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DIREITO EMPRESARIAL
1 ª Aula - 05/04/2003
Vamos começar pelo início, lá pela idade média. Pode parecer baboseira o conceito de direito comercial, só que mudou o conceito e por isso que é importante, eu sempre falo isso, e Domingo caiu na prova da magistratura federal, isso é besteira, mas vai cair, e vai cair novamente ou na magistratura estadual ou MP, sem sombra de dúvidas uma questão dessa, então vamos lá: Conceito de direito empresarial: Nós podemos conceituar direito comercial a partir de determinados momentos históricos. A partir da idade média, o que aconteceu? O direito privado ele ainda estava unido e não existia ainda direito civil e direito comercial, o problema é que na idade média o direito quase não evoluída por influência da igreja. Naquela época, embora o direito não evoluía, as atividades mercantis estavam crescendo espantosamente, época das expedições principalmente o direito mercantil, então naquela época não havia nenhum aparato legislativo, nenhuma lei, nenhum tratado por parte do Estado. Então, os comerciantes da época se viram na contingência de criar regras próprias para tratar das relações jurídicas. A partir desse momento, dessa contingência é que o direito comercial teve que se desvincular do direito civil, porque o direito civil estava inerte, principalmente pôr influência da igreja, direito de família não mudava, direito de sucessões não mudava, ficava tudo parado, e o direito comercial evoluindo, evoluindo, teve que se separar do direito civil. Então, os comerciantes criaram regras próprias para tratar de suas relações jurídicas, nesse momento o direito comercial ele foi conceituado como ramo autônomo do direito privado a serviço de uma categoria especial, a serviço dos comerciantes. E já que não havia nenhum aparato estatal, os comerciantes criam suas regras, o direito comercial nasceu basicamente como um direito costumeiro, ele utilizou basicamente os usos e costumes daquela época. Foram formadas ligas, corporações de comerciantes e ali todas as relações jurídicas iam ser resolvidas, foram criados também os tribunais de comércio e nesses tribunais, não era o juiz estatal. Vamos supor que estivéssemos no Sul da Itália, todos nós comerciantes, e criássemos uma corporação, ali há um tribunal do comércio e estão vamos escolher uns entre nós para serem juízes, para os postulados. Alguns comerciantes eram chamados juízes, mas para aquele tribunal privado, que lei aplicava? Não aplicava leis, aplicava os usos e costumes comerciais daquela região. OBS: O problema é que aquelas regras não eram aplicadas para todos os comerciantes indistintamente, porque só podiam se valer daquelas regras os comerciantes que participavam da liga, da corporação. Era um direito extremamente corporativista, quem não fazia parte do clube do bolinha não poderia se valer daquelas regras.

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Com isso quando alguém queria litigar contra alguém que integrava aquela liga, aquela corporação, tinha que acioná-lo no Tribunal do comércio, e quando você o acionava lá quem ganhava aquela ação? Quem fazia parte da liga. Era um direito extremamente corporativista, porque quem julgava era um daqueles que era escolhido como juiz consular. Então o direito comercial não era muito bem visto, ele era visto como direito marginal, como um direito à parte, não era marginal no sentido de bandido, mas marginal no sentido de a margem do direito estatal, do direito civil que regia os cidadãos comuns. É por isso que hoje se eu chamar alguém de burguês ele vai ficar ofendido comigo, nada mais injusto, porque isso vem dessa época onde o direito comercial era separado como o burguês era separado, ele era visto como uma pessoa não nobre, porque o nobre era tratado pelo direito civil, por isso que se chamar de burguês ficava ofendido. Hoje não tem mais justificativa para isso, era uma tradição lá de Roma da idade média, hoje não se justifica, então hoje pode chamar de burguês e a pessoa ficar feliz, mas naquela época não. Naquela época era um direito marginal, um direito a margem, um direito dos excluídos. O direito comercial sob essa concepção subjetivista, por esse conceito subjetivo do direito comercial. Que conceito é esse? É um ramo autônomo do direito privado a serviço do comerciante. Ele permaneceu assim por um tempo até que o Napoleão resolveu criar uma nova concepção de direito comercial, ele não queria mais aquela história de direito comercial só para comerciante, ele queria acabar com aquela história de privilégios para os comerciantes, que tinham um tratamento próprio privilegiado, distinto dos demais. Então, ele determinou que se elaborasse um código comercial francês, que foi o código de 1807, e nesse código eles adotaram o conceito objetivo de direito comercial, ou melhor, eles criaram a concepção objetiva de direito comercial. Que concepção objetiva é essa? O direito comercial passava a ser ramo do direito privado que estudava os atos de comércio, porque não importa quem está praticando, se é ele, se ela, se ela faz parte de alguma liga ou não, pouco importa, o direito comercial vai regular os atos de comércio. E aí vem dizendo, são atos de comércio, transporte marítimo, a compra para a revenda, as atividades de seguro, as atividades bancária, vem dizendo o rol dos atos de comércio. Então se tivesse naquele rol era tratado como direito comercial, se não tivesse não era, era um rol totalmente objetivo. Como Napoleão mandava no mundo, o Brasil foi fortemente influenciado, o nosso primeiro código foi o código comercial. O nosso código comercial não distancia muito do código francês foi em 1850, nos meados daquele século. E o código brasileiro, alguns autores dizem, não é bem assim, ele adotou a concepção objetiva. Ah professor, mas no código comercial não tem o que são atos de comércio? Realmente, mas ao lado do código comercial nasceu o regulamento 737/50, que em seu artigo 19 dizia, são atos de mercantil: compra para revenda, atividade de seguro, atividade bancária, então trazia aquele rol influenciado pelo código francês. Ele não está mais em vigor há muitos anos. O problema dessa concepção é trazida pelo professor Fran Martins.

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A sociedade maromba academia de ginástica, era uma sociedade civil ou sociedade comercial? Era civil A imobiliária? Era civil. A construção civil? Era comercial, por força de lei. Isso por quê? Porque o rol era objetivo. E a atividade de prestação de serviço? Civil A Encol foi à falência porque a construção civil é uma atividade comercial, vai entender isso? Não tem como entender, porque não há base científica, não tem como eu dizer uma regra para vocês, o que é civil e o que é comercial, isso vai depender do legislador, vai depender do país, vai depender da época. Então não há base científica, então até hoje não sabemos a amplitude do ato de comércio, e é difícil porque pelo conceito objetivo, adotado pelo código de 1850, o direito comercial era o ramo que disciplinava os atos de comércio. Mas a gente não sabe o que são atos de comércio, como a gente vai estudar direito comercial? Então o conceito objetivo não foi adotado em vários países, na Itália, na Alemanha, na Suíça há muito tempo que não se adota essa concepção. Ruiu o conceito objetivo de direito comercial, sobretudo na Itália depois na suíça, mas, sobretudo no CC italiano de 1942, criou-se uma nova concepção subjetiva, só que subjetiva moderna, e é a do novo Código Civil. Que concepção é essa? Como é que nós vamos conceituar o direito comercial sob o aspecto subjetivo moderno? Porque não se falou na faculdade. Sob o aspecto subjetivo moderno, o direito comercial ele passou a focar não mais o comerciante e muito menos os atos de comércio. Importante: O direito comercial é um ramo autônomo do direito privado que estuda e regulamenta os atos praticados pelo empresário no exercício de sua empresa. Ou em um conceito mais curtinho, é disciplina jurídico privada das empresas. Acabou comerciante agora, comerciante é coisa do passado, agora é empresário. A base é o conceito de empresa e o conceito de empresário, então não existe mais comerciante agora é empresário. Acabou agora o comerciante e pelo art.2037 do CC, tudo aquilo que era aplicado para os comerciantes é aplicado agora para os empresários. Então, quando a lei de falência fala, está sujeito a falência o comerciante, como é que vocês vão ler agora? Está sujeito a falência o empresário. Não existe mais comerciante, onde tinha comerciante você lê agora empresário. Bom, esse é nosso conceito e depois nós vamos ver o que é empresa e o que é empresário. Segundo o nosso programa nós trabalharíamos fonte agora, mas nós não vamos trabalhar fonte formal e fonte material, isso é coisa de Introdução ao Estudo Do Direito na Faculdade e eu não vou tratar com você, eu só vou tratar somente de uma fonte de direito peculiar do direito comercial. OBS: Aliás, com essa mudança completa de base, que nós não temos como base nem o direito comercial e nem o ato de comércio há quem defenda a mudança do nome da disciplina não seria mais direito comercial, mas direito dos negócios ou direito

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de empresas, ou empresarial, é válida a mudança apesar da tradição do direito comercial, mas já nos programas dos concursos você vai ver lá direito empresarial. Aliás, a vara de falência e concordatas do Rio, agora chama vara empresarial, o que é um absurdo porque não é vara empresarial, porque não vai tratar de todo o direito empresarial, porque vai tratar apenas de falência e concordatas, o problema é que o juiz quer se chamar juiz empresarial, só para tirar onda. Então qual é a fonte de direito que é peculiar ao direito empresarial, que foi à base dele no início? Os usos e costumes mercantis, os costumes comerciais, então agora os costumes empresariais. O que é importante falar sobre ele? O importante é como é que eu vou provar ao juiz, dois empresários litigando, ou um empresário e outro não empresário, não interessa, o autor está alegando que o fundamento do direito dele está no costume empresarial fonte do direito, como eu vou provar para o juiz que existe um costume. Aliás, eu preciso provar para o juiz que existe aquele direito, ou eu só preciso provar o fato? Em regra só o fato, princípio da iuria novit curia, só que esse princípio abre exceção, exatamente para os costumes, para o direito municipal e o direito estrangeiro, artigo 337 do CPC.Lá vem dizendo que você prova os costumes comerciais através de uma certidão que você obtém lá nas juntas comerciais, como assim? A junta comercial ela é obrigada a catalogar, ou usando o termo técnico apropriado ela é obrigada a assentar todos os costumes comerciais.Então, tem um processo administrativo, todos os interessados são chamados, vai aprovar, todos são chamados e depois de aprovado vai ser publicado, e assentado. Então para se obter a prova do costume é só ir à junta comercial e pedir uma certidão.O funcionário da junta vai lá no livro do costume e tem, hoje é no sentido figurado, porque está tudo no computador. Então, você prova através de uma certidão. Mas o que é importante falar? Como nós no Brasil não adotamos o sistema da prova tarifada, admite-se a prova por qualquer meio idôneo, então se pode provar também através de depoimento de testemunhas, de representantes de classes, então se pode provar os costumes através de outras provas. Mas a prova praticamente irrefutável é a certidão da junta. Caiu uma questão no Rio Grande do Sul, lá no RGS eles dizem que é costume lá o cheque pré-datado, ou mais tecnicamente falando cheque pós-datado. Aí eles perguntaram o seguinte, eles queriam registrar o cheque pós-datado como costume dos comerciantes. Ai eu pergunto, pode ser assentada a utilização do cheque pós-datado como costume comercial? Pode? Não, porque o cheque é uma ordem de pagamento a vista, e por quê? Porque está na lei, e só se admite costume praeter legis ou secundum legis, não se admite costume contra legis. Era prova lá do RGS. Onde está dizendo na lei para ganhar 10? Nos artigos 28 do decreto 57595/66 e 32 da lei 7357/85. Isso fala que o cheque tem natureza de ordem de pagamento a vista e por isso não pode ser assentado como costume.

então ela pede para Luis Antonio que também é representante ir lá em São Paulo realizar o contrato para ela. por exemplo: Eu vou lá dar aula no Espírito Santo e vou deixar o Arthur que é meu amigo como meu procurador. Só existe um artigo tratando do mandato. 1) oneroso . Se vai vender um imóvel. esse mandato presume-se gratuito ou oneroso? É um mandato de natureza civil ou empresarial? Presume-se gratuito. e está lá no parágrafo único. A regra esmagadora é o contrato verbal. enquanto o direito civil é extremamente formal. naquela região. a regra é a onerosidade. você faz essa venda de forma verbal. mas que envolveu lá a prova da magistratura federal. fechado. Como a gente vai saber o quanto ela vai pagar ao representante. 2)Informalismo: O direito comercial é extremamente informal como regra. como o juiz vai decidir? Com base em que? No costume daquela atividade. ele traz a regra do civil e traz uma ressalva do mandato mercantil. ou seja. civil. uma burocracia enorme. a regra é de que não existe atos comerciais gratuitos. Aceitou. é costume 10%. não falei nada se vou pagar ou não. então ele vai utilizar o costume daquela região naquela atividade. 60 e 90. os artigos do novo CC. 5%. Faz o contrato e a procuração certinho. Como assim? Um liga para o outro e diz eu quer comprar uma tonelada de tal produto e paga tal dia. depende do tipo de atividade. Vou dar outro exemplo: Luciana é representante de pneus. Vou fazer um contrato de mandato para que ele me represente na reunião de condomínio. não falaram nada se iam pagar ou não. A cooperativa de prestação de serviço é considerada o que? Artigo 982 do CC. o que pode parecer besteira. para 30. por quê? Existe compra e venda civil e mercantil. então. sempre terá natureza simples.5 CARACTERÍSTICAS DO DIREITO EMPRESARIAL O que pode ser característica do direito empresarial. e a gente observa muito isso no direito obrigacional. não tem assinatura de contrato.Que será provado através de uma certidão da junta comercial ou de uma declaração. porque é no exercício da atividade da empresa. já que não foi convencionado. Embora o Código Comercial tenha sido revogado. mandado mercantil e civil.Pergunto. você vai vender uma tonelada de um produto. de um valor 10 vezes maior e não existe em regra contrato de compra em venda mercantil escrito. Agora. existe burocracia? Existe. esse contrato presume-se gratuito ou oneroso? Oneroso.O empresário não faz nada nunca de graça. surgiu uma grande oportunidade dela realizar uma venda em São Paulo. . Tem que ficar muito atento para essa característica.

e o direito empresarial não precisa criar uma lei para aquilo. a compra e venda para revenda e vem dizendo as regras que eram da antiga compra e venda comercial. Como é aplicado em outros países. Então o direito comercial ele é elástico. ele é elástico. como é o costume. como é EUA. Portanto. Como é que vai disciplinar? Com base nos costumes. que fala da Compra e Venda e ponto final. 3) Elasticidade: O que é elasticidade? E aqui a gente vai começar a tratar de algo mais palpável. tem alguma lei tratando de factoring? Não existe nenhum artigo sequer tratando de factoring. aí o direito comercial foi e viu. porque na ausência de lei você aplica os costumes. a fatura. porque a gente sabe que pelo costume o factorizador é que tem que assumir o risco pela inadimplência dos títulos transferidos. Por exemplo. dane-se o legislador. ele é indutível. não tem a assinatura de contrato à regra é a informalidade. Importante: E agora não existe compra e venda civil e compra e venda mercantil. por isso que como não há lei nenhuma. a gente sabe que o risco na inadimplência é do Factorizador e não é do factorizado. Um outro tipo de contrato que não tem nenhuma previsão legal. na Inglaterra. Como é tratado o factoring? Aqui no Brasil isso é novo.6 O transportador vai levar a mercadoria. mesmo sem nenhuma previsão legal. qual é a lei? Não tem lei que trata de cartão de crédito. pega uma nota promissória. por que isso? Tem alguma lei dizendo que ele não pode fazer isso? Não precisa de lei. estão todos eles no CC. o direito empresarial é tido como elástico. ele simplesmente incorporou a modalidade factoring. Tem cartão de crédito no Brasil? Sem dúvida. ele simplesmente aumenta e começa a tratar daquele negócio. ele aumentou. vocês conhecem alguma empresa de factoring? Conhece. como assim? Os empresários eles criam todos os dias novas relações jurídicas. por quê? Porque ele não é dedutível. Não precisa ter lei prevendo que deve ser tratado dessa ou daquela forma.Costuma ser tratado dessa forma. o cartão de crédito. e vai pegar o comprovante do recebimento. Foi criado um novo contrato e o direito empresarial não precisa criar a lei. pega os costumes de outros países. por isso ele é chamado de elástico. os princípios as características. Como a gente faz isso? A gente até prende o safado do agiota. . os artigos da compra e venda mercantil foram revogados. o direito empresarial não precisa de lei. o direito empresarial não precisa do legislador. ou seja. novos negócios atípicos. Mas tem aquela ressalva.

letra de câmbio. então como o Brasil vai exportar para a Argentina e a Argentina vai exportar para o Brasil. Nós temos regras universais para vários países. que nunca vai sair do papel. Por isso que nós temos tratados internacionais sobre nota promissória. por isso que tende a globalização. o direito empresarial tem que ser parecido. em relação ao comercio terrestre. como existe no Mercosul. A ONU patrocina um estudo para a elaboração de um código comercial internacional. não precisa dizer que não vai sair do papel. como Brasil e Argentina. cheque. será que o direito empresarial poderia continuar sendo chamado de ramo autônomo do direito privado? Ou será que houve unificação? A mesma pergunta foi feita lá na Itália.Você pode colocar: É conveniente ressaltar que confirmando essa característica a própria ONU. eu não chamaria de internacionalidade que é a concepção dos doutrinadores antigos. ainda não foi totalmente revogado porque ele ainda é tratado como comércio marítimo.7 4) Internacionalidade: Outra característica é a internacionalidade. eu vou freqüentemente falar da Itália.Como o direito comercial ele tende ser uniforme em vários países. O direito empresarial ele tende a globalização. por quê? Porque há mercados comuns.Hoje foi revogado o comércio terrestre. Ai eu pergunto. as regras que teriam sido incorporadas pelo direito civil. hoje devemos utilizar o termo globalização. O direito civil cada país tem o seu. porque você não sabe quem está corrigindo. só existe o código comercial. . pegaram a parte das empresas do Código Italiano traduziram e colocaram no Brasil com algumas mudanças. como existe lá na Europa. O livro de quebras foi revogado há muito tempo e hoje a gente tem a lei de falência. porque o nosso livro de empresas do atual CC é quase uma tradução do Italiano. Não precisa colocar isso na prova. o direito civil tende a nacionalização. no direito de família não importa como é nos outros países. então nós temos outros tratados tratando de comercio. O comércio marítimo ainda continua sendo tratado pelo código comercial. mas deixa o comércio marítimo de lado porque a gente não vai tratar. patrocina um estudo de elaboração de código comercial internacional estabelecendo regras idênticas para vários países. 5) autonomia: O caso é o seguinte o código comercial ele era dividido em três livros de quebras. regras de direito comercial idênticas para vários países. Comércio marítimo e Comércio terrestre. com a revogação do código comercial. 4) Boa-fé: Não precisa dizer porque é peculiar a todos os ramos do direito não só do direito comercial. porque não interessa aos EUA. agora.

porque o conceito aumentou. com a revogação do código comercial e a introdução dele no novo CC. Didaticamente ele também continua autônomo. ou serviços. porque misturou água e óleo. e por mais que tenham enfaixado não quer dizer que seja um só. embora o código comercial tenha sido revogado. por exemplo. porque se a base é diferente eles não são a mesma coisa. A imobiliária. aqueles atos de intermediação. praticamente duplicou. Importante: A atividade de prestação de serviço que antes não era tratada pelo nosso direito empresarial. o livro de títulos de crédito é direito empresarial. com princípios diferentes. somente. O importante aqui é o seguinte. e nós estamos falando isso com base na experiência italiana. Bom. bibliografia própria. OBS: Autonomia legislativa a gente pode falar aqui só o seguinte. Agora quem é tratado pelo direito comercial que não era? Lembra lá da academia Maromba? Academia de ginástica. agora é tratada. Lembra da imobiliária? A imobiliária era tratada pelo direito civil e agora é tratada pelo direito comercial. que lei nova é essa? . como diz o professor César Devivante: eles enfaixaram direito comercial e direito civil na mesma lei. Em 98 foi feita uma reforma na Universidade de Bolonha na Itália onde foi prestigiada a cadeira de direito empresarial. o direito comercial ele diminuiu ou ele aumentou? Antes eram só os atos de comércio. o livro de família é direito civil. quando um é indutivo o outro é dedutivo. enquanto um tende a nacionalização o outro a internacionalização. então continua autônomo. E aí eu pergunto o direito comercial continua autônomo? Sim e por vários motivos. A idéia era essa. Importante: Vocês vão poder ver bem o que no CC é direito civil e empresarial. Quando um se presume gratuito o outro é oneroso.E a primeira autonomia que se destaca é a autonomia científica e por que cientificamente o direito comercial continua autônomo? Porque ele tem características próprias. juntou água e óleo na mesma lei. é tradição e vai continuar sendo com livros próprios. agora está sujeita a falência.Por isso que cientificamente ele continua autônomo. Por quê? Considera-se empresário quem através de seu estabelecimento comercial desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção e circulação de bens. eles viram que não adiantou colocar tudo em uma lei só. o livro das empresas é direito empresarial.8 Então na Itália o objetivo foi unificar o direito privado.Então. São ramos autônomos. o direito comercial ele aumentou. de direito civil e direito empresarial. assim como a academia de ginástica. só que com o direito de empresa no novo CC artigo 966 o conceito de empresário ele quase duplicou. não há dúvida de que se está tratando dentro da mesma lei. à parte que fala das sucessões é direito civil. agora o professor de direito civil não substitui o professor de direito empresarial. Então são ramos com principiologia própria. só que depois de aprovado e em funcionamento. diferentes do direito civil. não era atividade comercial e agora é atividade empresarial.

os outros são apenas investidores. e não é brincadeira não. pelo conceito do artigo 966 e do 982. o que você faz? Ela fala que é medica. Qual o único ponto de convergência? O novo CC. Por quê parcial? Porque só existe um ponto de convergência que é o novo Código Civil. ele vai dizer que é empresário. tudo aquilo que vocês ouviram falar de empresário esqueçam. mas é um erro porque eles pensaram só no novo CC. Ele é o artigo principal. Agora as outras leis. não é nada daquilo que falaram na faculdade. ele fala apenas para tirar uma onda. Primeiro não tem base legal e sim numa instrução normativa e ele não é empresário . então a base é o artigo 966 e o outro artigo a gente não vai falar agora e sim durante o curso muitas e muitas vezes é o artigo 1053 do CC. tem até uma resolução do DNC que autorizou os sócios administradores e os titulares de firma individual a tirar uma carterinha de empresário. não muda nem a vírgula do artigo 2082 do CC Italiano. Numa festa um dos sócios está se apresentando. ele está falando a verdade? É ou não é? Não. desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção. circulação de bens e serviços. E agora nós vamos conceituar a parte mais importante do direito empresarial. Seguindo a pirâmide de Kelsen a base seria o artigo 966 para o direito empresarial. Bela Blum salão de cabeleireiro Ltda. que fala das sociedades limitadas. Então mesmo legislativamente eles continuam autônomos. porque as outras leis continuam sendo aplicadas nos ramos que lhes são próprios. que trata das duas matérias. Quando um sócio chega e fala que é empresário é só para tirar a onda. Temos dois sócios administradores ( não se fala mais em sócio. no novo CC houve unificação mas é apenas parcial da legislação. porque olha só . por exemplo a lei que trata da união estável é uma lei civil. ele é um artigo importantíssimo. tenho uma rede de salão de cabeleireiro.Eu sou empresário. e aquela pergunta. gerente é empregado. se você decorar você reponde milhares de questões de direito empresarial. Vocês sabem que todo mundo quer ter uma carterinha. ela dentista. são dois artigos. e com certeza quando o examinador quiser na hora da prova aplicar uma pegadinha vai usar o artigo 1053 do CC. que nada mais do que uma tradução literal. é a base. alguns livros falam em unificação legislativa. O primeiro é o artigo 966 do CC. a carteira de empresário. Não há dúvida e por isso nós vamos falar que a unificação legislativa foi apenas parcial. Bom. Vamos agora interpretar o 966 do CC. houve apenas unificação parcial. acabou esse negócio de sócio-gerente.9 O novo Código Civil. O mais importante é o artigo 966. empresário é a pessoa física ou jurídica que em nome próprio através de seu estabelecimento empresarial. que é o conceito de empresa e empresário. . a lei de falência é empresarial.gerente. ele é tudo menos empresário. A base de todo direito empresarial hoje. Ex: 4 pessoas vão formar uma sociedade. ela economista e quando perguntam para ele. felizmente mudaram o nome).

Quem está sujeito a falência o sócio ou a sociedade? A sociedade. porque ele não age em nome próprio. mas que isso? O problema é que botaram na cabeça de vocês. e digo pior credor porque ele só recebe depois de todos os credores. vocês ligaram a figura da pessoa física. e você vai querer fazer isso? Arriscar a sua casa de praia. Decore isso sócio não é empresário sócio é sócio. ele age em nome próprio? Não ele age em nome da sociedade. se vocês forem perguntar ao pipoqueiro da esquina. Por quê o sócio não está sujeito a falência? Porque ele não é comerciante.. porque quem está sujeito a falência é a sociedade. seu carrinho? Não vai querer. Importante: Empresário pode ser tanto pessoa física como jurídica e geralmente o empresário é pessoa jurídica porque o empresário individual teria responsabilidade ilimitada. o sócio em última análise é um mero credor da sociedade. quem está sujeito à falência o sócio ou a sociedade? A sociedade.10 Ai eu pergunto. E ele poderia ser chamado de comerciante antes? Quem está sujeito a falência? Todos os comerciantes. você vai juntar com outras pessoas e quem será o empresário será a sociedade. Quem está desenvolvendo a atividade? A sociedade. mas você ao abrir uma firma individual.. E aí o que diz o artigo 982 do CC. foi muito feliz quando ele colocou em letra 26 no livro dele: “Pelo amor de Deus..” Eu vou perguntar isso aqui várias vezes em meio a outros institutos e vocês vão errar. por isso que ela se reveste no conceito e não ele ( sócio). a firma individual ou as sociedades empresárias. Isso a gente já sabia só que não atentava para esse detalhe. . quem é o empresário? A pessoa jurídica ou empresário individual. você é apenas o sócio. E quando é que ele é empresário? Quando ele é empresário individual. E o que é sócio? Sócio é sócio. ela era a sociedade comercial ou comerciante coletivo. firma individual. considera-se empresária a sociedade tal. nada mais equivocado. então quando alguém vai desenvolver uma atividade desenvolve através da sociedade. Então hoje. ele vai dizer que o empresário é a pessoa física. seu sítio. porque o sócio não é comerciante. O professor Fábio Ulhoa Coelho. Vê o conceito do 982. sócio não é empresário. Quem vai a falência? A sociedade. quem é o empresário? O empresário é a sociedade. você sabe que sua responsabilidade será ilimitada.

sociedades empresariais ( art.empresário individual ( art. O dinheiro não vai vir para o governo diretamente. fica com Estado que dá para o exportador o real. na doutrina só tem duas. 966) * Pessoa jurídica --. sem falar nas divisas do contrato internacionais. quando os dólares chegam eles ficam com quem? Com o exportador? Não. defender a EMBRAER da BOMBARDIÊ. é um conceito mais social. por isso que o FHC.sócio Qual a diferença do conceito de comerciante para o conceito de empresário? São três diferenças. por causa da variação. é da época de uma concepção egoísta . o PROER que ajudou os bancos. sem conhecimento de causa.sociedade comercial---. da França. se não tiver empresário o país vai a falência. foi lá na Organização Internacional do Comércio. quem vai fazer o câmbio é o Banco Central. mas ele vai pegar o dólar e vai dar para o Banco Central. corporativista. Eu vejo muita gente criticando. agora se eu te chamar de empresário eu estou te xingando? Não. marginal que o Estado fazia do comerciante. por que isso? O governo não está dando dinheiro paras o empresário. Trilogia: * Pessoa física ---.Filosófica: A primeira diferença vou dar apenas por que é filosófica e quem faz essa diferença é o professor Rubens Requião. mais arrecadação de impostos. teoria da preservação da empresa. mais postos de empregos. o conceito de empresário se contrapõe ao conceito individualista. 982) * Sócio( física ou jurídica)---------------sócio--------------. hoje a gente tem a concepção de que o empresário é um bibelô. Então. realiza um contrato e o dinheiro vem para o Brasil. a VARIG. criticando PROAR.comerciante individual ---. o Estado deve se preocupar com o empresário porque a escala empresarial é a base econômica de um país. o empresário na concepção social. como assim? Bom. O conceito de comerciante é um conceito egoísta. Por isso. 1. e por isso que o burguês é xingamento hoje.Então quando uma exportadora. mas pode se acrescentar uma . por isso que o empresário é tratado que nem um bibelô. Ele pode até fazer o câmbio em uma instituição particular.11 Qual seria a diferença do conceito de sócio para o conceito de empresário? O que que mudou? São três mudanças. porque enquanto o empresário estiver vivo.individualista. marginal. e normalmente pedem |Rubens Requião na prova. o Brasil dá de um lado para pegar de outro. que ia ajudar a TAM. vai vir para . O Estado tem que tratar bem o empresário. Por isso que o Lula vai lá não sei aonde defender o Brasil.

essas três que eu estou dando. porque não desenvolve atividade economicamente estruturada. porque o conceito de comerciante pegava apenas aqueles atos de intermediação.12 EMBRAER. 2) conceitual: Segunda diferença é conceitual. eu não conhecia a filosófica. mas isso é questão didática. a concessionária de veículos. o conceito de comerciante é menor. Ela era comerciante. O conceito de empresário substitui a de comerciante? Você tinha que falar há diferenças. Foi a pergunta da prova oral do MP. Então. ele dá exemplo no livro dele. a partir de quantos anos? 18 anos. porque não tem estrutura comercial. as indústrias. 3)dada pelo professor Fábio Ulhoa Coelho e Waldo Fazzio Jr. ( Principalmente ). mais abrangente. é a seguinte: Nem todos aqueles que eram chamados de comerciantes agora podem ser chamados de empresários. imaginem agora se eles não vão perguntar sobre isso. OBS: Nem todos aqueles comerciantes tem estrutura própria organizada para serem chamados de empresários. então era o restaurante. REQUISITOS PARA SER EMPRESÁRIO: São vários os requisitos 1) capacidade + ausência de proibição legal: O primeiro deles é a capacidade mais ausência de proibição legal. . eu lembrei do conceito que era mais abrangente e lembrei dessa diferença. eu vou falar do empresário pessoa física do empresário individual. um a capacidade e outro a ausência de proibição legal. quando é que a pessoa física adquire capacidade civil plena. Alguns autores colocam como dois requisitos. tudo bem? Bom. de não sei quantos milhões de dólares no mercado. ele está falando não de um público grande ele está falando daqueles antigos comerciantes nanicos. mais tarde nós vamos estudar isso melhor. o conceito de empresário é mais amplo. por exemplo: A vendedora de Avon.O examinador perguntou antes do CC. Na época da prova eu só lembrei de duas. mas os dólares vão ficar no Banco Central. Mas será que ela se encaixa no conceito de empresário? Para eles não. ela praticava atos de intermediação? Praticava. não muda nada. construir aviões. E por isso que o Banco Central dá injeção de dólar no mercado. E o conceito de empresário é muito maior porque abrange também o conceito de prestação de serviços. porque a pessoa jurídica adquire capacidade e ganha personalidade jurídica a partir do registro. Eu vou falar primeiro da pessoa física. já falei de duas vou falar da terceira.

Mas muitos autores. o juiz vai dá uma repreensão verbal ?!. a partir de quantos anos o menor poderia se emancipar pelo exercício do comércio. Imaginem um empresário praticando inúmeros fatos fraudulentos. existam duas correntes: A. E também não está em consonância com a lei de falência. Não há como. pode cometer “crime”. . O louco é capaz? Não. inciso V. então. ele comete ato infracional. ele pode ficar insolvente e não poderá ser decretada a sua falência. plenamente capaz. diz que só é possível a falência do maior de 18 anos. Tem solução? Não tem solução. criticam esse artigo. vamos supor que ele esteja interditado. a solução é a reforma da lei de falência e do CP. art. 2º. dizia que era a partir dos 18 anos. E entre 16 e 18 anos ele poderá dar o desfalque no mercado e ninguém poderá requerer a falência dele. sobretudo o professor Penalva. Fran Martins. é o artigo mais difícil do direito empresarial o artigo 974 do CC. eles diziam que era a partir dos 16 anos.A corrente majoritária do Fábio Ulhoa. medida de advertência. e a pergunta é a seguinte: Pode um menor. porque ele fica em total descompasso com o ordenamento jurídico vigente. porque a lei de falência é especial.II da LF.Uma minoritária do Rubens Requião e Manoel Ferreira. ele conseguiu em um artigo mudar todo o ordenamento jurídico. Pode o louco ser empresário? Pode uma criança de um ano ser empresária? Pode ou não? Olha só o que o novo CC fez. pode um louco ser empresário? Qual o primeiro requisito que eu falei? A capacidade. não tem mais divergência. crimes contra o consumo e tudo mais e lhe sendo aplicado medida protetiva do ECA. Segundo José Maria Leoni. Hoje o menor com 16 anos pode se emancipar com o exercício da empresa. E o sócio tem dois patrimônios? Não ali são duas pessoas e cada uma tem o dela. B. fazendo concorrência desleal. que o menor com 16 anos pode se emancipar pelo exercício do comércio.13 Existia uma discussão na época do CC de 1916. Ele não está em sintonia com o direito penal. o professor Anco Márcio Valle. todas essas regras foram mudadas e quando eu falo para os civilistas eles chegam a se arrepiar. Antes havia divergência e o novo CC acabou encampando a corrente minoritária. mas eles eram minoritários. e não é revogada por lei geral posterior. cada pessoa só tem um patrimônio. no Brasil cada uma pessoa tem o seu patrimônio. patrimônio é o complexo de relações jurídicas de uma pessoa dotada de valor econômico. tipo “olha não pode mais vender produto estragado”. OBS: Ai vem o novo CC e disse em seu artigo 5º. Patrimônio é um conceito uno e indivisível. porque a partir dos 18 ele hoje é maior. a lei foi expressa. uma pessoa não pode ter dois patrimônios como ocorre na França. nessa parte. melhor um louco. mas a gente não precisa mais disso. parágrafo único. Eu vou deixar uma pergunta para a próxima aula porque esse artigo é muito complicado. nós vamos ter um vácuo entre esses 16 anos e 18 anos e esse empresário pode fazer tudo. aqui ela só pode ter um patrimônio.

mas o menor era sócio. . ele pode ser dividido na forma do artigo 974 do CC. Só não era pacífico porque o Carvalho de Mendonça entendia que podia . vamos supor o Arthur Novak. só na reencarnação. não estou falando do sócio. Mas como isso? Ele permitiu o seguinte.14 Então só existe um patrimônio por pessoa. E o menor de um ano de idade.Só que agora o juiz vai dividir o patrimônio e vai averbar nas juntas todos os bens que estão ligados a essa atividade. Importante: E esse artigo 974 do CC permitiu que uma pessoa tivesse dois patrimônios e permitiu o empresário incapaz. não você pode continuar desde que você peça uma autorização judicial. Eu pergunto pode o curador continuar a atividade desenvolvida pelo curatelado? Antes de jeito nenhum. vamos colocar Arthur Novak Comércio de veículos. antes não exercia atividade comercial. porque quando ele fizesse 18 anos ele não teria mais nada. O incapaz fica com dois patrimônios. Quem vai ser acionado e citado? O Arthur. um ligado a atividade empresarial e outro não ligado a atividade empresarial. o juiz vai pegar e analisar se existe risco no negócio. Pode a representante legal desse menor continuar a exercer a atividade que antes era exercida pelo autor da herança? Antes de maneira nenhuma. vai dividir o patrimônio do Incapaz. está comprando e vendendo carro e aí ele foi interditado pela mulher. Agora quando era para desenvolver a atividade pessoalmente o menor não podia. E eu pergunto o juiz tem conhecimento de causa para analisar isso? Não. o menor herdou uma atividade empresarial. vamos supor que o empresário individual. O patrimônio já não é mais tão indivisível assim. Antes a responsabilidade era ilimitada. veio e disse. E o juiz vai fazer outro absurdo. eu não estou falando de sociedade e sim de empresário individual. Ela é empresária? Não. Aí o novo CC. Teve o caso de Brasília. Ele tinha um patrimônio único. Quem é o empresário? O Arthur. os carros podem ser penhorados. para o menor. Por isso o juiz decidia sempre em vender tudo e colocar numa poupança. porque toda a atividade empresarial é sujeita a risco e o patrimônio do incapaz poderia se evaporar junto. onde o promotor e o juiz estavam envolvido e foi um escândalo. e nem desenvolve atividade em nome próprio. ele não é economista. Então o computador da loja. Só estarão sujeitos aos riscos da atividade os bens ligados a empresa. Então ele vai avaliar os riscos dos negócios e se ele entender conveniente ele autoriza. e a Juliana Novak continua desenvolvendo a atividade em nome dele. o empresário de um ano de idade e o empresário louco interditado. Ex: Casa de praia. com aval do Ministério Público. mas a casa de praia não. tudo fazia parte de um mesmo patrimônio. pode ele com um ano de idade tocar a atividade? Não. que vai exercer seus direitos através do curador. que o Arthur morresse e deixou como único herdeiro o filho de um ano. mas vamos supor.

Aquela mania que tínhamos de pensar que empresário é só pessoa física acabou né. Primeiro conceituamos empresário que pode ser tanto pessoa física como jurídica. estará ligado de forma indireta. Quando for acionar na justiça vai se acionar o menor.Eu pergunto aquele sítio vai responder? Está ligado a atividade? Não diretamente. O Amador Paes de Almeida entrou numa de falar e falou uma besteira que não tem tamanho. definitivamente. mais uma vez o CC não está em consonância com a Lei de Falências. Cuidado. Waldo Fazzio Jr. Bom. mas eu sou obrigado a falar. Quando o louco falir. e não tem nada haver com sociedade o artigo 974 do CC. ou seja a capacidade. porque mulher não entende muito de carro. com lucro ela comprou um sítio e depois ficou ruim e ela quebrou. a casa de praia está fora. Última pergunta para deixar vocês sem dormir:Se ela não desenvolve muito bem essa atividade. E quem vai ser o empresário. e quando ele autorizar. porque ele não pode falir a não ser que você entenda que é a falência daqueles bens. 973 e 974. Então está ligado mais de forma indireta. Aí você pede e o juiz vai analisar os riscos. o que é normal. Do louco pode porque não tem nenhuma vedação legal.12/04/2003 Estamos falando dos requisitos para ser comerciante. porque senão seria ótimo para o incapaz.15 Importante: Mas agora o novo CC deu esse poder para o juiz que poderá autorizar o representante do menor continuar a atividade que antes era desenvolvida pelo autor da herança. porque só entra nunca sai. 2 ª Aula . mas do menor de um ano de idade não pode. Se aquela atividade está indo a banca rouca. . E falamos do primeiro requisito aquele requisito complicado do 972. que tem que ser modificada. o menor recebeu como herança os bens ligados a empresa e a casa de praia. mas se provar que foi fruto. mas a gente pode complementar. a lei para por aí. porque o representante legal não vai agir em nome próprio e sim em nome do menor. agora do menor não pode. e aí? Não tem solução Os autores não falam. Agora se ele vendeu para comprar o sítio este não estará sujeito aos riscos. vamos supor que no início ela estava vendendo carro que era uma beleza. ele misturou o artigo com a questão de sócio. o Fábio Ulhoa Coelho quando vai falar desse artigo é assim ele reproduz o artigo. o representante legal? Não porque ele não está agindo em nome próprio e sim em nome do menor. Então empresário pode ser pessoa jurídica. porque as pessoas têm medo de falar desse artigo. faz a mesma coisa com medo de falar besteira. mas falência de objeto? Complicado. e aí eu pergunto quando o juiz autorizar ele vai está dividindo o patrimônio do menor e só vai estar sujeitos aos riscos os bens ligados a atividade empresarial. os bens que serão arrecadados serão somente aqueles ligados a atividade comercial. pode ser decretada a falência? Do menor não e do louco.

E a falência dele é o pior de todas. mas isso nos interessa na hora da prova? Não. Então eu não estou falando em pessoa jurídica. Oscar Barreto filho e Trajano de Miranda Valverde. Vai decretar a falência dos dois com uma tacada só. ela não pode ser proibida por lei de ser empresário. você responde com Trajano de Miranda Valverde. não pode ser proibido por lei. ele só está sujeito ao direito empresarial para os efeitos ruins. Se evidentemente violarem essa proibição. Então o proibido de exercer a atividade empresarial. em um único requerimento. se violar essa proibição está sujeito à falência. e se ele falar que é. falei? Vem cá. Qual é a conseqüência? Ele vai estar sujeito à falência? O juiz? Vai ou não vai? Vai estar sujeito à falência. Então ele vai estar sujeito à falência? Vai estar sujeito à falência. Então o segundo requisito é a ausência de proibição legal. o proibido de ser empresário. Segundo Trajano de Miranda Valverde pode ser decretada a falência dos dois. colocar um testa-de-ferro. o que é bom não. Ele não poderia ser empresário. o patrimônio dos dois vai ser arrecadado. a lei de falência é clara em seu artigo 3º. o segundo requisito que nós vamos tratar hoje é a ausência de proibição legal.Não estou falando necessariamente em pessoa jurídica aqui. vai ter crime falimentar de ausência de livros. Estou falando de empresário não de sócio. Aliás. A resposta nos é dada pelos professores Rubens Requião. o corretor. Exemplos: o promotor de justiça. Importante: Não basta que a pessoa seja capaz para exercer a atividade empresarial. Todos eles têm capacidade mas são proibidos por lei de exercerem atividade empresarial. eu estou falando que ele botou alguém lá. Por exemplo um juiz que além de juiz é empresário. é muito difícil primeiro você provar que é testa de ferro. um testa-deferro. mas é e se é vai estar sujeito a tudo que é ruim. E na prática? Na pratica. antes de mais nada a pessoa deve ser capaz. Na hora da prova o examinador vai dizer se é ou não testa de ferro.16 Vimos que para ser empresário. um amigo dele. Ai os bens dos dois. Essa é a orientação da doutrina. o juiz pode ser sócio? Pode porque sócio não é empresário. ele ainda vai responder um processo administrativo na corregedoria correspondente. do próprio proibido que estava por trás. . As conseqüências são drásticas. porque vai ser presumidamente fraudulenta. ele não poderia mas é. e ai qual a solução? Não falei necessariamente em pessoa jurídica aqui. O juiz pode ser sócio o promotor pode ser sócio. onde afirma expressamente que pode ser declarada a falência dos proibidos de exercerem a atividade empresarial. o leiloeiro. Eles dizem o seguinte: toda vez que um proibido de exercer atividade empresarial. para os efeitos danosos. não basta ser capaz. Uma questão interessante: se por acaso se esse juiz colocar um testa de ferro. O proibido de exercer atividade empresarial pode ser sócio. Vai ter direito à concordata? Não. nessas hipóteses pode ser decretada tanto a falência do testa-de-ferro como do próprio juiz. etc. Então o credor que não conseguiu receber do testa-de-ferro quando requerer a falência vai requerer a falência tanto do testa-de-ferro como de quem estava por trás. Bom. o militar. E o que nós podemos falar sobre isso? Vamos supor que uma pessoa que tenha capacidade seja proibida e mesmo diante dessa proibição ele venha a exercer essa atividade. o juiz o funcionário público.

se registrou. direito empresarial. Então mesma atividade tudo igualzinho. verificou que ela não é tão declaratória assim. mas a doutrina amplamente dominante sempre falou. Então na verdade o registro é requisito para que a pessoa seja empresário regular. Importante: Por isso que vocês não podem mais falar que o registro sempre tem natureza declaratória. mesma coisa. Toda vez que falar em natureza jurídica declaratória limitou-se a reconhecer um estado de fato pré-existente. João sempre quis ser empresário. . o empresário ele tem que se registrar na junta comercial. E o que isso quer dizer? O registro. Então é requisito para ser empresário. o registro nesse caso teve natureza Constitutiva. então limitou a reconhecer um estado de fato pré-existente. Por que o registro? Antes de iniciar a atividade. sem registro a atividade rural não é empresarial. processo civil. pré-existente ou já existente. ele vai ser chamado de empresário? Sim. Se foi o registro que deu qualidade de empresário. quando se fala em natureza declaratória o que isso quer dizer? Quer dizer que se limitou a reconhecer um estado de fato. mesma quantidade de alqueires. mas quando for empreendedor rural ele tem natureza jurídica constitutiva. mesma atividade rural. Anotem os artigos 971 e 984 do novo código civil. Ele está criando um novo estado jurídico. qual é a natureza jurídica do registro? Ele tem natureza jurídica declaratória ou constitutiva? Por que a pergunta? Importante: :Porque se você disser que é o registro que dá qualidade de empresário. Discutia-se isso. estado jurídico de empresário. 985 e 1150 do CC. Então o que deu qualidade a ele de empresário? O registro. natureza declaratória. Hoje a regra é que ele tem natureza declaratória. ela não se registrou. o registro tem natureza meramente declaratória. Maria sempre quis ser fazendeira. Quando falar. declaratória. você vai dizer que o registro tem natureza Constitutiva. civil. mas veja se ele não se registrar ele vai continuar sendo empresário? Vai ou não vai? Vai ser empresário de fato ou irregular. Vamos imaginar dois fazendeiros. inclusive hoje o registro tem natureza declaratória. O colega aqui me perguntou se vai estar sujeito a falência o registrado? Vai. E onde está essa exigência? Esta exigência está nos artigos 967 (o registro). Sempre se discutiu o seguinte. se vocês colocarem na prova é por conta e risco de vocês.17 2) Registro: Bom o próximo requisito para ser empresário é o registro. Se for numa prova objetiva múltipla escolha. diz a lei o seguinte: o empreendedor rural para ser empresário basta que ele faça o registro. é todo o registro. Mas o que eu vou falar agora é conclusão minha. Hoje não. tudo igualzinho. Mas se você falar que não é o registro que dá a qualidade de empresário e sim a atividade. não é só no direito empresarial não. ela é empresaria? Empreendedora rural é empresária? Não se registrou? Não. mas o professor Leonardo analisando o novo código civil. Eles continuaram a falar a mesma coisa inclusive com o novo código civil. Agora João.

Quais são os atos empresariais? . 4) Finalidade Lucrativa : Quando essas atividades são praticadas de forma profissional. .Circulação de bens. da ausência de proibição legal. não está proibida por lei. como o absurdo. pura e simplesmente. ele tem que fazer tudo isso pensando em lucro. Prática habitual de atos empresariais é o que a doutrina fala. ser registrado. alguns autores mencionam outros requisitos diferentes.18 Vai ter direito à concordata? Vai. isso não está nem na apostila. segundo o estatuto. não ser proibido. A atividade rural não é considerada empresarial. por isso é que ela coloca o serviço em circulação.Circulação de serviço. só é empresário quem está sujeito ao regime jurídico da insolvência mercantil. Será que isso pode ser requisito para ser empresário. administração de imóveis. isso vai ser considerado uma atividade empresarial. Então. mas não visa lucro. só é empresário quem esta sujeito à falência. prestar serviço e fazer tudo isso por amor.Produção de bens. por exemplo. ela faz intermediação. . o último requisito é o intuito especulativo ou finalidade lucrativa ou visar o lucro. Ele sendo empresário vai ter direito à concordata. Ex: indústrias. É a mesma coisa. do registro: próximo requisito para ser empresário. Nossa opinião é que é prestação. Ex: hotel. mas a doutrina entende ser circulação. ou seja. ela não pode ser considerada empresarial. em todos os livros vocês vão encontra-los. O empreendedor rural decide se ele quer ou não ser empresário. já que segundo a doutrina ela não presta serviço. ele diz. É um requisito. e alguns mais loucos. bastaria comprar um. a fazendeira que não se registrou? Não. sinônimo de habitualidade. é o do Professor Waldo Fazzio Jr. mas vai ter que ter o livro diário. pratica habitual de atos empresariais. ele diz. Mas para ficar mais bonito.Ex: A faculdade Candido Mendes tem capacidade. Ex: agência de viagens.Produção de serviço ou prestação de serviço. E o outro. Ex: restaurante. Esses requisitos que eu falei com vocês são unânimes. Ela não vai ser considerada empresaria. Se ele quiser ser empresário. 3) Prática habitual de atos empresariais: Artigos 971 e 984 do CC. então normalmente além desses requisitos. loja de roupas. quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Só é empresário quem está sujeito . dinheiro. mas se todos os livros fossem iguais. Não adianta nada ter capacidade. . por exemplo. em outras palavras. Na prática é outra História. não adianta. está registrada. Ela só vai ser empresaria se ela se registrar. tem direito a certos benefícios legais. pode colocar esse nome: exercício profissional da empresa. Próximo requisito para ser empresário: já falamos da capacidade. o que ele tem que fazer? O Registro.

Ela não tem estrutura empresarial. aquele que mexe com dinheiro. um produto ou um serviço.Então tem que ter capital. Então todo empresário tem que trabalhar com alguma coisa. Ele tem que utilizar mão-de-obra. E por fim eles falam que só é empresário quem utiliza tecnologia. O que é insumo? Insumo é o produto ou serviço que vai ser explorado. professor penalva.Insumo: Terceiro fator de produção é o chamado insumo. Esse é o primeiro fator de produção. eu não diria tecnologia eu diria know-how. O que seria estrutura empresarial? Estrutura empresarial segundo esses autores é a conjugação de quatro fatores de produção. e quando eu falo de capital não falo em dinheiro em espécie não. seria mais um requisito.Empenho de Mão. ela é que vai na casa das amigas.Empenho de Capital : Só tem estrutura empresarial quem empenha capital. Então nós vamos ver alguns exemplos: a vendedora de cosméticos (da avon). Mario Moraes marques Jr. Fabio ulhoa coelho. ela utiliza mão-de-obra de terceiro? Em regra quase absoluta não. Para aqueles que entendem que para ser empresário é necessário ter estrutura empresarial. Ela trabalha . Waldo fazzio jr. Então quando eu falo em capital é dinheiro ou bens apreciáveis economicamente. a banca do Ministério Público. 2. É bem mais apropriado porque quando eu falo em tecnologia a gente pensa logo em tecnologia de ultima geração. Para ser empresário tem que ter estrutura empresarial.. Aqui não é tecnologia de ponta não. Alguns autores estão colocando como requisito para ser empresário o que eles chamam de estrutura empresarial. 3. falo em empenhar arriscar bens apreciáveis economicamente. tem que ter estrutura empresarial. Ela tem estrutura empresarial? ela empenha capital? Não ela pega tudo em consignação. porque ela não está correndo risco. Segundo eles além dos outros requisitos que nós já vimos. Então ela não utiliza mão de obra.Obra: Segundo fator de produção conjuga a mão de obra. Não existe empresário que não empenhe que não arrisque capital.de. de ponta. Quem fala isso. tem que conjugar os quatro fatores. nunca um requisito. Então a sujeição à falência não é um requisito para ser empresário é uma conseqüência de ser empresário. Só é empresário aquele que conjuga o capital. Quais são eles? São os seguintes: 1. Vamos falar de know-how. Então ele tem que utilizar dinheiro e mão-de-obra.19 à falência não é o contrario é exatamente o contrario. vamos continuar. Falência é um requisito ou uma conseqüência? Uma conseqüência de ser empresário. Toda atividade empresarial é atividade de risco. Bota um cafezinho e vende para as amigas que acabam comprando.

Bom. inovação. sempre tem alguém trabalhando para ele. Ela tem a chamada tecnologia ou o know-how? Tem. Muita gente questiona isso nas palestras nos simpósios. Ele utiliza mão de obra? 99% das vezes ele utiliza.Dava mais dinheiro ser camelô do que empresário estabelecido. De jeito nenhum alguém poderia meter a mão no computador dele. ele pode não estar presente. não tem estrutura empresarial. mas vamos ter que nos acostumar. Isso não é requisito legal é doutrinário. é o risco do empreendimento. ou com o serviço. ela não tem pelo menos em regra os dois primeiros.20 com os insumos. é mais um conceito econômico do que jurídico. com o produto (cosméticos). É ou não é. Camelô tem estrutura empresarial? Tem porque conjuga os fatores? O camelô quando vai ao Paraguai comprar os produtos ele pode comprar fiado? Não. Primeiro fator ele conjuga. O dono do bar. ele ficou rico. mas não utilizava mão-de-obra. ele tem o produto dele? Tem. então esse são os requisitos para ser empresário. Então tem contador. Quem está registrado direitinho. estrutura empresarial vai ser abraçado por toda a doutrina. Significa que ele empenha capital e se perder os produtos na estrada. então preenche os requisitos. Para a lei existe um requisito legal de ter um empregado para ser empresário? Não isso aí é discussão puramente doutrinária. No fim das contas todos vão falar que estrutura empresarial é requisito para a atividade empresarial. pois para botar um anuncio no site dele era uma grana. mas só analisando o contrato para saber. ele tem um know how enorme. não estamos acostumados com isso. a mão de obra pode ficar ai relegada para a prescindibilidade. Esses próprios doutrinadores que falam dos fatores de produção eles dizem que se faltar um.Embora ela tenha know how. É o exemplo de que eles foram obrigados a reconhecer que é empresário mesmo sem utilizar mão-de-obra de ninguém. aparentemente esse requisito. o empresário virtual ou empresário da internet. Era empresário. ele conjuga os fatores de produção? Evidente. que às vezes tinham uma lojinha lá em Madureira tinham tudo. ele com certeza conjuga os fatores de produção. OBS: Mas os doutrinadores são obrigados a reconhecer em pelo menos um caso que o fator de produção chamado mão-de-obra. eu já ouvi falar sobre isso. volume de vendas. eu já abri conta corrente de vários camelôs na Uruguaiana. porcentagem. firma individual desenvolve atividade empresarial inobstante conjugar os quatro fatores ou não conjugar. . Bom camelô. tem o ponto que é a loja. mas na hora de lançar o livro todo mundo fala que é. Ele sabe os custos da produção. Ele montou um site na casa dele.Existem casos em que a vendedora tem que fazer um depósito. os empregados. seu João da birosca. tem o know how? Sem dúvida nenhuma. Não precisa ser formal. sem utilizar mão-de-obra. Aquele garoto que tem um site de busca na internet. o cadê . Bom. Era empresário? Sem dúvida. vejam. Ele tem tecnologia. tem que saber tudo isso. mas emprega? Emprega. Então ele conjuga capital conjuga mão de obra. do tipo novo. Alguém trabalha para ele? Mesmo sem vinculo empregatício formal. para configura-la eu teria que analisar esse contrato. aquele para levantar a moral. alguns deles tem firma registrada na JUCERJA. Era empresário no sentido moderno. Não conjugava esse fator de produção ai. Aquele é para celulite. pode ser informal.

A cooperativa preenche todos aqueles requisitos que nós já vimos tem estrutura empresarial. Então a questão é essa. Ela tem que ficar empregando dinheiro nisso. No código esta falando em intelectual. então não é empresário quem deixou de preencher estes requisitos. mas não é empresário. Importante: Então cooperativa preenche todos aqueles requisitos.21 Vocês se lembram quando na última aula eu falei que existem dois pontos difíceis na matéria. por que? Porque a lei falou no artigo 982. artística ou literária. E na cooperativa o lucro é dividido? É dividido. é ou não é atividade empresarial? É. desenvolve atividade de produção. na verdade o lucro dividido entre quem? Entre os sócios. Foi uma inovação. Se não tiver repartição de lucro ela não visa o lucro. parágrafo único do CC. a academia não estava sujeita à falência agora está. Se tiver repartição de lucros. nessa parte introdutória. Então na verdade como você sabe se uma sociedade visa ou não o lucro? Na pratica? Olha o estatuto. está registrada. a literária e a artística também são intelectuais. A imobiliária não estava sujeita à falência agora está. sobrando? Vai empregando na atividade vai aumentando a atividade. porque deixa muitas lacunas. Bom. É ai que você vê se tem ou não tem lucro. então quando eu falar de intelectual estou falando disso tudo. antes era uma atividade civil e agora é uma atividade empresarial. “Ponto Importante para cair em concurso:” Importante: Regra geral.Quem não é empresário. atividade de prestadores de serviço. que é o artigo 974 do CC. Estou fazendo isso. Para nós falarmos em visar lucro para a sociedade. ela visa lucro. se não visar o lucro? Ela tem que reverter para a própria atividade. E o que ela vai fazer com o dinheiro que ela conseguir. não há duvida nenhuma que não é empresário aquele que deixou de preencher os requisitos. botando tudo em um saco só porque a doutrina bota. O outro ponto difícil vem agora. Então a atividade intelectual. O que eu vou falar agora preenche todos os requisitos. Não são empresários. Então vem o parágrafo único do artigo 966 do CC e diz é isso mesmo é um dos calcanhares de Aquiles e atenção vai cair na prova. O primeiro nós já falamos. conjuga os fatores. mas quando eu estou prestando um serviço intelectual não é empresarial. mas não é considerado empresário. que é a cooperativa. Não são empresários aqueles que prestam serviço de natureza intelectual. que a cooperativa é uma sociedade de natureza simples. a prestação de serviço é empresarial. . E se for sobrando. O que você vai ver no estatuto para saber se ela visa ou não o lucro? Repartição dos lucros através de dividendos. tem capacidade. Mas na verdade a científica.

já não da mais em um andar do prédio já alugaram outro andar. então nesse caso a atividade como um todo é atividade empresarial. todos eles prestam serviço de natureza intelectual. são ótimos médicos. crescer. Apenas um dos elementos. Então a individualidade dele já se perdeu dentro daquela estrutura e mais os médicos que trabalham para aquela sociedade. Montam um consultório ou mesmo uma sociedade de médicos. é a mesma coisa. por exemplo. presta serviço? De natureza intelectual? Sim. sublinhe. otorrinolaringologista. O curso glioche LTDA é uma sociedade empresarial. cardiologista oftalmologista. Essa sociedade tem natureza simples ou é uma sociedade empresarial? Simples. já começaram a contratar outros médicos. a otorrino também já se tornou a administradora daquele mini hospital. É porque eles empresariaram os prestadores de serviço intelectual ( professores). mas é apenas um dos elementos da empresa. mas vão constituir elemento da empresa.22 O advogado é prestação de serviço? É. Todos já não atendem mais a ninguém. São chamados profissionais liberais. mas serão. são empresários? Não. outro prestador de serviço intelectual. vem a lei e diz mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. um Office boy. O médico é a mesma coisa. você procura a empresa. Vou dar um exemplo: temos cinco médicos. vamos continuar com o parágrafo único do artigo 966. O que isso quer dizer? Salvo quando constituir elemento da empresa. Então por favor. O difícil vem agora lá no final do parágrafo único do artigo 966. As pessoas já não procuram mais aqueles médicos. tem uma vírgula danada e coloca o tal do salvo. pegou todo mundo para trabalhar para ele. você procura um médico específico lá? Não você procura a estrutura. os médicos que trabalham lá. O que aquela empresa fez? Empresariou o trabalho intelectual. a atividade desenvolvida por eles é uma atividade de natureza intelectual. Mas é prestação de serviço intelectual. Foi crescendo não dava mais no prédio. mesmo contando com colaboradores. Está mole. Montam consultório. O curso glioche. pois mexe com grandes interesses. a minha atividade intelectual é apenas um dos elementos. o contador o economista. diz o parágrafo único. você procura todo aquele serviço que esta colocado a sua disposição. a atividade intelectual desse professor de direito penal é apenas outro elemento. o dentista. Se eu for sozinho alugar uma sala para dar aulas de direito empresarial . crescer. funcionários. Quando você vai no Barra Dor. Aí gera um a discussão danada. Ele é empresário? Não. A questão é a seguinte: esse consultório foi crescendo. eles contratam uma secretaria só. uma clínica que ficou tão grande que a oftalmologista não atende mais ninguém. Mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. só aqueles clientes vips que não tem convênio médico. quando a prestação do serviço intelectual for apenas um dos elementos da empresa. em simpósios ninguém se entende. ginecologista e urologista. Importante: Vem dizendo que os prestadores de serviço intelectual não são empresários. alugaram uma mansão. enfermeiros. eu vou ser empresário? Não. direito civil e outro. O que ele fez? Estruturou empresarialmente os prestadores de serviço intelectual. salvo quando constituir elemento da empresa. começou a crescer. daquela clinica. procuram a estrutura empresarial. por que? Porque atividade . quem tiver o código. Mas uma pessoa física ou jurídica pegou este prestador de serviço intelectual.

ou eles vão apresentar o exemplo de um consultório médico ou de um mini hospital ou de uma clinica.Vocês mesmos já sabem. mas o se o legislador pode dificultar por que ele vai facilitar? Então eles botam um ponto bem difícil lá para complicar mesmo. tudo o que vocês ouviram falar de empresa. o Júris. porque a individualidade já se perdeu. isso porque é uma atividade intelectual. você procura a clinica o hospital. sociedade empresarial e não sociedade simples. ultrapassada essa fase . empresa não é pessoa jurídica. cientifica. É isso que diz o parágrafo único do 966. esqueçam. Bom. outro indicio é quando a individualidade daqueles prestadores de serviço intelectual já se perdeu dentro daquela estrutura. tudo isso pode ser indício de que você já não esta mais tratando uma sociedade simples e sim de uma sociedade empresarial. o capital. Agora já sabem porque vocês classificam o Barra D´or como uma sociedade empresarial.23 intelectual individualmente considerada é apenas um dos elementos da empresa. A rede globo. Consultório medico é atividade empresarial? Não. não estou sujeito à falência. já que direito não é matemática. Na prova eles vão trazer para você estereótipo. agora o curso Glioche. uma coisa para me ajudar. você tem vários profissionais intelectuais. Esse já é um primeiro indício de que aquilo já é uma sociedade empresarial. Ex: o Barra Dor. Por que vocês dizem que o consultório não é. dá uma aulinha. será que eu não tenho algumas regrinhas. as redes de radio.vamos falar agora de empresa. vários.Então tudo isso. ele excepciona os cursos. know how). 2º indício: É a estrutura empresarial. Importante: Então esse salvo é para abranger justamente essas sociedades que vão empresariar esse prestadores de serviço intelectual. O professor que tem uma salinha. na verdade o trabalho do artista é apenas um dos elementos da atividade da rede globo. os hospitais as clínicas que prestam serviço de natureza intelectual. O que é empresa? Muita gente até hoje pensa que empresa é pessoa jurídica. capital. não tem estrutura empresarial. o Cepad. Então aquela individualidade já se perdeu. a área artística. tem estrutura empresarial. Então. Para eles não resolverem alegar isso ai veio “salvo quando constituir elemento da empresa” claro que eles poderiam ser mais claros. serem consideradas sociedades empresariais. . quando? Direito não é matemática você vai ter que analisar o caso concreto. Então tudo isso para que essas corporações não venham dizer: não o meu serviço é intelectual. e aqui mais um esforço que eu vou pedir a vocês. está bem arraigada naquela pessoa. não sou empresário. quando mudou de estabelecimento. Clinica médica é atividade empresarial? Sim. insumos. são aqueles fatores de produção (mãode-obra de terceiro. o volume de negócios. Vocês podem perguntar a partir de que momento aquela sociedade de médicos deixou de ser uma sociedade de médicos para ser uma sociedade empresarial? A partir de qual momento quando contratou quantos funcionários. para eu saber quando tem estrutura quando não tem? Tem alguns indícios: 1º indício: É a diversidade das atividades dos profissionais intelectuais. você não procura mais o médico. naquele prestador de serviço intelectual. você não fica concentrado em um só. só não conseguem individualizar isso.

Porque o que é empresa? Atividade. colocando isso na cabeça que empresa é atividade. Por que você contrata a advocacia ou o advogado? O advogado. Que o médico exerce? Medicina. Quem tem personalidade jurídica é o empresário. muita gente fala como se fosse sujeito. Que o empresário exerce? Empresa. Empresa NÃO tem personalidade jurídica. mesmo porque não é pessoa. ele falou empresa pode ser quatro coisas. Não tem como segurar uma atividade. Objeto pode celebrar contrato? Não. Portanto. Se você pergunta o que é uma coisa a uma pessoa e ela diz que são quatro é sinal que ela está confusa. Tem empresa? Não. Então empresa é para o empresário o que medicina é para o médico o que advocacia é para o advogado. E se é uma atividade. Ascharelli. Então quando você vai entrar com uma ação judicial. você tem que propor ação contra uma pessoa. Empresário pode ser pessoa física ou jurídica? Pode. Pode existir empresa sem pessoa jurídica? Pode com o empresário individual. Tem sociedade? Tem. você entra contra quem tem personalidade jurídica. empresa é objeto. Pode existir então empresa sem pessoa jurídica? Pode. é objeto. E quem tem personalidade jurídica? O empresário. Qual é a natureza jurídica da empresa ? É objeto de direito. Quem deu conceito de empresa foram os economistas. Um empresário individual ou por uma sociedade empresarial. empresa é objeto de direito. Você não pode propor ação contra a empresa glioche LTDA. O empresário individual. você tem como segurar uma atividade ? Então é por isso que o Requião fala com todas razões: empresa por ser atividade é uma abstração jurídica. mas não tem empresa. Empresa. Você contratou a empresa tal ou o empresário? O empresário. E se estamos parados há dez anos e o que é empresa? Atividade.24 O que é empresa então? Empresa é sociedade. pessoa física. Qual é a atividade que o advogado exerce? Advocacia. É uma abstração jurídica. Esse objeto pode ser explorado por uma pessoa física ou pessoa jurídica. vocês não podem mais errar. César Vivanti. portanto é a atividade. mas os juristas ficaram enciumados. todo mundo foi elaborar um conceito de empresa. mas ainda não cancelamos o registro na junta comercial. primeiramente . Como nós vamos trabalhar com um conceito dado pelos economistas? Vamos criar um conceito. empresa é o que? Empresa é para o empresário o que advocacia é para o advogado. Então o empresário individual. Foram cair na asneira de perguntar a um tal Aschini o que ele achava. O problema disso tudo foi um tal de Alberto Aschini na Itália. qual o nome da atividade que ele desenvolve? Empresa. Paramos de desenvolver qualquer atividade há 10 anos. Empresa não é pessoa jurídica. Você celebrou contrato com o empresário. Tem que propor ação em face da sociedade empresarial Maromba LTDA. Tem sociedade. Vocês não podem falar que vocês tem contrato com a empresa X. Então você celebrou contrato com a empresa X ? Não. Empresa é atividade. Tem um outro exemplo. Então empresa é um conceito totalmente distinto de pessoa física ou jurídica. temos uma sociedade nós quatro aqui.

. por isso que muita gente pergunta onde é que fica a empresa tal? Dobrando a esquina. E já vimos que não é a mesma coisa. As juntas comerciais são as sobreviventes da extinção do tribunal do comércio.25 pelo aspecto subjetivo. Acabaram com o tribunal do comércio. uma secretaria. O CC. Quem fica dobrando a esquina é o ponto empresarial. burocrática. lá no fim do corredor tinha um orgãozinho. Você só pode utilizar empresa como atividade. obrigação dois. Então o Aschini só está certo no aspecto funcional. que são eminentemente burocráticas. Bom. chamada junta comercial. administrativas. obrigação um. Então a primeira obrigação do empresário. Primeiro burro foi quem perguntou. Isso aqui a gente pode continuar utilizando. OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO: Vamos falar sobre obrigações dos empresários. ai vem dizendo agora não é mais junta comercial é REPEM. já até falamos os artigos. Essa matéria é muito tranqüila porque esta didaticamente na lei. na lei vem dizendo: essa lei trata do registro público de empresas mercantis e atividades afins. empresa pode ser conceituada pelo aspecto objetivo. Já está confundindo de novo. são obrigações do empresário. Filosoficamente eu também não entendi. Aí o ouvinte não satisfeito falou você não está me convencendo ai Aschini disse então vamos passar para a área filosófica. empresa é quase estabelecimento empresarial. se você não tiver gostado do conceito eu tenho outro. A primeira obrigação nós já falamos que é o registro. administrativa. diz lá são atribuições das juntas comerciais. antes de iniciar a atividade ele tem que se registrar na junta comercial. por isso muita gente pensa que é a mesma coisa que empresário. 985 e 250 do CC. mas subsistiu as antigas secretarias deles que se chamavam junta comercial. Besteira. Então o que é junta comercial? Bom. O que podemos falar sobre as juntas comerciais? Bom. empresa é o mesmo que empresário. boa praça. Ai ele falou já que você não entendeu vou simplificar sob o aspecto funcional empresa é atividade desenvolvida pelo empresário. 1800/96. e o que nós podemos falar sobre o registro? A lei que trata o registro é a lei 8934/94 e essa lei foi regulamentada pelo dec. Quando ele falou um ouvinte não se convenceu. foram ver era a junta comercial. 967. a própria lei 8934/94. empresa sob um aspecto corporativo é a conjugação de esforços do empresário e de seus empregados para alcançar o fim econômico. quando eles acabaram com o tribunal do comércio eles olharam para o fim do corredor e disseram: o que é aquilo lá? e aquilo ali é a função administrativa do tribunal. Então eminentemente administrativa. traz lá. antigamente naqueles tribunais de comércio. Está ai a confusão. apesar da lei falar em registro publico de empresas mercantis e atividades afins. porque empresa é uma abstração. etc. Então toda vez que vocês se depararem com a sigla REPEM vocês já sabem que é junta comercial. poxa Aschini tem certeza? Não. pois empresário é o sujeito e empresa é o objeto. então podemos falar junta comercial? Sim. e pelo aspecto objetivo.

quando o STF decide alguma questão polêemica sobre arquivamento sobre junta. não tem nada de ordem técnica ali. burocrática ou um questionamento de ordem técnica. Qual é a forma das juntas? A lei não prevê se tem que ser uma fundação. questionamento de ordem técnica uma de ordem administrativa outra. 74933/RS. Exemplo. o menor pode ser sócio? Na limitada. Importante: Quando ela tem estrutura administrativa estadual como ela faz parte do sistema integrado nacional de registro e empresa mercantis? Elas são estaduais. normalmente da secretaria de justiça. do STF. se é um questionamento de ordem puramente administrativa. O tema é altamente polêmico. A decisão em recurso extraordinário. Resp. não tem na lei. justiça estadual. administrativamente estão vinculadas ao governo federal. uma orientação técnica que todas as juntas tem que observar aquilo. Salvo engano no estado do Paraná. uma autarquia. para dizer a verdade ninguém se entende. é incrível. esse órgão federal dá comandos de ordem técnica para ser observados pelas juntas comerciais de todo o país. comando genérico. Existem decisões da justiça federal dizendo que toda a competência é da justiça federal. E por que isso é importante? Porque se você for fazer algum questionamento vai questionar um ato praticado pela junta. Se for um questionamento de ordem técnica. e o juiz estadual conhece e o juiz federal conhece porque existem decisões da justiça estadual dizendo que toda a competência é da justiça estadual. tal. Ai é difícil colocar a jurisprudência. disciplinando: o menor pode ser sócio desde que observadas as seguintes condições. As decisões são altamente conflitantes. que são atos administrativos abstratos. a junta nada mais vai estar fazendo do que atender um comando de um órgão federal. Como colocar na prova: na jurisprudência há uma verdadeira balburdia na doutrina a orientação ser seguida é essa fala da dualidade. como no caso do menor o que o DNRC faz. totalmente administrativo. temos que ir lá para o STJ. A mesma impugnação é feita na justiça estadual e na justiça federal. Agora se o questionamento é um ato administrativo. Em razão dessa dualidade. então a justiça competente para apreciar essa impugnação é a justiça federal. mas as juntas comerciais estão vinculados a um órgão federal o DNRC. questionamento de ordem puramente administrativa. departamento nacional de registro de comércio. e em outros dois ou três outros não quiseram utilizar a autarquia e a junta nesses estados é um órgão da administração pública direta. quando for feito o controle judicial haverá essa dualidade também. então tecnicamente eles estão vinculados ao órgão federal. que tipo de questionamento você esta fazendo. a doutrina também diz. É importante saber que administrativamente ela tem estrutura estadual. e temos alguns precedentes do STJ atendendo a orientação doutrinária. a prática mostra que mais de 90% das juntas adotam a forma de autarquia. Quem manda mais? não há hierarquia. então. então a estrutura é estadual. não prevê. Ou seja. O DNRC fica de olho. quando ele decide alguma questão polêmica. Tecnicamente elas estão vinculadas a esse órgão federal. um órgão. justiça estadual. Então cada estado pode fazer como bem entender. tem algum requisito. você vai propor essa ação na justiça estadual ou federal? Depende. O DNRC edita as instruções normativas. Questionamento de ordem técnica. como ele sabe que a decisão não tem efeito . justiça federal. um órgão de uma secretaria de estado.26 E como é a estrutura das juntas comerciais? Cada estado tem a sua junta comercial. tal e tal. tem efeito vinculante? Não tem.

a lei diz quais são os livros obrigatórios e mais.26/04/2003 Obrigações do Empresário: 1ª) Inscrever-se na junta comercial ( artigos 967. O resumo da atividade dele está no livro. encadernar e levar na junta comercial. hoje a escrituração pode ser tanto através de livros. 3 ª Aula . aí o fiscal faz toda a fiscalização através do computador ( internet). Tudo ele consegue ver através dos livros. . O retrato é essa escrituração contábil. ele não tem que ficar puxando pela memória para saber quanto ele comprou de tal matéria prima em tal época. para ele ter uma noção de sua atividade (visão panorâmica). é o retrato de sua atividade. 1150 do CC). ou seja. ele manda um e-mail. o fisco se interessa muito pelos livros comerciais. porque através dele é que o fisco pode exercer também a sua atividade fiscalizatória. escrituração mecanizada.O fisco tem interesse.quanto através de fichas. Ali ele sabe se está vendendo mais. porque ele faz o controle através desses livros.27 vinculante. se está comprando mais. quanto está gastando de matéria prima para produzir.Pelo nosso sistema. de observância obrigatória. Então.Hoje os livros estão todos dentro do computador. porque hoje ninguém tem mais. Podemos falar sobre livros empresariais é que nós adotamos o sistema francês. o fiscal poderá ir até o local. Qual o objetivo da manutenção dos livros comerciais? São três objetivos: 1º) De ordem fiscal. Uma observação que se tem que fazer inicialmente é que quando se fala em livro comercial. o livro é Latu Sensu. a escrituração. Como o fisco faz isso? O fiscal quando quer fiscalizar a BRAHMA. muitas das vezes não vai lá na fábrica. ou pelo menos 99% não tem mais livros em sentido físico. ele pega a decisão e transforma isso em instrução normativa. ou seja. 2ª) Escrituração contábil. 2º) A escrituração do empresário é sua alma. em havendo dúvida. Então. Existem varias instruções normativas que foram precedentes do STF. o segundo objetivo dos livros é para atender o próprio empresário. ou liga e o empresário da BRAHMA manda todas as informações por e. A obrigação está prevista no artigo 1179 do novo CC. Pode ser questionado? Pode. mas ai vai ficar muito mais difícil você conseguir um mandado de segurança em cima de um ato normativo que o DNRC normatizou com base na decisão do STF. extremamente rígido no controle dos livros comerciais. No final do ano é que o empresário é obrigado a imprimir tudo. Manter em ordem os livros empresariais. Então isso serve para o próprio empresário estabelecer metas e efetivar o controle de sua atividade. através de computador. os livros empresariais.mail para a inspetoria de Fazenda. dita a forma de escrituração desses livros.

Os sócios nós já vimos que não são empresários. se ele não tiver o livro diário. os sócios de uma sociedade empresarial. Ele é o mais completo dos livros. etc. ele terá que ter o livro de duplicatas. O empresário que não paga duplicatas não precisa ter esse livro.28 3º) Esse terceiro objetivo é para atender a terceiros. que está previsto no novo código civil no artigo 1180 .razão. nos pararíamos por aqui. porque só será obrigatório se o empresário pagar duplicatas. que poderão buscar neles as informações necessárias. OBS: Os micro e pequenos empresários estão dispensados da escrituração comercial obrigatória. Ex: Contrato de locação em Shoping Center.Esse livro de emissão de duplicatas está previsto na lei nº 5478/68. Os livros também servem para resguardar direitos e interesses de terceiros. onde uma das cláusulas que pode existir entre o locatário e o empreendedor (dono do shoping) é que além do aluguel. logo eles estão dispensados do livro diário.Mas a doutrina o cita como obrigatório. b) Livro de inventário ou livro de estoque ou livro de controle de mercadoria. O professor entende como não obrigatório. Só que o novo CC trouxe outros livros que em princípios parecem obrigatórios. são terceiros. Mas quando um microempresário não tem um livro diário. o locatário deverá repassar para o empreendedor uma porcentagem do faturamento de sua loja. A doutrina coloca como livros obrigatórios todos aqueles previstos no artigo 100 da lei de S/A (Sociedade por Ações). O que interessa são os livros obrigatórios e atualmente nó temos segundo a doutrina um único livro verdadeiramente obrigatório. É o caso de uma loja que sempre vive cheia e repassa a mesma porcentagem de seus lucros de uma loja que vende bem menos e tem um lucro menor. É importante apontar a divisão que existe entre os livros comercias obrigatórios e os livros facultativos. Por exemplo. diz o estatuto da micro-empresa. que é o livro diário. Ex: borrador.(referência feita somente ao livro diário). ele terá que ter obrigatoriamente esses dois livros. Como é que se consegue fiscalizar uma sociedade? Onde se busca informações? Através de seus livros. Importante: Se o pequeno ou micro-empresário emitir duplicata. Antes do novo código civil. ele vai ter que ter em seu lugar obrigatoriamente 02 (dois) livros: a) Livro caixa. É através do livro comercial que o empreendedor vai fiscalizar o faturamento da loja. .Não cai na prova livro facultativo. isso porque todos os empresários devem ter. A doutrina também trata como livro obrigatório o livro de duplicatas. além de manter em boa guarda todos os documentos necessários a contabilidade. Vejam bem. Sócio em última análise é um credor de uma sociedade. Empresário é a sociedade. apesar do estatuto do microempresário falar que está dispensado da escrituração comercial obrigatória.

tinha um artigo no código comercial que era o artigo 17 e hoje consta no artigo 1190 do novo CC. Estoque é bom para fiscal de ISS. porque a sociedade limitada não possuía assembléia geral antes do novo CC e hoje possui obrigatoriamente assembléia geral quando ela possuir mais de 10 sócios. que é ação de verificação de contas. EXIBIÇÃO DOS LIVROS EMPRESARIAIS: Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo ou pelo princípio da publicidade? Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo. OBS: A sentença do juiz que julga que ciclano é credor de beltrano no valor de tanto é IRRECORRÍVEL. onde afirma que a autoridade fazendária tem que se ater ao ponto da investigação. que diz que nenhum juiz ou tribunal que sob qualquer pretexto pode determinar a exibição de livros comerciais. esse conselho é facultativo nesse tipo de sociedade. pois irá ferir o princípio do sigilo. Nesse caso esse fiscal não tem nada a ver com o material a ser fiscalizado. Teria que apresentar se fosse com relação à questão previdenciária. ICMS. É claro que o sigilo NÃO vale para as autoridades fazendárias fiscais. É divergente pelo seguinte: Se existe uma ação própria para ajuizar com base nos livros comerciais e essa ação está prevista na lei de Falências. B) Livro de atas na assembléia geral nas sociedades limitadas. Uma questão interessante sobre livros é saber se eles podem municiar a AÇÃO MONITÓRIA. É mais uma novidade. mas a matéria é divergente. A lei já criou uma ação própria para tornar em título executivo um crédito que se encontra em um livro de um outro empresário. IPI. contida no artigo 1º da lei de falências. Ex: título prescrito. II). isso porque não há nenhuma proibição legal. O professor Carreira Alvim entende possível . Porque a sociedade limitada não está obrigada possuir conselho fiscal em sua estrutura. Em situação de concurso. Aí. Você pode propor uma ação monitória com base em um livro comercial? A ação monitória é uma ação que tem por objetivo dar executividade a títulos não executivos. Esse livro é obrigatório quando a sociedade limitada possuir conselho fiscal. porque o segredo é a alma do negócio. Então o juiz não pode determinar a seu bel prazer determinar a exibição de livros comerciais de determinado empresário sem previsão legal.( Art 1075. deveremos responder que inobstante a existência da previsão legal da ação de verificação de contas. Ex: um fiscal do INSS que quer dar uma olhada no livro de estoque. . aí o empresário não tem a obrigação de apresentar esse livro de estoque. contida no artigo 1º.29 NOVIDADES: A) Livro de atas e pareceres do conselho fiscal nas sociedades Limitadas (artigo 1069.Mas é importante lembrar da súmula nº 439 do STF. salvo nas hipóteses previstas em lei. caminhamos logo atrás do professor Carreira Alvim no sentido de que é possível a propositura da ação monitória com base nos livros comerciais. parágrafo 1º).

e regulamentou o procedimento de exibição judicial ( artigos 381 e 382) e lá eles criaram uma forma. já não pode decretar a prisão de terceiros. OBS: Pode ser determinada a exibição judicial de livro de terceiro. O artigo 20 do código comercial acabou de ser revogado. ele prevê apenas como presumir verdadeiro os fatos alegados pelo autor na petição inicial. porque o CPC não prevê esta prisão.se no livro do réu e uma das partes se recusar a apresentar seus livros.se no livro do autor ou o autor alegar para o juiz que seu direito encontra. uma vez que o terceiro não é parte da relação jurídica processual. A exibição integral ocorre em ação de dissolução total de sociedade. Na dúvida ninguém pedia prisão. deixando todos os seus livros. tinha uma previsão no código comercial no artigo 20 onde afirmava que se o juiz determinasse a exibição do livro comercial e a parte se recusasse. sob pena de prisão( artigo 34 do Decreto-lei nº 7661/41) 2ª) A exibição parcial ela pode ser determinada em qualquer ação e essa exibição ocorrerá após determinação judicial. ficando impossibilitado de dar continuidade a sua atividade. se não fosse encontrado. com a ida do empresário ao cartório. A exibição integral importa em desapossamento dos livros. o juiz vai presumir como verdadeiros os fatos alegados pela outra parte. porque o artigo 20 que fundamentava esta decisão não existe mais. então a discussão que existia não existe mais. ele determinaria a busca e apreensão. porque ele tem que contabilizar tudo e onde irá efetuar essa contabilidade se seus livros não estão em sua posse ?. o empresário tem que entregar todos os seus livros em cartório. onde decretada a falência. nesse caso do terceiro. Antes do novo CC. Essa prisão era constitucional ou inconstitucional? Havia grande divergência. o livro teria que ser apresentado em cartório sob pena de prisão (previsão de 1850 ). porém.30 A lei prevê duas formas de exibição dos livros comerciais: 1ª) A exibição integral é hipótese excepcionalíssima. porque o magistrado não terá como presumir como verdadeiro os fatos alegados pelo autor. conferindo com a original. de 1973. além de responder pelo crime de desobediência. O juiz pode determinar a exibição do livro de terceiro. Só em algumas ações. onde o escrivão do cartório irá xerocopiar na hora. porque ele já sai do cartório com seu livro em sua posse. as partes do livro que foram determinadas pelo juiz (ex: folhas do dia tal ao dia tal). onde se alega que a prova do direito encontra-se no livro de uma pessoa que não é o réu. o juiz terá que decidir com base em outras provas.Então. . A exibição parcial não impede a atividade do empresário. porém esse terceiro que se negar a exibir seus livros responderá por crime de desobediência.Qual é a solução? a decretação da prisão. É por esse motivo que a exibição parcial pode ser determinada em qualquer ação. Pouquíssimas ações o juiz pode determinar. onde se o réu alegar para o juiz que seu direito encontra. diz o CPC e pelo código comercial é prisão de natureza civil (art 20). Fica ele desapossado de todos os seus livros. É a mesma prisão do falido. entrega os livros e vai embora. surgirá um problema se ele se recusar a exibir. Porque na exibição integral o empresário vai lá no cartório. em ação de falência.Aí veio o Código de Processo Civil.

Só que nós temos um produto lá que é conhecido como laranjinha. Nós registramos a laranjinha como marca de nosso produto. ficando Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA.31 3ª) Elaboração do balanço financeiro: Todo ano o empresário tem que apresentar um balanço. tanto pessoa física como pessoa jurídica. 2ª) Existem crimes falimentares por ausência de livros comerciais e ausência de balanço. porém. Não é muito importante para nós bacharéis em direito. Só que lá no nosso ponto comercial. isso não configura crime falimentar.É interessante falar sobre a ausência de balanços. Ex: Vou montar uma sociedade com Paulo Garcia. porque o balanço tem que ser levado à junta comercial para receber a rubrica do juiz e essa mera ausência dessa formalidade não importa em crime falimentar. É importante ressaltar que sem esses balanços o empresário não pode participar de licitações ( lei 8666/93). pois se não houver os livros obrigatórios é crime falimentar do artigo 186. cai muito isso lá). laranjinha. O nome fantasia. É realizado em todas aquelas sociedades que distribuem lucros semestralmente. Elaborou o balanço tem que levar na junta. temos três elementos de identificação: A) Identifica o empresário. aí tem que ter o balanço para saber quanto de lucro tem para distribuir através de dividendos. (nome empresarial). não está totalmente correto. colocamos o nome – “Ipanema Bebum” (que é título de estabelecimento. se o balanço estiver correto. Então. para fins de concurso não está errado. São duas observações pertinentes sobre o balanço: 1ª) É que determinadas sociedades são obrigadas a elaborar o balanço semestralmente. . C) Identifica o produto (marca). B) Identifica o ponto comercial (título de estabelecimento). Por achar feio. que identifica apenas o ponto comercial. Qual é o nome empresarial? Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. são as chamadas instituições financeiras (é importante para quem vai fazer prova para a área federal. porque identifica o produto explorado pelo empresário. mas se elaborou e não levou na junta. VI da lei de falências. balanço é coisa para contador. Sobre os livros não há muito o que discutir. nós não colocamos um letreiro escrito Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. NOME EMPRESARIAL: É o elemento que identifica o empresário. que alguns autores o chamam de nome fantasia). então é a marca. desde que o balanço esteja elaborado de forma correta.

Completamente errado.168 do novo CC. O funcionário da junta comercial me perguntou qual seria minha firma. Tem gente que gosta de dar mais uma floreada. É uma expressão do meu apelido Carioca. Ele está querendo saber como é que eu quero ser conhecido no direito empresarial. que identifica o empresário individual. Marques. ou L. O último nome nunca poderá ser abreviado. Decreto 1. Quero comprar e vender bebidas. Muita gente pensava que firma é pessoa jurídica. A) Firma individual: A firma como uma espécie de nome empresarial.32 Primeiramente vamos nos ater ao nome empresarial. (Porque a expressão designativa da atividade é facultativa na firma individual). Os artigos que tratam do assunto que estão elencados nos artigos 1. vem outro José da Silva e também deseja atuar no comércio de bebidas.DNRC. Araújo Marques. você pode colocar algumas expressões que melhor te identifique. Marques.800/96 e Instrução Normativa 53/96 . Leonardo Marques. Ex: Eu. pois firma é espécie de nome empresarial.como novo nome empresarial na junta comercial? Nunca. Silva Zezinho de bebidas. Marques Carioca Bebidas”. é colocar assim: “L. chego na junta comercial e falo que desejo ser empresário individual. tem que estar seu nome em seguida. imaginem o José da Silva. Só que se houver outro José da Silva em Jacarepaguá atuando no comércio de bebidas. Espécies de nome empresarial: Firma. Então. quero colocar o meu próprio nome civil. é a espécie que identifica firma individual. colocando a atividade empresarial. Posso substituir Leonardo A. Por extenso ou abreviado. Isso é a firma individual. Marques comércio de bebidas. o mesmo do nome civil. não precisando ser por extenso. Posso colocar o meu nome lá de forma abreviada. que colocou o nome empresarial de José da Silva bebidas. eu posso abreviar – L. pois não há nenhum problema. Daí eu falo para ele que não quero nada de frescura. OBS: A lei flexibilizou para as pessoas que gostam de inventar. A . Silva bebidas de Jacarepaguá. O que pode acontecer e muita gente vem torcendo o nariz. o meu apelido é Léo Bebidas. . Isso é importante porque. A . Então você pode acrescentar. vem outro José da Silva e para diferenciar coloca o nome de J. mas uma coisa é certa . Marques por Léo . Silva bebidas. Lei 8. Minha firma individual vai ser Leonardo Araújo Marques. é possível anexar outra expressão J. ou Leonardo A .934/94.A . Ex: L. identificando o empresário individual.155 a 1. porque no nosso sistema o nome não pode ser substituído por apelido. vai colocar o nome empresarial de J.

em contrato escrito. E mais. Quem disse que eu vou usar razão social? Posso utilizar uma denominação que não é a razão social.Como é que ficaria? O nome das pessoas que possuem responsabilidade ilimitada é Cristina Silva e Bianca Moraes. onde se coloca razão social. ao invés de colocar Bianca Moraes e Cia. Então essa sociedade não poderia usar a razão social. EXCEÇÕES: A) Existe uma sociedade em que todos os sócios possuem responsabilidade limitada. Maria Ferrete e Cia comércio de veículos LTDA. mas ela pode contribuir com seu nome. O correto seria colocar logo o nome empresarial. porque ninguém comete este erro na prática por cair em exigência na junta comercial. A razão social é formada a partir do nome dos sócios que possuem responsabilidade ilimitada. para que esse sócio permaneça com a responsabilidade limitada tem que ter a . se colocar o nome na razão social. Às vezes se vê. possuem responsabilidade ilimitada. mas para ser exceção tem que constar na razão social a expressão LTDA. Diz que aquele que tem responsabilidade limitada. A Cristina Silva também possui responsabilidade ilimitada. porque a razão social é para ser utilizada por sociedade cujos sócios possuem responsabilidade ilimitada. em regra. a doutrina afirma que todos os sócios respondem ilimitadamente (Fran Martins). ele passará ter responsabilidade ilimitada. É importante ressaltar que o ramo de atividade também é facultativo. sendo 02 pessoas com responsabilidade ilimitada e as outras 03 não. então você pode colocar sua firma individual ou sua firma coletiva ou sua denominação. que a pessoa que coloca seu nome possui responsabilidade ilimitada e as demais pessoa representadas por Cia ou Outros. A firma coletiva. também chamada de razão social. porém. não sendo obrigada para tal.Mas vejam que pode se dar da seguinte forma: Bianca Moraes e Cia. então pode ser: Bianca Moraes. Então. onde uma sociedade limitada pode utilizar a razão social. Ex: Moraes e Cia. Mas aí vem a lei e abre uma exceção. Essa é a regra. Então como eu vou saber que tem responsabilidade ilimitada e que tem responsabilidade limitada ? Vou saber analisando o contrato social. o nome dela pode vir por extenso ou abreviado ou até suprimido. é colocar firma individual ou coletiva ou a denominação. colocando o nome de qualquer dos sócios. Se esquecer de colocar a expressão LTDA. e a regra diz mais. ou melhor. É equivocado colocar razão social em contrato (falta de orientação jurídica). Os sócios que possuem responsabilidade limitada não podem colocar seus nomes na razão social. É exceção. Então a sociedade limitada pode até utilizar a razão social. Ex: Joana Araújo.Ex: Vamos montar uma sociedade composta de 05 pessoas. Nome é o gênero e razão social é uma das espécies. abreviada ou por extenso.33 B) Firma coletiva ou Razão Social: Muita gente confunde. o nome empresarial.Não há jurisprudência a respeito deste assunto. ela identifica algumas sociedades em que seus sócios. eu terei que analisar o contrato social. admitindo qualquer de seus sócios colocar seu nome. Uma coisa eu sei. mesmo tendo todos os sócios responsabilidade limitada. Cristina Silva e Cia comércio de veículos. que é a sociedade por cotas de responsabilidade limitada. Cristina Silva e outros comércio de veículos ou Bianca Moraes. ficando representados por Cia ou Outros. o correto em contrato. achando que razão social é a mesma coisa que nome empresarial.

Por isso que a expressão Sociedade comandita por ações substitui a expressão e Cia. podendo vir tipo societário no início por exemplo. O nome fantasia é porque não tem nenhuma vinculação necessária com o nome dos sócios. que são os acionistas com responsabilidade limitada. Confunde título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) coma denominação. a expressão e Cia na sociedade comandita por ações é desnecessária. confundindo a denominação com o título de estabelecimento. Então ficaria no exemplo dado acima. Ex: Júpter mais obrigatoriamente o ramo de atividade (restaurante) e obrigatoriamente o tipo societário. é que sempre teremos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. B) Na sociedade comandita por ações.Somente quem pode colocar o nome na razão social é acionistas com responsabilidade ilimitada. porque as pessoas fazem confusão na prática. porque obrigatoriamente tem que colocar a expressão Sociedade comandita por ações e quando for Sociedade comandita por ações. que pode ser limitada. por exemplo: Marques Moraes indústria farmacêutica e como tem vários acionistas que não colocaram nome. É por isso que o professor Leonardo não gosta de colocar o título de estabelecimento como nome fantasia. Ex: Halley restaurante comandita por ações ou Halley restaurante sociedade anônima. Acaba confundindo com o próprio nome empresarial. então não precisa colocar a expressão e Cia. teria que colocar a expressão e Cia. porque chamam os dois de nome fantasia.Ela é formada a partir de um nome fantasia. porque você já sabe que tem mais gente. e mesmo assim ela pode utilizar a denominação. . onde o que se vê de diferente é que temos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. abreviada ou por extenso. OBS: Globex utilidades S/A é denominação.34 expressão LTDA. Só de ter expressão Sociedade comandita por ações você já sabe que tem que olhar o estatuto para saber quem são os outros acionistas. Ponto Frio além de ser o título de estabelecimento é a marca . Essa é a estrutura da denominação e temos exceções a essa estrutura. Marques Moraes indústria farmacêutica comandita por ações. porém a ordem dos fatores não altera o produto.Então como é que vamos chamar o título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) ? Vamos chamar de nome de Fato. DENOMINAÇÃO: Em regra identifica as sociedades cujos sócios tem responsabilidade limitada.Nome fantasia + ramo de atividade + tipo societário. Importante: Por isso nós utilizamos título de estabelecimento como nome de fato e a denominação como nome fantasia. Mas. comandita por ações ou sociedade anônima. Lembrando que o ramo de atividade é facultativo. O que foge a regra. você já sabe que tem acionistas que não podem colocar o nome.São elas: 1ª) Na sociedade comandita por ações temos acionistas com responsabilidade ilimitada. mas depois do nome dos acionistas com responsabilidade ilimitada.

pelo lado dos sócios e pelo lado da sociedade ela tem o direito subjetivo de utilizar aquela denominação.Não se aplica o enunciado nº 71 e sim o enunciado nº 73. NOVIDADES: 1ª) Antes do novo CC a expressão designativa da atividade era simples e facultativa em qualquer espécie de nome empresarial. Então. tornar obrigatório o ramo de atividade na denominação. Não se pode falar em direito adquirido dos sócios. Só que o problema mexeu com os poderosos e o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal.tem que vir Halley restaurante LTDA. ou seja. isso contraria o disposto no enunciado nº 73. Ex: Leonardo Marques. a partir do registro. Marca identifica os produtos ou serviços comercializados. Cuidado com a prática.razão social). só que eles não fundamentam.Depois eles afirmaram que quem não quiser aplicar o enunciado nº 71. a partir de agora as sociedades que forem criadas terão que colocar o ramo de atividade. ou seja. Além do restaurante. para as sociedades que já existem não precisa modificar o nome. onde pela razão social não há problema nenhum. para que terceiro saiba com quem ele está tratando. que afirma que todos os empresários tem que se adaptar as novas normas durante a Vacatio Legis. realizaram um Ato Jurídico Perfeito . porque o nome não é dos sócios e sim da sociedade. eles realizaram aquele ato segundo a lei então vigente. porque a razão social já está identificando pelo menos os sócios. desembargadores e juízes não são legisladores.(entendimento plausível). O prazo foi dado justamente para que os empresários pudessem se adaptar as novas regras. O Poder Judiciário não pode legislar. quando os sócios elaboraram o estatuto ou contrato social e colocaram aquela denominação. por duas razões: Pelo ato de sorte.Então pelo lado da sociedade temos o Direito Adquirido. Depende do caso concreto. Ex: Casas Bahia é tudo igual. que pelo menos aplique o 73. através dos enunciados sobre o novo CC de nº 71 e 73 enfatizaram o tema. BOBS é tanto título de estabelecimento como marca. Agora Votorantin S/A não está identificando nem os sócios e nem o tipo de sociedade.Ex: Votorantin S/A. Em cima do estabelecimento tem o restaurante do Bidu ( Título de estabelecimento). só que o novo CC trouxe nos artigos de nº 1158 e 1160. . estamos vendendo quentinhas e colocamos o nome de quentinhas da Paty (marca). Ex: Agora não pode mais vir Halley S/a ou Halley LTDA na denominação. não precisa mudar os nomes antigos e sim os novos é que tem que se adaptar a nova legislação. O nome empresarial pode ser idêntico ao título de estabelecimento e diferente da marca. O enunciado nº 71 diz o seguinte: que o ramo de atividade continua facultativo. que afirma em seu artigo 1160 que a denominação é designativa do objeto social. principalmente proteger terceiros. como podem ser todos iguais. para dar uma maior transparência.Os professores Waldo Fázio Jr e Fábio Ulhoa Coelho adotam esse mesmo entendimento.Que tipo de sociedade é essa? Olhando de fora não se sabia. porque na prática podem ser todos diferentes. Patrícia Oliveira comércio de alimentos LTDA( nome empresarial.35 Vembo comércio de alimentos LTDA é denominação.Houve confusão de poderes. ministros. Tem um artigo no novo CC. contrariando o novo CC. Por estes 02 (dois) motivos. O professor Leonardo apoia o disposto no enunciado nº 73. muita gente está entendendo que tem que alterar. Então o legislador entendeu por bem.

porém não o aplica literalmente. porque muita das vezes o empresário se encontra em difícil situação financeira e o único bem que ele tem disponível para venda é seu nome empresarial. através do enunciado de nº 72. quando encerrar direitos à personalidade. José Maria Leone diz quais são em sua obra. você estaria dizendo que a Bianca Moraes e a Cristina Silva são sócias. porque Bianca Moraes e Cristina Silva não são sócias da nova sociedade formada. o nome de uma pessoa física. revistas especializadas em direito empresarial. sua vida. como a denominação eles são passíveis de alienação? Antes do novo CC deveria ser respondido de acordo com 03 (três) correntes: 1ª) corrente: Entende que o nome é direito da Personalidade. é o que mais atrai clientes e se tem valor econômico é passível de alienação. . Porque como é que nós vamos vender o nome Bianca Moraes. Para nós interessa apenas uma que é a Inalienabilidade. onde o nome empresarial não é passível de alienação. que não concordamos e não vamos aplicar.Na interpretação.Um segundo fundamento. O Brasil entende o seguinte: Firma individual e Razão social são inalienáveis.36 2ª) O nome empresarial. A crítica foi tão grande que o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. daí não pode ser alienado. os novos sócios não poderão utilizar o nome Bianca Moraes. porém há algum tempo deixada de lado. se a alienação do nome de uma sociedade não viola a característica de direito da personalidade. Eles adotaram a 1ª corrente. 2) Com o novo CC. quando o artigo é ruim busca-se dar a ele uma outra interpretação. de uma pessoa natural é direito da personalidade. especificamente com o artigo 1155.A solução não está no enunciado nº 72 e sim no seguinte raciocínio desenvolvido pelo professor Leonardo: Como a lei é ruim e o artigo é péssimo. Daí. o problema é que dentro do nome da sociedade está levando o nome dos sócios. ficando assim: O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. 3ª) corrente: Acolhida no Brasil. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA para outros cinco sócios. Conclui-se que não se pode vender Firma individual e Razão social. O professor partiu para uma interpretação tanto sistemática como teleológica. teleológica. Muito criticado em simpósios. como a razão social. porque iria ferir o Princípio da Veracidade. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA. sistemática. É até bom para o empresário. etc. no artigo 1164.O nome da sociedade não é problema nenhum. Passa a uma interpretação histórica. se a razão social tem que ser formada a partir do nome dos sócios. tanto a firma individual. Na hora da prova em concurso não pode colocar que está tudo errado. que são pessoas físicas e com direito da personalidade. o nome da Bianca Moraes é direito da personalidade.Continua aplicando o artigo. sua moral. com a idéia de que o nome empresarial é o que o empresário tem de mais valioso. afirma que não deve ser aplicado o artigo 1164 do novo CC. que já estava ultrapassada. uma coisa é certa. Era um posicionamento tradicional em direito empresarial que entendia ser o direito da Personalidade inalienável e intransmissível. 2ª) corrente: Surgida na Europa Ocidental. em qualquer uma de suas espécies. o baço. como na verdade elas não são sócias.É interessante.Estaria enganando terceiros. Então. Porque não se pode vender o que é da sua personalidade. Ex: Não se pode vender os rins. ele buscou juntar o artigo 1164 com outros artigos de lei.

Esse também é o entendimento do doutrinador Waldo Fázio. pois deve predominar normas não cogentes e dispositivas.(interpretação sistemática dos artigos 1155 a 1159 do novo CC) A interpretação sistemática se busca interpretar o artigo dentro de uma gama de outros artigos. Good Will (americanos). Você tem que lembrar que o nome como tem valor patrimonial. ou uma casas Bahia LTDA como inalienável. 4 ª Aula . também chamada de interpretação racional é um problema. porém ele não fundamenta a sua conclusão. pois o empresário pode lançar mão da venda daquele nome para poder fazer caixa. eu vou alugar um ponto. uma vez que esse conhecido doutrinador não fundamentou sua posição. que estudamos lá na faculdade. por empresário ou por sociedade empresarial”. Em outras palavras: “É o complexo de bens corpóreos ou incorpóreos. promotor aposentado).Jr ( professor paulista da UNICAMP. Então todos esses bens que eu estou comprando vão integrar o meu estabelecimento empresarial. Isso tudo é uma interpretação teleológica. eu vou comprar um balcão. Você não pega o artigo. Vejam o conjunto de bens que o empresário reúne para desenvolver a sua atividade. O que é o estabelecimento empresarial? O conceito está no artigo 1142 do novo CC. cadeiras. é muito . reunidos pelo empresário para proficuidade de sua empresa.Com base na teoria da preservação da empresa. Então estabelecimento empresarial.37 Quando é que nome empresarial encerra direito à personalidade? Em firma individual e razão social. com base na liberdade da atividade empresarial. então deve prevalecer a livre iniciativa do empresário.10/05/2003 ESTABELECIMENTO COMERCIAL: É aquele antigo fundo de comércio. vou comprar três motos para entrega. Em uma interpretação teleológica. o mesmo do professor Leonardo. É um excelente conceito dado pela lei. porque você vai colocar como inalienável uma Votorantin S/A. Asienda (italianos). para excelência de sua atividade empresarial”. Então isso é o estabelecimento comercial empresarial. mesas. para melhor desenvolver a sua atividade empresarial. e por este entendimento você também chega à conclusão de que somente é inalienável a firma individual e a razão social. para exercício da empresa. pode ser motivo de salvação. tudo sinônimos. o estabelecimento é um complexo de bens. O ponto é apenas um dos elementos. Artigo 1142 do novo CC – “Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. (era nomenclatura usada por Pontes de Miranda). fundos de comércio. separa e lê isoladamente e sim o analisa dentro de uma estrutura. fazenda da empresa. Então por exemplo. OBS: Muita gente pensa que estabelecimento é o ponto. Outras expressões que são utilizadas e que podem acabar caindo na prova “discorra sobre fazenda na empresa”. é uma coisa só.Jr. porque a atividade empresarial é extremamente privada. Em caso de concurso pode colocar como entendimento do doutrinador Waldo Fázio. fundo empresarial. para poder salvar a atividade da empresa.

você coloca: Negócio Jurídico e quatro traços. . aqui não existe divisão do patrimônio. porque ela responde com todo seu patrimônio. Tem patrimônio da Sociedade ou patrimônio dos sócios. chego na França para me inscrever na Junta e eles perguntam quais são os bens que vou ligar à minha atividade. Por isso que essa teoria está corretíssima para a França. No Brasil é como? Você vai abrir a firma individual. Toda sociedade. 2ª) Corrente: É adotada na França e por parte da doutrina alemã. Lá na França não tem divisão. pego parcela do meu patrimônio e destino para estabelecimento: tantos euros. pessoa física: Leonardo. os bens que estão no ponto. mas no Brasil não. lá é patrimônio de afetação. qual patrimônio que vou afetar. Existe agora a hipótese do artigo 974 do NCC. não tem como separar.Surgiu na Alemanha. Lá na França você pode dividir o patrimônio civil e o empresarial. porque responde com todo seu patrimônio. O empresário separa parcela de seu patrimônio para afetar àquela atividade. porque quando cair na prova a análise do mesmo. Então não tem divisão de patrimônio civil. Estabelecimento comercial é o ponto. qualquer que seja tem responsabilidade ilimitada. o imóvel tal. Mas professor. estabelecimento empresarial é patrimônio de afetação (que é conjunto de bens com destinação específica). vai lá e indica a firma individual. lá é isso mesmo. e responde com todo ele frente às suas dívidas. mas na França tem. A firma individual tem capital próprio? Não. tudo isso. única exceção – juiz dividir. para eles. Divide patrimônio civil do empresarial. A regra é que toda pessoa só tem um patrimônio. defendida por parte da doutrina alemã. E a pessoa jurídica também é assim? Responde com todo seu patrimônio? Na sociedade é diferente? Como é a responsabilidade da sociedade por cotas de responsabilidade limitada? É limitada ou ilimitada? É ilimitada. para saber que tem quatro correntes da natureza jurídica: 1ª) Corrente: Artigo 1142 do NCC . o carro que é utilizado. o bem x. daí não pode ser adotada essa corrente entre nós. responde com todo seu patrimônio. Toda sociedade responde ilimitadamente por suas obrigações. Então porque vai falar que tem personalidade jurídica? Por isso essa corrente é adotada lá e não aqui. No Brasil existe essa possibilidade de divisão? Não. pois empresário individual tem responsabilidade ilimitada. jamais bens. No Brasil só quem tem personalidade é pessoa física ou jurídica. por exemplo. porque empresário responde com todo seu patrimônio. a sua casa de praia vai ser afetada pela atividade do empresário. você acabou de falar de é um complexo de bens? Quem tem personalidade jurídica: bens ou pessoas? Pessoa. este é uno e indivisível. a moto que é utilizada. entende que estabelecimento empresarial tem personalidade jurídica. Como funciona isso? Sou empresário individual. NATUREZA JURÍDICA DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL: O que representa para o Direito? Há quatro correntes: No artigo 1142 CC colocar quatro traços.38 mais que só um ponto.

No Brasil. reunidos pela vontade do empresário. artigo 1142 do novo CC. a própria lei está dizendo que é universalidade de fato. tenho e desenvolvo atividade de oficina mecânica. OBS: Nas palestras muita gente fala da Universalidade de direito. Assim posso dizer que para o novo CC o estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato – entendimento majoritário. e tenho uma casa de praia. fazem parte do meu patrimônio. O sítio. ELEMENTOS: Quais elementos que integram o estabelecimento empresarial? Posso dizer que tudo que faz parte do estabelecimento faz parte do patrimônio e vice-versa? Posso dizer que estabelecimento comercial e patrimônio do empresário são sinônimos? Patrimônio e estabelecimento comercial não são sinônimos. porque sociedade e sócio não se confundem. Então já seria universalidade de direito. a casa de praia.39 Mas aí é da mesma pessoa? Não. e que alguns passaram a defender a 3ª corrente . Defendem que estabelecimento empresarial é universalidade de fato (conjunto de bens reunidos pela vontade de uma pessoa que é o empresário que vai decidir quais bens vai reunir para desenvolver sua atividade. não existe divisão. A lei dispõe assim no artigo 1142 do novo CC. seu conceito está disposto em lei. mas o estabelecimento empresarial não é reunido por vontade. ou seja. porque patrimônio é um só. mas não fazem parte do meu estabelecimento. que é complexo de bens reunidos por força do artigo 1142. se vai alugar dois carros. Na hora da prova colocar as quatro correntes e dizer sobre inovação trazida pelo novo CC. Você se posiciona. geladeira etc). porque o empresário pode ter um bem que não esteja ligado à sua atividade. A lei que determina a reunião daqueles bens.Universalidade de Direito. porque a sociedade é uma pessoa e sócios são pessoas diferentes. Não há divisão do patrimônio civil ou empresarial. Por exemplo: Sou empresário individual. O Professor entende que a 4ª corrente é a melhor. Importante: Daí. uno e indivisível. 4ª) Corrente: Chamada de universalidade de fato. mas há patrimônio da sociedade e patrimônio do sócio. A herança é uma universalidade de direito típica. muita gente está começando a defender essa corrente. Qualquer sociedade sempre terá responsabilidade ilimitada. a moto para prestar socorro etc. O estabelecimento empresarial muitos defendem a partir no novo CC. tem que comprar um carro. um sítio. assim como Fabio Ulhoa e outros. mas ninguém ainda defendeu em livro. Então no Brasil essa não pode ser adotada. eu digo que patrimônio é conceito mais amplo e estabelecimento é conceito mais restrito. por isso não pode ser chamada patrimônio de afetação. 3ª) Corrente: O Estabelecimento é universalidade de direito. mas por força da sociedade. muita gente boa está começando a defender isso. que defendem que o fato de estar conceituado na lei não quer dizer que seja universalidade de direitos. O professor não concorda. porque agora o conceito de estabelecimento comercial está na Lei. por força da lei. porque tudo que integra meu estabelecimento faz . Todos continuam adotando a 4ª corrente. um conjunto de bens reunidos por força de lei. Importante: A responsabilidade do sócio é que é limitada ou ilimitada. E fazem parte do meu estabelecimento a oficina.

então para prof° Fábio quando for sociedade são expressões sinônimas. Patrimônio será sempre conceito mais amplo do que estabelecimento comercial (empresarial). porque sociedade pode ter bens que não estejam ligados à sua atividade. ter bens que façam parte de seu patrimônio e não façam parte de seu estabelecimento? Lembre que estabelecimento não é ponto. não é bem que reúne . todos os bens ligado à atividade. explorar estacionamento. nem tudo integra estabelecimento. Ex: Ramo de estacionamento. que é de importação e exportação de computadores. Eu acho que ele está enganado. freezer. A marca identifica a própria atividade. Posição dele pode ser adotada? Não. estoque. Rubens Requião. patrimônio da sociedade é sinônimo de estabelecimento empresarial da sociedade. por ser um instituto regulado pelo Direito Civil. É bem amplo. mas nem todos fazem parte do estabelecimento empresarial dela. Como um instituto de Direito Civil pode integrar um estabelecimento empresarial? O que não tem nada a ver. Fábio Ulhoa entende que não. balcão.40 parte do meu patrimônio. O imóvel faz parte. nunca construiu nada. a corrente majoritária entende que não. a marca. o título do estabelecimento. ele parte de premissa completamente errada. Qualquer imóvel faz parte do patrimônio da sociedade. também diz que marca e nome não integram estabelecimento empresarial. os bens que o guarnecem – tapete. ele está viajando. estabelecimento empresarial quando se referir à sociedade equivale a todo patrimônio da sociedade. fala que imóvel não faz parte do estabelecimento comercial. Como vou dizer que imóvel não faz parte de meu estabelecimento? Verdadeira utopia. Todos os bens da sociedade têm que estar ligados direta ou indiretamente a ela. Ex: Sociedade de Exportação e Importação de computadores Ltda – Tilt – comprou terreno para construir colônias de férias para funcionários há 15 anos atrás. a moto. para desenvolver minha atividade? O imóvel. vamos ver o que integra: O ponto comercial. mas nem tudo que faz parte do meu patrimônio está ligado ao meu estabelecimento. ou seja. Fábio Ulhoa Coelho entende que todo imóvel está ligado à atividade da sociedade. porque esta não pode ter ou adquirir bens que não estejam ligados à sua atividade. ainda que não esteja ligado ao seu ramo de atividade. assim conclusão de Rubens está completamente equivocada. o imóvel onde está localizado o ponto. Quando for uma sociedade. Então quais bens integram o estabelecimento empresarial? Já que sabemos que nem tudo participa. Rubens Requião começa a discordar de tudo agora é verdadeira unha encravada. Onde está previsto em lei. o nome. sociedade empresarial. aqueles que não estão ligados à sua atividade. carro de entrega. Vou ser empresário. mercadorias expostas à venda. E quando for sociedade empresarial? Pode esta. Embora Fábio Ulhoa entenda que são sinônimos. Posição isolada. Aquele terreno faz parte do patrimônio da sociedade empresarial? Faz. Qual bem mais relevante para exploração do ramo. maquinário. onde está escrito que um instituto de direito civil não pode integrar um instituto de direito empresarial? Toda doutrina fala que imóvel faz parte do estabelecimento. ainda que indiretamente.

que somados dará cerca de R$200. tem valor patrimonial. freezer para B etc. para melhor desenvolver sua atividade. aí resolve adquirir franquia do Boticário e passa a vender bem depois que põe a marca lá. construir fama para dar mesmo lucro.00. balcão.000. balcão para A. O nome empresarial Casas Bahia atrai clientela e freguesia? Sim.41 para desenvolvê-la. é a pessoa que vai reunir esses bens. Leva anos e anos para construir isso. compra-se tudo igual. porque a estrutura. Tenho um restaurante em pleno funcionamento. Foi bem que trouxe para proficuidade (competência). e juntos têm capacidade de produzir lucro. maior será valor agregado. por R$230. de sua organização. freguesia. mesas. ou comprar estabelecimento próprio? Comprar próprio. eficiente e produtivo. Se for vender os bens isoladamente. Se chegar com esse valor lá. AVIAMENTO: O que é isso? O que é mais fácil para empresário. adquirir tudo para desenvolver sua atividade. maior será essa capacidade. de sua capacidade de produzir lucro. . em razão da capacidade que estabelecimento tem de produzir lucro. O nome identifica o empresário? Sim. estruturar. Entendimento de Rubens não prevalece. Como é que não vai integrar o estabelecimento? É claro que integra. vou gastar R$300. que é até menos demorado e mais lucrativo. que é a qualidade que a Parmê tem de produzir lucro. Para comprar todos os bens que estão na Parmê. Vamos ver se essa fundamentação está correta. E ele fala que o nome é a pessoa que exerce a atividade. o por quê de valer mais? O aviamento. já é bem mais difícil.00 é melhor. Esse plus varia de acordo com valor agregado. mas organizar. o restaurante em pleno funcionamento. Sem dúvida a marca atrai clientela. Mais uma vez está Rubens isolado. não está vendendo nada. Aviamento é esse valor agregado aqui. Quanto mais organizado e excelente o estabelecimento. a fama a organização são muito superiores à mera soma aritmética. Na prova falar sobre seu posicionamento. A está no ramo de perfumaria. porque lá há alta capacidade de produção de lucro. quanto mais estruturado. atributo em razão da capacidade que o estabelecimento tem de produzir lucro. Assim nome que se dá a esse plus é aviamento. vou receber mera soma aritmética do valor de cada bem. Se atrai a clientela e freguesia é claro que integra o estabelecimento comercial.000. comprar freezer. Comprar os bens que estão na Parmê é mole.000. Qual bem então que ele reuniu para atrair a clientela? A marca Boticário. Porque eles juntos têm valor agregado maior do que separadamente vendidos? Porque já estão organizados. E qual a razão disso tudo. alugar imóvel. passo para outra pessoa. Aviamento é a capacidade de produzir lucro. vou conseguir comprá-la? De jeito nenhum. É a mesma estória da marca. Se vender tudo junto. é o valor agregado na razão de sua excelência. Então aviamento é o valor agregado dos bens que guarnecem o estabelecimento em razão da excelência de sua organização. é a própria atividade. É qualidade.

Se for prova para procuradoria do Estado.000. não vai se valer da clientela. tese a ser defendida é de que se deverá pagar tão somente o valor comercial do imóvel e alegar que a indenização é justa. os materiais e imateriais. bem estruturados. o nome. Mas quanto vale o plus? Depende de um monte de coisas: da clientela. ainda que seja nessas provas colocar: Entretanto. Não é bem imaterial. Natureza jurídica do aviamento é ser qualidade. A Constituição fala que é justa a indenização em razão do imóvel a ser expropriado.00) ou também vai ter que indenizar o aviamento (plus + R$200. conjunto de bens corpóreos e incorpóreos. podendo os donos da Parmê levar todos os bens. . argumentar o objetivo da desapropriação. é qualidade que tem todos esses bens reunidos. Importante: No final. Me posiciono desta forma para preservar interesses da Fazenda Pública. da viabilidade econômica. esse plus? Essa quantificação é valorada devido ao Aviamento. que vai perder com a clientela. em maus livros. visto que não se está desapropriando o fundo empresarial e sim o imóvel. Segundo posição do STJ que é diametralmente oposta. vai desapropriar o imóvel.000. É uma qualidade dos bens quando estão reunidos. clientela.000. o valor da perda do fundo empresarial. à viabilidade econômica). O Município não vai montar restaurante. não podemos olvidar da orientação dos tribunais superiores. problema é deles. Tudo isso junto tem uma qualidade. Falo da capacidade de se quantificar toda a estrutura do estabelecimento (atribuir valor à fama. de todas as despesas que a Parmê vai ter para se transferir dali. à clientela. Desapropriação e Aviamento Município do Rio de Janeiro quer construir casa de recuperação de drogados no local onde funciona a Parmê. atributo. Não posso considerar Aviamento como bem imaterial. conforme disposto em uma parte da doutrina. O proprietário do imóvel não é empresário. da freguesia. viabilidade econômica. o dinheiro que deixará de lucrar nos dias que estiver com a atividade paralisada. esse é o locatário e está lá há 30 anos. interesse público. Um dos grandes fatores para se ver tamanho dessa qualidade é a quantidade de clientela. inclusive despesas com transporte. União ou Município. Questão polêmica. A marca é imaterial. e sim o locador.00? Quanto é estrutura dessa organização? Não estou falando de bens. estou falando desse plus.000. uma qualidade desses bens considerados agregadamente. estrutura etc.42 Então Aviamento é bem? Tem como vender? Não. Como conseguir quantificar essa qualidade? Qual seu tamanho? R$30. o Município vai pagar só o valor comercial do imóvel (R$200. o valor da indenização tem que compreender o aviamento.00. não tem como aviamento ser vendido.000. vai ser quantificado no aviamento. Tem que colocar nas provas da Procuradoria para demonstrar que conhece. Quanto vale essa estrutura. tudo tem que ser indenizado. Vai ser quantificada em vários fatores: freguesia. caso contrário não vai conseguir se estabelecer em outro lugar nas mesmas condições. produzindo lucro.00)? Depende da prova que se estiver fazendo. inobstante os robustos argumentos neste sentido. É sim. cujo nome é Aviamento. dos bens. Os bens valem R$200.00 R$50. Quando isso ocorrer. Imaginemos que dono do imóvel da Parmê não seja aquele que explora a atividade. Nas provas para Defensoria e Procuradoria você tem que ser parcial.

80% do valor da desapropriação pela lei específica. porque o locatário não é titular do ponto ainda (ainda não preencheu requisitos da Lei de Locações). outra atrás? Sim. está lá há quatro anos. o Poder Público terá? Não. porque titular do imóvel é o locador. quando desapropriar o imóvel o valor da indenização será de R$200. agindo no interesse público não poderá? Entendimento minoritário que será adotado nas provas das Procuradorias. porque o Poder Público. O titular do ponto é a Parmê. porque em ação de desapropriação não se discute direito de terceiro (âmbito administrativo) no caso do locatário. . O Estado tem que indenizar o locatário (que não tem direito ainda à renovação compulsória. visto que não está lá há cinco anos)? Terá direito pela perda do ponto? O locador não terá que pagar. o locatário é titular do ponto. Na locação empresarial.000. porque tem história do depósito prévio para poder ingressar no imóvel. A desapropriação terá como sujeitos o proprietário e o Município. dias parados tudo.000. do aviamento. ponto é uma coisa. por exemplo.00. Terá então B que entrar com ação autônoma em face do Estado. Mais um argumento em favor das Procuradorias. mas não na ação de desapropriação. pelas despesas do transporte. Se tiver que fazer depósito em cima de R$400. Cabe ao terceiro.000.00.43 O empresário é o locatário. em contrato de quatro anos e B já está lá há três anos. tanto que se locador quiser tirar Parmê de lá não pode. Quando terminar o prazo do contrato. Lei de Locações (que não darei aqui) protege o Fundo Comercial. Isso é importantíssimo para provas das Procuradorias.000. será dividido entre proprietário e locatário? O valor da indenização será só o valor comercial do imóvel de R$200. para o locatário ter direito à renovação compulsória tem que estar no imóvel por no mínimo cinco anos e na mesma atividade há três anos. posso não renová-lo e colocá-lo para fora e não terei que indenizá-lo. OBS: Não está na apostila: Sou proprietário de imóvel o qual aluguei para “B” que abriu loja de perfume. Porque evidente que tem esse direito. E na seguinte orientação de desapropriação? E estando ela no imóvel há três anos. devido ao tempo. que sairá sem nada (dono da Parmê) entrar com ação autônoma em face do Município do Rio de Janeiro pedindo indenização pela perda do ponto. Então Parmê sairá com mão na frente. Se locador pode colocá-la para fora sem ter que indenizála. sendo que esse valor não será tão alto. o locador no quarto ano pode colocar para fora sem nenhuma indenização. terá o Poder Público que indenizar.00 e se for esse valor. E aí? A Parmê não vai receber nada na ação de indenização.000.00 ou R$400. num contrato de quatro anos. porque nessa não se discute direito de terceiros. imóvel é outra. Entendimento Majoritário – Tribunais – mesmo que locatário não preencha requisitos para renovação compulsória da Lei de Locações. sem pagar um centavo. o imóvel for desapropriado? Nesse caso quem a está colocando para fora é o Poder Público e não o locador. E se.00 é bem diferente de um depósito em cima de R$200.

Ex: Temos a sociedade Posto de gasolina Tigrão Ltda. Por que eu não estou vendendo cota de trespasse? Não é. No trespasse há mudança de empresário. que é pessoa jurídica no caso. para que no prazo de trinta dias possa haver impugnações. a autorização é tácita. o empresário continua o mesmo. Fará isso através de notificação aos credores.por isso mandei sublinhar” outro”. seja pessoa física para jurídica. Se estiver no regime de concordata a autorização dos credores admitidos na concordata. o Tigrão? Então o que é então? Mera mudança de sócios. Não havendo manifestação. não querem posto na Tijuca. Então houve alguma transferência de um empresário para outro? Quem era empresário naquela época? Tigrão. a outra de outro sócio. e vendo para X. para empresário alienar seu estabelecimento.. o complexo de bens. Os três sócios resolvem ir para outro local. etc. não há trespasse. Requisitos para empresário poder alienar o estabelecimento: Se empresário quando for alienar ficar com capital suficiente para pagar seus credores. parte da premissa errada e arrebenta na hora da prova. pois está muito violento e vão montar lá no Recreio. que continuará exercendo a mesma atividade que era explorada pelo alienante. o estabelecimento continua do mesmo empresário. Cuidado que na prática muita gente confunde e erra feio. Quem é empresário agora? Tigrão. aliena o seu estabelecimento para outro empresário. porque ia ficar com pouco dinheiro. aí elas assumirão o Tigrão. e se não pedir a autorização? Quais as conseqüências disso? São três: .. No Direito Empresarial. ou seja. É quando o empresário. por qualquer meio. quem cala. de todos os credores quirografários E se houver descumprimento disso? E se ele precisava da autorização. Importante: Não confundir transferência de quotas e de ações com trespasse. O que mudou? Só o quadro social. consente. pessoa física ou jurídica. Uma delas compra as quotas de um dos sócios.44 SUCESSÃO EMPRESARIAL OU TRESPASSE – Antiga sucessão comercial. mesmo dono. não há requisito algum a ser observado. Isso é ou não é trespasse? Houve transferência de estabelecimento empresarial? Houve mudança de empresário ou não? Foi transferido estabelecimento de um empresário para outro? Lembram que falei que Sócio não é empresário. Empresário é a sociedade. nada mais errado. viceversa. sucessão empresarial. precisa ficar com ativo superior às dívidas. Não precisa de autorização. O que vão fazer? Vão alienar suas “quotas” para A e B. E se ficar com ativo insuficiente para pagar passivo? Neste caso para efetuar a venda terá que ter a autorização dos credores. não ia dar para pagar a todos. Então houve transferência do estabelecimento? Por que o estabelecimento continua com mesmo empresário. tem que ser expressa. mudar de ramo. Se tenho ações da Vale do Rio Doce. Muita gente pensa que isso é trespasse. Aqui é mera mudança de sócio.

então há trespasse. Neste caso o adquirente tomou ciência dos débitos existentes. Com o novo CC. porque transferi passivo contabilizado. A Lei diz que embora ocorra a transferência do passivo contabilizado. a contar da data da transferência. Terá que pagar então em ação de regresso. a contar da data da transferência do estabelecimento.Pode ainda ser considerado crime falimentar – artigo 187 da Lei de Falência. pode ser declarada ineficaz. ou ativo e passivo? Pelo novo CC é do passivo e ativo.Essa atitude dele é considerada um ato de falência. a alienação que foi feita. porque a dívida estava contabilizada lá. pode entrar com ação de regresso contra adquirente. fica como devedor solidário. 3ª Conseqüência . Porque se eu vendi o estabelecimento sem autorização de vocês é sinal que tudo vai sumir. . só durante o prazo máximo de um ano. Para evitar que se faça venda do estabelecimento para um laranja. É transferência de estabelecimento? Está mudando de um empresário para outro? Sim. o nome da sociedade é Braço de Ferro Jóias Ltda.Vou ao vencimento e conto um ano a partir daí. pelo prazo de um ano. qualquer um imediatamente poderá requerer minha falência. Ex: Novo locador em relação à alugueres em atraso. depois de ser decretada a falência. e o credor seja prejudicado. ele abateu no valor do preço. e esses foram abatidos do preço final. este terá que pagar dentro do prazo. transfiro só ativo. Então. Mas depois que pagar? Já não tinha transferido essa dívida para adquirente? Se ele pagar. do alienante não pode mais. Quando faço o trespasse. Ex: Vamos supor que o credor cobrou do alienante. para não prejudicar o credor. Então por exemplo. não o alienante.45 1ª Conseqüência . Passado o prazo de um ano. qualquer credor poderá requerer a FALÊNCIA. porque dívidas ainda não venceram. 2ª Conseqüência . transfiro o estabelecimento empresarial. E credor vai ficar de mãos abanando? Não. quem deverá pagar é o adquirente. conforme o artigo 2° da Lei de Falência. Antes era só do ativo (com exceções que serão vistas depois). E quanto às dívidas vincendas? O alienante fica responsável também pelo prazo de um ano. porque os débitos não integram o estabelecimento. por meio da AÇÃO REVOCATÓRIA – artigo 52 da Lei de Falência. De repente eu vendo para uma pessoa que não tem dinheiro nenhum e vou embora. só pode cobrar do adquirente. o devedor primitivo (alienante). credor cobrou do alienante. a partir do respectivo vencimento destas. O alienante tem que pagar dentro do período de um ano. Ex: Vendo imóvel com condomínio e alugueres em atraso. quanto às dívidas já vencidas. desaparecer. pode cobrar tanto do alienante quanto do adquirente. vai ter que haver devolução. Está vendendo a lojas que tem no shopping para Brinco de Ouro Ltda.Além disso. Então mesmo que tenha dívidas que ainda não venceram. a transferência se refere ao ativo e ao passivo contabilizado. que é a ação que tem por finalidade declarar ineficaz um ato realizado pelo falido. Quando faço a transferência de estabelecimento empresarial por meio de trespasse.

Pode cobrar do adquirente? Pode. não tem regra de ordem pública. Se interpretar a Lei literalmente responderia que não. Se transferi para terceiro e sumi. Fábio Ulhoa diz: Se adquirente pagar dívida não contabilizada. Porque daqui a um tempo ele pode dizer. não estão nos livros nem no balanço. foi malandro. é por conta de vocês. O adquirente não precisa assumir dívida nenhuma. porque contrato vale somente entre as partes. este está obrigado a pagar? Se vocês colocarem não na prova. Então terá o adquirente que pagar? Pagará. não contabilizando dívidas existentes. independente de prazo. que se pagar pode entrar com ação de regresso contra alienante. Se adquirente pagar poderá entrar com ação de regresso contra alienante em sentido oposto. está tratando da responsabilidade final. do adquirente. Waldo Fazzio Junior não fala. que será transferido apenas ativo. Quem não pode sair prejudicado são os credores. Eles podem cobrar do adquirente? É passivo contabilizado isso? E a lei fala que transferência é só do que? Os credores de Y poderão acionar o alienante (Y)? Sim. Essa é opinião do professor.Lei fala que transferência é do passivo contabilizado. ele vai dizer que desde o início falara isso. mas pode entrar com ação contra alienante. visto que não havia dívida contabilizada. é uma ou outra regra de ordem pública aqui. visto que menciona apenas passivo contabilizado. . mas como o passivo não estava contabilizado. porque a Doutrina não fala. antes de comprar tem que verificar se há dívidas ou não. se é obrigatório ou não. A lei não é clara. E quanto a passivo não contabilizado? Posição do Professor. Essa cláusula é válida? Sim. Estamos no Direito Empresarial. Negócio empresarial é sujeito a risco. É o risco inerente ao negócio. Vale Princípio da Liberdade contratória.46 Essa é regra. Mas não diz se adquirente tem ou não que pagar. Y é o maior safado e transfere estabelecimento para X. Vem lá e “expressamente” Estou transferindo o ativo. aí fica entendimento de que é obrigado a pagar. Eu alienante continuo responsável perante esses credores? Sim. Outros autores não falam. que é inerente a toda atividade empresarial. não tem nada de um ano. Mas foi expresso que seria só do ativo. Aqui vale Princípio da Livre Iniciativa. porque o passivo deveria estar contabilizado. Vai poder acionar o adquirente X. fazendo-se interpretação teleológica. mas nada impede que entre alienante e adquirente fique convencionado outra coisa. tem que assumir o risco por ter feito negócio sem devidas precauções. que estão mascaradas. não o passivo. Assunto difícil . porque a transferência é só do passivo contabilizado. Se não falasse nada transferia também o passivo? Transferia. não os credores. OBS: No meu entendimento quando a Lei fala que a transferência é do passivo contabilizado. Credor então pode cobrar do alienante. Eu não avisei e transferi para outro. por exemplo. tem ação de regresso contra alienante. O prof° Fábio Ulhoa entende que os credores vão poder acionar o adquirente enganado. não valendo para terceiros. não quis enfrentar a questão. esse é que sairá no prejuízo. É difícil.

e traz o seguinte: quando houver transferência do estabelecimento comercial. a dívida já foi contabilizada. mas o alienante A fica responsável solidariamente pelo prazo de um ano a contar da data da transferência. porque são devedores solidários. na data da transferência 20/05/2002. pelo prazo de um ano. Então hoje transfere não só o ativo como também o passivo. pois com a transferência do estabelecimento transfere-se também o passivo contabilizado. quando transferia o estabelecimento comercial só se transferia o ativo. todas as dívidas vencidas antes dessa data foram transferidas para B. o credor pode cobrar as dívidas vencidas até 20/05/2003.31/05/2003 Trespasse é a transferência do Estabelecimento Comercial. aquelas que ainda vão vencer. A questão importante é a seguinte. mas desde que esse passivo esteja contabilizado. O alienante será devedor solidário. Isto porque quando o alienante transfere o estabelecimento empresarial para o adquirente. a contar da data do vencimento. C transfere o estabelecimento para D e quando E for cobrar terá que cobrar de D. O novo CC inverteu isso. deverá entrar com ação de regresso contra o adquirente. continuaria responsável pelas dívidas. Para as dívidas vincendas. há transferência também do passivo das dívidas. locador do ponto comercial de A passa a ser credor de B. à dívida morre. o alienante vai ter que pagar. Então aquela pessoa que era credora. ou seja. o alienante também ficará como devedor solidário pelo prazo de um ano. Exemplo: C tem uma dívida com E. Transferência do passivo. Essa solidariedade se divide para as dívidas vencidas e para as dívidas vincendas. Vamos supor que o credor cobre do alienante dentro do prazo que ele é solidário. ou seja. A responsabilidade do alienante passa para o adquirente. que ele não conhece e não sabe se teria condições de pagar. também diz que o alienante ficará solidariamente responsável com o adquirente. Dívidas vencidas data da transferência. segue-se o seguinte: A dívida foi contraída no dia 01/05/2002. Ex: Transferência em 20/05/2002. mas não ficará no prejuízo. ou seja. . mas o alienante fica responsável solidariamente. até essa data poderá cobrar tanto do adquirente quanto do alienante. Se o credor foi direto no adquirente. 20/05/2002.47 5 ª Aula . essa transferência é só do ativo? Ou está transferindo ativo e o passivo? Antes do novo CC. Então o alienante poderá ser cobrado até 14/06/2003. Transferência do Passivo: Empresário A e Empresário B. ela ainda não estará vencida. transferir o estabelecimento com as dívidas contabilizadas que também são transferidas. A partir de 20/05/2002 só poderá cobrar do adquirente. O A está transferindo seu estabelecimento comercial para B. mas só vai vencer dia 14/06/2002. por exemplo. o alienante só fica responsável durante um ano a contar da transferência. já foi abatido o valor da dívida. Embora a lei tenha dito que há transferência do passivo. Mas o credor pode sentir prejudicado. somente o passivo contabilizado.

o adquirente só ficará responsável pelo passivo contabilizado. ou seja. quer dizer. não foi informado que o aluguel estava em atraso. isto é um risco do negócio. Este doutrinador não diz se está ou não obrigado. irá comentar um assunto que não está na lei. isso quer dizer o seguinte: se tiver o passivo não contabilizado. o credor poderá cobrar do adquirente? A lei só fala do ativo contabilizado. A interpretação do Professor é a seguinte: “Esta regra é regra entre os contratantes. mas depois de pago entra com ação de regresso. transferiu o estabelecimento e não disse que havia um passivo. O que deve ser destacado é esta expressão. mas o professor entende que o credor vai poder cobrar do adquirente. então quando fala que a transferência é apenas do passivo contabilizado. pois tal assunto pode cair em prova. Fábio Ulhoa Coelho diz o seguinte: “se” o adquirente vier a pagar uma dívida não contabilizada. terá direito a ação de regresso contra o alienante. e o que será dito é fruto de sua imaginação. o adquirente até paga. Se transferido o estabelecimento e por exemplo.” O adquirente do estabelecimento. Em uma prova objetiva deve ser utilizada a interpretação literal. Esta matéria é uma novidade. O adquirente ficará responsável por este pagamento? A lei fala que o adquirente só ficará responsável pelo contabilizado. ele terá ação de regresso contra o alienante. . realmente tomar ciência do passivo quirografário. para se ter uma solução. mas não há essa interpretação literal. se o adquirente vier a pagar. entre eles vai ficar dessa forma. OBS: Fábio Ulhoa Coelho não se posicionou direto. porque este quando compra o estabelecimento tem que se cercar de todas as cautelas. artigo 1146 do CC. desde que o regularmente contabilizado. Em uma prova subjetiva devem ser citadas as duas interpretações. caso o adquirente venha a pagar caberá ação de regresso. Se a dívida não for contabilizada a responsabilidade será do alienante. Artigo 1442 do CC e seguintes tratam do assunto: Importante – “O professor. mas isso não vai valer perante os credores. então o adquirente só vai ficar responsável pelo passivo que estiver contabilizado. responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência. em uma interpretação literal é nessa conclusão que chegamos. ou seja. vamos supor que o alienante é um safado. então ele não paga. mas que será dito. um passivo não contabilizado. mas se pagar poderá entrar com uma ação de regresso contra o alienante.48 Se dentro desse período de solidariedade o alienante for acionado. Na prova o artigo 1146 novo CC deve ser interpretado por esses dois caminhos literalmente e de forma sistemática. antes do novo CC só se transferia o ativo. Waldo Fazzio Junior não trata do assunto. terá que pagar. o adquirente recebe o passivo. A doutrina não trata do assunto. Exceções a Regra: Dois credores não seguem essa regra por terem regras próprias – credores tributários e credores trabalhistas. ou seja.

comprou e passou a morar no local. o fisco terá que cobrar primeiro do alienante. se A foi por exemplo para uma fazenda ficar dormindo na rede. constituindo cláusula do não restabelecimento. Ex: Dívidas Tributárias. . que poderá acionar tanto o adquirente quanto o alienante. Importante: Se o contrato não falar nada. foram cedidas quotas? Não. a freguesia.O credor trabalhista: No artigo 448 CLT.49 1. deixar de ser empresário. Transferido estabelecimento existindo várias dívidas tributárias. Por essas dívidas até a data da transferência responde tanto o alienante quanto o adquirente. Entretanto se o alienante vier a exercer qualquer atividade empresarial naquele período. o fisco poderá cobrar essa dívida do adquirente? 1ª situação: O adquirente não terá nenhuma responsabilidade pelas dívidas tributárias quando não continuar a atividade que era desenvolvida pelo alienante. Então a lei para evitar essa concorrência desleal. como todos o conhecem. depois de adquirido B não explorou a atividade. estabelecer um período de dez anos. Ele terá alguma responsabilidade pela dívida tributária? Não haverá responsabilidade. não poderá se restabelecer no local pelo prazo de cinco anos.A questão é a seguinte: quando se adquire um estabelecimento empresarial. E se B explorou a atividade? Dependerá do que A foi fazer. era um restaurante. falou o seguinte: “Toda vez que ocorrer o trespasse. o que se quer aproveitar do alienante é a clientela. dois meses ou que não há vedação ao restabelecimento”. Transferido o estabelecimento. O adquirente que continuar a atividade. ou então virar empregado comum. aqueles que freqüentavam o estabelecimento adquirido vão migrar para o novo estabelecimento. o fisco pode ir diretamente no adquirente cobrar tributos vencidos. não exerce mais atividade. não há restrições de prazo. ou seja. A transferiu estabelecimento para B. mas o contrato entre o alienante e o adquirente poder dispor de forma diferente. terá responsabilidade direta pelas dívidas tributárias quando o alienante não exercer nenhuma outra atividade econômica dentro dos seis subseqüentes a transferência. não conseguindo deverá cobrar o adquirente.O credor tributário: Para as dívidas tributárias deverá ser analisado o artigo 133 CTN. Trespasse não tem haver com transferência de quotas. a responsabilidade do adquirente será subsidiária. pode montar outro restaurante no local? Artigo 1147 do CC e seguintes . Seria uma concorrência desleal. o alienante não poderá voltar. 2. a responsabilidade do adquirente será direta. a responsabilidade do adquirente será subsidiária. Cláusula do não restabelecimento: O alienante transferiu para B o restaurante. Agora se o alienante montou por exemplo um salão de beleza ou outra atividade. todo aquele mercado em potencial que o alienante já havia conseguido. aquele que vendeu montar outro estabelecimento do lado.

Uma boate em São João da Barra A passou para B. a contar da publicação da transferência do estabelecimento. mas o grande impasse estava no prazo. Essa impugnação deverá ser feita no prazo de noventa dias. B pode montar outro na Usina? Pode. rescindi contrato.” Contrato na Relação de Trespasses: Transferido o estabelecimento. “Resposta a uma pergunta que não tratava da matéria. Não estabeleceu um limite. deve ser analisado e caso concreto. então o adquirente poderá entrar com uma ação de indenização contra o alienante. mesma cidade. só o alienante pode cumprir. pois pagou por um estabelecimento considerando o valor do contrato. a boate é no início da cidade. A pode montar outra no final da cidade? Como a cidade é muito pequena e mal dá para uma boate. Ex: Um restaurante na Afonso Pena. Importante: Deve ser analisado se haverá concorrência desleal. segundo o artigo 1148 do CC. ou seja. Rescindido o contrato. lógico que sendo seguida à base do contrato só mudaram as partes. se voltar para a mesma rua. Podem as partes ir a juízo para verificar se o motivo é uma justa causa. Como é que fica o contrato? Os contratos ligados ao estabelecimento ficam segundo a lei divididos da seguinte maneira: De natureza pessoal e não pessoal: a) Personalíssimo – o adquirente não pode sub-rogar. Ex: Contrato de locação. . mesmo bairro. se mesma região. Mas mesmo no contrato de natureza não pessoal. mas ainda haviam vários contratos sendo cumpridos. passado o estabelecimento o locador não poderá fazer nada. O terceiro no contrato de natureza não pessoal. OBS: A lei não solucionou o problema do voltar. se não houver pode se restabelecer. A questão será resolvida pelo princípio da razoabilidade. pergunta se caracterizaria concorrência desleal uma empresa concorrente de outra. Pois não haverá concorrência desleal. Não há transferência. vendeu para A. não há como ter outra.50 Anteriormente a lei não tratava. não pagar tributos. tendo sempre como norte evitar a concorrência desleal. Se for rescindido o contrato. b) Não personalíssimo – nestes contratos ocorrerá à sub-rogação. segundo a lei. mesmo Estado. mas a jurisprudência e a doutrina já tratavam de tal assunto dizendo que não poderia haver o restabelecimento. o caso concreto deve ser analisado. Se o juiz entender que é. o adquirente acabou não se beneficiando apesar de ter pago por isso ao alienante. se conseguir provar justa causa poderá rescindir o contrato. o adquirente terá prejuízo. A prática de oferecer produtos com valores bem inferiores com objetivo de lutar pela ruína de um concorrente caracteriza concorrência desleal. o terceiro pode não querer cumprir o contrato com o adquirente.

Essa pessoa jurídica tem que ser brasileira. onde existem duas hipóteses onde a sociedade pode ter um sócio: A unipessoalidade incidental ou temporária. a regra base. Outro exemplo: Uma empresa que tem 60% do capital com a União e 40% está com o Estado do Rio de Janeiro. O novo Código Civil vem tratando das sociedades simples de forma bem detalhada. É empresa pública? Sim. será uma teoria geral não serão aplicadas quando existirem regras especiais. Alguns autores citam como exemplo as empresas públicas. que equivalem às antigas sociedades civis e tem o conceito mais restrito. Nem todas as empresas públicas se enquadram na unipessoalidade. S/A subsidiária integral. Original ou permanente – Quando desde a constituição só tem um sócio. necessita de no mínimo vinte sócios. mas desde que no mesmo plano político. ou só entes estaduais.51 SOCIEDADES EMPRESARIAIS: Teoria Geral do Direito Societário: Artigo 981 do CC e seguintes: O que é uma sociedade empresarial? Hoje temos a divisão de sociedades empresariais comerciais e sociedades simples. artigo 251 da Lei 6404/76. mas por algum motivo superveniente ela veio a ter apenas um único sócio. No Brasil hoje a cooperativa tem um mínimo maior que dois para sua formação. pois para ser empresa pública o capital tem que estar 100% na mão do Estado. É uma empresa pública. Unipessoalidade Incidental ou Temporária: Quando a sociedade foi criada ela tinha mais de 1 (um) sócio. Unipessoalidade permanente é uma S/A que só tem um acionista. OBS: Sempre. Mas há também a regra da unipessoalidade. só que a nova classificação tem um conceito mais amplo. eles brigaram e B exercitou o direito de retirada. É uma empresa pública? Importante: A princípio é uma Sociedade Economia Mista. o professor não concorda e dá um exemplo em que não é apenas o Estado lato sensu o detentor de 100% do capital. . será a da sociedade simples. É unipessoal? Não. depois vem tratando das empresariais. ou só entes municipais. Sociedades empresárias equivalem às antigas sociedades comerciais. que tem que ser uma pessoa jurídica. No mesmo nível significa dizer: só entes federais. Ex: Uma empresa pública A que 70% do capital está com a União e 30% do capital está com uma autarquia federal. Pois existem dois sócios. Toda sociedade deve ser formada por no mínimo dois sócios. Ex: A e B são sócios. é uma exceção.

Nada mais . Importante: Da mesma forma tendo affectio societatis. Neste caso se em assembléia geral for verificada existência de um único acionista. Isto quer dizer que vai haver uma ligação entre sócios em razão das qualidades subjetivas de cada um (intuito persona). Em contra partida. a em conta de participação. Devido a essa ligação será que o sócio pode vender sua parte sem comunicar aos demais? Não é livre o ingresso de terceiros. cooperando para objeto social. temos a sociedade de capital onde pouco importa quem é o sócio. e durante esse período a sociedade terá um único sócio.52 A empresa tem que acabar? Não. apenas acontecerá com o consentimento dos sócios. a lei dará outra solução. Existem duas previsões na lei de SA. a partir do momento que vier a ter um número menor do que a lei determina. inciso I. a cooperativa. e a LTDA é de natureza híbrida vai depender do caso concreto. Se dentro do prazo for conseguido novo sócio. assim como a sociedade em nome coletivo. Alguns livros arbitrariamente dizem que a sociedade simples é de pessoas. neste caso a responsabilidade do acionista que era limitada passará a ser ilimitada. é uma sociedade puramente de capital.Quanto ao Ingresso de terceiros: Uma sociedade de pessoas é a que leva em conta a figura dos sócios. ou seja. Ex: Vale do Rio Doce. para haver mudança dos sócios é necessário consentimento dos demais. a única coisa que interessa é a capacidade contributiva. IV do CC – Se o fenômeno ocorrer em qualquer outra sociedade. não haverá como desenvolver a atividade. qualquer um pode comprar uma ação. Se chegar no ano seguinte e verificar que ainda só há um acionista. sociedade comandita simples. a atividade continuará normalmente. letra d. os sócios irão cooperar entre si para explorar o objeto social. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES: A distinção entre sociedade de pessoas e de capital é a mais importante classificação é a que é cobrada em provas. se não conseguir passará a ser irregular e deve ser extinguida. Já a sociedade anônima é de capital como a comandita por ações. a companhia deverá ser dissolvida. ele terá até a assembléia geral do ano seguinte para conseguir mais um acionista. Outra previsão de unipessoalidade para sociedade por ações é o artigo 1033. A diferente é que são meros investidores e sem empreendedores. É se tornar sócio daquela pessoa por motivos de cunho pessoal. se continuar estará de forma irregular. Se não tiver o affectio societatis em uma sociedade de pessoas. o intuito persona e o affectio societis que são os aspectos preponderantes. A lei dá um prazo para conseguir um novo sócio. Quando há affectio societatis. terá um prazo de 180 (cento e oitenta) dias para adquirir um número suficiente. Affectio Societatis é o sentimento de cooperação social. 1. No artigo 206. se não conseguir tem que extinguir a sociedade e se quiser exercer a atividade deve fazê-la de forma individual.

A comandita simples. Se o contrato social não falar nada. mas se nesse mesmo contrato. serão sociedades de pessoas: 1. porque no contrato social da sociedade comandita simples pode estipular o seguinte: Os sócios podem alienar sua parte para terceiros independentemente do consentimento dos demais. Fábio Ulhoa Coelho neste ponto foi preciso. no final. o Prof. ela é de pessoas ou de capital? Deve ser analisado o artigo 1057 do novo CC. (Em prova. Essa sociedade comandita simples será de capital. colocar as duas. Mas no caso concreto o contrato social pode preferir a subsidiária lei de S/A.A em nome coletivo. O contrato social não fala nada sobre vender as cotas para terceiro. Parágrafo Único – Se o capital das LTDA for omisso. pois nós temos as regras para as limitada que vão do artigo 1052 ao 1087 do novo CC. a solução conforme este artigo está no capital das sociedades simples. se não dissesse nada seria de pessoas. então a sociedade LTDA em regra vai ser de pessoas. Em prova objetiva deve ser escolhida a forma literal). 2.Comandita por ações. está disposto que a esta sociedade aplicam supletivamente as regras da Lei de S/A. essa interpretação busca a real vontade dos contratantes. só quando contrato social prevê. pelo novo Código Civil conforme descrito. Em regra serão sociedades de capital: 1. aplica-se a lei de S/A e não de sociedade simples.53 equivocado. salvo disposição em contrário que será para todas e não apenas para a LTDA. O problema maior está na sociedade limitada. regra de hermenêutica dos contratos. se não falar nada que deve ter autorização de ¾.A simples. no artigo vem dizendo. OBS: A Natureza Jurídica é pela regra. se o contrato social não falar nada. O artigo 1053 do CC fala o seguinte: Se quiser procurar um caso para sociedade LTDA e não encontrar nesse artigo. Este artigo diz que o sócio pode vender sua parte para quem já é sócio. será aplicada a regra da sociedade simples. mas o contrato social pode dispor de modo diferente. . 2.A em conta de participação.Sociedade Anônima ( S/A). independentemente da aquiescência dos demais. é uma sociedade de pessoas. Regra. se os sócios colocam no Contrato Social: a esta sociedade serão aplicadas supletivamente às regras de S/A. e escolher uma como posição. Vai poder vender para terceiro quando conseguir autorização de sócios que representem ¾ do capital social. O artigo que vai cair na prova além do artigo 966 é o artigo 1053. Existe outra possibilidade de interpretação. 3. deve procurar a regra subsidiária. 4. não necessitando da aquiescência dos demais. os sócios querem fazer parte de uma sociedade de pessoa ou de capital? De capital. porque é de sua importância. Existe uma regra onde.

desde que cumpridos três requisitos para o menor ser acionista: 1º requisito – Para o menor ser acionista é que as ações que ele iria titularizar estivessem completamente integralizadas. O menor não poderia ser sócio antigamente das sociedades reguladas no código comercial. Então ele poderia ser acionista? Poderia. se não estiverem integralizadas na verdade vai dar uma dívida para ele (.É que o menor não exercesse cargo de administração. se o menor pode ser sócio.) você tem que dar já as ações completamente integralizadas. poderia exercer no seu lugar? Não. que era um dos artigos mais difíceis de compreender. Eu vou perguntar se um menor pode ser sócio. de jeito nenhum. antes do novo CC tinha o artigo 308 do código comercial que proibia o menor de ser sócio da sociedade em nome coletivo.. não pode um garoto de três anos de idade sentar-se na mesa da presidência para presidir uma reunião de diretoria. o 974 do NCC. Iria votar em quem? Qual candidato? . Já disse que o estudo sobre se um menor poderá ou não ser empresário. aquele artigo 974. Isto está previsto no artigo 974 do novo CC. Ele não poderia ter dívida. isto é óbvio. Evidente. E o pai dele poderia? Poderia fazer o seguinte: “Exercer a administração não em nome do menor. as ações apenas do menor precisariam estar integralizadas. na antiga capital e indústria e na sociedade em conta de participação. que foi revogado.54 6 ª Aula . ele não poderia exercer cargo de administração. ele pode receber o crédito na ação integral. implicitamente. Mas agora eu não vou perguntar se um menor pode ser empresário. 2º requisito . o menor pode ser sócio? O artigo 308 do Código Comercial. o menor não poderia ser sócio por força do artigo 308 do código comercial. nós já trabalhamos nele. aquele artigo que nós discutimos aqui. mesmo porque. desde que as ações que ele fosse titularizar estivessem completamente integralizadas. O menor não pode contrair obrigações. autorização judicial. Esta função. ou seja. Aquelas que eram reguladas pelo código comercial. Aquele artigo complicado. que o pai dele exerce. E aí. poderia exercer a administração em nome próprio”. O que ele iria pegar? Ele iria pegar as ações do menor.. da comandita simples. porque do contrário. Eu vou perguntar apenas agora. você estaria dando uma dívida para o menor. poderia ser sócio de uma LTDA? Poderia ser sócio de uma S/A? O STF pacificou entendimento de que o menor poderia ser acionista sim. mas ele dizia o seguinte: “O menor não pode ser sócio. E o menor. iria votar em nome do menor. Porque isso? Você vai dar um lote de ações para o menor. Esse era o 1º requisito. ele não poderia ter cargo de administração. sócio não é empresário.14/06/2003 Menor Sócio: Vamos começar a falar sobre o menor sócio.

aí ganha e o pai vai representá-lo? Não. porque não precisa ser diretor de uma companhia. Não adianta nada numa sociedade formada aqui por nós seis. “Como professor? Porque na S/A só as ações dele devem estar integradas e na LTDA todo capital tem que estar integralizado? Porque isto? ” Porque na LTDA os sócios respondem de forma solidária. Já vimos que ele poderia ser sócio de uma S/A. que é o candidato. e prestigiado dentre outros pelo Fran Martins. O menor vai ser candidato. iria exercer. 3º requisito .55 Nele. existe solidariedade entre acionistas? Não. poderia ser sócio? Foi até objeto de uma prova da Defensoria Pública no ano passado. basta utilizar as ações do filho. como de fato exerce. ser acionista. Então o menor não pode exercer cargo de administração. nem indiretamente.É que o menor esteja assistido ou representado na forma da lei. aí eu falei: “O STF e o Fran Martins entendem”. Essa é a posição amplamente dominante. Ele iria exercer a administração. O que isto quer dizer? Convocação de acionistas para deliberar em assembléia geral. O menor de três anos vai votar? Não. o entendimento pacificado em sede do STF. uma das últimas perguntas. utiliza as ações do menor para votar nele mesmo. ele vota assistido pelo seu assistente. o examinador disse: não precisa nem responder. nem mesmo através de seus representantes. Por isso que na LTDA. em nome próprio. Vou votar para o conselheiro. Aí iria votar nele. Quais são os três requisitos? 1º requisito – Que todo capital da sociedade esteja integralizado. E na S/A. é que sim. na S/A só as ações dele. Mas ele iria exercer em nome do menor? Não. para responder por aquilo que elas não integralizaram. foi objeto da minha prova oral do Ministério Público. na prática. todos os sócios tem que ter integralizado sua quota. Cada um só responde pela sua parte. E de uma LTDA. todo capital tem que ser integralizado para o menor entrar. passa para outra. Poderia o menor ser sócio de uma LTDA? Bom. Então para o menor entrar nesta sociedade. pelas suas ações. a minha quota está integralizada. vota nele e aí ele é o diretor. É o pai. “fiscal tal” impossível! Quem que vai votar em nome dele? O seu representante legal ou se ele for relativamente incapaz. Ele queria . o credor pode acionar qualquer um dos sócios. eu sou o menor. e na S/A não. não é nada disso. Estes são os três requisitos. pacífico em sede jurisprudencial e doutrinária. ou seja. Poderia o menor então ser sócio de uma sociedade LTDA? Já vimos que não poderia ser sócio das sociedades previstas no código comercial. Todos por quê? Porque existe a solidariedade. Então o menor tem que estar representado ou assistido na forma da lei. desde que preenchidos os três requisitos. E se a quota delas três ali não estiver? Porque como a responsabilidade é solidária.

00. ele está quase sozinho. disseram: você é louco! Fica pensando no Requião que é minoritário? Não. eles queriam o minoritário.000. porque aí que não ficaria com nenhum risco no seu patrimônio particular.00. eu avisei. todo mundo integralizou. Então o Requião caiu na prova da Defensoria e o gabarito era a tese do Requião. o menor vai ficar com risco para o seu patrimônio particular.00. Ele deveria dizer o seguinte: se existe um menor em uma LTDA.00 de cada um. E ele pode exercer cargo de administração? Um dos fundamentos é este.000. Ele está sozinho não. 2º requisito – Os mesmos da S/A. e com estes R$200. Então. acho que ele errou. o menor não pode ser sócio de uma LTDA.00.000. qualquer sócio pode ser acionado. mas o gabarito da prova era a posição dele. . acabou.00. 20. porque sempre perde o patrimônio particular dele”. O Requião é sempre Requião. integralizei meus R$100.000. Por isso eu entrei.000. dei 20.00.00. mas no final.000.000. por maioria ficou resolvido que o capital vai ser aumentado para R$600.000. Na prova da Defensoria. Que ele participe. Porque os sócios são responsáveis apenas pela integralização do capital social. a outra também fez a mesma coisa. “não esqueçam da tese do Requião”.00. pimba. estão descobertos R$200. Lá na prova da Defensoria foi diferente. do capital estão lá. A possibilidade da aplicação da desconsideração não geraria risco para o menor? Não.000. Para o professor Rubens Requião. mas concluir que para aumentar o capital social que uma sociedade LTDA.000.000.00. sobretudo em um eventual aumento de capital social e a partir deste entendimento. Ela fez a mesma coisa. acabou. 20. e havia na época. E quando eu falei no STF e o Fran Martins. um dos requisitos da LTDA. mas elas duas não integralizaram o capital social que agora é de R$600. não exercer cargo de administração e gerência. Não que o menor não possa participar. aí eu o menor. eles não queriam a majoritária. este era o gabarito da prova lá da Defensoria. todo mundo tem que integralizar imediatamente à ação. inclusive o menor. vai ficar com risco para o seu patrimônio particular”.000. 20. porque desconsideração só abrange quem age com fraude. o Requião concluiu o seguinte: “O menor não pode ser sócio de uma LTDA. 3º requisito – Estar assistido ou representado na forma da lei. ou seja.56 saber se eu sabia se a posição do STF era majoritária. Então sempre haverá risco para o patrimônio particular do menor em razão da solidariedade. eventual aumento de capital social deve ser imediatamente integralizado. Porque o menor não pode ser sócio de uma LTDA? Qual o raciocínio do Requião? Se tiver todo capital integralizado. agora mais R$100. Depois que integralizou. o menor tem algum risco pessoal? Têm ou não têm? Em princípio não. mais R$100. os R$ 100. Imaginem o seguinte: Essa sociedade tem capital de R$ 100. Mas o Requião entende o seguinte: “Sempre o menor vai ser responsabilizado. ela deu os R$20. A fundamentação está perfeita. vocês integralizaram R$20. ou seja. finalizou. eu sou o menor. Porque se não fizer isto. Quanto está integralizado? R$400. Eu acho que o erro dele foi só aí.00. Eu só acho que o Requião errou aí no final.00.

e deixou tudo o que ele tinha para o Caio. que deram o maior golpe no mercado. O empresário individual tem responsabilidade o quê? Ilimitada. Para participar destas outras sociedades. porque eu posso permitir. hoje o menor pode participar de qualquer sociedade. o artigo 308 do código comercial não persiste no novo CC. tem algum problema? Só no caso da LTDA. ele nunca viu aquilo na vida. Tem vários sócios. na esteira do raciocínio desenvolvido pelo artigo 974 do novo CC. de forma ilimitada. Não traz nenhuma proibição. Aí os credores vão em cima desta sociedade e não conseguem receber. Então. Um monte de pilantras. Aí ficou maior ainda. Vão em cima de quem? Dos sócios. quer dizer. que a responsabilidade é ilimitada. Quer dizer. Então para muitos. A responsabilidade na sociedade em nome coletivo é o quê? Limitada ou Ilimitada? Ilimitada. e não mudou nada para a S/A. e ainda vai atingir o patrimônio que ele tinha. ou seja. Por quê tem que ter? Porque a responsabilidade lá é ilimitada. uma verdadeira devassa no patrimônio do incapaz. eu entendo que o menor não pode ser sócio em nenhuma sociedade em que ele venha ter responsabilidade ilimitada. antigamente tinha a proibição do artigo 308 do código comercial. Então toda vez que ele for sócio com responsabilidade ilimitada. em nome coletivo. Para ser empresário individual tem que ter autorização judicial. não vai ter requisito nenhum. porque na LTDA eles têm a responsabilidade solidária.57 O que é necessário para o menor na S/A? Não há problema nenhum. porque o artigo 974 não trata de menor sócio. que um menor seja sócio de uma sociedade em nome coletivo. que já tinha um patrimônio enorme. seria um contra-senso. mas. E o quê que eu venho entendendo? Importante: Eu venho entendendo o seguinte: “Que embora não haja nenhuma proibição expressa. como é que ficamos? Não mudou nada para as LTDA. O professor Fábio Ulhoa. há quem sustente tese contrária que para participar de uma sociedade com a responsabilidade ilimitada. também tem que ter a mesma autorização judicial. Olha que absurdo! Tício morreu. Os sócios malandros fugiram. aí o menor passou a ser sócio da sociedade em nome coletivo. trata de menor empresário. Mas o quê aconteceu com este artigo? Foi revogado? O novo CC traz alguma proibição?Não. então. então. todo patrimônio. artigo 974 do novo CC. Salvo se tiver autorização judicial”. Aplicando analogicamente qual artigo? O artigo 974 do novo CC. Analógica. E com o novo CC. disse o seguinte: “O artigo 308 do Código Comercial não foi reiterado pelo o novo CC. comandita simples. Qualquer sociedade? Mas isto seria um absurdo! Por que um absurdo? Para ser acionista ou para ser cotista. diante da revogação do código comercial. Tudo isso para preservar o patrimônio do incapaz. foram as quotas de uma sociedade em nome coletivo. porque se tiver aumento de capital social na S/A. para ele ser empresário individual. Quem ficou? O menor que vai ter que pagar uma dívida enorme. em princípio o menor pode ser sócio . o menor tem que ter autorização judicial. por aplicação analógica do artigo 974 do novo CC. menor de sete anos. e a comandita simples. a em nome coletivo. vai ser atingido o patrimônio que ele recebeu de herança. aplicação analógica. tem um monte de requisitos e a responsabilidade deles lá na LTDA e na S/A é responsabilidade limitada. entre as coisas que o Tício deixou.

CÔNJUGES SÓCIOS: Marido e mulher podem ser sócios? Não. Na doutrina eles ainda não tesceram a este detalhe. Se o marido contrai um monte de dívidas na prática da sua atividade. eu perderei R$20. Então eu não posso dizer se ele concorda ou se não concorda. Mesmo porquê. podem ser sócios os casados pela comunhão parcial de bens? Pode os casados pela separação contratual? Pode. a única coisa que difere do que eu estou falando. essa sociedade der errado. jurisprudência a gente nunca vai ver. eu entendo que tem autor judicial aplicando a analógica. O Amador tem algumas posições meio escabrosas. porque a lei civil já diz que eu sou sócio de minha esposa de todo meu patrimônio. Se por acaso. trabalhando em sociedade com a esposa. mas eu sou um cara moderno e não quero deixar minha mulher em casa e vamos trabalhar juntos formando uma sociedade LTDA. O marido que é empresário individual e tem responsabilidade ilimitada.000. Eu não posso querer limitar isso. Como é que eu vou agora dizer que sou sócio dela só de um pouquinho? . Eles não podem ser sócios quando estiverem casados pelo regime de comunhão universal ou separação legal de bens. é que para ele você não aplica analogicamente o artigo 974.58 de qualquer sociedade. É um verdadeiro contra-senso. Parou aí. posso arriscar apenas parte do patrimônio. OBS: Separação legal de bens não é aquela separação de pacto antenupcial. agora. O artigo 974 é para o menor empresário. Quem está falando hoje em dia não está aprofundando. então o que acontece: “um dos dois tem que trabalhar. existe sociedade em nome coletivo hoje? Existe sociedade comandita simples hoje? Não tem. O Amador erra na aplicação do artigo 974. ele não aprofunda a questão. Olha só. mas aplica este artigo para o menor sócio de forma analógica. Então ele diz que só vamos conhecer na prática. Então toda vez que for ter responsabilidade ilimitada. É a única distinção do meu fundamento para o fundamento dele. posso limitar a responsabilidade.000. se eu sou casado com ela pelo regime de comunhão universal. Eu digo que não.00.00 e o patrimônio do casal é de R$500. E porque isso? Na comunhão universal. Eu agindo sozinho eu arrisco todo o patrimônio do casal. porque a responsabilidade é de sociedade e não dos sócios. Por hora. o outro tem que ficar em casa cuidando dos filhos”. O Amador Paes de Almeida manda aplicar analogicamente o artigo 974 do NCC.00. Olha que malandragem! Eu sozinho arrisco tudo (todo patrimônio do casal). É aquela imposta por lei. Existe o artigo 974 só para isto. porque a atividade do marido é em benefício da família (estatuto da mulher casada. mas concordei com ele nesta. porque eu sou sócio de minha esposa de tudo. O marido não pode ser sócio da esposa em nenhum tipo de sociedade se casado pelo regime de comunhão universal ou de separação legal de bens. com capital social de R$20.000. a lei civil já diz que eu sou sócio dela de todo meu patrimônio. o credor pode acionar apenas a meação do casamento ou pode acionar todo o patrimônio do casal? Pode acionar todo o patrimônio do casal. entendimento da jurisprudência do STF e STJ).

respeitando as situações já consolidadas (direito adquirido. Nesse caso. Ele comprou uma franquia da Mormay. a jurisprudência vinha admitindo a aplicação da Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. ele usou a lei comercial para burlar a lei civil. 50% das quotas dele e 50% das quotas dela. Ela se interessou em transferir parte de seu patrimônio para a sociedade por ter muitos benefícios tributários como imposto de renda. se apaixona perdidamente por Pedro de 21 anos de idade. outro sócio. mas a lei não é trouxa. Juntamente ia uma carta do escritório de advocacia. Nós estamos tratando de um ato jurídico perfeito. É história. 50% do patrimônio líquido da sociedade é dele. etc. então ele não queria separar para não perder metade das quotas. A lei civil falou que eles não podem ser sócios. integralizando a sua parte”. ato jurídico perfeito. Ela é milionária e ele não tem onde cair morto”. ela recebeu uma carta dele dizendo que não queria nada que fosse dela e sim. Eles se casam e Pedro se vira para a esposa e diz que vai montar uma sociedade de fundo de quintal de capital social de R$10. etc. já é sócio de tudo. participar da integralização do capital social. tudo que era dele. pode casar. então não há que se falar em modificação da sociedade. dissolvida à sociedade. coisa julgada). ato jurídico perfeito. Vão ter que dissolver a sociedade? Tem muito marido malandro que está louco para se livrar da mulher. Ela já tinha transferido 80% de seu patrimônio para a sociedade e com a separação ele conseguiu levar boa parte do patrimônio da viúva carente. pois na época que o contrato foi celebrado estava de acordo com a lei. XXXVI. Nessa sociedade que eles montaram. convidando para comparecer ao escritório para tratar da “Dissolução de Sociedade Empresarial”. mas a mulher era sócia. é balela. Se é casado pelo regime de comunhão universal de bens. a partir desse entendimento. Qual é a ratio legis da separação legal? A separação legal é diametralmente oposta.00. As situações consolidadas podem sofrer alguma influência pela nova regra do novo CC? Não. tributação. artigo 5º. . surfista e marombeiro. aí hoje alguns maridos malandros falando para a mulher que a lei proíbe a sociedade de cônjuges. O novo CC tem que ser aplicado. É o dever mais importante de todos os sócios. para trabalhar com pranchas de surf. Alguns dias depois. ou seja. mas casa pelo regime da separação legal. precedente do TJ/SP. carente e cheia de amor para dar. mas tem que respeitar a CF/88. Mas a lei proíbe o amor? Não. mas pode ser sócio na vida empresarial. querendo que transfira os bens para o nome de um filho. burlaram o regime legal de casamento que o da separação legal. 50% das quotas pertencem a ele e por conseqüência. ou seja. Agora o legislador colocou o impedimento na lei. imposta. OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS: Uma obrigação que eu acho interessante é a obrigação do sócio de participar da formação do capital social. Imaginemos o seguinte: “Temos uma senhora com 69 anos de idade.59 Então. Com o tempo. viúva há quinze anos. Essa é a ratio legis da comunhão universal. Não pode ser sócio na vida civil. Ele começa a convencê-la a transferir parte do patrimônio dela para a sociedade. o relacionamento terminou e ela disse para ele sair somente com a roupa do corpo. Diz a doutrina: “Dever primordial dos sócios e contribuir para a formação do capital social. não é sócio só de um pouquinho. E as sociedades que já existem nessa situação? Diz o novo CC que os empresários tem que adaptar as novas regras no prazo de um ano.000.

O sócio de serviço é incompatível. bens ou créditos. O sócio de serviço está previsto na sociedade simples.000. Mas o entendimento que deve prevalescer é o segundo. na comandita simples e na sociedade em conta de participação também é possível o sócio de serviço.00 de cada um a sociedade não tem como gerenciar suas atividades. ele foi expresso no artigo 1055 do novo CC. Quando ele não quis o sócio de serviço ele foi expresso. se esta não pagar. quando o legislador não quis o sócio de serviço ele foi expresso. e o comanditário com responsabilidade ilimitada a integralização de suas quotas”. menos a LTDA que ele foi expresso. Então. OBS: Até aí tudo bem. na sociedade simples está expresso que pode e por aplicação subsidiária na sociedade em nome coletivo. ou seja. É possível o sócio de serviço nas outras sociedades? Em nome coletivo? Comandita simples? Em conta de participação? Importante: O novo CC estabeleceu as regras da sociedade simples como uma regra geral e a partir daí tratou das demais sociedades. sendo um o comanditado com responsabilidade ilimitada. Aparentemente é incompatível. (Endossar uma nota promissória no valor da quota-parte). da sociedade capital-indústria que é aquele que contribui apenas com o seu trabalho).00 de cada um. Quando o legislador quis proibir. afirmando que não pode o sócio entrar somente com serviço. Tem que entrar com dinheiro. o sócio que endossou a nota promissória vai ter que pagar e 4º através de serviços (antigo sócio de indústria. na sociedade comandita simples. contribuindo com bens etc. porém eu tenho que fazer uma observação porque não é possível sócio de serviço na sociedade S/A. 2º) É possível ter sócio de serviço nessas três sociedades. tais entendimentos podem surgir: 1º) Não tem previsão de sócios de serviço para nenhuma dessas sociedades. Que lá vem dizendo: “Na sociedade de comandita simples tem dois sócios. Quando o legislador quis proibir. pois estes têm que ser avaliados. dos R$25.000. Então pode surgir o 1º entendimento de que o sócio de serviço é incompatível com as sociedades em nome coletivo. proibindo. na sociedade em conta de participação? Não. Ele colocou essa proibição na sociedade em nome coletivo. Então a mensagem do legislador é no sentido de que é possível sócio de serviço nessas três sociedades. por força do artigo 1055 do novo CC. comandita simples e em conta de participação. Sem essa integralização de capital. você aplica o capítulo das sociedades simples. porque ela é tratada por lei especial e não tem previsão lá.60 Vamos montar uma sociedade de quatro pessoas com R$25. Você pode contribuir para a formação do capital social em 1º dinheiro em 2º bens economicamente apreciáveis. Se os capítulos dessas sociedades forem omissas. . Onde é que entra o sócio de serviço? Não entra. ou seja. Ainda mandou aplicar subsidiariamente as regras da sociedade simples. Só tem na sociedade simples e como não tem previsão. Como é que a lei prevê essa contribuição? Só em dinheiro? Não. Quando? Lá na sociedade LTDA. É claro que quando a sociedade for cobrar da devedora. que são sociedades que tem sócios de serviço. pode ser através de 3º créditos. em princípio essa seria até incompatível com essas outras sociedades. Por quê? Porque quando dentre as sociedades reguladas pelo novo CC. E não é possível sócio de serviço na sociedade LTDA. ele proibiu (artigo 1055 do novo CC) em todas as sociedades.

pode pedir lucros cessantes. ele pode ser privado dos lucros e até mesmo ser excluído da sociedade. Nesse caso não é viável. o sócio de serviço não pode trabalhar em outra coisa. porque o sócio de serviço vai receber muito dinheiro. Ex: A sociedade contava com o dinheiro para participar de uma licitação que não teve nem vencedor.00 dos R$20. se não tiver executado o crédito. se o sócio não pagou.São eles: 1º caminho – Ex: R$100. daí se a sociedade tivesse entrado iria vencer. ele é devedor. mas também a multa se prevista no contexto.000. se o sócio remisso A integralizou somente R$10. Ele só pode trabalhar em outra coisa se tiver expressamente autorização do contrato social.000. A sociedade vai cobrar através de uma ação de execução. Do não cumprimento da integralização do capital social: Diz a lei que o sócio de serviço tem que dar exclusividade. Então ao invés de admitir como empregado. etc. sociais. é chamado de sócio remisso (não cumpriu com sua principal obrigação). não sendo interessante para os outros sócios. Conseqüência para o sócio que não integralizou o capital social: A sociedade pelo artigo 1004 do novo CC. etc.00 de capital social. admitiu como sócio. O quê vai acontecer com o capital social da sociedade que era de R$100. e sim.00 que deveria. Mas fica muito caro contratar esse engenheiro tendo que pagar os encargos trabalhistas.000. juros compensatórios. Porém. a primeira opção é executar o sócio que não integralizou o capital social. Então. vai receber a média do que todos os outros sócios recebem. Além de executar. Além dessas opções. A sociedade pode excluir o sócio remisso. a lei fala que a sociedade pode optar por dois outros caminhos.000. só que não precisaria pagar 13º salário. ou seja. juros moratórios. . Se o sócio de serviço não der exclusividade. porque agora o sócio de serviço que entra na sociedade.00? Vai reduzir para R$80. ia ter um lucro tal por mês. OBS: A sociedade pode executar não só o valor que o sócio ficou de integralizar. Era o seguinte: Temos uma sociedade de arquitetura e temos que contratar um mega engenheiro para trabalhar por dois anos em um empreendimento. Ele ia receber a mesma quantia por mês. se a mora dela causou um prejuízo. porque o contrato social é considerado título executivo extrajudicial. a lei também permite que se proponha uma ação de conhecimento pedindo até uma indenização.000.00.000.61 Por que na prática não vai haver sócio de serviço? O sócio de serviço ocorria antigamente para socorrer a lei trabalhista e previdenciária. Se o contrato social não disser nada. Hoje essa não é mais possível.00. Esse sócio é logo xingado. ele não vai receber quando o contrato disser. Sócio A não integralizou seus R$20. nesse caso pode reduzir a participação dele com diminuição do capital social.

000.00. conforme o artigo 1058 do novo CC: Os R$17. ou integraliza tudo ou nada. número e grau. quando a integralização for parcial. basta que a parte dela seja integralizada por um sócio ou por outra pessoa. Como é que faz isso? Os demais sócios ficam com a parte não integralizada ou até mesmo um terceiro e aí o capital social permanece íntegro. pode ser excluído pelos demais sócios.000. mas na sociedade LTDA. tanto é que nós temos a previsão do artigo 1029 do novo CC. OBS: Na sociedade LTDA o sócio que não integralizar na sociedade. Então na sociedade LTDA só tem uma opção.00 de cada sócio. há também as outras opções estudadas anteriores. Bianca será excluída. O dinheiro que Bianca integralizou será devolvido.00. Importante: Bom. formada por cinco pessoas. que era de 100 e caiu para 90. além dessa possibilidade. pois só serve R$20. Olha o que diz o artigo 1029 do novo CC que é a regra geral: Se essa sociedade for por prazo determinado.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser executada. Olha a opção que é dada na sociedade LTDA e eu concordo em gênero. ou seja. Os demais sócios tem que concordar com ela? Tem que permitir a saída dela? Para o direito empresarial não podem.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação np montante integralizado com reflexo no capital social. Maria não falou que ia ser sócia? Falou. Ex: Vamos montar uma sociedade de cinco pessoas com capital de R$20. A palavra é para ser cumprida. ela só integralizou R$17. porque acordou de mau humor? .00. 3ª conseqüência – Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação no montante integralizado sem reflexo no capital-social. os juros contratuais.00. Bianca não integralizou seus R$20.000. por exemplo.000. Se ela contratou com a sociedade. as despesas com alteração de contrato e essa exclusão pode ser com ou sem diminuição do capital social. decisão esta em assembléia ou reunião. a sua participação vai ser de 10. abatidos a multa contratual. mas sem reduzir o capital social. Na sociedade LTDA. DIREITO DE RETIRADA: Um exemplo: Uma sociedade em nome coletivo.000.62 2º caminho – Excluir o sócio remisso ou reduz sua participação no montante integralizado. os outros sócios podem preferir a exclusão dele. Resumindo: 1ª conseqüência . Maria acordou de mau humor e disse que não queria ser mais sócia e que queria sair. olha o entendimento que é possível na sociedade LTDA. esta sociedade tem validade até maio de 2004. para variar tem uma regra especial para as sociedades LTDA. ela não pode decidir que não quer mais ficar como sócia. só se integralizou 10 em vez de 20. Maria pode sair antes de maio de 2004. 2ª conseqüência .

ou seja. E se notificar com prazo de antecedência de 60 dias e os outros sócios mesmo assim não quiserem liberá-lo? O sócio vai ter que entrar com uma ação. Ah! Professor. porque havia alteração do contrato. ela tem que provar justa causa. Na sociedade por prazo indeterminado. por questão até de família e não quer ver o outro nem pintado a ouro. mas desde que notifique com antecedência de 60 dias. a regra do artigo 1029 do novo CC. Qual é o artigo que eu falei para vocês que vai cair na prova? É o artigo 1053 do novo CC (temos que decorar até a vírgula deste artigo). Não fala em sociedade por prazo determinado e por prazo indeterminado. Existe alguma cooperação entre eles? Sim. ela vai poder exercer o direito de retirada. Então se o sócio não concordar com qualquer coisa. o sócio não precisa alegar nada. O legislador falou demais. O artigo 1077 fala que o sócio pode se retirar toda vez que ele não concordar com alteração contratual. não para provar justa causa. Também temos uma regra especial para a sociedade LTDA. porque os outros sócios não concordaram. porque transformação gera mudança de contrato? Fusão gera mudança de contrato? Incorporação gera mudança de contrato? Gera. ele poderia sair na hora de prorrogação. o sócio vai ter que cumprir ou alegar justa causa. mas sim para provar que notificou com antecedência de 60 dias. fusão e incorporação. você pode aplicar as regras da sociedade e no que se refere ao direito de retirado o capítulo dos LTDA não foi omisso. O que diz o direito de retirada para a sociedade LTDA? O direito de retirada para a sociedade LTDA está no artigo 1077 do novo CC. Se não tiver alteração no contrato e um sócio está doido para sair da sociedade LTDA e essa sociedade é por prazo indeterminado. se for sociedade por prazo determinado. qualquer alteração no contrato. Importante: O sócio pode sair da sociedade por prazo indeterminado. Não é porque ela não esta mais afim. Isso se for sociedade por prazo indeterminado. ele poderá exercer o direito de retirada. A pessoa quando não mais quer permanecer sócia na sociedade. o prazo de 60 dias para notificação vale para o artigo 1077? O quê o artigo 1053 do novo CC fala? Quando o capítulo dos LTDA for omisso. o legislador nem precisava ter colocado transformação. regra especial.63 Maria só vai sair se os outros sócios permitirem ou se ela conseguir provar judicialmente. o sócio vai ficar até quando nessa sociedade? Até o resto da vida? Não. O que seria quebra de Affectio Societatis o fato de Maria ter saído na ignorância com outro sócio. e aqui peço a atenção de vocês. Na sociedade por prazo indeterminado. ao final desse prazo. a lei criou um mecanismo para proteger os interesses da sociedade e dos demais sócios. como justa causa. OBS: A jurisprudência considera quebra de Affectio Societatis. Choveu no molhado! O quê o artigo 1077 do novo CC fala? Fala que o sócio pode toda vez que não concordar com uma alteração do contrato. desde que notifique com antecedência de 60 dias. o legislador abstrai. A quebra do Affectio Societatis (sentimento de cooperação) é causa para o exercício do direito de retirada (artigo 1029 do novo CC). porque se fosse por prazo determinado. Nesse caso. dará justa causa. daí. aí diz a Constituição que ninguém pode ficar preso a ninguém para eternidade. o senhor está errado! Está escrito aí é se ele não concordar com uma fusão. com uma incorporação ou com uma transformação. Sendo por prazo indeterminado. pode ser aplicado ao artigo 1077. .

Tanto por um lado. só quis tratar do direito de retirada nas questões relativas a divergência da alteração do contrato social. sempre vai ser aplicado para a sociedade LTDA. E como não tratou das outras hipóteses. mas se o examinador não gostar desse raciocínio. ou seja. Sobre esse assunto Rubens Requião não pode mais ser lido. Faz a panelinha dos sócios remanescentes e vamos votar para ver se pode ou não propor a ação para provar judicialmente a justa causa. você aplica o artigo 1029 à sociedade LTDA. OBS: O artigo 1077 do novo CC é exemplificativo porque não limita o direito de retirada nessas hipóteses. conforme o parágrafo único do artigo 1053. Você não vai ter que passar necessariamente pelo crivo do artigo1053. porque é só ler. como é um direito. O entendimento amplo e majoritário é que o direito de retirada. Então seja passando pelo artigo 1053. foi omisso em relação ao direito de retirada. aliás. claro que não pode contar o sócio que se pretende excluir. Só não seria aplicado em uma hipótese. porque ele é aplicado independentemente de outra previsão legal. só não será aplicado à sociedade LTDA se no contrato social mandar aplicar a lei de S/A. você aplica o artigo 1029 do novo CC. Eu falei da hipótese do sócio que quer sair. desde que essa ação seja aprovada pela maioria dos sócios. é a outra causa prevista em lei para as LTDA? O artigo 1077 do novo CC. É possível a expulsão do sócio? Já vimos que é possível a expulsão do sócio quando ele é chamado de sócio remisso. pode jogar no lixo. e eu vou mais além. porque o capítulo dos LTDA não tratou de todo instituto do direito de retirada. Ele só tratou do direito de retirada quando ocorrer divergência na alteração do contrato social. Então o artigo 1029 do novo CC. os outros sócios podem colocá-lo para fora? É possível expulsar o sócio? Regra do artigo 1030 do NCC. o capítulo dos LTDA. o sócio pode exercer direito de retirada”. ou somente nesses casos? Não. como por outro. ele não pode ser é restringido.64 porque tem o artigo 1077. . porque o artigo 1077 é exemplificativo. Tudo isso é novidade. é um direito material. Nesse caso. quando ele integraliza direitinho. E na S/A tem direito de retirada? Tem e está no artigo 137 da lei de S/A. Ele tratou da outra hipóteses de direito de retirada? Não tratou. você vai concluir que o artigo 1029 pode ser aplicado nas sociedades LTDA. Mudou tudo completamente. ou seja. a gente até passa pelo artigo 1053. que eu não vou tratar com vocês. os sócios diriam que não querem o capítulo das sociedades simples O artigo 1029 do novo CC. quem tiver livro velho sobre esse tema. Então o capítulo dos LTDA. O artigo 1029 traz em sua redação: “além dos outras causas previstas em lei e no contrato. O artigo 1029 é aplicado além dos outros previstos em lei civil. analisando literalmente o artigo 1029. aplica-se o artigo 1029 do novo CC. Tem lá que o sócio só poderá exercer o direito de retirada. agora eu vou falar da hipótese em que os outros sócios querem colocá-lo para fora. Qual a hipótese? Se o contrato social determinasse a aplicação supletiva da lei de S/A. só é possível expulsar judicialmente. O artigo 1030 do NCC diz: não é possível expulsar um sócio extrajudicialmente. Além dessa hipótese. Ele vem falando: “O sócio pode exercer o direito de retirada. ele pode ser aplicado. Fora disso.

É cláusula genérica. Vejam como é que muda. 3º Requisito: A exclusão tem que ser aprovada pela maioria absoluta. ampla defesa e contraditório. Mas tem alguns requisitos. OBS: Não precisa da cláusula tratando desse assunto. Por maioria dos votos. nesse caso a exclusão do sócio majoritário na S/A só se for judicial. O máximo que se pode fazer é excluir o acionista da . E por esse motivo é possível a exclusão extrajudicial do sócio majoritário? Não. Tem que ser uma reunião ou assembléia só para essa finalidade e mais. É possível a exclusão. A lei foi enfática. Se o contrato social nada disser. Tem que vir uma cláusula dizendo: nesta sociedade é possível a exclusão extrajudicial de sócio por justa causa. você pode excluir por mera alteração do contrato. Tem que ser um ato realmente muito grave. Só há ampla defesa se tiver contraditório. ela deu muito mais ênfase. OBS: Em caso de empate dos votos dos sócios remanescentes. E o artigo 1035 do NCC permite a exclusão extrajudicial? Através de mera alteração contratual. se atendido os requisitos. ela não colocou apenas justa causa. É uma situação que a lei não prevê expressamente. Antes para propor aquela ação de exclusão judicial era preciso dos votos da maioria dos sócios remanescentes. mas tem a previsão do artigo 1035. Não se pode convocar uma reunião ou assembléia para tratar de assunto tal. propõe-se ação para tentar excluir. excluindo o sócio que se pretende excluir. ou seja. Importante: Tem a previsão geral no artigo 1030. 4º Requisito: Esse é um assunto que precisa ser tratado em uma reunião ou assembléia só para isso. a expulsão na S/A? A sociedade anônima é uma sociedade de capital. que é mais uma vez uma regra especial para as sociedades LTDA. E se não preencher alguns desses requisitos? Aí e exclusão só poderá ser feita judicialmente. 2º Requisito: Que esse sócio que se pretende excluir tenha praticado um ato de inegável gravidade e que coloque em risco a continuidade da empresa. Se não preencher o artigo 1035. eu posso expulsar algum sócio? Só vou poder expulsar judicialmente. isto se não tiver outra forma prevista no contrato. pouco importa a personalidade do acionista.65 O sócio majoritário pode ser excluído? Pode. o quorum do artigo 1030 do NCC. você vai para o artigo 1030 (exclusão judicial). os sócios é que decidirão diante do caso concreto. ou seja. nessa reunião ou assembléia tem que ser assegurado ao sócio que se pretende excluir a ampla defesa. em razão desse requisito. é o juiz quem decide. Quais são? 1º Requisito: O contrato social tem que permitir. Ex: Desvio de verba. Preenchidos todos esses requisitos. Agora nesse caso é pela maioria absoluta. assunto tal e expulsão do tal sócio. ou seja. porque o voto não é pela maioria do capital social e sim pela maioria dos sócios remanescentes. de forma cumulativa. Esta cláusula tem que permitir a exclusão extrajudicial. sócios que representam mais de 50% do capital social. alegando justa causa.

ninguém praticou ato de inegável gravidade. não vigilou. Culpa in eligendo ou culpa in vigilando. não tem cara e não tem nada. porque o conceito tem na apostila. Ele dá ensejo ao contrário. da diretoria. tem que existir justa causa e a affectio societatis não é considerada justa causa para fins de expulsão. 3°) Proteção ao terceiro de boa-fé. Importante: Então a quebra do affectio societatis não dá direito por si só a expulsão de um sócio. Ex: Uma sociedade familiar e teve uma briga. antes do novo CC e no Brasil.28/06/2003 TEORIA DO ATO ULTRA VIRES SOCIETATIS Vamos trabalhar com exemplos. Dezenas de computadores para revender não tem nada a ver com tapeçaria. tem nos livros. Se a sociedade por qualquer motivo não quiser cumprir com esse contrato de compra e venda? Será que precisa cumprir? Essa sociedade. porque na S/A o que interessa é o capital. cujo objeto social é tapeçaria com uma excelente oportunidade de ganhar dinheiro. . mas não pode tirar ele da sociedade. A quebra do affectio societatis é considerada justa causa para o exercício do direito de retirada e não para ser expulso. se essa sociedade escolheu mal que arque com os atos praticados por quem escolheu. Se eu estou incomodado. porque se a gente não escolheu mal. porque para a expulsão de um sócio. Isso na S/A. 7 ª Aula . então quem quiser sair que saia. ninguém praticou nenhum ato que possa ser considerada justa causa para ser expulso. administrando uma S/A.66 administração. mas ninguém pode ser expulso em razão disso. Na quebra do affectio societatis. 1°) Enquanto escolheu o administrador da sociedade. Não tem nada a ver com a sociedade a nossa divergência. Então se tem pegadinha: Um ladrão safado. Mas se eu quiser. Esse ato é manifestamente estranho ao objeto social. até judicialmente. porque houve quebra de affectio societatis. eu vou sair. Pode tirar o cara de lá. o Leonardo é administrador. Imagine uma sociedade formada por sócios. A interpretação de computadores tem alguma coisa a ver com o objeto da nossa sociedade (tapeçaria)? Não. a sociedade respondia por esse ato. dá ensejo a um direito e não a expulsão. os acionistas podem excluí-lo? Não é possível apenas excluí-lo da administração. 2°) Teoria da aparência – Aparentemente para o terceiro que vendeu os computadores. eu posso com base nisso expulsar um sócio? A quebra do affectio societatis dá ensejo ao direito de retirada. O objeto social é a tapeçaria. importando computadores para revender. então ele tem poderes para praticar aquele ato (teoria da aparência). por quatro motivos. os incomodados que se mudem. e esse não tem cor.

se pede a identidade dela. Aí evoluiu a teoria lá fora nos EUA e Europa. Eles lá fora entendiam que o ato ultra vires. acabou que protegeu o safado do administrador. Mas isso não saiu bem. Por quê? Porque lá fora não tem esse jeitinho brasileiro. pelo contrário tem burocracia. O administrador que celebrou o contrato vai ter que cumprir o ato? Não. Nas operações mercantis não tem dinamismo. por todos esses motivos. É o único caso. porque quando se vai negociar com uma pessoa física. dos documentos. essa sociedade vai ter que cumprir o ato? Não. No Brasil é pela aparência. Então. o STF disse que a sociedade não vai ser obrigada a cumprir o contrato. Só havia uma exceção perante o STF. não tem dinamismo. Lá fora. a sociedade tem que cumprir o contrato. ou seja. As partes têm que voltar ao status corpus. não tem aparência. não tem boa fé. se estiverem presentes os 04 motivos. O STF disse que a sociedade vai responder perante esses quatro motivos. Lá fora tem que analisar o contrato. Não pode alegar em razão da burocracia. Com esse entendimento. OBS: A sociedade não anuiu. então a sociedade fica com dinheiro e o vendedor fica com os computadores. ele viu que o objeto social é tapete. pela presidência. a sociedade respondia pelo ato praticado pelo seu administrador. E qual é a identidade dela? É a contrato social. Então como você vai contratar com uma sociedade que você não conhece. Não pode alegar que estava de boa-fé. Vai passar primeiro pelo departamento jurídico. eles criaram. Se não gera efeitos. mas se a operação for de grande valor econômico. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Não. muitas das vezes os negócios são fechados por telefone. Eles não querem receber computadores e sim tapetes. Nesse caso a sociedade não responderia. a teoria da aparência. porque ele analisou o contrato social da nossa tapeçaria. para ficar analisando contratos. Se a sociedade está comprando dezenas de computadores para revender. Agora. Então é esse o entendimento lá fora. Teoria do ato ultra vires. Imagine que essa compra de computadores tem o valor de um milhão de dólares. Foi o Leonardo que praticou e como é de alto valor. ou seja. Por quê? Porque o ato nulo não gera efeitos. não tem nada. que não há tempo para burocracia. porque o contrato foi firmado por um administrador e a fornecedora de computadores. estranho ao objeto social ele era nulo. eles mal criaram essa teoria. com análise de documentos. Tem-se burocracia. Quando os outros sócios descobriram. está afastada uma justificativa. que é o dinamismo das operações mercantis. Então. não nulo e sim inimputável. eles falaram que não iam cumprir o contrato. porque não foi pela aparência e sim pela análise dos contratos. Porque é nulo e não gera efeitos. É . O professor concorda. também temos que pedir a identidade dela. Tem burocracia e se tem burocracia. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Estou perguntando. ineficaz em relação à sociedade. onde passaram a considerar o ato ultra vires.67 4°) Dinamismo das operações comerciais – As operações comerciais são tão dinâmicas. Isso antes do novo CC e no Brasil. Quando eles criaram. Quando se vai contratar com uma sociedade. Só não cumpriria nessa exceção. Você acha que uma compra nesse montante não tem burocracia? Tem burocracia.

A S/A responde pelo ato ultra vires. estranho ao objeto social. se ele importar toneladas de peixes. Está-se no capítulo das sociedades simples. Esse artigo 1005 é um artigo que está no capítulo das sociedades simples. Então se o ato ultra vires for praticado por um diretor da S/A. imputável ao administrador. ou seja. No Brasil. nesse caso é ato manifestamente estranho ao objeto social. . já incorporada somente no novo CC. A sociedade simples e nem as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples não respondem pelo ato ultra vires. aplica-se as regras da sociedade simples? Importante: Não. Lá vem dizendo o seguinte: “A sociedade não responde pelo ato quando ele for manifestamente estranho ao objeto social. o Brasil deu o braço a torcer. OBS¹: mas se a sociedade LTDA fizer a opção do parágrafo único do artigo 1053 que manda aplicar a lei de S/A. E onde é que adotamos isso no novo CC? No artigo 1005. aplica a teoria como regra e aplicando a teoria como regra. em nome coletivo. Uma tapeçaria que compra um computador. porque a ela não se aplica à teoria ultra vires. a S/A vai responder por esse ato. Aplica-se apenas para as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples. Aí sim. ele exime a sociedade que não tem nada a ver com isso. parágrafo único. o novo CC incorporou a teoria do ato ultra vires. porque a teoria não foi incorporada na lei de S/A. Só responde o administrador safado que praticou o ato”. supletivamente as disciplinas das sociedades simples. A sociedade não responde. significa dizer que é aplicável nas sociedades simples. é apenas ineficaz em relação à sociedade. Acabou incorporando aquele entendimento estrangeiro. Importante – Ato ultra vires é o ato manifestamente estranho ao objeto social. Em princípio você aplica as LTDA como regra. Inimputável a sociedade. comandita simples. esse computador pode ser para seu uso diário. já sabe que vai passar pelo artigo 1053 do novo CC. E na sociedade LTDA? Aplica-se a teoria ultra vires? Responde ou não pelo ato ultra vires? Mais uma vez vamos passar pelo artigo 1053 do novo CC. pois teria que ter lido o contrato social. Agora. É eficaz em relação a quem? De quem o terceiro pode exigir o cumprimento desse contrato? Do administrador que assinou. Nesse caso a sociedade LTDA vai responder pelo ato ultra vires. a sociedade respondia. a teoria do ato ultra vires evoluída o ato não é nulo. Em S/A. respeita o interesse de terceiro e penaliza o safado do administrador que praticou ato quando não poderia. mas ineficaz em relação à sociedade. essa é manifestamente estranho ao objeto social? Não. A S/A responde. inciso III. ou seja. a sociedade LTDA não responde por força do artigo 1053 do novo CCC. OBS²:Caiu sociedade LTDA na prova. porque não incorporou a teoria do ato ultra vires.68 válido. E se ato ultra vires for praticado por um diretor da sociedade anônima? Você pode aplicar a teoria? Pode considerar aquele ato ineficaz em relação a S/A? Não. Então a teoria evoluiu. Finalmente nós adotamos a teoria do ato ultra vires. porque iria pelas aparências. Agora é ineficaz em relação à sociedade e eficaz em relação ao administrador. responde somente o administrador que vai se virar com o terceiro que não agiu com boa-fé. E com o novo CC. A doutrina traz como inimputável que é a mesma coisa.

. do vendedor. ABUSO DA RAZÃO SOCIAL OU DA DENOMINAÇÃO OBS: Muita gente coloca o abuso como ato ultra vires bota tudo em um saco só. Só que eu acho isso. Eu vou provar que abuso de razão social não é a mesma coisa que ato ultra vires. pelo menos leia o contrato social. você vai aplicar o CODECON e o CODECON protege o consumidor e prestigia a Teoria da Aparência. quando o consumidor for comprar. E a lei de S/A fala alguma coisa sobre responsabilidade do ato ultra vires? Não fala. aplica-se às regras deste código. porque o novo CC vem falando que quando a lei de S/A for assim. você vai aplicar o novo CC. como por exemplo. Código de Defesa do Consumidor defende a Teoria da Aparência. um grande equívoco. porque não se pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. Então. Depois constato que o trabalho foi horrível. porque será aplicado o CODECON. É mais especial do que o novo CC. pelo princípio da especialidade. 2ª posição: Independentemente de qual seja a sociedade. vou pedir o ressarcimento na justiça e a sociedade diz que não. Quando for relação consumista. Então a sociedade vai ou não vai responder por aquele ato quando for consumidor? Vai responder perante o consumidor. quando for consumidor. E o que o novo CC diz? Diz que a sociedade não responde. porque qual é o fundamento da teoria do ato ultra vires? Por que ela existe? Ela existe para exigir que o terceiro que está contratando com a sociedade. Agora. E como é que a doutrina fala? Ela não fala. 1ª posição: Que a teoria ultra vires só não é aplicada para a sociedade anônima (S/A). Eu vou poder exigir o pagamento? Claro que sim. ela sempre vai responder pelo ato ultra vires quando outro lado estiver o consumido. Se não fala. Fábio Ulhoa Coelho faz isso em seu resumo. afirmando que seu objeto social é só montagem dos equipamentos. Eu pergunto se eles também mexem com antena e eles respondem que sim. Eu estou dizendo. Essa posição é isolada. você vai aplicar o princípio da especialidade. Eu exijo por acaso o contrato social do Ponto Frio? Eu lá sei qual é o objeto social do Ponto Frio? Eu imagino. ele até coloca uma diferençazinha. por mais que tenho isso na lei. Então essa teoria do ato ultra vires também é aplicável a S/A. não fazem consertos. porque ela é regida por lei especial. Você não pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. Ex: Eu contrato uma prestadora de serviço para instalar um equipamento lá em casa. eu vou comprar uma máquina de lavar no Ponto Frio. Nos três volumes.69 Posição do professor – O professor tem duas posições. mesmo que seja a sociedade simples. sendo que uma não é para adotar na hora da prova e a outra sim. Eu vou pela aparência. nem que sim e nem que não. que seria reflexo também na LTDA.

a sociedade simples.000. mesma forma de pagamento para os quatro fornecedores.000. No abuso o ato está ligado ao objeto social? Sim. Contratos com valores acima de R$50. A sociedade também não responde. porque está ligado ao objeto social. inciso III e o abuso da razão social está no artigo 1005. Só que o Leonardo só tinha poderes para assinar sozinho. com aquela exceção do STF. e ele só pode realizar contratos com valores até R$50. Por isso eu vou falar em abuso da razão social ou da denominação.000.000. a sociedade em nome coletivo não respondem. Antes do novo CC aqui no Brasil a sociedade respondia por quatro motivos: “Teoria da Aparência.00. que só tinha poderes para assinar contratos com valor de até R$50. este no artigo 1005. daí não podemos falar em ato ultra vires. Aí eu pergunto: Esse ato está ligado ao objeto social? Sim. Está ligado ao objeto social? Sim. proteção ao terceiro de boa-fé. Eu em benefício da sociedade tenho que comprar por R$20. Se a sociedade receber e pagar.000. porque aí é como todos eles tivessem concordado.00. eu tenho quatro fornecedores daquele produto. parágrafo único. depende do nome empresarial que nós estamos utilizando. não vou mudar nada. contratos de até R$50. É a mesma história. outro por R$40. parágrafo único. Se o Leonardo comprar um valor de R$130. ele tem que ter a assinatura no mínimo do Leonardo e de mais dois sócios. a sociedade não responde pelo ato como regra. Não muda nada. O ato ultra vires. OBS: A sociedade não quer pagar. inciso I. Só se resolve nesse caso tentando provar a má-fé.00 e assina sozinho o contrato de compra e venda. mesmo produto. USO INDEVIDO Ex: Eu sou o administrador da tapeçaria.000. Só que a fornecedora com preço de R$50. por isso que muita gente confunde.70 O que é abuso da razão social? Imaginamos aquela tapeçaria em que eu sou o administrador. dos poderes que lhe foram conferidos pelo contrato. Eu tenho poderes para realizar aquele ato? . outro por R$30.00. O que ele fez com os poderes dele? Ele abusou dos poderes da administração. Um está fornecendo por R$50. A S/A responde? A S/A responde pelo ato. A sociedade vai responder ou não por aquele ato? A mesma história.000.000. porque a conclusão é a mesma. Com o novo CC.000. mas está extrapolando os poderes.00.00.00. a comandita simples. através de uma ação judicial. Eu vou comprar um produto para os tapetes e vem lá no contrato social que o Leonardo é o administrador da tapeçaria.00 que não foi assinado pelos outros sócios de Leonardo. A diferença de abuso da razão social ou denominação e ato ultra vires é de conceito. Pois é compra de produtos para tapetes. Bom.00 e outro por R$20. dinamismo.00 é minha cunhada e eu acabei comprando dela por R$50.000. a solução é a mesma.000.00.000.00 e assim ou sozinho no valor de R$130. mesma marca. culpa in eligendo.000. Um contrato de R$130.00. não tem jeito.000. Esse ato é estranho ao objeto social? Não.00. A sociedade LTDA responde? Para responder depende do artigo 1053 do novo CC. ele não quer o produto. Nesse caso a sociedade quer reincidir este contrato.

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Não. Então não posso falar em ato ultra vires e nem em abuso, porque eu tenho poderes para efetuar compras no valor de até R$50.000,00 sozinho. Mas eu pratiquei esse ato em benefício pessoal e não em benefício social. Eu usei indevidamente dos poderes da administração. Eu tenho poderes para realizar o ato, estava ligado ao objeto social, mas pratiquei para satisfazer interesse pessoal contrariando o interesse de sociedade, causando prejuízo à sociedade. Esse ato é válido ou não é válido?A sociedade vai ter que pagar? Vai, porque em princípio o ato é válido. A sociedade só não poderia cumprir aquele ato se conseguisse provar que terceiro estava de má-fé. Se o examinador disser que estava de má-fé, tudo bem, porém, na prática é quase impossível conseguir provar. A sociedade que vendeu por R$50.000,00, vendeu por esse preço, mas esse preço é o seu. Ela vende para todo mundo pelo mesmo valor, independentemente se quem está comprando é ou não parente seu. Seria fácil provar má fé se o preço fosse de R$20.000,00, e a sociedade que vendeu, vendeu por R$50.000,00, porque na sociedade adquirente há um sócio que é do administrador da sociedade que vendeu. Importante – Então, para a sociedade não cumprir aquele ato, teria que comprovar que terceiro estava de má-fé, não comprovar que o administrador estava de má-fé, porque está claro que este estava de má-fé. E qual o fundamento legal disto? A doutrina já está concordando em encaixar essa posição (provar que terceiro está de má-fé) no artigo 1005, parágrafo único, II do novo CC. OBS: Sempre que a sociedade pagar, por algum outro motivo, pode entrar com essa ação de regresso em face do administrador. O uso indevido do administrador pode ocorrer por fraude, conluio do sócio com terceiro, questões afetivas, etc. TEORIA JURÍDICA A visão que eu vou passar para vocês é completamente diferente da visão da Lúcia, porque a visão dos civilistas é uma visão equivocada, porque os civilistas não sabem o que é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Para vocês terem uma idéia, para os civilistas, para se aplicar à teoria da desconsideração da personalidade jurídica o ato praticado tem que ser lícito ou ilícito? Ilícito. Só que é uma visão equivocada, porque o ato tem que ser lícito. Se o administrador pratica um ato ilícito, ilegal, eu preciso desconsiderar alguma coisa para responsabiliza-lo? Não. O ato praticado ilicitamente eu não preciso desconsiderar nada. Está no artigo 159 do CC de 1916 e no artigo 186 do NCC, porque na prática o ato ilícito mandante e mandatário ficam responsáveis. A começar por aí, eles os civilistas não sabem nada a respeito da desconsideração da personalidade jurídica. OBS: Caiu agora na prova da Magistratura para discorrer sobre ao princípio da autonomia e teoria da desconsideração da personalidade jurídica e teve um candidato que discorreu sobre a autonomia do direito cambial (que louco!). Falando na teoria da desconsideração da personalidade jurídica, temos que falar da autonomia patrimonial e não de autonomia de títulos de créditos. Autonomia patrimonial porque a sociedade tem um patrimônio e os sócios têm outro patrimônio. DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE

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Outro candidato afirmou que a teoria da desconsideração da personalidade jurídica é fundada em atos ilícitos, o que não é correto, porque se o ato é ilícito, não precisa aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, não precisa nem desconsiderar, já responsabiliza direto o administrador. Isso porque nós temos um fundamento teórico completamente diferente para a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica.Como é que funciona isso já que é base da autonomia? A autonomia patrimonial, a sociedade tem que ter o patrimônio distinto pode ser à base do direito empresarial, porque esse direito na prática atua mais como sociedades empresariais, quase não existem sociedades individuais (pessoas físicas), normalmente são sociedades empresariais. Então a base de nosso direito de sociedade é a autonomia patrimonial, ou seja, a partir do momento em que a sociedade é registrada lá na junta comercial, ela ganha personalidade e um dos corolários dessa personalidade é o fato da sociedade empresarial ter patrimônio distinto dos sócios.A sociedade empresarial tem autonomia patrimonial a partir do registro. Quando a sociedade empresarial tem um patrimônio aqui e o sócio um patrimônio lá, chamamos de escudo patrimonial. Um escudo que divide os dois patrimônios, que muitas das vezes é utilizada para a prática de fraudes. Ex: Monto uma sociedade e pratico fraudes em nome dessa sociedade e fico livre, porque existe um escudo que me defende, qualquer coisa o prejuízo é da sociedade, não chega até o Leonardo. A doutrina teve que criar um mecanismo para desconsiderar esse escudo, desconsiderar toda vez que a lei for utilizada para a prática de fraudes, ou seja, eu vou desconsiderar essa autonomia patrimonial para poder responsabilizar o verdadeiro fraudador. Essa desconsideração extingue a sociedade? Não. É só para responsabilizar o autor no caso concreto e continua o escudo patrimonial para as outras obrigações. É só para o caso de fraude. Bom, segundo sinônimos da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, ela é chamada de: 1- Teoria do superamento da personalidade jurídica; 2- Teoria da desconsideração; 3- Teoria da despersonificação; 4- Teoria do levantamento de véu corporativo, porque tem um véu que divide o patrimônio da sociedade do patrimônio do sócio.Quando houver fraude, você levanta o véu e responsabiliza. Como é só para o caso concreto, quando você volta para o local, o véu retorna, ou seja, continua a autonomia patrimonial para as outras obrigações. Quem fala nisso são os argentinos. A doutrina Argentina é que gosta de utilizar esse sinônimo para a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. 4- Teoria da penetração. É uma teoria utilizada pelos alemães. Porque penetra no escudo patrimonial. OBS: Problema é juntar a teoria argentina com a teoria alemã, ou seja, levantar o véu corporativo e penetrar no patrimônio. É importante citar essas teorias para demonstrar conhecimento perante o examinador. Qual é a base para se aplicar à teoria da desconsideração? É a licitude do ato. Agora não é porque o ato é lícito que não vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

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O que mais a gente tem que provar para aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Outro requisito que temos que provar na prática e aí vimos que a teoria maior tem uma bifurcação. Existem dois aspectos que são: 1- Aspecto subjetivo; 2- Aspecto objetivo. OBS: A teoria da desconsideração da personalidade jurídica no direito empresarial é a teoria maior, porque a teoria da desconsideração da personalidade jurídica aplicada pelos civilistas é a teoria menor. 1- Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto subjetivo: Quando que se vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica provando o elemento subjetivo? Que elemento subjetivo é esse? É quando você consegue provar que a lei foi utilizada de má-fé, através de artifícios fraudulentos. Você prova que o ato é lícito, mas foi praticado com fraude. Ex: Exemplo do Fábio ulhoa coelho. Temos a transportadora Gavião LTDA, seu preposto em estado de embriaguez, avança o sinal luminoso e colido com um ônibus com trinta crianças e todas morrem.Todas eram netas de desembargadores. Os sócios da transportadora ficaram desesperados, porque quando as indenizações transitassem em julgado, acabaria o patrimônio da sociedade (injeção letal). Aí os sócios formam uma nova sociedade, Cavalo de aço transportadora S/A. Eles vão desviar algum patrimônio da antiga para a nova? Não. Se isso ocorrer será ato ilícito. É fraude contra credores e se estiver em execução será fraude contra execução. Os sócios não vão desviar nada, vão demitir os melhores funcionários da empresa antiga para contratar na nova. Vão comprar novos caminhões, o treinamento dos funcionários (ISO 9002) é para a empresa nova. Os novos contratos de transporte serão celebrados com a antiga ou com a nova? Com a nova. Não será desviado nenhum patrimônio da sociedade antiga para a nova. O caminhão da empresa velha que quebrar, será feito um gatilho para ele continuar andando, ou seja, não compra peça nova, não se investe mais na empresa velha. O desembargador foi junto com o oficial de justiça na transportadora Gavião LTDA, olharam e não viram nada para penhorar. Olharam para o outro lado da rua e viram os mesmos sócios saindo da transportadora Cavalo de aço S/A com uma Mercedes importada. Os bens da nova empresa podem ser penhorados? De maneira nenhuma. Por quê? Porque é uma sociedade distinta com patrimônio distinto, com autonomia patrimonial. Existe aí algum ato ilícito praticado? Não. Eu posso ser sócio de duas sociedades? Posso. Mesmo que seja no mesmo ramo? Sim, mesmo que seja no mesmo ramo.

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Agora, teve ou não teve fraude? Eles montaram essa sociedade a troco de nada? Não, foi para afastar a responsabilidade de indenizar, ou seja, eles utilizaram a lei para fraudar. Fraudar no sentido de continuar com todos os clientes, deixar tudo de ruim para a sociedade velha. Só tem um jeito de responsabilizar essa sociedade. Qual é? Aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, provando o elemento subjetivo. E se tiver um outro sócio nessa nova sociedade que não estava na antiga? É feito um balanço para ver o que é de um e o que é de outro. Claro que a parte do novo sócio vai ser resguardada. Se o examinador expor a situação de que colocaram “laranjas” na sociedade. Se comprovar que são “laranjas”, aplica-se a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. O problema é provar, na prática é complicado provar. Importante: Fábio ulhoa coelho diz que somente os credores da sociedade antiga poderão executar os créditos com o patrimônio da sociedade antiga, da sociedade nova e ainda poderão executar os bens particulares dos sócios que agiram de má-fé. Outro exemplo de fraude: Vamos montar uma sociedade e precisamos de R$ 100.000,00, mas eu não vou arriscar os R$ 100.000,00, eu quero arriscar somente R$ 50.000,00. Eu digo para minha sócia que é para ela não se preocupar, que eu dou um jeito. O sócio Leonardo com R$ 45.000,00 e a sócia Alexandra com R$ 5.000,00. Só que com esse patrimônio não dá para iniciar a atividade, aí vem o pulo do gato, onde o sócio Leonardo vai emprestar os R$ 50.000,00 que faltam através de um contrato de mútuo. Aí os R$ 50.000,00 de capital social mais os R$ 50.000,00 de empréstimo, chega aos R$ 100.000,00 para iniciar a atividade. Só que o Leonardo é bonzinho, mas nem tanto, porque ele pediu garantia real, e pedindo garantia real de R$ 50.000,00 ele pediu o quê? Todo o patrimônio da sociedade como garantia, todo o estabelecimento empresarial. Cinco anos depois aquela sociedade foi a falência. Foram pagos os credores trabalhistas e tributários. A sociedade tem um ativo de R$ 50.000,00 e um passivo de R$ 140.000,00. Ela tem uma fila de credores no valor de R$ 140.000,00 e só tem para pagar R$ 50.000,00. Quem vai levar esses R$ 50.000,00 para casa? O sócio Leonardo, porque ele é credor com garantia real. A sociedade foi à falência e os únicos R$ 50.000,00 que encontraram lá foram para o bolso do sócio Leonardo, isso é fraude. Tem alguma coisa ilícita aí? Não, porque o sócio pode emprestar dinheiro a sociedade. Não tem nada de ilegal, mas tem sacanagem, porque aqueles R$ 50.000,00 não deveriam ter entrado como empréstimo e sim como capital-social. Nesse caso, o sócio Leonardo não teria integralizado não somente R$ 45.000,00, mas sim R$ 95.000,00. O sócio Leonardo estaria na frente da fila? Não. Ele estaria lá no final da fila, se sobrasse alguma coisa, depois de pagar todos os credores é que poderia dividir alguma coisa entre os sócios. Ele utilizou a lei para praticar fraude. Pode aplicar aqui a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

porque não há autonomia patrimonial. ou seja. .75 2. não há distinção. ele criou aquela sociedade só para limitar a responsabilidade dele. Só pode fazer a retirada do dinheiro após um balanço e constatado o lucro. Você não sabe o que é de um e o que é de outro. Bom. Então. logo não pode sofrer com os riscos da atividade empresarial.Isso é causa para aplicara teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Não. aí eu disse que ele não era dono. Ocorre uma confusão. o que é dele é da sociedade e o que é da sociedade é dele.994 quotas com um sócio e 6 quotas com outro. Ele estava de má-fé quando retirou dinheiro do caixa? Não. A retirada sem lucro é retirada do capital social e isso não pode. Na hora de irmos embora. Vamos colocar duas espécies: 1ª. Aquela sociedade em que você cria. Lá na justiça trabalhista o ato pode ser lícito. porque ele não sabe o que é dele e o que é da sociedade. porque o dinheiro é da sociedade. basta provar que há confusão patrimonial. é notório que o patrimônio da sociedade pertence ao sócio majoritário. O que seria teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento objetivo? Vou dar um exemplo: Tenho um amigo em que ele e seu pai são sócios de um restaurante. por isso é que se chama de teoria da desconsideração menor. Eu disse que ele estava furtando. Qual é à base da teoria da desconsideração da personalidade jurídica para a justiça do trabalho? O empregado é à parte hipossuficiente na relação empregatícia. mas agora com o NCC pode. Qual o outro fundamento? Alguns falam que é a ilicitude do ato. era dono apenas das quotas.Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto objetivo: Está identificado na lei como confusão patrimonial. Aí eu perguntei o que ele estava fazendo e ele me respondeu que estava pegando dinheiro para sair. Uma vez fomos sair e antes passamos no restaurante dele para tomarmos uns chopes. onde 99. Previsões legais da teoria da desconsideração da personalidade jurídica em nosso ordenamento: Lembrando que a teoria que foi dita aqui é a teoria maior e a tória menor é a teoria que tem por fundamento a sociedade não ter condições de pagar suas dívidas. e o juiz na hora de dar o dinheiro ao credor que executou também vai se confundir. tanto faz. ilícito.O Ministério Público pode requerer a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Nunca pode. Você aplica a teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento subjetivo. Ele falou que era dono do restaurante. Você precisa provar que está de má-fé? Precisa provar o elemento subjetivo? Não. Lá eles aplicam a teoria da desconsideração da personalidade jurídica com fundamento na hipossuficiência do trabalhador. ele foi até o caixa e pegou um dinheiro.

Essa é a teoria menor. porém. É uma hipótese de responsabilidade dos administradores. Então é uma outra hipótese de responsabilidade dos sócios. Essa lei trata de oligopólios. em todas as outras hipóteses em que você consegue responsabilizar um sócio. se foi lícito. É uma hipótese. Primeira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 28 do CODECON. sem ser por essa formulação que foi dada anteriormente. e agora a gente pode entender muito bem porque o erro dos civilistas. cartéis. Então. Já vimos que não é. Os civilistas estudaram a teoria da desconsideração com base no artigo 28 do CODECON e esse artigo não é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica propriamente dita. se tem culpa. monopólios. Não querem nem saber se foi ilícito. É teoria da desconsideração menor. Quando é que a má administração foi causa da teoria da desconsideração? Nunca. mas é a teoria da desconsideração menor. OBS: Teoria maior é subjetiva. se não tem culpa. Por isso que os civilistas tem uma visão equivocada. Esse artigo ele traz tanto a teoria maior quanto à teoria menor. Segunda previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 18 da lei 8884/94. porque lá o legislador quis dar responsabilidade completamente objetiva pelos danos ambientais. Já foram logo em cima do dono da empresa. Em nenhum lugar do mundo. pela fraude ou confusão patrimonial. mas a lei coloca isso como teoria da desconsideração. eles partiram de uma premissa errada e chegaram a uma conclusão errada. . Nesse caso o fundamento é o dano ao meio ambiente. Lá a responsabilidade é puramente objetiva. uns chamam de teoria da desconsideração menor. na prática quando ele é utilizado. Qual é o fundamento para se aplicar à teoria da desconsideração na lei de crimes ambientais? O fundamento é dano ao meio ambiente. O artigo 28 do CODECON não é teoria da desconsideração da personalidade jurídica. O CODECON traz alguma hipótese de verdadeira teoria da desconsideração? Não. ele pode ter agido com culpa. A lei coloca ato ilícito como teoria da desconsideração da personalidade jurídica.76 Uns falam que a ilicitude do ato daria ensejo a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica. etc. ele é utilizado pela teoria maior. Não é nem teoria da desconsideração da personalidade jurídica isso. Terceira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 4° da lei 9605/ 98 (lei de crimes ambientais). O artigo 28 do CODECON é teoria da desconsideração da personalidade jurídica? É. Foi o caso da empresa Cataguazes indústrias de papéis. mas não tem nada a ver com a teoria da desconsideração.

o que é abuso da personalidade? Desvio de finalidade. Lá vem dizendo: Em caso de abuso da personalidade jurídica. primeiro você dá a porrada para depois saber se o cara é culpado ou é inocente. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. Você fazendo prova para a Defensoria Pública. O que é o devido processo legal? Contraditório e ampla defesa. Em caso de abuso da personalidade. Processo de execução tem ampla defesa? Não. Faz um litisconsórcio. caracterizado pelo desvio de finalidade. É a verdadeira teoria maior. É o artigo 50 do NCC. . você propor ação em face dos dois. etc e vai provar em relação ao sócio que estão presentes os requisitos para a aplicação da teoria da desconsideração. Se for em um caso concreto. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. Provado isso. O melhor diz a doutrina é você quando quer responsabilizar a sociedade e já quer responsabilizar o sócio. ou pela confusão patrimonial. o juiz aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica (teoria menor). não tem o devido processo legal. não tem ampla defesa. A doutrina é radicalmente contra. mas ela tem que ser decidida no processo de conhecimento. Processo de execução tem Contraditório? Não. A doutrina fala que a teoria da desconsideração não precisa nem ser objeto principal do processo de conhecimento. porque na execução não tem contraditório. a requerimento da parte. Como se aplica na prática? Vou dar uma posição doutrinária e vou dar uma posição jurisprudencial conflitante. ele ainda não descobriu que não mais existe sócio gerente e sim sócio administrador. Está certo ou errado? Vamos nos recordar da Constituição Federal. que fala que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. Não se pode fazer isso incidentalmente no processo de execução. porque aí o sócio não poderá alegar a posteriori o embargo de terceiros. em benefício de seu assistido. Aí não tem discussão. Bom. vai afirmar que se vai postergar esse assunto para os embargos. você tem que falar que propõe contra os dois. a penhora recai sobre os bens particulares do cara. Você o prende para depois saber se ele é culpado ou é inocente. o título executivo vai ser tanto contra a sociedade tanto contra o sócio. Posição doutrinária: Estou executando uma sociedade e esta não tem bens. recai sobre os bens particulares do sócio gerente. Poster contraditório é que se faz os embargos. que é a própria fraude ou confusão patrimonial. o melhor caminho é esse. entrando em face dos dois e aí vai provar em relação à sociedade o dano.77 Quarta previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: Essa é a melhor. ou seja. pode o juiz decidir. ela pode ser decidida até incidentalmente.

O banco vai parecer para alguém? Não. Isso vai dar dinheiro? Vai. no NCC. O que é sociedade em conta de participação? Vou dar dois exemplos para poder facilitar a minha compressão. Então na prática se tem tratado incidentalmente no processo de execução. temos este contrato. a construtora chega para banco e diz: -Olha banco. mas a parte amplamente dominante não concorda. . não quero me envolver em nada disso e tudo mais e tudo”. em seus artigos 991/996 da lei que tá na apostila também. Quem vai pedir a autorização à prefeitura para construir? A construtora. vamos construir um grande condomínio lá no Recreio dos Bandeirantes. mas vem trabalhar junto comigo (falo eu não posso desenvolver este tipo de atividade que embora lícita é empresarial). eu não quero construir nada não. vai ser celebrado em nome da construtora ou em nome do banco e da construtora? Só da construtora. se vai dar grana não sei. mas você constrói eu te faço o investimento.78 Posição jurisprudencial conflitante: Como se posiciona a jurisprudência? Parte da jurisprudência concorda com a doutrina. 5%.19/07/2003 SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO O que é uma sociedade em conta de participação? O conceito está na lei. que é maneiro é. o banco não vai aparecer. Então de três em três meses ele vai lá e dá duzentos mil reais. porque o que acontece na prática é que você decide incidentalmente na execução e qualquer coisa discute em embargos. aí o banco retruca: -Não quero construir nada. no total de dois milhões investidos. vai ficar pactuada no contrato. Imaginemos o seguinte: “Imaginemos uma construtora. 30%. ninguém vai saber que o banco existe. então vamos fazer o seguinte. se estão ou não presentes os requisitos da teoria da desconsideração. Alguém vai saber que o banco existe? Não. postergando o devido processo legal para a fase de embargos. Duzentos mil reais de três em três meses. aí celebra o contrato entre o banco e a construtora e o banco vai fazer o investimento em dez vezes de duzentos mil reais. Meu primo chegou para mim enrolado toda vida: Leonardo tem um negócio da China para gente entrar coisa e tal. 8 ª Aula . mas é o que nós temos na jurisprudência. imaginemos um banco. Quem quando comprar o cimento o contrato de compra. E fica pactuado no contrato mais o menos o seguinte: O banco vai participar de 15% do valor da venda de cada imóvel 10%. Ah. Vou dar um outro exemplo de contrato. porque o banco não quer desenvolver esta atividade de construção civil. Vem ser meu sócio? Ô rapaz eu não posso. só quem vai aparecer é a construtora. É uma decisão um pouco técnica. Tudo vai ser feito em nome da construtora. não importa a forma de remuneração.

então essa sociedade mesmo se registrada ela não tem personalidade jurídica. O que é uma sociedade de conta de participação? São estes negócios aí em que uma pessoa investe em outra para que este terceiro. deixa tudo comigo. E os sócios ostensivos? Aí no nosso exemplo são a construtora e o meu primo. e se for por escrito mesmo se ele for registrado na junta comercial. desenvolva a atividade empresarial e distribua. família. não vou trabalhar neste negócio. porque só formalmente ela é uma sociedade. E o primo: . Resolveu dizer que é uma sociedade em conta de participação. “Aí Leonardo. negócios à parte. Vai dar dinheiro? Quanto? Uma quantia X. a lei esta dizendo das sociedades sem personalidade: sociedade em conta de participação. Então pode ser por escrito. aquele que vai trabalhar e vai fazer tudo no nome dele vai ser empresário e aquele que está por trás. E ser for escrito precisa ser registrado? Se for escrito tem necessidade de registro? Não. eu também não quero criar nenhuma sociedade não quero nada disto. por exemplo. Se ela não tem personalidade jurídica tem patrimônio? Ela não tem personalidade ela tem patrimônio existe patrimônio? O banco tem a construtora. Aí eu pego dou uma grana para ele e ele vai desenvolver o negócio. quem é o sócio ostensivo? . o Leonardo não é empresário. Que o sócio. ele não dará a esta sociedade personalidade jurídica. mais eu não vou fazer nada. Isso é uma sociedade de conta de participação e eu peço que vocês olhem criticamente. Tira um pouco do lucro e dê para o investidor na forma prevista no contrato. Tem um artigo dizendo: mesmo se o contrato for registrado ela não terá personalidade jurídica.79 E funcionário público pode ser empresário? Não pode ser empresário. vou fazer este investimento. O sócio oculto aí é o banco. família. Será escrito ou verbal o contrato entre o milionário e o primo dele? Escrito. Porque exceção para tudo? Importante: Este contrato pode ser tanto verbal como pode ser por escrito. ela não tem personalidade. o investidor pode o não ser empresário. O banco fez o investimento na construtora e o Leonardo fez o investimento no primo dele. o contrato entre o banco e a construtora será verbal ou será escrito? Escrito. poderia. Então espera aí. que recebeu o investimento. Qual o nome desses dois negócios? O nome deste negocio poderia ser muito bem chamado de um contrato de investimento. pode ser verbal para a sociedade. no caso o banco formou a sociedade empresarial.Não. ta lá. ontologicamente ela é um mero contrato de investimento. Podemos perceber que os participantes podem ser tanto pessoas físicas. E mesmo se for registrado ele dará personalidade jurídica a esta sociedade? Não. e fica pactuado que vou receber uma porcentagem X lá da atividade. como pessoas jurídicas. é o Leonardo. vai ter dinheiro. Poderia ser verbal? Sim. Substancialmente. vai dar dinheiro o negócio!” Já que vai dar dinheiro. porque ela é exceção para tudo.

ela é apenas um contrato de investimento que resolveram dar o nome de sociedade em conta de participação. ou ele age em nome dele? Importante: Ele age em nome próprio. ela não tem nada. eu vou ter meu patrimônio e ela vai continuar tendo o dela. então ela tem patrimônio? Não tem patrimônio. dois ou três? Um patrimônio só? O meu patrimônio é o mesmo do que o dela? Não. Normalmente eu digo para vocês. o sócio ele é empresário? Não. faço um investimento na sociedade. porque ele não age em nome da sociedade. Ela tem nome?Ela pode ser sociedade em conta de participação Bebão? Importante: Não. ela não tem nome. . Então emprestei para ela cinqüenta reais confundiu. Quantos patrimônios têm aqui um. A união delas tem patrimônio? Não. ela não tem personalidade. te empresto cinco mil reais e empresto cinqüenta reais pra ela. Patrimônio é de quem? Tem patrimônio do banco e tem patrimônio da construtora. se não tem personalidade não tem nome. Essa sociedade aqui tem patrimônio? Qual o patrimônio? Investimento seria o duzentos mil reais que tem de patrimônio de quem? A sociedade tem personalidade? Não tem personalidade. não tem patrimônio. mero investimento. ele age em nome da sociedade. A única hipótese em que o sócio ele é empresário. Se ele age em nome próprio. por isto estou falando. não tem personalidade. eu continuo com o meu patrimônio e ela continua com o dela. Tudo é feito em nome de quem? Do sócio ostensivo. até mesmo porque a sociedade não tem nome ele age em nome dele. ela não tem domicílio.80 A construtora. que é os cinqüentas reais? Não. criou algum patrimônio isto? Não. Ela que aparece perante terceiros. A construtora quando tiver comprando o cimento vai comprar em nome de quem? Em nome dela. E o sócio ostensivo ele é empresário? É ou não é? Ele age em nome da sociedade. Porque o sócio não é empresário? Porque ele não age em nome próprio. Não tem nada. Vai ter o terceiro patrimônio. Existe sociedade entre eles: sociedade em conta de participação que na verdade é um mero contrato de investimento. formalmente é uma sociedade. É a mesma coisa. Então a sociedade em conta de participação não tem patrimônio porque ela não tem personalidade. só que ela é minha devedora agora. eu chego e empresto para ele. há exceção para tudo. ela não tem patrimônio. ele é empresário. Quando ela tiver pedindo autorização da prefeitura ela vai tá pedindo autorização em nome de quem? Dela. cada um vai continuar com seu próprio patrimônio. pois é um mero empréstimo. ela não é nada. não tem nada.

Tanto é que quando vai pagar um empregado o banco. terceiro fisco. Toda pessoa que age em nome próprio tem personalidade ilimitada. aí todo mundo vai habilitar. segundo trabalhador. ela é um mero contrato de investimento. Olha como é diferente: Numa falência do ostensivo o outro é tido como credor. o banco emprestou. isto aí. aquele sem qualquer tipo de privilégio. OBS: Olhem para ela e esqueçam que é uma sociedade. por exemplo. Bom se ela for à falência o que acontece? Primeiro antes de ir a falência. Se alguém tiver que ir a falência quem vai a falência? O sócio ostensivo. eu sou empresário? Não.81 Quando ela tiver vendendo os imóveis o contrato de alienação do imóvel vai ser no nome de quem? Dela. Aí se resolve tudo. ele investiu. sétimo privilégio especial. se acham isso absurdo olhem ela não como uma sociedade. se você olhar para ela sendo um contrato de investimento você resolve tudo. porque não precisa ser registrado. que é sócia ostensiva. não vai cair em pegadinha. ela vulgarmente conhecida como contrato de gaveta. porque o contrato é celebrado com a construtora. Na falência do ostensivo o oculto vai ser considerado como credor. Primeiro a receber é o trabalhador e uma ordem meio complicada que tem para tudo. oitavo . responsabilidade diretíssima. na verdade ele é o credor. o banco ele tem alguma responsabilidade perante terceiros? Não. E se for empregado? Acho a mesma coisa. a construtora foi à falência. o contrato é entre as partes. quinto dívidas da massa. tanto é que eu falo o seguinte: se a construtora for à falência. Porque o contrato de trabalho é celebrado com quem? Com a construtora. foi à falência a construtora. Se o sócio oculto investiu e não recebeu. E se toda pessoa que age em nome próprio tem responsabilidade ilimitada em regra. Primeiro a receber acidente de trabalho. eu ou meu primo qual dos dois? Meu primo ele que é empresário. Esta responsabilidade é direta ou subsidiaria? Tem algum patrimônio para executar antes do patrimônio ostensivo? Não. o que tem que fazer? Se habilitar como credor. A responsabilidade da construtora é direta e ilimitada. Se eles não conseguirem receber eles podem executar o banco? Não. então a responsabilidade é direta. Ele é um credor quirografário. porque eu sou sócio oculto. tudo em nome dela. a falência da construtora. Tudo isto porque na verdade não e uma sociedade é um contrato de investimento. paciência. a construtora não pagou o cimento. sexto garantia real. eles vão lá na frente. o empregado tem que se habilitar lá na falência para receber. quarto encargos da massa. olhem-na como um contrato de investimento. O banco por ser quirografário. Pode o fornecedor do cimento Mauá cobrar do banco? Não. É completamente diferente. só pode executar a construtora. daí os peões não receberam. e tem que se e habilitar para receber. No caso a construtora no outro exemplo. Tem ou não tem? O empregado. Tanto é que quem é o primeiro a receber? Os empregados.

pode executar os bens dos sócios. foi cobrar do Leonardo. SOCIEDADE EM NOME COLETIVO – conceito na lei . a casa de praia. A firma coletiva . sócio pode ser pessoa física ou jurídica. porque não é verdadeiramente uma sociedade. quirografário e se sobrar dinheiro vai para o subquirografário. entre os sócios pode existir uma limitação. Sociedade em nome coletivo. e se continuar sobrando distribui entre sócios. Existe limite para esta responsabilidade. A sociedade em conta de participação é isso. Conheceram agora a vulgarmente conhecida sociedade de gaveta. porque pelo menos um dos sócios responde de forma ilimitada. Três sócios. Mas neste caso a sociedade em nome coletivo teve algumas mudanças. o carro? Pode. só pessoa física. pode se estipular o seguinte: Leonardo responde por só 50% do prejuízo. vai receber como credor quirografário. Nesta sociedade quando não falar nada. cem milhões vai. estes credores podem executar os bens dos sócios? Pode. cem mil vai. Mas primeiro o credor tem que executar o bem de quem? Da sociedade. Se tiver devendo cinco mil vai pagar? Vai. sociedade em nome coletivo . Se a sociedade não tiver dinheiro para pagar. embora a responsabilidade seja solidária. Importante: Todos sócios respondem SIS. pago tudo só que depois vou receber 25% dos meus outros dois sócios.Leonardo Marques e Cia Distribuição de Bebidas. Pode escolher entre os sócios que vão acionar? Pode porque todos eles respondem de forma solidária. um responde por 25% e outro responde por 25%. O sócio oculto vai receber como sócio? Não. neste caso todos respondem. Que raio é isso? Subsidiário. Ela utiliza firma coletiva ou denominação? Firma coletiva. é um contrato de investimento. dois milhões vai. Mas isto não vale perante terceiros. Os credores lá tentaram cobrar da sociedade não tem bens. Alguém só vai querer responder por tudo que tem na vida? Não. Aqui. não existe nenhuma na prática. não tem limite. pedido já para revogar. Pode cobrar tudo do Leonardo? Pode. neste caso todos os sócios responde ilimitadamente. se pelo menos tem um sócio que responde em forma ilimitada.artigos 1039 e 1044 OBS: Está em desuso. o banco vai receber como sócio. Pode ser sócio aí e nome coletivo e todos com responsabilidade SIS. porque responsabilidade é solidária. por causa disto à responsabilidade é subsidiaria. solidária. ilimitada. Porque entre eles pode existir uma limitação.82 privilégio geral. Se nossa sociedade não tiver dinheiro para pagar a Brahma. que é perfeitamente legal. Ilimitada.

83 normalmente utilizada quando o sócio responde ilimitadamente. E a denominação é utilizada quanto todos sócios respondem limitadamente. Pode o terceiro entrar sem o consentimento dos demais sócios? Então não pode? Porque se não quiser que esse terceiro entre ou se faz à remissão da dívida ou faz a dissolução de toda a sociedade? Faz-se a dissolução parcial. Mas o novo código civil veio e deu uma solução para acabar com esse problema. então é isso. Adora essa divergência. Pode a escola executar os bens da sociedade? Pode ou não pode? Não pode não. No STJ já pacificou. a doutrina continua dizendo que a lei não fala da matéria. Porque a jurisprudência já pacificou isso há muito tempo vocês estão certos. o TJ do nosso Estado. Por que o terceiro vai entrar? Só entra se a sociedade quiser e se não quiser é só fazer a dissolução.7668/45. É possível aval em um contrato? O aval é uma declaração cambiaria e sendo declaração cambiaria só pode ser inserida em título de crédito. Bom aí olha o que acontece: a jurisprudência pacificou por causa disso. Combine primeiro o artigo 1043 com o artigo 102 do CC. O que tem o artigo 1026 do CC? Tem uma sociedade qualquer. por que faz parte do patrimônio do Leonardo. mas para deixar mais completo combine o artigo 994. ou têm divergências? A doutrina adora essa divergência. O filho é do Leonardo. Pode pedir a penhora ou não pode. . quer dizer o seguinte: têm algum prejuízo para a sociedade de pessoas nessa história? Nenhum. mais a doutrina. o TJ o desembargador Mayrow Marinho é o da banca. agora pode a escola pedir a penhora das quotas que o Leonardo tem junta à sociedade. Se cair na prova vai cair o artigo 1043 do novo CC. Bom. E acabou. e então está claro. Por que não pode? Pergunta a doutrina. tem quatro sócios aqui. Tem quatro e aqui tem uma escola onde estuda o filho do Leonardo. pronto acabou. Já falei. Mas o que a doutrina discuti então? Ela discute o seguinte: Se for sociedade de capital pode. Agora pode avalizar? Não pode. quer dizer que a jurisprudência mostrou. A sociedade tem alguma coisa a ver com isto? Não tem nada a ver com isto. o Leonardo saiu. às quotas pertencem a quem? À sociedade ou ao sócio? Ao sócio. se for sociedade de pessoas não pode. então é isso. c/c 1026. §3° com artigo 43 da Lei de Falências . aí a quota foi vendida em hasta pública. porque a penhora é um ato antecipatório de uma futura venda judicial. mas pega a parte dele dá para o arrematante. porque a sociedade não tem filho. É possível a penhora? É possível. disso e disso. em tese. falei então o que o artigo1026 está fazendo. É claro que a escola pede o cara para assinar uma promissória também. você assina a promissória em branco podendo a sociedade avalizar. não sei que tesão dá discutir isso. e ele está devendo seis mil a escola. seria vendida por um terceiro e o terceiro em uma sociedade de pessoas. é possível a penhora.

84 Pega e dá uma olhada no artigo 1026. vai abatendo. É a mesma coisa. Então se fizer a penhora do Leonardo aqui nessa sociedade. por conta do artigo 1026. Quanto o Leonardo têm de direito nessa sociedade? Ele tem X. O que muda? O artigo 1026 não manda a penhora. Então todo lucro que era pra ser distribuído para o Leonardo.00 anuais ou mais ia demorar o maior tempão eu não tiro lucro nenhum. Opa. ele foi depositado lá. Então pode ser feita a penhora por parte da escola? Pode. Aí o credor nunca vai receber. vai depositar em juízo em favor lá da escola. talvez o juiz reserve parte para sua subsistência. . ela pode escolher o seguinte: receber os R$6. ele pode falar. até o necessário para aquela execução. vai demorar o maior tempão.00? Quanto? Doze anos. O que é liquidação da quota? Vocês lembram? Lembram que antigamente eu falei que para evitar a entrada de terceiros fazia a dissolução parcial. ou sobre o meu automóvel. desde que não exista outro bem desembaraçado. o dividendo que daria ao Leonardo vai entregar a quem? Vai depositar em juízo. Mas isso é salário? Não tem natureza jurídica de salário. se não tiver outro bem desembaraçado pode permanecer a penhora da quota. não conseguiu a penhora aqui. o que vai ser penhorada na verdade. E se for à única renda dele? Não vejo problema nenhum. ele vai abatendo do valor da execução. vai começar a vender bens da sociedade para liquidar a quota do Leonardo. Não. mas tal se não existir outro bem desembaraçado. mas aí muda o seguinte. Não é possível que você faça uma conjugação na prova da Defensoria para pode guardar um pouquinho para o cara sobreviver. ou melhor. e deposita em juízo. cerca de R$1. Vamos supor que distribui de dividendo só quinhentas pratas. Quando chegou aqui. Está aí. Porém. espera aí. requeiro ao juízo da execução que a penhora recaia sobre minha casa de praia. então pega o X. Vai demorar quanto tempo para pagar os R$6. ele pode requerer a dissolução parcial. a escola pode escolher. fazer novos investimentos coisa e tal.00 através dos lucros dos dividendos da sociedade. O artigo 1026 vêm dizendo o seguinte: O credor particular de sócio pode pedir que a penhora recaia sobre as quotas dele na sociedade.500. na verdade vai ser dada uma opção ao credor. já conseguiu os R$6. está certo é escola.000. A liquidação da quota do Leonardo. não é? Vamos supor que a execução está lá na vigésima primeira vara cível. Quando tem dividendo. não manda as quotas penhoradas para hasta pública. Conseguiu a penhora.000. ou vai ou racha. liquidou isso tudo.000. Então é feito o quê? Penhorou para que? A penhora vai ser diferente. ela pode pedir a liquidação da quota. mas é claro que vai liquidar toda a quota do Leonardo.00 depositou em juízo e acabou. Dinheiro penhorado o que é pra fazer? Têm que converter todo lucro. lá no artigo 1026. Então o que é liquidação? Vai ser feito o balanço. vai liquidando. E sabe a outra opção que é dada a escola? É.

por causa disto só resta a receber através dos lucros. está lá no 1043. mas com a ressalva que vou fazer. aí o credor vai poder pedir a liquidação? Vai desde que ele grite em noventa dias. então vai ser liquidado o necessário para pagar.00? Não. por exemplo. A sociedade vai dar mais alguma coisa além de 5. Esta regra aqui se aplica para toda a sociedade. o juízo só intima a sociedade para fazer isto. seria prorrogada e o que diz no parágrafo único? Que o credor vai poder requerer a liquidação. vai poder escolher. E se vender tudo? A parte dele era pequena vendeu tudo o que ele vai fazer? Vai sair da sociedade. Só estou falando do artigo 1026. mas também pra comandita simples. Então no 1043 não temos a opção. ai chega agora em junho os sócios se reúnem e prorrogam ela até agosto de 2010 e aí ela foi prorrogada ate agosto de 2010. O credor na sociedade em nome coletiva. Inciso primeiro e o segundo fala da prorrogação contratual ou expressa. em juízo ou extrajudicialmente? Vai ser apurado extrajudicialmente. Mas respondendo ao colega.00 que é do Leonardo. A opção é dada ao credor então. liquidadas para pagar lá aquela execução. Ele que tinha lá 1. Então ela não pode pedir a Liquidação da quota. entenderam isso? Se a prorrogação for contratual ele tem que gritar em noventa dias. o que é prorrogação tácita? Chegou o prazo ninguém falou nada. o sócio do Leonardo devedor tem ¼ do capital social ele terá qual % do patrimônio liquido? 25%.000. Parte das quotas que ele tinha vai sendo vendidas. ela não pode pelo artigo 1043 requerer a Liquidação. Então. no sentido de extinção) pugnar pela liquidação da quota do devedor. o que muda em relação à sociedade em nome coletivo? Temos que ir ao artigo 1043. prazo para existência: agosto de 2003. aí ela pode requerer a liquidação? . a contar da alteração do contrato. mas principalmente para a ilimitada.000. Agora. para a escola. vai diminuir o que em relação ao Leonardo? A sua participação na sociedade. Agora quanto e o patrimônio liquido? Quem fará isto tudo. vai dar só os 5. Mas veja o seguinte. continuou.00. Aí o § único diz: só vai poder pedir a liquidação se for houver a prorrogação tácita ou ocorrer à prorrogação expressa. É mais ou menos o seguinte: aquela sociedade em nome coletivo. A sociedade vendeu toda à parte dele e mandou para a vara cível. chegou agosto de 2003 ela não foi dissolvida. de sócio (o Leonardo não pode antes de dissolver-se (da sociedade acaba. não estou falando ainda da regra especial da sociedade em nome coletivo. ela foi prorrogada tacitamente. tudo em prol do credor. Agora se a prorrogação for tácita. Vendendo toda a parte do Leonardo só deu 5. qual vai ser a opção? Quem é que escolhe se vai ser por uma ou por outra via? O credor. A apuração de haveres é através do patrimônio líquido que terá por base evidentemente o capital social. agora teria 400 quotas. e o que o safado diz? Ele diz assim: o credor particular (a escola).000 quotas.85 O Leonardo tinha uma quota grande. só vai poder requerer se à sociedade for prorrogada tacitamente. Essa é a exceção.000. que é isto? A sociedade em nome coletivo existia ate agosto de 2003. em nome coletivo também.

Pode ser Pessoa física ou jurídica. porque aí o credor deveria aguardar vencer o prazo para pedir a liquidação. está ruim. porque ele tem responsabilidade ilimitada. em 90 dias. e se administrar o que acontece? Ele passa a ter responsabilidade SIS. Espie apenas um só que é o comanditado com responsabilidade SIS. E aí lendo desta forma cuidadosa o artigo 1043 está tratando da sociedade em nome coletivo por prazo determinado ou indeterminado? Se for por prazo indeterminado quando é que a escola vai poder requerer a liquidação? Nunca. O comanditado ele ganhou . essa interpretação é louca. A segunda interpretação é pior ainda. A primeira categoria temos os comanditados que só podem ser as pessoas físicas. o artigo está errado. Subsidiário fala se não quiser riscar. SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES O conceito está na lei. Tem duas absurdas. eu sou legislador por acaso. Ele pode colocar o nome dele lá na razão social? Pode ou não? Ele o comanditário? Só pode botar o nome lá na razão social quem tem responsabilidade SIS. porque é lá daquele conceito da Justiça Federal. A primeira é aplicar literalmente. 1040. posso dizer que não aplico na hora da prova? Não. com responsabilidade SIS. Bem e o comanditário? É aquele que de otário ele não tem nada.. porque a responsabilidade dele é limitada. Somente os comanditados que podem exercer a administração da sociedade. como é no coletivo por prazo indeterminado jamais a escola poderia pedir a liquidação. aplica as regras gerais do 1026. Se for tacitamente vai poder pedir a qualquer momento.. Imaginemos quatro sócios aqui. três comanditárias três amigas e um comanditado. manda aplicar 1026. expressamente. aí ela não vai precisa requerer. ela faz distinção se é por prazo determinado ou indeterminado? Não faz pelo menos o caput não faz. ele não pode administrar. as outras duas são.. rasgar o artigo aplicar o artigo pelo menos interpretando de que só se refere à sociedade em nome coletivo e por prazo determinado.86 Pode a qualquer momento.. A terceira opção é deles também. isso é novidade. se ele botar passa a ter responsabilidade SIS. O que é sociedade comandita simples? Ela é formada por duas categorias de sócios. esta é a melhor interpretação do 1043 realmente. não tem prazo.1027. ou seja o credor pode requerer a liquidação a qualquer momento. já está sendo liquidada. nos artigos 1045 a 1051. ele não pode botar. Então restrição do 1043 e só para a sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. Ela utiliza razão social ou denominação? Razão social somente ele o comanditado que pode botar o nome dele lá na razão social. porque se for por prazo indeterminado. Então como é que é aplicado o artigo 1043? Tem três formas de aplicar o artigo1043. se eles falarem eu não aplico o artigo como é que eu vou aplicar o artigo. Só posso pedir a liquidação se esse prazo for prorrogado tacitamente ou contratualmente. porque é prazo indeterminado. Ele pode administrar? Quem que responde ilimitadamente é o comanditado.

quem vai administrar? Vai ter que ser nomeado um administrador provisório. Todos passam a responder ilimitadamente. e dar aos demais sócios o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para eles arrumarem um novo sócio comanditário. é possível? Sim. fulana de tal sócia comanditária poderá realizar o contrato com o fornecedor tal e tal no períodos de tanto a tanto ate o valor de X. Agora vamos inverter: Quatro sócios comanditários e um sócio comanditado. quatro comanditados e uma comanditária. vamos preservar a empresa em atividade. Isto é comandita simples. E se continuar funcionando mesmo assim? Ela passa a funcionar de forma ilegal. mas aí a lei falou: saiu só um e ainda tem sociedade. O comanditário pode administrar? Não pode. que pode ser ate um comanditário. E se não arrumar? Ela tem que ser devolvida. até arrumar um novo candidato. aqui e para administrar dentro daquele período até arrumar um comanditado. e aí tem que ser dissolvida a sociedade. Qual vai ser a responsabilidade deste administrador? Limitada ou Ilimitada? Nenhuma dos dois. com poderes específicos? Não dá para saber. vai poder ser nomeado uma pessoa para realizar os negócios urgentes. inclusive para o comanditário. O problema não é este. mas olhem só: poderes específicos. É possível. E se der uma procuração com poderes genéricos e ela administrar genericamente? Ela passará a ter responsabilidade ilimitada. Ele esta viajando. Vou dar outro exemplo: cinco sócios.O comanditado exerceu também o direito de retirada alegando quebra do affectio societatis. ou seja. ele é o único comanditado. ou seja. se ele administrar ele passa a ter responsabilidade SIS e aí? O Leonardo não vai poder viajar. vai desenvolvendo a atividade ate arrumar um cara. porque o comanditário tem responsabilidade limitada. Não vai ser difícil. Ela saiu da sociedade a qual tem comanditados e os comanditários. Pode esta administração provisória recair sobre comanditário? Pode. com poderes específicos. ela quer exercer o direito de retirada alegando quebra da affectio societatis. pode até mesmo um que era comanditado fazer uma alteração contratual e passar a ser comanditário. um negócio? Passa um fax lá para o Estados Unidos acha o Leonardo para ele mandar uma procuração específica. Vai parar a empresa? Não.87 um cupom e uma passagem para ficar um mês e quinze dias na costa oeste do Estados Unidos. ele só terá uma responsabilidade se ele agir por dolo ou culpa. vai ter até briga entre eles. E se surgir alguma coisa que não estava prevista. bem específico. o problema e o seguinte: enquanto está procurando um novo comanditado vai ser mais difícil. o comanditado ele pode dar uma procuração. aí já não é com poderes específicos. A sociedade vai ter o prazo também de cento e oitenta dias para arrumar um novo comanditado. o administrador ele não tem responsabilidade pelas obrigações. para uma pessoa. . SOCIEDADE DE CAPITAL E INDÚSTRIA Não existe mais.

na comandita o comanditado responde SIS. tranqüilo. evolui e chegamos até aqui. só que esta segunda grande vantagem e aí que vem a primeira crítica. é a que cai na prova. Imagina a limitada abrir mão. na limitada ninguém. todos respondem Limitadamente. vantagem dela é que todos os sócios respondem de forma limitada. o nome já induz a um erro esta sociedade ela é limitada? . quorum qualificados. Noventa e oito por cento (98%) das sociedades empresariais registradas na Junta adotam a forma de limitada. A limitada porque ela tinha esta aceitação toda? O que tinha de bom no decreto 3708/19? Primeiro o seguinte em relação as sociedades que nós vimos aqui. Então as grandes duas vantagens são estas.? Burocratizada esta é a primeira grande crítica. então porque tanto adotam a limitada e não adotam a SA? A limitada é melhor do que SA. Tem um projeto de lei. limitada por limitada sociedade anônima os acionistas também respondem limitadamente. para tratar a limitada em uma lei especifica. Bom. para fazer um contrato social. SOCIEDADE ILIMITADA Que é sociedade ilimitada? Muita coisa pra falar. Na comandita são os comanditados. Antes do novo CC. Para que mexer em time que está perdendo? Para que foram revogar o tal amado decreto 3708? De tão amado que 98% das sociedades empresariais adotaram ilimitada pelo decreto 3708/19 ele era bom ou ruim? Excelente.. Como uma sociedade tipicamente familiar. porque é fácil. houve uma evolução ela foi criada na Alemanha por volta de 1896 ou 92. Podem ver que é uma evolução lá no coletivo todos estão com a cara na janela. Lá no coletivo todos respondem SIS. é prejuízo. A segunda grande vantagem é o seguinte. porque é muito mais fácil você criar e muito mais fácil você administrar uma limitada e bem fácil sem nenhum demérito mais em tese tem conhecimento jurídico. ela era regulada pelo decreto 3708/19. agora tem a assembléia geral dos sócios. agora fazer um estatuto.Como é a responsabilidade da sociedade ilimitada? Ilimitada.. conselho fiscal. Bom. A primeira crítica é que estes artigos aqui burocratizaram a limitada. porque agora a limitada esta regulada nos artigos 1052 a 1087 do NCC e tem um projeto revogando estes artigos tramitando no Congresso. como é responsabilidade dos sócios na sociedade por corte L ou I? Limitada. de uma sociedade anônima fica complicado. nela não. não lembro. vem lá agora sociedade ilimitada.88 SOCIEDADE COOPERATIVA É sociedade simples por conta do parágrafo único do artigo 982 do NCC.. O que é limitada ou ilimitada é a responsabilidade dos sócios.. quoruns para instalação da assembléia. mas na prática quem faz um contrato social? Os contadores fazem muito bem. a segunda grande crítica vem em relação ao nome.

até o limite de vinte mil reais. Todos respondem de forma? Solidária. a sociedade há seis anos atrás. olha sociedade limitada na verdade ela continua com o mesmo nome sociedade por cota de responsabilidade limitada. C. Então aí o conselho de Justiça Federal mais uma vez desce o pau. Distribuição de capital social: A cinqüenta mil. Antigamente a regra era aplicar S/A. era assim. O Leonardo integralizou a parte dele (A). porque só pode executar os sócios pela parte não intregalizada. legislação supletiva já vimos. Qual é antigamente se o decreto das ilimitadas fosse omisso você procurava solução onde? Mandava aplicar supletivamente a lei da S/A. Se o capítulo for omisso você vai aplicar como regra a sociedade Simples. Sócio dissidente. agora é aplicar a Simples. continua com o mesmo nome designado no decreto. Quanto falta para integralizar o capital social? Vinte mil. salvo quando o contrato mandar aplicar expressamente a Lei das S/A. só tem de ativo 60. A responsabilidade dos sócios nós já vimos. Pode executar até quanto? Havia quem sustentava os 40. Hoje o capítulo das ilimitadas (artigos 1052/1087 do NCC).00. aquele que tem direito de retirada. isto quer dizer o seguinte: se esta sociedade for à falência e não tiver bens suficiente para pagar os credores. ato ultravires societatis e Abuso da razão ou denominação social. Hoje a sociedade tem de ativo sessenta mil reais só. D. o B integralizou. mas foi integralizado oitenta mil. podem estes credores executar o sócio A? Pode. ou seja. mas primeiro tem que passar pelos bens da sociedade. essa é a regra. o C quinze mil e o D vinte mil. Em princípio cada sócio responde pela integralização de suas quotas. O sócio D. aquele que não integraliza é xingado de sócio remisso. então de cem mil. por isso ela foi à falência. falamos aqui. mas se o D não pagar. o D não integralizou.053. texto perfeito da Lei. Como é responsabilidade dos sócios? A responsabilidade é assim. Mas se tiver de dívida no mercado trezentos mil. o C integralizou. neste caso ele pode diluir o prejuízo com os demais. no artigo 18 do Decreto. tendo os sócios A. é isso e acabou. B.89 Não ela responde como qualquer outra sociedade. Importante: Só vai poder executar os vinte mil reais. Mas isso já vimos. Por quê vinte mil? Porque o que falta para integralizar. esta a exceção. o B quinze mil. É claro que se o sócio A pagar vai entrar com a ação de regresso contra o sócio D. Limitadamente. já falei. vou dar exemplos: sociedade de capital social Cem mil. e de passivo quatrocentos e trinta mil. for um miserável. Entenderam a responsabilidade? Vou dar último exemplo.000. mas aí divide por três. mas todos respondem pelo que faltar para a integralização do capital social. se este capítulo for omisso qual artigo que vai cair na prova mesmo? Importante: Artigo 1. Então: Trezentos e setenta mil de passivo. quanto esta integralizado? Oitenta mil. Estes credores podem executar os quatro sócios? Até vinte ou até quarenta mil? A integralização social é de cem mil. Já vimos várias exceções quanto a responsabilidade limitada dos sócios? Desconsideração da personalidade jurídica. a responsabilidade está no 1052. dá para executar quanto do sócio A? Vinte mil. A pode entrar com ação contra D.000. .

ciclano.. a convocação da reunião tem que ser na forma do artigo 1. no que couber o disposto para Assembléia de sócios. como exercia este direito de retirada na sociedade por prazo indeterminado. alterasse o endereço junto a sociedade. Se é uma sociedade na qual eu participo. estamos falando de atos futuros. parágrafo terceiro. Acabou aquela facilidade do cara ligar. vou comunicar para todo mundo. se ele se mudou problema. devendo mediar. falei até que affectio societatis era motivo para retirada . se no contrato não falasse nada era por decisão da maioria absoluta. prazo de antecedência. aí posso exigir . aquela coisa de fazer meio nas coxas. é um gasto tremendo. e de cinco dias para as posteriores. Esse o contrato não estipular qual é o procedimento? A lei diz como é que vai ser. Antigamente para haver alteração contratual.. ao menos. ato jurídico perfeito. tal. As deliberações anteriores você não muda. desde que sócio que representasse mais de mais de 50% deliberava sobre o assunto as cotações. entre a data da primeira inserção e da realização da assembléia. mais de 50% do capital social. ou seja. Como não? Aí ela vai poder tomar suas deliberações em suas reuniões de sócios. Antigamente não bastava a decisão dos sócios que representassem mais de 50%. considera-se convocado aquele sócio em que foi expedido para tua residência uma notificação via Ar. era assim: dez sócios. a previsão dela tem que esta aonde? No contrato social. e a reunião? Não tem previsão na lei. e não assinava droga nenhuma. vou pelo mais simples.90 direito de retirada por prazo indeterminado. não concordava com nada: temos que sentar. Último tema da Burocratização: Assembléia de reunião de sócios nem tudo o antigo sócio gerente administrador pode decidir. Concordam com a proposta fulano. Então vai ser possível o entendimento da seguinte forma: se o contrato social não disciplinar. E se esta sociedade tiver menos de dez sócios? Continua como era antigamente? Não. novas assembléias. novas reuniões a se realizarem.152. Não vou deixar minha sociedade ter um gasto publicando em jornal. as próximas deliberações aí sim.. eu sou sócio majoritário. como é esta reunião? Assembléia vocês sabem que é no 11052. Vou mandar para assinar. tenho 60% ou 90% será convocado? É obrigatória a deliberação em assembléia se a sociedade tiver mais de dez sócios. coloco lá a convocação será por qualquer meio idôneo: por carta telegrama. E aí mesmo se o majoritário quiser. o prazo mínimo de oito dias para a primeira convocação. mudou como é feito isto? Hoje agora é assembléia geral. aplica-se a reunião. está lá como que vai ser feita a convocação. que fala em jornal de grande circulação. era feito com a liberação dos sócios. Antigamente podia o sócio gerente alterar o contrato social? Não podia. Eu vou decidir qual será o procedimento e vou ter que especificar isto no contrato. a maioria absoluta. maior burocracia. o que tinha que fazer antes para sair? Notifica com antecedência de 60 dias. Mas hoje em dia não é nada disto. espírito de porco que não assinava. Falei disso quando falei dos direitos de sócios. tal . aí sim tem aplicação. AR. de retirada. conversar. entra o artigo que tem que adaptar.tal. convoca-se por jornal. de lucros. Obrigatória como? Como é a Assembléia? O procedimento está no artigo 1152 § 3º: o anúncio de convocação da Assembléia de sócios será publicado por três vezes. aí tem um sócio. quanto tempo de antecedência. o antigo gerente eu não posso alterar. vou fazer o seguinte: uma proposta de alteração e vou ligar para os outros sócios. quer dizer.

Podem ser dispensados.. e como a regra a regra agora não é a maioria absoluta.. Ele é um órgão de existência facultativa nas sociedades limitadas.02/08/2003 CONSELHO FISCAL NA SOCIEDADE LIMITADA É uma inovação do novo código civil a previsão legal de um Conselho fiscal para as sociedades limitadas. não precisa concordar todo mundo não. por isso a formalidade aí é essencial. Logo. delibera contrariamente. porque não se obedeceu a forma prevista na lei. e por último.. desde que todos os sócios deliberem por escrito sobre aquele assunto. vai que na assembléia consegue convencer a galera. depende da disposição dos sócios. pois eram aplicadas supletivamente as regras das sociedades anônimas. não para passados. sócios ou não. mas se existir ele tem que ser composto no mínimo por três membros. Neste ponto que vamos ter a diferença. nas hipóteses que acabei de mencionar. Pode-se dispensar dessa formalidade de convocação tanto na assembléia quanto na reunião? Pode. mesmo sem previsão legal expressa..91 o cumprimento do 1152. podem. Antes do novo código civil a sociedade limitada era regulada pelo decreto 3708/19. não vai precisar da assembléia no momento tão dispensados da formalidade de convocação. pois já temos previsão expressa. O Conselho fiscal não é obrigatório nas sociedades limitadas. antigamente era tudo com a maioria absoluta e hoje ta tudo lá no 1. a doutrina sempre entendeu possível a existência de um Conselho fiscal nas sociedades limitadas. Este decreto não tinha nenhuma previsão sobre o Conselho fiscal das sociedades limitadas. a regra agora é a maioria simples.. não pode. nós vamos estudar Conselho fiscal quando tratarmos de S/A. correrá o risco de muita deliberação ser tomada como nula.. para dispensar a assembléia ou a reunião todos tem que deliberar por escrito.052?Pode. desde que todos os sócios. a maioria dos presentes em assembléia ou reunião. Por causa disto que tem que haver esse negocio de convocação. 9 ª Aula . pela própria essência do ato. como também pode ser dispensada a própria assembléia ou reunião. outra salvação da lavoura. ou seja. Esta previsão está no código civil e. se derem por convocados. Pode ser dispensada essa publicação o 1. Hoje não é mais necessária a analogia. por uma aplicação analógica da lei de S/A. aí tem que convencer o espírito de porco. não pode. então. mais se ela que não concordou deliberar por escrito não tem problema. . a maioria absoluta para pedir concordata. Se tiver a assinatura de 90% não pode mandar alteração para a junta comercial? Não pode. que é para atos futuros. Devemos saber apenas que é possível o Conselho fiscal na sociedade limitada.076. é muito similar à previsão legal da sociedade anônima. aí será terrível. agora a lei exige ¾ para a mudança do contrato. maioria absoluta para nomear administrador. E mais se contrato não fala como será a reunião será na mesma forma da assembléia. mas mesmo naquela época a doutrina e a jurisprudência tinham o entendimento que era possível existir um Conselho fiscal das sociedades limitadas. mas deliberou por escrito. do novo CC. digam por escrito que estão cientes da data da data e da reunião ou da assembléia. depende do que eles querem. se todos deliberarem por escrito. Pode ser dispensada da própria assembléia ou da reunião? Pode. pra que consegue convencer. aí tá a solução da lavoura..

a doutrina entendia que poderia ter Conselho fiscal mesmo sem previsão legal. e tem que ser levado na Junta comercial para que seja de conhecimento de todos. e aqui na sociedade limitada agora também não vai precisar. um ato separado. Antigamente poderia nomear um gerente não sócio? Não. Por isso que é errado ficar falando sócio gerente e sócio administrador. mas a regra agora é que o administrador seja nomeado através de um ato separado. então. hoje não. aproximou mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. Era uma complicação muito grande. Ele pode? Pode. o correto agora é falar tão somente . gerente agora é empregado. Hoje. Antigamente nomeava-se um sócio e esse sócio poderia até delegar o seu poder. tinha que ter previsão no contrato e etc. e ninguém entende nada de restaurante. Isto. no momento da prova pode-se perfeitamente escrever ato separado. com o novo código civil. o professor Fran Martins era de uma corrente no sentido de que era possível até ter o Conselho fiscal nas sociedades limitadas. Como é que se descobria antigamente quem era o sócio gerente? (hoje administrador). ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA Aqui houve uma grande modificação. Analisando o contrato social. mas. O novo código civil encampou essa corrente. nós sabemos que lá fora vai ser chamado de Termo de posse. A irmã de um dos sócios sabe tudo sobre restaurante. Então. A lei encampou a doutrina com essa pequena distinção. Hoje. Chegava na Junta comercial e verificava no contrato social quem administrava a sociedade. Ex: Somos 4 sócios.92 Antigamente. mas a lei não diz. nomeava-se um administrador. mas colocou que os membros do conselho fiscal não precisam ser sócios. Foi aproximada mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. tem carteira assinada. hoje existe administradores. A única diferença da lei para aquela posição majoritária da doutrina é que hoje é possível o Conselho fiscal. mas os seus integrantes não precisam ser necessariamente sócios. acabou esta burocracia. um sócio gerente. e este delegava os poderes a um estranho. pode-se nomear direto um administrador não sócio. antes do novo código civil. O Conselho fiscal será estudado mais detalhadamente mais adiante. É a única diferença. O contrato social não vai designar administrador. nesta o administrador vai ser nomeado em ato separado (ou termo de posse) junto à Assembléia geral. mas junto deste contrato social vai vir um ato designando um administrador. Antigamente havia os sócios gerentes. A lei não diz o nome deste ato separado. com aquela tendência de se aproximar à sociedade limitada da sociedade anônima. mas os seus membros deveriam ser sócios. quando não havia previsão legal. tinha que ter autorização de outro sócio. a regra é que o administrador não seja nomeado no contrato social. O diretor da sociedade anônima tem que ser acionista? Importante: Não. mas não tem dinheiro para ser sócia. Importante: O administrador hoje (inovação) pode ser nomeado tanto no contrato social como pode ser nomeado através de um ato separado (isto é inovação). Daqueles 4 sócios ninguém quer trabalhar no restaurante. É igual na S/A.

Mas em regra. E caso aplique subsidiariamente a lei de S/A? Na lei de S/A a pessoa jurídica também não pode ser administradora. é possível que seja a maioria absoluta. Esse quorum que está previsto na lei é para nomeação. caso você aplique supletivamente uma lei ou a outra. O 1071 está no inciso III . ele pode ter sido nomeado através do contrato ou em ato separado. podemos até aplicar por analogia. inciso II c/c 1071. mas este está lá no artigo 1060 e 1061. então. só por decisão de 2/3. Na sociedade simples somente pessoas físicas podem ser administradoras. é a maioria absoluta. Se ele tiver 35% das quotas ele não sai jamais. quando o capítulo das sociedades limitadas é omisso. O não sócio para ser nomeado administrador tem que ter autorização do contrato. porque ele pode ser sócio ou não. depende da decisão da unanimidade. ou seja. Ex: Se um sócio nesta sociedade for nomeado administrador. Caso esteja integralizado depende da decisão de 2/3. caso o capital esteja integralizado a decisão é de 2/3. em regra.93 administrador. se for nomeado em ato separado. ou seja. então. inciso III. como ele não faz distinção. Basicamente todos os quoruns estão previstos lá no artigo 1076. não tem jeito. Importante: Destituição dos administradores não sócios. Caso seja através de ato separado. não é previsão legal) ou no máximo. artigo 1076. se estiver designado no contrato social será 2/3. se ele não estiver designado no contrato é maioria absoluta. Ela pode ser nomeada administradora?( Ex: tem 80% das quotas) O professor Fábio Ulhoa Coelho começa devagar. se for no contrato social será 2/3. mais de 50%. Isto porque tem que ter a decisão de pelo menos 2/3 para tirar ele de lá. Para o sócio tem quorum para nomeação e para destituição. No 1076 vem escrito: “Pelos votos correspondentes a mais da metade do capital social”. Então. Realmente se fizermos uma leitura do capítulo que vai do artigo 1051 ao 1087 não fala nada. depende da maioria absoluta. ele diz que não há proibição expressa. Se for o sócio. Pode uma pessoa jurídica ser sócia? Pode. a maioria absoluta. e se o capital social não estiver integralizado depende da decisão da unanimidade. jamais vamos falar sócio gerente ou sócio administrador. é a maioria absoluta. Foram os dois entendimentos com base no artigo 1076 incisos II e III. para tirar ele de lá só com “reza”. para o não sócio não tem. ele não sócio. agora. aplica-se às regras da sociedade simples. pois ele pode ser sócio como pode não ser sócio. Caso o sócio seja nomeado administrador no contrato social. é um quorum elevadíssimo. é o quorum previsto no artigo 1061. Neste caso não tem este negócio de capital integralizado ou não e nomeado no contrato social. nas duas soluções . Por quê inciso II? Neste caso temos que ir no artigo 1071. Agora. Ele não fala no quorum para destituição. depende da decisão de 2/3. seja ele sócio. não tem problema. Decisão da maioria absoluta. De acordo com o artigo 1060. para colocar e tirar um sócio como administrador pelo contrato social. Pelo 1076 inciso II c/c 1071 inciso III. ele fala no quorum para nomeação. Destituição do administrador sócio. Não sócio se o capital não estiver integralizado. A lei está empurrando mesmo para uma nova solução. Eu (professor) acredito que nomeação seja maioria simples (opinião pessoal. é um quorum que não está previsto lá no artigo 1076. Caso seja sócio em ato separado. logo. vamos falar apenas em administrador.

Este artigo diz que os sócios de uma sociedade limitada ficam responsáveis pelos débitos previdenciários. A regra é que os sócios respondam limitadamente. Nós vamos fazer uma rápida previsão das hipóteses em que a responsabilidade vai ser ilimitada. Mas neste caso tem que ser administrador. Outra hipótese: Vimos esta hipótese como teoria da desconsideração menor. Todos os sócios que aprovarem ficam responsáveis pelos prejuízos decorrentes desse ato ilegal de forma ilimitada. Outra hipótese: INSS – Dívidas perante o INSS. Existem duas previsões legais no CTN a respeito da matéria. É o artigo 13 da lei 8620. a doutrina e a jurisprudência entenderam como qualquer . Tem um artigo altamente questionado. porque o abuso da razão social ou da denominação. A primeira previsão é a seguinte: Toda sociedade de pessoas. É lá na justiça do trabalho. basta a sociedade não ter dinheiro para pagar que eles mandam penhorar os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). Logo. Porém. Os sócios respondem quando a sociedade não tem condições de pagar seus tributos ? Na prática responde. O Fábio Ulhoa Coelho não diz que a pessoa que a Pessoa Jurídica pode ser. Com isto verificamos que não há porque ter dúvida. no momento da prova é diferente. O fundamento é a simples insuficiência patrimonial. Outra hipótese: São os débitos tributários. esse é o entendimento amplamente dominante. e as duas legislações supletivas dizem que somente a pessoa física pode ser administradora. Já foi tratado que a responsabilidade do sócio é limitada. só a pessoa física pode ser administradora. é o que está bem claro no artigo 1080 do novo código civil.94 somente pessoa física pode ser administradora. Outra hipótese: Abuso da razão social da denominação. Outra hipótese: Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. ou seja. o Fábio Ulhoa diz que quem vai responder isto é a jurisprudência e a doutrina a partir de agora (Não tem como decidir de outra forma. Na prática vem a execução fiscal e penhora logo o bem dos sócios administradores. as sociedades contratuais. a exceção. que envolve pessoas. dos quais 3 aprovaram e 2 não aprovaram. Outra hipótese: Artigo 1080 do novo código civil. basta a insuficiência patrimonial da sociedade para você atacar o bem patrimonial. limitada à integralização do capital social. Os dois sócios que não aprovaram o ato não ficarão responsáveis. quando eles respondem ilimitadamente? Já foi visto muitos casos. mas que está na lei. nós vamos para a legislação supletiva. Mas ato contrário à lei não é abuso da razão social? Não. Quais são as exceções. aí incluído as sociedades limitadas (Que nós já vimos que em regra ela é de pessoas). pois se o capítulo é omisso. mas os 3 sócios que aprovaram ficam responsáveis ilimitadamente. no momento da prova não é assim que deve ser respondido. O artigo diz que os sócio que aprovarem a deliberação contrária à lei ou contrária ao contrato social respondem de forma ilimitada. Ex: Quando o sócio pratica um ato ultravires societatis . Seria uma teoria da desconsideração menor também. e eu estou falando em deliberação de sócios. ou seja. Ex: Suponhamos que tenha 5 sócios. nós falamos em atos dos administradores. somente pessoa física pode ser administradora). Este ato que foi aprovado por 3 sócios é contrário à lei ou contrário ao contrato social.

mas que são fornecedores. Ele deliberadamente pára de pagar os tributos para pagar outros credores não privilegiados. “Respondem pelos débitos tributários da sociedade quando agirem com excesso de poder”. os administradores ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado”. já tem o fato gerador. A responsabilidade é de todos os sócios de sociedades contratuais. mas ainda não foi feito o lançamento. Isto é. Então. Neste caso. pois não foi dada a baixa. A segunda previsão é o artigo 135. os sócios respondem como substitutos tributários. passam 5 ou 10 anos e você não informa à receita federal. Na liquidação irregular. Só quando o fisco consegue provar que o administrador agiu com excesso de poderes. e a sociedade não tiver condições de pagar o tributo. Daí então vai para o caput. fechou as portas. Essa é uma liquidação irregular. são os tributos. mas a jurisprudência entendeu como sociedades contratuais. mas nem todas as CNDs são fidedignas. não vai ser pago. mas essa baixa que foi dada não foi uma baixa regular. mas com um bocado de débito tributário. a lei nem discute. Todos eles respondem. Isto está no artigo 134 inciso VII do CTN. Ex: Você não dá baixa na Junta comercial. Isto quando perguntar em tese. Existe uma outra forma de liquidação irregular. o imposto não acabou não. então. Mas você só pode responder assim se o examinador disser que ele agiu conforme a lei e conforme o ato constitutivo. pois para dar baixa você tem que apresentar CND. é aquela que os sócios vão lá na Junta comercial e dão baixa. e pela lei quem tem . O que é excesso de poderes? È quando ele pratica ato contrário à lei ou ao ato constitutivo (Contrato social ou estatuto). Ex: Não estamos falando agora de S/A. Aquele que tem 1% pode até pagar tudo e depois ele entra com uma ação de regresso face aos demais sócios. acabou. Inciso III – “Os diretores. vai ficar por isto mesmo. para que seja dividido o prejuízo. às vezes o débito tributário ainda não foi lançado. A lei fala de pessoas. inciso VII não se aplica às sociedades institucionais. Quando essas sociedades têm débitos tributários e elas são liquidadas. aquelas que tem por ato constitutivo o estatuto. mesmo aquele que tiver 1% na sociedade. O imóvel era de aluguel e você já devolveu e não tem mais nada. sociedade em nome coletivo. inciso III do CTN (Leia 1º o inciso e depois o caput. e o sujeito sabendo disso vai lá e pega a CND apresenta e dá baixa. comandita simples. mas na verdade não existe mais aquele seu ponto comercial. também considerada pela jurisprudência. isto é considerado uma baixa irregular. ou seja. mas todos os sócios respondem de forma ilimitada na liquidação irregular. Por que está dizendo em tese? E está falando que na prática é diferente? A primeira coisa que o administrador manda parar de pagar quando o dinheiro está pouco. estamos falando de sociedade limitada. Caso o administrador agir dentro da lei e na conformidade do seu estatuto. excesso de poderes é ato contrário à lei ou ato contrário ao contrato social ou estatuto. Esta é a mais comum. Aí você pode dizer: Mas isto não dá. se elas não pagaram os débitos tributários. Então é automático isto? Não. mas no momento de se fazer a prova não pode responder assim. Na prática é. ele não paga. Neste caso todos os sócios respondem como substitutos tributários. O artigo 134 não se aplica a sociedade anônima e a comandita por ações.95 sociedade contratual. OBS: Existem duas formas de liquidação irregular. assim fica mais fácil). nem de comandita por ação. Essa disposição do artigo 134.

E é aquilo que é o título executivo. ele está defendendo interesse próprio. porque a própria lei já diz que ele responde por isso quando ele age com excesso de poderes e tudo mais. inciso III do CTN. solidários. aquela certidão da dívida ativa em nome da sociedade vale também contra o sócio. é qualquer pessoa jurídica de direito privado que aplica a regra do artigo 135. por força de lei os sócios que agirem com excesso de poderes. na forma do artigo 135. Este caso é com certeza substituição processual substancial. Este ato de deliberadamente não pagar o fisco já é um ato contrário à lei tributária. Está executando a sociedade x bebidas limitada. eles aplicam lá o Princípio da fungibilidade. e se violou a lei. no entanto. portanto. é ele que está sendo executado também. mas ontologicamente. a certidão da dívida ativa foi extraída em nome de quem? Da sociedade. isto já é excesso de poderes. se é ele que está sendo executado é embargo do devedor. então ele já responde ilimitadamente. sociedade institucional. quer dizer. sem título não tem execução. também se aplica isto para a sociedade anônima. fundamento da execução fiscal. . Mas o sócio não é terceiro? Existe um fenômeno chamado substituição processual substancial (Liebman). o sujeito pára de pagar justamente o fisco e paga outros credores. não fala sociedade contratual. eles ficam também como responsáveis tributários. O que o juiz faz? Manda recair a penhora sobre os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). O sócio para se defender vai agir como? A execução é contra a sociedade. porque ela fala “Representante de pessoas jurídicas de direito privado”. inciso III do CTN e tem os artigos da lei de execução fiscal. e a jurisprudência já está cansada de saber disso. esta já está sendo violada. então. Esta certidão. Na prática todo mundo viola a lei. Tem que ser extraído uma nova certidão da dívida ativa em nome do sócio? Não. substancialmente é contra ela e contra os administradores que agiram com excesso de poderes. a jurisprudência e a doutrina já entenderam que embora formalmente ela seja extraída em nome da sociedade. na verdade não há problema nenhum. Não foram encontrados bens suficientes para pagar. e não embargo de terceiro. Mas o título executivo é contra a sociedade. para a comandita por ações. não é necessário extrair uma nova certidão da dívida ativa. a penhora é recaída à mercedes dele (contra ele). Na verdade aquela execução formalmente é contra a sociedade. Ele vai entra com embargo do devedor ou com embargo de terceiro? Tanto faz. não tem título contra o sócio e. Aquele título executivo. e. então.96 preferência são os empregados e o fisco (A fazenda). Na execução fiscal contra a sociedade. Vejam neste caso que ele é aplicado tanto para as sociedades contratuais como para as sociedades institucionais. e não interesse alheio. O correto é embargo do devedor.

com responsabilidade limitada a sua parte. Isto que deveria ter sido feito na prova. Poder não pode. só que é diametralmente oposto. a atividade dela não importa. possamos ter uma maior facilidade. e se é S/A ela é uma sociedade empresarial. Ela foi profundamente modificada em duas ocasiões. Na verdade você teria que saber que essa Companhia era sociedade anônima. é uma das hipóteses em que o que prevalece não é a substância. porque cooperativa independentemente da atividade dela. Então. A cooperativa tem sempre natureza simples (Civil antigamente). O conceito de sociedade anônima está na lei 6404 e também em qualquer doutrina. mas. não tem com fugir da lei. visa o lucro. Ela vai ser sempre tratada como uma sociedade de natureza simples. Foi uma das questões da prova da magistratura.97 SOCIEDADES ANÔNIMAS Consideração inicial: Caso em algum concurso venha a cair alguma questão sobre sociedade anônima. e portanto. o lucro é direito essencial dos sócios. é a forma.. uma linguagem complexa. ela sempre será tratada como uma sociedade empresarial. Ela é empresarial? Não. Ex: Banco. e. Ah! Mas ela é empresarial. representada por ações. nós vamos passar uma visão panorâmica para quando examinarmos a lei. Ah! Mas era sociedade beneficente. e tal. era empresarial.. a sociedade anônima independentemente da sua atividade. ela é empresarial. Por isso que a cooperativa não está sujeito à falência nunca. vai ser focado nas modificações da lei 10303/01. a resposta vai estar na lei. . Não vai ser desmiuçado passo a passo. logo. então. tem termos técnicos. não interessa qual é a atividade que ela está exercendo. A forma dela prevalece sobre a substância. Isto não importa. não pode ser sociedade anônima a sociedade beneficente. ela sempre será sociedade empresarial. Tem algum outro caso? Tem. já que o governador colocou como Companhia beneficente dos velhinhos de Jacarepaguá. parágrafo único do novo código civil. Em 1997. Os titulares dessas ações recebem a denominação de acionistas. que é a lei 10303 de 31-10-2001 (Só entrou em vigor em 2002). e também temos outra lei modificadora. Prevaleça a forma e não a substância. A legislação aplicável para as sociedades anônimas é a lei 6404/76. as cooperativas. e tal. Na forma da lei de S/A e na forma do artigo 982. A companhia beneficente dos velhinhos de jacarepaguá. É uma sociedade cujo capital social é dividido em partes. Às vezes a leitura da lei é “pesada”. A pergunta da prova foi: Qual é a natureza da sociedade beneficente dos velhinhos? Não era filantropia. pode ser até uma cooperativa de crédito. o que prevalece é a forma.

X resolveu vender a ação para Y. a responsabilidade dos acionistas é pela integralização do valor de emissão das ações subscritas ou adquiridas. o valor de venda é 12. quer dizer. a responsabilidade é pelo preço de emissão. mas antes de pagar a 3a. O novo código civil nesse ponto (art. Eu tenho que pagar quanto? A responsabilidade é limitada ao que? A integralização é de 10. Ex: A cotação está em 15 reais. pelo valor de 100 reais para integralizar em 4 vezes. NOME EMPRESARIAL O nome empresarial da sociedade anônima está regulado no artigo 3º da lei de S/A e também no artigo 1160 do novo código civil. 11. e te vende por 13. Ex: Agora não pode vir: “Eifel S/A. Você tem que saber apenas que é o valor de emissão. Vai ser aplicado o novo código civil ou a lei de S/A? Em regra você vai aplicar alei de S/A primeiro. o valor econômico (É com base em projeções futuras) é 14. O artigo 1160 diz que: “A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social”. Suponhamos que eu comprei essa ação. Neste ponto o novo Código Civil. Y tem apenas que integralizar o que falta. Então nesse ponto vai ser aplicado o artigo 3º da lei de S/A ou o artigo 1160 do novo código civil? O artigo 1160 do novo código civil. porque é a lei especial. que são duas parcelas de 25. foi específico. Porém. mas te venderam por 12 reais. você sempre tem que pagar o que te ofereceram. Eu emiti essas ações de mercado. agora tem que vir: “Eifel Construtora S/A”. o valor de mercado (É o que está na bolsa de valores) é 13. A responsabilidade dos acionistas é limitada a integralização do preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. O valor de balanço pode ser 200 reais. O valor de venda é o chamado valor de emissão. ela não consegue vender a 15. e X comprou tais ações. O que importa é o valor de venda. a Companhia quer é receber os 100 reais. 12. ela não quer saber por qual valor foi vendido de X para Y. não interessa. isto porque a denominação tem que ser designativa do objeto social.”. A Companhia não vai se preocupar por quanto X vendeu a ação para Y. Ex: No balanço o valor das ações é 10.98 RESPONSABILIDADE Como é a responsabilidade dos acionistas? A responsabilidade dos acionistas é limitada. há pouca mudança. Na face o valor nominal é 11. 13 ou 14? Não importa o valor. Pelo novo código civil tem que ter o objeto social. são quase a mesma coisa. pelo artigo 1160 é obrigatória a denominação designativa do objeto social. X pagou a 1a a 2a. O que é integralização? Ex: A S/A está vendendo suas ações. O Y vai ter que pagar mais 50. . A sua responsabilidade. X pode ter vendido por 2 mil reais para Y. 1160) foi específico ou foi genérico? Específico. O artigo 3º da lei de S/A e o artigo 1160 do Código Civil. que é o restante que falta à Companhia. Não importa os valores. e já recebeu 50.

Mas aí vem tanto o artigo 3º quanto o artigo 1160. Não só ações. O que é companhia aberta? Companhia aberta é aquela que chegou para a CVN (É uma super autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda) e diz que quer ser uma Companhia aberta. por extenso ou abreviadamente. Ex: Companhia Eifel Construtora. você pode substituir a expressão “S/A” pela expressão “COMPANHIA”. Não é muito técnico falar em Companhia de capital aberto ou fechado. Esta observação que tem na lei de S/A não tem no novo código civil.99 Importante: A denominação da S/A (Nome fantasia) + o ramo da atividade (É obrigatório) + o tipo societário (Que é a sociedade anônima). Importante: Pelo artigo 3º você pode substituir. não vai ser riscado nada. “A expressão Companhia substitui a expressão sociedade anônima”. não pode vir é no final do nome. Com isso aqui não é necessária a expressão “sociedade anônima”. É assim que é a denominação da sociedade anônima. Eu quero que você me autorize buscar recursos no mercado. O artigo 1160 do novo código civil diz:”A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social (Ramo da atividade) integrada (Quer dizer que pode ser em qualquer local) pela expressões sociedade anônima ou Companhia. que é: A denominação tem que constar o objeto social. Eu quero que você (CVN) me autorize a negociar meus papéis no mercado. é fixo. . Antigamente era Companhia de capital aberto e Companhia de capital fechado. mas o objeto social agora é obrigatório. Ex: Eifel Construtora S/A. É só somar os dois textos. o capital é um valor só. Na verdade capital não é questão de aberto ou fechado. só pode vir no início ou no meio. a lei veio e modificou. Então juntando os dois artigos você vai concluir que tem que ter o objeto social e que o “Companhia” só podendo estar no início ou no meio do nome. pode substituir desde que Companhia venha no início ou no meio do nome. e pelo artigo 3º da lei de sociedade anônima não pode. Companhia no início ou no meio do nome”. não é aberto ou fechado. e o artigo 3º da lei de S/A continua dizendo que: Companhia não pode vir no final.. porém não faz aquela restrição que não pode vir no final.. só que o artigo 1160 acrescenta uma coisa. o art 1160 pára por aí. Nome fantasia (ex: eifel) + ramo da atividade (construtora) + sociedade anônima (Põe extenso ou abreviado).. mas ações. O artigo 1160 fala a mesma coisa. O entendimento mais plausível é você fazer uma interpretação sistemática. A ordem dos fatores não altera o produto. É a expressão S/A por extenso ou abreviada. COMPANIA ABERTA e COMPANIA FECHADA A expressão Companhia aberta e Companhia fechada vieram da lei 10303/01. Mas não é a mesma coisa que está no artigo 3º da lei de S/A? Só que na lei de S/A tem uma vírgula que diz:”. não vai dar preferência nem para um e nem para outro. e juntando os dois o texto é o mesmo. debêntures e etc. Hoje pode ou não pode ser Eifel construtora companhia? Pelo artigo 1160 do novo código civil pode. É você juntar os dois artigos. pode vir também Eifel Companhia Construtora. Somando os dois textos você vai concluir que o “Companhia” continua não podendo vir ao final.

por exemplo 3 anos. ou seja. OBS: Quando a Companhia é aberta. a Companhia ou o controlador vai ter que fazer a chamada oferta pública. Depois de um certo tempo então. para ela tornar-se fechada.100 As Companhias abertas são aquelas que tem autorização para negociar seus papéis no mercado. O valor dessa oferta pública por ação é o valor fixado segundo o cálculo previsto em lei. para que aí possa fechar a Companhia. Ele vai comprando e vai aumentando a participação dele até se tornar majoritário. são apenas estratégias mercadológicas. e como tal ela já passa a sofrer uma rígida fiscalização da CVN. Para vendê-la agora você teria que vendê-la “de boca” para um amigo ou outra pessoa que se interessasse. ela é uma Companhia aberta. É a mesma coisa com a Companhia. ele pede a autorização a CVN para se tornar Companhia aberta. aquela ação parava de circular no mercado. mas o acionista controlador vai quere compra-las por um preço baixo. Numa Companhia fechada aquela ação não tem tanta liquidez. você já não podia pedir para o seu gerente (O banco) vendê-la lá no mercado de valores para você. O acionista majoritário que é ele mesmo vai aprovar essa deliberação. Vendo isto o que a nova lei fez? Acabou com isso. Caso haja pessoas que não queiram vender suas ações por um motivo ou por outro não tem problema. e se o preço cai com certeza que o acionista controlador vai querer compralas (Praticamente foi ele quem aprovou na deliberação o pedido de cancelamento de Companhia aberta). a Companhia quer se tornar fechada. se é uma Companhia aberta. um lançamento da Fiat. . você não vende a por quotas limitadas na bolsa de valores. Fica muito mais difícil transformar aquela ação em dinheiro. ninguém vai querer comprar aquelas ações. ela tem muito mais liquidez. torná-la Companhia fechada. ou seja. não capta dinheiro no mercado. pois já tem a potencialidade mercado. ela não tem os papéis negociados no mercado. A obrigação da Companhia ou do controlador é apenas fazer a oferta. ela não quer mais que suas ações sejam negociadas no mercado de valor. e antigamente a CVN cancelava aquela autorização. Dois anos depois a Fiat tira o carro de linha. O fato de ser aberta ou fechada não que dizer que uma é melhor do que a outra. eu estou criando uma Companhia e estou pedindo para a CVN para vender ações no mercado. a Companhia vai se tornar fechada mesmo assim. Para ser Companhia aberta basta ter autorização da CVN. Dada essa autorização a Companhia se torna Companhia aberta. e vai ser pedida a autorização. Ex: Você compra um carro. É igual à por quotas limitadas. E se não tem tanta liquidez o preço dela cai. Isto é uma verdadeira sacanagem. Será um valor justo segundo a lei. Na CVN vai ter um procedimento administrativo. Agora. O que é companhia fechada? Companhia fechada é aquela que não tem essa autorização. Vai ter que fazer uma oferta pública para comprar todas as ações que estão no mercado. para cancelar essa autorização. Neste caso o carro que você comprou vai ser desvalorizado. Se ela tiver autorização e mesmo que ela nunca tenha vendido uma ação no mercado. Depois de certo tempo (4 anos) eu chego para a CVN e peço o cancelamento dessa autorização para vender os papéis no mercado. se você quisesse vender. Se o preço dela despenca.

10 ª Aula – 16/08/2003 Sociedades (continuação) Estávamos falando sobre as sociedades. é o chamado resgate compulsório. e elas dizem que não. Quem fez a lei de S/A não foram os advogados. quer dizer.101 Vamos supor que o controlador tenha feito as contas. A retenção de todo o lucro para poder aplica-lo num investimento. foram economistas. O controlador diz que vai comprar essas ações mesmo assim. Verifica-se quanto pagou por cada ação dos acionistas que não querem vender e deposita essa quantia num banco a disposição deles. Essa segundo posição é de autores como Roberto Carvalhosa que é um especialista em S/A e também dos economistas. por isso que às vezes tem essas controversas. logo. No momento da prova você deve sustentar as duas posições. Essa segunda posição eles têm razão no que falam. Caso fosse prova da Defensoria Pública seria mais sensato você defender a primeira posição. Então para prestigiar o todo. O entendimento dos especialistas na matéria. Eles se preocuparam exclusivamente com a visão econômica. Entende que isso viola o direito de propriedade. abertura de capital. a massa. Uma transformação depende da unanimidade. cia. porque ela vai ter que correr. O acionista controlador resolve então tomar as ações. fechamento de capital. uma expropriação privada. Quando tem esse pequeno número de acionistas é como se fosse “uma pedra no sapato” da Companhia. e vai ter que sempre dar satisfação àquele grupo reduzido de acionistas. Quem manda na Assembléia geral é quem tem mais votos (Quem tem mais votos é o acionista controlador). então volta nas casas das pessoas e pergunta novamente se elas não querem vender mesmo as ações. a teoria da preservação da empresa. e de repente chega no momento da votação e eles dizem que não querem. O professor vê nisto uma desapropriação privada. aberta. sacrifica-se o interesse menor. algumas deliberações que interessam à Companhia ficariam dependendo da aquiescência de um pequeno número de acionistas. que é a dos pequenos acionistas. sacrifica o interesse desses acionistas que vão ser colocados para fora do quadro. porque a Constituição diz que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. o interesse da sociedade. O professor entende que essa disposição é inconstitucional. é o resgate sem a anuência dos acionistas antigos. deixando de lado um pouco essa visão jurídica. fechada. aliás. e constatou que elas representam menos de 5%. . pois ele reverteu à propriedade em seu favor por interesses privado. que é sociedade anônima (Amaris Borba e Roberto Carvalhosa). É convocada uma Assembléia geral. o interesse insignificante dentro do conjunto econômico (Menos de 5%). Algumas deliberações dependem da unanimidade dos acionistas. sobre o estudo do cia. uma vez depositado aí tomou as ações deles. depende do consentimento da unanimidade dos acionistas.

00 (duzentos milhões).00 (cem milhões de reais) e isto foi ótimo para alguns advogados que tem a grande chance de se tornarem ricos através da ação milionária. No final do ano.000.000. .000.000. ela vai está aqui: Cia. Qual a margem que vai incidir a tributação? A margem da tributação vai incidir em R$100. de Capital Autorizado. a tributação tem que incidir em cima de quanto? A tributação deve recair em cima do valor menos a inflação do período.000. Vamos imaginar 20% de inflação do ano. O lucro efetivo foi de R$80. está sempre sujeita à falência.000. portanto. e nós vamos tratar aqui de quatro formas de se aumentar o capital social. não é? O negócio está indo bem? Já que é bom para todo mundo.000. Este cálculo está errado porque devemos verificar qual foi à inflação do período.000.102 Sabemos que toda a sociedade anônima de capital é empresária. O professor como membro do Ministério Público procurou jurisprudências sobre o assunto e recentemente conseguiu uma decisão do STJ reconhecendo que isto é uma sacanagem que o Governo fez e desde 1995 está assim. Mas ela chegou com R$200. logo.00 (cem milhões) chega no final do ano com R$120. sobre o lucro fictício. pois surgiu uma através da Medida Provisória que se transformou na Lei 9249/95.000.000.000. não teve lucro e não teria nada a tributar. Aumento de capital social Mas existem várias formas de se aumentar o capital social de uma cia. 31/12/2002 esta Cia estava lá com o patrimônio líquido de R$200.000.00 (duzentos milhões). vai se aumentar à margem de tributação. sabemos que temos uma lei de 31/10/2001 que modificou a lei das sociedades anônimas. Houve lucro de R$ 100. E o que mais precisamos saber? Vamos falar sobre o aumento e diminuição do capital social.00 (cem milhões de reais)? Não. Assim o Governo está tributando sobre a própria inflação. Sabemos disto tudo. não há burocracia. sabemos da legislação precária.000. é tranquilíssimo o aumento de capital social.000. ação de repetição de indébito. Esta Cia que se iniciou com o capital de R$100. Sabe o que esta Lei 9249/95 fez? Esta lei proibiu a correção monetária nas demonstrações financeiras e proibindo a correção monetária. Vou dar um exemplo aqui e vocês vão me dizer o que é certo e o que é errado: Criamos uma Cia em 01/012002 e o capital social dele iniciou-se com o capital de R$100. Isto até 1994. pergunta-se: Esta Cia teve lucro ou não? Teve alguma coisa para tributar? A resposta é negativa. Uma coisa nós sabemos: Aumentando o de capital social da sociedade é bom ou ruim para os credores de uma sociedade? Isto é bom. Há uma pressão enorme dos empresários sobre este assunto.00 (cem milhões). ou seja. Nós vamos começar pela correção monetária.00 (oitenta milhões de reais) e o governo está tributando em cima de R$100.00 (cem milhões).000.00 (cento e vinte milhões).000. qual seja.000.000.

Eu encontrei esta decisão da 4ª turma do STJ.000.00 (cinco milhões de reais) vez que ela não está em pleno funcionamento. mas não é a posição majoritária.000. Hoje nós sabemos que só temos R$2. estes R$3. Como é que isto? Vamos montar uma Cia. que se trata de outra espécie de sociedade anônima. podem ter ou não capital autorizado. As espécies de sociedade anônima são: # Cia. ou poderia ser outra condição. é a chamada Cia de capital autorizado. porque se trata de questão nova e agora que está chegando ao STJ.000. fechada. A boa oportunidade de ganhar dinheiro vai acabar porque com a reforma tributária vai voltar a correção monetária sobre as demonstrações financeiras. Como se faz? Nós poderíamos montar a Cia com o capital de R$2.000. que não é o caso de vocês. iria dar uma maior burocracia. por exemplo. Como é a Cia de Capital Autorizado? Muitas pessoas pensam.00 (três milhões de reais) a mais.00 (cinco milhões de reais). mas em razão desta Lei 9249/95.00 (dois milhões de reais) e que demora a Cia pegar o embalo e não há necessidade de pegar os R$5. Fechada. Aberta quanto a Cia. para vocês analisarem e terem uma idéia de que isto faz diferença. o órgão responsável a autorizar este aumento será o Conselho de Administração ou pode deixar a Assembléia Geral mesmo. sem aplicação e sob o ponto de vista empresarial é uma monstruosidade jurídica a Lei 9249/95.00 (dois milhões de reais) e uma cláusula dizendo: “Desde logo está autorizado o aumento do capital em mais de R$3.000.000.000. Mas o que a lei faz? A Lei faz o seguinte: Quando estamos criando a Cia hoje colocamos lá assim: *Capital social: R$2. Ok? Entendido o absurdo? Conclusão: O artigo 167 da S/A está sem eficácia.000.000.00 (dois milhões de reais) e chegar daqui a cinco anos alterar o estatuto e aumentar o capital social para R$5. pois poderia ser de dez.00 (duzentos milhões). Eu coloquei R$200. . Então vai se colocando todos os requisitos: Essas novas ações que representar estes R$3. o artigo 167 da S/A está sem eficácia. em tantas ações preferenciais das classes tais e tais e tais.103 O que diz o artigo 167 da Lei de S/A? O artigo 167 da S/A diz que tem que ter correção monetária. estou dando um exemplo.000.000.000.000.000. demora um pouquinho a embalar. Este aumento só pode ocorrer depois que a Cia der lucro por quatro exercícios consecutivos. mas não é nada disto. Segunda modalidade de aumentar o capital social.000.000. E lá estão previstas as condições.000.000. Daí os empresários estarem loucos que voltem a regra do artigo167 da S/A a fim de corrigir monetariamente o capital e com isto diminuir a margem de tributação. por exemplo.00 (três milhões de reais) desde que estejam preenchidas as seguintes condições”. para aqueles que nunca leram a lei de S/A.000.00 (três milhões de reais) vão estar representados em tantas ações ordinárias.000.00 (cinco milhões de reais). ser de um exercício consecutivo. os antigos acionistas vão ter ou não direito de preferência a elas. Tanto a Cia. hoje e sabemos que daqui a cinco anos vai precisar que elas tenham. um capital de R$5. aberta e Cia.

Isto permite o que nós chamamos de auto-financiamento. quer dizer é um excelente instrumento para você auto-financiar a Cia. emitir debêntures conversíveis em ações. Além de evitar a alteração do Estatuto.000. ainda evita a convocação de . elaborar a alteração do estatuto.000. teria que convocar a Assembléia geral. Por exemplo. aí você emite um título que quem comprar. pergunta-se: O que aconteceu com a cotação? Já deu uma caída porque os investidores já estão sabendo que ações estão em baixa. conseguir a autorização da CVM para colocação das ações em mercado. Quais são os benefícios disto? Evita a alteração do estatuto.000.104 Por quê isto? Porque isto vai ficar como uma carta na manga. quando você aumentar quem comprou aquele título vai poder trocar por uma ação. Quem é o Órgão responsável para dizer qual é o momento exato em que as ações serão lançadas no mercado? Pode ser a própria assembléia Geral. o Conselho de Administração para aumentar o capital não vai precisar alterar aquele estatuto porque este estatuto já autorizou aquele aumento. só quando efetivamente aumentar o capital autorizado. pois constitui num gasto enorme: cafezinho. que são títulos que você sabe que não vai aumentar. você sabe que não vai aumentar. por exemplo. É muitíssimo utilizado e pode ser utilizado tanto pela Cia aberta quanto pela Cia fechada.00 (quinhentos mil) aí vai a Cia e aumenta de uma hora para outra e a Cia não perde tempo. Normalmente é utilizado pela Cia aberta para jogar no mercado as ações. Cotação está curta. parte beneficiárias conversíveis em ações. quando preenchidos estes requisitos o conselho de administração ele não terá que aumentar o capital social vez que ele desde de logo já vai está autorizado. sabe-se lá quantos dias de antecedência. uns quarenta e cinco dias aí. para lançar as ações em mercado. publicação em jornal. 99. Evita tudo isto se o Estatuto tiver uma cláusula autorizando. você pode emitir vários títulos.00 (três milhões de reais) precisa ser aumento num só momento? Não. mas você quer o dinheiro hoje. A Cia recebe dinheiro hoje. Se não estivesse esta autorização no estatuto e a Cia precisasse de dinheiro. quer dizer. mas a Cia só vai ter o comprador do título como acionista. Na Cia de capital autorizado. mas. Foi perguntado na outra turma: Estes R$3. Assim a Cia perde uma grande oportunidade de conseguir um preço bom para as tuas ações. Conclusão: Com o capital autorizado. desde que já estejam atendidos todos os requisitos daquela cláusula autorizativa. depois de cumprido tudo isto vai colocar por baixo uns trinta dias. ela não precisa pedir dinheiro emprestado ao banco. A Cia se auto-financia. em momento oportuno.99% da prática o Órgão que vai dizer o momento oportuno de lançar as ações no mercado será o conselho de Administração. Quando ela precisa de dinheiro e vê um momento oportuno vai e lança as tuas ações no mercado. preencheu os requisitos. etc. Por quê carta na manga? Porque quando chegado o momento. É muitíssimo utilizado. solta lá no mercado e dá mais uma segurada. evita a convocação da assembléia. ou seja. o mercado só tem condições de absorver no momento R$500. o último aumento efetivo. leva mais tempo. Então é um importantíssimo instrumento de autofinanciamento das Cias. aprovarem assembléia e levar para o arquivamento na junta.

separado? Nada disto. para o plano de demissão voluntária. de repente lucro líquido: tanto. Então o objetivo daquela reserva se perdeu. há um bom dinheiro guardado para aumentar as instalações da Cia. porque depois do lucro líquido o que a Cia pode fazer? A Cia pode faz o seguinte: Quem guarda tem. O cofrinho só agüenta 35% do capital social. A Cia pega parte do lucro e constitui em reserva. estoque da Cia. que é aquela que mesmo que a Cia não queira fazer. Estas outras reservas são denominadas de reservas estatutárias. Tem que guardar um dinheiro para pagar o PDV dos funcionários. como parte do lucro. O limite da reserva legal é de 35% do capital social.000. faturamento bruto da Cia. etc. para o PDV. vai ficar do jeito que está”. paga isto. por exemplo. Sabe-se que este quantia não está em dinheiro.105 Assembléia. Vamos falar da Capitalização de Reservas. vai o diminuindo o capital. Reserva é isto. Como assim. Está este dinheiro está contabilmente separado lá para reserva de investimento e foi decido em Assembléia Geral o seguinte: “Não vai se aumentar nada porque o país está em recessão. poder suportar os rigores desta entre safra ela faz uma reserva a fim de não ficar sem capital nesta fase. Conclusão: Só pode distribuir lucro depois que separou o dinheirinho da reserva legal e de outras reservas. reserva legal.000. este dinheiro só vai aparecer monetariamente no balanço. ele não precisa estar necessariamente representado em dinheiro. permitir o auto-financiamento da Cia. às vezes está em banco. O próprio conselho pode deliberar e ainda tem outras facilidades. está em bens. aí eu vou receber? Não. mercadorias. e as outras podem ser criadas pelo próprio Estatuto de acordo com a vontade da Assembléia geral. Capitalização de Reservas O que é capitalização de reservas? O que é reserva? A questão é o seguinte: Final do ano.00 (dois milhões de reais) para aumentar as instalações da Cia. paga aquilo. Este dinheiro vai ficar lá no banco. em caixa. Ela chega e faz uma poupançinha para. no próprio ativo? Estão representadas em bens. como o momento exato de jogar as ações no mercado. uma empresa que trabalha com cana-de-açúcar e chegando o “Euninho” vai sofrer a conseqüência da entre safra. Pode ser feita uma reserva. O que isto tem haver com o aumento do capital social? Fizemos uma reserva. Uma é prevista na lei. Mas você vê lá no balanço esta reserva. por exemplo. na prática está materializado no próprio ativo da Cia. ela está obrigada. Pode fazer uma reserva para. há R$2. Ainda existe a reserva legal. para investimentos. . é uma reserva imposta por lei. aumentar as instalações da Cia. A reserva é como se fosse uma poupança interna. Por exemplo. maquinário. como se fosse um cofrinho da Cia. como a Wolksvagem. pagamento de tributos. Por quê? Porque aquele dinheiro. que acabamos de explicar.

com aumento estimado num percentual. A reserva legal no máximo que você pode ser feito com ela é utilizá-la para suprir perdas oficiais ou judiciais.00 (cinco milhões de reais). é dinheiro rasgado. automaticamente foi aumentado para R$7.000. ou seja.000. desistiu do investimento e ao invés de distribuir este dinheiro que está sobrando para os acionistas. Como se aumenta o capital social emitindo novas ações? Emitindo novas ações. logo. palavras por meio das quais alguém se congratula com outrem.000. emite-se novas ações para representar este aumento.00 (dois milhões de reais) de reserva. sendo que o capital da Cia. salvo numa hipótese em que este aumento pode ser deliberado pelo próprio Conselho de Administração que é a Cia de Capital Autorizado. aumenta o capital social.106 O que vai se fazer com aquele dinheiro? Ele deveria ser distribuído em dividendos para os acionistas. Lembre-se sempre que dinheiro distribuído em dividendos nas Cias. o aumento de capital será através de uma mera atualização (aqui não entra dinheiro). a Cia. Ela não quer distribuir dividendo. era de R$5. ela tem destinação específica. O que vai acontecer com todas as ações? Os valores das ações vão aumentar e todos os acionistas receberão uma cartinha: “Com congratulações. parabéns. OBS: Existem algumas reservas que não podem ser transformadas. Já entendemos o que são reservas.000.Na correção monetária. como distribuição de dividendos. de trinta e tantos por cento”. na verdade teve apenas as suas ações valorizadas. Tem um capital de R$100. Pega aquele dinheiro que estava em reserva e o transforma em capital social. O que a Cia faz? Ela transfere da conta de reserva para conta de capital social.Na Cia de Capital autorizado o aumento de capital é com a capitação de recursos vez que esta Cia está autorizada a emitir ações no mercado (aqui entra dinheiro).00 (sete milhões de reais). . Então aquele dinheiro que o acionista iria receber no bolo. você não pode tocar na reserva legal.000. Foi apenas uma jogada contábil.000. . mas acaba de ser furtado. felicitações por suas ações serem valorizadas pela capitalização de reservas. porque vai mexer com lucro. por exemplo. Então aquele dinheiro que estava separado para investir. Cia que distribui dinheiro está jogando dinheiro pela janela. E quem tem competência para aumentar o capital social? Quem tem competência para aumentar o capital social é a Assembléia Geral. Duas observações: Esta é a primeira observação: . Não tinha R$2. Mas quando ela emite novas ações? Ela vai capitar dinheiro no mercado. pois aquele dinheiro que aumentou o capital social deveria vir direto para o bolso do acionista. lucro é direito essencial e está disposto lá no artigo 109 da Lei de S/A. Nos demais casos é a Assembléia Geral. . E o acionista ri à toa. já entendemos o que é capitalização das reservas.00 (cem milhões de reais) representados por tantas ações e quer aumentar em mais tantos milhões. não tem que se falar. As reservas estatutárias podem ser alteradas.Na Capitalização de Reservas o capital já está na Cia.000. mas tem que ser deliberadas pela Assembléia Geral que é exatamente a convocação de todos os acionistas.000. por exemplo. é por isto chamado de Capitalização das Reservas.

mas na verdade só precisa de R$500.00 (trezentos mil reais). com o capital social de R$400.000. Achamos que precisaríamos de muito. desde que exercido em 30 dias. Aí esta ata da Assembléia será publicada em jornal de grande circulação.000. só que o Estatuto pode modificar este prazo para o exercício do direito. Deve estar integralizado pelo menos ¾ do capital social.107 A segunda observação é a seguinte: Para jogar novas ações no mercado tem um requisito. É cheio de burocracias.00 (três milhões de reais). a cláusula que existe lá pode vir autorizando o direito de preferência do acionista. “Isto é que cai na prova!” Quais são as burocracias? A questão é a seguinte: 1.000. A lei diz que em regra.00 (quatrocentos mil reais) e eu quero aumentar o capital social para R$3. Destes R$400. prejuízos financeiros.00 (quatrocentos mil reais) quanto deve estar integralizado? Deve estar integralizado R$300. diminui a garantia dos credores.000. Como vai aumentar o capital jogando novas ações no mercado? Quem já é acionista tem direito de preferência? Se for Cia. mas na verdade está excessivo.00 (um milhão de reais). Ex: Tem uma Cia. . logo.000.000.000.000. o direito de preferência pode ser suprimido.000.00 (quinhentos mil).000. Antigamente este prazo era intangível. houve a redução do valor de algumas ações. Ex: Montou-se uma sociedade com R$1. mas pode se dá quando o capital social é considerado excessivo. reduziu o capital social e diminuindo o capital social. está com dinheiro parado e dinheiro parado é dinheiro perdido. Como ocorre a diminuição do capital social? Convoca-se a Assembléia Geral para a diminuição do capital. o acionista tem trinta dias para manifestar o direito de preferência. Diminuição do capital social A diminuição do capital social é bom ou ruim para os credores? É ruim para os credores. 2. Competência para diminuição do Capital social? A competência é a da Assembléia Geral e normalmente se dá através das perdas. E se emitir novas ações sem ser Cia de Capital Autorizado? Neste caso tem direito de preferência sim. Ex: Os acionistas que quiserem exercer o direito de preferência deverão manifestar suas intenções em cinco dias a contar da publicação da ata da Assembléia. de Capital Autorizado. ou por ser o capital social considerado excessivo. pelo menos ¾ das ações existentes devem estar integralizadas. então se reduz para o quantum necessário. A diminuição pode ser por prejuízo que é o comum. Então na Cia de Capital Autorizado. segundo disposição legal a contar da aprovação Assembléia Geral que vai aumentar.

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Primeiro requisito: Publicada esta ata, todos os credores quirografários podem impugnar esta redução, desde que o façam em sessenta dias, prazo decadencial, a contar da publicação da Ata da Assembléia que autorizou a redução. Como é feita esta impugnação? Através de carta, notificação através do Cartório. Ex: Os credores quirografários notificam a Cia dizendo que não concordam com a redução do seu capital social. Não precisa dizer o motivo, basta impugnar. Diz a lei, isto não é questão de validade é apenas conveniente, que a cópia desta notificação seja averbada lá na junta comercial. Por quê? Porque aquela ata da Assembléia é levada à junta comercial para levar o registro da redução do capital social. E havendo impugnação a junta comercial vai registrar? Não, porque vai cair em exigência. Ex: A junta comercial dirá: “Não vou arquivar a alteração deste Estatuto porque teve a impugnação do credor fulano de tal”. Resultado, a Cia vai poder reduzir? Não. Só vai poder reduzir desde que pague este credor “espírito de porco” ou faz o depósito judicial. Para impugnar o credor precisa está com o teu crédito vencido? Não porque isto é uma garantia dele. Precisa pagar todos os credores quirografários ou só aquele credor que impugnou? Somente os credores quirografários que impugnaram. E se ninguém impugnar? Se ninguém impugnar trata-se de um aceitação tácita. E se aquela Cia tiver credores debenturistas? A lei exige que se tenha aceitação expressa. Como é que isto? Tem que ser convocado um Assembléia de debenturistas e aí juntos vão decidir por maioria a redução do capital. Aí neste caso depende dos debenturistas convocados numa Assembléia especialmente para conceder esta autorização. O que é credor debenturista? Eu vou explicar debêntures mais tarde. Mas a Cia pode fazer, por exemplo, um empréstimo no mercado no valor de R$10.000,00 (dez mil reais) e feito isto ela devolverá com juros de 1,70% ao mês, corrigido pela TR. Vou devolver o dinheiro em, por exemplo, dez anos e pagar juros de três em três meses. Você que emprestou dinheiro à Cia compra uma debênture e com aquela debênture você recebe juros de três em três meses de 1,70% ao mês e no final dos dez anos, por exemplo, você vai lá e recebe o principal, corrigido monetariamente pela TR ou pelo que seja. Estes debenturistas podem ser de quatro categorias: Credores com garantia real – Quando a Cia dá uma garantia para o credor um imóvel tal. Credores com garantia flutuante – Quando a Cia dá como garantia ativos da própria Cia. Credores quirografários – Não possuem garantia Credores sub quirografários.

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Em princípio, a Cia tem que ter a concordância de todos os debenturistas, mas o professor diz que não concorda, ele entende que os debenturistas com garantia real e com garantia flutuante não têm interesse em impugnar a redução do capital social. Por quê? Porque os créditos deles já estão garantidos. Ele entende que só os credores debenturistas quirografários e os subquirografários são os que têm que serem convocados para autorizar ou não aquela diminuição, vez que os demais não estão sujeitos a qualquer prejuízo com a diminuição do capital social. Como a lei não fez distinção, em princípio então, será toda e qualquer espécie de debênture. Como se posiciona a doutrina? A doutrina não enfrenta a questão. O professor já leu uns seis livros e nenhum enfrenta a questão. Órgãos sociais As Cias têm uma pesada estrutura e temos nelas vários órgãos, cada um com sua função, temos a Assembléia Geral, temos o conselho de Administração, temos o Conselho Fiscal e temos a Diretoria, cada um com a sua função. Vamos falar de todos eles e vamos começar pelo maior, qual seja, a Assembléia Geral. O que é a Assembléia Geral? A Assembléia Geral nada mais é do que a convocação dos acionistas para deliberar sobre determinado assunto ou vários assuntos em pauta. A doutrina diz que é um órgão supremo, órgão máximo, mas não podemos nos esquecer da posição de Rubens Requião, qual seja, ela é suprema, ela é máxima, mas está sempre subordinada à lei e ao próprio Estatuto. O que é importante falarmos em Assembléia Geral? A Assembléia Geral foi dividida em Assembléia Geral ordinária e Assembléia Geral extraordinária. São chamadas de AGO e AGE, respectivamente. Qual a diferença entre a AGO e AGE? Formalmente não há diferença, mas há uma distinção é no assunto. Como assim no assunto? A AGO é aquela faxina, isto é, tem que ocorrer todo ano dentro dos quatro primeiros meses de cada exercício financeiro. O que é exercício financeiro? É anual, mas normalmente, na prática, começa no dia 02/01 e vai até o dia 31/12. Pode o exercício financeiro começar, por exemplo, no dia 20/05? Pode, mas normalmente para facilitar as coisas, na prática, todas as Cias, iniciam em 02/01 para poder ficar igual o ano civil. Então, em regra, AGO tem que ser realizada tem que ser realizada ou no mês de janeiro, fevereiro, março ou abril. Por quê? Porque são os primeiros quatro meses do exercício financeiro. Por quê faxina? Porque vão ser tratados assuntos que terão que ser tratados todo ano. Todo ano tem que ser tratado o fechamento do ano anterior, aprovar as contas do ano anterior, isto é, aprovar o balanço, decidir sobre a destinação do lucro, ou seja, se o lucro vai se

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constituir em reserva ou se vai transformar a reserva em capitalização, se vai aumentar capital, vão eleger os novos conselheiros de administração se for o caso, vão eleger os novos membros da administração, se for o caso, ou seja, assuntos que têm que ser tratados todo o ano. Por isto é faxina, por isto é ordinária, é obrigatório. E a AGE? Pintou durante o exercício financeiro um assunto importantíssimo, que não pode ser decidido pelos diretores, que não pode ser decidido pelo Conselho Fiscal e nem pelo Conselho de Administração, só pode ser decidido por Assembléia Geral, como por exemplo, uma fusão, uma incorporação, uma transformação, uma cisão, uma participação de um grupo econômico. Então tudo isto é importante que foge à competência dos pequenos órgãos, só podem ser tratado tais assuntos por Assembléia Geral. O quê fazer? Esperar até o ano seguinte para tratar de tais assuntos? Não, então se convoca extraordinariamente os acionistas para tratar daqueles assuntos importantes. É por isto chamada de Assembléia Geral Extraordinária, uma convocação extraordinária, assuntos que não podem ser tratados pelos demais órgãos. Formalmente é a mesma coisa. O que é importante com a mudança da nova lei? *Agora tanto faz AGO quanto AGE. A Cia aberta e a Cia Fechada tem distinção, qual seja, prazo de antecedência para convocação da Assembléia Geral, pois, não podemos convocar a Assembléia para amanhã ou para depois de amanhã. Tem que ter uma antecedência mínima e ser for Cia fechada tem-se o prazo de oito dias para a convocação; conta-se tal prazo a partir da primeira publicação. Sendo assim da primeira publicação até a data tem que distanciar oito dias. Se não houver quorum tem que ser feita uma segunda convocação e o prazo aqui é de cinco dias a contar da primeira publicação. E se for uma Cia Aberta? Se for Cia aberta o prazo era igual, mas a nova lei mudou. Para a primeira convocação a antecedência tem que ser de quinze dias e se não tiver quorum, a segunda convocação tem que ter oito dias de antecedência. Então aumentou o prazo, mas não foi só isto que alterou, a super CDN tem um mega poder. Como mega poder? Dependendo do assunto, a pedido de qualquer interessado, a CDN pode chegar, por exemplo, convocar uma assembléia Geral para tratar de assunto referente à fusão a fim de analisar o protocolo de fusão da VARIG. Então se a CDN entender que o assunto é complexo, a pedido de qualquer acionista ou qualquer interessado, pode determinar o aumento do prazo de antecedência para até trinta dias.Ela não tem poderes para determinar o aumento do prazo para quarenta, nem cinqüenta e nem sessenta dias. E não é só isto, ela tem um poder até maior e qual é este poder? Se ela entender que o assunto é muito complicado, ela pode chegar até interromper o prazo. Mas como interromper o prazo? Ela pode chegar lá, por exemplo, todos prontos para aprovar a fusão da TAM com a VARIG, e dizer: “Espera aí, estou sabendo que isto é um prejuízo para os acionistas da VARIG, tudo mais, eu quero dar uma olhadinha nisto aí, quero olhar todos os documentos, analisá-los” e enquanto isto a Assembléia é interrompida. Começa analisar os documentos e faz exigências dizendo: “Vocês tem que apresentar tais e tais documentos e eles apresentam”. Não estando satisfeita determina a apresentação de outros documentos e não estando satisfeita determina que outros

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documentos sejam apresentados e quando tudo tiver legal autoriza a convocação da Assembléia. Interrompido o prazo tem que haver nova publicação para poder convocar acionistas respeitando o prazo de até trinta dias. Então a CDN tem mega poder de interferir nisto aí, pode mandar aumentar e até interferir fazendo exigências de documentos, interrompendo o prazo de convocação. Qual é o objetivo do prazo de antecedência? Para que os acionistas tenham pleno conhecimento dos documentos que serão tratados na Assembléia. A competência da Assembléia está prevista lá no artigo 121 da lei de SA tem que dar uma lida é decoreba. Conselho de Administração O que é o Conselho de Administração? Vamos lembrar! Convocar Assembléia tem o maior custo, já expliquei para vocês, tem que pagar o pessoal que fica na mesa tem que alugar o espaço, gasto com a publicação. Então o que a Lei fez? Ela criou um órgão para desafogar a Assembléia, para evitar que a todo o momento se convoque a Assembléia, ela criou um órgão com competência para tratar de vários assuntos que originariamente só poderiam ser seriam tratados pela Assembléia, como, por exemplo, aumento do capital autorizado. O aumento de capital só poderia ser autorizado pela Assembléia Geral, mas aí numa Cia de Capital Autorizado quem decidirá sobre isto será o Conselho de Administração, não é só isto, eleição dos membros da diretoria e se não tiver Conselho de Administração quem elegerá será Assembléia Geral, todavia, havendo o conselho de Administração seus membros vão eleger os membros da Diretoria. Isto evita um monte de gastos e torna a administração da Cia mais ágil. O conselho de Administração está previsto lá no artigo 138, mas começa no artigo 140 da lei de S/A. O Conselho de Administração é composto por no mínimo três membros e segundo o artigo 146 da Lei de S/A, serão necessariamente acionistas. Pode uma Pessoa Jurídica ser acionista? Pode. Pode uma Pessoa Jurídica ser Conselheira de Administração? Não, porque somente pessoas físicas podem ser administradoras. Somente pessoas naturais, pessoas físicas. Ex: Existe uma grande Cia “A” que controla a Cia “B” e tem 80% das ações com direito de voto desta Cia. Então não vai poder ser administradora? E vai ter que vir um acionista minoritário? O que a Cia. “A” pode fazer? Ela vai alienar com um dos membros dela o valor da ação e aí ele vai poder ser eleito para ser conselheiro de Administração da Cia controlada. A lei diz que tem que ser acionista e uma ação já basta. Os membros do Conselho de Administração são eleitos e destituídos “ad nuntum” pela Assembléia Geral, ou seja, a qualquer tempo. Fábio Ulhoa dá uma viajada (ele está isolado na doutrina) e ele diz que o conselho de Administração tem que ter número ímpar, só pode ser com número ímpar. Quem tem o voto de Minerva? O Presidente do Conselho de Administração.

agora foi alterada. a acionista Marcela tem 60% das ações com direito a voto. porque o Conselho de Administração através do seu Estatuto pode reservar uma vaguinha para o representante de seus empregados. Você vai combinar o artigo 138. veja o exemplo de Antonio Hermínio de Moraes. logo. O que sobrou? É facultativo quando for Cia de capital fechado sem capital autorizado. como o sistema de arbitragem. mas morreu na praia. melhor seria se esta participação fosse obrigatória. Melhor seria se esta eleição fosse obrigatória. salvo. OBS: A lei andou bem em prever esta participação dos empregados. sem brigar com a acionista majoritária Marcela. Novidades: É o que cai na prova! A lei está aqui e deu um passo para a democracia. Participação dos minoritários A participação do conselho é muito importante. Em todas as Cias de Capital autorizado e em todas as sociedades de economia mista. então a lei resolveu dar uma proteção aos minoritários. Se os acionistas minoritários reunidos perfazerem o total de 14% do capital votante vão te que ir para a Assembléia Geral brigar com a Marcela. nadou. O que acontece quando convocada a Assembléia Geral? Quem seriam os membros do conselho de Administração? A Assembléia Geral. como vai ser eleito isto? A eleição do representante dos empregados será feita através de votação dos empregados. não há problema nenhum. Mas quem vai se dar bem lá? Tendo ela 60% das ações vai votar na maioria dos administradores. Como isto. desde que autorizado pelo estatuto. tem outros sistemas regulados pelo Estatuto. É feita lá uma eleição. Vamos imaginar que na Cia. E o que a lei faz? A lei permite que os acionistas minoritários reunidos representem 15% do capital votante possam eleger separadamente um membro do conselho de administração. Então o conselho pode ter número par. . mas quem elabora o estatuto? Quem elabora o estatuto é o fundador e geralmente é o principal acionista. qual seja. O Conselho de Administração é um órgão obrigatório ou facultativo? A lei é muito incoerente e diz que o que o conselho de Administração é um órgão facultativo. Abertas que será obrigatório. em se tratando das Cias. sim. só podem participar do Conselho quem são acionistas. então é nossa acionista majoritária. É faculdade do estatuto. Sabemos então que aquela regra que era absoluta.112 Quando não tem o voto de Minerva. §1º com o artigo 239 da Lei de S/A. então elege. podendo participar do estatuto o representante dos empregados. Quem organiza esta eleição? A própria Cia com o auxílio dos sindicatos.

existe.113 Igual direito terão os acionistas sem voto ou os que tem voto restrito. aí sobra uma vaguinha para ser eleita pela acionista majoritário. tem que eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários mais um. Se for utilizado o voto simples. Marcela. Mas só para a eleição do Conselho de Administração pode ser utilizado o sistema de voto múltiplo. Ela que é a controladora vai poder controlar alguma coisa? Não. você terá apenas um voto. porque imagina uma Companhia Fechada ficar pagando um . a união faz a força. vai ter o direito de eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários. três membros. Mas o Estatuto só prevê três cadeiras? Dane-se o Estatuto. total de cinco membros do conselho. isto é. também vão poder eleger o membro do conselho e seu suplente. acionista majoritária. para cada ação. para tantos membros existirão tantos votos por ação. mas você só tem uma ação. logo. porque quem manda é o conselho de Administração da Cia. um foi eleito pelos minoritários com voto. desde que juntos alcançarem o patamar de 10% do capital social. Vamos supor que os membros do conselho sejam em número de três: Um foi eleito pelos minoritários sem voto. votação separada. Voto múltiplo é a mesma coisa porque se vamos eleger cinco membros para o conselho de Administração. O que é voto concentrado? É quando você concentra todos os votos do voto múltiplo em um único candidato. 11 ª Aula – 23/08/2003 Estávamos falando de órgãos societários. da Assembléia Geral e vamos falar agora do Conselho Fiscal. Você pode fazer o seguinte: Pegar os cinco votos da única ação que você tem e votar na sua amiga é o que a doutrina chama de voto concentrado. a Marcela que é a acionista majoritária. OBS: Voto múltiplo. falamos do Conselho de Administração. se juntos conseguirem atingir 10% do capital social. nem os sem votos atingirem o percentual porque tem 8% do capital social. está previsto no artigo 141 da Lei de SA: Sabe-se que você só tem um título de eleitor. terá cinco votos. já que ela é controladora. E o que fez a lei? Dane-se o Estatuto porque se isto acontecer. órgãos estes dentro da Sociedade Anônima. eles vão poder junto elegerem um membro e um suplente. ou seja. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar reduzido a determinados períodos. CONSELHO FISCAL: O que é importante falar sobre Conselho Fiscal? O Conselho Fiscal é um órgão de existência obrigatória em todas as Sociedades Anônimas. mas quantos votos você teve na ultima eleição para Senador? Dois para cada título de eleitor. mas o funcionamento é facultativo. Se nem um e nem outro atingir. mas não precisa funcionar durante todo o ano. se for utilizado o voto múltiplo. Dois eleitos pelos minoritários e como a Marcela. Tem uma regra interessante: Se nem os ordinários atingirem o percentual porque tem 14%.

quem decide mesmo é a Assembléia Geral. O que cai na prova sobre Conselho Fiscal é o seguinte: Cinco Conselheiros Fiscais. para os minoritários com voto. Importante: Só existe uma sociedade onde o funcionamento é permanente. ou até mesmo a diretoria. naquela época oportuna e só vai pagar os conselheiros naquela época. por isso a necessidade da fiscalização. pode ficar restrito a determinados períodos. No Conselho de Administração no sistema de votação. separadamente o percentual será 10% do capital votante. não pode ser adotado no Conselho Fiscal. Com isso o que acontece? . É um órgão composto por no mínimo 3 e no máximo 5 membros. Esta nas atribuições do Conselho Fiscal fiscalizar atos da administração. tem a participação dos minoritários. como é um órgão coligado. Bom. em separado. três eleitos pelos acionistas majoritários e dois pelos minoritários. 10% de todo capital social. só que o percentual é diferente. terão direito a 1 membro e 1 suplente. mesmo que representem. normalmente o parecer dele é seguido pelos acionistas. no Conselho Fiscal sempre terão direito de colocar alguém. também fiscaliza os atos de administração. Lembrando que o Conselho Fiscal é um órgão meramente consultivo. também haverá proteção dos minoritários. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar restrito a determinados períodos de exercício financeiro. Então só convoca o Conselho Fiscal para efetivamente funcionar. sempre com base no parecer do Conselho Fiscal. mais 1. todos são amigos é o que se identifica dentro das grandes corporações como chapa A. que se juntos chegarem ao patamar de 15% do capital votante. Igual direito vai existir no Conselho Fiscal. chapa B. Sociedade de Economia Mista. Quem decide se aprova ou não cortes no exercício financeiro é a Assembléia Geral. Todo mundo no domingo vai a um churrasco na casa do acionista majoritário. a maioria dos conselheiros de administração.114 conselheiro fiscal durante todo ano! Então existe o órgão. para tanto no Conselho de Administração tem que representar juntos. Também existe a proteção aos sem voto ou voto restrito. detém todo aquele poder de fiscalização. O Conselho Fiscal não atua apenas na parte contábil. todos eleitos pela Assembléia Geral. OBS: O Voto múltiplo só existe para Conselho de Administração. por exemplo 2% do capital social. que também tem uma vaga podem colocar alguém no conselho. Até mesmo o Conselho de Administração quando requer parecer do Conselho Fiscal. Nas demais. o funcionamento não necessariamente tem que ser durante todo o exercício. com direito a voto. mas o conselheiro fiscal só atua mesmo na época da Assembléia Geral Ordinária e dependendo do assunto. examina a contabilidade. dessa ou daquela forma. lembrando que o acionista majoritário que elegeu os três conselheiros fiscais é o mesmo que elegeu na aula passada. na Assembléia Geral Extraordinária. sempre manifesta sua vontade pela expressão da maioria. mas normalmente o conselho fiscal serve para Assembléia Geral para dar subsídios para os acionistas votarem. que por sua vez também elegeu a maioria de seus diretores. e aí. Como é o Conselho Fiscal que examina os livros. isto porque o capital é público. acionistas ou não. O sócio majoritário terá o direito de eleger o mesmo número de membros dos sócios minoritários. poderão votar para um conselheiro.

os conselheiros que representam os minoritários. Um dos conselheiros envia requerimento a um dos diretores solicitando cópia dos documentos relativos a operação tal. mas como o assunto esta fora da pauta não pode ser anunciado. vários artigos da lei 10303 foram alterados. um dos conselheiros tem uma grave irregularidade para noticiar. a não ser que seja anunciado pelo Conselho que é quem pode anunciar assunto fora da pauta da Assembléia Geral. Diretor é aquele que administra efetivamente a companhia. uma vírgula após conselho fiscal. Ex: Quando Antártica estava pensando em se fundir com a Brahma para formar Ambev. com o mercado. Chegando na Assembléia geral. Insider Trading e Disclosure O que seriam estes institutos? Disclosure é dever que os administradores. O conselheiro fiscal após a alteração passou a ter autonomia. a qualquer tempo. A lei pretendendo dar mais atenção aos interesses dos minoritários. o diretor vai todo dia. o diretor diz que não dará as cópias. Como essa é a principal modificação o que for perguntado em prova sobre o Conselho Fiscal será exatamente isso. isto porque são eleitos e destituídos a qualquer tempo.. Se o conselho requer o diretor tem que apresentar. Estes Conselheiros não verão as irregularidades. das debêntures dos valores mobiliários daquela companhia. As modificações foram para dar mais autonomia. que celebra contrato em nome da sociedade. que a própria companhia tem. não existindo esse conselho serão eleitos pela Assembléia Geral.. existem irregularidades e não poderá ser proibido de falar.115 Chega no final do ano quando são apresentadas as contas do ano anterior dos diretores. deixar tudo as claras para não pegar ninguém desprevenido. pode se . então não mais só o conselho fiscal. São eleitos e destituídos ad nutun. de informar. O Conselho Fiscal vai uma vez por mês e o Conselho Administrador uma vez a cada 15 dias. mais poder individualmente ao conselheiro que não ficará amarrado ao conselho. ou seja. que não adiantou nada os representantes dos minoritários. ele que representa a companhia. mas também seus conselheiros podem requerer. então na Assembléia Geral poderá dizer que apesar do parecer pela aprovação. poderá estender sua fiscalização. DIRETORIA: Quem elege os membros da diretoria? A diretoria é composta por no mínimo dois membros. pega o microfone para fazer a denuncia. Todas as operações que a companhia estiver envolvida e todas essas negociações que possam de alguma forma influir na cotação das ações da companhia. eleitos pelo Conselho de Administração. Quando levada a Votação terá o parecer pela aprovação das contas. então não podem ir contra o majoritário. mas a alteração foi uma só. pode defender o interesse das classes minoritárias dentro de uma companhia. quer dizer. verificam várias irregularidades e dizem que não podem aprovar as contas e afirmam que o parecer deve ser pela rejeição e apresentam para os demais conselheiros que são amigos dos diretores. ficando conselho fiscal. É o diretor que contrata. pois deve obediência ao Conselho e não ao conselheiro. deverão ser informadas ao mercado. acionistas ou não. ou um de seus membros podem . que foram eleitos pelo acionista majoritário.. quebrou as algemas.

O Insider Trading são atos ilícitos. são negociações feitas por quem tem as informações privilegiadas. A conseqüência: tanto a companhia quanto o prejudicado constatado o Insider Trading poderão propor ação de cunho indenizatório contra o administrador que fez as negociações com as informações privilegiadas buscando lucro. Podemos chamar genericamente de grupos econômicos essas intrincadas relações jurídicas entre Sociedades Empresariais. GRUPOS ECONÔMICOS: O que podemos falar sobre grupos econômicos? O professor Fábio Konder Comparato dá uma sentença perfeita que fala o seguinte: Hoje nenhum empresário sozinho vai conseguir sobreviver no mercado competitivo. . O mercado precisa de segurança e para isso deve haver transparência. todas as operações para participar um grupo econômico que podem influenciar na cotação têm que ser informadas ao mercado. de estar apenas caminhando. de o protocolo de intenções ainda não ter sido aprovado. o empresário tem que estabelecer parcerias. Outro exemplo é a suposta fusão entre a TAM e a Varig. Dentre este rol temos as sociedades coligadas. mas já influenciou nas ações tanto da TAM quanto da Varig. Insider Trading é uma conseqüência do Disclosure.Grupo de Fato. ou seja. O que seriam Grupos de Fato? Os grupos de fato são parcerias entre sociedades empresariais e outras companhias. foi necessário dar ampla divulgação de tudo. Não há contrato escrito. não existe contrato. nenhum empresário é autosuficiente. negocia com o mercado em condições de supremacia. pois esta modificação poderia influenciar tanto nas cotações das ações da Brahma quanto nas da Antártica.Grupo de Direito. que não tem uma formalidade jurídica. não há formalização. Ex: Temos os cinco conselheiros fiscais. é uma coisa pactual. Incorporação ou mesmo uma Cisão. isto porque houve enriquecimento ilícito. as controladas e as sociedades controladoras. que estão tratadas no artigo 243 lei de S/A. uma transformação. que podem ser acionistas ou não. isto é porque vem uma boa ou má noticia? Uma excelente notícia e deu para perceber que ainda não divulgaram a informação para poderem comprar as ações em baixa. A doutrina divide de forma bem didática esses grupos. de repente eles começam a vender tudo que tem para comprar ações daquela companhia. antes destas informações serem divulgadas. estão fazendo a publicidade apesar disto não ter sido aprovado. sendo os grupos de: 1. Ex: A companhia A tem 40% das ações da companhia C. nada pode ser feito por debaixo dos panos. a qualquer momento a companhia pode vender as ações. 2. praticados por quem tem as informações privilegiadas e por tê-las. Uma operação de Fusão.116 verificar que nada foi feito de um dia para o outro. não há estabilidade jurídica.

Ex: Grupo Moreira Salles. vai tornar as sociedades parceiras. E o que são cada um desses grupos citados? A regulamentação está no artigo 265 e seguintes da lei de S/A. A convenção é que vai estabelecer como será feita a parceria. que além da Holding. além da Holding. A 2ª sociedade é um banco. Fame construtora – Grupo Votorantim OBS: Só existe Grupo de sociedade se essa Convenção de Grupo for registrada na Junta Comercial. Só não terá o direito de retirada se puder vender a ação na Bolsa. os grupos de sociedade e os consórcios. a Sul América Seguros. será dissidente e terá o direito de retirada. a diferença está na celebração do contrato. se as ações tiverem liquidez. OBS: Grupos Econômicos é o gênero e grupo de sociedades é uma subdivisão dos grupos de direito que é uma espécie de grupos econômicos. concorrência.. tem outros acionistas.. Chega no banco. porque essa parceria é formalizada por um contrato. 53% da 2ª. Temos uma Controladora que controla 4 sociedades. os grupos de direito tem uma certa estabilidade jurídica. as proibições de forma que se tornem fortes e competitivas dentro do mercado. Ex: Seguradora. diz-se que as sociedades perdem um pouco da sua autonomia mercadológica. Esse contrato recebe o nome de convenção de grupo. Se um acionista de uma das Sociedades não aceita. isto porque devem obediência a uma Convenção de grupo que é como se fosse um estatuto que deve ser observado na sua atividade empresarial. Grupo Votorantim. Não precisa a companhia reembolsar. No grupo de sociedades. abrindo mão de um pouco de sua autonomia.Grupo Moreira Salles. cujos acionistas são os alunos da direita. o que é melhor para os acionistas é vender Seguro Sul América. as controladas. ela tem 60% das ações da 1ª. Enquanto não for registrada. que faz uma proposta superior a da seguradora (1 ª sociedade). não vai haver o tratamento jurídico do artigo 265 da lei de S/A. elas se tornarão parceiras. pode ser estabelecida uma convenção. O contrato vai estreitar. Grupo Gerdau. em uma relação somente de fato. basta o acionista vender as ações na Bolsa. após o seu nome podem colocar a denominação. isso a princípio parece um grupo de fato. Grupo Roberto Marinho. contratualizada entre a sociedade controladora e as sociedades que ela controla.é uma designação de grupo. ou seja. Todas as sociedades que participam do grupo. Existem de fato. Aprovada a convenção esta terá um nome Grupo tal. administrativa e até financeira. 52% da 3ª e 60% da 4ª. conflitos. que é uma seguradora. Imagine a 1ª sociedade. mas pode começar a haver entre uma controladora e outra. Grupo de Sociedades é aquele por exemplo. que não é nome empresarial . Aprovada em todas as sociedades. Então para que todas andem no mesmo ritmo.117 E os Grupos de Direito? Ao contrario dos grupos de fato.. Celebrada convenção esta deverá ser aprovada na Assembléia Geral de todas as sociedades. . esta será uma convenção de cooperação mutua. Importante: Grupo de sociedades é uma parceria que será formalizada. Grupo Moreira Salles. serem realmente parceiras.

isso dá o direito de ajuizar ação de cunho indenizatório contra a Seguradora e o Banco. A lei prevê até a formação de um grupo para explorar empreendimento específico. para realizar o empreendimento que é específico. É formalizado através de contrato que estabelecerá as obrigações de cada uma. . CONSÓRCIO: Está regulado no artigo 278 da lei de S/A. As características de um grupo de sociedades. a primeira já foi dita. com sua Assembléia Geral. com sua diretoria. previdenciárias. O banco não pode alegar ilegitimidade ad causam passiva. Só existe consórcio na essência do contrato. que é a controladora. Cartel. Uma sozinha não tem condições de construir. como no grupo de sociedades que há um vinculo de subordinação entre controladoras e controladas. O grupo de sociedades é para toda vida. pois é apenas o nome de um contrato. celebra o contrato com a Seguradora e dá autorização para seguradora mandar para o banco aviso de débito. fazendo a conta ficar negativa e seu nome vai para o Banco Central. com seu patrimônio. o artigo 28 do CDC dá embasamento para este caso. vivem brigando. para que seja debitado de sua conta. O banco está participando para ser mais forte. Mas você vai a seguradora e antecipa o pagamento. OBS: Mas existem alguns casos em que a lei presume a solidariedade. celebrando um contrato de consórcio. as empresas continuam com suas personalidades. já o Consórcio é para realização de empreendimento específico durante o tempo necessário para a realização. decorrentes de infração de ordem econômica (lei ante TRUST.118 O Grupo de sociedade tem personalidade jurídica? Não. Oligopólio) e para obrigação consumiste. não pagou. porque cada sociedade tem sua personalidade jurídica e seu patrimônio. Imagine duas construtoras a Fame Construtora Ltda e a Monforte Construtora S/A. já que os empresários utilizam neste caso o Consórcio. Não há necessidade de vínculo anterior. com seu Conselho de administração. este terá que pagar? Não. alegando não ter celebrado contrato. porém não faz e o valor é debitado. A seguradora comprou 8 carros junto a AUDI. Ex: Você vai ao banco para fazer uma seguro de carro. a seguradora tem que cancelar o aviso de débito. É uma pratica não observada. todas as sociedades envolvidas acabam perdendo um pouco sua autonomia. são concorrentes. na regulamentação que dá o artigo 278 e seguintes. inclusive a controladora. mas foi feita uma proposta para elas de construir um condomínio. o consórcio é apenas o nome do contrato. O objeto do grupo de sociedades mais comum é a realização dos respectivos objetos sociais. então os empresários devem fazer uma parceria. Cada sociedade permanece com sua personalidade. se o contrato for registrado. A AUDI vem e quer cobrar do banco. só existirá após o registro. Não tem personalidade jurídica. Haverá previsão de solidariedade perante as obrigações trabalhistas. O que é feito é o seguinte: é nomeada uma sociedade líder do grupo.

S. poderá trazê-lo para o contrato sem ser rejeitado pelos demais. OBS: Se o consórcio vencesse a licitação e o edital nada tratasse quem deveria assinar o contrato seria a consorciada líder representando as demais. é possível fora das licitações públicas. É resultado. Uma consorciada deve dinheiro ao Banco.P. Celebrado um consórcio para exploração. dentre as Sociedades habilitadas haviam três consórcios. mas no Brasil não é tratado diferentemente do que é tratado na Sociedade Anônima. perante os trabalhadores que trabalharam na obra em comum objeto da licitação. 2. técnica. no CDC. Vamos construir e explorar um Shopping. mas sabem que ficará faltando o dinheiro. é celebrado o consórcio para entregar o produto a um terceiro e este que irá usufruir. A lei prevê hipóteses de solidariedade. No operacional.P. 5. OBS: Quando a entrada do quarto parceiro depende da anuência dos demais. houve reforçamento econômico. O edital de licitação pode exigir na hipótese de um consórcio vencer a licitação. 2.No Brasil aparece muito nas licitações públicas. três construtoras que celebram um consórcio.Objeto: sempre empreendimento específico (objeto social é o grupo de sociedades). porque uma sozinha não teria condições de fazer tudo ou por não ter dinheiro ou técnica necessária. Características do consórcio: 1. manutenção da Ponte Rio/Niterói. pois mantém a personalidade jurídica de cada uma. 3. está dentro de consórcio. vão aglutinar dinheiro.E – é do inglês.S. A ponte será explorada pelos Municípios. obrigações decorrentes das licitações públicas. No próprio contrato fica aberta uma vaga e o contrato estipulará o perfil adequado do 4º parceiro que está faltando. infrações decorrentes da ordem econômica (lei ante Trust – 8884/94). Interessante é a classificação entre consórcio Aberto e Fechado. é preciso construir uma ponte para liga-los. o consórcio será fechado. artigo 33. 4. este poderá cobrar da outra consorciada? Não.Instrumental: Duas prefeituras com um rio que as separa. vão construir para elas explorarem. as Sociedades Consorciadas terão que no prazo de 90 dias criar uma SPE para explorar o objeto da licitação atendendo a seguinte forma. em português significa Sociedade de propósito específico.Não perdem a autonomia. Um dos parceiros achando o 4º parceiro que tem o perfil. ela será representante das demais.P – não há legislação é pura doutrina específica sobre o tema. . então necessitarão de mais um parceiro. inciso V da Lei 8666/93. diz que existem duas espécies: 1.Designada uma consorciada líder apenas para representar as demais.119 A doutrina divide a análise de consórcio. houve uma licitação pública e.Operacional: Duas construtoras celebram consórcio para construírem um condomínio para elas venderem. não há hierarquia. seja uma S/A.

integram o contrato administrativo como garantidoras. Deverão então criar uma AS ou Ltda. O edital pode exigir o capital da SPE? O edital às vezes exige uma soma do patrimônio das consorciadas. surgiu a indagação se ela estaria ou não. SPE não tem previsão no direito brasileiro. Pode uma sociedade de economia mista ir à falência? A Petrobrás. comerciais. não era possível a falência da sociedade de economia mista. que fala que a sociedade de economia mista não pode ter nenhum privilégio e ela tem as mesmas obrigações civis. pois entre acionistas não há responsabilidade. Cria uma Sociedade. assinam assumindo obrigação solidária por qualquer prejuízo que venha a ocorrer. organiza estatuto leva a registro na Junta e passará a ter personalidade Jurídica. Via Lagos (Região dos Lagos). Aí discutiam se esse artigo havia ou não sido recepcionado pelo artigo 173 do Constituição. por exemplo. Quais são os artigos? Artigo 239 da Lei de S/A: A única indagação que pode surgir na hora de uma prova de direito empresarial é acerca da possibilidade da sociedade de economia mista ir à falência. em razão disso. Contra a força não há resistência. 12 ª Aula – 30/08/2003 SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA Sobre sociedade de economia mista não vou nem pegar o conceito. Se esse artigo inviabilizava sua falência. ela está regulada lá na Lei de S/A. A SPE tem personalidade Jurídica. O artigo 242 era firme: “Sociedade de economia mista não está à falência”. Dependendo do edital. antes da Lei 10303/01. Entretanto. Estão sujeitas às mesmas obrigações comerciais. em razão do artigo 242 da Lei de S/A. Todas as consorciadas além de serem sócias. de responsabilidade. A jurisprudência firmou-se no sentido de que o artigo 242 havia sido recepcionado. portanto.120 Mas por questões tributárias. os acionistas da SPE serão as sociedades consorciadas. havia essa discussão. pode ir à falência? O Banco do Brasil pode ir à falência? A questão é extremamente polêmica. Ponte S/A (Ponte Rio/Niterói). Temos radicais dos dois lados. Há um tempo atrás. normalmente S/A. mas existe no Brasil. tributárias de qualquer sociedade. apenas no papel. revogou expressamente o . principalmente. de qualquer pessoa jurídica de direito privado. Como é o conceito? Vocês sabem tudo de Direito Administrativo. O que é interessante falar sobre sociedade de economia mista em direito empresarial? Primeiro. mas perante o fisco permanecem as regras do consórcio. elas vão integralizar as ações com todo patrimônio ficando a SPE com patrimônio fictício. formalmente vai obedecer a forma empresarial que ela adotar. Então. hoje a Lei 10303/01. recepcionado pela Constituição. Aplicará a regra do consórcio e da licitação e não a regra de limitada. e o edital exigir deverão criar uma sociedade com o objeto social exploração da ponte Rio/Niterói por 20 anos.

ou pode ser criada para prestação de serviço público que poderia ser explorado de forma empresarial. embora ela tenha esse comando constitucional. novamente: “E agora. 172 e 173 da CF/88. atividade econômica e serviço público. Estaria sobre o comando do artigo 173 da CF/88. Permanece a discussão das seguintes proporções: Há uma primeira posição. Tanto é que para você entrar na Petrobrás. Em segundo plano. só se faz mediante concurso público. Quanto a esse argumento não tem o que se falar. A questão é a seguinte. Aí. Então. Revogação do artigo 242. aquele argumento de que o artigo 173 da CF/88.121 artigo 242. não há dúvida. o serviço público está regulado em qual artigo da Constituição? No artigo 37 da CF/88. Então. ela não é uma sociedade regulada inteiramente por normas do direito privado. Essa posição deve ser a majoritária. ela trouxe. no sentido de que a sociedade de economia mista está sujeita à falência. Agora. Então.). . estaria sujeita à falência. E o artigo 173 da CF/88? O artigo 173 fala das sociedades de economia mista. Essa corrente faz uma divisão. aí. Ela pode ser criada para explorar atividade econômica de relevante interesse público (Banco do Brasil. há uma divisão.Qual o princípio constitucional implícito sobre o serviço público? O princípio da Continuidade. ainda uma segunda posição. Importante: Tanto esse motivo quanto por esse. sujeitando-a ao regime jurídico do direito privado. etc. e agora?” Permanece a discussão. se você tem que aquilatar o princípio constitucional e agora o artigo 173 da CF/88? Toda sociedade de economia mista que desempenha atividade econômica estaria sujeita à falência. Agora. o único artigo na lei que proibia a falência da sociedade de economia mista foi revogado e. novamente. aí vem lá o artigo 173 da CF/88. entendendo que a revogação do artigo 242 foi uma inequívoca manifestação do Poder Legislativo. que veda qualquer tipo de privilégio à sociedade de economia mista. começou a se indagar. agora sim. Entretanto. está regulada por normas de direito público. Lá não pode ter nenhum tipo de privilégio. sociedade de economia mista que presta serviço público estaria regida pelo princípio constitucional da continuidade do serviço público. é imprescindível a licitação. portanto ela não estaria sujeita à falência. também. ela está sujeita à falência ou não está? Antes havia discussão. Que segunda posição é essa? Pelo que sei agrada os examinadores da banca do Ministério Público. extrai-se um princípio implícito. o capítulo é da ordem econômica. ela. mas trata. “Norma econômica”. Quando ela vai fazer determinadas compras ou determinadas operações. No que concerne à atividade econômica está lá nos artigos 171. Então. permanece. Ela. sociedade de economia mista não está sujeita ao regime privado integralmente. necessariamente. Pelo artigo 37 da CF/88. Não existe o princípio constitucional da continuidade do serviço público? Existe. Petrobrás. Existem duas espécies de sociedades de economia mista.

na prova de direito administrativo. Depende da prova. vem um outro além e revogou o artigo 242. Claro que é a prestadora de serviço público. essencial. vocês podem sustentar essa segunda posição: “Prestação de serviço público essencial não está sujeito à falência”. Se fizer concurso em São Paulo. E eu tive conhecimento que o professor Carvalhinho e parece também que a Maria Sílvia (são administrativistas). que trabalha com águas e esgotos. mas nós fomos surpreendidos com a nova Lei de S/A. Estaria sujeita à falência? Não. tinha um desembargador paulista. Somente a que presta serviço público essencial. Ela ganhou simpatia. que revogou o artigo 242. então são duas posições. As duas têm bastantes fundamentos. mas se fizesse prova em São Paulo. não está sujeita à falência. em sã consciência. e estão sustentando a sujeição de qualquer sociedade de economia mista à falência. vocês vão defender o quê? Está ou não sujeito à falência? Não. Por exemplo: Será que toda sociedade de economia mista que presta serviço público não estaria sujeita à falência? Entendo que não. aqui do Rio de Janeiro. Eu ponderei (no simpósio): “Depende. Eu me levantei e deu uma discussão danada. porque a outra não tem nem como questionar a que desenvolve atividade econômica (essa não tem questionamento). Então. lá. . Então. Depois eu fiquei sabendo que isso nós estávamos discutindo o projeto de lei de falência. não há a menor dúvida de que você deve afirmar que todas estão sujeitas à falência. como aqui no Rio de Janeiro. por exemplo. Vai parar de fornecer água? Como é que vai fazer? Então. ficaria com a primeira. teve um simpósio sobre a nova Lei de Falência. sou absolutamente contrária à falência dela. do concurso. a CEDAI. e agente teve que antecipar. a maior parte dos colegas apoiou a idéia. de jeito algum. É a orientação paulista. Então.122 Essa corrente tem que ser adotada em termos bem cuidadosos. e tinha o desembargador Paulo Ventura. Prova para procuradoria do Estado. a gente estava discutindo isso lá para frente e de repente. as que prestam serviço público não estão sujeitas à falência. e a nova Lei de Falência que virá aí fala expressamente que. você vai ter que adotar uma na hora da prova. defendem a mesma orientação. Nenhum juiz. na prova para Procuradoria.. No Ministério Público. com a reforma da Lei de S/A. Então. não estaria sujeita à falência não obstante a revogação do artigo 242. sociedade de economia mista que presta serviço público. do examinador. O desembargador Osvaldo. sociedade de economia mista que presta serviço público. e adota a forma de sociedade de economia mista. sociedade de economia mista está sujeita à falência. sociedade de economia mista que presta serviço público relevante. ainda. em razão do princípio da continuidade do serviço público”. tem que ser bem cuidadoso ao aplicar essa segunda corrente. o que vai acontecer com as atividades? Irão cessar. cada uma delas. porque com a falência. do Município. vai decretar a falência. Eu ficaria com a segunda. mas o que é importante aí é que. existem em alguns estados. já sabem como tem que responder.. ou seja.

porque o fundamento para não sujeita-la à falência. são serviços essenciais.092). nas regras. revogaram a Lei de S/A nesse ponto? Ou não revogaram? Você vai aplicar a disciplina na comandita por ações com base no novo Código Civil ou com base na Lei de SA? Lei geral não revoga lei especial? É isso?O novo Código Civil é Lei geral? Sim. à Lei de Junta Comercial. mas. A questão é a seguinte: o Fábio Ulhôa tem posição diferente. por exemplo. às vezes. No todo. O problema é o seguinte: A Lei de S/A.090. por vezes. o novo Código Civil é uma norma genérica. isso não importa. nos artigos 1. Aí.123 A base é constitucional. Lembrando que a Lei de S/A é de 1976. por exemplo. E se esse capítulo for omisso. Agora ela veio regulada no novo Código Civil. alguma coisa. SOCIEDADE COMANDITA POR AÇÕES É um pouco complicado. lei especial posterior revoga lei especial anterior. Importante: Caio Mário da Silva Pereira já dizia o seguinte: “É um erro generalizar”.092. não se enganem. de 1976. tratava da comandita por ações. ele não vai revogar lei especial. Dê uma olhada nos artigos. a prestadora de serviço público. E. temos que verificar detidamente. dentro dos artigos. infraconstitucional não muda nada. Logo. assim como é a sociedade anônima e ela está regulada na Lei de S/A (artigo 280 ao artigo 284). Revogou-se ou não revogou. mas nem tudo que está na Lei de S/A diz respeito à Sociedade Anônima. ele é geral.090 ao artigo 1. Por isso que essa alteração. basta você olhar. Se todo ele for geral. Qual é o que eu vou aplicar? Será que eu aplico só o artigo da Lei de S/A? Ou seja. mas. nesse ponto. às vezes. aplica as normas da sociedade anônima. Esses artigos. é um princípio constitucional. Comandita por ações é uma espécie de sociedade por ações.090 ao artigo 1092. no artigo 1. Vem o novo Código Civil e foi específico. A sociedade anônima está na Lei de S/A. o artigo é especial em relação. A Lei de S/A também é enorme. sempre vai ter esse comando constitucional. Revogar ou não revogar o artigo 242? Isso não muda nada. à lei de S/A. ela traz regras especiais. Então. Ele revoga lei especial? Revoga. Ela é regulada pela norma deste capítulo. Então. o novo Código Civil tem regras mais especiais do que uma lei que está em vigor. As duas estão tratando da mesma matéria. o artigo 242. tudo bem. “Sociedade Comandita por Ações”. Ele falou: “É regido aqui”. será que o novo Código Civil foi genérico sobre a sociedade comandita por ações ou ele foi específico? Ele foi específico. Por mais que o artigo fale que está sujeito à falência ou que não está sujeito à falência.090 ao 1. um desses três artigos (1. Depende. não tem . à Lei de registros públicos. esse princípio implícito da continuidade do serviço público. Não é qualquer serviço. em relação. Então. 1. uma regra dessa lei geral traz uma regra especial. Uma lei geral. às vezes. quando vem um novo código. tanto é que ele tem um título lá. traz a seguinte redação: “A comandita por ações será regida pelas regras deste capítulo”.

mesma legislatura. Tem que concordar Fábio Ulhôa.092. Eu.090 ao 1. muito parecidos. Esse é o entendimento deles. Quer dizer. nesse capítulo. sobretudo atualizada aqui. trazendo regras de grupo e sociedade. olha só. quando esses artigos forem omissos. Então.090 ao artigo 1. porque o projeto é de 1975.092 e. embora o novo Código Civil tenha entrado em vigor agora.090 ao 1. a Lei de SA foi sendo atualizada. é só fazer uma interpretação racional. O novo Código Civil falou que o que rege a sociedade comandita por ações são os artigos 1. muitas coisas. como o novo Código Civil vem tratando da matéria. Mas eu entendo que os artigos 280 ao 284 não foram revogados. Vocês aplicariam esses e. ele foi sendo aprovado na sua redação original? Na sua redação original. professor Leonardo Marques. Então. Mesma vírgula. Ninguém duvida disso. realmente. eles trazem uma orientação de 1975. Por quê eu estou sustentando que não foram revogados? Porque. vocês vão ver que eles são absolutamente semelhantes. o artigo 1. já atualizada na década de 90. Por quê? Em razão disso aqui. Só que. Entendo que. tudo. Será que eu aplico apenas as normas do novo Código Civil já que. Então. nessa época. Esses teriam revogado os artigos 280 ao 284 ao afirmar que o Código Civil disciplina a matéria e supletivamente as normas da Sociedade Anônima. Então. são antigos). revoga as demais exposições. eles tratam da Sociedade Anônima? Não. quando eles forem omissos. O projeto do novo Código Civil é de quando? O projeto é de 1975. discordo. Foi. o que ia acontecer com a Lei de S/A durante esse tempo? Ela foi sendo o quê? Aprimorada e teve importante modificação em 1994 e em 1997. Ou seja.124 aplicação. Principalmente em razão dessas alterações. alterando a Lei de S/A. o artigo 280 ao 284 da Lei de S/A. Será que eu aplico o novo Código Civil e subsidiariamente a Lei de S/A? Ou aplico a Lei de S/A e subsidiariamente o novo Código Civil? O Conselho de Justiça Federal entendeu que você só aplica o novo Código Civil. A legislação de S/A é muito mais atualizada. por exemplo. consórcio. Então. a Lei de S/A é de 1976. o projeto. mas aqui é de 1976. Se você for comparar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A com esses novos artigos do Código Civil (não são novos. Eles tratam do quê? Da comandita por ações. . ele manda aplicar as normas da Sociedade Anônima. eles estariam revogados por esses aqui. hoje esses artigos 1. enquanto que a Lei de S/A traz uma orientação já atualizada em 1994 e em 1997. qual é a legislação mais evoluída? A Lei de S/A ou o novo Código Civil? A Lei de S/A. por que é que estamos discutindo? Na sua redação original.092. Eles têm idêntica redação. eles são da mesma época. você aplicaria do artigo 1º ao artigo 279 e do 285 em seguinte. Tem enunciado nesse sentido. são os que tratam da matéria agora. E o projeto do novo Código Civil foi sendo atualizado ou.

A redação é idêntica. Tem mais alguém dizendo a favor ou contrário? Não tem. já estudei muito o problema. ele traz alguma previsão sobre isso? Não traz. as normas de S/A. apenas a Lei de S/A é mais completa. A doutrina não se preocupa com isso e. Se você aplicar supletivamente as normas da Sociedade Anônima. o quê você faz atualização? Joga fora. porque não há conflito. mas é apenas uma atualização que foi feita. você vai aplicar toda a Lei de S/A. A favor. eles têm a mesma coisa que tem o novo Código Civil mais as alterações. mas a Lei de S/A tem alguma coisa a mais”. não os artigos 280 ao 284.007. mesmo assim. por exemplo. alguns artigos polêmicos que ainda não adentraram. interpretar o artigo 1. Vai aplicar tudo. Quase ninguém fala de comandita por ações.090 ao 1. comparar texto. que diz: “Agora aplica os artigos 1.090 ao 1. tem o Fábio Ulhôa. nunca ninguém parou. Então. afinal de contas. eles são conflitantes? Não. é necessária a autorização dos diretores. interpretar o artigo 1. vai aplicar. logo a resposta seria: NÃO. como no novo Código Civil é novo ainda. ou seja. porque eles são idênticos. as alterações. temos uma primeira posição que é a do pessoal dos artigos 1. Mas não é uma opinião nem de doutrinadores. Nessa atualização diz: “Sim. Importante: Há quem entenda que você só aplica os artigos 1. os artigos 1. depender muito da legislação que você ia aplicar. etc. se o novo Código Civil for omisso. Tem fundamento. mais atualizada. dizendo que para participar de um grupo econômico. mas eles têm mais. você vai aplicar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A e se. ou seja. Então. e quando eles forem omissos. Isso aqui não entra em conflito. Se você entender que os artigos 280 ao 284 foram revogados. com certeza. não houve tempo hábil para ninguém tecer esse tipo de detalhe. eles são quem tem responsabilidade ilimitada”. Então. o artigo 994. você pode até dizer: “Eu aplico o Código Civil primeiro. não entra no mérito.090 ao 1.). Eu tenho essa posição.092 e ponto final”. mas nem fundamenta. Então a questão gira em torno do problema da comandita por ações é a legislação agora aplicada. a doutrina não se preocupou.004. a Sociedade Anônima para participar de um grupo econômico não precisa de autorização de diretoria. Eu tive que estudar. pegar o projeto. discutiu com ele em nada. etc. Mas se você aplicar os artigos 280 ao 284? Em 1997 foi atualizado. Essa posição é minha. é necessária a autorização dos diretores. precisa da autorização dos diretores? Pelo novo Código Civil. Grupo Gerdau. porque isso aqui está mais atualizado. Então. eles param por aqui e os artigos 280 ao 284. Foram uns convidados que foram lá para o conselho e opinaram lá.092.090 ao 1.090 ao 1. os dois forem omissos. Eu fui obrigado a estudar sobre o tema. . porque gravei uma fita para Telejur tratando dessa matéria. Eu tenho a opinião do Fábio Ulhôa. Então. para a comandita por ações participar de um grupo econômico (Grupo Votorantin.092. por exemplo. Então.125 Então o quê aconteceu? Os artigos 1. aí é que você vai aplicar as normas da Sociedade Anônima.092. em uma pergunta dessa lá.092. ele é omisso.

onde vão estudar. Com isso a Assembléia Geral tem poderes reduzidos. acho que a minha opinião está correta e a do Fábio Ulhôa está errada. Você coloca as duas interpretações. tem umas outras questões. E como eles respondem de forma ilimitada eles têm que ter mais poderes mesmo. Lá vem dizendo o que é valor mobiliário. é só ler. Não há menor dúvida não há nada de importante que precise especificar. Ela vende suas ações. Nada mais justo. mas vai depender da Legislação aplicada que foi muito da atualização de 1997. de vez em quando partes beneficiárias”. ela ganha dinheiro com isso. O que muda lá? Os diretores da comandita por ações eles tem responsabilidades ilimitadas. VALORES MOBILIÁRIOS: O que são valores mobiliários? Lembra quando eu falei em Companhia Aberta e Companhia Fechada? Companhia Aberta é aquela que pode soltar no mercado os seus valores mobiliários. Nela não existe conselho de administração. debêntures e. eu. Colocando essa evolução histórica. Tem algumas outras questões. (ações). Então eu não vou tecer. não pode emitir ponto de subscrição. Se eles perguntarem é porque eles acham que a questão é polêmica. É muito parecida com a sociedade anônima. O que mais podemos falar sobre a comandita por ações? A questão da responsabilidade dos diretores. sem falsa modéstia. Mesmo porque ela é quem responde no caso de inadimplência da companhia. . Então. O que é importante mesmo é a Legislação aplicada. mais detalhar a comandita por ações. por exemplo. eu acho difícil. O que são os valores mobiliários? São papéis que tem por objetivo captar recursos para Companhia no mercado. Quais são os Valores mobiliários mais importantes e que cai na prova? O que cai são: “Ações.126 Na hora da prova se eles perguntarem é porque eles querem esse exercício de interpretação. A Lei 6385/76 que também foi alterada pela Lei 10303/01. o que não é considerado. parte beneficiárias.090 ao 1. Por que afinal de contas se alguma coisa der errado quem é que paga? Os diretores. A Assembléia Geral tem poderes reduzidos enquanto a diretoria fortalecida. Debêntures. É o que muda.092 do novo CC. Ou os artigos 1. Gandi dizia: “A falsa modéstia é o último requinte da vaidade”. O mais importante é saber onde vocês vão trabalhar. Isso é tratado na Lei 6385/76. ou os artigos 280 ao 284da Lei de S/A.

ações documentais e ações escriturais.. “Ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. transferência. endossável e ações nominativas. Carvalho de Mendonça.127 Vamos fala então desses três valores mobiliários. tudo isso é feito pela instituição financeira. Então é o banco é que faz. Ações escriturais mantêm contas de depósitos em nome dos acionistas. o entendimento majoritário é de que as ações são títulos de créditos. O que são ações documentais? São aquelas representadas por certificados de propriedade de ações. Impróprio. é Direito Civil. você transfere. a regra dos títulos de créditos próprios”. valor através do último balanço tal. As ações escriturais elas constam apenas nos registros de uma instituição financeira que faz o controle das ações para a companhia. Os professores Clóvis Bevilaqua e Túlio Ascarelli entendem que ela não é título de crédito. 1. Rubens Requião. É apenas parte do capital social. no que couber. O controle é feito pela própria companhia. porque o Túlio é especialista em Direito Comercial (Empresarial) e o Clóvis é do Direito Privado como um todo. ela é que controla suas ações. é uma conte de depósito. E as ações escriturais? As ações escriturais elas não têm títulos. Fran Martins. Esta contratou os serviços de uma instituição financeira que vai fazer esse serviço. Vou recebe um diploma dizendo: “Fulano de tal proprietário do lote de ações. Na hora da prova coloquem o Túlio na frente do Clóvis. Vem um demonstrativo. Quando você tem uma conta corrente. Por isso que ele é considerado um título de crédito impróprio. Você prova através dos extratos que você recebe e tudo mais. você tem lá as ações. mas Waldemar Ferreira. gravames. não tem documentado.”. ESPÉCIES DE AÇÕES Primeiro uma classificação importante. por exemplo: A Vale do Rio Doce não controla suas ações. absolutamente nada.AÇÕES Sobre ações existe uma divergência doutrinária que já está aí há muito tempo. OBS: Antigamente havia ainda uma classificação de ações: ao portador. Não tem natureza de título de crédito. Tudo é ela que controla. . Qual a natureza jurídica da ação? “Se ela é ou não é título de crédito”. mas você aplica as ações. última cotação no mercado é essa”. O professor Fran Martins faz só uma ponderação: “É título de crédito impróprio”. Ela não documenta uma operação de crédito.. ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. Como é que você prova que é titular? Que tem ações? Através dos registros na instituição financeira. tudo. Eles entendem que ação é um título de mera capitação de recursos que representa parte do capital social de uma companhia. Alguém que tenha ações recebe de seis em seis meses ou anualmente um extrato do banco dizendo: “Você tem tanto de ações em valor nominal X. parece um diploma de faculdade.

você vai à instituição financeira. absolutamente nada. e ainda tira o direito de voto. eles podem ser conferidos ou não. levaram suas ações”.. Ações Ordinárias: São aquelas que confere os direitos comuns dos acionistas Praticamente o Estatuto não tem margem nenhuma para fazer qualquer tipo de restrição a essas ações. nenhum tipo de preferência. O artigo17 vem dizendo assim: “As preferências. Vejam esses direitos. porque às vezes era ao portador. O advogado chega no dia seguinte e fala: “Vocês estão arruinados.128 Mas desde 1990. II e III”. Às vezes bota em um quadro (proprietário de um lote de ações “tal”). não existe mais essa figura. só tem é prejuízo para ela. Plano Collor. OBS: As preferências ou vantagens elas só são obrigatórias se ações preferenciais. nas novelas. ter suprimido o direito do voto. Então você vai lá na Companhia e faz a transferência lá. forem de uma companhia aberta e. Ações agora são sempre nominativas. não existem mais ações endossáveis. algum tipo de privilégio. uma companhia fechada. Ações Preferenciais: O próprio nome está dizendo. você vê nos filmes. por exemplo. Na companhia fechada. . porque ela além de não ter o direito de voto. Por quê como é que você hoje transfere a titularidade de ações? Através de termo. o cara entra na casa. Então não sobra muita coisa para o Estatuto. muito menos ações ao portador. arromba o cofre. E aí. Em relação às ações ordinárias elas têm algum tipo de preferência. Mas aqui uma observação muito boa: Tem que dar uma olhada no artigo 17. na bolsa e tudo mais e. pelo menos uma das seguintes vantagens: “Incisos I. os privilégios das ações preferenciais. Antigamente valiam (papéis). no livro de transferência de ações nominativas. III e IV”.”. pega as ações e desaparece. basta. Aquele papel é só para tirar onda. as ações podem ser: “Ordinárias. Quanto à natureza dos direitos. (isso acontece em companhias abertas). olha o caput do artigo: “podem consistir. aquilo não serve de droga nenhuma. não vai ter nenhum tipo de preferência. Aí. ela tem alguma coisa de privilegiada? Não. se ainda for suprimido o direito de voto. aí poderia alguém levar. mas é a mesma coisa. Desde 1990. Se levasse já era. Aí você vai para o parágrafo único: “Quando as ações preferenciais forem de companhia aberta”. Isso não está escrito. Aquilo não serve de nada. Isso é verdade? Não. I. Ou quando as ações forem escriturais. “Quando forem admitidas as negociações no mercado”. Então pode acontecer que na prática a ação preferencial não tenha nenhuma preferência. porque todos os direitos decorrem diretamente da lei. professor.. Preferenciais ou de Gozo ou Fruição”. elas terão obrigatoriamente. podem consistir em: Incisos I. interpretar o artigo 17. que lá se faz à transferência. então não dá nada. Então quando as ações preferenciais forem negociadas no mercado.

Isso nas (ações preferenciais. Exceção é tirar o direito de voto. Vem na prova assim: Acionista preferencial tem direito de voto. seria 225. estão lá no artigo 44. (R$1. agora no máximo a metade. . Na prática o estatuto sempre tira o direito de voto das ações preferenciais. não ter qualquer tipo de problema? Vou ter que adquirir quantas ações? Antigamente R$150. Não é errado. aí sobravam 300. Então. mas na prática. Então agora essa companhia poderia emitir 450. mas pela lei hoje está assegurada metade dos acionistas.00? Por que antigamente até 2/3 das ações poderiam não ter o direito de voto. parágrafo 5º da Lei de S/A. Ela está tão utilizada que parece que virou regra. Importante: Aí o Fábio Ulhôa. Em última análise o sócio é um credor da companhia. para você controlar basta 150. o acionista também.001. agora o máximo de ações sem voto numa companhia é metade. mas as ações preferenciais podem ter esse direito suprimido. você controla 900. Então essas daqui (2/3) eram de ações preferenciais que o estatuto tira o voto. De tanto tirarem as pessoas pensam que exceção é a regra.001. ou seja. sempre. mas deu um passo).00.000. já que temos agora metade.00 cada ação). O que é ação de gozo ou fruição? Em última análise o acionista é um credor da companhia.001. Certo ou errado? Se o estatuto não fala nada. conforme artigo17) e (ações ordinárias.000. E ações de gozo ou fruição? Qual o artigo das ações de gozo ou fruição? As ações de gozo ou fruição estão perdidas. ele faz uma advertência. A democracia é que todos tivessem o direito de voto. sendo uma parte ordinária e a outra preferencial.00. Vem a lei. Antigamente até 2/3 poderiam não ter o direito de voto.000.000 com voto. vocês conhecem alguma ação preferencial com voto? Eu não lembro de nenhuma companhia. Por quê R$150. É aí.000 ações ordinárias. Antigamente nós tínhamos a seguinte situação: Capital social de uma companhia R$900. está longe ainda.000. Você bastava adquirir 150. está com razão. ele tem o direito de voto ou não tem? Tem. Quantas ações eu vou ter adquirir para ser o controlador tranqüilo.001. Com 150.000 ações sem voto e 450. olha uma importante modificação. O ideal é que todos tenham o direito do voto. A regra é que todos têm direito de voto. Então eu tenho uma companhia.001? Não. Só terá preferência quando for de uma companhia aberta e for suprimido dela o direito de voto. A democracia está lá. se o estatuto não falar nada a ação preferencial tem o direito de voto. Por isso que muita gente pensa que ação preferencial não tem direito de voto. no mercado. controlava.129 Por quê não preferencial? Porque nem sempre ela vai ter preferência.000 votos para você mandar precisa ter quanto? 150. O problema é que é exceção. De 300. conforme artigo16). Aí a nova lei fez assim (deu um passo.

eu pergunto. ela não tem nenhum benefício com isso.000. entrega o dinheiro a ela (R$3. Ela continua como acionista. Essa é uma forma de amortização. A companhia precisava pagar isso agora. porque distribuição de dividendos é a mesma coisa que dinheiro jogado fora. Além do pagamento. todas as reservas já estão cheias e mesmo assim sobrou dinheiro. E o quê acontece? A companhia pega as ações dela. porque tudo aquilo que ela investiu ela já recebeu. o balanço já foi aprovado. ao invés de dar o dinheiro para a pessoa. Então a companhia antecipa o pagamento. como pode acontecer com as ações preferenciais. Ela subscreveu e integralizou e os outros também. o que ela faz? Ela pode fazer o seguinte. Então ela fica “amarrando”. teria direito a R$3. a companhia não é obrigada a pagar os seus acionistas. o que eu já fiz com as ações dela? Eu já paguei. só que agora sem risco. dá um jeito daqui. A companhia comprou as ações dela? Não. reserva “daquilo”. Mas aí vamos supor que ela pagou o dividendo mínimo. O que ela faz? Ele vai ter que distribuir isso através de dividendo.00.O quê acontece? Depois de alguns anos a companhia está dando tanto lucro. apenas amortizou o pagamento. esse nome? Ação é um investimento de risco? Sim. deu o dinheiro para companhia e a companhia deu uma ação para ela. Mas dinheiro de dividendos é jogado fora. No dia em que a companhia for acabar. essas ações? Não. para não distribuírem dividendos. Pego as ações ordinárias e acabo com elas. Pelo balanço é verificado se a sociedade acabasse hoje ela. Isso pode acontecer com as ações ordinárias. Ao invés de dar a ela de graça. pegasse o restante e distribuísse entre os acionistas. Se a companhia terminasse hoje.130 Então quando ela comprou uma ação.000. Então o que é uma ação de gozo ou fruição? São aquelas dadas em substituição a ações amortizadas. dá como uma forma de pagamento. ela já vai saber do lucro.000. ele levaria pelas ações dela R$3. . Agora ela só está fazendo o que naquela companhia? Gozando e fruindo. as ordinárias. E ela continua acionista? Sim. da um jeito dali. Faz reserva “disso”. ela integralizou. eu pego as ações de gozo ou fruição e dou em substituição as ações que foram amortizadas. tanto lucro. se assembléia geral autorizar. Para ela (acionista) vai ser de risco? Não. Se quando tiver lucro ela vai receber lucro através de dividendos? Sim. alto risco.00. a companhia gosta de distribuir dividendos? Não. E por que gozo ou fruição. Ela deixa de ser acionista? Não.00). Sabe porquê? Tudo aquilo que ela já investiu ela já recebeu. pelas ações dela. pagasse todos os credores da companhia. ela como acionista não é credora da companhia? Então é feito o balanço.

Foram feitas as contas atualizadas e verificaram o seguinte. Na prática sempre o estatuto ou assembléia tira o direito de voto. Foi verificado que se hoje fosse feito o pagamento por aquelas ações. o controlador precisa do voto? Sim.00 e sim a R$4.00? Sim. chegasse aqui ele teria que pagar os R$4. pode ser também que lá na ata da assembléia fiquem consignados.000. porque faz parte do bloco de controle. OBS: No dia em que ela for liquidada.00. Ele vai para casa com dinheiro e continua acionista. Ele já não tem mais risco. ação de gozo ou fruição é uma ação dada em substituição a uma ação ordinária. Às vezes uma ação ordinária. Ela vai receber a diferença. vamos supor que a atualização não tivesse inflação nenhuma. Vamos supor que em 2006 fique constatado que se hoje fosse receber ela só teria direito de receber R$1.00 Ela recebeu R$3. Vamos supor que isso acontecer em 1996. só R$1. Essa sociedade vai ser finalmente dissolvida. porque aquilo foi apenas uma amortização. quando é amortizada fica na ata assembléia: “Ação de gozo ou fruição não terá direito de voto”. Para o pequeno investigador é sempre um ótimo negócio.00. Importante: Em resumo. porque R$3. aprovados. através de sorteio.00 ele já tinha recebido. ou preferencial.200. acabam. continua acionista. mas só a diferença. Pergunte a vocês. tanto faz. porque era um acionista de gozo ou fruição. por que normalmente a ação do majoritário ou controlador valem muito mais.000. ela sempre tem o direito de voto. na verdade ela teria direito não a R$3. É um bingo dentro da companhia. o que vocês podem notar é que às vezes a amortização ela pode não ser interessante para o acionista controlador. Então na prática nunca tem direito de voto. As ações preferenciais podem não ter o direito de voto. Então o que acontece.200. é bom ter uma ação amortizada? Está no artigo 44. Na prática tem? Não. Então. na verdade consta no registro) ordinária ou preferencial. Amortizei as ações dele e. recebe o dinheiro e recebe ainda as ações de gozo ou fruição. só para facilitar a conta.000. que autorizou a amortização.00. ele que não tinha voto acaba passando a ter o voto. Então ele vai querer ter a ação dele amortizada? Se for por uma ação de gozo ou fruição sem voto? Não. amortizada.200. Pode não ser interessante para o acionista controlador ou majoritário.00. Existe o sorteio e de repente: “Lote de ações de (tal a tal)”. ele só é controlador por tem a maioria dos votos. porque às vezes ação de gozo ou fruição não tem direito de voto. Ela vai receber a diferença? Sim. Às vezes aconteceu o contrário. que as ações de gozo ou fruição terão direito de voto. que tinha o direito de voto. Às vezes pode acontecer um fenômeno muito interessante: “Imagine que estou amortizando as ações preferenciais de Túlio”.000.700. ele terá que devolver aquilo? Não.131 E quais serão os direitos das ações de gozo ou fruição? Serão aqueles previstos no estatuto e na ata da assembléia. Por isso que às vezes que não é interessante para o acionista controlador. se aquele dinheiro fosse distribuído através de dividendos. . Então além de receber o que investiu. Ela recebeu os R$3. Aí levanta a pessoa vai entrega as ações dele (tudo isso estereotipando.

quando você tem a certeza que vai receber.00 (normalmente a debênture das pequenas companhias está em torno de R$10. Não vai ser mais acionista pelo exercício do direito de retirada (artigo 45 c/c o artigo 137). o banco cobraria 2.00 no mercado). Uma grande companhia só isso. É excelente para ambas as parte. eu não vou analisar artigo por artigo das debêntures. Ela economizou quanto aí? É tudo verificado no momento. Ele é representado pelas debêntures. a vocês. Ao invés de dar de graça.5% em cima de R$ 10.000. Tem que ser companhias fortes. 0.9%. Em geral é muito melhor.2% mais TR. quando vocês lerem vão saber se situar. DEBÊNTURES O que são debêntures? O quê acontece? Explicando agora. ou seja. Ou de três em três meses. está acabando mesmo. dependendo da operação. “Mas ninguém vai querer fazer isso. vai receber só daqui a cinco anos”. mas vou pagar em juros de 1.8% no máximo 0. A TR 6% ao ano. OBS: Reembolso é outra coisa. 1. R$50.000. Os juros você pode pegar todo mês. no momento para ela foi vantagem.00.000. Normalmente eu vejo de três em três meses. reembolso é direito de retirado (artigo 45).00. mais a TR. você retirasse juros de mês em mês. As grandes companhias têm debênture de até R$10. o acionista. Fala o seguinte: “Quem me emprestar R$10. Se uma companhia está precisando de dinheiro e ela for fazer esse pedido de empréstimo. mais TR. Para a companhia é “jogo” pegar dinheiro emprestado dessa forma? Sim.2% ao mês.4% ou 0. às vezes é 0. vou dar só uma orientação genérica. . Ela pensa: Quanto é que uma pessoa ganha na poupança? Ganha 0. O que vai representar essa debênture? Eu vou devolver esses R$10.5% ao mês. investir o dinheiro dessa forma? Sim. No final dos cinco anos você recebe o principal corrigido pela TR. Todo mês ou três em três meses você ficou recebendo esses juros (1. Amortização está no 44. ela pede dinheiro as pessoas.00). Ela não quer pagar 2. ou seja.00 em cinco anos.3%. a companhia dá uma debênture”.000.000. Isso é um empréstimo contraído pela companhia junto ao mercado. quem emprestar R$10. parágrafo 5º. Então o que a companhia faz? Ao invés dela pedir dinheiro ao banco. Se chegar lá e não tiver dinheiro para pagar ele. E tem alguns benefícios fiscais.5%. Não adianta a qualquer companhia emitir que ninguém vai comprar. É quando ela está saindo definitivamente de sociedade. vamos supor que o percentual de juros hoje 2.132 E como aquele dinheiro não foi através de dividendos. será que ela vai imaginar que vai cair tanto assim.000. para ela tanto faz. Para o investidor que estava na poupança. ela vai ter que pagar quanto? Só R$1.2%. é “jogo” ele emprestar.200.00. Aí a forma de atrativo é o seguinte.000.00.5% ao mês. Ela te paga todo mês os juros. Então.

Então temos uma espécie de debênture já. PARTES BENEFICIÁRIAS Leiam na lei. As últimas debêntures são as Debêntures Subordinadas. a Debênture Quirografária. tem esses direitos. e as debêntures subordinadas têm uma maior rentabilidade. Temos uma segunda espécie de debênture. que foi pergunta da prova do Ministério Público: Como se posiciona as debenturistas no quadro geral dos credores? Tem que saber isso tudo. Debênture com Garantia Real. etc”. depois tributários. Esse credor passa a ser chamado de credor com garantia real.000. no final dos cinco anos em vez de você pegar os R$10. elas podem ser conversíveis em ações. aquela debênture em ações da companhia. por isso que elas são as mais procuradas. A conversibilidade de ações pode ser conferida a qualquer espécie. Isso pode ser conferido ou não. No início você é um mero credor. ou seja. depois temos crédito com privilégio geral. umas ações que eu tenho em outra companhia. se sobrar dinheiro distribui entre os sócios. você tem a opção de transformar aquele dinheiro. crédito com privilégio especial (aqui já temos duas debêntures). Debênture com Garantia Flutuante (credores com privilégio especial . Temos quatro espécies de debêntures. Numa forma de empréstimo em que não há nenhum tipo de privilégio. mais utilizadas. depois trabalhistas. Debêntures com garantia flutuante (ativo). o credor é chamado de credor o quê? Credor quirografário. depois você pode até se tornar acionista.00 corrigidos. só com uma coisa de importante. Então normalmente vai buscar debênture que tem uma maior rentabilidade. Qual é a espécie de debênture mais utilizada no mercado? Debêntures subordinadas (equivale a 50% das debêntures em circulação) Quando você empresta para alguém. crédito subquirografário e. ou então royalty do petróleo. ou então uns títulos que eu tenho que receber em outra companhia. . se sobrar dinheiro. naquela ordem de falência. É a terceira espécie de debênture. depois de todo mundo. Quer dizer. crédito quirografários (outra debênture) e. Se cair na prova vai ser isso. você pode. depois dívidas da massa.133 Quem empresta esses R$10. prova do Ministério Público. se quiser. em qualquer espécie. Quando alguém está emprestando ele pode dar como garantia. às vezes um bem (imóvel etc. o ativo dela. você está contando que essa pessoa vai a falência? Se você desconfiar você empresta? Não. depois créditos com garantia real. ela falou: “dou como garantia de que eu vou pagar essa debênture. primeiro vai alguns acidentes do trabalho. por exemplo. elas hoje só podem ser emitidas por companhias fechadas.000. depois encargos da massa.ativo). Naquela ordem de falência temos alguns credores privilegiados. Os credores dessas debêntures são chamados credores com privilégio especial.). essa companhia que está pedindo dinheiro emprestado. As debêntures que tem como garantia o ativo da própria companhia. Dão aos seus titulares um crédito subquirografário. Ainda uma anomalia nas debêntures. São as debêntures conversíveis em ações.00 ganha uma debênture. Os direitos das debêntures podem variar.

Discute-se qual a natureza jurídica dos títulos de crédito. O professor Bonelli sempre defendeu que título de crédito tem que ser inserido dentro do direito das obrigações e foi o que fez o novo Código Civil. Qual o conceito de Título de Crédito? Esse conceito que eu vou falar é mundialmente aceito.134 13ª Aula – 06/09/2003 TÍTULOS DE CRÉDITOS O que seria Título de Crédito? Em primeiro (importante para quem vai fazer Defensoria). que são os princípios da cartularidade. Saber os princípios você resolve as questões de título de crédito. o conceito do professor César Evivante tem que estar na ponta da língua. Vamos começar pelo PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE. Existe uma “queda de braço”. aí fica legal você complementar o conceito jurídico com o aspecto econômico. todos os livros têm esse conceito. Vamos ao que é mais importante sobre títulos de crédito. existe um professor chamado José Maria Elmidaque. literalidade. que já é um princípio que está meio caduco. Eles incorporaram o conceito do professor César Evivante: “Títulos de Crédito é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. O conceito que eu dei para vocês é um conceito jurídico. está lá no direito das obrigações que vem falando inclusive dos títulos de crédito. Complementando o conceito.Como já disse: Ele está no artigo 887 do CC. dá uma visão econômica do título de crédito. autonomia e abstração. Prevalece hoje a tese. capaz de realizar imediatamente o seu valor (complementação). mas ainda temos que falar sobre ele. “TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. Aí você tem em qualquer livro. Qual o conceito de TÍTULO DE CRÉDITO? Ele está no artigo 887 do novo CC. Praticamente. tudo de título de crédito. outra hora é direito das obrigações. O conceito completo de título de crédito é o artigo 887 do CC mais essa complementação. Qual é o aspecto econômico? Primeiro ele repete: TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado. São as teorias de Bonelli (italiano). ele dá um aspecto econômico. que é a aula de hoje. vamos começar pelo conceito. Em geral 80% das questões de título de crédito gira em torno dos princípios. . está meio decadente. Então é a nossa posição atual. Nós vamos trabalhar em torno desse conceito. dificilmente você não irá resolver a questão com os princípios. lá vai estar dizendo. E só você olhar no livro. Uma hora é direito das coisas. Então. caiu uma prova de título de crédito. de que os títulos de créditos estão dentro do direito das obrigações.

Por que ela recebeu esse tratamento? Porque ele é um título genuinamente brasileiro. Esse é o teor do princípio da cartularidade. em uma cártula. . também chamado PRINCÍPIO DA INCORPORAÇAO. tem que estar num documento. Existe um parecido em Portugal. O título príncipe do direito brasileiro é a duplicata. em um título. em uma cártula.. Então você não pode executar uma xerox autenticada. por isso que é cartularidade. você tem que apresentar o título. por isso que os princípios são universais. Ele é necessário. analisando duplicata. A duplicata é genuinamente brasileira. Não existe título de crédito verbal. mas na prova não cai a regra. tem cheque no Uruguai. não existe lá fora. nós temos um título que é genuinamente brasileiro. ele tem umas regras próprias peculiares que acabam excepcionalizando os princípios universais. A duplicata é o título tupiniquim. Existe um outro um pouco diferente também na Argentina. Então cai na prova: Discorra sobre o título príncipe. Por que não? Pelo princípio da cartularidade. tem letra no Brasil. é a mesma coisa. é brasileiro nato e só existe no Brasil. O que é isso. como os títulos de crédito. USA. Acabam abrindo brecha daquelas regras que são únicas para os demais títulos. Agora você já sabe o que é. na Alemanha.”. que é a DUPLICATA. Então. Normalmente na prova caem as exceções. Então são títulos universais. Muito bonito. Um delas foi até objeto da prova da Defensoria Pública. o seu original. em uma cártula. Olha para o nosso conceito: “É um documento formal e necessário. tem que estar num papel. Estes princípios. Paraguai.135 1 – PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE Paes Lacerda e Torres gostam de utilizar outro nome. ele é imprescindível para você exercitar o direito de crédito. Mas o que aconteceu? No Brasil a par de todos esses títulos universais. Antes de falar dessa exceção eu vou falar uma observação. tem cheque na China. só não sabia o fundamento. A gente sabia disso. O fundamento é o princípio da cartularidade. E por ser um título que só existe no Brasil. são universais. o princípio da cartularidade? O título de crédito ele tem que estar incorporado em um documento. você não pode cobrar o seu devedor apresentando uma cópia mesmo que autenticada em razão do princípio da cartularidade. ele tem que estar materializado fisicamente num documento. ele nasceu no Brasil.. ele chama a duplicata de “Título Príncipe do Direito Brasileiro”. Eu posso executar uma xerox autenticada de uma nota promissória? Você pode exigir que o devedor pague você apresentando uma xerox autenticada? Não. em um papel. tanto é que o professor Italiano Scarelli.

É um modelo só. Diz a lei de duplicata que toda vez que a compra e venda mercantil tiver um prazo igual ou superior a trinta dias (nesse caso aqui tem mais) é obrigatório à emissão da fatura. Então são dois documentos: A nota fiscal e a fatura. mas na prova pode botar canhoto? O nome dela é comprovante de entrega e recebimento da mercadoria. Vocês vão ver qual é o título que faz exceção ao princípio. a mercadoria. fechou negócio. estando tudo ok.136 Então quando eu falo dos princípios há uma aplicação quase que absoluta nos demais títulos. a padaria vai assinar esse comprovante de que recebeu as mercadorias e. Aí. o fornecedor vai mandar via transportadora ou via própria mesmo. coloca a data para cinco de dezembro. Nós já sabemos o que é o princípio da cartularidade. para acabar com tanto papel o que eles fizeram? Pegaram a nota fiscal e acrescentaram os dados da fatura. o que o fornecedor vai fazer? Ele vai emitir o que? Uma nota fiscal. OBS: Na prova não pode falar canhoto. Por isso. que o nome dela é duplicata. etc. Quanto é? O fornecedor responde: R$ 5. a duplicata. Então quando você emite uma nota fiscal já é nota fiscal e fatura. uma fica com ele. é porque ela só existe no Brasil. com aquilo que ele tratou por telefone. São quatro vias se não me engano. a transportadora voltou com aquilo (comprovante). tem uma parte destacável na nota/fatura chamada de? Todo mundo fala canhoto. que é.000. Então. devidamente assinada. por isso que o nome do título é duplicata. se a quantidade de mercadorias está ok. . Não é que é ruim. e vamos falar da primeira exceção do princípio da cartularidade. por que? Ela limitou-se a duplicar os dados da fatura. Chegou aqui. Com base na fatura. Aí de repente. o fornecedor vai estar na mão com as vias da nota/fatura e com o comprovante de que entregou a mercadoria ao seu cliente. Junto com a mercadoria. o vendedor só pode criar um único título de crédito. O fornecedor pergunta: Vai pagar quando? A padaria responde: Daqui a noventa dias. a mesma sistematização que os demais títulos de crédito. Como é que funciona a duplicata? É mais ou menos assim: Temos aqui o fornecedor de farinha e temos aqui uma padaria. A padaria liga para o fornecedor de farinha e pede: “Eu quero 10 sacos de farinha. Ele confere e verifica que está tudo certo. por isso tem umas regrinhas diferentes das regras que tem que ser aplicadas em todo mundo. No Rio de Janeiro. vai tudo junto. Então é título que só existe no Brasil. mas vocês vão ver a toda hora exceção do princípio. Aí ele vai conferir a nota/fatura. Então toda hora eu vou falar “duplicata” e vocês vão falar: “Duplicata é ruim”. para simplificar. as outras com o transportador junto com as mercadorias para não perder um dinheiro na estrada. feita essa compra e venda. é a duplicata. Então ela não tem o mesmo tratamento. Estando tudo certo. Vê-se o vencimento está ok. a padaria vai conferir. etc”.00. Tudo isso feito por telefone.

Vou mandar alguém pegar meu título de volta”. Uma exceção para quê? Para que o credor. (mandar para contabilidade. A Lei já prevendo que poderia acontecer teve que criar uma exceção ao princípio da cartularidade. É o que a Lei chama de PROTESTO POR INDICAÇÃO. Como é que ele vai executar.Não aceita. O título ele assinou? Não. vendedor. por isso que o nome do título é duplicata. para ver se aceita ou não aceita. etc. Remete para que o comprador. O título foi retido indevidamente. ele pode cobrar? Não. aí vem a assinatura do credor. quase que uma cópia da fatura. mesmo sem o título ele possa cobrar. Ele assinou apenas um comprovante que recebeu a mercadoria. desde que ele apresente Justificativa. Ele (Fornecedor) vai ao cartório e fala: Quero protestar uma duplicata. E sem o título ele pode cobrar? Pelo princípio da cartularidade. o fornecedor. Ele não vai aceitar e não vai devolver o título.00. Qual foi a fórmula cobrada pela Lei? Se o título foi retido indevidamente pelo devedor? Artigo 15. Ele é o sacador. 2º) Ele recusa o aceite . Ele liga para o fornecedor e fala: “Não vou aceitar. que é o devedor. parágrafo 2º da Lei de duplicatas. Dentro desse prazo ele tem duas opções: 1º) Lançar o aceite . agora ele passa a conferência para ver se os dados da duplicata realmente correspondem aos dados da nota/fatura. por isso que a Lei dá um prazo de dez dias. Protesto por indicação. que ele tem que aceitar ou recusar dentro de dez dias. mesmo sem o título na mão. ele vai fazer o que na duplicata? Aceite. . se o título ficou retido com o “safado” do credor. Se estiver tudo ok. a lei dá a ele um prazo de dez dias para refletir. Ele remete para o comprador.00. Duplicata nos dados fatura. de R$50. O credor está com o título na mão? Não.000. A lei de duplicatas (5474/68) no artigo 7º diz: Apresentada a duplicata para o sacado e a padaria faz o ACEITE. “Não aceito e não devolvo o título”. A única coisa que ele não poderia fazer eu vou falar agora.) Então tem que ter um prazo. Imagine um supermercado. (Depois irei falar). como é que é isso? Ele vai lá no cartório (Fornecedor). como é que ele vai juntar o título na inicial? Ele não tem como executar.137 Porque ela é uma cópia. Quem remete a duplicata para o sacado. Está faltando a assinatura de quem no título? Da padaria.Faz o aceite e entrega dizendo que no vencimento podem cobrá-lo. Tem valor de R$1000. Você pega os dados da fatura e passa para a duplicata. porque está sem o título. devedor. São dez dias. Será que tem como se convencer na hora? Não tem. sacado.

Mesma história. O devedor não devolveu o título a ele. . parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. ele já pode até requerer a falência da padaria. É sinônimo protesto por indicação e protesto por falta de devolução. dentro do prazo de dez dias. Fez tudo isso. juntando o comprovante de entrega da mercadoria.”. Por isso que essa circunstância é uma exceção a cartularidade. Segunda exceção ao princípio da cartularidade: Artigo7º. Ele vai e indica para o cartório: Os dados da fatura são esses. o protesto com a devolução tem que ser feito até o vencimento. dane-se a duplicata que o devedor reteve. Com esses dois documentos. O prazo para protestar por falta de devolução. pode executar. Mas se não fizer até o vencimento. Só que.. Com isso terá o protesto na mão. Juntando-se esses dois documentos. mesmo sem o título. não precisa mais delas. Por que é protesto por indicação? Porque nesse caso o título não está com o credor. juntando esses dois documentos. Cartório: Como é que eu vou protestar? Fornecedor: Não se preocupe. na verdade esse prazo ele só tem (vamos falar disso mais tarde). eu vou indicar os dados da duplicata. ele não precisa mais da duplicata. ele já pode executar a padaria. Então ele vai fazer o protesto. O credor vai desconfiar. ele apenas indica os dados e apresenta a nota fiscal. OBS: A lei fala que a recusa tem que devolver o título com as razões da recusa do aceite. mandou a duplicata para o comprador. Na verdade. Ele vai juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. juntar o comprovante de entrega da mercadoria. O que acontece? Quando o credor mandou a duplicata para o devedor fazer o aceite. Junto com a certidão do protesto. Mesmo sem o título ele vai poder executar. Protesto por indicações do sacador. Mesmo sem o título? Sim. Como é que o fornecedor vai indicar os dados da duplicata? Vai puxar pela memória?Com base em que? Com base na fatura que ele tem. mas ele só vai poder fazer isso se primeiro fizer o protesto por indicação e segundo.. O comprador agora faz o ACEITE. Com o protesto ele vai juntar o segundo requisito para poder confirmar uma exceção a cartularidade. qual a conseqüência? Vamos ver só mais tarde. o devedor pediu que deixasse com ele a duplicata que depositaria na conta do credor em dinheiro na data do vencimento. Esse protesto por indicação também é chamado de PROTESTO POR FALTA DE DEVOLUÇÃO. é o que a lei chama de ACEITE EM DOCUMENTO SEPARADO. O credor pergunta se o devedor vai depositar mesmo (fica desconfiado).138 O cartório pergunta: Cadê ela? Ele responde: Não está comigo.

Agora vamos modernizar nossa aula. escreve dizendo que você vai fazer isso mesmo”. um programa e ela sacavam a duplicata. promete pagar. Então pode ser por qualquer meio. Não precisa.. ela contrata um banco. mas. a Lei não diz que documento é esse. chegou no vencimento não pagou. Distribuidora A.139 O credor pede: “Me manda um papel. Esse comprovante chegou na SKOL. não prejudica. e o distribuidor recebeu a cerveja. não existe. ou por outro meio. Precisa emitir a triplicata? Não. Tudo isso que eu falei é mentira. com o credor ou com o devedor? Com o devedor. Emite uma triplicata e junta com esse documento e executa. Quem vai fazer a cobrança dessas duplicatas para a SKOL. Diz aí.C. ou até por e-mail com aquela assinatura criptografada. aí com base na fatura o que a SKOL emitiu? As duplicatas. ou entregar pessoalmente. .B. Por que não imprimia? Porque não precisava. criava a duplicata pelo sistema no computador dela e não imprimia. Como é que o credor vai executar? Diz a Lei. o título está com quem. Vamos falar dos títulos virtuais. E igual o aceite. Esse aceite em documento separado na duplicata. Ela fez aquela jogada toda. Então a SKOL. Nada disso que eu disse para vocês existe na prática. qualquer documento. Ela vende SKOL para um monte de distribuidora. Mandou via caminhão. substitui o título. mas emite uma triplicata. Comprometo em pagar no vencimento. A prática é o que eu vou falar agora. na forma do artigo 7º. substitui tanto o aceite como o título. só que o aceite em documento separado. E. é qualquer documento dizendo que aceitou pagar. aquele documento que o devedor passou via fax. se ele não pagar. Aí ele (devedor) faz um documento separado: Recebi a duplicata “tal”. referente à fatura tal. que vai pagar no vencimento. faz para facilitar o juiz. era mandado para ela um disquete. ou por telegrama. Terceira exceção ao princípio da cartularidade. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. Ele pode passar por fax. mandou o fax. com vencimento tal. Na prática o credor executa. Quer dizer o seguinte. nota fiscal. não é a SKOL. esse documento separado ele substitui tanto o aceite como o próprio título. Vamos falar agora sobre o comércio eletrônico. Olha como funciona hoje: Vamos imaginar a SKOL. Esse documento..D. Tudo isso que eu falei só existe para cair em prova de concurso. assinaram o comprovante que receberam a mercadoria. tudo direito..

vocês vão ver na duplicata. Manda as duplicatas via e-mail para o cartório. Então daqui a um tempo ninguém vai ver duplicata. você precisa apresentar o título? Para que imprimir duplicata? Precisa? Não. Assim acontece desde 1997 e os bancos. D. . O que acontecia? A duplicata foi criada.C. A duplicata existe. mais nada. não sei se alguém teve a curiosidade de ver já é uma prova de ficha de compensação. é um valor um pouquinho maior. A intimação de hoje. O título se quiser pagar. Ficou em aberto. no vencimento a “A” pagou. o cartório manda a certidão de protesto. Manda o que? O boleto bancário. constavam todas aquelas duplicatas. pode requerer a falência. 2º) Ela vai juntar o comprovante de entrega da mercadoria. Aí ficou em aberto. o banco manda o que para o domicílio dos sacados? Manda duplicata? Não. ele já paga logo. Vai ter que imprimir agora? Não. Vamos supor que o “D” e o “E” não pagaram. Manda a ficha de compensação para o A. “Em caso de não pagamento passível de protesto”. mas é claro que não é o valor do título. Só no final do ano é que eles imprimem. também manda para o cartório por via e-mail. Quando paga se dá automaticamente baixa na duplicata do sistema. manda os títulos para protesto. O “A” pagando. Aquilo é título de crédito? Não. Juntou isso aqui você pode executar. o banco dá a baixa no sistema e pega o dinheiro e deposita na conta da SKOL. É título executivo extrajudicial. mas só dentro do computador. manda via e-mail para o banco. Aí intimou. os documentos para SKOL. porque já estão incluídas as custas do cartório. mais nada. Essas grandes companhias não tem. pedir a falência do “E”. aquilo é uma mera guia de recolhimento bancário. Feito o protesto. A SKOL chega para o banco: Se não pagar em cinco dias após o vencimento protesta.140 Ele cria e manda essas cem duplicatas por dia que ela tinha. Após o décimo dia. ou após o vencimento. o banco comunica a SKOL que o “D” e o “E” não pagaram. A SKOL dá nomes de uma orientação. O “D” paga e o “E” não pagou. E aí.B. Chega aqui. intima o “E” para comparecer ao cartório para pagar sob pena de protesto. tem numero de série. Ele pagou. às vezes duzentas. Chega no banco. porque se você juntar isso você já substitui o título. o cartório recebeu via e-mail e já manda intima o “D”. O protesto é feito. a ficha de compensação. agora imprime? Vai manda para o cartório para protesto. os examinadores ainda não sabem. O banco vai e protesta. podem executar o “E”. ter até tem. A e a SKOL vai ter na mão o que? 1º) Vai ter a certidão de protesto. Toda vez que você juntar a certidão de protesto com o comprovante de entrega de mercadoria. Um banco recebia e automaticamente jogava no sistema.

só existe a duplicata. Ele aceita e me paga os R$ 5. a duplicata. que endossa para outro de boa-fé e que também endossa para outro que está de boa-fé. endossasse para outro. No endosso para valer tem que estar no título. digital. Pego aquela nota promissória em casa e endosso para outra pessoa que está de boa-fé.000.00 e eu dou o recibo para ele de quitação da nota promissória. só se vincula ao título quem o assina. eles mandam um e-mail para o vendedor dizendo que recebeu as mercadorias. Por quê? Aquela quitação é válida? É válida em relação a mim. Este último vai e cobra do devedor. Existe algum outro título que pode ser virtual? Existem as ações escriturais.141 E o pior você não sabe. R$ 5. nem mais e nem menos. mas delas não precisamos falar. Tenho uma nota promissória em meu favor. Preste atenção agora. Título de crédito mesmo. Aí eu vou hoje na casa dele e digo: “Vim te cobrar aquela nota promissória”. só seria válido se a quitação estivesse no título. com aquela assinatura criptografada. Só se vincula ao título o que assina pelo princípio da literalidade. Por que o princípio do jogo do bicho? Vale o que está escrito. 2 – PRINCÍPIO DA LITERALIDADE É o princípio do jogo do bicho. mas é válido a terceiro de boa-fé? Não. Ele pergunta: “Cadê?”. mas me paga que eu te dou o recibo”. Aquilo é débito automático em conta. Isso é plano piloto ainda. Essas são as exceções ao princípio da cartularidade. Eu digo: “Esqueci em casa. Então hoje a duplicata pode ser virtual. um monte de coisas. não é válido. O devedor vai ter que pagar? Sim. assinasse. . E o cheque. Se eu chegasse lá na nota promissória e colocasse assim: “Quitada” e. Vale o que está escrito. Você não pode exigir nem mais nem menos. É só experimento ainda. Título virtual hoje só existe um. Ele poderia alegar que estava de boa-fé? Não. estão querendo acabar até com o comprovante de entrega de mercadoria. existe o cheque só de computador?O cheque eletrônico? Aquilo não é cheque. que nós vamos ver dentro dos títulos de crédito. Como é que você vai endossar um título em documento separado? Não pode. Você pode dar um aval um título sem ser do título? Um aval em documento separado? Não.000. mas não é cheque droga nenhuma.00. e nunca vai ser. porque ele viu que o título já tinha sido quitado. depende de Lei. Eles querem transformar o comprovante de entrega de mercadoria também em informação via-computador. Eles têm o nome de cheque. Quando eles mandam receberem as mercadorias.

emitiu a duplicata. correção monetária e principalmente honorários advocatícios. na cártula. Quantos dias o devedor tem para refletir? Dez dias. . Mesma história. um endosso.000. também é uma exceção a literalidade. vou executar só o R$5. voltou tudo bem. e não está no título. Então eu estou executando a nota promissória que ele não me pagou. no documento. exceção ao princípio da literalidade. O problema é o seguinte. inciso II da Lei de Duplicatas. e enviou para o devedor efetuar o aceite. via correio? Também é exceção ao princípio da literalidade. Essas verbas não estavam no título. Existem exceções? Sim. lá vem dizendo: “O sacado só pode recusar o aceite: I. e aí? Mas essas verbas decorrem diretamente da lei.. Mas vamos para a prova da Defensoria. As verbas que decorrem diretamente da lei não precisam estar no título. Quais são as exceções ao princípio da literalidade? 1º) Aquela mesma nota promissória. aí eu pergunto: Quais são essas justificativas? Estão previstos no artigo 8º da Lei de duplicatas. Lembra daquele aceite em documento separado? Aquela via fax. além de ser uma exceção a cartularidade. A segunda é aquele aceite em documento separado que nós já tínhamos visto. O aceite pode ser dado em documento separado e. Dentro de dez dias ele só tem duas opções: 1º) 2º) Devolver a duplicata dentro de dez dias sem aceite.142 Então a quitação. O aceite em documento separado. A primeira exceção às verbas decorrem diretamente da lei. “erga omnes”. ele não me pagou e. pelo princípio da literalidade tudo deveria estar no título. 3º) Aceite presumido é a terceira exceção (essa aqui foi questão de Defensoria Pública). isso na prática. Qual a natureza jurídica do título de crédito no Processo Civil? Título executivo extrajudicial (artigo 585 do CPC). se estiverem no título. Só que agora isto está no artigo 15. mas foi dito que só vale o que está no título. ela nem vai para o sacado. só são válidos realmente. 2º) A outra exceção nós já vimos. E agora vou falar da terceira exceção. ele só pode recusar o aceite se alegar uma justificativa.. aceite presumido. o que vai é a ficha de compensação.00? Ou vou pedir mais alguma coisa? Vou pedir juros. Vamos voltar na duplicata. O aceite presumido não existe. estou executando a nota promissória. um aval. Mandou mercadoria. Podem ser cobradas. Na prática duplicata é apresentada para aceite? Não.”.

.. não apresenta justificativa ou apresenta uma justificativa que não está no rol do artigo 8º. Juntar esses dois documentos já passa a ter força executiva. não tem “bola de cristal”. Aquela duplicata vai estar com a assinatura dele? Não. Aqui é que entra. O que acontece? Foi lá para o devedor. no terceiro requisito. É tão complexo. porque a corrente dele é minoritária. Qual é a terceira condição para que o credor possa executar esse título sem aceite? Que o sacado não tenha recusado justificadamente. aí o dever tem os dez dias.. A pergunta que é feita é o seguinte: Então as justificativas estão no artigo 8°.143 II. Ele vai ter que juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. porque ele fala: “O sacado só poderá recusar. Aqui entre o que o colega perguntou do artigo 8º. Então ele está vinculado no título? Em princípio não. Por falta de que agora? Por falta de aceite. porque o título foi devolvido. Fran Martin.. Eu falei que só se vincula ao título que o assina.” esse “só” colocou o rol taxativo. E o que o credor pode fazer nesse caso? Diz a Lei: Ele faz o protesto.. vão suprir o aceite. Importante: Então a exceção ao princípio da literalidade tem essa diferença. Não tem como prever. O que é justificadamente? Alegando uma das causas previstas no artigo 8º. por conta de que? Por falta de devolução? Não. Esses dois documentos vão suprir a ausência de assinatura. É uma terceira condição? Sim. Protesto. aquelas justificativas estão dentro de um rol exemplificativo ou aquele rol do artigo 8° é taxativo? Será que todas as justificativas estão no artigo 8° ou eles podem recusar o aceite alegando uma outra coisa que não esteja no artigo 8°? Para o professor Rubens Requião o rol do artigo 8° é exemplificativo. O terceiro requisito é que o sacado não tenha alegado o artigo 8º. Waldo F. entendem que o rol é taxativo. Fábio Ulhôa Coelho. não tenha alegado uma das causas do artigo 8º. Ele devolve o título sem aceite e. Como é que o legislador vai prever.. Mas isso não importa. Júnior jurisprudência (majoritária). III. Ele falou que o legislador não tem como prever todos os problemas que podem ocorrer na compra e venda mercantil. só que uma terceira condição negativa. não alega nada. Além da certidão de protesto por falta de aceite e o comprovante de entrega da mercadoria. . Protesto por falta de aceite. Ele tem um pouco de razão. ele só vai poder executar se o sacado não apresentou uma das justificativas previstas no artigo 8º.

Tirando raras exceções. Alegou-se artigo 8º. o chopp. segunda-feira. Ou ele propõe uma ação ordinária. Chegou em casa (a mulher) e mandou a empregada preparar um jantar à luz de velas. no sábado. comprou o salão todo”.200. Qual é o maior erro que o homem pode cometer na vida? É casar? Não. Ficou naquela de paga-não paga. 2º) Só pode cobrar da mulher. Conta comum. O marido passou em casa para fazer um lanche. porque essa terceira é uma condição negativa. Mas avisou que gastou R$ 1. ou ele propõe a monitória. abandonou o futebol e a prova. o que a mulher faz no sábado? A mulher vai ao salão dentro do Shopping. mas através de exceção. Vou botar vocês (alunos) para cobrar essa dívida. Tirando algumas exceções. Passou na loja comprou um vestido de R$ 300. Se entrar com uma execução? Você pode alegar exceção de pré-executividade. Junto na riqueza e na pobreza.00. . que está prevista até na Lei de Duplicatas artigo 18 ou artigo19. ausência de título executivo por falta de aceite.00 voltou. o rapaz do salão depositou o cheque. tendo conta conjunta com o marido. canhoto. porque afinal de contas o CPF está intitulado. Mas como ela não tinha avisado ao marido que ela tinha passado os dois cheques. para não gastar dinheiro na rua e ele atende ao telefone e é o rapaz do salão e diz: “O cheque de R$ 400. o marido tirou o dinheiro da conta para poder aplicar em uma outra coisa. pagou R$ 400. Ou litisconsórcio passivo facultativo. paga-não paga. Na prática eles propõem a monitória. ou dos dois. Preparou tudo para passar uma noite maravilhosa. O marido pagou a despesa do salão com cheque. Executa se quiser cobrar litisconsórcio passivo necessário. de outro. a água de coco. O marido chegou cansado do curso. Aproveitou e passou na loja e comprou um modelito. O credor vai fazer o que?Ele pode cobrar? Sim. pode cobrar de um. está aqui no GLIOCHE. Ele passou na loja e salão e perguntou quanto. Ele vai ter que propor o que? Uma ação ordinária ou uma ação monitória. tem o amor. e os cheques foram devolvidos.144 Não junta os três. Abandonou tudo para poder melhorar de vida e veio para o GLIOCHE. depois vai ter que propor ação monitória. Resultado. Ela gastou. o marido. Vamos ver se vocês entenderam mesmo o princípio da Literalidade. E se o sacado alegou alguma coisa do artigo 8º? Aí aquela duplicata vai ter força cambial? Não. Eu vou dar duas opções aqui: 1ª) Só pode cobrar do marido. ou conjunta.00 no Shopping? Aí. O maior erro é abrir uma conta conjunta. a moça da loja depositou o cheque.00 no salão.

e essa relação jurídica é formalizada por uma conta. Nesse caso a conta conjunta. O banco poderia cobrar o marido? Poderia cobrar da mulher? Poderia cobrar dos dois? Litisconsórcio passivo facultativo. aquela que tem limite. ficou com o saldo negativo. um de conta corrente e tem o contrato acessório de cheque especial. Na relação jurídica externa. aí são dois contratos. A RELAÇÃO JURÍDICA INTERNA ela não é cambial. Então os dois assinam perante o banco. Mas sempre perante a quem? Ao banco. ele é formalizado entre o emitente do cheque e o beneficiário. Agora vamos para relação jurídica externa. através de um contrato. A resposta vem do princípio da literalidade. o cheque do salão fosse pago. Eu falei para vocês: Só se vincula ao título quem assina. O marido assinou o cheque? Só quem assinou foi à mulher. poderiam ser qualquer um. comum. Ex: Se tivesse. Entre quem assina e entre quem recebe. Se fosse uma conta especial. O homem foi ao salão de beleza? Não. Em princípio precisa saber regra sobre cheque? É só você aplicar o princípio da literalidade. mas poderiam ser irmãos. Não tem aquela coisa do estatuto da mulher casada. Agora se o cheque for devolvido. A resposta é simples. eles são solidários. Então é só ela que se vincula. . Então na execução só quem pode ser executado é o emitente do cheque. aí esquece o contrato. eles são credores solidários. Só se vincula ao título quem o assina. Pelo saldo que está lá os dois são credores. agora é marido e mulher. só pode ser executado o emitente. podem ser dois sócios. Independentemente do regime.145 Quem acha que só pode cobrar do marido? Quem acha que só pode executar a mulher? Quem acha que é litisconsórcio passivo necessário? Quem acha que é litisconsórcio passivo facultativo? Só pode executar a mulher. Se tivesse saldo positivo. macho que é macho vai ao barbeiro. aí eles serão credores e devedores solidários. negócio de dívida? Por isso que eu não falei do salão. porque ela é celebrada entre os correntistas e o banco. os dois assinam o contrato? Sim. Conta conjunta não é só entre marido e mulher. Mata a charada. Tanto é que o banco nem participa da relação cambial. princípio da literalidade. ela é contratual. Mas eles são o que solidários? Credores solidários. Quando se abre uma conta conjunta. Isso perante o banco. Isso em relação jurídica interna. Essa é uma relação que exclusivamente cambial. Mas não é conta conjunta? O cheque tem duas relações jurídicas: É a relação jurídica chamada interna e a relação jurídica externa.

Mas se chegou do supermercado não há a menor dúvida que poderia executar qualquer bem do casal. a mulher passa um cheque no outro. Nós chegamos até a comentar no início. Quem vai figurar no pólo passivo? Ambos? Não. e aí bate um cheque. o mais antigo. conseqüência do Civil dentro do Penal? O cheque pós-datado ele tem conseqüências próprias do Direito Empresarial. só sei da divergência. Para o Supremo Tribunal Federal (STF) o ônus da prova cabe ao credor e para o STJ cabe ao outro cônjuge ou é o contrário.00. pela interpretação dada pela jurisprudência ao estatuto da mulher casada. porque o supermercado é em favor da família. quais são as conseqüências no Penal para o Direito Empresarial.000. mas vamos falar dele de novo. Quem vai figurar no pólo passivo na execução? A mulher. ou a natureza de ordem de pagamento à vista? O que vai prevalecer? Quais são as conseqüências do cheque pós-datado ou pré-datado no Direito Civil. Outra questão interessante para a gente abordar é o cheque pós-datado. Eu avisei é aquela “desgraça” que não pode fazer. o STJ tem um entendimento e o STF tem outro entendimento de que está com o ônus da prova. Não abra conta conjunta. dessa vez. tem outras conseqüências totalmente diferentes no Direito Civil. se foi a favor da família ou não foi a favor da família. qual vai pagar primeiro? Vai ver pela data de emissão. o que está no título. todos os bens do casal respondem. Tem que ter sorte para o cheque bater primeiro. E se for na mesma data? O de menor numeração. não sei ao certo. STF entende de uma forma e o STJ de outra. mas pelo estatuto. porque esse costume seria contra legis. quando a dívida é feita em favor da família. que é a data 03/12/2003. De quem é o ônus da prova. emite costumes segundo em “praeter legis”.000. O professor Paulo Restiffe e o professor Paulo Restiffe Neto são sempre citados pelo Supremo Tribunal Federal. O que vamos falar sobre cheque pós-datado? O que vai valer. lembra? É costume comercial? Pode ser acertado esse costume na Junta Comercial? Não. Não tem como ter a mesma numeração. igual ao Rio Grande do Sul. ou seja. Mas aí qualquer bem poderá ser penhorado? No caso do salão? Essa despesa foi para o bem da família? Como é que ele vai provar que foi em favor da família? Tem divergência. Não é questão de justiça ou injustiça.00 na conta e. tem dois cheques de R$3. por exemplo: Cheque pós-datado é um costume comercial? Lembra o que eu falei com vocês. . e tem outras também completamente diferentes no Direito Penal. Mas se os dois cheques baterem no mesmo dia?Qual é que vai ser pago? Qual vai pagar primeiro? Tem R$3. O colega de outra sala chegou a brincar: Isso é injusto! Se o marido passa um cheque num dia.146 Tem regra no estatuto da mulher casada o seguinte: Cada cônjuge responde por suas dívidas.

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Então é isso que nós vamos abordar na próxima aula: Quais são os efeitos do cheque pós-datado no Brasil.

14ª Aula – 20/09/2003
Continuando o ponto da matéria passada, vimos à natureza jurídica, a importância do cheque pós-datado, pré-datado para o Direito Penal, Civil e Empresarial. Cheque pré-datado, cheque pós-datado no Direito Penal, alguém sabe dizer a importância? Caracterizar o artigo 171 do CP. Existe no artigo 171 do CP, a emissão de cheque sem fundos, essa prática é crime no artigo 171 do CP. Porém toda a jurisprudência a partir de precedentes do Supremo Tribunal Federal passou a entender que não tipifica o artigo 171 do CP ao cheque pós-datado devolvido. Isso porque o cheque pós-datado, para efeitos penais, retira o dolo do artigo 171 do CP. Para o STF, o cheque pós-datado é uma mera garantia de dívida, logo não há dolo na sua devolução por insuficiência de fundos. Isso não quer dizer que o cheque pós-datado não possa ser utilizado para prática do artigo 171 do CP, pode ser utilizado em outra modalidade de estelionato que não a modalidade de cheque sem fundos. O cheque pós–datado pode ser utilizado para prática de outro tipo de estelionato que não o de emitir cheques sem fundos. A mera devolução de um cheque pós-datado, não configura o crime do artigo 171 do CP, mesmo quando depositado na data prevista. Será um mero ilícito civil, vai executar o cheque, mas não pode denunciar por crime artigo 171 do CP. Cheque pós-datado pode configurar estelionato, na modalidade de emitir cheque sem fundo? Não, em hipótese nenhuma. Pode ser utilizado para prática de outras modalidades de estelionato? Pode, irá depender do caso concreto. Para efeitos empresariais, qual a conseqüência do cheque pós-datado, prédatado? Permanece com a natureza de pagamento à vista, pois se for depositado, o banco paga. O cheque pós-datado tem influência no direito empresarial, pois acaba aumentando o prazo de apresentação do cheque. OBS: O cheque tem prazo de apresentação, trinta dias se for à mesma praça e sessenta dias se praça distinta. Se o cheque for pós-datado o que acontece com o prazo de apresentação? Aumenta. Ex: Emitir um cheque hoje, mas coloquei para data de 10/11, o prazo para apresentação começará a contar de 10/11. Para efeitos de prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Se for depositado antes, o banco paga, mas para efeitos de contagem do prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Então acaba aumentando o prazo de apresentação, mesmo porque o termo ad quo será a data futura colocada no cheque. Esse é o único efeito constatado pelo STJ, vários acórdãos têm essa fundamentação. Para o Direito Civil, especificamente tratando de responsabilidade civil.

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O cheque pós-datado tem alguma importância? Se o cheque está datado para 15/12 e é apresentado antes, isso gera dever de indenizar? Emite um cheque hoje, para o dia 15/12, a pessoa que recebeu depositou no dia 13/12. Foi antes da data, gera dever de indenizar?A mera apresentação do cheque antes da data gera dever de indenizar? Duas correntes (Estamos falando em Jurisprudência): 1ºcorrente: Entendendo que a mera apresentação antes da data não gera dever de indenizar, tem que provar qualquer tipo de prejuízo material ou moral. Imagine o seguinte: Depositou antes da data eu estava contando com o dinheiro para realizar outro negócio. Gerou prejuízo? Gerou, tendo então dever de indenizar. Outro exemplo: O cheque entrou antes da data, o dinheiro era para emitir outros cheques, que foram devolvidos por insuficiência de saldo. Para esta primeira corrente só há dever de indenizar se ficar provado o prejuízo, qualquer prejuízo. Essa é a posição Jurisprudencial Minoritária. 2º corrente: Cavalieri – Jurisprudência Majoritária. Apresentou antes da data, já gera dever de indenizar. Segundo este entendimento se houver prejuízo como nome no SPC, outros cheques devolvidos, qualquer tipo de constrangimento, essas circunstâncias servem apenas para majorar o valor da indenização. O professor Leonardo diz que até concordaria com a segunda corrente mais com outros fundamentos. A apresentação antes da data não gera dano moral, agora se houver algum problema, deixou de realizar algum negócio, até pode se entender como dano moral. Agora o fundamento para indenização pela mera apresentação antes da data é outro, gera até dever de indenizar, mas não dano moral. O professor é contra esta história de condenar em danos morais porque apresentou antes da data e a prova do prejuízo servir apenas para aumentar o valor. O fundamento do professor é diferente. Quando alguém recebe um cheque pré-datado, além da relação cambial, está criada outra relação de cunho obrigacional, que é uma obrigação de não fazer. Quando recebo um cheque pós-datado, assumo a obrigação de não fazer, de não depositar antes daquela data. Segundo norma do Direito Civil e de Processo Civil, se tenho uma obrigação de não fazer e faço, automaticamente, isto gera dever de indenizar. Indenizar dano moral? Não, o dano decorrente do descumprimento da obrigação de não fazer. Então se fosse juiz e tivesse um pedido de cunho indenizatório (indenização por danos morais) e também em razão do descumprimento da obrigação de não fazer, de não depositar, se o pedido de indenização for em razão do descumprimento da obrigação de não fazer (fundamento da obrigação) aí tudo bem, cabe indenização, mas esta não é por danos morais, é uma indenização em razão do descumprimento da obrigação de não fazer. Agora se também gerou dano moral, aí sim também indeniza o dano moral.

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O que o professor não concorda é dizer que, fundamentar pelo descumprimento da obrigação de não fazer um indenização por dano moral. A mera apresentação antes da data já gera dever de indenizar? Sim. Indenizar o quê? O descumprimento de uma obrigação de não fazer. A mera apresentação antes da data já gera dano moral? Não. Para gerar dano moral tem que ficar provado o quê? O prejuízo para imagem, prejuízo para a pessoa, o dano. Alguém em seu pedido “-Venho pedir indenização por danos morais...”, vai ser julgado improcedente se não ficar provado o prejuízo, o dano moral. Importante: Na hora da prova pode-se dizer que gera dever de indenizar, mas não danos morais, que o dever de indenizar é pelo descumprimento da obrigação de não fazer, se houver danos morais, aí também indeniza, mas não é a apresentação antes da data que vai gerar dano moral é a conseqüência disso, como, por exemplo, ter o cheque devolvido, o nome ir para o SPC, deixar de realizar outros compromissos assumidos anteriormente com outros clientes. Cheque pré-datado e pós-datado são a mesma coisa? Sim, são a mesma coisa. Então, vai haver indenização, mas não a título de danos morais e sim pelo descumprimento da obrigação de não fazer. Pode até haver, caso haja a indenização pelo descumprimento da obrigação de não fazer o e dano moral. Alguns juízes tratam tudo como se fosse dano moral, mas não é. Vamos falar agora sobre Princípio da Autonomia: PRINCÍPIO DA AUTONOMIA: Sobre Princípio da Autonomia deve ser feita uma ponderação. Na Jurisprudência, por incrível que pareça, a questão é muito simples, mas já na doutrina há uma confusão de nomes. O que Princípio da Autonomia? Pelo Princípio da Autonomia todas as obrigações constantes de um título de crédito, são absolutamente autônomas, independentes uma das outras. A nulidade de uma não torna as outras nulas. Cada obrigação existe por si só, então são absolutamente autônomas. No Direito Cambiário não se fala em Direito derivado, cada assinatura dá ensejo a um outro direito, a uma nova obrigação. No Direito Civil isto não acontece, na mesma relação com várias pessoas, por exemplo, uma cessão feita entre várias pessoas, se uma estiver viciada, a nulidade de uma gera nulidade das demais, Princípio da Seqüencialidade. No Direito Cambial cada assinatura é uma nova obrigação, é um direito original, não provém de outros direitos. Vamos exemplificar através de uma cadeia cambiária onde A emitiu uma nota promissória para B que endossou para C que endossou para D, que tem dois avalistas: D1 e D3, o que acontece?

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Cadeia cambiária: O A emitiu nota promissória à B que endossou C que endossou D (avalista D1,D3) que endossou E que endossou F. Vamos imaginar que o D colocou um revólver na cabeça do C para ele endossar o título, então o C endossou mediante coação. O D endossou para o E que endossou para o F. Pergunta-se: Um dia o D for cobrar do C, ele poderá alegar que foi coagido? Pode. A assinatura, neste caso, do D para o E é válida? É, pois é uma obrigação autônoma original. No vencimento, E poderá cobrar o A? Poderá, e o A não poderá alegar que houve coação. Este é o Princípio da Autonomia visto por um ângulo, por outro ângulo vamos imaginar a seguinte situação: O título é no valor de R$ 5.000,00. O A é credor do E em R$10.000,00. Então se o E fosse cobrar o A o que poderia ser alegado? O instituto da compensação. Por esse motivo o E não cobrou o A, o E então endossou para o F que não sabe de nada disso. No vencimento F cobra do A. Pode o A alegar que não vai pagar porque é credor do E? Não, porque a obrigação do A com o F é absolutamente distinta da obrigação que ele tem com o E. Vamos imaginar que o F seja devedor do B. O B tem um crédito com o F, ou melhor, o A tem um avalista A2. O título vale R$ 5.000,00. O F deve ao avalista do A R$3.500,00, se o F for cobrar do A2 este alegará o que? A compensação. O F então não cobrara do avalista, irá cobrar do A. O A pode alegar que não vai pagar em razão da compensação? Não, porque isto só pode ser alegado pelo avalista. Tudo isto está inserido no Princípio da Autonomia. Vamos imaginar que o endosso do D para o E seja através de assinatura falsa, melhor do E para o F quem assinou não foi o E, foi alguém que falsificou, o F não está sabendo disso, vai e cobra o A. O A pode alegar que não vai pagar para o F? Não, pois o problema deve ser resolvido entre o E e o F. Cada obrigação é autônoma, distinta, isso tudo em vícios intrínsecos. Agora vamos imaginar que o A emitiu uma nota promissória para o B que endossou para o C que endossou para o D que não endossou para o E, não há assinatura do D no título, o E endossa para F. Quando F for cobrar o A, ele irá pagar? Não, pois existe um vício extrínseco, está faltando uma ponte na cadeia cambiária, faltando uma assinatura o F não é credor. O Princípio da Autonomia é o princípio maior, para explicá-lo melhor é necessário falarmos do que a doutrina chama de Sub-princípios.

quando um endossa para o E é como se tivesse um banho. como iremos notar. Toda vez que o título é endossado ele recebe uma purificação. ligou para a casa do A e falou para o A não pagar o F porque ele o está enganando em um outro negócio. Como sub-princípios. Que lei? A Lei Uniforme de Genebra. *Nesta explicação entendi que seja o caso do avalista A2 que é credor do F. É a lei que dá ao endosso o efeito purificador. os vícios extrínsecos não passam. O A não pode alegar que não vai pagar o E porque tem algum problema entre B e C ou E e F. Na verdade isso é Autonomia. Fiz a construção e ela me pagou com um cheque pré-datado para daqui a trinta dias. não diz respeito a outros devedores. uma sauna a vapor. só que com outro nome. que a Doutrina chama de Inoponibilidade de Exceções Pessoais de Outros Devedores. Só quem poderia alegar algum tipo de maracutaia entre E e F seria o próprio E. Eu posso alegar embargos em matéria que é referente a esta outra devedora? Não. que ligaria para o banco sustando o cheque. onde o A alega a compensação quando F vai cobrá-lo. segue seu caminho livre de vícios intrínsecos. por exemplo. não deixo de estar falando a verdade. A base do Princípio da Autonomia é o endosso. que estão deste lado da sala. é a mesma coisa só que com uma visão mais restrita. Inoponibilidade de Exceções Pessoais de outros devedores vejam que quando se fala em Inoponibilidade lembra-se logo de Autonomia. . Não poso opor ao credor exceções pessoais de outros devedores. ele não pode evitar o pagamento alegando uma defesa que só pode ser alegada pelo E. onde os vícios intrínsecos não passam. A sauna deu problema. diz que Inoponibilidade e Autonomia são a mesma coisa. informo que ela não precisa se preocupar que não irei cobrá-la. o Decreto 57663/66. O A poderá deixar de pagar em razão disso? Não. Ex: Ela me contratou para construir uma sauna na casa dela. mas é uma visão mais especial. A Inoponibilidade é o aspecto processual do Princípio da Autonomia. no telefone. E o sub princípio da Abstração? Ele também está inserido na Autonomia. para a inauguração e eu endossei o cheque para um amigo. pois quem vai cobrá-la é o endossatário. dizendo que não pagaria pelo serviço. isso porque o título. estou sendo acionado na Justiça pelo credor. Inoponibilidade de exceções pessoais é o seguinte: A história da compensação: * Sou avalista de uma pessoa. temos o da Inoponibilidade e o da Abstração. (este é o fundamento de Pontes de Miranda. Eu. o endosso tem o efeito purificador. O que quer dizer efeito purificador do endosso? Por mais que haja um vício na cadeia. O professor Fábio Ulhoa Coelho. segundo Pontes de Miranda. ou seja. Ela chamou os amigos. lá da ponta da sala. claro que baseado na lei). pois só posso alegar uma defesa que me diz respeito. que não foi convidado. O A não tem nada a ver com isso. ela passou a maior vergonha e ligou para mim.151 Qual o fundamento legal para o Princípio da Autonomia? É o efeito do endosso. Na verdade isso também é o princípio da Autonomia. O E.

ela vai ter que pagar? Sim. sua obrigação em um título de crédito. Só o faz quem assume o risco de seu crédito. O que é isso? Ele precisava me pagar através de cheque? Não. foi dito que a causa de origem é a prestação de serviço. tem vida própria. mas cambialmente ela terá que pagar o endossatário. Em razão da causa de origem tem o contrato de prestação de serviço. vai ter que pagar. possa ser transmitida a terceiro. quando o devedor materializa sua obrigação em um título executivo. Ele abstraise. aquilo que poderia alegar contra o endossante. Ninguém está obrigado a materializar. o que é absolutamente desnecessário. ninguém mais irá discutir para que foi o título. Quando a pessoa assina um título de crédito. E por que isso? Qual foi a causa de emissão do cheque? Aí é que está o erro. É claro que depois ela pode entrar com uma ação contra o prestador de serviço. sabe que não poderá alegar contra ele aquilo que poderia alegar contra o prestador de serviço. E por que isso? Devido ao Princípio da Abstração. lá no JECRIM. . ou seja.152 Quando o endossatário estiver executando o cheque. Então é a Convenção Executiva que dá origem a emissão do título. mas a causa de emissão é diferente. as partes querem materializar aquele crédito. E qual a função do título de crédito? Facilitar a circulação de riquezas. Então toda vez que uma pessoa assina nota promissória. o título de crédito é criado pela chamada Convenção Executiva. É claro que o endossatário tem que estar de boa-fé. por meio do endosso e se isso for feito. A causa de emissão é a chamada Convenção Executiva. Um contrato já é o bastante para se cobrar na Justiça? É. em um título de crédito. circular. de sua obrigação em relação ao crédito. A partir da circulação por endosso. mas se o faz é porque está concordando que aquele crédito entre em circulação. não tem mais porque. Qual a razão das pessoas emitirem títulos de crédito? Não é o negócio em si. Entrando em circulação ele já sabe que não poderá alegar contra o endossatário. isso porque ele se desvincula da causa debendi. O que é Abstração? O titulo se desvincula da causa de origem a partir do endosso. ela poderia pagar na data do vencimento. Emitiu-se um título está sabendo que ele poderá circular e que se circular terá que pagar o terceiro independentemente do que aconteceu entre ela e o credor originário. Então o que acontece? Um contrato que já é um título executivo. a faz porque quer e sobre o risco daquela nota promissória ser endossada. ela não assina em razão da causa de origem.

PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA: O que é Princípio da Independência? Alguns títulos têm e outros não. O juiz deu ganho de causa ao exeqüente ora embargado ou ao executado ora embargante? Deu ganho de causa ao embargante. Colocando não a sua ordem. aplica-se a eles o Princípio da Autonomia. não podendo ser endossado. se endossados. As formalidades de cada título estão na lei. pois o não a sua ordem é uma cláusula. Dependente de que documento? Da fatura.153 Se tiver um título de crédito e colocar não a sua ordem. a independência diz respeito a necessidade ou não de existir um outro documento para a criação do título. Se o título não respeitar sua formalidade. mas que não pagaria devido a falta da data. Ex: Um cara foi executar um cheque e o devedor veio com o seguinte fundamento: “. se faltar algum desses requisitos perde a força executiva. O cara recorreu para o Tribunal que confirmou. em que momento tem que estar perfeito. . A súmula 387 STF trata desse assunto. Para emitir um cheque tem que haver outro documento? Tem. Se depositar cheque sem data. Para emitir uma nota promissória precisa existir outro documento? Não. A duplicata é dependente? Quanto à duplicata há pessoas que discutem. Vamos falar agora da chamada Independência. tanto que o credor pode preencher o título. recorreu para o STF que confirmou. Entrou com embargos.Não vou pagar. da mesma forma para emissão da letra de câmbio. mas o que prevalece é que é dependente. Agora. O devedor assumiu que devia. As ações são títulos dependentes do estatuto da Sociedade Anônima. seus requisitos. do contrato de conta corrente. o banco irá devolver por uma alínea específica para isso. pois cheque sem data não é cheque. pois o título está sem data. Formalidade Diferente do restante do Direito Comercial. na emissão ou no momento da cobrança? No momento da cobrança. Tanto os títulos dependentes quanto aos independentes. dentro de títulos de Crédito é extremamente formal. ele perde a força executiva. porque o cheque está sem data de emissão”. pois o fundamento dele é o endosso. ele poderá ser endossado? Não. o cheque depende da conta corrente. essa ramificação Direito Cambial. não se fala em Princípio da Autonomia.

“. O que é Eficácia Processual Abstrata? Enrico Túlio Libeman foi quem deu este nome. que foi a boca do caixa para receber. o juiz vai olhar e dizer ao exeqüente para dizer a causa de origem do título. ele não pode entrar na causa de origem sem ser chamado. onde tudo o que for dito ao caixa do Banco. Para afirmar que isso é algum tipo de fraude. criou a Teoria Dúplice. pois na prática diz o que é. tem medo do exeqüente ser agiota. O caixa diante do valor alto do cheque subiu para falar com o executivo. se tiver algum vício intrínseco. EPA O que é EPA? Outra característica dos títulos de crédito é a Eficácia Processual Abstrata. Houve um alvoroço na agência. não é?”. Caso: Um grande executivo de um banco emitiu um cheque para uma moderna atriz da Globo. indo discutir isso em sede de Embargos. dizendo se pode ou não. pois até entrar com recurso e ganhar existe uma certa demora. Logo após o caixa foi transferido. cheque no valor alto. aí sim o juiz vai conhecer.Então paga e não faça mais perguntas”. O executivo perguntou ao caixa: “. claro que se executado entrar com Embargo alegando vício intrínseco. Mas como assim? O que explica a obrigação do devedor principal de um título? Qual o fundamento da obrigação dele? Qual a natureza jurídica dessa obrigação do devedor principal? Por que tem que pagar? . É a mesma história para o juiz. Vamos explicar com um caso. sem ter que discutir a causa de origem. isso tem algum problema? Não há problema algum. Natureza Jurídica Obrigação Cambial Cesare Evivante ao explicar essa natureza jurídica da Obrigação Cambial. O juiz vai ter que segurar a pancada. tem que alegar que o título foi fraudado. Importante: O título tem eficácia processual abstrata. se aplica ao juiz. O advogado deve dizer ao juiz que “Não lhe interessa a origem”.A assinatura é minha. se os vícios forem extrínsecos. que prova uma fraude. pois se não atrasa o recebimento do crédito. mas na maioria das vezes ele extingue sem julgamento do mérito. Então o advogado recorre para o Tribunal que vai julgar procedente o recurso. Os juízes fazem isso com medo de que o Poder Judiciário seja utilizado como instrumento da agiotagem.154 Uma nota promissória preenchida à máquina onde o valor está preenchido por uma máquina e a data por outra. O caixa respondeu que era. Imagine que esta senhora tivesse depositado o cheque e este tivesse voltado sem fundos. pagando uma certa prestação de serviço ao executivo do banco. já que a senhora não havia feito previsão de saque. por isso eles perguntam. ela está executando o cheque no Juizado Especial. Agir dessa forma deve ser apenas na hora da prova. O juiz só pode conhecer de ofício. quem tem que alegar é o executado através de Embargos. O que é Teoria Dúplice? Aqui vamos discutir a natureza jurídica da Obrigação Cambial.

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O fundamento é o seguinte: O professor Cesare Evivante faz uma divisão (por isso Teoria Dúplice) dizendo: Aquela prestação de serviço onde o devedor sustou o cheque devido à péssima prestação de serviço, o credor está executando o cheque. O devedor pode alegar nos embargos, vícios naquela prestação de serviço? Pode, pois são partes originárias, sendo assim podem discutir a causa de origem. A causa de origem só pode ser discutida com o endossatário. Entre as partes originais pode ser discutido tudo, por isso ele diz que entre as partes originais o fundamento da obrigação é a Lei do Contrato e se vigora esta lei, pode alegar que não vai pagar em razão daquela máxima “excetus non adimplencicus contratus”, ou seja, alegar exceção do contrato não cumprido; não irá pagar porque não cumpriu o contrato, a prestação de serviço não foi como devia. Isto porque entre as partes originais o fundamento da obrigação dela vem do contrato, tudo sobre a causa de origem pode ser discutido. Em relação ao endossatário pode alegar vício na cauda de origem? Não, então não é Lei do Contrato. Com o endossatário a obrigação está fundamentada na sua mera assinatura, no título, ou seja, a declaração unilateral de vontade de que vai pagar. Então perante o credor original a obrigação, está fundamentada na lei do contrato e perante o endossatário vai pagar o título tendo como fundamento do seu pagamento tão somente a sua assinatura – Princípio da Liberalidade, só se vincula ao título quem o assina. No novo Código Civil está tratando de títulos de crédito, só que tem um artigo dizendo que só se aplica o Código Civil se não existir lei especial. Existe algum título, hoje no Brasil, sem lei? Não, todos os títulos têm lei. Todos os títulos têm lei específica, então não se aplica o novo Código Civil, principalmente porque estas leis mandam aplicar supletivamente a LUG (Lei Uniforme de Genebra) A LUG é o Decreto 57663/66, a base de todos os títulos de crédito, é a legislação mãe. Quando a lei especial for omissa aplica o Decreto 2044 que diz respeito às letras de câmbio, se todos os demais forem omissos aí sim vai aplicar o novo Código Civil. O novo Código Civil não tem aplicação. A LUG é uma Convenção Internacional sobre notas promissórias e letras de câmbio. Essa Convenção é de 1932 e só foi incorporada ao sistema brasileiro em 1966. A LUG, como é uma Convenção Internacional, trazia um problema que era adequá-la, chegar a uma conclusão entre todos os países. O que foi feito para adequar foi criar, por exemplo, vários artigos. A LUG é dividida em três partes, a LUG, a parte introdutória e o anexo I. Foram criadas ressalvas que se adotadas os países não precisam utilizar certos artigos. Da LUG, essa regra está no anexo II. Quais foram às reservas do Brasil? Elas estão na parte introdutória. Verificando as reservas passa-se, a saber, quais artigos serão aplicados.

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A LUG é uma Convenção Internacional, pode ser revogada por uma Lei Ordinária?

15ª Aula – 04/10/2003
A Lei que seria Ordinária pode revogar Tratado Internacional ou Convenção Internacional? Parece ser um tema debatido, sobretudo em Direito Constitucional, mas, normalmente em Direito Constitucional esquecem de dar uma posição específica. Tratado Internacional pode ser revogado por Lei Ordinária? Na verdade existem três correntes sobre o assunto, duas delas certamente vocês já estudaram em Direito Constitucional. A primeira corrente entendida e defendida pelos internacionalistas, para esta corrente a Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional, quem revoga é a denúncia, se o Brasil é signatário de um Tratado Internacional e decide não mais aplicá-lo, ele tem que denunciar o Tratado ou Convenção Internacional aos demais países, dizendo que não quer mais aplicá-lo, três anos depois, salvo engano, se eu me lembro do Direito Público, ele pode deixar de aplicar, tem que continuar aplicando durante três anos. Isto no Direito Internacional, só revoga Tratado ou Convenção uma Denúncia, logo eles não admitem uma Lei Interna revogando Tratado Internacional, isto sujeitaria o país às sanções internacionais. Ex: O Brasil celebra um Tratado Internacional com trinta países e, depois resolve simplesmente não mais cumprir aquele Tratado, isto é incabível, impossível. Esta posição, entretanto, é amplamente minoritária, só defendida pelos internacionalistas. Em contrapartida, há uma segunda posição, defendida pela maioria dos constitucionalistas brasileiros, que dizem que o STF defende esta posição, sustenta esta orientação. A nossa Constituição não tem hierarquia ao Tribunal Internacional, não tem hierarquia ao Tratado ou Convenção Internacional, em princípio está em pé de igualdade com a nossa Lei Interna, uma Lei Ordinária posterior ao Tratado pode revogá-lo. Mas nós falamos que a só a denúncia pode revogar um Tratado? Os consectários, as conseqüências desta irresponsabilidade do Congresso podem gerar sanções internacionais ao Brasil como um todo. Que a Lei Ordinária revoga o Tratado, se isto vai gerar alguma penalidade para o país, isto é problema do Estado brasileiro, no Brasil vai valer a Lei Ordinária posterior. Ex: O cheque, o Brasil é signatário de uma Convenção Internacional sobre cheque, Convenção de 1932, salvo engano, o Brasil foi signatário dela e a incorporou ao Direito Brasileiro através do Decreto 57595/66, Tratado celebrado em Genebra e posteriormente em 1985 editou uma Lei posterior, que é Lei interna sobre cheque, Lei 7357/85. A Lei prevalece, não o Decreto. Incansavelmente, o STF vem dizendo que a Lei prevalece. Um caso típico no Direito Empresarial é a questão do Cheque, tem um Tratado e tem uma Lei Posterior. Há uma terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial não o conhecia, passou a conhecê-lo lendo o seu livro sobre cheque, o professor Paulo Restiffi introduziu uma terceira vertente, que o professor de Direito Empresarial achou perfeita, esta terceira vertente diz o seguinte: “Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional e Convenções Internacionais, pois só quem os revoga é a Denúncia, uma Lei Ordinária posterior torna apenas aquele Tratado ou Convenção Internacional ineficaz, a posição do professor Paulo agrade Gregos e Troianos, agrada os

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Internacionalistas, dizendo que não revoga os Tratados Internacionais e agrada os Constitucionalistas, dizendo que o Tratado não é superior, não tem hierarquia sobre as Leis Ordinárias”. A conseqüência prática disto: Vamos imaginar uma Lei Ordinária número dois, com dois artigos apenas. Artigo 1º - Está revogada a Lei do Cheque; Artigo 2º - Está Lei entra em vigor na data de sua publicação. Não trata da matéria, só revogou a Lei. Pela segunda posição qual é a conseqüência? Pela segunda corrente não teríamos mais legislação, regulamentação sobre o tema, foi revogada. E pela posição do professor Paulo Restiffi o Tratado foi revogado em algum momento? Não, apenas tornou sem eficácia em razão de uma lei posterior, revogada esta lei posterior o Tratado Internacional volta a ter eficácia, isto não é repristinação, parece, mas não é, a repristinação pode no Plano da Validade, nós estamos no Plano da Eficácia. Esta é a terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial está falando em sentido latu sensu, ou seja, uma lei revogando a outra, pode acontecer o seguinte, vamos supor que o prazo para protesto no Tratado era de cinco dias, para protestar um título, vem a Lei Ordinária 1 dizendo que o prazo para protesto é de três dias, vem uma Lei Ordinária 2 com dois artigos, só vem revogando o artigo 15 da Lei Ordinária 1. Pela segunda posição nós teríamos regulamentação sobre o prazo para protesto deste título. O artigo 4º do Tratado teria sido revogado pela Lei Ordinária número 1 e o artigo 15 teria sido revogado pela Lei Ordinária 2, então não teríamos mais prazo para protesto deste título. Enquanto, na terceira posição o prazo do Tratado, que é de cinco dias, voltaria a ter vigência, isto é mais fácil ocorrer, é bem mais fácil ocorrer. O STF afinal de contas adota a segunda posição? OBS: Nem todo Tratado Internacional trata de Garantias Individuais, por exemplo, pode ser um tratado aduaneiro, não ter relação com garantias individuais, com o caput do artigo 5º, os parágrafos tem que ser interpretados de acordo com o caput; na mesma linha do caput. Se fosse uma Convenção, Pacto de São José da Costa Rica, por exemplo, poderíamos formular esta interpretação no seio do STJ, já que foi incorporado por um pacto ligando o parágrafo ao caput, não poderia nem ser revogado este Tratado por Lei, porque estaria tutelado pela Constituição, isto é uma outra história. Qual seria a posição do STF? O STF entendeu por acaso que o Decreto 57595/66, que trata de Cheque, está revogado na prática? Não, ele fala apenas o seguinte, tem aplicação, a Lei Ordinária prevalece sobre o Tratado anterior, o STF diz que a Lei 7357/85, que é a nossa Lei sobre Cheque prevalece sobre o tratado Internacional, mas confirmou categoricamente que não está revogado o Tratado Internacional, que o Decreto 57595/66 não está revogado, ele falou apenas que a Lei Interna posterior tem prevalência. Portanto, o professor fica muito receoso quando falam que o STF sustenta a segunda posição, que a Lei revoga Tratado, o professor não acha que o STF diga isto, ele diz apenas que a Lei posterior prevalece, prevalecer prevalece tanto na segunda como na terceira corrente. Agora, a questão é revogou ou não revogou o Tratado? Pela segunda posição revogaria, pela terceira posição não, o Tratado se tornou ineficaz, dentro do território nacional, mas vai ter que reaplicar aquele tratado internacional, aquelas Convenções Internacionais, nas relações internacionais, o professor

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acredita que esta seja a melhor posição, que agrega as orientações lá do Direito Internacional e as orientações do Direito Constitucional. Quem disse isto? Não tem na Lei, não tem na Constituição. O STF, ele diz que os Tratados Internacionais e as Convenções Internacionais são recepcionados por nosso Ordenamento Jurídico com força de Lei Ordinária, não diz que é Lei Ordinária, diz apenas que o Tratado não tem hierarquia sobre as Leis Internas. Partindo para uma Relação Cambial Na concepção do professor os alunos já deveriam chegar aqui com pleno conhecimento do que vai ser tratado ou falado agora. O que é DCD? O que é DCI? O que é um credor? Isto tem que vir da Faculdade, mas, a maioria dos alunos chega até aqui sem conhecimento disso. O que vai ser falado agora serve para todos os tipos de título de crédito. Em qualquer título a primeira coisa que devemos identificar no Tício, no Caio, no Mévio, no Sinfrone, se eles são DCD, DCI ou credores. Em todo título vamos procurar quem é o chamado devedor principal, ele é chamado devedor cambiário direto (DCD), ele tem que ser o primeiro a ser cobrado, quando digo que ele tem que ser cobrado, não é na Justiça, não é judicialmente, primeiro tem que ser acionado extrajudicialmente, em título de crédito quase tudo é extrajudicial. Exemplo, o emitente do cheque, antes de cobrar qualquer pessoa, tem que cobrar primeiro o emitente do cheque, mesmo tendo endossante. Emitente de uma nota promissória que endossou para uma outra pessoa e esta endossou para uma terceira pessoa, no final o título foi endossado para quarenta pessoas, tem quarenta pessoas no título, o primeiro a ser cobrado, ainda sim, é o emitente da nota promissória, os demais só podem ser cobrados depois do devedor principal, os outros são apenas garantidores. Importante: São considerados DCD o devedor principal e também o seu avalista. A conseqüência prática disso: Para cobrar o DCD não é necessário protesto, se ele não pagar pode ser ajuizada uma ação, uma execução contra ele, não precisa protestar o título. No caso do avalista do emitente do cheque também não precisa protesto, porque ele também é DCD, para cobrar de DCD não precisa de protesto, seja ele o devedor principal, seja ele o avalista do devedor principal. Qualquer título, primeiro tem que cobrar do devedor principal, cobrar quer dizer ir a casa dele, não conseguindo pode cobrar do avalista. Quem são os DCIs? Devedor cambiário Indireto é aquele que só paga se o devedor principal não pagar, para a cobrança do DCI, em regra, é imprescindível o protesto. Ex: Emitir uma nota promissória em favor de uma pessoa, que endossou para uma outra pessoa, que endossou para o professor. Eu vou a casa dele cobrá-lo, ele fala que não tem dinheiro para pagar, não adianta tentar executar uma pessoa que não tem dinheiro, porque não vai receber, não tem dinheiro, não adianta, o que pode ser feito é protestar a nota promissória para exercer o direito contra o DCI, no exemplo o endossante. O endossante, em regra, isto quer dizer, em qualquer título, ele é DCI, ou seja, para a cobrança do endossante é imprescindível o protesto. Por que isto?

quando ele endossa. se este decreto for omisso vamos procurar resolver a questão com o Decreto 2044/08. por que falei isto? Duas coisas. então dou uma ordem para ele pagar daqui a cento e vinte dias. por exemplo. quem vai ter que pagar os R$40. ir ao DCD e cobrar dele o que pagou. pois poucas pessoas conhecem.LETRA DE CÂMBIO: Legislação aplicada Decreto 57663/66. é o beneficiário mediato. Temos o sacador.000. Há uma certa dificuldade para tratarmos deste título. É imprescindível o protesto para a cobrança do DCI. A cobrança do DCI é extrajudicial. Primeiro Título que vamos ver é a Letra de Câmbio: A. ele se torna um endossante e. usando o exemplo. em regra. Na Letra de Câmbio o sacador é DCI. Então. provar que tentou receber mesmo. Já nesta concepção. Credor: Em geral. Vejam que eu falei que se o sacador não aceitar pagar.00 hoje. que na verdade eu só receberia daqui a cento e vinte dias. o sacador é DCI porque ela vai primeiro cobrar o sacado. o primeiro a ser cobrado é o sacado.159 Porque tem que provar para o endossante. Isto pode ser modificado através do endosso. o sacador pode ser acionado. Temos que observar alguns pontos: Primeiro. como isto funciona? Funciona assim: Eu tenho um contrato com Rogério. qualquer que seja o DCI tem que provar para DCI que primeiro cobrou do DCD. dei uma ordem para ele pagar a beneficiária. um DCI. anexo 1. a Letra de Câmbio e entrego para Sandra. A Letra de Câmbio funciona mais ou menos da seguinte forma: Ela apresenta uma formação inicial com três partes: “A primeira parte é o sacador (em qualquer título àquele que a cria é chamado de sacador). Aqui. Título protestado pode cobrar. o sacado e o beneficiário.000. Eu (professor Leonardo) dou uma ordem para Rogério pagar Sandra. se o Rogério não pagar a Sandra pode vir em cima de mim.00.00 é o sacador. o Leonardo está mandando tanto assim.00. isto só ocorrer se o credor protestar o título. que vai ser daqui a cento e vinte dias. o Rogério em princípio tem uma relação jurídica comigo (o sacador). isto é um título de crédito mesmo na essência. O DCI pode após pagar. não quero esperar o vencimento para receber dele. para só depois eu fazer o negócio com Sandra. Surgem várias indagações: Eu (sacador) estou celebrando um contrato com a Sandra e digo que ela pode cobrar Rogério daqui a cento e vinte dias os R$40. que fazer antes mesmo do vencimento. Como funciona: O sacador (que cria o título cambial) dá uma ordem de pagamento em dinheiro ao sacado em favor de um beneficiário. se este também for omisso vamos procurar resolver a questão com o Código Civil. o cheque é emitido em favor dele. Então.000. pego o título. Eu quero colocar este crédito em circulação. que cobrou efetivamente. temos o sacado e o beneficiário”. aí sim. pagar diretamente para a Sandra. neste contrato Rogério me deve R$40. é tudo extrajudicial. se ele não aceitar pagar ou não puder pagar. gozo de dinheiro presente com dinheiro futuro. uma ligação . ela fica com o título e daqui a cento e vinte dias ela pode receber. Já estou utilizando os R$40. normalmente. Se o sacado não puder ou não aceitar pagar. portanto. que vai ter que pagar se o Rogério não pagar vai ter que ser eu (sacador). Eu dou uma ordem para ele pagar Sandra daqui a cento e vinte dias.000.

o sacador dá uma ordem para o sacado para R$40. No caso eu sou o credor de Rogério e não a Sandra. Em segundo lugar eu posso transferir o crédito de um contrato para uma terceira pessoa sem a anuência do devedor? Não. Agora. então. mas existem formas anômalas. DCI ou credor? Ele é DCD.000. enquanto ele não assina. Porém. a Letra de Câmbio. O sacado se torna devedor principal se ele aceitar. lembrando que só se vincula o título quem o assina. O que acontece? Tem uma regra em Direito Civil que diz que ninguém está obrigado a pagar quem não é seu credor. ela vai pegar o título de crédito. Isto é uma Letra de Câmbio: Sacador dá uma ordem de pagamento em dinheiro para o Sacado pagar ao beneficiário. até este momento quem apenas tinha assinado o título era o sacador. Com o aceito. O beneficiário por ordem é a Sandra. O aceite é manifestado pela assinatura do sacado. o sacado não está obrigado efetuar o pagamento. Então.00 para o pagamento em cento e vinte dias. nem o devedor está obrigado a transformar a sua dívida de um contrato em uma dívida de título de crédito. o sacado na Letra de Câmbio não está obrigado. Se Rogério aceitar pagar. porque ele vai ser o principal devedor. Se o sacado aceita a ordem. o devedor tem que ser avisado se o credor quiser transferir o crédito para alguém. Tem diferença? Tem diferença. se eu tiver um título de crédito tenho que avisar alguém na hora de transferir para uma terceira pessoa? Não. ela não sabe. o sacado para de ser chamado de sacado e passa a ser chamado de aceitante. ele me deve em razão de um contrato R$40. ele não é nada. ele ainda não havia assinado. porque isto facilita a execução. A primeira é a seguinte. caiu até em uma prova. por isto pedem um título. quase todo credor pede que o devedor assine por fora além do contrato uma nota promissória. eu dou uma ordem para . vencimento daqui a cento e vinte dias. ele não está obrigado pagar a Sandra. Uma questão mais importante: O crédito está materializado em um contrato. para que Rogério faça ou não o aceite. mesmo que o sacado me deva R$40. se for perguntado o seguinte: O sacado é devedor cambial enquanto sacado. Cambialmente ele não é nada antes da assinatura. se torna devedor cambial se assinar o título. emita um cheque pós-datado. Podemos executar um contrato.00 ele não está obrigado a aceitar a Letra de Câmbio. e vai levá-lo antes do vencimento na casa de Rogério. ele é um pretenso devedor. artigo 290 do novo Código Civil. ele assina o título. nem DCI e nem credor. antes do aceite? Não ele não é DCD.000. esta é a forma normal. Então. Ex: Entreguei um título para Sandra hoje. Com isso.160 contratual.00 ao próprio sacador. ele torna-se aceitante. transformar a dívida em título de crédito facilita a execução. só se vincula ao título quem o assina. Ele não está obrigado a fazer o pagamento. ele não assinou o título. O que ela vai ter que fazer? O que ela pode fazer antes do vencimento? Ela sabe se Rogério vai pagá-la ou não daqui a cento e vinte dias? Não. o sacado ainda não tinha se vinculado ao título. Muita coisa muda. O aceitante é DCD. mas ninguém está obrigado assinar este título.000. mas isto é bem mais complicado. então o título de crédito facilita a circulação do crédito e facilita a execução.

para evitar problema. Como eu (sacador) não tenho certeza se o Rogério vai aceitar ou não a minha ordem. posso. Normalmente. Nesta forma anômala sacador e sacado seriam a mesma pessoa. Interessante em razão de uma regra que está no Decreto 2044. Na prática a Letra de Câmbio adota mais esta forma. Estas são as partes da Letra de Câmbio. por enquanto tenho que resolver dentro de casa consegui. Esta segunda forma parece mais com qual título brasileiro? Com a duplicata. Nessa hipótese a Lei de Câmbio já nasce aceita. porque já tem a assinatura do Leonardo.000. Se nenhum sacado aceitar e ela protestar vai ocorrer o chamado Vencimento Antecipado (vamos estudar mais para frente). Tem que seguir a ordem indicada pelo sacador. ele aceitando a ordem. ocorre o que vamos ver futuramente. a Letra de Câmbio adota esta forma. Se um aceitar os outros estão liberados. sacado e beneficiário. o vencimento é daqui a cento e vinte. eu Leonardo. Na duplicata o sacador é o vendedor. aqui no Brasil a Letra de Câmbio era muito utilizada antes da criação da duplicata.00 para Sandra. mas a Joana hoje vai apresentar para o Rogério. neste caso a letra de câmbio funciona igual uma nota promissória. . Suécia. Seria muito mais fácil ele emitir uma nota promissória. Isto é para evitar que o título não tenha aceitante. para Bianca e para a Patrícia. Eu digo para Sandra. para Joana. Japão.00 para mim daqui a cento e vinte dias. aí eu coloco o título em circulação. passo o título para frente. ela parte para o próximo sacado. mas ela pode apresentar o título para Joana. vencimento antecipado. Isto é perfeitamente possível. Bianca ou para a Patrícia. O Leonardo dá uma ordem para o Leonardo pagar R$40. através do endosso.161 Rogério pagar R$40. se o segundo não aceitar ela parte para o próximo. dou uma ordem para ele pagar. Peculiaridades sobre o assunto: Questão do sacado. porque se eu colocasse o nome da Sandra direto como beneficiária e Rogério se recusasse. por isto é melhor o sacador dar uma ordem para o sacado pagar o próprio sacador. Taiwan. Não podemos olhar a LUG como se fosse só no Brasil. ela vai à casa do segundo sacado. Itália. Sandra estou dando uma ordem de pagamento para o Rogério. Vai apresentar primeiro a Letra de Cambio para o Rogério. Nos Estados Unidos e na Itália utilizam a Letra de Câmbio para tudo. coloco quatro sacados. porém se o Rogério aceitar ela não apresenta o título para os demais sacados – artigo 10 do Decreto 2044. ele aceitando eu endosso para Sandra. em geral. Em geral são três partes: Sacador. recusar esta ordem? Se o Leonardo recusar a cumprir a ordem dada por ele mesmo interna. se ele não aceitar tem mais três sacados. não desse o aceite.000. endosso para quem eu quiser. Outra forma anômala: O sacador dá uma ordem para ele mesmo pagar determinada quantia ao beneficiário. Indico na Letra de Câmbio vários sacados e entrego para a beneficiária. a Sandra poderia me cobrar imediatamente. entre outros. ele ficou louco. se o Rogério não aceitar. O Leonardo deu uma ordem para o Leonardo pagar uma quantia para Sandra. o sacador dá uma ordem de pagamento para o sacado pagar o beneficiário. A LUG é uma Convenção Internacional. podem existir vários sacados em uma Letra de Câmbio. A beneficiária vai ter que seguir a ordem indicada pelo sacador. que vai estar na Letra de Câmbio. Como assim? Eu dou uma ordem para o Rogério ou para a Joana ou para Bianca ou para a Patrícia. na Itália muito se utiliza a Letra de Câmbio.

. o endosso vem no verso do título. isto não tem problema nenhum. pró-soluto. vamos imaginar que o Rogério aceitou. estou dizendo para ela que este crédito existe. isto significa que eu que era credor endosso este crédito para Sandra. portanto unilateral de vontade. Continuando: O endosso é uma declaração cambial. Título Abstrato é aquele que a Lei não diz qual é a causa jurídica. não é um título falso. temos que ir ao Decreto 2044. eu posso transferir o título de crédito apenas endossando o título. Aceite. Endosso Próprio: Ex: Leonardo sacou uma Letra de Câmbio contra o Rogério em favor do próprio Leonardo. ENDOSSO: A Letra de Câmbio é um título de crédito cambial e “abstrato” (para Fábio Ulhoa Coelho é um título ilimitado para todo mundo é abstrato. portanto unilateral de vontade. em geral. Toda vez que for falar de uma declaração unilateral de vontade eu sempre abrevio para DUV (Declaração Unilateral de Vontade). Podemos concluir que a Letra de Câmbio é o único título que pode existir sem devedor principal. Endosso: É uma declaração cambial. ela é limitada e não abstrata. apenas alguns direitos da carta (título). O endosso é pró-soluto e pró-sovendo. pode ser emitido uma Letra de Câmbio para qualquer negócio. para qualquer negócio. Toda manifestação de crédito é unilateral de vontade. o Fábio Ulhoa diz que a Letra de Câmbio pode ser emitida para qualquer negócio. com isto vai ter Letra de Câmbio sem devedor principal. Endosso é assinatura do credor. Toda declaração cambial é unilateral de vontade. partindo desta premissa que ela não pode ser aplicada nestes dois casos. a Sandra agora é nova credora. para ele é ilimitado). Em regra. nestes casos o título que tem que ser usado é a duplicata. quando isto acontecer a beneficiaria vai protestar o título e vai receber do sacador. através da qual transfere-se a propriedade de um título de crédito ou. quem recebe o título é chamado de endossatário. excepcionalmente. crédito de um contrato. endosso próprio. em regra. Na prática não muda nada. até a cessão civil de crédito – artigo 290 do novo Código Civil. Sobre esta possibilidade de existir ou não vários sacados a LUG é omissa. um empréstimo. é DCI. Vamos falar do Aval. através do endosso. Isto acontece quando o sacado não aceitar a ordem. toda transferência é pró-soluto. Duas coisas temos que falar aqui: Primeira: Quem endossa é chamado de endossante. estou dizendo com isto que quando transferi a Letra de Câmbio para a Sandra. portanto o endosso é DUV. menos para representar uma compra e venda mercantil ou uma prestação de serviço. Mas. porque ele não está preparado para pagar agora. porém isto não faz diferença. o endossante. Nós vamos entender melhor o endosso através de suas espécies: Tudo está na LUG.162 O sacador odeia a antecipação do vencimento. Endosso e Protesto. leasing. Eu vou ser o endossante e.

000. Na cessão civil de crédito o devedor tem que ser avisado. garanto não apenas a existência do título.000. No dia 03/11 ele vai cobrar do Rogério como se fosse eu. Eu não estou transferindo para ele a propriedade do título. ela é uma Lei Especial. não é devedor. vai poder executar o título. Eu tenho que receber de Rogério no dia 10/11. Quando estiver endossando para a Sandra preciso avisar o Rogério que estou endossando o título para a Sandra? Não. Isto entra em choque com tudo que estudamos até hoje sobre título de crédito. Endosso mandato. além de garantir para Sandra que o crédito existe. este alguém pode endossar para outra pessoa? Só um novo endosso mandato. O que devemos fazer aplicar o novo Código civil. que na verdade quem está executando é o endossante através de procurador. O endossante é sim devedor cambiário indireto. apenas estou transferindo o direito e o poder para cobrar o título em meu nome. ou seja. endosso próprio. ele vai prestar contas comigo. se o Rogério não pagar. preciso deixar alguém para cobrar o título no meu lugar. A LUG permite que esta procuração seja feita no próprio título. só que hoje vou celebrar um contrato com a Sandra. Endosso Mandato: Imagine vocês que eu tenho que receber do Rogério no dia 03/11 (vencimento do título). como regra. Eu dou um mandato para alguém. mas no dia 03/11 vou estar viajando. ele tem contra o endossatário ou contra o endossante? Contra o endossante. que na verdade vai funcionar como se fosse um substabelecimento.00. como meu procurador mesmo. Tudo que imaginamos sobre procuração se aplica ao endosso mandato. faço um endosso procuração. São duas espécies de endosso impróprio: Endosso caução. o nomeio como meu procurador. Pelo novo Código Civil. quando voltar. garanto o pagamento. além do pró-soluto. Em regra. o endosso não precisa avisar o devedor. o endossante não é devedor cambiário. garanto que se o devedor principal não pagar. Vou celebrar um contrato qualquer.163 No endosso tem mais. que ele aceitou. O endosso mandato é simplesmente a outorga de um mandato através de endosso. e viajo. o endossante se torna devedor cambiário indireto. como meu mandatário através do endosso. que diz que o endossante não garante o pagamento ou aplicar a LUG. ele transfere apenas alguns direitos inerentes ao título. Então. Eu vou viajar. posso dar uma procuração para alguém cobrar para mim. R$40. porventura. Ofereço o Título de Crédito que tenho para receber do . que afirma que o endossante garante o pagamento? Devemos utilizar a LUG sem sombra de dúvidas. um financiamento. ele pode protestar o título. eu pago. R$40.00. E as defesas que ele pode apresentar são defesas que. garanto mais. que está em uma Letra de Câmbio. porém a Sandra me pede uma garantia. Endosso Caução: Também chamado de Endosso Penhor ou Endosso em Garantia. Endosso Impróprio: O endossante não transfere a propriedade do título. como por exemplo.

temos que alterar foi erro de tradução. Ela aceita o título como caução.164 Rogério no dia 10/11. Não se extingue o mandato pela morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandante. Antes era bem mais fácil. esta caução. . ela não se tornou a nova credora. fizeram uma tradução do que já haviam traduzido. É possível endosso caução no cheque? Rogério emitiu um cheque em favor de Leonardo. no próprio título. eu cumpro o contrato. endosso procuração. na verdade a Lei errou na tradução. porque ele é uma ordem de pagamento à vista. fazer este penhor. a Lei diz que não extingue o mandato. Mas o endosso após o vencimento não é o endosso póstumo.000. Tudo que pensarmos sobre penhor vai ser aplicado no endosso caução. Há quem sustente isto. Para dar este título como garantia para ela. e a Lei permitia isto. como garantia. endosso para Sandra como garantia. o erro não foi exatamente dos tratadistas de genebra. Se por acaso ela já recebeu. Dois pontos interessantes sobre o endosso impróprio devem ser falados: Primeiro sobre o endosso mandato: Tem um erro na LUG.00. O endosso feito após o vencimento tem algum efeito? Você pode endossar um título depois de vencido? Pode. mas você já sabe que existe prazo. ela recebe. O endossatário do endosso caução pode endossar o título? Sim. mas seria um contrato acessório àquele contrato que tenho com ela. este alguém sofreu um acidente e morreu. pois seria incompatível com a natureza jurídica daquele título. apenas dei o título como garantia de um determinado contrato. na Lei está mandatário. no endosso penhor ou endosso em garantia. Depois eu vou especificar quais são esses prazos. Se eu cumprir o contrato ela tem que me devolver o título. ela me devolve o dinheiro. Prestem atenção: Fiz um endosso mandato para alguém. tem que me devolver o dinheiro. tem que corrigir a Lei. Na prática o professor nunca viu isto. O endossatário tem poderes para cobrar o título. ele pode fazer um endosso mandato. coloco no título. 16ª Aula – 25/10/2003 ENDOSSOS ESPECIAIS: Endosso póstumo. ele vai trazer algumas jurisprudências sobre o assunto. também chamado de endosso tardio. Artigo 18 da LUG – 3ª linha – Está dizendo o seguinte: um mandato que resulta de um endosso por procuração não se extingue por morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandatário. Porque tem que apresentar o cheque dentro daquele prazo. os R$ 40. traduziram errado a LUG. Leonardo pode fazer um endosso caução para Sandra? O cheque é uma ordem de pagamento à vista. Nós já falamos aqui centenas de vezes que vencendo o título existe um prazo para se efetuar o protesto. endosso para Sandra como garantia. Não foi uma tradução feita direto de Genebra. faço endosso caução para ela. foi erro de tradução. Não transferi a propriedade do título para ela. eu poderia fazer um contrato de penhor. há quem sustente que não é possível o endosso caução do cheque.

Endosso . todos os efeitos dele serão da cessão civil de crédito. Endosso é exclusivo de direito cambial. porque os vícios intrínsecos não se propagam. . Qual a conseqüência de ser endosso póstumo ou tardio? Normalmente. Você pode transferir o título de crédito por cessão civil ou por endosso. mas ela também pode ceder todos os seus títulos através da cessão civil de crédito.O cedente é DCI.165 Endosso póstumo é o seguinte: “Vamos imaginar que o endosso póstumo venceu e há um prazo para o protesto. Agora vamos imaginar que não foi feito o protesto e que você endossou o título quarenta e cinco dias depois do vencimento. mas esse endosso é póstumo ou tardio. você não tem como endossar um contrato. . . depois de expirado o prazo para o protesto.Efeito purificador. . inclusive título de crédito. Agora. Vamos a um exemplo de título de crédito que é transferido por cessão: Factoring.É de direito comum. O endosso. .Não tem efeito purificador.É uma declaração bilateral de vontade.É possível cessão de crédito parcial. igualzinho. Isso quer dizer que se Laura emitiu uma nota promissória a favor do Leonardo e o Leonardo endossou essa nota promissória para Marcos.É uma declaração unilateral de vontade. Não houve protesto. o título de crédito em razão do endosso aplicase o princípio da autonomia e na cessão civil de crédito. mas expirou o prazo para protesto. pode ser utilizado para qualquer crédito.É possível cessão condicional. Então título de crédito pode ser cedido por endosso ou por cessão civil. É aquela história do princípio da autonomia. O endosso gera o efeito purificador. então o endosso feito após o dia vinte de outubro é o endosso póstumo ou tardio. . . mas na verdade é uma cessão civil de crédito. .O cedente não garante o pagamento. vamos imaginar que eu tenho um . o título é purificado.Não é possível endosso parcial.O cedente é apenas pro soluto. é uma declaração unilateral de vontade e a cessão é uma espécie de contrato. Parece endosso. . ela até pode endossar tudo para uma empresa de factoring (endosso sem garantia). . não houve protesto. . ele parece um endosso normal. Então endosso póstumo ou tardio é aquele que é feito após o protesto por falta de pagamento ou se não tiver protesto. mas ele não gera efeito de endosso. Vamos imaginar que tenha sido protestado aqui no dia vinte de setembro.Não é possível endosso condicional. o endosso feito após o prazo para o protesto de pagamento ou após o protesto é um endosso póstumo ou tardio”. como toda declaração cambial.É exclusivo de direito cambial. e o contrato é uma declaração bilateral de vontade. Aí nós vamos continuar perguntando e daí? Qual a diferença dos efeitos da cessão para os efeitos do endosso? Diferença entre cessão cível de crédito e endosso: Cessão Civil de Crédito . endosso só existe do título de crédito. Laura pode alegar que não vai pagar a nota promissória para Marcos porque o Leonardo descumpriu contrato com ela? Não. você só endossa título de crédito e a cessão é de direito comum.O cedente é pro soluto e pro solvendo. uma loja que recebe um monte de título pré-datado. . Vou dar um exemplo da duplicata: Na duplicata o prazo para protesto é após trinta dias do vencimento.

prevalece a LUG que é lei especial. além disso. não é titulo de crédito. Vamos imaginar que eu construí uma sauna no apartamento da Carla. Eu vou fazer uma cessão civil de crédito. uma dívida. O DCD é o devedor principal. vai junto o que for. o endossante paga. E na cessão civil de crédito. eu garanto que o título existe. porque senão eu estaria ferindo o princípio da cartularidade.000. Mas felizmente o novo Código Civil quase nunca vai ser aplicado. lá na LUG diz que o endossante é para o soluto e para o solvendo. Mas o professor acabou de falar que o endosso é para o soluto e para o solvendo! A questão é que o novo Código Civil trouxe uma regra completamente louca.000. ou credor? Ele é DCI. tem regra expressa na LUG. devedor cambiário indireto. nós vamos aplicar a LUG. e quando ele é notificado. ele vai poder alegar contra o cessionário. que o crédito existe. Diz o artigo 290 e seguintes do CC. que aquilo não é falsificado.000. Mas. ou seja. que o crédito existe. e eu quero transferir esse crédito que eu tenho com a Laura para meu amigo Eduardo. vai junto à nulidade. Se eu tenho um crédito que está com algum vício e eu transferir o crédito. quando eu vou transferir o crédito o devedor deve ser notificado dessa transferência.00 para o Marcos. Na cessão civil eu estou cedendo o crédito para Marcos e garanto apenas uma coisa.00.00 para ele? Não. O novo Código Civil diz o seguinte: O endossante é apenas para o soluto. eu estou fazendo uma cessão para o Marcos é para o soluto e para o solvendo ou é apenas para o soluto? Apenas para o soluto. porque o título é purificado com o endosso. a partir do momento em que ele toma ciência de que o crédito está sendo transferido para terceiro. Por isso que em regra. o endossante ele é DCD. Lá no Direito Civil tem endosso? Não. Faço uma cessão de crédito para o Eduardo. O endosso ele transfere para o soluto e para o solvendo.00. vamos imaginar que é um termo de confissão de dívida. aí eu estou devendo R$ 5.166 crédito pra receber com Laura. ele pode alegar tudo aquilo que ele podia alegar contra o cedente. É possível endosso parcial? A Laura emitiu uma nota promissória para mim de R$10.000. um termo de confissão de dívida de R$15. vai junto o vício. Ele vai com tudo de ruim que ele tiver. é problema do Marcos. se a pessoa para quem foi endossado não pagar. o cedente não é devedor. quebrou tudo. Isso porque tudo aquilo que ela podia alegar contra o cedente ela pode alegar contra o cessionário. Se fosse um título de crédito com endosso. Ela vai poder alegar que não vai pagar ao cessionário porque o serviço do cedente foi mal feito. dizendo que o endosso parcial é nulo. Na cessão civil de crédito o cedente não garante o pagamento. Já a cessão . ele não garante o pagamento. eu não tenho como endossar. e deu vazamento. ela não ia poder alegar vícios na causa cedente. Por aí já é possível nós afirmarmos que não há endosso parcial. Eu posso fazer um endosso só de R$ 5. Tudo que se podia alegar contra o cedente vai se poder aplicar contra o cessionário. DCI. não se pode rasgar a carta. e garanto mais. Aplica-se aquela máxima do Direito Civil. Então essa regra do novo Código Civil não tem aplicação. Então o crédito é purificado? Não. Agora se ela vai pagar ou não. quem tem que pagar mesmo. ninguém pode transferir mais direitos do que tem.

mas você também pode transferir através do endosso. a sociedade de factoring poderia cobrar do factorizado. é um contrato e fica estipulado o que as partes acordarem. do endossante. endossa-se apenas para o soluto. Mas lembrando lá no factoring. Atenção . Já a cessão condicional é possível porque é contrato. e está lá no artigo 5º da LUG que se “A” não pagar ele pode cobrar de “B”. então endosso póstumo também não garante pagamento. isso é regra. o que é endosso condicional? Ex: Eu endosso esse título para a Priscila se ela passar em primeiro lugar no concurso. Então como é que eu vou fazer a transferência do título de crédito para a empresa de factoring? Se fosse através do endosso comum. Como. o “B” é professor de Direito Comercial. O endosso sem garantia é utilizado nas operações de factoring. ou seja. .167 pode ser apenas de parte do crédito. “B” pode transformar o endosso em apenas para o soluto. É possível isso? A lei diz que não é possível o endosso condicional. e o “B” endossou essa nota para o “C”. contrato de cessão civil de crédito. Mas existem exceções. sem garantia. Quando se endossa sem garantia. ele é cedente. porque o risco não pode ficar com o factorizado. mas a condição é considerada não escrita. o endosso é válido. A condição é considerada não escrita. pois o factorizador é quem assume o risco do inadimplemento. o factorizador (a empresa de factoring) ou o factorizado? O risco fica com quem com a empresa de factoring ou com o factorizado? O risco fica com o factorizador. factoring. não garanto pagamento. porque é para o soluto e para o solvendo. com a sociedade de factoring. Passando ou não no concurso ela vai receber o crédito. a primeira exceção é o endosso póstumo ou tardio. ele vai ficar dentro do quadro do endosso ou do quadro de cessão? O endosso póstumo ou tardio vai ficar dentro do quadro de cessão. Como? O “B” endossa para “C”. e se “B” não garante o pagamento ele não é devedor. Vamos dar um exemplo: “A” assinou uma nota promissória em favor de “B”. quem responde pelo não pagamento. Se o risco ficar com o factorizado não é factoring.Tudo que se aplica para cessão se aplica para endosso póstumo ou tardio. Na secutirização dos créditos. Então se a transferência for feita através de endosso. Coloca-se a cláusula sem garantia. tem que ficar com o factorizador. O endossante do endosso póstumo garante o pagamento? Na verdade o endossante do endosso póstumo ele não é endossante. ENDOSSO SEM GARANTIA: O endossante é para o soluto e para o solvendo. E cedente não garante pagamento. É possível o endosso condicional? Primeiro. tem que ser endosso sem garantia. como é que você vai transferir para o factorizador? Você pode fazer a transferência através de cessão civil. O endosso póstumo ou tardio.

“B” não é obrigado a pagar. Então. mas nos outros não. Se o “C” endossar esse título para alguém. que endossa para o “E”. para quem ele endossou o título de imediato. tendo agora direito de cobrar dos DCI. “C” pode endossar para “D”? Pode. de “G” para “D”. que endossou para “E”. e protestando ele vai poder cobrar de qualquer um do “D” ou do “C”. Na verdade o efeito dela. que endossou para “G”. Importante . . o “D” é DCI. então ele não é nada. Então para que serve essa cláusula? Na verdade o nome dessa cláusula está errado. “B” não garante o pagamento para futuros endossatários. que é chamado de endosso de retorno. podemos observar que o título voltou para quem já participava da cadeia cambiária. O “E” poderá cobrar do “A”. que endossou para “E”. O “C” poderá então cobrar de “B”. “B” paga o título. O “B” endossou sem garantia. é que “B” só garante o pagamento do título para “C”. que endossou para “D”. o “B” quando endossou para o “C” proibiu novo endosso. somente no endosso.168 Nesse ponto fica igual à cessão de crédito. porque na verdade ela não proíbe novo endosso. que endossa para o “D”. é um nome que leva as pessoas a erro. porque retornou para quem já fazia parte da cadeia cambiária. e então “E” protestou o título. mas “A” não pagou. O “E” poderá cobrar de “D” e de “C”. que endossou para “D”. O “B” só garante pagamento para “C”.Cláusula proibitiva de novo é uma cláusula exclusiva do endosso. Agora vamos imaginar que “E” cobrou de “C” e que “C” pagou. “B” fez endosso para “C” proibindo novo endosso. o “A” não pagando ele vai protestar. Então. o devedor não vai poder alegar contra a sociedade de factoring tudo aquilo que poderia alegar contra o factorizado. A única pessoa que pode cobrar de “B” é “C”. O “A” é DCD. e é esse endosso. Se fosse cláusula sem garantia “B” não pagaria o título para ninguém. Agora vamos imaginar que “B” endossa uma nota promissória sem garantia para o “C”. ele só não vai poder cobrar do “B” porque ele colocou a cláusula sem garantia. Então nesse exemplo: O “B” endossou para “C” com cláusula proibitiva de novo endosso e “C” endossou para “D”. que endossou para “C”. O “E” é o credor. Quem é o devedor principal? O “A”. mas apenas para o endossatário imediato. Agora vamos complicar. já na cláusula proibitiva de novo endosso. porque “B” quando endossou para “C” endossou com cláusula proibitiva de novo endosso. mas terá de pagar “C”. Nós vamos falar agora em um assunto que já foi matéria de prova da defensoria pública. O que é reendosso? O que é endosso de retorno? E quais os seus efeitos? ENDOSSO DE RETORNO: “A” endossou para “B”. ela não poderá ser inserida na cessão de crédito. que endossou para “F”. “B” só paga o título se for para “C”. porque é endosso e não cessão. cláusula proibitiva de novo endosso. quando “B” colocou a cláusula proibitiva no endosso. o “C” é DCI e o “B” não é nada. O “B” não é obrigado a pagar “D” nem “E”. Agora eu pergunto. por exemplo. mas não poderá cobrar de “B”. Quando chegar a data de vencimento “E” tem que cobrar de “A” que é DCD.

O “H” só vai poder cobrar dos outros DCI e do DCD. que nós já discutimos. não vai ser encontrada na lei. Também é uma nomenclatura da doutrina. Após o protesto o “H” pode cobrar do “G”? Não. e não coloca nome nenhum e assina. Porém. É reendosso porque o endossador já endossou uma vez esse título e está endossando de novo. esse título acaba. No vencimento “D” vai poder cobrar de “A”. REENDOSSO: Reendosso é quando o título é novamente endossado pelo mesmo endossador.169 Agora vamos falar dos efeitos. A LUG diz o seguinte: Se o título tivesse sido endossado. pode controlar nos valores imobiliários. é extinto. mas o “A” não pagou. Essa proibição está no artigo 4º da Lei 8. Há uma Súmula no STF. ambas Plano Collor. Então “G” vai cobrar de “F” que vai cobrar de “E” que vai cobra novamente de “D”.Essa nomenclatura.088. Isso tem como ser controlado nas ações. não pode mais existir título ao portador e endosso em branco. pago o título para “G”. endosso de retorno. em vez de para o “D”. quando “A” paga o título. “F” e “G” saem da relação cambial.021 e artigo 19 da Lei 8. Se “E” cobrar de “D” o que “D” vai fazer depois? Cobrar novamente dos DCI? Se for assim não vai sair disso. então ele vai protestar o título. que cobrou de “A”. Atenção . do “B” e do “A”. é uma nomenclatura exclusiva da doutrina. Daí “D” só pode cobrar do “C”. mas não tem como controlar o endosso em branco no cheque. Então quando o título é endossado para alguém que já faz parte da cadeia cambiária. Tornou-se um endosso ao portador. e o Leonardo endossou pra Adriana. Esse é um endosso em preto. que é DCD. qualquer um pode colocar o nome nesse endosso e descontar o cheque. Mas o Leonardo pode fazer um endosso em branco. tivesse sido endossado para o “A”? O que vai acontecer com esse título? (Foi à pergunta de concurso) Qual a conseqüência de um título ser endossado para o devedor principal (para o DCD)? Esse título seria extinto. que não podem nem mais ter endosso. O Leonardo põe no cheque: Endosso para _________. ENDOSSO PRETO e ENDOSSO BRANCO Vamos supor que o Rômulo emitiu um cheque em favor do Leonardo. E o Leonardo colocou no cheque: Endosso para Adriana e assinou. É como se o “D” tivesse pago o título. “E”. porque com o segundo endosso já tinha sido excluído da relação cambiária. é a mesma coisa que o pagamento. Mas “D” poderá cobrar de “G”? Vamos imaginar que sim. Vamos imaginar que “G” endossou para o “H”. são Leis de 1990. onde o título pode ser até sem valor. aí ele poderá cobrar de todos os DCI. Todo título de crédito é um título de resgate. Essas leis dizem que não pode ter endosso em branco. que não pagou. sendo assim. desde que o . é como se na verdade essa pessoa tivesse sido pago o título. tem que caminhar para o DCD.

avalizo esse cheque. na verdade você dá o patrimônio.170 credor posteriormente preencha de boa-fé. Somente Waldirio Bulgarelli diz que é título de crédito próprio. Pontes de Miranda diz que não é título de crédito e etc. avalizo esse cheque. em princípio vai ser aval. O aval é exclusivo de Direito Cambial. Então o aval é uma espécie de garantia fidejussória. A Adriana transferiu o título para o Maurício. Você não dá como garantia um bem discriminado. O garantidor responde nesse caso com todo o patrimônio. Por quê? Porque só se vincula ao título quem o assina e a Adriana nem aparece no título. é claro que só lançar a assinatura no anverso. cheque hoje em dia é prova de pagamento. esse cheque tem que ter a rubrica do juiz. E lei posterior pode a qualquer momento revogar lei anterior. a natureza jurídica do cheque tem doze correntes e apenas uma corrente diz que o cheque é título de crédito. essa assinatura vai ser tratada como aval. OBS: Para o síndico emitir um cheque da massa falida. Nos podemos dar garantias reais e pessoais. nenhum dos dois quer esse aval. Aí o Rômulo diz que eu não tinha que ter me metido nessa história e diz que não quer. Eu pego esse cheque e coloco lá. para pagar contas da massa falida e etc. quem dirá sem nome do beneficiário. a assinatura dele vai ser tratada como aceite. é um princípio infraconstitucional. Lembrando que o endosso em branco pode se tornar a qualquer momento em endosso em preto e para isso basta haver o preenchimento do nome do beneficiário. Então em regra o endosso tem que ser lançado no verso. presunção relativa vai ser aval. A Adriana não pediu. dá pessoa em garantia. AVAL: Natureza jurídica do aval: O aval é uma espécie do gênero garantia fidejussória. eu endossei em branco para a Adriana. Outra espécie de garantia fidejussória sem ser o aval é a fiança. Aí eu pergunto: Adriana é devedora? Não. se for do sacado. Na verdade. O síndico leva o cheque . Na última prova da Magistratura caiu: Endosso impróprio. Agora. daí a pergunta: Esse aval é válido ou não é válido? É válido. mas eu coloquei lá. e entrego para o Rômulo. em qualquer lugar. Ex: Vamos imaginar que a Adriana pede para eu entregar ao Rômulo um cheque. porque é uma declaração unilateral de vontade. Mas se um dia a pessoa vir me cobrar o cheque que eu endossei em branco. mas é uma espécie usada exclusivamente no Direito Cambial. mas se for uma assinatura no anverso solta. Quanto à questão da limitação e da circulação não há qualquer tipo de problema. Bom. porque esse princípio não é constitucional. endosso calção e endosso mandato. mas não é. Claro. mas o cheque é um título meio “capenga”. Então se eu posso emitir um título sem valor. Os títulos foram criados como um modo de circulação de riqueza. Em que local do título o endosso tem que ser exarado? No anverso ou no verso? Tanto faz. é um ato de liberalidade. E como toda declaração cambial é uma declaração unilateral de vontade. Conceitue e explique endosso mandato e endosso calção. Se fosse princípio constitucional não poderia. ela vai ter que preencher. em princípio. No dia em que for depositar ou sacar o cheque ela vai ter que preencher. Tem o nome da Adriana no título? Não.

Entretanto. Isso é meio absurdo! Mas fazer o que. Fiança . nós acabamos de falar que o aval é exclusivo de direito cambial. que não existe aval em contrato. é exclusivo de Direito Cambial.Exclusivo de Direito Cambial. em qualquer tipo de negócio. que diz que o aval pode ser parcial. Não tem nenhum problema até agora. eu já vi uma decisão do TJ nesse sentido e uma decisão no STJ. Pode ser um ato de liberalidade total ou um ato de liberalidade parcial. ele também pode querer dar só um pouco. Por exemplo. isso não quer dizer aval de forma alguma. Então como nós já vimos. qual a outra espécie? Fiança. . até no Direito Penal. O aval pode ser parcial? O aval é um ato de liberalidade. E nesse caso. até Empresarial.Pode ser parcial. Mas aí a pessoa ao invés de colocar o Rômulo como avalista do título. o novo Código Civil vem dizendo que não. quer dar tudo. O aval por tanto pode ser parcial.Pode ser parcial. . E já que não pode ser garantidor por aval. o que acontece? Qual a conseqüência lógica do aval no contrato? Ser considerado nulo. dizendo que a rubrica do juiz no cheque não significa que ele seja avalista. Depositaram o cheque e o cheque voltou. Atenção . então se avalista pode. Daí o juiz chegou lá e colocou nulo o aval. chamo o Rômulo para ser meu avalista. O aval depende de outorga uxória ou marital? O artigo 978 do CC diz que para vender um imóvel precisa da autorização conjugal. uma nota promissória vinculada ao contrato e aí se pega a assinatura do avalista na nota promissória. ele libera o quanto ele quiser. na locação comercial a garantia mais utilizada é a fiança. mas vamos considerar o aval no contrato como se fosse uma fiança. dizendo que o juiz era avalista. Não podemos chegar a esse absurdo. Como foi exigido um avalista eu vou lá e arranjo um avalista. então vamos criar um quadro. E o fundamento usado para isso é que é vontade das partes. É um ato de liberalidade. O Direito Empresarial é muito . Agora eu pergunto: Pode aval no contrato? Não. porque existe lei específica. O aval no contrato.O aval é exclusivo de Direito Cambial e a fiança é uma garantia que pode ser usada em qualquer ramo. isso não é valido para o Direito Empresarial. o aval é um ato de mera liberalidade. .Obrigação autônoma. Tem prevalência a LUG. coloca o Rômulo como avalista do contrato. Já o aval não.Qualquer tipo de negócio. E aí. a vontade das partes era que a pessoa que assinou o contrato fosse garantidor.171 até o juiz e esse o rubrica. Diferenças entre aval e fiança Aval . que é lei especial. Muita gente confunde aval com fiança. porque normalmente se vincula um título de crédito ao contrato. Ex: Olha que interessante! Jurisprudência mais uma vez.Obrigação acessória. Uma pessoa (louca) chegou para o outro na hora de fazer um contrato e disse que queria um avalista. . Teve recurso e o tribunal disse que está certo. se tem que interpretar as cláusulas contratuais para chegar ao máximo na vontade das partes. A fiança pode estar presente em qualquer ramo. a LUG. no anverso do cheque. mas o Código Civil nesse caso não vai ser aplicado. Agora vocês adivinhem o que o credor fez? Executou o juiz. Tem até lei especial tratando da matéria.

o trespasse que não precisa da outorga. Então ele executa C3. mas veio a lei e disse expressamente que para o aval precisa de outorga uxória. Eu já falei para vocês que o avalista é pode ser DCD ou DCI. Vamos supor que ele escolheu o C3. Nenhum professor de Direito Civil concorda com esse artigo. Bom. Não tinha a menor necessidade. Entendimento do TJ e STJ. está em nome do empresário. Na fiança a obrigação decorrente é acessória. que dirá um aval. nula a obrigação do afiançado. o “A” não pagando o “E” vai ter que protestar. lógico que o imóvel não está em nome do casal. Aval simultâneo é quando vários avalistas avaliam um mesmo avalizado. A obrigação decorrente do aval é autônoma. aval simultâneo e aval sucessivo. Os devedores são solidários. O aval é uma obrigação autônoma ou uma obrigação acessória? É o princípio da autonomia que vai resolver isso.172 dinâmico. O avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado. então o “E” pode escolher qualquer um. pois são avalistas do “C”. não precisa de autorização marital. não é nulo a obrigação do avalista. O espírito da solidariedade cambiária é facilitar a cobrança. Lógico que não é qualquer imóvel é imóvel ligado a atividade empresarial. O título é um título de resgate. que é DCI. PLURALIDADE DE AVAIS: Existem duas espécies de pluralidade de avais. princípio da autonomia. “C” e “D”. Nesse caso do desenho acima. e quando o DCD paga o título morre. ele vai ser DCD quando for avalista de DCD. isso porque a atividade empresarial é uma atividade dinâmica. Por exemplo. Então se eu posso vender um imóvel sem outorga uxória.Aval simultâneo: De acordo com a doutrina é o chamado aval horizontal. que é a cambiaria. Bom os DCI são “B”. O C3 pagou. ele tem que caminhar para o DCD. C1 A C2 B C3 C C4 D E Horizontal No vencimento o “E” vai cobrar do “A”. 1. Primeira pergunta: Cabe intervenção de terceiro? Cabe chamamento ao processo? Não cabe.000. Solidariedade civil é diferente de solidariedade cambiária. os avalistas são DCI. o “A”. Feito o protesto ele passa a ter direito de cobrar dos DCI. e vai ser DCI quando for avalista de DCI. então “E” está cobrando de C3 e o valor do título é de R$ 4.00 e agora o “E” pode cobrar de qualquer um. .000. diz textualmente que “O empresário pode vender o imóvel ligado a atividade e para tanto não necessita da outorga conjugal”. vai depender de quem ele esta avalizando.00. Com C3 pagando o “D” ficou fora da relação cambial. Nulo a obrigação do avalizado. OBS: Não existe chamamento ao processo em solidariedade comercial. A dívida é de R$ 4. que é o DCD. nula à obrigação do fiador. O artigo 978.

00 do C1. mas só pode cobrar R$ 1. mas também pode ser dado no verso. No aval em branco na nota promissória tem que se levar em conta onde esta a assinatura.000.00. que foi avalizado pelo C4. Quem eles estarão avalizando? Se for uma letra de câmbio. o C2 vai ter que pagar os R$ 4. olha pra ela e pisa nela. o aval em geral é dado no anverso (frente). Assinou-se e não tem assinatura embaixo. de “C” e de “A”. Primeiro. Ou seja.000. assinando em cima de “B”. 2. vários avalistas para o mesmo avalizado. Quando se avaliza acima da assinatura de outro avalista sem diz nada esta se avalizando quem está em baixo. Ele pode cobrar todo o título de C1. houve protesto e agora o “E” pode cobrar de todos os DCI.000.000. o endosso será dado em favor do sacado. se uma pessoa está em baixo de você. Será um aval simultâneo. que foi avalizado pelo C3. que “C” veio e avalizou “B”. vamos supor que tenha quatro pessoas avalizando.173 Sendo assim o C3 pode cobrar de “B”. Sai da relação cambial além de “D” o C3 e o C4. É muito mais fácil ele cobrar de “C”. (O meu pai dizia assim. É a mesma coisa na nota promissória. C4 C3 C2 C1 A B C D E Aval vertical.00. na duplicata. mas se uma pessoa está em cima de você não se mete com ela).000. O “E” então resolve cobrar do C2. ele só pode cobrar a quarta parte de cada um. mas não pode cobrar os R$ 4. O “E” no vencimento cobrou do “A”. desde que esteja lá avalizo e etc. . R$ 1. de “B” e de “A”.00 de C4.Aval sucessivo: Aval sucessivo é quando um avalista avaliza outro avalista. Ele paga os R$ 4. O C2 pagando o “D” sai da relação cambial.00 do “B”. Quando o avalista não diz quem ele está avalizando.000. C3 e C4) a solidariedade é civil. É o que a doutrina chama de aval vertical. de “B” ou de “A” todo o valor. Só muda em um título. porque entre eles (os avalistas simultâneos. assinando em cima de “A”. que não pagou. Para terminar nós vamos voltar no aval em branco.000. aval em branco na letra de câmbio é considerado dado em favor do sacador. Agora eu pergunto: O C2 pode cobrar alguma coisa do C4? Não.00 de C1.00 de C2 e R$ 1. Então. C1. Vamos imaginar que “B” avalizou “A”. o C1 foi avalizado pelo C2. Agora eu pergunto: O C3 pode cobrar de C1? Pode cobrar de C4? Atenção: Internamente a solidariedade dos avalistas simultâneos é solidariedade civil. e assim sucessivamente. se o C3 pagar ele pode cobrar os R$ 4. de “C”. C2. o aval em branco é dado em favor do sacador.

Bom nós temos a seguinte situação: Temos Rômulo como beneficiário. O avalista do Devedor Cambiário Direto (DCD) ele também é Devedor Cambiário Direto (DCD) e se for avalista do Devedor Cambiário Indireto (DCI) ele também será Devedor Cambiário Indireto (DCI). Este é o princípio da literalidade. que no exemplo é Leonardo. Mas antes de Cláudia assinar o título. da sacada e avalizo o título”. é Devedora Cambiária? Vejam que eu só dei uma ordem apenas para Cláudia pagar a Rômulo. a questão é o seguinte: Na Letra de Câmbio nós já estudamos que existem três partes inaugurais. Se Cláudia não pagar a Rômulo. O sacador dando uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. não haverá problema nenhum porque se efetuar o aceite ela se torna aceitante. também será o Devedor Cambiário Direto (DCD). por enquanto ela é sacada.00). ele vai cobra esta quantia de quem? Rômulo vai cobrar esta quantia do sacador. ou seja. Sabemos que na Letra de Câmbio o sacador é Devedor Direto Cambiário (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI). o nosso amigo ali vem e assina o título dizendo: “Eu sou avalista da Cláudia. ele avalizou a sacada antes mesmo da sacada dizer se vai pagar ou não. A Cláudia. ela não é devedora cambiária. Como Cláudia ainda não aceitou. Se Cláudia efetuar o aceite. Ex: Leonardo dá uma ordem para Cláudia pagar ao Rômulo a quantia de cinco mil reais (R$ 5. só se vincula ao título quem o assina. ao beneficiário.174 17ª Aula – 01/11/2003 Vamos começar a falar sobre o aval antecipado. porque para se vincular ao título tem que ter o aceite tem que assinar. a Cláudia como a sacada e nosso amigo ali como o avalista. ela é devedora cambiária? Não. o Leonardo como sacador. passando a ser Devedora Cambiária Principal. isto é. Devedora Cambiária Direta (DCD) e o avalista do aceitante. não haverá problema nenhum porque será aceitante. Direta (DCD) e o avalista dela também como Devedor Cambiário Principal. Sacado e o Beneficiário. logo. Leonardo diz para Rômulo: “Você. cobrará do Leonardo. que no exemplo. Bom. Então eu dei uma ordem para Cláudia para pagar a Rômulo. Daí o sacador. em um determinado momento. Se ela aceitar. Mas o problema é o seguinte: Avalista do sacado onde o sacado não aceita. não assinou. O sacado que não aceitou é devedor ou não é devedor? . é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Rômulo pode cobrar de Cláudia esta quantia. pois ainda não assinou o título. A questão é o seguinte: No aval. que assinou o título é Devedor? Por que aval antecipado? Porque nosso amigo ali lançou o aval antes do aceite da sacada. O problema é o seguinte: O nosso amigo ali avalizou a sacada e se a sacada não fizer o aceite? Nosso amigo ali que avalizou o título. sacado não é Devedor Cambiário. que é a sacada apenas. eu disse para vocês que o avalista segue a mesma posição do avalizado.000. E quais são estas partes inaugurais? Sacador. mesmo assim. Ele é o principal pagador ou ele não é o principal pagador? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Direto (DCD).

isto é. é o aval dado em favor do sacado antes do aceite deste. Por que se nós admitirmos a opinião de Rubens Requião este avalista vai ser Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI)? Ele não avalizou Devedor Cambiário Direto (DCD) nenhum e ele também não avalizou Devedor Cambiário Indireto (DCI) nenhum. subsiste a obrigação do avalista. devolução. como ele pode ser alguma coisa se o avalista segue a mesma posição jurídica do seu avalizado.LEI 9492/97 Conceito: Protesto é um ato jurídico cartoriano. O sacador vai poder cobrar do avalista? Não. etc). não há problema nenhum porque as obrigações cambiárias são autônomas. defendida por Fran Martins – Entende esta corrente que não subsiste a obrigação do avalista. não tem como na prática viabilizar isto. adotamos orientação diversa e explica a posição que é amplamente majoritária. A segunda corrente. subsiste a obrigação do avalista. extrajudicial. ou seja. através do qual se extrai uma certidão atestando uma resposta negativa do devedor (falta de pagamento. viabilizando a cobrança dos Devedores Cambiários .175 Não é devedor. O credor vai cobrar de quem se o sacado não aceita? O credor vai cobrar do sacador que é Devedor Cambiário Indireto (DCI). PROTESTO – LEGISLAÇÃO APLICADA . ele será considerado devedor ou não? O aval antecipado é exatamente isto. logo. então. também vai ser nada. E o avalista do sacado que não é devedor. OBS: Na hora da prova vocês dizem assim: Em que pese à envergadura jurídica do saudoso Professor Rubens Requião. A segunda posição é amplamente dominante em razão da prática. não há como fundamentar na prática a primeira corrente. porque ele não aceitou o título. ou seja. que não aceitou. majoritária. Vamos analisar o protesto e a legislação aplicada é Lei 9492/97. o sacado aceitando ou não. O avalizado pode até morrer que não há problema. Por que não subsiste a obrigação do avalista? Porque se o sacado não é nada e se o avalista segue a mesma posição jurídica dele. logo. aceite. solene. logo. E o avalista é devedor? • Duas correntes: A primeira corrente defendida por Rubens Requião – Em razão do Princípio da Autonomia subsiste a obrigação do avalista. E se o sacado não aceitar como fica o avalista? Nós acabamos de falar aqui que o avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado e aqui na questão o avalizado é devedor? Não. E o avalista vai poder cobrar de quem se o sacado não é devedor? O avalista será o último a pagar? Não porque o último que tem que pagar numa Letra de Câmbio sem aceite é o sacador. a posição do Rubens Requião não tem nenhum fundamento prático. Este é o último ponto sobre aval.

atualmente o devedor não precisa ir ao cartório e vai direto ao banco e paga. Então o Rômulo levou o título para protesto e chegando lá no cartório ele diz: “A sacada. Vamos imaginar que seja uma nota promissória e ela emitiu em favor do Rômulo.00) e você aceita pagar?”. o beneficiário. Se Cláudia aceitar vai ter o protesto? Não. há também as custas do protesto que estão embutidas ali. dia tal. MODALIDADES DE PROTESTO: Vou mencionar os principais. Vamos ver na prática porque isto que vou falar não está na lei: O cartório envia a intimação para o protesto por falta de pagamento. não serve porque a lei exige imprescindível o protesto como comprovação da mora. a própria intimação do cartório já é uma ficha de compensação. isto já é uma ficha de compensação onde o devedor já pode ir ao banco e pagar. Oficial este título que está aí. que são protestos por falta de pagamento. os principais são estes colocados acima. então. Então o protesto não é imediato porque há primeiramente um procedimento do cartório. Leonardo mandou você me pagar à quantia de cinco mil reais (R$ 5. Leonardo. E Cláudia diz que não aceita pagar. Cláudia será intimada para que no prazo de três dias a contar da expedição ir ao cartório e pagar. Há ainda previsto na Lei 9492/97 a possibilidade do devedor ser intimado para comparecer a cartório sob pena do protesto e ir a cartório e dizer assim: “Sr. Rômulo vai levar a letra de câmbio lá na casa de Cláudia para ela fazer o aceite e diz Rômulo: “Cláudia. Vou explicar a vocês como funciona o protesto: Uma letra de câmbio funciona assim: A letra de câmbio tem o aceite.000. é claro que além do valor do título. sob pena de protesto”. ou . em regra. Quando é protesto por falta de pagamento em duplicata. E se não for a cartório efetuar o pagamento? Protesto. Para Rômulo cobrar do sacador. mas existem outras modalidades. isto é. ele tem que provar que a Cláudia não quis aceitar e uma carta escrita de próprio punho de Cláudia dizendo que não vai aceitar. protesto. mas só que no vencimento ela não quis pagar e aí Rômulo vai leva a nota promissória a protesto e o cartório a intima. A mesma coisa o protesto por falta de pagamento.176 Indiretos (DCI’s) e o requerimento de falência com base na impontualidade (Artigos 1º e 10 da Lei Falimentar). Cláudia. Na verdade. não quis aceitar”. E se Cláudia não for ao cartório? Haverá o protesto por falta de aceite. Mas vamos direto pela Lei e deixar um pouco de lado a prática: O devedor tem que ir a cartório e efetuar o pagamento. Quando ele protocola o protesto. eu não vou pagá-lo porque Rômulo colocou um revólver que me obrigou a assinar o título ou dizer:“Esta assinatura que está no título não é minha”. não quer dizer que o título já está protestado porque o cartório tem um procedimento e este dura. de devolução e de aceite. para efetuar o aceite. dentro do prazo de três dias a contar da expedição desta para efetuar o aceite do título tal e aí vem dizendo qual o título. O que Rômulo vai fazer? Rômulo vai a cartório e levá-la a protesto. três dias. e o oficial do cartório vai expedir uma intimação para a sacada com o seguinte teor: “Sra. Cláudia compareça no cartório tal.

O prazo que vou falar aqui é o prazo para que você faça o protesto e assegure o direito de cobrar os títulos dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Quando for cheque a Lei do Cheque admite que o protesto seja tirado no local do domicílio do emitente. fazer o protesto. O protesto é imprescindível para cobrança de quem? Dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI).177 dizer: “Eu já paguei este título. Direto é facultativo e sendo facultativo não há prazo para protestar o Devedor Cambiário Direto (DCD). salvo alegação de vício formal. Local do protesto: Onde o título deve ser protestado? Em regra o local de pagamento.663/66) artigo 44. entenda-se. Isto é puramente desencargo de consciência. não aceitar. logo. Se eu protestar fora deste prazo tem algum problema? O único problema é que você não poderá cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). salvo se o devedor for lá em cartório e pagar ou aceitar. o Oficial do Cartório não pode decidir quem está com a razão. então. vez que o Oficial do Cartório não é Juiz. Decreto 57. Prazo para o protesto: Para cobrança dos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é preciso protestar o título? Para depositar um cheque não é preciso protestar antes. ele é meramente facultativo. O devedor pode ir a cartório e não pagar. conforme o caso. Então o protesto para cobrança do DCD não há prazo. mas fora o vício de forma. . para cobrança do emitente não é preciso protestar antes. portanto.663/66? Se você for seguir a LUG (Decreto 57. É assim que funciona o protesto. Vamos ver o prazo para o protesto por falta de pagamento da Letra de Câmbio e da Nota Promissória: Qual é o prazo? Vocês estão com a LUG aí. este sim poderá ser conhecido de ofício. qualquer outra alegação é uma mera defesa moral porque de qualquer maneira o Oficial do Cartório vai tirar o protesto. não tiver o nome do beneficiário. o devedor poderá alegar qualquer coisa” é o chamado contraprotesto”. Então aqui o protesto tem prazo? Tem prazo. terceira alínea. parágrafo terceiro e olha o que diz: O prazo para protestar por falta de pagamento é de dois dias úteis após o vencimento. Não! Por quê? Não. Este prazo é para cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos. por exemplo. para a cobrança do aceitante também não é preciso protestar antes. não devolver e pode oferecer uma defesa. o protesto para a cobrança do Devedor Cambiário Principal. Isto é o chamado contraprotesto. enfim tiver algum vício de forma que se possa constar. O Oficial só não vai fazer o protesto se o título tiver vício de forma. o Oficial terá que tirar o protesto (entenda-se realizar) o protesto. Quando se diz tirar o protesto entenda-se efetivar. não tiver a data (lembram do cheque sem data?). porque nem precisa protestar. vício formal extrínseco.

Simprônio credor. Qual é o prazo segundo o Decreto 57. você tem que levar o título no cartório para protesto no dia . Mas há controvérsia sobre este prazo.DCD). o sacado. entenda-se. ou seja. que é endossante é Devedor cambiário Indireto (DCI).178 Olha só o que acontece: Uma letra de Câmbio aqui. Simprônio tem que fazer o protesto dois úteis. No vencimento. Quando eu digo fazer o protesto. Para a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) o Simprônio tem que efetuar o protesto tempestivo. vai cobrar de quem? Do aceitante. O Simprônio vai poder cobrar do sacador? Não. então. O sacador é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). se o prazo venceu no dia 10/10/2003 o protesto tem que ser feito no dia 11/10/2003.663/66? Se o título venceu dia 10/10/2003. posição absolutamente isolada. Quem é o devedor principal deste título? O sacado que efetuou o aceite (Devedor Cambiário Direto . Para que o Simprônio tem que fazer o protesto? Para assegurar o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Se no vencimento o sacado não pagar o que Simprônio tem que fazer? Simprônio tem que fazer o protesto. Se o Simprônio faz o protesto no dia 15/10/2003? Simprônio perderá o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Caio endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI). até o dia 12/10/2003. a saber: Primeira posição: O prazo é de dois úteis após o vencimento. Segunda Posição: O prazo é de apenas um dia útil. E aí segundo a LUG (Decreto 57663/66) o prazo será de dois após o vencimento. O sacado efetuou o aceite porque ele assinou o título. O Simprônio vai poder cobrar de Leonardo? Não. Se o Simprônio não efetuar o protesto ele poderá cobrar de Caio? Não. Este é o entendimento do Professor Fran Martins. Tício endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI) e Simprônio que é endossatário será o credor. O Leonardo que é endossante é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? Leonardo. Sacador Sacado Leonardo (beneficiário) Caio Tício Simprônio Leonardo endossou para o Caio que endossou para o Tício que endossou para o Simprônio.

Na prática é central de compensação. ou seja. claro que este prazo é em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). então. Olha que interessante: Eu tenho uma conta aqui num banco do Rio de Janeiro e estou lá em São Paulo. Vocês sabem o que quer dizer isto? Aproveitando o ensejo vamos esclarecer que para fins de prova considerase mesma praça. E para a cobrança do endossante do cheque precisa protestar? Se fosse aplicar a regra geral precisaria porque o endossante é (DCI). Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias mesma praça e sessenta dias praça distinta. E o cheque? O cheque é diferente. Quando eu digo prazo. Se você não aplica a LUG qual outra legislação que você vai aplicar? O Decreto 2. foi objeto de reserva e o Brasil diz: Não quero aplicar a alínea terceira do artigo 44 da LUG. dar entrada no cartório. emito um cheque. terceira alínea do Decreto 57663/66 vez que foi objeto de reserva. a Lei Uniforme de Genebra mesmo fica na parte do Anexo I e o Anexo II são as cláusulas de reserva. você não precisa protestar o cheque basta você depositá-lo. A LUG. coloco no cheque Rio de janeiro. Mas olha só o que acontece: A lei do Cheque diz que para cobrança do cheque não precisa haver o protesto e o que substitui o protesto do cheque é a declaração do banco dizendo que o cheque foi apresentado e devolvido. Foi objeto de reserva número nove do Anexo II e esta diz: Não aplicar o artigo 44. Anexo I e Anexo II. Mas como assim é diferente? Muita gente me pergunta se é preciso protestar para cobrança do emitente do cheque. Município diferente. quais sejam. OBS: Na hora da prova se perguntarem a vocês qual é o prazo para protestar a Letra de Câmbio e a Nota Promissória. terceira alínea. trinta ou sessenta dias? . e como é de costume. Qual é o prazo para depositar o cheque e assegurar a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? É o prazo de apresentação. O protesto mesmo será efetuado dias depois porque o cartório terá que obedecer àqueles procedimentos. O protesto mesmo pode nem efetivado uma vez que o devedor poder realizar o pagamento.179 11/10/2003. onde esta lei tem três partes. entenda-se levar o título ao cartório para o protesto. Qual é o prazo na Duplicata? É de trinta dias a contar do vencimento o protesto por falta de pagamento. Primeira posição de Fran Martins é de dois dias úteis após o vencimento e todos os outros defendem um dia útil. 10 de novembro de 2003. O artigo 44. o emitente é Devedor Cambiário Direto? Não precisa protestar para cobrança do emitente do cheque (DCD). e o prazo deste Decreto 2. Por quê? Defendem um dia útil em razão do seguinte: Lembram que eu falei sobre a LUG. parte introdutória. Eu pergunto a vocês: Qual será o prazo de apresentação. terceira alínea. será de apenas um dia útil porque você não aplica o artigo 44.44/08 previsto no artigo 28 é de um dia útil. o Município e praça distinta. Lei Uniforme de Genebra. Aí o cheque vai ser depositado lá na cidade de São Paulo.044/1908 tem quase cem anos.

é até o vencimento do título. Prazo para protesto por falta de aceite e de devolução: Claro que aqui estou falando dos títulos que apresentam a figura do aceite. EFEITOS DO PROTESTO: 1º) O protesto por falta de aceite torna o título exigível antes do vencimento (obs: explicarei mais tarde). E o prazo de apresentação vamos ver daqui a pouco. Olha uma questão interessante: Prazo de apresentação. Como diz o Professor Alexandre Câmera: “Pouco importa o nome do protesto o que interessa é o pedido do protesto. por exemplo. é claro que esta ressalva que eu estou fazendo não dispensa o protesto para fins de falência. nestas circunstâncias. Qual é o prazo que Rômulo tem para protestar por falta de aceite? Dia 10/12/2003. Colocam os dois. mas o que você leva em consideração o local onde você tem conta e o local onde você emitiu o cheque ( Princípio da Literalidade). O cheque pode ser depositado até no Japão. esta é a regra. Muitos cartórios ficam em dúvida de qual protesto vai se fazer. Qual é o prazo que o Rômulo tem para apresentar esta Letra de Câmbio para Cláudia fazer o aceite? Até o dia 10/12/2003. Tem aceite na Duplicata? Tem aceite na Letra de Câmbio? Tem aceite. Ex: Eu passei uma Letra de Câmbio para o Rômulo cujo vencimento é para o dia 10/12/2003. É o local de emissão e o local que você tem a conta.180 Trinta dias. porque vale o que está escrito no título embasado no Princípio da Literalidade. . O protesto tem que ser sempre tempestivo. Se ele apresentar no dia do vencimento. em regra. O prazo do protesto é o prazo de apresentação. Pouco importa o local em que o cheque será depositado. 2º) O protesto se é tempestivo viabiliza a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Lá em são Paulo. 3º) Serve de parâmetro para fixar o termo legal da falência – artigo 14 da Lei Falimentar. pois o que você deve considerar é a mesma praça ou praça distinta. pouco importa se o protesto é por falta de pagamento ou por falta de aceite. E se ela não aceitar e pagar? Ele vai levá-la a protesto por falta de aceite. ele está apresentando a letra tanto para aceite quanto para pagamento. O cheque é diferente porque nem precisa protestar. o local que eu tenho a conta é no banco do Rio de janeiro e o local da emissão eu coloquei também Rio de Janeiro. por falta de aceite ou por falta de pagamento. e no exemplo. eles colocam protesto por falta de aceite e pagamento. cheque você não apresenta para aceite e sim você apresenta uma única vez para pagamento. mas o nome que o cartório vai dar. Qual é o prazo de apresentação? O prazo de apresentação é até o vencimento (em regra). pouco importa. e a Nota Promissória. isto é. o que importa é que o protesto tem que ser tempestivo”.

Ele não influencia o direito material. não caucionando o Juízo ele não defere a liminar. então agora interrompe. Prática: Juízes concedem a liminar se você caucionar o Juízo.000. Caucionou o juízo. . eu nunca vi isto na vida”. como estão me chamando a pagar uma duplicata? E diz ainda: Esta assinatura não é minha. A ação Cautelar de sustação do protesto é antes ou depois do protesto? A ação cautelar de sustação do protesto é ajuizada antes do protesto. aliás. Qual seria a medida cabível no caso acima? Seria a propositura de uma ação cautelar de sustação do protesto e o fundamento legal.181 4º) Viabiliza o requerimento de falência pela impontualidade – artigos 1º e 10 da Lei Falimentar. ou seja. A lei está dizendo que interrompe. II do novo Código Civil. Ocorre que. garantir o Juízo. Toda a Jurisprudência era contrária a isto e agora vem o novo Código Civil dizendo que o protesto interrompe o prazo prescricional. conforme o caso. pelo novo Código Civil o protesto interrompe o prazo prescricional e isto está previsto no artigo 202. com pedido liminar. II do novo Código Civil. A ação cautelar de cancelamento é quando o protesto já foi efetivado. O protesto interrompe ou não interrompe o prazo prescricional? Interrompe porque contra força não há resistência. tem até Súmula do STF sobre o tema. ele tem importância para fins processuais.00 (cento e cinqüenta mil reais). Aqui é outra ação cautelar chamada de ação cautelar de cancelamento do protesto. seria o poder geral de cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 17 Lei 9492/97. Vamos esquecer um pouco a doutrina e vamos para prática novamente: Vamos imaginar que nosso amigo aqui é surpreendido em casa com a intimação de um protesto com o seguinte conteúdo: “Comparecer ao cartório para pagar uma duplicata no valor de R$150. Qual é a medida processual cabível neste caso? Poder geral de Cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 26 da Lei 9492/97. O protesto interrompia a prescrição? Bom até hoje não. além do periculum in mora e o fumus boni iuris. o Juiz nem olha e concede a liminar. apesar de toda construção jurisprudencial é no sentido contrário e até a Súmula 153 do STF que dizia que não interrompia agora esta Súmula foi cancela pelo artigo 202. o novo Código Civil deu este efeito ao protesto. presente em toda ação cautelar. Se você não caucionou o Juízo aí o Juiz vai olhar. E se nosso amigo demorar um pouquinho para conseguir isto porque o procedimento do cartório dura em regra três dias? O protesto será efetivado e o nome do nosso amigo vai ser negativado. O Oficial do cartório vai levar isto em consideração? O oficial não pode fazer nada. mas em geral. É sustar o procedimento do protesto. Caberia uma declaratória com antecipação de tutela? Até caberia. E o nosso amigo olha e diz: “Eu nunca comprei nada. mas por este meio seria muito mais difícil. sob pena de protesto”. E a prática como perguntou nosso amigo? A Defensoria Pública sempre pergunta: Qual a medida judicial cabível para o teu assistido? Você vai entrar com uma cautelar de sustação ou de cancelamento. O protesto tem efeitos meramente processuais.

ela ficou com o nome negativado. Mas ela vai ao banco e paga. Na prática isto inviabilizaria o crédito. Isto prejudicaria o ex-devedor? Claro que prejudicaria. ao consultar os cadastros jogava no sistema vinha lá escrito: “Protesto”. isto na prática. mas acaba na prática sempre prejudicada. Mas para parte da doutrina o pagamento não deveria dar ensejo ao cancelamento do protesto. ela não se vinculou ao título. em Pontes de Miranda. Assim na prática um protesto por falta de aceite que não deveria manchar o nome de ninguém acaba manchando. logo. porque ela não deve nada. Cabe uma ação para retirar o nome da pessoa protestada por falta de aceite porque não se trata de hipótese de mau pagador. Outra questão: Ela está devendo o cheque especial. de mau pagador. contra nosso amigo ali. Então esta é só uma observação a ser feita para quem vai fazer prova para a Defensoria Pública. O protesto por falta de aceite não deveria manchar o nome porque a pessoa não aceitou. Assim com base nesta expressão da Lei “qualquer interessado”. Agora no protesto por falta de aceite. em favor da nossa amiga no valor de R$ 50. não é obrigação do credor. Cláudia para cobrar de Leonardo vai fazer o quê? Cláudia vai ter fazer o protesto por falta de aceite. portanto. na galera que já foi há muito tempo. as Câmaras Cíveis do nosso Tribunal negando pedido de danos morais. cinco anos depois ele vai lá e paga. Outro questão onde a doutrina se distancia da prática: Primeira coisa: Leonardo saca um Letra de Câmbio. o protesto que pode manchar o nome de alguém é o protesto por falta de pagamento. a pessoa não é devedora porque não se vinculou ao título. Olha o que acontece: A lei sendo elaborada para quem não trabalha na prática. que feito um protesto por falta de pagamento. leigo.000. Protesto por falta de aceite e aí eu pergunto: O nome de quem vai ficar negativado? Do sacador ou da sacada? Da sacada.00 (cinqüenta mil reais) para ela pagar a Cláudia. é devedor e não pagou. entenderam que o próprio devedor é que pode pedir o cancelamento do protesto. não pagou e o banco foi lá e protestou. hoje. Deveria? Não porque o protesto foi por falta de aceite. esta é a prática. o banco protestou e ela foi lá e pagou. mas se você não caucionar ele costuma ouvir a outra parte. . eu na época como Gerente de um banco. Pergunto a vocês: De quem é a obrigação de tirar o nome dela do protesto: É dela ou do banco? Quem tem que ir ao cartório e cancelar o protesto? Para o Professor se for um erro do banco ele tem a obrigação de ir ao cartório e retirar. por exemplo. o devedor com o recibo do pagamento é só levar lá e pedir o cancelamento do protesto. Outra questão interessante sobre o cancelamento do protesto e outra viagem da doutrina: A doutrina entende com base. Nossa amiga vai pagar? Não. Eu sabia a distinção entre protesto por falta de aceite e por falta de pagamento? Não. mas antes da Lei 9492/97 era diferente. a partir desta lei o cancelamento do protesto pode ser pedido por qualquer interessado previsto no artigo 26 caput da Lei 9492/97.182 Se você caucionar o Juiz defere a liminar inaudita altera parte (sem ouvir a outra parte). agora se realmente ela estava devendo. E que se tem que fazer? Tirar aquela anotação do passado negro do nosso amigo ali.

o que a doutrina sempre entendeu que não era possível cancelar e desaparecer àquela anotação. obrigatório ou é facultativo? Existe alguma diferença entre necessário e obrigatório? A diferença é entre ônus e obrigação. Qual a diferença entre ser um ônus ou ser uma obrigação? Ônus é um encargo. Eles entendem que deveria vir assim. diz: vou pagar esse título no vencimento. cancela-se o protesto e quando for tirar uma certidão esta não vem escrito absolutamente nada. O sacado . Ônus. E em relação Devedores Cambiários indiretos (DCI). Em relação ao devedor principal (DCD) o protesto é uma faculdade. logo. o ônus da prova. você deixa obter uma posição jurídica mais privilegiada. fala em cancelamento do protesto pelo pagamento. em relação aos (DCI) o protesto é um ônus. se você não oferece provas. É assim que deve ser. Deu confusão na jurisprudência e foi parar lá no STJ e o STJ entendeu que a partir da Lei 9492/97 cancela-se o protesto pelo pagamento. Eles entendem que deveria vir à anotação do protesto. ou seja. foi protestado. você apenas deixa de ter direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Hoje. mas que não retiraria a anotação daquele protesto. mas com esclarecimento de que já foi pago. Prejudicaria isto na prática? Claro que prejudicaria. você deixa de ter uma posição jurídica mais privilegiada. você recebe uma sanção. E em relação ao protesto quanto aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? Se você não protestar você recebe uma sanção? Não. ainda assim vinha a anotação do protesto. OBS: Faculdade – Fazendo ou não. Em relação à obrigação. mas já foi pago. o pagamento cancela o protesto. se não cumprido. O protesto em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) é um ônus e em relação aos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é uma faculdade. que se cumprido. mas já foi pago. Então existe uma verdadeira confusão na doutrina a partir da Lei 9492/97 porque esta Lei 9492/97 em seu artigo 26. Portanto. Natureza Jurídica do Protesto: Depende. há nenhuma alteração no mundo jurídico. No cadastro virá: Foi protestado. Ônus é a opção do necessário. mas com o esclarecimento do pagamento ou não pagamento. ao passo que no ônus há uma alteração no mundo jurídico porque se cumprido. Quando o sacado assina o título reconhece aquela dívida. embora houvesse o pagamento. Virá a anotação do protesto. é como se fosse uma anotação na FAC (folhas de antecedentes criminais). você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. se você não a cumprir. 18ª Aula – 06/12/2003 ACEITE: O aceite nada mais é do que assinatura do sacado no título. por exemplo. hoje.183 Para esta parte da doutrina eles entendem que basta apresentar o recibo de pagamento. o protesto é necessário. portanto. Antigamente prevalecia o entendimento dos ultrapassados que diziam não ser isto possível. se pagou. mas virá com o esclarecimento de absolvido. você deixa de ganhar a ação. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada.

Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? NÃO é o vencimento antecipado. Qual a diferença entre vencimento antecipado e tornar o título exigível antes do vencimento? É a cobrança de juros. mas e a cobrança de juros? . o que é que substitui o aceite na duplicata? É o protesto e o comprovante de entrega da mercadoria. é tornar o título exigível antes do vencimento. Sacador é quem tem o título. o protesto com o comprovante de entrega da mercadoria já substitui a assinatura. na verdade. OBS: Fenômeno que ocorre que tem na LUG é o ACEITE POR INTERVENÇÃO. já vinculou. assinou já vinculou. porque se o sacado não pagar. Na Letra de Câmbio o sacador Leonardo dá uma ordem ao sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. Na prática é quase a mesma coisa. quem criou o título pode cobrar 5 mil reais do sacado em 15/01. da sua assinatura em aceitante. O aceite na duplicata não existe mais na prática. SACADO . e diz que aceita pagar e assina no verso do título. Tem assinatura do devedor no título? Não só se vincula ao título quem o assina. Vai apresentar para o sacado. e no dia 15/01 pode cobrar. Quem pode efetuar o aceite? Quem faz é o sacado.CREDOR.SACADOR . Você vai pagar? Apresenta o título hoje a ele. Antes de 15/01 a credora vai levar o título na casa do sacado e diz: o sacador está mandando você me pagar 5 mil reais em 15/01. O aceite na duplicata não é mais utilizado. Então o ACEITE é a simples assinatura do sacado no título transformando-o em ACEITANTE. o aceite caiu em desuso. a credora tem que protestar por falta de aceite. o título é apresentado para o devedor direto para pagamento porque se ele não pagar. Quase ninguém já viu letra de câmbio. também chamado de devedor principal. É na casa do devedor. se assinou. suposto devedor. mas ainda cai em prova. dia 15/01 ao beneficiário. ele se transforma através do aceite. que segundo a LUG é devedor cambiário direto. Uma declaração cambial. porque aqui no Brasil utilizamos a duplicata. O aceite não existe na prática. mesmo sem a assinatura dele no título. a partir do dia do protesto. é só para prova. E o aceitante é o devedor principal do título. entrego para A. portanto. ocorreu protesto por falta de aceite em 06/12/2003. é obrigação quérable ou quesível. é o devedor cambiário direto. já a partir de hoje o credor pode cobrar do sacador. no dia 15/01 ela vai voltar na casa dele para receber. quem cria o título. O aceite serve para dar a oportunidade ao sacado de dizer se vai ou não pagar o título transformando ele de mero sacado que não é devedor cambiário em aceitante. unilateral de vontade. se este não aceitar. e na duplicata não precisa apresentar para aceite. O aceite é uma obrigação portable ou quérable? A obrigação tem que ser cumprida no domicílio do suposto devedor ou do credor? A credora é que tem que ir na casa do sacado para que ele efetue o aceite. Vencimento do título em 05/07/2004.184 que não é devedor cambiário. (esquecer duplicata agora).

ele que será intimado. já a partir desta data o Tício que é credor pode exigir o pagamento do Leo. ACEITE POR INTERVENÇÃO (artigo 56 da LUG – Dec 57663) Pode ser indicado no título mais de um sacado. QUESTÃO PRÁTICA: O título vai ser protestado o nome de quem vai aparecer lá no protesto. o sacado vai ser intimado. Só se torna devedor se ele reconhecer a dívida. assinando o título. O credor só pode exigir o título do sacador. este recusando o aceite. O aceite por intervenção como regra. aí antes de efetuar o protesto. é só lembrar do Princípio da Literalidade. mas aí tem o aceite por intervenção. mas se essa outra pessoa indicada como possível interventor fizer o aceite. o Tício vai levar a LC a protesto. coloca no próprio título. vai ao cartório e o aceita em nome próprio.185 Só ocorre esta a partir de julho/04. o credor tem que apresentar a LC para todos eles antes de protestar por falta de aceite. o credor vai poder exigir o título a partir do protesto. isso é um problema que ocorre na prática. o credor pode discordar? Não. for concretizado o protesto. para fazer ou não o aceite? O nome do sacado. OBS: Se o nome do interventor constar no título. só tem assinatura no título do sacador. Se não for efetivado o aceite. Então se eu saquei uma LC. Nós já sabemos a principal importância da recusa do aceite. Quem vai ficar com o nome “sujo” é o sacado e não deveria ficar com o nome sujo porque o aceite na LC é facultativo. com possível intervenção de Maria Lúcia ou qualquer outra pessoa. O sacado enquanto sacado não é devedor. o dia que for feito este o título passa a ser exigível já desde o protesto. o credor não pode recusar essa intervenção. depende da anuência do credor. exigir do sacador. princípio da literalidade. O sacador se for malandro pode fazer o seguinte: o sacado é o Caio. com uma observação: se for feito o protesto por falta de aceite o maior prejudicado é o sacador que terá que pagar o título antes do vencimento. Vencimento 15/07/04. O credor pode exigir o pagamento deste título do sacado ou do sacador? Ou dos dois? O sacado assinou o título. princípio da literalidade. A credora tem que concordar com esse aceite. que foi quem criou o título. quem será intimado para comparecer em cartório. Só se vincula ao título quem o assina. levou o título a protesto. em favor do Tício. porque sacado não é devedor. que é tornar o título exigível desde o protesto. se transformar em aceitante. o sacado vai ou não efetuar o aceite? Aí pode surgir um terceiro. não fez o aceite. com a intervenção da Maria Lucia? Não. por exemplo: Caio (sacado) pode surgir sua irmã querendo aceitar em nome dele. quem decide se aceita ou não é o credor. pode cobrar do Caio? Não. ela será a devedora. só se vincula ao título quem o assinou. Leo sacador e Caio sacado. . Importante: O aceite na LC é FACULTATIVO. quando Tício apresentar o título para aceite a Caio. e se o protesto tenha sido feito em 15/12/03. Se o sacado não for fazer o aceite. este só é devedor se fizer o aceite.

ele apresenta hoje. faz com que ele perca o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos”. mas . perde o direito de cobrar do sacador. A dificuldade vem agora: Qual é a conseqüência para a perda do prazo de aceite? Diz o art 53 da LUG: “a perda do prazo por parte do credor. se refere a tornar o título exigível antes do vencimento. para aceite. vai vigorar mais de uma vez o princípio da literalidade. ela levar o título a protesto e mesmo o título vencendo em 15/04/04. a partir desta data. Ele só vai poder cobrar de quem? Se o sacado pagar. Quem defendeu essa tese foi o desembargador Paulo Lara (exexaminador da Magistratura) prova oral: se não apresentar o título para aceite. etc. ele recusa. se ele não efetuou o aceite não é devedor. é que se perder esse prazo de apresentação para aceite o credor perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos. prestação de serviço. obrigado a pagar hoje. ou seja. respeitada o prazo prescricional. dos endossantes. se perder esse período ela só vai poder apresentar o título para pagamento na data do vencimento. Prazo para apresentação para aceite: Pode ser um instrumento do sacador para evitar o vencimento antecipado. porque assinou. O sacador mesmo que o título não seja apresentado dentro do prazo para aceite. dos avalistas dos sacadores. se expirado o prazo do artigo 53. ele permanece vinculado ao título. ela já pode apresentar o título a partir de hoje. ele vai poder executar alguém? Não poderá executar ninguém. Pode cobrar do sacador? O candidato disse que não. não apresentou o título para aceite perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos e o sacador é devedor cambiário indireto. e aí pelo menos está perto do vencimento. Vencimento do título em 15/04/04. ele pode pegar aquele título e propor ação de conhecimento como: ação monitória. eu posso colocar: saquei o título hoje. mas o sacador pode mudar. dia 06/12/03 em favor da Lúcia. o prazo para apresentar o título para aceite é até o vencimento. Então o sacador pode fazer o que quiser com esse prazo de apresentação para aceite. colocando isso: 10/03/04 ela só vai poder levar lá na casa do sacado. esse título só é passível de aceite a partir de 10/03/04. Há uma outra parte da doutrina aplicando um dos artigos do Anexo II que diz: qual é a única conseqüência de você perder o prazo de apresentação para aceite? A conseqüência seria eventuais perdas e danos e continuaria com direito de cobrar do sacador. Então eu posso escolher a data para apresentação. mesmo que o título não seja apresentado para aceite. O entendimento de parte da doutrina.186 Se constarem vários sacados na LC o credor deve apresentar a letra a todos eles antes do protesto. ou seja. mas vou correr o risco de que se o sacado recusar o aceite hoje. ou seja. Para toda a doutrina. Em regra. saquei o título hoje. ela pode cobrar já a partir do protesto. ele perde o direito de ação e não pode cobrar ninguém e aí o desembargador achou absurdo a resposta do candidato. e disse que o sacador sempre está vinculado a LC. por toda vida. passou o vencimento pode executar o sacado? Não. Eu posso colocar ainda: esse título só é apresentável para aceite entre 01/01/04 a 10/03/04. ela vai apresentar para o sacado. ação de cobrança em razão da relação jurídica causal. se o sacado não pagar.

Na Letra de Câmbio há três partes: sacador – sacado – beneficiário. aí vou construir um prédio. aquele termo que diz qual foi à causa da dívida. Ele me deve 60 ou 120 mil reais agora? Continua devendo 60 mil reais. Se tivesse causado novação. Então a jurisprudência nesses contratos de massa.Quando eu for executar esse cheque que voltou sem fundos. Quando o banco estiver executando. Ocorreu a novação ou não? Não. e assinam também uma nota promissória para prestações. só que as notas promissórias foram endossadas para um terceiro de boa fé. tenho um terreno. Pega essas notas promissórias endossa para um banco e com isso apanha com o banco um empréstimo. É ponto pacífico na doutrina e na jurisprudência. vocês vão poder alegar a ausência de causa para exibição desses títulos. portanto. diz que os títulos estão de tal forma atrelados aos contratos. é apenas uma outra forma de documentar a mesma obrigação. tecem um contrato. declaração. facultativo. só que ao invés de construir o prédio. OBS: A Nota Promissória Vinculada a Contrato – é o que pode cair em prova. Para executar uma NP não precisa protestar. e junto com esse contrato ele assinou um cheque para mim. por que ela exige isso? É porque certamente ela quer utilizar as notas promissórias como garantia de empréstimo bancário. anexo a esse documento 6 notas promissórias de l0 mil. não causa novação. contrato. o que já tratamos. as pessoas que compraram ficam sem o apartamento. que uma vez constatado o ilícito na relação causal. A jurisprudência vem entendendo nessas relações que esses títulos estão vinculados de tal forma ao contrato. porque já tinha o contrato. O emitente da NP é o devedor principal. porque que ele é meu devedor. Então a assinatura de título de crédito vinculada a contrato. OBS: Não vale a pena citar isso em prova ele não está mais na banca. A construtora não precisava pedir assinatura dessas NP. não poderão alegar isso. Quando ele assinou a NP. isso contamina os títulos. Vinculou um título a um contrato. ele pode alegar em sua defesa que eu não prestei o serviço? Pode. que o emitente da . mesmo em se tratando de um terceiro de boa fé. E o beneficiário é o credor. os avalistas. que eles perdem a sua forma executiva. pessoas já compraram na planta. pós-datado. Em termos práticos é o seguinte: eu prestei um serviço na casa dele. ele tem contrato de prestação de serviço onde diz que pela prestação de serviço me pagará 10 mil reais. ele entendia que o credor perdendo o prazo. desaparece com o dinheiro. porque para cobrar do devedor principal o protesto é dispensado. sempre entre as partes originais vai ser possível discutir a relação jurídica causal. assinou um papel dizendo: devo ao Leonardo 60 mil reais. NOTA PROMISSÓRIA: Na Nota Promissória há duas partes: O Emitente e o Beneficiário.187 para Paulo Lara. as pessoas poderão alegar que não receberam o apartamento? Se aplicar as regras só do título de crédito. o sacador continuaria vinculado ao título. Após a sua criação na NP podem surgir os endossantes. ou seja. exemplo prático: sou uma construtora. porque se causasse novação as partes não poderiam discutir a relação causal. Um termo de assunção de dívida.

Então a jurisprudência entendeu que o extrato de conta corrente não dá liquidez a execução fundada em contrato de conta corrente. para se vincular um título a um contrato em definitivo. a NP a ele vinculada também não tem liquidez. Aí a jurisprudência disse: essa NP está vinculada ao contrato de conta corrente e se o contrato de conta corrente não tem liquidez. Isso é uma posição exclusivamente jurisprudencial. serve como referência. Na prova. aval. Porque aqui sim. essa vinculação. se o título não pode ser endossado. que a NP vinculada ao contrato de conta corrente não tem liquidez. ele jamais vai se desvincular da causa. protesto. endosso. Importante: Só o aceite não se aplica a NP. uma certeza de que a dívida é realmente aquela. Para vincular o título além de mencionar no verso do título. o título continua vinculado a sua causa. a referência do negócio. tiravam extrato e ao invés de executar o contrato com o extrato. é só este que purifica o título. então como é um lançamento unilateral o banco não pode executar aquilo. porque a lei não diz isso. você vinculou o título. basta olhar a cláusula não a ordem. Segundo a Súmula 387 do STF toda vez que o devedor emite um título em branco com lacunas. porque a vinculação de um título de crédito a um contrato. você tem que pagar o título e depois correr atrás do vendedor. ele está dando ao credor o direito de preencher. já é criada . qualquer tipo de lançamento sem a participação do correntista. você coloca a cláusula não a ordem. O endosso tem o efeito purificador. Entenderam que a NP estaria vinculada ao credor de conta corrente. Essa decisão é exceção a regra. Como é criada pelo próprio devedor principal não está sujeita ao aceite. então pegava o contrato de conta corrente. Os bancos antigamente faziam o seguinte com cheque especial: um correntista estava com a conta negativa. porque esta não é passível de aceite. a LUG não fala nada de liquidez por contaminação do contrato. já assentou entendimento através da Súmula 258 do STJ. eles olhavam o valor e preenchiam a NP anexando o saldo e executavam agora a NP e não o contrato. etc) Só isso vincula o título? Pela letra da lei não. de mora. e o cara não lhe entregar o carro. placa tal. Essas decisões têm cunho mais social que jurídico. tem que dar aqueles lançamentos uma liquidez. pela regra do direito cambial. passou a exigir que os correntistas assinassem uma NP em branco. A jurisprudência naquelas causas de massa. A jurisprudência entendeu que aquela execução não deveria prevalecer por falta de liquidez. Então o valor de juros. (refere-se a compra do automóvel tal. nem no novo Código Civil nem em lugar nenhum. Daí o banco esperto. para ele realmente ficar vinculado depende de alguns pressupostos: Como é que se pode vincular um título de crédito a um contrato? Coloca-se no verso da NP ou cheque. se esse título for endossado. vinculada de tal forma que perderia até a liquidez. porque aí você evita o endosso. Sobre NP tudo que foi falado sobre LC. O título com a cláusula não a ordem não pode ser endossado. etc. porque o banco faz os lançamentos de forma absolutamente individual sem a participação do cliente. tirava o último extrato juntava com o contrato e promovia a execução. quando tiver nominal a fulano.188 nota promissória pode alegar que não vai pagá-lo por não ter recebido o apartamento. se não tiver o endosso. Já caiu em prova a questão acima. também se aplica às notas promissórias. documento tal. ou por ter sido enganado na venda de computadores pela TV por exemplo.

Qual é o documento que dá origem a duplicata? É a fatura.Requisitos da Duplicata Artigos 6º e 7º . agora se a pergunta for: Qual é o único título que o vendedor pode criar com base na compra e venda mercantil? Aí sim. DUPLICATA: Amparo legal ( lei 5474/68 – legislação supletiva – LUG – decreto 2044 e novo código civil). Esse artigo tem por objetivo claro. Dificilmente caíra em prova NP. Pode uma duplicata representar mais de uma fatura? Não pode. se o título for criado pelo comprador não há nenhuma restrição. ou a prestação de serviço? É a duplicata. pode pagar com cheque. Se não existisse a duplicata. Pode outro título representar a operação de compra e venda mercantil ou a prestação de serviço? A pergunta foi essa. acrescido de letras (A B C D) todas ligadas a uma mesma fatura. segundo o artigo 2º da LUG. É o que a lei está dizendo. ele só pode justificar a recusa do aceite alegando as matérias do artigo 8º da Lei 5474/68. só a vinculada a contrato. principalmente no pagamento parcelado o número da duplicata será um só. O artigo segundo quer dizer que o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. que tem 10 dias para refletir se aceita ou não a duplicata. com cheque. vendeu 10 sacos de farinha para o comprador. só a duplicata. ele dá uma ordem para o sacado para pagar a ele mesmo ou ao beneficiário – art. Prova MP: Qual único título no Brasil que tem como origem obrigatoriamente a compra e venda mercantil. neste prazo tem que devolver a duplicata com aceite. A lei diz: no ato de emissão da fatura dela poderá ser extraída duplicata “não” sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do vendedor contra o comprador. uma fatura pode dar origem a várias duplicatas. foi objeto de prova específica do MP. a resposta é a duplicata. qual é o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. Qualquer título pode representar a compra e venda mercantil. que hoje em dia está junto com a nota fiscal. qual o outro título que o vendedor poderia criar para representar o seu crédito na compra e venda mercantil? A Letra de Câmbio porque nesta. mas quando criaram a duplicata. posso emitir 5 duplicatas.Falam da apresentação da duplicata. . tem a fatura. a letra de cambio caiu em desuso. Vendi para ele 50 mil reais para pagar em 5 vezes. 3º da LUG. pode pagar de qualquer forma. eles utilizavam a LC.189 já com assinatura do devedor principal. O inverso é possível. Esse artigo 2º tem por objetivo vetar apenas a LC. ela é apresentada ao sacado. Antes de existir a duplicata no Brasil. ou sem o aceite de forma justificada. A correta interpretação do artigo segundo é a seguinte: Temos o vendedor (sacador). Criada a duplicata. Posso criar um outro título de crédito para representar a compra e venda mercantil? Muitos dizem que “não”. Qual é o único título que o vendedor pode criar com base nesta fatura? É a duplicata. proibir a emissão de LC. O comprador pode pagar essa compra e venda com dinheiro. uma duplicata só pode ter origem em uma única fatura. Agora o comprador pode pagar com qualquer título (cheque normalmente). Artigo 3º . embora não diga expressamente.

O artigo 9º . Qual é a conseqüência de não protestar em tempo hábil? Perde o direito de cobrar. Em razão do selo fiscal a duplicata era de saque obrigatório. Artigo 23 – TRIPLICATA: O artigo 23 está todo errado do começo ao fim. ele não vai querer assinar de novo. pois era obrigatório o saque. O artigo 23 é quase um equívoco em razão da legislação antiga. O saque da duplicata é facultativo ou obrigatório? Toda vez que tem uma compra e venda mercantil. levava a duplicata na inspetoria de fazenda e tinha que pagar o tributo e colocar o selo fiscal na duplicata. que só é aplicável as duplicatas sem aceite. Quem aplicar o artigo 23 erra. que também tem no CPC. sacava uma duplicata e tinha que ter o selo fiscal. era um documento fiscal.Com a cobrança do ICMS. tributário. da venda. tem que promover a ação judicial. estou trazendo uma triplicata para você. porque não tinha ICMS. e aí está o maior erro do artigo 23. . com muito mais razão é de saque facultativo. ele terá razão porque não vai querer se vincular duas vezes ao título. o valor do selo dependia do valor da duplicata. no valor de 100 mil reais. seu saque era obrigatório. você aceitou. O saque da duplicata é facultativo. cobrava como imposto. Na compra e venda mercantil com prazo igual ou superior a 30 dias obrigatoriamente tem que ter a fatura. Quando a lei diz: Obrigará o vendedor a sacar uma triplicata é mentira. Coelho. era um título que servia mais ao fisco que ao próprio comerciante. Não existe mais o selo. Importante: Saquei uma duplicata contra A. toda compra e venda tinha que ter duplicata. Para Fabio U. Antigamente a duplicata não era um título de crédito. hoje a duplicata é de saque facultativo. ele fez o aceite. parágrafo 4º. se a duplicata estiver sem o aceite e se ocorrer a perda ou extravio da duplicata com aceite. o rol é taxativo. se ele ficar na mão de terceiro de boa fé terá que pagar aos dois. da época que a duplicata era de saque obrigatório. A perda ou extravio de duplicata com aceite não aplica o artigo 23. a triplicata que é segunda via da duplicata. pois há sistema próprio de cobrança do ICMS.Fala do pagamento. segundo o artigo l3. Fran Martins. obrigatoriamente tem que ter uma duplicata? Não. Para o protesto da duplicata o prazo é de 30 dias após o vencimento. não aplica o artigo 23. Luiz Emídio e jurisprudência. ele esquece de dizer que a perda ou extravio da duplicata só pode dar origem ao saque da triplicata. prevista no artigo 36 do Decreto 2044 – Ação Judicial de Restituição de Títulos Perdidos ou Extraviados. Cuidado: Cuidado com o artigo 23. o saque da triplicata é facultativo. A duplicata que é primeira via é de saque facultativo. apresentei ele aceitou. O rol do artigo 8º é taxativo ou exemplificativo? Há duas correntes: Para Rubens Requião o rol é exemplificativo. obrigará o vendedor a extrair a triplicata.190 O artigo 8º diz quando o comprador pode recusar o aceite. porque senão está obrigando o sacado a se vincular a dois títulos. chego para ele três dias depois e digo para o aceitante que perdi aquela duplicata. Waldir Bugareli. Em caso de perda ou extravio da duplicata.

DCI. Foi incorporada pelo Direito Brasileiro pelo Decreto 57595/66. é devedor principal. que aí seria uma Lei Internacional. denominado beneficiário. tem o Anexo I e o Anexo II. a legislação supletiva é a legislação sobre letras de câmbio. Em Genebra. O beneficiário. temos o Banco Sacado e temos o Beneficiário. a falta de devolução. 19ª Aula – 13/12/2003 CHEQUE: Legislação Aplicável – Lei 7357/85. ele tem a parte introdutória. Se os dois forem omissos a legislação subsidiária. Então para cobrança judicial do eminente é dispensável o protesto. para cobrar do DCD precisa protestar? Não. Então na verdade a legislação é a lei interna sobre o cheque. que emite o cheque. na mesma época em que foi aprovada a LUG. Nós temos como se fosse uma LUG sobre cheque. CREDOR. Essa é a nossa chamada lei interna sobre cheque. Esse Decreto tem a mesma estrutura da LUG. O eminente. O cheque originalmente tem três partes: O Eminente.191 Em caso de perda ou extravio. devedor cambiário direto. Tem muita gente que pergunta: Eu quero executar um cheque. Ele é credor? . denominado eminente. sacador ou subscritor. Ele é DCI? Não. é o credor. ou seja. Vamos identificar eles naquela regra que eu dei lá no começo de DCD. contra uma instituição financeira (Banco Sacado). ele é DCD? Não. também foi aprovada uma Lei Internacional sobre cheque. ou seja. Lei 7357/85 e. porque ele é devedor cambiário direto. em favor desse ou de outrem. que é o devedor principal ou devedor indireto? Ele é DCD ou DCI? Ele é DCD. Eu pergunto: O Banco Sacado. que ele que cria. quando ela for omissa. o Anexo I do Decreto 57595/66. Conceito Doutrinário: É uma ordem de pagamento à vista e em dinheiro dada por alguém. A Lei de Genebra sobre o cheque é apenas o Anexo I. eu preciso protestar? Depende. segundo a jurisprudência. que é a LUG e o Decreto 2044/08. Outro caso que não está no artigo 23 que pode dar ensejo a emissão da triplicata é a retenção indevida pelo sacado do título. é óbvio. Então tem toda aquela estrutura que nós já vimos na LUG. o artigo 23 tem rol exemplificativo. devedor principal. ele é credor. Você vai cobrar de quem? Você está executando quem? Está executando o eminente? O eminente do cheque é DCD. que pode ser chamado de Sacador.

não tem nenhum vínculo jurídico o banco com o beneficiário. no valor de R$10. Então o Banco Sacado enquanto inscrição sacada. O Banco Sacado enquanto sacado. Nós já vimos numa aula anterior que existe. e eu sou o credor. Porém. Eventual ação cambial deverá ser proposta contra o eminente. Esse sacado não é devedor cambial e no cheque não tem aceite. Pergunto: Ela pode propor uma ação cambial contra o banco? Não. Qual a natureza jurídica dela? Natureza contratual. eu resolvo endossar esse cheque para ele. ela se formaliza com o contrato de conta corrente. Depois o eminente vai se virar com o banco. É novo credor o endossatário. Nós já tratamos do cheque pós-datado. Ela deposita. jamais será devedor cambial. ele é devedor cambial? Não. vulgarmente pós-datado. a pessoa emite um cheque a meu favor de R$1. ela é devedora principal.192 Não. Então apenas lembrando. Eu já havia alertado a vocês: sacado enquanto sacado. o banco devolve o cheque alegando insuficiência de fundos. Então eu que era credor me torno devedor cambiário indireto e. a pessoa para quem endossei. Qual é a função econômica do cheque? Ele funciona mais como meio de circulação de riquezas? . Por quê? Por que ela não tem nenhuma relação jurídica com o banco.00. Mas o que é também interessante falar sobre cheque? Se cair numa prova a sua função econômica e sua natureza jurídica. o novo credor. A relação cambial do cheque é formada por apenas duas partes: O Eminente e o beneficiário. Existe aceite no cheque? Não. Só é devedor cambial quando o sacado faz o Aceite.000. por exemplo. Porém. então ele jamais será devedor cambial. É a relação jurídica que nós chamamos de interna. estou emitindo cheque em favor de fulana. O endossante e DCD. Podem surgir outras partes? Sim. Leonardo.000. Questão de prova: Eu. Ele vai pedir danos morais. Quando cair na prova. normalmente envolvendo cheque pós-datado. em princípio é necessário o quê para cobrar do endossante? O protesto. Pode-se exigir um aval do cheque. há saldo. Qual é a outra relação jurídica que existe no cheque? Uma relação jurídica contratual. Vejam que duas partes não se relacionam. Então só para vocês terem uma idéia. jamais será devedor cambial. DCI ou credor? O DCI. Em princípio é necessário o protesto. aí de beneficiário ele vai se transformar em endossante. vamos imaginar a seguinte situação. pode surgir o avalista do eminente. Ou o beneficiário pode fazer o endosso. que essa é a relação jurídica externa do cheque de natureza cambial.00. Eu pergunto: Para essa pessoa te cobrar. Então o Banco Sacado ele participa da relação cambial? Não.

Naquele momento. emitindo cheque em favor do próprio Leonardo. o cheque não é titulo de crédito. Hoje o cheque perdeu um pouco a sua natureza de circulação de riquezas. .193 Não. na visão de Pontes de Miranda. ou é um mero instrumento para retirada de fundos ou uma forma de pagamento. Tanto é que atualmente enquanto os outros títulos podem ter um milhão de endossos. por força lá desde o Plano Collor. Essa expressão goza de dinheiro presente por dinheiro futuro é muito utilizada por Pontes de Miranda. aquele cheque. Por que não é título de crédito? Segundo o professor Pontes de Miranda a função do cheque é ser forma e prova de pagamento. Ele não foi feito agora para facilitar a circulação de riquezas. segundo Pontes de Miranda? Não. ele defende a segunda corrente. Só para lembrar. Ele funciona como forma e prova de pagamento. ou é um instrumento de retirada de fundo ou é uma forma de pagamento. segundo Pontes de Miranda não pode ser considerado um título de crédito. de confiança. Segunda Corrente – Defendida por Fran Martins: Para Fran Martins vai pelos mesmos caminhos. Por que o que é uma operação de crédito? É o gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. Por quê? Está sendo uma operação de fidúcia com quem? Confiança com quem? Estou fazendo uma operação de crédito com quem? Com ninguém. uma operação de fidúcia. porque ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. Quando é que o cheque vai ser um mero instrumento para retirada de fundos? Antigamente o cartão de banco era um luxo. Então não é gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. O cheque não tem as mesmas características da nota promissória. Natureza Jurídica do Cheque: São dez correntes: Primeira Corrente – Defendida por Pontes de Miranda. mas não documenta a verdadeira operação de crédito. defendida também pelo Paulo Restife: O cheque não é título de crédito. Ele diz que o cheque é. da letra de câmbio. com a conta no banco. poderia ser considerado um título de crédito cambial. Ele não é um título cambial por excelência. Falando em Pontes de Miranda. ou mero instrumento para retirada de fundos. visão de Pontes de Miranda. E o cheque tem natureza de ordem de pagamento à vista. É um mero instrumento para retirada de fundos. o cheque pode ter apenas um. eu Leonardo. Só para os correntistas. Para a primeira corrente. portanto. Essa é a função econômica do cheque. mas ele classifica o cheque como um título de crédito impróprio. o cheque se não é forma de pagamento. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Emitindo um cheque em seu próprio favor. O que é um título de crédito impróprio para Fran Martins? São todos aqueles títulos que a lei enumera como um título de crédito. Pontes de Miranda. A principal função econômica seria uma forma e uma prova de pagamento.

são aplicáveis todos aqueles princípios do início que nós tratamos (Princípio da Literalidade. ele não terá a natureza jurídica cambial. aquele cheque vai ter natureza jurídica de título de crédito. Ele diz que enquanto o cheque não entra em circulação ou ele será (vamos para a primeira corrente). Então. como prova o contrato. se o cheque não entrar em circulação. Nós resolvemos transformar aquela obrigação que era contratual em obrigação cambial. em transformar em obrigação cambial.A convenção executiva o que seria? É mais ou menos o seguinte: Eu tenho obrigação com você. Então eu me obrigo perante o credor nas três notas promissórias. Então. ora um meio instrumento para retirada de fundos. E o que isso acarreta? Quando eu me vinculo as notas promissórias. . Porque eu já sou devedor. Então não há necessidade nenhuma que você torne aquela obrigação. eu estou assumindo o risco que você coloque essas notas promissórias em circulação. Então. somente quando o cheque é endossado. Vamos imaginar que eu estivesse comprando um carro com você. E o meio para coloca-lo em circulação? Para colocar o cheque em circulação é o endosso.000. Você resolve exigir: “Quero três notas promissórias sua”. cuja principal finalidade é facilitar a circulação de riquezas. todos esses títulos que não documentam a verdadeira operação de crédito. Nós fizemos a chamada Convenção Executiva. Formalizamos um contrato em que eu me declaro devedor de R$15. endossou para uma Factoring. Segundo Rubens Requião. por exemplo. Aí sim. porque não existe endosso em contrato. Por quê? Aí voltamos para a primeira corrente. O que faz então? Você exigiu as notas promissórias e eu concordo. um meio instrumento para retirada de fundos ou uma simples forma de pagamento. por que facilitou a circulação de riquezas. você tem como endossar o contrato? Não. Princípio da Autonomia). Enquanto o cheque ficar entre as partes originais. uma obrigação qualquer. Para o professor Rubens Requião o cheque só será considerado título de crédito se entrar em circulação. ele será ora uma simples forma de pagamento. Então. Rubens Requião entende para que o cheque ser título de crédito verdadeiramente indispensável que ele entre em circulação.194 Mas ninguém pode negar que ao cheque. Observações: 1. quando pago uma conta qualquer a alguém e essa pessoa. ou for utilizado para retirar saldo da conta. eles são chamados por Fran Martins de Títulos de Crédito Impróprios. que é contratual. Há necessidade para garantir o seu crédito de emitir notas promissórias? Não. Princípio da Cartularidade. Terceira Corrente – Defendida por Rubens Requião. com duas testemunhas aquele próprio contrato serve como título executivo.00 em razão da compra do carro. Enquanto minha obrigação estiver só no contrato. quando entra em circulação. mas aproveitam todos os princípios dos títulos de crédito.

Porque entre as partes originais é o que eu falei da teoria dúplice. que é a assinatura do título. Serve como prova que cumpri minha obrigação. quando trabalhei em banco. automaticamente eu solucionei. 2) A partir do momento que ele endossou o título e eu paguei esse título. Basta você emitir um cheque em favor de um terceiro e ele já é considerado um título de crédito. não estou tendo confiança. prestar um serviço. pode formalizar tudo através de um contrato. aquele negócio jurídico subjacente. a obrigação cambial não extinguiu a obrigação de natureza contratual. É aquela história do começo. ele está ciente que aquela cambial pode entrar em circulação. isso nós chamamos de Convenção Executiva. ou seja. nunca é a relação jurídica original. a partir do momento que se resolve vincular a uma cambial. não estou tendo fidúcia. o que vale simplesmente é a convenção executiva. É aquela história. de um termo. vale Lei de Contrato. isso prova que não ocorreu a novação. A causa de emissão do título é o Poder Executivo. Se o cheque é emitido a favor do próprio Leonardo. ou seja. as pessoas não tinham cartão. isso vai resolver aquela causa. Perante o terceiro. eu cumpri minha obrigação na compra e venda do carro. é a Convenção Executiva. Eu peguei muito no banco. independente. não tem obrigação de crédito. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Tinha que emitir um cheque em favor do próprio emitente. Quarta Corrente – Defendida por Luís Emídio. . lá no início. por isso que eu dei a primeira corrente de Pontes de Miranda. Ele vai endossar? Sim. tem a compra e venda. não pode ser considerado título de crédito. Por isso que muita gente pergunta: Qual é a causa de emissão do título? Você vai buscar isso na relação jurídica. O Luís Emídio entende que o cheque só é título de crédito quando é emitido em favor de um terceiro. a compra de um carro e assinamos a nota promissória. Isso é convenção executiva. ele será um mero instrumento de retirada de fundos. por que fica mais fácil depois entender o resto. 1) Nunca ocorre a novação pela mera convenção. o devedor resolve se vincular a uma cambial. só é título de crédito quando você emite o cheque em favor de um terceiro. Não importa se ele endossou para um ou para outro. pelo mero pacto executivo. através do endosso. se o cheque é emitido a favor do próprio emitente. Ele então entende o seguinte: O cheque emitido em favor do próprio emitente não é título de crédito. fazer um empréstimo. A visão dele é bem simples. Você só poderia sacar na sua agência. Independente que se entre em circulação. a causa de emissão do título. Hoje em dia tem o cartão. Se ele for emitido em favor do próprio emitente. ou seja.195 A partir do momento em que as partes fazem a convenção executiva. Então as partes originais vão poder ser discutida a compra e venda do carro? Sim. Entre as partes originais. Na verdade. Você pode comprar. não precisa circular. Era assim que sacava. não estou tendo gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro com ninguém.

O endosso é uma declaração cambial sucessiva. Então por que o cheque perderia natureza de crédito quando beneficiário e sacador são as mesmas pessoas? Os outros títulos não perdem. a existência do endosso. Algum título que nós tratamos. a letra de câmbio perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. três partes (sacador dá uma ordem para o sacado para pagar o beneficiário). mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente.Nesse caso. Eu falei que na letra de câmbio. que é o vendedor. não um requisito para ser título de crédito. o cheque sempre será título de crédito. e eventual. Porém. Quinta Corrente – Defendida por Waldirio Bugarelli. Como não podemos discriminar o cheque? Ele dá como exemplo outros títulos. Pode acontecer também de se perder o cartão. sacador e beneficiário serão a mesma pessoa. para pagar ao próprio sacador. ou quebrar o cartão. Nesse caso. De repente lá o cartão é um luxo. A duplicata perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. Como assim? Por quê? Ele fala que nós não podemos discriminar o cheque. Na duplicata o sacador. existem outras correntes. Por que logo o cheque vai perder? Vai se transformar em instrumento para retirada de fundos? Não. mesmo que não entre em circulação. que também é possível que o sacador dê uma ordem para o sacado para pagar ao próprio sacador. ele não perde a natureza de título de crédito. o cheque é título de crédito. Ele aproveita e dá uma “sapatada” no Rubens Requião. Não é possível isso na letra de câmbio? Sim. pode ser endossado. você passa um cheque a seu próprio favor e saca no caixa. se elevado a um requisito para ser título de crédito. em todos os países.196 Não se esqueçam que o cheque também é um título internacional. Então a efetiva circulação é apenas uma característica do título. Portanto. Nesse caso. ou seja. As demais correntes são alienígenas e eu não vou citar. após a existência do título. A letra de câmbio é quase igual o cheque. dá uma ordem para o sacado. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. pode existir ou não. não muda coisa alguma. Então o endosso não pode ser trazido. eu cheguei a mencionar que só iria ser título de crédito se tiver endosso? Eu falei isso? Não. tem lá no Irã. então ele pode ser considerado um instrumento para retirada de fundos. Então mesmo que título não seja endossado. Ele diz que o cheque é sempre título de crédito. OBS: Na prática. Mesmo que não entre em circulação e mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. Na hora da prova se cair uma questão sobre cheque deve mencionar a natureza jurídica do cheque dizendo que é controvertida e citar as cinco correntes (existem mais). mesmo porque ele é eventual. Diz que o endosso é requisito para ser título de crédito. . que é o comprador. O que tem que ser verificado é que o título em regra. ele pode facilitar a circulação de riquezas.

000.Cheque Visado: O que é o cheque visado? É o seguinte: Vou comprar um automóvel. o cheque visado só permanece com essa característica. mas tem um teto.000. O cheque cruzado evita que o cheque seja descontado no caixa. 2. quando é colocado o nome do banco entre as linhas paralelas. O gerente irá baixar o extrato e verificar que tem saldo.00. Aí quando eu entregava para ele o cheque visado. ele não pode ser sacado. O valor é de R$ 50. tem que ser depositado.00. ele agiu com no mínimo de culpa. só pode ser depositado. nesse caso. É uma das poucas vezes que o banco assume obrigação com o terceiro. É claro que antes de tudo irá cobrar uma tarifa. porque diz não saber se terá fundos o cheque.00 hoje em dia. Ele pega o cheque e dá um carimbo: “Cheque Visado”. Ela diz que quer dinheiro. Ele só é descontado via câmara de compensação. vou não banco (o cheque visado está no artigo 7º da Lei interna). diz a beneficiária que esse cheque tem saldo”. não adianta. durante o prazo de apresentação. Não uma obrigação de natureza cambial. Ele está dizendo para todo mundo ouvir que aquele cheque tem fundos. “A” não confia em mim.000. Então “A” não aceita o pagamento em cheque. o “viso”. Eu digo que garanto que terá saldo. os R$ 50. . ela pode ter a certeza absoluta que aquele cheque tem fundos. mas em razão da sua declaração de que aquilo tem fundos e se não tiver. Para quê? Se aquele cheque for extraviado.Cheque Cruzado: O que é cheque cruzado? Quando você cruza o cheque. Vou comprar o carro de “A”. qual a conseqüência? Ele tem que passar pela câmara de compensação. Chego no banco com o cheque todo preenchido e digo: “Senhor gerente.197 TIPOS DE CHEQUE: 1.000. só pode ser utilizado via Unibanco. quanto maior o cheque. E se o cheque não for depositado? Aquele dinheiro vai ficar bloqueado para o resto da vida? Não. Imediatamente tira uma xerox do cheque. Deixava os R$ 50. só pode ser descontado. que varia de acordo com o valor do cheque. Tirava da conta do emitente o valor. pode ver que ele vai ter as duas linhas paralelas e entre as linhas paralelas terá o nome do banco. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias se for na mesma praça ou sessenta dias se for praça distinta. Ele tirou o dinheiro da conta. Só que não dá para andar com R$ 50. maior o valor.00 reservado para quando o cheque fosse depositado. Normalmente nesse tipo de transação a pessoa quer dinheiro. Então. Podem perceber que o carimbo do caixa quando ele carimba o cheque. apresentado nesse banco. Vai ter lá a relação dos cheques que foram extraviados e aí se toma a providência cabível. Como é que eu vou garantir? Eu pego o cheque. respondendo por isso. E o cheque com cruzamento especial? Cruzamento especial é o seguinte: Você cruza no meio do cheque e coloca entre as linhas paralelas o nome do banco.

Você leva aquele talonário em uma loja e compra com o cheque.198 O gerente do banco sabe se é mesma praça ou praça distinta. tem uma outra parte que você vai também assinar. e o banco emitirá tipo um talonário com um monte de cheques. O viso não é garantia de pagamento. Eu recebi o carro. e nesse momento que o beneficiário. mas o carro era clonado. Normalmente. No momento em que você vai utilizar o cheque. Então de cinqüenta dólares. Por isso que todo cheque viagem tem já na sua emissão a assinatura do portador. vinte ou cinqüenta dólares. Questão interessante – Emiti o cheque para “A”. Logo em seguida eles foram devidamente esclarecidos. Essa orientação veio prevalescer durante os anos e passou por herança para o STJ. e aí essa é a posição pacífica hoje na jurisprudência. O que você fez? Você vai entregar esses dois mil dólares. Está lá: “Local de emissão: São Paulo”. Em 1975. que você vai dizer o valor. tem que assinar o cheque na parte superior. Eu só vi de cinqüenta dólares até hoje. Normalmente o banco faz de dez. ele fará a conferência da assinatura. você desconta num banco local. quem estiver recebendo. onde essa emenda foi criada. o banco ainda vai ficar com aquele valor retido. Passados os sessentas dias.Cheque Viagem: O que é cheque viagem? Ele funciona da seguinte forma: Vamos imaginar um banco. É possível sustar um cheque visado? Já dei o exemplo indicando o caminho. O cheque visado pode ser sustado. Qualquer banco que trabalhe com cheque viagem e desconta esse cheque. o STF entendeu que não. mas é norma interna do Banco Central. Mesmo que o cheque seja sustado durante o prazo de apresentação. que trabalha com isso. aquele cheque não foi depositado. só que em reais. porque ele tirou xerox do cheque. que o cheque visado pode ser sustado. que não é possível sustar o cheque visado. é garantia de fundos. Então cada cheque viagem daquele valerá cinqüenta dólares. É obrigação do banco segurar o dinheiro durante o prazo de apresentação. Mas o cheque já fica assinado? Não. Ele sabe que minha conta é do Rio de Janeiro. O cheque visado não é garantia de pagamento. Pode ter. banco local. 3 . Então para você evitar constrangimento. Então o cheque visado é um cheque que tem uma garantia absoluta de que há fundos dentro do prazo de apresentação. Ele sabe que tem que segurar aquele dinheiro por sessenta dias. cheque visado “tranqüilo”. e o “A” ficou todo bobo. o UNIBANCO. Pega a numeração. Liguei para o banco e peço que suste o cheque. Só que o STF estava errado. não traz limites para o valor do cheque viagem. para evitar e não ser aceito. Por quê? Porque o viso é garantia da existência de fundos. e o próprio Supremo Tribunal Federal reformou. modificou a sua jurisprudência. o que o banco fará com aquele dinheiro que estava retido? Vai disponibilizar novamente na conta do emitente. No UNIBANCO. O que você irá fazer? Quando você recebe. OBS: Na nossa lei. dizendo que não. você vai direto em um banco local. você vai até lá e diz que quer comprar dois mil dólares em cheque viagem. embora muitas não aceitem. . os Ministros.

substancial. Imaginem o administrador. O que é chamada mecânica? Diz a Lei do Cheque que a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. Normalmente são dois que assinam para pessoa jurídica.199 Uma característica do cheque viagem é que o portador não precisa ter conta em banco para utilizá-lo. exige o cheque administrativo. Alguns requisitos sobre a emissão de cheque Alguns requisitos são essenciais e outros não são essenciais. ficar assinando mil cheques em um dia. aplica-se o Princípio da Autonomia. eram fornecidos os chamados cheques com chancela mecânica. Ele pode sustar. vamos dizer. a nulidade de uma obrigação não contamina a outra. O cheque administrativo pode acabar sendo extraviado. através de um procurador com poderes especiais. estava com mandado de prisão. pode ser objeto de uma extorsão. O próprio banco sacado que é o emitente. mas vou dar um caso concreto que aconteceu: Estávamos no banco e de repente deu-se por falta de alguns cheques. Em princípio pode até parecer que o cheque administrativo não possa ser sustado. O banco emite um cheque administrativo em favor de determinado cliente e aí chega a Polícia Federal e diz que esse cliente era um doleiro. Questão interessante que uma vez caiu em prova: Como é que vai emitir cheque se ele é analfabeto? Não tem nada de errado. pode sim. Tínhamos a assinatura dos dois e. O cheque naquele momento foi desde logo. como as pessoas jurídicas. Nós tínhamos alguns clientes que emitiam em determinadas épocas do ano. seria temerário dizer que o banco não pudesse impedir o pagamento. A pessoa sabendo que o cheque visado pode ser sustado. É evidente que se aquele cheque tiver sido endossado em favor de um terceiro de boa-fé. O que é incabível no cheque administrativo é um outro instituto que eu vou falar. Em todos esses casos. Há alguma diferença do cheque administrativo? Há uma diferença. estava sendo procurado. o presidente da pessoa jurídica. já digitalizada no banco. Então no cheque administrativo sacado e sacador são a mesma pessoa. Procuração essa dada através de instrumento público. A polícia prende o indivíduo. Qual diferença é essa? Esse cheque pode ser sustado? Todo mundo pensa que não. Então para esse tipo de cliente. É humanamente impossível. pode ser roubado. Então o banco seria obrigado a pagar esse terceiro. O que é isso? Nós já tínhamos a assinatura dele. mas em princípio o cheque administrativo pode ser sustado. sustado pelo banco. Vamos imaginar uma espécie de fraude contra o banco. ou seja. Outra questão interessante sobre assinatura é a tal da chamada mecânica. mil e quinhentos cheques para pagar funcionários. através de um . O banco emitiu o cheque e logo após descobriu a fraude. pode ser furtado. 4 – Cheque Administrativo: Qual a característica do cheque administrativo? O próprio sacado é o emitente.

Salvo os cheques até R$100. Importâncias do Prazo de Apresentação: Por que estou querendo tratar isso com vocês? Agora vamos para a prática. de B R$ 900. Então. Então o nome do beneficiário é essencial.00. a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. Já saía impresso o valor certo. Não vai dar para pagar todo mundo. Endosso em preto é aquele que identifica o endossatário. B. todos recebiam com aquele cheque de chancela mecânica. C. porque hoje qualquer empresa disponibiliza para os seus funcionários uma conta-salário e nessa conta-salário tem aquele cartão que só serve para sacar naquela agência. se forem da mesma data.00.00 e de D R$ 600. . Um amigo meu teve o cheque devolvido porque esqueceu de colocar o nome dele como beneficiário.00. Emiti um cheque na mesma praça em favor de A. OBS: Outra anotação interessante sobre o cheque é que no cheque só é possível um único endosso.00. É um perigo. vai pagar o de menor numeração. Apresentou no 45º dia. Então o cheque já saía do banco com a assinatura. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu tenho na minha conta R$ 1. D. e era em formulários contínuos. endosso em preto. É um contrato que se faz acessório ao contrato principal de conta corrente. O banco paga ou não paga se existir fundos? Paga.00. não era em talão. já vinha à assinatura deles digitalizada. O cheque. Nós já vimos isso. Pagavam os funcionários assim. Vários cheques emitidos em favor de A. Quando alguém fosse buscar.200 determinado instrumento a folha de cheque que era impressa. um cheque assinado em branco. mas se tornou um requisito essencial pelo Plano Collor. ou seja. pela lei que instituiu o Plano Collor (Lei 8021 e Lei 8088/90). pela lei. Só vai dar para pagar uma pessoa. apresentou o cheque após o prazo de apresentação. eu já falei com vocês. Cheque – Vamos imaginar cheque na mesma praça. E mais. o nome do beneficiário não é requisito essencial. E o que acontecia? Eles tinham um programa que fornecia. Ela não apresentou o cheque dentro desse prazo. A data de emissão do cheque é requisito essencial. Na época em que o cartão era um luxo.000. Ficava em caixa forte. Formavam-se aquelas filas para receber.O banco só não vai pagar se o cheque já estiver prescrito. Em favor de A R$ 700. estava sempre com seguranças. pegavam aqueles formulários e levavam. Hoje em dia é utilizado? É utilizado a chancela mecânica? Não. em que não é necessário a identificação do beneficiário. de C R$ 900. eles já colocavam o nome do beneficiário e o valor. O que o banco vai fazer? Vai pagar qual? Ou nenhum? Ele paga o cheque com data mais antiga e depois. Qual é o prazo de apresentação? Trinta dias. colocava no computador. bastava você preencher o valor. OBS: A outra questão é sobre a data de emissão. Os quatro cheques foram depositados no mesmo dia.

mas onde o cheque foi emitido e. adotando o Princípio da Literalidade. Isso é o que diz a lei. Começa a contar o prazo da prescrição a partir do momento que há violação ao direito. Então no dia quatro de setembro estaria se operando a prescrição. não é da data de emissão do cheque. é a partir dessa data que você começa a contar os seis meses da prescrição. Então se o cheque foi devolvido dentro do prazo de apresentação. o banco assim mesmo paga? Sim. Então o prazo prescricional contaria de março. se desrespeitado o prazo de apresentação. afinal de contas. o cheque não foi apresentado. Isso é a lei. Daí vai começar a contar os seis meses de prescrição. é a partir desse momento que começa a correr a prescrição que será de seis meses. qual o prazo. é do final do prazo de apresentação. A prescrição não será em quatro de setembro. no dia dez de fevereiro. que ele já pode ser exercido. foi até prova certa vez na Escola de Magistratura. Só que a jurisprudência entendeu o seguinte: A partir de que momento já restou violado o direito? O direito de receber? Dez de fevereiro. . O que deve ser levado em consideração não é onde o cheque vai ser depositado. E nessa mesma data o cheque foi devolvido. apresentado. dia primeiro de fevereiro. isso só existe na jurisprudência. desde dez de fevereiro. a partir de quatro de março. acho que é o artigo 59 da Lei Interna. salvo engano. Você já pode tentar executar esse cheque na vara cível. Vamos traduzir: O que estou querendo dizer? Emiti o cheque hoje. Então pode ser seis meses mais trinta dias. mais sessenta dias. Então se contam os trinta dias. vai ser em dez de agosto. contam-se então os trinta dias para apresentação do cheque.201 Então. Qual são as importâncias do prazo de apresentação? Estou tratando desse assunto porque se o cheque é apresentado após o prazo mesmo assim o banco paga. Só o que a jurisprudência já sedimentou. Isso diz a lei claramente. Pela lei. Então a jurisprudência sedimentou. STJ e STF? Vamos imaginar que o cheque tenha sido depositado. ou seis meses. Não. Tem uma ressalva feita pela jurisprudência. último dia para apresentação. A questão interessante é a seguinte: Data de emissão. Isso é jurisprudência. quatro de março. Então para que serve o prazo de apresentação? De trinta ou sessenta dias? Eu já expliquei o que é mesma praça e o que é praça diferente. A partir do 30º dia. é data de devolução que começa a contar o prazo prescricional. Primeira importância: É porque o termo final desse prazo é o termo do prazo prescricional. Isso não está na lei. até no guichê do caixa. Então muita gente pensa que a prescrição do cheque é contada da data de emissão. dependendo se o cheque é da mesma praça ou de praça diferente. Se dentro do prazo de apresentação o cheque foi apresentado e devolvido. a partir de qual momento vai contar o prazo prescricional desse cheque? A partir de dez de fevereiro? Não.

emitir primeiro de fevereiro. OBS: E essa questão da reapresentação? Esqueçam. ou seja. Ele vai ser o novo credor e a endossante será DCI. Terceira importância: Essa eu acho efetivamente importante. Qual é a segunda importância do prazo de apresentação. O cheque devolvido uma vez. e não tem mesmo que saber. O cheque tem uma regulamentação própria. O cheque visado só permanece com o viso durante o prazo de apresentação. Então aquele atestado do banco (a Lei fala em atestado) de que o cheque foi devolvido já substitui o protesto. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu emiti o cheque em favor de A. Dentro do prazo. Essa questão de reapresentação é uma regulamentação interna do Banco Central. Mas quando ele apresentar o cheque após o prazo de apresentação. Eu sei quando pode ser reapresentado e quando não pode. em lugar nenhum. porque fui caixa. por exemplo. o prazo de seis meses. Ele só vai poder executar o devedor . Vocês não tem que saber. você já pode executar. Promotor sabem. se não tiver saldo. o banco vai dar aquele carimbo “Cheque devolvido”. Então pela lei. Porém. Como o banco declara que o cheque foi devolvido? Com o carimbo: “Cheque devolvido”. essa reserva foi positivada na lei interna. e tinha que saber. e nós. nem no Decreto 57595. isso não existe. ou outro qualquer. Por quê? Se ele apresentar esse cheque. já vimos hoje? Eu falei. Segunda importância: A segunda importância do prazo de apresentação nós vimos hoje. Então olha o que é importante: Temos então. O que diz a Lei? Que protesto do cheque pode ser substituído pela declaração do banco que o cheque foi devolvido. sustação. sempre teria que ser contado aqui. porque nem Desembargador. por qualquer motivo.202 A lei fala em seis meses a contar do término do prazo de apresentação. após o prazo de apresentação se tiver saldo na minha conta ótimo. Para fins de prova. você vai receber e ponto final. o devedor principal (DCD). qualquer que seja. se ele depositar só no dia vinte de abril. e o que é imprescindível? Que ele apresenta aquele cheque durante o prazo de apresentação. O que é imprescindível para cobrar do DCI? O protesto. isso não existe para fins de prova. Ele recebeu. (trinta ou sessenta dias). O Brasil utilizou uma das reservas no anexo II do Decreto 57595 e. Emitente. porque o viso do cheque só perdura durante o prazo de apresentação. ele perdeu o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. eu sou DCD. temos o endossante que é DCI e tem o credor. Que regra é essa? No cheque não há necessidade do protesto. devedor principal. Por quê? Porque não está na lei. não há necessidade. Ela endossou em favor de B. o cheque visado.

E a revogação é sinônimo de contra ordem. até uma afasta da outra. o cheque foi depositado (20/12/03). Ele deposita o cheque. dei a contra ordem no dia (15/12/03). Ela só gera efeitos após o prazo de apresentação e é definitiva. sustação é outra. como também poderá cobrar da endossante. contra ordem e sustação é a mesma coisa. Ao passo que se ele tivesse depositado o cheque. ele sempre faz uma sustação. ele quer que não seja pago o cheque. emiti o cheque (13/12/03). O que acontece? Existe uma diferença significativa entre dar uma contra ordem no cheque. Então se o cheque for depositado dia 13/01/04 o banco já não pagaria mais. aniquila o cheque depois de expirado o prazo de apresentação (trinta dias). Nunca ninguém viu a cartilha. Mesmo quando o cliente pede uma contra ordem. O que acontece? A revogação também chamada de contra ordem. Se o cheque estiver revogado não pode ser sustado e vice-versa. mas é como funciona. OBS: Ainda dentro da importância do prazo de apresentação. O gerente do banco sabe disso? Não. Então. dentro do prazo de apresentação. Ou um ou outro. esse cheque sendo para o dia primeiro de fevereiro. São coisas completamente distintas e. Ele ouviu dizer que é contra ordem. O banco está errado. em favor de A. Pergunto: O banco vai pagar? Emiti o cheque dia (13/12/03). no dia dez de fevereiro ele depositou. no dia (15/12/03) dou uma contra ordem.203 principal. ele vai poder cobrar tanto do emitente do cheque. O banco vai pagar ou não vai? Vai pagar. Então a revogação é definitiva. Se o cheque for devolvido. cujo sinônimo é revogar (revogar o cheque ou contra ordem) e a sustação. ou seja. nem gerente de banco sabe. Posso atestar para vocês que o gerente não sabe disso. com aquele carimbo do banco. Muita gente perde aí. Por que definitiva? . só impede o pagamento. para assegurar o direito de cobrar de todos os dois DCI’s é imprescindível que o cheque seja apresentado dentro do prazo. Por quê? O cliente não sabe. e sustação é aquilo. Qual a natureza jurídica do cheque? Ordem. ele não depositou ainda. mesmo porque no computador do banco. Então contra ordem é uma coisa. Vou dar a seguinte situação: Emiti o cheque hoje (13/12/03). eu me arrependi e liguei para o banco e dou uma contra ordem. apresenta o cheque no banco no dia (20/12/03). porque eu não sabia a diferença. O que eu fazia? Sustava. contra ordem é isso. ou seja. De repente. só gera efeitos. Então. Então na verdade. passaram-se três a quatro dias. Na minha época de banco quando pediam para dar uma contra ordem no cheque. ele nunca dá uma contra ordem. já perdeu o direito de cobrar dos DCI’s. Apresentou o cheque após o prazo de apresentação.

Como na contra ordem é definitivo. ela pode ser até cancelada. quando a pessoa vai sustar ou revogar o cheque. depois eu dou uma contra ordem. por isso é mais efetiva. o cheque acabou. não paga agora não”. apesar de usar expressões diferentes. o cheque acaba? Acaba para o banco. Por que a relação se estabelece com o banco? A relação cambial é com o banco? Não. só quer impedir o pagamento naquele momento. OBS: Tanto a contra ordem quanto o sustado podem ser executados. Então se eu der uma contra ordem no cheque. já era. Numa primeira interpretação poderia parecer que esta justa causa teria que ser dada ao banco. der uma contra ordem amanhã. com o banco é que desaparece. REVOGAÇÃO E SUSTAÇÃO DE CHEQUE: A lei interna que trata de revogação e de sustação diz que tanto para revogação como para sustação. o que vai impedir o mero pagamento é a sustação. e a ordem vai ser efetivada. Porém a sustação. Isso só vai acontecer depois de expirado o prazo de apresentação. Cabe executar esse cheque? Ele acaba apenas para o banco. Realmente. Na sustação é como se estivesse falando para o banco: “Banco. Eu dei uma ordem para o banco para pagar aquele cheque. como é mera oposição ao pagamento. A qualquer momento eu posso cancelar aquela sustação. o cheque vai estar valendo durante o prazo de apresentação. Se eu der uma contra ordem. eu tenho que dar uma nova ordem. Neste caso o banco vai poder pagar. Continuação da primeira aula: Falamos do cheque. Não quer acabar com o cheque. Liguei hoje e sustei. é entre emitente e beneficiário. se eu quiser que ela pague novamente. se o cheque for depositado hoje. . dando ordem para pagar o cheque. independentemente do motivo que você alegar. Não cabe ao banco avaliar se é ou não é importante a razão invocada pelo emitente do cheque. Se eu quiser modificar. e uma nova ordem é um novo cheque. e pode ser o motivo mais absurdo possível (o banco não é juiz). das importâncias do prazo de apresentação e vamos falar agora de renovação e sustação de cheque. ela tem que informar o motivo. não paga agora não”. Ele perde a natureza executiva? Não. Mas depois: “Espera aí. emiti o cheque hoje. aí aquele cheque pode ser depositado. A sustação gera efeito imediato. o banco já não paga. Então. depois ligo para o banco desfazendo a sustação.204 O cheque é uma ordem. ou seja. A sustação é sinônimo de oposição ao pagamento. Eu dou uma ordem de pagamento para pagar valor “tal”. Essa relação jurídica cambial contínua íntegra. ele vai sustar ou revogar o cheque quando a pessoa solicitar. ela diz que para sustar ou revogar o cheque tem que haver justa causa. Eu posso sustar o cheque hoje. independentemente da sua interpretação (do banco) do que é ou não é justa causa. Mas. Agora.

só ele pode dar a contra-ordem. A contra-ordem só pode ser feita pelo emitente. por exemplo. O cheque vai poder ser executado. o credor e o endossante.205 Quando a pessoa vai sustar um cheque ela é indagada do motivo pelo qual quer sustar o cheque. e sendo força maior a pessoa não paga tarifa. OBS: Justa causa é um conceito jurídico altamente subjetivo. A resposta teria que ser fundamentada da seguinte forma: Segundo Paulo Restife também é parte legitimada para sustar o cheque. Eu poderia pedir para o “X” sustar o cheque. Ele quem deu a ordem (emitiu o cheque). E a sustação? A sustação pode ser dada pelo emitente ou pelo portador legitimado (portador legitimado em princípio é o credor beneficiário). Por ser altamente subjetiva esta questão de justa causa vai acabar parando no Poder Judiciário. Devemos verificar no livro do Paulo Restife esta questão de portador legitimado. que teve extraviado. mas se eu tiver algum contrato ou alguma forma de prova que tenha menção do cheque. Porém. só o emitente do cheque pode dar a contra ordem. mas através de embargos à execução. não importa o problema que daria na prática. neste caso é força maior. e “Y” me aplicou um golpe (estelionato) e eu acabei entregando o cheque para “Y”. O funcionário do banco vai ter que sustar o cheque. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO INDEVIDO (Enriquecimento Sem Causa): Em títulos de crédito nós temos duas espécies de devedores: * Devedores cambiários diretos * Devedores cambiários indiretos. Na prova nós devemos fundamentar com base no Paulo Restife. No entanto. Outra questão sobre revogação e sustação (está na lei): Vem dizendo que só pode revogar. Segundo Paulo Restife portador legitimado pode ser o credor que perdeu. . a pessoa deve levar a cópia do registro de ocorrência ao banco. Eu posso alegar. Situação: “X” emitiu um cheque de 5 mil reais em meu favor. O emitente então vai alegar novamente aqueles motivos. Na prática isto daria muito problema. A interpretação não para por aí. eu posso ir ao banco e sustar o cheque. eu descobri antes que “Y” descontasse o cheque. Quem vai decidir se aquilo é ou não é justa causa é o juiz. que foi vítima de um estelionato e etc. que eu quero sustar o cheque porque eu estou com “dor de cabeça”. que é sempre citado no STF no que tange ao cheque. pois o gerente não iria sustar numa “boa” ele iria entrar em contato com o emitente (correntista). Segundo Paulo Restife o endossante também é parte legítima para sustar o pagamento. Se o cheque for sustado por motivo de roubo. O sujeito sustando ou revogando. isto tira a executividade do cheque? Não. pois não cabe ao banco julgar a relevância da razão invocada pelo correntista. Como é que ele vai provar no banco que ele foi o beneficiário do cheque (para sustar)? Com uma declaração do emitente. mas para não pagar a tarifa. o que importa é no momento da prova. Uma declaração do emitente já pode suprir. então.

Com o artigo 48 do decreto 2044/1908 foi introduzida no Brasil a ação de locupletamento. A ação de locupletamento é cabível. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO: Qual é a base legal para propor ação de locupletamento? O primeiro artigo é na legislação de 1908. Artigo 48 do decreto 2044/1908. 7. Ele perdendo o direito a ação cambial. Só que o Rubens Requião neste ponto ele é isolado. pela ausência de protesto. ter excedido o prazo. pela prescrição. Pode ser pela prescrição. . por exemplo. pelo menos em tese. etc. etc. ou pela violação de alguma outra norma cambiária. ele ainda pode cobrar? Para o professor Rubens Requião não conserva. 6. Mas devemos ficar atentos. Prescrita a ação cambial. prescreveu a duplicata ou o cheque ou a letra de câmbio ou a nota promissória. A outra previsão está no decreto 57663. 5. Caberia ação de locupletamento contra o endossante? No artigo 48 fala “sacador ou aceitante”.206 Por qualquer problema ou qualquer falha você acaba perdendo o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. Aquele direito de crédito ainda pode ser cobrado através de outros mecanismos. Em geral. o direito material é conservado. O credor perdeu o direito de crédito ou ainda conserva o direito de crédito. não tem nada a ver com prescrição (apenas não protestou em tempo hábil). em geral. O que é a ação de locupletamento? Por vezes. ou seja. ou seja. pois não é só isso não. 17. 9. Esta previsão está no artigo 15 do anexo II. a soma com a qual se locupletou à custa deste. 15. pois as regras estão no anexo I. a única causa que exclui a sua responsabilidade é a prescrição. o portador do título perde o direito à ação executiva. Vejam que não fala em prescrição. nós costumamos abordar ação de locupletamento só tendo como base a prescrição. 13. É o artigo 48 do decreto 2044/1908. só que é o artigo 15 do anexo II. ele perde o direito à ação cambial. Ex: Não protestar por falta de pagamento. em qualquer hipótese que o credor tenha perdido o direito de executar os devedores. O Brasil adotou as seguintes reservas: 2. ausência de apresentação e etc. 3.Sem embargo da desoneração da responsabilidade cambial. A gente nuca lê o anexo II. na duplicata faz com que o credor perca o direito de crédito. O entendimento amplamente dominante é que com a perda da ação cambial perde-se apenas o direito de executar. logo. A prescrição. 19 e 20 do anexo II. Então. Já com o devedor cambiário direto. Mas ele pode também perder o direito de cobrar do devedor cambiário indireto pelo fato de apenas não ter protestado em tempo hábil. exemplo. que é o principal. primeiro começa-se a discutir. 16. não caberia contra o endossante. de iniciar o processo de execução. o sacador ou aceitante fica obrigado a restituir ao portador com os juros legais. 10. Fala em desoneração da responsabilidade cambial. pode perder o direito de cobrar de todos eles em razão da prescrição.

Tem que ser: Enriquecimento x Empobrecimento. que é uma presunção relativa (iures tantum) de que o . Esses três requisitos ninguém discute Existe um 4º requisito que é altamente divergente. quando é que se perde o direito de propor ação cambial? Normalmente a perda da ação cambial se dá pela prescrição. Só há de se falar em ação de locupletamento se você não puder propor a ação cambial (execução do título). e eu era o beneficiário. Eu perdi o direito de ação cambial. no seu território subsistirá o direito de proceder contra o sacador que não constituir provisão ou contra um sacador ou endossante que tenha feito lucros ilegítimos. pelo que respeita ao aceitante que recebeu provisão ou tenha realizado lucros ilegítimos (enriquecimento se causa). Somente quando efetivamente não se tem direito à ação cambial. 2º Requisito: Enriquecimento indevido da parte que se quer acionar (o pretenso réu da ação). Há uma decisão num determinado sentido. Só pode ser proposta a ação de locupletamento contra quem locupletou. e agora eu estou propondo uma ação de locupletamento. A previsão legal por enquanto é esta. No momento da prova tem que ser mencionado. outra pessoa tem que ter empobrecido. A mesma faculdade existe. Não basta que um tenha enriquecido. Essa é a base legal. Como regra. não pode ser proposta ação de locupletamento. A base legal é o artigo 48 do decreto 2044/1908 e artigo 15 do anexo II do decreto 57663/66. A segunda causa é pela ausência de protesto em tempo hábil (protesto intempestivo). e todos na jurisprudência. Tem que ser o enriquecimento de um lado e o empobrecimento de outro. ENRIQUECIMENTO E EMPOBRECIMENTO: Vamos supor que prescreveu um cheque no valor de mil reais. Há uma previsão no novo código civil? Há. Se ainda puder ser proposta ação cambial. mas estas são as principais.Uma coisa é certa. Necessariamente o juiz vai fixar essa minha indenização no valor do cheque (mil reais)? Ou o valor pode ser diferente? Nos dois artigos que mencionam não há qualquer regulamentação. se enriquecerem indevidamente. Porém existem vários posicionamentos. E se tiver somente o enriquecimento de um e não tiver o empobrecimento? Não basta. Tem outras causas. não há presunção absoluta de que o valor tem que ser exatamente o valor de face do título. e pelo decreto 57663/66 no artigo 15 do anexo II é cabível ação de locupletamento contra o sacador. em caso de prescrição. contra quem enriqueceu indevidamente (sem causa). Quais são os requisitos para se propor ação de locupletamento?(isso é o mais difícil). contra o endossante e contra o aceitante quando eles fizerem lucros ilegítimos.207 A reserva nº 15 diz: Qualquer das altas partes contratantes tem a liberdade de decidir que. Pelo decreto 2044/1908 caberia ação de locupletamento contra o sacador ou contra o aceitante. 3º Requisito: Empobrecimento do credor. ou seja. 4º Requisito: Perda da ação causal. ou seja. O emitente do cheque era “X”. Quando é que pode ser proposta a ação de enriquecimento sem causa? Requisito Nº 1: Perda do direito de propor ação cambial.

Neste caso está sendo discutida a relação jurídica causal. É uma presunção relativa do valor do título. Há uma confusão de locupletamento indevido com ação monitória. Não há presunção nem para um lado e nem para o outro. Então. ação de enriquecimento sem causa. você na verdade está discutindo a relação jurídica causal. . eu prestei um serviço e não recebi. então eu ainda não recebi (o cheque é pro soluto e pro solvendo). 2° Posicionamento: Há um segundo posicionamento que diz que é de presunção absoluta. se “X” quiser fazer prova de que não foi mil reais. Agora.(Por que foi emitido um cheque de mil reais? Foi uma prestação de serviço? Foi a compra de algum bem? Foi um empréstimo?). eu tenho que fazer a prova de que o meu prejuízo foi superior a mil reais e o enriquecimento de “X” foi superior a mil reais. mas na maioria das vezes não é ação de enriquecimento sem causa. A doutrina diz que: Se for possível discutir a relação jurídica causal (ou seja. Comumente nós percebemos que se. não está sendo proposta ação de locupletamento indevido. A jurisprudência faz uma confusão muito grande. 3° Posicionamento: Por fim. na maioria das vezes é uma ação que está sendo discutida a relação jurídica causal. eu tenho que provar isto. ou seja. Há uma presunção relativa. A quem caberia a prova de que não é aquele valor? Depende. porque o serviço foi mal feito e etc. o “X” é que tem que fazer prova de que o enriquecimento dele foi abaixo de mil reais ou o empobrecimento foi abaixo de mil reais. Há uma confusão também com a ação causal. Se não for feito prova nenhuma. então se diz para propor uma ação monitória. E o título? O título é mais um documento. Eu não descontei o cheque. qualquer outra ação eles já chamam de ação de locupletamento indevido. o valor todo. se for possível discutir a relação jurídica causal. se houver somente o título.208 valor corresponde ao de face do título (mil reais). Se eu estou querendo mais de mil reais. e que foi menos de mil reais. centavo por centavo. por exemplo. O que é ação causal? É aquela que vai discutir a origem do pagamento. Ex: O sujeito diz que não vai o pagar. 1° Posicionamento: Quem quiser fazer aprova de mais de mil reais ou de menos de mil reais. isto não basta. São raras as decisões neste sentido. E a jurisprudência? A jurisprudência simplesmente ignora. 4º Requisito: Perda da ação causal. O que aparece nos acórdãos? Aparece a seguinte ementa: Se prescrever o título. Ex: O cheque. você está propondo uma ação causal. o porque ele emitiu o cheque) na verdade. o ônus da prova cabe a quem alega. você não está propondo ação de locupletamento indevido. tem que ser feito provas. Eu é que terei que provar tudo. ela confunde tudo. (Obs: 3 posicionamentos no TJRJ). prescreveu um cheque. Isto é somente a doutrina que fala. há um posicionamento que diz que não há presunção. Se eu estou propondo uma ação dizendo que houve um enriquecimento indevido de “X” e um empobrecimento meu. É isto que diz a doutrina.

Ação monitória é um rito. Você está propondo uma ação de locupletamento pela via monitória ou pode propor uma ação de locupletamento pela via ordinária. Paulo Restife. ela não criou direitos. que perdeu o direito de ação cambial. A ação monitória. ou seja. É um rito. não fala em causal.”.. qual é o fundamento jurídico? Qual é o direito substantivo que está sendo buscado? O locupletamento indevido. Quando a gente se depara com: ação monitória ou ação ordinária em face de fulano. Legitimidade Ativa: De quem é a legitimidade ativa para propor a ação? Do credor que não propôs a ação cambial. mas criaram a tal da ação monitória. não tem problema nenhum. ela é apenas uma via pela qual você busca um outro direito. A ação de locupletamento pode ser tanto pelo rito ordinário quanto pelo rito monitório. Fábio Ulhoa e etc. o ressarcimento pelo locupletamento indevido. RITO: Qual é o rito da ação de locupletamento? É uma ação ordinária? De execução? O entendimento que prevalecia até algum tempo atrás é que era por via ordinária. A jurisprudência ignora esse requisito. Só fala da perda da ação cambial.. primeiro porque não há previsão legal. pela via monitória ou pela via ordinária. como também é o rito sumário. como também é o rito executivo. Pode ser proposta uma ação de locupletamento pela via monitória? Pode. É um rito especial. Mesmo porque a emissão de títulos não causa turbação. No artigo 48 e no artigo 15 diz: “Com a perda do direito da ação cambial. como também é o rito ordinário. Quem cita? Rubens Requião. No momento da prova deve ser mencionado que a doutrina ressalta que um dos requisitos para falar em ação de locupletamento indevido é a perda também da ação causal.209 A prescrição de direitos pessoais ocorre em quanto tempo? Em 10 anos (eram 20 anos). por isso que nós chamamos de rito monitório. Logo pode ser discutida. A jurisprudência simplesmente ignora esse requisito. Ação monitória é uma espécie de ação ou é simplesmente um rito? É um direito substantivo? Ela tem algum direito material a alegar? Ou ela pode alcançar êxito com relação a várias espécies de direito violado? Só existe uma causa para a ação monitória? Só cheque prescrito? Não. E a legitimidade passiva? Quem enriqueceu sem causa Quem pode enriquecer sem causa na relação jurídica cambial? . não extingue a relação jurídica causal. Só pode ser proposta ação de locupletamento se não tiver direito à ação causal.

O avalista não é parte legítima para figurar no pólo passivo. E o avalista? Pode propor contra o avalista? Não. na verdade não são ações de locupletamento. A regra é mais ou menos uniforme. A data de emissão da nota promissória foi hoje 13/12/03. contra o sacador do título. Qual é o prazo de prescrição da duplicata contra o aceitante? Três anos. Será que pode ser proposta a ação de locupletamento contra esse endossante? Não. Se estiver prescrita a ação cambial. O meu patrimônio não teve qualquer enriquecimento. Qual é o proveito financeiro que tira o avalista? Nenhum. se não há mais ação cambial. Meu patrimônio está sem qualquer variação.210 O sacador. Você tem que provar que ele se enriqueceu de alguma forma. entrou dez mil e saiu dez mil reais. Passaram-se os seis meses do termo final do prazo de apresentação (prescreveu o título). então não há mais a sua garantia (acórdão do STJ). Então. Outra questão: Já sabemos que a ação de locupletamento pode ser proposta quando se perder o direito de ação cambial. . Ex: Duplicata. (se “Y” me cobrar eu vou ter direito de cobrar de “X”). Ex: Nota promissória. Vamos supor que o título tenha prescrito. O endossante em princípio ele se enriquece com a prescrição do título? Não. A garantia do aval é em relação à ação cambial. Passaram-se os três anos. Ex: “X” emitiu um título para mim no valor de 10 mil reais. Eu endossei para ”Y” o título. e então aplica a máxima de que o acessório segue o principal. Eu me enriqueci com este título? Não. porque inúmeras ações que nós vemos com nome de ação de enriquecimento sem causa nos tribunais. OBS: O aval é uma garantia cambial. na verdade elas estão discutindo a relação jurídica causal. Qual é o prazo de prescrição na nota promissória contra o emitente? Três anos. Isso dificilmente ocorre. pois 99% das ações de locupletamento são propostas contra o emitente do título. A ação de locupletamento é mais complicada e mais rara do que parece. Uma vez prescrita a cambial são desfeitas as suas garantias. Existem alguns doutrinadores que defendem que para propor ação de locupletamento contra endossante tem que fazer prova de que ele enriqueceu de alguma outra forma. Não cabe a ação de locupletamento contra avalista. o aceitante (artigo 15 do anexo II do decreto 576630) e o endossante. pois ele deixou de propor a ação cambial contra o emitente no tempo previsto. O aval é ato de mera liberalidade. Tem um acórdão do STJ recente que apenas ratificou a postura anterior. o acessório segue o principal (você não pode maneira nenhuma executar aquela garantia). Existem doutrinadores que defendem que para que se proponha a ação de locupletamento contra o endossante não basta a mera apresentação do título. Não cabe em hipótese nenhuma.

o beneficiário vai protestar o título. Ele vai dizer então se aceita ou não. sendo uma ação de direito comum cai lá naqueles direitos pessoais. O único posicionamento firme é quanto à impossibilidade de cobrança do avalista. Com protesto por falta de aceite. Eles entenderam que a ação de locupletamento é uma ação de direito comum. Qual é a conseqüência do sujeito apresentar a letra de câmbio para o sacado para que ocorra o aceite. acabou adotando uma posição que antes era minoritária. O sacador (sabendo disso) pode entregar a letra de câmbio e proibir o aceite. Será que o novo código civil entendeu que a natureza da ação de locupletamento é de direito comum? Não.211 Antes do novo código civil que prazo era este? Havia uma divergência enorme. A posição que era minoritária acabou se tornando a posição da lei. direto para o pagamento. Antes desta data o que o beneficiário vai fazer com esta letra de câmbio? Vai apresentar ao sacado. Nós podemos continuar colocando que o STF e o STJ entendem que a ação de locupletamento tem a natureza de direito comum. de acordo com o que se entendesse sobre a natureza jurídica da ação de locupletamento. Isto tudo pode ser discutido numa única ação pode discutir tanto a relação jurídica causal como o locupletamento indevido. O que é cláusula proibitiva de aceite (na letra de câmbio)? Ex: O sacador dá uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia ao beneficiário. No momento da prova nós temos que dizer simplesmente que a perda da ação causal para a doutrina é requisito. Agora já há uma previsão no novo código civil. entendia que ela tinha uma natureza cambial. então. . No artigo 206 parágrafo 3º. e. aí sim. inciso IV vem expresso o prazo de 3 anos. A letra de câmbio então só vai ser apresentada uma vez. com Paulo Restife. Mas esta posição do Paulo Restife está um pouco enfraquecida. Como todas as ações cambiais prescrevem em 3 anos. Com isto ele não vai poder apresentar para aceite. A lei agora diz expressamente sobre o prazo de 3 anos. porque a única previsão legal da ação de enriquecimento sem causa é a legislação do direito empresarial. Neste caso não corre o risco de ter o vencimento antecipado. elas também prescreveriam em 3 anos. tudo isto dentro da mesma seara. Acabou o estudo de títulos de créditos. Parte da doutrina. O artigo 206 parágrafo 3º. O aceite na letra de câmbio é obrigatório ou facultativo? Facultativo. mas a lei não estabelece isto no requisito. e o sacado recusar o aceite? Não tem conseqüência nenhuma. OBS: Cláusula proibitiva de aceite. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? Torna o título exigível antes do vencimento. Antes do novo código civil os direitos pessoais prescreviam em 20 anos. Mas o entendimento do STF e do STJ foi outro. Vencimento em 10 de março de 2004. O legislador com isso aproximou a ação de locupletamento às ações cambiais. Vai dizer que “X” mandou que “Y” (sacado) me pagasse dez mil reais dia 10 de março de 2004. enquanto o Paulo Restife e outros autores sustentam que ela tem natureza de ação cambial. e hoje prescreve em 10 anos. inciso IV do novo código civil diz que a ação de locupletamento indevido prescreve em 3 anos.

Isto muitas vezes significava a “ruína” completa do empresário. Se assinar que aceita pagar. e outra coisa é o ponto comercial. pois este já está para vencer. Se ele o assinou se vinculou). ou seja. não tem nenhum problema. mesmo com a cláusula proibitiva. o locatário quer novamente renovar o contrato. E a cláusula? A cláusula não é proibitiva de aceite? É o problema da nomenclatura. o aceite é válido. se não quiser. Proibindo o protesto por falta de aceite esta cláusula evita o vencimento antecipado. isto quer dizer que desde que os empresários preencham os requisitos que a lei prevê. Depois de um certo tempo. se ele deixou para apresentar no dia do vencimento. paciência. este aceite é válido. O nome correto desta cláusula deveria ser: Cláusula proibitiva do protesto por falta de aceite. no instituto da renovação compulsória. Começou a se pensar num modo de proteger o empresário desses abusos que os proprietários de imóveis submetiam os locatários. ao que exerce a atividade (locatário) e não ao locador. eles passam a ter o direito potestativo de renovar o contrato. Se ele disser que não aceita o credor não vai poder protestar. Caiu uma questão na prova da magistratura perguntando se hoje em dia ainda é possível a cobrança de luvas. mas para que haja a renovação o locador diz ao locatário que este tem que “dar por fora” (pagamento de “luvas”) o valor de 50 mil reais. Aí já não pode mais recusar. Isto quer dizer que se esta letra de câmbio for apresentada para ele e ele aceitar. A pessoa com 3 anos no ponto comercial já havia investido bastante e montado um restaurante. e continuava investindo. CONTRATOS: LOCAÇÃO EMPRESARIAL (Artigo 51 e seguintes da lei de locações – Lei 8245/91). Esta é a condição que o locador fez. pois ele aceitou (princípio da liberalidade. colocou o aceite. o locador diz que tudo bem. Esta cláusula na verdade proibiu o aceite ou o protesto por falta de aceite? O protesto por falta de aceite. então. e diz ao locatário que se ele quiser bem. Para o locador seria compulsório. A cláusula proibitiva de aceite serve para que então? Se o sujeito não apresentou a letra de câmbio antes do dia 10 de março de 2004.212 O sacador pega a letra de câmbio entrega para o sacado e pergunta se ele vai pagar os 10 mil até o dia 10 de março de 2004. Nesse estudo chegou-se a conclusão com base principalmente na lei francesa de locações. e. A cláusula proibitiva de aceite não proíbe o aceite coisa nenhuma. no local deste ponto não era nada. e o negócio deu certo. O ponto é um bem incorpóreo que pertence ao empresário. Só se vincula ao título quem o assina. Então o locatário ia e renovava a locação por mais 5 anos. No dia 10 de março de 2004 ele vai ter que pagar. O ponto é um bem incorpóreo e o bem imóvel é corpóreo. quando o ponto já estava conhecido nas redondezas e o negócio indo bem. Vamos supor que a pessoa alugasse um ponto comercial. que renova o contrato. o sacado pode dizer que não aceita. Hipótese: Antigamente existia a figura das “luvas”. . o locador não teria outra alternativa a não ser aceitar a renovação. Este diz que aceita pagar. Então começou a se pensar o seguinte: Uma coisa é o imóvel. Este é o objetivo. ou seja. São bens distintos.

termina o prazo de 3 anos. “X” tem um salão de belezas no imóvel (firma individual) e está lá há 3 anos. O requisito que está na lei são 5 anos ininterruptos.Ele tem que estar no mesmo ramo de atividade 3 anos. “X” pediu para que “Y” celebrasse um contrato de 5 anos. Quando “Y” buscou informações. “Y” diante das informações pensou logo em fazer um contrato com menos de 5 anos. e fecham mais um contrato de 3 anos. Depois dos .Só tem direito à renovação compulsória o empresário (locatário) que já estiver no imóvel a pelo menos 5 anos ininterruptos. No momento de renovar “X” quer renovar por mais 3 anos. Ele chegou para “X” e disse que iria fazer um contrato de 4 anos e 11 meses. Foram 3 anos no início e depois mais 3 anos. “X” é o locatário e “Y” é o dono do imóvel (locador). ele verificou que “X” queria fazer um contrato de 5 anos. e “X” saiu do imóvel. Foram 6 anos. a jurisprudência aplicando o princípio da razoabilidade e da boa-fé nas relações de contratos (está no novo código civil) evita esses tipos de fraude à lei. porque depois deste tempo transcorrido. porém. Qual é o objetivo desta proteção? É tutelar o aviamento. mas nem tirou as coisas dele de dentro do imóvel. A respeito deste tipo de contrato a jurisprudência diz que “Y” está de máfé. “Y” disse para “X” que ele poderia deixar as coisas dele no imóvel. Neste caso eu já cumpri esses dois requisitos. 3º. “Y” fica fazendo jogo duro para ver se vai renovar ou não. OBS: Eu fiz um contrato por escrito de 3 anos. e depois nos três anos seguintes ele criou uma barbearia. Tutelar essa viabilidade econômica.O contrato de locação tem que estar por escrito e por prazo determinado. só se fosse por vontade dele mesmo. e o contrato por escrito é por prazo determinado. não foram ininterruptos. Depois eu celebrei um contrato de mais 3 anos. Passaram 3 meses e “Y” não conseguiu alugar o imóvel. e para que ele pudesse abrir um restaurante. dificilmente “X” sairia do imóvel. O sujeito (locador) é obrigado a contratar. O objetivo da disciplina jurídico da locação empresarial é tutelar o aviamento. Requisitos: 1º. Ex: “X” procurou “Y” que era dono de um imóvel que estava vazio. É uma das poucas espécies do chamado “contrato imposto”. Se estiver 3 anos ininterruptos no mesmo ramo preencheu o requisito. Nesta discussão se vai renovar ou não. 2º. Ex: Nos dois primeiros anos ele vendia pão. para que “Y” o alugasse. Nisto “Y” resolve que vai deixar o imóvel alugado para “X” mesmo. mas se ele ( “Y” ) conseguisse alugar o imóvel novamente era para “X” retirar as coisas dele de lá. pois 3 anos mais 3 anos são 6 anos ininterruptos. pois neste caso os requisitos seriam preenchidos e o contrato seria renovado compulsoriamente. “Y” sabe que se renovar o contrato de locação por mais 3 anos os requisitos já serão preenchidos. Se houver a tentativa de burlar a lei. ACESSIO TEMPORIS: Imagine a seguinte situação: Estamos 3 anos no contrato. Isto está muito ligado a teoria da preservação da empresa.213 Isso mitigaria o princípio da autonomia das vontades.

aí sim o locador não pode impedir a cessão também do contrato de locação. Não é significativo. e a amiga faleceu deixando para “X” exatamente o salão. tutelar o aviamento. A jurisprudência com uma aplicação até que mais razoável. faço através do TRESPASSE. ou seja. mas não dependerá da anuência do locador quando o contrato de locação for apenas um dos objetos da transferência. é a cessão de todo estabelecimento empresarial. pois dentro desses seis anos o sujeito ficou apenas três meses parado. o proprietário do imóvel é A. mas se fossemos aplicar a lei literalmente não teria direito. Vai haver direito à renovatória ou não? Ela não preenche os requisitos. OBS: É possível aproveitar o tempo anterior do autor da herança ou de sucessores. O locador é obrigado a concordar com a mudança de locatário? 20ª Aula – 20/12/2003 A mera cessão do contrato de locação depende evidentemente da anuência do locador. então eu quero transferir para fulano.214 últimos 3 anos “X” vai para renovar o contrato novamente e “Y” diz que não quer mais renovar o contrato. OBS: Eu estou há 8 anos no imóvel com o meu ponto. Com isso o princípio do acessio temporis. “X” pode aproveitar o tempo da autora da herança? Sim. Mas qual é o objetivo da lei? Preservar a empresa. Então. A jurisprudência vem decidindo tendo como base o princípio da razoabilidade. como assim? Já estudamos o TRESPASSE que não é a cessão meramente do ponto. mais lógica entendeu que é possível. como se tivessem funcionando normalmente. Um dos elementos que integra o estabelecimento empresarial é o PONTO. Ex: tem um restaurante lá. Quem defende essa posição é o professor Capanema. a cessão é conjunta. que é tutelar o aviamento. evidente. Ex: Vamos imaginar que a amiga de “X” tinha um salão no imóvel de “Y” há mais de 20 anos. e que “X” vai ter que sair do imóvel. . e tendo como norte a teoria da preservação da empresa e o objetivo da lei de locações. O “Y” não pode dizer que agora a questão da renovação já acabou. então o acessório segue o principal. este é apenas um dos elementos. O locador é obrigado a concordar com isto? Ele vai poder aproveitar o tempo? Vai haver mudança no contrato de locação. Também é possível aproveitar o tempo do antecessor. quando há um trespasse ou a chamada SUCESSÃO EMPRESARIAL. que já estudamos. artigo 1142 e seguintes do novo CC. Nesse caso. Textualmente a lei diz que é possível. Se estou transferindo todo o estabelecimento que é o principal. se eu quiser fazer a transferência de tudo. “X” tem direito sim à renovatória. estou a 15 anos desenvolvendo o restaurante. de todo o meu estabelecimento para ela. e dentro dele um dos elementos é o ponto. esses períodos podem ser contados para fins do preenchimento dos requisitos legais.

ele já decaiu do direito de requerer a renovação. quando é que você tem que manifestar o desejo de renovar? O que é o principal problema. Quando é que ele tem que manifestar o desejo de renovar compulsoriamente. o juiz vai determinar uma perícia. no penúltimo semestre da locação. o locatário tem que manifestar esse desejo. entre um ano e no último ano de locação tem que ir ao locador. falar com o advogado ir ao contador. Aluguei o imóvel em 01/01/95 – 01/01/98 neste momento o locatário já tinha direito à renovação? Não. o locatário deve apresentar novo fiador. ou seja. 01 ano e 06 meses. a gente simplifica.215 Requisitos para Renovação do Contrato de Locação: O primeiro requisito é que o locatário esteja no imóvel há pelo menos 05 (cinco) anos. Teve uma outra renovação aqui com o consentimento do locador. manda voltar depois. o juiz não pode estar interferindo na vontade das partes. . (99-00-01) terminando em 31/12/01. depois mais 04 anos. Poucas coisas vão mudar nessa próxima locação. por escrito. para não haver problemas. senão ele está interferindo no princípio da autonomia da vontade. ele tem que pedir a renovação entre 31/12 e 30/06. que estão no artigo 51 da Lei de Locações. Como é que ele vai manifestar isso? Intentando a ação dentro do período. e o juiz reconheceu que todos os requisitos estão presentes. vai determinar a renovação da locação. O locador quando quer tirar o locatário do imóvel costuma reclamar. O segundo requisito é que o contrato seja por prazo determinado e por escrito. ou seja. Quando o juiz determinar a renovação qual será o prazo desse contrato renovado? No primeiro período são 03 anos. O juiz vai mandar renovar por mais quanto tempo? Ele vai determinar a renovação do contrato. qual é o contrato que ele está renovando? É o de 04 anos. Então a lei fala 01 ano e 06 meses antes do término da locação. aí ele vai chegar para o locatário e dizer: agora não quero renovar e já era. O que deve mudar aqui? É o valor do aluguel e a garantia. na mesma atividade. até 06 meses antes do término. para o tempo ir passando. como assim? Ele tem que manifestar o desejo de renovar essa locação entre 31/12/97 a 30/06/01. na liberdade contratual. então ele não pode interferir em nenhuma cláusula. se ele está renovando. se passar de 30 de junho. em janeiro de 2002 agora ele terá direito à renovação? Terá. normalmente os problemas na renovação são em razão do valor do aluguel. se entrar o dia 1º de julho ele já entrou no último semestre. de impor ao locador a renovação? A redação da lei não é muito boa. porque ele só está no imóvel há 03 anos. entre UM ANO E SEIS MESES antes do término do contrato. O terceiro requisito é o locatário estar por 03 (três) anos no mesmo ramo. Vamos imaginar que ele intentou a ação dentro do prazo. prazo decadencial. Preenchidos estes requisitos. vamos imaginar renovados por mais 04 anos.

Questão delicada é a seguinte: alugo um imóvel e começo a incrementa-lo com bar. não vai conseguir porque tem um locatário ali. o juiz vai determinar perícia naquele local. então não pagará nada.000 reais. mesmo porque este está protegido na CF/88.500 reais. Imagine a situação: renovo o aluguel. se não conseguir amigavelmente. o que o locatário tem que fazer de novo? Tentar a renovação. ele cede quando bate de frente com o direito de propriedade. ele não precisará pagar os três ou dois últimos meses de aluguel.216 Se eu renovo a locação. por exemplo. depois de . fixa um prazo de 06 meses para desocupação (isto não está na lei) pode mencionar isso para prova da magistratura. Causas de Retomada do Imóvel: 1ª Causa: Na renovação quando o locatário entra com a ação ele faz uma nova proposta de aluguel e aí uma das causas de retomada é quando o valor oferecido não é compatível com o mercado. O direito a renovatória não é absoluto. o locatário será indenizado por ter perdido o ponto. Então se o locatário quer renovar. quando atingir 05 anos. Na prática – Toda vez que o juiz determina a retomada do imóvel. preenche todos os requisitos. o juiz vai julgar improcedente o pedido da renovatória com base no artigo 72. quem sairá no prejuízo é o locador. inciso II. ele tem uma propriedade pode até utiliza-la da melhor forma. vai ser intimado o locatário. o valor oferecido é incompatível com o mercado. só que o valor de mercado hoje está em 7. aí a renovação passa a ser obrigatória. viro “Baixo Tijuca”. Tem que entrar com a ação no tempo previsto em lei e assim sucessivamente.000 reais. essa é a razão da indenização prevista em lei. O locatário tem direito à indenização. entrar com a ação renovatória. ou seja. há causas que permitem a retomada do imóvel. isto dependerá do caso concreto. só ocorre na prática. naquele imóvel o valor de mercado é 7. o locatário se desejar pode prosseguir. Porém. Se for renovado mesmo assim. etc. mas tem o prazo de 06 meses para sair dali. A não renovação nesse caso dá direito a uma indenização pela perda do ponto. foi oferecido 5. quiser pagar só os 5. isso é até ferir o direito de propriedade. o juiz vai determinar a renovação por mais 04 anos. então como o juiz fixa um prazo para ele sair de até seis meses. de ano em ano. show. essa compensação não está na lei. se preencher os requisitos. ele pode determinar uma indenização. normalmente o juiz manda fazer uma compensação – essa indenização é porque há um custo da transferência do ponto comercial. O direito a renovação é uma regra infraconstitucional. Para que se tenha direito à renovação um dos requisitos é que a locação seja por tempo determinado. incompatível com o mercado. vai ter que pagar o transporte. aí ele preenche os requisitos? Sim. a lei autoriza é a liberdade contratual. Ele pode ficar com o imóvel pelo resto da vida. Então há um certo prejuízo.500 reais. Quando chegar entre 31/12/04 a 31/12/05 entrou no último ano da locação. terá que ficar alguns dias parado. conseguir mais ganhos. mas oferece um valor de aluguel pequeno. estou a 10 anos no local e virou referência. se este não pagar o valor.

tem que provar. Há uma discussão que foi parar no STJ. um mega restaurante. essa causa de retomada é uma melhor proposta de terceiro. Eu perdi o ponto. c/c parágrafo segundo do mesmo artigo da Lei 8245/91. a clientela me pertence e não ao locador. III da Lei 8245/91. porque a freguesia. e negociar um trespasse. Durante todo o processo qual é o aluguel que o locatário vai pagar? É o antigo ou é o que o locador quer? Não. já que não vou renovar terei direito a uma indenização. então durante todo esse tempo eu deveria ter pago não os aluguéis provisórios e sim os aluguéis antigos. Eu. É claro que será dada oportunidade ao locatário para cobrir a proposta do terceiro. foi determinado a retomada do imóvel. por exemplo. é o aluguel provisório.217 eu ter tornado aquele local muito famoso até outros bares começaram a se instalar no local. nesse caso. não é problema nosso. e esta é em razão da atuação do próprio locatário. o locatário alegou que se foi retomado o imóvel e não foi renovada a locação. e não no meu locador. nesse momento é “ao perito”. não colou. locatário ofereço ao locador um valor de aluguel compatível com o mercado. quando da melhor proposta. nesse caso. o que é extremamente justo. se isso acontecer o novo locatário estará aproveitando a clientela. quem me deve essa indenização é o locador. por exemplo. 2ª Causa: Artigo 72. a freguesia. como é que o perito fará isso não sabemos. . não sabemos. ele que tornou aquele ponto um point com extraordinário movimento etc. Quando o locatário ingressa com a renovação o juiz costuma fixar aluguéis provisórios. inciso III. Se o terceiro pagar a indenização poderá entrar com ação de regresso contra o locador. Em relação a esta indenização. Seria justo com o locatário? Não. o locador diz que não renovará com você porque tem outra pessoa que oferece valor maior de aluguel. e sim sete mil reais. mas como saí em razão de proposta de terceiro. Se alguém está interessado no meu ponto tem que vir a mim. não pode servir de argumento para aumentar o valor do aluguel. ocorreu uma mega valorização. a valorização do imóvel em razão do esforço do locatário. se não estivesse satisfeito com ele deveria o locatário ter agravado de instrumento. o STJ disse que os aluguéis devidos durante todo o processo são os provisórios. ofereci sete mil reais. no contrato de TRESPASSE. tanto o locador como o terceiro que conseguiu o imóvel. Essa proposta de terceiro tem que ser para que o ponto seja utilizado em atividade e não a mesma atividade do antigo locatário. Não basta o locador dizer ao juiz que tem melhor proposta de terceiro. o locador e esse terceiro serão devedores solidários por essa indenização. ele não pode exercer o mesmo ramo do antigo locatário. Determinada a perícia o perito vai dizer que o valor do aluguel não tem que ser três mil reais. serão devedores solidários. Esse terceiro que faz a melhor proposta para explorar o ponto. o contrato não deveria ser com o locador. este é o espírito do artigo 72. deveria ser com o locatário. o juiz vai determinar o que? Não deverá ser computada a valorização decorrente do esforço do locatário. Importante: Uma coisa é certa. O juiz tem que fixar a indenização. como é que o perito vai fazer isso na prática.

Ele tem razão porque a lei induz a mentira. proprietário. Ainda no artigo 52. sabe que a lei veda isso. no íntimo. não precisa mentir para o juiz. e que ele não vai fazer obra no imóvel. se a obra gigantesca ocorrerá uma valorização do imóvel. o único direito que a lei dá é exigir a indenização. ou seja. não interessa o que vai fazer. etc. ele vai falar que vai retomar para uso próprio e que vai morar lá. Se for uma obra de mera fachada. não há direito de seqüela. que não vá inviabilizar a permanência do locatário ele não precisa sair. mas a lei não dá esse direito ao locatário. quer morar lá. inciso II. se mentir ele conseguirá voltar para o imóvel e a conseqüência é pagar a . será que meu direito à renovatória vai impedir esse desejo dele. que essa vedação é inconstitucional. 4ª Causa: Artigo 52. para exercer a mesma atividade do locatário. o locador tem que provar que vai fazer tal obra. Se ele faz isso e não inicia as obras em três meses. Não há na lei nenhuma fórmula que permita ao locatário retomar o imóvel porque o direito dele não é real. então a lei. é o posicionamento do STF e depois do STJ. este não é seu. ou oferecer a um terceiro. também não é qualquer obra. o locatário não tem direito real sobre o imóvel. o imóvel pode ser retomado também para obras determinadas pelo próprio locador. é direito pessoal e não real. salvo numa hipótese: se ele retomou o imóvel dizendo que ia fazer a obra. se impedisse estaria violando o direito de propriedade. Fabio Ulhoa Coelho o que a lei veda. Mesmo porque. O locatário não pode retornar para o imóvel. o locador vai retomar porque quer construir um restaurante. caberá a este uma indenização. provando que o terceiro voltou a exercer o ramo do antigo locatário. provou através do projeto de arquitetura. Retomada para uso próprio. aí tem que ser dado ao proprietário do imóvel todo direito para pedir um aluguel mais alto. o locador quer retomar o imóvel para construir um restaurante. portanto ele conseguirá é uma indenização. 3ª Causa: Artigo 52. inciso I. ou ele mesmo explorar. da Lei 8245/91. basta a sua palavra. há uma presunção relativa de sinceridade. Depois que entrar no imóvel o locador monta o restaurante. acertadamente neste caso. e essa causa de retomada não dá ao locatário direito a indenização. pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. Fábio Ulhoa Coelho sustenta que o locador. ele vai poder? Fabio Ulhoa Coelho entende que pode. Ex: Há um restaurante alugado. dar a destinação que quiser. É causa de retomada quando o poder público determina ao locador que seja feita uma obra no imóvel (risco de desabamento. as obras que ele alegou para o juiz. O problema é que há uma posição minoritária do prof. primeira parte. nesse caso não tem que provar nada. depois descobriu que tal projeto é da cunhada dele. a jurisprudência é pacífica. basta que pague a indenização. seria mais justo permitir que o locatário voltasse para o imóvel ou optar por uma indenização. ou seja. é pessoal. obra de infra-estrutura etc) um motivo. mais isso tem que ser por fato do príncipe. fato do príncipe. o caminho é a indenização. Se o locador quiser derrubar aquela casa e construir um prédio. não pode exigir a retomada. reforma. se for uma obra de tal monta que inviabilize a permanência do locatário isso é causa de retomada.218 Em caso de conluio entre o terceiro e o locador para tirar o antigo locatário do local. inciso I da Lei 8245/91. através de um projeto de arquitetura.

219 indenização. vai se apropriar da clientela e da freguesia do locatário. ela será considerada locação empresarial. É direito de propriedade. diz: pode retomar o imóvel para estabelecer um comércio de uma sociedade empresarial em que participe o ascendente. descendente ou cônjuge. 03 meses depois transforma aquele restaurante em salão de beleza. pessoa física ou pessoa jurídica de que ela seja sócia majoritária. dizendo apenas que o locador para exercer a mesma atividade do locatário tem que pagar a indenização. Na prática é assim. já tem direito à renovação. desvio e clientela etc. porque o direito dele é pessoal e não real. estabelecimento empresarial para o meu ascendente. eu quero colocar um terceiro. O prazo de seis meses para desocupação está no artigo 74. Posso retomar o imóvel para colocar minha esposa no mesmo ramo do locatário? Não. diretores daquela indústria. se ela vier para estabelecer o salão lá. aí o ex-locatário entra com ação pedindo indenização. ela quer ir para o centro da cidade onde eu tenho um imóvel comercial que encontra locado. que já explorava ali o ramo de restaurante há muito tempo. Toda vez que retomar o imóvel o juiz vai fixar prazo de 06 meses para o locatário desocupá-lo. Normalmente a pessoa hoje explora uma atividade empresarial como pessoa jurídica. então para quê esse cinismo. caput. essa última renovação foi por três anos. Segunda Parte do Inciso II do artigo 52 da Lei 8245/91 – O locador pode retomar o imóvel para ali fixar um ponto comercial. terá direito à indenização. descendente ou cônjuge. Se verificada a fraude cabe indenização. então posso retomar o imóvel para estabelecer o salão de belezas do cônjuge. paga a indenização e retoma o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. Ex: meu pai está lá com restaurante. Sem direito a indenização porque o locatário exerceu atividade com tudo pronto. por qualquer motivo como: concorrência desleal. também aluguei uns apartamentos para alojar os diretores que vem de fora. gerentes de uma sociedade empresarial. ele aluga tudo (imóvel e restaurante) para B. a lei sabendo disso. . Na última renovação inclui um prédio anexo para alojar alguns funcionários. Ele é o proprietário do imóvel e lá exerce um restaurante. no artigo 55 da Lei de Locações. Então posso retomar o imóvel para colocar um salão de belezas dela. Então Fábio Ulhoa Coelho sustenta a inconstitucionalidade. Questões Interessantes: Imagine a seguinte situação: considera-se empresarial a locação para alojar os diretores. Há uma exceção: que o locador pela lei pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário quando a locação for a chamada locação gerência. a indústria está no meu imóvel há oito anos. Sou locador. porém não coloquei meu pai. uma indústria. o locatário também. O locatário pode pretender voltar para o imóvel? Não. Agora se ele faz isso depois de quatro anos que está lá. e sim o salão de belezas da minha mulher. ela tem o salão há mais de um ano. Quem deu fama àquele ponto como restaurante foi o locador. ele pode retomar para continuar exercendo a atividade de restaurante. tenho indústria aqui. desde que este comércio exista há mais de um ano. essa locação para essas pessoas físicas embora pareça residencial. Ex: meu pai tem um restaurante pequeno. em razão da finalidade dela estar ligada ao estabelecimento. É minoritário. está na lei. Ex: o meu cônjuge tem salão de belezas em Caxias.

como foi incluído no contrato de locação anterior e já tem onze anos. . esta quem é a locatária. para renovar quero 5 mil reais. porque aí já não é uma faculdade do locador. Caio Mario e Modesto Carvalhosa. porque o locatário já passa a ter direito a renovação desde que preencha certos requisitos. eu renovo se quiser. Isso não está na lei de locações. Para Fábio Ulhoa Coelho. Segundo o professor as luvas eram valores cobrados no ato da renovação. em razão do direito de propriedade. os incomodados que se mudem. é legítima esta cobrança. então não é benevolência do locador. direito de propriedade. portanto. porque o acessório segue o principal.220 então a indústria está no imóvel há onze anos. Quem tem razão? A indústria. Para Rubens Requião é uma coligação de contratos entre o empreendedor e o lojista dentro dos quais o de locação. e sim direito potestativo do locatário. não preenche aqueles requisitos. é direito de propriedade. é direito do locatário por isso este pode exercê-lo. é um contrato de locação com algumas peculiaridades. não quer pagar que vá embora. E a relação entre o shoping e os consumidores é uma relação consumeirista. (3 + 3 = 6) na outra renovação não poderei cobrar nada dele (luvas). é só jurisprudência. o acessório segue a sorte do principal e. o locador contesta o pedido dizendo que a indústria não preenche um requisito para a renovação no que diz respeito ao prédio em que estão instalados os diretores. o locador pode cobrar o que quiser. mais os aluguéis. A indústria entra com a renovatória. mas aquele prédio só está para indústria pelo prazo de três anos. Em qualquer momento em que não haja direito ao locatário para renovação. porque para ser direito do locatário teria que estar no imóvel no mínimo há cinco anos. posso pedir até um milhão de reais se quiser. a indústria terá direito a renovar tanto o prédio que está a onze anos quanto o prédio anexo. Há quem chame essas verbas de luvas. porque aquele prédio foi incluído na locação. Agora renovei por mais 03 anos. na doutrina. deixou de ser uma faculdade minha para ser direito do locatário. Pode. em razão do princípio pelo qual o acessório segue o principal. porém. Podem ser cobradas luvas quando você vai entrar no imóvel? Ex: celebro contrato de locação com Maria e digo que tem que me pagar 20 mil reais referentes a luvas. só não posso exigir valores referentes às luvas no ato da renovação. Qual a natureza jurídica do contrato de shoping center? Para os professores Orlando Gomes e Alfredo Buzaid eles entendem que é um contrato atípico e misto. hoje não são cobradas na renovação da locação. Quem fez o contrato não foram os diretores. para renovar é ainda uma faculdade do locador ou um direito do locatário? Faculdade do locador. Fiz um contrato de três anos com ele. aí o locatário não tem que pagar nada. quando o locatário preencher os requisitos. não as luvas que eram cobradas antigamente em toda renovação. Estamos falando do contrato estabelecido entre o dono do shoping e os lojistas. A relação que se estabelece entre eles é puramente contratual empresarial. SHOPING CENTER. A renovação é no prazo do último contrato. isso é apenas um acessório ao imóvel principal. e sim a indústria.

o empreendedor do shoping se diferencia do mero locador. para produtos importados etc.221 Entre o empreendedor e o lojista não é aplicado o CODECOM. faço praça de alimentação. como jurídica. pode ser tanto pessoa física. É um contrato que não é tão rígido quanto ao contrato de locação comum. preciso de alguns cinemas. Assiste razão a eles. Então o empreendedor procura dar uma variedade. A locação puramente de imóvel não é atividade empresarial. O empreendedor do shoping é empresário porque não é uma mera locação de espaço. por escrito e o locatário esteja no mesmo ramo há no mínimo três anos. que são a maioria (99. quando é que o locador poderá retomar o imóvel? Sabemos que para o locatário empresário ter direito a ação renovatória compulsória. 21ª Aula – 17/01/2004 LOCAÇÃO EMPRESARIAL: Na última aula nós tratamos dos requisitos para que a renovação da locação empresarial seja compulsória. ou seja. Lojas Americanas. ou seja. a locação tem que ter: no mínimo cinco anos. Quando construo o shoping e sou pessoa jurídica não vou alugar a loja para qualquer um. ou seja. uma estrutura empresarial. passam a ter direito de permanecer no imóvel. ele privilegia o princípio da autonomia da vontade. o locatário tendo direito a renovação da locação. . Daí que no shoping citado acima. A lei de locações estabelece no artigo 54 plena liberdade contratual nesta modalidade de locação. ajuizar a demanda no tempo oportuno. no penúltimo semestre antes do término da locação. O contrato de locação de shoping center não é um contrato de locação comum. há todo um planejamento. mesmo que alugue imóvel comercial. lojas para roupas. basta que o empresário ajuíze a demanda dentro do tempo previsto na lei. uma proteção ao ponto comercial. porque essas lojas acima por si só atraem uma clientela enorme. aí os lojistas pequenos ingressaram com ação pleiteando a rescisão contratual cumulada com pedido de indenização. Casas Bahia não vieram. manifestar o desejo de renovar entre 01 ano e 6 meses do termino da locação. A terceira corrente é melhor para prova. CAUSAS DE RETOMADA: Quando é que mesmo preenchidos todos os requisitos do artigo 52. ou seja. bancos. O locador é empresário? Pela condição de locador não é empresário. e preenchidos alguns requisitos. aumentar o máximo possível as opções do consumidor. em torno do shoping há o que a doutrina chama TENANTNIX – quando sou empreendedor do shoping. você como pequeno lojista vai querer se estabelecer lá. as Lojas Americanas. por prazo determinado. para quem pagar o aluguel? Não.9% são pessoas jurídicas). Pode cair em prova – há em um shoping instalados casas Bahia. porque ele tem todo um planejamento.

na ação renovatória. não há o que fazer. Vamos imaginar que o locatário ofereceu quatro mil reais de aluguel. o locador tem que provar por escrito. . o locatário tem que sair para que cumpra a ordem do Estado. está rachado. ele terá que sair do imóvel. não sendo renovada a locação. é claro que não é obra qualquer. Município. e aí na petição inicial o locatário diz qual é o valor do aluguel que vai pagar. dizendo: senhor juiz essa é a melhor proposta. se ele não quiser tem que sair do imóvel. Ex: tenho um casarão velho locado para ela. tem que melhorar o imóvel valorizando-o. ele é o locatário. eu sou proprietário e tenho uma proposta de cinco mil reais. daí vem uma notificação da prefeitura que há necessidade de obra no muro. ele vai ser intimado. contrato de 15 anos. tenho que pagar uma indenização para o locatário.222 Preenchidos todos os requisitos o locador vai poder retomar o imóvel? Quando é? A primeira causa da retomada é: vamos imaginar que o locatário preencheu todos os requisitos. Essa proposta de terceiro. porque senão ele vai acabar tomando a clientela e a freguesia do antigo locatário. o juiz fixa cinco mil reais de aluguel. haverá uma solidariedade nesta indenização. uma das poucas coisas que muda na renovação do contrato quando o juiz autoriza a renovação do contrato é o valor do aluguel. o locador quer oito mil reais. É hipótese genuína de FATO DO PRINCÍPE é ordem determinada pelo poder público. Ás vezes ocorre diferente. exercer o mesmo ramo de atividade do locatário tem que conversar como o locatário e não com o locador. Vencendo a melhor proposta de terceiro. terá que gastar mais. pois se for obra só na fachada não há necessidade do locatário sair do imóvel. previstos no artigo 72 da Lei de Locações. o direito de propriedade é maior que a renovatória. neste caso. o locatário tem direito à renovação. etc. Será que vai ser ou não renovado? Se a proposta do locatário para permanecer no imóvel é de quatro mil reais e o juiz fixa cinco mil reais. querem derrubar aquele casarão para nele construir um prédio comercial. não é obra qualquer. para realizar qual negócio jurídico? Para realizar o TRESPASSE. pois este terá que procurar outro ponto. é obra de porte. A briga normalmente é em torno do valor do aluguel. quer dizer: não foi renovada a locação. Terceira causa de retomada: Tenho um imóvel e lá há um locatário no meu imóvel. Se permitir que locatário voltasse para o imóvel é direito pessoal. locações empresariais. mais se eu não iniciar as obras em três meses. Lembrando que esse terceiro que está fazendo a proposta não pode ser do mesmo ramo do locatário anterior. e essa é a primeira causa de retomada. A primeira causa de retomada. não posso ficar tolhido de explorar o meu imóvel. venceu a melhor proposta. se não quiser pagar os cinco mil reais. A lei também permite a retomada do imóvel para que se faça obra de melhoria e aumente o valor do imóvel. é quando os locatários fazem uma proposta de aluguel incompatível com o valor de mercado. Essa é a segunda causa de retomada. Nestes dois casos eu retiro o locatário. Se o terceiro quiser adquirir o ponto comercial. aumentar um pavimento ou dois. haverá solidariedade entre locador e terceiro nesta indenização ao locatário. um terceiro me faz uma proposta de cinco mil e quinhentos reais. o locatário não terá direito de permanecer no imóvel. o locatário será indenizado pela perda do ponto e aí nesse momento. a lei impõe indenização ao locatário pela perda do ponto. que valorize o imóvel.

ele tem posição minoritária. Então posso retomar o imóvel para estabelecer firma individual de ascendente. Pode ser firma individual ou uma sociedade. antes de retomar o imóvel pago a indenização . e que irá fazer obra de melhoria ou que recebeu proposta de terceiro. porque se eu quisesse retomar o imóvel para exercer o mesmo ramo do locatário estarei roubando dele a clientela e a freguesia. ele tem negócio de DVD lá. o ponto é meu. que tem que parar com o cinismo. A pessoa está no imóvel com loja de DVD. A minha filha. o nome dessa locação é chamado locação gerência. Vamos imaginar que eu retorne para o imóvel. Entre a minha filha e o locatário. o locador está dizendo que vai retomar o imóvel para ele usar. é uso próprio. descendente ou cônjuge exercem for o mesmo que o locatário exerce. Este salão existe há mais de três anos. segundo a jurisprudência do STJ. só sustenta inconstitucionalidade para uso próprio. a Lei veda. Se o ramo que o ascendente. em princípio ele está falando a verdade. porque senão haveria uma verdadeira apropriação da clientela ou freguesia. será que eu posso retomar aquele imóvel para explorar o mesmo ramo que ele? A Lei diz que não pode. é uma presunção relativa. ferindo o direito de propriedade previsto na CF. quer vir para o Rio de Janeiro. quero retomá-lo para uso próprio. há uma posição do professor Fabio Ulhoa Coelho que sustenta a inconstitucionalidade desta vedação. já tem um bom tempo. Ele diz o seguinte: em vez de mentir para o juiz e depois pagar a indenização. O que o juiz vai fazer se constatada a mentira do locador? Vai fixar uma indenização. entretanto. desde que o estabelecimento exista há mais de um ano. ascendente. descendente ou cônjuge. no final tudo vai acabar em indenização. O meu imóvel está alugado para ele que está lá há oito. A lei proíbe. Tem entendimento pacífico nesse sentido. nove ou 10 anos. ele diz. Voltei para lá. tenho direito de retomar o imóvel para que seja estabelecido um fundo empresarial para o meu ascendente. descendente ou cônjuge. já que sou o dono do imóvel. enganei o juiz.223 O locador tem que provar por escrito que recebeu notificação do poder público. Nesse ponto Fabio Ulhoa Coelho não sustenta inconstitucionalidade. não interessa para que. Quero retomar meu imóvel que está alugado há 15 anos. no final das contas tudo vai acabar em indenização. descendente ou cônjuge. quando eu voltar posso retomar para exercer a mesma atividade? Por quê? Posso. eu volto para lá para fazer o que eu bem entender. só que monto loja de DVD. o proprietário. o que o locatário pode fazer? Pode pretender que o juiz determine a volta dele para o imóvel? Não. O que é locação gerência? Vamos imaginar que tenho um imóvel explorando ramo de restaurante. o imóvel também é meu. vou viajar para os EUA. nesse caso.é o que Fabio Ulhoa Coelho sustenta. . posso retomar o imóvel? Não. dono do imóvel. mas não para exercer a mesma atividade. o imóvel é meu. consigo retomar o imóvel. Se mentir para o juiz. porque quem criou o restaurante ali não foi o locatário. desde que ela seja a sócia majoritária. monto restaurante. foi o locador. descendente ou cônjuge ou para estabelecer até uma sociedade desde que os parentes acima sejam sócios majoritários. E o ponto comercial pertence ao locatário. deixo tudo locado para João. Pode retomar para ascendente. então. presume sinceridade da minha palavra. tem um salão de belezas em Belford Roxo e está sendo despejada. fala logo a verdade. vale a sinceridade. dane-se o locatário.

. virá para cá as Casas Bahia. O que diferencia o empreendedor do shoping do locador comum? O dono do shoping não é um mero locador de espaço. loja de discos. Existem alguns fatos neste contrato que tem gerado muita polêmica. da boa fé e não pelo Código de Defesa do Consumidor. Pois temos uma clientela enorme. espaço para bancos. eles entendem que o contrato de shoping center é atípico e misto. ingressaram com ação requerendo a rescisão do contrato de locação cumulada com pedido de indenização. prevista no Código de Defesa do Consumidor. há uma relação entre eles puramente contratual. é uma relação consumerista.224 Toda vez que o juiz determinar a retomada do imóvel. ele não pode alugar espaço “a torto e a direito”. em geral temos as seguintes hipóteses: pode estabelecer um aluguel fixo de três. os que locaram os espaços. produtos importados. ou seja. ele precisa oferecer uma gama de produtos e serviços o maior possível para atrair mais clientela e freguesia. Caio Mario e Washigton de Barros – que entendem que é um contrato de locação. No contrato de shoping center o aluguel é um pouco diferente do aluguel de uma locação empresarial. Natureza Jurídica do Contrato de Shoping. que por si só chamam clientela e ainda diz a sua loja vai ficará em frente às Casas Bahia e aí há toda uma demanda. Está previsto no artigo 54 da lei de locações. porque há uma junção de vários contratos. embora com algumas regras especiais. entende que é uma coligação de contratos. A relação que se estabelece entre o dono do shoping e os freqüentadores deste. há todo um planejamento. Ex: existe um shoping no RJ que queriam aplicar o CDC nessa relação. roupas. são vários contratos que são aperfeiçoados entre o empreendedor do shoping e o lojista. A Terceira Corrente – defendida por Fabio Ulhoa Coelho. O pedido foi julgado procedente. Acontece que tais lojas não vieram para o referido shoping. Devemos adotar esta corrente porque é a MAJORITÁRIA.Como se desdobra o aluguel num contrato de shoping center? A lei textualmente diz que prevalece a livre iniciativa das partes.Todos são lojistas e dizem: vem aluguem mais aqui no meu shoping.Center: Não há lei específica tratando deste assunto. há praça de alimentação. pelas normas do contrato. A Primeira Corrente – defendida por Alfredo Buzaid e Orlando Gomes. precisa de alguns cinemas. Lojas Americanas. ele vai fixar prazo de seis meses (artigo 74) para desocupação do imóvel. ficando muito tempo “as moscas”. porque a desocupação de uma locação empresarial não é tão simples como a desocupação de uma locação residencial. Sobre a natureza jurídica deste contrato há divergências. a autonomia da vontade. etc. no shoping há o que a doutrina chama de TENANTNIX. agência de correios. quatro ou cinco mil reais. CONTRATO DE SHOPING CENTER: É um contrato que se estabelece entre o empreendedor do shoping (dono do shoping) e os lojistas. Modesto Carvalhosa. A Segunda Corrente – defendida por Rubens Requião. vão se dar bem.

mais os aluguel do mês. como por exemplo. Lá no shoping de Vitória era o triplo. Res sperata é esperado mesmo. enfeites etc. Por isso os shoping devem criar sistemas de segurança. por exemplo: ele é obrigado a ratear as despesas com propaganda do shoping. É completamente livre prestigiando mesmo a autonomia da vontade. vai pagar quatro ou cinco mil reais por mês. existe um orçamento prévio que os lojistas são convocados para aprovar ou não. já vai usufruir de tudo isso. do supermercado etc. o shoping tem que provar isso. Estacionamento em shoping center não é matéria de direito comercial. uma parcela fixa e outra variável de acordo com o faturamento era o sistema lá daquele shoping. No mês de dezembro é muito comum os shopings cobrarem aluguel em dobro. ou seja. o shoping se resguarda normalmente com parcela fixa mais a variável. E sete por centro do que ultrapassar do faturamento bruto é do shoping. Normalmente esse rateio é feito através da associação de lojistas que tem sempre em shoping. cobram 4 mil e um ou dois por cento do faturamento bruto. sete por cento do que ultrapassar é do shoping. a presunção em favor do . Se o faturamento da loja ultrapassar determinado patamar estabelecido no contrato. uma verba de entrada só para alugar. daí uma mulher com bloco na mão anotando. é do shoping. porque às vezes o consumidor chega no estacionamento já com o carro amassado. Se levarem o carro o empreendedor do shoping tem que me pagar. estou no imóvel dele tenho que pagar sim.225 Estava no shoping em Vitória. Além disso. existem outras verbas que os lojistas tem que pagar. câmeras por todo o lado. Daí a auditora disse: 4 ou 5 mil por mês. Como vou saber se furtaram ou não. Por que essa Res Sperata? Porque quando você aluga uma loja no shoping. colocou lá e quebraram o vidro do seu carro e levaram o aparelho de CD. aí sim. vamos imaginar que você entrou com seu veículo. vai ter que pagar. é propriedade dele. aí ela chegou para o vendedor e perguntou: ele comprou? À vista? A prazo? Ou em dinheiro? Parecia auditoria interna. da fama do shoping etc. Não podem ser cobradas dos lojistas: a) despesas extraordinárias de condomínio. você já vai contar com toda infra-estrutura e com clientela e freguesia. você paga o que a lei chama de Res Sperata – tem que pagar é como se fosse a antiga luva. o shoping possuía escada rolante. isso se vê pouco. Tem que pagar estacionamento ou não? É óbvio que tem que pagar. anúncio em TV. b) pinturas de fachada. Ou pode ser tão somente uma parcela variável. agora querem colocar elevador panorâmico. o problema é do shoping. e não do consumidor. exigem a inversão do ônus da prova. e despesas previstas no orçamento prévio que eles participaram evidentemente eles têm de custear. Tem o bônus. A questão do estacionamento pode ser do banco. Por fim. A relação entre o empreendedor do shoping e os freqüentadores do shoping é uma relação consumerista. Por que quem é o proprietário do imóvel? Ele coloca no imóvel quem ele quiser. existe uma previsão de uma clientela de uma freguesia que não é sua. por exemplo: as modificações do projeto original. Além do aluguel. para você alugar uma loja no shoping. mas também tem o ônus. comprei presente para o meu pai. terá que me pagar.

O locador comum não é empresário. isso acabaria inviabilizando a evolução do shoping. Tudo se resolveu com acordo. por exemplo. uma farmácia no meio da praça de alimentação? Ele não poderá fazer isso independentemente do contrato que se estabeleceu com o empreendedor. Pode para uso próprio? Também não. A retomada para uso próprio e para uso de terceiros são expressamente inaplicáveis aos shoping centers. então ele não pode mudar de ramo. do empreendedor. O shoping é que tem que assumir essa responsabilidade. Há muitos casos que a construtora participa. claro que não importa se é empregada de alguém. montar.226 consumidor não é absoluta. se vai só consumir ou não. aluguei seja direto do proprietário. ele vai poder mudar de ramo sem consultar ninguém. Lucro indireto – no contrato de depósito previsto no Novo Código Civil. Vamos imaginar um shoping center. porque a relação dele com ela não era relação de consumo. Numa locação comum. aconteceu um problema com ela. porque existe um lucro indireto com estacionamento do shoping. dentro do seu planejamento. criou-se um local destinado a centro médico e tudo mais lá. O contrato de shoping center está na Lei de Locações. Caso interessante foi de uma funcionária de uma loja. loquei para ele por oito anos. ela estacionou o seu carro no estacionamento do shoping. porque ele tem que atender o interesse coletivo de todo empreendimento. tinha algumas lojas que estavam emperrando a construção deste centro médico. o qual alegou que aconteceu lá no shopping. Nem sempre quem vai explorar o shoping é a construtora. Fabio Ulhoa Coelho diz com razão que o locador tem direito sim de retomar o espaço para que o shoping não fique atravancando.o shoping disse que ela tinha que provar. O empreendedor do shoping será que ele pode utilizar todas as possibilidades de retomada? Será que o dono do shoping pode retomar para ali estabelecer um fundo de comércio para ascendente ou descendente? Evidentemente que não. essas despesas jamais poderão ser repassadas para os lojistas. uma construía e outra pessoa explorava. ele está lá explorando na praça de alimentação. se vai visitar alguém. é relativa e ficou provado. . O empreendedor contratou os serviços de diversas construtoras que formaram um consórcio. ela era empregada da loja e aí? Os ministros do STJ decidiram a favor da funcionária. não importa se o depósito é gratuito ou oneroso. O exemplo do Fabio Ulhoa Coelho se aplicou no Barra Shoping. ele pode mudar de atividade? Sim. porém nas mesmas condições. nesse ponto não chega a ser gratuito. Tem direito o locador de ajuizar demanda para retirar o lojista daquele local e estabelecer em outro. Se o locatário dissesse que não iria sair. Outra despesa que o locatário não está obrigado a pagar são as verbas trabalhistas de empregados que trabalharam antes do shoping começar a funcionar. O empreendedor do shoping é empresário. se ele estava na principal procurar mantê-lo assim. não foi parar na justiça. mas uma perícia resolve isso. No STF nem se questiona mais.

vou ensinar como fazer. na década de 70 e teve evolução histórica interessante.227 FRANQUIA OU FRANCHISING: Legislação Aplicável: Lei 8955/94 O contrato de franquia foi criado no Estados Unidos. A Lei 8955/94 diz isso. portanto. Evaldo Fazio. nem sempre na franquia vou estar fornecendo produtos. por isso é um contrato misto. O professor Adalberto Simão Filho diz que o contrato de franquia é um contrato típico. Por exemplo: lavar carros. Vamos imaginar que sou empresário “Mac Donald”. franquia não é só isso. no que tange a qualidade dos produtos. Aí não há fiscalização do franqueado e sim quem sofre fiscalização é o fornecedor do franqueado. que a Lei 8955/94 analisa apenas os aspectos tributários do contrato de franquia. toda técnica do negócio é dada pelo franqueador. é misto porque não é um simples contrato de licença de uso de marca. é uma licença de uso de marca e um outro contrato de prestação de serviço de organização empresarial. tem muito dinheiro. oneroso. por entenderem que seria uma prestação de serviço do franqueador para o franqueado e aí a jurisprudência do STJ em peso decidiu. Fran Martins. se fosse só isso não seria franquia. Eu que vou estruturar. O fornecimento não precisa ser necessariamente do franqueador. eu vou prestar serviço de organização empresarial. No caso do Mac Donald. de prestação continuada e misto. há um contrato de fornecimento. Adalberto Simão Filho. a compra de pão. é a conjugação de vários contratos em si. Funciona da seguinte maneira: o contrato de franquia é bilateral. dizer que a cor é tal. Bugarelli. bilateral. consensual. o município de Niterói quis tributar. Pode por exemplo estabelecer contratos de fornecimentos com terceiros. O contrato de fornecimento é eventual. tem marca famosa registrada e você que vai montar um. como funcionará. tudo é fornecido. portanto. adquiriu uma franquia para cidade de Teresópolis. Todas as turmas do STJ citam esse professor em contratos de franquia. montar. Dizem esses autores. Será possível tributar o ISS sobre a franquia? No contrato de fornecimento incide o ICMS. porque conjuga vários outros contratos em si. é contrato típico empresarial. as partes têm obrigações. qual imposto incide? Não tem. vou entregar tudo pronto. Natureza Jurídica do Contrato de Franquia ou Franchising: É um contrato atípico para Rubens Requião. pacificando: . colocou-o na lista do ISS. o funcionário tem que ter os uniformes tal. Sobre o contrato de franquia em si. porque existe a franquia de serviços. Quem treinará os funcionários é o franqueador. não concorda com os autores acima e sim com o prof. Discute-se muito sobre a incidência de qual imposto sobre contrato de franquia. O professor Leonardo. Fabio U Coelho. mas não quer ter o trabalho. seria licença de uso de marca. ele continuaria sem previsão no ordenamento pátrio. O contrato de franquia funciona assim: Além de permitir o uso da minha marca. Eu não permito apenas que ele use a marca Mac Donald. este pode estabelecer que: só venda produtos por ele fornecidos ou por ele indicados. no caso do Mac Donald. ela não analisa por completo de forma empresarial o contrato.

sobre faturamento bruto de dois ou três por cento. exige o PRINCIPIO DA TAXATIVIDADE. O contrato de locação está dentro do contrato de franquia? Não. salvo a franquia estabelecida em beira de estrada. Em geral. em Teresópolis. Tanto um presta serviço para o outro quanto o outro presta para um. dependendo da franquia é ainda mais cara. Essa remuneração é mais ampla possível. o franqueado fica mais restringido na sua autonomia empresarial.Que a questão tributaria prevista na CF/88 é numerus clausus. tudo é cobrado. os preços serão determinados pelo franqueador. quem estabelece é o franqueador. o que é possível é a tributação dos intermediadores do contrato de franquia. ele está aumentando o leque. Então. no carnaval em Salvador. porque assim autoriza o franqueador. existe uma via de mão dupla. . O BOBS às vezes autoriza a venda de cerveja. O franqueado também presta serviço para o franqueador na medida em que ele vai divulgar. é impossível tributar o ISS no contrato de franquia.228 1. já digo para você procurar um imóvel em qualquer lugar. não pode ficar dando interpretação extensiva. estender o alcance da marca do franqueador. os valores dos produtos são os mesmos em todas as lojas. Mac Donald cobra pelo pão. como assim? Feiras de franquia há empresários que se limitam a prestar um serviço de aproximar um franqueado do franqueador. o franqueado que presta serviço ao franqueador ou vice-versa. Há contrato de franquia que você cobra parcela sobre o uso da marca e tem cobrança do faturamento fixo mais variável. Há uma duplicidade. sou Mac Donald. Fornecimento de bens. por isso. A taxa de adesão é cara. é um pouco mais restrita porque o valor que vai ser oferecido ao consumidor. além disso. ele arma toda uma publicidade. o que chamam de ligação entre franqueador e franqueado. Existe a cobrança dos royalties que é uma remuneração pela licença do uso da marca e. por exemplo. isso é variável. é uma liberdade contratual enorme. isto é à parte. REMUNERAÇÃO DO CONTRATO DE FRANQUIA: De cara já paga uma taxa de adesão. O royaltie para uso da marca é também de forma ampla a sua cobrança. que nas lojas de franquia. ele cobram por isso e o que eles estão fazendo? Uma prestação de serviço ligando um ao outro e tem todo um trabalho e a tributação o máximo que pode ser feito é em cima desse trabalho. a legislação tributária é sempre taxativa. ele também presta serviço para o franqueador e este tem os funcionários. o franqueado é que vai se virar com o imóvel para locar ou comprar. O franqueado além de oferecer os produtos do franqueador poderá oferecer outros? Em regra. por exemplo. Além desta. que os valores dos produtos costumam ser maiores. não é possível os municípios tributarem no contrato de franquia o ISS. que manda para o franqueado. existe um valor mensal. Não. presta serviço de organização empresarial para o franqueado. hambúrguer. quando celebro contrato de franquia com você. não sobre os royalties. No contrato de franquia. por exemplo. É prestação de serviço? É.

O produto já não mais estava dentro padrões e etc. O atendimento ruim. Resposta: Está na lei. O problema é que na lei tem as obrigações do franqueador e não tem as obrigações do franqueado. Questão interessante. em razão da falta de fiscalização do franqueador em relação aos demais franqueados. . conseguiram a restituição da taxa de adesão. O STJ deu ganho de causa aos franqueados. Primeira questão: As principais características de um contrato de franquia.Fornecer bens aos franqueados. 2.Ele não pode vender bens que não sejam autorizados pelo franqueador. mas as jurisprudências e a doutrina tratam do assunto.Prestar o serviço de organização empresarial. pediu-se a rescisão contratual e ganharam. Ex: a franqueada está prestando um serviço horrível. As obrigações do Franqueador são: 1-Autorizar o uso de sua marca. queria só receber e não dava a menor assistência ao franqueado. 5. reflete no interesse de todos os outros franqueados.229 O atendimento tudo segue uma fiscalização do franqueador. os royalties são pagos em cima do faturamento bruto desses produtos. 3. 6. para manter a qualidade. a atividade ruim dela. A fiscalização dos franqueados é um direito ou um dever do franqueador? É direito e um dever. dependendo da franquia. Terceira questão Falar sobre as características e as garantias das cédulas e das notas de crédito.O franqueado só pode oferecer produtos autorizados pelo franqueador. Pode fornecer ou indicar fornecedores ao franqueado. fornecer direta e indiretamente. influencia na vida dos outros franqueados.O franqueador pode exigir uma caução do franqueado.O franqueado e que determina o valor final que vai ser repassado ao consumidor. caso concreto que foi parar nos tribunais. O franqueador colocou a franquia no mercado e se “lixou”. 2. porque a imagem ruim vai refletir nos outros. conforme o contrato. os produtos estão estragando. ele pode exigir ou não. tem que pagar royalties. As obrigações do franqueado são: 1. além de influenciar negativamente na marca.O franqueado logo que entra tem que pagar uma taxa de adesão. está péssimo o negócio. perdas e danos. indicando as obrigações do Franqueado. 4. dane-se. em razão de organização empresarial e o uso da marca. 3. Segunda questão: Falar sobre Factoring. que pediram rescisão contratual. 4. garantia real e garantia debitória.O franqueado tem que seguir as instruções de venda ao consumidor. 22ª Aula – 24/01/2004 Questões que caíram na prova da Magistratura ontem.A terceira obrigação não esta na lei. enfim tudo. fiscalizar a rede.

Como não está na lei não pode exigir. no mínimo. Olhem mais em baixo. Não está na lei um requisito que toda doutrina pede que esteja. A falta de arquivamento no INPI faz com que o contrato se torne oponível contra terceiros. ou seja. o franqueado informa qual é a potencialidade de mercado naquela região. este contrato é passível de anulação por parte do franqueado. CONTRATO DE FACTORING: Poderia fazer um breve histórico do contrato de factoring. capital reserva. perfil do franqueado. esta é uma norma de ordem pública. isto pode influenciar no franqueado? Sim. começou nos Estados Unidos. elas não podem fechar um negócio de imediato. vai estar engordando a massa falida. for celebrado este contrato violando este prazo. quem vai estar recebendo toda essa remuneração é a massa falida. o contrato só poderá ser realizado após dez dias. vai data-lo. as partes são factorizador e factorizado.230 A franquia é um contrato. a lei que fala de propriedade industrial 9279/96 é posterior. onde está tudo explicado. O franqueado tem um faturamento bruto enorme. Em hipóteses de falência do franqueador. A lei 8955/94 só abrange aspectos tributáveis da lei 9279/96. O contrato de franquia tem que ser arquivado no INPI. porque enquanto esta marca não for alienada. Com a falência do franqueador a marca vai perdendo prestigio. pelo simples fato da falência. esta na lei 8955/94. por mais que o franqueado queira. empresarial. atípico. com as características. Mesmo que as partes queiram. O franqueador não vai poder celebrar o contrato antes disso. bilateral. Qual é o tamanho de estabelecimento que comporta aquela região. experiência de mercado e várias outras informações. O franqueador tem que fornecer ao franqueado uma minuta do contrato. . havendo um contrato bilateral ele vai ser rescindido. de execução continuada. capital de giro. em razão da marca. com as várias informações. o legislador através da Lei 8955/94 entendeu por bem obrigar as partes a uma reflexão. só vai poder deduzir isto da margem tributável se o contrato tiver arquivado no INPI. o que o franqueado tem que ter para ser franqueado. a questão vai ser vinculada pelo artigo 43 da Lei de falências. oneroso e de resultado. e um contrato exclusivamente empresarial. A doutrina pede que o franqueador informe ao franqueado a potencialidade de mercado. existem duas partes. A marca vai ser alienada e quem arrecadar esta marca vai passar a receber a remuneração do franqueado. entre outras coisas. Depois de tudo isto ele vai receber um documento legal. Mas. Dificilmente esta marca vai ter sustentação no mercado com a falência do franqueador. A natureza jurídica do contrato de factoring é um contrato complexo. Ele funciona da seguinte forma. Anulado o contrato. costumam inserir esta informação que nós chamamos de potencialidade de mercado. eles não vai deduzir essas verbas de sua margem tributável se o contrato não estiver arquivado no INPI. ele vai pagar royalties ao franqueado. ou seja. Não é interessante rescindir este contrato. tudo que o franqueado pagou tem que ser devolvido a ele. embora isto não esteja claramente na lei. informações do tipo. todas elas estão descritas na lei. vem falando que o registro tem que ser feito no INPI. Se violar este dispositivo. quanto tem que ter de capital.

Se a factoring comprar todos os títulos do factorizado. por exemplo.000. resumindo. este titulo vai vencer em 60 dias. ela transfere o risco para o factorizado.00 para receber futuramente. Assumir o risco é elemento essencial do contrato de factoring. A Factoring vai pagar. mas preenche a nota promissória com o valor que ela não conseguiu receber. Estes títulos não vão ser objeto da compra. Ele pode contar com o auxílio dos chamados factorizadores. ela cobra um frete. eles tem outras atividades. As empresas de factoring são muito maiores do que a mera compra de títulos. daqui a 30. Para fazer gerenciamento de crédito dá trabalho. está informando para a empresa quais são os títulos bons e quais são os títulos ruins. um percentual sobre o valor. R$90. Vamos imaginar que vou comprar título que chega a quase R$100. porque este percentual aqui não é de juros. Mesmo os títulos que não foram comprados podem ser passados para as Factoring. se ela comprar tudo sempre. As Factoring compram os créditos dos empresários e passam a administralos.00.00. do factorizado.00 que não foram comprados vai ficar com o empresário. Mesmo a factoring não tendo comprado os títulos e o empresário sabendo da estrutura que a Factoring tem para cobrar. ela exige do factorizado uma nota promissória em branco. Emite um oficio a Receita Federal porque tem questões tributárias e cópia dos autos ao . Ela escolhe quais os créditos que vai comprar. porque os títulos que ela não conseguir receber. o risco é inteiramente dela. O gerenciamento requer uma estrutura muito pesada. Em princípio essa remuneração.000. Esta nota promissória é nula de pleno direito. para ele poder conquistar o mercado. ela não corre risco. O restante dos títulos. remuneração esta independente ou não da solução do crédito. A Factoring não está obrigada a comprar tudo sempre. Quanto esta sendo cobrado de juros aqui? 10 % por um período de 60 dias. que o pequeno lojista não tem.231 Ele funciona da seguinte forma: um determinado empresário tem uma loja de produtos naturais. O empresário procura a Factoring e diz que quer dinheiro vivo. e quais os créditos que ela não vai comprar. Estes créditos que não foram comprados são do empresário. fazendo isto ela estará prestando um serviço de assistência empresarial. para que ela faça a cobrança em nome do empresário. Vamos imaginar que em um mês o empresário tenha vendido R$150.00 é a diferença. portanto é nula e execução desta nota promissória. ele transfere todo esse gerenciamento de créditos para eles. ela devolve para o factorizado. ou seja. É claro que quando a Factoring vai pagar. Estes títulos vão ser repassados para a Factoring mediante uma remuneração. Quanto aos títulos comprados o risco é da factoring. este frete e a sua remuneração. ela faz uma análise creditícia em cada titulo daquele. Então não importa se é ou não contrato bancário.000. porque ela escolhe os títulos que quer comprar. para as Factoring.000. 60 ou 90 dias. uma diferença. os R$50. este crédito não tem nada haver com juros. se ela compra tudo sem nenhum cuidado. o empresário pede que a factoring cobre os títulos para ele. é um contrato bancário ou não é? Se for uma entidade bancária pode cobrar acima de 12% ao ano. ela não paga os R$100. A factoring é especializada na compra de crédito. parcelamento. só que ele precisa de capital de giro para isto. A gente tem que deixar esta discussão de lado. R$10. tem que dar prazo de pagamento. Ele não pode dispor de 2 ou 3 funcionários para fazer gerenciamento de crédito.000. Esta acima de 12% ao ano. esta escolha é essencial para o contrato de factoring. ela não é Factoring é agiota. este percentual é pago pela prestação de serviço. Aí vem a discussão.00.000.

O grande vilão é o chamado concetracionismo de crédito. O factorizador ao escolher os créditos que vai adquirir. Este dinheiro que ficou faltando vai ser debitado da conta do cliente. acaba prestando serviço de assessoramento creditício para o empresário. desconto de título bancário. já que ele não tem quase risco. o percentual está fora dos 12%.00.00. Um contrato muito parecido com o contrato de Factoring é o contrato de Desconto Bancário. qualquer sociedade em princípio pode criar uma sociedade de Factoring. bem fora. ela não tem como competir com os Bancos.000. O Banco só vai receber este dinheiro quando for cobrar a duplicata. de muito mandato de segurança. Se não for Factoring. o Banco só conseguiu receber R$ 80. tem que ser criada seguindo todos os parâmetros legais. depois de muita crise. assumindo o encargo de gerenciar este crédito (cobrança. Por isso que as Factoring pedem as notas promissórias em branco. podem ser faturas.00. a empresa precisa de alguma autorização? Temos uma longa história.000. Ex: Um cliente chega no banco com R$ 100. não há uma entidade que possa concorrer com os Bancos no Brasil. ou melhor. vendo quais são os títulos bons e ruins.00 em duplicata para receber. em geral. protesto e execução). não é por vontade das factoring e sim em razão de uma situação mercadológica. é um varejista. o Banco adianta para o cliente R$ 90. podem ser créditos decorrentes de contratos.00. ora denominador factorizador. . No início para abrir uma empresa de Factoring precisava da autorização do Banco Central. importadas do modelo americano. vai sempre se buscar créditos nos Bancos. Ao efetivar a compra pagará valor abaixo do valor do título.000. todo o percentual cobrado é juros. ora denominados factorizados e. compra os créditos (títulos).000. entraram num consenso. bem assim arcando com o prejuízo de eventual inadimplemento. faturas ou outros créditos a prazo. acabam com as Factoring como se elas fossem as grandes vilãs. Conceito de Contrato de factoring: é o contrato pelo qual. o risco é todo do cliente. nem sempre são títulos de créditos. a partir da orientação doutrinária que a sociedade de factoring não é uma entidade bancária. O concetracionismo bancário esta acabando por desvincular o contrato de Factoring. R$ 10.000. de outros empresários.000. o débito é mandado para a conta corrente do cliente. assumindo a obrigação. constituindo este spread (esta diferença) a sua remuneração. Pergunta: Para fazer este tipo de operação de factoring. OBS: Na hora da prova não defendam as Factoring.00 é do Banco. ou seja. 2 – No desconto bancário o risco pelo inadimplemento é do cliente. no início dos anos 80 surgiram as Factoring no Brasil. as diferenças entre eles são: 1 – Só opera desconto bancário quem é Banco. Os juízes na hora de julgar não olhem para este lado. muita gente não queria depender do Banco Central. crime de usura e tudo mais. por isto as Factoring estão sendo obrigadas a fazer agiotagem e não um contrato de factoring normal. já que a mesma corre todo o risco. No desconto bancário ele pode cobrar 2% ou 3%. dependendo do caso.232 MP para procedimento criminal cabível. Com isto a Factoring não vai ter competitividade com os Bancos. A partir dessa crítica doutrinária o Banco Central editou uma resolução e atualmente não é necessária à autorização do Banco Central. ou seja. Na cobrança das duplicatas de R$ 100. ficou faltando R$ 20. O Banco pode fazer que a Factoring não possa cobrar juros menores. nas entidades bancárias.

verificar todas as vendas feitas a prazo. então. pode ser resolvido a qualquer momento pelas partes. A pode fechar um contrato de Factoring com B e C (ambos factorizadores)? Qual é a natureza jurídica do contrato de Factoring? É um contrato empresarial. e o factorizado não pode se recusar a vender os títulos. Como é transferido por endosso para a Factoring. se for um documento de crédito como outro qualquer. O factorizado escolhe os créditos que ele quer comprar. entendimento majoritário da doutrina. mais precisamente artigo 296. o risco por parte do factorizador. artigo 290 e seguintes do novo Código Civil. Se a factoring escolher o titulo X. O factorizado não pode se negar a vender os créditos para o factorizador. O que vai prevalecer. Contrato de exclusividade não pode ter dois factorizadores para um factorizado. o factorizado não pode se negar a vendelo. de prestação continuada. Mas. se for uma fatura. então é direito do factorizador escolher. para ele saber quais são os títulos bons e quais são os ruins. às vezes parece que é uma sociedade só. olhar os títulos. tudo. isto é bom para o factorizado. tem que ser uma sociedade especificamente para isto. a regra do contrato de Factoring ou a regra do endosso? O endosso sem garantia. ele só paga se o devedor principal não pagar. no contrato de Factoring o factorizador não garante o pagamento? Não. B (factorizador). o endossante garante o pagamento. foi transferido por endosso e o endossante não garante o pagamento. Por este motivo ela não pode celebrar dois contratos de factoring com empresas diferentes. mesmo porque na cessão civil o cedente não é o garantidor do pagamento. e escolher e pagar o valor combinado. com prazo determinado. A vendeu a prazo. o título de crédito vai ter endosso. Pergunta: Entendendo que Factoring não é um contrato bancário. o endosso não garante o pagamento. dentro de todo crédito a prazo do factorizado. as faturas. B pode ir lá no final do mês e olhar na escrituração contábil de A. a posição dele é de DCI. ou seja. O factorizado vai pagar uma taxa menor para a Factoring quando o titulo for excelente. E se a transferência for de um titulo de credito. quais os títulos que ele quer comprar. sob pena de rescisão contratual. mas na verdade são duas. posso dizer que ele não integra o sistema financeiro nacional? Com certeza. É interessante para a Factoring comprar todos os títulos bons. Este contrato é de exclusividade. . se for um contrato. porque se não quem vai escolher primeiro. porque se fosse indeterminado. O contrato de Factoring tem exclusividade? Por exemplo: A (factorizado). com o pagamento da multa eventualmente prevista.233 Não pode dentro de uma empresa ter um departamento de Factoring. for um cheque? A transferência é feita através de um endosso. mas endosso sem garantia. é feita a transferência por cessão civil de crédito. Como é feita a transferência spread do factorizado para o factorizador? Depende.

serviço de administração de caixa (na fatura vem dizendo o quanto a pessoa gastou. Conceito: É um contrato atípico. que pode ser uma compra e venda ou uma prestação de serviço. então. a chamada sociedade sem dinheiro. pois a administradora serve como intermediadora. Você compra na loja. débito automático e etc. passava o cartão e a boate pagava quatro mil e quinhentos reais. Por fim.234 23ª Aula – 31/01/2004 CARTÃO DE CRÉDITO: O cartão de crédito é um contrato muito comum e houve uma mudança na jurisprudência com o tempo. O lojista faz uma seção de crédito para a emissora do cartão. um contrato de prestação de serviço. isto porque o lojista transfere o crédito dele para a administradora do cartão. A segunda relação jurídica é a do consumidor com o lojista. Nós temos ainda. Essa prestação de serviço se estabelece entre a administradora e o lojista. ou seja. A pessoa que faz este tipo de operação (que pega o dinheiro emprestado nestas condições) é porque normalmente está com a “corda no pescoço”. para aproximar o consumidor do lojista. e muitas vezes em horários incompatíveis com o horário de funcionamento da boate. Como assim relação jurídica de financiamento? Eu vou adquirir um cartão de crédito. é uma forma de financiamento. Ex: A pessoa ia lá pegava cinco mil emprestados. É um financiamento rotativo (em geral mês a mês). cartões de crédito. O Brasil vem acompanhando um fenômeno chamado sociedade sem dinheiro. que ele possui junta à administradora na rede credenciada. Há ainda dentro do contrato de cartão o que nós chamamos de seção de crédito. Nós vamos entender porque ele é um contrato misto. empresarial e consumerista. Caso concreto: Havia uma boate que estava emprestando dinheiro a juros. cuja finalidade é facilitar o crédito ao consumidor dando segurança aos empresários que integram a rede credenciada. para a compra e venda ou prestação de serviço. a administradora do cartão presta um serviço ao titular do cartão. Dentro do contrato de cartão de crédito nós podemos verificar várias relações jurídicas. mas paga para a administradora do cartão. a administradora do cartão (emissora do cartão) abre um limite de crédito para o consumidor. Essa evolução começou com o cheque. A primeira relação jurídica é a relação jurídica de financiamento. O cartão de crédito é um contrato atípico (porque não tem lei falando sobre o contrato de crédito). Num conceito bem rasteiro nós podemos dizer que o cartão de crédito é um documento que dá ao seu titular o direito de utilizar uma linha de crédito. este serviço é o de intermediação. pois os gastos naquela boate estavam sendo altos e com freqüência. . É um movimento que a cada dia que passa a sociedade vem utilizando menos dinheiro (papel) possível. Normalmente não pagava à administradora. É trilateral e misto (ou complexo). A administradora começou a desconfiar. o quanto parcelou e etc). e agora estamos nos meios eletrônicos.

Não é possível a pessoa ligar para a administradora e pedir para sustar o pagamento. com a visa e etc. pelo fato dele ser pago no cartão (isso seria um crime contra a relação de consumo). geralmente o vendedor diz que vai te dar um desconto. Ela pagou mil reais na primeira e deixou mais mil reais parcelados em duas vezes para depois (500 + 500 reais). a administradora do cartão vai ser o Citybank cartão de créditos. Antigamente. Mas isso dá muito trabalho. mastercard e outros). aplica-se o código de defesa do consumidor (lei 8078/90). então. Mesmo que a pessoa alegue . Chegou em casa você verificou que ela está com um defeito enorme.235 A administradora diante desta situação não pagou mais para a boate. A bandeirinha funciona da seguinte forma: O Citybank poderia criar a bandeira dela (bandeira Citybank). Ex: A pessoa vai ao banco (Citybank). o cartão não vai passar. vamos supor que numa compra de 500 reais. Se você diz que vai pagar no dinheiro. No Citybank (como no Bradesco e outros bancos) você pode escolher se quer o mastercard ou o visa. OBS: Na relação entre usuário e a administradora do cartão. Vários bancos começaram a administrar cartão. Ela foi ao Poder Judiciário com base no artigo 171 do código penal. Na verdade. só que parcelado. que todos os preços que estão expostos em uma loja já são preços para ser pago no cartão. O cartão vem com a bandeirinha (visa. Só que nós temos um movimento concentracionista (hoje só quem está fornecendo crédito é banco). por exemplo. o cartão Citybank vem com a bandeirinha mastercard. por exemplo. a emissora. e vai adquirir o cartão. Quando o sujeito for utilizar o cartão novamente. a visa e outras (eram empresas especializadas). isto porque o crédito é um crédito rotativo. Ex: Você foi a uma loja e efetuou a compra de uma roupa. Isto tem uma importância enorme. dentro do Citybank tem a Citybank cartão de crédito. como tem o cheque. Esta pessoa faz uma compra no valor de dois mil reais. Por isso. Há como ligar para a administradora pedindo para cancelar o pagamento? Não. Vai chegar num momento. vai ser o Bradesco cartão de créditos. No cartão de crédito o pagamento é à vista.900 reais (a pagar). A pessoa adquire o cartão de crédito do Citybank. pois parece que já havia um conluio para o usuário do cartão não pagar. OBS: O comerciante não pode cobrar mais caro pelo produto. que vamos supor que a pessoa tenha em parcelas dois R$ 2. A bandeira é apenas para usar a rede credenciada. Então. Então. Não existe previsão de sustação de pagamento no cartão. a pessoa não está celebrando nenhum contrato com a mastercard. No outro mês a pessoa faz uma compra no valor de dois mil e poucos reais. Na verdade não é desconto coisa nenhuma. e tem o valor rotativo do cartão no valor de três mil reais. Esse limite é mensal. Na relação entre a emissora do cartão e a loja é uma relação estritamente empresarial. Uma questão interessante é saber que o maior dilema sobre o contrato de cartão de crédito hoje diz respeito aos juros. Quem é a emissora do cartão? Citybank. essa bandeira não trás nenhuma influência. a emissora do cartão era a mastercard. a pessoa está celebrando contrato com o Citybank cartão de créditos. Quando a pessoa paga no cartão ela paga à vista ou a prazo? À vista. ela faz um convênio com a mastercard. a relação é consumerista. mas para isso ela teria que credenciar toda uma rede.

Logo. de início começou falando que administradora de cartão não pode cobrar juros acima de 12% ao ano (essas decisões foram a mais ou menos dois anos atrás). para que se a pessoa for financiar. A financiadora vai tirar o dinheiro de onde?Vai financiar com recursos próprios ou com recursos de terceiros? Ela pode financiar com recursos próprios.236 que colocou para pagar daqui a quatro meses. Daí em diante mudou tudo na jurisprudência. Começou a haver uma confusão. Vamos supor que o limite mínimo de pagamento é de 500 reais. pois o crédito é renovado sempre de mês em mês. Se a pessoa possui o cartão de crédito e está financiando. A administradora teria apenas que repassar os juros que o banco cobrou (não cobrar juros em cima. esta cláusula que permite buscar recursos junto ao . Veio uma lei complementar e disse que as administradoras de cartão de crédito que buscassem dinheiro junto ao mercado estariam autorizadas a repassar os juros. Ela vai estar financiando dois mil e quinhentos reais (tem que pagar três mil. em nome da pessoa. ela não pode fazer uma compra de 9 mil e parcelar em 3 vezes. O crédito é mensal rotativo. porque ela não está apenas a serviço da administradora do cartão de crédito. não existir mais o pagamento mínimo. A pessoa usou os três mil. a administradora vai pegar empréstimos com o banco (Citybank. A administradora Citybank tem um mandato. Ele pode contrair empréstimos em nome da pessoa e etc. que é do mesmo grupo). pois este saldo que a pessoa está utilizando é um saldo mensal (não pode pegar aquele valor e colocar para daqui a quatro meses. e só pagou quinhentos reais). porque muitos tribunais estavam começando a entender que aquela cláusula mandato seria nula em razão do código de defesa do consumidor (artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor). Começaram a entender que as administradoras podiam cobrar o quanto quisesse (repassar os juros). e com isto o próprio usuário pode ser prejudicado. ela pode aceitar título. Isto não é possível. A jurisprudência do TJ/RJ e algumas do STJ. No TJ/RJ é maior confusão. ela pode colocar alguma coisa em cima? O entendimento do STJ sedimentado pela seção do direito privado (2ª seção). O banco pode cobrar os juros. esta cláusula não é nula. Então. Quando a pessoa adquire o cartão. Os ministros disseram que se não for esta cláusula. ela vai ter que cobrar no máximo 12% de juros ao ano. pois ele é mensal). ela não vai financiar com recursos próprios. ela assina uma cláusula chamada cláusula mandato. Toda vez que uma pessoa adquire um cartão. Vamos verificar um problema maior: O valor do crédito é de três mil. a Citybank possa pegar esses recursos no mercado. Mas os juros de um cartão hoje variam de 9 a 15% ao mês. A pessoa com o valor rotativo de três mil. ela nomeia o Citybank como seu procurador. Com certeza que a administradora não pegou este dinheiro com estes juros/mês com o citybank). A financiadora vai pagar ao lojista o valor integral (três mil). E caso uma questão desta venha a cair num concurso? Esta cláusula mandato é nula por força do Código de Defesa do Consumidor? A administradora pode repassar os juros? E se ela repassar os juros. eles vão exigir sempre o pagamento integral. e pode fazer tudo em nome da pessoa. mas a administradora de cartão de crédito não é instituição financeira. Se ela for financiar direto para a pessoa. Ela pode assinar nota promissória no nome da pessoa.

Valquírio Bugareli. Passaramse 1. se for o caso. Ela tem que repassar exatamente o que ela pagou quando buscou recursos no mercado. pode propor uma ação de repetição de indébito (caso já tenha pago) ou se você não pagou faz a consignação em pagamento e etc (para se livrar dos juros absurdos do cartão de crédito). ela paga por ele uma anuidade. Qualquer usuário pode propor a ação de prestação de contas. . pois o sistema demorou um pouco para cancela-lo. Neste ponto a doutrina é contra o usuário. A pessoa já havia perdido aquele cartão há uma semana e não havia percebido. O maior problema do cartão de crédito é este.237 mercado é também de interesse do usuário. e revogaram aquilo. Logo. que diz que o máximo cobrado no mercado tem que ser o dobro de uma taxa tal. Como não regulamentaram. e fizeram compras com o cartão da pessoa antes do cancelamento e depois do cancelamento. Ela não pode colocar nada em cima. E depois. e mesmo assim. salvo se ela já tinha informado à rede credenciada. a questão da cobrança de juros. com ou sem razão é do usuário. Se a pessoa paga esta anuidade (liquida o cartão) é porque os riscos da utilização do papel moeda são muito grandes. mas ela só pode repassar os juros que ela pagou. OBS: O que dependia de lei complementar antes. Segundo a lei de reforma bancária (LRB) elas estão fora da lei de usura. Em princípio. Nesse caso de quem é a responsabilidade? A doutrina (Fran Martins. A administrador vai ter que dizer como é que ela chegou ao percentual estipulado (Ex. É cabível ação de prestação de contas. até as instituições financeiras teriam que cobrar 12% ao ano. depois do aviso efetuou a compra. ou seja. era para os 12% serem impostos também para as instituições financeiras. os riscos são enormes. como foi esta operação e a prova desta operação. As compras efetuadas depois de ter avisado deverão ser arcadas em princípio pela emissora do cartão. pois ela não infringe o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor. a pessoa propõe uma ação de prestação de contas. No outro dia a pessoa vai procurar o cartão e não encontra. Ex: A pessoa tem um cartão de crédito e sai na noite com ele. que é cabível ação de prestação de contas (Se for cobrado um juro muito alto. nós verificamos que esta cláusula não é nula. Caso a administradora não consiga provar isto. Ela liga para a administradora e cancela o cartão. e se for depois a responsabilidade é da emissora (administradora do cartão). desde que prove que pegou os recursos no mercado com juros superiores. roubo e etc). ele vai ter que pagar integral (o crédito rotativo). Ela pode repassar os juros. A administradora pode repassar os juros? Sim. 2. Outra questão interessante é o mau uso do cartão de crédito (furto. OBS: A taxa de 12% ao mês vem da lei de usura. Waldo Fázio Júnior e outros) diz que a responsabilidade pelas compras efetuadas antes da sustação. porque como é um contrato de mandato. porque se não for isto. Não está limitada a 12% ao ano. Posição da jurisprudência: Quando a pessoa adquire um cartão de crédito. 7 dias e a pessoa não encontrou. O dia em que regulamentasse aquele parágrafo do artigo 192. se for efetuado as compras antes. a responsabilidade é do usuário. as instituições financeiras estão fora. para saber por quanto a administradora pegou este empréstimo. O STJ decidiu com base num precedente do TJ/RS. o procurador sempre tem que prestar contas com o mandante. 12%). os juros serão reduzidos a 12% ao ano). que é de 6% ao ano. Para o lojista não vai haver responsabilidade.

O credor só pode ser pessoa jurídica (instituição financeira). ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA: Conceito: É um contrato típico. Ele tem o domínio resolúvel. o dinheiro nem passa na mão da pessoa. consumerista (em regra). é tudo junto. Vai ser difícil para outra pessoa utilizar (isto no Citybank). caso contrário. Em geral. administração de caixa e tudo mais). É tudo uma operação “casada”. O Unibanco criou um mecanismo que quando a pessoa utiliza o seu cartão de crédito. ele é um contrato instrumental. Isso tudo só foi desenvolvido porque estavam tomando “porrada” na jurisprudência. O banco é que passa a ser o proprietário do carro. É resolúvel porque o dia que o sujeito pagar a última prestação do empréstimo. salvo. É responsabilidade da administradora do cartão conferir pela segurança a esta operação. A pessoa está pagando por um serviço (prestação de serviço. você está pagando pela segurança. ele vai direto para o vendedor (passa na mão da pessoa juridicamente falando. É alienação fiduciária porque o vendedor aliena (vende) o bem para o banco. A pessoa diante da instituição financeira diz que quer um financiamento para a compra de um determinado bem durável. que é a administradora). se provar da má-fé do usuário. A pessoa compra o bem durável com o dinheiro emprestado pelo banco. computador. Ex: Carro. O sujeito vai à concessionária e diz que quer tal carro. etc. ele tem por finalidade adquirir bens duráveis. salvo. Somente instituição financeira que pode celebrar este tipo de contrato. É regulada pelo decreto-lei 911/69. porque o consumidor quando celebra este contrato. e dá como garantia que vai pagar o empréstimo (esse mútuo) o próprio bem que ela comprou. Essa é a posição que deve ser adotada. A jurisprudência (do STJ e do TJ/RJ) diz que a responsabilidade nas compras antes e depois. A responsabilidade em princípio é da administradora. em princípio. mas de fato não passa). se provar a má-fé do usuário (o que é muito difícil. a responsabilidade é só da administradora. a propriedade se resolve a favor do sujeito. Esse contrato foi criado na época da ditadura. pois na relação de consumo o ônus da prova é do fornecedor de serviços. moto. Que mecanismos de segurança? Hoje muitos cartões de crédito têm a foto do usuário digitalizada. É a administradora que tem que criar mecanismos de segurança para evitar o uso indevido. A pessoa vai pegar o bem e vender ao banco. pois a pessoa não pega primeiro o dinheiro para depois ir comprar. Ele é credor fiduciante ou credor fiduciário? Fiduciário. com certeza que eles não criariam esses mecanismos de segurança. vem um aviso para o celular da pessoa).238 então. Em razão dessa jurisprudência que contraria a doutrina. pela conveniência. Na verdade. de adesão. Vamos tratar apenas da alienação fiduciária de bens móveis. O devedor é fiduciante ou fiduciário Fiduciante . começaram a inventar mecanismos de segurança. se a jurisprudência não tivesse sendo contra eles. dentro de uma conjuntura política totalmente adversa.

o objetivo é garantir apenas o empréstimo (mútuo). O banco está confiando nele? Não. cabe a prisão (isso em qualquer contrato de depósito. só que a pessoa não vai comprar o carro. Tanto não está confiando que pediu uma garantia (o carro). e. e ela vendeu para o banco. o banco vai devolver a propriedade do bem. na confiança de que o dia que ele pagar a última prestação. ele já pode pertencer ao próprio devedor fiduciante. Se a prisão é uma regra excepcional. Segundo a Constituição (artigo 5º. a interpretação tem que ser restritiva. É devedor fiduciante ou alienante (porque é ele que está vendendo o bem para o banco. 1° Fundamento: Prisão civil é somente em casos excepcionais. na confiança de que quando ela pagar a última prestação. Na 2ª turma do STF ficou empatado. O STF entende que esta prisão é constitucional? Sim. O bem não tem que ser necessariamente comprado de terceiro. e o que não pode ser? A discussão está em bens fungíveis. O sujeito pode pegar o dinheiro e alienar fiduciariamente o carro ao banco. mas não vai ser possível a decretação da prisão civil. Isto é alienação fiduciária? Sim. e o gerente percebe que ele está chegando de carro. neste caso o objetivo não é a aquisição do bem de consumo (bem durável). o banco vai devolver-lhe o bem). O sujeito vai ao banco pedir dinheiro. É a mesma operação. logo. Diz que pelo contrato os bens fungíveis se tornam infungíveis. mas ele diz que quer o carro como garantia em alienação fiduciária. Vamos imaginar que você esteja precisando de dinheiro (não é para comprar um bem). Bens fungíveis podem ser objeto de alienação fiduciária? O STJ entendeu que poder até pode. A prisão civil para o STJ é inconstitucional. Para o STF é cabível a prisão civil quando a alienação fiduciária tem como objeto bens fungíveis? A 1ª turma do STF diz que sim. o STF está em litígio. OBS: O credor é fiduciário e o devedor é fiduciante. O que pode ser objeto de alienação fiduciária. quem está confiando em alguém aqui. portanto. por incrível que pareça é o devedor. inclusive o de alienação fiduciária). Cada uma turma de ministros no STF tem 5 ministros. Houve um empate (2 a 2). Então. Dois votos entenderam que era possível a prisão e dois votos entenderam que não era possível a prisão. mas aconteceu que neste dia foram apenas 4 votos). Então. Entende que é constitucional (o STJ entende que é inconstitucional). OBS: Na opinião do professor não cabe prisão. e o sujeito diz que sim. que é possível a prisão. não poderia haver empate. este pergunta ao sujeito se ele é o dono do carro e se está quitado. pois era um Hábeas corpus preventivo). Se a interpretação tem que ser restritiva é incabível . É impossível a prisão civil quando a alienação fiduciária tiver como objeto bens fungíveis. Fundamentos do STJ: Há a alegação de que em qualquer caso é incabível a prisão civil do devedor fiduciante. o gerente diz que empresta o dinheiro. isso quando os bens forem fungíveis (no empate prevalece a decisão mais favorável. Então. inciso LXVII. CRFB).239 O bem estava com a pessoa. Na conversa com o gerente. O documento do carro vai estar no nome do banco (no leasing que o documento vem no nome dos dois) na alienação fiduciária. OBS: O STF entende que a equiparação a depositário infiel é perfeitamente constitucional.

Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. O credor com garantia real. pois eu vi apenas uma decisão entendendo que a renúncia era tácita. . A notificação é uma criação jurisprudencial (exigir a notificação). Como funciona a alienação fiduciária? (nós vamos ver todas as divergências processuais). Ainda tem outra convenção internacional que o Brasil é signatário. Essas regras proíbem a prisão civil. Na forma do artigo 9º da lei de falências. Questões processuais da alienação fiduciária. quando for paga a última parcela tem-se resolvido a propriedade em favor do devedor alienante. Mas a jurisprudência sempre foi que a renúncia tem que ser expressa. O conceito de depositário infiel não pode ser ampliado. Questão de prova do Ministério Público: Pode o credor fiduciário requerer a falência do devedor fiduciante? Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. pode requerer a falência do devedor? Em princípio não. e entendeu-se que a renúncia é só a expressa. Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. Se o devedor fiduciante não pagou. mas depois reformulou. Na defensoria não é válido se não constar o valor do débito. (ressalvada a hipótese do devedor de alimentos) e o Brasil é signatário. Pela lei não precisa nem notificar. O entendimento majoritário da doutrina é que a renúncia tem que ser expressa. o depositário é somente aquele previsto no contrato de depósito do Código Civil. o juiz teria que intimar o requerente para dizer se está renunciando ou não está renunciando.240 que o conceito de depositário infiel seja alongado. e a pessoa pagar todas as parcelas. Eu (professor) não vou dizer que a jurisprudência mudou ainda não. 2º Fundamento: Convenção interamericana de direitos humanos (mais conhecida como Pacto de São José da Costa Rica). o credor fiduciário tem duas opções. A alienação fiduciária é uma modalidade de que? De garantia real. Na notificação tem que vir constando o valor do débito? É válida a notificação sem que conste o valor do débito? (a defensoria pública que entrou com esta tese). no final. Por força do artigo 5º parágrafo 2º da Constituição tem ampla aplicação no direito pátrio. será que ele já renunciou tacitamente? O professor sempre entendeu (como a jurisprudência majoritária) que não existe a renúncia tácita neste caso (no STF tinha posicionamento entendendo que a renúncia era tácita. Caso ele entre com o requerimento de falência. para extinguir o processo por carência de ação ou não). Notifica o devedor dizendo que vai entrar com uma busca e apreensão. O professor disse ter visto uma jurisprudência recente do STJ entendendo que a renúncia era tácita. Decreto 678/92. ou ele entra com uma execução para cobrar a prestação ou ele primeiro faz uma notificação extrajudicial. Se o contrato transcorrer normalmente.

e neste caso julga prejudicado o recurso. com a busca e apreensão e etc). Vamos supor que a pessoa tenha apresentado o bem. Diz a lei que para purgar a mora ele tem que ter pagado no mínimo 40%. para a 2ª turma é desde que o bem seja infungível). consolidada. O bem será vendido. Mas. Essa limitação é constitucional ou não? Segundo Alexandre Freitas Câmara essa limitação do artigo 3º é inconstitucional. Suponhamos que tenha entrado com a busca e apreensão. vai ficar 4 votos a 4. Apesar do entendimento do STJ dizer que só tem direito a purgar a mora com o pagamento de 40%. se o tribunal (ex: TJ/RJ) permitiu a purgação da mora com menos de 40%. O saldo não tem a liquidez necessária para fundamentar a execução (tem que entrar com uma ação de cobrança ou com a prestação de contas e depois entra com a execução). Na 2ª seção do STJ (8 ministros) a votação foi pelo placar de 5 votos a 3. o saldo negativo pode ser cobrado do devedor (trata-se de uma prestação ilíquida).241 Suponhamos que após a notificação. dizendo que só tem direito aquele que pagou os 40% (Se um daqueles 5 ministros mudar de opinião. o devedor fiduciante pode requerer a purgação da mora. o STJ reconhece que é uma situação consolidada (pois já pagou tudo). às vezes. então. o devedor pode apresentar a sua contestação. Já para o STF é constitucional. e o bem foi vendido por 40 mil reais. o credor obrigatoriamente tem que levar o bem a leilão. Depois de apreendido o bem. mas essa ação de busca e apreensão na alienação fiduciária. A sobra deve ser devolvida ao devedor (mas tem os juros e correção monetária das prestações em atraso. A jurisprudência majoritária vem entendendo que primeiro ele tem que fazer uma prestação de contas (por quanto vendeu. a pessoa consegue purgar a mora com menos de 40%. o devedor fiduciante não pagou. porque foi isso e etc). Além de apresentar a defesa. Então. Neste caso. tem também as despesas com o leiloeiro. A pessoa vai purgando a mora. através do processo de conhecimento. Para a 1ª turma. porque o carro sumiu. Tem que tornar aquele saldo devedor líquido. a defesa tem que ser ampla (princípio da ampla defesa). eles (os ministros do STJ) entendem que a situação já está consumada. ela tem natureza de ação principal. Digamos que o valor da dívida é de 30 mil reais. e não conseguiu apreender. em todos os casos. se a dívida é de 30 mil. e é reconhecido pela jurisprudência como inconstitucional. A pessoa terá que depositar o bem ou o valor do bem. não tem outra ação para propor depois. e o bem foi vendido por 20 mil. OBS: Nos tribunais. mas até chegar no STJ a pessoa já pagou todo o financiamento. e chegou no STJ já tinha pago tudo. Essa limitação é inconstitucional. Por que é inconstitucional? Se essa ação de busca e apreensão fosse cautelar. logo entrou com a busca e apreensão. eu vou me defender quando? Nunca. sob pena de prisão. neste caso seria válida a limitação (porque a cognição seria sumária e não plena). Neste caso o credor vai pedir a conversão da ação de busca e apreensão em ação de depósito (o que o STJ entende inconstitucional para fins de decretação de prisão. e neste caso prevalece a decisão mais favorável). e depois da prestação de contas é que é possível a execução. . O artigo 3º do decreto limita as causas. se eu não me defender agora.

É jurisprudência do TJ/RJ.242 Cabe ação monitória? Cabe monitória (hoje em dia cabe monitória para “tudo”). Tem que intimar o avalista da data do leilão. ele não pode ser acionado pelo saldo negativo (isto é novidade). Se ele não for intimado do leilão. Não foi encontrada jurisprudência do assunto no STJ. Tem que notificar o avalista (para que ele exerça o direito de preferência). Pode o credor acionar o avalista? A jurisprudência entendeu que só é cabível se o avalista for intimado do leilão. .

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