos observar que o título voltou para quem já participava da cadeia cambiária. “B” não é obrigado a pagar. que endossou para “F”. Quando chegar a data de vencimento “E” tem que cobrar de “A” que é DCD. mas “A” não pagou. Agora vamos complicar. e protestando ele vai poder cobrar de qualquer um do “D” ou do “C”. “B” paga o título. cláusula proibitiva de novo endosso. o devedor não vai poder alegar contra a sociedade de factoring tudo aquilo que poderia alegar contra o factorizado. O “B” só garante pagamento para “C”. “B” não garante o pagamento para futuros endossatários. então ele não é nada. que é chamado de endosso de retorno. que endossa para o “E”. somente no endosso. que endossa para o “D”. que endossou para “C”. que endossou para “E”. porque “B” quando endossou para “C” endossou com cláusula proibitiva de novo endosso. e então “E” protestou o título. tendo agora direito de cobrar dos DCI. O “B” endossou sem garantia. que endossou para “G”. mas apenas para o endossatário imediato. “B” só paga o título se for para “C”. Agora vamos imaginar que “B” endossa uma nota promissória sem garantia para o “C”. O “C” poderá então cobrar de “B”. que endossou para “D”.

que nós já discutimos. é uma nomenclatura exclusiva da doutrina. desde que o . porque com o segundo endosso já tinha sido excluído da relação cambiária. Então “G” vai cobrar de “F” que vai cobrar de “E” que vai cobra novamente de “D”. É reendosso porque o endossador já endossou uma vez esse título e está endossando de novo. mas não tem como controlar o endosso em branco no cheque. é extinto. tivesse sido endossado para o “A”? O que vai acontecer com esse título? (Foi à pergunta de concurso) Qual a conseqüência de um título ser endossado para o devedor principal (para o DCD)? Esse título seria extinto. E o Leonardo colocou no cheque: Endosso para Adriana e assinou. quando “A” paga o título.021 e artigo 19 da Lei 8. em vez de para o “D”. Então quando o título é endossado para alguém que já faz parte da cadeia cambiária. pode controlar nos valores imobiliários. Mas “D” poderá cobrar de “G”? Vamos imaginar que sim. Atenção . No vencimento “D” vai poder cobrar de “A”. são Leis de 1990. Mas o Leonardo pode fazer um endosso em branco. “F” e “G” saem da relação cambial. que cobrou de “A”. Isso tem como ser controlado nas ações. onde o título pode ser até sem valor. endosso de retorno. mas o “A” não pagou. tem que caminhar para o DCD. Após o protesto o “H” pode cobrar do “G”? Não. que é DCD. Essa proibição está no artigo 4º da Lei 8. é como se na verdade essa pessoa tivesse sido pago o título. O Leonardo põe no cheque: Endosso para _________. sendo assim. É como se o “D” tivesse pago o título. não vai ser encontrada na lei. e não coloca nome nenhum e assina. qualquer um pode colocar o nome nesse endosso e descontar o cheque. Esse é um endosso em preto. que não podem nem mais ter endosso. do “B” e do “A”. “E”.169 Agora vamos falar dos efeitos. Porém. e o Leonardo endossou pra Adriana.088. Todo título de crédito é um título de resgate. Daí “D” só pode cobrar do “C”.Essa nomenclatura. pago o título para “G”. Também é uma nomenclatura da doutrina. Vamos imaginar que “G” endossou para o “H”. aí ele poderá cobrar de todos os DCI. é a mesma coisa que o pagamento. Se “E” cobrar de “D” o que “D” vai fazer depois? Cobrar novamente dos DCI? Se for assim não vai sair disso. ambas Plano Collor. que não pagou. Tornou-se um endosso ao portador. Há uma Súmula no STF. O “H” só vai poder cobrar dos outros DCI e do DCD. ENDOSSO PRETO e ENDOSSO BRANCO Vamos supor que o Rômulo emitiu um cheque em favor do Leonardo. então ele vai protestar o título. REENDOSSO: Reendosso é quando o título é novamente endossado pelo mesmo endossador. Essas leis dizem que não pode ter endosso em branco. esse título acaba. A LUG diz o seguinte: Se o título tivesse sido endossado. não pode mais existir título ao portador e endosso em branco.

essa assinatura vai ser tratada como aval. A Adriana não pediu. Bom. Nos podemos dar garantias reais e pessoais. se for do sacado. presunção relativa vai ser aval. na verdade você dá o patrimônio. em qualquer lugar. mas é uma espécie usada exclusivamente no Direito Cambial. No dia em que for depositar ou sacar o cheque ela vai ter que preencher. quem dirá sem nome do beneficiário. em princípio vai ser aval. avalizo esse cheque. mas não é. O aval é exclusivo de Direito Cambial. Outra espécie de garantia fidejussória sem ser o aval é a fiança. é um princípio infraconstitucional. Pontes de Miranda diz que não é título de crédito e etc. Aí o Rômulo diz que eu não tinha que ter me metido nessa história e diz que não quer. mas o cheque é um título meio “capenga”. E como toda declaração cambial é uma declaração unilateral de vontade. Então o aval é uma espécie de garantia fidejussória. O garantidor responde nesse caso com todo o patrimônio. mas eu coloquei lá. Se fosse princípio constitucional não poderia. Aí eu pergunto: Adriana é devedora? Não. O síndico leva o cheque . endosso calção e endosso mandato. porque é uma declaração unilateral de vontade. Lembrando que o endosso em branco pode se tornar a qualquer momento em endosso em preto e para isso basta haver o preenchimento do nome do beneficiário. mas se for uma assinatura no anverso solta. A Adriana transferiu o título para o Maurício. Os títulos foram criados como um modo de circulação de riqueza. dá pessoa em garantia. Você não dá como garantia um bem discriminado. a natureza jurídica do cheque tem doze correntes e apenas uma corrente diz que o cheque é título de crédito. cheque hoje em dia é prova de pagamento. Agora. Quanto à questão da limitação e da circulação não há qualquer tipo de problema.170 credor posteriormente preencha de boa-fé. Tem o nome da Adriana no título? Não. E lei posterior pode a qualquer momento revogar lei anterior. ela vai ter que preencher. Então em regra o endosso tem que ser lançado no verso. Por quê? Porque só se vincula ao título quem o assina e a Adriana nem aparece no título. Mas se um dia a pessoa vir me cobrar o cheque que eu endossei em branco. nenhum dos dois quer esse aval. Eu pego esse cheque e coloco lá. porque esse princípio não é constitucional. e entrego para o Rômulo. avalizo esse cheque. para pagar contas da massa falida e etc. Claro. Na última prova da Magistratura caiu: Endosso impróprio. é um ato de liberalidade. Então se eu posso emitir um título sem valor. Conceitue e explique endosso mandato e endosso calção. OBS: Para o síndico emitir um cheque da massa falida. eu endossei em branco para a Adriana. Ex: Vamos imaginar que a Adriana pede para eu entregar ao Rômulo um cheque. é claro que só lançar a assinatura no anverso. a assinatura dele vai ser tratada como aceite. AVAL: Natureza jurídica do aval: O aval é uma espécie do gênero garantia fidejussória. daí a pergunta: Esse aval é válido ou não é válido? É válido. em princípio. Na verdade. Em que local do título o endosso tem que ser exarado? No anverso ou no verso? Tanto faz. Somente Waldirio Bulgarelli diz que é título de crédito próprio. esse cheque tem que ter a rubrica do juiz.

. o que acontece? Qual a conseqüência lógica do aval no contrato? Ser considerado nulo. Uma pessoa (louca) chegou para o outro na hora de fazer um contrato e disse que queria um avalista. E já que não pode ser garantidor por aval. O aval no contrato. isso não quer dizer aval de forma alguma. no anverso do cheque. Agora vocês adivinhem o que o credor fez? Executou o juiz. uma nota promissória vinculada ao contrato e aí se pega a assinatura do avalista na nota promissória. o aval é um ato de mera liberalidade. Diferenças entre aval e fiança Aval . nós acabamos de falar que o aval é exclusivo de direito cambial. chamo o Rômulo para ser meu avalista. E aí. até no Direito Penal. eu já vi uma decisão do TJ nesse sentido e uma decisão no STJ. a LUG. se tem que interpretar as cláusulas contratuais para chegar ao máximo na vontade das partes.Obrigação autônoma.171 até o juiz e esse o rubrica. O Direito Empresarial é muito .Pode ser parcial. em qualquer tipo de negócio. Tem prevalência a LUG. é exclusivo de Direito Cambial. Já o aval não. o novo Código Civil vem dizendo que não. O aval depende de outorga uxória ou marital? O artigo 978 do CC diz que para vender um imóvel precisa da autorização conjugal. até Empresarial. dizendo que o juiz era avalista. que é lei especial.Obrigação acessória. ele também pode querer dar só um pouco. então vamos criar um quadro. Teve recurso e o tribunal disse que está certo. Entretanto. que diz que o aval pode ser parcial. . Pode ser um ato de liberalidade total ou um ato de liberalidade parcial. porque existe lei específica. porque normalmente se vincula um título de crédito ao contrato. a vontade das partes era que a pessoa que assinou o contrato fosse garantidor. Então como nós já vimos.Exclusivo de Direito Cambial. Mas aí a pessoa ao invés de colocar o Rômulo como avalista do título. Muita gente confunde aval com fiança. Como foi exigido um avalista eu vou lá e arranjo um avalista.Pode ser parcial. quer dar tudo. dizendo que a rubrica do juiz no cheque não significa que ele seja avalista. qual a outra espécie? Fiança. mas o Código Civil nesse caso não vai ser aplicado. mas vamos considerar o aval no contrato como se fosse uma fiança. O aval por tanto pode ser parcial. . Tem até lei especial tratando da matéria. É um ato de liberalidade. E o fundamento usado para isso é que é vontade das partes. Ex: Olha que interessante! Jurisprudência mais uma vez. que não existe aval em contrato. então se avalista pode.Qualquer tipo de negócio. isso não é valido para o Direito Empresarial. O aval pode ser parcial? O aval é um ato de liberalidade. ele libera o quanto ele quiser. Daí o juiz chegou lá e colocou nulo o aval. Não podemos chegar a esse absurdo. Por exemplo. Não tem nenhum problema até agora. coloca o Rômulo como avalista do contrato. na locação comercial a garantia mais utilizada é a fiança. E nesse caso. . Depositaram o cheque e o cheque voltou. Fiança . A fiança pode estar presente em qualquer ramo.O aval é exclusivo de Direito Cambial e a fiança é uma garantia que pode ser usada em qualquer ramo. Agora eu pergunto: Pode aval no contrato? Não. Atenção . Isso é meio absurdo! Mas fazer o que.

não é nulo a obrigação do avalista. ele vai ser DCD quando for avalista de DCD. nula a obrigação do afiançado.172 dinâmico. princípio da autonomia. Lógico que não é qualquer imóvel é imóvel ligado a atividade empresarial. e quando o DCD paga o título morre. lógico que o imóvel não está em nome do casal. ele tem que caminhar para o DCD. está em nome do empresário. O avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado. Aval simultâneo é quando vários avalistas avaliam um mesmo avalizado. A dívida é de R$ 4. Solidariedade civil é diferente de solidariedade cambiária. mas veio a lei e disse expressamente que para o aval precisa de outorga uxória. que dirá um aval. O espírito da solidariedade cambiária é facilitar a cobrança. o “A”. o “A” não pagando o “E” vai ter que protestar. os avalistas são DCI. Não tinha a menor necessidade. PLURALIDADE DE AVAIS: Existem duas espécies de pluralidade de avais. o trespasse que não precisa da outorga. O título é um título de resgate. Entendimento do TJ e STJ. Então ele executa C3.00.00 e agora o “E” pode cobrar de qualquer um. “C” e “D”. Vamos supor que ele escolheu o C3. . nula à obrigação do fiador. que é o DCD. A obrigação decorrente do aval é autônoma. Então se eu posso vender um imóvel sem outorga uxória. Feito o protesto ele passa a ter direito de cobrar dos DCI. Bom.000. O artigo 978. Os devedores são solidários. Na fiança a obrigação decorrente é acessória.000. Com C3 pagando o “D” ficou fora da relação cambial. Por exemplo. Primeira pergunta: Cabe intervenção de terceiro? Cabe chamamento ao processo? Não cabe. OBS: Não existe chamamento ao processo em solidariedade comercial. que é a cambiaria. Nulo a obrigação do avalizado. Nenhum professor de Direito Civil concorda com esse artigo. 1. Eu já falei para vocês que o avalista é pode ser DCD ou DCI. Nesse caso do desenho acima. vai depender de quem ele esta avalizando. pois são avalistas do “C”. e vai ser DCI quando for avalista de DCI. não precisa de autorização marital. O aval é uma obrigação autônoma ou uma obrigação acessória? É o princípio da autonomia que vai resolver isso. que é DCI.Aval simultâneo: De acordo com a doutrina é o chamado aval horizontal. então o “E” pode escolher qualquer um. diz textualmente que “O empresário pode vender o imóvel ligado a atividade e para tanto não necessita da outorga conjugal”. Bom os DCI são “B”. isso porque a atividade empresarial é uma atividade dinâmica. então “E” está cobrando de C3 e o valor do título é de R$ 4. C1 A C2 B C3 C C4 D E Horizontal No vencimento o “E” vai cobrar do “A”. O C3 pagou. aval simultâneo e aval sucessivo.

Será um aval simultâneo. de “B” ou de “A” todo o valor. Quando o avalista não diz quem ele está avalizando. . Quem eles estarão avalizando? Se for uma letra de câmbio.000. que não pagou.00 de C1. Para terminar nós vamos voltar no aval em branco.000. No aval em branco na nota promissória tem que se levar em conta onde esta a assinatura. C4 C3 C2 C1 A B C D E Aval vertical. que “C” veio e avalizou “B”. aval em branco na letra de câmbio é considerado dado em favor do sacador.00 de C2 e R$ 1. Só muda em um título. desde que esteja lá avalizo e etc.00 de C4. Ele paga os R$ 4.000. Assinou-se e não tem assinatura embaixo.000. que foi avalizado pelo C3. C1. vários avalistas para o mesmo avalizado. R$ 1. mas só pode cobrar R$ 1.173 Sendo assim o C3 pode cobrar de “B”. vamos supor que tenha quatro pessoas avalizando. O “E” então resolve cobrar do C2. de “C”. o C1 foi avalizado pelo C2. o aval em geral é dado no anverso (frente). É o que a doutrina chama de aval vertical.00.Aval sucessivo: Aval sucessivo é quando um avalista avaliza outro avalista. que foi avalizado pelo C4.000. Vamos imaginar que “B” avalizou “A”. Primeiro. É muito mais fácil ele cobrar de “C”. (O meu pai dizia assim. houve protesto e agora o “E” pode cobrar de todos os DCI. assinando em cima de “A”. o endosso será dado em favor do sacado. se o C3 pagar ele pode cobrar os R$ 4. 2. Ou seja. assinando em cima de “B”. se uma pessoa está em baixo de você. mas se uma pessoa está em cima de você não se mete com ela). o C2 vai ter que pagar os R$ 4. Agora eu pergunto: O C3 pode cobrar de C1? Pode cobrar de C4? Atenção: Internamente a solidariedade dos avalistas simultâneos é solidariedade civil. Ele pode cobrar todo o título de C1. na duplicata. de “C” e de “A”. olha pra ela e pisa nela.00 do C1.000. Agora eu pergunto: O C2 pode cobrar alguma coisa do C4? Não. É a mesma coisa na nota promissória. ele só pode cobrar a quarta parte de cada um.000. C3 e C4) a solidariedade é civil. mas não pode cobrar os R$ 4. o aval em branco é dado em favor do sacador. O C2 pagando o “D” sai da relação cambial.00. mas também pode ser dado no verso. Sai da relação cambial além de “D” o C3 e o C4. C2. porque entre eles (os avalistas simultâneos. Quando se avaliza acima da assinatura de outro avalista sem diz nada esta se avalizando quem está em baixo. e assim sucessivamente. Então.00 do “B”. de “B” e de “A”. O “E” no vencimento cobrou do “A”.

Bom. Devedora Cambiária Direta (DCD) e o avalista do aceitante. Este é o princípio da literalidade. O sacador dando uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. isto é. Mas antes de Cláudia assinar o título. ele avalizou a sacada antes mesmo da sacada dizer se vai pagar ou não. mesmo assim. a Cláudia como a sacada e nosso amigo ali como o avalista. Se Cláudia não pagar a Rômulo.000. Leonardo diz para Rômulo: “Você. ela não é devedora cambiária. Sacado e o Beneficiário. ao beneficiário. não assinou. logo. cobrará do Leonardo. Sabemos que na Letra de Câmbio o sacador é Devedor Direto Cambiário (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI). Rômulo pode cobrar de Cláudia esta quantia. o Leonardo como sacador. ela é devedora cambiária? Não. E quais são estas partes inaugurais? Sacador. que é a sacada apenas. Então eu dei uma ordem para Cláudia para pagar a Rômulo. que assinou o título é Devedor? Por que aval antecipado? Porque nosso amigo ali lançou o aval antes do aceite da sacada. pois ainda não assinou o título. Mas o problema é o seguinte: Avalista do sacado onde o sacado não aceita. O avalista do Devedor Cambiário Direto (DCD) ele também é Devedor Cambiário Direto (DCD) e se for avalista do Devedor Cambiário Indireto (DCI) ele também será Devedor Cambiário Indireto (DCI). porque para se vincular ao título tem que ter o aceite tem que assinar. O problema é o seguinte: O nosso amigo ali avalizou a sacada e se a sacada não fizer o aceite? Nosso amigo ali que avalizou o título. que no exemplo é Leonardo. A Cláudia. também será o Devedor Cambiário Direto (DCD). eu disse para vocês que o avalista segue a mesma posição do avalizado. Se ela aceitar. ou seja. por enquanto ela é sacada. em um determinado momento. da sacada e avalizo o título”. Direta (DCD) e o avalista dela também como Devedor Cambiário Principal. não haverá problema nenhum porque será aceitante. a questão é o seguinte: Na Letra de Câmbio nós já estudamos que existem três partes inaugurais. Se Cláudia efetuar o aceite. é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Bom nós temos a seguinte situação: Temos Rômulo como beneficiário. Ex: Leonardo dá uma ordem para Cláudia pagar ao Rômulo a quantia de cinco mil reais (R$ 5.00). Daí o sacador. é Devedora Cambiária? Vejam que eu só dei uma ordem apenas para Cláudia pagar a Rômulo. Direto (DCD). o nosso amigo ali vem e assina o título dizendo: “Eu sou avalista da Cláudia. não haverá problema nenhum porque se efetuar o aceite ela se torna aceitante.174 17ª Aula – 01/11/2003 Vamos começar a falar sobre o aval antecipado. A questão é o seguinte: No aval. ele vai cobra esta quantia de quem? Rômulo vai cobrar esta quantia do sacador. Ele é o principal pagador ou ele não é o principal pagador? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). passando a ser Devedora Cambiária Principal. Como Cláudia ainda não aceitou. sacado não é Devedor Cambiário. só se vincula ao título quem o assina. O sacado que não aceitou é devedor ou não é devedor? . que no exemplo.

extrajudicial. E se o sacado não aceitar como fica o avalista? Nós acabamos de falar aqui que o avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado e aqui na questão o avalizado é devedor? Não. isto é. ele será considerado devedor ou não? O aval antecipado é exatamente isto. ou seja. não tem como na prática viabilizar isto. Vamos analisar o protesto e a legislação aplicada é Lei 9492/97. E o avalista vai poder cobrar de quem se o sacado não é devedor? O avalista será o último a pagar? Não porque o último que tem que pagar numa Letra de Câmbio sem aceite é o sacador. ou seja.LEI 9492/97 Conceito: Protesto é um ato jurídico cartoriano. logo. porque ele não aceitou o título. solene. O avalizado pode até morrer que não há problema. viabilizando a cobrança dos Devedores Cambiários . Por que não subsiste a obrigação do avalista? Porque se o sacado não é nada e se o avalista segue a mesma posição jurídica dele. não há problema nenhum porque as obrigações cambiárias são autônomas. através do qual se extrai uma certidão atestando uma resposta negativa do devedor (falta de pagamento. A segunda posição é amplamente dominante em razão da prática. que não aceitou. devolução. PROTESTO – LEGISLAÇÃO APLICADA . E o avalista do sacado que não é devedor. O sacador vai poder cobrar do avalista? Não. a posição do Rubens Requião não tem nenhum fundamento prático. majoritária. subsiste a obrigação do avalista. o sacado aceitando ou não. adotamos orientação diversa e explica a posição que é amplamente majoritária.175 Não é devedor. Este é o último ponto sobre aval. E o avalista é devedor? • Duas correntes: A primeira corrente defendida por Rubens Requião – Em razão do Princípio da Autonomia subsiste a obrigação do avalista. é o aval dado em favor do sacado antes do aceite deste. como ele pode ser alguma coisa se o avalista segue a mesma posição jurídica do seu avalizado. O credor vai cobrar de quem se o sacado não aceita? O credor vai cobrar do sacador que é Devedor Cambiário Indireto (DCI). não há como fundamentar na prática a primeira corrente. aceite. A segunda corrente. logo. logo. OBS: Na hora da prova vocês dizem assim: Em que pese à envergadura jurídica do saudoso Professor Rubens Requião. também vai ser nada. então. etc). Por que se nós admitirmos a opinião de Rubens Requião este avalista vai ser Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI)? Ele não avalizou Devedor Cambiário Direto (DCD) nenhum e ele também não avalizou Devedor Cambiário Indireto (DCI) nenhum. subsiste a obrigação do avalista. defendida por Fran Martins – Entende esta corrente que não subsiste a obrigação do avalista.

ele tem que provar que a Cláudia não quis aceitar e uma carta escrita de próprio punho de Cláudia dizendo que não vai aceitar. e o oficial do cartório vai expedir uma intimação para a sacada com o seguinte teor: “Sra. não serve porque a lei exige imprescindível o protesto como comprovação da mora. que são protestos por falta de pagamento. Vamos ver na prática porque isto que vou falar não está na lei: O cartório envia a intimação para o protesto por falta de pagamento. E Cláudia diz que não aceita pagar. mas só que no vencimento ela não quis pagar e aí Rômulo vai leva a nota promissória a protesto e o cartório a intima.00) e você aceita pagar?”. de devolução e de aceite. em regra. Então o protesto não é imediato porque há primeiramente um procedimento do cartório. a própria intimação do cartório já é uma ficha de compensação. Na verdade. Oficial este título que está aí. mas existem outras modalidades. então. Cláudia. ou . A mesma coisa o protesto por falta de pagamento. eu não vou pagá-lo porque Rômulo colocou um revólver que me obrigou a assinar o título ou dizer:“Esta assinatura que está no título não é minha”. dentro do prazo de três dias a contar da expedição desta para efetuar o aceite do título tal e aí vem dizendo qual o título. protesto. isto já é uma ficha de compensação onde o devedor já pode ir ao banco e pagar. não quis aceitar”. sob pena de protesto”. para efetuar o aceite.176 Indiretos (DCI’s) e o requerimento de falência com base na impontualidade (Artigos 1º e 10 da Lei Falimentar). Quando é protesto por falta de pagamento em duplicata. Há ainda previsto na Lei 9492/97 a possibilidade do devedor ser intimado para comparecer a cartório sob pena do protesto e ir a cartório e dizer assim: “Sr. E se não for a cartório efetuar o pagamento? Protesto. O que Rômulo vai fazer? Rômulo vai a cartório e levá-la a protesto. Leonardo. há também as custas do protesto que estão embutidas ali. é claro que além do valor do título. Leonardo mandou você me pagar à quantia de cinco mil reais (R$ 5. Então o Rômulo levou o título para protesto e chegando lá no cartório ele diz: “A sacada. não quer dizer que o título já está protestado porque o cartório tem um procedimento e este dura.000. MODALIDADES DE PROTESTO: Vou mencionar os principais. os principais são estes colocados acima. Cláudia será intimada para que no prazo de três dias a contar da expedição ir ao cartório e pagar. Quando ele protocola o protesto. Vamos imaginar que seja uma nota promissória e ela emitiu em favor do Rômulo. E se Cláudia não for ao cartório? Haverá o protesto por falta de aceite. isto é. Cláudia compareça no cartório tal. Vou explicar a vocês como funciona o protesto: Uma letra de câmbio funciona assim: A letra de câmbio tem o aceite. atualmente o devedor não precisa ir ao cartório e vai direto ao banco e paga. Mas vamos direto pela Lei e deixar um pouco de lado a prática: O devedor tem que ir a cartório e efetuar o pagamento. Se Cláudia aceitar vai ter o protesto? Não. dia tal. Rômulo vai levar a letra de câmbio lá na casa de Cláudia para ela fazer o aceite e diz Rômulo: “Cláudia. Para Rômulo cobrar do sacador. três dias. o beneficiário.

663/66) artigo 44. Isto é o chamado contraprotesto. mas fora o vício de forma. entenda-se. o Oficial do Cartório não pode decidir quem está com a razão. O devedor pode ir a cartório e não pagar. não tiver a data (lembram do cheque sem data?). É assim que funciona o protesto. O prazo que vou falar aqui é o prazo para que você faça o protesto e assegure o direito de cobrar os títulos dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). vício formal extrínseco. Se eu protestar fora deste prazo tem algum problema? O único problema é que você não poderá cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). O Oficial só não vai fazer o protesto se o título tiver vício de forma. enfim tiver algum vício de forma que se possa constar. o protesto para a cobrança do Devedor Cambiário Principal. por exemplo. O protesto é imprescindível para cobrança de quem? Dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Não! Por quê? Não. não aceitar. terceira alínea. . este sim poderá ser conhecido de ofício. então. para cobrança do emitente não é preciso protestar antes. portanto. Vamos ver o prazo para o protesto por falta de pagamento da Letra de Câmbio e da Nota Promissória: Qual é o prazo? Vocês estão com a LUG aí. logo. Prazo para o protesto: Para cobrança dos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é preciso protestar o título? Para depositar um cheque não é preciso protestar antes. não devolver e pode oferecer uma defesa. salvo alegação de vício formal. Quando se diz tirar o protesto entenda-se efetivar. para a cobrança do aceitante também não é preciso protestar antes. o devedor poderá alegar qualquer coisa” é o chamado contraprotesto”. não tiver o nome do beneficiário. Quando for cheque a Lei do Cheque admite que o protesto seja tirado no local do domicílio do emitente. conforme o caso.663/66? Se você for seguir a LUG (Decreto 57. parágrafo terceiro e olha o que diz: O prazo para protestar por falta de pagamento é de dois dias úteis após o vencimento. Então aqui o protesto tem prazo? Tem prazo. Direto é facultativo e sendo facultativo não há prazo para protestar o Devedor Cambiário Direto (DCD). qualquer outra alegação é uma mera defesa moral porque de qualquer maneira o Oficial do Cartório vai tirar o protesto. Este prazo é para cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos. o Oficial terá que tirar o protesto (entenda-se realizar) o protesto. Isto é puramente desencargo de consciência. porque nem precisa protestar. Local do protesto: Onde o título deve ser protestado? Em regra o local de pagamento. ele é meramente facultativo. Então o protesto para cobrança do DCD não há prazo. fazer o protesto. vez que o Oficial do Cartório não é Juiz.177 dizer: “Eu já paguei este título. salvo se o devedor for lá em cartório e pagar ou aceitar. Decreto 57.

Se no vencimento o sacado não pagar o que Simprônio tem que fazer? Simprônio tem que fazer o protesto. E aí segundo a LUG (Decreto 57663/66) o prazo será de dois após o vencimento. O sacador é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). a saber: Primeira posição: O prazo é de dois úteis após o vencimento. Qual é o prazo segundo o Decreto 57. Simprônio credor. Quando eu digo fazer o protesto. Segunda Posição: O prazo é de apenas um dia útil. que é endossante é Devedor cambiário Indireto (DCI). Para que o Simprônio tem que fazer o protesto? Para assegurar o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). O Simprônio vai poder cobrar do sacador? Não. Se o Simprônio faz o protesto no dia 15/10/2003? Simprônio perderá o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). O Leonardo que é endossante é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? Leonardo. Sacador Sacado Leonardo (beneficiário) Caio Tício Simprônio Leonardo endossou para o Caio que endossou para o Tício que endossou para o Simprônio.663/66? Se o título venceu dia 10/10/2003. Se o Simprônio não efetuar o protesto ele poderá cobrar de Caio? Não. até o dia 12/10/2003. Tício endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI) e Simprônio que é endossatário será o credor. Simprônio tem que fazer o protesto dois úteis. vai cobrar de quem? Do aceitante. você tem que levar o título no cartório para protesto no dia .DCD). No vencimento.178 Olha só o que acontece: Uma letra de Câmbio aqui. se o prazo venceu no dia 10/10/2003 o protesto tem que ser feito no dia 11/10/2003. então. o sacado. Para a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) o Simprônio tem que efetuar o protesto tempestivo. O Simprônio vai poder cobrar de Leonardo? Não. Caio endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI). O sacado efetuou o aceite porque ele assinou o título. posição absolutamente isolada. Este é o entendimento do Professor Fran Martins. entenda-se. Mas há controvérsia sobre este prazo. Quem é o devedor principal deste título? O sacado que efetuou o aceite (Devedor Cambiário Direto . ou seja.

foi objeto de reserva e o Brasil diz: Não quero aplicar a alínea terceira do artigo 44 da LUG. Na prática é central de compensação.44/08 previsto no artigo 28 é de um dia útil. Anexo I e Anexo II. Se você não aplica a LUG qual outra legislação que você vai aplicar? O Decreto 2. O protesto mesmo será efetuado dias depois porque o cartório terá que obedecer àqueles procedimentos. parte introdutória. e como é de costume. ou seja.044/1908 tem quase cem anos. terceira alínea. A LUG. Mas olha só o que acontece: A lei do Cheque diz que para cobrança do cheque não precisa haver o protesto e o que substitui o protesto do cheque é a declaração do banco dizendo que o cheque foi apresentado e devolvido. o emitente é Devedor Cambiário Direto? Não precisa protestar para cobrança do emitente do cheque (DCD). você não precisa protestar o cheque basta você depositá-lo. Foi objeto de reserva número nove do Anexo II e esta diz: Não aplicar o artigo 44. Olha que interessante: Eu tenho uma conta aqui num banco do Rio de Janeiro e estou lá em São Paulo. trinta ou sessenta dias? . O protesto mesmo pode nem efetivado uma vez que o devedor poder realizar o pagamento. Primeira posição de Fran Martins é de dois dias úteis após o vencimento e todos os outros defendem um dia útil. Por quê? Defendem um dia útil em razão do seguinte: Lembram que eu falei sobre a LUG. Qual é o prazo para depositar o cheque e assegurar a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? É o prazo de apresentação. Lei Uniforme de Genebra. emito um cheque. onde esta lei tem três partes. será de apenas um dia útil porque você não aplica o artigo 44. OBS: Na hora da prova se perguntarem a vocês qual é o prazo para protestar a Letra de Câmbio e a Nota Promissória. E o cheque? O cheque é diferente. a Lei Uniforme de Genebra mesmo fica na parte do Anexo I e o Anexo II são as cláusulas de reserva. Eu pergunto a vocês: Qual será o prazo de apresentação. Vocês sabem o que quer dizer isto? Aproveitando o ensejo vamos esclarecer que para fins de prova considerase mesma praça. terceira alínea. então. dar entrada no cartório. Aí o cheque vai ser depositado lá na cidade de São Paulo. o Município e praça distinta.179 11/10/2003. O artigo 44. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias mesma praça e sessenta dias praça distinta. Mas como assim é diferente? Muita gente me pergunta se é preciso protestar para cobrança do emitente do cheque. e o prazo deste Decreto 2. Município diferente. Qual é o prazo na Duplicata? É de trinta dias a contar do vencimento o protesto por falta de pagamento. E para a cobrança do endossante do cheque precisa protestar? Se fosse aplicar a regra geral precisaria porque o endossante é (DCI). coloco no cheque Rio de janeiro. terceira alínea do Decreto 57663/66 vez que foi objeto de reserva. entenda-se levar o título ao cartório para o protesto. claro que este prazo é em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). quais sejam. 10 de novembro de 2003. Quando eu digo prazo.

pouco importa se o protesto é por falta de pagamento ou por falta de aceite. E se ela não aceitar e pagar? Ele vai levá-la a protesto por falta de aceite. Como diz o Professor Alexandre Câmera: “Pouco importa o nome do protesto o que interessa é o pedido do protesto. Qual é o prazo de apresentação? O prazo de apresentação é até o vencimento (em regra). Olha uma questão interessante: Prazo de apresentação. esta é a regra. e a Nota Promissória. e no exemplo. É o local de emissão e o local que você tem a conta. O prazo do protesto é o prazo de apresentação. em regra. Pouco importa o local em que o cheque será depositado. 3º) Serve de parâmetro para fixar o termo legal da falência – artigo 14 da Lei Falimentar. ele está apresentando a letra tanto para aceite quanto para pagamento. Prazo para protesto por falta de aceite e de devolução: Claro que aqui estou falando dos títulos que apresentam a figura do aceite. 2º) O protesto se é tempestivo viabiliza a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Muitos cartórios ficam em dúvida de qual protesto vai se fazer. . porque vale o que está escrito no título embasado no Princípio da Literalidade. o local que eu tenho a conta é no banco do Rio de janeiro e o local da emissão eu coloquei também Rio de Janeiro. Se ele apresentar no dia do vencimento. Lá em são Paulo. eles colocam protesto por falta de aceite e pagamento. Ex: Eu passei uma Letra de Câmbio para o Rômulo cujo vencimento é para o dia 10/12/2003. é até o vencimento do título. pouco importa. Colocam os dois. O protesto tem que ser sempre tempestivo. O cheque é diferente porque nem precisa protestar. por falta de aceite ou por falta de pagamento. Qual é o prazo que Rômulo tem para protestar por falta de aceite? Dia 10/12/2003. nestas circunstâncias. EFEITOS DO PROTESTO: 1º) O protesto por falta de aceite torna o título exigível antes do vencimento (obs: explicarei mais tarde).180 Trinta dias. Tem aceite na Duplicata? Tem aceite na Letra de Câmbio? Tem aceite. O cheque pode ser depositado até no Japão. pois o que você deve considerar é a mesma praça ou praça distinta. mas o nome que o cartório vai dar. Qual é o prazo que o Rômulo tem para apresentar esta Letra de Câmbio para Cláudia fazer o aceite? Até o dia 10/12/2003. o que importa é que o protesto tem que ser tempestivo”. cheque você não apresenta para aceite e sim você apresenta uma única vez para pagamento. E o prazo de apresentação vamos ver daqui a pouco. isto é. mas o que você leva em consideração o local onde você tem conta e o local onde você emitiu o cheque ( Princípio da Literalidade). é claro que esta ressalva que eu estou fazendo não dispensa o protesto para fins de falência. por exemplo.

O Oficial do cartório vai levar isto em consideração? O oficial não pode fazer nada. Ocorre que. Caucionou o juízo. Ele não influencia o direito material. pelo novo Código Civil o protesto interrompe o prazo prescricional e isto está previsto no artigo 202. mas em geral. o Juiz nem olha e concede a liminar. mas por este meio seria muito mais difícil. ou seja.000. Caberia uma declaratória com antecipação de tutela? Até caberia. Prática: Juízes concedem a liminar se você caucionar o Juízo. Qual seria a medida cabível no caso acima? Seria a propositura de uma ação cautelar de sustação do protesto e o fundamento legal. A lei está dizendo que interrompe.00 (cento e cinqüenta mil reais).181 4º) Viabiliza o requerimento de falência pela impontualidade – artigos 1º e 10 da Lei Falimentar. eu nunca vi isto na vida”. apesar de toda construção jurisprudencial é no sentido contrário e até a Súmula 153 do STF que dizia que não interrompia agora esta Súmula foi cancela pelo artigo 202. conforme o caso. então agora interrompe. não caucionando o Juízo ele não defere a liminar. Qual é a medida processual cabível neste caso? Poder geral de Cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 26 da Lei 9492/97. A ação Cautelar de sustação do protesto é antes ou depois do protesto? A ação cautelar de sustação do protesto é ajuizada antes do protesto. A ação cautelar de cancelamento é quando o protesto já foi efetivado. O protesto interrompia a prescrição? Bom até hoje não. com pedido liminar. tem até Súmula do STF sobre o tema. presente em toda ação cautelar. além do periculum in mora e o fumus boni iuris. . O protesto tem efeitos meramente processuais. E se nosso amigo demorar um pouquinho para conseguir isto porque o procedimento do cartório dura em regra três dias? O protesto será efetivado e o nome do nosso amigo vai ser negativado. o novo Código Civil deu este efeito ao protesto. É sustar o procedimento do protesto. E o nosso amigo olha e diz: “Eu nunca comprei nada. Aqui é outra ação cautelar chamada de ação cautelar de cancelamento do protesto. aliás. sob pena de protesto”. seria o poder geral de cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 17 Lei 9492/97. O protesto interrompe ou não interrompe o prazo prescricional? Interrompe porque contra força não há resistência. Se você não caucionou o Juízo aí o Juiz vai olhar. Toda a Jurisprudência era contrária a isto e agora vem o novo Código Civil dizendo que o protesto interrompe o prazo prescricional. ele tem importância para fins processuais. II do novo Código Civil. como estão me chamando a pagar uma duplicata? E diz ainda: Esta assinatura não é minha. E a prática como perguntou nosso amigo? A Defensoria Pública sempre pergunta: Qual a medida judicial cabível para o teu assistido? Você vai entrar com uma cautelar de sustação ou de cancelamento. garantir o Juízo. Vamos esquecer um pouco a doutrina e vamos para prática novamente: Vamos imaginar que nosso amigo aqui é surpreendido em casa com a intimação de um protesto com o seguinte conteúdo: “Comparecer ao cartório para pagar uma duplicata no valor de R$150. II do novo Código Civil.

Outro questão onde a doutrina se distancia da prática: Primeira coisa: Leonardo saca um Letra de Câmbio. as Câmaras Cíveis do nosso Tribunal negando pedido de danos morais. eu na época como Gerente de um banco. E que se tem que fazer? Tirar aquela anotação do passado negro do nosso amigo ali. entenderam que o próprio devedor é que pode pedir o cancelamento do protesto. hoje. é devedor e não pagou. na galera que já foi há muito tempo. em favor da nossa amiga no valor de R$ 50. Outra questão interessante sobre o cancelamento do protesto e outra viagem da doutrina: A doutrina entende com base. O protesto por falta de aceite não deveria manchar o nome porque a pessoa não aceitou. o banco protestou e ela foi lá e pagou. Isto prejudicaria o ex-devedor? Claro que prejudicaria. a partir desta lei o cancelamento do protesto pode ser pedido por qualquer interessado previsto no artigo 26 caput da Lei 9492/97. Cabe uma ação para retirar o nome da pessoa protestada por falta de aceite porque não se trata de hipótese de mau pagador. mas antes da Lei 9492/97 era diferente. Na prática isto inviabilizaria o crédito. agora se realmente ela estava devendo.00 (cinqüenta mil reais) para ela pagar a Cláudia. de mau pagador. Mas ela vai ao banco e paga. Mas para parte da doutrina o pagamento não deveria dar ensejo ao cancelamento do protesto. Protesto por falta de aceite e aí eu pergunto: O nome de quem vai ficar negativado? Do sacador ou da sacada? Da sacada. mas acaba na prática sempre prejudicada. ela ficou com o nome negativado. Deveria? Não porque o protesto foi por falta de aceite. porque ela não deve nada. que feito um protesto por falta de pagamento. ao consultar os cadastros jogava no sistema vinha lá escrito: “Protesto”. logo. . não é obrigação do credor. mas se você não caucionar ele costuma ouvir a outra parte. o devedor com o recibo do pagamento é só levar lá e pedir o cancelamento do protesto. o protesto que pode manchar o nome de alguém é o protesto por falta de pagamento. Assim na prática um protesto por falta de aceite que não deveria manchar o nome de ninguém acaba manchando. Olha o que acontece: A lei sendo elaborada para quem não trabalha na prática. em Pontes de Miranda. contra nosso amigo ali. Outra questão: Ela está devendo o cheque especial. leigo. não pagou e o banco foi lá e protestou. isto na prática.000. Pergunto a vocês: De quem é a obrigação de tirar o nome dela do protesto: É dela ou do banco? Quem tem que ir ao cartório e cancelar o protesto? Para o Professor se for um erro do banco ele tem a obrigação de ir ao cartório e retirar. a pessoa não é devedora porque não se vinculou ao título. Nossa amiga vai pagar? Não. esta é a prática. ela não se vinculou ao título. Cláudia para cobrar de Leonardo vai fazer o quê? Cláudia vai ter fazer o protesto por falta de aceite. cinco anos depois ele vai lá e paga. por exemplo. Agora no protesto por falta de aceite. Então esta é só uma observação a ser feita para quem vai fazer prova para a Defensoria Pública. Eu sabia a distinção entre protesto por falta de aceite e por falta de pagamento? Não. Assim com base nesta expressão da Lei “qualquer interessado”.182 Se você caucionar o Juiz defere a liminar inaudita altera parte (sem ouvir a outra parte). portanto.

Em relação ao devedor principal (DCD) o protesto é uma faculdade. o ônus da prova. Prejudicaria isto na prática? Claro que prejudicaria. ou seja. se você não a cumprir. mas com o esclarecimento do pagamento ou não pagamento. há nenhuma alteração no mundo jurídico. Deu confusão na jurisprudência e foi parar lá no STJ e o STJ entendeu que a partir da Lei 9492/97 cancela-se o protesto pelo pagamento. 18ª Aula – 06/12/2003 ACEITE: O aceite nada mais é do que assinatura do sacado no título. mas que não retiraria a anotação daquele protesto. mas com esclarecimento de que já foi pago. em relação aos (DCI) o protesto é um ônus. por exemplo. logo. Eles entendem que deveria vir à anotação do protesto. E em relação ao protesto quanto aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? Se você não protestar você recebe uma sanção? Não. Natureza Jurídica do Protesto: Depende. mas virá com o esclarecimento de absolvido. Virá a anotação do protesto. Eles entendem que deveria vir assim. Qual a diferença entre ser um ônus ou ser uma obrigação? Ônus é um encargo.183 Para esta parte da doutrina eles entendem que basta apresentar o recibo de pagamento. O sacado . foi protestado. você deixa obter uma posição jurídica mais privilegiada. ainda assim vinha a anotação do protesto. embora houvesse o pagamento. você recebe uma sanção. se pagou. mas já foi pago. Hoje. se não cumprido. cancela-se o protesto e quando for tirar uma certidão esta não vem escrito absolutamente nada. você deixa de ganhar a ação. você apenas deixa de ter direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). No cadastro virá: Foi protestado. E em relação Devedores Cambiários indiretos (DCI). Portanto. Antigamente prevalecia o entendimento dos ultrapassados que diziam não ser isto possível. é como se fosse uma anotação na FAC (folhas de antecedentes criminais). obrigatório ou é facultativo? Existe alguma diferença entre necessário e obrigatório? A diferença é entre ônus e obrigação. o que a doutrina sempre entendeu que não era possível cancelar e desaparecer àquela anotação. você deixa de ter uma posição jurídica mais privilegiada. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. se você não oferece provas. mas já foi pago. diz: vou pagar esse título no vencimento. Quando o sacado assina o título reconhece aquela dívida. Ônus. que se cumprido. Então existe uma verdadeira confusão na doutrina a partir da Lei 9492/97 porque esta Lei 9492/97 em seu artigo 26. Em relação à obrigação. É assim que deve ser. OBS: Faculdade – Fazendo ou não. ao passo que no ônus há uma alteração no mundo jurídico porque se cumprido. portanto. o protesto é necessário. fala em cancelamento do protesto pelo pagamento. Ônus é a opção do necessário. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. hoje. o pagamento cancela o protesto. O protesto em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) é um ônus e em relação aos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é uma faculdade.

O aceite não existe na prática. O aceite serve para dar a oportunidade ao sacado de dizer se vai ou não pagar o título transformando ele de mero sacado que não é devedor cambiário em aceitante. quem criou o título pode cobrar 5 mil reais do sacado em 15/01. o aceite caiu em desuso. o protesto com o comprovante de entrega da mercadoria já substitui a assinatura. Então o ACEITE é a simples assinatura do sacado no título transformando-o em ACEITANTE. se assinou. Tem assinatura do devedor no título? Não só se vincula ao título quem o assina. ocorreu protesto por falta de aceite em 06/12/2003. O aceite na duplicata não existe mais na prática. ele se transforma através do aceite. já a partir de hoje o credor pode cobrar do sacador. da sua assinatura em aceitante. Quase ninguém já viu letra de câmbio. o título é apresentado para o devedor direto para pagamento porque se ele não pagar. Na prática é quase a mesma coisa. dia 15/01 ao beneficiário. é só para prova. Uma declaração cambial. no dia 15/01 ela vai voltar na casa dele para receber. unilateral de vontade. Qual a diferença entre vencimento antecipado e tornar o título exigível antes do vencimento? É a cobrança de juros. quem cria o título. É na casa do devedor. Antes de 15/01 a credora vai levar o título na casa do sacado e diz: o sacador está mandando você me pagar 5 mil reais em 15/01. é obrigação quérable ou quesível. portanto. Sacador é quem tem o título. porque aqui no Brasil utilizamos a duplicata. é tornar o título exigível antes do vencimento. é o devedor cambiário direto. o que é que substitui o aceite na duplicata? É o protesto e o comprovante de entrega da mercadoria. OBS: Fenômeno que ocorre que tem na LUG é o ACEITE POR INTERVENÇÃO. SACADO . Vencimento do título em 05/07/2004. Na Letra de Câmbio o sacador Leonardo dá uma ordem ao sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. (esquecer duplicata agora). Vai apresentar para o sacado. e na duplicata não precisa apresentar para aceite. assinou já vinculou. entrego para A. e no dia 15/01 pode cobrar. já vinculou. mas ainda cai em prova. suposto devedor. porque se o sacado não pagar. Quem pode efetuar o aceite? Quem faz é o sacado. a credora tem que protestar por falta de aceite. E o aceitante é o devedor principal do título.SACADOR . na verdade. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? NÃO é o vencimento antecipado. O aceite na duplicata não é mais utilizado. Você vai pagar? Apresenta o título hoje a ele. O aceite é uma obrigação portable ou quérable? A obrigação tem que ser cumprida no domicílio do suposto devedor ou do credor? A credora é que tem que ir na casa do sacado para que ele efetue o aceite. mas e a cobrança de juros? . se este não aceitar. e diz que aceita pagar e assina no verso do título.CREDOR. mesmo sem a assinatura dele no título. que segundo a LUG é devedor cambiário direto. a partir do dia do protesto. também chamado de devedor principal.184 que não é devedor cambiário.

Vencimento 15/07/04. Leo sacador e Caio sacado. que foi quem criou o título. Se o sacado não for fazer o aceite. com uma observação: se for feito o protesto por falta de aceite o maior prejudicado é o sacador que terá que pagar o título antes do vencimento. que é tornar o título exigível desde o protesto. ela será a devedora. o credor vai poder exigir o título a partir do protesto. aí antes de efetuar o protesto. A credora tem que concordar com esse aceite. ACEITE POR INTERVENÇÃO (artigo 56 da LUG – Dec 57663) Pode ser indicado no título mais de um sacado. mas se essa outra pessoa indicada como possível interventor fizer o aceite. para fazer ou não o aceite? O nome do sacado. depende da anuência do credor. ele que será intimado. quando Tício apresentar o título para aceite a Caio. só se vincula ao título quem o assinou. o credor pode discordar? Não. O sacado enquanto sacado não é devedor. o dia que for feito este o título passa a ser exigível já desde o protesto. isso é um problema que ocorre na prática. só tem assinatura no título do sacador. levou o título a protesto. princípio da literalidade. e se o protesto tenha sido feito em 15/12/03. com possível intervenção de Maria Lúcia ou qualquer outra pessoa. vai ao cartório e o aceita em nome próprio. Só se vincula ao título quem o assina. o Tício vai levar a LC a protesto. Só se torna devedor se ele reconhecer a dívida. Importante: O aceite na LC é FACULTATIVO. é só lembrar do Princípio da Literalidade. O credor só pode exigir o título do sacador. Se não for efetivado o aceite. Então se eu saquei uma LC. O aceite por intervenção como regra. por exemplo: Caio (sacado) pode surgir sua irmã querendo aceitar em nome dele. o credor não pode recusar essa intervenção. não fez o aceite. exigir do sacador. o sacado vai ou não efetuar o aceite? Aí pode surgir um terceiro. princípio da literalidade. pode cobrar do Caio? Não. se transformar em aceitante.185 Só ocorre esta a partir de julho/04. com a intervenção da Maria Lucia? Não. assinando o título. Nós já sabemos a principal importância da recusa do aceite. O credor pode exigir o pagamento deste título do sacado ou do sacador? Ou dos dois? O sacado assinou o título. em favor do Tício. . porque sacado não é devedor. for concretizado o protesto. coloca no próprio título. este recusando o aceite. quem decide se aceita ou não é o credor. O sacador se for malandro pode fazer o seguinte: o sacado é o Caio. Quem vai ficar com o nome “sujo” é o sacado e não deveria ficar com o nome sujo porque o aceite na LC é facultativo. quem será intimado para comparecer em cartório. já a partir desta data o Tício que é credor pode exigir o pagamento do Leo. OBS: Se o nome do interventor constar no título. mas aí tem o aceite por intervenção. este só é devedor se fizer o aceite. QUESTÃO PRÁTICA: O título vai ser protestado o nome de quem vai aparecer lá no protesto. o sacado vai ser intimado. o credor tem que apresentar a LC para todos eles antes de protestar por falta de aceite.

ele recusa. passou o vencimento pode executar o sacado? Não. etc. faz com que ele perca o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos”. a partir desta data. mesmo que o título não seja apresentado para aceite. ela vai apresentar para o sacado. Então o sacador pode fazer o que quiser com esse prazo de apresentação para aceite. mas vou correr o risco de que se o sacado recusar o aceite hoje. ação de cobrança em razão da relação jurídica causal. Há uma outra parte da doutrina aplicando um dos artigos do Anexo II que diz: qual é a única conseqüência de você perder o prazo de apresentação para aceite? A conseqüência seria eventuais perdas e danos e continuaria com direito de cobrar do sacador. Prazo para apresentação para aceite: Pode ser um instrumento do sacador para evitar o vencimento antecipado. se refere a tornar o título exigível antes do vencimento. saquei o título hoje. Ele só vai poder cobrar de quem? Se o sacado pagar. Então eu posso escolher a data para apresentação. esse título só é passível de aceite a partir de 10/03/04. ele vai poder executar alguém? Não poderá executar ninguém. não apresentou o título para aceite perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos e o sacador é devedor cambiário indireto. ele apresenta hoje. Em regra. e aí pelo menos está perto do vencimento. colocando isso: 10/03/04 ela só vai poder levar lá na casa do sacado. vai vigorar mais de uma vez o princípio da literalidade. mas o sacador pode mudar. ou seja. O entendimento de parte da doutrina. dos endossantes. Quem defendeu essa tese foi o desembargador Paulo Lara (exexaminador da Magistratura) prova oral: se não apresentar o título para aceite. ele pode pegar aquele título e propor ação de conhecimento como: ação monitória. se o sacado não pagar. é que se perder esse prazo de apresentação para aceite o credor perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos. perde o direito de cobrar do sacador. dos avalistas dos sacadores. porque assinou. ela pode cobrar já a partir do protesto. se perder esse período ela só vai poder apresentar o título para pagamento na data do vencimento. Para toda a doutrina. Vencimento do título em 15/04/04. dia 06/12/03 em favor da Lúcia. ela já pode apresentar o título a partir de hoje. ele perde o direito de ação e não pode cobrar ninguém e aí o desembargador achou absurdo a resposta do candidato. Pode cobrar do sacador? O candidato disse que não. respeitada o prazo prescricional. ou seja. para aceite. eu posso colocar: saquei o título hoje. se ele não efetuou o aceite não é devedor. e disse que o sacador sempre está vinculado a LC. o prazo para apresentar o título para aceite é até o vencimento. mas . ela levar o título a protesto e mesmo o título vencendo em 15/04/04. Eu posso colocar ainda: esse título só é apresentável para aceite entre 01/01/04 a 10/03/04. por toda vida. prestação de serviço.186 Se constarem vários sacados na LC o credor deve apresentar a letra a todos eles antes do protesto. A dificuldade vem agora: Qual é a conseqüência para a perda do prazo de aceite? Diz o art 53 da LUG: “a perda do prazo por parte do credor. se expirado o prazo do artigo 53. O sacador mesmo que o título não seja apresentado dentro do prazo para aceite. ou seja. obrigado a pagar hoje. ele permanece vinculado ao título.

é apenas uma outra forma de documentar a mesma obrigação. porque se causasse novação as partes não poderiam discutir a relação causal. declaração. o sacador continuaria vinculado ao título. sempre entre as partes originais vai ser possível discutir a relação jurídica causal. anexo a esse documento 6 notas promissórias de l0 mil. porque já tinha o contrato. mesmo em se tratando de um terceiro de boa fé. É ponto pacífico na doutrina e na jurisprudência. e junto com esse contrato ele assinou um cheque para mim. Quando ele assinou a NP. e assinam também uma nota promissória para prestações. ele entendia que o credor perdendo o prazo. que uma vez constatado o ilícito na relação causal. aquele termo que diz qual foi à causa da dívida. Um termo de assunção de dívida. assinou um papel dizendo: devo ao Leonardo 60 mil reais. Ocorreu a novação ou não? Não. ou seja. A jurisprudência vem entendendo nessas relações que esses títulos estão vinculados de tal forma ao contrato. Na Letra de Câmbio há três partes: sacador – sacado – beneficiário. tenho um terreno. só que ao invés de construir o prédio. porque que ele é meu devedor. que eles perdem a sua forma executiva. os avalistas. por que ela exige isso? É porque certamente ela quer utilizar as notas promissórias como garantia de empréstimo bancário. facultativo. desaparece com o dinheiro. aí vou construir um prédio. que o emitente da . ele pode alegar em sua defesa que eu não prestei o serviço? Pode. portanto. pessoas já compraram na planta. as pessoas poderão alegar que não receberam o apartamento? Se aplicar as regras só do título de crédito. não causa novação. NOTA PROMISSÓRIA: Na Nota Promissória há duas partes: O Emitente e o Beneficiário. contrato. E o beneficiário é o credor. OBS: A Nota Promissória Vinculada a Contrato – é o que pode cair em prova. Quando o banco estiver executando. isso contamina os títulos.Quando eu for executar esse cheque que voltou sem fundos. as pessoas que compraram ficam sem o apartamento. A construtora não precisava pedir assinatura dessas NP. porque para cobrar do devedor principal o protesto é dispensado. Para executar uma NP não precisa protestar. pós-datado. vocês vão poder alegar a ausência de causa para exibição desses títulos. Ele me deve 60 ou 120 mil reais agora? Continua devendo 60 mil reais. ele tem contrato de prestação de serviço onde diz que pela prestação de serviço me pagará 10 mil reais. Pega essas notas promissórias endossa para um banco e com isso apanha com o banco um empréstimo. O emitente da NP é o devedor principal. Após a sua criação na NP podem surgir os endossantes.187 para Paulo Lara. não poderão alegar isso. só que as notas promissórias foram endossadas para um terceiro de boa fé. Então a jurisprudência nesses contratos de massa. OBS: Não vale a pena citar isso em prova ele não está mais na banca. Então a assinatura de título de crédito vinculada a contrato. o que já tratamos. Se tivesse causado novação. Vinculou um título a um contrato. diz que os títulos estão de tal forma atrelados aos contratos. tecem um contrato. Em termos práticos é o seguinte: eu prestei um serviço na casa dele. exemplo prático: sou uma construtora.

aval. Essas decisões têm cunho mais social que jurídico. passou a exigir que os correntistas assinassem uma NP em branco. a referência do negócio. O título com a cláusula não a ordem não pode ser endossado. A jurisprudência naquelas causas de massa. Isso é uma posição exclusivamente jurisprudencial. já assentou entendimento através da Súmula 258 do STJ. para se vincular um título a um contrato em definitivo. a LUG não fala nada de liquidez por contaminação do contrato. Daí o banco esperto. Sobre NP tudo que foi falado sobre LC. Já caiu em prova a questão acima. você tem que pagar o título e depois correr atrás do vendedor. ele jamais vai se desvincular da causa. Segundo a Súmula 387 do STF toda vez que o devedor emite um título em branco com lacunas. Na prova. pela regra do direito cambial. que a NP vinculada ao contrato de conta corrente não tem liquidez. quando tiver nominal a fulano. Os bancos antigamente faziam o seguinte com cheque especial: um correntista estava com a conta negativa. porque aí você evita o endosso. para ele realmente ficar vinculado depende de alguns pressupostos: Como é que se pode vincular um título de crédito a um contrato? Coloca-se no verso da NP ou cheque. se esse título for endossado. Importante: Só o aceite não se aplica a NP. se não tiver o endosso. basta olhar a cláusula não a ordem. Para vincular o título além de mencionar no verso do título. serve como referência. documento tal. placa tal. o título continua vinculado a sua causa. protesto. uma certeza de que a dívida é realmente aquela. então como é um lançamento unilateral o banco não pode executar aquilo. Como é criada pelo próprio devedor principal não está sujeita ao aceite. você vinculou o título. eles olhavam o valor e preenchiam a NP anexando o saldo e executavam agora a NP e não o contrato. também se aplica às notas promissórias. ele está dando ao credor o direito de preencher. de mora.188 nota promissória pode alegar que não vai pagá-lo por não ter recebido o apartamento. nem no novo Código Civil nem em lugar nenhum. tem que dar aqueles lançamentos uma liquidez. porque esta não é passível de aceite. Então o valor de juros. se o título não pode ser endossado. A jurisprudência entendeu que aquela execução não deveria prevalecer por falta de liquidez. etc. porque o banco faz os lançamentos de forma absolutamente individual sem a participação do cliente. você coloca a cláusula não a ordem. Porque aqui sim. já é criada . é só este que purifica o título. qualquer tipo de lançamento sem a participação do correntista. tirava o último extrato juntava com o contrato e promovia a execução. vinculada de tal forma que perderia até a liquidez. Essa decisão é exceção a regra. ou por ter sido enganado na venda de computadores pela TV por exemplo. endosso. Aí a jurisprudência disse: essa NP está vinculada ao contrato de conta corrente e se o contrato de conta corrente não tem liquidez. essa vinculação. Então a jurisprudência entendeu que o extrato de conta corrente não dá liquidez a execução fundada em contrato de conta corrente. a NP a ele vinculada também não tem liquidez. Entenderam que a NP estaria vinculada ao credor de conta corrente. e o cara não lhe entregar o carro. porque a lei não diz isso. (refere-se a compra do automóvel tal. então pegava o contrato de conta corrente. O endosso tem o efeito purificador. tiravam extrato e ao invés de executar o contrato com o extrato. etc) Só isso vincula o título? Pela letra da lei não. porque a vinculação de um título de crédito a um contrato.

uma duplicata só pode ter origem em uma única fatura. A correta interpretação do artigo segundo é a seguinte: Temos o vendedor (sacador). com cheque. mas quando criaram a duplicata. qual o outro título que o vendedor poderia criar para representar o seu crédito na compra e venda mercantil? A Letra de Câmbio porque nesta. Antes de existir a duplicata no Brasil. ou a prestação de serviço? É a duplicata.Falam da apresentação da duplicata. Pode outro título representar a operação de compra e venda mercantil ou a prestação de serviço? A pergunta foi essa. tem a fatura.Requisitos da Duplicata Artigos 6º e 7º . ele só pode justificar a recusa do aceite alegando as matérias do artigo 8º da Lei 5474/68. Qualquer título pode representar a compra e venda mercantil. só a duplicata. a letra de cambio caiu em desuso. neste prazo tem que devolver a duplicata com aceite. foi objeto de prova específica do MP. embora não diga expressamente. O artigo segundo quer dizer que o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. Esse artigo tem por objetivo claro. Criada a duplicata. segundo o artigo 2º da LUG. Pode uma duplicata representar mais de uma fatura? Não pode. É o que a lei está dizendo. Esse artigo 2º tem por objetivo vetar apenas a LC. Qual é o único título que o vendedor pode criar com base nesta fatura? É a duplicata. agora se a pergunta for: Qual é o único título que o vendedor pode criar com base na compra e venda mercantil? Aí sim. A lei diz: no ato de emissão da fatura dela poderá ser extraída duplicata “não” sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do vendedor contra o comprador. ou sem o aceite de forma justificada. se o título for criado pelo comprador não há nenhuma restrição. só a vinculada a contrato. . Prova MP: Qual único título no Brasil que tem como origem obrigatoriamente a compra e venda mercantil. ela é apresentada ao sacado. Vendi para ele 50 mil reais para pagar em 5 vezes. 3º da LUG. Agora o comprador pode pagar com qualquer título (cheque normalmente). Posso criar um outro título de crédito para representar a compra e venda mercantil? Muitos dizem que “não”.189 já com assinatura do devedor principal. a resposta é a duplicata. ele dá uma ordem para o sacado para pagar a ele mesmo ou ao beneficiário – art. DUPLICATA: Amparo legal ( lei 5474/68 – legislação supletiva – LUG – decreto 2044 e novo código civil). Qual é o documento que dá origem a duplicata? É a fatura. pode pagar com cheque. vendeu 10 sacos de farinha para o comprador. principalmente no pagamento parcelado o número da duplicata será um só. Dificilmente caíra em prova NP. proibir a emissão de LC. eles utilizavam a LC. posso emitir 5 duplicatas. Artigo 3º . que tem 10 dias para refletir se aceita ou não a duplicata. O comprador pode pagar essa compra e venda com dinheiro. Se não existisse a duplicata. pode pagar de qualquer forma. qual é o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. O inverso é possível. uma fatura pode dar origem a várias duplicatas. acrescido de letras (A B C D) todas ligadas a uma mesma fatura. que hoje em dia está junto com a nota fiscal.

da venda. prevista no artigo 36 do Decreto 2044 – Ação Judicial de Restituição de Títulos Perdidos ou Extraviados. pois há sistema próprio de cobrança do ICMS. O artigo 9º . se a duplicata estiver sem o aceite e se ocorrer a perda ou extravio da duplicata com aceite. tem que promover a ação judicial. Qual é a conseqüência de não protestar em tempo hábil? Perde o direito de cobrar. Fran Martins. e aí está o maior erro do artigo 23. que só é aplicável as duplicatas sem aceite. da época que a duplicata era de saque obrigatório. sacava uma duplicata e tinha que ter o selo fiscal. Importante: Saquei uma duplicata contra A. estou trazendo uma triplicata para você. O saque da duplicata é facultativo. que também tem no CPC. parágrafo 4º. segundo o artigo l3. não aplica o artigo 23. levava a duplicata na inspetoria de fazenda e tinha que pagar o tributo e colocar o selo fiscal na duplicata. Cuidado: Cuidado com o artigo 23. O rol do artigo 8º é taxativo ou exemplificativo? Há duas correntes: Para Rubens Requião o rol é exemplificativo. seu saque era obrigatório. Para Fabio U. Luiz Emídio e jurisprudência. apresentei ele aceitou. cobrava como imposto. pois era obrigatório o saque. chego para ele três dias depois e digo para o aceitante que perdi aquela duplicata. Para o protesto da duplicata o prazo é de 30 dias após o vencimento. Artigo 23 – TRIPLICATA: O artigo 23 está todo errado do começo ao fim. era um documento fiscal. Quando a lei diz: Obrigará o vendedor a sacar uma triplicata é mentira. Waldir Bugareli. você aceitou. se ele ficar na mão de terceiro de boa fé terá que pagar aos dois. Coelho. o rol é taxativo. era um título que servia mais ao fisco que ao próprio comerciante. ele esquece de dizer que a perda ou extravio da duplicata só pode dar origem ao saque da triplicata. A perda ou extravio de duplicata com aceite não aplica o artigo 23.Com a cobrança do ICMS.190 O artigo 8º diz quando o comprador pode recusar o aceite. obrigatoriamente tem que ter uma duplicata? Não. Antigamente a duplicata não era um título de crédito. . tributário. com muito mais razão é de saque facultativo. o valor do selo dependia do valor da duplicata.Fala do pagamento. ele fez o aceite. Não existe mais o selo. o saque da triplicata é facultativo. O artigo 23 é quase um equívoco em razão da legislação antiga. porque não tinha ICMS. no valor de 100 mil reais. toda compra e venda tinha que ter duplicata. ele não vai querer assinar de novo. obrigará o vendedor a extrair a triplicata. porque senão está obrigando o sacado a se vincular a dois títulos. O saque da duplicata é facultativo ou obrigatório? Toda vez que tem uma compra e venda mercantil. a triplicata que é segunda via da duplicata. Quem aplicar o artigo 23 erra. hoje a duplicata é de saque facultativo. Em caso de perda ou extravio da duplicata. A duplicata que é primeira via é de saque facultativo. Na compra e venda mercantil com prazo igual ou superior a 30 dias obrigatoriamente tem que ter a fatura. ele terá razão porque não vai querer se vincular duas vezes ao título. Em razão do selo fiscal a duplicata era de saque obrigatório.

Outro caso que não está no artigo 23 que pode dar ensejo a emissão da triplicata é a retenção indevida pelo sacado do título. DCI. A Lei de Genebra sobre o cheque é apenas o Anexo I. ele é credor. que é o devedor principal ou devedor indireto? Ele é DCD ou DCI? Ele é DCD. Em Genebra. tem o Anexo I e o Anexo II. O beneficiário. O eminente. temos o Banco Sacado e temos o Beneficiário. Ele é DCI? Não. a falta de devolução. devedor principal. Esse Decreto tem a mesma estrutura da LUG. sacador ou subscritor. para cobrar do DCD precisa protestar? Não. Então para cobrança judicial do eminente é dispensável o protesto. O cheque originalmente tem três partes: O Eminente. o artigo 23 tem rol exemplificativo. porque ele é devedor cambiário direto. que ele que cria. Essa é a nossa chamada lei interna sobre cheque. em favor desse ou de outrem. é óbvio. a legislação supletiva é a legislação sobre letras de câmbio. ele tem a parte introdutória. Vamos identificar eles naquela regra que eu dei lá no começo de DCD. Então tem toda aquela estrutura que nós já vimos na LUG.191 Em caso de perda ou extravio. Nós temos como se fosse uma LUG sobre cheque. Se os dois forem omissos a legislação subsidiária. Então na verdade a legislação é a lei interna sobre o cheque. devedor cambiário direto. Ele é credor? . Eu pergunto: O Banco Sacado. Conceito Doutrinário: É uma ordem de pagamento à vista e em dinheiro dada por alguém. eu preciso protestar? Depende. denominado beneficiário. que pode ser chamado de Sacador. denominado eminente. que emite o cheque. que aí seria uma Lei Internacional. segundo a jurisprudência. o Anexo I do Decreto 57595/66. ele é DCD? Não. é devedor principal. contra uma instituição financeira (Banco Sacado). é o credor. que é a LUG e o Decreto 2044/08. Tem muita gente que pergunta: Eu quero executar um cheque. Você vai cobrar de quem? Você está executando quem? Está executando o eminente? O eminente do cheque é DCD. Lei 7357/85 e. também foi aprovada uma Lei Internacional sobre cheque. ou seja. ou seja. quando ela for omissa. Foi incorporada pelo Direito Brasileiro pelo Decreto 57595/66. na mesma época em que foi aprovada a LUG. 19ª Aula – 13/12/2003 CHEQUE: Legislação Aplicável – Lei 7357/85. CREDOR.

estou emitindo cheque em favor de fulana. Vejam que duas partes não se relacionam. Ela deposita. Então apenas lembrando. normalmente envolvendo cheque pós-datado. Porém.000. Pergunto: Ela pode propor uma ação cambial contra o banco? Não. Mas o que é também interessante falar sobre cheque? Se cair numa prova a sua função econômica e sua natureza jurídica. o banco devolve o cheque alegando insuficiência de fundos. É a relação jurídica que nós chamamos de interna. no valor de R$10. Então só para vocês terem uma idéia. Existe aceite no cheque? Não. Em princípio é necessário o protesto. Eu já havia alertado a vocês: sacado enquanto sacado. DCI ou credor? O DCI.000. em princípio é necessário o quê para cobrar do endossante? O protesto.00. a pessoa para quem endossei. não tem nenhum vínculo jurídico o banco com o beneficiário. Ou o beneficiário pode fazer o endosso. Então o Banco Sacado enquanto inscrição sacada. que essa é a relação jurídica externa do cheque de natureza cambial. É novo credor o endossatário. A relação cambial do cheque é formada por apenas duas partes: O Eminente e o beneficiário. Questão de prova: Eu.192 Não. há saldo. Porém. ela é devedora principal. Então eu que era credor me torno devedor cambiário indireto e. Qual é a outra relação jurídica que existe no cheque? Uma relação jurídica contratual. Podem surgir outras partes? Sim. O endossante e DCD. jamais será devedor cambial. Pode-se exigir um aval do cheque. Qual é a função econômica do cheque? Ele funciona mais como meio de circulação de riquezas? . Eventual ação cambial deverá ser proposta contra o eminente. Só é devedor cambial quando o sacado faz o Aceite. aí de beneficiário ele vai se transformar em endossante.00. Então o Banco Sacado ele participa da relação cambial? Não. por exemplo. Esse sacado não é devedor cambial e no cheque não tem aceite. então ele jamais será devedor cambial. Nós já tratamos do cheque pós-datado. Depois o eminente vai se virar com o banco. Por quê? Por que ela não tem nenhuma relação jurídica com o banco. jamais será devedor cambial. ele é devedor cambial? Não. e eu sou o credor. vulgarmente pós-datado. O Banco Sacado enquanto sacado. Nós já vimos numa aula anterior que existe. Quando cair na prova. o novo credor. Leonardo. Qual a natureza jurídica dela? Natureza contratual. eu resolvo endossar esse cheque para ele. vamos imaginar a seguinte situação. a pessoa emite um cheque a meu favor de R$1. Eu pergunto: Para essa pessoa te cobrar. ela se formaliza com o contrato de conta corrente. Ele vai pedir danos morais. pode surgir o avalista do eminente.

Só para lembrar. Essa é a função econômica do cheque. O que é um título de crédito impróprio para Fran Martins? São todos aqueles títulos que a lei enumera como um título de crédito. Só para os correntistas. Ele não foi feito agora para facilitar a circulação de riquezas. Para a primeira corrente. Naquele momento. Pontes de Miranda. emitindo cheque em favor do próprio Leonardo. Hoje o cheque perdeu um pouco a sua natureza de circulação de riquezas. portanto. aquele cheque. uma operação de fidúcia. Ele funciona como forma e prova de pagamento. A principal função econômica seria uma forma e uma prova de pagamento.193 Não. o cheque pode ter apenas um. o cheque se não é forma de pagamento. ou é um instrumento de retirada de fundo ou é uma forma de pagamento. mas não documenta a verdadeira operação de crédito. Por que não é título de crédito? Segundo o professor Pontes de Miranda a função do cheque é ser forma e prova de pagamento. Por quê? Está sendo uma operação de fidúcia com quem? Confiança com quem? Estou fazendo uma operação de crédito com quem? Com ninguém. de confiança. Natureza Jurídica do Cheque: São dez correntes: Primeira Corrente – Defendida por Pontes de Miranda. Quando é que o cheque vai ser um mero instrumento para retirada de fundos? Antigamente o cartão de banco era um luxo. Por que o que é uma operação de crédito? É o gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. ele defende a segunda corrente. da letra de câmbio. Tanto é que atualmente enquanto os outros títulos podem ter um milhão de endossos. o cheque não é titulo de crédito. O cheque não tem as mesmas características da nota promissória. defendida também pelo Paulo Restife: O cheque não é título de crédito. Falando em Pontes de Miranda. porque ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. eu Leonardo. Ele diz que o cheque é. . Ele não é um título cambial por excelência. visão de Pontes de Miranda. segundo Pontes de Miranda não pode ser considerado um título de crédito. poderia ser considerado um título de crédito cambial. Essa expressão goza de dinheiro presente por dinheiro futuro é muito utilizada por Pontes de Miranda. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Emitindo um cheque em seu próprio favor. ou mero instrumento para retirada de fundos. com a conta no banco. ou é um mero instrumento para retirada de fundos ou uma forma de pagamento. na visão de Pontes de Miranda. Segunda Corrente – Defendida por Fran Martins: Para Fran Martins vai pelos mesmos caminhos. E o cheque tem natureza de ordem de pagamento à vista. Então não é gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. segundo Pontes de Miranda? Não. É um mero instrumento para retirada de fundos. mas ele classifica o cheque como um título de crédito impróprio. por força lá desde o Plano Collor.

todos esses títulos que não documentam a verdadeira operação de crédito.A convenção executiva o que seria? É mais ou menos o seguinte: Eu tenho obrigação com você.194 Mas ninguém pode negar que ao cheque. Então não há necessidade nenhuma que você torne aquela obrigação. endossou para uma Factoring. eles são chamados por Fran Martins de Títulos de Crédito Impróprios. E o meio para coloca-lo em circulação? Para colocar o cheque em circulação é o endosso. Então. Então. por que facilitou a circulação de riquezas. Por quê? Aí voltamos para a primeira corrente. ou for utilizado para retirar saldo da conta. você tem como endossar o contrato? Não. Nós resolvemos transformar aquela obrigação que era contratual em obrigação cambial. Aí sim. mas aproveitam todos os princípios dos títulos de crédito. E o que isso acarreta? Quando eu me vinculo as notas promissórias. Enquanto minha obrigação estiver só no contrato. se o cheque não entrar em circulação. Nós fizemos a chamada Convenção Executiva. em transformar em obrigação cambial. como prova o contrato.000. Enquanto o cheque ficar entre as partes originais. Então eu me obrigo perante o credor nas três notas promissórias. ele não terá a natureza jurídica cambial. um meio instrumento para retirada de fundos ou uma simples forma de pagamento. Ele diz que enquanto o cheque não entra em circulação ou ele será (vamos para a primeira corrente). com duas testemunhas aquele próprio contrato serve como título executivo. ele será ora uma simples forma de pagamento. Então. Rubens Requião entende para que o cheque ser título de crédito verdadeiramente indispensável que ele entre em circulação. Porque eu já sou devedor. O que faz então? Você exigiu as notas promissórias e eu concordo. Há necessidade para garantir o seu crédito de emitir notas promissórias? Não. que é contratual.00 em razão da compra do carro. quando pago uma conta qualquer a alguém e essa pessoa. . são aplicáveis todos aqueles princípios do início que nós tratamos (Princípio da Literalidade. por exemplo. Princípio da Cartularidade. Então. Vamos imaginar que eu estivesse comprando um carro com você. Terceira Corrente – Defendida por Rubens Requião. Formalizamos um contrato em que eu me declaro devedor de R$15. Princípio da Autonomia). ora um meio instrumento para retirada de fundos. Segundo Rubens Requião. Você resolve exigir: “Quero três notas promissórias sua”. somente quando o cheque é endossado. Para o professor Rubens Requião o cheque só será considerado título de crédito se entrar em circulação. porque não existe endosso em contrato. quando entra em circulação. uma obrigação qualquer. aquele cheque vai ter natureza jurídica de título de crédito. Observações: 1. cuja principal finalidade é facilitar a circulação de riquezas. eu estou assumindo o risco que você coloque essas notas promissórias em circulação.

não estou tendo gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro com ninguém. Quarta Corrente – Defendida por Luís Emídio. Basta você emitir um cheque em favor de um terceiro e ele já é considerado um título de crédito. não tem obrigação de crédito. Serve como prova que cumpri minha obrigação. ou seja. a obrigação cambial não extinguiu a obrigação de natureza contratual.195 A partir do momento em que as partes fazem a convenção executiva. Você só poderia sacar na sua agência. aquele negócio jurídico subjacente. Por isso que muita gente pergunta: Qual é a causa de emissão do título? Você vai buscar isso na relação jurídica. nunca é a relação jurídica original. Não importa se ele endossou para um ou para outro. É aquela história do começo. quando trabalhei em banco. Era assim que sacava. o devedor resolve se vincular a uma cambial. é a Convenção Executiva. ele está ciente que aquela cambial pode entrar em circulação. não estou tendo fidúcia. o que vale simplesmente é a convenção executiva. Perante o terceiro. pelo mero pacto executivo. Na verdade. a causa de emissão do título. Você pode comprar. não precisa circular. a compra de um carro e assinamos a nota promissória. isso vai resolver aquela causa. de um termo. Entre as partes originais. isso nós chamamos de Convenção Executiva. Isso é convenção executiva. independente. as pessoas não tinham cartão. não estou tendo confiança. A causa de emissão do título é o Poder Executivo. prestar um serviço. eu cumpri minha obrigação na compra e venda do carro. por que fica mais fácil depois entender o resto. tem a compra e venda. isso prova que não ocorreu a novação. ou seja. Ele vai endossar? Sim. A visão dele é bem simples. se o cheque é emitido a favor do próprio emitente. 1) Nunca ocorre a novação pela mera convenção. Então as partes originais vão poder ser discutida a compra e venda do carro? Sim. Hoje em dia tem o cartão. ou seja. por isso que eu dei a primeira corrente de Pontes de Miranda. ele será um mero instrumento de retirada de fundos. Eu peguei muito no banco. Porque entre as partes originais é o que eu falei da teoria dúplice. não pode ser considerado título de crédito. 2) A partir do momento que ele endossou o título e eu paguei esse título. O Luís Emídio entende que o cheque só é título de crédito quando é emitido em favor de um terceiro. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Tinha que emitir um cheque em favor do próprio emitente. Se o cheque é emitido a favor do próprio Leonardo. Ele então entende o seguinte: O cheque emitido em favor do próprio emitente não é título de crédito. lá no início. que é a assinatura do título. a partir do momento que se resolve vincular a uma cambial. vale Lei de Contrato. . pode formalizar tudo através de um contrato. através do endosso. Se ele for emitido em favor do próprio emitente. fazer um empréstimo. Independente que se entre em circulação. automaticamente eu solucionei. É aquela história. só é título de crédito quando você emite o cheque em favor de um terceiro.

mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. que também é possível que o sacador dê uma ordem para o sacado para pagar ao próprio sacador. dá uma ordem para o sacado. mesmo porque ele é eventual. Algum título que nós tratamos. Então mesmo que título não seja endossado. Eu falei que na letra de câmbio. sacador e beneficiário serão a mesma pessoa. Então por que o cheque perderia natureza de crédito quando beneficiário e sacador são as mesmas pessoas? Os outros títulos não perdem. se elevado a um requisito para ser título de crédito. o cheque sempre será título de crédito. OBS: Na prática. Na hora da prova se cair uma questão sobre cheque deve mencionar a natureza jurídica do cheque dizendo que é controvertida e citar as cinco correntes (existem mais). em todos os países. a existência do endosso. Não é possível isso na letra de câmbio? Sim. pode existir ou não. não muda coisa alguma. Quinta Corrente – Defendida por Waldirio Bugarelli. Ele diz que o cheque é sempre título de crédito. De repente lá o cartão é um luxo.Nesse caso. Então o endosso não pode ser trazido.196 Não se esqueçam que o cheque também é um título internacional. Como não podemos discriminar o cheque? Ele dá como exemplo outros títulos. Nesse caso. Diz que o endosso é requisito para ser título de crédito. O endosso é uma declaração cambial sucessiva. ou seja. que é o vendedor. então ele pode ser considerado um instrumento para retirada de fundos. o cheque é título de crédito. Então a efetiva circulação é apenas uma característica do título. você passa um cheque a seu próprio favor e saca no caixa. Por que logo o cheque vai perder? Vai se transformar em instrumento para retirada de fundos? Não. tem lá no Irã. a letra de câmbio perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. Pode acontecer também de se perder o cartão. ele não perde a natureza de título de crédito. não um requisito para ser título de crédito. pode ser endossado. Mesmo que não entre em circulação e mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. ou quebrar o cartão. mesmo que não entre em circulação. três partes (sacador dá uma ordem para o sacado para pagar o beneficiário). As demais correntes são alienígenas e eu não vou citar. Porém. após a existência do título. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. A letra de câmbio é quase igual o cheque. eu cheguei a mencionar que só iria ser título de crédito se tiver endosso? Eu falei isso? Não. para pagar ao próprio sacador. existem outras correntes. Como assim? Por quê? Ele fala que nós não podemos discriminar o cheque. e eventual. . Ele aproveita e dá uma “sapatada” no Rubens Requião. ele pode facilitar a circulação de riquezas. A duplicata perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. O que tem que ser verificado é que o título em regra. Nesse caso. Na duplicata o sacador. Portanto. que é o comprador.

Aí quando eu entregava para ele o cheque visado. Eu digo que garanto que terá saldo. O cheque cruzado evita que o cheque seja descontado no caixa. Não uma obrigação de natureza cambial. só pode ser descontado.00. Imediatamente tira uma xerox do cheque. 2. Deixava os R$ 50. o cheque visado só permanece com essa característica. durante o prazo de apresentação.00 hoje em dia. tem que ser depositado. mas em razão da sua declaração de que aquilo tem fundos e se não tiver.Cheque Cruzado: O que é cheque cruzado? Quando você cruza o cheque. E se o cheque não for depositado? Aquele dinheiro vai ficar bloqueado para o resto da vida? Não. Ele está dizendo para todo mundo ouvir que aquele cheque tem fundos. Como é que eu vou garantir? Eu pego o cheque. só pode ser depositado. Tirava da conta do emitente o valor. maior o valor.Cheque Visado: O que é o cheque visado? É o seguinte: Vou comprar um automóvel. Ele pega o cheque e dá um carimbo: “Cheque Visado”. só pode ser utilizado via Unibanco. Então. porque diz não saber se terá fundos o cheque.000. É uma das poucas vezes que o banco assume obrigação com o terceiro. Ele só é descontado via câmara de compensação. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias se for na mesma praça ou sessenta dias se for praça distinta. pode ver que ele vai ter as duas linhas paralelas e entre as linhas paralelas terá o nome do banco. ele não pode ser sacado. Vai ter lá a relação dos cheques que foram extraviados e aí se toma a providência cabível. nesse caso. Então “A” não aceita o pagamento em cheque. O gerente irá baixar o extrato e verificar que tem saldo.197 TIPOS DE CHEQUE: 1. quanto maior o cheque. O valor é de R$ 50. o “viso”. É claro que antes de tudo irá cobrar uma tarifa. quando é colocado o nome do banco entre as linhas paralelas. ela pode ter a certeza absoluta que aquele cheque tem fundos. Ele tirou o dinheiro da conta.000. ele agiu com no mínimo de culpa. . Chego no banco com o cheque todo preenchido e digo: “Senhor gerente. diz a beneficiária que esse cheque tem saldo”. “A” não confia em mim.00. Ela diz que quer dinheiro. os R$ 50. Normalmente nesse tipo de transação a pessoa quer dinheiro. não adianta. E o cheque com cruzamento especial? Cruzamento especial é o seguinte: Você cruza no meio do cheque e coloca entre as linhas paralelas o nome do banco. Podem perceber que o carimbo do caixa quando ele carimba o cheque. Só que não dá para andar com R$ 50.000. respondendo por isso. qual a conseqüência? Ele tem que passar pela câmara de compensação.00 reservado para quando o cheque fosse depositado. Vou comprar o carro de “A”. mas tem um teto. que varia de acordo com o valor do cheque. apresentado nesse banco.000. Para quê? Se aquele cheque for extraviado. vou não banco (o cheque visado está no artigo 7º da Lei interna).

o UNIBANCO. No momento em que você vai utilizar o cheque. Eu recebi o carro. e nesse momento que o beneficiário. tem uma outra parte que você vai também assinar. Ele sabe que tem que segurar aquele dinheiro por sessenta dias. banco local. Em 1975. Eu só vi de cinqüenta dólares até hoje. Ele sabe que minha conta é do Rio de Janeiro. onde essa emenda foi criada. quem estiver recebendo. o banco ainda vai ficar com aquele valor retido. Então para você evitar constrangimento. Está lá: “Local de emissão: São Paulo”. aquele cheque não foi depositado. Então cada cheque viagem daquele valerá cinqüenta dólares. não traz limites para o valor do cheque viagem. É obrigação do banco segurar o dinheiro durante o prazo de apresentação. No UNIBANCO. e aí essa é a posição pacífica hoje na jurisprudência. Qualquer banco que trabalhe com cheque viagem e desconta esse cheque. e o banco emitirá tipo um talonário com um monte de cheques. Passados os sessentas dias. para evitar e não ser aceito. você vai até lá e diz que quer comprar dois mil dólares em cheque viagem. mas o carro era clonado. Mas o cheque já fica assinado? Não. O viso não é garantia de pagamento. Liguei para o banco e peço que suste o cheque. o STF entendeu que não. Por isso que todo cheque viagem tem já na sua emissão a assinatura do portador. Por quê? Porque o viso é garantia da existência de fundos. que não é possível sustar o cheque visado. Então o cheque visado é um cheque que tem uma garantia absoluta de que há fundos dentro do prazo de apresentação. Mesmo que o cheque seja sustado durante o prazo de apresentação. vinte ou cinqüenta dólares.Cheque Viagem: O que é cheque viagem? Ele funciona da seguinte forma: Vamos imaginar um banco. dizendo que não. modificou a sua jurisprudência. você desconta num banco local. Pega a numeração. você vai direto em um banco local. e o próprio Supremo Tribunal Federal reformou. que você vai dizer o valor. é garantia de fundos. embora muitas não aceitem. os Ministros. Logo em seguida eles foram devidamente esclarecidos. O que você fez? Você vai entregar esses dois mil dólares. Então de cinqüenta dólares. ele fará a conferência da assinatura. Essa orientação veio prevalescer durante os anos e passou por herança para o STJ. que o cheque visado pode ser sustado. só que em reais. Questão interessante – Emiti o cheque para “A”. Você leva aquele talonário em uma loja e compra com o cheque. cheque visado “tranqüilo”. porque ele tirou xerox do cheque. tem que assinar o cheque na parte superior. Só que o STF estava errado. . O que você irá fazer? Quando você recebe. mas é norma interna do Banco Central. o que o banco fará com aquele dinheiro que estava retido? Vai disponibilizar novamente na conta do emitente. e o “A” ficou todo bobo.198 O gerente do banco sabe se é mesma praça ou praça distinta. É possível sustar um cheque visado? Já dei o exemplo indicando o caminho. Normalmente. OBS: Na nossa lei. 3 . O cheque visado pode ser sustado. Normalmente o banco faz de dez. que trabalha com isso. O cheque visado não é garantia de pagamento. Pode ter.

É evidente que se aquele cheque tiver sido endossado em favor de um terceiro de boa-fé. O banco emitiu o cheque e logo após descobriu a fraude. Procuração essa dada através de instrumento público. Então no cheque administrativo sacado e sacador são a mesma pessoa. O banco emite um cheque administrativo em favor de determinado cliente e aí chega a Polícia Federal e diz que esse cliente era um doleiro. já digitalizada no banco. 4 – Cheque Administrativo: Qual a característica do cheque administrativo? O próprio sacado é o emitente. substancial. a nulidade de uma obrigação não contamina a outra. O que é incabível no cheque administrativo é um outro instituto que eu vou falar. através de um . Vamos imaginar uma espécie de fraude contra o banco. ou seja. Normalmente são dois que assinam para pessoa jurídica. Há alguma diferença do cheque administrativo? Há uma diferença. pode sim. exige o cheque administrativo. sustado pelo banco. estava sendo procurado. mas vou dar um caso concreto que aconteceu: Estávamos no banco e de repente deu-se por falta de alguns cheques. O que é chamada mecânica? Diz a Lei do Cheque que a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. O que é isso? Nós já tínhamos a assinatura dele. Tínhamos a assinatura dos dois e. Outra questão interessante sobre assinatura é a tal da chamada mecânica. O próprio banco sacado que é o emitente. seria temerário dizer que o banco não pudesse impedir o pagamento. pode ser roubado. mas em princípio o cheque administrativo pode ser sustado. Imaginem o administrador. Em todos esses casos. Então o banco seria obrigado a pagar esse terceiro. Ele pode sustar. Então para esse tipo de cliente. pode ser objeto de uma extorsão.199 Uma característica do cheque viagem é que o portador não precisa ter conta em banco para utilizá-lo. como as pessoas jurídicas. o presidente da pessoa jurídica. O cheque naquele momento foi desde logo. aplica-se o Princípio da Autonomia. pode ser furtado. É humanamente impossível. Alguns requisitos sobre a emissão de cheque Alguns requisitos são essenciais e outros não são essenciais. estava com mandado de prisão. Em princípio pode até parecer que o cheque administrativo não possa ser sustado. mil e quinhentos cheques para pagar funcionários. A pessoa sabendo que o cheque visado pode ser sustado. eram fornecidos os chamados cheques com chancela mecânica. O cheque administrativo pode acabar sendo extraviado. Nós tínhamos alguns clientes que emitiam em determinadas épocas do ano. Questão interessante que uma vez caiu em prova: Como é que vai emitir cheque se ele é analfabeto? Não tem nada de errado. A polícia prende o indivíduo. através de um procurador com poderes especiais. Qual diferença é essa? Esse cheque pode ser sustado? Todo mundo pensa que não. vamos dizer. ficar assinando mil cheques em um dia.

o nome do beneficiário não é requisito essencial. em que não é necessário a identificação do beneficiário. O banco paga ou não paga se existir fundos? Paga. Então o nome do beneficiário é essencial. Nós já vimos isso.00. porque hoje qualquer empresa disponibiliza para os seus funcionários uma conta-salário e nessa conta-salário tem aquele cartão que só serve para sacar naquela agência. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu tenho na minha conta R$ 1. Ficava em caixa forte. A data de emissão do cheque é requisito essencial. C. Qual é o prazo de apresentação? Trinta dias. É um contrato que se faz acessório ao contrato principal de conta corrente. colocava no computador. OBS: A outra questão é sobre a data de emissão. D. já vinha à assinatura deles digitalizada. E mais. Vários cheques emitidos em favor de A. endosso em preto. estava sempre com seguranças.O banco só não vai pagar se o cheque já estiver prescrito. mas se tornou um requisito essencial pelo Plano Collor. eu já falei com vocês. Os quatro cheques foram depositados no mesmo dia. de B R$ 900. . O que o banco vai fazer? Vai pagar qual? Ou nenhum? Ele paga o cheque com data mais antiga e depois. E o que acontecia? Eles tinham um programa que fornecia. OBS: Outra anotação interessante sobre o cheque é que no cheque só é possível um único endosso. a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. eles já colocavam o nome do beneficiário e o valor. Salvo os cheques até R$100. Emiti um cheque na mesma praça em favor de A.00. Na época em que o cartão era um luxo. B. Ela não apresentou o cheque dentro desse prazo. um cheque assinado em branco. ou seja.00. Em favor de A R$ 700.00. Um amigo meu teve o cheque devolvido porque esqueceu de colocar o nome dele como beneficiário. e era em formulários contínuos. Não vai dar para pagar todo mundo. pegavam aqueles formulários e levavam.00. Formavam-se aquelas filas para receber. apresentou o cheque após o prazo de apresentação. O cheque. bastava você preencher o valor. Hoje em dia é utilizado? É utilizado a chancela mecânica? Não. não era em talão. Então o cheque já saía do banco com a assinatura.00 e de D R$ 600. Então. de C R$ 900. Já saía impresso o valor certo. todos recebiam com aquele cheque de chancela mecânica. pela lei que instituiu o Plano Collor (Lei 8021 e Lei 8088/90). Pagavam os funcionários assim.200 determinado instrumento a folha de cheque que era impressa. Só vai dar para pagar uma pessoa. Quando alguém fosse buscar. É um perigo. Apresentou no 45º dia. Endosso em preto é aquele que identifica o endossatário. Importâncias do Prazo de Apresentação: Por que estou querendo tratar isso com vocês? Agora vamos para a prática. vai pagar o de menor numeração. pela lei.000. se forem da mesma data. Cheque – Vamos imaginar cheque na mesma praça.

STJ e STF? Vamos imaginar que o cheque tenha sido depositado. contam-se então os trinta dias para apresentação do cheque. A prescrição não será em quatro de setembro. Então se o cheque foi devolvido dentro do prazo de apresentação. mais sessenta dias. mas onde o cheque foi emitido e. Só que a jurisprudência entendeu o seguinte: A partir de que momento já restou violado o direito? O direito de receber? Dez de fevereiro. O que deve ser levado em consideração não é onde o cheque vai ser depositado. que ele já pode ser exercido. dia primeiro de fevereiro. E nessa mesma data o cheque foi devolvido. qual o prazo. salvo engano. Então muita gente pensa que a prescrição do cheque é contada da data de emissão. Só o que a jurisprudência já sedimentou. Vamos traduzir: O que estou querendo dizer? Emiti o cheque hoje. Pela lei. é data de devolução que começa a contar o prazo prescricional. quatro de março. vai ser em dez de agosto. Então se contam os trinta dias.201 Então. é a partir desse momento que começa a correr a prescrição que será de seis meses. afinal de contas. acho que é o artigo 59 da Lei Interna. Então no dia quatro de setembro estaria se operando a prescrição. Tem uma ressalva feita pela jurisprudência. Então para que serve o prazo de apresentação? De trinta ou sessenta dias? Eu já expliquei o que é mesma praça e o que é praça diferente. isso só existe na jurisprudência. Isso não está na lei. Daí vai começar a contar os seis meses de prescrição. a partir de quatro de março. é a partir dessa data que você começa a contar os seis meses da prescrição. Se dentro do prazo de apresentação o cheque foi apresentado e devolvido. Primeira importância: É porque o termo final desse prazo é o termo do prazo prescricional. Começa a contar o prazo da prescrição a partir do momento que há violação ao direito. último dia para apresentação. desde dez de fevereiro. o banco assim mesmo paga? Sim. ou seis meses. é do final do prazo de apresentação. A questão interessante é a seguinte: Data de emissão. adotando o Princípio da Literalidade. foi até prova certa vez na Escola de Magistratura. não é da data de emissão do cheque. Isso diz a lei claramente. Então a jurisprudência sedimentou. no dia dez de fevereiro. até no guichê do caixa. o cheque não foi apresentado. dependendo se o cheque é da mesma praça ou de praça diferente. Isso é a lei. Você já pode tentar executar esse cheque na vara cível. Não. a partir de qual momento vai contar o prazo prescricional desse cheque? A partir de dez de fevereiro? Não. . Isso é jurisprudência. se desrespeitado o prazo de apresentação. Então o prazo prescricional contaria de março. Então pode ser seis meses mais trinta dias. A partir do 30º dia. Qual são as importâncias do prazo de apresentação? Estou tratando desse assunto porque se o cheque é apresentado após o prazo mesmo assim o banco paga. apresentado. Isso é o que diz a lei.

Essa questão de reapresentação é uma regulamentação interna do Banco Central. O Brasil utilizou uma das reservas no anexo II do Decreto 57595 e. por qualquer motivo. Então olha o que é importante: Temos então. isso não existe. o prazo de seis meses. Ela endossou em favor de B. Eu sei quando pode ser reapresentado e quando não pode. temos o endossante que é DCI e tem o credor. se ele depositar só no dia vinte de abril. O cheque visado só permanece com o viso durante o prazo de apresentação. devedor principal. Promotor sabem. porque nem Desembargador. Então pela lei. Dentro do prazo. você já pode executar. e tinha que saber. Por quê? Se ele apresentar esse cheque. Como o banco declara que o cheque foi devolvido? Com o carimbo: “Cheque devolvido”. Segunda importância: A segunda importância do prazo de apresentação nós vimos hoje. O que diz a Lei? Que protesto do cheque pode ser substituído pela declaração do banco que o cheque foi devolvido. Para fins de prova. Emitente. (trinta ou sessenta dias). Ele vai ser o novo credor e a endossante será DCI. qualquer que seja. o banco vai dar aquele carimbo “Cheque devolvido”. Porém. Então aquele atestado do banco (a Lei fala em atestado) de que o cheque foi devolvido já substitui o protesto. emitir primeiro de fevereiro. O cheque tem uma regulamentação própria. ele perdeu o direito de cobrar do devedor cambiário indireto.202 A lei fala em seis meses a contar do término do prazo de apresentação. por exemplo. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu emiti o cheque em favor de A. e não tem mesmo que saber. eu sou DCD. sustação. se não tiver saldo. Ele só vai poder executar o devedor . Mas quando ele apresentar o cheque após o prazo de apresentação. O que é imprescindível para cobrar do DCI? O protesto. nem no Decreto 57595. e o que é imprescindível? Que ele apresenta aquele cheque durante o prazo de apresentação. OBS: E essa questão da reapresentação? Esqueçam. porque fui caixa. isso não existe para fins de prova. já vimos hoje? Eu falei. Terceira importância: Essa eu acho efetivamente importante. O cheque devolvido uma vez. ou seja. e nós. Qual é a segunda importância do prazo de apresentação. sempre teria que ser contado aqui. Por quê? Porque não está na lei. Vocês não tem que saber. porque o viso do cheque só perdura durante o prazo de apresentação. o cheque visado. o devedor principal (DCD). ou outro qualquer. após o prazo de apresentação se tiver saldo na minha conta ótimo. não há necessidade. você vai receber e ponto final. Ele recebeu. Que regra é essa? No cheque não há necessidade do protesto. em lugar nenhum. essa reserva foi positivada na lei interna.

O que eu fazia? Sustava. dei a contra ordem no dia (15/12/03). no dia dez de fevereiro ele depositou. já perdeu o direito de cobrar dos DCI’s. ou seja. mas é como funciona. contra ordem é isso. ele sempre faz uma sustação. Se o cheque estiver revogado não pode ser sustado e vice-versa. sustação é outra. o cheque foi depositado (20/12/03). como também poderá cobrar da endossante. aniquila o cheque depois de expirado o prazo de apresentação (trinta dias). O que acontece? A revogação também chamada de contra ordem. De repente. cujo sinônimo é revogar (revogar o cheque ou contra ordem) e a sustação. eu me arrependi e liguei para o banco e dou uma contra ordem. ele vai poder cobrar tanto do emitente do cheque. Então se o cheque for depositado dia 13/01/04 o banco já não pagaria mais. São coisas completamente distintas e. esse cheque sendo para o dia primeiro de fevereiro. só gera efeitos. contra ordem e sustação é a mesma coisa. passaram-se três a quatro dias. Então contra ordem é uma coisa. porque eu não sabia a diferença. Então. Por que definitiva? . Nunca ninguém viu a cartilha. ele não depositou ainda. Ele ouviu dizer que é contra ordem. em favor de A. e sustação é aquilo. Ela só gera efeitos após o prazo de apresentação e é definitiva. O gerente do banco sabe disso? Não. ele nunca dá uma contra ordem. no dia (15/12/03) dou uma contra ordem. Ou um ou outro. para assegurar o direito de cobrar de todos os dois DCI’s é imprescindível que o cheque seja apresentado dentro do prazo. Ele deposita o cheque. Mesmo quando o cliente pede uma contra ordem. até uma afasta da outra. ou seja. Então na verdade. mesmo porque no computador do banco. apresenta o cheque no banco no dia (20/12/03). O banco está errado. Qual a natureza jurídica do cheque? Ordem. Por quê? O cliente não sabe. com aquele carimbo do banco. E a revogação é sinônimo de contra ordem. Ao passo que se ele tivesse depositado o cheque. OBS: Ainda dentro da importância do prazo de apresentação. Apresentou o cheque após o prazo de apresentação. O que acontece? Existe uma diferença significativa entre dar uma contra ordem no cheque. Então. emiti o cheque (13/12/03). Então a revogação é definitiva. O banco vai pagar ou não vai? Vai pagar. Pergunto: O banco vai pagar? Emiti o cheque dia (13/12/03). Se o cheque for devolvido.203 principal. Na minha época de banco quando pediam para dar uma contra ordem no cheque. só impede o pagamento. dentro do prazo de apresentação. nem gerente de banco sabe. Muita gente perde aí. Vou dar a seguinte situação: Emiti o cheque hoje (13/12/03). ele quer que não seja pago o cheque. Posso atestar para vocês que o gerente não sabe disso.

Cabe executar esse cheque? Ele acaba apenas para o banco. com o banco é que desaparece. ou seja. Realmente. depois ligo para o banco desfazendo a sustação. e pode ser o motivo mais absurdo possível (o banco não é juiz). o cheque vai estar valendo durante o prazo de apresentação. por isso é mais efetiva. Ele perde a natureza executiva? Não. quando a pessoa vai sustar ou revogar o cheque. Numa primeira interpretação poderia parecer que esta justa causa teria que ser dada ao banco. só quer impedir o pagamento naquele momento. emiti o cheque hoje. ela tem que informar o motivo. já era. não paga agora não”. Se eu quiser modificar. das importâncias do prazo de apresentação e vamos falar agora de renovação e sustação de cheque. Eu dou uma ordem de pagamento para pagar valor “tal”. OBS: Tanto a contra ordem quanto o sustado podem ser executados. Como na contra ordem é definitivo. A qualquer momento eu posso cancelar aquela sustação. é entre emitente e beneficiário. se eu quiser que ela pague novamente. Eu posso sustar o cheque hoje. Não cabe ao banco avaliar se é ou não é importante a razão invocada pelo emitente do cheque. Porém a sustação. Essa relação jurídica cambial contínua íntegra. Então. Liguei hoje e sustei. independentemente do motivo que você alegar. ele vai sustar ou revogar o cheque quando a pessoa solicitar. Neste caso o banco vai poder pagar. o banco já não paga. REVOGAÇÃO E SUSTAÇÃO DE CHEQUE: A lei interna que trata de revogação e de sustação diz que tanto para revogação como para sustação. ela diz que para sustar ou revogar o cheque tem que haver justa causa. o cheque acabou. apesar de usar expressões diferentes. Isso só vai acontecer depois de expirado o prazo de apresentação. dando ordem para pagar o cheque. não paga agora não”. como é mera oposição ao pagamento. e uma nova ordem é um novo cheque. independentemente da sua interpretação (do banco) do que é ou não é justa causa. der uma contra ordem amanhã. Na sustação é como se estivesse falando para o banco: “Banco. Por que a relação se estabelece com o banco? A relação cambial é com o banco? Não. o que vai impedir o mero pagamento é a sustação. e a ordem vai ser efetivada. Agora. Se eu der uma contra ordem. Mas. aí aquele cheque pode ser depositado. Mas depois: “Espera aí. Não quer acabar com o cheque. eu tenho que dar uma nova ordem. depois eu dou uma contra ordem. se o cheque for depositado hoje. o cheque acaba? Acaba para o banco. A sustação gera efeito imediato. Continuação da primeira aula: Falamos do cheque. Então se eu der uma contra ordem no cheque.204 O cheque é uma ordem. A sustação é sinônimo de oposição ao pagamento. ela pode ser até cancelada. Eu dei uma ordem para o banco para pagar aquele cheque. .

pois o gerente não iria sustar numa “boa” ele iria entrar em contato com o emitente (correntista). Na prática isto daria muito problema. Eu posso alegar. Eu poderia pedir para o “X” sustar o cheque. Segundo Paulo Restife o endossante também é parte legítima para sustar o pagamento. O sujeito sustando ou revogando. o credor e o endossante. por exemplo. Devemos verificar no livro do Paulo Restife esta questão de portador legitimado. O funcionário do banco vai ter que sustar o cheque. mas através de embargos à execução. Ele quem deu a ordem (emitiu o cheque). só ele pode dar a contra-ordem. Situação: “X” emitiu um cheque de 5 mil reais em meu favor. Uma declaração do emitente já pode suprir. a pessoa deve levar a cópia do registro de ocorrência ao banco. o que importa é no momento da prova. não importa o problema que daria na prática. e sendo força maior a pessoa não paga tarifa. Como é que ele vai provar no banco que ele foi o beneficiário do cheque (para sustar)? Com uma declaração do emitente. E a sustação? A sustação pode ser dada pelo emitente ou pelo portador legitimado (portador legitimado em princípio é o credor beneficiário). Outra questão sobre revogação e sustação (está na lei): Vem dizendo que só pode revogar. que eu quero sustar o cheque porque eu estou com “dor de cabeça”. mas se eu tiver algum contrato ou alguma forma de prova que tenha menção do cheque. O emitente então vai alegar novamente aqueles motivos. OBS: Justa causa é um conceito jurídico altamente subjetivo. O cheque vai poder ser executado. pois não cabe ao banco julgar a relevância da razão invocada pelo correntista.205 Quando a pessoa vai sustar um cheque ela é indagada do motivo pelo qual quer sustar o cheque. que é sempre citado no STF no que tange ao cheque. No entanto. isto tira a executividade do cheque? Não. Quem vai decidir se aquilo é ou não é justa causa é o juiz. mas para não pagar a tarifa. Por ser altamente subjetiva esta questão de justa causa vai acabar parando no Poder Judiciário. só o emitente do cheque pode dar a contra ordem. que teve extraviado. A interpretação não para por aí. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO INDEVIDO (Enriquecimento Sem Causa): Em títulos de crédito nós temos duas espécies de devedores: * Devedores cambiários diretos * Devedores cambiários indiretos. então. Porém. . que foi vítima de um estelionato e etc. A resposta teria que ser fundamentada da seguinte forma: Segundo Paulo Restife também é parte legitimada para sustar o cheque. neste caso é força maior. Segundo Paulo Restife portador legitimado pode ser o credor que perdeu. Se o cheque for sustado por motivo de roubo. eu descobri antes que “Y” descontasse o cheque. Na prova nós devemos fundamentar com base no Paulo Restife. e “Y” me aplicou um golpe (estelionato) e eu acabei entregando o cheque para “Y”. A contra-ordem só pode ser feita pelo emitente. eu posso ir ao banco e sustar o cheque.

ou seja. Caberia ação de locupletamento contra o endossante? No artigo 48 fala “sacador ou aceitante”. Mas ele pode também perder o direito de cobrar do devedor cambiário indireto pelo fato de apenas não ter protestado em tempo hábil. Fala em desoneração da responsabilidade cambial. nós costumamos abordar ação de locupletamento só tendo como base a prescrição. Esta previsão está no artigo 15 do anexo II. o sacador ou aceitante fica obrigado a restituir ao portador com os juros legais. Só que o Rubens Requião neste ponto ele é isolado. 19 e 20 do anexo II. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO: Qual é a base legal para propor ação de locupletamento? O primeiro artigo é na legislação de 1908. A gente nuca lê o anexo II. Com o artigo 48 do decreto 2044/1908 foi introduzida no Brasil a ação de locupletamento. só que é o artigo 15 do anexo II. o portador do título perde o direito à ação executiva.Sem embargo da desoneração da responsabilidade cambial. ele perde o direito à ação cambial. 17. por exemplo. não caberia contra o endossante. Ele perdendo o direito a ação cambial. A prescrição. Então. o direito material é conservado. Ex: Não protestar por falta de pagamento. 6. ou seja. Aquele direito de crédito ainda pode ser cobrado através de outros mecanismos. etc. Artigo 48 do decreto 2044/1908. 9. pois não é só isso não. ou pela violação de alguma outra norma cambiária. a soma com a qual se locupletou à custa deste. 16. em qualquer hipótese que o credor tenha perdido o direito de executar os devedores. pode perder o direito de cobrar de todos eles em razão da prescrição. Mas devemos ficar atentos. prescreveu a duplicata ou o cheque ou a letra de câmbio ou a nota promissória. Prescrita a ação cambial. ausência de apresentação e etc. não tem nada a ver com prescrição (apenas não protestou em tempo hábil). Já com o devedor cambiário direto. pela ausência de protesto. .206 Por qualquer problema ou qualquer falha você acaba perdendo o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. O que é a ação de locupletamento? Por vezes. etc. 15. pois as regras estão no anexo I. em geral. 10. pelo menos em tese. logo. ter excedido o prazo. O Brasil adotou as seguintes reservas: 2. Vejam que não fala em prescrição. 13. 7. primeiro começa-se a discutir. A outra previsão está no decreto 57663. É o artigo 48 do decreto 2044/1908. a única causa que exclui a sua responsabilidade é a prescrição. A ação de locupletamento é cabível. na duplicata faz com que o credor perca o direito de crédito. exemplo. 5. O entendimento amplamente dominante é que com a perda da ação cambial perde-se apenas o direito de executar. Pode ser pela prescrição. O credor perdeu o direito de crédito ou ainda conserva o direito de crédito. de iniciar o processo de execução. 3. que é o principal. ele ainda pode cobrar? Para o professor Rubens Requião não conserva. Em geral. pela prescrição.

Quais são os requisitos para se propor ação de locupletamento?(isso é o mais difícil). não pode ser proposta ação de locupletamento. contra quem enriqueceu indevidamente (sem causa). em caso de prescrição. Esses três requisitos ninguém discute Existe um 4º requisito que é altamente divergente. Quando é que pode ser proposta a ação de enriquecimento sem causa? Requisito Nº 1: Perda do direito de propor ação cambial. A mesma faculdade existe. Só pode ser proposta a ação de locupletamento contra quem locupletou. mas estas são as principais. no seu território subsistirá o direito de proceder contra o sacador que não constituir provisão ou contra um sacador ou endossante que tenha feito lucros ilegítimos. Pelo decreto 2044/1908 caberia ação de locupletamento contra o sacador ou contra o aceitante. ou seja. e eu era o beneficiário. No momento da prova tem que ser mencionado. Há uma decisão num determinado sentido. Porém existem vários posicionamentos. contra o endossante e contra o aceitante quando eles fizerem lucros ilegítimos. 2º Requisito: Enriquecimento indevido da parte que se quer acionar (o pretenso réu da ação). ENRIQUECIMENTO E EMPOBRECIMENTO: Vamos supor que prescreveu um cheque no valor de mil reais. A segunda causa é pela ausência de protesto em tempo hábil (protesto intempestivo). Como regra. Só há de se falar em ação de locupletamento se você não puder propor a ação cambial (execução do título). e agora eu estou propondo uma ação de locupletamento. A base legal é o artigo 48 do decreto 2044/1908 e artigo 15 do anexo II do decreto 57663/66. quando é que se perde o direito de propor ação cambial? Normalmente a perda da ação cambial se dá pela prescrição.Uma coisa é certa. Essa é a base legal. A previsão legal por enquanto é esta. pelo que respeita ao aceitante que recebeu provisão ou tenha realizado lucros ilegítimos (enriquecimento se causa). e todos na jurisprudência. Não basta que um tenha enriquecido. Somente quando efetivamente não se tem direito à ação cambial. 3º Requisito: Empobrecimento do credor. Necessariamente o juiz vai fixar essa minha indenização no valor do cheque (mil reais)? Ou o valor pode ser diferente? Nos dois artigos que mencionam não há qualquer regulamentação. Há uma previsão no novo código civil? Há. Se ainda puder ser proposta ação cambial.207 A reserva nº 15 diz: Qualquer das altas partes contratantes tem a liberdade de decidir que. se enriquecerem indevidamente. 4º Requisito: Perda da ação causal. E se tiver somente o enriquecimento de um e não tiver o empobrecimento? Não basta. Eu perdi o direito de ação cambial. Tem outras causas. O emitente do cheque era “X”. Tem que ser o enriquecimento de um lado e o empobrecimento de outro. não há presunção absoluta de que o valor tem que ser exatamente o valor de face do título. Tem que ser: Enriquecimento x Empobrecimento. ou seja. e pelo decreto 57663/66 no artigo 15 do anexo II é cabível ação de locupletamento contra o sacador. que é uma presunção relativa (iures tantum) de que o . outra pessoa tem que ter empobrecido.

. Eu é que terei que provar tudo. o valor todo. Então. na maioria das vezes é uma ação que está sendo discutida a relação jurídica causal. Agora. 2° Posicionamento: Há um segundo posicionamento que diz que é de presunção absoluta. E o título? O título é mais um documento. Há uma confusão também com a ação causal. se for possível discutir a relação jurídica causal. O que é ação causal? É aquela que vai discutir a origem do pagamento. Ex: O sujeito diz que não vai o pagar. porque o serviço foi mal feito e etc. então eu ainda não recebi (o cheque é pro soluto e pro solvendo). por exemplo. tem que ser feito provas. mas na maioria das vezes não é ação de enriquecimento sem causa. 3° Posicionamento: Por fim. ela confunde tudo. Comumente nós percebemos que se. o ônus da prova cabe a quem alega. eu tenho que fazer a prova de que o meu prejuízo foi superior a mil reais e o enriquecimento de “X” foi superior a mil reais. você está propondo uma ação causal. se houver somente o título.(Por que foi emitido um cheque de mil reais? Foi uma prestação de serviço? Foi a compra de algum bem? Foi um empréstimo?). Ex: O cheque. prescreveu um cheque. isto não basta. A quem caberia a prova de que não é aquele valor? Depende. 1° Posicionamento: Quem quiser fazer aprova de mais de mil reais ou de menos de mil reais. São raras as decisões neste sentido. eu prestei um serviço e não recebi. Eu não descontei o cheque. Se eu estou querendo mais de mil reais. Se não for feito prova nenhuma. 4º Requisito: Perda da ação causal. É isto que diz a doutrina. você na verdade está discutindo a relação jurídica causal. você não está propondo ação de locupletamento indevido. (Obs: 3 posicionamentos no TJRJ). ou seja. não está sendo proposta ação de locupletamento indevido. Isto é somente a doutrina que fala. ação de enriquecimento sem causa. se “X” quiser fazer prova de que não foi mil reais. Neste caso está sendo discutida a relação jurídica causal. eu tenho que provar isto. o “X” é que tem que fazer prova de que o enriquecimento dele foi abaixo de mil reais ou o empobrecimento foi abaixo de mil reais. O que aparece nos acórdãos? Aparece a seguinte ementa: Se prescrever o título. A doutrina diz que: Se for possível discutir a relação jurídica causal (ou seja. Há uma confusão de locupletamento indevido com ação monitória. centavo por centavo. Há uma presunção relativa. A jurisprudência faz uma confusão muito grande. qualquer outra ação eles já chamam de ação de locupletamento indevido. E a jurisprudência? A jurisprudência simplesmente ignora. e que foi menos de mil reais.208 valor corresponde ao de face do título (mil reais). há um posicionamento que diz que não há presunção. É uma presunção relativa do valor do título. então se diz para propor uma ação monitória. o porque ele emitiu o cheque) na verdade. Não há presunção nem para um lado e nem para o outro. Se eu estou propondo uma ação dizendo que houve um enriquecimento indevido de “X” e um empobrecimento meu.

primeiro porque não há previsão legal. pela via monitória ou pela via ordinária.. E a legitimidade passiva? Quem enriqueceu sem causa Quem pode enriquecer sem causa na relação jurídica cambial? . Fábio Ulhoa e etc. Paulo Restife.. que perdeu o direito de ação cambial. RITO: Qual é o rito da ação de locupletamento? É uma ação ordinária? De execução? O entendimento que prevalecia até algum tempo atrás é que era por via ordinária. como também é o rito ordinário. o ressarcimento pelo locupletamento indevido. Só pode ser proposta ação de locupletamento se não tiver direito à ação causal. Mesmo porque a emissão de títulos não causa turbação. Pode ser proposta uma ação de locupletamento pela via monitória? Pode. ou seja. não extingue a relação jurídica causal. como também é o rito executivo. É um rito. A ação de locupletamento pode ser tanto pelo rito ordinário quanto pelo rito monitório. No momento da prova deve ser mencionado que a doutrina ressalta que um dos requisitos para falar em ação de locupletamento indevido é a perda também da ação causal. Ação monitória é um rito. Quando a gente se depara com: ação monitória ou ação ordinária em face de fulano. Você está propondo uma ação de locupletamento pela via monitória ou pode propor uma ação de locupletamento pela via ordinária. Ação monitória é uma espécie de ação ou é simplesmente um rito? É um direito substantivo? Ela tem algum direito material a alegar? Ou ela pode alcançar êxito com relação a várias espécies de direito violado? Só existe uma causa para a ação monitória? Só cheque prescrito? Não. como também é o rito sumário. Logo pode ser discutida. ela é apenas uma via pela qual você busca um outro direito. Quem cita? Rubens Requião. por isso que nós chamamos de rito monitório. mas criaram a tal da ação monitória. não tem problema nenhum. Legitimidade Ativa: De quem é a legitimidade ativa para propor a ação? Do credor que não propôs a ação cambial. Só fala da perda da ação cambial. ela não criou direitos. No artigo 48 e no artigo 15 diz: “Com a perda do direito da ação cambial. qual é o fundamento jurídico? Qual é o direito substantivo que está sendo buscado? O locupletamento indevido. A jurisprudência ignora esse requisito. A jurisprudência simplesmente ignora esse requisito. não fala em causal.”. A ação monitória.209 A prescrição de direitos pessoais ocorre em quanto tempo? Em 10 anos (eram 20 anos). É um rito especial.

O aval é ato de mera liberalidade. Você tem que provar que ele se enriqueceu de alguma forma.210 O sacador. O endossante em princípio ele se enriquece com a prescrição do título? Não. entrou dez mil e saiu dez mil reais. O avalista não é parte legítima para figurar no pólo passivo. Uma vez prescrita a cambial são desfeitas as suas garantias. pois 99% das ações de locupletamento são propostas contra o emitente do título. A ação de locupletamento é mais complicada e mais rara do que parece. Eu endossei para ”Y” o título. o acessório segue o principal (você não pode maneira nenhuma executar aquela garantia). A garantia do aval é em relação à ação cambial. porque inúmeras ações que nós vemos com nome de ação de enriquecimento sem causa nos tribunais. contra o sacador do título. Vamos supor que o título tenha prescrito. na verdade elas estão discutindo a relação jurídica causal. Será que pode ser proposta a ação de locupletamento contra esse endossante? Não. Ex: Duplicata. OBS: O aval é uma garantia cambial. então não há mais a sua garantia (acórdão do STJ). se não há mais ação cambial. Eu me enriqueci com este título? Não. Passaram-se os seis meses do termo final do prazo de apresentação (prescreveu o título). Existem alguns doutrinadores que defendem que para propor ação de locupletamento contra endossante tem que fazer prova de que ele enriqueceu de alguma outra forma. Ex: Nota promissória. Qual é o prazo de prescrição da duplicata contra o aceitante? Três anos. Não cabe a ação de locupletamento contra avalista. o aceitante (artigo 15 do anexo II do decreto 576630) e o endossante. Qual é o prazo de prescrição na nota promissória contra o emitente? Três anos. Se estiver prescrita a ação cambial. Não cabe em hipótese nenhuma. Tem um acórdão do STJ recente que apenas ratificou a postura anterior. (se “Y” me cobrar eu vou ter direito de cobrar de “X”). Isso dificilmente ocorre. Qual é o proveito financeiro que tira o avalista? Nenhum. na verdade não são ações de locupletamento. Outra questão: Já sabemos que a ação de locupletamento pode ser proposta quando se perder o direito de ação cambial. Meu patrimônio está sem qualquer variação. Existem doutrinadores que defendem que para que se proponha a ação de locupletamento contra o endossante não basta a mera apresentação do título. A regra é mais ou menos uniforme. A data de emissão da nota promissória foi hoje 13/12/03. Passaram-se os três anos. E o avalista? Pode propor contra o avalista? Não. O meu patrimônio não teve qualquer enriquecimento. Ex: “X” emitiu um título para mim no valor de 10 mil reais. . pois ele deixou de propor a ação cambial contra o emitente no tempo previsto. e então aplica a máxima de que o acessório segue o principal. Então.

Com isto ele não vai poder apresentar para aceite. acabou adotando uma posição que antes era minoritária. Ele vai dizer então se aceita ou não. O que é cláusula proibitiva de aceite (na letra de câmbio)? Ex: O sacador dá uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia ao beneficiário. Mas o entendimento do STF e do STJ foi outro. aí sim. Parte da doutrina. A posição que era minoritária acabou se tornando a posição da lei. O sacador (sabendo disso) pode entregar a letra de câmbio e proibir o aceite. Como todas as ações cambiais prescrevem em 3 anos. com Paulo Restife. O único posicionamento firme é quanto à impossibilidade de cobrança do avalista. porque a única previsão legal da ação de enriquecimento sem causa é a legislação do direito empresarial. Acabou o estudo de títulos de créditos. Com protesto por falta de aceite. inciso IV vem expresso o prazo de 3 anos. Eles entenderam que a ação de locupletamento é uma ação de direito comum. então. OBS: Cláusula proibitiva de aceite. A letra de câmbio então só vai ser apresentada uma vez. tudo isto dentro da mesma seara. No artigo 206 parágrafo 3º. O artigo 206 parágrafo 3º. Agora já há uma previsão no novo código civil. inciso IV do novo código civil diz que a ação de locupletamento indevido prescreve em 3 anos. O aceite na letra de câmbio é obrigatório ou facultativo? Facultativo. sendo uma ação de direito comum cai lá naqueles direitos pessoais. . entendia que ela tinha uma natureza cambial. Mas esta posição do Paulo Restife está um pouco enfraquecida.211 Antes do novo código civil que prazo era este? Havia uma divergência enorme. o beneficiário vai protestar o título. Qual é a conseqüência do sujeito apresentar a letra de câmbio para o sacado para que ocorra o aceite. direto para o pagamento. Vencimento em 10 de março de 2004. e hoje prescreve em 10 anos. Antes desta data o que o beneficiário vai fazer com esta letra de câmbio? Vai apresentar ao sacado. Nós podemos continuar colocando que o STF e o STJ entendem que a ação de locupletamento tem a natureza de direito comum. enquanto o Paulo Restife e outros autores sustentam que ela tem natureza de ação cambial. e o sacado recusar o aceite? Não tem conseqüência nenhuma. No momento da prova nós temos que dizer simplesmente que a perda da ação causal para a doutrina é requisito. Vai dizer que “X” mandou que “Y” (sacado) me pagasse dez mil reais dia 10 de março de 2004. O legislador com isso aproximou a ação de locupletamento às ações cambiais. Será que o novo código civil entendeu que a natureza da ação de locupletamento é de direito comum? Não. elas também prescreveriam em 3 anos. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? Torna o título exigível antes do vencimento. e. mas a lei não estabelece isto no requisito. Antes do novo código civil os direitos pessoais prescreviam em 20 anos. Isto tudo pode ser discutido numa única ação pode discutir tanto a relação jurídica causal como o locupletamento indevido. A lei agora diz expressamente sobre o prazo de 3 anos. Neste caso não corre o risco de ter o vencimento antecipado. de acordo com o que se entendesse sobre a natureza jurídica da ação de locupletamento.

e diz ao locatário que se ele quiser bem. A cláusula proibitiva de aceite serve para que então? Se o sujeito não apresentou a letra de câmbio antes do dia 10 de março de 2004. Proibindo o protesto por falta de aceite esta cláusula evita o vencimento antecipado. o sacado pode dizer que não aceita. o locador não teria outra alternativa a não ser aceitar a renovação. Se assinar que aceita pagar. pois este já está para vencer. O ponto é um bem incorpóreo que pertence ao empresário. mesmo com a cláusula proibitiva. isto quer dizer que desde que os empresários preencham os requisitos que a lei prevê. Isto quer dizer que se esta letra de câmbio for apresentada para ele e ele aceitar. Então o locatário ia e renovava a locação por mais 5 anos. Então começou a se pensar o seguinte: Uma coisa é o imóvel. Se ele disser que não aceita o credor não vai poder protestar. o locador diz que tudo bem. A cláusula proibitiva de aceite não proíbe o aceite coisa nenhuma. Esta é a condição que o locador fez. e. Nesse estudo chegou-se a conclusão com base principalmente na lei francesa de locações. Hipótese: Antigamente existia a figura das “luvas”. O ponto é um bem incorpóreo e o bem imóvel é corpóreo. Vamos supor que a pessoa alugasse um ponto comercial. ou seja. Começou a se pensar num modo de proteger o empresário desses abusos que os proprietários de imóveis submetiam os locatários. se não quiser. Este diz que aceita pagar. mas para que haja a renovação o locador diz ao locatário que este tem que “dar por fora” (pagamento de “luvas”) o valor de 50 mil reais. O nome correto desta cláusula deveria ser: Cláusula proibitiva do protesto por falta de aceite. São bens distintos. ao que exerce a atividade (locatário) e não ao locador. E a cláusula? A cláusula não é proibitiva de aceite? É o problema da nomenclatura. Só se vincula ao título quem o assina. CONTRATOS: LOCAÇÃO EMPRESARIAL (Artigo 51 e seguintes da lei de locações – Lei 8245/91). Depois de um certo tempo. Se ele o assinou se vinculou). e outra coisa é o ponto comercial. e continuava investindo. Isto muitas vezes significava a “ruína” completa do empresário. No dia 10 de março de 2004 ele vai ter que pagar. no local deste ponto não era nada. A pessoa com 3 anos no ponto comercial já havia investido bastante e montado um restaurante. não tem nenhum problema. eles passam a ter o direito potestativo de renovar o contrato. se ele deixou para apresentar no dia do vencimento. este aceite é válido. quando o ponto já estava conhecido nas redondezas e o negócio indo bem. Esta cláusula na verdade proibiu o aceite ou o protesto por falta de aceite? O protesto por falta de aceite. ou seja. Para o locador seria compulsório. pois ele aceitou (princípio da liberalidade. paciência. Caiu uma questão na prova da magistratura perguntando se hoje em dia ainda é possível a cobrança de luvas. o locatário quer novamente renovar o contrato.212 O sacador pega a letra de câmbio entrega para o sacado e pergunta se ele vai pagar os 10 mil até o dia 10 de março de 2004. que renova o contrato. colocou o aceite. o aceite é válido. e o negócio deu certo. Aí já não pode mais recusar. Este é o objetivo. no instituto da renovação compulsória. . então.

só se fosse por vontade dele mesmo. e o contrato por escrito é por prazo determinado. Depois eu celebrei um contrato de mais 3 anos. 3º. termina o prazo de 3 anos. 2º. “X” é o locatário e “Y” é o dono do imóvel (locador). “Y” diante das informações pensou logo em fazer um contrato com menos de 5 anos. Tutelar essa viabilidade econômica. “Y” sabe que se renovar o contrato de locação por mais 3 anos os requisitos já serão preenchidos.213 Isso mitigaria o princípio da autonomia das vontades. porém. “Y” disse para “X” que ele poderia deixar as coisas dele no imóvel. Passaram 3 meses e “Y” não conseguiu alugar o imóvel. OBS: Eu fiz um contrato por escrito de 3 anos.Ele tem que estar no mesmo ramo de atividade 3 anos. para que “Y” o alugasse. Quando “Y” buscou informações. Qual é o objetivo desta proteção? É tutelar o aviamento. Isto está muito ligado a teoria da preservação da empresa. Depois dos . Ex: “X” procurou “Y” que era dono de um imóvel que estava vazio. No momento de renovar “X” quer renovar por mais 3 anos. Se houver a tentativa de burlar a lei. Requisitos: 1º. ACESSIO TEMPORIS: Imagine a seguinte situação: Estamos 3 anos no contrato.Só tem direito à renovação compulsória o empresário (locatário) que já estiver no imóvel a pelo menos 5 anos ininterruptos. pois 3 anos mais 3 anos são 6 anos ininterruptos. O requisito que está na lei são 5 anos ininterruptos. ele verificou que “X” queria fazer um contrato de 5 anos. É uma das poucas espécies do chamado “contrato imposto”. A respeito deste tipo de contrato a jurisprudência diz que “Y” está de máfé. e “X” saiu do imóvel. Nisto “Y” resolve que vai deixar o imóvel alugado para “X” mesmo. mas se ele ( “Y” ) conseguisse alugar o imóvel novamente era para “X” retirar as coisas dele de lá. mas nem tirou as coisas dele de dentro do imóvel. Nesta discussão se vai renovar ou não. não foram ininterruptos. Foram 3 anos no início e depois mais 3 anos. e para que ele pudesse abrir um restaurante. Neste caso eu já cumpri esses dois requisitos. Foram 6 anos. porque depois deste tempo transcorrido. Ex: Nos dois primeiros anos ele vendia pão.O contrato de locação tem que estar por escrito e por prazo determinado. Ele chegou para “X” e disse que iria fazer um contrato de 4 anos e 11 meses. a jurisprudência aplicando o princípio da razoabilidade e da boa-fé nas relações de contratos (está no novo código civil) evita esses tipos de fraude à lei. Se estiver 3 anos ininterruptos no mesmo ramo preencheu o requisito. “X” tem um salão de belezas no imóvel (firma individual) e está lá há 3 anos. O sujeito (locador) é obrigado a contratar. “X” pediu para que “Y” celebrasse um contrato de 5 anos. pois neste caso os requisitos seriam preenchidos e o contrato seria renovado compulsoriamente. e fecham mais um contrato de 3 anos. e depois nos três anos seguintes ele criou uma barbearia. dificilmente “X” sairia do imóvel. “Y” fica fazendo jogo duro para ver se vai renovar ou não. O objetivo da disciplina jurídico da locação empresarial é tutelar o aviamento.

Ex: tem um restaurante lá. Não é significativo. Um dos elementos que integra o estabelecimento empresarial é o PONTO. “X” pode aproveitar o tempo da autora da herança? Sim. Então. e dentro dele um dos elementos é o ponto. OBS: Eu estou há 8 anos no imóvel com o meu ponto. e que “X” vai ter que sair do imóvel. Ex: Vamos imaginar que a amiga de “X” tinha um salão no imóvel de “Y” há mais de 20 anos. artigo 1142 e seguintes do novo CC. evidente. OBS: É possível aproveitar o tempo anterior do autor da herança ou de sucessores. então o acessório segue o principal. este é apenas um dos elementos. aí sim o locador não pode impedir a cessão também do contrato de locação. como se tivessem funcionando normalmente. é a cessão de todo estabelecimento empresarial. a cessão é conjunta. A jurisprudência vem decidindo tendo como base o princípio da razoabilidade. que é tutelar o aviamento. Com isso o princípio do acessio temporis. esses períodos podem ser contados para fins do preenchimento dos requisitos legais. como assim? Já estudamos o TRESPASSE que não é a cessão meramente do ponto. o proprietário do imóvel é A. então eu quero transferir para fulano. Quem defende essa posição é o professor Capanema. estou a 15 anos desenvolvendo o restaurante. que já estudamos. e tendo como norte a teoria da preservação da empresa e o objetivo da lei de locações. mas não dependerá da anuência do locador quando o contrato de locação for apenas um dos objetos da transferência. Nesse caso. e a amiga faleceu deixando para “X” exatamente o salão. Textualmente a lei diz que é possível. Também é possível aproveitar o tempo do antecessor. Vai haver direito à renovatória ou não? Ela não preenche os requisitos. tutelar o aviamento. quando há um trespasse ou a chamada SUCESSÃO EMPRESARIAL. Se estou transferindo todo o estabelecimento que é o principal. faço através do TRESPASSE. ou seja. mais lógica entendeu que é possível. “X” tem direito sim à renovatória. A jurisprudência com uma aplicação até que mais razoável.214 últimos 3 anos “X” vai para renovar o contrato novamente e “Y” diz que não quer mais renovar o contrato. mas se fossemos aplicar a lei literalmente não teria direito. . se eu quiser fazer a transferência de tudo. Mas qual é o objetivo da lei? Preservar a empresa. O “Y” não pode dizer que agora a questão da renovação já acabou. O locador é obrigado a concordar com a mudança de locatário? 20ª Aula – 20/12/2003 A mera cessão do contrato de locação depende evidentemente da anuência do locador. pois dentro desses seis anos o sujeito ficou apenas três meses parado. O locador é obrigado a concordar com isto? Ele vai poder aproveitar o tempo? Vai haver mudança no contrato de locação. de todo o meu estabelecimento para ela.

se ele está renovando. entre um ano e no último ano de locação tem que ir ao locador. se passar de 30 de junho. ou seja. Preenchidos estes requisitos. para não haver problemas. ele tem que pedir a renovação entre 31/12 e 30/06. Como é que ele vai manifestar isso? Intentando a ação dentro do período. o juiz vai determinar uma perícia. prazo decadencial. O que deve mudar aqui? É o valor do aluguel e a garantia. ele já decaiu do direito de requerer a renovação. na mesma atividade.215 Requisitos para Renovação do Contrato de Locação: O primeiro requisito é que o locatário esteja no imóvel há pelo menos 05 (cinco) anos. no penúltimo semestre da locação. Teve uma outra renovação aqui com o consentimento do locador. Vamos imaginar que ele intentou a ação dentro do prazo. e o juiz reconheceu que todos os requisitos estão presentes. O segundo requisito é que o contrato seja por prazo determinado e por escrito. até 06 meses antes do término. então ele não pode interferir em nenhuma cláusula. o juiz não pode estar interferindo na vontade das partes. que estão no artigo 51 da Lei de Locações. (99-00-01) terminando em 31/12/01. Aluguei o imóvel em 01/01/95 – 01/01/98 neste momento o locatário já tinha direito à renovação? Não. quando é que você tem que manifestar o desejo de renovar? O que é o principal problema. 01 ano e 06 meses. O juiz vai mandar renovar por mais quanto tempo? Ele vai determinar a renovação do contrato. O locador quando quer tirar o locatário do imóvel costuma reclamar. em janeiro de 2002 agora ele terá direito à renovação? Terá. para o tempo ir passando. o locatário deve apresentar novo fiador. Poucas coisas vão mudar nessa próxima locação. o locatário tem que manifestar esse desejo. senão ele está interferindo no princípio da autonomia da vontade. porque ele só está no imóvel há 03 anos. como assim? Ele tem que manifestar o desejo de renovar essa locação entre 31/12/97 a 30/06/01. qual é o contrato que ele está renovando? É o de 04 anos. entre UM ANO E SEIS MESES antes do término do contrato. se entrar o dia 1º de julho ele já entrou no último semestre. Quando o juiz determinar a renovação qual será o prazo desse contrato renovado? No primeiro período são 03 anos. O terceiro requisito é o locatário estar por 03 (três) anos no mesmo ramo. Então a lei fala 01 ano e 06 meses antes do término da locação. manda voltar depois. Quando é que ele tem que manifestar o desejo de renovar compulsoriamente. vamos imaginar renovados por mais 04 anos. falar com o advogado ir ao contador. vai determinar a renovação da locação. a gente simplifica. ou seja. . depois mais 04 anos. de impor ao locador a renovação? A redação da lei não é muito boa. aí ele vai chegar para o locatário e dizer: agora não quero renovar e já era. na liberdade contratual. por escrito. normalmente os problemas na renovação são em razão do valor do aluguel.

Na prática – Toda vez que o juiz determina a retomada do imóvel. essa compensação não está na lei. Imagine a situação: renovo o aluguel. mas oferece um valor de aluguel pequeno. Tem que entrar com a ação no tempo previsto em lei e assim sucessivamente. quando atingir 05 anos. ou seja. o juiz vai determinar a renovação por mais 04 anos. Causas de Retomada do Imóvel: 1ª Causa: Na renovação quando o locatário entra com a ação ele faz uma nova proposta de aluguel e aí uma das causas de retomada é quando o valor oferecido não é compatível com o mercado. a lei autoriza é a liberdade contratual. o juiz vai julgar improcedente o pedido da renovatória com base no artigo 72. se este não pagar o valor. Se for renovado mesmo assim. então como o juiz fixa um prazo para ele sair de até seis meses. naquele imóvel o valor de mercado é 7. incompatível com o mercado. ele cede quando bate de frente com o direito de propriedade. fixa um prazo de 06 meses para desocupação (isto não está na lei) pode mencionar isso para prova da magistratura. se não conseguir amigavelmente. o valor oferecido é incompatível com o mercado.500 reais. por exemplo. Quando chegar entre 31/12/04 a 31/12/05 entrou no último ano da locação. mas tem o prazo de 06 meses para sair dali. O direito a renovação é uma regra infraconstitucional. só ocorre na prática. Porém. isso é até ferir o direito de propriedade. Então se o locatário quer renovar. A não renovação nesse caso dá direito a uma indenização pela perda do ponto. essa é a razão da indenização prevista em lei. o locatário será indenizado por ter perdido o ponto. vai ser intimado o locatário. preenche todos os requisitos. então não pagará nada. vai ter que pagar o transporte. conseguir mais ganhos. Então há um certo prejuízo. etc. o locatário se desejar pode prosseguir. de ano em ano. não vai conseguir porque tem um locatário ali.500 reais. isto dependerá do caso concreto.216 Se eu renovo a locação.000 reais. inciso II. o juiz vai determinar perícia naquele local. O locatário tem direito à indenização. há causas que permitem a retomada do imóvel. ele tem uma propriedade pode até utiliza-la da melhor forma. ele não precisará pagar os três ou dois últimos meses de aluguel. terá que ficar alguns dias parado. normalmente o juiz manda fazer uma compensação – essa indenização é porque há um custo da transferência do ponto comercial.000 reais. quiser pagar só os 5. show. ele pode determinar uma indenização. depois de . Questão delicada é a seguinte: alugo um imóvel e começo a incrementa-lo com bar. entrar com a ação renovatória. Para que se tenha direito à renovação um dos requisitos é que a locação seja por tempo determinado. aí ele preenche os requisitos? Sim. o que o locatário tem que fazer de novo? Tentar a renovação. O direito a renovatória não é absoluto. foi oferecido 5. estou a 10 anos no local e virou referência. mesmo porque este está protegido na CF/88. quem sairá no prejuízo é o locador. se preencher os requisitos. aí a renovação passa a ser obrigatória. viro “Baixo Tijuca”. só que o valor de mercado hoje está em 7. Ele pode ficar com o imóvel pelo resto da vida.

e esta é em razão da atuação do próprio locatário. se não estivesse satisfeito com ele deveria o locatário ter agravado de instrumento. a clientela me pertence e não ao locador. Quando o locatário ingressa com a renovação o juiz costuma fixar aluguéis provisórios. como é que o perito vai fazer isso na prática. ocorreu uma mega valorização. o que é extremamente justo. tem que provar. Esse terceiro que faz a melhor proposta para explorar o ponto. Importante: Uma coisa é certa. foi determinado a retomada do imóvel. III da Lei 8245/91. locatário ofereço ao locador um valor de aluguel compatível com o mercado. ele que tornou aquele ponto um point com extraordinário movimento etc. este é o espírito do artigo 72. Em relação a esta indenização. . o STJ disse que os aluguéis devidos durante todo o processo são os provisórios. não é problema nosso. então durante todo esse tempo eu deveria ter pago não os aluguéis provisórios e sim os aluguéis antigos. inciso III. c/c parágrafo segundo do mesmo artigo da Lei 8245/91. por exemplo. e negociar um trespasse.217 eu ter tornado aquele local muito famoso até outros bares começaram a se instalar no local. Se o terceiro pagar a indenização poderá entrar com ação de regresso contra o locador. não pode servir de argumento para aumentar o valor do aluguel. porque a freguesia. o locador diz que não renovará com você porque tem outra pessoa que oferece valor maior de aluguel. Durante todo o processo qual é o aluguel que o locatário vai pagar? É o antigo ou é o que o locador quer? Não. o contrato não deveria ser com o locador. serão devedores solidários. nesse caso. Seria justo com o locatário? Não. Não basta o locador dizer ao juiz que tem melhor proposta de terceiro. deveria ser com o locatário. 2ª Causa: Artigo 72. quem me deve essa indenização é o locador. e sim sete mil reais. no contrato de TRESPASSE. nesse caso. Determinada a perícia o perito vai dizer que o valor do aluguel não tem que ser três mil reais. mas como saí em razão de proposta de terceiro. não colou. por exemplo. Eu perdi o ponto. Eu. quando da melhor proposta. como é que o perito fará isso não sabemos. Se alguém está interessado no meu ponto tem que vir a mim. É claro que será dada oportunidade ao locatário para cobrir a proposta do terceiro. tanto o locador como o terceiro que conseguiu o imóvel. a freguesia. essa causa de retomada é uma melhor proposta de terceiro. se isso acontecer o novo locatário estará aproveitando a clientela. O juiz tem que fixar a indenização. a valorização do imóvel em razão do esforço do locatário. ele não pode exercer o mesmo ramo do antigo locatário. o juiz vai determinar o que? Não deverá ser computada a valorização decorrente do esforço do locatário. Há uma discussão que foi parar no STJ. o locatário alegou que se foi retomado o imóvel e não foi renovada a locação. o locador e esse terceiro serão devedores solidários por essa indenização. e não no meu locador. nesse momento é “ao perito”. já que não vou renovar terei direito a uma indenização. Essa proposta de terceiro tem que ser para que o ponto seja utilizado em atividade e não a mesma atividade do antigo locatário. ofereci sete mil reais. não sabemos. é o aluguel provisório. um mega restaurante.

há uma presunção relativa de sinceridade. se mentir ele conseguirá voltar para o imóvel e a conseqüência é pagar a . é pessoal. não há direito de seqüela. inciso II. será que meu direito à renovatória vai impedir esse desejo dele. mas a lei não dá esse direito ao locatário. no íntimo. Retomada para uso próprio. o locador vai retomar porque quer construir um restaurante. o locador tem que provar que vai fazer tal obra. para exercer a mesma atividade do locatário. quer morar lá. da Lei 8245/91. então a lei. etc. É causa de retomada quando o poder público determina ao locador que seja feita uma obra no imóvel (risco de desabamento. pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. o caminho é a indenização. dar a destinação que quiser. não precisa mentir para o juiz. primeira parte. também não é qualquer obra. se a obra gigantesca ocorrerá uma valorização do imóvel. é o posicionamento do STF e depois do STJ. caberá a este uma indenização. sabe que a lei veda isso. se impedisse estaria violando o direito de propriedade. nesse caso não tem que provar nada. aí tem que ser dado ao proprietário do imóvel todo direito para pedir um aluguel mais alto. provando que o terceiro voltou a exercer o ramo do antigo locatário. o único direito que a lei dá é exigir a indenização. depois descobriu que tal projeto é da cunhada dele. e essa causa de retomada não dá ao locatário direito a indenização. ele vai falar que vai retomar para uso próprio e que vai morar lá. Fabio Ulhoa Coelho o que a lei veda. ele vai poder? Fabio Ulhoa Coelho entende que pode. obra de infra-estrutura etc) um motivo. se for uma obra de tal monta que inviabilize a permanência do locatário isso é causa de retomada. Não há na lei nenhuma fórmula que permita ao locatário retomar o imóvel porque o direito dele não é real. o imóvel pode ser retomado também para obras determinadas pelo próprio locador. salvo numa hipótese: se ele retomou o imóvel dizendo que ia fazer a obra. Ex: Há um restaurante alugado. o locatário não tem direito real sobre o imóvel. seria mais justo permitir que o locatário voltasse para o imóvel ou optar por uma indenização. e que ele não vai fazer obra no imóvel. através de um projeto de arquitetura.218 Em caso de conluio entre o terceiro e o locador para tirar o antigo locatário do local. ou oferecer a um terceiro. este não é seu. Depois que entrar no imóvel o locador monta o restaurante. 4ª Causa: Artigo 52. Se ele faz isso e não inicia as obras em três meses. não interessa o que vai fazer. fato do príncipe. provou através do projeto de arquitetura. inciso I da Lei 8245/91. Ele tem razão porque a lei induz a mentira. O problema é que há uma posição minoritária do prof. o locador quer retomar o imóvel para construir um restaurante. Mesmo porque. ou seja. Ainda no artigo 52. ou ele mesmo explorar. portanto ele conseguirá é uma indenização. Se for uma obra de mera fachada. mais isso tem que ser por fato do príncipe. proprietário. a jurisprudência é pacífica. basta a sua palavra. que não vá inviabilizar a permanência do locatário ele não precisa sair. 3ª Causa: Artigo 52. basta que pague a indenização. O locatário não pode retornar para o imóvel. inciso I. Se o locador quiser derrubar aquela casa e construir um prédio. Fábio Ulhoa Coelho sustenta que o locador. não pode exigir a retomada. acertadamente neste caso. ou seja. reforma. que essa vedação é inconstitucional. as obras que ele alegou para o juiz. é direito pessoal e não real.

já tem direito à renovação. Há uma exceção: que o locador pela lei pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário quando a locação for a chamada locação gerência. no artigo 55 da Lei de Locações. Toda vez que retomar o imóvel o juiz vai fixar prazo de 06 meses para o locatário desocupá-lo. Ele é o proprietário do imóvel e lá exerce um restaurante. Ex: meu pai está lá com restaurante. está na lei. Ex: o meu cônjuge tem salão de belezas em Caxias. O locatário pode pretender voltar para o imóvel? Não. Sem direito a indenização porque o locatário exerceu atividade com tudo pronto. estabelecimento empresarial para o meu ascendente. ela será considerada locação empresarial. Questões Interessantes: Imagine a seguinte situação: considera-se empresarial a locação para alojar os diretores. diz: pode retomar o imóvel para estabelecer um comércio de uma sociedade empresarial em que participe o ascendente. Agora se ele faz isso depois de quatro anos que está lá. a indústria está no meu imóvel há oito anos. paga a indenização e retoma o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. O prazo de seis meses para desocupação está no artigo 74. gerentes de uma sociedade empresarial. Segunda Parte do Inciso II do artigo 52 da Lei 8245/91 – O locador pode retomar o imóvel para ali fixar um ponto comercial. Então posso retomar o imóvel para colocar um salão de belezas dela. ele pode retomar para continuar exercendo a atividade de restaurante. Normalmente a pessoa hoje explora uma atividade empresarial como pessoa jurídica. porque o direito dele é pessoal e não real. a lei sabendo disso. terá direito à indenização. Na última renovação inclui um prédio anexo para alojar alguns funcionários. ele aluga tudo (imóvel e restaurante) para B. ela tem o salão há mais de um ano.219 indenização. Ex: meu pai tem um restaurante pequeno. que já explorava ali o ramo de restaurante há muito tempo. Então Fábio Ulhoa Coelho sustenta a inconstitucionalidade. aí o ex-locatário entra com ação pedindo indenização. por qualquer motivo como: concorrência desleal. eu quero colocar um terceiro. ela quer ir para o centro da cidade onde eu tenho um imóvel comercial que encontra locado. também aluguei uns apartamentos para alojar os diretores que vem de fora. desvio e clientela etc. e sim o salão de belezas da minha mulher. essa última renovação foi por três anos. . Quem deu fama àquele ponto como restaurante foi o locador. em razão da finalidade dela estar ligada ao estabelecimento. Na prática é assim. uma indústria. 03 meses depois transforma aquele restaurante em salão de beleza. dizendo apenas que o locador para exercer a mesma atividade do locatário tem que pagar a indenização. Posso retomar o imóvel para colocar minha esposa no mesmo ramo do locatário? Não. desde que este comércio exista há mais de um ano. porém não coloquei meu pai. É direito de propriedade. diretores daquela indústria. descendente ou cônjuge. Se verificada a fraude cabe indenização. tenho indústria aqui. descendente ou cônjuge. essa locação para essas pessoas físicas embora pareça residencial. se ela vier para estabelecer o salão lá. caput. então para quê esse cinismo. Sou locador. É minoritário. o locatário também. vai se apropriar da clientela e da freguesia do locatário. pessoa física ou pessoa jurídica de que ela seja sócia majoritária. então posso retomar o imóvel para estabelecer o salão de belezas do cônjuge.

para renovar é ainda uma faculdade do locador ou um direito do locatário? Faculdade do locador. Agora renovei por mais 03 anos. Podem ser cobradas luvas quando você vai entrar no imóvel? Ex: celebro contrato de locação com Maria e digo que tem que me pagar 20 mil reais referentes a luvas. E a relação entre o shoping e os consumidores é uma relação consumeirista. Estamos falando do contrato estabelecido entre o dono do shoping e os lojistas. é só jurisprudência. aí o locatário não tem que pagar nada. hoje não são cobradas na renovação da locação. os incomodados que se mudem. Há quem chame essas verbas de luvas. não preenche aqueles requisitos. posso pedir até um milhão de reais se quiser. e sim direito potestativo do locatário. é direito de propriedade. Isso não está na lei de locações. Para Rubens Requião é uma coligação de contratos entre o empreendedor e o lojista dentro dos quais o de locação. Fiz um contrato de três anos com ele. esta quem é a locatária. Para Fábio Ulhoa Coelho. portanto. o locador pode cobrar o que quiser. o acessório segue a sorte do principal e. porque o acessório segue o principal. a indústria terá direito a renovar tanto o prédio que está a onze anos quanto o prédio anexo. porém. é legítima esta cobrança. Qual a natureza jurídica do contrato de shoping center? Para os professores Orlando Gomes e Alfredo Buzaid eles entendem que é um contrato atípico e misto. na doutrina. o locador contesta o pedido dizendo que a indústria não preenche um requisito para a renovação no que diz respeito ao prédio em que estão instalados os diretores. Em qualquer momento em que não haja direito ao locatário para renovação.220 então a indústria está no imóvel há onze anos. porque aí já não é uma faculdade do locador. Caio Mario e Modesto Carvalhosa. mais os aluguéis. porque aquele prédio foi incluído na locação. Segundo o professor as luvas eram valores cobrados no ato da renovação. é direito do locatário por isso este pode exercê-lo. e sim a indústria. eu renovo se quiser. porque para ser direito do locatário teria que estar no imóvel no mínimo há cinco anos. em razão do direito de propriedade. como foi incluído no contrato de locação anterior e já tem onze anos. não as luvas que eram cobradas antigamente em toda renovação. Quem tem razão? A indústria. em razão do princípio pelo qual o acessório segue o principal. porque o locatário já passa a ter direito a renovação desde que preencha certos requisitos. SHOPING CENTER. deixou de ser uma faculdade minha para ser direito do locatário. é um contrato de locação com algumas peculiaridades. (3 + 3 = 6) na outra renovação não poderei cobrar nada dele (luvas). A renovação é no prazo do último contrato. . não quer pagar que vá embora. A indústria entra com a renovatória. Quem fez o contrato não foram os diretores. Pode. direito de propriedade. para renovar quero 5 mil reais. só não posso exigir valores referentes às luvas no ato da renovação. então não é benevolência do locador. quando o locatário preencher os requisitos. isso é apenas um acessório ao imóvel principal. mas aquele prédio só está para indústria pelo prazo de três anos. A relação que se estabelece entre eles é puramente contratual empresarial.

quando é que o locador poderá retomar o imóvel? Sabemos que para o locatário empresário ter direito a ação renovatória compulsória. as Lojas Americanas. aumentar o máximo possível as opções do consumidor. ou seja. faço praça de alimentação. bancos. O contrato de locação de shoping center não é um contrato de locação comum. A terceira corrente é melhor para prova. O locador é empresário? Pela condição de locador não é empresário. A lei de locações estabelece no artigo 54 plena liberdade contratual nesta modalidade de locação. há todo um planejamento. por prazo determinado. a locação tem que ter: no mínimo cinco anos. mesmo que alugue imóvel comercial. manifestar o desejo de renovar entre 01 ano e 6 meses do termino da locação. Lojas Americanas. basta que o empresário ajuíze a demanda dentro do tempo previsto na lei. O empreendedor do shoping é empresário porque não é uma mera locação de espaço. . A locação puramente de imóvel não é atividade empresarial. porque ele tem todo um planejamento. o empreendedor do shoping se diferencia do mero locador. uma proteção ao ponto comercial. Então o empreendedor procura dar uma variedade. ajuizar a demanda no tempo oportuno. para quem pagar o aluguel? Não. lojas para roupas. Assiste razão a eles. ou seja. pode ser tanto pessoa física. e preenchidos alguns requisitos. preciso de alguns cinemas. uma estrutura empresarial. que são a maioria (99. por escrito e o locatário esteja no mesmo ramo há no mínimo três anos.9% são pessoas jurídicas). Pode cair em prova – há em um shoping instalados casas Bahia. É um contrato que não é tão rígido quanto ao contrato de locação comum.221 Entre o empreendedor e o lojista não é aplicado o CODECOM. para produtos importados etc. porque essas lojas acima por si só atraem uma clientela enorme. ou seja. em torno do shoping há o que a doutrina chama TENANTNIX – quando sou empreendedor do shoping. CAUSAS DE RETOMADA: Quando é que mesmo preenchidos todos os requisitos do artigo 52. 21ª Aula – 17/01/2004 LOCAÇÃO EMPRESARIAL: Na última aula nós tratamos dos requisitos para que a renovação da locação empresarial seja compulsória. o locatário tendo direito a renovação da locação. Casas Bahia não vieram. aí os lojistas pequenos ingressaram com ação pleiteando a rescisão contratual cumulada com pedido de indenização. passam a ter direito de permanecer no imóvel. no penúltimo semestre antes do término da locação. como jurídica. Daí que no shoping citado acima. ou seja. ele privilegia o princípio da autonomia da vontade. Quando construo o shoping e sou pessoa jurídica não vou alugar a loja para qualquer um. você como pequeno lojista vai querer se estabelecer lá.

locações empresariais. uma das poucas coisas que muda na renovação do contrato quando o juiz autoriza a renovação do contrato é o valor do aluguel. mais se eu não iniciar as obras em três meses. Ás vezes ocorre diferente. É hipótese genuína de FATO DO PRINCÍPE é ordem determinada pelo poder público.222 Preenchidos todos os requisitos o locador vai poder retomar o imóvel? Quando é? A primeira causa da retomada é: vamos imaginar que o locatário preencheu todos os requisitos. pois este terá que procurar outro ponto. a lei impõe indenização ao locatário pela perda do ponto. . e aí na petição inicial o locatário diz qual é o valor do aluguel que vai pagar. haverá solidariedade entre locador e terceiro nesta indenização ao locatário. ele vai ser intimado. não é obra qualquer. é quando os locatários fazem uma proposta de aluguel incompatível com o valor de mercado. na ação renovatória. se não quiser pagar os cinco mil reais. contrato de 15 anos. etc. o locador tem que provar por escrito. Terceira causa de retomada: Tenho um imóvel e lá há um locatário no meu imóvel. o locatário será indenizado pela perda do ponto e aí nesse momento. Vencendo a melhor proposta de terceiro. um terceiro me faz uma proposta de cinco mil e quinhentos reais. eu sou proprietário e tenho uma proposta de cinco mil reais. A primeira causa de retomada. daí vem uma notificação da prefeitura que há necessidade de obra no muro. previstos no artigo 72 da Lei de Locações. neste caso. não sendo renovada a locação. haverá uma solidariedade nesta indenização. querem derrubar aquele casarão para nele construir um prédio comercial. o juiz fixa cinco mil reais de aluguel. Lembrando que esse terceiro que está fazendo a proposta não pode ser do mesmo ramo do locatário anterior. ele é o locatário. tenho que pagar uma indenização para o locatário. pois se for obra só na fachada não há necessidade do locatário sair do imóvel. e essa é a primeira causa de retomada. Essa proposta de terceiro. ele terá que sair do imóvel. Essa é a segunda causa de retomada. venceu a melhor proposta. porque senão ele vai acabar tomando a clientela e a freguesia do antigo locatário. A lei também permite a retomada do imóvel para que se faça obra de melhoria e aumente o valor do imóvel. o locador quer oito mil reais. o locatário tem direito à renovação. Ex: tenho um casarão velho locado para ela. Município. dizendo: senhor juiz essa é a melhor proposta. A briga normalmente é em torno do valor do aluguel. se ele não quiser tem que sair do imóvel. tem que melhorar o imóvel valorizando-o. o locatário não terá direito de permanecer no imóvel. aumentar um pavimento ou dois. Será que vai ser ou não renovado? Se a proposta do locatário para permanecer no imóvel é de quatro mil reais e o juiz fixa cinco mil reais. o direito de propriedade é maior que a renovatória. é claro que não é obra qualquer. não há o que fazer. é obra de porte. Se permitir que locatário voltasse para o imóvel é direito pessoal. que valorize o imóvel. para realizar qual negócio jurídico? Para realizar o TRESPASSE. Vamos imaginar que o locatário ofereceu quatro mil reais de aluguel. o locatário tem que sair para que cumpra a ordem do Estado. não posso ficar tolhido de explorar o meu imóvel. terá que gastar mais. Nestes dois casos eu retiro o locatário. quer dizer: não foi renovada a locação. está rachado. exercer o mesmo ramo de atividade do locatário tem que conversar como o locatário e não com o locador. Se o terceiro quiser adquirir o ponto comercial.

E o ponto comercial pertence ao locatário. Se o ramo que o ascendente. dono do imóvel. o que o locatário pode fazer? Pode pretender que o juiz determine a volta dele para o imóvel? Não. e que irá fazer obra de melhoria ou que recebeu proposta de terceiro. enganei o juiz. no final tudo vai acabar em indenização. entretanto. o ponto é meu. Voltei para lá. já que sou o dono do imóvel. nesse caso. . já tem um bom tempo. no final das contas tudo vai acabar em indenização. não interessa para que. antes de retomar o imóvel pago a indenização .223 O locador tem que provar por escrito que recebeu notificação do poder público. porque quem criou o restaurante ali não foi o locatário. Nesse ponto Fabio Ulhoa Coelho não sustenta inconstitucionalidade. que tem que parar com o cinismo. descendente ou cônjuge. Ele diz o seguinte: em vez de mentir para o juiz e depois pagar a indenização. Quero retomar meu imóvel que está alugado há 15 anos. descendente ou cônjuge exercem for o mesmo que o locatário exerce. dane-se o locatário. é uma presunção relativa. Tem entendimento pacífico nesse sentido. ele tem posição minoritária. foi o locador. ascendente. será que eu posso retomar aquele imóvel para explorar o mesmo ramo que ele? A Lei diz que não pode. o locador está dizendo que vai retomar o imóvel para ele usar. há uma posição do professor Fabio Ulhoa Coelho que sustenta a inconstitucionalidade desta vedação. deixo tudo locado para João. desde que ela seja a sócia majoritária. A minha filha. Entre a minha filha e o locatário. só sustenta inconstitucionalidade para uso próprio. só que monto loja de DVD. o proprietário. o imóvel é meu. porque senão haveria uma verdadeira apropriação da clientela ou freguesia. O que é locação gerência? Vamos imaginar que tenho um imóvel explorando ramo de restaurante. Pode retomar para ascendente. ele diz. descendente ou cônjuge. porque se eu quisesse retomar o imóvel para exercer o mesmo ramo do locatário estarei roubando dele a clientela e a freguesia. ele tem negócio de DVD lá. A pessoa está no imóvel com loja de DVD. presume sinceridade da minha palavra. nove ou 10 anos. ferindo o direito de propriedade previsto na CF. segundo a jurisprudência do STJ. o imóvel também é meu. O meu imóvel está alugado para ele que está lá há oito. descendente ou cônjuge. monto restaurante. tem um salão de belezas em Belford Roxo e está sendo despejada. então. A lei proíbe. quer vir para o Rio de Janeiro. vale a sinceridade. consigo retomar o imóvel. descendente ou cônjuge ou para estabelecer até uma sociedade desde que os parentes acima sejam sócios majoritários. em princípio ele está falando a verdade. fala logo a verdade. a Lei veda. posso retomar o imóvel? Não. Este salão existe há mais de três anos. é uso próprio. O que o juiz vai fazer se constatada a mentira do locador? Vai fixar uma indenização.é o que Fabio Ulhoa Coelho sustenta. desde que o estabelecimento exista há mais de um ano. Pode ser firma individual ou uma sociedade. quando eu voltar posso retomar para exercer a mesma atividade? Por quê? Posso. vou viajar para os EUA. mas não para exercer a mesma atividade. Se mentir para o juiz. Então posso retomar o imóvel para estabelecer firma individual de ascendente. tenho direito de retomar o imóvel para que seja estabelecido um fundo empresarial para o meu ascendente. eu volto para lá para fazer o que eu bem entender. o nome dessa locação é chamado locação gerência. quero retomá-lo para uso próprio. Vamos imaginar que eu retorne para o imóvel.

porque há uma junção de vários contratos. Lojas Americanas. pelas normas do contrato. loja de discos. Caio Mario e Washigton de Barros – que entendem que é um contrato de locação. A Segunda Corrente – defendida por Rubens Requião. no shoping há o que a doutrina chama de TENANTNIX. precisa de alguns cinemas. os que locaram os espaços. a autonomia da vontade. CONTRATO DE SHOPING CENTER: É um contrato que se estabelece entre o empreendedor do shoping (dono do shoping) e os lojistas. . ingressaram com ação requerendo a rescisão do contrato de locação cumulada com pedido de indenização. Pois temos uma clientela enorme. ou seja. eles entendem que o contrato de shoping center é atípico e misto. Está previsto no artigo 54 da lei de locações. que por si só chamam clientela e ainda diz a sua loja vai ficará em frente às Casas Bahia e aí há toda uma demanda. há praça de alimentação. Existem alguns fatos neste contrato que tem gerado muita polêmica. prevista no Código de Defesa do Consumidor. há todo um planejamento. agência de correios.Center: Não há lei específica tratando deste assunto. vão se dar bem. virá para cá as Casas Bahia. são vários contratos que são aperfeiçoados entre o empreendedor do shoping e o lojista. roupas. da boa fé e não pelo Código de Defesa do Consumidor. ele precisa oferecer uma gama de produtos e serviços o maior possível para atrair mais clientela e freguesia.Todos são lojistas e dizem: vem aluguem mais aqui no meu shoping. A Terceira Corrente – defendida por Fabio Ulhoa Coelho. ficando muito tempo “as moscas”. Modesto Carvalhosa.Como se desdobra o aluguel num contrato de shoping center? A lei textualmente diz que prevalece a livre iniciativa das partes. espaço para bancos. ele não pode alugar espaço “a torto e a direito”. quatro ou cinco mil reais. Natureza Jurídica do Contrato de Shoping. Acontece que tais lojas não vieram para o referido shoping. O que diferencia o empreendedor do shoping do locador comum? O dono do shoping não é um mero locador de espaço. Sobre a natureza jurídica deste contrato há divergências. ele vai fixar prazo de seis meses (artigo 74) para desocupação do imóvel. é uma relação consumerista.224 Toda vez que o juiz determinar a retomada do imóvel. embora com algumas regras especiais. Ex: existe um shoping no RJ que queriam aplicar o CDC nessa relação. O pedido foi julgado procedente. entende que é uma coligação de contratos. há uma relação entre eles puramente contratual. produtos importados. em geral temos as seguintes hipóteses: pode estabelecer um aluguel fixo de três. A Primeira Corrente – defendida por Alfredo Buzaid e Orlando Gomes. No contrato de shoping center o aluguel é um pouco diferente do aluguel de uma locação empresarial. Devemos adotar esta corrente porque é a MAJORITÁRIA. porque a desocupação de uma locação empresarial não é tão simples como a desocupação de uma locação residencial. etc. A relação que se estabelece entre o dono do shoping e os freqüentadores deste.

da fama do shoping etc.225 Estava no shoping em Vitória. é propriedade dele. câmeras por todo o lado. Por que essa Res Sperata? Porque quando você aluga uma loja no shoping. porque às vezes o consumidor chega no estacionamento já com o carro amassado. Além do aluguel. Por fim. A questão do estacionamento pode ser do banco. mais os aluguel do mês. Tem o bônus. estou no imóvel dele tenho que pagar sim. sete por cento do que ultrapassar é do shoping. por exemplo: as modificações do projeto original. E sete por centro do que ultrapassar do faturamento bruto é do shoping. do supermercado etc. No mês de dezembro é muito comum os shopings cobrarem aluguel em dobro. Lá no shoping de Vitória era o triplo. Tem que pagar estacionamento ou não? É óbvio que tem que pagar. é do shoping. uma parcela fixa e outra variável de acordo com o faturamento era o sistema lá daquele shoping. Por que quem é o proprietário do imóvel? Ele coloca no imóvel quem ele quiser. Se levarem o carro o empreendedor do shoping tem que me pagar. colocou lá e quebraram o vidro do seu carro e levaram o aparelho de CD. Não podem ser cobradas dos lojistas: a) despesas extraordinárias de condomínio. existem outras verbas que os lojistas tem que pagar. Res sperata é esperado mesmo. ou seja. Ou pode ser tão somente uma parcela variável. Daí a auditora disse: 4 ou 5 mil por mês. mas também tem o ônus. Estacionamento em shoping center não é matéria de direito comercial. o problema é do shoping. uma verba de entrada só para alugar. Por isso os shoping devem criar sistemas de segurança. Além disso. anúncio em TV. aí sim. como por exemplo. A relação entre o empreendedor do shoping e os freqüentadores do shoping é uma relação consumerista. isso se vê pouco. cobram 4 mil e um ou dois por cento do faturamento bruto. É completamente livre prestigiando mesmo a autonomia da vontade. e não do consumidor. daí uma mulher com bloco na mão anotando. Normalmente esse rateio é feito através da associação de lojistas que tem sempre em shoping. para você alugar uma loja no shoping. você já vai contar com toda infra-estrutura e com clientela e freguesia. agora querem colocar elevador panorâmico. existe uma previsão de uma clientela de uma freguesia que não é sua. vai ter que pagar. por exemplo: ele é obrigado a ratear as despesas com propaganda do shoping. vamos imaginar que você entrou com seu veículo. Se o faturamento da loja ultrapassar determinado patamar estabelecido no contrato. o shoping se resguarda normalmente com parcela fixa mais a variável. existe um orçamento prévio que os lojistas são convocados para aprovar ou não. Como vou saber se furtaram ou não. comprei presente para o meu pai. aí ela chegou para o vendedor e perguntou: ele comprou? À vista? A prazo? Ou em dinheiro? Parecia auditoria interna. você paga o que a lei chama de Res Sperata – tem que pagar é como se fosse a antiga luva. enfeites etc. terá que me pagar. e despesas previstas no orçamento prévio que eles participaram evidentemente eles têm de custear. a presunção em favor do . o shoping possuía escada rolante. o shoping tem que provar isso. exigem a inversão do ônus da prova. vai pagar quatro ou cinco mil reais por mês. b) pinturas de fachada. já vai usufruir de tudo isso.

aluguei seja direto do proprietário. mas uma perícia resolve isso. Tem direito o locador de ajuizar demanda para retirar o lojista daquele local e estabelecer em outro. Lucro indireto – no contrato de depósito previsto no Novo Código Civil. do empreendedor.o shoping disse que ela tinha que provar. é relativa e ficou provado. porém nas mesmas condições. No STF nem se questiona mais. uma construía e outra pessoa explorava. montar. uma farmácia no meio da praça de alimentação? Ele não poderá fazer isso independentemente do contrato que se estabeleceu com o empreendedor. loquei para ele por oito anos. nesse ponto não chega a ser gratuito. porque ele tem que atender o interesse coletivo de todo empreendimento. Fabio Ulhoa Coelho diz com razão que o locador tem direito sim de retomar o espaço para que o shoping não fique atravancando. se ele estava na principal procurar mantê-lo assim. Se o locatário dissesse que não iria sair. tinha algumas lojas que estavam emperrando a construção deste centro médico. porque a relação dele com ela não era relação de consumo. o qual alegou que aconteceu lá no shopping. porque existe um lucro indireto com estacionamento do shoping. O locador comum não é empresário. então ele não pode mudar de ramo. se vai só consumir ou não. Caso interessante foi de uma funcionária de uma loja. não foi parar na justiça. O empreendedor contratou os serviços de diversas construtoras que formaram um consórcio. dentro do seu planejamento. criou-se um local destinado a centro médico e tudo mais lá. ela era empregada da loja e aí? Os ministros do STJ decidiram a favor da funcionária. por exemplo. O empreendedor do shoping será que ele pode utilizar todas as possibilidades de retomada? Será que o dono do shoping pode retomar para ali estabelecer um fundo de comércio para ascendente ou descendente? Evidentemente que não. A retomada para uso próprio e para uso de terceiros são expressamente inaplicáveis aos shoping centers. isso acabaria inviabilizando a evolução do shoping. Há muitos casos que a construtora participa. O exemplo do Fabio Ulhoa Coelho se aplicou no Barra Shoping. aconteceu um problema com ela. O shoping é que tem que assumir essa responsabilidade. Pode para uso próprio? Também não. Outra despesa que o locatário não está obrigado a pagar são as verbas trabalhistas de empregados que trabalharam antes do shoping começar a funcionar. Vamos imaginar um shoping center. ele pode mudar de atividade? Sim. ela estacionou o seu carro no estacionamento do shoping. . ele vai poder mudar de ramo sem consultar ninguém. Numa locação comum. não importa se o depósito é gratuito ou oneroso. Tudo se resolveu com acordo. se vai visitar alguém. essas despesas jamais poderão ser repassadas para os lojistas.226 consumidor não é absoluta. Nem sempre quem vai explorar o shoping é a construtora. claro que não importa se é empregada de alguém. ele está lá explorando na praça de alimentação. O empreendedor do shoping é empresário. O contrato de shoping center está na Lei de Locações.

tem marca famosa registrada e você que vai montar um. tem muito dinheiro. dizer que a cor é tal. Fran Martins. adquiriu uma franquia para cidade de Teresópolis. o funcionário tem que ter os uniformes tal. Evaldo Fazio. Eu que vou estruturar. de prestação continuada e misto. O fornecimento não precisa ser necessariamente do franqueador. Todas as turmas do STJ citam esse professor em contratos de franquia. Adalberto Simão Filho. Pode por exemplo estabelecer contratos de fornecimentos com terceiros. A Lei 8955/94 diz isso. nem sempre na franquia vou estar fornecendo produtos. no caso do Mac Donald. pacificando: . montar. se fosse só isso não seria franquia. Sobre o contrato de franquia em si. é uma licença de uso de marca e um outro contrato de prestação de serviço de organização empresarial. Aí não há fiscalização do franqueado e sim quem sofre fiscalização é o fornecedor do franqueado. franquia não é só isso. O professor Adalberto Simão Filho diz que o contrato de franquia é um contrato típico. vou ensinar como fazer. é contrato típico empresarial. mas não quer ter o trabalho. portanto. portanto. Por exemplo: lavar carros. Natureza Jurídica do Contrato de Franquia ou Franchising: É um contrato atípico para Rubens Requião. Vamos imaginar que sou empresário “Mac Donald”. ele continuaria sem previsão no ordenamento pátrio. há um contrato de fornecimento. colocou-o na lista do ISS. a compra de pão. Discute-se muito sobre a incidência de qual imposto sobre contrato de franquia. na década de 70 e teve evolução histórica interessante. Será possível tributar o ISS sobre a franquia? No contrato de fornecimento incide o ICMS. é a conjugação de vários contratos em si. porque conjuga vários outros contratos em si. ela não analisa por completo de forma empresarial o contrato. oneroso. Eu não permito apenas que ele use a marca Mac Donald. é misto porque não é um simples contrato de licença de uso de marca. não concorda com os autores acima e sim com o prof. no que tange a qualidade dos produtos. O professor Leonardo. este pode estabelecer que: só venda produtos por ele fornecidos ou por ele indicados. qual imposto incide? Não tem. Fabio U Coelho. por isso é um contrato misto. tudo é fornecido. bilateral. que a Lei 8955/94 analisa apenas os aspectos tributários do contrato de franquia. seria licença de uso de marca. eu vou prestar serviço de organização empresarial. No caso do Mac Donald. Bugarelli. Quem treinará os funcionários é o franqueador. toda técnica do negócio é dada pelo franqueador. O contrato de fornecimento é eventual. Dizem esses autores. vou entregar tudo pronto. o município de Niterói quis tributar. por entenderem que seria uma prestação de serviço do franqueador para o franqueado e aí a jurisprudência do STJ em peso decidiu. consensual. porque existe a franquia de serviços. Funciona da seguinte maneira: o contrato de franquia é bilateral. as partes têm obrigações.227 FRANQUIA OU FRANCHISING: Legislação Aplicável: Lei 8955/94 O contrato de franquia foi criado no Estados Unidos. O contrato de franquia funciona assim: Além de permitir o uso da minha marca. como funcionará.

além disso. No contrato de franquia. sou Mac Donald. Existe a cobrança dos royalties que é uma remuneração pela licença do uso da marca e. existe um valor mensal. REMUNERAÇÃO DO CONTRATO DE FRANQUIA: De cara já paga uma taxa de adesão. Não. Mac Donald cobra pelo pão. é impossível tributar o ISS no contrato de franquia. O royaltie para uso da marca é também de forma ampla a sua cobrança. por exemplo. por exemplo. Além desta. já digo para você procurar um imóvel em qualquer lugar. estender o alcance da marca do franqueador. quando celebro contrato de franquia com você. no carnaval em Salvador. O contrato de locação está dentro do contrato de franquia? Não. é um pouco mais restrita porque o valor que vai ser oferecido ao consumidor.Que a questão tributaria prevista na CF/88 é numerus clausus. ele arma toda uma publicidade. os preços serão determinados pelo franqueador.228 1. O BOBS às vezes autoriza a venda de cerveja. ele também presta serviço para o franqueador e este tem os funcionários. A taxa de adesão é cara. Essa remuneração é mais ampla possível. existe uma via de mão dupla. Então. O franqueado também presta serviço para o franqueador na medida em que ele vai divulgar. dependendo da franquia é ainda mais cara. ele cobram por isso e o que eles estão fazendo? Uma prestação de serviço ligando um ao outro e tem todo um trabalho e a tributação o máximo que pode ser feito é em cima desse trabalho. tudo é cobrado. que os valores dos produtos costumam ser maiores. hambúrguer. o franqueado fica mais restringido na sua autonomia empresarial. o franqueado é que vai se virar com o imóvel para locar ou comprar. que nas lojas de franquia. Fornecimento de bens. Há contrato de franquia que você cobra parcela sobre o uso da marca e tem cobrança do faturamento fixo mais variável. o que chamam de ligação entre franqueador e franqueado. isto é à parte. a legislação tributária é sempre taxativa. por exemplo. O franqueado além de oferecer os produtos do franqueador poderá oferecer outros? Em regra. salvo a franquia estabelecida em beira de estrada. que manda para o franqueado. ele está aumentando o leque. em Teresópolis. é uma liberdade contratual enorme. por isso. não é possível os municípios tributarem no contrato de franquia o ISS. os valores dos produtos são os mesmos em todas as lojas. isso é variável. quem estabelece é o franqueador. o que é possível é a tributação dos intermediadores do contrato de franquia. Há uma duplicidade. o franqueado que presta serviço ao franqueador ou vice-versa. sobre faturamento bruto de dois ou três por cento. Em geral. não sobre os royalties. É prestação de serviço? É. como assim? Feiras de franquia há empresários que se limitam a prestar um serviço de aproximar um franqueado do franqueador. não pode ficar dando interpretação extensiva. . presta serviço de organização empresarial para o franqueado. Tanto um presta serviço para o outro quanto o outro presta para um. exige o PRINCIPIO DA TAXATIVIDADE. porque assim autoriza o franqueador.

dane-se. O atendimento ruim.Fornecer bens aos franqueados. conseguiram a restituição da taxa de adesão. tem que pagar royalties.O franqueador pode exigir uma caução do franqueado. . fornecer direta e indiretamente. 2. os produtos estão estragando. perdas e danos. O franqueador colocou a franquia no mercado e se “lixou”. ele pode exigir ou não. está péssimo o negócio. 3. Terceira questão Falar sobre as características e as garantias das cédulas e das notas de crédito. O produto já não mais estava dentro padrões e etc. conforme o contrato. Questão interessante. O problema é que na lei tem as obrigações do franqueador e não tem as obrigações do franqueado. influencia na vida dos outros franqueados. garantia real e garantia debitória. queria só receber e não dava a menor assistência ao franqueado. porque a imagem ruim vai refletir nos outros. fiscalizar a rede. pediu-se a rescisão contratual e ganharam.Prestar o serviço de organização empresarial. reflete no interesse de todos os outros franqueados. A fiscalização dos franqueados é um direito ou um dever do franqueador? É direito e um dever. 4. 5. além de influenciar negativamente na marca. 3. os royalties são pagos em cima do faturamento bruto desses produtos. Segunda questão: Falar sobre Factoring. em razão de organização empresarial e o uso da marca. caso concreto que foi parar nos tribunais. 6. que pediram rescisão contratual.O franqueado e que determina o valor final que vai ser repassado ao consumidor.Ele não pode vender bens que não sejam autorizados pelo franqueador. 4. em razão da falta de fiscalização do franqueador em relação aos demais franqueados. mas as jurisprudências e a doutrina tratam do assunto. Pode fornecer ou indicar fornecedores ao franqueado. As obrigações do franqueado são: 1. dependendo da franquia. 2. 22ª Aula – 24/01/2004 Questões que caíram na prova da Magistratura ontem. enfim tudo. para manter a qualidade. Primeira questão: As principais características de um contrato de franquia.O franqueado tem que seguir as instruções de venda ao consumidor. a atividade ruim dela. Resposta: Está na lei. Ex: a franqueada está prestando um serviço horrível. As obrigações do Franqueador são: 1-Autorizar o uso de sua marca. O STJ deu ganho de causa aos franqueados.229 O atendimento tudo segue uma fiscalização do franqueador.A terceira obrigação não esta na lei.O franqueado só pode oferecer produtos autorizados pelo franqueador. indicando as obrigações do Franqueado.O franqueado logo que entra tem que pagar uma taxa de adesão.

empresarial. ou seja. Mesmo que as partes queiram. Com a falência do franqueador a marca vai perdendo prestigio. isto pode influenciar no franqueado? Sim. esta na lei 8955/94. Olhem mais em baixo. embora isto não esteja claramente na lei. O franqueador não vai poder celebrar o contrato antes disso. . com as características. o franqueado informa qual é a potencialidade de mercado naquela região. oneroso e de resultado. Ele funciona da seguinte forma. esta é uma norma de ordem pública. Não é interessante rescindir este contrato. Qual é o tamanho de estabelecimento que comporta aquela região. vai data-lo. o legislador através da Lei 8955/94 entendeu por bem obrigar as partes a uma reflexão. A marca vai ser alienada e quem arrecadar esta marca vai passar a receber a remuneração do franqueado. vem falando que o registro tem que ser feito no INPI. Dificilmente esta marca vai ter sustentação no mercado com a falência do franqueador. existem duas partes. porque enquanto esta marca não for alienada. eles não vai deduzir essas verbas de sua margem tributável se o contrato não estiver arquivado no INPI. A falta de arquivamento no INPI faz com que o contrato se torne oponível contra terceiros. no mínimo. todas elas estão descritas na lei. O contrato de franquia tem que ser arquivado no INPI. experiência de mercado e várias outras informações. a lei que fala de propriedade industrial 9279/96 é posterior. de execução continuada. tudo que o franqueado pagou tem que ser devolvido a ele. atípico. perfil do franqueado. A doutrina pede que o franqueador informe ao franqueado a potencialidade de mercado. Não está na lei um requisito que toda doutrina pede que esteja. as partes são factorizador e factorizado. Mas. Depois de tudo isto ele vai receber um documento legal. por mais que o franqueado queira. Como não está na lei não pode exigir. Em hipóteses de falência do franqueador. entre outras coisas. capital de giro. a questão vai ser vinculada pelo artigo 43 da Lei de falências. com as várias informações. for celebrado este contrato violando este prazo. vai estar engordando a massa falida. ou seja. começou nos Estados Unidos. O franqueado tem um faturamento bruto enorme. A lei 8955/94 só abrange aspectos tributáveis da lei 9279/96. o contrato só poderá ser realizado após dez dias. onde está tudo explicado. e um contrato exclusivamente empresarial. este contrato é passível de anulação por parte do franqueado. Se violar este dispositivo. A natureza jurídica do contrato de factoring é um contrato complexo. só vai poder deduzir isto da margem tributável se o contrato tiver arquivado no INPI. elas não podem fechar um negócio de imediato. havendo um contrato bilateral ele vai ser rescindido. CONTRATO DE FACTORING: Poderia fazer um breve histórico do contrato de factoring. quem vai estar recebendo toda essa remuneração é a massa falida. capital reserva. o que o franqueado tem que ter para ser franqueado. informações do tipo. em razão da marca. quanto tem que ter de capital. pelo simples fato da falência.230 A franquia é um contrato. ele vai pagar royalties ao franqueado. bilateral. Anulado o contrato. costumam inserir esta informação que nós chamamos de potencialidade de mercado. O franqueador tem que fornecer ao franqueado uma minuta do contrato.

o risco é inteiramente dela. ela faz uma análise creditícia em cada titulo daquele. este titulo vai vencer em 60 dias. para ele poder conquistar o mercado. se ela comprar tudo sempre. eles tem outras atividades.231 Ele funciona da seguinte forma: um determinado empresário tem uma loja de produtos naturais. ela não paga os R$100. daqui a 30. este crédito não tem nada haver com juros. só que ele precisa de capital de giro para isto. Quanto esta sendo cobrado de juros aqui? 10 % por um período de 60 dias. A gente tem que deixar esta discussão de lado. ele transfere todo esse gerenciamento de créditos para eles. e quais os créditos que ela não vai comprar. Ele não pode dispor de 2 ou 3 funcionários para fazer gerenciamento de crédito. 60 ou 90 dias. R$90. remuneração esta independente ou não da solução do crédito. ou seja. Se a factoring comprar todos os títulos do factorizado. esta escolha é essencial para o contrato de factoring.000. O restante dos títulos. porque ela escolhe os títulos que quer comprar. do factorizado. Quanto aos títulos comprados o risco é da factoring. A Factoring não está obrigada a comprar tudo sempre. mas preenche a nota promissória com o valor que ela não conseguiu receber.00 para receber futuramente.000. se ela compra tudo sem nenhum cuidado. As empresas de factoring são muito maiores do que a mera compra de títulos.00 é a diferença. parcelamento. fazendo isto ela estará prestando um serviço de assistência empresarial. ela não corre risco. este frete e a sua remuneração. ela exige do factorizado uma nota promissória em branco. este percentual é pago pela prestação de serviço. Mesmo a factoring não tendo comprado os títulos e o empresário sabendo da estrutura que a Factoring tem para cobrar.000.00. Vamos imaginar que vou comprar título que chega a quase R$100. Para fazer gerenciamento de crédito dá trabalho. porque os títulos que ela não conseguir receber. ela transfere o risco para o factorizado. Ela escolhe quais os créditos que vai comprar. O gerenciamento requer uma estrutura muito pesada. é um contrato bancário ou não é? Se for uma entidade bancária pode cobrar acima de 12% ao ano. porque este percentual aqui não é de juros. Em princípio essa remuneração. Estes títulos não vão ser objeto da compra. Esta acima de 12% ao ano. Emite um oficio a Receita Federal porque tem questões tributárias e cópia dos autos ao .000. portanto é nula e execução desta nota promissória. uma diferença. R$10. Aí vem a discussão. ela devolve para o factorizado. É claro que quando a Factoring vai pagar. Assumir o risco é elemento essencial do contrato de factoring. ela cobra um frete. A Factoring vai pagar. por exemplo. que o pequeno lojista não tem. Ele pode contar com o auxílio dos chamados factorizadores. para as Factoring. Estes títulos vão ser repassados para a Factoring mediante uma remuneração. ela não é Factoring é agiota. As Factoring compram os créditos dos empresários e passam a administralos.000. um percentual sobre o valor. o empresário pede que a factoring cobre os títulos para ele. Esta nota promissória é nula de pleno direito. Então não importa se é ou não contrato bancário. resumindo. tem que dar prazo de pagamento. Estes créditos que não foram comprados são do empresário.00 que não foram comprados vai ficar com o empresário. os R$50. Mesmo os títulos que não foram comprados podem ser passados para as Factoring. O empresário procura a Factoring e diz que quer dinheiro vivo.00. para que ela faça a cobrança em nome do empresário. Vamos imaginar que em um mês o empresário tenha vendido R$150. está informando para a empresa quais são os títulos bons e quais são os títulos ruins.00. A factoring é especializada na compra de crédito.000.

não é por vontade das factoring e sim em razão de uma situação mercadológica. crime de usura e tudo mais. nem sempre são títulos de créditos. A partir dessa crítica doutrinária o Banco Central editou uma resolução e atualmente não é necessária à autorização do Banco Central. O concetracionismo bancário esta acabando por desvincular o contrato de Factoring. 2 – No desconto bancário o risco pelo inadimplemento é do cliente.00. ou melhor. acaba prestando serviço de assessoramento creditício para o empresário. Ao efetivar a compra pagará valor abaixo do valor do título. ora denominador factorizador. Este dinheiro que ficou faltando vai ser debitado da conta do cliente. vendo quais são os títulos bons e ruins. entraram num consenso. dependendo do caso. podem ser créditos decorrentes de contratos. qualquer sociedade em princípio pode criar uma sociedade de Factoring.00 em duplicata para receber. o Banco adianta para o cliente R$ 90. já que a mesma corre todo o risco. vai sempre se buscar créditos nos Bancos. Na cobrança das duplicatas de R$ 100. No desconto bancário ele pode cobrar 2% ou 3%. Ex: Um cliente chega no banco com R$ 100. bem assim arcando com o prejuízo de eventual inadimplemento. assumindo o encargo de gerenciar este crédito (cobrança.000.000. nas entidades bancárias. a partir da orientação doutrinária que a sociedade de factoring não é uma entidade bancária.000. é um varejista. podem ser faturas. ela não tem como competir com os Bancos. compra os créditos (títulos). a empresa precisa de alguma autorização? Temos uma longa história.000.00. de muito mandato de segurança. de outros empresários. as diferenças entre eles são: 1 – Só opera desconto bancário quem é Banco.00. ou seja. O Banco só vai receber este dinheiro quando for cobrar a duplicata. OBS: Na hora da prova não defendam as Factoring. R$ 10. Os juízes na hora de julgar não olhem para este lado.232 MP para procedimento criminal cabível. ora denominados factorizados e. não há uma entidade que possa concorrer com os Bancos no Brasil. acabam com as Factoring como se elas fossem as grandes vilãs. Com isto a Factoring não vai ter competitividade com os Bancos. Um contrato muito parecido com o contrato de Factoring é o contrato de Desconto Bancário. importadas do modelo americano. em geral.00 é do Banco. no início dos anos 80 surgiram as Factoring no Brasil. ficou faltando R$ 20. faturas ou outros créditos a prazo. Por isso que as Factoring pedem as notas promissórias em branco. todo o percentual cobrado é juros. depois de muita crise. o percentual está fora dos 12%. o débito é mandado para a conta corrente do cliente. O factorizador ao escolher os créditos que vai adquirir. Se não for Factoring.00. por isto as Factoring estão sendo obrigadas a fazer agiotagem e não um contrato de factoring normal.000. muita gente não queria depender do Banco Central. protesto e execução). O Banco pode fazer que a Factoring não possa cobrar juros menores. o risco é todo do cliente. o Banco só conseguiu receber R$ 80. . Conceito de Contrato de factoring: é o contrato pelo qual. No início para abrir uma empresa de Factoring precisava da autorização do Banco Central. já que ele não tem quase risco.000. desconto de título bancário. assumindo a obrigação. O grande vilão é o chamado concetracionismo de crédito. bem fora. ou seja. constituindo este spread (esta diferença) a sua remuneração. Pergunta: Para fazer este tipo de operação de factoring. tem que ser criada seguindo todos os parâmetros legais.

o endossante garante o pagamento. se for uma fatura. É interessante para a Factoring comprar todos os títulos bons. pode ser resolvido a qualquer momento pelas partes. Contrato de exclusividade não pode ter dois factorizadores para um factorizado. O contrato de Factoring tem exclusividade? Por exemplo: A (factorizado). mas endosso sem garantia. Por este motivo ela não pode celebrar dois contratos de factoring com empresas diferentes. com prazo determinado. o risco por parte do factorizador. E se a transferência for de um titulo de credito. O factorizado não pode se negar a vender os créditos para o factorizador. a regra do contrato de Factoring ou a regra do endosso? O endosso sem garantia. artigo 290 e seguintes do novo Código Civil. O que vai prevalecer. Mas. então é direito do factorizador escolher. O factorizado vai pagar uma taxa menor para a Factoring quando o titulo for excelente. o factorizado não pode se negar a vendelo. a posição dele é de DCI. e escolher e pagar o valor combinado. . A pode fechar um contrato de Factoring com B e C (ambos factorizadores)? Qual é a natureza jurídica do contrato de Factoring? É um contrato empresarial. e o factorizado não pode se recusar a vender os títulos. B (factorizador). ele só paga se o devedor principal não pagar. às vezes parece que é uma sociedade só. porque se não quem vai escolher primeiro. Como é transferido por endosso para a Factoring. mas na verdade são duas. porque se fosse indeterminado. dentro de todo crédito a prazo do factorizado. Este contrato é de exclusividade. entendimento majoritário da doutrina. tudo. se for um contrato. olhar os títulos. o título de crédito vai ter endosso. tem que ser uma sociedade especificamente para isto. verificar todas as vendas feitas a prazo. se for um documento de crédito como outro qualquer. de prestação continuada. O factorizado escolhe os créditos que ele quer comprar. for um cheque? A transferência é feita através de um endosso. quais os títulos que ele quer comprar. posso dizer que ele não integra o sistema financeiro nacional? Com certeza.233 Não pode dentro de uma empresa ter um departamento de Factoring. as faturas. é feita a transferência por cessão civil de crédito. com o pagamento da multa eventualmente prevista. isto é bom para o factorizado. para ele saber quais são os títulos bons e quais são os ruins. então. sob pena de rescisão contratual. B pode ir lá no final do mês e olhar na escrituração contábil de A. mais precisamente artigo 296. mesmo porque na cessão civil o cedente não é o garantidor do pagamento. A vendeu a prazo. Pergunta: Entendendo que Factoring não é um contrato bancário. Como é feita a transferência spread do factorizado para o factorizador? Depende. ou seja. no contrato de Factoring o factorizador não garante o pagamento? Não. foi transferido por endosso e o endossante não garante o pagamento. Se a factoring escolher o titulo X. o endosso não garante o pagamento.

que ele possui junta à administradora na rede credenciada. O Brasil vem acompanhando um fenômeno chamado sociedade sem dinheiro. Conceito: É um contrato atípico. A pessoa que faz este tipo de operação (que pega o dinheiro emprestado nestas condições) é porque normalmente está com a “corda no pescoço”. . a chamada sociedade sem dinheiro. Dentro do contrato de cartão de crédito nós podemos verificar várias relações jurídicas. pois os gastos naquela boate estavam sendo altos e com freqüência. O lojista faz uma seção de crédito para a emissora do cartão. É um movimento que a cada dia que passa a sociedade vem utilizando menos dinheiro (papel) possível. Como assim relação jurídica de financiamento? Eu vou adquirir um cartão de crédito. Nós temos ainda. e muitas vezes em horários incompatíveis com o horário de funcionamento da boate. que pode ser uma compra e venda ou uma prestação de serviço. Há ainda dentro do contrato de cartão o que nós chamamos de seção de crédito. Ex: A pessoa ia lá pegava cinco mil emprestados. o quanto parcelou e etc). Num conceito bem rasteiro nós podemos dizer que o cartão de crédito é um documento que dá ao seu titular o direito de utilizar uma linha de crédito. empresarial e consumerista. A administradora começou a desconfiar. A segunda relação jurídica é a do consumidor com o lojista. Por fim. é uma forma de financiamento. para aproximar o consumidor do lojista. ou seja. este serviço é o de intermediação. a administradora do cartão presta um serviço ao titular do cartão. Nós vamos entender porque ele é um contrato misto. Normalmente não pagava à administradora. passava o cartão e a boate pagava quatro mil e quinhentos reais. débito automático e etc.234 23ª Aula – 31/01/2004 CARTÃO DE CRÉDITO: O cartão de crédito é um contrato muito comum e houve uma mudança na jurisprudência com o tempo. então. Essa prestação de serviço se estabelece entre a administradora e o lojista. e agora estamos nos meios eletrônicos. para a compra e venda ou prestação de serviço. O cartão de crédito é um contrato atípico (porque não tem lei falando sobre o contrato de crédito). serviço de administração de caixa (na fatura vem dizendo o quanto a pessoa gastou. a administradora do cartão (emissora do cartão) abre um limite de crédito para o consumidor. É um financiamento rotativo (em geral mês a mês). A primeira relação jurídica é a relação jurídica de financiamento. mas paga para a administradora do cartão. Caso concreto: Havia uma boate que estava emprestando dinheiro a juros. pois a administradora serve como intermediadora. um contrato de prestação de serviço. Essa evolução começou com o cheque. cartões de crédito. Você compra na loja. cuja finalidade é facilitar o crédito ao consumidor dando segurança aos empresários que integram a rede credenciada. isto porque o lojista transfere o crédito dele para a administradora do cartão. É trilateral e misto (ou complexo).

mas para isso ela teria que credenciar toda uma rede. Por isso. Antigamente. o cartão Citybank vem com a bandeirinha mastercard. A bandeirinha funciona da seguinte forma: O Citybank poderia criar a bandeira dela (bandeira Citybank). No cartão de crédito o pagamento é à vista. com a visa e etc. Vários bancos começaram a administrar cartão. Então. vamos supor que numa compra de 500 reais. por exemplo. pelo fato dele ser pago no cartão (isso seria um crime contra a relação de consumo). só que parcelado. O cartão vem com a bandeirinha (visa. Só que nós temos um movimento concentracionista (hoje só quem está fornecendo crédito é banco). Uma questão interessante é saber que o maior dilema sobre o contrato de cartão de crédito hoje diz respeito aos juros. Quem é a emissora do cartão? Citybank. No Citybank (como no Bradesco e outros bancos) você pode escolher se quer o mastercard ou o visa. o cartão não vai passar. Quando o sujeito for utilizar o cartão novamente. como tem o cheque. essa bandeira não trás nenhuma influência. Na relação entre a emissora do cartão e a loja é uma relação estritamente empresarial. e tem o valor rotativo do cartão no valor de três mil reais. ela faz um convênio com a mastercard. Vai chegar num momento.235 A administradora diante desta situação não pagou mais para a boate. mastercard e outros). Há como ligar para a administradora pedindo para cancelar o pagamento? Não. Ex: A pessoa vai ao banco (Citybank). Então. aplica-se o código de defesa do consumidor (lei 8078/90). a emissora do cartão era a mastercard. vai ser o Bradesco cartão de créditos. Não existe previsão de sustação de pagamento no cartão. Esta pessoa faz uma compra no valor de dois mil reais. No outro mês a pessoa faz uma compra no valor de dois mil e poucos reais. dentro do Citybank tem a Citybank cartão de crédito.900 reais (a pagar). a visa e outras (eram empresas especializadas). Ex: Você foi a uma loja e efetuou a compra de uma roupa. Mas isso dá muito trabalho. a pessoa não está celebrando nenhum contrato com a mastercard. Chegou em casa você verificou que ela está com um defeito enorme. isto porque o crédito é um crédito rotativo. Não é possível a pessoa ligar para a administradora e pedir para sustar o pagamento. Na verdade não é desconto coisa nenhuma. A bandeira é apenas para usar a rede credenciada. pois parece que já havia um conluio para o usuário do cartão não pagar. por exemplo. que vamos supor que a pessoa tenha em parcelas dois R$ 2. então. que todos os preços que estão expostos em uma loja já são preços para ser pago no cartão. geralmente o vendedor diz que vai te dar um desconto. Ela pagou mil reais na primeira e deixou mais mil reais parcelados em duas vezes para depois (500 + 500 reais). OBS: Na relação entre usuário e a administradora do cartão. Mesmo que a pessoa alegue . Esse limite é mensal. Na verdade. a administradora do cartão vai ser o Citybank cartão de créditos. OBS: O comerciante não pode cobrar mais caro pelo produto. a emissora. Quando a pessoa paga no cartão ela paga à vista ou a prazo? À vista. Ela foi ao Poder Judiciário com base no artigo 171 do código penal. a pessoa está celebrando contrato com o Citybank cartão de créditos. a relação é consumerista. Se você diz que vai pagar no dinheiro. e vai adquirir o cartão. A pessoa adquire o cartão de crédito do Citybank. Isto tem uma importância enorme.

Com certeza que a administradora não pegou este dinheiro com estes juros/mês com o citybank). O banco pode cobrar os juros. Veio uma lei complementar e disse que as administradoras de cartão de crédito que buscassem dinheiro junto ao mercado estariam autorizadas a repassar os juros. Se a pessoa possui o cartão de crédito e está financiando. E caso uma questão desta venha a cair num concurso? Esta cláusula mandato é nula por força do Código de Defesa do Consumidor? A administradora pode repassar os juros? E se ela repassar os juros. ela pode colocar alguma coisa em cima? O entendimento do STJ sedimentado pela seção do direito privado (2ª seção). A administradora Citybank tem um mandato. e com isto o próprio usuário pode ser prejudicado. ela nomeia o Citybank como seu procurador. que é do mesmo grupo). em nome da pessoa. e pode fazer tudo em nome da pessoa. pois este saldo que a pessoa está utilizando é um saldo mensal (não pode pegar aquele valor e colocar para daqui a quatro meses. O crédito é mensal rotativo. ela vai ter que cobrar no máximo 12% de juros ao ano. Isto não é possível. a administradora vai pegar empréstimos com o banco (Citybank. A financiadora vai tirar o dinheiro de onde?Vai financiar com recursos próprios ou com recursos de terceiros? Ela pode financiar com recursos próprios. porque muitos tribunais estavam começando a entender que aquela cláusula mandato seria nula em razão do código de defesa do consumidor (artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor). Então.236 que colocou para pagar daqui a quatro meses. A financiadora vai pagar ao lojista o valor integral (três mil). esta cláusula não é nula. não existir mais o pagamento mínimo. No TJ/RJ é maior confusão. ela não vai financiar com recursos próprios. Quando a pessoa adquire o cartão. a Citybank possa pegar esses recursos no mercado. Começaram a entender que as administradoras podiam cobrar o quanto quisesse (repassar os juros). Vamos supor que o limite mínimo de pagamento é de 500 reais. Mas os juros de um cartão hoje variam de 9 a 15% ao mês. mas a administradora de cartão de crédito não é instituição financeira. e só pagou quinhentos reais). A administradora teria apenas que repassar os juros que o banco cobrou (não cobrar juros em cima. Ela vai estar financiando dois mil e quinhentos reais (tem que pagar três mil. Logo. Se ela for financiar direto para a pessoa. ela assina uma cláusula chamada cláusula mandato. Os ministros disseram que se não for esta cláusula. A jurisprudência do TJ/RJ e algumas do STJ. esta cláusula que permite buscar recursos junto ao . Vamos verificar um problema maior: O valor do crédito é de três mil. para que se a pessoa for financiar. de início começou falando que administradora de cartão não pode cobrar juros acima de 12% ao ano (essas decisões foram a mais ou menos dois anos atrás). pois ele é mensal). Ela pode assinar nota promissória no nome da pessoa. pois o crédito é renovado sempre de mês em mês. ela pode aceitar título. ela não pode fazer uma compra de 9 mil e parcelar em 3 vezes. Ele pode contrair empréstimos em nome da pessoa e etc. Começou a haver uma confusão. A pessoa com o valor rotativo de três mil. Daí em diante mudou tudo na jurisprudência. Toda vez que uma pessoa adquire um cartão. A pessoa usou os três mil. porque ela não está apenas a serviço da administradora do cartão de crédito. eles vão exigir sempre o pagamento integral.

pois ela não infringe o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor. O STJ decidiu com base num precedente do TJ/RS. que é cabível ação de prestação de contas (Se for cobrado um juro muito alto. A pessoa já havia perdido aquele cartão há uma semana e não havia percebido. até as instituições financeiras teriam que cobrar 12% ao ano. a pessoa propõe uma ação de prestação de contas. 12%). Não está limitada a 12% ao ano. nós verificamos que esta cláusula não é nula. a questão da cobrança de juros. porque se não for isto. Ela pode repassar os juros. roubo e etc). se for efetuado as compras antes. No outro dia a pessoa vai procurar o cartão e não encontra. como foi esta operação e a prova desta operação. os riscos são enormes. que diz que o máximo cobrado no mercado tem que ser o dobro de uma taxa tal. Para o lojista não vai haver responsabilidade. para saber por quanto a administradora pegou este empréstimo. com ou sem razão é do usuário. A administradora pode repassar os juros? Sim. mas ela só pode repassar os juros que ela pagou. O maior problema do cartão de crédito é este. Logo. Se a pessoa paga esta anuidade (liquida o cartão) é porque os riscos da utilização do papel moeda são muito grandes. e se for depois a responsabilidade é da emissora (administradora do cartão). 2. É cabível ação de prestação de contas. ela paga por ele uma anuidade. E depois. Ela liga para a administradora e cancela o cartão. Nesse caso de quem é a responsabilidade? A doutrina (Fran Martins. Qualquer usuário pode propor a ação de prestação de contas. porque como é um contrato de mandato. pode propor uma ação de repetição de indébito (caso já tenha pago) ou se você não pagou faz a consignação em pagamento e etc (para se livrar dos juros absurdos do cartão de crédito). Passaramse 1. os juros serão reduzidos a 12% ao ano). e fizeram compras com o cartão da pessoa antes do cancelamento e depois do cancelamento. salvo se ela já tinha informado à rede credenciada. Em princípio. Posição da jurisprudência: Quando a pessoa adquire um cartão de crédito. Como não regulamentaram. se for o caso. que é de 6% ao ano. o procurador sempre tem que prestar contas com o mandante. pois o sistema demorou um pouco para cancela-lo. desde que prove que pegou os recursos no mercado com juros superiores. O dia em que regulamentasse aquele parágrafo do artigo 192. OBS: O que dependia de lei complementar antes. . e revogaram aquilo. As compras efetuadas depois de ter avisado deverão ser arcadas em princípio pela emissora do cartão. e mesmo assim. Outra questão interessante é o mau uso do cartão de crédito (furto. depois do aviso efetuou a compra. Ela tem que repassar exatamente o que ela pagou quando buscou recursos no mercado. ou seja. as instituições financeiras estão fora. Neste ponto a doutrina é contra o usuário. Ex: A pessoa tem um cartão de crédito e sai na noite com ele.237 mercado é também de interesse do usuário. era para os 12% serem impostos também para as instituições financeiras. Segundo a lei de reforma bancária (LRB) elas estão fora da lei de usura. Waldo Fázio Júnior e outros) diz que a responsabilidade pelas compras efetuadas antes da sustação. OBS: A taxa de 12% ao mês vem da lei de usura. Ela não pode colocar nada em cima. A administrador vai ter que dizer como é que ela chegou ao percentual estipulado (Ex. ele vai ter que pagar integral (o crédito rotativo). a responsabilidade é do usuário. Caso a administradora não consiga provar isto. Valquírio Bugareli. 7 dias e a pessoa não encontrou.

O Unibanco criou um mecanismo que quando a pessoa utiliza o seu cartão de crédito. a responsabilidade é só da administradora. A pessoa diante da instituição financeira diz que quer um financiamento para a compra de um determinado bem durável. A pessoa compra o bem durável com o dinheiro emprestado pelo banco. É regulada pelo decreto-lei 911/69. O sujeito vai à concessionária e diz que quer tal carro. dentro de uma conjuntura política totalmente adversa.238 então. que é a administradora). Em razão dessa jurisprudência que contraria a doutrina. Essa é a posição que deve ser adotada. computador. porque o consumidor quando celebra este contrato. é tudo junto. moto. É tudo uma operação “casada”. ele tem por finalidade adquirir bens duráveis. Ele é credor fiduciante ou credor fiduciário? Fiduciário. caso contrário. se provar da má-fé do usuário. É resolúvel porque o dia que o sujeito pagar a última prestação do empréstimo. pois a pessoa não pega primeiro o dinheiro para depois ir comprar. Isso tudo só foi desenvolvido porque estavam tomando “porrada” na jurisprudência. A pessoa está pagando por um serviço (prestação de serviço. começaram a inventar mecanismos de segurança. pois na relação de consumo o ônus da prova é do fornecedor de serviços. administração de caixa e tudo mais). a propriedade se resolve a favor do sujeito. se a jurisprudência não tivesse sendo contra eles. Vai ser difícil para outra pessoa utilizar (isto no Citybank). Vamos tratar apenas da alienação fiduciária de bens móveis. É alienação fiduciária porque o vendedor aliena (vende) o bem para o banco. ele vai direto para o vendedor (passa na mão da pessoa juridicamente falando. de adesão. O banco é que passa a ser o proprietário do carro. o dinheiro nem passa na mão da pessoa. Ele tem o domínio resolúvel. A pessoa vai pegar o bem e vender ao banco. A jurisprudência (do STJ e do TJ/RJ) diz que a responsabilidade nas compras antes e depois. Ex: Carro. se provar a má-fé do usuário (o que é muito difícil. você está pagando pela segurança. É a administradora que tem que criar mecanismos de segurança para evitar o uso indevido. etc. em princípio. Somente instituição financeira que pode celebrar este tipo de contrato. com certeza que eles não criariam esses mecanismos de segurança. Esse contrato foi criado na época da ditadura. Que mecanismos de segurança? Hoje muitos cartões de crédito têm a foto do usuário digitalizada. É responsabilidade da administradora do cartão conferir pela segurança a esta operação. consumerista (em regra). ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA: Conceito: É um contrato típico. salvo. mas de fato não passa). Na verdade. e dá como garantia que vai pagar o empréstimo (esse mútuo) o próprio bem que ela comprou. O devedor é fiduciante ou fiduciário Fiduciante . A responsabilidade em princípio é da administradora. ele é um contrato instrumental. O credor só pode ser pessoa jurídica (instituição financeira). vem um aviso para o celular da pessoa). salvo. Em geral. pela conveniência.

O que pode ser objeto de alienação fiduciária. Houve um empate (2 a 2). por incrível que pareça é o devedor. Então. cabe a prisão (isso em qualquer contrato de depósito. neste caso o objetivo não é a aquisição do bem de consumo (bem durável). É a mesma operação. 1° Fundamento: Prisão civil é somente em casos excepcionais. Para o STF é cabível a prisão civil quando a alienação fiduciária tem como objeto bens fungíveis? A 1ª turma do STF diz que sim. A prisão civil para o STJ é inconstitucional. Então. O sujeito vai ao banco pedir dinheiro. Bens fungíveis podem ser objeto de alienação fiduciária? O STJ entendeu que poder até pode. Segundo a Constituição (artigo 5º. O bem não tem que ser necessariamente comprado de terceiro. inciso LXVII. CRFB). É devedor fiduciante ou alienante (porque é ele que está vendendo o bem para o banco. Se a prisão é uma regra excepcional. na confiança de que quando ela pagar a última prestação. o objetivo é garantir apenas o empréstimo (mútuo). isso quando os bens forem fungíveis (no empate prevalece a decisão mais favorável. Então. que é possível a prisão. ele já pode pertencer ao próprio devedor fiduciante. inclusive o de alienação fiduciária). o STF está em litígio. o banco vai devolver a propriedade do bem. Se a interpretação tem que ser restritiva é incabível . O STF entende que esta prisão é constitucional? Sim. Diz que pelo contrato os bens fungíveis se tornam infungíveis. Fundamentos do STJ: Há a alegação de que em qualquer caso é incabível a prisão civil do devedor fiduciante. e ela vendeu para o banco. Isto é alienação fiduciária? Sim. O banco está confiando nele? Não. logo. O sujeito pode pegar o dinheiro e alienar fiduciariamente o carro ao banco. OBS: O credor é fiduciário e o devedor é fiduciante. o banco vai devolver-lhe o bem). Na conversa com o gerente. O documento do carro vai estar no nome do banco (no leasing que o documento vem no nome dos dois) na alienação fiduciária. mas ele diz que quer o carro como garantia em alienação fiduciária. Na 2ª turma do STF ficou empatado. OBS: Na opinião do professor não cabe prisão. este pergunta ao sujeito se ele é o dono do carro e se está quitado. Vamos imaginar que você esteja precisando de dinheiro (não é para comprar um bem). OBS: O STF entende que a equiparação a depositário infiel é perfeitamente constitucional. Entende que é constitucional (o STJ entende que é inconstitucional). e o gerente percebe que ele está chegando de carro. na confiança de que o dia que ele pagar a última prestação. a interpretação tem que ser restritiva. mas não vai ser possível a decretação da prisão civil. pois era um Hábeas corpus preventivo). É impossível a prisão civil quando a alienação fiduciária tiver como objeto bens fungíveis. não poderia haver empate. Cada uma turma de ministros no STF tem 5 ministros. só que a pessoa não vai comprar o carro. mas aconteceu que neste dia foram apenas 4 votos). Dois votos entenderam que era possível a prisão e dois votos entenderam que não era possível a prisão. e. Tanto não está confiando que pediu uma garantia (o carro). portanto. quem está confiando em alguém aqui. e o sujeito diz que sim.239 O bem estava com a pessoa. e o que não pode ser? A discussão está em bens fungíveis. o gerente diz que empresta o dinheiro.

Essas regras proíbem a prisão civil. para extinguir o processo por carência de ação ou não). O credor com garantia real. (ressalvada a hipótese do devedor de alimentos) e o Brasil é signatário. Decreto 678/92. 2º Fundamento: Convenção interamericana de direitos humanos (mais conhecida como Pacto de São José da Costa Rica). Eu (professor) não vou dizer que a jurisprudência mudou ainda não. O entendimento majoritário da doutrina é que a renúncia tem que ser expressa. Se o contrato transcorrer normalmente. A alienação fiduciária é uma modalidade de que? De garantia real. Caso ele entre com o requerimento de falência. o juiz teria que intimar o requerente para dizer se está renunciando ou não está renunciando. e a pessoa pagar todas as parcelas. Pela lei não precisa nem notificar. O conceito de depositário infiel não pode ser ampliado. Como funciona a alienação fiduciária? (nós vamos ver todas as divergências processuais). ou ele entra com uma execução para cobrar a prestação ou ele primeiro faz uma notificação extrajudicial. Na notificação tem que vir constando o valor do débito? É válida a notificação sem que conste o valor do débito? (a defensoria pública que entrou com esta tese). Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. Mas a jurisprudência sempre foi que a renúncia tem que ser expressa. Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. Por força do artigo 5º parágrafo 2º da Constituição tem ampla aplicação no direito pátrio. o depositário é somente aquele previsto no contrato de depósito do Código Civil. Questões processuais da alienação fiduciária. pode requerer a falência do devedor? Em princípio não. A notificação é uma criação jurisprudencial (exigir a notificação). será que ele já renunciou tacitamente? O professor sempre entendeu (como a jurisprudência majoritária) que não existe a renúncia tácita neste caso (no STF tinha posicionamento entendendo que a renúncia era tácita. Na defensoria não é válido se não constar o valor do débito. Se o devedor fiduciante não pagou. Ainda tem outra convenção internacional que o Brasil é signatário. Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. no final. mas depois reformulou. Notifica o devedor dizendo que vai entrar com uma busca e apreensão. Na forma do artigo 9º da lei de falências. Questão de prova do Ministério Público: Pode o credor fiduciário requerer a falência do devedor fiduciante? Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. O professor disse ter visto uma jurisprudência recente do STJ entendendo que a renúncia era tácita. pois eu vi apenas uma decisão entendendo que a renúncia era tácita. o credor fiduciário tem duas opções. quando for paga a última parcela tem-se resolvido a propriedade em favor do devedor alienante. . e entendeu-se que a renúncia é só a expressa.240 que o conceito de depositário infiel seja alongado.

o saldo negativo pode ser cobrado do devedor (trata-se de uma prestação ilíquida). e depois da prestação de contas é que é possível a execução. para a 2ª turma é desde que o bem seja infungível). Diz a lei que para purgar a mora ele tem que ter pagado no mínimo 40%. Já para o STF é constitucional. vai ficar 4 votos a 4. A sobra deve ser devolvida ao devedor (mas tem os juros e correção monetária das prestações em atraso. sob pena de prisão. A pessoa vai purgando a mora. e neste caso julga prejudicado o recurso. logo entrou com a busca e apreensão. porque foi isso e etc). não tem outra ação para propor depois. o devedor fiduciante pode requerer a purgação da mora. se eu não me defender agora. Para a 1ª turma. . e chegou no STJ já tinha pago tudo. ela tem natureza de ação principal. então. e é reconhecido pela jurisprudência como inconstitucional. e o bem foi vendido por 20 mil. e neste caso prevalece a decisão mais favorável). Depois de apreendido o bem. Tem que tornar aquele saldo devedor líquido. o devedor pode apresentar a sua contestação. eles (os ministros do STJ) entendem que a situação já está consumada. Então. Mas. Além de apresentar a defesa. em todos os casos. Na 2ª seção do STJ (8 ministros) a votação foi pelo placar de 5 votos a 3. Apesar do entendimento do STJ dizer que só tem direito a purgar a mora com o pagamento de 40%. O artigo 3º do decreto limita as causas. Vamos supor que a pessoa tenha apresentado o bem. Neste caso o credor vai pedir a conversão da ação de busca e apreensão em ação de depósito (o que o STJ entende inconstitucional para fins de decretação de prisão. O saldo não tem a liquidez necessária para fundamentar a execução (tem que entrar com uma ação de cobrança ou com a prestação de contas e depois entra com a execução). O bem será vendido. A jurisprudência majoritária vem entendendo que primeiro ele tem que fazer uma prestação de contas (por quanto vendeu. e o bem foi vendido por 40 mil reais. o STJ reconhece que é uma situação consolidada (pois já pagou tudo). com a busca e apreensão e etc). e não conseguiu apreender. Suponhamos que tenha entrado com a busca e apreensão. A pessoa terá que depositar o bem ou o valor do bem. se a dívida é de 30 mil. Digamos que o valor da dívida é de 30 mil reais. mas essa ação de busca e apreensão na alienação fiduciária. através do processo de conhecimento. Neste caso. Essa limitação é constitucional ou não? Segundo Alexandre Freitas Câmara essa limitação do artigo 3º é inconstitucional. neste caso seria válida a limitação (porque a cognição seria sumária e não plena). tem também as despesas com o leiloeiro. mas até chegar no STJ a pessoa já pagou todo o financiamento. dizendo que só tem direito aquele que pagou os 40% (Se um daqueles 5 ministros mudar de opinião. eu vou me defender quando? Nunca. Essa limitação é inconstitucional.241 Suponhamos que após a notificação. se o tribunal (ex: TJ/RJ) permitiu a purgação da mora com menos de 40%. consolidada. o credor obrigatoriamente tem que levar o bem a leilão. a pessoa consegue purgar a mora com menos de 40%. Por que é inconstitucional? Se essa ação de busca e apreensão fosse cautelar. o devedor fiduciante não pagou. a defesa tem que ser ampla (princípio da ampla defesa). porque o carro sumiu. OBS: Nos tribunais. às vezes.

Não foi encontrada jurisprudência do assunto no STJ. Pode o credor acionar o avalista? A jurisprudência entendeu que só é cabível se o avalista for intimado do leilão. Se ele não for intimado do leilão.242 Cabe ação monitória? Cabe monitória (hoje em dia cabe monitória para “tudo”). É jurisprudência do TJ/RJ. . Tem que notificar o avalista (para que ele exerça o direito de preferência). ele não pode ser acionado pelo saldo negativo (isto é novidade). Tem que intimar o avalista da data do leilão.

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