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direito empresarial

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  • 1 ª Aula - 05/04/2003
  • 2- Empenho de Mão- de- Obra:
  • 3ª) Elaboração do balanço financeiro:
  • 4 ª Aula - 10/05/2003
  • 5 ª Aula - 31/05/2003
  • 6 ª Aula - 14/06/2003
  • 7 ª Aula - 28/06/2003
  • 8 ª Aula - 19/07/2003
  • 9 ª Aula - 02/08/2003
  • 10 ª Aula – 16/08/2003
  • 11 ª Aula – 23/08/2003
  • 12 ª Aula – 30/08/2003
  • 13ª Aula – 06/09/2003
  • 14ª Aula – 20/09/2003
  • 15ª Aula – 04/10/2003
  • 16ª Aula – 25/10/2003
  • 17ª Aula – 01/11/2003
  • 18ª Aula – 06/12/2003
  • 19ª Aula – 13/12/2003
  • 20ª Aula – 20/12/2003
  • 21ª Aula – 17/01/2004
  • 22ª Aula – 24/01/2004
  • 23ª Aula – 31/01/2004

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DIREITO EMPRESARIAL
1 ª Aula - 05/04/2003
Vamos começar pelo início, lá pela idade média. Pode parecer baboseira o conceito de direito comercial, só que mudou o conceito e por isso que é importante, eu sempre falo isso, e Domingo caiu na prova da magistratura federal, isso é besteira, mas vai cair, e vai cair novamente ou na magistratura estadual ou MP, sem sombra de dúvidas uma questão dessa, então vamos lá: Conceito de direito empresarial: Nós podemos conceituar direito comercial a partir de determinados momentos históricos. A partir da idade média, o que aconteceu? O direito privado ele ainda estava unido e não existia ainda direito civil e direito comercial, o problema é que na idade média o direito quase não evoluída por influência da igreja. Naquela época, embora o direito não evoluía, as atividades mercantis estavam crescendo espantosamente, época das expedições principalmente o direito mercantil, então naquela época não havia nenhum aparato legislativo, nenhuma lei, nenhum tratado por parte do Estado. Então, os comerciantes da época se viram na contingência de criar regras próprias para tratar das relações jurídicas. A partir desse momento, dessa contingência é que o direito comercial teve que se desvincular do direito civil, porque o direito civil estava inerte, principalmente pôr influência da igreja, direito de família não mudava, direito de sucessões não mudava, ficava tudo parado, e o direito comercial evoluindo, evoluindo, teve que se separar do direito civil. Então, os comerciantes criaram regras próprias para tratar de suas relações jurídicas, nesse momento o direito comercial ele foi conceituado como ramo autônomo do direito privado a serviço de uma categoria especial, a serviço dos comerciantes. E já que não havia nenhum aparato estatal, os comerciantes criam suas regras, o direito comercial nasceu basicamente como um direito costumeiro, ele utilizou basicamente os usos e costumes daquela época. Foram formadas ligas, corporações de comerciantes e ali todas as relações jurídicas iam ser resolvidas, foram criados também os tribunais de comércio e nesses tribunais, não era o juiz estatal. Vamos supor que estivéssemos no Sul da Itália, todos nós comerciantes, e criássemos uma corporação, ali há um tribunal do comércio e estão vamos escolher uns entre nós para serem juízes, para os postulados. Alguns comerciantes eram chamados juízes, mas para aquele tribunal privado, que lei aplicava? Não aplicava leis, aplicava os usos e costumes comerciais daquela região. OBS: O problema é que aquelas regras não eram aplicadas para todos os comerciantes indistintamente, porque só podiam se valer daquelas regras os comerciantes que participavam da liga, da corporação. Era um direito extremamente corporativista, quem não fazia parte do clube do bolinha não poderia se valer daquelas regras.

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Com isso quando alguém queria litigar contra alguém que integrava aquela liga, aquela corporação, tinha que acioná-lo no Tribunal do comércio, e quando você o acionava lá quem ganhava aquela ação? Quem fazia parte da liga. Era um direito extremamente corporativista, porque quem julgava era um daqueles que era escolhido como juiz consular. Então o direito comercial não era muito bem visto, ele era visto como direito marginal, como um direito à parte, não era marginal no sentido de bandido, mas marginal no sentido de a margem do direito estatal, do direito civil que regia os cidadãos comuns. É por isso que hoje se eu chamar alguém de burguês ele vai ficar ofendido comigo, nada mais injusto, porque isso vem dessa época onde o direito comercial era separado como o burguês era separado, ele era visto como uma pessoa não nobre, porque o nobre era tratado pelo direito civil, por isso que se chamar de burguês ficava ofendido. Hoje não tem mais justificativa para isso, era uma tradição lá de Roma da idade média, hoje não se justifica, então hoje pode chamar de burguês e a pessoa ficar feliz, mas naquela época não. Naquela época era um direito marginal, um direito a margem, um direito dos excluídos. O direito comercial sob essa concepção subjetivista, por esse conceito subjetivo do direito comercial. Que conceito é esse? É um ramo autônomo do direito privado a serviço do comerciante. Ele permaneceu assim por um tempo até que o Napoleão resolveu criar uma nova concepção de direito comercial, ele não queria mais aquela história de direito comercial só para comerciante, ele queria acabar com aquela história de privilégios para os comerciantes, que tinham um tratamento próprio privilegiado, distinto dos demais. Então, ele determinou que se elaborasse um código comercial francês, que foi o código de 1807, e nesse código eles adotaram o conceito objetivo de direito comercial, ou melhor, eles criaram a concepção objetiva de direito comercial. Que concepção objetiva é essa? O direito comercial passava a ser ramo do direito privado que estudava os atos de comércio, porque não importa quem está praticando, se é ele, se ela, se ela faz parte de alguma liga ou não, pouco importa, o direito comercial vai regular os atos de comércio. E aí vem dizendo, são atos de comércio, transporte marítimo, a compra para a revenda, as atividades de seguro, as atividades bancária, vem dizendo o rol dos atos de comércio. Então se tivesse naquele rol era tratado como direito comercial, se não tivesse não era, era um rol totalmente objetivo. Como Napoleão mandava no mundo, o Brasil foi fortemente influenciado, o nosso primeiro código foi o código comercial. O nosso código comercial não distancia muito do código francês foi em 1850, nos meados daquele século. E o código brasileiro, alguns autores dizem, não é bem assim, ele adotou a concepção objetiva. Ah professor, mas no código comercial não tem o que são atos de comércio? Realmente, mas ao lado do código comercial nasceu o regulamento 737/50, que em seu artigo 19 dizia, são atos de mercantil: compra para revenda, atividade de seguro, atividade bancária, então trazia aquele rol influenciado pelo código francês. Ele não está mais em vigor há muitos anos. O problema dessa concepção é trazida pelo professor Fran Martins.

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A sociedade maromba academia de ginástica, era uma sociedade civil ou sociedade comercial? Era civil A imobiliária? Era civil. A construção civil? Era comercial, por força de lei. Isso por quê? Porque o rol era objetivo. E a atividade de prestação de serviço? Civil A Encol foi à falência porque a construção civil é uma atividade comercial, vai entender isso? Não tem como entender, porque não há base científica, não tem como eu dizer uma regra para vocês, o que é civil e o que é comercial, isso vai depender do legislador, vai depender do país, vai depender da época. Então não há base científica, então até hoje não sabemos a amplitude do ato de comércio, e é difícil porque pelo conceito objetivo, adotado pelo código de 1850, o direito comercial era o ramo que disciplinava os atos de comércio. Mas a gente não sabe o que são atos de comércio, como a gente vai estudar direito comercial? Então o conceito objetivo não foi adotado em vários países, na Itália, na Alemanha, na Suíça há muito tempo que não se adota essa concepção. Ruiu o conceito objetivo de direito comercial, sobretudo na Itália depois na suíça, mas, sobretudo no CC italiano de 1942, criou-se uma nova concepção subjetiva, só que subjetiva moderna, e é a do novo Código Civil. Que concepção é essa? Como é que nós vamos conceituar o direito comercial sob o aspecto subjetivo moderno? Porque não se falou na faculdade. Sob o aspecto subjetivo moderno, o direito comercial ele passou a focar não mais o comerciante e muito menos os atos de comércio. Importante: O direito comercial é um ramo autônomo do direito privado que estuda e regulamenta os atos praticados pelo empresário no exercício de sua empresa. Ou em um conceito mais curtinho, é disciplina jurídico privada das empresas. Acabou comerciante agora, comerciante é coisa do passado, agora é empresário. A base é o conceito de empresa e o conceito de empresário, então não existe mais comerciante agora é empresário. Acabou agora o comerciante e pelo art.2037 do CC, tudo aquilo que era aplicado para os comerciantes é aplicado agora para os empresários. Então, quando a lei de falência fala, está sujeito a falência o comerciante, como é que vocês vão ler agora? Está sujeito a falência o empresário. Não existe mais comerciante, onde tinha comerciante você lê agora empresário. Bom, esse é nosso conceito e depois nós vamos ver o que é empresa e o que é empresário. Segundo o nosso programa nós trabalharíamos fonte agora, mas nós não vamos trabalhar fonte formal e fonte material, isso é coisa de Introdução ao Estudo Do Direito na Faculdade e eu não vou tratar com você, eu só vou tratar somente de uma fonte de direito peculiar do direito comercial. OBS: Aliás, com essa mudança completa de base, que nós não temos como base nem o direito comercial e nem o ato de comércio há quem defenda a mudança do nome da disciplina não seria mais direito comercial, mas direito dos negócios ou direito

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de empresas, ou empresarial, é válida a mudança apesar da tradição do direito comercial, mas já nos programas dos concursos você vai ver lá direito empresarial. Aliás, a vara de falência e concordatas do Rio, agora chama vara empresarial, o que é um absurdo porque não é vara empresarial, porque não vai tratar de todo o direito empresarial, porque vai tratar apenas de falência e concordatas, o problema é que o juiz quer se chamar juiz empresarial, só para tirar onda. Então qual é a fonte de direito que é peculiar ao direito empresarial, que foi à base dele no início? Os usos e costumes mercantis, os costumes comerciais, então agora os costumes empresariais. O que é importante falar sobre ele? O importante é como é que eu vou provar ao juiz, dois empresários litigando, ou um empresário e outro não empresário, não interessa, o autor está alegando que o fundamento do direito dele está no costume empresarial fonte do direito, como eu vou provar para o juiz que existe um costume. Aliás, eu preciso provar para o juiz que existe aquele direito, ou eu só preciso provar o fato? Em regra só o fato, princípio da iuria novit curia, só que esse princípio abre exceção, exatamente para os costumes, para o direito municipal e o direito estrangeiro, artigo 337 do CPC.Lá vem dizendo que você prova os costumes comerciais através de uma certidão que você obtém lá nas juntas comerciais, como assim? A junta comercial ela é obrigada a catalogar, ou usando o termo técnico apropriado ela é obrigada a assentar todos os costumes comerciais.Então, tem um processo administrativo, todos os interessados são chamados, vai aprovar, todos são chamados e depois de aprovado vai ser publicado, e assentado. Então para se obter a prova do costume é só ir à junta comercial e pedir uma certidão.O funcionário da junta vai lá no livro do costume e tem, hoje é no sentido figurado, porque está tudo no computador. Então, você prova através de uma certidão. Mas o que é importante falar? Como nós no Brasil não adotamos o sistema da prova tarifada, admite-se a prova por qualquer meio idôneo, então se pode provar também através de depoimento de testemunhas, de representantes de classes, então se pode provar os costumes através de outras provas. Mas a prova praticamente irrefutável é a certidão da junta. Caiu uma questão no Rio Grande do Sul, lá no RGS eles dizem que é costume lá o cheque pré-datado, ou mais tecnicamente falando cheque pós-datado. Aí eles perguntaram o seguinte, eles queriam registrar o cheque pós-datado como costume dos comerciantes. Ai eu pergunto, pode ser assentada a utilização do cheque pós-datado como costume comercial? Pode? Não, porque o cheque é uma ordem de pagamento a vista, e por quê? Porque está na lei, e só se admite costume praeter legis ou secundum legis, não se admite costume contra legis. Era prova lá do RGS. Onde está dizendo na lei para ganhar 10? Nos artigos 28 do decreto 57595/66 e 32 da lei 7357/85. Isso fala que o cheque tem natureza de ordem de pagamento a vista e por isso não pode ser assentado como costume.

para 30. ele traz a regra do civil e traz uma ressalva do mandato mercantil. Só existe um artigo tratando do mandato. A regra esmagadora é o contrato verbal. A cooperativa de prestação de serviço é considerada o que? Artigo 982 do CC. como o juiz vai decidir? Com base em que? No costume daquela atividade. não tem assinatura de contrato. Tem que ficar muito atento para essa característica. esse mandato presume-se gratuito ou oneroso? É um mandato de natureza civil ou empresarial? Presume-se gratuito. os artigos do novo CC. a regra é a onerosidade. Como a gente vai saber o quanto ela vai pagar ao representante. civil. não falaram nada se iam pagar ou não. . 5%. então ele vai utilizar o costume daquela região naquela atividade. sempre terá natureza simples. esse contrato presume-se gratuito ou oneroso? Oneroso. a regra é de que não existe atos comerciais gratuitos. Embora o Código Comercial tenha sido revogado.Pergunto. existe burocracia? Existe. você faz essa venda de forma verbal. uma burocracia enorme. você vai vender uma tonelada de um produto. Agora. mandado mercantil e civil.Que será provado através de uma certidão da junta comercial ou de uma declaração. já que não foi convencionado. Como assim? Um liga para o outro e diz eu quer comprar uma tonelada de tal produto e paga tal dia. por quê? Existe compra e venda civil e mercantil. Vou dar outro exemplo: Luciana é representante de pneus. Aceitou. ou seja. enquanto o direito civil é extremamente formal. mas que envolveu lá a prova da magistratura federal. Se vai vender um imóvel. o que pode parecer besteira.5 CARACTERÍSTICAS DO DIREITO EMPRESARIAL O que pode ser característica do direito empresarial.O empresário não faz nada nunca de graça. por exemplo: Eu vou lá dar aula no Espírito Santo e vou deixar o Arthur que é meu amigo como meu procurador. e está lá no parágrafo único. e a gente observa muito isso no direito obrigacional. de um valor 10 vezes maior e não existe em regra contrato de compra em venda mercantil escrito. 1) oneroso . fechado. porque é no exercício da atividade da empresa. então. surgiu uma grande oportunidade dela realizar uma venda em São Paulo. depende do tipo de atividade. naquela região. não falei nada se vou pagar ou não. Vou fazer um contrato de mandato para que ele me represente na reunião de condomínio. então ela pede para Luis Antonio que também é representante ir lá em São Paulo realizar o contrato para ela. 2)Informalismo: O direito comercial é extremamente informal como regra. Faz o contrato e a procuração certinho. é costume 10%. 60 e 90.

Importante: E agora não existe compra e venda civil e compra e venda mercantil. mesmo sem nenhuma previsão legal. Não precisa ter lei prevendo que deve ser tratado dessa ou daquela forma. e o direito empresarial não precisa criar uma lei para aquilo.6 O transportador vai levar a mercadoria. aí o direito comercial foi e viu. por que isso? Tem alguma lei dizendo que ele não pode fazer isso? Não precisa de lei. ele simplesmente aumenta e começa a tratar daquele negócio. Foi criado um novo contrato e o direito empresarial não precisa criar a lei. por quê? Porque ele não é dedutível. a compra e venda para revenda e vem dizendo as regras que eram da antiga compra e venda comercial. como é EUA. como assim? Os empresários eles criam todos os dias novas relações jurídicas.Costuma ser tratado dessa forma. não tem a assinatura de contrato à regra é a informalidade. dane-se o legislador. pega uma nota promissória. na Inglaterra. o direito empresarial é tido como elástico. . a gente sabe que o risco na inadimplência é do Factorizador e não é do factorizado. Tem cartão de crédito no Brasil? Sem dúvida. os artigos da compra e venda mercantil foram revogados. Como é tratado o factoring? Aqui no Brasil isso é novo. 3) Elasticidade: O que é elasticidade? E aqui a gente vai começar a tratar de algo mais palpável. o direito empresarial não precisa de lei. porque a gente sabe que pelo costume o factorizador é que tem que assumir o risco pela inadimplência dos títulos transferidos. por isso ele é chamado de elástico. tem alguma lei tratando de factoring? Não existe nenhum artigo sequer tratando de factoring. o direito empresarial não precisa do legislador. Como é aplicado em outros países. Como é que vai disciplinar? Com base nos costumes. ele é indutível. pega os costumes de outros países. ele aumentou. porque na ausência de lei você aplica os costumes. que fala da Compra e Venda e ponto final. por isso que como não há lei nenhuma. ele simplesmente incorporou a modalidade factoring. e vai pegar o comprovante do recebimento. Portanto. ou seja. Como a gente faz isso? A gente até prende o safado do agiota. Por exemplo. Então o direito comercial ele é elástico. novos negócios atípicos. o cartão de crédito. a fatura. os princípios as características. ele é elástico. qual é a lei? Não tem lei que trata de cartão de crédito. Um outro tipo de contrato que não tem nenhuma previsão legal. como é o costume. vocês conhecem alguma empresa de factoring? Conhece. estão todos eles no CC. Mas tem aquela ressalva.

regras de direito comercial idênticas para vários países. como existe no Mercosul. 5) autonomia: O caso é o seguinte o código comercial ele era dividido em três livros de quebras. com a revogação do código comercial. O direito civil cada país tem o seu. como Brasil e Argentina. o direito empresarial tem que ser parecido. então como o Brasil vai exportar para a Argentina e a Argentina vai exportar para o Brasil. pegaram a parte das empresas do Código Italiano traduziram e colocaram no Brasil com algumas mudanças. mas deixa o comércio marítimo de lado porque a gente não vai tratar.Como o direito comercial ele tende ser uniforme em vários países. hoje devemos utilizar o termo globalização. só existe o código comercial.Hoje foi revogado o comércio terrestre. O direito empresarial ele tende a globalização. que nunca vai sair do papel. O comércio marítimo ainda continua sendo tratado pelo código comercial. será que o direito empresarial poderia continuar sendo chamado de ramo autônomo do direito privado? Ou será que houve unificação? A mesma pergunta foi feita lá na Itália. porque o nosso livro de empresas do atual CC é quase uma tradução do Italiano. eu vou freqüentemente falar da Itália. cheque.7 4) Internacionalidade: Outra característica é a internacionalidade. então nós temos outros tratados tratando de comercio. como existe lá na Europa. não precisa dizer que não vai sair do papel. por isso que tende a globalização. 4) Boa-fé: Não precisa dizer porque é peculiar a todos os ramos do direito não só do direito comercial. patrocina um estudo de elaboração de código comercial internacional estabelecendo regras idênticas para vários países. letra de câmbio. porque não interessa aos EUA. ainda não foi totalmente revogado porque ele ainda é tratado como comércio marítimo. em relação ao comercio terrestre. eu não chamaria de internacionalidade que é a concepção dos doutrinadores antigos. o direito civil tende a nacionalização. agora. Não precisa colocar isso na prova. no direito de família não importa como é nos outros países. Ai eu pergunto. Nós temos regras universais para vários países. Comércio marítimo e Comércio terrestre. porque você não sabe quem está corrigindo. por quê? Porque há mercados comuns. Por isso que nós temos tratados internacionais sobre nota promissória. O livro de quebras foi revogado há muito tempo e hoje a gente tem a lei de falência. A ONU patrocina um estudo para a elaboração de um código comercial internacional. . as regras que teriam sido incorporadas pelo direito civil.Você pode colocar: É conveniente ressaltar que confirmando essa característica a própria ONU.

aqueles atos de intermediação. Em 98 foi feita uma reforma na Universidade de Bolonha na Itália onde foi prestigiada a cadeira de direito empresarial. e por mais que tenham enfaixado não quer dizer que seja um só.E a primeira autonomia que se destaca é a autonomia científica e por que cientificamente o direito comercial continua autônomo? Porque ele tem características próprias. O importante aqui é o seguinte. então continua autônomo. o livro das empresas é direito empresarial. assim como a academia de ginástica. agora é tratada. Por quê? Considera-se empresário quem através de seu estabelecimento comercial desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção e circulação de bens. o livro de família é direito civil. só que depois de aprovado e em funcionamento. por exemplo. de direito civil e direito empresarial.8 Então na Itália o objetivo foi unificar o direito privado. Importante: Vocês vão poder ver bem o que no CC é direito civil e empresarial. E aí eu pergunto o direito comercial continua autônomo? Sim e por vários motivos. Didaticamente ele também continua autônomo. com princípios diferentes. que lei nova é essa? . Agora quem é tratado pelo direito comercial que não era? Lembra lá da academia Maromba? Academia de ginástica. OBS: Autonomia legislativa a gente pode falar aqui só o seguinte. embora o código comercial tenha sido revogado. porque misturou água e óleo. com a revogação do código comercial e a introdução dele no novo CC. não há dúvida de que se está tratando dentro da mesma lei. São ramos autônomos. bibliografia própria. Bom. o livro de títulos de crédito é direito empresarial. porque se a base é diferente eles não são a mesma coisa. como diz o professor César Devivante: eles enfaixaram direito comercial e direito civil na mesma lei. Quando um se presume gratuito o outro é oneroso. Então são ramos com principiologia própria. quando um é indutivo o outro é dedutivo. não era atividade comercial e agora é atividade empresarial. Importante: A atividade de prestação de serviço que antes não era tratada pelo nosso direito empresarial. é tradição e vai continuar sendo com livros próprios. juntou água e óleo na mesma lei. à parte que fala das sucessões é direito civil. somente. porque o conceito aumentou. A idéia era essa. agora está sujeita a falência. agora o professor de direito civil não substitui o professor de direito empresarial. diferentes do direito civil. só que com o direito de empresa no novo CC artigo 966 o conceito de empresário ele quase duplicou.Por isso que cientificamente ele continua autônomo. o direito comercial ele diminuiu ou ele aumentou? Antes eram só os atos de comércio. praticamente duplicou. o direito comercial ele aumentou. Lembra da imobiliária? A imobiliária era tratada pelo direito civil e agora é tratada pelo direito comercial. ou serviços. eles viram que não adiantou colocar tudo em uma lei só. A imobiliária. enquanto um tende a nacionalização o outro a internacionalização.Então. e nós estamos falando isso com base na experiência italiana.

ele fala apenas para tirar uma onda. que nada mais do que uma tradução literal. Numa festa um dos sócios está se apresentando. e não é brincadeira não. ela economista e quando perguntam para ele. A base de todo direito empresarial hoje. é a base. Seguindo a pirâmide de Kelsen a base seria o artigo 966 para o direito empresarial. Vamos agora interpretar o 966 do CC. por exemplo a lei que trata da união estável é uma lei civil.9 O novo Código Civil. Primeiro não tem base legal e sim numa instrução normativa e ele não é empresário . ela dentista. não é nada daquilo que falaram na faculdade. Não há dúvida e por isso nós vamos falar que a unificação legislativa foi apenas parcial. então a base é o artigo 966 e o outro artigo a gente não vai falar agora e sim durante o curso muitas e muitas vezes é o artigo 1053 do CC. Então mesmo legislativamente eles continuam autônomos. felizmente mudaram o nome). Quando um sócio chega e fala que é empresário é só para tirar a onda. ele está falando a verdade? É ou não é? Não. circulação de bens e serviços. Agora as outras leis.gerente. . ele é tudo menos empresário. empresário é a pessoa física ou jurídica que em nome próprio através de seu estabelecimento empresarial. Bela Blum salão de cabeleireiro Ltda. tenho uma rede de salão de cabeleireiro. se você decorar você reponde milhares de questões de direito empresarial. Bom. os outros são apenas investidores. que é o conceito de empresa e empresário. alguns livros falam em unificação legislativa. ele é um artigo importantíssimo. que fala das sociedades limitadas. O mais importante é o artigo 966. mas é um erro porque eles pensaram só no novo CC.Eu sou empresário. e aquela pergunta. Temos dois sócios administradores ( não se fala mais em sócio. acabou esse negócio de sócio-gerente. pelo conceito do artigo 966 e do 982. Vocês sabem que todo mundo quer ter uma carterinha. no novo CC houve unificação mas é apenas parcial da legislação. desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção. porque olha só . tudo aquilo que vocês ouviram falar de empresário esqueçam. Ex: 4 pessoas vão formar uma sociedade. houve apenas unificação parcial. gerente é empregado. ele vai dizer que é empresário. O primeiro é o artigo 966 do CC. porque as outras leis continuam sendo aplicadas nos ramos que lhes são próprios. Por quê parcial? Porque só existe um ponto de convergência que é o novo Código Civil. que trata das duas matérias. o que você faz? Ela fala que é medica. Qual o único ponto de convergência? O novo CC. e com certeza quando o examinador quiser na hora da prova aplicar uma pegadinha vai usar o artigo 1053 do CC. E agora nós vamos conceituar a parte mais importante do direito empresarial. a carteira de empresário. não muda nem a vírgula do artigo 2082 do CC Italiano. tem até uma resolução do DNC que autorizou os sócios administradores e os titulares de firma individual a tirar uma carterinha de empresário. são dois artigos. a lei de falência é empresarial. Ele é o artigo principal.

. e digo pior credor porque ele só recebe depois de todos os credores. foi muito feliz quando ele colocou em letra 26 no livro dele: “Pelo amor de Deus. se vocês forem perguntar ao pipoqueiro da esquina. Vê o conceito do 982.. seu carrinho? Não vai querer. vocês ligaram a figura da pessoa física. Quem está sujeito a falência o sócio ou a sociedade? A sociedade. firma individual. ele vai dizer que o empresário é a pessoa física. Por quê o sócio não está sujeito a falência? Porque ele não é comerciante. nada mais equivocado. quem é o empresário? O empresário é a sociedade. . por isso que ela se reveste no conceito e não ele ( sócio). O professor Fábio Ulhoa Coelho. porque o sócio não é comerciante. a firma individual ou as sociedades empresárias. E quando é que ele é empresário? Quando ele é empresário individual. E o que é sócio? Sócio é sócio. ele age em nome próprio? Não ele age em nome da sociedade. mas que isso? O problema é que botaram na cabeça de vocês. E ele poderia ser chamado de comerciante antes? Quem está sujeito a falência? Todos os comerciantes. porque ele não age em nome próprio. seu sítio. mas você ao abrir uma firma individual. quem é o empresário? A pessoa jurídica ou empresário individual. o sócio em última análise é um mero credor da sociedade. você sabe que sua responsabilidade será ilimitada.. então quando alguém vai desenvolver uma atividade desenvolve através da sociedade. Quem está desenvolvendo a atividade? A sociedade. Decore isso sócio não é empresário sócio é sócio. Isso a gente já sabia só que não atentava para esse detalhe. quem está sujeito à falência o sócio ou a sociedade? A sociedade.10 Ai eu pergunto. e você vai querer fazer isso? Arriscar a sua casa de praia. Quem vai a falência? A sociedade. porque quem está sujeito a falência é a sociedade. ela era a sociedade comercial ou comerciante coletivo. Então hoje. E aí o que diz o artigo 982 do CC. você é apenas o sócio.” Eu vou perguntar isso aqui várias vezes em meio a outros institutos e vocês vão errar. sócio não é empresário. Importante: Empresário pode ser tanto pessoa física como jurídica e geralmente o empresário é pessoa jurídica porque o empresário individual teria responsabilidade ilimitada. considera-se empresária a sociedade tal. você vai juntar com outras pessoas e quem será o empresário será a sociedade.

sem falar nas divisas do contrato internacionais. 1.individualista. que ia ajudar a TAM. Por isso que o Lula vai lá não sei aonde defender o Brasil.sociedade comercial---. é da época de uma concepção egoísta . quando os dólares chegam eles ficam com quem? Com o exportador? Não. realiza um contrato e o dinheiro vem para o Brasil. é um conceito mais social. Ele pode até fazer o câmbio em uma instituição particular. sem conhecimento de causa. mais postos de empregos. o PROER que ajudou os bancos. agora se eu te chamar de empresário eu estou te xingando? Não. fica com Estado que dá para o exportador o real. por isso que o empresário é tratado que nem um bibelô.11 Qual seria a diferença do conceito de sócio para o conceito de empresário? O que que mudou? São três mudanças. marginal que o Estado fazia do comerciante. criticando PROAR. o empresário na concepção social.Filosófica: A primeira diferença vou dar apenas por que é filosófica e quem faz essa diferença é o professor Rubens Requião. marginal. mas pode se acrescentar uma . e normalmente pedem |Rubens Requião na prova. o conceito de empresário se contrapõe ao conceito individualista.Então quando uma exportadora. na doutrina só tem duas. corporativista.sócio Qual a diferença do conceito de comerciante para o conceito de empresário? São três diferenças. foi lá na Organização Internacional do Comércio. o Estado deve se preocupar com o empresário porque a escala empresarial é a base econômica de um país. por isso que o FHC.comerciante individual ---. O conceito de comerciante é um conceito egoísta. 966) * Pessoa jurídica --. Então. 982) * Sócio( física ou jurídica)---------------sócio--------------. por que isso? O governo não está dando dinheiro paras o empresário. O Estado tem que tratar bem o empresário. O dinheiro não vai vir para o governo diretamente. mais arrecadação de impostos. defender a EMBRAER da BOMBARDIÊ. hoje a gente tem a concepção de que o empresário é um bibelô. teoria da preservação da empresa. mas ele vai pegar o dólar e vai dar para o Banco Central. Trilogia: * Pessoa física ---. a VARIG.empresário individual ( art. da França. o Brasil dá de um lado para pegar de outro. quem vai fazer o câmbio é o Banco Central. porque enquanto o empresário estiver vivo. e por isso que o burguês é xingamento hoje.sociedades empresariais ( art. como assim? Bom. por causa da variação. se não tiver empresário o país vai a falência. Eu vejo muita gente criticando. vai vir para . Por isso.

OBS: Nem todos aqueles comerciantes tem estrutura própria organizada para serem chamados de empresários. quando é que a pessoa física adquire capacidade civil plena. mas os dólares vão ficar no Banco Central. porque a pessoa jurídica adquire capacidade e ganha personalidade jurídica a partir do registro. porque o conceito de comerciante pegava apenas aqueles atos de intermediação. o conceito de comerciante é menor. eu não conhecia a filosófica. Ela era comerciante. REQUISITOS PARA SER EMPRESÁRIO: São vários os requisitos 1) capacidade + ausência de proibição legal: O primeiro deles é a capacidade mais ausência de proibição legal. de não sei quantos milhões de dólares no mercado. mas isso é questão didática. ele está falando não de um público grande ele está falando daqueles antigos comerciantes nanicos. eu lembrei do conceito que era mais abrangente e lembrei dessa diferença. tudo bem? Bom. um a capacidade e outro a ausência de proibição legal. construir aviões. Alguns autores colocam como dois requisitos. as indústrias. a partir de quantos anos? 18 anos. E por isso que o Banco Central dá injeção de dólar no mercado.12 EMBRAER. mais abrangente. por exemplo: A vendedora de Avon. imaginem agora se eles não vão perguntar sobre isso. essas três que eu estou dando. o conceito de empresário é mais amplo. mais tarde nós vamos estudar isso melhor. O conceito de empresário substitui a de comerciante? Você tinha que falar há diferenças. porque não desenvolve atividade economicamente estruturada. Na época da prova eu só lembrei de duas. Mas será que ela se encaixa no conceito de empresário? Para eles não. Então. Eu vou falar primeiro da pessoa física. E o conceito de empresário é muito maior porque abrange também o conceito de prestação de serviços. 3)dada pelo professor Fábio Ulhoa Coelho e Waldo Fazzio Jr. já falei de duas vou falar da terceira. não muda nada. Foi a pergunta da prova oral do MP. a concessionária de veículos. ela praticava atos de intermediação? Praticava.O examinador perguntou antes do CC. então era o restaurante. ele dá exemplo no livro dele. é a seguinte: Nem todos aqueles que eram chamados de comerciantes agora podem ser chamados de empresários. porque não tem estrutura comercial. eu vou falar do empresário pessoa física do empresário individual. . ( Principalmente ). 2) conceitual: Segunda diferença é conceitual.

tipo “olha não pode mais vender produto estragado”. a partir de quantos anos o menor poderia se emancipar pelo exercício do comércio. parágrafo único. dizia que era a partir dos 18 anos. no Brasil cada uma pessoa tem o seu patrimônio. melhor um louco. nessa parte. OBS: Ai vem o novo CC e disse em seu artigo 5º.II da LF.A corrente majoritária do Fábio Ulhoa. mas a gente não precisa mais disso. sobretudo o professor Penalva. medida de advertência. criticam esse artigo. pode um louco ser empresário? Qual o primeiro requisito que eu falei? A capacidade. ele conseguiu em um artigo mudar todo o ordenamento jurídico. mas eles eram minoritários. aqui ela só pode ter um patrimônio. E o sócio tem dois patrimônios? Não ali são duas pessoas e cada uma tem o dela. diz que só é possível a falência do maior de 18 anos. Fran Martins. existam duas correntes: A. O louco é capaz? Não. o juiz vai dá uma repreensão verbal ?!. Hoje o menor com 16 anos pode se emancipar com o exercício da empresa. porque ele fica em total descompasso com o ordenamento jurídico vigente. vamos supor que ele esteja interditado. 2º. crimes contra o consumo e tudo mais e lhe sendo aplicado medida protetiva do ECA. porque a partir dos 18 ele hoje é maior. Mas muitos autores.13 Existia uma discussão na época do CC de 1916. uma pessoa não pode ter dois patrimônios como ocorre na França. E também não está em consonância com a lei de falência. art. não tem mais divergência. que o menor com 16 anos pode se emancipar pelo exercício do comércio. . inciso V. ele pode ficar insolvente e não poderá ser decretada a sua falência. e a pergunta é a seguinte: Pode um menor. Segundo José Maria Leoni. Ele não está em sintonia com o direito penal. fazendo concorrência desleal. todas essas regras foram mudadas e quando eu falo para os civilistas eles chegam a se arrepiar. Imaginem um empresário praticando inúmeros fatos fraudulentos. E entre 16 e 18 anos ele poderá dar o desfalque no mercado e ninguém poderá requerer a falência dele. nós vamos ter um vácuo entre esses 16 anos e 18 anos e esse empresário pode fazer tudo. B. Eu vou deixar uma pergunta para a próxima aula porque esse artigo é muito complicado.Uma minoritária do Rubens Requião e Manoel Ferreira. Antes havia divergência e o novo CC acabou encampando a corrente minoritária. a solução é a reforma da lei de falência e do CP. plenamente capaz. é o artigo mais difícil do direito empresarial o artigo 974 do CC. porque a lei de falência é especial. eles diziam que era a partir dos 16 anos. Pode o louco ser empresário? Pode uma criança de um ano ser empresária? Pode ou não? Olha só o que o novo CC fez. cada pessoa só tem um patrimônio. Não há como. ele comete ato infracional. então. e não é revogada por lei geral posterior. pode cometer “crime”. Tem solução? Não tem solução. a lei foi expressa. patrimônio é o complexo de relações jurídicas de uma pessoa dotada de valor econômico. Patrimônio é um conceito uno e indivisível. o professor Anco Márcio Valle.

Só não era pacífico porque o Carvalho de Mendonça entendia que podia . porque quando ele fizesse 18 anos ele não teria mais nada. só na reencarnação. eu não estou falando de sociedade e sim de empresário individual. mas vamos supor. com aval do Ministério Público. Ex: Casa de praia. vai dividir o patrimônio do Incapaz. que o Arthur morresse e deixou como único herdeiro o filho de um ano. Quem é o empresário? O Arthur.14 Então só existe um patrimônio por pessoa. não estou falando do sócio. o menor herdou uma atividade empresarial. onde o promotor e o juiz estavam envolvido e foi um escândalo. Então ele vai avaliar os riscos dos negócios e se ele entender conveniente ele autoriza. tudo fazia parte de um mesmo patrimônio. antes não exercia atividade comercial. Teve o caso de Brasília. o empresário de um ano de idade e o empresário louco interditado. E eu pergunto o juiz tem conhecimento de causa para analisar isso? Não. Antes a responsabilidade era ilimitada. o juiz vai pegar e analisar se existe risco no negócio. Pode a representante legal desse menor continuar a exercer a atividade que antes era exercida pelo autor da herança? Antes de maneira nenhuma. e a Juliana Novak continua desenvolvendo a atividade em nome dele. Por isso o juiz decidia sempre em vender tudo e colocar numa poupança. Eu pergunto pode o curador continuar a atividade desenvolvida pelo curatelado? Antes de jeito nenhum. mas a casa de praia não. pode ele com um ano de idade tocar a atividade? Não. Agora quando era para desenvolver a atividade pessoalmente o menor não podia. O patrimônio já não é mais tão indivisível assim. Ela é empresária? Não. porque toda a atividade empresarial é sujeita a risco e o patrimônio do incapaz poderia se evaporar junto. Só estarão sujeitos aos riscos da atividade os bens ligados a empresa. mas o menor era sócio. vamos colocar Arthur Novak Comércio de veículos. para o menor. Então o computador da loja. que vai exercer seus direitos através do curador. ele pode ser dividido na forma do artigo 974 do CC. Quem vai ser acionado e citado? O Arthur. ele não é economista. vamos supor o Arthur Novak. Mas como isso? Ele permitiu o seguinte. vamos supor que o empresário individual. Aí o novo CC. um ligado a atividade empresarial e outro não ligado a atividade empresarial. os carros podem ser penhorados. está comprando e vendendo carro e aí ele foi interditado pela mulher.Só que agora o juiz vai dividir o patrimônio e vai averbar nas juntas todos os bens que estão ligados a essa atividade. . E o menor de um ano de idade. Ele tinha um patrimônio único. O incapaz fica com dois patrimônios. não você pode continuar desde que você peça uma autorização judicial. E o juiz vai fazer outro absurdo. Importante: E esse artigo 974 do CC permitiu que uma pessoa tivesse dois patrimônios e permitiu o empresário incapaz. e nem desenvolve atividade em nome próprio. veio e disse.

. definitivamente. vamos supor que no início ela estava vendendo carro que era uma beleza. E falamos do primeiro requisito aquele requisito complicado do 972. O Amador Paes de Almeida entrou numa de falar e falou uma besteira que não tem tamanho. pode ser decretada a falência? Do menor não e do louco. os bens que serão arrecadados serão somente aqueles ligados a atividade comercial.Eu pergunto aquele sítio vai responder? Está ligado a atividade? Não diretamente. porque só entra nunca sai. mas se provar que foi fruto. Cuidado. mais uma vez o CC não está em consonância com a Lei de Falências. agora do menor não pode. mas falência de objeto? Complicado. E quem vai ser o empresário. porque senão seria ótimo para o incapaz. Agora se ele vendeu para comprar o sítio este não estará sujeito aos riscos. a casa de praia está fora. e não tem nada haver com sociedade o artigo 974 do CC. Aí você pede e o juiz vai analisar os riscos. e quando ele autorizar. mas a gente pode complementar. 973 e 974. o que é normal. Primeiro conceituamos empresário que pode ser tanto pessoa física como jurídica. e aí? Não tem solução Os autores não falam. o representante legal? Não porque ele não está agindo em nome próprio e sim em nome do menor. ou seja a capacidade. a lei para por aí. Bom. Última pergunta para deixar vocês sem dormir:Se ela não desenvolve muito bem essa atividade. mas eu sou obrigado a falar. Então está ligado mais de forma indireta. mas do menor de um ano de idade não pode. ele misturou o artigo com a questão de sócio.12/04/2003 Estamos falando dos requisitos para ser comerciante. que tem que ser modificada. porque ele não pode falir a não ser que você entenda que é a falência daqueles bens. Se aquela atividade está indo a banca rouca. e aí eu pergunto quando o juiz autorizar ele vai está dividindo o patrimônio do menor e só vai estar sujeitos aos riscos os bens ligados a atividade empresarial.15 Importante: Mas agora o novo CC deu esse poder para o juiz que poderá autorizar o representante do menor continuar a atividade que antes era desenvolvida pelo autor da herança. faz a mesma coisa com medo de falar besteira. Waldo Fazzio Jr. porque mulher não entende muito de carro. Quando o louco falir. Então empresário pode ser pessoa jurídica. o Fábio Ulhoa Coelho quando vai falar desse artigo é assim ele reproduz o artigo. com lucro ela comprou um sítio e depois ficou ruim e ela quebrou. estará ligado de forma indireta. Quando for acionar na justiça vai se acionar o menor. porque as pessoas têm medo de falar desse artigo. porque o representante legal não vai agir em nome próprio e sim em nome do menor. Do louco pode porque não tem nenhuma vedação legal. 2 ª Aula . Aquela mania que tínhamos de pensar que empresário é só pessoa física acabou né. o menor recebeu como herança os bens ligados a empresa e a casa de praia.

Então eu não estou falando em pessoa jurídica. E a falência dele é o pior de todas. E na prática? Na pratica. Eles dizem o seguinte: toda vez que um proibido de exercer atividade empresarial. Ele não poderia ser empresário.Não estou falando necessariamente em pessoa jurídica aqui. do próprio proibido que estava por trás. E o que nós podemos falar sobre isso? Vamos supor que uma pessoa que tenha capacidade seja proibida e mesmo diante dessa proibição ele venha a exercer essa atividade. ela não pode ser proibida por lei de ser empresário. onde afirma expressamente que pode ser declarada a falência dos proibidos de exercerem a atividade empresarial. Todos eles têm capacidade mas são proibidos por lei de exercerem atividade empresarial. ele ainda vai responder um processo administrativo na corregedoria correspondente. Na hora da prova o examinador vai dizer se é ou não testa de ferro. Aliás. o militar. O juiz pode ser sócio o promotor pode ser sócio. eu estou falando que ele botou alguém lá. Se evidentemente violarem essa proibição. Estou falando de empresário não de sócio. Essa é a orientação da doutrina. Oscar Barreto filho e Trajano de Miranda Valverde. Por exemplo um juiz que além de juiz é empresário. você responde com Trajano de Miranda Valverde. para os efeitos danosos. Então o proibido de exercer a atividade empresarial. colocar um testa-de-ferro. O proibido de exercer atividade empresarial pode ser sócio. Bom. falei? Vem cá. Uma questão interessante: se por acaso se esse juiz colocar um testa de ferro. o leiloeiro. em um único requerimento. não pode ser proibido por lei. . Vai ter direito à concordata? Não. e ai qual a solução? Não falei necessariamente em pessoa jurídica aqui. a lei de falência é clara em seu artigo 3º. Segundo Trajano de Miranda Valverde pode ser decretada a falência dos dois. ele não poderia mas é. e se ele falar que é. o proibido de ser empresário. mas isso nos interessa na hora da prova? Não. é muito difícil primeiro você provar que é testa de ferro. A resposta nos é dada pelos professores Rubens Requião. se violar essa proibição está sujeito à falência. Importante: Não basta que a pessoa seja capaz para exercer a atividade empresarial. o corretor. o patrimônio dos dois vai ser arrecadado.16 Vimos que para ser empresário. Vai decretar a falência dos dois com uma tacada só. Então o segundo requisito é a ausência de proibição legal. Qual é a conseqüência? Ele vai estar sujeito à falência? O juiz? Vai ou não vai? Vai estar sujeito à falência. um amigo dele. antes de mais nada a pessoa deve ser capaz. o segundo requisito que nós vamos tratar hoje é a ausência de proibição legal. não basta ser capaz. vai ter crime falimentar de ausência de livros. ele só está sujeito ao direito empresarial para os efeitos ruins. Exemplos: o promotor de justiça. As conseqüências são drásticas. nessas hipóteses pode ser decretada tanto a falência do testa-de-ferro como do próprio juiz. etc. o juiz o funcionário público. porque vai ser presumidamente fraudulenta. o juiz pode ser sócio? Pode porque sócio não é empresário. Ai os bens dos dois. Então ele vai estar sujeito à falência? Vai estar sujeito à falência. um testa-deferro. mas é e se é vai estar sujeito a tudo que é ruim. o que é bom não. Então o credor que não conseguiu receber do testa-de-ferro quando requerer a falência vai requerer a falência tanto do testa-de-ferro como de quem estava por trás.

Hoje a regra é que ele tem natureza declaratória. você vai dizer que o registro tem natureza Constitutiva. Discutia-se isso. se vocês colocarem na prova é por conta e risco de vocês. Por que o registro? Antes de iniciar a atividade. ela não se registrou. Mas se você falar que não é o registro que dá a qualidade de empresário e sim a atividade. Então o que deu qualidade a ele de empresário? O registro. declaratória. Então na verdade o registro é requisito para que a pessoa seja empresário regular. 985 e 1150 do CC. . Se foi o registro que deu qualidade de empresário. mas veja se ele não se registrar ele vai continuar sendo empresário? Vai ou não vai? Vai ser empresário de fato ou irregular. mesma quantidade de alqueires. mas o professor Leonardo analisando o novo código civil. natureza declaratória. diz a lei o seguinte: o empreendedor rural para ser empresário basta que ele faça o registro. ela é empresaria? Empreendedora rural é empresária? Não se registrou? Não. sem registro a atividade rural não é empresarial. Então é requisito para ser empresário. mas a doutrina amplamente dominante sempre falou. Mas o que eu vou falar agora é conclusão minha. Então mesma atividade tudo igualzinho. direito empresarial. Sempre se discutiu o seguinte. Toda vez que falar em natureza jurídica declaratória limitou-se a reconhecer um estado de fato pré-existente.17 2) Registro: Bom o próximo requisito para ser empresário é o registro. mesma atividade rural. civil. não é só no direito empresarial não. quando se fala em natureza declaratória o que isso quer dizer? Quer dizer que se limitou a reconhecer um estado de fato. Se for numa prova objetiva múltipla escolha. se registrou. Eles continuaram a falar a mesma coisa inclusive com o novo código civil. Anotem os artigos 971 e 984 do novo código civil. Quando falar. estado jurídico de empresário. qual é a natureza jurídica do registro? Ele tem natureza jurídica declaratória ou constitutiva? Por que a pergunta? Importante: :Porque se você disser que é o registro que dá qualidade de empresário. é todo o registro. inclusive hoje o registro tem natureza declaratória. Vamos imaginar dois fazendeiros. Importante: Por isso que vocês não podem mais falar que o registro sempre tem natureza declaratória. O colega aqui me perguntou se vai estar sujeito a falência o registrado? Vai. Ele está criando um novo estado jurídico. João sempre quis ser empresário. tudo igualzinho. Maria sempre quis ser fazendeira. verificou que ela não é tão declaratória assim. E onde está essa exigência? Esta exigência está nos artigos 967 (o registro). pré-existente ou já existente. Hoje não. mesma coisa. o registro nesse caso teve natureza Constitutiva. então limitou a reconhecer um estado de fato pré-existente. mas quando for empreendedor rural ele tem natureza jurídica constitutiva. E o que isso quer dizer? O registro. processo civil. o empresário ele tem que se registrar na junta comercial. Agora João. ele vai ser chamado de empresário? Sim. o registro tem natureza meramente declaratória.

tem direito a certos benefícios legais. Na prática é outra História. por exemplo. É um requisito. administração de imóveis. não ser proibido. mas a doutrina entende ser circulação. Nossa opinião é que é prestação. ele tem que fazer tudo isso pensando em lucro. É a mesma coisa. ela não pode ser considerada empresarial. Não adianta nada ter capacidade. mas vai ter que ter o livro diário. não está proibida por lei. o último requisito é o intuito especulativo ou finalidade lucrativa ou visar o lucro. é o do Professor Waldo Fazzio Jr. A atividade rural não é considerada empresarial. ele diz. do registro: próximo requisito para ser empresário. por isso é que ela coloca o serviço em circulação. como o absurdo. em todos os livros vocês vão encontra-los. . loja de roupas. Será que isso pode ser requisito para ser empresário. Próximo requisito para ser empresário: já falamos da capacidade. ela faz intermediação. ser registrado. 4) Finalidade Lucrativa : Quando essas atividades são praticadas de forma profissional. . pura e simplesmente. e alguns mais loucos.Ex: A faculdade Candido Mendes tem capacidade. sinônimo de habitualidade. mas se todos os livros fossem iguais.Circulação de serviço. segundo o estatuto. Ex: hotel. . não adianta. Esses requisitos que eu falei com vocês são unânimes.18 Vai ter direito à concordata? Vai.Produção de bens. Prática habitual de atos empresariais é o que a doutrina fala. Quais são os atos empresariais? . E o outro. Ex: indústrias. dinheiro. isso vai ser considerado uma atividade empresarial. bastaria comprar um. a fazendeira que não se registrou? Não. Se ele quiser ser empresário.Circulação de bens. então normalmente além desses requisitos. alguns autores mencionam outros requisitos diferentes. pode colocar esse nome: exercício profissional da empresa. só é empresário quem está sujeito ao regime jurídico da insolvência mercantil.Produção de serviço ou prestação de serviço. Ela não vai ser considerada empresaria. quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Só é empresário quem está sujeito . mas não visa lucro. Então. só é empresário quem esta sujeito à falência. Ex: agência de viagens. está registrada. em outras palavras. Ela só vai ser empresaria se ela se registrar. prestar serviço e fazer tudo isso por amor. Mas para ficar mais bonito. 3) Prática habitual de atos empresariais: Artigos 971 e 984 do CC. O empreendedor rural decide se ele quer ou não ser empresário. Ex: restaurante. Ele sendo empresário vai ter direito à concordata. pratica habitual de atos empresariais. já que segundo a doutrina ela não presta serviço. por exemplo. da ausência de proibição legal. ou seja. ele diz. isso não está nem na apostila. o que ele tem que fazer? O Registro.

Mario Moraes marques Jr. eu não diria tecnologia eu diria know-how.Empenho de Capital : Só tem estrutura empresarial quem empenha capital. Falência é um requisito ou uma conseqüência? Uma conseqüência de ser empresário. aquele que mexe com dinheiro. tem que ter estrutura empresarial. Bota um cafezinho e vende para as amigas que acabam comprando. de ponta. Para aqueles que entendem que para ser empresário é necessário ter estrutura empresarial.. 2. Aqui não é tecnologia de ponta não. 3. Ela não tem estrutura empresarial. nunca um requisito. Então ela não utiliza mão de obra. O que seria estrutura empresarial? Estrutura empresarial segundo esses autores é a conjugação de quatro fatores de produção. Então nós vamos ver alguns exemplos: a vendedora de cosméticos (da avon). Vamos falar de know-how. É bem mais apropriado porque quando eu falo em tecnologia a gente pensa logo em tecnologia de ultima geração.Obra: Segundo fator de produção conjuga a mão de obra. e quando eu falo de capital não falo em dinheiro em espécie não. Toda atividade empresarial é atividade de risco. Ela tem estrutura empresarial? ela empenha capital? Não ela pega tudo em consignação. tem que conjugar os quatro fatores.de.Então tem que ter capital. Então todo empresário tem que trabalhar com alguma coisa. Quem fala isso. Alguns autores estão colocando como requisito para ser empresário o que eles chamam de estrutura empresarial. Esse é o primeiro fator de produção. Só é empresário aquele que conjuga o capital. O que é insumo? Insumo é o produto ou serviço que vai ser explorado. Para ser empresário tem que ter estrutura empresarial. porque ela não está correndo risco. ela utiliza mão-de-obra de terceiro? Em regra quase absoluta não. Ele tem que utilizar mão-de-obra. Fabio ulhoa coelho. Então a sujeição à falência não é um requisito para ser empresário é uma conseqüência de ser empresário.Empenho de Mão. Waldo fazzio jr. a banca do Ministério Público.Insumo: Terceiro fator de produção é o chamado insumo. Ela trabalha . seria mais um requisito. E por fim eles falam que só é empresário quem utiliza tecnologia. falo em empenhar arriscar bens apreciáveis economicamente. professor penalva. vamos continuar. Quais são eles? São os seguintes: 1. Segundo eles além dos outros requisitos que nós já vimos.19 à falência não é o contrario é exatamente o contrario. Então ele tem que utilizar dinheiro e mão-de-obra. Não existe empresário que não empenhe que não arrisque capital. um produto ou um serviço. Então quando eu falo em capital é dinheiro ou bens apreciáveis economicamente. ela é que vai na casa das amigas.

os empregados. mas na hora de lançar o livro todo mundo fala que é.20 com os insumos. Alguém trabalha para ele? Mesmo sem vinculo empregatício formal. firma individual desenvolve atividade empresarial inobstante conjugar os quatro fatores ou não conjugar. Não conjugava esse fator de produção ai. mas emprega? Emprega. mas não utilizava mão-de-obra. Não precisa ser formal. o cadê . Bom camelô. Ele montou um site na casa dele. . então preenche os requisitos. Ela tem a chamada tecnologia ou o know-how? Tem. ele pode não estar presente. tem o know how? Sem dúvida nenhuma. alguns deles tem firma registrada na JUCERJA.Dava mais dinheiro ser camelô do que empresário estabelecido. Aquele garoto que tem um site de busca na internet. é o risco do empreendimento. pode ser informal. Isso não é requisito legal é doutrinário. do tipo novo.Existem casos em que a vendedora tem que fazer um depósito. sempre tem alguém trabalhando para ele. volume de vendas.Embora ela tenha know how. Bom. Bom. Era empresário no sentido moderno. mas só analisando o contrato para saber. tem que saber tudo isso. Ele tem tecnologia. Significa que ele empenha capital e se perder os produtos na estrada. com o produto (cosméticos). ele tem o produto dele? Tem. ou com o serviço. eu já abri conta corrente de vários camelôs na Uruguaiana. que às vezes tinham uma lojinha lá em Madureira tinham tudo. Aquele é para celulite. Então tem contador. ele com certeza conjuga os fatores de produção. ele conjuga os fatores de produção? Evidente. Primeiro fator ele conjuga. Quem está registrado direitinho. eu já ouvi falar sobre isso. é mais um conceito econômico do que jurídico. Para a lei existe um requisito legal de ter um empregado para ser empresário? Não isso aí é discussão puramente doutrinária. ele tem um know how enorme. estrutura empresarial vai ser abraçado por toda a doutrina. Então ele conjuga capital conjuga mão de obra. não tem estrutura empresarial. aparentemente esse requisito. É ou não é. então esse são os requisitos para ser empresário. não estamos acostumados com isso. Era empresário. De jeito nenhum alguém poderia meter a mão no computador dele. ele ficou rico. No fim das contas todos vão falar que estrutura empresarial é requisito para a atividade empresarial. seu João da birosca. o empresário virtual ou empresário da internet. ela não tem pelo menos em regra os dois primeiros. Ele sabe os custos da produção. Esses próprios doutrinadores que falam dos fatores de produção eles dizem que se faltar um. Camelô tem estrutura empresarial? Tem porque conjuga os fatores? O camelô quando vai ao Paraguai comprar os produtos ele pode comprar fiado? Não. É o exemplo de que eles foram obrigados a reconhecer que é empresário mesmo sem utilizar mão-de-obra de ninguém. sem utilizar mão-de-obra. inovação. OBS: Mas os doutrinadores são obrigados a reconhecer em pelo menos um caso que o fator de produção chamado mão-de-obra. tem o ponto que é a loja. O dono do bar. pois para botar um anuncio no site dele era uma grana. porcentagem. para configura-la eu teria que analisar esse contrato. Muita gente questiona isso nas palestras nos simpósios. Ele utiliza mão de obra? 99% das vezes ele utiliza. mas vamos ter que nos acostumar. Era empresário? Sem dúvida. a mão de obra pode ficar ai relegada para a prescindibilidade. vejam. aquele para levantar a moral.

O primeiro nós já falamos. É ai que você vê se tem ou não tem lucro. atividade de prestadores de serviço. Para nós falarmos em visar lucro para a sociedade. artística ou literária. tem capacidade. então não é empresário quem deixou de preencher estes requisitos. Não são empresários aqueles que prestam serviço de natureza intelectual. então quando eu falar de intelectual estou falando disso tudo. Mas na verdade a científica. mas não é empresário. conjuga os fatores. Se não tiver repartição de lucro ela não visa o lucro. . O que você vai ver no estatuto para saber se ela visa ou não o lucro? Repartição dos lucros através de dividendos. antes era uma atividade civil e agora é uma atividade empresarial. por que? Porque a lei falou no artigo 982. Ela tem que ficar empregando dinheiro nisso. Então a questão é essa. que a cooperativa é uma sociedade de natureza simples. é ou não é atividade empresarial? É. desenvolve atividade de produção. a academia não estava sujeita à falência agora está. está registrada. Importante: Então cooperativa preenche todos aqueles requisitos. nessa parte introdutória. Então a atividade intelectual. botando tudo em um saco só porque a doutrina bota. que é a cooperativa. porque deixa muitas lacunas. sobrando? Vai empregando na atividade vai aumentando a atividade. não há duvida nenhuma que não é empresário aquele que deixou de preencher os requisitos. A imobiliária não estava sujeita à falência agora está. mas quando eu estou prestando um serviço intelectual não é empresarial. Então na verdade como você sabe se uma sociedade visa ou não o lucro? Na pratica? Olha o estatuto. Bom. “Ponto Importante para cair em concurso:” Importante: Regra geral. No código esta falando em intelectual. a prestação de serviço é empresarial. E na cooperativa o lucro é dividido? É dividido.21 Vocês se lembram quando na última aula eu falei que existem dois pontos difíceis na matéria. mas não é considerado empresário. Então vem o parágrafo único do artigo 966 do CC e diz é isso mesmo é um dos calcanhares de Aquiles e atenção vai cair na prova.Quem não é empresário. que é o artigo 974 do CC. O outro ponto difícil vem agora. parágrafo único do CC. na verdade o lucro dividido entre quem? Entre os sócios. Se tiver repartição de lucros. E se for sobrando. A cooperativa preenche todos aqueles requisitos que nós já vimos tem estrutura empresarial. O que eu vou falar agora preenche todos os requisitos. a literária e a artística também são intelectuais. Foi uma inovação. se não visar o lucro? Ela tem que reverter para a própria atividade. ela visa lucro. Não são empresários. Estou fazendo isso. E o que ela vai fazer com o dinheiro que ela conseguir.

eles contratam uma secretaria só. vamos continuar com o parágrafo único do artigo 966. alugaram uma mansão. funcionários. Mas uma pessoa física ou jurídica pegou este prestador de serviço intelectual. Ele é empresário? Não. Todos já não atendem mais a ninguém. O que ele fez? Estruturou empresarialmente os prestadores de serviço intelectual. os médicos que trabalham lá. em simpósios ninguém se entende. Quando você vai no Barra Dor. Apenas um dos elementos. você procura a empresa. O curso glioche LTDA é uma sociedade empresarial. a minha atividade intelectual é apenas um dos elementos. Aí gera um a discussão danada. você procura um médico específico lá? Não você procura a estrutura. Se eu for sozinho alugar uma sala para dar aulas de direito empresarial . começou a crescer. O curso glioche. enfermeiros. Está mole. Montam um consultório ou mesmo uma sociedade de médicos. Importante: Vem dizendo que os prestadores de serviço intelectual não são empresários. já não da mais em um andar do prédio já alugaram outro andar. salvo quando constituir elemento da empresa. O que isso quer dizer? Salvo quando constituir elemento da empresa. uma clínica que ficou tão grande que a oftalmologista não atende mais ninguém. tem uma vírgula danada e coloca o tal do salvo. Montam consultório. Mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. cardiologista oftalmologista. Essa sociedade tem natureza simples ou é uma sociedade empresarial? Simples. a otorrino também já se tornou a administradora daquele mini hospital. a atividade intelectual desse professor de direito penal é apenas outro elemento. É porque eles empresariaram os prestadores de serviço intelectual ( professores). Foi crescendo não dava mais no prédio. então nesse caso a atividade como um todo é atividade empresarial. você procura todo aquele serviço que esta colocado a sua disposição. pois mexe com grandes interesses. já começaram a contratar outros médicos. a atividade desenvolvida por eles é uma atividade de natureza intelectual. Então por favor. pegou todo mundo para trabalhar para ele. só aqueles clientes vips que não tem convênio médico. mas é apenas um dos elementos da empresa. é a mesma coisa. mas vão constituir elemento da empresa. mesmo contando com colaboradores. Vou dar um exemplo: temos cinco médicos. procuram a estrutura empresarial. As pessoas já não procuram mais aqueles médicos. crescer. um Office boy. por que? Porque atividade . O difícil vem agora lá no final do parágrafo único do artigo 966. vem a lei e diz mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. eu vou ser empresário? Não. daquela clinica. diz o parágrafo único. O que aquela empresa fez? Empresariou o trabalho intelectual. são ótimos médicos. A questão é a seguinte: esse consultório foi crescendo. são empresários? Não. todos eles prestam serviço de natureza intelectual. por exemplo. presta serviço? De natureza intelectual? Sim. quem tiver o código. o contador o economista.22 O advogado é prestação de serviço? É. direito civil e outro. quando a prestação do serviço intelectual for apenas um dos elementos da empresa. ginecologista e urologista. outro prestador de serviço intelectual. Mas é prestação de serviço intelectual. mas serão. O médico é a mesma coisa. crescer. o dentista. otorrinolaringologista. Então a individualidade dele já se perdeu dentro daquela estrutura e mais os médicos que trabalham para aquela sociedade. São chamados profissionais liberais. sublinhe.

esqueçam. ou eles vão apresentar o exemplo de um consultório médico ou de um mini hospital ou de uma clinica. Consultório medico é atividade empresarial? Não. Por que vocês dizem que o consultório não é. É isso que diz o parágrafo único do 966. quando? Direito não é matemática você vai ter que analisar o caso concreto. Esse já é um primeiro indício de que aquilo já é uma sociedade empresarial. Então aquela individualidade já se perdeu. sociedade empresarial e não sociedade simples.Então tudo isso. será que eu não tenho algumas regrinhas.vamos falar agora de empresa. outro indicio é quando a individualidade daqueles prestadores de serviço intelectual já se perdeu dentro daquela estrutura. quando mudou de estabelecimento. Ex: o Barra Dor. vários. e aqui mais um esforço que eu vou pedir a vocês. isso porque é uma atividade intelectual.23 intelectual individualmente considerada é apenas um dos elementos da empresa.Vocês mesmos já sabem. A rede globo. ele excepciona os cursos. tudo isso pode ser indício de que você já não esta mais tratando uma sociedade simples e sim de uma sociedade empresarial. você tem vários profissionais intelectuais. o volume de negócios. insumos. Importante: Então esse salvo é para abranger justamente essas sociedades que vão empresariar esse prestadores de serviço intelectual. os hospitais as clínicas que prestam serviço de natureza intelectual. serem consideradas sociedades empresariais. a área artística. Bom. tem estrutura empresarial. Na prova eles vão trazer para você estereótipo. o Júris. você não fica concentrado em um só. Então tudo isso para que essas corporações não venham dizer: não o meu serviço é intelectual. dá uma aulinha. know how). uma coisa para me ajudar. Para eles não resolverem alegar isso ai veio “salvo quando constituir elemento da empresa” claro que eles poderiam ser mais claros. Vocês podem perguntar a partir de que momento aquela sociedade de médicos deixou de ser uma sociedade de médicos para ser uma sociedade empresarial? A partir de qual momento quando contratou quantos funcionários. as redes de radio. não sou empresário. mas o se o legislador pode dificultar por que ele vai facilitar? Então eles botam um ponto bem difícil lá para complicar mesmo. capital. agora o curso Glioche. só não conseguem individualizar isso. está bem arraigada naquela pessoa. O que é empresa? Muita gente até hoje pensa que empresa é pessoa jurídica. o Cepad. para eu saber quando tem estrutura quando não tem? Tem alguns indícios: 1º indício: É a diversidade das atividades dos profissionais intelectuais. empresa não é pessoa jurídica. Agora já sabem porque vocês classificam o Barra D´or como uma sociedade empresarial. você não procura mais o médico. não estou sujeito à falência. Clinica médica é atividade empresarial? Sim. Então. na verdade o trabalho do artista é apenas um dos elementos da atividade da rede globo. porque a individualidade já se perdeu. não tem estrutura empresarial. ultrapassada essa fase . o capital. tudo o que vocês ouviram falar de empresa. 2º indício: É a estrutura empresarial. naquele prestador de serviço intelectual. já que direito não é matemática. cientifica. você procura a clinica o hospital. . O professor que tem uma salinha. são aqueles fatores de produção (mãode-obra de terceiro.

O empresário individual. Objeto pode celebrar contrato? Não. Você contratou a empresa tal ou o empresário? O empresário. Então você celebrou contrato com a empresa X ? Não. Ascharelli. mesmo porque não é pessoa. Empresa não é pessoa jurídica. Qual é a atividade que o advogado exerce? Advocacia. Portanto. Vocês não podem falar que vocês tem contrato com a empresa X. E quem tem personalidade jurídica? O empresário. Tem que propor ação em face da sociedade empresarial Maromba LTDA. Não tem como segurar uma atividade. O problema disso tudo foi um tal de Alberto Aschini na Itália. ele falou empresa pode ser quatro coisas. Porque o que é empresa? Atividade. mas ainda não cancelamos o registro na junta comercial. Paramos de desenvolver qualquer atividade há 10 anos. você tem que propor ação contra uma pessoa. Tem sociedade. empresa é objeto. Empresa é atividade. Pode existir empresa sem pessoa jurídica? Pode com o empresário individual. empresa é objeto de direito. você entra contra quem tem personalidade jurídica. Se você pergunta o que é uma coisa a uma pessoa e ela diz que são quatro é sinal que ela está confusa. Então quando você vai entrar com uma ação judicial. é objeto. Empresa. Então o empresário individual. Você celebrou contrato com o empresário. todo mundo foi elaborar um conceito de empresa. mas os juristas ficaram enciumados. temos uma sociedade nós quatro aqui. Por que você contrata a advocacia ou o advogado? O advogado. portanto é a atividade. Tem empresa? Não. E se estamos parados há dez anos e o que é empresa? Atividade. Empresário pode ser pessoa física ou jurídica? Pode. vocês não podem mais errar. Então empresa é para o empresário o que medicina é para o médico o que advocacia é para o advogado. você tem como segurar uma atividade ? Então é por isso que o Requião fala com todas razões: empresa por ser atividade é uma abstração jurídica. Como nós vamos trabalhar com um conceito dado pelos economistas? Vamos criar um conceito. Quem tem personalidade jurídica é o empresário. É uma abstração jurídica. pessoa física. empresa é o que? Empresa é para o empresário o que advocacia é para o advogado. Você não pode propor ação contra a empresa glioche LTDA. Que o médico exerce? Medicina. Tem sociedade? Tem. Qual é a natureza jurídica da empresa ? É objeto de direito.24 O que é empresa então? Empresa é sociedade. mas não tem empresa. primeiramente . Que o empresário exerce? Empresa. colocando isso na cabeça que empresa é atividade. Um empresário individual ou por uma sociedade empresarial. César Vivanti. Foram cair na asneira de perguntar a um tal Aschini o que ele achava. muita gente fala como se fosse sujeito. Tem um outro exemplo. qual o nome da atividade que ele desenvolve? Empresa. Pode existir então empresa sem pessoa jurídica? Pode. Quem deu conceito de empresa foram os economistas. Empresa NÃO tem personalidade jurídica. Esse objeto pode ser explorado por uma pessoa física ou pessoa jurídica. Então empresa é um conceito totalmente distinto de pessoa física ou jurídica. E se é uma atividade.

Acabaram com o tribunal do comércio. E já vimos que não é a mesma coisa. foram ver era a junta comercial. empresa pode ser conceituada pelo aspecto objetivo. empresa é quase estabelecimento empresarial. administrativas. na lei vem dizendo: essa lei trata do registro público de empresas mercantis e atividades afins. Então eminentemente administrativa. Quando ele falou um ouvinte não se convenceu. Então a primeira obrigação do empresário. empresa sob um aspecto corporativo é a conjugação de esforços do empresário e de seus empregados para alcançar o fim econômico. antes de iniciar a atividade ele tem que se registrar na junta comercial. Então o Aschini só está certo no aspecto funcional. por isso muita gente pensa que é a mesma coisa que empresário. Você só pode utilizar empresa como atividade. O que podemos falar sobre as juntas comerciais? Bom. diz lá são atribuições das juntas comerciais. Bom. 967. porque empresa é uma abstração. Quem fica dobrando a esquina é o ponto empresarial. então podemos falar junta comercial? Sim. Então o que é junta comercial? Bom. administrativa. Isso aqui a gente pode continuar utilizando. A primeira obrigação nós já falamos que é o registro. etc. As juntas comerciais são as sobreviventes da extinção do tribunal do comércio. Primeiro burro foi quem perguntou. 985 e 250 do CC. chamada junta comercial. burocrática. Então toda vez que vocês se depararem com a sigla REPEM vocês já sabem que é junta comercial. apesar da lei falar em registro publico de empresas mercantis e atividades afins.25 pelo aspecto subjetivo. boa praça. mas subsistiu as antigas secretarias deles que se chamavam junta comercial. Essa matéria é muito tranqüila porque esta didaticamente na lei. e o que nós podemos falar sobre o registro? A lei que trata o registro é a lei 8934/94 e essa lei foi regulamentada pelo dec. pois empresário é o sujeito e empresa é o objeto. ai vem dizendo agora não é mais junta comercial é REPEM. quando eles acabaram com o tribunal do comércio eles olharam para o fim do corredor e disseram: o que é aquilo lá? e aquilo ali é a função administrativa do tribunal. poxa Aschini tem certeza? Não. uma secretaria. a própria lei 8934/94. lá no fim do corredor tinha um orgãozinho. por isso que muita gente pergunta onde é que fica a empresa tal? Dobrando a esquina. obrigação dois. O CC. se você não tiver gostado do conceito eu tenho outro. que são eminentemente burocráticas. Ai ele falou já que você não entendeu vou simplificar sob o aspecto funcional empresa é atividade desenvolvida pelo empresário. . empresa é o mesmo que empresário. Está ai a confusão. são obrigações do empresário. OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO: Vamos falar sobre obrigações dos empresários. Besteira. antigamente naqueles tribunais de comércio. já até falamos os artigos. obrigação um. Aí o ouvinte não satisfeito falou você não está me convencendo ai Aschini disse então vamos passar para a área filosófica. 1800/96. e pelo aspecto objetivo. Filosoficamente eu também não entendi. Já está confundindo de novo. traz lá.

o menor pode ser sócio? Na limitada. A mesma impugnação é feita na justiça estadual e na justiça federal. Em razão dessa dualidade. mas as juntas comerciais estão vinculados a um órgão federal o DNRC. se é um questionamento de ordem puramente administrativa. tem algum requisito. normalmente da secretaria de justiça. Se for um questionamento de ordem técnica. então a justiça competente para apreciar essa impugnação é a justiça federal. As decisões são altamente conflitantes. para dizer a verdade ninguém se entende. Importante: Quando ela tem estrutura administrativa estadual como ela faz parte do sistema integrado nacional de registro e empresa mercantis? Elas são estaduais. É importante saber que administrativamente ela tem estrutura estadual. então. do STF. não tem na lei. O DNRC edita as instruções normativas. Agora se o questionamento é um ato administrativo. 74933/RS. então tecnicamente eles estão vinculados ao órgão federal. tal. um órgão. uma orientação técnica que todas as juntas tem que observar aquilo. que são atos administrativos abstratos. tal e tal. então a estrutura é estadual. Então cada estado pode fazer como bem entender. E por que isso é importante? Porque se você for fazer algum questionamento vai questionar um ato praticado pela junta. quando for feito o controle judicial haverá essa dualidade também. totalmente administrativo. Salvo engano no estado do Paraná. Como colocar na prova: na jurisprudência há uma verdadeira balburdia na doutrina a orientação ser seguida é essa fala da dualidade. Ou seja. é incrível. O tema é altamente polêmico. justiça estadual. que tipo de questionamento você esta fazendo. a doutrina também diz.26 E como é a estrutura das juntas comerciais? Cada estado tem a sua junta comercial. disciplinando: o menor pode ser sócio desde que observadas as seguintes condições. e o juiz estadual conhece e o juiz federal conhece porque existem decisões da justiça estadual dizendo que toda a competência é da justiça estadual. Qual é a forma das juntas? A lei não prevê se tem que ser uma fundação. administrativamente estão vinculadas ao governo federal. um órgão de uma secretaria de estado. esse órgão federal dá comandos de ordem técnica para ser observados pelas juntas comerciais de todo o país. questionamento de ordem puramente administrativa. não tem nada de ordem técnica ali. a prática mostra que mais de 90% das juntas adotam a forma de autarquia. justiça federal. e em outros dois ou três outros não quiseram utilizar a autarquia e a junta nesses estados é um órgão da administração pública direta. tem efeito vinculante? Não tem. uma autarquia. departamento nacional de registro de comércio. Existem decisões da justiça federal dizendo que toda a competência é da justiça federal. não prevê. A decisão em recurso extraordinário. questionamento de ordem técnica uma de ordem administrativa outra. a junta nada mais vai estar fazendo do que atender um comando de um órgão federal. Questionamento de ordem técnica. comando genérico. quando ele decide alguma questão polêmica. Resp. como ele sabe que a decisão não tem efeito . Ai é difícil colocar a jurisprudência. como no caso do menor o que o DNRC faz. e temos alguns precedentes do STJ atendendo a orientação doutrinária. você vai propor essa ação na justiça estadual ou federal? Depende. temos que ir lá para o STJ. Quem manda mais? não há hierarquia. Tecnicamente elas estão vinculadas a esse órgão federal. burocrática ou um questionamento de ordem técnica. justiça estadual. O DNRC fica de olho. Exemplo. quando o STF decide alguma questão polêemica sobre arquivamento sobre junta.

é o retrato de sua atividade. a escrituração. Uma observação que se tem que fazer inicialmente é que quando se fala em livro comercial. . porque através dele é que o fisco pode exercer também a sua atividade fiscalizatória. mas ai vai ficar muito mais difícil você conseguir um mandado de segurança em cima de um ato normativo que o DNRC normatizou com base na decisão do STF. o fiscal poderá ir até o local. Tudo ele consegue ver através dos livros. extremamente rígido no controle dos livros comerciais. O resumo da atividade dele está no livro. muitas das vezes não vai lá na fábrica. o fisco se interessa muito pelos livros comerciais. Pode ser questionado? Pode. através de computador. dita a forma de escrituração desses livros.quanto através de fichas. Então. hoje a escrituração pode ser tanto através de livros. aí o fiscal faz toda a fiscalização através do computador ( internet). 3 ª Aula . ou seja. 2º) A escrituração do empresário é sua alma. Como o fisco faz isso? O fiscal quando quer fiscalizar a BRAHMA.Pelo nosso sistema.26/04/2003 Obrigações do Empresário: 1ª) Inscrever-se na junta comercial ( artigos 967.O fisco tem interesse. O retrato é essa escrituração contábil. Então. Ali ele sabe se está vendendo mais. A obrigação está prevista no artigo 1179 do novo CC. porque hoje ninguém tem mais. porque ele faz o controle através desses livros. Manter em ordem os livros empresariais. Então isso serve para o próprio empresário estabelecer metas e efetivar o controle de sua atividade. a lei diz quais são os livros obrigatórios e mais.27 vinculante. escrituração mecanizada. Podemos falar sobre livros empresariais é que nós adotamos o sistema francês. ou seja. Existem varias instruções normativas que foram precedentes do STF. se está comprando mais. para ele ter uma noção de sua atividade (visão panorâmica).mail para a inspetoria de Fazenda. ou liga e o empresário da BRAHMA manda todas as informações por e. No final do ano é que o empresário é obrigado a imprimir tudo. ele pega a decisão e transforma isso em instrução normativa. encadernar e levar na junta comercial. ele manda um e-mail. quanto está gastando de matéria prima para produzir. o segundo objetivo dos livros é para atender o próprio empresário. 1150 do CC). o livro é Latu Sensu. ele não tem que ficar puxando pela memória para saber quanto ele comprou de tal matéria prima em tal época. em havendo dúvida.Hoje os livros estão todos dentro do computador. os livros empresariais. de observância obrigatória. Qual o objetivo da manutenção dos livros comerciais? São três objetivos: 1º) De ordem fiscal. 2ª) Escrituração contábil. ou pelo menos 99% não tem mais livros em sentido físico.

são terceiros. apesar do estatuto do microempresário falar que está dispensado da escrituração comercial obrigatória. A doutrina também trata como livro obrigatório o livro de duplicatas. diz o estatuto da micro-empresa.Não cai na prova livro facultativo. Os livros também servem para resguardar direitos e interesses de terceiros. Ele é o mais completo dos livros. etc. os sócios de uma sociedade empresarial. É importante apontar a divisão que existe entre os livros comercias obrigatórios e os livros facultativos. ele terá que ter o livro de duplicatas. A doutrina coloca como livros obrigatórios todos aqueles previstos no artigo 100 da lei de S/A (Sociedade por Ações). O professor entende como não obrigatório. Ex: borrador. além de manter em boa guarda todos os documentos necessários a contabilidade. Sócio em última análise é um credor de uma sociedade.Mas a doutrina o cita como obrigatório. O empresário que não paga duplicatas não precisa ter esse livro. porque só será obrigatório se o empresário pagar duplicatas. ele vai ter que ter em seu lugar obrigatoriamente 02 (dois) livros: a) Livro caixa. Importante: Se o pequeno ou micro-empresário emitir duplicata. que está previsto no novo código civil no artigo 1180 . Como é que se consegue fiscalizar uma sociedade? Onde se busca informações? Através de seus livros. onde uma das cláusulas que pode existir entre o locatário e o empreendedor (dono do shoping) é que além do aluguel. que poderão buscar neles as informações necessárias. Antes do novo código civil. logo eles estão dispensados do livro diário. Os sócios nós já vimos que não são empresários. Por exemplo. O que interessa são os livros obrigatórios e atualmente nó temos segundo a doutrina um único livro verdadeiramente obrigatório. É através do livro comercial que o empreendedor vai fiscalizar o faturamento da loja.Esse livro de emissão de duplicatas está previsto na lei nº 5478/68.(referência feita somente ao livro diário). nos pararíamos por aqui. se ele não tiver o livro diário. o locatário deverá repassar para o empreendedor uma porcentagem do faturamento de sua loja. . É o caso de uma loja que sempre vive cheia e repassa a mesma porcentagem de seus lucros de uma loja que vende bem menos e tem um lucro menor. Só que o novo CC trouxe outros livros que em princípios parecem obrigatórios. que é o livro diário.28 3º) Esse terceiro objetivo é para atender a terceiros. Empresário é a sociedade. b) Livro de inventário ou livro de estoque ou livro de controle de mercadoria. isso porque todos os empresários devem ter.razão. Vejam bem. OBS: Os micro e pequenos empresários estão dispensados da escrituração comercial obrigatória. Mas quando um microempresário não tem um livro diário. ele terá que ter obrigatoriamente esses dois livros. Ex: Contrato de locação em Shoping Center.

contida no artigo 1º da lei de falências. porque a sociedade limitada não possuía assembléia geral antes do novo CC e hoje possui obrigatoriamente assembléia geral quando ela possuir mais de 10 sócios. A lei já criou uma ação própria para tornar em título executivo um crédito que se encontra em um livro de um outro empresário. É claro que o sigilo NÃO vale para as autoridades fazendárias fiscais. Então o juiz não pode determinar a seu bel prazer determinar a exibição de livros comerciais de determinado empresário sem previsão legal. contida no artigo 1º. Estoque é bom para fiscal de ISS. É mais uma novidade.29 NOVIDADES: A) Livro de atas e pareceres do conselho fiscal nas sociedades Limitadas (artigo 1069. Uma questão interessante sobre livros é saber se eles podem municiar a AÇÃO MONITÓRIA. É divergente pelo seguinte: Se existe uma ação própria para ajuizar com base nos livros comerciais e essa ação está prevista na lei de Falências. OBS: A sentença do juiz que julga que ciclano é credor de beltrano no valor de tanto é IRRECORRÍVEL.Mas é importante lembrar da súmula nº 439 do STF. caminhamos logo atrás do professor Carreira Alvim no sentido de que é possível a propositura da ação monitória com base nos livros comerciais. Aí. Ex: um fiscal do INSS que quer dar uma olhada no livro de estoque. Porque a sociedade limitada não está obrigada possuir conselho fiscal em sua estrutura. porque o segredo é a alma do negócio. pois irá ferir o princípio do sigilo. esse conselho é facultativo nesse tipo de sociedade. deveremos responder que inobstante a existência da previsão legal da ação de verificação de contas. B) Livro de atas na assembléia geral nas sociedades limitadas. parágrafo 1º). ICMS. . IPI. O professor Carreira Alvim entende possível . tinha um artigo no código comercial que era o artigo 17 e hoje consta no artigo 1190 do novo CC.( Art 1075. EXIBIÇÃO DOS LIVROS EMPRESARIAIS: Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo ou pelo princípio da publicidade? Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo. Nesse caso esse fiscal não tem nada a ver com o material a ser fiscalizado. que diz que nenhum juiz ou tribunal que sob qualquer pretexto pode determinar a exibição de livros comerciais. isso porque não há nenhuma proibição legal. salvo nas hipóteses previstas em lei. Esse livro é obrigatório quando a sociedade limitada possuir conselho fiscal. que é ação de verificação de contas. Em situação de concurso. onde afirma que a autoridade fazendária tem que se ater ao ponto da investigação. aí o empresário não tem a obrigação de apresentar esse livro de estoque. mas a matéria é divergente. II). Ex: título prescrito. Você pode propor uma ação monitória com base em um livro comercial? A ação monitória é uma ação que tem por objetivo dar executividade a títulos não executivos. Teria que apresentar se fosse com relação à questão previdenciária.

se no livro do autor ou o autor alegar para o juiz que seu direito encontra. o juiz vai presumir como verdadeiros os fatos alegados pela outra parte. ele prevê apenas como presumir verdadeiro os fatos alegados pelo autor na petição inicial. onde decretada a falência. . nesse caso do terceiro. então a discussão que existia não existe mais. as partes do livro que foram determinadas pelo juiz (ex: folhas do dia tal ao dia tal). uma vez que o terceiro não é parte da relação jurídica processual. deixando todos os seus livros. o livro teria que ser apresentado em cartório sob pena de prisão (previsão de 1850 ). com a ida do empresário ao cartório.30 A lei prevê duas formas de exibição dos livros comerciais: 1ª) A exibição integral é hipótese excepcionalíssima. Fica ele desapossado de todos os seus livros. Pouquíssimas ações o juiz pode determinar. sob pena de prisão( artigo 34 do Decreto-lei nº 7661/41) 2ª) A exibição parcial ela pode ser determinada em qualquer ação e essa exibição ocorrerá após determinação judicial. além de responder pelo crime de desobediência. É por esse motivo que a exibição parcial pode ser determinada em qualquer ação. porém esse terceiro que se negar a exibir seus livros responderá por crime de desobediência. em ação de falência. A exibição parcial não impede a atividade do empresário. Essa prisão era constitucional ou inconstitucional? Havia grande divergência. porém.Aí veio o Código de Processo Civil. de 1973. Só em algumas ações. porque o CPC não prevê esta prisão. onde se alega que a prova do direito encontra-se no livro de uma pessoa que não é o réu. Na dúvida ninguém pedia prisão. se não fosse encontrado. entrega os livros e vai embora. surgirá um problema se ele se recusar a exibir. Porque na exibição integral o empresário vai lá no cartório. tinha uma previsão no código comercial no artigo 20 onde afirmava que se o juiz determinasse a exibição do livro comercial e a parte se recusasse. A exibição integral ocorre em ação de dissolução total de sociedade. O juiz pode determinar a exibição do livro de terceiro. diz o CPC e pelo código comercial é prisão de natureza civil (art 20). o empresário tem que entregar todos os seus livros em cartório. OBS: Pode ser determinada a exibição judicial de livro de terceiro. conferindo com a original.se no livro do réu e uma das partes se recusar a apresentar seus livros. já não pode decretar a prisão de terceiros. É a mesma prisão do falido. A exibição integral importa em desapossamento dos livros. o juiz terá que decidir com base em outras provas. porque o artigo 20 que fundamentava esta decisão não existe mais. porque o magistrado não terá como presumir como verdadeiro os fatos alegados pelo autor. porque ele já sai do cartório com seu livro em sua posse. e regulamentou o procedimento de exibição judicial ( artigos 381 e 382) e lá eles criaram uma forma. onde o escrivão do cartório irá xerocopiar na hora. ele determinaria a busca e apreensão. ficando impossibilitado de dar continuidade a sua atividade. onde se o réu alegar para o juiz que seu direito encontra. porque ele tem que contabilizar tudo e onde irá efetuar essa contabilidade se seus livros não estão em sua posse ?.Qual é a solução? a decretação da prisão.Então. O artigo 20 do código comercial acabou de ser revogado. Antes do novo CC.

(nome empresarial). Nós registramos a laranjinha como marca de nosso produto. . O nome fantasia. tanto pessoa física como pessoa jurídica. Elaborou o balanço tem que levar na junta. pois se não houver os livros obrigatórios é crime falimentar do artigo 186. isso não configura crime falimentar. Não é muito importante para nós bacharéis em direito. NOME EMPRESARIAL: É o elemento que identifica o empresário. se o balanço estiver correto. São duas observações pertinentes sobre o balanço: 1ª) É que determinadas sociedades são obrigadas a elaborar o balanço semestralmente. Ex: Vou montar uma sociedade com Paulo Garcia. Só que lá no nosso ponto comercial. porque o balanço tem que ser levado à junta comercial para receber a rubrica do juiz e essa mera ausência dessa formalidade não importa em crime falimentar. não está totalmente correto. B) Identifica o ponto comercial (título de estabelecimento). É realizado em todas aquelas sociedades que distribuem lucros semestralmente.É interessante falar sobre a ausência de balanços. que alguns autores o chamam de nome fantasia). Sobre os livros não há muito o que discutir. colocamos o nome – “Ipanema Bebum” (que é título de estabelecimento. Qual é o nome empresarial? Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. Só que nós temos um produto lá que é conhecido como laranjinha. porém. que identifica apenas o ponto comercial. ficando Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. VI da lei de falências. C) Identifica o produto (marca). temos três elementos de identificação: A) Identifica o empresário. desde que o balanço esteja elaborado de forma correta. nós não colocamos um letreiro escrito Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA.31 3ª) Elaboração do balanço financeiro: Todo ano o empresário tem que apresentar um balanço. são as chamadas instituições financeiras (é importante para quem vai fazer prova para a área federal. Então. então é a marca. Por achar feio. cai muito isso lá). É importante ressaltar que sem esses balanços o empresário não pode participar de licitações ( lei 8666/93). 2ª) Existem crimes falimentares por ausência de livros comerciais e ausência de balanço. laranjinha. mas se elaborou e não levou na junta. aí tem que ter o balanço para saber quanto de lucro tem para distribuir através de dividendos. porque identifica o produto explorado pelo empresário. para fins de concurso não está errado. balanço é coisa para contador.

Completamente errado. Minha firma individual vai ser Leonardo Araújo Marques. ou Leonardo A . chego na junta comercial e falo que desejo ser empresário individual. A . Araújo Marques. Ele está querendo saber como é que eu quero ser conhecido no direito empresarial. Marques. O funcionário da junta comercial me perguntou qual seria minha firma. . Lei 8. Leonardo Marques. É uma expressão do meu apelido Carioca. Os artigos que tratam do assunto que estão elencados nos artigos 1. identificando o empresário individual.800/96 e Instrução Normativa 53/96 . mas uma coisa é certa . é colocar assim: “L. Daí eu falo para ele que não quero nada de frescura. (Porque a expressão designativa da atividade é facultativa na firma individual). pois firma é espécie de nome empresarial.168 do novo CC. A . vem outro José da Silva e também deseja atuar no comércio de bebidas. Marques. Posso substituir Leonardo A. Isso é a firma individual.934/94. pois não há nenhum problema. Ex: Eu. Marques comércio de bebidas. Marques Carioca Bebidas”. é a espécie que identifica firma individual. não precisando ser por extenso. imaginem o José da Silva. eu posso abreviar – L. ou L. você pode colocar algumas expressões que melhor te identifique. OBS: A lei flexibilizou para as pessoas que gostam de inventar. que colocou o nome empresarial de José da Silva bebidas. Silva bebidas. vai colocar o nome empresarial de J. Então você pode acrescentar. Isso é importante porque. Por extenso ou abreviado. Só que se houver outro José da Silva em Jacarepaguá atuando no comércio de bebidas. Ex: L. A) Firma individual: A firma como uma espécie de nome empresarial. Quero comprar e vender bebidas. Silva bebidas de Jacarepaguá. Decreto 1. Silva Zezinho de bebidas. Muita gente pensava que firma é pessoa jurídica.A . Então. colocando a atividade empresarial. que identifica o empresário individual. Espécies de nome empresarial: Firma.DNRC. o meu apelido é Léo Bebidas. O que pode acontecer e muita gente vem torcendo o nariz. Tem gente que gosta de dar mais uma floreada.32 Primeiramente vamos nos ater ao nome empresarial. porque no nosso sistema o nome não pode ser substituído por apelido. Marques por Léo .como novo nome empresarial na junta comercial? Nunca. o mesmo do nome civil. O último nome nunca poderá ser abreviado.155 a 1. Posso colocar o meu nome lá de forma abreviada. quero colocar o meu próprio nome civil. vem outro José da Silva e para diferenciar coloca o nome de J. tem que estar seu nome em seguida. é possível anexar outra expressão J.

EXCEÇÕES: A) Existe uma sociedade em que todos os sócios possuem responsabilidade limitada. mesmo tendo todos os sócios responsabilidade limitada.Como é que ficaria? O nome das pessoas que possuem responsabilidade ilimitada é Cristina Silva e Bianca Moraes. A firma coletiva. também chamada de razão social. então pode ser: Bianca Moraes. ele passará ter responsabilidade ilimitada. e a regra diz mais. eu terei que analisar o contrato social. Uma coisa eu sei. Então a sociedade limitada pode até utilizar a razão social. Então como eu vou saber que tem responsabilidade ilimitada e que tem responsabilidade limitada ? Vou saber analisando o contrato social. É equivocado colocar razão social em contrato (falta de orientação jurídica). Mas aí vem a lei e abre uma exceção. o correto em contrato. mas ela pode contribuir com seu nome. que a pessoa que coloca seu nome possui responsabilidade ilimitada e as demais pessoa representadas por Cia ou Outros. admitindo qualquer de seus sócios colocar seu nome. colocando o nome de qualquer dos sócios. ou melhor. Cristina Silva e Cia comércio de veículos. ficando representados por Cia ou Outros.Mas vejam que pode se dar da seguinte forma: Bianca Moraes e Cia. onde se coloca razão social. é colocar firma individual ou coletiva ou a denominação. E mais. Cristina Silva e outros comércio de veículos ou Bianca Moraes. sendo 02 pessoas com responsabilidade ilimitada e as outras 03 não.Não há jurisprudência a respeito deste assunto. Os sócios que possuem responsabilidade limitada não podem colocar seus nomes na razão social. Nome é o gênero e razão social é uma das espécies. se colocar o nome na razão social. ela identifica algumas sociedades em que seus sócios. possuem responsabilidade ilimitada. em regra. É importante ressaltar que o ramo de atividade também é facultativo. não sendo obrigada para tal. Ex: Moraes e Cia. A Cristina Silva também possui responsabilidade ilimitada. mas para ser exceção tem que constar na razão social a expressão LTDA.33 B) Firma coletiva ou Razão Social: Muita gente confunde. então você pode colocar sua firma individual ou sua firma coletiva ou sua denominação. que é a sociedade por cotas de responsabilidade limitada. Essa é a regra. em contrato escrito. abreviada ou por extenso. onde uma sociedade limitada pode utilizar a razão social. A razão social é formada a partir do nome dos sócios que possuem responsabilidade ilimitada. porque a razão social é para ser utilizada por sociedade cujos sócios possuem responsabilidade ilimitada. Maria Ferrete e Cia comércio de veículos LTDA. É exceção. o nome empresarial. para que esse sócio permaneça com a responsabilidade limitada tem que ter a . Diz que aquele que tem responsabilidade limitada. o nome dela pode vir por extenso ou abreviado ou até suprimido. porque ninguém comete este erro na prática por cair em exigência na junta comercial.Ex: Vamos montar uma sociedade composta de 05 pessoas. Se esquecer de colocar a expressão LTDA. Então essa sociedade não poderia usar a razão social. porém. Então. achando que razão social é a mesma coisa que nome empresarial. ao invés de colocar Bianca Moraes e Cia. Ex: Joana Araújo. O correto seria colocar logo o nome empresarial. Quem disse que eu vou usar razão social? Posso utilizar uma denominação que não é a razão social. Às vezes se vê. a doutrina afirma que todos os sócios respondem ilimitadamente (Fran Martins).

B) Na sociedade comandita por ações.São elas: 1ª) Na sociedade comandita por ações temos acionistas com responsabilidade ilimitada. onde o que se vê de diferente é que temos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. porque você já sabe que tem mais gente.Ela é formada a partir de um nome fantasia. O nome fantasia é porque não tem nenhuma vinculação necessária com o nome dos sócios. porque as pessoas fazem confusão na prática. comandita por ações ou sociedade anônima. Confunde título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) coma denominação. que pode ser limitada. então não precisa colocar a expressão e Cia. a expressão e Cia na sociedade comandita por ações é desnecessária. O que foge a regra. Só de ter expressão Sociedade comandita por ações você já sabe que tem que olhar o estatuto para saber quem são os outros acionistas. por exemplo: Marques Moraes indústria farmacêutica e como tem vários acionistas que não colocaram nome. Acaba confundindo com o próprio nome empresarial. É por isso que o professor Leonardo não gosta de colocar o título de estabelecimento como nome fantasia. Mas. podendo vir tipo societário no início por exemplo. Ex: Júpter mais obrigatoriamente o ramo de atividade (restaurante) e obrigatoriamente o tipo societário.Somente quem pode colocar o nome na razão social é acionistas com responsabilidade ilimitada. . Marques Moraes indústria farmacêutica comandita por ações. Ex: Halley restaurante comandita por ações ou Halley restaurante sociedade anônima.Então como é que vamos chamar o título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) ? Vamos chamar de nome de Fato. Essa é a estrutura da denominação e temos exceções a essa estrutura. teria que colocar a expressão e Cia. confundindo a denominação com o título de estabelecimento. OBS: Globex utilidades S/A é denominação. você já sabe que tem acionistas que não podem colocar o nome. é que sempre teremos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. que são os acionistas com responsabilidade limitada.Nome fantasia + ramo de atividade + tipo societário. porque chamam os dois de nome fantasia.Por isso que a expressão Sociedade comandita por ações substitui a expressão e Cia. Lembrando que o ramo de atividade é facultativo. Importante: Por isso nós utilizamos título de estabelecimento como nome de fato e a denominação como nome fantasia. Ponto Frio além de ser o título de estabelecimento é a marca .34 expressão LTDA. DENOMINAÇÃO: Em regra identifica as sociedades cujos sócios tem responsabilidade limitada. porém a ordem dos fatores não altera o produto. abreviada ou por extenso. e mesmo assim ela pode utilizar a denominação. Então ficaria no exemplo dado acima. porque obrigatoriamente tem que colocar a expressão Sociedade comandita por ações e quando for Sociedade comandita por ações. mas depois do nome dos acionistas com responsabilidade ilimitada.

tem que vir Halley restaurante LTDA. Por estes 02 (dois) motivos. O prazo foi dado justamente para que os empresários pudessem se adaptar as novas regras.Ex: Votorantin S/A. só que o novo CC trouxe nos artigos de nº 1158 e 1160. Depende do caso concreto. . porque a razão social já está identificando pelo menos os sócios.Então pelo lado da sociedade temos o Direito Adquirido. que afirma que todos os empresários tem que se adaptar as novas normas durante a Vacatio Legis. que afirma em seu artigo 1160 que a denominação é designativa do objeto social. O nome empresarial pode ser idêntico ao título de estabelecimento e diferente da marca. porque na prática podem ser todos diferentes. ministros. como podem ser todos iguais. só que eles não fundamentam. isso contraria o disposto no enunciado nº 73. por duas razões: Pelo ato de sorte. realizaram um Ato Jurídico Perfeito . quando os sócios elaboraram o estatuto ou contrato social e colocaram aquela denominação.Os professores Waldo Fázio Jr e Fábio Ulhoa Coelho adotam esse mesmo entendimento. Patrícia Oliveira comércio de alimentos LTDA( nome empresarial. Além do restaurante. principalmente proteger terceiros. muita gente está entendendo que tem que alterar. Ex: Agora não pode mais vir Halley S/a ou Halley LTDA na denominação. O enunciado nº 71 diz o seguinte: que o ramo de atividade continua facultativo. a partir do registro. não precisa mudar os nomes antigos e sim os novos é que tem que se adaptar a nova legislação. Cuidado com a prática. para que terceiro saiba com quem ele está tratando. Então o legislador entendeu por bem. O professor Leonardo apoia o disposto no enunciado nº 73. para as sociedades que já existem não precisa modificar o nome.razão social). ou seja. Ex: Casas Bahia é tudo igual. estamos vendendo quentinhas e colocamos o nome de quentinhas da Paty (marca).Depois eles afirmaram que quem não quiser aplicar o enunciado nº 71. Agora Votorantin S/A não está identificando nem os sócios e nem o tipo de sociedade. pelo lado dos sócios e pelo lado da sociedade ela tem o direito subjetivo de utilizar aquela denominação. NOVIDADES: 1ª) Antes do novo CC a expressão designativa da atividade era simples e facultativa em qualquer espécie de nome empresarial. Só que o problema mexeu com os poderosos e o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. para dar uma maior transparência. contrariando o novo CC. ou seja. BOBS é tanto título de estabelecimento como marca. Não se pode falar em direito adquirido dos sócios. a partir de agora as sociedades que forem criadas terão que colocar o ramo de atividade.Houve confusão de poderes. onde pela razão social não há problema nenhum. porque o nome não é dos sócios e sim da sociedade. desembargadores e juízes não são legisladores.35 Vembo comércio de alimentos LTDA é denominação. Então. eles realizaram aquele ato segundo a lei então vigente.Que tipo de sociedade é essa? Olhando de fora não se sabia.(entendimento plausível). que pelo menos aplique o 73. Em cima do estabelecimento tem o restaurante do Bidu ( Título de estabelecimento). Marca identifica os produtos ou serviços comercializados. tornar obrigatório o ramo de atividade na denominação. Ex: Leonardo Marques.Não se aplica o enunciado nº 71 e sim o enunciado nº 73. Tem um artigo no novo CC. O Poder Judiciário não pode legislar. através dos enunciados sobre o novo CC de nº 71 e 73 enfatizaram o tema.

36 2ª) O nome empresarial.É interessante.O nome da sociedade não é problema nenhum. tanto a firma individual.A solução não está no enunciado nº 72 e sim no seguinte raciocínio desenvolvido pelo professor Leonardo: Como a lei é ruim e o artigo é péssimo. porque Bianca Moraes e Cristina Silva não são sócias da nova sociedade formada. Daí. Para nós interessa apenas uma que é a Inalienabilidade. 2) Com o novo CC. Porque como é que nós vamos vender o nome Bianca Moraes. sistemática.Na interpretação. se a razão social tem que ser formada a partir do nome dos sócios. que são pessoas físicas e com direito da personalidade. Eles adotaram a 1ª corrente. o baço. onde o nome empresarial não é passível de alienação. como na verdade elas não são sócias. de uma pessoa natural é direito da personalidade. como a razão social. ele buscou juntar o artigo 1164 com outros artigos de lei. porém há algum tempo deixada de lado. Ex: Não se pode vender os rins. revistas especializadas em direito empresarial. é o que mais atrai clientes e se tem valor econômico é passível de alienação. como a denominação eles são passíveis de alienação? Antes do novo CC deveria ser respondido de acordo com 03 (três) correntes: 1ª) corrente: Entende que o nome é direito da Personalidade. você estaria dizendo que a Bianca Moraes e a Cristina Silva são sócias. Era um posicionamento tradicional em direito empresarial que entendia ser o direito da Personalidade inalienável e intransmissível. especificamente com o artigo 1155. em qualquer uma de suas espécies. afirma que não deve ser aplicado o artigo 1164 do novo CC. José Maria Leone diz quais são em sua obra. Muito criticado em simpósios. O professor partiu para uma interpretação tanto sistemática como teleológica. porém não o aplica literalmente. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA. A crítica foi tão grande que o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. sua vida. Conclui-se que não se pode vender Firma individual e Razão social. Na hora da prova em concurso não pode colocar que está tudo errado. 3ª) corrente: Acolhida no Brasil. os novos sócios não poderão utilizar o nome Bianca Moraes.Estaria enganando terceiros. porque muita das vezes o empresário se encontra em difícil situação financeira e o único bem que ele tem disponível para venda é seu nome empresarial. teleológica. sua moral. porque iria ferir o Princípio da Veracidade. uma coisa é certa. que já estava ultrapassada. com a idéia de que o nome empresarial é o que o empresário tem de mais valioso. o problema é que dentro do nome da sociedade está levando o nome dos sócios. quando o artigo é ruim busca-se dar a ele uma outra interpretação. Então. Porque não se pode vender o que é da sua personalidade. através do enunciado de nº 72.Continua aplicando o artigo. É até bom para o empresário. ficando assim: O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. 2ª) corrente: Surgida na Europa Ocidental. .Um segundo fundamento. no artigo 1164. etc. o nome da Bianca Moraes é direito da personalidade. O Brasil entende o seguinte: Firma individual e Razão social são inalienáveis. se a alienação do nome de uma sociedade não viola a característica de direito da personalidade. quando encerrar direitos à personalidade. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA para outros cinco sócios. o nome de uma pessoa física. que não concordamos e não vamos aplicar. Passa a uma interpretação histórica. daí não pode ser alienado.

10/05/2003 ESTABELECIMENTO COMERCIAL: É aquele antigo fundo de comércio. Esse também é o entendimento do doutrinador Waldo Fázio. fazenda da empresa. tudo sinônimos. reunidos pelo empresário para proficuidade de sua empresa. então deve prevalecer a livre iniciativa do empresário. Vejam o conjunto de bens que o empresário reúne para desenvolver a sua atividade. Você não pega o artigo.Jr ( professor paulista da UNICAMP. com base na liberdade da atividade empresarial. Isso tudo é uma interpretação teleológica. o mesmo do professor Leonardo. Em caso de concurso pode colocar como entendimento do doutrinador Waldo Fázio.(interpretação sistemática dos artigos 1155 a 1159 do novo CC) A interpretação sistemática se busca interpretar o artigo dentro de uma gama de outros artigos. Em uma interpretação teleológica. para exercício da empresa. Outras expressões que são utilizadas e que podem acabar caindo na prova “discorra sobre fazenda na empresa”. também chamada de interpretação racional é um problema. Você tem que lembrar que o nome como tem valor patrimonial. ou uma casas Bahia LTDA como inalienável. cadeiras. pois o empresário pode lançar mão da venda daquele nome para poder fazer caixa. para melhor desenvolver a sua atividade empresarial. por empresário ou por sociedade empresarial”. eu vou alugar um ponto. É um excelente conceito dado pela lei. Então estabelecimento empresarial. e por este entendimento você também chega à conclusão de que somente é inalienável a firma individual e a razão social. O que é o estabelecimento empresarial? O conceito está no artigo 1142 do novo CC. Então todos esses bens que eu estou comprando vão integrar o meu estabelecimento empresarial. Asienda (italianos). 4 ª Aula . fundos de comércio. para excelência de sua atividade empresarial”. promotor aposentado). porque a atividade empresarial é extremamente privada. que estudamos lá na faculdade. vou comprar três motos para entrega. Em outras palavras: “É o complexo de bens corpóreos ou incorpóreos. para poder salvar a atividade da empresa. uma vez que esse conhecido doutrinador não fundamentou sua posição. O ponto é apenas um dos elementos. pode ser motivo de salvação. Artigo 1142 do novo CC – “Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. (era nomenclatura usada por Pontes de Miranda). Então por exemplo. porque você vai colocar como inalienável uma Votorantin S/A. Então isso é o estabelecimento comercial empresarial. porém ele não fundamenta a sua conclusão. o estabelecimento é um complexo de bens. pois deve predominar normas não cogentes e dispositivas. fundo empresarial.37 Quando é que nome empresarial encerra direito à personalidade? Em firma individual e razão social. é uma coisa só. separa e lê isoladamente e sim o analisa dentro de uma estrutura.Com base na teoria da preservação da empresa. é muito . mesas. Good Will (americanos). eu vou comprar um balcão. OBS: Muita gente pensa que estabelecimento é o ponto.Jr.

Então porque vai falar que tem personalidade jurídica? Por isso essa corrente é adotada lá e não aqui. porque ela responde com todo seu patrimônio. Então não tem divisão de patrimônio civil. o carro que é utilizado. aqui não existe divisão do patrimônio.38 mais que só um ponto. para eles. para saber que tem quatro correntes da natureza jurídica: 1ª) Corrente: Artigo 1142 do NCC . você coloca: Negócio Jurídico e quatro traços. Lá na França você pode dividir o patrimônio civil e o empresarial. os bens que estão no ponto. vai lá e indica a firma individual. Como funciona isso? Sou empresário individual. pois empresário individual tem responsabilidade ilimitada. o bem x. . lá é patrimônio de afetação. este é uno e indivisível. O empresário separa parcela de seu patrimônio para afetar àquela atividade. A firma individual tem capital próprio? Não. entende que estabelecimento empresarial tem personalidade jurídica. Estabelecimento comercial é o ponto. estabelecimento empresarial é patrimônio de afetação (que é conjunto de bens com destinação específica). porque responde com todo seu patrimônio. pego parcela do meu patrimônio e destino para estabelecimento: tantos euros. lá é isso mesmo. tudo isso. No Brasil existe essa possibilidade de divisão? Não. qual patrimônio que vou afetar.Surgiu na Alemanha. não tem como separar. o imóvel tal. a moto que é utilizada. pessoa física: Leonardo. você acabou de falar de é um complexo de bens? Quem tem personalidade jurídica: bens ou pessoas? Pessoa. por exemplo. Lá na França não tem divisão. A regra é que toda pessoa só tem um patrimônio. qualquer que seja tem responsabilidade ilimitada. Por isso que essa teoria está corretíssima para a França. No Brasil é como? Você vai abrir a firma individual. mas no Brasil não. 2ª) Corrente: É adotada na França e por parte da doutrina alemã. a sua casa de praia vai ser afetada pela atividade do empresário. Toda sociedade. porque quando cair na prova a análise do mesmo. No Brasil só quem tem personalidade é pessoa física ou jurídica. Tem patrimônio da Sociedade ou patrimônio dos sócios. única exceção – juiz dividir. defendida por parte da doutrina alemã. responde com todo seu patrimônio. porque empresário responde com todo seu patrimônio. E a pessoa jurídica também é assim? Responde com todo seu patrimônio? Na sociedade é diferente? Como é a responsabilidade da sociedade por cotas de responsabilidade limitada? É limitada ou ilimitada? É ilimitada. mas na França tem. NATUREZA JURÍDICA DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL: O que representa para o Direito? Há quatro correntes: No artigo 1142 CC colocar quatro traços. Mas professor. jamais bens. Toda sociedade responde ilimitadamente por suas obrigações. daí não pode ser adotada essa corrente entre nós. chego na França para me inscrever na Junta e eles perguntam quais são os bens que vou ligar à minha atividade. e responde com todo ele frente às suas dívidas. Existe agora a hipótese do artigo 974 do NCC. Divide patrimônio civil do empresarial.

ELEMENTOS: Quais elementos que integram o estabelecimento empresarial? Posso dizer que tudo que faz parte do estabelecimento faz parte do patrimônio e vice-versa? Posso dizer que estabelecimento comercial e patrimônio do empresário são sinônimos? Patrimônio e estabelecimento comercial não são sinônimos. a própria lei está dizendo que é universalidade de fato. Qualquer sociedade sempre terá responsabilidade ilimitada. mas por força da sociedade. artigo 1142 do novo CC. OBS: Nas palestras muita gente fala da Universalidade de direito. E fazem parte do meu estabelecimento a oficina. assim como Fabio Ulhoa e outros. geladeira etc). porque agora o conceito de estabelecimento comercial está na Lei. mas não fazem parte do meu estabelecimento. Importante: Daí. tenho e desenvolvo atividade de oficina mecânica. A lei dispõe assim no artigo 1142 do novo CC. um conjunto de bens reunidos por força de lei. um sítio. O sítio. uno e indivisível. Então no Brasil essa não pode ser adotada. O professor não concorda. eu digo que patrimônio é conceito mais amplo e estabelecimento é conceito mais restrito. Não há divisão do patrimônio civil ou empresarial. e que alguns passaram a defender a 3ª corrente . seu conceito está disposto em lei. No Brasil. e tenho uma casa de praia. Defendem que estabelecimento empresarial é universalidade de fato (conjunto de bens reunidos pela vontade de uma pessoa que é o empresário que vai decidir quais bens vai reunir para desenvolver sua atividade. se vai alugar dois carros. 3ª) Corrente: O Estabelecimento é universalidade de direito. Assim posso dizer que para o novo CC o estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato – entendimento majoritário. porque o empresário pode ter um bem que não esteja ligado à sua atividade. mas o estabelecimento empresarial não é reunido por vontade. muita gente está começando a defender essa corrente. a moto para prestar socorro etc. tem que comprar um carro. fazem parte do meu patrimônio. muita gente boa está começando a defender isso. O Professor entende que a 4ª corrente é a melhor.Universalidade de Direito. que defendem que o fato de estar conceituado na lei não quer dizer que seja universalidade de direitos. porque a sociedade é uma pessoa e sócios são pessoas diferentes. ou seja. que é complexo de bens reunidos por força do artigo 1142. Importante: A responsabilidade do sócio é que é limitada ou ilimitada. Todos continuam adotando a 4ª corrente. por isso não pode ser chamada patrimônio de afetação. A lei que determina a reunião daqueles bens. Então já seria universalidade de direito. mas ninguém ainda defendeu em livro. porque sociedade e sócio não se confundem. reunidos pela vontade do empresário. Você se posiciona.39 Mas aí é da mesma pessoa? Não. a casa de praia. A herança é uma universalidade de direito típica. não existe divisão. por força da lei. mas há patrimônio da sociedade e patrimônio do sócio. porque tudo que integra meu estabelecimento faz . porque patrimônio é um só. O estabelecimento empresarial muitos defendem a partir no novo CC. Na hora da prova colocar as quatro correntes e dizer sobre inovação trazida pelo novo CC. Por exemplo: Sou empresário individual. 4ª) Corrente: Chamada de universalidade de fato.

nem tudo integra estabelecimento. os bens que o guarnecem – tapete. vamos ver o que integra: O ponto comercial. É bem amplo. então para prof° Fábio quando for sociedade são expressões sinônimas. Aquele terreno faz parte do patrimônio da sociedade empresarial? Faz. Vou ser empresário. o título do estabelecimento. mas nem todos fazem parte do estabelecimento empresarial dela. todos os bens ligado à atividade. Fábio Ulhoa Coelho entende que todo imóvel está ligado à atividade da sociedade. não é bem que reúne . ou seja. porque esta não pode ter ou adquirir bens que não estejam ligados à sua atividade. E quando for sociedade empresarial? Pode esta. aqueles que não estão ligados à sua atividade. Fábio Ulhoa entende que não. Ex: Sociedade de Exportação e Importação de computadores Ltda – Tilt – comprou terreno para construir colônias de férias para funcionários há 15 anos atrás. ainda que indiretamente. ainda que não esteja ligado ao seu ramo de atividade. nunca construiu nada. sociedade empresarial. o nome. Como um instituto de Direito Civil pode integrar um estabelecimento empresarial? O que não tem nada a ver. Então quais bens integram o estabelecimento empresarial? Já que sabemos que nem tudo participa. onde está escrito que um instituto de direito civil não pode integrar um instituto de direito empresarial? Toda doutrina fala que imóvel faz parte do estabelecimento. porque sociedade pode ter bens que não estejam ligados à sua atividade. maquinário. Ex: Ramo de estacionamento. freezer. a moto. Qualquer imóvel faz parte do patrimônio da sociedade. fala que imóvel não faz parte do estabelecimento comercial. explorar estacionamento. Posição isolada. Patrimônio será sempre conceito mais amplo do que estabelecimento comercial (empresarial). a corrente majoritária entende que não. carro de entrega. Onde está previsto em lei. Rubens Requião começa a discordar de tudo agora é verdadeira unha encravada. balcão.40 parte do meu patrimônio. ele parte de premissa completamente errada. o imóvel onde está localizado o ponto. que é de importação e exportação de computadores. mercadorias expostas à venda. patrimônio da sociedade é sinônimo de estabelecimento empresarial da sociedade. Qual bem mais relevante para exploração do ramo. estoque. ele está viajando. estabelecimento empresarial quando se referir à sociedade equivale a todo patrimônio da sociedade. ter bens que façam parte de seu patrimônio e não façam parte de seu estabelecimento? Lembre que estabelecimento não é ponto. Quando for uma sociedade. Posição dele pode ser adotada? Não. assim conclusão de Rubens está completamente equivocada. A marca identifica a própria atividade. O imóvel faz parte. por ser um instituto regulado pelo Direito Civil. Embora Fábio Ulhoa entenda que são sinônimos. para desenvolver minha atividade? O imóvel. Rubens Requião. Todos os bens da sociedade têm que estar ligados direta ou indiretamente a ela. a marca. também diz que marca e nome não integram estabelecimento empresarial. Como vou dizer que imóvel não faz parte de meu estabelecimento? Verdadeira utopia. Eu acho que ele está enganado. mas nem tudo que faz parte do meu patrimônio está ligado ao meu estabelecimento.

é o valor agregado na razão de sua excelência. e juntos têm capacidade de produzir lucro. maior será essa capacidade. para melhor desenvolver sua atividade. Na prova falar sobre seu posicionamento. porque lá há alta capacidade de produção de lucro. balcão para A. Comprar os bens que estão na Parmê é mole. freguesia. que é até menos demorado e mais lucrativo. não está vendendo nada. vou gastar R$300. maior será valor agregado. Se atrai a clientela e freguesia é claro que integra o estabelecimento comercial. Foi bem que trouxe para proficuidade (competência). é a pessoa que vai reunir esses bens. mas organizar. Qual bem então que ele reuniu para atrair a clientela? A marca Boticário. comprar freezer. Para comprar todos os bens que estão na Parmê. freezer para B etc. alugar imóvel. que é a qualidade que a Parmê tem de produzir lucro. de sua capacidade de produzir lucro. construir fama para dar mesmo lucro. Sem dúvida a marca atrai clientela. Esse plus varia de acordo com valor agregado. . eficiente e produtivo. Se chegar com esse valor lá. balcão. tem valor patrimonial. já é bem mais difícil. Leva anos e anos para construir isso. a fama a organização são muito superiores à mera soma aritmética.000. ou comprar estabelecimento próprio? Comprar próprio. Então aviamento é o valor agregado dos bens que guarnecem o estabelecimento em razão da excelência de sua organização. por R$230. Assim nome que se dá a esse plus é aviamento. que somados dará cerca de R$200. o por quê de valer mais? O aviamento. quanto mais estruturado. É qualidade. de sua organização.000. Tenho um restaurante em pleno funcionamento. passo para outra pessoa. O nome empresarial Casas Bahia atrai clientela e freguesia? Sim. Quanto mais organizado e excelente o estabelecimento. vou conseguir comprá-la? De jeito nenhum. O nome identifica o empresário? Sim. E qual a razão disso tudo. Porque eles juntos têm valor agregado maior do que separadamente vendidos? Porque já estão organizados. E ele fala que o nome é a pessoa que exerce a atividade. A está no ramo de perfumaria. Vamos ver se essa fundamentação está correta. atributo em razão da capacidade que o estabelecimento tem de produzir lucro. Aviamento é esse valor agregado aqui. É a mesma estória da marca. em razão da capacidade que estabelecimento tem de produzir lucro. vou receber mera soma aritmética do valor de cada bem. mesas. adquirir tudo para desenvolver sua atividade. porque a estrutura. Entendimento de Rubens não prevalece. compra-se tudo igual. o restaurante em pleno funcionamento.00 é melhor. é a própria atividade. AVIAMENTO: O que é isso? O que é mais fácil para empresário. Se for vender os bens isoladamente.000. Se vender tudo junto.00. Mais uma vez está Rubens isolado.41 para desenvolvê-la. aí resolve adquirir franquia do Boticário e passa a vender bem depois que põe a marca lá. Aviamento é a capacidade de produzir lucro. Como é que não vai integrar o estabelecimento? É claro que integra. estruturar.

000.00 R$50.000. Quanto vale essa estrutura.000. esse plus? Essa quantificação é valorada devido ao Aviamento. Se for prova para procuradoria do Estado. estou falando desse plus. argumentar o objetivo da desapropriação. o valor da indenização tem que compreender o aviamento. inobstante os robustos argumentos neste sentido. Importante: No final. conjunto de bens corpóreos e incorpóreos. produzindo lucro. esse é o locatário e está lá há 30 anos. Desapropriação e Aviamento Município do Rio de Janeiro quer construir casa de recuperação de drogados no local onde funciona a Parmê. vai desapropriar o imóvel. tese a ser defendida é de que se deverá pagar tão somente o valor comercial do imóvel e alegar que a indenização é justa. atributo. caso contrário não vai conseguir se estabelecer em outro lugar nas mesmas condições. vai ser quantificado no aviamento.42 Então Aviamento é bem? Tem como vender? Não. Um dos grandes fatores para se ver tamanho dessa qualidade é a quantidade de clientela. viabilidade econômica. o nome. tudo tem que ser indenizado. dos bens. podendo os donos da Parmê levar todos os bens. A Constituição fala que é justa a indenização em razão do imóvel a ser expropriado. que vai perder com a clientela. Tem que colocar nas provas da Procuradoria para demonstrar que conhece. Quando isso ocorrer. à clientela. o Município vai pagar só o valor comercial do imóvel (R$200.000. Os bens valem R$200.000. A marca é imaterial. Vai ser quantificada em vários fatores: freguesia. . inclusive despesas com transporte. Não posso considerar Aviamento como bem imaterial. em maus livros. Mas quanto vale o plus? Depende de um monte de coisas: da clientela. União ou Município. cujo nome é Aviamento. da freguesia. visto que não se está desapropriando o fundo empresarial e sim o imóvel. Natureza jurídica do aviamento é ser qualidade. clientela. É sim. problema é deles. conforme disposto em uma parte da doutrina. Não é bem imaterial. Me posiciono desta forma para preservar interesses da Fazenda Pública. não podemos olvidar da orientação dos tribunais superiores.00)? Depende da prova que se estiver fazendo. Tudo isso junto tem uma qualidade. uma qualidade desses bens considerados agregadamente. é qualidade que tem todos esses bens reunidos.00. à viabilidade econômica). o dinheiro que deixará de lucrar nos dias que estiver com a atividade paralisada.00? Quanto é estrutura dessa organização? Não estou falando de bens. não tem como aviamento ser vendido. O proprietário do imóvel não é empresário. bem estruturados. Imaginemos que dono do imóvel da Parmê não seja aquele que explora a atividade. de todas as despesas que a Parmê vai ter para se transferir dali. não vai se valer da clientela. ainda que seja nessas provas colocar: Entretanto. Questão polêmica. Falo da capacidade de se quantificar toda a estrutura do estabelecimento (atribuir valor à fama. Segundo posição do STJ que é diametralmente oposta. Como conseguir quantificar essa qualidade? Qual seu tamanho? R$30. os materiais e imateriais. Nas provas para Defensoria e Procuradoria você tem que ser parcial.00) ou também vai ter que indenizar o aviamento (plus + R$200. É uma qualidade dos bens quando estão reunidos. e sim o locador. o valor da perda do fundo empresarial. da viabilidade econômica. estrutura etc. O Município não vai montar restaurante. interesse público.

OBS: Não está na apostila: Sou proprietário de imóvel o qual aluguei para “B” que abriu loja de perfume. Se tiver que fazer depósito em cima de R$400.000. O Estado tem que indenizar o locatário (que não tem direito ainda à renovação compulsória. porque em ação de desapropriação não se discute direito de terceiro (âmbito administrativo) no caso do locatário. E aí? A Parmê não vai receber nada na ação de indenização. o Poder Público terá? Não. pelas despesas do transporte. outra atrás? Sim. 80% do valor da desapropriação pela lei específica. Então Parmê sairá com mão na frente.000. quando desapropriar o imóvel o valor da indenização será de R$200. . do aviamento. porque tem história do depósito prévio para poder ingressar no imóvel. que sairá sem nada (dono da Parmê) entrar com ação autônoma em face do Município do Rio de Janeiro pedindo indenização pela perda do ponto. devido ao tempo. por exemplo. porque titular do imóvel é o locador. E na seguinte orientação de desapropriação? E estando ela no imóvel há três anos.000. terá o Poder Público que indenizar. mas não na ação de desapropriação. está lá há quatro anos.00 é bem diferente de um depósito em cima de R$200. em contrato de quatro anos e B já está lá há três anos. ponto é uma coisa. visto que não está lá há cinco anos)? Terá direito pela perda do ponto? O locador não terá que pagar. tanto que se locador quiser tirar Parmê de lá não pode. Porque evidente que tem esse direito.00 e se for esse valor. Se locador pode colocá-la para fora sem ter que indenizála. dias parados tudo.43 O empresário é o locatário. Lei de Locações (que não darei aqui) protege o Fundo Comercial. Mais um argumento em favor das Procuradorias. imóvel é outra.000. o locatário é titular do ponto. o imóvel for desapropriado? Nesse caso quem a está colocando para fora é o Poder Público e não o locador. E se.00 ou R$400. será dividido entre proprietário e locatário? O valor da indenização será só o valor comercial do imóvel de R$200. porque o Poder Público. Cabe ao terceiro. sem pagar um centavo. posso não renová-lo e colocá-lo para fora e não terei que indenizá-lo. sendo que esse valor não será tão alto.00. porque o locatário não é titular do ponto ainda (ainda não preencheu requisitos da Lei de Locações). Terá então B que entrar com ação autônoma em face do Estado. agindo no interesse público não poderá? Entendimento minoritário que será adotado nas provas das Procuradorias. num contrato de quatro anos. A desapropriação terá como sujeitos o proprietário e o Município.00. Entendimento Majoritário – Tribunais – mesmo que locatário não preencha requisitos para renovação compulsória da Lei de Locações. Na locação empresarial. para o locatário ter direito à renovação compulsória tem que estar no imóvel por no mínimo cinco anos e na mesma atividade há três anos. o locador no quarto ano pode colocar para fora sem nenhuma indenização. Isso é importantíssimo para provas das Procuradorias. O titular do ponto é a Parmê. porque nessa não se discute direito de terceiros. Quando terminar o prazo do contrato.000.

Não precisa de autorização. Fará isso através de notificação aos credores. e se não pedir a autorização? Quais as conseqüências disso? São três: . parte da premissa errada e arrebenta na hora da prova. consente. de todos os credores quirografários E se houver descumprimento disso? E se ele precisava da autorização. No Direito Empresarial. Por que eu não estou vendendo cota de trespasse? Não é. Importante: Não confundir transferência de quotas e de ações com trespasse. Aqui é mera mudança de sócio. para que no prazo de trinta dias possa haver impugnações. Então houve alguma transferência de um empresário para outro? Quem era empresário naquela época? Tigrão. Cuidado que na prática muita gente confunde e erra feio. seja pessoa física para jurídica. por qualquer meio.44 SUCESSÃO EMPRESARIAL OU TRESPASSE – Antiga sucessão comercial. Ex: Temos a sociedade Posto de gasolina Tigrão Ltda. etc. o estabelecimento continua do mesmo empresário. o empresário continua o mesmo. Isso é ou não é trespasse? Houve transferência de estabelecimento empresarial? Houve mudança de empresário ou não? Foi transferido estabelecimento de um empresário para outro? Lembram que falei que Sócio não é empresário. que continuará exercendo a mesma atividade que era explorada pelo alienante. quem cala. Se tenho ações da Vale do Rio Doce. E se ficar com ativo insuficiente para pagar passivo? Neste caso para efetuar a venda terá que ter a autorização dos credores.. sucessão empresarial. aliena o seu estabelecimento para outro empresário. Se estiver no regime de concordata a autorização dos credores admitidos na concordata. não há requisito algum a ser observado. pessoa física ou jurídica. para empresário alienar seu estabelecimento. porque ia ficar com pouco dinheiro. mudar de ramo. Muita gente pensa que isso é trespasse. ou seja. não querem posto na Tijuca. que é pessoa jurídica no caso. não há trespasse. No trespasse há mudança de empresário. aí elas assumirão o Tigrão. a autorização é tácita. Os três sócios resolvem ir para outro local. O que mudou? Só o quadro social. viceversa. Então houve transferência do estabelecimento? Por que o estabelecimento continua com mesmo empresário.. Não havendo manifestação. Empresário é a sociedade. e vendo para X. nada mais errado. mesmo dono. o Tigrão? Então o que é então? Mera mudança de sócios. Quem é empresário agora? Tigrão. O que vão fazer? Vão alienar suas “quotas” para A e B. Requisitos para empresário poder alienar o estabelecimento: Se empresário quando for alienar ficar com capital suficiente para pagar seus credores. É quando o empresário. pois está muito violento e vão montar lá no Recreio. Uma delas compra as quotas de um dos sócios.por isso mandei sublinhar” outro”. não ia dar para pagar a todos. tem que ser expressa. a outra de outro sócio. o complexo de bens. precisa ficar com ativo superior às dívidas.

Ex: Novo locador em relação à alugueres em atraso. pelo prazo de um ano. a contar da data da transferência do estabelecimento. 3ª Conseqüência . Então mesmo que tenha dívidas que ainda não venceram.45 1ª Conseqüência . só durante o prazo máximo de um ano. por meio da AÇÃO REVOCATÓRIA – artigo 52 da Lei de Falência. De repente eu vendo para uma pessoa que não tem dinheiro nenhum e vou embora. Porque se eu vendi o estabelecimento sem autorização de vocês é sinal que tudo vai sumir.Essa atitude dele é considerada um ato de falência. Então. credor cobrou do alienante. pode ser declarada ineficaz. então há trespasse. ele abateu no valor do preço. . Então por exemplo. porque dívidas ainda não venceram. o nome da sociedade é Braço de Ferro Jóias Ltda. O alienante tem que pagar dentro do período de um ano. fica como devedor solidário. a alienação que foi feita. A Lei diz que embora ocorra a transferência do passivo contabilizado. não o alienante. Quando faço o trespasse. do alienante não pode mais. É transferência de estabelecimento? Está mudando de um empresário para outro? Sim. Está vendendo a lojas que tem no shopping para Brinco de Ouro Ltda. Ex: Vendo imóvel com condomínio e alugueres em atraso. desaparecer. transfiro só ativo. e o credor seja prejudicado. transfiro o estabelecimento empresarial. Ex: Vamos supor que o credor cobrou do alienante.Pode ainda ser considerado crime falimentar – artigo 187 da Lei de Falência. porque a dívida estava contabilizada lá. a transferência se refere ao ativo e ao passivo contabilizado. vai ter que haver devolução. conforme o artigo 2° da Lei de Falência. 2ª Conseqüência . porque os débitos não integram o estabelecimento. Para evitar que se faça venda do estabelecimento para um laranja.Vou ao vencimento e conto um ano a partir daí. Terá que pagar então em ação de regresso. quanto às dívidas já vencidas. só pode cobrar do adquirente. a contar da data da transferência. porque transferi passivo contabilizado. ou ativo e passivo? Pelo novo CC é do passivo e ativo. quem deverá pagar é o adquirente. Mas depois que pagar? Já não tinha transferido essa dívida para adquirente? Se ele pagar. a partir do respectivo vencimento destas. E credor vai ficar de mãos abanando? Não. Neste caso o adquirente tomou ciência dos débitos existentes. para não prejudicar o credor. pode entrar com ação de regresso contra adquirente. Passado o prazo de um ano. Antes era só do ativo (com exceções que serão vistas depois). qualquer um imediatamente poderá requerer minha falência. depois de ser decretada a falência.Além disso. e esses foram abatidos do preço final. que é a ação que tem por finalidade declarar ineficaz um ato realizado pelo falido. Quando faço a transferência de estabelecimento empresarial por meio de trespasse. o devedor primitivo (alienante). qualquer credor poderá requerer a FALÊNCIA. Com o novo CC. este terá que pagar dentro do prazo. E quanto às dívidas vincendas? O alienante fica responsável também pelo prazo de um ano. pode cobrar tanto do alienante quanto do adquirente.

se é obrigatório ou não. não tem regra de ordem pública. que será transferido apenas ativo. é uma ou outra regra de ordem pública aqui. Se interpretar a Lei literalmente responderia que não. mas pode entrar com ação contra alienante. que se pagar pode entrar com ação de regresso contra alienante. Essa cláusula é válida? Sim. Se adquirente pagar poderá entrar com ação de regresso contra alienante em sentido oposto. Vem lá e “expressamente” Estou transferindo o ativo. está tratando da responsabilidade final. E quanto a passivo não contabilizado? Posição do Professor. O prof° Fábio Ulhoa entende que os credores vão poder acionar o adquirente enganado. Eu alienante continuo responsável perante esses credores? Sim. O adquirente não precisa assumir dívida nenhuma. não os credores. não quis enfrentar a questão. OBS: No meu entendimento quando a Lei fala que a transferência é do passivo contabilizado. mas como o passivo não estava contabilizado. este está obrigado a pagar? Se vocês colocarem não na prova. Essa é opinião do professor. porque o passivo deveria estar contabilizado. por exemplo. independente de prazo. mas nada impede que entre alienante e adquirente fique convencionado outra coisa. visto que menciona apenas passivo contabilizado. aí fica entendimento de que é obrigado a pagar. Negócio empresarial é sujeito a risco. Vai poder acionar o adquirente X. esse é que sairá no prejuízo. Então terá o adquirente que pagar? Pagará. Vale Princípio da Liberdade contratória. Pode cobrar do adquirente? Pode. Y é o maior safado e transfere estabelecimento para X. não o passivo. Se transferi para terceiro e sumi. Outros autores não falam. Eles podem cobrar do adquirente? É passivo contabilizado isso? E a lei fala que transferência é só do que? Os credores de Y poderão acionar o alienante (Y)? Sim. A lei não é clara. porque a Doutrina não fala. não contabilizando dívidas existentes. antes de comprar tem que verificar se há dívidas ou não. Waldo Fazzio Junior não fala. é por conta de vocês. Assunto difícil . do adquirente. fazendo-se interpretação teleológica. Estamos no Direito Empresarial. Eu não avisei e transferi para outro.46 Essa é regra. que é inerente a toda atividade empresarial. Fábio Ulhoa diz: Se adquirente pagar dívida não contabilizada. não tem nada de um ano. tem ação de regresso contra alienante. Porque daqui a um tempo ele pode dizer. não estão nos livros nem no balanço. É difícil. porque contrato vale somente entre as partes. Aqui vale Princípio da Livre Iniciativa. Mas não diz se adquirente tem ou não que pagar. . visto que não havia dívida contabilizada. porque a transferência é só do passivo contabilizado. não valendo para terceiros. foi malandro.Lei fala que transferência é do passivo contabilizado. É o risco inerente ao negócio. Mas foi expresso que seria só do ativo. tem que assumir o risco por ter feito negócio sem devidas precauções. que estão mascaradas. Se não falasse nada transferia também o passivo? Transferia. ele vai dizer que desde o início falara isso. Credor então pode cobrar do alienante. Quem não pode sair prejudicado são os credores.

locador do ponto comercial de A passa a ser credor de B. . O alienante será devedor solidário. ou seja. O A está transferindo seu estabelecimento comercial para B. somente o passivo contabilizado. o alienante também ficará como devedor solidário pelo prazo de um ano. que ele não conhece e não sabe se teria condições de pagar. Então o alienante poderá ser cobrado até 14/06/2003. o alienante vai ter que pagar. a contar da data do vencimento. à dívida morre. Ex: Transferência em 20/05/2002. Se o credor foi direto no adquirente. o alienante só fica responsável durante um ano a contar da transferência. ela ainda não estará vencida. e traz o seguinte: quando houver transferência do estabelecimento comercial. mas só vai vencer dia 14/06/2002. O novo CC inverteu isso. ou seja. por exemplo. Embora a lei tenha dito que há transferência do passivo. essa transferência é só do ativo? Ou está transferindo ativo e o passivo? Antes do novo CC. o credor pode cobrar as dívidas vencidas até 20/05/2003.47 5 ª Aula . todas as dívidas vencidas antes dessa data foram transferidas para B. 20/05/2002. deverá entrar com ação de regresso contra o adquirente. A responsabilidade do alienante passa para o adquirente. Então hoje transfere não só o ativo como também o passivo. A questão importante é a seguinte. mas o alienante A fica responsável solidariamente pelo prazo de um ano a contar da data da transferência. mas desde que esse passivo esteja contabilizado. transferir o estabelecimento com as dívidas contabilizadas que também são transferidas. porque são devedores solidários. A partir de 20/05/2002 só poderá cobrar do adquirente. Exemplo: C tem uma dívida com E. Vamos supor que o credor cobre do alienante dentro do prazo que ele é solidário. Transferência do Passivo: Empresário A e Empresário B. Essa solidariedade se divide para as dívidas vencidas e para as dívidas vincendas. Dívidas vencidas data da transferência. Isto porque quando o alienante transfere o estabelecimento empresarial para o adquirente. quando transferia o estabelecimento comercial só se transferia o ativo. ou seja. na data da transferência 20/05/2002. há transferência também do passivo das dívidas. até essa data poderá cobrar tanto do adquirente quanto do alienante. já foi abatido o valor da dívida. continuaria responsável pelas dívidas. Mas o credor pode sentir prejudicado. C transfere o estabelecimento para D e quando E for cobrar terá que cobrar de D.31/05/2003 Trespasse é a transferência do Estabelecimento Comercial. Então aquela pessoa que era credora. mas o alienante fica responsável solidariamente. pois com a transferência do estabelecimento transfere-se também o passivo contabilizado. Para as dívidas vincendas. a dívida já foi contabilizada. segue-se o seguinte: A dívida foi contraída no dia 01/05/2002. mas não ficará no prejuízo. Transferência do passivo. pelo prazo de um ano. também diz que o alienante ficará solidariamente responsável com o adquirente. aquelas que ainda vão vencer.

desde que o regularmente contabilizado. não foi informado que o aluguel estava em atraso. Na prova o artigo 1146 novo CC deve ser interpretado por esses dois caminhos literalmente e de forma sistemática. O que deve ser destacado é esta expressão. transferiu o estabelecimento e não disse que havia um passivo. quer dizer. ou seja. vamos supor que o alienante é um safado. mas depois de pago entra com ação de regresso. isso quer dizer o seguinte: se tiver o passivo não contabilizado. o credor poderá cobrar do adquirente? A lei só fala do ativo contabilizado. terá que pagar. . se o adquirente vier a pagar. então ele não paga. antes do novo CC só se transferia o ativo. Se a dívida não for contabilizada a responsabilidade será do alienante. O adquirente ficará responsável por este pagamento? A lei fala que o adquirente só ficará responsável pelo contabilizado. Exceções a Regra: Dois credores não seguem essa regra por terem regras próprias – credores tributários e credores trabalhistas. ou seja. mas se pagar poderá entrar com uma ação de regresso contra o alienante. mas não há essa interpretação literal. porque este quando compra o estabelecimento tem que se cercar de todas as cautelas. artigo 1146 do CC. mas o professor entende que o credor vai poder cobrar do adquirente. Este doutrinador não diz se está ou não obrigado. ele terá ação de regresso contra o alienante. Artigo 1442 do CC e seguintes tratam do assunto: Importante – “O professor. OBS: Fábio Ulhoa Coelho não se posicionou direto. o adquirente até paga. responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência. então quando fala que a transferência é apenas do passivo contabilizado. Fábio Ulhoa Coelho diz o seguinte: “se” o adquirente vier a pagar uma dívida não contabilizada. realmente tomar ciência do passivo quirografário. o adquirente só ficará responsável pelo passivo contabilizado. irá comentar um assunto que não está na lei. então o adquirente só vai ficar responsável pelo passivo que estiver contabilizado.48 Se dentro desse período de solidariedade o alienante for acionado.” O adquirente do estabelecimento. A interpretação do Professor é a seguinte: “Esta regra é regra entre os contratantes. Esta matéria é uma novidade. A doutrina não trata do assunto. para se ter uma solução. Em uma prova objetiva deve ser utilizada a interpretação literal. mas isso não vai valer perante os credores. terá direito a ação de regresso contra o alienante. e o que será dito é fruto de sua imaginação. um passivo não contabilizado. Em uma prova subjetiva devem ser citadas as duas interpretações. isto é um risco do negócio. entre eles vai ficar dessa forma. em uma interpretação literal é nessa conclusão que chegamos. caso o adquirente venha a pagar caberá ação de regresso. Se transferido o estabelecimento e por exemplo. Waldo Fazzio Junior não trata do assunto. mas que será dito. ou seja. o adquirente recebe o passivo. pois tal assunto pode cair em prova.

pode montar outro restaurante no local? Artigo 1147 do CC e seguintes . o que se quer aproveitar do alienante é a clientela. Cláusula do não restabelecimento: O alienante transferiu para B o restaurante. Seria uma concorrência desleal. como todos o conhecem. Ex: Dívidas Tributárias. deixar de ser empresário. constituindo cláusula do não restabelecimento. Trespasse não tem haver com transferência de quotas. . o fisco poderá cobrar essa dívida do adquirente? 1ª situação: O adquirente não terá nenhuma responsabilidade pelas dívidas tributárias quando não continuar a atividade que era desenvolvida pelo alienante. Agora se o alienante montou por exemplo um salão de beleza ou outra atividade. foram cedidas quotas? Não. Transferido estabelecimento existindo várias dívidas tributárias. aquele que vendeu montar outro estabelecimento do lado. era um restaurante. dois meses ou que não há vedação ao restabelecimento”. não poderá se restabelecer no local pelo prazo de cinco anos. Entretanto se o alienante vier a exercer qualquer atividade empresarial naquele período. não exerce mais atividade. o fisco pode ir diretamente no adquirente cobrar tributos vencidos. O adquirente que continuar a atividade. Transferido o estabelecimento.O credor trabalhista: No artigo 448 CLT. ou então virar empregado comum. a responsabilidade do adquirente será direta. ou seja.49 1. Ele terá alguma responsabilidade pela dívida tributária? Não haverá responsabilidade. o fisco terá que cobrar primeiro do alienante. E se B explorou a atividade? Dependerá do que A foi fazer. estabelecer um período de dez anos. Importante: Se o contrato não falar nada. não há restrições de prazo. comprou e passou a morar no local. terá responsabilidade direta pelas dívidas tributárias quando o alienante não exercer nenhuma outra atividade econômica dentro dos seis subseqüentes a transferência. A transferiu estabelecimento para B. a responsabilidade do adquirente será subsidiária. se A foi por exemplo para uma fazenda ficar dormindo na rede. 2. falou o seguinte: “Toda vez que ocorrer o trespasse. Então a lei para evitar essa concorrência desleal. a freguesia. depois de adquirido B não explorou a atividade. mas o contrato entre o alienante e o adquirente poder dispor de forma diferente.A questão é a seguinte: quando se adquire um estabelecimento empresarial. Por essas dívidas até a data da transferência responde tanto o alienante quanto o adquirente. aqueles que freqüentavam o estabelecimento adquirido vão migrar para o novo estabelecimento. todo aquele mercado em potencial que o alienante já havia conseguido. não conseguindo deverá cobrar o adquirente. que poderá acionar tanto o adquirente quanto o alienante. o alienante não poderá voltar. a responsabilidade do adquirente será subsidiária.O credor tributário: Para as dívidas tributárias deverá ser analisado o artigo 133 CTN.

a boate é no início da cidade. A questão será resolvida pelo princípio da razoabilidade. mesmo Estado. segundo o artigo 1148 do CC. . a contar da publicação da transferência do estabelecimento. tendo sempre como norte evitar a concorrência desleal. Mas mesmo no contrato de natureza não pessoal. não pagar tributos. rescindi contrato. “Resposta a uma pergunta que não tratava da matéria. o caso concreto deve ser analisado. Ex: Um restaurante na Afonso Pena. Se for rescindido o contrato. ou seja. mas ainda haviam vários contratos sendo cumpridos. se não houver pode se restabelecer. mas a jurisprudência e a doutrina já tratavam de tal assunto dizendo que não poderia haver o restabelecimento. lógico que sendo seguida à base do contrato só mudaram as partes. Ex: Contrato de locação. então o adquirente poderá entrar com uma ação de indenização contra o alienante. OBS: A lei não solucionou o problema do voltar. Podem as partes ir a juízo para verificar se o motivo é uma justa causa. só o alienante pode cumprir. A prática de oferecer produtos com valores bem inferiores com objetivo de lutar pela ruína de um concorrente caracteriza concorrência desleal. Essa impugnação deverá ser feita no prazo de noventa dias. Não há transferência.” Contrato na Relação de Trespasses: Transferido o estabelecimento. o terceiro pode não querer cumprir o contrato com o adquirente. Como é que fica o contrato? Os contratos ligados ao estabelecimento ficam segundo a lei divididos da seguinte maneira: De natureza pessoal e não pessoal: a) Personalíssimo – o adquirente não pode sub-rogar. passado o estabelecimento o locador não poderá fazer nada. o adquirente terá prejuízo. b) Não personalíssimo – nestes contratos ocorrerá à sub-rogação. mesmo bairro. se conseguir provar justa causa poderá rescindir o contrato. Não estabeleceu um limite. A pode montar outra no final da cidade? Como a cidade é muito pequena e mal dá para uma boate. vendeu para A.50 Anteriormente a lei não tratava. mas o grande impasse estava no prazo. Se o juiz entender que é. Rescindido o contrato. se mesma região. B pode montar outro na Usina? Pode. segundo a lei. não há como ter outra. Pois não haverá concorrência desleal. pois pagou por um estabelecimento considerando o valor do contrato. pergunta se caracterizaria concorrência desleal uma empresa concorrente de outra. Uma boate em São João da Barra A passou para B. se voltar para a mesma rua. o adquirente acabou não se beneficiando apesar de ter pago por isso ao alienante. deve ser analisado e caso concreto. O terceiro no contrato de natureza não pessoal. mesma cidade. Importante: Deve ser analisado se haverá concorrência desleal.

será uma teoria geral não serão aplicadas quando existirem regras especiais. É unipessoal? Não. Alguns autores citam como exemplo as empresas públicas. Outro exemplo: Uma empresa que tem 60% do capital com a União e 40% está com o Estado do Rio de Janeiro. que tem que ser uma pessoa jurídica. mas desde que no mesmo plano político. a regra base. É uma empresa pública. o professor não concorda e dá um exemplo em que não é apenas o Estado lato sensu o detentor de 100% do capital. É uma empresa pública? Importante: A princípio é uma Sociedade Economia Mista. É empresa pública? Sim. Original ou permanente – Quando desde a constituição só tem um sócio. Ex: A e B são sócios. necessita de no mínimo vinte sócios. é uma exceção. Ex: Uma empresa pública A que 70% do capital está com a União e 30% do capital está com uma autarquia federal. onde existem duas hipóteses onde a sociedade pode ter um sócio: A unipessoalidade incidental ou temporária. que equivalem às antigas sociedades civis e tem o conceito mais restrito. ou só entes municipais. S/A subsidiária integral. mas por algum motivo superveniente ela veio a ter apenas um único sócio. . Toda sociedade deve ser formada por no mínimo dois sócios. artigo 251 da Lei 6404/76. depois vem tratando das empresariais. Essa pessoa jurídica tem que ser brasileira. OBS: Sempre. No mesmo nível significa dizer: só entes federais. Unipessoalidade permanente é uma S/A que só tem um acionista. Unipessoalidade Incidental ou Temporária: Quando a sociedade foi criada ela tinha mais de 1 (um) sócio. será a da sociedade simples. Nem todas as empresas públicas se enquadram na unipessoalidade. Mas há também a regra da unipessoalidade. Pois existem dois sócios. eles brigaram e B exercitou o direito de retirada. Sociedades empresárias equivalem às antigas sociedades comerciais. pois para ser empresa pública o capital tem que estar 100% na mão do Estado. só que a nova classificação tem um conceito mais amplo. ou só entes estaduais. O novo Código Civil vem tratando das sociedades simples de forma bem detalhada.51 SOCIEDADES EMPRESARIAIS: Teoria Geral do Direito Societário: Artigo 981 do CC e seguintes: O que é uma sociedade empresarial? Hoje temos a divisão de sociedades empresariais comerciais e sociedades simples. No Brasil hoje a cooperativa tem um mínimo maior que dois para sua formação.

Se chegar no ano seguinte e verificar que ainda só há um acionista. cooperando para objeto social.Quanto ao Ingresso de terceiros: Uma sociedade de pessoas é a que leva em conta a figura dos sócios. Quando há affectio societatis. não haverá como desenvolver a atividade. A diferente é que são meros investidores e sem empreendedores. e a LTDA é de natureza híbrida vai depender do caso concreto. neste caso a responsabilidade do acionista que era limitada passará a ser ilimitada. os sócios irão cooperar entre si para explorar o objeto social. Neste caso se em assembléia geral for verificada existência de um único acionista. a partir do momento que vier a ter um número menor do que a lei determina. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES: A distinção entre sociedade de pessoas e de capital é a mais importante classificação é a que é cobrada em provas. Ex: Vale do Rio Doce.52 A empresa tem que acabar? Não. a única coisa que interessa é a capacidade contributiva. Devido a essa ligação será que o sócio pode vender sua parte sem comunicar aos demais? Não é livre o ingresso de terceiros. temos a sociedade de capital onde pouco importa quem é o sócio. qualquer um pode comprar uma ação. se não conseguir passará a ser irregular e deve ser extinguida. Affectio Societatis é o sentimento de cooperação social. É se tornar sócio daquela pessoa por motivos de cunho pessoal. assim como a sociedade em nome coletivo. Existem duas previsões na lei de SA. 1. a companhia deverá ser dissolvida. a cooperativa. Outra previsão de unipessoalidade para sociedade por ações é o artigo 1033. Se não tiver o affectio societatis em uma sociedade de pessoas. Em contra partida. Já a sociedade anônima é de capital como a comandita por ações. ele terá até a assembléia geral do ano seguinte para conseguir mais um acionista. letra d. para haver mudança dos sócios é necessário consentimento dos demais. a em conta de participação. o intuito persona e o affectio societis que são os aspectos preponderantes. No artigo 206. a lei dará outra solução. Importante: Da mesma forma tendo affectio societatis. Isto quer dizer que vai haver uma ligação entre sócios em razão das qualidades subjetivas de cada um (intuito persona). A lei dá um prazo para conseguir um novo sócio. Nada mais . Se dentro do prazo for conseguido novo sócio. sociedade comandita simples. apenas acontecerá com o consentimento dos sócios. é uma sociedade puramente de capital. e durante esse período a sociedade terá um único sócio. se continuar estará de forma irregular. inciso I. ou seja. se não conseguir tem que extinguir a sociedade e se quiser exercer a atividade deve fazê-la de forma individual. Alguns livros arbitrariamente dizem que a sociedade simples é de pessoas. IV do CC – Se o fenômeno ocorrer em qualquer outra sociedade. a atividade continuará normalmente. terá um prazo de 180 (cento e oitenta) dias para adquirir um número suficiente.

aplica-se a lei de S/A e não de sociedade simples. Em prova objetiva deve ser escolhida a forma literal).A comandita simples. Essa sociedade comandita simples será de capital. é uma sociedade de pessoas. O contrato social não fala nada sobre vender as cotas para terceiro. então a sociedade LTDA em regra vai ser de pessoas. só quando contrato social prevê. 4. Existe outra possibilidade de interpretação. 2. 3. não necessitando da aquiescência dos demais.A simples.A em nome coletivo. está disposto que a esta sociedade aplicam supletivamente as regras da Lei de S/A. se o contrato social não falar nada.A em conta de participação. Regra. O artigo 1053 do CC fala o seguinte: Se quiser procurar um caso para sociedade LTDA e não encontrar nesse artigo. pelo novo Código Civil conforme descrito. a solução conforme este artigo está no capital das sociedades simples. Mas no caso concreto o contrato social pode preferir a subsidiária lei de S/A. se não dissesse nada seria de pessoas. no artigo vem dizendo.53 equivocado. salvo disposição em contrário que será para todas e não apenas para a LTDA. os sócios querem fazer parte de uma sociedade de pessoa ou de capital? De capital. serão sociedades de pessoas: 1. Este artigo diz que o sócio pode vender sua parte para quem já é sócio. pois nós temos as regras para as limitada que vão do artigo 1052 ao 1087 do novo CC. Em regra serão sociedades de capital: 1. mas o contrato social pode dispor de modo diferente. regra de hermenêutica dos contratos.Sociedade Anônima ( S/A).Comandita por ações. OBS: A Natureza Jurídica é pela regra. ela é de pessoas ou de capital? Deve ser analisado o artigo 1057 do novo CC. O artigo que vai cair na prova além do artigo 966 é o artigo 1053. (Em prova. Parágrafo Único – Se o capital das LTDA for omisso. . porque é de sua importância. se não falar nada que deve ter autorização de ¾. Fábio Ulhoa Coelho neste ponto foi preciso. no final. O problema maior está na sociedade limitada. será aplicada a regra da sociedade simples. e escolher uma como posição. Existe uma regra onde. deve procurar a regra subsidiária. o Prof. colocar as duas. Vai poder vender para terceiro quando conseguir autorização de sócios que representem ¾ do capital social. Se o contrato social não falar nada. se os sócios colocam no Contrato Social: a esta sociedade serão aplicadas supletivamente às regras de S/A. porque no contrato social da sociedade comandita simples pode estipular o seguinte: Os sócios podem alienar sua parte para terceiros independentemente do consentimento dos demais. essa interpretação busca a real vontade dos contratantes. 2. independentemente da aquiescência dos demais. mas se nesse mesmo contrato.

Esse era o 1º requisito. da comandita simples. sócio não é empresário. se não estiverem integralizadas na verdade vai dar uma dívida para ele (. de jeito nenhum. O menor não poderia ser sócio antigamente das sociedades reguladas no código comercial. ele pode receber o crédito na ação integral. mesmo porque. Esta função.54 6 ª Aula . Porque isso? Você vai dar um lote de ações para o menor. Já disse que o estudo sobre se um menor poderá ou não ser empresário.. Ele não poderia ter dívida.. poderia exercer no seu lugar? Não. Então ele poderia ser acionista? Poderia. Aquele artigo complicado. desde que cumpridos três requisitos para o menor ser acionista: 1º requisito – Para o menor ser acionista é que as ações que ele iria titularizar estivessem completamente integralizadas. na antiga capital e indústria e na sociedade em conta de participação. o menor pode ser sócio? O artigo 308 do Código Comercial. ou seja. autorização judicial. nós já trabalhamos nele. não pode um garoto de três anos de idade sentar-se na mesa da presidência para presidir uma reunião de diretoria. O que ele iria pegar? Ele iria pegar as ações do menor. ele não poderia ter cargo de administração. que era um dos artigos mais difíceis de compreender. E o menor.) você tem que dar já as ações completamente integralizadas. Aquelas que eram reguladas pelo código comercial. antes do novo CC tinha o artigo 308 do código comercial que proibia o menor de ser sócio da sociedade em nome coletivo.14/06/2003 Menor Sócio: Vamos começar a falar sobre o menor sócio. implicitamente. Evidente. iria votar em nome do menor. Mas agora eu não vou perguntar se um menor pode ser empresário. O menor não pode contrair obrigações. se o menor pode ser sócio. Eu vou perguntar apenas agora. E o pai dele poderia? Poderia fazer o seguinte: “Exercer a administração não em nome do menor. 2º requisito . mas ele dizia o seguinte: “O menor não pode ser sócio. que o pai dele exerce. o menor não poderia ser sócio por força do artigo 308 do código comercial. que foi revogado. isto é óbvio. porque do contrário. poderia exercer a administração em nome próprio”.É que o menor não exercesse cargo de administração. Eu vou perguntar se um menor pode ser sócio. ele não poderia exercer cargo de administração. as ações apenas do menor precisariam estar integralizadas. Isto está previsto no artigo 974 do novo CC. E aí. Iria votar em quem? Qual candidato? . aquele artigo 974. você estaria dando uma dívida para o menor. o 974 do NCC. poderia ser sócio de uma LTDA? Poderia ser sócio de uma S/A? O STF pacificou entendimento de que o menor poderia ser acionista sim. desde que as ações que ele fosse titularizar estivessem completamente integralizadas. aquele artigo que nós discutimos aqui.

nem indiretamente. basta utilizar as ações do filho. O menor de três anos vai votar? Não. Então o menor não pode exercer cargo de administração. Então o menor tem que estar representado ou assistido na forma da lei. Já vimos que ele poderia ser sócio de uma S/A. E na S/A. pelas suas ações. ou seja. foi objeto da minha prova oral do Ministério Público. Ele queria . aí ganha e o pai vai representá-lo? Não. utiliza as ações do menor para votar nele mesmo. Então para o menor entrar nesta sociedade. nem mesmo através de seus representantes. passa para outra.É que o menor esteja assistido ou representado na forma da lei. “Como professor? Porque na S/A só as ações dele devem estar integradas e na LTDA todo capital tem que estar integralizado? Porque isto? ” Porque na LTDA os sócios respondem de forma solidária. Aí iria votar nele. é que sim. Estes são os três requisitos. todo capital tem que ser integralizado para o menor entrar. existe solidariedade entre acionistas? Não. Essa é a posição amplamente dominante. em nome próprio. Quais são os três requisitos? 1º requisito – Que todo capital da sociedade esteja integralizado. É o pai. Por isso que na LTDA. uma das últimas perguntas. O menor vai ser candidato. Mas ele iria exercer em nome do menor? Não. Não adianta nada numa sociedade formada aqui por nós seis. porque não precisa ser diretor de uma companhia. eu sou o menor. não é nada disso. o examinador disse: não precisa nem responder. vota nele e aí ele é o diretor.55 Nele. O que isto quer dizer? Convocação de acionistas para deliberar em assembléia geral. na prática. E de uma LTDA. ser acionista. E se a quota delas três ali não estiver? Porque como a responsabilidade é solidária. Ele iria exercer a administração. Vou votar para o conselheiro. iria exercer. ele vota assistido pelo seu assistente. poderia ser sócio? Foi até objeto de uma prova da Defensoria Pública no ano passado. e na S/A não. que é o candidato. para responder por aquilo que elas não integralizaram. desde que preenchidos os três requisitos. na S/A só as ações dele. o credor pode acionar qualquer um dos sócios. aí eu falei: “O STF e o Fran Martins entendem”. “fiscal tal” impossível! Quem que vai votar em nome dele? O seu representante legal ou se ele for relativamente incapaz. como de fato exerce. Poderia o menor então ser sócio de uma sociedade LTDA? Já vimos que não poderia ser sócio das sociedades previstas no código comercial. a minha quota está integralizada. 3º requisito . Cada um só responde pela sua parte. Poderia o menor ser sócio de uma LTDA? Bom. pacífico em sede jurisprudencial e doutrinária. o entendimento pacificado em sede do STF. e prestigiado dentre outros pelo Fran Martins. todos os sócios tem que ter integralizado sua quota. Todos por quê? Porque existe a solidariedade.

.000.00. 2º requisito – Os mesmos da S/A.00 de cada um. E ele pode exercer cargo de administração? Um dos fundamentos é este. eles não queriam a majoritária. ela deu os R$20. eles queriam o minoritário. acabou.000. pimba. porque aí que não ficaria com nenhum risco no seu patrimônio particular.000. porque desconsideração só abrange quem age com fraude. e havia na época. estão descobertos R$200. disseram: você é louco! Fica pensando no Requião que é minoritário? Não.00. aí eu o menor. Eu acho que o erro dele foi só aí. ou seja. vai ficar com risco para o seu patrimônio particular”. e com estes R$200. eu sou o menor. eventual aumento de capital social deve ser imediatamente integralizado. Que ele participe.000. mas concluir que para aumentar o capital social que uma sociedade LTDA. Ela fez a mesma coisa. E quando eu falei no STF e o Fran Martins.00.00. qualquer sócio pode ser acionado. acabou. A fundamentação está perfeita.000. Mas o Requião entende o seguinte: “Sempre o menor vai ser responsabilizado. “não esqueçam da tese do Requião”. este era o gabarito da prova lá da Defensoria. Depois que integralizou. do capital estão lá.000. finalizou. Eu só acho que o Requião errou aí no final. por maioria ficou resolvido que o capital vai ser aumentado para R$600.000. Lá na prova da Defensoria foi diferente. o menor não pode ser sócio de uma LTDA. Quanto está integralizado? R$400. A possibilidade da aplicação da desconsideração não geraria risco para o menor? Não.000. acho que ele errou.000. mais R$100. Não que o menor não possa participar. integralizei meus R$100. vocês integralizaram R$20. 20. os R$ 100. Na prova da Defensoria. a outra também fez a mesma coisa. mas elas duas não integralizaram o capital social que agora é de R$600. inclusive o menor.000. Então. o Requião concluiu o seguinte: “O menor não pode ser sócio de uma LTDA. não exercer cargo de administração e gerência.000.00.00. o menor tem algum risco pessoal? Têm ou não têm? Em princípio não. 20.56 saber se eu sabia se a posição do STF era majoritária. porque sempre perde o patrimônio particular dele”. 20. Para o professor Rubens Requião. ele está quase sozinho. Porque se não fizer isto. 3º requisito – Estar assistido ou representado na forma da lei. Porque o menor não pode ser sócio de uma LTDA? Qual o raciocínio do Requião? Se tiver todo capital integralizado. Imaginem o seguinte: Essa sociedade tem capital de R$ 100. O Requião é sempre Requião. eu avisei.00. Ele está sozinho não.00. dei 20. Ele deveria dizer o seguinte: se existe um menor em uma LTDA. Então o Requião caiu na prova da Defensoria e o gabarito era a tese do Requião. todo mundo tem que integralizar imediatamente à ação. Então sempre haverá risco para o patrimônio particular do menor em razão da solidariedade. Porque os sócios são responsáveis apenas pela integralização do capital social.00.00. todo mundo integralizou.00. sobretudo em um eventual aumento de capital social e a partir deste entendimento. o menor vai ficar com risco para o seu patrimônio particular. mas o gabarito da prova era a posição dele. ou seja.000. agora mais R$100. mas no final. um dos requisitos da LTDA. Por isso eu entrei.

porque na LTDA eles têm a responsabilidade solidária. Tudo isso para preservar o patrimônio do incapaz. Para ser empresário individual tem que ter autorização judicial. porque se tiver aumento de capital social na S/A. Quem ficou? O menor que vai ter que pagar uma dívida enorme. diante da revogação do código comercial. Então toda vez que ele for sócio com responsabilidade ilimitada. então. Aí ficou maior ainda. hoje o menor pode participar de qualquer sociedade. e ainda vai atingir o patrimônio que ele tinha. que já tinha um patrimônio enorme. não vai ter requisito nenhum. Olha que absurdo! Tício morreu. foram as quotas de uma sociedade em nome coletivo. e não mudou nada para a S/A. o menor tem que ter autorização judicial. que a responsabilidade é ilimitada. Então. menor de sete anos. comandita simples. Para participar destas outras sociedades. Não traz nenhuma proibição. porque eu posso permitir. em princípio o menor pode ser sócio . que um menor seja sócio de uma sociedade em nome coletivo. também tem que ter a mesma autorização judicial. mas. tem um monte de requisitos e a responsabilidade deles lá na LTDA e na S/A é responsabilidade limitada. tem algum problema? Só no caso da LTDA. Vão em cima de quem? Dos sócios. artigo 974 do novo CC. E o quê que eu venho entendendo? Importante: Eu venho entendendo o seguinte: “Que embora não haja nenhuma proibição expressa. Os sócios malandros fugiram. O professor Fábio Ulhoa. para ele ser empresário individual. Um monte de pilantras. ou seja. vai ser atingido o patrimônio que ele recebeu de herança. Aí os credores vão em cima desta sociedade e não conseguem receber. eu entendo que o menor não pode ser sócio em nenhuma sociedade em que ele venha ter responsabilidade ilimitada. em nome coletivo. por aplicação analógica do artigo 974 do novo CC. Então para muitos. de forma ilimitada. ele nunca viu aquilo na vida. Qualquer sociedade? Mas isto seria um absurdo! Por que um absurdo? Para ser acionista ou para ser cotista. e deixou tudo o que ele tinha para o Caio. Quer dizer. quer dizer.57 O que é necessário para o menor na S/A? Não há problema nenhum. porque o artigo 974 não trata de menor sócio. Salvo se tiver autorização judicial”. Mas o quê aconteceu com este artigo? Foi revogado? O novo CC traz alguma proibição?Não. a em nome coletivo. o artigo 308 do código comercial não persiste no novo CC. então. Analógica. Por quê tem que ter? Porque a responsabilidade lá é ilimitada. entre as coisas que o Tício deixou. A responsabilidade na sociedade em nome coletivo é o quê? Limitada ou Ilimitada? Ilimitada. antigamente tinha a proibição do artigo 308 do código comercial. O empresário individual tem responsabilidade o quê? Ilimitada. Tem vários sócios. trata de menor empresário. há quem sustente tese contrária que para participar de uma sociedade com a responsabilidade ilimitada. como é que ficamos? Não mudou nada para as LTDA. que deram o maior golpe no mercado. todo patrimônio. disse o seguinte: “O artigo 308 do Código Comercial não foi reiterado pelo o novo CC. Aplicando analogicamente qual artigo? O artigo 974 do novo CC. seria um contra-senso. na esteira do raciocínio desenvolvido pelo artigo 974 do novo CC. E com o novo CC. aplicação analógica. uma verdadeira devassa no patrimônio do incapaz. e a comandita simples. aí o menor passou a ser sócio da sociedade em nome coletivo.

com capital social de R$20.00. Na doutrina eles ainda não tesceram a este detalhe. entendimento da jurisprudência do STF e STJ).00. O marido não pode ser sócio da esposa em nenhum tipo de sociedade se casado pelo regime de comunhão universal ou de separação legal de bens. jurisprudência a gente nunca vai ver. Eu digo que não. E porque isso? Na comunhão universal. Eu não posso querer limitar isso. Então eu não posso dizer se ele concorda ou se não concorda. Como é que eu vou agora dizer que sou sócio dela só de um pouquinho? . a única coisa que difere do que eu estou falando. O marido que é empresário individual e tem responsabilidade ilimitada. É aquela imposta por lei. porque a lei civil já diz que eu sou sócio de minha esposa de todo meu patrimônio.000. OBS: Separação legal de bens não é aquela separação de pacto antenupcial.00 e o patrimônio do casal é de R$500. a lei civil já diz que eu sou sócio dela de todo meu patrimônio. posso arriscar apenas parte do patrimônio. o outro tem que ficar em casa cuidando dos filhos”. Quem está falando hoje em dia não está aprofundando. trabalhando em sociedade com a esposa. Então ele diz que só vamos conhecer na prática. porque a responsabilidade é de sociedade e não dos sócios. posso limitar a responsabilidade. Eu agindo sozinho eu arrisco todo o patrimônio do casal. podem ser sócios os casados pela comunhão parcial de bens? Pode os casados pela separação contratual? Pode. O Amador erra na aplicação do artigo 974. existe sociedade em nome coletivo hoje? Existe sociedade comandita simples hoje? Não tem. mas concordei com ele nesta. Então toda vez que for ter responsabilidade ilimitada. Olha que malandragem! Eu sozinho arrisco tudo (todo patrimônio do casal). se eu sou casado com ela pelo regime de comunhão universal. eu entendo que tem autor judicial aplicando a analógica. porque eu sou sócio de minha esposa de tudo. mas eu sou um cara moderno e não quero deixar minha mulher em casa e vamos trabalhar juntos formando uma sociedade LTDA. agora. eu perderei R$20. O Amador Paes de Almeida manda aplicar analogicamente o artigo 974 do NCC. Se por acaso. Parou aí. O Amador tem algumas posições meio escabrosas. o credor pode acionar apenas a meação do casamento ou pode acionar todo o patrimônio do casal? Pode acionar todo o patrimônio do casal. Eles não podem ser sócios quando estiverem casados pelo regime de comunhão universal ou separação legal de bens. então o que acontece: “um dos dois tem que trabalhar. porque a atividade do marido é em benefício da família (estatuto da mulher casada. essa sociedade der errado. ele não aprofunda a questão. Mesmo porquê.000. mas aplica este artigo para o menor sócio de forma analógica.58 de qualquer sociedade.000. CÔNJUGES SÓCIOS: Marido e mulher podem ser sócios? Não. Olha só. É um verdadeiro contra-senso. É a única distinção do meu fundamento para o fundamento dele. é que para ele você não aplica analogicamente o artigo 974. O artigo 974 é para o menor empresário. Existe o artigo 974 só para isto. Por hora. Se o marido contrai um monte de dívidas na prática da sua atividade.

convidando para comparecer ao escritório para tratar da “Dissolução de Sociedade Empresarial”. ato jurídico perfeito. 50% do patrimônio líquido da sociedade é dele. imposta. . dissolvida à sociedade. então não há que se falar em modificação da sociedade. mas tem que respeitar a CF/88. para trabalhar com pranchas de surf. querendo que transfira os bens para o nome de um filho.000. Agora o legislador colocou o impedimento na lei.59 Então. tributação. ou seja.00. Ela já tinha transferido 80% de seu patrimônio para a sociedade e com a separação ele conseguiu levar boa parte do patrimônio da viúva carente. É o dever mais importante de todos os sócios. respeitando as situações já consolidadas (direito adquirido. Se é casado pelo regime de comunhão universal de bens. ou seja. outro sócio. Essa é a ratio legis da comunhão universal. Imaginemos o seguinte: “Temos uma senhora com 69 anos de idade. etc. a jurisprudência vinha admitindo a aplicação da Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. pois na época que o contrato foi celebrado estava de acordo com a lei. 50% das quotas pertencem a ele e por conseqüência. coisa julgada). Diz a doutrina: “Dever primordial dos sócios e contribuir para a formação do capital social. mas a lei não é trouxa. Mas a lei proíbe o amor? Não. Ele começa a convencê-la a transferir parte do patrimônio dela para a sociedade. É história. burlaram o regime legal de casamento que o da separação legal. o relacionamento terminou e ela disse para ele sair somente com a roupa do corpo. tudo que era dele. mas casa pelo regime da separação legal. precedente do TJ/SP. XXXVI. aí hoje alguns maridos malandros falando para a mulher que a lei proíbe a sociedade de cônjuges. Nesse caso. mas pode ser sócio na vida empresarial. então ele não queria separar para não perder metade das quotas. participar da integralização do capital social. Não pode ser sócio na vida civil. se apaixona perdidamente por Pedro de 21 anos de idade. pode casar. OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS: Uma obrigação que eu acho interessante é a obrigação do sócio de participar da formação do capital social. Nós estamos tratando de um ato jurídico perfeito. E as sociedades que já existem nessa situação? Diz o novo CC que os empresários tem que adaptar as novas regras no prazo de um ano. ato jurídico perfeito. viúva há quinze anos. Ela é milionária e ele não tem onde cair morto”. é balela. Nessa sociedade que eles montaram. já é sócio de tudo. integralizando a sua parte”. Alguns dias depois. não é sócio só de um pouquinho. mas a mulher era sócia. ela recebeu uma carta dele dizendo que não queria nada que fosse dela e sim. etc. Ele comprou uma franquia da Mormay. 50% das quotas dele e 50% das quotas dela. Juntamente ia uma carta do escritório de advocacia. ele usou a lei comercial para burlar a lei civil. Vão ter que dissolver a sociedade? Tem muito marido malandro que está louco para se livrar da mulher. Qual é a ratio legis da separação legal? A separação legal é diametralmente oposta. carente e cheia de amor para dar. artigo 5º. As situações consolidadas podem sofrer alguma influência pela nova regra do novo CC? Não. Ela se interessou em transferir parte de seu patrimônio para a sociedade por ter muitos benefícios tributários como imposto de renda. surfista e marombeiro. Com o tempo. Eles se casam e Pedro se vira para a esposa e diz que vai montar uma sociedade de fundo de quintal de capital social de R$10. O novo CC tem que ser aplicado. A lei civil falou que eles não podem ser sócios. a partir desse entendimento.

ele foi expresso no artigo 1055 do novo CC. porque ela é tratada por lei especial e não tem previsão lá.000. Ainda mandou aplicar subsidiariamente as regras da sociedade simples. na sociedade simples está expresso que pode e por aplicação subsidiária na sociedade em nome coletivo. na sociedade comandita simples.00 de cada um a sociedade não tem como gerenciar suas atividades. O sócio de serviço está previsto na sociedade simples. você aplica o capítulo das sociedades simples. (Endossar uma nota promissória no valor da quota-parte). 2º) É possível ter sócio de serviço nessas três sociedades. sendo um o comanditado com responsabilidade ilimitada. Só tem na sociedade simples e como não tem previsão. É claro que quando a sociedade for cobrar da devedora. OBS: Até aí tudo bem. na sociedade em conta de participação? Não. por força do artigo 1055 do novo CC. ele proibiu (artigo 1055 do novo CC) em todas as sociedades. Onde é que entra o sócio de serviço? Não entra. o sócio que endossou a nota promissória vai ter que pagar e 4º através de serviços (antigo sócio de indústria. contribuindo com bens etc.000. na comandita simples e na sociedade em conta de participação também é possível o sócio de serviço. Como é que a lei prevê essa contribuição? Só em dinheiro? Não. tais entendimentos podem surgir: 1º) Não tem previsão de sócios de serviço para nenhuma dessas sociedades. Por quê? Porque quando dentre as sociedades reguladas pelo novo CC. Então pode surgir o 1º entendimento de que o sócio de serviço é incompatível com as sociedades em nome coletivo. bens ou créditos. quando o legislador não quis o sócio de serviço ele foi expresso. Quando o legislador quis proibir. Então. se esta não pagar. E não é possível sócio de serviço na sociedade LTDA. afirmando que não pode o sócio entrar somente com serviço. Ele colocou essa proibição na sociedade em nome coletivo. porém eu tenho que fazer uma observação porque não é possível sócio de serviço na sociedade S/A. em princípio essa seria até incompatível com essas outras sociedades. Quando o legislador quis proibir.60 Vamos montar uma sociedade de quatro pessoas com R$25. O sócio de serviço é incompatível. e o comanditário com responsabilidade ilimitada a integralização de suas quotas”. dos R$25. Tem que entrar com dinheiro. Que lá vem dizendo: “Na sociedade de comandita simples tem dois sócios. ou seja. Quando ele não quis o sócio de serviço ele foi expresso. comandita simples e em conta de participação. pois estes têm que ser avaliados. da sociedade capital-indústria que é aquele que contribui apenas com o seu trabalho). menos a LTDA que ele foi expresso. que são sociedades que tem sócios de serviço. Aparentemente é incompatível. . Mas o entendimento que deve prevalescer é o segundo. Se os capítulos dessas sociedades forem omissas. proibindo.00 de cada um. Você pode contribuir para a formação do capital social em 1º dinheiro em 2º bens economicamente apreciáveis. É possível o sócio de serviço nas outras sociedades? Em nome coletivo? Comandita simples? Em conta de participação? Importante: O novo CC estabeleceu as regras da sociedade simples como uma regra geral e a partir daí tratou das demais sociedades. pode ser através de 3º créditos. Então a mensagem do legislador é no sentido de que é possível sócio de serviço nessas três sociedades. Quando? Lá na sociedade LTDA. ou seja. Sem essa integralização de capital.

Porém. a primeira opção é executar o sócio que não integralizou o capital social.00 dos R$20. pode pedir lucros cessantes. porque o sócio de serviço vai receber muito dinheiro. juros compensatórios.000.000. Se o contrato social não disser nada. Então. Nesse caso não é viável. é chamado de sócio remisso (não cumpriu com sua principal obrigação). Além de executar.00 de capital social. Se o sócio de serviço não der exclusividade.00 que deveria. Hoje essa não é mais possível. Mas fica muito caro contratar esse engenheiro tendo que pagar os encargos trabalhistas. Esse sócio é logo xingado. etc.000. A sociedade pode excluir o sócio remisso. mas também a multa se prevista no contexto. Ele ia receber a mesma quantia por mês. Então ao invés de admitir como empregado. OBS: A sociedade pode executar não só o valor que o sócio ficou de integralizar. Ex: A sociedade contava com o dinheiro para participar de uma licitação que não teve nem vencedor.000. sociais. se o sócio não pagou.00.São eles: 1º caminho – Ex: R$100. nesse caso pode reduzir a participação dele com diminuição do capital social. Além dessas opções. porque agora o sócio de serviço que entra na sociedade. se o sócio remisso A integralizou somente R$10. a lei também permite que se proponha uma ação de conhecimento pedindo até uma indenização. etc. O quê vai acontecer com o capital social da sociedade que era de R$100.61 Por que na prática não vai haver sócio de serviço? O sócio de serviço ocorria antigamente para socorrer a lei trabalhista e previdenciária. porque o contrato social é considerado título executivo extrajudicial. se não tiver executado o crédito. A sociedade vai cobrar através de uma ação de execução. . a lei fala que a sociedade pode optar por dois outros caminhos. ele é devedor. não sendo interessante para os outros sócios. Do não cumprimento da integralização do capital social: Diz a lei que o sócio de serviço tem que dar exclusividade. só que não precisaria pagar 13º salário.00? Vai reduzir para R$80.000. juros moratórios. Ele só pode trabalhar em outra coisa se tiver expressamente autorização do contrato social. vai receber a média do que todos os outros sócios recebem. e sim. daí se a sociedade tivesse entrado iria vencer. ele pode ser privado dos lucros e até mesmo ser excluído da sociedade. Sócio A não integralizou seus R$20.000.00. Conseqüência para o sócio que não integralizou o capital social: A sociedade pelo artigo 1004 do novo CC. Era o seguinte: Temos uma sociedade de arquitetura e temos que contratar um mega engenheiro para trabalhar por dois anos em um empreendimento. admitiu como sócio. se a mora dela causou um prejuízo. o sócio de serviço não pode trabalhar em outra coisa. ia ter um lucro tal por mês. ou seja. ele não vai receber quando o contrato disser.

Olha a opção que é dada na sociedade LTDA e eu concordo em gênero. Resumindo: 1ª conseqüência . mas na sociedade LTDA. 3ª conseqüência – Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação no montante integralizado sem reflexo no capital-social. Os demais sócios tem que concordar com ela? Tem que permitir a saída dela? Para o direito empresarial não podem. decisão esta em assembléia ou reunião. Se ela contratou com a sociedade. por exemplo. Como é que faz isso? Os demais sócios ficam com a parte não integralizada ou até mesmo um terceiro e aí o capital social permanece íntegro. a sua participação vai ser de 10. O dinheiro que Bianca integralizou será devolvido.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser executada. para variar tem uma regra especial para as sociedades LTDA.000. Maria pode sair antes de maio de 2004. que era de 100 e caiu para 90. Importante: Bom.00. esta sociedade tem validade até maio de 2004. número e grau. há também as outras opções estudadas anteriores. pode ser excluído pelos demais sócios. tanto é que nós temos a previsão do artigo 1029 do novo CC. só se integralizou 10 em vez de 20. mas sem reduzir o capital social. abatidos a multa contratual. Olha o que diz o artigo 1029 do novo CC que é a regra geral: Se essa sociedade for por prazo determinado. A palavra é para ser cumprida.00. além dessa possibilidade. olha o entendimento que é possível na sociedade LTDA.00 de cada sócio. ou seja. formada por cinco pessoas. Ex: Vamos montar uma sociedade de cinco pessoas com capital de R$20. Na sociedade LTDA. os juros contratuais.00.62 2º caminho – Excluir o sócio remisso ou reduz sua participação no montante integralizado. as despesas com alteração de contrato e essa exclusão pode ser com ou sem diminuição do capital social. quando a integralização for parcial.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação np montante integralizado com reflexo no capital social. Maria não falou que ia ser sócia? Falou. Bianca não integralizou seus R$20. ela só integralizou R$17.00. 2ª conseqüência . ela não pode decidir que não quer mais ficar como sócia. conforme o artigo 1058 do novo CC: Os R$17. ou integraliza tudo ou nada. DIREITO DE RETIRADA: Um exemplo: Uma sociedade em nome coletivo. Maria acordou de mau humor e disse que não queria ser mais sócia e que queria sair.000.000.000. OBS: Na sociedade LTDA o sócio que não integralizar na sociedade.000. pois só serve R$20. os outros sócios podem preferir a exclusão dele. Então na sociedade LTDA só tem uma opção. basta que a parte dela seja integralizada por um sócio ou por outra pessoa. Bianca será excluída. porque acordou de mau humor? .

e aqui peço a atenção de vocês. Sendo por prazo indeterminado. Choveu no molhado! O quê o artigo 1077 do novo CC fala? Fala que o sócio pode toda vez que não concordar com uma alteração do contrato. O que seria quebra de Affectio Societatis o fato de Maria ter saído na ignorância com outro sócio. você pode aplicar as regras da sociedade e no que se refere ao direito de retirado o capítulo dos LTDA não foi omisso. ela vai poder exercer o direito de retirada. por questão até de família e não quer ver o outro nem pintado a ouro. não para provar justa causa. ela tem que provar justa causa. qualquer alteração no contrato. Na sociedade por prazo indeterminado. daí. desde que notifique com antecedência de 60 dias. porque transformação gera mudança de contrato? Fusão gera mudança de contrato? Incorporação gera mudança de contrato? Gera. ou seja. O que diz o direito de retirada para a sociedade LTDA? O direito de retirada para a sociedade LTDA está no artigo 1077 do novo CC. porque os outros sócios não concordaram. com uma incorporação ou com uma transformação. o legislador nem precisava ter colocado transformação. Se não tiver alteração no contrato e um sócio está doido para sair da sociedade LTDA e essa sociedade é por prazo indeterminado. aí diz a Constituição que ninguém pode ficar preso a ninguém para eternidade. mas desde que notifique com antecedência de 60 dias. Isso se for sociedade por prazo indeterminado. Existe alguma cooperação entre eles? Sim. mas sim para provar que notificou com antecedência de 60 dias. Nesse caso. fusão e incorporação. porque se fosse por prazo determinado. o sócio vai ficar até quando nessa sociedade? Até o resto da vida? Não. o prazo de 60 dias para notificação vale para o artigo 1077? O quê o artigo 1053 do novo CC fala? Quando o capítulo dos LTDA for omisso. Importante: O sócio pode sair da sociedade por prazo indeterminado. pode ser aplicado ao artigo 1077. Não é porque ela não esta mais afim. a regra do artigo 1029 do novo CC. O artigo 1077 fala que o sócio pode se retirar toda vez que ele não concordar com alteração contratual. ele poderia sair na hora de prorrogação.63 Maria só vai sair se os outros sócios permitirem ou se ela conseguir provar judicialmente. ao final desse prazo. o senhor está errado! Está escrito aí é se ele não concordar com uma fusão. Na sociedade por prazo indeterminado. E se notificar com prazo de antecedência de 60 dias e os outros sócios mesmo assim não quiserem liberá-lo? O sócio vai ter que entrar com uma ação. dará justa causa. Ah! Professor. regra especial. Qual é o artigo que eu falei para vocês que vai cair na prova? É o artigo 1053 do novo CC (temos que decorar até a vírgula deste artigo). o sócio não precisa alegar nada. Também temos uma regra especial para a sociedade LTDA. O legislador falou demais. se for sociedade por prazo determinado. A quebra do Affectio Societatis (sentimento de cooperação) é causa para o exercício do direito de retirada (artigo 1029 do novo CC). OBS: A jurisprudência considera quebra de Affectio Societatis. como justa causa. Não fala em sociedade por prazo determinado e por prazo indeterminado. A pessoa quando não mais quer permanecer sócia na sociedade. o legislador abstrai. porque havia alteração do contrato. . o sócio vai ter que cumprir ou alegar justa causa. ele poderá exercer o direito de retirada. a lei criou um mecanismo para proteger os interesses da sociedade e dos demais sócios. Então se o sócio não concordar com qualquer coisa.

é a outra causa prevista em lei para as LTDA? O artigo 1077 do novo CC. quem tiver livro velho sobre esse tema. E como não tratou das outras hipóteses. OBS: O artigo 1077 do novo CC é exemplificativo porque não limita o direito de retirada nessas hipóteses. mas se o examinador não gostar desse raciocínio. só não será aplicado à sociedade LTDA se no contrato social mandar aplicar a lei de S/A. você aplica o artigo 1029 do novo CC. como é um direito. porque o capítulo dos LTDA não tratou de todo instituto do direito de retirada. É possível a expulsão do sócio? Já vimos que é possível a expulsão do sócio quando ele é chamado de sócio remisso. Além dessa hipótese. Nesse caso. ele não pode ser é restringido. Mudou tudo completamente. ou seja. Sobre esse assunto Rubens Requião não pode mais ser lido. O artigo 1029 traz em sua redação: “além dos outras causas previstas em lei e no contrato. Ele vem falando: “O sócio pode exercer o direito de retirada. Faz a panelinha dos sócios remanescentes e vamos votar para ver se pode ou não propor a ação para provar judicialmente a justa causa. e eu vou mais além. Ele tratou da outra hipóteses de direito de retirada? Não tratou. analisando literalmente o artigo 1029. ele pode ser aplicado. Ele só tratou do direito de retirada quando ocorrer divergência na alteração do contrato social. O artigo 1030 do NCC diz: não é possível expulsar um sócio extrajudicialmente. só é possível expulsar judicialmente. Então o capítulo dos LTDA. foi omisso em relação ao direito de retirada.64 porque tem o artigo 1077. Então o artigo 1029 do novo CC. conforme o parágrafo único do artigo 1053. sempre vai ser aplicado para a sociedade LTDA. aplica-se o artigo 1029 do novo CC. Você não vai ter que passar necessariamente pelo crivo do artigo1053. a gente até passa pelo artigo 1053. desde que essa ação seja aprovada pela maioria dos sócios. Fora disso. Eu falei da hipótese do sócio que quer sair. Tem lá que o sócio só poderá exercer o direito de retirada. O artigo 1029 é aplicado além dos outros previstos em lei civil. os sócios diriam que não querem o capítulo das sociedades simples O artigo 1029 do novo CC. ou seja. O entendimento amplo e majoritário é que o direito de retirada. Qual a hipótese? Se o contrato social determinasse a aplicação supletiva da lei de S/A. o capítulo dos LTDA. E na S/A tem direito de retirada? Tem e está no artigo 137 da lei de S/A. Então seja passando pelo artigo 1053. aliás. Tanto por um lado. Tudo isso é novidade. agora eu vou falar da hipótese em que os outros sócios querem colocá-lo para fora. porque o artigo 1077 é exemplificativo. você aplica o artigo 1029 à sociedade LTDA. quando ele integraliza direitinho. pode jogar no lixo. porque ele é aplicado independentemente de outra previsão legal. ou somente nesses casos? Não. que eu não vou tratar com vocês. claro que não pode contar o sócio que se pretende excluir. os outros sócios podem colocá-lo para fora? É possível expulsar o sócio? Regra do artigo 1030 do NCC. como por outro. você vai concluir que o artigo 1029 pode ser aplicado nas sociedades LTDA. é um direito material. o sócio pode exercer direito de retirada”. Só não seria aplicado em uma hipótese. . só quis tratar do direito de retirada nas questões relativas a divergência da alteração do contrato social. porque é só ler.

você vai para o artigo 1030 (exclusão judicial). Tem que vir uma cláusula dizendo: nesta sociedade é possível a exclusão extrajudicial de sócio por justa causa. ou seja. Se não preencher o artigo 1035. porque o voto não é pela maioria do capital social e sim pela maioria dos sócios remanescentes. excluindo o sócio que se pretende excluir. E o artigo 1035 do NCC permite a exclusão extrajudicial? Através de mera alteração contratual. assunto tal e expulsão do tal sócio. E por esse motivo é possível a exclusão extrajudicial do sócio majoritário? Não. Preenchidos todos esses requisitos. Não se pode convocar uma reunião ou assembléia para tratar de assunto tal. propõe-se ação para tentar excluir. Só há ampla defesa se tiver contraditório. Esta cláusula tem que permitir a exclusão extrajudicial.65 O sócio majoritário pode ser excluído? Pode. OBS: Não precisa da cláusula tratando desse assunto. pouco importa a personalidade do acionista. 3º Requisito: A exclusão tem que ser aprovada pela maioria absoluta. sócios que representam mais de 50% do capital social. ela não colocou apenas justa causa. Quais são? 1º Requisito: O contrato social tem que permitir. A lei foi enfática. que é mais uma vez uma regra especial para as sociedades LTDA. se atendido os requisitos. Antes para propor aquela ação de exclusão judicial era preciso dos votos da maioria dos sócios remanescentes. Tem que ser um ato realmente muito grave. eu posso expulsar algum sócio? Só vou poder expulsar judicialmente. OBS: Em caso de empate dos votos dos sócios remanescentes. ampla defesa e contraditório. ou seja. a expulsão na S/A? A sociedade anônima é uma sociedade de capital. O máximo que se pode fazer é excluir o acionista da . Por maioria dos votos. Mas tem alguns requisitos. você pode excluir por mera alteração do contrato. em razão desse requisito. É possível a exclusão. ou seja. nessa reunião ou assembléia tem que ser assegurado ao sócio que se pretende excluir a ampla defesa. ela deu muito mais ênfase. de forma cumulativa. nesse caso a exclusão do sócio majoritário na S/A só se for judicial. Agora nesse caso é pela maioria absoluta. mas tem a previsão do artigo 1035. 2º Requisito: Que esse sócio que se pretende excluir tenha praticado um ato de inegável gravidade e que coloque em risco a continuidade da empresa. Importante: Tem a previsão geral no artigo 1030. é o juiz quem decide. Tem que ser uma reunião ou assembléia só para essa finalidade e mais. os sócios é que decidirão diante do caso concreto. 4º Requisito: Esse é um assunto que precisa ser tratado em uma reunião ou assembléia só para isso. É uma situação que a lei não prevê expressamente. E se não preencher alguns desses requisitos? Aí e exclusão só poderá ser feita judicialmente. Se o contrato social nada disser. o quorum do artigo 1030 do NCC. alegando justa causa. Ex: Desvio de verba. isto se não tiver outra forma prevista no contrato. É cláusula genérica. Vejam como é que muda.

ninguém praticou ato de inegável gravidade. os acionistas podem excluí-lo? Não é possível apenas excluí-lo da administração. O objeto social é a tapeçaria. tem nos livros. se essa sociedade escolheu mal que arque com os atos praticados por quem escolheu. 3°) Proteção ao terceiro de boa-fé. A interpretação de computadores tem alguma coisa a ver com o objeto da nossa sociedade (tapeçaria)? Não. Então se tem pegadinha: Um ladrão safado.28/06/2003 TEORIA DO ATO ULTRA VIRES SOCIETATIS Vamos trabalhar com exemplos. Ele dá ensejo ao contrário. Pode tirar o cara de lá. importando computadores para revender. Não tem nada a ver com a sociedade a nossa divergência. porque houve quebra de affectio societatis. o Leonardo é administrador. tem que existir justa causa e a affectio societatis não é considerada justa causa para fins de expulsão. Dezenas de computadores para revender não tem nada a ver com tapeçaria. porque na S/A o que interessa é o capital. então ele tem poderes para praticar aquele ato (teoria da aparência). até judicialmente. Imagine uma sociedade formada por sócios. Mas se eu quiser. 2°) Teoria da aparência – Aparentemente para o terceiro que vendeu os computadores. e esse não tem cor. antes do novo CC e no Brasil. os incomodados que se mudem. porque se a gente não escolheu mal. porque para a expulsão de um sócio. eu vou sair. Isso na S/A. da diretoria. Se eu estou incomodado. A quebra do affectio societatis é considerada justa causa para o exercício do direito de retirada e não para ser expulso. ninguém praticou nenhum ato que possa ser considerada justa causa para ser expulso. Ex: Uma sociedade familiar e teve uma briga.66 administração. Se a sociedade por qualquer motivo não quiser cumprir com esse contrato de compra e venda? Será que precisa cumprir? Essa sociedade. eu posso com base nisso expulsar um sócio? A quebra do affectio societatis dá ensejo ao direito de retirada. mas ninguém pode ser expulso em razão disso. 1°) Enquanto escolheu o administrador da sociedade. Culpa in eligendo ou culpa in vigilando. não vigilou. a sociedade respondia por esse ato. Importante: Então a quebra do affectio societatis não dá direito por si só a expulsão de um sócio. mas não pode tirar ele da sociedade. . então quem quiser sair que saia. porque o conceito tem na apostila. não tem cara e não tem nada. dá ensejo a um direito e não a expulsão. Na quebra do affectio societatis. Esse ato é manifestamente estranho ao objeto social. 7 ª Aula . por quatro motivos. cujo objeto social é tapeçaria com uma excelente oportunidade de ganhar dinheiro. administrando uma S/A.

O STF disse que a sociedade vai responder perante esses quatro motivos. Por quê? Porque lá fora não tem esse jeitinho brasileiro. Isso antes do novo CC e no Brasil. eles criaram. onde passaram a considerar o ato ultra vires. então a sociedade fica com dinheiro e o vendedor fica com os computadores. porque ele analisou o contrato social da nossa tapeçaria. Então como você vai contratar com uma sociedade que você não conhece. mas se a operação for de grande valor econômico. Então é esse o entendimento lá fora. Não pode alegar em razão da burocracia. não nulo e sim inimputável. não tem boa fé. Eles não querem receber computadores e sim tapetes. Mas isso não saiu bem. pela presidência. Com esse entendimento. se estiverem presentes os 04 motivos. ou seja. Não pode alegar que estava de boa-fé. Eles lá fora entendiam que o ato ultra vires. eles falaram que não iam cumprir o contrato. essa sociedade vai ter que cumprir o ato? Não. a sociedade tem que cumprir o contrato. As partes têm que voltar ao status corpus. Teoria do ato ultra vires. também temos que pedir a identidade dela. acabou que protegeu o safado do administrador. ele viu que o objeto social é tapete. não tem aparência. O administrador que celebrou o contrato vai ter que cumprir o ato? Não. pelo contrário tem burocracia. Quando os outros sócios descobriram. Agora. porque não foi pela aparência e sim pela análise dos contratos. porque quando se vai negociar com uma pessoa física. Tem-se burocracia. ou seja. a teoria da aparência. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Estou perguntando. Só não cumpriria nessa exceção. Quando se vai contratar com uma sociedade. eles mal criaram essa teoria. com análise de documentos. Aí evoluiu a teoria lá fora nos EUA e Europa. Só havia uma exceção perante o STF. Foi o Leonardo que praticou e como é de alto valor. para ficar analisando contratos. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Não. muitas das vezes os negócios são fechados por telefone. E qual é a identidade dela? É a contrato social. Tem burocracia e se tem burocracia. É o único caso. que não há tempo para burocracia. O professor concorda. não tem dinamismo. Lá fora tem que analisar o contrato. Porque é nulo e não gera efeitos. Vai passar primeiro pelo departamento jurídico. porque o contrato foi firmado por um administrador e a fornecedora de computadores. Quando eles criaram. a sociedade respondia pelo ato praticado pelo seu administrador. Nas operações mercantis não tem dinamismo. por todos esses motivos. Você acha que uma compra nesse montante não tem burocracia? Tem burocracia. Imagine que essa compra de computadores tem o valor de um milhão de dólares. Por quê? Porque o ato nulo não gera efeitos. Lá fora. dos documentos. OBS: A sociedade não anuiu. Se a sociedade está comprando dezenas de computadores para revender. Então. Nesse caso a sociedade não responderia. se pede a identidade dela. estranho ao objeto social ele era nulo. No Brasil é pela aparência.67 4°) Dinamismo das operações comerciais – As operações comerciais são tão dinâmicas. está afastada uma justificativa. que é o dinamismo das operações mercantis. Se não gera efeitos. o STF disse que a sociedade não vai ser obrigada a cumprir o contrato. Então. não tem nada. É . ineficaz em relação à sociedade.

imputável ao administrador. Em S/A. a teoria do ato ultra vires evoluída o ato não é nulo. a sociedade respondia. o novo CC incorporou a teoria do ato ultra vires. E se ato ultra vires for praticado por um diretor da sociedade anônima? Você pode aplicar a teoria? Pode considerar aquele ato ineficaz em relação a S/A? Não. A S/A responde. ou seja. Agora. No Brasil. ele exime a sociedade que não tem nada a ver com isso. porque não incorporou a teoria do ato ultra vires. se ele importar toneladas de peixes. a sociedade LTDA não responde por força do artigo 1053 do novo CCC. Aí sim. responde somente o administrador que vai se virar com o terceiro que não agiu com boa-fé. OBS¹: mas se a sociedade LTDA fizer a opção do parágrafo único do artigo 1053 que manda aplicar a lei de S/A. o Brasil deu o braço a torcer. Aplica-se apenas para as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples. a S/A vai responder por esse ato. Só responde o administrador safado que praticou o ato”. ou seja. aplica a teoria como regra e aplicando a teoria como regra. esse computador pode ser para seu uso diário. E onde é que adotamos isso no novo CC? No artigo 1005. Lá vem dizendo o seguinte: “A sociedade não responde pelo ato quando ele for manifestamente estranho ao objeto social. em nome coletivo. E na sociedade LTDA? Aplica-se a teoria ultra vires? Responde ou não pelo ato ultra vires? Mais uma vez vamos passar pelo artigo 1053 do novo CC. já sabe que vai passar pelo artigo 1053 do novo CC. A doutrina traz como inimputável que é a mesma coisa. parágrafo único. estranho ao objeto social. Inimputável a sociedade. porque a ela não se aplica à teoria ultra vires. OBS²:Caiu sociedade LTDA na prova. mas ineficaz em relação à sociedade. Uma tapeçaria que compra um computador. A sociedade simples e nem as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples não respondem pelo ato ultra vires.68 válido. comandita simples. E com o novo CC. A sociedade não responde. Finalmente nós adotamos a teoria do ato ultra vires. Agora é ineficaz em relação à sociedade e eficaz em relação ao administrador. já incorporada somente no novo CC. . Está-se no capítulo das sociedades simples. supletivamente as disciplinas das sociedades simples. Nesse caso a sociedade LTDA vai responder pelo ato ultra vires. pois teria que ter lido o contrato social. significa dizer que é aplicável nas sociedades simples. aplica-se as regras da sociedade simples? Importante: Não. Acabou incorporando aquele entendimento estrangeiro. Então a teoria evoluiu. Então se o ato ultra vires for praticado por um diretor da S/A. Importante – Ato ultra vires é o ato manifestamente estranho ao objeto social. Esse artigo 1005 é um artigo que está no capítulo das sociedades simples. nesse caso é ato manifestamente estranho ao objeto social. inciso III. é apenas ineficaz em relação à sociedade. A S/A responde pelo ato ultra vires. respeita o interesse de terceiro e penaliza o safado do administrador que praticou ato quando não poderia. essa é manifestamente estranho ao objeto social? Não. É eficaz em relação a quem? De quem o terceiro pode exigir o cumprimento desse contrato? Do administrador que assinou. porque a teoria não foi incorporada na lei de S/A. Em princípio você aplica as LTDA como regra. porque iria pelas aparências.

. Então essa teoria do ato ultra vires também é aplicável a S/A. um grande equívoco. Eu vou poder exigir o pagamento? Claro que sim. Eu vou pela aparência. que seria reflexo também na LTDA. Depois constato que o trabalho foi horrível. E a lei de S/A fala alguma coisa sobre responsabilidade do ato ultra vires? Não fala. como por exemplo. você vai aplicar o princípio da especialidade. Código de Defesa do Consumidor defende a Teoria da Aparência. pelo menos leia o contrato social. porque ela é regida por lei especial. porque qual é o fundamento da teoria do ato ultra vires? Por que ela existe? Ela existe para exigir que o terceiro que está contratando com a sociedade. nem que sim e nem que não. afirmando que seu objeto social é só montagem dos equipamentos. 2ª posição: Independentemente de qual seja a sociedade. Só que eu acho isso. quando o consumidor for comprar. Então a sociedade vai ou não vai responder por aquele ato quando for consumidor? Vai responder perante o consumidor. Então. porque não se pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. Fábio Ulhoa Coelho faz isso em seu resumo. você vai aplicar o novo CC. Essa posição é isolada. Quando for relação consumista. pelo princípio da especialidade. Eu pergunto se eles também mexem com antena e eles respondem que sim. Eu estou dizendo. porque será aplicado o CODECON. por mais que tenho isso na lei. sendo que uma não é para adotar na hora da prova e a outra sim. você vai aplicar o CODECON e o CODECON protege o consumidor e prestigia a Teoria da Aparência. não fazem consertos. mesmo que seja a sociedade simples. Ex: Eu contrato uma prestadora de serviço para instalar um equipamento lá em casa. quando for consumidor. do vendedor. Eu vou provar que abuso de razão social não é a mesma coisa que ato ultra vires. Eu exijo por acaso o contrato social do Ponto Frio? Eu lá sei qual é o objeto social do Ponto Frio? Eu imagino. ele até coloca uma diferençazinha. Você não pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. aplica-se às regras deste código. eu vou comprar uma máquina de lavar no Ponto Frio. E o que o novo CC diz? Diz que a sociedade não responde. ABUSO DA RAZÃO SOCIAL OU DA DENOMINAÇÃO OBS: Muita gente coloca o abuso como ato ultra vires bota tudo em um saco só. ela sempre vai responder pelo ato ultra vires quando outro lado estiver o consumido. É mais especial do que o novo CC. Agora.69 Posição do professor – O professor tem duas posições. Se não fala. porque o novo CC vem falando que quando a lei de S/A for assim. 1ª posição: Que a teoria ultra vires só não é aplicada para a sociedade anônima (S/A). vou pedir o ressarcimento na justiça e a sociedade diz que não. Nos três volumes. E como é que a doutrina fala? Ela não fala.

não vou mudar nada. por isso que muita gente confunde. dos poderes que lhe foram conferidos pelo contrato. com aquela exceção do STF.00 e assina sozinho o contrato de compra e venda. É a mesma história.000.00. Esse ato é estranho ao objeto social? Não. OBS: A sociedade não quer pagar.000. proteção ao terceiro de boa-fé. Antes do novo CC aqui no Brasil a sociedade respondia por quatro motivos: “Teoria da Aparência.00. Pois é compra de produtos para tapetes. Só se resolve nesse caso tentando provar a má-fé. dinamismo. USO INDEVIDO Ex: Eu sou o administrador da tapeçaria. Se o Leonardo comprar um valor de R$130. este no artigo 1005.000. eu tenho quatro fornecedores daquele produto. Um está fornecendo por R$50. porque a conclusão é a mesma.000. mas está extrapolando os poderes.00.000. ele tem que ter a assinatura no mínimo do Leonardo e de mais dois sócios.00 e assim ou sozinho no valor de R$130. a sociedade em nome coletivo não respondem. A sociedade vai responder ou não por aquele ato? A mesma história. através de uma ação judicial.70 O que é abuso da razão social? Imaginamos aquela tapeçaria em que eu sou o administrador. inciso I. parágrafo único.00 e outro por R$20. a comandita simples. Não muda nada.000. mesma marca. a sociedade não responde pelo ato como regra. contratos de até R$50. outro por R$30. parágrafo único. porque está ligado ao objeto social. Se a sociedade receber e pagar. Está ligado ao objeto social? Sim.000. A S/A responde? A S/A responde pelo ato. A sociedade também não responde. ele não quer o produto. mesma forma de pagamento para os quatro fornecedores.00 é minha cunhada e eu acabei comprando dela por R$50. outro por R$40. não tem jeito. O que ele fez com os poderes dele? Ele abusou dos poderes da administração. A sociedade LTDA responde? Para responder depende do artigo 1053 do novo CC.00.00.000. Só que o Leonardo só tinha poderes para assinar sozinho. Um contrato de R$130. Eu tenho poderes para realizar aquele ato? . Contratos com valores acima de R$50. daí não podemos falar em ato ultra vires.00. a solução é a mesma. e ele só pode realizar contratos com valores até R$50. mesmo produto. Aí eu pergunto: Esse ato está ligado ao objeto social? Sim. Bom.00. Só que a fornecedora com preço de R$50.00.000. culpa in eligendo. que só tinha poderes para assinar contratos com valor de até R$50. a sociedade simples.000. O ato ultra vires.000. No abuso o ato está ligado ao objeto social? Sim. Eu vou comprar um produto para os tapetes e vem lá no contrato social que o Leonardo é o administrador da tapeçaria. Por isso eu vou falar em abuso da razão social ou da denominação.00 que não foi assinado pelos outros sócios de Leonardo. Com o novo CC. depende do nome empresarial que nós estamos utilizando. inciso III e o abuso da razão social está no artigo 1005.00.000. porque aí é como todos eles tivessem concordado.000. Nesse caso a sociedade quer reincidir este contrato. Eu em benefício da sociedade tenho que comprar por R$20.000. A diferença de abuso da razão social ou denominação e ato ultra vires é de conceito.

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Não. Então não posso falar em ato ultra vires e nem em abuso, porque eu tenho poderes para efetuar compras no valor de até R$50.000,00 sozinho. Mas eu pratiquei esse ato em benefício pessoal e não em benefício social. Eu usei indevidamente dos poderes da administração. Eu tenho poderes para realizar o ato, estava ligado ao objeto social, mas pratiquei para satisfazer interesse pessoal contrariando o interesse de sociedade, causando prejuízo à sociedade. Esse ato é válido ou não é válido?A sociedade vai ter que pagar? Vai, porque em princípio o ato é válido. A sociedade só não poderia cumprir aquele ato se conseguisse provar que terceiro estava de má-fé. Se o examinador disser que estava de má-fé, tudo bem, porém, na prática é quase impossível conseguir provar. A sociedade que vendeu por R$50.000,00, vendeu por esse preço, mas esse preço é o seu. Ela vende para todo mundo pelo mesmo valor, independentemente se quem está comprando é ou não parente seu. Seria fácil provar má fé se o preço fosse de R$20.000,00, e a sociedade que vendeu, vendeu por R$50.000,00, porque na sociedade adquirente há um sócio que é do administrador da sociedade que vendeu. Importante – Então, para a sociedade não cumprir aquele ato, teria que comprovar que terceiro estava de má-fé, não comprovar que o administrador estava de má-fé, porque está claro que este estava de má-fé. E qual o fundamento legal disto? A doutrina já está concordando em encaixar essa posição (provar que terceiro está de má-fé) no artigo 1005, parágrafo único, II do novo CC. OBS: Sempre que a sociedade pagar, por algum outro motivo, pode entrar com essa ação de regresso em face do administrador. O uso indevido do administrador pode ocorrer por fraude, conluio do sócio com terceiro, questões afetivas, etc. TEORIA JURÍDICA A visão que eu vou passar para vocês é completamente diferente da visão da Lúcia, porque a visão dos civilistas é uma visão equivocada, porque os civilistas não sabem o que é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Para vocês terem uma idéia, para os civilistas, para se aplicar à teoria da desconsideração da personalidade jurídica o ato praticado tem que ser lícito ou ilícito? Ilícito. Só que é uma visão equivocada, porque o ato tem que ser lícito. Se o administrador pratica um ato ilícito, ilegal, eu preciso desconsiderar alguma coisa para responsabiliza-lo? Não. O ato praticado ilicitamente eu não preciso desconsiderar nada. Está no artigo 159 do CC de 1916 e no artigo 186 do NCC, porque na prática o ato ilícito mandante e mandatário ficam responsáveis. A começar por aí, eles os civilistas não sabem nada a respeito da desconsideração da personalidade jurídica. OBS: Caiu agora na prova da Magistratura para discorrer sobre ao princípio da autonomia e teoria da desconsideração da personalidade jurídica e teve um candidato que discorreu sobre a autonomia do direito cambial (que louco!). Falando na teoria da desconsideração da personalidade jurídica, temos que falar da autonomia patrimonial e não de autonomia de títulos de créditos. Autonomia patrimonial porque a sociedade tem um patrimônio e os sócios têm outro patrimônio. DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE

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Outro candidato afirmou que a teoria da desconsideração da personalidade jurídica é fundada em atos ilícitos, o que não é correto, porque se o ato é ilícito, não precisa aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, não precisa nem desconsiderar, já responsabiliza direto o administrador. Isso porque nós temos um fundamento teórico completamente diferente para a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica.Como é que funciona isso já que é base da autonomia? A autonomia patrimonial, a sociedade tem que ter o patrimônio distinto pode ser à base do direito empresarial, porque esse direito na prática atua mais como sociedades empresariais, quase não existem sociedades individuais (pessoas físicas), normalmente são sociedades empresariais. Então a base de nosso direito de sociedade é a autonomia patrimonial, ou seja, a partir do momento em que a sociedade é registrada lá na junta comercial, ela ganha personalidade e um dos corolários dessa personalidade é o fato da sociedade empresarial ter patrimônio distinto dos sócios.A sociedade empresarial tem autonomia patrimonial a partir do registro. Quando a sociedade empresarial tem um patrimônio aqui e o sócio um patrimônio lá, chamamos de escudo patrimonial. Um escudo que divide os dois patrimônios, que muitas das vezes é utilizada para a prática de fraudes. Ex: Monto uma sociedade e pratico fraudes em nome dessa sociedade e fico livre, porque existe um escudo que me defende, qualquer coisa o prejuízo é da sociedade, não chega até o Leonardo. A doutrina teve que criar um mecanismo para desconsiderar esse escudo, desconsiderar toda vez que a lei for utilizada para a prática de fraudes, ou seja, eu vou desconsiderar essa autonomia patrimonial para poder responsabilizar o verdadeiro fraudador. Essa desconsideração extingue a sociedade? Não. É só para responsabilizar o autor no caso concreto e continua o escudo patrimonial para as outras obrigações. É só para o caso de fraude. Bom, segundo sinônimos da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, ela é chamada de: 1- Teoria do superamento da personalidade jurídica; 2- Teoria da desconsideração; 3- Teoria da despersonificação; 4- Teoria do levantamento de véu corporativo, porque tem um véu que divide o patrimônio da sociedade do patrimônio do sócio.Quando houver fraude, você levanta o véu e responsabiliza. Como é só para o caso concreto, quando você volta para o local, o véu retorna, ou seja, continua a autonomia patrimonial para as outras obrigações. Quem fala nisso são os argentinos. A doutrina Argentina é que gosta de utilizar esse sinônimo para a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. 4- Teoria da penetração. É uma teoria utilizada pelos alemães. Porque penetra no escudo patrimonial. OBS: Problema é juntar a teoria argentina com a teoria alemã, ou seja, levantar o véu corporativo e penetrar no patrimônio. É importante citar essas teorias para demonstrar conhecimento perante o examinador. Qual é a base para se aplicar à teoria da desconsideração? É a licitude do ato. Agora não é porque o ato é lícito que não vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

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O que mais a gente tem que provar para aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Outro requisito que temos que provar na prática e aí vimos que a teoria maior tem uma bifurcação. Existem dois aspectos que são: 1- Aspecto subjetivo; 2- Aspecto objetivo. OBS: A teoria da desconsideração da personalidade jurídica no direito empresarial é a teoria maior, porque a teoria da desconsideração da personalidade jurídica aplicada pelos civilistas é a teoria menor. 1- Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto subjetivo: Quando que se vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica provando o elemento subjetivo? Que elemento subjetivo é esse? É quando você consegue provar que a lei foi utilizada de má-fé, através de artifícios fraudulentos. Você prova que o ato é lícito, mas foi praticado com fraude. Ex: Exemplo do Fábio ulhoa coelho. Temos a transportadora Gavião LTDA, seu preposto em estado de embriaguez, avança o sinal luminoso e colido com um ônibus com trinta crianças e todas morrem.Todas eram netas de desembargadores. Os sócios da transportadora ficaram desesperados, porque quando as indenizações transitassem em julgado, acabaria o patrimônio da sociedade (injeção letal). Aí os sócios formam uma nova sociedade, Cavalo de aço transportadora S/A. Eles vão desviar algum patrimônio da antiga para a nova? Não. Se isso ocorrer será ato ilícito. É fraude contra credores e se estiver em execução será fraude contra execução. Os sócios não vão desviar nada, vão demitir os melhores funcionários da empresa antiga para contratar na nova. Vão comprar novos caminhões, o treinamento dos funcionários (ISO 9002) é para a empresa nova. Os novos contratos de transporte serão celebrados com a antiga ou com a nova? Com a nova. Não será desviado nenhum patrimônio da sociedade antiga para a nova. O caminhão da empresa velha que quebrar, será feito um gatilho para ele continuar andando, ou seja, não compra peça nova, não se investe mais na empresa velha. O desembargador foi junto com o oficial de justiça na transportadora Gavião LTDA, olharam e não viram nada para penhorar. Olharam para o outro lado da rua e viram os mesmos sócios saindo da transportadora Cavalo de aço S/A com uma Mercedes importada. Os bens da nova empresa podem ser penhorados? De maneira nenhuma. Por quê? Porque é uma sociedade distinta com patrimônio distinto, com autonomia patrimonial. Existe aí algum ato ilícito praticado? Não. Eu posso ser sócio de duas sociedades? Posso. Mesmo que seja no mesmo ramo? Sim, mesmo que seja no mesmo ramo.

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Agora, teve ou não teve fraude? Eles montaram essa sociedade a troco de nada? Não, foi para afastar a responsabilidade de indenizar, ou seja, eles utilizaram a lei para fraudar. Fraudar no sentido de continuar com todos os clientes, deixar tudo de ruim para a sociedade velha. Só tem um jeito de responsabilizar essa sociedade. Qual é? Aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, provando o elemento subjetivo. E se tiver um outro sócio nessa nova sociedade que não estava na antiga? É feito um balanço para ver o que é de um e o que é de outro. Claro que a parte do novo sócio vai ser resguardada. Se o examinador expor a situação de que colocaram “laranjas” na sociedade. Se comprovar que são “laranjas”, aplica-se a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. O problema é provar, na prática é complicado provar. Importante: Fábio ulhoa coelho diz que somente os credores da sociedade antiga poderão executar os créditos com o patrimônio da sociedade antiga, da sociedade nova e ainda poderão executar os bens particulares dos sócios que agiram de má-fé. Outro exemplo de fraude: Vamos montar uma sociedade e precisamos de R$ 100.000,00, mas eu não vou arriscar os R$ 100.000,00, eu quero arriscar somente R$ 50.000,00. Eu digo para minha sócia que é para ela não se preocupar, que eu dou um jeito. O sócio Leonardo com R$ 45.000,00 e a sócia Alexandra com R$ 5.000,00. Só que com esse patrimônio não dá para iniciar a atividade, aí vem o pulo do gato, onde o sócio Leonardo vai emprestar os R$ 50.000,00 que faltam através de um contrato de mútuo. Aí os R$ 50.000,00 de capital social mais os R$ 50.000,00 de empréstimo, chega aos R$ 100.000,00 para iniciar a atividade. Só que o Leonardo é bonzinho, mas nem tanto, porque ele pediu garantia real, e pedindo garantia real de R$ 50.000,00 ele pediu o quê? Todo o patrimônio da sociedade como garantia, todo o estabelecimento empresarial. Cinco anos depois aquela sociedade foi a falência. Foram pagos os credores trabalhistas e tributários. A sociedade tem um ativo de R$ 50.000,00 e um passivo de R$ 140.000,00. Ela tem uma fila de credores no valor de R$ 140.000,00 e só tem para pagar R$ 50.000,00. Quem vai levar esses R$ 50.000,00 para casa? O sócio Leonardo, porque ele é credor com garantia real. A sociedade foi à falência e os únicos R$ 50.000,00 que encontraram lá foram para o bolso do sócio Leonardo, isso é fraude. Tem alguma coisa ilícita aí? Não, porque o sócio pode emprestar dinheiro a sociedade. Não tem nada de ilegal, mas tem sacanagem, porque aqueles R$ 50.000,00 não deveriam ter entrado como empréstimo e sim como capital-social. Nesse caso, o sócio Leonardo não teria integralizado não somente R$ 45.000,00, mas sim R$ 95.000,00. O sócio Leonardo estaria na frente da fila? Não. Ele estaria lá no final da fila, se sobrasse alguma coisa, depois de pagar todos os credores é que poderia dividir alguma coisa entre os sócios. Ele utilizou a lei para praticar fraude. Pode aplicar aqui a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

tanto faz. e o juiz na hora de dar o dinheiro ao credor que executou também vai se confundir. Bom.Isso é causa para aplicara teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Não. Você precisa provar que está de má-fé? Precisa provar o elemento subjetivo? Não. Ele estava de má-fé quando retirou dinheiro do caixa? Não. era dono apenas das quotas. o que é dele é da sociedade e o que é da sociedade é dele. ele foi até o caixa e pegou um dinheiro.75 2. porque o dinheiro é da sociedade. Aí eu perguntei o que ele estava fazendo e ele me respondeu que estava pegando dinheiro para sair. Você aplica a teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento subjetivo. é notório que o patrimônio da sociedade pertence ao sócio majoritário. Na hora de irmos embora. Lá eles aplicam a teoria da desconsideração da personalidade jurídica com fundamento na hipossuficiência do trabalhador. mas agora com o NCC pode. ele criou aquela sociedade só para limitar a responsabilidade dele. A retirada sem lucro é retirada do capital social e isso não pode. ou seja. porque ele não sabe o que é dele e o que é da sociedade. Uma vez fomos sair e antes passamos no restaurante dele para tomarmos uns chopes. Só pode fazer a retirada do dinheiro após um balanço e constatado o lucro. não há distinção. porque não há autonomia patrimonial.994 quotas com um sócio e 6 quotas com outro. ilícito. Qual é à base da teoria da desconsideração da personalidade jurídica para a justiça do trabalho? O empregado é à parte hipossuficiente na relação empregatícia.Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto objetivo: Está identificado na lei como confusão patrimonial. Previsões legais da teoria da desconsideração da personalidade jurídica em nosso ordenamento: Lembrando que a teoria que foi dita aqui é a teoria maior e a tória menor é a teoria que tem por fundamento a sociedade não ter condições de pagar suas dívidas. O que seria teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento objetivo? Vou dar um exemplo: Tenho um amigo em que ele e seu pai são sócios de um restaurante.O Ministério Público pode requerer a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Nunca pode. Vamos colocar duas espécies: 1ª. Então. Qual o outro fundamento? Alguns falam que é a ilicitude do ato. Ele falou que era dono do restaurante. aí eu disse que ele não era dono. por isso é que se chama de teoria da desconsideração menor. Eu disse que ele estava furtando. Ocorre uma confusão. basta provar que há confusão patrimonial. logo não pode sofrer com os riscos da atividade empresarial. Você não sabe o que é de um e o que é de outro. . Aquela sociedade em que você cria. onde 99. Lá na justiça trabalhista o ato pode ser lícito.

Então é uma outra hipótese de responsabilidade dos sócios. uns chamam de teoria da desconsideração menor. Qual é o fundamento para se aplicar à teoria da desconsideração na lei de crimes ambientais? O fundamento é dano ao meio ambiente. A lei coloca ato ilícito como teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Não querem nem saber se foi ilícito. porque lá o legislador quis dar responsabilidade completamente objetiva pelos danos ambientais. se não tem culpa. Primeira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 28 do CODECON. Já foram logo em cima do dono da empresa. mas é a teoria da desconsideração menor. Esse artigo ele traz tanto a teoria maior quanto à teoria menor. ele é utilizado pela teoria maior. É uma hipótese de responsabilidade dos administradores. O CODECON traz alguma hipótese de verdadeira teoria da desconsideração? Não. Nesse caso o fundamento é o dano ao meio ambiente. e agora a gente pode entender muito bem porque o erro dos civilistas. cartéis. É uma hipótese. ele pode ter agido com culpa. em todas as outras hipóteses em que você consegue responsabilizar um sócio. Por isso que os civilistas tem uma visão equivocada. Essa é a teoria menor. O artigo 28 do CODECON não é teoria da desconsideração da personalidade jurídica. na prática quando ele é utilizado.76 Uns falam que a ilicitude do ato daria ensejo a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Essa lei trata de oligopólios. eles partiram de uma premissa errada e chegaram a uma conclusão errada. Em nenhum lugar do mundo. Foi o caso da empresa Cataguazes indústrias de papéis. Terceira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 4° da lei 9605/ 98 (lei de crimes ambientais). Os civilistas estudaram a teoria da desconsideração com base no artigo 28 do CODECON e esse artigo não é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica propriamente dita. Segunda previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 18 da lei 8884/94. monopólios. O artigo 28 do CODECON é teoria da desconsideração da personalidade jurídica? É. sem ser por essa formulação que foi dada anteriormente. Quando é que a má administração foi causa da teoria da desconsideração? Nunca. etc. Então. Já vimos que não é. mas não tem nada a ver com a teoria da desconsideração. Não é nem teoria da desconsideração da personalidade jurídica isso. se tem culpa. se foi lícito. É teoria da desconsideração menor. mas a lei coloca isso como teoria da desconsideração. pela fraude ou confusão patrimonial. Lá a responsabilidade é puramente objetiva. porém. . OBS: Teoria maior é subjetiva.

pode o juiz decidir. Em caso de abuso da personalidade. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. primeiro você dá a porrada para depois saber se o cara é culpado ou é inocente. O que é o devido processo legal? Contraditório e ampla defesa. etc e vai provar em relação ao sócio que estão presentes os requisitos para a aplicação da teoria da desconsideração. A doutrina é radicalmente contra. em benefício de seu assistido. ou seja. caracterizado pelo desvio de finalidade. Lá vem dizendo: Em caso de abuso da personalidade jurídica. você propor ação em face dos dois. Você o prende para depois saber se ele é culpado ou é inocente. O melhor diz a doutrina é você quando quer responsabilizar a sociedade e já quer responsabilizar o sócio.77 Quarta previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: Essa é a melhor. o juiz aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica (teoria menor). ele ainda não descobriu que não mais existe sócio gerente e sim sócio administrador. a requerimento da parte. Como se aplica na prática? Vou dar uma posição doutrinária e vou dar uma posição jurisprudencial conflitante. que fala que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. não tem o devido processo legal. Processo de execução tem Contraditório? Não. ou pela confusão patrimonial. você tem que falar que propõe contra os dois. Posição doutrinária: Estou executando uma sociedade e esta não tem bens. o melhor caminho é esse. É o artigo 50 do NCC. Processo de execução tem ampla defesa? Não. Você fazendo prova para a Defensoria Pública. Aí não tem discussão. a penhora recai sobre os bens particulares do cara. porque aí o sócio não poderá alegar a posteriori o embargo de terceiros. A doutrina fala que a teoria da desconsideração não precisa nem ser objeto principal do processo de conhecimento. Provado isso. Se for em um caso concreto. vai afirmar que se vai postergar esse assunto para os embargos. que é a própria fraude ou confusão patrimonial. porque na execução não tem contraditório. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. não tem ampla defesa. ela pode ser decidida até incidentalmente. entrando em face dos dois e aí vai provar em relação à sociedade o dano. mas ela tem que ser decidida no processo de conhecimento. É a verdadeira teoria maior. Não se pode fazer isso incidentalmente no processo de execução. o título executivo vai ser tanto contra a sociedade tanto contra o sócio. o que é abuso da personalidade? Desvio de finalidade. Faz um litisconsórcio. . recai sobre os bens particulares do sócio gerente. Está certo ou errado? Vamos nos recordar da Constituição Federal. Poster contraditório é que se faz os embargos. Bom.

Imaginemos o seguinte: “Imaginemos uma construtora. aí celebra o contrato entre o banco e a construtora e o banco vai fazer o investimento em dez vezes de duzentos mil reais. o banco não vai aparecer. Ah. mas é o que nós temos na jurisprudência. postergando o devido processo legal para a fase de embargos. Alguém vai saber que o banco existe? Não. O banco vai parecer para alguém? Não. no NCC. no total de dois milhões investidos. vai ser celebrado em nome da construtora ou em nome do banco e da construtora? Só da construtora. Vou dar um outro exemplo de contrato. Tudo vai ser feito em nome da construtora. Duzentos mil reais de três em três meses. Vem ser meu sócio? Ô rapaz eu não posso. Isso vai dar dinheiro? Vai. porque o que acontece na prática é que você decide incidentalmente na execução e qualquer coisa discute em embargos.19/07/2003 SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO O que é uma sociedade em conta de participação? O conceito está na lei. porque o banco não quer desenvolver esta atividade de construção civil. . 5%. 8 ª Aula . a construtora chega para banco e diz: -Olha banco. E fica pactuado no contrato mais o menos o seguinte: O banco vai participar de 15% do valor da venda de cada imóvel 10%. temos este contrato. É uma decisão um pouco técnica. imaginemos um banco. não importa a forma de remuneração. não quero me envolver em nada disso e tudo mais e tudo”. O que é sociedade em conta de participação? Vou dar dois exemplos para poder facilitar a minha compressão. mas vem trabalhar junto comigo (falo eu não posso desenvolver este tipo de atividade que embora lícita é empresarial). Então na prática se tem tratado incidentalmente no processo de execução. se vai dar grana não sei. Meu primo chegou para mim enrolado toda vida: Leonardo tem um negócio da China para gente entrar coisa e tal. 30%. se estão ou não presentes os requisitos da teoria da desconsideração. vamos construir um grande condomínio lá no Recreio dos Bandeirantes. mas a parte amplamente dominante não concorda. eu não quero construir nada não. que é maneiro é. mas você constrói eu te faço o investimento. então vamos fazer o seguinte. Então de três em três meses ele vai lá e dá duzentos mil reais. Quem vai pedir a autorização à prefeitura para construir? A construtora. só quem vai aparecer é a construtora. Quem quando comprar o cimento o contrato de compra. em seus artigos 991/996 da lei que tá na apostila também. ninguém vai saber que o banco existe. vai ficar pactuada no contrato.78 Posição jurisprudencial conflitante: Como se posiciona a jurisprudência? Parte da jurisprudência concorda com a doutrina. aí o banco retruca: -Não quero construir nada.

E os sócios ostensivos? Aí no nosso exemplo são a construtora e o meu primo. eu também não quero criar nenhuma sociedade não quero nada disto. Substancialmente. deixa tudo comigo. E o primo: . Resolveu dizer que é uma sociedade em conta de participação. vai dar dinheiro o negócio!” Já que vai dar dinheiro. o contrato entre o banco e a construtora será verbal ou será escrito? Escrito. Porque exceção para tudo? Importante: Este contrato pode ser tanto verbal como pode ser por escrito. Poderia ser verbal? Sim. no caso o banco formou a sociedade empresarial. o Leonardo não é empresário. ontologicamente ela é um mero contrato de investimento. porque ela é exceção para tudo. Isso é uma sociedade de conta de participação e eu peço que vocês olhem criticamente. ela não tem personalidade. e fica pactuado que vou receber uma porcentagem X lá da atividade. Então pode ser por escrito. como pessoas jurídicas. porque só formalmente ela é uma sociedade. a lei esta dizendo das sociedades sem personalidade: sociedade em conta de participação.Não. Que o sócio. ta lá. mais eu não vou fazer nada.79 E funcionário público pode ser empresário? Não pode ser empresário. e se for por escrito mesmo se ele for registrado na junta comercial. é o Leonardo. Então espera aí. desenvolva a atividade empresarial e distribua. ele não dará a esta sociedade personalidade jurídica. Tira um pouco do lucro e dê para o investidor na forma prevista no contrato. O sócio oculto aí é o banco. Podemos perceber que os participantes podem ser tanto pessoas físicas. Qual o nome desses dois negócios? O nome deste negocio poderia ser muito bem chamado de um contrato de investimento. poderia. família. E mesmo se for registrado ele dará personalidade jurídica a esta sociedade? Não. negócios à parte. vai ter dinheiro. não vou trabalhar neste negócio. E ser for escrito precisa ser registrado? Se for escrito tem necessidade de registro? Não. Vai dar dinheiro? Quanto? Uma quantia X. vou fazer este investimento. “Aí Leonardo. pode ser verbal para a sociedade. por exemplo. Tem um artigo dizendo: mesmo se o contrato for registrado ela não terá personalidade jurídica. Será escrito ou verbal o contrato entre o milionário e o primo dele? Escrito. o investidor pode o não ser empresário. aquele que vai trabalhar e vai fazer tudo no nome dele vai ser empresário e aquele que está por trás. Se ela não tem personalidade jurídica tem patrimônio? Ela não tem personalidade ela tem patrimônio existe patrimônio? O banco tem a construtora. quem é o sócio ostensivo? . que recebeu o investimento. O que é uma sociedade de conta de participação? São estes negócios aí em que uma pessoa investe em outra para que este terceiro. O banco fez o investimento na construtora e o Leonardo fez o investimento no primo dele. então essa sociedade mesmo se registrada ela não tem personalidade jurídica. família. Aí eu pego dou uma grana para ele e ele vai desenvolver o negócio.

que é os cinqüentas reais? Não. Essa sociedade aqui tem patrimônio? Qual o patrimônio? Investimento seria o duzentos mil reais que tem de patrimônio de quem? A sociedade tem personalidade? Não tem personalidade. A união delas tem patrimônio? Não. Patrimônio é de quem? Tem patrimônio do banco e tem patrimônio da construtora. ela não tem nada. se não tem personalidade não tem nome. Existe sociedade entre eles: sociedade em conta de participação que na verdade é um mero contrato de investimento. A construtora quando tiver comprando o cimento vai comprar em nome de quem? Em nome dela. Se ele age em nome próprio. faço um investimento na sociedade. A única hipótese em que o sócio ele é empresário. Quantos patrimônios têm aqui um. ela não tem personalidade. te empresto cinco mil reais e empresto cinqüenta reais pra ela. Quando ela tiver pedindo autorização da prefeitura ela vai tá pedindo autorização em nome de quem? Dela. não tem nada. até mesmo porque a sociedade não tem nome ele age em nome dele. porque ele não age em nome da sociedade. criou algum patrimônio isto? Não. ela não é nada. E o sócio ostensivo ele é empresário? É ou não é? Ele age em nome da sociedade. eu vou ter meu patrimônio e ela vai continuar tendo o dela. dois ou três? Um patrimônio só? O meu patrimônio é o mesmo do que o dela? Não. ela não tem patrimônio. mero investimento. Ela tem nome?Ela pode ser sociedade em conta de participação Bebão? Importante: Não. . ela não tem domicílio. cada um vai continuar com seu próprio patrimônio. Então a sociedade em conta de participação não tem patrimônio porque ela não tem personalidade. ele é empresário. eu continuo com o meu patrimônio e ela continua com o dela. ela é apenas um contrato de investimento que resolveram dar o nome de sociedade em conta de participação. não tem personalidade. Não tem nada. Tudo é feito em nome de quem? Do sócio ostensivo. o sócio ele é empresário? Não. ela não tem nome. Então emprestei para ela cinqüenta reais confundiu. Normalmente eu digo para vocês. não tem patrimônio. só que ela é minha devedora agora. Vai ter o terceiro patrimônio. eu chego e empresto para ele. por isto estou falando.80 A construtora. então ela tem patrimônio? Não tem patrimônio. Porque o sócio não é empresário? Porque ele não age em nome próprio. ou ele age em nome dele? Importante: Ele age em nome próprio. Ela que aparece perante terceiros. formalmente é uma sociedade. ele age em nome da sociedade. É a mesma coisa. há exceção para tudo. pois é um mero empréstimo.

que é sócia ostensiva. E se for empregado? Acho a mesma coisa. Se alguém tiver que ir a falência quem vai a falência? O sócio ostensivo. Pode o fornecedor do cimento Mauá cobrar do banco? Não. o banco emprestou. Se o sócio oculto investiu e não recebeu. eu sou empresário? Não. Aí se resolve tudo. paciência. o contrato é entre as partes. sétimo privilégio especial. foi à falência a construtora. daí os peões não receberam. O banco por ser quirografário. No caso a construtora no outro exemplo. eu ou meu primo qual dos dois? Meu primo ele que é empresário. sexto garantia real.81 Quando ela tiver vendendo os imóveis o contrato de alienação do imóvel vai ser no nome de quem? Dela. ele investiu. a falência da construtora. ela vulgarmente conhecida como contrato de gaveta. OBS: Olhem para ela e esqueçam que é uma sociedade. Bom se ela for à falência o que acontece? Primeiro antes de ir a falência. a construtora não pagou o cimento. quarto encargos da massa. ela é um mero contrato de investimento. eles vão lá na frente. Ele é um credor quirografário. Toda pessoa que age em nome próprio tem personalidade ilimitada. não vai cair em pegadinha. tudo em nome dela. E se toda pessoa que age em nome próprio tem responsabilidade ilimitada em regra. porque eu sou sócio oculto. Tudo isto porque na verdade não e uma sociedade é um contrato de investimento. a construtora foi à falência. porque não precisa ser registrado. se você olhar para ela sendo um contrato de investimento você resolve tudo. Tanto é que quando vai pagar um empregado o banco. Olha como é diferente: Numa falência do ostensivo o outro é tido como credor. É completamente diferente. isto aí. oitavo . A responsabilidade da construtora é direta e ilimitada. Tanto é que quem é o primeiro a receber? Os empregados. tanto é que eu falo o seguinte: se a construtora for à falência. o banco ele tem alguma responsabilidade perante terceiros? Não. aí todo mundo vai habilitar. Se eles não conseguirem receber eles podem executar o banco? Não. por exemplo. Esta responsabilidade é direta ou subsidiaria? Tem algum patrimônio para executar antes do patrimônio ostensivo? Não. se acham isso absurdo olhem ela não como uma sociedade. aquele sem qualquer tipo de privilégio. Tem ou não tem? O empregado. terceiro fisco. então a responsabilidade é direta. segundo trabalhador. olhem-na como um contrato de investimento. só pode executar a construtora. o que tem que fazer? Se habilitar como credor. porque o contrato é celebrado com a construtora. Na falência do ostensivo o oculto vai ser considerado como credor. Primeiro a receber acidente de trabalho. Porque o contrato de trabalho é celebrado com quem? Com a construtora. na verdade ele é o credor. responsabilidade diretíssima. o empregado tem que se habilitar lá na falência para receber. quinto dívidas da massa. Primeiro a receber é o trabalhador e uma ordem meio complicada que tem para tudo. e tem que se e habilitar para receber.

um responde por 25% e outro responde por 25%. Os credores lá tentaram cobrar da sociedade não tem bens. Existe limite para esta responsabilidade. Conheceram agora a vulgarmente conhecida sociedade de gaveta. solidária. O sócio oculto vai receber como sócio? Não. não existe nenhuma na prática. foi cobrar do Leonardo. só pessoa física. o carro? Pode. sócio pode ser pessoa física ou jurídica. Pode escolher entre os sócios que vão acionar? Pode porque todos eles respondem de forma solidária. o banco vai receber como sócio. por causa disto à responsabilidade é subsidiaria. Importante: Todos sócios respondem SIS. Mas primeiro o credor tem que executar o bem de quem? Da sociedade. e se continuar sobrando distribui entre sócios. Pode cobrar tudo do Leonardo? Pode. quirografário e se sobrar dinheiro vai para o subquirografário. porque responsabilidade é solidária. estes credores podem executar os bens dos sócios? Pode.82 privilégio geral. pedido já para revogar. Se tiver devendo cinco mil vai pagar? Vai. pode se estipular o seguinte: Leonardo responde por só 50% do prejuízo. Pode ser sócio aí e nome coletivo e todos com responsabilidade SIS.artigos 1039 e 1044 OBS: Está em desuso. A firma coletiva . que é perfeitamente legal. Se a sociedade não tiver dinheiro para pagar. porque não é verdadeiramente uma sociedade. Ilimitada. Mas neste caso a sociedade em nome coletivo teve algumas mudanças. Que raio é isso? Subsidiário. cem milhões vai. A sociedade em conta de participação é isso. entre os sócios pode existir uma limitação. neste caso todos respondem. Sociedade em nome coletivo. sociedade em nome coletivo . embora a responsabilidade seja solidária. pode executar os bens dos sócios. ilimitada. Três sócios. a casa de praia. SOCIEDADE EM NOME COLETIVO – conceito na lei . Aqui.Leonardo Marques e Cia Distribuição de Bebidas. Se nossa sociedade não tiver dinheiro para pagar a Brahma. Alguém só vai querer responder por tudo que tem na vida? Não. dois milhões vai. não tem limite. Nesta sociedade quando não falar nada. é um contrato de investimento. porque pelo menos um dos sócios responde de forma ilimitada. Ela utiliza firma coletiva ou denominação? Firma coletiva. pago tudo só que depois vou receber 25% dos meus outros dois sócios. cem mil vai. neste caso todos os sócios responde ilimitadamente. Mas isto não vale perante terceiros. vai receber como credor quirografário. se pelo menos tem um sócio que responde em forma ilimitada. Porque entre eles pode existir uma limitação.

por que faz parte do patrimônio do Leonardo. §3° com artigo 43 da Lei de Falências . É claro que a escola pede o cara para assinar uma promissória também. Pode o terceiro entrar sem o consentimento dos demais sócios? Então não pode? Porque se não quiser que esse terceiro entre ou se faz à remissão da dívida ou faz a dissolução de toda a sociedade? Faz-se a dissolução parcial. é possível a penhora. E acabou. O filho é do Leonardo. . Adora essa divergência. agora pode a escola pedir a penhora das quotas que o Leonardo tem junta à sociedade. então é isso. às quotas pertencem a quem? À sociedade ou ao sócio? Ao sócio. o TJ o desembargador Mayrow Marinho é o da banca. não sei que tesão dá discutir isso. Por que o terceiro vai entrar? Só entra se a sociedade quiser e se não quiser é só fazer a dissolução. o TJ do nosso Estado. É possível aval em um contrato? O aval é uma declaração cambiaria e sendo declaração cambiaria só pode ser inserida em título de crédito.7668/45. quer dizer o seguinte: têm algum prejuízo para a sociedade de pessoas nessa história? Nenhum. em tese. o Leonardo saiu. No STJ já pacificou. porque a penhora é um ato antecipatório de uma futura venda judicial. se for sociedade de pessoas não pode. falei então o que o artigo1026 está fazendo. Mas o novo código civil veio e deu uma solução para acabar com esse problema. Bom. porque a sociedade não tem filho. mais a doutrina. e ele está devendo seis mil a escola. você assina a promissória em branco podendo a sociedade avalizar. então é isso. Já falei. O que tem o artigo 1026 do CC? Tem uma sociedade qualquer. mas pega a parte dele dá para o arrematante. quer dizer que a jurisprudência mostrou. A sociedade tem alguma coisa a ver com isto? Não tem nada a ver com isto. disso e disso. Pode a escola executar os bens da sociedade? Pode ou não pode? Não pode não. seria vendida por um terceiro e o terceiro em uma sociedade de pessoas. tem quatro sócios aqui. ou têm divergências? A doutrina adora essa divergência. e então está claro. Porque a jurisprudência já pacificou isso há muito tempo vocês estão certos. Se cair na prova vai cair o artigo 1043 do novo CC. a doutrina continua dizendo que a lei não fala da matéria. Por que não pode? Pergunta a doutrina.83 normalmente utilizada quando o sócio responde ilimitadamente. c/c 1026. Bom aí olha o que acontece: a jurisprudência pacificou por causa disso. Combine primeiro o artigo 1043 com o artigo 102 do CC. Mas o que a doutrina discuti então? Ela discute o seguinte: Se for sociedade de capital pode. E a denominação é utilizada quanto todos sócios respondem limitadamente. Pode pedir a penhora ou não pode. É possível a penhora? É possível. pronto acabou. Agora pode avalizar? Não pode. mas para deixar mais completo combine o artigo 994. Tem quatro e aqui tem uma escola onde estuda o filho do Leonardo. aí a quota foi vendida em hasta pública.

ele pode falar. vai depositar em juízo em favor lá da escola. lá no artigo 1026. ele pode requerer a dissolução parcial. na verdade vai ser dada uma opção ao credor. Aí o credor nunca vai receber. o que vai ser penhorada na verdade. Então é feito o quê? Penhorou para que? A penhora vai ser diferente. Não. por conta do artigo 1026.84 Pega e dá uma olhada no artigo 1026.000. cerca de R$1. ela pode escolher o seguinte: receber os R$6. O artigo 1026 vêm dizendo o seguinte: O credor particular de sócio pode pedir que a penhora recaia sobre as quotas dele na sociedade. mas é claro que vai liquidar toda a quota do Leonardo.500. Opa. ele foi depositado lá. Quando tem dividendo. Conseguiu a penhora. Então o que é liquidação? Vai ser feito o balanço. espera aí. Vamos supor que distribui de dividendo só quinhentas pratas. Quando chegou aqui. Então se fizer a penhora do Leonardo aqui nessa sociedade. o dividendo que daria ao Leonardo vai entregar a quem? Vai depositar em juízo. Porém. Quanto o Leonardo têm de direito nessa sociedade? Ele tem X. A liquidação da quota do Leonardo.00 através dos lucros dos dividendos da sociedade.00? Quanto? Doze anos. vai demorar o maior tempão. vai começar a vender bens da sociedade para liquidar a quota do Leonardo. vai abatendo. e deposita em juízo. não conseguiu a penhora aqui. ou sobre o meu automóvel. mas aí muda o seguinte. Dinheiro penhorado o que é pra fazer? Têm que converter todo lucro. E sabe a outra opção que é dada a escola? É. requeiro ao juízo da execução que a penhora recaia sobre minha casa de praia. O que muda? O artigo 1026 não manda a penhora. fazer novos investimentos coisa e tal. Então todo lucro que era pra ser distribuído para o Leonardo. Não é possível que você faça uma conjugação na prova da Defensoria para pode guardar um pouquinho para o cara sobreviver.00 depositou em juízo e acabou. O que é liquidação da quota? Vocês lembram? Lembram que antigamente eu falei que para evitar a entrada de terceiros fazia a dissolução parcial. Vai demorar quanto tempo para pagar os R$6. desde que não exista outro bem desembaraçado. . ele vai abatendo do valor da execução. vai liquidando. talvez o juiz reserve parte para sua subsistência. não é? Vamos supor que a execução está lá na vigésima primeira vara cível. Então pode ser feita a penhora por parte da escola? Pode. já conseguiu os R$6.000. E se for à única renda dele? Não vejo problema nenhum. ou melhor. se não tiver outro bem desembaraçado pode permanecer a penhora da quota.00 anuais ou mais ia demorar o maior tempão eu não tiro lucro nenhum. até o necessário para aquela execução. está certo é escola. Mas isso é salário? Não tem natureza jurídica de salário. então pega o X. a escola pode escolher. ela pode pedir a liquidação da quota. liquidou isso tudo. É a mesma coisa. mas tal se não existir outro bem desembaraçado. Está aí.000. ou vai ou racha. não manda as quotas penhoradas para hasta pública.

Mas respondendo ao colega. Agora quanto e o patrimônio liquido? Quem fará isto tudo. Então no 1043 não temos a opção. ela foi prorrogada tacitamente. está lá no 1043. em nome coletivo também. A sociedade vai dar mais alguma coisa além de 5. Essa é a exceção. A apuração de haveres é através do patrimônio líquido que terá por base evidentemente o capital social. A opção é dada ao credor então. liquidadas para pagar lá aquela execução. Agora se a prorrogação for tácita. vai poder escolher. Esta regra aqui se aplica para toda a sociedade. Ele que tinha lá 1. a contar da alteração do contrato. só vai poder requerer se à sociedade for prorrogada tacitamente.000.000. ela não pode pelo artigo 1043 requerer a Liquidação. vai diminuir o que em relação ao Leonardo? A sua participação na sociedade.00 que é do Leonardo. Vendendo toda a parte do Leonardo só deu 5. ai chega agora em junho os sócios se reúnem e prorrogam ela até agosto de 2010 e aí ela foi prorrogada ate agosto de 2010. no sentido de extinção) pugnar pela liquidação da quota do devedor. continuou.85 O Leonardo tinha uma quota grande. vai dar só os 5. que é isto? A sociedade em nome coletivo existia ate agosto de 2003. E se vender tudo? A parte dele era pequena vendeu tudo o que ele vai fazer? Vai sair da sociedade. mas principalmente para a ilimitada. É mais ou menos o seguinte: aquela sociedade em nome coletivo. o que muda em relação à sociedade em nome coletivo? Temos que ir ao artigo 1043. agora teria 400 quotas.000 quotas. para a escola. tudo em prol do credor. o que é prorrogação tácita? Chegou o prazo ninguém falou nada.000. o juízo só intima a sociedade para fazer isto.00. seria prorrogada e o que diz no parágrafo único? Que o credor vai poder requerer a liquidação. Parte das quotas que ele tinha vai sendo vendidas. mas com a ressalva que vou fazer. mas também pra comandita simples. O credor na sociedade em nome coletiva. Mas veja o seguinte. qual vai ser a opção? Quem é que escolhe se vai ser por uma ou por outra via? O credor. aí ela pode requerer a liquidação? . e o que o safado diz? Ele diz assim: o credor particular (a escola). em juízo ou extrajudicialmente? Vai ser apurado extrajudicialmente. de sócio (o Leonardo não pode antes de dissolver-se (da sociedade acaba.00? Não. por causa disto só resta a receber através dos lucros. prazo para existência: agosto de 2003. então vai ser liquidado o necessário para pagar. Inciso primeiro e o segundo fala da prorrogação contratual ou expressa. Só estou falando do artigo 1026. o sócio do Leonardo devedor tem ¼ do capital social ele terá qual % do patrimônio liquido? 25%. Então. aí o credor vai poder pedir a liquidação? Vai desde que ele grite em noventa dias. Aí o § único diz: só vai poder pedir a liquidação se for houver a prorrogação tácita ou ocorrer à prorrogação expressa. chegou agosto de 2003 ela não foi dissolvida. por exemplo. Então ela não pode pedir a Liquidação da quota. não estou falando ainda da regra especial da sociedade em nome coletivo. Agora. entenderam isso? Se a prorrogação for contratual ele tem que gritar em noventa dias. A sociedade vendeu toda à parte dele e mandou para a vara cível.

em 90 dias.. Então restrição do 1043 e só para a sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. essa interpretação é louca. E aí lendo desta forma cuidadosa o artigo 1043 está tratando da sociedade em nome coletivo por prazo determinado ou indeterminado? Se for por prazo indeterminado quando é que a escola vai poder requerer a liquidação? Nunca. porque é prazo indeterminado. porque se for por prazo indeterminado. porque é lá daquele conceito da Justiça Federal. Somente os comanditados que podem exercer a administração da sociedade.. A terceira opção é deles também. esta é a melhor interpretação do 1043 realmente.1027. Espie apenas um só que é o comanditado com responsabilidade SIS. ele não pode botar. O que é sociedade comandita simples? Ela é formada por duas categorias de sócios. A segunda interpretação é pior ainda. Só posso pedir a liquidação se esse prazo for prorrogado tacitamente ou contratualmente. SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES O conceito está na lei. aplica as regras gerais do 1026. Tem duas absurdas. e se administrar o que acontece? Ele passa a ter responsabilidade SIS. Pode ser Pessoa física ou jurídica. Ele pode administrar? Quem que responde ilimitadamente é o comanditado. expressamente. Ela utiliza razão social ou denominação? Razão social somente ele o comanditado que pode botar o nome dele lá na razão social. como é no coletivo por prazo indeterminado jamais a escola poderia pedir a liquidação. Bem e o comanditário? É aquele que de otário ele não tem nada. rasgar o artigo aplicar o artigo pelo menos interpretando de que só se refere à sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. porque ele tem responsabilidade ilimitada. se eles falarem eu não aplico o artigo como é que eu vou aplicar o artigo. manda aplicar 1026. três comanditárias três amigas e um comanditado. aí ela não vai precisa requerer. está ruim. isso é novidade.86 Pode a qualquer momento. Se for tacitamente vai poder pedir a qualquer momento. se ele botar passa a ter responsabilidade SIS. 1040. O comanditado ele ganhou . posso dizer que não aplico na hora da prova? Não. ela faz distinção se é por prazo determinado ou indeterminado? Não faz pelo menos o caput não faz. A primeira categoria temos os comanditados que só podem ser as pessoas físicas. porque aí o credor deveria aguardar vencer o prazo para pedir a liquidação. eu sou legislador por acaso.. ou seja o credor pode requerer a liquidação a qualquer momento. Então como é que é aplicado o artigo 1043? Tem três formas de aplicar o artigo1043.. A primeira é aplicar literalmente. ele não pode administrar. Imaginemos quatro sócios aqui. porque a responsabilidade dele é limitada. não tem prazo. já está sendo liquidada. as outras duas são. Ele pode colocar o nome dele lá na razão social? Pode ou não? Ele o comanditário? Só pode botar o nome lá na razão social quem tem responsabilidade SIS. com responsabilidade SIS. Subsidiário fala se não quiser riscar. nos artigos 1045 a 1051. o artigo está errado.

Todos passam a responder ilimitadamente. com poderes específicos? Não dá para saber. É possível. Ele esta viajando. E se continuar funcionando mesmo assim? Ela passa a funcionar de forma ilegal. quatro comanditados e uma comanditária. inclusive para o comanditário. O comanditário pode administrar? Não pode. o comanditado ele pode dar uma procuração. aqui e para administrar dentro daquele período até arrumar um comanditado. se ele administrar ele passa a ter responsabilidade SIS e aí? O Leonardo não vai poder viajar. Pode esta administração provisória recair sobre comanditário? Pode. e aí tem que ser dissolvida a sociedade. Isto é comandita simples. O problema não é este. A sociedade vai ter o prazo também de cento e oitenta dias para arrumar um novo comanditado. o administrador ele não tem responsabilidade pelas obrigações. é possível? Sim. vai desenvolvendo a atividade ate arrumar um cara. Agora vamos inverter: Quatro sócios comanditários e um sócio comanditado. mas aí a lei falou: saiu só um e ainda tem sociedade. Qual vai ser a responsabilidade deste administrador? Limitada ou Ilimitada? Nenhuma dos dois. vamos preservar a empresa em atividade. E se der uma procuração com poderes genéricos e ela administrar genericamente? Ela passará a ter responsabilidade ilimitada. porque o comanditário tem responsabilidade limitada. e dar aos demais sócios o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para eles arrumarem um novo sócio comanditário. para uma pessoa. ele é o único comanditado. mas olhem só: poderes específicos. E se surgir alguma coisa que não estava prevista. Vou dar outro exemplo: cinco sócios. aí já não é com poderes específicos. Vai parar a empresa? Não.O comanditado exerceu também o direito de retirada alegando quebra do affectio societatis. . o problema e o seguinte: enquanto está procurando um novo comanditado vai ser mais difícil. SOCIEDADE DE CAPITAL E INDÚSTRIA Não existe mais. E se não arrumar? Ela tem que ser devolvida. pode até mesmo um que era comanditado fazer uma alteração contratual e passar a ser comanditário. vai poder ser nomeado uma pessoa para realizar os negócios urgentes. bem específico. vai ter até briga entre eles. Ela saiu da sociedade a qual tem comanditados e os comanditários. fulana de tal sócia comanditária poderá realizar o contrato com o fornecedor tal e tal no períodos de tanto a tanto ate o valor de X. ele só terá uma responsabilidade se ele agir por dolo ou culpa. que pode ser ate um comanditário. Não vai ser difícil. um negócio? Passa um fax lá para o Estados Unidos acha o Leonardo para ele mandar uma procuração específica. ou seja.87 um cupom e uma passagem para ficar um mês e quinze dias na costa oeste do Estados Unidos. quem vai administrar? Vai ter que ser nomeado um administrador provisório. até arrumar um novo candidato. com poderes específicos. ou seja. ela quer exercer o direito de retirada alegando quebra da affectio societatis.

Noventa e oito por cento (98%) das sociedades empresariais registradas na Junta adotam a forma de limitada. A segunda grande vantagem é o seguinte.88 SOCIEDADE COOPERATIVA É sociedade simples por conta do parágrafo único do artigo 982 do NCC. limitada por limitada sociedade anônima os acionistas também respondem limitadamente. Então as grandes duas vantagens são estas.. quorum qualificados. de uma sociedade anônima fica complicado.? Burocratizada esta é a primeira grande crítica. porque é muito mais fácil você criar e muito mais fácil você administrar uma limitada e bem fácil sem nenhum demérito mais em tese tem conhecimento jurídico. porque é fácil. Para que mexer em time que está perdendo? Para que foram revogar o tal amado decreto 3708? De tão amado que 98% das sociedades empresariais adotaram ilimitada pelo decreto 3708/19 ele era bom ou ruim? Excelente. A limitada porque ela tinha esta aceitação toda? O que tinha de bom no decreto 3708/19? Primeiro o seguinte em relação as sociedades que nós vimos aqui. vantagem dela é que todos os sócios respondem de forma limitada. então porque tanto adotam a limitada e não adotam a SA? A limitada é melhor do que SA. conselho fiscal. Como uma sociedade tipicamente familiar. todos respondem Limitadamente. como é responsabilidade dos sócios na sociedade por corte L ou I? Limitada. na comandita o comanditado responde SIS.. o nome já induz a um erro esta sociedade ela é limitada? . Podem ver que é uma evolução lá no coletivo todos estão com a cara na janela. A primeira crítica é que estes artigos aqui burocratizaram a limitada. a segunda grande crítica vem em relação ao nome. Imagina a limitada abrir mão. nela não.. Na comandita são os comanditados. tranqüilo. Bom. SOCIEDADE ILIMITADA Que é sociedade ilimitada? Muita coisa pra falar.. ela era regulada pelo decreto 3708/19. houve uma evolução ela foi criada na Alemanha por volta de 1896 ou 92. na limitada ninguém. agora tem a assembléia geral dos sócios. O que é limitada ou ilimitada é a responsabilidade dos sócios. só que esta segunda grande vantagem e aí que vem a primeira crítica. Tem um projeto de lei. Lá no coletivo todos respondem SIS. Bom. não lembro. Antes do novo CC. porque agora a limitada esta regulada nos artigos 1052 a 1087 do NCC e tem um projeto revogando estes artigos tramitando no Congresso. mas na prática quem faz um contrato social? Os contadores fazem muito bem. agora fazer um estatuto.Como é a responsabilidade da sociedade ilimitada? Ilimitada. evolui e chegamos até aqui. é a que cai na prova. para fazer um contrato social. vem lá agora sociedade ilimitada. é prejuízo. quoruns para instalação da assembléia. para tratar a limitada em uma lei especifica.

mas se o D não pagar. continua com o mesmo nome designado no decreto. Estes credores podem executar os quatro sócios? Até vinte ou até quarenta mil? A integralização social é de cem mil. e de passivo quatrocentos e trinta mil. olha sociedade limitada na verdade ela continua com o mesmo nome sociedade por cota de responsabilidade limitada. Então: Trezentos e setenta mil de passivo. ato ultravires societatis e Abuso da razão ou denominação social. porque só pode executar os sócios pela parte não intregalizada. Todos respondem de forma? Solidária.000. Limitadamente. Distribuição de capital social: A cinqüenta mil. mas aí divide por três. Já vimos várias exceções quanto a responsabilidade limitada dos sócios? Desconsideração da personalidade jurídica. podem estes credores executar o sócio A? Pode.89 Não ela responde como qualquer outra sociedade. só tem de ativo 60. Mas se tiver de dívida no mercado trezentos mil. Quanto falta para integralizar o capital social? Vinte mil. mas foi integralizado oitenta mil. falamos aqui.053. D. isto quer dizer o seguinte: se esta sociedade for à falência e não tiver bens suficiente para pagar os credores. mas primeiro tem que passar pelos bens da sociedade. A pode entrar com ação contra D. Hoje a sociedade tem de ativo sessenta mil reais só. a sociedade há seis anos atrás. Pode executar até quanto? Havia quem sustentava os 40. legislação supletiva já vimos. Mas isso já vimos. é isso e acabou. O Leonardo integralizou a parte dele (A).00. Por quê vinte mil? Porque o que falta para integralizar. até o limite de vinte mil reais. C. por isso ela foi à falência. B. for um miserável. Antigamente a regra era aplicar S/A. ou seja. É claro que se o sócio A pagar vai entrar com a ação de regresso contra o sócio D. já falei. o C quinze mil e o D vinte mil. o C integralizou. o B quinze mil. mas todos respondem pelo que faltar para a integralização do capital social. então de cem mil. . era assim. Então aí o conselho de Justiça Federal mais uma vez desce o pau. a responsabilidade está no 1052. quanto esta integralizado? Oitenta mil. o D não integralizou. esta a exceção. vou dar exemplos: sociedade de capital social Cem mil. aquele que não integraliza é xingado de sócio remisso. o B integralizou. essa é a regra. aquele que tem direito de retirada. Se o capítulo for omisso você vai aplicar como regra a sociedade Simples. neste caso ele pode diluir o prejuízo com os demais. Importante: Só vai poder executar os vinte mil reais. O sócio D. Sócio dissidente. A responsabilidade dos sócios nós já vimos. agora é aplicar a Simples. no artigo 18 do Decreto. Qual é antigamente se o decreto das ilimitadas fosse omisso você procurava solução onde? Mandava aplicar supletivamente a lei da S/A. se este capítulo for omisso qual artigo que vai cair na prova mesmo? Importante: Artigo 1. tendo os sócios A. Como é responsabilidade dos sócios? A responsabilidade é assim. Entenderam a responsabilidade? Vou dar último exemplo. Hoje o capítulo das ilimitadas (artigos 1052/1087 do NCC). dá para executar quanto do sócio A? Vinte mil.000. salvo quando o contrato mandar aplicar expressamente a Lei das S/A. Em princípio cada sócio responde pela integralização de suas quotas. texto perfeito da Lei.

Antigamente não bastava a decisão dos sócios que representassem mais de 50%. que fala em jornal de grande circulação. tal . Não vou deixar minha sociedade ter um gasto publicando em jornal.. não concordava com nada: temos que sentar.152. falei até que affectio societatis era motivo para retirada . Se é uma sociedade na qual eu participo. a convocação da reunião tem que ser na forma do artigo 1. alterasse o endereço junto a sociedade. conversar. o antigo gerente eu não posso alterar. como exercia este direito de retirada na sociedade por prazo indeterminado.90 direito de retirada por prazo indeterminado. era assim: dez sócios. desde que sócio que representasse mais de mais de 50% deliberava sobre o assunto as cotações. o prazo mínimo de oito dias para a primeira convocação. E se esta sociedade tiver menos de dez sócios? Continua como era antigamente? Não. de retirada. Antigamente podia o sócio gerente alterar o contrato social? Não podia.. vou fazer o seguinte: uma proposta de alteração e vou ligar para os outros sócios. ou seja. aí sim tem aplicação. se no contrato não falasse nada era por decisão da maioria absoluta. espírito de porco que não assinava. aplica-se a reunião. novas reuniões a se realizarem. devendo mediar. mais de 50% do capital social. Então vai ser possível o entendimento da seguinte forma: se o contrato social não disciplinar. é um gasto tremendo. parágrafo terceiro. de lucros. quanto tempo de antecedência. Último tema da Burocratização: Assembléia de reunião de sócios nem tudo o antigo sócio gerente administrador pode decidir. aí posso exigir . vou pelo mais simples. Mas hoje em dia não é nada disto. no que couber o disposto para Assembléia de sócios. Esse o contrato não estipular qual é o procedimento? A lei diz como é que vai ser. entre a data da primeira inserção e da realização da assembléia. eu sou sócio majoritário. Vou mandar para assinar. e de cinco dias para as posteriores. tal. e não assinava droga nenhuma. Falei disso quando falei dos direitos de sócios. as próximas deliberações aí sim. está lá como que vai ser feita a convocação. quer dizer. ciclano. aí tem um sócio. mudou como é feito isto? Hoje agora é assembléia geral. Obrigatória como? Como é a Assembléia? O procedimento está no artigo 1152 § 3º: o anúncio de convocação da Assembléia de sócios será publicado por três vezes. como é esta reunião? Assembléia vocês sabem que é no 11052. considera-se convocado aquele sócio em que foi expedido para tua residência uma notificação via Ar. aquela coisa de fazer meio nas coxas. convoca-se por jornal. a maioria absoluta. e a reunião? Não tem previsão na lei. ao menos.. AR. Como não? Aí ela vai poder tomar suas deliberações em suas reuniões de sócios. coloco lá a convocação será por qualquer meio idôneo: por carta telegrama. maior burocracia. Acabou aquela facilidade do cara ligar. estamos falando de atos futuros. Antigamente para haver alteração contratual. se ele se mudou problema. era feito com a liberação dos sócios. prazo de antecedência. E aí mesmo se o majoritário quiser. a previsão dela tem que esta aonde? No contrato social. o que tinha que fazer antes para sair? Notifica com antecedência de 60 dias. Eu vou decidir qual será o procedimento e vou ter que especificar isto no contrato. novas assembléias. tenho 60% ou 90% será convocado? É obrigatória a deliberação em assembléia se a sociedade tiver mais de dez sócios. vou comunicar para todo mundo. ato jurídico perfeito. entra o artigo que tem que adaptar.tal. As deliberações anteriores você não muda. Concordam com a proposta fulano.

por uma aplicação analógica da lei de S/A. sócios ou não. nós vamos estudar Conselho fiscal quando tratarmos de S/A. maioria absoluta para nomear administrador. a doutrina sempre entendeu possível a existência de um Conselho fiscal nas sociedades limitadas. Este decreto não tinha nenhuma previsão sobre o Conselho fiscal das sociedades limitadas.. outra salvação da lavoura.91 o cumprimento do 1152. Ele é um órgão de existência facultativa nas sociedades limitadas. podem. mas se existir ele tem que ser composto no mínimo por três membros. vai que na assembléia consegue convencer a galera. E mais se contrato não fala como será a reunião será na mesma forma da assembléia.. não pode. Antes do novo código civil a sociedade limitada era regulada pelo decreto 3708/19. pois eram aplicadas supletivamente as regras das sociedades anônimas. mesmo sem previsão legal expressa. O Conselho fiscal não é obrigatório nas sociedades limitadas. não precisa concordar todo mundo não. Podem ser dispensados. nas hipóteses que acabei de mencionar. digam por escrito que estão cientes da data da data e da reunião ou da assembléia. Esta previsão está no código civil e. correrá o risco de muita deliberação ser tomada como nula. a maioria dos presentes em assembléia ou reunião. antigamente era tudo com a maioria absoluta e hoje ta tudo lá no 1. agora a lei exige ¾ para a mudança do contrato. e por último. não vai precisar da assembléia no momento tão dispensados da formalidade de convocação. se todos deliberarem por escrito. Pode-se dispensar dessa formalidade de convocação tanto na assembléia quanto na reunião? Pode.. a maioria absoluta para pedir concordata. mas mesmo naquela época a doutrina e a jurisprudência tinham o entendimento que era possível existir um Conselho fiscal das sociedades limitadas. Logo. depende da disposição dos sócios. se derem por convocados. não pode. 9 ª Aula . mas deliberou por escrito. como também pode ser dispensada a própria assembléia ou reunião. pra que consegue convencer.. para dispensar a assembléia ou a reunião todos tem que deliberar por escrito. depende do que eles querem. aí será terrível. não para passados. Pode ser dispensada da própria assembléia ou da reunião? Pode. Devemos saber apenas que é possível o Conselho fiscal na sociedade limitada. Por causa disto que tem que haver esse negocio de convocação. delibera contrariamente.052?Pode. Neste ponto que vamos ter a diferença.. pela própria essência do ato. Se tiver a assinatura de 90% não pode mandar alteração para a junta comercial? Não pode. por isso a formalidade aí é essencial. do novo CC. mais se ela que não concordou deliberar por escrito não tem problema.. Hoje não é mais necessária a analogia. porque não se obedeceu a forma prevista na lei.. é muito similar à previsão legal da sociedade anônima. então. a regra agora é a maioria simples. que é para atos futuros. ou seja. pois já temos previsão expressa. desde que todos os sócios deliberem por escrito sobre aquele assunto. . e como a regra a regra agora não é a maioria absoluta. aí tá a solução da lavoura. aí tem que convencer o espírito de porco.02/08/2003 CONSELHO FISCAL NA SOCIEDADE LIMITADA É uma inovação do novo código civil a previsão legal de um Conselho fiscal para as sociedades limitadas.076. desde que todos os sócios. Pode ser dispensada essa publicação o 1.

mas. gerente agora é empregado. Hoje. mas a lei não diz. um ato separado. mas colocou que os membros do conselho fiscal não precisam ser sócios. um sócio gerente. nós sabemos que lá fora vai ser chamado de Termo de posse. Foi aproximada mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. então. O contrato social não vai designar administrador. tem carteira assinada. A lei não diz o nome deste ato separado. mas a regra agora é que o administrador seja nomeado através de um ato separado. Antigamente poderia nomear um gerente não sócio? Não.92 Antigamente. Daqueles 4 sócios ninguém quer trabalhar no restaurante. É a única diferença. Antigamente havia os sócios gerentes. tinha que ter autorização de outro sócio. a doutrina entendia que poderia ter Conselho fiscal mesmo sem previsão legal. Chegava na Junta comercial e verificava no contrato social quem administrava a sociedade. mas os seus integrantes não precisam ser necessariamente sócios. ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA Aqui houve uma grande modificação. acabou esta burocracia. A única diferença da lei para aquela posição majoritária da doutrina é que hoje é possível o Conselho fiscal. Como é que se descobria antigamente quem era o sócio gerente? (hoje administrador). antes do novo código civil. e aqui na sociedade limitada agora também não vai precisar. aproximou mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. a regra é que o administrador não seja nomeado no contrato social. mas não tem dinheiro para ser sócia. mas junto deste contrato social vai vir um ato designando um administrador. A lei encampou a doutrina com essa pequena distinção. nomeava-se um administrador. com o novo código civil. É igual na S/A. e este delegava os poderes a um estranho. com aquela tendência de se aproximar à sociedade limitada da sociedade anônima. A irmã de um dos sócios sabe tudo sobre restaurante. O Conselho fiscal será estudado mais detalhadamente mais adiante. hoje não. quando não havia previsão legal. o professor Fran Martins era de uma corrente no sentido de que era possível até ter o Conselho fiscal nas sociedades limitadas. hoje existe administradores. e ninguém entende nada de restaurante. Importante: O administrador hoje (inovação) pode ser nomeado tanto no contrato social como pode ser nomeado através de um ato separado (isto é inovação). Hoje. o correto agora é falar tão somente . mas os seus membros deveriam ser sócios. Ex: Somos 4 sócios. no momento da prova pode-se perfeitamente escrever ato separado. Ele pode? Pode. Era uma complicação muito grande. O diretor da sociedade anônima tem que ser acionista? Importante: Não. Antigamente nomeava-se um sócio e esse sócio poderia até delegar o seu poder. Então. Isto. tinha que ter previsão no contrato e etc. pode-se nomear direto um administrador não sócio. e tem que ser levado na Junta comercial para que seja de conhecimento de todos. nesta o administrador vai ser nomeado em ato separado (ou termo de posse) junto à Assembléia geral. Analisando o contrato social. Por isso que é errado ficar falando sócio gerente e sócio administrador. O novo código civil encampou essa corrente.

pois ele pode ser sócio como pode não ser sócio. aplica-se às regras da sociedade simples. para colocar e tirar um sócio como administrador pelo contrato social. se for no contrato social será 2/3. porque ele pode ser sócio ou não. ou seja. depende da maioria absoluta. depende da decisão de 2/3. No 1076 vem escrito: “Pelos votos correspondentes a mais da metade do capital social”. é um quorum elevadíssimo. Ela pode ser nomeada administradora?( Ex: tem 80% das quotas) O professor Fábio Ulhoa Coelho começa devagar. é a maioria absoluta. e se o capital social não estiver integralizado depende da decisão da unanimidade. Caso esteja integralizado depende da decisão de 2/3. quando o capítulo das sociedades limitadas é omisso. Ex: Se um sócio nesta sociedade for nomeado administrador. De acordo com o artigo 1060. podemos até aplicar por analogia. vamos falar apenas em administrador. Caso seja através de ato separado. Importante: Destituição dos administradores não sócios. caso o capital esteja integralizado a decisão é de 2/3. jamais vamos falar sócio gerente ou sócio administrador. Ele não fala no quorum para destituição. Caso o sócio seja nomeado administrador no contrato social. como ele não faz distinção. depende da decisão da unanimidade. Decisão da maioria absoluta. ele fala no quorum para nomeação. ele diz que não há proibição expressa. não tem jeito. Neste caso não tem este negócio de capital integralizado ou não e nomeado no contrato social. é possível que seja a maioria absoluta. então. ele pode ter sido nomeado através do contrato ou em ato separado. mas este está lá no artigo 1060 e 1061. Não sócio se o capital não estiver integralizado. se for nomeado em ato separado. Pelo 1076 inciso II c/c 1071 inciso III. A lei está empurrando mesmo para uma nova solução. se estiver designado no contrato social será 2/3. seja ele sócio. Na sociedade simples somente pessoas físicas podem ser administradoras. Então. então. não é previsão legal) ou no máximo. Basicamente todos os quoruns estão previstos lá no artigo 1076. é o quorum previsto no artigo 1061. é um quorum que não está previsto lá no artigo 1076. Agora. para tirar ele de lá só com “reza”. para o não sócio não tem. Destituição do administrador sócio. Mas em regra. Para o sócio tem quorum para nomeação e para destituição. E caso aplique subsidiariamente a lei de S/A? Na lei de S/A a pessoa jurídica também não pode ser administradora. Se ele tiver 35% das quotas ele não sai jamais. O não sócio para ser nomeado administrador tem que ter autorização do contrato. só por decisão de 2/3.93 administrador. artigo 1076. Se for o sócio. logo. é a maioria absoluta. agora. Pode uma pessoa jurídica ser sócia? Pode. a maioria absoluta. Eu (professor) acredito que nomeação seja maioria simples (opinião pessoal. inciso II c/c 1071. inciso III. Caso seja sócio em ato separado. nas duas soluções . O 1071 está no inciso III . Realmente se fizermos uma leitura do capítulo que vai do artigo 1051 ao 1087 não fala nada. Esse quorum que está previsto na lei é para nomeação. se ele não estiver designado no contrato é maioria absoluta. não tem problema. Foram os dois entendimentos com base no artigo 1076 incisos II e III. ou seja. em regra. Por quê inciso II? Neste caso temos que ir no artigo 1071. Isto porque tem que ter a decisão de pelo menos 2/3 para tirar ele de lá. mais de 50%. ele não sócio. caso você aplique supletivamente uma lei ou a outra.

A primeira previsão é a seguinte: Toda sociedade de pessoas. O fundamento é a simples insuficiência patrimonial. Outra hipótese: Artigo 1080 do novo código civil. Com isto verificamos que não há porque ter dúvida. esse é o entendimento amplamente dominante. é o que está bem claro no artigo 1080 do novo código civil. Outra hipótese: São os débitos tributários. É lá na justiça do trabalho. basta a sociedade não ter dinheiro para pagar que eles mandam penhorar os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). Logo. Este artigo diz que os sócios de uma sociedade limitada ficam responsáveis pelos débitos previdenciários. nós vamos para a legislação supletiva. aí incluído as sociedades limitadas (Que nós já vimos que em regra ela é de pessoas). que envolve pessoas. e as duas legislações supletivas dizem que somente a pessoa física pode ser administradora. ou seja. só a pessoa física pode ser administradora. Outra hipótese: INSS – Dívidas perante o INSS. no momento da prova não é assim que deve ser respondido. Outra hipótese: Vimos esta hipótese como teoria da desconsideração menor. mas os 3 sócios que aprovaram ficam responsáveis ilimitadamente. quando eles respondem ilimitadamente? Já foi visto muitos casos. Os dois sócios que não aprovaram o ato não ficarão responsáveis. no momento da prova é diferente. Os sócios respondem quando a sociedade não tem condições de pagar seus tributos ? Na prática responde. ou seja. Ex: Suponhamos que tenha 5 sócios. e eu estou falando em deliberação de sócios. Porém. somente pessoa física pode ser administradora). Ex: Quando o sócio pratica um ato ultravires societatis . as sociedades contratuais. Todos os sócios que aprovarem ficam responsáveis pelos prejuízos decorrentes desse ato ilegal de forma ilimitada. É o artigo 13 da lei 8620. O Fábio Ulhoa Coelho não diz que a pessoa que a Pessoa Jurídica pode ser. Nós vamos fazer uma rápida previsão das hipóteses em que a responsabilidade vai ser ilimitada. Este ato que foi aprovado por 3 sócios é contrário à lei ou contrário ao contrato social.94 somente pessoa física pode ser administradora. Outra hipótese: Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. dos quais 3 aprovaram e 2 não aprovaram. mas que está na lei. a doutrina e a jurisprudência entenderam como qualquer . Tem um artigo altamente questionado. porque o abuso da razão social ou da denominação. basta a insuficiência patrimonial da sociedade para você atacar o bem patrimonial. Mas neste caso tem que ser administrador. Existem duas previsões legais no CTN a respeito da matéria. Na prática vem a execução fiscal e penhora logo o bem dos sócios administradores. Quais são as exceções. Mas ato contrário à lei não é abuso da razão social? Não. o Fábio Ulhoa diz que quem vai responder isto é a jurisprudência e a doutrina a partir de agora (Não tem como decidir de outra forma. Já foi tratado que a responsabilidade do sócio é limitada. limitada à integralização do capital social. Outra hipótese: Abuso da razão social da denominação. A regra é que os sócios respondam limitadamente. a exceção. pois se o capítulo é omisso. O artigo diz que os sócio que aprovarem a deliberação contrária à lei ou contrária ao contrato social respondem de forma ilimitada. nós falamos em atos dos administradores. Seria uma teoria da desconsideração menor também.

pois não foi dada a baixa. já tem o fato gerador. nem de comandita por ação. mas a jurisprudência entendeu como sociedades contratuais. e a sociedade não tiver condições de pagar o tributo. inciso VII não se aplica às sociedades institucionais. Mas você só pode responder assim se o examinador disser que ele agiu conforme a lei e conforme o ato constitutivo. passam 5 ou 10 anos e você não informa à receita federal. também considerada pela jurisprudência. Essa é uma liquidação irregular. estamos falando de sociedade limitada. mas que são fornecedores. mesmo aquele que tiver 1% na sociedade. aquelas que tem por ato constitutivo o estatuto. assim fica mais fácil). pois para dar baixa você tem que apresentar CND. Por que está dizendo em tese? E está falando que na prática é diferente? A primeira coisa que o administrador manda parar de pagar quando o dinheiro está pouco. Todos eles respondem. não vai ser pago. se elas não pagaram os débitos tributários. mas no momento de se fazer a prova não pode responder assim. os administradores ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado”. Daí então vai para o caput. mas com um bocado de débito tributário. mas nem todas as CNDs são fidedignas. Na liquidação irregular. acabou. e pela lei quem tem . isto é considerado uma baixa irregular. fechou as portas. o imposto não acabou não. e o sujeito sabendo disso vai lá e pega a CND apresenta e dá baixa. mas essa baixa que foi dada não foi uma baixa regular. Quando essas sociedades têm débitos tributários e elas são liquidadas. Aquele que tem 1% pode até pagar tudo e depois ele entra com uma ação de regresso face aos demais sócios. Então é automático isto? Não. Essa disposição do artigo 134. Na prática é. são os tributos. Inciso III – “Os diretores. mas ainda não foi feito o lançamento. inciso III do CTN (Leia 1º o inciso e depois o caput. Neste caso todos os sócios respondem como substitutos tributários. “Respondem pelos débitos tributários da sociedade quando agirem com excesso de poder”. Aí você pode dizer: Mas isto não dá. Isto quando perguntar em tese. então. para que seja dividido o prejuízo. Isto é. ou seja. a lei nem discute. Esta é a mais comum. sociedade em nome coletivo. às vezes o débito tributário ainda não foi lançado. Neste caso. Ex: Não estamos falando agora de S/A. comandita simples. mas na verdade não existe mais aquele seu ponto comercial. O que é excesso de poderes? È quando ele pratica ato contrário à lei ou ao ato constitutivo (Contrato social ou estatuto). Existe uma outra forma de liquidação irregular. O imóvel era de aluguel e você já devolveu e não tem mais nada. A lei fala de pessoas. Então. os sócios respondem como substitutos tributários. excesso de poderes é ato contrário à lei ou ato contrário ao contrato social ou estatuto. OBS: Existem duas formas de liquidação irregular. Ele deliberadamente pára de pagar os tributos para pagar outros credores não privilegiados. A responsabilidade é de todos os sócios de sociedades contratuais. vai ficar por isto mesmo. Só quando o fisco consegue provar que o administrador agiu com excesso de poderes.95 sociedade contratual. ele não paga. é aquela que os sócios vão lá na Junta comercial e dão baixa. Isto está no artigo 134 inciso VII do CTN. mas todos os sócios respondem de forma ilimitada na liquidação irregular. A segunda previsão é o artigo 135. Caso o administrador agir dentro da lei e na conformidade do seu estatuto. O artigo 134 não se aplica a sociedade anônima e a comandita por ações. Ex: Você não dá baixa na Junta comercial.

Não foram encontrados bens suficientes para pagar. a certidão da dívida ativa foi extraída em nome de quem? Da sociedade. substancialmente é contra ela e contra os administradores que agiram com excesso de poderes. Este ato de deliberadamente não pagar o fisco já é um ato contrário à lei tributária. solidários. e a jurisprudência já está cansada de saber disso. porque ela fala “Representante de pessoas jurídicas de direito privado”. por força de lei os sócios que agirem com excesso de poderes. eles ficam também como responsáveis tributários. Este caso é com certeza substituição processual substancial. Mas o sócio não é terceiro? Existe um fenômeno chamado substituição processual substancial (Liebman). Ele vai entra com embargo do devedor ou com embargo de terceiro? Tanto faz. não fala sociedade contratual. não tem título contra o sócio e. Mas o título executivo é contra a sociedade. então ele já responde ilimitadamente. para a comandita por ações. O que o juiz faz? Manda recair a penhora sobre os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). inciso III do CTN e tem os artigos da lei de execução fiscal. e não interesse alheio. Na prática todo mundo viola a lei. então. inciso III do CTN. e se violou a lei. mas ontologicamente. fundamento da execução fiscal. na verdade não há problema nenhum. Na verdade aquela execução formalmente é contra a sociedade. é ele que está sendo executado também.96 preferência são os empregados e o fisco (A fazenda). sem título não tem execução. então. Esta certidão. sociedade institucional. porque a própria lei já diz que ele responde por isso quando ele age com excesso de poderes e tudo mais. aquela certidão da dívida ativa em nome da sociedade vale também contra o sócio. Tem que ser extraído uma nova certidão da dívida ativa em nome do sócio? Não. O sócio para se defender vai agir como? A execução é contra a sociedade. Aquele título executivo. isto já é excesso de poderes. também se aplica isto para a sociedade anônima. Está executando a sociedade x bebidas limitada. o sujeito pára de pagar justamente o fisco e paga outros credores. quer dizer. Na execução fiscal contra a sociedade. e. na forma do artigo 135. se é ele que está sendo executado é embargo do devedor. Vejam neste caso que ele é aplicado tanto para as sociedades contratuais como para as sociedades institucionais. a penhora é recaída à mercedes dele (contra ele). a jurisprudência e a doutrina já entenderam que embora formalmente ela seja extraída em nome da sociedade. é qualquer pessoa jurídica de direito privado que aplica a regra do artigo 135. eles aplicam lá o Princípio da fungibilidade. O correto é embargo do devedor. esta já está sendo violada. e não embargo de terceiro. E é aquilo que é o título executivo. no entanto. ele está defendendo interesse próprio. não é necessário extrair uma nova certidão da dívida ativa. portanto. .

e tal. A companhia beneficente dos velhinhos de jacarepaguá. É uma sociedade cujo capital social é dividido em partes. e também temos outra lei modificadora. parágrafo único do novo código civil. Ah! Mas ela é empresarial. não interessa qual é a atividade que ela está exercendo. A legislação aplicável para as sociedades anônimas é a lei 6404/76. já que o governador colocou como Companhia beneficente dos velhinhos de Jacarepaguá. mas. e. ela é empresarial. com responsabilidade limitada a sua parte. Às vezes a leitura da lei é “pesada”.97 SOCIEDADES ANÔNIMAS Consideração inicial: Caso em algum concurso venha a cair alguma questão sobre sociedade anônima. só que é diametralmente oposto. tem termos técnicos. Na verdade você teria que saber que essa Companhia era sociedade anônima. A pergunta da prova foi: Qual é a natureza da sociedade beneficente dos velhinhos? Não era filantropia. o que prevalece é a forma. logo. uma linguagem complexa. A cooperativa tem sempre natureza simples (Civil antigamente). Poder não pode. Isto que deveria ter sido feito na prova. vai ser focado nas modificações da lei 10303/01. Então. A forma dela prevalece sobre a substância. Em 1997. visa o lucro. que é a lei 10303 de 31-10-2001 (Só entrou em vigor em 2002). O conceito de sociedade anônima está na lei 6404 e também em qualquer doutrina. Ah! Mas era sociedade beneficente. Ela vai ser sempre tratada como uma sociedade de natureza simples. Por isso que a cooperativa não está sujeito à falência nunca. as cooperativas. Prevaleça a forma e não a substância. Ex: Banco. Foi uma das questões da prova da magistratura. é uma das hipóteses em que o que prevalece não é a substância. e portanto. Ela é empresarial? Não. ela sempre será sociedade empresarial. não pode ser sociedade anônima a sociedade beneficente. Tem algum outro caso? Tem. era empresarial. não tem com fugir da lei. Os titulares dessas ações recebem a denominação de acionistas. Não vai ser desmiuçado passo a passo. e se é S/A ela é uma sociedade empresarial.. pode ser até uma cooperativa de crédito. a sociedade anônima independentemente da sua atividade. a resposta vai estar na lei. representada por ações. então. .. e tal. Na forma da lei de S/A e na forma do artigo 982. nós vamos passar uma visão panorâmica para quando examinarmos a lei. Ela foi profundamente modificada em duas ocasiões. possamos ter uma maior facilidade. ela sempre será tratada como uma sociedade empresarial. a atividade dela não importa. porque cooperativa independentemente da atividade dela. é a forma. Isto não importa. o lucro é direito essencial dos sócios.

X pode ter vendido por 2 mil reais para Y. O artigo 1160 diz que: “A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social”. o valor de mercado (É o que está na bolsa de valores) é 13. Vai ser aplicado o novo código civil ou a lei de S/A? Em regra você vai aplicar alei de S/A primeiro. O valor de balanço pode ser 200 reais. Você tem que saber apenas que é o valor de emissão. NOME EMPRESARIAL O nome empresarial da sociedade anônima está regulado no artigo 3º da lei de S/A e também no artigo 1160 do novo código civil. X resolveu vender a ação para Y. você sempre tem que pagar o que te ofereceram. A responsabilidade dos acionistas é limitada a integralização do preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. foi específico. Não importa os valores. ela não consegue vender a 15. .98 RESPONSABILIDADE Como é a responsabilidade dos acionistas? A responsabilidade dos acionistas é limitada. Pelo novo código civil tem que ter o objeto social. a responsabilidade é pelo preço de emissão. A sua responsabilidade. 13 ou 14? Não importa o valor. e te vende por 13. 11. não interessa. são quase a mesma coisa. O novo código civil nesse ponto (art. O Y vai ter que pagar mais 50. pelo artigo 1160 é obrigatória a denominação designativa do objeto social. a Companhia quer é receber os 100 reais. Ex: A cotação está em 15 reais. que é o restante que falta à Companhia. que são duas parcelas de 25. mas antes de pagar a 3a. Eu tenho que pagar quanto? A responsabilidade é limitada ao que? A integralização é de 10. agora tem que vir: “Eifel Construtora S/A”. porque é a lei especial. e já recebeu 50.”. A Companhia não vai se preocupar por quanto X vendeu a ação para Y. Suponhamos que eu comprei essa ação. O artigo 3º da lei de S/A e o artigo 1160 do Código Civil. Então nesse ponto vai ser aplicado o artigo 3º da lei de S/A ou o artigo 1160 do novo código civil? O artigo 1160 do novo código civil. Neste ponto o novo Código Civil. o valor de venda é 12. Porém. Ex: No balanço o valor das ações é 10. Ex: Agora não pode vir: “Eifel S/A. isto porque a denominação tem que ser designativa do objeto social. mas te venderam por 12 reais. O que é integralização? Ex: A S/A está vendendo suas ações. Y tem apenas que integralizar o que falta. e X comprou tais ações. Eu emiti essas ações de mercado. pelo valor de 100 reais para integralizar em 4 vezes. 12. X pagou a 1a a 2a. há pouca mudança. ela não quer saber por qual valor foi vendido de X para Y. O valor de venda é o chamado valor de emissão. a responsabilidade dos acionistas é pela integralização do valor de emissão das ações subscritas ou adquiridas. O que importa é o valor de venda. quer dizer. o valor econômico (É com base em projeções futuras) é 14. 1160) foi específico ou foi genérico? Específico. Na face o valor nominal é 11.

Hoje pode ou não pode ser Eifel construtora companhia? Pelo artigo 1160 do novo código civil pode. o capital é um valor só. É assim que é a denominação da sociedade anônima. só pode vir no início ou no meio. pode substituir desde que Companhia venha no início ou no meio do nome. o art 1160 pára por aí. por extenso ou abreviadamente. COMPANIA ABERTA e COMPANIA FECHADA A expressão Companhia aberta e Companhia fechada vieram da lei 10303/01. não é aberto ou fechado. A ordem dos fatores não altera o produto.99 Importante: A denominação da S/A (Nome fantasia) + o ramo da atividade (É obrigatório) + o tipo societário (Que é a sociedade anônima). Companhia no início ou no meio do nome”. Nome fantasia (ex: eifel) + ramo da atividade (construtora) + sociedade anônima (Põe extenso ou abreviado).. Eu quero que você me autorize buscar recursos no mercado. Com isso aqui não é necessária a expressão “sociedade anônima”. que é: A denominação tem que constar o objeto social. É você juntar os dois artigos.. O entendimento mais plausível é você fazer uma interpretação sistemática. Não só ações. “A expressão Companhia substitui a expressão sociedade anônima”. Esta observação que tem na lei de S/A não tem no novo código civil. a lei veio e modificou. mas o objeto social agora é obrigatório. . e juntando os dois o texto é o mesmo. pode vir também Eifel Companhia Construtora. Então juntando os dois artigos você vai concluir que tem que ter o objeto social e que o “Companhia” só podendo estar no início ou no meio do nome. É a expressão S/A por extenso ou abreviada. O que é companhia aberta? Companhia aberta é aquela que chegou para a CVN (É uma super autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda) e diz que quer ser uma Companhia aberta. Eu quero que você (CVN) me autorize a negociar meus papéis no mercado. não vai dar preferência nem para um e nem para outro. você pode substituir a expressão “S/A” pela expressão “COMPANHIA”. Na verdade capital não é questão de aberto ou fechado. O artigo 1160 do novo código civil diz:”A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social (Ramo da atividade) integrada (Quer dizer que pode ser em qualquer local) pela expressões sociedade anônima ou Companhia. porém não faz aquela restrição que não pode vir no final. O artigo 1160 fala a mesma coisa. Ex: Eifel Construtora S/A. só que o artigo 1160 acrescenta uma coisa. Mas aí vem tanto o artigo 3º quanto o artigo 1160. Não é muito técnico falar em Companhia de capital aberto ou fechado. e pelo artigo 3º da lei de sociedade anônima não pode. debêntures e etc. não vai ser riscado nada. e o artigo 3º da lei de S/A continua dizendo que: Companhia não pode vir no final. é fixo. Ex: Companhia Eifel Construtora. É só somar os dois textos.. mas ações. Antigamente era Companhia de capital aberto e Companhia de capital fechado. não pode vir é no final do nome. Importante: Pelo artigo 3º você pode substituir. Mas não é a mesma coisa que está no artigo 3º da lei de S/A? Só que na lei de S/A tem uma vírgula que diz:”. Somando os dois textos você vai concluir que o “Companhia” continua não podendo vir ao final.

E se não tem tanta liquidez o preço dela cai. ela não quer mais que suas ações sejam negociadas no mercado de valor. ele pede a autorização a CVN para se tornar Companhia aberta. você não vende a por quotas limitadas na bolsa de valores. O acionista majoritário que é ele mesmo vai aprovar essa deliberação. É igual à por quotas limitadas. Caso haja pessoas que não queiram vender suas ações por um motivo ou por outro não tem problema. Isto é uma verdadeira sacanagem. Se ela tiver autorização e mesmo que ela nunca tenha vendido uma ação no mercado. O que é companhia fechada? Companhia fechada é aquela que não tem essa autorização. Vai ter que fazer uma oferta pública para comprar todas as ações que estão no mercado.100 As Companhias abertas são aquelas que tem autorização para negociar seus papéis no mercado. A obrigação da Companhia ou do controlador é apenas fazer a oferta. Para vendê-la agora você teria que vendê-la “de boca” para um amigo ou outra pessoa que se interessasse. Vendo isto o que a nova lei fez? Acabou com isso. Numa Companhia fechada aquela ação não tem tanta liquidez. É a mesma coisa com a Companhia. Fica muito mais difícil transformar aquela ação em dinheiro. ela tem muito mais liquidez. para ela tornar-se fechada. ou seja. se é uma Companhia aberta. torná-la Companhia fechada. e se o preço cai com certeza que o acionista controlador vai querer compralas (Praticamente foi ele quem aprovou na deliberação o pedido de cancelamento de Companhia aberta). . ninguém vai querer comprar aquelas ações. Dada essa autorização a Companhia se torna Companhia aberta. se você quisesse vender. aquela ação parava de circular no mercado. a Companhia quer se tornar fechada. Na CVN vai ter um procedimento administrativo. Dois anos depois a Fiat tira o carro de linha. a Companhia ou o controlador vai ter que fazer a chamada oferta pública. para que aí possa fechar a Companhia. mas o acionista controlador vai quere compra-las por um preço baixo. ela é uma Companhia aberta. você já não podia pedir para o seu gerente (O banco) vendê-la lá no mercado de valores para você. e antigamente a CVN cancelava aquela autorização. O valor dessa oferta pública por ação é o valor fixado segundo o cálculo previsto em lei. e vai ser pedida a autorização. eu estou criando uma Companhia e estou pedindo para a CVN para vender ações no mercado. Será um valor justo segundo a lei. e como tal ela já passa a sofrer uma rígida fiscalização da CVN. ou seja. Ex: Você compra um carro. Para ser Companhia aberta basta ter autorização da CVN. O fato de ser aberta ou fechada não que dizer que uma é melhor do que a outra. um lançamento da Fiat. Depois de certo tempo (4 anos) eu chego para a CVN e peço o cancelamento dessa autorização para vender os papéis no mercado. Ele vai comprando e vai aumentando a participação dele até se tornar majoritário. Se o preço dela despenca. para cancelar essa autorização. por exemplo 3 anos. a Companhia vai se tornar fechada mesmo assim. Depois de um certo tempo então. Neste caso o carro que você comprou vai ser desvalorizado. OBS: Quando a Companhia é aberta. são apenas estratégias mercadológicas. não capta dinheiro no mercado. Agora. ela não tem os papéis negociados no mercado. pois já tem a potencialidade mercado.

Entende que isso viola o direito de propriedade. O entendimento dos especialistas na matéria.101 Vamos supor que o controlador tenha feito as contas. Quando tem esse pequeno número de acionistas é como se fosse “uma pedra no sapato” da Companhia. sobre o estudo do cia. A retenção de todo o lucro para poder aplica-lo num investimento. O acionista controlador resolve então tomar as ações. pois ele reverteu à propriedade em seu favor por interesses privado. É convocada uma Assembléia geral. Essa segunda posição eles têm razão no que falam. a teoria da preservação da empresa. sacrifica o interesse desses acionistas que vão ser colocados para fora do quadro. O controlador diz que vai comprar essas ações mesmo assim. Essa segundo posição é de autores como Roberto Carvalhosa que é um especialista em S/A e também dos economistas. Eles se preocuparam exclusivamente com a visão econômica. por isso que às vezes tem essas controversas. é o resgate sem a anuência dos acionistas antigos. Verifica-se quanto pagou por cada ação dos acionistas que não querem vender e deposita essa quantia num banco a disposição deles. algumas deliberações que interessam à Companhia ficariam dependendo da aquiescência de um pequeno número de acionistas. que é sociedade anônima (Amaris Borba e Roberto Carvalhosa). e de repente chega no momento da votação e eles dizem que não querem. No momento da prova você deve sustentar as duas posições. que é a dos pequenos acionistas. 10 ª Aula – 16/08/2003 Sociedades (continuação) Estávamos falando sobre as sociedades. . o interesse da sociedade. fechamento de capital. fechada. e vai ter que sempre dar satisfação àquele grupo reduzido de acionistas. e constatou que elas representam menos de 5%. deixando de lado um pouco essa visão jurídica. uma expropriação privada. porque ela vai ter que correr. então volta nas casas das pessoas e pergunta novamente se elas não querem vender mesmo as ações. sacrifica-se o interesse menor. uma vez depositado aí tomou as ações deles. quer dizer. o interesse insignificante dentro do conjunto econômico (Menos de 5%). Algumas deliberações dependem da unanimidade dos acionistas. Caso fosse prova da Defensoria Pública seria mais sensato você defender a primeira posição. O professor entende que essa disposição é inconstitucional. aberta. Então para prestigiar o todo. é o chamado resgate compulsório. Quem manda na Assembléia geral é quem tem mais votos (Quem tem mais votos é o acionista controlador). depende do consentimento da unanimidade dos acionistas. porque a Constituição diz que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. logo. Quem fez a lei de S/A não foram os advogados. a massa. foram economistas. cia. Uma transformação depende da unanimidade. abertura de capital. O professor vê nisto uma desapropriação privada. aliás. e elas dizem que não.

102 Sabemos que toda a sociedade anônima de capital é empresária.000.000. Sabe o que esta Lei 9249/95 fez? Esta lei proibiu a correção monetária nas demonstrações financeiras e proibindo a correção monetária.00 (cem milhões). Este cálculo está errado porque devemos verificar qual foi à inflação do período.00 (duzentos milhões).000.000. .00 (cem milhões). não é? O negócio está indo bem? Já que é bom para todo mundo.000. não há burocracia. Qual a margem que vai incidir a tributação? A margem da tributação vai incidir em R$100. logo.000. Há uma pressão enorme dos empresários sobre este assunto. vai se aumentar à margem de tributação. pois surgiu uma através da Medida Provisória que se transformou na Lei 9249/95. E o que mais precisamos saber? Vamos falar sobre o aumento e diminuição do capital social. Esta Cia que se iniciou com o capital de R$100. 31/12/2002 esta Cia estava lá com o patrimônio líquido de R$200. não teve lucro e não teria nada a tributar.000.00 (cem milhões de reais)? Não. ela vai está aqui: Cia. sabemos da legislação precária.000.000.000.00 (duzentos milhões). qual seja. O lucro efetivo foi de R$80. O professor como membro do Ministério Público procurou jurisprudências sobre o assunto e recentemente conseguiu uma decisão do STJ reconhecendo que isto é uma sacanagem que o Governo fez e desde 1995 está assim.000. Uma coisa nós sabemos: Aumentando o de capital social da sociedade é bom ou ruim para os credores de uma sociedade? Isto é bom.000. portanto.000.00 (cem milhões de reais) e isto foi ótimo para alguns advogados que tem a grande chance de se tornarem ricos através da ação milionária. Nós vamos começar pela correção monetária.00 (cem milhões) chega no final do ano com R$120. Vou dar um exemplo aqui e vocês vão me dizer o que é certo e o que é errado: Criamos uma Cia em 01/012002 e o capital social dele iniciou-se com o capital de R$100. e nós vamos tratar aqui de quatro formas de se aumentar o capital social. ação de repetição de indébito. sabemos que temos uma lei de 31/10/2001 que modificou a lei das sociedades anônimas.000. sobre o lucro fictício.00 (oitenta milhões de reais) e o governo está tributando em cima de R$100. Assim o Governo está tributando sobre a própria inflação.000. é tranquilíssimo o aumento de capital social. de Capital Autorizado.000. ou seja. No final do ano. a tributação tem que incidir em cima de quanto? A tributação deve recair em cima do valor menos a inflação do período.000. Isto até 1994. Houve lucro de R$ 100.00 (cento e vinte milhões). Sabemos disto tudo. Aumento de capital social Mas existem várias formas de se aumentar o capital social de uma cia.000. Vamos imaginar 20% de inflação do ano. Mas ela chegou com R$200. pergunta-se: Esta Cia teve lucro ou não? Teve alguma coisa para tributar? A resposta é negativa. está sempre sujeita à falência.

000. Aberta quanto a Cia.00 (dois milhões de reais) e uma cláusula dizendo: “Desde logo está autorizado o aumento do capital em mais de R$3. para aqueles que nunca leram a lei de S/A. Como é a Cia de Capital Autorizado? Muitas pessoas pensam. podem ter ou não capital autorizado. é a chamada Cia de capital autorizado.00 (três milhões de reais) vão estar representados em tantas ações ordinárias. mas não é a posição majoritária.000. sem aplicação e sob o ponto de vista empresarial é uma monstruosidade jurídica a Lei 9249/95.000.000. Segunda modalidade de aumentar o capital social. ou poderia ser outra condição. Como se faz? Nós poderíamos montar a Cia com o capital de R$2. para vocês analisarem e terem uma idéia de que isto faz diferença. demora um pouquinho a embalar.00 (três milhões de reais) a mais. Tanto a Cia.000. iria dar uma maior burocracia. Ok? Entendido o absurdo? Conclusão: O artigo 167 da S/A está sem eficácia. As espécies de sociedade anônima são: # Cia. por exemplo.000. mas em razão desta Lei 9249/95.000.00 (duzentos milhões). aberta e Cia.00 (dois milhões de reais) e chegar daqui a cinco anos alterar o estatuto e aumentar o capital social para R$5. em tantas ações preferenciais das classes tais e tais e tais.00 (cinco milhões de reais). o órgão responsável a autorizar este aumento será o Conselho de Administração ou pode deixar a Assembléia Geral mesmo.000.00 (dois milhões de reais) e que demora a Cia pegar o embalo e não há necessidade de pegar os R$5. ser de um exercício consecutivo. .00 (cinco milhões de reais) vez que ela não está em pleno funcionamento. pois poderia ser de dez.000.000.00 (cinco milhões de reais).000. Mas o que a lei faz? A Lei faz o seguinte: Quando estamos criando a Cia hoje colocamos lá assim: *Capital social: R$2. que não é o caso de vocês.000. um capital de R$5. porque se trata de questão nova e agora que está chegando ao STJ. Então vai se colocando todos os requisitos: Essas novas ações que representar estes R$3.000. estou dando um exemplo. Daí os empresários estarem loucos que voltem a regra do artigo167 da S/A a fim de corrigir monetariamente o capital e com isto diminuir a margem de tributação.103 O que diz o artigo 167 da Lei de S/A? O artigo 167 da S/A diz que tem que ter correção monetária.000. o artigo 167 da S/A está sem eficácia. estes R$3. por exemplo. Este aumento só pode ocorrer depois que a Cia der lucro por quatro exercícios consecutivos.000. mas não é nada disto. Como é que isto? Vamos montar uma Cia. que se trata de outra espécie de sociedade anônima. A boa oportunidade de ganhar dinheiro vai acabar porque com a reforma tributária vai voltar a correção monetária sobre as demonstrações financeiras. E lá estão previstas as condições. Hoje nós sabemos que só temos R$2. hoje e sabemos que daqui a cinco anos vai precisar que elas tenham. Eu encontrei esta decisão da 4ª turma do STJ. fechada.000.000. os antigos acionistas vão ter ou não direito de preferência a elas.000.000.00 (três milhões de reais) desde que estejam preenchidas as seguintes condições”. Fechada. Eu coloquei R$200.000.

quer dizer é um excelente instrumento para você auto-financiar a Cia.000.00 (três milhões de reais) precisa ser aumento num só momento? Não. uns quarenta e cinco dias aí. 99. Evita tudo isto se o Estatuto tiver uma cláusula autorizando. publicação em jornal. quer dizer. conseguir a autorização da CVM para colocação das ações em mercado. ainda evita a convocação de . É muitíssimo utilizado e pode ser utilizado tanto pela Cia aberta quanto pela Cia fechada. teria que convocar a Assembléia geral. Foi perguntado na outra turma: Estes R$3. Isto permite o que nós chamamos de auto-financiamento. desde que já estejam atendidos todos os requisitos daquela cláusula autorizativa. quando você aumentar quem comprou aquele título vai poder trocar por uma ação. evita a convocação da assembléia. Na Cia de capital autorizado. mas a Cia só vai ter o comprador do título como acionista. em momento oportuno. o Conselho de Administração para aumentar o capital não vai precisar alterar aquele estatuto porque este estatuto já autorizou aquele aumento. Por exemplo. elaborar a alteração do estatuto. ela não precisa pedir dinheiro emprestado ao banco. leva mais tempo. por exemplo. mas você quer o dinheiro hoje. pois constitui num gasto enorme: cafezinho. solta lá no mercado e dá mais uma segurada. mas.99% da prática o Órgão que vai dizer o momento oportuno de lançar as ações no mercado será o conselho de Administração. parte beneficiárias conversíveis em ações. aí você emite um título que quem comprar. quando preenchidos estes requisitos o conselho de administração ele não terá que aumentar o capital social vez que ele desde de logo já vai está autorizado. o último aumento efetivo. Quem é o Órgão responsável para dizer qual é o momento exato em que as ações serão lançadas no mercado? Pode ser a própria assembléia Geral.104 Por quê isto? Porque isto vai ficar como uma carta na manga. você pode emitir vários títulos. só quando efetivamente aumentar o capital autorizado. Quando ela precisa de dinheiro e vê um momento oportuno vai e lança as tuas ações no mercado. emitir debêntures conversíveis em ações. Além de evitar a alteração do Estatuto. ou seja. Se não estivesse esta autorização no estatuto e a Cia precisasse de dinheiro. depois de cumprido tudo isto vai colocar por baixo uns trinta dias. você sabe que não vai aumentar. aprovarem assembléia e levar para o arquivamento na junta. para lançar as ações em mercado. que são títulos que você sabe que não vai aumentar.00 (quinhentos mil) aí vai a Cia e aumenta de uma hora para outra e a Cia não perde tempo. o mercado só tem condições de absorver no momento R$500. Quais são os benefícios disto? Evita a alteração do estatuto. A Cia recebe dinheiro hoje. etc.000. A Cia se auto-financia. Cotação está curta.000. Normalmente é utilizado pela Cia aberta para jogar no mercado as ações. Assim a Cia perde uma grande oportunidade de conseguir um preço bom para as tuas ações. sabe-se lá quantos dias de antecedência. Então é um importantíssimo instrumento de autofinanciamento das Cias. pergunta-se: O que aconteceu com a cotação? Já deu uma caída porque os investidores já estão sabendo que ações estão em baixa. Conclusão: Com o capital autorizado. preencheu os requisitos. É muitíssimo utilizado. Por quê carta na manga? Porque quando chegado o momento.

Mas você vê lá no balanço esta reserva. ela está obrigada. Vamos falar da Capitalização de Reservas. A Cia pega parte do lucro e constitui em reserva. Ainda existe a reserva legal. Ela chega e faz uma poupançinha para. .105 Assembléia. vai o diminuindo o capital. pagamento de tributos. mercadorias. etc. em caixa. estoque da Cia.000. Como assim. Por exemplo. e as outras podem ser criadas pelo próprio Estatuto de acordo com a vontade da Assembléia geral. para o plano de demissão voluntária.00 (dois milhões de reais) para aumentar as instalações da Cia. que é aquela que mesmo que a Cia não queira fazer. no próprio ativo? Estão representadas em bens. para investimentos. Capitalização de Reservas O que é capitalização de reservas? O que é reserva? A questão é o seguinte: Final do ano. aumentar as instalações da Cia. este dinheiro só vai aparecer monetariamente no balanço. Pode fazer uma reserva para. Conclusão: Só pode distribuir lucro depois que separou o dinheirinho da reserva legal e de outras reservas. Reserva é isto. como o momento exato de jogar as ações no mercado. permitir o auto-financiamento da Cia. porque depois do lucro líquido o que a Cia pode fazer? A Cia pode faz o seguinte: Quem guarda tem. de repente lucro líquido: tanto. às vezes está em banco. Este dinheiro vai ficar lá no banco. como a Wolksvagem. uma empresa que trabalha com cana-de-açúcar e chegando o “Euninho” vai sofrer a conseqüência da entre safra. Uma é prevista na lei. faturamento bruto da Cia. para o PDV. por exemplo. separado? Nada disto. O cofrinho só agüenta 35% do capital social. há R$2. é uma reserva imposta por lei. A reserva é como se fosse uma poupança interna. está em bens. vai ficar do jeito que está”. O que isto tem haver com o aumento do capital social? Fizemos uma reserva. aí eu vou receber? Não. maquinário. O limite da reserva legal é de 35% do capital social. Sabe-se que este quantia não está em dinheiro. O próprio conselho pode deliberar e ainda tem outras facilidades. Está este dinheiro está contabilmente separado lá para reserva de investimento e foi decido em Assembléia Geral o seguinte: “Não vai se aumentar nada porque o país está em recessão. Então o objetivo daquela reserva se perdeu. como se fosse um cofrinho da Cia. paga isto. Pode ser feita uma reserva. poder suportar os rigores desta entre safra ela faz uma reserva a fim de não ficar sem capital nesta fase. Por quê? Porque aquele dinheiro. Estas outras reservas são denominadas de reservas estatutárias. como parte do lucro. paga aquilo. na prática está materializado no próprio ativo da Cia.000. ele não precisa estar necessariamente representado em dinheiro. há um bom dinheiro guardado para aumentar as instalações da Cia. Tem que guardar um dinheiro para pagar o PDV dos funcionários. que acabamos de explicar. reserva legal. por exemplo.

como distribuição de dividendos. por exemplo. Tem um capital de R$100. palavras por meio das quais alguém se congratula com outrem. logo. é dinheiro rasgado. mas acaba de ser furtado. na verdade teve apenas as suas ações valorizadas. era de R$5. pois aquele dinheiro que aumentou o capital social deveria vir direto para o bolso do acionista. felicitações por suas ações serem valorizadas pela capitalização de reservas. Não tinha R$2. E quem tem competência para aumentar o capital social? Quem tem competência para aumentar o capital social é a Assembléia Geral.000.000. . OBS: Existem algumas reservas que não podem ser transformadas.00 (sete milhões de reais). você não pode tocar na reserva legal. por exemplo. ou seja. Então aquele dinheiro que o acionista iria receber no bolo. de trinta e tantos por cento”. O que vai acontecer com todas as ações? Os valores das ações vão aumentar e todos os acionistas receberão uma cartinha: “Com congratulações.000. . emite-se novas ações para representar este aumento. Pega aquele dinheiro que estava em reserva e o transforma em capital social.00 (cem milhões de reais) representados por tantas ações e quer aumentar em mais tantos milhões.000. é por isto chamado de Capitalização das Reservas. aumenta o capital social.106 O que vai se fazer com aquele dinheiro? Ele deveria ser distribuído em dividendos para os acionistas.000.000. mas tem que ser deliberadas pela Assembléia Geral que é exatamente a convocação de todos os acionistas. já entendemos o que é capitalização das reservas.00 (cinco milhões de reais). com aumento estimado num percentual.Na correção monetária. salvo numa hipótese em que este aumento pode ser deliberado pelo próprio Conselho de Administração que é a Cia de Capital Autorizado. As reservas estatutárias podem ser alteradas. Nos demais casos é a Assembléia Geral. Mas quando ela emite novas ações? Ela vai capitar dinheiro no mercado.000. porque vai mexer com lucro. Foi apenas uma jogada contábil.Na Capitalização de Reservas o capital já está na Cia. sendo que o capital da Cia. Lembre-se sempre que dinheiro distribuído em dividendos nas Cias. a Cia. A reserva legal no máximo que você pode ser feito com ela é utilizá-la para suprir perdas oficiais ou judiciais. . ela tem destinação específica. Ela não quer distribuir dividendo. não tem que se falar. parabéns. lucro é direito essencial e está disposto lá no artigo 109 da Lei de S/A. O que a Cia faz? Ela transfere da conta de reserva para conta de capital social.000.00 (dois milhões de reais) de reserva. desistiu do investimento e ao invés de distribuir este dinheiro que está sobrando para os acionistas. Duas observações: Esta é a primeira observação: . E o acionista ri à toa. Então aquele dinheiro que estava separado para investir. o aumento de capital será através de uma mera atualização (aqui não entra dinheiro). Como se aumenta o capital social emitindo novas ações? Emitindo novas ações. automaticamente foi aumentado para R$7.Na Cia de Capital autorizado o aumento de capital é com a capitação de recursos vez que esta Cia está autorizada a emitir ações no mercado (aqui entra dinheiro). Cia que distribui dinheiro está jogando dinheiro pela janela. Já entendemos o que são reservas.

000.00 (quinhentos mil). o direito de preferência pode ser suprimido. Ex: Tem uma Cia. A diminuição pode ser por prejuízo que é o comum. Então na Cia de Capital Autorizado. segundo disposição legal a contar da aprovação Assembléia Geral que vai aumentar. Como ocorre a diminuição do capital social? Convoca-se a Assembléia Geral para a diminuição do capital. Competência para diminuição do Capital social? A competência é a da Assembléia Geral e normalmente se dá através das perdas.000. logo.107 A segunda observação é a seguinte: Para jogar novas ações no mercado tem um requisito. mas na verdade só precisa de R$500. Achamos que precisaríamos de muito. Deve estar integralizado pelo menos ¾ do capital social. prejuízos financeiros.000. Diminuição do capital social A diminuição do capital social é bom ou ruim para os credores? É ruim para os credores. Como vai aumentar o capital jogando novas ações no mercado? Quem já é acionista tem direito de preferência? Se for Cia. . pelo menos ¾ das ações existentes devem estar integralizadas. Aí esta ata da Assembléia será publicada em jornal de grande circulação. está com dinheiro parado e dinheiro parado é dinheiro perdido.00 (quatrocentos mil reais) quanto deve estar integralizado? Deve estar integralizado R$300.00 (trezentos mil reais). reduziu o capital social e diminuindo o capital social. então se reduz para o quantum necessário. Ex: Os acionistas que quiserem exercer o direito de preferência deverão manifestar suas intenções em cinco dias a contar da publicação da ata da Assembléia.000. desde que exercido em 30 dias. Ex: Montou-se uma sociedade com R$1. diminui a garantia dos credores.000.000. a cláusula que existe lá pode vir autorizando o direito de preferência do acionista. mas na verdade está excessivo. E se emitir novas ações sem ser Cia de Capital Autorizado? Neste caso tem direito de preferência sim.00 (quatrocentos mil reais) e eu quero aumentar o capital social para R$3. mas pode se dá quando o capital social é considerado excessivo. só que o Estatuto pode modificar este prazo para o exercício do direito. ou por ser o capital social considerado excessivo. 2. de Capital Autorizado. “Isto é que cai na prova!” Quais são as burocracias? A questão é a seguinte: 1. o acionista tem trinta dias para manifestar o direito de preferência.00 (um milhão de reais). É cheio de burocracias. houve a redução do valor de algumas ações.000. com o capital social de R$400.000. Destes R$400.000. Antigamente este prazo era intangível.000. A lei diz que em regra.00 (três milhões de reais).

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Primeiro requisito: Publicada esta ata, todos os credores quirografários podem impugnar esta redução, desde que o façam em sessenta dias, prazo decadencial, a contar da publicação da Ata da Assembléia que autorizou a redução. Como é feita esta impugnação? Através de carta, notificação através do Cartório. Ex: Os credores quirografários notificam a Cia dizendo que não concordam com a redução do seu capital social. Não precisa dizer o motivo, basta impugnar. Diz a lei, isto não é questão de validade é apenas conveniente, que a cópia desta notificação seja averbada lá na junta comercial. Por quê? Porque aquela ata da Assembléia é levada à junta comercial para levar o registro da redução do capital social. E havendo impugnação a junta comercial vai registrar? Não, porque vai cair em exigência. Ex: A junta comercial dirá: “Não vou arquivar a alteração deste Estatuto porque teve a impugnação do credor fulano de tal”. Resultado, a Cia vai poder reduzir? Não. Só vai poder reduzir desde que pague este credor “espírito de porco” ou faz o depósito judicial. Para impugnar o credor precisa está com o teu crédito vencido? Não porque isto é uma garantia dele. Precisa pagar todos os credores quirografários ou só aquele credor que impugnou? Somente os credores quirografários que impugnaram. E se ninguém impugnar? Se ninguém impugnar trata-se de um aceitação tácita. E se aquela Cia tiver credores debenturistas? A lei exige que se tenha aceitação expressa. Como é que isto? Tem que ser convocado um Assembléia de debenturistas e aí juntos vão decidir por maioria a redução do capital. Aí neste caso depende dos debenturistas convocados numa Assembléia especialmente para conceder esta autorização. O que é credor debenturista? Eu vou explicar debêntures mais tarde. Mas a Cia pode fazer, por exemplo, um empréstimo no mercado no valor de R$10.000,00 (dez mil reais) e feito isto ela devolverá com juros de 1,70% ao mês, corrigido pela TR. Vou devolver o dinheiro em, por exemplo, dez anos e pagar juros de três em três meses. Você que emprestou dinheiro à Cia compra uma debênture e com aquela debênture você recebe juros de três em três meses de 1,70% ao mês e no final dos dez anos, por exemplo, você vai lá e recebe o principal, corrigido monetariamente pela TR ou pelo que seja. Estes debenturistas podem ser de quatro categorias: Credores com garantia real – Quando a Cia dá uma garantia para o credor um imóvel tal. Credores com garantia flutuante – Quando a Cia dá como garantia ativos da própria Cia. Credores quirografários – Não possuem garantia Credores sub quirografários.

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Em princípio, a Cia tem que ter a concordância de todos os debenturistas, mas o professor diz que não concorda, ele entende que os debenturistas com garantia real e com garantia flutuante não têm interesse em impugnar a redução do capital social. Por quê? Porque os créditos deles já estão garantidos. Ele entende que só os credores debenturistas quirografários e os subquirografários são os que têm que serem convocados para autorizar ou não aquela diminuição, vez que os demais não estão sujeitos a qualquer prejuízo com a diminuição do capital social. Como a lei não fez distinção, em princípio então, será toda e qualquer espécie de debênture. Como se posiciona a doutrina? A doutrina não enfrenta a questão. O professor já leu uns seis livros e nenhum enfrenta a questão. Órgãos sociais As Cias têm uma pesada estrutura e temos nelas vários órgãos, cada um com sua função, temos a Assembléia Geral, temos o conselho de Administração, temos o Conselho Fiscal e temos a Diretoria, cada um com a sua função. Vamos falar de todos eles e vamos começar pelo maior, qual seja, a Assembléia Geral. O que é a Assembléia Geral? A Assembléia Geral nada mais é do que a convocação dos acionistas para deliberar sobre determinado assunto ou vários assuntos em pauta. A doutrina diz que é um órgão supremo, órgão máximo, mas não podemos nos esquecer da posição de Rubens Requião, qual seja, ela é suprema, ela é máxima, mas está sempre subordinada à lei e ao próprio Estatuto. O que é importante falarmos em Assembléia Geral? A Assembléia Geral foi dividida em Assembléia Geral ordinária e Assembléia Geral extraordinária. São chamadas de AGO e AGE, respectivamente. Qual a diferença entre a AGO e AGE? Formalmente não há diferença, mas há uma distinção é no assunto. Como assim no assunto? A AGO é aquela faxina, isto é, tem que ocorrer todo ano dentro dos quatro primeiros meses de cada exercício financeiro. O que é exercício financeiro? É anual, mas normalmente, na prática, começa no dia 02/01 e vai até o dia 31/12. Pode o exercício financeiro começar, por exemplo, no dia 20/05? Pode, mas normalmente para facilitar as coisas, na prática, todas as Cias, iniciam em 02/01 para poder ficar igual o ano civil. Então, em regra, AGO tem que ser realizada tem que ser realizada ou no mês de janeiro, fevereiro, março ou abril. Por quê? Porque são os primeiros quatro meses do exercício financeiro. Por quê faxina? Porque vão ser tratados assuntos que terão que ser tratados todo ano. Todo ano tem que ser tratado o fechamento do ano anterior, aprovar as contas do ano anterior, isto é, aprovar o balanço, decidir sobre a destinação do lucro, ou seja, se o lucro vai se

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constituir em reserva ou se vai transformar a reserva em capitalização, se vai aumentar capital, vão eleger os novos conselheiros de administração se for o caso, vão eleger os novos membros da administração, se for o caso, ou seja, assuntos que têm que ser tratados todo o ano. Por isto é faxina, por isto é ordinária, é obrigatório. E a AGE? Pintou durante o exercício financeiro um assunto importantíssimo, que não pode ser decidido pelos diretores, que não pode ser decidido pelo Conselho Fiscal e nem pelo Conselho de Administração, só pode ser decidido por Assembléia Geral, como por exemplo, uma fusão, uma incorporação, uma transformação, uma cisão, uma participação de um grupo econômico. Então tudo isto é importante que foge à competência dos pequenos órgãos, só podem ser tratado tais assuntos por Assembléia Geral. O quê fazer? Esperar até o ano seguinte para tratar de tais assuntos? Não, então se convoca extraordinariamente os acionistas para tratar daqueles assuntos importantes. É por isto chamada de Assembléia Geral Extraordinária, uma convocação extraordinária, assuntos que não podem ser tratados pelos demais órgãos. Formalmente é a mesma coisa. O que é importante com a mudança da nova lei? *Agora tanto faz AGO quanto AGE. A Cia aberta e a Cia Fechada tem distinção, qual seja, prazo de antecedência para convocação da Assembléia Geral, pois, não podemos convocar a Assembléia para amanhã ou para depois de amanhã. Tem que ter uma antecedência mínima e ser for Cia fechada tem-se o prazo de oito dias para a convocação; conta-se tal prazo a partir da primeira publicação. Sendo assim da primeira publicação até a data tem que distanciar oito dias. Se não houver quorum tem que ser feita uma segunda convocação e o prazo aqui é de cinco dias a contar da primeira publicação. E se for uma Cia Aberta? Se for Cia aberta o prazo era igual, mas a nova lei mudou. Para a primeira convocação a antecedência tem que ser de quinze dias e se não tiver quorum, a segunda convocação tem que ter oito dias de antecedência. Então aumentou o prazo, mas não foi só isto que alterou, a super CDN tem um mega poder. Como mega poder? Dependendo do assunto, a pedido de qualquer interessado, a CDN pode chegar, por exemplo, convocar uma assembléia Geral para tratar de assunto referente à fusão a fim de analisar o protocolo de fusão da VARIG. Então se a CDN entender que o assunto é complexo, a pedido de qualquer acionista ou qualquer interessado, pode determinar o aumento do prazo de antecedência para até trinta dias.Ela não tem poderes para determinar o aumento do prazo para quarenta, nem cinqüenta e nem sessenta dias. E não é só isto, ela tem um poder até maior e qual é este poder? Se ela entender que o assunto é muito complicado, ela pode chegar até interromper o prazo. Mas como interromper o prazo? Ela pode chegar lá, por exemplo, todos prontos para aprovar a fusão da TAM com a VARIG, e dizer: “Espera aí, estou sabendo que isto é um prejuízo para os acionistas da VARIG, tudo mais, eu quero dar uma olhadinha nisto aí, quero olhar todos os documentos, analisá-los” e enquanto isto a Assembléia é interrompida. Começa analisar os documentos e faz exigências dizendo: “Vocês tem que apresentar tais e tais documentos e eles apresentam”. Não estando satisfeita determina a apresentação de outros documentos e não estando satisfeita determina que outros

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documentos sejam apresentados e quando tudo tiver legal autoriza a convocação da Assembléia. Interrompido o prazo tem que haver nova publicação para poder convocar acionistas respeitando o prazo de até trinta dias. Então a CDN tem mega poder de interferir nisto aí, pode mandar aumentar e até interferir fazendo exigências de documentos, interrompendo o prazo de convocação. Qual é o objetivo do prazo de antecedência? Para que os acionistas tenham pleno conhecimento dos documentos que serão tratados na Assembléia. A competência da Assembléia está prevista lá no artigo 121 da lei de SA tem que dar uma lida é decoreba. Conselho de Administração O que é o Conselho de Administração? Vamos lembrar! Convocar Assembléia tem o maior custo, já expliquei para vocês, tem que pagar o pessoal que fica na mesa tem que alugar o espaço, gasto com a publicação. Então o que a Lei fez? Ela criou um órgão para desafogar a Assembléia, para evitar que a todo o momento se convoque a Assembléia, ela criou um órgão com competência para tratar de vários assuntos que originariamente só poderiam ser seriam tratados pela Assembléia, como, por exemplo, aumento do capital autorizado. O aumento de capital só poderia ser autorizado pela Assembléia Geral, mas aí numa Cia de Capital Autorizado quem decidirá sobre isto será o Conselho de Administração, não é só isto, eleição dos membros da diretoria e se não tiver Conselho de Administração quem elegerá será Assembléia Geral, todavia, havendo o conselho de Administração seus membros vão eleger os membros da Diretoria. Isto evita um monte de gastos e torna a administração da Cia mais ágil. O conselho de Administração está previsto lá no artigo 138, mas começa no artigo 140 da lei de S/A. O Conselho de Administração é composto por no mínimo três membros e segundo o artigo 146 da Lei de S/A, serão necessariamente acionistas. Pode uma Pessoa Jurídica ser acionista? Pode. Pode uma Pessoa Jurídica ser Conselheira de Administração? Não, porque somente pessoas físicas podem ser administradoras. Somente pessoas naturais, pessoas físicas. Ex: Existe uma grande Cia “A” que controla a Cia “B” e tem 80% das ações com direito de voto desta Cia. Então não vai poder ser administradora? E vai ter que vir um acionista minoritário? O que a Cia. “A” pode fazer? Ela vai alienar com um dos membros dela o valor da ação e aí ele vai poder ser eleito para ser conselheiro de Administração da Cia controlada. A lei diz que tem que ser acionista e uma ação já basta. Os membros do Conselho de Administração são eleitos e destituídos “ad nuntum” pela Assembléia Geral, ou seja, a qualquer tempo. Fábio Ulhoa dá uma viajada (ele está isolado na doutrina) e ele diz que o conselho de Administração tem que ter número ímpar, só pode ser com número ímpar. Quem tem o voto de Minerva? O Presidente do Conselho de Administração.

Então o conselho pode ter número par. porque o Conselho de Administração através do seu Estatuto pode reservar uma vaguinha para o representante de seus empregados. Novidades: É o que cai na prova! A lei está aqui e deu um passo para a democracia. só podem participar do Conselho quem são acionistas. mas quem elabora o estatuto? Quem elabora o estatuto é o fundador e geralmente é o principal acionista. como o sistema de arbitragem. É faculdade do estatuto. não há problema nenhum. Sabemos então que aquela regra que era absoluta. O que acontece quando convocada a Assembléia Geral? Quem seriam os membros do conselho de Administração? A Assembléia Geral. tem outros sistemas regulados pelo Estatuto.112 Quando não tem o voto de Minerva. §1º com o artigo 239 da Lei de S/A. desde que autorizado pelo estatuto. nadou. melhor seria se esta participação fosse obrigatória. E o que a lei faz? A lei permite que os acionistas minoritários reunidos representem 15% do capital votante possam eleger separadamente um membro do conselho de administração. podendo participar do estatuto o representante dos empregados. veja o exemplo de Antonio Hermínio de Moraes. sem brigar com a acionista majoritária Marcela. mas morreu na praia. . sim. OBS: A lei andou bem em prever esta participação dos empregados. Como isto. Você vai combinar o artigo 138. logo. O Conselho de Administração é um órgão obrigatório ou facultativo? A lei é muito incoerente e diz que o que o conselho de Administração é um órgão facultativo. então elege. Mas quem vai se dar bem lá? Tendo ela 60% das ações vai votar na maioria dos administradores. Participação dos minoritários A participação do conselho é muito importante. Vamos imaginar que na Cia. qual seja. É feita lá uma eleição. O que sobrou? É facultativo quando for Cia de capital fechado sem capital autorizado. como vai ser eleito isto? A eleição do representante dos empregados será feita através de votação dos empregados. agora foi alterada. Abertas que será obrigatório. salvo. então a lei resolveu dar uma proteção aos minoritários. Quem organiza esta eleição? A própria Cia com o auxílio dos sindicatos. Em todas as Cias de Capital autorizado e em todas as sociedades de economia mista. então é nossa acionista majoritária. Se os acionistas minoritários reunidos perfazerem o total de 14% do capital votante vão te que ir para a Assembléia Geral brigar com a Marcela. Melhor seria se esta eleição fosse obrigatória. a acionista Marcela tem 60% das ações com direito a voto. em se tratando das Cias.

Você pode fazer o seguinte: Pegar os cinco votos da única ação que você tem e votar na sua amiga é o que a doutrina chama de voto concentrado. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar reduzido a determinados períodos. Se for utilizado o voto simples. você terá apenas um voto. para cada ação. eles vão poder junto elegerem um membro e um suplente. logo. para tantos membros existirão tantos votos por ação. aí sobra uma vaguinha para ser eleita pela acionista majoritário. nem os sem votos atingirem o percentual porque tem 8% do capital social. Mas só para a eleição do Conselho de Administração pode ser utilizado o sistema de voto múltiplo. Dois eleitos pelos minoritários e como a Marcela. porque quem manda é o conselho de Administração da Cia. existe. se juntos conseguirem atingir 10% do capital social. Marcela. da Assembléia Geral e vamos falar agora do Conselho Fiscal. O que é voto concentrado? É quando você concentra todos os votos do voto múltiplo em um único candidato. já que ela é controladora. Vamos supor que os membros do conselho sejam em número de três: Um foi eleito pelos minoritários sem voto. três membros.113 Igual direito terão os acionistas sem voto ou os que tem voto restrito. um foi eleito pelos minoritários com voto. OBS: Voto múltiplo. se for utilizado o voto múltiplo. CONSELHO FISCAL: O que é importante falar sobre Conselho Fiscal? O Conselho Fiscal é um órgão de existência obrigatória em todas as Sociedades Anônimas. isto é. Ela que é a controladora vai poder controlar alguma coisa? Não. tem que eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários mais um. acionista majoritária. mas o funcionamento é facultativo. vai ter o direito de eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários. está previsto no artigo 141 da Lei de SA: Sabe-se que você só tem um título de eleitor. mas você só tem uma ação. votação separada. E o que fez a lei? Dane-se o Estatuto porque se isto acontecer. a Marcela que é a acionista majoritária. também vão poder eleger o membro do conselho e seu suplente. terá cinco votos. mas não precisa funcionar durante todo o ano. total de cinco membros do conselho. mas quantos votos você teve na ultima eleição para Senador? Dois para cada título de eleitor. 11 ª Aula – 23/08/2003 Estávamos falando de órgãos societários. porque imagina uma Companhia Fechada ficar pagando um . falamos do Conselho de Administração. ou seja. Voto múltiplo é a mesma coisa porque se vamos eleger cinco membros para o conselho de Administração. Se nem um e nem outro atingir. a união faz a força. Mas o Estatuto só prevê três cadeiras? Dane-se o Estatuto. desde que juntos alcançarem o patamar de 10% do capital social. órgãos estes dentro da Sociedade Anônima. Tem uma regra interessante: Se nem os ordinários atingirem o percentual porque tem 14%.

detém todo aquele poder de fiscalização. Sociedade de Economia Mista. Todo mundo no domingo vai a um churrasco na casa do acionista majoritário. mas normalmente o conselho fiscal serve para Assembléia Geral para dar subsídios para os acionistas votarem. para tanto no Conselho de Administração tem que representar juntos. normalmente o parecer dele é seguido pelos acionistas. com direito a voto.114 conselheiro fiscal durante todo ano! Então existe o órgão. chapa B. terão direito a 1 membro e 1 suplente. É um órgão composto por no mínimo 3 e no máximo 5 membros. OBS: O Voto múltiplo só existe para Conselho de Administração. Então só convoca o Conselho Fiscal para efetivamente funcionar. poderão votar para um conselheiro. naquela época oportuna e só vai pagar os conselheiros naquela época. por isso a necessidade da fiscalização. 10% de todo capital social. como é um órgão coligado. Lembrando que o Conselho Fiscal é um órgão meramente consultivo. não pode ser adotado no Conselho Fiscal. o funcionamento não necessariamente tem que ser durante todo o exercício. O Conselho Fiscal não atua apenas na parte contábil. O sócio majoritário terá o direito de eleger o mesmo número de membros dos sócios minoritários. Importante: Só existe uma sociedade onde o funcionamento é permanente. Igual direito vai existir no Conselho Fiscal. mais 1. tem a participação dos minoritários. sempre com base no parecer do Conselho Fiscal. Nas demais. também haverá proteção dos minoritários. por exemplo 2% do capital social. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar restrito a determinados períodos de exercício financeiro. isto porque o capital é público. todos são amigos é o que se identifica dentro das grandes corporações como chapa A. Bom. e aí. O que cai na prova sobre Conselho Fiscal é o seguinte: Cinco Conselheiros Fiscais. mesmo que representem. quem decide mesmo é a Assembléia Geral. Quem decide se aprova ou não cortes no exercício financeiro é a Assembléia Geral. todos eleitos pela Assembléia Geral. separadamente o percentual será 10% do capital votante. acionistas ou não. Como é o Conselho Fiscal que examina os livros. Esta nas atribuições do Conselho Fiscal fiscalizar atos da administração. que também tem uma vaga podem colocar alguém no conselho. mas o conselheiro fiscal só atua mesmo na época da Assembléia Geral Ordinária e dependendo do assunto. sempre manifesta sua vontade pela expressão da maioria. no Conselho Fiscal sempre terão direito de colocar alguém. em separado. só que o percentual é diferente. três eleitos pelos acionistas majoritários e dois pelos minoritários. Com isso o que acontece? . examina a contabilidade. na Assembléia Geral Extraordinária. também fiscaliza os atos de administração. que por sua vez também elegeu a maioria de seus diretores. para os minoritários com voto. lembrando que o acionista majoritário que elegeu os três conselheiros fiscais é o mesmo que elegeu na aula passada. Até mesmo o Conselho de Administração quando requer parecer do Conselho Fiscal. pode ficar restrito a determinados períodos. No Conselho de Administração no sistema de votação. dessa ou daquela forma. que se juntos chegarem ao patamar de 15% do capital votante. ou até mesmo a diretoria. a maioria dos conselheiros de administração. Também existe a proteção aos sem voto ou voto restrito.

. Insider Trading e Disclosure O que seriam estes institutos? Disclosure é dever que os administradores. de informar. das debêntures dos valores mobiliários daquela companhia. que a própria companhia tem. existem irregularidades e não poderá ser proibido de falar. mas também seus conselheiros podem requerer. que foram eleitos pelo acionista majoritário. deixar tudo as claras para não pegar ninguém desprevenido.. isto porque são eleitos e destituídos a qualquer tempo. Ex: Quando Antártica estava pensando em se fundir com a Brahma para formar Ambev. então não podem ir contra o majoritário. eleitos pelo Conselho de Administração. o diretor vai todo dia. pega o microfone para fazer a denuncia. pode se . vários artigos da lei 10303 foram alterados. que não adiantou nada os representantes dos minoritários. Como essa é a principal modificação o que for perguntado em prova sobre o Conselho Fiscal será exatamente isso. então não mais só o conselho fiscal. mais poder individualmente ao conselheiro que não ficará amarrado ao conselho. pois deve obediência ao Conselho e não ao conselheiro. que celebra contrato em nome da sociedade. então na Assembléia Geral poderá dizer que apesar do parecer pela aprovação. ou um de seus membros podem . pode defender o interesse das classes minoritárias dentro de uma companhia. quebrou as algemas.115 Chega no final do ano quando são apresentadas as contas do ano anterior dos diretores. com o mercado. Se o conselho requer o diretor tem que apresentar. mas a alteração foi uma só. ou seja. O conselheiro fiscal após a alteração passou a ter autonomia. um dos conselheiros tem uma grave irregularidade para noticiar. É o diretor que contrata. Chegando na Assembléia geral. Estes Conselheiros não verão as irregularidades. deverão ser informadas ao mercado. O Conselho Fiscal vai uma vez por mês e o Conselho Administrador uma vez a cada 15 dias. DIRETORIA: Quem elege os membros da diretoria? A diretoria é composta por no mínimo dois membros. Um dos conselheiros envia requerimento a um dos diretores solicitando cópia dos documentos relativos a operação tal. os conselheiros que representam os minoritários. Todas as operações que a companhia estiver envolvida e todas essas negociações que possam de alguma forma influir na cotação das ações da companhia. Diretor é aquele que administra efetivamente a companhia. São eleitos e destituídos ad nutun. não existindo esse conselho serão eleitos pela Assembléia Geral. ficando conselho fiscal. mas como o assunto esta fora da pauta não pode ser anunciado. As modificações foram para dar mais autonomia. A lei pretendendo dar mais atenção aos interesses dos minoritários. a qualquer tempo. quer dizer.. poderá estender sua fiscalização. ele que representa a companhia. o diretor diz que não dará as cópias. uma vírgula após conselho fiscal. acionistas ou não. verificam várias irregularidades e dizem que não podem aprovar as contas e afirmam que o parecer deve ser pela rejeição e apresentam para os demais conselheiros que são amigos dos diretores. Quando levada a Votação terá o parecer pela aprovação das contas. a não ser que seja anunciado pelo Conselho que é quem pode anunciar assunto fora da pauta da Assembléia Geral.

Dentre este rol temos as sociedades coligadas. que não tem uma formalidade jurídica. Insider Trading é uma conseqüência do Disclosure. Ex: Temos os cinco conselheiros fiscais. O que seriam Grupos de Fato? Os grupos de fato são parcerias entre sociedades empresariais e outras companhias. Não há contrato escrito.Grupo de Fato. as controladas e as sociedades controladoras. a qualquer momento a companhia pode vender as ações. foi necessário dar ampla divulgação de tudo. pois esta modificação poderia influenciar tanto nas cotações das ações da Brahma quanto nas da Antártica. o empresário tem que estabelecer parcerias.116 verificar que nada foi feito de um dia para o outro. Podemos chamar genericamente de grupos econômicos essas intrincadas relações jurídicas entre Sociedades Empresariais. antes destas informações serem divulgadas. de estar apenas caminhando. 2. O mercado precisa de segurança e para isso deve haver transparência. mas já influenciou nas ações tanto da TAM quanto da Varig. O Insider Trading são atos ilícitos. Outro exemplo é a suposta fusão entre a TAM e a Varig. GRUPOS ECONÔMICOS: O que podemos falar sobre grupos econômicos? O professor Fábio Konder Comparato dá uma sentença perfeita que fala o seguinte: Hoje nenhum empresário sozinho vai conseguir sobreviver no mercado competitivo. que estão tratadas no artigo 243 lei de S/A. ou seja. A conseqüência: tanto a companhia quanto o prejudicado constatado o Insider Trading poderão propor ação de cunho indenizatório contra o administrador que fez as negociações com as informações privilegiadas buscando lucro. praticados por quem tem as informações privilegiadas e por tê-las.Grupo de Direito. Incorporação ou mesmo uma Cisão. nada pode ser feito por debaixo dos panos. . de repente eles começam a vender tudo que tem para comprar ações daquela companhia. não há estabilidade jurídica. isto é porque vem uma boa ou má noticia? Uma excelente notícia e deu para perceber que ainda não divulgaram a informação para poderem comprar as ações em baixa. nenhum empresário é autosuficiente. estão fazendo a publicidade apesar disto não ter sido aprovado. são negociações feitas por quem tem as informações privilegiadas. todas as operações para participar um grupo econômico que podem influenciar na cotação têm que ser informadas ao mercado. Uma operação de Fusão. é uma coisa pactual. negocia com o mercado em condições de supremacia. uma transformação. A doutrina divide de forma bem didática esses grupos. Ex: A companhia A tem 40% das ações da companhia C. não há formalização. isto porque houve enriquecimento ilícito. de o protocolo de intenções ainda não ter sido aprovado. que podem ser acionistas ou não. sendo os grupos de: 1. não existe contrato.

O contrato vai estreitar. Então para que todas andem no mesmo ritmo. o que é melhor para os acionistas é vender Seguro Sul América. além da Holding. os grupos de sociedade e os consórcios. esta será uma convenção de cooperação mutua. A convenção é que vai estabelecer como será feita a parceria. OBS: Grupos Econômicos é o gênero e grupo de sociedades é uma subdivisão dos grupos de direito que é uma espécie de grupos econômicos. pode ser estabelecida uma convenção. concorrência. que faz uma proposta superior a da seguradora (1 ª sociedade). Importante: Grupo de sociedades é uma parceria que será formalizada. após o seu nome podem colocar a denominação. Aprovada a convenção esta terá um nome Grupo tal.117 E os Grupos de Direito? Ao contrario dos grupos de fato. que não é nome empresarial . que além da Holding. Grupo Moreira Salles. isto porque devem obediência a uma Convenção de grupo que é como se fosse um estatuto que deve ser observado na sua atividade empresarial. porque essa parceria é formalizada por um contrato.é uma designação de grupo. Não precisa a companhia reembolsar. ou seja. mas pode começar a haver entre uma controladora e outra. não vai haver o tratamento jurídico do artigo 265 da lei de S/A. Grupo Votorantim. Grupo Roberto Marinho. administrativa e até financeira. vai tornar as sociedades parceiras. contratualizada entre a sociedade controladora e as sociedades que ela controla. basta o acionista vender as ações na Bolsa. Ex: Seguradora. 52% da 3ª e 60% da 4ª. ela tem 60% das ações da 1ª.. conflitos. as controladas. serem realmente parceiras. Temos uma Controladora que controla 4 sociedades. Ex: Grupo Moreira Salles. Chega no banco. as proibições de forma que se tornem fortes e competitivas dentro do mercado. se as ações tiverem liquidez. No grupo de sociedades. Esse contrato recebe o nome de convenção de grupo. E o que são cada um desses grupos citados? A regulamentação está no artigo 265 e seguintes da lei de S/A. Grupo Gerdau. os grupos de direito tem uma certa estabilidade jurídica. Celebrada convenção esta deverá ser aprovada na Assembléia Geral de todas as sociedades. Existem de fato.Grupo Moreira Salles. Grupo de Sociedades é aquele por exemplo.. Todas as sociedades que participam do grupo. cujos acionistas são os alunos da direita. . diz-se que as sociedades perdem um pouco da sua autonomia mercadológica. Fame construtora – Grupo Votorantim OBS: Só existe Grupo de sociedade se essa Convenção de Grupo for registrada na Junta Comercial. Aprovada em todas as sociedades. será dissidente e terá o direito de retirada. a diferença está na celebração do contrato. tem outros acionistas. em uma relação somente de fato. Se um acionista de uma das Sociedades não aceita. Enquanto não for registrada. Imagine a 1ª sociedade. Só não terá o direito de retirada se puder vender a ação na Bolsa. que é uma seguradora. A 2ª sociedade é um banco. abrindo mão de um pouco de sua autonomia.. a Sul América Seguros. 53% da 2ª. elas se tornarão parceiras. isso a princípio parece um grupo de fato.

para realizar o empreendimento que é específico. Cartel. O que é feito é o seguinte: é nomeada uma sociedade líder do grupo. O banco não pode alegar ilegitimidade ad causam passiva. Cada sociedade permanece com sua personalidade. porém não faz e o valor é debitado. já o Consórcio é para realização de empreendimento específico durante o tempo necessário para a realização. O grupo de sociedades é para toda vida. Mas você vai a seguradora e antecipa o pagamento. mas foi feita uma proposta para elas de construir um condomínio. a primeira já foi dita. não pagou. As características de um grupo de sociedades. pois é apenas o nome de um contrato. com seu Conselho de administração. Oligopólio) e para obrigação consumiste. . decorrentes de infração de ordem econômica (lei ante TRUST. o artigo 28 do CDC dá embasamento para este caso. O banco está participando para ser mais forte. Haverá previsão de solidariedade perante as obrigações trabalhistas. É formalizado através de contrato que estabelecerá as obrigações de cada uma. celebrando um contrato de consórcio. vivem brigando. o consórcio é apenas o nome do contrato. que é a controladora. como no grupo de sociedades que há um vinculo de subordinação entre controladoras e controladas. então os empresários devem fazer uma parceria.118 O Grupo de sociedade tem personalidade jurídica? Não. Uma sozinha não tem condições de construir. É uma pratica não observada. para que seja debitado de sua conta. O objeto do grupo de sociedades mais comum é a realização dos respectivos objetos sociais. a seguradora tem que cancelar o aviso de débito. celebra o contrato com a Seguradora e dá autorização para seguradora mandar para o banco aviso de débito. porque cada sociedade tem sua personalidade jurídica e seu patrimônio. com sua Assembléia Geral. isso dá o direito de ajuizar ação de cunho indenizatório contra a Seguradora e o Banco. com sua diretoria. já que os empresários utilizam neste caso o Consórcio. se o contrato for registrado. Não tem personalidade jurídica. Imagine duas construtoras a Fame Construtora Ltda e a Monforte Construtora S/A. fazendo a conta ficar negativa e seu nome vai para o Banco Central. as empresas continuam com suas personalidades. OBS: Mas existem alguns casos em que a lei presume a solidariedade. são concorrentes. na regulamentação que dá o artigo 278 e seguintes. A AUDI vem e quer cobrar do banco. inclusive a controladora. alegando não ter celebrado contrato. CONSÓRCIO: Está regulado no artigo 278 da lei de S/A. A seguradora comprou 8 carros junto a AUDI. previdenciárias. todas as sociedades envolvidas acabam perdendo um pouco sua autonomia. Ex: Você vai ao banco para fazer uma seguro de carro. este terá que pagar? Não. com seu patrimônio. Não há necessidade de vínculo anterior. A lei prevê até a formação de um grupo para explorar empreendimento específico. só existirá após o registro. Só existe consórcio na essência do contrato.

No próprio contrato fica aberta uma vaga e o contrato estipulará o perfil adequado do 4º parceiro que está faltando. 5. Vamos construir e explorar um Shopping.P – não há legislação é pura doutrina específica sobre o tema. dentre as Sociedades habilitadas haviam três consórcios. obrigações decorrentes das licitações públicas. Uma consorciada deve dinheiro ao Banco. 3. então necessitarão de mais um parceiro. Um dos parceiros achando o 4º parceiro que tem o perfil. OBS: Se o consórcio vencesse a licitação e o edital nada tratasse quem deveria assinar o contrato seria a consorciada líder representando as demais. Características do consórcio: 1. manutenção da Ponte Rio/Niterói. artigo 33. houve uma licitação pública e.Operacional: Duas construtoras celebram consórcio para construírem um condomínio para elas venderem. o consórcio será fechado.P. em português significa Sociedade de propósito específico.Objeto: sempre empreendimento específico (objeto social é o grupo de sociedades).Não perdem a autonomia. três construtoras que celebram um consórcio. houve reforçamento econômico. porque uma sozinha não teria condições de fazer tudo ou por não ter dinheiro ou técnica necessária. as Sociedades Consorciadas terão que no prazo de 90 dias criar uma SPE para explorar o objeto da licitação atendendo a seguinte forma. é preciso construir uma ponte para liga-los. mas sabem que ficará faltando o dinheiro. é celebrado o consórcio para entregar o produto a um terceiro e este que irá usufruir. ela será representante das demais.E – é do inglês. este poderá cobrar da outra consorciada? Não. perante os trabalhadores que trabalharam na obra em comum objeto da licitação. . mas no Brasil não é tratado diferentemente do que é tratado na Sociedade Anônima. O edital de licitação pode exigir na hipótese de um consórcio vencer a licitação. 2. seja uma S/A. 4. inciso V da Lei 8666/93. OBS: Quando a entrada do quarto parceiro depende da anuência dos demais. vão aglutinar dinheiro. A lei prevê hipóteses de solidariedade. vão construir para elas explorarem. Interessante é a classificação entre consórcio Aberto e Fechado.Instrumental: Duas prefeituras com um rio que as separa.Designada uma consorciada líder apenas para representar as demais. infrações decorrentes da ordem econômica (lei ante Trust – 8884/94). diz que existem duas espécies: 1. técnica. No operacional. A ponte será explorada pelos Municípios.119 A doutrina divide a análise de consórcio. no CDC. é possível fora das licitações públicas.P. não há hierarquia. poderá trazê-lo para o contrato sem ser rejeitado pelos demais.No Brasil aparece muito nas licitações públicas. Celebrado um consórcio para exploração. S. É resultado.S. pois mantém a personalidade jurídica de cada uma. está dentro de consórcio. 2.

Dependendo do edital. Deverão então criar uma AS ou Ltda. por exemplo. mas existe no Brasil. pois entre acionistas não há responsabilidade. Estão sujeitas às mesmas obrigações comerciais. Temos radicais dos dois lados. os acionistas da SPE serão as sociedades consorciadas. Cria uma Sociedade. comerciais. Entretanto. integram o contrato administrativo como garantidoras. Via Lagos (Região dos Lagos). em razão do artigo 242 da Lei de S/A. tributárias de qualquer sociedade. em razão disso. O artigo 242 era firme: “Sociedade de economia mista não está à falência”. recepcionado pela Constituição. hoje a Lei 10303/01. Se esse artigo inviabilizava sua falência. normalmente S/A. pode ir à falência? O Banco do Brasil pode ir à falência? A questão é extremamente polêmica. de responsabilidade. mas perante o fisco permanecem as regras do consórcio. revogou expressamente o . Como é o conceito? Vocês sabem tudo de Direito Administrativo. Contra a força não há resistência. de qualquer pessoa jurídica de direito privado. Aí discutiam se esse artigo havia ou não sido recepcionado pelo artigo 173 do Constituição. A jurisprudência firmou-se no sentido de que o artigo 242 havia sido recepcionado. SPE não tem previsão no direito brasileiro. organiza estatuto leva a registro na Junta e passará a ter personalidade Jurídica. não era possível a falência da sociedade de economia mista. Todas as consorciadas além de serem sócias.120 Mas por questões tributárias. A SPE tem personalidade Jurídica. ela está regulada lá na Lei de S/A. O que é interessante falar sobre sociedade de economia mista em direito empresarial? Primeiro. havia essa discussão. Há um tempo atrás. O edital pode exigir o capital da SPE? O edital às vezes exige uma soma do patrimônio das consorciadas. Aplicará a regra do consórcio e da licitação e não a regra de limitada. e o edital exigir deverão criar uma sociedade com o objeto social exploração da ponte Rio/Niterói por 20 anos. elas vão integralizar as ações com todo patrimônio ficando a SPE com patrimônio fictício. apenas no papel. formalmente vai obedecer a forma empresarial que ela adotar. Pode uma sociedade de economia mista ir à falência? A Petrobrás. antes da Lei 10303/01. 12 ª Aula – 30/08/2003 SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA Sobre sociedade de economia mista não vou nem pegar o conceito. assinam assumindo obrigação solidária por qualquer prejuízo que venha a ocorrer. que fala que a sociedade de economia mista não pode ter nenhum privilégio e ela tem as mesmas obrigações civis. Ponte S/A (Ponte Rio/Niterói). portanto. Quais são os artigos? Artigo 239 da Lei de S/A: A única indagação que pode surgir na hora de uma prova de direito empresarial é acerca da possibilidade da sociedade de economia mista ir à falência. principalmente. surgiu a indagação se ela estaria ou não. Então.

Ela. sociedade de economia mista que presta serviço público estaria regida pelo princípio constitucional da continuidade do serviço público. agora sim. ainda uma segunda posição. Então. Permanece a discussão das seguintes proporções: Há uma primeira posição. mas trata. E o artigo 173 da CF/88? O artigo 173 fala das sociedades de economia mista. Que segunda posição é essa? Pelo que sei agrada os examinadores da banca do Ministério Público. ela trouxe. Então. Lá não pode ter nenhum tipo de privilégio. Então. estaria sujeita à falência. no sentido de que a sociedade de economia mista está sujeita à falência. novamente. Estaria sobre o comando do artigo 173 da CF/88. há uma divisão. necessariamente. o capítulo é da ordem econômica. Essa corrente faz uma divisão. A questão é a seguinte. . Petrobrás. o único artigo na lei que proibia a falência da sociedade de economia mista foi revogado e.). ou pode ser criada para prestação de serviço público que poderia ser explorado de forma empresarial. Não existe o princípio constitucional da continuidade do serviço público? Existe. é imprescindível a licitação. se você tem que aquilatar o princípio constitucional e agora o artigo 173 da CF/88? Toda sociedade de economia mista que desempenha atividade econômica estaria sujeita à falência. Tanto é que para você entrar na Petrobrás. Quando ela vai fazer determinadas compras ou determinadas operações. etc. aí. começou a se indagar. No que concerne à atividade econômica está lá nos artigos 171. novamente: “E agora.121 artigo 242. Existem duas espécies de sociedades de economia mista. embora ela tenha esse comando constitucional. Pelo artigo 37 da CF/88. 172 e 173 da CF/88. ela. “Norma econômica”. Entretanto. aquele argumento de que o artigo 173 da CF/88. portanto ela não estaria sujeita à falência. Agora. Importante: Tanto esse motivo quanto por esse. Quanto a esse argumento não tem o que se falar. só se faz mediante concurso público. também. permanece. Aí. Ela pode ser criada para explorar atividade econômica de relevante interesse público (Banco do Brasil. está regulada por normas de direito público. entendendo que a revogação do artigo 242 foi uma inequívoca manifestação do Poder Legislativo. Revogação do artigo 242. sujeitando-a ao regime jurídico do direito privado. que veda qualquer tipo de privilégio à sociedade de economia mista. Essa posição deve ser a majoritária. ela está sujeita à falência ou não está? Antes havia discussão. atividade econômica e serviço público. extrai-se um princípio implícito. e agora?” Permanece a discussão. aí vem lá o artigo 173 da CF/88. sociedade de economia mista não está sujeita ao regime privado integralmente. Agora. não há dúvida. Em segundo plano. Então.Qual o princípio constitucional implícito sobre o serviço público? O princípio da Continuidade. o serviço público está regulado em qual artigo da Constituição? No artigo 37 da CF/88. ela não é uma sociedade regulada inteiramente por normas do direito privado.

de jeito algum. Então. você vai ter que adotar uma na hora da prova. na prova de direito administrativo.. Somente a que presta serviço público essencial. vocês vão defender o quê? Está ou não sujeito à falência? Não. Vai parar de fornecer água? Como é que vai fazer? Então. e tinha o desembargador Paulo Ventura. Se fizer concurso em São Paulo. na prova para Procuradoria. As duas têm bastantes fundamentos. No Ministério Público. ainda. que trabalha com águas e esgotos. a gente estava discutindo isso lá para frente e de repente. tem que ser bem cuidadoso ao aplicar essa segunda corrente. sociedade de economia mista que presta serviço público. por exemplo.122 Essa corrente tem que ser adotada em termos bem cuidadosos. lá. tinha um desembargador paulista. Prova para procuradoria do Estado. aqui do Rio de Janeiro. em sã consciência. teve um simpósio sobre a nova Lei de Falência. ou seja. e a nova Lei de Falência que virá aí fala expressamente que. sou absolutamente contrária à falência dela. e adota a forma de sociedade de economia mista. e agente teve que antecipar. vocês podem sustentar essa segunda posição: “Prestação de serviço público essencial não está sujeito à falência”. . Eu ponderei (no simpósio): “Depende. porque com a falência. Nenhum juiz. não há a menor dúvida de que você deve afirmar que todas estão sujeitas à falência. do Município. essencial. Por exemplo: Será que toda sociedade de economia mista que presta serviço público não estaria sujeita à falência? Entendo que não. sociedade de economia mista está sujeita à falência. Estaria sujeita à falência? Não. Eu me levantei e deu uma discussão danada. porque a outra não tem nem como questionar a que desenvolve atividade econômica (essa não tem questionamento). Depende da prova. e estão sustentando a sujeição de qualquer sociedade de economia mista à falência. É a orientação paulista. ficaria com a primeira. sociedade de economia mista que presta serviço público relevante. o que vai acontecer com as atividades? Irão cessar. mas nós fomos surpreendidos com a nova Lei de S/A. mas se fizesse prova em São Paulo. E eu tive conhecimento que o professor Carvalhinho e parece também que a Maria Sílvia (são administrativistas). vai decretar a falência. do examinador. mas o que é importante aí é que. que revogou o artigo 242.. a maior parte dos colegas apoiou a idéia. vem um outro além e revogou o artigo 242. as que prestam serviço público não estão sujeitas à falência. Ela ganhou simpatia. Claro que é a prestadora de serviço público. defendem a mesma orientação. existem em alguns estados. em razão do princípio da continuidade do serviço público”. então são duas posições. Então. com a reforma da Lei de S/A. não estaria sujeita à falência não obstante a revogação do artigo 242. O desembargador Osvaldo. do concurso. Eu ficaria com a segunda. a CEDAI. já sabem como tem que responder. Então. como aqui no Rio de Janeiro. Então. cada uma delas. Depois eu fiquei sabendo que isso nós estávamos discutindo o projeto de lei de falência. não está sujeita à falência. sociedade de economia mista que presta serviço público.

090 ao artigo 1092. porque o fundamento para não sujeita-la à falência. à Lei de Junta Comercial. Importante: Caio Mário da Silva Pereira já dizia o seguinte: “É um erro generalizar”. A questão é a seguinte: o Fábio Ulhôa tem posição diferente. E. à lei de S/A. não tem . dentro dos artigos. ela traz regras especiais. o artigo é especial em relação. infraconstitucional não muda nada. assim como é a sociedade anônima e ela está regulada na Lei de S/A (artigo 280 ao artigo 284). Logo. nas regras. A Lei de S/A também é enorme. “Sociedade Comandita por Ações”.123 A base é constitucional. Então. isso não importa. Vem o novo Código Civil e foi específico. sempre vai ter esse comando constitucional. Qual é o que eu vou aplicar? Será que eu aplico só o artigo da Lei de S/A? Ou seja. lei especial posterior revoga lei especial anterior. ele não vai revogar lei especial. esse princípio implícito da continuidade do serviço público. Ele revoga lei especial? Revoga. Ela é regulada pela norma deste capítulo. tanto é que ele tem um título lá. às vezes. traz a seguinte redação: “A comandita por ações será regida pelas regras deste capítulo”. não se enganem. nos artigos 1. A sociedade anônima está na Lei de S/A. à Lei de registros públicos. Revogou-se ou não revogou. tudo bem. Por mais que o artigo fale que está sujeito à falência ou que não está sujeito à falência. E se esse capítulo for omisso. Revogar ou não revogar o artigo 242? Isso não muda nada. por exemplo. temos que verificar detidamente. uma regra dessa lei geral traz uma regra especial. são serviços essenciais. revogaram a Lei de S/A nesse ponto? Ou não revogaram? Você vai aplicar a disciplina na comandita por ações com base no novo Código Civil ou com base na Lei de SA? Lei geral não revoga lei especial? É isso?O novo Código Civil é Lei geral? Sim.092. mas. um desses três artigos (1. mas nem tudo que está na Lei de S/A diz respeito à Sociedade Anônima.090 ao artigo 1. Depende. o novo Código Civil tem regras mais especiais do que uma lei que está em vigor. Uma lei geral. Aí. mas. em relação.090. Então. As duas estão tratando da mesma matéria. Não é qualquer serviço. Dê uma olhada nos artigos. Lembrando que a Lei de S/A é de 1976. basta você olhar. SOCIEDADE COMANDITA POR AÇÕES É um pouco complicado. é um princípio constitucional.090 ao 1. alguma coisa. o novo Código Civil é uma norma genérica. às vezes. no artigo 1. às vezes. por vezes. de 1976. O problema é o seguinte: A Lei de S/A. ele é geral. No todo. nesse ponto. Agora ela veio regulada no novo Código Civil. Por isso que essa alteração. aplica as normas da sociedade anônima. o artigo 242. Esses artigos. tratava da comandita por ações. 1.092). a prestadora de serviço público. quando vem um novo código. será que o novo Código Civil foi genérico sobre a sociedade comandita por ações ou ele foi específico? Ele foi específico. por exemplo. Comandita por ações é uma espécie de sociedade por ações. Então. Ele falou: “É regido aqui”. Se todo ele for geral.

Só que. Esses teriam revogado os artigos 280 ao 284 ao afirmar que o Código Civil disciplina a matéria e supletivamente as normas da Sociedade Anônima. são os que tratam da matéria agora. Então. mas aqui é de 1976. tudo. Esse é o entendimento deles. Então. trazendo regras de grupo e sociedade. Mesma vírgula. Entendo que. discordo. eles tratam da Sociedade Anônima? Não. eles trazem uma orientação de 1975. o projeto. hoje esses artigos 1. . Mas eu entendo que os artigos 280 ao 284 não foram revogados.090 ao artigo 1. Foi. embora o novo Código Civil tenha entrado em vigor agora. mesma legislatura. Se você for comparar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A com esses novos artigos do Código Civil (não são novos.090 ao 1. Vocês aplicariam esses e. são antigos). O novo Código Civil falou que o que rege a sociedade comandita por ações são os artigos 1. Tem enunciado nesse sentido. realmente.092 e. ele manda aplicar as normas da Sociedade Anônima.090 ao 1. qual é a legislação mais evoluída? A Lei de S/A ou o novo Código Civil? A Lei de S/A. ele foi sendo aprovado na sua redação original? Na sua redação original. Tem que concordar Fábio Ulhôa.092. Ninguém duvida disso. Eles tratam do quê? Da comandita por ações. Principalmente em razão dessas alterações. como o novo Código Civil vem tratando da matéria. Então.124 aplicação. nessa época. é só fazer uma interpretação racional. a Lei de SA foi sendo atualizada. Então. eles são da mesma época. Então. Eles têm idêntica redação. Ou seja. quando esses artigos forem omissos. Será que eu aplico apenas as normas do novo Código Civil já que. muito parecidos. nesse capítulo. porque o projeto é de 1975. revoga as demais exposições. Eu. já atualizada na década de 90. O projeto do novo Código Civil é de quando? O projeto é de 1975. por exemplo. Por quê eu estou sustentando que não foram revogados? Porque.092. E o projeto do novo Código Civil foi sendo atualizado ou. muitas coisas. Será que eu aplico o novo Código Civil e subsidiariamente a Lei de S/A? Ou aplico a Lei de S/A e subsidiariamente o novo Código Civil? O Conselho de Justiça Federal entendeu que você só aplica o novo Código Civil. Por quê? Em razão disso aqui. olha só. o artigo 280 ao 284 da Lei de S/A. a Lei de S/A é de 1976. A legislação de S/A é muito mais atualizada. enquanto que a Lei de S/A traz uma orientação já atualizada em 1994 e em 1997. o que ia acontecer com a Lei de S/A durante esse tempo? Ela foi sendo o quê? Aprimorada e teve importante modificação em 1994 e em 1997. você aplicaria do artigo 1º ao artigo 279 e do 285 em seguinte. sobretudo atualizada aqui. Quer dizer. vocês vão ver que eles são absolutamente semelhantes. eles estariam revogados por esses aqui. professor Leonardo Marques. o artigo 1. por que é que estamos discutindo? Na sua redação original. alterando a Lei de S/A. quando eles forem omissos. consórcio.

eles param por aqui e os artigos 280 ao 284. não os artigos 280 ao 284.090 ao 1.090 ao 1. e quando eles forem omissos. Se você aplicar supletivamente as normas da Sociedade Anônima. ou seja. A favor. precisa da autorização dos diretores? Pelo novo Código Civil. para a comandita por ações participar de um grupo econômico (Grupo Votorantin. o artigo 994. tem o Fábio Ulhôa. Grupo Gerdau. mas é apenas uma atualização que foi feita. você vai aplicar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A e se. porque gravei uma fita para Telejur tratando dessa matéria. Se você entender que os artigos 280 ao 284 foram revogados. mas nem fundamenta. eles têm a mesma coisa que tem o novo Código Civil mais as alterações. os artigos 1. as normas de S/A. depender muito da legislação que você ia aplicar. eles são quem tem responsabilidade ilimitada”. já estudei muito o problema. por exemplo. dizendo que para participar de um grupo econômico. Nessa atualização diz: “Sim. Tem fundamento. Vai aplicar tudo.092.092. etc. Então. etc. se o novo Código Civil for omisso. ou seja. Mas se você aplicar os artigos 280 ao 284? Em 1997 foi atualizado.090 ao 1. ele é omisso. Foram uns convidados que foram lá para o conselho e opinaram lá. Eu tenho essa posição. Eu tive que estudar.007. o quê você faz atualização? Joga fora. Eu tenho a opinião do Fábio Ulhôa. Quase ninguém fala de comandita por ações. Então a questão gira em torno do problema da comandita por ações é a legislação agora aplicada.092. mesmo assim.092. porque isso aqui está mais atualizado. você vai aplicar toda a Lei de S/A. interpretar o artigo 1. porque não há conflito. pegar o projeto. comparar texto. . por exemplo. é necessária a autorização dos diretores. A doutrina não se preocupa com isso e. Então. é necessária a autorização dos diretores. A redação é idêntica. que diz: “Agora aplica os artigos 1. os dois forem omissos. eles são conflitantes? Não. mas eles têm mais.).090 ao 1. mais atualizada. Tem mais alguém dizendo a favor ou contrário? Não tem. Essa posição é minha. com certeza. a doutrina não se preocupou. como no novo Código Civil é novo ainda.004. em uma pergunta dessa lá. Eu fui obrigado a estudar sobre o tema. você pode até dizer: “Eu aplico o Código Civil primeiro. alguns artigos polêmicos que ainda não adentraram. interpretar o artigo 1. Então. logo a resposta seria: NÃO. afinal de contas. aí é que você vai aplicar as normas da Sociedade Anônima. não houve tempo hábil para ninguém tecer esse tipo de detalhe. as alterações. não entra no mérito. nunca ninguém parou.125 Então o quê aconteceu? Os artigos 1. ele traz alguma previsão sobre isso? Não traz. Então. apenas a Lei de S/A é mais completa. Mas não é uma opinião nem de doutrinadores. mas a Lei de S/A tem alguma coisa a mais”. Então. a Sociedade Anônima para participar de um grupo econômico não precisa de autorização de diretoria. vai aplicar.090 ao 1. Importante: Há quem entenda que você só aplica os artigos 1. discutiu com ele em nada.092 e ponto final”. porque eles são idênticos. Então. Isso aqui não entra em conflito. temos uma primeira posição que é a do pessoal dos artigos 1.

Ou os artigos 1. Nela não existe conselho de administração. ela ganha dinheiro com isso.126 Na hora da prova se eles perguntarem é porque eles querem esse exercício de interpretação. A Lei 6385/76 que também foi alterada pela Lei 10303/01. (ações). sem falsa modéstia. eu. A Assembléia Geral tem poderes reduzidos enquanto a diretoria fortalecida. O que são os valores mobiliários? São papéis que tem por objetivo captar recursos para Companhia no mercado. Então. O que mais podemos falar sobre a comandita por ações? A questão da responsabilidade dos diretores. O que muda lá? Os diretores da comandita por ações eles tem responsabilidades ilimitadas. parte beneficiárias. Se eles perguntarem é porque eles acham que a questão é polêmica. Isso é tratado na Lei 6385/76. VALORES MOBILIÁRIOS: O que são valores mobiliários? Lembra quando eu falei em Companhia Aberta e Companhia Fechada? Companhia Aberta é aquela que pode soltar no mercado os seus valores mobiliários. o que não é considerado. Por que afinal de contas se alguma coisa der errado quem é que paga? Os diretores. E como eles respondem de forma ilimitada eles têm que ter mais poderes mesmo.092 do novo CC. Mesmo porque ela é quem responde no caso de inadimplência da companhia. eu acho difícil. Tem algumas outras questões. É o que muda. onde vão estudar. É muito parecida com a sociedade anônima. Então eu não vou tecer. Quais são os Valores mobiliários mais importantes e que cai na prova? O que cai são: “Ações. O mais importante é saber onde vocês vão trabalhar. não pode emitir ponto de subscrição. . é só ler. mas vai depender da Legislação aplicada que foi muito da atualização de 1997.090 ao 1. Gandi dizia: “A falsa modéstia é o último requinte da vaidade”. Nada mais justo. de vez em quando partes beneficiárias”. Debêntures. debêntures e. Lá vem dizendo o que é valor mobiliário. O que é importante mesmo é a Legislação aplicada. Não há menor dúvida não há nada de importante que precise especificar. Com isso a Assembléia Geral tem poderes reduzidos. mais detalhar a comandita por ações. acho que a minha opinião está correta e a do Fábio Ulhôa está errada. Você coloca as duas interpretações. Ela vende suas ações. ou os artigos 280 ao 284da Lei de S/A. Colocando essa evolução histórica. tem umas outras questões. por exemplo.

mas você aplica as ações. última cotação no mercado é essa”. Vem um demonstrativo. As ações escriturais elas constam apenas nos registros de uma instituição financeira que faz o controle das ações para a companhia. ESPÉCIES DE AÇÕES Primeiro uma classificação importante. É apenas parte do capital social. não tem documentado. a regra dos títulos de créditos próprios”. Ela não documenta uma operação de crédito. Os professores Clóvis Bevilaqua e Túlio Ascarelli entendem que ela não é título de crédito. Na hora da prova coloquem o Túlio na frente do Clóvis. endossável e ações nominativas. Impróprio. tudo. você transfere. Fran Martins. absolutamente nada. mas Waldemar Ferreira. valor através do último balanço tal. O professor Fran Martins faz só uma ponderação: “É título de crédito impróprio”. no que couber.AÇÕES Sobre ações existe uma divergência doutrinária que já está aí há muito tempo. Então é o banco é que faz.”. O que são ações documentais? São aquelas representadas por certificados de propriedade de ações. Rubens Requião.127 Vamos fala então desses três valores mobiliários. E as ações escriturais? As ações escriturais elas não têm títulos. Como é que você prova que é titular? Que tem ações? Através dos registros na instituição financeira. Você prova através dos extratos que você recebe e tudo mais. . ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. O controle é feito pela própria companhia. ela é que controla suas ações. OBS: Antigamente havia ainda uma classificação de ações: ao portador. Alguém que tenha ações recebe de seis em seis meses ou anualmente um extrato do banco dizendo: “Você tem tanto de ações em valor nominal X. parece um diploma de faculdade. é uma conte de depósito. é Direito Civil. “Ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. Não tem natureza de título de crédito. tudo isso é feito pela instituição financeira. Qual a natureza jurídica da ação? “Se ela é ou não é título de crédito”. Carvalho de Mendonça. transferência.. Esta contratou os serviços de uma instituição financeira que vai fazer esse serviço. Ações escriturais mantêm contas de depósitos em nome dos acionistas. Eles entendem que ação é um título de mera capitação de recursos que representa parte do capital social de uma companhia. o entendimento majoritário é de que as ações são títulos de créditos. ações documentais e ações escriturais. porque o Túlio é especialista em Direito Comercial (Empresarial) e o Clóvis é do Direito Privado como um todo. 1.. Tudo é ela que controla. por exemplo: A Vale do Rio Doce não controla suas ações. gravames. Por isso que ele é considerado um título de crédito impróprio. Vou recebe um diploma dizendo: “Fulano de tal proprietário do lote de ações. Quando você tem uma conta corrente. você tem lá as ações.

I. por exemplo. eles podem ser conferidos ou não. Quanto à natureza dos direitos. se ainda for suprimido o direito de voto.128 Mas desde 1990. Na companhia fechada. só tem é prejuízo para ela. que lá se faz à transferência. olha o caput do artigo: “podem consistir. aí poderia alguém levar. Isso não está escrito. Aquele papel é só para tirar onda. no livro de transferência de ações nominativas. II e III”. uma companhia fechada. os privilégios das ações preferenciais. . Aquilo não serve de nada. E aí. Então não sobra muita coisa para o Estatuto. Então você vai lá na Companhia e faz a transferência lá. muito menos ações ao portador. não vai ter nenhum tipo de preferência. interpretar o artigo 17. absolutamente nada. Antigamente valiam (papéis). Por quê como é que você hoje transfere a titularidade de ações? Através de termo. Às vezes bota em um quadro (proprietário de um lote de ações “tal”). Vejam esses direitos. Mas aqui uma observação muito boa: Tem que dar uma olhada no artigo 17. aquilo não serve de droga nenhuma. você vai à instituição financeira. então não dá nada. pelo menos uma das seguintes vantagens: “Incisos I. Em relação às ações ordinárias elas têm algum tipo de preferência. Ações agora são sempre nominativas.. O advogado chega no dia seguinte e fala: “Vocês estão arruinados. algum tipo de privilégio. ter suprimido o direito do voto. você vê nos filmes. nas novelas. Ou quando as ações forem escriturais. pega as ações e desaparece.”. o cara entra na casa. não existem mais ações endossáveis. Ações Ordinárias: São aquelas que confere os direitos comuns dos acionistas Praticamente o Estatuto não tem margem nenhuma para fazer qualquer tipo de restrição a essas ações. Preferenciais ou de Gozo ou Fruição”. Isso é verdade? Não. e ainda tira o direito de voto. as ações podem ser: “Ordinárias. Aí você vai para o parágrafo único: “Quando as ações preferenciais forem de companhia aberta”. elas terão obrigatoriamente. Então pode acontecer que na prática a ação preferencial não tenha nenhuma preferência. na bolsa e tudo mais e. (isso acontece em companhias abertas). porque às vezes era ao portador. Plano Collor. mas é a mesma coisa. III e IV”. não existe mais essa figura. arromba o cofre. Aí.. Ações Preferenciais: O próprio nome está dizendo. ela tem alguma coisa de privilegiada? Não. Então quando as ações preferenciais forem negociadas no mercado. OBS: As preferências ou vantagens elas só são obrigatórias se ações preferenciais. “Quando forem admitidas as negociações no mercado”. Desde 1990. porque ela além de não ter o direito de voto. podem consistir em: Incisos I. professor. Se levasse já era. forem de uma companhia aberta e. levaram suas ações”. O artigo17 vem dizendo assim: “As preferências. porque todos os direitos decorrem diretamente da lei. nenhum tipo de preferência. basta.

conforme artigo16). Vem na prova assim: Acionista preferencial tem direito de voto.00.001. Você bastava adquirir 150.000 com voto.001. mas as ações preferenciais podem ter esse direito suprimido. está com razão. A democracia é que todos tivessem o direito de voto.00. Ela está tão utilizada que parece que virou regra. Então agora essa companhia poderia emitir 450.00? Por que antigamente até 2/3 das ações poderiam não ter o direito de voto. no mercado. Na prática o estatuto sempre tira o direito de voto das ações preferenciais. o acionista também.001? Não. Por quê R$150. O ideal é que todos tenham o direito do voto.000 ações sem voto e 450. conforme artigo17) e (ações ordinárias. Isso nas (ações preferenciais. ou seja. aí sobravam 300. Em última análise o sócio é um credor da companhia. Aí a nova lei fez assim (deu um passo. De tanto tirarem as pessoas pensam que exceção é a regra.129 Por quê não preferencial? Porque nem sempre ela vai ter preferência.001. Então essas daqui (2/3) eram de ações preferenciais que o estatuto tira o voto.000. estão lá no artigo 44. Vem a lei.000. Antigamente até 2/3 poderiam não ter o direito de voto. controlava. É aí. agora no máximo a metade. já que temos agora metade.000. . E ações de gozo ou fruição? Qual o artigo das ações de gozo ou fruição? As ações de gozo ou fruição estão perdidas. está longe ainda. Antigamente nós tínhamos a seguinte situação: Capital social de uma companhia R$900. vocês conhecem alguma ação preferencial com voto? Eu não lembro de nenhuma companhia. parágrafo 5º da Lei de S/A. O problema é que é exceção. O que é ação de gozo ou fruição? Em última análise o acionista é um credor da companhia. Quantas ações eu vou ter adquirir para ser o controlador tranqüilo. mas na prática. ele faz uma advertência. ele tem o direito de voto ou não tem? Tem. mas deu um passo). Certo ou errado? Se o estatuto não fala nada. Então.000 ações ordinárias. agora o máximo de ações sem voto numa companhia é metade. A democracia está lá. olha uma importante modificação. você controla 900. não ter qualquer tipo de problema? Vou ter que adquirir quantas ações? Antigamente R$150. mas pela lei hoje está assegurada metade dos acionistas. Então eu tenho uma companhia. Não é errado.000.00 cada ação). Por isso que muita gente pensa que ação preferencial não tem direito de voto. Exceção é tirar o direito de voto. seria 225.000 votos para você mandar precisa ter quanto? 150. se o estatuto não falar nada a ação preferencial tem o direito de voto. sempre. A regra é que todos têm direito de voto.001. (R$1. Só terá preferência quando for de uma companhia aberta e for suprimido dela o direito de voto. Com 150. De 300. para você controlar basta 150. Importante: Aí o Fábio Ulhôa. sendo uma parte ordinária e a outra preferencial.

000. Mas aí vamos supor que ela pagou o dividendo mínimo. Pego as ações ordinárias e acabo com elas. tanto lucro. Ela continua como acionista. as ordinárias. Para ela (acionista) vai ser de risco? Não. A companhia precisava pagar isso agora. porque tudo aquilo que ela investiu ela já recebeu. Além do pagamento. o balanço já foi aprovado. para não distribuírem dividendos. Faz reserva “disso”. dá como uma forma de pagamento. da um jeito dali. deu o dinheiro para companhia e a companhia deu uma ação para ela. eu pego as ações de gozo ou fruição e dou em substituição as ações que foram amortizadas. No dia em que a companhia for acabar. Então o que é uma ação de gozo ou fruição? São aquelas dadas em substituição a ações amortizadas. A companhia comprou as ações dela? Não. ela já vai saber do lucro. Isso pode acontecer com as ações ordinárias. Mas dinheiro de dividendos é jogado fora. só que agora sem risco.00). essas ações? Não. eu pergunto. Essa é uma forma de amortização. ela não tem nenhum benefício com isso. esse nome? Ação é um investimento de risco? Sim. o que eu já fiz com as ações dela? Eu já paguei. E ela continua acionista? Sim. todas as reservas já estão cheias e mesmo assim sobrou dinheiro. como pode acontecer com as ações preferenciais. porque distribuição de dividendos é a mesma coisa que dinheiro jogado fora. a companhia não é obrigada a pagar os seus acionistas. Ela subscreveu e integralizou e os outros também. E por que gozo ou fruição. Sabe porquê? Tudo aquilo que ela já investiu ela já recebeu. entrega o dinheiro a ela (R$3. ele levaria pelas ações dela R$3. E o quê acontece? A companhia pega as ações dela. a companhia gosta de distribuir dividendos? Não.O quê acontece? Depois de alguns anos a companhia está dando tanto lucro. Agora ela só está fazendo o que naquela companhia? Gozando e fruindo. reserva “daquilo”. ao invés de dar o dinheiro para a pessoa. Se quando tiver lucro ela vai receber lucro através de dividendos? Sim. dá um jeito daqui. se assembléia geral autorizar. ela como acionista não é credora da companhia? Então é feito o balanço.000. teria direito a R$3. apenas amortizou o pagamento. Pelo balanço é verificado se a sociedade acabasse hoje ela. pagasse todos os credores da companhia. O que ela faz? Ele vai ter que distribuir isso através de dividendo. .00. Ela deixa de ser acionista? Não. pegasse o restante e distribuísse entre os acionistas.130 Então quando ela comprou uma ação. Então ela fica “amarrando”.000. pelas ações dela. Então a companhia antecipa o pagamento.00. alto risco. Se a companhia terminasse hoje. Ao invés de dar a ela de graça. ela integralizou. o que ela faz? Ela pode fazer o seguinte.

Ela vai receber a diferença? Sim.000. porque às vezes ação de gozo ou fruição não tem direito de voto. É um bingo dentro da companhia. acabam. Na prática tem? Não. ou preferencial. que as ações de gozo ou fruição terão direito de voto. só para facilitar a conta. Pode não ser interessante para o acionista controlador ou majoritário. ele só é controlador por tem a maioria dos votos. ela sempre tem o direito de voto. Essa sociedade vai ser finalmente dissolvida. Ela recebeu os R$3. Ela vai receber a diferença. recebe o dinheiro e recebe ainda as ações de gozo ou fruição.200. As ações preferenciais podem não ter o direito de voto. pode ser também que lá na ata da assembléia fiquem consignados.000. Aí levanta a pessoa vai entrega as ações dele (tudo isso estereotipando. chegasse aqui ele teria que pagar os R$4. vamos supor que a atualização não tivesse inflação nenhuma. continua acionista. Então ele vai querer ter a ação dele amortizada? Se for por uma ação de gozo ou fruição sem voto? Não.00 Ela recebeu R$3. Existe o sorteio e de repente: “Lote de ações de (tal a tal)”. que autorizou a amortização.000. se aquele dinheiro fosse distribuído através de dividendos. aprovados.00.00. é bom ter uma ação amortizada? Está no artigo 44. por que normalmente a ação do majoritário ou controlador valem muito mais.00. que tinha o direito de voto. só R$1. Na prática sempre o estatuto ou assembléia tira o direito de voto. Foi verificado que se hoje fosse feito o pagamento por aquelas ações.200. mas só a diferença. Por isso que às vezes que não é interessante para o acionista controlador. na verdade consta no registro) ordinária ou preferencial. ele que não tinha voto acaba passando a ter o voto. OBS: No dia em que ela for liquidada.200. Vamos supor que em 2006 fique constatado que se hoje fosse receber ela só teria direito de receber R$1.000.700. Às vezes pode acontecer um fenômeno muito interessante: “Imagine que estou amortizando as ações preferenciais de Túlio”. Às vezes uma ação ordinária.00? Sim. quando é amortizada fica na ata assembléia: “Ação de gozo ou fruição não terá direito de voto”. através de sorteio. Importante: Em resumo.131 E quais serão os direitos das ações de gozo ou fruição? Serão aqueles previstos no estatuto e na ata da assembléia. porque era um acionista de gozo ou fruição. Amortizei as ações dele e. o controlador precisa do voto? Sim. Ele vai para casa com dinheiro e continua acionista. . Foram feitas as contas atualizadas e verificaram o seguinte. Então. amortizada. Então o que acontece. Ele já não tem mais risco. porque faz parte do bloco de controle.00. Então além de receber o que investiu. na verdade ela teria direito não a R$3. Pergunte a vocês. Vamos supor que isso acontecer em 1996. porque R$3.00 e sim a R$4. porque aquilo foi apenas uma amortização. Para o pequeno investigador é sempre um ótimo negócio.00 ele já tinha recebido. Então na prática nunca tem direito de voto. o que vocês podem notar é que às vezes a amortização ela pode não ser interessante para o acionista controlador. tanto faz. ele terá que devolver aquilo? Não. ação de gozo ou fruição é uma ação dada em substituição a uma ação ordinária. Às vezes aconteceu o contrário.

será que ela vai imaginar que vai cair tanto assim. eu não vou analisar artigo por artigo das debêntures.4% ou 0. Não vai ser mais acionista pelo exercício do direito de retirada (artigo 45 c/c o artigo 137).000. Se chegar lá e não tiver dinheiro para pagar ele. 1. o acionista.000. Normalmente eu vejo de três em três meses. “Mas ninguém vai querer fazer isso. Ela te paga todo mês os juros. O que vai representar essa debênture? Eu vou devolver esses R$10. DEBÊNTURES O que são debêntures? O quê acontece? Explicando agora.000.000.00.5% ao mês.000. A TR 6% ao ano. Então. ela vai ter que pagar quanto? Só R$1. às vezes é 0. reembolso é direito de retirado (artigo 45).00.5% em cima de R$ 10. ou seja.00 (normalmente a debênture das pequenas companhias está em torno de R$10. . mais TR. ela pede dinheiro as pessoas. Isso é um empréstimo contraído pela companhia junto ao mercado.3%. dependendo da operação. No final dos cinco anos você recebe o principal corrigido pela TR. Então o que a companhia faz? Ao invés dela pedir dinheiro ao banco. É excelente para ambas as parte. É quando ela está saindo definitivamente de sociedade.000.00). Tem que ser companhias fortes. no momento para ela foi vantagem.00. Ele é representado pelas debêntures. Ao invés de dar de graça. Para o investidor que estava na poupança. Ou de três em três meses. mais a TR. Em geral é muito melhor. Aí a forma de atrativo é o seguinte. 0. o banco cobraria 2. Uma grande companhia só isso. Ela não quer pagar 2.200. E tem alguns benefícios fiscais.00 no mercado). OBS: Reembolso é outra coisa.2%. As grandes companhias têm debênture de até R$10. Não adianta a qualquer companhia emitir que ninguém vai comprar. ou seja. quem emprestar R$10.9%. vamos supor que o percentual de juros hoje 2. a vocês.2% ao mês. Fala o seguinte: “Quem me emprestar R$10.00. vai receber só daqui a cinco anos”. R$50. Amortização está no 44. Ela economizou quanto aí? É tudo verificado no momento. você retirasse juros de mês em mês.5%. está acabando mesmo. Os juros você pode pegar todo mês. Ela pensa: Quanto é que uma pessoa ganha na poupança? Ganha 0. mas vou pagar em juros de 1. para ela tanto faz.000. quando vocês lerem vão saber se situar.00 em cinco anos. investir o dinheiro dessa forma? Sim. Para a companhia é “jogo” pegar dinheiro emprestado dessa forma? Sim.8% no máximo 0.2% mais TR. é “jogo” ele emprestar. vou dar só uma orientação genérica. Todo mês ou três em três meses você ficou recebendo esses juros (1.5% ao mês. quando você tem a certeza que vai receber.132 E como aquele dinheiro não foi através de dividendos. parágrafo 5º. a companhia dá uma debênture”. Se uma companhia está precisando de dinheiro e ela for fazer esse pedido de empréstimo.

umas ações que eu tenho em outra companhia. ou seja. As últimas debêntures são as Debêntures Subordinadas. . Se cair na prova vai ser isso.00 corrigidos. Ainda uma anomalia nas debêntures. só com uma coisa de importante. prova do Ministério Público. PARTES BENEFICIÁRIAS Leiam na lei. Dão aos seus titulares um crédito subquirografário. elas podem ser conversíveis em ações. Debênture com Garantia Real. no final dos cinco anos em vez de você pegar os R$10. depois você pode até se tornar acionista. depois temos crédito com privilégio geral. São as debêntures conversíveis em ações. depois dívidas da massa. por exemplo. Debênture com Garantia Flutuante (credores com privilégio especial . Temos uma segunda espécie de debênture. etc”. naquela ordem de falência. ou então royalty do petróleo. depois tributários. As debêntures que tem como garantia o ativo da própria companhia. depois de todo mundo. Os credores dessas debêntures são chamados credores com privilégio especial. por isso que elas são as mais procuradas. tem esses direitos. o credor é chamado de credor o quê? Credor quirografário. depois créditos com garantia real. Então normalmente vai buscar debênture que tem uma maior rentabilidade. Os direitos das debêntures podem variar. A conversibilidade de ações pode ser conferida a qualquer espécie. se sobrar dinheiro distribui entre os sócios. você tem a opção de transformar aquele dinheiro.ativo).133 Quem empresta esses R$10. aquela debênture em ações da companhia. você pode. ou então uns títulos que eu tenho que receber em outra companhia. e as debêntures subordinadas têm uma maior rentabilidade. É a terceira espécie de debênture. crédito com privilégio especial (aqui já temos duas debêntures). Quer dizer.00 ganha uma debênture.). você está contando que essa pessoa vai a falência? Se você desconfiar você empresta? Não. que foi pergunta da prova do Ministério Público: Como se posiciona as debenturistas no quadro geral dos credores? Tem que saber isso tudo. a Debênture Quirografária. depois encargos da massa. mais utilizadas. primeiro vai alguns acidentes do trabalho. Naquela ordem de falência temos alguns credores privilegiados. Isso pode ser conferido ou não. às vezes um bem (imóvel etc. Temos quatro espécies de debêntures. em qualquer espécie. se sobrar dinheiro. essa companhia que está pedindo dinheiro emprestado. Esse credor passa a ser chamado de credor com garantia real. se quiser. Quando alguém está emprestando ele pode dar como garantia. crédito quirografários (outra debênture) e. Qual é a espécie de debênture mais utilizada no mercado? Debêntures subordinadas (equivale a 50% das debêntures em circulação) Quando você empresta para alguém.000. No início você é um mero credor. o ativo dela. depois trabalhistas. Numa forma de empréstimo em que não há nenhum tipo de privilégio. crédito subquirografário e. Debêntures com garantia flutuante (ativo).000. ela falou: “dou como garantia de que eu vou pagar essa debênture. elas hoje só podem ser emitidas por companhias fechadas. Então temos uma espécie de debênture já.

O professor Bonelli sempre defendeu que título de crédito tem que ser inserido dentro do direito das obrigações e foi o que fez o novo Código Civil. O conceito que eu dei para vocês é um conceito jurídico. todos os livros têm esse conceito. o conceito do professor César Evivante tem que estar na ponta da língua. Qual é o aspecto econômico? Primeiro ele repete: TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado. Vamos ao que é mais importante sobre títulos de crédito. dificilmente você não irá resolver a questão com os princípios. caiu uma prova de título de crédito. Então é a nossa posição atual. que já é um princípio que está meio caduco. O conceito completo de título de crédito é o artigo 887 do CC mais essa complementação. Existe uma “queda de braço”. está lá no direito das obrigações que vem falando inclusive dos títulos de crédito. Uma hora é direito das coisas. capaz de realizar imediatamente o seu valor (complementação). que é a aula de hoje. São as teorias de Bonelli (italiano). vamos começar pelo conceito. de que os títulos de créditos estão dentro do direito das obrigações. Praticamente. Vamos começar pelo PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE. Então. tudo de título de crédito. dá uma visão econômica do título de crédito. outra hora é direito das obrigações. Qual o conceito de TÍTULO DE CRÉDITO? Ele está no artigo 887 do novo CC. está meio decadente. literalidade. “TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”.Como já disse: Ele está no artigo 887 do CC. que são os princípios da cartularidade. Nós vamos trabalhar em torno desse conceito. Discute-se qual a natureza jurídica dos títulos de crédito. ele dá um aspecto econômico. Saber os princípios você resolve as questões de título de crédito. Eles incorporaram o conceito do professor César Evivante: “Títulos de Crédito é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. .134 13ª Aula – 06/09/2003 TÍTULOS DE CRÉDITOS O que seria Título de Crédito? Em primeiro (importante para quem vai fazer Defensoria). existe um professor chamado José Maria Elmidaque. lá vai estar dizendo. mas ainda temos que falar sobre ele. Qual o conceito de Título de Crédito? Esse conceito que eu vou falar é mundialmente aceito. Em geral 80% das questões de título de crédito gira em torno dos princípios. aí fica legal você complementar o conceito jurídico com o aspecto econômico. Complementando o conceito. E só você olhar no livro. autonomia e abstração. Aí você tem em qualquer livro. Prevalece hoje a tese.

Muito bonito.. Existe um parecido em Portugal. ele tem que estar materializado fisicamente num documento. analisando duplicata. é brasileiro nato e só existe no Brasil. Então são títulos universais. Esse é o teor do princípio da cartularidade. USA. por isso que é cartularidade. é a mesma coisa. não existe lá fora. O que é isso. A gente sabia disso. tem cheque no Uruguai. em uma cártula. O fundamento é o princípio da cartularidade. são universais. Um delas foi até objeto da prova da Defensoria Pública. em uma cártula. como os títulos de crédito. E por ser um título que só existe no Brasil. só não sabia o fundamento. Não existe título de crédito verbal. você tem que apresentar o título. ele nasceu no Brasil. Antes de falar dessa exceção eu vou falar uma observação. em um papel. Então você não pode executar uma xerox autenticada. Acabam abrindo brecha daquelas regras que são únicas para os demais títulos. Normalmente na prova caem as exceções. ele é imprescindível para você exercitar o direito de crédito. O título príncipe do direito brasileiro é a duplicata. nós temos um título que é genuinamente brasileiro. em uma cártula. tem que estar num documento. o seu original. ele chama a duplicata de “Título Príncipe do Direito Brasileiro”.135 1 – PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE Paes Lacerda e Torres gostam de utilizar outro nome.. tem letra no Brasil. você não pode cobrar o seu devedor apresentando uma cópia mesmo que autenticada em razão do princípio da cartularidade. Existe um outro um pouco diferente também na Argentina. Agora você já sabe o que é. na Alemanha. que é a DUPLICATA. ele tem umas regras próprias peculiares que acabam excepcionalizando os princípios universais. Eu posso executar uma xerox autenticada de uma nota promissória? Você pode exigir que o devedor pague você apresentando uma xerox autenticada? Não. por isso que os princípios são universais. Paraguai. Por que ela recebeu esse tratamento? Porque ele é um título genuinamente brasileiro. Então.”. Estes princípios. mas na prova não cai a regra. A duplicata é o título tupiniquim. Olha para o nosso conceito: “É um documento formal e necessário. o princípio da cartularidade? O título de crédito ele tem que estar incorporado em um documento. A duplicata é genuinamente brasileira. tanto é que o professor Italiano Scarelli. Mas o que aconteceu? No Brasil a par de todos esses títulos universais. Ele é necessário. Por que não? Pelo princípio da cartularidade. Então cai na prova: Discorra sobre o título príncipe. também chamado PRINCÍPIO DA INCORPORAÇAO. tem que estar num papel. tem cheque na China. . em um título.

feita essa compra e venda. estando tudo ok. a padaria vai conferir. uma fica com ele. Por isso. fechou negócio. tem uma parte destacável na nota/fatura chamada de? Todo mundo fala canhoto. etc. Então toda hora eu vou falar “duplicata” e vocês vão falar: “Duplicata é ruim”. a padaria vai assinar esse comprovante de que recebeu as mercadorias e. mas na prova pode botar canhoto? O nome dela é comprovante de entrega e recebimento da mercadoria. Aí ele vai conferir a nota/fatura. coloca a data para cinco de dezembro. Nós já sabemos o que é o princípio da cartularidade. Tudo isso feito por telefone. Então são dois documentos: A nota fiscal e a fatura. Estando tudo certo. Como é que funciona a duplicata? É mais ou menos assim: Temos aqui o fornecedor de farinha e temos aqui uma padaria. mas vocês vão ver a toda hora exceção do princípio. por isso tem umas regrinhas diferentes das regras que tem que ser aplicadas em todo mundo. Vocês vão ver qual é o título que faz exceção ao princípio. Vê-se o vencimento está ok.00. para acabar com tanto papel o que eles fizeram? Pegaram a nota fiscal e acrescentaram os dados da fatura. São quatro vias se não me engano. vai tudo junto. etc”. Então ela não tem o mesmo tratamento. o fornecedor vai mandar via transportadora ou via própria mesmo. se a quantidade de mercadorias está ok. por isso que o nome do título é duplicata. que é. a transportadora voltou com aquilo (comprovante). com aquilo que ele tratou por telefone. Chegou aqui. No Rio de Janeiro. o que o fornecedor vai fazer? Ele vai emitir o que? Uma nota fiscal. OBS: Na prova não pode falar canhoto. Ele confere e verifica que está tudo certo. a duplicata. devidamente assinada. é porque ela só existe no Brasil. o vendedor só pode criar um único título de crédito. o fornecedor vai estar na mão com as vias da nota/fatura e com o comprovante de que entregou a mercadoria ao seu cliente. que o nome dela é duplicata. as outras com o transportador junto com as mercadorias para não perder um dinheiro na estrada. O fornecedor pergunta: Vai pagar quando? A padaria responde: Daqui a noventa dias. Com base na fatura. Então quando você emite uma nota fiscal já é nota fiscal e fatura. Então. Não é que é ruim. Aí. e vamos falar da primeira exceção do princípio da cartularidade. Quanto é? O fornecedor responde: R$ 5. para simplificar. a mesma sistematização que os demais títulos de crédito. . A padaria liga para o fornecedor de farinha e pede: “Eu quero 10 sacos de farinha. a mercadoria. Aí de repente. Diz a lei de duplicata que toda vez que a compra e venda mercantil tiver um prazo igual ou superior a trinta dias (nesse caso aqui tem mais) é obrigatório à emissão da fatura. Junto com a mercadoria. Então é título que só existe no Brasil. é a duplicata. por que? Ela limitou-se a duplicar os dados da fatura.000.136 Então quando eu falo dos princípios há uma aplicação quase que absoluta nos demais títulos. É um modelo só.

por isso que a Lei dá um prazo de dez dias. A única coisa que ele não poderia fazer eu vou falar agora. Ele não vai aceitar e não vai devolver o título. A Lei já prevendo que poderia acontecer teve que criar uma exceção ao princípio da cartularidade. para ver se aceita ou não aceita. como é que é isso? Ele vai lá no cartório (Fornecedor). Protesto por indicação. vendedor. Uma exceção para quê? Para que o credor. mesmo sem o título ele possa cobrar. Dentro desse prazo ele tem duas opções: 1º) Lançar o aceite . agora ele passa a conferência para ver se os dados da duplicata realmente correspondem aos dados da nota/fatura. Remete para que o comprador. 2º) Ele recusa o aceite . desde que ele apresente Justificativa.000. Ele é o sacador. Qual foi a fórmula cobrada pela Lei? Se o título foi retido indevidamente pelo devedor? Artigo 15.Faz o aceite e entrega dizendo que no vencimento podem cobrá-lo. se o título ficou retido com o “safado” do credor. por isso que o nome do título é duplicata. O credor está com o título na mão? Não. Ele liga para o fornecedor e fala: “Não vou aceitar. O título foi retido indevidamente.Não aceita. Será que tem como se convencer na hora? Não tem. ele pode cobrar? Não. Ele remete para o comprador. Ele (Fornecedor) vai ao cartório e fala: Quero protestar uma duplicata. que ele tem que aceitar ou recusar dentro de dez dias. a lei dá a ele um prazo de dez dias para refletir. mesmo sem o título na mão. “Não aceito e não devolvo o título”. de R$50. parágrafo 2º da Lei de duplicatas.00. E sem o título ele pode cobrar? Pelo princípio da cartularidade. devedor.00. Como é que ele vai executar. sacado. . aí vem a assinatura do credor. Você pega os dados da fatura e passa para a duplicata. o fornecedor. Está faltando a assinatura de quem no título? Da padaria. Ele assinou apenas um comprovante que recebeu a mercadoria. Se estiver tudo ok.) Então tem que ter um prazo. (Depois irei falar).137 Porque ela é uma cópia. É o que a Lei chama de PROTESTO POR INDICAÇÃO. Tem valor de R$1000. (mandar para contabilidade. Vou mandar alguém pegar meu título de volta”. São dez dias. etc. porque está sem o título. A lei de duplicatas (5474/68) no artigo 7º diz: Apresentada a duplicata para o sacado e a padaria faz o ACEITE. Imagine um supermercado. Quem remete a duplicata para o sacado. Duplicata nos dados fatura. quase que uma cópia da fatura. O título ele assinou? Não. ele vai fazer o que na duplicata? Aceite. que é o devedor. como é que ele vai juntar o título na inicial? Ele não tem como executar.

É sinônimo protesto por indicação e protesto por falta de devolução. não precisa mais delas. dentro do prazo de dez dias. Ele vai e indica para o cartório: Os dados da fatura são esses. ele não precisa mais da duplicata. Ele vai juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. na verdade esse prazo ele só tem (vamos falar disso mais tarde). qual a conseqüência? Vamos ver só mais tarde.. o devedor pediu que deixasse com ele a duplicata que depositaria na conta do credor em dinheiro na data do vencimento. Fez tudo isso. Então ele vai fazer o protesto. Com esses dois documentos. pode executar. Por isso que essa circunstância é uma exceção a cartularidade. Segunda exceção ao princípio da cartularidade: Artigo7º. . Mesmo sem o título ele vai poder executar. O credor vai desconfiar.. O credor pergunta se o devedor vai depositar mesmo (fica desconfiado). juntando esses dois documentos. juntando o comprovante de entrega da mercadoria. o protesto com a devolução tem que ser feito até o vencimento. Esse protesto por indicação também é chamado de PROTESTO POR FALTA DE DEVOLUÇÃO. O que acontece? Quando o credor mandou a duplicata para o devedor fazer o aceite. dane-se a duplicata que o devedor reteve.”. ele apenas indica os dados e apresenta a nota fiscal. Com o protesto ele vai juntar o segundo requisito para poder confirmar uma exceção a cartularidade. Cartório: Como é que eu vou protestar? Fornecedor: Não se preocupe. juntar o comprovante de entrega da mercadoria. O devedor não devolveu o título a ele. Juntando-se esses dois documentos. Com isso terá o protesto na mão. eu vou indicar os dados da duplicata. O prazo para protestar por falta de devolução. ele já pode até requerer a falência da padaria. Junto com a certidão do protesto. O comprador agora faz o ACEITE. mesmo sem o título. Protesto por indicações do sacador. Como é que o fornecedor vai indicar os dados da duplicata? Vai puxar pela memória?Com base em que? Com base na fatura que ele tem. Só que. Por que é protesto por indicação? Porque nesse caso o título não está com o credor. Mas se não fizer até o vencimento. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas.138 O cartório pergunta: Cadê ela? Ele responde: Não está comigo. mas ele só vai poder fazer isso se primeiro fizer o protesto por indicação e segundo. Mesma história. Mesmo sem o título? Sim. ele já pode executar a padaria. Na verdade. é o que a lei chama de ACEITE EM DOCUMENTO SEPARADO. OBS: A lei fala que a recusa tem que devolver o título com as razões da recusa do aceite. mandou a duplicata para o comprador.

ela contrata um banco. Então a SKOL. Vamos falar dos títulos virtuais. mas emite uma triplicata. assinaram o comprovante que receberam a mercadoria. faz para facilitar o juiz. um programa e ela sacavam a duplicata. Comprometo em pagar no vencimento. Esse comprovante chegou na SKOL. Nada disso que eu disse para vocês existe na prática. aí com base na fatura o que a SKOL emitiu? As duplicatas.. Então pode ser por qualquer meio. Tudo isso que eu falei só existe para cair em prova de concurso. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. é qualquer documento dizendo que aceitou pagar. nota fiscal. Tudo isso que eu falei é mentira. não prejudica. era mandado para ela um disquete. com o credor ou com o devedor? Com o devedor. Distribuidora A. ou por outro meio. aquele documento que o devedor passou via fax. Quer dizer o seguinte. mandou o fax. chegou no vencimento não pagou. Aí ele (devedor) faz um documento separado: Recebi a duplicata “tal”. que vai pagar no vencimento. ou até por e-mail com aquela assinatura criptografada. Mandou via caminhão. referente à fatura tal. Agora vamos modernizar nossa aula. Olha como funciona hoje: Vamos imaginar a SKOL. Terceira exceção ao princípio da cartularidade. Precisa emitir a triplicata? Não. . promete pagar.D. E. qualquer documento. a Lei não diz que documento é esse. Vamos falar agora sobre o comércio eletrônico. Ela fez aquela jogada toda. Ele pode passar por fax. substitui tanto o aceite como o título. Por que não imprimia? Porque não precisava. substitui o título. não existe.. ou por telegrama. Na prática o credor executa. se ele não pagar. Quem vai fazer a cobrança dessas duplicatas para a SKOL. criava a duplicata pelo sistema no computador dela e não imprimia. mas. o título está com quem. Esse aceite em documento separado na duplicata. Diz aí.B. na forma do artigo 7º. A prática é o que eu vou falar agora. tudo direito. Esse documento. com vencimento tal. Não precisa. Como é que o credor vai executar? Diz a Lei.139 O credor pede: “Me manda um papel. Ela vende SKOL para um monte de distribuidora. E igual o aceite. não é a SKOL. e o distribuidor recebeu a cerveja. ou entregar pessoalmente..C. Emite uma triplicata e junta com esse documento e executa. só que o aceite em documento separado. esse documento separado ele substitui tanto o aceite como o próprio título. escreve dizendo que você vai fazer isso mesmo”.

o banco comunica a SKOL que o “D” e o “E” não pagaram. mas só dentro do computador. no vencimento a “A” pagou. Manda o que? O boleto bancário. Juntou isso aqui você pode executar. Aí ficou em aberto. a ficha de compensação. O título se quiser pagar. E aí. Então daqui a um tempo ninguém vai ver duplicata. Chega aqui. o cartório recebeu via e-mail e já manda intima o “D”. 2º) Ela vai juntar o comprovante de entrega da mercadoria. Chega no banco. agora imprime? Vai manda para o cartório para protesto. A e a SKOL vai ter na mão o que? 1º) Vai ter a certidão de protesto. Manda a ficha de compensação para o A. pedir a falência do “E”. Manda as duplicatas via e-mail para o cartório. O banco vai e protesta. não sei se alguém teve a curiosidade de ver já é uma prova de ficha de compensação. porque se você juntar isso você já substitui o título. você precisa apresentar o título? Para que imprimir duplicata? Precisa? Não. manda via e-mail para o banco. pode requerer a falência. Ficou em aberto. os documentos para SKOL. Aí intimou. às vezes duzentas. porque já estão incluídas as custas do cartório. constavam todas aquelas duplicatas. A SKOL dá nomes de uma orientação. mais nada. Após o décimo dia. intima o “E” para comparecer ao cartório para pagar sob pena de protesto. ou após o vencimento. Só no final do ano é que eles imprimem. Assim acontece desde 1997 e os bancos. Vamos supor que o “D” e o “E” não pagaram. . ele já paga logo.C. os examinadores ainda não sabem. O “D” paga e o “E” não pagou. Ele pagou. é um valor um pouquinho maior. Toda vez que você juntar a certidão de protesto com o comprovante de entrega de mercadoria. É título executivo extrajudicial. Vai ter que imprimir agora? Não. A SKOL chega para o banco: Se não pagar em cinco dias após o vencimento protesta. D. Quando paga se dá automaticamente baixa na duplicata do sistema. A intimação de hoje.B. Feito o protesto. O que acontecia? A duplicata foi criada. O protesto é feito. Um banco recebia e automaticamente jogava no sistema. Essas grandes companhias não tem. o banco dá a baixa no sistema e pega o dinheiro e deposita na conta da SKOL. mas é claro que não é o valor do título. O “A” pagando. também manda para o cartório por via e-mail. o cartório manda a certidão de protesto. Aquilo é título de crédito? Não. tem numero de série. “Em caso de não pagamento passível de protesto”. mais nada. manda os títulos para protesto. o banco manda o que para o domicílio dos sacados? Manda duplicata? Não. ter até tem. vocês vão ver na duplicata.140 Ele cria e manda essas cem duplicatas por dia que ela tinha. podem executar o “E”. A duplicata existe. aquilo é uma mera guia de recolhimento bancário.

000. depende de Lei. Então hoje a duplicata pode ser virtual. Você não pode exigir nem mais nem menos. Eu digo: “Esqueci em casa. Se eu chegasse lá na nota promissória e colocasse assim: “Quitada” e. mas é válido a terceiro de boa-fé? Não. endossasse para outro.00 e eu dou o recibo para ele de quitação da nota promissória. porque ele viu que o título já tinha sido quitado. só se vincula ao título quem o assina. Existe algum outro título que pode ser virtual? Existem as ações escriturais. Este último vai e cobra do devedor.00. Por quê? Aquela quitação é válida? É válida em relação a mim. . eles mandam um e-mail para o vendedor dizendo que recebeu as mercadorias. Essas são as exceções ao princípio da cartularidade. Ele pergunta: “Cadê?”. nem mais e nem menos. mas delas não precisamos falar. Você pode dar um aval um título sem ser do título? Um aval em documento separado? Não. Pego aquela nota promissória em casa e endosso para outra pessoa que está de boa-fé. a duplicata. Preste atenção agora. só seria válido se a quitação estivesse no título. Vale o que está escrito. estão querendo acabar até com o comprovante de entrega de mercadoria. que nós vamos ver dentro dos títulos de crédito. Ele poderia alegar que estava de boa-fé? Não. Como é que você vai endossar um título em documento separado? Não pode. Ele aceita e me paga os R$ 5. Eles têm o nome de cheque. assinasse. Título virtual hoje só existe um. Aquilo é débito automático em conta. Eles querem transformar o comprovante de entrega de mercadoria também em informação via-computador. Por que o princípio do jogo do bicho? Vale o que está escrito. que endossa para outro de boa-fé e que também endossa para outro que está de boa-fé. R$ 5. Isso é plano piloto ainda. O devedor vai ter que pagar? Sim. e nunca vai ser. um monte de coisas. não é válido. digital. existe o cheque só de computador?O cheque eletrônico? Aquilo não é cheque. Título de crédito mesmo. Quando eles mandam receberem as mercadorias. É só experimento ainda.141 E o pior você não sabe. mas me paga que eu te dou o recibo”.000. Aí eu vou hoje na casa dele e digo: “Vim te cobrar aquela nota promissória”. No endosso para valer tem que estar no título. 2 – PRINCÍPIO DA LITERALIDADE É o princípio do jogo do bicho. mas não é cheque droga nenhuma. só existe a duplicata. Só se vincula ao título o que assina pelo princípio da literalidade. com aquela assinatura criptografada. E o cheque. Tenho uma nota promissória em meu favor.

um endosso. . só são válidos realmente. Lembra daquele aceite em documento separado? Aquela via fax. Existem exceções? Sim. Qual a natureza jurídica do título de crédito no Processo Civil? Título executivo extrajudicial (artigo 585 do CPC). voltou tudo bem. A primeira exceção às verbas decorrem diretamente da lei. exceção ao princípio da literalidade. aceite presumido.. E agora vou falar da terceira exceção. ele só pode recusar o aceite se alegar uma justificativa. mas foi dito que só vale o que está no título. Dentro de dez dias ele só tem duas opções: 1º) 2º) Devolver a duplicata dentro de dez dias sem aceite. o que vai é a ficha de compensação. aí eu pergunto: Quais são essas justificativas? Estão previstos no artigo 8º da Lei de duplicatas. As verbas que decorrem diretamente da lei não precisam estar no título. Na prática duplicata é apresentada para aceite? Não. O aceite presumido não existe. vou executar só o R$5. emitiu a duplicata. O aceite em documento separado. e aí? Mas essas verbas decorrem diretamente da lei. Quantos dias o devedor tem para refletir? Dez dias. Podem ser cobradas. lá vem dizendo: “O sacado só pode recusar o aceite: I.. O problema é o seguinte. isso na prática.00? Ou vou pedir mais alguma coisa? Vou pedir juros. um aval. Mas vamos para a prova da Defensoria. via correio? Também é exceção ao princípio da literalidade. Então eu estou executando a nota promissória que ele não me pagou. Vamos voltar na duplicata. correção monetária e principalmente honorários advocatícios. no documento. ela nem vai para o sacado. A segunda é aquele aceite em documento separado que nós já tínhamos visto. Quais são as exceções ao princípio da literalidade? 1º) Aquela mesma nota promissória. e enviou para o devedor efetuar o aceite. “erga omnes”. Mesma história. se estiverem no título. além de ser uma exceção a cartularidade. Só que agora isto está no artigo 15.000. O aceite pode ser dado em documento separado e. na cártula. 2º) A outra exceção nós já vimos. Mandou mercadoria. Essas verbas não estavam no título.142 Então a quitação. ele não me pagou e. também é uma exceção a literalidade. pelo princípio da literalidade tudo deveria estar no título. estou executando a nota promissória. e não está no título. 3º) Aceite presumido é a terceira exceção (essa aqui foi questão de Defensoria Pública).”. inciso II da Lei de Duplicatas.

” esse “só” colocou o rol taxativo.. Qual é a terceira condição para que o credor possa executar esse título sem aceite? Que o sacado não tenha recusado justificadamente. Ele devolve o título sem aceite e. Waldo F. porque o título foi devolvido. Júnior jurisprudência (majoritária). O terceiro requisito é que o sacado não tenha alegado o artigo 8º. Protesto por falta de aceite. Não tem como prever. Por falta de que agora? Por falta de aceite.. aí o dever tem os dez dias. Protesto. Mas isso não importa. não tenha alegado uma das causas do artigo 8º. É tão complexo. não apresenta justificativa ou apresenta uma justificativa que não está no rol do artigo 8º. porque a corrente dele é minoritária. Como é que o legislador vai prever. não tem “bola de cristal”. Juntar esses dois documentos já passa a ter força executiva. no terceiro requisito. aquelas justificativas estão dentro de um rol exemplificativo ou aquele rol do artigo 8° é taxativo? Será que todas as justificativas estão no artigo 8° ou eles podem recusar o aceite alegando uma outra coisa que não esteja no artigo 8°? Para o professor Rubens Requião o rol do artigo 8° é exemplificativo. .. O que é justificadamente? Alegando uma das causas previstas no artigo 8º. vão suprir o aceite. não alega nada. Ele vai ter que juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. Aqui é que entra. É uma terceira condição? Sim.. Esses dois documentos vão suprir a ausência de assinatura. O que acontece? Foi lá para o devedor. Então ele está vinculado no título? Em princípio não. Importante: Então a exceção ao princípio da literalidade tem essa diferença. ele só vai poder executar se o sacado não apresentou uma das justificativas previstas no artigo 8º. Fábio Ulhôa Coelho. Ele falou que o legislador não tem como prever todos os problemas que podem ocorrer na compra e venda mercantil. Fran Martin. III. A pergunta que é feita é o seguinte: Então as justificativas estão no artigo 8°.. Ele tem um pouco de razão.. por conta de que? Por falta de devolução? Não. entendem que o rol é taxativo.143 II. só que uma terceira condição negativa. Aqui entre o que o colega perguntou do artigo 8º. Eu falei que só se vincula ao título que o assina. porque ele fala: “O sacado só poderá recusar. Além da certidão de protesto por falta de aceite e o comprovante de entrega da mercadoria. E o que o credor pode fazer nesse caso? Diz a Lei: Ele faz o protesto. Aquela duplicata vai estar com a assinatura dele? Não.

Qual é o maior erro que o homem pode cometer na vida? É casar? Não.144 Não junta os três. 2º) Só pode cobrar da mulher. Executa se quiser cobrar litisconsórcio passivo necessário. Eu vou dar duas opções aqui: 1ª) Só pode cobrar do marido. está aqui no GLIOCHE. Chegou em casa (a mulher) e mandou a empregada preparar um jantar à luz de velas. o marido. Tirando raras exceções. Ou ele propõe uma ação ordinária. segunda-feira. Na prática eles propõem a monitória. ou dos dois. Ficou naquela de paga-não paga. de outro.200. no sábado. . mas através de exceção. Preparou tudo para passar uma noite maravilhosa. Ou litisconsórcio passivo facultativo.00 no Shopping? Aí. o que a mulher faz no sábado? A mulher vai ao salão dentro do Shopping. Alegou-se artigo 8º. O credor vai fazer o que?Ele pode cobrar? Sim. ausência de título executivo por falta de aceite.00. ou ele propõe a monitória. que está prevista até na Lei de Duplicatas artigo 18 ou artigo19. Vamos ver se vocês entenderam mesmo o princípio da Literalidade. Tirando algumas exceções. paga-não paga. Aproveitou e passou na loja e comprou um modelito. porque afinal de contas o CPF está intitulado. Mas como ela não tinha avisado ao marido que ela tinha passado os dois cheques. O maior erro é abrir uma conta conjunta. depois vai ter que propor ação monitória. o rapaz do salão depositou o cheque.00 no salão. comprou o salão todo”. E se o sacado alegou alguma coisa do artigo 8º? Aí aquela duplicata vai ter força cambial? Não. pagou R$ 400. canhoto. tem o amor. Mas avisou que gastou R$ 1. Vou botar vocês (alunos) para cobrar essa dívida. tendo conta conjunta com o marido. a água de coco. O marido pagou a despesa do salão com cheque. Junto na riqueza e na pobreza. o marido tirou o dinheiro da conta para poder aplicar em uma outra coisa. porque essa terceira é uma condição negativa. Resultado. abandonou o futebol e a prova. Conta comum. ou conjunta. Ele vai ter que propor o que? Uma ação ordinária ou uma ação monitória. Se entrar com uma execução? Você pode alegar exceção de pré-executividade. Passou na loja comprou um vestido de R$ 300. O marido passou em casa para fazer um lanche.00 voltou. a moça da loja depositou o cheque. O marido chegou cansado do curso. Ela gastou. Abandonou tudo para poder melhorar de vida e veio para o GLIOCHE. o chopp. e os cheques foram devolvidos. Ele passou na loja e salão e perguntou quanto. pode cobrar de um. para não gastar dinheiro na rua e ele atende ao telefone e é o rapaz do salão e diz: “O cheque de R$ 400.

comum. Independentemente do regime. só pode ser executado o emitente. aí esquece o contrato. A resposta vem do princípio da literalidade. Não tem aquela coisa do estatuto da mulher casada. Então na execução só quem pode ser executado é o emitente do cheque. Agora se o cheque for devolvido. Isso perante o banco. ela é contratual. Mas eles são o que solidários? Credores solidários. Quando se abre uma conta conjunta. Se fosse uma conta especial. Pelo saldo que está lá os dois são credores. ele é formalizado entre o emitente do cheque e o beneficiário. Mas não é conta conjunta? O cheque tem duas relações jurídicas: É a relação jurídica chamada interna e a relação jurídica externa. Ex: Se tivesse. . mas poderiam ser irmãos. macho que é macho vai ao barbeiro. Então é só ela que se vincula. Então os dois assinam perante o banco. ficou com o saldo negativo. Agora vamos para relação jurídica externa. os dois assinam o contrato? Sim. Se tivesse saldo positivo. podem ser dois sócios. aquela que tem limite. Entre quem assina e entre quem recebe. Mata a charada. O banco poderia cobrar o marido? Poderia cobrar da mulher? Poderia cobrar dos dois? Litisconsórcio passivo facultativo. Essa é uma relação que exclusivamente cambial. O homem foi ao salão de beleza? Não. Eu falei para vocês: Só se vincula ao título quem assina. Só se vincula ao título quem o assina. Isso em relação jurídica interna. e essa relação jurídica é formalizada por uma conta. poderiam ser qualquer um. A resposta é simples. eles são credores solidários. O marido assinou o cheque? Só quem assinou foi à mulher. Em princípio precisa saber regra sobre cheque? É só você aplicar o princípio da literalidade.145 Quem acha que só pode cobrar do marido? Quem acha que só pode executar a mulher? Quem acha que é litisconsórcio passivo necessário? Quem acha que é litisconsórcio passivo facultativo? Só pode executar a mulher. um de conta corrente e tem o contrato acessório de cheque especial. aí eles serão credores e devedores solidários. eles são solidários. Nesse caso a conta conjunta. o cheque do salão fosse pago. Tanto é que o banco nem participa da relação cambial. Mas sempre perante a quem? Ao banco. Conta conjunta não é só entre marido e mulher. através de um contrato. princípio da literalidade. Na relação jurídica externa. agora é marido e mulher. aí são dois contratos. A RELAÇÃO JURÍDICA INTERNA ela não é cambial. porque ela é celebrada entre os correntistas e o banco. negócio de dívida? Por isso que eu não falei do salão.

porque o supermercado é em favor da família. emite costumes segundo em “praeter legis”. quando a dívida é feita em favor da família. O colega de outra sala chegou a brincar: Isso é injusto! Se o marido passa um cheque num dia. pela interpretação dada pela jurisprudência ao estatuto da mulher casada. Não tem como ter a mesma numeração. Não abra conta conjunta.146 Tem regra no estatuto da mulher casada o seguinte: Cada cônjuge responde por suas dívidas. Mas se os dois cheques baterem no mesmo dia?Qual é que vai ser pago? Qual vai pagar primeiro? Tem R$3. Nós chegamos até a comentar no início.000. STF entende de uma forma e o STJ de outra. E se for na mesma data? O de menor numeração. que é a data 03/12/2003. tem outras conseqüências totalmente diferentes no Direito Civil. Quem vai figurar no pólo passivo na execução? A mulher. por exemplo: Cheque pós-datado é um costume comercial? Lembra o que eu falei com vocês. e tem outras também completamente diferentes no Direito Penal. a mulher passa um cheque no outro. se foi a favor da família ou não foi a favor da família. o STJ tem um entendimento e o STF tem outro entendimento de que está com o ônus da prova. ou a natureza de ordem de pagamento à vista? O que vai prevalecer? Quais são as conseqüências do cheque pós-datado ou pré-datado no Direito Civil. Eu avisei é aquela “desgraça” que não pode fazer. o que está no título.000. Não é questão de justiça ou injustiça. só sei da divergência. ou seja. Quem vai figurar no pólo passivo? Ambos? Não.00. O professor Paulo Restiffe e o professor Paulo Restiffe Neto são sempre citados pelo Supremo Tribunal Federal. Mas aí qualquer bem poderá ser penhorado? No caso do salão? Essa despesa foi para o bem da família? Como é que ele vai provar que foi em favor da família? Tem divergência. porque esse costume seria contra legis. Tem que ter sorte para o cheque bater primeiro. Mas se chegou do supermercado não há a menor dúvida que poderia executar qualquer bem do casal. e aí bate um cheque. mas vamos falar dele de novo. não sei ao certo. qual vai pagar primeiro? Vai ver pela data de emissão. mas pelo estatuto. Para o Supremo Tribunal Federal (STF) o ônus da prova cabe ao credor e para o STJ cabe ao outro cônjuge ou é o contrário. igual ao Rio Grande do Sul. todos os bens do casal respondem. dessa vez. o mais antigo.00 na conta e. De quem é o ônus da prova. . tem dois cheques de R$3. quais são as conseqüências no Penal para o Direito Empresarial. lembra? É costume comercial? Pode ser acertado esse costume na Junta Comercial? Não. O que vamos falar sobre cheque pós-datado? O que vai valer. Outra questão interessante para a gente abordar é o cheque pós-datado. conseqüência do Civil dentro do Penal? O cheque pós-datado ele tem conseqüências próprias do Direito Empresarial.

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Então é isso que nós vamos abordar na próxima aula: Quais são os efeitos do cheque pós-datado no Brasil.

14ª Aula – 20/09/2003
Continuando o ponto da matéria passada, vimos à natureza jurídica, a importância do cheque pós-datado, pré-datado para o Direito Penal, Civil e Empresarial. Cheque pré-datado, cheque pós-datado no Direito Penal, alguém sabe dizer a importância? Caracterizar o artigo 171 do CP. Existe no artigo 171 do CP, a emissão de cheque sem fundos, essa prática é crime no artigo 171 do CP. Porém toda a jurisprudência a partir de precedentes do Supremo Tribunal Federal passou a entender que não tipifica o artigo 171 do CP ao cheque pós-datado devolvido. Isso porque o cheque pós-datado, para efeitos penais, retira o dolo do artigo 171 do CP. Para o STF, o cheque pós-datado é uma mera garantia de dívida, logo não há dolo na sua devolução por insuficiência de fundos. Isso não quer dizer que o cheque pós-datado não possa ser utilizado para prática do artigo 171 do CP, pode ser utilizado em outra modalidade de estelionato que não a modalidade de cheque sem fundos. O cheque pós–datado pode ser utilizado para prática de outro tipo de estelionato que não o de emitir cheques sem fundos. A mera devolução de um cheque pós-datado, não configura o crime do artigo 171 do CP, mesmo quando depositado na data prevista. Será um mero ilícito civil, vai executar o cheque, mas não pode denunciar por crime artigo 171 do CP. Cheque pós-datado pode configurar estelionato, na modalidade de emitir cheque sem fundo? Não, em hipótese nenhuma. Pode ser utilizado para prática de outras modalidades de estelionato? Pode, irá depender do caso concreto. Para efeitos empresariais, qual a conseqüência do cheque pós-datado, prédatado? Permanece com a natureza de pagamento à vista, pois se for depositado, o banco paga. O cheque pós-datado tem influência no direito empresarial, pois acaba aumentando o prazo de apresentação do cheque. OBS: O cheque tem prazo de apresentação, trinta dias se for à mesma praça e sessenta dias se praça distinta. Se o cheque for pós-datado o que acontece com o prazo de apresentação? Aumenta. Ex: Emitir um cheque hoje, mas coloquei para data de 10/11, o prazo para apresentação começará a contar de 10/11. Para efeitos de prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Se for depositado antes, o banco paga, mas para efeitos de contagem do prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Então acaba aumentando o prazo de apresentação, mesmo porque o termo ad quo será a data futura colocada no cheque. Esse é o único efeito constatado pelo STJ, vários acórdãos têm essa fundamentação. Para o Direito Civil, especificamente tratando de responsabilidade civil.

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O cheque pós-datado tem alguma importância? Se o cheque está datado para 15/12 e é apresentado antes, isso gera dever de indenizar? Emite um cheque hoje, para o dia 15/12, a pessoa que recebeu depositou no dia 13/12. Foi antes da data, gera dever de indenizar?A mera apresentação do cheque antes da data gera dever de indenizar? Duas correntes (Estamos falando em Jurisprudência): 1ºcorrente: Entendendo que a mera apresentação antes da data não gera dever de indenizar, tem que provar qualquer tipo de prejuízo material ou moral. Imagine o seguinte: Depositou antes da data eu estava contando com o dinheiro para realizar outro negócio. Gerou prejuízo? Gerou, tendo então dever de indenizar. Outro exemplo: O cheque entrou antes da data, o dinheiro era para emitir outros cheques, que foram devolvidos por insuficiência de saldo. Para esta primeira corrente só há dever de indenizar se ficar provado o prejuízo, qualquer prejuízo. Essa é a posição Jurisprudencial Minoritária. 2º corrente: Cavalieri – Jurisprudência Majoritária. Apresentou antes da data, já gera dever de indenizar. Segundo este entendimento se houver prejuízo como nome no SPC, outros cheques devolvidos, qualquer tipo de constrangimento, essas circunstâncias servem apenas para majorar o valor da indenização. O professor Leonardo diz que até concordaria com a segunda corrente mais com outros fundamentos. A apresentação antes da data não gera dano moral, agora se houver algum problema, deixou de realizar algum negócio, até pode se entender como dano moral. Agora o fundamento para indenização pela mera apresentação antes da data é outro, gera até dever de indenizar, mas não dano moral. O professor é contra esta história de condenar em danos morais porque apresentou antes da data e a prova do prejuízo servir apenas para aumentar o valor. O fundamento do professor é diferente. Quando alguém recebe um cheque pré-datado, além da relação cambial, está criada outra relação de cunho obrigacional, que é uma obrigação de não fazer. Quando recebo um cheque pós-datado, assumo a obrigação de não fazer, de não depositar antes daquela data. Segundo norma do Direito Civil e de Processo Civil, se tenho uma obrigação de não fazer e faço, automaticamente, isto gera dever de indenizar. Indenizar dano moral? Não, o dano decorrente do descumprimento da obrigação de não fazer. Então se fosse juiz e tivesse um pedido de cunho indenizatório (indenização por danos morais) e também em razão do descumprimento da obrigação de não fazer, de não depositar, se o pedido de indenização for em razão do descumprimento da obrigação de não fazer (fundamento da obrigação) aí tudo bem, cabe indenização, mas esta não é por danos morais, é uma indenização em razão do descumprimento da obrigação de não fazer. Agora se também gerou dano moral, aí sim também indeniza o dano moral.

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O que o professor não concorda é dizer que, fundamentar pelo descumprimento da obrigação de não fazer um indenização por dano moral. A mera apresentação antes da data já gera dever de indenizar? Sim. Indenizar o quê? O descumprimento de uma obrigação de não fazer. A mera apresentação antes da data já gera dano moral? Não. Para gerar dano moral tem que ficar provado o quê? O prejuízo para imagem, prejuízo para a pessoa, o dano. Alguém em seu pedido “-Venho pedir indenização por danos morais...”, vai ser julgado improcedente se não ficar provado o prejuízo, o dano moral. Importante: Na hora da prova pode-se dizer que gera dever de indenizar, mas não danos morais, que o dever de indenizar é pelo descumprimento da obrigação de não fazer, se houver danos morais, aí também indeniza, mas não é a apresentação antes da data que vai gerar dano moral é a conseqüência disso, como, por exemplo, ter o cheque devolvido, o nome ir para o SPC, deixar de realizar outros compromissos assumidos anteriormente com outros clientes. Cheque pré-datado e pós-datado são a mesma coisa? Sim, são a mesma coisa. Então, vai haver indenização, mas não a título de danos morais e sim pelo descumprimento da obrigação de não fazer. Pode até haver, caso haja a indenização pelo descumprimento da obrigação de não fazer o e dano moral. Alguns juízes tratam tudo como se fosse dano moral, mas não é. Vamos falar agora sobre Princípio da Autonomia: PRINCÍPIO DA AUTONOMIA: Sobre Princípio da Autonomia deve ser feita uma ponderação. Na Jurisprudência, por incrível que pareça, a questão é muito simples, mas já na doutrina há uma confusão de nomes. O que Princípio da Autonomia? Pelo Princípio da Autonomia todas as obrigações constantes de um título de crédito, são absolutamente autônomas, independentes uma das outras. A nulidade de uma não torna as outras nulas. Cada obrigação existe por si só, então são absolutamente autônomas. No Direito Cambiário não se fala em Direito derivado, cada assinatura dá ensejo a um outro direito, a uma nova obrigação. No Direito Civil isto não acontece, na mesma relação com várias pessoas, por exemplo, uma cessão feita entre várias pessoas, se uma estiver viciada, a nulidade de uma gera nulidade das demais, Princípio da Seqüencialidade. No Direito Cambial cada assinatura é uma nova obrigação, é um direito original, não provém de outros direitos. Vamos exemplificar através de uma cadeia cambiária onde A emitiu uma nota promissória para B que endossou para C que endossou para D, que tem dois avalistas: D1 e D3, o que acontece?

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Cadeia cambiária: O A emitiu nota promissória à B que endossou C que endossou D (avalista D1,D3) que endossou E que endossou F. Vamos imaginar que o D colocou um revólver na cabeça do C para ele endossar o título, então o C endossou mediante coação. O D endossou para o E que endossou para o F. Pergunta-se: Um dia o D for cobrar do C, ele poderá alegar que foi coagido? Pode. A assinatura, neste caso, do D para o E é válida? É, pois é uma obrigação autônoma original. No vencimento, E poderá cobrar o A? Poderá, e o A não poderá alegar que houve coação. Este é o Princípio da Autonomia visto por um ângulo, por outro ângulo vamos imaginar a seguinte situação: O título é no valor de R$ 5.000,00. O A é credor do E em R$10.000,00. Então se o E fosse cobrar o A o que poderia ser alegado? O instituto da compensação. Por esse motivo o E não cobrou o A, o E então endossou para o F que não sabe de nada disso. No vencimento F cobra do A. Pode o A alegar que não vai pagar porque é credor do E? Não, porque a obrigação do A com o F é absolutamente distinta da obrigação que ele tem com o E. Vamos imaginar que o F seja devedor do B. O B tem um crédito com o F, ou melhor, o A tem um avalista A2. O título vale R$ 5.000,00. O F deve ao avalista do A R$3.500,00, se o F for cobrar do A2 este alegará o que? A compensação. O F então não cobrara do avalista, irá cobrar do A. O A pode alegar que não vai pagar em razão da compensação? Não, porque isto só pode ser alegado pelo avalista. Tudo isto está inserido no Princípio da Autonomia. Vamos imaginar que o endosso do D para o E seja através de assinatura falsa, melhor do E para o F quem assinou não foi o E, foi alguém que falsificou, o F não está sabendo disso, vai e cobra o A. O A pode alegar que não vai pagar para o F? Não, pois o problema deve ser resolvido entre o E e o F. Cada obrigação é autônoma, distinta, isso tudo em vícios intrínsecos. Agora vamos imaginar que o A emitiu uma nota promissória para o B que endossou para o C que endossou para o D que não endossou para o E, não há assinatura do D no título, o E endossa para F. Quando F for cobrar o A, ele irá pagar? Não, pois existe um vício extrínseco, está faltando uma ponte na cadeia cambiária, faltando uma assinatura o F não é credor. O Princípio da Autonomia é o princípio maior, para explicá-lo melhor é necessário falarmos do que a doutrina chama de Sub-princípios.

lá da ponta da sala. A sauna deu problema. não diz respeito a outros devedores. claro que baseado na lei). ela passou a maior vergonha e ligou para mim. onde os vícios intrínsecos não passam. isso porque o título. que a Doutrina chama de Inoponibilidade de Exceções Pessoais de Outros Devedores. Ela chamou os amigos. dizendo que não pagaria pelo serviço. o Decreto 57663/66. O A não tem nada a ver com isso. que estão deste lado da sala. O que quer dizer efeito purificador do endosso? Por mais que haja um vício na cadeia. Inoponibilidade de exceções pessoais é o seguinte: A história da compensação: * Sou avalista de uma pessoa. A base do Princípio da Autonomia é o endosso. no telefone. Eu. segundo Pontes de Miranda. *Nesta explicação entendi que seja o caso do avalista A2 que é credor do F. Na verdade isso é Autonomia. Só quem poderia alegar algum tipo de maracutaia entre E e F seria o próprio E. por exemplo. Na verdade isso também é o princípio da Autonomia.151 Qual o fundamento legal para o Princípio da Autonomia? É o efeito do endosso. mas é uma visão mais especial. E o sub princípio da Abstração? Ele também está inserido na Autonomia. O A poderá deixar de pagar em razão disso? Não. O professor Fábio Ulhoa Coelho. o endosso tem o efeito purificador. como iremos notar. para a inauguração e eu endossei o cheque para um amigo. Eu posso alegar embargos em matéria que é referente a esta outra devedora? Não. só que com outro nome. Ex: Ela me contratou para construir uma sauna na casa dela. informo que ela não precisa se preocupar que não irei cobrá-la. . ou seja. uma sauna a vapor. É a lei que dá ao endosso o efeito purificador. quando um endossa para o E é como se tivesse um banho. não deixo de estar falando a verdade. diz que Inoponibilidade e Autonomia são a mesma coisa. é a mesma coisa só que com uma visão mais restrita. que não foi convidado. ele não pode evitar o pagamento alegando uma defesa que só pode ser alegada pelo E. A Inoponibilidade é o aspecto processual do Princípio da Autonomia. onde o A alega a compensação quando F vai cobrá-lo. Como sub-princípios. Inoponibilidade de Exceções Pessoais de outros devedores vejam que quando se fala em Inoponibilidade lembra-se logo de Autonomia. pois quem vai cobrá-la é o endossatário. Fiz a construção e ela me pagou com um cheque pré-datado para daqui a trinta dias. que ligaria para o banco sustando o cheque. temos o da Inoponibilidade e o da Abstração. (este é o fundamento de Pontes de Miranda. O E. O A não pode alegar que não vai pagar o E porque tem algum problema entre B e C ou E e F. Não poso opor ao credor exceções pessoais de outros devedores. estou sendo acionado na Justiça pelo credor. segue seu caminho livre de vícios intrínsecos. ligou para a casa do A e falou para o A não pagar o F porque ele o está enganando em um outro negócio. pois só posso alegar uma defesa que me diz respeito. Toda vez que o título é endossado ele recebe uma purificação. Que lei? A Lei Uniforme de Genebra. os vícios extrínsecos não passam.

de sua obrigação em relação ao crédito. É claro que depois ela pode entrar com uma ação contra o prestador de serviço. Então é a Convenção Executiva que dá origem a emissão do título. ou seja. o título de crédito é criado pela chamada Convenção Executiva. em um título de crédito. Então toda vez que uma pessoa assina nota promissória. Só o faz quem assume o risco de seu crédito. Quando a pessoa assina um título de crédito. E por que isso? Devido ao Princípio da Abstração. lá no JECRIM. mas se o faz é porque está concordando que aquele crédito entre em circulação. mas a causa de emissão é diferente. circular. Em razão da causa de origem tem o contrato de prestação de serviço. Ninguém está obrigado a materializar. A causa de emissão é a chamada Convenção Executiva. quando o devedor materializa sua obrigação em um título executivo. O que é Abstração? O titulo se desvincula da causa de origem a partir do endosso. vai ter que pagar. O que é isso? Ele precisava me pagar através de cheque? Não. Qual a razão das pessoas emitirem títulos de crédito? Não é o negócio em si. . É claro que o endossatário tem que estar de boa-fé. Um contrato já é o bastante para se cobrar na Justiça? É. aquilo que poderia alegar contra o endossante. mas cambialmente ela terá que pagar o endossatário. possa ser transmitida a terceiro. ela não assina em razão da causa de origem. ela poderia pagar na data do vencimento.152 Quando o endossatário estiver executando o cheque. Então o que acontece? Um contrato que já é um título executivo. A partir da circulação por endosso. sua obrigação em um título de crédito. por meio do endosso e se isso for feito. Ele abstraise. foi dito que a causa de origem é a prestação de serviço. o que é absolutamente desnecessário. isso porque ele se desvincula da causa debendi. ela vai ter que pagar? Sim. não tem mais porque. a faz porque quer e sobre o risco daquela nota promissória ser endossada. as partes querem materializar aquele crédito. E qual a função do título de crédito? Facilitar a circulação de riquezas. Emitiu-se um título está sabendo que ele poderá circular e que se circular terá que pagar o terceiro independentemente do que aconteceu entre ela e o credor originário. E por que isso? Qual foi a causa de emissão do cheque? Aí é que está o erro. Entrando em circulação ele já sabe que não poderá alegar contra o endossatário. tem vida própria. ninguém mais irá discutir para que foi o título. sabe que não poderá alegar contra ele aquilo que poderia alegar contra o prestador de serviço.

Se depositar cheque sem data. A súmula 387 STF trata desse assunto. Vamos falar agora da chamada Independência. mas o que prevalece é que é dependente. O devedor assumiu que devia. se endossados. As formalidades de cada título estão na lei. na emissão ou no momento da cobrança? No momento da cobrança. . Colocando não a sua ordem. Agora. seus requisitos. pois o título está sem data. pois o não a sua ordem é uma cláusula. Entrou com embargos. o cheque depende da conta corrente. não podendo ser endossado. em que momento tem que estar perfeito. ele poderá ser endossado? Não. Ex: Um cara foi executar um cheque e o devedor veio com o seguinte fundamento: “. o banco irá devolver por uma alínea específica para isso.153 Se tiver um título de crédito e colocar não a sua ordem. Para emitir um cheque tem que haver outro documento? Tem. a independência diz respeito a necessidade ou não de existir um outro documento para a criação do título. pois o fundamento dele é o endosso. O cara recorreu para o Tribunal que confirmou. tanto que o credor pode preencher o título. do contrato de conta corrente. pois cheque sem data não é cheque. Para emitir uma nota promissória precisa existir outro documento? Não. não se fala em Princípio da Autonomia. recorreu para o STF que confirmou. Se o título não respeitar sua formalidade.Não vou pagar. Formalidade Diferente do restante do Direito Comercial. aplica-se a eles o Princípio da Autonomia. As ações são títulos dependentes do estatuto da Sociedade Anônima. O juiz deu ganho de causa ao exeqüente ora embargado ou ao executado ora embargante? Deu ganho de causa ao embargante. ele perde a força executiva. Dependente de que documento? Da fatura. mas que não pagaria devido a falta da data. dentro de títulos de Crédito é extremamente formal. da mesma forma para emissão da letra de câmbio. essa ramificação Direito Cambial. Tanto os títulos dependentes quanto aos independentes. se faltar algum desses requisitos perde a força executiva. PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA: O que é Princípio da Independência? Alguns títulos têm e outros não. porque o cheque está sem data de emissão”. A duplicata é dependente? Quanto à duplicata há pessoas que discutem.

pois se não atrasa o recebimento do crédito. indo discutir isso em sede de Embargos. Natureza Jurídica Obrigação Cambial Cesare Evivante ao explicar essa natureza jurídica da Obrigação Cambial. criou a Teoria Dúplice. O executivo perguntou ao caixa: “. pagando uma certa prestação de serviço ao executivo do banco. que foi a boca do caixa para receber.154 Uma nota promissória preenchida à máquina onde o valor está preenchido por uma máquina e a data por outra. isso tem algum problema? Não há problema algum. quem tem que alegar é o executado através de Embargos. Então o advogado recorre para o Tribunal que vai julgar procedente o recurso. pois até entrar com recurso e ganhar existe uma certa demora. claro que se executado entrar com Embargo alegando vício intrínseco. O advogado deve dizer ao juiz que “Não lhe interessa a origem”. já que a senhora não havia feito previsão de saque. O que é Teoria Dúplice? Aqui vamos discutir a natureza jurídica da Obrigação Cambial. Agir dessa forma deve ser apenas na hora da prova.Então paga e não faça mais perguntas”. sem ter que discutir a causa de origem. Importante: O título tem eficácia processual abstrata. dizendo se pode ou não. O juiz só pode conhecer de ofício. Para afirmar que isso é algum tipo de fraude. o juiz vai olhar e dizer ao exeqüente para dizer a causa de origem do título. O caixa respondeu que era. Os juízes fazem isso com medo de que o Poder Judiciário seja utilizado como instrumento da agiotagem. pois na prática diz o que é. cheque no valor alto. Logo após o caixa foi transferido. Imagine que esta senhora tivesse depositado o cheque e este tivesse voltado sem fundos. não é?”. O que é Eficácia Processual Abstrata? Enrico Túlio Libeman foi quem deu este nome. tem medo do exeqüente ser agiota. aí sim o juiz vai conhecer. É a mesma história para o juiz. O juiz vai ter que segurar a pancada. Vamos explicar com um caso. mas na maioria das vezes ele extingue sem julgamento do mérito. tem que alegar que o título foi fraudado. ela está executando o cheque no Juizado Especial. ele não pode entrar na causa de origem sem ser chamado. O caixa diante do valor alto do cheque subiu para falar com o executivo. Mas como assim? O que explica a obrigação do devedor principal de um título? Qual o fundamento da obrigação dele? Qual a natureza jurídica dessa obrigação do devedor principal? Por que tem que pagar? . Houve um alvoroço na agência.A assinatura é minha. “. Caso: Um grande executivo de um banco emitiu um cheque para uma moderna atriz da Globo. EPA O que é EPA? Outra característica dos títulos de crédito é a Eficácia Processual Abstrata. que prova uma fraude. onde tudo o que for dito ao caixa do Banco. por isso eles perguntam. se aplica ao juiz. se os vícios forem extrínsecos. se tiver algum vício intrínseco.

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O fundamento é o seguinte: O professor Cesare Evivante faz uma divisão (por isso Teoria Dúplice) dizendo: Aquela prestação de serviço onde o devedor sustou o cheque devido à péssima prestação de serviço, o credor está executando o cheque. O devedor pode alegar nos embargos, vícios naquela prestação de serviço? Pode, pois são partes originárias, sendo assim podem discutir a causa de origem. A causa de origem só pode ser discutida com o endossatário. Entre as partes originais pode ser discutido tudo, por isso ele diz que entre as partes originais o fundamento da obrigação é a Lei do Contrato e se vigora esta lei, pode alegar que não vai pagar em razão daquela máxima “excetus non adimplencicus contratus”, ou seja, alegar exceção do contrato não cumprido; não irá pagar porque não cumpriu o contrato, a prestação de serviço não foi como devia. Isto porque entre as partes originais o fundamento da obrigação dela vem do contrato, tudo sobre a causa de origem pode ser discutido. Em relação ao endossatário pode alegar vício na cauda de origem? Não, então não é Lei do Contrato. Com o endossatário a obrigação está fundamentada na sua mera assinatura, no título, ou seja, a declaração unilateral de vontade de que vai pagar. Então perante o credor original a obrigação, está fundamentada na lei do contrato e perante o endossatário vai pagar o título tendo como fundamento do seu pagamento tão somente a sua assinatura – Princípio da Liberalidade, só se vincula ao título quem o assina. No novo Código Civil está tratando de títulos de crédito, só que tem um artigo dizendo que só se aplica o Código Civil se não existir lei especial. Existe algum título, hoje no Brasil, sem lei? Não, todos os títulos têm lei. Todos os títulos têm lei específica, então não se aplica o novo Código Civil, principalmente porque estas leis mandam aplicar supletivamente a LUG (Lei Uniforme de Genebra) A LUG é o Decreto 57663/66, a base de todos os títulos de crédito, é a legislação mãe. Quando a lei especial for omissa aplica o Decreto 2044 que diz respeito às letras de câmbio, se todos os demais forem omissos aí sim vai aplicar o novo Código Civil. O novo Código Civil não tem aplicação. A LUG é uma Convenção Internacional sobre notas promissórias e letras de câmbio. Essa Convenção é de 1932 e só foi incorporada ao sistema brasileiro em 1966. A LUG, como é uma Convenção Internacional, trazia um problema que era adequá-la, chegar a uma conclusão entre todos os países. O que foi feito para adequar foi criar, por exemplo, vários artigos. A LUG é dividida em três partes, a LUG, a parte introdutória e o anexo I. Foram criadas ressalvas que se adotadas os países não precisam utilizar certos artigos. Da LUG, essa regra está no anexo II. Quais foram às reservas do Brasil? Elas estão na parte introdutória. Verificando as reservas passa-se, a saber, quais artigos serão aplicados.

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A LUG é uma Convenção Internacional, pode ser revogada por uma Lei Ordinária?

15ª Aula – 04/10/2003
A Lei que seria Ordinária pode revogar Tratado Internacional ou Convenção Internacional? Parece ser um tema debatido, sobretudo em Direito Constitucional, mas, normalmente em Direito Constitucional esquecem de dar uma posição específica. Tratado Internacional pode ser revogado por Lei Ordinária? Na verdade existem três correntes sobre o assunto, duas delas certamente vocês já estudaram em Direito Constitucional. A primeira corrente entendida e defendida pelos internacionalistas, para esta corrente a Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional, quem revoga é a denúncia, se o Brasil é signatário de um Tratado Internacional e decide não mais aplicá-lo, ele tem que denunciar o Tratado ou Convenção Internacional aos demais países, dizendo que não quer mais aplicá-lo, três anos depois, salvo engano, se eu me lembro do Direito Público, ele pode deixar de aplicar, tem que continuar aplicando durante três anos. Isto no Direito Internacional, só revoga Tratado ou Convenção uma Denúncia, logo eles não admitem uma Lei Interna revogando Tratado Internacional, isto sujeitaria o país às sanções internacionais. Ex: O Brasil celebra um Tratado Internacional com trinta países e, depois resolve simplesmente não mais cumprir aquele Tratado, isto é incabível, impossível. Esta posição, entretanto, é amplamente minoritária, só defendida pelos internacionalistas. Em contrapartida, há uma segunda posição, defendida pela maioria dos constitucionalistas brasileiros, que dizem que o STF defende esta posição, sustenta esta orientação. A nossa Constituição não tem hierarquia ao Tribunal Internacional, não tem hierarquia ao Tratado ou Convenção Internacional, em princípio está em pé de igualdade com a nossa Lei Interna, uma Lei Ordinária posterior ao Tratado pode revogá-lo. Mas nós falamos que a só a denúncia pode revogar um Tratado? Os consectários, as conseqüências desta irresponsabilidade do Congresso podem gerar sanções internacionais ao Brasil como um todo. Que a Lei Ordinária revoga o Tratado, se isto vai gerar alguma penalidade para o país, isto é problema do Estado brasileiro, no Brasil vai valer a Lei Ordinária posterior. Ex: O cheque, o Brasil é signatário de uma Convenção Internacional sobre cheque, Convenção de 1932, salvo engano, o Brasil foi signatário dela e a incorporou ao Direito Brasileiro através do Decreto 57595/66, Tratado celebrado em Genebra e posteriormente em 1985 editou uma Lei posterior, que é Lei interna sobre cheque, Lei 7357/85. A Lei prevalece, não o Decreto. Incansavelmente, o STF vem dizendo que a Lei prevalece. Um caso típico no Direito Empresarial é a questão do Cheque, tem um Tratado e tem uma Lei Posterior. Há uma terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial não o conhecia, passou a conhecê-lo lendo o seu livro sobre cheque, o professor Paulo Restiffi introduziu uma terceira vertente, que o professor de Direito Empresarial achou perfeita, esta terceira vertente diz o seguinte: “Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional e Convenções Internacionais, pois só quem os revoga é a Denúncia, uma Lei Ordinária posterior torna apenas aquele Tratado ou Convenção Internacional ineficaz, a posição do professor Paulo agrade Gregos e Troianos, agrada os

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Internacionalistas, dizendo que não revoga os Tratados Internacionais e agrada os Constitucionalistas, dizendo que o Tratado não é superior, não tem hierarquia sobre as Leis Ordinárias”. A conseqüência prática disto: Vamos imaginar uma Lei Ordinária número dois, com dois artigos apenas. Artigo 1º - Está revogada a Lei do Cheque; Artigo 2º - Está Lei entra em vigor na data de sua publicação. Não trata da matéria, só revogou a Lei. Pela segunda posição qual é a conseqüência? Pela segunda corrente não teríamos mais legislação, regulamentação sobre o tema, foi revogada. E pela posição do professor Paulo Restiffi o Tratado foi revogado em algum momento? Não, apenas tornou sem eficácia em razão de uma lei posterior, revogada esta lei posterior o Tratado Internacional volta a ter eficácia, isto não é repristinação, parece, mas não é, a repristinação pode no Plano da Validade, nós estamos no Plano da Eficácia. Esta é a terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial está falando em sentido latu sensu, ou seja, uma lei revogando a outra, pode acontecer o seguinte, vamos supor que o prazo para protesto no Tratado era de cinco dias, para protestar um título, vem a Lei Ordinária 1 dizendo que o prazo para protesto é de três dias, vem uma Lei Ordinária 2 com dois artigos, só vem revogando o artigo 15 da Lei Ordinária 1. Pela segunda posição nós teríamos regulamentação sobre o prazo para protesto deste título. O artigo 4º do Tratado teria sido revogado pela Lei Ordinária número 1 e o artigo 15 teria sido revogado pela Lei Ordinária 2, então não teríamos mais prazo para protesto deste título. Enquanto, na terceira posição o prazo do Tratado, que é de cinco dias, voltaria a ter vigência, isto é mais fácil ocorrer, é bem mais fácil ocorrer. O STF afinal de contas adota a segunda posição? OBS: Nem todo Tratado Internacional trata de Garantias Individuais, por exemplo, pode ser um tratado aduaneiro, não ter relação com garantias individuais, com o caput do artigo 5º, os parágrafos tem que ser interpretados de acordo com o caput; na mesma linha do caput. Se fosse uma Convenção, Pacto de São José da Costa Rica, por exemplo, poderíamos formular esta interpretação no seio do STJ, já que foi incorporado por um pacto ligando o parágrafo ao caput, não poderia nem ser revogado este Tratado por Lei, porque estaria tutelado pela Constituição, isto é uma outra história. Qual seria a posição do STF? O STF entendeu por acaso que o Decreto 57595/66, que trata de Cheque, está revogado na prática? Não, ele fala apenas o seguinte, tem aplicação, a Lei Ordinária prevalece sobre o Tratado anterior, o STF diz que a Lei 7357/85, que é a nossa Lei sobre Cheque prevalece sobre o tratado Internacional, mas confirmou categoricamente que não está revogado o Tratado Internacional, que o Decreto 57595/66 não está revogado, ele falou apenas que a Lei Interna posterior tem prevalência. Portanto, o professor fica muito receoso quando falam que o STF sustenta a segunda posição, que a Lei revoga Tratado, o professor não acha que o STF diga isto, ele diz apenas que a Lei posterior prevalece, prevalecer prevalece tanto na segunda como na terceira corrente. Agora, a questão é revogou ou não revogou o Tratado? Pela segunda posição revogaria, pela terceira posição não, o Tratado se tornou ineficaz, dentro do território nacional, mas vai ter que reaplicar aquele tratado internacional, aquelas Convenções Internacionais, nas relações internacionais, o professor

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acredita que esta seja a melhor posição, que agrega as orientações lá do Direito Internacional e as orientações do Direito Constitucional. Quem disse isto? Não tem na Lei, não tem na Constituição. O STF, ele diz que os Tratados Internacionais e as Convenções Internacionais são recepcionados por nosso Ordenamento Jurídico com força de Lei Ordinária, não diz que é Lei Ordinária, diz apenas que o Tratado não tem hierarquia sobre as Leis Internas. Partindo para uma Relação Cambial Na concepção do professor os alunos já deveriam chegar aqui com pleno conhecimento do que vai ser tratado ou falado agora. O que é DCD? O que é DCI? O que é um credor? Isto tem que vir da Faculdade, mas, a maioria dos alunos chega até aqui sem conhecimento disso. O que vai ser falado agora serve para todos os tipos de título de crédito. Em qualquer título a primeira coisa que devemos identificar no Tício, no Caio, no Mévio, no Sinfrone, se eles são DCD, DCI ou credores. Em todo título vamos procurar quem é o chamado devedor principal, ele é chamado devedor cambiário direto (DCD), ele tem que ser o primeiro a ser cobrado, quando digo que ele tem que ser cobrado, não é na Justiça, não é judicialmente, primeiro tem que ser acionado extrajudicialmente, em título de crédito quase tudo é extrajudicial. Exemplo, o emitente do cheque, antes de cobrar qualquer pessoa, tem que cobrar primeiro o emitente do cheque, mesmo tendo endossante. Emitente de uma nota promissória que endossou para uma outra pessoa e esta endossou para uma terceira pessoa, no final o título foi endossado para quarenta pessoas, tem quarenta pessoas no título, o primeiro a ser cobrado, ainda sim, é o emitente da nota promissória, os demais só podem ser cobrados depois do devedor principal, os outros são apenas garantidores. Importante: São considerados DCD o devedor principal e também o seu avalista. A conseqüência prática disso: Para cobrar o DCD não é necessário protesto, se ele não pagar pode ser ajuizada uma ação, uma execução contra ele, não precisa protestar o título. No caso do avalista do emitente do cheque também não precisa protesto, porque ele também é DCD, para cobrar de DCD não precisa de protesto, seja ele o devedor principal, seja ele o avalista do devedor principal. Qualquer título, primeiro tem que cobrar do devedor principal, cobrar quer dizer ir a casa dele, não conseguindo pode cobrar do avalista. Quem são os DCIs? Devedor cambiário Indireto é aquele que só paga se o devedor principal não pagar, para a cobrança do DCI, em regra, é imprescindível o protesto. Ex: Emitir uma nota promissória em favor de uma pessoa, que endossou para uma outra pessoa, que endossou para o professor. Eu vou a casa dele cobrá-lo, ele fala que não tem dinheiro para pagar, não adianta tentar executar uma pessoa que não tem dinheiro, porque não vai receber, não tem dinheiro, não adianta, o que pode ser feito é protestar a nota promissória para exercer o direito contra o DCI, no exemplo o endossante. O endossante, em regra, isto quer dizer, em qualquer título, ele é DCI, ou seja, para a cobrança do endossante é imprescindível o protesto. Por que isto?

Primeiro Título que vamos ver é a Letra de Câmbio: A.159 Porque tem que provar para o endossante.00. aí sim. Há uma certa dificuldade para tratarmos deste título. se ele não aceitar pagar ou não puder pagar. normalmente.000.00 hoje. isto é um título de crédito mesmo na essência. Aqui. É imprescindível o protesto para a cobrança do DCI. o Leonardo está mandando tanto assim. Eu dou uma ordem para ele pagar Sandra daqui a cento e vinte dias. portanto. ir ao DCD e cobrar dele o que pagou. anexo 1. pagar diretamente para a Sandra. é o beneficiário mediato. Já nesta concepção. Eu quero colocar este crédito em circulação. uma ligação . pois poucas pessoas conhecem. Como funciona: O sacador (que cria o título cambial) dá uma ordem de pagamento em dinheiro ao sacado em favor de um beneficiário. Na Letra de Câmbio o sacador é DCI. por exemplo. um DCI. Vejam que eu falei que se o sacador não aceitar pagar. que cobrou efetivamente. não quero esperar o vencimento para receber dele. qualquer que seja o DCI tem que provar para DCI que primeiro cobrou do DCD. o Rogério em princípio tem uma relação jurídica comigo (o sacador). que vai ser daqui a cento e vinte dias. Isto pode ser modificado através do endosso. Então. Temos o sacador.00.000. que na verdade eu só receberia daqui a cento e vinte dias. o sacador é DCI porque ela vai primeiro cobrar o sacado. O DCI pode após pagar. usando o exemplo.000. neste contrato Rogério me deve R$40. gozo de dinheiro presente com dinheiro futuro. se este também for omisso vamos procurar resolver a questão com o Código Civil. isto só ocorrer se o credor protestar o título. Temos que observar alguns pontos: Primeiro. que vai ter que pagar se o Rogério não pagar vai ter que ser eu (sacador). provar que tentou receber mesmo. pego o título. Se o sacado não puder ou não aceitar pagar. por que falei isto? Duas coisas. a Letra de Câmbio e entrego para Sandra. Já estou utilizando os R$40. A cobrança do DCI é extrajudicial. quem vai ter que pagar os R$40.000. o primeiro a ser cobrado é o sacado. A Letra de Câmbio funciona mais ou menos da seguinte forma: Ela apresenta uma formação inicial com três partes: “A primeira parte é o sacador (em qualquer título àquele que a cria é chamado de sacador). quando ele endossa.LETRA DE CÂMBIO: Legislação aplicada Decreto 57663/66. Eu (professor Leonardo) dou uma ordem para Rogério pagar Sandra. o cheque é emitido em favor dele. Então. que fazer antes mesmo do vencimento. Título protestado pode cobrar. se este decreto for omisso vamos procurar resolver a questão com o Decreto 2044/08.00 é o sacador. temos o sacado e o beneficiário”. para só depois eu fazer o negócio com Sandra. é tudo extrajudicial. como isto funciona? Funciona assim: Eu tenho um contrato com Rogério. ela fica com o título e daqui a cento e vinte dias ela pode receber. Credor: Em geral. o sacado e o beneficiário. então dou uma ordem para ele pagar daqui a cento e vinte dias. dei uma ordem para ele pagar a beneficiária. ele se torna um endossante e. se o Rogério não pagar a Sandra pode vir em cima de mim. em regra. Surgem várias indagações: Eu (sacador) estou celebrando um contrato com a Sandra e digo que ela pode cobrar Rogério daqui a cento e vinte dias os R$40. o sacador pode ser acionado.

enquanto ele não assina. Porém. o sacado não está obrigado efetuar o pagamento. ele assina o título.160 contratual. mas isto é bem mais complicado. só se vincula ao título quem o assina. Cambialmente ele não é nada antes da assinatura. O que ela vai ter que fazer? O que ela pode fazer antes do vencimento? Ela sabe se Rogério vai pagá-la ou não daqui a cento e vinte dias? Não. O sacado se torna devedor principal se ele aceitar. o sacado ainda não tinha se vinculado ao título. o sacado na Letra de Câmbio não está obrigado.00 ao próprio sacador. então. se torna devedor cambial se assinar o título. O aceitante é DCD. para que Rogério faça ou não o aceite. Podemos executar um contrato. ele não é nada. Isto é uma Letra de Câmbio: Sacador dá uma ordem de pagamento em dinheiro para o Sacado pagar ao beneficiário. nem o devedor está obrigado a transformar a sua dívida de um contrato em uma dívida de título de crédito. por isto pedem um título. mas existem formas anômalas. então o título de crédito facilita a circulação do crédito e facilita a execução. até este momento quem apenas tinha assinado o título era o sacador. transformar a dívida em título de crédito facilita a execução. ele torna-se aceitante. a Letra de Câmbio. se for perguntado o seguinte: O sacado é devedor cambial enquanto sacado. ela não sabe. o sacado para de ser chamado de sacado e passa a ser chamado de aceitante. Ele não está obrigado a fazer o pagamento. Com isso. esta é a forma normal. o devedor tem que ser avisado se o credor quiser transferir o crédito para alguém. ele me deve em razão de um contrato R$40. Se o sacado aceita a ordem.000. O aceite é manifestado pela assinatura do sacado. O beneficiário por ordem é a Sandra. eu dou uma ordem para . quase todo credor pede que o devedor assine por fora além do contrato uma nota promissória. Uma questão mais importante: O crédito está materializado em um contrato. nem DCI e nem credor. Ex: Entreguei um título para Sandra hoje.000. No caso eu sou o credor de Rogério e não a Sandra. lembrando que só se vincula o título quem o assina. Em segundo lugar eu posso transferir o crédito de um contrato para uma terceira pessoa sem a anuência do devedor? Não. Muita coisa muda. Então. Com o aceito.00 para o pagamento em cento e vinte dias. A primeira é a seguinte. mas ninguém está obrigado assinar este título. ele não assinou o título. ele ainda não havia assinado. caiu até em uma prova. vencimento daqui a cento e vinte dias. o sacador dá uma ordem para o sacado para R$40. mesmo que o sacado me deva R$40. artigo 290 do novo Código Civil. antes do aceite? Não ele não é DCD.00 ele não está obrigado a aceitar a Letra de Câmbio. O que acontece? Tem uma regra em Direito Civil que diz que ninguém está obrigado a pagar quem não é seu credor. porque isto facilita a execução. se eu tiver um título de crédito tenho que avisar alguém na hora de transferir para uma terceira pessoa? Não. Agora. ela vai pegar o título de crédito. Tem diferença? Tem diferença. emita um cheque pós-datado. Se Rogério aceitar pagar. porque ele vai ser o principal devedor. ele não está obrigado pagar a Sandra. Então. ele é um pretenso devedor. e vai levá-lo antes do vencimento na casa de Rogério.000. DCI ou credor? Ele é DCD.

mas a Joana hoje vai apresentar para o Rogério. Como eu (sacador) não tenho certeza se o Rogério vai aceitar ou não a minha ordem. através do endosso. posso. eu Leonardo. se ele não aceitar tem mais três sacados. coloco quatro sacados. . Seria muito mais fácil ele emitir uma nota promissória.000. o sacador dá uma ordem de pagamento para o sacado pagar o beneficiário. o vencimento é daqui a cento e vinte. porém se o Rogério aceitar ela não apresenta o título para os demais sacados – artigo 10 do Decreto 2044. neste caso a letra de câmbio funciona igual uma nota promissória. em geral. Nessa hipótese a Lei de Câmbio já nasce aceita. A LUG é uma Convenção Internacional. O Leonardo deu uma ordem para o Leonardo pagar uma quantia para Sandra. Bianca ou para a Patrícia. Na duplicata o sacador é o vendedor. Outra forma anômala: O sacador dá uma ordem para ele mesmo pagar determinada quantia ao beneficiário. por enquanto tenho que resolver dentro de casa consegui. para Bianca e para a Patrícia. Itália. Não podemos olhar a LUG como se fosse só no Brasil. não desse o aceite. Nesta forma anômala sacador e sacado seriam a mesma pessoa.00 para Sandra. que vai estar na Letra de Câmbio. O Leonardo dá uma ordem para o Leonardo pagar R$40. sacado e beneficiário.000.161 Rogério pagar R$40. recusar esta ordem? Se o Leonardo recusar a cumprir a ordem dada por ele mesmo interna. entre outros. aqui no Brasil a Letra de Câmbio era muito utilizada antes da criação da duplicata. dou uma ordem para ele pagar. aí eu coloco o título em circulação. Isto é para evitar que o título não tenha aceitante. Nos Estados Unidos e na Itália utilizam a Letra de Câmbio para tudo. ele aceitando a ordem. ela vai à casa do segundo sacado. Isto é perfeitamente possível. Japão. endosso para quem eu quiser. Em geral são três partes: Sacador. porque já tem a assinatura do Leonardo. se o Rogério não aceitar. a Letra de Câmbio adota esta forma. Indico na Letra de Câmbio vários sacados e entrego para a beneficiária. mas ela pode apresentar o título para Joana. porque se eu colocasse o nome da Sandra direto como beneficiária e Rogério se recusasse. vencimento antecipado. Se um aceitar os outros estão liberados. Tem que seguir a ordem indicada pelo sacador. ele ficou louco. Peculiaridades sobre o assunto: Questão do sacado. Esta segunda forma parece mais com qual título brasileiro? Com a duplicata. Interessante em razão de uma regra que está no Decreto 2044. por isto é melhor o sacador dar uma ordem para o sacado pagar o próprio sacador. ele aceitando eu endosso para Sandra. Taiwan. Normalmente. Eu digo para Sandra. A beneficiária vai ter que seguir a ordem indicada pelo sacador. Estas são as partes da Letra de Câmbio. Suécia. a Sandra poderia me cobrar imediatamente. passo o título para frente. Vai apresentar primeiro a Letra de Cambio para o Rogério. podem existir vários sacados em uma Letra de Câmbio. ocorre o que vamos ver futuramente. Na prática a Letra de Câmbio adota mais esta forma. Sandra estou dando uma ordem de pagamento para o Rogério. se o segundo não aceitar ela parte para o próximo. para Joana. Se nenhum sacado aceitar e ela protestar vai ocorrer o chamado Vencimento Antecipado (vamos estudar mais para frente). ela parte para o próximo sacado. para evitar problema. Como assim? Eu dou uma ordem para o Rogério ou para a Joana ou para Bianca ou para a Patrícia.00 para mim daqui a cento e vinte dias. na Itália muito se utiliza a Letra de Câmbio.

Duas coisas temos que falar aqui: Primeira: Quem endossa é chamado de endossante. com isto vai ter Letra de Câmbio sem devedor principal. porém isto não faz diferença. estou dizendo para ela que este crédito existe. ENDOSSO: A Letra de Câmbio é um título de crédito cambial e “abstrato” (para Fábio Ulhoa Coelho é um título ilimitado para todo mundo é abstrato. Na prática não muda nada. Endosso é assinatura do credor. menos para representar uma compra e venda mercantil ou uma prestação de serviço. leasing. endosso próprio. o endossante. portanto o endosso é DUV. portanto unilateral de vontade. vamos imaginar que o Rogério aceitou. em regra. Continuando: O endosso é uma declaração cambial. excepcionalmente. para qualquer negócio. através do endosso. o endosso vem no verso do título. O endosso é pró-soluto e pró-sovendo. Sobre esta possibilidade de existir ou não vários sacados a LUG é omissa. quando isto acontecer a beneficiaria vai protestar o título e vai receber do sacador. portanto unilateral de vontade. isto não tem problema nenhum. eu posso transferir o título de crédito apenas endossando o título. em geral. pró-soluto. Aceite. Toda manifestação de crédito é unilateral de vontade. Nós vamos entender melhor o endosso através de suas espécies: Tudo está na LUG. Em regra. Endosso Próprio: Ex: Leonardo sacou uma Letra de Câmbio contra o Rogério em favor do próprio Leonardo. partindo desta premissa que ela não pode ser aplicada nestes dois casos. o Fábio Ulhoa diz que a Letra de Câmbio pode ser emitida para qualquer negócio. Vamos falar do Aval. crédito de um contrato. quem recebe o título é chamado de endossatário. Eu vou ser o endossante e. . Endosso e Protesto. Isto acontece quando o sacado não aceitar a ordem. através da qual transfere-se a propriedade de um título de crédito ou. toda transferência é pró-soluto. estou dizendo com isto que quando transferi a Letra de Câmbio para a Sandra. para ele é ilimitado). Toda vez que for falar de uma declaração unilateral de vontade eu sempre abrevio para DUV (Declaração Unilateral de Vontade). Mas. a Sandra agora é nova credora. Título Abstrato é aquele que a Lei não diz qual é a causa jurídica. Podemos concluir que a Letra de Câmbio é o único título que pode existir sem devedor principal. ela é limitada e não abstrata. porque ele não está preparado para pagar agora. nestes casos o título que tem que ser usado é a duplicata. Endosso: É uma declaração cambial. isto significa que eu que era credor endosso este crédito para Sandra. pode ser emitido uma Letra de Câmbio para qualquer negócio. apenas alguns direitos da carta (título). é DCI. não é um título falso.162 O sacador odeia a antecipação do vencimento. até a cessão civil de crédito – artigo 290 do novo Código Civil. Toda declaração cambial é unilateral de vontade. temos que ir ao Decreto 2044. um empréstimo.

Eu não estou transferindo para ele a propriedade do título. além de garantir para Sandra que o crédito existe.00. como por exemplo. Vou celebrar um contrato qualquer. mas no dia 03/11 vou estar viajando. que está em uma Letra de Câmbio. Ofereço o Título de Crédito que tenho para receber do . O endossante é sim devedor cambiário indireto. que na verdade vai funcionar como se fosse um substabelecimento. eu pago. Endosso Caução: Também chamado de Endosso Penhor ou Endosso em Garantia. só que hoje vou celebrar um contrato com a Sandra. garanto que se o devedor principal não pagar. Isto entra em choque com tudo que estudamos até hoje sobre título de crédito. ele transfere apenas alguns direitos inerentes ao título. E as defesas que ele pode apresentar são defesas que. garanto mais. Eu dou um mandato para alguém. vai poder executar o título. Quando estiver endossando para a Sandra preciso avisar o Rogério que estou endossando o título para a Sandra? Não. R$40. Endosso mandato. faço um endosso procuração. este alguém pode endossar para outra pessoa? Só um novo endosso mandato. Endosso Mandato: Imagine vocês que eu tenho que receber do Rogério no dia 03/11 (vencimento do título). ela é uma Lei Especial. endosso próprio. ele vai prestar contas comigo. que afirma que o endossante garante o pagamento? Devemos utilizar a LUG sem sombra de dúvidas. Na cessão civil de crédito o devedor tem que ser avisado. posso dar uma procuração para alguém cobrar para mim. o endossante não é devedor cambiário. apenas estou transferindo o direito e o poder para cobrar o título em meu nome. Pelo novo Código Civil.000. o endosso não precisa avisar o devedor. não é devedor. quando voltar. O endosso mandato é simplesmente a outorga de um mandato através de endosso. um financiamento. O que devemos fazer aplicar o novo Código civil. preciso deixar alguém para cobrar o título no meu lugar.163 No endosso tem mais. No dia 03/11 ele vai cobrar do Rogério como se fosse eu. porventura. ele pode protestar o título. Eu vou viajar. que ele aceitou. Em regra. ele tem contra o endossatário ou contra o endossante? Contra o endossante. e viajo. além do pró-soluto. A LUG permite que esta procuração seja feita no próprio título. porém a Sandra me pede uma garantia. como meu procurador mesmo. que diz que o endossante não garante o pagamento ou aplicar a LUG. Então. como meu mandatário através do endosso. se o Rogério não pagar. o endossante se torna devedor cambiário indireto. como regra. o nomeio como meu procurador. Tudo que imaginamos sobre procuração se aplica ao endosso mandato.000. R$40. que na verdade quem está executando é o endossante através de procurador. Eu tenho que receber de Rogério no dia 10/11. Endosso Impróprio: O endossante não transfere a propriedade do título. garanto o pagamento. São duas espécies de endosso impróprio: Endosso caução. ou seja. garanto não apenas a existência do título.00.

e a Lei permitia isto. endosso procuração. Ela aceita o título como caução. foi erro de tradução. Não transferi a propriedade do título para ela. tem que me devolver o dinheiro. traduziram errado a LUG. Se por acaso ela já recebeu. há quem sustente que não é possível o endosso caução do cheque. fizeram uma tradução do que já haviam traduzido. O endossatário do endosso caução pode endossar o título? Sim. faço endosso caução para ela. Leonardo pode fazer um endosso caução para Sandra? O cheque é uma ordem de pagamento à vista. Prestem atenção: Fiz um endosso mandato para alguém.000. esta caução. . Porque tem que apresentar o cheque dentro daquele prazo. no endosso penhor ou endosso em garantia. os R$ 40. Dois pontos interessantes sobre o endosso impróprio devem ser falados: Primeiro sobre o endosso mandato: Tem um erro na LUG. O endossatário tem poderes para cobrar o título. Há quem sustente isto. Depois eu vou especificar quais são esses prazos. pois seria incompatível com a natureza jurídica daquele título. como garantia. temos que alterar foi erro de tradução. também chamado de endosso tardio. este alguém sofreu um acidente e morreu. 16ª Aula – 25/10/2003 ENDOSSOS ESPECIAIS: Endosso póstumo. porque ele é uma ordem de pagamento à vista. mas você já sabe que existe prazo. endosso para Sandra como garantia. eu poderia fazer um contrato de penhor. Artigo 18 da LUG – 3ª linha – Está dizendo o seguinte: um mandato que resulta de um endosso por procuração não se extingue por morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandatário. ela me devolve o dinheiro. Tudo que pensarmos sobre penhor vai ser aplicado no endosso caução.164 Rogério no dia 10/11. ela recebe. Se eu cumprir o contrato ela tem que me devolver o título. Não se extingue o mandato pela morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandante. coloco no título. Nós já falamos aqui centenas de vezes que vencendo o título existe um prazo para se efetuar o protesto. ele vai trazer algumas jurisprudências sobre o assunto. mas seria um contrato acessório àquele contrato que tenho com ela. na verdade a Lei errou na tradução.00. tem que corrigir a Lei. na Lei está mandatário. no próprio título. endosso para Sandra como garantia. a Lei diz que não extingue o mandato. Mas o endosso após o vencimento não é o endosso póstumo. Para dar este título como garantia para ela. ela não se tornou a nova credora. Antes era bem mais fácil. ele pode fazer um endosso mandato. fazer este penhor. Não foi uma tradução feita direto de Genebra. apenas dei o título como garantia de um determinado contrato. o erro não foi exatamente dos tratadistas de genebra. Na prática o professor nunca viu isto. É possível endosso caução no cheque? Rogério emitiu um cheque em favor de Leonardo. eu cumpro o contrato. O endosso feito após o vencimento tem algum efeito? Você pode endossar um título depois de vencido? Pode.

Endosso . . Agora. Parece endosso. é uma declaração unilateral de vontade e a cessão é uma espécie de contrato.165 Endosso póstumo é o seguinte: “Vamos imaginar que o endosso póstumo venceu e há um prazo para o protesto.É exclusivo de direito cambial. O endosso gera o efeito purificador.O cedente é pro soluto e pro solvendo. igualzinho. Então endosso póstumo ou tardio é aquele que é feito após o protesto por falta de pagamento ou se não tiver protesto.Efeito purificador. ele parece um endosso normal. como toda declaração cambial. todos os efeitos dele serão da cessão civil de crédito. não houve protesto. . . o título é purificado. então o endosso feito após o dia vinte de outubro é o endosso póstumo ou tardio.É possível cessão de crédito parcial. porque os vícios intrínsecos não se propagam.O cedente não garante o pagamento. Agora vamos imaginar que não foi feito o protesto e que você endossou o título quarenta e cinco dias depois do vencimento. você não tem como endossar um contrato. inclusive título de crédito. endosso só existe do título de crédito. pode ser utilizado para qualquer crédito. mas esse endosso é póstumo ou tardio. . . . mas ela também pode ceder todos os seus títulos através da cessão civil de crédito. vamos imaginar que eu tenho um . mas ele não gera efeito de endosso.O cedente é DCI. depois de expirado o prazo para o protesto. . ela até pode endossar tudo para uma empresa de factoring (endosso sem garantia). mas na verdade é uma cessão civil de crédito. Não houve protesto. . Vamos imaginar que tenha sido protestado aqui no dia vinte de setembro. mas expirou o prazo para protesto.É uma declaração bilateral de vontade. você só endossa título de crédito e a cessão é de direito comum. Você pode transferir o título de crédito por cessão civil ou por endosso. Isso quer dizer que se Laura emitiu uma nota promissória a favor do Leonardo e o Leonardo endossou essa nota promissória para Marcos. O endosso.Não é possível endosso parcial. o endosso feito após o prazo para o protesto de pagamento ou após o protesto é um endosso póstumo ou tardio”.O cedente é apenas pro soluto. . o título de crédito em razão do endosso aplicase o princípio da autonomia e na cessão civil de crédito. Aí nós vamos continuar perguntando e daí? Qual a diferença dos efeitos da cessão para os efeitos do endosso? Diferença entre cessão cível de crédito e endosso: Cessão Civil de Crédito . Laura pode alegar que não vai pagar a nota promissória para Marcos porque o Leonardo descumpriu contrato com ela? Não. Qual a conseqüência de ser endosso póstumo ou tardio? Normalmente.É possível cessão condicional. e o contrato é uma declaração bilateral de vontade. .É uma declaração unilateral de vontade. uma loja que recebe um monte de título pré-datado. Então título de crédito pode ser cedido por endosso ou por cessão civil.É de direito comum. .Não tem efeito purificador. Vamos a um exemplo de título de crédito que é transferido por cessão: Factoring. Endosso é exclusivo de direito cambial. Vou dar um exemplo da duplicata: Na duplicata o prazo para protesto é após trinta dias do vencimento.Não é possível endosso condicional. . É aquela história do princípio da autonomia.

00. Diz o artigo 290 e seguintes do CC. Por aí já é possível nós afirmarmos que não há endosso parcial. o endossante ele é DCD. Então essa regra do novo Código Civil não tem aplicação. dizendo que o endosso parcial é nulo. eu não tenho como endossar. ninguém pode transferir mais direitos do que tem. uma dívida. Na cessão civil de crédito o cedente não garante o pagamento.000. DCI. Eu posso fazer um endosso só de R$ 5. ela não ia poder alegar vícios na causa cedente. prevalece a LUG que é lei especial. Vamos imaginar que eu construí uma sauna no apartamento da Carla. ele pode alegar tudo aquilo que ele podia alegar contra o cedente. que o crédito existe. e eu quero transferir esse crédito que eu tenho com a Laura para meu amigo Eduardo. Ele vai com tudo de ruim que ele tiver. que o crédito existe. vai junto à nulidade.166 crédito pra receber com Laura. Mas. Aplica-se aquela máxima do Direito Civil. o cedente não é devedor. se a pessoa para quem foi endossado não pagar. Então o crédito é purificado? Não. não é titulo de crédito. o endossante paga. e garanto mais.00 para o Marcos. quando eu vou transferir o crédito o devedor deve ser notificado dessa transferência. aí eu estou devendo R$ 5. eu estou fazendo uma cessão para o Marcos é para o soluto e para o solvendo ou é apenas para o soluto? Apenas para o soluto. que aquilo não é falsificado. porque o título é purificado com o endosso. tem regra expressa na LUG.000. ele vai poder alegar contra o cessionário. é problema do Marcos. e deu vazamento. além disso.00. porque senão eu estaria ferindo o princípio da cartularidade. O novo Código Civil diz o seguinte: O endossante é apenas para o soluto. Isso porque tudo aquilo que ela podia alegar contra o cedente ela pode alegar contra o cessionário.000. e quando ele é notificado. Ela vai poder alegar que não vai pagar ao cessionário porque o serviço do cedente foi mal feito. E na cessão civil de crédito. Eu vou fazer uma cessão civil de crédito. Se eu tenho um crédito que está com algum vício e eu transferir o crédito. Lá no Direito Civil tem endosso? Não. Mas felizmente o novo Código Civil quase nunca vai ser aplicado. nós vamos aplicar a LUG. Faço uma cessão de crédito para o Eduardo. devedor cambiário indireto. Na cessão civil eu estou cedendo o crédito para Marcos e garanto apenas uma coisa. a partir do momento em que ele toma ciência de que o crédito está sendo transferido para terceiro. um termo de confissão de dívida de R$15.00 para ele? Não. quem tem que pagar mesmo. É possível endosso parcial? A Laura emitiu uma nota promissória para mim de R$10. O endosso ele transfere para o soluto e para o solvendo. não se pode rasgar a carta. O DCD é o devedor principal. ele não garante o pagamento. vamos imaginar que é um termo de confissão de dívida. Já a cessão .000. Por isso que em regra. vai junto o que for. ou seja. eu garanto que o título existe. Tudo que se podia alegar contra o cedente vai se poder aplicar contra o cessionário. ou credor? Ele é DCI. Mas o professor acabou de falar que o endosso é para o soluto e para o solvendo! A questão é que o novo Código Civil trouxe uma regra completamente louca. quebrou tudo. lá na LUG diz que o endossante é para o soluto e para o solvendo. Se fosse um título de crédito com endosso. vai junto o vício. Agora se ela vai pagar ou não.

o “B” é professor de Direito Comercial. não garanto pagamento. Se o risco ficar com o factorizado não é factoring. mas você também pode transferir através do endosso. ou seja. ele é cedente. a primeira exceção é o endosso póstumo ou tardio. “B” pode transformar o endosso em apenas para o soluto. como é que você vai transferir para o factorizador? Você pode fazer a transferência através de cessão civil. quem responde pelo não pagamento. É possível o endosso condicional? Primeiro. Quando se endossa sem garantia. pois o factorizador é quem assume o risco do inadimplemento.167 pode ser apenas de parte do crédito. porque é para o soluto e para o solvendo. Vamos dar um exemplo: “A” assinou uma nota promissória em favor de “B”. então endosso póstumo também não garante pagamento. o factorizador (a empresa de factoring) ou o factorizado? O risco fica com quem com a empresa de factoring ou com o factorizado? O risco fica com o factorizador. isso é regra. Então como é que eu vou fazer a transferência do título de crédito para a empresa de factoring? Se fosse através do endosso comum. sem garantia. tem que ser endosso sem garantia. Então se a transferência for feita através de endosso. contrato de cessão civil de crédito. O endossante do endosso póstumo garante o pagamento? Na verdade o endossante do endosso póstumo ele não é endossante. E cedente não garante pagamento. Mas existem exceções. factoring. Mas lembrando lá no factoring. e se “B” não garante o pagamento ele não é devedor. . Já a cessão condicional é possível porque é contrato. com a sociedade de factoring. O endosso sem garantia é utilizado nas operações de factoring.Tudo que se aplica para cessão se aplica para endosso póstumo ou tardio. Coloca-se a cláusula sem garantia. É possível isso? A lei diz que não é possível o endosso condicional. A condição é considerada não escrita. a sociedade de factoring poderia cobrar do factorizado. Na secutirização dos créditos. ENDOSSO SEM GARANTIA: O endossante é para o soluto e para o solvendo. o endosso é válido. Passando ou não no concurso ela vai receber o crédito. e o “B” endossou essa nota para o “C”. do endossante. endossa-se apenas para o soluto. Atenção . e está lá no artigo 5º da LUG que se “A” não pagar ele pode cobrar de “B”. ele vai ficar dentro do quadro do endosso ou do quadro de cessão? O endosso póstumo ou tardio vai ficar dentro do quadro de cessão. Como. mas a condição é considerada não escrita. O endosso póstumo ou tardio. é um contrato e fica estipulado o que as partes acordarem. porque o risco não pode ficar com o factorizado. o que é endosso condicional? Ex: Eu endosso esse título para a Priscila se ela passar em primeiro lugar no concurso. tem que ficar com o factorizador. Como? O “B” endossa para “C”.

Agora vamos imaginar que “E” cobrou de “C” e que “C” pagou. é que “B” só garante o pagamento do título para “C”. já na cláusula proibitiva de novo endosso. Se o “C” endossar esse título para alguém.168 Nesse ponto fica igual à cessão de crédito. O “B” endossou sem garantia. que endossa para o “D”. o “C” é DCI e o “B” não é nada. ela não poderá ser inserida na cessão de crédito. Quando chegar a data de vencimento “E” tem que cobrar de “A” que é DCD. cláusula proibitiva de novo endosso. que endossou para “D”. o “D” é DCI. “B” não garante o pagamento para futuros endossatários. ele só não vai poder cobrar do “B” porque ele colocou a cláusula sem garantia. porque na verdade ela não proíbe novo endosso. porque “B” quando endossou para “C” endossou com cláusula proibitiva de novo endosso. Importante . que endossou para “C”. somente no endosso. que endossa para o “E”. “C” pode endossar para “D”? Pode. porque retornou para quem já fazia parte da cadeia cambiária. podemos observar que o título voltou para quem já participava da cadeia cambiária. para quem ele endossou o título de imediato. O “B” só garante pagamento para “C”. que endossou para “F”. que endossou para “G”. e protestando ele vai poder cobrar de qualquer um do “D” ou do “C”. mas nos outros não. Nós vamos falar agora em um assunto que já foi matéria de prova da defensoria pública. o “B” quando endossou para o “C” proibiu novo endosso. e é esse endosso. Se fosse cláusula sem garantia “B” não pagaria o título para ninguém. Agora vamos complicar. Então nesse exemplo: O “B” endossou para “C” com cláusula proibitiva de novo endosso e “C” endossou para “D”. que endossou para “D”. O “E” é o credor. então ele não é nada. A única pessoa que pode cobrar de “B” é “C”. tendo agora direito de cobrar dos DCI. o devedor não vai poder alegar contra a sociedade de factoring tudo aquilo que poderia alegar contra o factorizado. de “G” para “D”. que endossou para “E”. mas não poderá cobrar de “B”. mas apenas para o endossatário imediato. que endossou para “E”. por exemplo. “B” não é obrigado a pagar. O “A” é DCD.Cláusula proibitiva de novo é uma cláusula exclusiva do endosso. “B” fez endosso para “C” proibindo novo endosso. porque é endosso e não cessão. O que é reendosso? O que é endosso de retorno? E quais os seus efeitos? ENDOSSO DE RETORNO: “A” endossou para “B”. “B” só paga o título se for para “C”. quando “B” colocou a cláusula proibitiva no endosso. Então. Então. “B” paga o título. Quem é o devedor principal? O “A”. O “C” poderá então cobrar de “B”. mas “A” não pagou. O “E” poderá cobrar do “A”. Agora eu pergunto. O “B” não é obrigado a pagar “D” nem “E”. e então “E” protestou o título. é um nome que leva as pessoas a erro. Na verdade o efeito dela. Agora vamos imaginar que “B” endossa uma nota promissória sem garantia para o “C”. O “E” poderá cobrar de “D” e de “C”. que é chamado de endosso de retorno. Então para que serve essa cláusula? Na verdade o nome dessa cláusula está errado. o “A” não pagando ele vai protestar. mas terá de pagar “C”. .

169 Agora vamos falar dos efeitos. que cobrou de “A”. não pode mais existir título ao portador e endosso em branco. Também é uma nomenclatura da doutrina. esse título acaba. é extinto.088. é a mesma coisa que o pagamento.Essa nomenclatura. em vez de para o “D”. Atenção . ENDOSSO PRETO e ENDOSSO BRANCO Vamos supor que o Rômulo emitiu um cheque em favor do Leonardo. é como se na verdade essa pessoa tivesse sido pago o título. que não podem nem mais ter endosso. O Leonardo põe no cheque: Endosso para _________. aí ele poderá cobrar de todos os DCI. Vamos imaginar que “G” endossou para o “H”. Essa proibição está no artigo 4º da Lei 8. tivesse sido endossado para o “A”? O que vai acontecer com esse título? (Foi à pergunta de concurso) Qual a conseqüência de um título ser endossado para o devedor principal (para o DCD)? Esse título seria extinto. e o Leonardo endossou pra Adriana. onde o título pode ser até sem valor. Todo título de crédito é um título de resgate. desde que o . “F” e “G” saem da relação cambial. porque com o segundo endosso já tinha sido excluído da relação cambiária. É reendosso porque o endossador já endossou uma vez esse título e está endossando de novo. Tornou-se um endosso ao portador. endosso de retorno. ambas Plano Collor. mas o “A” não pagou. que não pagou. Essas leis dizem que não pode ter endosso em branco.021 e artigo 19 da Lei 8. que nós já discutimos. então ele vai protestar o título. Então quando o título é endossado para alguém que já faz parte da cadeia cambiária. REENDOSSO: Reendosso é quando o título é novamente endossado pelo mesmo endossador. qualquer um pode colocar o nome nesse endosso e descontar o cheque. que é DCD. E o Leonardo colocou no cheque: Endosso para Adriana e assinou. Mas “D” poderá cobrar de “G”? Vamos imaginar que sim. Então “G” vai cobrar de “F” que vai cobrar de “E” que vai cobra novamente de “D”. pode controlar nos valores imobiliários. “E”. Esse é um endosso em preto. do “B” e do “A”. Porém. não vai ser encontrada na lei. É como se o “D” tivesse pago o título. O “H” só vai poder cobrar dos outros DCI e do DCD. A LUG diz o seguinte: Se o título tivesse sido endossado. quando “A” paga o título. sendo assim. Há uma Súmula no STF. No vencimento “D” vai poder cobrar de “A”. Mas o Leonardo pode fazer um endosso em branco. Após o protesto o “H” pode cobrar do “G”? Não. são Leis de 1990. é uma nomenclatura exclusiva da doutrina. e não coloca nome nenhum e assina. Se “E” cobrar de “D” o que “D” vai fazer depois? Cobrar novamente dos DCI? Se for assim não vai sair disso. mas não tem como controlar o endosso em branco no cheque. tem que caminhar para o DCD. Isso tem como ser controlado nas ações. pago o título para “G”. Daí “D” só pode cobrar do “C”.

é um princípio infraconstitucional. avalizo esse cheque. Em que local do título o endosso tem que ser exarado? No anverso ou no verso? Tanto faz. presunção relativa vai ser aval. Na última prova da Magistratura caiu: Endosso impróprio. endosso calção e endosso mandato. cheque hoje em dia é prova de pagamento. em qualquer lugar. esse cheque tem que ter a rubrica do juiz. porque é uma declaração unilateral de vontade. Aí eu pergunto: Adriana é devedora? Não. No dia em que for depositar ou sacar o cheque ela vai ter que preencher. mas se for uma assinatura no anverso solta. Tem o nome da Adriana no título? Não. E como toda declaração cambial é uma declaração unilateral de vontade. Bom. na verdade você dá o patrimônio. daí a pergunta: Esse aval é válido ou não é válido? É válido. avalizo esse cheque. AVAL: Natureza jurídica do aval: O aval é uma espécie do gênero garantia fidejussória. OBS: Para o síndico emitir um cheque da massa falida. O garantidor responde nesse caso com todo o patrimônio. Por quê? Porque só se vincula ao título quem o assina e a Adriana nem aparece no título. O aval é exclusivo de Direito Cambial. dá pessoa em garantia. porque esse princípio não é constitucional. quem dirá sem nome do beneficiário. em princípio. Quanto à questão da limitação e da circulação não há qualquer tipo de problema. Eu pego esse cheque e coloco lá. e entrego para o Rômulo. Aí o Rômulo diz que eu não tinha que ter me metido nessa história e diz que não quer. A Adriana transferiu o título para o Maurício. Lembrando que o endosso em branco pode se tornar a qualquer momento em endosso em preto e para isso basta haver o preenchimento do nome do beneficiário. eu endossei em branco para a Adriana. mas não é. nenhum dos dois quer esse aval. Claro.170 credor posteriormente preencha de boa-fé. a natureza jurídica do cheque tem doze correntes e apenas uma corrente diz que o cheque é título de crédito. se for do sacado. ela vai ter que preencher. O síndico leva o cheque . Outra espécie de garantia fidejussória sem ser o aval é a fiança. mas é uma espécie usada exclusivamente no Direito Cambial. é claro que só lançar a assinatura no anverso. Nos podemos dar garantias reais e pessoais. E lei posterior pode a qualquer momento revogar lei anterior. é um ato de liberalidade. Na verdade. Somente Waldirio Bulgarelli diz que é título de crédito próprio. Então se eu posso emitir um título sem valor. Ex: Vamos imaginar que a Adriana pede para eu entregar ao Rômulo um cheque. a assinatura dele vai ser tratada como aceite. essa assinatura vai ser tratada como aval. Então em regra o endosso tem que ser lançado no verso. Pontes de Miranda diz que não é título de crédito e etc. Se fosse princípio constitucional não poderia. Você não dá como garantia um bem discriminado. em princípio vai ser aval. Conceitue e explique endosso mandato e endosso calção. mas o cheque é um título meio “capenga”. para pagar contas da massa falida e etc. mas eu coloquei lá. Mas se um dia a pessoa vir me cobrar o cheque que eu endossei em branco. Então o aval é uma espécie de garantia fidejussória. Agora. Os títulos foram criados como um modo de circulação de riqueza. A Adriana não pediu.

até no Direito Penal. Mas aí a pessoa ao invés de colocar o Rômulo como avalista do título. . Tem até lei especial tratando da matéria. Pode ser um ato de liberalidade total ou um ato de liberalidade parcial. mas o Código Civil nesse caso não vai ser aplicado. então vamos criar um quadro. O aval pode ser parcial? O aval é um ato de liberalidade.Obrigação acessória. Tem prevalência a LUG. Como foi exigido um avalista eu vou lá e arranjo um avalista. nós acabamos de falar que o aval é exclusivo de direito cambial. na locação comercial a garantia mais utilizada é a fiança. qual a outra espécie? Fiança.Exclusivo de Direito Cambial. eu já vi uma decisão do TJ nesse sentido e uma decisão no STJ. quer dar tudo. ele também pode querer dar só um pouco. Agora eu pergunto: Pode aval no contrato? Não. Agora vocês adivinhem o que o credor fez? Executou o juiz. Por exemplo. coloca o Rômulo como avalista do contrato. Atenção . o aval é um ato de mera liberalidade. Uma pessoa (louca) chegou para o outro na hora de fazer um contrato e disse que queria um avalista. E já que não pode ser garantidor por aval. que não existe aval em contrato. Não podemos chegar a esse absurdo. uma nota promissória vinculada ao contrato e aí se pega a assinatura do avalista na nota promissória.Pode ser parcial. E aí. E o fundamento usado para isso é que é vontade das partes. ele libera o quanto ele quiser. Isso é meio absurdo! Mas fazer o que.Obrigação autônoma. O Direito Empresarial é muito . Não tem nenhum problema até agora. em qualquer tipo de negócio. O aval depende de outorga uxória ou marital? O artigo 978 do CC diz que para vender um imóvel precisa da autorização conjugal. a vontade das partes era que a pessoa que assinou o contrato fosse garantidor. que é lei especial. Então como nós já vimos. então se avalista pode. Depositaram o cheque e o cheque voltou. isso não quer dizer aval de forma alguma. se tem que interpretar as cláusulas contratuais para chegar ao máximo na vontade das partes. . O aval por tanto pode ser parcial. Fiança . E nesse caso. Muita gente confunde aval com fiança. o novo Código Civil vem dizendo que não.Qualquer tipo de negócio. a LUG. . Diferenças entre aval e fiança Aval . chamo o Rômulo para ser meu avalista.O aval é exclusivo de Direito Cambial e a fiança é uma garantia que pode ser usada em qualquer ramo. A fiança pode estar presente em qualquer ramo.Pode ser parcial. Teve recurso e o tribunal disse que está certo. mas vamos considerar o aval no contrato como se fosse uma fiança. porque normalmente se vincula um título de crédito ao contrato. Já o aval não. Daí o juiz chegou lá e colocou nulo o aval. . porque existe lei específica. dizendo que o juiz era avalista. que diz que o aval pode ser parcial. É um ato de liberalidade. Entretanto. até Empresarial.171 até o juiz e esse o rubrica. isso não é valido para o Direito Empresarial. o que acontece? Qual a conseqüência lógica do aval no contrato? Ser considerado nulo. Ex: Olha que interessante! Jurisprudência mais uma vez. dizendo que a rubrica do juiz no cheque não significa que ele seja avalista. no anverso do cheque. O aval no contrato. é exclusivo de Direito Cambial.

. aval simultâneo e aval sucessivo.00. está em nome do empresário.Aval simultâneo: De acordo com a doutrina é o chamado aval horizontal.172 dinâmico. C1 A C2 B C3 C C4 D E Horizontal No vencimento o “E” vai cobrar do “A”. não é nulo a obrigação do avalista. Não tinha a menor necessidade. o trespasse que não precisa da outorga. não precisa de autorização marital. ele tem que caminhar para o DCD. princípio da autonomia. Bom. Na fiança a obrigação decorrente é acessória. Então se eu posso vender um imóvel sem outorga uxória. pois são avalistas do “C”. então o “E” pode escolher qualquer um. Por exemplo. ele vai ser DCD quando for avalista de DCD. o “A”. nula a obrigação do afiançado. nula à obrigação do fiador. Entendimento do TJ e STJ. Nulo a obrigação do avalizado. que é DCI. então “E” está cobrando de C3 e o valor do título é de R$ 4. O artigo 978. Primeira pergunta: Cabe intervenção de terceiro? Cabe chamamento ao processo? Não cabe. os avalistas são DCI. A obrigação decorrente do aval é autônoma. Nesse caso do desenho acima. A dívida é de R$ 4. Solidariedade civil é diferente de solidariedade cambiária. O C3 pagou. OBS: Não existe chamamento ao processo em solidariedade comercial. o “A” não pagando o “E” vai ter que protestar. O aval é uma obrigação autônoma ou uma obrigação acessória? É o princípio da autonomia que vai resolver isso. Vamos supor que ele escolheu o C3. que dirá um aval. O avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado. e vai ser DCI quando for avalista de DCI. O título é um título de resgate. mas veio a lei e disse expressamente que para o aval precisa de outorga uxória. diz textualmente que “O empresário pode vender o imóvel ligado a atividade e para tanto não necessita da outorga conjugal”.00 e agora o “E” pode cobrar de qualquer um. e quando o DCD paga o título morre. O espírito da solidariedade cambiária é facilitar a cobrança. Com C3 pagando o “D” ficou fora da relação cambial. Lógico que não é qualquer imóvel é imóvel ligado a atividade empresarial. Nenhum professor de Direito Civil concorda com esse artigo. Feito o protesto ele passa a ter direito de cobrar dos DCI. “C” e “D”. Aval simultâneo é quando vários avalistas avaliam um mesmo avalizado. Bom os DCI são “B”. vai depender de quem ele esta avalizando. Os devedores são solidários. Então ele executa C3. lógico que o imóvel não está em nome do casal. que é a cambiaria. isso porque a atividade empresarial é uma atividade dinâmica.000. Eu já falei para vocês que o avalista é pode ser DCD ou DCI. 1.000. que é o DCD. PLURALIDADE DE AVAIS: Existem duas espécies de pluralidade de avais.

vamos supor que tenha quatro pessoas avalizando. C3 e C4) a solidariedade é civil. de “C” e de “A”. Agora eu pergunto: O C2 pode cobrar alguma coisa do C4? Não. C2.000. olha pra ela e pisa nela. e assim sucessivamente.000. ele só pode cobrar a quarta parte de cada um. É muito mais fácil ele cobrar de “C”. porque entre eles (os avalistas simultâneos. O “E” no vencimento cobrou do “A”. Será um aval simultâneo.Aval sucessivo: Aval sucessivo é quando um avalista avaliza outro avalista. Ele pode cobrar todo o título de C1.00 de C4. o aval em geral é dado no anverso (frente). mas não pode cobrar os R$ 4. houve protesto e agora o “E” pode cobrar de todos os DCI. aval em branco na letra de câmbio é considerado dado em favor do sacador. Vamos imaginar que “B” avalizou “A”. Quando se avaliza acima da assinatura de outro avalista sem diz nada esta se avalizando quem está em baixo. (O meu pai dizia assim. mas só pode cobrar R$ 1. .00 do C1. vários avalistas para o mesmo avalizado.000. o C2 vai ter que pagar os R$ 4. Só muda em um título. se uma pessoa está em baixo de você. Quem eles estarão avalizando? Se for uma letra de câmbio.000. C4 C3 C2 C1 A B C D E Aval vertical. mas se uma pessoa está em cima de você não se mete com ela). Ele paga os R$ 4. O C2 pagando o “D” sai da relação cambial. de “B” e de “A”. assinando em cima de “A”. Sai da relação cambial além de “D” o C3 e o C4.000. que foi avalizado pelo C3. de “C”. o aval em branco é dado em favor do sacador.173 Sendo assim o C3 pode cobrar de “B”. Primeiro. Ou seja. É o que a doutrina chama de aval vertical. Quando o avalista não diz quem ele está avalizando.00. Assinou-se e não tem assinatura embaixo. R$ 1. O “E” então resolve cobrar do C2. se o C3 pagar ele pode cobrar os R$ 4.000. desde que esteja lá avalizo e etc. na duplicata.00 do “B”. C1. mas também pode ser dado no verso. assinando em cima de “B”. o C1 foi avalizado pelo C2. que “C” veio e avalizou “B”. o endosso será dado em favor do sacado. É a mesma coisa na nota promissória. No aval em branco na nota promissória tem que se levar em conta onde esta a assinatura. Agora eu pergunto: O C3 pode cobrar de C1? Pode cobrar de C4? Atenção: Internamente a solidariedade dos avalistas simultâneos é solidariedade civil.00 de C1. que não pagou.00. de “B” ou de “A” todo o valor. Então. 2. Para terminar nós vamos voltar no aval em branco.00 de C2 e R$ 1.000. que foi avalizado pelo C4.

que é a sacada apenas. ao beneficiário. O sacador dando uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. que no exemplo. não assinou. Como Cláudia ainda não aceitou. também será o Devedor Cambiário Direto (DCD). Direto (DCD). Mas o problema é o seguinte: Avalista do sacado onde o sacado não aceita. é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Devedora Cambiária Direta (DCD) e o avalista do aceitante. sacado não é Devedor Cambiário. Ex: Leonardo dá uma ordem para Cláudia pagar ao Rômulo a quantia de cinco mil reais (R$ 5. cobrará do Leonardo. ela é devedora cambiária? Não. ele avalizou a sacada antes mesmo da sacada dizer se vai pagar ou não. Se Cláudia efetuar o aceite. da sacada e avalizo o título”. Bom. isto é. A questão é o seguinte: No aval. mesmo assim. O avalista do Devedor Cambiário Direto (DCD) ele também é Devedor Cambiário Direto (DCD) e se for avalista do Devedor Cambiário Indireto (DCI) ele também será Devedor Cambiário Indireto (DCI). Se Cláudia não pagar a Rômulo. Sacado e o Beneficiário. a Cláudia como a sacada e nosso amigo ali como o avalista. A Cláudia. Bom nós temos a seguinte situação: Temos Rômulo como beneficiário. O sacado que não aceitou é devedor ou não é devedor? . Então eu dei uma ordem para Cláudia para pagar a Rômulo. ela não é devedora cambiária. o Leonardo como sacador. Direta (DCD) e o avalista dela também como Devedor Cambiário Principal. eu disse para vocês que o avalista segue a mesma posição do avalizado. só se vincula ao título quem o assina. em um determinado momento. Daí o sacador. que no exemplo é Leonardo. Leonardo diz para Rômulo: “Você. que assinou o título é Devedor? Por que aval antecipado? Porque nosso amigo ali lançou o aval antes do aceite da sacada.174 17ª Aula – 01/11/2003 Vamos começar a falar sobre o aval antecipado. porque para se vincular ao título tem que ter o aceite tem que assinar.00). Se ela aceitar. ou seja. O problema é o seguinte: O nosso amigo ali avalizou a sacada e se a sacada não fizer o aceite? Nosso amigo ali que avalizou o título. Rômulo pode cobrar de Cláudia esta quantia. não haverá problema nenhum porque será aceitante.000. Mas antes de Cláudia assinar o título. o nosso amigo ali vem e assina o título dizendo: “Eu sou avalista da Cláudia. logo. é Devedora Cambiária? Vejam que eu só dei uma ordem apenas para Cláudia pagar a Rômulo. por enquanto ela é sacada. Ele é o principal pagador ou ele não é o principal pagador? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Este é o princípio da literalidade. passando a ser Devedora Cambiária Principal. pois ainda não assinou o título. não haverá problema nenhum porque se efetuar o aceite ela se torna aceitante. a questão é o seguinte: Na Letra de Câmbio nós já estudamos que existem três partes inaugurais. Sabemos que na Letra de Câmbio o sacador é Devedor Direto Cambiário (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI). ele vai cobra esta quantia de quem? Rômulo vai cobrar esta quantia do sacador. E quais são estas partes inaugurais? Sacador.

então.LEI 9492/97 Conceito: Protesto é um ato jurídico cartoriano. E o avalista do sacado que não é devedor. A segunda posição é amplamente dominante em razão da prática. adotamos orientação diversa e explica a posição que é amplamente majoritária. Este é o último ponto sobre aval. a posição do Rubens Requião não tem nenhum fundamento prático.175 Não é devedor. como ele pode ser alguma coisa se o avalista segue a mesma posição jurídica do seu avalizado. subsiste a obrigação do avalista. E se o sacado não aceitar como fica o avalista? Nós acabamos de falar aqui que o avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado e aqui na questão o avalizado é devedor? Não. subsiste a obrigação do avalista. porque ele não aceitou o título. O avalizado pode até morrer que não há problema. ou seja. majoritária. A segunda corrente. através do qual se extrai uma certidão atestando uma resposta negativa do devedor (falta de pagamento. Vamos analisar o protesto e a legislação aplicada é Lei 9492/97. etc). não tem como na prática viabilizar isto. solene. E o avalista é devedor? • Duas correntes: A primeira corrente defendida por Rubens Requião – Em razão do Princípio da Autonomia subsiste a obrigação do avalista. Por que não subsiste a obrigação do avalista? Porque se o sacado não é nada e se o avalista segue a mesma posição jurídica dele. Por que se nós admitirmos a opinião de Rubens Requião este avalista vai ser Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI)? Ele não avalizou Devedor Cambiário Direto (DCD) nenhum e ele também não avalizou Devedor Cambiário Indireto (DCI) nenhum. que não aceitou. logo. o sacado aceitando ou não. também vai ser nada. é o aval dado em favor do sacado antes do aceite deste. O sacador vai poder cobrar do avalista? Não. ele será considerado devedor ou não? O aval antecipado é exatamente isto. ou seja. viabilizando a cobrança dos Devedores Cambiários . extrajudicial. isto é. devolução. defendida por Fran Martins – Entende esta corrente que não subsiste a obrigação do avalista. não há como fundamentar na prática a primeira corrente. logo. E o avalista vai poder cobrar de quem se o sacado não é devedor? O avalista será o último a pagar? Não porque o último que tem que pagar numa Letra de Câmbio sem aceite é o sacador. logo. não há problema nenhum porque as obrigações cambiárias são autônomas. aceite. PROTESTO – LEGISLAÇÃO APLICADA . O credor vai cobrar de quem se o sacado não aceita? O credor vai cobrar do sacador que é Devedor Cambiário Indireto (DCI). OBS: Na hora da prova vocês dizem assim: Em que pese à envergadura jurídica do saudoso Professor Rubens Requião.

e o oficial do cartório vai expedir uma intimação para a sacada com o seguinte teor: “Sra. ou . então. para efetuar o aceite. A mesma coisa o protesto por falta de pagamento. o beneficiário. em regra. três dias. os principais são estes colocados acima. E Cláudia diz que não aceita pagar. E se não for a cartório efetuar o pagamento? Protesto. não quis aceitar”. Há ainda previsto na Lei 9492/97 a possibilidade do devedor ser intimado para comparecer a cartório sob pena do protesto e ir a cartório e dizer assim: “Sr. que são protestos por falta de pagamento. Leonardo mandou você me pagar à quantia de cinco mil reais (R$ 5. há também as custas do protesto que estão embutidas ali. O que Rômulo vai fazer? Rômulo vai a cartório e levá-la a protesto. ele tem que provar que a Cláudia não quis aceitar e uma carta escrita de próprio punho de Cláudia dizendo que não vai aceitar. Vamos imaginar que seja uma nota promissória e ela emitiu em favor do Rômulo. Então o protesto não é imediato porque há primeiramente um procedimento do cartório. Oficial este título que está aí. mas existem outras modalidades. isto já é uma ficha de compensação onde o devedor já pode ir ao banco e pagar. é claro que além do valor do título. E se Cláudia não for ao cartório? Haverá o protesto por falta de aceite. Se Cláudia aceitar vai ter o protesto? Não.176 Indiretos (DCI’s) e o requerimento de falência com base na impontualidade (Artigos 1º e 10 da Lei Falimentar). Quando ele protocola o protesto. protesto. Cláudia será intimada para que no prazo de três dias a contar da expedição ir ao cartório e pagar. Vamos ver na prática porque isto que vou falar não está na lei: O cartório envia a intimação para o protesto por falta de pagamento. sob pena de protesto”. dia tal. Vou explicar a vocês como funciona o protesto: Uma letra de câmbio funciona assim: A letra de câmbio tem o aceite.00) e você aceita pagar?”. Para Rômulo cobrar do sacador. isto é. Rômulo vai levar a letra de câmbio lá na casa de Cláudia para ela fazer o aceite e diz Rômulo: “Cláudia. Mas vamos direto pela Lei e deixar um pouco de lado a prática: O devedor tem que ir a cartório e efetuar o pagamento. não serve porque a lei exige imprescindível o protesto como comprovação da mora. Então o Rômulo levou o título para protesto e chegando lá no cartório ele diz: “A sacada. Cláudia. a própria intimação do cartório já é uma ficha de compensação. eu não vou pagá-lo porque Rômulo colocou um revólver que me obrigou a assinar o título ou dizer:“Esta assinatura que está no título não é minha”. atualmente o devedor não precisa ir ao cartório e vai direto ao banco e paga. mas só que no vencimento ela não quis pagar e aí Rômulo vai leva a nota promissória a protesto e o cartório a intima.000. de devolução e de aceite. não quer dizer que o título já está protestado porque o cartório tem um procedimento e este dura. dentro do prazo de três dias a contar da expedição desta para efetuar o aceite do título tal e aí vem dizendo qual o título. Na verdade. Leonardo. MODALIDADES DE PROTESTO: Vou mencionar os principais. Quando é protesto por falta de pagamento em duplicata. Cláudia compareça no cartório tal.

É assim que funciona o protesto. Não! Por quê? Não. Então o protesto para cobrança do DCD não há prazo. fazer o protesto. Vamos ver o prazo para o protesto por falta de pagamento da Letra de Câmbio e da Nota Promissória: Qual é o prazo? Vocês estão com a LUG aí. Quando for cheque a Lei do Cheque admite que o protesto seja tirado no local do domicílio do emitente. não tiver a data (lembram do cheque sem data?). portanto. este sim poderá ser conhecido de ofício. o devedor poderá alegar qualquer coisa” é o chamado contraprotesto”. Local do protesto: Onde o título deve ser protestado? Em regra o local de pagamento.177 dizer: “Eu já paguei este título. Este prazo é para cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos. para a cobrança do aceitante também não é preciso protestar antes. salvo se o devedor for lá em cartório e pagar ou aceitar. conforme o caso. Então aqui o protesto tem prazo? Tem prazo. porque nem precisa protestar. O protesto é imprescindível para cobrança de quem? Dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI).663/66) artigo 44. não tiver o nome do beneficiário.663/66? Se você for seguir a LUG (Decreto 57. o protesto para a cobrança do Devedor Cambiário Principal. Quando se diz tirar o protesto entenda-se efetivar. por exemplo. Isto é o chamado contraprotesto. não aceitar. Isto é puramente desencargo de consciência. enfim tiver algum vício de forma que se possa constar. O devedor pode ir a cartório e não pagar. o Oficial terá que tirar o protesto (entenda-se realizar) o protesto. logo. . para cobrança do emitente não é preciso protestar antes. o Oficial do Cartório não pode decidir quem está com a razão. O prazo que vou falar aqui é o prazo para que você faça o protesto e assegure o direito de cobrar os títulos dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). qualquer outra alegação é uma mera defesa moral porque de qualquer maneira o Oficial do Cartório vai tirar o protesto. mas fora o vício de forma. parágrafo terceiro e olha o que diz: O prazo para protestar por falta de pagamento é de dois dias úteis após o vencimento. Prazo para o protesto: Para cobrança dos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é preciso protestar o título? Para depositar um cheque não é preciso protestar antes. vício formal extrínseco. então. vez que o Oficial do Cartório não é Juiz. Direto é facultativo e sendo facultativo não há prazo para protestar o Devedor Cambiário Direto (DCD). salvo alegação de vício formal. ele é meramente facultativo. Decreto 57. Se eu protestar fora deste prazo tem algum problema? O único problema é que você não poderá cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). entenda-se. terceira alínea. O Oficial só não vai fazer o protesto se o título tiver vício de forma. não devolver e pode oferecer uma defesa.

O Leonardo que é endossante é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? Leonardo. O Simprônio vai poder cobrar do sacador? Não. O sacado efetuou o aceite porque ele assinou o título. se o prazo venceu no dia 10/10/2003 o protesto tem que ser feito no dia 11/10/2003.178 Olha só o que acontece: Uma letra de Câmbio aqui. Quem é o devedor principal deste título? O sacado que efetuou o aceite (Devedor Cambiário Direto . Quando eu digo fazer o protesto. até o dia 12/10/2003. Este é o entendimento do Professor Fran Martins. Mas há controvérsia sobre este prazo. ou seja. Qual é o prazo segundo o Decreto 57. Para que o Simprônio tem que fazer o protesto? Para assegurar o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). a saber: Primeira posição: O prazo é de dois úteis após o vencimento. posição absolutamente isolada. Se no vencimento o sacado não pagar o que Simprônio tem que fazer? Simprônio tem que fazer o protesto. Se o Simprônio faz o protesto no dia 15/10/2003? Simprônio perderá o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). O sacador é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Simprônio credor. entenda-se. O Simprônio vai poder cobrar de Leonardo? Não. o sacado. Sacador Sacado Leonardo (beneficiário) Caio Tício Simprônio Leonardo endossou para o Caio que endossou para o Tício que endossou para o Simprônio.DCD). então.663/66? Se o título venceu dia 10/10/2003. No vencimento. vai cobrar de quem? Do aceitante. E aí segundo a LUG (Decreto 57663/66) o prazo será de dois após o vencimento. Simprônio tem que fazer o protesto dois úteis. que é endossante é Devedor cambiário Indireto (DCI). Segunda Posição: O prazo é de apenas um dia útil. Tício endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI) e Simprônio que é endossatário será o credor. Caio endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI). você tem que levar o título no cartório para protesto no dia . Se o Simprônio não efetuar o protesto ele poderá cobrar de Caio? Não. Para a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) o Simprônio tem que efetuar o protesto tempestivo.

Mas como assim é diferente? Muita gente me pergunta se é preciso protestar para cobrança do emitente do cheque. parte introdutória. O artigo 44. E para a cobrança do endossante do cheque precisa protestar? Se fosse aplicar a regra geral precisaria porque o endossante é (DCI). você não precisa protestar o cheque basta você depositá-lo. Vocês sabem o que quer dizer isto? Aproveitando o ensejo vamos esclarecer que para fins de prova considerase mesma praça. claro que este prazo é em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). E o cheque? O cheque é diferente. foi objeto de reserva e o Brasil diz: Não quero aplicar a alínea terceira do artigo 44 da LUG. emito um cheque.044/1908 tem quase cem anos. Olha que interessante: Eu tenho uma conta aqui num banco do Rio de Janeiro e estou lá em São Paulo. o Município e praça distinta. Qual é o prazo para depositar o cheque e assegurar a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? É o prazo de apresentação. e como é de costume. dar entrada no cartório. Eu pergunto a vocês: Qual será o prazo de apresentação. terceira alínea do Decreto 57663/66 vez que foi objeto de reserva. Por quê? Defendem um dia útil em razão do seguinte: Lembram que eu falei sobre a LUG. Se você não aplica a LUG qual outra legislação que você vai aplicar? O Decreto 2. A LUG. terceira alínea. a Lei Uniforme de Genebra mesmo fica na parte do Anexo I e o Anexo II são as cláusulas de reserva. entenda-se levar o título ao cartório para o protesto. O protesto mesmo pode nem efetivado uma vez que o devedor poder realizar o pagamento.44/08 previsto no artigo 28 é de um dia útil. o emitente é Devedor Cambiário Direto? Não precisa protestar para cobrança do emitente do cheque (DCD). terceira alínea. Anexo I e Anexo II. 10 de novembro de 2003. Qual é o prazo na Duplicata? É de trinta dias a contar do vencimento o protesto por falta de pagamento. Aí o cheque vai ser depositado lá na cidade de São Paulo. então. quais sejam. Quando eu digo prazo. Foi objeto de reserva número nove do Anexo II e esta diz: Não aplicar o artigo 44. Primeira posição de Fran Martins é de dois dias úteis após o vencimento e todos os outros defendem um dia útil. ou seja. Na prática é central de compensação. O protesto mesmo será efetuado dias depois porque o cartório terá que obedecer àqueles procedimentos. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias mesma praça e sessenta dias praça distinta. Mas olha só o que acontece: A lei do Cheque diz que para cobrança do cheque não precisa haver o protesto e o que substitui o protesto do cheque é a declaração do banco dizendo que o cheque foi apresentado e devolvido. e o prazo deste Decreto 2. onde esta lei tem três partes. Município diferente. Lei Uniforme de Genebra. será de apenas um dia útil porque você não aplica o artigo 44.179 11/10/2003. trinta ou sessenta dias? . coloco no cheque Rio de janeiro. OBS: Na hora da prova se perguntarem a vocês qual é o prazo para protestar a Letra de Câmbio e a Nota Promissória.

ele está apresentando a letra tanto para aceite quanto para pagamento. Olha uma questão interessante: Prazo de apresentação. e no exemplo. Qual é o prazo que Rômulo tem para protestar por falta de aceite? Dia 10/12/2003. 2º) O protesto se é tempestivo viabiliza a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI).180 Trinta dias. Lá em são Paulo. pouco importa. mas o que você leva em consideração o local onde você tem conta e o local onde você emitiu o cheque ( Princípio da Literalidade). E se ela não aceitar e pagar? Ele vai levá-la a protesto por falta de aceite. O protesto tem que ser sempre tempestivo. Muitos cartórios ficam em dúvida de qual protesto vai se fazer. e a Nota Promissória. É o local de emissão e o local que você tem a conta. Qual é o prazo de apresentação? O prazo de apresentação é até o vencimento (em regra). pouco importa se o protesto é por falta de pagamento ou por falta de aceite. Ex: Eu passei uma Letra de Câmbio para o Rômulo cujo vencimento é para o dia 10/12/2003. Qual é o prazo que o Rômulo tem para apresentar esta Letra de Câmbio para Cláudia fazer o aceite? Até o dia 10/12/2003. EFEITOS DO PROTESTO: 1º) O protesto por falta de aceite torna o título exigível antes do vencimento (obs: explicarei mais tarde). O cheque pode ser depositado até no Japão. . esta é a regra. Pouco importa o local em que o cheque será depositado. E o prazo de apresentação vamos ver daqui a pouco. cheque você não apresenta para aceite e sim você apresenta uma única vez para pagamento. é até o vencimento do título. o local que eu tenho a conta é no banco do Rio de janeiro e o local da emissão eu coloquei também Rio de Janeiro. pois o que você deve considerar é a mesma praça ou praça distinta. Colocam os dois. Como diz o Professor Alexandre Câmera: “Pouco importa o nome do protesto o que interessa é o pedido do protesto. por exemplo. o que importa é que o protesto tem que ser tempestivo”. eles colocam protesto por falta de aceite e pagamento. O cheque é diferente porque nem precisa protestar. 3º) Serve de parâmetro para fixar o termo legal da falência – artigo 14 da Lei Falimentar. é claro que esta ressalva que eu estou fazendo não dispensa o protesto para fins de falência. O prazo do protesto é o prazo de apresentação. Se ele apresentar no dia do vencimento. Prazo para protesto por falta de aceite e de devolução: Claro que aqui estou falando dos títulos que apresentam a figura do aceite. isto é. porque vale o que está escrito no título embasado no Princípio da Literalidade. mas o nome que o cartório vai dar. nestas circunstâncias. Tem aceite na Duplicata? Tem aceite na Letra de Câmbio? Tem aceite. em regra. por falta de aceite ou por falta de pagamento.

não caucionando o Juízo ele não defere a liminar. ou seja. Qual seria a medida cabível no caso acima? Seria a propositura de uma ação cautelar de sustação do protesto e o fundamento legal. O Oficial do cartório vai levar isto em consideração? O oficial não pode fazer nada. A lei está dizendo que interrompe. O protesto tem efeitos meramente processuais. . pelo novo Código Civil o protesto interrompe o prazo prescricional e isto está previsto no artigo 202. A ação cautelar de cancelamento é quando o protesto já foi efetivado.00 (cento e cinqüenta mil reais). apesar de toda construção jurisprudencial é no sentido contrário e até a Súmula 153 do STF que dizia que não interrompia agora esta Súmula foi cancela pelo artigo 202. II do novo Código Civil. Ele não influencia o direito material. Se você não caucionou o Juízo aí o Juiz vai olhar. E o nosso amigo olha e diz: “Eu nunca comprei nada. Prática: Juízes concedem a liminar se você caucionar o Juízo. A ação Cautelar de sustação do protesto é antes ou depois do protesto? A ação cautelar de sustação do protesto é ajuizada antes do protesto.181 4º) Viabiliza o requerimento de falência pela impontualidade – artigos 1º e 10 da Lei Falimentar. então agora interrompe. II do novo Código Civil.000. sob pena de protesto”. O protesto interrompia a prescrição? Bom até hoje não. garantir o Juízo. E se nosso amigo demorar um pouquinho para conseguir isto porque o procedimento do cartório dura em regra três dias? O protesto será efetivado e o nome do nosso amigo vai ser negativado. Vamos esquecer um pouco a doutrina e vamos para prática novamente: Vamos imaginar que nosso amigo aqui é surpreendido em casa com a intimação de um protesto com o seguinte conteúdo: “Comparecer ao cartório para pagar uma duplicata no valor de R$150. tem até Súmula do STF sobre o tema. além do periculum in mora e o fumus boni iuris. Caberia uma declaratória com antecipação de tutela? Até caberia. seria o poder geral de cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 17 Lei 9492/97. com pedido liminar. Caucionou o juízo. como estão me chamando a pagar uma duplicata? E diz ainda: Esta assinatura não é minha. E a prática como perguntou nosso amigo? A Defensoria Pública sempre pergunta: Qual a medida judicial cabível para o teu assistido? Você vai entrar com uma cautelar de sustação ou de cancelamento. Qual é a medida processual cabível neste caso? Poder geral de Cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 26 da Lei 9492/97. eu nunca vi isto na vida”. o Juiz nem olha e concede a liminar. Ocorre que. O protesto interrompe ou não interrompe o prazo prescricional? Interrompe porque contra força não há resistência. É sustar o procedimento do protesto. mas por este meio seria muito mais difícil. presente em toda ação cautelar. Aqui é outra ação cautelar chamada de ação cautelar de cancelamento do protesto. mas em geral. aliás. Toda a Jurisprudência era contrária a isto e agora vem o novo Código Civil dizendo que o protesto interrompe o prazo prescricional. o novo Código Civil deu este efeito ao protesto. ele tem importância para fins processuais. conforme o caso.

de mau pagador. em Pontes de Miranda. Agora no protesto por falta de aceite. é devedor e não pagou. Isto prejudicaria o ex-devedor? Claro que prejudicaria.000. Na prática isto inviabilizaria o crédito.00 (cinqüenta mil reais) para ela pagar a Cláudia. Pergunto a vocês: De quem é a obrigação de tirar o nome dela do protesto: É dela ou do banco? Quem tem que ir ao cartório e cancelar o protesto? Para o Professor se for um erro do banco ele tem a obrigação de ir ao cartório e retirar. mas antes da Lei 9492/97 era diferente. portanto. Eu sabia a distinção entre protesto por falta de aceite e por falta de pagamento? Não. agora se realmente ela estava devendo. as Câmaras Cíveis do nosso Tribunal negando pedido de danos morais. ao consultar os cadastros jogava no sistema vinha lá escrito: “Protesto”. Então esta é só uma observação a ser feita para quem vai fazer prova para a Defensoria Pública. logo. a pessoa não é devedora porque não se vinculou ao título. por exemplo. Cabe uma ação para retirar o nome da pessoa protestada por falta de aceite porque não se trata de hipótese de mau pagador. leigo. o protesto que pode manchar o nome de alguém é o protesto por falta de pagamento. que feito um protesto por falta de pagamento. Protesto por falta de aceite e aí eu pergunto: O nome de quem vai ficar negativado? Do sacador ou da sacada? Da sacada. O protesto por falta de aceite não deveria manchar o nome porque a pessoa não aceitou. a partir desta lei o cancelamento do protesto pode ser pedido por qualquer interessado previsto no artigo 26 caput da Lei 9492/97. ela não se vinculou ao título. o devedor com o recibo do pagamento é só levar lá e pedir o cancelamento do protesto. . mas se você não caucionar ele costuma ouvir a outra parte. entenderam que o próprio devedor é que pode pedir o cancelamento do protesto. não é obrigação do credor. contra nosso amigo ali. Outra questão: Ela está devendo o cheque especial. Olha o que acontece: A lei sendo elaborada para quem não trabalha na prática. Assim na prática um protesto por falta de aceite que não deveria manchar o nome de ninguém acaba manchando. Outro questão onde a doutrina se distancia da prática: Primeira coisa: Leonardo saca um Letra de Câmbio. Deveria? Não porque o protesto foi por falta de aceite. não pagou e o banco foi lá e protestou.182 Se você caucionar o Juiz defere a liminar inaudita altera parte (sem ouvir a outra parte). mas acaba na prática sempre prejudicada. na galera que já foi há muito tempo. eu na época como Gerente de um banco. Assim com base nesta expressão da Lei “qualquer interessado”. Mas ela vai ao banco e paga. cinco anos depois ele vai lá e paga. isto na prática. ela ficou com o nome negativado. Nossa amiga vai pagar? Não. Cláudia para cobrar de Leonardo vai fazer o quê? Cláudia vai ter fazer o protesto por falta de aceite. Mas para parte da doutrina o pagamento não deveria dar ensejo ao cancelamento do protesto. Outra questão interessante sobre o cancelamento do protesto e outra viagem da doutrina: A doutrina entende com base. o banco protestou e ela foi lá e pagou. E que se tem que fazer? Tirar aquela anotação do passado negro do nosso amigo ali. porque ela não deve nada. em favor da nossa amiga no valor de R$ 50. hoje. esta é a prática.

No cadastro virá: Foi protestado. 18ª Aula – 06/12/2003 ACEITE: O aceite nada mais é do que assinatura do sacado no título. mas já foi pago. embora houvesse o pagamento. cancela-se o protesto e quando for tirar uma certidão esta não vem escrito absolutamente nada. logo. Antigamente prevalecia o entendimento dos ultrapassados que diziam não ser isto possível. mas com o esclarecimento do pagamento ou não pagamento. ou seja. ainda assim vinha a anotação do protesto. Portanto. você deixa obter uma posição jurídica mais privilegiada. portanto. mas que não retiraria a anotação daquele protesto. Ônus é a opção do necessário. ao passo que no ônus há uma alteração no mundo jurídico porque se cumprido. há nenhuma alteração no mundo jurídico. que se cumprido. foi protestado. se não cumprido. É assim que deve ser. se pagou. o que a doutrina sempre entendeu que não era possível cancelar e desaparecer àquela anotação. por exemplo. Qual a diferença entre ser um ônus ou ser uma obrigação? Ônus é um encargo. em relação aos (DCI) o protesto é um ônus. E em relação ao protesto quanto aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? Se você não protestar você recebe uma sanção? Não. diz: vou pagar esse título no vencimento. mas com esclarecimento de que já foi pago. hoje. Natureza Jurídica do Protesto: Depende. se você não a cumprir. mas já foi pago. você deixa de ganhar a ação. Hoje. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. OBS: Faculdade – Fazendo ou não. O sacado . você deixa de ter uma posição jurídica mais privilegiada. Então existe uma verdadeira confusão na doutrina a partir da Lei 9492/97 porque esta Lei 9492/97 em seu artigo 26. Eles entendem que deveria vir assim. E em relação Devedores Cambiários indiretos (DCI). Em relação à obrigação. Em relação ao devedor principal (DCD) o protesto é uma faculdade. O protesto em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) é um ônus e em relação aos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é uma faculdade. o pagamento cancela o protesto. Deu confusão na jurisprudência e foi parar lá no STJ e o STJ entendeu que a partir da Lei 9492/97 cancela-se o protesto pelo pagamento.183 Para esta parte da doutrina eles entendem que basta apresentar o recibo de pagamento. Virá a anotação do protesto. Eles entendem que deveria vir à anotação do protesto. você recebe uma sanção. você apenas deixa de ter direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). o protesto é necessário. Ônus. obrigatório ou é facultativo? Existe alguma diferença entre necessário e obrigatório? A diferença é entre ônus e obrigação. Prejudicaria isto na prática? Claro que prejudicaria. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. mas virá com o esclarecimento de absolvido. fala em cancelamento do protesto pelo pagamento. o ônus da prova. é como se fosse uma anotação na FAC (folhas de antecedentes criminais). se você não oferece provas. Quando o sacado assina o título reconhece aquela dívida.

O aceite serve para dar a oportunidade ao sacado de dizer se vai ou não pagar o título transformando ele de mero sacado que não é devedor cambiário em aceitante. O aceite na duplicata não existe mais na prática. e na duplicata não precisa apresentar para aceite. Sacador é quem tem o título. (esquecer duplicata agora). é obrigação quérable ou quesível. E o aceitante é o devedor principal do título. dia 15/01 ao beneficiário. ocorreu protesto por falta de aceite em 06/12/2003. Então o ACEITE é a simples assinatura do sacado no título transformando-o em ACEITANTE. Quase ninguém já viu letra de câmbio. se este não aceitar. a credora tem que protestar por falta de aceite.CREDOR. da sua assinatura em aceitante. já vinculou. Tem assinatura do devedor no título? Não só se vincula ao título quem o assina. que segundo a LUG é devedor cambiário direto. quem cria o título. Vai apresentar para o sacado. O aceite não existe na prática. SACADO .184 que não é devedor cambiário. mas e a cobrança de juros? . o protesto com o comprovante de entrega da mercadoria já substitui a assinatura. O aceite é uma obrigação portable ou quérable? A obrigação tem que ser cumprida no domicílio do suposto devedor ou do credor? A credora é que tem que ir na casa do sacado para que ele efetue o aceite. Vencimento do título em 05/07/2004. é tornar o título exigível antes do vencimento. O aceite na duplicata não é mais utilizado. mesmo sem a assinatura dele no título. suposto devedor. entrego para A. é só para prova.SACADOR . unilateral de vontade. e no dia 15/01 pode cobrar. na verdade. porque se o sacado não pagar. e diz que aceita pagar e assina no verso do título. OBS: Fenômeno que ocorre que tem na LUG é o ACEITE POR INTERVENÇÃO. se assinou. a partir do dia do protesto. assinou já vinculou. já a partir de hoje o credor pode cobrar do sacador. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? NÃO é o vencimento antecipado. o título é apresentado para o devedor direto para pagamento porque se ele não pagar. é o devedor cambiário direto. Uma declaração cambial. Na prática é quase a mesma coisa. porque aqui no Brasil utilizamos a duplicata. no dia 15/01 ela vai voltar na casa dele para receber. Antes de 15/01 a credora vai levar o título na casa do sacado e diz: o sacador está mandando você me pagar 5 mil reais em 15/01. ele se transforma através do aceite. também chamado de devedor principal. Quem pode efetuar o aceite? Quem faz é o sacado. mas ainda cai em prova. o que é que substitui o aceite na duplicata? É o protesto e o comprovante de entrega da mercadoria. Qual a diferença entre vencimento antecipado e tornar o título exigível antes do vencimento? É a cobrança de juros. quem criou o título pode cobrar 5 mil reais do sacado em 15/01. Na Letra de Câmbio o sacador Leonardo dá uma ordem ao sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. É na casa do devedor. o aceite caiu em desuso. Você vai pagar? Apresenta o título hoje a ele. portanto.

com uma observação: se for feito o protesto por falta de aceite o maior prejudicado é o sacador que terá que pagar o título antes do vencimento. para fazer ou não o aceite? O nome do sacado. mas aí tem o aceite por intervenção. O sacado enquanto sacado não é devedor. Então se eu saquei uma LC. isso é um problema que ocorre na prática. o credor não pode recusar essa intervenção. é só lembrar do Princípio da Literalidade. Quem vai ficar com o nome “sujo” é o sacado e não deveria ficar com o nome sujo porque o aceite na LC é facultativo. o Tício vai levar a LC a protesto. Só se torna devedor se ele reconhecer a dívida. Se o sacado não for fazer o aceite. QUESTÃO PRÁTICA: O título vai ser protestado o nome de quem vai aparecer lá no protesto. ele que será intimado. Importante: O aceite na LC é FACULTATIVO. Nós já sabemos a principal importância da recusa do aceite. O credor pode exigir o pagamento deste título do sacado ou do sacador? Ou dos dois? O sacado assinou o título. pode cobrar do Caio? Não. o credor tem que apresentar a LC para todos eles antes de protestar por falta de aceite. já a partir desta data o Tício que é credor pode exigir o pagamento do Leo. Leo sacador e Caio sacado. com possível intervenção de Maria Lúcia ou qualquer outra pessoa. O sacador se for malandro pode fazer o seguinte: o sacado é o Caio. quem decide se aceita ou não é o credor. o sacado vai ou não efetuar o aceite? Aí pode surgir um terceiro. este recusando o aceite. princípio da literalidade. o credor vai poder exigir o título a partir do protesto. o credor pode discordar? Não. for concretizado o protesto.185 Só ocorre esta a partir de julho/04. ACEITE POR INTERVENÇÃO (artigo 56 da LUG – Dec 57663) Pode ser indicado no título mais de um sacado. vai ao cartório e o aceita em nome próprio. porque sacado não é devedor. que foi quem criou o título. só se vincula ao título quem o assinou. quem será intimado para comparecer em cartório. o dia que for feito este o título passa a ser exigível já desde o protesto. Vencimento 15/07/04. ela será a devedora. levou o título a protesto. com a intervenção da Maria Lucia? Não. não fez o aceite. O credor só pode exigir o título do sacador. assinando o título. se transformar em aceitante. por exemplo: Caio (sacado) pode surgir sua irmã querendo aceitar em nome dele. exigir do sacador. só tem assinatura no título do sacador. O aceite por intervenção como regra. Se não for efetivado o aceite. . coloca no próprio título. que é tornar o título exigível desde o protesto. OBS: Se o nome do interventor constar no título. Só se vincula ao título quem o assina. este só é devedor se fizer o aceite. princípio da literalidade. quando Tício apresentar o título para aceite a Caio. depende da anuência do credor. o sacado vai ser intimado. A credora tem que concordar com esse aceite. e se o protesto tenha sido feito em 15/12/03. em favor do Tício. aí antes de efetuar o protesto. mas se essa outra pessoa indicada como possível interventor fizer o aceite.

se ele não efetuou o aceite não é devedor. mesmo que o título não seja apresentado para aceite. Então o sacador pode fazer o que quiser com esse prazo de apresentação para aceite. ele vai poder executar alguém? Não poderá executar ninguém. ele perde o direito de ação e não pode cobrar ninguém e aí o desembargador achou absurdo a resposta do candidato. perde o direito de cobrar do sacador. prestação de serviço. ação de cobrança em razão da relação jurídica causal. saquei o título hoje. dos endossantes. respeitada o prazo prescricional. mas . obrigado a pagar hoje. mas vou correr o risco de que se o sacado recusar o aceite hoje. dia 06/12/03 em favor da Lúcia. vai vigorar mais de uma vez o princípio da literalidade. O sacador mesmo que o título não seja apresentado dentro do prazo para aceite. e disse que o sacador sempre está vinculado a LC. ela levar o título a protesto e mesmo o título vencendo em 15/04/04. ele permanece vinculado ao título. Eu posso colocar ainda: esse título só é apresentável para aceite entre 01/01/04 a 10/03/04. se o sacado não pagar. o prazo para apresentar o título para aceite é até o vencimento. Para toda a doutrina. ela já pode apresentar o título a partir de hoje. por toda vida. colocando isso: 10/03/04 ela só vai poder levar lá na casa do sacado. Em regra. se expirado o prazo do artigo 53. ou seja. ele apresenta hoje. esse título só é passível de aceite a partir de 10/03/04. não apresentou o título para aceite perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos e o sacador é devedor cambiário indireto. passou o vencimento pode executar o sacado? Não. Prazo para apresentação para aceite: Pode ser um instrumento do sacador para evitar o vencimento antecipado.186 Se constarem vários sacados na LC o credor deve apresentar a letra a todos eles antes do protesto. porque assinou. O entendimento de parte da doutrina. etc. e aí pelo menos está perto do vencimento. se refere a tornar o título exigível antes do vencimento. se perder esse período ela só vai poder apresentar o título para pagamento na data do vencimento. a partir desta data. ela pode cobrar já a partir do protesto. ela vai apresentar para o sacado. Ele só vai poder cobrar de quem? Se o sacado pagar. ou seja. Há uma outra parte da doutrina aplicando um dos artigos do Anexo II que diz: qual é a única conseqüência de você perder o prazo de apresentação para aceite? A conseqüência seria eventuais perdas e danos e continuaria com direito de cobrar do sacador. ou seja. ele recusa. mas o sacador pode mudar. é que se perder esse prazo de apresentação para aceite o credor perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos. eu posso colocar: saquei o título hoje. ele pode pegar aquele título e propor ação de conhecimento como: ação monitória. Pode cobrar do sacador? O candidato disse que não. Quem defendeu essa tese foi o desembargador Paulo Lara (exexaminador da Magistratura) prova oral: se não apresentar o título para aceite. A dificuldade vem agora: Qual é a conseqüência para a perda do prazo de aceite? Diz o art 53 da LUG: “a perda do prazo por parte do credor. para aceite. dos avalistas dos sacadores. Vencimento do título em 15/04/04. Então eu posso escolher a data para apresentação. faz com que ele perca o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos”.

aquele termo que diz qual foi à causa da dívida. sempre entre as partes originais vai ser possível discutir a relação jurídica causal. Em termos práticos é o seguinte: eu prestei um serviço na casa dele. Pega essas notas promissórias endossa para um banco e com isso apanha com o banco um empréstimo. que o emitente da . anexo a esse documento 6 notas promissórias de l0 mil. Quando o banco estiver executando. portanto. Se tivesse causado novação. A jurisprudência vem entendendo nessas relações que esses títulos estão vinculados de tal forma ao contrato. é apenas uma outra forma de documentar a mesma obrigação. Ocorreu a novação ou não? Não. NOTA PROMISSÓRIA: Na Nota Promissória há duas partes: O Emitente e o Beneficiário. e assinam também uma nota promissória para prestações. porque que ele é meu devedor. porque se causasse novação as partes não poderiam discutir a relação causal. tenho um terreno. tecem um contrato. que eles perdem a sua forma executiva. ele entendia que o credor perdendo o prazo.187 para Paulo Lara. ele tem contrato de prestação de serviço onde diz que pela prestação de serviço me pagará 10 mil reais. exemplo prático: sou uma construtora. É ponto pacífico na doutrina e na jurisprudência. pessoas já compraram na planta. as pessoas que compraram ficam sem o apartamento. porque já tinha o contrato. A construtora não precisava pedir assinatura dessas NP. declaração. Então a jurisprudência nesses contratos de massa.Quando eu for executar esse cheque que voltou sem fundos. Ele me deve 60 ou 120 mil reais agora? Continua devendo 60 mil reais. pós-datado. vocês vão poder alegar a ausência de causa para exibição desses títulos. e junto com esse contrato ele assinou um cheque para mim. mesmo em se tratando de um terceiro de boa fé. só que ao invés de construir o prédio. o sacador continuaria vinculado ao título. aí vou construir um prédio. diz que os títulos estão de tal forma atrelados aos contratos. O emitente da NP é o devedor principal. Vinculou um título a um contrato. só que as notas promissórias foram endossadas para um terceiro de boa fé. porque para cobrar do devedor principal o protesto é dispensado. não poderão alegar isso. isso contamina os títulos. por que ela exige isso? É porque certamente ela quer utilizar as notas promissórias como garantia de empréstimo bancário. ele pode alegar em sua defesa que eu não prestei o serviço? Pode. os avalistas. as pessoas poderão alegar que não receberam o apartamento? Se aplicar as regras só do título de crédito. ou seja. o que já tratamos. Quando ele assinou a NP. que uma vez constatado o ilícito na relação causal. contrato. OBS: A Nota Promissória Vinculada a Contrato – é o que pode cair em prova. não causa novação. Para executar uma NP não precisa protestar. Então a assinatura de título de crédito vinculada a contrato. desaparece com o dinheiro. facultativo. Após a sua criação na NP podem surgir os endossantes. assinou um papel dizendo: devo ao Leonardo 60 mil reais. OBS: Não vale a pena citar isso em prova ele não está mais na banca. Na Letra de Câmbio há três partes: sacador – sacado – beneficiário. E o beneficiário é o credor. Um termo de assunção de dívida.

serve como referência. Sobre NP tudo que foi falado sobre LC. ele está dando ao credor o direito de preencher. você coloca a cláusula não a ordem. se esse título for endossado. é só este que purifica o título. Já caiu em prova a questão acima. Importante: Só o aceite não se aplica a NP. Isso é uma posição exclusivamente jurisprudencial. Então o valor de juros. Entenderam que a NP estaria vinculada ao credor de conta corrente. Para vincular o título além de mencionar no verso do título. já é criada . a LUG não fala nada de liquidez por contaminação do contrato. placa tal. ele jamais vai se desvincular da causa. Como é criada pelo próprio devedor principal não está sujeita ao aceite. A jurisprudência naquelas causas de massa. Os bancos antigamente faziam o seguinte com cheque especial: um correntista estava com a conta negativa. porque esta não é passível de aceite. o título continua vinculado a sua causa. de mora. eles olhavam o valor e preenchiam a NP anexando o saldo e executavam agora a NP e não o contrato. O título com a cláusula não a ordem não pode ser endossado. protesto. nem no novo Código Civil nem em lugar nenhum. aval. O endosso tem o efeito purificador. uma certeza de que a dívida é realmente aquela. etc. porque o banco faz os lançamentos de forma absolutamente individual sem a participação do cliente. para ele realmente ficar vinculado depende de alguns pressupostos: Como é que se pode vincular um título de crédito a um contrato? Coloca-se no verso da NP ou cheque. também se aplica às notas promissórias. passou a exigir que os correntistas assinassem uma NP em branco. pela regra do direito cambial. a NP a ele vinculada também não tem liquidez. (refere-se a compra do automóvel tal. tiravam extrato e ao invés de executar o contrato com o extrato. Daí o banco esperto. Na prova. vinculada de tal forma que perderia até a liquidez. etc) Só isso vincula o título? Pela letra da lei não. para se vincular um título a um contrato em definitivo. tirava o último extrato juntava com o contrato e promovia a execução. porque a vinculação de um título de crédito a um contrato. você vinculou o título. então como é um lançamento unilateral o banco não pode executar aquilo. Porque aqui sim. então pegava o contrato de conta corrente. tem que dar aqueles lançamentos uma liquidez. já assentou entendimento através da Súmula 258 do STJ. você tem que pagar o título e depois correr atrás do vendedor. quando tiver nominal a fulano. que a NP vinculada ao contrato de conta corrente não tem liquidez. Então a jurisprudência entendeu que o extrato de conta corrente não dá liquidez a execução fundada em contrato de conta corrente. a referência do negócio. Essa decisão é exceção a regra. Segundo a Súmula 387 do STF toda vez que o devedor emite um título em branco com lacunas. documento tal. se o título não pode ser endossado. Essas decisões têm cunho mais social que jurídico.188 nota promissória pode alegar que não vai pagá-lo por não ter recebido o apartamento. endosso. e o cara não lhe entregar o carro. porque a lei não diz isso. porque aí você evita o endosso. A jurisprudência entendeu que aquela execução não deveria prevalecer por falta de liquidez. basta olhar a cláusula não a ordem. ou por ter sido enganado na venda de computadores pela TV por exemplo. essa vinculação. se não tiver o endosso. qualquer tipo de lançamento sem a participação do correntista. Aí a jurisprudência disse: essa NP está vinculada ao contrato de conta corrente e se o contrato de conta corrente não tem liquidez.

Qualquer título pode representar a compra e venda mercantil. principalmente no pagamento parcelado o número da duplicata será um só. Vendi para ele 50 mil reais para pagar em 5 vezes. Pode outro título representar a operação de compra e venda mercantil ou a prestação de serviço? A pergunta foi essa. tem a fatura. ele só pode justificar a recusa do aceite alegando as matérias do artigo 8º da Lei 5474/68. Esse artigo 2º tem por objetivo vetar apenas a LC. foi objeto de prova específica do MP. embora não diga expressamente. qual o outro título que o vendedor poderia criar para representar o seu crédito na compra e venda mercantil? A Letra de Câmbio porque nesta. Agora o comprador pode pagar com qualquer título (cheque normalmente). O comprador pode pagar essa compra e venda com dinheiro. com cheque. Prova MP: Qual único título no Brasil que tem como origem obrigatoriamente a compra e venda mercantil. O inverso é possível. ou a prestação de serviço? É a duplicata. eles utilizavam a LC. ela é apresentada ao sacado. Posso criar um outro título de crédito para representar a compra e venda mercantil? Muitos dizem que “não”. DUPLICATA: Amparo legal ( lei 5474/68 – legislação supletiva – LUG – decreto 2044 e novo código civil). neste prazo tem que devolver a duplicata com aceite. Antes de existir a duplicata no Brasil. Criada a duplicata. vendeu 10 sacos de farinha para o comprador. Qual é o documento que dá origem a duplicata? É a fatura. qual é o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. 3º da LUG. Artigo 3º . É o que a lei está dizendo. Se não existisse a duplicata.189 já com assinatura do devedor principal. ou sem o aceite de forma justificada. só a duplicata. Pode uma duplicata representar mais de uma fatura? Não pode. . se o título for criado pelo comprador não há nenhuma restrição. a letra de cambio caiu em desuso. agora se a pergunta for: Qual é o único título que o vendedor pode criar com base na compra e venda mercantil? Aí sim.Falam da apresentação da duplicata. A lei diz: no ato de emissão da fatura dela poderá ser extraída duplicata “não” sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do vendedor contra o comprador. segundo o artigo 2º da LUG. Esse artigo tem por objetivo claro. a resposta é a duplicata. uma duplicata só pode ter origem em uma única fatura. A correta interpretação do artigo segundo é a seguinte: Temos o vendedor (sacador). Qual é o único título que o vendedor pode criar com base nesta fatura? É a duplicata. O artigo segundo quer dizer que o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. mas quando criaram a duplicata. pode pagar com cheque. pode pagar de qualquer forma.Requisitos da Duplicata Artigos 6º e 7º . posso emitir 5 duplicatas. acrescido de letras (A B C D) todas ligadas a uma mesma fatura. que tem 10 dias para refletir se aceita ou não a duplicata. ele dá uma ordem para o sacado para pagar a ele mesmo ou ao beneficiário – art. só a vinculada a contrato. Dificilmente caíra em prova NP. proibir a emissão de LC. uma fatura pode dar origem a várias duplicatas. que hoje em dia está junto com a nota fiscal.

O artigo 23 é quase um equívoco em razão da legislação antiga.Fala do pagamento. . chego para ele três dias depois e digo para o aceitante que perdi aquela duplicata. Quando a lei diz: Obrigará o vendedor a sacar uma triplicata é mentira. porque não tinha ICMS. não aplica o artigo 23. obrigará o vendedor a extrair a triplicata. A perda ou extravio de duplicata com aceite não aplica o artigo 23. Qual é a conseqüência de não protestar em tempo hábil? Perde o direito de cobrar. pois há sistema próprio de cobrança do ICMS. prevista no artigo 36 do Decreto 2044 – Ação Judicial de Restituição de Títulos Perdidos ou Extraviados. da venda. o valor do selo dependia do valor da duplicata. O artigo 9º . era um documento fiscal. a triplicata que é segunda via da duplicata. você aceitou. era um título que servia mais ao fisco que ao próprio comerciante. porque senão está obrigando o sacado a se vincular a dois títulos. cobrava como imposto. ele fez o aceite. o rol é taxativo. Em razão do selo fiscal a duplicata era de saque obrigatório. Luiz Emídio e jurisprudência. toda compra e venda tinha que ter duplicata. Para Fabio U. no valor de 100 mil reais. A duplicata que é primeira via é de saque facultativo. obrigatoriamente tem que ter uma duplicata? Não. que também tem no CPC. se a duplicata estiver sem o aceite e se ocorrer a perda ou extravio da duplicata com aceite. com muito mais razão é de saque facultativo. levava a duplicata na inspetoria de fazenda e tinha que pagar o tributo e colocar o selo fiscal na duplicata. Waldir Bugareli. que só é aplicável as duplicatas sem aceite. hoje a duplicata é de saque facultativo. Importante: Saquei uma duplicata contra A. O rol do artigo 8º é taxativo ou exemplificativo? Há duas correntes: Para Rubens Requião o rol é exemplificativo. ele terá razão porque não vai querer se vincular duas vezes ao título. seu saque era obrigatório. parágrafo 4º. Para o protesto da duplicata o prazo é de 30 dias após o vencimento. o saque da triplicata é facultativo. Artigo 23 – TRIPLICATA: O artigo 23 está todo errado do começo ao fim. apresentei ele aceitou. ele esquece de dizer que a perda ou extravio da duplicata só pode dar origem ao saque da triplicata. tributário.Com a cobrança do ICMS. Não existe mais o selo. Coelho. Cuidado: Cuidado com o artigo 23. se ele ficar na mão de terceiro de boa fé terá que pagar aos dois. Antigamente a duplicata não era um título de crédito. Quem aplicar o artigo 23 erra. da época que a duplicata era de saque obrigatório. Na compra e venda mercantil com prazo igual ou superior a 30 dias obrigatoriamente tem que ter a fatura. e aí está o maior erro do artigo 23. Fran Martins. pois era obrigatório o saque. estou trazendo uma triplicata para você. tem que promover a ação judicial.190 O artigo 8º diz quando o comprador pode recusar o aceite. ele não vai querer assinar de novo. O saque da duplicata é facultativo. Em caso de perda ou extravio da duplicata. O saque da duplicata é facultativo ou obrigatório? Toda vez que tem uma compra e venda mercantil. segundo o artigo l3. sacava uma duplicata e tinha que ter o selo fiscal.

contra uma instituição financeira (Banco Sacado). o Anexo I do Decreto 57595/66. para cobrar do DCD precisa protestar? Não. denominado beneficiário. Tem muita gente que pergunta: Eu quero executar um cheque. Vamos identificar eles naquela regra que eu dei lá no começo de DCD. A Lei de Genebra sobre o cheque é apenas o Anexo I. Nós temos como se fosse uma LUG sobre cheque. devedor cambiário direto. Conceito Doutrinário: É uma ordem de pagamento à vista e em dinheiro dada por alguém.191 Em caso de perda ou extravio. porque ele é devedor cambiário direto. Foi incorporada pelo Direito Brasileiro pelo Decreto 57595/66. que pode ser chamado de Sacador. tem o Anexo I e o Anexo II. Se os dois forem omissos a legislação subsidiária. devedor principal. que aí seria uma Lei Internacional. é devedor principal. O beneficiário. ele é credor. também foi aprovada uma Lei Internacional sobre cheque. é o credor. a falta de devolução. sacador ou subscritor. quando ela for omissa. Ele é DCI? Não. que é a LUG e o Decreto 2044/08. O eminente. DCI. o artigo 23 tem rol exemplificativo. que é o devedor principal ou devedor indireto? Ele é DCD ou DCI? Ele é DCD. Em Genebra. Lei 7357/85 e. em favor desse ou de outrem. que emite o cheque. Então para cobrança judicial do eminente é dispensável o protesto. ele tem a parte introdutória. denominado eminente. Eu pergunto: O Banco Sacado. ou seja. Você vai cobrar de quem? Você está executando quem? Está executando o eminente? O eminente do cheque é DCD. Essa é a nossa chamada lei interna sobre cheque. 19ª Aula – 13/12/2003 CHEQUE: Legislação Aplicável – Lei 7357/85. Outro caso que não está no artigo 23 que pode dar ensejo a emissão da triplicata é a retenção indevida pelo sacado do título. CREDOR. Então na verdade a legislação é a lei interna sobre o cheque. Esse Decreto tem a mesma estrutura da LUG. é óbvio. que ele que cria. Então tem toda aquela estrutura que nós já vimos na LUG. a legislação supletiva é a legislação sobre letras de câmbio. Ele é credor? . na mesma época em que foi aprovada a LUG. ele é DCD? Não. ou seja. temos o Banco Sacado e temos o Beneficiário. O cheque originalmente tem três partes: O Eminente. eu preciso protestar? Depende. segundo a jurisprudência.

000. Porém. e eu sou o credor. Só é devedor cambial quando o sacado faz o Aceite. o novo credor. Então eu que era credor me torno devedor cambiário indireto e. Depois o eminente vai se virar com o banco. Qual a natureza jurídica dela? Natureza contratual.000. Então o Banco Sacado enquanto inscrição sacada. Eu já havia alertado a vocês: sacado enquanto sacado. jamais será devedor cambial. que essa é a relação jurídica externa do cheque de natureza cambial. Então só para vocês terem uma idéia.00. É a relação jurídica que nós chamamos de interna. por exemplo. Em princípio é necessário o protesto.00. A relação cambial do cheque é formada por apenas duas partes: O Eminente e o beneficiário. a pessoa para quem endossei. pode surgir o avalista do eminente. há saldo. Questão de prova: Eu. em princípio é necessário o quê para cobrar do endossante? O protesto. Mas o que é também interessante falar sobre cheque? Se cair numa prova a sua função econômica e sua natureza jurídica. não tem nenhum vínculo jurídico o banco com o beneficiário. Porém. Eventual ação cambial deverá ser proposta contra o eminente. vulgarmente pós-datado. Qual é a função econômica do cheque? Ele funciona mais como meio de circulação de riquezas? . a pessoa emite um cheque a meu favor de R$1. DCI ou credor? O DCI. Eu pergunto: Para essa pessoa te cobrar. Por quê? Por que ela não tem nenhuma relação jurídica com o banco. estou emitindo cheque em favor de fulana. Pode-se exigir um aval do cheque. Qual é a outra relação jurídica que existe no cheque? Uma relação jurídica contratual. normalmente envolvendo cheque pós-datado. Ela deposita. O endossante e DCD. vamos imaginar a seguinte situação. Esse sacado não é devedor cambial e no cheque não tem aceite. ele é devedor cambial? Não. É novo credor o endossatário. Quando cair na prova. Vejam que duas partes não se relacionam. Nós já tratamos do cheque pós-datado. então ele jamais será devedor cambial. o banco devolve o cheque alegando insuficiência de fundos. aí de beneficiário ele vai se transformar em endossante. Ou o beneficiário pode fazer o endosso. O Banco Sacado enquanto sacado. Então apenas lembrando.192 Não. Leonardo. Então o Banco Sacado ele participa da relação cambial? Não. no valor de R$10. jamais será devedor cambial. ela se formaliza com o contrato de conta corrente. Podem surgir outras partes? Sim. Ele vai pedir danos morais. ela é devedora principal. Nós já vimos numa aula anterior que existe. eu resolvo endossar esse cheque para ele. Pergunto: Ela pode propor uma ação cambial contra o banco? Não. Existe aceite no cheque? Não.

Para a primeira corrente. E o cheque tem natureza de ordem de pagamento à vista. poderia ser considerado um título de crédito cambial. É um mero instrumento para retirada de fundos. mas ele classifica o cheque como um título de crédito impróprio. Ele não foi feito agora para facilitar a circulação de riquezas. de confiança. ou mero instrumento para retirada de fundos. Segunda Corrente – Defendida por Fran Martins: Para Fran Martins vai pelos mesmos caminhos. . porque ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. Por que o que é uma operação de crédito? É o gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. com a conta no banco. mas não documenta a verdadeira operação de crédito. da letra de câmbio. Hoje o cheque perdeu um pouco a sua natureza de circulação de riquezas. Quando é que o cheque vai ser um mero instrumento para retirada de fundos? Antigamente o cartão de banco era um luxo. Ele funciona como forma e prova de pagamento. A principal função econômica seria uma forma e uma prova de pagamento. o cheque não é titulo de crédito. visão de Pontes de Miranda. Por quê? Está sendo uma operação de fidúcia com quem? Confiança com quem? Estou fazendo uma operação de crédito com quem? Com ninguém. emitindo cheque em favor do próprio Leonardo. Pontes de Miranda. o cheque se não é forma de pagamento. Essa é a função econômica do cheque. aquele cheque. Só para os correntistas. O que é um título de crédito impróprio para Fran Martins? São todos aqueles títulos que a lei enumera como um título de crédito. Falando em Pontes de Miranda. segundo Pontes de Miranda? Não. portanto. ou é um mero instrumento para retirada de fundos ou uma forma de pagamento. uma operação de fidúcia.193 Não. segundo Pontes de Miranda não pode ser considerado um título de crédito. Ele não é um título cambial por excelência. o cheque pode ter apenas um. Tanto é que atualmente enquanto os outros títulos podem ter um milhão de endossos. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Emitindo um cheque em seu próprio favor. Naquele momento. Só para lembrar. por força lá desde o Plano Collor. Ele diz que o cheque é. ou é um instrumento de retirada de fundo ou é uma forma de pagamento. Essa expressão goza de dinheiro presente por dinheiro futuro é muito utilizada por Pontes de Miranda. na visão de Pontes de Miranda. O cheque não tem as mesmas características da nota promissória. ele defende a segunda corrente. defendida também pelo Paulo Restife: O cheque não é título de crédito. eu Leonardo. Então não é gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. Natureza Jurídica do Cheque: São dez correntes: Primeira Corrente – Defendida por Pontes de Miranda. Por que não é título de crédito? Segundo o professor Pontes de Miranda a função do cheque é ser forma e prova de pagamento.

Você resolve exigir: “Quero três notas promissórias sua”. Aí sim. Nós resolvemos transformar aquela obrigação que era contratual em obrigação cambial. endossou para uma Factoring. se o cheque não entrar em circulação. E o meio para coloca-lo em circulação? Para colocar o cheque em circulação é o endosso.A convenção executiva o que seria? É mais ou menos o seguinte: Eu tenho obrigação com você. porque não existe endosso em contrato. todos esses títulos que não documentam a verdadeira operação de crédito. Enquanto o cheque ficar entre as partes originais. ele será ora uma simples forma de pagamento. Então. com duas testemunhas aquele próprio contrato serve como título executivo. como prova o contrato. somente quando o cheque é endossado. Então. Terceira Corrente – Defendida por Rubens Requião. você tem como endossar o contrato? Não. Vamos imaginar que eu estivesse comprando um carro com você. Rubens Requião entende para que o cheque ser título de crédito verdadeiramente indispensável que ele entre em circulação. são aplicáveis todos aqueles princípios do início que nós tratamos (Princípio da Literalidade. em transformar em obrigação cambial. ora um meio instrumento para retirada de fundos. Para o professor Rubens Requião o cheque só será considerado título de crédito se entrar em circulação. mas aproveitam todos os princípios dos títulos de crédito. uma obrigação qualquer. um meio instrumento para retirada de fundos ou uma simples forma de pagamento. Formalizamos um contrato em que eu me declaro devedor de R$15. Segundo Rubens Requião. Por quê? Aí voltamos para a primeira corrente. Observações: 1. Então não há necessidade nenhuma que você torne aquela obrigação. Há necessidade para garantir o seu crédito de emitir notas promissórias? Não.194 Mas ninguém pode negar que ao cheque. Princípio da Cartularidade. Então. Ele diz que enquanto o cheque não entra em circulação ou ele será (vamos para a primeira corrente). quando entra em circulação. cuja principal finalidade é facilitar a circulação de riquezas. E o que isso acarreta? Quando eu me vinculo as notas promissórias. O que faz então? Você exigiu as notas promissórias e eu concordo.00 em razão da compra do carro. . Porque eu já sou devedor. eu estou assumindo o risco que você coloque essas notas promissórias em circulação. ele não terá a natureza jurídica cambial. aquele cheque vai ter natureza jurídica de título de crédito.000. Então. Princípio da Autonomia). por que facilitou a circulação de riquezas. eles são chamados por Fran Martins de Títulos de Crédito Impróprios. Nós fizemos a chamada Convenção Executiva. Enquanto minha obrigação estiver só no contrato. quando pago uma conta qualquer a alguém e essa pessoa. por exemplo. Então eu me obrigo perante o credor nas três notas promissórias. que é contratual. ou for utilizado para retirar saldo da conta.

Perante o terceiro. nunca é a relação jurídica original. pode formalizar tudo através de um contrato. ele está ciente que aquela cambial pode entrar em circulação. 2) A partir do momento que ele endossou o título e eu paguei esse título. só é título de crédito quando você emite o cheque em favor de um terceiro. pelo mero pacto executivo. de um termo. quando trabalhei em banco. eu cumpri minha obrigação na compra e venda do carro. automaticamente eu solucionei. por que fica mais fácil depois entender o resto. o que vale simplesmente é a convenção executiva. lá no início. A visão dele é bem simples. fazer um empréstimo. . aquele negócio jurídico subjacente. vale Lei de Contrato. Serve como prova que cumpri minha obrigação. não precisa circular. Quarta Corrente – Defendida por Luís Emídio. através do endosso. Hoje em dia tem o cartão. Ele então entende o seguinte: O cheque emitido em favor do próprio emitente não é título de crédito. Era assim que sacava. Porque entre as partes originais é o que eu falei da teoria dúplice. não estou tendo gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro com ninguém. Basta você emitir um cheque em favor de um terceiro e ele já é considerado um título de crédito. não pode ser considerado título de crédito. Se ele for emitido em favor do próprio emitente. ou seja. Independente que se entre em circulação. É aquela história. isso nós chamamos de Convenção Executiva. a causa de emissão do título. não estou tendo confiança. que é a assinatura do título. isso vai resolver aquela causa. a obrigação cambial não extinguiu a obrigação de natureza contratual. 1) Nunca ocorre a novação pela mera convenção. não estou tendo fidúcia. independente. Eu peguei muito no banco. não tem obrigação de crédito. se o cheque é emitido a favor do próprio emitente. a partir do momento que se resolve vincular a uma cambial. é a Convenção Executiva. isso prova que não ocorreu a novação. ele será um mero instrumento de retirada de fundos.195 A partir do momento em que as partes fazem a convenção executiva. Na verdade. Isso é convenção executiva. ou seja. o devedor resolve se vincular a uma cambial. por isso que eu dei a primeira corrente de Pontes de Miranda. Se o cheque é emitido a favor do próprio Leonardo. Ele vai endossar? Sim. Por isso que muita gente pergunta: Qual é a causa de emissão do título? Você vai buscar isso na relação jurídica. Então as partes originais vão poder ser discutida a compra e venda do carro? Sim. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Tinha que emitir um cheque em favor do próprio emitente. Você só poderia sacar na sua agência. as pessoas não tinham cartão. ou seja. O Luís Emídio entende que o cheque só é título de crédito quando é emitido em favor de um terceiro. A causa de emissão do título é o Poder Executivo. tem a compra e venda. prestar um serviço. a compra de um carro e assinamos a nota promissória. Não importa se ele endossou para um ou para outro. Você pode comprar. É aquela história do começo. Entre as partes originais.

então ele pode ser considerado um instrumento para retirada de fundos. Então por que o cheque perderia natureza de crédito quando beneficiário e sacador são as mesmas pessoas? Os outros títulos não perdem. ele não perde a natureza de título de crédito. sacador e beneficiário serão a mesma pessoa. Pode acontecer também de se perder o cartão. dá uma ordem para o sacado. a letra de câmbio perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. pode ser endossado. o cheque sempre será título de crédito. Então a efetiva circulação é apenas uma característica do título. Na duplicata o sacador. Não é possível isso na letra de câmbio? Sim. O endosso é uma declaração cambial sucessiva. O que tem que ser verificado é que o título em regra. Na hora da prova se cair uma questão sobre cheque deve mencionar a natureza jurídica do cheque dizendo que é controvertida e citar as cinco correntes (existem mais). Portanto. Porém. pode existir ou não. eu cheguei a mencionar que só iria ser título de crédito se tiver endosso? Eu falei isso? Não. ou seja. você passa um cheque a seu próprio favor e saca no caixa. Como não podemos discriminar o cheque? Ele dá como exemplo outros títulos. OBS: Na prática. Diz que o endosso é requisito para ser título de crédito. que também é possível que o sacador dê uma ordem para o sacado para pagar ao próprio sacador. e eventual. para pagar ao próprio sacador. As demais correntes são alienígenas e eu não vou citar. tem lá no Irã. Nesse caso. ele pode facilitar a circulação de riquezas. Algum título que nós tratamos. o cheque é título de crédito. existem outras correntes. que é o vendedor. não um requisito para ser título de crédito. . Ele diz que o cheque é sempre título de crédito. em todos os países.196 Não se esqueçam que o cheque também é um título internacional. a existência do endosso. De repente lá o cartão é um luxo. Como assim? Por quê? Ele fala que nós não podemos discriminar o cheque. após a existência do título. Mesmo que não entre em circulação e mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. não muda coisa alguma. A letra de câmbio é quase igual o cheque. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. que é o comprador. A duplicata perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. ou quebrar o cartão. Quinta Corrente – Defendida por Waldirio Bugarelli. Por que logo o cheque vai perder? Vai se transformar em instrumento para retirada de fundos? Não. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. mesmo porque ele é eventual. se elevado a um requisito para ser título de crédito. Ele aproveita e dá uma “sapatada” no Rubens Requião. Então mesmo que título não seja endossado. Nesse caso. Eu falei que na letra de câmbio. três partes (sacador dá uma ordem para o sacado para pagar o beneficiário).Nesse caso. mesmo que não entre em circulação. Então o endosso não pode ser trazido.

Cheque Cruzado: O que é cheque cruzado? Quando você cruza o cheque. Aí quando eu entregava para ele o cheque visado. respondendo por isso. durante o prazo de apresentação. porque diz não saber se terá fundos o cheque. Normalmente nesse tipo de transação a pessoa quer dinheiro. o “viso”.Cheque Visado: O que é o cheque visado? É o seguinte: Vou comprar um automóvel. Tirava da conta do emitente o valor. É uma das poucas vezes que o banco assume obrigação com o terceiro. . mas tem um teto. quanto maior o cheque. qual a conseqüência? Ele tem que passar pela câmara de compensação. os R$ 50. Ele pega o cheque e dá um carimbo: “Cheque Visado”. ele agiu com no mínimo de culpa. Podem perceber que o carimbo do caixa quando ele carimba o cheque.00. Ele tirou o dinheiro da conta. “A” não confia em mim. diz a beneficiária que esse cheque tem saldo”. pode ver que ele vai ter as duas linhas paralelas e entre as linhas paralelas terá o nome do banco.00 reservado para quando o cheque fosse depositado. o cheque visado só permanece com essa característica. Ele só é descontado via câmara de compensação. Só que não dá para andar com R$ 50.000. O valor é de R$ 50.00. apresentado nesse banco. só pode ser descontado.00 hoje em dia. E o cheque com cruzamento especial? Cruzamento especial é o seguinte: Você cruza no meio do cheque e coloca entre as linhas paralelas o nome do banco. só pode ser depositado. não adianta. ele não pode ser sacado. Vou comprar o carro de “A”. Então “A” não aceita o pagamento em cheque. ela pode ter a certeza absoluta que aquele cheque tem fundos. O gerente irá baixar o extrato e verificar que tem saldo. É claro que antes de tudo irá cobrar uma tarifa.000. Ela diz que quer dinheiro. vou não banco (o cheque visado está no artigo 7º da Lei interna). Imediatamente tira uma xerox do cheque. Deixava os R$ 50. quando é colocado o nome do banco entre as linhas paralelas. E se o cheque não for depositado? Aquele dinheiro vai ficar bloqueado para o resto da vida? Não. mas em razão da sua declaração de que aquilo tem fundos e se não tiver. maior o valor. nesse caso.000. Eu digo que garanto que terá saldo. Então. Para quê? Se aquele cheque for extraviado.000. Não uma obrigação de natureza cambial. O cheque cruzado evita que o cheque seja descontado no caixa. 2. só pode ser utilizado via Unibanco. tem que ser depositado.197 TIPOS DE CHEQUE: 1. Ele está dizendo para todo mundo ouvir que aquele cheque tem fundos. que varia de acordo com o valor do cheque. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias se for na mesma praça ou sessenta dias se for praça distinta. Como é que eu vou garantir? Eu pego o cheque. Chego no banco com o cheque todo preenchido e digo: “Senhor gerente. Vai ter lá a relação dos cheques que foram extraviados e aí se toma a providência cabível.

O cheque visado não é garantia de pagamento. que não é possível sustar o cheque visado. aquele cheque não foi depositado. Pode ter. Questão interessante – Emiti o cheque para “A”. O viso não é garantia de pagamento. o UNIBANCO. Por isso que todo cheque viagem tem já na sua emissão a assinatura do portador. só que em reais. e o próprio Supremo Tribunal Federal reformou. banco local. ele fará a conferência da assinatura. mas o carro era clonado. tem uma outra parte que você vai também assinar. o banco ainda vai ficar com aquele valor retido. mas é norma interna do Banco Central. No UNIBANCO. que trabalha com isso. Eu só vi de cinqüenta dólares até hoje. dizendo que não. Liguei para o banco e peço que suste o cheque. não traz limites para o valor do cheque viagem. Você leva aquele talonário em uma loja e compra com o cheque. Normalmente. O que você fez? Você vai entregar esses dois mil dólares. os Ministros. Então o cheque visado é um cheque que tem uma garantia absoluta de que há fundos dentro do prazo de apresentação. Passados os sessentas dias. Ele sabe que minha conta é do Rio de Janeiro. Só que o STF estava errado. e nesse momento que o beneficiário. onde essa emenda foi criada. Por quê? Porque o viso é garantia da existência de fundos. que o cheque visado pode ser sustado. Mas o cheque já fica assinado? Não. Normalmente o banco faz de dez. e o banco emitirá tipo um talonário com um monte de cheques. Está lá: “Local de emissão: São Paulo”. o STF entendeu que não. Qualquer banco que trabalhe com cheque viagem e desconta esse cheque. e o “A” ficou todo bobo. É possível sustar um cheque visado? Já dei o exemplo indicando o caminho. Ele sabe que tem que segurar aquele dinheiro por sessenta dias.198 O gerente do banco sabe se é mesma praça ou praça distinta. você desconta num banco local. Então de cinqüenta dólares. É obrigação do banco segurar o dinheiro durante o prazo de apresentação. Então cada cheque viagem daquele valerá cinqüenta dólares. Eu recebi o carro. Essa orientação veio prevalescer durante os anos e passou por herança para o STJ. embora muitas não aceitem. Então para você evitar constrangimento. é garantia de fundos.Cheque Viagem: O que é cheque viagem? Ele funciona da seguinte forma: Vamos imaginar um banco. que você vai dizer o valor. O que você irá fazer? Quando você recebe. tem que assinar o cheque na parte superior. você vai até lá e diz que quer comprar dois mil dólares em cheque viagem. Logo em seguida eles foram devidamente esclarecidos. Pega a numeração. 3 . modificou a sua jurisprudência. Em 1975. você vai direto em um banco local. porque ele tirou xerox do cheque. para evitar e não ser aceito. o que o banco fará com aquele dinheiro que estava retido? Vai disponibilizar novamente na conta do emitente. . Mesmo que o cheque seja sustado durante o prazo de apresentação. quem estiver recebendo. vinte ou cinqüenta dólares. cheque visado “tranqüilo”. No momento em que você vai utilizar o cheque. OBS: Na nossa lei. O cheque visado pode ser sustado. e aí essa é a posição pacífica hoje na jurisprudência.

Em princípio pode até parecer que o cheque administrativo não possa ser sustado. como as pessoas jurídicas. O cheque administrativo pode acabar sendo extraviado. O banco emitiu o cheque e logo após descobriu a fraude. Em todos esses casos. Há alguma diferença do cheque administrativo? Há uma diferença.199 Uma característica do cheque viagem é que o portador não precisa ter conta em banco para utilizá-lo. através de um procurador com poderes especiais. Normalmente são dois que assinam para pessoa jurídica. mil e quinhentos cheques para pagar funcionários. mas em princípio o cheque administrativo pode ser sustado. vamos dizer. O que é chamada mecânica? Diz a Lei do Cheque que a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. O que é isso? Nós já tínhamos a assinatura dele. É humanamente impossível. ficar assinando mil cheques em um dia. O que é incabível no cheque administrativo é um outro instituto que eu vou falar. Outra questão interessante sobre assinatura é a tal da chamada mecânica. Alguns requisitos sobre a emissão de cheque Alguns requisitos são essenciais e outros não são essenciais. O próprio banco sacado que é o emitente. já digitalizada no banco. Questão interessante que uma vez caiu em prova: Como é que vai emitir cheque se ele é analfabeto? Não tem nada de errado. Nós tínhamos alguns clientes que emitiam em determinadas épocas do ano. pode ser furtado. Imaginem o administrador. o presidente da pessoa jurídica. Qual diferença é essa? Esse cheque pode ser sustado? Todo mundo pensa que não. Vamos imaginar uma espécie de fraude contra o banco. Então no cheque administrativo sacado e sacador são a mesma pessoa. a nulidade de uma obrigação não contamina a outra. estava com mandado de prisão. estava sendo procurado. pode sim. É evidente que se aquele cheque tiver sido endossado em favor de um terceiro de boa-fé. O cheque naquele momento foi desde logo. pode ser objeto de uma extorsão. Procuração essa dada através de instrumento público. A pessoa sabendo que o cheque visado pode ser sustado. O banco emite um cheque administrativo em favor de determinado cliente e aí chega a Polícia Federal e diz que esse cliente era um doleiro. Então para esse tipo de cliente. A polícia prende o indivíduo. seria temerário dizer que o banco não pudesse impedir o pagamento. 4 – Cheque Administrativo: Qual a característica do cheque administrativo? O próprio sacado é o emitente. mas vou dar um caso concreto que aconteceu: Estávamos no banco e de repente deu-se por falta de alguns cheques. sustado pelo banco. Então o banco seria obrigado a pagar esse terceiro. aplica-se o Princípio da Autonomia. Ele pode sustar. ou seja. Tínhamos a assinatura dos dois e. pode ser roubado. eram fornecidos os chamados cheques com chancela mecânica. através de um . substancial. exige o cheque administrativo.

Endosso em preto é aquele que identifica o endossatário. Formavam-se aquelas filas para receber. mas se tornou um requisito essencial pelo Plano Collor. pela lei. Então o nome do beneficiário é essencial.00. OBS: A outra questão é sobre a data de emissão.00. E mais.000. Os quatro cheques foram depositados no mesmo dia. Quando alguém fosse buscar.00 e de D R$ 600. E o que acontecia? Eles tinham um programa que fornecia. Pagavam os funcionários assim. B. um cheque assinado em branco. de C R$ 900.00. pegavam aqueles formulários e levavam. C. D. Já saía impresso o valor certo. O cheque. Salvo os cheques até R$100. Não vai dar para pagar todo mundo. colocava no computador. Na época em que o cartão era um luxo. pela lei que instituiu o Plano Collor (Lei 8021 e Lei 8088/90).200 determinado instrumento a folha de cheque que era impressa. O que o banco vai fazer? Vai pagar qual? Ou nenhum? Ele paga o cheque com data mais antiga e depois. endosso em preto. É um contrato que se faz acessório ao contrato principal de conta corrente. Hoje em dia é utilizado? É utilizado a chancela mecânica? Não. porque hoje qualquer empresa disponibiliza para os seus funcionários uma conta-salário e nessa conta-salário tem aquele cartão que só serve para sacar naquela agência. o nome do beneficiário não é requisito essencial. bastava você preencher o valor. não era em talão. apresentou o cheque após o prazo de apresentação. Cheque – Vamos imaginar cheque na mesma praça. Só vai dar para pagar uma pessoa.O banco só não vai pagar se o cheque já estiver prescrito. É um perigo. Qual é o prazo de apresentação? Trinta dias. todos recebiam com aquele cheque de chancela mecânica. OBS: Outra anotação interessante sobre o cheque é que no cheque só é possível um único endosso. Um amigo meu teve o cheque devolvido porque esqueceu de colocar o nome dele como beneficiário. Emiti um cheque na mesma praça em favor de A. Vários cheques emitidos em favor de A. . se forem da mesma data. Ficava em caixa forte. Ela não apresentou o cheque dentro desse prazo. de B R$ 900. Importâncias do Prazo de Apresentação: Por que estou querendo tratar isso com vocês? Agora vamos para a prática. vai pagar o de menor numeração. ou seja. já vinha à assinatura deles digitalizada. eles já colocavam o nome do beneficiário e o valor.00. Então o cheque já saía do banco com a assinatura. em que não é necessário a identificação do beneficiário. O banco paga ou não paga se existir fundos? Paga. Apresentou no 45º dia. estava sempre com seguranças. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu tenho na minha conta R$ 1. Em favor de A R$ 700.00. A data de emissão do cheque é requisito essencial. e era em formulários contínuos. a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. Então. Nós já vimos isso. eu já falei com vocês.

adotando o Princípio da Literalidade. a partir de qual momento vai contar o prazo prescricional desse cheque? A partir de dez de fevereiro? Não. desde dez de fevereiro. Só que a jurisprudência entendeu o seguinte: A partir de que momento já restou violado o direito? O direito de receber? Dez de fevereiro. contam-se então os trinta dias para apresentação do cheque. no dia dez de fevereiro. quatro de março. até no guichê do caixa. Então muita gente pensa que a prescrição do cheque é contada da data de emissão. qual o prazo. isso só existe na jurisprudência. é data de devolução que começa a contar o prazo prescricional.201 Então. Então se contam os trinta dias. . Então a jurisprudência sedimentou. foi até prova certa vez na Escola de Magistratura. Se dentro do prazo de apresentação o cheque foi apresentado e devolvido. é a partir desse momento que começa a correr a prescrição que será de seis meses. vai ser em dez de agosto. que ele já pode ser exercido. Pela lei. afinal de contas. dependendo se o cheque é da mesma praça ou de praça diferente. Então o prazo prescricional contaria de março. Então para que serve o prazo de apresentação? De trinta ou sessenta dias? Eu já expliquei o que é mesma praça e o que é praça diferente. Isso diz a lei claramente. E nessa mesma data o cheque foi devolvido. Qual são as importâncias do prazo de apresentação? Estou tratando desse assunto porque se o cheque é apresentado após o prazo mesmo assim o banco paga. a partir de quatro de março. A prescrição não será em quatro de setembro. mas onde o cheque foi emitido e. Vamos traduzir: O que estou querendo dizer? Emiti o cheque hoje. não é da data de emissão do cheque. A questão interessante é a seguinte: Data de emissão. o banco assim mesmo paga? Sim. Primeira importância: É porque o termo final desse prazo é o termo do prazo prescricional. é do final do prazo de apresentação. último dia para apresentação. A partir do 30º dia. salvo engano. Tem uma ressalva feita pela jurisprudência. Só o que a jurisprudência já sedimentou. Isso é jurisprudência. Então no dia quatro de setembro estaria se operando a prescrição. o cheque não foi apresentado. Começa a contar o prazo da prescrição a partir do momento que há violação ao direito. Isso não está na lei. Não. é a partir dessa data que você começa a contar os seis meses da prescrição. O que deve ser levado em consideração não é onde o cheque vai ser depositado. acho que é o artigo 59 da Lei Interna. STJ e STF? Vamos imaginar que o cheque tenha sido depositado. Então pode ser seis meses mais trinta dias. apresentado. Então se o cheque foi devolvido dentro do prazo de apresentação. mais sessenta dias. se desrespeitado o prazo de apresentação. ou seis meses. Isso é o que diz a lei. dia primeiro de fevereiro. Isso é a lei. Você já pode tentar executar esse cheque na vara cível. Daí vai começar a contar os seis meses de prescrição.

e o que é imprescindível? Que ele apresenta aquele cheque durante o prazo de apresentação. temos o endossante que é DCI e tem o credor. O cheque devolvido uma vez. O Brasil utilizou uma das reservas no anexo II do Decreto 57595 e. Então olha o que é importante: Temos então. Então pela lei. Ela endossou em favor de B. Porém. e não tem mesmo que saber. Por quê? Se ele apresentar esse cheque. OBS: E essa questão da reapresentação? Esqueçam. o devedor principal (DCD). o prazo de seis meses. Terceira importância: Essa eu acho efetivamente importante. Então aquele atestado do banco (a Lei fala em atestado) de que o cheque foi devolvido já substitui o protesto. O cheque visado só permanece com o viso durante o prazo de apresentação. por qualquer motivo. qualquer que seja. Mas quando ele apresentar o cheque após o prazo de apresentação.202 A lei fala em seis meses a contar do término do prazo de apresentação. Dentro do prazo. Que regra é essa? No cheque não há necessidade do protesto. essa reserva foi positivada na lei interna. o banco vai dar aquele carimbo “Cheque devolvido”. ele perdeu o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. você vai receber e ponto final. já vimos hoje? Eu falei. porque fui caixa. e nós. eu sou DCD. Ele vai ser o novo credor e a endossante será DCI. Ele recebeu. ou outro qualquer. emitir primeiro de fevereiro. e tinha que saber. Eu sei quando pode ser reapresentado e quando não pode. Para fins de prova. se ele depositar só no dia vinte de abril. Por quê? Porque não está na lei. Essa questão de reapresentação é uma regulamentação interna do Banco Central. porque nem Desembargador. isso não existe para fins de prova. isso não existe. porque o viso do cheque só perdura durante o prazo de apresentação. O cheque tem uma regulamentação própria. após o prazo de apresentação se tiver saldo na minha conta ótimo. Segunda importância: A segunda importância do prazo de apresentação nós vimos hoje. Promotor sabem. por exemplo. (trinta ou sessenta dias). O que diz a Lei? Que protesto do cheque pode ser substituído pela declaração do banco que o cheque foi devolvido. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu emiti o cheque em favor de A. você já pode executar. sustação. o cheque visado. em lugar nenhum. nem no Decreto 57595. não há necessidade. ou seja. Como o banco declara que o cheque foi devolvido? Com o carimbo: “Cheque devolvido”. Emitente. devedor principal. sempre teria que ser contado aqui. Vocês não tem que saber. Qual é a segunda importância do prazo de apresentação. O que é imprescindível para cobrar do DCI? O protesto. Ele só vai poder executar o devedor . se não tiver saldo.

Então. até uma afasta da outra. contra ordem e sustação é a mesma coisa. no dia (15/12/03) dou uma contra ordem. no dia dez de fevereiro ele depositou. O banco está errado. Por que definitiva? . Ou um ou outro. Muita gente perde aí. passaram-se três a quatro dias. dentro do prazo de apresentação. já perdeu o direito de cobrar dos DCI’s. eu me arrependi e liguei para o banco e dou uma contra ordem. ele nunca dá uma contra ordem. O que acontece? Existe uma diferença significativa entre dar uma contra ordem no cheque. ele vai poder cobrar tanto do emitente do cheque.203 principal. ele não depositou ainda. nem gerente de banco sabe. porque eu não sabia a diferença. ou seja. cujo sinônimo é revogar (revogar o cheque ou contra ordem) e a sustação. O gerente do banco sabe disso? Não. Se o cheque for devolvido. ele quer que não seja pago o cheque. Se o cheque estiver revogado não pode ser sustado e vice-versa. Ela só gera efeitos após o prazo de apresentação e é definitiva. E a revogação é sinônimo de contra ordem. contra ordem é isso. Qual a natureza jurídica do cheque? Ordem. Então contra ordem é uma coisa. ou seja. emiti o cheque (13/12/03). Então. Pergunto: O banco vai pagar? Emiti o cheque dia (13/12/03). e sustação é aquilo. mas é como funciona. O que eu fazia? Sustava. São coisas completamente distintas e. para assegurar o direito de cobrar de todos os dois DCI’s é imprescindível que o cheque seja apresentado dentro do prazo. Posso atestar para vocês que o gerente não sabe disso. em favor de A. só gera efeitos. esse cheque sendo para o dia primeiro de fevereiro. como também poderá cobrar da endossante. Então se o cheque for depositado dia 13/01/04 o banco já não pagaria mais. Apresentou o cheque após o prazo de apresentação. mesmo porque no computador do banco. De repente. OBS: Ainda dentro da importância do prazo de apresentação. Ao passo que se ele tivesse depositado o cheque. aniquila o cheque depois de expirado o prazo de apresentação (trinta dias). sustação é outra. Vou dar a seguinte situação: Emiti o cheque hoje (13/12/03). Ele deposita o cheque. O banco vai pagar ou não vai? Vai pagar. ele sempre faz uma sustação. dei a contra ordem no dia (15/12/03). apresenta o cheque no banco no dia (20/12/03). Nunca ninguém viu a cartilha. Por quê? O cliente não sabe. Então a revogação é definitiva. só impede o pagamento. Ele ouviu dizer que é contra ordem. Na minha época de banco quando pediam para dar uma contra ordem no cheque. Mesmo quando o cliente pede uma contra ordem. o cheque foi depositado (20/12/03). Então na verdade. O que acontece? A revogação também chamada de contra ordem. com aquele carimbo do banco.

Na sustação é como se estivesse falando para o banco: “Banco. ele vai sustar ou revogar o cheque quando a pessoa solicitar. ela tem que informar o motivo. não paga agora não”. emiti o cheque hoje. depois ligo para o banco desfazendo a sustação. já era. Se eu quiser modificar. e a ordem vai ser efetivada. é entre emitente e beneficiário. Como na contra ordem é definitivo. Cabe executar esse cheque? Ele acaba apenas para o banco. der uma contra ordem amanhã. Continuação da primeira aula: Falamos do cheque. e uma nova ordem é um novo cheque. Não cabe ao banco avaliar se é ou não é importante a razão invocada pelo emitente do cheque. como é mera oposição ao pagamento. com o banco é que desaparece. Porém a sustação. A qualquer momento eu posso cancelar aquela sustação. Realmente. das importâncias do prazo de apresentação e vamos falar agora de renovação e sustação de cheque. Mas depois: “Espera aí. Eu posso sustar o cheque hoje. independentemente do motivo que você alegar. Então. Então se eu der uma contra ordem no cheque. REVOGAÇÃO E SUSTAÇÃO DE CHEQUE: A lei interna que trata de revogação e de sustação diz que tanto para revogação como para sustação. o cheque vai estar valendo durante o prazo de apresentação. depois eu dou uma contra ordem. A sustação gera efeito imediato. independentemente da sua interpretação (do banco) do que é ou não é justa causa. Numa primeira interpretação poderia parecer que esta justa causa teria que ser dada ao banco. apesar de usar expressões diferentes. por isso é mais efetiva. não paga agora não”. Mas. dando ordem para pagar o cheque. Se eu der uma contra ordem. ou seja. o banco já não paga. aí aquele cheque pode ser depositado. Não quer acabar com o cheque. Liguei hoje e sustei. Isso só vai acontecer depois de expirado o prazo de apresentação. Neste caso o banco vai poder pagar. . Agora. Eu dou uma ordem de pagamento para pagar valor “tal”. OBS: Tanto a contra ordem quanto o sustado podem ser executados. Ele perde a natureza executiva? Não. Essa relação jurídica cambial contínua íntegra.204 O cheque é uma ordem. ela diz que para sustar ou revogar o cheque tem que haver justa causa. o que vai impedir o mero pagamento é a sustação. só quer impedir o pagamento naquele momento. se o cheque for depositado hoje. A sustação é sinônimo de oposição ao pagamento. quando a pessoa vai sustar ou revogar o cheque. eu tenho que dar uma nova ordem. ela pode ser até cancelada. o cheque acaba? Acaba para o banco. Por que a relação se estabelece com o banco? A relação cambial é com o banco? Não. e pode ser o motivo mais absurdo possível (o banco não é juiz). o cheque acabou. Eu dei uma ordem para o banco para pagar aquele cheque. se eu quiser que ela pague novamente.

o que importa é no momento da prova. Na prática isto daria muito problema. mas através de embargos à execução. só ele pode dar a contra-ordem. Se o cheque for sustado por motivo de roubo. A contra-ordem só pode ser feita pelo emitente. Outra questão sobre revogação e sustação (está na lei): Vem dizendo que só pode revogar. que teve extraviado. a pessoa deve levar a cópia do registro de ocorrência ao banco. mas para não pagar a tarifa. pois não cabe ao banco julgar a relevância da razão invocada pelo correntista. Porém. que é sempre citado no STF no que tange ao cheque. Ele quem deu a ordem (emitiu o cheque). Eu poderia pedir para o “X” sustar o cheque. pois o gerente não iria sustar numa “boa” ele iria entrar em contato com o emitente (correntista). Segundo Paulo Restife o endossante também é parte legítima para sustar o pagamento. O emitente então vai alegar novamente aqueles motivos. por exemplo. Devemos verificar no livro do Paulo Restife esta questão de portador legitimado. Eu posso alegar. neste caso é força maior. Segundo Paulo Restife portador legitimado pode ser o credor que perdeu. Situação: “X” emitiu um cheque de 5 mil reais em meu favor. que foi vítima de um estelionato e etc. então. e “Y” me aplicou um golpe (estelionato) e eu acabei entregando o cheque para “Y”. O funcionário do banco vai ter que sustar o cheque. Quem vai decidir se aquilo é ou não é justa causa é o juiz. A interpretação não para por aí. só o emitente do cheque pode dar a contra ordem. eu posso ir ao banco e sustar o cheque. O cheque vai poder ser executado. mas se eu tiver algum contrato ou alguma forma de prova que tenha menção do cheque. eu descobri antes que “Y” descontasse o cheque. OBS: Justa causa é um conceito jurídico altamente subjetivo. E a sustação? A sustação pode ser dada pelo emitente ou pelo portador legitimado (portador legitimado em princípio é o credor beneficiário). No entanto. o credor e o endossante. O sujeito sustando ou revogando. . que eu quero sustar o cheque porque eu estou com “dor de cabeça”.205 Quando a pessoa vai sustar um cheque ela é indagada do motivo pelo qual quer sustar o cheque. Na prova nós devemos fundamentar com base no Paulo Restife. e sendo força maior a pessoa não paga tarifa. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO INDEVIDO (Enriquecimento Sem Causa): Em títulos de crédito nós temos duas espécies de devedores: * Devedores cambiários diretos * Devedores cambiários indiretos. isto tira a executividade do cheque? Não. Como é que ele vai provar no banco que ele foi o beneficiário do cheque (para sustar)? Com uma declaração do emitente. Uma declaração do emitente já pode suprir. não importa o problema que daria na prática. Por ser altamente subjetiva esta questão de justa causa vai acabar parando no Poder Judiciário. A resposta teria que ser fundamentada da seguinte forma: Segundo Paulo Restife também é parte legitimada para sustar o cheque.

ele ainda pode cobrar? Para o professor Rubens Requião não conserva.206 Por qualquer problema ou qualquer falha você acaba perdendo o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. Pode ser pela prescrição. o portador do título perde o direito à ação executiva. A outra previsão está no decreto 57663. pelo menos em tese. 5. 6. Só que o Rubens Requião neste ponto ele é isolado. 15. Ex: Não protestar por falta de pagamento. em qualquer hipótese que o credor tenha perdido o direito de executar os devedores. É o artigo 48 do decreto 2044/1908. que é o principal. de iniciar o processo de execução. pois as regras estão no anexo I. Prescrita a ação cambial. O Brasil adotou as seguintes reservas: 2. ausência de apresentação e etc. Mas devemos ficar atentos. não tem nada a ver com prescrição (apenas não protestou em tempo hábil). ou pela violação de alguma outra norma cambiária. Em geral. etc. logo. 19 e 20 do anexo II. Esta previsão está no artigo 15 do anexo II. Artigo 48 do decreto 2044/1908. . 3. Vejam que não fala em prescrição. 7. pela prescrição. O credor perdeu o direito de crédito ou ainda conserva o direito de crédito. Caberia ação de locupletamento contra o endossante? No artigo 48 fala “sacador ou aceitante”. Com o artigo 48 do decreto 2044/1908 foi introduzida no Brasil a ação de locupletamento. só que é o artigo 15 do anexo II. por exemplo. Ele perdendo o direito a ação cambial. 9. 16. pela ausência de protesto. A prescrição. a soma com a qual se locupletou à custa deste. o sacador ou aceitante fica obrigado a restituir ao portador com os juros legais. ou seja. 13. em geral. Já com o devedor cambiário direto. ter excedido o prazo. prescreveu a duplicata ou o cheque ou a letra de câmbio ou a nota promissória. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO: Qual é a base legal para propor ação de locupletamento? O primeiro artigo é na legislação de 1908. o direito material é conservado.Sem embargo da desoneração da responsabilidade cambial. O que é a ação de locupletamento? Por vezes. ou seja. A ação de locupletamento é cabível. primeiro começa-se a discutir. na duplicata faz com que o credor perca o direito de crédito. nós costumamos abordar ação de locupletamento só tendo como base a prescrição. Então. não caberia contra o endossante. Fala em desoneração da responsabilidade cambial. A gente nuca lê o anexo II. pode perder o direito de cobrar de todos eles em razão da prescrição. O entendimento amplamente dominante é que com a perda da ação cambial perde-se apenas o direito de executar. ele perde o direito à ação cambial. 10. etc. exemplo. a única causa que exclui a sua responsabilidade é a prescrição. Aquele direito de crédito ainda pode ser cobrado através de outros mecanismos. Mas ele pode também perder o direito de cobrar do devedor cambiário indireto pelo fato de apenas não ter protestado em tempo hábil. pois não é só isso não. 17.

ou seja. contra quem enriqueceu indevidamente (sem causa). Quando é que pode ser proposta a ação de enriquecimento sem causa? Requisito Nº 1: Perda do direito de propor ação cambial. ENRIQUECIMENTO E EMPOBRECIMENTO: Vamos supor que prescreveu um cheque no valor de mil reais. e pelo decreto 57663/66 no artigo 15 do anexo II é cabível ação de locupletamento contra o sacador. Há uma decisão num determinado sentido. não pode ser proposta ação de locupletamento. Essa é a base legal. ou seja. outra pessoa tem que ter empobrecido. 2º Requisito: Enriquecimento indevido da parte que se quer acionar (o pretenso réu da ação). A base legal é o artigo 48 do decreto 2044/1908 e artigo 15 do anexo II do decreto 57663/66. e todos na jurisprudência. contra o endossante e contra o aceitante quando eles fizerem lucros ilegítimos.207 A reserva nº 15 diz: Qualquer das altas partes contratantes tem a liberdade de decidir que. 4º Requisito: Perda da ação causal. Pelo decreto 2044/1908 caberia ação de locupletamento contra o sacador ou contra o aceitante. Só pode ser proposta a ação de locupletamento contra quem locupletou. não há presunção absoluta de que o valor tem que ser exatamente o valor de face do título. No momento da prova tem que ser mencionado. A segunda causa é pela ausência de protesto em tempo hábil (protesto intempestivo). Porém existem vários posicionamentos. Não basta que um tenha enriquecido. Há uma previsão no novo código civil? Há. no seu território subsistirá o direito de proceder contra o sacador que não constituir provisão ou contra um sacador ou endossante que tenha feito lucros ilegítimos. Como regra. Esses três requisitos ninguém discute Existe um 4º requisito que é altamente divergente. quando é que se perde o direito de propor ação cambial? Normalmente a perda da ação cambial se dá pela prescrição. e eu era o beneficiário. Se ainda puder ser proposta ação cambial. se enriquecerem indevidamente. mas estas são as principais. em caso de prescrição. E se tiver somente o enriquecimento de um e não tiver o empobrecimento? Não basta. Necessariamente o juiz vai fixar essa minha indenização no valor do cheque (mil reais)? Ou o valor pode ser diferente? Nos dois artigos que mencionam não há qualquer regulamentação. Tem outras causas.Uma coisa é certa. Tem que ser o enriquecimento de um lado e o empobrecimento de outro. Somente quando efetivamente não se tem direito à ação cambial. A previsão legal por enquanto é esta. A mesma faculdade existe. que é uma presunção relativa (iures tantum) de que o . O emitente do cheque era “X”. Quais são os requisitos para se propor ação de locupletamento?(isso é o mais difícil). Tem que ser: Enriquecimento x Empobrecimento. pelo que respeita ao aceitante que recebeu provisão ou tenha realizado lucros ilegítimos (enriquecimento se causa). Eu perdi o direito de ação cambial. 3º Requisito: Empobrecimento do credor. e agora eu estou propondo uma ação de locupletamento. Só há de se falar em ação de locupletamento se você não puder propor a ação cambial (execução do título).

Há uma confusão também com a ação causal. O que é ação causal? É aquela que vai discutir a origem do pagamento. 4º Requisito: Perda da ação causal. O que aparece nos acórdãos? Aparece a seguinte ementa: Se prescrever o título.208 valor corresponde ao de face do título (mil reais). Isto é somente a doutrina que fala. você na verdade está discutindo a relação jurídica causal. isto não basta. eu tenho que fazer a prova de que o meu prejuízo foi superior a mil reais e o enriquecimento de “X” foi superior a mil reais. na maioria das vezes é uma ação que está sendo discutida a relação jurídica causal. porque o serviço foi mal feito e etc. São raras as decisões neste sentido. se for possível discutir a relação jurídica causal. se “X” quiser fazer prova de que não foi mil reais. ação de enriquecimento sem causa. Eu é que terei que provar tudo. ela confunde tudo. 3° Posicionamento: Por fim. A quem caberia a prova de que não é aquele valor? Depende. A jurisprudência faz uma confusão muito grande. se houver somente o título. É uma presunção relativa do valor do título. Se eu estou querendo mais de mil reais. É isto que diz a doutrina. Agora. Ex: O sujeito diz que não vai o pagar. o valor todo.(Por que foi emitido um cheque de mil reais? Foi uma prestação de serviço? Foi a compra de algum bem? Foi um empréstimo?). por exemplo. Há uma presunção relativa. Há uma confusão de locupletamento indevido com ação monitória. E o título? O título é mais um documento. tem que ser feito provas. Ex: O cheque. Comumente nós percebemos que se. eu prestei um serviço e não recebi. 1° Posicionamento: Quem quiser fazer aprova de mais de mil reais ou de menos de mil reais. Não há presunção nem para um lado e nem para o outro. então se diz para propor uma ação monitória. mas na maioria das vezes não é ação de enriquecimento sem causa. Se não for feito prova nenhuma. e que foi menos de mil reais. (Obs: 3 posicionamentos no TJRJ). não está sendo proposta ação de locupletamento indevido. ou seja. o porque ele emitiu o cheque) na verdade. eu tenho que provar isto. o ônus da prova cabe a quem alega. Neste caso está sendo discutida a relação jurídica causal. 2° Posicionamento: Há um segundo posicionamento que diz que é de presunção absoluta. você está propondo uma ação causal. então eu ainda não recebi (o cheque é pro soluto e pro solvendo). Se eu estou propondo uma ação dizendo que houve um enriquecimento indevido de “X” e um empobrecimento meu. qualquer outra ação eles já chamam de ação de locupletamento indevido. há um posicionamento que diz que não há presunção. . E a jurisprudência? A jurisprudência simplesmente ignora. Eu não descontei o cheque. Então. o “X” é que tem que fazer prova de que o enriquecimento dele foi abaixo de mil reais ou o empobrecimento foi abaixo de mil reais. centavo por centavo. A doutrina diz que: Se for possível discutir a relação jurídica causal (ou seja. prescreveu um cheque. você não está propondo ação de locupletamento indevido.

Fábio Ulhoa e etc. não tem problema nenhum. mas criaram a tal da ação monitória. Paulo Restife. como também é o rito executivo. Só fala da perda da ação cambial. Ação monitória é uma espécie de ação ou é simplesmente um rito? É um direito substantivo? Ela tem algum direito material a alegar? Ou ela pode alcançar êxito com relação a várias espécies de direito violado? Só existe uma causa para a ação monitória? Só cheque prescrito? Não. A jurisprudência ignora esse requisito. Quem cita? Rubens Requião. como também é o rito sumário. não extingue a relação jurídica causal. ela não criou direitos. RITO: Qual é o rito da ação de locupletamento? É uma ação ordinária? De execução? O entendimento que prevalecia até algum tempo atrás é que era por via ordinária. por isso que nós chamamos de rito monitório. o ressarcimento pelo locupletamento indevido. Você está propondo uma ação de locupletamento pela via monitória ou pode propor uma ação de locupletamento pela via ordinária. Legitimidade Ativa: De quem é a legitimidade ativa para propor a ação? Do credor que não propôs a ação cambial. ela é apenas uma via pela qual você busca um outro direito. Logo pode ser discutida. primeiro porque não há previsão legal. É um rito.”.209 A prescrição de direitos pessoais ocorre em quanto tempo? Em 10 anos (eram 20 anos). A ação de locupletamento pode ser tanto pelo rito ordinário quanto pelo rito monitório. como também é o rito ordinário. Só pode ser proposta ação de locupletamento se não tiver direito à ação causal. Mesmo porque a emissão de títulos não causa turbação. No momento da prova deve ser mencionado que a doutrina ressalta que um dos requisitos para falar em ação de locupletamento indevido é a perda também da ação causal.. Quando a gente se depara com: ação monitória ou ação ordinária em face de fulano. Pode ser proposta uma ação de locupletamento pela via monitória? Pode. Ação monitória é um rito. É um rito especial.. No artigo 48 e no artigo 15 diz: “Com a perda do direito da ação cambial. E a legitimidade passiva? Quem enriqueceu sem causa Quem pode enriquecer sem causa na relação jurídica cambial? . ou seja. pela via monitória ou pela via ordinária. A jurisprudência simplesmente ignora esse requisito. que perdeu o direito de ação cambial. A ação monitória. não fala em causal. qual é o fundamento jurídico? Qual é o direito substantivo que está sendo buscado? O locupletamento indevido.

o aceitante (artigo 15 do anexo II do decreto 576630) e o endossante. Uma vez prescrita a cambial são desfeitas as suas garantias. O endossante em princípio ele se enriquece com a prescrição do título? Não. Qual é o prazo de prescrição na nota promissória contra o emitente? Três anos. se não há mais ação cambial. Qual é o proveito financeiro que tira o avalista? Nenhum. O meu patrimônio não teve qualquer enriquecimento. Isso dificilmente ocorre. Então. Não cabe a ação de locupletamento contra avalista. Passaram-se os seis meses do termo final do prazo de apresentação (prescreveu o título). Meu patrimônio está sem qualquer variação. Vamos supor que o título tenha prescrito. OBS: O aval é uma garantia cambial. O aval é ato de mera liberalidade. Existem doutrinadores que defendem que para que se proponha a ação de locupletamento contra o endossante não basta a mera apresentação do título. (se “Y” me cobrar eu vou ter direito de cobrar de “X”). Qual é o prazo de prescrição da duplicata contra o aceitante? Três anos. Existem alguns doutrinadores que defendem que para propor ação de locupletamento contra endossante tem que fazer prova de que ele enriqueceu de alguma outra forma. Ex: Duplicata. A garantia do aval é em relação à ação cambial. na verdade elas estão discutindo a relação jurídica causal. pois 99% das ações de locupletamento são propostas contra o emitente do título. A ação de locupletamento é mais complicada e mais rara do que parece. . Ex: “X” emitiu um título para mim no valor de 10 mil reais. Você tem que provar que ele se enriqueceu de alguma forma. Passaram-se os três anos. o acessório segue o principal (você não pode maneira nenhuma executar aquela garantia). Será que pode ser proposta a ação de locupletamento contra esse endossante? Não. então não há mais a sua garantia (acórdão do STJ). A data de emissão da nota promissória foi hoje 13/12/03. na verdade não são ações de locupletamento. pois ele deixou de propor a ação cambial contra o emitente no tempo previsto. Se estiver prescrita a ação cambial. Outra questão: Já sabemos que a ação de locupletamento pode ser proposta quando se perder o direito de ação cambial. Ex: Nota promissória. Não cabe em hipótese nenhuma.210 O sacador. porque inúmeras ações que nós vemos com nome de ação de enriquecimento sem causa nos tribunais. contra o sacador do título. entrou dez mil e saiu dez mil reais. O avalista não é parte legítima para figurar no pólo passivo. E o avalista? Pode propor contra o avalista? Não. A regra é mais ou menos uniforme. Eu me enriqueci com este título? Não. Eu endossei para ”Y” o título. Tem um acórdão do STJ recente que apenas ratificou a postura anterior. e então aplica a máxima de que o acessório segue o principal.

elas também prescreveriam em 3 anos. enquanto o Paulo Restife e outros autores sustentam que ela tem natureza de ação cambial. Com protesto por falta de aceite. tudo isto dentro da mesma seara. . Será que o novo código civil entendeu que a natureza da ação de locupletamento é de direito comum? Não. então. Nós podemos continuar colocando que o STF e o STJ entendem que a ação de locupletamento tem a natureza de direito comum. Mas o entendimento do STF e do STJ foi outro. O sacador (sabendo disso) pode entregar a letra de câmbio e proibir o aceite. o beneficiário vai protestar o título. A lei agora diz expressamente sobre o prazo de 3 anos. Vencimento em 10 de março de 2004. O aceite na letra de câmbio é obrigatório ou facultativo? Facultativo.211 Antes do novo código civil que prazo era este? Havia uma divergência enorme. Antes do novo código civil os direitos pessoais prescreviam em 20 anos. e o sacado recusar o aceite? Não tem conseqüência nenhuma. O legislador com isso aproximou a ação de locupletamento às ações cambiais. inciso IV do novo código civil diz que a ação de locupletamento indevido prescreve em 3 anos. O artigo 206 parágrafo 3º. porque a única previsão legal da ação de enriquecimento sem causa é a legislação do direito empresarial. Com isto ele não vai poder apresentar para aceite. Antes desta data o que o beneficiário vai fazer com esta letra de câmbio? Vai apresentar ao sacado. No momento da prova nós temos que dizer simplesmente que a perda da ação causal para a doutrina é requisito. Vai dizer que “X” mandou que “Y” (sacado) me pagasse dez mil reais dia 10 de março de 2004. e hoje prescreve em 10 anos. aí sim. Mas esta posição do Paulo Restife está um pouco enfraquecida. Neste caso não corre o risco de ter o vencimento antecipado. No artigo 206 parágrafo 3º. inciso IV vem expresso o prazo de 3 anos. Eles entenderam que a ação de locupletamento é uma ação de direito comum. com Paulo Restife. Ele vai dizer então se aceita ou não. direto para o pagamento. e. A letra de câmbio então só vai ser apresentada uma vez. A posição que era minoritária acabou se tornando a posição da lei. O único posicionamento firme é quanto à impossibilidade de cobrança do avalista. mas a lei não estabelece isto no requisito. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? Torna o título exigível antes do vencimento. OBS: Cláusula proibitiva de aceite. acabou adotando uma posição que antes era minoritária. Como todas as ações cambiais prescrevem em 3 anos. entendia que ela tinha uma natureza cambial. Parte da doutrina. O que é cláusula proibitiva de aceite (na letra de câmbio)? Ex: O sacador dá uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia ao beneficiário. Qual é a conseqüência do sujeito apresentar a letra de câmbio para o sacado para que ocorra o aceite. Isto tudo pode ser discutido numa única ação pode discutir tanto a relação jurídica causal como o locupletamento indevido. Agora já há uma previsão no novo código civil. de acordo com o que se entendesse sobre a natureza jurídica da ação de locupletamento. Acabou o estudo de títulos de créditos. sendo uma ação de direito comum cai lá naqueles direitos pessoais.

Isto muitas vezes significava a “ruína” completa do empresário. ou seja. CONTRATOS: LOCAÇÃO EMPRESARIAL (Artigo 51 e seguintes da lei de locações – Lei 8245/91). Aí já não pode mais recusar. Se assinar que aceita pagar. este aceite é válido. quando o ponto já estava conhecido nas redondezas e o negócio indo bem. o aceite é válido. o sacado pode dizer que não aceita. Este diz que aceita pagar. pois ele aceitou (princípio da liberalidade. Isto quer dizer que se esta letra de câmbio for apresentada para ele e ele aceitar. A cláusula proibitiva de aceite não proíbe o aceite coisa nenhuma. Se ele o assinou se vinculou). Depois de um certo tempo. ou seja. o locatário quer novamente renovar o contrato. Nesse estudo chegou-se a conclusão com base principalmente na lei francesa de locações. que renova o contrato. Para o locador seria compulsório. no local deste ponto não era nada. Hipótese: Antigamente existia a figura das “luvas”. e o negócio deu certo. ao que exerce a atividade (locatário) e não ao locador. se não quiser. Proibindo o protesto por falta de aceite esta cláusula evita o vencimento antecipado. e diz ao locatário que se ele quiser bem. mesmo com a cláusula proibitiva. o locador diz que tudo bem. A pessoa com 3 anos no ponto comercial já havia investido bastante e montado um restaurante. e continuava investindo. eles passam a ter o direito potestativo de renovar o contrato. então. A cláusula proibitiva de aceite serve para que então? Se o sujeito não apresentou a letra de câmbio antes do dia 10 de março de 2004. Caiu uma questão na prova da magistratura perguntando se hoje em dia ainda é possível a cobrança de luvas. Se ele disser que não aceita o credor não vai poder protestar. . O nome correto desta cláusula deveria ser: Cláusula proibitiva do protesto por falta de aceite. Esta é a condição que o locador fez. isto quer dizer que desde que os empresários preencham os requisitos que a lei prevê. Vamos supor que a pessoa alugasse um ponto comercial. mas para que haja a renovação o locador diz ao locatário que este tem que “dar por fora” (pagamento de “luvas”) o valor de 50 mil reais.212 O sacador pega a letra de câmbio entrega para o sacado e pergunta se ele vai pagar os 10 mil até o dia 10 de março de 2004. Este é o objetivo. colocou o aceite. não tem nenhum problema. pois este já está para vencer. se ele deixou para apresentar no dia do vencimento. E a cláusula? A cláusula não é proibitiva de aceite? É o problema da nomenclatura. No dia 10 de março de 2004 ele vai ter que pagar. o locador não teria outra alternativa a não ser aceitar a renovação. Só se vincula ao título quem o assina. e outra coisa é o ponto comercial. e. Então começou a se pensar o seguinte: Uma coisa é o imóvel. Então o locatário ia e renovava a locação por mais 5 anos. no instituto da renovação compulsória. O ponto é um bem incorpóreo e o bem imóvel é corpóreo. O ponto é um bem incorpóreo que pertence ao empresário. Começou a se pensar num modo de proteger o empresário desses abusos que os proprietários de imóveis submetiam os locatários. paciência. São bens distintos. Esta cláusula na verdade proibiu o aceite ou o protesto por falta de aceite? O protesto por falta de aceite.

Tutelar essa viabilidade econômica. “X” tem um salão de belezas no imóvel (firma individual) e está lá há 3 anos. No momento de renovar “X” quer renovar por mais 3 anos. Passaram 3 meses e “Y” não conseguiu alugar o imóvel. dificilmente “X” sairia do imóvel. “Y” sabe que se renovar o contrato de locação por mais 3 anos os requisitos já serão preenchidos. e “X” saiu do imóvel.Ele tem que estar no mesmo ramo de atividade 3 anos. OBS: Eu fiz um contrato por escrito de 3 anos. mas se ele ( “Y” ) conseguisse alugar o imóvel novamente era para “X” retirar as coisas dele de lá. Neste caso eu já cumpri esses dois requisitos.213 Isso mitigaria o princípio da autonomia das vontades. Isto está muito ligado a teoria da preservação da empresa. porém. Depois dos . mas nem tirou as coisas dele de dentro do imóvel. ACESSIO TEMPORIS: Imagine a seguinte situação: Estamos 3 anos no contrato. Nisto “Y” resolve que vai deixar o imóvel alugado para “X” mesmo. Foram 3 anos no início e depois mais 3 anos. 2º. “X” é o locatário e “Y” é o dono do imóvel (locador).Só tem direito à renovação compulsória o empresário (locatário) que já estiver no imóvel a pelo menos 5 anos ininterruptos. “Y” disse para “X” que ele poderia deixar as coisas dele no imóvel. para que “Y” o alugasse. Foram 6 anos. O requisito que está na lei são 5 anos ininterruptos. porque depois deste tempo transcorrido. O sujeito (locador) é obrigado a contratar. ele verificou que “X” queria fazer um contrato de 5 anos. Ex: “X” procurou “Y” que era dono de um imóvel que estava vazio. e depois nos três anos seguintes ele criou uma barbearia. “X” pediu para que “Y” celebrasse um contrato de 5 anos. “Y” diante das informações pensou logo em fazer um contrato com menos de 5 anos. e o contrato por escrito é por prazo determinado. Quando “Y” buscou informações. O objetivo da disciplina jurídico da locação empresarial é tutelar o aviamento. a jurisprudência aplicando o princípio da razoabilidade e da boa-fé nas relações de contratos (está no novo código civil) evita esses tipos de fraude à lei. Requisitos: 1º. pois 3 anos mais 3 anos são 6 anos ininterruptos. Ele chegou para “X” e disse que iria fazer um contrato de 4 anos e 11 meses.O contrato de locação tem que estar por escrito e por prazo determinado. A respeito deste tipo de contrato a jurisprudência diz que “Y” está de máfé. Se houver a tentativa de burlar a lei. e para que ele pudesse abrir um restaurante. Se estiver 3 anos ininterruptos no mesmo ramo preencheu o requisito. 3º. Depois eu celebrei um contrato de mais 3 anos. só se fosse por vontade dele mesmo. não foram ininterruptos. e fecham mais um contrato de 3 anos. termina o prazo de 3 anos. Qual é o objetivo desta proteção? É tutelar o aviamento. É uma das poucas espécies do chamado “contrato imposto”. Nesta discussão se vai renovar ou não. Ex: Nos dois primeiros anos ele vendia pão. pois neste caso os requisitos seriam preenchidos e o contrato seria renovado compulsoriamente. “Y” fica fazendo jogo duro para ver se vai renovar ou não.

O locador é obrigado a concordar com a mudança de locatário? 20ª Aula – 20/12/2003 A mera cessão do contrato de locação depende evidentemente da anuência do locador. Nesse caso. “X” tem direito sim à renovatória. O locador é obrigado a concordar com isto? Ele vai poder aproveitar o tempo? Vai haver mudança no contrato de locação. Com isso o princípio do acessio temporis. Quem defende essa posição é o professor Capanema. a cessão é conjunta. mas não dependerá da anuência do locador quando o contrato de locação for apenas um dos objetos da transferência. de todo o meu estabelecimento para ela. Textualmente a lei diz que é possível. se eu quiser fazer a transferência de tudo. como assim? Já estudamos o TRESPASSE que não é a cessão meramente do ponto. este é apenas um dos elementos.214 últimos 3 anos “X” vai para renovar o contrato novamente e “Y” diz que não quer mais renovar o contrato. esses períodos podem ser contados para fins do preenchimento dos requisitos legais. evidente. que é tutelar o aviamento. aí sim o locador não pode impedir a cessão também do contrato de locação. e a amiga faleceu deixando para “X” exatamente o salão. OBS: É possível aproveitar o tempo anterior do autor da herança ou de sucessores. “X” pode aproveitar o tempo da autora da herança? Sim. e tendo como norte a teoria da preservação da empresa e o objetivo da lei de locações. é a cessão de todo estabelecimento empresarial. tutelar o aviamento. mais lógica entendeu que é possível. Se estou transferindo todo o estabelecimento que é o principal. estou a 15 anos desenvolvendo o restaurante. Um dos elementos que integra o estabelecimento empresarial é o PONTO. Então. A jurisprudência vem decidindo tendo como base o princípio da razoabilidade. e dentro dele um dos elementos é o ponto. Ex: Vamos imaginar que a amiga de “X” tinha um salão no imóvel de “Y” há mais de 20 anos. A jurisprudência com uma aplicação até que mais razoável. faço através do TRESPASSE. O “Y” não pode dizer que agora a questão da renovação já acabou. então o acessório segue o principal. como se tivessem funcionando normalmente. OBS: Eu estou há 8 anos no imóvel com o meu ponto. e que “X” vai ter que sair do imóvel. Não é significativo. pois dentro desses seis anos o sujeito ficou apenas três meses parado. mas se fossemos aplicar a lei literalmente não teria direito. Ex: tem um restaurante lá. . artigo 1142 e seguintes do novo CC. quando há um trespasse ou a chamada SUCESSÃO EMPRESARIAL. ou seja. então eu quero transferir para fulano. Vai haver direito à renovatória ou não? Ela não preenche os requisitos. que já estudamos. Também é possível aproveitar o tempo do antecessor. Mas qual é o objetivo da lei? Preservar a empresa. o proprietário do imóvel é A.

para o tempo ir passando. (99-00-01) terminando em 31/12/01. ou seja. Como é que ele vai manifestar isso? Intentando a ação dentro do período. Aluguei o imóvel em 01/01/95 – 01/01/98 neste momento o locatário já tinha direito à renovação? Não. O juiz vai mandar renovar por mais quanto tempo? Ele vai determinar a renovação do contrato. qual é o contrato que ele está renovando? É o de 04 anos. aí ele vai chegar para o locatário e dizer: agora não quero renovar e já era. o juiz vai determinar uma perícia. Então a lei fala 01 ano e 06 meses antes do término da locação. Teve uma outra renovação aqui com o consentimento do locador. se passar de 30 de junho. em janeiro de 2002 agora ele terá direito à renovação? Terá. ele tem que pedir a renovação entre 31/12 e 30/06. ele já decaiu do direito de requerer a renovação. Vamos imaginar que ele intentou a ação dentro do prazo. Quando o juiz determinar a renovação qual será o prazo desse contrato renovado? No primeiro período são 03 anos. como assim? Ele tem que manifestar o desejo de renovar essa locação entre 31/12/97 a 30/06/01. entre um ano e no último ano de locação tem que ir ao locador. que estão no artigo 51 da Lei de Locações. e o juiz reconheceu que todos os requisitos estão presentes. se entrar o dia 1º de julho ele já entrou no último semestre. . senão ele está interferindo no princípio da autonomia da vontade. O terceiro requisito é o locatário estar por 03 (três) anos no mesmo ramo. Poucas coisas vão mudar nessa próxima locação. na liberdade contratual. prazo decadencial. normalmente os problemas na renovação são em razão do valor do aluguel. manda voltar depois. a gente simplifica. no penúltimo semestre da locação. falar com o advogado ir ao contador. Preenchidos estes requisitos. O que deve mudar aqui? É o valor do aluguel e a garantia. até 06 meses antes do término. por escrito. o locatário deve apresentar novo fiador. se ele está renovando. ou seja. então ele não pode interferir em nenhuma cláusula. porque ele só está no imóvel há 03 anos. depois mais 04 anos. vamos imaginar renovados por mais 04 anos. o locatário tem que manifestar esse desejo. 01 ano e 06 meses.215 Requisitos para Renovação do Contrato de Locação: O primeiro requisito é que o locatário esteja no imóvel há pelo menos 05 (cinco) anos. entre UM ANO E SEIS MESES antes do término do contrato. o juiz não pode estar interferindo na vontade das partes. vai determinar a renovação da locação. quando é que você tem que manifestar o desejo de renovar? O que é o principal problema. O segundo requisito é que o contrato seja por prazo determinado e por escrito. para não haver problemas. Quando é que ele tem que manifestar o desejo de renovar compulsoriamente. de impor ao locador a renovação? A redação da lei não é muito boa. O locador quando quer tirar o locatário do imóvel costuma reclamar. na mesma atividade.

A não renovação nesse caso dá direito a uma indenização pela perda do ponto. mas oferece um valor de aluguel pequeno. isso é até ferir o direito de propriedade. essa é a razão da indenização prevista em lei. o locatário será indenizado por ter perdido o ponto. aí ele preenche os requisitos? Sim. essa compensação não está na lei. isto dependerá do caso concreto. quiser pagar só os 5. Na prática – Toda vez que o juiz determina a retomada do imóvel.000 reais. de ano em ano. então como o juiz fixa um prazo para ele sair de até seis meses.500 reais. a lei autoriza é a liberdade contratual. só ocorre na prática. o juiz vai determinar perícia naquele local. ele cede quando bate de frente com o direito de propriedade. se não conseguir amigavelmente. terá que ficar alguns dias parado. Ele pode ficar com o imóvel pelo resto da vida. show. preenche todos os requisitos. conseguir mais ganhos. Então se o locatário quer renovar. Porém. quem sairá no prejuízo é o locador. ele tem uma propriedade pode até utiliza-la da melhor forma. só que o valor de mercado hoje está em 7. naquele imóvel o valor de mercado é 7. o locatário se desejar pode prosseguir. incompatível com o mercado. Causas de Retomada do Imóvel: 1ª Causa: Na renovação quando o locatário entra com a ação ele faz uma nova proposta de aluguel e aí uma das causas de retomada é quando o valor oferecido não é compatível com o mercado. viro “Baixo Tijuca”. Quando chegar entre 31/12/04 a 31/12/05 entrou no último ano da locação. o valor oferecido é incompatível com o mercado. foi oferecido 5. o juiz vai determinar a renovação por mais 04 anos. ele não precisará pagar os três ou dois últimos meses de aluguel. etc. por exemplo.216 Se eu renovo a locação. aí a renovação passa a ser obrigatória. normalmente o juiz manda fazer uma compensação – essa indenização é porque há um custo da transferência do ponto comercial. entrar com a ação renovatória. Questão delicada é a seguinte: alugo um imóvel e começo a incrementa-lo com bar. o que o locatário tem que fazer de novo? Tentar a renovação. depois de . Para que se tenha direito à renovação um dos requisitos é que a locação seja por tempo determinado. O direito a renovação é uma regra infraconstitucional. se este não pagar o valor. inciso II. O direito a renovatória não é absoluto. Então há um certo prejuízo. se preencher os requisitos. o juiz vai julgar improcedente o pedido da renovatória com base no artigo 72. mas tem o prazo de 06 meses para sair dali.000 reais. O locatário tem direito à indenização. então não pagará nada. quando atingir 05 anos. vai ser intimado o locatário. ele pode determinar uma indenização. mesmo porque este está protegido na CF/88. ou seja. fixa um prazo de 06 meses para desocupação (isto não está na lei) pode mencionar isso para prova da magistratura. estou a 10 anos no local e virou referência. vai ter que pagar o transporte.500 reais. há causas que permitem a retomada do imóvel. Imagine a situação: renovo o aluguel. Se for renovado mesmo assim. não vai conseguir porque tem um locatário ali. Tem que entrar com a ação no tempo previsto em lei e assim sucessivamente.

nesse momento é “ao perito”. um mega restaurante. quando da melhor proposta. tanto o locador como o terceiro que conseguiu o imóvel. tem que provar. então durante todo esse tempo eu deveria ter pago não os aluguéis provisórios e sim os aluguéis antigos. se não estivesse satisfeito com ele deveria o locatário ter agravado de instrumento. nesse caso. Eu. a clientela me pertence e não ao locador.217 eu ter tornado aquele local muito famoso até outros bares começaram a se instalar no local. Determinada a perícia o perito vai dizer que o valor do aluguel não tem que ser três mil reais. Se o terceiro pagar a indenização poderá entrar com ação de regresso contra o locador. porque a freguesia. a valorização do imóvel em razão do esforço do locatário. o juiz vai determinar o que? Não deverá ser computada a valorização decorrente do esforço do locatário. ofereci sete mil reais. quem me deve essa indenização é o locador. e negociar um trespasse. Há uma discussão que foi parar no STJ. O juiz tem que fixar a indenização. o contrato não deveria ser com o locador. foi determinado a retomada do imóvel. não sabemos. como é que o perito vai fazer isso na prática. o locador diz que não renovará com você porque tem outra pessoa que oferece valor maior de aluguel. Esse terceiro que faz a melhor proposta para explorar o ponto. já que não vou renovar terei direito a uma indenização. o que é extremamente justo. . 2ª Causa: Artigo 72. o locador e esse terceiro serão devedores solidários por essa indenização. ele não pode exercer o mesmo ramo do antigo locatário. e sim sete mil reais. Em relação a esta indenização. deveria ser com o locatário. serão devedores solidários. Durante todo o processo qual é o aluguel que o locatário vai pagar? É o antigo ou é o que o locador quer? Não. este é o espírito do artigo 72. Se alguém está interessado no meu ponto tem que vir a mim. como é que o perito fará isso não sabemos. Essa proposta de terceiro tem que ser para que o ponto seja utilizado em atividade e não a mesma atividade do antigo locatário. inciso III. é o aluguel provisório. Seria justo com o locatário? Não. Não basta o locador dizer ao juiz que tem melhor proposta de terceiro. ele que tornou aquele ponto um point com extraordinário movimento etc. Quando o locatário ingressa com a renovação o juiz costuma fixar aluguéis provisórios. por exemplo. III da Lei 8245/91. e não no meu locador. o locatário alegou que se foi retomado o imóvel e não foi renovada a locação. c/c parágrafo segundo do mesmo artigo da Lei 8245/91. a freguesia. no contrato de TRESPASSE. ocorreu uma mega valorização. Eu perdi o ponto. essa causa de retomada é uma melhor proposta de terceiro. não colou. por exemplo. o STJ disse que os aluguéis devidos durante todo o processo são os provisórios. não pode servir de argumento para aumentar o valor do aluguel. Importante: Uma coisa é certa. nesse caso. mas como saí em razão de proposta de terceiro. não é problema nosso. locatário ofereço ao locador um valor de aluguel compatível com o mercado. e esta é em razão da atuação do próprio locatário. se isso acontecer o novo locatário estará aproveitando a clientela. É claro que será dada oportunidade ao locatário para cobrir a proposta do terceiro.

para exercer a mesma atividade do locatário. acertadamente neste caso. que não vá inviabilizar a permanência do locatário ele não precisa sair. etc. através de um projeto de arquitetura. é pessoal. é direito pessoal e não real. o locador tem que provar que vai fazer tal obra. o locatário não tem direito real sobre o imóvel. o único direito que a lei dá é exigir a indenização. será que meu direito à renovatória vai impedir esse desejo dele.218 Em caso de conluio entre o terceiro e o locador para tirar o antigo locatário do local. então a lei. se mentir ele conseguirá voltar para o imóvel e a conseqüência é pagar a . provando que o terceiro voltou a exercer o ramo do antigo locatário. inciso I da Lei 8245/91. É causa de retomada quando o poder público determina ao locador que seja feita uma obra no imóvel (risco de desabamento. aí tem que ser dado ao proprietário do imóvel todo direito para pedir um aluguel mais alto. Se o locador quiser derrubar aquela casa e construir um prédio. depois descobriu que tal projeto é da cunhada dele. provou através do projeto de arquitetura. obra de infra-estrutura etc) um motivo. não há direito de seqüela. basta a sua palavra. Mesmo porque. Depois que entrar no imóvel o locador monta o restaurante. ele vai poder? Fabio Ulhoa Coelho entende que pode. reforma. Retomada para uso próprio. Se ele faz isso e não inicia as obras em três meses. quer morar lá. Não há na lei nenhuma fórmula que permita ao locatário retomar o imóvel porque o direito dele não é real. é o posicionamento do STF e depois do STJ. Fabio Ulhoa Coelho o que a lei veda. e que ele não vai fazer obra no imóvel. o caminho é a indenização. ou oferecer a um terceiro. se a obra gigantesca ocorrerá uma valorização do imóvel. 4ª Causa: Artigo 52. ou seja. basta que pague a indenização. não interessa o que vai fazer. inciso I. Ex: Há um restaurante alugado. pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. não pode exigir a retomada. mas a lei não dá esse direito ao locatário. há uma presunção relativa de sinceridade. o locador vai retomar porque quer construir um restaurante. inciso II. O problema é que há uma posição minoritária do prof. primeira parte. Se for uma obra de mera fachada. se for uma obra de tal monta que inviabilize a permanência do locatário isso é causa de retomada. nesse caso não tem que provar nada. ou ele mesmo explorar. proprietário. mais isso tem que ser por fato do príncipe. Fábio Ulhoa Coelho sustenta que o locador. salvo numa hipótese: se ele retomou o imóvel dizendo que ia fazer a obra. e essa causa de retomada não dá ao locatário direito a indenização. a jurisprudência é pacífica. 3ª Causa: Artigo 52. ou seja. as obras que ele alegou para o juiz. fato do príncipe. no íntimo. O locatário não pode retornar para o imóvel. não precisa mentir para o juiz. este não é seu. caberá a este uma indenização. o locador quer retomar o imóvel para construir um restaurante. ele vai falar que vai retomar para uso próprio e que vai morar lá. sabe que a lei veda isso. Ele tem razão porque a lei induz a mentira. Ainda no artigo 52. se impedisse estaria violando o direito de propriedade. seria mais justo permitir que o locatário voltasse para o imóvel ou optar por uma indenização. da Lei 8245/91. também não é qualquer obra. o imóvel pode ser retomado também para obras determinadas pelo próprio locador. portanto ele conseguirá é uma indenização. dar a destinação que quiser. que essa vedação é inconstitucional.

Na prática é assim. Toda vez que retomar o imóvel o juiz vai fixar prazo de 06 meses para o locatário desocupá-lo. por qualquer motivo como: concorrência desleal. e sim o salão de belezas da minha mulher. a lei sabendo disso. que já explorava ali o ramo de restaurante há muito tempo. essa última renovação foi por três anos. pessoa física ou pessoa jurídica de que ela seja sócia majoritária. Ex: o meu cônjuge tem salão de belezas em Caxias.219 indenização. Na última renovação inclui um prédio anexo para alojar alguns funcionários. Ex: meu pai está lá com restaurante. desde que este comércio exista há mais de um ano. também aluguei uns apartamentos para alojar os diretores que vem de fora. ele pode retomar para continuar exercendo a atividade de restaurante. porém não coloquei meu pai. caput. em razão da finalidade dela estar ligada ao estabelecimento. paga a indenização e retoma o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. ela será considerada locação empresarial. Agora se ele faz isso depois de quatro anos que está lá. então para quê esse cinismo. Ex: meu pai tem um restaurante pequeno. Sem direito a indenização porque o locatário exerceu atividade com tudo pronto. 03 meses depois transforma aquele restaurante em salão de beleza. Ele é o proprietário do imóvel e lá exerce um restaurante. tenho indústria aqui. Se verificada a fraude cabe indenização. Então posso retomar o imóvel para colocar um salão de belezas dela. o locatário também. O prazo de seis meses para desocupação está no artigo 74. . Questões Interessantes: Imagine a seguinte situação: considera-se empresarial a locação para alojar os diretores. dizendo apenas que o locador para exercer a mesma atividade do locatário tem que pagar a indenização. ele aluga tudo (imóvel e restaurante) para B. porque o direito dele é pessoal e não real. já tem direito à renovação. Quem deu fama àquele ponto como restaurante foi o locador. se ela vier para estabelecer o salão lá. uma indústria. essa locação para essas pessoas físicas embora pareça residencial. a indústria está no meu imóvel há oito anos. É direito de propriedade. no artigo 55 da Lei de Locações. O locatário pode pretender voltar para o imóvel? Não. descendente ou cônjuge. estabelecimento empresarial para o meu ascendente. aí o ex-locatário entra com ação pedindo indenização. desvio e clientela etc. É minoritário. Então Fábio Ulhoa Coelho sustenta a inconstitucionalidade. eu quero colocar um terceiro. gerentes de uma sociedade empresarial. então posso retomar o imóvel para estabelecer o salão de belezas do cônjuge. Sou locador. ela quer ir para o centro da cidade onde eu tenho um imóvel comercial que encontra locado. está na lei. descendente ou cônjuge. Posso retomar o imóvel para colocar minha esposa no mesmo ramo do locatário? Não. terá direito à indenização. Normalmente a pessoa hoje explora uma atividade empresarial como pessoa jurídica. Segunda Parte do Inciso II do artigo 52 da Lei 8245/91 – O locador pode retomar o imóvel para ali fixar um ponto comercial. ela tem o salão há mais de um ano. vai se apropriar da clientela e da freguesia do locatário. Há uma exceção: que o locador pela lei pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário quando a locação for a chamada locação gerência. diz: pode retomar o imóvel para estabelecer um comércio de uma sociedade empresarial em que participe o ascendente. diretores daquela indústria.

e sim direito potestativo do locatário. Quem fez o contrato não foram os diretores. Qual a natureza jurídica do contrato de shoping center? Para os professores Orlando Gomes e Alfredo Buzaid eles entendem que é um contrato atípico e misto. E a relação entre o shoping e os consumidores é uma relação consumeirista. Isso não está na lei de locações. na doutrina. Pode. então não é benevolência do locador. porque para ser direito do locatário teria que estar no imóvel no mínimo há cinco anos. o acessório segue a sorte do principal e. para renovar quero 5 mil reais. porque aí já não é uma faculdade do locador. SHOPING CENTER.220 então a indústria está no imóvel há onze anos. é direito do locatário por isso este pode exercê-lo. e sim a indústria. quando o locatário preencher os requisitos. mas aquele prédio só está para indústria pelo prazo de três anos. . para renovar é ainda uma faculdade do locador ou um direito do locatário? Faculdade do locador. em razão do direito de propriedade. o locador contesta o pedido dizendo que a indústria não preenche um requisito para a renovação no que diz respeito ao prédio em que estão instalados os diretores. (3 + 3 = 6) na outra renovação não poderei cobrar nada dele (luvas). isso é apenas um acessório ao imóvel principal. Para Rubens Requião é uma coligação de contratos entre o empreendedor e o lojista dentro dos quais o de locação. eu renovo se quiser. a indústria terá direito a renovar tanto o prédio que está a onze anos quanto o prédio anexo. como foi incluído no contrato de locação anterior e já tem onze anos. posso pedir até um milhão de reais se quiser. esta quem é a locatária. Estamos falando do contrato estabelecido entre o dono do shoping e os lojistas. o locador pode cobrar o que quiser. é legítima esta cobrança. Há quem chame essas verbas de luvas. porque o acessório segue o principal. aí o locatário não tem que pagar nada. só não posso exigir valores referentes às luvas no ato da renovação. Para Fábio Ulhoa Coelho. não preenche aqueles requisitos. A indústria entra com a renovatória. porque o locatário já passa a ter direito a renovação desde que preencha certos requisitos. Caio Mario e Modesto Carvalhosa. é só jurisprudência. não quer pagar que vá embora. Quem tem razão? A indústria. Fiz um contrato de três anos com ele. os incomodados que se mudem. mais os aluguéis. em razão do princípio pelo qual o acessório segue o principal. não as luvas que eram cobradas antigamente em toda renovação. porque aquele prédio foi incluído na locação. porém. Agora renovei por mais 03 anos. Em qualquer momento em que não haja direito ao locatário para renovação. A renovação é no prazo do último contrato. Podem ser cobradas luvas quando você vai entrar no imóvel? Ex: celebro contrato de locação com Maria e digo que tem que me pagar 20 mil reais referentes a luvas. portanto. hoje não são cobradas na renovação da locação. direito de propriedade. Segundo o professor as luvas eram valores cobrados no ato da renovação. é direito de propriedade. é um contrato de locação com algumas peculiaridades. A relação que se estabelece entre eles é puramente contratual empresarial. deixou de ser uma faculdade minha para ser direito do locatário.

mesmo que alugue imóvel comercial. no penúltimo semestre antes do término da locação. Assiste razão a eles. uma proteção ao ponto comercial. porque essas lojas acima por si só atraem uma clientela enorme. ou seja. lojas para roupas. Pode cair em prova – há em um shoping instalados casas Bahia. e preenchidos alguns requisitos. . Lojas Americanas. em torno do shoping há o que a doutrina chama TENANTNIX – quando sou empreendedor do shoping. É um contrato que não é tão rígido quanto ao contrato de locação comum. pode ser tanto pessoa física.9% são pessoas jurídicas). faço praça de alimentação. o empreendedor do shoping se diferencia do mero locador. A terceira corrente é melhor para prova. a locação tem que ter: no mínimo cinco anos. que são a maioria (99. Então o empreendedor procura dar uma variedade. ou seja. basta que o empresário ajuíze a demanda dentro do tempo previsto na lei.221 Entre o empreendedor e o lojista não é aplicado o CODECOM. para produtos importados etc. 21ª Aula – 17/01/2004 LOCAÇÃO EMPRESARIAL: Na última aula nós tratamos dos requisitos para que a renovação da locação empresarial seja compulsória. Daí que no shoping citado acima. passam a ter direito de permanecer no imóvel. há todo um planejamento. ou seja. manifestar o desejo de renovar entre 01 ano e 6 meses do termino da locação. O contrato de locação de shoping center não é um contrato de locação comum. Quando construo o shoping e sou pessoa jurídica não vou alugar a loja para qualquer um. preciso de alguns cinemas. A lei de locações estabelece no artigo 54 plena liberdade contratual nesta modalidade de locação. o locatário tendo direito a renovação da locação. aumentar o máximo possível as opções do consumidor. O locador é empresário? Pela condição de locador não é empresário. aí os lojistas pequenos ingressaram com ação pleiteando a rescisão contratual cumulada com pedido de indenização. quando é que o locador poderá retomar o imóvel? Sabemos que para o locatário empresário ter direito a ação renovatória compulsória. as Lojas Americanas. A locação puramente de imóvel não é atividade empresarial. uma estrutura empresarial. ajuizar a demanda no tempo oportuno. porque ele tem todo um planejamento. bancos. CAUSAS DE RETOMADA: Quando é que mesmo preenchidos todos os requisitos do artigo 52. ele privilegia o princípio da autonomia da vontade. Casas Bahia não vieram. por prazo determinado. você como pequeno lojista vai querer se estabelecer lá. O empreendedor do shoping é empresário porque não é uma mera locação de espaço. como jurídica. por escrito e o locatário esteja no mesmo ramo há no mínimo três anos. ou seja. para quem pagar o aluguel? Não.

Será que vai ser ou não renovado? Se a proposta do locatário para permanecer no imóvel é de quatro mil reais e o juiz fixa cinco mil reais. o direito de propriedade é maior que a renovatória. Lembrando que esse terceiro que está fazendo a proposta não pode ser do mesmo ramo do locatário anterior. daí vem uma notificação da prefeitura que há necessidade de obra no muro. Terceira causa de retomada: Tenho um imóvel e lá há um locatário no meu imóvel. haverá solidariedade entre locador e terceiro nesta indenização ao locatário. não sendo renovada a locação. Se o terceiro quiser adquirir o ponto comercial. e essa é a primeira causa de retomada. se não quiser pagar os cinco mil reais. uma das poucas coisas que muda na renovação do contrato quando o juiz autoriza a renovação do contrato é o valor do aluguel. Ex: tenho um casarão velho locado para ela. não posso ficar tolhido de explorar o meu imóvel. Ás vezes ocorre diferente. exercer o mesmo ramo de atividade do locatário tem que conversar como o locatário e não com o locador. o locatário será indenizado pela perda do ponto e aí nesse momento. tem que melhorar o imóvel valorizando-o. na ação renovatória. se ele não quiser tem que sair do imóvel. pois se for obra só na fachada não há necessidade do locatário sair do imóvel. e aí na petição inicial o locatário diz qual é o valor do aluguel que vai pagar. é claro que não é obra qualquer. está rachado. Essa proposta de terceiro. Vencendo a melhor proposta de terceiro. para realizar qual negócio jurídico? Para realizar o TRESPASSE. mais se eu não iniciar as obras em três meses. porque senão ele vai acabar tomando a clientela e a freguesia do antigo locatário. Essa é a segunda causa de retomada. neste caso. ele é o locatário. pois este terá que procurar outro ponto. é obra de porte. o juiz fixa cinco mil reais de aluguel. haverá uma solidariedade nesta indenização. querem derrubar aquele casarão para nele construir um prédio comercial. tenho que pagar uma indenização para o locatário. o locador tem que provar por escrito. previstos no artigo 72 da Lei de Locações. . que valorize o imóvel. a lei impõe indenização ao locatário pela perda do ponto. quer dizer: não foi renovada a locação. ele terá que sair do imóvel. Se permitir que locatário voltasse para o imóvel é direito pessoal. contrato de 15 anos. o locatário tem direito à renovação. não há o que fazer. terá que gastar mais. A primeira causa de retomada. o locatário não terá direito de permanecer no imóvel. o locador quer oito mil reais.222 Preenchidos todos os requisitos o locador vai poder retomar o imóvel? Quando é? A primeira causa da retomada é: vamos imaginar que o locatário preencheu todos os requisitos. locações empresariais. um terceiro me faz uma proposta de cinco mil e quinhentos reais. A lei também permite a retomada do imóvel para que se faça obra de melhoria e aumente o valor do imóvel. eu sou proprietário e tenho uma proposta de cinco mil reais. A briga normalmente é em torno do valor do aluguel. o locatário tem que sair para que cumpra a ordem do Estado. é quando os locatários fazem uma proposta de aluguel incompatível com o valor de mercado. aumentar um pavimento ou dois. Município. venceu a melhor proposta. etc. É hipótese genuína de FATO DO PRINCÍPE é ordem determinada pelo poder público. não é obra qualquer. Vamos imaginar que o locatário ofereceu quatro mil reais de aluguel. Nestes dois casos eu retiro o locatário. ele vai ser intimado. dizendo: senhor juiz essa é a melhor proposta.

A minha filha. vou viajar para os EUA. nove ou 10 anos. em princípio ele está falando a verdade. segundo a jurisprudência do STJ. O que o juiz vai fazer se constatada a mentira do locador? Vai fixar uma indenização. no final tudo vai acabar em indenização. já tem um bom tempo.223 O locador tem que provar por escrito que recebeu notificação do poder público. desde que o estabelecimento exista há mais de um ano. nesse caso. mas não para exercer a mesma atividade. porque se eu quisesse retomar o imóvel para exercer o mesmo ramo do locatário estarei roubando dele a clientela e a freguesia. há uma posição do professor Fabio Ulhoa Coelho que sustenta a inconstitucionalidade desta vedação. entretanto. vale a sinceridade. Quero retomar meu imóvel que está alugado há 15 anos. o imóvel é meu. Se mentir para o juiz. A lei proíbe. ele tem posição minoritária. ele diz. ascendente. será que eu posso retomar aquele imóvel para explorar o mesmo ramo que ele? A Lei diz que não pode. e que irá fazer obra de melhoria ou que recebeu proposta de terceiro. o locador está dizendo que vai retomar o imóvel para ele usar. foi o locador.é o que Fabio Ulhoa Coelho sustenta. Pode retomar para ascendente. dono do imóvel. eu volto para lá para fazer o que eu bem entender. antes de retomar o imóvel pago a indenização . presume sinceridade da minha palavra. é uma presunção relativa. quer vir para o Rio de Janeiro. o imóvel também é meu. descendente ou cônjuge. . tem um salão de belezas em Belford Roxo e está sendo despejada. monto restaurante. o ponto é meu. Então posso retomar o imóvel para estabelecer firma individual de ascendente. Voltei para lá. fala logo a verdade. desde que ela seja a sócia majoritária. O que é locação gerência? Vamos imaginar que tenho um imóvel explorando ramo de restaurante. o proprietário. Ele diz o seguinte: em vez de mentir para o juiz e depois pagar a indenização. quando eu voltar posso retomar para exercer a mesma atividade? Por quê? Posso. Vamos imaginar que eu retorne para o imóvel. não interessa para que. Se o ramo que o ascendente. então. a Lei veda. que tem que parar com o cinismo. o nome dessa locação é chamado locação gerência. é uso próprio. só sustenta inconstitucionalidade para uso próprio. enganei o juiz. posso retomar o imóvel? Não. só que monto loja de DVD. Entre a minha filha e o locatário. O meu imóvel está alugado para ele que está lá há oito. quero retomá-lo para uso próprio. A pessoa está no imóvel com loja de DVD. descendente ou cônjuge. Nesse ponto Fabio Ulhoa Coelho não sustenta inconstitucionalidade. descendente ou cônjuge. Este salão existe há mais de três anos. ele tem negócio de DVD lá. Tem entendimento pacífico nesse sentido. Pode ser firma individual ou uma sociedade. já que sou o dono do imóvel. ferindo o direito de propriedade previsto na CF. porque quem criou o restaurante ali não foi o locatário. descendente ou cônjuge ou para estabelecer até uma sociedade desde que os parentes acima sejam sócios majoritários. descendente ou cônjuge exercem for o mesmo que o locatário exerce. no final das contas tudo vai acabar em indenização. consigo retomar o imóvel. E o ponto comercial pertence ao locatário. porque senão haveria uma verdadeira apropriação da clientela ou freguesia. deixo tudo locado para João. o que o locatário pode fazer? Pode pretender que o juiz determine a volta dele para o imóvel? Não. dane-se o locatário. tenho direito de retomar o imóvel para que seja estabelecido um fundo empresarial para o meu ascendente.

CONTRATO DE SHOPING CENTER: É um contrato que se estabelece entre o empreendedor do shoping (dono do shoping) e os lojistas. No contrato de shoping center o aluguel é um pouco diferente do aluguel de uma locação empresarial. é uma relação consumerista. Sobre a natureza jurídica deste contrato há divergências. são vários contratos que são aperfeiçoados entre o empreendedor do shoping e o lojista. . ficando muito tempo “as moscas”. no shoping há o que a doutrina chama de TENANTNIX. prevista no Código de Defesa do Consumidor. roupas. Lojas Americanas. agência de correios. pelas normas do contrato. Está previsto no artigo 54 da lei de locações. porque a desocupação de uma locação empresarial não é tão simples como a desocupação de uma locação residencial. da boa fé e não pelo Código de Defesa do Consumidor. O pedido foi julgado procedente. eles entendem que o contrato de shoping center é atípico e misto. A Segunda Corrente – defendida por Rubens Requião. A Primeira Corrente – defendida por Alfredo Buzaid e Orlando Gomes. precisa de alguns cinemas. há praça de alimentação. Existem alguns fatos neste contrato que tem gerado muita polêmica. os que locaram os espaços. Caio Mario e Washigton de Barros – que entendem que é um contrato de locação. vão se dar bem. Devemos adotar esta corrente porque é a MAJORITÁRIA. entende que é uma coligação de contratos. Ex: existe um shoping no RJ que queriam aplicar o CDC nessa relação. loja de discos. Modesto Carvalhosa. espaço para bancos. A relação que se estabelece entre o dono do shoping e os freqüentadores deste. Acontece que tais lojas não vieram para o referido shoping. que por si só chamam clientela e ainda diz a sua loja vai ficará em frente às Casas Bahia e aí há toda uma demanda. embora com algumas regras especiais.Todos são lojistas e dizem: vem aluguem mais aqui no meu shoping. a autonomia da vontade. há todo um planejamento. ingressaram com ação requerendo a rescisão do contrato de locação cumulada com pedido de indenização. etc. Pois temos uma clientela enorme.Como se desdobra o aluguel num contrato de shoping center? A lei textualmente diz que prevalece a livre iniciativa das partes. quatro ou cinco mil reais. O que diferencia o empreendedor do shoping do locador comum? O dono do shoping não é um mero locador de espaço. há uma relação entre eles puramente contratual. produtos importados. ele não pode alugar espaço “a torto e a direito”. virá para cá as Casas Bahia. ou seja. ele vai fixar prazo de seis meses (artigo 74) para desocupação do imóvel. A Terceira Corrente – defendida por Fabio Ulhoa Coelho. ele precisa oferecer uma gama de produtos e serviços o maior possível para atrair mais clientela e freguesia. Natureza Jurídica do Contrato de Shoping. em geral temos as seguintes hipóteses: pode estabelecer um aluguel fixo de três.224 Toda vez que o juiz determinar a retomada do imóvel.Center: Não há lei específica tratando deste assunto. porque há uma junção de vários contratos.

mais os aluguel do mês. existe uma previsão de uma clientela de uma freguesia que não é sua. No mês de dezembro é muito comum os shopings cobrarem aluguel em dobro. vai ter que pagar. terá que me pagar. Estacionamento em shoping center não é matéria de direito comercial. A questão do estacionamento pode ser do banco. mas também tem o ônus. agora querem colocar elevador panorâmico. por exemplo: ele é obrigado a ratear as despesas com propaganda do shoping. exigem a inversão do ônus da prova. É completamente livre prestigiando mesmo a autonomia da vontade. Por que essa Res Sperata? Porque quando você aluga uma loja no shoping. b) pinturas de fachada. Por que quem é o proprietário do imóvel? Ele coloca no imóvel quem ele quiser. Além do aluguel. cobram 4 mil e um ou dois por cento do faturamento bruto. e despesas previstas no orçamento prévio que eles participaram evidentemente eles têm de custear. e não do consumidor. estou no imóvel dele tenho que pagar sim. é do shoping. câmeras por todo o lado. para você alugar uma loja no shoping. você paga o que a lei chama de Res Sperata – tem que pagar é como se fosse a antiga luva. a presunção em favor do . Lá no shoping de Vitória era o triplo. você já vai contar com toda infra-estrutura e com clientela e freguesia. enfeites etc. Por isso os shoping devem criar sistemas de segurança. já vai usufruir de tudo isso. o shoping se resguarda normalmente com parcela fixa mais a variável. é propriedade dele. Tem o bônus. sete por cento do que ultrapassar é do shoping. Se o faturamento da loja ultrapassar determinado patamar estabelecido no contrato. vamos imaginar que você entrou com seu veículo. existem outras verbas que os lojistas tem que pagar. Ou pode ser tão somente uma parcela variável. aí ela chegou para o vendedor e perguntou: ele comprou? À vista? A prazo? Ou em dinheiro? Parecia auditoria interna. por exemplo: as modificações do projeto original. colocou lá e quebraram o vidro do seu carro e levaram o aparelho de CD. o shoping tem que provar isso. Res sperata é esperado mesmo. comprei presente para o meu pai. como por exemplo. E sete por centro do que ultrapassar do faturamento bruto é do shoping. Normalmente esse rateio é feito através da associação de lojistas que tem sempre em shoping. o problema é do shoping. Daí a auditora disse: 4 ou 5 mil por mês. Tem que pagar estacionamento ou não? É óbvio que tem que pagar. Por fim. do supermercado etc. A relação entre o empreendedor do shoping e os freqüentadores do shoping é uma relação consumerista. isso se vê pouco. vai pagar quatro ou cinco mil reais por mês.225 Estava no shoping em Vitória. Além disso. porque às vezes o consumidor chega no estacionamento já com o carro amassado. uma verba de entrada só para alugar. da fama do shoping etc. Como vou saber se furtaram ou não. aí sim. Se levarem o carro o empreendedor do shoping tem que me pagar. o shoping possuía escada rolante. daí uma mulher com bloco na mão anotando. ou seja. anúncio em TV. uma parcela fixa e outra variável de acordo com o faturamento era o sistema lá daquele shoping. existe um orçamento prévio que os lojistas são convocados para aprovar ou não. Não podem ser cobradas dos lojistas: a) despesas extraordinárias de condomínio.

ele vai poder mudar de ramo sem consultar ninguém. então ele não pode mudar de ramo. O empreendedor do shoping será que ele pode utilizar todas as possibilidades de retomada? Será que o dono do shoping pode retomar para ali estabelecer um fundo de comércio para ascendente ou descendente? Evidentemente que não. Numa locação comum. ele pode mudar de atividade? Sim. O contrato de shoping center está na Lei de Locações. . loquei para ele por oito anos. se vai visitar alguém. dentro do seu planejamento. se ele estava na principal procurar mantê-lo assim. se vai só consumir ou não. mas uma perícia resolve isso. aluguei seja direto do proprietário.226 consumidor não é absoluta. Pode para uso próprio? Também não. essas despesas jamais poderão ser repassadas para os lojistas. Fabio Ulhoa Coelho diz com razão que o locador tem direito sim de retomar o espaço para que o shoping não fique atravancando. criou-se um local destinado a centro médico e tudo mais lá. ela estacionou o seu carro no estacionamento do shoping. é relativa e ficou provado. nesse ponto não chega a ser gratuito. ela era empregada da loja e aí? Os ministros do STJ decidiram a favor da funcionária. claro que não importa se é empregada de alguém. montar. porque ele tem que atender o interesse coletivo de todo empreendimento.o shoping disse que ela tinha que provar. ele está lá explorando na praça de alimentação. Caso interessante foi de uma funcionária de uma loja. O empreendedor do shoping é empresário. Tudo se resolveu com acordo. Nem sempre quem vai explorar o shoping é a construtora. isso acabaria inviabilizando a evolução do shoping. do empreendedor. O shoping é que tem que assumir essa responsabilidade. Vamos imaginar um shoping center. uma construía e outra pessoa explorava. não foi parar na justiça. O exemplo do Fabio Ulhoa Coelho se aplicou no Barra Shoping. Outra despesa que o locatário não está obrigado a pagar são as verbas trabalhistas de empregados que trabalharam antes do shoping começar a funcionar. Há muitos casos que a construtora participa. o qual alegou que aconteceu lá no shopping. O empreendedor contratou os serviços de diversas construtoras que formaram um consórcio. Lucro indireto – no contrato de depósito previsto no Novo Código Civil. por exemplo. aconteceu um problema com ela. Se o locatário dissesse que não iria sair. O locador comum não é empresário. porque existe um lucro indireto com estacionamento do shoping. porém nas mesmas condições. A retomada para uso próprio e para uso de terceiros são expressamente inaplicáveis aos shoping centers. porque a relação dele com ela não era relação de consumo. Tem direito o locador de ajuizar demanda para retirar o lojista daquele local e estabelecer em outro. No STF nem se questiona mais. tinha algumas lojas que estavam emperrando a construção deste centro médico. não importa se o depósito é gratuito ou oneroso. uma farmácia no meio da praça de alimentação? Ele não poderá fazer isso independentemente do contrato que se estabeleceu com o empreendedor.

O contrato de fornecimento é eventual. de prestação continuada e misto. o funcionário tem que ter os uniformes tal. franquia não é só isso. é a conjugação de vários contratos em si. A Lei 8955/94 diz isso. portanto. Evaldo Fazio. por isso é um contrato misto. o município de Niterói quis tributar. nem sempre na franquia vou estar fornecendo produtos. Pode por exemplo estabelecer contratos de fornecimentos com terceiros. tem marca famosa registrada e você que vai montar um. tem muito dinheiro. Por exemplo: lavar carros. O fornecimento não precisa ser necessariamente do franqueador. tudo é fornecido. há um contrato de fornecimento. ele continuaria sem previsão no ordenamento pátrio. Adalberto Simão Filho. Discute-se muito sobre a incidência de qual imposto sobre contrato de franquia. é misto porque não é um simples contrato de licença de uso de marca. O professor Adalberto Simão Filho diz que o contrato de franquia é um contrato típico. consensual. Eu que vou estruturar. Vamos imaginar que sou empresário “Mac Donald”. por entenderem que seria uma prestação de serviço do franqueador para o franqueado e aí a jurisprudência do STJ em peso decidiu. é contrato típico empresarial. Eu não permito apenas que ele use a marca Mac Donald. O contrato de franquia funciona assim: Além de permitir o uso da minha marca. vou ensinar como fazer. não concorda com os autores acima e sim com o prof. porque conjuga vários outros contratos em si. ela não analisa por completo de forma empresarial o contrato. porque existe a franquia de serviços. as partes têm obrigações. que a Lei 8955/94 analisa apenas os aspectos tributários do contrato de franquia. Sobre o contrato de franquia em si. Quem treinará os funcionários é o franqueador. colocou-o na lista do ISS. O professor Leonardo. adquiriu uma franquia para cidade de Teresópolis. montar. toda técnica do negócio é dada pelo franqueador. Funciona da seguinte maneira: o contrato de franquia é bilateral. se fosse só isso não seria franquia. eu vou prestar serviço de organização empresarial. pacificando: . Natureza Jurídica do Contrato de Franquia ou Franchising: É um contrato atípico para Rubens Requião. dizer que a cor é tal. bilateral. vou entregar tudo pronto. Dizem esses autores. Bugarelli. seria licença de uso de marca. Fran Martins. No caso do Mac Donald. mas não quer ter o trabalho. Fabio U Coelho. qual imposto incide? Não tem.227 FRANQUIA OU FRANCHISING: Legislação Aplicável: Lei 8955/94 O contrato de franquia foi criado no Estados Unidos. este pode estabelecer que: só venda produtos por ele fornecidos ou por ele indicados. na década de 70 e teve evolução histórica interessante. a compra de pão. oneroso. portanto. no que tange a qualidade dos produtos. como funcionará. é uma licença de uso de marca e um outro contrato de prestação de serviço de organização empresarial. Aí não há fiscalização do franqueado e sim quem sofre fiscalização é o fornecedor do franqueado. Todas as turmas do STJ citam esse professor em contratos de franquia. no caso do Mac Donald. Será possível tributar o ISS sobre a franquia? No contrato de fornecimento incide o ICMS.

exige o PRINCIPIO DA TAXATIVIDADE. o franqueado é que vai se virar com o imóvel para locar ou comprar. que os valores dos produtos costumam ser maiores. salvo a franquia estabelecida em beira de estrada. isto é à parte. não é possível os municípios tributarem no contrato de franquia o ISS. Em geral. No contrato de franquia. O franqueado além de oferecer os produtos do franqueador poderá oferecer outros? Em regra. não pode ficar dando interpretação extensiva. A taxa de adesão é cara. sou Mac Donald. ele cobram por isso e o que eles estão fazendo? Uma prestação de serviço ligando um ao outro e tem todo um trabalho e a tributação o máximo que pode ser feito é em cima desse trabalho. por isso. O contrato de locação está dentro do contrato de franquia? Não. presta serviço de organização empresarial para o franqueado. dependendo da franquia é ainda mais cara. Há contrato de franquia que você cobra parcela sobre o uso da marca e tem cobrança do faturamento fixo mais variável. não sobre os royalties. É prestação de serviço? É. o que chamam de ligação entre franqueador e franqueado. existe uma via de mão dupla. hambúrguer. sobre faturamento bruto de dois ou três por cento. além disso. Há uma duplicidade. Além desta. no carnaval em Salvador. é uma liberdade contratual enorme.228 1. REMUNERAÇÃO DO CONTRATO DE FRANQUIA: De cara já paga uma taxa de adesão. ele arma toda uma publicidade. quem estabelece é o franqueador. porque assim autoriza o franqueador. Não. isso é variável. Tanto um presta serviço para o outro quanto o outro presta para um. por exemplo. O royaltie para uso da marca é também de forma ampla a sua cobrança. ele está aumentando o leque. o franqueado que presta serviço ao franqueador ou vice-versa. estender o alcance da marca do franqueador. como assim? Feiras de franquia há empresários que se limitam a prestar um serviço de aproximar um franqueado do franqueador. por exemplo. que manda para o franqueado. Essa remuneração é mais ampla possível. os valores dos produtos são os mesmos em todas as lojas. o que é possível é a tributação dos intermediadores do contrato de franquia. o franqueado fica mais restringido na sua autonomia empresarial. é um pouco mais restrita porque o valor que vai ser oferecido ao consumidor. os preços serão determinados pelo franqueador. ele também presta serviço para o franqueador e este tem os funcionários. é impossível tributar o ISS no contrato de franquia. O franqueado também presta serviço para o franqueador na medida em que ele vai divulgar. Então. a legislação tributária é sempre taxativa. Mac Donald cobra pelo pão. . por exemplo. tudo é cobrado. já digo para você procurar um imóvel em qualquer lugar. O BOBS às vezes autoriza a venda de cerveja. Existe a cobrança dos royalties que é uma remuneração pela licença do uso da marca e. quando celebro contrato de franquia com você. existe um valor mensal. Fornecimento de bens.Que a questão tributaria prevista na CF/88 é numerus clausus. em Teresópolis. que nas lojas de franquia.

A terceira obrigação não esta na lei. para manter a qualidade.229 O atendimento tudo segue uma fiscalização do franqueador. perdas e danos. conforme o contrato. queria só receber e não dava a menor assistência ao franqueado. Questão interessante. está péssimo o negócio. Terceira questão Falar sobre as características e as garantias das cédulas e das notas de crédito. além de influenciar negativamente na marca. O atendimento ruim. 4. em razão da falta de fiscalização do franqueador em relação aos demais franqueados. Ex: a franqueada está prestando um serviço horrível. tem que pagar royalties. Resposta: Está na lei. As obrigações do franqueado são: 1. indicando as obrigações do Franqueado. Pode fornecer ou indicar fornecedores ao franqueado.O franqueado logo que entra tem que pagar uma taxa de adesão.Prestar o serviço de organização empresarial. enfim tudo.Fornecer bens aos franqueados. os royalties são pagos em cima do faturamento bruto desses produtos. fiscalizar a rede. conseguiram a restituição da taxa de adesão. 22ª Aula – 24/01/2004 Questões que caíram na prova da Magistratura ontem. 3. garantia real e garantia debitória. 4. fornecer direta e indiretamente. A fiscalização dos franqueados é um direito ou um dever do franqueador? É direito e um dever. Primeira questão: As principais características de um contrato de franquia. 3. 5. 6. O produto já não mais estava dentro padrões e etc. . porque a imagem ruim vai refletir nos outros. ele pode exigir ou não.O franqueador pode exigir uma caução do franqueado. a atividade ruim dela. caso concreto que foi parar nos tribunais.Ele não pode vender bens que não sejam autorizados pelo franqueador.O franqueado só pode oferecer produtos autorizados pelo franqueador. influencia na vida dos outros franqueados. reflete no interesse de todos os outros franqueados. As obrigações do Franqueador são: 1-Autorizar o uso de sua marca. O franqueador colocou a franquia no mercado e se “lixou”. os produtos estão estragando.O franqueado tem que seguir as instruções de venda ao consumidor. dane-se. mas as jurisprudências e a doutrina tratam do assunto. pediu-se a rescisão contratual e ganharam. dependendo da franquia. O problema é que na lei tem as obrigações do franqueador e não tem as obrigações do franqueado. Segunda questão: Falar sobre Factoring. O STJ deu ganho de causa aos franqueados.O franqueado e que determina o valor final que vai ser repassado ao consumidor. 2. que pediram rescisão contratual. em razão de organização empresarial e o uso da marca. 2.

ou seja. elas não podem fechar um negócio de imediato. Qual é o tamanho de estabelecimento que comporta aquela região. A falta de arquivamento no INPI faz com que o contrato se torne oponível contra terceiros.230 A franquia é um contrato. O franqueador não vai poder celebrar o contrato antes disso. esta na lei 8955/94. CONTRATO DE FACTORING: Poderia fazer um breve histórico do contrato de factoring. o franqueado informa qual é a potencialidade de mercado naquela região. empresarial. tudo que o franqueado pagou tem que ser devolvido a ele. capital de giro. quem vai estar recebendo toda essa remuneração é a massa falida. . porque enquanto esta marca não for alienada. Ele funciona da seguinte forma. no mínimo. as partes são factorizador e factorizado. em razão da marca. bilateral. Não está na lei um requisito que toda doutrina pede que esteja. vai data-lo. ele vai pagar royalties ao franqueado. eles não vai deduzir essas verbas de sua margem tributável se o contrato não estiver arquivado no INPI. Se violar este dispositivo. pelo simples fato da falência. O franqueado tem um faturamento bruto enorme. A lei 8955/94 só abrange aspectos tributáveis da lei 9279/96. Em hipóteses de falência do franqueador. o contrato só poderá ser realizado após dez dias. por mais que o franqueado queira. Dificilmente esta marca vai ter sustentação no mercado com a falência do franqueador. A natureza jurídica do contrato de factoring é um contrato complexo. vem falando que o registro tem que ser feito no INPI. de execução continuada. havendo um contrato bilateral ele vai ser rescindido. a lei que fala de propriedade industrial 9279/96 é posterior. e um contrato exclusivamente empresarial. A doutrina pede que o franqueador informe ao franqueado a potencialidade de mercado. perfil do franqueado. O franqueador tem que fornecer ao franqueado uma minuta do contrato. for celebrado este contrato violando este prazo. Anulado o contrato. O contrato de franquia tem que ser arquivado no INPI. capital reserva. vai estar engordando a massa falida. oneroso e de resultado. Não é interessante rescindir este contrato. a questão vai ser vinculada pelo artigo 43 da Lei de falências. começou nos Estados Unidos. embora isto não esteja claramente na lei. Mas. A marca vai ser alienada e quem arrecadar esta marca vai passar a receber a remuneração do franqueado. atípico. isto pode influenciar no franqueado? Sim. onde está tudo explicado. entre outras coisas. informações do tipo. o que o franqueado tem que ter para ser franqueado. todas elas estão descritas na lei. existem duas partes. o legislador através da Lei 8955/94 entendeu por bem obrigar as partes a uma reflexão. Depois de tudo isto ele vai receber um documento legal. experiência de mercado e várias outras informações. Como não está na lei não pode exigir. costumam inserir esta informação que nós chamamos de potencialidade de mercado. Olhem mais em baixo. ou seja. quanto tem que ter de capital. com as características. só vai poder deduzir isto da margem tributável se o contrato tiver arquivado no INPI. Mesmo que as partes queiram. Com a falência do franqueador a marca vai perdendo prestigio. esta é uma norma de ordem pública. este contrato é passível de anulação por parte do franqueado. com as várias informações.

Estes títulos vão ser repassados para a Factoring mediante uma remuneração. ela transfere o risco para o factorizado. Quanto esta sendo cobrado de juros aqui? 10 % por um período de 60 dias. este percentual é pago pela prestação de serviço. só que ele precisa de capital de giro para isto. este frete e a sua remuneração. ela devolve para o factorizado. Ela escolhe quais os créditos que vai comprar. porque ela escolhe os títulos que quer comprar. Assumir o risco é elemento essencial do contrato de factoring. Em princípio essa remuneração. Mesmo os títulos que não foram comprados podem ser passados para as Factoring.00. Esta acima de 12% ao ano. ela exige do factorizado uma nota promissória em branco. O restante dos títulos. esta escolha é essencial para o contrato de factoring. R$10. Para fazer gerenciamento de crédito dá trabalho. ela não é Factoring é agiota. este crédito não tem nada haver com juros. Esta nota promissória é nula de pleno direito. por exemplo. para ele poder conquistar o mercado. A gente tem que deixar esta discussão de lado.000. uma diferença. do factorizado. porque este percentual aqui não é de juros. os R$50. O gerenciamento requer uma estrutura muito pesada.000. ela cobra um frete. um percentual sobre o valor. A Factoring vai pagar. para as Factoring.00 para receber futuramente. A Factoring não está obrigada a comprar tudo sempre. As empresas de factoring são muito maiores do que a mera compra de títulos. ela não corre risco. se ela comprar tudo sempre. porque os títulos que ela não conseguir receber. ela faz uma análise creditícia em cada titulo daquele. R$90. ele transfere todo esse gerenciamento de créditos para eles. Se a factoring comprar todos os títulos do factorizado. resumindo. eles tem outras atividades.00. tem que dar prazo de pagamento.000. Mesmo a factoring não tendo comprado os títulos e o empresário sabendo da estrutura que a Factoring tem para cobrar. o empresário pede que a factoring cobre os títulos para ele. Ele pode contar com o auxílio dos chamados factorizadores. 60 ou 90 dias. daqui a 30. Vamos imaginar que em um mês o empresário tenha vendido R$150. ela não paga os R$100.00 é a diferença. mas preenche a nota promissória com o valor que ela não conseguiu receber. A factoring é especializada na compra de crédito. remuneração esta independente ou não da solução do crédito. está informando para a empresa quais são os títulos bons e quais são os títulos ruins. Estes títulos não vão ser objeto da compra.000. Vamos imaginar que vou comprar título que chega a quase R$100.000. portanto é nula e execução desta nota promissória. Ele não pode dispor de 2 ou 3 funcionários para fazer gerenciamento de crédito. Estes créditos que não foram comprados são do empresário. e quais os créditos que ela não vai comprar. parcelamento. é um contrato bancário ou não é? Se for uma entidade bancária pode cobrar acima de 12% ao ano. Emite um oficio a Receita Federal porque tem questões tributárias e cópia dos autos ao . Então não importa se é ou não contrato bancário.000. ou seja.231 Ele funciona da seguinte forma: um determinado empresário tem uma loja de produtos naturais.00. se ela compra tudo sem nenhum cuidado. As Factoring compram os créditos dos empresários e passam a administralos. que o pequeno lojista não tem. Quanto aos títulos comprados o risco é da factoring. para que ela faça a cobrança em nome do empresário. fazendo isto ela estará prestando um serviço de assistência empresarial. É claro que quando a Factoring vai pagar. o risco é inteiramente dela. Aí vem a discussão. este titulo vai vencer em 60 dias.00 que não foram comprados vai ficar com o empresário. O empresário procura a Factoring e diz que quer dinheiro vivo.

ficou faltando R$ 20. muita gente não queria depender do Banco Central. O Banco só vai receber este dinheiro quando for cobrar a duplicata.000. assumindo a obrigação. . importadas do modelo americano. Ex: Um cliente chega no banco com R$ 100. o Banco só conseguiu receber R$ 80.00. Por isso que as Factoring pedem as notas promissórias em branco. Ao efetivar a compra pagará valor abaixo do valor do título. todo o percentual cobrado é juros. ou melhor. vai sempre se buscar créditos nos Bancos. o risco é todo do cliente. por isto as Factoring estão sendo obrigadas a fazer agiotagem e não um contrato de factoring normal. compra os créditos (títulos). Um contrato muito parecido com o contrato de Factoring é o contrato de Desconto Bancário. Pergunta: Para fazer este tipo de operação de factoring. não é por vontade das factoring e sim em razão de uma situação mercadológica. o débito é mandado para a conta corrente do cliente. ou seja.000. a empresa precisa de alguma autorização? Temos uma longa história. dependendo do caso. O Banco pode fazer que a Factoring não possa cobrar juros menores. Na cobrança das duplicatas de R$ 100. R$ 10.000. O grande vilão é o chamado concetracionismo de crédito. ora denominador factorizador. o Banco adianta para o cliente R$ 90. OBS: Na hora da prova não defendam as Factoring. acabam com as Factoring como se elas fossem as grandes vilãs.000.000.000. O concetracionismo bancário esta acabando por desvincular o contrato de Factoring. Este dinheiro que ficou faltando vai ser debitado da conta do cliente. qualquer sociedade em princípio pode criar uma sociedade de Factoring.00 é do Banco. ora denominados factorizados e. não há uma entidade que possa concorrer com os Bancos no Brasil. podem ser faturas. constituindo este spread (esta diferença) a sua remuneração. de outros empresários.00. desconto de título bancário. podem ser créditos decorrentes de contratos. a partir da orientação doutrinária que a sociedade de factoring não é uma entidade bancária. ou seja. depois de muita crise. assumindo o encargo de gerenciar este crédito (cobrança. Os juízes na hora de julgar não olhem para este lado.00. crime de usura e tudo mais. no início dos anos 80 surgiram as Factoring no Brasil. vendo quais são os títulos bons e ruins. O factorizador ao escolher os créditos que vai adquirir. nas entidades bancárias. de muito mandato de segurança.00. já que a mesma corre todo o risco. protesto e execução). 2 – No desconto bancário o risco pelo inadimplemento é do cliente. ela não tem como competir com os Bancos. Com isto a Factoring não vai ter competitividade com os Bancos. nem sempre são títulos de créditos. bem assim arcando com o prejuízo de eventual inadimplemento. em geral. Conceito de Contrato de factoring: é o contrato pelo qual. faturas ou outros créditos a prazo. No início para abrir uma empresa de Factoring precisava da autorização do Banco Central. Se não for Factoring. entraram num consenso.232 MP para procedimento criminal cabível. A partir dessa crítica doutrinária o Banco Central editou uma resolução e atualmente não é necessária à autorização do Banco Central. as diferenças entre eles são: 1 – Só opera desconto bancário quem é Banco. o percentual está fora dos 12%. tem que ser criada seguindo todos os parâmetros legais. acaba prestando serviço de assessoramento creditício para o empresário. é um varejista. No desconto bancário ele pode cobrar 2% ou 3%. já que ele não tem quase risco. bem fora.00 em duplicata para receber.

posso dizer que ele não integra o sistema financeiro nacional? Com certeza. se for um documento de crédito como outro qualquer. às vezes parece que é uma sociedade só. foi transferido por endosso e o endossante não garante o pagamento. a posição dele é de DCI. tudo. O que vai prevalecer. porque se fosse indeterminado. B pode ir lá no final do mês e olhar na escrituração contábil de A. Como é transferido por endosso para a Factoring. então é direito do factorizador escolher. e escolher e pagar o valor combinado. artigo 290 e seguintes do novo Código Civil. O factorizado vai pagar uma taxa menor para a Factoring quando o titulo for excelente. olhar os títulos. dentro de todo crédito a prazo do factorizado. pode ser resolvido a qualquer momento pelas partes. o endosso não garante o pagamento. Se a factoring escolher o titulo X. porque se não quem vai escolher primeiro. as faturas. O contrato de Factoring tem exclusividade? Por exemplo: A (factorizado). então. com prazo determinado. mesmo porque na cessão civil o cedente não é o garantidor do pagamento. Mas. com o pagamento da multa eventualmente prevista. verificar todas as vendas feitas a prazo. mais precisamente artigo 296. ele só paga se o devedor principal não pagar. É interessante para a Factoring comprar todos os títulos bons. E se a transferência for de um titulo de credito. O factorizado não pode se negar a vender os créditos para o factorizador. sob pena de rescisão contratual. Este contrato é de exclusividade. se for um contrato. entendimento majoritário da doutrina.233 Não pode dentro de uma empresa ter um departamento de Factoring. se for uma fatura. mas na verdade são duas. for um cheque? A transferência é feita através de um endosso. quais os títulos que ele quer comprar. é feita a transferência por cessão civil de crédito. de prestação continuada. . mas endosso sem garantia. Como é feita a transferência spread do factorizado para o factorizador? Depende. A pode fechar um contrato de Factoring com B e C (ambos factorizadores)? Qual é a natureza jurídica do contrato de Factoring? É um contrato empresarial. para ele saber quais são os títulos bons e quais são os ruins. o factorizado não pode se negar a vendelo. a regra do contrato de Factoring ou a regra do endosso? O endosso sem garantia. O factorizado escolhe os créditos que ele quer comprar. o endossante garante o pagamento. Contrato de exclusividade não pode ter dois factorizadores para um factorizado. no contrato de Factoring o factorizador não garante o pagamento? Não. e o factorizado não pode se recusar a vender os títulos. A vendeu a prazo. o risco por parte do factorizador. tem que ser uma sociedade especificamente para isto. Pergunta: Entendendo que Factoring não é um contrato bancário. B (factorizador). Por este motivo ela não pode celebrar dois contratos de factoring com empresas diferentes. isto é bom para o factorizado. ou seja. o título de crédito vai ter endosso.

e muitas vezes em horários incompatíveis com o horário de funcionamento da boate.234 23ª Aula – 31/01/2004 CARTÃO DE CRÉDITO: O cartão de crédito é um contrato muito comum e houve uma mudança na jurisprudência com o tempo. para aproximar o consumidor do lojista. passava o cartão e a boate pagava quatro mil e quinhentos reais. Essa evolução começou com o cheque. O cartão de crédito é um contrato atípico (porque não tem lei falando sobre o contrato de crédito). isto porque o lojista transfere o crédito dele para a administradora do cartão. a administradora do cartão (emissora do cartão) abre um limite de crédito para o consumidor. Ex: A pessoa ia lá pegava cinco mil emprestados. A primeira relação jurídica é a relação jurídica de financiamento. O lojista faz uma seção de crédito para a emissora do cartão. cuja finalidade é facilitar o crédito ao consumidor dando segurança aos empresários que integram a rede credenciada. . Caso concreto: Havia uma boate que estava emprestando dinheiro a juros. o quanto parcelou e etc). É um movimento que a cada dia que passa a sociedade vem utilizando menos dinheiro (papel) possível. e agora estamos nos meios eletrônicos. que pode ser uma compra e venda ou uma prestação de serviço. Conceito: É um contrato atípico. É um financiamento rotativo (em geral mês a mês). Como assim relação jurídica de financiamento? Eu vou adquirir um cartão de crédito. Há ainda dentro do contrato de cartão o que nós chamamos de seção de crédito. Por fim. Nós vamos entender porque ele é um contrato misto. a chamada sociedade sem dinheiro. para a compra e venda ou prestação de serviço. Você compra na loja. Num conceito bem rasteiro nós podemos dizer que o cartão de crédito é um documento que dá ao seu titular o direito de utilizar uma linha de crédito. É trilateral e misto (ou complexo). empresarial e consumerista. A segunda relação jurídica é a do consumidor com o lojista. que ele possui junta à administradora na rede credenciada. ou seja. é uma forma de financiamento. débito automático e etc. mas paga para a administradora do cartão. Dentro do contrato de cartão de crédito nós podemos verificar várias relações jurídicas. cartões de crédito. então. pois os gastos naquela boate estavam sendo altos e com freqüência. A pessoa que faz este tipo de operação (que pega o dinheiro emprestado nestas condições) é porque normalmente está com a “corda no pescoço”. um contrato de prestação de serviço. a administradora do cartão presta um serviço ao titular do cartão. pois a administradora serve como intermediadora. serviço de administração de caixa (na fatura vem dizendo o quanto a pessoa gastou. Nós temos ainda. O Brasil vem acompanhando um fenômeno chamado sociedade sem dinheiro. este serviço é o de intermediação. Normalmente não pagava à administradora. A administradora começou a desconfiar. Essa prestação de serviço se estabelece entre a administradora e o lojista.

Chegou em casa você verificou que ela está com um defeito enorme. a emissora. Vários bancos começaram a administrar cartão. vai ser o Bradesco cartão de créditos. Ela foi ao Poder Judiciário com base no artigo 171 do código penal. então. Antigamente. Ela pagou mil reais na primeira e deixou mais mil reais parcelados em duas vezes para depois (500 + 500 reais). Então. Na verdade. por exemplo. Só que nós temos um movimento concentracionista (hoje só quem está fornecendo crédito é banco). Isto tem uma importância enorme. Se você diz que vai pagar no dinheiro. mas para isso ela teria que credenciar toda uma rede. Esse limite é mensal. a emissora do cartão era a mastercard. a administradora do cartão vai ser o Citybank cartão de créditos. Na relação entre a emissora do cartão e a loja é uma relação estritamente empresarial. Quando o sujeito for utilizar o cartão novamente. com a visa e etc. Por isso. Então. a pessoa não está celebrando nenhum contrato com a mastercard. Ex: Você foi a uma loja e efetuou a compra de uma roupa. Há como ligar para a administradora pedindo para cancelar o pagamento? Não. o cartão não vai passar. mastercard e outros). que vamos supor que a pessoa tenha em parcelas dois R$ 2. No outro mês a pessoa faz uma compra no valor de dois mil e poucos reais.235 A administradora diante desta situação não pagou mais para a boate. Vai chegar num momento. que todos os preços que estão expostos em uma loja já são preços para ser pago no cartão. pois parece que já havia um conluio para o usuário do cartão não pagar. A bandeirinha funciona da seguinte forma: O Citybank poderia criar a bandeira dela (bandeira Citybank). Quando a pessoa paga no cartão ela paga à vista ou a prazo? À vista. e vai adquirir o cartão. A pessoa adquire o cartão de crédito do Citybank. No cartão de crédito o pagamento é à vista. a visa e outras (eram empresas especializadas). o cartão Citybank vem com a bandeirinha mastercard. Ex: A pessoa vai ao banco (Citybank). e tem o valor rotativo do cartão no valor de três mil reais. OBS: O comerciante não pode cobrar mais caro pelo produto. dentro do Citybank tem a Citybank cartão de crédito. O cartão vem com a bandeirinha (visa. Esta pessoa faz uma compra no valor de dois mil reais. isto porque o crédito é um crédito rotativo. Não é possível a pessoa ligar para a administradora e pedir para sustar o pagamento. essa bandeira não trás nenhuma influência. por exemplo. Mas isso dá muito trabalho. pelo fato dele ser pago no cartão (isso seria um crime contra a relação de consumo). aplica-se o código de defesa do consumidor (lei 8078/90). geralmente o vendedor diz que vai te dar um desconto. Não existe previsão de sustação de pagamento no cartão. Quem é a emissora do cartão? Citybank. a pessoa está celebrando contrato com o Citybank cartão de créditos. A bandeira é apenas para usar a rede credenciada. a relação é consumerista. No Citybank (como no Bradesco e outros bancos) você pode escolher se quer o mastercard ou o visa. vamos supor que numa compra de 500 reais.900 reais (a pagar). OBS: Na relação entre usuário e a administradora do cartão. Uma questão interessante é saber que o maior dilema sobre o contrato de cartão de crédito hoje diz respeito aos juros. Na verdade não é desconto coisa nenhuma. como tem o cheque. Mesmo que a pessoa alegue . ela faz um convênio com a mastercard. só que parcelado.

Isto não é possível. A financiadora vai pagar ao lojista o valor integral (três mil). ela vai ter que cobrar no máximo 12% de juros ao ano. a administradora vai pegar empréstimos com o banco (Citybank. Ela vai estar financiando dois mil e quinhentos reais (tem que pagar três mil. A jurisprudência do TJ/RJ e algumas do STJ. porque muitos tribunais estavam começando a entender que aquela cláusula mandato seria nula em razão do código de defesa do consumidor (artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor). ela não pode fazer uma compra de 9 mil e parcelar em 3 vezes.236 que colocou para pagar daqui a quatro meses. mas a administradora de cartão de crédito não é instituição financeira. em nome da pessoa. para que se a pessoa for financiar. ela não vai financiar com recursos próprios. Quando a pessoa adquire o cartão. Se ela for financiar direto para a pessoa. de início começou falando que administradora de cartão não pode cobrar juros acima de 12% ao ano (essas decisões foram a mais ou menos dois anos atrás). não existir mais o pagamento mínimo. No TJ/RJ é maior confusão. Se a pessoa possui o cartão de crédito e está financiando. ela pode colocar alguma coisa em cima? O entendimento do STJ sedimentado pela seção do direito privado (2ª seção). eles vão exigir sempre o pagamento integral. ela assina uma cláusula chamada cláusula mandato. esta cláusula não é nula. pois este saldo que a pessoa está utilizando é um saldo mensal (não pode pegar aquele valor e colocar para daqui a quatro meses. porque ela não está apenas a serviço da administradora do cartão de crédito. e pode fazer tudo em nome da pessoa. a Citybank possa pegar esses recursos no mercado. A administradora teria apenas que repassar os juros que o banco cobrou (não cobrar juros em cima. Toda vez que uma pessoa adquire um cartão. Vamos verificar um problema maior: O valor do crédito é de três mil. O crédito é mensal rotativo. Começaram a entender que as administradoras podiam cobrar o quanto quisesse (repassar os juros). pois o crédito é renovado sempre de mês em mês. pois ele é mensal). ela nomeia o Citybank como seu procurador. Mas os juros de um cartão hoje variam de 9 a 15% ao mês. Logo. Vamos supor que o limite mínimo de pagamento é de 500 reais. Começou a haver uma confusão. e só pagou quinhentos reais). O banco pode cobrar os juros. E caso uma questão desta venha a cair num concurso? Esta cláusula mandato é nula por força do Código de Defesa do Consumidor? A administradora pode repassar os juros? E se ela repassar os juros. A financiadora vai tirar o dinheiro de onde?Vai financiar com recursos próprios ou com recursos de terceiros? Ela pode financiar com recursos próprios. A pessoa usou os três mil. Então. Veio uma lei complementar e disse que as administradoras de cartão de crédito que buscassem dinheiro junto ao mercado estariam autorizadas a repassar os juros. Os ministros disseram que se não for esta cláusula. que é do mesmo grupo). Ela pode assinar nota promissória no nome da pessoa. esta cláusula que permite buscar recursos junto ao . ela pode aceitar título. A pessoa com o valor rotativo de três mil. Com certeza que a administradora não pegou este dinheiro com estes juros/mês com o citybank). e com isto o próprio usuário pode ser prejudicado. Ele pode contrair empréstimos em nome da pessoa e etc. Daí em diante mudou tudo na jurisprudência. A administradora Citybank tem um mandato.

No outro dia a pessoa vai procurar o cartão e não encontra. Segundo a lei de reforma bancária (LRB) elas estão fora da lei de usura. era para os 12% serem impostos também para as instituições financeiras. As compras efetuadas depois de ter avisado deverão ser arcadas em princípio pela emissora do cartão. A pessoa já havia perdido aquele cartão há uma semana e não havia percebido. Não está limitada a 12% ao ano. se for o caso. e se for depois a responsabilidade é da emissora (administradora do cartão). Para o lojista não vai haver responsabilidade. O STJ decidiu com base num precedente do TJ/RS. pois o sistema demorou um pouco para cancela-lo. 12%). Valquírio Bugareli. que é cabível ação de prestação de contas (Se for cobrado um juro muito alto. ela paga por ele uma anuidade.237 mercado é também de interesse do usuário. Ela liga para a administradora e cancela o cartão. Posição da jurisprudência: Quando a pessoa adquire um cartão de crédito. Como não regulamentaram. OBS: O que dependia de lei complementar antes. Ela não pode colocar nada em cima. OBS: A taxa de 12% ao mês vem da lei de usura. pois ela não infringe o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor. e fizeram compras com o cartão da pessoa antes do cancelamento e depois do cancelamento. roubo e etc). que diz que o máximo cobrado no mercado tem que ser o dobro de uma taxa tal. pode propor uma ação de repetição de indébito (caso já tenha pago) ou se você não pagou faz a consignação em pagamento e etc (para se livrar dos juros absurdos do cartão de crédito). porque como é um contrato de mandato. E depois. O maior problema do cartão de crédito é este. Em princípio. com ou sem razão é do usuário. depois do aviso efetuou a compra. o procurador sempre tem que prestar contas com o mandante. mas ela só pode repassar os juros que ela pagou. os riscos são enormes. Nesse caso de quem é a responsabilidade? A doutrina (Fran Martins. 2. É cabível ação de prestação de contas. Outra questão interessante é o mau uso do cartão de crédito (furto. 7 dias e a pessoa não encontrou. a responsabilidade é do usuário. a questão da cobrança de juros. Ex: A pessoa tem um cartão de crédito e sai na noite com ele. Se a pessoa paga esta anuidade (liquida o cartão) é porque os riscos da utilização do papel moeda são muito grandes. Qualquer usuário pode propor a ação de prestação de contas. até as instituições financeiras teriam que cobrar 12% ao ano. para saber por quanto a administradora pegou este empréstimo. que é de 6% ao ano. ou seja. e revogaram aquilo. Logo. Caso a administradora não consiga provar isto. Passaramse 1. os juros serão reduzidos a 12% ao ano). O dia em que regulamentasse aquele parágrafo do artigo 192. A administrador vai ter que dizer como é que ela chegou ao percentual estipulado (Ex. salvo se ela já tinha informado à rede credenciada. Neste ponto a doutrina é contra o usuário. como foi esta operação e a prova desta operação. Ela pode repassar os juros. . a pessoa propõe uma ação de prestação de contas. nós verificamos que esta cláusula não é nula. e mesmo assim. ele vai ter que pagar integral (o crédito rotativo). Ela tem que repassar exatamente o que ela pagou quando buscou recursos no mercado. desde que prove que pegou os recursos no mercado com juros superiores. Waldo Fázio Júnior e outros) diz que a responsabilidade pelas compras efetuadas antes da sustação. se for efetuado as compras antes. porque se não for isto. as instituições financeiras estão fora. A administradora pode repassar os juros? Sim.

É resolúvel porque o dia que o sujeito pagar a última prestação do empréstimo. O devedor é fiduciante ou fiduciário Fiduciante . ele tem por finalidade adquirir bens duráveis. É a administradora que tem que criar mecanismos de segurança para evitar o uso indevido. É tudo uma operação “casada”. moto.238 então. se a jurisprudência não tivesse sendo contra eles. que é a administradora). Vamos tratar apenas da alienação fiduciária de bens móveis. A jurisprudência (do STJ e do TJ/RJ) diz que a responsabilidade nas compras antes e depois. pois na relação de consumo o ônus da prova é do fornecedor de serviços. e dá como garantia que vai pagar o empréstimo (esse mútuo) o próprio bem que ela comprou. Vai ser difícil para outra pessoa utilizar (isto no Citybank). Essa é a posição que deve ser adotada. etc. a propriedade se resolve a favor do sujeito. pois a pessoa não pega primeiro o dinheiro para depois ir comprar. A responsabilidade em princípio é da administradora. A pessoa está pagando por um serviço (prestação de serviço. computador. a responsabilidade é só da administradora. dentro de uma conjuntura política totalmente adversa. É responsabilidade da administradora do cartão conferir pela segurança a esta operação. de adesão. salvo. Ele é credor fiduciante ou credor fiduciário? Fiduciário. A pessoa diante da instituição financeira diz que quer um financiamento para a compra de um determinado bem durável. caso contrário. em princípio. Ex: Carro. Em razão dessa jurisprudência que contraria a doutrina. se provar da má-fé do usuário. O Unibanco criou um mecanismo que quando a pessoa utiliza o seu cartão de crédito. O sujeito vai à concessionária e diz que quer tal carro. porque o consumidor quando celebra este contrato. Isso tudo só foi desenvolvido porque estavam tomando “porrada” na jurisprudência. ele é um contrato instrumental. com certeza que eles não criariam esses mecanismos de segurança. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA: Conceito: É um contrato típico. A pessoa vai pegar o bem e vender ao banco. O credor só pode ser pessoa jurídica (instituição financeira). Na verdade. consumerista (em regra). É regulada pelo decreto-lei 911/69. É alienação fiduciária porque o vendedor aliena (vende) o bem para o banco. Ele tem o domínio resolúvel. é tudo junto. o dinheiro nem passa na mão da pessoa. Que mecanismos de segurança? Hoje muitos cartões de crédito têm a foto do usuário digitalizada. Somente instituição financeira que pode celebrar este tipo de contrato. administração de caixa e tudo mais). O banco é que passa a ser o proprietário do carro. pela conveniência. Em geral. se provar a má-fé do usuário (o que é muito difícil. Esse contrato foi criado na época da ditadura. você está pagando pela segurança. A pessoa compra o bem durável com o dinheiro emprestado pelo banco. ele vai direto para o vendedor (passa na mão da pessoa juridicamente falando. salvo. mas de fato não passa). vem um aviso para o celular da pessoa). começaram a inventar mecanismos de segurança.

por incrível que pareça é o devedor. É a mesma operação. Então. OBS: O credor é fiduciário e o devedor é fiduciante. neste caso o objetivo não é a aquisição do bem de consumo (bem durável). quem está confiando em alguém aqui. mas ele diz que quer o carro como garantia em alienação fiduciária. isso quando os bens forem fungíveis (no empate prevalece a decisão mais favorável. Vamos imaginar que você esteja precisando de dinheiro (não é para comprar um bem). Dois votos entenderam que era possível a prisão e dois votos entenderam que não era possível a prisão. o banco vai devolver-lhe o bem). O STF entende que esta prisão é constitucional? Sim. Se a prisão é uma regra excepcional. e o gerente percebe que ele está chegando de carro. o STF está em litígio. não poderia haver empate. OBS: Na opinião do professor não cabe prisão. só que a pessoa não vai comprar o carro. inciso LXVII. Diz que pelo contrato os bens fungíveis se tornam infungíveis. Houve um empate (2 a 2). Bens fungíveis podem ser objeto de alienação fiduciária? O STJ entendeu que poder até pode. Na conversa com o gerente. logo. inclusive o de alienação fiduciária). na confiança de que quando ela pagar a última prestação. Na 2ª turma do STF ficou empatado. O sujeito pode pegar o dinheiro e alienar fiduciariamente o carro ao banco. CRFB). Fundamentos do STJ: Há a alegação de que em qualquer caso é incabível a prisão civil do devedor fiduciante. Então. OBS: O STF entende que a equiparação a depositário infiel é perfeitamente constitucional. Entende que é constitucional (o STJ entende que é inconstitucional). O que pode ser objeto de alienação fiduciária. o banco vai devolver a propriedade do bem. o gerente diz que empresta o dinheiro. mas não vai ser possível a decretação da prisão civil. O sujeito vai ao banco pedir dinheiro. Tanto não está confiando que pediu uma garantia (o carro). Segundo a Constituição (artigo 5º. Para o STF é cabível a prisão civil quando a alienação fiduciária tem como objeto bens fungíveis? A 1ª turma do STF diz que sim. e. 1° Fundamento: Prisão civil é somente em casos excepcionais. portanto.239 O bem estava com a pessoa. que é possível a prisão. cabe a prisão (isso em qualquer contrato de depósito. na confiança de que o dia que ele pagar a última prestação. pois era um Hábeas corpus preventivo). o objetivo é garantir apenas o empréstimo (mútuo). e o sujeito diz que sim. e o que não pode ser? A discussão está em bens fungíveis. É impossível a prisão civil quando a alienação fiduciária tiver como objeto bens fungíveis. ele já pode pertencer ao próprio devedor fiduciante. Se a interpretação tem que ser restritiva é incabível . O bem não tem que ser necessariamente comprado de terceiro. Então. O banco está confiando nele? Não. a interpretação tem que ser restritiva. mas aconteceu que neste dia foram apenas 4 votos). Cada uma turma de ministros no STF tem 5 ministros. A prisão civil para o STJ é inconstitucional. e ela vendeu para o banco. Isto é alienação fiduciária? Sim. O documento do carro vai estar no nome do banco (no leasing que o documento vem no nome dos dois) na alienação fiduciária. É devedor fiduciante ou alienante (porque é ele que está vendendo o bem para o banco. este pergunta ao sujeito se ele é o dono do carro e se está quitado.

A alienação fiduciária é uma modalidade de que? De garantia real. Notifica o devedor dizendo que vai entrar com uma busca e apreensão. no final. Caso ele entre com o requerimento de falência. pode requerer a falência do devedor? Em princípio não. Se o devedor fiduciante não pagou. ou ele entra com uma execução para cobrar a prestação ou ele primeiro faz uma notificação extrajudicial. para extinguir o processo por carência de ação ou não). o juiz teria que intimar o requerente para dizer se está renunciando ou não está renunciando. quando for paga a última parcela tem-se resolvido a propriedade em favor do devedor alienante. Na forma do artigo 9º da lei de falências. será que ele já renunciou tacitamente? O professor sempre entendeu (como a jurisprudência majoritária) que não existe a renúncia tácita neste caso (no STF tinha posicionamento entendendo que a renúncia era tácita. Decreto 678/92. O professor disse ter visto uma jurisprudência recente do STJ entendendo que a renúncia era tácita. Na notificação tem que vir constando o valor do débito? É válida a notificação sem que conste o valor do débito? (a defensoria pública que entrou com esta tese). (ressalvada a hipótese do devedor de alimentos) e o Brasil é signatário. Se o contrato transcorrer normalmente. Questão de prova do Ministério Público: Pode o credor fiduciário requerer a falência do devedor fiduciante? Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. Mas a jurisprudência sempre foi que a renúncia tem que ser expressa. Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. Pela lei não precisa nem notificar. Na defensoria não é válido se não constar o valor do débito. e a pessoa pagar todas as parcelas. mas depois reformulou. o credor fiduciário tem duas opções. pois eu vi apenas uma decisão entendendo que a renúncia era tácita. . O conceito de depositário infiel não pode ser ampliado. Questões processuais da alienação fiduciária.240 que o conceito de depositário infiel seja alongado. O credor com garantia real. O entendimento majoritário da doutrina é que a renúncia tem que ser expressa. Ainda tem outra convenção internacional que o Brasil é signatário. Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. o depositário é somente aquele previsto no contrato de depósito do Código Civil. A notificação é uma criação jurisprudencial (exigir a notificação). Por força do artigo 5º parágrafo 2º da Constituição tem ampla aplicação no direito pátrio. 2º Fundamento: Convenção interamericana de direitos humanos (mais conhecida como Pacto de São José da Costa Rica). Como funciona a alienação fiduciária? (nós vamos ver todas as divergências processuais). e entendeu-se que a renúncia é só a expressa. Eu (professor) não vou dizer que a jurisprudência mudou ainda não. Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. Essas regras proíbem a prisão civil.

a pessoa consegue purgar a mora com menos de 40%. Digamos que o valor da dívida é de 30 mil reais. se o tribunal (ex: TJ/RJ) permitiu a purgação da mora com menos de 40%. Para a 1ª turma. o STJ reconhece que é uma situação consolidada (pois já pagou tudo). Tem que tornar aquele saldo devedor líquido. através do processo de conhecimento. o devedor fiduciante pode requerer a purgação da mora. A jurisprudência majoritária vem entendendo que primeiro ele tem que fazer uma prestação de contas (por quanto vendeu. dizendo que só tem direito aquele que pagou os 40% (Se um daqueles 5 ministros mudar de opinião. Já para o STF é constitucional. e é reconhecido pela jurisprudência como inconstitucional. Então. Na 2ª seção do STJ (8 ministros) a votação foi pelo placar de 5 votos a 3. em todos os casos. porque foi isso e etc). Mas. ela tem natureza de ação principal. porque o carro sumiu. O bem será vendido. Suponhamos que tenha entrado com a busca e apreensão. para a 2ª turma é desde que o bem seja infungível). Neste caso o credor vai pedir a conversão da ação de busca e apreensão em ação de depósito (o que o STJ entende inconstitucional para fins de decretação de prisão. tem também as despesas com o leiloeiro. e neste caso prevalece a decisão mais favorável). Essa limitação é inconstitucional. vai ficar 4 votos a 4. o devedor fiduciante não pagou. O saldo não tem a liquidez necessária para fundamentar a execução (tem que entrar com uma ação de cobrança ou com a prestação de contas e depois entra com a execução). a defesa tem que ser ampla (princípio da ampla defesa). o devedor pode apresentar a sua contestação. Depois de apreendido o bem. Além de apresentar a defesa. eu vou me defender quando? Nunca. Vamos supor que a pessoa tenha apresentado o bem. mas até chegar no STJ a pessoa já pagou todo o financiamento. o saldo negativo pode ser cobrado do devedor (trata-se de uma prestação ilíquida). e o bem foi vendido por 40 mil reais. A sobra deve ser devolvida ao devedor (mas tem os juros e correção monetária das prestações em atraso. e o bem foi vendido por 20 mil. A pessoa vai purgando a mora. . às vezes.241 Suponhamos que após a notificação. Apesar do entendimento do STJ dizer que só tem direito a purgar a mora com o pagamento de 40%. OBS: Nos tribunais. sob pena de prisão. então. Diz a lei que para purgar a mora ele tem que ter pagado no mínimo 40%. consolidada. com a busca e apreensão e etc). neste caso seria válida a limitação (porque a cognição seria sumária e não plena). O artigo 3º do decreto limita as causas. se a dívida é de 30 mil. Neste caso. logo entrou com a busca e apreensão. e depois da prestação de contas é que é possível a execução. não tem outra ação para propor depois. eles (os ministros do STJ) entendem que a situação já está consumada. Por que é inconstitucional? Se essa ação de busca e apreensão fosse cautelar. se eu não me defender agora. e neste caso julga prejudicado o recurso. o credor obrigatoriamente tem que levar o bem a leilão. e chegou no STJ já tinha pago tudo. Essa limitação é constitucional ou não? Segundo Alexandre Freitas Câmara essa limitação do artigo 3º é inconstitucional. mas essa ação de busca e apreensão na alienação fiduciária. A pessoa terá que depositar o bem ou o valor do bem. e não conseguiu apreender.

242 Cabe ação monitória? Cabe monitória (hoje em dia cabe monitória para “tudo”). . Se ele não for intimado do leilão. É jurisprudência do TJ/RJ. Tem que notificar o avalista (para que ele exerça o direito de preferência). ele não pode ser acionado pelo saldo negativo (isto é novidade). Pode o credor acionar o avalista? A jurisprudência entendeu que só é cabível se o avalista for intimado do leilão. Tem que intimar o avalista da data do leilão. Não foi encontrada jurisprudência do assunto no STJ.

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