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DIREITO EMPRESARIAL
1 ª Aula - 05/04/2003
Vamos começar pelo início, lá pela idade média. Pode parecer baboseira o conceito de direito comercial, só que mudou o conceito e por isso que é importante, eu sempre falo isso, e Domingo caiu na prova da magistratura federal, isso é besteira, mas vai cair, e vai cair novamente ou na magistratura estadual ou MP, sem sombra de dúvidas uma questão dessa, então vamos lá: Conceito de direito empresarial: Nós podemos conceituar direito comercial a partir de determinados momentos históricos. A partir da idade média, o que aconteceu? O direito privado ele ainda estava unido e não existia ainda direito civil e direito comercial, o problema é que na idade média o direito quase não evoluída por influência da igreja. Naquela época, embora o direito não evoluía, as atividades mercantis estavam crescendo espantosamente, época das expedições principalmente o direito mercantil, então naquela época não havia nenhum aparato legislativo, nenhuma lei, nenhum tratado por parte do Estado. Então, os comerciantes da época se viram na contingência de criar regras próprias para tratar das relações jurídicas. A partir desse momento, dessa contingência é que o direito comercial teve que se desvincular do direito civil, porque o direito civil estava inerte, principalmente pôr influência da igreja, direito de família não mudava, direito de sucessões não mudava, ficava tudo parado, e o direito comercial evoluindo, evoluindo, teve que se separar do direito civil. Então, os comerciantes criaram regras próprias para tratar de suas relações jurídicas, nesse momento o direito comercial ele foi conceituado como ramo autônomo do direito privado a serviço de uma categoria especial, a serviço dos comerciantes. E já que não havia nenhum aparato estatal, os comerciantes criam suas regras, o direito comercial nasceu basicamente como um direito costumeiro, ele utilizou basicamente os usos e costumes daquela época. Foram formadas ligas, corporações de comerciantes e ali todas as relações jurídicas iam ser resolvidas, foram criados também os tribunais de comércio e nesses tribunais, não era o juiz estatal. Vamos supor que estivéssemos no Sul da Itália, todos nós comerciantes, e criássemos uma corporação, ali há um tribunal do comércio e estão vamos escolher uns entre nós para serem juízes, para os postulados. Alguns comerciantes eram chamados juízes, mas para aquele tribunal privado, que lei aplicava? Não aplicava leis, aplicava os usos e costumes comerciais daquela região. OBS: O problema é que aquelas regras não eram aplicadas para todos os comerciantes indistintamente, porque só podiam se valer daquelas regras os comerciantes que participavam da liga, da corporação. Era um direito extremamente corporativista, quem não fazia parte do clube do bolinha não poderia se valer daquelas regras.

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Com isso quando alguém queria litigar contra alguém que integrava aquela liga, aquela corporação, tinha que acioná-lo no Tribunal do comércio, e quando você o acionava lá quem ganhava aquela ação? Quem fazia parte da liga. Era um direito extremamente corporativista, porque quem julgava era um daqueles que era escolhido como juiz consular. Então o direito comercial não era muito bem visto, ele era visto como direito marginal, como um direito à parte, não era marginal no sentido de bandido, mas marginal no sentido de a margem do direito estatal, do direito civil que regia os cidadãos comuns. É por isso que hoje se eu chamar alguém de burguês ele vai ficar ofendido comigo, nada mais injusto, porque isso vem dessa época onde o direito comercial era separado como o burguês era separado, ele era visto como uma pessoa não nobre, porque o nobre era tratado pelo direito civil, por isso que se chamar de burguês ficava ofendido. Hoje não tem mais justificativa para isso, era uma tradição lá de Roma da idade média, hoje não se justifica, então hoje pode chamar de burguês e a pessoa ficar feliz, mas naquela época não. Naquela época era um direito marginal, um direito a margem, um direito dos excluídos. O direito comercial sob essa concepção subjetivista, por esse conceito subjetivo do direito comercial. Que conceito é esse? É um ramo autônomo do direito privado a serviço do comerciante. Ele permaneceu assim por um tempo até que o Napoleão resolveu criar uma nova concepção de direito comercial, ele não queria mais aquela história de direito comercial só para comerciante, ele queria acabar com aquela história de privilégios para os comerciantes, que tinham um tratamento próprio privilegiado, distinto dos demais. Então, ele determinou que se elaborasse um código comercial francês, que foi o código de 1807, e nesse código eles adotaram o conceito objetivo de direito comercial, ou melhor, eles criaram a concepção objetiva de direito comercial. Que concepção objetiva é essa? O direito comercial passava a ser ramo do direito privado que estudava os atos de comércio, porque não importa quem está praticando, se é ele, se ela, se ela faz parte de alguma liga ou não, pouco importa, o direito comercial vai regular os atos de comércio. E aí vem dizendo, são atos de comércio, transporte marítimo, a compra para a revenda, as atividades de seguro, as atividades bancária, vem dizendo o rol dos atos de comércio. Então se tivesse naquele rol era tratado como direito comercial, se não tivesse não era, era um rol totalmente objetivo. Como Napoleão mandava no mundo, o Brasil foi fortemente influenciado, o nosso primeiro código foi o código comercial. O nosso código comercial não distancia muito do código francês foi em 1850, nos meados daquele século. E o código brasileiro, alguns autores dizem, não é bem assim, ele adotou a concepção objetiva. Ah professor, mas no código comercial não tem o que são atos de comércio? Realmente, mas ao lado do código comercial nasceu o regulamento 737/50, que em seu artigo 19 dizia, são atos de mercantil: compra para revenda, atividade de seguro, atividade bancária, então trazia aquele rol influenciado pelo código francês. Ele não está mais em vigor há muitos anos. O problema dessa concepção é trazida pelo professor Fran Martins.

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A sociedade maromba academia de ginástica, era uma sociedade civil ou sociedade comercial? Era civil A imobiliária? Era civil. A construção civil? Era comercial, por força de lei. Isso por quê? Porque o rol era objetivo. E a atividade de prestação de serviço? Civil A Encol foi à falência porque a construção civil é uma atividade comercial, vai entender isso? Não tem como entender, porque não há base científica, não tem como eu dizer uma regra para vocês, o que é civil e o que é comercial, isso vai depender do legislador, vai depender do país, vai depender da época. Então não há base científica, então até hoje não sabemos a amplitude do ato de comércio, e é difícil porque pelo conceito objetivo, adotado pelo código de 1850, o direito comercial era o ramo que disciplinava os atos de comércio. Mas a gente não sabe o que são atos de comércio, como a gente vai estudar direito comercial? Então o conceito objetivo não foi adotado em vários países, na Itália, na Alemanha, na Suíça há muito tempo que não se adota essa concepção. Ruiu o conceito objetivo de direito comercial, sobretudo na Itália depois na suíça, mas, sobretudo no CC italiano de 1942, criou-se uma nova concepção subjetiva, só que subjetiva moderna, e é a do novo Código Civil. Que concepção é essa? Como é que nós vamos conceituar o direito comercial sob o aspecto subjetivo moderno? Porque não se falou na faculdade. Sob o aspecto subjetivo moderno, o direito comercial ele passou a focar não mais o comerciante e muito menos os atos de comércio. Importante: O direito comercial é um ramo autônomo do direito privado que estuda e regulamenta os atos praticados pelo empresário no exercício de sua empresa. Ou em um conceito mais curtinho, é disciplina jurídico privada das empresas. Acabou comerciante agora, comerciante é coisa do passado, agora é empresário. A base é o conceito de empresa e o conceito de empresário, então não existe mais comerciante agora é empresário. Acabou agora o comerciante e pelo art.2037 do CC, tudo aquilo que era aplicado para os comerciantes é aplicado agora para os empresários. Então, quando a lei de falência fala, está sujeito a falência o comerciante, como é que vocês vão ler agora? Está sujeito a falência o empresário. Não existe mais comerciante, onde tinha comerciante você lê agora empresário. Bom, esse é nosso conceito e depois nós vamos ver o que é empresa e o que é empresário. Segundo o nosso programa nós trabalharíamos fonte agora, mas nós não vamos trabalhar fonte formal e fonte material, isso é coisa de Introdução ao Estudo Do Direito na Faculdade e eu não vou tratar com você, eu só vou tratar somente de uma fonte de direito peculiar do direito comercial. OBS: Aliás, com essa mudança completa de base, que nós não temos como base nem o direito comercial e nem o ato de comércio há quem defenda a mudança do nome da disciplina não seria mais direito comercial, mas direito dos negócios ou direito

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de empresas, ou empresarial, é válida a mudança apesar da tradição do direito comercial, mas já nos programas dos concursos você vai ver lá direito empresarial. Aliás, a vara de falência e concordatas do Rio, agora chama vara empresarial, o que é um absurdo porque não é vara empresarial, porque não vai tratar de todo o direito empresarial, porque vai tratar apenas de falência e concordatas, o problema é que o juiz quer se chamar juiz empresarial, só para tirar onda. Então qual é a fonte de direito que é peculiar ao direito empresarial, que foi à base dele no início? Os usos e costumes mercantis, os costumes comerciais, então agora os costumes empresariais. O que é importante falar sobre ele? O importante é como é que eu vou provar ao juiz, dois empresários litigando, ou um empresário e outro não empresário, não interessa, o autor está alegando que o fundamento do direito dele está no costume empresarial fonte do direito, como eu vou provar para o juiz que existe um costume. Aliás, eu preciso provar para o juiz que existe aquele direito, ou eu só preciso provar o fato? Em regra só o fato, princípio da iuria novit curia, só que esse princípio abre exceção, exatamente para os costumes, para o direito municipal e o direito estrangeiro, artigo 337 do CPC.Lá vem dizendo que você prova os costumes comerciais através de uma certidão que você obtém lá nas juntas comerciais, como assim? A junta comercial ela é obrigada a catalogar, ou usando o termo técnico apropriado ela é obrigada a assentar todos os costumes comerciais.Então, tem um processo administrativo, todos os interessados são chamados, vai aprovar, todos são chamados e depois de aprovado vai ser publicado, e assentado. Então para se obter a prova do costume é só ir à junta comercial e pedir uma certidão.O funcionário da junta vai lá no livro do costume e tem, hoje é no sentido figurado, porque está tudo no computador. Então, você prova através de uma certidão. Mas o que é importante falar? Como nós no Brasil não adotamos o sistema da prova tarifada, admite-se a prova por qualquer meio idôneo, então se pode provar também através de depoimento de testemunhas, de representantes de classes, então se pode provar os costumes através de outras provas. Mas a prova praticamente irrefutável é a certidão da junta. Caiu uma questão no Rio Grande do Sul, lá no RGS eles dizem que é costume lá o cheque pré-datado, ou mais tecnicamente falando cheque pós-datado. Aí eles perguntaram o seguinte, eles queriam registrar o cheque pós-datado como costume dos comerciantes. Ai eu pergunto, pode ser assentada a utilização do cheque pós-datado como costume comercial? Pode? Não, porque o cheque é uma ordem de pagamento a vista, e por quê? Porque está na lei, e só se admite costume praeter legis ou secundum legis, não se admite costume contra legis. Era prova lá do RGS. Onde está dizendo na lei para ganhar 10? Nos artigos 28 do decreto 57595/66 e 32 da lei 7357/85. Isso fala que o cheque tem natureza de ordem de pagamento a vista e por isso não pode ser assentado como costume.

civil. ou seja. então ela pede para Luis Antonio que também é representante ir lá em São Paulo realizar o contrato para ela. A cooperativa de prestação de serviço é considerada o que? Artigo 982 do CC. a regra é a onerosidade. mandado mercantil e civil. então. Vou fazer um contrato de mandato para que ele me represente na reunião de condomínio. não falei nada se vou pagar ou não. já que não foi convencionado. Vou dar outro exemplo: Luciana é representante de pneus. Só existe um artigo tratando do mandato. fechado.Que será provado através de uma certidão da junta comercial ou de uma declaração. como o juiz vai decidir? Com base em que? No costume daquela atividade. A regra esmagadora é o contrato verbal. por exemplo: Eu vou lá dar aula no Espírito Santo e vou deixar o Arthur que é meu amigo como meu procurador. esse mandato presume-se gratuito ou oneroso? É um mandato de natureza civil ou empresarial? Presume-se gratuito. para 30. 1) oneroso . o que pode parecer besteira. existe burocracia? Existe. sempre terá natureza simples. surgiu uma grande oportunidade dela realizar uma venda em São Paulo. ele traz a regra do civil e traz uma ressalva do mandato mercantil. enquanto o direito civil é extremamente formal. depende do tipo de atividade. 60 e 90. porque é no exercício da atividade da empresa. mas que envolveu lá a prova da magistratura federal. os artigos do novo CC. você vai vender uma tonelada de um produto. de um valor 10 vezes maior e não existe em regra contrato de compra em venda mercantil escrito. Agora. 2)Informalismo: O direito comercial é extremamente informal como regra. e a gente observa muito isso no direito obrigacional. Como a gente vai saber o quanto ela vai pagar ao representante. Se vai vender um imóvel. não tem assinatura de contrato. Faz o contrato e a procuração certinho. Embora o Código Comercial tenha sido revogado. 5%. então ele vai utilizar o costume daquela região naquela atividade. e está lá no parágrafo único. uma burocracia enorme.Pergunto. você faz essa venda de forma verbal. não falaram nada se iam pagar ou não. naquela região. .O empresário não faz nada nunca de graça. Como assim? Um liga para o outro e diz eu quer comprar uma tonelada de tal produto e paga tal dia. esse contrato presume-se gratuito ou oneroso? Oneroso. Tem que ficar muito atento para essa característica. a regra é de que não existe atos comerciais gratuitos.5 CARACTERÍSTICAS DO DIREITO EMPRESARIAL O que pode ser característica do direito empresarial. por quê? Existe compra e venda civil e mercantil. é costume 10%. Aceitou.

Um outro tipo de contrato que não tem nenhuma previsão legal.6 O transportador vai levar a mercadoria. e o direito empresarial não precisa criar uma lei para aquilo. como é EUA.Costuma ser tratado dessa forma. aí o direito comercial foi e viu. ele é elástico. tem alguma lei tratando de factoring? Não existe nenhum artigo sequer tratando de factoring. ele simplesmente aumenta e começa a tratar daquele negócio. o cartão de crédito. ou seja. vocês conhecem alguma empresa de factoring? Conhece. Mas tem aquela ressalva. mesmo sem nenhuma previsão legal. ele simplesmente incorporou a modalidade factoring. a gente sabe que o risco na inadimplência é do Factorizador e não é do factorizado. a compra e venda para revenda e vem dizendo as regras que eram da antiga compra e venda comercial. por que isso? Tem alguma lei dizendo que ele não pode fazer isso? Não precisa de lei. . como é o costume. Importante: E agora não existe compra e venda civil e compra e venda mercantil. dane-se o legislador. como assim? Os empresários eles criam todos os dias novas relações jurídicas. por quê? Porque ele não é dedutível. e vai pegar o comprovante do recebimento. Então o direito comercial ele é elástico. Como a gente faz isso? A gente até prende o safado do agiota. estão todos eles no CC. pega uma nota promissória. por isso ele é chamado de elástico. Como é aplicado em outros países. Como é tratado o factoring? Aqui no Brasil isso é novo. que fala da Compra e Venda e ponto final. o direito empresarial não precisa de lei. a fatura. porque na ausência de lei você aplica os costumes. qual é a lei? Não tem lei que trata de cartão de crédito. Tem cartão de crédito no Brasil? Sem dúvida. novos negócios atípicos. o direito empresarial é tido como elástico. não tem a assinatura de contrato à regra é a informalidade. Como é que vai disciplinar? Com base nos costumes. Não precisa ter lei prevendo que deve ser tratado dessa ou daquela forma. os artigos da compra e venda mercantil foram revogados. porque a gente sabe que pelo costume o factorizador é que tem que assumir o risco pela inadimplência dos títulos transferidos. os princípios as características. ele aumentou. na Inglaterra. pega os costumes de outros países. por isso que como não há lei nenhuma. Por exemplo. Foi criado um novo contrato e o direito empresarial não precisa criar a lei. o direito empresarial não precisa do legislador. 3) Elasticidade: O que é elasticidade? E aqui a gente vai começar a tratar de algo mais palpável. ele é indutível. Portanto.

Comércio marítimo e Comércio terrestre. o direito civil tende a nacionalização. O direito civil cada país tem o seu. por isso que tende a globalização. em relação ao comercio terrestre. por quê? Porque há mercados comuns. A ONU patrocina um estudo para a elaboração de um código comercial internacional. será que o direito empresarial poderia continuar sendo chamado de ramo autônomo do direito privado? Ou será que houve unificação? A mesma pergunta foi feita lá na Itália. Não precisa colocar isso na prova. letra de câmbio. regras de direito comercial idênticas para vários países. porque o nosso livro de empresas do atual CC é quase uma tradução do Italiano. porque não interessa aos EUA. patrocina um estudo de elaboração de código comercial internacional estabelecendo regras idênticas para vários países. as regras que teriam sido incorporadas pelo direito civil. O comércio marítimo ainda continua sendo tratado pelo código comercial. eu vou freqüentemente falar da Itália. porque você não sabe quem está corrigindo. não precisa dizer que não vai sair do papel. o direito empresarial tem que ser parecido. hoje devemos utilizar o termo globalização. . ainda não foi totalmente revogado porque ele ainda é tratado como comércio marítimo.Hoje foi revogado o comércio terrestre. O livro de quebras foi revogado há muito tempo e hoje a gente tem a lei de falência. Ai eu pergunto.7 4) Internacionalidade: Outra característica é a internacionalidade. O direito empresarial ele tende a globalização. 5) autonomia: O caso é o seguinte o código comercial ele era dividido em três livros de quebras. como existe no Mercosul. então nós temos outros tratados tratando de comercio. só existe o código comercial. agora. como Brasil e Argentina. pegaram a parte das empresas do Código Italiano traduziram e colocaram no Brasil com algumas mudanças. então como o Brasil vai exportar para a Argentina e a Argentina vai exportar para o Brasil. no direito de família não importa como é nos outros países.Você pode colocar: É conveniente ressaltar que confirmando essa característica a própria ONU.Como o direito comercial ele tende ser uniforme em vários países. cheque. com a revogação do código comercial. 4) Boa-fé: Não precisa dizer porque é peculiar a todos os ramos do direito não só do direito comercial. eu não chamaria de internacionalidade que é a concepção dos doutrinadores antigos. Por isso que nós temos tratados internacionais sobre nota promissória. como existe lá na Europa. Nós temos regras universais para vários países. mas deixa o comércio marítimo de lado porque a gente não vai tratar. que nunca vai sair do papel.

é tradição e vai continuar sendo com livros próprios. então continua autônomo. porque se a base é diferente eles não são a mesma coisa. o livro das empresas é direito empresarial.Então. e nós estamos falando isso com base na experiência italiana. diferentes do direito civil. ou serviços. o direito comercial ele diminuiu ou ele aumentou? Antes eram só os atos de comércio. Quando um se presume gratuito o outro é oneroso. de direito civil e direito empresarial. porque misturou água e óleo. só que com o direito de empresa no novo CC artigo 966 o conceito de empresário ele quase duplicou. assim como a academia de ginástica. aqueles atos de intermediação. que lei nova é essa? . e por mais que tenham enfaixado não quer dizer que seja um só. por exemplo. embora o código comercial tenha sido revogado. agora está sujeita a falência. Lembra da imobiliária? A imobiliária era tratada pelo direito civil e agora é tratada pelo direito comercial. praticamente duplicou. porque o conceito aumentou. bibliografia própria. Agora quem é tratado pelo direito comercial que não era? Lembra lá da academia Maromba? Academia de ginástica. agora é tratada. E aí eu pergunto o direito comercial continua autônomo? Sim e por vários motivos.8 Então na Itália o objetivo foi unificar o direito privado. como diz o professor César Devivante: eles enfaixaram direito comercial e direito civil na mesma lei. juntou água e óleo na mesma lei. A imobiliária. à parte que fala das sucessões é direito civil. não há dúvida de que se está tratando dentro da mesma lei. só que depois de aprovado e em funcionamento. não era atividade comercial e agora é atividade empresarial. quando um é indutivo o outro é dedutivo. A idéia era essa. com a revogação do código comercial e a introdução dele no novo CC. Em 98 foi feita uma reforma na Universidade de Bolonha na Itália onde foi prestigiada a cadeira de direito empresarial. com princípios diferentes. Importante: A atividade de prestação de serviço que antes não era tratada pelo nosso direito empresarial.E a primeira autonomia que se destaca é a autonomia científica e por que cientificamente o direito comercial continua autônomo? Porque ele tem características próprias. Então são ramos com principiologia própria. Por quê? Considera-se empresário quem através de seu estabelecimento comercial desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção e circulação de bens. enquanto um tende a nacionalização o outro a internacionalização.Por isso que cientificamente ele continua autônomo. agora o professor de direito civil não substitui o professor de direito empresarial. Bom. São ramos autônomos. o livro de família é direito civil. OBS: Autonomia legislativa a gente pode falar aqui só o seguinte. eles viram que não adiantou colocar tudo em uma lei só. Didaticamente ele também continua autônomo. O importante aqui é o seguinte. Importante: Vocês vão poder ver bem o que no CC é direito civil e empresarial. o livro de títulos de crédito é direito empresarial. somente. o direito comercial ele aumentou.

tudo aquilo que vocês ouviram falar de empresário esqueçam. que nada mais do que uma tradução literal. e aquela pergunta. tenho uma rede de salão de cabeleireiro. mas é um erro porque eles pensaram só no novo CC. não é nada daquilo que falaram na faculdade. ela economista e quando perguntam para ele. ela dentista. Numa festa um dos sócios está se apresentando. ele está falando a verdade? É ou não é? Não. são dois artigos. alguns livros falam em unificação legislativa. houve apenas unificação parcial. se você decorar você reponde milhares de questões de direito empresarial. ele é tudo menos empresário. Qual o único ponto de convergência? O novo CC. que fala das sociedades limitadas.gerente. Quando um sócio chega e fala que é empresário é só para tirar a onda. então a base é o artigo 966 e o outro artigo a gente não vai falar agora e sim durante o curso muitas e muitas vezes é o artigo 1053 do CC.Eu sou empresário. felizmente mudaram o nome). porque as outras leis continuam sendo aplicadas nos ramos que lhes são próprios. acabou esse negócio de sócio-gerente. e com certeza quando o examinador quiser na hora da prova aplicar uma pegadinha vai usar o artigo 1053 do CC. a lei de falência é empresarial. pelo conceito do artigo 966 e do 982. e não é brincadeira não. porque olha só . Primeiro não tem base legal e sim numa instrução normativa e ele não é empresário . Bom.9 O novo Código Civil. Não há dúvida e por isso nós vamos falar que a unificação legislativa foi apenas parcial. Seguindo a pirâmide de Kelsen a base seria o artigo 966 para o direito empresarial. por exemplo a lei que trata da união estável é uma lei civil. não muda nem a vírgula do artigo 2082 do CC Italiano. circulação de bens e serviços. que é o conceito de empresa e empresário. Por quê parcial? Porque só existe um ponto de convergência que é o novo Código Civil. Bela Blum salão de cabeleireiro Ltda. o que você faz? Ela fala que é medica. E agora nós vamos conceituar a parte mais importante do direito empresarial. no novo CC houve unificação mas é apenas parcial da legislação. ele é um artigo importantíssimo. ele vai dizer que é empresário. gerente é empregado. Vamos agora interpretar o 966 do CC. a carteira de empresário. O mais importante é o artigo 966. Ex: 4 pessoas vão formar uma sociedade. os outros são apenas investidores. Temos dois sócios administradores ( não se fala mais em sócio. desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção. que trata das duas matérias. ele fala apenas para tirar uma onda. . Vocês sabem que todo mundo quer ter uma carterinha. tem até uma resolução do DNC que autorizou os sócios administradores e os titulares de firma individual a tirar uma carterinha de empresário. A base de todo direito empresarial hoje. Então mesmo legislativamente eles continuam autônomos. empresário é a pessoa física ou jurídica que em nome próprio através de seu estabelecimento empresarial. O primeiro é o artigo 966 do CC. Ele é o artigo principal. Agora as outras leis. é a base.

Importante: Empresário pode ser tanto pessoa física como jurídica e geralmente o empresário é pessoa jurídica porque o empresário individual teria responsabilidade ilimitada. Isso a gente já sabia só que não atentava para esse detalhe. por isso que ela se reveste no conceito e não ele ( sócio). vocês ligaram a figura da pessoa física. seu carrinho? Não vai querer. O professor Fábio Ulhoa Coelho. você sabe que sua responsabilidade será ilimitada.10 Ai eu pergunto. Decore isso sócio não é empresário sócio é sócio. sócio não é empresário. E quando é que ele é empresário? Quando ele é empresário individual. quem está sujeito à falência o sócio ou a sociedade? A sociedade.. Por quê o sócio não está sujeito a falência? Porque ele não é comerciante. quem é o empresário? A pessoa jurídica ou empresário individual. firma individual. ele age em nome próprio? Não ele age em nome da sociedade. porque o sócio não é comerciante. seu sítio. e digo pior credor porque ele só recebe depois de todos os credores. mas você ao abrir uma firma individual. E o que é sócio? Sócio é sócio. a firma individual ou as sociedades empresárias. E ele poderia ser chamado de comerciante antes? Quem está sujeito a falência? Todos os comerciantes. Então hoje. então quando alguém vai desenvolver uma atividade desenvolve através da sociedade. E aí o que diz o artigo 982 do CC. porque ele não age em nome próprio. nada mais equivocado. considera-se empresária a sociedade tal. e você vai querer fazer isso? Arriscar a sua casa de praia. mas que isso? O problema é que botaram na cabeça de vocês. Quem está desenvolvendo a atividade? A sociedade.” Eu vou perguntar isso aqui várias vezes em meio a outros institutos e vocês vão errar. foi muito feliz quando ele colocou em letra 26 no livro dele: “Pelo amor de Deus. porque quem está sujeito a falência é a sociedade. ela era a sociedade comercial ou comerciante coletivo. você vai juntar com outras pessoas e quem será o empresário será a sociedade.. ele vai dizer que o empresário é a pessoa física. Quem vai a falência? A sociedade. você é apenas o sócio. Quem está sujeito a falência o sócio ou a sociedade? A sociedade. quem é o empresário? O empresário é a sociedade. o sócio em última análise é um mero credor da sociedade. se vocês forem perguntar ao pipoqueiro da esquina. . Vê o conceito do 982..

sócio Qual a diferença do conceito de comerciante para o conceito de empresário? São três diferenças. Eu vejo muita gente criticando.sociedades empresariais ( art. O conceito de comerciante é um conceito egoísta.sociedade comercial---. mais postos de empregos. por isso que o FHC. o Estado deve se preocupar com o empresário porque a escala empresarial é a base econômica de um país. por isso que o empresário é tratado que nem um bibelô. o conceito de empresário se contrapõe ao conceito individualista.empresário individual ( art. e normalmente pedem |Rubens Requião na prova. o empresário na concepção social. criticando PROAR. a VARIG. 1.11 Qual seria a diferença do conceito de sócio para o conceito de empresário? O que que mudou? São três mudanças. realiza um contrato e o dinheiro vem para o Brasil. é um conceito mais social. o Brasil dá de um lado para pegar de outro. e por isso que o burguês é xingamento hoje.Filosófica: A primeira diferença vou dar apenas por que é filosófica e quem faz essa diferença é o professor Rubens Requião. porque enquanto o empresário estiver vivo. por que isso? O governo não está dando dinheiro paras o empresário. por causa da variação. fica com Estado que dá para o exportador o real. que ia ajudar a TAM. vai vir para .comerciante individual ---. se não tiver empresário o país vai a falência. agora se eu te chamar de empresário eu estou te xingando? Não. sem conhecimento de causa. mas ele vai pegar o dólar e vai dar para o Banco Central. teoria da preservação da empresa. quando os dólares chegam eles ficam com quem? Com o exportador? Não. O dinheiro não vai vir para o governo diretamente. marginal que o Estado fazia do comerciante. Ele pode até fazer o câmbio em uma instituição particular. hoje a gente tem a concepção de que o empresário é um bibelô. Por isso que o Lula vai lá não sei aonde defender o Brasil. Trilogia: * Pessoa física ---. sem falar nas divisas do contrato internacionais. Então. como assim? Bom.individualista.Então quando uma exportadora. defender a EMBRAER da BOMBARDIÊ. 966) * Pessoa jurídica --. corporativista. na doutrina só tem duas. Por isso. 982) * Sócio( física ou jurídica)---------------sócio--------------. mais arrecadação de impostos. foi lá na Organização Internacional do Comércio. é da época de uma concepção egoísta . marginal. quem vai fazer o câmbio é o Banco Central. da França. o PROER que ajudou os bancos. O Estado tem que tratar bem o empresário. mas pode se acrescentar uma .

( Principalmente ). as indústrias. . mais tarde nós vamos estudar isso melhor. não muda nada. porque não tem estrutura comercial. um a capacidade e outro a ausência de proibição legal. Na época da prova eu só lembrei de duas. E por isso que o Banco Central dá injeção de dólar no mercado. mas os dólares vão ficar no Banco Central. é a seguinte: Nem todos aqueles que eram chamados de comerciantes agora podem ser chamados de empresários. eu lembrei do conceito que era mais abrangente e lembrei dessa diferença. Mas será que ela se encaixa no conceito de empresário? Para eles não. tudo bem? Bom. quando é que a pessoa física adquire capacidade civil plena. mais abrangente.12 EMBRAER. ele dá exemplo no livro dele. Alguns autores colocam como dois requisitos. 3)dada pelo professor Fábio Ulhoa Coelho e Waldo Fazzio Jr. por exemplo: A vendedora de Avon. E o conceito de empresário é muito maior porque abrange também o conceito de prestação de serviços. Então. então era o restaurante. O conceito de empresário substitui a de comerciante? Você tinha que falar há diferenças. ele está falando não de um público grande ele está falando daqueles antigos comerciantes nanicos. a partir de quantos anos? 18 anos. Eu vou falar primeiro da pessoa física. eu vou falar do empresário pessoa física do empresário individual. mas isso é questão didática. imaginem agora se eles não vão perguntar sobre isso. REQUISITOS PARA SER EMPRESÁRIO: São vários os requisitos 1) capacidade + ausência de proibição legal: O primeiro deles é a capacidade mais ausência de proibição legal. a concessionária de veículos. Ela era comerciante. OBS: Nem todos aqueles comerciantes tem estrutura própria organizada para serem chamados de empresários. o conceito de comerciante é menor. de não sei quantos milhões de dólares no mercado.O examinador perguntou antes do CC. porque a pessoa jurídica adquire capacidade e ganha personalidade jurídica a partir do registro. ela praticava atos de intermediação? Praticava. porque não desenvolve atividade economicamente estruturada. porque o conceito de comerciante pegava apenas aqueles atos de intermediação. construir aviões. essas três que eu estou dando. Foi a pergunta da prova oral do MP. já falei de duas vou falar da terceira. o conceito de empresário é mais amplo. 2) conceitual: Segunda diferença é conceitual. eu não conhecia a filosófica.

ele pode ficar insolvente e não poderá ser decretada a sua falência. Hoje o menor com 16 anos pode se emancipar com o exercício da empresa. pode um louco ser empresário? Qual o primeiro requisito que eu falei? A capacidade. cada pessoa só tem um patrimônio. sobretudo o professor Penalva. nessa parte. crimes contra o consumo e tudo mais e lhe sendo aplicado medida protetiva do ECA. Antes havia divergência e o novo CC acabou encampando a corrente minoritária. art. E o sócio tem dois patrimônios? Não ali são duas pessoas e cada uma tem o dela. E entre 16 e 18 anos ele poderá dar o desfalque no mercado e ninguém poderá requerer a falência dele. a partir de quantos anos o menor poderia se emancipar pelo exercício do comércio. a lei foi expressa. dizia que era a partir dos 18 anos. pode cometer “crime”. medida de advertência. Imaginem um empresário praticando inúmeros fatos fraudulentos. não tem mais divergência. Segundo José Maria Leoni.II da LF. porque ele fica em total descompasso com o ordenamento jurídico vigente. tipo “olha não pode mais vender produto estragado”. eles diziam que era a partir dos 16 anos. 2º. no Brasil cada uma pessoa tem o seu patrimônio. B.Uma minoritária do Rubens Requião e Manoel Ferreira. ele comete ato infracional. mas eles eram minoritários. uma pessoa não pode ter dois patrimônios como ocorre na França. porque a partir dos 18 ele hoje é maior. OBS: Ai vem o novo CC e disse em seu artigo 5º. mas a gente não precisa mais disso. Fran Martins.A corrente majoritária do Fábio Ulhoa. nós vamos ter um vácuo entre esses 16 anos e 18 anos e esse empresário pode fazer tudo. a solução é a reforma da lei de falência e do CP. Ele não está em sintonia com o direito penal. melhor um louco. e não é revogada por lei geral posterior. então. aqui ela só pode ter um patrimônio. porque a lei de falência é especial. parágrafo único.13 Existia uma discussão na época do CC de 1916. Pode o louco ser empresário? Pode uma criança de um ano ser empresária? Pode ou não? Olha só o que o novo CC fez. vamos supor que ele esteja interditado. Patrimônio é um conceito uno e indivisível. que o menor com 16 anos pode se emancipar pelo exercício do comércio. existam duas correntes: A. o professor Anco Márcio Valle. E também não está em consonância com a lei de falência. o juiz vai dá uma repreensão verbal ?!. Mas muitos autores. Eu vou deixar uma pergunta para a próxima aula porque esse artigo é muito complicado. . patrimônio é o complexo de relações jurídicas de uma pessoa dotada de valor econômico. é o artigo mais difícil do direito empresarial o artigo 974 do CC. todas essas regras foram mudadas e quando eu falo para os civilistas eles chegam a se arrepiar. ele conseguiu em um artigo mudar todo o ordenamento jurídico. O louco é capaz? Não. e a pergunta é a seguinte: Pode um menor. Tem solução? Não tem solução. diz que só é possível a falência do maior de 18 anos. criticam esse artigo. fazendo concorrência desleal. plenamente capaz. Não há como. inciso V.

com aval do Ministério Público. Agora quando era para desenvolver a atividade pessoalmente o menor não podia. Ex: Casa de praia. e nem desenvolve atividade em nome próprio. para o menor. Então o computador da loja. porque quando ele fizesse 18 anos ele não teria mais nada. mas o menor era sócio. onde o promotor e o juiz estavam envolvido e foi um escândalo. E eu pergunto o juiz tem conhecimento de causa para analisar isso? Não. Quem é o empresário? O Arthur. Só estarão sujeitos aos riscos da atividade os bens ligados a empresa. ele não é economista. vai dividir o patrimônio do Incapaz. O patrimônio já não é mais tão indivisível assim. antes não exercia atividade comercial. não você pode continuar desde que você peça uma autorização judicial. Só não era pacífico porque o Carvalho de Mendonça entendia que podia . . mas vamos supor. Por isso o juiz decidia sempre em vender tudo e colocar numa poupança. veio e disse. vamos colocar Arthur Novak Comércio de veículos. vamos supor que o empresário individual.14 Então só existe um patrimônio por pessoa. Importante: E esse artigo 974 do CC permitiu que uma pessoa tivesse dois patrimônios e permitiu o empresário incapaz.Só que agora o juiz vai dividir o patrimônio e vai averbar nas juntas todos os bens que estão ligados a essa atividade. o juiz vai pegar e analisar se existe risco no negócio. porque toda a atividade empresarial é sujeita a risco e o patrimônio do incapaz poderia se evaporar junto. Teve o caso de Brasília. eu não estou falando de sociedade e sim de empresário individual. O incapaz fica com dois patrimônios. não estou falando do sócio. E o menor de um ano de idade. Ela é empresária? Não. E o juiz vai fazer outro absurdo. vamos supor o Arthur Novak. o menor herdou uma atividade empresarial. os carros podem ser penhorados. Quem vai ser acionado e citado? O Arthur. Eu pergunto pode o curador continuar a atividade desenvolvida pelo curatelado? Antes de jeito nenhum. que vai exercer seus direitos através do curador. Pode a representante legal desse menor continuar a exercer a atividade que antes era exercida pelo autor da herança? Antes de maneira nenhuma. e a Juliana Novak continua desenvolvendo a atividade em nome dele. está comprando e vendendo carro e aí ele foi interditado pela mulher. o empresário de um ano de idade e o empresário louco interditado. um ligado a atividade empresarial e outro não ligado a atividade empresarial. Mas como isso? Ele permitiu o seguinte. tudo fazia parte de um mesmo patrimônio. só na reencarnação. Aí o novo CC. Ele tinha um patrimônio único. mas a casa de praia não. pode ele com um ano de idade tocar a atividade? Não. Então ele vai avaliar os riscos dos negócios e se ele entender conveniente ele autoriza. Antes a responsabilidade era ilimitada. que o Arthur morresse e deixou como único herdeiro o filho de um ano. ele pode ser dividido na forma do artigo 974 do CC.

porque as pessoas têm medo de falar desse artigo. E falamos do primeiro requisito aquele requisito complicado do 972. 973 e 974. e não tem nada haver com sociedade o artigo 974 do CC. mas eu sou obrigado a falar. e quando ele autorizar. porque só entra nunca sai. Última pergunta para deixar vocês sem dormir:Se ela não desenvolve muito bem essa atividade. Waldo Fazzio Jr. agora do menor não pode. Do louco pode porque não tem nenhuma vedação legal. porque mulher não entende muito de carro. a lei para por aí. vamos supor que no início ela estava vendendo carro que era uma beleza. E quem vai ser o empresário. mas se provar que foi fruto. porque o representante legal não vai agir em nome próprio e sim em nome do menor. Agora se ele vendeu para comprar o sítio este não estará sujeito aos riscos. Quando o louco falir. definitivamente. porque ele não pode falir a não ser que você entenda que é a falência daqueles bens. estará ligado de forma indireta. Bom.12/04/2003 Estamos falando dos requisitos para ser comerciante. com lucro ela comprou um sítio e depois ficou ruim e ela quebrou. o representante legal? Não porque ele não está agindo em nome próprio e sim em nome do menor. . 2 ª Aula . os bens que serão arrecadados serão somente aqueles ligados a atividade comercial. pode ser decretada a falência? Do menor não e do louco. o Fábio Ulhoa Coelho quando vai falar desse artigo é assim ele reproduz o artigo. a casa de praia está fora. porque senão seria ótimo para o incapaz. mas a gente pode complementar. ele misturou o artigo com a questão de sócio. faz a mesma coisa com medo de falar besteira. Aquela mania que tínhamos de pensar que empresário é só pessoa física acabou né. que tem que ser modificada. O Amador Paes de Almeida entrou numa de falar e falou uma besteira que não tem tamanho. mas falência de objeto? Complicado. o menor recebeu como herança os bens ligados a empresa e a casa de praia. ou seja a capacidade. Primeiro conceituamos empresário que pode ser tanto pessoa física como jurídica. Se aquela atividade está indo a banca rouca. e aí? Não tem solução Os autores não falam. Quando for acionar na justiça vai se acionar o menor.15 Importante: Mas agora o novo CC deu esse poder para o juiz que poderá autorizar o representante do menor continuar a atividade que antes era desenvolvida pelo autor da herança. Então empresário pode ser pessoa jurídica. mais uma vez o CC não está em consonância com a Lei de Falências. Cuidado. mas do menor de um ano de idade não pode.Eu pergunto aquele sítio vai responder? Está ligado a atividade? Não diretamente. o que é normal. Então está ligado mais de forma indireta. Aí você pede e o juiz vai analisar os riscos. e aí eu pergunto quando o juiz autorizar ele vai está dividindo o patrimônio do menor e só vai estar sujeitos aos riscos os bens ligados a atividade empresarial.

para os efeitos danosos. Uma questão interessante: se por acaso se esse juiz colocar um testa de ferro. um testa-deferro. antes de mais nada a pessoa deve ser capaz. Então o proibido de exercer a atividade empresarial. você responde com Trajano de Miranda Valverde. O juiz pode ser sócio o promotor pode ser sócio. Aliás. E na prática? Na pratica. Se evidentemente violarem essa proibição. do próprio proibido que estava por trás. o segundo requisito que nós vamos tratar hoje é a ausência de proibição legal. falei? Vem cá. Então eu não estou falando em pessoa jurídica. e ai qual a solução? Não falei necessariamente em pessoa jurídica aqui. Vai ter direito à concordata? Não.Não estou falando necessariamente em pessoa jurídica aqui. o corretor. vai ter crime falimentar de ausência de livros. é muito difícil primeiro você provar que é testa de ferro. se violar essa proibição está sujeito à falência. ele só está sujeito ao direito empresarial para os efeitos ruins. O proibido de exercer atividade empresarial pode ser sócio. o leiloeiro. Então o credor que não conseguiu receber do testa-de-ferro quando requerer a falência vai requerer a falência tanto do testa-de-ferro como de quem estava por trás. a lei de falência é clara em seu artigo 3º. Por exemplo um juiz que além de juiz é empresário. o patrimônio dos dois vai ser arrecadado. Essa é a orientação da doutrina. E o que nós podemos falar sobre isso? Vamos supor que uma pessoa que tenha capacidade seja proibida e mesmo diante dessa proibição ele venha a exercer essa atividade.16 Vimos que para ser empresário. Então ele vai estar sujeito à falência? Vai estar sujeito à falência. Todos eles têm capacidade mas são proibidos por lei de exercerem atividade empresarial. mas isso nos interessa na hora da prova? Não. o juiz pode ser sócio? Pode porque sócio não é empresário. Exemplos: o promotor de justiça. Bom. ela não pode ser proibida por lei de ser empresário. e se ele falar que é. Na hora da prova o examinador vai dizer se é ou não testa de ferro. ele não poderia mas é. E a falência dele é o pior de todas. nessas hipóteses pode ser decretada tanto a falência do testa-de-ferro como do próprio juiz. não pode ser proibido por lei. não basta ser capaz. Ele não poderia ser empresário. Então o segundo requisito é a ausência de proibição legal. onde afirma expressamente que pode ser declarada a falência dos proibidos de exercerem a atividade empresarial. em um único requerimento. etc. Importante: Não basta que a pessoa seja capaz para exercer a atividade empresarial. . ele ainda vai responder um processo administrativo na corregedoria correspondente. o juiz o funcionário público. Estou falando de empresário não de sócio. Vai decretar a falência dos dois com uma tacada só. Oscar Barreto filho e Trajano de Miranda Valverde. mas é e se é vai estar sujeito a tudo que é ruim. As conseqüências são drásticas. eu estou falando que ele botou alguém lá. o que é bom não. o militar. A resposta nos é dada pelos professores Rubens Requião. colocar um testa-de-ferro. um amigo dele. Eles dizem o seguinte: toda vez que um proibido de exercer atividade empresarial. Segundo Trajano de Miranda Valverde pode ser decretada a falência dos dois. Qual é a conseqüência? Ele vai estar sujeito à falência? O juiz? Vai ou não vai? Vai estar sujeito à falência. porque vai ser presumidamente fraudulenta. o proibido de ser empresário. Ai os bens dos dois.

Agora João. o registro tem natureza meramente declaratória. pré-existente ou já existente. Ele está criando um novo estado jurídico. E o que isso quer dizer? O registro. direito empresarial. mas veja se ele não se registrar ele vai continuar sendo empresário? Vai ou não vai? Vai ser empresário de fato ou irregular. o registro nesse caso teve natureza Constitutiva. mas a doutrina amplamente dominante sempre falou. E onde está essa exigência? Esta exigência está nos artigos 967 (o registro). diz a lei o seguinte: o empreendedor rural para ser empresário basta que ele faça o registro. João sempre quis ser empresário. é todo o registro. Mas se você falar que não é o registro que dá a qualidade de empresário e sim a atividade. mesma coisa. qual é a natureza jurídica do registro? Ele tem natureza jurídica declaratória ou constitutiva? Por que a pergunta? Importante: :Porque se você disser que é o registro que dá qualidade de empresário. Toda vez que falar em natureza jurídica declaratória limitou-se a reconhecer um estado de fato pré-existente. Importante: Por isso que vocês não podem mais falar que o registro sempre tem natureza declaratória. inclusive hoje o registro tem natureza declaratória. Então na verdade o registro é requisito para que a pessoa seja empresário regular. Então o que deu qualidade a ele de empresário? O registro. civil. mas quando for empreendedor rural ele tem natureza jurídica constitutiva. quando se fala em natureza declaratória o que isso quer dizer? Quer dizer que se limitou a reconhecer um estado de fato. O colega aqui me perguntou se vai estar sujeito a falência o registrado? Vai. Hoje a regra é que ele tem natureza declaratória. mesma quantidade de alqueires. Eles continuaram a falar a mesma coisa inclusive com o novo código civil. Anotem os artigos 971 e 984 do novo código civil. . Então é requisito para ser empresário. Vamos imaginar dois fazendeiros. o empresário ele tem que se registrar na junta comercial. Sempre se discutiu o seguinte. Se for numa prova objetiva múltipla escolha. natureza declaratória. então limitou a reconhecer um estado de fato pré-existente. ela não se registrou. se vocês colocarem na prova é por conta e risco de vocês. Mas o que eu vou falar agora é conclusão minha. declaratória. mas o professor Leonardo analisando o novo código civil. Quando falar. Por que o registro? Antes de iniciar a atividade. Se foi o registro que deu qualidade de empresário. Maria sempre quis ser fazendeira. Hoje não. processo civil. estado jurídico de empresário. 985 e 1150 do CC. não é só no direito empresarial não. sem registro a atividade rural não é empresarial. mesma atividade rural. se registrou. Então mesma atividade tudo igualzinho. você vai dizer que o registro tem natureza Constitutiva. Discutia-se isso. ele vai ser chamado de empresário? Sim.17 2) Registro: Bom o próximo requisito para ser empresário é o registro. ela é empresaria? Empreendedora rural é empresária? Não se registrou? Não. verificou que ela não é tão declaratória assim. tudo igualzinho.

4) Finalidade Lucrativa : Quando essas atividades são praticadas de forma profissional.18 Vai ter direito à concordata? Vai. pura e simplesmente. alguns autores mencionam outros requisitos diferentes. ou seja. mas vai ter que ter o livro diário. por exemplo. por exemplo. ele diz. É a mesma coisa. 3) Prática habitual de atos empresariais: Artigos 971 e 984 do CC. mas a doutrina entende ser circulação. . tem direito a certos benefícios legais. loja de roupas. como o absurdo.Circulação de bens. O empreendedor rural decide se ele quer ou não ser empresário. Ela só vai ser empresaria se ela se registrar. Ex: restaurante. Na prática é outra História. a fazendeira que não se registrou? Não. Se ele quiser ser empresário. não está proibida por lei.Circulação de serviço. dinheiro. ser registrado.Produção de bens.Ex: A faculdade Candido Mendes tem capacidade. Mas para ficar mais bonito. Nossa opinião é que é prestação. Será que isso pode ser requisito para ser empresário. é o do Professor Waldo Fazzio Jr. Esses requisitos que eu falei com vocês são unânimes. não adianta. não ser proibido. A atividade rural não é considerada empresarial. . quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Só é empresário quem está sujeito . Então. Quais são os atos empresariais? . . ela não pode ser considerada empresarial. administração de imóveis. em todos os livros vocês vão encontra-los. segundo o estatuto. Ex: indústrias. em outras palavras. isso vai ser considerado uma atividade empresarial. só é empresário quem esta sujeito à falência. da ausência de proibição legal. do registro: próximo requisito para ser empresário. E o outro. É um requisito.Produção de serviço ou prestação de serviço. o último requisito é o intuito especulativo ou finalidade lucrativa ou visar o lucro. sinônimo de habitualidade. Ex: agência de viagens. já que segundo a doutrina ela não presta serviço. e alguns mais loucos. Ela não vai ser considerada empresaria. Ele sendo empresário vai ter direito à concordata. Não adianta nada ter capacidade. Ex: hotel. pratica habitual de atos empresariais. ela faz intermediação. Próximo requisito para ser empresário: já falamos da capacidade. pode colocar esse nome: exercício profissional da empresa. o que ele tem que fazer? O Registro. bastaria comprar um. isso não está nem na apostila. mas se todos os livros fossem iguais. por isso é que ela coloca o serviço em circulação. ele tem que fazer tudo isso pensando em lucro. então normalmente além desses requisitos. só é empresário quem está sujeito ao regime jurídico da insolvência mercantil. prestar serviço e fazer tudo isso por amor. Prática habitual de atos empresariais é o que a doutrina fala. está registrada. ele diz. mas não visa lucro.

Empenho de Mão. falo em empenhar arriscar bens apreciáveis economicamente. ela utiliza mão-de-obra de terceiro? Em regra quase absoluta não. Waldo fazzio jr. Ela não tem estrutura empresarial. e quando eu falo de capital não falo em dinheiro em espécie não. Esse é o primeiro fator de produção. Vamos falar de know-how. porque ela não está correndo risco. Falência é um requisito ou uma conseqüência? Uma conseqüência de ser empresário.. um produto ou um serviço. Fabio ulhoa coelho. É bem mais apropriado porque quando eu falo em tecnologia a gente pensa logo em tecnologia de ultima geração. tem que ter estrutura empresarial.Então tem que ter capital. Ela tem estrutura empresarial? ela empenha capital? Não ela pega tudo em consignação. Quais são eles? São os seguintes: 1. Mario Moraes marques Jr. eu não diria tecnologia eu diria know-how. Aqui não é tecnologia de ponta não. 3. a banca do Ministério Público. Ela trabalha . Ele tem que utilizar mão-de-obra. Bota um cafezinho e vende para as amigas que acabam comprando. Toda atividade empresarial é atividade de risco. seria mais um requisito.Obra: Segundo fator de produção conjuga a mão de obra. Então todo empresário tem que trabalhar com alguma coisa. Então ela não utiliza mão de obra. E por fim eles falam que só é empresário quem utiliza tecnologia. aquele que mexe com dinheiro. Alguns autores estão colocando como requisito para ser empresário o que eles chamam de estrutura empresarial. professor penalva.Insumo: Terceiro fator de produção é o chamado insumo. Para ser empresário tem que ter estrutura empresarial. Segundo eles além dos outros requisitos que nós já vimos. Só é empresário aquele que conjuga o capital.19 à falência não é o contrario é exatamente o contrario. vamos continuar. tem que conjugar os quatro fatores.Empenho de Capital : Só tem estrutura empresarial quem empenha capital. O que seria estrutura empresarial? Estrutura empresarial segundo esses autores é a conjugação de quatro fatores de produção.de. O que é insumo? Insumo é o produto ou serviço que vai ser explorado. Então nós vamos ver alguns exemplos: a vendedora de cosméticos (da avon). nunca um requisito. Não existe empresário que não empenhe que não arrisque capital. de ponta. Quem fala isso. Então quando eu falo em capital é dinheiro ou bens apreciáveis economicamente. 2. Para aqueles que entendem que para ser empresário é necessário ter estrutura empresarial. ela é que vai na casa das amigas. Então ele tem que utilizar dinheiro e mão-de-obra. Então a sujeição à falência não é um requisito para ser empresário é uma conseqüência de ser empresário.

eu já ouvi falar sobre isso. No fim das contas todos vão falar que estrutura empresarial é requisito para a atividade empresarial. então preenche os requisitos. que às vezes tinham uma lojinha lá em Madureira tinham tudo. Não precisa ser formal. do tipo novo. alguns deles tem firma registrada na JUCERJA. aquele para levantar a moral. É o exemplo de que eles foram obrigados a reconhecer que é empresário mesmo sem utilizar mão-de-obra de ninguém. . Muita gente questiona isso nas palestras nos simpósios. pois para botar um anuncio no site dele era uma grana. eu já abri conta corrente de vários camelôs na Uruguaiana. o cadê . Não conjugava esse fator de produção ai. OBS: Mas os doutrinadores são obrigados a reconhecer em pelo menos um caso que o fator de produção chamado mão-de-obra. para configura-la eu teria que analisar esse contrato. a mão de obra pode ficar ai relegada para a prescindibilidade. mas vamos ter que nos acostumar. ele ficou rico. ele pode não estar presente. Primeiro fator ele conjuga. sem utilizar mão-de-obra. O dono do bar. tem o know how? Sem dúvida nenhuma. Aquele é para celulite. inovação. não tem estrutura empresarial. Isso não é requisito legal é doutrinário. Era empresário. Camelô tem estrutura empresarial? Tem porque conjuga os fatores? O camelô quando vai ao Paraguai comprar os produtos ele pode comprar fiado? Não. Então tem contador. Esses próprios doutrinadores que falam dos fatores de produção eles dizem que se faltar um. Bom. firma individual desenvolve atividade empresarial inobstante conjugar os quatro fatores ou não conjugar. não estamos acostumados com isso. é mais um conceito econômico do que jurídico. Significa que ele empenha capital e se perder os produtos na estrada. mas só analisando o contrato para saber. Alguém trabalha para ele? Mesmo sem vinculo empregatício formal. estrutura empresarial vai ser abraçado por toda a doutrina. ele conjuga os fatores de produção? Evidente. aparentemente esse requisito. Era empresário no sentido moderno. Aquele garoto que tem um site de busca na internet. Ele tem tecnologia. Ele utiliza mão de obra? 99% das vezes ele utiliza.Embora ela tenha know how. então esse são os requisitos para ser empresário. mas não utilizava mão-de-obra. Ela tem a chamada tecnologia ou o know-how? Tem. tem o ponto que é a loja. mas na hora de lançar o livro todo mundo fala que é.Dava mais dinheiro ser camelô do que empresário estabelecido. com o produto (cosméticos). Então ele conjuga capital conjuga mão de obra. tem que saber tudo isso. Para a lei existe um requisito legal de ter um empregado para ser empresário? Não isso aí é discussão puramente doutrinária. o empresário virtual ou empresário da internet. ou com o serviço. ele tem o produto dele? Tem. Ele montou um site na casa dele. vejam. volume de vendas. De jeito nenhum alguém poderia meter a mão no computador dele.Existem casos em que a vendedora tem que fazer um depósito. é o risco do empreendimento. mas emprega? Emprega. sempre tem alguém trabalhando para ele. Bom. Ele sabe os custos da produção. Era empresário? Sem dúvida. ele tem um know how enorme. os empregados.20 com os insumos. Bom camelô. ele com certeza conjuga os fatores de produção. ela não tem pelo menos em regra os dois primeiros. pode ser informal. Quem está registrado direitinho. porcentagem. É ou não é. seu João da birosca.

A cooperativa preenche todos aqueles requisitos que nós já vimos tem estrutura empresarial. a literária e a artística também são intelectuais. E se for sobrando. É ai que você vê se tem ou não tem lucro. na verdade o lucro dividido entre quem? Entre os sócios. Importante: Então cooperativa preenche todos aqueles requisitos. que é a cooperativa. O primeiro nós já falamos. Estou fazendo isso. Mas na verdade a científica. Não são empresários aqueles que prestam serviço de natureza intelectual. que a cooperativa é uma sociedade de natureza simples. O que você vai ver no estatuto para saber se ela visa ou não o lucro? Repartição dos lucros através de dividendos. Então a atividade intelectual. porque deixa muitas lacunas. a academia não estava sujeita à falência agora está. E o que ela vai fazer com o dinheiro que ela conseguir. é ou não é atividade empresarial? É.21 Vocês se lembram quando na última aula eu falei que existem dois pontos difíceis na matéria. conjuga os fatores. E na cooperativa o lucro é dividido? É dividido. nessa parte introdutória. Bom. está registrada. mas não é empresário. O que eu vou falar agora preenche todos os requisitos. se não visar o lucro? Ela tem que reverter para a própria atividade. Se não tiver repartição de lucro ela não visa o lucro. Então a questão é essa. atividade de prestadores de serviço. No código esta falando em intelectual. “Ponto Importante para cair em concurso:” Importante: Regra geral. . antes era uma atividade civil e agora é uma atividade empresarial. mas quando eu estou prestando um serviço intelectual não é empresarial. Foi uma inovação. então não é empresário quem deixou de preencher estes requisitos. O outro ponto difícil vem agora. Se tiver repartição de lucros. tem capacidade. a prestação de serviço é empresarial. por que? Porque a lei falou no artigo 982. Então vem o parágrafo único do artigo 966 do CC e diz é isso mesmo é um dos calcanhares de Aquiles e atenção vai cair na prova. que é o artigo 974 do CC. sobrando? Vai empregando na atividade vai aumentando a atividade. Ela tem que ficar empregando dinheiro nisso. então quando eu falar de intelectual estou falando disso tudo. mas não é considerado empresário. Então na verdade como você sabe se uma sociedade visa ou não o lucro? Na pratica? Olha o estatuto. A imobiliária não estava sujeita à falência agora está. artística ou literária. botando tudo em um saco só porque a doutrina bota. Para nós falarmos em visar lucro para a sociedade. ela visa lucro. parágrafo único do CC. Não são empresários. não há duvida nenhuma que não é empresário aquele que deixou de preencher os requisitos.Quem não é empresário. desenvolve atividade de produção.

mas vão constituir elemento da empresa. quando a prestação do serviço intelectual for apenas um dos elementos da empresa. Se eu for sozinho alugar uma sala para dar aulas de direito empresarial . Todos já não atendem mais a ninguém. a minha atividade intelectual é apenas um dos elementos. vamos continuar com o parágrafo único do artigo 966. Importante: Vem dizendo que os prestadores de serviço intelectual não são empresários. são ótimos médicos. uma clínica que ficou tão grande que a oftalmologista não atende mais ninguém. por que? Porque atividade . Mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. só aqueles clientes vips que não tem convênio médico. procuram a estrutura empresarial. O que ele fez? Estruturou empresarialmente os prestadores de serviço intelectual. Quando você vai no Barra Dor. salvo quando constituir elemento da empresa. Montam consultório. As pessoas já não procuram mais aqueles médicos. os médicos que trabalham lá. a otorrino também já se tornou a administradora daquele mini hospital. eles contratam uma secretaria só. otorrinolaringologista. começou a crescer. já começaram a contratar outros médicos. é a mesma coisa. O médico é a mesma coisa. eu vou ser empresário? Não. já não da mais em um andar do prédio já alugaram outro andar. mas é apenas um dos elementos da empresa. então nesse caso a atividade como um todo é atividade empresarial. É porque eles empresariaram os prestadores de serviço intelectual ( professores). você procura todo aquele serviço que esta colocado a sua disposição. tem uma vírgula danada e coloca o tal do salvo. Ele é empresário? Não. Então por favor. vem a lei e diz mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. todos eles prestam serviço de natureza intelectual. enfermeiros. o contador o economista. Essa sociedade tem natureza simples ou é uma sociedade empresarial? Simples. direito civil e outro. pegou todo mundo para trabalhar para ele. O que aquela empresa fez? Empresariou o trabalho intelectual. Então a individualidade dele já se perdeu dentro daquela estrutura e mais os médicos que trabalham para aquela sociedade. por exemplo. um Office boy. O difícil vem agora lá no final do parágrafo único do artigo 966. a atividade intelectual desse professor de direito penal é apenas outro elemento. Foi crescendo não dava mais no prédio. crescer. O curso glioche. O que isso quer dizer? Salvo quando constituir elemento da empresa. em simpósios ninguém se entende. quem tiver o código. O curso glioche LTDA é uma sociedade empresarial. diz o parágrafo único. ginecologista e urologista. Aí gera um a discussão danada. A questão é a seguinte: esse consultório foi crescendo. você procura um médico específico lá? Não você procura a estrutura.22 O advogado é prestação de serviço? É. sublinhe. são empresários? Não. Mas uma pessoa física ou jurídica pegou este prestador de serviço intelectual. presta serviço? De natureza intelectual? Sim. Mas é prestação de serviço intelectual. o dentista. funcionários. cardiologista oftalmologista. alugaram uma mansão. você procura a empresa. outro prestador de serviço intelectual. mesmo contando com colaboradores. mas serão. Vou dar um exemplo: temos cinco médicos. a atividade desenvolvida por eles é uma atividade de natureza intelectual. daquela clinica. São chamados profissionais liberais. Apenas um dos elementos. Está mole. crescer. Montam um consultório ou mesmo uma sociedade de médicos. pois mexe com grandes interesses.

esqueçam. Na prova eles vão trazer para você estereótipo. e aqui mais um esforço que eu vou pedir a vocês. será que eu não tenho algumas regrinhas. você não procura mais o médico. para eu saber quando tem estrutura quando não tem? Tem alguns indícios: 1º indício: É a diversidade das atividades dos profissionais intelectuais. você não fica concentrado em um só. Por que vocês dizem que o consultório não é. outro indicio é quando a individualidade daqueles prestadores de serviço intelectual já se perdeu dentro daquela estrutura. O que é empresa? Muita gente até hoje pensa que empresa é pessoa jurídica. Importante: Então esse salvo é para abranger justamente essas sociedades que vão empresariar esse prestadores de serviço intelectual.23 intelectual individualmente considerada é apenas um dos elementos da empresa. Para eles não resolverem alegar isso ai veio “salvo quando constituir elemento da empresa” claro que eles poderiam ser mais claros. o Júris. Ex: o Barra Dor.Vocês mesmos já sabem. quando mudou de estabelecimento. sociedade empresarial e não sociedade simples. naquele prestador de serviço intelectual. ultrapassada essa fase . tem estrutura empresarial. está bem arraigada naquela pessoa. empresa não é pessoa jurídica. não tem estrutura empresarial. na verdade o trabalho do artista é apenas um dos elementos da atividade da rede globo. A rede globo. mas o se o legislador pode dificultar por que ele vai facilitar? Então eles botam um ponto bem difícil lá para complicar mesmo.vamos falar agora de empresa. ou eles vão apresentar o exemplo de um consultório médico ou de um mini hospital ou de uma clinica. os hospitais as clínicas que prestam serviço de natureza intelectual. Então tudo isso para que essas corporações não venham dizer: não o meu serviço é intelectual.Então tudo isso. tudo o que vocês ouviram falar de empresa. o capital. Então aquela individualidade já se perdeu. insumos. são aqueles fatores de produção (mãode-obra de terceiro. Então. dá uma aulinha. Bom. o volume de negócios. Clinica médica é atividade empresarial? Sim. Consultório medico é atividade empresarial? Não. capital. Esse já é um primeiro indício de que aquilo já é uma sociedade empresarial. o Cepad. 2º indício: É a estrutura empresarial. uma coisa para me ajudar. ele excepciona os cursos. isso porque é uma atividade intelectual. cientifica. você tem vários profissionais intelectuais. as redes de radio. já que direito não é matemática. só não conseguem individualizar isso. Vocês podem perguntar a partir de que momento aquela sociedade de médicos deixou de ser uma sociedade de médicos para ser uma sociedade empresarial? A partir de qual momento quando contratou quantos funcionários. tudo isso pode ser indício de que você já não esta mais tratando uma sociedade simples e sim de uma sociedade empresarial. a área artística. não estou sujeito à falência. quando? Direito não é matemática você vai ter que analisar o caso concreto. não sou empresário. . Agora já sabem porque vocês classificam o Barra D´or como uma sociedade empresarial. know how). O professor que tem uma salinha. serem consideradas sociedades empresariais. agora o curso Glioche. porque a individualidade já se perdeu. vários. É isso que diz o parágrafo único do 966. você procura a clinica o hospital.

Qual é a atividade que o advogado exerce? Advocacia. pessoa física. mas não tem empresa. empresa é objeto de direito. ele falou empresa pode ser quatro coisas. Você não pode propor ação contra a empresa glioche LTDA. Empresa NÃO tem personalidade jurídica. é objeto. Portanto. Que o empresário exerce? Empresa. Empresário pode ser pessoa física ou jurídica? Pode. Tem sociedade? Tem. Tem empresa? Não. Esse objeto pode ser explorado por uma pessoa física ou pessoa jurídica. Então empresa é um conceito totalmente distinto de pessoa física ou jurídica. Tem sociedade. Empresa. Porque o que é empresa? Atividade. colocando isso na cabeça que empresa é atividade. qual o nome da atividade que ele desenvolve? Empresa. você tem que propor ação contra uma pessoa. temos uma sociedade nós quatro aqui. Vocês não podem falar que vocês tem contrato com a empresa X. Se você pergunta o que é uma coisa a uma pessoa e ela diz que são quatro é sinal que ela está confusa. Tem que propor ação em face da sociedade empresarial Maromba LTDA. Um empresário individual ou por uma sociedade empresarial.24 O que é empresa então? Empresa é sociedade. Então o empresário individual. primeiramente . E quem tem personalidade jurídica? O empresário. Quem deu conceito de empresa foram os economistas. mesmo porque não é pessoa. Pode existir então empresa sem pessoa jurídica? Pode. Ascharelli. Você celebrou contrato com o empresário. mas ainda não cancelamos o registro na junta comercial. Empresa não é pessoa jurídica. mas os juristas ficaram enciumados. O empresário individual. Então quando você vai entrar com uma ação judicial. César Vivanti. você entra contra quem tem personalidade jurídica. empresa é o que? Empresa é para o empresário o que advocacia é para o advogado. O problema disso tudo foi um tal de Alberto Aschini na Itália. Como nós vamos trabalhar com um conceito dado pelos economistas? Vamos criar um conceito. vocês não podem mais errar. muita gente fala como se fosse sujeito. Você contratou a empresa tal ou o empresário? O empresário. Então você celebrou contrato com a empresa X ? Não. E se estamos parados há dez anos e o que é empresa? Atividade. Pode existir empresa sem pessoa jurídica? Pode com o empresário individual. Empresa é atividade. Qual é a natureza jurídica da empresa ? É objeto de direito. É uma abstração jurídica. Tem um outro exemplo. Quem tem personalidade jurídica é o empresário. Que o médico exerce? Medicina. Então empresa é para o empresário o que medicina é para o médico o que advocacia é para o advogado. Por que você contrata a advocacia ou o advogado? O advogado. Objeto pode celebrar contrato? Não. E se é uma atividade. Foram cair na asneira de perguntar a um tal Aschini o que ele achava. você tem como segurar uma atividade ? Então é por isso que o Requião fala com todas razões: empresa por ser atividade é uma abstração jurídica. Não tem como segurar uma atividade. todo mundo foi elaborar um conceito de empresa. portanto é a atividade. empresa é objeto. Paramos de desenvolver qualquer atividade há 10 anos.

por isso muita gente pensa que é a mesma coisa que empresário. Acabaram com o tribunal do comércio. Quando ele falou um ouvinte não se convenceu. quando eles acabaram com o tribunal do comércio eles olharam para o fim do corredor e disseram: o que é aquilo lá? e aquilo ali é a função administrativa do tribunal. Você só pode utilizar empresa como atividade. administrativas. obrigação um. Filosoficamente eu também não entendi. na lei vem dizendo: essa lei trata do registro público de empresas mercantis e atividades afins. Besteira. A primeira obrigação nós já falamos que é o registro. foram ver era a junta comercial. Aí o ouvinte não satisfeito falou você não está me convencendo ai Aschini disse então vamos passar para a área filosófica. diz lá são atribuições das juntas comerciais. Então toda vez que vocês se depararem com a sigla REPEM vocês já sabem que é junta comercial. As juntas comerciais são as sobreviventes da extinção do tribunal do comércio. Bom. Isso aqui a gente pode continuar utilizando. administrativa. empresa pode ser conceituada pelo aspecto objetivo. já até falamos os artigos. 985 e 250 do CC. E já vimos que não é a mesma coisa. mas subsistiu as antigas secretarias deles que se chamavam junta comercial. . porque empresa é uma abstração. são obrigações do empresário. Quem fica dobrando a esquina é o ponto empresarial. então podemos falar junta comercial? Sim. Então eminentemente administrativa. pois empresário é o sujeito e empresa é o objeto. 1800/96. O que podemos falar sobre as juntas comerciais? Bom. antes de iniciar a atividade ele tem que se registrar na junta comercial. uma secretaria. antigamente naqueles tribunais de comércio. apesar da lei falar em registro publico de empresas mercantis e atividades afins. Então o que é junta comercial? Bom. OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO: Vamos falar sobre obrigações dos empresários. Então a primeira obrigação do empresário. e o que nós podemos falar sobre o registro? A lei que trata o registro é a lei 8934/94 e essa lei foi regulamentada pelo dec. O CC. burocrática. que são eminentemente burocráticas. etc. obrigação dois. chamada junta comercial. Então o Aschini só está certo no aspecto funcional. Ai ele falou já que você não entendeu vou simplificar sob o aspecto funcional empresa é atividade desenvolvida pelo empresário. se você não tiver gostado do conceito eu tenho outro. Primeiro burro foi quem perguntou. boa praça. por isso que muita gente pergunta onde é que fica a empresa tal? Dobrando a esquina.25 pelo aspecto subjetivo. lá no fim do corredor tinha um orgãozinho. a própria lei 8934/94. traz lá. Essa matéria é muito tranqüila porque esta didaticamente na lei. poxa Aschini tem certeza? Não. empresa sob um aspecto corporativo é a conjugação de esforços do empresário e de seus empregados para alcançar o fim econômico. Já está confundindo de novo. e pelo aspecto objetivo. empresa é o mesmo que empresário. empresa é quase estabelecimento empresarial. Está ai a confusão. 967. ai vem dizendo agora não é mais junta comercial é REPEM.

e temos alguns precedentes do STJ atendendo a orientação doutrinária. e o juiz estadual conhece e o juiz federal conhece porque existem decisões da justiça estadual dizendo que toda a competência é da justiça estadual. Salvo engano no estado do Paraná. não tem na lei. esse órgão federal dá comandos de ordem técnica para ser observados pelas juntas comerciais de todo o país. Ou seja. Quem manda mais? não há hierarquia. não tem nada de ordem técnica ali. não prevê. 74933/RS. Existem decisões da justiça federal dizendo que toda a competência é da justiça federal. Se for um questionamento de ordem técnica. normalmente da secretaria de justiça. então a estrutura é estadual. comando genérico.26 E como é a estrutura das juntas comerciais? Cada estado tem a sua junta comercial. quando ele decide alguma questão polêmica. O DNRC fica de olho. questionamento de ordem técnica uma de ordem administrativa outra. disciplinando: o menor pode ser sócio desde que observadas as seguintes condições. tem efeito vinculante? Não tem. tem algum requisito. administrativamente estão vinculadas ao governo federal. E por que isso é importante? Porque se você for fazer algum questionamento vai questionar um ato praticado pela junta. A decisão em recurso extraordinário. a junta nada mais vai estar fazendo do que atender um comando de um órgão federal. que são atos administrativos abstratos. Resp. para dizer a verdade ninguém se entende. justiça estadual. Importante: Quando ela tem estrutura administrativa estadual como ela faz parte do sistema integrado nacional de registro e empresa mercantis? Elas são estaduais. do STF. quando o STF decide alguma questão polêemica sobre arquivamento sobre junta. A mesma impugnação é feita na justiça estadual e na justiça federal. mas as juntas comerciais estão vinculados a um órgão federal o DNRC. Como colocar na prova: na jurisprudência há uma verdadeira balburdia na doutrina a orientação ser seguida é essa fala da dualidade. temos que ir lá para o STJ. a doutrina também diz. departamento nacional de registro de comércio. então. O tema é altamente polêmico. um órgão de uma secretaria de estado. como ele sabe que a decisão não tem efeito . Ai é difícil colocar a jurisprudência. totalmente administrativo. então tecnicamente eles estão vinculados ao órgão federal. um órgão. uma orientação técnica que todas as juntas tem que observar aquilo. Questionamento de ordem técnica. que tipo de questionamento você esta fazendo. tal e tal. Em razão dessa dualidade. é incrível. você vai propor essa ação na justiça estadual ou federal? Depende. a prática mostra que mais de 90% das juntas adotam a forma de autarquia. tal. o menor pode ser sócio? Na limitada. quando for feito o controle judicial haverá essa dualidade também. Qual é a forma das juntas? A lei não prevê se tem que ser uma fundação. questionamento de ordem puramente administrativa. se é um questionamento de ordem puramente administrativa. justiça estadual. burocrática ou um questionamento de ordem técnica. Tecnicamente elas estão vinculadas a esse órgão federal. uma autarquia. Então cada estado pode fazer como bem entender. As decisões são altamente conflitantes. como no caso do menor o que o DNRC faz. Exemplo. O DNRC edita as instruções normativas. justiça federal. É importante saber que administrativamente ela tem estrutura estadual. Agora se o questionamento é um ato administrativo. então a justiça competente para apreciar essa impugnação é a justiça federal. e em outros dois ou três outros não quiseram utilizar a autarquia e a junta nesses estados é um órgão da administração pública direta.

Então. Qual o objetivo da manutenção dos livros comerciais? São três objetivos: 1º) De ordem fiscal. porque através dele é que o fisco pode exercer também a sua atividade fiscalizatória. em havendo dúvida. de observância obrigatória. encadernar e levar na junta comercial. Podemos falar sobre livros empresariais é que nós adotamos o sistema francês. Então isso serve para o próprio empresário estabelecer metas e efetivar o controle de sua atividade. porque ele faz o controle através desses livros. é o retrato de sua atividade. ele manda um e-mail. ou seja. ou pelo menos 99% não tem mais livros em sentido físico. Pode ser questionado? Pode. O retrato é essa escrituração contábil. escrituração mecanizada. Manter em ordem os livros empresariais. . os livros empresariais. hoje a escrituração pode ser tanto através de livros. 2º) A escrituração do empresário é sua alma. quanto está gastando de matéria prima para produzir. extremamente rígido no controle dos livros comerciais. muitas das vezes não vai lá na fábrica.O fisco tem interesse. No final do ano é que o empresário é obrigado a imprimir tudo. Tudo ele consegue ver através dos livros. o livro é Latu Sensu. Como o fisco faz isso? O fiscal quando quer fiscalizar a BRAHMA. Ali ele sabe se está vendendo mais. Então. a escrituração. através de computador.Pelo nosso sistema. o fiscal poderá ir até o local. Existem varias instruções normativas que foram precedentes do STF.26/04/2003 Obrigações do Empresário: 1ª) Inscrever-se na junta comercial ( artigos 967. ele não tem que ficar puxando pela memória para saber quanto ele comprou de tal matéria prima em tal época.quanto através de fichas.Hoje os livros estão todos dentro do computador. se está comprando mais.27 vinculante. A obrigação está prevista no artigo 1179 do novo CC.mail para a inspetoria de Fazenda. aí o fiscal faz toda a fiscalização através do computador ( internet). ou seja. 3 ª Aula . mas ai vai ficar muito mais difícil você conseguir um mandado de segurança em cima de um ato normativo que o DNRC normatizou com base na decisão do STF. dita a forma de escrituração desses livros. 2ª) Escrituração contábil. o segundo objetivo dos livros é para atender o próprio empresário. para ele ter uma noção de sua atividade (visão panorâmica). ele pega a decisão e transforma isso em instrução normativa. 1150 do CC). ou liga e o empresário da BRAHMA manda todas as informações por e. porque hoje ninguém tem mais. O resumo da atividade dele está no livro. Uma observação que se tem que fazer inicialmente é que quando se fala em livro comercial. a lei diz quais são os livros obrigatórios e mais. o fisco se interessa muito pelos livros comerciais.

28 3º) Esse terceiro objetivo é para atender a terceiros. que está previsto no novo código civil no artigo 1180 . onde uma das cláusulas que pode existir entre o locatário e o empreendedor (dono do shoping) é que além do aluguel. isso porque todos os empresários devem ter.Esse livro de emissão de duplicatas está previsto na lei nº 5478/68. porque só será obrigatório se o empresário pagar duplicatas. diz o estatuto da micro-empresa. A doutrina também trata como livro obrigatório o livro de duplicatas. que poderão buscar neles as informações necessárias. os sócios de uma sociedade empresarial.Mas a doutrina o cita como obrigatório. que é o livro diário. Os sócios nós já vimos que não são empresários. ele terá que ter o livro de duplicatas. É importante apontar a divisão que existe entre os livros comercias obrigatórios e os livros facultativos. Só que o novo CC trouxe outros livros que em princípios parecem obrigatórios. além de manter em boa guarda todos os documentos necessários a contabilidade. Empresário é a sociedade. Ele é o mais completo dos livros.Não cai na prova livro facultativo. A doutrina coloca como livros obrigatórios todos aqueles previstos no artigo 100 da lei de S/A (Sociedade por Ações). Ex: Contrato de locação em Shoping Center. se ele não tiver o livro diário. O que interessa são os livros obrigatórios e atualmente nó temos segundo a doutrina um único livro verdadeiramente obrigatório. É através do livro comercial que o empreendedor vai fiscalizar o faturamento da loja. apesar do estatuto do microempresário falar que está dispensado da escrituração comercial obrigatória. . Importante: Se o pequeno ou micro-empresário emitir duplicata. são terceiros. Os livros também servem para resguardar direitos e interesses de terceiros. logo eles estão dispensados do livro diário. etc. OBS: Os micro e pequenos empresários estão dispensados da escrituração comercial obrigatória. Como é que se consegue fiscalizar uma sociedade? Onde se busca informações? Através de seus livros. O empresário que não paga duplicatas não precisa ter esse livro. Sócio em última análise é um credor de uma sociedade. Ex: borrador. ele vai ter que ter em seu lugar obrigatoriamente 02 (dois) livros: a) Livro caixa.razão. Vejam bem. ele terá que ter obrigatoriamente esses dois livros. Por exemplo. É o caso de uma loja que sempre vive cheia e repassa a mesma porcentagem de seus lucros de uma loja que vende bem menos e tem um lucro menor. b) Livro de inventário ou livro de estoque ou livro de controle de mercadoria. Antes do novo código civil. Mas quando um microempresário não tem um livro diário. o locatário deverá repassar para o empreendedor uma porcentagem do faturamento de sua loja. nos pararíamos por aqui. O professor entende como não obrigatório.(referência feita somente ao livro diário).

Porque a sociedade limitada não está obrigada possuir conselho fiscal em sua estrutura. contida no artigo 1º. mas a matéria é divergente. caminhamos logo atrás do professor Carreira Alvim no sentido de que é possível a propositura da ação monitória com base nos livros comerciais. Teria que apresentar se fosse com relação à questão previdenciária. OBS: A sentença do juiz que julga que ciclano é credor de beltrano no valor de tanto é IRRECORRÍVEL. Nesse caso esse fiscal não tem nada a ver com o material a ser fiscalizado. Uma questão interessante sobre livros é saber se eles podem municiar a AÇÃO MONITÓRIA. tinha um artigo no código comercial que era o artigo 17 e hoje consta no artigo 1190 do novo CC. II). onde afirma que a autoridade fazendária tem que se ater ao ponto da investigação. que diz que nenhum juiz ou tribunal que sob qualquer pretexto pode determinar a exibição de livros comerciais. A lei já criou uma ação própria para tornar em título executivo um crédito que se encontra em um livro de um outro empresário.( Art 1075. parágrafo 1º). porque o segredo é a alma do negócio. Estoque é bom para fiscal de ISS. IPI. que é ação de verificação de contas. É mais uma novidade.29 NOVIDADES: A) Livro de atas e pareceres do conselho fiscal nas sociedades Limitadas (artigo 1069. EXIBIÇÃO DOS LIVROS EMPRESARIAIS: Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo ou pelo princípio da publicidade? Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo. Então o juiz não pode determinar a seu bel prazer determinar a exibição de livros comerciais de determinado empresário sem previsão legal. porque a sociedade limitada não possuía assembléia geral antes do novo CC e hoje possui obrigatoriamente assembléia geral quando ela possuir mais de 10 sócios. O professor Carreira Alvim entende possível . Ex: um fiscal do INSS que quer dar uma olhada no livro de estoque. deveremos responder que inobstante a existência da previsão legal da ação de verificação de contas. Em situação de concurso. salvo nas hipóteses previstas em lei. . isso porque não há nenhuma proibição legal. É claro que o sigilo NÃO vale para as autoridades fazendárias fiscais. É divergente pelo seguinte: Se existe uma ação própria para ajuizar com base nos livros comerciais e essa ação está prevista na lei de Falências. esse conselho é facultativo nesse tipo de sociedade. pois irá ferir o princípio do sigilo. B) Livro de atas na assembléia geral nas sociedades limitadas. aí o empresário não tem a obrigação de apresentar esse livro de estoque. Você pode propor uma ação monitória com base em um livro comercial? A ação monitória é uma ação que tem por objetivo dar executividade a títulos não executivos. ICMS. contida no artigo 1º da lei de falências. Esse livro é obrigatório quando a sociedade limitada possuir conselho fiscal. Ex: título prescrito.Mas é importante lembrar da súmula nº 439 do STF. Aí.

sob pena de prisão( artigo 34 do Decreto-lei nº 7661/41) 2ª) A exibição parcial ela pode ser determinada em qualquer ação e essa exibição ocorrerá após determinação judicial. porque o CPC não prevê esta prisão.30 A lei prevê duas formas de exibição dos livros comerciais: 1ª) A exibição integral é hipótese excepcionalíssima. onde se o réu alegar para o juiz que seu direito encontra. ele determinaria a busca e apreensão. Fica ele desapossado de todos os seus livros. e regulamentou o procedimento de exibição judicial ( artigos 381 e 382) e lá eles criaram uma forma. OBS: Pode ser determinada a exibição judicial de livro de terceiro. É por esse motivo que a exibição parcial pode ser determinada em qualquer ação. porém. Antes do novo CC. A exibição integral ocorre em ação de dissolução total de sociedade. porque ele já sai do cartório com seu livro em sua posse. ficando impossibilitado de dar continuidade a sua atividade. se não fosse encontrado. É a mesma prisão do falido. as partes do livro que foram determinadas pelo juiz (ex: folhas do dia tal ao dia tal).se no livro do autor ou o autor alegar para o juiz que seu direito encontra.se no livro do réu e uma das partes se recusar a apresentar seus livros. já não pode decretar a prisão de terceiros. o livro teria que ser apresentado em cartório sob pena de prisão (previsão de 1850 ). nesse caso do terceiro. deixando todos os seus livros. então a discussão que existia não existe mais. onde decretada a falência. o juiz terá que decidir com base em outras provas. uma vez que o terceiro não é parte da relação jurídica processual. diz o CPC e pelo código comercial é prisão de natureza civil (art 20). tinha uma previsão no código comercial no artigo 20 onde afirmava que se o juiz determinasse a exibição do livro comercial e a parte se recusasse. conferindo com a original.Aí veio o Código de Processo Civil. O juiz pode determinar a exibição do livro de terceiro. A exibição integral importa em desapossamento dos livros. Porque na exibição integral o empresário vai lá no cartório. A exibição parcial não impede a atividade do empresário. onde o escrivão do cartório irá xerocopiar na hora. porque ele tem que contabilizar tudo e onde irá efetuar essa contabilidade se seus livros não estão em sua posse ?. com a ida do empresário ao cartório. surgirá um problema se ele se recusar a exibir. o empresário tem que entregar todos os seus livros em cartório. porém esse terceiro que se negar a exibir seus livros responderá por crime de desobediência.Qual é a solução? a decretação da prisão. além de responder pelo crime de desobediência. O artigo 20 do código comercial acabou de ser revogado. de 1973. Na dúvida ninguém pedia prisão. porque o artigo 20 que fundamentava esta decisão não existe mais.Então. o juiz vai presumir como verdadeiros os fatos alegados pela outra parte. . ele prevê apenas como presumir verdadeiro os fatos alegados pelo autor na petição inicial. em ação de falência. onde se alega que a prova do direito encontra-se no livro de uma pessoa que não é o réu. Só em algumas ações. entrega os livros e vai embora. Pouquíssimas ações o juiz pode determinar. Essa prisão era constitucional ou inconstitucional? Havia grande divergência. porque o magistrado não terá como presumir como verdadeiro os fatos alegados pelo autor.

porque o balanço tem que ser levado à junta comercial para receber a rubrica do juiz e essa mera ausência dessa formalidade não importa em crime falimentar. colocamos o nome – “Ipanema Bebum” (que é título de estabelecimento. temos três elementos de identificação: A) Identifica o empresário. isso não configura crime falimentar.31 3ª) Elaboração do balanço financeiro: Todo ano o empresário tem que apresentar um balanço. Qual é o nome empresarial? Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. Não é muito importante para nós bacharéis em direito. NOME EMPRESARIAL: É o elemento que identifica o empresário. É realizado em todas aquelas sociedades que distribuem lucros semestralmente. ficando Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. para fins de concurso não está errado. 2ª) Existem crimes falimentares por ausência de livros comerciais e ausência de balanço. porque identifica o produto explorado pelo empresário. então é a marca. nós não colocamos um letreiro escrito Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. Por achar feio. que identifica apenas o ponto comercial. Então. Elaborou o balanço tem que levar na junta. balanço é coisa para contador. aí tem que ter o balanço para saber quanto de lucro tem para distribuir através de dividendos. pois se não houver os livros obrigatórios é crime falimentar do artigo 186. . Só que lá no nosso ponto comercial. porém. não está totalmente correto. se o balanço estiver correto. mas se elaborou e não levou na junta. são as chamadas instituições financeiras (é importante para quem vai fazer prova para a área federal. São duas observações pertinentes sobre o balanço: 1ª) É que determinadas sociedades são obrigadas a elaborar o balanço semestralmente. O nome fantasia. Ex: Vou montar uma sociedade com Paulo Garcia. Nós registramos a laranjinha como marca de nosso produto. que alguns autores o chamam de nome fantasia).É interessante falar sobre a ausência de balanços. B) Identifica o ponto comercial (título de estabelecimento). laranjinha. desde que o balanço esteja elaborado de forma correta. cai muito isso lá). VI da lei de falências. É importante ressaltar que sem esses balanços o empresário não pode participar de licitações ( lei 8666/93). C) Identifica o produto (marca). Só que nós temos um produto lá que é conhecido como laranjinha. tanto pessoa física como pessoa jurídica. (nome empresarial). Sobre os livros não há muito o que discutir.

Lei 8. Tem gente que gosta de dar mais uma floreada. Posso substituir Leonardo A. é a espécie que identifica firma individual. ou L. porque no nosso sistema o nome não pode ser substituído por apelido. Marques comércio de bebidas. Quero comprar e vender bebidas. Daí eu falo para ele que não quero nada de frescura. pois não há nenhum problema. é possível anexar outra expressão J.A . Então você pode acrescentar. você pode colocar algumas expressões que melhor te identifique. colocando a atividade empresarial.934/94. O último nome nunca poderá ser abreviado. que identifica o empresário individual. Ex: L. Araújo Marques. Minha firma individual vai ser Leonardo Araújo Marques. Silva bebidas. Marques Carioca Bebidas”. Marques. imaginem o José da Silva. ou Leonardo A . Leonardo Marques. quero colocar o meu próprio nome civil. o mesmo do nome civil. A . A) Firma individual: A firma como uma espécie de nome empresarial. O que pode acontecer e muita gente vem torcendo o nariz. o meu apelido é Léo Bebidas.como novo nome empresarial na junta comercial? Nunca. Decreto 1. Só que se houver outro José da Silva em Jacarepaguá atuando no comércio de bebidas. Os artigos que tratam do assunto que estão elencados nos artigos 1. Marques por Léo . vem outro José da Silva e também deseja atuar no comércio de bebidas. OBS: A lei flexibilizou para as pessoas que gostam de inventar. vem outro José da Silva e para diferenciar coloca o nome de J. identificando o empresário individual. Silva bebidas de Jacarepaguá. É uma expressão do meu apelido Carioca. que colocou o nome empresarial de José da Silva bebidas. chego na junta comercial e falo que desejo ser empresário individual. Muita gente pensava que firma é pessoa jurídica. A . mas uma coisa é certa . Isso é a firma individual. é colocar assim: “L. vai colocar o nome empresarial de J. Ex: Eu. não precisando ser por extenso. Silva Zezinho de bebidas. eu posso abreviar – L. tem que estar seu nome em seguida. Completamente errado. Por extenso ou abreviado.800/96 e Instrução Normativa 53/96 .32 Primeiramente vamos nos ater ao nome empresarial. Então. Espécies de nome empresarial: Firma.168 do novo CC. (Porque a expressão designativa da atividade é facultativa na firma individual). Isso é importante porque.155 a 1. Ele está querendo saber como é que eu quero ser conhecido no direito empresarial. . O funcionário da junta comercial me perguntou qual seria minha firma. Posso colocar o meu nome lá de forma abreviada. Marques.DNRC. pois firma é espécie de nome empresarial.

Então essa sociedade não poderia usar a razão social. E mais. Maria Ferrete e Cia comércio de veículos LTDA. ao invés de colocar Bianca Moraes e Cia. ele passará ter responsabilidade ilimitada. porque a razão social é para ser utilizada por sociedade cujos sócios possuem responsabilidade ilimitada. a doutrina afirma que todos os sócios respondem ilimitadamente (Fran Martins). Então a sociedade limitada pode até utilizar a razão social. então pode ser: Bianca Moraes. o nome dela pode vir por extenso ou abreviado ou até suprimido. achando que razão social é a mesma coisa que nome empresarial. é colocar firma individual ou coletiva ou a denominação. em contrato escrito. onde uma sociedade limitada pode utilizar a razão social. também chamada de razão social. ela identifica algumas sociedades em que seus sócios. o nome empresarial. possuem responsabilidade ilimitada.Como é que ficaria? O nome das pessoas que possuem responsabilidade ilimitada é Cristina Silva e Bianca Moraes. abreviada ou por extenso. É exceção. O correto seria colocar logo o nome empresarial.Mas vejam que pode se dar da seguinte forma: Bianca Moraes e Cia.Não há jurisprudência a respeito deste assunto. porque ninguém comete este erro na prática por cair em exigência na junta comercial.33 B) Firma coletiva ou Razão Social: Muita gente confunde. não sendo obrigada para tal. Diz que aquele que tem responsabilidade limitada. A firma coletiva. ficando representados por Cia ou Outros. o correto em contrato. Cristina Silva e outros comércio de veículos ou Bianca Moraes. Mas aí vem a lei e abre uma exceção. se colocar o nome na razão social. Se esquecer de colocar a expressão LTDA. mas ela pode contribuir com seu nome. para que esse sócio permaneça com a responsabilidade limitada tem que ter a . Então como eu vou saber que tem responsabilidade ilimitada e que tem responsabilidade limitada ? Vou saber analisando o contrato social. Ex: Joana Araújo. eu terei que analisar o contrato social. Essa é a regra. A razão social é formada a partir do nome dos sócios que possuem responsabilidade ilimitada. Uma coisa eu sei. ou melhor. que é a sociedade por cotas de responsabilidade limitada. Ex: Moraes e Cia. e a regra diz mais. É equivocado colocar razão social em contrato (falta de orientação jurídica).Ex: Vamos montar uma sociedade composta de 05 pessoas. que a pessoa que coloca seu nome possui responsabilidade ilimitada e as demais pessoa representadas por Cia ou Outros. Às vezes se vê. Os sócios que possuem responsabilidade limitada não podem colocar seus nomes na razão social. EXCEÇÕES: A) Existe uma sociedade em que todos os sócios possuem responsabilidade limitada. Cristina Silva e Cia comércio de veículos. admitindo qualquer de seus sócios colocar seu nome. colocando o nome de qualquer dos sócios. então você pode colocar sua firma individual ou sua firma coletiva ou sua denominação. Quem disse que eu vou usar razão social? Posso utilizar uma denominação que não é a razão social. A Cristina Silva também possui responsabilidade ilimitada. onde se coloca razão social. mesmo tendo todos os sócios responsabilidade limitada. sendo 02 pessoas com responsabilidade ilimitada e as outras 03 não. mas para ser exceção tem que constar na razão social a expressão LTDA. É importante ressaltar que o ramo de atividade também é facultativo. Então. em regra. porém. Nome é o gênero e razão social é uma das espécies.

que pode ser limitada. Ex: Halley restaurante comandita por ações ou Halley restaurante sociedade anônima. DENOMINAÇÃO: Em regra identifica as sociedades cujos sócios tem responsabilidade limitada. Então ficaria no exemplo dado acima. onde o que se vê de diferente é que temos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. Lembrando que o ramo de atividade é facultativo. Só de ter expressão Sociedade comandita por ações você já sabe que tem que olhar o estatuto para saber quem são os outros acionistas. B) Na sociedade comandita por ações. Essa é a estrutura da denominação e temos exceções a essa estrutura. Confunde título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) coma denominação. você já sabe que tem acionistas que não podem colocar o nome. OBS: Globex utilidades S/A é denominação. Ponto Frio além de ser o título de estabelecimento é a marca . comandita por ações ou sociedade anônima.Somente quem pode colocar o nome na razão social é acionistas com responsabilidade ilimitada.34 expressão LTDA.São elas: 1ª) Na sociedade comandita por ações temos acionistas com responsabilidade ilimitada. Marques Moraes indústria farmacêutica comandita por ações. O que foge a regra. abreviada ou por extenso. Ex: Júpter mais obrigatoriamente o ramo de atividade (restaurante) e obrigatoriamente o tipo societário.Ela é formada a partir de um nome fantasia. O nome fantasia é porque não tem nenhuma vinculação necessária com o nome dos sócios. porém a ordem dos fatores não altera o produto.Nome fantasia + ramo de atividade + tipo societário. é que sempre teremos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. porque chamam os dois de nome fantasia. porque você já sabe que tem mais gente.Então como é que vamos chamar o título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) ? Vamos chamar de nome de Fato. Acaba confundindo com o próprio nome empresarial. que são os acionistas com responsabilidade limitada. podendo vir tipo societário no início por exemplo. porque obrigatoriamente tem que colocar a expressão Sociedade comandita por ações e quando for Sociedade comandita por ações. mas depois do nome dos acionistas com responsabilidade ilimitada. teria que colocar a expressão e Cia.Por isso que a expressão Sociedade comandita por ações substitui a expressão e Cia. e mesmo assim ela pode utilizar a denominação. Mas. por exemplo: Marques Moraes indústria farmacêutica e como tem vários acionistas que não colocaram nome. Importante: Por isso nós utilizamos título de estabelecimento como nome de fato e a denominação como nome fantasia. confundindo a denominação com o título de estabelecimento. a expressão e Cia na sociedade comandita por ações é desnecessária. É por isso que o professor Leonardo não gosta de colocar o título de estabelecimento como nome fantasia. . porque as pessoas fazem confusão na prática. então não precisa colocar a expressão e Cia.

Ex: Leonardo Marques. porque a razão social já está identificando pelo menos os sócios. quando os sócios elaboraram o estatuto ou contrato social e colocaram aquela denominação. Por estes 02 (dois) motivos. Então o legislador entendeu por bem.35 Vembo comércio de alimentos LTDA é denominação. tornar obrigatório o ramo de atividade na denominação. Em cima do estabelecimento tem o restaurante do Bidu ( Título de estabelecimento). só que o novo CC trouxe nos artigos de nº 1158 e 1160. Patrícia Oliveira comércio de alimentos LTDA( nome empresarial. ou seja. principalmente proteger terceiros. Tem um artigo no novo CC. Então.Houve confusão de poderes. contrariando o novo CC. só que eles não fundamentam. O professor Leonardo apoia o disposto no enunciado nº 73. . Cuidado com a prática. Depende do caso concreto. pelo lado dos sócios e pelo lado da sociedade ela tem o direito subjetivo de utilizar aquela denominação.tem que vir Halley restaurante LTDA. Agora Votorantin S/A não está identificando nem os sócios e nem o tipo de sociedade. como podem ser todos iguais.Ex: Votorantin S/A. realizaram um Ato Jurídico Perfeito . estamos vendendo quentinhas e colocamos o nome de quentinhas da Paty (marca). não precisa mudar os nomes antigos e sim os novos é que tem que se adaptar a nova legislação. eles realizaram aquele ato segundo a lei então vigente.Não se aplica o enunciado nº 71 e sim o enunciado nº 73.(entendimento plausível).Então pelo lado da sociedade temos o Direito Adquirido. através dos enunciados sobre o novo CC de nº 71 e 73 enfatizaram o tema. O nome empresarial pode ser idêntico ao título de estabelecimento e diferente da marca. O Poder Judiciário não pode legislar. muita gente está entendendo que tem que alterar. porque o nome não é dos sócios e sim da sociedade. ministros. Não se pode falar em direito adquirido dos sócios. O enunciado nº 71 diz o seguinte: que o ramo de atividade continua facultativo.Depois eles afirmaram que quem não quiser aplicar o enunciado nº 71. Marca identifica os produtos ou serviços comercializados. ou seja.razão social). a partir do registro. para que terceiro saiba com quem ele está tratando. porque na prática podem ser todos diferentes. Ex: Agora não pode mais vir Halley S/a ou Halley LTDA na denominação. onde pela razão social não há problema nenhum. que pelo menos aplique o 73. desembargadores e juízes não são legisladores. para dar uma maior transparência. NOVIDADES: 1ª) Antes do novo CC a expressão designativa da atividade era simples e facultativa em qualquer espécie de nome empresarial. BOBS é tanto título de estabelecimento como marca. Além do restaurante.Que tipo de sociedade é essa? Olhando de fora não se sabia. O prazo foi dado justamente para que os empresários pudessem se adaptar as novas regras. que afirma em seu artigo 1160 que a denominação é designativa do objeto social. isso contraria o disposto no enunciado nº 73. por duas razões: Pelo ato de sorte. Só que o problema mexeu com os poderosos e o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. que afirma que todos os empresários tem que se adaptar as novas normas durante a Vacatio Legis. para as sociedades que já existem não precisa modificar o nome. a partir de agora as sociedades que forem criadas terão que colocar o ramo de atividade.Os professores Waldo Fázio Jr e Fábio Ulhoa Coelho adotam esse mesmo entendimento. Ex: Casas Bahia é tudo igual.

Passa a uma interpretação histórica. 2) Com o novo CC. porque Bianca Moraes e Cristina Silva não são sócias da nova sociedade formada. Eles adotaram a 1ª corrente. sua moral. ficando assim: O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. 3ª) corrente: Acolhida no Brasil. Porque como é que nós vamos vender o nome Bianca Moraes. o problema é que dentro do nome da sociedade está levando o nome dos sócios. A crítica foi tão grande que o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. tanto a firma individual.Continua aplicando o artigo. etc. Na hora da prova em concurso não pode colocar que está tudo errado. O professor partiu para uma interpretação tanto sistemática como teleológica. como a denominação eles são passíveis de alienação? Antes do novo CC deveria ser respondido de acordo com 03 (três) correntes: 1ª) corrente: Entende que o nome é direito da Personalidade.Estaria enganando terceiros. porque iria ferir o Princípio da Veracidade. sua vida. José Maria Leone diz quais são em sua obra. Então. os novos sócios não poderão utilizar o nome Bianca Moraes. que são pessoas físicas e com direito da personalidade. é o que mais atrai clientes e se tem valor econômico é passível de alienação. Era um posicionamento tradicional em direito empresarial que entendia ser o direito da Personalidade inalienável e intransmissível. você estaria dizendo que a Bianca Moraes e a Cristina Silva são sócias. porém não o aplica literalmente. através do enunciado de nº 72. que já estava ultrapassada.Um segundo fundamento. ele buscou juntar o artigo 1164 com outros artigos de lei. porém há algum tempo deixada de lado. É até bom para o empresário. o nome de uma pessoa física. no artigo 1164. quando encerrar direitos à personalidade. de uma pessoa natural é direito da personalidade. Ex: Não se pode vender os rins. se a alienação do nome de uma sociedade não viola a característica de direito da personalidade. Para nós interessa apenas uma que é a Inalienabilidade. como a razão social. como na verdade elas não são sócias. o nome da Bianca Moraes é direito da personalidade. em qualquer uma de suas espécies. o baço. porque muita das vezes o empresário se encontra em difícil situação financeira e o único bem que ele tem disponível para venda é seu nome empresarial. Porque não se pode vender o que é da sua personalidade. Conclui-se que não se pode vender Firma individual e Razão social. revistas especializadas em direito empresarial. que não concordamos e não vamos aplicar. onde o nome empresarial não é passível de alienação. uma coisa é certa. Daí. . afirma que não deve ser aplicado o artigo 1164 do novo CC.O nome da sociedade não é problema nenhum. O Brasil entende o seguinte: Firma individual e Razão social são inalienáveis.Na interpretação. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA. com a idéia de que o nome empresarial é o que o empresário tem de mais valioso. teleológica. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA para outros cinco sócios. Muito criticado em simpósios. quando o artigo é ruim busca-se dar a ele uma outra interpretação. daí não pode ser alienado.É interessante. se a razão social tem que ser formada a partir do nome dos sócios. 2ª) corrente: Surgida na Europa Ocidental. especificamente com o artigo 1155.A solução não está no enunciado nº 72 e sim no seguinte raciocínio desenvolvido pelo professor Leonardo: Como a lei é ruim e o artigo é péssimo. sistemática.36 2ª) O nome empresarial.

vou comprar três motos para entrega. e por este entendimento você também chega à conclusão de que somente é inalienável a firma individual e a razão social. ou uma casas Bahia LTDA como inalienável. O que é o estabelecimento empresarial? O conceito está no artigo 1142 do novo CC. para poder salvar a atividade da empresa.Jr. então deve prevalecer a livre iniciativa do empresário. porque a atividade empresarial é extremamente privada. fundo empresarial. Vejam o conjunto de bens que o empresário reúne para desenvolver a sua atividade.10/05/2003 ESTABELECIMENTO COMERCIAL: É aquele antigo fundo de comércio. uma vez que esse conhecido doutrinador não fundamentou sua posição. mesas. eu vou comprar um balcão.Com base na teoria da preservação da empresa.37 Quando é que nome empresarial encerra direito à personalidade? Em firma individual e razão social. o estabelecimento é um complexo de bens. também chamada de interpretação racional é um problema. para melhor desenvolver a sua atividade empresarial. com base na liberdade da atividade empresarial. o mesmo do professor Leonardo. separa e lê isoladamente e sim o analisa dentro de uma estrutura. fundos de comércio. Em outras palavras: “É o complexo de bens corpóreos ou incorpóreos. Good Will (americanos).Jr ( professor paulista da UNICAMP. para excelência de sua atividade empresarial”. Em uma interpretação teleológica. Isso tudo é uma interpretação teleológica. OBS: Muita gente pensa que estabelecimento é o ponto. pode ser motivo de salvação. é uma coisa só. promotor aposentado). Outras expressões que são utilizadas e que podem acabar caindo na prova “discorra sobre fazenda na empresa”. cadeiras. é muito . (era nomenclatura usada por Pontes de Miranda). porém ele não fundamenta a sua conclusão. Então por exemplo. Você não pega o artigo. porque você vai colocar como inalienável uma Votorantin S/A. que estudamos lá na faculdade. pois o empresário pode lançar mão da venda daquele nome para poder fazer caixa. fazenda da empresa. O ponto é apenas um dos elementos. reunidos pelo empresário para proficuidade de sua empresa. 4 ª Aula . tudo sinônimos. Esse também é o entendimento do doutrinador Waldo Fázio. pois deve predominar normas não cogentes e dispositivas. Então estabelecimento empresarial. Asienda (italianos). Então todos esses bens que eu estou comprando vão integrar o meu estabelecimento empresarial. eu vou alugar um ponto. Então isso é o estabelecimento comercial empresarial. É um excelente conceito dado pela lei. Artigo 1142 do novo CC – “Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. por empresário ou por sociedade empresarial”.(interpretação sistemática dos artigos 1155 a 1159 do novo CC) A interpretação sistemática se busca interpretar o artigo dentro de uma gama de outros artigos. Você tem que lembrar que o nome como tem valor patrimonial. para exercício da empresa. Em caso de concurso pode colocar como entendimento do doutrinador Waldo Fázio.

qual patrimônio que vou afetar. aqui não existe divisão do patrimônio. mas no Brasil não. os bens que estão no ponto. porque quando cair na prova a análise do mesmo. Lá na França você pode dividir o patrimônio civil e o empresarial. Por isso que essa teoria está corretíssima para a França. jamais bens. Estabelecimento comercial é o ponto. vai lá e indica a firma individual. daí não pode ser adotada essa corrente entre nós. No Brasil é como? Você vai abrir a firma individual. Lá na França não tem divisão. por exemplo. o imóvel tal. chego na França para me inscrever na Junta e eles perguntam quais são os bens que vou ligar à minha atividade. este é uno e indivisível. pego parcela do meu patrimônio e destino para estabelecimento: tantos euros. única exceção – juiz dividir. Divide patrimônio civil do empresarial. tudo isso. No Brasil existe essa possibilidade de divisão? Não.38 mais que só um ponto. defendida por parte da doutrina alemã. A firma individual tem capital próprio? Não. você coloca: Negócio Jurídico e quatro traços. Tem patrimônio da Sociedade ou patrimônio dos sócios. Toda sociedade. Então não tem divisão de patrimônio civil. Mas professor. estabelecimento empresarial é patrimônio de afetação (que é conjunto de bens com destinação específica). E a pessoa jurídica também é assim? Responde com todo seu patrimônio? Na sociedade é diferente? Como é a responsabilidade da sociedade por cotas de responsabilidade limitada? É limitada ou ilimitada? É ilimitada. . a moto que é utilizada. Como funciona isso? Sou empresário individual. Existe agora a hipótese do artigo 974 do NCC.Surgiu na Alemanha. porque empresário responde com todo seu patrimônio. Então porque vai falar que tem personalidade jurídica? Por isso essa corrente é adotada lá e não aqui. A regra é que toda pessoa só tem um patrimônio. 2ª) Corrente: É adotada na França e por parte da doutrina alemã. pois empresário individual tem responsabilidade ilimitada. não tem como separar. O empresário separa parcela de seu patrimônio para afetar àquela atividade. o bem x. porque ela responde com todo seu patrimônio. a sua casa de praia vai ser afetada pela atividade do empresário. porque responde com todo seu patrimônio. mas na França tem. para eles. e responde com todo ele frente às suas dívidas. No Brasil só quem tem personalidade é pessoa física ou jurídica. NATUREZA JURÍDICA DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL: O que representa para o Direito? Há quatro correntes: No artigo 1142 CC colocar quatro traços. lá é isso mesmo. para saber que tem quatro correntes da natureza jurídica: 1ª) Corrente: Artigo 1142 do NCC . Toda sociedade responde ilimitadamente por suas obrigações. pessoa física: Leonardo. o carro que é utilizado. lá é patrimônio de afetação. qualquer que seja tem responsabilidade ilimitada. você acabou de falar de é um complexo de bens? Quem tem personalidade jurídica: bens ou pessoas? Pessoa. responde com todo seu patrimônio. entende que estabelecimento empresarial tem personalidade jurídica.

porque sociedade e sócio não se confundem. muita gente boa está começando a defender isso. Importante: A responsabilidade do sócio é que é limitada ou ilimitada. geladeira etc). a moto para prestar socorro etc. e que alguns passaram a defender a 3ª corrente . Assim posso dizer que para o novo CC o estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato – entendimento majoritário. mas não fazem parte do meu estabelecimento. porque o empresário pode ter um bem que não esteja ligado à sua atividade. 3ª) Corrente: O Estabelecimento é universalidade de direito. Então no Brasil essa não pode ser adotada. muita gente está começando a defender essa corrente. porque patrimônio é um só. assim como Fabio Ulhoa e outros. a casa de praia. ELEMENTOS: Quais elementos que integram o estabelecimento empresarial? Posso dizer que tudo que faz parte do estabelecimento faz parte do patrimônio e vice-versa? Posso dizer que estabelecimento comercial e patrimônio do empresário são sinônimos? Patrimônio e estabelecimento comercial não são sinônimos. se vai alugar dois carros. artigo 1142 do novo CC. A herança é uma universalidade de direito típica. Então já seria universalidade de direito. tem que comprar um carro. seu conceito está disposto em lei. eu digo que patrimônio é conceito mais amplo e estabelecimento é conceito mais restrito. porque agora o conceito de estabelecimento comercial está na Lei. O sítio. Por exemplo: Sou empresário individual. fazem parte do meu patrimônio. O estabelecimento empresarial muitos defendem a partir no novo CC. Todos continuam adotando a 4ª corrente. não existe divisão. tenho e desenvolvo atividade de oficina mecânica. uno e indivisível. que defendem que o fato de estar conceituado na lei não quer dizer que seja universalidade de direitos. que é complexo de bens reunidos por força do artigo 1142. por força da lei. mas ninguém ainda defendeu em livro. um conjunto de bens reunidos por força de lei. e tenho uma casa de praia. ou seja.39 Mas aí é da mesma pessoa? Não. E fazem parte do meu estabelecimento a oficina. por isso não pode ser chamada patrimônio de afetação. 4ª) Corrente: Chamada de universalidade de fato. No Brasil. O Professor entende que a 4ª corrente é a melhor. O professor não concorda. mas por força da sociedade. Não há divisão do patrimônio civil ou empresarial. Importante: Daí. porque a sociedade é uma pessoa e sócios são pessoas diferentes. A lei que determina a reunião daqueles bens. Qualquer sociedade sempre terá responsabilidade ilimitada. Na hora da prova colocar as quatro correntes e dizer sobre inovação trazida pelo novo CC. mas o estabelecimento empresarial não é reunido por vontade. um sítio. OBS: Nas palestras muita gente fala da Universalidade de direito. a própria lei está dizendo que é universalidade de fato. Defendem que estabelecimento empresarial é universalidade de fato (conjunto de bens reunidos pela vontade de uma pessoa que é o empresário que vai decidir quais bens vai reunir para desenvolver sua atividade. A lei dispõe assim no artigo 1142 do novo CC. reunidos pela vontade do empresário. porque tudo que integra meu estabelecimento faz . Você se posiciona. mas há patrimônio da sociedade e patrimônio do sócio.Universalidade de Direito.

O imóvel faz parte. ter bens que façam parte de seu patrimônio e não façam parte de seu estabelecimento? Lembre que estabelecimento não é ponto. ou seja. vamos ver o que integra: O ponto comercial. o imóvel onde está localizado o ponto. os bens que o guarnecem – tapete. Vou ser empresário. Embora Fábio Ulhoa entenda que são sinônimos. que é de importação e exportação de computadores. Quando for uma sociedade. onde está escrito que um instituto de direito civil não pode integrar um instituto de direito empresarial? Toda doutrina fala que imóvel faz parte do estabelecimento. nem tudo integra estabelecimento. estoque. por ser um instituto regulado pelo Direito Civil. É bem amplo. também diz que marca e nome não integram estabelecimento empresarial. maquinário. ainda que indiretamente. então para prof° Fábio quando for sociedade são expressões sinônimas. balcão. não é bem que reúne . explorar estacionamento. mas nem todos fazem parte do estabelecimento empresarial dela. porque esta não pode ter ou adquirir bens que não estejam ligados à sua atividade. Patrimônio será sempre conceito mais amplo do que estabelecimento comercial (empresarial).40 parte do meu patrimônio. Como um instituto de Direito Civil pode integrar um estabelecimento empresarial? O que não tem nada a ver. carro de entrega. Posição dele pode ser adotada? Não. para desenvolver minha atividade? O imóvel. fala que imóvel não faz parte do estabelecimento comercial. assim conclusão de Rubens está completamente equivocada. E quando for sociedade empresarial? Pode esta. porque sociedade pode ter bens que não estejam ligados à sua atividade. Então quais bens integram o estabelecimento empresarial? Já que sabemos que nem tudo participa. Aquele terreno faz parte do patrimônio da sociedade empresarial? Faz. Rubens Requião começa a discordar de tudo agora é verdadeira unha encravada. a corrente majoritária entende que não. mercadorias expostas à venda. o nome. Qual bem mais relevante para exploração do ramo. Como vou dizer que imóvel não faz parte de meu estabelecimento? Verdadeira utopia. mas nem tudo que faz parte do meu patrimônio está ligado ao meu estabelecimento. sociedade empresarial. nunca construiu nada. Eu acho que ele está enganado. ele parte de premissa completamente errada. ele está viajando. o título do estabelecimento. todos os bens ligado à atividade. Fábio Ulhoa Coelho entende que todo imóvel está ligado à atividade da sociedade. Onde está previsto em lei. Ex: Ramo de estacionamento. Ex: Sociedade de Exportação e Importação de computadores Ltda – Tilt – comprou terreno para construir colônias de férias para funcionários há 15 anos atrás. Todos os bens da sociedade têm que estar ligados direta ou indiretamente a ela. a moto. aqueles que não estão ligados à sua atividade. Qualquer imóvel faz parte do patrimônio da sociedade. ainda que não esteja ligado ao seu ramo de atividade. Fábio Ulhoa entende que não. Rubens Requião. Posição isolada. A marca identifica a própria atividade. patrimônio da sociedade é sinônimo de estabelecimento empresarial da sociedade. estabelecimento empresarial quando se referir à sociedade equivale a todo patrimônio da sociedade. freezer. a marca.

mas organizar. Como é que não vai integrar o estabelecimento? É claro que integra. quanto mais estruturado. Se atrai a clientela e freguesia é claro que integra o estabelecimento comercial.00.000. Esse plus varia de acordo com valor agregado. Se vender tudo junto. não está vendendo nada. alugar imóvel. que é a qualidade que a Parmê tem de produzir lucro. maior será valor agregado. E ele fala que o nome é a pessoa que exerce a atividade. A está no ramo de perfumaria. compra-se tudo igual. Assim nome que se dá a esse plus é aviamento. aí resolve adquirir franquia do Boticário e passa a vender bem depois que põe a marca lá. O nome empresarial Casas Bahia atrai clientela e freguesia? Sim.000. passo para outra pessoa. de sua organização. maior será essa capacidade. freguesia. AVIAMENTO: O que é isso? O que é mais fácil para empresário. Entendimento de Rubens não prevalece. para melhor desenvolver sua atividade. Qual bem então que ele reuniu para atrair a clientela? A marca Boticário. Mais uma vez está Rubens isolado. é a própria atividade. tem valor patrimonial. Se chegar com esse valor lá. freezer para B etc. balcão para A. Na prova falar sobre seu posicionamento. e juntos têm capacidade de produzir lucro. Quanto mais organizado e excelente o estabelecimento. de sua capacidade de produzir lucro. em razão da capacidade que estabelecimento tem de produzir lucro. comprar freezer. Então aviamento é o valor agregado dos bens que guarnecem o estabelecimento em razão da excelência de sua organização. O nome identifica o empresário? Sim. Tenho um restaurante em pleno funcionamento. vou receber mera soma aritmética do valor de cada bem. Foi bem que trouxe para proficuidade (competência). construir fama para dar mesmo lucro. que somados dará cerca de R$200. eficiente e produtivo. é a pessoa que vai reunir esses bens. Comprar os bens que estão na Parmê é mole. vou conseguir comprá-la? De jeito nenhum. E qual a razão disso tudo. porque a estrutura. Para comprar todos os bens que estão na Parmê. o restaurante em pleno funcionamento. é o valor agregado na razão de sua excelência. Leva anos e anos para construir isso. estruturar. que é até menos demorado e mais lucrativo. É qualidade. balcão. Porque eles juntos têm valor agregado maior do que separadamente vendidos? Porque já estão organizados.000. vou gastar R$300. já é bem mais difícil. Aviamento é a capacidade de produzir lucro. adquirir tudo para desenvolver sua atividade. atributo em razão da capacidade que o estabelecimento tem de produzir lucro. Aviamento é esse valor agregado aqui.00 é melhor. porque lá há alta capacidade de produção de lucro. a fama a organização são muito superiores à mera soma aritmética. ou comprar estabelecimento próprio? Comprar próprio. Se for vender os bens isoladamente. Sem dúvida a marca atrai clientela. mesas.41 para desenvolvê-la. por R$230. Vamos ver se essa fundamentação está correta. o por quê de valer mais? O aviamento. É a mesma estória da marca. .

atributo. Nas provas para Defensoria e Procuradoria você tem que ser parcial. os materiais e imateriais. que vai perder com a clientela.00 R$50. Vai ser quantificada em vários fatores: freguesia. não tem como aviamento ser vendido. visto que não se está desapropriando o fundo empresarial e sim o imóvel. é qualidade que tem todos esses bens reunidos. Se for prova para procuradoria do Estado. Me posiciono desta forma para preservar interesses da Fazenda Pública. O proprietário do imóvel não é empresário.42 Então Aviamento é bem? Tem como vender? Não.00? Quanto é estrutura dessa organização? Não estou falando de bens.00) ou também vai ter que indenizar o aviamento (plus + R$200. conjunto de bens corpóreos e incorpóreos. Natureza jurídica do aviamento é ser qualidade. dos bens. esse plus? Essa quantificação é valorada devido ao Aviamento. à viabilidade econômica). vai ser quantificado no aviamento. uma qualidade desses bens considerados agregadamente. o dinheiro que deixará de lucrar nos dias que estiver com a atividade paralisada. da freguesia. tudo tem que ser indenizado. e sim o locador. não podemos olvidar da orientação dos tribunais superiores. Falo da capacidade de se quantificar toda a estrutura do estabelecimento (atribuir valor à fama. ainda que seja nessas provas colocar: Entretanto. bem estruturados. interesse público. de todas as despesas que a Parmê vai ter para se transferir dali. A marca é imaterial. podendo os donos da Parmê levar todos os bens. Como conseguir quantificar essa qualidade? Qual seu tamanho? R$30. Quando isso ocorrer.000. estrutura etc. inclusive despesas com transporte. estou falando desse plus. O Município não vai montar restaurante. em maus livros. Não posso considerar Aviamento como bem imaterial. Mas quanto vale o plus? Depende de um monte de coisas: da clientela. esse é o locatário e está lá há 30 anos. Imaginemos que dono do imóvel da Parmê não seja aquele que explora a atividade.000. viabilidade econômica.00. caso contrário não vai conseguir se estabelecer em outro lugar nas mesmas condições. produzindo lucro. problema é deles. à clientela. União ou Município. Não é bem imaterial. tese a ser defendida é de que se deverá pagar tão somente o valor comercial do imóvel e alegar que a indenização é justa. Tem que colocar nas provas da Procuradoria para demonstrar que conhece. Tudo isso junto tem uma qualidade. da viabilidade econômica.000.000. Importante: No final. não vai se valer da clientela. A Constituição fala que é justa a indenização em razão do imóvel a ser expropriado. É uma qualidade dos bens quando estão reunidos. o nome. o Município vai pagar só o valor comercial do imóvel (R$200. É sim. o valor da perda do fundo empresarial. Um dos grandes fatores para se ver tamanho dessa qualidade é a quantidade de clientela. clientela. argumentar o objetivo da desapropriação. Quanto vale essa estrutura.00)? Depende da prova que se estiver fazendo. Segundo posição do STJ que é diametralmente oposta. Os bens valem R$200.000. vai desapropriar o imóvel. o valor da indenização tem que compreender o aviamento. . cujo nome é Aviamento. Questão polêmica. Desapropriação e Aviamento Município do Rio de Janeiro quer construir casa de recuperação de drogados no local onde funciona a Parmê. inobstante os robustos argumentos neste sentido. conforme disposto em uma parte da doutrina.

porque em ação de desapropriação não se discute direito de terceiro (âmbito administrativo) no caso do locatário. Mais um argumento em favor das Procuradorias. Porque evidente que tem esse direito.000. será dividido entre proprietário e locatário? O valor da indenização será só o valor comercial do imóvel de R$200. . porque o Poder Público. por exemplo. pelas despesas do transporte. E aí? A Parmê não vai receber nada na ação de indenização. devido ao tempo. porque titular do imóvel é o locador. porque tem história do depósito prévio para poder ingressar no imóvel. visto que não está lá há cinco anos)? Terá direito pela perda do ponto? O locador não terá que pagar.000.000. Terá então B que entrar com ação autônoma em face do Estado. porque nessa não se discute direito de terceiros. o Poder Público terá? Não.000. tanto que se locador quiser tirar Parmê de lá não pode.00 ou R$400. mas não na ação de desapropriação. Se tiver que fazer depósito em cima de R$400. do aviamento. Isso é importantíssimo para provas das Procuradorias. terá o Poder Público que indenizar. ponto é uma coisa. num contrato de quatro anos. em contrato de quatro anos e B já está lá há três anos. E se. O titular do ponto é a Parmê. outra atrás? Sim. sem pagar um centavo.00 e se for esse valor. agindo no interesse público não poderá? Entendimento minoritário que será adotado nas provas das Procuradorias. quando desapropriar o imóvel o valor da indenização será de R$200. A desapropriação terá como sujeitos o proprietário e o Município. para o locatário ter direito à renovação compulsória tem que estar no imóvel por no mínimo cinco anos e na mesma atividade há três anos.43 O empresário é o locatário. OBS: Não está na apostila: Sou proprietário de imóvel o qual aluguei para “B” que abriu loja de perfume. o locador no quarto ano pode colocar para fora sem nenhuma indenização.000.00. O Estado tem que indenizar o locatário (que não tem direito ainda à renovação compulsória.00 é bem diferente de um depósito em cima de R$200. Cabe ao terceiro. Quando terminar o prazo do contrato. sendo que esse valor não será tão alto. está lá há quatro anos. Então Parmê sairá com mão na frente.00. 80% do valor da desapropriação pela lei específica. E na seguinte orientação de desapropriação? E estando ela no imóvel há três anos. porque o locatário não é titular do ponto ainda (ainda não preencheu requisitos da Lei de Locações). o locatário é titular do ponto. Na locação empresarial. posso não renová-lo e colocá-lo para fora e não terei que indenizá-lo. Entendimento Majoritário – Tribunais – mesmo que locatário não preencha requisitos para renovação compulsória da Lei de Locações. que sairá sem nada (dono da Parmê) entrar com ação autônoma em face do Município do Rio de Janeiro pedindo indenização pela perda do ponto. Se locador pode colocá-la para fora sem ter que indenizála. dias parados tudo. Lei de Locações (que não darei aqui) protege o Fundo Comercial. imóvel é outra. o imóvel for desapropriado? Nesse caso quem a está colocando para fora é o Poder Público e não o locador.

Por que eu não estou vendendo cota de trespasse? Não é. No trespasse há mudança de empresário. Importante: Não confundir transferência de quotas e de ações com trespasse. a autorização é tácita. etc. que continuará exercendo a mesma atividade que era explorada pelo alienante. aliena o seu estabelecimento para outro empresário. É quando o empresário. Aqui é mera mudança de sócio.por isso mandei sublinhar” outro”. tem que ser expressa. por qualquer meio. Requisitos para empresário poder alienar o estabelecimento: Se empresário quando for alienar ficar com capital suficiente para pagar seus credores. consente. mesmo dono. ou seja. para que no prazo de trinta dias possa haver impugnações. nada mais errado.. Isso é ou não é trespasse? Houve transferência de estabelecimento empresarial? Houve mudança de empresário ou não? Foi transferido estabelecimento de um empresário para outro? Lembram que falei que Sócio não é empresário. Ex: Temos a sociedade Posto de gasolina Tigrão Ltda. o estabelecimento continua do mesmo empresário. seja pessoa física para jurídica. No Direito Empresarial. e se não pedir a autorização? Quais as conseqüências disso? São três: . parte da premissa errada e arrebenta na hora da prova. e vendo para X. Cuidado que na prática muita gente confunde e erra feio. aí elas assumirão o Tigrão. Se estiver no regime de concordata a autorização dos credores admitidos na concordata. O que mudou? Só o quadro social. Então houve alguma transferência de um empresário para outro? Quem era empresário naquela época? Tigrão. não ia dar para pagar a todos. mudar de ramo. precisa ficar com ativo superior às dívidas.44 SUCESSÃO EMPRESARIAL OU TRESPASSE – Antiga sucessão comercial. Então houve transferência do estabelecimento? Por que o estabelecimento continua com mesmo empresário. o Tigrão? Então o que é então? Mera mudança de sócios. pois está muito violento e vão montar lá no Recreio. Quem é empresário agora? Tigrão. Muita gente pensa que isso é trespasse. não há trespasse. o empresário continua o mesmo. Não precisa de autorização. porque ia ficar com pouco dinheiro. não há requisito algum a ser observado. não querem posto na Tijuca. Fará isso através de notificação aos credores. Uma delas compra as quotas de um dos sócios. E se ficar com ativo insuficiente para pagar passivo? Neste caso para efetuar a venda terá que ter a autorização dos credores. Não havendo manifestação.. Os três sócios resolvem ir para outro local. Se tenho ações da Vale do Rio Doce. O que vão fazer? Vão alienar suas “quotas” para A e B. para empresário alienar seu estabelecimento. a outra de outro sócio. o complexo de bens. Empresário é a sociedade. sucessão empresarial. viceversa. quem cala. de todos os credores quirografários E se houver descumprimento disso? E se ele precisava da autorização. pessoa física ou jurídica. que é pessoa jurídica no caso.

Essa atitude dele é considerada um ato de falência. só pode cobrar do adquirente. . e esses foram abatidos do preço final. a contar da data da transferência do estabelecimento. o devedor primitivo (alienante). vai ter que haver devolução. A Lei diz que embora ocorra a transferência do passivo contabilizado. O alienante tem que pagar dentro do período de um ano. pode entrar com ação de regresso contra adquirente. De repente eu vendo para uma pessoa que não tem dinheiro nenhum e vou embora. Quando faço o trespasse. do alienante não pode mais. E quanto às dívidas vincendas? O alienante fica responsável também pelo prazo de um ano. Está vendendo a lojas que tem no shopping para Brinco de Ouro Ltda. qualquer credor poderá requerer a FALÊNCIA. Quando faço a transferência de estabelecimento empresarial por meio de trespasse. ele abateu no valor do preço. a partir do respectivo vencimento destas. transfiro só ativo. pode ser declarada ineficaz. qualquer um imediatamente poderá requerer minha falência. Com o novo CC.Além disso. credor cobrou do alienante. este terá que pagar dentro do prazo. Então. por meio da AÇÃO REVOCATÓRIA – artigo 52 da Lei de Falência. Ex: Vamos supor que o credor cobrou do alienante. Então mesmo que tenha dívidas que ainda não venceram. porque dívidas ainda não venceram. Terá que pagar então em ação de regresso. transfiro o estabelecimento empresarial. que é a ação que tem por finalidade declarar ineficaz um ato realizado pelo falido. quanto às dívidas já vencidas. Passado o prazo de um ano. o nome da sociedade é Braço de Ferro Jóias Ltda. Ex: Vendo imóvel com condomínio e alugueres em atraso. a contar da data da transferência. e o credor seja prejudicado. 3ª Conseqüência . para não prejudicar o credor.45 1ª Conseqüência . a alienação que foi feita. só durante o prazo máximo de um ano. Neste caso o adquirente tomou ciência dos débitos existentes. pelo prazo de um ano. Antes era só do ativo (com exceções que serão vistas depois). Porque se eu vendi o estabelecimento sem autorização de vocês é sinal que tudo vai sumir. porque os débitos não integram o estabelecimento. desaparecer. a transferência se refere ao ativo e ao passivo contabilizado. Mas depois que pagar? Já não tinha transferido essa dívida para adquirente? Se ele pagar. não o alienante. Para evitar que se faça venda do estabelecimento para um laranja. fica como devedor solidário. conforme o artigo 2° da Lei de Falência. porque a dívida estava contabilizada lá. quem deverá pagar é o adquirente. então há trespasse. 2ª Conseqüência . Ex: Novo locador em relação à alugueres em atraso. E credor vai ficar de mãos abanando? Não.Vou ao vencimento e conto um ano a partir daí. É transferência de estabelecimento? Está mudando de um empresário para outro? Sim. ou ativo e passivo? Pelo novo CC é do passivo e ativo.Pode ainda ser considerado crime falimentar – artigo 187 da Lei de Falência. depois de ser decretada a falência. Então por exemplo. pode cobrar tanto do alienante quanto do adquirente. porque transferi passivo contabilizado.

Eu não avisei e transferi para outro. Vem lá e “expressamente” Estou transferindo o ativo. Assunto difícil . Se adquirente pagar poderá entrar com ação de regresso contra alienante em sentido oposto. Então terá o adquirente que pagar? Pagará. não valendo para terceiros. porque a Doutrina não fala. que se pagar pode entrar com ação de regresso contra alienante. ele vai dizer que desde o início falara isso. se é obrigatório ou não. Se transferi para terceiro e sumi. aí fica entendimento de que é obrigado a pagar. A lei não é clara. não o passivo. Waldo Fazzio Junior não fala. Pode cobrar do adquirente? Pode. Porque daqui a um tempo ele pode dizer. Vai poder acionar o adquirente X. foi malandro. OBS: No meu entendimento quando a Lei fala que a transferência é do passivo contabilizado. O prof° Fábio Ulhoa entende que os credores vão poder acionar o adquirente enganado. visto que menciona apenas passivo contabilizado.Lei fala que transferência é do passivo contabilizado. Se interpretar a Lei literalmente responderia que não. não tem regra de ordem pública. por exemplo. é uma ou outra regra de ordem pública aqui. porque a transferência é só do passivo contabilizado. está tratando da responsabilidade final. mas nada impede que entre alienante e adquirente fique convencionado outra coisa. que é inerente a toda atividade empresarial. É o risco inerente ao negócio. do adquirente. não contabilizando dívidas existentes. que será transferido apenas ativo. Quem não pode sair prejudicado são os credores. Se não falasse nada transferia também o passivo? Transferia. antes de comprar tem que verificar se há dívidas ou não. Eles podem cobrar do adquirente? É passivo contabilizado isso? E a lei fala que transferência é só do que? Os credores de Y poderão acionar o alienante (Y)? Sim. Aqui vale Princípio da Livre Iniciativa. .46 Essa é regra. Credor então pode cobrar do alienante. que estão mascaradas. É difícil. mas como o passivo não estava contabilizado. é por conta de vocês. O adquirente não precisa assumir dívida nenhuma. Vale Princípio da Liberdade contratória. não os credores. tem ação de regresso contra alienante. Outros autores não falam. não tem nada de um ano. Estamos no Direito Empresarial. fazendo-se interpretação teleológica. Essa cláusula é válida? Sim. este está obrigado a pagar? Se vocês colocarem não na prova. tem que assumir o risco por ter feito negócio sem devidas precauções. porque contrato vale somente entre as partes. mas pode entrar com ação contra alienante. Mas não diz se adquirente tem ou não que pagar. Essa é opinião do professor. Eu alienante continuo responsável perante esses credores? Sim. esse é que sairá no prejuízo. não quis enfrentar a questão. Y é o maior safado e transfere estabelecimento para X. independente de prazo. E quanto a passivo não contabilizado? Posição do Professor. Negócio empresarial é sujeito a risco. porque o passivo deveria estar contabilizado. Mas foi expresso que seria só do ativo. não estão nos livros nem no balanço. Fábio Ulhoa diz: Se adquirente pagar dívida não contabilizada. visto que não havia dívida contabilizada.

a dívida já foi contabilizada. Embora a lei tenha dito que há transferência do passivo. essa transferência é só do ativo? Ou está transferindo ativo e o passivo? Antes do novo CC. quando transferia o estabelecimento comercial só se transferia o ativo. O novo CC inverteu isso. ou seja. Exemplo: C tem uma dívida com E. . O A está transferindo seu estabelecimento comercial para B. Transferência do Passivo: Empresário A e Empresário B. O alienante será devedor solidário. Se o credor foi direto no adquirente. Então aquela pessoa que era credora. pelo prazo de um ano. o alienante vai ter que pagar. ou seja. ela ainda não estará vencida. à dívida morre. há transferência também do passivo das dívidas. continuaria responsável pelas dívidas. porque são devedores solidários. também diz que o alienante ficará solidariamente responsável com o adquirente. Então hoje transfere não só o ativo como também o passivo. mas não ficará no prejuízo. todas as dívidas vencidas antes dessa data foram transferidas para B. 20/05/2002. A responsabilidade do alienante passa para o adquirente. mas só vai vencer dia 14/06/2002.47 5 ª Aula . locador do ponto comercial de A passa a ser credor de B. deverá entrar com ação de regresso contra o adquirente. mas o alienante fica responsável solidariamente. ou seja. Mas o credor pode sentir prejudicado. Ex: Transferência em 20/05/2002. que ele não conhece e não sabe se teria condições de pagar. a contar da data do vencimento. segue-se o seguinte: A dívida foi contraída no dia 01/05/2002. Então o alienante poderá ser cobrado até 14/06/2003. Vamos supor que o credor cobre do alienante dentro do prazo que ele é solidário. e traz o seguinte: quando houver transferência do estabelecimento comercial. o alienante só fica responsável durante um ano a contar da transferência. já foi abatido o valor da dívida.31/05/2003 Trespasse é a transferência do Estabelecimento Comercial. mas desde que esse passivo esteja contabilizado. Para as dívidas vincendas. na data da transferência 20/05/2002. transferir o estabelecimento com as dívidas contabilizadas que também são transferidas. aquelas que ainda vão vencer. mas o alienante A fica responsável solidariamente pelo prazo de um ano a contar da data da transferência. Transferência do passivo. Essa solidariedade se divide para as dívidas vencidas e para as dívidas vincendas. o credor pode cobrar as dívidas vencidas até 20/05/2003. pois com a transferência do estabelecimento transfere-se também o passivo contabilizado. Isto porque quando o alienante transfere o estabelecimento empresarial para o adquirente. Dívidas vencidas data da transferência. até essa data poderá cobrar tanto do adquirente quanto do alienante. o alienante também ficará como devedor solidário pelo prazo de um ano. somente o passivo contabilizado. A partir de 20/05/2002 só poderá cobrar do adquirente. C transfere o estabelecimento para D e quando E for cobrar terá que cobrar de D. por exemplo. A questão importante é a seguinte.

entre eles vai ficar dessa forma. mas se pagar poderá entrar com uma ação de regresso contra o alienante. OBS: Fábio Ulhoa Coelho não se posicionou direto. Waldo Fazzio Junior não trata do assunto. Este doutrinador não diz se está ou não obrigado. mas depois de pago entra com ação de regresso. mas que será dito. A doutrina não trata do assunto. ou seja. em uma interpretação literal é nessa conclusão que chegamos. antes do novo CC só se transferia o ativo. para se ter uma solução. o adquirente recebe o passivo. ou seja. . ele terá ação de regresso contra o alienante. terá que pagar. então quando fala que a transferência é apenas do passivo contabilizado. quer dizer. transferiu o estabelecimento e não disse que havia um passivo. vamos supor que o alienante é um safado. O adquirente ficará responsável por este pagamento? A lei fala que o adquirente só ficará responsável pelo contabilizado. mas não há essa interpretação literal. se o adquirente vier a pagar. caso o adquirente venha a pagar caberá ação de regresso. artigo 1146 do CC. realmente tomar ciência do passivo quirografário. Em uma prova objetiva deve ser utilizada a interpretação literal. porque este quando compra o estabelecimento tem que se cercar de todas as cautelas. pois tal assunto pode cair em prova. e o que será dito é fruto de sua imaginação. Se a dívida não for contabilizada a responsabilidade será do alienante. isso quer dizer o seguinte: se tiver o passivo não contabilizado. irá comentar um assunto que não está na lei. O que deve ser destacado é esta expressão. Artigo 1442 do CC e seguintes tratam do assunto: Importante – “O professor. terá direito a ação de regresso contra o alienante. o adquirente até paga.” O adquirente do estabelecimento. então ele não paga. desde que o regularmente contabilizado. Se transferido o estabelecimento e por exemplo. o credor poderá cobrar do adquirente? A lei só fala do ativo contabilizado. um passivo não contabilizado. Esta matéria é uma novidade. Na prova o artigo 1146 novo CC deve ser interpretado por esses dois caminhos literalmente e de forma sistemática. não foi informado que o aluguel estava em atraso. ou seja. o adquirente só ficará responsável pelo passivo contabilizado. A interpretação do Professor é a seguinte: “Esta regra é regra entre os contratantes. responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência. mas isso não vai valer perante os credores.48 Se dentro desse período de solidariedade o alienante for acionado. Em uma prova subjetiva devem ser citadas as duas interpretações. Exceções a Regra: Dois credores não seguem essa regra por terem regras próprias – credores tributários e credores trabalhistas. então o adquirente só vai ficar responsável pelo passivo que estiver contabilizado. isto é um risco do negócio. Fábio Ulhoa Coelho diz o seguinte: “se” o adquirente vier a pagar uma dívida não contabilizada. mas o professor entende que o credor vai poder cobrar do adquirente.

não exerce mais atividade. 2. pode montar outro restaurante no local? Artigo 1147 do CC e seguintes . todo aquele mercado em potencial que o alienante já havia conseguido. E se B explorou a atividade? Dependerá do que A foi fazer. estabelecer um período de dez anos. o que se quer aproveitar do alienante é a clientela. Importante: Se o contrato não falar nada. não há restrições de prazo. ou seja. Ele terá alguma responsabilidade pela dívida tributária? Não haverá responsabilidade. a responsabilidade do adquirente será subsidiária. foram cedidas quotas? Não. Transferido o estabelecimento. Então a lei para evitar essa concorrência desleal. o fisco poderá cobrar essa dívida do adquirente? 1ª situação: O adquirente não terá nenhuma responsabilidade pelas dívidas tributárias quando não continuar a atividade que era desenvolvida pelo alienante. a freguesia. como todos o conhecem. não poderá se restabelecer no local pelo prazo de cinco anos. a responsabilidade do adquirente será direta. era um restaurante. Seria uma concorrência desleal. Cláusula do não restabelecimento: O alienante transferiu para B o restaurante.49 1. deixar de ser empresário. o fisco pode ir diretamente no adquirente cobrar tributos vencidos. o alienante não poderá voltar. constituindo cláusula do não restabelecimento. que poderá acionar tanto o adquirente quanto o alienante. Transferido estabelecimento existindo várias dívidas tributárias. A transferiu estabelecimento para B. aqueles que freqüentavam o estabelecimento adquirido vão migrar para o novo estabelecimento. ou então virar empregado comum. . mas o contrato entre o alienante e o adquirente poder dispor de forma diferente. se A foi por exemplo para uma fazenda ficar dormindo na rede. Agora se o alienante montou por exemplo um salão de beleza ou outra atividade. Entretanto se o alienante vier a exercer qualquer atividade empresarial naquele período. depois de adquirido B não explorou a atividade. o fisco terá que cobrar primeiro do alienante. comprou e passou a morar no local. aquele que vendeu montar outro estabelecimento do lado. Ex: Dívidas Tributárias. não conseguindo deverá cobrar o adquirente. Trespasse não tem haver com transferência de quotas. dois meses ou que não há vedação ao restabelecimento”.O credor trabalhista: No artigo 448 CLT. a responsabilidade do adquirente será subsidiária. falou o seguinte: “Toda vez que ocorrer o trespasse. Por essas dívidas até a data da transferência responde tanto o alienante quanto o adquirente.A questão é a seguinte: quando se adquire um estabelecimento empresarial. O adquirente que continuar a atividade.O credor tributário: Para as dívidas tributárias deverá ser analisado o artigo 133 CTN. terá responsabilidade direta pelas dívidas tributárias quando o alienante não exercer nenhuma outra atividade econômica dentro dos seis subseqüentes a transferência.

Essa impugnação deverá ser feita no prazo de noventa dias. vendeu para A. a boate é no início da cidade. Não estabeleceu um limite. lógico que sendo seguida à base do contrato só mudaram as partes. mesmo Estado. o caso concreto deve ser analisado. pergunta se caracterizaria concorrência desleal uma empresa concorrente de outra. Pois não haverá concorrência desleal. “Resposta a uma pergunta que não tratava da matéria. não pagar tributos. Se o juiz entender que é. se voltar para a mesma rua. segundo o artigo 1148 do CC. segundo a lei. Ex: Contrato de locação. b) Não personalíssimo – nestes contratos ocorrerá à sub-rogação.50 Anteriormente a lei não tratava. Importante: Deve ser analisado se haverá concorrência desleal. Podem as partes ir a juízo para verificar se o motivo é uma justa causa. mesmo bairro. se não houver pode se restabelecer. se mesma região. então o adquirente poderá entrar com uma ação de indenização contra o alienante. deve ser analisado e caso concreto. A prática de oferecer produtos com valores bem inferiores com objetivo de lutar pela ruína de um concorrente caracteriza concorrência desleal. mas ainda haviam vários contratos sendo cumpridos. o adquirente acabou não se beneficiando apesar de ter pago por isso ao alienante. mas a jurisprudência e a doutrina já tratavam de tal assunto dizendo que não poderia haver o restabelecimento. passado o estabelecimento o locador não poderá fazer nada. não há como ter outra. rescindi contrato. só o alienante pode cumprir. . Ex: Um restaurante na Afonso Pena.” Contrato na Relação de Trespasses: Transferido o estabelecimento. O terceiro no contrato de natureza não pessoal. o terceiro pode não querer cumprir o contrato com o adquirente. o adquirente terá prejuízo. Se for rescindido o contrato. mas o grande impasse estava no prazo. A questão será resolvida pelo princípio da razoabilidade. Não há transferência. se conseguir provar justa causa poderá rescindir o contrato. ou seja. mesma cidade. Uma boate em São João da Barra A passou para B. Mas mesmo no contrato de natureza não pessoal. OBS: A lei não solucionou o problema do voltar. a contar da publicação da transferência do estabelecimento. pois pagou por um estabelecimento considerando o valor do contrato. tendo sempre como norte evitar a concorrência desleal. A pode montar outra no final da cidade? Como a cidade é muito pequena e mal dá para uma boate. Como é que fica o contrato? Os contratos ligados ao estabelecimento ficam segundo a lei divididos da seguinte maneira: De natureza pessoal e não pessoal: a) Personalíssimo – o adquirente não pode sub-rogar. Rescindido o contrato. B pode montar outro na Usina? Pode.

É uma empresa pública. pois para ser empresa pública o capital tem que estar 100% na mão do Estado. será a da sociedade simples. Nem todas as empresas públicas se enquadram na unipessoalidade. a regra base. É unipessoal? Não. depois vem tratando das empresariais. Mas há também a regra da unipessoalidade. artigo 251 da Lei 6404/76. S/A subsidiária integral. eles brigaram e B exercitou o direito de retirada. Alguns autores citam como exemplo as empresas públicas. Unipessoalidade Incidental ou Temporária: Quando a sociedade foi criada ela tinha mais de 1 (um) sócio. No Brasil hoje a cooperativa tem um mínimo maior que dois para sua formação. Essa pessoa jurídica tem que ser brasileira. ou só entes municipais. Pois existem dois sócios. é uma exceção. onde existem duas hipóteses onde a sociedade pode ter um sócio: A unipessoalidade incidental ou temporária. OBS: Sempre. O novo Código Civil vem tratando das sociedades simples de forma bem detalhada. Outro exemplo: Uma empresa que tem 60% do capital com a União e 40% está com o Estado do Rio de Janeiro. Toda sociedade deve ser formada por no mínimo dois sócios. mas desde que no mesmo plano político. mas por algum motivo superveniente ela veio a ter apenas um único sócio. que tem que ser uma pessoa jurídica. só que a nova classificação tem um conceito mais amplo. É uma empresa pública? Importante: A princípio é uma Sociedade Economia Mista. Original ou permanente – Quando desde a constituição só tem um sócio. Ex: A e B são sócios.51 SOCIEDADES EMPRESARIAIS: Teoria Geral do Direito Societário: Artigo 981 do CC e seguintes: O que é uma sociedade empresarial? Hoje temos a divisão de sociedades empresariais comerciais e sociedades simples. ou só entes estaduais. Sociedades empresárias equivalem às antigas sociedades comerciais. Unipessoalidade permanente é uma S/A que só tem um acionista. o professor não concorda e dá um exemplo em que não é apenas o Estado lato sensu o detentor de 100% do capital. necessita de no mínimo vinte sócios. que equivalem às antigas sociedades civis e tem o conceito mais restrito. . É empresa pública? Sim. Ex: Uma empresa pública A que 70% do capital está com a União e 30% do capital está com uma autarquia federal. No mesmo nível significa dizer: só entes federais. será uma teoria geral não serão aplicadas quando existirem regras especiais.

Existem duas previsões na lei de SA. se não conseguir passará a ser irregular e deve ser extinguida. a única coisa que interessa é a capacidade contributiva. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES: A distinção entre sociedade de pessoas e de capital é a mais importante classificação é a que é cobrada em provas. ele terá até a assembléia geral do ano seguinte para conseguir mais um acionista. Quando há affectio societatis. é uma sociedade puramente de capital. Devido a essa ligação será que o sócio pode vender sua parte sem comunicar aos demais? Não é livre o ingresso de terceiros. temos a sociedade de capital onde pouco importa quem é o sócio. terá um prazo de 180 (cento e oitenta) dias para adquirir um número suficiente. Affectio Societatis é o sentimento de cooperação social.Quanto ao Ingresso de terceiros: Uma sociedade de pessoas é a que leva em conta a figura dos sócios. letra d. Isto quer dizer que vai haver uma ligação entre sócios em razão das qualidades subjetivas de cada um (intuito persona). No artigo 206. os sócios irão cooperar entre si para explorar o objeto social. sociedade comandita simples. ou seja. 1. e a LTDA é de natureza híbrida vai depender do caso concreto. IV do CC – Se o fenômeno ocorrer em qualquer outra sociedade. se continuar estará de forma irregular. Se dentro do prazo for conseguido novo sócio. neste caso a responsabilidade do acionista que era limitada passará a ser ilimitada. a em conta de participação. não haverá como desenvolver a atividade. Em contra partida. a companhia deverá ser dissolvida. apenas acontecerá com o consentimento dos sócios. A lei dá um prazo para conseguir um novo sócio. qualquer um pode comprar uma ação. a cooperativa. Se chegar no ano seguinte e verificar que ainda só há um acionista. Já a sociedade anônima é de capital como a comandita por ações. Nada mais . se não conseguir tem que extinguir a sociedade e se quiser exercer a atividade deve fazê-la de forma individual. Ex: Vale do Rio Doce. Importante: Da mesma forma tendo affectio societatis. Outra previsão de unipessoalidade para sociedade por ações é o artigo 1033. o intuito persona e o affectio societis que são os aspectos preponderantes. cooperando para objeto social. Alguns livros arbitrariamente dizem que a sociedade simples é de pessoas. para haver mudança dos sócios é necessário consentimento dos demais. a partir do momento que vier a ter um número menor do que a lei determina. e durante esse período a sociedade terá um único sócio. Se não tiver o affectio societatis em uma sociedade de pessoas. inciso I. Neste caso se em assembléia geral for verificada existência de um único acionista. É se tornar sócio daquela pessoa por motivos de cunho pessoal. assim como a sociedade em nome coletivo. a lei dará outra solução. A diferente é que são meros investidores e sem empreendedores. a atividade continuará normalmente.52 A empresa tem que acabar? Não.

O problema maior está na sociedade limitada. 3. mas se nesse mesmo contrato. Regra. independentemente da aquiescência dos demais.A em conta de participação. se não dissesse nada seria de pessoas. colocar as duas. 2. mas o contrato social pode dispor de modo diferente. pelo novo Código Civil conforme descrito. se não falar nada que deve ter autorização de ¾.A simples.Comandita por ações. Existe outra possibilidade de interpretação. salvo disposição em contrário que será para todas e não apenas para a LTDA. é uma sociedade de pessoas. serão sociedades de pessoas: 1. (Em prova. está disposto que a esta sociedade aplicam supletivamente as regras da Lei de S/A. Mas no caso concreto o contrato social pode preferir a subsidiária lei de S/A. Essa sociedade comandita simples será de capital. Em regra serão sociedades de capital: 1. só quando contrato social prevê.53 equivocado. OBS: A Natureza Jurídica é pela regra. 4.A em nome coletivo. os sócios querem fazer parte de uma sociedade de pessoa ou de capital? De capital. O artigo que vai cair na prova além do artigo 966 é o artigo 1053. se os sócios colocam no Contrato Social: a esta sociedade serão aplicadas supletivamente às regras de S/A.Sociedade Anônima ( S/A). regra de hermenêutica dos contratos. Vai poder vender para terceiro quando conseguir autorização de sócios que representem ¾ do capital social. o Prof. não necessitando da aquiescência dos demais. no final. aplica-se a lei de S/A e não de sociedade simples. . se o contrato social não falar nada. Existe uma regra onde. porque no contrato social da sociedade comandita simples pode estipular o seguinte: Os sócios podem alienar sua parte para terceiros independentemente do consentimento dos demais. Fábio Ulhoa Coelho neste ponto foi preciso. O contrato social não fala nada sobre vender as cotas para terceiro. no artigo vem dizendo. 2. e escolher uma como posição. pois nós temos as regras para as limitada que vão do artigo 1052 ao 1087 do novo CC. deve procurar a regra subsidiária.A comandita simples. Este artigo diz que o sócio pode vender sua parte para quem já é sócio. então a sociedade LTDA em regra vai ser de pessoas. Em prova objetiva deve ser escolhida a forma literal). será aplicada a regra da sociedade simples. O artigo 1053 do CC fala o seguinte: Se quiser procurar um caso para sociedade LTDA e não encontrar nesse artigo. porque é de sua importância. essa interpretação busca a real vontade dos contratantes. ela é de pessoas ou de capital? Deve ser analisado o artigo 1057 do novo CC. a solução conforme este artigo está no capital das sociedades simples. Parágrafo Único – Se o capital das LTDA for omisso. Se o contrato social não falar nada.

O menor não poderia ser sócio antigamente das sociedades reguladas no código comercial. Evidente. Porque isso? Você vai dar um lote de ações para o menor. o menor pode ser sócio? O artigo 308 do Código Comercial. iria votar em nome do menor. poderia exercer a administração em nome próprio”. ele não poderia exercer cargo de administração.14/06/2003 Menor Sócio: Vamos começar a falar sobre o menor sócio. Já disse que o estudo sobre se um menor poderá ou não ser empresário. Eu vou perguntar apenas agora. na antiga capital e indústria e na sociedade em conta de participação. Ele não poderia ter dívida.) você tem que dar já as ações completamente integralizadas. mesmo porque. o menor não poderia ser sócio por força do artigo 308 do código comercial. mas ele dizia o seguinte: “O menor não pode ser sócio. O menor não pode contrair obrigações. Isto está previsto no artigo 974 do novo CC. Iria votar em quem? Qual candidato? . Esse era o 1º requisito. aquele artigo que nós discutimos aqui. Esta função. Mas agora eu não vou perguntar se um menor pode ser empresário. as ações apenas do menor precisariam estar integralizadas. 2º requisito . desde que cumpridos três requisitos para o menor ser acionista: 1º requisito – Para o menor ser acionista é que as ações que ele iria titularizar estivessem completamente integralizadas.. o 974 do NCC. Eu vou perguntar se um menor pode ser sócio. ou seja. E o pai dele poderia? Poderia fazer o seguinte: “Exercer a administração não em nome do menor. E aí. ele não poderia ter cargo de administração. Então ele poderia ser acionista? Poderia. poderia ser sócio de uma LTDA? Poderia ser sócio de uma S/A? O STF pacificou entendimento de que o menor poderia ser acionista sim. desde que as ações que ele fosse titularizar estivessem completamente integralizadas. Aquele artigo complicado.É que o menor não exercesse cargo de administração.. porque do contrário. não pode um garoto de três anos de idade sentar-se na mesa da presidência para presidir uma reunião de diretoria. poderia exercer no seu lugar? Não.54 6 ª Aula . que o pai dele exerce. de jeito nenhum. sócio não é empresário. que foi revogado. ele pode receber o crédito na ação integral. implicitamente. autorização judicial. aquele artigo 974. E o menor. você estaria dando uma dívida para o menor. isto é óbvio. Aquelas que eram reguladas pelo código comercial. da comandita simples. O que ele iria pegar? Ele iria pegar as ações do menor. antes do novo CC tinha o artigo 308 do código comercial que proibia o menor de ser sócio da sociedade em nome coletivo. se não estiverem integralizadas na verdade vai dar uma dívida para ele (. se o menor pode ser sócio. que era um dos artigos mais difíceis de compreender. nós já trabalhamos nele.

Cada um só responde pela sua parte. e na S/A não. Quais são os três requisitos? 1º requisito – Que todo capital da sociedade esteja integralizado. nem indiretamente. Aí iria votar nele. basta utilizar as ações do filho. nem mesmo através de seus representantes. na S/A só as ações dele. Então para o menor entrar nesta sociedade. Estes são os três requisitos. pacífico em sede jurisprudencial e doutrinária. utiliza as ações do menor para votar nele mesmo. é que sim. ou seja. “fiscal tal” impossível! Quem que vai votar em nome dele? O seu representante legal ou se ele for relativamente incapaz. ser acionista. não é nada disso. uma das últimas perguntas. a minha quota está integralizada. Poderia o menor ser sócio de uma LTDA? Bom. desde que preenchidos os três requisitos. Todos por quê? Porque existe a solidariedade. vota nele e aí ele é o diretor. e prestigiado dentre outros pelo Fran Martins. aí eu falei: “O STF e o Fran Martins entendem”. “Como professor? Porque na S/A só as ações dele devem estar integradas e na LTDA todo capital tem que estar integralizado? Porque isto? ” Porque na LTDA os sócios respondem de forma solidária. Mas ele iria exercer em nome do menor? Não. o credor pode acionar qualquer um dos sócios. todo capital tem que ser integralizado para o menor entrar. Essa é a posição amplamente dominante. Então o menor não pode exercer cargo de administração. Ele iria exercer a administração. Então o menor tem que estar representado ou assistido na forma da lei.É que o menor esteja assistido ou representado na forma da lei. Não adianta nada numa sociedade formada aqui por nós seis. porque não precisa ser diretor de uma companhia. foi objeto da minha prova oral do Ministério Público. O menor de três anos vai votar? Não. Ele queria . eu sou o menor. E se a quota delas três ali não estiver? Porque como a responsabilidade é solidária. existe solidariedade entre acionistas? Não. o entendimento pacificado em sede do STF. na prática. poderia ser sócio? Foi até objeto de uma prova da Defensoria Pública no ano passado. pelas suas ações. O menor vai ser candidato. E de uma LTDA. em nome próprio. É o pai. o examinador disse: não precisa nem responder. como de fato exerce. 3º requisito . Vou votar para o conselheiro. E na S/A. Por isso que na LTDA. aí ganha e o pai vai representá-lo? Não. O que isto quer dizer? Convocação de acionistas para deliberar em assembléia geral. ele vota assistido pelo seu assistente. todos os sócios tem que ter integralizado sua quota. Já vimos que ele poderia ser sócio de uma S/A. Poderia o menor então ser sócio de uma sociedade LTDA? Já vimos que não poderia ser sócio das sociedades previstas no código comercial.55 Nele. que é o candidato. para responder por aquilo que elas não integralizaram. passa para outra. iria exercer.

000. O Requião é sempre Requião.00 de cada um.000.000. pimba. 2º requisito – Os mesmos da S/A.00. Para o professor Rubens Requião. Porque o menor não pode ser sócio de uma LTDA? Qual o raciocínio do Requião? Se tiver todo capital integralizado. Então sempre haverá risco para o patrimônio particular do menor em razão da solidariedade.00.56 saber se eu sabia se a posição do STF era majoritária.00. Ela fez a mesma coisa. ou seja. eu sou o menor. ela deu os R$20. Lá na prova da Defensoria foi diferente. Então.000. Ele deveria dizer o seguinte: se existe um menor em uma LTDA. 20.000. a outra também fez a mesma coisa. Depois que integralizou. E quando eu falei no STF e o Fran Martins. Eu acho que o erro dele foi só aí. mais R$100. o menor não pode ser sócio de uma LTDA. Então o Requião caiu na prova da Defensoria e o gabarito era a tese do Requião. 20.000. eventual aumento de capital social deve ser imediatamente integralizado.00. agora mais R$100. Ele está sozinho não. Na prova da Defensoria. integralizei meus R$100. não exercer cargo de administração e gerência. eles não queriam a majoritária.00.00. mas o gabarito da prova era a posição dele.000. Que ele participe. acabou. disseram: você é louco! Fica pensando no Requião que é minoritário? Não. 3º requisito – Estar assistido ou representado na forma da lei. acabou. vocês integralizaram R$20. do capital estão lá. e com estes R$200. 20. Eu só acho que o Requião errou aí no final.00. estão descobertos R$200. ou seja. mas no final. porque aí que não ficaria com nenhum risco no seu patrimônio particular.000. aí eu o menor.00. por maioria ficou resolvido que o capital vai ser aumentado para R$600.000.00. ele está quase sozinho. qualquer sócio pode ser acionado. A possibilidade da aplicação da desconsideração não geraria risco para o menor? Não. todo mundo tem que integralizar imediatamente à ação. Não que o menor não possa participar. eu avisei. inclusive o menor. porque sempre perde o patrimônio particular dele”. Quanto está integralizado? R$400. acho que ele errou.00. o menor tem algum risco pessoal? Têm ou não têm? Em princípio não.000. Por isso eu entrei. porque desconsideração só abrange quem age com fraude. e havia na época. os R$ 100. o menor vai ficar com risco para o seu patrimônio particular. dei 20. eles queriam o minoritário.00. A fundamentação está perfeita. este era o gabarito da prova lá da Defensoria. Porque se não fizer isto. um dos requisitos da LTDA. . sobretudo em um eventual aumento de capital social e a partir deste entendimento. o Requião concluiu o seguinte: “O menor não pode ser sócio de uma LTDA. mas concluir que para aumentar o capital social que uma sociedade LTDA. Mas o Requião entende o seguinte: “Sempre o menor vai ser responsabilizado.000. Imaginem o seguinte: Essa sociedade tem capital de R$ 100. E ele pode exercer cargo de administração? Um dos fundamentos é este. “não esqueçam da tese do Requião”. mas elas duas não integralizaram o capital social que agora é de R$600. Porque os sócios são responsáveis apenas pela integralização do capital social. todo mundo integralizou. finalizou. vai ficar com risco para o seu patrimônio particular”.000.

vai ser atingido o patrimônio que ele recebeu de herança. O professor Fábio Ulhoa. artigo 974 do novo CC. Os sócios malandros fugiram. tem um monte de requisitos e a responsabilidade deles lá na LTDA e na S/A é responsabilidade limitada. Aplicando analogicamente qual artigo? O artigo 974 do novo CC. todo patrimônio. diante da revogação do código comercial. quer dizer. e não mudou nada para a S/A. que um menor seja sócio de uma sociedade em nome coletivo. eu entendo que o menor não pode ser sócio em nenhuma sociedade em que ele venha ter responsabilidade ilimitada. trata de menor empresário. Então para muitos. Por quê tem que ter? Porque a responsabilidade lá é ilimitada. porque se tiver aumento de capital social na S/A. Aí os credores vão em cima desta sociedade e não conseguem receber. então. Tudo isso para preservar o patrimônio do incapaz. Então. também tem que ter a mesma autorização judicial. há quem sustente tese contrária que para participar de uma sociedade com a responsabilidade ilimitada. tem algum problema? Só no caso da LTDA. o menor tem que ter autorização judicial. O empresário individual tem responsabilidade o quê? Ilimitada.57 O que é necessário para o menor na S/A? Não há problema nenhum. o artigo 308 do código comercial não persiste no novo CC. Analógica. Para ser empresário individual tem que ter autorização judicial. não vai ter requisito nenhum. porque na LTDA eles têm a responsabilidade solidária. Não traz nenhuma proibição. e deixou tudo o que ele tinha para o Caio. uma verdadeira devassa no patrimônio do incapaz. E o quê que eu venho entendendo? Importante: Eu venho entendendo o seguinte: “Que embora não haja nenhuma proibição expressa. porque eu posso permitir. ele nunca viu aquilo na vida. Tem vários sócios. porque o artigo 974 não trata de menor sócio. Mas o quê aconteceu com este artigo? Foi revogado? O novo CC traz alguma proibição?Não. na esteira do raciocínio desenvolvido pelo artigo 974 do novo CC. comandita simples. em nome coletivo. e a comandita simples. e ainda vai atingir o patrimônio que ele tinha. Qualquer sociedade? Mas isto seria um absurdo! Por que um absurdo? Para ser acionista ou para ser cotista. para ele ser empresário individual. mas. em princípio o menor pode ser sócio . foram as quotas de uma sociedade em nome coletivo. Olha que absurdo! Tício morreu. aplicação analógica. por aplicação analógica do artigo 974 do novo CC. então. A responsabilidade na sociedade em nome coletivo é o quê? Limitada ou Ilimitada? Ilimitada. de forma ilimitada. ou seja. que já tinha um patrimônio enorme. Quem ficou? O menor que vai ter que pagar uma dívida enorme. como é que ficamos? Não mudou nada para as LTDA. seria um contra-senso. entre as coisas que o Tício deixou. Um monte de pilantras. menor de sete anos. a em nome coletivo. que deram o maior golpe no mercado. Salvo se tiver autorização judicial”. Vão em cima de quem? Dos sócios. aí o menor passou a ser sócio da sociedade em nome coletivo. hoje o menor pode participar de qualquer sociedade. Para participar destas outras sociedades. Aí ficou maior ainda. E com o novo CC. que a responsabilidade é ilimitada. antigamente tinha a proibição do artigo 308 do código comercial. Quer dizer. disse o seguinte: “O artigo 308 do Código Comercial não foi reiterado pelo o novo CC. Então toda vez que ele for sócio com responsabilidade ilimitada.

O Amador tem algumas posições meio escabrosas. O marido não pode ser sócio da esposa em nenhum tipo de sociedade se casado pelo regime de comunhão universal ou de separação legal de bens.58 de qualquer sociedade. o credor pode acionar apenas a meação do casamento ou pode acionar todo o patrimônio do casal? Pode acionar todo o patrimônio do casal. agora. se eu sou casado com ela pelo regime de comunhão universal. Mesmo porquê. a lei civil já diz que eu sou sócio dela de todo meu patrimônio. eu perderei R$20. É aquela imposta por lei. eu entendo que tem autor judicial aplicando a analógica. É um verdadeiro contra-senso. Olha que malandragem! Eu sozinho arrisco tudo (todo patrimônio do casal). Se o marido contrai um monte de dívidas na prática da sua atividade. Parou aí. o outro tem que ficar em casa cuidando dos filhos”. a única coisa que difere do que eu estou falando. porque a atividade do marido é em benefício da família (estatuto da mulher casada. Existe o artigo 974 só para isto. O artigo 974 é para o menor empresário. jurisprudência a gente nunca vai ver. Se por acaso. Então toda vez que for ter responsabilidade ilimitada. É a única distinção do meu fundamento para o fundamento dele. existe sociedade em nome coletivo hoje? Existe sociedade comandita simples hoje? Não tem. O Amador erra na aplicação do artigo 974. com capital social de R$20. OBS: Separação legal de bens não é aquela separação de pacto antenupcial. posso limitar a responsabilidade. CÔNJUGES SÓCIOS: Marido e mulher podem ser sócios? Não. O marido que é empresário individual e tem responsabilidade ilimitada. Na doutrina eles ainda não tesceram a este detalhe. porque eu sou sócio de minha esposa de tudo.00.000. ele não aprofunda a questão. Quem está falando hoje em dia não está aprofundando. E porque isso? Na comunhão universal. Por hora.00 e o patrimônio do casal é de R$500. mas eu sou um cara moderno e não quero deixar minha mulher em casa e vamos trabalhar juntos formando uma sociedade LTDA. Eles não podem ser sócios quando estiverem casados pelo regime de comunhão universal ou separação legal de bens. mas aplica este artigo para o menor sócio de forma analógica. Olha só. Eu agindo sozinho eu arrisco todo o patrimônio do casal. Eu digo que não. Como é que eu vou agora dizer que sou sócio dela só de um pouquinho? .00. O Amador Paes de Almeida manda aplicar analogicamente o artigo 974 do NCC. mas concordei com ele nesta. Então eu não posso dizer se ele concorda ou se não concorda. entendimento da jurisprudência do STF e STJ).000. então o que acontece: “um dos dois tem que trabalhar. porque a lei civil já diz que eu sou sócio de minha esposa de todo meu patrimônio. trabalhando em sociedade com a esposa. porque a responsabilidade é de sociedade e não dos sócios. Então ele diz que só vamos conhecer na prática. essa sociedade der errado. podem ser sócios os casados pela comunhão parcial de bens? Pode os casados pela separação contratual? Pode. é que para ele você não aplica analogicamente o artigo 974. posso arriscar apenas parte do patrimônio.000. Eu não posso querer limitar isso.

pois na época que o contrato foi celebrado estava de acordo com a lei. Ele comprou uma franquia da Mormay. A lei civil falou que eles não podem ser sócios. Ela já tinha transferido 80% de seu patrimônio para a sociedade e com a separação ele conseguiu levar boa parte do patrimônio da viúva carente. É o dever mais importante de todos os sócios. mas casa pelo regime da separação legal. Não pode ser sócio na vida civil. então ele não queria separar para não perder metade das quotas. para trabalhar com pranchas de surf. artigo 5º. tributação. não é sócio só de um pouquinho. já é sócio de tudo. participar da integralização do capital social. Nós estamos tratando de um ato jurídico perfeito. ele usou a lei comercial para burlar a lei civil. dissolvida à sociedade. O novo CC tem que ser aplicado. 50% das quotas pertencem a ele e por conseqüência. Com o tempo. Agora o legislador colocou o impedimento na lei. ato jurídico perfeito. Vão ter que dissolver a sociedade? Tem muito marido malandro que está louco para se livrar da mulher. mas a mulher era sócia. integralizando a sua parte”. Imaginemos o seguinte: “Temos uma senhora com 69 anos de idade. aí hoje alguns maridos malandros falando para a mulher que a lei proíbe a sociedade de cônjuges. Ele começa a convencê-la a transferir parte do patrimônio dela para a sociedade. 50% das quotas dele e 50% das quotas dela. As situações consolidadas podem sofrer alguma influência pela nova regra do novo CC? Não. então não há que se falar em modificação da sociedade. a jurisprudência vinha admitindo a aplicação da Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Juntamente ia uma carta do escritório de advocacia. Nessa sociedade que eles montaram. Ela se interessou em transferir parte de seu patrimônio para a sociedade por ter muitos benefícios tributários como imposto de renda. XXXVI. etc. querendo que transfira os bens para o nome de um filho. Mas a lei proíbe o amor? Não. convidando para comparecer ao escritório para tratar da “Dissolução de Sociedade Empresarial”. mas a lei não é trouxa. surfista e marombeiro. 50% do patrimônio líquido da sociedade é dele. ou seja. viúva há quinze anos. Alguns dias depois. coisa julgada). burlaram o regime legal de casamento que o da separação legal. É história.59 Então. ato jurídico perfeito. imposta. E as sociedades que já existem nessa situação? Diz o novo CC que os empresários tem que adaptar as novas regras no prazo de um ano. a partir desse entendimento. outro sócio. Nesse caso.00. pode casar. Diz a doutrina: “Dever primordial dos sócios e contribuir para a formação do capital social. ou seja.000. precedente do TJ/SP. ela recebeu uma carta dele dizendo que não queria nada que fosse dela e sim. . etc. Qual é a ratio legis da separação legal? A separação legal é diametralmente oposta. se apaixona perdidamente por Pedro de 21 anos de idade. Ela é milionária e ele não tem onde cair morto”. Se é casado pelo regime de comunhão universal de bens. mas pode ser sócio na vida empresarial. Essa é a ratio legis da comunhão universal. o relacionamento terminou e ela disse para ele sair somente com a roupa do corpo. tudo que era dele. OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS: Uma obrigação que eu acho interessante é a obrigação do sócio de participar da formação do capital social. carente e cheia de amor para dar. Eles se casam e Pedro se vira para a esposa e diz que vai montar uma sociedade de fundo de quintal de capital social de R$10. mas tem que respeitar a CF/88. respeitando as situações já consolidadas (direito adquirido. é balela.

o sócio que endossou a nota promissória vai ter que pagar e 4º através de serviços (antigo sócio de indústria. Ainda mandou aplicar subsidiariamente as regras da sociedade simples. O sócio de serviço é incompatível. pode ser através de 3º créditos. Só tem na sociedade simples e como não tem previsão.000. OBS: Até aí tudo bem. comandita simples e em conta de participação.00 de cada um.000. da sociedade capital-indústria que é aquele que contribui apenas com o seu trabalho). Por quê? Porque quando dentre as sociedades reguladas pelo novo CC. Tem que entrar com dinheiro. ou seja. 2º) É possível ter sócio de serviço nessas três sociedades. na sociedade simples está expresso que pode e por aplicação subsidiária na sociedade em nome coletivo. em princípio essa seria até incompatível com essas outras sociedades. Ele colocou essa proibição na sociedade em nome coletivo. (Endossar uma nota promissória no valor da quota-parte). e o comanditário com responsabilidade ilimitada a integralização de suas quotas”. Quando ele não quis o sócio de serviço ele foi expresso. porque ela é tratada por lei especial e não tem previsão lá. porém eu tenho que fazer uma observação porque não é possível sócio de serviço na sociedade S/A. você aplica o capítulo das sociedades simples. ele proibiu (artigo 1055 do novo CC) em todas as sociedades. Então. se esta não pagar. É claro que quando a sociedade for cobrar da devedora. Que lá vem dizendo: “Na sociedade de comandita simples tem dois sócios. afirmando que não pode o sócio entrar somente com serviço. Mas o entendimento que deve prevalescer é o segundo. Quando o legislador quis proibir. Então a mensagem do legislador é no sentido de que é possível sócio de serviço nessas três sociedades. Então pode surgir o 1º entendimento de que o sócio de serviço é incompatível com as sociedades em nome coletivo. Você pode contribuir para a formação do capital social em 1º dinheiro em 2º bens economicamente apreciáveis. sendo um o comanditado com responsabilidade ilimitada. ele foi expresso no artigo 1055 do novo CC. quando o legislador não quis o sócio de serviço ele foi expresso. ou seja. Aparentemente é incompatível. tais entendimentos podem surgir: 1º) Não tem previsão de sócios de serviço para nenhuma dessas sociedades. Como é que a lei prevê essa contribuição? Só em dinheiro? Não. Sem essa integralização de capital. proibindo. que são sociedades que tem sócios de serviço. . na comandita simples e na sociedade em conta de participação também é possível o sócio de serviço.60 Vamos montar uma sociedade de quatro pessoas com R$25. na sociedade comandita simples. dos R$25. O sócio de serviço está previsto na sociedade simples.00 de cada um a sociedade não tem como gerenciar suas atividades. Quando? Lá na sociedade LTDA. bens ou créditos. contribuindo com bens etc. Onde é que entra o sócio de serviço? Não entra. E não é possível sócio de serviço na sociedade LTDA. pois estes têm que ser avaliados. É possível o sócio de serviço nas outras sociedades? Em nome coletivo? Comandita simples? Em conta de participação? Importante: O novo CC estabeleceu as regras da sociedade simples como uma regra geral e a partir daí tratou das demais sociedades. Se os capítulos dessas sociedades forem omissas. na sociedade em conta de participação? Não. por força do artigo 1055 do novo CC. menos a LTDA que ele foi expresso. Quando o legislador quis proibir.

a lei também permite que se proponha uma ação de conhecimento pedindo até uma indenização. juros compensatórios. etc. pode pedir lucros cessantes. porque o sócio de serviço vai receber muito dinheiro. nesse caso pode reduzir a participação dele com diminuição do capital social. se o sócio não pagou.000. Porém. Se o sócio de serviço não der exclusividade. ia ter um lucro tal por mês. o sócio de serviço não pode trabalhar em outra coisa.00 dos R$20. mas também a multa se prevista no contexto. não sendo interessante para os outros sócios. ele pode ser privado dos lucros e até mesmo ser excluído da sociedade.00? Vai reduzir para R$80. vai receber a média do que todos os outros sócios recebem. porque o contrato social é considerado título executivo extrajudicial. se o sócio remisso A integralizou somente R$10. Do não cumprimento da integralização do capital social: Diz a lei que o sócio de serviço tem que dar exclusividade.000. sociais.000. porque agora o sócio de serviço que entra na sociedade. a primeira opção é executar o sócio que não integralizou o capital social. Ele só pode trabalhar em outra coisa se tiver expressamente autorização do contrato social.000. Então ao invés de admitir como empregado.00. Nesse caso não é viável.000. e sim. Mas fica muito caro contratar esse engenheiro tendo que pagar os encargos trabalhistas. a lei fala que a sociedade pode optar por dois outros caminhos. OBS: A sociedade pode executar não só o valor que o sócio ficou de integralizar. A sociedade vai cobrar através de uma ação de execução. Sócio A não integralizou seus R$20.São eles: 1º caminho – Ex: R$100. juros moratórios.00. Esse sócio é logo xingado.000. Hoje essa não é mais possível. ou seja. Além de executar.00 que deveria. . Ele ia receber a mesma quantia por mês. Se o contrato social não disser nada. admitiu como sócio. O quê vai acontecer com o capital social da sociedade que era de R$100. só que não precisaria pagar 13º salário.00 de capital social. é chamado de sócio remisso (não cumpriu com sua principal obrigação). Ex: A sociedade contava com o dinheiro para participar de uma licitação que não teve nem vencedor. ele não vai receber quando o contrato disser. Além dessas opções. se a mora dela causou um prejuízo. se não tiver executado o crédito. ele é devedor. Era o seguinte: Temos uma sociedade de arquitetura e temos que contratar um mega engenheiro para trabalhar por dois anos em um empreendimento. daí se a sociedade tivesse entrado iria vencer.61 Por que na prática não vai haver sócio de serviço? O sócio de serviço ocorria antigamente para socorrer a lei trabalhista e previdenciária. Conseqüência para o sócio que não integralizou o capital social: A sociedade pelo artigo 1004 do novo CC. etc. Então. A sociedade pode excluir o sócio remisso.

a sua participação vai ser de 10. só se integralizou 10 em vez de 20. há também as outras opções estudadas anteriores. número e grau.00. OBS: Na sociedade LTDA o sócio que não integralizar na sociedade. DIREITO DE RETIRADA: Um exemplo: Uma sociedade em nome coletivo. porque acordou de mau humor? . olha o entendimento que é possível na sociedade LTDA. Como é que faz isso? Os demais sócios ficam com a parte não integralizada ou até mesmo um terceiro e aí o capital social permanece íntegro. basta que a parte dela seja integralizada por um sócio ou por outra pessoa. O dinheiro que Bianca integralizou será devolvido. conforme o artigo 1058 do novo CC: Os R$17. Bianca será excluída. esta sociedade tem validade até maio de 2004. os outros sócios podem preferir a exclusão dele. Maria acordou de mau humor e disse que não queria ser mais sócia e que queria sair. ela só integralizou R$17. quando a integralização for parcial. os juros contratuais.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser executada. mas sem reduzir o capital social. Maria não falou que ia ser sócia? Falou. formada por cinco pessoas.00 de cada sócio. Os demais sócios tem que concordar com ela? Tem que permitir a saída dela? Para o direito empresarial não podem. que era de 100 e caiu para 90. Na sociedade LTDA.000.000. tanto é que nós temos a previsão do artigo 1029 do novo CC.000. 3ª conseqüência – Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação no montante integralizado sem reflexo no capital-social. as despesas com alteração de contrato e essa exclusão pode ser com ou sem diminuição do capital social. Resumindo: 1ª conseqüência . Olha a opção que é dada na sociedade LTDA e eu concordo em gênero. Então na sociedade LTDA só tem uma opção. por exemplo. ou integraliza tudo ou nada.000. para variar tem uma regra especial para as sociedades LTDA.00. Olha o que diz o artigo 1029 do novo CC que é a regra geral: Se essa sociedade for por prazo determinado. além dessa possibilidade. Ex: Vamos montar uma sociedade de cinco pessoas com capital de R$20. ela não pode decidir que não quer mais ficar como sócia.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação np montante integralizado com reflexo no capital social. Se ela contratou com a sociedade. pode ser excluído pelos demais sócios. 2ª conseqüência . mas na sociedade LTDA.000. decisão esta em assembléia ou reunião. Importante: Bom. abatidos a multa contratual. pois só serve R$20.00.00. A palavra é para ser cumprida. Maria pode sair antes de maio de 2004. Bianca não integralizou seus R$20. ou seja.62 2º caminho – Excluir o sócio remisso ou reduz sua participação no montante integralizado.

porque os outros sócios não concordaram. Nesse caso. desde que notifique com antecedência de 60 dias. a lei criou um mecanismo para proteger os interesses da sociedade e dos demais sócios. Na sociedade por prazo indeterminado. mas sim para provar que notificou com antecedência de 60 dias. pode ser aplicado ao artigo 1077. o sócio vai ter que cumprir ou alegar justa causa. o sócio não precisa alegar nada. Sendo por prazo indeterminado. Qual é o artigo que eu falei para vocês que vai cair na prova? É o artigo 1053 do novo CC (temos que decorar até a vírgula deste artigo). Existe alguma cooperação entre eles? Sim. você pode aplicar as regras da sociedade e no que se refere ao direito de retirado o capítulo dos LTDA não foi omisso. O que seria quebra de Affectio Societatis o fato de Maria ter saído na ignorância com outro sócio. qualquer alteração no contrato. porque transformação gera mudança de contrato? Fusão gera mudança de contrato? Incorporação gera mudança de contrato? Gera. ao final desse prazo. com uma incorporação ou com uma transformação. se for sociedade por prazo determinado.63 Maria só vai sair se os outros sócios permitirem ou se ela conseguir provar judicialmente. Então se o sócio não concordar com qualquer coisa. daí. dará justa causa. por questão até de família e não quer ver o outro nem pintado a ouro. ou seja. fusão e incorporação. O legislador falou demais. Não fala em sociedade por prazo determinado e por prazo indeterminado. ela vai poder exercer o direito de retirada. a regra do artigo 1029 do novo CC. o senhor está errado! Está escrito aí é se ele não concordar com uma fusão. E se notificar com prazo de antecedência de 60 dias e os outros sócios mesmo assim não quiserem liberá-lo? O sócio vai ter que entrar com uma ação. OBS: A jurisprudência considera quebra de Affectio Societatis. Isso se for sociedade por prazo indeterminado. o sócio vai ficar até quando nessa sociedade? Até o resto da vida? Não. Ah! Professor. o legislador abstrai. Importante: O sócio pode sair da sociedade por prazo indeterminado. O artigo 1077 fala que o sócio pode se retirar toda vez que ele não concordar com alteração contratual. não para provar justa causa. Na sociedade por prazo indeterminado. Se não tiver alteração no contrato e um sócio está doido para sair da sociedade LTDA e essa sociedade é por prazo indeterminado. . A quebra do Affectio Societatis (sentimento de cooperação) é causa para o exercício do direito de retirada (artigo 1029 do novo CC). O que diz o direito de retirada para a sociedade LTDA? O direito de retirada para a sociedade LTDA está no artigo 1077 do novo CC. ele poderia sair na hora de prorrogação. e aqui peço a atenção de vocês. Choveu no molhado! O quê o artigo 1077 do novo CC fala? Fala que o sócio pode toda vez que não concordar com uma alteração do contrato. porque se fosse por prazo determinado. A pessoa quando não mais quer permanecer sócia na sociedade. aí diz a Constituição que ninguém pode ficar preso a ninguém para eternidade. Não é porque ela não esta mais afim. regra especial. o prazo de 60 dias para notificação vale para o artigo 1077? O quê o artigo 1053 do novo CC fala? Quando o capítulo dos LTDA for omisso. mas desde que notifique com antecedência de 60 dias. Também temos uma regra especial para a sociedade LTDA. o legislador nem precisava ter colocado transformação. ele poderá exercer o direito de retirada. ela tem que provar justa causa. porque havia alteração do contrato. como justa causa.

o capítulo dos LTDA. E como não tratou das outras hipóteses. Fora disso. é a outra causa prevista em lei para as LTDA? O artigo 1077 do novo CC. só quis tratar do direito de retirada nas questões relativas a divergência da alteração do contrato social. ou seja. O artigo 1029 é aplicado além dos outros previstos em lei civil. Então o capítulo dos LTDA. É possível a expulsão do sócio? Já vimos que é possível a expulsão do sócio quando ele é chamado de sócio remisso. você aplica o artigo 1029 do novo CC. só não será aplicado à sociedade LTDA se no contrato social mandar aplicar a lei de S/A.64 porque tem o artigo 1077. Ele só tratou do direito de retirada quando ocorrer divergência na alteração do contrato social. é um direito material. ou somente nesses casos? Não. você vai concluir que o artigo 1029 pode ser aplicado nas sociedades LTDA. ou seja. Só não seria aplicado em uma hipótese. aplica-se o artigo 1029 do novo CC. Tanto por um lado. Você não vai ter que passar necessariamente pelo crivo do artigo1053. os sócios diriam que não querem o capítulo das sociedades simples O artigo 1029 do novo CC. porque o artigo 1077 é exemplificativo. conforme o parágrafo único do artigo 1053. Então o artigo 1029 do novo CC. porque ele é aplicado independentemente de outra previsão legal. OBS: O artigo 1077 do novo CC é exemplificativo porque não limita o direito de retirada nessas hipóteses. mas se o examinador não gostar desse raciocínio. ele não pode ser é restringido. quando ele integraliza direitinho. O entendimento amplo e majoritário é que o direito de retirada. porque o capítulo dos LTDA não tratou de todo instituto do direito de retirada. ele pode ser aplicado. Nesse caso. O artigo 1030 do NCC diz: não é possível expulsar um sócio extrajudicialmente. O artigo 1029 traz em sua redação: “além dos outras causas previstas em lei e no contrato. como é um direito. quem tiver livro velho sobre esse tema. os outros sócios podem colocá-lo para fora? É possível expulsar o sócio? Regra do artigo 1030 do NCC. como por outro. agora eu vou falar da hipótese em que os outros sócios querem colocá-lo para fora. Tem lá que o sócio só poderá exercer o direito de retirada. Qual a hipótese? Se o contrato social determinasse a aplicação supletiva da lei de S/A. pode jogar no lixo. Eu falei da hipótese do sócio que quer sair. foi omisso em relação ao direito de retirada. você aplica o artigo 1029 à sociedade LTDA. . Além dessa hipótese. claro que não pode contar o sócio que se pretende excluir. porque é só ler. Então seja passando pelo artigo 1053. aliás. a gente até passa pelo artigo 1053. Faz a panelinha dos sócios remanescentes e vamos votar para ver se pode ou não propor a ação para provar judicialmente a justa causa. Tudo isso é novidade. E na S/A tem direito de retirada? Tem e está no artigo 137 da lei de S/A. sempre vai ser aplicado para a sociedade LTDA. o sócio pode exercer direito de retirada”. só é possível expulsar judicialmente. analisando literalmente o artigo 1029. desde que essa ação seja aprovada pela maioria dos sócios. que eu não vou tratar com vocês. Ele tratou da outra hipóteses de direito de retirada? Não tratou. Mudou tudo completamente. e eu vou mais além. Sobre esse assunto Rubens Requião não pode mais ser lido. Ele vem falando: “O sócio pode exercer o direito de retirada.

ampla defesa e contraditório. você pode excluir por mera alteração do contrato. É possível a exclusão. sócios que representam mais de 50% do capital social. Preenchidos todos esses requisitos. ela não colocou apenas justa causa. assunto tal e expulsão do tal sócio. O máximo que se pode fazer é excluir o acionista da . Antes para propor aquela ação de exclusão judicial era preciso dos votos da maioria dos sócios remanescentes. Esta cláusula tem que permitir a exclusão extrajudicial. ou seja. 2º Requisito: Que esse sócio que se pretende excluir tenha praticado um ato de inegável gravidade e que coloque em risco a continuidade da empresa. Tem que ser uma reunião ou assembléia só para essa finalidade e mais. o quorum do artigo 1030 do NCC. E se não preencher alguns desses requisitos? Aí e exclusão só poderá ser feita judicialmente. mas tem a previsão do artigo 1035. nesse caso a exclusão do sócio majoritário na S/A só se for judicial. você vai para o artigo 1030 (exclusão judicial). os sócios é que decidirão diante do caso concreto. em razão desse requisito. Ex: Desvio de verba. ou seja. Vejam como é que muda. alegando justa causa. eu posso expulsar algum sócio? Só vou poder expulsar judicialmente. A lei foi enfática. pouco importa a personalidade do acionista. ou seja. E por esse motivo é possível a exclusão extrajudicial do sócio majoritário? Não. porque o voto não é pela maioria do capital social e sim pela maioria dos sócios remanescentes. Agora nesse caso é pela maioria absoluta. Tem que ser um ato realmente muito grave. Se não preencher o artigo 1035. 4º Requisito: Esse é um assunto que precisa ser tratado em uma reunião ou assembléia só para isso. excluindo o sócio que se pretende excluir. nessa reunião ou assembléia tem que ser assegurado ao sócio que se pretende excluir a ampla defesa. se atendido os requisitos. 3º Requisito: A exclusão tem que ser aprovada pela maioria absoluta. Por maioria dos votos. ela deu muito mais ênfase.65 O sócio majoritário pode ser excluído? Pode. Mas tem alguns requisitos. Quais são? 1º Requisito: O contrato social tem que permitir. OBS: Em caso de empate dos votos dos sócios remanescentes. a expulsão na S/A? A sociedade anônima é uma sociedade de capital. propõe-se ação para tentar excluir. isto se não tiver outra forma prevista no contrato. E o artigo 1035 do NCC permite a exclusão extrajudicial? Através de mera alteração contratual. É uma situação que a lei não prevê expressamente. é o juiz quem decide. Importante: Tem a previsão geral no artigo 1030. Não se pode convocar uma reunião ou assembléia para tratar de assunto tal. de forma cumulativa. Só há ampla defesa se tiver contraditório. Se o contrato social nada disser. OBS: Não precisa da cláusula tratando desse assunto. Tem que vir uma cláusula dizendo: nesta sociedade é possível a exclusão extrajudicial de sócio por justa causa. que é mais uma vez uma regra especial para as sociedades LTDA. É cláusula genérica.

não vigilou. cujo objeto social é tapeçaria com uma excelente oportunidade de ganhar dinheiro. então ele tem poderes para praticar aquele ato (teoria da aparência). Então se tem pegadinha: Um ladrão safado. e esse não tem cor. a sociedade respondia por esse ato. mas ninguém pode ser expulso em razão disso. Se a sociedade por qualquer motivo não quiser cumprir com esse contrato de compra e venda? Será que precisa cumprir? Essa sociedade. da diretoria. por quatro motivos. Pode tirar o cara de lá. Mas se eu quiser. os acionistas podem excluí-lo? Não é possível apenas excluí-lo da administração. ninguém praticou ato de inegável gravidade.66 administração. então quem quiser sair que saia. ninguém praticou nenhum ato que possa ser considerada justa causa para ser expulso. se essa sociedade escolheu mal que arque com os atos praticados por quem escolheu.28/06/2003 TEORIA DO ATO ULTRA VIRES SOCIETATIS Vamos trabalhar com exemplos. Na quebra do affectio societatis. Culpa in eligendo ou culpa in vigilando. até judicialmente. o Leonardo é administrador. Dezenas de computadores para revender não tem nada a ver com tapeçaria. 2°) Teoria da aparência – Aparentemente para o terceiro que vendeu os computadores. . eu posso com base nisso expulsar um sócio? A quebra do affectio societatis dá ensejo ao direito de retirada. Se eu estou incomodado. dá ensejo a um direito e não a expulsão. A interpretação de computadores tem alguma coisa a ver com o objeto da nossa sociedade (tapeçaria)? Não. Isso na S/A. Esse ato é manifestamente estranho ao objeto social. antes do novo CC e no Brasil. Não tem nada a ver com a sociedade a nossa divergência. tem nos livros. 3°) Proteção ao terceiro de boa-fé. porque houve quebra de affectio societatis. não tem cara e não tem nada. A quebra do affectio societatis é considerada justa causa para o exercício do direito de retirada e não para ser expulso. porque na S/A o que interessa é o capital. importando computadores para revender. O objeto social é a tapeçaria. porque o conceito tem na apostila. 1°) Enquanto escolheu o administrador da sociedade. eu vou sair. porque se a gente não escolheu mal. mas não pode tirar ele da sociedade. 7 ª Aula . Importante: Então a quebra do affectio societatis não dá direito por si só a expulsão de um sócio. os incomodados que se mudem. Imagine uma sociedade formada por sócios. Ele dá ensejo ao contrário. administrando uma S/A. porque para a expulsão de um sócio. Ex: Uma sociedade familiar e teve uma briga. tem que existir justa causa e a affectio societatis não é considerada justa causa para fins de expulsão.

Não pode alegar que estava de boa-fé. porque ele analisou o contrato social da nossa tapeçaria. Tem burocracia e se tem burocracia. Então como você vai contratar com uma sociedade que você não conhece. Quando eles criaram. Se a sociedade está comprando dezenas de computadores para revender. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Não. mas se a operação for de grande valor econômico. Vai passar primeiro pelo departamento jurídico. Isso antes do novo CC e no Brasil. Quando se vai contratar com uma sociedade. não nulo e sim inimputável. Só havia uma exceção perante o STF. não tem nada. com análise de documentos. Você acha que uma compra nesse montante não tem burocracia? Tem burocracia. também temos que pedir a identidade dela. Nas operações mercantis não tem dinamismo. Não pode alegar em razão da burocracia. pelo contrário tem burocracia. a sociedade tem que cumprir o contrato. acabou que protegeu o safado do administrador. a sociedade respondia pelo ato praticado pelo seu administrador. Nesse caso a sociedade não responderia. As partes têm que voltar ao status corpus. porque quando se vai negociar com uma pessoa física. Foi o Leonardo que praticou e como é de alto valor. a teoria da aparência. Por quê? Porque o ato nulo não gera efeitos. eles criaram. ou seja. O STF disse que a sociedade vai responder perante esses quatro motivos. Então. Tem-se burocracia. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Estou perguntando. para ficar analisando contratos. que não há tempo para burocracia. Então é esse o entendimento lá fora. Aí evoluiu a teoria lá fora nos EUA e Europa. No Brasil é pela aparência.67 4°) Dinamismo das operações comerciais – As operações comerciais são tão dinâmicas. Só não cumpriria nessa exceção. Teoria do ato ultra vires. que é o dinamismo das operações mercantis. Eles lá fora entendiam que o ato ultra vires. o STF disse que a sociedade não vai ser obrigada a cumprir o contrato. eles mal criaram essa teoria. Mas isso não saiu bem. Quando os outros sócios descobriram. Imagine que essa compra de computadores tem o valor de um milhão de dólares. porque o contrato foi firmado por um administrador e a fornecedora de computadores. Porque é nulo e não gera efeitos. dos documentos. Se não gera efeitos. estranho ao objeto social ele era nulo. está afastada uma justificativa. muitas das vezes os negócios são fechados por telefone. por todos esses motivos. se pede a identidade dela. ineficaz em relação à sociedade. Lá fora tem que analisar o contrato. pela presidência. eles falaram que não iam cumprir o contrato. Eles não querem receber computadores e sim tapetes. não tem dinamismo. Então. OBS: A sociedade não anuiu. então a sociedade fica com dinheiro e o vendedor fica com os computadores. É . essa sociedade vai ter que cumprir o ato? Não. porque não foi pela aparência e sim pela análise dos contratos. ele viu que o objeto social é tapete. E qual é a identidade dela? É a contrato social. Lá fora. Agora. ou seja. O professor concorda. onde passaram a considerar o ato ultra vires. É o único caso. não tem boa fé. Com esse entendimento. se estiverem presentes os 04 motivos. O administrador que celebrou o contrato vai ter que cumprir o ato? Não. Por quê? Porque lá fora não tem esse jeitinho brasileiro. não tem aparência.

Em S/A. Só responde o administrador safado que praticou o ato”. Importante – Ato ultra vires é o ato manifestamente estranho ao objeto social. esse computador pode ser para seu uso diário. já incorporada somente no novo CC. E com o novo CC. se ele importar toneladas de peixes. mas ineficaz em relação à sociedade. OBS¹: mas se a sociedade LTDA fizer a opção do parágrafo único do artigo 1053 que manda aplicar a lei de S/A. A S/A responde. Então se o ato ultra vires for praticado por um diretor da S/A. o novo CC incorporou a teoria do ato ultra vires.68 válido. E na sociedade LTDA? Aplica-se a teoria ultra vires? Responde ou não pelo ato ultra vires? Mais uma vez vamos passar pelo artigo 1053 do novo CC. Está-se no capítulo das sociedades simples. A sociedade não responde. supletivamente as disciplinas das sociedades simples. Finalmente nós adotamos a teoria do ato ultra vires. imputável ao administrador. Nesse caso a sociedade LTDA vai responder pelo ato ultra vires. Então a teoria evoluiu. A sociedade simples e nem as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples não respondem pelo ato ultra vires. A S/A responde pelo ato ultra vires. a sociedade respondia. aplica-se as regras da sociedade simples? Importante: Não. ele exime a sociedade que não tem nada a ver com isso. nesse caso é ato manifestamente estranho ao objeto social. responde somente o administrador que vai se virar com o terceiro que não agiu com boa-fé. a teoria do ato ultra vires evoluída o ato não é nulo. a sociedade LTDA não responde por força do artigo 1053 do novo CCC. inciso III. já sabe que vai passar pelo artigo 1053 do novo CC. Em princípio você aplica as LTDA como regra. Esse artigo 1005 é um artigo que está no capítulo das sociedades simples. E se ato ultra vires for praticado por um diretor da sociedade anônima? Você pode aplicar a teoria? Pode considerar aquele ato ineficaz em relação a S/A? Não. Aplica-se apenas para as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples. porque a ela não se aplica à teoria ultra vires. É eficaz em relação a quem? De quem o terceiro pode exigir o cumprimento desse contrato? Do administrador que assinou. No Brasil. Uma tapeçaria que compra um computador. Lá vem dizendo o seguinte: “A sociedade não responde pelo ato quando ele for manifestamente estranho ao objeto social. porque a teoria não foi incorporada na lei de S/A. respeita o interesse de terceiro e penaliza o safado do administrador que praticou ato quando não poderia. essa é manifestamente estranho ao objeto social? Não. E onde é que adotamos isso no novo CC? No artigo 1005. porque não incorporou a teoria do ato ultra vires. parágrafo único. ou seja. em nome coletivo. Aí sim. Acabou incorporando aquele entendimento estrangeiro. comandita simples. ou seja. . é apenas ineficaz em relação à sociedade. aplica a teoria como regra e aplicando a teoria como regra. porque iria pelas aparências. Agora. estranho ao objeto social. o Brasil deu o braço a torcer. pois teria que ter lido o contrato social. a S/A vai responder por esse ato. Inimputável a sociedade. A doutrina traz como inimputável que é a mesma coisa. Agora é ineficaz em relação à sociedade e eficaz em relação ao administrador. significa dizer que é aplicável nas sociedades simples. OBS²:Caiu sociedade LTDA na prova.

você vai aplicar o princípio da especialidade. Eu exijo por acaso o contrato social do Ponto Frio? Eu lá sei qual é o objeto social do Ponto Frio? Eu imagino. nem que sim e nem que não. um grande equívoco. ele até coloca uma diferençazinha. Eu estou dizendo. porque não se pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. porque será aplicado o CODECON. Então. que seria reflexo também na LTDA. mesmo que seja a sociedade simples. 1ª posição: Que a teoria ultra vires só não é aplicada para a sociedade anônima (S/A). Eu vou provar que abuso de razão social não é a mesma coisa que ato ultra vires. sendo que uma não é para adotar na hora da prova e a outra sim. quando o consumidor for comprar. Nos três volumes. porque o novo CC vem falando que quando a lei de S/A for assim. Quando for relação consumista. você vai aplicar o CODECON e o CODECON protege o consumidor e prestigia a Teoria da Aparência. eu vou comprar uma máquina de lavar no Ponto Frio. Então essa teoria do ato ultra vires também é aplicável a S/A. quando for consumidor. aplica-se às regras deste código. vou pedir o ressarcimento na justiça e a sociedade diz que não. Código de Defesa do Consumidor defende a Teoria da Aparência. porque qual é o fundamento da teoria do ato ultra vires? Por que ela existe? Ela existe para exigir que o terceiro que está contratando com a sociedade. por mais que tenho isso na lei. Você não pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. ABUSO DA RAZÃO SOCIAL OU DA DENOMINAÇÃO OBS: Muita gente coloca o abuso como ato ultra vires bota tudo em um saco só. Depois constato que o trabalho foi horrível. É mais especial do que o novo CC. Eu pergunto se eles também mexem com antena e eles respondem que sim. Se não fala. E o que o novo CC diz? Diz que a sociedade não responde. pelo princípio da especialidade. Ex: Eu contrato uma prestadora de serviço para instalar um equipamento lá em casa. E como é que a doutrina fala? Ela não fala. ela sempre vai responder pelo ato ultra vires quando outro lado estiver o consumido. 2ª posição: Independentemente de qual seja a sociedade. Fábio Ulhoa Coelho faz isso em seu resumo. não fazem consertos. Agora.69 Posição do professor – O professor tem duas posições. Essa posição é isolada. afirmando que seu objeto social é só montagem dos equipamentos. como por exemplo. . E a lei de S/A fala alguma coisa sobre responsabilidade do ato ultra vires? Não fala. Eu vou pela aparência. do vendedor. pelo menos leia o contrato social. Só que eu acho isso. Então a sociedade vai ou não vai responder por aquele ato quando for consumidor? Vai responder perante o consumidor. Eu vou poder exigir o pagamento? Claro que sim. você vai aplicar o novo CC. porque ela é regida por lei especial.

Eu em benefício da sociedade tenho que comprar por R$20. mas está extrapolando os poderes. Esse ato é estranho ao objeto social? Não. A sociedade também não responde. a sociedade em nome coletivo não respondem. USO INDEVIDO Ex: Eu sou o administrador da tapeçaria.000. inciso I. OBS: A sociedade não quer pagar. Um contrato de R$130.000.00.00 e assina sozinho o contrato de compra e venda. Se a sociedade receber e pagar. parágrafo único. A sociedade LTDA responde? Para responder depende do artigo 1053 do novo CC.00 é minha cunhada e eu acabei comprando dela por R$50. através de uma ação judicial.000. a solução é a mesma. Não muda nada. Eu vou comprar um produto para os tapetes e vem lá no contrato social que o Leonardo é o administrador da tapeçaria. Aí eu pergunto: Esse ato está ligado ao objeto social? Sim. inciso III e o abuso da razão social está no artigo 1005.000. dinamismo. culpa in eligendo. Se o Leonardo comprar um valor de R$130.00.00. O que ele fez com os poderes dele? Ele abusou dos poderes da administração.00.000. porque está ligado ao objeto social. Só que o Leonardo só tinha poderes para assinar sozinho.00 e outro por R$20.00 que não foi assinado pelos outros sócios de Leonardo.00. Só que a fornecedora com preço de R$50. depende do nome empresarial que nós estamos utilizando. proteção ao terceiro de boa-fé. por isso que muita gente confunde. É a mesma história. a comandita simples.000. A sociedade vai responder ou não por aquele ato? A mesma história.000. ele não quer o produto. Pois é compra de produtos para tapetes. Eu tenho poderes para realizar aquele ato? . Está ligado ao objeto social? Sim.00. A diferença de abuso da razão social ou denominação e ato ultra vires é de conceito. Só se resolve nesse caso tentando provar a má-fé. Contratos com valores acima de R$50.000.000. a sociedade não responde pelo ato como regra. No abuso o ato está ligado ao objeto social? Sim. e ele só pode realizar contratos com valores até R$50.000. porque a conclusão é a mesma. Bom.000.70 O que é abuso da razão social? Imaginamos aquela tapeçaria em que eu sou o administrador. Antes do novo CC aqui no Brasil a sociedade respondia por quatro motivos: “Teoria da Aparência. porque aí é como todos eles tivessem concordado. ele tem que ter a assinatura no mínimo do Leonardo e de mais dois sócios. não tem jeito.000. mesma forma de pagamento para os quatro fornecedores. daí não podemos falar em ato ultra vires.000.00. mesma marca. outro por R$40.00.00. O ato ultra vires. contratos de até R$50. mesmo produto. parágrafo único. Um está fornecendo por R$50. Por isso eu vou falar em abuso da razão social ou da denominação. A S/A responde? A S/A responde pelo ato. Com o novo CC. eu tenho quatro fornecedores daquele produto. outro por R$30. este no artigo 1005. não vou mudar nada. Nesse caso a sociedade quer reincidir este contrato. a sociedade simples.000. dos poderes que lhe foram conferidos pelo contrato. que só tinha poderes para assinar contratos com valor de até R$50.00 e assim ou sozinho no valor de R$130. com aquela exceção do STF.

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Não. Então não posso falar em ato ultra vires e nem em abuso, porque eu tenho poderes para efetuar compras no valor de até R$50.000,00 sozinho. Mas eu pratiquei esse ato em benefício pessoal e não em benefício social. Eu usei indevidamente dos poderes da administração. Eu tenho poderes para realizar o ato, estava ligado ao objeto social, mas pratiquei para satisfazer interesse pessoal contrariando o interesse de sociedade, causando prejuízo à sociedade. Esse ato é válido ou não é válido?A sociedade vai ter que pagar? Vai, porque em princípio o ato é válido. A sociedade só não poderia cumprir aquele ato se conseguisse provar que terceiro estava de má-fé. Se o examinador disser que estava de má-fé, tudo bem, porém, na prática é quase impossível conseguir provar. A sociedade que vendeu por R$50.000,00, vendeu por esse preço, mas esse preço é o seu. Ela vende para todo mundo pelo mesmo valor, independentemente se quem está comprando é ou não parente seu. Seria fácil provar má fé se o preço fosse de R$20.000,00, e a sociedade que vendeu, vendeu por R$50.000,00, porque na sociedade adquirente há um sócio que é do administrador da sociedade que vendeu. Importante – Então, para a sociedade não cumprir aquele ato, teria que comprovar que terceiro estava de má-fé, não comprovar que o administrador estava de má-fé, porque está claro que este estava de má-fé. E qual o fundamento legal disto? A doutrina já está concordando em encaixar essa posição (provar que terceiro está de má-fé) no artigo 1005, parágrafo único, II do novo CC. OBS: Sempre que a sociedade pagar, por algum outro motivo, pode entrar com essa ação de regresso em face do administrador. O uso indevido do administrador pode ocorrer por fraude, conluio do sócio com terceiro, questões afetivas, etc. TEORIA JURÍDICA A visão que eu vou passar para vocês é completamente diferente da visão da Lúcia, porque a visão dos civilistas é uma visão equivocada, porque os civilistas não sabem o que é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Para vocês terem uma idéia, para os civilistas, para se aplicar à teoria da desconsideração da personalidade jurídica o ato praticado tem que ser lícito ou ilícito? Ilícito. Só que é uma visão equivocada, porque o ato tem que ser lícito. Se o administrador pratica um ato ilícito, ilegal, eu preciso desconsiderar alguma coisa para responsabiliza-lo? Não. O ato praticado ilicitamente eu não preciso desconsiderar nada. Está no artigo 159 do CC de 1916 e no artigo 186 do NCC, porque na prática o ato ilícito mandante e mandatário ficam responsáveis. A começar por aí, eles os civilistas não sabem nada a respeito da desconsideração da personalidade jurídica. OBS: Caiu agora na prova da Magistratura para discorrer sobre ao princípio da autonomia e teoria da desconsideração da personalidade jurídica e teve um candidato que discorreu sobre a autonomia do direito cambial (que louco!). Falando na teoria da desconsideração da personalidade jurídica, temos que falar da autonomia patrimonial e não de autonomia de títulos de créditos. Autonomia patrimonial porque a sociedade tem um patrimônio e os sócios têm outro patrimônio. DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE

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Outro candidato afirmou que a teoria da desconsideração da personalidade jurídica é fundada em atos ilícitos, o que não é correto, porque se o ato é ilícito, não precisa aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, não precisa nem desconsiderar, já responsabiliza direto o administrador. Isso porque nós temos um fundamento teórico completamente diferente para a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica.Como é que funciona isso já que é base da autonomia? A autonomia patrimonial, a sociedade tem que ter o patrimônio distinto pode ser à base do direito empresarial, porque esse direito na prática atua mais como sociedades empresariais, quase não existem sociedades individuais (pessoas físicas), normalmente são sociedades empresariais. Então a base de nosso direito de sociedade é a autonomia patrimonial, ou seja, a partir do momento em que a sociedade é registrada lá na junta comercial, ela ganha personalidade e um dos corolários dessa personalidade é o fato da sociedade empresarial ter patrimônio distinto dos sócios.A sociedade empresarial tem autonomia patrimonial a partir do registro. Quando a sociedade empresarial tem um patrimônio aqui e o sócio um patrimônio lá, chamamos de escudo patrimonial. Um escudo que divide os dois patrimônios, que muitas das vezes é utilizada para a prática de fraudes. Ex: Monto uma sociedade e pratico fraudes em nome dessa sociedade e fico livre, porque existe um escudo que me defende, qualquer coisa o prejuízo é da sociedade, não chega até o Leonardo. A doutrina teve que criar um mecanismo para desconsiderar esse escudo, desconsiderar toda vez que a lei for utilizada para a prática de fraudes, ou seja, eu vou desconsiderar essa autonomia patrimonial para poder responsabilizar o verdadeiro fraudador. Essa desconsideração extingue a sociedade? Não. É só para responsabilizar o autor no caso concreto e continua o escudo patrimonial para as outras obrigações. É só para o caso de fraude. Bom, segundo sinônimos da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, ela é chamada de: 1- Teoria do superamento da personalidade jurídica; 2- Teoria da desconsideração; 3- Teoria da despersonificação; 4- Teoria do levantamento de véu corporativo, porque tem um véu que divide o patrimônio da sociedade do patrimônio do sócio.Quando houver fraude, você levanta o véu e responsabiliza. Como é só para o caso concreto, quando você volta para o local, o véu retorna, ou seja, continua a autonomia patrimonial para as outras obrigações. Quem fala nisso são os argentinos. A doutrina Argentina é que gosta de utilizar esse sinônimo para a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. 4- Teoria da penetração. É uma teoria utilizada pelos alemães. Porque penetra no escudo patrimonial. OBS: Problema é juntar a teoria argentina com a teoria alemã, ou seja, levantar o véu corporativo e penetrar no patrimônio. É importante citar essas teorias para demonstrar conhecimento perante o examinador. Qual é a base para se aplicar à teoria da desconsideração? É a licitude do ato. Agora não é porque o ato é lícito que não vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

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O que mais a gente tem que provar para aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Outro requisito que temos que provar na prática e aí vimos que a teoria maior tem uma bifurcação. Existem dois aspectos que são: 1- Aspecto subjetivo; 2- Aspecto objetivo. OBS: A teoria da desconsideração da personalidade jurídica no direito empresarial é a teoria maior, porque a teoria da desconsideração da personalidade jurídica aplicada pelos civilistas é a teoria menor. 1- Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto subjetivo: Quando que se vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica provando o elemento subjetivo? Que elemento subjetivo é esse? É quando você consegue provar que a lei foi utilizada de má-fé, através de artifícios fraudulentos. Você prova que o ato é lícito, mas foi praticado com fraude. Ex: Exemplo do Fábio ulhoa coelho. Temos a transportadora Gavião LTDA, seu preposto em estado de embriaguez, avança o sinal luminoso e colido com um ônibus com trinta crianças e todas morrem.Todas eram netas de desembargadores. Os sócios da transportadora ficaram desesperados, porque quando as indenizações transitassem em julgado, acabaria o patrimônio da sociedade (injeção letal). Aí os sócios formam uma nova sociedade, Cavalo de aço transportadora S/A. Eles vão desviar algum patrimônio da antiga para a nova? Não. Se isso ocorrer será ato ilícito. É fraude contra credores e se estiver em execução será fraude contra execução. Os sócios não vão desviar nada, vão demitir os melhores funcionários da empresa antiga para contratar na nova. Vão comprar novos caminhões, o treinamento dos funcionários (ISO 9002) é para a empresa nova. Os novos contratos de transporte serão celebrados com a antiga ou com a nova? Com a nova. Não será desviado nenhum patrimônio da sociedade antiga para a nova. O caminhão da empresa velha que quebrar, será feito um gatilho para ele continuar andando, ou seja, não compra peça nova, não se investe mais na empresa velha. O desembargador foi junto com o oficial de justiça na transportadora Gavião LTDA, olharam e não viram nada para penhorar. Olharam para o outro lado da rua e viram os mesmos sócios saindo da transportadora Cavalo de aço S/A com uma Mercedes importada. Os bens da nova empresa podem ser penhorados? De maneira nenhuma. Por quê? Porque é uma sociedade distinta com patrimônio distinto, com autonomia patrimonial. Existe aí algum ato ilícito praticado? Não. Eu posso ser sócio de duas sociedades? Posso. Mesmo que seja no mesmo ramo? Sim, mesmo que seja no mesmo ramo.

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Agora, teve ou não teve fraude? Eles montaram essa sociedade a troco de nada? Não, foi para afastar a responsabilidade de indenizar, ou seja, eles utilizaram a lei para fraudar. Fraudar no sentido de continuar com todos os clientes, deixar tudo de ruim para a sociedade velha. Só tem um jeito de responsabilizar essa sociedade. Qual é? Aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, provando o elemento subjetivo. E se tiver um outro sócio nessa nova sociedade que não estava na antiga? É feito um balanço para ver o que é de um e o que é de outro. Claro que a parte do novo sócio vai ser resguardada. Se o examinador expor a situação de que colocaram “laranjas” na sociedade. Se comprovar que são “laranjas”, aplica-se a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. O problema é provar, na prática é complicado provar. Importante: Fábio ulhoa coelho diz que somente os credores da sociedade antiga poderão executar os créditos com o patrimônio da sociedade antiga, da sociedade nova e ainda poderão executar os bens particulares dos sócios que agiram de má-fé. Outro exemplo de fraude: Vamos montar uma sociedade e precisamos de R$ 100.000,00, mas eu não vou arriscar os R$ 100.000,00, eu quero arriscar somente R$ 50.000,00. Eu digo para minha sócia que é para ela não se preocupar, que eu dou um jeito. O sócio Leonardo com R$ 45.000,00 e a sócia Alexandra com R$ 5.000,00. Só que com esse patrimônio não dá para iniciar a atividade, aí vem o pulo do gato, onde o sócio Leonardo vai emprestar os R$ 50.000,00 que faltam através de um contrato de mútuo. Aí os R$ 50.000,00 de capital social mais os R$ 50.000,00 de empréstimo, chega aos R$ 100.000,00 para iniciar a atividade. Só que o Leonardo é bonzinho, mas nem tanto, porque ele pediu garantia real, e pedindo garantia real de R$ 50.000,00 ele pediu o quê? Todo o patrimônio da sociedade como garantia, todo o estabelecimento empresarial. Cinco anos depois aquela sociedade foi a falência. Foram pagos os credores trabalhistas e tributários. A sociedade tem um ativo de R$ 50.000,00 e um passivo de R$ 140.000,00. Ela tem uma fila de credores no valor de R$ 140.000,00 e só tem para pagar R$ 50.000,00. Quem vai levar esses R$ 50.000,00 para casa? O sócio Leonardo, porque ele é credor com garantia real. A sociedade foi à falência e os únicos R$ 50.000,00 que encontraram lá foram para o bolso do sócio Leonardo, isso é fraude. Tem alguma coisa ilícita aí? Não, porque o sócio pode emprestar dinheiro a sociedade. Não tem nada de ilegal, mas tem sacanagem, porque aqueles R$ 50.000,00 não deveriam ter entrado como empréstimo e sim como capital-social. Nesse caso, o sócio Leonardo não teria integralizado não somente R$ 45.000,00, mas sim R$ 95.000,00. O sócio Leonardo estaria na frente da fila? Não. Ele estaria lá no final da fila, se sobrasse alguma coisa, depois de pagar todos os credores é que poderia dividir alguma coisa entre os sócios. Ele utilizou a lei para praticar fraude. Pode aplicar aqui a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

Uma vez fomos sair e antes passamos no restaurante dele para tomarmos uns chopes. Aí eu perguntei o que ele estava fazendo e ele me respondeu que estava pegando dinheiro para sair. Ele estava de má-fé quando retirou dinheiro do caixa? Não. porque não há autonomia patrimonial. porque o dinheiro é da sociedade. Qual é à base da teoria da desconsideração da personalidade jurídica para a justiça do trabalho? O empregado é à parte hipossuficiente na relação empregatícia. A retirada sem lucro é retirada do capital social e isso não pode. tanto faz. ele criou aquela sociedade só para limitar a responsabilidade dele. ou seja. Previsões legais da teoria da desconsideração da personalidade jurídica em nosso ordenamento: Lembrando que a teoria que foi dita aqui é a teoria maior e a tória menor é a teoria que tem por fundamento a sociedade não ter condições de pagar suas dívidas. Lá eles aplicam a teoria da desconsideração da personalidade jurídica com fundamento na hipossuficiência do trabalhador. Na hora de irmos embora. logo não pode sofrer com os riscos da atividade empresarial. Lá na justiça trabalhista o ato pode ser lícito. Você precisa provar que está de má-fé? Precisa provar o elemento subjetivo? Não. mas agora com o NCC pode. Só pode fazer a retirada do dinheiro após um balanço e constatado o lucro. onde 99. Vamos colocar duas espécies: 1ª. não há distinção. Qual o outro fundamento? Alguns falam que é a ilicitude do ato. por isso é que se chama de teoria da desconsideração menor.Isso é causa para aplicara teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Não. e o juiz na hora de dar o dinheiro ao credor que executou também vai se confundir. é notório que o patrimônio da sociedade pertence ao sócio majoritário. aí eu disse que ele não era dono.Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto objetivo: Está identificado na lei como confusão patrimonial. ilícito. era dono apenas das quotas. Então. o que é dele é da sociedade e o que é da sociedade é dele. . Eu disse que ele estava furtando.O Ministério Público pode requerer a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Nunca pode. porque ele não sabe o que é dele e o que é da sociedade.75 2. Aquela sociedade em que você cria. Você aplica a teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento subjetivo.994 quotas com um sócio e 6 quotas com outro. Ele falou que era dono do restaurante. basta provar que há confusão patrimonial. Ocorre uma confusão. Você não sabe o que é de um e o que é de outro. ele foi até o caixa e pegou um dinheiro. Bom. O que seria teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento objetivo? Vou dar um exemplo: Tenho um amigo em que ele e seu pai são sócios de um restaurante.

monopólios. Essa lei trata de oligopólios. Foi o caso da empresa Cataguazes indústrias de papéis. Em nenhum lugar do mundo. Já foram logo em cima do dono da empresa. mas não tem nada a ver com a teoria da desconsideração.76 Uns falam que a ilicitude do ato daria ensejo a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica. É uma hipótese. mas é a teoria da desconsideração menor. mas a lei coloca isso como teoria da desconsideração. Não é nem teoria da desconsideração da personalidade jurídica isso. Lá a responsabilidade é puramente objetiva. . se tem culpa. Primeira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 28 do CODECON. eles partiram de uma premissa errada e chegaram a uma conclusão errada. se foi lícito. porque lá o legislador quis dar responsabilidade completamente objetiva pelos danos ambientais. O CODECON traz alguma hipótese de verdadeira teoria da desconsideração? Não. Esse artigo ele traz tanto a teoria maior quanto à teoria menor. O artigo 28 do CODECON não é teoria da desconsideração da personalidade jurídica. cartéis. A lei coloca ato ilícito como teoria da desconsideração da personalidade jurídica. porém. Por isso que os civilistas tem uma visão equivocada. OBS: Teoria maior é subjetiva. etc. sem ser por essa formulação que foi dada anteriormente. e agora a gente pode entender muito bem porque o erro dos civilistas. É teoria da desconsideração menor. Os civilistas estudaram a teoria da desconsideração com base no artigo 28 do CODECON e esse artigo não é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica propriamente dita. Essa é a teoria menor. em todas as outras hipóteses em que você consegue responsabilizar um sócio. na prática quando ele é utilizado. ele pode ter agido com culpa. Então. Já vimos que não é. se não tem culpa. O artigo 28 do CODECON é teoria da desconsideração da personalidade jurídica? É. Então é uma outra hipótese de responsabilidade dos sócios. Não querem nem saber se foi ilícito. Segunda previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 18 da lei 8884/94. uns chamam de teoria da desconsideração menor. Qual é o fundamento para se aplicar à teoria da desconsideração na lei de crimes ambientais? O fundamento é dano ao meio ambiente. ele é utilizado pela teoria maior. Quando é que a má administração foi causa da teoria da desconsideração? Nunca. É uma hipótese de responsabilidade dos administradores. pela fraude ou confusão patrimonial. Terceira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 4° da lei 9605/ 98 (lei de crimes ambientais). Nesse caso o fundamento é o dano ao meio ambiente.

etc e vai provar em relação ao sócio que estão presentes os requisitos para a aplicação da teoria da desconsideração. em benefício de seu assistido. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. Como se aplica na prática? Vou dar uma posição doutrinária e vou dar uma posição jurisprudencial conflitante. porque aí o sócio não poderá alegar a posteriori o embargo de terceiros. ela pode ser decidida até incidentalmente. o melhor caminho é esse. recai sobre os bens particulares do sócio gerente. Você fazendo prova para a Defensoria Pública. Se for em um caso concreto. Processo de execução tem ampla defesa? Não. não tem o devido processo legal. o juiz aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica (teoria menor). Provado isso. mas ela tem que ser decidida no processo de conhecimento. É o artigo 50 do NCC. O melhor diz a doutrina é você quando quer responsabilizar a sociedade e já quer responsabilizar o sócio. Posição doutrinária: Estou executando uma sociedade e esta não tem bens. ou pela confusão patrimonial. Bom. não tem ampla defesa. Em caso de abuso da personalidade. Aí não tem discussão. . Processo de execução tem Contraditório? Não. Não se pode fazer isso incidentalmente no processo de execução. que é a própria fraude ou confusão patrimonial. Faz um litisconsórcio. vai afirmar que se vai postergar esse assunto para os embargos. a requerimento da parte. você propor ação em face dos dois. pode o juiz decidir.77 Quarta previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: Essa é a melhor. porque na execução não tem contraditório. Você o prende para depois saber se ele é culpado ou é inocente. o título executivo vai ser tanto contra a sociedade tanto contra o sócio. Lá vem dizendo: Em caso de abuso da personalidade jurídica. Está certo ou errado? Vamos nos recordar da Constituição Federal. A doutrina é radicalmente contra. a penhora recai sobre os bens particulares do cara. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. você tem que falar que propõe contra os dois. o que é abuso da personalidade? Desvio de finalidade. primeiro você dá a porrada para depois saber se o cara é culpado ou é inocente. Poster contraditório é que se faz os embargos. entrando em face dos dois e aí vai provar em relação à sociedade o dano. ou seja. O que é o devido processo legal? Contraditório e ampla defesa. caracterizado pelo desvio de finalidade. que fala que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. É a verdadeira teoria maior. ele ainda não descobriu que não mais existe sócio gerente e sim sócio administrador. A doutrina fala que a teoria da desconsideração não precisa nem ser objeto principal do processo de conhecimento.

o banco não vai aparecer. mas a parte amplamente dominante não concorda. O que é sociedade em conta de participação? Vou dar dois exemplos para poder facilitar a minha compressão. Isso vai dar dinheiro? Vai. porque o banco não quer desenvolver esta atividade de construção civil.78 Posição jurisprudencial conflitante: Como se posiciona a jurisprudência? Parte da jurisprudência concorda com a doutrina. 30%. porque o que acontece na prática é que você decide incidentalmente na execução e qualquer coisa discute em embargos. Quem vai pedir a autorização à prefeitura para construir? A construtora. no NCC. só quem vai aparecer é a construtora. então vamos fazer o seguinte. . mas você constrói eu te faço o investimento. E fica pactuado no contrato mais o menos o seguinte: O banco vai participar de 15% do valor da venda de cada imóvel 10%. aí o banco retruca: -Não quero construir nada. 5%. Então de três em três meses ele vai lá e dá duzentos mil reais. a construtora chega para banco e diz: -Olha banco. vai ser celebrado em nome da construtora ou em nome do banco e da construtora? Só da construtora. 8 ª Aula . É uma decisão um pouco técnica. se vai dar grana não sei. mas é o que nós temos na jurisprudência. postergando o devido processo legal para a fase de embargos. Tudo vai ser feito em nome da construtora.19/07/2003 SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO O que é uma sociedade em conta de participação? O conceito está na lei. Ah. Então na prática se tem tratado incidentalmente no processo de execução. Meu primo chegou para mim enrolado toda vida: Leonardo tem um negócio da China para gente entrar coisa e tal. não quero me envolver em nada disso e tudo mais e tudo”. vai ficar pactuada no contrato. ninguém vai saber que o banco existe. Duzentos mil reais de três em três meses. Imaginemos o seguinte: “Imaginemos uma construtora. mas vem trabalhar junto comigo (falo eu não posso desenvolver este tipo de atividade que embora lícita é empresarial). que é maneiro é. temos este contrato. eu não quero construir nada não. se estão ou não presentes os requisitos da teoria da desconsideração. Vem ser meu sócio? Ô rapaz eu não posso. Vou dar um outro exemplo de contrato. vamos construir um grande condomínio lá no Recreio dos Bandeirantes. aí celebra o contrato entre o banco e a construtora e o banco vai fazer o investimento em dez vezes de duzentos mil reais. no total de dois milhões investidos. não importa a forma de remuneração. imaginemos um banco. em seus artigos 991/996 da lei que tá na apostila também. O banco vai parecer para alguém? Não. Quem quando comprar o cimento o contrato de compra. Alguém vai saber que o banco existe? Não.

família. Se ela não tem personalidade jurídica tem patrimônio? Ela não tem personalidade ela tem patrimônio existe patrimônio? O banco tem a construtora. vai ter dinheiro. O sócio oculto aí é o banco. aquele que vai trabalhar e vai fazer tudo no nome dele vai ser empresário e aquele que está por trás. Substancialmente. E os sócios ostensivos? Aí no nosso exemplo são a construtora e o meu primo. negócios à parte. família. porque ela é exceção para tudo. é o Leonardo. ta lá. por exemplo. ele não dará a esta sociedade personalidade jurídica. Porque exceção para tudo? Importante: Este contrato pode ser tanto verbal como pode ser por escrito. Então espera aí. a lei esta dizendo das sociedades sem personalidade: sociedade em conta de participação. vou fazer este investimento. e fica pactuado que vou receber uma porcentagem X lá da atividade. quem é o sócio ostensivo? . vai dar dinheiro o negócio!” Já que vai dar dinheiro. O banco fez o investimento na construtora e o Leonardo fez o investimento no primo dele. O que é uma sociedade de conta de participação? São estes negócios aí em que uma pessoa investe em outra para que este terceiro.Não. Será escrito ou verbal o contrato entre o milionário e o primo dele? Escrito. que recebeu o investimento. Isso é uma sociedade de conta de participação e eu peço que vocês olhem criticamente. o contrato entre o banco e a construtora será verbal ou será escrito? Escrito. Poderia ser verbal? Sim. no caso o banco formou a sociedade empresarial. como pessoas jurídicas. deixa tudo comigo. E ser for escrito precisa ser registrado? Se for escrito tem necessidade de registro? Não. E mesmo se for registrado ele dará personalidade jurídica a esta sociedade? Não. Qual o nome desses dois negócios? O nome deste negocio poderia ser muito bem chamado de um contrato de investimento. Então pode ser por escrito. o Leonardo não é empresário. Que o sócio. porque só formalmente ela é uma sociedade. desenvolva a atividade empresarial e distribua. e se for por escrito mesmo se ele for registrado na junta comercial. pode ser verbal para a sociedade. Tira um pouco do lucro e dê para o investidor na forma prevista no contrato. Podemos perceber que os participantes podem ser tanto pessoas físicas. não vou trabalhar neste negócio. poderia. Aí eu pego dou uma grana para ele e ele vai desenvolver o negócio. Tem um artigo dizendo: mesmo se o contrato for registrado ela não terá personalidade jurídica. eu também não quero criar nenhuma sociedade não quero nada disto. E o primo: . ela não tem personalidade. Vai dar dinheiro? Quanto? Uma quantia X. mais eu não vou fazer nada. “Aí Leonardo. o investidor pode o não ser empresário.79 E funcionário público pode ser empresário? Não pode ser empresário. Resolveu dizer que é uma sociedade em conta de participação. então essa sociedade mesmo se registrada ela não tem personalidade jurídica. ontologicamente ela é um mero contrato de investimento.

pois é um mero empréstimo. ele é empresário. Ela tem nome?Ela pode ser sociedade em conta de participação Bebão? Importante: Não. ela não tem nada. não tem patrimônio. Tudo é feito em nome de quem? Do sócio ostensivo. . A construtora quando tiver comprando o cimento vai comprar em nome de quem? Em nome dela. não tem personalidade. formalmente é uma sociedade. que é os cinqüentas reais? Não. se não tem personalidade não tem nome. então ela tem patrimônio? Não tem patrimônio.80 A construtora. só que ela é minha devedora agora. Quantos patrimônios têm aqui um. ela não tem nome. Então a sociedade em conta de participação não tem patrimônio porque ela não tem personalidade. até mesmo porque a sociedade não tem nome ele age em nome dele. Patrimônio é de quem? Tem patrimônio do banco e tem patrimônio da construtora. eu vou ter meu patrimônio e ela vai continuar tendo o dela. criou algum patrimônio isto? Não. Ela que aparece perante terceiros. Normalmente eu digo para vocês. Essa sociedade aqui tem patrimônio? Qual o patrimônio? Investimento seria o duzentos mil reais que tem de patrimônio de quem? A sociedade tem personalidade? Não tem personalidade. ou ele age em nome dele? Importante: Ele age em nome próprio. eu chego e empresto para ele. ela não tem personalidade. Não tem nada. É a mesma coisa. por isto estou falando. Porque o sócio não é empresário? Porque ele não age em nome próprio. ela não é nada. Quando ela tiver pedindo autorização da prefeitura ela vai tá pedindo autorização em nome de quem? Dela. ela é apenas um contrato de investimento que resolveram dar o nome de sociedade em conta de participação. ele age em nome da sociedade. dois ou três? Um patrimônio só? O meu patrimônio é o mesmo do que o dela? Não. Se ele age em nome próprio. eu continuo com o meu patrimônio e ela continua com o dela. ela não tem patrimônio. não tem nada. mero investimento. A única hipótese em que o sócio ele é empresário. te empresto cinco mil reais e empresto cinqüenta reais pra ela. Vai ter o terceiro patrimônio. E o sócio ostensivo ele é empresário? É ou não é? Ele age em nome da sociedade. há exceção para tudo. o sócio ele é empresário? Não. A união delas tem patrimônio? Não. ela não tem domicílio. Então emprestei para ela cinqüenta reais confundiu. cada um vai continuar com seu próprio patrimônio. Existe sociedade entre eles: sociedade em conta de participação que na verdade é um mero contrato de investimento. faço um investimento na sociedade. porque ele não age em nome da sociedade.

aí todo mundo vai habilitar. quarto encargos da massa. A responsabilidade da construtora é direta e ilimitada. Toda pessoa que age em nome próprio tem personalidade ilimitada. foi à falência a construtora. segundo trabalhador. se você olhar para ela sendo um contrato de investimento você resolve tudo. O banco por ser quirografário. o contrato é entre as partes. sexto garantia real. terceiro fisco. No caso a construtora no outro exemplo. oitavo . porque o contrato é celebrado com a construtora. E se toda pessoa que age em nome próprio tem responsabilidade ilimitada em regra. ela é um mero contrato de investimento. o banco ele tem alguma responsabilidade perante terceiros? Não. eu ou meu primo qual dos dois? Meu primo ele que é empresário. paciência. eles vão lá na frente. Tudo isto porque na verdade não e uma sociedade é um contrato de investimento. Se eles não conseguirem receber eles podem executar o banco? Não. sétimo privilégio especial. Bom se ela for à falência o que acontece? Primeiro antes de ir a falência. o que tem que fazer? Se habilitar como credor. não vai cair em pegadinha. E se for empregado? Acho a mesma coisa. se acham isso absurdo olhem ela não como uma sociedade. na verdade ele é o credor. ela vulgarmente conhecida como contrato de gaveta. Porque o contrato de trabalho é celebrado com quem? Com a construtora. Se alguém tiver que ir a falência quem vai a falência? O sócio ostensivo. Tem ou não tem? O empregado. porque não precisa ser registrado. quinto dívidas da massa. Esta responsabilidade é direta ou subsidiaria? Tem algum patrimônio para executar antes do patrimônio ostensivo? Não. Ele é um credor quirografário. Olha como é diferente: Numa falência do ostensivo o outro é tido como credor. só pode executar a construtora. por exemplo. e tem que se e habilitar para receber. Primeiro a receber é o trabalhador e uma ordem meio complicada que tem para tudo. aquele sem qualquer tipo de privilégio. eu sou empresário? Não. daí os peões não receberam. Se o sócio oculto investiu e não recebeu. a falência da construtora. o banco emprestou. tudo em nome dela. porque eu sou sócio oculto. olhem-na como um contrato de investimento. isto aí. Aí se resolve tudo. É completamente diferente.81 Quando ela tiver vendendo os imóveis o contrato de alienação do imóvel vai ser no nome de quem? Dela. Primeiro a receber acidente de trabalho. que é sócia ostensiva. ele investiu. a construtora foi à falência. tanto é que eu falo o seguinte: se a construtora for à falência. Tanto é que quando vai pagar um empregado o banco. o empregado tem que se habilitar lá na falência para receber. então a responsabilidade é direta. Tanto é que quem é o primeiro a receber? Os empregados. a construtora não pagou o cimento. Na falência do ostensivo o oculto vai ser considerado como credor. responsabilidade diretíssima. Pode o fornecedor do cimento Mauá cobrar do banco? Não. OBS: Olhem para ela e esqueçam que é uma sociedade.

Importante: Todos sócios respondem SIS. Alguém só vai querer responder por tudo que tem na vida? Não. Existe limite para esta responsabilidade. cem milhões vai. um responde por 25% e outro responde por 25%. Mas isto não vale perante terceiros. se pelo menos tem um sócio que responde em forma ilimitada. A sociedade em conta de participação é isso. pedido já para revogar. Porque entre eles pode existir uma limitação. porque pelo menos um dos sócios responde de forma ilimitada. sócio pode ser pessoa física ou jurídica. solidária. Que raio é isso? Subsidiário. Se tiver devendo cinco mil vai pagar? Vai. Pode escolher entre os sócios que vão acionar? Pode porque todos eles respondem de forma solidária. porque não é verdadeiramente uma sociedade. porque responsabilidade é solidária. Pode cobrar tudo do Leonardo? Pode. Se nossa sociedade não tiver dinheiro para pagar a Brahma. só pessoa física. neste caso todos respondem. Sociedade em nome coletivo. Três sócios. e se continuar sobrando distribui entre sócios. a casa de praia.artigos 1039 e 1044 OBS: Está em desuso. SOCIEDADE EM NOME COLETIVO – conceito na lei . pode se estipular o seguinte: Leonardo responde por só 50% do prejuízo. Os credores lá tentaram cobrar da sociedade não tem bens. por causa disto à responsabilidade é subsidiaria. vai receber como credor quirografário. dois milhões vai. entre os sócios pode existir uma limitação. pode executar os bens dos sócios. ilimitada. Mas neste caso a sociedade em nome coletivo teve algumas mudanças. que é perfeitamente legal. é um contrato de investimento. foi cobrar do Leonardo. Se a sociedade não tiver dinheiro para pagar. o carro? Pode. O sócio oculto vai receber como sócio? Não.Leonardo Marques e Cia Distribuição de Bebidas. Aqui. sociedade em nome coletivo . estes credores podem executar os bens dos sócios? Pode. Mas primeiro o credor tem que executar o bem de quem? Da sociedade. cem mil vai. não existe nenhuma na prática. A firma coletiva .82 privilégio geral. Conheceram agora a vulgarmente conhecida sociedade de gaveta. Ela utiliza firma coletiva ou denominação? Firma coletiva. Nesta sociedade quando não falar nada. embora a responsabilidade seja solidária. neste caso todos os sócios responde ilimitadamente. pago tudo só que depois vou receber 25% dos meus outros dois sócios. não tem limite. quirografário e se sobrar dinheiro vai para o subquirografário. o banco vai receber como sócio. Ilimitada. Pode ser sócio aí e nome coletivo e todos com responsabilidade SIS.

Por que não pode? Pergunta a doutrina. E acabou. Agora pode avalizar? Não pode. É possível a penhora? É possível. Se cair na prova vai cair o artigo 1043 do novo CC. porque a penhora é um ato antecipatório de uma futura venda judicial. às quotas pertencem a quem? À sociedade ou ao sócio? Ao sócio. em tese. então é isso. No STJ já pacificou. Bom. você assina a promissória em branco podendo a sociedade avalizar. porque a sociedade não tem filho. O filho é do Leonardo. e ele está devendo seis mil a escola. se for sociedade de pessoas não pode. aí a quota foi vendida em hasta pública. É possível aval em um contrato? O aval é uma declaração cambiaria e sendo declaração cambiaria só pode ser inserida em título de crédito. É claro que a escola pede o cara para assinar uma promissória também. não sei que tesão dá discutir isso. Combine primeiro o artigo 1043 com o artigo 102 do CC. o TJ o desembargador Mayrow Marinho é o da banca. .83 normalmente utilizada quando o sócio responde ilimitadamente. Já falei. quer dizer o seguinte: têm algum prejuízo para a sociedade de pessoas nessa história? Nenhum. Bom aí olha o que acontece: a jurisprudência pacificou por causa disso. A sociedade tem alguma coisa a ver com isto? Não tem nada a ver com isto. ou têm divergências? A doutrina adora essa divergência. mais a doutrina. tem quatro sócios aqui. mas para deixar mais completo combine o artigo 994. a doutrina continua dizendo que a lei não fala da matéria. então é isso. E a denominação é utilizada quanto todos sócios respondem limitadamente. por que faz parte do patrimônio do Leonardo. Tem quatro e aqui tem uma escola onde estuda o filho do Leonardo. Pode pedir a penhora ou não pode. Mas o novo código civil veio e deu uma solução para acabar com esse problema. Por que o terceiro vai entrar? Só entra se a sociedade quiser e se não quiser é só fazer a dissolução.7668/45. §3° com artigo 43 da Lei de Falências . O que tem o artigo 1026 do CC? Tem uma sociedade qualquer. o Leonardo saiu. Mas o que a doutrina discuti então? Ela discute o seguinte: Se for sociedade de capital pode. disso e disso. seria vendida por um terceiro e o terceiro em uma sociedade de pessoas. o TJ do nosso Estado. e então está claro. Adora essa divergência. falei então o que o artigo1026 está fazendo. Porque a jurisprudência já pacificou isso há muito tempo vocês estão certos. Pode o terceiro entrar sem o consentimento dos demais sócios? Então não pode? Porque se não quiser que esse terceiro entre ou se faz à remissão da dívida ou faz a dissolução de toda a sociedade? Faz-se a dissolução parcial. quer dizer que a jurisprudência mostrou. é possível a penhora. mas pega a parte dele dá para o arrematante. pronto acabou. agora pode a escola pedir a penhora das quotas que o Leonardo tem junta à sociedade. c/c 1026. Pode a escola executar os bens da sociedade? Pode ou não pode? Não pode não.

00 depositou em juízo e acabou. o dividendo que daria ao Leonardo vai entregar a quem? Vai depositar em juízo. vai abatendo. a escola pode escolher.000. vai liquidando.000. Então o que é liquidação? Vai ser feito o balanço. Opa. vai começar a vender bens da sociedade para liquidar a quota do Leonardo. Quando chegou aqui. Então todo lucro que era pra ser distribuído para o Leonardo. vai depositar em juízo em favor lá da escola. ele pode requerer a dissolução parcial. ele vai abatendo do valor da execução. E sabe a outra opção que é dada a escola? É. Não. talvez o juiz reserve parte para sua subsistência. ele foi depositado lá. já conseguiu os R$6. requeiro ao juízo da execução que a penhora recaia sobre minha casa de praia.84 Pega e dá uma olhada no artigo 1026. Porém. por conta do artigo 1026. cerca de R$1. fazer novos investimentos coisa e tal. mas é claro que vai liquidar toda a quota do Leonardo. vai demorar o maior tempão. até o necessário para aquela execução. Quanto o Leonardo têm de direito nessa sociedade? Ele tem X. se não tiver outro bem desembaraçado pode permanecer a penhora da quota. É a mesma coisa.00 anuais ou mais ia demorar o maior tempão eu não tiro lucro nenhum. O que é liquidação da quota? Vocês lembram? Lembram que antigamente eu falei que para evitar a entrada de terceiros fazia a dissolução parcial. Vai demorar quanto tempo para pagar os R$6.00? Quanto? Doze anos. ela pode pedir a liquidação da quota. ou sobre o meu automóvel. mas aí muda o seguinte. ela pode escolher o seguinte: receber os R$6. O que muda? O artigo 1026 não manda a penhora. não manda as quotas penhoradas para hasta pública. ou melhor. E se for à única renda dele? Não vejo problema nenhum. Dinheiro penhorado o que é pra fazer? Têm que converter todo lucro. Não é possível que você faça uma conjugação na prova da Defensoria para pode guardar um pouquinho para o cara sobreviver. O artigo 1026 vêm dizendo o seguinte: O credor particular de sócio pode pedir que a penhora recaia sobre as quotas dele na sociedade. está certo é escola. na verdade vai ser dada uma opção ao credor. Conseguiu a penhora. Então é feito o quê? Penhorou para que? A penhora vai ser diferente.00 através dos lucros dos dividendos da sociedade. Vamos supor que distribui de dividendo só quinhentas pratas. o que vai ser penhorada na verdade. Então se fizer a penhora do Leonardo aqui nessa sociedade. ele pode falar. e deposita em juízo. liquidou isso tudo. mas tal se não existir outro bem desembaraçado. desde que não exista outro bem desembaraçado. A liquidação da quota do Leonardo.500. Então pode ser feita a penhora por parte da escola? Pode. ou vai ou racha. . espera aí. não é? Vamos supor que a execução está lá na vigésima primeira vara cível.000. não conseguiu a penhora aqui. Mas isso é salário? Não tem natureza jurídica de salário. Aí o credor nunca vai receber. então pega o X. Quando tem dividendo. lá no artigo 1026. Está aí.

não estou falando ainda da regra especial da sociedade em nome coletivo. vai dar só os 5. prazo para existência: agosto de 2003. só vai poder requerer se à sociedade for prorrogada tacitamente. para a escola. Então ela não pode pedir a Liquidação da quota. Mas respondendo ao colega. continuou. tudo em prol do credor. Agora. vai poder escolher. É mais ou menos o seguinte: aquela sociedade em nome coletivo. Esta regra aqui se aplica para toda a sociedade. mas com a ressalva que vou fazer. o sócio do Leonardo devedor tem ¼ do capital social ele terá qual % do patrimônio liquido? 25%. Então no 1043 não temos a opção. mas também pra comandita simples. ela não pode pelo artigo 1043 requerer a Liquidação.00? Não. em juízo ou extrajudicialmente? Vai ser apurado extrajudicialmente. Mas veja o seguinte.00. o juízo só intima a sociedade para fazer isto. vai diminuir o que em relação ao Leonardo? A sua participação na sociedade. E se vender tudo? A parte dele era pequena vendeu tudo o que ele vai fazer? Vai sair da sociedade. Parte das quotas que ele tinha vai sendo vendidas. aí ela pode requerer a liquidação? . ela foi prorrogada tacitamente.00 que é do Leonardo. agora teria 400 quotas. no sentido de extinção) pugnar pela liquidação da quota do devedor. aí o credor vai poder pedir a liquidação? Vai desde que ele grite em noventa dias. Agora se a prorrogação for tácita. O credor na sociedade em nome coletiva. então vai ser liquidado o necessário para pagar. mas principalmente para a ilimitada. A opção é dada ao credor então. entenderam isso? Se a prorrogação for contratual ele tem que gritar em noventa dias. Então. qual vai ser a opção? Quem é que escolhe se vai ser por uma ou por outra via? O credor. Aí o § único diz: só vai poder pedir a liquidação se for houver a prorrogação tácita ou ocorrer à prorrogação expressa.000 quotas. A sociedade vai dar mais alguma coisa além de 5. o que é prorrogação tácita? Chegou o prazo ninguém falou nada. Vendendo toda a parte do Leonardo só deu 5. A sociedade vendeu toda à parte dele e mandou para a vara cível. A apuração de haveres é através do patrimônio líquido que terá por base evidentemente o capital social. está lá no 1043.85 O Leonardo tinha uma quota grande. Ele que tinha lá 1. de sócio (o Leonardo não pode antes de dissolver-se (da sociedade acaba. Agora quanto e o patrimônio liquido? Quem fará isto tudo.000. por causa disto só resta a receber através dos lucros. Só estou falando do artigo 1026. a contar da alteração do contrato. o que muda em relação à sociedade em nome coletivo? Temos que ir ao artigo 1043.000. chegou agosto de 2003 ela não foi dissolvida.000. por exemplo. e o que o safado diz? Ele diz assim: o credor particular (a escola). liquidadas para pagar lá aquela execução. que é isto? A sociedade em nome coletivo existia ate agosto de 2003. Essa é a exceção. Inciso primeiro e o segundo fala da prorrogação contratual ou expressa. em nome coletivo também. ai chega agora em junho os sócios se reúnem e prorrogam ela até agosto de 2010 e aí ela foi prorrogada ate agosto de 2010. seria prorrogada e o que diz no parágrafo único? Que o credor vai poder requerer a liquidação.

porque é prazo indeterminado. como é no coletivo por prazo indeterminado jamais a escola poderia pedir a liquidação. SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES O conceito está na lei. porque aí o credor deveria aguardar vencer o prazo para pedir a liquidação. manda aplicar 1026. porque a responsabilidade dele é limitada. se eles falarem eu não aplico o artigo como é que eu vou aplicar o artigo.86 Pode a qualquer momento. nos artigos 1045 a 1051. A primeira categoria temos os comanditados que só podem ser as pessoas físicas. ele não pode administrar. aplica as regras gerais do 1026. Tem duas absurdas. expressamente.. Pode ser Pessoa física ou jurídica. Então restrição do 1043 e só para a sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. ele não pode botar. E aí lendo desta forma cuidadosa o artigo 1043 está tratando da sociedade em nome coletivo por prazo determinado ou indeterminado? Se for por prazo indeterminado quando é que a escola vai poder requerer a liquidação? Nunca. Imaginemos quatro sócios aqui. Ele pode administrar? Quem que responde ilimitadamente é o comanditado. posso dizer que não aplico na hora da prova? Não.. não tem prazo. esta é a melhor interpretação do 1043 realmente. em 90 dias. já está sendo liquidada. aí ela não vai precisa requerer. essa interpretação é louca. O que é sociedade comandita simples? Ela é formada por duas categorias de sócios. porque se for por prazo indeterminado. com responsabilidade SIS. isso é novidade. Só posso pedir a liquidação se esse prazo for prorrogado tacitamente ou contratualmente. porque ele tem responsabilidade ilimitada. Se for tacitamente vai poder pedir a qualquer momento. Ela utiliza razão social ou denominação? Razão social somente ele o comanditado que pode botar o nome dele lá na razão social. Espie apenas um só que é o comanditado com responsabilidade SIS. rasgar o artigo aplicar o artigo pelo menos interpretando de que só se refere à sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. A primeira é aplicar literalmente. porque é lá daquele conceito da Justiça Federal. Ele pode colocar o nome dele lá na razão social? Pode ou não? Ele o comanditário? Só pode botar o nome lá na razão social quem tem responsabilidade SIS.. e se administrar o que acontece? Ele passa a ter responsabilidade SIS. Subsidiário fala se não quiser riscar. A terceira opção é deles também. Somente os comanditados que podem exercer a administração da sociedade. 1040. ou seja o credor pode requerer a liquidação a qualquer momento. Então como é que é aplicado o artigo 1043? Tem três formas de aplicar o artigo1043. Bem e o comanditário? É aquele que de otário ele não tem nada. ela faz distinção se é por prazo determinado ou indeterminado? Não faz pelo menos o caput não faz. O comanditado ele ganhou . o artigo está errado.1027. as outras duas são. três comanditárias três amigas e um comanditado. A segunda interpretação é pior ainda.. eu sou legislador por acaso. se ele botar passa a ter responsabilidade SIS. está ruim.

é possível? Sim. quatro comanditados e uma comanditária. mas olhem só: poderes específicos. o problema e o seguinte: enquanto está procurando um novo comanditado vai ser mais difícil. para uma pessoa. SOCIEDADE DE CAPITAL E INDÚSTRIA Não existe mais. vai desenvolvendo a atividade ate arrumar um cara. se ele administrar ele passa a ter responsabilidade SIS e aí? O Leonardo não vai poder viajar. até arrumar um novo candidato. vai ter até briga entre eles.O comanditado exerceu também o direito de retirada alegando quebra do affectio societatis. ela quer exercer o direito de retirada alegando quebra da affectio societatis. inclusive para o comanditário. e aí tem que ser dissolvida a sociedade. Agora vamos inverter: Quatro sócios comanditários e um sócio comanditado. E se não arrumar? Ela tem que ser devolvida. Vai parar a empresa? Não.87 um cupom e uma passagem para ficar um mês e quinze dias na costa oeste do Estados Unidos. que pode ser ate um comanditário. . com poderes específicos. Vou dar outro exemplo: cinco sócios. Isto é comandita simples. ou seja. E se surgir alguma coisa que não estava prevista. ele só terá uma responsabilidade se ele agir por dolo ou culpa. aqui e para administrar dentro daquele período até arrumar um comanditado. ele é o único comanditado. e dar aos demais sócios o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para eles arrumarem um novo sócio comanditário. aí já não é com poderes específicos. porque o comanditário tem responsabilidade limitada. Ela saiu da sociedade a qual tem comanditados e os comanditários. E se der uma procuração com poderes genéricos e ela administrar genericamente? Ela passará a ter responsabilidade ilimitada. Não vai ser difícil. um negócio? Passa um fax lá para o Estados Unidos acha o Leonardo para ele mandar uma procuração específica. quem vai administrar? Vai ter que ser nomeado um administrador provisório. vamos preservar a empresa em atividade. O problema não é este. Todos passam a responder ilimitadamente. bem específico. Qual vai ser a responsabilidade deste administrador? Limitada ou Ilimitada? Nenhuma dos dois. Pode esta administração provisória recair sobre comanditário? Pode. com poderes específicos? Não dá para saber. pode até mesmo um que era comanditado fazer uma alteração contratual e passar a ser comanditário. E se continuar funcionando mesmo assim? Ela passa a funcionar de forma ilegal. ou seja. fulana de tal sócia comanditária poderá realizar o contrato com o fornecedor tal e tal no períodos de tanto a tanto ate o valor de X. mas aí a lei falou: saiu só um e ainda tem sociedade. vai poder ser nomeado uma pessoa para realizar os negócios urgentes. Ele esta viajando. O comanditário pode administrar? Não pode. É possível. o administrador ele não tem responsabilidade pelas obrigações. o comanditado ele pode dar uma procuração. A sociedade vai ter o prazo também de cento e oitenta dias para arrumar um novo comanditado.

para tratar a limitada em uma lei especifica. mas na prática quem faz um contrato social? Os contadores fazem muito bem.. A limitada porque ela tinha esta aceitação toda? O que tinha de bom no decreto 3708/19? Primeiro o seguinte em relação as sociedades que nós vimos aqui. porque é fácil. Como uma sociedade tipicamente familiar. Na comandita são os comanditados.. na limitada ninguém. Imagina a limitada abrir mão. Tem um projeto de lei. Então as grandes duas vantagens são estas. Bom. Antes do novo CC. vem lá agora sociedade ilimitada. evolui e chegamos até aqui.. para fazer um contrato social. como é responsabilidade dos sócios na sociedade por corte L ou I? Limitada. então porque tanto adotam a limitada e não adotam a SA? A limitada é melhor do que SA. A segunda grande vantagem é o seguinte. agora fazer um estatuto.Como é a responsabilidade da sociedade ilimitada? Ilimitada. conselho fiscal.. de uma sociedade anônima fica complicado. Noventa e oito por cento (98%) das sociedades empresariais registradas na Junta adotam a forma de limitada. o nome já induz a um erro esta sociedade ela é limitada? . A primeira crítica é que estes artigos aqui burocratizaram a limitada. não lembro. Bom. vantagem dela é que todos os sócios respondem de forma limitada. Lá no coletivo todos respondem SIS. porque agora a limitada esta regulada nos artigos 1052 a 1087 do NCC e tem um projeto revogando estes artigos tramitando no Congresso. é a que cai na prova. limitada por limitada sociedade anônima os acionistas também respondem limitadamente. é prejuízo. quoruns para instalação da assembléia. ela era regulada pelo decreto 3708/19. nela não.88 SOCIEDADE COOPERATIVA É sociedade simples por conta do parágrafo único do artigo 982 do NCC. a segunda grande crítica vem em relação ao nome. houve uma evolução ela foi criada na Alemanha por volta de 1896 ou 92. SOCIEDADE ILIMITADA Que é sociedade ilimitada? Muita coisa pra falar. quorum qualificados. agora tem a assembléia geral dos sócios. Para que mexer em time que está perdendo? Para que foram revogar o tal amado decreto 3708? De tão amado que 98% das sociedades empresariais adotaram ilimitada pelo decreto 3708/19 ele era bom ou ruim? Excelente. na comandita o comanditado responde SIS. todos respondem Limitadamente.? Burocratizada esta é a primeira grande crítica. O que é limitada ou ilimitada é a responsabilidade dos sócios. tranqüilo. Podem ver que é uma evolução lá no coletivo todos estão com a cara na janela. porque é muito mais fácil você criar e muito mais fácil você administrar uma limitada e bem fácil sem nenhum demérito mais em tese tem conhecimento jurídico. só que esta segunda grande vantagem e aí que vem a primeira crítica.

Limitadamente. Se o capítulo for omisso você vai aplicar como regra a sociedade Simples. Distribuição de capital social: A cinqüenta mil. vou dar exemplos: sociedade de capital social Cem mil. porque só pode executar os sócios pela parte não intregalizada. esta a exceção. no artigo 18 do Decreto. Quanto falta para integralizar o capital social? Vinte mil. o C integralizou. O Leonardo integralizou a parte dele (A). o B integralizou. já falei. mas todos respondem pelo que faltar para a integralização do capital social. só tem de ativo 60.000. aquele que tem direito de retirada. C. O sócio D. Já vimos várias exceções quanto a responsabilidade limitada dos sócios? Desconsideração da personalidade jurídica. tendo os sócios A. aquele que não integraliza é xingado de sócio remisso. Em princípio cada sócio responde pela integralização de suas quotas. se este capítulo for omisso qual artigo que vai cair na prova mesmo? Importante: Artigo 1.00. Hoje o capítulo das ilimitadas (artigos 1052/1087 do NCC). ou seja. neste caso ele pode diluir o prejuízo com os demais. por isso ela foi à falência.89 Não ela responde como qualquer outra sociedade. falamos aqui. e de passivo quatrocentos e trinta mil. texto perfeito da Lei. continua com o mesmo nome designado no decreto. Importante: Só vai poder executar os vinte mil reais. o B quinze mil. então de cem mil. Antigamente a regra era aplicar S/A. olha sociedade limitada na verdade ela continua com o mesmo nome sociedade por cota de responsabilidade limitada. A responsabilidade dos sócios nós já vimos. Então aí o conselho de Justiça Federal mais uma vez desce o pau. mas se o D não pagar. é isso e acabou. legislação supletiva já vimos. . Como é responsabilidade dos sócios? A responsabilidade é assim. até o limite de vinte mil reais. Então: Trezentos e setenta mil de passivo. Pode executar até quanto? Havia quem sustentava os 40. Hoje a sociedade tem de ativo sessenta mil reais só. salvo quando o contrato mandar aplicar expressamente a Lei das S/A. a responsabilidade está no 1052. a sociedade há seis anos atrás. Qual é antigamente se o decreto das ilimitadas fosse omisso você procurava solução onde? Mandava aplicar supletivamente a lei da S/A. B. mas aí divide por três. Por quê vinte mil? Porque o que falta para integralizar. essa é a regra. isto quer dizer o seguinte: se esta sociedade for à falência e não tiver bens suficiente para pagar os credores.000. Estes credores podem executar os quatro sócios? Até vinte ou até quarenta mil? A integralização social é de cem mil. mas foi integralizado oitenta mil. Entenderam a responsabilidade? Vou dar último exemplo. Mas se tiver de dívida no mercado trezentos mil. É claro que se o sócio A pagar vai entrar com a ação de regresso contra o sócio D. Sócio dissidente. agora é aplicar a Simples. podem estes credores executar o sócio A? Pode. dá para executar quanto do sócio A? Vinte mil. quanto esta integralizado? Oitenta mil. D. ato ultravires societatis e Abuso da razão ou denominação social. Todos respondem de forma? Solidária.053. o D não integralizou. o C quinze mil e o D vinte mil. for um miserável. era assim. Mas isso já vimos. mas primeiro tem que passar pelos bens da sociedade. A pode entrar com ação contra D.

Obrigatória como? Como é a Assembléia? O procedimento está no artigo 1152 § 3º: o anúncio de convocação da Assembléia de sócios será publicado por três vezes. está lá como que vai ser feita a convocação. Falei disso quando falei dos direitos de sócios. que fala em jornal de grande circulação. é um gasto tremendo. no que couber o disposto para Assembléia de sócios. a previsão dela tem que esta aonde? No contrato social.. entre a data da primeira inserção e da realização da assembléia. convoca-se por jornal. as próximas deliberações aí sim. Não vou deixar minha sociedade ter um gasto publicando em jornal. Se é uma sociedade na qual eu participo. Antigamente não bastava a decisão dos sócios que representassem mais de 50%. se ele se mudou problema. entra o artigo que tem que adaptar. falei até que affectio societatis era motivo para retirada . a maioria absoluta. prazo de antecedência. Eu vou decidir qual será o procedimento e vou ter que especificar isto no contrato. E se esta sociedade tiver menos de dez sócios? Continua como era antigamente? Não. E aí mesmo se o majoritário quiser. Esse o contrato não estipular qual é o procedimento? A lei diz como é que vai ser.90 direito de retirada por prazo indeterminado. Mas hoje em dia não é nada disto. aquela coisa de fazer meio nas coxas. devendo mediar. ciclano. como é esta reunião? Assembléia vocês sabem que é no 11052. o antigo gerente eu não posso alterar. aí sim tem aplicação. estamos falando de atos futuros. coloco lá a convocação será por qualquer meio idôneo: por carta telegrama. mais de 50% do capital social. vou comunicar para todo mundo. era assim: dez sócios. não concordava com nada: temos que sentar. vou fazer o seguinte: uma proposta de alteração e vou ligar para os outros sócios. quanto tempo de antecedência. Antigamente podia o sócio gerente alterar o contrato social? Não podia. tal. aí posso exigir . parágrafo terceiro. tenho 60% ou 90% será convocado? É obrigatória a deliberação em assembléia se a sociedade tiver mais de dez sócios. conversar. de retirada.tal. a convocação da reunião tem que ser na forma do artigo 1. considera-se convocado aquele sócio em que foi expedido para tua residência uma notificação via Ar. Então vai ser possível o entendimento da seguinte forma: se o contrato social não disciplinar. o prazo mínimo de oito dias para a primeira convocação. Último tema da Burocratização: Assembléia de reunião de sócios nem tudo o antigo sócio gerente administrador pode decidir. ato jurídico perfeito. Como não? Aí ela vai poder tomar suas deliberações em suas reuniões de sócios.152. tal . AR. e de cinco dias para as posteriores. novas reuniões a se realizarem. e não assinava droga nenhuma. Vou mandar para assinar. Antigamente para haver alteração contratual. As deliberações anteriores você não muda. eu sou sócio majoritário. maior burocracia. alterasse o endereço junto a sociedade. desde que sócio que representasse mais de mais de 50% deliberava sobre o assunto as cotações. Concordam com a proposta fulano. ou seja. aí tem um sócio. quer dizer. de lucros. espírito de porco que não assinava. mudou como é feito isto? Hoje agora é assembléia geral. vou pelo mais simples. e a reunião? Não tem previsão na lei. Acabou aquela facilidade do cara ligar. era feito com a liberação dos sócios.. ao menos. como exercia este direito de retirada na sociedade por prazo indeterminado. se no contrato não falasse nada era por decisão da maioria absoluta. o que tinha que fazer antes para sair? Notifica com antecedência de 60 dias.. novas assembléias. aplica-se a reunião.

a regra agora é a maioria simples.. antigamente era tudo com a maioria absoluta e hoje ta tudo lá no 1. nós vamos estudar Conselho fiscal quando tratarmos de S/A. para dispensar a assembléia ou a reunião todos tem que deliberar por escrito.052?Pode. como também pode ser dispensada a própria assembléia ou reunião. não pode. sócios ou não. aí será terrível. depende da disposição dos sócios. mas deliberou por escrito.. Hoje não é mais necessária a analogia. aí tá a solução da lavoura. se todos deliberarem por escrito. nas hipóteses que acabei de mencionar. outra salvação da lavoura. . não pode. pois eram aplicadas supletivamente as regras das sociedades anônimas. Por causa disto que tem que haver esse negocio de convocação.. Ele é um órgão de existência facultativa nas sociedades limitadas.91 o cumprimento do 1152. pela própria essência do ato. não para passados. pois já temos previsão expressa. que é para atos futuros. mas mesmo naquela época a doutrina e a jurisprudência tinham o entendimento que era possível existir um Conselho fiscal das sociedades limitadas. O Conselho fiscal não é obrigatório nas sociedades limitadas. delibera contrariamente.. E mais se contrato não fala como será a reunião será na mesma forma da assembléia. desde que todos os sócios deliberem por escrito sobre aquele assunto. por isso a formalidade aí é essencial. porque não se obedeceu a forma prevista na lei. Logo. e como a regra a regra agora não é a maioria absoluta.. Pode ser dispensada essa publicação o 1. a maioria absoluta para pedir concordata. mas se existir ele tem que ser composto no mínimo por três membros. a doutrina sempre entendeu possível a existência de um Conselho fiscal nas sociedades limitadas. é muito similar à previsão legal da sociedade anônima. Devemos saber apenas que é possível o Conselho fiscal na sociedade limitada. a maioria dos presentes em assembléia ou reunião. 9 ª Aula . se derem por convocados. desde que todos os sócios. mais se ela que não concordou deliberar por escrito não tem problema. não precisa concordar todo mundo não. do novo CC. Podem ser dispensados. vai que na assembléia consegue convencer a galera. maioria absoluta para nomear administrador. por uma aplicação analógica da lei de S/A. Antes do novo código civil a sociedade limitada era regulada pelo decreto 3708/19. depende do que eles querem. agora a lei exige ¾ para a mudança do contrato. Este decreto não tinha nenhuma previsão sobre o Conselho fiscal das sociedades limitadas.02/08/2003 CONSELHO FISCAL NA SOCIEDADE LIMITADA É uma inovação do novo código civil a previsão legal de um Conselho fiscal para as sociedades limitadas. Pode ser dispensada da própria assembléia ou da reunião? Pode. ou seja. pra que consegue convencer. Se tiver a assinatura de 90% não pode mandar alteração para a junta comercial? Não pode. podem. mesmo sem previsão legal expressa. Neste ponto que vamos ter a diferença. Esta previsão está no código civil e. correrá o risco de muita deliberação ser tomada como nula. aí tem que convencer o espírito de porco. Pode-se dispensar dessa formalidade de convocação tanto na assembléia quanto na reunião? Pode. digam por escrito que estão cientes da data da data e da reunião ou da assembléia. então.076. e por último.. não vai precisar da assembléia no momento tão dispensados da formalidade de convocação..

Foi aproximada mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. Então. com o novo código civil. nesta o administrador vai ser nomeado em ato separado (ou termo de posse) junto à Assembléia geral. O diretor da sociedade anônima tem que ser acionista? Importante: Não. hoje existe administradores. o professor Fran Martins era de uma corrente no sentido de que era possível até ter o Conselho fiscal nas sociedades limitadas.92 Antigamente. e este delegava os poderes a um estranho. aproximou mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. A lei encampou a doutrina com essa pequena distinção. mas colocou que os membros do conselho fiscal não precisam ser sócios. mas a regra agora é que o administrador seja nomeado através de um ato separado. Ex: Somos 4 sócios. Importante: O administrador hoje (inovação) pode ser nomeado tanto no contrato social como pode ser nomeado através de um ato separado (isto é inovação). a doutrina entendia que poderia ter Conselho fiscal mesmo sem previsão legal. e ninguém entende nada de restaurante. pode-se nomear direto um administrador não sócio. a regra é que o administrador não seja nomeado no contrato social. com aquela tendência de se aproximar à sociedade limitada da sociedade anônima. no momento da prova pode-se perfeitamente escrever ato separado. um sócio gerente. hoje não. mas. mas a lei não diz. A irmã de um dos sócios sabe tudo sobre restaurante. ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA Aqui houve uma grande modificação. tem carteira assinada. um ato separado. Por isso que é errado ficar falando sócio gerente e sócio administrador. O contrato social não vai designar administrador. Chegava na Junta comercial e verificava no contrato social quem administrava a sociedade. Analisando o contrato social. o correto agora é falar tão somente . Daqueles 4 sócios ninguém quer trabalhar no restaurante. Hoje. Como é que se descobria antigamente quem era o sócio gerente? (hoje administrador). Isto. É igual na S/A. nomeava-se um administrador. nós sabemos que lá fora vai ser chamado de Termo de posse. e tem que ser levado na Junta comercial para que seja de conhecimento de todos. A única diferença da lei para aquela posição majoritária da doutrina é que hoje é possível o Conselho fiscal. Antigamente poderia nomear um gerente não sócio? Não. O Conselho fiscal será estudado mais detalhadamente mais adiante. quando não havia previsão legal. gerente agora é empregado. Antigamente havia os sócios gerentes. O novo código civil encampou essa corrente. Era uma complicação muito grande. acabou esta burocracia. Antigamente nomeava-se um sócio e esse sócio poderia até delegar o seu poder. mas não tem dinheiro para ser sócia. mas os seus membros deveriam ser sócios. A lei não diz o nome deste ato separado. tinha que ter previsão no contrato e etc. tinha que ter autorização de outro sócio. mas junto deste contrato social vai vir um ato designando um administrador. e aqui na sociedade limitada agora também não vai precisar. antes do novo código civil. mas os seus integrantes não precisam ser necessariamente sócios. Ele pode? Pode. então. É a única diferença. Hoje.

se for nomeado em ato separado. ou seja. No 1076 vem escrito: “Pelos votos correspondentes a mais da metade do capital social”. Destituição do administrador sócio. pois ele pode ser sócio como pode não ser sócio. só por decisão de 2/3. depende da maioria absoluta. caso o capital esteja integralizado a decisão é de 2/3. se for no contrato social será 2/3. é a maioria absoluta. se estiver designado no contrato social será 2/3. Ele não fala no quorum para destituição. mas este está lá no artigo 1060 e 1061. Caso seja através de ato separado. O não sócio para ser nomeado administrador tem que ter autorização do contrato. O 1071 está no inciso III . depende da decisão de 2/3. Eu (professor) acredito que nomeação seja maioria simples (opinião pessoal. é um quorum elevadíssimo. a maioria absoluta. ou seja. Na sociedade simples somente pessoas físicas podem ser administradoras. Então. seja ele sócio. jamais vamos falar sócio gerente ou sócio administrador. para colocar e tirar um sócio como administrador pelo contrato social. Mas em regra. é o quorum previsto no artigo 1061. Ex: Se um sócio nesta sociedade for nomeado administrador. agora. mais de 50%. é possível que seja a maioria absoluta. ele fala no quorum para nomeação. não tem jeito. então. então. depende da decisão da unanimidade. inciso III. nas duas soluções . Basicamente todos os quoruns estão previstos lá no artigo 1076. Pelo 1076 inciso II c/c 1071 inciso III. para o não sócio não tem. Caso o sócio seja nomeado administrador no contrato social. é a maioria absoluta. como ele não faz distinção. ele pode ter sido nomeado através do contrato ou em ato separado. vamos falar apenas em administrador. ele diz que não há proibição expressa. ele não sócio. porque ele pode ser sócio ou não. Realmente se fizermos uma leitura do capítulo que vai do artigo 1051 ao 1087 não fala nada. Se ele tiver 35% das quotas ele não sai jamais. Ela pode ser nomeada administradora?( Ex: tem 80% das quotas) O professor Fábio Ulhoa Coelho começa devagar. se ele não estiver designado no contrato é maioria absoluta. Foram os dois entendimentos com base no artigo 1076 incisos II e III. inciso II c/c 1071. Caso seja sócio em ato separado. artigo 1076. caso você aplique supletivamente uma lei ou a outra. A lei está empurrando mesmo para uma nova solução. Pode uma pessoa jurídica ser sócia? Pode. Para o sócio tem quorum para nomeação e para destituição. em regra. Importante: Destituição dos administradores não sócios. Isto porque tem que ter a decisão de pelo menos 2/3 para tirar ele de lá.93 administrador. Esse quorum que está previsto na lei é para nomeação. podemos até aplicar por analogia. aplica-se às regras da sociedade simples. é um quorum que não está previsto lá no artigo 1076. não é previsão legal) ou no máximo. Agora. Não sócio se o capital não estiver integralizado. Se for o sócio. De acordo com o artigo 1060. Caso esteja integralizado depende da decisão de 2/3. Decisão da maioria absoluta. E caso aplique subsidiariamente a lei de S/A? Na lei de S/A a pessoa jurídica também não pode ser administradora. logo. Por quê inciso II? Neste caso temos que ir no artigo 1071. não tem problema. Neste caso não tem este negócio de capital integralizado ou não e nomeado no contrato social. para tirar ele de lá só com “reza”. e se o capital social não estiver integralizado depende da decisão da unanimidade. quando o capítulo das sociedades limitadas é omisso.

Nós vamos fazer uma rápida previsão das hipóteses em que a responsabilidade vai ser ilimitada. Quais são as exceções. Na prática vem a execução fiscal e penhora logo o bem dos sócios administradores. Existem duas previsões legais no CTN a respeito da matéria. no momento da prova não é assim que deve ser respondido. o Fábio Ulhoa diz que quem vai responder isto é a jurisprudência e a doutrina a partir de agora (Não tem como decidir de outra forma. Os sócios respondem quando a sociedade não tem condições de pagar seus tributos ? Na prática responde. quando eles respondem ilimitadamente? Já foi visto muitos casos. Todos os sócios que aprovarem ficam responsáveis pelos prejuízos decorrentes desse ato ilegal de forma ilimitada. somente pessoa física pode ser administradora). no momento da prova é diferente. Logo. Ex: Suponhamos que tenha 5 sócios. Ex: Quando o sócio pratica um ato ultravires societatis . Este artigo diz que os sócios de uma sociedade limitada ficam responsáveis pelos débitos previdenciários. O artigo diz que os sócio que aprovarem a deliberação contrária à lei ou contrária ao contrato social respondem de forma ilimitada. a doutrina e a jurisprudência entenderam como qualquer . aí incluído as sociedades limitadas (Que nós já vimos que em regra ela é de pessoas). Seria uma teoria da desconsideração menor também.94 somente pessoa física pode ser administradora. só a pessoa física pode ser administradora. Outra hipótese: Artigo 1080 do novo código civil. Outra hipótese: Abuso da razão social da denominação. mas que está na lei. que envolve pessoas. Mas ato contrário à lei não é abuso da razão social? Não. e eu estou falando em deliberação de sócios. basta a sociedade não ter dinheiro para pagar que eles mandam penhorar os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). é o que está bem claro no artigo 1080 do novo código civil. É lá na justiça do trabalho. Mas neste caso tem que ser administrador. Os dois sócios que não aprovaram o ato não ficarão responsáveis. O fundamento é a simples insuficiência patrimonial. Outra hipótese: São os débitos tributários. É o artigo 13 da lei 8620. Outra hipótese: Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. esse é o entendimento amplamente dominante. mas os 3 sócios que aprovaram ficam responsáveis ilimitadamente. basta a insuficiência patrimonial da sociedade para você atacar o bem patrimonial. e as duas legislações supletivas dizem que somente a pessoa física pode ser administradora. A primeira previsão é a seguinte: Toda sociedade de pessoas. nós falamos em atos dos administradores. Tem um artigo altamente questionado. a exceção. ou seja. Porém. Já foi tratado que a responsabilidade do sócio é limitada. Outra hipótese: Vimos esta hipótese como teoria da desconsideração menor. limitada à integralização do capital social. nós vamos para a legislação supletiva. as sociedades contratuais. ou seja. dos quais 3 aprovaram e 2 não aprovaram. O Fábio Ulhoa Coelho não diz que a pessoa que a Pessoa Jurídica pode ser. Este ato que foi aprovado por 3 sócios é contrário à lei ou contrário ao contrato social. porque o abuso da razão social ou da denominação. Outra hipótese: INSS – Dívidas perante o INSS. A regra é que os sócios respondam limitadamente. Com isto verificamos que não há porque ter dúvida. pois se o capítulo é omisso.

comandita simples. aquelas que tem por ato constitutivo o estatuto. e o sujeito sabendo disso vai lá e pega a CND apresenta e dá baixa. Inciso III – “Os diretores. mas essa baixa que foi dada não foi uma baixa regular. Aí você pode dizer: Mas isto não dá. A responsabilidade é de todos os sócios de sociedades contratuais. OBS: Existem duas formas de liquidação irregular. excesso de poderes é ato contrário à lei ou ato contrário ao contrato social ou estatuto. sociedade em nome coletivo. então. mas com um bocado de débito tributário. acabou. Só quando o fisco consegue provar que o administrador agiu com excesso de poderes. já tem o fato gerador. às vezes o débito tributário ainda não foi lançado. A segunda previsão é o artigo 135. pois não foi dada a baixa. a lei nem discute. pois para dar baixa você tem que apresentar CND. Daí então vai para o caput. O imóvel era de aluguel e você já devolveu e não tem mais nada. A lei fala de pessoas. Na liquidação irregular. e a sociedade não tiver condições de pagar o tributo. Caso o administrador agir dentro da lei e na conformidade do seu estatuto. inciso VII não se aplica às sociedades institucionais. isto é considerado uma baixa irregular. são os tributos. passam 5 ou 10 anos e você não informa à receita federal. Aquele que tem 1% pode até pagar tudo e depois ele entra com uma ação de regresso face aos demais sócios. Isto está no artigo 134 inciso VII do CTN. mas a jurisprudência entendeu como sociedades contratuais. para que seja dividido o prejuízo. Então é automático isto? Não. Na prática é. Essa disposição do artigo 134. mas nem todas as CNDs são fidedignas. Essa é uma liquidação irregular. os sócios respondem como substitutos tributários. é aquela que os sócios vão lá na Junta comercial e dão baixa. mas que são fornecedores. mas ainda não foi feito o lançamento. estamos falando de sociedade limitada. Existe uma outra forma de liquidação irregular. o imposto não acabou não. assim fica mais fácil). mas na verdade não existe mais aquele seu ponto comercial. Isto é. inciso III do CTN (Leia 1º o inciso e depois o caput. Ex: Você não dá baixa na Junta comercial. Então. ou seja. se elas não pagaram os débitos tributários. Quando essas sociedades têm débitos tributários e elas são liquidadas. “Respondem pelos débitos tributários da sociedade quando agirem com excesso de poder”. mas todos os sócios respondem de forma ilimitada na liquidação irregular. Ex: Não estamos falando agora de S/A. não vai ser pago. os administradores ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado”. Por que está dizendo em tese? E está falando que na prática é diferente? A primeira coisa que o administrador manda parar de pagar quando o dinheiro está pouco. e pela lei quem tem . O que é excesso de poderes? È quando ele pratica ato contrário à lei ou ao ato constitutivo (Contrato social ou estatuto). fechou as portas. ele não paga. mesmo aquele que tiver 1% na sociedade. Todos eles respondem. nem de comandita por ação. Esta é a mais comum. vai ficar por isto mesmo. Neste caso todos os sócios respondem como substitutos tributários. também considerada pela jurisprudência. Isto quando perguntar em tese.95 sociedade contratual. Mas você só pode responder assim se o examinador disser que ele agiu conforme a lei e conforme o ato constitutivo. O artigo 134 não se aplica a sociedade anônima e a comandita por ações. mas no momento de se fazer a prova não pode responder assim. Neste caso. Ele deliberadamente pára de pagar os tributos para pagar outros credores não privilegiados.

é qualquer pessoa jurídica de direito privado que aplica a regra do artigo 135. substancialmente é contra ela e contra os administradores que agiram com excesso de poderes. O que o juiz faz? Manda recair a penhora sobre os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). O sócio para se defender vai agir como? A execução é contra a sociedade. portanto. E é aquilo que é o título executivo. também se aplica isto para a sociedade anônima. não é necessário extrair uma nova certidão da dívida ativa. na verdade não há problema nenhum. então. a certidão da dívida ativa foi extraída em nome de quem? Da sociedade. o sujeito pára de pagar justamente o fisco e paga outros credores. Aquele título executivo. e se violou a lei. na forma do artigo 135. Na prática todo mundo viola a lei. isto já é excesso de poderes. inciso III do CTN e tem os artigos da lei de execução fiscal. a penhora é recaída à mercedes dele (contra ele). ele está defendendo interesse próprio. Vejam neste caso que ele é aplicado tanto para as sociedades contratuais como para as sociedades institucionais. solidários. e a jurisprudência já está cansada de saber disso. Esta certidão. fundamento da execução fiscal. Mas o título executivo é contra a sociedade. Ele vai entra com embargo do devedor ou com embargo de terceiro? Tanto faz. não tem título contra o sócio e. Este ato de deliberadamente não pagar o fisco já é um ato contrário à lei tributária. no entanto. porque ela fala “Representante de pessoas jurídicas de direito privado”. para a comandita por ações. a jurisprudência e a doutrina já entenderam que embora formalmente ela seja extraída em nome da sociedade. eles ficam também como responsáveis tributários. Na verdade aquela execução formalmente é contra a sociedade. então. sem título não tem execução. por força de lei os sócios que agirem com excesso de poderes. aquela certidão da dívida ativa em nome da sociedade vale também contra o sócio.96 preferência são os empregados e o fisco (A fazenda). se é ele que está sendo executado é embargo do devedor. sociedade institucional. Na execução fiscal contra a sociedade. O correto é embargo do devedor. Este caso é com certeza substituição processual substancial. e não embargo de terceiro. inciso III do CTN. Está executando a sociedade x bebidas limitada. Tem que ser extraído uma nova certidão da dívida ativa em nome do sócio? Não. mas ontologicamente. eles aplicam lá o Princípio da fungibilidade. é ele que está sendo executado também. quer dizer. esta já está sendo violada. não fala sociedade contratual. então ele já responde ilimitadamente. Mas o sócio não é terceiro? Existe um fenômeno chamado substituição processual substancial (Liebman). e. e não interesse alheio. porque a própria lei já diz que ele responde por isso quando ele age com excesso de poderes e tudo mais. . Não foram encontrados bens suficientes para pagar.

. era empresarial. porque cooperativa independentemente da atividade dela. Foi uma das questões da prova da magistratura. ela sempre será sociedade empresarial. uma linguagem complexa. parágrafo único do novo código civil. O conceito de sociedade anônima está na lei 6404 e também em qualquer doutrina. com responsabilidade limitada a sua parte. É uma sociedade cujo capital social é dividido em partes. a sociedade anônima independentemente da sua atividade. já que o governador colocou como Companhia beneficente dos velhinhos de Jacarepaguá. Ela é empresarial? Não.. Na forma da lei de S/A e na forma do artigo 982. Não vai ser desmiuçado passo a passo. não pode ser sociedade anônima a sociedade beneficente. o lucro é direito essencial dos sócios. mas. possamos ter uma maior facilidade. só que é diametralmente oposto. Ah! Mas ela é empresarial. e tal. Poder não pode. Ela foi profundamente modificada em duas ocasiões. Isto não importa. Os titulares dessas ações recebem a denominação de acionistas. é a forma. visa o lucro. e portanto. não interessa qual é a atividade que ela está exercendo. que é a lei 10303 de 31-10-2001 (Só entrou em vigor em 2002). . a resposta vai estar na lei. Ah! Mas era sociedade beneficente. e.97 SOCIEDADES ANÔNIMAS Consideração inicial: Caso em algum concurso venha a cair alguma questão sobre sociedade anônima. ela sempre será tratada como uma sociedade empresarial. Às vezes a leitura da lei é “pesada”. Ex: Banco. é uma das hipóteses em que o que prevalece não é a substância. ela é empresarial. A forma dela prevalece sobre a substância. nós vamos passar uma visão panorâmica para quando examinarmos a lei. não tem com fugir da lei. e também temos outra lei modificadora. Isto que deveria ter sido feito na prova. Tem algum outro caso? Tem. Na verdade você teria que saber que essa Companhia era sociedade anônima. representada por ações. Então. pode ser até uma cooperativa de crédito. então. e se é S/A ela é uma sociedade empresarial. logo. o que prevalece é a forma. A pergunta da prova foi: Qual é a natureza da sociedade beneficente dos velhinhos? Não era filantropia. a atividade dela não importa. vai ser focado nas modificações da lei 10303/01. Prevaleça a forma e não a substância. tem termos técnicos. as cooperativas. Por isso que a cooperativa não está sujeito à falência nunca. A legislação aplicável para as sociedades anônimas é a lei 6404/76. A cooperativa tem sempre natureza simples (Civil antigamente). Em 1997. e tal. Ela vai ser sempre tratada como uma sociedade de natureza simples. A companhia beneficente dos velhinhos de jacarepaguá.

12. não interessa. pelo valor de 100 reais para integralizar em 4 vezes. A sua responsabilidade. Ex: Agora não pode vir: “Eifel S/A. Vai ser aplicado o novo código civil ou a lei de S/A? Em regra você vai aplicar alei de S/A primeiro. Y tem apenas que integralizar o que falta. e já recebeu 50. O artigo 1160 diz que: “A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social”. Você tem que saber apenas que é o valor de emissão. a responsabilidade é pelo preço de emissão. a responsabilidade dos acionistas é pela integralização do valor de emissão das ações subscritas ou adquiridas. a Companhia quer é receber os 100 reais. NOME EMPRESARIAL O nome empresarial da sociedade anônima está regulado no artigo 3º da lei de S/A e também no artigo 1160 do novo código civil. O artigo 3º da lei de S/A e o artigo 1160 do Código Civil. o valor de mercado (É o que está na bolsa de valores) é 13. o valor econômico (É com base em projeções futuras) é 14. que são duas parcelas de 25. A Companhia não vai se preocupar por quanto X vendeu a ação para Y. 13 ou 14? Não importa o valor. Pelo novo código civil tem que ter o objeto social. O que é integralização? Ex: A S/A está vendendo suas ações. mas te venderam por 12 reais. . Suponhamos que eu comprei essa ação. X pagou a 1a a 2a. O valor de balanço pode ser 200 reais.”. mas antes de pagar a 3a. X pode ter vendido por 2 mil reais para Y. Então nesse ponto vai ser aplicado o artigo 3º da lei de S/A ou o artigo 1160 do novo código civil? O artigo 1160 do novo código civil. X resolveu vender a ação para Y. O novo código civil nesse ponto (art. são quase a mesma coisa. isto porque a denominação tem que ser designativa do objeto social. que é o restante que falta à Companhia. o valor de venda é 12. A responsabilidade dos acionistas é limitada a integralização do preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.98 RESPONSABILIDADE Como é a responsabilidade dos acionistas? A responsabilidade dos acionistas é limitada. e te vende por 13. há pouca mudança. Ex: No balanço o valor das ações é 10. O que importa é o valor de venda. O valor de venda é o chamado valor de emissão. O Y vai ter que pagar mais 50. Na face o valor nominal é 11. Neste ponto o novo Código Civil. ela não quer saber por qual valor foi vendido de X para Y. Ex: A cotação está em 15 reais. porque é a lei especial. Eu tenho que pagar quanto? A responsabilidade é limitada ao que? A integralização é de 10. você sempre tem que pagar o que te ofereceram. 1160) foi específico ou foi genérico? Específico. Eu emiti essas ações de mercado. 11. agora tem que vir: “Eifel Construtora S/A”. e X comprou tais ações. pelo artigo 1160 é obrigatória a denominação designativa do objeto social. Não importa os valores. quer dizer. Porém. ela não consegue vender a 15. foi específico.

Não é muito técnico falar em Companhia de capital aberto ou fechado. A ordem dos fatores não altera o produto. mas o objeto social agora é obrigatório. você pode substituir a expressão “S/A” pela expressão “COMPANHIA”. Na verdade capital não é questão de aberto ou fechado. Ex: Companhia Eifel Construtora. Mas aí vem tanto o artigo 3º quanto o artigo 1160. Não só ações. O artigo 1160 fala a mesma coisa. por extenso ou abreviadamente.. Mas não é a mesma coisa que está no artigo 3º da lei de S/A? Só que na lei de S/A tem uma vírgula que diz:”. não é aberto ou fechado. Importante: Pelo artigo 3º você pode substituir. Antigamente era Companhia de capital aberto e Companhia de capital fechado. Com isso aqui não é necessária a expressão “sociedade anônima”. É a expressão S/A por extenso ou abreviada. não vai ser riscado nada. debêntures e etc. Então juntando os dois artigos você vai concluir que tem que ter o objeto social e que o “Companhia” só podendo estar no início ou no meio do nome. que é: A denominação tem que constar o objeto social.99 Importante: A denominação da S/A (Nome fantasia) + o ramo da atividade (É obrigatório) + o tipo societário (Que é a sociedade anônima). pode vir também Eifel Companhia Construtora. e pelo artigo 3º da lei de sociedade anônima não pode. é fixo. Ex: Eifel Construtora S/A. a lei veio e modificou. mas ações.. É só somar os dois textos. Somando os dois textos você vai concluir que o “Companhia” continua não podendo vir ao final. Nome fantasia (ex: eifel) + ramo da atividade (construtora) + sociedade anônima (Põe extenso ou abreviado). Esta observação que tem na lei de S/A não tem no novo código civil. É assim que é a denominação da sociedade anônima. É você juntar os dois artigos. O entendimento mais plausível é você fazer uma interpretação sistemática. não pode vir é no final do nome. Eu quero que você (CVN) me autorize a negociar meus papéis no mercado. porém não faz aquela restrição que não pode vir no final. não vai dar preferência nem para um e nem para outro. o art 1160 pára por aí. Companhia no início ou no meio do nome”. só pode vir no início ou no meio. só que o artigo 1160 acrescenta uma coisa. “A expressão Companhia substitui a expressão sociedade anônima”. COMPANIA ABERTA e COMPANIA FECHADA A expressão Companhia aberta e Companhia fechada vieram da lei 10303/01. pode substituir desde que Companhia venha no início ou no meio do nome. O artigo 1160 do novo código civil diz:”A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social (Ramo da atividade) integrada (Quer dizer que pode ser em qualquer local) pela expressões sociedade anônima ou Companhia. o capital é um valor só. e juntando os dois o texto é o mesmo. O que é companhia aberta? Companhia aberta é aquela que chegou para a CVN (É uma super autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda) e diz que quer ser uma Companhia aberta. . Eu quero que você me autorize buscar recursos no mercado. e o artigo 3º da lei de S/A continua dizendo que: Companhia não pode vir no final. Hoje pode ou não pode ser Eifel construtora companhia? Pelo artigo 1160 do novo código civil pode..

ou seja. Caso haja pessoas que não queiram vender suas ações por um motivo ou por outro não tem problema. não capta dinheiro no mercado. A obrigação da Companhia ou do controlador é apenas fazer a oferta. são apenas estratégias mercadológicas. O que é companhia fechada? Companhia fechada é aquela que não tem essa autorização. a Companhia quer se tornar fechada. ninguém vai querer comprar aquelas ações. Dada essa autorização a Companhia se torna Companhia aberta. a Companhia ou o controlador vai ter que fazer a chamada oferta pública. Fica muito mais difícil transformar aquela ação em dinheiro. eu estou criando uma Companhia e estou pedindo para a CVN para vender ações no mercado. Para ser Companhia aberta basta ter autorização da CVN. se você quisesse vender. OBS: Quando a Companhia é aberta. O fato de ser aberta ou fechada não que dizer que uma é melhor do que a outra. O valor dessa oferta pública por ação é o valor fixado segundo o cálculo previsto em lei. ou seja. se é uma Companhia aberta. Dois anos depois a Fiat tira o carro de linha. Ele vai comprando e vai aumentando a participação dele até se tornar majoritário. você não vende a por quotas limitadas na bolsa de valores. para cancelar essa autorização. e vai ser pedida a autorização. É igual à por quotas limitadas. . Na CVN vai ter um procedimento administrativo. ela tem muito mais liquidez. mas o acionista controlador vai quere compra-las por um preço baixo. ela é uma Companhia aberta. e como tal ela já passa a sofrer uma rígida fiscalização da CVN. ela não tem os papéis negociados no mercado. ele pede a autorização a CVN para se tornar Companhia aberta. Agora. Depois de um certo tempo então. aquela ação parava de circular no mercado. para que aí possa fechar a Companhia. Isto é uma verdadeira sacanagem. ela não quer mais que suas ações sejam negociadas no mercado de valor. Ex: Você compra um carro. Depois de certo tempo (4 anos) eu chego para a CVN e peço o cancelamento dessa autorização para vender os papéis no mercado. um lançamento da Fiat. Neste caso o carro que você comprou vai ser desvalorizado. E se não tem tanta liquidez o preço dela cai. Vendo isto o que a nova lei fez? Acabou com isso. a Companhia vai se tornar fechada mesmo assim. É a mesma coisa com a Companhia. por exemplo 3 anos. Vai ter que fazer uma oferta pública para comprar todas as ações que estão no mercado. e se o preço cai com certeza que o acionista controlador vai querer compralas (Praticamente foi ele quem aprovou na deliberação o pedido de cancelamento de Companhia aberta). O acionista majoritário que é ele mesmo vai aprovar essa deliberação. para ela tornar-se fechada. você já não podia pedir para o seu gerente (O banco) vendê-la lá no mercado de valores para você. pois já tem a potencialidade mercado. Numa Companhia fechada aquela ação não tem tanta liquidez. e antigamente a CVN cancelava aquela autorização.100 As Companhias abertas são aquelas que tem autorização para negociar seus papéis no mercado. Se o preço dela despenca. torná-la Companhia fechada. Para vendê-la agora você teria que vendê-la “de boca” para um amigo ou outra pessoa que se interessasse. Será um valor justo segundo a lei. Se ela tiver autorização e mesmo que ela nunca tenha vendido uma ação no mercado.

é o resgate sem a anuência dos acionistas antigos. por isso que às vezes tem essas controversas. aliás. uma vez depositado aí tomou as ações deles. A retenção de todo o lucro para poder aplica-lo num investimento. . quer dizer. fechamento de capital. Caso fosse prova da Defensoria Pública seria mais sensato você defender a primeira posição. que é sociedade anônima (Amaris Borba e Roberto Carvalhosa). a massa. O entendimento dos especialistas na matéria. e vai ter que sempre dar satisfação àquele grupo reduzido de acionistas. O controlador diz que vai comprar essas ações mesmo assim. Verifica-se quanto pagou por cada ação dos acionistas que não querem vender e deposita essa quantia num banco a disposição deles. logo. abertura de capital. fechada. porque a Constituição diz que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. então volta nas casas das pessoas e pergunta novamente se elas não querem vender mesmo as ações. sacrifica-se o interesse menor. O acionista controlador resolve então tomar as ações. Então para prestigiar o todo. É convocada uma Assembléia geral. cia. a teoria da preservação da empresa. Quando tem esse pequeno número de acionistas é como se fosse “uma pedra no sapato” da Companhia. depende do consentimento da unanimidade dos acionistas. e elas dizem que não. O professor vê nisto uma desapropriação privada. O professor entende que essa disposição é inconstitucional. e constatou que elas representam menos de 5%. o interesse da sociedade. que é a dos pequenos acionistas. deixando de lado um pouco essa visão jurídica. No momento da prova você deve sustentar as duas posições. e de repente chega no momento da votação e eles dizem que não querem. Entende que isso viola o direito de propriedade. algumas deliberações que interessam à Companhia ficariam dependendo da aquiescência de um pequeno número de acionistas. Uma transformação depende da unanimidade. é o chamado resgate compulsório. Algumas deliberações dependem da unanimidade dos acionistas. Essa segunda posição eles têm razão no que falam. porque ela vai ter que correr. Quem manda na Assembléia geral é quem tem mais votos (Quem tem mais votos é o acionista controlador). Essa segundo posição é de autores como Roberto Carvalhosa que é um especialista em S/A e também dos economistas. o interesse insignificante dentro do conjunto econômico (Menos de 5%). sobre o estudo do cia. foram economistas. pois ele reverteu à propriedade em seu favor por interesses privado.101 Vamos supor que o controlador tenha feito as contas. Eles se preocuparam exclusivamente com a visão econômica. aberta. uma expropriação privada. sacrifica o interesse desses acionistas que vão ser colocados para fora do quadro. 10 ª Aula – 16/08/2003 Sociedades (continuação) Estávamos falando sobre as sociedades. Quem fez a lei de S/A não foram os advogados.

000. pergunta-se: Esta Cia teve lucro ou não? Teve alguma coisa para tributar? A resposta é negativa.000.000. Sabemos disto tudo.000.000.000.000. 31/12/2002 esta Cia estava lá com o patrimônio líquido de R$200. não é? O negócio está indo bem? Já que é bom para todo mundo. está sempre sujeita à falência. Vamos imaginar 20% de inflação do ano. . Isto até 1994.00 (cem milhões) chega no final do ano com R$120. Mas ela chegou com R$200.00 (cento e vinte milhões). Uma coisa nós sabemos: Aumentando o de capital social da sociedade é bom ou ruim para os credores de uma sociedade? Isto é bom. Este cálculo está errado porque devemos verificar qual foi à inflação do período.00 (oitenta milhões de reais) e o governo está tributando em cima de R$100.00 (cem milhões de reais) e isto foi ótimo para alguns advogados que tem a grande chance de se tornarem ricos através da ação milionária.00 (duzentos milhões). não há burocracia. Vou dar um exemplo aqui e vocês vão me dizer o que é certo e o que é errado: Criamos uma Cia em 01/012002 e o capital social dele iniciou-se com o capital de R$100. Sabe o que esta Lei 9249/95 fez? Esta lei proibiu a correção monetária nas demonstrações financeiras e proibindo a correção monetária.000. O lucro efetivo foi de R$80. sobre o lucro fictício.000. pois surgiu uma através da Medida Provisória que se transformou na Lei 9249/95. portanto.00 (cem milhões de reais)? Não.00 (cem milhões). ela vai está aqui: Cia. Há uma pressão enorme dos empresários sobre este assunto. logo.102 Sabemos que toda a sociedade anônima de capital é empresária. ação de repetição de indébito.000.000.00 (duzentos milhões). vai se aumentar à margem de tributação. sabemos da legislação precária.000. E o que mais precisamos saber? Vamos falar sobre o aumento e diminuição do capital social.000. sabemos que temos uma lei de 31/10/2001 que modificou a lei das sociedades anônimas. de Capital Autorizado. O professor como membro do Ministério Público procurou jurisprudências sobre o assunto e recentemente conseguiu uma decisão do STJ reconhecendo que isto é uma sacanagem que o Governo fez e desde 1995 está assim. qual seja.000. ou seja. não teve lucro e não teria nada a tributar. a tributação tem que incidir em cima de quanto? A tributação deve recair em cima do valor menos a inflação do período.000. Houve lucro de R$ 100. Esta Cia que se iniciou com o capital de R$100. Aumento de capital social Mas existem várias formas de se aumentar o capital social de uma cia.000. Nós vamos começar pela correção monetária.000. e nós vamos tratar aqui de quatro formas de se aumentar o capital social.000. é tranquilíssimo o aumento de capital social.00 (cem milhões). No final do ano. Assim o Governo está tributando sobre a própria inflação. Qual a margem que vai incidir a tributação? A margem da tributação vai incidir em R$100.

é a chamada Cia de capital autorizado.00 (duzentos milhões).000.000. o órgão responsável a autorizar este aumento será o Conselho de Administração ou pode deixar a Assembléia Geral mesmo.00 (três milhões de reais) a mais. iria dar uma maior burocracia. Hoje nós sabemos que só temos R$2. E lá estão previstas as condições. hoje e sabemos que daqui a cinco anos vai precisar que elas tenham. Como se faz? Nós poderíamos montar a Cia com o capital de R$2. fechada. podem ter ou não capital autorizado. Eu coloquei R$200. pois poderia ser de dez.00 (dois milhões de reais) e chegar daqui a cinco anos alterar o estatuto e aumentar o capital social para R$5. Ok? Entendido o absurdo? Conclusão: O artigo 167 da S/A está sem eficácia. Como é a Cia de Capital Autorizado? Muitas pessoas pensam. mas não é nada disto. Daí os empresários estarem loucos que voltem a regra do artigo167 da S/A a fim de corrigir monetariamente o capital e com isto diminuir a margem de tributação. Aberta quanto a Cia.000. estou dando um exemplo. Fechada.000.000. . que não é o caso de vocês. para aqueles que nunca leram a lei de S/A. Como é que isto? Vamos montar uma Cia.00 (cinco milhões de reais). que se trata de outra espécie de sociedade anônima.00 (dois milhões de reais) e uma cláusula dizendo: “Desde logo está autorizado o aumento do capital em mais de R$3.000.000.00 (cinco milhões de reais). um capital de R$5.000.000. demora um pouquinho a embalar. ser de um exercício consecutivo. porque se trata de questão nova e agora que está chegando ao STJ.000. ou poderia ser outra condição. A boa oportunidade de ganhar dinheiro vai acabar porque com a reforma tributária vai voltar a correção monetária sobre as demonstrações financeiras. Então vai se colocando todos os requisitos: Essas novas ações que representar estes R$3.00 (três milhões de reais) vão estar representados em tantas ações ordinárias. por exemplo.000. Eu encontrei esta decisão da 4ª turma do STJ.000.000. o artigo 167 da S/A está sem eficácia.000.000. mas não é a posição majoritária.000. Tanto a Cia. Segunda modalidade de aumentar o capital social.000. sem aplicação e sob o ponto de vista empresarial é uma monstruosidade jurídica a Lei 9249/95. em tantas ações preferenciais das classes tais e tais e tais. para vocês analisarem e terem uma idéia de que isto faz diferença.103 O que diz o artigo 167 da Lei de S/A? O artigo 167 da S/A diz que tem que ter correção monetária. mas em razão desta Lei 9249/95. estes R$3.00 (dois milhões de reais) e que demora a Cia pegar o embalo e não há necessidade de pegar os R$5. por exemplo.000. aberta e Cia. As espécies de sociedade anônima são: # Cia. Mas o que a lei faz? A Lei faz o seguinte: Quando estamos criando a Cia hoje colocamos lá assim: *Capital social: R$2.00 (três milhões de reais) desde que estejam preenchidas as seguintes condições”.000.00 (cinco milhões de reais) vez que ela não está em pleno funcionamento.000. Este aumento só pode ocorrer depois que a Cia der lucro por quatro exercícios consecutivos. os antigos acionistas vão ter ou não direito de preferência a elas.

solta lá no mercado e dá mais uma segurada. Por exemplo. conseguir a autorização da CVM para colocação das ações em mercado. só quando efetivamente aumentar o capital autorizado. Quais são os benefícios disto? Evita a alteração do estatuto. em momento oportuno. uns quarenta e cinco dias aí. emitir debêntures conversíveis em ações. você sabe que não vai aumentar. É muitíssimo utilizado.104 Por quê isto? Porque isto vai ficar como uma carta na manga.99% da prática o Órgão que vai dizer o momento oportuno de lançar as ações no mercado será o conselho de Administração. ainda evita a convocação de . ela não precisa pedir dinheiro emprestado ao banco. A Cia se auto-financia. Foi perguntado na outra turma: Estes R$3. depois de cumprido tudo isto vai colocar por baixo uns trinta dias. etc. teria que convocar a Assembléia geral. Normalmente é utilizado pela Cia aberta para jogar no mercado as ações. sabe-se lá quantos dias de antecedência. aí você emite um título que quem comprar. mas a Cia só vai ter o comprador do título como acionista. quer dizer é um excelente instrumento para você auto-financiar a Cia. Evita tudo isto se o Estatuto tiver uma cláusula autorizando. pergunta-se: O que aconteceu com a cotação? Já deu uma caída porque os investidores já estão sabendo que ações estão em baixa.000. você pode emitir vários títulos. Conclusão: Com o capital autorizado. Além de evitar a alteração do Estatuto. pois constitui num gasto enorme: cafezinho. para lançar as ações em mercado. É muitíssimo utilizado e pode ser utilizado tanto pela Cia aberta quanto pela Cia fechada. Quem é o Órgão responsável para dizer qual é o momento exato em que as ações serão lançadas no mercado? Pode ser a própria assembléia Geral. parte beneficiárias conversíveis em ações.00 (quinhentos mil) aí vai a Cia e aumenta de uma hora para outra e a Cia não perde tempo. mas você quer o dinheiro hoje. ou seja. por exemplo. o Conselho de Administração para aumentar o capital não vai precisar alterar aquele estatuto porque este estatuto já autorizou aquele aumento. Isto permite o que nós chamamos de auto-financiamento. A Cia recebe dinheiro hoje. leva mais tempo. quando preenchidos estes requisitos o conselho de administração ele não terá que aumentar o capital social vez que ele desde de logo já vai está autorizado. quando você aumentar quem comprou aquele título vai poder trocar por uma ação. 99. Então é um importantíssimo instrumento de autofinanciamento das Cias. o mercado só tem condições de absorver no momento R$500. elaborar a alteração do estatuto. preencheu os requisitos. desde que já estejam atendidos todos os requisitos daquela cláusula autorizativa. Se não estivesse esta autorização no estatuto e a Cia precisasse de dinheiro. Cotação está curta. Assim a Cia perde uma grande oportunidade de conseguir um preço bom para as tuas ações.00 (três milhões de reais) precisa ser aumento num só momento? Não. evita a convocação da assembléia. que são títulos que você sabe que não vai aumentar.000. mas. publicação em jornal. aprovarem assembléia e levar para o arquivamento na junta. quer dizer. Por quê carta na manga? Porque quando chegado o momento. Quando ela precisa de dinheiro e vê um momento oportuno vai e lança as tuas ações no mercado. Na Cia de capital autorizado.000. o último aumento efetivo.

como o momento exato de jogar as ações no mercado. vai ficar do jeito que está”. há R$2. aumentar as instalações da Cia. etc. Sabe-se que este quantia não está em dinheiro. Mas você vê lá no balanço esta reserva. Por exemplo. O próprio conselho pode deliberar e ainda tem outras facilidades. Pode ser feita uma reserva. Vamos falar da Capitalização de Reservas. ela está obrigada. paga aquilo. .000. Reserva é isto. porque depois do lucro líquido o que a Cia pode fazer? A Cia pode faz o seguinte: Quem guarda tem. Este dinheiro vai ficar lá no banco. por exemplo. ele não precisa estar necessariamente representado em dinheiro. às vezes está em banco. para investimentos. este dinheiro só vai aparecer monetariamente no balanço. é uma reserva imposta por lei. por exemplo. paga isto. Ela chega e faz uma poupançinha para. está em bens. que é aquela que mesmo que a Cia não queira fazer. A reserva é como se fosse uma poupança interna. Por quê? Porque aquele dinheiro. na prática está materializado no próprio ativo da Cia. Tem que guardar um dinheiro para pagar o PDV dos funcionários. O que isto tem haver com o aumento do capital social? Fizemos uma reserva. A Cia pega parte do lucro e constitui em reserva. separado? Nada disto. de repente lucro líquido: tanto. vai o diminuindo o capital. faturamento bruto da Cia. há um bom dinheiro guardado para aumentar as instalações da Cia. maquinário. Pode fazer uma reserva para. Estas outras reservas são denominadas de reservas estatutárias. em caixa. Uma é prevista na lei. Como assim. poder suportar os rigores desta entre safra ela faz uma reserva a fim de não ficar sem capital nesta fase. como a Wolksvagem. para o PDV. como se fosse um cofrinho da Cia. e as outras podem ser criadas pelo próprio Estatuto de acordo com a vontade da Assembléia geral.105 Assembléia. Conclusão: Só pode distribuir lucro depois que separou o dinheirinho da reserva legal e de outras reservas. estoque da Cia. como parte do lucro. permitir o auto-financiamento da Cia. Então o objetivo daquela reserva se perdeu. pagamento de tributos. uma empresa que trabalha com cana-de-açúcar e chegando o “Euninho” vai sofrer a conseqüência da entre safra. Ainda existe a reserva legal.00 (dois milhões de reais) para aumentar as instalações da Cia. Está este dinheiro está contabilmente separado lá para reserva de investimento e foi decido em Assembléia Geral o seguinte: “Não vai se aumentar nada porque o país está em recessão. O limite da reserva legal é de 35% do capital social. O cofrinho só agüenta 35% do capital social. mercadorias. no próprio ativo? Estão representadas em bens.000. reserva legal. Capitalização de Reservas O que é capitalização de reservas? O que é reserva? A questão é o seguinte: Final do ano. que acabamos de explicar. aí eu vou receber? Não. para o plano de demissão voluntária.

já entendemos o que é capitalização das reservas. mas acaba de ser furtado. Foi apenas uma jogada contábil.000.00 (cem milhões de reais) representados por tantas ações e quer aumentar em mais tantos milhões. porque vai mexer com lucro. de trinta e tantos por cento”. pois aquele dinheiro que aumentou o capital social deveria vir direto para o bolso do acionista. Nos demais casos é a Assembléia Geral.000. Ela não quer distribuir dividendo. é por isto chamado de Capitalização das Reservas. ela tem destinação específica.00 (sete milhões de reais). emite-se novas ações para representar este aumento. ou seja. desistiu do investimento e ao invés de distribuir este dinheiro que está sobrando para os acionistas. As reservas estatutárias podem ser alteradas. salvo numa hipótese em que este aumento pode ser deliberado pelo próprio Conselho de Administração que é a Cia de Capital Autorizado.106 O que vai se fazer com aquele dinheiro? Ele deveria ser distribuído em dividendos para os acionistas. mas tem que ser deliberadas pela Assembléia Geral que é exatamente a convocação de todos os acionistas. a Cia.000. aumenta o capital social.00 (cinco milhões de reais). Mas quando ela emite novas ações? Ela vai capitar dinheiro no mercado.000.000. Como se aumenta o capital social emitindo novas ações? Emitindo novas ações. logo. Não tinha R$2. A reserva legal no máximo que você pode ser feito com ela é utilizá-la para suprir perdas oficiais ou judiciais. Então aquele dinheiro que estava separado para investir.Na correção monetária. com aumento estimado num percentual. . felicitações por suas ações serem valorizadas pela capitalização de reservas.00 (dois milhões de reais) de reserva. automaticamente foi aumentado para R$7. Lembre-se sempre que dinheiro distribuído em dividendos nas Cias. . Já entendemos o que são reservas. Pega aquele dinheiro que estava em reserva e o transforma em capital social. Cia que distribui dinheiro está jogando dinheiro pela janela. lucro é direito essencial e está disposto lá no artigo 109 da Lei de S/A.000. o aumento de capital será através de uma mera atualização (aqui não entra dinheiro). você não pode tocar na reserva legal. Duas observações: Esta é a primeira observação: . O que vai acontecer com todas as ações? Os valores das ações vão aumentar e todos os acionistas receberão uma cartinha: “Com congratulações. sendo que o capital da Cia. .000. por exemplo. não tem que se falar. E o acionista ri à toa.Na Capitalização de Reservas o capital já está na Cia.000. é dinheiro rasgado. OBS: Existem algumas reservas que não podem ser transformadas. parabéns. Então aquele dinheiro que o acionista iria receber no bolo. era de R$5. E quem tem competência para aumentar o capital social? Quem tem competência para aumentar o capital social é a Assembléia Geral. Tem um capital de R$100. por exemplo. O que a Cia faz? Ela transfere da conta de reserva para conta de capital social. palavras por meio das quais alguém se congratula com outrem. na verdade teve apenas as suas ações valorizadas. como distribuição de dividendos.Na Cia de Capital autorizado o aumento de capital é com a capitação de recursos vez que esta Cia está autorizada a emitir ações no mercado (aqui entra dinheiro).

houve a redução do valor de algumas ações. “Isto é que cai na prova!” Quais são as burocracias? A questão é a seguinte: 1. 2. desde que exercido em 30 dias.00 (um milhão de reais).107 A segunda observação é a seguinte: Para jogar novas ações no mercado tem um requisito. Ex: Montou-se uma sociedade com R$1. Então na Cia de Capital Autorizado. É cheio de burocracias. A diminuição pode ser por prejuízo que é o comum. reduziu o capital social e diminuindo o capital social. segundo disposição legal a contar da aprovação Assembléia Geral que vai aumentar.00 (três milhões de reais). E se emitir novas ações sem ser Cia de Capital Autorizado? Neste caso tem direito de preferência sim.00 (quatrocentos mil reais) quanto deve estar integralizado? Deve estar integralizado R$300. Destes R$400. o acionista tem trinta dias para manifestar o direito de preferência.000. A lei diz que em regra.00 (quinhentos mil). o direito de preferência pode ser suprimido. mas pode se dá quando o capital social é considerado excessivo. Diminuição do capital social A diminuição do capital social é bom ou ruim para os credores? É ruim para os credores. mas na verdade só precisa de R$500. diminui a garantia dos credores. a cláusula que existe lá pode vir autorizando o direito de preferência do acionista. está com dinheiro parado e dinheiro parado é dinheiro perdido. Ex: Tem uma Cia. de Capital Autorizado. Competência para diminuição do Capital social? A competência é a da Assembléia Geral e normalmente se dá através das perdas. então se reduz para o quantum necessário.000.000. Como ocorre a diminuição do capital social? Convoca-se a Assembléia Geral para a diminuição do capital.000. Como vai aumentar o capital jogando novas ações no mercado? Quem já é acionista tem direito de preferência? Se for Cia.00 (trezentos mil reais).000. pelo menos ¾ das ações existentes devem estar integralizadas.000.000.000. logo. prejuízos financeiros. Aí esta ata da Assembléia será publicada em jornal de grande circulação. . Antigamente este prazo era intangível.00 (quatrocentos mil reais) e eu quero aumentar o capital social para R$3. com o capital social de R$400. Achamos que precisaríamos de muito. só que o Estatuto pode modificar este prazo para o exercício do direito.000.000. ou por ser o capital social considerado excessivo. Deve estar integralizado pelo menos ¾ do capital social. mas na verdade está excessivo. Ex: Os acionistas que quiserem exercer o direito de preferência deverão manifestar suas intenções em cinco dias a contar da publicação da ata da Assembléia.

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Primeiro requisito: Publicada esta ata, todos os credores quirografários podem impugnar esta redução, desde que o façam em sessenta dias, prazo decadencial, a contar da publicação da Ata da Assembléia que autorizou a redução. Como é feita esta impugnação? Através de carta, notificação através do Cartório. Ex: Os credores quirografários notificam a Cia dizendo que não concordam com a redução do seu capital social. Não precisa dizer o motivo, basta impugnar. Diz a lei, isto não é questão de validade é apenas conveniente, que a cópia desta notificação seja averbada lá na junta comercial. Por quê? Porque aquela ata da Assembléia é levada à junta comercial para levar o registro da redução do capital social. E havendo impugnação a junta comercial vai registrar? Não, porque vai cair em exigência. Ex: A junta comercial dirá: “Não vou arquivar a alteração deste Estatuto porque teve a impugnação do credor fulano de tal”. Resultado, a Cia vai poder reduzir? Não. Só vai poder reduzir desde que pague este credor “espírito de porco” ou faz o depósito judicial. Para impugnar o credor precisa está com o teu crédito vencido? Não porque isto é uma garantia dele. Precisa pagar todos os credores quirografários ou só aquele credor que impugnou? Somente os credores quirografários que impugnaram. E se ninguém impugnar? Se ninguém impugnar trata-se de um aceitação tácita. E se aquela Cia tiver credores debenturistas? A lei exige que se tenha aceitação expressa. Como é que isto? Tem que ser convocado um Assembléia de debenturistas e aí juntos vão decidir por maioria a redução do capital. Aí neste caso depende dos debenturistas convocados numa Assembléia especialmente para conceder esta autorização. O que é credor debenturista? Eu vou explicar debêntures mais tarde. Mas a Cia pode fazer, por exemplo, um empréstimo no mercado no valor de R$10.000,00 (dez mil reais) e feito isto ela devolverá com juros de 1,70% ao mês, corrigido pela TR. Vou devolver o dinheiro em, por exemplo, dez anos e pagar juros de três em três meses. Você que emprestou dinheiro à Cia compra uma debênture e com aquela debênture você recebe juros de três em três meses de 1,70% ao mês e no final dos dez anos, por exemplo, você vai lá e recebe o principal, corrigido monetariamente pela TR ou pelo que seja. Estes debenturistas podem ser de quatro categorias: Credores com garantia real – Quando a Cia dá uma garantia para o credor um imóvel tal. Credores com garantia flutuante – Quando a Cia dá como garantia ativos da própria Cia. Credores quirografários – Não possuem garantia Credores sub quirografários.

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Em princípio, a Cia tem que ter a concordância de todos os debenturistas, mas o professor diz que não concorda, ele entende que os debenturistas com garantia real e com garantia flutuante não têm interesse em impugnar a redução do capital social. Por quê? Porque os créditos deles já estão garantidos. Ele entende que só os credores debenturistas quirografários e os subquirografários são os que têm que serem convocados para autorizar ou não aquela diminuição, vez que os demais não estão sujeitos a qualquer prejuízo com a diminuição do capital social. Como a lei não fez distinção, em princípio então, será toda e qualquer espécie de debênture. Como se posiciona a doutrina? A doutrina não enfrenta a questão. O professor já leu uns seis livros e nenhum enfrenta a questão. Órgãos sociais As Cias têm uma pesada estrutura e temos nelas vários órgãos, cada um com sua função, temos a Assembléia Geral, temos o conselho de Administração, temos o Conselho Fiscal e temos a Diretoria, cada um com a sua função. Vamos falar de todos eles e vamos começar pelo maior, qual seja, a Assembléia Geral. O que é a Assembléia Geral? A Assembléia Geral nada mais é do que a convocação dos acionistas para deliberar sobre determinado assunto ou vários assuntos em pauta. A doutrina diz que é um órgão supremo, órgão máximo, mas não podemos nos esquecer da posição de Rubens Requião, qual seja, ela é suprema, ela é máxima, mas está sempre subordinada à lei e ao próprio Estatuto. O que é importante falarmos em Assembléia Geral? A Assembléia Geral foi dividida em Assembléia Geral ordinária e Assembléia Geral extraordinária. São chamadas de AGO e AGE, respectivamente. Qual a diferença entre a AGO e AGE? Formalmente não há diferença, mas há uma distinção é no assunto. Como assim no assunto? A AGO é aquela faxina, isto é, tem que ocorrer todo ano dentro dos quatro primeiros meses de cada exercício financeiro. O que é exercício financeiro? É anual, mas normalmente, na prática, começa no dia 02/01 e vai até o dia 31/12. Pode o exercício financeiro começar, por exemplo, no dia 20/05? Pode, mas normalmente para facilitar as coisas, na prática, todas as Cias, iniciam em 02/01 para poder ficar igual o ano civil. Então, em regra, AGO tem que ser realizada tem que ser realizada ou no mês de janeiro, fevereiro, março ou abril. Por quê? Porque são os primeiros quatro meses do exercício financeiro. Por quê faxina? Porque vão ser tratados assuntos que terão que ser tratados todo ano. Todo ano tem que ser tratado o fechamento do ano anterior, aprovar as contas do ano anterior, isto é, aprovar o balanço, decidir sobre a destinação do lucro, ou seja, se o lucro vai se

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constituir em reserva ou se vai transformar a reserva em capitalização, se vai aumentar capital, vão eleger os novos conselheiros de administração se for o caso, vão eleger os novos membros da administração, se for o caso, ou seja, assuntos que têm que ser tratados todo o ano. Por isto é faxina, por isto é ordinária, é obrigatório. E a AGE? Pintou durante o exercício financeiro um assunto importantíssimo, que não pode ser decidido pelos diretores, que não pode ser decidido pelo Conselho Fiscal e nem pelo Conselho de Administração, só pode ser decidido por Assembléia Geral, como por exemplo, uma fusão, uma incorporação, uma transformação, uma cisão, uma participação de um grupo econômico. Então tudo isto é importante que foge à competência dos pequenos órgãos, só podem ser tratado tais assuntos por Assembléia Geral. O quê fazer? Esperar até o ano seguinte para tratar de tais assuntos? Não, então se convoca extraordinariamente os acionistas para tratar daqueles assuntos importantes. É por isto chamada de Assembléia Geral Extraordinária, uma convocação extraordinária, assuntos que não podem ser tratados pelos demais órgãos. Formalmente é a mesma coisa. O que é importante com a mudança da nova lei? *Agora tanto faz AGO quanto AGE. A Cia aberta e a Cia Fechada tem distinção, qual seja, prazo de antecedência para convocação da Assembléia Geral, pois, não podemos convocar a Assembléia para amanhã ou para depois de amanhã. Tem que ter uma antecedência mínima e ser for Cia fechada tem-se o prazo de oito dias para a convocação; conta-se tal prazo a partir da primeira publicação. Sendo assim da primeira publicação até a data tem que distanciar oito dias. Se não houver quorum tem que ser feita uma segunda convocação e o prazo aqui é de cinco dias a contar da primeira publicação. E se for uma Cia Aberta? Se for Cia aberta o prazo era igual, mas a nova lei mudou. Para a primeira convocação a antecedência tem que ser de quinze dias e se não tiver quorum, a segunda convocação tem que ter oito dias de antecedência. Então aumentou o prazo, mas não foi só isto que alterou, a super CDN tem um mega poder. Como mega poder? Dependendo do assunto, a pedido de qualquer interessado, a CDN pode chegar, por exemplo, convocar uma assembléia Geral para tratar de assunto referente à fusão a fim de analisar o protocolo de fusão da VARIG. Então se a CDN entender que o assunto é complexo, a pedido de qualquer acionista ou qualquer interessado, pode determinar o aumento do prazo de antecedência para até trinta dias.Ela não tem poderes para determinar o aumento do prazo para quarenta, nem cinqüenta e nem sessenta dias. E não é só isto, ela tem um poder até maior e qual é este poder? Se ela entender que o assunto é muito complicado, ela pode chegar até interromper o prazo. Mas como interromper o prazo? Ela pode chegar lá, por exemplo, todos prontos para aprovar a fusão da TAM com a VARIG, e dizer: “Espera aí, estou sabendo que isto é um prejuízo para os acionistas da VARIG, tudo mais, eu quero dar uma olhadinha nisto aí, quero olhar todos os documentos, analisá-los” e enquanto isto a Assembléia é interrompida. Começa analisar os documentos e faz exigências dizendo: “Vocês tem que apresentar tais e tais documentos e eles apresentam”. Não estando satisfeita determina a apresentação de outros documentos e não estando satisfeita determina que outros

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documentos sejam apresentados e quando tudo tiver legal autoriza a convocação da Assembléia. Interrompido o prazo tem que haver nova publicação para poder convocar acionistas respeitando o prazo de até trinta dias. Então a CDN tem mega poder de interferir nisto aí, pode mandar aumentar e até interferir fazendo exigências de documentos, interrompendo o prazo de convocação. Qual é o objetivo do prazo de antecedência? Para que os acionistas tenham pleno conhecimento dos documentos que serão tratados na Assembléia. A competência da Assembléia está prevista lá no artigo 121 da lei de SA tem que dar uma lida é decoreba. Conselho de Administração O que é o Conselho de Administração? Vamos lembrar! Convocar Assembléia tem o maior custo, já expliquei para vocês, tem que pagar o pessoal que fica na mesa tem que alugar o espaço, gasto com a publicação. Então o que a Lei fez? Ela criou um órgão para desafogar a Assembléia, para evitar que a todo o momento se convoque a Assembléia, ela criou um órgão com competência para tratar de vários assuntos que originariamente só poderiam ser seriam tratados pela Assembléia, como, por exemplo, aumento do capital autorizado. O aumento de capital só poderia ser autorizado pela Assembléia Geral, mas aí numa Cia de Capital Autorizado quem decidirá sobre isto será o Conselho de Administração, não é só isto, eleição dos membros da diretoria e se não tiver Conselho de Administração quem elegerá será Assembléia Geral, todavia, havendo o conselho de Administração seus membros vão eleger os membros da Diretoria. Isto evita um monte de gastos e torna a administração da Cia mais ágil. O conselho de Administração está previsto lá no artigo 138, mas começa no artigo 140 da lei de S/A. O Conselho de Administração é composto por no mínimo três membros e segundo o artigo 146 da Lei de S/A, serão necessariamente acionistas. Pode uma Pessoa Jurídica ser acionista? Pode. Pode uma Pessoa Jurídica ser Conselheira de Administração? Não, porque somente pessoas físicas podem ser administradoras. Somente pessoas naturais, pessoas físicas. Ex: Existe uma grande Cia “A” que controla a Cia “B” e tem 80% das ações com direito de voto desta Cia. Então não vai poder ser administradora? E vai ter que vir um acionista minoritário? O que a Cia. “A” pode fazer? Ela vai alienar com um dos membros dela o valor da ação e aí ele vai poder ser eleito para ser conselheiro de Administração da Cia controlada. A lei diz que tem que ser acionista e uma ação já basta. Os membros do Conselho de Administração são eleitos e destituídos “ad nuntum” pela Assembléia Geral, ou seja, a qualquer tempo. Fábio Ulhoa dá uma viajada (ele está isolado na doutrina) e ele diz que o conselho de Administração tem que ter número ímpar, só pode ser com número ímpar. Quem tem o voto de Minerva? O Presidente do Conselho de Administração.

Sabemos então que aquela regra que era absoluta. tem outros sistemas regulados pelo Estatuto. melhor seria se esta participação fosse obrigatória. mas morreu na praia. nadou. Como isto. E o que a lei faz? A lei permite que os acionistas minoritários reunidos representem 15% do capital votante possam eleger separadamente um membro do conselho de administração. O Conselho de Administração é um órgão obrigatório ou facultativo? A lei é muito incoerente e diz que o que o conselho de Administração é um órgão facultativo. logo. Então o conselho pode ter número par. como o sistema de arbitragem. Abertas que será obrigatório. Vamos imaginar que na Cia. Quem organiza esta eleição? A própria Cia com o auxílio dos sindicatos. porque o Conselho de Administração através do seu Estatuto pode reservar uma vaguinha para o representante de seus empregados. O que acontece quando convocada a Assembléia Geral? Quem seriam os membros do conselho de Administração? A Assembléia Geral. como vai ser eleito isto? A eleição do representante dos empregados será feita através de votação dos empregados. só podem participar do Conselho quem são acionistas. desde que autorizado pelo estatuto. O que sobrou? É facultativo quando for Cia de capital fechado sem capital autorizado. Você vai combinar o artigo 138. Novidades: É o que cai na prova! A lei está aqui e deu um passo para a democracia. então elege. podendo participar do estatuto o representante dos empregados. É feita lá uma eleição. sem brigar com a acionista majoritária Marcela. Se os acionistas minoritários reunidos perfazerem o total de 14% do capital votante vão te que ir para a Assembléia Geral brigar com a Marcela. não há problema nenhum. É faculdade do estatuto. qual seja.112 Quando não tem o voto de Minerva. Mas quem vai se dar bem lá? Tendo ela 60% das ações vai votar na maioria dos administradores. . Em todas as Cias de Capital autorizado e em todas as sociedades de economia mista. em se tratando das Cias. Melhor seria se esta eleição fosse obrigatória. a acionista Marcela tem 60% das ações com direito a voto. veja o exemplo de Antonio Hermínio de Moraes. agora foi alterada. salvo. sim. Participação dos minoritários A participação do conselho é muito importante. mas quem elabora o estatuto? Quem elabora o estatuto é o fundador e geralmente é o principal acionista. então é nossa acionista majoritária. então a lei resolveu dar uma proteção aos minoritários. OBS: A lei andou bem em prever esta participação dos empregados. §1º com o artigo 239 da Lei de S/A.

mas quantos votos você teve na ultima eleição para Senador? Dois para cada título de eleitor. Vamos supor que os membros do conselho sejam em número de três: Um foi eleito pelos minoritários sem voto. Se nem um e nem outro atingir. logo. Ela que é a controladora vai poder controlar alguma coisa? Não. tem que eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários mais um. O que é voto concentrado? É quando você concentra todos os votos do voto múltiplo em um único candidato. se for utilizado o voto múltiplo. mas não precisa funcionar durante todo o ano. E o que fez a lei? Dane-se o Estatuto porque se isto acontecer. Você pode fazer o seguinte: Pegar os cinco votos da única ação que você tem e votar na sua amiga é o que a doutrina chama de voto concentrado. acionista majoritária.113 Igual direito terão os acionistas sem voto ou os que tem voto restrito. nem os sem votos atingirem o percentual porque tem 8% do capital social. para cada ação. Tem uma regra interessante: Se nem os ordinários atingirem o percentual porque tem 14%. para tantos membros existirão tantos votos por ação. total de cinco membros do conselho. vai ter o direito de eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários. porque quem manda é o conselho de Administração da Cia. a Marcela que é a acionista majoritária. CONSELHO FISCAL: O que é importante falar sobre Conselho Fiscal? O Conselho Fiscal é um órgão de existência obrigatória em todas as Sociedades Anônimas. Voto múltiplo é a mesma coisa porque se vamos eleger cinco membros para o conselho de Administração. ou seja. órgãos estes dentro da Sociedade Anônima. aí sobra uma vaguinha para ser eleita pela acionista majoritário. 11 ª Aula – 23/08/2003 Estávamos falando de órgãos societários. votação separada. está previsto no artigo 141 da Lei de SA: Sabe-se que você só tem um título de eleitor. você terá apenas um voto. um foi eleito pelos minoritários com voto. três membros. terá cinco votos. mas o funcionamento é facultativo. OBS: Voto múltiplo. existe. da Assembléia Geral e vamos falar agora do Conselho Fiscal. Marcela. Mas o Estatuto só prevê três cadeiras? Dane-se o Estatuto. Mas só para a eleição do Conselho de Administração pode ser utilizado o sistema de voto múltiplo. mas você só tem uma ação. Dois eleitos pelos minoritários e como a Marcela. Se for utilizado o voto simples. falamos do Conselho de Administração. se juntos conseguirem atingir 10% do capital social. também vão poder eleger o membro do conselho e seu suplente. eles vão poder junto elegerem um membro e um suplente. desde que juntos alcançarem o patamar de 10% do capital social. isto é. porque imagina uma Companhia Fechada ficar pagando um . já que ela é controladora. a união faz a força. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar reduzido a determinados períodos.

três eleitos pelos acionistas majoritários e dois pelos minoritários. É um órgão composto por no mínimo 3 e no máximo 5 membros. quem decide mesmo é a Assembléia Geral. só que o percentual é diferente. Como é o Conselho Fiscal que examina os livros. isto porque o capital é público. Com isso o que acontece? . Importante: Só existe uma sociedade onde o funcionamento é permanente. mas o conselheiro fiscal só atua mesmo na época da Assembléia Geral Ordinária e dependendo do assunto. mesmo que representem. O que cai na prova sobre Conselho Fiscal é o seguinte: Cinco Conselheiros Fiscais. todos eleitos pela Assembléia Geral. detém todo aquele poder de fiscalização. Todo mundo no domingo vai a um churrasco na casa do acionista majoritário. separadamente o percentual será 10% do capital votante. Quem decide se aprova ou não cortes no exercício financeiro é a Assembléia Geral. O sócio majoritário terá o direito de eleger o mesmo número de membros dos sócios minoritários. lembrando que o acionista majoritário que elegeu os três conselheiros fiscais é o mesmo que elegeu na aula passada.114 conselheiro fiscal durante todo ano! Então existe o órgão. sempre com base no parecer do Conselho Fiscal. na Assembléia Geral Extraordinária. Lembrando que o Conselho Fiscal é um órgão meramente consultivo. que também tem uma vaga podem colocar alguém no conselho. examina a contabilidade. também fiscaliza os atos de administração. também haverá proteção dos minoritários. que por sua vez também elegeu a maioria de seus diretores. Então só convoca o Conselho Fiscal para efetivamente funcionar. não pode ser adotado no Conselho Fiscal. Até mesmo o Conselho de Administração quando requer parecer do Conselho Fiscal. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar restrito a determinados períodos de exercício financeiro. normalmente o parecer dele é seguido pelos acionistas. a maioria dos conselheiros de administração. que se juntos chegarem ao patamar de 15% do capital votante. Sociedade de Economia Mista. Nas demais. para tanto no Conselho de Administração tem que representar juntos. por isso a necessidade da fiscalização. OBS: O Voto múltiplo só existe para Conselho de Administração. no Conselho Fiscal sempre terão direito de colocar alguém. terão direito a 1 membro e 1 suplente. mais 1. mas normalmente o conselho fiscal serve para Assembléia Geral para dar subsídios para os acionistas votarem. acionistas ou não. o funcionamento não necessariamente tem que ser durante todo o exercício. tem a participação dos minoritários. naquela época oportuna e só vai pagar os conselheiros naquela época. No Conselho de Administração no sistema de votação. e aí. sempre manifesta sua vontade pela expressão da maioria. O Conselho Fiscal não atua apenas na parte contábil. para os minoritários com voto. todos são amigos é o que se identifica dentro das grandes corporações como chapa A. dessa ou daquela forma. em separado. Esta nas atribuições do Conselho Fiscal fiscalizar atos da administração. com direito a voto. poderão votar para um conselheiro. Bom. como é um órgão coligado. Igual direito vai existir no Conselho Fiscal. ou até mesmo a diretoria. 10% de todo capital social. por exemplo 2% do capital social. pode ficar restrito a determinados períodos. Também existe a proteção aos sem voto ou voto restrito. chapa B.

deverão ser informadas ao mercado. A lei pretendendo dar mais atenção aos interesses dos minoritários. Chegando na Assembléia geral. de informar. São eleitos e destituídos ad nutun.. eleitos pelo Conselho de Administração. O conselheiro fiscal após a alteração passou a ter autonomia. Como essa é a principal modificação o que for perguntado em prova sobre o Conselho Fiscal será exatamente isso. poderá estender sua fiscalização. pois deve obediência ao Conselho e não ao conselheiro. com o mercado. pode se . Diretor é aquele que administra efetivamente a companhia. Ex: Quando Antártica estava pensando em se fundir com a Brahma para formar Ambev. existem irregularidades e não poderá ser proibido de falar. verificam várias irregularidades e dizem que não podem aprovar as contas e afirmam que o parecer deve ser pela rejeição e apresentam para os demais conselheiros que são amigos dos diretores. As modificações foram para dar mais autonomia. não existindo esse conselho serão eleitos pela Assembléia Geral. o diretor diz que não dará as cópias. O Conselho Fiscal vai uma vez por mês e o Conselho Administrador uma vez a cada 15 dias. ou um de seus membros podem . a qualquer tempo. então não mais só o conselho fiscal.115 Chega no final do ano quando são apresentadas as contas do ano anterior dos diretores. pega o microfone para fazer a denuncia. Um dos conselheiros envia requerimento a um dos diretores solicitando cópia dos documentos relativos a operação tal. mas a alteração foi uma só. Se o conselho requer o diretor tem que apresentar. vários artigos da lei 10303 foram alterados. acionistas ou não. das debêntures dos valores mobiliários daquela companhia. DIRETORIA: Quem elege os membros da diretoria? A diretoria é composta por no mínimo dois membros. mas como o assunto esta fora da pauta não pode ser anunciado. então não podem ir contra o majoritário. que celebra contrato em nome da sociedade. os conselheiros que representam os minoritários. Quando levada a Votação terá o parecer pela aprovação das contas. quebrou as algemas. pode defender o interesse das classes minoritárias dentro de uma companhia. ficando conselho fiscal. mas também seus conselheiros podem requerer.. Todas as operações que a companhia estiver envolvida e todas essas negociações que possam de alguma forma influir na cotação das ações da companhia. ele que representa a companhia. uma vírgula após conselho fiscal. que foram eleitos pelo acionista majoritário. ou seja. Estes Conselheiros não verão as irregularidades. que não adiantou nada os representantes dos minoritários. um dos conselheiros tem uma grave irregularidade para noticiar. a não ser que seja anunciado pelo Conselho que é quem pode anunciar assunto fora da pauta da Assembléia Geral. então na Assembléia Geral poderá dizer que apesar do parecer pela aprovação. Insider Trading e Disclosure O que seriam estes institutos? Disclosure é dever que os administradores. mais poder individualmente ao conselheiro que não ficará amarrado ao conselho. deixar tudo as claras para não pegar ninguém desprevenido.. que a própria companhia tem. o diretor vai todo dia. É o diretor que contrata. isto porque são eleitos e destituídos a qualquer tempo. quer dizer.

de repente eles começam a vender tudo que tem para comprar ações daquela companhia. nenhum empresário é autosuficiente.Grupo de Fato. Dentre este rol temos as sociedades coligadas. Outro exemplo é a suposta fusão entre a TAM e a Varig. nada pode ser feito por debaixo dos panos. a qualquer momento a companhia pode vender as ações.116 verificar que nada foi feito de um dia para o outro. que não tem uma formalidade jurídica. Ex: Temos os cinco conselheiros fiscais. A doutrina divide de forma bem didática esses grupos. as controladas e as sociedades controladoras. ou seja. . Incorporação ou mesmo uma Cisão. foi necessário dar ampla divulgação de tudo. isto é porque vem uma boa ou má noticia? Uma excelente notícia e deu para perceber que ainda não divulgaram a informação para poderem comprar as ações em baixa. praticados por quem tem as informações privilegiadas e por tê-las. Não há contrato escrito. pois esta modificação poderia influenciar tanto nas cotações das ações da Brahma quanto nas da Antártica. O Insider Trading são atos ilícitos. O mercado precisa de segurança e para isso deve haver transparência. sendo os grupos de: 1. o empresário tem que estabelecer parcerias. são negociações feitas por quem tem as informações privilegiadas. O que seriam Grupos de Fato? Os grupos de fato são parcerias entre sociedades empresariais e outras companhias. antes destas informações serem divulgadas. negocia com o mercado em condições de supremacia. mas já influenciou nas ações tanto da TAM quanto da Varig. é uma coisa pactual. não há estabilidade jurídica. 2. Insider Trading é uma conseqüência do Disclosure. GRUPOS ECONÔMICOS: O que podemos falar sobre grupos econômicos? O professor Fábio Konder Comparato dá uma sentença perfeita que fala o seguinte: Hoje nenhum empresário sozinho vai conseguir sobreviver no mercado competitivo. uma transformação. que podem ser acionistas ou não. de o protocolo de intenções ainda não ter sido aprovado.Grupo de Direito. estão fazendo a publicidade apesar disto não ter sido aprovado. não existe contrato. todas as operações para participar um grupo econômico que podem influenciar na cotação têm que ser informadas ao mercado. não há formalização. que estão tratadas no artigo 243 lei de S/A. de estar apenas caminhando. isto porque houve enriquecimento ilícito. Uma operação de Fusão. Ex: A companhia A tem 40% das ações da companhia C. Podemos chamar genericamente de grupos econômicos essas intrincadas relações jurídicas entre Sociedades Empresariais. A conseqüência: tanto a companhia quanto o prejudicado constatado o Insider Trading poderão propor ação de cunho indenizatório contra o administrador que fez as negociações com as informações privilegiadas buscando lucro.

. porque essa parceria é formalizada por um contrato. O contrato vai estreitar. Esse contrato recebe o nome de convenção de grupo. Não precisa a companhia reembolsar. que não é nome empresarial . que além da Holding. a Sul América Seguros. concorrência. Fame construtora – Grupo Votorantim OBS: Só existe Grupo de sociedade se essa Convenção de Grupo for registrada na Junta Comercial. OBS: Grupos Econômicos é o gênero e grupo de sociedades é uma subdivisão dos grupos de direito que é uma espécie de grupos econômicos.Grupo Moreira Salles. conflitos. os grupos de direito tem uma certa estabilidade jurídica. A 2ª sociedade é um banco. tem outros acionistas. basta o acionista vender as ações na Bolsa. será dissidente e terá o direito de retirada. Ex: Grupo Moreira Salles. serem realmente parceiras. cujos acionistas são os alunos da direita.. mas pode começar a haver entre uma controladora e outra. se as ações tiverem liquidez. as proibições de forma que se tornem fortes e competitivas dentro do mercado. Se um acionista de uma das Sociedades não aceita. 53% da 2ª. . Aprovada a convenção esta terá um nome Grupo tal. elas se tornarão parceiras.117 E os Grupos de Direito? Ao contrario dos grupos de fato. A convenção é que vai estabelecer como será feita a parceria. além da Holding. Celebrada convenção esta deverá ser aprovada na Assembléia Geral de todas as sociedades. Então para que todas andem no mesmo ritmo. após o seu nome podem colocar a denominação. ou seja. diz-se que as sociedades perdem um pouco da sua autonomia mercadológica. Grupo Gerdau. Chega no banco. Existem de fato. não vai haver o tratamento jurídico do artigo 265 da lei de S/A. Temos uma Controladora que controla 4 sociedades. contratualizada entre a sociedade controladora e as sociedades que ela controla. No grupo de sociedades. os grupos de sociedade e os consórcios. o que é melhor para os acionistas é vender Seguro Sul América. vai tornar as sociedades parceiras. Aprovada em todas as sociedades. esta será uma convenção de cooperação mutua. pode ser estabelecida uma convenção. Grupo Roberto Marinho. Ex: Seguradora. Enquanto não for registrada. isso a princípio parece um grupo de fato. 52% da 3ª e 60% da 4ª. as controladas. Grupo Votorantim. Só não terá o direito de retirada se puder vender a ação na Bolsa. administrativa e até financeira.é uma designação de grupo. que é uma seguradora. isto porque devem obediência a uma Convenção de grupo que é como se fosse um estatuto que deve ser observado na sua atividade empresarial. em uma relação somente de fato. abrindo mão de um pouco de sua autonomia.. Todas as sociedades que participam do grupo. Grupo de Sociedades é aquele por exemplo. E o que são cada um desses grupos citados? A regulamentação está no artigo 265 e seguintes da lei de S/A. ela tem 60% das ações da 1ª. a diferença está na celebração do contrato. Grupo Moreira Salles. Imagine a 1ª sociedade. que faz uma proposta superior a da seguradora (1 ª sociedade). Importante: Grupo de sociedades é uma parceria que será formalizada.

. Imagine duas construtoras a Fame Construtora Ltda e a Monforte Construtora S/A. este terá que pagar? Não. fazendo a conta ficar negativa e seu nome vai para o Banco Central. pois é apenas o nome de um contrato. O banco está participando para ser mais forte. a primeira já foi dita. só existirá após o registro. porque cada sociedade tem sua personalidade jurídica e seu patrimônio. Não há necessidade de vínculo anterior. Não tem personalidade jurídica. Só existe consórcio na essência do contrato. inclusive a controladora. Oligopólio) e para obrigação consumiste. O banco não pode alegar ilegitimidade ad causam passiva. se o contrato for registrado. Uma sozinha não tem condições de construir. para realizar o empreendimento que é específico. Haverá previsão de solidariedade perante as obrigações trabalhistas. Ex: Você vai ao banco para fazer uma seguro de carro. são concorrentes. a seguradora tem que cancelar o aviso de débito. com sua diretoria. Cartel.118 O Grupo de sociedade tem personalidade jurídica? Não. não pagou. É uma pratica não observada. Mas você vai a seguradora e antecipa o pagamento. o artigo 28 do CDC dá embasamento para este caso. com sua Assembléia Geral. na regulamentação que dá o artigo 278 e seguintes. O grupo de sociedades é para toda vida. É formalizado através de contrato que estabelecerá as obrigações de cada uma. alegando não ter celebrado contrato. as empresas continuam com suas personalidades. celebra o contrato com a Seguradora e dá autorização para seguradora mandar para o banco aviso de débito. todas as sociedades envolvidas acabam perdendo um pouco sua autonomia. já o Consórcio é para realização de empreendimento específico durante o tempo necessário para a realização. que é a controladora. A seguradora comprou 8 carros junto a AUDI. CONSÓRCIO: Está regulado no artigo 278 da lei de S/A. para que seja debitado de sua conta. isso dá o direito de ajuizar ação de cunho indenizatório contra a Seguradora e o Banco. porém não faz e o valor é debitado. vivem brigando. com seu patrimônio. As características de um grupo de sociedades. Cada sociedade permanece com sua personalidade. A AUDI vem e quer cobrar do banco. decorrentes de infração de ordem econômica (lei ante TRUST. A lei prevê até a formação de um grupo para explorar empreendimento específico. mas foi feita uma proposta para elas de construir um condomínio. O objeto do grupo de sociedades mais comum é a realização dos respectivos objetos sociais. já que os empresários utilizam neste caso o Consórcio. como no grupo de sociedades que há um vinculo de subordinação entre controladoras e controladas. O que é feito é o seguinte: é nomeada uma sociedade líder do grupo. OBS: Mas existem alguns casos em que a lei presume a solidariedade. com seu Conselho de administração. o consórcio é apenas o nome do contrato. celebrando um contrato de consórcio. então os empresários devem fazer uma parceria. previdenciárias.

Designada uma consorciada líder apenas para representar as demais. perante os trabalhadores que trabalharam na obra em comum objeto da licitação. em português significa Sociedade de propósito específico. é possível fora das licitações públicas. No próprio contrato fica aberta uma vaga e o contrato estipulará o perfil adequado do 4º parceiro que está faltando. então necessitarão de mais um parceiro. infrações decorrentes da ordem econômica (lei ante Trust – 8884/94).E – é do inglês.S. É resultado. é celebrado o consórcio para entregar o produto a um terceiro e este que irá usufruir. no CDC. Um dos parceiros achando o 4º parceiro que tem o perfil. inciso V da Lei 8666/93. manutenção da Ponte Rio/Niterói. A lei prevê hipóteses de solidariedade. . O edital de licitação pode exigir na hipótese de um consórcio vencer a licitação. mas no Brasil não é tratado diferentemente do que é tratado na Sociedade Anônima.119 A doutrina divide a análise de consórcio.Objeto: sempre empreendimento específico (objeto social é o grupo de sociedades). houve reforçamento econômico. é preciso construir uma ponte para liga-los. o consórcio será fechado. S. porque uma sozinha não teria condições de fazer tudo ou por não ter dinheiro ou técnica necessária. poderá trazê-lo para o contrato sem ser rejeitado pelos demais.P. as Sociedades Consorciadas terão que no prazo de 90 dias criar uma SPE para explorar o objeto da licitação atendendo a seguinte forma.P – não há legislação é pura doutrina específica sobre o tema. OBS: Se o consórcio vencesse a licitação e o edital nada tratasse quem deveria assinar o contrato seria a consorciada líder representando as demais. 3. artigo 33. diz que existem duas espécies: 1. três construtoras que celebram um consórcio. seja uma S/A. vão construir para elas explorarem. 2. houve uma licitação pública e. mas sabem que ficará faltando o dinheiro. ela será representante das demais. vão aglutinar dinheiro. técnica. Características do consórcio: 1.No Brasil aparece muito nas licitações públicas. OBS: Quando a entrada do quarto parceiro depende da anuência dos demais. Interessante é a classificação entre consórcio Aberto e Fechado. Vamos construir e explorar um Shopping. está dentro de consórcio. este poderá cobrar da outra consorciada? Não.Operacional: Duas construtoras celebram consórcio para construírem um condomínio para elas venderem. não há hierarquia. obrigações decorrentes das licitações públicas. pois mantém a personalidade jurídica de cada uma. No operacional.P. Uma consorciada deve dinheiro ao Banco.Não perdem a autonomia. 4. A ponte será explorada pelos Municípios. 5. Celebrado um consórcio para exploração. dentre as Sociedades habilitadas haviam três consórcios.Instrumental: Duas prefeituras com um rio que as separa. 2.

A jurisprudência firmou-se no sentido de que o artigo 242 havia sido recepcionado. Quais são os artigos? Artigo 239 da Lei de S/A: A única indagação que pode surgir na hora de uma prova de direito empresarial é acerca da possibilidade da sociedade de economia mista ir à falência. O que é interessante falar sobre sociedade de economia mista em direito empresarial? Primeiro. Dependendo do edital. Contra a força não há resistência. pois entre acionistas não há responsabilidade. Deverão então criar uma AS ou Ltda. Temos radicais dos dois lados. pode ir à falência? O Banco do Brasil pode ir à falência? A questão é extremamente polêmica. Via Lagos (Região dos Lagos). O artigo 242 era firme: “Sociedade de economia mista não está à falência”. havia essa discussão. normalmente S/A. Entretanto. Todas as consorciadas além de serem sócias. em razão do artigo 242 da Lei de S/A. Como é o conceito? Vocês sabem tudo de Direito Administrativo. de qualquer pessoa jurídica de direito privado. por exemplo. assinam assumindo obrigação solidária por qualquer prejuízo que venha a ocorrer. antes da Lei 10303/01. Aí discutiam se esse artigo havia ou não sido recepcionado pelo artigo 173 do Constituição. em razão disso. apenas no papel. 12 ª Aula – 30/08/2003 SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA Sobre sociedade de economia mista não vou nem pegar o conceito. revogou expressamente o . Se esse artigo inviabilizava sua falência. não era possível a falência da sociedade de economia mista. portanto. SPE não tem previsão no direito brasileiro. elas vão integralizar as ações com todo patrimônio ficando a SPE com patrimônio fictício. Pode uma sociedade de economia mista ir à falência? A Petrobrás. mas existe no Brasil. que fala que a sociedade de economia mista não pode ter nenhum privilégio e ela tem as mesmas obrigações civis. formalmente vai obedecer a forma empresarial que ela adotar. os acionistas da SPE serão as sociedades consorciadas. tributárias de qualquer sociedade. Aplicará a regra do consórcio e da licitação e não a regra de limitada. organiza estatuto leva a registro na Junta e passará a ter personalidade Jurídica. A SPE tem personalidade Jurídica.120 Mas por questões tributárias. Então. Ponte S/A (Ponte Rio/Niterói). ela está regulada lá na Lei de S/A. O edital pode exigir o capital da SPE? O edital às vezes exige uma soma do patrimônio das consorciadas. recepcionado pela Constituição. integram o contrato administrativo como garantidoras. principalmente. e o edital exigir deverão criar uma sociedade com o objeto social exploração da ponte Rio/Niterói por 20 anos. Cria uma Sociedade. Estão sujeitas às mesmas obrigações comerciais. mas perante o fisco permanecem as regras do consórcio. Há um tempo atrás. hoje a Lei 10303/01. comerciais. de responsabilidade. surgiu a indagação se ela estaria ou não.

sociedade de economia mista não está sujeita ao regime privado integralmente. ela não é uma sociedade regulada inteiramente por normas do direito privado. novamente: “E agora. o único artigo na lei que proibia a falência da sociedade de economia mista foi revogado e. está regulada por normas de direito público. mas trata. só se faz mediante concurso público. Importante: Tanto esse motivo quanto por esse.121 artigo 242. que veda qualquer tipo de privilégio à sociedade de economia mista. Ela pode ser criada para explorar atividade econômica de relevante interesse público (Banco do Brasil. A questão é a seguinte. Petrobrás. ou pode ser criada para prestação de serviço público que poderia ser explorado de forma empresarial. começou a se indagar. portanto ela não estaria sujeita à falência. Tanto é que para você entrar na Petrobrás. ela. Agora. embora ela tenha esse comando constitucional. extrai-se um princípio implícito. entendendo que a revogação do artigo 242 foi uma inequívoca manifestação do Poder Legislativo. necessariamente. Existem duas espécies de sociedades de economia mista. aí. no sentido de que a sociedade de economia mista está sujeita à falência. é imprescindível a licitação.Qual o princípio constitucional implícito sobre o serviço público? O princípio da Continuidade. Então. se você tem que aquilatar o princípio constitucional e agora o artigo 173 da CF/88? Toda sociedade de economia mista que desempenha atividade econômica estaria sujeita à falência. ela trouxe. ela está sujeita à falência ou não está? Antes havia discussão. Então. aí vem lá o artigo 173 da CF/88. Que segunda posição é essa? Pelo que sei agrada os examinadores da banca do Ministério Público. estaria sujeita à falência. Revogação do artigo 242. Pelo artigo 37 da CF/88. sujeitando-a ao regime jurídico do direito privado. Essa posição deve ser a majoritária. atividade econômica e serviço público. aquele argumento de que o artigo 173 da CF/88. . ainda uma segunda posição. Lá não pode ter nenhum tipo de privilégio. Permanece a discussão das seguintes proporções: Há uma primeira posição. não há dúvida. também. e agora?” Permanece a discussão. E o artigo 173 da CF/88? O artigo 173 fala das sociedades de economia mista. permanece. Agora. novamente. sociedade de economia mista que presta serviço público estaria regida pelo princípio constitucional da continuidade do serviço público. Em segundo plano. Não existe o princípio constitucional da continuidade do serviço público? Existe. o capítulo é da ordem econômica. Então. o serviço público está regulado em qual artigo da Constituição? No artigo 37 da CF/88. Quando ela vai fazer determinadas compras ou determinadas operações. Então. Essa corrente faz uma divisão. “Norma econômica”. Estaria sobre o comando do artigo 173 da CF/88. agora sim.). Entretanto. há uma divisão. No que concerne à atividade econômica está lá nos artigos 171. Ela. Quanto a esse argumento não tem o que se falar. Aí. etc. 172 e 173 da CF/88.

. No Ministério Público. essencial. Então. E eu tive conhecimento que o professor Carvalhinho e parece também que a Maria Sílvia (são administrativistas). vai decretar a falência. mas nós fomos surpreendidos com a nova Lei de S/A. O desembargador Osvaldo. Então. teve um simpósio sobre a nova Lei de Falência. com a reforma da Lei de S/A. defendem a mesma orientação. As duas têm bastantes fundamentos. Depende da prova. já sabem como tem que responder. Então. de jeito algum. não estaria sujeita à falência não obstante a revogação do artigo 242. sociedade de economia mista está sujeita à falência. Nenhum juiz. na prova para Procuradoria. Eu ponderei (no simpósio): “Depende. cada uma delas. Depois eu fiquei sabendo que isso nós estávamos discutindo o projeto de lei de falência. por exemplo. Somente a que presta serviço público essencial. e tinha o desembargador Paulo Ventura. existem em alguns estados. e agente teve que antecipar. . Então. porque a outra não tem nem como questionar a que desenvolve atividade econômica (essa não tem questionamento). aqui do Rio de Janeiro. Vai parar de fornecer água? Como é que vai fazer? Então. porque com a falência. em razão do princípio da continuidade do serviço público”. você vai ter que adotar uma na hora da prova. como aqui no Rio de Janeiro. tem que ser bem cuidadoso ao aplicar essa segunda corrente. as que prestam serviço público não estão sujeitas à falência.. sociedade de economia mista que presta serviço público. Ela ganhou simpatia. do examinador. mas se fizesse prova em São Paulo. mas o que é importante aí é que. tinha um desembargador paulista. do Município. vem um outro além e revogou o artigo 242. ainda. na prova de direito administrativo. do concurso. e estão sustentando a sujeição de qualquer sociedade de economia mista à falência. então são duas posições. Claro que é a prestadora de serviço público. ou seja. vocês podem sustentar essa segunda posição: “Prestação de serviço público essencial não está sujeito à falência”. Eu ficaria com a segunda. a maior parte dos colegas apoiou a idéia. Prova para procuradoria do Estado. sociedade de economia mista que presta serviço público relevante. a CEDAI. não está sujeita à falência. e a nova Lei de Falência que virá aí fala expressamente que. e adota a forma de sociedade de economia mista.122 Essa corrente tem que ser adotada em termos bem cuidadosos. Eu me levantei e deu uma discussão danada. lá. a gente estava discutindo isso lá para frente e de repente. que trabalha com águas e esgotos. sou absolutamente contrária à falência dela. Por exemplo: Será que toda sociedade de economia mista que presta serviço público não estaria sujeita à falência? Entendo que não. vocês vão defender o quê? Está ou não sujeito à falência? Não. não há a menor dúvida de que você deve afirmar que todas estão sujeitas à falência. em sã consciência. Se fizer concurso em São Paulo. É a orientação paulista. sociedade de economia mista que presta serviço público. Estaria sujeita à falência? Não. ficaria com a primeira. que revogou o artigo 242. o que vai acontecer com as atividades? Irão cessar.

o novo Código Civil tem regras mais especiais do que uma lei que está em vigor. às vezes. traz a seguinte redação: “A comandita por ações será regida pelas regras deste capítulo”. nos artigos 1. Esses artigos. ele é geral. infraconstitucional não muda nada. ele não vai revogar lei especial. O problema é o seguinte: A Lei de S/A. Revogou-se ou não revogou. Vem o novo Código Civil e foi específico. A questão é a seguinte: o Fábio Ulhôa tem posição diferente. A Lei de S/A também é enorme. Por isso que essa alteração. assim como é a sociedade anônima e ela está regulada na Lei de S/A (artigo 280 ao artigo 284). Aí. à lei de S/A. 1. lei especial posterior revoga lei especial anterior. não tem . sempre vai ter esse comando constitucional. dentro dos artigos. Ela é regulada pela norma deste capítulo. não se enganem. será que o novo Código Civil foi genérico sobre a sociedade comandita por ações ou ele foi específico? Ele foi específico. E se esse capítulo for omisso. A sociedade anônima está na Lei de S/A. porque o fundamento para não sujeita-la à falência. Então. Uma lei geral. Não é qualquer serviço.090. tudo bem. são serviços essenciais. esse princípio implícito da continuidade do serviço público.090 ao artigo 1092. “Sociedade Comandita por Ações”. o novo Código Civil é uma norma genérica. às vezes.123 A base é constitucional. por vezes. o artigo é especial em relação. No todo. Então. Revogar ou não revogar o artigo 242? Isso não muda nada. Agora ela veio regulada no novo Código Civil.090 ao artigo 1. Então. nesse ponto. é um princípio constitucional. Depende. Logo. Se todo ele for geral. por exemplo. Comandita por ações é uma espécie de sociedade por ações.090 ao 1. mas nem tudo que está na Lei de S/A diz respeito à Sociedade Anônima. Ele revoga lei especial? Revoga. temos que verificar detidamente. a prestadora de serviço público. um desses três artigos (1. mas. tratava da comandita por ações. mas. quando vem um novo código. E.092). em relação. alguma coisa. Lembrando que a Lei de S/A é de 1976. basta você olhar. de 1976. por exemplo. revogaram a Lei de S/A nesse ponto? Ou não revogaram? Você vai aplicar a disciplina na comandita por ações com base no novo Código Civil ou com base na Lei de SA? Lei geral não revoga lei especial? É isso?O novo Código Civil é Lei geral? Sim. Por mais que o artigo fale que está sujeito à falência ou que não está sujeito à falência. Importante: Caio Mário da Silva Pereira já dizia o seguinte: “É um erro generalizar”. Ele falou: “É regido aqui”. o artigo 242. no artigo 1. ela traz regras especiais. uma regra dessa lei geral traz uma regra especial. Qual é o que eu vou aplicar? Será que eu aplico só o artigo da Lei de S/A? Ou seja. à Lei de registros públicos. Dê uma olhada nos artigos. tanto é que ele tem um título lá. As duas estão tratando da mesma matéria. às vezes.092. à Lei de Junta Comercial. isso não importa. SOCIEDADE COMANDITA POR AÇÕES É um pouco complicado. aplica as normas da sociedade anônima. nas regras.

a Lei de SA foi sendo atualizada. a Lei de S/A é de 1976. Foi. o projeto. Então. Vocês aplicariam esses e. você aplicaria do artigo 1º ao artigo 279 e do 285 em seguinte. Eu. Quer dizer. . mesma legislatura. Só que. professor Leonardo Marques. nessa época. O projeto do novo Código Civil é de quando? O projeto é de 1975. alterando a Lei de S/A.092. Mas eu entendo que os artigos 280 ao 284 não foram revogados. o artigo 280 ao 284 da Lei de S/A. Então. olha só. porque o projeto é de 1975. O novo Código Civil falou que o que rege a sociedade comandita por ações são os artigos 1. o que ia acontecer com a Lei de S/A durante esse tempo? Ela foi sendo o quê? Aprimorada e teve importante modificação em 1994 e em 1997. A legislação de S/A é muito mais atualizada. Então. Eles têm idêntica redação. Tem enunciado nesse sentido. muitas coisas.090 ao 1. Então. E o projeto do novo Código Civil foi sendo atualizado ou. é só fazer uma interpretação racional. Eles tratam do quê? Da comandita por ações. eles trazem uma orientação de 1975. Mesma vírgula. ele foi sendo aprovado na sua redação original? Na sua redação original. consórcio. eles estariam revogados por esses aqui. Entendo que.090 ao artigo 1. nesse capítulo. qual é a legislação mais evoluída? A Lei de S/A ou o novo Código Civil? A Lei de S/A. trazendo regras de grupo e sociedade. sobretudo atualizada aqui. mas aqui é de 1976. por que é que estamos discutindo? Na sua redação original. eles são da mesma época. embora o novo Código Civil tenha entrado em vigor agora.090 ao 1. são os que tratam da matéria agora. por exemplo. Então. Principalmente em razão dessas alterações.092. realmente. Por quê? Em razão disso aqui. ele manda aplicar as normas da Sociedade Anônima. vocês vão ver que eles são absolutamente semelhantes. Esse é o entendimento deles. tudo. Ou seja. quando esses artigos forem omissos. eles tratam da Sociedade Anônima? Não. já atualizada na década de 90. muito parecidos. enquanto que a Lei de S/A traz uma orientação já atualizada em 1994 e em 1997. quando eles forem omissos. Será que eu aplico apenas as normas do novo Código Civil já que. Tem que concordar Fábio Ulhôa.124 aplicação. Será que eu aplico o novo Código Civil e subsidiariamente a Lei de S/A? Ou aplico a Lei de S/A e subsidiariamente o novo Código Civil? O Conselho de Justiça Federal entendeu que você só aplica o novo Código Civil. Por quê eu estou sustentando que não foram revogados? Porque.092 e. revoga as demais exposições. Esses teriam revogado os artigos 280 ao 284 ao afirmar que o Código Civil disciplina a matéria e supletivamente as normas da Sociedade Anônima. como o novo Código Civil vem tratando da matéria. Ninguém duvida disso. hoje esses artigos 1. o artigo 1. são antigos). discordo. Se você for comparar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A com esses novos artigos do Código Civil (não são novos.

Se você entender que os artigos 280 ao 284 foram revogados. Nessa atualização diz: “Sim. ele é omisso. os artigos 1. interpretar o artigo 1.092. você vai aplicar toda a Lei de S/A. Então. é necessária a autorização dos diretores. .092 e ponto final”.090 ao 1.092. Então. por exemplo. como no novo Código Civil é novo ainda. para a comandita por ações participar de um grupo econômico (Grupo Votorantin. porque não há conflito. aí é que você vai aplicar as normas da Sociedade Anônima. ou seja. A doutrina não se preocupa com isso e. mas nem fundamenta. Então. vai aplicar.125 Então o quê aconteceu? Os artigos 1. eles param por aqui e os artigos 280 ao 284. Então. é necessária a autorização dos diretores. comparar texto. precisa da autorização dos diretores? Pelo novo Código Civil. Vai aplicar tudo. mesmo assim. interpretar o artigo 1. temos uma primeira posição que é a do pessoal dos artigos 1. logo a resposta seria: NÃO. por exemplo. alguns artigos polêmicos que ainda não adentraram. Importante: Há quem entenda que você só aplica os artigos 1. as alterações. Tem fundamento. A redação é idêntica. Se você aplicar supletivamente as normas da Sociedade Anônima.090 ao 1. Então. Mas se você aplicar os artigos 280 ao 284? Em 1997 foi atualizado. os dois forem omissos. e quando eles forem omissos. Eu tenho a opinião do Fábio Ulhôa. já estudei muito o problema. eles são quem tem responsabilidade ilimitada”. Eu fui obrigado a estudar sobre o tema. a Sociedade Anônima para participar de um grupo econômico não precisa de autorização de diretoria. apenas a Lei de S/A é mais completa. não os artigos 280 ao 284. que diz: “Agora aplica os artigos 1. mas a Lei de S/A tem alguma coisa a mais”. Tem mais alguém dizendo a favor ou contrário? Não tem. A favor. dizendo que para participar de um grupo econômico. eles são conflitantes? Não. discutiu com ele em nada. a doutrina não se preocupou. não houve tempo hábil para ninguém tecer esse tipo de detalhe. ele traz alguma previsão sobre isso? Não traz. mais atualizada. porque gravei uma fita para Telejur tratando dessa matéria. afinal de contas. mas eles têm mais. tem o Fábio Ulhôa. Eu tenho essa posição. Mas não é uma opinião nem de doutrinadores.092. porque eles são idênticos. você pode até dizer: “Eu aplico o Código Civil primeiro. Então. etc. Grupo Gerdau.). depender muito da legislação que você ia aplicar. as normas de S/A.090 ao 1. etc. o artigo 994. Isso aqui não entra em conflito.007. em uma pergunta dessa lá. ou seja. não entra no mérito.092. Essa posição é minha. Foram uns convidados que foram lá para o conselho e opinaram lá. eles têm a mesma coisa que tem o novo Código Civil mais as alterações. Então a questão gira em torno do problema da comandita por ações é a legislação agora aplicada.004. com certeza. o quê você faz atualização? Joga fora.090 ao 1. mas é apenas uma atualização que foi feita. porque isso aqui está mais atualizado. se o novo Código Civil for omisso. Eu tive que estudar. nunca ninguém parou. Quase ninguém fala de comandita por ações.090 ao 1. você vai aplicar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A e se. pegar o projeto.

090 ao 1. O mais importante é saber onde vocês vão trabalhar. Se eles perguntarem é porque eles acham que a questão é polêmica. Mesmo porque ela é quem responde no caso de inadimplência da companhia.092 do novo CC.126 Na hora da prova se eles perguntarem é porque eles querem esse exercício de interpretação. ou os artigos 280 ao 284da Lei de S/A. eu acho difícil. acho que a minha opinião está correta e a do Fábio Ulhôa está errada. O que é importante mesmo é a Legislação aplicada. o que não é considerado. por exemplo. . Gandi dizia: “A falsa modéstia é o último requinte da vaidade”. Você coloca as duas interpretações. Nela não existe conselho de administração. parte beneficiárias. Quais são os Valores mobiliários mais importantes e que cai na prova? O que cai são: “Ações. onde vão estudar. mas vai depender da Legislação aplicada que foi muito da atualização de 1997. É o que muda. sem falsa modéstia. E como eles respondem de forma ilimitada eles têm que ter mais poderes mesmo. VALORES MOBILIÁRIOS: O que são valores mobiliários? Lembra quando eu falei em Companhia Aberta e Companhia Fechada? Companhia Aberta é aquela que pode soltar no mercado os seus valores mobiliários. A Lei 6385/76 que também foi alterada pela Lei 10303/01. mais detalhar a comandita por ações. É muito parecida com a sociedade anônima. não pode emitir ponto de subscrição. Não há menor dúvida não há nada de importante que precise especificar. Com isso a Assembléia Geral tem poderes reduzidos. de vez em quando partes beneficiárias”. Nada mais justo. A Assembléia Geral tem poderes reduzidos enquanto a diretoria fortalecida. Lá vem dizendo o que é valor mobiliário. Isso é tratado na Lei 6385/76. tem umas outras questões. Ou os artigos 1. O que mais podemos falar sobre a comandita por ações? A questão da responsabilidade dos diretores. debêntures e. Então. Ela vende suas ações. O que são os valores mobiliários? São papéis que tem por objetivo captar recursos para Companhia no mercado. Colocando essa evolução histórica. O que muda lá? Os diretores da comandita por ações eles tem responsabilidades ilimitadas. eu. (ações). é só ler. Tem algumas outras questões. Por que afinal de contas se alguma coisa der errado quem é que paga? Os diretores. Então eu não vou tecer. ela ganha dinheiro com isso. Debêntures.

Qual a natureza jurídica da ação? “Se ela é ou não é título de crédito”. É apenas parte do capital social. Esta contratou os serviços de uma instituição financeira que vai fazer esse serviço. Eles entendem que ação é um título de mera capitação de recursos que representa parte do capital social de uma companhia. “Ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. é Direito Civil.. a regra dos títulos de créditos próprios”. última cotação no mercado é essa”. por exemplo: A Vale do Rio Doce não controla suas ações. o entendimento majoritário é de que as ações são títulos de créditos. absolutamente nada. transferência. O que são ações documentais? São aquelas representadas por certificados de propriedade de ações. Vou recebe um diploma dizendo: “Fulano de tal proprietário do lote de ações. As ações escriturais elas constam apenas nos registros de uma instituição financeira que faz o controle das ações para a companhia. O professor Fran Martins faz só uma ponderação: “É título de crédito impróprio”. Tudo é ela que controla. Como é que você prova que é titular? Que tem ações? Através dos registros na instituição financeira. ESPÉCIES DE AÇÕES Primeiro uma classificação importante. não tem documentado. Ações escriturais mantêm contas de depósitos em nome dos acionistas. mas você aplica as ações. ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. endossável e ações nominativas. Vem um demonstrativo. Ela não documenta uma operação de crédito. Fran Martins. ações documentais e ações escriturais. tudo. Impróprio. O controle é feito pela própria companhia.”. parece um diploma de faculdade. Você prova através dos extratos que você recebe e tudo mais. E as ações escriturais? As ações escriturais elas não têm títulos. no que couber. Não tem natureza de título de crédito.. Carvalho de Mendonça. você transfere. 1. Os professores Clóvis Bevilaqua e Túlio Ascarelli entendem que ela não é título de crédito.AÇÕES Sobre ações existe uma divergência doutrinária que já está aí há muito tempo. mas Waldemar Ferreira.127 Vamos fala então desses três valores mobiliários. Por isso que ele é considerado um título de crédito impróprio. tudo isso é feito pela instituição financeira. é uma conte de depósito. valor através do último balanço tal. gravames. ela é que controla suas ações. . Então é o banco é que faz. Quando você tem uma conta corrente. Na hora da prova coloquem o Túlio na frente do Clóvis. porque o Túlio é especialista em Direito Comercial (Empresarial) e o Clóvis é do Direito Privado como um todo. Alguém que tenha ações recebe de seis em seis meses ou anualmente um extrato do banco dizendo: “Você tem tanto de ações em valor nominal X. você tem lá as ações. Rubens Requião. OBS: Antigamente havia ainda uma classificação de ações: ao portador.

basta. algum tipo de privilégio. que lá se faz à transferência. uma companhia fechada. Aí você vai para o parágrafo único: “Quando as ações preferenciais forem de companhia aberta”. nenhum tipo de preferência. Em relação às ações ordinárias elas têm algum tipo de preferência. elas terão obrigatoriamente. Aquele papel é só para tirar onda. Então quando as ações preferenciais forem negociadas no mercado. O artigo17 vem dizendo assim: “As preferências. porque ela além de não ter o direito de voto. muito menos ações ao portador. Mas aqui uma observação muito boa: Tem que dar uma olhada no artigo 17. Às vezes bota em um quadro (proprietário de um lote de ações “tal”). o cara entra na casa. Quanto à natureza dos direitos. Aquilo não serve de nada. Então pode acontecer que na prática a ação preferencial não tenha nenhuma preferência. Plano Collor. olha o caput do artigo: “podem consistir. Isso é verdade? Não. forem de uma companhia aberta e. Se levasse já era. não existem mais ações endossáveis. levaram suas ações”. II e III”. Ou quando as ações forem escriturais. I. absolutamente nada. no livro de transferência de ações nominativas. Vejam esses direitos. e ainda tira o direito de voto. se ainda for suprimido o direito de voto. por exemplo. “Quando forem admitidas as negociações no mercado”. . pelo menos uma das seguintes vantagens: “Incisos I. Isso não está escrito. arromba o cofre. não existe mais essa figura. Então você vai lá na Companhia e faz a transferência lá. O advogado chega no dia seguinte e fala: “Vocês estão arruinados. Ações Ordinárias: São aquelas que confere os direitos comuns dos acionistas Praticamente o Estatuto não tem margem nenhuma para fazer qualquer tipo de restrição a essas ações. Por quê como é que você hoje transfere a titularidade de ações? Através de termo. III e IV”. porque todos os direitos decorrem diretamente da lei. podem consistir em: Incisos I.128 Mas desde 1990.. interpretar o artigo 17. então não dá nada. você vê nos filmes. E aí. professor. Então não sobra muita coisa para o Estatuto. só tem é prejuízo para ela. porque às vezes era ao portador. Ações agora são sempre nominativas. eles podem ser conferidos ou não. na bolsa e tudo mais e. ter suprimido o direito do voto. Ações Preferenciais: O próprio nome está dizendo. Aí. Antigamente valiam (papéis). aí poderia alguém levar. mas é a mesma coisa. (isso acontece em companhias abertas).”. as ações podem ser: “Ordinárias. aquilo não serve de droga nenhuma. não vai ter nenhum tipo de preferência. pega as ações e desaparece. você vai à instituição financeira. Desde 1990. nas novelas. ela tem alguma coisa de privilegiada? Não.. os privilégios das ações preferenciais. Preferenciais ou de Gozo ou Fruição”. Na companhia fechada. OBS: As preferências ou vantagens elas só são obrigatórias se ações preferenciais.

E ações de gozo ou fruição? Qual o artigo das ações de gozo ou fruição? As ações de gozo ou fruição estão perdidas.000 com voto. o acionista também. seria 225. A democracia está lá. ou seja. ele tem o direito de voto ou não tem? Tem. É aí. aí sobravam 300. não ter qualquer tipo de problema? Vou ter que adquirir quantas ações? Antigamente R$150. Por isso que muita gente pensa que ação preferencial não tem direito de voto. Vem a lei. A democracia é que todos tivessem o direito de voto. Não é errado. O ideal é que todos tenham o direito do voto. Exceção é tirar o direito de voto.000. para você controlar basta 150. O que é ação de gozo ou fruição? Em última análise o acionista é um credor da companhia. Certo ou errado? Se o estatuto não fala nada.000 votos para você mandar precisa ter quanto? 150.001. (R$1.000 ações ordinárias. mas as ações preferenciais podem ter esse direito suprimido. Isso nas (ações preferenciais. De tanto tirarem as pessoas pensam que exceção é a regra. agora o máximo de ações sem voto numa companhia é metade. Então essas daqui (2/3) eram de ações preferenciais que o estatuto tira o voto. olha uma importante modificação. ele faz uma advertência. Vem na prova assim: Acionista preferencial tem direito de voto. Por quê R$150. mas deu um passo).00.00. O problema é que é exceção. Você bastava adquirir 150. sendo uma parte ordinária e a outra preferencial. você controla 900. no mercado. vocês conhecem alguma ação preferencial com voto? Eu não lembro de nenhuma companhia. Aí a nova lei fez assim (deu um passo. Antigamente nós tínhamos a seguinte situação: Capital social de uma companhia R$900. está longe ainda. Com 150.00? Por que antigamente até 2/3 das ações poderiam não ter o direito de voto.001. mas na prática. estão lá no artigo 44.001? Não. está com razão. Na prática o estatuto sempre tira o direito de voto das ações preferenciais. sempre. parágrafo 5º da Lei de S/A. Ela está tão utilizada que parece que virou regra. controlava. A regra é que todos têm direito de voto.129 Por quê não preferencial? Porque nem sempre ela vai ter preferência.000. conforme artigo17) e (ações ordinárias. Então agora essa companhia poderia emitir 450. Antigamente até 2/3 poderiam não ter o direito de voto. Importante: Aí o Fábio Ulhôa. De 300. Só terá preferência quando for de uma companhia aberta e for suprimido dela o direito de voto. se o estatuto não falar nada a ação preferencial tem o direito de voto.000. Em última análise o sócio é um credor da companhia. . Quantas ações eu vou ter adquirir para ser o controlador tranqüilo.001.000 ações sem voto e 450. Então.000.00 cada ação).001. já que temos agora metade. mas pela lei hoje está assegurada metade dos acionistas. conforme artigo16). agora no máximo a metade. Então eu tenho uma companhia.

pegasse o restante e distribuísse entre os acionistas. pagasse todos os credores da companhia. ele levaria pelas ações dela R$3. eu pergunto. ela não tem nenhum benefício com isso. A companhia precisava pagar isso agora. E por que gozo ou fruição. entrega o dinheiro a ela (R$3. teria direito a R$3. Sabe porquê? Tudo aquilo que ela já investiu ela já recebeu. eu pego as ações de gozo ou fruição e dou em substituição as ações que foram amortizadas. Se quando tiver lucro ela vai receber lucro através de dividendos? Sim. pelas ações dela. ao invés de dar o dinheiro para a pessoa. E o quê acontece? A companhia pega as ações dela. ela já vai saber do lucro. O que ela faz? Ele vai ter que distribuir isso através de dividendo. deu o dinheiro para companhia e a companhia deu uma ação para ela. alto risco. Ela continua como acionista. No dia em que a companhia for acabar. as ordinárias. Faz reserva “disso”. essas ações? Não. só que agora sem risco. o balanço já foi aprovado. Essa é uma forma de amortização. Ela subscreveu e integralizou e os outros também. Mas aí vamos supor que ela pagou o dividendo mínimo.130 Então quando ela comprou uma ação. se assembléia geral autorizar. Para ela (acionista) vai ser de risco? Não. a companhia gosta de distribuir dividendos? Não. porque tudo aquilo que ela investiu ela já recebeu.00). como pode acontecer com as ações preferenciais. o que eu já fiz com as ações dela? Eu já paguei. apenas amortizou o pagamento.000. Isso pode acontecer com as ações ordinárias. esse nome? Ação é um investimento de risco? Sim. porque distribuição de dividendos é a mesma coisa que dinheiro jogado fora. Então o que é uma ação de gozo ou fruição? São aquelas dadas em substituição a ações amortizadas.00. dá um jeito daqui. Se a companhia terminasse hoje. E ela continua acionista? Sim. reserva “daquilo”. Além do pagamento. Então a companhia antecipa o pagamento. dá como uma forma de pagamento. Pego as ações ordinárias e acabo com elas. para não distribuírem dividendos. a companhia não é obrigada a pagar os seus acionistas. Agora ela só está fazendo o que naquela companhia? Gozando e fruindo. o que ela faz? Ela pode fazer o seguinte.000. Pelo balanço é verificado se a sociedade acabasse hoje ela.000. ela como acionista não é credora da companhia? Então é feito o balanço. Mas dinheiro de dividendos é jogado fora. . todas as reservas já estão cheias e mesmo assim sobrou dinheiro.00. tanto lucro. Ela deixa de ser acionista? Não. Ao invés de dar a ela de graça. Então ela fica “amarrando”. da um jeito dali.O quê acontece? Depois de alguns anos a companhia está dando tanto lucro. A companhia comprou as ações dela? Não. ela integralizou.

00. que as ações de gozo ou fruição terão direito de voto. através de sorteio. o controlador precisa do voto? Sim. na verdade consta no registro) ordinária ou preferencial. aprovados. recebe o dinheiro e recebe ainda as ações de gozo ou fruição. ele só é controlador por tem a maioria dos votos. porque aquilo foi apenas uma amortização. Na prática tem? Não. Ela vai receber a diferença. Essa sociedade vai ser finalmente dissolvida. ação de gozo ou fruição é uma ação dada em substituição a uma ação ordinária. Pode não ser interessante para o acionista controlador ou majoritário. Ele vai para casa com dinheiro e continua acionista. Vamos supor que isso acontecer em 1996. Às vezes pode acontecer um fenômeno muito interessante: “Imagine que estou amortizando as ações preferenciais de Túlio”.000. quando é amortizada fica na ata assembléia: “Ação de gozo ou fruição não terá direito de voto”.131 E quais serão os direitos das ações de gozo ou fruição? Serão aqueles previstos no estatuto e na ata da assembléia. Foi verificado que se hoje fosse feito o pagamento por aquelas ações. tanto faz. é bom ter uma ação amortizada? Está no artigo 44. porque R$3. Aí levanta a pessoa vai entrega as ações dele (tudo isso estereotipando.00. Ela recebeu os R$3. porque faz parte do bloco de controle. mas só a diferença. Foram feitas as contas atualizadas e verificaram o seguinte. que tinha o direito de voto. Para o pequeno investigador é sempre um ótimo negócio. Então o que acontece.000. Então na prática nunca tem direito de voto.000. só para facilitar a conta. que autorizou a amortização. Na prática sempre o estatuto ou assembléia tira o direito de voto. ele terá que devolver aquilo? Não. pode ser também que lá na ata da assembléia fiquem consignados. Importante: Em resumo.200.00 Ela recebeu R$3. Às vezes uma ação ordinária.00. Então.000. . Pergunte a vocês. porque era um acionista de gozo ou fruição. se aquele dinheiro fosse distribuído através de dividendos.00. Ele já não tem mais risco. Então além de receber o que investiu. chegasse aqui ele teria que pagar os R$4. ele que não tinha voto acaba passando a ter o voto.00 e sim a R$4. OBS: No dia em que ela for liquidada. na verdade ela teria direito não a R$3.200. amortizada. vamos supor que a atualização não tivesse inflação nenhuma. As ações preferenciais podem não ter o direito de voto. Amortizei as ações dele e. porque às vezes ação de gozo ou fruição não tem direito de voto. por que normalmente a ação do majoritário ou controlador valem muito mais.00 ele já tinha recebido. Vamos supor que em 2006 fique constatado que se hoje fosse receber ela só teria direito de receber R$1. o que vocês podem notar é que às vezes a amortização ela pode não ser interessante para o acionista controlador. É um bingo dentro da companhia. Então ele vai querer ter a ação dele amortizada? Se for por uma ação de gozo ou fruição sem voto? Não. ela sempre tem o direito de voto. ou preferencial.700. Existe o sorteio e de repente: “Lote de ações de (tal a tal)”. Ela vai receber a diferença? Sim. acabam.200. só R$1. continua acionista. Às vezes aconteceu o contrário. Por isso que às vezes que não é interessante para o acionista controlador.00? Sim.

quando vocês lerem vão saber se situar. eu não vou analisar artigo por artigo das debêntures.00). o banco cobraria 2.00. mas vou pagar em juros de 1.00 em cinco anos. Para a companhia é “jogo” pegar dinheiro emprestado dessa forma? Sim. 0. reembolso é direito de retirado (artigo 45).5%.2% mais TR. Amortização está no 44. vou dar só uma orientação genérica.00. o acionista. ou seja.132 E como aquele dinheiro não foi através de dividendos. quem emprestar R$10. “Mas ninguém vai querer fazer isso.4% ou 0. A TR 6% ao ano. parágrafo 5º. ela pede dinheiro as pessoas. O que vai representar essa debênture? Eu vou devolver esses R$10. As grandes companhias têm debênture de até R$10. Uma grande companhia só isso.000. para ela tanto faz. Não vai ser mais acionista pelo exercício do direito de retirada (artigo 45 c/c o artigo 137). Ela te paga todo mês os juros. quando você tem a certeza que vai receber.2%.8% no máximo 0. Ao invés de dar de graça. no momento para ela foi vantagem. Aí a forma de atrativo é o seguinte.3%. Ela economizou quanto aí? É tudo verificado no momento. Ele é representado pelas debêntures. Todo mês ou três em três meses você ficou recebendo esses juros (1. a vocês. a companhia dá uma debênture”. será que ela vai imaginar que vai cair tanto assim.5% em cima de R$ 10. Tem que ser companhias fortes.9%. Se chegar lá e não tiver dinheiro para pagar ele.000. às vezes é 0. Não adianta a qualquer companhia emitir que ninguém vai comprar. No final dos cinco anos você recebe o principal corrigido pela TR.200. é “jogo” ele emprestar. E tem alguns benefícios fiscais. Fala o seguinte: “Quem me emprestar R$10. DEBÊNTURES O que são debêntures? O quê acontece? Explicando agora. Para o investidor que estava na poupança.000. Isso é um empréstimo contraído pela companhia junto ao mercado. Em geral é muito melhor. Os juros você pode pegar todo mês. Normalmente eu vejo de três em três meses. Ou de três em três meses.5% ao mês. . É excelente para ambas as parte.5% ao mês. Se uma companhia está precisando de dinheiro e ela for fazer esse pedido de empréstimo. R$50. vamos supor que o percentual de juros hoje 2. mais TR. investir o dinheiro dessa forma? Sim.00. Ela não quer pagar 2. 1. mais a TR. dependendo da operação.2% ao mês.000. está acabando mesmo. você retirasse juros de mês em mês.00 (normalmente a debênture das pequenas companhias está em torno de R$10.000. ela vai ter que pagar quanto? Só R$1.00 no mercado). É quando ela está saindo definitivamente de sociedade.000.00. Então o que a companhia faz? Ao invés dela pedir dinheiro ao banco.000. vai receber só daqui a cinco anos”. OBS: Reembolso é outra coisa. Ela pensa: Quanto é que uma pessoa ganha na poupança? Ganha 0. Então. ou seja.

.00 corrigidos. e as debêntures subordinadas têm uma maior rentabilidade. em qualquer espécie. no final dos cinco anos em vez de você pegar os R$10. Qual é a espécie de debênture mais utilizada no mercado? Debêntures subordinadas (equivale a 50% das debêntures em circulação) Quando você empresta para alguém. depois encargos da massa. Debênture com Garantia Real. Então normalmente vai buscar debênture que tem uma maior rentabilidade. você tem a opção de transformar aquele dinheiro. aquela debênture em ações da companhia. Temos uma segunda espécie de debênture. crédito quirografários (outra debênture) e. por isso que elas são as mais procuradas. por exemplo. Naquela ordem de falência temos alguns credores privilegiados. o ativo dela. A conversibilidade de ações pode ser conferida a qualquer espécie.ativo). Ainda uma anomalia nas debêntures. Numa forma de empréstimo em que não há nenhum tipo de privilégio. Quando alguém está emprestando ele pode dar como garantia. primeiro vai alguns acidentes do trabalho. só com uma coisa de importante. depois temos crédito com privilégio geral. Quer dizer. ou seja. As debêntures que tem como garantia o ativo da própria companhia. As últimas debêntures são as Debêntures Subordinadas. depois de todo mundo. você está contando que essa pessoa vai a falência? Se você desconfiar você empresta? Não. Dão aos seus titulares um crédito subquirografário.000. se quiser. No início você é um mero credor. crédito subquirografário e. às vezes um bem (imóvel etc. Esse credor passa a ser chamado de credor com garantia real. naquela ordem de falência. Se cair na prova vai ser isso.00 ganha uma debênture. Debênture com Garantia Flutuante (credores com privilégio especial . depois trabalhistas. a Debênture Quirografária. Temos quatro espécies de debêntures. Os direitos das debêntures podem variar. etc”. essa companhia que está pedindo dinheiro emprestado. tem esses direitos. PARTES BENEFICIÁRIAS Leiam na lei. depois dívidas da massa. o credor é chamado de credor o quê? Credor quirografário. ou então royalty do petróleo.000. prova do Ministério Público. São as debêntures conversíveis em ações. Isso pode ser conferido ou não. crédito com privilégio especial (aqui já temos duas debêntures). você pode.). que foi pergunta da prova do Ministério Público: Como se posiciona as debenturistas no quadro geral dos credores? Tem que saber isso tudo. mais utilizadas. ou então uns títulos que eu tenho que receber em outra companhia. É a terceira espécie de debênture. se sobrar dinheiro distribui entre os sócios. depois créditos com garantia real. depois você pode até se tornar acionista.133 Quem empresta esses R$10. ela falou: “dou como garantia de que eu vou pagar essa debênture. Então temos uma espécie de debênture já. Debêntures com garantia flutuante (ativo). depois tributários. umas ações que eu tenho em outra companhia. Os credores dessas debêntures são chamados credores com privilégio especial. elas hoje só podem ser emitidas por companhias fechadas. se sobrar dinheiro. elas podem ser conversíveis em ações.

mas ainda temos que falar sobre ele. Prevalece hoje a tese. O conceito completo de título de crédito é o artigo 887 do CC mais essa complementação. Saber os princípios você resolve as questões de título de crédito. Qual o conceito de TÍTULO DE CRÉDITO? Ele está no artigo 887 do novo CC. Vamos começar pelo PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE. ele dá um aspecto econômico. O conceito que eu dei para vocês é um conceito jurídico. autonomia e abstração. dá uma visão econômica do título de crédito. Existe uma “queda de braço”. tudo de título de crédito. que são os princípios da cartularidade. caiu uma prova de título de crédito. “TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. Complementando o conceito. capaz de realizar imediatamente o seu valor (complementação). Qual o conceito de Título de Crédito? Esse conceito que eu vou falar é mundialmente aceito. Praticamente. Então é a nossa posição atual. literalidade. outra hora é direito das obrigações. existe um professor chamado José Maria Elmidaque. Nós vamos trabalhar em torno desse conceito. Então. Vamos ao que é mais importante sobre títulos de crédito. que já é um princípio que está meio caduco.134 13ª Aula – 06/09/2003 TÍTULOS DE CRÉDITOS O que seria Título de Crédito? Em primeiro (importante para quem vai fazer Defensoria). está meio decadente.Como já disse: Ele está no artigo 887 do CC. O professor Bonelli sempre defendeu que título de crédito tem que ser inserido dentro do direito das obrigações e foi o que fez o novo Código Civil. o conceito do professor César Evivante tem que estar na ponta da língua. Eles incorporaram o conceito do professor César Evivante: “Títulos de Crédito é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. E só você olhar no livro. São as teorias de Bonelli (italiano). vamos começar pelo conceito. Uma hora é direito das coisas. aí fica legal você complementar o conceito jurídico com o aspecto econômico. Discute-se qual a natureza jurídica dos títulos de crédito. está lá no direito das obrigações que vem falando inclusive dos títulos de crédito. todos os livros têm esse conceito. de que os títulos de créditos estão dentro do direito das obrigações. lá vai estar dizendo. . dificilmente você não irá resolver a questão com os princípios. Aí você tem em qualquer livro. Qual é o aspecto econômico? Primeiro ele repete: TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado. que é a aula de hoje. Em geral 80% das questões de título de crédito gira em torno dos princípios.

Então cai na prova: Discorra sobre o título príncipe. Então são títulos universais. ele chama a duplicata de “Título Príncipe do Direito Brasileiro”. analisando duplicata.”. . Existe um outro um pouco diferente também na Argentina. ele nasceu no Brasil. tem que estar num papel. na Alemanha. A duplicata é genuinamente brasileira. O título príncipe do direito brasileiro é a duplicata. Muito bonito.. tem que estar num documento. você não pode cobrar o seu devedor apresentando uma cópia mesmo que autenticada em razão do princípio da cartularidade. em uma cártula. Estes princípios. Eu posso executar uma xerox autenticada de uma nota promissória? Você pode exigir que o devedor pague você apresentando uma xerox autenticada? Não. Por que ela recebeu esse tratamento? Porque ele é um título genuinamente brasileiro. Mas o que aconteceu? No Brasil a par de todos esses títulos universais. o princípio da cartularidade? O título de crédito ele tem que estar incorporado em um documento. por isso que é cartularidade. por isso que os princípios são universais. O que é isso. Existe um parecido em Portugal. A duplicata é o título tupiniquim. é brasileiro nato e só existe no Brasil. em uma cártula. como os títulos de crédito. tem cheque na China. nós temos um título que é genuinamente brasileiro. Normalmente na prova caem as exceções. Não existe título de crédito verbal. Ele é necessário. ele tem que estar materializado fisicamente num documento. tanto é que o professor Italiano Scarelli. Antes de falar dessa exceção eu vou falar uma observação. em um papel. Esse é o teor do princípio da cartularidade. A gente sabia disso. Agora você já sabe o que é. são universais. também chamado PRINCÍPIO DA INCORPORAÇAO. Então você não pode executar uma xerox autenticada.135 1 – PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE Paes Lacerda e Torres gostam de utilizar outro nome. o seu original. Olha para o nosso conceito: “É um documento formal e necessário. em uma cártula. ele tem umas regras próprias peculiares que acabam excepcionalizando os princípios universais. que é a DUPLICATA. só não sabia o fundamento. Acabam abrindo brecha daquelas regras que são únicas para os demais títulos. USA. tem letra no Brasil. Então. em um título.. O fundamento é o princípio da cartularidade. E por ser um título que só existe no Brasil. Um delas foi até objeto da prova da Defensoria Pública. Por que não? Pelo princípio da cartularidade. Paraguai. você tem que apresentar o título. mas na prova não cai a regra. ele é imprescindível para você exercitar o direito de crédito. não existe lá fora. é a mesma coisa. tem cheque no Uruguai.

Vocês vão ver qual é o título que faz exceção ao princípio. devidamente assinada. A padaria liga para o fornecedor de farinha e pede: “Eu quero 10 sacos de farinha. o fornecedor vai mandar via transportadora ou via própria mesmo. Chegou aqui. estando tudo ok. para simplificar. as outras com o transportador junto com as mercadorias para não perder um dinheiro na estrada. que o nome dela é duplicata. Junto com a mercadoria. fechou negócio. Ele confere e verifica que está tudo certo. Aí. Então.000. o vendedor só pode criar um único título de crédito. tem uma parte destacável na nota/fatura chamada de? Todo mundo fala canhoto. Diz a lei de duplicata que toda vez que a compra e venda mercantil tiver um prazo igual ou superior a trinta dias (nesse caso aqui tem mais) é obrigatório à emissão da fatura.00. etc”. vai tudo junto. Então quando você emite uma nota fiscal já é nota fiscal e fatura. O fornecedor pergunta: Vai pagar quando? A padaria responde: Daqui a noventa dias. Aí ele vai conferir a nota/fatura. Então são dois documentos: A nota fiscal e a fatura. Nós já sabemos o que é o princípio da cartularidade. Estando tudo certo. São quatro vias se não me engano. a transportadora voltou com aquilo (comprovante). Por isso. a duplicata. OBS: Na prova não pode falar canhoto. por isso tem umas regrinhas diferentes das regras que tem que ser aplicadas em todo mundo. Tudo isso feito por telefone. com aquilo que ele tratou por telefone. . é porque ela só existe no Brasil. etc. é a duplicata. para acabar com tanto papel o que eles fizeram? Pegaram a nota fiscal e acrescentaram os dados da fatura. a mercadoria. coloca a data para cinco de dezembro. uma fica com ele. Então ela não tem o mesmo tratamento. Então é título que só existe no Brasil. que é. por que? Ela limitou-se a duplicar os dados da fatura. É um modelo só. Aí de repente. por isso que o nome do título é duplicata.136 Então quando eu falo dos princípios há uma aplicação quase que absoluta nos demais títulos. mas na prova pode botar canhoto? O nome dela é comprovante de entrega e recebimento da mercadoria. No Rio de Janeiro. Não é que é ruim. o que o fornecedor vai fazer? Ele vai emitir o que? Uma nota fiscal. feita essa compra e venda. a padaria vai conferir. Com base na fatura. mas vocês vão ver a toda hora exceção do princípio. Quanto é? O fornecedor responde: R$ 5. Então toda hora eu vou falar “duplicata” e vocês vão falar: “Duplicata é ruim”. a padaria vai assinar esse comprovante de que recebeu as mercadorias e. a mesma sistematização que os demais títulos de crédito. e vamos falar da primeira exceção do princípio da cartularidade. Vê-se o vencimento está ok. Como é que funciona a duplicata? É mais ou menos assim: Temos aqui o fornecedor de farinha e temos aqui uma padaria. se a quantidade de mercadorias está ok. o fornecedor vai estar na mão com as vias da nota/fatura e com o comprovante de que entregou a mercadoria ao seu cliente.

vendedor. o fornecedor. desde que ele apresente Justificativa. como é que ele vai juntar o título na inicial? Ele não tem como executar. parágrafo 2º da Lei de duplicatas. (Depois irei falar). Será que tem como se convencer na hora? Não tem. Ele liga para o fornecedor e fala: “Não vou aceitar. porque está sem o título. Protesto por indicação. Ele é o sacador. Dentro desse prazo ele tem duas opções: 1º) Lançar o aceite . O título ele assinou? Não.Não aceita. Uma exceção para quê? Para que o credor. por isso que a Lei dá um prazo de dez dias. de R$50. Duplicata nos dados fatura. Qual foi a fórmula cobrada pela Lei? Se o título foi retido indevidamente pelo devedor? Artigo 15. E sem o título ele pode cobrar? Pelo princípio da cartularidade. (mandar para contabilidade. “Não aceito e não devolvo o título”. 2º) Ele recusa o aceite . a lei dá a ele um prazo de dez dias para refletir. agora ele passa a conferência para ver se os dados da duplicata realmente correspondem aos dados da nota/fatura. Quem remete a duplicata para o sacado. que ele tem que aceitar ou recusar dentro de dez dias. Ele assinou apenas um comprovante que recebeu a mercadoria. Ele remete para o comprador. que é o devedor. . A única coisa que ele não poderia fazer eu vou falar agora. mesmo sem o título ele possa cobrar. Se estiver tudo ok.000. Está faltando a assinatura de quem no título? Da padaria. Remete para que o comprador.00. O título foi retido indevidamente. A Lei já prevendo que poderia acontecer teve que criar uma exceção ao princípio da cartularidade. Tem valor de R$1000.) Então tem que ter um prazo.Faz o aceite e entrega dizendo que no vencimento podem cobrá-lo. por isso que o nome do título é duplicata. Vou mandar alguém pegar meu título de volta”. A lei de duplicatas (5474/68) no artigo 7º diz: Apresentada a duplicata para o sacado e a padaria faz o ACEITE. ele vai fazer o que na duplicata? Aceite. É o que a Lei chama de PROTESTO POR INDICAÇÃO. Ele (Fornecedor) vai ao cartório e fala: Quero protestar uma duplicata. mesmo sem o título na mão. como é que é isso? Ele vai lá no cartório (Fornecedor). ele pode cobrar? Não. devedor. O credor está com o título na mão? Não. Imagine um supermercado. quase que uma cópia da fatura.137 Porque ela é uma cópia. Ele não vai aceitar e não vai devolver o título. etc. para ver se aceita ou não aceita. São dez dias. se o título ficou retido com o “safado” do credor.00. sacado. Você pega os dados da fatura e passa para a duplicata. aí vem a assinatura do credor. Como é que ele vai executar.

É sinônimo protesto por indicação e protesto por falta de devolução. ele já pode até requerer a falência da padaria. Com esses dois documentos. juntando o comprovante de entrega da mercadoria. O comprador agora faz o ACEITE. Mesma história. é o que a lei chama de ACEITE EM DOCUMENTO SEPARADO. Com o protesto ele vai juntar o segundo requisito para poder confirmar uma exceção a cartularidade. pode executar. Então ele vai fazer o protesto.. Ele vai juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. Segunda exceção ao princípio da cartularidade: Artigo7º. ele não precisa mais da duplicata. Esse protesto por indicação também é chamado de PROTESTO POR FALTA DE DEVOLUÇÃO. Mesmo sem o título ele vai poder executar. O credor vai desconfiar. O prazo para protestar por falta de devolução. o devedor pediu que deixasse com ele a duplicata que depositaria na conta do credor em dinheiro na data do vencimento. juntando esses dois documentos. Cartório: Como é que eu vou protestar? Fornecedor: Não se preocupe. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. dentro do prazo de dez dias. ele já pode executar a padaria. Protesto por indicações do sacador. não precisa mais delas. . Na verdade. mesmo sem o título. Por isso que essa circunstância é uma exceção a cartularidade.138 O cartório pergunta: Cadê ela? Ele responde: Não está comigo. dane-se a duplicata que o devedor reteve. ele apenas indica os dados e apresenta a nota fiscal. Como é que o fornecedor vai indicar os dados da duplicata? Vai puxar pela memória?Com base em que? Com base na fatura que ele tem.. O devedor não devolveu o título a ele. Ele vai e indica para o cartório: Os dados da fatura são esses. na verdade esse prazo ele só tem (vamos falar disso mais tarde). Fez tudo isso. Mas se não fizer até o vencimento. Junto com a certidão do protesto.”. Juntando-se esses dois documentos. Só que. o protesto com a devolução tem que ser feito até o vencimento. Por que é protesto por indicação? Porque nesse caso o título não está com o credor. O credor pergunta se o devedor vai depositar mesmo (fica desconfiado). OBS: A lei fala que a recusa tem que devolver o título com as razões da recusa do aceite. juntar o comprovante de entrega da mercadoria. mas ele só vai poder fazer isso se primeiro fizer o protesto por indicação e segundo. qual a conseqüência? Vamos ver só mais tarde. O que acontece? Quando o credor mandou a duplicata para o devedor fazer o aceite. Com isso terá o protesto na mão. mandou a duplicata para o comprador. Mesmo sem o título? Sim. eu vou indicar os dados da duplicata.

Mandou via caminhão. Agora vamos modernizar nossa aula.C. mandou o fax. Então pode ser por qualquer meio. Ela fez aquela jogada toda. Tudo isso que eu falei é mentira. ou até por e-mail com aquela assinatura criptografada. E igual o aceite. Por que não imprimia? Porque não precisava. assinaram o comprovante que receberam a mercadoria. Distribuidora A. Na prática o credor executa. não é a SKOL. não prejudica. Aí ele (devedor) faz um documento separado: Recebi a duplicata “tal”. o título está com quem. Esse documento. Diz aí.B. Quem vai fazer a cobrança dessas duplicatas para a SKOL. faz para facilitar o juiz. que vai pagar no vencimento. Vamos falar dos títulos virtuais. Olha como funciona hoje: Vamos imaginar a SKOL. um programa e ela sacavam a duplicata. não existe. Vamos falar agora sobre o comércio eletrônico. com vencimento tal. mas emite uma triplicata. Quer dizer o seguinte. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. era mandado para ela um disquete. ou por telegrama. e o distribuidor recebeu a cerveja. Terceira exceção ao princípio da cartularidade. esse documento separado ele substitui tanto o aceite como o próprio título. na forma do artigo 7º. A prática é o que eu vou falar agora. criava a duplicata pelo sistema no computador dela e não imprimia. Então a SKOL. aquele documento que o devedor passou via fax. Nada disso que eu disse para vocês existe na prática. referente à fatura tal. Esse comprovante chegou na SKOL. ou entregar pessoalmente. chegou no vencimento não pagou. ela contrata um banco. tudo direito.. Tudo isso que eu falei só existe para cair em prova de concurso. Esse aceite em documento separado na duplicata. só que o aceite em documento separado. promete pagar. Ela vende SKOL para um monte de distribuidora.139 O credor pede: “Me manda um papel. E. Não precisa. com o credor ou com o devedor? Com o devedor. Ele pode passar por fax.. escreve dizendo que você vai fazer isso mesmo”. ou por outro meio. se ele não pagar. qualquer documento.. Emite uma triplicata e junta com esse documento e executa. Como é que o credor vai executar? Diz a Lei. Precisa emitir a triplicata? Não.D. Comprometo em pagar no vencimento. aí com base na fatura o que a SKOL emitiu? As duplicatas. a Lei não diz que documento é esse. . substitui tanto o aceite como o título. nota fiscal. é qualquer documento dizendo que aceitou pagar. mas. substitui o título.

O que acontecia? A duplicata foi criada. agora imprime? Vai manda para o cartório para protesto. é um valor um pouquinho maior. você precisa apresentar o título? Para que imprimir duplicata? Precisa? Não. o cartório manda a certidão de protesto. mas é claro que não é o valor do título. Então daqui a um tempo ninguém vai ver duplicata. O “D” paga e o “E” não pagou. intima o “E” para comparecer ao cartório para pagar sob pena de protesto. A SKOL chega para o banco: Se não pagar em cinco dias após o vencimento protesta. ter até tem. “Em caso de não pagamento passível de protesto”. Manda o que? O boleto bancário. o cartório recebeu via e-mail e já manda intima o “D”. também manda para o cartório por via e-mail. Toda vez que você juntar a certidão de protesto com o comprovante de entrega de mercadoria. mais nada. tem numero de série. no vencimento a “A” pagou. Chega no banco. Vamos supor que o “D” e o “E” não pagaram. às vezes duzentas. Assim acontece desde 1997 e os bancos. E aí. os examinadores ainda não sabem.C. podem executar o “E”. constavam todas aquelas duplicatas. Aí ficou em aberto. A SKOL dá nomes de uma orientação. aquilo é uma mera guia de recolhimento bancário. manda os títulos para protesto. Chega aqui. D. Só no final do ano é que eles imprimem. pedir a falência do “E”. ele já paga logo.B. Juntou isso aqui você pode executar. Um banco recebia e automaticamente jogava no sistema. O banco vai e protesta. o banco comunica a SKOL que o “D” e o “E” não pagaram. os documentos para SKOL. pode requerer a falência. 2º) Ela vai juntar o comprovante de entrega da mercadoria. O título se quiser pagar. o banco manda o que para o domicílio dos sacados? Manda duplicata? Não. Ficou em aberto. . não sei se alguém teve a curiosidade de ver já é uma prova de ficha de compensação. Essas grandes companhias não tem. Manda as duplicatas via e-mail para o cartório. mais nada. a ficha de compensação. o banco dá a baixa no sistema e pega o dinheiro e deposita na conta da SKOL. Ele pagou. porque já estão incluídas as custas do cartório. Quando paga se dá automaticamente baixa na duplicata do sistema. É título executivo extrajudicial. porque se você juntar isso você já substitui o título. Aí intimou. A intimação de hoje.140 Ele cria e manda essas cem duplicatas por dia que ela tinha. A e a SKOL vai ter na mão o que? 1º) Vai ter a certidão de protesto. Aquilo é título de crédito? Não. Após o décimo dia. vocês vão ver na duplicata. Manda a ficha de compensação para o A. Feito o protesto. manda via e-mail para o banco. Vai ter que imprimir agora? Não. A duplicata existe. O “A” pagando. mas só dentro do computador. O protesto é feito. ou após o vencimento.

existe o cheque só de computador?O cheque eletrônico? Aquilo não é cheque. mas é válido a terceiro de boa-fé? Não. Ele pergunta: “Cadê?”. É só experimento ainda. Tenho uma nota promissória em meu favor. mas não é cheque droga nenhuma. Você pode dar um aval um título sem ser do título? Um aval em documento separado? Não. 2 – PRINCÍPIO DA LITERALIDADE É o princípio do jogo do bicho. Isso é plano piloto ainda. Título de crédito mesmo. Eu digo: “Esqueci em casa.00. com aquela assinatura criptografada. que nós vamos ver dentro dos títulos de crédito. Como é que você vai endossar um título em documento separado? Não pode. assinasse. Ele aceita e me paga os R$ 5.141 E o pior você não sabe. Só se vincula ao título o que assina pelo princípio da literalidade. Quando eles mandam receberem as mercadorias. Então hoje a duplicata pode ser virtual. só se vincula ao título quem o assina. mas me paga que eu te dou o recibo”. Existe algum outro título que pode ser virtual? Existem as ações escriturais. Título virtual hoje só existe um. endossasse para outro. Eles querem transformar o comprovante de entrega de mercadoria também em informação via-computador. um monte de coisas. só seria válido se a quitação estivesse no título. eles mandam um e-mail para o vendedor dizendo que recebeu as mercadorias. Este último vai e cobra do devedor. Aí eu vou hoje na casa dele e digo: “Vim te cobrar aquela nota promissória”. porque ele viu que o título já tinha sido quitado. a duplicata. O devedor vai ter que pagar? Sim. nem mais e nem menos. e nunca vai ser. No endosso para valer tem que estar no título. digital. que endossa para outro de boa-fé e que também endossa para outro que está de boa-fé. mas delas não precisamos falar. Pego aquela nota promissória em casa e endosso para outra pessoa que está de boa-fé. estão querendo acabar até com o comprovante de entrega de mercadoria. . Você não pode exigir nem mais nem menos. E o cheque. Eles têm o nome de cheque. Ele poderia alegar que estava de boa-fé? Não. R$ 5. Vale o que está escrito. Por quê? Aquela quitação é válida? É válida em relação a mim.00 e eu dou o recibo para ele de quitação da nota promissória. Se eu chegasse lá na nota promissória e colocasse assim: “Quitada” e. Por que o princípio do jogo do bicho? Vale o que está escrito. só existe a duplicata. Aquilo é débito automático em conta. não é válido.000. Preste atenção agora.000. depende de Lei. Essas são as exceções ao princípio da cartularidade.

lá vem dizendo: “O sacado só pode recusar o aceite: I. vou executar só o R$5. só são válidos realmente. um endosso. . “erga omnes”. além de ser uma exceção a cartularidade. ele só pode recusar o aceite se alegar uma justificativa. aceite presumido. ele não me pagou e. 2º) A outra exceção nós já vimos. Então eu estou executando a nota promissória que ele não me pagou. exceção ao princípio da literalidade. O aceite pode ser dado em documento separado e. A primeira exceção às verbas decorrem diretamente da lei. Qual a natureza jurídica do título de crédito no Processo Civil? Título executivo extrajudicial (artigo 585 do CPC). emitiu a duplicata.. estou executando a nota promissória. via correio? Também é exceção ao princípio da literalidade. Mesma história. O aceite presumido não existe.000. o que vai é a ficha de compensação. Quantos dias o devedor tem para refletir? Dez dias. 3º) Aceite presumido é a terceira exceção (essa aqui foi questão de Defensoria Pública). mas foi dito que só vale o que está no título. e enviou para o devedor efetuar o aceite. Existem exceções? Sim. O aceite em documento separado.142 Então a quitação. inciso II da Lei de Duplicatas. aí eu pergunto: Quais são essas justificativas? Estão previstos no artigo 8º da Lei de duplicatas. Na prática duplicata é apresentada para aceite? Não. Essas verbas não estavam no título. O problema é o seguinte. um aval. E agora vou falar da terceira exceção. Só que agora isto está no artigo 15. e aí? Mas essas verbas decorrem diretamente da lei. ela nem vai para o sacado. se estiverem no título. Quais são as exceções ao princípio da literalidade? 1º) Aquela mesma nota promissória. Vamos voltar na duplicata. na cártula. Lembra daquele aceite em documento separado? Aquela via fax. voltou tudo bem. Dentro de dez dias ele só tem duas opções: 1º) 2º) Devolver a duplicata dentro de dez dias sem aceite. correção monetária e principalmente honorários advocatícios. Mas vamos para a prova da Defensoria.. Mandou mercadoria. Podem ser cobradas. isso na prática. A segunda é aquele aceite em documento separado que nós já tínhamos visto. pelo princípio da literalidade tudo deveria estar no título. no documento. e não está no título. As verbas que decorrem diretamente da lei não precisam estar no título.”. também é uma exceção a literalidade.00? Ou vou pedir mais alguma coisa? Vou pedir juros.

não tenha alegado uma das causas do artigo 8º. Esses dois documentos vão suprir a ausência de assinatura. Então ele está vinculado no título? Em princípio não. A pergunta que é feita é o seguinte: Então as justificativas estão no artigo 8°. Por falta de que agora? Por falta de aceite. Júnior jurisprudência (majoritária). Ele devolve o título sem aceite e. Mas isso não importa. É tão complexo. porque a corrente dele é minoritária. Qual é a terceira condição para que o credor possa executar esse título sem aceite? Que o sacado não tenha recusado justificadamente. Fábio Ulhôa Coelho. . porque ele fala: “O sacado só poderá recusar. ele só vai poder executar se o sacado não apresentou uma das justificativas previstas no artigo 8º. não tem “bola de cristal”. O que acontece? Foi lá para o devedor. O que é justificadamente? Alegando uma das causas previstas no artigo 8º. O terceiro requisito é que o sacado não tenha alegado o artigo 8º.. Waldo F. Importante: Então a exceção ao princípio da literalidade tem essa diferença. no terceiro requisito. não alega nada. Aqui entre o que o colega perguntou do artigo 8º. Ele tem um pouco de razão. entendem que o rol é taxativo.” esse “só” colocou o rol taxativo. não apresenta justificativa ou apresenta uma justificativa que não está no rol do artigo 8º. Além da certidão de protesto por falta de aceite e o comprovante de entrega da mercadoria... Fran Martin. vão suprir o aceite.143 II. III.. Ele falou que o legislador não tem como prever todos os problemas que podem ocorrer na compra e venda mercantil. E o que o credor pode fazer nesse caso? Diz a Lei: Ele faz o protesto. aí o dever tem os dez dias.. Protesto por falta de aceite. Aquela duplicata vai estar com a assinatura dele? Não. Protesto. só que uma terceira condição negativa.. por conta de que? Por falta de devolução? Não. porque o título foi devolvido. É uma terceira condição? Sim. Como é que o legislador vai prever. Aqui é que entra. Ele vai ter que juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. Eu falei que só se vincula ao título que o assina. Não tem como prever. Juntar esses dois documentos já passa a ter força executiva. aquelas justificativas estão dentro de um rol exemplificativo ou aquele rol do artigo 8° é taxativo? Será que todas as justificativas estão no artigo 8° ou eles podem recusar o aceite alegando uma outra coisa que não esteja no artigo 8°? Para o professor Rubens Requião o rol do artigo 8° é exemplificativo.

Vamos ver se vocês entenderam mesmo o princípio da Literalidade. está aqui no GLIOCHE. Aproveitou e passou na loja e comprou um modelito. Passou na loja comprou um vestido de R$ 300. Ela gastou. tendo conta conjunta com o marido. a moça da loja depositou o cheque. Executa se quiser cobrar litisconsórcio passivo necessário. canhoto. Junto na riqueza e na pobreza. e os cheques foram devolvidos.00 no Shopping? Aí. Na prática eles propõem a monitória. Eu vou dar duas opções aqui: 1ª) Só pode cobrar do marido. O marido passou em casa para fazer um lanche. O marido chegou cansado do curso. pagou R$ 400.00. Alegou-se artigo 8º. . ou dos dois. Mas avisou que gastou R$ 1. Ele vai ter que propor o que? Uma ação ordinária ou uma ação monitória. Vou botar vocês (alunos) para cobrar essa dívida.200. O marido pagou a despesa do salão com cheque. O maior erro é abrir uma conta conjunta. 2º) Só pode cobrar da mulher. abandonou o futebol e a prova. Qual é o maior erro que o homem pode cometer na vida? É casar? Não. Ele passou na loja e salão e perguntou quanto. O credor vai fazer o que?Ele pode cobrar? Sim. no sábado. o marido tirou o dinheiro da conta para poder aplicar em uma outra coisa. Ou litisconsórcio passivo facultativo. pode cobrar de um. ou conjunta.00 no salão. paga-não paga. Ficou naquela de paga-não paga. que está prevista até na Lei de Duplicatas artigo 18 ou artigo19. Abandonou tudo para poder melhorar de vida e veio para o GLIOCHE. segunda-feira. Se entrar com uma execução? Você pode alegar exceção de pré-executividade. porque essa terceira é uma condição negativa. depois vai ter que propor ação monitória. o marido. comprou o salão todo”. mas através de exceção. Chegou em casa (a mulher) e mandou a empregada preparar um jantar à luz de velas. para não gastar dinheiro na rua e ele atende ao telefone e é o rapaz do salão e diz: “O cheque de R$ 400. de outro. Ou ele propõe uma ação ordinária. o que a mulher faz no sábado? A mulher vai ao salão dentro do Shopping. tem o amor. porque afinal de contas o CPF está intitulado. ou ele propõe a monitória. ausência de título executivo por falta de aceite. a água de coco. Mas como ela não tinha avisado ao marido que ela tinha passado os dois cheques. Resultado. Tirando raras exceções. Preparou tudo para passar uma noite maravilhosa. o chopp. o rapaz do salão depositou o cheque. Conta comum. E se o sacado alegou alguma coisa do artigo 8º? Aí aquela duplicata vai ter força cambial? Não.144 Não junta os três.00 voltou. Tirando algumas exceções.

só pode ser executado o emitente. Mata a charada. Se tivesse saldo positivo. Na relação jurídica externa. Se fosse uma conta especial. Essa é uma relação que exclusivamente cambial. podem ser dois sócios. O homem foi ao salão de beleza? Não. aí esquece o contrato. Em princípio precisa saber regra sobre cheque? É só você aplicar o princípio da literalidade. Não tem aquela coisa do estatuto da mulher casada. Eu falei para vocês: Só se vincula ao título quem assina. aí eles serão credores e devedores solidários. Ex: Se tivesse. poderiam ser qualquer um. A resposta vem do princípio da literalidade. aquela que tem limite. mas poderiam ser irmãos.145 Quem acha que só pode cobrar do marido? Quem acha que só pode executar a mulher? Quem acha que é litisconsórcio passivo necessário? Quem acha que é litisconsórcio passivo facultativo? Só pode executar a mulher. Conta conjunta não é só entre marido e mulher. Agora se o cheque for devolvido. Mas eles são o que solidários? Credores solidários. o cheque do salão fosse pago. ficou com o saldo negativo. negócio de dívida? Por isso que eu não falei do salão. eles são credores solidários. e essa relação jurídica é formalizada por uma conta. Mas não é conta conjunta? O cheque tem duas relações jurídicas: É a relação jurídica chamada interna e a relação jurídica externa. Nesse caso a conta conjunta. Independentemente do regime. Quando se abre uma conta conjunta. A RELAÇÃO JURÍDICA INTERNA ela não é cambial. A resposta é simples. Agora vamos para relação jurídica externa. Pelo saldo que está lá os dois são credores. Então na execução só quem pode ser executado é o emitente do cheque. Mas sempre perante a quem? Ao banco. princípio da literalidade. Então é só ela que se vincula. O banco poderia cobrar o marido? Poderia cobrar da mulher? Poderia cobrar dos dois? Litisconsórcio passivo facultativo. Entre quem assina e entre quem recebe. agora é marido e mulher. . O marido assinou o cheque? Só quem assinou foi à mulher. os dois assinam o contrato? Sim. um de conta corrente e tem o contrato acessório de cheque especial. porque ela é celebrada entre os correntistas e o banco. Isso em relação jurídica interna. ela é contratual. Tanto é que o banco nem participa da relação cambial. através de um contrato. Então os dois assinam perante o banco. eles são solidários. Só se vincula ao título quem o assina. macho que é macho vai ao barbeiro. Isso perante o banco. comum. aí são dois contratos. ele é formalizado entre o emitente do cheque e o beneficiário.

Não tem como ter a mesma numeração. ou a natureza de ordem de pagamento à vista? O que vai prevalecer? Quais são as conseqüências do cheque pós-datado ou pré-datado no Direito Civil. Mas aí qualquer bem poderá ser penhorado? No caso do salão? Essa despesa foi para o bem da família? Como é que ele vai provar que foi em favor da família? Tem divergência. Nós chegamos até a comentar no início. tem dois cheques de R$3. STF entende de uma forma e o STJ de outra. quando a dívida é feita em favor da família. conseqüência do Civil dentro do Penal? O cheque pós-datado ele tem conseqüências próprias do Direito Empresarial.000. todos os bens do casal respondem. a mulher passa um cheque no outro. O professor Paulo Restiffe e o professor Paulo Restiffe Neto são sempre citados pelo Supremo Tribunal Federal. mas pelo estatuto. Tem que ter sorte para o cheque bater primeiro. o STJ tem um entendimento e o STF tem outro entendimento de que está com o ônus da prova. Não abra conta conjunta.146 Tem regra no estatuto da mulher casada o seguinte: Cada cônjuge responde por suas dívidas.00 na conta e. que é a data 03/12/2003. Mas se chegou do supermercado não há a menor dúvida que poderia executar qualquer bem do casal. porque o supermercado é em favor da família. porque esse costume seria contra legis. dessa vez. Quem vai figurar no pólo passivo? Ambos? Não. e tem outras também completamente diferentes no Direito Penal. emite costumes segundo em “praeter legis”.000. Para o Supremo Tribunal Federal (STF) o ônus da prova cabe ao credor e para o STJ cabe ao outro cônjuge ou é o contrário. lembra? É costume comercial? Pode ser acertado esse costume na Junta Comercial? Não. Outra questão interessante para a gente abordar é o cheque pós-datado. e aí bate um cheque. Não é questão de justiça ou injustiça. quais são as conseqüências no Penal para o Direito Empresarial. ou seja.00. Quem vai figurar no pólo passivo na execução? A mulher. O que vamos falar sobre cheque pós-datado? O que vai valer. . Eu avisei é aquela “desgraça” que não pode fazer. por exemplo: Cheque pós-datado é um costume comercial? Lembra o que eu falei com vocês. O colega de outra sala chegou a brincar: Isso é injusto! Se o marido passa um cheque num dia. De quem é o ônus da prova. Mas se os dois cheques baterem no mesmo dia?Qual é que vai ser pago? Qual vai pagar primeiro? Tem R$3. se foi a favor da família ou não foi a favor da família. E se for na mesma data? O de menor numeração. qual vai pagar primeiro? Vai ver pela data de emissão. só sei da divergência. tem outras conseqüências totalmente diferentes no Direito Civil. mas vamos falar dele de novo. pela interpretação dada pela jurisprudência ao estatuto da mulher casada. o que está no título. igual ao Rio Grande do Sul. não sei ao certo. o mais antigo.

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Então é isso que nós vamos abordar na próxima aula: Quais são os efeitos do cheque pós-datado no Brasil.

14ª Aula – 20/09/2003
Continuando o ponto da matéria passada, vimos à natureza jurídica, a importância do cheque pós-datado, pré-datado para o Direito Penal, Civil e Empresarial. Cheque pré-datado, cheque pós-datado no Direito Penal, alguém sabe dizer a importância? Caracterizar o artigo 171 do CP. Existe no artigo 171 do CP, a emissão de cheque sem fundos, essa prática é crime no artigo 171 do CP. Porém toda a jurisprudência a partir de precedentes do Supremo Tribunal Federal passou a entender que não tipifica o artigo 171 do CP ao cheque pós-datado devolvido. Isso porque o cheque pós-datado, para efeitos penais, retira o dolo do artigo 171 do CP. Para o STF, o cheque pós-datado é uma mera garantia de dívida, logo não há dolo na sua devolução por insuficiência de fundos. Isso não quer dizer que o cheque pós-datado não possa ser utilizado para prática do artigo 171 do CP, pode ser utilizado em outra modalidade de estelionato que não a modalidade de cheque sem fundos. O cheque pós–datado pode ser utilizado para prática de outro tipo de estelionato que não o de emitir cheques sem fundos. A mera devolução de um cheque pós-datado, não configura o crime do artigo 171 do CP, mesmo quando depositado na data prevista. Será um mero ilícito civil, vai executar o cheque, mas não pode denunciar por crime artigo 171 do CP. Cheque pós-datado pode configurar estelionato, na modalidade de emitir cheque sem fundo? Não, em hipótese nenhuma. Pode ser utilizado para prática de outras modalidades de estelionato? Pode, irá depender do caso concreto. Para efeitos empresariais, qual a conseqüência do cheque pós-datado, prédatado? Permanece com a natureza de pagamento à vista, pois se for depositado, o banco paga. O cheque pós-datado tem influência no direito empresarial, pois acaba aumentando o prazo de apresentação do cheque. OBS: O cheque tem prazo de apresentação, trinta dias se for à mesma praça e sessenta dias se praça distinta. Se o cheque for pós-datado o que acontece com o prazo de apresentação? Aumenta. Ex: Emitir um cheque hoje, mas coloquei para data de 10/11, o prazo para apresentação começará a contar de 10/11. Para efeitos de prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Se for depositado antes, o banco paga, mas para efeitos de contagem do prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Então acaba aumentando o prazo de apresentação, mesmo porque o termo ad quo será a data futura colocada no cheque. Esse é o único efeito constatado pelo STJ, vários acórdãos têm essa fundamentação. Para o Direito Civil, especificamente tratando de responsabilidade civil.

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O cheque pós-datado tem alguma importância? Se o cheque está datado para 15/12 e é apresentado antes, isso gera dever de indenizar? Emite um cheque hoje, para o dia 15/12, a pessoa que recebeu depositou no dia 13/12. Foi antes da data, gera dever de indenizar?A mera apresentação do cheque antes da data gera dever de indenizar? Duas correntes (Estamos falando em Jurisprudência): 1ºcorrente: Entendendo que a mera apresentação antes da data não gera dever de indenizar, tem que provar qualquer tipo de prejuízo material ou moral. Imagine o seguinte: Depositou antes da data eu estava contando com o dinheiro para realizar outro negócio. Gerou prejuízo? Gerou, tendo então dever de indenizar. Outro exemplo: O cheque entrou antes da data, o dinheiro era para emitir outros cheques, que foram devolvidos por insuficiência de saldo. Para esta primeira corrente só há dever de indenizar se ficar provado o prejuízo, qualquer prejuízo. Essa é a posição Jurisprudencial Minoritária. 2º corrente: Cavalieri – Jurisprudência Majoritária. Apresentou antes da data, já gera dever de indenizar. Segundo este entendimento se houver prejuízo como nome no SPC, outros cheques devolvidos, qualquer tipo de constrangimento, essas circunstâncias servem apenas para majorar o valor da indenização. O professor Leonardo diz que até concordaria com a segunda corrente mais com outros fundamentos. A apresentação antes da data não gera dano moral, agora se houver algum problema, deixou de realizar algum negócio, até pode se entender como dano moral. Agora o fundamento para indenização pela mera apresentação antes da data é outro, gera até dever de indenizar, mas não dano moral. O professor é contra esta história de condenar em danos morais porque apresentou antes da data e a prova do prejuízo servir apenas para aumentar o valor. O fundamento do professor é diferente. Quando alguém recebe um cheque pré-datado, além da relação cambial, está criada outra relação de cunho obrigacional, que é uma obrigação de não fazer. Quando recebo um cheque pós-datado, assumo a obrigação de não fazer, de não depositar antes daquela data. Segundo norma do Direito Civil e de Processo Civil, se tenho uma obrigação de não fazer e faço, automaticamente, isto gera dever de indenizar. Indenizar dano moral? Não, o dano decorrente do descumprimento da obrigação de não fazer. Então se fosse juiz e tivesse um pedido de cunho indenizatório (indenização por danos morais) e também em razão do descumprimento da obrigação de não fazer, de não depositar, se o pedido de indenização for em razão do descumprimento da obrigação de não fazer (fundamento da obrigação) aí tudo bem, cabe indenização, mas esta não é por danos morais, é uma indenização em razão do descumprimento da obrigação de não fazer. Agora se também gerou dano moral, aí sim também indeniza o dano moral.

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O que o professor não concorda é dizer que, fundamentar pelo descumprimento da obrigação de não fazer um indenização por dano moral. A mera apresentação antes da data já gera dever de indenizar? Sim. Indenizar o quê? O descumprimento de uma obrigação de não fazer. A mera apresentação antes da data já gera dano moral? Não. Para gerar dano moral tem que ficar provado o quê? O prejuízo para imagem, prejuízo para a pessoa, o dano. Alguém em seu pedido “-Venho pedir indenização por danos morais...”, vai ser julgado improcedente se não ficar provado o prejuízo, o dano moral. Importante: Na hora da prova pode-se dizer que gera dever de indenizar, mas não danos morais, que o dever de indenizar é pelo descumprimento da obrigação de não fazer, se houver danos morais, aí também indeniza, mas não é a apresentação antes da data que vai gerar dano moral é a conseqüência disso, como, por exemplo, ter o cheque devolvido, o nome ir para o SPC, deixar de realizar outros compromissos assumidos anteriormente com outros clientes. Cheque pré-datado e pós-datado são a mesma coisa? Sim, são a mesma coisa. Então, vai haver indenização, mas não a título de danos morais e sim pelo descumprimento da obrigação de não fazer. Pode até haver, caso haja a indenização pelo descumprimento da obrigação de não fazer o e dano moral. Alguns juízes tratam tudo como se fosse dano moral, mas não é. Vamos falar agora sobre Princípio da Autonomia: PRINCÍPIO DA AUTONOMIA: Sobre Princípio da Autonomia deve ser feita uma ponderação. Na Jurisprudência, por incrível que pareça, a questão é muito simples, mas já na doutrina há uma confusão de nomes. O que Princípio da Autonomia? Pelo Princípio da Autonomia todas as obrigações constantes de um título de crédito, são absolutamente autônomas, independentes uma das outras. A nulidade de uma não torna as outras nulas. Cada obrigação existe por si só, então são absolutamente autônomas. No Direito Cambiário não se fala em Direito derivado, cada assinatura dá ensejo a um outro direito, a uma nova obrigação. No Direito Civil isto não acontece, na mesma relação com várias pessoas, por exemplo, uma cessão feita entre várias pessoas, se uma estiver viciada, a nulidade de uma gera nulidade das demais, Princípio da Seqüencialidade. No Direito Cambial cada assinatura é uma nova obrigação, é um direito original, não provém de outros direitos. Vamos exemplificar através de uma cadeia cambiária onde A emitiu uma nota promissória para B que endossou para C que endossou para D, que tem dois avalistas: D1 e D3, o que acontece?

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Cadeia cambiária: O A emitiu nota promissória à B que endossou C que endossou D (avalista D1,D3) que endossou E que endossou F. Vamos imaginar que o D colocou um revólver na cabeça do C para ele endossar o título, então o C endossou mediante coação. O D endossou para o E que endossou para o F. Pergunta-se: Um dia o D for cobrar do C, ele poderá alegar que foi coagido? Pode. A assinatura, neste caso, do D para o E é válida? É, pois é uma obrigação autônoma original. No vencimento, E poderá cobrar o A? Poderá, e o A não poderá alegar que houve coação. Este é o Princípio da Autonomia visto por um ângulo, por outro ângulo vamos imaginar a seguinte situação: O título é no valor de R$ 5.000,00. O A é credor do E em R$10.000,00. Então se o E fosse cobrar o A o que poderia ser alegado? O instituto da compensação. Por esse motivo o E não cobrou o A, o E então endossou para o F que não sabe de nada disso. No vencimento F cobra do A. Pode o A alegar que não vai pagar porque é credor do E? Não, porque a obrigação do A com o F é absolutamente distinta da obrigação que ele tem com o E. Vamos imaginar que o F seja devedor do B. O B tem um crédito com o F, ou melhor, o A tem um avalista A2. O título vale R$ 5.000,00. O F deve ao avalista do A R$3.500,00, se o F for cobrar do A2 este alegará o que? A compensação. O F então não cobrara do avalista, irá cobrar do A. O A pode alegar que não vai pagar em razão da compensação? Não, porque isto só pode ser alegado pelo avalista. Tudo isto está inserido no Princípio da Autonomia. Vamos imaginar que o endosso do D para o E seja através de assinatura falsa, melhor do E para o F quem assinou não foi o E, foi alguém que falsificou, o F não está sabendo disso, vai e cobra o A. O A pode alegar que não vai pagar para o F? Não, pois o problema deve ser resolvido entre o E e o F. Cada obrigação é autônoma, distinta, isso tudo em vícios intrínsecos. Agora vamos imaginar que o A emitiu uma nota promissória para o B que endossou para o C que endossou para o D que não endossou para o E, não há assinatura do D no título, o E endossa para F. Quando F for cobrar o A, ele irá pagar? Não, pois existe um vício extrínseco, está faltando uma ponte na cadeia cambiária, faltando uma assinatura o F não é credor. O Princípio da Autonomia é o princípio maior, para explicá-lo melhor é necessário falarmos do que a doutrina chama de Sub-princípios.

O professor Fábio Ulhoa Coelho. Ex: Ela me contratou para construir uma sauna na casa dela. O A não tem nada a ver com isso. por exemplo. *Nesta explicação entendi que seja o caso do avalista A2 que é credor do F. onde os vícios intrínsecos não passam. que ligaria para o banco sustando o cheque. Como sub-princípios. pois só posso alegar uma defesa que me diz respeito. mas é uma visão mais especial.151 Qual o fundamento legal para o Princípio da Autonomia? É o efeito do endosso. O A poderá deixar de pagar em razão disso? Não. ligou para a casa do A e falou para o A não pagar o F porque ele o está enganando em um outro negócio. E o sub princípio da Abstração? Ele também está inserido na Autonomia. O E. quando um endossa para o E é como se tivesse um banho. lá da ponta da sala. Não poso opor ao credor exceções pessoais de outros devedores. os vícios extrínsecos não passam. ele não pode evitar o pagamento alegando uma defesa que só pode ser alegada pelo E. A base do Princípio da Autonomia é o endosso. como iremos notar. Fiz a construção e ela me pagou com um cheque pré-datado para daqui a trinta dias. Inoponibilidade de exceções pessoais é o seguinte: A história da compensação: * Sou avalista de uma pessoa. uma sauna a vapor. não diz respeito a outros devedores. pois quem vai cobrá-la é o endossatário. claro que baseado na lei). para a inauguração e eu endossei o cheque para um amigo. não deixo de estar falando a verdade. temos o da Inoponibilidade e o da Abstração. Ela chamou os amigos. . Na verdade isso também é o princípio da Autonomia. o endosso tem o efeito purificador. O A não pode alegar que não vai pagar o E porque tem algum problema entre B e C ou E e F. Inoponibilidade de Exceções Pessoais de outros devedores vejam que quando se fala em Inoponibilidade lembra-se logo de Autonomia. ela passou a maior vergonha e ligou para mim. que a Doutrina chama de Inoponibilidade de Exceções Pessoais de Outros Devedores. no telefone. que estão deste lado da sala. Eu posso alegar embargos em matéria que é referente a esta outra devedora? Não. (este é o fundamento de Pontes de Miranda. Na verdade isso é Autonomia. A sauna deu problema. diz que Inoponibilidade e Autonomia são a mesma coisa. que não foi convidado. A Inoponibilidade é o aspecto processual do Princípio da Autonomia. informo que ela não precisa se preocupar que não irei cobrá-la. é a mesma coisa só que com uma visão mais restrita. dizendo que não pagaria pelo serviço. segundo Pontes de Miranda. segue seu caminho livre de vícios intrínsecos. Eu. O que quer dizer efeito purificador do endosso? Por mais que haja um vício na cadeia. ou seja. Toda vez que o título é endossado ele recebe uma purificação. Só quem poderia alegar algum tipo de maracutaia entre E e F seria o próprio E. o Decreto 57663/66. só que com outro nome. É a lei que dá ao endosso o efeito purificador. isso porque o título. estou sendo acionado na Justiça pelo credor. onde o A alega a compensação quando F vai cobrá-lo. Que lei? A Lei Uniforme de Genebra.

. foi dito que a causa de origem é a prestação de serviço. Qual a razão das pessoas emitirem títulos de crédito? Não é o negócio em si. mas cambialmente ela terá que pagar o endossatário. Ninguém está obrigado a materializar. Em razão da causa de origem tem o contrato de prestação de serviço. A causa de emissão é a chamada Convenção Executiva. Emitiu-se um título está sabendo que ele poderá circular e que se circular terá que pagar o terceiro independentemente do que aconteceu entre ela e o credor originário. sua obrigação em um título de crédito. isso porque ele se desvincula da causa debendi. o título de crédito é criado pela chamada Convenção Executiva. Só o faz quem assume o risco de seu crédito. Quando a pessoa assina um título de crédito. quando o devedor materializa sua obrigação em um título executivo. O que é isso? Ele precisava me pagar através de cheque? Não. vai ter que pagar. ninguém mais irá discutir para que foi o título. Um contrato já é o bastante para se cobrar na Justiça? É. possa ser transmitida a terceiro. lá no JECRIM. Então o que acontece? Um contrato que já é um título executivo. Então toda vez que uma pessoa assina nota promissória. aquilo que poderia alegar contra o endossante. mas a causa de emissão é diferente. É claro que depois ela pode entrar com uma ação contra o prestador de serviço. de sua obrigação em relação ao crédito. sabe que não poderá alegar contra ele aquilo que poderia alegar contra o prestador de serviço. por meio do endosso e se isso for feito. Então é a Convenção Executiva que dá origem a emissão do título.152 Quando o endossatário estiver executando o cheque. ela não assina em razão da causa de origem. ela poderia pagar na data do vencimento. mas se o faz é porque está concordando que aquele crédito entre em circulação. E por que isso? Devido ao Princípio da Abstração. ou seja. O que é Abstração? O titulo se desvincula da causa de origem a partir do endosso. É claro que o endossatário tem que estar de boa-fé. ela vai ter que pagar? Sim. E por que isso? Qual foi a causa de emissão do cheque? Aí é que está o erro. as partes querem materializar aquele crédito. A partir da circulação por endosso. a faz porque quer e sobre o risco daquela nota promissória ser endossada. Entrando em circulação ele já sabe que não poderá alegar contra o endossatário. tem vida própria. Ele abstraise. E qual a função do título de crédito? Facilitar a circulação de riquezas. o que é absolutamente desnecessário. não tem mais porque. circular. em um título de crédito.

em que momento tem que estar perfeito. seus requisitos. pois o título está sem data. aplica-se a eles o Princípio da Autonomia. As formalidades de cada título estão na lei. A súmula 387 STF trata desse assunto. ele poderá ser endossado? Não. . ele perde a força executiva. Entrou com embargos. o banco irá devolver por uma alínea específica para isso. Para emitir uma nota promissória precisa existir outro documento? Não. pois o fundamento dele é o endosso. O cara recorreu para o Tribunal que confirmou. mas que não pagaria devido a falta da data. Formalidade Diferente do restante do Direito Comercial. Se depositar cheque sem data. porque o cheque está sem data de emissão”. O devedor assumiu que devia.153 Se tiver um título de crédito e colocar não a sua ordem. tanto que o credor pode preencher o título. Tanto os títulos dependentes quanto aos independentes. pois o não a sua ordem é uma cláusula. Para emitir um cheque tem que haver outro documento? Tem. dentro de títulos de Crédito é extremamente formal. o cheque depende da conta corrente. Dependente de que documento? Da fatura. Se o título não respeitar sua formalidade. PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA: O que é Princípio da Independência? Alguns títulos têm e outros não. pois cheque sem data não é cheque. do contrato de conta corrente. recorreu para o STF que confirmou. na emissão ou no momento da cobrança? No momento da cobrança.Não vou pagar. mas o que prevalece é que é dependente. da mesma forma para emissão da letra de câmbio. se faltar algum desses requisitos perde a força executiva. a independência diz respeito a necessidade ou não de existir um outro documento para a criação do título. não podendo ser endossado. Vamos falar agora da chamada Independência. As ações são títulos dependentes do estatuto da Sociedade Anônima. Agora. essa ramificação Direito Cambial. Ex: Um cara foi executar um cheque e o devedor veio com o seguinte fundamento: “. se endossados. Colocando não a sua ordem. A duplicata é dependente? Quanto à duplicata há pessoas que discutem. O juiz deu ganho de causa ao exeqüente ora embargado ou ao executado ora embargante? Deu ganho de causa ao embargante. não se fala em Princípio da Autonomia.

cheque no valor alto. O executivo perguntou ao caixa: “. O juiz só pode conhecer de ofício. quem tem que alegar é o executado através de Embargos. Para afirmar que isso é algum tipo de fraude. Logo após o caixa foi transferido. o juiz vai olhar e dizer ao exeqüente para dizer a causa de origem do título. se aplica ao juiz. tem medo do exeqüente ser agiota. mas na maioria das vezes ele extingue sem julgamento do mérito. se os vícios forem extrínsecos. que prova uma fraude. Caso: Um grande executivo de um banco emitiu um cheque para uma moderna atriz da Globo.Então paga e não faça mais perguntas”. aí sim o juiz vai conhecer. já que a senhora não havia feito previsão de saque. pois na prática diz o que é. dizendo se pode ou não. Os juízes fazem isso com medo de que o Poder Judiciário seja utilizado como instrumento da agiotagem.154 Uma nota promissória preenchida à máquina onde o valor está preenchido por uma máquina e a data por outra. ela está executando o cheque no Juizado Especial. Natureza Jurídica Obrigação Cambial Cesare Evivante ao explicar essa natureza jurídica da Obrigação Cambial. por isso eles perguntam. pagando uma certa prestação de serviço ao executivo do banco.A assinatura é minha. Agir dessa forma deve ser apenas na hora da prova. Então o advogado recorre para o Tribunal que vai julgar procedente o recurso. O caixa respondeu que era. EPA O que é EPA? Outra característica dos títulos de crédito é a Eficácia Processual Abstrata. claro que se executado entrar com Embargo alegando vício intrínseco. tem que alegar que o título foi fraudado. Importante: O título tem eficácia processual abstrata. criou a Teoria Dúplice. Houve um alvoroço na agência. O juiz vai ter que segurar a pancada. Mas como assim? O que explica a obrigação do devedor principal de um título? Qual o fundamento da obrigação dele? Qual a natureza jurídica dessa obrigação do devedor principal? Por que tem que pagar? . que foi a boca do caixa para receber. É a mesma história para o juiz. ele não pode entrar na causa de origem sem ser chamado. O que é Teoria Dúplice? Aqui vamos discutir a natureza jurídica da Obrigação Cambial. “. não é?”. indo discutir isso em sede de Embargos. isso tem algum problema? Não há problema algum. se tiver algum vício intrínseco. sem ter que discutir a causa de origem. pois se não atrasa o recebimento do crédito. pois até entrar com recurso e ganhar existe uma certa demora. O advogado deve dizer ao juiz que “Não lhe interessa a origem”. O caixa diante do valor alto do cheque subiu para falar com o executivo. Vamos explicar com um caso. O que é Eficácia Processual Abstrata? Enrico Túlio Libeman foi quem deu este nome. onde tudo o que for dito ao caixa do Banco. Imagine que esta senhora tivesse depositado o cheque e este tivesse voltado sem fundos.

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O fundamento é o seguinte: O professor Cesare Evivante faz uma divisão (por isso Teoria Dúplice) dizendo: Aquela prestação de serviço onde o devedor sustou o cheque devido à péssima prestação de serviço, o credor está executando o cheque. O devedor pode alegar nos embargos, vícios naquela prestação de serviço? Pode, pois são partes originárias, sendo assim podem discutir a causa de origem. A causa de origem só pode ser discutida com o endossatário. Entre as partes originais pode ser discutido tudo, por isso ele diz que entre as partes originais o fundamento da obrigação é a Lei do Contrato e se vigora esta lei, pode alegar que não vai pagar em razão daquela máxima “excetus non adimplencicus contratus”, ou seja, alegar exceção do contrato não cumprido; não irá pagar porque não cumpriu o contrato, a prestação de serviço não foi como devia. Isto porque entre as partes originais o fundamento da obrigação dela vem do contrato, tudo sobre a causa de origem pode ser discutido. Em relação ao endossatário pode alegar vício na cauda de origem? Não, então não é Lei do Contrato. Com o endossatário a obrigação está fundamentada na sua mera assinatura, no título, ou seja, a declaração unilateral de vontade de que vai pagar. Então perante o credor original a obrigação, está fundamentada na lei do contrato e perante o endossatário vai pagar o título tendo como fundamento do seu pagamento tão somente a sua assinatura – Princípio da Liberalidade, só se vincula ao título quem o assina. No novo Código Civil está tratando de títulos de crédito, só que tem um artigo dizendo que só se aplica o Código Civil se não existir lei especial. Existe algum título, hoje no Brasil, sem lei? Não, todos os títulos têm lei. Todos os títulos têm lei específica, então não se aplica o novo Código Civil, principalmente porque estas leis mandam aplicar supletivamente a LUG (Lei Uniforme de Genebra) A LUG é o Decreto 57663/66, a base de todos os títulos de crédito, é a legislação mãe. Quando a lei especial for omissa aplica o Decreto 2044 que diz respeito às letras de câmbio, se todos os demais forem omissos aí sim vai aplicar o novo Código Civil. O novo Código Civil não tem aplicação. A LUG é uma Convenção Internacional sobre notas promissórias e letras de câmbio. Essa Convenção é de 1932 e só foi incorporada ao sistema brasileiro em 1966. A LUG, como é uma Convenção Internacional, trazia um problema que era adequá-la, chegar a uma conclusão entre todos os países. O que foi feito para adequar foi criar, por exemplo, vários artigos. A LUG é dividida em três partes, a LUG, a parte introdutória e o anexo I. Foram criadas ressalvas que se adotadas os países não precisam utilizar certos artigos. Da LUG, essa regra está no anexo II. Quais foram às reservas do Brasil? Elas estão na parte introdutória. Verificando as reservas passa-se, a saber, quais artigos serão aplicados.

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A LUG é uma Convenção Internacional, pode ser revogada por uma Lei Ordinária?

15ª Aula – 04/10/2003
A Lei que seria Ordinária pode revogar Tratado Internacional ou Convenção Internacional? Parece ser um tema debatido, sobretudo em Direito Constitucional, mas, normalmente em Direito Constitucional esquecem de dar uma posição específica. Tratado Internacional pode ser revogado por Lei Ordinária? Na verdade existem três correntes sobre o assunto, duas delas certamente vocês já estudaram em Direito Constitucional. A primeira corrente entendida e defendida pelos internacionalistas, para esta corrente a Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional, quem revoga é a denúncia, se o Brasil é signatário de um Tratado Internacional e decide não mais aplicá-lo, ele tem que denunciar o Tratado ou Convenção Internacional aos demais países, dizendo que não quer mais aplicá-lo, três anos depois, salvo engano, se eu me lembro do Direito Público, ele pode deixar de aplicar, tem que continuar aplicando durante três anos. Isto no Direito Internacional, só revoga Tratado ou Convenção uma Denúncia, logo eles não admitem uma Lei Interna revogando Tratado Internacional, isto sujeitaria o país às sanções internacionais. Ex: O Brasil celebra um Tratado Internacional com trinta países e, depois resolve simplesmente não mais cumprir aquele Tratado, isto é incabível, impossível. Esta posição, entretanto, é amplamente minoritária, só defendida pelos internacionalistas. Em contrapartida, há uma segunda posição, defendida pela maioria dos constitucionalistas brasileiros, que dizem que o STF defende esta posição, sustenta esta orientação. A nossa Constituição não tem hierarquia ao Tribunal Internacional, não tem hierarquia ao Tratado ou Convenção Internacional, em princípio está em pé de igualdade com a nossa Lei Interna, uma Lei Ordinária posterior ao Tratado pode revogá-lo. Mas nós falamos que a só a denúncia pode revogar um Tratado? Os consectários, as conseqüências desta irresponsabilidade do Congresso podem gerar sanções internacionais ao Brasil como um todo. Que a Lei Ordinária revoga o Tratado, se isto vai gerar alguma penalidade para o país, isto é problema do Estado brasileiro, no Brasil vai valer a Lei Ordinária posterior. Ex: O cheque, o Brasil é signatário de uma Convenção Internacional sobre cheque, Convenção de 1932, salvo engano, o Brasil foi signatário dela e a incorporou ao Direito Brasileiro através do Decreto 57595/66, Tratado celebrado em Genebra e posteriormente em 1985 editou uma Lei posterior, que é Lei interna sobre cheque, Lei 7357/85. A Lei prevalece, não o Decreto. Incansavelmente, o STF vem dizendo que a Lei prevalece. Um caso típico no Direito Empresarial é a questão do Cheque, tem um Tratado e tem uma Lei Posterior. Há uma terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial não o conhecia, passou a conhecê-lo lendo o seu livro sobre cheque, o professor Paulo Restiffi introduziu uma terceira vertente, que o professor de Direito Empresarial achou perfeita, esta terceira vertente diz o seguinte: “Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional e Convenções Internacionais, pois só quem os revoga é a Denúncia, uma Lei Ordinária posterior torna apenas aquele Tratado ou Convenção Internacional ineficaz, a posição do professor Paulo agrade Gregos e Troianos, agrada os

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Internacionalistas, dizendo que não revoga os Tratados Internacionais e agrada os Constitucionalistas, dizendo que o Tratado não é superior, não tem hierarquia sobre as Leis Ordinárias”. A conseqüência prática disto: Vamos imaginar uma Lei Ordinária número dois, com dois artigos apenas. Artigo 1º - Está revogada a Lei do Cheque; Artigo 2º - Está Lei entra em vigor na data de sua publicação. Não trata da matéria, só revogou a Lei. Pela segunda posição qual é a conseqüência? Pela segunda corrente não teríamos mais legislação, regulamentação sobre o tema, foi revogada. E pela posição do professor Paulo Restiffi o Tratado foi revogado em algum momento? Não, apenas tornou sem eficácia em razão de uma lei posterior, revogada esta lei posterior o Tratado Internacional volta a ter eficácia, isto não é repristinação, parece, mas não é, a repristinação pode no Plano da Validade, nós estamos no Plano da Eficácia. Esta é a terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial está falando em sentido latu sensu, ou seja, uma lei revogando a outra, pode acontecer o seguinte, vamos supor que o prazo para protesto no Tratado era de cinco dias, para protestar um título, vem a Lei Ordinária 1 dizendo que o prazo para protesto é de três dias, vem uma Lei Ordinária 2 com dois artigos, só vem revogando o artigo 15 da Lei Ordinária 1. Pela segunda posição nós teríamos regulamentação sobre o prazo para protesto deste título. O artigo 4º do Tratado teria sido revogado pela Lei Ordinária número 1 e o artigo 15 teria sido revogado pela Lei Ordinária 2, então não teríamos mais prazo para protesto deste título. Enquanto, na terceira posição o prazo do Tratado, que é de cinco dias, voltaria a ter vigência, isto é mais fácil ocorrer, é bem mais fácil ocorrer. O STF afinal de contas adota a segunda posição? OBS: Nem todo Tratado Internacional trata de Garantias Individuais, por exemplo, pode ser um tratado aduaneiro, não ter relação com garantias individuais, com o caput do artigo 5º, os parágrafos tem que ser interpretados de acordo com o caput; na mesma linha do caput. Se fosse uma Convenção, Pacto de São José da Costa Rica, por exemplo, poderíamos formular esta interpretação no seio do STJ, já que foi incorporado por um pacto ligando o parágrafo ao caput, não poderia nem ser revogado este Tratado por Lei, porque estaria tutelado pela Constituição, isto é uma outra história. Qual seria a posição do STF? O STF entendeu por acaso que o Decreto 57595/66, que trata de Cheque, está revogado na prática? Não, ele fala apenas o seguinte, tem aplicação, a Lei Ordinária prevalece sobre o Tratado anterior, o STF diz que a Lei 7357/85, que é a nossa Lei sobre Cheque prevalece sobre o tratado Internacional, mas confirmou categoricamente que não está revogado o Tratado Internacional, que o Decreto 57595/66 não está revogado, ele falou apenas que a Lei Interna posterior tem prevalência. Portanto, o professor fica muito receoso quando falam que o STF sustenta a segunda posição, que a Lei revoga Tratado, o professor não acha que o STF diga isto, ele diz apenas que a Lei posterior prevalece, prevalecer prevalece tanto na segunda como na terceira corrente. Agora, a questão é revogou ou não revogou o Tratado? Pela segunda posição revogaria, pela terceira posição não, o Tratado se tornou ineficaz, dentro do território nacional, mas vai ter que reaplicar aquele tratado internacional, aquelas Convenções Internacionais, nas relações internacionais, o professor

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acredita que esta seja a melhor posição, que agrega as orientações lá do Direito Internacional e as orientações do Direito Constitucional. Quem disse isto? Não tem na Lei, não tem na Constituição. O STF, ele diz que os Tratados Internacionais e as Convenções Internacionais são recepcionados por nosso Ordenamento Jurídico com força de Lei Ordinária, não diz que é Lei Ordinária, diz apenas que o Tratado não tem hierarquia sobre as Leis Internas. Partindo para uma Relação Cambial Na concepção do professor os alunos já deveriam chegar aqui com pleno conhecimento do que vai ser tratado ou falado agora. O que é DCD? O que é DCI? O que é um credor? Isto tem que vir da Faculdade, mas, a maioria dos alunos chega até aqui sem conhecimento disso. O que vai ser falado agora serve para todos os tipos de título de crédito. Em qualquer título a primeira coisa que devemos identificar no Tício, no Caio, no Mévio, no Sinfrone, se eles são DCD, DCI ou credores. Em todo título vamos procurar quem é o chamado devedor principal, ele é chamado devedor cambiário direto (DCD), ele tem que ser o primeiro a ser cobrado, quando digo que ele tem que ser cobrado, não é na Justiça, não é judicialmente, primeiro tem que ser acionado extrajudicialmente, em título de crédito quase tudo é extrajudicial. Exemplo, o emitente do cheque, antes de cobrar qualquer pessoa, tem que cobrar primeiro o emitente do cheque, mesmo tendo endossante. Emitente de uma nota promissória que endossou para uma outra pessoa e esta endossou para uma terceira pessoa, no final o título foi endossado para quarenta pessoas, tem quarenta pessoas no título, o primeiro a ser cobrado, ainda sim, é o emitente da nota promissória, os demais só podem ser cobrados depois do devedor principal, os outros são apenas garantidores. Importante: São considerados DCD o devedor principal e também o seu avalista. A conseqüência prática disso: Para cobrar o DCD não é necessário protesto, se ele não pagar pode ser ajuizada uma ação, uma execução contra ele, não precisa protestar o título. No caso do avalista do emitente do cheque também não precisa protesto, porque ele também é DCD, para cobrar de DCD não precisa de protesto, seja ele o devedor principal, seja ele o avalista do devedor principal. Qualquer título, primeiro tem que cobrar do devedor principal, cobrar quer dizer ir a casa dele, não conseguindo pode cobrar do avalista. Quem são os DCIs? Devedor cambiário Indireto é aquele que só paga se o devedor principal não pagar, para a cobrança do DCI, em regra, é imprescindível o protesto. Ex: Emitir uma nota promissória em favor de uma pessoa, que endossou para uma outra pessoa, que endossou para o professor. Eu vou a casa dele cobrá-lo, ele fala que não tem dinheiro para pagar, não adianta tentar executar uma pessoa que não tem dinheiro, porque não vai receber, não tem dinheiro, não adianta, o que pode ser feito é protestar a nota promissória para exercer o direito contra o DCI, no exemplo o endossante. O endossante, em regra, isto quer dizer, em qualquer título, ele é DCI, ou seja, para a cobrança do endossante é imprescindível o protesto. Por que isto?

é o beneficiário mediato. anexo 1. por que falei isto? Duas coisas. o Leonardo está mandando tanto assim. A cobrança do DCI é extrajudicial. como isto funciona? Funciona assim: Eu tenho um contrato com Rogério. Eu (professor Leonardo) dou uma ordem para Rogério pagar Sandra. em regra. Temos que observar alguns pontos: Primeiro. Então. Eu quero colocar este crédito em circulação. o sacador é DCI porque ela vai primeiro cobrar o sacado. que cobrou efetivamente. pego o título. por exemplo. pois poucas pessoas conhecem. Aqui. Vejam que eu falei que se o sacador não aceitar pagar. isto é um título de crédito mesmo na essência. o sacador pode ser acionado. Título protestado pode cobrar. não quero esperar o vencimento para receber dele. normalmente. o primeiro a ser cobrado é o sacado. se este decreto for omisso vamos procurar resolver a questão com o Decreto 2044/08.000. Já estou utilizando os R$40. pagar diretamente para a Sandra. neste contrato Rogério me deve R$40. o cheque é emitido em favor dele.00. se ele não aceitar pagar ou não puder pagar. Se o sacado não puder ou não aceitar pagar. um DCI. ir ao DCD e cobrar dele o que pagou.000.00 hoje. ela fica com o título e daqui a cento e vinte dias ela pode receber. Como funciona: O sacador (que cria o título cambial) dá uma ordem de pagamento em dinheiro ao sacado em favor de um beneficiário. Temos o sacador. Há uma certa dificuldade para tratarmos deste título. Surgem várias indagações: Eu (sacador) estou celebrando um contrato com a Sandra e digo que ela pode cobrar Rogério daqui a cento e vinte dias os R$40. Então. temos o sacado e o beneficiário”. portanto. usando o exemplo. É imprescindível o protesto para a cobrança do DCI. se o Rogério não pagar a Sandra pode vir em cima de mim. é tudo extrajudicial.00.000. que vai ser daqui a cento e vinte dias. que vai ter que pagar se o Rogério não pagar vai ter que ser eu (sacador). uma ligação . dei uma ordem para ele pagar a beneficiária. Credor: Em geral. O DCI pode após pagar. se este também for omisso vamos procurar resolver a questão com o Código Civil. Primeiro Título que vamos ver é a Letra de Câmbio: A.000. Eu dou uma ordem para ele pagar Sandra daqui a cento e vinte dias. Isto pode ser modificado através do endosso. provar que tentou receber mesmo.LETRA DE CÂMBIO: Legislação aplicada Decreto 57663/66. quem vai ter que pagar os R$40. que na verdade eu só receberia daqui a cento e vinte dias. A Letra de Câmbio funciona mais ou menos da seguinte forma: Ela apresenta uma formação inicial com três partes: “A primeira parte é o sacador (em qualquer título àquele que a cria é chamado de sacador). Já nesta concepção. para só depois eu fazer o negócio com Sandra. aí sim. ele se torna um endossante e. então dou uma ordem para ele pagar daqui a cento e vinte dias. o sacado e o beneficiário. gozo de dinheiro presente com dinheiro futuro. quando ele endossa.00 é o sacador. que fazer antes mesmo do vencimento. a Letra de Câmbio e entrego para Sandra. o Rogério em princípio tem uma relação jurídica comigo (o sacador).159 Porque tem que provar para o endossante. qualquer que seja o DCI tem que provar para DCI que primeiro cobrou do DCD. isto só ocorrer se o credor protestar o título. Na Letra de Câmbio o sacador é DCI.

O aceite é manifestado pela assinatura do sacado. enquanto ele não assina. a Letra de Câmbio. emita um cheque pós-datado. se eu tiver um título de crédito tenho que avisar alguém na hora de transferir para uma terceira pessoa? Não. nem DCI e nem credor. Uma questão mais importante: O crédito está materializado em um contrato. artigo 290 do novo Código Civil. esta é a forma normal.000. ela não sabe. Em segundo lugar eu posso transferir o crédito de um contrato para uma terceira pessoa sem a anuência do devedor? Não. ele torna-se aceitante. mas ninguém está obrigado assinar este título. até este momento quem apenas tinha assinado o título era o sacador. No caso eu sou o credor de Rogério e não a Sandra.00 ele não está obrigado a aceitar a Letra de Câmbio. Se o sacado aceita a ordem. nem o devedor está obrigado a transformar a sua dívida de um contrato em uma dívida de título de crédito. Ele não está obrigado a fazer o pagamento. Porém. o devedor tem que ser avisado se o credor quiser transferir o crédito para alguém. O que ela vai ter que fazer? O que ela pode fazer antes do vencimento? Ela sabe se Rogério vai pagá-la ou não daqui a cento e vinte dias? Não. O sacado se torna devedor principal se ele aceitar. O aceitante é DCD. se torna devedor cambial se assinar o título. o sacado não está obrigado efetuar o pagamento. o sacado ainda não tinha se vinculado ao título. Isto é uma Letra de Câmbio: Sacador dá uma ordem de pagamento em dinheiro para o Sacado pagar ao beneficiário. o sacado para de ser chamado de sacado e passa a ser chamado de aceitante. então. ela vai pegar o título de crédito.160 contratual. O que acontece? Tem uma regra em Direito Civil que diz que ninguém está obrigado a pagar quem não é seu credor. Com o aceito. Agora. Com isso. mesmo que o sacado me deva R$40. transformar a dívida em título de crédito facilita a execução. caiu até em uma prova. ele não assinou o título. eu dou uma ordem para . porque isto facilita a execução. Cambialmente ele não é nada antes da assinatura. Então. se for perguntado o seguinte: O sacado é devedor cambial enquanto sacado. Então. e vai levá-lo antes do vencimento na casa de Rogério. lembrando que só se vincula o título quem o assina.000. ele não está obrigado pagar a Sandra. O beneficiário por ordem é a Sandra. Tem diferença? Tem diferença. DCI ou credor? Ele é DCD. o sacado na Letra de Câmbio não está obrigado. A primeira é a seguinte.000. ele me deve em razão de um contrato R$40. Ex: Entreguei um título para Sandra hoje. para que Rogério faça ou não o aceite. ele não é nada. ele é um pretenso devedor. ele assina o título. vencimento daqui a cento e vinte dias. quase todo credor pede que o devedor assine por fora além do contrato uma nota promissória. mas existem formas anômalas. antes do aceite? Não ele não é DCD. Muita coisa muda. o sacador dá uma ordem para o sacado para R$40. só se vincula ao título quem o assina. então o título de crédito facilita a circulação do crédito e facilita a execução. mas isto é bem mais complicado.00 ao próprio sacador. ele ainda não havia assinado. Se Rogério aceitar pagar.00 para o pagamento em cento e vinte dias. porque ele vai ser o principal devedor. por isto pedem um título. Podemos executar um contrato.

00 para Sandra. por enquanto tenho que resolver dentro de casa consegui. Suécia. Esta segunda forma parece mais com qual título brasileiro? Com a duplicata.161 Rogério pagar R$40. Isto é para evitar que o título não tenha aceitante. sacado e beneficiário. Nessa hipótese a Lei de Câmbio já nasce aceita. através do endosso. a Sandra poderia me cobrar imediatamente. dou uma ordem para ele pagar.000. para Joana. que vai estar na Letra de Câmbio. . não desse o aceite. ele ficou louco. porque se eu colocasse o nome da Sandra direto como beneficiária e Rogério se recusasse. Peculiaridades sobre o assunto: Questão do sacado. Seria muito mais fácil ele emitir uma nota promissória. O Leonardo dá uma ordem para o Leonardo pagar R$40. Como eu (sacador) não tenho certeza se o Rogério vai aceitar ou não a minha ordem. Vai apresentar primeiro a Letra de Cambio para o Rogério. Indico na Letra de Câmbio vários sacados e entrego para a beneficiária. Itália. se ele não aceitar tem mais três sacados. ocorre o que vamos ver futuramente. mas ela pode apresentar o título para Joana. Nos Estados Unidos e na Itália utilizam a Letra de Câmbio para tudo. eu Leonardo. o vencimento é daqui a cento e vinte. aí eu coloco o título em circulação. Em geral são três partes: Sacador. na Itália muito se utiliza a Letra de Câmbio. o sacador dá uma ordem de pagamento para o sacado pagar o beneficiário. posso. passo o título para frente. porém se o Rogério aceitar ela não apresenta o título para os demais sacados – artigo 10 do Decreto 2044. Japão. Outra forma anômala: O sacador dá uma ordem para ele mesmo pagar determinada quantia ao beneficiário. Nesta forma anômala sacador e sacado seriam a mesma pessoa. a Letra de Câmbio adota esta forma. em geral.000. A beneficiária vai ter que seguir a ordem indicada pelo sacador. neste caso a letra de câmbio funciona igual uma nota promissória. ela parte para o próximo sacado. Isto é perfeitamente possível. coloco quatro sacados. entre outros.00 para mim daqui a cento e vinte dias. Eu digo para Sandra. Interessante em razão de uma regra que está no Decreto 2044. para evitar problema. Se um aceitar os outros estão liberados. vencimento antecipado. Como assim? Eu dou uma ordem para o Rogério ou para a Joana ou para Bianca ou para a Patrícia. ele aceitando a ordem. Sandra estou dando uma ordem de pagamento para o Rogério. ele aceitando eu endosso para Sandra. Estas são as partes da Letra de Câmbio. ela vai à casa do segundo sacado. Tem que seguir a ordem indicada pelo sacador. Normalmente. Na duplicata o sacador é o vendedor. por isto é melhor o sacador dar uma ordem para o sacado pagar o próprio sacador. para Bianca e para a Patrícia. O Leonardo deu uma ordem para o Leonardo pagar uma quantia para Sandra. A LUG é uma Convenção Internacional. se o segundo não aceitar ela parte para o próximo. Bianca ou para a Patrícia. podem existir vários sacados em uma Letra de Câmbio. se o Rogério não aceitar. endosso para quem eu quiser. porque já tem a assinatura do Leonardo. Na prática a Letra de Câmbio adota mais esta forma. Taiwan. aqui no Brasil a Letra de Câmbio era muito utilizada antes da criação da duplicata. Não podemos olhar a LUG como se fosse só no Brasil. recusar esta ordem? Se o Leonardo recusar a cumprir a ordem dada por ele mesmo interna. Se nenhum sacado aceitar e ela protestar vai ocorrer o chamado Vencimento Antecipado (vamos estudar mais para frente). mas a Joana hoje vai apresentar para o Rogério.

Endosso Próprio: Ex: Leonardo sacou uma Letra de Câmbio contra o Rogério em favor do próprio Leonardo. Mas. Endosso: É uma declaração cambial. . excepcionalmente. com isto vai ter Letra de Câmbio sem devedor principal. Vamos falar do Aval. Endosso e Protesto. pró-soluto. ENDOSSO: A Letra de Câmbio é um título de crédito cambial e “abstrato” (para Fábio Ulhoa Coelho é um título ilimitado para todo mundo é abstrato. Título Abstrato é aquele que a Lei não diz qual é a causa jurídica. quem recebe o título é chamado de endossatário. portanto unilateral de vontade. crédito de um contrato. porém isto não faz diferença. Isto acontece quando o sacado não aceitar a ordem. Toda manifestação de crédito é unilateral de vontade. não é um título falso. ela é limitada e não abstrata. portanto unilateral de vontade. apenas alguns direitos da carta (título). a Sandra agora é nova credora. Toda declaração cambial é unilateral de vontade. quando isto acontecer a beneficiaria vai protestar o título e vai receber do sacador. para ele é ilimitado). em regra. partindo desta premissa que ela não pode ser aplicada nestes dois casos. porque ele não está preparado para pagar agora. portanto o endosso é DUV. Continuando: O endosso é uma declaração cambial. pode ser emitido uma Letra de Câmbio para qualquer negócio. Eu vou ser o endossante e. endosso próprio. o endossante. através do endosso. menos para representar uma compra e venda mercantil ou uma prestação de serviço. o Fábio Ulhoa diz que a Letra de Câmbio pode ser emitida para qualquer negócio. toda transferência é pró-soluto. isto significa que eu que era credor endosso este crédito para Sandra. Toda vez que for falar de uma declaração unilateral de vontade eu sempre abrevio para DUV (Declaração Unilateral de Vontade). Aceite. vamos imaginar que o Rogério aceitou. estou dizendo para ela que este crédito existe. é DCI. temos que ir ao Decreto 2044. nestes casos o título que tem que ser usado é a duplicata.162 O sacador odeia a antecipação do vencimento. Endosso é assinatura do credor. O endosso é pró-soluto e pró-sovendo. Nós vamos entender melhor o endosso através de suas espécies: Tudo está na LUG. em geral. Em regra. Sobre esta possibilidade de existir ou não vários sacados a LUG é omissa. Podemos concluir que a Letra de Câmbio é o único título que pode existir sem devedor principal. eu posso transferir o título de crédito apenas endossando o título. Na prática não muda nada. leasing. até a cessão civil de crédito – artigo 290 do novo Código Civil. através da qual transfere-se a propriedade de um título de crédito ou. isto não tem problema nenhum. para qualquer negócio. estou dizendo com isto que quando transferi a Letra de Câmbio para a Sandra. o endosso vem no verso do título. um empréstimo. Duas coisas temos que falar aqui: Primeira: Quem endossa é chamado de endossante.

que está em uma Letra de Câmbio. Endosso Impróprio: O endossante não transfere a propriedade do título. ele vai prestar contas comigo. garanto não apenas a existência do título. posso dar uma procuração para alguém cobrar para mim.00. que na verdade vai funcionar como se fosse um substabelecimento. o endossante não é devedor cambiário. Endosso Caução: Também chamado de Endosso Penhor ou Endosso em Garantia. preciso deixar alguém para cobrar o título no meu lugar. Tudo que imaginamos sobre procuração se aplica ao endosso mandato. Em regra. como meu procurador mesmo. não é devedor.000. e viajo. como meu mandatário através do endosso. porém a Sandra me pede uma garantia. São duas espécies de endosso impróprio: Endosso caução. ele pode protestar o título. O endossante é sim devedor cambiário indireto. como por exemplo. Isto entra em choque com tudo que estudamos até hoje sobre título de crédito. R$40. R$40. No dia 03/11 ele vai cobrar do Rogério como se fosse eu. faço um endosso procuração. apenas estou transferindo o direito e o poder para cobrar o título em meu nome. garanto que se o devedor principal não pagar. mas no dia 03/11 vou estar viajando. Ofereço o Título de Crédito que tenho para receber do . vai poder executar o título. quando voltar. que diz que o endossante não garante o pagamento ou aplicar a LUG. Endosso mandato. Eu tenho que receber de Rogério no dia 10/11.000. Então. garanto mais. Eu dou um mandato para alguém.00. só que hoje vou celebrar um contrato com a Sandra. ele transfere apenas alguns direitos inerentes ao título. além de garantir para Sandra que o crédito existe. Vou celebrar um contrato qualquer. além do pró-soluto. Endosso Mandato: Imagine vocês que eu tenho que receber do Rogério no dia 03/11 (vencimento do título).163 No endosso tem mais. este alguém pode endossar para outra pessoa? Só um novo endosso mandato. que na verdade quem está executando é o endossante através de procurador. garanto o pagamento. porventura. eu pago. ou seja. que afirma que o endossante garante o pagamento? Devemos utilizar a LUG sem sombra de dúvidas. o endosso não precisa avisar o devedor. Na cessão civil de crédito o devedor tem que ser avisado. um financiamento. O endosso mandato é simplesmente a outorga de um mandato através de endosso. ela é uma Lei Especial. endosso próprio. Eu vou viajar. Pelo novo Código Civil. que ele aceitou. Quando estiver endossando para a Sandra preciso avisar o Rogério que estou endossando o título para a Sandra? Não. ele tem contra o endossatário ou contra o endossante? Contra o endossante. se o Rogério não pagar. A LUG permite que esta procuração seja feita no próprio título. o nomeio como meu procurador. O que devemos fazer aplicar o novo Código civil. E as defesas que ele pode apresentar são defesas que. o endossante se torna devedor cambiário indireto. como regra. Eu não estou transferindo para ele a propriedade do título.

mas você já sabe que existe prazo. tem que me devolver o dinheiro. foi erro de tradução. endosso procuração. fizeram uma tradução do que já haviam traduzido. Nós já falamos aqui centenas de vezes que vencendo o título existe um prazo para se efetuar o protesto. endosso para Sandra como garantia. este alguém sofreu um acidente e morreu. mas seria um contrato acessório àquele contrato que tenho com ela. Leonardo pode fazer um endosso caução para Sandra? O cheque é uma ordem de pagamento à vista. É possível endosso caução no cheque? Rogério emitiu um cheque em favor de Leonardo. ele pode fazer um endosso mandato. Prestem atenção: Fiz um endosso mandato para alguém. ela não se tornou a nova credora. O endosso feito após o vencimento tem algum efeito? Você pode endossar um título depois de vencido? Pode. como garantia. o erro não foi exatamente dos tratadistas de genebra. no endosso penhor ou endosso em garantia.000. faço endosso caução para ela. Mas o endosso após o vencimento não é o endosso póstumo. ela me devolve o dinheiro. Ela aceita o título como caução. endosso para Sandra como garantia. porque ele é uma ordem de pagamento à vista. Para dar este título como garantia para ela. temos que alterar foi erro de tradução. eu cumpro o contrato. há quem sustente que não é possível o endosso caução do cheque. no próprio título. Na prática o professor nunca viu isto. e a Lei permitia isto. Não se extingue o mandato pela morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandante. a Lei diz que não extingue o mandato. O endossatário tem poderes para cobrar o título. os R$ 40. Tudo que pensarmos sobre penhor vai ser aplicado no endosso caução. Se eu cumprir o contrato ela tem que me devolver o título. . coloco no título. também chamado de endosso tardio. traduziram errado a LUG. ele vai trazer algumas jurisprudências sobre o assunto. Há quem sustente isto. ela recebe. eu poderia fazer um contrato de penhor. Antes era bem mais fácil. O endossatário do endosso caução pode endossar o título? Sim. Não foi uma tradução feita direto de Genebra. Não transferi a propriedade do título para ela. apenas dei o título como garantia de um determinado contrato. Se por acaso ela já recebeu. na verdade a Lei errou na tradução. Porque tem que apresentar o cheque dentro daquele prazo. Dois pontos interessantes sobre o endosso impróprio devem ser falados: Primeiro sobre o endosso mandato: Tem um erro na LUG. 16ª Aula – 25/10/2003 ENDOSSOS ESPECIAIS: Endosso póstumo. pois seria incompatível com a natureza jurídica daquele título. esta caução.164 Rogério no dia 10/11. fazer este penhor. tem que corrigir a Lei. Depois eu vou especificar quais são esses prazos. na Lei está mandatário.00. Artigo 18 da LUG – 3ª linha – Está dizendo o seguinte: um mandato que resulta de um endosso por procuração não se extingue por morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandatário.

porque os vícios intrínsecos não se propagam. vamos imaginar que eu tenho um . é uma declaração unilateral de vontade e a cessão é uma espécie de contrato.165 Endosso póstumo é o seguinte: “Vamos imaginar que o endosso póstumo venceu e há um prazo para o protesto. mas na verdade é uma cessão civil de crédito. e o contrato é uma declaração bilateral de vontade. mas esse endosso é póstumo ou tardio. Parece endosso.É uma declaração bilateral de vontade. inclusive título de crédito. .É exclusivo de direito cambial. .É possível cessão de crédito parcial.É de direito comum.Não é possível endosso parcial. uma loja que recebe um monte de título pré-datado. Endosso é exclusivo de direito cambial. Não houve protesto. O endosso gera o efeito purificador. . Endosso . mas ele não gera efeito de endosso. Então endosso póstumo ou tardio é aquele que é feito após o protesto por falta de pagamento ou se não tiver protesto. . O endosso. . o endosso feito após o prazo para o protesto de pagamento ou após o protesto é um endosso póstumo ou tardio”. . como toda declaração cambial. Isso quer dizer que se Laura emitiu uma nota promissória a favor do Leonardo e o Leonardo endossou essa nota promissória para Marcos. você só endossa título de crédito e a cessão é de direito comum.O cedente é apenas pro soluto. igualzinho. depois de expirado o prazo para o protesto.O cedente é DCI.O cedente não garante o pagamento. o título é purificado. você não tem como endossar um contrato. mas ela também pode ceder todos os seus títulos através da cessão civil de crédito.É uma declaração unilateral de vontade. o título de crédito em razão do endosso aplicase o princípio da autonomia e na cessão civil de crédito. Então título de crédito pode ser cedido por endosso ou por cessão civil. endosso só existe do título de crédito. . Vou dar um exemplo da duplicata: Na duplicata o prazo para protesto é após trinta dias do vencimento. Aí nós vamos continuar perguntando e daí? Qual a diferença dos efeitos da cessão para os efeitos do endosso? Diferença entre cessão cível de crédito e endosso: Cessão Civil de Crédito . Laura pode alegar que não vai pagar a nota promissória para Marcos porque o Leonardo descumpriu contrato com ela? Não. . .Não tem efeito purificador. não houve protesto. . . Agora. então o endosso feito após o dia vinte de outubro é o endosso póstumo ou tardio. todos os efeitos dele serão da cessão civil de crédito. ele parece um endosso normal. Vamos imaginar que tenha sido protestado aqui no dia vinte de setembro. É aquela história do princípio da autonomia. pode ser utilizado para qualquer crédito. Você pode transferir o título de crédito por cessão civil ou por endosso. mas expirou o prazo para protesto. ela até pode endossar tudo para uma empresa de factoring (endosso sem garantia).É possível cessão condicional.O cedente é pro soluto e pro solvendo. Vamos a um exemplo de título de crédito que é transferido por cessão: Factoring.Efeito purificador. . Qual a conseqüência de ser endosso póstumo ou tardio? Normalmente.Não é possível endosso condicional. Agora vamos imaginar que não foi feito o protesto e que você endossou o título quarenta e cinco dias depois do vencimento.

e deu vazamento. Eu vou fazer uma cessão civil de crédito. o endossante paga. vai junto o que for. prevalece a LUG que é lei especial. Eu posso fazer um endosso só de R$ 5. Mas felizmente o novo Código Civil quase nunca vai ser aplicado. que aquilo não é falsificado. e eu quero transferir esse crédito que eu tenho com a Laura para meu amigo Eduardo. nós vamos aplicar a LUG. Na cessão civil de crédito o cedente não garante o pagamento. ou seja.00 para ele? Não. que o crédito existe. um termo de confissão de dívida de R$15. Lá no Direito Civil tem endosso? Não. que o crédito existe. eu não tenho como endossar. E na cessão civil de crédito. Vamos imaginar que eu construí uma sauna no apartamento da Carla. além disso.00 para o Marcos. Mas. não se pode rasgar a carta. ela não ia poder alegar vícios na causa cedente. tem regra expressa na LUG. aí eu estou devendo R$ 5. devedor cambiário indireto. ele não garante o pagamento. porque o título é purificado com o endosso. vamos imaginar que é um termo de confissão de dívida. o cedente não é devedor. Diz o artigo 290 e seguintes do CC.00. é problema do Marcos. dizendo que o endosso parcial é nulo. ele pode alegar tudo aquilo que ele podia alegar contra o cedente. Por isso que em regra. Ele vai com tudo de ruim que ele tiver.00. ou credor? Ele é DCI. Por aí já é possível nós afirmarmos que não há endosso parcial. Na cessão civil eu estou cedendo o crédito para Marcos e garanto apenas uma coisa. a partir do momento em que ele toma ciência de que o crédito está sendo transferido para terceiro. Tudo que se podia alegar contra o cedente vai se poder aplicar contra o cessionário. Então o crédito é purificado? Não. Mas o professor acabou de falar que o endosso é para o soluto e para o solvendo! A questão é que o novo Código Civil trouxe uma regra completamente louca. quando eu vou transferir o crédito o devedor deve ser notificado dessa transferência. Isso porque tudo aquilo que ela podia alegar contra o cedente ela pode alegar contra o cessionário. lá na LUG diz que o endossante é para o soluto e para o solvendo. É possível endosso parcial? A Laura emitiu uma nota promissória para mim de R$10. O endosso ele transfere para o soluto e para o solvendo. vai junto à nulidade. O novo Código Civil diz o seguinte: O endossante é apenas para o soluto.000. Se eu tenho um crédito que está com algum vício e eu transferir o crédito. e quando ele é notificado. Ela vai poder alegar que não vai pagar ao cessionário porque o serviço do cedente foi mal feito. o endossante ele é DCD. DCI. Agora se ela vai pagar ou não.000. O DCD é o devedor principal. Então essa regra do novo Código Civil não tem aplicação. Faço uma cessão de crédito para o Eduardo. se a pessoa para quem foi endossado não pagar. eu estou fazendo uma cessão para o Marcos é para o soluto e para o solvendo ou é apenas para o soluto? Apenas para o soluto. ele vai poder alegar contra o cessionário. ninguém pode transferir mais direitos do que tem. eu garanto que o título existe. vai junto o vício. não é titulo de crédito. e garanto mais.000. quem tem que pagar mesmo.166 crédito pra receber com Laura. porque senão eu estaria ferindo o princípio da cartularidade. uma dívida. Aplica-se aquela máxima do Direito Civil. Se fosse um título de crédito com endosso. Já a cessão . quebrou tudo.000.

O endossante do endosso póstumo garante o pagamento? Na verdade o endossante do endosso póstumo ele não é endossante. É possível o endosso condicional? Primeiro. factoring. Como? O “B” endossa para “C”. . Então se a transferência for feita através de endosso. a sociedade de factoring poderia cobrar do factorizado. sem garantia. ENDOSSO SEM GARANTIA: O endossante é para o soluto e para o solvendo. pois o factorizador é quem assume o risco do inadimplemento. e está lá no artigo 5º da LUG que se “A” não pagar ele pode cobrar de “B”. porque o risco não pode ficar com o factorizado. Já a cessão condicional é possível porque é contrato. então endosso póstumo também não garante pagamento. ou seja. “B” pode transformar o endosso em apenas para o soluto. com a sociedade de factoring. contrato de cessão civil de crédito. Como. É possível isso? A lei diz que não é possível o endosso condicional.Tudo que se aplica para cessão se aplica para endosso póstumo ou tardio. Na secutirização dos créditos. O endosso póstumo ou tardio. Vamos dar um exemplo: “A” assinou uma nota promissória em favor de “B”. Mas existem exceções. endossa-se apenas para o soluto. o factorizador (a empresa de factoring) ou o factorizado? O risco fica com quem com a empresa de factoring ou com o factorizado? O risco fica com o factorizador. o que é endosso condicional? Ex: Eu endosso esse título para a Priscila se ela passar em primeiro lugar no concurso. mas a condição é considerada não escrita. ele é cedente. não garanto pagamento. o “B” é professor de Direito Comercial. quem responde pelo não pagamento.167 pode ser apenas de parte do crédito. Coloca-se a cláusula sem garantia. Quando se endossa sem garantia. mas você também pode transferir através do endosso. como é que você vai transferir para o factorizador? Você pode fazer a transferência através de cessão civil. isso é regra. Se o risco ficar com o factorizado não é factoring. e se “B” não garante o pagamento ele não é devedor. Mas lembrando lá no factoring. E cedente não garante pagamento. do endossante. Atenção . tem que ficar com o factorizador. A condição é considerada não escrita. tem que ser endosso sem garantia. e o “B” endossou essa nota para o “C”. porque é para o soluto e para o solvendo. ele vai ficar dentro do quadro do endosso ou do quadro de cessão? O endosso póstumo ou tardio vai ficar dentro do quadro de cessão. o endosso é válido. a primeira exceção é o endosso póstumo ou tardio. Passando ou não no concurso ela vai receber o crédito. Então como é que eu vou fazer a transferência do título de crédito para a empresa de factoring? Se fosse através do endosso comum. é um contrato e fica estipulado o que as partes acordarem. O endosso sem garantia é utilizado nas operações de factoring.

O “B” só garante pagamento para “C”. ele só não vai poder cobrar do “B” porque ele colocou a cláusula sem garantia. podemos observar que o título voltou para quem já participava da cadeia cambiária. que endossou para “D”. Agora eu pergunto. Agora vamos imaginar que “E” cobrou de “C” e que “C” pagou. então ele não é nada. tendo agora direito de cobrar dos DCI.168 Nesse ponto fica igual à cessão de crédito. mas terá de pagar “C”. Agora vamos complicar. Nós vamos falar agora em um assunto que já foi matéria de prova da defensoria pública. porque é endosso e não cessão. O “E” é o credor. e é esse endosso. que endossou para “G”. Se fosse cláusula sem garantia “B” não pagaria o título para ninguém. A única pessoa que pode cobrar de “B” é “C”. somente no endosso. O “B” endossou sem garantia. Quando chegar a data de vencimento “E” tem que cobrar de “A” que é DCD. Se o “C” endossar esse título para alguém.Cláusula proibitiva de novo é uma cláusula exclusiva do endosso. Então. o “C” é DCI e o “B” não é nada. o devedor não vai poder alegar contra a sociedade de factoring tudo aquilo que poderia alegar contra o factorizado. Então nesse exemplo: O “B” endossou para “C” com cláusula proibitiva de novo endosso e “C” endossou para “D”. que endossou para “F”. O “E” poderá cobrar do “A”. que endossou para “D”. que endossou para “E”. “B” só paga o título se for para “C”. mas nos outros não. para quem ele endossou o título de imediato. O “E” poderá cobrar de “D” e de “C”. mas apenas para o endossatário imediato. “B” não é obrigado a pagar. porque na verdade ela não proíbe novo endosso. o “B” quando endossou para o “C” proibiu novo endosso. é um nome que leva as pessoas a erro. que endossou para “E”. . mas “A” não pagou. Importante . “B” paga o título. “C” pode endossar para “D”? Pode. Agora vamos imaginar que “B” endossa uma nota promissória sem garantia para o “C”. cláusula proibitiva de novo endosso. e protestando ele vai poder cobrar de qualquer um do “D” ou do “C”. já na cláusula proibitiva de novo endosso. por exemplo. Então. Na verdade o efeito dela. O “B” não é obrigado a pagar “D” nem “E”. O que é reendosso? O que é endosso de retorno? E quais os seus efeitos? ENDOSSO DE RETORNO: “A” endossou para “B”. é que “B” só garante o pagamento do título para “C”. o “A” não pagando ele vai protestar. o “D” é DCI. ela não poderá ser inserida na cessão de crédito. porque retornou para quem já fazia parte da cadeia cambiária. O “A” é DCD. Quem é o devedor principal? O “A”. “B” fez endosso para “C” proibindo novo endosso. e então “E” protestou o título. que endossa para o “D”. mas não poderá cobrar de “B”. de “G” para “D”. que é chamado de endosso de retorno. “B” não garante o pagamento para futuros endossatários. que endossou para “C”. que endossa para o “E”. quando “B” colocou a cláusula proibitiva no endosso. Então para que serve essa cláusula? Na verdade o nome dessa cláusula está errado. porque “B” quando endossou para “C” endossou com cláusula proibitiva de novo endosso. O “C” poderá então cobrar de “B”.

endosso de retorno. Isso tem como ser controlado nas ações. é como se na verdade essa pessoa tivesse sido pago o título. No vencimento “D” vai poder cobrar de “A”. que cobrou de “A”. Essa proibição está no artigo 4º da Lei 8. pode controlar nos valores imobiliários. “E”. REENDOSSO: Reendosso é quando o título é novamente endossado pelo mesmo endossador. Então “G” vai cobrar de “F” que vai cobrar de “E” que vai cobra novamente de “D”. ENDOSSO PRETO e ENDOSSO BRANCO Vamos supor que o Rômulo emitiu um cheque em favor do Leonardo. “F” e “G” saem da relação cambial. porque com o segundo endosso já tinha sido excluído da relação cambiária. Se “E” cobrar de “D” o que “D” vai fazer depois? Cobrar novamente dos DCI? Se for assim não vai sair disso. Esse é um endosso em preto. O Leonardo põe no cheque: Endosso para _________. pago o título para “G”. é uma nomenclatura exclusiva da doutrina. não pode mais existir título ao portador e endosso em branco. Todo título de crédito é um título de resgate. sendo assim. Atenção . Tornou-se um endosso ao portador. O “H” só vai poder cobrar dos outros DCI e do DCD. são Leis de 1990. A LUG diz o seguinte: Se o título tivesse sido endossado. e o Leonardo endossou pra Adriana. que não podem nem mais ter endosso. do “B” e do “A”. tivesse sido endossado para o “A”? O que vai acontecer com esse título? (Foi à pergunta de concurso) Qual a conseqüência de um título ser endossado para o devedor principal (para o DCD)? Esse título seria extinto. desde que o . não vai ser encontrada na lei. Há uma Súmula no STF.Essa nomenclatura. e não coloca nome nenhum e assina. quando “A” paga o título. Então quando o título é endossado para alguém que já faz parte da cadeia cambiária. Daí “D” só pode cobrar do “C”. qualquer um pode colocar o nome nesse endosso e descontar o cheque. então ele vai protestar o título.169 Agora vamos falar dos efeitos. em vez de para o “D”. tem que caminhar para o DCD. Porém. que nós já discutimos.088. Após o protesto o “H” pode cobrar do “G”? Não.021 e artigo 19 da Lei 8. que não pagou. ambas Plano Collor. Vamos imaginar que “G” endossou para o “H”. que é DCD. Essas leis dizem que não pode ter endosso em branco. mas o “A” não pagou. esse título acaba. Mas “D” poderá cobrar de “G”? Vamos imaginar que sim. É como se o “D” tivesse pago o título. é a mesma coisa que o pagamento. onde o título pode ser até sem valor. aí ele poderá cobrar de todos os DCI. Também é uma nomenclatura da doutrina. é extinto. mas não tem como controlar o endosso em branco no cheque. É reendosso porque o endossador já endossou uma vez esse título e está endossando de novo. E o Leonardo colocou no cheque: Endosso para Adriana e assinou. Mas o Leonardo pode fazer um endosso em branco.

Então o aval é uma espécie de garantia fidejussória. mas é uma espécie usada exclusivamente no Direito Cambial. ela vai ter que preencher. Somente Waldirio Bulgarelli diz que é título de crédito próprio. E como toda declaração cambial é uma declaração unilateral de vontade. Você não dá como garantia um bem discriminado. Bom. eu endossei em branco para a Adriana. Por quê? Porque só se vincula ao título quem o assina e a Adriana nem aparece no título. Na verdade. mas não é. Aí eu pergunto: Adriana é devedora? Não. Então se eu posso emitir um título sem valor. se for do sacado. quem dirá sem nome do beneficiário. é claro que só lançar a assinatura no anverso. O garantidor responde nesse caso com todo o patrimônio. Ex: Vamos imaginar que a Adriana pede para eu entregar ao Rômulo um cheque. Claro. Quanto à questão da limitação e da circulação não há qualquer tipo de problema. avalizo esse cheque. para pagar contas da massa falida e etc. mas se for uma assinatura no anverso solta. Na última prova da Magistratura caiu: Endosso impróprio. O síndico leva o cheque . é um ato de liberalidade. Agora. porque esse princípio não é constitucional. cheque hoje em dia é prova de pagamento. mas eu coloquei lá. Lembrando que o endosso em branco pode se tornar a qualquer momento em endosso em preto e para isso basta haver o preenchimento do nome do beneficiário. A Adriana não pediu. A Adriana transferiu o título para o Maurício. Conceitue e explique endosso mandato e endosso calção. endosso calção e endosso mandato. avalizo esse cheque. Então em regra o endosso tem que ser lançado no verso. nenhum dos dois quer esse aval. em qualquer lugar. OBS: Para o síndico emitir um cheque da massa falida. Pontes de Miranda diz que não é título de crédito e etc. Nos podemos dar garantias reais e pessoais. a assinatura dele vai ser tratada como aceite. Se fosse princípio constitucional não poderia. Tem o nome da Adriana no título? Não. AVAL: Natureza jurídica do aval: O aval é uma espécie do gênero garantia fidejussória. é um princípio infraconstitucional. esse cheque tem que ter a rubrica do juiz.170 credor posteriormente preencha de boa-fé. presunção relativa vai ser aval. daí a pergunta: Esse aval é válido ou não é válido? É válido. Mas se um dia a pessoa vir me cobrar o cheque que eu endossei em branco. O aval é exclusivo de Direito Cambial. porque é uma declaração unilateral de vontade. dá pessoa em garantia. na verdade você dá o patrimônio. Aí o Rômulo diz que eu não tinha que ter me metido nessa história e diz que não quer. Outra espécie de garantia fidejussória sem ser o aval é a fiança. Eu pego esse cheque e coloco lá. em princípio vai ser aval. mas o cheque é um título meio “capenga”. a natureza jurídica do cheque tem doze correntes e apenas uma corrente diz que o cheque é título de crédito. E lei posterior pode a qualquer momento revogar lei anterior. em princípio. e entrego para o Rômulo. Em que local do título o endosso tem que ser exarado? No anverso ou no verso? Tanto faz. essa assinatura vai ser tratada como aval. No dia em que for depositar ou sacar o cheque ela vai ter que preencher. Os títulos foram criados como um modo de circulação de riqueza.

Não tem nenhum problema até agora.Pode ser parcial. até Empresarial. .Obrigação acessória. se tem que interpretar as cláusulas contratuais para chegar ao máximo na vontade das partes. . na locação comercial a garantia mais utilizada é a fiança. Isso é meio absurdo! Mas fazer o que. porque normalmente se vincula um título de crédito ao contrato. é exclusivo de Direito Cambial. Uma pessoa (louca) chegou para o outro na hora de fazer um contrato e disse que queria um avalista. Pode ser um ato de liberalidade total ou um ato de liberalidade parcial. O Direito Empresarial é muito . isso não é valido para o Direito Empresarial. dizendo que a rubrica do juiz no cheque não significa que ele seja avalista. Tem prevalência a LUG. em qualquer tipo de negócio. Como foi exigido um avalista eu vou lá e arranjo um avalista. então se avalista pode. Depositaram o cheque e o cheque voltou. chamo o Rômulo para ser meu avalista. Entretanto. coloca o Rômulo como avalista do contrato. O aval no contrato.171 até o juiz e esse o rubrica. Então como nós já vimos. que não existe aval em contrato. .Exclusivo de Direito Cambial. O aval por tanto pode ser parcial. até no Direito Penal. que diz que o aval pode ser parcial. Não podemos chegar a esse absurdo. quer dar tudo. o novo Código Civil vem dizendo que não. O aval depende de outorga uxória ou marital? O artigo 978 do CC diz que para vender um imóvel precisa da autorização conjugal. uma nota promissória vinculada ao contrato e aí se pega a assinatura do avalista na nota promissória. Teve recurso e o tribunal disse que está certo. o aval é um ato de mera liberalidade. porque existe lei específica. nós acabamos de falar que o aval é exclusivo de direito cambial. Já o aval não.Pode ser parcial. Muita gente confunde aval com fiança. Atenção .Obrigação autônoma. Daí o juiz chegou lá e colocou nulo o aval. O aval pode ser parcial? O aval é um ato de liberalidade. E aí. dizendo que o juiz era avalista.O aval é exclusivo de Direito Cambial e a fiança é uma garantia que pode ser usada em qualquer ramo. Ex: Olha que interessante! Jurisprudência mais uma vez. Por exemplo. a vontade das partes era que a pessoa que assinou o contrato fosse garantidor. E o fundamento usado para isso é que é vontade das partes. isso não quer dizer aval de forma alguma. Agora vocês adivinhem o que o credor fez? Executou o juiz. Agora eu pergunto: Pode aval no contrato? Não. qual a outra espécie? Fiança. que é lei especial. mas o Código Civil nesse caso não vai ser aplicado. A fiança pode estar presente em qualquer ramo. Mas aí a pessoa ao invés de colocar o Rômulo como avalista do título. ele também pode querer dar só um pouco. É um ato de liberalidade. E já que não pode ser garantidor por aval. eu já vi uma decisão do TJ nesse sentido e uma decisão no STJ. no anverso do cheque. . ele libera o quanto ele quiser. Diferenças entre aval e fiança Aval . Fiança . o que acontece? Qual a conseqüência lógica do aval no contrato? Ser considerado nulo. E nesse caso. Tem até lei especial tratando da matéria. então vamos criar um quadro.Qualquer tipo de negócio. a LUG. mas vamos considerar o aval no contrato como se fosse uma fiança.

nula à obrigação do fiador.000. e vai ser DCI quando for avalista de DCI. vai depender de quem ele esta avalizando. princípio da autonomia. Não tinha a menor necessidade. Então ele executa C3. PLURALIDADE DE AVAIS: Existem duas espécies de pluralidade de avais. “C” e “D”. e quando o DCD paga o título morre.Aval simultâneo: De acordo com a doutrina é o chamado aval horizontal. Nulo a obrigação do avalizado. diz textualmente que “O empresário pode vender o imóvel ligado a atividade e para tanto não necessita da outorga conjugal”. Nesse caso do desenho acima. O artigo 978. O espírito da solidariedade cambiária é facilitar a cobrança. A obrigação decorrente do aval é autônoma. lógico que o imóvel não está em nome do casal. C1 A C2 B C3 C C4 D E Horizontal No vencimento o “E” vai cobrar do “A”. Bom os DCI são “B”. Bom. nula a obrigação do afiançado. os avalistas são DCI. Primeira pergunta: Cabe intervenção de terceiro? Cabe chamamento ao processo? Não cabe.00. mas veio a lei e disse expressamente que para o aval precisa de outorga uxória. Aval simultâneo é quando vários avalistas avaliam um mesmo avalizado. Na fiança a obrigação decorrente é acessória. Solidariedade civil é diferente de solidariedade cambiária. ele tem que caminhar para o DCD. não precisa de autorização marital. ele vai ser DCD quando for avalista de DCD. então “E” está cobrando de C3 e o valor do título é de R$ 4. então o “E” pode escolher qualquer um.00 e agora o “E” pode cobrar de qualquer um. . Feito o protesto ele passa a ter direito de cobrar dos DCI. Então se eu posso vender um imóvel sem outorga uxória. A dívida é de R$ 4. o “A”.172 dinâmico. Com C3 pagando o “D” ficou fora da relação cambial. 1. Eu já falei para vocês que o avalista é pode ser DCD ou DCI. O avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado. Lógico que não é qualquer imóvel é imóvel ligado a atividade empresarial. que é o DCD. o trespasse que não precisa da outorga. está em nome do empresário.000. que dirá um aval. Entendimento do TJ e STJ. O aval é uma obrigação autônoma ou uma obrigação acessória? É o princípio da autonomia que vai resolver isso. OBS: Não existe chamamento ao processo em solidariedade comercial. isso porque a atividade empresarial é uma atividade dinâmica. Nenhum professor de Direito Civil concorda com esse artigo. aval simultâneo e aval sucessivo. que é DCI. que é a cambiaria. O título é um título de resgate. o “A” não pagando o “E” vai ter que protestar. Vamos supor que ele escolheu o C3. Por exemplo. Os devedores são solidários. não é nulo a obrigação do avalista. O C3 pagou. pois são avalistas do “C”.

É a mesma coisa na nota promissória. No aval em branco na nota promissória tem que se levar em conta onde esta a assinatura. se uma pessoa está em baixo de você. vários avalistas para o mesmo avalizado.000. Então. ele só pode cobrar a quarta parte de cada um. O C2 pagando o “D” sai da relação cambial.00.000. que foi avalizado pelo C3.00 do C1. R$ 1. C3 e C4) a solidariedade é civil. Ele pode cobrar todo o título de C1.Aval sucessivo: Aval sucessivo é quando um avalista avaliza outro avalista. É o que a doutrina chama de aval vertical. olha pra ela e pisa nela. 2.00 de C1. porque entre eles (os avalistas simultâneos. Vamos imaginar que “B” avalizou “A”.00 de C2 e R$ 1.000. É muito mais fácil ele cobrar de “C”. (O meu pai dizia assim. Quando se avaliza acima da assinatura de outro avalista sem diz nada esta se avalizando quem está em baixo. Ou seja. o C2 vai ter que pagar os R$ 4. mas se uma pessoa está em cima de você não se mete com ela). . de “B” e de “A”. de “C” e de “A”.000. houve protesto e agora o “E” pode cobrar de todos os DCI. e assim sucessivamente. desde que esteja lá avalizo e etc. se o C3 pagar ele pode cobrar os R$ 4. O “E” então resolve cobrar do C2. Primeiro.00. Só muda em um título. Agora eu pergunto: O C2 pode cobrar alguma coisa do C4? Não. mas não pode cobrar os R$ 4. Quando o avalista não diz quem ele está avalizando. Será um aval simultâneo. assinando em cima de “A”. que “C” veio e avalizou “B”.00 do “B”.000. C2. Ele paga os R$ 4. mas também pode ser dado no verso.173 Sendo assim o C3 pode cobrar de “B”. de “B” ou de “A” todo o valor. mas só pode cobrar R$ 1. Assinou-se e não tem assinatura embaixo. que foi avalizado pelo C4. vamos supor que tenha quatro pessoas avalizando. aval em branco na letra de câmbio é considerado dado em favor do sacador. C1. Quem eles estarão avalizando? Se for uma letra de câmbio.000. C4 C3 C2 C1 A B C D E Aval vertical. o endosso será dado em favor do sacado. assinando em cima de “B”. Agora eu pergunto: O C3 pode cobrar de C1? Pode cobrar de C4? Atenção: Internamente a solidariedade dos avalistas simultâneos é solidariedade civil. Para terminar nós vamos voltar no aval em branco. Sai da relação cambial além de “D” o C3 e o C4. de “C”. o aval em geral é dado no anverso (frente). o aval em branco é dado em favor do sacador. na duplicata. que não pagou.00 de C4.000. O “E” no vencimento cobrou do “A”. o C1 foi avalizado pelo C2.

Ele é o principal pagador ou ele não é o principal pagador? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Rômulo pode cobrar de Cláudia esta quantia. porque para se vincular ao título tem que ter o aceite tem que assinar. ele vai cobra esta quantia de quem? Rômulo vai cobrar esta quantia do sacador. Se Cláudia efetuar o aceite. Se ela aceitar. Se Cláudia não pagar a Rômulo. ou seja. Como Cláudia ainda não aceitou. ela é devedora cambiária? Não. Direta (DCD) e o avalista dela também como Devedor Cambiário Principal. Então eu dei uma ordem para Cláudia para pagar a Rômulo. isto é. em um determinado momento. Leonardo diz para Rômulo: “Você. que é a sacada apenas. da sacada e avalizo o título”. o nosso amigo ali vem e assina o título dizendo: “Eu sou avalista da Cláudia. Este é o princípio da literalidade. A questão é o seguinte: No aval. Mas o problema é o seguinte: Avalista do sacado onde o sacado não aceita. mesmo assim. ao beneficiário. sacado não é Devedor Cambiário. por enquanto ela é sacada. A Cláudia. que no exemplo é Leonardo. Bom nós temos a seguinte situação: Temos Rômulo como beneficiário. também será o Devedor Cambiário Direto (DCD). Mas antes de Cláudia assinar o título. E quais são estas partes inaugurais? Sacador. O avalista do Devedor Cambiário Direto (DCD) ele também é Devedor Cambiário Direto (DCD) e se for avalista do Devedor Cambiário Indireto (DCI) ele também será Devedor Cambiário Indireto (DCI). é Devedora Cambiária? Vejam que eu só dei uma ordem apenas para Cláudia pagar a Rômulo. O sacado que não aceitou é devedor ou não é devedor? . o Leonardo como sacador. passando a ser Devedora Cambiária Principal. a questão é o seguinte: Na Letra de Câmbio nós já estudamos que existem três partes inaugurais. Sabemos que na Letra de Câmbio o sacador é Devedor Direto Cambiário (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI). que assinou o título é Devedor? Por que aval antecipado? Porque nosso amigo ali lançou o aval antes do aceite da sacada. não haverá problema nenhum porque se efetuar o aceite ela se torna aceitante. não assinou. ela não é devedora cambiária. O sacador dando uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. eu disse para vocês que o avalista segue a mesma posição do avalizado.000. cobrará do Leonardo. Bom. pois ainda não assinou o título. logo. Ex: Leonardo dá uma ordem para Cláudia pagar ao Rômulo a quantia de cinco mil reais (R$ 5.00). ele avalizou a sacada antes mesmo da sacada dizer se vai pagar ou não. Daí o sacador. só se vincula ao título quem o assina. O problema é o seguinte: O nosso amigo ali avalizou a sacada e se a sacada não fizer o aceite? Nosso amigo ali que avalizou o título. a Cláudia como a sacada e nosso amigo ali como o avalista. é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Sacado e o Beneficiário.174 17ª Aula – 01/11/2003 Vamos começar a falar sobre o aval antecipado. Devedora Cambiária Direta (DCD) e o avalista do aceitante. não haverá problema nenhum porque será aceitante. Direto (DCD). que no exemplo.

a posição do Rubens Requião não tem nenhum fundamento prático. O avalizado pode até morrer que não há problema. como ele pode ser alguma coisa se o avalista segue a mesma posição jurídica do seu avalizado. E o avalista do sacado que não é devedor. aceite. majoritária. E o avalista vai poder cobrar de quem se o sacado não é devedor? O avalista será o último a pagar? Não porque o último que tem que pagar numa Letra de Câmbio sem aceite é o sacador. ou seja. isto é. defendida por Fran Martins – Entende esta corrente que não subsiste a obrigação do avalista.LEI 9492/97 Conceito: Protesto é um ato jurídico cartoriano. O credor vai cobrar de quem se o sacado não aceita? O credor vai cobrar do sacador que é Devedor Cambiário Indireto (DCI). o sacado aceitando ou não. A segunda corrente. E se o sacado não aceitar como fica o avalista? Nós acabamos de falar aqui que o avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado e aqui na questão o avalizado é devedor? Não. é o aval dado em favor do sacado antes do aceite deste. ou seja. Vamos analisar o protesto e a legislação aplicada é Lei 9492/97. O sacador vai poder cobrar do avalista? Não. também vai ser nada. E o avalista é devedor? • Duas correntes: A primeira corrente defendida por Rubens Requião – Em razão do Princípio da Autonomia subsiste a obrigação do avalista. OBS: Na hora da prova vocês dizem assim: Em que pese à envergadura jurídica do saudoso Professor Rubens Requião. através do qual se extrai uma certidão atestando uma resposta negativa do devedor (falta de pagamento. adotamos orientação diversa e explica a posição que é amplamente majoritária. PROTESTO – LEGISLAÇÃO APLICADA . não há como fundamentar na prática a primeira corrente. extrajudicial. A segunda posição é amplamente dominante em razão da prática. não há problema nenhum porque as obrigações cambiárias são autônomas. Este é o último ponto sobre aval. logo. que não aceitou. então. porque ele não aceitou o título. etc). subsiste a obrigação do avalista.175 Não é devedor. Por que se nós admitirmos a opinião de Rubens Requião este avalista vai ser Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI)? Ele não avalizou Devedor Cambiário Direto (DCD) nenhum e ele também não avalizou Devedor Cambiário Indireto (DCI) nenhum. ele será considerado devedor ou não? O aval antecipado é exatamente isto. solene. devolução. Por que não subsiste a obrigação do avalista? Porque se o sacado não é nada e se o avalista segue a mesma posição jurídica dele. logo. não tem como na prática viabilizar isto. viabilizando a cobrança dos Devedores Cambiários . subsiste a obrigação do avalista. logo.

Se Cláudia aceitar vai ter o protesto? Não. Mas vamos direto pela Lei e deixar um pouco de lado a prática: O devedor tem que ir a cartório e efetuar o pagamento.000. dia tal. os principais são estes colocados acima. E se Cláudia não for ao cartório? Haverá o protesto por falta de aceite. Para Rômulo cobrar do sacador. protesto. A mesma coisa o protesto por falta de pagamento.00) e você aceita pagar?”. isto é. há também as custas do protesto que estão embutidas ali. que são protestos por falta de pagamento. Então o protesto não é imediato porque há primeiramente um procedimento do cartório. é claro que além do valor do título. E Cláudia diz que não aceita pagar. O que Rômulo vai fazer? Rômulo vai a cartório e levá-la a protesto. não serve porque a lei exige imprescindível o protesto como comprovação da mora. Cláudia. isto já é uma ficha de compensação onde o devedor já pode ir ao banco e pagar. e o oficial do cartório vai expedir uma intimação para a sacada com o seguinte teor: “Sra. a própria intimação do cartório já é uma ficha de compensação. mas só que no vencimento ela não quis pagar e aí Rômulo vai leva a nota promissória a protesto e o cartório a intima. Leonardo. então. para efetuar o aceite. Então o Rômulo levou o título para protesto e chegando lá no cartório ele diz: “A sacada. ele tem que provar que a Cláudia não quis aceitar e uma carta escrita de próprio punho de Cláudia dizendo que não vai aceitar. Vamos imaginar que seja uma nota promissória e ela emitiu em favor do Rômulo. dentro do prazo de três dias a contar da expedição desta para efetuar o aceite do título tal e aí vem dizendo qual o título. Quando é protesto por falta de pagamento em duplicata. não quer dizer que o título já está protestado porque o cartório tem um procedimento e este dura. atualmente o devedor não precisa ir ao cartório e vai direto ao banco e paga.176 Indiretos (DCI’s) e o requerimento de falência com base na impontualidade (Artigos 1º e 10 da Lei Falimentar). o beneficiário. Vou explicar a vocês como funciona o protesto: Uma letra de câmbio funciona assim: A letra de câmbio tem o aceite. Cláudia compareça no cartório tal. eu não vou pagá-lo porque Rômulo colocou um revólver que me obrigou a assinar o título ou dizer:“Esta assinatura que está no título não é minha”. Na verdade. de devolução e de aceite. Há ainda previsto na Lei 9492/97 a possibilidade do devedor ser intimado para comparecer a cartório sob pena do protesto e ir a cartório e dizer assim: “Sr. Cláudia será intimada para que no prazo de três dias a contar da expedição ir ao cartório e pagar. Oficial este título que está aí. em regra. Rômulo vai levar a letra de câmbio lá na casa de Cláudia para ela fazer o aceite e diz Rômulo: “Cláudia. mas existem outras modalidades. não quis aceitar”. Vamos ver na prática porque isto que vou falar não está na lei: O cartório envia a intimação para o protesto por falta de pagamento. Quando ele protocola o protesto. ou . MODALIDADES DE PROTESTO: Vou mencionar os principais. Leonardo mandou você me pagar à quantia de cinco mil reais (R$ 5. três dias. sob pena de protesto”. E se não for a cartório efetuar o pagamento? Protesto.

Vamos ver o prazo para o protesto por falta de pagamento da Letra de Câmbio e da Nota Promissória: Qual é o prazo? Vocês estão com a LUG aí. . o Oficial do Cartório não pode decidir quem está com a razão. ele é meramente facultativo. porque nem precisa protestar. O protesto é imprescindível para cobrança de quem? Dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Então aqui o protesto tem prazo? Tem prazo. o Oficial terá que tirar o protesto (entenda-se realizar) o protesto. vício formal extrínseco. Se eu protestar fora deste prazo tem algum problema? O único problema é que você não poderá cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). O Oficial só não vai fazer o protesto se o título tiver vício de forma. então. É assim que funciona o protesto. o devedor poderá alegar qualquer coisa” é o chamado contraprotesto”. por exemplo. conforme o caso. não aceitar.663/66? Se você for seguir a LUG (Decreto 57. mas fora o vício de forma. não tiver a data (lembram do cheque sem data?). salvo alegação de vício formal. O devedor pode ir a cartório e não pagar. Prazo para o protesto: Para cobrança dos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é preciso protestar o título? Para depositar um cheque não é preciso protestar antes. Decreto 57. O prazo que vou falar aqui é o prazo para que você faça o protesto e assegure o direito de cobrar os títulos dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). qualquer outra alegação é uma mera defesa moral porque de qualquer maneira o Oficial do Cartório vai tirar o protesto. Então o protesto para cobrança do DCD não há prazo. portanto. o protesto para a cobrança do Devedor Cambiário Principal. este sim poderá ser conhecido de ofício. Quando se diz tirar o protesto entenda-se efetivar. não devolver e pode oferecer uma defesa. Não! Por quê? Não. parágrafo terceiro e olha o que diz: O prazo para protestar por falta de pagamento é de dois dias úteis após o vencimento. terceira alínea. enfim tiver algum vício de forma que se possa constar. Direto é facultativo e sendo facultativo não há prazo para protestar o Devedor Cambiário Direto (DCD). Isto é puramente desencargo de consciência. salvo se o devedor for lá em cartório e pagar ou aceitar. logo.177 dizer: “Eu já paguei este título. entenda-se. Quando for cheque a Lei do Cheque admite que o protesto seja tirado no local do domicílio do emitente.663/66) artigo 44. vez que o Oficial do Cartório não é Juiz. para cobrança do emitente não é preciso protestar antes. fazer o protesto. Local do protesto: Onde o título deve ser protestado? Em regra o local de pagamento. Este prazo é para cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos. Isto é o chamado contraprotesto. para a cobrança do aceitante também não é preciso protestar antes. não tiver o nome do beneficiário.

Quando eu digo fazer o protesto. Sacador Sacado Leonardo (beneficiário) Caio Tício Simprônio Leonardo endossou para o Caio que endossou para o Tício que endossou para o Simprônio. Se o Simprônio faz o protesto no dia 15/10/2003? Simprônio perderá o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). No vencimento. Este é o entendimento do Professor Fran Martins. se o prazo venceu no dia 10/10/2003 o protesto tem que ser feito no dia 11/10/2003.663/66? Se o título venceu dia 10/10/2003. Para que o Simprônio tem que fazer o protesto? Para assegurar o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Para a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) o Simprônio tem que efetuar o protesto tempestivo. ou seja. então. O Leonardo que é endossante é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? Leonardo. que é endossante é Devedor cambiário Indireto (DCI). você tem que levar o título no cartório para protesto no dia . O Simprônio vai poder cobrar do sacador? Não. O sacado efetuou o aceite porque ele assinou o título. Se no vencimento o sacado não pagar o que Simprônio tem que fazer? Simprônio tem que fazer o protesto.DCD). Caio endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Mas há controvérsia sobre este prazo. posição absolutamente isolada.178 Olha só o que acontece: Uma letra de Câmbio aqui. Qual é o prazo segundo o Decreto 57. o sacado. Simprônio credor. O sacador é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). E aí segundo a LUG (Decreto 57663/66) o prazo será de dois após o vencimento. Segunda Posição: O prazo é de apenas um dia útil. a saber: Primeira posição: O prazo é de dois úteis após o vencimento. Se o Simprônio não efetuar o protesto ele poderá cobrar de Caio? Não. até o dia 12/10/2003. Quem é o devedor principal deste título? O sacado que efetuou o aceite (Devedor Cambiário Direto . vai cobrar de quem? Do aceitante. Simprônio tem que fazer o protesto dois úteis. Tício endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI) e Simprônio que é endossatário será o credor. O Simprônio vai poder cobrar de Leonardo? Não. entenda-se.

44/08 previsto no artigo 28 é de um dia útil. 10 de novembro de 2003. Município diferente. entenda-se levar o título ao cartório para o protesto. Anexo I e Anexo II. Na prática é central de compensação. Mas olha só o que acontece: A lei do Cheque diz que para cobrança do cheque não precisa haver o protesto e o que substitui o protesto do cheque é a declaração do banco dizendo que o cheque foi apresentado e devolvido.179 11/10/2003. terceira alínea. e o prazo deste Decreto 2. emito um cheque. O protesto mesmo será efetuado dias depois porque o cartório terá que obedecer àqueles procedimentos. onde esta lei tem três partes. trinta ou sessenta dias? . Eu pergunto a vocês: Qual será o prazo de apresentação. ou seja. será de apenas um dia útil porque você não aplica o artigo 44. Qual é o prazo na Duplicata? É de trinta dias a contar do vencimento o protesto por falta de pagamento. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias mesma praça e sessenta dias praça distinta. Qual é o prazo para depositar o cheque e assegurar a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? É o prazo de apresentação. A LUG. foi objeto de reserva e o Brasil diz: Não quero aplicar a alínea terceira do artigo 44 da LUG. terceira alínea do Decreto 57663/66 vez que foi objeto de reserva. Olha que interessante: Eu tenho uma conta aqui num banco do Rio de Janeiro e estou lá em São Paulo.044/1908 tem quase cem anos. Primeira posição de Fran Martins é de dois dias úteis após o vencimento e todos os outros defendem um dia útil. coloco no cheque Rio de janeiro. claro que este prazo é em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). quais sejam. O artigo 44. Aí o cheque vai ser depositado lá na cidade de São Paulo. O protesto mesmo pode nem efetivado uma vez que o devedor poder realizar o pagamento. Por quê? Defendem um dia útil em razão do seguinte: Lembram que eu falei sobre a LUG. Se você não aplica a LUG qual outra legislação que você vai aplicar? O Decreto 2. então. E para a cobrança do endossante do cheque precisa protestar? Se fosse aplicar a regra geral precisaria porque o endossante é (DCI). Quando eu digo prazo. você não precisa protestar o cheque basta você depositá-lo. parte introdutória. terceira alínea. E o cheque? O cheque é diferente. Vocês sabem o que quer dizer isto? Aproveitando o ensejo vamos esclarecer que para fins de prova considerase mesma praça. Mas como assim é diferente? Muita gente me pergunta se é preciso protestar para cobrança do emitente do cheque. e como é de costume. OBS: Na hora da prova se perguntarem a vocês qual é o prazo para protestar a Letra de Câmbio e a Nota Promissória. Foi objeto de reserva número nove do Anexo II e esta diz: Não aplicar o artigo 44. dar entrada no cartório. o emitente é Devedor Cambiário Direto? Não precisa protestar para cobrança do emitente do cheque (DCD). Lei Uniforme de Genebra. o Município e praça distinta. a Lei Uniforme de Genebra mesmo fica na parte do Anexo I e o Anexo II são as cláusulas de reserva.

O cheque pode ser depositado até no Japão. o que importa é que o protesto tem que ser tempestivo”. pois o que você deve considerar é a mesma praça ou praça distinta. Prazo para protesto por falta de aceite e de devolução: Claro que aqui estou falando dos títulos que apresentam a figura do aceite. Se ele apresentar no dia do vencimento. Pouco importa o local em que o cheque será depositado. Qual é o prazo de apresentação? O prazo de apresentação é até o vencimento (em regra). é claro que esta ressalva que eu estou fazendo não dispensa o protesto para fins de falência. é até o vencimento do título. em regra.180 Trinta dias. mas o que você leva em consideração o local onde você tem conta e o local onde você emitiu o cheque ( Princípio da Literalidade). Qual é o prazo que o Rômulo tem para apresentar esta Letra de Câmbio para Cláudia fazer o aceite? Até o dia 10/12/2003. É o local de emissão e o local que você tem a conta. por falta de aceite ou por falta de pagamento. por exemplo. Ex: Eu passei uma Letra de Câmbio para o Rômulo cujo vencimento é para o dia 10/12/2003. esta é a regra. O prazo do protesto é o prazo de apresentação. Lá em são Paulo. porque vale o que está escrito no título embasado no Princípio da Literalidade. O protesto tem que ser sempre tempestivo. Como diz o Professor Alexandre Câmera: “Pouco importa o nome do protesto o que interessa é o pedido do protesto. cheque você não apresenta para aceite e sim você apresenta uma única vez para pagamento. ele está apresentando a letra tanto para aceite quanto para pagamento. isto é. O cheque é diferente porque nem precisa protestar. e a Nota Promissória. nestas circunstâncias. Qual é o prazo que Rômulo tem para protestar por falta de aceite? Dia 10/12/2003. pouco importa se o protesto é por falta de pagamento ou por falta de aceite. Muitos cartórios ficam em dúvida de qual protesto vai se fazer. EFEITOS DO PROTESTO: 1º) O protesto por falta de aceite torna o título exigível antes do vencimento (obs: explicarei mais tarde). Olha uma questão interessante: Prazo de apresentação. e no exemplo. E se ela não aceitar e pagar? Ele vai levá-la a protesto por falta de aceite. 3º) Serve de parâmetro para fixar o termo legal da falência – artigo 14 da Lei Falimentar. . Tem aceite na Duplicata? Tem aceite na Letra de Câmbio? Tem aceite. 2º) O protesto se é tempestivo viabiliza a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Colocam os dois. eles colocam protesto por falta de aceite e pagamento. E o prazo de apresentação vamos ver daqui a pouco. o local que eu tenho a conta é no banco do Rio de janeiro e o local da emissão eu coloquei também Rio de Janeiro. mas o nome que o cartório vai dar. pouco importa.

conforme o caso. eu nunca vi isto na vida”. tem até Súmula do STF sobre o tema. Vamos esquecer um pouco a doutrina e vamos para prática novamente: Vamos imaginar que nosso amigo aqui é surpreendido em casa com a intimação de um protesto com o seguinte conteúdo: “Comparecer ao cartório para pagar uma duplicata no valor de R$150. o novo Código Civil deu este efeito ao protesto. II do novo Código Civil.00 (cento e cinqüenta mil reais). Aqui é outra ação cautelar chamada de ação cautelar de cancelamento do protesto. então agora interrompe. ele tem importância para fins processuais. apesar de toda construção jurisprudencial é no sentido contrário e até a Súmula 153 do STF que dizia que não interrompia agora esta Súmula foi cancela pelo artigo 202. E o nosso amigo olha e diz: “Eu nunca comprei nada. Toda a Jurisprudência era contrária a isto e agora vem o novo Código Civil dizendo que o protesto interrompe o prazo prescricional. mas em geral. o Juiz nem olha e concede a liminar. Se você não caucionou o Juízo aí o Juiz vai olhar. A lei está dizendo que interrompe. Caucionou o juízo. Ocorre que. garantir o Juízo. Qual seria a medida cabível no caso acima? Seria a propositura de uma ação cautelar de sustação do protesto e o fundamento legal. não caucionando o Juízo ele não defere a liminar. O protesto interrompia a prescrição? Bom até hoje não. E se nosso amigo demorar um pouquinho para conseguir isto porque o procedimento do cartório dura em regra três dias? O protesto será efetivado e o nome do nosso amigo vai ser negativado. Ele não influencia o direito material. O Oficial do cartório vai levar isto em consideração? O oficial não pode fazer nada. . A ação cautelar de cancelamento é quando o protesto já foi efetivado. Qual é a medida processual cabível neste caso? Poder geral de Cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 26 da Lei 9492/97. É sustar o procedimento do protesto. presente em toda ação cautelar. mas por este meio seria muito mais difícil. pelo novo Código Civil o protesto interrompe o prazo prescricional e isto está previsto no artigo 202. além do periculum in mora e o fumus boni iuris. como estão me chamando a pagar uma duplicata? E diz ainda: Esta assinatura não é minha. seria o poder geral de cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 17 Lei 9492/97. II do novo Código Civil.181 4º) Viabiliza o requerimento de falência pela impontualidade – artigos 1º e 10 da Lei Falimentar. Caberia uma declaratória com antecipação de tutela? Até caberia. O protesto interrompe ou não interrompe o prazo prescricional? Interrompe porque contra força não há resistência. com pedido liminar. O protesto tem efeitos meramente processuais. A ação Cautelar de sustação do protesto é antes ou depois do protesto? A ação cautelar de sustação do protesto é ajuizada antes do protesto.000. Prática: Juízes concedem a liminar se você caucionar o Juízo. E a prática como perguntou nosso amigo? A Defensoria Pública sempre pergunta: Qual a medida judicial cabível para o teu assistido? Você vai entrar com uma cautelar de sustação ou de cancelamento. ou seja. sob pena de protesto”. aliás.

mas se você não caucionar ele costuma ouvir a outra parte. o protesto que pode manchar o nome de alguém é o protesto por falta de pagamento. em favor da nossa amiga no valor de R$ 50. Protesto por falta de aceite e aí eu pergunto: O nome de quem vai ficar negativado? Do sacador ou da sacada? Da sacada. Na prática isto inviabilizaria o crédito. Outra questão interessante sobre o cancelamento do protesto e outra viagem da doutrina: A doutrina entende com base. Assim com base nesta expressão da Lei “qualquer interessado”. o devedor com o recibo do pagamento é só levar lá e pedir o cancelamento do protesto. portanto. leigo. em Pontes de Miranda. a partir desta lei o cancelamento do protesto pode ser pedido por qualquer interessado previsto no artigo 26 caput da Lei 9492/97. Nossa amiga vai pagar? Não. logo. que feito um protesto por falta de pagamento. ao consultar os cadastros jogava no sistema vinha lá escrito: “Protesto”. Agora no protesto por falta de aceite. Mas para parte da doutrina o pagamento não deveria dar ensejo ao cancelamento do protesto. . não pagou e o banco foi lá e protestou. o banco protestou e ela foi lá e pagou. agora se realmente ela estava devendo. por exemplo. Deveria? Não porque o protesto foi por falta de aceite. entenderam que o próprio devedor é que pode pedir o cancelamento do protesto. ela não se vinculou ao título. Pergunto a vocês: De quem é a obrigação de tirar o nome dela do protesto: É dela ou do banco? Quem tem que ir ao cartório e cancelar o protesto? Para o Professor se for um erro do banco ele tem a obrigação de ir ao cartório e retirar. O protesto por falta de aceite não deveria manchar o nome porque a pessoa não aceitou. é devedor e não pagou. Cabe uma ação para retirar o nome da pessoa protestada por falta de aceite porque não se trata de hipótese de mau pagador. cinco anos depois ele vai lá e paga. eu na época como Gerente de um banco. mas antes da Lei 9492/97 era diferente. de mau pagador. Mas ela vai ao banco e paga. Assim na prática um protesto por falta de aceite que não deveria manchar o nome de ninguém acaba manchando. Outra questão: Ela está devendo o cheque especial. contra nosso amigo ali. Isto prejudicaria o ex-devedor? Claro que prejudicaria. mas acaba na prática sempre prejudicada.182 Se você caucionar o Juiz defere a liminar inaudita altera parte (sem ouvir a outra parte). porque ela não deve nada. Então esta é só uma observação a ser feita para quem vai fazer prova para a Defensoria Pública. ela ficou com o nome negativado. Olha o que acontece: A lei sendo elaborada para quem não trabalha na prática. isto na prática. Cláudia para cobrar de Leonardo vai fazer o quê? Cláudia vai ter fazer o protesto por falta de aceite.00 (cinqüenta mil reais) para ela pagar a Cláudia. E que se tem que fazer? Tirar aquela anotação do passado negro do nosso amigo ali. a pessoa não é devedora porque não se vinculou ao título. esta é a prática.000. hoje. na galera que já foi há muito tempo. Eu sabia a distinção entre protesto por falta de aceite e por falta de pagamento? Não. não é obrigação do credor. Outro questão onde a doutrina se distancia da prática: Primeira coisa: Leonardo saca um Letra de Câmbio. as Câmaras Cíveis do nosso Tribunal negando pedido de danos morais.

em relação aos (DCI) o protesto é um ônus.183 Para esta parte da doutrina eles entendem que basta apresentar o recibo de pagamento. há nenhuma alteração no mundo jurídico. Em relação à obrigação. se não cumprido. Hoje. você recebe uma sanção. Prejudicaria isto na prática? Claro que prejudicaria. é como se fosse uma anotação na FAC (folhas de antecedentes criminais). você deixa obter uma posição jurídica mais privilegiada. E em relação ao protesto quanto aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? Se você não protestar você recebe uma sanção? Não. O sacado . E em relação Devedores Cambiários indiretos (DCI). se você não oferece provas. Deu confusão na jurisprudência e foi parar lá no STJ e o STJ entendeu que a partir da Lei 9492/97 cancela-se o protesto pelo pagamento. Eles entendem que deveria vir à anotação do protesto. Virá a anotação do protesto. mas já foi pago. fala em cancelamento do protesto pelo pagamento. você deixa de ter uma posição jurídica mais privilegiada. mas virá com o esclarecimento de absolvido. que se cumprido. embora houvesse o pagamento. o protesto é necessário. Em relação ao devedor principal (DCD) o protesto é uma faculdade. obrigatório ou é facultativo? Existe alguma diferença entre necessário e obrigatório? A diferença é entre ônus e obrigação. mas com esclarecimento de que já foi pago. mas com o esclarecimento do pagamento ou não pagamento. Eles entendem que deveria vir assim. mas já foi pago. Qual a diferença entre ser um ônus ou ser uma obrigação? Ônus é um encargo. o pagamento cancela o protesto. ou seja. Ônus é a opção do necessário. o que a doutrina sempre entendeu que não era possível cancelar e desaparecer àquela anotação. Antigamente prevalecia o entendimento dos ultrapassados que diziam não ser isto possível. OBS: Faculdade – Fazendo ou não. por exemplo. se pagou. foi protestado. No cadastro virá: Foi protestado. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. cancela-se o protesto e quando for tirar uma certidão esta não vem escrito absolutamente nada. se você não a cumprir. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. ao passo que no ônus há uma alteração no mundo jurídico porque se cumprido. Quando o sacado assina o título reconhece aquela dívida. Então existe uma verdadeira confusão na doutrina a partir da Lei 9492/97 porque esta Lei 9492/97 em seu artigo 26. Portanto. É assim que deve ser. você apenas deixa de ter direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). você deixa de ganhar a ação. hoje. diz: vou pagar esse título no vencimento. Natureza Jurídica do Protesto: Depende. 18ª Aula – 06/12/2003 ACEITE: O aceite nada mais é do que assinatura do sacado no título. logo. portanto. Ônus. o ônus da prova. mas que não retiraria a anotação daquele protesto. O protesto em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) é um ônus e em relação aos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é uma faculdade. ainda assim vinha a anotação do protesto.

o protesto com o comprovante de entrega da mercadoria já substitui a assinatura. da sua assinatura em aceitante. mas ainda cai em prova. também chamado de devedor principal. que segundo a LUG é devedor cambiário direto. se assinou. Na prática é quase a mesma coisa. O aceite na duplicata não é mais utilizado. a credora tem que protestar por falta de aceite. O aceite não existe na prática. O aceite na duplicata não existe mais na prática. ocorreu protesto por falta de aceite em 06/12/2003. no dia 15/01 ela vai voltar na casa dele para receber. ele se transforma através do aceite. Qual a diferença entre vencimento antecipado e tornar o título exigível antes do vencimento? É a cobrança de juros. SACADO . é obrigação quérable ou quesível. mesmo sem a assinatura dele no título. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? NÃO é o vencimento antecipado. é tornar o título exigível antes do vencimento. e na duplicata não precisa apresentar para aceite.184 que não é devedor cambiário. Antes de 15/01 a credora vai levar o título na casa do sacado e diz: o sacador está mandando você me pagar 5 mil reais em 15/01. e diz que aceita pagar e assina no verso do título. é só para prova. É na casa do devedor. O aceite serve para dar a oportunidade ao sacado de dizer se vai ou não pagar o título transformando ele de mero sacado que não é devedor cambiário em aceitante. OBS: Fenômeno que ocorre que tem na LUG é o ACEITE POR INTERVENÇÃO. Quem pode efetuar o aceite? Quem faz é o sacado. Vencimento do título em 05/07/2004. já vinculou. se este não aceitar. e no dia 15/01 pode cobrar. Vai apresentar para o sacado. na verdade. porque se o sacado não pagar. porque aqui no Brasil utilizamos a duplicata. suposto devedor. o título é apresentado para o devedor direto para pagamento porque se ele não pagar. Na Letra de Câmbio o sacador Leonardo dá uma ordem ao sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. Uma declaração cambial. Sacador é quem tem o título. quem cria o título. o aceite caiu em desuso. mas e a cobrança de juros? . E o aceitante é o devedor principal do título. Então o ACEITE é a simples assinatura do sacado no título transformando-o em ACEITANTE. Quase ninguém já viu letra de câmbio. entrego para A. Você vai pagar? Apresenta o título hoje a ele. (esquecer duplicata agora).CREDOR. é o devedor cambiário direto. unilateral de vontade. O aceite é uma obrigação portable ou quérable? A obrigação tem que ser cumprida no domicílio do suposto devedor ou do credor? A credora é que tem que ir na casa do sacado para que ele efetue o aceite. Tem assinatura do devedor no título? Não só se vincula ao título quem o assina. a partir do dia do protesto. quem criou o título pode cobrar 5 mil reais do sacado em 15/01. portanto. assinou já vinculou. já a partir de hoje o credor pode cobrar do sacador. o que é que substitui o aceite na duplicata? É o protesto e o comprovante de entrega da mercadoria. dia 15/01 ao beneficiário.SACADOR .

O sacador se for malandro pode fazer o seguinte: o sacado é o Caio. depende da anuência do credor. isso é um problema que ocorre na prática. Quem vai ficar com o nome “sujo” é o sacado e não deveria ficar com o nome sujo porque o aceite na LC é facultativo.185 Só ocorre esta a partir de julho/04. ela será a devedora. para fazer ou não o aceite? O nome do sacado. A credora tem que concordar com esse aceite. vai ao cartório e o aceita em nome próprio. o sacado vai ou não efetuar o aceite? Aí pode surgir um terceiro. o sacado vai ser intimado. aí antes de efetuar o protesto. ele que será intimado. princípio da literalidade. que foi quem criou o título. assinando o título. este só é devedor se fizer o aceite. é só lembrar do Princípio da Literalidade. o credor pode discordar? Não. Nós já sabemos a principal importância da recusa do aceite. só se vincula ao título quem o assinou. com possível intervenção de Maria Lúcia ou qualquer outra pessoa. . O sacado enquanto sacado não é devedor. o Tício vai levar a LC a protesto. quem será intimado para comparecer em cartório. exigir do sacador. coloca no próprio título. O aceite por intervenção como regra. Se não for efetivado o aceite. em favor do Tício. O credor pode exigir o pagamento deste título do sacado ou do sacador? Ou dos dois? O sacado assinou o título. e se o protesto tenha sido feito em 15/12/03. Só se torna devedor se ele reconhecer a dívida. QUESTÃO PRÁTICA: O título vai ser protestado o nome de quem vai aparecer lá no protesto. mas aí tem o aceite por intervenção. com uma observação: se for feito o protesto por falta de aceite o maior prejudicado é o sacador que terá que pagar o título antes do vencimento. só tem assinatura no título do sacador. O credor só pode exigir o título do sacador. Vencimento 15/07/04. não fez o aceite. com a intervenção da Maria Lucia? Não. que é tornar o título exigível desde o protesto. levou o título a protesto. o credor não pode recusar essa intervenção. Leo sacador e Caio sacado. mas se essa outra pessoa indicada como possível interventor fizer o aceite. já a partir desta data o Tício que é credor pode exigir o pagamento do Leo. ACEITE POR INTERVENÇÃO (artigo 56 da LUG – Dec 57663) Pode ser indicado no título mais de um sacado. Se o sacado não for fazer o aceite. o credor vai poder exigir o título a partir do protesto. OBS: Se o nome do interventor constar no título. porque sacado não é devedor. Importante: O aceite na LC é FACULTATIVO. Então se eu saquei uma LC. princípio da literalidade. for concretizado o protesto. quando Tício apresentar o título para aceite a Caio. Só se vincula ao título quem o assina. quem decide se aceita ou não é o credor. o credor tem que apresentar a LC para todos eles antes de protestar por falta de aceite. pode cobrar do Caio? Não. o dia que for feito este o título passa a ser exigível já desde o protesto. este recusando o aceite. se transformar em aceitante. por exemplo: Caio (sacado) pode surgir sua irmã querendo aceitar em nome dele.

ela já pode apresentar o título a partir de hoje. Então o sacador pode fazer o que quiser com esse prazo de apresentação para aceite. ele apresenta hoje. ou seja. ele pode pegar aquele título e propor ação de conhecimento como: ação monitória. Prazo para apresentação para aceite: Pode ser um instrumento do sacador para evitar o vencimento antecipado. Eu posso colocar ainda: esse título só é apresentável para aceite entre 01/01/04 a 10/03/04. ou seja. e aí pelo menos está perto do vencimento. A dificuldade vem agora: Qual é a conseqüência para a perda do prazo de aceite? Diz o art 53 da LUG: “a perda do prazo por parte do credor. faz com que ele perca o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos”. para aceite.186 Se constarem vários sacados na LC o credor deve apresentar a letra a todos eles antes do protesto. ação de cobrança em razão da relação jurídica causal. O sacador mesmo que o título não seja apresentado dentro do prazo para aceite. não apresentou o título para aceite perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos e o sacador é devedor cambiário indireto. Há uma outra parte da doutrina aplicando um dos artigos do Anexo II que diz: qual é a única conseqüência de você perder o prazo de apresentação para aceite? A conseqüência seria eventuais perdas e danos e continuaria com direito de cobrar do sacador. ele vai poder executar alguém? Não poderá executar ninguém. passou o vencimento pode executar o sacado? Não. se expirado o prazo do artigo 53. se o sacado não pagar. Pode cobrar do sacador? O candidato disse que não. se perder esse período ela só vai poder apresentar o título para pagamento na data do vencimento. mas . ela pode cobrar já a partir do protesto. Em regra. ou seja. o prazo para apresentar o título para aceite é até o vencimento. Vencimento do título em 15/04/04. por toda vida. dos endossantes. dia 06/12/03 em favor da Lúcia. mesmo que o título não seja apresentado para aceite. ela vai apresentar para o sacado. é que se perder esse prazo de apresentação para aceite o credor perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos. ela levar o título a protesto e mesmo o título vencendo em 15/04/04. esse título só é passível de aceite a partir de 10/03/04. O entendimento de parte da doutrina. etc. obrigado a pagar hoje. saquei o título hoje. colocando isso: 10/03/04 ela só vai poder levar lá na casa do sacado. Então eu posso escolher a data para apresentação. porque assinou. dos avalistas dos sacadores. se refere a tornar o título exigível antes do vencimento. ele recusa. respeitada o prazo prescricional. eu posso colocar: saquei o título hoje. se ele não efetuou o aceite não é devedor. Ele só vai poder cobrar de quem? Se o sacado pagar. ele permanece vinculado ao título. Para toda a doutrina. mas o sacador pode mudar. prestação de serviço. Quem defendeu essa tese foi o desembargador Paulo Lara (exexaminador da Magistratura) prova oral: se não apresentar o título para aceite. perde o direito de cobrar do sacador. e disse que o sacador sempre está vinculado a LC. mas vou correr o risco de que se o sacado recusar o aceite hoje. a partir desta data. vai vigorar mais de uma vez o princípio da literalidade. ele perde o direito de ação e não pode cobrar ninguém e aí o desembargador achou absurdo a resposta do candidato.

sempre entre as partes originais vai ser possível discutir a relação jurídica causal. Quando ele assinou a NP. ou seja. Para executar uma NP não precisa protestar. as pessoas que compraram ficam sem o apartamento. OBS: A Nota Promissória Vinculada a Contrato – é o que pode cair em prova. Na Letra de Câmbio há três partes: sacador – sacado – beneficiário. porque que ele é meu devedor. Então a assinatura de título de crédito vinculada a contrato. não poderão alegar isso. O emitente da NP é o devedor principal. ele tem contrato de prestação de serviço onde diz que pela prestação de serviço me pagará 10 mil reais. ele pode alegar em sua defesa que eu não prestei o serviço? Pode. que o emitente da . Ocorreu a novação ou não? Não. Quando o banco estiver executando. portanto. isso contamina os títulos. mesmo em se tratando de um terceiro de boa fé. exemplo prático: sou uma construtora. o sacador continuaria vinculado ao título. Após a sua criação na NP podem surgir os endossantes. porque para cobrar do devedor principal o protesto é dispensado. diz que os títulos estão de tal forma atrelados aos contratos. NOTA PROMISSÓRIA: Na Nota Promissória há duas partes: O Emitente e o Beneficiário. tenho um terreno. Então a jurisprudência nesses contratos de massa. porque se causasse novação as partes não poderiam discutir a relação causal. por que ela exige isso? É porque certamente ela quer utilizar as notas promissórias como garantia de empréstimo bancário. os avalistas. e junto com esse contrato ele assinou um cheque para mim. contrato. Pega essas notas promissórias endossa para um banco e com isso apanha com o banco um empréstimo. ele entendia que o credor perdendo o prazo. declaração. A construtora não precisava pedir assinatura dessas NP. Um termo de assunção de dívida. vocês vão poder alegar a ausência de causa para exibição desses títulos. desaparece com o dinheiro. que eles perdem a sua forma executiva. aquele termo que diz qual foi à causa da dívida. as pessoas poderão alegar que não receberam o apartamento? Se aplicar as regras só do título de crédito. tecem um contrato. Vinculou um título a um contrato. porque já tinha o contrato. só que as notas promissórias foram endossadas para um terceiro de boa fé. o que já tratamos. facultativo. OBS: Não vale a pena citar isso em prova ele não está mais na banca.Quando eu for executar esse cheque que voltou sem fundos. é apenas uma outra forma de documentar a mesma obrigação. Em termos práticos é o seguinte: eu prestei um serviço na casa dele.187 para Paulo Lara. não causa novação. e assinam também uma nota promissória para prestações. aí vou construir um prédio. assinou um papel dizendo: devo ao Leonardo 60 mil reais. pessoas já compraram na planta. A jurisprudência vem entendendo nessas relações que esses títulos estão vinculados de tal forma ao contrato. anexo a esse documento 6 notas promissórias de l0 mil. Se tivesse causado novação. E o beneficiário é o credor. Ele me deve 60 ou 120 mil reais agora? Continua devendo 60 mil reais. É ponto pacífico na doutrina e na jurisprudência. só que ao invés de construir o prédio. pós-datado. que uma vez constatado o ilícito na relação causal.

se não tiver o endosso. Já caiu em prova a questão acima. serve como referência. também se aplica às notas promissórias. porque a lei não diz isso. você coloca a cláusula não a ordem. documento tal. porque a vinculação de um título de crédito a um contrato. quando tiver nominal a fulano. Entenderam que a NP estaria vinculada ao credor de conta corrente. Então o valor de juros. tirava o último extrato juntava com o contrato e promovia a execução. Para vincular o título além de mencionar no verso do título. (refere-se a compra do automóvel tal. Aí a jurisprudência disse: essa NP está vinculada ao contrato de conta corrente e se o contrato de conta corrente não tem liquidez. porque aí você evita o endosso. nem no novo Código Civil nem em lugar nenhum. A jurisprudência naquelas causas de massa. passou a exigir que os correntistas assinassem uma NP em branco. de mora. então como é um lançamento unilateral o banco não pode executar aquilo. basta olhar a cláusula não a ordem. etc. endosso. O endosso tem o efeito purificador. a referência do negócio. Daí o banco esperto. uma certeza de que a dívida é realmente aquela. tiravam extrato e ao invés de executar o contrato com o extrato. Importante: Só o aceite não se aplica a NP. Os bancos antigamente faziam o seguinte com cheque especial: um correntista estava com a conta negativa. Essa decisão é exceção a regra. qualquer tipo de lançamento sem a participação do correntista. se esse título for endossado. essa vinculação. se o título não pode ser endossado. já assentou entendimento através da Súmula 258 do STJ. tem que dar aqueles lançamentos uma liquidez. para se vincular um título a um contrato em definitivo. A jurisprudência entendeu que aquela execução não deveria prevalecer por falta de liquidez. Essas decisões têm cunho mais social que jurídico. que a NP vinculada ao contrato de conta corrente não tem liquidez. Sobre NP tudo que foi falado sobre LC. para ele realmente ficar vinculado depende de alguns pressupostos: Como é que se pode vincular um título de crédito a um contrato? Coloca-se no verso da NP ou cheque. então pegava o contrato de conta corrente. protesto. o título continua vinculado a sua causa. Isso é uma posição exclusivamente jurisprudencial. já é criada . Então a jurisprudência entendeu que o extrato de conta corrente não dá liquidez a execução fundada em contrato de conta corrente. Como é criada pelo próprio devedor principal não está sujeita ao aceite. porque esta não é passível de aceite. O título com a cláusula não a ordem não pode ser endossado.188 nota promissória pode alegar que não vai pagá-lo por não ter recebido o apartamento. você vinculou o título. Segundo a Súmula 387 do STF toda vez que o devedor emite um título em branco com lacunas. ele está dando ao credor o direito de preencher. Na prova. aval. ou por ter sido enganado na venda de computadores pela TV por exemplo. ele jamais vai se desvincular da causa. e o cara não lhe entregar o carro. é só este que purifica o título. etc) Só isso vincula o título? Pela letra da lei não. eles olhavam o valor e preenchiam a NP anexando o saldo e executavam agora a NP e não o contrato. pela regra do direito cambial. a NP a ele vinculada também não tem liquidez. placa tal. você tem que pagar o título e depois correr atrás do vendedor. vinculada de tal forma que perderia até a liquidez. porque o banco faz os lançamentos de forma absolutamente individual sem a participação do cliente. Porque aqui sim. a LUG não fala nada de liquidez por contaminação do contrato.

acrescido de letras (A B C D) todas ligadas a uma mesma fatura. ela é apresentada ao sacado. eles utilizavam a LC. Criada a duplicata. pode pagar de qualquer forma. O comprador pode pagar essa compra e venda com dinheiro.189 já com assinatura do devedor principal. com cheque. posso emitir 5 duplicatas. que tem 10 dias para refletir se aceita ou não a duplicata. mas quando criaram a duplicata. agora se a pergunta for: Qual é o único título que o vendedor pode criar com base na compra e venda mercantil? Aí sim. Esse artigo tem por objetivo claro. uma fatura pode dar origem a várias duplicatas. . qual o outro título que o vendedor poderia criar para representar o seu crédito na compra e venda mercantil? A Letra de Câmbio porque nesta. Vendi para ele 50 mil reais para pagar em 5 vezes. Pode uma duplicata representar mais de uma fatura? Não pode. Prova MP: Qual único título no Brasil que tem como origem obrigatoriamente a compra e venda mercantil. Agora o comprador pode pagar com qualquer título (cheque normalmente). Qual é o documento que dá origem a duplicata? É a fatura. a letra de cambio caiu em desuso. ou sem o aceite de forma justificada. embora não diga expressamente. uma duplicata só pode ter origem em uma única fatura. neste prazo tem que devolver a duplicata com aceite. Pode outro título representar a operação de compra e venda mercantil ou a prestação de serviço? A pergunta foi essa.Requisitos da Duplicata Artigos 6º e 7º . A lei diz: no ato de emissão da fatura dela poderá ser extraída duplicata “não” sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do vendedor contra o comprador. DUPLICATA: Amparo legal ( lei 5474/68 – legislação supletiva – LUG – decreto 2044 e novo código civil). segundo o artigo 2º da LUG. ele dá uma ordem para o sacado para pagar a ele mesmo ou ao beneficiário – art. Dificilmente caíra em prova NP. a resposta é a duplicata. Artigo 3º . vendeu 10 sacos de farinha para o comprador. ele só pode justificar a recusa do aceite alegando as matérias do artigo 8º da Lei 5474/68. só a vinculada a contrato. ou a prestação de serviço? É a duplicata. Se não existisse a duplicata. que hoje em dia está junto com a nota fiscal. se o título for criado pelo comprador não há nenhuma restrição. Posso criar um outro título de crédito para representar a compra e venda mercantil? Muitos dizem que “não”. É o que a lei está dizendo. Antes de existir a duplicata no Brasil. O inverso é possível. A correta interpretação do artigo segundo é a seguinte: Temos o vendedor (sacador).Falam da apresentação da duplicata. só a duplicata. Qualquer título pode representar a compra e venda mercantil. tem a fatura. qual é o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. pode pagar com cheque. 3º da LUG. foi objeto de prova específica do MP. proibir a emissão de LC. Esse artigo 2º tem por objetivo vetar apenas a LC. O artigo segundo quer dizer que o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. principalmente no pagamento parcelado o número da duplicata será um só. Qual é o único título que o vendedor pode criar com base nesta fatura? É a duplicata.

ele não vai querer assinar de novo. O rol do artigo 8º é taxativo ou exemplificativo? Há duas correntes: Para Rubens Requião o rol é exemplificativo. o rol é taxativo. porque não tinha ICMS. Quando a lei diz: Obrigará o vendedor a sacar uma triplicata é mentira. pois era obrigatório o saque. O artigo 9º . levava a duplicata na inspetoria de fazenda e tinha que pagar o tributo e colocar o selo fiscal na duplicata.190 O artigo 8º diz quando o comprador pode recusar o aceite. porque senão está obrigando o sacado a se vincular a dois títulos. A duplicata que é primeira via é de saque facultativo. A perda ou extravio de duplicata com aceite não aplica o artigo 23. tem que promover a ação judicial. obrigará o vendedor a extrair a triplicata. obrigatoriamente tem que ter uma duplicata? Não.Com a cobrança do ICMS. o valor do selo dependia do valor da duplicata. pois há sistema próprio de cobrança do ICMS. se a duplicata estiver sem o aceite e se ocorrer a perda ou extravio da duplicata com aceite. com muito mais razão é de saque facultativo. Waldir Bugareli. que só é aplicável as duplicatas sem aceite. você aceitou. . era um título que servia mais ao fisco que ao próprio comerciante. sacava uma duplicata e tinha que ter o selo fiscal. que também tem no CPC. cobrava como imposto. Artigo 23 – TRIPLICATA: O artigo 23 está todo errado do começo ao fim. Fran Martins. parágrafo 4º. Coelho. Na compra e venda mercantil com prazo igual ou superior a 30 dias obrigatoriamente tem que ter a fatura. Qual é a conseqüência de não protestar em tempo hábil? Perde o direito de cobrar. O saque da duplicata é facultativo ou obrigatório? Toda vez que tem uma compra e venda mercantil. chego para ele três dias depois e digo para o aceitante que perdi aquela duplicata. a triplicata que é segunda via da duplicata. da venda. Cuidado: Cuidado com o artigo 23. da época que a duplicata era de saque obrigatório. tributário. estou trazendo uma triplicata para você.Fala do pagamento. Quem aplicar o artigo 23 erra. O saque da duplicata é facultativo. toda compra e venda tinha que ter duplicata. o saque da triplicata é facultativo. Importante: Saquei uma duplicata contra A. Antigamente a duplicata não era um título de crédito. se ele ficar na mão de terceiro de boa fé terá que pagar aos dois. segundo o artigo l3. prevista no artigo 36 do Decreto 2044 – Ação Judicial de Restituição de Títulos Perdidos ou Extraviados. Em razão do selo fiscal a duplicata era de saque obrigatório. Para o protesto da duplicata o prazo é de 30 dias após o vencimento. ele fez o aceite. apresentei ele aceitou. ele terá razão porque não vai querer se vincular duas vezes ao título. hoje a duplicata é de saque facultativo. Não existe mais o selo. Em caso de perda ou extravio da duplicata. Luiz Emídio e jurisprudência. não aplica o artigo 23. no valor de 100 mil reais. ele esquece de dizer que a perda ou extravio da duplicata só pode dar origem ao saque da triplicata. Para Fabio U. O artigo 23 é quase um equívoco em razão da legislação antiga. era um documento fiscal. seu saque era obrigatório. e aí está o maior erro do artigo 23.

segundo a jurisprudência. quando ela for omissa. eu preciso protestar? Depende. Se os dois forem omissos a legislação subsidiária. devedor cambiário direto. Ele é DCI? Não. a legislação supletiva é a legislação sobre letras de câmbio. o artigo 23 tem rol exemplificativo. Tem muita gente que pergunta: Eu quero executar um cheque. ele é credor. denominado eminente. 19ª Aula – 13/12/2003 CHEQUE: Legislação Aplicável – Lei 7357/85. O eminente. devedor principal. Você vai cobrar de quem? Você está executando quem? Está executando o eminente? O eminente do cheque é DCD. Então na verdade a legislação é a lei interna sobre o cheque. é o credor. O cheque originalmente tem três partes: O Eminente. A Lei de Genebra sobre o cheque é apenas o Anexo I. Foi incorporada pelo Direito Brasileiro pelo Decreto 57595/66. que pode ser chamado de Sacador. que ele que cria. Nós temos como se fosse uma LUG sobre cheque. Esse Decreto tem a mesma estrutura da LUG. denominado beneficiário. Lei 7357/85 e. Essa é a nossa chamada lei interna sobre cheque. Então tem toda aquela estrutura que nós já vimos na LUG. tem o Anexo I e o Anexo II. para cobrar do DCD precisa protestar? Não. Outro caso que não está no artigo 23 que pode dar ensejo a emissão da triplicata é a retenção indevida pelo sacado do título. Eu pergunto: O Banco Sacado. em favor desse ou de outrem. que aí seria uma Lei Internacional.191 Em caso de perda ou extravio. também foi aprovada uma Lei Internacional sobre cheque. é devedor principal. sacador ou subscritor. é óbvio. ou seja. Em Genebra. porque ele é devedor cambiário direto. a falta de devolução. ele é DCD? Não. na mesma época em que foi aprovada a LUG. que emite o cheque. ele tem a parte introdutória. Ele é credor? . Então para cobrança judicial do eminente é dispensável o protesto. ou seja. Vamos identificar eles naquela regra que eu dei lá no começo de DCD. temos o Banco Sacado e temos o Beneficiário. que é o devedor principal ou devedor indireto? Ele é DCD ou DCI? Ele é DCD. O beneficiário. Conceito Doutrinário: É uma ordem de pagamento à vista e em dinheiro dada por alguém. o Anexo I do Decreto 57595/66. DCI. que é a LUG e o Decreto 2044/08. contra uma instituição financeira (Banco Sacado). CREDOR.

O endossante e DCD. Porém. Nós já vimos numa aula anterior que existe. em princípio é necessário o quê para cobrar do endossante? O protesto. O Banco Sacado enquanto sacado. jamais será devedor cambial.000. Ele vai pedir danos morais. Então o Banco Sacado ele participa da relação cambial? Não. Então eu que era credor me torno devedor cambiário indireto e. Então só para vocês terem uma idéia. É a relação jurídica que nós chamamos de interna. Existe aceite no cheque? Não.192 Não. Só é devedor cambial quando o sacado faz o Aceite. Pergunto: Ela pode propor uma ação cambial contra o banco? Não. Questão de prova: Eu. Mas o que é também interessante falar sobre cheque? Se cair numa prova a sua função econômica e sua natureza jurídica. vamos imaginar a seguinte situação. há saldo. jamais será devedor cambial. Pode-se exigir um aval do cheque. Porém. no valor de R$10. pode surgir o avalista do eminente. ela é devedora principal. Então apenas lembrando. então ele jamais será devedor cambial. Podem surgir outras partes? Sim.00. e eu sou o credor. Eu pergunto: Para essa pessoa te cobrar. Nós já tratamos do cheque pós-datado. normalmente envolvendo cheque pós-datado. Por quê? Por que ela não tem nenhuma relação jurídica com o banco.000. o banco devolve o cheque alegando insuficiência de fundos. a pessoa para quem endossei. Ou o beneficiário pode fazer o endosso. Qual é a função econômica do cheque? Ele funciona mais como meio de circulação de riquezas? . Depois o eminente vai se virar com o banco. ele é devedor cambial? Não. vulgarmente pós-datado. A relação cambial do cheque é formada por apenas duas partes: O Eminente e o beneficiário. DCI ou credor? O DCI. que essa é a relação jurídica externa do cheque de natureza cambial. Leonardo. Ela deposita. não tem nenhum vínculo jurídico o banco com o beneficiário. aí de beneficiário ele vai se transformar em endossante. Esse sacado não é devedor cambial e no cheque não tem aceite.00. Eventual ação cambial deverá ser proposta contra o eminente. estou emitindo cheque em favor de fulana. Quando cair na prova. Então o Banco Sacado enquanto inscrição sacada. por exemplo. Qual é a outra relação jurídica que existe no cheque? Uma relação jurídica contratual. ela se formaliza com o contrato de conta corrente. Eu já havia alertado a vocês: sacado enquanto sacado. Em princípio é necessário o protesto. Qual a natureza jurídica dela? Natureza contratual. a pessoa emite um cheque a meu favor de R$1. o novo credor. Vejam que duas partes não se relacionam. eu resolvo endossar esse cheque para ele. É novo credor o endossatário.

Pontes de Miranda. ou é um instrumento de retirada de fundo ou é uma forma de pagamento. defendida também pelo Paulo Restife: O cheque não é título de crédito. o cheque não é titulo de crédito. Essa é a função econômica do cheque. o cheque pode ter apenas um. da letra de câmbio. Natureza Jurídica do Cheque: São dez correntes: Primeira Corrente – Defendida por Pontes de Miranda. aquele cheque. ou mero instrumento para retirada de fundos. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Emitindo um cheque em seu próprio favor. Ele não é um título cambial por excelência. o cheque se não é forma de pagamento. mas não documenta a verdadeira operação de crédito. ou é um mero instrumento para retirada de fundos ou uma forma de pagamento. Essa expressão goza de dinheiro presente por dinheiro futuro é muito utilizada por Pontes de Miranda. poderia ser considerado um título de crédito cambial. eu Leonardo. portanto. E o cheque tem natureza de ordem de pagamento à vista. segundo Pontes de Miranda não pode ser considerado um título de crédito. O que é um título de crédito impróprio para Fran Martins? São todos aqueles títulos que a lei enumera como um título de crédito. na visão de Pontes de Miranda. visão de Pontes de Miranda. mas ele classifica o cheque como um título de crédito impróprio.193 Não. Ele não foi feito agora para facilitar a circulação de riquezas. ele defende a segunda corrente. Só para os correntistas. segundo Pontes de Miranda? Não. Por quê? Está sendo uma operação de fidúcia com quem? Confiança com quem? Estou fazendo uma operação de crédito com quem? Com ninguém. Por que não é título de crédito? Segundo o professor Pontes de Miranda a função do cheque é ser forma e prova de pagamento. emitindo cheque em favor do próprio Leonardo. Para a primeira corrente. de confiança. com a conta no banco. Por que o que é uma operação de crédito? É o gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. porque ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. uma operação de fidúcia. Tanto é que atualmente enquanto os outros títulos podem ter um milhão de endossos. Hoje o cheque perdeu um pouco a sua natureza de circulação de riquezas. Naquele momento. por força lá desde o Plano Collor. A principal função econômica seria uma forma e uma prova de pagamento. Falando em Pontes de Miranda. Só para lembrar. Segunda Corrente – Defendida por Fran Martins: Para Fran Martins vai pelos mesmos caminhos. Ele funciona como forma e prova de pagamento. Então não é gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. . Ele diz que o cheque é. É um mero instrumento para retirada de fundos. O cheque não tem as mesmas características da nota promissória. Quando é que o cheque vai ser um mero instrumento para retirada de fundos? Antigamente o cartão de banco era um luxo.

Então. ora um meio instrumento para retirada de fundos. Vamos imaginar que eu estivesse comprando um carro com você. endossou para uma Factoring. Nós resolvemos transformar aquela obrigação que era contratual em obrigação cambial. se o cheque não entrar em circulação. eu estou assumindo o risco que você coloque essas notas promissórias em circulação. Porque eu já sou devedor.00 em razão da compra do carro. ou for utilizado para retirar saldo da conta. Rubens Requião entende para que o cheque ser título de crédito verdadeiramente indispensável que ele entre em circulação. por que facilitou a circulação de riquezas. cuja principal finalidade é facilitar a circulação de riquezas. ele não terá a natureza jurídica cambial.A convenção executiva o que seria? É mais ou menos o seguinte: Eu tenho obrigação com você. Enquanto minha obrigação estiver só no contrato. O que faz então? Você exigiu as notas promissórias e eu concordo. você tem como endossar o contrato? Não. quando entra em circulação. somente quando o cheque é endossado. Aí sim. com duas testemunhas aquele próprio contrato serve como título executivo. Enquanto o cheque ficar entre as partes originais. Então. Princípio da Autonomia). uma obrigação qualquer. E o meio para coloca-lo em circulação? Para colocar o cheque em circulação é o endosso. Por quê? Aí voltamos para a primeira corrente. porque não existe endosso em contrato. ele será ora uma simples forma de pagamento. Então. mas aproveitam todos os princípios dos títulos de crédito. .194 Mas ninguém pode negar que ao cheque. Então eu me obrigo perante o credor nas três notas promissórias. E o que isso acarreta? Quando eu me vinculo as notas promissórias. Você resolve exigir: “Quero três notas promissórias sua”. eles são chamados por Fran Martins de Títulos de Crédito Impróprios. todos esses títulos que não documentam a verdadeira operação de crédito. como prova o contrato. Ele diz que enquanto o cheque não entra em circulação ou ele será (vamos para a primeira corrente). Para o professor Rubens Requião o cheque só será considerado título de crédito se entrar em circulação. Segundo Rubens Requião. quando pago uma conta qualquer a alguém e essa pessoa. Observações: 1. são aplicáveis todos aqueles princípios do início que nós tratamos (Princípio da Literalidade. Terceira Corrente – Defendida por Rubens Requião. Princípio da Cartularidade. por exemplo. Nós fizemos a chamada Convenção Executiva. um meio instrumento para retirada de fundos ou uma simples forma de pagamento. Então não há necessidade nenhuma que você torne aquela obrigação. Formalizamos um contrato em que eu me declaro devedor de R$15. aquele cheque vai ter natureza jurídica de título de crédito. que é contratual. Há necessidade para garantir o seu crédito de emitir notas promissórias? Não. em transformar em obrigação cambial. Então.000.

não precisa circular. ou seja. não pode ser considerado título de crédito. só é título de crédito quando você emite o cheque em favor de um terceiro. automaticamente eu solucionei. eu cumpri minha obrigação na compra e venda do carro. o que vale simplesmente é a convenção executiva. Se ele for emitido em favor do próprio emitente. quando trabalhei em banco. Não importa se ele endossou para um ou para outro. Hoje em dia tem o cartão. Independente que se entre em circulação. a obrigação cambial não extinguiu a obrigação de natureza contratual. as pessoas não tinham cartão. se o cheque é emitido a favor do próprio emitente. prestar um serviço. de um termo. ou seja. Ele então entende o seguinte: O cheque emitido em favor do próprio emitente não é título de crédito. pode formalizar tudo através de um contrato. por que fica mais fácil depois entender o resto. isso prova que não ocorreu a novação. A causa de emissão do título é o Poder Executivo. . Isso é convenção executiva. Era assim que sacava. pelo mero pacto executivo. Entre as partes originais. Por isso que muita gente pergunta: Qual é a causa de emissão do título? Você vai buscar isso na relação jurídica. aquele negócio jurídico subjacente. não estou tendo fidúcia. lá no início. não estou tendo confiança. tem a compra e venda. ou seja. através do endosso. 2) A partir do momento que ele endossou o título e eu paguei esse título. a partir do momento que se resolve vincular a uma cambial. Na verdade. Então as partes originais vão poder ser discutida a compra e venda do carro? Sim. isso nós chamamos de Convenção Executiva. Ele vai endossar? Sim. Perante o terceiro. não estou tendo gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro com ninguém. a compra de um carro e assinamos a nota promissória. a causa de emissão do título. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Tinha que emitir um cheque em favor do próprio emitente. Porque entre as partes originais é o que eu falei da teoria dúplice. fazer um empréstimo. Você pode comprar.195 A partir do momento em que as partes fazem a convenção executiva. O Luís Emídio entende que o cheque só é título de crédito quando é emitido em favor de um terceiro. é a Convenção Executiva. Basta você emitir um cheque em favor de um terceiro e ele já é considerado um título de crédito. É aquela história. Quarta Corrente – Defendida por Luís Emídio. Você só poderia sacar na sua agência. não tem obrigação de crédito. que é a assinatura do título. A visão dele é bem simples. nunca é a relação jurídica original. vale Lei de Contrato. o devedor resolve se vincular a uma cambial. Serve como prova que cumpri minha obrigação. Eu peguei muito no banco. por isso que eu dei a primeira corrente de Pontes de Miranda. independente. ele está ciente que aquela cambial pode entrar em circulação. É aquela história do começo. Se o cheque é emitido a favor do próprio Leonardo. ele será um mero instrumento de retirada de fundos. isso vai resolver aquela causa. 1) Nunca ocorre a novação pela mera convenção.

OBS: Na prática.Nesse caso. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. Na duplicata o sacador. Eu falei que na letra de câmbio. pode ser endossado. Diz que o endosso é requisito para ser título de crédito. Portanto. Como assim? Por quê? Ele fala que nós não podemos discriminar o cheque. ele não perde a natureza de título de crédito. Ele aproveita e dá uma “sapatada” no Rubens Requião. para pagar ao próprio sacador. A duplicata perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. Então a efetiva circulação é apenas uma característica do título. o cheque sempre será título de crédito. A letra de câmbio é quase igual o cheque. Pode acontecer também de se perder o cartão. Por que logo o cheque vai perder? Vai se transformar em instrumento para retirada de fundos? Não. eu cheguei a mencionar que só iria ser título de crédito se tiver endosso? Eu falei isso? Não. Quinta Corrente – Defendida por Waldirio Bugarelli. Então por que o cheque perderia natureza de crédito quando beneficiário e sacador são as mesmas pessoas? Os outros títulos não perdem. Como não podemos discriminar o cheque? Ele dá como exemplo outros títulos. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. Ele diz que o cheque é sempre título de crédito. tem lá no Irã. . Não é possível isso na letra de câmbio? Sim. e eventual. Nesse caso. ou quebrar o cartão. Então mesmo que título não seja endossado. ou seja. Nesse caso. que é o vendedor. não muda coisa alguma. existem outras correntes. após a existência do título. Então o endosso não pode ser trazido. mesmo porque ele é eventual. Algum título que nós tratamos. Na hora da prova se cair uma questão sobre cheque deve mencionar a natureza jurídica do cheque dizendo que é controvertida e citar as cinco correntes (existem mais). não um requisito para ser título de crédito. De repente lá o cartão é um luxo. o cheque é título de crédito. sacador e beneficiário serão a mesma pessoa. mesmo que não entre em circulação. Porém. O endosso é uma declaração cambial sucessiva. que é o comprador. O que tem que ser verificado é que o título em regra. a existência do endosso. então ele pode ser considerado um instrumento para retirada de fundos. se elevado a um requisito para ser título de crédito. em todos os países. As demais correntes são alienígenas e eu não vou citar. pode existir ou não. a letra de câmbio perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não.196 Não se esqueçam que o cheque também é um título internacional. você passa um cheque a seu próprio favor e saca no caixa. Mesmo que não entre em circulação e mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. três partes (sacador dá uma ordem para o sacado para pagar o beneficiário). ele pode facilitar a circulação de riquezas. dá uma ordem para o sacado. que também é possível que o sacador dê uma ordem para o sacado para pagar ao próprio sacador.

Deixava os R$ 50. 2. Vai ter lá a relação dos cheques que foram extraviados e aí se toma a providência cabível. ele não pode ser sacado. porque diz não saber se terá fundos o cheque. Então “A” não aceita o pagamento em cheque. . E o cheque com cruzamento especial? Cruzamento especial é o seguinte: Você cruza no meio do cheque e coloca entre as linhas paralelas o nome do banco. Ela diz que quer dinheiro. que varia de acordo com o valor do cheque. O cheque cruzado evita que o cheque seja descontado no caixa. qual a conseqüência? Ele tem que passar pela câmara de compensação. Não uma obrigação de natureza cambial. Tirava da conta do emitente o valor. mas tem um teto. “A” não confia em mim. Normalmente nesse tipo de transação a pessoa quer dinheiro.00 reservado para quando o cheque fosse depositado. Eu digo que garanto que terá saldo. ele agiu com no mínimo de culpa. Só que não dá para andar com R$ 50. mas em razão da sua declaração de que aquilo tem fundos e se não tiver. Chego no banco com o cheque todo preenchido e digo: “Senhor gerente. Vou comprar o carro de “A”. só pode ser depositado. os R$ 50. ela pode ter a certeza absoluta que aquele cheque tem fundos. só pode ser utilizado via Unibanco. o cheque visado só permanece com essa característica. tem que ser depositado. O gerente irá baixar o extrato e verificar que tem saldo. Ele tirou o dinheiro da conta. É claro que antes de tudo irá cobrar uma tarifa.00 hoje em dia. não adianta.000. vou não banco (o cheque visado está no artigo 7º da Lei interna). O valor é de R$ 50.197 TIPOS DE CHEQUE: 1. Ele pega o cheque e dá um carimbo: “Cheque Visado”. Ele está dizendo para todo mundo ouvir que aquele cheque tem fundos. Aí quando eu entregava para ele o cheque visado.Cheque Cruzado: O que é cheque cruzado? Quando você cruza o cheque. pode ver que ele vai ter as duas linhas paralelas e entre as linhas paralelas terá o nome do banco.Cheque Visado: O que é o cheque visado? É o seguinte: Vou comprar um automóvel. É uma das poucas vezes que o banco assume obrigação com o terceiro. durante o prazo de apresentação. E se o cheque não for depositado? Aquele dinheiro vai ficar bloqueado para o resto da vida? Não.00. Podem perceber que o carimbo do caixa quando ele carimba o cheque.000. Então. só pode ser descontado. Imediatamente tira uma xerox do cheque. Como é que eu vou garantir? Eu pego o cheque.00. diz a beneficiária que esse cheque tem saldo”.000. quando é colocado o nome do banco entre as linhas paralelas. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias se for na mesma praça ou sessenta dias se for praça distinta. apresentado nesse banco. respondendo por isso. o “viso”. Ele só é descontado via câmara de compensação. nesse caso. maior o valor.000. quanto maior o cheque. Para quê? Se aquele cheque for extraviado.

Mesmo que o cheque seja sustado durante o prazo de apresentação. e o “A” ficou todo bobo. e nesse momento que o beneficiário. e aí essa é a posição pacífica hoje na jurisprudência. é garantia de fundos. para evitar e não ser aceito. Então cada cheque viagem daquele valerá cinqüenta dólares. tem uma outra parte que você vai também assinar. que trabalha com isso. modificou a sua jurisprudência. Por quê? Porque o viso é garantia da existência de fundos.Cheque Viagem: O que é cheque viagem? Ele funciona da seguinte forma: Vamos imaginar um banco. que o cheque visado pode ser sustado. o que o banco fará com aquele dinheiro que estava retido? Vai disponibilizar novamente na conta do emitente. que não é possível sustar o cheque visado. banco local. Só que o STF estava errado. Ele sabe que minha conta é do Rio de Janeiro. Por isso que todo cheque viagem tem já na sua emissão a assinatura do portador. O viso não é garantia de pagamento. É possível sustar um cheque visado? Já dei o exemplo indicando o caminho. cheque visado “tranqüilo”. Então de cinqüenta dólares. você vai até lá e diz que quer comprar dois mil dólares em cheque viagem. mas é norma interna do Banco Central. Logo em seguida eles foram devidamente esclarecidos. que você vai dizer o valor. Você leva aquele talonário em uma loja e compra com o cheque. Passados os sessentas dias. Normalmente. mas o carro era clonado. Está lá: “Local de emissão: São Paulo”. Liguei para o banco e peço que suste o cheque. Eu só vi de cinqüenta dólares até hoje. O cheque visado não é garantia de pagamento. Em 1975. Qualquer banco que trabalhe com cheque viagem e desconta esse cheque. 3 . Então para você evitar constrangimento. Normalmente o banco faz de dez. dizendo que não. quem estiver recebendo. só que em reais. embora muitas não aceitem. o UNIBANCO. OBS: Na nossa lei. o STF entendeu que não. O que você irá fazer? Quando você recebe. . É obrigação do banco segurar o dinheiro durante o prazo de apresentação.198 O gerente do banco sabe se é mesma praça ou praça distinta. Essa orientação veio prevalescer durante os anos e passou por herança para o STJ. e o banco emitirá tipo um talonário com um monte de cheques. Pega a numeração. vinte ou cinqüenta dólares. Eu recebi o carro. Mas o cheque já fica assinado? Não. ele fará a conferência da assinatura. você vai direto em um banco local. onde essa emenda foi criada. Ele sabe que tem que segurar aquele dinheiro por sessenta dias. o banco ainda vai ficar com aquele valor retido. Pode ter. os Ministros. Então o cheque visado é um cheque que tem uma garantia absoluta de que há fundos dentro do prazo de apresentação. porque ele tirou xerox do cheque. não traz limites para o valor do cheque viagem. No UNIBANCO. No momento em que você vai utilizar o cheque. O que você fez? Você vai entregar esses dois mil dólares. Questão interessante – Emiti o cheque para “A”. e o próprio Supremo Tribunal Federal reformou. tem que assinar o cheque na parte superior. O cheque visado pode ser sustado. aquele cheque não foi depositado. você desconta num banco local.

pode ser furtado. É humanamente impossível. mil e quinhentos cheques para pagar funcionários. Nós tínhamos alguns clientes que emitiam em determinadas épocas do ano. É evidente que se aquele cheque tiver sido endossado em favor de um terceiro de boa-fé. exige o cheque administrativo. pode ser roubado. seria temerário dizer que o banco não pudesse impedir o pagamento. Em princípio pode até parecer que o cheque administrativo não possa ser sustado. 4 – Cheque Administrativo: Qual a característica do cheque administrativo? O próprio sacado é o emitente. Ele pode sustar. pode sim. sustado pelo banco. Qual diferença é essa? Esse cheque pode ser sustado? Todo mundo pensa que não. Questão interessante que uma vez caiu em prova: Como é que vai emitir cheque se ele é analfabeto? Não tem nada de errado. através de um . através de um procurador com poderes especiais. estava sendo procurado. Vamos imaginar uma espécie de fraude contra o banco. Procuração essa dada através de instrumento público. Normalmente são dois que assinam para pessoa jurídica. Tínhamos a assinatura dos dois e. O que é isso? Nós já tínhamos a assinatura dele. O que é chamada mecânica? Diz a Lei do Cheque que a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. vamos dizer. estava com mandado de prisão. O cheque administrativo pode acabar sendo extraviado. pode ser objeto de uma extorsão. Imaginem o administrador. ou seja. eram fornecidos os chamados cheques com chancela mecânica. O banco emite um cheque administrativo em favor de determinado cliente e aí chega a Polícia Federal e diz que esse cliente era um doleiro. Então o banco seria obrigado a pagar esse terceiro. mas vou dar um caso concreto que aconteceu: Estávamos no banco e de repente deu-se por falta de alguns cheques. mas em princípio o cheque administrativo pode ser sustado. Em todos esses casos. a nulidade de uma obrigação não contamina a outra. O banco emitiu o cheque e logo após descobriu a fraude. A pessoa sabendo que o cheque visado pode ser sustado. O que é incabível no cheque administrativo é um outro instituto que eu vou falar. O cheque naquele momento foi desde logo. aplica-se o Princípio da Autonomia. substancial. o presidente da pessoa jurídica. Alguns requisitos sobre a emissão de cheque Alguns requisitos são essenciais e outros não são essenciais. Então no cheque administrativo sacado e sacador são a mesma pessoa. A polícia prende o indivíduo. já digitalizada no banco. ficar assinando mil cheques em um dia.199 Uma característica do cheque viagem é que o portador não precisa ter conta em banco para utilizá-lo. Outra questão interessante sobre assinatura é a tal da chamada mecânica. Há alguma diferença do cheque administrativo? Há uma diferença. Então para esse tipo de cliente. como as pessoas jurídicas. O próprio banco sacado que é o emitente.

00. em que não é necessário a identificação do beneficiário. todos recebiam com aquele cheque de chancela mecânica. não era em talão. Importâncias do Prazo de Apresentação: Por que estou querendo tratar isso com vocês? Agora vamos para a prática.200 determinado instrumento a folha de cheque que era impressa. estava sempre com seguranças. um cheque assinado em branco. apresentou o cheque após o prazo de apresentação. endosso em preto. Um amigo meu teve o cheque devolvido porque esqueceu de colocar o nome dele como beneficiário. E mais. O banco paga ou não paga se existir fundos? Paga. Então o cheque já saía do banco com a assinatura. O que o banco vai fazer? Vai pagar qual? Ou nenhum? Ele paga o cheque com data mais antiga e depois. OBS: A outra questão é sobre a data de emissão.00.000. Endosso em preto é aquele que identifica o endossatário.00. Ela não apresentou o cheque dentro desse prazo. Já saía impresso o valor certo.00 e de D R$ 600. Emiti um cheque na mesma praça em favor de A. Salvo os cheques até R$100. Em favor de A R$ 700. C. porque hoje qualquer empresa disponibiliza para os seus funcionários uma conta-salário e nessa conta-salário tem aquele cartão que só serve para sacar naquela agência. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu tenho na minha conta R$ 1. Ficava em caixa forte. Hoje em dia é utilizado? É utilizado a chancela mecânica? Não. já vinha à assinatura deles digitalizada. bastava você preencher o valor. e era em formulários contínuos. Pagavam os funcionários assim. Vários cheques emitidos em favor de A. a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. Formavam-se aquelas filas para receber. D. E o que acontecia? Eles tinham um programa que fornecia. Quando alguém fosse buscar. A data de emissão do cheque é requisito essencial. pegavam aqueles formulários e levavam. Então o nome do beneficiário é essencial.O banco só não vai pagar se o cheque já estiver prescrito. Apresentou no 45º dia. ou seja. . vai pagar o de menor numeração. se forem da mesma data. o nome do beneficiário não é requisito essencial. pela lei que instituiu o Plano Collor (Lei 8021 e Lei 8088/90). Não vai dar para pagar todo mundo. pela lei. Na época em que o cartão era um luxo. Cheque – Vamos imaginar cheque na mesma praça. É um contrato que se faz acessório ao contrato principal de conta corrente. Só vai dar para pagar uma pessoa. colocava no computador. B.00. Qual é o prazo de apresentação? Trinta dias. É um perigo. Nós já vimos isso.00. eles já colocavam o nome do beneficiário e o valor. eu já falei com vocês. de B R$ 900. mas se tornou um requisito essencial pelo Plano Collor. O cheque. OBS: Outra anotação interessante sobre o cheque é que no cheque só é possível um único endosso. Então. Os quatro cheques foram depositados no mesmo dia. de C R$ 900.

Então se o cheque foi devolvido dentro do prazo de apresentação. é do final do prazo de apresentação. ou seis meses. desde dez de fevereiro. A questão interessante é a seguinte: Data de emissão. é a partir dessa data que você começa a contar os seis meses da prescrição. Começa a contar o prazo da prescrição a partir do momento que há violação ao direito. STJ e STF? Vamos imaginar que o cheque tenha sido depositado. Se dentro do prazo de apresentação o cheque foi apresentado e devolvido. Então muita gente pensa que a prescrição do cheque é contada da data de emissão. Daí vai começar a contar os seis meses de prescrição. dia primeiro de fevereiro. E nessa mesma data o cheque foi devolvido. A prescrição não será em quatro de setembro. Então se contam os trinta dias. o cheque não foi apresentado. afinal de contas. é a partir desse momento que começa a correr a prescrição que será de seis meses. contam-se então os trinta dias para apresentação do cheque. qual o prazo. mais sessenta dias. que ele já pode ser exercido. A partir do 30º dia. O que deve ser levado em consideração não é onde o cheque vai ser depositado. Primeira importância: É porque o termo final desse prazo é o termo do prazo prescricional. Isso é o que diz a lei. Isso diz a lei claramente. não é da data de emissão do cheque. Qual são as importâncias do prazo de apresentação? Estou tratando desse assunto porque se o cheque é apresentado após o prazo mesmo assim o banco paga. Só o que a jurisprudência já sedimentou. é data de devolução que começa a contar o prazo prescricional. Então pode ser seis meses mais trinta dias. o banco assim mesmo paga? Sim. Só que a jurisprudência entendeu o seguinte: A partir de que momento já restou violado o direito? O direito de receber? Dez de fevereiro. dependendo se o cheque é da mesma praça ou de praça diferente. Então no dia quatro de setembro estaria se operando a prescrição. Isso é a lei. Não. se desrespeitado o prazo de apresentação. no dia dez de fevereiro. Então para que serve o prazo de apresentação? De trinta ou sessenta dias? Eu já expliquei o que é mesma praça e o que é praça diferente. Pela lei. último dia para apresentação. a partir de quatro de março.201 Então. adotando o Princípio da Literalidade. Tem uma ressalva feita pela jurisprudência. Você já pode tentar executar esse cheque na vara cível. foi até prova certa vez na Escola de Magistratura. quatro de março. Isso é jurisprudência. Vamos traduzir: O que estou querendo dizer? Emiti o cheque hoje. Então o prazo prescricional contaria de março. . Isso não está na lei. Então a jurisprudência sedimentou. isso só existe na jurisprudência. apresentado. salvo engano. mas onde o cheque foi emitido e. vai ser em dez de agosto. a partir de qual momento vai contar o prazo prescricional desse cheque? A partir de dez de fevereiro? Não. até no guichê do caixa. acho que é o artigo 59 da Lei Interna.

Como o banco declara que o cheque foi devolvido? Com o carimbo: “Cheque devolvido”. porque o viso do cheque só perdura durante o prazo de apresentação. você vai receber e ponto final. O que é imprescindível para cobrar do DCI? O protesto. sempre teria que ser contado aqui. porque nem Desembargador. isso não existe para fins de prova. Então aquele atestado do banco (a Lei fala em atestado) de que o cheque foi devolvido já substitui o protesto. e tinha que saber. por qualquer motivo. temos o endossante que é DCI e tem o credor. Ele só vai poder executar o devedor . e não tem mesmo que saber. ele perdeu o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. e o que é imprescindível? Que ele apresenta aquele cheque durante o prazo de apresentação. Por quê? Se ele apresentar esse cheque. por exemplo. O cheque tem uma regulamentação própria. Por quê? Porque não está na lei. ou outro qualquer. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu emiti o cheque em favor de A. o cheque visado. o banco vai dar aquele carimbo “Cheque devolvido”. o devedor principal (DCD). emitir primeiro de fevereiro. O cheque visado só permanece com o viso durante o prazo de apresentação. Dentro do prazo. Eu sei quando pode ser reapresentado e quando não pode. devedor principal. se ele depositar só no dia vinte de abril. e nós. Então olha o que é importante: Temos então. isso não existe. o prazo de seis meses. OBS: E essa questão da reapresentação? Esqueçam. Segunda importância: A segunda importância do prazo de apresentação nós vimos hoje.202 A lei fala em seis meses a contar do término do prazo de apresentação. Ele vai ser o novo credor e a endossante será DCI. Essa questão de reapresentação é uma regulamentação interna do Banco Central. Qual é a segunda importância do prazo de apresentação. não há necessidade. Então pela lei. (trinta ou sessenta dias). você já pode executar. Para fins de prova. ou seja. Vocês não tem que saber. porque fui caixa. Mas quando ele apresentar o cheque após o prazo de apresentação. Ele recebeu. já vimos hoje? Eu falei. O que diz a Lei? Que protesto do cheque pode ser substituído pela declaração do banco que o cheque foi devolvido. sustação. Promotor sabem. Ela endossou em favor de B. Terceira importância: Essa eu acho efetivamente importante. Porém. em lugar nenhum. qualquer que seja. após o prazo de apresentação se tiver saldo na minha conta ótimo. eu sou DCD. se não tiver saldo. essa reserva foi positivada na lei interna. O cheque devolvido uma vez. Que regra é essa? No cheque não há necessidade do protesto. nem no Decreto 57595. Emitente. O Brasil utilizou uma das reservas no anexo II do Decreto 57595 e.

até uma afasta da outra. Ele deposita o cheque. Apresentou o cheque após o prazo de apresentação. sustação é outra. Ao passo que se ele tivesse depositado o cheque. mas é como funciona. passaram-se três a quatro dias. Se o cheque for devolvido. De repente. Se o cheque estiver revogado não pode ser sustado e vice-versa. como também poderá cobrar da endossante. apresenta o cheque no banco no dia (20/12/03). esse cheque sendo para o dia primeiro de fevereiro. Por que definitiva? . só gera efeitos. porque eu não sabia a diferença. E a revogação é sinônimo de contra ordem. só impede o pagamento. contra ordem e sustação é a mesma coisa. emiti o cheque (13/12/03). Muita gente perde aí. ele vai poder cobrar tanto do emitente do cheque. O que acontece? Existe uma diferença significativa entre dar uma contra ordem no cheque. eu me arrependi e liguei para o banco e dou uma contra ordem. São coisas completamente distintas e. ele nunca dá uma contra ordem. mesmo porque no computador do banco. Mesmo quando o cliente pede uma contra ordem. O banco está errado. aniquila o cheque depois de expirado o prazo de apresentação (trinta dias). com aquele carimbo do banco. Por quê? O cliente não sabe. Ou um ou outro. Vou dar a seguinte situação: Emiti o cheque hoje (13/12/03). já perdeu o direito de cobrar dos DCI’s. no dia (15/12/03) dou uma contra ordem. Nunca ninguém viu a cartilha. O gerente do banco sabe disso? Não. Qual a natureza jurídica do cheque? Ordem. O que acontece? A revogação também chamada de contra ordem. nem gerente de banco sabe. Então. ele não depositou ainda. ou seja. Na minha época de banco quando pediam para dar uma contra ordem no cheque. e sustação é aquilo. Posso atestar para vocês que o gerente não sabe disso. OBS: Ainda dentro da importância do prazo de apresentação. Ela só gera efeitos após o prazo de apresentação e é definitiva. O banco vai pagar ou não vai? Vai pagar. contra ordem é isso. Então na verdade. Então se o cheque for depositado dia 13/01/04 o banco já não pagaria mais. ou seja. cujo sinônimo é revogar (revogar o cheque ou contra ordem) e a sustação. ele sempre faz uma sustação. Então contra ordem é uma coisa. em favor de A. para assegurar o direito de cobrar de todos os dois DCI’s é imprescindível que o cheque seja apresentado dentro do prazo. Ele ouviu dizer que é contra ordem. Pergunto: O banco vai pagar? Emiti o cheque dia (13/12/03).203 principal. o cheque foi depositado (20/12/03). dei a contra ordem no dia (15/12/03). Então. Então a revogação é definitiva. O que eu fazia? Sustava. ele quer que não seja pago o cheque. dentro do prazo de apresentação. no dia dez de fevereiro ele depositou.

já era. quando a pessoa vai sustar ou revogar o cheque. não paga agora não”. der uma contra ordem amanhã. eu tenho que dar uma nova ordem.204 O cheque é uma ordem. Essa relação jurídica cambial contínua íntegra. por isso é mais efetiva. Na sustação é como se estivesse falando para o banco: “Banco. depois eu dou uma contra ordem. apesar de usar expressões diferentes. Isso só vai acontecer depois de expirado o prazo de apresentação. ela tem que informar o motivo. o banco já não paga. Não cabe ao banco avaliar se é ou não é importante a razão invocada pelo emitente do cheque. Continuação da primeira aula: Falamos do cheque. Cabe executar esse cheque? Ele acaba apenas para o banco. e pode ser o motivo mais absurdo possível (o banco não é juiz). e a ordem vai ser efetivada. não paga agora não”. depois ligo para o banco desfazendo a sustação. aí aquele cheque pode ser depositado. Se eu quiser modificar. e uma nova ordem é um novo cheque. o que vai impedir o mero pagamento é a sustação. Neste caso o banco vai poder pagar. Realmente. . Eu dei uma ordem para o banco para pagar aquele cheque. Mas. dando ordem para pagar o cheque. o cheque vai estar valendo durante o prazo de apresentação. o cheque acabou. Eu posso sustar o cheque hoje. ela pode ser até cancelada. A qualquer momento eu posso cancelar aquela sustação. REVOGAÇÃO E SUSTAÇÃO DE CHEQUE: A lei interna que trata de revogação e de sustação diz que tanto para revogação como para sustação. independentemente da sua interpretação (do banco) do que é ou não é justa causa. Como na contra ordem é definitivo. só quer impedir o pagamento naquele momento. se o cheque for depositado hoje. OBS: Tanto a contra ordem quanto o sustado podem ser executados. Numa primeira interpretação poderia parecer que esta justa causa teria que ser dada ao banco. emiti o cheque hoje. Então se eu der uma contra ordem no cheque. Eu dou uma ordem de pagamento para pagar valor “tal”. é entre emitente e beneficiário. ela diz que para sustar ou revogar o cheque tem que haver justa causa. com o banco é que desaparece. A sustação é sinônimo de oposição ao pagamento. o cheque acaba? Acaba para o banco. Não quer acabar com o cheque. como é mera oposição ao pagamento. Por que a relação se estabelece com o banco? A relação cambial é com o banco? Não. Mas depois: “Espera aí. ou seja. Se eu der uma contra ordem. A sustação gera efeito imediato. Agora. Liguei hoje e sustei. Porém a sustação. das importâncias do prazo de apresentação e vamos falar agora de renovação e sustação de cheque. se eu quiser que ela pague novamente. ele vai sustar ou revogar o cheque quando a pessoa solicitar. Ele perde a natureza executiva? Não. independentemente do motivo que você alegar. Então.

que é sempre citado no STF no que tange ao cheque. e sendo força maior a pessoa não paga tarifa. No entanto. Se o cheque for sustado por motivo de roubo. Porém. não importa o problema que daria na prática. o credor e o endossante. Eu poderia pedir para o “X” sustar o cheque. Segundo Paulo Restife o endossante também é parte legítima para sustar o pagamento. Ele quem deu a ordem (emitiu o cheque). Na prática isto daria muito problema. E a sustação? A sustação pode ser dada pelo emitente ou pelo portador legitimado (portador legitimado em princípio é o credor beneficiário). mas através de embargos à execução. Segundo Paulo Restife portador legitimado pode ser o credor que perdeu. que foi vítima de um estelionato e etc. OBS: Justa causa é um conceito jurídico altamente subjetivo. neste caso é força maior. e “Y” me aplicou um golpe (estelionato) e eu acabei entregando o cheque para “Y”. só ele pode dar a contra-ordem. eu posso ir ao banco e sustar o cheque. A interpretação não para por aí. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO INDEVIDO (Enriquecimento Sem Causa): Em títulos de crédito nós temos duas espécies de devedores: * Devedores cambiários diretos * Devedores cambiários indiretos. que eu quero sustar o cheque porque eu estou com “dor de cabeça”. O cheque vai poder ser executado. só o emitente do cheque pode dar a contra ordem. Por ser altamente subjetiva esta questão de justa causa vai acabar parando no Poder Judiciário. mas para não pagar a tarifa. Uma declaração do emitente já pode suprir. que teve extraviado. Como é que ele vai provar no banco que ele foi o beneficiário do cheque (para sustar)? Com uma declaração do emitente. isto tira a executividade do cheque? Não. o que importa é no momento da prova. pois não cabe ao banco julgar a relevância da razão invocada pelo correntista. O funcionário do banco vai ter que sustar o cheque. Devemos verificar no livro do Paulo Restife esta questão de portador legitimado. A resposta teria que ser fundamentada da seguinte forma: Segundo Paulo Restife também é parte legitimada para sustar o cheque. pois o gerente não iria sustar numa “boa” ele iria entrar em contato com o emitente (correntista). por exemplo. A contra-ordem só pode ser feita pelo emitente. O sujeito sustando ou revogando. Outra questão sobre revogação e sustação (está na lei): Vem dizendo que só pode revogar. Quem vai decidir se aquilo é ou não é justa causa é o juiz. eu descobri antes que “Y” descontasse o cheque. Situação: “X” emitiu um cheque de 5 mil reais em meu favor. então.205 Quando a pessoa vai sustar um cheque ela é indagada do motivo pelo qual quer sustar o cheque. mas se eu tiver algum contrato ou alguma forma de prova que tenha menção do cheque. a pessoa deve levar a cópia do registro de ocorrência ao banco. Eu posso alegar. O emitente então vai alegar novamente aqueles motivos. . Na prova nós devemos fundamentar com base no Paulo Restife.

etc. Com o artigo 48 do decreto 2044/1908 foi introduzida no Brasil a ação de locupletamento. 19 e 20 do anexo II. ausência de apresentação e etc. por exemplo. O credor perdeu o direito de crédito ou ainda conserva o direito de crédito. Em geral. Esta previsão está no artigo 15 do anexo II. É o artigo 48 do decreto 2044/1908. em geral. nós costumamos abordar ação de locupletamento só tendo como base a prescrição. O que é a ação de locupletamento? Por vezes. A gente nuca lê o anexo II. pela ausência de protesto. exemplo. 5. Aquele direito de crédito ainda pode ser cobrado através de outros mecanismos. não caberia contra o endossante. pela prescrição. pode perder o direito de cobrar de todos eles em razão da prescrição. o direito material é conservado. 9. A ação de locupletamento é cabível. primeiro começa-se a discutir. ele perde o direito à ação cambial. etc. Mas devemos ficar atentos. O Brasil adotou as seguintes reservas: 2. 13. Fala em desoneração da responsabilidade cambial. Prescrita a ação cambial. só que é o artigo 15 do anexo II. Pode ser pela prescrição. Ex: Não protestar por falta de pagamento. Ele perdendo o direito a ação cambial. ou seja. na duplicata faz com que o credor perca o direito de crédito. ele ainda pode cobrar? Para o professor Rubens Requião não conserva. pelo menos em tese. logo. ter excedido o prazo. a única causa que exclui a sua responsabilidade é a prescrição. não tem nada a ver com prescrição (apenas não protestou em tempo hábil). que é o principal. Já com o devedor cambiário direto. Vejam que não fala em prescrição.206 Por qualquer problema ou qualquer falha você acaba perdendo o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. de iniciar o processo de execução. 15. em qualquer hipótese que o credor tenha perdido o direito de executar os devedores. ou pela violação de alguma outra norma cambiária. Mas ele pode também perder o direito de cobrar do devedor cambiário indireto pelo fato de apenas não ter protestado em tempo hábil. a soma com a qual se locupletou à custa deste. A prescrição. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO: Qual é a base legal para propor ação de locupletamento? O primeiro artigo é na legislação de 1908. 6. pois as regras estão no anexo I. Então. Só que o Rubens Requião neste ponto ele é isolado. Caberia ação de locupletamento contra o endossante? No artigo 48 fala “sacador ou aceitante”. ou seja. 16.Sem embargo da desoneração da responsabilidade cambial. . 3. Artigo 48 do decreto 2044/1908. o sacador ou aceitante fica obrigado a restituir ao portador com os juros legais. prescreveu a duplicata ou o cheque ou a letra de câmbio ou a nota promissória. O entendimento amplamente dominante é que com a perda da ação cambial perde-se apenas o direito de executar. pois não é só isso não. A outra previsão está no decreto 57663. o portador do título perde o direito à ação executiva. 17. 7. 10.

Há uma previsão no novo código civil? Há. Pelo decreto 2044/1908 caberia ação de locupletamento contra o sacador ou contra o aceitante. no seu território subsistirá o direito de proceder contra o sacador que não constituir provisão ou contra um sacador ou endossante que tenha feito lucros ilegítimos. No momento da prova tem que ser mencionado. Se ainda puder ser proposta ação cambial. A base legal é o artigo 48 do decreto 2044/1908 e artigo 15 do anexo II do decreto 57663/66. e pelo decreto 57663/66 no artigo 15 do anexo II é cabível ação de locupletamento contra o sacador. Não basta que um tenha enriquecido. e agora eu estou propondo uma ação de locupletamento. em caso de prescrição. Tem que ser: Enriquecimento x Empobrecimento. O emitente do cheque era “X”. que é uma presunção relativa (iures tantum) de que o . não há presunção absoluta de que o valor tem que ser exatamente o valor de face do título. ou seja. e eu era o beneficiário. Tem que ser o enriquecimento de um lado e o empobrecimento de outro. 2º Requisito: Enriquecimento indevido da parte que se quer acionar (o pretenso réu da ação). Quando é que pode ser proposta a ação de enriquecimento sem causa? Requisito Nº 1: Perda do direito de propor ação cambial. A segunda causa é pela ausência de protesto em tempo hábil (protesto intempestivo). 4º Requisito: Perda da ação causal. mas estas são as principais. outra pessoa tem que ter empobrecido. Porém existem vários posicionamentos. e todos na jurisprudência.Uma coisa é certa. Quais são os requisitos para se propor ação de locupletamento?(isso é o mais difícil). pelo que respeita ao aceitante que recebeu provisão ou tenha realizado lucros ilegítimos (enriquecimento se causa).207 A reserva nº 15 diz: Qualquer das altas partes contratantes tem a liberdade de decidir que. Necessariamente o juiz vai fixar essa minha indenização no valor do cheque (mil reais)? Ou o valor pode ser diferente? Nos dois artigos que mencionam não há qualquer regulamentação. Esses três requisitos ninguém discute Existe um 4º requisito que é altamente divergente. A previsão legal por enquanto é esta. Só pode ser proposta a ação de locupletamento contra quem locupletou. Essa é a base legal. Como regra. não pode ser proposta ação de locupletamento. E se tiver somente o enriquecimento de um e não tiver o empobrecimento? Não basta. quando é que se perde o direito de propor ação cambial? Normalmente a perda da ação cambial se dá pela prescrição. ou seja. Somente quando efetivamente não se tem direito à ação cambial. ENRIQUECIMENTO E EMPOBRECIMENTO: Vamos supor que prescreveu um cheque no valor de mil reais. contra o endossante e contra o aceitante quando eles fizerem lucros ilegítimos. se enriquecerem indevidamente. Há uma decisão num determinado sentido. Só há de se falar em ação de locupletamento se você não puder propor a ação cambial (execução do título). A mesma faculdade existe. Tem outras causas. Eu perdi o direito de ação cambial. 3º Requisito: Empobrecimento do credor. contra quem enriqueceu indevidamente (sem causa).

O que aparece nos acórdãos? Aparece a seguinte ementa: Se prescrever o título. Eu não descontei o cheque. Se eu estou querendo mais de mil reais. então eu ainda não recebi (o cheque é pro soluto e pro solvendo). o porque ele emitiu o cheque) na verdade. qualquer outra ação eles já chamam de ação de locupletamento indevido. eu prestei um serviço e não recebi. o valor todo.208 valor corresponde ao de face do título (mil reais). na maioria das vezes é uma ação que está sendo discutida a relação jurídica causal. Isto é somente a doutrina que fala. isto não basta. 3° Posicionamento: Por fim. ação de enriquecimento sem causa. eu tenho que fazer a prova de que o meu prejuízo foi superior a mil reais e o enriquecimento de “X” foi superior a mil reais. eu tenho que provar isto. porque o serviço foi mal feito e etc. ou seja. o ônus da prova cabe a quem alega. não está sendo proposta ação de locupletamento indevido. e que foi menos de mil reais. 4º Requisito: Perda da ação causal. A quem caberia a prova de que não é aquele valor? Depende. (Obs: 3 posicionamentos no TJRJ). Há uma presunção relativa. então se diz para propor uma ação monitória. A doutrina diz que: Se for possível discutir a relação jurídica causal (ou seja. Então. você não está propondo ação de locupletamento indevido. Se não for feito prova nenhuma. mas na maioria das vezes não é ação de enriquecimento sem causa. É isto que diz a doutrina. É uma presunção relativa do valor do título. O que é ação causal? É aquela que vai discutir a origem do pagamento. Há uma confusão de locupletamento indevido com ação monitória. por exemplo. E o título? O título é mais um documento. Ex: O cheque. tem que ser feito provas. centavo por centavo. Há uma confusão também com a ação causal. A jurisprudência faz uma confusão muito grande. São raras as decisões neste sentido. ela confunde tudo. Agora. Eu é que terei que provar tudo. você na verdade está discutindo a relação jurídica causal. Neste caso está sendo discutida a relação jurídica causal. o “X” é que tem que fazer prova de que o enriquecimento dele foi abaixo de mil reais ou o empobrecimento foi abaixo de mil reais. você está propondo uma ação causal. há um posicionamento que diz que não há presunção. E a jurisprudência? A jurisprudência simplesmente ignora. . 1° Posicionamento: Quem quiser fazer aprova de mais de mil reais ou de menos de mil reais. Não há presunção nem para um lado e nem para o outro. Comumente nós percebemos que se. se for possível discutir a relação jurídica causal. se “X” quiser fazer prova de que não foi mil reais.(Por que foi emitido um cheque de mil reais? Foi uma prestação de serviço? Foi a compra de algum bem? Foi um empréstimo?). prescreveu um cheque. se houver somente o título. Ex: O sujeito diz que não vai o pagar. 2° Posicionamento: Há um segundo posicionamento que diz que é de presunção absoluta. Se eu estou propondo uma ação dizendo que houve um enriquecimento indevido de “X” e um empobrecimento meu.

Ação monitória é uma espécie de ação ou é simplesmente um rito? É um direito substantivo? Ela tem algum direito material a alegar? Ou ela pode alcançar êxito com relação a várias espécies de direito violado? Só existe uma causa para a ação monitória? Só cheque prescrito? Não. como também é o rito executivo.”. A ação de locupletamento pode ser tanto pelo rito ordinário quanto pelo rito monitório.209 A prescrição de direitos pessoais ocorre em quanto tempo? Em 10 anos (eram 20 anos). não extingue a relação jurídica causal. Ação monitória é um rito. No momento da prova deve ser mencionado que a doutrina ressalta que um dos requisitos para falar em ação de locupletamento indevido é a perda também da ação causal. primeiro porque não há previsão legal. qual é o fundamento jurídico? Qual é o direito substantivo que está sendo buscado? O locupletamento indevido. o ressarcimento pelo locupletamento indevido. A ação monitória. A jurisprudência simplesmente ignora esse requisito. ela não criou direitos. Paulo Restife.. Fábio Ulhoa e etc. não tem problema nenhum. Logo pode ser discutida. que perdeu o direito de ação cambial. por isso que nós chamamos de rito monitório. É um rito especial. No artigo 48 e no artigo 15 diz: “Com a perda do direito da ação cambial. como também é o rito ordinário. ou seja. Quem cita? Rubens Requião. Quando a gente se depara com: ação monitória ou ação ordinária em face de fulano. Legitimidade Ativa: De quem é a legitimidade ativa para propor a ação? Do credor que não propôs a ação cambial. RITO: Qual é o rito da ação de locupletamento? É uma ação ordinária? De execução? O entendimento que prevalecia até algum tempo atrás é que era por via ordinária. Só fala da perda da ação cambial. Só pode ser proposta ação de locupletamento se não tiver direito à ação causal. E a legitimidade passiva? Quem enriqueceu sem causa Quem pode enriquecer sem causa na relação jurídica cambial? . Você está propondo uma ação de locupletamento pela via monitória ou pode propor uma ação de locupletamento pela via ordinária. como também é o rito sumário. pela via monitória ou pela via ordinária.. Mesmo porque a emissão de títulos não causa turbação. mas criaram a tal da ação monitória. A jurisprudência ignora esse requisito. Pode ser proposta uma ação de locupletamento pela via monitória? Pode. não fala em causal. ela é apenas uma via pela qual você busca um outro direito. É um rito.

Ex: “X” emitiu um título para mim no valor de 10 mil reais. Não cabe a ação de locupletamento contra avalista. Passaram-se os seis meses do termo final do prazo de apresentação (prescreveu o título). Vamos supor que o título tenha prescrito. Se estiver prescrita a ação cambial. A ação de locupletamento é mais complicada e mais rara do que parece. Uma vez prescrita a cambial são desfeitas as suas garantias. (se “Y” me cobrar eu vou ter direito de cobrar de “X”). OBS: O aval é uma garantia cambial.210 O sacador. entrou dez mil e saiu dez mil reais. e então aplica a máxima de que o acessório segue o principal. Ex: Nota promissória. A garantia do aval é em relação à ação cambial. Então. . Qual é o proveito financeiro que tira o avalista? Nenhum. o acessório segue o principal (você não pode maneira nenhuma executar aquela garantia). na verdade não são ações de locupletamento. Qual é o prazo de prescrição na nota promissória contra o emitente? Três anos. pois 99% das ações de locupletamento são propostas contra o emitente do título. contra o sacador do título. porque inúmeras ações que nós vemos com nome de ação de enriquecimento sem causa nos tribunais. O avalista não é parte legítima para figurar no pólo passivo. Qual é o prazo de prescrição da duplicata contra o aceitante? Três anos. O meu patrimônio não teve qualquer enriquecimento. Passaram-se os três anos. Ex: Duplicata. Isso dificilmente ocorre. Será que pode ser proposta a ação de locupletamento contra esse endossante? Não. Eu me enriqueci com este título? Não. Tem um acórdão do STJ recente que apenas ratificou a postura anterior. se não há mais ação cambial. Existem alguns doutrinadores que defendem que para propor ação de locupletamento contra endossante tem que fazer prova de que ele enriqueceu de alguma outra forma. Eu endossei para ”Y” o título. Não cabe em hipótese nenhuma. A data de emissão da nota promissória foi hoje 13/12/03. então não há mais a sua garantia (acórdão do STJ). na verdade elas estão discutindo a relação jurídica causal. pois ele deixou de propor a ação cambial contra o emitente no tempo previsto. Meu patrimônio está sem qualquer variação. A regra é mais ou menos uniforme. Outra questão: Já sabemos que a ação de locupletamento pode ser proposta quando se perder o direito de ação cambial. Existem doutrinadores que defendem que para que se proponha a ação de locupletamento contra o endossante não basta a mera apresentação do título. Você tem que provar que ele se enriqueceu de alguma forma. O aval é ato de mera liberalidade. E o avalista? Pode propor contra o avalista? Não. o aceitante (artigo 15 do anexo II do decreto 576630) e o endossante. O endossante em princípio ele se enriquece com a prescrição do título? Não.

A letra de câmbio então só vai ser apresentada uma vez. inciso IV do novo código civil diz que a ação de locupletamento indevido prescreve em 3 anos. elas também prescreveriam em 3 anos. Isto tudo pode ser discutido numa única ação pode discutir tanto a relação jurídica causal como o locupletamento indevido. O único posicionamento firme é quanto à impossibilidade de cobrança do avalista. enquanto o Paulo Restife e outros autores sustentam que ela tem natureza de ação cambial. aí sim. A lei agora diz expressamente sobre o prazo de 3 anos. Com isto ele não vai poder apresentar para aceite. e o sacado recusar o aceite? Não tem conseqüência nenhuma. e hoje prescreve em 10 anos. O que é cláusula proibitiva de aceite (na letra de câmbio)? Ex: O sacador dá uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia ao beneficiário. No artigo 206 parágrafo 3º. mas a lei não estabelece isto no requisito. inciso IV vem expresso o prazo de 3 anos. Neste caso não corre o risco de ter o vencimento antecipado. Antes desta data o que o beneficiário vai fazer com esta letra de câmbio? Vai apresentar ao sacado. O legislador com isso aproximou a ação de locupletamento às ações cambiais. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? Torna o título exigível antes do vencimento. direto para o pagamento. de acordo com o que se entendesse sobre a natureza jurídica da ação de locupletamento. . No momento da prova nós temos que dizer simplesmente que a perda da ação causal para a doutrina é requisito. Qual é a conseqüência do sujeito apresentar a letra de câmbio para o sacado para que ocorra o aceite. O sacador (sabendo disso) pode entregar a letra de câmbio e proibir o aceite. Ele vai dizer então se aceita ou não. sendo uma ação de direito comum cai lá naqueles direitos pessoais. Parte da doutrina. A posição que era minoritária acabou se tornando a posição da lei. Acabou o estudo de títulos de créditos. O artigo 206 parágrafo 3º. o beneficiário vai protestar o título. Mas o entendimento do STF e do STJ foi outro. Antes do novo código civil os direitos pessoais prescreviam em 20 anos. e. O aceite na letra de câmbio é obrigatório ou facultativo? Facultativo. acabou adotando uma posição que antes era minoritária. Será que o novo código civil entendeu que a natureza da ação de locupletamento é de direito comum? Não. com Paulo Restife. entendia que ela tinha uma natureza cambial. OBS: Cláusula proibitiva de aceite. Agora já há uma previsão no novo código civil. Nós podemos continuar colocando que o STF e o STJ entendem que a ação de locupletamento tem a natureza de direito comum. Vai dizer que “X” mandou que “Y” (sacado) me pagasse dez mil reais dia 10 de março de 2004. porque a única previsão legal da ação de enriquecimento sem causa é a legislação do direito empresarial. Com protesto por falta de aceite. Mas esta posição do Paulo Restife está um pouco enfraquecida. então. Vencimento em 10 de março de 2004.211 Antes do novo código civil que prazo era este? Havia uma divergência enorme. tudo isto dentro da mesma seara. Eles entenderam que a ação de locupletamento é uma ação de direito comum. Como todas as ações cambiais prescrevem em 3 anos.

Então começou a se pensar o seguinte: Uma coisa é o imóvel. quando o ponto já estava conhecido nas redondezas e o negócio indo bem. O nome correto desta cláusula deveria ser: Cláusula proibitiva do protesto por falta de aceite. Isto quer dizer que se esta letra de câmbio for apresentada para ele e ele aceitar. . CONTRATOS: LOCAÇÃO EMPRESARIAL (Artigo 51 e seguintes da lei de locações – Lei 8245/91). Esta cláusula na verdade proibiu o aceite ou o protesto por falta de aceite? O protesto por falta de aceite. Caiu uma questão na prova da magistratura perguntando se hoje em dia ainda é possível a cobrança de luvas. o locatário quer novamente renovar o contrato. Esta é a condição que o locador fez. Começou a se pensar num modo de proteger o empresário desses abusos que os proprietários de imóveis submetiam os locatários. Hipótese: Antigamente existia a figura das “luvas”. ao que exerce a atividade (locatário) e não ao locador. pois ele aceitou (princípio da liberalidade. no instituto da renovação compulsória. colocou o aceite. Depois de um certo tempo. Este é o objetivo. Este diz que aceita pagar. e diz ao locatário que se ele quiser bem. Isto muitas vezes significava a “ruína” completa do empresário. e continuava investindo. Se assinar que aceita pagar. E a cláusula? A cláusula não é proibitiva de aceite? É o problema da nomenclatura. No dia 10 de março de 2004 ele vai ter que pagar. o locador diz que tudo bem. e.212 O sacador pega a letra de câmbio entrega para o sacado e pergunta se ele vai pagar os 10 mil até o dia 10 de março de 2004. Para o locador seria compulsório. Então o locatário ia e renovava a locação por mais 5 anos. Nesse estudo chegou-se a conclusão com base principalmente na lei francesa de locações. A cláusula proibitiva de aceite não proíbe o aceite coisa nenhuma. O ponto é um bem incorpóreo que pertence ao empresário. Aí já não pode mais recusar. mesmo com a cláusula proibitiva. no local deste ponto não era nada. isto quer dizer que desde que os empresários preencham os requisitos que a lei prevê. pois este já está para vencer. este aceite é válido. Vamos supor que a pessoa alugasse um ponto comercial. que renova o contrato. A pessoa com 3 anos no ponto comercial já havia investido bastante e montado um restaurante. ou seja. se ele deixou para apresentar no dia do vencimento. e o negócio deu certo. Proibindo o protesto por falta de aceite esta cláusula evita o vencimento antecipado. o aceite é válido. mas para que haja a renovação o locador diz ao locatário que este tem que “dar por fora” (pagamento de “luvas”) o valor de 50 mil reais. e outra coisa é o ponto comercial. se não quiser. não tem nenhum problema. O ponto é um bem incorpóreo e o bem imóvel é corpóreo. o locador não teria outra alternativa a não ser aceitar a renovação. Se ele o assinou se vinculou). o sacado pode dizer que não aceita. ou seja. São bens distintos. então. paciência. eles passam a ter o direito potestativo de renovar o contrato. Só se vincula ao título quem o assina. Se ele disser que não aceita o credor não vai poder protestar. A cláusula proibitiva de aceite serve para que então? Se o sujeito não apresentou a letra de câmbio antes do dia 10 de março de 2004.

e “X” saiu do imóvel. Isto está muito ligado a teoria da preservação da empresa. não foram ininterruptos. e fecham mais um contrato de 3 anos. e o contrato por escrito é por prazo determinado. Requisitos: 1º. “Y” fica fazendo jogo duro para ver se vai renovar ou não. Se houver a tentativa de burlar a lei. Tutelar essa viabilidade econômica. a jurisprudência aplicando o princípio da razoabilidade e da boa-fé nas relações de contratos (está no novo código civil) evita esses tipos de fraude à lei. pois 3 anos mais 3 anos são 6 anos ininterruptos. para que “Y” o alugasse. porém. Depois eu celebrei um contrato de mais 3 anos. “X” pediu para que “Y” celebrasse um contrato de 5 anos.213 Isso mitigaria o princípio da autonomia das vontades. Nesta discussão se vai renovar ou não. Passaram 3 meses e “Y” não conseguiu alugar o imóvel.O contrato de locação tem que estar por escrito e por prazo determinado. 2º. O requisito que está na lei são 5 anos ininterruptos. Foram 3 anos no início e depois mais 3 anos. Ele chegou para “X” e disse que iria fazer um contrato de 4 anos e 11 meses. Qual é o objetivo desta proteção? É tutelar o aviamento. Quando “Y” buscou informações. mas nem tirou as coisas dele de dentro do imóvel. “X” tem um salão de belezas no imóvel (firma individual) e está lá há 3 anos. “Y” sabe que se renovar o contrato de locação por mais 3 anos os requisitos já serão preenchidos. e para que ele pudesse abrir um restaurante. ACESSIO TEMPORIS: Imagine a seguinte situação: Estamos 3 anos no contrato. Foram 6 anos. 3º. Depois dos . É uma das poucas espécies do chamado “contrato imposto”. e depois nos três anos seguintes ele criou uma barbearia.Só tem direito à renovação compulsória o empresário (locatário) que já estiver no imóvel a pelo menos 5 anos ininterruptos. Ex: “X” procurou “Y” que era dono de um imóvel que estava vazio. dificilmente “X” sairia do imóvel. porque depois deste tempo transcorrido. No momento de renovar “X” quer renovar por mais 3 anos. Ex: Nos dois primeiros anos ele vendia pão. “Y” disse para “X” que ele poderia deixar as coisas dele no imóvel. OBS: Eu fiz um contrato por escrito de 3 anos. A respeito deste tipo de contrato a jurisprudência diz que “Y” está de máfé. pois neste caso os requisitos seriam preenchidos e o contrato seria renovado compulsoriamente. ele verificou que “X” queria fazer um contrato de 5 anos. “Y” diante das informações pensou logo em fazer um contrato com menos de 5 anos. só se fosse por vontade dele mesmo. O sujeito (locador) é obrigado a contratar. Nisto “Y” resolve que vai deixar o imóvel alugado para “X” mesmo. termina o prazo de 3 anos. Se estiver 3 anos ininterruptos no mesmo ramo preencheu o requisito.Ele tem que estar no mesmo ramo de atividade 3 anos. “X” é o locatário e “Y” é o dono do imóvel (locador). O objetivo da disciplina jurídico da locação empresarial é tutelar o aviamento. Neste caso eu já cumpri esses dois requisitos. mas se ele ( “Y” ) conseguisse alugar o imóvel novamente era para “X” retirar as coisas dele de lá.

a cessão é conjunta. Vai haver direito à renovatória ou não? Ela não preenche os requisitos. O locador é obrigado a concordar com a mudança de locatário? 20ª Aula – 20/12/2003 A mera cessão do contrato de locação depende evidentemente da anuência do locador. A jurisprudência vem decidindo tendo como base o princípio da razoabilidade. se eu quiser fazer a transferência de tudo. que é tutelar o aviamento. evidente. . como se tivessem funcionando normalmente. então eu quero transferir para fulano. A jurisprudência com uma aplicação até que mais razoável. o proprietário do imóvel é A. como assim? Já estudamos o TRESPASSE que não é a cessão meramente do ponto. “X” tem direito sim à renovatória. esses períodos podem ser contados para fins do preenchimento dos requisitos legais. artigo 1142 e seguintes do novo CC. aí sim o locador não pode impedir a cessão também do contrato de locação. Com isso o princípio do acessio temporis. mas não dependerá da anuência do locador quando o contrato de locação for apenas um dos objetos da transferência. OBS: Eu estou há 8 anos no imóvel com o meu ponto. e que “X” vai ter que sair do imóvel. é a cessão de todo estabelecimento empresarial.214 últimos 3 anos “X” vai para renovar o contrato novamente e “Y” diz que não quer mais renovar o contrato. faço através do TRESPASSE. mas se fossemos aplicar a lei literalmente não teria direito. O locador é obrigado a concordar com isto? Ele vai poder aproveitar o tempo? Vai haver mudança no contrato de locação. Se estou transferindo todo o estabelecimento que é o principal. este é apenas um dos elementos. de todo o meu estabelecimento para ela. Também é possível aproveitar o tempo do antecessor. Não é significativo. “X” pode aproveitar o tempo da autora da herança? Sim. e a amiga faleceu deixando para “X” exatamente o salão. Mas qual é o objetivo da lei? Preservar a empresa. mais lógica entendeu que é possível. estou a 15 anos desenvolvendo o restaurante. Ex: Vamos imaginar que a amiga de “X” tinha um salão no imóvel de “Y” há mais de 20 anos. O “Y” não pode dizer que agora a questão da renovação já acabou. Nesse caso. OBS: É possível aproveitar o tempo anterior do autor da herança ou de sucessores. tutelar o aviamento. Textualmente a lei diz que é possível. e tendo como norte a teoria da preservação da empresa e o objetivo da lei de locações. então o acessório segue o principal. pois dentro desses seis anos o sujeito ficou apenas três meses parado. quando há um trespasse ou a chamada SUCESSÃO EMPRESARIAL. Quem defende essa posição é o professor Capanema. e dentro dele um dos elementos é o ponto. Um dos elementos que integra o estabelecimento empresarial é o PONTO. que já estudamos. Então. Ex: tem um restaurante lá. ou seja.

Preenchidos estes requisitos. entre UM ANO E SEIS MESES antes do término do contrato. 01 ano e 06 meses. ele já decaiu do direito de requerer a renovação. que estão no artigo 51 da Lei de Locações. depois mais 04 anos. aí ele vai chegar para o locatário e dizer: agora não quero renovar e já era. entre um ano e no último ano de locação tem que ir ao locador. Teve uma outra renovação aqui com o consentimento do locador. quando é que você tem que manifestar o desejo de renovar? O que é o principal problema. O terceiro requisito é o locatário estar por 03 (três) anos no mesmo ramo. senão ele está interferindo no princípio da autonomia da vontade. falar com o advogado ir ao contador. o locatário deve apresentar novo fiador. na liberdade contratual. O que deve mudar aqui? É o valor do aluguel e a garantia. prazo decadencial. para não haver problemas. porque ele só está no imóvel há 03 anos. Aluguei o imóvel em 01/01/95 – 01/01/98 neste momento o locatário já tinha direito à renovação? Não. em janeiro de 2002 agora ele terá direito à renovação? Terá. por escrito. no penúltimo semestre da locação. Vamos imaginar que ele intentou a ação dentro do prazo. O locador quando quer tirar o locatário do imóvel costuma reclamar. na mesma atividade. vai determinar a renovação da locação. normalmente os problemas na renovação são em razão do valor do aluguel. Quando é que ele tem que manifestar o desejo de renovar compulsoriamente. ou seja. qual é o contrato que ele está renovando? É o de 04 anos. e o juiz reconheceu que todos os requisitos estão presentes. a gente simplifica. se entrar o dia 1º de julho ele já entrou no último semestre. Como é que ele vai manifestar isso? Intentando a ação dentro do período. O juiz vai mandar renovar por mais quanto tempo? Ele vai determinar a renovação do contrato. então ele não pode interferir em nenhuma cláusula. se ele está renovando. o juiz não pode estar interferindo na vontade das partes. Poucas coisas vão mudar nessa próxima locação. Quando o juiz determinar a renovação qual será o prazo desse contrato renovado? No primeiro período são 03 anos. como assim? Ele tem que manifestar o desejo de renovar essa locação entre 31/12/97 a 30/06/01. manda voltar depois. o juiz vai determinar uma perícia. . ele tem que pedir a renovação entre 31/12 e 30/06. o locatário tem que manifestar esse desejo. (99-00-01) terminando em 31/12/01. vamos imaginar renovados por mais 04 anos. para o tempo ir passando. O segundo requisito é que o contrato seja por prazo determinado e por escrito. ou seja. até 06 meses antes do término. Então a lei fala 01 ano e 06 meses antes do término da locação. se passar de 30 de junho. de impor ao locador a renovação? A redação da lei não é muito boa.215 Requisitos para Renovação do Contrato de Locação: O primeiro requisito é que o locatário esteja no imóvel há pelo menos 05 (cinco) anos.

não vai conseguir porque tem um locatário ali. vai ser intimado o locatário. Causas de Retomada do Imóvel: 1ª Causa: Na renovação quando o locatário entra com a ação ele faz uma nova proposta de aluguel e aí uma das causas de retomada é quando o valor oferecido não é compatível com o mercado. viro “Baixo Tijuca”. o juiz vai julgar improcedente o pedido da renovatória com base no artigo 72. Tem que entrar com a ação no tempo previsto em lei e assim sucessivamente. isso é até ferir o direito de propriedade. então não pagará nada. quiser pagar só os 5. mesmo porque este está protegido na CF/88. Para que se tenha direito à renovação um dos requisitos é que a locação seja por tempo determinado. Se for renovado mesmo assim. etc. naquele imóvel o valor de mercado é 7. ele não precisará pagar os três ou dois últimos meses de aluguel. Questão delicada é a seguinte: alugo um imóvel e começo a incrementa-lo com bar.500 reais. entrar com a ação renovatória. vai ter que pagar o transporte. conseguir mais ganhos. então como o juiz fixa um prazo para ele sair de até seis meses. Imagine a situação: renovo o aluguel. show. de ano em ano. só que o valor de mercado hoje está em 7. ele pode determinar uma indenização. A não renovação nesse caso dá direito a uma indenização pela perda do ponto.500 reais. ele cede quando bate de frente com o direito de propriedade. essa é a razão da indenização prevista em lei. O direito a renovatória não é absoluto. Então há um certo prejuízo.216 Se eu renovo a locação. terá que ficar alguns dias parado. quando atingir 05 anos. o locatário se desejar pode prosseguir. o juiz vai determinar a renovação por mais 04 anos. estou a 10 anos no local e virou referência. Ele pode ficar com o imóvel pelo resto da vida. Porém.000 reais. só ocorre na prática. mas tem o prazo de 06 meses para sair dali. há causas que permitem a retomada do imóvel. quem sairá no prejuízo é o locador. a lei autoriza é a liberdade contratual. se este não pagar o valor. o que o locatário tem que fazer de novo? Tentar a renovação.000 reais. Na prática – Toda vez que o juiz determina a retomada do imóvel. isto dependerá do caso concreto. o locatário será indenizado por ter perdido o ponto. aí ele preenche os requisitos? Sim. essa compensação não está na lei. normalmente o juiz manda fazer uma compensação – essa indenização é porque há um custo da transferência do ponto comercial. aí a renovação passa a ser obrigatória. Então se o locatário quer renovar. se não conseguir amigavelmente. Quando chegar entre 31/12/04 a 31/12/05 entrou no último ano da locação. O locatário tem direito à indenização. inciso II. mas oferece um valor de aluguel pequeno. O direito a renovação é uma regra infraconstitucional. o valor oferecido é incompatível com o mercado. preenche todos os requisitos. o juiz vai determinar perícia naquele local. se preencher os requisitos. foi oferecido 5. ele tem uma propriedade pode até utiliza-la da melhor forma. fixa um prazo de 06 meses para desocupação (isto não está na lei) pode mencionar isso para prova da magistratura. ou seja. incompatível com o mercado. depois de . por exemplo.

Determinada a perícia o perito vai dizer que o valor do aluguel não tem que ser três mil reais. o juiz vai determinar o que? Não deverá ser computada a valorização decorrente do esforço do locatário. não colou. Esse terceiro que faz a melhor proposta para explorar o ponto. Seria justo com o locatário? Não. foi determinado a retomada do imóvel. não sabemos. Quando o locatário ingressa com a renovação o juiz costuma fixar aluguéis provisórios. deveria ser com o locatário. ele não pode exercer o mesmo ramo do antigo locatário. O juiz tem que fixar a indenização. ofereci sete mil reais. e esta é em razão da atuação do próprio locatário. Importante: Uma coisa é certa.217 eu ter tornado aquele local muito famoso até outros bares começaram a se instalar no local. Durante todo o processo qual é o aluguel que o locatário vai pagar? É o antigo ou é o que o locador quer? Não. se isso acontecer o novo locatário estará aproveitando a clientela. ocorreu uma mega valorização. não é problema nosso. Se o terceiro pagar a indenização poderá entrar com ação de regresso contra o locador. e sim sete mil reais. nesse momento é “ao perito”. a clientela me pertence e não ao locador. se não estivesse satisfeito com ele deveria o locatário ter agravado de instrumento. ele que tornou aquele ponto um point com extraordinário movimento etc. e negociar um trespasse. no contrato de TRESPASSE. Eu. quem me deve essa indenização é o locador. um mega restaurante. por exemplo. serão devedores solidários. nesse caso. Se alguém está interessado no meu ponto tem que vir a mim. essa causa de retomada é uma melhor proposta de terceiro. o locador diz que não renovará com você porque tem outra pessoa que oferece valor maior de aluguel. o STJ disse que os aluguéis devidos durante todo o processo são os provisórios. por exemplo. nesse caso. mas como saí em razão de proposta de terceiro. c/c parágrafo segundo do mesmo artigo da Lei 8245/91. inciso III. III da Lei 8245/91. quando da melhor proposta. este é o espírito do artigo 72. o locador e esse terceiro serão devedores solidários por essa indenização. tanto o locador como o terceiro que conseguiu o imóvel. Há uma discussão que foi parar no STJ. Essa proposta de terceiro tem que ser para que o ponto seja utilizado em atividade e não a mesma atividade do antigo locatário. a freguesia. é o aluguel provisório. locatário ofereço ao locador um valor de aluguel compatível com o mercado. Eu perdi o ponto. como é que o perito vai fazer isso na prática. e não no meu locador. . É claro que será dada oportunidade ao locatário para cobrir a proposta do terceiro. o que é extremamente justo. tem que provar. já que não vou renovar terei direito a uma indenização. o contrato não deveria ser com o locador. como é que o perito fará isso não sabemos. 2ª Causa: Artigo 72. Não basta o locador dizer ao juiz que tem melhor proposta de terceiro. a valorização do imóvel em razão do esforço do locatário. porque a freguesia. então durante todo esse tempo eu deveria ter pago não os aluguéis provisórios e sim os aluguéis antigos. não pode servir de argumento para aumentar o valor do aluguel. Em relação a esta indenização. o locatário alegou que se foi retomado o imóvel e não foi renovada a locação.

este não é seu. nesse caso não tem que provar nada. ou seja. não precisa mentir para o juiz. Retomada para uso próprio. Fábio Ulhoa Coelho sustenta que o locador. o locador vai retomar porque quer construir um restaurante. basta que pague a indenização. e essa causa de retomada não dá ao locatário direito a indenização. se for uma obra de tal monta que inviabilize a permanência do locatário isso é causa de retomada. no íntimo. a jurisprudência é pacífica. o imóvel pode ser retomado também para obras determinadas pelo próprio locador. ou seja. e que ele não vai fazer obra no imóvel. Fabio Ulhoa Coelho o que a lei veda. inciso I da Lei 8245/91. é direito pessoal e não real. é o posicionamento do STF e depois do STJ. ele vai poder? Fabio Ulhoa Coelho entende que pode. É causa de retomada quando o poder público determina ao locador que seja feita uma obra no imóvel (risco de desabamento. é pessoal. da Lei 8245/91. se mentir ele conseguirá voltar para o imóvel e a conseqüência é pagar a . Mesmo porque. 4ª Causa: Artigo 52. ou ele mesmo explorar. se impedisse estaria violando o direito de propriedade. ou oferecer a um terceiro. se a obra gigantesca ocorrerá uma valorização do imóvel. o caminho é a indenização. seria mais justo permitir que o locatário voltasse para o imóvel ou optar por uma indenização. há uma presunção relativa de sinceridade. Depois que entrar no imóvel o locador monta o restaurante. inciso II. 3ª Causa: Artigo 52. que essa vedação é inconstitucional. Se ele faz isso e não inicia as obras em três meses. será que meu direito à renovatória vai impedir esse desejo dele. reforma. que não vá inviabilizar a permanência do locatário ele não precisa sair.218 Em caso de conluio entre o terceiro e o locador para tirar o antigo locatário do local. ele vai falar que vai retomar para uso próprio e que vai morar lá. O locatário não pode retornar para o imóvel. então a lei. etc. portanto ele conseguirá é uma indenização. salvo numa hipótese: se ele retomou o imóvel dizendo que ia fazer a obra. para exercer a mesma atividade do locatário. através de um projeto de arquitetura. Não há na lei nenhuma fórmula que permita ao locatário retomar o imóvel porque o direito dele não é real. o locatário não tem direito real sobre o imóvel. fato do príncipe. quer morar lá. proprietário. as obras que ele alegou para o juiz. Se for uma obra de mera fachada. obra de infra-estrutura etc) um motivo. aí tem que ser dado ao proprietário do imóvel todo direito para pedir um aluguel mais alto. caberá a este uma indenização. dar a destinação que quiser. sabe que a lei veda isso. Ele tem razão porque a lei induz a mentira. basta a sua palavra. não pode exigir a retomada. provou através do projeto de arquitetura. depois descobriu que tal projeto é da cunhada dele. primeira parte. pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. não há direito de seqüela. o único direito que a lei dá é exigir a indenização. Ex: Há um restaurante alugado. não interessa o que vai fazer. provando que o terceiro voltou a exercer o ramo do antigo locatário. o locador tem que provar que vai fazer tal obra. inciso I. mas a lei não dá esse direito ao locatário. o locador quer retomar o imóvel para construir um restaurante. Ainda no artigo 52. Se o locador quiser derrubar aquela casa e construir um prédio. O problema é que há uma posição minoritária do prof. também não é qualquer obra. mais isso tem que ser por fato do príncipe. acertadamente neste caso.

caput. então para quê esse cinismo. desvio e clientela etc. paga a indenização e retoma o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. O locatário pode pretender voltar para o imóvel? Não. Ele é o proprietário do imóvel e lá exerce um restaurante. estabelecimento empresarial para o meu ascendente. que já explorava ali o ramo de restaurante há muito tempo. Toda vez que retomar o imóvel o juiz vai fixar prazo de 06 meses para o locatário desocupá-lo. a indústria está no meu imóvel há oito anos. Na última renovação inclui um prédio anexo para alojar alguns funcionários. também aluguei uns apartamentos para alojar os diretores que vem de fora. está na lei. já tem direito à renovação. e sim o salão de belezas da minha mulher. no artigo 55 da Lei de Locações. 03 meses depois transforma aquele restaurante em salão de beleza. em razão da finalidade dela estar ligada ao estabelecimento. Sem direito a indenização porque o locatário exerceu atividade com tudo pronto. então posso retomar o imóvel para estabelecer o salão de belezas do cônjuge. É direito de propriedade. Então Fábio Ulhoa Coelho sustenta a inconstitucionalidade. essa última renovação foi por três anos. ela tem o salão há mais de um ano. Ex: o meu cônjuge tem salão de belezas em Caxias. Ex: meu pai está lá com restaurante. Agora se ele faz isso depois de quatro anos que está lá. ele aluga tudo (imóvel e restaurante) para B. dizendo apenas que o locador para exercer a mesma atividade do locatário tem que pagar a indenização. Na prática é assim. Quem deu fama àquele ponto como restaurante foi o locador. . diretores daquela indústria. tenho indústria aqui. porque o direito dele é pessoal e não real.219 indenização. ela quer ir para o centro da cidade onde eu tenho um imóvel comercial que encontra locado. Normalmente a pessoa hoje explora uma atividade empresarial como pessoa jurídica. a lei sabendo disso. se ela vier para estabelecer o salão lá. É minoritário. ele pode retomar para continuar exercendo a atividade de restaurante. O prazo de seis meses para desocupação está no artigo 74. Segunda Parte do Inciso II do artigo 52 da Lei 8245/91 – O locador pode retomar o imóvel para ali fixar um ponto comercial. Se verificada a fraude cabe indenização. pessoa física ou pessoa jurídica de que ela seja sócia majoritária. gerentes de uma sociedade empresarial. Posso retomar o imóvel para colocar minha esposa no mesmo ramo do locatário? Não. Questões Interessantes: Imagine a seguinte situação: considera-se empresarial a locação para alojar os diretores. terá direito à indenização. desde que este comércio exista há mais de um ano. eu quero colocar um terceiro. Sou locador. descendente ou cônjuge. o locatário também. Há uma exceção: que o locador pela lei pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário quando a locação for a chamada locação gerência. por qualquer motivo como: concorrência desleal. ela será considerada locação empresarial. aí o ex-locatário entra com ação pedindo indenização. descendente ou cônjuge. Então posso retomar o imóvel para colocar um salão de belezas dela. diz: pode retomar o imóvel para estabelecer um comércio de uma sociedade empresarial em que participe o ascendente. vai se apropriar da clientela e da freguesia do locatário. essa locação para essas pessoas físicas embora pareça residencial. uma indústria. Ex: meu pai tem um restaurante pequeno. porém não coloquei meu pai.

para renovar quero 5 mil reais. porque para ser direito do locatário teria que estar no imóvel no mínimo há cinco anos. Podem ser cobradas luvas quando você vai entrar no imóvel? Ex: celebro contrato de locação com Maria e digo que tem que me pagar 20 mil reais referentes a luvas. o acessório segue a sorte do principal e. . como foi incluído no contrato de locação anterior e já tem onze anos. então não é benevolência do locador. direito de propriedade. não preenche aqueles requisitos. a indústria terá direito a renovar tanto o prédio que está a onze anos quanto o prédio anexo. os incomodados que se mudem. em razão do princípio pelo qual o acessório segue o principal. esta quem é a locatária. posso pedir até um milhão de reais se quiser. Para Rubens Requião é uma coligação de contratos entre o empreendedor e o lojista dentro dos quais o de locação. e sim direito potestativo do locatário. mais os aluguéis.220 então a indústria está no imóvel há onze anos. mas aquele prédio só está para indústria pelo prazo de três anos. Quem tem razão? A indústria. (3 + 3 = 6) na outra renovação não poderei cobrar nada dele (luvas). Segundo o professor as luvas eram valores cobrados no ato da renovação. Isso não está na lei de locações. é direito do locatário por isso este pode exercê-lo. para renovar é ainda uma faculdade do locador ou um direito do locatário? Faculdade do locador. Em qualquer momento em que não haja direito ao locatário para renovação. A renovação é no prazo do último contrato. eu renovo se quiser. hoje não são cobradas na renovação da locação. Para Fábio Ulhoa Coelho. é um contrato de locação com algumas peculiaridades. não quer pagar que vá embora. Há quem chame essas verbas de luvas. porém. deixou de ser uma faculdade minha para ser direito do locatário. porque o acessório segue o principal. não as luvas que eram cobradas antigamente em toda renovação. o locador contesta o pedido dizendo que a indústria não preenche um requisito para a renovação no que diz respeito ao prédio em que estão instalados os diretores. SHOPING CENTER. Caio Mario e Modesto Carvalhosa. Quem fez o contrato não foram os diretores. é só jurisprudência. Pode. é direito de propriedade. em razão do direito de propriedade. aí o locatário não tem que pagar nada. porque aí já não é uma faculdade do locador. é legítima esta cobrança. o locador pode cobrar o que quiser. só não posso exigir valores referentes às luvas no ato da renovação. Fiz um contrato de três anos com ele. Estamos falando do contrato estabelecido entre o dono do shoping e os lojistas. portanto. quando o locatário preencher os requisitos. Agora renovei por mais 03 anos. E a relação entre o shoping e os consumidores é uma relação consumeirista. Qual a natureza jurídica do contrato de shoping center? Para os professores Orlando Gomes e Alfredo Buzaid eles entendem que é um contrato atípico e misto. na doutrina. A indústria entra com a renovatória. e sim a indústria. porque o locatário já passa a ter direito a renovação desde que preencha certos requisitos. A relação que se estabelece entre eles é puramente contratual empresarial. porque aquele prédio foi incluído na locação. isso é apenas um acessório ao imóvel principal.

É um contrato que não é tão rígido quanto ao contrato de locação comum. Casas Bahia não vieram. por escrito e o locatário esteja no mesmo ramo há no mínimo três anos. como jurídica. passam a ter direito de permanecer no imóvel. porque essas lojas acima por si só atraem uma clientela enorme. aí os lojistas pequenos ingressaram com ação pleiteando a rescisão contratual cumulada com pedido de indenização. uma proteção ao ponto comercial. Assiste razão a eles. quando é que o locador poderá retomar o imóvel? Sabemos que para o locatário empresário ter direito a ação renovatória compulsória. ou seja. pode ser tanto pessoa física. Lojas Americanas. para quem pagar o aluguel? Não. lojas para roupas. ajuizar a demanda no tempo oportuno. ou seja. O contrato de locação de shoping center não é um contrato de locação comum. em torno do shoping há o que a doutrina chama TENANTNIX – quando sou empreendedor do shoping. Daí que no shoping citado acima. Pode cair em prova – há em um shoping instalados casas Bahia. aumentar o máximo possível as opções do consumidor. bancos. que são a maioria (99. uma estrutura empresarial. . para produtos importados etc. no penúltimo semestre antes do término da locação. o locatário tendo direito a renovação da locação. há todo um planejamento. CAUSAS DE RETOMADA: Quando é que mesmo preenchidos todos os requisitos do artigo 52. Quando construo o shoping e sou pessoa jurídica não vou alugar a loja para qualquer um. por prazo determinado. porque ele tem todo um planejamento. Então o empreendedor procura dar uma variedade. as Lojas Americanas. e preenchidos alguns requisitos. O empreendedor do shoping é empresário porque não é uma mera locação de espaço. A terceira corrente é melhor para prova. ou seja.9% são pessoas jurídicas). O locador é empresário? Pela condição de locador não é empresário. você como pequeno lojista vai querer se estabelecer lá.221 Entre o empreendedor e o lojista não é aplicado o CODECOM. faço praça de alimentação. A lei de locações estabelece no artigo 54 plena liberdade contratual nesta modalidade de locação. preciso de alguns cinemas. mesmo que alugue imóvel comercial. a locação tem que ter: no mínimo cinco anos. ele privilegia o princípio da autonomia da vontade. manifestar o desejo de renovar entre 01 ano e 6 meses do termino da locação. o empreendedor do shoping se diferencia do mero locador. basta que o empresário ajuíze a demanda dentro do tempo previsto na lei. ou seja. A locação puramente de imóvel não é atividade empresarial. 21ª Aula – 17/01/2004 LOCAÇÃO EMPRESARIAL: Na última aula nós tratamos dos requisitos para que a renovação da locação empresarial seja compulsória.

o locador quer oito mil reais. o locador tem que provar por escrito. Município. um terceiro me faz uma proposta de cinco mil e quinhentos reais. tenho que pagar uma indenização para o locatário. é quando os locatários fazem uma proposta de aluguel incompatível com o valor de mercado. terá que gastar mais. Se o terceiro quiser adquirir o ponto comercial. o locatário tem direito à renovação. Lembrando que esse terceiro que está fazendo a proposta não pode ser do mesmo ramo do locatário anterior. está rachado. o juiz fixa cinco mil reais de aluguel. para realizar qual negócio jurídico? Para realizar o TRESPASSE. exercer o mesmo ramo de atividade do locatário tem que conversar como o locatário e não com o locador. e aí na petição inicial o locatário diz qual é o valor do aluguel que vai pagar. ele terá que sair do imóvel. a lei impõe indenização ao locatário pela perda do ponto. venceu a melhor proposta. Ex: tenho um casarão velho locado para ela. eu sou proprietário e tenho uma proposta de cinco mil reais. tem que melhorar o imóvel valorizando-o. ele é o locatário. Terceira causa de retomada: Tenho um imóvel e lá há um locatário no meu imóvel. o locatário será indenizado pela perda do ponto e aí nesse momento. É hipótese genuína de FATO DO PRINCÍPE é ordem determinada pelo poder público. não posso ficar tolhido de explorar o meu imóvel. Essa é a segunda causa de retomada. na ação renovatória. não sendo renovada a locação. mais se eu não iniciar as obras em três meses. querem derrubar aquele casarão para nele construir um prédio comercial. . A briga normalmente é em torno do valor do aluguel. Vencendo a melhor proposta de terceiro. pois este terá que procurar outro ponto. o locatário não terá direito de permanecer no imóvel. etc. aumentar um pavimento ou dois. porque senão ele vai acabar tomando a clientela e a freguesia do antigo locatário. Essa proposta de terceiro. é claro que não é obra qualquer. não há o que fazer. haverá solidariedade entre locador e terceiro nesta indenização ao locatário. dizendo: senhor juiz essa é a melhor proposta. o direito de propriedade é maior que a renovatória. se ele não quiser tem que sair do imóvel.222 Preenchidos todos os requisitos o locador vai poder retomar o imóvel? Quando é? A primeira causa da retomada é: vamos imaginar que o locatário preencheu todos os requisitos. A lei também permite a retomada do imóvel para que se faça obra de melhoria e aumente o valor do imóvel. Se permitir que locatário voltasse para o imóvel é direito pessoal. A primeira causa de retomada. Ás vezes ocorre diferente. Vamos imaginar que o locatário ofereceu quatro mil reais de aluguel. neste caso. Será que vai ser ou não renovado? Se a proposta do locatário para permanecer no imóvel é de quatro mil reais e o juiz fixa cinco mil reais. que valorize o imóvel. Nestes dois casos eu retiro o locatário. daí vem uma notificação da prefeitura que há necessidade de obra no muro. é obra de porte. locações empresariais. não é obra qualquer. quer dizer: não foi renovada a locação. se não quiser pagar os cinco mil reais. pois se for obra só na fachada não há necessidade do locatário sair do imóvel. contrato de 15 anos. uma das poucas coisas que muda na renovação do contrato quando o juiz autoriza a renovação do contrato é o valor do aluguel. o locatário tem que sair para que cumpra a ordem do Estado. e essa é a primeira causa de retomada. previstos no artigo 72 da Lei de Locações. haverá uma solidariedade nesta indenização. ele vai ser intimado.

o locador está dizendo que vai retomar o imóvel para ele usar. A lei proíbe. Vamos imaginar que eu retorne para o imóvel. O meu imóvel está alugado para ele que está lá há oito. Nesse ponto Fabio Ulhoa Coelho não sustenta inconstitucionalidade. presume sinceridade da minha palavra. no final das contas tudo vai acabar em indenização. E o ponto comercial pertence ao locatário. nesse caso. será que eu posso retomar aquele imóvel para explorar o mesmo ramo que ele? A Lei diz que não pode. eu volto para lá para fazer o que eu bem entender. o nome dessa locação é chamado locação gerência. porque se eu quisesse retomar o imóvel para exercer o mesmo ramo do locatário estarei roubando dele a clientela e a freguesia. Se o ramo que o ascendente. quando eu voltar posso retomar para exercer a mesma atividade? Por quê? Posso. deixo tudo locado para João. o que o locatário pode fazer? Pode pretender que o juiz determine a volta dele para o imóvel? Não. nove ou 10 anos. Pode retomar para ascendente. entretanto. fala logo a verdade. ferindo o direito de propriedade previsto na CF. Pode ser firma individual ou uma sociedade. dane-se o locatário. descendente ou cônjuge. já que sou o dono do imóvel. desde que o estabelecimento exista há mais de um ano. em princípio ele está falando a verdade. Tem entendimento pacífico nesse sentido. ele tem negócio de DVD lá. que tem que parar com o cinismo. descendente ou cônjuge. há uma posição do professor Fabio Ulhoa Coelho que sustenta a inconstitucionalidade desta vedação. tenho direito de retomar o imóvel para que seja estabelecido um fundo empresarial para o meu ascendente. vale a sinceridade. ele diz. Se mentir para o juiz. quero retomá-lo para uso próprio. antes de retomar o imóvel pago a indenização . mas não para exercer a mesma atividade.é o que Fabio Ulhoa Coelho sustenta. dono do imóvel. posso retomar o imóvel? Não. não interessa para que. porque quem criou o restaurante ali não foi o locatário. só que monto loja de DVD. A minha filha. e que irá fazer obra de melhoria ou que recebeu proposta de terceiro. enganei o juiz. o imóvel também é meu. descendente ou cônjuge. . o imóvel é meu. é uso próprio. ascendente. ele tem posição minoritária. Entre a minha filha e o locatário. desde que ela seja a sócia majoritária. já tem um bom tempo. Este salão existe há mais de três anos. Ele diz o seguinte: em vez de mentir para o juiz e depois pagar a indenização. O que é locação gerência? Vamos imaginar que tenho um imóvel explorando ramo de restaurante. o ponto é meu. no final tudo vai acabar em indenização. quer vir para o Rio de Janeiro. porque senão haveria uma verdadeira apropriação da clientela ou freguesia. O que o juiz vai fazer se constatada a mentira do locador? Vai fixar uma indenização. descendente ou cônjuge exercem for o mesmo que o locatário exerce. segundo a jurisprudência do STJ. então. a Lei veda. Então posso retomar o imóvel para estabelecer firma individual de ascendente. A pessoa está no imóvel com loja de DVD.223 O locador tem que provar por escrito que recebeu notificação do poder público. tem um salão de belezas em Belford Roxo e está sendo despejada. só sustenta inconstitucionalidade para uso próprio. descendente ou cônjuge ou para estabelecer até uma sociedade desde que os parentes acima sejam sócios majoritários. foi o locador. vou viajar para os EUA. é uma presunção relativa. monto restaurante. o proprietário. consigo retomar o imóvel. Voltei para lá. Quero retomar meu imóvel que está alugado há 15 anos.

Center: Não há lei específica tratando deste assunto. Pois temos uma clientela enorme. A relação que se estabelece entre o dono do shoping e os freqüentadores deste. há uma relação entre eles puramente contratual. são vários contratos que são aperfeiçoados entre o empreendedor do shoping e o lojista. . Natureza Jurídica do Contrato de Shoping. os que locaram os espaços. A Terceira Corrente – defendida por Fabio Ulhoa Coelho. espaço para bancos. virá para cá as Casas Bahia. porque há uma junção de vários contratos. loja de discos. ingressaram com ação requerendo a rescisão do contrato de locação cumulada com pedido de indenização. precisa de alguns cinemas. Lojas Americanas. que por si só chamam clientela e ainda diz a sua loja vai ficará em frente às Casas Bahia e aí há toda uma demanda. ele precisa oferecer uma gama de produtos e serviços o maior possível para atrair mais clientela e freguesia. produtos importados. é uma relação consumerista. No contrato de shoping center o aluguel é um pouco diferente do aluguel de uma locação empresarial. há praça de alimentação. ele vai fixar prazo de seis meses (artigo 74) para desocupação do imóvel. Existem alguns fatos neste contrato que tem gerado muita polêmica. há todo um planejamento. O que diferencia o empreendedor do shoping do locador comum? O dono do shoping não é um mero locador de espaço. etc. A Primeira Corrente – defendida por Alfredo Buzaid e Orlando Gomes. Ex: existe um shoping no RJ que queriam aplicar o CDC nessa relação. CONTRATO DE SHOPING CENTER: É um contrato que se estabelece entre o empreendedor do shoping (dono do shoping) e os lojistas. da boa fé e não pelo Código de Defesa do Consumidor. eles entendem que o contrato de shoping center é atípico e misto. Modesto Carvalhosa. ou seja.224 Toda vez que o juiz determinar a retomada do imóvel. A Segunda Corrente – defendida por Rubens Requião. Está previsto no artigo 54 da lei de locações. roupas.Como se desdobra o aluguel num contrato de shoping center? A lei textualmente diz que prevalece a livre iniciativa das partes. Acontece que tais lojas não vieram para o referido shoping. pelas normas do contrato. porque a desocupação de uma locação empresarial não é tão simples como a desocupação de uma locação residencial. embora com algumas regras especiais. prevista no Código de Defesa do Consumidor. O pedido foi julgado procedente. quatro ou cinco mil reais.Todos são lojistas e dizem: vem aluguem mais aqui no meu shoping. em geral temos as seguintes hipóteses: pode estabelecer um aluguel fixo de três. a autonomia da vontade. no shoping há o que a doutrina chama de TENANTNIX. ele não pode alugar espaço “a torto e a direito”. Caio Mario e Washigton de Barros – que entendem que é um contrato de locação. Devemos adotar esta corrente porque é a MAJORITÁRIA. vão se dar bem. ficando muito tempo “as moscas”. agência de correios. entende que é uma coligação de contratos. Sobre a natureza jurídica deste contrato há divergências.

anúncio em TV. do supermercado etc. agora querem colocar elevador panorâmico. Res sperata é esperado mesmo. Tem o bônus. Por isso os shoping devem criar sistemas de segurança. Se levarem o carro o empreendedor do shoping tem que me pagar. Não podem ser cobradas dos lojistas: a) despesas extraordinárias de condomínio. da fama do shoping etc. uma parcela fixa e outra variável de acordo com o faturamento era o sistema lá daquele shoping. você já vai contar com toda infra-estrutura e com clientela e freguesia. Ou pode ser tão somente uma parcela variável.225 Estava no shoping em Vitória. ou seja. mais os aluguel do mês. você paga o que a lei chama de Res Sperata – tem que pagar é como se fosse a antiga luva. e não do consumidor. cobram 4 mil e um ou dois por cento do faturamento bruto. colocou lá e quebraram o vidro do seu carro e levaram o aparelho de CD. por exemplo: as modificações do projeto original. o shoping se resguarda normalmente com parcela fixa mais a variável. como por exemplo. b) pinturas de fachada. É completamente livre prestigiando mesmo a autonomia da vontade. o shoping possuía escada rolante. enfeites etc. câmeras por todo o lado. isso se vê pouco. Normalmente esse rateio é feito através da associação de lojistas que tem sempre em shoping. vai ter que pagar. daí uma mulher com bloco na mão anotando. vai pagar quatro ou cinco mil reais por mês. exigem a inversão do ônus da prova. porque às vezes o consumidor chega no estacionamento já com o carro amassado. Além do aluguel. vamos imaginar que você entrou com seu veículo. existe uma previsão de uma clientela de uma freguesia que não é sua. uma verba de entrada só para alugar. e despesas previstas no orçamento prévio que eles participaram evidentemente eles têm de custear. o shoping tem que provar isso. é propriedade dele. Por que essa Res Sperata? Porque quando você aluga uma loja no shoping. comprei presente para o meu pai. existem outras verbas que os lojistas tem que pagar. Lá no shoping de Vitória era o triplo. Por que quem é o proprietário do imóvel? Ele coloca no imóvel quem ele quiser. mas também tem o ônus. a presunção em favor do . No mês de dezembro é muito comum os shopings cobrarem aluguel em dobro. Estacionamento em shoping center não é matéria de direito comercial. existe um orçamento prévio que os lojistas são convocados para aprovar ou não. Como vou saber se furtaram ou não. Por fim. estou no imóvel dele tenho que pagar sim. aí sim. é do shoping. Além disso. para você alugar uma loja no shoping. A questão do estacionamento pode ser do banco. A relação entre o empreendedor do shoping e os freqüentadores do shoping é uma relação consumerista. aí ela chegou para o vendedor e perguntou: ele comprou? À vista? A prazo? Ou em dinheiro? Parecia auditoria interna. Daí a auditora disse: 4 ou 5 mil por mês. o problema é do shoping. sete por cento do que ultrapassar é do shoping. já vai usufruir de tudo isso. terá que me pagar. por exemplo: ele é obrigado a ratear as despesas com propaganda do shoping. E sete por centro do que ultrapassar do faturamento bruto é do shoping. Se o faturamento da loja ultrapassar determinado patamar estabelecido no contrato. Tem que pagar estacionamento ou não? É óbvio que tem que pagar.

Há muitos casos que a construtora participa. se ele estava na principal procurar mantê-lo assim. Lucro indireto – no contrato de depósito previsto no Novo Código Civil. Se o locatário dissesse que não iria sair. isso acabaria inviabilizando a evolução do shoping. aconteceu um problema com ela. porém nas mesmas condições. Outra despesa que o locatário não está obrigado a pagar são as verbas trabalhistas de empregados que trabalharam antes do shoping começar a funcionar. Tem direito o locador de ajuizar demanda para retirar o lojista daquele local e estabelecer em outro. ele vai poder mudar de ramo sem consultar ninguém. O empreendedor do shoping é empresário.o shoping disse que ela tinha que provar. o qual alegou que aconteceu lá no shopping. se vai só consumir ou não. . por exemplo. Tudo se resolveu com acordo. dentro do seu planejamento. No STF nem se questiona mais. criou-se um local destinado a centro médico e tudo mais lá. é relativa e ficou provado. se vai visitar alguém. Fabio Ulhoa Coelho diz com razão que o locador tem direito sim de retomar o espaço para que o shoping não fique atravancando. não foi parar na justiça. tinha algumas lojas que estavam emperrando a construção deste centro médico. loquei para ele por oito anos. O locador comum não é empresário. ela estacionou o seu carro no estacionamento do shoping. ela era empregada da loja e aí? Os ministros do STJ decidiram a favor da funcionária. Vamos imaginar um shoping center. aluguei seja direto do proprietário. claro que não importa se é empregada de alguém. uma construía e outra pessoa explorava. essas despesas jamais poderão ser repassadas para os lojistas. O empreendedor contratou os serviços de diversas construtoras que formaram um consórcio. O contrato de shoping center está na Lei de Locações. Numa locação comum. O exemplo do Fabio Ulhoa Coelho se aplicou no Barra Shoping.226 consumidor não é absoluta. ele está lá explorando na praça de alimentação. Nem sempre quem vai explorar o shoping é a construtora. ele pode mudar de atividade? Sim. então ele não pode mudar de ramo. porque ele tem que atender o interesse coletivo de todo empreendimento. Caso interessante foi de uma funcionária de uma loja. porque a relação dele com ela não era relação de consumo. mas uma perícia resolve isso. do empreendedor. Pode para uso próprio? Também não. não importa se o depósito é gratuito ou oneroso. nesse ponto não chega a ser gratuito. montar. uma farmácia no meio da praça de alimentação? Ele não poderá fazer isso independentemente do contrato que se estabeleceu com o empreendedor. porque existe um lucro indireto com estacionamento do shoping. O empreendedor do shoping será que ele pode utilizar todas as possibilidades de retomada? Será que o dono do shoping pode retomar para ali estabelecer um fundo de comércio para ascendente ou descendente? Evidentemente que não. O shoping é que tem que assumir essa responsabilidade. A retomada para uso próprio e para uso de terceiros são expressamente inaplicáveis aos shoping centers.

portanto. Funciona da seguinte maneira: o contrato de franquia é bilateral. há um contrato de fornecimento. consensual. de prestação continuada e misto. oneroso. mas não quer ter o trabalho. portanto. tem muito dinheiro. Eu não permito apenas que ele use a marca Mac Donald. No caso do Mac Donald. Adalberto Simão Filho. é contrato típico empresarial. Eu que vou estruturar. Dizem esses autores. dizer que a cor é tal. O contrato de fornecimento é eventual. o município de Niterói quis tributar.227 FRANQUIA OU FRANCHISING: Legislação Aplicável: Lei 8955/94 O contrato de franquia foi criado no Estados Unidos. se fosse só isso não seria franquia. vou ensinar como fazer. O contrato de franquia funciona assim: Além de permitir o uso da minha marca. pacificando: . a compra de pão. Sobre o contrato de franquia em si. o funcionário tem que ter os uniformes tal. tudo é fornecido. nem sempre na franquia vou estar fornecendo produtos. por isso é um contrato misto. Bugarelli. Aí não há fiscalização do franqueado e sim quem sofre fiscalização é o fornecedor do franqueado. seria licença de uso de marca. é uma licença de uso de marca e um outro contrato de prestação de serviço de organização empresarial. O fornecimento não precisa ser necessariamente do franqueador. Natureza Jurídica do Contrato de Franquia ou Franchising: É um contrato atípico para Rubens Requião. é misto porque não é um simples contrato de licença de uso de marca. adquiriu uma franquia para cidade de Teresópolis. vou entregar tudo pronto. O professor Leonardo. ele continuaria sem previsão no ordenamento pátrio. Fran Martins. qual imposto incide? Não tem. Discute-se muito sobre a incidência de qual imposto sobre contrato de franquia. este pode estabelecer que: só venda produtos por ele fornecidos ou por ele indicados. A Lei 8955/94 diz isso. eu vou prestar serviço de organização empresarial. na década de 70 e teve evolução histórica interessante. como funcionará. no que tange a qualidade dos produtos. bilateral. Evaldo Fazio. Será possível tributar o ISS sobre a franquia? No contrato de fornecimento incide o ICMS. ela não analisa por completo de forma empresarial o contrato. montar. Quem treinará os funcionários é o franqueador. franquia não é só isso. porque conjuga vários outros contratos em si. é a conjugação de vários contratos em si. toda técnica do negócio é dada pelo franqueador. porque existe a franquia de serviços. Pode por exemplo estabelecer contratos de fornecimentos com terceiros. Fabio U Coelho. que a Lei 8955/94 analisa apenas os aspectos tributários do contrato de franquia. por entenderem que seria uma prestação de serviço do franqueador para o franqueado e aí a jurisprudência do STJ em peso decidiu. Vamos imaginar que sou empresário “Mac Donald”. O professor Adalberto Simão Filho diz que o contrato de franquia é um contrato típico. tem marca famosa registrada e você que vai montar um. colocou-o na lista do ISS. as partes têm obrigações. Por exemplo: lavar carros. não concorda com os autores acima e sim com o prof. Todas as turmas do STJ citam esse professor em contratos de franquia. no caso do Mac Donald.

por exemplo. existe uma via de mão dupla. O BOBS às vezes autoriza a venda de cerveja. o franqueado fica mais restringido na sua autonomia empresarial. que manda para o franqueado. não sobre os royalties. presta serviço de organização empresarial para o franqueado. Fornecimento de bens. O franqueado também presta serviço para o franqueador na medida em que ele vai divulgar. Então. isto é à parte. dependendo da franquia é ainda mais cara. no carnaval em Salvador. por exemplo. por exemplo. . ele também presta serviço para o franqueador e este tem os funcionários. ele cobram por isso e o que eles estão fazendo? Uma prestação de serviço ligando um ao outro e tem todo um trabalho e a tributação o máximo que pode ser feito é em cima desse trabalho. hambúrguer. porque assim autoriza o franqueador. é impossível tributar o ISS no contrato de franquia. salvo a franquia estabelecida em beira de estrada. além disso. quando celebro contrato de franquia com você. ele está aumentando o leque. já digo para você procurar um imóvel em qualquer lugar. tudo é cobrado. o franqueado que presta serviço ao franqueador ou vice-versa. Essa remuneração é mais ampla possível. por isso. não pode ficar dando interpretação extensiva. O contrato de locação está dentro do contrato de franquia? Não. ele arma toda uma publicidade. Não. o que é possível é a tributação dos intermediadores do contrato de franquia. os preços serão determinados pelo franqueador. os valores dos produtos são os mesmos em todas as lojas. sobre faturamento bruto de dois ou três por cento. Há uma duplicidade. exige o PRINCIPIO DA TAXATIVIDADE. que os valores dos produtos costumam ser maiores.Que a questão tributaria prevista na CF/88 é numerus clausus. Tanto um presta serviço para o outro quanto o outro presta para um. o franqueado é que vai se virar com o imóvel para locar ou comprar. Há contrato de franquia que você cobra parcela sobre o uso da marca e tem cobrança do faturamento fixo mais variável. Mac Donald cobra pelo pão.228 1. em Teresópolis. REMUNERAÇÃO DO CONTRATO DE FRANQUIA: De cara já paga uma taxa de adesão. isso é variável. quem estabelece é o franqueador. a legislação tributária é sempre taxativa. que nas lojas de franquia. Existe a cobrança dos royalties que é uma remuneração pela licença do uso da marca e. O royaltie para uso da marca é também de forma ampla a sua cobrança. não é possível os municípios tributarem no contrato de franquia o ISS. É prestação de serviço? É. O franqueado além de oferecer os produtos do franqueador poderá oferecer outros? Em regra. como assim? Feiras de franquia há empresários que se limitam a prestar um serviço de aproximar um franqueado do franqueador. estender o alcance da marca do franqueador. existe um valor mensal. Além desta. Em geral. No contrato de franquia. é uma liberdade contratual enorme. o que chamam de ligação entre franqueador e franqueado. A taxa de adesão é cara. é um pouco mais restrita porque o valor que vai ser oferecido ao consumidor. sou Mac Donald.

O franqueado e que determina o valor final que vai ser repassado ao consumidor. tem que pagar royalties. pediu-se a rescisão contratual e ganharam. enfim tudo. garantia real e garantia debitória. em razão de organização empresarial e o uso da marca.O franqueador pode exigir uma caução do franqueado. a atividade ruim dela. que pediram rescisão contratual. 2. . 3. 6. O produto já não mais estava dentro padrões e etc. mas as jurisprudências e a doutrina tratam do assunto. conforme o contrato. além de influenciar negativamente na marca. Questão interessante. reflete no interesse de todos os outros franqueados.Prestar o serviço de organização empresarial. para manter a qualidade.O franqueado só pode oferecer produtos autorizados pelo franqueador. A fiscalização dos franqueados é um direito ou um dever do franqueador? É direito e um dever. indicando as obrigações do Franqueado.Ele não pode vender bens que não sejam autorizados pelo franqueador. Ex: a franqueada está prestando um serviço horrível. em razão da falta de fiscalização do franqueador em relação aos demais franqueados. os royalties são pagos em cima do faturamento bruto desses produtos. Resposta: Está na lei.Fornecer bens aos franqueados.229 O atendimento tudo segue uma fiscalização do franqueador. 2. ele pode exigir ou não. 22ª Aula – 24/01/2004 Questões que caíram na prova da Magistratura ontem. dependendo da franquia. 5.A terceira obrigação não esta na lei. perdas e danos. As obrigações do Franqueador são: 1-Autorizar o uso de sua marca. O STJ deu ganho de causa aos franqueados. porque a imagem ruim vai refletir nos outros. 3. Pode fornecer ou indicar fornecedores ao franqueado. os produtos estão estragando. Segunda questão: Falar sobre Factoring. Primeira questão: As principais características de um contrato de franquia. dane-se. fiscalizar a rede. Terceira questão Falar sobre as características e as garantias das cédulas e das notas de crédito. fornecer direta e indiretamente. O franqueador colocou a franquia no mercado e se “lixou”. As obrigações do franqueado são: 1. conseguiram a restituição da taxa de adesão. O problema é que na lei tem as obrigações do franqueador e não tem as obrigações do franqueado. O atendimento ruim. queria só receber e não dava a menor assistência ao franqueado.O franqueado tem que seguir as instruções de venda ao consumidor. está péssimo o negócio. caso concreto que foi parar nos tribunais. 4.O franqueado logo que entra tem que pagar uma taxa de adesão. 4. influencia na vida dos outros franqueados.

isto pode influenciar no franqueado? Sim. Depois de tudo isto ele vai receber um documento legal. esta na lei 8955/94. o que o franqueado tem que ter para ser franqueado. A falta de arquivamento no INPI faz com que o contrato se torne oponível contra terceiros. pelo simples fato da falência. for celebrado este contrato violando este prazo. oneroso e de resultado. costumam inserir esta informação que nós chamamos de potencialidade de mercado. vem falando que o registro tem que ser feito no INPI. O franqueado tem um faturamento bruto enorme. Se violar este dispositivo. capital reserva. Não é interessante rescindir este contrato. quem vai estar recebendo toda essa remuneração é a massa falida. havendo um contrato bilateral ele vai ser rescindido. porque enquanto esta marca não for alienada. vai estar engordando a massa falida. Como não está na lei não pode exigir. a questão vai ser vinculada pelo artigo 43 da Lei de falências. Mesmo que as partes queiram. onde está tudo explicado. A natureza jurídica do contrato de factoring é um contrato complexo. o contrato só poderá ser realizado após dez dias. Em hipóteses de falência do franqueador. tudo que o franqueado pagou tem que ser devolvido a ele. perfil do franqueado. no mínimo. este contrato é passível de anulação por parte do franqueado. entre outras coisas. O franqueador tem que fornecer ao franqueado uma minuta do contrato. Qual é o tamanho de estabelecimento que comporta aquela região. o legislador através da Lei 8955/94 entendeu por bem obrigar as partes a uma reflexão. em razão da marca. ou seja. eles não vai deduzir essas verbas de sua margem tributável se o contrato não estiver arquivado no INPI. embora isto não esteja claramente na lei. Dificilmente esta marca vai ter sustentação no mercado com a falência do franqueador. de execução continuada. A lei 8955/94 só abrange aspectos tributáveis da lei 9279/96. experiência de mercado e várias outras informações. todas elas estão descritas na lei. com as características. ou seja. A marca vai ser alienada e quem arrecadar esta marca vai passar a receber a remuneração do franqueado. A doutrina pede que o franqueador informe ao franqueado a potencialidade de mercado. só vai poder deduzir isto da margem tributável se o contrato tiver arquivado no INPI. quanto tem que ter de capital. esta é uma norma de ordem pública.230 A franquia é um contrato. CONTRATO DE FACTORING: Poderia fazer um breve histórico do contrato de factoring. . atípico. elas não podem fechar um negócio de imediato. Anulado o contrato. a lei que fala de propriedade industrial 9279/96 é posterior. ele vai pagar royalties ao franqueado. informações do tipo. capital de giro. Olhem mais em baixo. Ele funciona da seguinte forma. Com a falência do franqueador a marca vai perdendo prestigio. com as várias informações. bilateral. existem duas partes. por mais que o franqueado queira. O franqueador não vai poder celebrar o contrato antes disso. empresarial. e um contrato exclusivamente empresarial. Mas. as partes são factorizador e factorizado. O contrato de franquia tem que ser arquivado no INPI. começou nos Estados Unidos. o franqueado informa qual é a potencialidade de mercado naquela região. vai data-lo. Não está na lei um requisito que toda doutrina pede que esteja.

Se a factoring comprar todos os títulos do factorizado. se ela compra tudo sem nenhum cuidado. As empresas de factoring são muito maiores do que a mera compra de títulos. Ele pode contar com o auxílio dos chamados factorizadores. Ele não pode dispor de 2 ou 3 funcionários para fazer gerenciamento de crédito. R$10. resumindo. se ela comprar tudo sempre.00. só que ele precisa de capital de giro para isto. os R$50. ela cobra um frete. Quanto esta sendo cobrado de juros aqui? 10 % por um período de 60 dias.000. O restante dos títulos. este crédito não tem nada haver com juros. 60 ou 90 dias.000. O gerenciamento requer uma estrutura muito pesada.00.00 é a diferença. A Factoring vai pagar. ela exige do factorizado uma nota promissória em branco. Mesmo os títulos que não foram comprados podem ser passados para as Factoring. ela não paga os R$100. este percentual é pago pela prestação de serviço. A gente tem que deixar esta discussão de lado. este frete e a sua remuneração. Em princípio essa remuneração. Então não importa se é ou não contrato bancário. e quais os créditos que ela não vai comprar. para ele poder conquistar o mercado.00 que não foram comprados vai ficar com o empresário. R$90. tem que dar prazo de pagamento. ela devolve para o factorizado. Vamos imaginar que em um mês o empresário tenha vendido R$150. Ela escolhe quais os créditos que vai comprar.00 para receber futuramente. uma diferença. Aí vem a discussão. ou seja. Esta acima de 12% ao ano. remuneração esta independente ou não da solução do crédito. um percentual sobre o valor. está informando para a empresa quais são os títulos bons e quais são os títulos ruins. ela não corre risco. A factoring é especializada na compra de crédito. este titulo vai vencer em 60 dias. mas preenche a nota promissória com o valor que ela não conseguiu receber. Para fazer gerenciamento de crédito dá trabalho. Estes créditos que não foram comprados são do empresário. o risco é inteiramente dela. Esta nota promissória é nula de pleno direito. para que ela faça a cobrança em nome do empresário. do factorizado. Emite um oficio a Receita Federal porque tem questões tributárias e cópia dos autos ao . As Factoring compram os créditos dos empresários e passam a administralos. A Factoring não está obrigada a comprar tudo sempre. ela transfere o risco para o factorizado.00.000. O empresário procura a Factoring e diz que quer dinheiro vivo.000. É claro que quando a Factoring vai pagar. Quanto aos títulos comprados o risco é da factoring. Estes títulos vão ser repassados para a Factoring mediante uma remuneração. Mesmo a factoring não tendo comprado os títulos e o empresário sabendo da estrutura que a Factoring tem para cobrar. ele transfere todo esse gerenciamento de créditos para eles. ela faz uma análise creditícia em cada titulo daquele. eles tem outras atividades. Assumir o risco é elemento essencial do contrato de factoring. daqui a 30. esta escolha é essencial para o contrato de factoring.000. para as Factoring.231 Ele funciona da seguinte forma: um determinado empresário tem uma loja de produtos naturais. o empresário pede que a factoring cobre os títulos para ele. portanto é nula e execução desta nota promissória. fazendo isto ela estará prestando um serviço de assistência empresarial. porque ela escolhe os títulos que quer comprar. ela não é Factoring é agiota. porque os títulos que ela não conseguir receber. é um contrato bancário ou não é? Se for uma entidade bancária pode cobrar acima de 12% ao ano. Estes títulos não vão ser objeto da compra. porque este percentual aqui não é de juros. parcelamento. Vamos imaginar que vou comprar título que chega a quase R$100.000. que o pequeno lojista não tem. por exemplo.

importadas do modelo americano. em geral. Por isso que as Factoring pedem as notas promissórias em branco. Com isto a Factoring não vai ter competitividade com os Bancos. por isto as Factoring estão sendo obrigadas a fazer agiotagem e não um contrato de factoring normal.00. faturas ou outros créditos a prazo.000.00 em duplicata para receber. acabam com as Factoring como se elas fossem as grandes vilãs. Este dinheiro que ficou faltando vai ser debitado da conta do cliente. . já que a mesma corre todo o risco. não há uma entidade que possa concorrer com os Bancos no Brasil. de outros empresários. vendo quais são os títulos bons e ruins. ora denominados factorizados e. acaba prestando serviço de assessoramento creditício para o empresário. bem assim arcando com o prejuízo de eventual inadimplemento. ficou faltando R$ 20. crime de usura e tudo mais. ou seja.000. OBS: Na hora da prova não defendam as Factoring.000. O concetracionismo bancário esta acabando por desvincular o contrato de Factoring. desconto de título bancário. é um varejista.00. dependendo do caso. A partir dessa crítica doutrinária o Banco Central editou uma resolução e atualmente não é necessária à autorização do Banco Central. Ao efetivar a compra pagará valor abaixo do valor do título. O factorizador ao escolher os créditos que vai adquirir. Na cobrança das duplicatas de R$ 100. a partir da orientação doutrinária que a sociedade de factoring não é uma entidade bancária. nas entidades bancárias. de muito mandato de segurança. assumindo a obrigação. o débito é mandado para a conta corrente do cliente.00. Um contrato muito parecido com o contrato de Factoring é o contrato de Desconto Bancário. o risco é todo do cliente. as diferenças entre eles são: 1 – Só opera desconto bancário quem é Banco.000. a empresa precisa de alguma autorização? Temos uma longa história. já que ele não tem quase risco. protesto e execução). podem ser créditos decorrentes de contratos. muita gente não queria depender do Banco Central. assumindo o encargo de gerenciar este crédito (cobrança. O Banco só vai receber este dinheiro quando for cobrar a duplicata.232 MP para procedimento criminal cabível.00. vai sempre se buscar créditos nos Bancos. o Banco adianta para o cliente R$ 90.000. No início para abrir uma empresa de Factoring precisava da autorização do Banco Central. depois de muita crise. No desconto bancário ele pode cobrar 2% ou 3%. ora denominador factorizador. não é por vontade das factoring e sim em razão de uma situação mercadológica. R$ 10. constituindo este spread (esta diferença) a sua remuneração. ou melhor. O Banco pode fazer que a Factoring não possa cobrar juros menores. Ex: Um cliente chega no banco com R$ 100. Pergunta: Para fazer este tipo de operação de factoring. Os juízes na hora de julgar não olhem para este lado. O grande vilão é o chamado concetracionismo de crédito. o percentual está fora dos 12%. entraram num consenso. podem ser faturas. compra os créditos (títulos). Se não for Factoring.00 é do Banco. o Banco só conseguiu receber R$ 80. ela não tem como competir com os Bancos. 2 – No desconto bancário o risco pelo inadimplemento é do cliente. no início dos anos 80 surgiram as Factoring no Brasil. bem fora. nem sempre são títulos de créditos.000. ou seja. Conceito de Contrato de factoring: é o contrato pelo qual. tem que ser criada seguindo todos os parâmetros legais. qualquer sociedade em princípio pode criar uma sociedade de Factoring. todo o percentual cobrado é juros.

233 Não pode dentro de uma empresa ter um departamento de Factoring. O factorizado não pode se negar a vender os créditos para o factorizador. com prazo determinado. . B (factorizador). o factorizado não pode se negar a vendelo. o título de crédito vai ter endosso. Por este motivo ela não pode celebrar dois contratos de factoring com empresas diferentes. porque se não quem vai escolher primeiro. quais os títulos que ele quer comprar. olhar os títulos. mesmo porque na cessão civil o cedente não é o garantidor do pagamento. isto é bom para o factorizado. A vendeu a prazo. B pode ir lá no final do mês e olhar na escrituração contábil de A. porque se fosse indeterminado. O factorizado vai pagar uma taxa menor para a Factoring quando o titulo for excelente. de prestação continuada. se for um documento de crédito como outro qualquer. verificar todas as vendas feitas a prazo. foi transferido por endosso e o endossante não garante o pagamento. ou seja. se for um contrato. o risco por parte do factorizador. Pergunta: Entendendo que Factoring não é um contrato bancário. e escolher e pagar o valor combinado. o endossante garante o pagamento. as faturas. E se a transferência for de um titulo de credito. Como é feita a transferência spread do factorizado para o factorizador? Depende. posso dizer que ele não integra o sistema financeiro nacional? Com certeza. for um cheque? A transferência é feita através de um endosso. Como é transferido por endosso para a Factoring. a regra do contrato de Factoring ou a regra do endosso? O endosso sem garantia. dentro de todo crédito a prazo do factorizado. então é direito do factorizador escolher. e o factorizado não pode se recusar a vender os títulos. mas na verdade são duas. a posição dele é de DCI. às vezes parece que é uma sociedade só. O que vai prevalecer. o endosso não garante o pagamento. A pode fechar um contrato de Factoring com B e C (ambos factorizadores)? Qual é a natureza jurídica do contrato de Factoring? É um contrato empresarial. com o pagamento da multa eventualmente prevista. é feita a transferência por cessão civil de crédito. Se a factoring escolher o titulo X. no contrato de Factoring o factorizador não garante o pagamento? Não. então. O contrato de Factoring tem exclusividade? Por exemplo: A (factorizado). entendimento majoritário da doutrina. Mas. O factorizado escolhe os créditos que ele quer comprar. pode ser resolvido a qualquer momento pelas partes. É interessante para a Factoring comprar todos os títulos bons. sob pena de rescisão contratual. tem que ser uma sociedade especificamente para isto. se for uma fatura. mais precisamente artigo 296. ele só paga se o devedor principal não pagar. para ele saber quais são os títulos bons e quais são os ruins. Contrato de exclusividade não pode ter dois factorizadores para um factorizado. mas endosso sem garantia. artigo 290 e seguintes do novo Código Civil. Este contrato é de exclusividade. tudo.

O lojista faz uma seção de crédito para a emissora do cartão. Nós vamos entender porque ele é um contrato misto. e muitas vezes em horários incompatíveis com o horário de funcionamento da boate. pois a administradora serve como intermediadora. para aproximar o consumidor do lojista. então. Ex: A pessoa ia lá pegava cinco mil emprestados. empresarial e consumerista. É um movimento que a cada dia que passa a sociedade vem utilizando menos dinheiro (papel) possível. A pessoa que faz este tipo de operação (que pega o dinheiro emprestado nestas condições) é porque normalmente está com a “corda no pescoço”.234 23ª Aula – 31/01/2004 CARTÃO DE CRÉDITO: O cartão de crédito é um contrato muito comum e houve uma mudança na jurisprudência com o tempo. A administradora começou a desconfiar. . O cartão de crédito é um contrato atípico (porque não tem lei falando sobre o contrato de crédito). e agora estamos nos meios eletrônicos. a administradora do cartão (emissora do cartão) abre um limite de crédito para o consumidor. Caso concreto: Havia uma boate que estava emprestando dinheiro a juros. débito automático e etc. que ele possui junta à administradora na rede credenciada. É trilateral e misto (ou complexo). este serviço é o de intermediação. Você compra na loja. Conceito: É um contrato atípico. É um financiamento rotativo (em geral mês a mês). Dentro do contrato de cartão de crédito nós podemos verificar várias relações jurídicas. A primeira relação jurídica é a relação jurídica de financiamento. passava o cartão e a boate pagava quatro mil e quinhentos reais. A segunda relação jurídica é a do consumidor com o lojista. a administradora do cartão presta um serviço ao titular do cartão. o quanto parcelou e etc). Nós temos ainda. Por fim. Normalmente não pagava à administradora. a chamada sociedade sem dinheiro. é uma forma de financiamento. isto porque o lojista transfere o crédito dele para a administradora do cartão. Essa evolução começou com o cheque. cartões de crédito. Essa prestação de serviço se estabelece entre a administradora e o lojista. para a compra e venda ou prestação de serviço. O Brasil vem acompanhando um fenômeno chamado sociedade sem dinheiro. Há ainda dentro do contrato de cartão o que nós chamamos de seção de crédito. Como assim relação jurídica de financiamento? Eu vou adquirir um cartão de crédito. um contrato de prestação de serviço. cuja finalidade é facilitar o crédito ao consumidor dando segurança aos empresários que integram a rede credenciada. ou seja. mas paga para a administradora do cartão. serviço de administração de caixa (na fatura vem dizendo o quanto a pessoa gastou. que pode ser uma compra e venda ou uma prestação de serviço. Num conceito bem rasteiro nós podemos dizer que o cartão de crédito é um documento que dá ao seu titular o direito de utilizar uma linha de crédito. pois os gastos naquela boate estavam sendo altos e com freqüência.

235 A administradora diante desta situação não pagou mais para a boate. a pessoa não está celebrando nenhum contrato com a mastercard. Não é possível a pessoa ligar para a administradora e pedir para sustar o pagamento. O cartão vem com a bandeirinha (visa. que vamos supor que a pessoa tenha em parcelas dois R$ 2. Ex: Você foi a uma loja e efetuou a compra de uma roupa. vamos supor que numa compra de 500 reais. A bandeira é apenas para usar a rede credenciada. a visa e outras (eram empresas especializadas). pois parece que já havia um conluio para o usuário do cartão não pagar. Na verdade não é desconto coisa nenhuma. dentro do Citybank tem a Citybank cartão de crédito. No cartão de crédito o pagamento é à vista. Na verdade. que todos os preços que estão expostos em uma loja já são preços para ser pago no cartão. Esta pessoa faz uma compra no valor de dois mil reais. a relação é consumerista. OBS: Na relação entre usuário e a administradora do cartão. pelo fato dele ser pago no cartão (isso seria um crime contra a relação de consumo). A bandeirinha funciona da seguinte forma: O Citybank poderia criar a bandeira dela (bandeira Citybank). por exemplo. Mesmo que a pessoa alegue . No outro mês a pessoa faz uma compra no valor de dois mil e poucos reais. ela faz um convênio com a mastercard. Antigamente. No Citybank (como no Bradesco e outros bancos) você pode escolher se quer o mastercard ou o visa. e vai adquirir o cartão. Isto tem uma importância enorme. Vários bancos começaram a administrar cartão. Chegou em casa você verificou que ela está com um defeito enorme. como tem o cheque. a administradora do cartão vai ser o Citybank cartão de créditos. Ex: A pessoa vai ao banco (Citybank). Vai chegar num momento. Então. Ela foi ao Poder Judiciário com base no artigo 171 do código penal. Na relação entre a emissora do cartão e a loja é uma relação estritamente empresarial. e tem o valor rotativo do cartão no valor de três mil reais. mastercard e outros). por exemplo. Então. Ela pagou mil reais na primeira e deixou mais mil reais parcelados em duas vezes para depois (500 + 500 reais). Quando o sujeito for utilizar o cartão novamente. essa bandeira não trás nenhuma influência. Esse limite é mensal. Quem é a emissora do cartão? Citybank. mas para isso ela teria que credenciar toda uma rede. então. A pessoa adquire o cartão de crédito do Citybank.900 reais (a pagar). a pessoa está celebrando contrato com o Citybank cartão de créditos. OBS: O comerciante não pode cobrar mais caro pelo produto. isto porque o crédito é um crédito rotativo. geralmente o vendedor diz que vai te dar um desconto. com a visa e etc. o cartão Citybank vem com a bandeirinha mastercard. Uma questão interessante é saber que o maior dilema sobre o contrato de cartão de crédito hoje diz respeito aos juros. Só que nós temos um movimento concentracionista (hoje só quem está fornecendo crédito é banco). Mas isso dá muito trabalho. Quando a pessoa paga no cartão ela paga à vista ou a prazo? À vista. aplica-se o código de defesa do consumidor (lei 8078/90). Por isso. Há como ligar para a administradora pedindo para cancelar o pagamento? Não. Não existe previsão de sustação de pagamento no cartão. a emissora do cartão era a mastercard. a emissora. só que parcelado. Se você diz que vai pagar no dinheiro. o cartão não vai passar. vai ser o Bradesco cartão de créditos.

de início começou falando que administradora de cartão não pode cobrar juros acima de 12% ao ano (essas decisões foram a mais ou menos dois anos atrás).236 que colocou para pagar daqui a quatro meses. A financiadora vai tirar o dinheiro de onde?Vai financiar com recursos próprios ou com recursos de terceiros? Ela pode financiar com recursos próprios. O crédito é mensal rotativo. porque ela não está apenas a serviço da administradora do cartão de crédito. não existir mais o pagamento mínimo. A administradora Citybank tem um mandato. ela não vai financiar com recursos próprios. ela pode colocar alguma coisa em cima? O entendimento do STJ sedimentado pela seção do direito privado (2ª seção). Ela vai estar financiando dois mil e quinhentos reais (tem que pagar três mil. A administradora teria apenas que repassar os juros que o banco cobrou (não cobrar juros em cima. O banco pode cobrar os juros. Se ela for financiar direto para a pessoa. a administradora vai pegar empréstimos com o banco (Citybank. pois este saldo que a pessoa está utilizando é um saldo mensal (não pode pegar aquele valor e colocar para daqui a quatro meses. Isto não é possível. ela vai ter que cobrar no máximo 12% de juros ao ano. ela pode aceitar título. Veio uma lei complementar e disse que as administradoras de cartão de crédito que buscassem dinheiro junto ao mercado estariam autorizadas a repassar os juros. Com certeza que a administradora não pegou este dinheiro com estes juros/mês com o citybank). para que se a pessoa for financiar. ela nomeia o Citybank como seu procurador. A financiadora vai pagar ao lojista o valor integral (três mil). A pessoa com o valor rotativo de três mil. Ela pode assinar nota promissória no nome da pessoa. Quando a pessoa adquire o cartão. porque muitos tribunais estavam começando a entender que aquela cláusula mandato seria nula em razão do código de defesa do consumidor (artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor). Daí em diante mudou tudo na jurisprudência. esta cláusula não é nula. em nome da pessoa. Ele pode contrair empréstimos em nome da pessoa e etc. eles vão exigir sempre o pagamento integral. esta cláusula que permite buscar recursos junto ao . No TJ/RJ é maior confusão. Começaram a entender que as administradoras podiam cobrar o quanto quisesse (repassar os juros). ela não pode fazer uma compra de 9 mil e parcelar em 3 vezes. pois ele é mensal). Vamos verificar um problema maior: O valor do crédito é de três mil. e pode fazer tudo em nome da pessoa. Os ministros disseram que se não for esta cláusula. Então. Mas os juros de um cartão hoje variam de 9 a 15% ao mês. ela assina uma cláusula chamada cláusula mandato. Toda vez que uma pessoa adquire um cartão. Começou a haver uma confusão. a Citybank possa pegar esses recursos no mercado. mas a administradora de cartão de crédito não é instituição financeira. E caso uma questão desta venha a cair num concurso? Esta cláusula mandato é nula por força do Código de Defesa do Consumidor? A administradora pode repassar os juros? E se ela repassar os juros. pois o crédito é renovado sempre de mês em mês. A jurisprudência do TJ/RJ e algumas do STJ. e só pagou quinhentos reais). Logo. A pessoa usou os três mil. e com isto o próprio usuário pode ser prejudicado. Vamos supor que o limite mínimo de pagamento é de 500 reais. que é do mesmo grupo). Se a pessoa possui o cartão de crédito e está financiando.

se for o caso. O maior problema do cartão de crédito é este. e se for depois a responsabilidade é da emissora (administradora do cartão). Segundo a lei de reforma bancária (LRB) elas estão fora da lei de usura. A pessoa já havia perdido aquele cartão há uma semana e não havia percebido. Ex: A pessoa tem um cartão de crédito e sai na noite com ele. pois o sistema demorou um pouco para cancela-lo. A administrador vai ter que dizer como é que ela chegou ao percentual estipulado (Ex. nós verificamos que esta cláusula não é nula. É cabível ação de prestação de contas. Neste ponto a doutrina é contra o usuário. a pessoa propõe uma ação de prestação de contas. O dia em que regulamentasse aquele parágrafo do artigo 192. que diz que o máximo cobrado no mercado tem que ser o dobro de uma taxa tal. o procurador sempre tem que prestar contas com o mandante. . Waldo Fázio Júnior e outros) diz que a responsabilidade pelas compras efetuadas antes da sustação. Outra questão interessante é o mau uso do cartão de crédito (furto. até as instituições financeiras teriam que cobrar 12% ao ano. E depois. Não está limitada a 12% ao ano. como foi esta operação e a prova desta operação. os riscos são enormes. Logo. As compras efetuadas depois de ter avisado deverão ser arcadas em princípio pela emissora do cartão. Como não regulamentaram. OBS: O que dependia de lei complementar antes. depois do aviso efetuou a compra. a responsabilidade é do usuário. 7 dias e a pessoa não encontrou. Ela tem que repassar exatamente o que ela pagou quando buscou recursos no mercado. ela paga por ele uma anuidade. pode propor uma ação de repetição de indébito (caso já tenha pago) ou se você não pagou faz a consignação em pagamento e etc (para se livrar dos juros absurdos do cartão de crédito). ou seja. Se a pessoa paga esta anuidade (liquida o cartão) é porque os riscos da utilização do papel moeda são muito grandes. salvo se ela já tinha informado à rede credenciada. No outro dia a pessoa vai procurar o cartão e não encontra. Posição da jurisprudência: Quando a pessoa adquire um cartão de crédito. ele vai ter que pagar integral (o crédito rotativo). Caso a administradora não consiga provar isto. Nesse caso de quem é a responsabilidade? A doutrina (Fran Martins. para saber por quanto a administradora pegou este empréstimo. porque como é um contrato de mandato. que é cabível ação de prestação de contas (Se for cobrado um juro muito alto. os juros serão reduzidos a 12% ao ano). A administradora pode repassar os juros? Sim. Para o lojista não vai haver responsabilidade.237 mercado é também de interesse do usuário. se for efetuado as compras antes. 2. Em princípio. Ela liga para a administradora e cancela o cartão. e mesmo assim. desde que prove que pegou os recursos no mercado com juros superiores. era para os 12% serem impostos também para as instituições financeiras. Ela pode repassar os juros. com ou sem razão é do usuário. pois ela não infringe o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor. a questão da cobrança de juros. e fizeram compras com o cartão da pessoa antes do cancelamento e depois do cancelamento. roubo e etc). e revogaram aquilo. Passaramse 1. porque se não for isto. mas ela só pode repassar os juros que ela pagou. que é de 6% ao ano. Valquírio Bugareli. OBS: A taxa de 12% ao mês vem da lei de usura. 12%). O STJ decidiu com base num precedente do TJ/RS. as instituições financeiras estão fora. Ela não pode colocar nada em cima. Qualquer usuário pode propor a ação de prestação de contas.

em princípio. Essa é a posição que deve ser adotada. O credor só pode ser pessoa jurídica (instituição financeira). ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA: Conceito: É um contrato típico. Que mecanismos de segurança? Hoje muitos cartões de crédito têm a foto do usuário digitalizada. Ele tem o domínio resolúvel. Em geral. O devedor é fiduciante ou fiduciário Fiduciante . caso contrário. administração de caixa e tudo mais). computador. pela conveniência. mas de fato não passa). É a administradora que tem que criar mecanismos de segurança para evitar o uso indevido. É tudo uma operação “casada”. vem um aviso para o celular da pessoa). dentro de uma conjuntura política totalmente adversa. Somente instituição financeira que pode celebrar este tipo de contrato. salvo. A responsabilidade em princípio é da administradora. pois a pessoa não pega primeiro o dinheiro para depois ir comprar. a propriedade se resolve a favor do sujeito. ele vai direto para o vendedor (passa na mão da pessoa juridicamente falando. Isso tudo só foi desenvolvido porque estavam tomando “porrada” na jurisprudência. Vamos tratar apenas da alienação fiduciária de bens móveis. se provar a má-fé do usuário (o que é muito difícil. se a jurisprudência não tivesse sendo contra eles. Em razão dessa jurisprudência que contraria a doutrina. Vai ser difícil para outra pessoa utilizar (isto no Citybank). A pessoa diante da instituição financeira diz que quer um financiamento para a compra de um determinado bem durável. o dinheiro nem passa na mão da pessoa. se provar da má-fé do usuário. com certeza que eles não criariam esses mecanismos de segurança. pois na relação de consumo o ônus da prova é do fornecedor de serviços. Ex: Carro. ele é um contrato instrumental. começaram a inventar mecanismos de segurança. A pessoa está pagando por um serviço (prestação de serviço. O Unibanco criou um mecanismo que quando a pessoa utiliza o seu cartão de crédito. A pessoa vai pegar o bem e vender ao banco. a responsabilidade é só da administradora. você está pagando pela segurança. porque o consumidor quando celebra este contrato. consumerista (em regra). É resolúvel porque o dia que o sujeito pagar a última prestação do empréstimo. O sujeito vai à concessionária e diz que quer tal carro. etc. É alienação fiduciária porque o vendedor aliena (vende) o bem para o banco. A jurisprudência (do STJ e do TJ/RJ) diz que a responsabilidade nas compras antes e depois. moto. é tudo junto. salvo. É regulada pelo decreto-lei 911/69. Esse contrato foi criado na época da ditadura. É responsabilidade da administradora do cartão conferir pela segurança a esta operação. e dá como garantia que vai pagar o empréstimo (esse mútuo) o próprio bem que ela comprou. de adesão.238 então. que é a administradora). A pessoa compra o bem durável com o dinheiro emprestado pelo banco. ele tem por finalidade adquirir bens duráveis. O banco é que passa a ser o proprietário do carro. Na verdade. Ele é credor fiduciante ou credor fiduciário? Fiduciário.

1° Fundamento: Prisão civil é somente em casos excepcionais. Houve um empate (2 a 2). A prisão civil para o STJ é inconstitucional. Então. O sujeito vai ao banco pedir dinheiro. Na 2ª turma do STF ficou empatado. e ela vendeu para o banco. É impossível a prisão civil quando a alienação fiduciária tiver como objeto bens fungíveis. Se a prisão é uma regra excepcional. O banco está confiando nele? Não. a interpretação tem que ser restritiva. e o sujeito diz que sim. CRFB). OBS: O credor é fiduciário e o devedor é fiduciante. e o gerente percebe que ele está chegando de carro. O bem não tem que ser necessariamente comprado de terceiro. Então. O documento do carro vai estar no nome do banco (no leasing que o documento vem no nome dos dois) na alienação fiduciária. O que pode ser objeto de alienação fiduciária. O STF entende que esta prisão é constitucional? Sim. quem está confiando em alguém aqui. portanto. só que a pessoa não vai comprar o carro. isso quando os bens forem fungíveis (no empate prevalece a decisão mais favorável. inclusive o de alienação fiduciária). Segundo a Constituição (artigo 5º.239 O bem estava com a pessoa. e o que não pode ser? A discussão está em bens fungíveis. Então. e. OBS: O STF entende que a equiparação a depositário infiel é perfeitamente constitucional. Cada uma turma de ministros no STF tem 5 ministros. Na conversa com o gerente. Vamos imaginar que você esteja precisando de dinheiro (não é para comprar um bem). É a mesma operação. Dois votos entenderam que era possível a prisão e dois votos entenderam que não era possível a prisão. O sujeito pode pegar o dinheiro e alienar fiduciariamente o carro ao banco. Para o STF é cabível a prisão civil quando a alienação fiduciária tem como objeto bens fungíveis? A 1ª turma do STF diz que sim. o banco vai devolver-lhe o bem). mas aconteceu que neste dia foram apenas 4 votos). por incrível que pareça é o devedor. OBS: Na opinião do professor não cabe prisão. que é possível a prisão. Bens fungíveis podem ser objeto de alienação fiduciária? O STJ entendeu que poder até pode. mas ele diz que quer o carro como garantia em alienação fiduciária. neste caso o objetivo não é a aquisição do bem de consumo (bem durável). Entende que é constitucional (o STJ entende que é inconstitucional). não poderia haver empate. o objetivo é garantir apenas o empréstimo (mútuo). o banco vai devolver a propriedade do bem. ele já pode pertencer ao próprio devedor fiduciante. inciso LXVII. o STF está em litígio. Fundamentos do STJ: Há a alegação de que em qualquer caso é incabível a prisão civil do devedor fiduciante. logo. pois era um Hábeas corpus preventivo). Se a interpretação tem que ser restritiva é incabível . este pergunta ao sujeito se ele é o dono do carro e se está quitado. É devedor fiduciante ou alienante (porque é ele que está vendendo o bem para o banco. Tanto não está confiando que pediu uma garantia (o carro). mas não vai ser possível a decretação da prisão civil. o gerente diz que empresta o dinheiro. Isto é alienação fiduciária? Sim. Diz que pelo contrato os bens fungíveis se tornam infungíveis. na confiança de que o dia que ele pagar a última prestação. na confiança de que quando ela pagar a última prestação. cabe a prisão (isso em qualquer contrato de depósito.

Ainda tem outra convenção internacional que o Brasil é signatário. Se o devedor fiduciante não pagou. para extinguir o processo por carência de ação ou não). será que ele já renunciou tacitamente? O professor sempre entendeu (como a jurisprudência majoritária) que não existe a renúncia tácita neste caso (no STF tinha posicionamento entendendo que a renúncia era tácita. Questão de prova do Ministério Público: Pode o credor fiduciário requerer a falência do devedor fiduciante? Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. Se o contrato transcorrer normalmente. Essas regras proíbem a prisão civil. no final. Eu (professor) não vou dizer que a jurisprudência mudou ainda não. Na defensoria não é válido se não constar o valor do débito. O professor disse ter visto uma jurisprudência recente do STJ entendendo que a renúncia era tácita. Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. (ressalvada a hipótese do devedor de alimentos) e o Brasil é signatário. e a pessoa pagar todas as parcelas. pois eu vi apenas uma decisão entendendo que a renúncia era tácita. Como funciona a alienação fiduciária? (nós vamos ver todas as divergências processuais). quando for paga a última parcela tem-se resolvido a propriedade em favor do devedor alienante. o credor fiduciário tem duas opções. ou ele entra com uma execução para cobrar a prestação ou ele primeiro faz uma notificação extrajudicial. Decreto 678/92.240 que o conceito de depositário infiel seja alongado. Pela lei não precisa nem notificar. Na forma do artigo 9º da lei de falências. pode requerer a falência do devedor? Em princípio não. Notifica o devedor dizendo que vai entrar com uma busca e apreensão. Por força do artigo 5º parágrafo 2º da Constituição tem ampla aplicação no direito pátrio. 2º Fundamento: Convenção interamericana de direitos humanos (mais conhecida como Pacto de São José da Costa Rica). o depositário é somente aquele previsto no contrato de depósito do Código Civil. e entendeu-se que a renúncia é só a expressa. O credor com garantia real. O entendimento majoritário da doutrina é que a renúncia tem que ser expressa. A notificação é uma criação jurisprudencial (exigir a notificação). Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. Questões processuais da alienação fiduciária. mas depois reformulou. Caso ele entre com o requerimento de falência. O conceito de depositário infiel não pode ser ampliado. . Na notificação tem que vir constando o valor do débito? É válida a notificação sem que conste o valor do débito? (a defensoria pública que entrou com esta tese). Mas a jurisprudência sempre foi que a renúncia tem que ser expressa. A alienação fiduciária é uma modalidade de que? De garantia real. o juiz teria que intimar o requerente para dizer se está renunciando ou não está renunciando.

e depois da prestação de contas é que é possível a execução. Essa limitação é inconstitucional. O artigo 3º do decreto limita as causas. se a dívida é de 30 mil. A sobra deve ser devolvida ao devedor (mas tem os juros e correção monetária das prestações em atraso. Neste caso o credor vai pedir a conversão da ação de busca e apreensão em ação de depósito (o que o STJ entende inconstitucional para fins de decretação de prisão. Além de apresentar a defesa. não tem outra ação para propor depois. com a busca e apreensão e etc). mas essa ação de busca e apreensão na alienação fiduciária. então. Na 2ª seção do STJ (8 ministros) a votação foi pelo placar de 5 votos a 3. A jurisprudência majoritária vem entendendo que primeiro ele tem que fazer uma prestação de contas (por quanto vendeu. Suponhamos que tenha entrado com a busca e apreensão. e neste caso julga prejudicado o recurso. e não conseguiu apreender. às vezes. porque foi isso e etc). consolidada. o devedor fiduciante não pagou. . e o bem foi vendido por 20 mil. Essa limitação é constitucional ou não? Segundo Alexandre Freitas Câmara essa limitação do artigo 3º é inconstitucional. tem também as despesas com o leiloeiro. vai ficar 4 votos a 4. e o bem foi vendido por 40 mil reais. O saldo não tem a liquidez necessária para fundamentar a execução (tem que entrar com uma ação de cobrança ou com a prestação de contas e depois entra com a execução). Neste caso. o devedor fiduciante pode requerer a purgação da mora. A pessoa vai purgando a mora. O bem será vendido. Apesar do entendimento do STJ dizer que só tem direito a purgar a mora com o pagamento de 40%. se o tribunal (ex: TJ/RJ) permitiu a purgação da mora com menos de 40%. Diz a lei que para purgar a mora ele tem que ter pagado no mínimo 40%. Depois de apreendido o bem. A pessoa terá que depositar o bem ou o valor do bem. Vamos supor que a pessoa tenha apresentado o bem. neste caso seria válida a limitação (porque a cognição seria sumária e não plena). Por que é inconstitucional? Se essa ação de busca e apreensão fosse cautelar. OBS: Nos tribunais. Mas. a defesa tem que ser ampla (princípio da ampla defesa). Digamos que o valor da dívida é de 30 mil reais. o devedor pode apresentar a sua contestação. o credor obrigatoriamente tem que levar o bem a leilão. dizendo que só tem direito aquele que pagou os 40% (Se um daqueles 5 ministros mudar de opinião. eu vou me defender quando? Nunca. e chegou no STJ já tinha pago tudo. porque o carro sumiu. sob pena de prisão. logo entrou com a busca e apreensão. e neste caso prevalece a decisão mais favorável). Tem que tornar aquele saldo devedor líquido. ela tem natureza de ação principal. através do processo de conhecimento. e é reconhecido pela jurisprudência como inconstitucional. Então. para a 2ª turma é desde que o bem seja infungível). a pessoa consegue purgar a mora com menos de 40%. eles (os ministros do STJ) entendem que a situação já está consumada.241 Suponhamos que após a notificação. Para a 1ª turma. em todos os casos. mas até chegar no STJ a pessoa já pagou todo o financiamento. o saldo negativo pode ser cobrado do devedor (trata-se de uma prestação ilíquida). Já para o STF é constitucional. o STJ reconhece que é uma situação consolidada (pois já pagou tudo). se eu não me defender agora.

É jurisprudência do TJ/RJ. Pode o credor acionar o avalista? A jurisprudência entendeu que só é cabível se o avalista for intimado do leilão. . Tem que intimar o avalista da data do leilão. Não foi encontrada jurisprudência do assunto no STJ. Tem que notificar o avalista (para que ele exerça o direito de preferência). Se ele não for intimado do leilão. ele não pode ser acionado pelo saldo negativo (isto é novidade).242 Cabe ação monitória? Cabe monitória (hoje em dia cabe monitória para “tudo”).