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DIREITO EMPRESARIAL
1 ª Aula - 05/04/2003
Vamos começar pelo início, lá pela idade média. Pode parecer baboseira o conceito de direito comercial, só que mudou o conceito e por isso que é importante, eu sempre falo isso, e Domingo caiu na prova da magistratura federal, isso é besteira, mas vai cair, e vai cair novamente ou na magistratura estadual ou MP, sem sombra de dúvidas uma questão dessa, então vamos lá: Conceito de direito empresarial: Nós podemos conceituar direito comercial a partir de determinados momentos históricos. A partir da idade média, o que aconteceu? O direito privado ele ainda estava unido e não existia ainda direito civil e direito comercial, o problema é que na idade média o direito quase não evoluída por influência da igreja. Naquela época, embora o direito não evoluía, as atividades mercantis estavam crescendo espantosamente, época das expedições principalmente o direito mercantil, então naquela época não havia nenhum aparato legislativo, nenhuma lei, nenhum tratado por parte do Estado. Então, os comerciantes da época se viram na contingência de criar regras próprias para tratar das relações jurídicas. A partir desse momento, dessa contingência é que o direito comercial teve que se desvincular do direito civil, porque o direito civil estava inerte, principalmente pôr influência da igreja, direito de família não mudava, direito de sucessões não mudava, ficava tudo parado, e o direito comercial evoluindo, evoluindo, teve que se separar do direito civil. Então, os comerciantes criaram regras próprias para tratar de suas relações jurídicas, nesse momento o direito comercial ele foi conceituado como ramo autônomo do direito privado a serviço de uma categoria especial, a serviço dos comerciantes. E já que não havia nenhum aparato estatal, os comerciantes criam suas regras, o direito comercial nasceu basicamente como um direito costumeiro, ele utilizou basicamente os usos e costumes daquela época. Foram formadas ligas, corporações de comerciantes e ali todas as relações jurídicas iam ser resolvidas, foram criados também os tribunais de comércio e nesses tribunais, não era o juiz estatal. Vamos supor que estivéssemos no Sul da Itália, todos nós comerciantes, e criássemos uma corporação, ali há um tribunal do comércio e estão vamos escolher uns entre nós para serem juízes, para os postulados. Alguns comerciantes eram chamados juízes, mas para aquele tribunal privado, que lei aplicava? Não aplicava leis, aplicava os usos e costumes comerciais daquela região. OBS: O problema é que aquelas regras não eram aplicadas para todos os comerciantes indistintamente, porque só podiam se valer daquelas regras os comerciantes que participavam da liga, da corporação. Era um direito extremamente corporativista, quem não fazia parte do clube do bolinha não poderia se valer daquelas regras.

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Com isso quando alguém queria litigar contra alguém que integrava aquela liga, aquela corporação, tinha que acioná-lo no Tribunal do comércio, e quando você o acionava lá quem ganhava aquela ação? Quem fazia parte da liga. Era um direito extremamente corporativista, porque quem julgava era um daqueles que era escolhido como juiz consular. Então o direito comercial não era muito bem visto, ele era visto como direito marginal, como um direito à parte, não era marginal no sentido de bandido, mas marginal no sentido de a margem do direito estatal, do direito civil que regia os cidadãos comuns. É por isso que hoje se eu chamar alguém de burguês ele vai ficar ofendido comigo, nada mais injusto, porque isso vem dessa época onde o direito comercial era separado como o burguês era separado, ele era visto como uma pessoa não nobre, porque o nobre era tratado pelo direito civil, por isso que se chamar de burguês ficava ofendido. Hoje não tem mais justificativa para isso, era uma tradição lá de Roma da idade média, hoje não se justifica, então hoje pode chamar de burguês e a pessoa ficar feliz, mas naquela época não. Naquela época era um direito marginal, um direito a margem, um direito dos excluídos. O direito comercial sob essa concepção subjetivista, por esse conceito subjetivo do direito comercial. Que conceito é esse? É um ramo autônomo do direito privado a serviço do comerciante. Ele permaneceu assim por um tempo até que o Napoleão resolveu criar uma nova concepção de direito comercial, ele não queria mais aquela história de direito comercial só para comerciante, ele queria acabar com aquela história de privilégios para os comerciantes, que tinham um tratamento próprio privilegiado, distinto dos demais. Então, ele determinou que se elaborasse um código comercial francês, que foi o código de 1807, e nesse código eles adotaram o conceito objetivo de direito comercial, ou melhor, eles criaram a concepção objetiva de direito comercial. Que concepção objetiva é essa? O direito comercial passava a ser ramo do direito privado que estudava os atos de comércio, porque não importa quem está praticando, se é ele, se ela, se ela faz parte de alguma liga ou não, pouco importa, o direito comercial vai regular os atos de comércio. E aí vem dizendo, são atos de comércio, transporte marítimo, a compra para a revenda, as atividades de seguro, as atividades bancária, vem dizendo o rol dos atos de comércio. Então se tivesse naquele rol era tratado como direito comercial, se não tivesse não era, era um rol totalmente objetivo. Como Napoleão mandava no mundo, o Brasil foi fortemente influenciado, o nosso primeiro código foi o código comercial. O nosso código comercial não distancia muito do código francês foi em 1850, nos meados daquele século. E o código brasileiro, alguns autores dizem, não é bem assim, ele adotou a concepção objetiva. Ah professor, mas no código comercial não tem o que são atos de comércio? Realmente, mas ao lado do código comercial nasceu o regulamento 737/50, que em seu artigo 19 dizia, são atos de mercantil: compra para revenda, atividade de seguro, atividade bancária, então trazia aquele rol influenciado pelo código francês. Ele não está mais em vigor há muitos anos. O problema dessa concepção é trazida pelo professor Fran Martins.

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A sociedade maromba academia de ginástica, era uma sociedade civil ou sociedade comercial? Era civil A imobiliária? Era civil. A construção civil? Era comercial, por força de lei. Isso por quê? Porque o rol era objetivo. E a atividade de prestação de serviço? Civil A Encol foi à falência porque a construção civil é uma atividade comercial, vai entender isso? Não tem como entender, porque não há base científica, não tem como eu dizer uma regra para vocês, o que é civil e o que é comercial, isso vai depender do legislador, vai depender do país, vai depender da época. Então não há base científica, então até hoje não sabemos a amplitude do ato de comércio, e é difícil porque pelo conceito objetivo, adotado pelo código de 1850, o direito comercial era o ramo que disciplinava os atos de comércio. Mas a gente não sabe o que são atos de comércio, como a gente vai estudar direito comercial? Então o conceito objetivo não foi adotado em vários países, na Itália, na Alemanha, na Suíça há muito tempo que não se adota essa concepção. Ruiu o conceito objetivo de direito comercial, sobretudo na Itália depois na suíça, mas, sobretudo no CC italiano de 1942, criou-se uma nova concepção subjetiva, só que subjetiva moderna, e é a do novo Código Civil. Que concepção é essa? Como é que nós vamos conceituar o direito comercial sob o aspecto subjetivo moderno? Porque não se falou na faculdade. Sob o aspecto subjetivo moderno, o direito comercial ele passou a focar não mais o comerciante e muito menos os atos de comércio. Importante: O direito comercial é um ramo autônomo do direito privado que estuda e regulamenta os atos praticados pelo empresário no exercício de sua empresa. Ou em um conceito mais curtinho, é disciplina jurídico privada das empresas. Acabou comerciante agora, comerciante é coisa do passado, agora é empresário. A base é o conceito de empresa e o conceito de empresário, então não existe mais comerciante agora é empresário. Acabou agora o comerciante e pelo art.2037 do CC, tudo aquilo que era aplicado para os comerciantes é aplicado agora para os empresários. Então, quando a lei de falência fala, está sujeito a falência o comerciante, como é que vocês vão ler agora? Está sujeito a falência o empresário. Não existe mais comerciante, onde tinha comerciante você lê agora empresário. Bom, esse é nosso conceito e depois nós vamos ver o que é empresa e o que é empresário. Segundo o nosso programa nós trabalharíamos fonte agora, mas nós não vamos trabalhar fonte formal e fonte material, isso é coisa de Introdução ao Estudo Do Direito na Faculdade e eu não vou tratar com você, eu só vou tratar somente de uma fonte de direito peculiar do direito comercial. OBS: Aliás, com essa mudança completa de base, que nós não temos como base nem o direito comercial e nem o ato de comércio há quem defenda a mudança do nome da disciplina não seria mais direito comercial, mas direito dos negócios ou direito

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de empresas, ou empresarial, é válida a mudança apesar da tradição do direito comercial, mas já nos programas dos concursos você vai ver lá direito empresarial. Aliás, a vara de falência e concordatas do Rio, agora chama vara empresarial, o que é um absurdo porque não é vara empresarial, porque não vai tratar de todo o direito empresarial, porque vai tratar apenas de falência e concordatas, o problema é que o juiz quer se chamar juiz empresarial, só para tirar onda. Então qual é a fonte de direito que é peculiar ao direito empresarial, que foi à base dele no início? Os usos e costumes mercantis, os costumes comerciais, então agora os costumes empresariais. O que é importante falar sobre ele? O importante é como é que eu vou provar ao juiz, dois empresários litigando, ou um empresário e outro não empresário, não interessa, o autor está alegando que o fundamento do direito dele está no costume empresarial fonte do direito, como eu vou provar para o juiz que existe um costume. Aliás, eu preciso provar para o juiz que existe aquele direito, ou eu só preciso provar o fato? Em regra só o fato, princípio da iuria novit curia, só que esse princípio abre exceção, exatamente para os costumes, para o direito municipal e o direito estrangeiro, artigo 337 do CPC.Lá vem dizendo que você prova os costumes comerciais através de uma certidão que você obtém lá nas juntas comerciais, como assim? A junta comercial ela é obrigada a catalogar, ou usando o termo técnico apropriado ela é obrigada a assentar todos os costumes comerciais.Então, tem um processo administrativo, todos os interessados são chamados, vai aprovar, todos são chamados e depois de aprovado vai ser publicado, e assentado. Então para se obter a prova do costume é só ir à junta comercial e pedir uma certidão.O funcionário da junta vai lá no livro do costume e tem, hoje é no sentido figurado, porque está tudo no computador. Então, você prova através de uma certidão. Mas o que é importante falar? Como nós no Brasil não adotamos o sistema da prova tarifada, admite-se a prova por qualquer meio idôneo, então se pode provar também através de depoimento de testemunhas, de representantes de classes, então se pode provar os costumes através de outras provas. Mas a prova praticamente irrefutável é a certidão da junta. Caiu uma questão no Rio Grande do Sul, lá no RGS eles dizem que é costume lá o cheque pré-datado, ou mais tecnicamente falando cheque pós-datado. Aí eles perguntaram o seguinte, eles queriam registrar o cheque pós-datado como costume dos comerciantes. Ai eu pergunto, pode ser assentada a utilização do cheque pós-datado como costume comercial? Pode? Não, porque o cheque é uma ordem de pagamento a vista, e por quê? Porque está na lei, e só se admite costume praeter legis ou secundum legis, não se admite costume contra legis. Era prova lá do RGS. Onde está dizendo na lei para ganhar 10? Nos artigos 28 do decreto 57595/66 e 32 da lei 7357/85. Isso fala que o cheque tem natureza de ordem de pagamento a vista e por isso não pode ser assentado como costume.

Tem que ficar muito atento para essa característica. . não falei nada se vou pagar ou não. ou seja.Pergunto. Faz o contrato e a procuração certinho. porque é no exercício da atividade da empresa. fechado. mandado mercantil e civil. surgiu uma grande oportunidade dela realizar uma venda em São Paulo. 1) oneroso . 2)Informalismo: O direito comercial é extremamente informal como regra. Agora. Vou dar outro exemplo: Luciana é representante de pneus. por quê? Existe compra e venda civil e mercantil.5 CARACTERÍSTICAS DO DIREITO EMPRESARIAL O que pode ser característica do direito empresarial. naquela região.Que será provado através de uma certidão da junta comercial ou de uma declaração. existe burocracia? Existe. mas que envolveu lá a prova da magistratura federal. uma burocracia enorme. para 30. esse contrato presume-se gratuito ou oneroso? Oneroso. sempre terá natureza simples. a regra é a onerosidade. e está lá no parágrafo único. 5%. Embora o Código Comercial tenha sido revogado. você faz essa venda de forma verbal. não tem assinatura de contrato. não falaram nada se iam pagar ou não. A regra esmagadora é o contrato verbal. o que pode parecer besteira. depende do tipo de atividade. então. os artigos do novo CC. já que não foi convencionado. Aceitou. esse mandato presume-se gratuito ou oneroso? É um mandato de natureza civil ou empresarial? Presume-se gratuito. como o juiz vai decidir? Com base em que? No costume daquela atividade. enquanto o direito civil é extremamente formal. e a gente observa muito isso no direito obrigacional. Como a gente vai saber o quanto ela vai pagar ao representante. você vai vender uma tonelada de um produto. Como assim? Um liga para o outro e diz eu quer comprar uma tonelada de tal produto e paga tal dia. então ela pede para Luis Antonio que também é representante ir lá em São Paulo realizar o contrato para ela. Vou fazer um contrato de mandato para que ele me represente na reunião de condomínio. então ele vai utilizar o costume daquela região naquela atividade.O empresário não faz nada nunca de graça. Se vai vender um imóvel. a regra é de que não existe atos comerciais gratuitos. ele traz a regra do civil e traz uma ressalva do mandato mercantil. Só existe um artigo tratando do mandato. 60 e 90. de um valor 10 vezes maior e não existe em regra contrato de compra em venda mercantil escrito. A cooperativa de prestação de serviço é considerada o que? Artigo 982 do CC. civil. é costume 10%. por exemplo: Eu vou lá dar aula no Espírito Santo e vou deixar o Arthur que é meu amigo como meu procurador.

e o direito empresarial não precisa criar uma lei para aquilo. como assim? Os empresários eles criam todos os dias novas relações jurídicas. ele simplesmente incorporou a modalidade factoring. aí o direito comercial foi e viu. Tem cartão de crédito no Brasil? Sem dúvida. Como a gente faz isso? A gente até prende o safado do agiota. ele é indutível. a fatura. Então o direito comercial ele é elástico. ele aumentou. Por exemplo. por que isso? Tem alguma lei dizendo que ele não pode fazer isso? Não precisa de lei. como é o costume. Foi criado um novo contrato e o direito empresarial não precisa criar a lei. Mas tem aquela ressalva. que fala da Compra e Venda e ponto final. ele é elástico. ou seja. não tem a assinatura de contrato à regra é a informalidade. tem alguma lei tratando de factoring? Não existe nenhum artigo sequer tratando de factoring. estão todos eles no CC. a compra e venda para revenda e vem dizendo as regras que eram da antiga compra e venda comercial. porque na ausência de lei você aplica os costumes. Portanto. o direito empresarial é tido como elástico. como é EUA. ele simplesmente aumenta e começa a tratar daquele negócio. e vai pegar o comprovante do recebimento. Não precisa ter lei prevendo que deve ser tratado dessa ou daquela forma. vocês conhecem alguma empresa de factoring? Conhece. o direito empresarial não precisa do legislador. por isso ele é chamado de elástico. Como é aplicado em outros países. qual é a lei? Não tem lei que trata de cartão de crédito. 3) Elasticidade: O que é elasticidade? E aqui a gente vai começar a tratar de algo mais palpável. por quê? Porque ele não é dedutível. o cartão de crédito. a gente sabe que o risco na inadimplência é do Factorizador e não é do factorizado. Como é tratado o factoring? Aqui no Brasil isso é novo. Como é que vai disciplinar? Com base nos costumes. Um outro tipo de contrato que não tem nenhuma previsão legal. pega uma nota promissória. por isso que como não há lei nenhuma. pega os costumes de outros países. o direito empresarial não precisa de lei.Costuma ser tratado dessa forma. novos negócios atípicos. na Inglaterra. os artigos da compra e venda mercantil foram revogados.6 O transportador vai levar a mercadoria. os princípios as características. dane-se o legislador. . porque a gente sabe que pelo costume o factorizador é que tem que assumir o risco pela inadimplência dos títulos transferidos. mesmo sem nenhuma previsão legal. Importante: E agora não existe compra e venda civil e compra e venda mercantil.

eu vou freqüentemente falar da Itália. como existe no Mercosul. no direito de família não importa como é nos outros países. letra de câmbio. como Brasil e Argentina. que nunca vai sair do papel. eu não chamaria de internacionalidade que é a concepção dos doutrinadores antigos. porque o nosso livro de empresas do atual CC é quase uma tradução do Italiano. Ai eu pergunto.7 4) Internacionalidade: Outra característica é a internacionalidade. O livro de quebras foi revogado há muito tempo e hoje a gente tem a lei de falência. então como o Brasil vai exportar para a Argentina e a Argentina vai exportar para o Brasil. cheque.Como o direito comercial ele tende ser uniforme em vários países. 5) autonomia: O caso é o seguinte o código comercial ele era dividido em três livros de quebras. A ONU patrocina um estudo para a elaboração de um código comercial internacional. pegaram a parte das empresas do Código Italiano traduziram e colocaram no Brasil com algumas mudanças. hoje devemos utilizar o termo globalização. Não precisa colocar isso na prova.Hoje foi revogado o comércio terrestre. porque não interessa aos EUA. será que o direito empresarial poderia continuar sendo chamado de ramo autônomo do direito privado? Ou será que houve unificação? A mesma pergunta foi feita lá na Itália. O comércio marítimo ainda continua sendo tratado pelo código comercial. agora. regras de direito comercial idênticas para vários países. então nós temos outros tratados tratando de comercio. 4) Boa-fé: Não precisa dizer porque é peculiar a todos os ramos do direito não só do direito comercial. como existe lá na Europa. as regras que teriam sido incorporadas pelo direito civil. patrocina um estudo de elaboração de código comercial internacional estabelecendo regras idênticas para vários países.Você pode colocar: É conveniente ressaltar que confirmando essa característica a própria ONU. . só existe o código comercial. com a revogação do código comercial. Comércio marítimo e Comércio terrestre. porque você não sabe quem está corrigindo. por isso que tende a globalização. ainda não foi totalmente revogado porque ele ainda é tratado como comércio marítimo. mas deixa o comércio marítimo de lado porque a gente não vai tratar. não precisa dizer que não vai sair do papel. Nós temos regras universais para vários países. o direito civil tende a nacionalização. Por isso que nós temos tratados internacionais sobre nota promissória. por quê? Porque há mercados comuns. O direito empresarial ele tende a globalização. em relação ao comercio terrestre. O direito civil cada país tem o seu. o direito empresarial tem que ser parecido.

porque se a base é diferente eles não são a mesma coisa. A imobiliária. E aí eu pergunto o direito comercial continua autônomo? Sim e por vários motivos. ou serviços. e nós estamos falando isso com base na experiência italiana. Lembra da imobiliária? A imobiliária era tratada pelo direito civil e agora é tratada pelo direito comercial. por exemplo. porque o conceito aumentou. então continua autônomo. o livro de títulos de crédito é direito empresarial.Então. eles viram que não adiantou colocar tudo em uma lei só. não era atividade comercial e agora é atividade empresarial. embora o código comercial tenha sido revogado. enquanto um tende a nacionalização o outro a internacionalização. bibliografia própria. Agora quem é tratado pelo direito comercial que não era? Lembra lá da academia Maromba? Academia de ginástica. o direito comercial ele diminuiu ou ele aumentou? Antes eram só os atos de comércio. Didaticamente ele também continua autônomo. o livro das empresas é direito empresarial. porque misturou água e óleo. à parte que fala das sucessões é direito civil. Importante: A atividade de prestação de serviço que antes não era tratada pelo nosso direito empresarial. diferentes do direito civil. agora o professor de direito civil não substitui o professor de direito empresarial. aqueles atos de intermediação. Importante: Vocês vão poder ver bem o que no CC é direito civil e empresarial. Em 98 foi feita uma reforma na Universidade de Bolonha na Itália onde foi prestigiada a cadeira de direito empresarial. que lei nova é essa? . Bom. Quando um se presume gratuito o outro é oneroso. praticamente duplicou. como diz o professor César Devivante: eles enfaixaram direito comercial e direito civil na mesma lei. A idéia era essa. quando um é indutivo o outro é dedutivo. o direito comercial ele aumentou. O importante aqui é o seguinte. Então são ramos com principiologia própria. é tradição e vai continuar sendo com livros próprios.E a primeira autonomia que se destaca é a autonomia científica e por que cientificamente o direito comercial continua autônomo? Porque ele tem características próprias.Por isso que cientificamente ele continua autônomo. só que com o direito de empresa no novo CC artigo 966 o conceito de empresário ele quase duplicou. o livro de família é direito civil. e por mais que tenham enfaixado não quer dizer que seja um só. São ramos autônomos. assim como a academia de ginástica. agora é tratada. não há dúvida de que se está tratando dentro da mesma lei. com a revogação do código comercial e a introdução dele no novo CC. Por quê? Considera-se empresário quem através de seu estabelecimento comercial desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção e circulação de bens. OBS: Autonomia legislativa a gente pode falar aqui só o seguinte. de direito civil e direito empresarial. somente. juntou água e óleo na mesma lei. agora está sujeita a falência. só que depois de aprovado e em funcionamento. com princípios diferentes.8 Então na Itália o objetivo foi unificar o direito privado.

felizmente mudaram o nome). acabou esse negócio de sócio-gerente. houve apenas unificação parcial. que nada mais do que uma tradução literal. porque as outras leis continuam sendo aplicadas nos ramos que lhes são próprios. não é nada daquilo que falaram na faculdade. Numa festa um dos sócios está se apresentando. Ele é o artigo principal. Vocês sabem que todo mundo quer ter uma carterinha. são dois artigos. se você decorar você reponde milhares de questões de direito empresarial. Bela Blum salão de cabeleireiro Ltda. que trata das duas matérias. Vamos agora interpretar o 966 do CC. ela economista e quando perguntam para ele. E agora nós vamos conceituar a parte mais importante do direito empresarial. o que você faz? Ela fala que é medica. a lei de falência é empresarial. Seguindo a pirâmide de Kelsen a base seria o artigo 966 para o direito empresarial. Temos dois sócios administradores ( não se fala mais em sócio. pelo conceito do artigo 966 e do 982. Então mesmo legislativamente eles continuam autônomos. no novo CC houve unificação mas é apenas parcial da legislação. . alguns livros falam em unificação legislativa. não muda nem a vírgula do artigo 2082 do CC Italiano. que fala das sociedades limitadas. ele está falando a verdade? É ou não é? Não. então a base é o artigo 966 e o outro artigo a gente não vai falar agora e sim durante o curso muitas e muitas vezes é o artigo 1053 do CC. e não é brincadeira não. empresário é a pessoa física ou jurídica que em nome próprio através de seu estabelecimento empresarial.gerente. circulação de bens e serviços. Ex: 4 pessoas vão formar uma sociedade. e com certeza quando o examinador quiser na hora da prova aplicar uma pegadinha vai usar o artigo 1053 do CC.Eu sou empresário. ela dentista.9 O novo Código Civil. a carteira de empresário. gerente é empregado. mas é um erro porque eles pensaram só no novo CC. Bom. desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção. O primeiro é o artigo 966 do CC. porque olha só . tem até uma resolução do DNC que autorizou os sócios administradores e os titulares de firma individual a tirar uma carterinha de empresário. Primeiro não tem base legal e sim numa instrução normativa e ele não é empresário . ele fala apenas para tirar uma onda. que é o conceito de empresa e empresário. e aquela pergunta. Não há dúvida e por isso nós vamos falar que a unificação legislativa foi apenas parcial. é a base. ele é tudo menos empresário. por exemplo a lei que trata da união estável é uma lei civil. A base de todo direito empresarial hoje. Por quê parcial? Porque só existe um ponto de convergência que é o novo Código Civil. ele é um artigo importantíssimo. Quando um sócio chega e fala que é empresário é só para tirar a onda. ele vai dizer que é empresário. tenho uma rede de salão de cabeleireiro. tudo aquilo que vocês ouviram falar de empresário esqueçam. O mais importante é o artigo 966. os outros são apenas investidores. Qual o único ponto de convergência? O novo CC. Agora as outras leis.

” Eu vou perguntar isso aqui várias vezes em meio a outros institutos e vocês vão errar. seu sítio. mas que isso? O problema é que botaram na cabeça de vocês. se vocês forem perguntar ao pipoqueiro da esquina. ele vai dizer que o empresário é a pessoa física. e digo pior credor porque ele só recebe depois de todos os credores. E ele poderia ser chamado de comerciante antes? Quem está sujeito a falência? Todos os comerciantes. Importante: Empresário pode ser tanto pessoa física como jurídica e geralmente o empresário é pessoa jurídica porque o empresário individual teria responsabilidade ilimitada. considera-se empresária a sociedade tal. . Vê o conceito do 982. E quando é que ele é empresário? Quando ele é empresário individual. porque o sócio não é comerciante. sócio não é empresário. o sócio em última análise é um mero credor da sociedade. foi muito feliz quando ele colocou em letra 26 no livro dele: “Pelo amor de Deus. você vai juntar com outras pessoas e quem será o empresário será a sociedade. Por quê o sócio não está sujeito a falência? Porque ele não é comerciante. quem é o empresário? O empresário é a sociedade. Quem vai a falência? A sociedade. firma individual.10 Ai eu pergunto. mas você ao abrir uma firma individual. Então hoje. Quem está desenvolvendo a atividade? A sociedade. por isso que ela se reveste no conceito e não ele ( sócio).. porque quem está sujeito a falência é a sociedade.. nada mais equivocado. ele age em nome próprio? Não ele age em nome da sociedade. O professor Fábio Ulhoa Coelho. Quem está sujeito a falência o sócio ou a sociedade? A sociedade. ela era a sociedade comercial ou comerciante coletivo. quem é o empresário? A pessoa jurídica ou empresário individual. e você vai querer fazer isso? Arriscar a sua casa de praia. a firma individual ou as sociedades empresárias. E o que é sócio? Sócio é sócio. quem está sujeito à falência o sócio ou a sociedade? A sociedade. você é apenas o sócio. Isso a gente já sabia só que não atentava para esse detalhe. Decore isso sócio não é empresário sócio é sócio. vocês ligaram a figura da pessoa física.. você sabe que sua responsabilidade será ilimitada. E aí o que diz o artigo 982 do CC. porque ele não age em nome próprio. então quando alguém vai desenvolver uma atividade desenvolve através da sociedade. seu carrinho? Não vai querer.

por isso que o empresário é tratado que nem um bibelô. mais arrecadação de impostos. é da época de uma concepção egoísta . mas ele vai pegar o dólar e vai dar para o Banco Central. O conceito de comerciante é um conceito egoísta.sócio Qual a diferença do conceito de comerciante para o conceito de empresário? São três diferenças. vai vir para . fica com Estado que dá para o exportador o real. como assim? Bom. O Estado tem que tratar bem o empresário.comerciante individual ---. e normalmente pedem |Rubens Requião na prova. Então.individualista. agora se eu te chamar de empresário eu estou te xingando? Não. corporativista. realiza um contrato e o dinheiro vem para o Brasil. a VARIG.Então quando uma exportadora.11 Qual seria a diferença do conceito de sócio para o conceito de empresário? O que que mudou? São três mudanças. 1. o PROER que ajudou os bancos. mais postos de empregos. o Brasil dá de um lado para pegar de outro. por que isso? O governo não está dando dinheiro paras o empresário. sem falar nas divisas do contrato internacionais. Ele pode até fazer o câmbio em uma instituição particular. Eu vejo muita gente criticando. quem vai fazer o câmbio é o Banco Central. porque enquanto o empresário estiver vivo. marginal. foi lá na Organização Internacional do Comércio. hoje a gente tem a concepção de que o empresário é um bibelô. por causa da variação. por isso que o FHC. mas pode se acrescentar uma . defender a EMBRAER da BOMBARDIÊ. que ia ajudar a TAM. O dinheiro não vai vir para o governo diretamente. marginal que o Estado fazia do comerciante. o conceito de empresário se contrapõe ao conceito individualista. quando os dólares chegam eles ficam com quem? Com o exportador? Não. o Estado deve se preocupar com o empresário porque a escala empresarial é a base econômica de um país. Trilogia: * Pessoa física ---. na doutrina só tem duas. é um conceito mais social.sociedades empresariais ( art.sociedade comercial---. teoria da preservação da empresa.Filosófica: A primeira diferença vou dar apenas por que é filosófica e quem faz essa diferença é o professor Rubens Requião. 982) * Sócio( física ou jurídica)---------------sócio--------------. e por isso que o burguês é xingamento hoje.empresário individual ( art. Por isso. da França. Por isso que o Lula vai lá não sei aonde defender o Brasil. criticando PROAR. 966) * Pessoa jurídica --. sem conhecimento de causa. se não tiver empresário o país vai a falência. o empresário na concepção social.

Na época da prova eu só lembrei de duas. Então. mais abrangente. mas os dólares vão ficar no Banco Central. não muda nada. E por isso que o Banco Central dá injeção de dólar no mercado. por exemplo: A vendedora de Avon. mais tarde nós vamos estudar isso melhor. 2) conceitual: Segunda diferença é conceitual. as indústrias. quando é que a pessoa física adquire capacidade civil plena. a partir de quantos anos? 18 anos. imaginem agora se eles não vão perguntar sobre isso. essas três que eu estou dando. então era o restaurante.O examinador perguntou antes do CC. eu não conhecia a filosófica. O conceito de empresário substitui a de comerciante? Você tinha que falar há diferenças.12 EMBRAER. eu lembrei do conceito que era mais abrangente e lembrei dessa diferença. Alguns autores colocam como dois requisitos. ele está falando não de um público grande ele está falando daqueles antigos comerciantes nanicos. ela praticava atos de intermediação? Praticava. construir aviões. eu vou falar do empresário pessoa física do empresário individual. tudo bem? Bom. REQUISITOS PARA SER EMPRESÁRIO: São vários os requisitos 1) capacidade + ausência de proibição legal: O primeiro deles é a capacidade mais ausência de proibição legal. porque a pessoa jurídica adquire capacidade e ganha personalidade jurídica a partir do registro. Eu vou falar primeiro da pessoa física. 3)dada pelo professor Fábio Ulhoa Coelho e Waldo Fazzio Jr. o conceito de comerciante é menor. porque não desenvolve atividade economicamente estruturada. Foi a pergunta da prova oral do MP. Mas será que ela se encaixa no conceito de empresário? Para eles não. ele dá exemplo no livro dele. . E o conceito de empresário é muito maior porque abrange também o conceito de prestação de serviços. ( Principalmente ). o conceito de empresário é mais amplo. é a seguinte: Nem todos aqueles que eram chamados de comerciantes agora podem ser chamados de empresários. a concessionária de veículos. Ela era comerciante. porque não tem estrutura comercial. já falei de duas vou falar da terceira. mas isso é questão didática. porque o conceito de comerciante pegava apenas aqueles atos de intermediação. de não sei quantos milhões de dólares no mercado. OBS: Nem todos aqueles comerciantes tem estrutura própria organizada para serem chamados de empresários. um a capacidade e outro a ausência de proibição legal.

Patrimônio é um conceito uno e indivisível.13 Existia uma discussão na época do CC de 1916. OBS: Ai vem o novo CC e disse em seu artigo 5º. B. inciso V. Ele não está em sintonia com o direito penal. Não há como. todas essas regras foram mudadas e quando eu falo para os civilistas eles chegam a se arrepiar. Segundo José Maria Leoni. a solução é a reforma da lei de falência e do CP. mas a gente não precisa mais disso. melhor um louco. a lei foi expressa. nós vamos ter um vácuo entre esses 16 anos e 18 anos e esse empresário pode fazer tudo. é o artigo mais difícil do direito empresarial o artigo 974 do CC. Antes havia divergência e o novo CC acabou encampando a corrente minoritária. então. Pode o louco ser empresário? Pode uma criança de um ano ser empresária? Pode ou não? Olha só o que o novo CC fez. o professor Anco Márcio Valle. porque a lei de falência é especial.A corrente majoritária do Fábio Ulhoa. uma pessoa não pode ter dois patrimônios como ocorre na França. e não é revogada por lei geral posterior. dizia que era a partir dos 18 anos. plenamente capaz. . ele conseguiu em um artigo mudar todo o ordenamento jurídico. crimes contra o consumo e tudo mais e lhe sendo aplicado medida protetiva do ECA. tipo “olha não pode mais vender produto estragado”. ele comete ato infracional. cada pessoa só tem um patrimônio. E também não está em consonância com a lei de falência. não tem mais divergência. diz que só é possível a falência do maior de 18 anos. que o menor com 16 anos pode se emancipar pelo exercício do comércio. Fran Martins. Mas muitos autores. a partir de quantos anos o menor poderia se emancipar pelo exercício do comércio.Uma minoritária do Rubens Requião e Manoel Ferreira.II da LF. aqui ela só pode ter um patrimônio. parágrafo único. mas eles eram minoritários. vamos supor que ele esteja interditado. medida de advertência. e a pergunta é a seguinte: Pode um menor. Hoje o menor com 16 anos pode se emancipar com o exercício da empresa. criticam esse artigo. nessa parte. porque a partir dos 18 ele hoje é maior. O louco é capaz? Não. Tem solução? Não tem solução. no Brasil cada uma pessoa tem o seu patrimônio. fazendo concorrência desleal. existam duas correntes: A. eles diziam que era a partir dos 16 anos. sobretudo o professor Penalva. ele pode ficar insolvente e não poderá ser decretada a sua falência. E o sócio tem dois patrimônios? Não ali são duas pessoas e cada uma tem o dela. pode cometer “crime”. patrimônio é o complexo de relações jurídicas de uma pessoa dotada de valor econômico. Imaginem um empresário praticando inúmeros fatos fraudulentos. pode um louco ser empresário? Qual o primeiro requisito que eu falei? A capacidade. porque ele fica em total descompasso com o ordenamento jurídico vigente. art. 2º. o juiz vai dá uma repreensão verbal ?!. Eu vou deixar uma pergunta para a próxima aula porque esse artigo é muito complicado. E entre 16 e 18 anos ele poderá dar o desfalque no mercado e ninguém poderá requerer a falência dele.

com aval do Ministério Público. para o menor. veio e disse. vamos supor o Arthur Novak. Ex: Casa de praia. ele pode ser dividido na forma do artigo 974 do CC. Aí o novo CC. Teve o caso de Brasília. E o menor de um ano de idade. O incapaz fica com dois patrimônios. onde o promotor e o juiz estavam envolvido e foi um escândalo. mas a casa de praia não. o empresário de um ano de idade e o empresário louco interditado. e a Juliana Novak continua desenvolvendo a atividade em nome dele. e nem desenvolve atividade em nome próprio. Por isso o juiz decidia sempre em vender tudo e colocar numa poupança. mas o menor era sócio. o menor herdou uma atividade empresarial. Só estarão sujeitos aos riscos da atividade os bens ligados a empresa. vamos colocar Arthur Novak Comércio de veículos. Ela é empresária? Não. Só não era pacífico porque o Carvalho de Mendonça entendia que podia . porque toda a atividade empresarial é sujeita a risco e o patrimônio do incapaz poderia se evaporar junto. os carros podem ser penhorados. vai dividir o patrimônio do Incapaz.14 Então só existe um patrimônio por pessoa. Eu pergunto pode o curador continuar a atividade desenvolvida pelo curatelado? Antes de jeito nenhum. E o juiz vai fazer outro absurdo. não estou falando do sócio. Importante: E esse artigo 974 do CC permitiu que uma pessoa tivesse dois patrimônios e permitiu o empresário incapaz. só na reencarnação. Agora quando era para desenvolver a atividade pessoalmente o menor não podia. mas vamos supor. está comprando e vendendo carro e aí ele foi interditado pela mulher. tudo fazia parte de um mesmo patrimônio. Quem é o empresário? O Arthur. que o Arthur morresse e deixou como único herdeiro o filho de um ano. E eu pergunto o juiz tem conhecimento de causa para analisar isso? Não.Só que agora o juiz vai dividir o patrimônio e vai averbar nas juntas todos os bens que estão ligados a essa atividade. que vai exercer seus direitos através do curador. Então o computador da loja. vamos supor que o empresário individual. Então ele vai avaliar os riscos dos negócios e se ele entender conveniente ele autoriza. Antes a responsabilidade era ilimitada. um ligado a atividade empresarial e outro não ligado a atividade empresarial. . pode ele com um ano de idade tocar a atividade? Não. não você pode continuar desde que você peça uma autorização judicial. porque quando ele fizesse 18 anos ele não teria mais nada. Pode a representante legal desse menor continuar a exercer a atividade que antes era exercida pelo autor da herança? Antes de maneira nenhuma. Ele tinha um patrimônio único. o juiz vai pegar e analisar se existe risco no negócio. antes não exercia atividade comercial. ele não é economista. Mas como isso? Ele permitiu o seguinte. O patrimônio já não é mais tão indivisível assim. eu não estou falando de sociedade e sim de empresário individual. Quem vai ser acionado e citado? O Arthur.

mas falência de objeto? Complicado. ou seja a capacidade. a lei para por aí. o representante legal? Não porque ele não está agindo em nome próprio e sim em nome do menor. O Amador Paes de Almeida entrou numa de falar e falou uma besteira que não tem tamanho. Então está ligado mais de forma indireta. vamos supor que no início ela estava vendendo carro que era uma beleza. porque as pessoas têm medo de falar desse artigo. E falamos do primeiro requisito aquele requisito complicado do 972. Se aquela atividade está indo a banca rouca. o menor recebeu como herança os bens ligados a empresa e a casa de praia. mas se provar que foi fruto. mas do menor de um ano de idade não pode. 973 e 974. e não tem nada haver com sociedade o artigo 974 do CC. porque ele não pode falir a não ser que você entenda que é a falência daqueles bens. mais uma vez o CC não está em consonância com a Lei de Falências. os bens que serão arrecadados serão somente aqueles ligados a atividade comercial.Eu pergunto aquele sítio vai responder? Está ligado a atividade? Não diretamente. ele misturou o artigo com a questão de sócio.15 Importante: Mas agora o novo CC deu esse poder para o juiz que poderá autorizar o representante do menor continuar a atividade que antes era desenvolvida pelo autor da herança. estará ligado de forma indireta. definitivamente. Então empresário pode ser pessoa jurídica. porque o representante legal não vai agir em nome próprio e sim em nome do menor. faz a mesma coisa com medo de falar besteira. Primeiro conceituamos empresário que pode ser tanto pessoa física como jurídica. a casa de praia está fora. Quando o louco falir. agora do menor não pode. Waldo Fazzio Jr. mas a gente pode complementar.12/04/2003 Estamos falando dos requisitos para ser comerciante. pode ser decretada a falência? Do menor não e do louco. e aí? Não tem solução Os autores não falam. Quando for acionar na justiça vai se acionar o menor. Agora se ele vendeu para comprar o sítio este não estará sujeito aos riscos. o que é normal. . porque mulher não entende muito de carro. mas eu sou obrigado a falar. Última pergunta para deixar vocês sem dormir:Se ela não desenvolve muito bem essa atividade. Aí você pede e o juiz vai analisar os riscos. Cuidado. que tem que ser modificada. E quem vai ser o empresário. e quando ele autorizar. porque senão seria ótimo para o incapaz. com lucro ela comprou um sítio e depois ficou ruim e ela quebrou. Bom. Aquela mania que tínhamos de pensar que empresário é só pessoa física acabou né. o Fábio Ulhoa Coelho quando vai falar desse artigo é assim ele reproduz o artigo. Do louco pode porque não tem nenhuma vedação legal. porque só entra nunca sai. e aí eu pergunto quando o juiz autorizar ele vai está dividindo o patrimônio do menor e só vai estar sujeitos aos riscos os bens ligados a atividade empresarial. 2 ª Aula .

não pode ser proibido por lei. Uma questão interessante: se por acaso se esse juiz colocar um testa de ferro. E a falência dele é o pior de todas. Todos eles têm capacidade mas são proibidos por lei de exercerem atividade empresarial. . Eles dizem o seguinte: toda vez que um proibido de exercer atividade empresarial. A resposta nos é dada pelos professores Rubens Requião. se violar essa proibição está sujeito à falência. você responde com Trajano de Miranda Valverde. do próprio proibido que estava por trás. Por exemplo um juiz que além de juiz é empresário. o patrimônio dos dois vai ser arrecadado. o leiloeiro. Qual é a conseqüência? Ele vai estar sujeito à falência? O juiz? Vai ou não vai? Vai estar sujeito à falência. vai ter crime falimentar de ausência de livros. um testa-deferro. Ai os bens dos dois. é muito difícil primeiro você provar que é testa de ferro. porque vai ser presumidamente fraudulenta. o militar. Essa é a orientação da doutrina. nessas hipóteses pode ser decretada tanto a falência do testa-de-ferro como do próprio juiz. Estou falando de empresário não de sócio. para os efeitos danosos. e se ele falar que é. o segundo requisito que nós vamos tratar hoje é a ausência de proibição legal. ele não poderia mas é. Na hora da prova o examinador vai dizer se é ou não testa de ferro. O proibido de exercer atividade empresarial pode ser sócio. As conseqüências são drásticas. e ai qual a solução? Não falei necessariamente em pessoa jurídica aqui. Exemplos: o promotor de justiça. Importante: Não basta que a pessoa seja capaz para exercer a atividade empresarial. o juiz pode ser sócio? Pode porque sócio não é empresário. mas é e se é vai estar sujeito a tudo que é ruim. Vai decretar a falência dos dois com uma tacada só. em um único requerimento. E na prática? Na pratica. onde afirma expressamente que pode ser declarada a falência dos proibidos de exercerem a atividade empresarial.Não estou falando necessariamente em pessoa jurídica aqui. E o que nós podemos falar sobre isso? Vamos supor que uma pessoa que tenha capacidade seja proibida e mesmo diante dessa proibição ele venha a exercer essa atividade. falei? Vem cá. ele ainda vai responder um processo administrativo na corregedoria correspondente. colocar um testa-de-ferro. a lei de falência é clara em seu artigo 3º. Se evidentemente violarem essa proibição. Então eu não estou falando em pessoa jurídica. Então o segundo requisito é a ausência de proibição legal. o proibido de ser empresário. Oscar Barreto filho e Trajano de Miranda Valverde. O juiz pode ser sócio o promotor pode ser sócio. Ele não poderia ser empresário. o juiz o funcionário público. não basta ser capaz. o corretor. ele só está sujeito ao direito empresarial para os efeitos ruins. Vai ter direito à concordata? Não. um amigo dele. mas isso nos interessa na hora da prova? Não. Então o credor que não conseguiu receber do testa-de-ferro quando requerer a falência vai requerer a falência tanto do testa-de-ferro como de quem estava por trás. Aliás. antes de mais nada a pessoa deve ser capaz. Então ele vai estar sujeito à falência? Vai estar sujeito à falência. Então o proibido de exercer a atividade empresarial. o que é bom não. Segundo Trajano de Miranda Valverde pode ser decretada a falência dos dois. ela não pode ser proibida por lei de ser empresário.16 Vimos que para ser empresário. Bom. eu estou falando que ele botou alguém lá. etc.

você vai dizer que o registro tem natureza Constitutiva. Vamos imaginar dois fazendeiros. O colega aqui me perguntou se vai estar sujeito a falência o registrado? Vai. Toda vez que falar em natureza jurídica declaratória limitou-se a reconhecer um estado de fato pré-existente. se vocês colocarem na prova é por conta e risco de vocês. Quando falar. Agora João. quando se fala em natureza declaratória o que isso quer dizer? Quer dizer que se limitou a reconhecer um estado de fato. Mas o que eu vou falar agora é conclusão minha. inclusive hoje o registro tem natureza declaratória. mesma coisa. ele vai ser chamado de empresário? Sim. civil. o empresário ele tem que se registrar na junta comercial. mesma atividade rural. se registrou. Discutia-se isso. Então é requisito para ser empresário. mas a doutrina amplamente dominante sempre falou. tudo igualzinho. João sempre quis ser empresário.17 2) Registro: Bom o próximo requisito para ser empresário é o registro. ela não se registrou. Se foi o registro que deu qualidade de empresário. Ele está criando um novo estado jurídico. sem registro a atividade rural não é empresarial. Hoje não. Mas se você falar que não é o registro que dá a qualidade de empresário e sim a atividade. o registro nesse caso teve natureza Constitutiva. E o que isso quer dizer? O registro. ela é empresaria? Empreendedora rural é empresária? Não se registrou? Não. Se for numa prova objetiva múltipla escolha. diz a lei o seguinte: o empreendedor rural para ser empresário basta que ele faça o registro. o registro tem natureza meramente declaratória. E onde está essa exigência? Esta exigência está nos artigos 967 (o registro). Então mesma atividade tudo igualzinho. Anotem os artigos 971 e 984 do novo código civil. Importante: Por isso que vocês não podem mais falar que o registro sempre tem natureza declaratória. natureza declaratória. mas veja se ele não se registrar ele vai continuar sendo empresário? Vai ou não vai? Vai ser empresário de fato ou irregular. Então o que deu qualidade a ele de empresário? O registro. então limitou a reconhecer um estado de fato pré-existente. Hoje a regra é que ele tem natureza declaratória. mesma quantidade de alqueires. mas quando for empreendedor rural ele tem natureza jurídica constitutiva. qual é a natureza jurídica do registro? Ele tem natureza jurídica declaratória ou constitutiva? Por que a pergunta? Importante: :Porque se você disser que é o registro que dá qualidade de empresário. verificou que ela não é tão declaratória assim. direito empresarial. Eles continuaram a falar a mesma coisa inclusive com o novo código civil. Então na verdade o registro é requisito para que a pessoa seja empresário regular. estado jurídico de empresário. processo civil. Sempre se discutiu o seguinte. declaratória. mas o professor Leonardo analisando o novo código civil. é todo o registro. Por que o registro? Antes de iniciar a atividade. 985 e 1150 do CC. Maria sempre quis ser fazendeira. não é só no direito empresarial não. . pré-existente ou já existente.

É a mesma coisa. isso não está nem na apostila. já que segundo a doutrina ela não presta serviço.Circulação de bens. . Não adianta nada ter capacidade. mas vai ter que ter o livro diário. então normalmente além desses requisitos. E o outro. mas não visa lucro. Ex: indústrias. só é empresário quem está sujeito ao regime jurídico da insolvência mercantil. Ela não vai ser considerada empresaria.Produção de bens. Se ele quiser ser empresário. sinônimo de habitualidade. Ex: hotel.Ex: A faculdade Candido Mendes tem capacidade.18 Vai ter direito à concordata? Vai. por isso é que ela coloca o serviço em circulação. é o do Professor Waldo Fazzio Jr. está registrada. Esses requisitos que eu falei com vocês são unânimes. só é empresário quem esta sujeito à falência. quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Só é empresário quem está sujeito . Ex: restaurante. O empreendedor rural decide se ele quer ou não ser empresário. . da ausência de proibição legal. pode colocar esse nome: exercício profissional da empresa. ele diz. o que ele tem que fazer? O Registro. pratica habitual de atos empresariais.Circulação de serviço. em outras palavras. pura e simplesmente. administração de imóveis. segundo o estatuto. Ela só vai ser empresaria se ela se registrar. a fazendeira que não se registrou? Não. em todos os livros vocês vão encontra-los.Produção de serviço ou prestação de serviço. É um requisito. Será que isso pode ser requisito para ser empresário. 3) Prática habitual de atos empresariais: Artigos 971 e 984 do CC. mas se todos os livros fossem iguais. mas a doutrina entende ser circulação. A atividade rural não é considerada empresarial. ela faz intermediação. Ele sendo empresário vai ter direito à concordata. alguns autores mencionam outros requisitos diferentes. isso vai ser considerado uma atividade empresarial. ele tem que fazer tudo isso pensando em lucro. Quais são os atos empresariais? . ou seja. e alguns mais loucos. Mas para ficar mais bonito. por exemplo. Ex: agência de viagens. loja de roupas. como o absurdo. . prestar serviço e fazer tudo isso por amor. por exemplo. bastaria comprar um. Na prática é outra História. ele diz. ela não pode ser considerada empresarial. Próximo requisito para ser empresário: já falamos da capacidade. do registro: próximo requisito para ser empresário. dinheiro. não está proibida por lei. Prática habitual de atos empresariais é o que a doutrina fala. não ser proibido. 4) Finalidade Lucrativa : Quando essas atividades são praticadas de forma profissional. Então. ser registrado. tem direito a certos benefícios legais. não adianta. Nossa opinião é que é prestação. o último requisito é o intuito especulativo ou finalidade lucrativa ou visar o lucro.

Mario Moraes marques Jr. Então a sujeição à falência não é um requisito para ser empresário é uma conseqüência de ser empresário. ela é que vai na casa das amigas.Empenho de Capital : Só tem estrutura empresarial quem empenha capital.19 à falência não é o contrario é exatamente o contrario. a banca do Ministério Público. falo em empenhar arriscar bens apreciáveis economicamente.Obra: Segundo fator de produção conjuga a mão de obra. Alguns autores estão colocando como requisito para ser empresário o que eles chamam de estrutura empresarial. O que é insumo? Insumo é o produto ou serviço que vai ser explorado. Para ser empresário tem que ter estrutura empresarial. nunca um requisito. Ela trabalha .Então tem que ter capital. Para aqueles que entendem que para ser empresário é necessário ter estrutura empresarial. Quem fala isso. Fabio ulhoa coelho. Ela não tem estrutura empresarial. Bota um cafezinho e vende para as amigas que acabam comprando. Então quando eu falo em capital é dinheiro ou bens apreciáveis economicamente. Vamos falar de know-how. Waldo fazzio jr. Então todo empresário tem que trabalhar com alguma coisa. Quais são eles? São os seguintes: 1. Não existe empresário que não empenhe que não arrisque capital. Toda atividade empresarial é atividade de risco. tem que ter estrutura empresarial.Empenho de Mão.. eu não diria tecnologia eu diria know-how. É bem mais apropriado porque quando eu falo em tecnologia a gente pensa logo em tecnologia de ultima geração. 3. Ela tem estrutura empresarial? ela empenha capital? Não ela pega tudo em consignação. um produto ou um serviço. O que seria estrutura empresarial? Estrutura empresarial segundo esses autores é a conjugação de quatro fatores de produção. ela utiliza mão-de-obra de terceiro? Em regra quase absoluta não. tem que conjugar os quatro fatores.de. Aqui não é tecnologia de ponta não. E por fim eles falam que só é empresário quem utiliza tecnologia. Esse é o primeiro fator de produção. 2. aquele que mexe com dinheiro. Falência é um requisito ou uma conseqüência? Uma conseqüência de ser empresário. vamos continuar.Insumo: Terceiro fator de produção é o chamado insumo. Então nós vamos ver alguns exemplos: a vendedora de cosméticos (da avon). porque ela não está correndo risco. Então ele tem que utilizar dinheiro e mão-de-obra. professor penalva. e quando eu falo de capital não falo em dinheiro em espécie não. de ponta. Ele tem que utilizar mão-de-obra. Só é empresário aquele que conjuga o capital. seria mais um requisito. Então ela não utiliza mão de obra. Segundo eles além dos outros requisitos que nós já vimos.

Ele sabe os custos da produção. é mais um conceito econômico do que jurídico. alguns deles tem firma registrada na JUCERJA. Significa que ele empenha capital e se perder os produtos na estrada. ele com certeza conjuga os fatores de produção. tem que saber tudo isso. É o exemplo de que eles foram obrigados a reconhecer que é empresário mesmo sem utilizar mão-de-obra de ninguém. O dono do bar. Ele tem tecnologia. De jeito nenhum alguém poderia meter a mão no computador dele. a mão de obra pode ficar ai relegada para a prescindibilidade. sempre tem alguém trabalhando para ele. tem o know how? Sem dúvida nenhuma. ele ficou rico. mas não utilizava mão-de-obra. Camelô tem estrutura empresarial? Tem porque conjuga os fatores? O camelô quando vai ao Paraguai comprar os produtos ele pode comprar fiado? Não. tem o ponto que é a loja. Ele montou um site na casa dele. ele conjuga os fatores de produção? Evidente. Não precisa ser formal. . então esse são os requisitos para ser empresário.20 com os insumos. É ou não é. o empresário virtual ou empresário da internet. Bom. é o risco do empreendimento. Primeiro fator ele conjuga. não tem estrutura empresarial. Ela tem a chamada tecnologia ou o know-how? Tem. mas vamos ter que nos acostumar. firma individual desenvolve atividade empresarial inobstante conjugar os quatro fatores ou não conjugar. ele tem o produto dele? Tem. OBS: Mas os doutrinadores são obrigados a reconhecer em pelo menos um caso que o fator de produção chamado mão-de-obra. Alguém trabalha para ele? Mesmo sem vinculo empregatício formal. não estamos acostumados com isso.Dava mais dinheiro ser camelô do que empresário estabelecido. ele tem um know how enorme. ele pode não estar presente. do tipo novo. Isso não é requisito legal é doutrinário. ela não tem pelo menos em regra os dois primeiros. Esses próprios doutrinadores que falam dos fatores de produção eles dizem que se faltar um. Para a lei existe um requisito legal de ter um empregado para ser empresário? Não isso aí é discussão puramente doutrinária. Quem está registrado direitinho. ou com o serviço. Era empresário. que às vezes tinham uma lojinha lá em Madureira tinham tudo. pode ser informal. com o produto (cosméticos).Embora ela tenha know how. Então tem contador. sem utilizar mão-de-obra. mas emprega? Emprega. seu João da birosca. Bom. Não conjugava esse fator de produção ai.Existem casos em que a vendedora tem que fazer um depósito. eu já ouvi falar sobre isso. Bom camelô. Muita gente questiona isso nas palestras nos simpósios. Então ele conjuga capital conjuga mão de obra. eu já abri conta corrente de vários camelôs na Uruguaiana. Era empresário? Sem dúvida. Aquele é para celulite. inovação. aparentemente esse requisito. mas na hora de lançar o livro todo mundo fala que é. mas só analisando o contrato para saber. Ele utiliza mão de obra? 99% das vezes ele utiliza. Aquele garoto que tem um site de busca na internet. os empregados. estrutura empresarial vai ser abraçado por toda a doutrina. volume de vendas. então preenche os requisitos. aquele para levantar a moral. para configura-la eu teria que analisar esse contrato. Era empresário no sentido moderno. porcentagem. vejam. o cadê . pois para botar um anuncio no site dele era uma grana. No fim das contas todos vão falar que estrutura empresarial é requisito para a atividade empresarial.

antes era uma atividade civil e agora é uma atividade empresarial. Não são empresários. Bom. E se for sobrando.21 Vocês se lembram quando na última aula eu falei que existem dois pontos difíceis na matéria. Então a atividade intelectual. O outro ponto difícil vem agora. que é a cooperativa. desenvolve atividade de produção. a literária e a artística também são intelectuais. E na cooperativa o lucro é dividido? É dividido. Mas na verdade a científica. a academia não estava sujeita à falência agora está. está registrada. a prestação de serviço é empresarial. parágrafo único do CC. que a cooperativa é uma sociedade de natureza simples.Quem não é empresário. então não é empresário quem deixou de preencher estes requisitos. O que você vai ver no estatuto para saber se ela visa ou não o lucro? Repartição dos lucros através de dividendos. Importante: Então cooperativa preenche todos aqueles requisitos. atividade de prestadores de serviço. ela visa lucro. porque deixa muitas lacunas. nessa parte introdutória. se não visar o lucro? Ela tem que reverter para a própria atividade. conjuga os fatores. A cooperativa preenche todos aqueles requisitos que nós já vimos tem estrutura empresarial. No código esta falando em intelectual. na verdade o lucro dividido entre quem? Entre os sócios. . sobrando? Vai empregando na atividade vai aumentando a atividade. Não são empresários aqueles que prestam serviço de natureza intelectual. Então na verdade como você sabe se uma sociedade visa ou não o lucro? Na pratica? Olha o estatuto. mas quando eu estou prestando um serviço intelectual não é empresarial. mas não é considerado empresário. Estou fazendo isso. Se não tiver repartição de lucro ela não visa o lucro. não há duvida nenhuma que não é empresário aquele que deixou de preencher os requisitos. O primeiro nós já falamos. Foi uma inovação. mas não é empresário. A imobiliária não estava sujeita à falência agora está. por que? Porque a lei falou no artigo 982. então quando eu falar de intelectual estou falando disso tudo. é ou não é atividade empresarial? É. botando tudo em um saco só porque a doutrina bota. Para nós falarmos em visar lucro para a sociedade. “Ponto Importante para cair em concurso:” Importante: Regra geral. Se tiver repartição de lucros. O que eu vou falar agora preenche todos os requisitos. Então vem o parágrafo único do artigo 966 do CC e diz é isso mesmo é um dos calcanhares de Aquiles e atenção vai cair na prova. É ai que você vê se tem ou não tem lucro. Ela tem que ficar empregando dinheiro nisso. artística ou literária. tem capacidade. que é o artigo 974 do CC. E o que ela vai fazer com o dinheiro que ela conseguir. Então a questão é essa.

Então por favor. crescer. Montam consultório. Mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. Importante: Vem dizendo que os prestadores de serviço intelectual não são empresários. por que? Porque atividade . tem uma vírgula danada e coloca o tal do salvo. A questão é a seguinte: esse consultório foi crescendo. Todos já não atendem mais a ninguém. por exemplo. o dentista. daquela clinica. sublinhe. Essa sociedade tem natureza simples ou é uma sociedade empresarial? Simples. mas é apenas um dos elementos da empresa. Está mole. diz o parágrafo único. pegou todo mundo para trabalhar para ele. enfermeiros. cardiologista oftalmologista. As pessoas já não procuram mais aqueles médicos. já começaram a contratar outros médicos. O que ele fez? Estruturou empresarialmente os prestadores de serviço intelectual. crescer. salvo quando constituir elemento da empresa. outro prestador de serviço intelectual. O curso glioche. você procura a empresa. mas serão. são empresários? Não. eu vou ser empresário? Não. a otorrino também já se tornou a administradora daquele mini hospital. O difícil vem agora lá no final do parágrafo único do artigo 966. O que isso quer dizer? Salvo quando constituir elemento da empresa. O médico é a mesma coisa. em simpósios ninguém se entende. Ele é empresário? Não. Vou dar um exemplo: temos cinco médicos. mesmo contando com colaboradores. são ótimos médicos. Aí gera um a discussão danada. ginecologista e urologista. Se eu for sozinho alugar uma sala para dar aulas de direito empresarial . a minha atividade intelectual é apenas um dos elementos. o contador o economista. direito civil e outro. a atividade intelectual desse professor de direito penal é apenas outro elemento. O curso glioche LTDA é uma sociedade empresarial. a atividade desenvolvida por eles é uma atividade de natureza intelectual. Mas é prestação de serviço intelectual. Mas uma pessoa física ou jurídica pegou este prestador de serviço intelectual. Então a individualidade dele já se perdeu dentro daquela estrutura e mais os médicos que trabalham para aquela sociedade. começou a crescer. todos eles prestam serviço de natureza intelectual. os médicos que trabalham lá. mas vão constituir elemento da empresa. vamos continuar com o parágrafo único do artigo 966. vem a lei e diz mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. já não da mais em um andar do prédio já alugaram outro andar. quem tiver o código. É porque eles empresariaram os prestadores de serviço intelectual ( professores). procuram a estrutura empresarial. só aqueles clientes vips que não tem convênio médico. um Office boy. alugaram uma mansão. você procura todo aquele serviço que esta colocado a sua disposição. pois mexe com grandes interesses. funcionários. otorrinolaringologista. Foi crescendo não dava mais no prédio. uma clínica que ficou tão grande que a oftalmologista não atende mais ninguém. O que aquela empresa fez? Empresariou o trabalho intelectual. é a mesma coisa.22 O advogado é prestação de serviço? É. presta serviço? De natureza intelectual? Sim. você procura um médico específico lá? Não você procura a estrutura. Apenas um dos elementos. quando a prestação do serviço intelectual for apenas um dos elementos da empresa. então nesse caso a atividade como um todo é atividade empresarial. Montam um consultório ou mesmo uma sociedade de médicos. São chamados profissionais liberais. Quando você vai no Barra Dor. eles contratam uma secretaria só.

O que é empresa? Muita gente até hoje pensa que empresa é pessoa jurídica. serem consideradas sociedades empresariais. Importante: Então esse salvo é para abranger justamente essas sociedades que vão empresariar esse prestadores de serviço intelectual. Por que vocês dizem que o consultório não é. e aqui mais um esforço que eu vou pedir a vocês. na verdade o trabalho do artista é apenas um dos elementos da atividade da rede globo. sociedade empresarial e não sociedade simples.Vocês mesmos já sabem. isso porque é uma atividade intelectual. não estou sujeito à falência. está bem arraigada naquela pessoa. mas o se o legislador pode dificultar por que ele vai facilitar? Então eles botam um ponto bem difícil lá para complicar mesmo.Então tudo isso. o volume de negócios. . você tem vários profissionais intelectuais. Consultório medico é atividade empresarial? Não. só não conseguem individualizar isso. cientifica. não sou empresário. você procura a clinica o hospital. empresa não é pessoa jurídica. agora o curso Glioche. não tem estrutura empresarial. já que direito não é matemática. porque a individualidade já se perdeu. vários. tem estrutura empresarial. Clinica médica é atividade empresarial? Sim. Então. o capital. será que eu não tenho algumas regrinhas.vamos falar agora de empresa. quando mudou de estabelecimento.23 intelectual individualmente considerada é apenas um dos elementos da empresa. você não procura mais o médico. Então tudo isso para que essas corporações não venham dizer: não o meu serviço é intelectual. o Cepad. Agora já sabem porque vocês classificam o Barra D´or como uma sociedade empresarial. naquele prestador de serviço intelectual. dá uma aulinha. Na prova eles vão trazer para você estereótipo. know how). ultrapassada essa fase . são aqueles fatores de produção (mãode-obra de terceiro. Esse já é um primeiro indício de que aquilo já é uma sociedade empresarial. Para eles não resolverem alegar isso ai veio “salvo quando constituir elemento da empresa” claro que eles poderiam ser mais claros. A rede globo. esqueçam. 2º indício: É a estrutura empresarial. uma coisa para me ajudar. ele excepciona os cursos. outro indicio é quando a individualidade daqueles prestadores de serviço intelectual já se perdeu dentro daquela estrutura. Então aquela individualidade já se perdeu. Ex: o Barra Dor. as redes de radio. tudo isso pode ser indício de que você já não esta mais tratando uma sociedade simples e sim de uma sociedade empresarial. você não fica concentrado em um só. O professor que tem uma salinha. tudo o que vocês ouviram falar de empresa. insumos. Vocês podem perguntar a partir de que momento aquela sociedade de médicos deixou de ser uma sociedade de médicos para ser uma sociedade empresarial? A partir de qual momento quando contratou quantos funcionários. os hospitais as clínicas que prestam serviço de natureza intelectual. É isso que diz o parágrafo único do 966. ou eles vão apresentar o exemplo de um consultório médico ou de um mini hospital ou de uma clinica. capital. para eu saber quando tem estrutura quando não tem? Tem alguns indícios: 1º indício: É a diversidade das atividades dos profissionais intelectuais. o Júris. a área artística. Bom. quando? Direito não é matemática você vai ter que analisar o caso concreto.

Vocês não podem falar que vocês tem contrato com a empresa X. Porque o que é empresa? Atividade. Esse objeto pode ser explorado por uma pessoa física ou pessoa jurídica. Então o empresário individual. E se estamos parados há dez anos e o que é empresa? Atividade. Empresário pode ser pessoa física ou jurídica? Pode. você tem que propor ação contra uma pessoa. mesmo porque não é pessoa. é objeto. Tem sociedade? Tem. muita gente fala como se fosse sujeito. Empresa é atividade. Você celebrou contrato com o empresário. Você contratou a empresa tal ou o empresário? O empresário. colocando isso na cabeça que empresa é atividade. você entra contra quem tem personalidade jurídica. Quem tem personalidade jurídica é o empresário. empresa é objeto de direito. Empresa NÃO tem personalidade jurídica. Que o empresário exerce? Empresa. Por que você contrata a advocacia ou o advogado? O advogado. O empresário individual. Foram cair na asneira de perguntar a um tal Aschini o que ele achava. Como nós vamos trabalhar com um conceito dado pelos economistas? Vamos criar um conceito. Então quando você vai entrar com uma ação judicial. Então empresa é um conceito totalmente distinto de pessoa física ou jurídica. Empresa não é pessoa jurídica. É uma abstração jurídica. Paramos de desenvolver qualquer atividade há 10 anos. todo mundo foi elaborar um conceito de empresa. E quem tem personalidade jurídica? O empresário. pessoa física. Ascharelli. qual o nome da atividade que ele desenvolve? Empresa. Você não pode propor ação contra a empresa glioche LTDA. Tem sociedade. portanto é a atividade. Tem empresa? Não. Então você celebrou contrato com a empresa X ? Não. Se você pergunta o que é uma coisa a uma pessoa e ela diz que são quatro é sinal que ela está confusa. César Vivanti. ele falou empresa pode ser quatro coisas. Empresa. Tem que propor ação em face da sociedade empresarial Maromba LTDA. Qual é a atividade que o advogado exerce? Advocacia. Qual é a natureza jurídica da empresa ? É objeto de direito. empresa é o que? Empresa é para o empresário o que advocacia é para o advogado.24 O que é empresa então? Empresa é sociedade. temos uma sociedade nós quatro aqui. Portanto. Tem um outro exemplo. você tem como segurar uma atividade ? Então é por isso que o Requião fala com todas razões: empresa por ser atividade é uma abstração jurídica. Pode existir então empresa sem pessoa jurídica? Pode. Pode existir empresa sem pessoa jurídica? Pode com o empresário individual. Então empresa é para o empresário o que medicina é para o médico o que advocacia é para o advogado. Que o médico exerce? Medicina. Quem deu conceito de empresa foram os economistas. Um empresário individual ou por uma sociedade empresarial. Objeto pode celebrar contrato? Não. mas os juristas ficaram enciumados. mas não tem empresa. primeiramente . Não tem como segurar uma atividade. O problema disso tudo foi um tal de Alberto Aschini na Itália. E se é uma atividade. mas ainda não cancelamos o registro na junta comercial. vocês não podem mais errar. empresa é objeto.

lá no fim do corredor tinha um orgãozinho. então podemos falar junta comercial? Sim. A primeira obrigação nós já falamos que é o registro. são obrigações do empresário. Então toda vez que vocês se depararem com a sigla REPEM vocês já sabem que é junta comercial. O CC. apesar da lei falar em registro publico de empresas mercantis e atividades afins. Você só pode utilizar empresa como atividade. antes de iniciar a atividade ele tem que se registrar na junta comercial. Então o que é junta comercial? Bom. obrigação um. na lei vem dizendo: essa lei trata do registro público de empresas mercantis e atividades afins. Então a primeira obrigação do empresário. administrativa. Quando ele falou um ouvinte não se convenceu. Bom. Aí o ouvinte não satisfeito falou você não está me convencendo ai Aschini disse então vamos passar para a área filosófica. Já está confundindo de novo. uma secretaria. 985 e 250 do CC. diz lá são atribuições das juntas comerciais. e o que nós podemos falar sobre o registro? A lei que trata o registro é a lei 8934/94 e essa lei foi regulamentada pelo dec. Acabaram com o tribunal do comércio. poxa Aschini tem certeza? Não. por isso muita gente pensa que é a mesma coisa que empresário. mas subsistiu as antigas secretarias deles que se chamavam junta comercial. administrativas. pois empresário é o sujeito e empresa é o objeto. que são eminentemente burocráticas. Primeiro burro foi quem perguntou. a própria lei 8934/94. . burocrática. Então o Aschini só está certo no aspecto funcional. Besteira. 967. se você não tiver gostado do conceito eu tenho outro. empresa pode ser conceituada pelo aspecto objetivo. 1800/96. Então eminentemente administrativa. etc. OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO: Vamos falar sobre obrigações dos empresários. foram ver era a junta comercial. Está ai a confusão. e pelo aspecto objetivo. quando eles acabaram com o tribunal do comércio eles olharam para o fim do corredor e disseram: o que é aquilo lá? e aquilo ali é a função administrativa do tribunal. ai vem dizendo agora não é mais junta comercial é REPEM. já até falamos os artigos. As juntas comerciais são as sobreviventes da extinção do tribunal do comércio. Isso aqui a gente pode continuar utilizando.25 pelo aspecto subjetivo. Filosoficamente eu também não entendi. obrigação dois. E já vimos que não é a mesma coisa. porque empresa é uma abstração. empresa é quase estabelecimento empresarial. por isso que muita gente pergunta onde é que fica a empresa tal? Dobrando a esquina. traz lá. Quem fica dobrando a esquina é o ponto empresarial. boa praça. O que podemos falar sobre as juntas comerciais? Bom. Essa matéria é muito tranqüila porque esta didaticamente na lei. empresa é o mesmo que empresário. chamada junta comercial. Ai ele falou já que você não entendeu vou simplificar sob o aspecto funcional empresa é atividade desenvolvida pelo empresário. empresa sob um aspecto corporativo é a conjugação de esforços do empresário e de seus empregados para alcançar o fim econômico. antigamente naqueles tribunais de comércio.

uma autarquia. esse órgão federal dá comandos de ordem técnica para ser observados pelas juntas comerciais de todo o país. a junta nada mais vai estar fazendo do que atender um comando de um órgão federal. tal. departamento nacional de registro de comércio. então a justiça competente para apreciar essa impugnação é a justiça federal. que tipo de questionamento você esta fazendo. normalmente da secretaria de justiça. Salvo engano no estado do Paraná. o menor pode ser sócio? Na limitada. Se for um questionamento de ordem técnica. quando o STF decide alguma questão polêemica sobre arquivamento sobre junta. disciplinando: o menor pode ser sócio desde que observadas as seguintes condições. Tecnicamente elas estão vinculadas a esse órgão federal. O DNRC fica de olho. quando ele decide alguma questão polêmica. não tem nada de ordem técnica ali. Importante: Quando ela tem estrutura administrativa estadual como ela faz parte do sistema integrado nacional de registro e empresa mercantis? Elas são estaduais. comando genérico. Como colocar na prova: na jurisprudência há uma verdadeira balburdia na doutrina a orientação ser seguida é essa fala da dualidade. Ou seja. burocrática ou um questionamento de ordem técnica. Qual é a forma das juntas? A lei não prevê se tem que ser uma fundação. justiça federal. A mesma impugnação é feita na justiça estadual e na justiça federal. como no caso do menor o que o DNRC faz. Questionamento de ordem técnica. O tema é altamente polêmico. questionamento de ordem técnica uma de ordem administrativa outra. a doutrina também diz. 74933/RS. Exemplo. Agora se o questionamento é um ato administrativo. a prática mostra que mais de 90% das juntas adotam a forma de autarquia. mas as juntas comerciais estão vinculados a um órgão federal o DNRC. e o juiz estadual conhece e o juiz federal conhece porque existem decisões da justiça estadual dizendo que toda a competência é da justiça estadual. que são atos administrativos abstratos. não tem na lei. A decisão em recurso extraordinário. totalmente administrativo. tem efeito vinculante? Não tem. Quem manda mais? não há hierarquia. Ai é difícil colocar a jurisprudência. O DNRC edita as instruções normativas. e temos alguns precedentes do STJ atendendo a orientação doutrinária. você vai propor essa ação na justiça estadual ou federal? Depende. É importante saber que administrativamente ela tem estrutura estadual. é incrível. então tecnicamente eles estão vinculados ao órgão federal. As decisões são altamente conflitantes. uma orientação técnica que todas as juntas tem que observar aquilo. E por que isso é importante? Porque se você for fazer algum questionamento vai questionar um ato praticado pela junta. Então cada estado pode fazer como bem entender. justiça estadual. então. e em outros dois ou três outros não quiseram utilizar a autarquia e a junta nesses estados é um órgão da administração pública direta. questionamento de ordem puramente administrativa. temos que ir lá para o STJ. quando for feito o controle judicial haverá essa dualidade também. tem algum requisito. se é um questionamento de ordem puramente administrativa. como ele sabe que a decisão não tem efeito . Em razão dessa dualidade.26 E como é a estrutura das juntas comerciais? Cada estado tem a sua junta comercial. então a estrutura é estadual. tal e tal. justiça estadual. um órgão. administrativamente estão vinculadas ao governo federal. não prevê. um órgão de uma secretaria de estado. Existem decisões da justiça federal dizendo que toda a competência é da justiça federal. para dizer a verdade ninguém se entende. do STF. Resp.

aí o fiscal faz toda a fiscalização através do computador ( internet). 2º) A escrituração do empresário é sua alma. de observância obrigatória. Então isso serve para o próprio empresário estabelecer metas e efetivar o controle de sua atividade. A obrigação está prevista no artigo 1179 do novo CC. Então. os livros empresariais.quanto através de fichas. porque através dele é que o fisco pode exercer também a sua atividade fiscalizatória. o segundo objetivo dos livros é para atender o próprio empresário.27 vinculante.26/04/2003 Obrigações do Empresário: 1ª) Inscrever-se na junta comercial ( artigos 967. ele não tem que ficar puxando pela memória para saber quanto ele comprou de tal matéria prima em tal época. Existem varias instruções normativas que foram precedentes do STF. ou pelo menos 99% não tem mais livros em sentido físico.Hoje os livros estão todos dentro do computador. a lei diz quais são os livros obrigatórios e mais. ou seja. 2ª) Escrituração contábil. ou liga e o empresário da BRAHMA manda todas as informações por e. . escrituração mecanizada. o livro é Latu Sensu. O retrato é essa escrituração contábil. quanto está gastando de matéria prima para produzir. Qual o objetivo da manutenção dos livros comerciais? São três objetivos: 1º) De ordem fiscal. através de computador. Uma observação que se tem que fazer inicialmente é que quando se fala em livro comercial.mail para a inspetoria de Fazenda. Tudo ele consegue ver através dos livros. Então. muitas das vezes não vai lá na fábrica. o fiscal poderá ir até o local. em havendo dúvida. é o retrato de sua atividade. ou seja. extremamente rígido no controle dos livros comerciais. Como o fisco faz isso? O fiscal quando quer fiscalizar a BRAHMA. porque hoje ninguém tem mais.Pelo nosso sistema. O resumo da atividade dele está no livro. No final do ano é que o empresário é obrigado a imprimir tudo. Manter em ordem os livros empresariais. mas ai vai ficar muito mais difícil você conseguir um mandado de segurança em cima de um ato normativo que o DNRC normatizou com base na decisão do STF. Pode ser questionado? Pode. porque ele faz o controle através desses livros. para ele ter uma noção de sua atividade (visão panorâmica). 3 ª Aula . ele manda um e-mail. se está comprando mais. hoje a escrituração pode ser tanto através de livros.O fisco tem interesse. ele pega a decisão e transforma isso em instrução normativa. a escrituração. Podemos falar sobre livros empresariais é que nós adotamos o sistema francês. 1150 do CC). o fisco se interessa muito pelos livros comerciais. encadernar e levar na junta comercial. dita a forma de escrituração desses livros. Ali ele sabe se está vendendo mais.

nos pararíamos por aqui. Ele é o mais completo dos livros. porque só será obrigatório se o empresário pagar duplicatas. além de manter em boa guarda todos os documentos necessários a contabilidade. são terceiros.(referência feita somente ao livro diário). Ex: borrador. Importante: Se o pequeno ou micro-empresário emitir duplicata. o locatário deverá repassar para o empreendedor uma porcentagem do faturamento de sua loja. Só que o novo CC trouxe outros livros que em princípios parecem obrigatórios. diz o estatuto da micro-empresa. Ex: Contrato de locação em Shoping Center. onde uma das cláusulas que pode existir entre o locatário e o empreendedor (dono do shoping) é que além do aluguel. Como é que se consegue fiscalizar uma sociedade? Onde se busca informações? Através de seus livros. A doutrina coloca como livros obrigatórios todos aqueles previstos no artigo 100 da lei de S/A (Sociedade por Ações). que é o livro diário. É importante apontar a divisão que existe entre os livros comercias obrigatórios e os livros facultativos. ele vai ter que ter em seu lugar obrigatoriamente 02 (dois) livros: a) Livro caixa. O que interessa são os livros obrigatórios e atualmente nó temos segundo a doutrina um único livro verdadeiramente obrigatório. que poderão buscar neles as informações necessárias. ele terá que ter obrigatoriamente esses dois livros. O professor entende como não obrigatório. que está previsto no novo código civil no artigo 1180 . isso porque todos os empresários devem ter.Esse livro de emissão de duplicatas está previsto na lei nº 5478/68. etc. É o caso de uma loja que sempre vive cheia e repassa a mesma porcentagem de seus lucros de uma loja que vende bem menos e tem um lucro menor. Sócio em última análise é um credor de uma sociedade. Mas quando um microempresário não tem um livro diário. Antes do novo código civil. ele terá que ter o livro de duplicatas. os sócios de uma sociedade empresarial. É através do livro comercial que o empreendedor vai fiscalizar o faturamento da loja.Não cai na prova livro facultativo. Os sócios nós já vimos que não são empresários. Vejam bem. Empresário é a sociedade. OBS: Os micro e pequenos empresários estão dispensados da escrituração comercial obrigatória. O empresário que não paga duplicatas não precisa ter esse livro. . A doutrina também trata como livro obrigatório o livro de duplicatas. Os livros também servem para resguardar direitos e interesses de terceiros. apesar do estatuto do microempresário falar que está dispensado da escrituração comercial obrigatória.28 3º) Esse terceiro objetivo é para atender a terceiros.Mas a doutrina o cita como obrigatório.razão. Por exemplo. logo eles estão dispensados do livro diário. se ele não tiver o livro diário. b) Livro de inventário ou livro de estoque ou livro de controle de mercadoria.

mas a matéria é divergente. Ex: título prescrito. . contida no artigo 1º. É divergente pelo seguinte: Se existe uma ação própria para ajuizar com base nos livros comerciais e essa ação está prevista na lei de Falências. OBS: A sentença do juiz que julga que ciclano é credor de beltrano no valor de tanto é IRRECORRÍVEL. Você pode propor uma ação monitória com base em um livro comercial? A ação monitória é uma ação que tem por objetivo dar executividade a títulos não executivos. Em situação de concurso. Nesse caso esse fiscal não tem nada a ver com o material a ser fiscalizado. deveremos responder que inobstante a existência da previsão legal da ação de verificação de contas. caminhamos logo atrás do professor Carreira Alvim no sentido de que é possível a propositura da ação monitória com base nos livros comerciais. Aí. É mais uma novidade. Esse livro é obrigatório quando a sociedade limitada possuir conselho fiscal. ICMS.Mas é importante lembrar da súmula nº 439 do STF. onde afirma que a autoridade fazendária tem que se ater ao ponto da investigação. Estoque é bom para fiscal de ISS. pois irá ferir o princípio do sigilo. É claro que o sigilo NÃO vale para as autoridades fazendárias fiscais. Porque a sociedade limitada não está obrigada possuir conselho fiscal em sua estrutura. esse conselho é facultativo nesse tipo de sociedade. Então o juiz não pode determinar a seu bel prazer determinar a exibição de livros comerciais de determinado empresário sem previsão legal. EXIBIÇÃO DOS LIVROS EMPRESARIAIS: Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo ou pelo princípio da publicidade? Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo. que diz que nenhum juiz ou tribunal que sob qualquer pretexto pode determinar a exibição de livros comerciais.29 NOVIDADES: A) Livro de atas e pareceres do conselho fiscal nas sociedades Limitadas (artigo 1069. A lei já criou uma ação própria para tornar em título executivo um crédito que se encontra em um livro de um outro empresário. contida no artigo 1º da lei de falências. B) Livro de atas na assembléia geral nas sociedades limitadas. Ex: um fiscal do INSS que quer dar uma olhada no livro de estoque. porque o segredo é a alma do negócio. Teria que apresentar se fosse com relação à questão previdenciária. salvo nas hipóteses previstas em lei. Uma questão interessante sobre livros é saber se eles podem municiar a AÇÃO MONITÓRIA. II). IPI. O professor Carreira Alvim entende possível . tinha um artigo no código comercial que era o artigo 17 e hoje consta no artigo 1190 do novo CC. que é ação de verificação de contas. aí o empresário não tem a obrigação de apresentar esse livro de estoque. parágrafo 1º). porque a sociedade limitada não possuía assembléia geral antes do novo CC e hoje possui obrigatoriamente assembléia geral quando ela possuir mais de 10 sócios.( Art 1075. isso porque não há nenhuma proibição legal.

É por esse motivo que a exibição parcial pode ser determinada em qualquer ação. Fica ele desapossado de todos os seus livros.Qual é a solução? a decretação da prisão. e regulamentou o procedimento de exibição judicial ( artigos 381 e 382) e lá eles criaram uma forma. onde se alega que a prova do direito encontra-se no livro de uma pessoa que não é o réu. além de responder pelo crime de desobediência. já não pode decretar a prisão de terceiros. com a ida do empresário ao cartório. sob pena de prisão( artigo 34 do Decreto-lei nº 7661/41) 2ª) A exibição parcial ela pode ser determinada em qualquer ação e essa exibição ocorrerá após determinação judicial. Na dúvida ninguém pedia prisão.se no livro do réu e uma das partes se recusar a apresentar seus livros. tinha uma previsão no código comercial no artigo 20 onde afirmava que se o juiz determinasse a exibição do livro comercial e a parte se recusasse. . se não fosse encontrado. onde o escrivão do cartório irá xerocopiar na hora. É a mesma prisão do falido.se no livro do autor ou o autor alegar para o juiz que seu direito encontra. O artigo 20 do código comercial acabou de ser revogado.30 A lei prevê duas formas de exibição dos livros comerciais: 1ª) A exibição integral é hipótese excepcionalíssima. então a discussão que existia não existe mais. o livro teria que ser apresentado em cartório sob pena de prisão (previsão de 1850 ). diz o CPC e pelo código comercial é prisão de natureza civil (art 20). ele determinaria a busca e apreensão. porque ele tem que contabilizar tudo e onde irá efetuar essa contabilidade se seus livros não estão em sua posse ?.Então. Essa prisão era constitucional ou inconstitucional? Havia grande divergência. deixando todos os seus livros. onde se o réu alegar para o juiz que seu direito encontra. porque ele já sai do cartório com seu livro em sua posse. porém. uma vez que o terceiro não é parte da relação jurídica processual. o juiz terá que decidir com base em outras provas. o empresário tem que entregar todos os seus livros em cartório. nesse caso do terceiro. Pouquíssimas ações o juiz pode determinar. A exibição parcial não impede a atividade do empresário. ficando impossibilitado de dar continuidade a sua atividade. Só em algumas ações. entrega os livros e vai embora. o juiz vai presumir como verdadeiros os fatos alegados pela outra parte. as partes do livro que foram determinadas pelo juiz (ex: folhas do dia tal ao dia tal). conferindo com a original. Antes do novo CC. em ação de falência. ele prevê apenas como presumir verdadeiro os fatos alegados pelo autor na petição inicial. O juiz pode determinar a exibição do livro de terceiro. A exibição integral importa em desapossamento dos livros. Porque na exibição integral o empresário vai lá no cartório. A exibição integral ocorre em ação de dissolução total de sociedade. onde decretada a falência. OBS: Pode ser determinada a exibição judicial de livro de terceiro. de 1973. porque o artigo 20 que fundamentava esta decisão não existe mais. porque o CPC não prevê esta prisão. surgirá um problema se ele se recusar a exibir. porque o magistrado não terá como presumir como verdadeiro os fatos alegados pelo autor. porém esse terceiro que se negar a exibir seus livros responderá por crime de desobediência.Aí veio o Código de Processo Civil.

Sobre os livros não há muito o que discutir. Por achar feio. para fins de concurso não está errado. porque identifica o produto explorado pelo empresário. nós não colocamos um letreiro escrito Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. . São duas observações pertinentes sobre o balanço: 1ª) É que determinadas sociedades são obrigadas a elaborar o balanço semestralmente. colocamos o nome – “Ipanema Bebum” (que é título de estabelecimento. É importante ressaltar que sem esses balanços o empresário não pode participar de licitações ( lei 8666/93).31 3ª) Elaboração do balanço financeiro: Todo ano o empresário tem que apresentar um balanço. Então. cai muito isso lá). porque o balanço tem que ser levado à junta comercial para receber a rubrica do juiz e essa mera ausência dessa formalidade não importa em crime falimentar. Ex: Vou montar uma sociedade com Paulo Garcia. isso não configura crime falimentar. balanço é coisa para contador. se o balanço estiver correto. C) Identifica o produto (marca). que identifica apenas o ponto comercial. temos três elementos de identificação: A) Identifica o empresário. desde que o balanço esteja elaborado de forma correta. É realizado em todas aquelas sociedades que distribuem lucros semestralmente. laranjinha. Qual é o nome empresarial? Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. são as chamadas instituições financeiras (é importante para quem vai fazer prova para a área federal. Não é muito importante para nós bacharéis em direito. B) Identifica o ponto comercial (título de estabelecimento). então é a marca. porém. Elaborou o balanço tem que levar na junta. mas se elaborou e não levou na junta. O nome fantasia. Nós registramos a laranjinha como marca de nosso produto. Só que nós temos um produto lá que é conhecido como laranjinha. (nome empresarial). Só que lá no nosso ponto comercial.É interessante falar sobre a ausência de balanços. que alguns autores o chamam de nome fantasia). não está totalmente correto. ficando Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. pois se não houver os livros obrigatórios é crime falimentar do artigo 186. tanto pessoa física como pessoa jurídica. VI da lei de falências. 2ª) Existem crimes falimentares por ausência de livros comerciais e ausência de balanço. aí tem que ter o balanço para saber quanto de lucro tem para distribuir através de dividendos. NOME EMPRESARIAL: É o elemento que identifica o empresário.

ou L. Completamente errado. vem outro José da Silva e também deseja atuar no comércio de bebidas. Marques. que identifica o empresário individual. O que pode acontecer e muita gente vem torcendo o nariz. Posso colocar o meu nome lá de forma abreviada. Ex: Eu. porque no nosso sistema o nome não pode ser substituído por apelido. o meu apelido é Léo Bebidas. Quero comprar e vender bebidas. A . Silva bebidas. Araújo Marques.32 Primeiramente vamos nos ater ao nome empresarial. eu posso abreviar – L. Isso é importante porque. Ele está querendo saber como é que eu quero ser conhecido no direito empresarial.A . Então você pode acrescentar. é a espécie que identifica firma individual. Silva bebidas de Jacarepaguá. Lei 8.como novo nome empresarial na junta comercial? Nunca. identificando o empresário individual. é colocar assim: “L. você pode colocar algumas expressões que melhor te identifique. Isso é a firma individual. O último nome nunca poderá ser abreviado. pois firma é espécie de nome empresarial. Só que se houver outro José da Silva em Jacarepaguá atuando no comércio de bebidas. não precisando ser por extenso. Minha firma individual vai ser Leonardo Araújo Marques. ou Leonardo A . Ex: L. imaginem o José da Silva. Silva Zezinho de bebidas. mas uma coisa é certa . Espécies de nome empresarial: Firma.800/96 e Instrução Normativa 53/96 . Leonardo Marques. chego na junta comercial e falo que desejo ser empresário individual. O funcionário da junta comercial me perguntou qual seria minha firma. Marques por Léo . Tem gente que gosta de dar mais uma floreada. vai colocar o nome empresarial de J. Marques Carioca Bebidas”. o mesmo do nome civil. Muita gente pensava que firma é pessoa jurídica. pois não há nenhum problema.934/94. Os artigos que tratam do assunto que estão elencados nos artigos 1. é possível anexar outra expressão J. (Porque a expressão designativa da atividade é facultativa na firma individual). quero colocar o meu próprio nome civil. A) Firma individual: A firma como uma espécie de nome empresarial. que colocou o nome empresarial de José da Silva bebidas. Daí eu falo para ele que não quero nada de frescura. Marques comércio de bebidas. Posso substituir Leonardo A. tem que estar seu nome em seguida. colocando a atividade empresarial. vem outro José da Silva e para diferenciar coloca o nome de J. OBS: A lei flexibilizou para as pessoas que gostam de inventar. Então. É uma expressão do meu apelido Carioca. Marques. A . . Decreto 1. Por extenso ou abreviado.DNRC.155 a 1.168 do novo CC.

Mas aí vem a lei e abre uma exceção. ela identifica algumas sociedades em que seus sócios. A Cristina Silva também possui responsabilidade ilimitada. mesmo tendo todos os sócios responsabilidade limitada. mas para ser exceção tem que constar na razão social a expressão LTDA. o correto em contrato. onde se coloca razão social. a doutrina afirma que todos os sócios respondem ilimitadamente (Fran Martins). se colocar o nome na razão social. que a pessoa que coloca seu nome possui responsabilidade ilimitada e as demais pessoa representadas por Cia ou Outros. Ex: Moraes e Cia. o nome empresarial. Nome é o gênero e razão social é uma das espécies.Ex: Vamos montar uma sociedade composta de 05 pessoas. Uma coisa eu sei. Então a sociedade limitada pode até utilizar a razão social. porém. A firma coletiva. onde uma sociedade limitada pode utilizar a razão social.Não há jurisprudência a respeito deste assunto. então pode ser: Bianca Moraes. é colocar firma individual ou coletiva ou a denominação. Então. achando que razão social é a mesma coisa que nome empresarial. Se esquecer de colocar a expressão LTDA. colocando o nome de qualquer dos sócios. abreviada ou por extenso.33 B) Firma coletiva ou Razão Social: Muita gente confunde. Cristina Silva e Cia comércio de veículos. Essa é a regra. Às vezes se vê. não sendo obrigada para tal. em regra. possuem responsabilidade ilimitada. e a regra diz mais. Os sócios que possuem responsabilidade limitada não podem colocar seus nomes na razão social. o nome dela pode vir por extenso ou abreviado ou até suprimido. para que esse sócio permaneça com a responsabilidade limitada tem que ter a . O correto seria colocar logo o nome empresarial. também chamada de razão social. que é a sociedade por cotas de responsabilidade limitada. Diz que aquele que tem responsabilidade limitada. porque a razão social é para ser utilizada por sociedade cujos sócios possuem responsabilidade ilimitada. E mais. EXCEÇÕES: A) Existe uma sociedade em que todos os sócios possuem responsabilidade limitada. É equivocado colocar razão social em contrato (falta de orientação jurídica). A razão social é formada a partir do nome dos sócios que possuem responsabilidade ilimitada. sendo 02 pessoas com responsabilidade ilimitada e as outras 03 não. admitindo qualquer de seus sócios colocar seu nome. Então essa sociedade não poderia usar a razão social. Quem disse que eu vou usar razão social? Posso utilizar uma denominação que não é a razão social. ou melhor. Maria Ferrete e Cia comércio de veículos LTDA. mas ela pode contribuir com seu nome. É importante ressaltar que o ramo de atividade também é facultativo. Ex: Joana Araújo. É exceção. Então como eu vou saber que tem responsabilidade ilimitada e que tem responsabilidade limitada ? Vou saber analisando o contrato social. porque ninguém comete este erro na prática por cair em exigência na junta comercial. ficando representados por Cia ou Outros. eu terei que analisar o contrato social. então você pode colocar sua firma individual ou sua firma coletiva ou sua denominação.Como é que ficaria? O nome das pessoas que possuem responsabilidade ilimitada é Cristina Silva e Bianca Moraes. ele passará ter responsabilidade ilimitada.Mas vejam que pode se dar da seguinte forma: Bianca Moraes e Cia. em contrato escrito. ao invés de colocar Bianca Moraes e Cia. Cristina Silva e outros comércio de veículos ou Bianca Moraes.

É por isso que o professor Leonardo não gosta de colocar o título de estabelecimento como nome fantasia. DENOMINAÇÃO: Em regra identifica as sociedades cujos sócios tem responsabilidade limitada. teria que colocar a expressão e Cia. porém a ordem dos fatores não altera o produto. Mas. Então ficaria no exemplo dado acima.Então como é que vamos chamar o título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) ? Vamos chamar de nome de Fato. abreviada ou por extenso. e mesmo assim ela pode utilizar a denominação. que pode ser limitada. O nome fantasia é porque não tem nenhuma vinculação necessária com o nome dos sócios. porque as pessoas fazem confusão na prática.34 expressão LTDA. O que foge a regra.Nome fantasia + ramo de atividade + tipo societário. porque obrigatoriamente tem que colocar a expressão Sociedade comandita por ações e quando for Sociedade comandita por ações.Por isso que a expressão Sociedade comandita por ações substitui a expressão e Cia. então não precisa colocar a expressão e Cia. B) Na sociedade comandita por ações. confundindo a denominação com o título de estabelecimento. você já sabe que tem acionistas que não podem colocar o nome. mas depois do nome dos acionistas com responsabilidade ilimitada. Importante: Por isso nós utilizamos título de estabelecimento como nome de fato e a denominação como nome fantasia. Marques Moraes indústria farmacêutica comandita por ações. porque chamam os dois de nome fantasia. Lembrando que o ramo de atividade é facultativo.São elas: 1ª) Na sociedade comandita por ações temos acionistas com responsabilidade ilimitada. . Confunde título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) coma denominação.Somente quem pode colocar o nome na razão social é acionistas com responsabilidade ilimitada. onde o que se vê de diferente é que temos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. Ex: Halley restaurante comandita por ações ou Halley restaurante sociedade anônima. por exemplo: Marques Moraes indústria farmacêutica e como tem vários acionistas que não colocaram nome. OBS: Globex utilidades S/A é denominação. Ex: Júpter mais obrigatoriamente o ramo de atividade (restaurante) e obrigatoriamente o tipo societário. é que sempre teremos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. porque você já sabe que tem mais gente. Essa é a estrutura da denominação e temos exceções a essa estrutura. podendo vir tipo societário no início por exemplo. Acaba confundindo com o próprio nome empresarial. que são os acionistas com responsabilidade limitada. Ponto Frio além de ser o título de estabelecimento é a marca .Ela é formada a partir de um nome fantasia. Só de ter expressão Sociedade comandita por ações você já sabe que tem que olhar o estatuto para saber quem são os outros acionistas. a expressão e Cia na sociedade comandita por ações é desnecessária. comandita por ações ou sociedade anônima.

ministros. principalmente proteger terceiros. através dos enunciados sobre o novo CC de nº 71 e 73 enfatizaram o tema.(entendimento plausível). a partir do registro. não precisa mudar os nomes antigos e sim os novos é que tem que se adaptar a nova legislação. isso contraria o disposto no enunciado nº 73. estamos vendendo quentinhas e colocamos o nome de quentinhas da Paty (marca).Houve confusão de poderes. Só que o problema mexeu com os poderosos e o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. pelo lado dos sócios e pelo lado da sociedade ela tem o direito subjetivo de utilizar aquela denominação.Que tipo de sociedade é essa? Olhando de fora não se sabia. porque o nome não é dos sócios e sim da sociedade. eles realizaram aquele ato segundo a lei então vigente. Por estes 02 (dois) motivos. que pelo menos aplique o 73. muita gente está entendendo que tem que alterar. ou seja. O nome empresarial pode ser idêntico ao título de estabelecimento e diferente da marca. Não se pode falar em direito adquirido dos sócios. porque a razão social já está identificando pelo menos os sócios. como podem ser todos iguais. Cuidado com a prática. Em cima do estabelecimento tem o restaurante do Bidu ( Título de estabelecimento). Ex: Leonardo Marques. O prazo foi dado justamente para que os empresários pudessem se adaptar as novas regras. só que o novo CC trouxe nos artigos de nº 1158 e 1160. Agora Votorantin S/A não está identificando nem os sócios e nem o tipo de sociedade.tem que vir Halley restaurante LTDA. Ex: Casas Bahia é tudo igual. porque na prática podem ser todos diferentes.Não se aplica o enunciado nº 71 e sim o enunciado nº 73. O enunciado nº 71 diz o seguinte: que o ramo de atividade continua facultativo. que afirma em seu artigo 1160 que a denominação é designativa do objeto social. Tem um artigo no novo CC. Além do restaurante. para as sociedades que já existem não precisa modificar o nome. ou seja. Patrícia Oliveira comércio de alimentos LTDA( nome empresarial. quando os sócios elaboraram o estatuto ou contrato social e colocaram aquela denominação. Depende do caso concreto.Depois eles afirmaram que quem não quiser aplicar o enunciado nº 71. para que terceiro saiba com quem ele está tratando.Ex: Votorantin S/A. Marca identifica os produtos ou serviços comercializados. tornar obrigatório o ramo de atividade na denominação. a partir de agora as sociedades que forem criadas terão que colocar o ramo de atividade.razão social). contrariando o novo CC.Então pelo lado da sociedade temos o Direito Adquirido. realizaram um Ato Jurídico Perfeito .Os professores Waldo Fázio Jr e Fábio Ulhoa Coelho adotam esse mesmo entendimento. desembargadores e juízes não são legisladores. que afirma que todos os empresários tem que se adaptar as novas normas durante a Vacatio Legis. Então o legislador entendeu por bem. O professor Leonardo apoia o disposto no enunciado nº 73. para dar uma maior transparência. NOVIDADES: 1ª) Antes do novo CC a expressão designativa da atividade era simples e facultativa em qualquer espécie de nome empresarial. Então.35 Vembo comércio de alimentos LTDA é denominação. BOBS é tanto título de estabelecimento como marca. onde pela razão social não há problema nenhum. por duas razões: Pelo ato de sorte. O Poder Judiciário não pode legislar. Ex: Agora não pode mais vir Halley S/a ou Halley LTDA na denominação. . só que eles não fundamentam.

Porque não se pode vender o que é da sua personalidade. o problema é que dentro do nome da sociedade está levando o nome dos sócios. Era um posicionamento tradicional em direito empresarial que entendia ser o direito da Personalidade inalienável e intransmissível. . como na verdade elas não são sócias. 2) Com o novo CC.É interessante. se a razão social tem que ser formada a partir do nome dos sócios. porque muita das vezes o empresário se encontra em difícil situação financeira e o único bem que ele tem disponível para venda é seu nome empresarial. de uma pessoa natural é direito da personalidade. porém há algum tempo deixada de lado.Na interpretação. no artigo 1164. os novos sócios não poderão utilizar o nome Bianca Moraes. 3ª) corrente: Acolhida no Brasil. onde o nome empresarial não é passível de alienação. teleológica.36 2ª) O nome empresarial. A crítica foi tão grande que o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. sua vida. 2ª) corrente: Surgida na Europa Ocidental. tanto a firma individual. quando o artigo é ruim busca-se dar a ele uma outra interpretação. sistemática. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA para outros cinco sócios. como a denominação eles são passíveis de alienação? Antes do novo CC deveria ser respondido de acordo com 03 (três) correntes: 1ª) corrente: Entende que o nome é direito da Personalidade.O nome da sociedade não é problema nenhum. como a razão social. ficando assim: O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Eles adotaram a 1ª corrente. porque iria ferir o Princípio da Veracidade. Daí. especificamente com o artigo 1155. O professor partiu para uma interpretação tanto sistemática como teleológica. revistas especializadas em direito empresarial.Continua aplicando o artigo. ele buscou juntar o artigo 1164 com outros artigos de lei. Porque como é que nós vamos vender o nome Bianca Moraes. José Maria Leone diz quais são em sua obra.Estaria enganando terceiros. porque Bianca Moraes e Cristina Silva não são sócias da nova sociedade formada. é o que mais atrai clientes e se tem valor econômico é passível de alienação. uma coisa é certa. que são pessoas físicas e com direito da personalidade. se a alienação do nome de uma sociedade não viola a característica de direito da personalidade. que já estava ultrapassada. Na hora da prova em concurso não pode colocar que está tudo errado. Conclui-se que não se pode vender Firma individual e Razão social. daí não pode ser alienado. o baço. Ex: Não se pode vender os rins. que não concordamos e não vamos aplicar. etc. Passa a uma interpretação histórica.A solução não está no enunciado nº 72 e sim no seguinte raciocínio desenvolvido pelo professor Leonardo: Como a lei é ruim e o artigo é péssimo. quando encerrar direitos à personalidade. o nome da Bianca Moraes é direito da personalidade. afirma que não deve ser aplicado o artigo 1164 do novo CC. Muito criticado em simpósios. em qualquer uma de suas espécies. porém não o aplica literalmente. o nome de uma pessoa física. com a idéia de que o nome empresarial é o que o empresário tem de mais valioso. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA. É até bom para o empresário. você estaria dizendo que a Bianca Moraes e a Cristina Silva são sócias.Um segundo fundamento. Então. O Brasil entende o seguinte: Firma individual e Razão social são inalienáveis. através do enunciado de nº 72. sua moral. Para nós interessa apenas uma que é a Inalienabilidade.

porque a atividade empresarial é extremamente privada. O que é o estabelecimento empresarial? O conceito está no artigo 1142 do novo CC. Então isso é o estabelecimento comercial empresarial. e por este entendimento você também chega à conclusão de que somente é inalienável a firma individual e a razão social. porque você vai colocar como inalienável uma Votorantin S/A. mesas. eu vou comprar um balcão. Isso tudo é uma interpretação teleológica.Jr. Outras expressões que são utilizadas e que podem acabar caindo na prova “discorra sobre fazenda na empresa”. Vejam o conjunto de bens que o empresário reúne para desenvolver a sua atividade.Jr ( professor paulista da UNICAMP. ou uma casas Bahia LTDA como inalienável. vou comprar três motos para entrega. pois o empresário pode lançar mão da venda daquele nome para poder fazer caixa.(interpretação sistemática dos artigos 1155 a 1159 do novo CC) A interpretação sistemática se busca interpretar o artigo dentro de uma gama de outros artigos. com base na liberdade da atividade empresarial. Então estabelecimento empresarial. o mesmo do professor Leonardo. fundos de comércio. O ponto é apenas um dos elementos.37 Quando é que nome empresarial encerra direito à personalidade? Em firma individual e razão social. cadeiras. reunidos pelo empresário para proficuidade de sua empresa. Asienda (italianos). Artigo 1142 do novo CC – “Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. Em outras palavras: “É o complexo de bens corpóreos ou incorpóreos. que estudamos lá na faculdade. Então por exemplo. para poder salvar a atividade da empresa. é uma coisa só. separa e lê isoladamente e sim o analisa dentro de uma estrutura. Você não pega o artigo. fundo empresarial. para excelência de sua atividade empresarial”. Esse também é o entendimento do doutrinador Waldo Fázio. Você tem que lembrar que o nome como tem valor patrimonial. Good Will (americanos). pois deve predominar normas não cogentes e dispositivas. OBS: Muita gente pensa que estabelecimento é o ponto.Com base na teoria da preservação da empresa. tudo sinônimos. fazenda da empresa. 4 ª Aula . por empresário ou por sociedade empresarial”. pode ser motivo de salvação. o estabelecimento é um complexo de bens. Em uma interpretação teleológica. porém ele não fundamenta a sua conclusão. uma vez que esse conhecido doutrinador não fundamentou sua posição. promotor aposentado). (era nomenclatura usada por Pontes de Miranda). Em caso de concurso pode colocar como entendimento do doutrinador Waldo Fázio. eu vou alugar um ponto. é muito . Então todos esses bens que eu estou comprando vão integrar o meu estabelecimento empresarial. também chamada de interpretação racional é um problema. para melhor desenvolver a sua atividade empresarial. É um excelente conceito dado pela lei. para exercício da empresa. então deve prevalecer a livre iniciativa do empresário.10/05/2003 ESTABELECIMENTO COMERCIAL: É aquele antigo fundo de comércio.

No Brasil é como? Você vai abrir a firma individual. por exemplo. Então porque vai falar que tem personalidade jurídica? Por isso essa corrente é adotada lá e não aqui. aqui não existe divisão do patrimônio. Existe agora a hipótese do artigo 974 do NCC. pego parcela do meu patrimônio e destino para estabelecimento: tantos euros. qualquer que seja tem responsabilidade ilimitada. entende que estabelecimento empresarial tem personalidade jurídica. . e responde com todo ele frente às suas dívidas. Lá na França não tem divisão. para saber que tem quatro correntes da natureza jurídica: 1ª) Corrente: Artigo 1142 do NCC . No Brasil existe essa possibilidade de divisão? Não. o bem x. pessoa física: Leonardo. Toda sociedade responde ilimitadamente por suas obrigações. qual patrimônio que vou afetar. mas na França tem. Então não tem divisão de patrimônio civil. o carro que é utilizado. A firma individual tem capital próprio? Não. Tem patrimônio da Sociedade ou patrimônio dos sócios. mas no Brasil não. não tem como separar. Divide patrimônio civil do empresarial. No Brasil só quem tem personalidade é pessoa física ou jurídica. o imóvel tal. jamais bens. a moto que é utilizada. chego na França para me inscrever na Junta e eles perguntam quais são os bens que vou ligar à minha atividade. este é uno e indivisível. 2ª) Corrente: É adotada na França e por parte da doutrina alemã. Por isso que essa teoria está corretíssima para a França. lá é patrimônio de afetação. porque ela responde com todo seu patrimônio. porque quando cair na prova a análise do mesmo. você coloca: Negócio Jurídico e quatro traços.38 mais que só um ponto. NATUREZA JURÍDICA DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL: O que representa para o Direito? Há quatro correntes: No artigo 1142 CC colocar quatro traços. defendida por parte da doutrina alemã. lá é isso mesmo. Toda sociedade. O empresário separa parcela de seu patrimônio para afetar àquela atividade. única exceção – juiz dividir. responde com todo seu patrimônio. A regra é que toda pessoa só tem um patrimônio. vai lá e indica a firma individual. Estabelecimento comercial é o ponto. Como funciona isso? Sou empresário individual. porque empresário responde com todo seu patrimônio. Mas professor. tudo isso.Surgiu na Alemanha. porque responde com todo seu patrimônio. a sua casa de praia vai ser afetada pela atividade do empresário. pois empresário individual tem responsabilidade ilimitada. daí não pode ser adotada essa corrente entre nós. estabelecimento empresarial é patrimônio de afetação (que é conjunto de bens com destinação específica). para eles. Lá na França você pode dividir o patrimônio civil e o empresarial. você acabou de falar de é um complexo de bens? Quem tem personalidade jurídica: bens ou pessoas? Pessoa. E a pessoa jurídica também é assim? Responde com todo seu patrimônio? Na sociedade é diferente? Como é a responsabilidade da sociedade por cotas de responsabilidade limitada? É limitada ou ilimitada? É ilimitada. os bens que estão no ponto.

mas o estabelecimento empresarial não é reunido por vontade. por força da lei. que é complexo de bens reunidos por força do artigo 1142. artigo 1142 do novo CC. Qualquer sociedade sempre terá responsabilidade ilimitada. Importante: Daí. um sítio. O estabelecimento empresarial muitos defendem a partir no novo CC. A herança é uma universalidade de direito típica. A lei que determina a reunião daqueles bens. Por exemplo: Sou empresário individual. mas não fazem parte do meu estabelecimento. assim como Fabio Ulhoa e outros. O Professor entende que a 4ª corrente é a melhor. porque tudo que integra meu estabelecimento faz . a própria lei está dizendo que é universalidade de fato. um conjunto de bens reunidos por força de lei. tem que comprar um carro. a moto para prestar socorro etc. 4ª) Corrente: Chamada de universalidade de fato. muita gente está começando a defender essa corrente. Defendem que estabelecimento empresarial é universalidade de fato (conjunto de bens reunidos pela vontade de uma pessoa que é o empresário que vai decidir quais bens vai reunir para desenvolver sua atividade. por isso não pode ser chamada patrimônio de afetação. e tenho uma casa de praia. E fazem parte do meu estabelecimento a oficina. Então já seria universalidade de direito. tenho e desenvolvo atividade de oficina mecânica. porque a sociedade é uma pessoa e sócios são pessoas diferentes. mas por força da sociedade. e que alguns passaram a defender a 3ª corrente .Universalidade de Direito. não existe divisão. reunidos pela vontade do empresário. porque o empresário pode ter um bem que não esteja ligado à sua atividade. seu conceito está disposto em lei. Na hora da prova colocar as quatro correntes e dizer sobre inovação trazida pelo novo CC. O sítio. 3ª) Corrente: O Estabelecimento é universalidade de direito. Todos continuam adotando a 4ª corrente. a casa de praia. se vai alugar dois carros. uno e indivisível. geladeira etc). porque sociedade e sócio não se confundem. ELEMENTOS: Quais elementos que integram o estabelecimento empresarial? Posso dizer que tudo que faz parte do estabelecimento faz parte do patrimônio e vice-versa? Posso dizer que estabelecimento comercial e patrimônio do empresário são sinônimos? Patrimônio e estabelecimento comercial não são sinônimos. Não há divisão do patrimônio civil ou empresarial. A lei dispõe assim no artigo 1142 do novo CC. porque agora o conceito de estabelecimento comercial está na Lei. Importante: A responsabilidade do sócio é que é limitada ou ilimitada. O professor não concorda. OBS: Nas palestras muita gente fala da Universalidade de direito. ou seja. fazem parte do meu patrimônio. Você se posiciona. muita gente boa está começando a defender isso. que defendem que o fato de estar conceituado na lei não quer dizer que seja universalidade de direitos. No Brasil. mas ninguém ainda defendeu em livro. porque patrimônio é um só.39 Mas aí é da mesma pessoa? Não. eu digo que patrimônio é conceito mais amplo e estabelecimento é conceito mais restrito. mas há patrimônio da sociedade e patrimônio do sócio. Então no Brasil essa não pode ser adotada. Assim posso dizer que para o novo CC o estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato – entendimento majoritário.

ter bens que façam parte de seu patrimônio e não façam parte de seu estabelecimento? Lembre que estabelecimento não é ponto. a marca. então para prof° Fábio quando for sociedade são expressões sinônimas. os bens que o guarnecem – tapete. nunca construiu nada. estabelecimento empresarial quando se referir à sociedade equivale a todo patrimônio da sociedade. explorar estacionamento. a moto. todos os bens ligado à atividade. para desenvolver minha atividade? O imóvel. carro de entrega. Como vou dizer que imóvel não faz parte de meu estabelecimento? Verdadeira utopia. Patrimônio será sempre conceito mais amplo do que estabelecimento comercial (empresarial). Vou ser empresário. Como um instituto de Direito Civil pode integrar um estabelecimento empresarial? O que não tem nada a ver. a corrente majoritária entende que não. Rubens Requião começa a discordar de tudo agora é verdadeira unha encravada. estoque. ainda que não esteja ligado ao seu ramo de atividade. Posição isolada. porque esta não pode ter ou adquirir bens que não estejam ligados à sua atividade. Aquele terreno faz parte do patrimônio da sociedade empresarial? Faz. o imóvel onde está localizado o ponto. nem tudo integra estabelecimento. Qual bem mais relevante para exploração do ramo. É bem amplo. mas nem tudo que faz parte do meu patrimônio está ligado ao meu estabelecimento. Todos os bens da sociedade têm que estar ligados direta ou indiretamente a ela. por ser um instituto regulado pelo Direito Civil. aqueles que não estão ligados à sua atividade. Eu acho que ele está enganado. freezer. mas nem todos fazem parte do estabelecimento empresarial dela. o nome. maquinário. Qualquer imóvel faz parte do patrimônio da sociedade. Ex: Ramo de estacionamento. Ex: Sociedade de Exportação e Importação de computadores Ltda – Tilt – comprou terreno para construir colônias de férias para funcionários há 15 anos atrás. Onde está previsto em lei. Fábio Ulhoa entende que não. vamos ver o que integra: O ponto comercial. não é bem que reúne . mercadorias expostas à venda. Posição dele pode ser adotada? Não. Quando for uma sociedade. Rubens Requião. que é de importação e exportação de computadores. porque sociedade pode ter bens que não estejam ligados à sua atividade. ou seja. A marca identifica a própria atividade. onde está escrito que um instituto de direito civil não pode integrar um instituto de direito empresarial? Toda doutrina fala que imóvel faz parte do estabelecimento. patrimônio da sociedade é sinônimo de estabelecimento empresarial da sociedade. Embora Fábio Ulhoa entenda que são sinônimos. E quando for sociedade empresarial? Pode esta. balcão. Fábio Ulhoa Coelho entende que todo imóvel está ligado à atividade da sociedade. assim conclusão de Rubens está completamente equivocada. ele parte de premissa completamente errada. sociedade empresarial. também diz que marca e nome não integram estabelecimento empresarial. o título do estabelecimento. ele está viajando.40 parte do meu patrimônio. fala que imóvel não faz parte do estabelecimento comercial. Então quais bens integram o estabelecimento empresarial? Já que sabemos que nem tudo participa. O imóvel faz parte. ainda que indiretamente.

Como é que não vai integrar o estabelecimento? É claro que integra. adquirir tudo para desenvolver sua atividade. Então aviamento é o valor agregado dos bens que guarnecem o estabelecimento em razão da excelência de sua organização.00. quanto mais estruturado. vou receber mera soma aritmética do valor de cada bem. Esse plus varia de acordo com valor agregado. maior será valor agregado. que é a qualidade que a Parmê tem de produzir lucro. porque a estrutura. mesas. construir fama para dar mesmo lucro. Sem dúvida a marca atrai clientela.000. balcão. alugar imóvel. Tenho um restaurante em pleno funcionamento. de sua organização. eficiente e produtivo. vou gastar R$300. A está no ramo de perfumaria. O nome empresarial Casas Bahia atrai clientela e freguesia? Sim. aí resolve adquirir franquia do Boticário e passa a vender bem depois que põe a marca lá. freezer para B etc. Para comprar todos os bens que estão na Parmê. maior será essa capacidade. Mais uma vez está Rubens isolado.41 para desenvolvê-la. E ele fala que o nome é a pessoa que exerce a atividade. o por quê de valer mais? O aviamento. Se atrai a clientela e freguesia é claro que integra o estabelecimento comercial. Aviamento é esse valor agregado aqui. vou conseguir comprá-la? De jeito nenhum. para melhor desenvolver sua atividade. . e juntos têm capacidade de produzir lucro. Entendimento de Rubens não prevalece. comprar freezer. Foi bem que trouxe para proficuidade (competência). que é até menos demorado e mais lucrativo. Se for vender os bens isoladamente.00 é melhor.000. é a própria atividade. Vamos ver se essa fundamentação está correta. tem valor patrimonial. Porque eles juntos têm valor agregado maior do que separadamente vendidos? Porque já estão organizados. Aviamento é a capacidade de produzir lucro. ou comprar estabelecimento próprio? Comprar próprio. É qualidade. freguesia. E qual a razão disso tudo. Se chegar com esse valor lá. passo para outra pessoa. É a mesma estória da marca. Quanto mais organizado e excelente o estabelecimento. mas organizar. compra-se tudo igual. porque lá há alta capacidade de produção de lucro. não está vendendo nada. o restaurante em pleno funcionamento. Leva anos e anos para construir isso. atributo em razão da capacidade que o estabelecimento tem de produzir lucro. é o valor agregado na razão de sua excelência. de sua capacidade de produzir lucro. Assim nome que se dá a esse plus é aviamento. em razão da capacidade que estabelecimento tem de produzir lucro. por R$230. já é bem mais difícil. AVIAMENTO: O que é isso? O que é mais fácil para empresário. a fama a organização são muito superiores à mera soma aritmética. é a pessoa que vai reunir esses bens. Qual bem então que ele reuniu para atrair a clientela? A marca Boticário. Se vender tudo junto. Comprar os bens que estão na Parmê é mole. Na prova falar sobre seu posicionamento. estruturar. balcão para A.000. que somados dará cerca de R$200. O nome identifica o empresário? Sim.

Um dos grandes fatores para se ver tamanho dessa qualidade é a quantidade de clientela. vai ser quantificado no aviamento. esse plus? Essa quantificação é valorada devido ao Aviamento. Importante: No final. não vai se valer da clientela. o valor da perda do fundo empresarial. atributo.00) ou também vai ter que indenizar o aviamento (plus + R$200. União ou Município. podendo os donos da Parmê levar todos os bens. visto que não se está desapropriando o fundo empresarial e sim o imóvel. Quando isso ocorrer. tudo tem que ser indenizado.00)? Depende da prova que se estiver fazendo. estrutura etc. da viabilidade econômica. os materiais e imateriais. tese a ser defendida é de que se deverá pagar tão somente o valor comercial do imóvel e alegar que a indenização é justa. conjunto de bens corpóreos e incorpóreos. Nas provas para Defensoria e Procuradoria você tem que ser parcial. Me posiciono desta forma para preservar interesses da Fazenda Pública. Questão polêmica. A Constituição fala que é justa a indenização em razão do imóvel a ser expropriado. Tem que colocar nas provas da Procuradoria para demonstrar que conhece. É uma qualidade dos bens quando estão reunidos. que vai perder com a clientela. vai desapropriar o imóvel.000. da freguesia.000. O Município não vai montar restaurante. clientela. uma qualidade desses bens considerados agregadamente. Desapropriação e Aviamento Município do Rio de Janeiro quer construir casa de recuperação de drogados no local onde funciona a Parmê. de todas as despesas que a Parmê vai ter para se transferir dali. Se for prova para procuradoria do Estado. dos bens. bem estruturados. e sim o locador. estou falando desse plus. o nome. interesse público. Vai ser quantificada em vários fatores: freguesia.00. produzindo lucro. caso contrário não vai conseguir se estabelecer em outro lugar nas mesmas condições. Imaginemos que dono do imóvel da Parmê não seja aquele que explora a atividade. Quanto vale essa estrutura. O proprietário do imóvel não é empresário.00 R$50. Segundo posição do STJ que é diametralmente oposta. É sim. Mas quanto vale o plus? Depende de um monte de coisas: da clientela. em maus livros. cujo nome é Aviamento. problema é deles. o dinheiro que deixará de lucrar nos dias que estiver com a atividade paralisada. Não é bem imaterial. inclusive despesas com transporte. viabilidade econômica. Os bens valem R$200. não tem como aviamento ser vendido. à clientela. Como conseguir quantificar essa qualidade? Qual seu tamanho? R$30. . argumentar o objetivo da desapropriação. o Município vai pagar só o valor comercial do imóvel (R$200.000. Não posso considerar Aviamento como bem imaterial. o valor da indenização tem que compreender o aviamento. Natureza jurídica do aviamento é ser qualidade. é qualidade que tem todos esses bens reunidos. Tudo isso junto tem uma qualidade. à viabilidade econômica). conforme disposto em uma parte da doutrina. inobstante os robustos argumentos neste sentido.000. ainda que seja nessas provas colocar: Entretanto.42 Então Aviamento é bem? Tem como vender? Não. não podemos olvidar da orientação dos tribunais superiores. Falo da capacidade de se quantificar toda a estrutura do estabelecimento (atribuir valor à fama. A marca é imaterial.00? Quanto é estrutura dessa organização? Não estou falando de bens.000. esse é o locatário e está lá há 30 anos.

porque o locatário não é titular do ponto ainda (ainda não preencheu requisitos da Lei de Locações). Na locação empresarial.000. Terá então B que entrar com ação autônoma em face do Estado. porque titular do imóvel é o locador. E na seguinte orientação de desapropriação? E estando ela no imóvel há três anos. A desapropriação terá como sujeitos o proprietário e o Município. E aí? A Parmê não vai receber nada na ação de indenização. está lá há quatro anos.00 ou R$400. ponto é uma coisa. sem pagar um centavo. Isso é importantíssimo para provas das Procuradorias. Lei de Locações (que não darei aqui) protege o Fundo Comercial.00. sendo que esse valor não será tão alto. Quando terminar o prazo do contrato. pelas despesas do transporte. Entendimento Majoritário – Tribunais – mesmo que locatário não preencha requisitos para renovação compulsória da Lei de Locações.000. agindo no interesse público não poderá? Entendimento minoritário que será adotado nas provas das Procuradorias.43 O empresário é o locatário. 80% do valor da desapropriação pela lei específica. Se tiver que fazer depósito em cima de R$400. Porque evidente que tem esse direito. porque nessa não se discute direito de terceiros. porque tem história do depósito prévio para poder ingressar no imóvel. . dias parados tudo. mas não na ação de desapropriação. Mais um argumento em favor das Procuradorias. o locatário é titular do ponto. o imóvel for desapropriado? Nesse caso quem a está colocando para fora é o Poder Público e não o locador. num contrato de quatro anos. visto que não está lá há cinco anos)? Terá direito pela perda do ponto? O locador não terá que pagar. Então Parmê sairá com mão na frente. por exemplo.000. OBS: Não está na apostila: Sou proprietário de imóvel o qual aluguei para “B” que abriu loja de perfume. E se. terá o Poder Público que indenizar. tanto que se locador quiser tirar Parmê de lá não pode. posso não renová-lo e colocá-lo para fora e não terei que indenizá-lo. imóvel é outra. quando desapropriar o imóvel o valor da indenização será de R$200. para o locatário ter direito à renovação compulsória tem que estar no imóvel por no mínimo cinco anos e na mesma atividade há três anos. porque o Poder Público. porque em ação de desapropriação não se discute direito de terceiro (âmbito administrativo) no caso do locatário. outra atrás? Sim. em contrato de quatro anos e B já está lá há três anos. Cabe ao terceiro.00 e se for esse valor. Se locador pode colocá-la para fora sem ter que indenizála. o Poder Público terá? Não.000. devido ao tempo. do aviamento. o locador no quarto ano pode colocar para fora sem nenhuma indenização.00. será dividido entre proprietário e locatário? O valor da indenização será só o valor comercial do imóvel de R$200.000. O Estado tem que indenizar o locatário (que não tem direito ainda à renovação compulsória. O titular do ponto é a Parmê. que sairá sem nada (dono da Parmê) entrar com ação autônoma em face do Município do Rio de Janeiro pedindo indenização pela perda do ponto.00 é bem diferente de um depósito em cima de R$200.

para empresário alienar seu estabelecimento. a outra de outro sócio. o empresário continua o mesmo. No Direito Empresarial. seja pessoa física para jurídica. o complexo de bens. precisa ficar com ativo superior às dívidas. ou seja. e se não pedir a autorização? Quais as conseqüências disso? São três: . Empresário é a sociedade. porque ia ficar com pouco dinheiro. aliena o seu estabelecimento para outro empresário. Quem é empresário agora? Tigrão. o Tigrão? Então o que é então? Mera mudança de sócios. Isso é ou não é trespasse? Houve transferência de estabelecimento empresarial? Houve mudança de empresário ou não? Foi transferido estabelecimento de um empresário para outro? Lembram que falei que Sócio não é empresário. sucessão empresarial. não há requisito algum a ser observado. O que mudou? Só o quadro social. a autorização é tácita.por isso mandei sublinhar” outro”. por qualquer meio. Não havendo manifestação. Se tenho ações da Vale do Rio Doce.44 SUCESSÃO EMPRESARIAL OU TRESPASSE – Antiga sucessão comercial. É quando o empresário. No trespasse há mudança de empresário. nada mais errado. etc. O que vão fazer? Vão alienar suas “quotas” para A e B. Então houve alguma transferência de um empresário para outro? Quem era empresário naquela época? Tigrão. Ex: Temos a sociedade Posto de gasolina Tigrão Ltda. Requisitos para empresário poder alienar o estabelecimento: Se empresário quando for alienar ficar com capital suficiente para pagar seus credores. o estabelecimento continua do mesmo empresário. Uma delas compra as quotas de um dos sócios. que continuará exercendo a mesma atividade que era explorada pelo alienante. não há trespasse. não querem posto na Tijuca. pessoa física ou jurídica. mesmo dono. Os três sócios resolvem ir para outro local. Muita gente pensa que isso é trespasse. não ia dar para pagar a todos.. E se ficar com ativo insuficiente para pagar passivo? Neste caso para efetuar a venda terá que ter a autorização dos credores. que é pessoa jurídica no caso.. Por que eu não estou vendendo cota de trespasse? Não é. Fará isso através de notificação aos credores. Aqui é mera mudança de sócio. parte da premissa errada e arrebenta na hora da prova. aí elas assumirão o Tigrão. Se estiver no regime de concordata a autorização dos credores admitidos na concordata. para que no prazo de trinta dias possa haver impugnações. consente. e vendo para X. Então houve transferência do estabelecimento? Por que o estabelecimento continua com mesmo empresário. Importante: Não confundir transferência de quotas e de ações com trespasse. Não precisa de autorização. de todos os credores quirografários E se houver descumprimento disso? E se ele precisava da autorização. mudar de ramo. viceversa. Cuidado que na prática muita gente confunde e erra feio. tem que ser expressa. quem cala. pois está muito violento e vão montar lá no Recreio.

para não prejudicar o credor. pode ser declarada ineficaz. Então mesmo que tenha dívidas que ainda não venceram. Passado o prazo de um ano. De repente eu vendo para uma pessoa que não tem dinheiro nenhum e vou embora. a alienação que foi feita. o devedor primitivo (alienante). Porque se eu vendi o estabelecimento sem autorização de vocês é sinal que tudo vai sumir. Antes era só do ativo (com exceções que serão vistas depois). Quando faço a transferência de estabelecimento empresarial por meio de trespasse. O alienante tem que pagar dentro do período de um ano. A Lei diz que embora ocorra a transferência do passivo contabilizado. a partir do respectivo vencimento destas. ou ativo e passivo? Pelo novo CC é do passivo e ativo. pode cobrar tanto do alienante quanto do adquirente. a transferência se refere ao ativo e ao passivo contabilizado. o nome da sociedade é Braço de Ferro Jóias Ltda. Ex: Vendo imóvel com condomínio e alugueres em atraso. porque transferi passivo contabilizado. credor cobrou do alienante. vai ter que haver devolução. Terá que pagar então em ação de regresso. Quando faço o trespasse. Ex: Vamos supor que o credor cobrou do alienante. transfiro só ativo. transfiro o estabelecimento empresarial. Com o novo CC. Está vendendo a lojas que tem no shopping para Brinco de Ouro Ltda. porque os débitos não integram o estabelecimento. que é a ação que tem por finalidade declarar ineficaz um ato realizado pelo falido. quem deverá pagar é o adquirente. Ex: Novo locador em relação à alugueres em atraso. qualquer um imediatamente poderá requerer minha falência. Mas depois que pagar? Já não tinha transferido essa dívida para adquirente? Se ele pagar. só pode cobrar do adquirente. do alienante não pode mais.45 1ª Conseqüência . E credor vai ficar de mãos abanando? Não. este terá que pagar dentro do prazo. porque dívidas ainda não venceram. porque a dívida estava contabilizada lá. 3ª Conseqüência .Pode ainda ser considerado crime falimentar – artigo 187 da Lei de Falência. então há trespasse. . e o credor seja prejudicado. quanto às dívidas já vencidas. só durante o prazo máximo de um ano. pelo prazo de um ano.Além disso. depois de ser decretada a falência. qualquer credor poderá requerer a FALÊNCIA. e esses foram abatidos do preço final. a contar da data da transferência. ele abateu no valor do preço. desaparecer. Para evitar que se faça venda do estabelecimento para um laranja. Então. Neste caso o adquirente tomou ciência dos débitos existentes.Vou ao vencimento e conto um ano a partir daí. pode entrar com ação de regresso contra adquirente. por meio da AÇÃO REVOCATÓRIA – artigo 52 da Lei de Falência. a contar da data da transferência do estabelecimento. conforme o artigo 2° da Lei de Falência. Então por exemplo. fica como devedor solidário.Essa atitude dele é considerada um ato de falência. E quanto às dívidas vincendas? O alienante fica responsável também pelo prazo de um ano. É transferência de estabelecimento? Está mudando de um empresário para outro? Sim. 2ª Conseqüência . não o alienante.

Fábio Ulhoa diz: Se adquirente pagar dívida não contabilizada. esse é que sairá no prejuízo. Outros autores não falam. que será transferido apenas ativo. Mas não diz se adquirente tem ou não que pagar. Se não falasse nada transferia também o passivo? Transferia. porque contrato vale somente entre as partes. tem que assumir o risco por ter feito negócio sem devidas precauções. O prof° Fábio Ulhoa entende que os credores vão poder acionar o adquirente enganado. mas pode entrar com ação contra alienante. Vale Princípio da Liberdade contratória. não os credores. visto que menciona apenas passivo contabilizado. mas nada impede que entre alienante e adquirente fique convencionado outra coisa. Porque daqui a um tempo ele pode dizer. O adquirente não precisa assumir dívida nenhuma. que estão mascaradas. Estamos no Direito Empresarial. porque a transferência é só do passivo contabilizado. Vem lá e “expressamente” Estou transferindo o ativo. Quem não pode sair prejudicado são os credores. aí fica entendimento de que é obrigado a pagar. visto que não havia dívida contabilizada. Então terá o adquirente que pagar? Pagará. está tratando da responsabilidade final. Waldo Fazzio Junior não fala. Pode cobrar do adquirente? Pode. não valendo para terceiros. Vai poder acionar o adquirente X. é uma ou outra regra de ordem pública aqui. não estão nos livros nem no balanço. do adquirente. por exemplo.Lei fala que transferência é do passivo contabilizado. Essa é opinião do professor. se é obrigatório ou não. A lei não é clara. este está obrigado a pagar? Se vocês colocarem não na prova. Eles podem cobrar do adquirente? É passivo contabilizado isso? E a lei fala que transferência é só do que? Os credores de Y poderão acionar o alienante (Y)? Sim. independente de prazo. Credor então pode cobrar do alienante. Essa cláusula é válida? Sim. mas como o passivo não estava contabilizado. Eu não avisei e transferi para outro.46 Essa é regra. Negócio empresarial é sujeito a risco. que é inerente a toda atividade empresarial. porque a Doutrina não fala. OBS: No meu entendimento quando a Lei fala que a transferência é do passivo contabilizado. não quis enfrentar a questão. Assunto difícil . não contabilizando dívidas existentes. tem ação de regresso contra alienante. É o risco inerente ao negócio. Y é o maior safado e transfere estabelecimento para X. não o passivo. Aqui vale Princípio da Livre Iniciativa. não tem nada de um ano. Se transferi para terceiro e sumi. É difícil. Se adquirente pagar poderá entrar com ação de regresso contra alienante em sentido oposto. E quanto a passivo não contabilizado? Posição do Professor. que se pagar pode entrar com ação de regresso contra alienante. antes de comprar tem que verificar se há dívidas ou não. ele vai dizer que desde o início falara isso. não tem regra de ordem pública. Se interpretar a Lei literalmente responderia que não. porque o passivo deveria estar contabilizado. foi malandro. . Mas foi expresso que seria só do ativo. Eu alienante continuo responsável perante esses credores? Sim. fazendo-se interpretação teleológica. é por conta de vocês.

transferir o estabelecimento com as dívidas contabilizadas que também são transferidas. a contar da data do vencimento. e traz o seguinte: quando houver transferência do estabelecimento comercial. Então hoje transfere não só o ativo como também o passivo. por exemplo. Isto porque quando o alienante transfere o estabelecimento empresarial para o adquirente. continuaria responsável pelas dívidas. à dívida morre. porque são devedores solidários. Para as dívidas vincendas. somente o passivo contabilizado. mas desde que esse passivo esteja contabilizado.31/05/2003 Trespasse é a transferência do Estabelecimento Comercial. o credor pode cobrar as dívidas vencidas até 20/05/2003. ou seja. mas não ficará no prejuízo. Embora a lei tenha dito que há transferência do passivo. O alienante será devedor solidário. Mas o credor pode sentir prejudicado. ou seja. Transferência do Passivo: Empresário A e Empresário B. o alienante também ficará como devedor solidário pelo prazo de um ano. 20/05/2002. Essa solidariedade se divide para as dívidas vencidas e para as dívidas vincendas. Exemplo: C tem uma dívida com E. pois com a transferência do estabelecimento transfere-se também o passivo contabilizado. Transferência do passivo. o alienante vai ter que pagar. o alienante só fica responsável durante um ano a contar da transferência. C transfere o estabelecimento para D e quando E for cobrar terá que cobrar de D. Então aquela pessoa que era credora. A partir de 20/05/2002 só poderá cobrar do adquirente. A questão importante é a seguinte. O A está transferindo seu estabelecimento comercial para B. aquelas que ainda vão vencer. Ex: Transferência em 20/05/2002. mas o alienante A fica responsável solidariamente pelo prazo de um ano a contar da data da transferência. quando transferia o estabelecimento comercial só se transferia o ativo. Então o alienante poderá ser cobrado até 14/06/2003. Vamos supor que o credor cobre do alienante dentro do prazo que ele é solidário. segue-se o seguinte: A dívida foi contraída no dia 01/05/2002. deverá entrar com ação de regresso contra o adquirente. Se o credor foi direto no adquirente. pelo prazo de um ano. todas as dívidas vencidas antes dessa data foram transferidas para B. na data da transferência 20/05/2002. essa transferência é só do ativo? Ou está transferindo ativo e o passivo? Antes do novo CC. a dívida já foi contabilizada. já foi abatido o valor da dívida. . ou seja.47 5 ª Aula . até essa data poderá cobrar tanto do adquirente quanto do alienante. há transferência também do passivo das dívidas. A responsabilidade do alienante passa para o adquirente. que ele não conhece e não sabe se teria condições de pagar. O novo CC inverteu isso. mas só vai vencer dia 14/06/2002. Dívidas vencidas data da transferência. ela ainda não estará vencida. locador do ponto comercial de A passa a ser credor de B. mas o alienante fica responsável solidariamente. também diz que o alienante ficará solidariamente responsável com o adquirente.

Se transferido o estabelecimento e por exemplo. quer dizer. vamos supor que o alienante é um safado. não foi informado que o aluguel estava em atraso. Na prova o artigo 1146 novo CC deve ser interpretado por esses dois caminhos literalmente e de forma sistemática. O que deve ser destacado é esta expressão. Exceções a Regra: Dois credores não seguem essa regra por terem regras próprias – credores tributários e credores trabalhistas. então quando fala que a transferência é apenas do passivo contabilizado. ou seja. o adquirente até paga. realmente tomar ciência do passivo quirografário. mas depois de pago entra com ação de regresso. Artigo 1442 do CC e seguintes tratam do assunto: Importante – “O professor. o adquirente só ficará responsável pelo passivo contabilizado. porque este quando compra o estabelecimento tem que se cercar de todas as cautelas. se o adquirente vier a pagar. desde que o regularmente contabilizado. então o adquirente só vai ficar responsável pelo passivo que estiver contabilizado. mas isso não vai valer perante os credores. o credor poderá cobrar do adquirente? A lei só fala do ativo contabilizado. terá direito a ação de regresso contra o alienante.48 Se dentro desse período de solidariedade o alienante for acionado. ou seja. A doutrina não trata do assunto. então ele não paga. Esta matéria é uma novidade. responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência. para se ter uma solução. irá comentar um assunto que não está na lei.” O adquirente do estabelecimento. e o que será dito é fruto de sua imaginação. Se a dívida não for contabilizada a responsabilidade será do alienante. mas o professor entende que o credor vai poder cobrar do adquirente. pois tal assunto pode cair em prova. entre eles vai ficar dessa forma. transferiu o estabelecimento e não disse que havia um passivo. mas não há essa interpretação literal. terá que pagar. caso o adquirente venha a pagar caberá ação de regresso. o adquirente recebe o passivo. ou seja. O adquirente ficará responsável por este pagamento? A lei fala que o adquirente só ficará responsável pelo contabilizado. artigo 1146 do CC. OBS: Fábio Ulhoa Coelho não se posicionou direto. mas que será dito. Fábio Ulhoa Coelho diz o seguinte: “se” o adquirente vier a pagar uma dívida não contabilizada. em uma interpretação literal é nessa conclusão que chegamos. Este doutrinador não diz se está ou não obrigado. isso quer dizer o seguinte: se tiver o passivo não contabilizado. isto é um risco do negócio. um passivo não contabilizado. A interpretação do Professor é a seguinte: “Esta regra é regra entre os contratantes. antes do novo CC só se transferia o ativo. Waldo Fazzio Junior não trata do assunto. . mas se pagar poderá entrar com uma ação de regresso contra o alienante. Em uma prova objetiva deve ser utilizada a interpretação literal. ele terá ação de regresso contra o alienante. Em uma prova subjetiva devem ser citadas as duas interpretações.

49 1. como todos o conhecem. . estabelecer um período de dez anos. Então a lei para evitar essa concorrência desleal.O credor trabalhista: No artigo 448 CLT. comprou e passou a morar no local. não há restrições de prazo. A transferiu estabelecimento para B. o fisco pode ir diretamente no adquirente cobrar tributos vencidos. foram cedidas quotas? Não. não conseguindo deverá cobrar o adquirente. mas o contrato entre o alienante e o adquirente poder dispor de forma diferente. Entretanto se o alienante vier a exercer qualquer atividade empresarial naquele período. constituindo cláusula do não restabelecimento. era um restaurante. Ele terá alguma responsabilidade pela dívida tributária? Não haverá responsabilidade. o fisco poderá cobrar essa dívida do adquirente? 1ª situação: O adquirente não terá nenhuma responsabilidade pelas dívidas tributárias quando não continuar a atividade que era desenvolvida pelo alienante. o que se quer aproveitar do alienante é a clientela.O credor tributário: Para as dívidas tributárias deverá ser analisado o artigo 133 CTN. que poderá acionar tanto o adquirente quanto o alienante. Trespasse não tem haver com transferência de quotas. Transferido estabelecimento existindo várias dívidas tributárias. o fisco terá que cobrar primeiro do alienante. não poderá se restabelecer no local pelo prazo de cinco anos. O adquirente que continuar a atividade. depois de adquirido B não explorou a atividade. Seria uma concorrência desleal. Transferido o estabelecimento. a responsabilidade do adquirente será direta. ou então virar empregado comum. 2. Por essas dívidas até a data da transferência responde tanto o alienante quanto o adquirente. a responsabilidade do adquirente será subsidiária. deixar de ser empresário. não exerce mais atividade. a responsabilidade do adquirente será subsidiária. o alienante não poderá voltar.A questão é a seguinte: quando se adquire um estabelecimento empresarial. todo aquele mercado em potencial que o alienante já havia conseguido. Importante: Se o contrato não falar nada. aqueles que freqüentavam o estabelecimento adquirido vão migrar para o novo estabelecimento. a freguesia. Cláusula do não restabelecimento: O alienante transferiu para B o restaurante. terá responsabilidade direta pelas dívidas tributárias quando o alienante não exercer nenhuma outra atividade econômica dentro dos seis subseqüentes a transferência. pode montar outro restaurante no local? Artigo 1147 do CC e seguintes . Ex: Dívidas Tributárias. dois meses ou que não há vedação ao restabelecimento”. Agora se o alienante montou por exemplo um salão de beleza ou outra atividade. se A foi por exemplo para uma fazenda ficar dormindo na rede. E se B explorou a atividade? Dependerá do que A foi fazer. ou seja. falou o seguinte: “Toda vez que ocorrer o trespasse. aquele que vendeu montar outro estabelecimento do lado.

Se for rescindido o contrato. o caso concreto deve ser analisado. Essa impugnação deverá ser feita no prazo de noventa dias. tendo sempre como norte evitar a concorrência desleal. “Resposta a uma pergunta que não tratava da matéria. só o alienante pode cumprir. se voltar para a mesma rua. O terceiro no contrato de natureza não pessoal. a contar da publicação da transferência do estabelecimento. Se o juiz entender que é. se não houver pode se restabelecer. passado o estabelecimento o locador não poderá fazer nada. mas ainda haviam vários contratos sendo cumpridos. se mesma região. Não estabeleceu um limite. Rescindido o contrato. vendeu para A. OBS: A lei não solucionou o problema do voltar. Uma boate em São João da Barra A passou para B. Ex: Um restaurante na Afonso Pena. o adquirente acabou não se beneficiando apesar de ter pago por isso ao alienante. deve ser analisado e caso concreto. mas a jurisprudência e a doutrina já tratavam de tal assunto dizendo que não poderia haver o restabelecimento. mas o grande impasse estava no prazo. b) Não personalíssimo – nestes contratos ocorrerá à sub-rogação. B pode montar outro na Usina? Pode. Importante: Deve ser analisado se haverá concorrência desleal. se conseguir provar justa causa poderá rescindir o contrato. segundo a lei. Mas mesmo no contrato de natureza não pessoal. segundo o artigo 1148 do CC. Como é que fica o contrato? Os contratos ligados ao estabelecimento ficam segundo a lei divididos da seguinte maneira: De natureza pessoal e não pessoal: a) Personalíssimo – o adquirente não pode sub-rogar. ou seja. Ex: Contrato de locação. Podem as partes ir a juízo para verificar se o motivo é uma justa causa. a boate é no início da cidade. mesma cidade. . não há como ter outra. Não há transferência. pergunta se caracterizaria concorrência desleal uma empresa concorrente de outra. o terceiro pode não querer cumprir o contrato com o adquirente. A prática de oferecer produtos com valores bem inferiores com objetivo de lutar pela ruína de um concorrente caracteriza concorrência desleal. então o adquirente poderá entrar com uma ação de indenização contra o alienante. Pois não haverá concorrência desleal. rescindi contrato. pois pagou por um estabelecimento considerando o valor do contrato. A pode montar outra no final da cidade? Como a cidade é muito pequena e mal dá para uma boate.50 Anteriormente a lei não tratava. mesmo Estado.” Contrato na Relação de Trespasses: Transferido o estabelecimento. o adquirente terá prejuízo. lógico que sendo seguida à base do contrato só mudaram as partes. mesmo bairro. A questão será resolvida pelo princípio da razoabilidade. não pagar tributos.

Outro exemplo: Uma empresa que tem 60% do capital com a União e 40% está com o Estado do Rio de Janeiro. artigo 251 da Lei 6404/76. OBS: Sempre. Ex: Uma empresa pública A que 70% do capital está com a União e 30% do capital está com uma autarquia federal.51 SOCIEDADES EMPRESARIAIS: Teoria Geral do Direito Societário: Artigo 981 do CC e seguintes: O que é uma sociedade empresarial? Hoje temos a divisão de sociedades empresariais comerciais e sociedades simples. a regra base. Sociedades empresárias equivalem às antigas sociedades comerciais. No mesmo nível significa dizer: só entes federais. depois vem tratando das empresariais. pois para ser empresa pública o capital tem que estar 100% na mão do Estado. Ex: A e B são sócios. ou só entes municipais. O novo Código Civil vem tratando das sociedades simples de forma bem detalhada. é uma exceção. É uma empresa pública. Original ou permanente – Quando desde a constituição só tem um sócio. eles brigaram e B exercitou o direito de retirada. Essa pessoa jurídica tem que ser brasileira. No Brasil hoje a cooperativa tem um mínimo maior que dois para sua formação. mas por algum motivo superveniente ela veio a ter apenas um único sócio. será uma teoria geral não serão aplicadas quando existirem regras especiais. o professor não concorda e dá um exemplo em que não é apenas o Estado lato sensu o detentor de 100% do capital. Alguns autores citam como exemplo as empresas públicas. S/A subsidiária integral. onde existem duas hipóteses onde a sociedade pode ter um sócio: A unipessoalidade incidental ou temporária. Mas há também a regra da unipessoalidade. Nem todas as empresas públicas se enquadram na unipessoalidade. que equivalem às antigas sociedades civis e tem o conceito mais restrito. É unipessoal? Não. Toda sociedade deve ser formada por no mínimo dois sócios. . É uma empresa pública? Importante: A princípio é uma Sociedade Economia Mista. necessita de no mínimo vinte sócios. mas desde que no mesmo plano político. Unipessoalidade Incidental ou Temporária: Quando a sociedade foi criada ela tinha mais de 1 (um) sócio. Unipessoalidade permanente é uma S/A que só tem um acionista. só que a nova classificação tem um conceito mais amplo. Pois existem dois sócios. É empresa pública? Sim. será a da sociedade simples. que tem que ser uma pessoa jurídica. ou só entes estaduais.

a atividade continuará normalmente. terá um prazo de 180 (cento e oitenta) dias para adquirir um número suficiente. IV do CC – Se o fenômeno ocorrer em qualquer outra sociedade. A diferente é que são meros investidores e sem empreendedores. não haverá como desenvolver a atividade. sociedade comandita simples. Se chegar no ano seguinte e verificar que ainda só há um acionista. temos a sociedade de capital onde pouco importa quem é o sócio. Já a sociedade anônima é de capital como a comandita por ações. e a LTDA é de natureza híbrida vai depender do caso concreto. neste caso a responsabilidade do acionista que era limitada passará a ser ilimitada. Se dentro do prazo for conseguido novo sócio.Quanto ao Ingresso de terceiros: Uma sociedade de pessoas é a que leva em conta a figura dos sócios. Devido a essa ligação será que o sócio pode vender sua parte sem comunicar aos demais? Não é livre o ingresso de terceiros. Alguns livros arbitrariamente dizem que a sociedade simples é de pessoas. 1. os sócios irão cooperar entre si para explorar o objeto social. Nada mais . a cooperativa. Isto quer dizer que vai haver uma ligação entre sócios em razão das qualidades subjetivas de cada um (intuito persona). Outra previsão de unipessoalidade para sociedade por ações é o artigo 1033. ou seja. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES: A distinção entre sociedade de pessoas e de capital é a mais importante classificação é a que é cobrada em provas. A lei dá um prazo para conseguir um novo sócio. Em contra partida. se não conseguir tem que extinguir a sociedade e se quiser exercer a atividade deve fazê-la de forma individual. se não conseguir passará a ser irregular e deve ser extinguida. Affectio Societatis é o sentimento de cooperação social. a única coisa que interessa é a capacidade contributiva.52 A empresa tem que acabar? Não. letra d. Quando há affectio societatis. inciso I. É se tornar sócio daquela pessoa por motivos de cunho pessoal. ele terá até a assembléia geral do ano seguinte para conseguir mais um acionista. para haver mudança dos sócios é necessário consentimento dos demais. cooperando para objeto social. qualquer um pode comprar uma ação. Neste caso se em assembléia geral for verificada existência de um único acionista. o intuito persona e o affectio societis que são os aspectos preponderantes. e durante esse período a sociedade terá um único sócio. Importante: Da mesma forma tendo affectio societatis. Existem duas previsões na lei de SA. a lei dará outra solução. é uma sociedade puramente de capital. a companhia deverá ser dissolvida. Ex: Vale do Rio Doce. se continuar estará de forma irregular. No artigo 206. a em conta de participação. apenas acontecerá com o consentimento dos sócios. Se não tiver o affectio societatis em uma sociedade de pessoas. assim como a sociedade em nome coletivo. a partir do momento que vier a ter um número menor do que a lei determina.

(Em prova. se não dissesse nada seria de pessoas.53 equivocado. o Prof.Comandita por ações. Em prova objetiva deve ser escolhida a forma literal). regra de hermenêutica dos contratos. O artigo 1053 do CC fala o seguinte: Se quiser procurar um caso para sociedade LTDA e não encontrar nesse artigo. essa interpretação busca a real vontade dos contratantes. se o contrato social não falar nada. mas o contrato social pode dispor de modo diferente. Mas no caso concreto o contrato social pode preferir a subsidiária lei de S/A. pelo novo Código Civil conforme descrito. no artigo vem dizendo. porque no contrato social da sociedade comandita simples pode estipular o seguinte: Os sócios podem alienar sua parte para terceiros independentemente do consentimento dos demais. 2. O contrato social não fala nada sobre vender as cotas para terceiro. serão sociedades de pessoas: 1. Essa sociedade comandita simples será de capital. Fábio Ulhoa Coelho neste ponto foi preciso. Parágrafo Único – Se o capital das LTDA for omisso. Regra. e escolher uma como posição. no final.A em conta de participação.A em nome coletivo. é uma sociedade de pessoas. ela é de pessoas ou de capital? Deve ser analisado o artigo 1057 do novo CC. está disposto que a esta sociedade aplicam supletivamente as regras da Lei de S/A. Existe outra possibilidade de interpretação.Sociedade Anônima ( S/A). 4. se não falar nada que deve ter autorização de ¾. os sócios querem fazer parte de uma sociedade de pessoa ou de capital? De capital. OBS: A Natureza Jurídica é pela regra. independentemente da aquiescência dos demais. salvo disposição em contrário que será para todas e não apenas para a LTDA. então a sociedade LTDA em regra vai ser de pessoas. se os sócios colocam no Contrato Social: a esta sociedade serão aplicadas supletivamente às regras de S/A. Existe uma regra onde. só quando contrato social prevê. . O problema maior está na sociedade limitada. Este artigo diz que o sócio pode vender sua parte para quem já é sócio. pois nós temos as regras para as limitada que vão do artigo 1052 ao 1087 do novo CC. deve procurar a regra subsidiária. Se o contrato social não falar nada.A comandita simples. colocar as duas. Em regra serão sociedades de capital: 1. mas se nesse mesmo contrato. 3. será aplicada a regra da sociedade simples. não necessitando da aquiescência dos demais. 2. a solução conforme este artigo está no capital das sociedades simples.A simples. porque é de sua importância. Vai poder vender para terceiro quando conseguir autorização de sócios que representem ¾ do capital social. aplica-se a lei de S/A e não de sociedade simples. O artigo que vai cair na prova além do artigo 966 é o artigo 1053.

se não estiverem integralizadas na verdade vai dar uma dívida para ele (. o 974 do NCC. E o menor.É que o menor não exercesse cargo de administração. O que ele iria pegar? Ele iria pegar as ações do menor. O menor não poderia ser sócio antigamente das sociedades reguladas no código comercial. nós já trabalhamos nele. na antiga capital e indústria e na sociedade em conta de participação. Aquelas que eram reguladas pelo código comercial. E o pai dele poderia? Poderia fazer o seguinte: “Exercer a administração não em nome do menor. Evidente.. 2º requisito . aquele artigo que nós discutimos aqui. da comandita simples. isto é óbvio. ele não poderia ter cargo de administração. desde que as ações que ele fosse titularizar estivessem completamente integralizadas. que foi revogado. ele pode receber o crédito na ação integral. não pode um garoto de três anos de idade sentar-se na mesa da presidência para presidir uma reunião de diretoria. ou seja. O menor não pode contrair obrigações. o menor pode ser sócio? O artigo 308 do Código Comercial. Porque isso? Você vai dar um lote de ações para o menor. de jeito nenhum. as ações apenas do menor precisariam estar integralizadas. se o menor pode ser sócio. o menor não poderia ser sócio por força do artigo 308 do código comercial. ele não poderia exercer cargo de administração.) você tem que dar já as ações completamente integralizadas. aquele artigo 974. Esta função. Eu vou perguntar apenas agora. Aquele artigo complicado. Mas agora eu não vou perguntar se um menor pode ser empresário. antes do novo CC tinha o artigo 308 do código comercial que proibia o menor de ser sócio da sociedade em nome coletivo.54 6 ª Aula . Já disse que o estudo sobre se um menor poderá ou não ser empresário. implicitamente. iria votar em nome do menor. porque do contrário. que era um dos artigos mais difíceis de compreender. poderia ser sócio de uma LTDA? Poderia ser sócio de uma S/A? O STF pacificou entendimento de que o menor poderia ser acionista sim. autorização judicial. Esse era o 1º requisito. Isto está previsto no artigo 974 do novo CC. sócio não é empresário.. Eu vou perguntar se um menor pode ser sócio.14/06/2003 Menor Sócio: Vamos começar a falar sobre o menor sócio. poderia exercer a administração em nome próprio”. que o pai dele exerce. desde que cumpridos três requisitos para o menor ser acionista: 1º requisito – Para o menor ser acionista é que as ações que ele iria titularizar estivessem completamente integralizadas. mas ele dizia o seguinte: “O menor não pode ser sócio. Iria votar em quem? Qual candidato? . Ele não poderia ter dívida. E aí. poderia exercer no seu lugar? Não. você estaria dando uma dívida para o menor. Então ele poderia ser acionista? Poderia. mesmo porque.

para responder por aquilo que elas não integralizaram. Vou votar para o conselheiro. uma das últimas perguntas. iria exercer. vota nele e aí ele é o diretor. O menor de três anos vai votar? Não. basta utilizar as ações do filho. desde que preenchidos os três requisitos. Não adianta nada numa sociedade formada aqui por nós seis. todos os sócios tem que ter integralizado sua quota. Então para o menor entrar nesta sociedade. Estes são os três requisitos. pelas suas ações. “fiscal tal” impossível! Quem que vai votar em nome dele? O seu representante legal ou se ele for relativamente incapaz. É o pai. Ele queria .É que o menor esteja assistido ou representado na forma da lei. O que isto quer dizer? Convocação de acionistas para deliberar em assembléia geral. o entendimento pacificado em sede do STF. Cada um só responde pela sua parte. e prestigiado dentre outros pelo Fran Martins. Já vimos que ele poderia ser sócio de uma S/A. como de fato exerce. Poderia o menor ser sócio de uma LTDA? Bom. 3º requisito . Por isso que na LTDA. ser acionista. Aí iria votar nele. E na S/A. nem indiretamente. Poderia o menor então ser sócio de uma sociedade LTDA? Já vimos que não poderia ser sócio das sociedades previstas no código comercial. eu sou o menor. em nome próprio. Ele iria exercer a administração. E se a quota delas três ali não estiver? Porque como a responsabilidade é solidária. o credor pode acionar qualquer um dos sócios. existe solidariedade entre acionistas? Não. e na S/A não. pacífico em sede jurisprudencial e doutrinária. nem mesmo através de seus representantes. “Como professor? Porque na S/A só as ações dele devem estar integradas e na LTDA todo capital tem que estar integralizado? Porque isto? ” Porque na LTDA os sócios respondem de forma solidária. poderia ser sócio? Foi até objeto de uma prova da Defensoria Pública no ano passado. porque não precisa ser diretor de uma companhia. aí ganha e o pai vai representá-lo? Não. a minha quota está integralizada. Então o menor tem que estar representado ou assistido na forma da lei.55 Nele. O menor vai ser candidato. que é o candidato. Então o menor não pode exercer cargo de administração. aí eu falei: “O STF e o Fran Martins entendem”. E de uma LTDA. Quais são os três requisitos? 1º requisito – Que todo capital da sociedade esteja integralizado. é que sim. o examinador disse: não precisa nem responder. na prática. Todos por quê? Porque existe a solidariedade. Mas ele iria exercer em nome do menor? Não. ou seja. na S/A só as ações dele. foi objeto da minha prova oral do Ministério Público. não é nada disso. ele vota assistido pelo seu assistente. todo capital tem que ser integralizado para o menor entrar. passa para outra. utiliza as ações do menor para votar nele mesmo. Essa é a posição amplamente dominante.

. ele está quase sozinho.00. finalizou. por maioria ficou resolvido que o capital vai ser aumentado para R$600. vocês integralizaram R$20. Ele está sozinho não.00. o menor não pode ser sócio de uma LTDA. 2º requisito – Os mesmos da S/A. Mas o Requião entende o seguinte: “Sempre o menor vai ser responsabilizado. porque desconsideração só abrange quem age com fraude. Lá na prova da Defensoria foi diferente. porque sempre perde o patrimônio particular dele”. mas concluir que para aumentar o capital social que uma sociedade LTDA. dei 20. acabou.000. acho que ele errou. qualquer sócio pode ser acionado. Porque se não fizer isto.000. o menor vai ficar com risco para o seu patrimônio particular. O Requião é sempre Requião. Que ele participe. eu avisei.000. Porque o menor não pode ser sócio de uma LTDA? Qual o raciocínio do Requião? Se tiver todo capital integralizado.000.00.00.00. a outra também fez a mesma coisa. eles não queriam a majoritária. eles queriam o minoritário. “não esqueçam da tese do Requião”. e havia na época.00. Depois que integralizou.00 de cada um. sobretudo em um eventual aumento de capital social e a partir deste entendimento. do capital estão lá.00. Para o professor Rubens Requião. Na prova da Defensoria. mais R$100.00. Ela fez a mesma coisa. 20.00. e com estes R$200.000. um dos requisitos da LTDA. pimba. mas elas duas não integralizaram o capital social que agora é de R$600. E quando eu falei no STF e o Fran Martins. ou seja. Quanto está integralizado? R$400. 20. Porque os sócios são responsáveis apenas pela integralização do capital social. ou seja.000. estão descobertos R$200. agora mais R$100. todo mundo tem que integralizar imediatamente à ação.56 saber se eu sabia se a posição do STF era majoritária.000.00.000.000. disseram: você é louco! Fica pensando no Requião que é minoritário? Não. o Requião concluiu o seguinte: “O menor não pode ser sócio de uma LTDA. A fundamentação está perfeita. integralizei meus R$100. E ele pode exercer cargo de administração? Um dos fundamentos é este. Imaginem o seguinte: Essa sociedade tem capital de R$ 100. eventual aumento de capital social deve ser imediatamente integralizado. mas no final.000. 20. Por isso eu entrei. vai ficar com risco para o seu patrimônio particular”. Eu acho que o erro dele foi só aí.000. o menor tem algum risco pessoal? Têm ou não têm? Em princípio não. acabou. Ele deveria dizer o seguinte: se existe um menor em uma LTDA. todo mundo integralizou. ela deu os R$20. aí eu o menor. este era o gabarito da prova lá da Defensoria. inclusive o menor. não exercer cargo de administração e gerência.00. os R$ 100. Então sempre haverá risco para o patrimônio particular do menor em razão da solidariedade. Não que o menor não possa participar. 3º requisito – Estar assistido ou representado na forma da lei. Então o Requião caiu na prova da Defensoria e o gabarito era a tese do Requião. Então.000. porque aí que não ficaria com nenhum risco no seu patrimônio particular. A possibilidade da aplicação da desconsideração não geraria risco para o menor? Não. Eu só acho que o Requião errou aí no final. mas o gabarito da prova era a posição dele. eu sou o menor.

Quer dizer. que deram o maior golpe no mercado. e não mudou nada para a S/A. Por quê tem que ter? Porque a responsabilidade lá é ilimitada. entre as coisas que o Tício deixou. o menor tem que ter autorização judicial. como é que ficamos? Não mudou nada para as LTDA. que um menor seja sócio de uma sociedade em nome coletivo. o artigo 308 do código comercial não persiste no novo CC. trata de menor empresário. uma verdadeira devassa no patrimônio do incapaz. antigamente tinha a proibição do artigo 308 do código comercial. não vai ter requisito nenhum. E o quê que eu venho entendendo? Importante: Eu venho entendendo o seguinte: “Que embora não haja nenhuma proibição expressa. Salvo se tiver autorização judicial”. porque na LTDA eles têm a responsabilidade solidária. então. tem algum problema? Só no caso da LTDA. de forma ilimitada. a em nome coletivo. tem um monte de requisitos e a responsabilidade deles lá na LTDA e na S/A é responsabilidade limitada. Analógica. foram as quotas de uma sociedade em nome coletivo. em princípio o menor pode ser sócio . porque o artigo 974 não trata de menor sócio. O empresário individual tem responsabilidade o quê? Ilimitada. Os sócios malandros fugiram. Então toda vez que ele for sócio com responsabilidade ilimitada. Aplicando analogicamente qual artigo? O artigo 974 do novo CC. Olha que absurdo! Tício morreu. porque eu posso permitir. A responsabilidade na sociedade em nome coletivo é o quê? Limitada ou Ilimitada? Ilimitada. seria um contra-senso.57 O que é necessário para o menor na S/A? Não há problema nenhum. na esteira do raciocínio desenvolvido pelo artigo 974 do novo CC. e a comandita simples. Aí os credores vão em cima desta sociedade e não conseguem receber. por aplicação analógica do artigo 974 do novo CC. Aí ficou maior ainda. Tudo isso para preservar o patrimônio do incapaz. que a responsabilidade é ilimitada. Tem vários sócios. hoje o menor pode participar de qualquer sociedade. comandita simples. Vão em cima de quem? Dos sócios. porque se tiver aumento de capital social na S/A. para ele ser empresário individual. E com o novo CC. Para ser empresário individual tem que ter autorização judicial. aí o menor passou a ser sócio da sociedade em nome coletivo. também tem que ter a mesma autorização judicial. O professor Fábio Ulhoa. Um monte de pilantras. que já tinha um patrimônio enorme. vai ser atingido o patrimônio que ele recebeu de herança. Mas o quê aconteceu com este artigo? Foi revogado? O novo CC traz alguma proibição?Não. em nome coletivo. ou seja. então. Então. disse o seguinte: “O artigo 308 do Código Comercial não foi reiterado pelo o novo CC. Qualquer sociedade? Mas isto seria um absurdo! Por que um absurdo? Para ser acionista ou para ser cotista. Então para muitos. aplicação analógica. Para participar destas outras sociedades. e deixou tudo o que ele tinha para o Caio. todo patrimônio. menor de sete anos. artigo 974 do novo CC. e ainda vai atingir o patrimônio que ele tinha. Não traz nenhuma proibição. eu entendo que o menor não pode ser sócio em nenhuma sociedade em que ele venha ter responsabilidade ilimitada. há quem sustente tese contrária que para participar de uma sociedade com a responsabilidade ilimitada. Quem ficou? O menor que vai ter que pagar uma dívida enorme. ele nunca viu aquilo na vida. diante da revogação do código comercial. quer dizer. mas.

O marido não pode ser sócio da esposa em nenhum tipo de sociedade se casado pelo regime de comunhão universal ou de separação legal de bens. CÔNJUGES SÓCIOS: Marido e mulher podem ser sócios? Não. existe sociedade em nome coletivo hoje? Existe sociedade comandita simples hoje? Não tem. Se o marido contrai um monte de dívidas na prática da sua atividade. O marido que é empresário individual e tem responsabilidade ilimitada. agora. ele não aprofunda a questão. Eles não podem ser sócios quando estiverem casados pelo regime de comunhão universal ou separação legal de bens. porque a lei civil já diz que eu sou sócio de minha esposa de todo meu patrimônio. é que para ele você não aplica analogicamente o artigo 974. posso limitar a responsabilidade. o credor pode acionar apenas a meação do casamento ou pode acionar todo o patrimônio do casal? Pode acionar todo o patrimônio do casal. então o que acontece: “um dos dois tem que trabalhar. Na doutrina eles ainda não tesceram a este detalhe. É a única distinção do meu fundamento para o fundamento dele. Como é que eu vou agora dizer que sou sócio dela só de um pouquinho? . posso arriscar apenas parte do patrimônio. essa sociedade der errado. mas concordei com ele nesta. com capital social de R$20. a lei civil já diz que eu sou sócio dela de todo meu patrimônio. porque a responsabilidade é de sociedade e não dos sócios. Eu agindo sozinho eu arrisco todo o patrimônio do casal.00. porque eu sou sócio de minha esposa de tudo. OBS: Separação legal de bens não é aquela separação de pacto antenupcial. Mesmo porquê. entendimento da jurisprudência do STF e STJ).58 de qualquer sociedade. Se por acaso. mas eu sou um cara moderno e não quero deixar minha mulher em casa e vamos trabalhar juntos formando uma sociedade LTDA. eu entendo que tem autor judicial aplicando a analógica. E porque isso? Na comunhão universal. podem ser sócios os casados pela comunhão parcial de bens? Pode os casados pela separação contratual? Pode. Então eu não posso dizer se ele concorda ou se não concorda. Eu digo que não. o outro tem que ficar em casa cuidando dos filhos”. É aquela imposta por lei.000.000. Existe o artigo 974 só para isto. Olha que malandragem! Eu sozinho arrisco tudo (todo patrimônio do casal). O Amador tem algumas posições meio escabrosas. jurisprudência a gente nunca vai ver.00 e o patrimônio do casal é de R$500. Quem está falando hoje em dia não está aprofundando. O Amador Paes de Almeida manda aplicar analogicamente o artigo 974 do NCC. É um verdadeiro contra-senso.000. O Amador erra na aplicação do artigo 974. Eu não posso querer limitar isso. Por hora. O artigo 974 é para o menor empresário. a única coisa que difere do que eu estou falando. eu perderei R$20. trabalhando em sociedade com a esposa. se eu sou casado com ela pelo regime de comunhão universal. Olha só. Então toda vez que for ter responsabilidade ilimitada. Então ele diz que só vamos conhecer na prática. porque a atividade do marido é em benefício da família (estatuto da mulher casada.00. mas aplica este artigo para o menor sócio de forma analógica. Parou aí.

é balela. tributação. integralizando a sua parte”. respeitando as situações já consolidadas (direito adquirido. participar da integralização do capital social. pode casar. ou seja. mas tem que respeitar a CF/88. Ela é milionária e ele não tem onde cair morto”. convidando para comparecer ao escritório para tratar da “Dissolução de Sociedade Empresarial”. coisa julgada). ou seja. Agora o legislador colocou o impedimento na lei. pois na época que o contrato foi celebrado estava de acordo com a lei. OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS: Uma obrigação que eu acho interessante é a obrigação do sócio de participar da formação do capital social. Ele começa a convencê-la a transferir parte do patrimônio dela para a sociedade. surfista e marombeiro. outro sócio. E as sociedades que já existem nessa situação? Diz o novo CC que os empresários tem que adaptar as novas regras no prazo de um ano. a jurisprudência vinha admitindo a aplicação da Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. A lei civil falou que eles não podem ser sócios. XXXVI. Ela se interessou em transferir parte de seu patrimônio para a sociedade por ter muitos benefícios tributários como imposto de renda. carente e cheia de amor para dar. Mas a lei proíbe o amor? Não.59 Então. ato jurídico perfeito. Nós estamos tratando de um ato jurídico perfeito. mas a lei não é trouxa. ato jurídico perfeito. o relacionamento terminou e ela disse para ele sair somente com a roupa do corpo. não é sócio só de um pouquinho. tudo que era dele. É o dever mais importante de todos os sócios. Não pode ser sócio na vida civil. então ele não queria separar para não perder metade das quotas. mas casa pelo regime da separação legal. É história. Imaginemos o seguinte: “Temos uma senhora com 69 anos de idade. viúva há quinze anos. Se é casado pelo regime de comunhão universal de bens. 50% das quotas pertencem a ele e por conseqüência. Juntamente ia uma carta do escritório de advocacia. então não há que se falar em modificação da sociedade. Qual é a ratio legis da separação legal? A separação legal é diametralmente oposta. para trabalhar com pranchas de surf. Nessa sociedade que eles montaram.000. O novo CC tem que ser aplicado. Diz a doutrina: “Dever primordial dos sócios e contribuir para a formação do capital social. imposta. Ela já tinha transferido 80% de seu patrimônio para a sociedade e com a separação ele conseguiu levar boa parte do patrimônio da viúva carente. dissolvida à sociedade. mas a mulher era sócia. ele usou a lei comercial para burlar a lei civil. Nesse caso. ela recebeu uma carta dele dizendo que não queria nada que fosse dela e sim. artigo 5º. etc. se apaixona perdidamente por Pedro de 21 anos de idade.00. etc. burlaram o regime legal de casamento que o da separação legal. Eles se casam e Pedro se vira para a esposa e diz que vai montar uma sociedade de fundo de quintal de capital social de R$10. Alguns dias depois. As situações consolidadas podem sofrer alguma influência pela nova regra do novo CC? Não. a partir desse entendimento. precedente do TJ/SP. Vão ter que dissolver a sociedade? Tem muito marido malandro que está louco para se livrar da mulher. . mas pode ser sócio na vida empresarial. querendo que transfira os bens para o nome de um filho. 50% das quotas dele e 50% das quotas dela. já é sócio de tudo. aí hoje alguns maridos malandros falando para a mulher que a lei proíbe a sociedade de cônjuges. Essa é a ratio legis da comunhão universal. Ele comprou uma franquia da Mormay. Com o tempo. 50% do patrimônio líquido da sociedade é dele.

afirmando que não pode o sócio entrar somente com serviço. Quando o legislador quis proibir. porque ela é tratada por lei especial e não tem previsão lá. tais entendimentos podem surgir: 1º) Não tem previsão de sócios de serviço para nenhuma dessas sociedades. É possível o sócio de serviço nas outras sociedades? Em nome coletivo? Comandita simples? Em conta de participação? Importante: O novo CC estabeleceu as regras da sociedade simples como uma regra geral e a partir daí tratou das demais sociedades. ou seja. Sem essa integralização de capital. que são sociedades que tem sócios de serviço. É claro que quando a sociedade for cobrar da devedora.00 de cada um. Que lá vem dizendo: “Na sociedade de comandita simples tem dois sócios. em princípio essa seria até incompatível com essas outras sociedades. O sócio de serviço está previsto na sociedade simples. Só tem na sociedade simples e como não tem previsão. dos R$25. na sociedade em conta de participação? Não. contribuindo com bens etc. na sociedade simples está expresso que pode e por aplicação subsidiária na sociedade em nome coletivo.00 de cada um a sociedade não tem como gerenciar suas atividades. ele foi expresso no artigo 1055 do novo CC. ou seja. Por quê? Porque quando dentre as sociedades reguladas pelo novo CC. ele proibiu (artigo 1055 do novo CC) em todas as sociedades. Ainda mandou aplicar subsidiariamente as regras da sociedade simples. Quando ele não quis o sócio de serviço ele foi expresso. você aplica o capítulo das sociedades simples.000. e o comanditário com responsabilidade ilimitada a integralização de suas quotas”. quando o legislador não quis o sócio de serviço ele foi expresso. (Endossar uma nota promissória no valor da quota-parte). menos a LTDA que ele foi expresso. sendo um o comanditado com responsabilidade ilimitada. Como é que a lei prevê essa contribuição? Só em dinheiro? Não. porém eu tenho que fazer uma observação porque não é possível sócio de serviço na sociedade S/A. na comandita simples e na sociedade em conta de participação também é possível o sócio de serviço. Aparentemente é incompatível. comandita simples e em conta de participação. Quando? Lá na sociedade LTDA. por força do artigo 1055 do novo CC. pois estes têm que ser avaliados. Se os capítulos dessas sociedades forem omissas. Quando o legislador quis proibir. Então. Então pode surgir o 1º entendimento de que o sócio de serviço é incompatível com as sociedades em nome coletivo. Então a mensagem do legislador é no sentido de que é possível sócio de serviço nessas três sociedades. bens ou créditos. Mas o entendimento que deve prevalescer é o segundo. o sócio que endossou a nota promissória vai ter que pagar e 4º através de serviços (antigo sócio de indústria. OBS: Até aí tudo bem. Tem que entrar com dinheiro. pode ser através de 3º créditos. se esta não pagar. Ele colocou essa proibição na sociedade em nome coletivo.000. na sociedade comandita simples. Você pode contribuir para a formação do capital social em 1º dinheiro em 2º bens economicamente apreciáveis. 2º) É possível ter sócio de serviço nessas três sociedades. da sociedade capital-indústria que é aquele que contribui apenas com o seu trabalho). E não é possível sócio de serviço na sociedade LTDA.60 Vamos montar uma sociedade de quatro pessoas com R$25. Onde é que entra o sócio de serviço? Não entra. proibindo. . O sócio de serviço é incompatível.

etc. ia ter um lucro tal por mês. vai receber a média do que todos os outros sócios recebem. Hoje essa não é mais possível. Além dessas opções. A sociedade vai cobrar através de uma ação de execução. ou seja. se o sócio remisso A integralizou somente R$10.00? Vai reduzir para R$80. ele pode ser privado dos lucros e até mesmo ser excluído da sociedade. Ex: A sociedade contava com o dinheiro para participar de uma licitação que não teve nem vencedor. nesse caso pode reduzir a participação dele com diminuição do capital social. O quê vai acontecer com o capital social da sociedade que era de R$100. etc. só que não precisaria pagar 13º salário. a primeira opção é executar o sócio que não integralizou o capital social. Sócio A não integralizou seus R$20.00 dos R$20. ele é devedor.00 de capital social. sociais. a lei também permite que se proponha uma ação de conhecimento pedindo até uma indenização. pode pedir lucros cessantes. OBS: A sociedade pode executar não só o valor que o sócio ficou de integralizar. mas também a multa se prevista no contexto. Além de executar.00. Nesse caso não é viável. Mas fica muito caro contratar esse engenheiro tendo que pagar os encargos trabalhistas. o sócio de serviço não pode trabalhar em outra coisa.000. daí se a sociedade tivesse entrado iria vencer. Era o seguinte: Temos uma sociedade de arquitetura e temos que contratar um mega engenheiro para trabalhar por dois anos em um empreendimento. e sim.000.000. se não tiver executado o crédito. . a lei fala que a sociedade pode optar por dois outros caminhos. se o sócio não pagou.000. admitiu como sócio. se a mora dela causou um prejuízo.00 que deveria. A sociedade pode excluir o sócio remisso.000. Esse sócio é logo xingado.00. Do não cumprimento da integralização do capital social: Diz a lei que o sócio de serviço tem que dar exclusividade. juros moratórios. porque o sócio de serviço vai receber muito dinheiro. Então. Se o sócio de serviço não der exclusividade. porque o contrato social é considerado título executivo extrajudicial. não sendo interessante para os outros sócios.São eles: 1º caminho – Ex: R$100. Se o contrato social não disser nada. Conseqüência para o sócio que não integralizou o capital social: A sociedade pelo artigo 1004 do novo CC. juros compensatórios.61 Por que na prática não vai haver sócio de serviço? O sócio de serviço ocorria antigamente para socorrer a lei trabalhista e previdenciária. Então ao invés de admitir como empregado. Ele só pode trabalhar em outra coisa se tiver expressamente autorização do contrato social. ele não vai receber quando o contrato disser.000. Porém. porque agora o sócio de serviço que entra na sociedade. é chamado de sócio remisso (não cumpriu com sua principal obrigação). Ele ia receber a mesma quantia por mês.

Então na sociedade LTDA só tem uma opção. 2ª conseqüência . mas sem reduzir o capital social. formada por cinco pessoas. os juros contratuais. Bianca não integralizou seus R$20. por exemplo. Os demais sócios tem que concordar com ela? Tem que permitir a saída dela? Para o direito empresarial não podem. OBS: Na sociedade LTDA o sócio que não integralizar na sociedade. Se ela contratou com a sociedade. mas na sociedade LTDA. Maria pode sair antes de maio de 2004. esta sociedade tem validade até maio de 2004.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser executada.00.000.000. a sua participação vai ser de 10.000. A palavra é para ser cumprida. Bianca será excluída. pode ser excluído pelos demais sócios. os outros sócios podem preferir a exclusão dele. abatidos a multa contratual. Maria acordou de mau humor e disse que não queria ser mais sócia e que queria sair. pois só serve R$20. Olha a opção que é dada na sociedade LTDA e eu concordo em gênero. conforme o artigo 1058 do novo CC: Os R$17.00. além dessa possibilidade. porque acordou de mau humor? . decisão esta em assembléia ou reunião. Maria não falou que ia ser sócia? Falou. 3ª conseqüência – Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação no montante integralizado sem reflexo no capital-social. Importante: Bom. Na sociedade LTDA.000. só se integralizou 10 em vez de 20. tanto é que nós temos a previsão do artigo 1029 do novo CC. Ex: Vamos montar uma sociedade de cinco pessoas com capital de R$20. olha o entendimento que é possível na sociedade LTDA. ou seja.00. para variar tem uma regra especial para as sociedades LTDA. Resumindo: 1ª conseqüência . ou integraliza tudo ou nada. DIREITO DE RETIRADA: Um exemplo: Uma sociedade em nome coletivo. há também as outras opções estudadas anteriores.000. ela só integralizou R$17.00 de cada sócio. quando a integralização for parcial. Como é que faz isso? Os demais sócios ficam com a parte não integralizada ou até mesmo um terceiro e aí o capital social permanece íntegro. que era de 100 e caiu para 90.00.62 2º caminho – Excluir o sócio remisso ou reduz sua participação no montante integralizado. Olha o que diz o artigo 1029 do novo CC que é a regra geral: Se essa sociedade for por prazo determinado. ela não pode decidir que não quer mais ficar como sócia. basta que a parte dela seja integralizada por um sócio ou por outra pessoa.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação np montante integralizado com reflexo no capital social. O dinheiro que Bianca integralizou será devolvido. número e grau. as despesas com alteração de contrato e essa exclusão pode ser com ou sem diminuição do capital social.

qualquer alteração no contrato. aí diz a Constituição que ninguém pode ficar preso a ninguém para eternidade. mas sim para provar que notificou com antecedência de 60 dias. A pessoa quando não mais quer permanecer sócia na sociedade. Choveu no molhado! O quê o artigo 1077 do novo CC fala? Fala que o sócio pode toda vez que não concordar com uma alteração do contrato. como justa causa. o legislador abstrai.63 Maria só vai sair se os outros sócios permitirem ou se ela conseguir provar judicialmente. fusão e incorporação. ou seja. mas desde que notifique com antecedência de 60 dias. Na sociedade por prazo indeterminado. Isso se for sociedade por prazo indeterminado. Importante: O sócio pode sair da sociedade por prazo indeterminado. daí. Não é porque ela não esta mais afim. Na sociedade por prazo indeterminado. e aqui peço a atenção de vocês. ele poderá exercer o direito de retirada. desde que notifique com antecedência de 60 dias. Se não tiver alteração no contrato e um sócio está doido para sair da sociedade LTDA e essa sociedade é por prazo indeterminado. O que seria quebra de Affectio Societatis o fato de Maria ter saído na ignorância com outro sócio. A quebra do Affectio Societatis (sentimento de cooperação) é causa para o exercício do direito de retirada (artigo 1029 do novo CC). O que diz o direito de retirada para a sociedade LTDA? O direito de retirada para a sociedade LTDA está no artigo 1077 do novo CC. Então se o sócio não concordar com qualquer coisa. Nesse caso. a lei criou um mecanismo para proteger os interesses da sociedade e dos demais sócios. porque os outros sócios não concordaram. O artigo 1077 fala que o sócio pode se retirar toda vez que ele não concordar com alteração contratual. se for sociedade por prazo determinado. dará justa causa. o sócio não precisa alegar nada. porque transformação gera mudança de contrato? Fusão gera mudança de contrato? Incorporação gera mudança de contrato? Gera. não para provar justa causa. o sócio vai ficar até quando nessa sociedade? Até o resto da vida? Não. o legislador nem precisava ter colocado transformação. ao final desse prazo. ela vai poder exercer o direito de retirada. Existe alguma cooperação entre eles? Sim. Sendo por prazo indeterminado. você pode aplicar as regras da sociedade e no que se refere ao direito de retirado o capítulo dos LTDA não foi omisso. . Qual é o artigo que eu falei para vocês que vai cair na prova? É o artigo 1053 do novo CC (temos que decorar até a vírgula deste artigo). ela tem que provar justa causa. porque havia alteração do contrato. Ah! Professor. OBS: A jurisprudência considera quebra de Affectio Societatis. o senhor está errado! Está escrito aí é se ele não concordar com uma fusão. regra especial. O legislador falou demais. a regra do artigo 1029 do novo CC. com uma incorporação ou com uma transformação. por questão até de família e não quer ver o outro nem pintado a ouro. porque se fosse por prazo determinado. Também temos uma regra especial para a sociedade LTDA. o sócio vai ter que cumprir ou alegar justa causa. o prazo de 60 dias para notificação vale para o artigo 1077? O quê o artigo 1053 do novo CC fala? Quando o capítulo dos LTDA for omisso. ele poderia sair na hora de prorrogação. Não fala em sociedade por prazo determinado e por prazo indeterminado. pode ser aplicado ao artigo 1077. E se notificar com prazo de antecedência de 60 dias e os outros sócios mesmo assim não quiserem liberá-lo? O sócio vai ter que entrar com uma ação.

Então o artigo 1029 do novo CC. ele não pode ser é restringido. Ele tratou da outra hipóteses de direito de retirada? Não tratou. ele pode ser aplicado. O entendimento amplo e majoritário é que o direito de retirada. pode jogar no lixo. porque ele é aplicado independentemente de outra previsão legal. conforme o parágrafo único do artigo 1053. E na S/A tem direito de retirada? Tem e está no artigo 137 da lei de S/A. Só não seria aplicado em uma hipótese. como é um direito. Além dessa hipótese. Ele só tratou do direito de retirada quando ocorrer divergência na alteração do contrato social. e eu vou mais além. mas se o examinador não gostar desse raciocínio. Eu falei da hipótese do sócio que quer sair. O artigo 1029 é aplicado além dos outros previstos em lei civil. você aplica o artigo 1029 à sociedade LTDA. O artigo 1029 traz em sua redação: “além dos outras causas previstas em lei e no contrato. sempre vai ser aplicado para a sociedade LTDA. OBS: O artigo 1077 do novo CC é exemplificativo porque não limita o direito de retirada nessas hipóteses. você vai concluir que o artigo 1029 pode ser aplicado nas sociedades LTDA. a gente até passa pelo artigo 1053. é a outra causa prevista em lei para as LTDA? O artigo 1077 do novo CC. Você não vai ter que passar necessariamente pelo crivo do artigo1053. Sobre esse assunto Rubens Requião não pode mais ser lido. aliás. que eu não vou tratar com vocês. você aplica o artigo 1029 do novo CC. é um direito material. Tudo isso é novidade. os outros sócios podem colocá-lo para fora? É possível expulsar o sócio? Regra do artigo 1030 do NCC. Tanto por um lado. o capítulo dos LTDA. analisando literalmente o artigo 1029. Nesse caso. Então o capítulo dos LTDA. quem tiver livro velho sobre esse tema. Mudou tudo completamente. os sócios diriam que não querem o capítulo das sociedades simples O artigo 1029 do novo CC. Ele vem falando: “O sócio pode exercer o direito de retirada. E como não tratou das outras hipóteses. Então seja passando pelo artigo 1053. só não será aplicado à sociedade LTDA se no contrato social mandar aplicar a lei de S/A. o sócio pode exercer direito de retirada”.64 porque tem o artigo 1077. Tem lá que o sócio só poderá exercer o direito de retirada. foi omisso em relação ao direito de retirada. Faz a panelinha dos sócios remanescentes e vamos votar para ver se pode ou não propor a ação para provar judicialmente a justa causa. Fora disso. desde que essa ação seja aprovada pela maioria dos sócios. ou seja. agora eu vou falar da hipótese em que os outros sócios querem colocá-lo para fora. ou somente nesses casos? Não. aplica-se o artigo 1029 do novo CC. É possível a expulsão do sócio? Já vimos que é possível a expulsão do sócio quando ele é chamado de sócio remisso. só é possível expulsar judicialmente. O artigo 1030 do NCC diz: não é possível expulsar um sócio extrajudicialmente. porque é só ler. como por outro. porque o artigo 1077 é exemplificativo. Qual a hipótese? Se o contrato social determinasse a aplicação supletiva da lei de S/A. porque o capítulo dos LTDA não tratou de todo instituto do direito de retirada. ou seja. claro que não pode contar o sócio que se pretende excluir. só quis tratar do direito de retirada nas questões relativas a divergência da alteração do contrato social. quando ele integraliza direitinho. .

Ex: Desvio de verba. O máximo que se pode fazer é excluir o acionista da . Se o contrato social nada disser. os sócios é que decidirão diante do caso concreto. ou seja. ou seja. Esta cláusula tem que permitir a exclusão extrajudicial. de forma cumulativa. Importante: Tem a previsão geral no artigo 1030. Agora nesse caso é pela maioria absoluta. mas tem a previsão do artigo 1035. Não se pode convocar uma reunião ou assembléia para tratar de assunto tal. Se não preencher o artigo 1035. E por esse motivo é possível a exclusão extrajudicial do sócio majoritário? Não. 4º Requisito: Esse é um assunto que precisa ser tratado em uma reunião ou assembléia só para isso. é o juiz quem decide. alegando justa causa. OBS: Em caso de empate dos votos dos sócios remanescentes. ou seja. nessa reunião ou assembléia tem que ser assegurado ao sócio que se pretende excluir a ampla defesa. assunto tal e expulsão do tal sócio. Só há ampla defesa se tiver contraditório. propõe-se ação para tentar excluir. Preenchidos todos esses requisitos. Mas tem alguns requisitos. Vejam como é que muda. nesse caso a exclusão do sócio majoritário na S/A só se for judicial. você pode excluir por mera alteração do contrato. eu posso expulsar algum sócio? Só vou poder expulsar judicialmente. isto se não tiver outra forma prevista no contrato. A lei foi enfática. Tem que ser um ato realmente muito grave. Quais são? 1º Requisito: O contrato social tem que permitir. ampla defesa e contraditório. É cláusula genérica. OBS: Não precisa da cláusula tratando desse assunto. ela deu muito mais ênfase. É possível a exclusão. 3º Requisito: A exclusão tem que ser aprovada pela maioria absoluta. Por maioria dos votos. É uma situação que a lei não prevê expressamente. E se não preencher alguns desses requisitos? Aí e exclusão só poderá ser feita judicialmente. 2º Requisito: Que esse sócio que se pretende excluir tenha praticado um ato de inegável gravidade e que coloque em risco a continuidade da empresa. a expulsão na S/A? A sociedade anônima é uma sociedade de capital. porque o voto não é pela maioria do capital social e sim pela maioria dos sócios remanescentes. excluindo o sócio que se pretende excluir. E o artigo 1035 do NCC permite a exclusão extrajudicial? Através de mera alteração contratual. ela não colocou apenas justa causa. pouco importa a personalidade do acionista. Tem que ser uma reunião ou assembléia só para essa finalidade e mais. se atendido os requisitos. você vai para o artigo 1030 (exclusão judicial). o quorum do artigo 1030 do NCC. Tem que vir uma cláusula dizendo: nesta sociedade é possível a exclusão extrajudicial de sócio por justa causa. que é mais uma vez uma regra especial para as sociedades LTDA.65 O sócio majoritário pode ser excluído? Pode. Antes para propor aquela ação de exclusão judicial era preciso dos votos da maioria dos sócios remanescentes. em razão desse requisito. sócios que representam mais de 50% do capital social.

Pode tirar o cara de lá. 7 ª Aula . eu posso com base nisso expulsar um sócio? A quebra do affectio societatis dá ensejo ao direito de retirada. mas não pode tirar ele da sociedade. porque o conceito tem na apostila. Isso na S/A. Culpa in eligendo ou culpa in vigilando. o Leonardo é administrador. A interpretação de computadores tem alguma coisa a ver com o objeto da nossa sociedade (tapeçaria)? Não. porque houve quebra de affectio societatis. por quatro motivos. importando computadores para revender. A quebra do affectio societatis é considerada justa causa para o exercício do direito de retirada e não para ser expulso. ninguém praticou nenhum ato que possa ser considerada justa causa para ser expulso. porque na S/A o que interessa é o capital. tem nos livros. os acionistas podem excluí-lo? Não é possível apenas excluí-lo da administração. eu vou sair. não tem cara e não tem nada. Não tem nada a ver com a sociedade a nossa divergência. Esse ato é manifestamente estranho ao objeto social. porque para a expulsão de um sócio. Ele dá ensejo ao contrário. porque se a gente não escolheu mal. então quem quiser sair que saia. Na quebra do affectio societatis. administrando uma S/A. a sociedade respondia por esse ato. mas ninguém pode ser expulso em razão disso. antes do novo CC e no Brasil. dá ensejo a um direito e não a expulsão. tem que existir justa causa e a affectio societatis não é considerada justa causa para fins de expulsão. então ele tem poderes para praticar aquele ato (teoria da aparência). O objeto social é a tapeçaria. Se a sociedade por qualquer motivo não quiser cumprir com esse contrato de compra e venda? Será que precisa cumprir? Essa sociedade. Então se tem pegadinha: Um ladrão safado. Importante: Então a quebra do affectio societatis não dá direito por si só a expulsão de um sócio. Dezenas de computadores para revender não tem nada a ver com tapeçaria. 1°) Enquanto escolheu o administrador da sociedade. se essa sociedade escolheu mal que arque com os atos praticados por quem escolheu. 2°) Teoria da aparência – Aparentemente para o terceiro que vendeu os computadores. 3°) Proteção ao terceiro de boa-fé. Ex: Uma sociedade familiar e teve uma briga. os incomodados que se mudem. Mas se eu quiser.28/06/2003 TEORIA DO ATO ULTRA VIRES SOCIETATIS Vamos trabalhar com exemplos. ninguém praticou ato de inegável gravidade.66 administração. . da diretoria. e esse não tem cor. Imagine uma sociedade formada por sócios. cujo objeto social é tapeçaria com uma excelente oportunidade de ganhar dinheiro. até judicialmente. não vigilou. Se eu estou incomodado.

Com esse entendimento. Tem burocracia e se tem burocracia. a sociedade respondia pelo ato praticado pelo seu administrador. Nas operações mercantis não tem dinamismo. eles criaram. Não pode alegar que estava de boa-fé. Então. Lá fora tem que analisar o contrato. pela presidência. não tem boa fé. não tem nada. a teoria da aparência. O professor concorda. para ficar analisando contratos. essa sociedade vai ter que cumprir o ato? Não. se pede a identidade dela. Tem-se burocracia. está afastada uma justificativa. Se não gera efeitos. o STF disse que a sociedade não vai ser obrigada a cumprir o contrato. O STF disse que a sociedade vai responder perante esses quatro motivos. a sociedade tem que cumprir o contrato. muitas das vezes os negócios são fechados por telefone. Isso antes do novo CC e no Brasil. não tem dinamismo. Não pode alegar em razão da burocracia. se estiverem presentes os 04 motivos. onde passaram a considerar o ato ultra vires. Nesse caso a sociedade não responderia. Mas isso não saiu bem. Se a sociedade está comprando dezenas de computadores para revender. No Brasil é pela aparência. Por quê? Porque o ato nulo não gera efeitos. porque não foi pela aparência e sim pela análise dos contratos. OBS: A sociedade não anuiu. As partes têm que voltar ao status corpus. porque o contrato foi firmado por um administrador e a fornecedora de computadores. Aí evoluiu a teoria lá fora nos EUA e Europa. Quando se vai contratar com uma sociedade. pelo contrário tem burocracia. porque ele analisou o contrato social da nossa tapeçaria. então a sociedade fica com dinheiro e o vendedor fica com os computadores. E qual é a identidade dela? É a contrato social. também temos que pedir a identidade dela. por todos esses motivos. Quando eles criaram. eles mal criaram essa teoria. acabou que protegeu o safado do administrador. ineficaz em relação à sociedade. Só não cumpriria nessa exceção. Vai passar primeiro pelo departamento jurídico. eles falaram que não iam cumprir o contrato. mas se a operação for de grande valor econômico. Teoria do ato ultra vires. Só havia uma exceção perante o STF. não tem aparência. É o único caso. porque quando se vai negociar com uma pessoa física. Então como você vai contratar com uma sociedade que você não conhece. dos documentos. Foi o Leonardo que praticou e como é de alto valor. ou seja. Então. estranho ao objeto social ele era nulo. Porque é nulo e não gera efeitos. Então é esse o entendimento lá fora. Você acha que uma compra nesse montante não tem burocracia? Tem burocracia. Agora. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Não.67 4°) Dinamismo das operações comerciais – As operações comerciais são tão dinâmicas. que não há tempo para burocracia. Imagine que essa compra de computadores tem o valor de um milhão de dólares. O administrador que celebrou o contrato vai ter que cumprir o ato? Não. Eles não querem receber computadores e sim tapetes. Lá fora. Eles lá fora entendiam que o ato ultra vires. Quando os outros sócios descobriram. que é o dinamismo das operações mercantis. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Estou perguntando. É . ou seja. não nulo e sim inimputável. com análise de documentos. Por quê? Porque lá fora não tem esse jeitinho brasileiro. ele viu que o objeto social é tapete.

A S/A responde pelo ato ultra vires. E onde é que adotamos isso no novo CC? No artigo 1005. a sociedade respondia. Lá vem dizendo o seguinte: “A sociedade não responde pelo ato quando ele for manifestamente estranho ao objeto social. já sabe que vai passar pelo artigo 1053 do novo CC. a S/A vai responder por esse ato. Em S/A. parágrafo único. Importante – Ato ultra vires é o ato manifestamente estranho ao objeto social. A sociedade simples e nem as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples não respondem pelo ato ultra vires. o Brasil deu o braço a torcer. Agora é ineficaz em relação à sociedade e eficaz em relação ao administrador. porque iria pelas aparências. A sociedade não responde. ele exime a sociedade que não tem nada a ver com isso. Uma tapeçaria que compra um computador. Está-se no capítulo das sociedades simples. esse computador pode ser para seu uso diário. Nesse caso a sociedade LTDA vai responder pelo ato ultra vires. Inimputável a sociedade. Então a teoria evoluiu. Só responde o administrador safado que praticou o ato”. estranho ao objeto social.68 válido. mas ineficaz em relação à sociedade. E com o novo CC. comandita simples. aplica-se as regras da sociedade simples? Importante: Não. Então se o ato ultra vires for praticado por um diretor da S/A. Acabou incorporando aquele entendimento estrangeiro. já incorporada somente no novo CC. É eficaz em relação a quem? De quem o terceiro pode exigir o cumprimento desse contrato? Do administrador que assinou. porque não incorporou a teoria do ato ultra vires. o novo CC incorporou a teoria do ato ultra vires. a sociedade LTDA não responde por força do artigo 1053 do novo CCC. No Brasil. OBS²:Caiu sociedade LTDA na prova. aplica a teoria como regra e aplicando a teoria como regra. Finalmente nós adotamos a teoria do ato ultra vires. Aí sim. ou seja. nesse caso é ato manifestamente estranho ao objeto social. se ele importar toneladas de peixes. E na sociedade LTDA? Aplica-se a teoria ultra vires? Responde ou não pelo ato ultra vires? Mais uma vez vamos passar pelo artigo 1053 do novo CC. A doutrina traz como inimputável que é a mesma coisa. essa é manifestamente estranho ao objeto social? Não. A S/A responde. em nome coletivo. porque a teoria não foi incorporada na lei de S/A. pois teria que ter lido o contrato social. respeita o interesse de terceiro e penaliza o safado do administrador que praticou ato quando não poderia. E se ato ultra vires for praticado por um diretor da sociedade anônima? Você pode aplicar a teoria? Pode considerar aquele ato ineficaz em relação a S/A? Não. responde somente o administrador que vai se virar com o terceiro que não agiu com boa-fé. . significa dizer que é aplicável nas sociedades simples. a teoria do ato ultra vires evoluída o ato não é nulo. Esse artigo 1005 é um artigo que está no capítulo das sociedades simples. é apenas ineficaz em relação à sociedade. supletivamente as disciplinas das sociedades simples. porque a ela não se aplica à teoria ultra vires. Agora. Em princípio você aplica as LTDA como regra. ou seja. inciso III. Aplica-se apenas para as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples. OBS¹: mas se a sociedade LTDA fizer a opção do parágrafo único do artigo 1053 que manda aplicar a lei de S/A. imputável ao administrador.

você vai aplicar o novo CC. quando o consumidor for comprar. ele até coloca uma diferençazinha. Eu estou dizendo. quando for consumidor. um grande equívoco. Eu pergunto se eles também mexem com antena e eles respondem que sim. Então a sociedade vai ou não vai responder por aquele ato quando for consumidor? Vai responder perante o consumidor. nem que sim e nem que não. Eu exijo por acaso o contrato social do Ponto Frio? Eu lá sei qual é o objeto social do Ponto Frio? Eu imagino. por mais que tenho isso na lei. porque não se pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. ABUSO DA RAZÃO SOCIAL OU DA DENOMINAÇÃO OBS: Muita gente coloca o abuso como ato ultra vires bota tudo em um saco só. porque será aplicado o CODECON. do vendedor. como por exemplo. porque ela é regida por lei especial. porque o novo CC vem falando que quando a lei de S/A for assim. você vai aplicar o CODECON e o CODECON protege o consumidor e prestigia a Teoria da Aparência. 1ª posição: Que a teoria ultra vires só não é aplicada para a sociedade anônima (S/A). Fábio Ulhoa Coelho faz isso em seu resumo. Então. você vai aplicar o princípio da especialidade. E como é que a doutrina fala? Ela não fala. Essa posição é isolada. Só que eu acho isso. mesmo que seja a sociedade simples. que seria reflexo também na LTDA. Você não pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. Então essa teoria do ato ultra vires também é aplicável a S/A. pelo princípio da especialidade. afirmando que seu objeto social é só montagem dos equipamentos. ela sempre vai responder pelo ato ultra vires quando outro lado estiver o consumido. Eu vou pela aparência. não fazem consertos. Agora. 2ª posição: Independentemente de qual seja a sociedade. E o que o novo CC diz? Diz que a sociedade não responde. vou pedir o ressarcimento na justiça e a sociedade diz que não. É mais especial do que o novo CC. Eu vou poder exigir o pagamento? Claro que sim. Depois constato que o trabalho foi horrível. Ex: Eu contrato uma prestadora de serviço para instalar um equipamento lá em casa. Quando for relação consumista. . eu vou comprar uma máquina de lavar no Ponto Frio. Nos três volumes. sendo que uma não é para adotar na hora da prova e a outra sim. E a lei de S/A fala alguma coisa sobre responsabilidade do ato ultra vires? Não fala. Se não fala. aplica-se às regras deste código. pelo menos leia o contrato social.69 Posição do professor – O professor tem duas posições. porque qual é o fundamento da teoria do ato ultra vires? Por que ela existe? Ela existe para exigir que o terceiro que está contratando com a sociedade. Eu vou provar que abuso de razão social não é a mesma coisa que ato ultra vires. Código de Defesa do Consumidor defende a Teoria da Aparência.

OBS: A sociedade não quer pagar. A S/A responde? A S/A responde pelo ato. Contratos com valores acima de R$50. Nesse caso a sociedade quer reincidir este contrato. contratos de até R$50.000. mesmo produto.000.00. inciso I.000. Eu em benefício da sociedade tenho que comprar por R$20.00. USO INDEVIDO Ex: Eu sou o administrador da tapeçaria. A sociedade LTDA responde? Para responder depende do artigo 1053 do novo CC. inciso III e o abuso da razão social está no artigo 1005. proteção ao terceiro de boa-fé. Se a sociedade receber e pagar. mas está extrapolando os poderes. parágrafo único. a comandita simples. mesma marca. Está ligado ao objeto social? Sim.000.000.000. porque aí é como todos eles tivessem concordado. a sociedade não responde pelo ato como regra. daí não podemos falar em ato ultra vires.000.000. e ele só pode realizar contratos com valores até R$50.000. por isso que muita gente confunde. dos poderes que lhe foram conferidos pelo contrato. ele não quer o produto. a sociedade simples. porque a conclusão é a mesma. Só se resolve nesse caso tentando provar a má-fé. Só que o Leonardo só tinha poderes para assinar sozinho.000. este no artigo 1005. outro por R$30. a sociedade em nome coletivo não respondem. Não muda nada. Se o Leonardo comprar um valor de R$130. outro por R$40.000. A sociedade também não responde. Um contrato de R$130. Eu vou comprar um produto para os tapetes e vem lá no contrato social que o Leonardo é o administrador da tapeçaria. Com o novo CC. Pois é compra de produtos para tapetes.000. Um está fornecendo por R$50. com aquela exceção do STF.000. porque está ligado ao objeto social. culpa in eligendo. Bom. a solução é a mesma. O ato ultra vires. Só que a fornecedora com preço de R$50. Esse ato é estranho ao objeto social? Não.00.00.00 que não foi assinado pelos outros sócios de Leonardo. depende do nome empresarial que nós estamos utilizando.00 e assim ou sozinho no valor de R$130. Aí eu pergunto: Esse ato está ligado ao objeto social? Sim. A diferença de abuso da razão social ou denominação e ato ultra vires é de conceito.70 O que é abuso da razão social? Imaginamos aquela tapeçaria em que eu sou o administrador. não tem jeito.00.00 e assina sozinho o contrato de compra e venda. não vou mudar nada. parágrafo único.00 e outro por R$20. que só tinha poderes para assinar contratos com valor de até R$50. através de uma ação judicial.000. A sociedade vai responder ou não por aquele ato? A mesma história.00.00 é minha cunhada e eu acabei comprando dela por R$50. No abuso o ato está ligado ao objeto social? Sim.00. mesma forma de pagamento para os quatro fornecedores. Antes do novo CC aqui no Brasil a sociedade respondia por quatro motivos: “Teoria da Aparência. É a mesma história.00. ele tem que ter a assinatura no mínimo do Leonardo e de mais dois sócios. Por isso eu vou falar em abuso da razão social ou da denominação. O que ele fez com os poderes dele? Ele abusou dos poderes da administração. eu tenho quatro fornecedores daquele produto.00. dinamismo. Eu tenho poderes para realizar aquele ato? .

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Não. Então não posso falar em ato ultra vires e nem em abuso, porque eu tenho poderes para efetuar compras no valor de até R$50.000,00 sozinho. Mas eu pratiquei esse ato em benefício pessoal e não em benefício social. Eu usei indevidamente dos poderes da administração. Eu tenho poderes para realizar o ato, estava ligado ao objeto social, mas pratiquei para satisfazer interesse pessoal contrariando o interesse de sociedade, causando prejuízo à sociedade. Esse ato é válido ou não é válido?A sociedade vai ter que pagar? Vai, porque em princípio o ato é válido. A sociedade só não poderia cumprir aquele ato se conseguisse provar que terceiro estava de má-fé. Se o examinador disser que estava de má-fé, tudo bem, porém, na prática é quase impossível conseguir provar. A sociedade que vendeu por R$50.000,00, vendeu por esse preço, mas esse preço é o seu. Ela vende para todo mundo pelo mesmo valor, independentemente se quem está comprando é ou não parente seu. Seria fácil provar má fé se o preço fosse de R$20.000,00, e a sociedade que vendeu, vendeu por R$50.000,00, porque na sociedade adquirente há um sócio que é do administrador da sociedade que vendeu. Importante – Então, para a sociedade não cumprir aquele ato, teria que comprovar que terceiro estava de má-fé, não comprovar que o administrador estava de má-fé, porque está claro que este estava de má-fé. E qual o fundamento legal disto? A doutrina já está concordando em encaixar essa posição (provar que terceiro está de má-fé) no artigo 1005, parágrafo único, II do novo CC. OBS: Sempre que a sociedade pagar, por algum outro motivo, pode entrar com essa ação de regresso em face do administrador. O uso indevido do administrador pode ocorrer por fraude, conluio do sócio com terceiro, questões afetivas, etc. TEORIA JURÍDICA A visão que eu vou passar para vocês é completamente diferente da visão da Lúcia, porque a visão dos civilistas é uma visão equivocada, porque os civilistas não sabem o que é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Para vocês terem uma idéia, para os civilistas, para se aplicar à teoria da desconsideração da personalidade jurídica o ato praticado tem que ser lícito ou ilícito? Ilícito. Só que é uma visão equivocada, porque o ato tem que ser lícito. Se o administrador pratica um ato ilícito, ilegal, eu preciso desconsiderar alguma coisa para responsabiliza-lo? Não. O ato praticado ilicitamente eu não preciso desconsiderar nada. Está no artigo 159 do CC de 1916 e no artigo 186 do NCC, porque na prática o ato ilícito mandante e mandatário ficam responsáveis. A começar por aí, eles os civilistas não sabem nada a respeito da desconsideração da personalidade jurídica. OBS: Caiu agora na prova da Magistratura para discorrer sobre ao princípio da autonomia e teoria da desconsideração da personalidade jurídica e teve um candidato que discorreu sobre a autonomia do direito cambial (que louco!). Falando na teoria da desconsideração da personalidade jurídica, temos que falar da autonomia patrimonial e não de autonomia de títulos de créditos. Autonomia patrimonial porque a sociedade tem um patrimônio e os sócios têm outro patrimônio. DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE

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Outro candidato afirmou que a teoria da desconsideração da personalidade jurídica é fundada em atos ilícitos, o que não é correto, porque se o ato é ilícito, não precisa aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, não precisa nem desconsiderar, já responsabiliza direto o administrador. Isso porque nós temos um fundamento teórico completamente diferente para a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica.Como é que funciona isso já que é base da autonomia? A autonomia patrimonial, a sociedade tem que ter o patrimônio distinto pode ser à base do direito empresarial, porque esse direito na prática atua mais como sociedades empresariais, quase não existem sociedades individuais (pessoas físicas), normalmente são sociedades empresariais. Então a base de nosso direito de sociedade é a autonomia patrimonial, ou seja, a partir do momento em que a sociedade é registrada lá na junta comercial, ela ganha personalidade e um dos corolários dessa personalidade é o fato da sociedade empresarial ter patrimônio distinto dos sócios.A sociedade empresarial tem autonomia patrimonial a partir do registro. Quando a sociedade empresarial tem um patrimônio aqui e o sócio um patrimônio lá, chamamos de escudo patrimonial. Um escudo que divide os dois patrimônios, que muitas das vezes é utilizada para a prática de fraudes. Ex: Monto uma sociedade e pratico fraudes em nome dessa sociedade e fico livre, porque existe um escudo que me defende, qualquer coisa o prejuízo é da sociedade, não chega até o Leonardo. A doutrina teve que criar um mecanismo para desconsiderar esse escudo, desconsiderar toda vez que a lei for utilizada para a prática de fraudes, ou seja, eu vou desconsiderar essa autonomia patrimonial para poder responsabilizar o verdadeiro fraudador. Essa desconsideração extingue a sociedade? Não. É só para responsabilizar o autor no caso concreto e continua o escudo patrimonial para as outras obrigações. É só para o caso de fraude. Bom, segundo sinônimos da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, ela é chamada de: 1- Teoria do superamento da personalidade jurídica; 2- Teoria da desconsideração; 3- Teoria da despersonificação; 4- Teoria do levantamento de véu corporativo, porque tem um véu que divide o patrimônio da sociedade do patrimônio do sócio.Quando houver fraude, você levanta o véu e responsabiliza. Como é só para o caso concreto, quando você volta para o local, o véu retorna, ou seja, continua a autonomia patrimonial para as outras obrigações. Quem fala nisso são os argentinos. A doutrina Argentina é que gosta de utilizar esse sinônimo para a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. 4- Teoria da penetração. É uma teoria utilizada pelos alemães. Porque penetra no escudo patrimonial. OBS: Problema é juntar a teoria argentina com a teoria alemã, ou seja, levantar o véu corporativo e penetrar no patrimônio. É importante citar essas teorias para demonstrar conhecimento perante o examinador. Qual é a base para se aplicar à teoria da desconsideração? É a licitude do ato. Agora não é porque o ato é lícito que não vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

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O que mais a gente tem que provar para aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Outro requisito que temos que provar na prática e aí vimos que a teoria maior tem uma bifurcação. Existem dois aspectos que são: 1- Aspecto subjetivo; 2- Aspecto objetivo. OBS: A teoria da desconsideração da personalidade jurídica no direito empresarial é a teoria maior, porque a teoria da desconsideração da personalidade jurídica aplicada pelos civilistas é a teoria menor. 1- Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto subjetivo: Quando que se vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica provando o elemento subjetivo? Que elemento subjetivo é esse? É quando você consegue provar que a lei foi utilizada de má-fé, através de artifícios fraudulentos. Você prova que o ato é lícito, mas foi praticado com fraude. Ex: Exemplo do Fábio ulhoa coelho. Temos a transportadora Gavião LTDA, seu preposto em estado de embriaguez, avança o sinal luminoso e colido com um ônibus com trinta crianças e todas morrem.Todas eram netas de desembargadores. Os sócios da transportadora ficaram desesperados, porque quando as indenizações transitassem em julgado, acabaria o patrimônio da sociedade (injeção letal). Aí os sócios formam uma nova sociedade, Cavalo de aço transportadora S/A. Eles vão desviar algum patrimônio da antiga para a nova? Não. Se isso ocorrer será ato ilícito. É fraude contra credores e se estiver em execução será fraude contra execução. Os sócios não vão desviar nada, vão demitir os melhores funcionários da empresa antiga para contratar na nova. Vão comprar novos caminhões, o treinamento dos funcionários (ISO 9002) é para a empresa nova. Os novos contratos de transporte serão celebrados com a antiga ou com a nova? Com a nova. Não será desviado nenhum patrimônio da sociedade antiga para a nova. O caminhão da empresa velha que quebrar, será feito um gatilho para ele continuar andando, ou seja, não compra peça nova, não se investe mais na empresa velha. O desembargador foi junto com o oficial de justiça na transportadora Gavião LTDA, olharam e não viram nada para penhorar. Olharam para o outro lado da rua e viram os mesmos sócios saindo da transportadora Cavalo de aço S/A com uma Mercedes importada. Os bens da nova empresa podem ser penhorados? De maneira nenhuma. Por quê? Porque é uma sociedade distinta com patrimônio distinto, com autonomia patrimonial. Existe aí algum ato ilícito praticado? Não. Eu posso ser sócio de duas sociedades? Posso. Mesmo que seja no mesmo ramo? Sim, mesmo que seja no mesmo ramo.

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Agora, teve ou não teve fraude? Eles montaram essa sociedade a troco de nada? Não, foi para afastar a responsabilidade de indenizar, ou seja, eles utilizaram a lei para fraudar. Fraudar no sentido de continuar com todos os clientes, deixar tudo de ruim para a sociedade velha. Só tem um jeito de responsabilizar essa sociedade. Qual é? Aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, provando o elemento subjetivo. E se tiver um outro sócio nessa nova sociedade que não estava na antiga? É feito um balanço para ver o que é de um e o que é de outro. Claro que a parte do novo sócio vai ser resguardada. Se o examinador expor a situação de que colocaram “laranjas” na sociedade. Se comprovar que são “laranjas”, aplica-se a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. O problema é provar, na prática é complicado provar. Importante: Fábio ulhoa coelho diz que somente os credores da sociedade antiga poderão executar os créditos com o patrimônio da sociedade antiga, da sociedade nova e ainda poderão executar os bens particulares dos sócios que agiram de má-fé. Outro exemplo de fraude: Vamos montar uma sociedade e precisamos de R$ 100.000,00, mas eu não vou arriscar os R$ 100.000,00, eu quero arriscar somente R$ 50.000,00. Eu digo para minha sócia que é para ela não se preocupar, que eu dou um jeito. O sócio Leonardo com R$ 45.000,00 e a sócia Alexandra com R$ 5.000,00. Só que com esse patrimônio não dá para iniciar a atividade, aí vem o pulo do gato, onde o sócio Leonardo vai emprestar os R$ 50.000,00 que faltam através de um contrato de mútuo. Aí os R$ 50.000,00 de capital social mais os R$ 50.000,00 de empréstimo, chega aos R$ 100.000,00 para iniciar a atividade. Só que o Leonardo é bonzinho, mas nem tanto, porque ele pediu garantia real, e pedindo garantia real de R$ 50.000,00 ele pediu o quê? Todo o patrimônio da sociedade como garantia, todo o estabelecimento empresarial. Cinco anos depois aquela sociedade foi a falência. Foram pagos os credores trabalhistas e tributários. A sociedade tem um ativo de R$ 50.000,00 e um passivo de R$ 140.000,00. Ela tem uma fila de credores no valor de R$ 140.000,00 e só tem para pagar R$ 50.000,00. Quem vai levar esses R$ 50.000,00 para casa? O sócio Leonardo, porque ele é credor com garantia real. A sociedade foi à falência e os únicos R$ 50.000,00 que encontraram lá foram para o bolso do sócio Leonardo, isso é fraude. Tem alguma coisa ilícita aí? Não, porque o sócio pode emprestar dinheiro a sociedade. Não tem nada de ilegal, mas tem sacanagem, porque aqueles R$ 50.000,00 não deveriam ter entrado como empréstimo e sim como capital-social. Nesse caso, o sócio Leonardo não teria integralizado não somente R$ 45.000,00, mas sim R$ 95.000,00. O sócio Leonardo estaria na frente da fila? Não. Ele estaria lá no final da fila, se sobrasse alguma coisa, depois de pagar todos os credores é que poderia dividir alguma coisa entre os sócios. Ele utilizou a lei para praticar fraude. Pode aplicar aqui a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

ou seja. Bom. Qual é à base da teoria da desconsideração da personalidade jurídica para a justiça do trabalho? O empregado é à parte hipossuficiente na relação empregatícia. Ocorre uma confusão. Ele falou que era dono do restaurante. não há distinção. porque não há autonomia patrimonial. ele foi até o caixa e pegou um dinheiro. é notório que o patrimônio da sociedade pertence ao sócio majoritário. Só pode fazer a retirada do dinheiro após um balanço e constatado o lucro. A retirada sem lucro é retirada do capital social e isso não pode. Uma vez fomos sair e antes passamos no restaurante dele para tomarmos uns chopes. ilícito. . Na hora de irmos embora. Aquela sociedade em que você cria. porque ele não sabe o que é dele e o que é da sociedade. Você aplica a teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento subjetivo.O Ministério Público pode requerer a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Nunca pode. aí eu disse que ele não era dono. o que é dele é da sociedade e o que é da sociedade é dele. ele criou aquela sociedade só para limitar a responsabilidade dele. porque o dinheiro é da sociedade. Você não sabe o que é de um e o que é de outro. Você precisa provar que está de má-fé? Precisa provar o elemento subjetivo? Não. Lá na justiça trabalhista o ato pode ser lícito. onde 99. basta provar que há confusão patrimonial. Aí eu perguntei o que ele estava fazendo e ele me respondeu que estava pegando dinheiro para sair. Vamos colocar duas espécies: 1ª. era dono apenas das quotas. Eu disse que ele estava furtando. Qual o outro fundamento? Alguns falam que é a ilicitude do ato. Previsões legais da teoria da desconsideração da personalidade jurídica em nosso ordenamento: Lembrando que a teoria que foi dita aqui é a teoria maior e a tória menor é a teoria que tem por fundamento a sociedade não ter condições de pagar suas dívidas.Isso é causa para aplicara teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Não. tanto faz. por isso é que se chama de teoria da desconsideração menor. Então.Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto objetivo: Está identificado na lei como confusão patrimonial. e o juiz na hora de dar o dinheiro ao credor que executou também vai se confundir. Ele estava de má-fé quando retirou dinheiro do caixa? Não. O que seria teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento objetivo? Vou dar um exemplo: Tenho um amigo em que ele e seu pai são sócios de um restaurante.994 quotas com um sócio e 6 quotas com outro. mas agora com o NCC pode. logo não pode sofrer com os riscos da atividade empresarial. Lá eles aplicam a teoria da desconsideração da personalidade jurídica com fundamento na hipossuficiência do trabalhador.75 2.

O artigo 28 do CODECON não é teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Já foram logo em cima do dono da empresa. Por isso que os civilistas tem uma visão equivocada. eles partiram de uma premissa errada e chegaram a uma conclusão errada. . sem ser por essa formulação que foi dada anteriormente. É uma hipótese. mas não tem nada a ver com a teoria da desconsideração. ele é utilizado pela teoria maior. mas é a teoria da desconsideração menor. A lei coloca ato ilícito como teoria da desconsideração da personalidade jurídica. na prática quando ele é utilizado. se não tem culpa. O CODECON traz alguma hipótese de verdadeira teoria da desconsideração? Não. uns chamam de teoria da desconsideração menor. Primeira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 28 do CODECON. se foi lícito.76 Uns falam que a ilicitude do ato daria ensejo a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica. O artigo 28 do CODECON é teoria da desconsideração da personalidade jurídica? É. Os civilistas estudaram a teoria da desconsideração com base no artigo 28 do CODECON e esse artigo não é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica propriamente dita. OBS: Teoria maior é subjetiva. Lá a responsabilidade é puramente objetiva. É teoria da desconsideração menor. monopólios. Foi o caso da empresa Cataguazes indústrias de papéis. Então. Terceira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 4° da lei 9605/ 98 (lei de crimes ambientais). Essa é a teoria menor. Nesse caso o fundamento é o dano ao meio ambiente. cartéis. Qual é o fundamento para se aplicar à teoria da desconsideração na lei de crimes ambientais? O fundamento é dano ao meio ambiente. Essa lei trata de oligopólios. Segunda previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 18 da lei 8884/94. porque lá o legislador quis dar responsabilidade completamente objetiva pelos danos ambientais. etc. Esse artigo ele traz tanto a teoria maior quanto à teoria menor. e agora a gente pode entender muito bem porque o erro dos civilistas. porém. pela fraude ou confusão patrimonial. mas a lei coloca isso como teoria da desconsideração. em todas as outras hipóteses em que você consegue responsabilizar um sócio. Não é nem teoria da desconsideração da personalidade jurídica isso. Já vimos que não é. Então é uma outra hipótese de responsabilidade dos sócios. Não querem nem saber se foi ilícito. Em nenhum lugar do mundo. Quando é que a má administração foi causa da teoria da desconsideração? Nunca. se tem culpa. É uma hipótese de responsabilidade dos administradores. ele pode ter agido com culpa.

você propor ação em face dos dois.77 Quarta previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: Essa é a melhor. o melhor caminho é esse. porque aí o sócio não poderá alegar a posteriori o embargo de terceiros. ela pode ser decidida até incidentalmente. Não se pode fazer isso incidentalmente no processo de execução. mas ela tem que ser decidida no processo de conhecimento. Se for em um caso concreto. É o artigo 50 do NCC. ele ainda não descobriu que não mais existe sócio gerente e sim sócio administrador. Lá vem dizendo: Em caso de abuso da personalidade jurídica. Processo de execução tem ampla defesa? Não. porque na execução não tem contraditório. ou pela confusão patrimonial. a penhora recai sobre os bens particulares do cara. a requerimento da parte. pode o juiz decidir. o juiz aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica (teoria menor). Aí não tem discussão. . não tem o devido processo legal. A doutrina fala que a teoria da desconsideração não precisa nem ser objeto principal do processo de conhecimento. Você o prende para depois saber se ele é culpado ou é inocente. O melhor diz a doutrina é você quando quer responsabilizar a sociedade e já quer responsabilizar o sócio. É a verdadeira teoria maior. Faz um litisconsórcio. que fala que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. o que é abuso da personalidade? Desvio de finalidade. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. vai afirmar que se vai postergar esse assunto para os embargos. Bom. você tem que falar que propõe contra os dois. Processo de execução tem Contraditório? Não. Posição doutrinária: Estou executando uma sociedade e esta não tem bens. que é a própria fraude ou confusão patrimonial. o título executivo vai ser tanto contra a sociedade tanto contra o sócio. etc e vai provar em relação ao sócio que estão presentes os requisitos para a aplicação da teoria da desconsideração. caracterizado pelo desvio de finalidade. Em caso de abuso da personalidade. Poster contraditório é que se faz os embargos. Como se aplica na prática? Vou dar uma posição doutrinária e vou dar uma posição jurisprudencial conflitante. não tem ampla defesa. primeiro você dá a porrada para depois saber se o cara é culpado ou é inocente. O que é o devido processo legal? Contraditório e ampla defesa. Está certo ou errado? Vamos nos recordar da Constituição Federal. Provado isso. em benefício de seu assistido. recai sobre os bens particulares do sócio gerente. A doutrina é radicalmente contra. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. entrando em face dos dois e aí vai provar em relação à sociedade o dano. Você fazendo prova para a Defensoria Pública. ou seja.

mas é o que nós temos na jurisprudência. Tudo vai ser feito em nome da construtora. ninguém vai saber que o banco existe. eu não quero construir nada não. a construtora chega para banco e diz: -Olha banco. se vai dar grana não sei. não importa a forma de remuneração. vai ficar pactuada no contrato. Vem ser meu sócio? Ô rapaz eu não posso. aí o banco retruca: -Não quero construir nada. O banco vai parecer para alguém? Não. em seus artigos 991/996 da lei que tá na apostila também. Meu primo chegou para mim enrolado toda vida: Leonardo tem um negócio da China para gente entrar coisa e tal. Então na prática se tem tratado incidentalmente no processo de execução.19/07/2003 SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO O que é uma sociedade em conta de participação? O conceito está na lei. Imaginemos o seguinte: “Imaginemos uma construtora. Alguém vai saber que o banco existe? Não. porque o banco não quer desenvolver esta atividade de construção civil.78 Posição jurisprudencial conflitante: Como se posiciona a jurisprudência? Parte da jurisprudência concorda com a doutrina. Duzentos mil reais de três em três meses. mas você constrói eu te faço o investimento. Ah. o banco não vai aparecer. vai ser celebrado em nome da construtora ou em nome do banco e da construtora? Só da construtora. O que é sociedade em conta de participação? Vou dar dois exemplos para poder facilitar a minha compressão. no total de dois milhões investidos. não quero me envolver em nada disso e tudo mais e tudo”. que é maneiro é. Então de três em três meses ele vai lá e dá duzentos mil reais. E fica pactuado no contrato mais o menos o seguinte: O banco vai participar de 15% do valor da venda de cada imóvel 10%. postergando o devido processo legal para a fase de embargos. 5%. no NCC. então vamos fazer o seguinte. porque o que acontece na prática é que você decide incidentalmente na execução e qualquer coisa discute em embargos. É uma decisão um pouco técnica. . Quem vai pedir a autorização à prefeitura para construir? A construtora. temos este contrato. Quem quando comprar o cimento o contrato de compra. Isso vai dar dinheiro? Vai. só quem vai aparecer é a construtora. 30%. mas a parte amplamente dominante não concorda. vamos construir um grande condomínio lá no Recreio dos Bandeirantes. imaginemos um banco. aí celebra o contrato entre o banco e a construtora e o banco vai fazer o investimento em dez vezes de duzentos mil reais. mas vem trabalhar junto comigo (falo eu não posso desenvolver este tipo de atividade que embora lícita é empresarial). se estão ou não presentes os requisitos da teoria da desconsideração. Vou dar um outro exemplo de contrato. 8 ª Aula .

79 E funcionário público pode ser empresário? Não pode ser empresário. que recebeu o investimento. O banco fez o investimento na construtora e o Leonardo fez o investimento no primo dele. Vai dar dinheiro? Quanto? Uma quantia X. ta lá. Porque exceção para tudo? Importante: Este contrato pode ser tanto verbal como pode ser por escrito. porque ela é exceção para tudo. por exemplo. ele não dará a esta sociedade personalidade jurídica. E ser for escrito precisa ser registrado? Se for escrito tem necessidade de registro? Não. O que é uma sociedade de conta de participação? São estes negócios aí em que uma pessoa investe em outra para que este terceiro. ela não tem personalidade.Não. Resolveu dizer que é uma sociedade em conta de participação. “Aí Leonardo. Podemos perceber que os participantes podem ser tanto pessoas físicas. vou fazer este investimento. poderia. como pessoas jurídicas. O sócio oculto aí é o banco. é o Leonardo. E mesmo se for registrado ele dará personalidade jurídica a esta sociedade? Não. Se ela não tem personalidade jurídica tem patrimônio? Ela não tem personalidade ela tem patrimônio existe patrimônio? O banco tem a construtora. família. Tem um artigo dizendo: mesmo se o contrato for registrado ela não terá personalidade jurídica. Será escrito ou verbal o contrato entre o milionário e o primo dele? Escrito. e se for por escrito mesmo se ele for registrado na junta comercial. negócios à parte. Tira um pouco do lucro e dê para o investidor na forma prevista no contrato. o Leonardo não é empresário. o investidor pode o não ser empresário. vai ter dinheiro. no caso o banco formou a sociedade empresarial. ontologicamente ela é um mero contrato de investimento. eu também não quero criar nenhuma sociedade não quero nada disto. a lei esta dizendo das sociedades sem personalidade: sociedade em conta de participação. aquele que vai trabalhar e vai fazer tudo no nome dele vai ser empresário e aquele que está por trás. quem é o sócio ostensivo? . Qual o nome desses dois negócios? O nome deste negocio poderia ser muito bem chamado de um contrato de investimento. Então pode ser por escrito. E o primo: . Substancialmente. família. e fica pactuado que vou receber uma porcentagem X lá da atividade. E os sócios ostensivos? Aí no nosso exemplo são a construtora e o meu primo. Aí eu pego dou uma grana para ele e ele vai desenvolver o negócio. porque só formalmente ela é uma sociedade. Poderia ser verbal? Sim. Isso é uma sociedade de conta de participação e eu peço que vocês olhem criticamente. desenvolva a atividade empresarial e distribua. vai dar dinheiro o negócio!” Já que vai dar dinheiro. o contrato entre o banco e a construtora será verbal ou será escrito? Escrito. não vou trabalhar neste negócio. pode ser verbal para a sociedade. deixa tudo comigo. Que o sócio. Então espera aí. então essa sociedade mesmo se registrada ela não tem personalidade jurídica. mais eu não vou fazer nada.

Existe sociedade entre eles: sociedade em conta de participação que na verdade é um mero contrato de investimento. Quando ela tiver pedindo autorização da prefeitura ela vai tá pedindo autorização em nome de quem? Dela. ele age em nome da sociedade. Vai ter o terceiro patrimônio. . Essa sociedade aqui tem patrimônio? Qual o patrimônio? Investimento seria o duzentos mil reais que tem de patrimônio de quem? A sociedade tem personalidade? Não tem personalidade. eu vou ter meu patrimônio e ela vai continuar tendo o dela. Se ele age em nome próprio. Ela tem nome?Ela pode ser sociedade em conta de participação Bebão? Importante: Não. ela não é nada. Quantos patrimônios têm aqui um. porque ele não age em nome da sociedade. Patrimônio é de quem? Tem patrimônio do banco e tem patrimônio da construtora. só que ela é minha devedora agora. ela não tem nome. há exceção para tudo. Porque o sócio não é empresário? Porque ele não age em nome próprio. não tem patrimônio. eu chego e empresto para ele. A construtora quando tiver comprando o cimento vai comprar em nome de quem? Em nome dela. formalmente é uma sociedade. que é os cinqüentas reais? Não. ela não tem patrimônio. ela é apenas um contrato de investimento que resolveram dar o nome de sociedade em conta de participação. por isto estou falando. ou ele age em nome dele? Importante: Ele age em nome próprio. ela não tem domicílio. Normalmente eu digo para vocês. o sócio ele é empresário? Não. mero investimento. É a mesma coisa. não tem nada. Ela que aparece perante terceiros. A união delas tem patrimônio? Não. cada um vai continuar com seu próprio patrimônio. então ela tem patrimônio? Não tem patrimônio. ela não tem nada. E o sócio ostensivo ele é empresário? É ou não é? Ele age em nome da sociedade. Então a sociedade em conta de participação não tem patrimônio porque ela não tem personalidade. Então emprestei para ela cinqüenta reais confundiu. A única hipótese em que o sócio ele é empresário. criou algum patrimônio isto? Não. não tem personalidade. ela não tem personalidade. se não tem personalidade não tem nome. te empresto cinco mil reais e empresto cinqüenta reais pra ela. faço um investimento na sociedade. ele é empresário. até mesmo porque a sociedade não tem nome ele age em nome dele. Tudo é feito em nome de quem? Do sócio ostensivo. pois é um mero empréstimo.80 A construtora. dois ou três? Um patrimônio só? O meu patrimônio é o mesmo do que o dela? Não. eu continuo com o meu patrimônio e ela continua com o dela. Não tem nada.

O banco por ser quirografário. na verdade ele é o credor. Se eles não conseguirem receber eles podem executar o banco? Não. sexto garantia real.81 Quando ela tiver vendendo os imóveis o contrato de alienação do imóvel vai ser no nome de quem? Dela. Se o sócio oculto investiu e não recebeu. No caso a construtora no outro exemplo. o empregado tem que se habilitar lá na falência para receber. o contrato é entre as partes. por exemplo. Tem ou não tem? O empregado. tudo em nome dela. quinto dívidas da massa. se acham isso absurdo olhem ela não como uma sociedade. Tanto é que quem é o primeiro a receber? Os empregados. Primeiro a receber é o trabalhador e uma ordem meio complicada que tem para tudo. olhem-na como um contrato de investimento. eles vão lá na frente. Na falência do ostensivo o oculto vai ser considerado como credor. sétimo privilégio especial. eu ou meu primo qual dos dois? Meu primo ele que é empresário. ela é um mero contrato de investimento. Porque o contrato de trabalho é celebrado com quem? Com a construtora. porque não precisa ser registrado. terceiro fisco. foi à falência a construtora. Bom se ela for à falência o que acontece? Primeiro antes de ir a falência. paciência. porque eu sou sócio oculto. daí os peões não receberam. a construtora não pagou o cimento. Se alguém tiver que ir a falência quem vai a falência? O sócio ostensivo. É completamente diferente. quarto encargos da massa. aquele sem qualquer tipo de privilégio. aí todo mundo vai habilitar. a falência da construtora. se você olhar para ela sendo um contrato de investimento você resolve tudo. E se for empregado? Acho a mesma coisa. Ele é um credor quirografário. segundo trabalhador. Tudo isto porque na verdade não e uma sociedade é um contrato de investimento. Tanto é que quando vai pagar um empregado o banco. o banco emprestou. Primeiro a receber acidente de trabalho. oitavo . o que tem que fazer? Se habilitar como credor. isto aí. porque o contrato é celebrado com a construtora. responsabilidade diretíssima. E se toda pessoa que age em nome próprio tem responsabilidade ilimitada em regra. não vai cair em pegadinha. que é sócia ostensiva. ele investiu. tanto é que eu falo o seguinte: se a construtora for à falência. Esta responsabilidade é direta ou subsidiaria? Tem algum patrimônio para executar antes do patrimônio ostensivo? Não. então a responsabilidade é direta. Aí se resolve tudo. só pode executar a construtora. a construtora foi à falência. Toda pessoa que age em nome próprio tem personalidade ilimitada. o banco ele tem alguma responsabilidade perante terceiros? Não. OBS: Olhem para ela e esqueçam que é uma sociedade. Olha como é diferente: Numa falência do ostensivo o outro é tido como credor. e tem que se e habilitar para receber. A responsabilidade da construtora é direta e ilimitada. ela vulgarmente conhecida como contrato de gaveta. Pode o fornecedor do cimento Mauá cobrar do banco? Não. eu sou empresário? Não.

Se nossa sociedade não tiver dinheiro para pagar a Brahma. se pelo menos tem um sócio que responde em forma ilimitada. neste caso todos os sócios responde ilimitadamente. estes credores podem executar os bens dos sócios? Pode. Pode ser sócio aí e nome coletivo e todos com responsabilidade SIS. que é perfeitamente legal. Alguém só vai querer responder por tudo que tem na vida? Não.artigos 1039 e 1044 OBS: Está em desuso. quirografário e se sobrar dinheiro vai para o subquirografário. embora a responsabilidade seja solidária. cem mil vai. um responde por 25% e outro responde por 25%. Que raio é isso? Subsidiário. Importante: Todos sócios respondem SIS. pedido já para revogar. Aqui. Nesta sociedade quando não falar nada. solidária. o banco vai receber como sócio. Se a sociedade não tiver dinheiro para pagar.Leonardo Marques e Cia Distribuição de Bebidas. Sociedade em nome coletivo. Conheceram agora a vulgarmente conhecida sociedade de gaveta. a casa de praia. A firma coletiva . pago tudo só que depois vou receber 25% dos meus outros dois sócios. Três sócios. Ilimitada. Se tiver devendo cinco mil vai pagar? Vai. Ela utiliza firma coletiva ou denominação? Firma coletiva. Mas neste caso a sociedade em nome coletivo teve algumas mudanças. O sócio oculto vai receber como sócio? Não. foi cobrar do Leonardo. vai receber como credor quirografário.82 privilégio geral. por causa disto à responsabilidade é subsidiaria. entre os sócios pode existir uma limitação. Porque entre eles pode existir uma limitação. pode se estipular o seguinte: Leonardo responde por só 50% do prejuízo. Os credores lá tentaram cobrar da sociedade não tem bens. ilimitada. sócio pode ser pessoa física ou jurídica. é um contrato de investimento. sociedade em nome coletivo . A sociedade em conta de participação é isso. cem milhões vai. neste caso todos respondem. porque pelo menos um dos sócios responde de forma ilimitada. Pode cobrar tudo do Leonardo? Pode. e se continuar sobrando distribui entre sócios. dois milhões vai. Pode escolher entre os sócios que vão acionar? Pode porque todos eles respondem de forma solidária. porque não é verdadeiramente uma sociedade. pode executar os bens dos sócios. porque responsabilidade é solidária. o carro? Pode. SOCIEDADE EM NOME COLETIVO – conceito na lei . não tem limite. não existe nenhuma na prática. Existe limite para esta responsabilidade. Mas isto não vale perante terceiros. Mas primeiro o credor tem que executar o bem de quem? Da sociedade. só pessoa física.

Pode a escola executar os bens da sociedade? Pode ou não pode? Não pode não. então é isso. Se cair na prova vai cair o artigo 1043 do novo CC. você assina a promissória em branco podendo a sociedade avalizar. . o TJ do nosso Estado. por que faz parte do patrimônio do Leonardo. em tese. O que tem o artigo 1026 do CC? Tem uma sociedade qualquer. Já falei. Combine primeiro o artigo 1043 com o artigo 102 do CC. é possível a penhora. não sei que tesão dá discutir isso. porque a sociedade não tem filho. mas pega a parte dele dá para o arrematante.83 normalmente utilizada quando o sócio responde ilimitadamente. E acabou. seria vendida por um terceiro e o terceiro em uma sociedade de pessoas. às quotas pertencem a quem? À sociedade ou ao sócio? Ao sócio. Pode pedir a penhora ou não pode. mais a doutrina. disso e disso. c/c 1026. É possível aval em um contrato? O aval é uma declaração cambiaria e sendo declaração cambiaria só pode ser inserida em título de crédito. O filho é do Leonardo. pronto acabou. Bom aí olha o que acontece: a jurisprudência pacificou por causa disso. É possível a penhora? É possível. Bom.7668/45. Por que o terceiro vai entrar? Só entra se a sociedade quiser e se não quiser é só fazer a dissolução. o Leonardo saiu. É claro que a escola pede o cara para assinar uma promissória também. Por que não pode? Pergunta a doutrina. Agora pode avalizar? Não pode. §3° com artigo 43 da Lei de Falências . A sociedade tem alguma coisa a ver com isto? Não tem nada a ver com isto. falei então o que o artigo1026 está fazendo. Pode o terceiro entrar sem o consentimento dos demais sócios? Então não pode? Porque se não quiser que esse terceiro entre ou se faz à remissão da dívida ou faz a dissolução de toda a sociedade? Faz-se a dissolução parcial. o TJ o desembargador Mayrow Marinho é o da banca. tem quatro sócios aqui. então é isso. e ele está devendo seis mil a escola. mas para deixar mais completo combine o artigo 994. Mas o que a doutrina discuti então? Ela discute o seguinte: Se for sociedade de capital pode. agora pode a escola pedir a penhora das quotas que o Leonardo tem junta à sociedade. Mas o novo código civil veio e deu uma solução para acabar com esse problema. No STJ já pacificou. a doutrina continua dizendo que a lei não fala da matéria. aí a quota foi vendida em hasta pública. Porque a jurisprudência já pacificou isso há muito tempo vocês estão certos. Adora essa divergência. se for sociedade de pessoas não pode. e então está claro. ou têm divergências? A doutrina adora essa divergência. Tem quatro e aqui tem uma escola onde estuda o filho do Leonardo. E a denominação é utilizada quanto todos sócios respondem limitadamente. porque a penhora é um ato antecipatório de uma futura venda judicial. quer dizer o seguinte: têm algum prejuízo para a sociedade de pessoas nessa história? Nenhum. quer dizer que a jurisprudência mostrou.

requeiro ao juízo da execução que a penhora recaia sobre minha casa de praia. está certo é escola. e deposita em juízo. Então se fizer a penhora do Leonardo aqui nessa sociedade. Está aí. ele vai abatendo do valor da execução. A liquidação da quota do Leonardo. Quando chegou aqui. Porém. ou sobre o meu automóvel. na verdade vai ser dada uma opção ao credor. . O que muda? O artigo 1026 não manda a penhora. ele foi depositado lá. talvez o juiz reserve parte para sua subsistência. E se for à única renda dele? Não vejo problema nenhum. até o necessário para aquela execução. o que vai ser penhorada na verdade. ou vai ou racha.000.000. Mas isso é salário? Não tem natureza jurídica de salário. Dinheiro penhorado o que é pra fazer? Têm que converter todo lucro. desde que não exista outro bem desembaraçado. Aí o credor nunca vai receber. vai demorar o maior tempão. fazer novos investimentos coisa e tal. vai começar a vender bens da sociedade para liquidar a quota do Leonardo. lá no artigo 1026. já conseguiu os R$6. vai abatendo. Quanto o Leonardo têm de direito nessa sociedade? Ele tem X. por conta do artigo 1026. ele pode requerer a dissolução parcial. não manda as quotas penhoradas para hasta pública. Vamos supor que distribui de dividendo só quinhentas pratas. Não é possível que você faça uma conjugação na prova da Defensoria para pode guardar um pouquinho para o cara sobreviver. O que é liquidação da quota? Vocês lembram? Lembram que antigamente eu falei que para evitar a entrada de terceiros fazia a dissolução parcial. Opa. Então todo lucro que era pra ser distribuído para o Leonardo. liquidou isso tudo. mas aí muda o seguinte. ela pode escolher o seguinte: receber os R$6. mas é claro que vai liquidar toda a quota do Leonardo. ele pode falar.00? Quanto? Doze anos. a escola pode escolher. É a mesma coisa. Então o que é liquidação? Vai ser feito o balanço.00 através dos lucros dos dividendos da sociedade. se não tiver outro bem desembaraçado pode permanecer a penhora da quota.84 Pega e dá uma olhada no artigo 1026.00 depositou em juízo e acabou. não é? Vamos supor que a execução está lá na vigésima primeira vara cível. então pega o X. Então pode ser feita a penhora por parte da escola? Pode. Não. Então é feito o quê? Penhorou para que? A penhora vai ser diferente. E sabe a outra opção que é dada a escola? É.000.500. não conseguiu a penhora aqui. vai depositar em juízo em favor lá da escola. espera aí. ou melhor. ela pode pedir a liquidação da quota. cerca de R$1. Quando tem dividendo. mas tal se não existir outro bem desembaraçado. Conseguiu a penhora. O artigo 1026 vêm dizendo o seguinte: O credor particular de sócio pode pedir que a penhora recaia sobre as quotas dele na sociedade.00 anuais ou mais ia demorar o maior tempão eu não tiro lucro nenhum. vai liquidando. Vai demorar quanto tempo para pagar os R$6. o dividendo que daria ao Leonardo vai entregar a quem? Vai depositar em juízo.

seria prorrogada e o que diz no parágrafo único? Que o credor vai poder requerer a liquidação. A sociedade vai dar mais alguma coisa além de 5. qual vai ser a opção? Quem é que escolhe se vai ser por uma ou por outra via? O credor. Agora se a prorrogação for tácita. agora teria 400 quotas. o juízo só intima a sociedade para fazer isto. Agora. Mas veja o seguinte. ela não pode pelo artigo 1043 requerer a Liquidação. e o que o safado diz? Ele diz assim: o credor particular (a escola). em juízo ou extrajudicialmente? Vai ser apurado extrajudicialmente. mas também pra comandita simples. continuou. A apuração de haveres é através do patrimônio líquido que terá por base evidentemente o capital social. A opção é dada ao credor então. o que é prorrogação tácita? Chegou o prazo ninguém falou nada. Ele que tinha lá 1. o sócio do Leonardo devedor tem ¼ do capital social ele terá qual % do patrimônio liquido? 25%. não estou falando ainda da regra especial da sociedade em nome coletivo. para a escola.000.000 quotas.85 O Leonardo tinha uma quota grande. Inciso primeiro e o segundo fala da prorrogação contratual ou expressa. chegou agosto de 2003 ela não foi dissolvida. por causa disto só resta a receber através dos lucros.000. Então. ai chega agora em junho os sócios se reúnem e prorrogam ela até agosto de 2010 e aí ela foi prorrogada ate agosto de 2010. de sócio (o Leonardo não pode antes de dissolver-se (da sociedade acaba. aí ela pode requerer a liquidação? . o que muda em relação à sociedade em nome coletivo? Temos que ir ao artigo 1043. mas principalmente para a ilimitada. Então no 1043 não temos a opção. Essa é a exceção. por exemplo. entenderam isso? Se a prorrogação for contratual ele tem que gritar em noventa dias. E se vender tudo? A parte dele era pequena vendeu tudo o que ele vai fazer? Vai sair da sociedade. ela foi prorrogada tacitamente. está lá no 1043.00? Não.00 que é do Leonardo. Esta regra aqui se aplica para toda a sociedade. Parte das quotas que ele tinha vai sendo vendidas. O credor na sociedade em nome coletiva. Mas respondendo ao colega. vai dar só os 5.00. a contar da alteração do contrato. Então ela não pode pedir a Liquidação da quota. que é isto? A sociedade em nome coletivo existia ate agosto de 2003. É mais ou menos o seguinte: aquela sociedade em nome coletivo. só vai poder requerer se à sociedade for prorrogada tacitamente.000. Só estou falando do artigo 1026. vai poder escolher. Agora quanto e o patrimônio liquido? Quem fará isto tudo. Vendendo toda a parte do Leonardo só deu 5. então vai ser liquidado o necessário para pagar. tudo em prol do credor. A sociedade vendeu toda à parte dele e mandou para a vara cível. vai diminuir o que em relação ao Leonardo? A sua participação na sociedade. em nome coletivo também. no sentido de extinção) pugnar pela liquidação da quota do devedor. liquidadas para pagar lá aquela execução. prazo para existência: agosto de 2003. mas com a ressalva que vou fazer. Aí o § único diz: só vai poder pedir a liquidação se for houver a prorrogação tácita ou ocorrer à prorrogação expressa. aí o credor vai poder pedir a liquidação? Vai desde que ele grite em noventa dias.

essa interpretação é louca. 1040. em 90 dias. não tem prazo. aplica as regras gerais do 1026. expressamente. aí ela não vai precisa requerer. Ele pode colocar o nome dele lá na razão social? Pode ou não? Ele o comanditário? Só pode botar o nome lá na razão social quem tem responsabilidade SIS. Então como é que é aplicado o artigo 1043? Tem três formas de aplicar o artigo1043. isso é novidade. Ele pode administrar? Quem que responde ilimitadamente é o comanditado. as outras duas são. e se administrar o que acontece? Ele passa a ter responsabilidade SIS. Pode ser Pessoa física ou jurídica. Só posso pedir a liquidação se esse prazo for prorrogado tacitamente ou contratualmente. se eles falarem eu não aplico o artigo como é que eu vou aplicar o artigo. ou seja o credor pode requerer a liquidação a qualquer momento. Subsidiário fala se não quiser riscar. porque é lá daquele conceito da Justiça Federal. se ele botar passa a ter responsabilidade SIS. ele não pode administrar. porque é prazo indeterminado. SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES O conceito está na lei. O que é sociedade comandita simples? Ela é formada por duas categorias de sócios. porque se for por prazo indeterminado. Espie apenas um só que é o comanditado com responsabilidade SIS. ela faz distinção se é por prazo determinado ou indeterminado? Não faz pelo menos o caput não faz. A primeira é aplicar literalmente. Então restrição do 1043 e só para a sociedade em nome coletivo e por prazo determinado.1027. três comanditárias três amigas e um comanditado.. Imaginemos quatro sócios aqui. porque ele tem responsabilidade ilimitada.. A terceira opção é deles também. O comanditado ele ganhou . Se for tacitamente vai poder pedir a qualquer momento. manda aplicar 1026. já está sendo liquidada. está ruim.. Tem duas absurdas.86 Pode a qualquer momento. A primeira categoria temos os comanditados que só podem ser as pessoas físicas. Ela utiliza razão social ou denominação? Razão social somente ele o comanditado que pode botar o nome dele lá na razão social. Bem e o comanditário? É aquele que de otário ele não tem nada. A segunda interpretação é pior ainda. posso dizer que não aplico na hora da prova? Não.. E aí lendo desta forma cuidadosa o artigo 1043 está tratando da sociedade em nome coletivo por prazo determinado ou indeterminado? Se for por prazo indeterminado quando é que a escola vai poder requerer a liquidação? Nunca. porque aí o credor deveria aguardar vencer o prazo para pedir a liquidação. esta é a melhor interpretação do 1043 realmente. com responsabilidade SIS. nos artigos 1045 a 1051. ele não pode botar. rasgar o artigo aplicar o artigo pelo menos interpretando de que só se refere à sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. eu sou legislador por acaso. porque a responsabilidade dele é limitada. Somente os comanditados que podem exercer a administração da sociedade. o artigo está errado. como é no coletivo por prazo indeterminado jamais a escola poderia pedir a liquidação.

para uma pessoa. ela quer exercer o direito de retirada alegando quebra da affectio societatis. porque o comanditário tem responsabilidade limitada. . O problema não é este. o problema e o seguinte: enquanto está procurando um novo comanditado vai ser mais difícil.87 um cupom e uma passagem para ficar um mês e quinze dias na costa oeste do Estados Unidos. um negócio? Passa um fax lá para o Estados Unidos acha o Leonardo para ele mandar uma procuração específica. e aí tem que ser dissolvida a sociedade. E se surgir alguma coisa que não estava prevista. quem vai administrar? Vai ter que ser nomeado um administrador provisório. A sociedade vai ter o prazo também de cento e oitenta dias para arrumar um novo comanditado. Isto é comandita simples. aqui e para administrar dentro daquele período até arrumar um comanditado. E se der uma procuração com poderes genéricos e ela administrar genericamente? Ela passará a ter responsabilidade ilimitada. E se continuar funcionando mesmo assim? Ela passa a funcionar de forma ilegal. Vai parar a empresa? Não. aí já não é com poderes específicos. fulana de tal sócia comanditária poderá realizar o contrato com o fornecedor tal e tal no períodos de tanto a tanto ate o valor de X. se ele administrar ele passa a ter responsabilidade SIS e aí? O Leonardo não vai poder viajar. SOCIEDADE DE CAPITAL E INDÚSTRIA Não existe mais. o administrador ele não tem responsabilidade pelas obrigações. Ele esta viajando. mas aí a lei falou: saiu só um e ainda tem sociedade. ele é o único comanditado. Ela saiu da sociedade a qual tem comanditados e os comanditários. com poderes específicos. que pode ser ate um comanditário. Todos passam a responder ilimitadamente. vamos preservar a empresa em atividade. pode até mesmo um que era comanditado fazer uma alteração contratual e passar a ser comanditário. Vou dar outro exemplo: cinco sócios. Pode esta administração provisória recair sobre comanditário? Pode. E se não arrumar? Ela tem que ser devolvida. o comanditado ele pode dar uma procuração. bem específico. quatro comanditados e uma comanditária. Não vai ser difícil. O comanditário pode administrar? Não pode. Agora vamos inverter: Quatro sócios comanditários e um sócio comanditado. ou seja. mas olhem só: poderes específicos. vai poder ser nomeado uma pessoa para realizar os negócios urgentes. ele só terá uma responsabilidade se ele agir por dolo ou culpa. é possível? Sim. ou seja.O comanditado exerceu também o direito de retirada alegando quebra do affectio societatis. inclusive para o comanditário. Qual vai ser a responsabilidade deste administrador? Limitada ou Ilimitada? Nenhuma dos dois. e dar aos demais sócios o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para eles arrumarem um novo sócio comanditário. vai desenvolvendo a atividade ate arrumar um cara. com poderes específicos? Não dá para saber. É possível. até arrumar um novo candidato. vai ter até briga entre eles.

só que esta segunda grande vantagem e aí que vem a primeira crítica. Bom. vantagem dela é que todos os sócios respondem de forma limitada. evolui e chegamos até aqui. Lá no coletivo todos respondem SIS. é prejuízo. Imagina a limitada abrir mão. O que é limitada ou ilimitada é a responsabilidade dos sócios. houve uma evolução ela foi criada na Alemanha por volta de 1896 ou 92.. Podem ver que é uma evolução lá no coletivo todos estão com a cara na janela. para fazer um contrato social. na comandita o comanditado responde SIS. ela era regulada pelo decreto 3708/19.88 SOCIEDADE COOPERATIVA É sociedade simples por conta do parágrafo único do artigo 982 do NCC. agora fazer um estatuto.. conselho fiscal. então porque tanto adotam a limitada e não adotam a SA? A limitada é melhor do que SA. Noventa e oito por cento (98%) das sociedades empresariais registradas na Junta adotam a forma de limitada. A segunda grande vantagem é o seguinte. não lembro. vem lá agora sociedade ilimitada.? Burocratizada esta é a primeira grande crítica. o nome já induz a um erro esta sociedade ela é limitada? .Como é a responsabilidade da sociedade ilimitada? Ilimitada. Tem um projeto de lei. SOCIEDADE ILIMITADA Que é sociedade ilimitada? Muita coisa pra falar. a segunda grande crítica vem em relação ao nome. na limitada ninguém. de uma sociedade anônima fica complicado. Para que mexer em time que está perdendo? Para que foram revogar o tal amado decreto 3708? De tão amado que 98% das sociedades empresariais adotaram ilimitada pelo decreto 3708/19 ele era bom ou ruim? Excelente. A limitada porque ela tinha esta aceitação toda? O que tinha de bom no decreto 3708/19? Primeiro o seguinte em relação as sociedades que nós vimos aqui. Como uma sociedade tipicamente familiar. tranqüilo. limitada por limitada sociedade anônima os acionistas também respondem limitadamente. porque é muito mais fácil você criar e muito mais fácil você administrar uma limitada e bem fácil sem nenhum demérito mais em tese tem conhecimento jurídico. nela não. Antes do novo CC. é a que cai na prova. porque agora a limitada esta regulada nos artigos 1052 a 1087 do NCC e tem um projeto revogando estes artigos tramitando no Congresso. quorum qualificados.. como é responsabilidade dos sócios na sociedade por corte L ou I? Limitada. Na comandita são os comanditados. todos respondem Limitadamente.. Bom. porque é fácil. A primeira crítica é que estes artigos aqui burocratizaram a limitada. agora tem a assembléia geral dos sócios. quoruns para instalação da assembléia. Então as grandes duas vantagens são estas. para tratar a limitada em uma lei especifica. mas na prática quem faz um contrato social? Os contadores fazem muito bem.

Mas isso já vimos. A pode entrar com ação contra D.89 Não ela responde como qualquer outra sociedade. mas aí divide por três. Então: Trezentos e setenta mil de passivo. aquele que tem direito de retirada. tendo os sócios A. mas se o D não pagar. o B quinze mil. esta a exceção. Então aí o conselho de Justiça Federal mais uma vez desce o pau. falamos aqui. mas foi integralizado oitenta mil. Entenderam a responsabilidade? Vou dar último exemplo. B.000. Qual é antigamente se o decreto das ilimitadas fosse omisso você procurava solução onde? Mandava aplicar supletivamente a lei da S/A. Quanto falta para integralizar o capital social? Vinte mil. o C integralizou. mas todos respondem pelo que faltar para a integralização do capital social. ou seja. no artigo 18 do Decreto. Mas se tiver de dívida no mercado trezentos mil. Hoje a sociedade tem de ativo sessenta mil reais só. Hoje o capítulo das ilimitadas (artigos 1052/1087 do NCC). só tem de ativo 60. essa é a regra. por isso ela foi à falência. Limitadamente. então de cem mil. É claro que se o sócio A pagar vai entrar com a ação de regresso contra o sócio D. Distribuição de capital social: A cinqüenta mil. o B integralizou. agora é aplicar a Simples. C. aquele que não integraliza é xingado de sócio remisso. texto perfeito da Lei. já falei. Em princípio cada sócio responde pela integralização de suas quotas. neste caso ele pode diluir o prejuízo com os demais. quanto esta integralizado? Oitenta mil. e de passivo quatrocentos e trinta mil.00.000. salvo quando o contrato mandar aplicar expressamente a Lei das S/A. Sócio dissidente. é isso e acabou. continua com o mesmo nome designado no decreto. podem estes credores executar o sócio A? Pode. ato ultravires societatis e Abuso da razão ou denominação social. porque só pode executar os sócios pela parte não intregalizada. O Leonardo integralizou a parte dele (A). for um miserável. vou dar exemplos: sociedade de capital social Cem mil. Estes credores podem executar os quatro sócios? Até vinte ou até quarenta mil? A integralização social é de cem mil. Se o capítulo for omisso você vai aplicar como regra a sociedade Simples. até o limite de vinte mil reais. Como é responsabilidade dos sócios? A responsabilidade é assim. o C quinze mil e o D vinte mil. . Antigamente a regra era aplicar S/A. mas primeiro tem que passar pelos bens da sociedade. isto quer dizer o seguinte: se esta sociedade for à falência e não tiver bens suficiente para pagar os credores. Todos respondem de forma? Solidária. a responsabilidade está no 1052. olha sociedade limitada na verdade ela continua com o mesmo nome sociedade por cota de responsabilidade limitada. a sociedade há seis anos atrás. A responsabilidade dos sócios nós já vimos. Já vimos várias exceções quanto a responsabilidade limitada dos sócios? Desconsideração da personalidade jurídica. era assim. O sócio D. o D não integralizou. Pode executar até quanto? Havia quem sustentava os 40. D. se este capítulo for omisso qual artigo que vai cair na prova mesmo? Importante: Artigo 1. legislação supletiva já vimos.053. Por quê vinte mil? Porque o que falta para integralizar. dá para executar quanto do sócio A? Vinte mil. Importante: Só vai poder executar os vinte mil reais.

ao menos. alterasse o endereço junto a sociedade. aquela coisa de fazer meio nas coxas. as próximas deliberações aí sim. a previsão dela tem que esta aonde? No contrato social. considera-se convocado aquele sócio em que foi expedido para tua residência uma notificação via Ar. tal . Eu vou decidir qual será o procedimento e vou ter que especificar isto no contrato. falei até que affectio societatis era motivo para retirada . Como não? Aí ela vai poder tomar suas deliberações em suas reuniões de sócios. ato jurídico perfeito. AR. coloco lá a convocação será por qualquer meio idôneo: por carta telegrama.152. e a reunião? Não tem previsão na lei. a convocação da reunião tem que ser na forma do artigo 1. entre a data da primeira inserção e da realização da assembléia.. Obrigatória como? Como é a Assembléia? O procedimento está no artigo 1152 § 3º: o anúncio de convocação da Assembléia de sócios será publicado por três vezes.90 direito de retirada por prazo indeterminado. mais de 50% do capital social. Antigamente para haver alteração contratual. entra o artigo que tem que adaptar. prazo de antecedência. vou pelo mais simples. se ele se mudou problema. tenho 60% ou 90% será convocado? É obrigatória a deliberação em assembléia se a sociedade tiver mais de dez sócios. Então vai ser possível o entendimento da seguinte forma: se o contrato social não disciplinar. conversar. é um gasto tremendo. parágrafo terceiro. que fala em jornal de grande circulação. eu sou sócio majoritário. novas reuniões a se realizarem. Antigamente podia o sócio gerente alterar o contrato social? Não podia. no que couber o disposto para Assembléia de sócios. Se é uma sociedade na qual eu participo. de lucros. Não vou deixar minha sociedade ter um gasto publicando em jornal. aí posso exigir . ciclano.tal. mudou como é feito isto? Hoje agora é assembléia geral. E aí mesmo se o majoritário quiser. maior burocracia. Acabou aquela facilidade do cara ligar. e de cinco dias para as posteriores. As deliberações anteriores você não muda. aí sim tem aplicação. e não assinava droga nenhuma. estamos falando de atos futuros. devendo mediar. aí tem um sócio. Vou mandar para assinar. Concordam com a proposta fulano. ou seja. era assim: dez sócios. não concordava com nada: temos que sentar. Mas hoje em dia não é nada disto. como é esta reunião? Assembléia vocês sabem que é no 11052. Esse o contrato não estipular qual é o procedimento? A lei diz como é que vai ser. desde que sócio que representasse mais de mais de 50% deliberava sobre o assunto as cotações. vou comunicar para todo mundo. vou fazer o seguinte: uma proposta de alteração e vou ligar para os outros sócios. era feito com a liberação dos sócios. Último tema da Burocratização: Assembléia de reunião de sócios nem tudo o antigo sócio gerente administrador pode decidir. Antigamente não bastava a decisão dos sócios que representassem mais de 50%. espírito de porco que não assinava. o prazo mínimo de oito dias para a primeira convocação. tal.. convoca-se por jornal. Falei disso quando falei dos direitos de sócios. o antigo gerente eu não posso alterar. está lá como que vai ser feita a convocação. de retirada. aplica-se a reunião. se no contrato não falasse nada era por decisão da maioria absoluta. quer dizer. o que tinha que fazer antes para sair? Notifica com antecedência de 60 dias. quanto tempo de antecedência. novas assembléias.. como exercia este direito de retirada na sociedade por prazo indeterminado. a maioria absoluta. E se esta sociedade tiver menos de dez sócios? Continua como era antigamente? Não.

pois eram aplicadas supletivamente as regras das sociedades anônimas. Hoje não é mais necessária a analogia. Neste ponto que vamos ter a diferença. para dispensar a assembléia ou a reunião todos tem que deliberar por escrito. mas deliberou por escrito. Podem ser dispensados. aí tá a solução da lavoura. Antes do novo código civil a sociedade limitada era regulada pelo decreto 3708/19. mais se ela que não concordou deliberar por escrito não tem problema.052?Pode. E mais se contrato não fala como será a reunião será na mesma forma da assembléia. pela própria essência do ato. como também pode ser dispensada a própria assembléia ou reunião. não pode. sócios ou não... se todos deliberarem por escrito. Ele é um órgão de existência facultativa nas sociedades limitadas.91 o cumprimento do 1152. Se tiver a assinatura de 90% não pode mandar alteração para a junta comercial? Não pode.. Pode-se dispensar dessa formalidade de convocação tanto na assembléia quanto na reunião? Pode. . O Conselho fiscal não é obrigatório nas sociedades limitadas. Devemos saber apenas que é possível o Conselho fiscal na sociedade limitada. correrá o risco de muita deliberação ser tomada como nula. mas se existir ele tem que ser composto no mínimo por três membros. do novo CC.02/08/2003 CONSELHO FISCAL NA SOCIEDADE LIMITADA É uma inovação do novo código civil a previsão legal de um Conselho fiscal para as sociedades limitadas. depende do que eles querem. Este decreto não tinha nenhuma previsão sobre o Conselho fiscal das sociedades limitadas. a maioria dos presentes em assembléia ou reunião. Pode ser dispensada essa publicação o 1. a doutrina sempre entendeu possível a existência de um Conselho fiscal nas sociedades limitadas. mas mesmo naquela época a doutrina e a jurisprudência tinham o entendimento que era possível existir um Conselho fiscal das sociedades limitadas. a regra agora é a maioria simples. a maioria absoluta para pedir concordata. nas hipóteses que acabei de mencionar. que é para atos futuros. por isso a formalidade aí é essencial. 9 ª Aula . ou seja. aí será terrível.. não precisa concordar todo mundo não. pois já temos previsão expressa. não para passados. não pode. Pode ser dispensada da própria assembléia ou da reunião? Pode.. outra salvação da lavoura. por uma aplicação analógica da lei de S/A. e como a regra a regra agora não é a maioria absoluta. maioria absoluta para nomear administrador. desde que todos os sócios. antigamente era tudo com a maioria absoluta e hoje ta tudo lá no 1. é muito similar à previsão legal da sociedade anônima. não vai precisar da assembléia no momento tão dispensados da formalidade de convocação. então.. porque não se obedeceu a forma prevista na lei. Por causa disto que tem que haver esse negocio de convocação. depende da disposição dos sócios. mesmo sem previsão legal expressa. aí tem que convencer o espírito de porco. nós vamos estudar Conselho fiscal quando tratarmos de S/A. vai que na assembléia consegue convencer a galera. podem. desde que todos os sócios deliberem por escrito sobre aquele assunto. e por último. pra que consegue convencer.076. digam por escrito que estão cientes da data da data e da reunião ou da assembléia. Esta previsão está no código civil e. se derem por convocados. agora a lei exige ¾ para a mudança do contrato. delibera contrariamente.. Logo.

Hoje. mas não tem dinheiro para ser sócia. com aquela tendência de se aproximar à sociedade limitada da sociedade anônima. nós sabemos que lá fora vai ser chamado de Termo de posse. e aqui na sociedade limitada agora também não vai precisar. É igual na S/A. A irmã de um dos sócios sabe tudo sobre restaurante. Como é que se descobria antigamente quem era o sócio gerente? (hoje administrador). É a única diferença. mas. mas a lei não diz. mas colocou que os membros do conselho fiscal não precisam ser sócios. mas a regra agora é que o administrador seja nomeado através de um ato separado. hoje existe administradores. acabou esta burocracia. um sócio gerente. Ele pode? Pode. tem carteira assinada. aproximou mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. um ato separado. o professor Fran Martins era de uma corrente no sentido de que era possível até ter o Conselho fiscal nas sociedades limitadas. A lei não diz o nome deste ato separado. Daqueles 4 sócios ninguém quer trabalhar no restaurante.92 Antigamente. Hoje. a regra é que o administrador não seja nomeado no contrato social. Importante: O administrador hoje (inovação) pode ser nomeado tanto no contrato social como pode ser nomeado através de um ato separado (isto é inovação). Antigamente havia os sócios gerentes. então. quando não havia previsão legal. hoje não. O contrato social não vai designar administrador. a doutrina entendia que poderia ter Conselho fiscal mesmo sem previsão legal. com o novo código civil. mas os seus integrantes não precisam ser necessariamente sócios. O diretor da sociedade anônima tem que ser acionista? Importante: Não. Analisando o contrato social. O Conselho fiscal será estudado mais detalhadamente mais adiante. O novo código civil encampou essa corrente. tinha que ter previsão no contrato e etc. Era uma complicação muito grande. no momento da prova pode-se perfeitamente escrever ato separado. mas os seus membros deveriam ser sócios. gerente agora é empregado. Então. ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA Aqui houve uma grande modificação. A única diferença da lei para aquela posição majoritária da doutrina é que hoje é possível o Conselho fiscal. o correto agora é falar tão somente . e tem que ser levado na Junta comercial para que seja de conhecimento de todos. nomeava-se um administrador. e ninguém entende nada de restaurante. Antigamente poderia nomear um gerente não sócio? Não. nesta o administrador vai ser nomeado em ato separado (ou termo de posse) junto à Assembléia geral. Por isso que é errado ficar falando sócio gerente e sócio administrador. tinha que ter autorização de outro sócio. mas junto deste contrato social vai vir um ato designando um administrador. Isto. Foi aproximada mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. A lei encampou a doutrina com essa pequena distinção. Antigamente nomeava-se um sócio e esse sócio poderia até delegar o seu poder. e este delegava os poderes a um estranho. antes do novo código civil. Chegava na Junta comercial e verificava no contrato social quem administrava a sociedade. pode-se nomear direto um administrador não sócio. Ex: Somos 4 sócios.

ou seja. Isto porque tem que ter a decisão de pelo menos 2/3 para tirar ele de lá. Importante: Destituição dos administradores não sócios. Mas em regra. ele diz que não há proibição expressa. é o quorum previsto no artigo 1061. não tem jeito. Pelo 1076 inciso II c/c 1071 inciso III. E caso aplique subsidiariamente a lei de S/A? Na lei de S/A a pessoa jurídica também não pode ser administradora. A lei está empurrando mesmo para uma nova solução. como ele não faz distinção. em regra. agora. quando o capítulo das sociedades limitadas é omisso. Então. Caso seja através de ato separado. inciso II c/c 1071. para colocar e tirar um sócio como administrador pelo contrato social. seja ele sócio. Caso o sócio seja nomeado administrador no contrato social. Ele não fala no quorum para destituição. então. se for nomeado em ato separado. ou seja. Foram os dois entendimentos com base no artigo 1076 incisos II e III. pois ele pode ser sócio como pode não ser sócio. não tem problema. inciso III. só por decisão de 2/3. então. Caso esteja integralizado depende da decisão de 2/3. é um quorum elevadíssimo. nas duas soluções . é possível que seja a maioria absoluta. depende da maioria absoluta. vamos falar apenas em administrador. Na sociedade simples somente pessoas físicas podem ser administradoras. a maioria absoluta. se for no contrato social será 2/3. caso você aplique supletivamente uma lei ou a outra. depende da decisão da unanimidade. Agora. Basicamente todos os quoruns estão previstos lá no artigo 1076. se ele não estiver designado no contrato é maioria absoluta. No 1076 vem escrito: “Pelos votos correspondentes a mais da metade do capital social”. e se o capital social não estiver integralizado depende da decisão da unanimidade. depende da decisão de 2/3. para tirar ele de lá só com “reza”. Se for o sócio. é um quorum que não está previsto lá no artigo 1076. se estiver designado no contrato social será 2/3. não é previsão legal) ou no máximo. Realmente se fizermos uma leitura do capítulo que vai do artigo 1051 ao 1087 não fala nada. De acordo com o artigo 1060.93 administrador. podemos até aplicar por analogia. para o não sócio não tem. porque ele pode ser sócio ou não. Por quê inciso II? Neste caso temos que ir no artigo 1071. Ex: Se um sócio nesta sociedade for nomeado administrador. Esse quorum que está previsto na lei é para nomeação. Se ele tiver 35% das quotas ele não sai jamais. ele fala no quorum para nomeação. jamais vamos falar sócio gerente ou sócio administrador. é a maioria absoluta. Decisão da maioria absoluta. Neste caso não tem este negócio de capital integralizado ou não e nomeado no contrato social. logo. Não sócio se o capital não estiver integralizado. Pode uma pessoa jurídica ser sócia? Pode. O 1071 está no inciso III . ele pode ter sido nomeado através do contrato ou em ato separado. Para o sócio tem quorum para nomeação e para destituição. Caso seja sócio em ato separado. Destituição do administrador sócio. é a maioria absoluta. Ela pode ser nomeada administradora?( Ex: tem 80% das quotas) O professor Fábio Ulhoa Coelho começa devagar. artigo 1076. O não sócio para ser nomeado administrador tem que ter autorização do contrato. ele não sócio. mas este está lá no artigo 1060 e 1061. caso o capital esteja integralizado a decisão é de 2/3. mais de 50%. aplica-se às regras da sociedade simples. Eu (professor) acredito que nomeação seja maioria simples (opinião pessoal.

Com isto verificamos que não há porque ter dúvida. Outra hipótese: São os débitos tributários. A regra é que os sócios respondam limitadamente. Outra hipótese: Abuso da razão social da denominação. aí incluído as sociedades limitadas (Que nós já vimos que em regra ela é de pessoas). Mas neste caso tem que ser administrador. ou seja. Mas ato contrário à lei não é abuso da razão social? Não. Logo. mas que está na lei. É lá na justiça do trabalho. Outra hipótese: Artigo 1080 do novo código civil. Existem duas previsões legais no CTN a respeito da matéria. e eu estou falando em deliberação de sócios. dos quais 3 aprovaram e 2 não aprovaram. Ex: Suponhamos que tenha 5 sócios. O Fábio Ulhoa Coelho não diz que a pessoa que a Pessoa Jurídica pode ser. Este ato que foi aprovado por 3 sócios é contrário à lei ou contrário ao contrato social. O artigo diz que os sócio que aprovarem a deliberação contrária à lei ou contrária ao contrato social respondem de forma ilimitada. porque o abuso da razão social ou da denominação. somente pessoa física pode ser administradora). a exceção. no momento da prova não é assim que deve ser respondido. nós falamos em atos dos administradores. pois se o capítulo é omisso. Todos os sócios que aprovarem ficam responsáveis pelos prejuízos decorrentes desse ato ilegal de forma ilimitada. mas os 3 sócios que aprovaram ficam responsáveis ilimitadamente. ou seja. e as duas legislações supletivas dizem que somente a pessoa física pode ser administradora. no momento da prova é diferente. O fundamento é a simples insuficiência patrimonial. Porém. que envolve pessoas. Outra hipótese: Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Tem um artigo altamente questionado. só a pessoa física pode ser administradora. é o que está bem claro no artigo 1080 do novo código civil. Na prática vem a execução fiscal e penhora logo o bem dos sócios administradores. Os dois sócios que não aprovaram o ato não ficarão responsáveis. Outra hipótese: INSS – Dívidas perante o INSS. esse é o entendimento amplamente dominante. limitada à integralização do capital social. A primeira previsão é a seguinte: Toda sociedade de pessoas.94 somente pessoa física pode ser administradora. a doutrina e a jurisprudência entenderam como qualquer . Nós vamos fazer uma rápida previsão das hipóteses em que a responsabilidade vai ser ilimitada. Seria uma teoria da desconsideração menor também. o Fábio Ulhoa diz que quem vai responder isto é a jurisprudência e a doutrina a partir de agora (Não tem como decidir de outra forma. quando eles respondem ilimitadamente? Já foi visto muitos casos. as sociedades contratuais. Ex: Quando o sócio pratica um ato ultravires societatis . Outra hipótese: Vimos esta hipótese como teoria da desconsideração menor. nós vamos para a legislação supletiva. Os sócios respondem quando a sociedade não tem condições de pagar seus tributos ? Na prática responde. Já foi tratado que a responsabilidade do sócio é limitada. Quais são as exceções. basta a sociedade não ter dinheiro para pagar que eles mandam penhorar os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). basta a insuficiência patrimonial da sociedade para você atacar o bem patrimonial. É o artigo 13 da lei 8620. Este artigo diz que os sócios de uma sociedade limitada ficam responsáveis pelos débitos previdenciários.

O artigo 134 não se aplica a sociedade anônima e a comandita por ações. Esta é a mais comum. ele não paga. A segunda previsão é o artigo 135. isto é considerado uma baixa irregular. às vezes o débito tributário ainda não foi lançado. Existe uma outra forma de liquidação irregular. mas a jurisprudência entendeu como sociedades contratuais. fechou as portas. A lei fala de pessoas. aquelas que tem por ato constitutivo o estatuto. vai ficar por isto mesmo. Inciso III – “Os diretores. Todos eles respondem. mas na verdade não existe mais aquele seu ponto comercial. mas com um bocado de débito tributário. pois não foi dada a baixa. é aquela que os sócios vão lá na Junta comercial e dão baixa. Ex: Você não dá baixa na Junta comercial. então. passam 5 ou 10 anos e você não informa à receita federal. já tem o fato gerador. os administradores ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado”. não vai ser pago. Então é automático isto? Não. Ele deliberadamente pára de pagar os tributos para pagar outros credores não privilegiados. nem de comandita por ação. Essa disposição do artigo 134. O que é excesso de poderes? È quando ele pratica ato contrário à lei ou ao ato constitutivo (Contrato social ou estatuto). sociedade em nome coletivo. assim fica mais fácil). inciso III do CTN (Leia 1º o inciso e depois o caput. se elas não pagaram os débitos tributários. os sócios respondem como substitutos tributários. A responsabilidade é de todos os sócios de sociedades contratuais. “Respondem pelos débitos tributários da sociedade quando agirem com excesso de poder”. Isto está no artigo 134 inciso VII do CTN. Aquele que tem 1% pode até pagar tudo e depois ele entra com uma ação de regresso face aos demais sócios. Daí então vai para o caput. também considerada pela jurisprudência. Na liquidação irregular. e o sujeito sabendo disso vai lá e pega a CND apresenta e dá baixa. para que seja dividido o prejuízo. o imposto não acabou não. mas no momento de se fazer a prova não pode responder assim. Quando essas sociedades têm débitos tributários e elas são liquidadas. Isto é. mas todos os sócios respondem de forma ilimitada na liquidação irregular. Aí você pode dizer: Mas isto não dá. Isto quando perguntar em tese. Essa é uma liquidação irregular. Caso o administrador agir dentro da lei e na conformidade do seu estatuto. pois para dar baixa você tem que apresentar CND. Por que está dizendo em tese? E está falando que na prática é diferente? A primeira coisa que o administrador manda parar de pagar quando o dinheiro está pouco. Mas você só pode responder assim se o examinador disser que ele agiu conforme a lei e conforme o ato constitutivo. Neste caso todos os sócios respondem como substitutos tributários. são os tributos. inciso VII não se aplica às sociedades institucionais. Então. mesmo aquele que tiver 1% na sociedade. comandita simples. ou seja. mas ainda não foi feito o lançamento. OBS: Existem duas formas de liquidação irregular. excesso de poderes é ato contrário à lei ou ato contrário ao contrato social ou estatuto. mas essa baixa que foi dada não foi uma baixa regular. e pela lei quem tem . mas nem todas as CNDs são fidedignas. estamos falando de sociedade limitada. a lei nem discute. mas que são fornecedores. Na prática é. Só quando o fisco consegue provar que o administrador agiu com excesso de poderes. Neste caso. O imóvel era de aluguel e você já devolveu e não tem mais nada. acabou. e a sociedade não tiver condições de pagar o tributo.95 sociedade contratual. Ex: Não estamos falando agora de S/A.

e a jurisprudência já está cansada de saber disso. e não interesse alheio. Na verdade aquela execução formalmente é contra a sociedade. inciso III do CTN.96 preferência são os empregados e o fisco (A fazenda). E é aquilo que é o título executivo. Tem que ser extraído uma nova certidão da dívida ativa em nome do sócio? Não. mas ontologicamente. então. e não embargo de terceiro. é ele que está sendo executado também. sem título não tem execução. quer dizer. solidários. não tem título contra o sócio e. porque a própria lei já diz que ele responde por isso quando ele age com excesso de poderes e tudo mais. Não foram encontrados bens suficientes para pagar. se é ele que está sendo executado é embargo do devedor. substancialmente é contra ela e contra os administradores que agiram com excesso de poderes. para a comandita por ações. por força de lei os sócios que agirem com excesso de poderes. Vejam neste caso que ele é aplicado tanto para as sociedades contratuais como para as sociedades institucionais. inciso III do CTN e tem os artigos da lei de execução fiscal. Aquele título executivo. a certidão da dívida ativa foi extraída em nome de quem? Da sociedade. na forma do artigo 135. Este ato de deliberadamente não pagar o fisco já é um ato contrário à lei tributária. portanto. é qualquer pessoa jurídica de direito privado que aplica a regra do artigo 135. não fala sociedade contratual. esta já está sendo violada. eles ficam também como responsáveis tributários. o sujeito pára de pagar justamente o fisco e paga outros credores. porque ela fala “Representante de pessoas jurídicas de direito privado”. isto já é excesso de poderes. ele está defendendo interesse próprio. também se aplica isto para a sociedade anônima. e. não é necessário extrair uma nova certidão da dívida ativa. sociedade institucional. aquela certidão da dívida ativa em nome da sociedade vale também contra o sócio. . eles aplicam lá o Princípio da fungibilidade. Na prática todo mundo viola a lei. Está executando a sociedade x bebidas limitada. Este caso é com certeza substituição processual substancial. no entanto. então. e se violou a lei. O que o juiz faz? Manda recair a penhora sobre os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). Mas o sócio não é terceiro? Existe um fenômeno chamado substituição processual substancial (Liebman). O correto é embargo do devedor. Na execução fiscal contra a sociedade. Ele vai entra com embargo do devedor ou com embargo de terceiro? Tanto faz. então ele já responde ilimitadamente. Mas o título executivo é contra a sociedade. a jurisprudência e a doutrina já entenderam que embora formalmente ela seja extraída em nome da sociedade. Esta certidão. na verdade não há problema nenhum. fundamento da execução fiscal. a penhora é recaída à mercedes dele (contra ele). O sócio para se defender vai agir como? A execução é contra a sociedade.

A pergunta da prova foi: Qual é a natureza da sociedade beneficente dos velhinhos? Não era filantropia. não interessa qual é a atividade que ela está exercendo. ela é empresarial. tem termos técnicos. não pode ser sociedade anônima a sociedade beneficente. Poder não pode. ela sempre será sociedade empresarial. e se é S/A ela é uma sociedade empresarial. Os titulares dessas ações recebem a denominação de acionistas. a atividade dela não importa. A cooperativa tem sempre natureza simples (Civil antigamente). O conceito de sociedade anônima está na lei 6404 e também em qualquer doutrina. Ela é empresarial? Não. Ah! Mas era sociedade beneficente. e também temos outra lei modificadora. A companhia beneficente dos velhinhos de jacarepaguá. . possamos ter uma maior facilidade. então. Então. pode ser até uma cooperativa de crédito. e tal. Isto que deveria ter sido feito na prova. Isto não importa. Em 1997.. logo. nós vamos passar uma visão panorâmica para quando examinarmos a lei. ela sempre será tratada como uma sociedade empresarial. e portanto. porque cooperativa independentemente da atividade dela. representada por ações. Ela vai ser sempre tratada como uma sociedade de natureza simples. Ex: Banco. Por isso que a cooperativa não está sujeito à falência nunca. Tem algum outro caso? Tem. era empresarial. vai ser focado nas modificações da lei 10303/01. com responsabilidade limitada a sua parte. mas. Foi uma das questões da prova da magistratura. Não vai ser desmiuçado passo a passo. só que é diametralmente oposto. a sociedade anônima independentemente da sua atividade. a resposta vai estar na lei. é uma das hipóteses em que o que prevalece não é a substância. Na verdade você teria que saber que essa Companhia era sociedade anônima. A forma dela prevalece sobre a substância. parágrafo único do novo código civil. e tal.. A legislação aplicável para as sociedades anônimas é a lei 6404/76. já que o governador colocou como Companhia beneficente dos velhinhos de Jacarepaguá. não tem com fugir da lei. Ela foi profundamente modificada em duas ocasiões. é a forma. o que prevalece é a forma. Ah! Mas ela é empresarial.97 SOCIEDADES ANÔNIMAS Consideração inicial: Caso em algum concurso venha a cair alguma questão sobre sociedade anônima. uma linguagem complexa. o lucro é direito essencial dos sócios. que é a lei 10303 de 31-10-2001 (Só entrou em vigor em 2002). Às vezes a leitura da lei é “pesada”. as cooperativas. Na forma da lei de S/A e na forma do artigo 982. É uma sociedade cujo capital social é dividido em partes. Prevaleça a forma e não a substância. e. visa o lucro.

O valor de balanço pode ser 200 reais. isto porque a denominação tem que ser designativa do objeto social. a responsabilidade dos acionistas é pela integralização do valor de emissão das ações subscritas ou adquiridas. 11. Você tem que saber apenas que é o valor de emissão. pelo artigo 1160 é obrigatória a denominação designativa do objeto social. que são duas parcelas de 25. X pagou a 1a a 2a. Eu tenho que pagar quanto? A responsabilidade é limitada ao que? A integralização é de 10. e já recebeu 50. X pode ter vendido por 2 mil reais para Y. você sempre tem que pagar o que te ofereceram. O artigo 1160 diz que: “A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social”. quer dizer. O Y vai ter que pagar mais 50. ela não quer saber por qual valor foi vendido de X para Y.”. o valor econômico (É com base em projeções futuras) é 14. O artigo 3º da lei de S/A e o artigo 1160 do Código Civil. Não importa os valores. agora tem que vir: “Eifel Construtora S/A”. Y tem apenas que integralizar o que falta. o valor de mercado (É o que está na bolsa de valores) é 13. porque é a lei especial. a Companhia quer é receber os 100 reais. foi específico. a responsabilidade é pelo preço de emissão. e te vende por 13. Ex: No balanço o valor das ações é 10. 13 ou 14? Não importa o valor. Ex: Agora não pode vir: “Eifel S/A. NOME EMPRESARIAL O nome empresarial da sociedade anônima está regulado no artigo 3º da lei de S/A e também no artigo 1160 do novo código civil. A sua responsabilidade. o valor de venda é 12. A responsabilidade dos acionistas é limitada a integralização do preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. são quase a mesma coisa. mas antes de pagar a 3a. O que é integralização? Ex: A S/A está vendendo suas ações.98 RESPONSABILIDADE Como é a responsabilidade dos acionistas? A responsabilidade dos acionistas é limitada. há pouca mudança. Ex: A cotação está em 15 reais. . Então nesse ponto vai ser aplicado o artigo 3º da lei de S/A ou o artigo 1160 do novo código civil? O artigo 1160 do novo código civil. Suponhamos que eu comprei essa ação. O valor de venda é o chamado valor de emissão. 1160) foi específico ou foi genérico? Específico. que é o restante que falta à Companhia. O que importa é o valor de venda. 12. ela não consegue vender a 15. e X comprou tais ações. O novo código civil nesse ponto (art. X resolveu vender a ação para Y. pelo valor de 100 reais para integralizar em 4 vezes. Vai ser aplicado o novo código civil ou a lei de S/A? Em regra você vai aplicar alei de S/A primeiro. Porém. não interessa. Neste ponto o novo Código Civil. A Companhia não vai se preocupar por quanto X vendeu a ação para Y. Pelo novo código civil tem que ter o objeto social. mas te venderam por 12 reais. Eu emiti essas ações de mercado. Na face o valor nominal é 11.

Com isso aqui não é necessária a expressão “sociedade anônima”. O entendimento mais plausível é você fazer uma interpretação sistemática. Ex: Companhia Eifel Construtora.. é fixo. É a expressão S/A por extenso ou abreviada. não vai ser riscado nada. mas ações. Mas aí vem tanto o artigo 3º quanto o artigo 1160. É assim que é a denominação da sociedade anônima. É só somar os dois textos. O que é companhia aberta? Companhia aberta é aquela que chegou para a CVN (É uma super autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda) e diz que quer ser uma Companhia aberta. O artigo 1160 fala a mesma coisa. Hoje pode ou não pode ser Eifel construtora companhia? Pelo artigo 1160 do novo código civil pode. só pode vir no início ou no meio. Somando os dois textos você vai concluir que o “Companhia” continua não podendo vir ao final. o capital é um valor só. você pode substituir a expressão “S/A” pela expressão “COMPANHIA”. Antigamente era Companhia de capital aberto e Companhia de capital fechado. a lei veio e modificou. Nome fantasia (ex: eifel) + ramo da atividade (construtora) + sociedade anônima (Põe extenso ou abreviado). COMPANIA ABERTA e COMPANIA FECHADA A expressão Companhia aberta e Companhia fechada vieram da lei 10303/01. o art 1160 pára por aí. Eu quero que você me autorize buscar recursos no mercado. O artigo 1160 do novo código civil diz:”A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social (Ramo da atividade) integrada (Quer dizer que pode ser em qualquer local) pela expressões sociedade anônima ou Companhia. e o artigo 3º da lei de S/A continua dizendo que: Companhia não pode vir no final. Ex: Eifel Construtora S/A. e pelo artigo 3º da lei de sociedade anônima não pode. É você juntar os dois artigos. Esta observação que tem na lei de S/A não tem no novo código civil. Companhia no início ou no meio do nome”. Eu quero que você (CVN) me autorize a negociar meus papéis no mercado. por extenso ou abreviadamente. Na verdade capital não é questão de aberto ou fechado. mas o objeto social agora é obrigatório. Então juntando os dois artigos você vai concluir que tem que ter o objeto social e que o “Companhia” só podendo estar no início ou no meio do nome. Importante: Pelo artigo 3º você pode substituir.99 Importante: A denominação da S/A (Nome fantasia) + o ramo da atividade (É obrigatório) + o tipo societário (Que é a sociedade anônima). não é aberto ou fechado. . pode vir também Eifel Companhia Construtora. debêntures e etc. só que o artigo 1160 acrescenta uma coisa. e juntando os dois o texto é o mesmo.. Mas não é a mesma coisa que está no artigo 3º da lei de S/A? Só que na lei de S/A tem uma vírgula que diz:”. “A expressão Companhia substitui a expressão sociedade anônima”. não pode vir é no final do nome.. Não só ações. Não é muito técnico falar em Companhia de capital aberto ou fechado. A ordem dos fatores não altera o produto. pode substituir desde que Companhia venha no início ou no meio do nome. que é: A denominação tem que constar o objeto social. não vai dar preferência nem para um e nem para outro. porém não faz aquela restrição que não pode vir no final.

O valor dessa oferta pública por ação é o valor fixado segundo o cálculo previsto em lei. são apenas estratégias mercadológicas. O que é companhia fechada? Companhia fechada é aquela que não tem essa autorização. Vendo isto o que a nova lei fez? Acabou com isso. a Companhia vai se tornar fechada mesmo assim. Na CVN vai ter um procedimento administrativo. ninguém vai querer comprar aquelas ações. Será um valor justo segundo a lei. É a mesma coisa com a Companhia. Se ela tiver autorização e mesmo que ela nunca tenha vendido uma ação no mercado. Se o preço dela despenca. a Companhia quer se tornar fechada. É igual à por quotas limitadas. Para vendê-la agora você teria que vendê-la “de boca” para um amigo ou outra pessoa que se interessasse. se é uma Companhia aberta. para cancelar essa autorização. se você quisesse vender. por exemplo 3 anos. Numa Companhia fechada aquela ação não tem tanta liquidez. um lançamento da Fiat. Isto é uma verdadeira sacanagem. e vai ser pedida a autorização. para ela tornar-se fechada. mas o acionista controlador vai quere compra-las por um preço baixo. eu estou criando uma Companhia e estou pedindo para a CVN para vender ações no mercado. ou seja. e se o preço cai com certeza que o acionista controlador vai querer compralas (Praticamente foi ele quem aprovou na deliberação o pedido de cancelamento de Companhia aberta).100 As Companhias abertas são aquelas que tem autorização para negociar seus papéis no mercado. E se não tem tanta liquidez o preço dela cai. OBS: Quando a Companhia é aberta. ele pede a autorização a CVN para se tornar Companhia aberta. Vai ter que fazer uma oferta pública para comprar todas as ações que estão no mercado. Depois de certo tempo (4 anos) eu chego para a CVN e peço o cancelamento dessa autorização para vender os papéis no mercado. torná-la Companhia fechada. Ex: Você compra um carro. O acionista majoritário que é ele mesmo vai aprovar essa deliberação. Agora. ela não tem os papéis negociados no mercado. e antigamente a CVN cancelava aquela autorização. Dois anos depois a Fiat tira o carro de linha. O fato de ser aberta ou fechada não que dizer que uma é melhor do que a outra. ela é uma Companhia aberta. . aquela ação parava de circular no mercado. Neste caso o carro que você comprou vai ser desvalorizado. Caso haja pessoas que não queiram vender suas ações por um motivo ou por outro não tem problema. não capta dinheiro no mercado. Fica muito mais difícil transformar aquela ação em dinheiro. você não vende a por quotas limitadas na bolsa de valores. Ele vai comprando e vai aumentando a participação dele até se tornar majoritário. A obrigação da Companhia ou do controlador é apenas fazer a oferta. ou seja. Depois de um certo tempo então. ela tem muito mais liquidez. a Companhia ou o controlador vai ter que fazer a chamada oferta pública. para que aí possa fechar a Companhia. Para ser Companhia aberta basta ter autorização da CVN. ela não quer mais que suas ações sejam negociadas no mercado de valor. pois já tem a potencialidade mercado. você já não podia pedir para o seu gerente (O banco) vendê-la lá no mercado de valores para você. Dada essa autorização a Companhia se torna Companhia aberta. e como tal ela já passa a sofrer uma rígida fiscalização da CVN.

O acionista controlador resolve então tomar as ações. Uma transformação depende da unanimidade. Verifica-se quanto pagou por cada ação dos acionistas que não querem vender e deposita essa quantia num banco a disposição deles. é o chamado resgate compulsório. uma expropriação privada. Algumas deliberações dependem da unanimidade dos acionistas. a teoria da preservação da empresa. aliás. No momento da prova você deve sustentar as duas posições. A retenção de todo o lucro para poder aplica-lo num investimento. O entendimento dos especialistas na matéria. que é a dos pequenos acionistas. sobre o estudo do cia. porque ela vai ter que correr. Quando tem esse pequeno número de acionistas é como se fosse “uma pedra no sapato” da Companhia. algumas deliberações que interessam à Companhia ficariam dependendo da aquiescência de um pequeno número de acionistas.101 Vamos supor que o controlador tenha feito as contas. logo. Então para prestigiar o todo. pois ele reverteu à propriedade em seu favor por interesses privado. a massa. que é sociedade anônima (Amaris Borba e Roberto Carvalhosa). É convocada uma Assembléia geral. Essa segundo posição é de autores como Roberto Carvalhosa que é um especialista em S/A e também dos economistas. Quem fez a lei de S/A não foram os advogados. Essa segunda posição eles têm razão no que falam. Eles se preocuparam exclusivamente com a visão econômica. O professor vê nisto uma desapropriação privada. 10 ª Aula – 16/08/2003 Sociedades (continuação) Estávamos falando sobre as sociedades. e elas dizem que não. Quem manda na Assembléia geral é quem tem mais votos (Quem tem mais votos é o acionista controlador). e vai ter que sempre dar satisfação àquele grupo reduzido de acionistas. e de repente chega no momento da votação e eles dizem que não querem. foram economistas. o interesse da sociedade. sacrifica-se o interesse menor. depende do consentimento da unanimidade dos acionistas. e constatou que elas representam menos de 5%. abertura de capital. por isso que às vezes tem essas controversas. deixando de lado um pouco essa visão jurídica. o interesse insignificante dentro do conjunto econômico (Menos de 5%). então volta nas casas das pessoas e pergunta novamente se elas não querem vender mesmo as ações. sacrifica o interesse desses acionistas que vão ser colocados para fora do quadro. é o resgate sem a anuência dos acionistas antigos. uma vez depositado aí tomou as ações deles. porque a Constituição diz que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. fechada. Entende que isso viola o direito de propriedade. fechamento de capital. O controlador diz que vai comprar essas ações mesmo assim. aberta. cia. Caso fosse prova da Defensoria Pública seria mais sensato você defender a primeira posição. . quer dizer. O professor entende que essa disposição é inconstitucional.

logo. ou seja.000. Esta Cia que se iniciou com o capital de R$100. Há uma pressão enorme dos empresários sobre este assunto. sobre o lucro fictício.000. No final do ano. a tributação tem que incidir em cima de quanto? A tributação deve recair em cima do valor menos a inflação do período.000. ela vai está aqui: Cia. Aumento de capital social Mas existem várias formas de se aumentar o capital social de uma cia.000. . qual seja.000.000. pois surgiu uma através da Medida Provisória que se transformou na Lei 9249/95.00 (duzentos milhões). Sabemos disto tudo.000. O professor como membro do Ministério Público procurou jurisprudências sobre o assunto e recentemente conseguiu uma decisão do STJ reconhecendo que isto é uma sacanagem que o Governo fez e desde 1995 está assim. e nós vamos tratar aqui de quatro formas de se aumentar o capital social.000.00 (cem milhões). O lucro efetivo foi de R$80. Vou dar um exemplo aqui e vocês vão me dizer o que é certo e o que é errado: Criamos uma Cia em 01/012002 e o capital social dele iniciou-se com o capital de R$100. não há burocracia.000.000. E o que mais precisamos saber? Vamos falar sobre o aumento e diminuição do capital social. vai se aumentar à margem de tributação. Mas ela chegou com R$200.00 (cem milhões) chega no final do ano com R$120. de Capital Autorizado.00 (cem milhões de reais) e isto foi ótimo para alguns advogados que tem a grande chance de se tornarem ricos através da ação milionária. Houve lucro de R$ 100.000. está sempre sujeita à falência.000.00 (cem milhões). não teve lucro e não teria nada a tributar. pergunta-se: Esta Cia teve lucro ou não? Teve alguma coisa para tributar? A resposta é negativa. portanto. ação de repetição de indébito.00 (duzentos milhões).00 (cem milhões de reais)? Não. 31/12/2002 esta Cia estava lá com o patrimônio líquido de R$200. Isto até 1994.000. é tranquilíssimo o aumento de capital social.000. Uma coisa nós sabemos: Aumentando o de capital social da sociedade é bom ou ruim para os credores de uma sociedade? Isto é bom.000. Sabe o que esta Lei 9249/95 fez? Esta lei proibiu a correção monetária nas demonstrações financeiras e proibindo a correção monetária.000. sabemos da legislação precária. Nós vamos começar pela correção monetária.102 Sabemos que toda a sociedade anônima de capital é empresária. Vamos imaginar 20% de inflação do ano. Assim o Governo está tributando sobre a própria inflação. não é? O negócio está indo bem? Já que é bom para todo mundo. Qual a margem que vai incidir a tributação? A margem da tributação vai incidir em R$100. Este cálculo está errado porque devemos verificar qual foi à inflação do período.00 (oitenta milhões de reais) e o governo está tributando em cima de R$100.00 (cento e vinte milhões). sabemos que temos uma lei de 31/10/2001 que modificou a lei das sociedades anônimas.000.000.

por exemplo. que não é o caso de vocês.000. aberta e Cia.000.000.000. Segunda modalidade de aumentar o capital social.00 (cinco milhões de reais).000. é a chamada Cia de capital autorizado.000. Mas o que a lei faz? A Lei faz o seguinte: Quando estamos criando a Cia hoje colocamos lá assim: *Capital social: R$2. Como é a Cia de Capital Autorizado? Muitas pessoas pensam. para aqueles que nunca leram a lei de S/A.000. mas não é a posição majoritária. Hoje nós sabemos que só temos R$2.000. hoje e sabemos que daqui a cinco anos vai precisar que elas tenham. por exemplo. o órgão responsável a autorizar este aumento será o Conselho de Administração ou pode deixar a Assembléia Geral mesmo. os antigos acionistas vão ter ou não direito de preferência a elas. mas não é nada disto. Como se faz? Nós poderíamos montar a Cia com o capital de R$2. Eu coloquei R$200. ser de um exercício consecutivo. um capital de R$5. mas em razão desta Lei 9249/95.000. iria dar uma maior burocracia.00 (dois milhões de reais) e uma cláusula dizendo: “Desde logo está autorizado o aumento do capital em mais de R$3. ou poderia ser outra condição.00 (cinco milhões de reais).000. sem aplicação e sob o ponto de vista empresarial é uma monstruosidade jurídica a Lei 9249/95. Eu encontrei esta decisão da 4ª turma do STJ.103 O que diz o artigo 167 da Lei de S/A? O artigo 167 da S/A diz que tem que ter correção monetária.000. o artigo 167 da S/A está sem eficácia. Tanto a Cia.000. A boa oportunidade de ganhar dinheiro vai acabar porque com a reforma tributária vai voltar a correção monetária sobre as demonstrações financeiras.00 (cinco milhões de reais) vez que ela não está em pleno funcionamento. estes R$3. demora um pouquinho a embalar.000.00 (três milhões de reais) a mais. em tantas ações preferenciais das classes tais e tais e tais. Este aumento só pode ocorrer depois que a Cia der lucro por quatro exercícios consecutivos.000. que se trata de outra espécie de sociedade anônima. Então vai se colocando todos os requisitos: Essas novas ações que representar estes R$3. Daí os empresários estarem loucos que voltem a regra do artigo167 da S/A a fim de corrigir monetariamente o capital e com isto diminuir a margem de tributação. Ok? Entendido o absurdo? Conclusão: O artigo 167 da S/A está sem eficácia.00 (três milhões de reais) vão estar representados em tantas ações ordinárias. fechada. Fechada.00 (duzentos milhões).000.000.000. pois poderia ser de dez.000. . podem ter ou não capital autorizado.000. estou dando um exemplo.00 (três milhões de reais) desde que estejam preenchidas as seguintes condições”. E lá estão previstas as condições. para vocês analisarem e terem uma idéia de que isto faz diferença. As espécies de sociedade anônima são: # Cia.00 (dois milhões de reais) e que demora a Cia pegar o embalo e não há necessidade de pegar os R$5.00 (dois milhões de reais) e chegar daqui a cinco anos alterar o estatuto e aumentar o capital social para R$5.000. Aberta quanto a Cia. Como é que isto? Vamos montar uma Cia. porque se trata de questão nova e agora que está chegando ao STJ.

publicação em jornal.000. leva mais tempo. o mercado só tem condições de absorver no momento R$500. por exemplo. preencheu os requisitos. É muitíssimo utilizado e pode ser utilizado tanto pela Cia aberta quanto pela Cia fechada. Assim a Cia perde uma grande oportunidade de conseguir um preço bom para as tuas ações. etc. quer dizer. mas. mas a Cia só vai ter o comprador do título como acionista. quando preenchidos estes requisitos o conselho de administração ele não terá que aumentar o capital social vez que ele desde de logo já vai está autorizado. conseguir a autorização da CVM para colocação das ações em mercado. o último aumento efetivo. quando você aumentar quem comprou aquele título vai poder trocar por uma ação. aí você emite um título que quem comprar.99% da prática o Órgão que vai dizer o momento oportuno de lançar as ações no mercado será o conselho de Administração. Evita tudo isto se o Estatuto tiver uma cláusula autorizando. Quais são os benefícios disto? Evita a alteração do estatuto. 99. ou seja. você sabe que não vai aumentar. Por quê carta na manga? Porque quando chegado o momento. pois constitui num gasto enorme: cafezinho. uns quarenta e cinco dias aí. teria que convocar a Assembléia geral. Na Cia de capital autorizado. sabe-se lá quantos dias de antecedência. depois de cumprido tudo isto vai colocar por baixo uns trinta dias.104 Por quê isto? Porque isto vai ficar como uma carta na manga. mas você quer o dinheiro hoje. Além de evitar a alteração do Estatuto. quer dizer é um excelente instrumento para você auto-financiar a Cia. Conclusão: Com o capital autorizado. evita a convocação da assembléia. para lançar as ações em mercado. Se não estivesse esta autorização no estatuto e a Cia precisasse de dinheiro. Quando ela precisa de dinheiro e vê um momento oportuno vai e lança as tuas ações no mercado. Por exemplo. Isto permite o que nós chamamos de auto-financiamento. em momento oportuno. Quem é o Órgão responsável para dizer qual é o momento exato em que as ações serão lançadas no mercado? Pode ser a própria assembléia Geral. Cotação está curta. pergunta-se: O que aconteceu com a cotação? Já deu uma caída porque os investidores já estão sabendo que ações estão em baixa. A Cia recebe dinheiro hoje. A Cia se auto-financia. aprovarem assembléia e levar para o arquivamento na junta. você pode emitir vários títulos. Foi perguntado na outra turma: Estes R$3. ainda evita a convocação de . parte beneficiárias conversíveis em ações. só quando efetivamente aumentar o capital autorizado. É muitíssimo utilizado. Então é um importantíssimo instrumento de autofinanciamento das Cias.000.00 (quinhentos mil) aí vai a Cia e aumenta de uma hora para outra e a Cia não perde tempo. solta lá no mercado e dá mais uma segurada. que são títulos que você sabe que não vai aumentar. elaborar a alteração do estatuto. o Conselho de Administração para aumentar o capital não vai precisar alterar aquele estatuto porque este estatuto já autorizou aquele aumento.00 (três milhões de reais) precisa ser aumento num só momento? Não. emitir debêntures conversíveis em ações. desde que já estejam atendidos todos os requisitos daquela cláusula autorizativa. ela não precisa pedir dinheiro emprestado ao banco.000. Normalmente é utilizado pela Cia aberta para jogar no mercado as ações.

. Tem que guardar um dinheiro para pagar o PDV dos funcionários. ele não precisa estar necessariamente representado em dinheiro. como o momento exato de jogar as ações no mercado. paga aquilo. A Cia pega parte do lucro e constitui em reserva. que é aquela que mesmo que a Cia não queira fazer. vai ficar do jeito que está”. Conclusão: Só pode distribuir lucro depois que separou o dinheirinho da reserva legal e de outras reservas. poder suportar os rigores desta entre safra ela faz uma reserva a fim de não ficar sem capital nesta fase. Este dinheiro vai ficar lá no banco. há um bom dinheiro guardado para aumentar as instalações da Cia. na prática está materializado no próprio ativo da Cia. Ainda existe a reserva legal. O cofrinho só agüenta 35% do capital social. está em bens. Mas você vê lá no balanço esta reserva. porque depois do lucro líquido o que a Cia pode fazer? A Cia pode faz o seguinte: Quem guarda tem. que acabamos de explicar. para o plano de demissão voluntária. por exemplo. O limite da reserva legal é de 35% do capital social. mercadorias. pagamento de tributos. Por quê? Porque aquele dinheiro. como a Wolksvagem. aumentar as instalações da Cia. Está este dinheiro está contabilmente separado lá para reserva de investimento e foi decido em Assembléia Geral o seguinte: “Não vai se aumentar nada porque o país está em recessão. maquinário. como se fosse um cofrinho da Cia. estoque da Cia. aí eu vou receber? Não. há R$2. às vezes está em banco.105 Assembléia. por exemplo. Pode ser feita uma reserva. este dinheiro só vai aparecer monetariamente no balanço. Ela chega e faz uma poupançinha para. de repente lucro líquido: tanto. em caixa. paga isto. uma empresa que trabalha com cana-de-açúcar e chegando o “Euninho” vai sofrer a conseqüência da entre safra. A reserva é como se fosse uma poupança interna. permitir o auto-financiamento da Cia. Estas outras reservas são denominadas de reservas estatutárias. vai o diminuindo o capital. O próprio conselho pode deliberar e ainda tem outras facilidades. Uma é prevista na lei. para o PDV. Por exemplo.000. Reserva é isto.00 (dois milhões de reais) para aumentar as instalações da Cia. Então o objetivo daquela reserva se perdeu. Pode fazer uma reserva para. Como assim. etc. Sabe-se que este quantia não está em dinheiro. separado? Nada disto. é uma reserva imposta por lei. Vamos falar da Capitalização de Reservas. para investimentos. faturamento bruto da Cia. ela está obrigada. no próprio ativo? Estão representadas em bens.000. Capitalização de Reservas O que é capitalização de reservas? O que é reserva? A questão é o seguinte: Final do ano. e as outras podem ser criadas pelo próprio Estatuto de acordo com a vontade da Assembléia geral. reserva legal. O que isto tem haver com o aumento do capital social? Fizemos uma reserva. como parte do lucro.

logo. Como se aumenta o capital social emitindo novas ações? Emitindo novas ações.00 (sete milhões de reais). Foi apenas uma jogada contábil. A reserva legal no máximo que você pode ser feito com ela é utilizá-la para suprir perdas oficiais ou judiciais. com aumento estimado num percentual. pois aquele dinheiro que aumentou o capital social deveria vir direto para o bolso do acionista. por exemplo. ou seja. o aumento de capital será através de uma mera atualização (aqui não entra dinheiro).000. Então aquele dinheiro que o acionista iria receber no bolo. Ela não quer distribuir dividendo. a Cia.Na Cia de Capital autorizado o aumento de capital é com a capitação de recursos vez que esta Cia está autorizada a emitir ações no mercado (aqui entra dinheiro). na verdade teve apenas as suas ações valorizadas.000. como distribuição de dividendos. ela tem destinação específica. . de trinta e tantos por cento”.000. Lembre-se sempre que dinheiro distribuído em dividendos nas Cias. é por isto chamado de Capitalização das Reservas.000. OBS: Existem algumas reservas que não podem ser transformadas.000.00 (cinco milhões de reais). automaticamente foi aumentado para R$7. sendo que o capital da Cia. emite-se novas ações para representar este aumento. por exemplo. não tem que se falar. E o acionista ri à toa. lucro é direito essencial e está disposto lá no artigo 109 da Lei de S/A. Nos demais casos é a Assembléia Geral. Pega aquele dinheiro que estava em reserva e o transforma em capital social. é dinheiro rasgado. porque vai mexer com lucro. desistiu do investimento e ao invés de distribuir este dinheiro que está sobrando para os acionistas.00 (cem milhões de reais) representados por tantas ações e quer aumentar em mais tantos milhões. mas acaba de ser furtado. felicitações por suas ações serem valorizadas pela capitalização de reservas.Na Capitalização de Reservas o capital já está na Cia. Cia que distribui dinheiro está jogando dinheiro pela janela.Na correção monetária. As reservas estatutárias podem ser alteradas. já entendemos o que é capitalização das reservas.000.000. E quem tem competência para aumentar o capital social? Quem tem competência para aumentar o capital social é a Assembléia Geral. salvo numa hipótese em que este aumento pode ser deliberado pelo próprio Conselho de Administração que é a Cia de Capital Autorizado. Não tinha R$2. palavras por meio das quais alguém se congratula com outrem. Tem um capital de R$100. . você não pode tocar na reserva legal.000. aumenta o capital social. O que vai acontecer com todas as ações? Os valores das ações vão aumentar e todos os acionistas receberão uma cartinha: “Com congratulações. Duas observações: Esta é a primeira observação: . era de R$5. Mas quando ela emite novas ações? Ela vai capitar dinheiro no mercado. mas tem que ser deliberadas pela Assembléia Geral que é exatamente a convocação de todos os acionistas. . Então aquele dinheiro que estava separado para investir. O que a Cia faz? Ela transfere da conta de reserva para conta de capital social. Já entendemos o que são reservas.00 (dois milhões de reais) de reserva.106 O que vai se fazer com aquele dinheiro? Ele deveria ser distribuído em dividendos para os acionistas. parabéns.

000. de Capital Autorizado.000. Competência para diminuição do Capital social? A competência é a da Assembléia Geral e normalmente se dá através das perdas.00 (um milhão de reais). Ex: Tem uma Cia. mas na verdade está excessivo.000. “Isto é que cai na prova!” Quais são as burocracias? A questão é a seguinte: 1. Como vai aumentar o capital jogando novas ações no mercado? Quem já é acionista tem direito de preferência? Se for Cia. pelo menos ¾ das ações existentes devem estar integralizadas. o acionista tem trinta dias para manifestar o direito de preferência. . Achamos que precisaríamos de muito. E se emitir novas ações sem ser Cia de Capital Autorizado? Neste caso tem direito de preferência sim.000. a cláusula que existe lá pode vir autorizando o direito de preferência do acionista. o direito de preferência pode ser suprimido.000.00 (quatrocentos mil reais) quanto deve estar integralizado? Deve estar integralizado R$300.000.000.000. É cheio de burocracias. logo. só que o Estatuto pode modificar este prazo para o exercício do direito. A lei diz que em regra.00 (quatrocentos mil reais) e eu quero aumentar o capital social para R$3. Aí esta ata da Assembléia será publicada em jornal de grande circulação. Deve estar integralizado pelo menos ¾ do capital social. Destes R$400. então se reduz para o quantum necessário. segundo disposição legal a contar da aprovação Assembléia Geral que vai aumentar. 2. ou por ser o capital social considerado excessivo. com o capital social de R$400. prejuízos financeiros. Como ocorre a diminuição do capital social? Convoca-se a Assembléia Geral para a diminuição do capital. mas pode se dá quando o capital social é considerado excessivo. Antigamente este prazo era intangível.107 A segunda observação é a seguinte: Para jogar novas ações no mercado tem um requisito. diminui a garantia dos credores.00 (três milhões de reais). A diminuição pode ser por prejuízo que é o comum. reduziu o capital social e diminuindo o capital social. houve a redução do valor de algumas ações.000.00 (quinhentos mil). mas na verdade só precisa de R$500.00 (trezentos mil reais). Ex: Os acionistas que quiserem exercer o direito de preferência deverão manifestar suas intenções em cinco dias a contar da publicação da ata da Assembléia. desde que exercido em 30 dias.000. Diminuição do capital social A diminuição do capital social é bom ou ruim para os credores? É ruim para os credores. Então na Cia de Capital Autorizado. Ex: Montou-se uma sociedade com R$1. está com dinheiro parado e dinheiro parado é dinheiro perdido.

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Primeiro requisito: Publicada esta ata, todos os credores quirografários podem impugnar esta redução, desde que o façam em sessenta dias, prazo decadencial, a contar da publicação da Ata da Assembléia que autorizou a redução. Como é feita esta impugnação? Através de carta, notificação através do Cartório. Ex: Os credores quirografários notificam a Cia dizendo que não concordam com a redução do seu capital social. Não precisa dizer o motivo, basta impugnar. Diz a lei, isto não é questão de validade é apenas conveniente, que a cópia desta notificação seja averbada lá na junta comercial. Por quê? Porque aquela ata da Assembléia é levada à junta comercial para levar o registro da redução do capital social. E havendo impugnação a junta comercial vai registrar? Não, porque vai cair em exigência. Ex: A junta comercial dirá: “Não vou arquivar a alteração deste Estatuto porque teve a impugnação do credor fulano de tal”. Resultado, a Cia vai poder reduzir? Não. Só vai poder reduzir desde que pague este credor “espírito de porco” ou faz o depósito judicial. Para impugnar o credor precisa está com o teu crédito vencido? Não porque isto é uma garantia dele. Precisa pagar todos os credores quirografários ou só aquele credor que impugnou? Somente os credores quirografários que impugnaram. E se ninguém impugnar? Se ninguém impugnar trata-se de um aceitação tácita. E se aquela Cia tiver credores debenturistas? A lei exige que se tenha aceitação expressa. Como é que isto? Tem que ser convocado um Assembléia de debenturistas e aí juntos vão decidir por maioria a redução do capital. Aí neste caso depende dos debenturistas convocados numa Assembléia especialmente para conceder esta autorização. O que é credor debenturista? Eu vou explicar debêntures mais tarde. Mas a Cia pode fazer, por exemplo, um empréstimo no mercado no valor de R$10.000,00 (dez mil reais) e feito isto ela devolverá com juros de 1,70% ao mês, corrigido pela TR. Vou devolver o dinheiro em, por exemplo, dez anos e pagar juros de três em três meses. Você que emprestou dinheiro à Cia compra uma debênture e com aquela debênture você recebe juros de três em três meses de 1,70% ao mês e no final dos dez anos, por exemplo, você vai lá e recebe o principal, corrigido monetariamente pela TR ou pelo que seja. Estes debenturistas podem ser de quatro categorias: Credores com garantia real – Quando a Cia dá uma garantia para o credor um imóvel tal. Credores com garantia flutuante – Quando a Cia dá como garantia ativos da própria Cia. Credores quirografários – Não possuem garantia Credores sub quirografários.

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Em princípio, a Cia tem que ter a concordância de todos os debenturistas, mas o professor diz que não concorda, ele entende que os debenturistas com garantia real e com garantia flutuante não têm interesse em impugnar a redução do capital social. Por quê? Porque os créditos deles já estão garantidos. Ele entende que só os credores debenturistas quirografários e os subquirografários são os que têm que serem convocados para autorizar ou não aquela diminuição, vez que os demais não estão sujeitos a qualquer prejuízo com a diminuição do capital social. Como a lei não fez distinção, em princípio então, será toda e qualquer espécie de debênture. Como se posiciona a doutrina? A doutrina não enfrenta a questão. O professor já leu uns seis livros e nenhum enfrenta a questão. Órgãos sociais As Cias têm uma pesada estrutura e temos nelas vários órgãos, cada um com sua função, temos a Assembléia Geral, temos o conselho de Administração, temos o Conselho Fiscal e temos a Diretoria, cada um com a sua função. Vamos falar de todos eles e vamos começar pelo maior, qual seja, a Assembléia Geral. O que é a Assembléia Geral? A Assembléia Geral nada mais é do que a convocação dos acionistas para deliberar sobre determinado assunto ou vários assuntos em pauta. A doutrina diz que é um órgão supremo, órgão máximo, mas não podemos nos esquecer da posição de Rubens Requião, qual seja, ela é suprema, ela é máxima, mas está sempre subordinada à lei e ao próprio Estatuto. O que é importante falarmos em Assembléia Geral? A Assembléia Geral foi dividida em Assembléia Geral ordinária e Assembléia Geral extraordinária. São chamadas de AGO e AGE, respectivamente. Qual a diferença entre a AGO e AGE? Formalmente não há diferença, mas há uma distinção é no assunto. Como assim no assunto? A AGO é aquela faxina, isto é, tem que ocorrer todo ano dentro dos quatro primeiros meses de cada exercício financeiro. O que é exercício financeiro? É anual, mas normalmente, na prática, começa no dia 02/01 e vai até o dia 31/12. Pode o exercício financeiro começar, por exemplo, no dia 20/05? Pode, mas normalmente para facilitar as coisas, na prática, todas as Cias, iniciam em 02/01 para poder ficar igual o ano civil. Então, em regra, AGO tem que ser realizada tem que ser realizada ou no mês de janeiro, fevereiro, março ou abril. Por quê? Porque são os primeiros quatro meses do exercício financeiro. Por quê faxina? Porque vão ser tratados assuntos que terão que ser tratados todo ano. Todo ano tem que ser tratado o fechamento do ano anterior, aprovar as contas do ano anterior, isto é, aprovar o balanço, decidir sobre a destinação do lucro, ou seja, se o lucro vai se

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constituir em reserva ou se vai transformar a reserva em capitalização, se vai aumentar capital, vão eleger os novos conselheiros de administração se for o caso, vão eleger os novos membros da administração, se for o caso, ou seja, assuntos que têm que ser tratados todo o ano. Por isto é faxina, por isto é ordinária, é obrigatório. E a AGE? Pintou durante o exercício financeiro um assunto importantíssimo, que não pode ser decidido pelos diretores, que não pode ser decidido pelo Conselho Fiscal e nem pelo Conselho de Administração, só pode ser decidido por Assembléia Geral, como por exemplo, uma fusão, uma incorporação, uma transformação, uma cisão, uma participação de um grupo econômico. Então tudo isto é importante que foge à competência dos pequenos órgãos, só podem ser tratado tais assuntos por Assembléia Geral. O quê fazer? Esperar até o ano seguinte para tratar de tais assuntos? Não, então se convoca extraordinariamente os acionistas para tratar daqueles assuntos importantes. É por isto chamada de Assembléia Geral Extraordinária, uma convocação extraordinária, assuntos que não podem ser tratados pelos demais órgãos. Formalmente é a mesma coisa. O que é importante com a mudança da nova lei? *Agora tanto faz AGO quanto AGE. A Cia aberta e a Cia Fechada tem distinção, qual seja, prazo de antecedência para convocação da Assembléia Geral, pois, não podemos convocar a Assembléia para amanhã ou para depois de amanhã. Tem que ter uma antecedência mínima e ser for Cia fechada tem-se o prazo de oito dias para a convocação; conta-se tal prazo a partir da primeira publicação. Sendo assim da primeira publicação até a data tem que distanciar oito dias. Se não houver quorum tem que ser feita uma segunda convocação e o prazo aqui é de cinco dias a contar da primeira publicação. E se for uma Cia Aberta? Se for Cia aberta o prazo era igual, mas a nova lei mudou. Para a primeira convocação a antecedência tem que ser de quinze dias e se não tiver quorum, a segunda convocação tem que ter oito dias de antecedência. Então aumentou o prazo, mas não foi só isto que alterou, a super CDN tem um mega poder. Como mega poder? Dependendo do assunto, a pedido de qualquer interessado, a CDN pode chegar, por exemplo, convocar uma assembléia Geral para tratar de assunto referente à fusão a fim de analisar o protocolo de fusão da VARIG. Então se a CDN entender que o assunto é complexo, a pedido de qualquer acionista ou qualquer interessado, pode determinar o aumento do prazo de antecedência para até trinta dias.Ela não tem poderes para determinar o aumento do prazo para quarenta, nem cinqüenta e nem sessenta dias. E não é só isto, ela tem um poder até maior e qual é este poder? Se ela entender que o assunto é muito complicado, ela pode chegar até interromper o prazo. Mas como interromper o prazo? Ela pode chegar lá, por exemplo, todos prontos para aprovar a fusão da TAM com a VARIG, e dizer: “Espera aí, estou sabendo que isto é um prejuízo para os acionistas da VARIG, tudo mais, eu quero dar uma olhadinha nisto aí, quero olhar todos os documentos, analisá-los” e enquanto isto a Assembléia é interrompida. Começa analisar os documentos e faz exigências dizendo: “Vocês tem que apresentar tais e tais documentos e eles apresentam”. Não estando satisfeita determina a apresentação de outros documentos e não estando satisfeita determina que outros

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documentos sejam apresentados e quando tudo tiver legal autoriza a convocação da Assembléia. Interrompido o prazo tem que haver nova publicação para poder convocar acionistas respeitando o prazo de até trinta dias. Então a CDN tem mega poder de interferir nisto aí, pode mandar aumentar e até interferir fazendo exigências de documentos, interrompendo o prazo de convocação. Qual é o objetivo do prazo de antecedência? Para que os acionistas tenham pleno conhecimento dos documentos que serão tratados na Assembléia. A competência da Assembléia está prevista lá no artigo 121 da lei de SA tem que dar uma lida é decoreba. Conselho de Administração O que é o Conselho de Administração? Vamos lembrar! Convocar Assembléia tem o maior custo, já expliquei para vocês, tem que pagar o pessoal que fica na mesa tem que alugar o espaço, gasto com a publicação. Então o que a Lei fez? Ela criou um órgão para desafogar a Assembléia, para evitar que a todo o momento se convoque a Assembléia, ela criou um órgão com competência para tratar de vários assuntos que originariamente só poderiam ser seriam tratados pela Assembléia, como, por exemplo, aumento do capital autorizado. O aumento de capital só poderia ser autorizado pela Assembléia Geral, mas aí numa Cia de Capital Autorizado quem decidirá sobre isto será o Conselho de Administração, não é só isto, eleição dos membros da diretoria e se não tiver Conselho de Administração quem elegerá será Assembléia Geral, todavia, havendo o conselho de Administração seus membros vão eleger os membros da Diretoria. Isto evita um monte de gastos e torna a administração da Cia mais ágil. O conselho de Administração está previsto lá no artigo 138, mas começa no artigo 140 da lei de S/A. O Conselho de Administração é composto por no mínimo três membros e segundo o artigo 146 da Lei de S/A, serão necessariamente acionistas. Pode uma Pessoa Jurídica ser acionista? Pode. Pode uma Pessoa Jurídica ser Conselheira de Administração? Não, porque somente pessoas físicas podem ser administradoras. Somente pessoas naturais, pessoas físicas. Ex: Existe uma grande Cia “A” que controla a Cia “B” e tem 80% das ações com direito de voto desta Cia. Então não vai poder ser administradora? E vai ter que vir um acionista minoritário? O que a Cia. “A” pode fazer? Ela vai alienar com um dos membros dela o valor da ação e aí ele vai poder ser eleito para ser conselheiro de Administração da Cia controlada. A lei diz que tem que ser acionista e uma ação já basta. Os membros do Conselho de Administração são eleitos e destituídos “ad nuntum” pela Assembléia Geral, ou seja, a qualquer tempo. Fábio Ulhoa dá uma viajada (ele está isolado na doutrina) e ele diz que o conselho de Administração tem que ter número ímpar, só pode ser com número ímpar. Quem tem o voto de Minerva? O Presidente do Conselho de Administração.

só podem participar do Conselho quem são acionistas. O que acontece quando convocada a Assembléia Geral? Quem seriam os membros do conselho de Administração? A Assembléia Geral. Em todas as Cias de Capital autorizado e em todas as sociedades de economia mista. mas quem elabora o estatuto? Quem elabora o estatuto é o fundador e geralmente é o principal acionista. Participação dos minoritários A participação do conselho é muito importante. desde que autorizado pelo estatuto. sem brigar com a acionista majoritária Marcela. Abertas que será obrigatório. nadou. Quem organiza esta eleição? A própria Cia com o auxílio dos sindicatos. Como isto. E o que a lei faz? A lei permite que os acionistas minoritários reunidos representem 15% do capital votante possam eleger separadamente um membro do conselho de administração. a acionista Marcela tem 60% das ações com direito a voto. mas morreu na praia. como o sistema de arbitragem. Então o conselho pode ter número par. porque o Conselho de Administração através do seu Estatuto pode reservar uma vaguinha para o representante de seus empregados. O Conselho de Administração é um órgão obrigatório ou facultativo? A lei é muito incoerente e diz que o que o conselho de Administração é um órgão facultativo. Mas quem vai se dar bem lá? Tendo ela 60% das ações vai votar na maioria dos administradores. então elege. logo. melhor seria se esta participação fosse obrigatória. Melhor seria se esta eleição fosse obrigatória. não há problema nenhum. É feita lá uma eleição.112 Quando não tem o voto de Minerva. Vamos imaginar que na Cia. Se os acionistas minoritários reunidos perfazerem o total de 14% do capital votante vão te que ir para a Assembléia Geral brigar com a Marcela. Você vai combinar o artigo 138. então a lei resolveu dar uma proteção aos minoritários. tem outros sistemas regulados pelo Estatuto. . qual seja. É faculdade do estatuto. sim. Novidades: É o que cai na prova! A lei está aqui e deu um passo para a democracia. em se tratando das Cias. então é nossa acionista majoritária. podendo participar do estatuto o representante dos empregados. §1º com o artigo 239 da Lei de S/A. Sabemos então que aquela regra que era absoluta. OBS: A lei andou bem em prever esta participação dos empregados. salvo. O que sobrou? É facultativo quando for Cia de capital fechado sem capital autorizado. como vai ser eleito isto? A eleição do representante dos empregados será feita através de votação dos empregados. agora foi alterada. veja o exemplo de Antonio Hermínio de Moraes.

isto é. nem os sem votos atingirem o percentual porque tem 8% do capital social. O que é voto concentrado? É quando você concentra todos os votos do voto múltiplo em um único candidato. Se nem um e nem outro atingir. 11 ª Aula – 23/08/2003 Estávamos falando de órgãos societários. órgãos estes dentro da Sociedade Anônima. está previsto no artigo 141 da Lei de SA: Sabe-se que você só tem um título de eleitor. eles vão poder junto elegerem um membro e um suplente. da Assembléia Geral e vamos falar agora do Conselho Fiscal. a união faz a força. você terá apenas um voto. CONSELHO FISCAL: O que é importante falar sobre Conselho Fiscal? O Conselho Fiscal é um órgão de existência obrigatória em todas as Sociedades Anônimas. Dois eleitos pelos minoritários e como a Marcela. Voto múltiplo é a mesma coisa porque se vamos eleger cinco membros para o conselho de Administração. acionista majoritária. mas não precisa funcionar durante todo o ano. falamos do Conselho de Administração. a Marcela que é a acionista majoritária. E o que fez a lei? Dane-se o Estatuto porque se isto acontecer. Se for utilizado o voto simples.113 Igual direito terão os acionistas sem voto ou os que tem voto restrito. Marcela. OBS: Voto múltiplo. um foi eleito pelos minoritários com voto. desde que juntos alcançarem o patamar de 10% do capital social. terá cinco votos. porque quem manda é o conselho de Administração da Cia. três membros. porque imagina uma Companhia Fechada ficar pagando um . Ela que é a controladora vai poder controlar alguma coisa? Não. votação separada. se for utilizado o voto múltiplo. existe. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar reduzido a determinados períodos. para cada ação. Tem uma regra interessante: Se nem os ordinários atingirem o percentual porque tem 14%. já que ela é controladora. Mas o Estatuto só prevê três cadeiras? Dane-se o Estatuto. Vamos supor que os membros do conselho sejam em número de três: Um foi eleito pelos minoritários sem voto. para tantos membros existirão tantos votos por ação. também vão poder eleger o membro do conselho e seu suplente. mas você só tem uma ação. vai ter o direito de eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários. total de cinco membros do conselho. se juntos conseguirem atingir 10% do capital social. mas quantos votos você teve na ultima eleição para Senador? Dois para cada título de eleitor. Você pode fazer o seguinte: Pegar os cinco votos da única ação que você tem e votar na sua amiga é o que a doutrina chama de voto concentrado. mas o funcionamento é facultativo. logo. ou seja. Mas só para a eleição do Conselho de Administração pode ser utilizado o sistema de voto múltiplo. tem que eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários mais um. aí sobra uma vaguinha para ser eleita pela acionista majoritário.

na Assembléia Geral Extraordinária. no Conselho Fiscal sempre terão direito de colocar alguém. com direito a voto. Até mesmo o Conselho de Administração quando requer parecer do Conselho Fiscal. Quem decide se aprova ou não cortes no exercício financeiro é a Assembléia Geral. mais 1. o funcionamento não necessariamente tem que ser durante todo o exercício. a maioria dos conselheiros de administração. não pode ser adotado no Conselho Fiscal. que também tem uma vaga podem colocar alguém no conselho. Nas demais. que por sua vez também elegeu a maioria de seus diretores. poderão votar para um conselheiro. e aí. mas normalmente o conselho fiscal serve para Assembléia Geral para dar subsídios para os acionistas votarem. todos são amigos é o que se identifica dentro das grandes corporações como chapa A. sempre com base no parecer do Conselho Fiscal. também fiscaliza os atos de administração. por exemplo 2% do capital social. normalmente o parecer dele é seguido pelos acionistas. tem a participação dos minoritários. O Conselho Fiscal não atua apenas na parte contábil. Lembrando que o Conselho Fiscal é um órgão meramente consultivo. Importante: Só existe uma sociedade onde o funcionamento é permanente. quem decide mesmo é a Assembléia Geral. três eleitos pelos acionistas majoritários e dois pelos minoritários. acionistas ou não. para os minoritários com voto. Então só convoca o Conselho Fiscal para efetivamente funcionar. No Conselho de Administração no sistema de votação. detém todo aquele poder de fiscalização.114 conselheiro fiscal durante todo ano! Então existe o órgão. Sociedade de Economia Mista. terão direito a 1 membro e 1 suplente. também haverá proteção dos minoritários. só que o percentual é diferente. Bom. Como é o Conselho Fiscal que examina os livros. em separado. isto porque o capital é público. OBS: O Voto múltiplo só existe para Conselho de Administração. Igual direito vai existir no Conselho Fiscal. 10% de todo capital social. por isso a necessidade da fiscalização. que se juntos chegarem ao patamar de 15% do capital votante. lembrando que o acionista majoritário que elegeu os três conselheiros fiscais é o mesmo que elegeu na aula passada. separadamente o percentual será 10% do capital votante. Todo mundo no domingo vai a um churrasco na casa do acionista majoritário. pode ficar restrito a determinados períodos. como é um órgão coligado. sempre manifesta sua vontade pela expressão da maioria. ou até mesmo a diretoria. examina a contabilidade. para tanto no Conselho de Administração tem que representar juntos. mesmo que representem. Também existe a proteção aos sem voto ou voto restrito. O sócio majoritário terá o direito de eleger o mesmo número de membros dos sócios minoritários. Esta nas atribuições do Conselho Fiscal fiscalizar atos da administração. mas o conselheiro fiscal só atua mesmo na época da Assembléia Geral Ordinária e dependendo do assunto. todos eleitos pela Assembléia Geral. O que cai na prova sobre Conselho Fiscal é o seguinte: Cinco Conselheiros Fiscais. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar restrito a determinados períodos de exercício financeiro. chapa B. naquela época oportuna e só vai pagar os conselheiros naquela época. Com isso o que acontece? . dessa ou daquela forma. É um órgão composto por no mínimo 3 e no máximo 5 membros.

então na Assembléia Geral poderá dizer que apesar do parecer pela aprovação. verificam várias irregularidades e dizem que não podem aprovar as contas e afirmam que o parecer deve ser pela rejeição e apresentam para os demais conselheiros que são amigos dos diretores. Estes Conselheiros não verão as irregularidades. deixar tudo as claras para não pegar ninguém desprevenido. deverão ser informadas ao mercado. DIRETORIA: Quem elege os membros da diretoria? A diretoria é composta por no mínimo dois membros. pois deve obediência ao Conselho e não ao conselheiro. vários artigos da lei 10303 foram alterados. a não ser que seja anunciado pelo Conselho que é quem pode anunciar assunto fora da pauta da Assembléia Geral. então não podem ir contra o majoritário.. o diretor vai todo dia. Chegando na Assembléia geral.. isto porque são eleitos e destituídos a qualquer tempo.. Diretor é aquele que administra efetivamente a companhia. de informar. que foram eleitos pelo acionista majoritário. ou um de seus membros podem . quebrou as algemas. um dos conselheiros tem uma grave irregularidade para noticiar. ele que representa a companhia. A lei pretendendo dar mais atenção aos interesses dos minoritários. eleitos pelo Conselho de Administração. pode defender o interesse das classes minoritárias dentro de uma companhia. É o diretor que contrata. Insider Trading e Disclosure O que seriam estes institutos? Disclosure é dever que os administradores. uma vírgula após conselho fiscal. mais poder individualmente ao conselheiro que não ficará amarrado ao conselho. a qualquer tempo. Como essa é a principal modificação o que for perguntado em prova sobre o Conselho Fiscal será exatamente isso. Se o conselho requer o diretor tem que apresentar. quer dizer. então não mais só o conselho fiscal. ou seja. Quando levada a Votação terá o parecer pela aprovação das contas. O Conselho Fiscal vai uma vez por mês e o Conselho Administrador uma vez a cada 15 dias. que a própria companhia tem. Ex: Quando Antártica estava pensando em se fundir com a Brahma para formar Ambev. São eleitos e destituídos ad nutun. mas a alteração foi uma só. pode se . As modificações foram para dar mais autonomia. que não adiantou nada os representantes dos minoritários. pega o microfone para fazer a denuncia. o diretor diz que não dará as cópias. das debêntures dos valores mobiliários daquela companhia. mas como o assunto esta fora da pauta não pode ser anunciado. acionistas ou não. existem irregularidades e não poderá ser proibido de falar. Um dos conselheiros envia requerimento a um dos diretores solicitando cópia dos documentos relativos a operação tal.115 Chega no final do ano quando são apresentadas as contas do ano anterior dos diretores. mas também seus conselheiros podem requerer. O conselheiro fiscal após a alteração passou a ter autonomia. ficando conselho fiscal. com o mercado. que celebra contrato em nome da sociedade. não existindo esse conselho serão eleitos pela Assembléia Geral. os conselheiros que representam os minoritários. poderá estender sua fiscalização. Todas as operações que a companhia estiver envolvida e todas essas negociações que possam de alguma forma influir na cotação das ações da companhia.

Ex: A companhia A tem 40% das ações da companhia C. ou seja. todas as operações para participar um grupo econômico que podem influenciar na cotação têm que ser informadas ao mercado. Dentre este rol temos as sociedades coligadas. pois esta modificação poderia influenciar tanto nas cotações das ações da Brahma quanto nas da Antártica.116 verificar que nada foi feito de um dia para o outro. a qualquer momento a companhia pode vender as ações. de o protocolo de intenções ainda não ter sido aprovado. sendo os grupos de: 1. Outro exemplo é a suposta fusão entre a TAM e a Varig. não há estabilidade jurídica. A conseqüência: tanto a companhia quanto o prejudicado constatado o Insider Trading poderão propor ação de cunho indenizatório contra o administrador que fez as negociações com as informações privilegiadas buscando lucro. não existe contrato. antes destas informações serem divulgadas. que não tem uma formalidade jurídica. nada pode ser feito por debaixo dos panos. O que seriam Grupos de Fato? Os grupos de fato são parcerias entre sociedades empresariais e outras companhias. negocia com o mercado em condições de supremacia. Uma operação de Fusão. mas já influenciou nas ações tanto da TAM quanto da Varig. uma transformação.Grupo de Fato. O Insider Trading são atos ilícitos. que estão tratadas no artigo 243 lei de S/A. Insider Trading é uma conseqüência do Disclosure. isto é porque vem uma boa ou má noticia? Uma excelente notícia e deu para perceber que ainda não divulgaram a informação para poderem comprar as ações em baixa. Ex: Temos os cinco conselheiros fiscais. estão fazendo a publicidade apesar disto não ter sido aprovado. praticados por quem tem as informações privilegiadas e por tê-las. as controladas e as sociedades controladoras. GRUPOS ECONÔMICOS: O que podemos falar sobre grupos econômicos? O professor Fábio Konder Comparato dá uma sentença perfeita que fala o seguinte: Hoje nenhum empresário sozinho vai conseguir sobreviver no mercado competitivo. de estar apenas caminhando. foi necessário dar ampla divulgação de tudo. o empresário tem que estabelecer parcerias. Podemos chamar genericamente de grupos econômicos essas intrincadas relações jurídicas entre Sociedades Empresariais.Grupo de Direito. de repente eles começam a vender tudo que tem para comprar ações daquela companhia. isto porque houve enriquecimento ilícito. 2. não há formalização. é uma coisa pactual. Não há contrato escrito. O mercado precisa de segurança e para isso deve haver transparência. nenhum empresário é autosuficiente. . A doutrina divide de forma bem didática esses grupos. são negociações feitas por quem tem as informações privilegiadas. Incorporação ou mesmo uma Cisão. que podem ser acionistas ou não.

esta será uma convenção de cooperação mutua. em uma relação somente de fato.é uma designação de grupo. ela tem 60% das ações da 1ª.. concorrência. as controladas. ou seja. 52% da 3ª e 60% da 4ª. Imagine a 1ª sociedade. Todas as sociedades que participam do grupo. Ex: Seguradora. contratualizada entre a sociedade controladora e as sociedades que ela controla. Então para que todas andem no mesmo ritmo. isto porque devem obediência a uma Convenção de grupo que é como se fosse um estatuto que deve ser observado na sua atividade empresarial. vai tornar as sociedades parceiras. os grupos de sociedade e os consórcios. Enquanto não for registrada. que além da Holding. basta o acionista vender as ações na Bolsa. elas se tornarão parceiras. 53% da 2ª. Grupo Votorantim. cujos acionistas são os alunos da direita. que não é nome empresarial . OBS: Grupos Econômicos é o gênero e grupo de sociedades é uma subdivisão dos grupos de direito que é uma espécie de grupos econômicos.. Só não terá o direito de retirada se puder vender a ação na Bolsa. . Celebrada convenção esta deverá ser aprovada na Assembléia Geral de todas as sociedades. Grupo Roberto Marinho. A 2ª sociedade é um banco. se as ações tiverem liquidez. será dissidente e terá o direito de retirada. que faz uma proposta superior a da seguradora (1 ª sociedade). o que é melhor para os acionistas é vender Seguro Sul América.. Existem de fato. os grupos de direito tem uma certa estabilidade jurídica. E o que são cada um desses grupos citados? A regulamentação está no artigo 265 e seguintes da lei de S/A. Importante: Grupo de sociedades é uma parceria que será formalizada. pode ser estabelecida uma convenção. Esse contrato recebe o nome de convenção de grupo. conflitos. Grupo Moreira Salles. porque essa parceria é formalizada por um contrato. No grupo de sociedades. Fame construtora – Grupo Votorantim OBS: Só existe Grupo de sociedade se essa Convenção de Grupo for registrada na Junta Comercial. serem realmente parceiras. Aprovada em todas as sociedades. tem outros acionistas. isso a princípio parece um grupo de fato.Grupo Moreira Salles.117 E os Grupos de Direito? Ao contrario dos grupos de fato. a Sul América Seguros. Grupo Gerdau. administrativa e até financeira. a diferença está na celebração do contrato. diz-se que as sociedades perdem um pouco da sua autonomia mercadológica. Grupo de Sociedades é aquele por exemplo. as proibições de forma que se tornem fortes e competitivas dentro do mercado. Não precisa a companhia reembolsar. Chega no banco. não vai haver o tratamento jurídico do artigo 265 da lei de S/A. mas pode começar a haver entre uma controladora e outra. Ex: Grupo Moreira Salles. Se um acionista de uma das Sociedades não aceita. A convenção é que vai estabelecer como será feita a parceria. Aprovada a convenção esta terá um nome Grupo tal. que é uma seguradora. Temos uma Controladora que controla 4 sociedades. além da Holding. após o seu nome podem colocar a denominação. abrindo mão de um pouco de sua autonomia. O contrato vai estreitar.

CONSÓRCIO: Está regulado no artigo 278 da lei de S/A. com sua Assembléia Geral. a seguradora tem que cancelar o aviso de débito. mas foi feita uma proposta para elas de construir um condomínio. Mas você vai a seguradora e antecipa o pagamento. vivem brigando. Haverá previsão de solidariedade perante as obrigações trabalhistas. o consórcio é apenas o nome do contrato. Não tem personalidade jurídica. As características de um grupo de sociedades. OBS: Mas existem alguns casos em que a lei presume a solidariedade. Imagine duas construtoras a Fame Construtora Ltda e a Monforte Construtora S/A. para realizar o empreendimento que é específico. Cada sociedade permanece com sua personalidade. decorrentes de infração de ordem econômica (lei ante TRUST. com seu patrimônio. todas as sociedades envolvidas acabam perdendo um pouco sua autonomia. celebrando um contrato de consórcio. inclusive a controladora. É uma pratica não observada. fazendo a conta ficar negativa e seu nome vai para o Banco Central. as empresas continuam com suas personalidades. se o contrato for registrado. O que é feito é o seguinte: é nomeada uma sociedade líder do grupo. isso dá o direito de ajuizar ação de cunho indenizatório contra a Seguradora e o Banco. já o Consórcio é para realização de empreendimento específico durante o tempo necessário para a realização. pois é apenas o nome de um contrato. Uma sozinha não tem condições de construir. com seu Conselho de administração. O banco está participando para ser mais forte. não pagou. A AUDI vem e quer cobrar do banco. A lei prevê até a formação de um grupo para explorar empreendimento específico. já que os empresários utilizam neste caso o Consórcio. que é a controladora. para que seja debitado de sua conta. O grupo de sociedades é para toda vida. previdenciárias. O banco não pode alegar ilegitimidade ad causam passiva. porque cada sociedade tem sua personalidade jurídica e seu patrimônio. . com sua diretoria. Ex: Você vai ao banco para fazer uma seguro de carro. então os empresários devem fazer uma parceria. o artigo 28 do CDC dá embasamento para este caso. porém não faz e o valor é debitado. só existirá após o registro. Só existe consórcio na essência do contrato. na regulamentação que dá o artigo 278 e seguintes. É formalizado através de contrato que estabelecerá as obrigações de cada uma.118 O Grupo de sociedade tem personalidade jurídica? Não. a primeira já foi dita. O objeto do grupo de sociedades mais comum é a realização dos respectivos objetos sociais. este terá que pagar? Não. Cartel. A seguradora comprou 8 carros junto a AUDI. Oligopólio) e para obrigação consumiste. celebra o contrato com a Seguradora e dá autorização para seguradora mandar para o banco aviso de débito. alegando não ter celebrado contrato. como no grupo de sociedades que há um vinculo de subordinação entre controladoras e controladas. Não há necessidade de vínculo anterior. são concorrentes.

Um dos parceiros achando o 4º parceiro que tem o perfil. seja uma S/A. A ponte será explorada pelos Municípios. O edital de licitação pode exigir na hipótese de um consórcio vencer a licitação.Objeto: sempre empreendimento específico (objeto social é o grupo de sociedades). 2.S.Operacional: Duas construtoras celebram consórcio para construírem um condomínio para elas venderem. manutenção da Ponte Rio/Niterói. inciso V da Lei 8666/93. houve uma licitação pública e. A lei prevê hipóteses de solidariedade. . poderá trazê-lo para o contrato sem ser rejeitado pelos demais. Interessante é a classificação entre consórcio Aberto e Fechado. o consórcio será fechado. houve reforçamento econômico. as Sociedades Consorciadas terão que no prazo de 90 dias criar uma SPE para explorar o objeto da licitação atendendo a seguinte forma. mas sabem que ficará faltando o dinheiro.Instrumental: Duas prefeituras com um rio que as separa.E – é do inglês. diz que existem duas espécies: 1. não há hierarquia. é possível fora das licitações públicas. em português significa Sociedade de propósito específico. 5. é preciso construir uma ponte para liga-los. Características do consórcio: 1. 2. ela será representante das demais. No próprio contrato fica aberta uma vaga e o contrato estipulará o perfil adequado do 4º parceiro que está faltando. mas no Brasil não é tratado diferentemente do que é tratado na Sociedade Anônima.P. Uma consorciada deve dinheiro ao Banco. pois mantém a personalidade jurídica de cada uma. 4.Não perdem a autonomia. Vamos construir e explorar um Shopping. É resultado. obrigações decorrentes das licitações públicas.Designada uma consorciada líder apenas para representar as demais. perante os trabalhadores que trabalharam na obra em comum objeto da licitação. este poderá cobrar da outra consorciada? Não. porque uma sozinha não teria condições de fazer tudo ou por não ter dinheiro ou técnica necessária. é celebrado o consórcio para entregar o produto a um terceiro e este que irá usufruir. técnica. no CDC.No Brasil aparece muito nas licitações públicas.P.119 A doutrina divide a análise de consórcio. S. No operacional. está dentro de consórcio. infrações decorrentes da ordem econômica (lei ante Trust – 8884/94). vão construir para elas explorarem. OBS: Quando a entrada do quarto parceiro depende da anuência dos demais. então necessitarão de mais um parceiro.P – não há legislação é pura doutrina específica sobre o tema. 3. artigo 33. dentre as Sociedades habilitadas haviam três consórcios. OBS: Se o consórcio vencesse a licitação e o edital nada tratasse quem deveria assinar o contrato seria a consorciada líder representando as demais. vão aglutinar dinheiro. três construtoras que celebram um consórcio. Celebrado um consórcio para exploração.

organiza estatuto leva a registro na Junta e passará a ter personalidade Jurídica. os acionistas da SPE serão as sociedades consorciadas. formalmente vai obedecer a forma empresarial que ela adotar. pode ir à falência? O Banco do Brasil pode ir à falência? A questão é extremamente polêmica. recepcionado pela Constituição. que fala que a sociedade de economia mista não pode ter nenhum privilégio e ela tem as mesmas obrigações civis. Aplicará a regra do consórcio e da licitação e não a regra de limitada. Ponte S/A (Ponte Rio/Niterói). elas vão integralizar as ações com todo patrimônio ficando a SPE com patrimônio fictício. Como é o conceito? Vocês sabem tudo de Direito Administrativo. integram o contrato administrativo como garantidoras. Há um tempo atrás. revogou expressamente o . Via Lagos (Região dos Lagos). surgiu a indagação se ela estaria ou não. Quais são os artigos? Artigo 239 da Lei de S/A: A única indagação que pode surgir na hora de uma prova de direito empresarial é acerca da possibilidade da sociedade de economia mista ir à falência. não era possível a falência da sociedade de economia mista.120 Mas por questões tributárias. em razão disso. de responsabilidade. apenas no papel. hoje a Lei 10303/01. Entretanto. Pode uma sociedade de economia mista ir à falência? A Petrobrás. normalmente S/A. mas existe no Brasil. Todas as consorciadas além de serem sócias. antes da Lei 10303/01. O edital pode exigir o capital da SPE? O edital às vezes exige uma soma do patrimônio das consorciadas. assinam assumindo obrigação solidária por qualquer prejuízo que venha a ocorrer. Aí discutiam se esse artigo havia ou não sido recepcionado pelo artigo 173 do Constituição. portanto. O que é interessante falar sobre sociedade de economia mista em direito empresarial? Primeiro. de qualquer pessoa jurídica de direito privado. havia essa discussão. e o edital exigir deverão criar uma sociedade com o objeto social exploração da ponte Rio/Niterói por 20 anos. principalmente. 12 ª Aula – 30/08/2003 SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA Sobre sociedade de economia mista não vou nem pegar o conceito. SPE não tem previsão no direito brasileiro. mas perante o fisco permanecem as regras do consórcio. tributárias de qualquer sociedade. A SPE tem personalidade Jurídica. ela está regulada lá na Lei de S/A. pois entre acionistas não há responsabilidade. Se esse artigo inviabilizava sua falência. Contra a força não há resistência. Temos radicais dos dois lados. Deverão então criar uma AS ou Ltda. Cria uma Sociedade. Então. O artigo 242 era firme: “Sociedade de economia mista não está à falência”. Dependendo do edital. por exemplo. em razão do artigo 242 da Lei de S/A. comerciais. Estão sujeitas às mesmas obrigações comerciais. A jurisprudência firmou-se no sentido de que o artigo 242 havia sido recepcionado.

há uma divisão. Revogação do artigo 242. Tanto é que para você entrar na Petrobrás. novamente: “E agora. e agora?” Permanece a discussão. Lá não pode ter nenhum tipo de privilégio. No que concerne à atividade econômica está lá nos artigos 171. começou a se indagar. Essa posição deve ser a majoritária. Em segundo plano. o capítulo é da ordem econômica. Então. sociedade de economia mista não está sujeita ao regime privado integralmente. Importante: Tanto esse motivo quanto por esse. embora ela tenha esse comando constitucional. novamente. Ela. ou pode ser criada para prestação de serviço público que poderia ser explorado de forma empresarial. Quando ela vai fazer determinadas compras ou determinadas operações. ela está sujeita à falência ou não está? Antes havia discussão. Petrobrás. não há dúvida.121 artigo 242. o único artigo na lei que proibia a falência da sociedade de economia mista foi revogado e. . Então. só se faz mediante concurso público. Então. se você tem que aquilatar o princípio constitucional e agora o artigo 173 da CF/88? Toda sociedade de economia mista que desempenha atividade econômica estaria sujeita à falência. sujeitando-a ao regime jurídico do direito privado. aí. portanto ela não estaria sujeita à falência.Qual o princípio constitucional implícito sobre o serviço público? O princípio da Continuidade. Permanece a discussão das seguintes proporções: Há uma primeira posição. Entretanto. sociedade de economia mista que presta serviço público estaria regida pelo princípio constitucional da continuidade do serviço público. entendendo que a revogação do artigo 242 foi uma inequívoca manifestação do Poder Legislativo. extrai-se um princípio implícito. A questão é a seguinte. Aí. ela trouxe. está regulada por normas de direito público. o serviço público está regulado em qual artigo da Constituição? No artigo 37 da CF/88. mas trata. Ela pode ser criada para explorar atividade econômica de relevante interesse público (Banco do Brasil. Agora. necessariamente. ela não é uma sociedade regulada inteiramente por normas do direito privado. aí vem lá o artigo 173 da CF/88. ainda uma segunda posição. Essa corrente faz uma divisão. agora sim. atividade econômica e serviço público. Quanto a esse argumento não tem o que se falar. Não existe o princípio constitucional da continuidade do serviço público? Existe. Então. etc. E o artigo 173 da CF/88? O artigo 173 fala das sociedades de economia mista. aquele argumento de que o artigo 173 da CF/88. Pelo artigo 37 da CF/88. ela. Que segunda posição é essa? Pelo que sei agrada os examinadores da banca do Ministério Público.). Estaria sobre o comando do artigo 173 da CF/88. Agora. também. que veda qualquer tipo de privilégio à sociedade de economia mista. é imprescindível a licitação. estaria sujeita à falência. no sentido de que a sociedade de economia mista está sujeita à falência. “Norma econômica”. permanece. 172 e 173 da CF/88. Existem duas espécies de sociedades de economia mista.

Eu ficaria com a segunda. então são duas posições. ou seja. vocês podem sustentar essa segunda posição: “Prestação de serviço público essencial não está sujeito à falência”. do concurso. É a orientação paulista. porque com a falência. Eu me levantei e deu uma discussão danada. Então. sociedade de economia mista que presta serviço público relevante. não estaria sujeita à falência não obstante a revogação do artigo 242. sociedade de economia mista que presta serviço público. No Ministério Público.. ficaria com a primeira. com a reforma da Lei de S/A. a CEDAI. sou absolutamente contrária à falência dela. tinha um desembargador paulista. lá. do Município. sociedade de economia mista está sujeita à falência. teve um simpósio sobre a nova Lei de Falência. por exemplo. essencial. Claro que é a prestadora de serviço público. não há a menor dúvida de que você deve afirmar que todas estão sujeitas à falência. de jeito algum. Vai parar de fornecer água? Como é que vai fazer? Então. você vai ter que adotar uma na hora da prova. tem que ser bem cuidadoso ao aplicar essa segunda corrente. Depois eu fiquei sabendo que isso nós estávamos discutindo o projeto de lei de falência. Somente a que presta serviço público essencial. Então.122 Essa corrente tem que ser adotada em termos bem cuidadosos. E eu tive conhecimento que o professor Carvalhinho e parece também que a Maria Sílvia (são administrativistas). defendem a mesma orientação. Depende da prova. Então. Prova para procuradoria do Estado. Eu ponderei (no simpósio): “Depende. As duas têm bastantes fundamentos. vai decretar a falência. cada uma delas. e a nova Lei de Falência que virá aí fala expressamente que. e tinha o desembargador Paulo Ventura. as que prestam serviço público não estão sujeitas à falência. . existem em alguns estados. em sã consciência. porque a outra não tem nem como questionar a que desenvolve atividade econômica (essa não tem questionamento). que revogou o artigo 242. como aqui no Rio de Janeiro. Por exemplo: Será que toda sociedade de economia mista que presta serviço público não estaria sujeita à falência? Entendo que não. sociedade de economia mista que presta serviço público. a gente estava discutindo isso lá para frente e de repente. aqui do Rio de Janeiro. em razão do princípio da continuidade do serviço público”. vocês vão defender o quê? Está ou não sujeito à falência? Não. que trabalha com águas e esgotos. e adota a forma de sociedade de economia mista. do examinador. e agente teve que antecipar.. na prova para Procuradoria. ainda. mas o que é importante aí é que. Estaria sujeita à falência? Não. vem um outro além e revogou o artigo 242. e estão sustentando a sujeição de qualquer sociedade de economia mista à falência. a maior parte dos colegas apoiou a idéia. já sabem como tem que responder. não está sujeita à falência. mas nós fomos surpreendidos com a nova Lei de S/A. Ela ganhou simpatia. na prova de direito administrativo. Então. Nenhum juiz. o que vai acontecer com as atividades? Irão cessar. O desembargador Osvaldo. Se fizer concurso em São Paulo. mas se fizesse prova em São Paulo.

temos que verificar detidamente. basta você olhar. Então. Agora ela veio regulada no novo Código Civil. tratava da comandita por ações. Ele revoga lei especial? Revoga. o novo Código Civil tem regras mais especiais do que uma lei que está em vigor. Ela é regulada pela norma deste capítulo. Se todo ele for geral. nos artigos 1. esse princípio implícito da continuidade do serviço público. revogaram a Lei de S/A nesse ponto? Ou não revogaram? Você vai aplicar a disciplina na comandita por ações com base no novo Código Civil ou com base na Lei de SA? Lei geral não revoga lei especial? É isso?O novo Código Civil é Lei geral? Sim. aplica as normas da sociedade anônima.092. uma regra dessa lei geral traz uma regra especial. é um princípio constitucional. porque o fundamento para não sujeita-la à falência. quando vem um novo código. As duas estão tratando da mesma matéria. será que o novo Código Civil foi genérico sobre a sociedade comandita por ações ou ele foi específico? Ele foi específico. Comandita por ações é uma espécie de sociedade por ações. “Sociedade Comandita por Ações”. mas nem tudo que está na Lei de S/A diz respeito à Sociedade Anônima. ele é geral. Logo. às vezes. infraconstitucional não muda nada. Importante: Caio Mário da Silva Pereira já dizia o seguinte: “É um erro generalizar”. isso não importa. Uma lei geral.090 ao 1. tudo bem. à lei de S/A. A Lei de S/A também é enorme. Revogar ou não revogar o artigo 242? Isso não muda nada.092). Ele falou: “É regido aqui”. E se esse capítulo for omisso. de 1976. lei especial posterior revoga lei especial anterior. por vezes. em relação. O problema é o seguinte: A Lei de S/A. tanto é que ele tem um título lá. 1. ele não vai revogar lei especial. à Lei de Junta Comercial. mas. são serviços essenciais. Então. não tem . nesse ponto. um desses três artigos (1.090 ao artigo 1092. o novo Código Civil é uma norma genérica.090 ao artigo 1. o artigo 242.123 A base é constitucional. às vezes. às vezes. o artigo é especial em relação. Dê uma olhada nos artigos. Esses artigos.090. mas. não se enganem. Revogou-se ou não revogou. no artigo 1. Qual é o que eu vou aplicar? Será que eu aplico só o artigo da Lei de S/A? Ou seja. à Lei de registros públicos. Depende. alguma coisa. Por isso que essa alteração. Vem o novo Código Civil e foi específico. Por mais que o artigo fale que está sujeito à falência ou que não está sujeito à falência. dentro dos artigos. por exemplo. Então. sempre vai ter esse comando constitucional. Lembrando que a Lei de S/A é de 1976. assim como é a sociedade anônima e ela está regulada na Lei de S/A (artigo 280 ao artigo 284). ela traz regras especiais. Não é qualquer serviço. Aí. nas regras. A questão é a seguinte: o Fábio Ulhôa tem posição diferente. SOCIEDADE COMANDITA POR AÇÕES É um pouco complicado. E. por exemplo. A sociedade anônima está na Lei de S/A. a prestadora de serviço público. traz a seguinte redação: “A comandita por ações será regida pelas regras deste capítulo”. No todo.

Mesma vírgula. hoje esses artigos 1. Tem enunciado nesse sentido. eles são da mesma época. revoga as demais exposições. Eu. muitas coisas. quando eles forem omissos. Então. Então. eles tratam da Sociedade Anônima? Não. são os que tratam da matéria agora. Será que eu aplico apenas as normas do novo Código Civil já que. muito parecidos. enquanto que a Lei de S/A traz uma orientação já atualizada em 1994 e em 1997. Foi.124 aplicação. Quer dizer. alterando a Lei de S/A. A legislação de S/A é muito mais atualizada. a Lei de S/A é de 1976. Por quê? Em razão disso aqui.090 ao 1. o projeto. Mas eu entendo que os artigos 280 ao 284 não foram revogados. O projeto do novo Código Civil é de quando? O projeto é de 1975. vocês vão ver que eles são absolutamente semelhantes. Ou seja. tudo. porque o projeto é de 1975. Entendo que. sobretudo atualizada aqui. Então.092 e. Então. trazendo regras de grupo e sociedade. Principalmente em razão dessas alterações. já atualizada na década de 90. ele foi sendo aprovado na sua redação original? Na sua redação original.092. . discordo. Tem que concordar Fábio Ulhôa. Por quê eu estou sustentando que não foram revogados? Porque. Eles têm idêntica redação. qual é a legislação mais evoluída? A Lei de S/A ou o novo Código Civil? A Lei de S/A. Se você for comparar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A com esses novos artigos do Código Civil (não são novos. Será que eu aplico o novo Código Civil e subsidiariamente a Lei de S/A? Ou aplico a Lei de S/A e subsidiariamente o novo Código Civil? O Conselho de Justiça Federal entendeu que você só aplica o novo Código Civil. o artigo 280 ao 284 da Lei de S/A. Ninguém duvida disso. como o novo Código Civil vem tratando da matéria. eles trazem uma orientação de 1975. nessa época. Só que. são antigos). você aplicaria do artigo 1º ao artigo 279 e do 285 em seguinte. por exemplo. olha só. ele manda aplicar as normas da Sociedade Anônima.092.090 ao 1. o artigo 1.090 ao artigo 1. realmente. mas aqui é de 1976. é só fazer uma interpretação racional. E o projeto do novo Código Civil foi sendo atualizado ou. embora o novo Código Civil tenha entrado em vigor agora. nesse capítulo. Eles tratam do quê? Da comandita por ações. a Lei de SA foi sendo atualizada. mesma legislatura. Esses teriam revogado os artigos 280 ao 284 ao afirmar que o Código Civil disciplina a matéria e supletivamente as normas da Sociedade Anônima. quando esses artigos forem omissos. professor Leonardo Marques. por que é que estamos discutindo? Na sua redação original. Então. consórcio. Esse é o entendimento deles. eles estariam revogados por esses aqui. o que ia acontecer com a Lei de S/A durante esse tempo? Ela foi sendo o quê? Aprimorada e teve importante modificação em 1994 e em 1997. O novo Código Civil falou que o que rege a sociedade comandita por ações são os artigos 1. Vocês aplicariam esses e.

Tem fundamento.090 ao 1. Essa posição é minha. a doutrina não se preocupou. mas é apenas uma atualização que foi feita. aí é que você vai aplicar as normas da Sociedade Anônima. Então. depender muito da legislação que você ia aplicar.092. Eu tenho essa posição. Se você entender que os artigos 280 ao 284 foram revogados. não houve tempo hábil para ninguém tecer esse tipo de detalhe. por exemplo. Eu tenho a opinião do Fábio Ulhôa. porque eles são idênticos. dizendo que para participar de um grupo econômico. porque não há conflito. afinal de contas. nunca ninguém parou.092. você vai aplicar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A e se.092.). é necessária a autorização dos diretores. já estudei muito o problema. etc. Então. o quê você faz atualização? Joga fora. mas a Lei de S/A tem alguma coisa a mais”. precisa da autorização dos diretores? Pelo novo Código Civil. que diz: “Agora aplica os artigos 1. mais atualizada. como no novo Código Civil é novo ainda. A redação é idêntica. Nessa atualização diz: “Sim. o artigo 994. discutiu com ele em nada. não os artigos 280 ao 284.090 ao 1. temos uma primeira posição que é a do pessoal dos artigos 1. mesmo assim.004. logo a resposta seria: NÃO. Foram uns convidados que foram lá para o conselho e opinaram lá. as normas de S/A. comparar texto. Então. apenas a Lei de S/A é mais completa. ele traz alguma previsão sobre isso? Não traz. não entra no mérito. os dois forem omissos.090 ao 1. em uma pergunta dessa lá. Então a questão gira em torno do problema da comandita por ações é a legislação agora aplicada. etc.090 ao 1. Então. eles têm a mesma coisa que tem o novo Código Civil mais as alterações. e quando eles forem omissos. pegar o projeto.090 ao 1. Então. eles são conflitantes? Não. os artigos 1. ou seja.125 Então o quê aconteceu? Os artigos 1. A doutrina não se preocupa com isso e. eles são quem tem responsabilidade ilimitada”. se o novo Código Civil for omisso. Tem mais alguém dizendo a favor ou contrário? Não tem. alguns artigos polêmicos que ainda não adentraram. tem o Fábio Ulhôa. as alterações. Eu tive que estudar.092 e ponto final”. você pode até dizer: “Eu aplico o Código Civil primeiro. . Então. Mas não é uma opinião nem de doutrinadores.007. A favor. ou seja. interpretar o artigo 1. eles param por aqui e os artigos 280 ao 284. Quase ninguém fala de comandita por ações. Importante: Há quem entenda que você só aplica os artigos 1. Vai aplicar tudo. mas nem fundamenta.092. Eu fui obrigado a estudar sobre o tema. porque gravei uma fita para Telejur tratando dessa matéria. você vai aplicar toda a Lei de S/A. para a comandita por ações participar de um grupo econômico (Grupo Votorantin. Isso aqui não entra em conflito. a Sociedade Anônima para participar de um grupo econômico não precisa de autorização de diretoria. por exemplo. ele é omisso. interpretar o artigo 1. mas eles têm mais. Se você aplicar supletivamente as normas da Sociedade Anônima. com certeza. é necessária a autorização dos diretores. Grupo Gerdau. Mas se você aplicar os artigos 280 ao 284? Em 1997 foi atualizado. vai aplicar. porque isso aqui está mais atualizado.

Se eles perguntarem é porque eles acham que a questão é polêmica. Então. de vez em quando partes beneficiárias”. eu. A Lei 6385/76 que também foi alterada pela Lei 10303/01. Colocando essa evolução histórica. Debêntures. Por que afinal de contas se alguma coisa der errado quem é que paga? Os diretores. É muito parecida com a sociedade anônima. debêntures e. mais detalhar a comandita por ações.092 do novo CC. Ela vende suas ações. Com isso a Assembléia Geral tem poderes reduzidos. A Assembléia Geral tem poderes reduzidos enquanto a diretoria fortalecida. tem umas outras questões. ela ganha dinheiro com isso. E como eles respondem de forma ilimitada eles têm que ter mais poderes mesmo.090 ao 1. O que muda lá? Os diretores da comandita por ações eles tem responsabilidades ilimitadas. VALORES MOBILIÁRIOS: O que são valores mobiliários? Lembra quando eu falei em Companhia Aberta e Companhia Fechada? Companhia Aberta é aquela que pode soltar no mercado os seus valores mobiliários. eu acho difícil. (ações). não pode emitir ponto de subscrição. O que é importante mesmo é a Legislação aplicada. Ou os artigos 1. O que são os valores mobiliários? São papéis que tem por objetivo captar recursos para Companhia no mercado.126 Na hora da prova se eles perguntarem é porque eles querem esse exercício de interpretação. Você coloca as duas interpretações. Nada mais justo. . acho que a minha opinião está correta e a do Fábio Ulhôa está errada. Tem algumas outras questões. Isso é tratado na Lei 6385/76. O mais importante é saber onde vocês vão trabalhar. É o que muda. Nela não existe conselho de administração. é só ler. Lá vem dizendo o que é valor mobiliário. Não há menor dúvida não há nada de importante que precise especificar. o que não é considerado. Gandi dizia: “A falsa modéstia é o último requinte da vaidade”. sem falsa modéstia. parte beneficiárias. por exemplo. Quais são os Valores mobiliários mais importantes e que cai na prova? O que cai são: “Ações. ou os artigos 280 ao 284da Lei de S/A. Mesmo porque ela é quem responde no caso de inadimplência da companhia. O que mais podemos falar sobre a comandita por ações? A questão da responsabilidade dos diretores. Então eu não vou tecer. onde vão estudar. mas vai depender da Legislação aplicada que foi muito da atualização de 1997.

valor através do último balanço tal. As ações escriturais elas constam apenas nos registros de uma instituição financeira que faz o controle das ações para a companhia. mas Waldemar Ferreira. ela é que controla suas ações. ESPÉCIES DE AÇÕES Primeiro uma classificação importante. Eles entendem que ação é um título de mera capitação de recursos que representa parte do capital social de uma companhia. Os professores Clóvis Bevilaqua e Túlio Ascarelli entendem que ela não é título de crédito. Como é que você prova que é titular? Que tem ações? Através dos registros na instituição financeira. Alguém que tenha ações recebe de seis em seis meses ou anualmente um extrato do banco dizendo: “Você tem tanto de ações em valor nominal X. você tem lá as ações. Tudo é ela que controla. por exemplo: A Vale do Rio Doce não controla suas ações. Quando você tem uma conta corrente. Você prova através dos extratos que você recebe e tudo mais. Fran Martins. “Ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. 1. O professor Fran Martins faz só uma ponderação: “É título de crédito impróprio”.”.. no que couber. Na hora da prova coloquem o Túlio na frente do Clóvis.127 Vamos fala então desses três valores mobiliários.. tudo isso é feito pela instituição financeira. a regra dos títulos de créditos próprios”. . absolutamente nada. Ela não documenta uma operação de crédito. é uma conte de depósito. o entendimento majoritário é de que as ações são títulos de créditos. parece um diploma de faculdade. E as ações escriturais? As ações escriturais elas não têm títulos. Qual a natureza jurídica da ação? “Se ela é ou não é título de crédito”. mas você aplica as ações. Então é o banco é que faz. gravames. É apenas parte do capital social. endossável e ações nominativas. porque o Túlio é especialista em Direito Comercial (Empresarial) e o Clóvis é do Direito Privado como um todo. ações documentais e ações escriturais. O controle é feito pela própria companhia. última cotação no mercado é essa”. não tem documentado. Rubens Requião. transferência. Vem um demonstrativo. Ações escriturais mantêm contas de depósitos em nome dos acionistas. Vou recebe um diploma dizendo: “Fulano de tal proprietário do lote de ações. O que são ações documentais? São aquelas representadas por certificados de propriedade de ações. Carvalho de Mendonça. ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. OBS: Antigamente havia ainda uma classificação de ações: ao portador. Não tem natureza de título de crédito. Impróprio. Esta contratou os serviços de uma instituição financeira que vai fazer esse serviço. tudo. Por isso que ele é considerado um título de crédito impróprio. você transfere. é Direito Civil.AÇÕES Sobre ações existe uma divergência doutrinária que já está aí há muito tempo.

se ainda for suprimido o direito de voto. Ações Ordinárias: São aquelas que confere os direitos comuns dos acionistas Praticamente o Estatuto não tem margem nenhuma para fazer qualquer tipo de restrição a essas ações. Aquilo não serve de nada. Quanto à natureza dos direitos. pelo menos uma das seguintes vantagens: “Incisos I. Aí.128 Mas desde 1990. Mas aqui uma observação muito boa: Tem que dar uma olhada no artigo 17. E aí. Na companhia fechada. você vê nos filmes. III e IV”. I. Por quê como é que você hoje transfere a titularidade de ações? Através de termo.. Então você vai lá na Companhia e faz a transferência lá. por exemplo. Ou quando as ações forem escriturais. “Quando forem admitidas as negociações no mercado”. Aquele papel é só para tirar onda. Então pode acontecer que na prática a ação preferencial não tenha nenhuma preferência. O advogado chega no dia seguinte e fala: “Vocês estão arruinados. só tem é prejuízo para ela. podem consistir em: Incisos I. pega as ações e desaparece.. Às vezes bota em um quadro (proprietário de um lote de ações “tal”). basta. Isso não está escrito. ter suprimido o direito do voto. nas novelas. Ações Preferenciais: O próprio nome está dizendo. não existe mais essa figura. Em relação às ações ordinárias elas têm algum tipo de preferência. uma companhia fechada. as ações podem ser: “Ordinárias. professor. muito menos ações ao portador. O artigo17 vem dizendo assim: “As preferências. nenhum tipo de preferência. não vai ter nenhum tipo de preferência. ela tem alguma coisa de privilegiada? Não. Ações agora são sempre nominativas. você vai à instituição financeira. algum tipo de privilégio. porque às vezes era ao portador. Então não sobra muita coisa para o Estatuto. porque ela além de não ter o direito de voto. arromba o cofre.”. (isso acontece em companhias abertas). Desde 1990. aquilo não serve de droga nenhuma. Plano Collor. . interpretar o artigo 17. Preferenciais ou de Gozo ou Fruição”. então não dá nada. II e III”. Isso é verdade? Não. levaram suas ações”. eles podem ser conferidos ou não. absolutamente nada. forem de uma companhia aberta e. no livro de transferência de ações nominativas. não existem mais ações endossáveis. Se levasse já era. mas é a mesma coisa. que lá se faz à transferência. na bolsa e tudo mais e. Antigamente valiam (papéis). Vejam esses direitos. e ainda tira o direito de voto. elas terão obrigatoriamente. aí poderia alguém levar. os privilégios das ações preferenciais. olha o caput do artigo: “podem consistir. Aí você vai para o parágrafo único: “Quando as ações preferenciais forem de companhia aberta”. Então quando as ações preferenciais forem negociadas no mercado. OBS: As preferências ou vantagens elas só são obrigatórias se ações preferenciais. porque todos os direitos decorrem diretamente da lei. o cara entra na casa.

Só terá preferência quando for de uma companhia aberta e for suprimido dela o direito de voto. agora no máximo a metade. Ela está tão utilizada que parece que virou regra.001? Não. Vem na prova assim: Acionista preferencial tem direito de voto. parágrafo 5º da Lei de S/A.000.00.000 ações sem voto e 450. Vem a lei. Por quê R$150. mas deu um passo). Certo ou errado? Se o estatuto não fala nada. Isso nas (ações preferenciais. conforme artigo16). você controla 900. A democracia é que todos tivessem o direito de voto. Na prática o estatuto sempre tira o direito de voto das ações preferenciais. Aí a nova lei fez assim (deu um passo. controlava. ele faz uma advertência.000. De 300. E ações de gozo ou fruição? Qual o artigo das ações de gozo ou fruição? As ações de gozo ou fruição estão perdidas. agora o máximo de ações sem voto numa companhia é metade.00? Por que antigamente até 2/3 das ações poderiam não ter o direito de voto. É aí. mas na prática. Em última análise o sócio é um credor da companhia. Com 150. aí sobravam 300.000 com voto. não ter qualquer tipo de problema? Vou ter que adquirir quantas ações? Antigamente R$150. já que temos agora metade.001. Por isso que muita gente pensa que ação preferencial não tem direito de voto.00 cada ação). no mercado. Você bastava adquirir 150.001.000 votos para você mandar precisa ter quanto? 150. Importante: Aí o Fábio Ulhôa. seria 225. vocês conhecem alguma ação preferencial com voto? Eu não lembro de nenhuma companhia.00.000 ações ordinárias. está com razão. Exceção é tirar o direito de voto. A democracia está lá. De tanto tirarem as pessoas pensam que exceção é a regra. Antigamente nós tínhamos a seguinte situação: Capital social de uma companhia R$900. mas as ações preferenciais podem ter esse direito suprimido. o acionista também. O problema é que é exceção. Antigamente até 2/3 poderiam não ter o direito de voto. sendo uma parte ordinária e a outra preferencial. para você controlar basta 150. estão lá no artigo 44. Não é errado. se o estatuto não falar nada a ação preferencial tem o direito de voto. sempre. Então eu tenho uma companhia. O ideal é que todos tenham o direito do voto.000. olha uma importante modificação. (R$1. mas pela lei hoje está assegurada metade dos acionistas. Então agora essa companhia poderia emitir 450. Então essas daqui (2/3) eram de ações preferenciais que o estatuto tira o voto.001. ele tem o direito de voto ou não tem? Tem.000. . O que é ação de gozo ou fruição? Em última análise o acionista é um credor da companhia.129 Por quê não preferencial? Porque nem sempre ela vai ter preferência. conforme artigo17) e (ações ordinárias. está longe ainda. Quantas ações eu vou ter adquirir para ser o controlador tranqüilo.001. Então. ou seja. A regra é que todos têm direito de voto.

da um jeito dali. Pego as ações ordinárias e acabo com elas. ele levaria pelas ações dela R$3. Ela subscreveu e integralizou e os outros também. Ela deixa de ser acionista? Não. reserva “daquilo”. o que eu já fiz com as ações dela? Eu já paguei.00. pegasse o restante e distribuísse entre os acionistas. eu pego as ações de gozo ou fruição e dou em substituição as ações que foram amortizadas.O quê acontece? Depois de alguns anos a companhia está dando tanto lucro. E o quê acontece? A companhia pega as ações dela. Então ela fica “amarrando”. Agora ela só está fazendo o que naquela companhia? Gozando e fruindo. se assembléia geral autorizar. eu pergunto. essas ações? Não. Então a companhia antecipa o pagamento. entrega o dinheiro a ela (R$3. pagasse todos os credores da companhia. a companhia gosta de distribuir dividendos? Não. deu o dinheiro para companhia e a companhia deu uma ação para ela. o que ela faz? Ela pode fazer o seguinte. teria direito a R$3. Ao invés de dar a ela de graça. dá um jeito daqui.130 Então quando ela comprou uma ação. só que agora sem risco. Pelo balanço é verificado se a sociedade acabasse hoje ela. ela como acionista não é credora da companhia? Então é feito o balanço. para não distribuírem dividendos. Essa é uma forma de amortização. Mas dinheiro de dividendos é jogado fora. ao invés de dar o dinheiro para a pessoa. todas as reservas já estão cheias e mesmo assim sobrou dinheiro.00. A companhia precisava pagar isso agora. E ela continua acionista? Sim. o balanço já foi aprovado. Se a companhia terminasse hoje. como pode acontecer com as ações preferenciais. ela integralizou. ela já vai saber do lucro. esse nome? Ação é um investimento de risco? Sim.000. Além do pagamento. porque distribuição de dividendos é a mesma coisa que dinheiro jogado fora. Faz reserva “disso”. Mas aí vamos supor que ela pagou o dividendo mínimo. pelas ações dela. porque tudo aquilo que ela investiu ela já recebeu. ela não tem nenhum benefício com isso. Se quando tiver lucro ela vai receber lucro através de dividendos? Sim.00). as ordinárias. apenas amortizou o pagamento. a companhia não é obrigada a pagar os seus acionistas.000. Ela continua como acionista. Sabe porquê? Tudo aquilo que ela já investiu ela já recebeu. alto risco. tanto lucro. A companhia comprou as ações dela? Não. O que ela faz? Ele vai ter que distribuir isso através de dividendo. dá como uma forma de pagamento. Então o que é uma ação de gozo ou fruição? São aquelas dadas em substituição a ações amortizadas. No dia em que a companhia for acabar. Isso pode acontecer com as ações ordinárias. E por que gozo ou fruição. Para ela (acionista) vai ser de risco? Não. .000.

Importante: Em resumo.200.131 E quais serão os direitos das ações de gozo ou fruição? Serão aqueles previstos no estatuto e na ata da assembléia. porque às vezes ação de gozo ou fruição não tem direito de voto. ou preferencial. Às vezes aconteceu o contrário. Existe o sorteio e de repente: “Lote de ações de (tal a tal)”. ele terá que devolver aquilo? Não. ela sempre tem o direito de voto. Às vezes uma ação ordinária. Aí levanta a pessoa vai entrega as ações dele (tudo isso estereotipando. Então além de receber o que investiu. pode ser também que lá na ata da assembléia fiquem consignados.00? Sim. através de sorteio.000.000. OBS: No dia em que ela for liquidada.00 Ela recebeu R$3. Então ele vai querer ter a ação dele amortizada? Se for por uma ação de gozo ou fruição sem voto? Não. ele só é controlador por tem a maioria dos votos.700. só R$1. É um bingo dentro da companhia. Ela vai receber a diferença? Sim. Ele vai para casa com dinheiro e continua acionista. Essa sociedade vai ser finalmente dissolvida. Na prática sempre o estatuto ou assembléia tira o direito de voto. vamos supor que a atualização não tivesse inflação nenhuma.200.00. na verdade ela teria direito não a R$3. Então. recebe o dinheiro e recebe ainda as ações de gozo ou fruição. porque era um acionista de gozo ou fruição. que autorizou a amortização.200. As ações preferenciais podem não ter o direito de voto. chegasse aqui ele teria que pagar os R$4. . Na prática tem? Não.00 e sim a R$4.00. quando é amortizada fica na ata assembléia: “Ação de gozo ou fruição não terá direito de voto”. Por isso que às vezes que não é interessante para o acionista controlador. que tinha o direito de voto. Pode não ser interessante para o acionista controlador ou majoritário. aprovados. continua acionista. ação de gozo ou fruição é uma ação dada em substituição a uma ação ordinária. que as ações de gozo ou fruição terão direito de voto. só para facilitar a conta. Vamos supor que isso acontecer em 1996. porque faz parte do bloco de controle. Então o que acontece. na verdade consta no registro) ordinária ou preferencial. Para o pequeno investigador é sempre um ótimo negócio. Pergunte a vocês.00. tanto faz. mas só a diferença. Amortizei as ações dele e. porque R$3.00.000.000. porque aquilo foi apenas uma amortização. ele que não tinha voto acaba passando a ter o voto. Ela vai receber a diferença. o que vocês podem notar é que às vezes a amortização ela pode não ser interessante para o acionista controlador. acabam. Ele já não tem mais risco. o controlador precisa do voto? Sim. Vamos supor que em 2006 fique constatado que se hoje fosse receber ela só teria direito de receber R$1. Foi verificado que se hoje fosse feito o pagamento por aquelas ações. se aquele dinheiro fosse distribuído através de dividendos. amortizada. Foram feitas as contas atualizadas e verificaram o seguinte. é bom ter uma ação amortizada? Está no artigo 44. Ela recebeu os R$3. Então na prática nunca tem direito de voto. Às vezes pode acontecer um fenômeno muito interessante: “Imagine que estou amortizando as ações preferenciais de Túlio”. por que normalmente a ação do majoritário ou controlador valem muito mais.00 ele já tinha recebido.

Todo mês ou três em três meses você ficou recebendo esses juros (1. Ela economizou quanto aí? É tudo verificado no momento. o banco cobraria 2. para ela tanto faz. Não vai ser mais acionista pelo exercício do direito de retirada (artigo 45 c/c o artigo 137).2%. mas vou pagar em juros de 1. Fala o seguinte: “Quem me emprestar R$10.000.000. O que vai representar essa debênture? Eu vou devolver esses R$10.5% em cima de R$ 10. vou dar só uma orientação genérica.00. investir o dinheiro dessa forma? Sim. Ao invés de dar de graça. Não adianta a qualquer companhia emitir que ninguém vai comprar. Ela te paga todo mês os juros. OBS: Reembolso é outra coisa.132 E como aquele dinheiro não foi através de dividendos. . Então.200.2% mais TR. A TR 6% ao ano.00.000.00). R$50. “Mas ninguém vai querer fazer isso. ou seja.8% no máximo 0. É quando ela está saindo definitivamente de sociedade. Se chegar lá e não tiver dinheiro para pagar ele.9%.00 no mercado). Aí a forma de atrativo é o seguinte.000. o acionista. mais a TR. Tem que ser companhias fortes. Então o que a companhia faz? Ao invés dela pedir dinheiro ao banco. reembolso é direito de retirado (artigo 45). eu não vou analisar artigo por artigo das debêntures. Ele é representado pelas debêntures.000. quando você tem a certeza que vai receber. no momento para ela foi vantagem. 0.00 (normalmente a debênture das pequenas companhias está em torno de R$10. dependendo da operação. vamos supor que o percentual de juros hoje 2. mais TR. Amortização está no 44.000. Em geral é muito melhor. ou seja. Ou de três em três meses. DEBÊNTURES O que são debêntures? O quê acontece? Explicando agora.5% ao mês.00. a companhia dá uma debênture”.5% ao mês.00. Normalmente eu vejo de três em três meses. quem emprestar R$10. Ela pensa: Quanto é que uma pessoa ganha na poupança? Ganha 0. Isso é um empréstimo contraído pela companhia junto ao mercado. Ela não quer pagar 2. vai receber só daqui a cinco anos”. é “jogo” ele emprestar. E tem alguns benefícios fiscais. Para a companhia é “jogo” pegar dinheiro emprestado dessa forma? Sim.5%. ela vai ter que pagar quanto? Só R$1. Os juros você pode pegar todo mês.00 em cinco anos.3%. ela pede dinheiro as pessoas. será que ela vai imaginar que vai cair tanto assim. quando vocês lerem vão saber se situar. Para o investidor que estava na poupança. As grandes companhias têm debênture de até R$10.4% ou 0. Se uma companhia está precisando de dinheiro e ela for fazer esse pedido de empréstimo. parágrafo 5º. No final dos cinco anos você recebe o principal corrigido pela TR. está acabando mesmo. 1. É excelente para ambas as parte. você retirasse juros de mês em mês. Uma grande companhia só isso. às vezes é 0. a vocês.000.2% ao mês.

Dão aos seus titulares um crédito subquirografário. Então normalmente vai buscar debênture que tem uma maior rentabilidade. Quer dizer. depois trabalhistas.133 Quem empresta esses R$10. em qualquer espécie. Debêntures com garantia flutuante (ativo).000.). essa companhia que está pedindo dinheiro emprestado. As debêntures que tem como garantia o ativo da própria companhia.000. Numa forma de empréstimo em que não há nenhum tipo de privilégio. ela falou: “dou como garantia de que eu vou pagar essa debênture. Esse credor passa a ser chamado de credor com garantia real. você pode. Debênture com Garantia Real. que foi pergunta da prova do Ministério Público: Como se posiciona as debenturistas no quadro geral dos credores? Tem que saber isso tudo. Temos uma segunda espécie de debênture. Ainda uma anomalia nas debêntures. No início você é um mero credor. etc”. . crédito subquirografário e.00 ganha uma debênture. se sobrar dinheiro. primeiro vai alguns acidentes do trabalho. Naquela ordem de falência temos alguns credores privilegiados. crédito com privilégio especial (aqui já temos duas debêntures). Debênture com Garantia Flutuante (credores com privilégio especial . só com uma coisa de importante. Temos quatro espécies de debêntures. depois temos crédito com privilégio geral. se quiser.00 corrigidos. Quando alguém está emprestando ele pode dar como garantia. você tem a opção de transformar aquele dinheiro. depois de todo mundo. ou seja. elas hoje só podem ser emitidas por companhias fechadas. Se cair na prova vai ser isso. crédito quirografários (outra debênture) e. tem esses direitos. prova do Ministério Público. por exemplo. ou então royalty do petróleo. Então temos uma espécie de debênture já. As últimas debêntures são as Debêntures Subordinadas. É a terceira espécie de debênture. Isso pode ser conferido ou não. Os credores dessas debêntures são chamados credores com privilégio especial. depois você pode até se tornar acionista. ou então uns títulos que eu tenho que receber em outra companhia. A conversibilidade de ações pode ser conferida a qualquer espécie. o ativo dela. naquela ordem de falência. a Debênture Quirografária.ativo). você está contando que essa pessoa vai a falência? Se você desconfiar você empresta? Não. depois encargos da massa. por isso que elas são as mais procuradas. aquela debênture em ações da companhia. São as debêntures conversíveis em ações. elas podem ser conversíveis em ações. o credor é chamado de credor o quê? Credor quirografário. depois dívidas da massa. depois créditos com garantia real. mais utilizadas. às vezes um bem (imóvel etc. no final dos cinco anos em vez de você pegar os R$10. umas ações que eu tenho em outra companhia. se sobrar dinheiro distribui entre os sócios. depois tributários. e as debêntures subordinadas têm uma maior rentabilidade. Os direitos das debêntures podem variar. Qual é a espécie de debênture mais utilizada no mercado? Debêntures subordinadas (equivale a 50% das debêntures em circulação) Quando você empresta para alguém. PARTES BENEFICIÁRIAS Leiam na lei.

o conceito do professor César Evivante tem que estar na ponta da língua. Aí você tem em qualquer livro. existe um professor chamado José Maria Elmidaque. capaz de realizar imediatamente o seu valor (complementação). São as teorias de Bonelli (italiano). mas ainda temos que falar sobre ele. dificilmente você não irá resolver a questão com os princípios. autonomia e abstração. Discute-se qual a natureza jurídica dos títulos de crédito. Eles incorporaram o conceito do professor César Evivante: “Títulos de Crédito é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. que é a aula de hoje. aí fica legal você complementar o conceito jurídico com o aspecto econômico. E só você olhar no livro. “TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. Qual o conceito de TÍTULO DE CRÉDITO? Ele está no artigo 887 do novo CC. Complementando o conceito. outra hora é direito das obrigações. Nós vamos trabalhar em torno desse conceito. todos os livros têm esse conceito. está lá no direito das obrigações que vem falando inclusive dos títulos de crédito. Vamos ao que é mais importante sobre títulos de crédito. de que os títulos de créditos estão dentro do direito das obrigações. Então. Uma hora é direito das coisas. caiu uma prova de título de crédito. literalidade. Em geral 80% das questões de título de crédito gira em torno dos princípios. vamos começar pelo conceito. O conceito que eu dei para vocês é um conceito jurídico. que já é um princípio que está meio caduco. Existe uma “queda de braço”.Como já disse: Ele está no artigo 887 do CC. Então é a nossa posição atual. ele dá um aspecto econômico. Saber os princípios você resolve as questões de título de crédito. lá vai estar dizendo. Prevalece hoje a tese. Qual é o aspecto econômico? Primeiro ele repete: TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado. Praticamente. O conceito completo de título de crédito é o artigo 887 do CC mais essa complementação. . tudo de título de crédito. O professor Bonelli sempre defendeu que título de crédito tem que ser inserido dentro do direito das obrigações e foi o que fez o novo Código Civil. Vamos começar pelo PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE.134 13ª Aula – 06/09/2003 TÍTULOS DE CRÉDITOS O que seria Título de Crédito? Em primeiro (importante para quem vai fazer Defensoria). está meio decadente. que são os princípios da cartularidade. Qual o conceito de Título de Crédito? Esse conceito que eu vou falar é mundialmente aceito. dá uma visão econômica do título de crédito.

E por ser um título que só existe no Brasil. Por que ela recebeu esse tratamento? Porque ele é um título genuinamente brasileiro. você tem que apresentar o título. Muito bonito. Antes de falar dessa exceção eu vou falar uma observação. Eu posso executar uma xerox autenticada de uma nota promissória? Você pode exigir que o devedor pague você apresentando uma xerox autenticada? Não. tem cheque no Uruguai. mas na prova não cai a regra. O fundamento é o princípio da cartularidade.. só não sabia o fundamento. por isso que é cartularidade. Existe um parecido em Portugal. por isso que os princípios são universais. Então. Então cai na prova: Discorra sobre o título príncipe. são universais. Estes princípios. Então você não pode executar uma xerox autenticada. Por que não? Pelo princípio da cartularidade. Mas o que aconteceu? No Brasil a par de todos esses títulos universais. A duplicata é genuinamente brasileira. tem que estar num documento. como os títulos de crédito. A gente sabia disso. em um papel.”. ele chama a duplicata de “Título Príncipe do Direito Brasileiro”.. Acabam abrindo brecha daquelas regras que são únicas para os demais títulos. ele é imprescindível para você exercitar o direito de crédito. em uma cártula. A duplicata é o título tupiniquim. na Alemanha. Existe um outro um pouco diferente também na Argentina. Ele é necessário. USA. Normalmente na prova caem as exceções. analisando duplicata. Não existe título de crédito verbal. o seu original. tem que estar num papel. tem letra no Brasil. Olha para o nosso conceito: “É um documento formal e necessário. em uma cártula. Paraguai. em um título. O título príncipe do direito brasileiro é a duplicata. ele nasceu no Brasil. Agora você já sabe o que é. ele tem que estar materializado fisicamente num documento. tem cheque na China. Um delas foi até objeto da prova da Defensoria Pública. em uma cártula. que é a DUPLICATA.135 1 – PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE Paes Lacerda e Torres gostam de utilizar outro nome. não existe lá fora. é brasileiro nato e só existe no Brasil. o princípio da cartularidade? O título de crédito ele tem que estar incorporado em um documento. O que é isso. nós temos um título que é genuinamente brasileiro. . você não pode cobrar o seu devedor apresentando uma cópia mesmo que autenticada em razão do princípio da cartularidade. tanto é que o professor Italiano Scarelli. também chamado PRINCÍPIO DA INCORPORAÇAO. Esse é o teor do princípio da cartularidade. ele tem umas regras próprias peculiares que acabam excepcionalizando os princípios universais. Então são títulos universais. é a mesma coisa.

para simplificar. . a padaria vai conferir. a duplicata. estando tudo ok.000. Nós já sabemos o que é o princípio da cartularidade. o fornecedor vai estar na mão com as vias da nota/fatura e com o comprovante de que entregou a mercadoria ao seu cliente. Então toda hora eu vou falar “duplicata” e vocês vão falar: “Duplicata é ruim”. Como é que funciona a duplicata? É mais ou menos assim: Temos aqui o fornecedor de farinha e temos aqui uma padaria. etc”. O fornecedor pergunta: Vai pagar quando? A padaria responde: Daqui a noventa dias. que é. mas na prova pode botar canhoto? O nome dela é comprovante de entrega e recebimento da mercadoria. feita essa compra e venda. Estando tudo certo. No Rio de Janeiro. Por isso. é porque ela só existe no Brasil. Aí. se a quantidade de mercadorias está ok. Tudo isso feito por telefone. para acabar com tanto papel o que eles fizeram? Pegaram a nota fiscal e acrescentaram os dados da fatura. É um modelo só. a mercadoria. devidamente assinada. com aquilo que ele tratou por telefone. que o nome dela é duplicata. por que? Ela limitou-se a duplicar os dados da fatura. Vê-se o vencimento está ok. etc. por isso que o nome do título é duplicata. Então ela não tem o mesmo tratamento. o vendedor só pode criar um único título de crédito. é a duplicata. as outras com o transportador junto com as mercadorias para não perder um dinheiro na estrada. Chegou aqui. a padaria vai assinar esse comprovante de que recebeu as mercadorias e. Então são dois documentos: A nota fiscal e a fatura. São quatro vias se não me engano. vai tudo junto. Ele confere e verifica que está tudo certo. OBS: Na prova não pode falar canhoto. Não é que é ruim. o fornecedor vai mandar via transportadora ou via própria mesmo. uma fica com ele. Então. tem uma parte destacável na nota/fatura chamada de? Todo mundo fala canhoto. a mesma sistematização que os demais títulos de crédito. fechou negócio. e vamos falar da primeira exceção do princípio da cartularidade. Com base na fatura. o que o fornecedor vai fazer? Ele vai emitir o que? Uma nota fiscal. coloca a data para cinco de dezembro. Então quando você emite uma nota fiscal já é nota fiscal e fatura. A padaria liga para o fornecedor de farinha e pede: “Eu quero 10 sacos de farinha. mas vocês vão ver a toda hora exceção do princípio. Então é título que só existe no Brasil. Vocês vão ver qual é o título que faz exceção ao princípio. Aí de repente.136 Então quando eu falo dos princípios há uma aplicação quase que absoluta nos demais títulos.00. Aí ele vai conferir a nota/fatura. Diz a lei de duplicata que toda vez que a compra e venda mercantil tiver um prazo igual ou superior a trinta dias (nesse caso aqui tem mais) é obrigatório à emissão da fatura. por isso tem umas regrinhas diferentes das regras que tem que ser aplicadas em todo mundo. Quanto é? O fornecedor responde: R$ 5. a transportadora voltou com aquilo (comprovante). Junto com a mercadoria.

A única coisa que ele não poderia fazer eu vou falar agora. Ele não vai aceitar e não vai devolver o título. Protesto por indicação. São dez dias. E sem o título ele pode cobrar? Pelo princípio da cartularidade. ele pode cobrar? Não. etc. para ver se aceita ou não aceita. Duplicata nos dados fatura. que ele tem que aceitar ou recusar dentro de dez dias. O título foi retido indevidamente. Imagine um supermercado. vendedor. como é que é isso? Ele vai lá no cartório (Fornecedor). Dentro desse prazo ele tem duas opções: 1º) Lançar o aceite . Ele (Fornecedor) vai ao cartório e fala: Quero protestar uma duplicata.Faz o aceite e entrega dizendo que no vencimento podem cobrá-lo.00.Não aceita. Ele liga para o fornecedor e fala: “Não vou aceitar. por isso que a Lei dá um prazo de dez dias. agora ele passa a conferência para ver se os dados da duplicata realmente correspondem aos dados da nota/fatura. 2º) Ele recusa o aceite . Você pega os dados da fatura e passa para a duplicata. Ele remete para o comprador. Qual foi a fórmula cobrada pela Lei? Se o título foi retido indevidamente pelo devedor? Artigo 15. Tem valor de R$1000. O título ele assinou? Não. O credor está com o título na mão? Não. o fornecedor. ele vai fazer o que na duplicata? Aceite. de R$50. Remete para que o comprador. como é que ele vai juntar o título na inicial? Ele não tem como executar. mesmo sem o título ele possa cobrar. quase que uma cópia da fatura. (mandar para contabilidade.00. aí vem a assinatura do credor. se o título ficou retido com o “safado” do credor.000. A lei de duplicatas (5474/68) no artigo 7º diz: Apresentada a duplicata para o sacado e a padaria faz o ACEITE. . É o que a Lei chama de PROTESTO POR INDICAÇÃO. Será que tem como se convencer na hora? Não tem. porque está sem o título. devedor. Como é que ele vai executar. “Não aceito e não devolvo o título”. Ele é o sacador. Vou mandar alguém pegar meu título de volta”. Ele assinou apenas um comprovante que recebeu a mercadoria. parágrafo 2º da Lei de duplicatas. Se estiver tudo ok. (Depois irei falar). que é o devedor. a lei dá a ele um prazo de dez dias para refletir. desde que ele apresente Justificativa. por isso que o nome do título é duplicata. sacado. Está faltando a assinatura de quem no título? Da padaria.) Então tem que ter um prazo. A Lei já prevendo que poderia acontecer teve que criar uma exceção ao princípio da cartularidade. mesmo sem o título na mão.137 Porque ela é uma cópia. Uma exceção para quê? Para que o credor. Quem remete a duplicata para o sacado.

OBS: A lei fala que a recusa tem que devolver o título com as razões da recusa do aceite. juntar o comprovante de entrega da mercadoria. Segunda exceção ao princípio da cartularidade: Artigo7º. O credor pergunta se o devedor vai depositar mesmo (fica desconfiado). ele já pode até requerer a falência da padaria. dane-se a duplicata que o devedor reteve. Com o protesto ele vai juntar o segundo requisito para poder confirmar uma exceção a cartularidade.138 O cartório pergunta: Cadê ela? Ele responde: Não está comigo. pode executar. Então ele vai fazer o protesto. Por que é protesto por indicação? Porque nesse caso o título não está com o credor. Como é que o fornecedor vai indicar os dados da duplicata? Vai puxar pela memória?Com base em que? Com base na fatura que ele tem. Protesto por indicações do sacador. Ele vai juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. Na verdade. na verdade esse prazo ele só tem (vamos falar disso mais tarde). mandou a duplicata para o comprador. O comprador agora faz o ACEITE. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. o devedor pediu que deixasse com ele a duplicata que depositaria na conta do credor em dinheiro na data do vencimento. Por isso que essa circunstância é uma exceção a cartularidade. o protesto com a devolução tem que ser feito até o vencimento. Junto com a certidão do protesto.”. Juntando-se esses dois documentos. O devedor não devolveu o título a ele. dentro do prazo de dez dias. Só que. Mesmo sem o título ele vai poder executar. Com esses dois documentos. O credor vai desconfiar. Ele vai e indica para o cartório: Os dados da fatura são esses. Fez tudo isso. Mesma história. O que acontece? Quando o credor mandou a duplicata para o devedor fazer o aceite. ele apenas indica os dados e apresenta a nota fiscal. mesmo sem o título. É sinônimo protesto por indicação e protesto por falta de devolução. Com isso terá o protesto na mão. qual a conseqüência? Vamos ver só mais tarde. Mas se não fizer até o vencimento. ele já pode executar a padaria. é o que a lei chama de ACEITE EM DOCUMENTO SEPARADO.. ele não precisa mais da duplicata. juntando esses dois documentos. Cartório: Como é que eu vou protestar? Fornecedor: Não se preocupe. eu vou indicar os dados da duplicata. mas ele só vai poder fazer isso se primeiro fizer o protesto por indicação e segundo.. não precisa mais delas. juntando o comprovante de entrega da mercadoria. Mesmo sem o título? Sim. O prazo para protestar por falta de devolução. . Esse protesto por indicação também é chamado de PROTESTO POR FALTA DE DEVOLUÇÃO.

Esse aceite em documento separado na duplicata. Ela vende SKOL para um monte de distribuidora. criava a duplicata pelo sistema no computador dela e não imprimia. ou até por e-mail com aquela assinatura criptografada. um programa e ela sacavam a duplicata.. assinaram o comprovante que receberam a mercadoria. não existe. era mandado para ela um disquete. aí com base na fatura o que a SKOL emitiu? As duplicatas. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. Ela fez aquela jogada toda. só que o aceite em documento separado. na forma do artigo 7º. Tudo isso que eu falei só existe para cair em prova de concurso. ou entregar pessoalmente. Não precisa. Tudo isso que eu falei é mentira. nota fiscal. escreve dizendo que você vai fazer isso mesmo”. mas emite uma triplicata. Na prática o credor executa. faz para facilitar o juiz. ou por telegrama. Então pode ser por qualquer meio. A prática é o que eu vou falar agora. que vai pagar no vencimento. Como é que o credor vai executar? Diz a Lei. Ele pode passar por fax. tudo direito. Comprometo em pagar no vencimento.. referente à fatura tal. Precisa emitir a triplicata? Não. Nada disso que eu disse para vocês existe na prática. Vamos falar agora sobre o comércio eletrônico. a Lei não diz que documento é esse. com o credor ou com o devedor? Com o devedor. ou por outro meio. Quem vai fazer a cobrança dessas duplicatas para a SKOL. Terceira exceção ao princípio da cartularidade. ela contrata um banco.. Esse documento. Mandou via caminhão. o título está com quem. Diz aí. substitui tanto o aceite como o título. aquele documento que o devedor passou via fax. substitui o título. com vencimento tal. Aí ele (devedor) faz um documento separado: Recebi a duplicata “tal”. não é a SKOL. esse documento separado ele substitui tanto o aceite como o próprio título. e o distribuidor recebeu a cerveja. é qualquer documento dizendo que aceitou pagar. Olha como funciona hoje: Vamos imaginar a SKOL. qualquer documento.B. Agora vamos modernizar nossa aula.C. mandou o fax. mas. Então a SKOL. E.D. Quer dizer o seguinte. promete pagar.139 O credor pede: “Me manda um papel. se ele não pagar. Distribuidora A. não prejudica. chegou no vencimento não pagou. Emite uma triplicata e junta com esse documento e executa. Esse comprovante chegou na SKOL. Por que não imprimia? Porque não precisava. Vamos falar dos títulos virtuais. E igual o aceite. .

aquilo é uma mera guia de recolhimento bancário. Ficou em aberto. A intimação de hoje. ter até tem. . Vamos supor que o “D” e o “E” não pagaram. Então daqui a um tempo ninguém vai ver duplicata. Quando paga se dá automaticamente baixa na duplicata do sistema. O que acontecia? A duplicata foi criada. Chega no banco. mais nada. é um valor um pouquinho maior. D. Aí ficou em aberto. o banco comunica a SKOL que o “D” e o “E” não pagaram. Após o décimo dia. agora imprime? Vai manda para o cartório para protesto. também manda para o cartório por via e-mail. ele já paga logo. O título se quiser pagar. Vai ter que imprimir agora? Não. o cartório recebeu via e-mail e já manda intima o “D”. Aquilo é título de crédito? Não. “Em caso de não pagamento passível de protesto”. o banco manda o que para o domicílio dos sacados? Manda duplicata? Não. Feito o protesto. Manda o que? O boleto bancário. os documentos para SKOL. Essas grandes companhias não tem.C. porque já estão incluídas as custas do cartório. A SKOL dá nomes de uma orientação. É título executivo extrajudicial. O banco vai e protesta. O “D” paga e o “E” não pagou. manda os títulos para protesto. tem numero de série. Ele pagou.B. o banco dá a baixa no sistema e pega o dinheiro e deposita na conta da SKOL. A SKOL chega para o banco: Se não pagar em cinco dias após o vencimento protesta. Aí intimou. mais nada. O protesto é feito. porque se você juntar isso você já substitui o título. manda via e-mail para o banco. às vezes duzentas. mas só dentro do computador. a ficha de compensação. A duplicata existe. podem executar o “E”. Manda as duplicatas via e-mail para o cartório. pode requerer a falência. Manda a ficha de compensação para o A. Juntou isso aqui você pode executar. não sei se alguém teve a curiosidade de ver já é uma prova de ficha de compensação. Assim acontece desde 1997 e os bancos. Chega aqui. pedir a falência do “E”. intima o “E” para comparecer ao cartório para pagar sob pena de protesto. no vencimento a “A” pagou. constavam todas aquelas duplicatas. vocês vão ver na duplicata. Só no final do ano é que eles imprimem. ou após o vencimento. você precisa apresentar o título? Para que imprimir duplicata? Precisa? Não.140 Ele cria e manda essas cem duplicatas por dia que ela tinha. os examinadores ainda não sabem. mas é claro que não é o valor do título. E aí. o cartório manda a certidão de protesto. Toda vez que você juntar a certidão de protesto com o comprovante de entrega de mercadoria. Um banco recebia e automaticamente jogava no sistema. O “A” pagando. A e a SKOL vai ter na mão o que? 1º) Vai ter a certidão de protesto. 2º) Ela vai juntar o comprovante de entrega da mercadoria.

mas é válido a terceiro de boa-fé? Não. que nós vamos ver dentro dos títulos de crédito. Como é que você vai endossar um título em documento separado? Não pode. Existe algum outro título que pode ser virtual? Existem as ações escriturais. Você pode dar um aval um título sem ser do título? Um aval em documento separado? Não. .000. E o cheque. eles mandam um e-mail para o vendedor dizendo que recebeu as mercadorias. só existe a duplicata. Eu digo: “Esqueci em casa. É só experimento ainda. Por quê? Aquela quitação é válida? É válida em relação a mim. mas me paga que eu te dou o recibo”.000. Essas são as exceções ao princípio da cartularidade. que endossa para outro de boa-fé e que também endossa para outro que está de boa-fé. Então hoje a duplicata pode ser virtual. Só se vincula ao título o que assina pelo princípio da literalidade. Aquilo é débito automático em conta. nem mais e nem menos. Quando eles mandam receberem as mercadorias. Título de crédito mesmo. mas não é cheque droga nenhuma. Ele pergunta: “Cadê?”. Preste atenção agora. Eles têm o nome de cheque. Pego aquela nota promissória em casa e endosso para outra pessoa que está de boa-fé. existe o cheque só de computador?O cheque eletrônico? Aquilo não é cheque. porque ele viu que o título já tinha sido quitado. Se eu chegasse lá na nota promissória e colocasse assim: “Quitada” e. só se vincula ao título quem o assina. Este último vai e cobra do devedor. Isso é plano piloto ainda. Título virtual hoje só existe um. Aí eu vou hoje na casa dele e digo: “Vim te cobrar aquela nota promissória”. um monte de coisas. assinasse. a duplicata. R$ 5. depende de Lei. No endosso para valer tem que estar no título. digital. só seria válido se a quitação estivesse no título. Você não pode exigir nem mais nem menos. estão querendo acabar até com o comprovante de entrega de mercadoria. com aquela assinatura criptografada. endossasse para outro. Por que o princípio do jogo do bicho? Vale o que está escrito. Tenho uma nota promissória em meu favor. Ele aceita e me paga os R$ 5.141 E o pior você não sabe.00. não é válido. Ele poderia alegar que estava de boa-fé? Não. Eles querem transformar o comprovante de entrega de mercadoria também em informação via-computador. mas delas não precisamos falar. 2 – PRINCÍPIO DA LITERALIDADE É o princípio do jogo do bicho. e nunca vai ser. O devedor vai ter que pagar? Sim.00 e eu dou o recibo para ele de quitação da nota promissória. Vale o que está escrito.

Existem exceções? Sim.. Mandou mercadoria. Vamos voltar na duplicata. Lembra daquele aceite em documento separado? Aquela via fax. Podem ser cobradas. Mas vamos para a prova da Defensoria. E agora vou falar da terceira exceção. O problema é o seguinte. ele só pode recusar o aceite se alegar uma justificativa. vou executar só o R$5. ele não me pagou e.. pelo princípio da literalidade tudo deveria estar no título. voltou tudo bem. 3º) Aceite presumido é a terceira exceção (essa aqui foi questão de Defensoria Pública). se estiverem no título. O aceite presumido não existe. aí eu pergunto: Quais são essas justificativas? Estão previstos no artigo 8º da Lei de duplicatas. só são válidos realmente. estou executando a nota promissória. inciso II da Lei de Duplicatas. A segunda é aquele aceite em documento separado que nós já tínhamos visto.000. além de ser uma exceção a cartularidade. mas foi dito que só vale o que está no título. lá vem dizendo: “O sacado só pode recusar o aceite: I. . O aceite em documento separado. e aí? Mas essas verbas decorrem diretamente da lei. também é uma exceção a literalidade. As verbas que decorrem diretamente da lei não precisam estar no título. e enviou para o devedor efetuar o aceite.”. no documento. correção monetária e principalmente honorários advocatícios. um aval. 2º) A outra exceção nós já vimos. “erga omnes”. e não está no título. ela nem vai para o sacado. Quais são as exceções ao princípio da literalidade? 1º) Aquela mesma nota promissória. Só que agora isto está no artigo 15. emitiu a duplicata.00? Ou vou pedir mais alguma coisa? Vou pedir juros. Essas verbas não estavam no título. O aceite pode ser dado em documento separado e. isso na prática. na cártula.142 Então a quitação. Na prática duplicata é apresentada para aceite? Não. exceção ao princípio da literalidade. Então eu estou executando a nota promissória que ele não me pagou. Mesma história. Quantos dias o devedor tem para refletir? Dez dias. A primeira exceção às verbas decorrem diretamente da lei. um endosso. Qual a natureza jurídica do título de crédito no Processo Civil? Título executivo extrajudicial (artigo 585 do CPC). o que vai é a ficha de compensação. via correio? Também é exceção ao princípio da literalidade. aceite presumido. Dentro de dez dias ele só tem duas opções: 1º) 2º) Devolver a duplicata dentro de dez dias sem aceite.

143 II. Importante: Então a exceção ao princípio da literalidade tem essa diferença. não apresenta justificativa ou apresenta uma justificativa que não está no rol do artigo 8º. O que acontece? Foi lá para o devedor.. III. Waldo F. Ele vai ter que juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria.. Aqui entre o que o colega perguntou do artigo 8º. só que uma terceira condição negativa. Ele falou que o legislador não tem como prever todos os problemas que podem ocorrer na compra e venda mercantil. porque a corrente dele é minoritária. não tem “bola de cristal”.. não alega nada. Júnior jurisprudência (majoritária).. Por falta de que agora? Por falta de aceite. Eu falei que só se vincula ao título que o assina. Ele devolve o título sem aceite e. Protesto por falta de aceite. não tenha alegado uma das causas do artigo 8º. Qual é a terceira condição para que o credor possa executar esse título sem aceite? Que o sacado não tenha recusado justificadamente. . aquelas justificativas estão dentro de um rol exemplificativo ou aquele rol do artigo 8° é taxativo? Será que todas as justificativas estão no artigo 8° ou eles podem recusar o aceite alegando uma outra coisa que não esteja no artigo 8°? Para o professor Rubens Requião o rol do artigo 8° é exemplificativo. por conta de que? Por falta de devolução? Não. Como é que o legislador vai prever. É tão complexo. aí o dever tem os dez dias. ele só vai poder executar se o sacado não apresentou uma das justificativas previstas no artigo 8º. O terceiro requisito é que o sacado não tenha alegado o artigo 8º. no terceiro requisito.” esse “só” colocou o rol taxativo. Fábio Ulhôa Coelho. Ele tem um pouco de razão. O que é justificadamente? Alegando uma das causas previstas no artigo 8º. Aqui é que entra. E o que o credor pode fazer nesse caso? Diz a Lei: Ele faz o protesto. entendem que o rol é taxativo. Aquela duplicata vai estar com a assinatura dele? Não. Não tem como prever. Então ele está vinculado no título? Em princípio não. Esses dois documentos vão suprir a ausência de assinatura.. Mas isso não importa. Fran Martin. porque ele fala: “O sacado só poderá recusar. porque o título foi devolvido. A pergunta que é feita é o seguinte: Então as justificativas estão no artigo 8°.. Juntar esses dois documentos já passa a ter força executiva. Protesto. Além da certidão de protesto por falta de aceite e o comprovante de entrega da mercadoria. É uma terceira condição? Sim. vão suprir o aceite.

O maior erro é abrir uma conta conjunta. Ficou naquela de paga-não paga. Vamos ver se vocês entenderam mesmo o princípio da Literalidade. canhoto. Ou ele propõe uma ação ordinária. Tirando algumas exceções. O marido passou em casa para fazer um lanche. que está prevista até na Lei de Duplicatas artigo 18 ou artigo19. porque essa terceira é uma condição negativa. pode cobrar de um. . Alegou-se artigo 8º. porque afinal de contas o CPF está intitulado. o marido. mas através de exceção. Ela gastou. Executa se quiser cobrar litisconsórcio passivo necessário.00 no salão. a moça da loja depositou o cheque. O marido pagou a despesa do salão com cheque. O credor vai fazer o que?Ele pode cobrar? Sim. ou ele propõe a monitória. Na prática eles propõem a monitória. 2º) Só pode cobrar da mulher. Tirando raras exceções. paga-não paga. o rapaz do salão depositou o cheque. pagou R$ 400. está aqui no GLIOCHE. E se o sacado alegou alguma coisa do artigo 8º? Aí aquela duplicata vai ter força cambial? Não. para não gastar dinheiro na rua e ele atende ao telefone e é o rapaz do salão e diz: “O cheque de R$ 400. Preparou tudo para passar uma noite maravilhosa. ou dos dois. no sábado. Mas como ela não tinha avisado ao marido que ela tinha passado os dois cheques. Vou botar vocês (alunos) para cobrar essa dívida.00.00 no Shopping? Aí.144 Não junta os três. ou conjunta. o que a mulher faz no sábado? A mulher vai ao salão dentro do Shopping. O marido chegou cansado do curso. depois vai ter que propor ação monitória. Junto na riqueza e na pobreza. segunda-feira. Ele passou na loja e salão e perguntou quanto. o chopp.200. o marido tirou o dinheiro da conta para poder aplicar em uma outra coisa. Eu vou dar duas opções aqui: 1ª) Só pode cobrar do marido. abandonou o futebol e a prova. Conta comum. Abandonou tudo para poder melhorar de vida e veio para o GLIOCHE. Ele vai ter que propor o que? Uma ação ordinária ou uma ação monitória. a água de coco. Aproveitou e passou na loja e comprou um modelito. Ou litisconsórcio passivo facultativo. Resultado.00 voltou. e os cheques foram devolvidos. tendo conta conjunta com o marido. Mas avisou que gastou R$ 1. Qual é o maior erro que o homem pode cometer na vida? É casar? Não. Se entrar com uma execução? Você pode alegar exceção de pré-executividade. Chegou em casa (a mulher) e mandou a empregada preparar um jantar à luz de velas. Passou na loja comprou um vestido de R$ 300. ausência de título executivo por falta de aceite. tem o amor. comprou o salão todo”. de outro.

Agora vamos para relação jurídica externa. Não tem aquela coisa do estatuto da mulher casada. Ex: Se tivesse. A resposta é simples. Então os dois assinam perante o banco. eles são solidários. e essa relação jurídica é formalizada por uma conta. Tanto é que o banco nem participa da relação cambial. Se fosse uma conta especial. Essa é uma relação que exclusivamente cambial. aí eles serão credores e devedores solidários. Na relação jurídica externa. A RELAÇÃO JURÍDICA INTERNA ela não é cambial. os dois assinam o contrato? Sim.145 Quem acha que só pode cobrar do marido? Quem acha que só pode executar a mulher? Quem acha que é litisconsórcio passivo necessário? Quem acha que é litisconsórcio passivo facultativo? Só pode executar a mulher. Conta conjunta não é só entre marido e mulher. Isso perante o banco. Se tivesse saldo positivo. Nesse caso a conta conjunta. ficou com o saldo negativo. Mas não é conta conjunta? O cheque tem duas relações jurídicas: É a relação jurídica chamada interna e a relação jurídica externa. Eu falei para vocês: Só se vincula ao título quem assina. Pelo saldo que está lá os dois são credores. Em princípio precisa saber regra sobre cheque? É só você aplicar o princípio da literalidade. Mas eles são o que solidários? Credores solidários. só pode ser executado o emitente. Então é só ela que se vincula. eles são credores solidários. podem ser dois sócios. Só se vincula ao título quem o assina. Então na execução só quem pode ser executado é o emitente do cheque. Mas sempre perante a quem? Ao banco. Agora se o cheque for devolvido. ela é contratual. O marido assinou o cheque? Só quem assinou foi à mulher. Isso em relação jurídica interna. Quando se abre uma conta conjunta. porque ela é celebrada entre os correntistas e o banco. mas poderiam ser irmãos. Entre quem assina e entre quem recebe. A resposta vem do princípio da literalidade. aí esquece o contrato. O homem foi ao salão de beleza? Não. Mata a charada. O banco poderia cobrar o marido? Poderia cobrar da mulher? Poderia cobrar dos dois? Litisconsórcio passivo facultativo. o cheque do salão fosse pago. ele é formalizado entre o emitente do cheque e o beneficiário. poderiam ser qualquer um. agora é marido e mulher. comum. . negócio de dívida? Por isso que eu não falei do salão. um de conta corrente e tem o contrato acessório de cheque especial. macho que é macho vai ao barbeiro. aí são dois contratos. através de um contrato. aquela que tem limite. Independentemente do regime. princípio da literalidade.

só sei da divergência.000. lembra? É costume comercial? Pode ser acertado esse costume na Junta Comercial? Não. tem dois cheques de R$3. dessa vez. ou seja. porque o supermercado é em favor da família. porque esse costume seria contra legis. Mas se os dois cheques baterem no mesmo dia?Qual é que vai ser pago? Qual vai pagar primeiro? Tem R$3. E se for na mesma data? O de menor numeração. o que está no título. Para o Supremo Tribunal Federal (STF) o ônus da prova cabe ao credor e para o STJ cabe ao outro cônjuge ou é o contrário.146 Tem regra no estatuto da mulher casada o seguinte: Cada cônjuge responde por suas dívidas. pela interpretação dada pela jurisprudência ao estatuto da mulher casada. e tem outras também completamente diferentes no Direito Penal. O professor Paulo Restiffe e o professor Paulo Restiffe Neto são sempre citados pelo Supremo Tribunal Federal. a mulher passa um cheque no outro. que é a data 03/12/2003. todos os bens do casal respondem. ou a natureza de ordem de pagamento à vista? O que vai prevalecer? Quais são as conseqüências do cheque pós-datado ou pré-datado no Direito Civil. quando a dívida é feita em favor da família. o mais antigo. Nós chegamos até a comentar no início. Outra questão interessante para a gente abordar é o cheque pós-datado. De quem é o ônus da prova. e aí bate um cheque. conseqüência do Civil dentro do Penal? O cheque pós-datado ele tem conseqüências próprias do Direito Empresarial. Quem vai figurar no pólo passivo na execução? A mulher. STF entende de uma forma e o STJ de outra. Não é questão de justiça ou injustiça. igual ao Rio Grande do Sul. Não tem como ter a mesma numeração. Eu avisei é aquela “desgraça” que não pode fazer. Não abra conta conjunta. Mas aí qualquer bem poderá ser penhorado? No caso do salão? Essa despesa foi para o bem da família? Como é que ele vai provar que foi em favor da família? Tem divergência. O colega de outra sala chegou a brincar: Isso é injusto! Se o marido passa um cheque num dia. qual vai pagar primeiro? Vai ver pela data de emissão.000. não sei ao certo. se foi a favor da família ou não foi a favor da família. quais são as conseqüências no Penal para o Direito Empresarial. Mas se chegou do supermercado não há a menor dúvida que poderia executar qualquer bem do casal. . O que vamos falar sobre cheque pós-datado? O que vai valer. tem outras conseqüências totalmente diferentes no Direito Civil. Tem que ter sorte para o cheque bater primeiro.00 na conta e. emite costumes segundo em “praeter legis”. Quem vai figurar no pólo passivo? Ambos? Não. mas pelo estatuto. por exemplo: Cheque pós-datado é um costume comercial? Lembra o que eu falei com vocês. o STJ tem um entendimento e o STF tem outro entendimento de que está com o ônus da prova.00. mas vamos falar dele de novo.

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Então é isso que nós vamos abordar na próxima aula: Quais são os efeitos do cheque pós-datado no Brasil.

14ª Aula – 20/09/2003
Continuando o ponto da matéria passada, vimos à natureza jurídica, a importância do cheque pós-datado, pré-datado para o Direito Penal, Civil e Empresarial. Cheque pré-datado, cheque pós-datado no Direito Penal, alguém sabe dizer a importância? Caracterizar o artigo 171 do CP. Existe no artigo 171 do CP, a emissão de cheque sem fundos, essa prática é crime no artigo 171 do CP. Porém toda a jurisprudência a partir de precedentes do Supremo Tribunal Federal passou a entender que não tipifica o artigo 171 do CP ao cheque pós-datado devolvido. Isso porque o cheque pós-datado, para efeitos penais, retira o dolo do artigo 171 do CP. Para o STF, o cheque pós-datado é uma mera garantia de dívida, logo não há dolo na sua devolução por insuficiência de fundos. Isso não quer dizer que o cheque pós-datado não possa ser utilizado para prática do artigo 171 do CP, pode ser utilizado em outra modalidade de estelionato que não a modalidade de cheque sem fundos. O cheque pós–datado pode ser utilizado para prática de outro tipo de estelionato que não o de emitir cheques sem fundos. A mera devolução de um cheque pós-datado, não configura o crime do artigo 171 do CP, mesmo quando depositado na data prevista. Será um mero ilícito civil, vai executar o cheque, mas não pode denunciar por crime artigo 171 do CP. Cheque pós-datado pode configurar estelionato, na modalidade de emitir cheque sem fundo? Não, em hipótese nenhuma. Pode ser utilizado para prática de outras modalidades de estelionato? Pode, irá depender do caso concreto. Para efeitos empresariais, qual a conseqüência do cheque pós-datado, prédatado? Permanece com a natureza de pagamento à vista, pois se for depositado, o banco paga. O cheque pós-datado tem influência no direito empresarial, pois acaba aumentando o prazo de apresentação do cheque. OBS: O cheque tem prazo de apresentação, trinta dias se for à mesma praça e sessenta dias se praça distinta. Se o cheque for pós-datado o que acontece com o prazo de apresentação? Aumenta. Ex: Emitir um cheque hoje, mas coloquei para data de 10/11, o prazo para apresentação começará a contar de 10/11. Para efeitos de prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Se for depositado antes, o banco paga, mas para efeitos de contagem do prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Então acaba aumentando o prazo de apresentação, mesmo porque o termo ad quo será a data futura colocada no cheque. Esse é o único efeito constatado pelo STJ, vários acórdãos têm essa fundamentação. Para o Direito Civil, especificamente tratando de responsabilidade civil.

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O cheque pós-datado tem alguma importância? Se o cheque está datado para 15/12 e é apresentado antes, isso gera dever de indenizar? Emite um cheque hoje, para o dia 15/12, a pessoa que recebeu depositou no dia 13/12. Foi antes da data, gera dever de indenizar?A mera apresentação do cheque antes da data gera dever de indenizar? Duas correntes (Estamos falando em Jurisprudência): 1ºcorrente: Entendendo que a mera apresentação antes da data não gera dever de indenizar, tem que provar qualquer tipo de prejuízo material ou moral. Imagine o seguinte: Depositou antes da data eu estava contando com o dinheiro para realizar outro negócio. Gerou prejuízo? Gerou, tendo então dever de indenizar. Outro exemplo: O cheque entrou antes da data, o dinheiro era para emitir outros cheques, que foram devolvidos por insuficiência de saldo. Para esta primeira corrente só há dever de indenizar se ficar provado o prejuízo, qualquer prejuízo. Essa é a posição Jurisprudencial Minoritária. 2º corrente: Cavalieri – Jurisprudência Majoritária. Apresentou antes da data, já gera dever de indenizar. Segundo este entendimento se houver prejuízo como nome no SPC, outros cheques devolvidos, qualquer tipo de constrangimento, essas circunstâncias servem apenas para majorar o valor da indenização. O professor Leonardo diz que até concordaria com a segunda corrente mais com outros fundamentos. A apresentação antes da data não gera dano moral, agora se houver algum problema, deixou de realizar algum negócio, até pode se entender como dano moral. Agora o fundamento para indenização pela mera apresentação antes da data é outro, gera até dever de indenizar, mas não dano moral. O professor é contra esta história de condenar em danos morais porque apresentou antes da data e a prova do prejuízo servir apenas para aumentar o valor. O fundamento do professor é diferente. Quando alguém recebe um cheque pré-datado, além da relação cambial, está criada outra relação de cunho obrigacional, que é uma obrigação de não fazer. Quando recebo um cheque pós-datado, assumo a obrigação de não fazer, de não depositar antes daquela data. Segundo norma do Direito Civil e de Processo Civil, se tenho uma obrigação de não fazer e faço, automaticamente, isto gera dever de indenizar. Indenizar dano moral? Não, o dano decorrente do descumprimento da obrigação de não fazer. Então se fosse juiz e tivesse um pedido de cunho indenizatório (indenização por danos morais) e também em razão do descumprimento da obrigação de não fazer, de não depositar, se o pedido de indenização for em razão do descumprimento da obrigação de não fazer (fundamento da obrigação) aí tudo bem, cabe indenização, mas esta não é por danos morais, é uma indenização em razão do descumprimento da obrigação de não fazer. Agora se também gerou dano moral, aí sim também indeniza o dano moral.

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O que o professor não concorda é dizer que, fundamentar pelo descumprimento da obrigação de não fazer um indenização por dano moral. A mera apresentação antes da data já gera dever de indenizar? Sim. Indenizar o quê? O descumprimento de uma obrigação de não fazer. A mera apresentação antes da data já gera dano moral? Não. Para gerar dano moral tem que ficar provado o quê? O prejuízo para imagem, prejuízo para a pessoa, o dano. Alguém em seu pedido “-Venho pedir indenização por danos morais...”, vai ser julgado improcedente se não ficar provado o prejuízo, o dano moral. Importante: Na hora da prova pode-se dizer que gera dever de indenizar, mas não danos morais, que o dever de indenizar é pelo descumprimento da obrigação de não fazer, se houver danos morais, aí também indeniza, mas não é a apresentação antes da data que vai gerar dano moral é a conseqüência disso, como, por exemplo, ter o cheque devolvido, o nome ir para o SPC, deixar de realizar outros compromissos assumidos anteriormente com outros clientes. Cheque pré-datado e pós-datado são a mesma coisa? Sim, são a mesma coisa. Então, vai haver indenização, mas não a título de danos morais e sim pelo descumprimento da obrigação de não fazer. Pode até haver, caso haja a indenização pelo descumprimento da obrigação de não fazer o e dano moral. Alguns juízes tratam tudo como se fosse dano moral, mas não é. Vamos falar agora sobre Princípio da Autonomia: PRINCÍPIO DA AUTONOMIA: Sobre Princípio da Autonomia deve ser feita uma ponderação. Na Jurisprudência, por incrível que pareça, a questão é muito simples, mas já na doutrina há uma confusão de nomes. O que Princípio da Autonomia? Pelo Princípio da Autonomia todas as obrigações constantes de um título de crédito, são absolutamente autônomas, independentes uma das outras. A nulidade de uma não torna as outras nulas. Cada obrigação existe por si só, então são absolutamente autônomas. No Direito Cambiário não se fala em Direito derivado, cada assinatura dá ensejo a um outro direito, a uma nova obrigação. No Direito Civil isto não acontece, na mesma relação com várias pessoas, por exemplo, uma cessão feita entre várias pessoas, se uma estiver viciada, a nulidade de uma gera nulidade das demais, Princípio da Seqüencialidade. No Direito Cambial cada assinatura é uma nova obrigação, é um direito original, não provém de outros direitos. Vamos exemplificar através de uma cadeia cambiária onde A emitiu uma nota promissória para B que endossou para C que endossou para D, que tem dois avalistas: D1 e D3, o que acontece?

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Cadeia cambiária: O A emitiu nota promissória à B que endossou C que endossou D (avalista D1,D3) que endossou E que endossou F. Vamos imaginar que o D colocou um revólver na cabeça do C para ele endossar o título, então o C endossou mediante coação. O D endossou para o E que endossou para o F. Pergunta-se: Um dia o D for cobrar do C, ele poderá alegar que foi coagido? Pode. A assinatura, neste caso, do D para o E é válida? É, pois é uma obrigação autônoma original. No vencimento, E poderá cobrar o A? Poderá, e o A não poderá alegar que houve coação. Este é o Princípio da Autonomia visto por um ângulo, por outro ângulo vamos imaginar a seguinte situação: O título é no valor de R$ 5.000,00. O A é credor do E em R$10.000,00. Então se o E fosse cobrar o A o que poderia ser alegado? O instituto da compensação. Por esse motivo o E não cobrou o A, o E então endossou para o F que não sabe de nada disso. No vencimento F cobra do A. Pode o A alegar que não vai pagar porque é credor do E? Não, porque a obrigação do A com o F é absolutamente distinta da obrigação que ele tem com o E. Vamos imaginar que o F seja devedor do B. O B tem um crédito com o F, ou melhor, o A tem um avalista A2. O título vale R$ 5.000,00. O F deve ao avalista do A R$3.500,00, se o F for cobrar do A2 este alegará o que? A compensação. O F então não cobrara do avalista, irá cobrar do A. O A pode alegar que não vai pagar em razão da compensação? Não, porque isto só pode ser alegado pelo avalista. Tudo isto está inserido no Princípio da Autonomia. Vamos imaginar que o endosso do D para o E seja através de assinatura falsa, melhor do E para o F quem assinou não foi o E, foi alguém que falsificou, o F não está sabendo disso, vai e cobra o A. O A pode alegar que não vai pagar para o F? Não, pois o problema deve ser resolvido entre o E e o F. Cada obrigação é autônoma, distinta, isso tudo em vícios intrínsecos. Agora vamos imaginar que o A emitiu uma nota promissória para o B que endossou para o C que endossou para o D que não endossou para o E, não há assinatura do D no título, o E endossa para F. Quando F for cobrar o A, ele irá pagar? Não, pois existe um vício extrínseco, está faltando uma ponte na cadeia cambiária, faltando uma assinatura o F não é credor. O Princípio da Autonomia é o princípio maior, para explicá-lo melhor é necessário falarmos do que a doutrina chama de Sub-princípios.

no telefone. O A não pode alegar que não vai pagar o E porque tem algum problema entre B e C ou E e F. só que com outro nome. onde o A alega a compensação quando F vai cobrá-lo. pois quem vai cobrá-la é o endossatário. uma sauna a vapor. lá da ponta da sala. Só quem poderia alegar algum tipo de maracutaia entre E e F seria o próprio E. É a lei que dá ao endosso o efeito purificador. os vícios extrínsecos não passam. Fiz a construção e ela me pagou com um cheque pré-datado para daqui a trinta dias. como iremos notar. Na verdade isso também é o princípio da Autonomia. não diz respeito a outros devedores. O que quer dizer efeito purificador do endosso? Por mais que haja um vício na cadeia. por exemplo. O A poderá deixar de pagar em razão disso? Não. Eu. claro que baseado na lei). A Inoponibilidade é o aspecto processual do Princípio da Autonomia. O E. Na verdade isso é Autonomia. ligou para a casa do A e falou para o A não pagar o F porque ele o está enganando em um outro negócio. Ela chamou os amigos. A sauna deu problema. o Decreto 57663/66. Toda vez que o título é endossado ele recebe uma purificação. Não poso opor ao credor exceções pessoais de outros devedores. *Nesta explicação entendi que seja o caso do avalista A2 que é credor do F. Inoponibilidade de exceções pessoais é o seguinte: A história da compensação: * Sou avalista de uma pessoa. pois só posso alegar uma defesa que me diz respeito. quando um endossa para o E é como se tivesse um banho. E o sub princípio da Abstração? Ele também está inserido na Autonomia. é a mesma coisa só que com uma visão mais restrita. que estão deste lado da sala. . Como sub-princípios. ele não pode evitar o pagamento alegando uma defesa que só pode ser alegada pelo E. ela passou a maior vergonha e ligou para mim. segue seu caminho livre de vícios intrínsecos. O A não tem nada a ver com isso. ou seja. A base do Princípio da Autonomia é o endosso. segundo Pontes de Miranda. informo que ela não precisa se preocupar que não irei cobrá-la. o endosso tem o efeito purificador.151 Qual o fundamento legal para o Princípio da Autonomia? É o efeito do endosso. mas é uma visão mais especial. que a Doutrina chama de Inoponibilidade de Exceções Pessoais de Outros Devedores. diz que Inoponibilidade e Autonomia são a mesma coisa. onde os vícios intrínsecos não passam. não deixo de estar falando a verdade. Eu posso alegar embargos em matéria que é referente a esta outra devedora? Não. Que lei? A Lei Uniforme de Genebra. O professor Fábio Ulhoa Coelho. isso porque o título. estou sendo acionado na Justiça pelo credor. Ex: Ela me contratou para construir uma sauna na casa dela. que ligaria para o banco sustando o cheque. temos o da Inoponibilidade e o da Abstração. que não foi convidado. dizendo que não pagaria pelo serviço. Inoponibilidade de Exceções Pessoais de outros devedores vejam que quando se fala em Inoponibilidade lembra-se logo de Autonomia. (este é o fundamento de Pontes de Miranda. para a inauguração e eu endossei o cheque para um amigo.

mas cambialmente ela terá que pagar o endossatário. possa ser transmitida a terceiro. as partes querem materializar aquele crédito. Então toda vez que uma pessoa assina nota promissória. A causa de emissão é a chamada Convenção Executiva. E por que isso? Qual foi a causa de emissão do cheque? Aí é que está o erro. o título de crédito é criado pela chamada Convenção Executiva. sabe que não poderá alegar contra ele aquilo que poderia alegar contra o prestador de serviço. aquilo que poderia alegar contra o endossante. Então é a Convenção Executiva que dá origem a emissão do título. mas a causa de emissão é diferente. A partir da circulação por endosso. . Ninguém está obrigado a materializar. Quando a pessoa assina um título de crédito. É claro que o endossatário tem que estar de boa-fé. isso porque ele se desvincula da causa debendi. Emitiu-se um título está sabendo que ele poderá circular e que se circular terá que pagar o terceiro independentemente do que aconteceu entre ela e o credor originário. É claro que depois ela pode entrar com uma ação contra o prestador de serviço. ela poderia pagar na data do vencimento. Em razão da causa de origem tem o contrato de prestação de serviço. Então o que acontece? Um contrato que já é um título executivo. Ele abstraise. circular. E por que isso? Devido ao Princípio da Abstração. ou seja. Um contrato já é o bastante para se cobrar na Justiça? É. ela vai ter que pagar? Sim. E qual a função do título de crédito? Facilitar a circulação de riquezas. em um título de crédito. Qual a razão das pessoas emitirem títulos de crédito? Não é o negócio em si. o que é absolutamente desnecessário. O que é Abstração? O titulo se desvincula da causa de origem a partir do endosso. ela não assina em razão da causa de origem. Entrando em circulação ele já sabe que não poderá alegar contra o endossatário. lá no JECRIM. por meio do endosso e se isso for feito. sua obrigação em um título de crédito. O que é isso? Ele precisava me pagar através de cheque? Não. foi dito que a causa de origem é a prestação de serviço. vai ter que pagar. tem vida própria. Só o faz quem assume o risco de seu crédito. quando o devedor materializa sua obrigação em um título executivo. mas se o faz é porque está concordando que aquele crédito entre em circulação. de sua obrigação em relação ao crédito.152 Quando o endossatário estiver executando o cheque. ninguém mais irá discutir para que foi o título. a faz porque quer e sobre o risco daquela nota promissória ser endossada. não tem mais porque.

O devedor assumiu que devia. aplica-se a eles o Princípio da Autonomia. Para emitir um cheque tem que haver outro documento? Tem. O juiz deu ganho de causa ao exeqüente ora embargado ou ao executado ora embargante? Deu ganho de causa ao embargante. A duplicata é dependente? Quanto à duplicata há pessoas que discutem. porque o cheque está sem data de emissão”.153 Se tiver um título de crédito e colocar não a sua ordem. Se depositar cheque sem data. pois o não a sua ordem é uma cláusula. a independência diz respeito a necessidade ou não de existir um outro documento para a criação do título. recorreu para o STF que confirmou. As ações são títulos dependentes do estatuto da Sociedade Anônima. Tanto os títulos dependentes quanto aos independentes. As formalidades de cada título estão na lei. Dependente de que documento? Da fatura. Entrou com embargos. se faltar algum desses requisitos perde a força executiva. Agora. não se fala em Princípio da Autonomia. Se o título não respeitar sua formalidade. tanto que o credor pode preencher o título. O cara recorreu para o Tribunal que confirmou. se endossados. na emissão ou no momento da cobrança? No momento da cobrança. do contrato de conta corrente. Formalidade Diferente do restante do Direito Comercial. mas o que prevalece é que é dependente.Não vou pagar. Colocando não a sua ordem. Ex: Um cara foi executar um cheque e o devedor veio com o seguinte fundamento: “. não podendo ser endossado. ele poderá ser endossado? Não. mas que não pagaria devido a falta da data. PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA: O que é Princípio da Independência? Alguns títulos têm e outros não. pois o fundamento dele é o endosso. Vamos falar agora da chamada Independência. o cheque depende da conta corrente. em que momento tem que estar perfeito. pois o título está sem data. da mesma forma para emissão da letra de câmbio. dentro de títulos de Crédito é extremamente formal. A súmula 387 STF trata desse assunto. seus requisitos. essa ramificação Direito Cambial. ele perde a força executiva. o banco irá devolver por uma alínea específica para isso. pois cheque sem data não é cheque. Para emitir uma nota promissória precisa existir outro documento? Não. .

Logo após o caixa foi transferido. tem medo do exeqüente ser agiota. dizendo se pode ou não. se tiver algum vício intrínseco. se aplica ao juiz. que foi a boca do caixa para receber. cheque no valor alto. que prova uma fraude. indo discutir isso em sede de Embargos. pois se não atrasa o recebimento do crédito. o juiz vai olhar e dizer ao exeqüente para dizer a causa de origem do título. O que é Eficácia Processual Abstrata? Enrico Túlio Libeman foi quem deu este nome. ela está executando o cheque no Juizado Especial. O que é Teoria Dúplice? Aqui vamos discutir a natureza jurídica da Obrigação Cambial. Natureza Jurídica Obrigação Cambial Cesare Evivante ao explicar essa natureza jurídica da Obrigação Cambial. O executivo perguntou ao caixa: “. pagando uma certa prestação de serviço ao executivo do banco. Importante: O título tem eficácia processual abstrata. por isso eles perguntam. Então o advogado recorre para o Tribunal que vai julgar procedente o recurso. mas na maioria das vezes ele extingue sem julgamento do mérito. Houve um alvoroço na agência. Caso: Um grande executivo de um banco emitiu um cheque para uma moderna atriz da Globo. pois na prática diz o que é. já que a senhora não havia feito previsão de saque. O caixa respondeu que era. pois até entrar com recurso e ganhar existe uma certa demora. tem que alegar que o título foi fraudado. onde tudo o que for dito ao caixa do Banco. isso tem algum problema? Não há problema algum. Imagine que esta senhora tivesse depositado o cheque e este tivesse voltado sem fundos. “. se os vícios forem extrínsecos. Vamos explicar com um caso. ele não pode entrar na causa de origem sem ser chamado. quem tem que alegar é o executado através de Embargos. EPA O que é EPA? Outra característica dos títulos de crédito é a Eficácia Processual Abstrata. Os juízes fazem isso com medo de que o Poder Judiciário seja utilizado como instrumento da agiotagem.154 Uma nota promissória preenchida à máquina onde o valor está preenchido por uma máquina e a data por outra.Então paga e não faça mais perguntas”. sem ter que discutir a causa de origem. O caixa diante do valor alto do cheque subiu para falar com o executivo. Para afirmar que isso é algum tipo de fraude. O advogado deve dizer ao juiz que “Não lhe interessa a origem”. O juiz só pode conhecer de ofício. não é?”. Agir dessa forma deve ser apenas na hora da prova. O juiz vai ter que segurar a pancada. É a mesma história para o juiz.A assinatura é minha. claro que se executado entrar com Embargo alegando vício intrínseco. Mas como assim? O que explica a obrigação do devedor principal de um título? Qual o fundamento da obrigação dele? Qual a natureza jurídica dessa obrigação do devedor principal? Por que tem que pagar? . criou a Teoria Dúplice. aí sim o juiz vai conhecer.

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O fundamento é o seguinte: O professor Cesare Evivante faz uma divisão (por isso Teoria Dúplice) dizendo: Aquela prestação de serviço onde o devedor sustou o cheque devido à péssima prestação de serviço, o credor está executando o cheque. O devedor pode alegar nos embargos, vícios naquela prestação de serviço? Pode, pois são partes originárias, sendo assim podem discutir a causa de origem. A causa de origem só pode ser discutida com o endossatário. Entre as partes originais pode ser discutido tudo, por isso ele diz que entre as partes originais o fundamento da obrigação é a Lei do Contrato e se vigora esta lei, pode alegar que não vai pagar em razão daquela máxima “excetus non adimplencicus contratus”, ou seja, alegar exceção do contrato não cumprido; não irá pagar porque não cumpriu o contrato, a prestação de serviço não foi como devia. Isto porque entre as partes originais o fundamento da obrigação dela vem do contrato, tudo sobre a causa de origem pode ser discutido. Em relação ao endossatário pode alegar vício na cauda de origem? Não, então não é Lei do Contrato. Com o endossatário a obrigação está fundamentada na sua mera assinatura, no título, ou seja, a declaração unilateral de vontade de que vai pagar. Então perante o credor original a obrigação, está fundamentada na lei do contrato e perante o endossatário vai pagar o título tendo como fundamento do seu pagamento tão somente a sua assinatura – Princípio da Liberalidade, só se vincula ao título quem o assina. No novo Código Civil está tratando de títulos de crédito, só que tem um artigo dizendo que só se aplica o Código Civil se não existir lei especial. Existe algum título, hoje no Brasil, sem lei? Não, todos os títulos têm lei. Todos os títulos têm lei específica, então não se aplica o novo Código Civil, principalmente porque estas leis mandam aplicar supletivamente a LUG (Lei Uniforme de Genebra) A LUG é o Decreto 57663/66, a base de todos os títulos de crédito, é a legislação mãe. Quando a lei especial for omissa aplica o Decreto 2044 que diz respeito às letras de câmbio, se todos os demais forem omissos aí sim vai aplicar o novo Código Civil. O novo Código Civil não tem aplicação. A LUG é uma Convenção Internacional sobre notas promissórias e letras de câmbio. Essa Convenção é de 1932 e só foi incorporada ao sistema brasileiro em 1966. A LUG, como é uma Convenção Internacional, trazia um problema que era adequá-la, chegar a uma conclusão entre todos os países. O que foi feito para adequar foi criar, por exemplo, vários artigos. A LUG é dividida em três partes, a LUG, a parte introdutória e o anexo I. Foram criadas ressalvas que se adotadas os países não precisam utilizar certos artigos. Da LUG, essa regra está no anexo II. Quais foram às reservas do Brasil? Elas estão na parte introdutória. Verificando as reservas passa-se, a saber, quais artigos serão aplicados.

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A LUG é uma Convenção Internacional, pode ser revogada por uma Lei Ordinária?

15ª Aula – 04/10/2003
A Lei que seria Ordinária pode revogar Tratado Internacional ou Convenção Internacional? Parece ser um tema debatido, sobretudo em Direito Constitucional, mas, normalmente em Direito Constitucional esquecem de dar uma posição específica. Tratado Internacional pode ser revogado por Lei Ordinária? Na verdade existem três correntes sobre o assunto, duas delas certamente vocês já estudaram em Direito Constitucional. A primeira corrente entendida e defendida pelos internacionalistas, para esta corrente a Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional, quem revoga é a denúncia, se o Brasil é signatário de um Tratado Internacional e decide não mais aplicá-lo, ele tem que denunciar o Tratado ou Convenção Internacional aos demais países, dizendo que não quer mais aplicá-lo, três anos depois, salvo engano, se eu me lembro do Direito Público, ele pode deixar de aplicar, tem que continuar aplicando durante três anos. Isto no Direito Internacional, só revoga Tratado ou Convenção uma Denúncia, logo eles não admitem uma Lei Interna revogando Tratado Internacional, isto sujeitaria o país às sanções internacionais. Ex: O Brasil celebra um Tratado Internacional com trinta países e, depois resolve simplesmente não mais cumprir aquele Tratado, isto é incabível, impossível. Esta posição, entretanto, é amplamente minoritária, só defendida pelos internacionalistas. Em contrapartida, há uma segunda posição, defendida pela maioria dos constitucionalistas brasileiros, que dizem que o STF defende esta posição, sustenta esta orientação. A nossa Constituição não tem hierarquia ao Tribunal Internacional, não tem hierarquia ao Tratado ou Convenção Internacional, em princípio está em pé de igualdade com a nossa Lei Interna, uma Lei Ordinária posterior ao Tratado pode revogá-lo. Mas nós falamos que a só a denúncia pode revogar um Tratado? Os consectários, as conseqüências desta irresponsabilidade do Congresso podem gerar sanções internacionais ao Brasil como um todo. Que a Lei Ordinária revoga o Tratado, se isto vai gerar alguma penalidade para o país, isto é problema do Estado brasileiro, no Brasil vai valer a Lei Ordinária posterior. Ex: O cheque, o Brasil é signatário de uma Convenção Internacional sobre cheque, Convenção de 1932, salvo engano, o Brasil foi signatário dela e a incorporou ao Direito Brasileiro através do Decreto 57595/66, Tratado celebrado em Genebra e posteriormente em 1985 editou uma Lei posterior, que é Lei interna sobre cheque, Lei 7357/85. A Lei prevalece, não o Decreto. Incansavelmente, o STF vem dizendo que a Lei prevalece. Um caso típico no Direito Empresarial é a questão do Cheque, tem um Tratado e tem uma Lei Posterior. Há uma terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial não o conhecia, passou a conhecê-lo lendo o seu livro sobre cheque, o professor Paulo Restiffi introduziu uma terceira vertente, que o professor de Direito Empresarial achou perfeita, esta terceira vertente diz o seguinte: “Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional e Convenções Internacionais, pois só quem os revoga é a Denúncia, uma Lei Ordinária posterior torna apenas aquele Tratado ou Convenção Internacional ineficaz, a posição do professor Paulo agrade Gregos e Troianos, agrada os

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Internacionalistas, dizendo que não revoga os Tratados Internacionais e agrada os Constitucionalistas, dizendo que o Tratado não é superior, não tem hierarquia sobre as Leis Ordinárias”. A conseqüência prática disto: Vamos imaginar uma Lei Ordinária número dois, com dois artigos apenas. Artigo 1º - Está revogada a Lei do Cheque; Artigo 2º - Está Lei entra em vigor na data de sua publicação. Não trata da matéria, só revogou a Lei. Pela segunda posição qual é a conseqüência? Pela segunda corrente não teríamos mais legislação, regulamentação sobre o tema, foi revogada. E pela posição do professor Paulo Restiffi o Tratado foi revogado em algum momento? Não, apenas tornou sem eficácia em razão de uma lei posterior, revogada esta lei posterior o Tratado Internacional volta a ter eficácia, isto não é repristinação, parece, mas não é, a repristinação pode no Plano da Validade, nós estamos no Plano da Eficácia. Esta é a terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial está falando em sentido latu sensu, ou seja, uma lei revogando a outra, pode acontecer o seguinte, vamos supor que o prazo para protesto no Tratado era de cinco dias, para protestar um título, vem a Lei Ordinária 1 dizendo que o prazo para protesto é de três dias, vem uma Lei Ordinária 2 com dois artigos, só vem revogando o artigo 15 da Lei Ordinária 1. Pela segunda posição nós teríamos regulamentação sobre o prazo para protesto deste título. O artigo 4º do Tratado teria sido revogado pela Lei Ordinária número 1 e o artigo 15 teria sido revogado pela Lei Ordinária 2, então não teríamos mais prazo para protesto deste título. Enquanto, na terceira posição o prazo do Tratado, que é de cinco dias, voltaria a ter vigência, isto é mais fácil ocorrer, é bem mais fácil ocorrer. O STF afinal de contas adota a segunda posição? OBS: Nem todo Tratado Internacional trata de Garantias Individuais, por exemplo, pode ser um tratado aduaneiro, não ter relação com garantias individuais, com o caput do artigo 5º, os parágrafos tem que ser interpretados de acordo com o caput; na mesma linha do caput. Se fosse uma Convenção, Pacto de São José da Costa Rica, por exemplo, poderíamos formular esta interpretação no seio do STJ, já que foi incorporado por um pacto ligando o parágrafo ao caput, não poderia nem ser revogado este Tratado por Lei, porque estaria tutelado pela Constituição, isto é uma outra história. Qual seria a posição do STF? O STF entendeu por acaso que o Decreto 57595/66, que trata de Cheque, está revogado na prática? Não, ele fala apenas o seguinte, tem aplicação, a Lei Ordinária prevalece sobre o Tratado anterior, o STF diz que a Lei 7357/85, que é a nossa Lei sobre Cheque prevalece sobre o tratado Internacional, mas confirmou categoricamente que não está revogado o Tratado Internacional, que o Decreto 57595/66 não está revogado, ele falou apenas que a Lei Interna posterior tem prevalência. Portanto, o professor fica muito receoso quando falam que o STF sustenta a segunda posição, que a Lei revoga Tratado, o professor não acha que o STF diga isto, ele diz apenas que a Lei posterior prevalece, prevalecer prevalece tanto na segunda como na terceira corrente. Agora, a questão é revogou ou não revogou o Tratado? Pela segunda posição revogaria, pela terceira posição não, o Tratado se tornou ineficaz, dentro do território nacional, mas vai ter que reaplicar aquele tratado internacional, aquelas Convenções Internacionais, nas relações internacionais, o professor

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acredita que esta seja a melhor posição, que agrega as orientações lá do Direito Internacional e as orientações do Direito Constitucional. Quem disse isto? Não tem na Lei, não tem na Constituição. O STF, ele diz que os Tratados Internacionais e as Convenções Internacionais são recepcionados por nosso Ordenamento Jurídico com força de Lei Ordinária, não diz que é Lei Ordinária, diz apenas que o Tratado não tem hierarquia sobre as Leis Internas. Partindo para uma Relação Cambial Na concepção do professor os alunos já deveriam chegar aqui com pleno conhecimento do que vai ser tratado ou falado agora. O que é DCD? O que é DCI? O que é um credor? Isto tem que vir da Faculdade, mas, a maioria dos alunos chega até aqui sem conhecimento disso. O que vai ser falado agora serve para todos os tipos de título de crédito. Em qualquer título a primeira coisa que devemos identificar no Tício, no Caio, no Mévio, no Sinfrone, se eles são DCD, DCI ou credores. Em todo título vamos procurar quem é o chamado devedor principal, ele é chamado devedor cambiário direto (DCD), ele tem que ser o primeiro a ser cobrado, quando digo que ele tem que ser cobrado, não é na Justiça, não é judicialmente, primeiro tem que ser acionado extrajudicialmente, em título de crédito quase tudo é extrajudicial. Exemplo, o emitente do cheque, antes de cobrar qualquer pessoa, tem que cobrar primeiro o emitente do cheque, mesmo tendo endossante. Emitente de uma nota promissória que endossou para uma outra pessoa e esta endossou para uma terceira pessoa, no final o título foi endossado para quarenta pessoas, tem quarenta pessoas no título, o primeiro a ser cobrado, ainda sim, é o emitente da nota promissória, os demais só podem ser cobrados depois do devedor principal, os outros são apenas garantidores. Importante: São considerados DCD o devedor principal e também o seu avalista. A conseqüência prática disso: Para cobrar o DCD não é necessário protesto, se ele não pagar pode ser ajuizada uma ação, uma execução contra ele, não precisa protestar o título. No caso do avalista do emitente do cheque também não precisa protesto, porque ele também é DCD, para cobrar de DCD não precisa de protesto, seja ele o devedor principal, seja ele o avalista do devedor principal. Qualquer título, primeiro tem que cobrar do devedor principal, cobrar quer dizer ir a casa dele, não conseguindo pode cobrar do avalista. Quem são os DCIs? Devedor cambiário Indireto é aquele que só paga se o devedor principal não pagar, para a cobrança do DCI, em regra, é imprescindível o protesto. Ex: Emitir uma nota promissória em favor de uma pessoa, que endossou para uma outra pessoa, que endossou para o professor. Eu vou a casa dele cobrá-lo, ele fala que não tem dinheiro para pagar, não adianta tentar executar uma pessoa que não tem dinheiro, porque não vai receber, não tem dinheiro, não adianta, o que pode ser feito é protestar a nota promissória para exercer o direito contra o DCI, no exemplo o endossante. O endossante, em regra, isto quer dizer, em qualquer título, ele é DCI, ou seja, para a cobrança do endossante é imprescindível o protesto. Por que isto?

se o Rogério não pagar a Sandra pode vir em cima de mim. Surgem várias indagações: Eu (sacador) estou celebrando um contrato com a Sandra e digo que ela pode cobrar Rogério daqui a cento e vinte dias os R$40. qualquer que seja o DCI tem que provar para DCI que primeiro cobrou do DCD. Temos o sacador. Credor: Em geral. Eu dou uma ordem para ele pagar Sandra daqui a cento e vinte dias. que vai ser daqui a cento e vinte dias. uma ligação . Temos que observar alguns pontos: Primeiro.159 Porque tem que provar para o endossante. dei uma ordem para ele pagar a beneficiária. não quero esperar o vencimento para receber dele.00. Se o sacado não puder ou não aceitar pagar. temos o sacado e o beneficiário”. se este também for omisso vamos procurar resolver a questão com o Código Civil. pego o título. Há uma certa dificuldade para tratarmos deste título. quem vai ter que pagar os R$40. Vejam que eu falei que se o sacador não aceitar pagar.00. Eu quero colocar este crédito em circulação. gozo de dinheiro presente com dinheiro futuro. Título protestado pode cobrar. É imprescindível o protesto para a cobrança do DCI. por exemplo. o sacado e o beneficiário. Eu (professor Leonardo) dou uma ordem para Rogério pagar Sandra. o primeiro a ser cobrado é o sacado. que na verdade eu só receberia daqui a cento e vinte dias. então dou uma ordem para ele pagar daqui a cento e vinte dias.000.000.00 é o sacador. A Letra de Câmbio funciona mais ou menos da seguinte forma: Ela apresenta uma formação inicial com três partes: “A primeira parte é o sacador (em qualquer título àquele que a cria é chamado de sacador). que vai ter que pagar se o Rogério não pagar vai ter que ser eu (sacador). isto só ocorrer se o credor protestar o título. o Rogério em princípio tem uma relação jurídica comigo (o sacador). o sacador é DCI porque ela vai primeiro cobrar o sacado.000. que fazer antes mesmo do vencimento. a Letra de Câmbio e entrego para Sandra. Na Letra de Câmbio o sacador é DCI. quando ele endossa. Primeiro Título que vamos ver é a Letra de Câmbio: A. O DCI pode após pagar. isto é um título de crédito mesmo na essência. neste contrato Rogério me deve R$40. provar que tentou receber mesmo.00 hoje. Isto pode ser modificado através do endosso. ele se torna um endossante e. pagar diretamente para a Sandra. normalmente. se este decreto for omisso vamos procurar resolver a questão com o Decreto 2044/08. como isto funciona? Funciona assim: Eu tenho um contrato com Rogério.LETRA DE CÂMBIO: Legislação aplicada Decreto 57663/66. se ele não aceitar pagar ou não puder pagar. que cobrou efetivamente. Como funciona: O sacador (que cria o título cambial) dá uma ordem de pagamento em dinheiro ao sacado em favor de um beneficiário. o cheque é emitido em favor dele. Então. por que falei isto? Duas coisas. aí sim. é tudo extrajudicial. em regra. é o beneficiário mediato. o sacador pode ser acionado. A cobrança do DCI é extrajudicial. Então. anexo 1. ir ao DCD e cobrar dele o que pagou. para só depois eu fazer o negócio com Sandra. um DCI.000. ela fica com o título e daqui a cento e vinte dias ela pode receber. usando o exemplo. pois poucas pessoas conhecem. portanto. Aqui. Já estou utilizando os R$40. Já nesta concepção. o Leonardo está mandando tanto assim.

O aceite é manifestado pela assinatura do sacado. ele assina o título. ele não é nada.160 contratual. Em segundo lugar eu posso transferir o crédito de um contrato para uma terceira pessoa sem a anuência do devedor? Não. lembrando que só se vincula o título quem o assina. Então.00 ele não está obrigado a aceitar a Letra de Câmbio. vencimento daqui a cento e vinte dias. ele me deve em razão de um contrato R$40. o sacado na Letra de Câmbio não está obrigado. eu dou uma ordem para . Agora. esta é a forma normal. Então. nem DCI e nem credor. ele não assinou o título. Se o sacado aceita a ordem. O aceitante é DCD. Ele não está obrigado a fazer o pagamento. porque ele vai ser o principal devedor. mas existem formas anômalas. para que Rogério faça ou não o aceite. Ex: Entreguei um título para Sandra hoje. A primeira é a seguinte. transformar a dívida em título de crédito facilita a execução.00 para o pagamento em cento e vinte dias. caiu até em uma prova. artigo 290 do novo Código Civil. o sacado para de ser chamado de sacado e passa a ser chamado de aceitante. O beneficiário por ordem é a Sandra. O que ela vai ter que fazer? O que ela pode fazer antes do vencimento? Ela sabe se Rogério vai pagá-la ou não daqui a cento e vinte dias? Não. o sacador dá uma ordem para o sacado para R$40.000. só se vincula ao título quem o assina. até este momento quem apenas tinha assinado o título era o sacador. então o título de crédito facilita a circulação do crédito e facilita a execução. quase todo credor pede que o devedor assine por fora além do contrato uma nota promissória. ela vai pegar o título de crédito. Uma questão mais importante: O crédito está materializado em um contrato. ele ainda não havia assinado. DCI ou credor? Ele é DCD. a Letra de Câmbio. O que acontece? Tem uma regra em Direito Civil que diz que ninguém está obrigado a pagar quem não é seu credor. mas ninguém está obrigado assinar este título. se eu tiver um título de crédito tenho que avisar alguém na hora de transferir para uma terceira pessoa? Não. ela não sabe. O sacado se torna devedor principal se ele aceitar. se for perguntado o seguinte: O sacado é devedor cambial enquanto sacado. Porém. Com isso. Muita coisa muda. emita um cheque pós-datado. ele é um pretenso devedor. ele torna-se aceitante. porque isto facilita a execução. então. Tem diferença? Tem diferença. se torna devedor cambial se assinar o título. o devedor tem que ser avisado se o credor quiser transferir o crédito para alguém. Cambialmente ele não é nada antes da assinatura. o sacado ainda não tinha se vinculado ao título. ele não está obrigado pagar a Sandra. e vai levá-lo antes do vencimento na casa de Rogério.00 ao próprio sacador. o sacado não está obrigado efetuar o pagamento. nem o devedor está obrigado a transformar a sua dívida de um contrato em uma dívida de título de crédito. enquanto ele não assina. Se Rogério aceitar pagar. mas isto é bem mais complicado.000. por isto pedem um título. Isto é uma Letra de Câmbio: Sacador dá uma ordem de pagamento em dinheiro para o Sacado pagar ao beneficiário. No caso eu sou o credor de Rogério e não a Sandra. mesmo que o sacado me deva R$40.000. antes do aceite? Não ele não é DCD. Com o aceito. Podemos executar um contrato.

Normalmente. entre outros. o sacador dá uma ordem de pagamento para o sacado pagar o beneficiário. Itália. Taiwan. Como assim? Eu dou uma ordem para o Rogério ou para a Joana ou para Bianca ou para a Patrícia. ocorre o que vamos ver futuramente. mas ela pode apresentar o título para Joana. mas a Joana hoje vai apresentar para o Rogério. se ele não aceitar tem mais três sacados. Nos Estados Unidos e na Itália utilizam a Letra de Câmbio para tudo. . Eu digo para Sandra. Esta segunda forma parece mais com qual título brasileiro? Com a duplicata. passo o título para frente.000. Tem que seguir a ordem indicada pelo sacador. ele aceitando a ordem. dou uma ordem para ele pagar. para Bianca e para a Patrícia.00 para mim daqui a cento e vinte dias.161 Rogério pagar R$40. Como eu (sacador) não tenho certeza se o Rogério vai aceitar ou não a minha ordem. eu Leonardo. recusar esta ordem? Se o Leonardo recusar a cumprir a ordem dada por ele mesmo interna. Na duplicata o sacador é o vendedor. Bianca ou para a Patrícia. Peculiaridades sobre o assunto: Questão do sacado. A LUG é uma Convenção Internacional. Estas são as partes da Letra de Câmbio. aqui no Brasil a Letra de Câmbio era muito utilizada antes da criação da duplicata. Seria muito mais fácil ele emitir uma nota promissória. a Sandra poderia me cobrar imediatamente. por isto é melhor o sacador dar uma ordem para o sacado pagar o próprio sacador. podem existir vários sacados em uma Letra de Câmbio. por enquanto tenho que resolver dentro de casa consegui. sacado e beneficiário. Suécia. Se nenhum sacado aceitar e ela protestar vai ocorrer o chamado Vencimento Antecipado (vamos estudar mais para frente). neste caso a letra de câmbio funciona igual uma nota promissória. O Leonardo dá uma ordem para o Leonardo pagar R$40. ela parte para o próximo sacado. o vencimento é daqui a cento e vinte. O Leonardo deu uma ordem para o Leonardo pagar uma quantia para Sandra. porque se eu colocasse o nome da Sandra direto como beneficiária e Rogério se recusasse. A beneficiária vai ter que seguir a ordem indicada pelo sacador. Na prática a Letra de Câmbio adota mais esta forma. ela vai à casa do segundo sacado. para Joana. Japão. Interessante em razão de uma regra que está no Decreto 2044. para evitar problema. aí eu coloco o título em circulação. na Itália muito se utiliza a Letra de Câmbio. Outra forma anômala: O sacador dá uma ordem para ele mesmo pagar determinada quantia ao beneficiário.000. Sandra estou dando uma ordem de pagamento para o Rogério.00 para Sandra. ele aceitando eu endosso para Sandra. porém se o Rogério aceitar ela não apresenta o título para os demais sacados – artigo 10 do Decreto 2044. se o segundo não aceitar ela parte para o próximo. Isto é para evitar que o título não tenha aceitante. Vai apresentar primeiro a Letra de Cambio para o Rogério. Se um aceitar os outros estão liberados. se o Rogério não aceitar. porque já tem a assinatura do Leonardo. posso. não desse o aceite. a Letra de Câmbio adota esta forma. através do endosso. que vai estar na Letra de Câmbio. endosso para quem eu quiser. Não podemos olhar a LUG como se fosse só no Brasil. ele ficou louco. Nessa hipótese a Lei de Câmbio já nasce aceita. Isto é perfeitamente possível. Em geral são três partes: Sacador. em geral. Nesta forma anômala sacador e sacado seriam a mesma pessoa. coloco quatro sacados. vencimento antecipado. Indico na Letra de Câmbio vários sacados e entrego para a beneficiária.

quem recebe o título é chamado de endossatário. temos que ir ao Decreto 2044. Na prática não muda nada. com isto vai ter Letra de Câmbio sem devedor principal. porque ele não está preparado para pagar agora. Endosso Próprio: Ex: Leonardo sacou uma Letra de Câmbio contra o Rogério em favor do próprio Leonardo. o endossante. um empréstimo. ENDOSSO: A Letra de Câmbio é um título de crédito cambial e “abstrato” (para Fábio Ulhoa Coelho é um título ilimitado para todo mundo é abstrato. Podemos concluir que a Letra de Câmbio é o único título que pode existir sem devedor principal. Continuando: O endosso é uma declaração cambial. estou dizendo com isto que quando transferi a Letra de Câmbio para a Sandra. vamos imaginar que o Rogério aceitou. apenas alguns direitos da carta (título). Duas coisas temos que falar aqui: Primeira: Quem endossa é chamado de endossante. pró-soluto. pode ser emitido uma Letra de Câmbio para qualquer negócio. através da qual transfere-se a propriedade de um título de crédito ou. O endosso é pró-soluto e pró-sovendo. isto não tem problema nenhum. portanto unilateral de vontade. Em regra. em geral. ela é limitada e não abstrata. porém isto não faz diferença. o Fábio Ulhoa diz que a Letra de Câmbio pode ser emitida para qualquer negócio. menos para representar uma compra e venda mercantil ou uma prestação de serviço. portanto unilateral de vontade. Eu vou ser o endossante e. quando isto acontecer a beneficiaria vai protestar o título e vai receber do sacador. eu posso transferir o título de crédito apenas endossando o título. até a cessão civil de crédito – artigo 290 do novo Código Civil. Vamos falar do Aval. Toda declaração cambial é unilateral de vontade. através do endosso. Título Abstrato é aquele que a Lei não diz qual é a causa jurídica. em regra. Endosso: É uma declaração cambial. Endosso e Protesto. Mas. a Sandra agora é nova credora. Sobre esta possibilidade de existir ou não vários sacados a LUG é omissa. isto significa que eu que era credor endosso este crédito para Sandra. . Toda vez que for falar de uma declaração unilateral de vontade eu sempre abrevio para DUV (Declaração Unilateral de Vontade). Endosso é assinatura do credor. endosso próprio. Nós vamos entender melhor o endosso através de suas espécies: Tudo está na LUG. para qualquer negócio. crédito de um contrato. Aceite. não é um título falso. excepcionalmente. é DCI. Isto acontece quando o sacado não aceitar a ordem. estou dizendo para ela que este crédito existe. nestes casos o título que tem que ser usado é a duplicata. Toda manifestação de crédito é unilateral de vontade. partindo desta premissa que ela não pode ser aplicada nestes dois casos. toda transferência é pró-soluto. leasing. para ele é ilimitado). portanto o endosso é DUV.162 O sacador odeia a antecipação do vencimento. o endosso vem no verso do título.

Ofereço o Título de Crédito que tenho para receber do . Eu tenho que receber de Rogério no dia 10/11. o endosso não precisa avisar o devedor. Pelo novo Código Civil.00. Endosso mandato. mas no dia 03/11 vou estar viajando. ele transfere apenas alguns direitos inerentes ao título. como por exemplo. Eu não estou transferindo para ele a propriedade do título. eu pago. Em regra. No dia 03/11 ele vai cobrar do Rogério como se fosse eu. ele vai prestar contas comigo.000. Endosso Mandato: Imagine vocês que eu tenho que receber do Rogério no dia 03/11 (vencimento do título). Eu dou um mandato para alguém. como meu mandatário através do endosso. preciso deixar alguém para cobrar o título no meu lugar. como regra. Isto entra em choque com tudo que estudamos até hoje sobre título de crédito. porventura. Então. que está em uma Letra de Câmbio. R$40. que afirma que o endossante garante o pagamento? Devemos utilizar a LUG sem sombra de dúvidas. não é devedor. R$40. este alguém pode endossar para outra pessoa? Só um novo endosso mandato. além do pró-soluto. além de garantir para Sandra que o crédito existe. faço um endosso procuração. o endossante não é devedor cambiário. se o Rogério não pagar. São duas espécies de endosso impróprio: Endosso caução. o nomeio como meu procurador.000. A LUG permite que esta procuração seja feita no próprio título. Endosso Impróprio: O endossante não transfere a propriedade do título.00. E as defesas que ele pode apresentar são defesas que. garanto o pagamento. quando voltar. O que devemos fazer aplicar o novo Código civil. apenas estou transferindo o direito e o poder para cobrar o título em meu nome. ou seja. endosso próprio. Vou celebrar um contrato qualquer. que na verdade quem está executando é o endossante através de procurador. o endossante se torna devedor cambiário indireto. um financiamento. Endosso Caução: Também chamado de Endosso Penhor ou Endosso em Garantia. porém a Sandra me pede uma garantia. O endosso mandato é simplesmente a outorga de um mandato através de endosso. Eu vou viajar. que diz que o endossante não garante o pagamento ou aplicar a LUG. e viajo. Na cessão civil de crédito o devedor tem que ser avisado. que na verdade vai funcionar como se fosse um substabelecimento.163 No endosso tem mais. como meu procurador mesmo. Tudo que imaginamos sobre procuração se aplica ao endosso mandato. vai poder executar o título. ele pode protestar o título. garanto não apenas a existência do título. garanto que se o devedor principal não pagar. posso dar uma procuração para alguém cobrar para mim. ela é uma Lei Especial. garanto mais. O endossante é sim devedor cambiário indireto. Quando estiver endossando para a Sandra preciso avisar o Rogério que estou endossando o título para a Sandra? Não. que ele aceitou. ele tem contra o endossatário ou contra o endossante? Contra o endossante. só que hoje vou celebrar um contrato com a Sandra.

apenas dei o título como garantia de um determinado contrato. Tudo que pensarmos sobre penhor vai ser aplicado no endosso caução. eu poderia fazer um contrato de penhor. 16ª Aula – 25/10/2003 ENDOSSOS ESPECIAIS: Endosso póstumo. ele pode fazer um endosso mandato. ele vai trazer algumas jurisprudências sobre o assunto. Não transferi a propriedade do título para ela. O endossatário do endosso caução pode endossar o título? Sim. porque ele é uma ordem de pagamento à vista. foi erro de tradução.000. como garantia. tem que corrigir a Lei. Porque tem que apresentar o cheque dentro daquele prazo. ela não se tornou a nova credora. e a Lei permitia isto. mas você já sabe que existe prazo. fizeram uma tradução do que já haviam traduzido. no próprio título. temos que alterar foi erro de tradução. Não foi uma tradução feita direto de Genebra. ela me devolve o dinheiro. no endosso penhor ou endosso em garantia. Para dar este título como garantia para ela. esta caução. tem que me devolver o dinheiro. na Lei está mandatário. a Lei diz que não extingue o mandato. fazer este penhor. os R$ 40. traduziram errado a LUG. também chamado de endosso tardio. Depois eu vou especificar quais são esses prazos. Não se extingue o mandato pela morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandante. Leonardo pode fazer um endosso caução para Sandra? O cheque é uma ordem de pagamento à vista. Mas o endosso após o vencimento não é o endosso póstumo. O endosso feito após o vencimento tem algum efeito? Você pode endossar um título depois de vencido? Pode. mas seria um contrato acessório àquele contrato que tenho com ela. o erro não foi exatamente dos tratadistas de genebra. Prestem atenção: Fiz um endosso mandato para alguém. há quem sustente que não é possível o endosso caução do cheque. na verdade a Lei errou na tradução. eu cumpro o contrato. Ela aceita o título como caução. O endossatário tem poderes para cobrar o título. Se eu cumprir o contrato ela tem que me devolver o título.00.164 Rogério no dia 10/11. Se por acaso ela já recebeu. Na prática o professor nunca viu isto. coloco no título. endosso procuração. faço endosso caução para ela. ela recebe. pois seria incompatível com a natureza jurídica daquele título. endosso para Sandra como garantia. É possível endosso caução no cheque? Rogério emitiu um cheque em favor de Leonardo. Antes era bem mais fácil. . endosso para Sandra como garantia. Artigo 18 da LUG – 3ª linha – Está dizendo o seguinte: um mandato que resulta de um endosso por procuração não se extingue por morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandatário. este alguém sofreu um acidente e morreu. Dois pontos interessantes sobre o endosso impróprio devem ser falados: Primeiro sobre o endosso mandato: Tem um erro na LUG. Há quem sustente isto. Nós já falamos aqui centenas de vezes que vencendo o título existe um prazo para se efetuar o protesto.

mas ela também pode ceder todos os seus títulos através da cessão civil de crédito.Não é possível endosso parcial.Não é possível endosso condicional. É aquela história do princípio da autonomia. .É exclusivo de direito cambial. . . Qual a conseqüência de ser endosso póstumo ou tardio? Normalmente. . Vou dar um exemplo da duplicata: Na duplicata o prazo para protesto é após trinta dias do vencimento.O cedente é pro soluto e pro solvendo. Laura pode alegar que não vai pagar a nota promissória para Marcos porque o Leonardo descumpriu contrato com ela? Não. . e o contrato é uma declaração bilateral de vontade. você não tem como endossar um contrato. .Efeito purificador. ele parece um endosso normal.É uma declaração unilateral de vontade.165 Endosso póstumo é o seguinte: “Vamos imaginar que o endosso póstumo venceu e há um prazo para o protesto. O endosso. uma loja que recebe um monte de título pré-datado.O cedente é apenas pro soluto.É possível cessão de crédito parcial. todos os efeitos dele serão da cessão civil de crédito.O cedente é DCI. depois de expirado o prazo para o protesto. Parece endosso. então o endosso feito após o dia vinte de outubro é o endosso póstumo ou tardio. é uma declaração unilateral de vontade e a cessão é uma espécie de contrato. Isso quer dizer que se Laura emitiu uma nota promissória a favor do Leonardo e o Leonardo endossou essa nota promissória para Marcos. mas ele não gera efeito de endosso. o título de crédito em razão do endosso aplicase o princípio da autonomia e na cessão civil de crédito. . porque os vícios intrínsecos não se propagam. Vamos imaginar que tenha sido protestado aqui no dia vinte de setembro. vamos imaginar que eu tenho um . pode ser utilizado para qualquer crédito. O endosso gera o efeito purificador. o título é purificado.É possível cessão condicional. você só endossa título de crédito e a cessão é de direito comum. Não houve protesto. Então endosso póstumo ou tardio é aquele que é feito após o protesto por falta de pagamento ou se não tiver protesto. Agora. inclusive título de crédito.O cedente não garante o pagamento.Não tem efeito purificador. .É de direito comum. igualzinho. endosso só existe do título de crédito. mas na verdade é uma cessão civil de crédito. . mas expirou o prazo para protesto. Você pode transferir o título de crédito por cessão civil ou por endosso.É uma declaração bilateral de vontade. como toda declaração cambial. ela até pode endossar tudo para uma empresa de factoring (endosso sem garantia). o endosso feito após o prazo para o protesto de pagamento ou após o protesto é um endosso póstumo ou tardio”. não houve protesto. mas esse endosso é póstumo ou tardio. . Aí nós vamos continuar perguntando e daí? Qual a diferença dos efeitos da cessão para os efeitos do endosso? Diferença entre cessão cível de crédito e endosso: Cessão Civil de Crédito . Endosso é exclusivo de direito cambial. Endosso . Agora vamos imaginar que não foi feito o protesto e que você endossou o título quarenta e cinco dias depois do vencimento. Vamos a um exemplo de título de crédito que é transferido por cessão: Factoring. . Então título de crédito pode ser cedido por endosso ou por cessão civil. .

Eu vou fazer uma cessão civil de crédito. Por isso que em regra. Já a cessão . Agora se ela vai pagar ou não. e garanto mais. eu estou fazendo uma cessão para o Marcos é para o soluto e para o solvendo ou é apenas para o soluto? Apenas para o soluto. ou seja. Então o crédito é purificado? Não. dizendo que o endosso parcial é nulo. Mas o professor acabou de falar que o endosso é para o soluto e para o solvendo! A questão é que o novo Código Civil trouxe uma regra completamente louca. Ela vai poder alegar que não vai pagar ao cessionário porque o serviço do cedente foi mal feito. aí eu estou devendo R$ 5. e eu quero transferir esse crédito que eu tenho com a Laura para meu amigo Eduardo.000. vai junto o que for. a partir do momento em que ele toma ciência de que o crédito está sendo transferido para terceiro. Então essa regra do novo Código Civil não tem aplicação.00. além disso. que o crédito existe. prevalece a LUG que é lei especial. Ele vai com tudo de ruim que ele tiver. não é titulo de crédito. lá na LUG diz que o endossante é para o soluto e para o solvendo. o cedente não é devedor.00. ele vai poder alegar contra o cessionário. porque o título é purificado com o endosso. Por aí já é possível nós afirmarmos que não há endosso parcial. Vamos imaginar que eu construí uma sauna no apartamento da Carla. Se fosse um título de crédito com endosso. Mas. ou credor? Ele é DCI. O DCD é o devedor principal. não se pode rasgar a carta. Faço uma cessão de crédito para o Eduardo. Isso porque tudo aquilo que ela podia alegar contra o cedente ela pode alegar contra o cessionário. ele pode alegar tudo aquilo que ele podia alegar contra o cedente. Se eu tenho um crédito que está com algum vício e eu transferir o crédito. vai junto o vício. eu não tenho como endossar. Na cessão civil eu estou cedendo o crédito para Marcos e garanto apenas uma coisa. se a pessoa para quem foi endossado não pagar. e deu vazamento. Lá no Direito Civil tem endosso? Não. porque senão eu estaria ferindo o princípio da cartularidade. tem regra expressa na LUG.166 crédito pra receber com Laura. e quando ele é notificado. vai junto à nulidade.00 para ele? Não. que o crédito existe. ninguém pode transferir mais direitos do que tem. Aplica-se aquela máxima do Direito Civil. eu garanto que o título existe. Eu posso fazer um endosso só de R$ 5. um termo de confissão de dívida de R$15. Mas felizmente o novo Código Civil quase nunca vai ser aplicado. quebrou tudo. devedor cambiário indireto. o endossante ele é DCD. o endossante paga. quando eu vou transferir o crédito o devedor deve ser notificado dessa transferência. E na cessão civil de crédito. nós vamos aplicar a LUG.000. ele não garante o pagamento. quem tem que pagar mesmo. DCI.00 para o Marcos. uma dívida. é problema do Marcos.000. O novo Código Civil diz o seguinte: O endossante é apenas para o soluto. É possível endosso parcial? A Laura emitiu uma nota promissória para mim de R$10. Na cessão civil de crédito o cedente não garante o pagamento. ela não ia poder alegar vícios na causa cedente. que aquilo não é falsificado. Tudo que se podia alegar contra o cedente vai se poder aplicar contra o cessionário. O endosso ele transfere para o soluto e para o solvendo. Diz o artigo 290 e seguintes do CC. vamos imaginar que é um termo de confissão de dívida.000.

Na secutirização dos créditos.167 pode ser apenas de parte do crédito. e está lá no artigo 5º da LUG que se “A” não pagar ele pode cobrar de “B”. isso é regra. quem responde pelo não pagamento. como é que você vai transferir para o factorizador? Você pode fazer a transferência através de cessão civil. o que é endosso condicional? Ex: Eu endosso esse título para a Priscila se ela passar em primeiro lugar no concurso. Vamos dar um exemplo: “A” assinou uma nota promissória em favor de “B”. contrato de cessão civil de crédito. Mas lembrando lá no factoring. é um contrato e fica estipulado o que as partes acordarem. e o “B” endossou essa nota para o “C”. É possível o endosso condicional? Primeiro. Como? O “B” endossa para “C”. do endossante. porque o risco não pode ficar com o factorizado. não garanto pagamento. ENDOSSO SEM GARANTIA: O endossante é para o soluto e para o solvendo. E cedente não garante pagamento. Quando se endossa sem garantia. com a sociedade de factoring. Como. Coloca-se a cláusula sem garantia. e se “B” não garante o pagamento ele não é devedor. ou seja. É possível isso? A lei diz que não é possível o endosso condicional. o “B” é professor de Direito Comercial. Atenção . endossa-se apenas para o soluto. o endosso é válido. . Mas existem exceções. mas você também pode transferir através do endosso. O endosso sem garantia é utilizado nas operações de factoring. pois o factorizador é quem assume o risco do inadimplemento.Tudo que se aplica para cessão se aplica para endosso póstumo ou tardio. Se o risco ficar com o factorizado não é factoring. O endosso póstumo ou tardio. a primeira exceção é o endosso póstumo ou tardio. tem que ser endosso sem garantia. a sociedade de factoring poderia cobrar do factorizado. sem garantia. ele é cedente. factoring. A condição é considerada não escrita. O endossante do endosso póstumo garante o pagamento? Na verdade o endossante do endosso póstumo ele não é endossante. ele vai ficar dentro do quadro do endosso ou do quadro de cessão? O endosso póstumo ou tardio vai ficar dentro do quadro de cessão. porque é para o soluto e para o solvendo. o factorizador (a empresa de factoring) ou o factorizado? O risco fica com quem com a empresa de factoring ou com o factorizado? O risco fica com o factorizador. Então se a transferência for feita através de endosso. Passando ou não no concurso ela vai receber o crédito. então endosso póstumo também não garante pagamento. Já a cessão condicional é possível porque é contrato. Então como é que eu vou fazer a transferência do título de crédito para a empresa de factoring? Se fosse através do endosso comum. mas a condição é considerada não escrita. tem que ficar com o factorizador. “B” pode transformar o endosso em apenas para o soluto.

que endossou para “E”. ela não poderá ser inserida na cessão de crédito. . é que “B” só garante o pagamento do título para “C”. já na cláusula proibitiva de novo endosso. O “E” poderá cobrar do “A”. é um nome que leva as pessoas a erro. quando “B” colocou a cláusula proibitiva no endosso. que endossou para “D”. mas apenas para o endossatário imediato. tendo agora direito de cobrar dos DCI. Se fosse cláusula sem garantia “B” não pagaria o título para ninguém. o “A” não pagando ele vai protestar. “B” não garante o pagamento para futuros endossatários. Então nesse exemplo: O “B” endossou para “C” com cláusula proibitiva de novo endosso e “C” endossou para “D”. mas não poderá cobrar de “B”. o “C” é DCI e o “B” não é nada. Nós vamos falar agora em um assunto que já foi matéria de prova da defensoria pública. Agora vamos complicar. Agora vamos imaginar que “E” cobrou de “C” e que “C” pagou. mas “A” não pagou. o devedor não vai poder alegar contra a sociedade de factoring tudo aquilo que poderia alegar contra o factorizado. “B” fez endosso para “C” proibindo novo endosso. A única pessoa que pode cobrar de “B” é “C”. “B” paga o título. Se o “C” endossar esse título para alguém. porque é endosso e não cessão. porque “B” quando endossou para “C” endossou com cláusula proibitiva de novo endosso. O “B” endossou sem garantia. e então “E” protestou o título. mas terá de pagar “C”. somente no endosso. Quando chegar a data de vencimento “E” tem que cobrar de “A” que é DCD. O “A” é DCD.168 Nesse ponto fica igual à cessão de crédito. Agora eu pergunto. ele só não vai poder cobrar do “B” porque ele colocou a cláusula sem garantia. O “C” poderá então cobrar de “B”. “C” pode endossar para “D”? Pode. podemos observar que o título voltou para quem já participava da cadeia cambiária. que endossou para “C”. que endossou para “G”. o “B” quando endossou para o “C” proibiu novo endosso. que é chamado de endosso de retorno.Cláusula proibitiva de novo é uma cláusula exclusiva do endosso. Então. “B” não é obrigado a pagar. O “B” só garante pagamento para “C”. Agora vamos imaginar que “B” endossa uma nota promissória sem garantia para o “C”. de “G” para “D”. e protestando ele vai poder cobrar de qualquer um do “D” ou do “C”. O que é reendosso? O que é endosso de retorno? E quais os seus efeitos? ENDOSSO DE RETORNO: “A” endossou para “B”. e é esse endosso. Quem é o devedor principal? O “A”. Na verdade o efeito dela. o “D” é DCI. que endossou para “F”. Importante . que endossa para o “E”. para quem ele endossou o título de imediato. porque retornou para quem já fazia parte da cadeia cambiária. porque na verdade ela não proíbe novo endosso. que endossou para “D”. então ele não é nada. O “E” é o credor. cláusula proibitiva de novo endosso. que endossa para o “D”. O “E” poderá cobrar de “D” e de “C”. que endossou para “E”. Então para que serve essa cláusula? Na verdade o nome dessa cláusula está errado. por exemplo. Então. mas nos outros não. O “B” não é obrigado a pagar “D” nem “E”. “B” só paga o título se for para “C”.

são Leis de 1990. e o Leonardo endossou pra Adriana. O “H” só vai poder cobrar dos outros DCI e do DCD. então ele vai protestar o título. Daí “D” só pode cobrar do “C”. tivesse sido endossado para o “A”? O que vai acontecer com esse título? (Foi à pergunta de concurso) Qual a conseqüência de um título ser endossado para o devedor principal (para o DCD)? Esse título seria extinto. tem que caminhar para o DCD. Vamos imaginar que “G” endossou para o “H”. A LUG diz o seguinte: Se o título tivesse sido endossado.088. E o Leonardo colocou no cheque: Endosso para Adriana e assinou. mas o “A” não pagou. O Leonardo põe no cheque: Endosso para _________. pago o título para “G”. Também é uma nomenclatura da doutrina. pode controlar nos valores imobiliários. é a mesma coisa que o pagamento. REENDOSSO: Reendosso é quando o título é novamente endossado pelo mesmo endossador. esse título acaba. Essas leis dizem que não pode ter endosso em branco. desde que o . Porém. aí ele poderá cobrar de todos os DCI. sendo assim. Atenção . Mas o Leonardo pode fazer um endosso em branco. Tornou-se um endosso ao portador. ENDOSSO PRETO e ENDOSSO BRANCO Vamos supor que o Rômulo emitiu um cheque em favor do Leonardo. Então quando o título é endossado para alguém que já faz parte da cadeia cambiária. Essa proibição está no artigo 4º da Lei 8. que não pagou. É como se o “D” tivesse pago o título. Há uma Súmula no STF. Isso tem como ser controlado nas ações. não pode mais existir título ao portador e endosso em branco. porque com o segundo endosso já tinha sido excluído da relação cambiária. em vez de para o “D”. do “B” e do “A”. que não podem nem mais ter endosso.Essa nomenclatura. é como se na verdade essa pessoa tivesse sido pago o título. Mas “D” poderá cobrar de “G”? Vamos imaginar que sim. que nós já discutimos. É reendosso porque o endossador já endossou uma vez esse título e está endossando de novo. “F” e “G” saem da relação cambial. é uma nomenclatura exclusiva da doutrina. onde o título pode ser até sem valor. ambas Plano Collor. Todo título de crédito é um título de resgate. Então “G” vai cobrar de “F” que vai cobrar de “E” que vai cobra novamente de “D”. mas não tem como controlar o endosso em branco no cheque. Se “E” cobrar de “D” o que “D” vai fazer depois? Cobrar novamente dos DCI? Se for assim não vai sair disso.021 e artigo 19 da Lei 8. não vai ser encontrada na lei. e não coloca nome nenhum e assina. é extinto. Esse é um endosso em preto.169 Agora vamos falar dos efeitos. Após o protesto o “H” pode cobrar do “G”? Não. endosso de retorno. que é DCD. No vencimento “D” vai poder cobrar de “A”. que cobrou de “A”. quando “A” paga o título. qualquer um pode colocar o nome nesse endosso e descontar o cheque. “E”.

é um princípio infraconstitucional. é claro que só lançar a assinatura no anverso. porque é uma declaração unilateral de vontade. endosso calção e endosso mandato. Mas se um dia a pessoa vir me cobrar o cheque que eu endossei em branco. OBS: Para o síndico emitir um cheque da massa falida. Eu pego esse cheque e coloco lá. avalizo esse cheque. Então em regra o endosso tem que ser lançado no verso. Agora. Outra espécie de garantia fidejussória sem ser o aval é a fiança. é um ato de liberalidade. a natureza jurídica do cheque tem doze correntes e apenas uma corrente diz que o cheque é título de crédito. Você não dá como garantia um bem discriminado. Na última prova da Magistratura caiu: Endosso impróprio. na verdade você dá o patrimônio. se for do sacado. mas é uma espécie usada exclusivamente no Direito Cambial. Os títulos foram criados como um modo de circulação de riqueza. O síndico leva o cheque . porque esse princípio não é constitucional. Somente Waldirio Bulgarelli diz que é título de crédito próprio. eu endossei em branco para a Adriana. Bom. Se fosse princípio constitucional não poderia. Por quê? Porque só se vincula ao título quem o assina e a Adriana nem aparece no título. ela vai ter que preencher. em princípio vai ser aval. Ex: Vamos imaginar que a Adriana pede para eu entregar ao Rômulo um cheque. Quanto à questão da limitação e da circulação não há qualquer tipo de problema. mas não é. Pontes de Miranda diz que não é título de crédito e etc. mas eu coloquei lá. para pagar contas da massa falida e etc. daí a pergunta: Esse aval é válido ou não é válido? É válido.170 credor posteriormente preencha de boa-fé. a assinatura dele vai ser tratada como aceite. Então o aval é uma espécie de garantia fidejussória. mas o cheque é um título meio “capenga”. Lembrando que o endosso em branco pode se tornar a qualquer momento em endosso em preto e para isso basta haver o preenchimento do nome do beneficiário. Tem o nome da Adriana no título? Não. presunção relativa vai ser aval. essa assinatura vai ser tratada como aval. Claro. Conceitue e explique endosso mandato e endosso calção. mas se for uma assinatura no anverso solta. em qualquer lugar. dá pessoa em garantia. E lei posterior pode a qualquer momento revogar lei anterior. Aí eu pergunto: Adriana é devedora? Não. No dia em que for depositar ou sacar o cheque ela vai ter que preencher. Em que local do título o endosso tem que ser exarado? No anverso ou no verso? Tanto faz. cheque hoje em dia é prova de pagamento. AVAL: Natureza jurídica do aval: O aval é uma espécie do gênero garantia fidejussória. nenhum dos dois quer esse aval. A Adriana não pediu. O garantidor responde nesse caso com todo o patrimônio. em princípio. Aí o Rômulo diz que eu não tinha que ter me metido nessa história e diz que não quer. E como toda declaração cambial é uma declaração unilateral de vontade. A Adriana transferiu o título para o Maurício. O aval é exclusivo de Direito Cambial. Nos podemos dar garantias reais e pessoais. Então se eu posso emitir um título sem valor. Na verdade. quem dirá sem nome do beneficiário. avalizo esse cheque. esse cheque tem que ter a rubrica do juiz. e entrego para o Rômulo.

a vontade das partes era que a pessoa que assinou o contrato fosse garantidor. na locação comercial a garantia mais utilizada é a fiança. E já que não pode ser garantidor por aval. isso não quer dizer aval de forma alguma. O aval no contrato. eu já vi uma decisão do TJ nesse sentido e uma decisão no STJ. então se avalista pode. uma nota promissória vinculada ao contrato e aí se pega a assinatura do avalista na nota promissória.Obrigação acessória.Pode ser parcial. que não existe aval em contrato. dizendo que o juiz era avalista. que é lei especial. Muita gente confunde aval com fiança. Pode ser um ato de liberalidade total ou um ato de liberalidade parcial.Qualquer tipo de negócio. até no Direito Penal.O aval é exclusivo de Direito Cambial e a fiança é uma garantia que pode ser usada em qualquer ramo. coloca o Rômulo como avalista do contrato. Isso é meio absurdo! Mas fazer o que. em qualquer tipo de negócio. Entretanto. ele libera o quanto ele quiser. Tem prevalência a LUG. E nesse caso. ele também pode querer dar só um pouco. o que acontece? Qual a conseqüência lógica do aval no contrato? Ser considerado nulo. Não tem nenhum problema até agora. Uma pessoa (louca) chegou para o outro na hora de fazer um contrato e disse que queria um avalista. dizendo que a rubrica do juiz no cheque não significa que ele seja avalista. o novo Código Civil vem dizendo que não.171 até o juiz e esse o rubrica. porque existe lei específica. Tem até lei especial tratando da matéria. Teve recurso e o tribunal disse que está certo. nós acabamos de falar que o aval é exclusivo de direito cambial. E aí. O aval depende de outorga uxória ou marital? O artigo 978 do CC diz que para vender um imóvel precisa da autorização conjugal. no anverso do cheque. .Obrigação autônoma. mas vamos considerar o aval no contrato como se fosse uma fiança. Já o aval não. . Mas aí a pessoa ao invés de colocar o Rômulo como avalista do título.Exclusivo de Direito Cambial. chamo o Rômulo para ser meu avalista.Pode ser parcial. é exclusivo de Direito Cambial. O aval pode ser parcial? O aval é um ato de liberalidade. Fiança . Por exemplo. Daí o juiz chegou lá e colocou nulo o aval. . É um ato de liberalidade. que diz que o aval pode ser parcial. se tem que interpretar as cláusulas contratuais para chegar ao máximo na vontade das partes. O aval por tanto pode ser parcial. Agora vocês adivinhem o que o credor fez? Executou o juiz. até Empresarial. qual a outra espécie? Fiança. então vamos criar um quadro. Diferenças entre aval e fiança Aval . mas o Código Civil nesse caso não vai ser aplicado. quer dar tudo. porque normalmente se vincula um título de crédito ao contrato. isso não é valido para o Direito Empresarial. Agora eu pergunto: Pode aval no contrato? Não. Então como nós já vimos. . Ex: Olha que interessante! Jurisprudência mais uma vez. a LUG. A fiança pode estar presente em qualquer ramo. O Direito Empresarial é muito . Não podemos chegar a esse absurdo. E o fundamento usado para isso é que é vontade das partes. Atenção . Como foi exigido um avalista eu vou lá e arranjo um avalista. o aval é um ato de mera liberalidade. Depositaram o cheque e o cheque voltou.

Bom os DCI são “B”. C1 A C2 B C3 C C4 D E Horizontal No vencimento o “E” vai cobrar do “A”. está em nome do empresário. Nenhum professor de Direito Civil concorda com esse artigo. Nesse caso do desenho acima. nula a obrigação do afiançado. . então “E” está cobrando de C3 e o valor do título é de R$ 4.00. que é a cambiaria. O avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado. “C” e “D”. o “A” não pagando o “E” vai ter que protestar. Solidariedade civil é diferente de solidariedade cambiária.000. O C3 pagou. princípio da autonomia. Então ele executa C3. aval simultâneo e aval sucessivo. pois são avalistas do “C”. Então se eu posso vender um imóvel sem outorga uxória. A dívida é de R$ 4. os avalistas são DCI. Por exemplo. Bom. ele tem que caminhar para o DCD. nula à obrigação do fiador. mas veio a lei e disse expressamente que para o aval precisa de outorga uxória. O título é um título de resgate. OBS: Não existe chamamento ao processo em solidariedade comercial. não precisa de autorização marital. o “A”. Os devedores são solidários. A obrigação decorrente do aval é autônoma.Aval simultâneo: De acordo com a doutrina é o chamado aval horizontal. O aval é uma obrigação autônoma ou uma obrigação acessória? É o princípio da autonomia que vai resolver isso. Lógico que não é qualquer imóvel é imóvel ligado a atividade empresarial. Não tinha a menor necessidade. Feito o protesto ele passa a ter direito de cobrar dos DCI. 1. PLURALIDADE DE AVAIS: Existem duas espécies de pluralidade de avais. isso porque a atividade empresarial é uma atividade dinâmica.172 dinâmico. O espírito da solidariedade cambiária é facilitar a cobrança. Com C3 pagando o “D” ficou fora da relação cambial. ele vai ser DCD quando for avalista de DCD. então o “E” pode escolher qualquer um. o trespasse que não precisa da outorga. Vamos supor que ele escolheu o C3. que é o DCD. diz textualmente que “O empresário pode vender o imóvel ligado a atividade e para tanto não necessita da outorga conjugal”. e vai ser DCI quando for avalista de DCI. Aval simultâneo é quando vários avalistas avaliam um mesmo avalizado. que dirá um aval. Primeira pergunta: Cabe intervenção de terceiro? Cabe chamamento ao processo? Não cabe. O artigo 978. Na fiança a obrigação decorrente é acessória. Entendimento do TJ e STJ. Eu já falei para vocês que o avalista é pode ser DCD ou DCI. Nulo a obrigação do avalizado. e quando o DCD paga o título morre. lógico que o imóvel não está em nome do casal. vai depender de quem ele esta avalizando. que é DCI.00 e agora o “E” pode cobrar de qualquer um.000. não é nulo a obrigação do avalista.

de “C”. Só muda em um título.00. O “E” então resolve cobrar do C2.00 de C1. o C1 foi avalizado pelo C2. C2.000. R$ 1. de “C” e de “A”. que foi avalizado pelo C4. o C2 vai ter que pagar os R$ 4. ele só pode cobrar a quarta parte de cada um. mas também pode ser dado no verso.00. Assinou-se e não tem assinatura embaixo. se uma pessoa está em baixo de você. Vamos imaginar que “B” avalizou “A”.173 Sendo assim o C3 pode cobrar de “B”. que foi avalizado pelo C3. É muito mais fácil ele cobrar de “C”.000. No aval em branco na nota promissória tem que se levar em conta onde esta a assinatura. Ou seja. e assim sucessivamente. porque entre eles (os avalistas simultâneos. O C2 pagando o “D” sai da relação cambial. se o C3 pagar ele pode cobrar os R$ 4. houve protesto e agora o “E” pode cobrar de todos os DCI. de “B” ou de “A” todo o valor.000. o aval em geral é dado no anverso (frente). Agora eu pergunto: O C3 pode cobrar de C1? Pode cobrar de C4? Atenção: Internamente a solidariedade dos avalistas simultâneos é solidariedade civil. mas se uma pessoa está em cima de você não se mete com ela). Quem eles estarão avalizando? Se for uma letra de câmbio. Quando o avalista não diz quem ele está avalizando. Será um aval simultâneo. mas só pode cobrar R$ 1. vamos supor que tenha quatro pessoas avalizando.00 de C4.000. aval em branco na letra de câmbio é considerado dado em favor do sacador.00 do “B”.00 do C1. que não pagou. 2. o aval em branco é dado em favor do sacador. assinando em cima de “A”. C4 C3 C2 C1 A B C D E Aval vertical. o endosso será dado em favor do sacado. C3 e C4) a solidariedade é civil. que “C” veio e avalizou “B”. É o que a doutrina chama de aval vertical. O “E” no vencimento cobrou do “A”. na duplicata.Aval sucessivo: Aval sucessivo é quando um avalista avaliza outro avalista.00 de C2 e R$ 1.000. (O meu pai dizia assim. assinando em cima de “B”.000.000. É a mesma coisa na nota promissória. C1. de “B” e de “A”. Então. olha pra ela e pisa nela. Primeiro. Quando se avaliza acima da assinatura de outro avalista sem diz nada esta se avalizando quem está em baixo. Sai da relação cambial além de “D” o C3 e o C4. vários avalistas para o mesmo avalizado. . Agora eu pergunto: O C2 pode cobrar alguma coisa do C4? Não. Ele pode cobrar todo o título de C1. Para terminar nós vamos voltar no aval em branco. desde que esteja lá avalizo e etc. mas não pode cobrar os R$ 4. Ele paga os R$ 4.

Se Cláudia efetuar o aceite. Mas o problema é o seguinte: Avalista do sacado onde o sacado não aceita. só se vincula ao título quem o assina. Se Cláudia não pagar a Rômulo. Mas antes de Cláudia assinar o título. O sacado que não aceitou é devedor ou não é devedor? . em um determinado momento. sacado não é Devedor Cambiário. ao beneficiário. logo. Direto (DCD). Sacado e o Beneficiário. Bom nós temos a seguinte situação: Temos Rômulo como beneficiário. isto é. Leonardo diz para Rômulo: “Você. o nosso amigo ali vem e assina o título dizendo: “Eu sou avalista da Cláudia. a questão é o seguinte: Na Letra de Câmbio nós já estudamos que existem três partes inaugurais. A questão é o seguinte: No aval. Este é o princípio da literalidade. Se ela aceitar. ele vai cobra esta quantia de quem? Rômulo vai cobrar esta quantia do sacador. Rômulo pode cobrar de Cláudia esta quantia. ou seja. Direta (DCD) e o avalista dela também como Devedor Cambiário Principal. também será o Devedor Cambiário Direto (DCD). Devedora Cambiária Direta (DCD) e o avalista do aceitante. Bom. E quais são estas partes inaugurais? Sacador. porque para se vincular ao título tem que ter o aceite tem que assinar. Daí o sacador. a Cláudia como a sacada e nosso amigo ali como o avalista. passando a ser Devedora Cambiária Principal. Ele é o principal pagador ou ele não é o principal pagador? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). A Cláudia. é Devedora Cambiária? Vejam que eu só dei uma ordem apenas para Cláudia pagar a Rômulo. O sacador dando uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. ele avalizou a sacada antes mesmo da sacada dizer se vai pagar ou não. que assinou o título é Devedor? Por que aval antecipado? Porque nosso amigo ali lançou o aval antes do aceite da sacada. cobrará do Leonardo. pois ainda não assinou o título. é Devedor Cambiário Indireto (DCI). O avalista do Devedor Cambiário Direto (DCD) ele também é Devedor Cambiário Direto (DCD) e se for avalista do Devedor Cambiário Indireto (DCI) ele também será Devedor Cambiário Indireto (DCI). da sacada e avalizo o título”. que no exemplo é Leonardo. não haverá problema nenhum porque será aceitante. não haverá problema nenhum porque se efetuar o aceite ela se torna aceitante.00). mesmo assim. o Leonardo como sacador. não assinou.000. que no exemplo. Como Cláudia ainda não aceitou.174 17ª Aula – 01/11/2003 Vamos começar a falar sobre o aval antecipado. Então eu dei uma ordem para Cláudia para pagar a Rômulo. ela é devedora cambiária? Não. ela não é devedora cambiária. eu disse para vocês que o avalista segue a mesma posição do avalizado. que é a sacada apenas. por enquanto ela é sacada. Sabemos que na Letra de Câmbio o sacador é Devedor Direto Cambiário (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI). Ex: Leonardo dá uma ordem para Cláudia pagar ao Rômulo a quantia de cinco mil reais (R$ 5. O problema é o seguinte: O nosso amigo ali avalizou a sacada e se a sacada não fizer o aceite? Nosso amigo ali que avalizou o título.

não há problema nenhum porque as obrigações cambiárias são autônomas. viabilizando a cobrança dos Devedores Cambiários . defendida por Fran Martins – Entende esta corrente que não subsiste a obrigação do avalista.LEI 9492/97 Conceito: Protesto é um ato jurídico cartoriano. Por que se nós admitirmos a opinião de Rubens Requião este avalista vai ser Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI)? Ele não avalizou Devedor Cambiário Direto (DCD) nenhum e ele também não avalizou Devedor Cambiário Indireto (DCI) nenhum. subsiste a obrigação do avalista. como ele pode ser alguma coisa se o avalista segue a mesma posição jurídica do seu avalizado. etc). não há como fundamentar na prática a primeira corrente. então. PROTESTO – LEGISLAÇÃO APLICADA . através do qual se extrai uma certidão atestando uma resposta negativa do devedor (falta de pagamento. extrajudicial. solene. Vamos analisar o protesto e a legislação aplicada é Lei 9492/97. ou seja. O credor vai cobrar de quem se o sacado não aceita? O credor vai cobrar do sacador que é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Por que não subsiste a obrigação do avalista? Porque se o sacado não é nada e se o avalista segue a mesma posição jurídica dele. porque ele não aceitou o título. O avalizado pode até morrer que não há problema. logo. majoritária. A segunda posição é amplamente dominante em razão da prática. o sacado aceitando ou não. logo. logo. subsiste a obrigação do avalista. O sacador vai poder cobrar do avalista? Não. é o aval dado em favor do sacado antes do aceite deste. a posição do Rubens Requião não tem nenhum fundamento prático. A segunda corrente. aceite. E o avalista do sacado que não é devedor. E o avalista vai poder cobrar de quem se o sacado não é devedor? O avalista será o último a pagar? Não porque o último que tem que pagar numa Letra de Câmbio sem aceite é o sacador. isto é. que não aceitou. também vai ser nada. não tem como na prática viabilizar isto. Este é o último ponto sobre aval. ele será considerado devedor ou não? O aval antecipado é exatamente isto. E se o sacado não aceitar como fica o avalista? Nós acabamos de falar aqui que o avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado e aqui na questão o avalizado é devedor? Não. devolução. adotamos orientação diversa e explica a posição que é amplamente majoritária.175 Não é devedor. ou seja. OBS: Na hora da prova vocês dizem assim: Em que pese à envergadura jurídica do saudoso Professor Rubens Requião. E o avalista é devedor? • Duas correntes: A primeira corrente defendida por Rubens Requião – Em razão do Princípio da Autonomia subsiste a obrigação do avalista.

atualmente o devedor não precisa ir ao cartório e vai direto ao banco e paga. Oficial este título que está aí. Cláudia.176 Indiretos (DCI’s) e o requerimento de falência com base na impontualidade (Artigos 1º e 10 da Lei Falimentar). eu não vou pagá-lo porque Rômulo colocou um revólver que me obrigou a assinar o título ou dizer:“Esta assinatura que está no título não é minha”.000. e o oficial do cartório vai expedir uma intimação para a sacada com o seguinte teor: “Sra. Se Cláudia aceitar vai ter o protesto? Não. há também as custas do protesto que estão embutidas ali. ou . não quis aceitar”. mas existem outras modalidades. E se Cláudia não for ao cartório? Haverá o protesto por falta de aceite. para efetuar o aceite. E Cláudia diz que não aceita pagar. Leonardo mandou você me pagar à quantia de cinco mil reais (R$ 5. mas só que no vencimento ela não quis pagar e aí Rômulo vai leva a nota promissória a protesto e o cartório a intima. dia tal. Vamos ver na prática porque isto que vou falar não está na lei: O cartório envia a intimação para o protesto por falta de pagamento. Então o Rômulo levou o título para protesto e chegando lá no cartório ele diz: “A sacada. Mas vamos direto pela Lei e deixar um pouco de lado a prática: O devedor tem que ir a cartório e efetuar o pagamento. em regra. A mesma coisa o protesto por falta de pagamento. MODALIDADES DE PROTESTO: Vou mencionar os principais. a própria intimação do cartório já é uma ficha de compensação. dentro do prazo de três dias a contar da expedição desta para efetuar o aceite do título tal e aí vem dizendo qual o título. então. Vou explicar a vocês como funciona o protesto: Uma letra de câmbio funciona assim: A letra de câmbio tem o aceite. Vamos imaginar que seja uma nota promissória e ela emitiu em favor do Rômulo. Quando ele protocola o protesto. que são protestos por falta de pagamento. Para Rômulo cobrar do sacador. Na verdade. o beneficiário. Leonardo.00) e você aceita pagar?”. E se não for a cartório efetuar o pagamento? Protesto. Quando é protesto por falta de pagamento em duplicata. é claro que além do valor do título. isto já é uma ficha de compensação onde o devedor já pode ir ao banco e pagar. Cláudia compareça no cartório tal. sob pena de protesto”. Há ainda previsto na Lei 9492/97 a possibilidade do devedor ser intimado para comparecer a cartório sob pena do protesto e ir a cartório e dizer assim: “Sr. de devolução e de aceite. não serve porque a lei exige imprescindível o protesto como comprovação da mora. não quer dizer que o título já está protestado porque o cartório tem um procedimento e este dura. ele tem que provar que a Cláudia não quis aceitar e uma carta escrita de próprio punho de Cláudia dizendo que não vai aceitar. os principais são estes colocados acima. Cláudia será intimada para que no prazo de três dias a contar da expedição ir ao cartório e pagar. O que Rômulo vai fazer? Rômulo vai a cartório e levá-la a protesto. isto é. três dias. Rômulo vai levar a letra de câmbio lá na casa de Cláudia para ela fazer o aceite e diz Rômulo: “Cláudia. Então o protesto não é imediato porque há primeiramente um procedimento do cartório. protesto.

este sim poderá ser conhecido de ofício. vez que o Oficial do Cartório não é Juiz. por exemplo. Quando for cheque a Lei do Cheque admite que o protesto seja tirado no local do domicílio do emitente. O prazo que vou falar aqui é o prazo para que você faça o protesto e assegure o direito de cobrar os títulos dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). o protesto para a cobrança do Devedor Cambiário Principal. salvo se o devedor for lá em cartório e pagar ou aceitar. Vamos ver o prazo para o protesto por falta de pagamento da Letra de Câmbio e da Nota Promissória: Qual é o prazo? Vocês estão com a LUG aí. Então aqui o protesto tem prazo? Tem prazo. logo. O protesto é imprescindível para cobrança de quem? Dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). para cobrança do emitente não é preciso protestar antes.663/66? Se você for seguir a LUG (Decreto 57. não tiver o nome do beneficiário. . entenda-se. mas fora o vício de forma. salvo alegação de vício formal. então. não aceitar. O devedor pode ir a cartório e não pagar. qualquer outra alegação é uma mera defesa moral porque de qualquer maneira o Oficial do Cartório vai tirar o protesto. Isto é puramente desencargo de consciência. É assim que funciona o protesto. Direto é facultativo e sendo facultativo não há prazo para protestar o Devedor Cambiário Direto (DCD). terceira alínea. não tiver a data (lembram do cheque sem data?). para a cobrança do aceitante também não é preciso protestar antes. Prazo para o protesto: Para cobrança dos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é preciso protestar o título? Para depositar um cheque não é preciso protestar antes. ele é meramente facultativo. conforme o caso. o Oficial do Cartório não pode decidir quem está com a razão. Local do protesto: Onde o título deve ser protestado? Em regra o local de pagamento. Este prazo é para cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos. não devolver e pode oferecer uma defesa. Então o protesto para cobrança do DCD não há prazo. Se eu protestar fora deste prazo tem algum problema? O único problema é que você não poderá cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). fazer o protesto. portanto.177 dizer: “Eu já paguei este título. porque nem precisa protestar. Isto é o chamado contraprotesto. o Oficial terá que tirar o protesto (entenda-se realizar) o protesto. o devedor poderá alegar qualquer coisa” é o chamado contraprotesto”. Não! Por quê? Não. Decreto 57.663/66) artigo 44. Quando se diz tirar o protesto entenda-se efetivar. vício formal extrínseco. parágrafo terceiro e olha o que diz: O prazo para protestar por falta de pagamento é de dois dias úteis após o vencimento. enfim tiver algum vício de forma que se possa constar. O Oficial só não vai fazer o protesto se o título tiver vício de forma.

até o dia 12/10/2003. Para que o Simprônio tem que fazer o protesto? Para assegurar o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). O Simprônio vai poder cobrar do sacador? Não. posição absolutamente isolada. Qual é o prazo segundo o Decreto 57. No vencimento. Simprônio credor. Se no vencimento o sacado não pagar o que Simprônio tem que fazer? Simprônio tem que fazer o protesto. ou seja. Tício endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI) e Simprônio que é endossatário será o credor. O Simprônio vai poder cobrar de Leonardo? Não. vai cobrar de quem? Do aceitante.663/66? Se o título venceu dia 10/10/2003. Para a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) o Simprônio tem que efetuar o protesto tempestivo. Quem é o devedor principal deste título? O sacado que efetuou o aceite (Devedor Cambiário Direto . Se o Simprônio não efetuar o protesto ele poderá cobrar de Caio? Não. Simprônio tem que fazer o protesto dois úteis. O sacado efetuou o aceite porque ele assinou o título. O Leonardo que é endossante é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? Leonardo. Caio endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI).DCD).178 Olha só o que acontece: Uma letra de Câmbio aqui. entenda-se. você tem que levar o título no cartório para protesto no dia . a saber: Primeira posição: O prazo é de dois úteis após o vencimento. se o prazo venceu no dia 10/10/2003 o protesto tem que ser feito no dia 11/10/2003. que é endossante é Devedor cambiário Indireto (DCI). O sacador é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Segunda Posição: O prazo é de apenas um dia útil. Quando eu digo fazer o protesto. Se o Simprônio faz o protesto no dia 15/10/2003? Simprônio perderá o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Sacador Sacado Leonardo (beneficiário) Caio Tício Simprônio Leonardo endossou para o Caio que endossou para o Tício que endossou para o Simprônio. Mas há controvérsia sobre este prazo. então. o sacado. Este é o entendimento do Professor Fran Martins. E aí segundo a LUG (Decreto 57663/66) o prazo será de dois após o vencimento.

ou seja. quais sejam. 10 de novembro de 2003. E o cheque? O cheque é diferente. Qual é o prazo na Duplicata? É de trinta dias a contar do vencimento o protesto por falta de pagamento. Aí o cheque vai ser depositado lá na cidade de São Paulo. parte introdutória. foi objeto de reserva e o Brasil diz: Não quero aplicar a alínea terceira do artigo 44 da LUG. o emitente é Devedor Cambiário Direto? Não precisa protestar para cobrança do emitente do cheque (DCD). Município diferente. Foi objeto de reserva número nove do Anexo II e esta diz: Não aplicar o artigo 44.044/1908 tem quase cem anos. terceira alínea. então. A LUG. E para a cobrança do endossante do cheque precisa protestar? Se fosse aplicar a regra geral precisaria porque o endossante é (DCI). Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias mesma praça e sessenta dias praça distinta. trinta ou sessenta dias? . Olha que interessante: Eu tenho uma conta aqui num banco do Rio de Janeiro e estou lá em São Paulo. Qual é o prazo para depositar o cheque e assegurar a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? É o prazo de apresentação. Eu pergunto a vocês: Qual será o prazo de apresentação. OBS: Na hora da prova se perguntarem a vocês qual é o prazo para protestar a Letra de Câmbio e a Nota Promissória. terceira alínea.179 11/10/2003. Na prática é central de compensação.44/08 previsto no artigo 28 é de um dia útil. Mas olha só o que acontece: A lei do Cheque diz que para cobrança do cheque não precisa haver o protesto e o que substitui o protesto do cheque é a declaração do banco dizendo que o cheque foi apresentado e devolvido. O protesto mesmo pode nem efetivado uma vez que o devedor poder realizar o pagamento. você não precisa protestar o cheque basta você depositá-lo. coloco no cheque Rio de janeiro. onde esta lei tem três partes. o Município e praça distinta. O artigo 44. e o prazo deste Decreto 2. Anexo I e Anexo II. entenda-se levar o título ao cartório para o protesto. Mas como assim é diferente? Muita gente me pergunta se é preciso protestar para cobrança do emitente do cheque. terceira alínea do Decreto 57663/66 vez que foi objeto de reserva. claro que este prazo é em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Se você não aplica a LUG qual outra legislação que você vai aplicar? O Decreto 2. Lei Uniforme de Genebra. emito um cheque. dar entrada no cartório. Primeira posição de Fran Martins é de dois dias úteis após o vencimento e todos os outros defendem um dia útil. e como é de costume. O protesto mesmo será efetuado dias depois porque o cartório terá que obedecer àqueles procedimentos. a Lei Uniforme de Genebra mesmo fica na parte do Anexo I e o Anexo II são as cláusulas de reserva. Por quê? Defendem um dia útil em razão do seguinte: Lembram que eu falei sobre a LUG. Vocês sabem o que quer dizer isto? Aproveitando o ensejo vamos esclarecer que para fins de prova considerase mesma praça. Quando eu digo prazo. será de apenas um dia útil porque você não aplica o artigo 44.

É o local de emissão e o local que você tem a conta. é claro que esta ressalva que eu estou fazendo não dispensa o protesto para fins de falência. mas o nome que o cartório vai dar. isto é. Se ele apresentar no dia do vencimento. O cheque pode ser depositado até no Japão. Como diz o Professor Alexandre Câmera: “Pouco importa o nome do protesto o que interessa é o pedido do protesto. por falta de aceite ou por falta de pagamento. E se ela não aceitar e pagar? Ele vai levá-la a protesto por falta de aceite. é até o vencimento do título. pouco importa. em regra. 3º) Serve de parâmetro para fixar o termo legal da falência – artigo 14 da Lei Falimentar. Lá em são Paulo. . Qual é o prazo que Rômulo tem para protestar por falta de aceite? Dia 10/12/2003. O prazo do protesto é o prazo de apresentação. O cheque é diferente porque nem precisa protestar. Colocam os dois. cheque você não apresenta para aceite e sim você apresenta uma única vez para pagamento. Tem aceite na Duplicata? Tem aceite na Letra de Câmbio? Tem aceite. o que importa é que o protesto tem que ser tempestivo”. eles colocam protesto por falta de aceite e pagamento. por exemplo. e no exemplo. Muitos cartórios ficam em dúvida de qual protesto vai se fazer. Prazo para protesto por falta de aceite e de devolução: Claro que aqui estou falando dos títulos que apresentam a figura do aceite. E o prazo de apresentação vamos ver daqui a pouco.180 Trinta dias. O protesto tem que ser sempre tempestivo. Qual é o prazo de apresentação? O prazo de apresentação é até o vencimento (em regra). nestas circunstâncias. esta é a regra. Pouco importa o local em que o cheque será depositado. Ex: Eu passei uma Letra de Câmbio para o Rômulo cujo vencimento é para o dia 10/12/2003. ele está apresentando a letra tanto para aceite quanto para pagamento. pouco importa se o protesto é por falta de pagamento ou por falta de aceite. porque vale o que está escrito no título embasado no Princípio da Literalidade. pois o que você deve considerar é a mesma praça ou praça distinta. 2º) O protesto se é tempestivo viabiliza a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). e a Nota Promissória. o local que eu tenho a conta é no banco do Rio de janeiro e o local da emissão eu coloquei também Rio de Janeiro. mas o que você leva em consideração o local onde você tem conta e o local onde você emitiu o cheque ( Princípio da Literalidade). Olha uma questão interessante: Prazo de apresentação. EFEITOS DO PROTESTO: 1º) O protesto por falta de aceite torna o título exigível antes do vencimento (obs: explicarei mais tarde). Qual é o prazo que o Rômulo tem para apresentar esta Letra de Câmbio para Cláudia fazer o aceite? Até o dia 10/12/2003.

pelo novo Código Civil o protesto interrompe o prazo prescricional e isto está previsto no artigo 202. presente em toda ação cautelar. seria o poder geral de cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 17 Lei 9492/97. A ação cautelar de cancelamento é quando o protesto já foi efetivado. o novo Código Civil deu este efeito ao protesto. Qual é a medida processual cabível neste caso? Poder geral de Cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 26 da Lei 9492/97. É sustar o procedimento do protesto. não caucionando o Juízo ele não defere a liminar. A ação Cautelar de sustação do protesto é antes ou depois do protesto? A ação cautelar de sustação do protesto é ajuizada antes do protesto. Caberia uma declaratória com antecipação de tutela? Até caberia. eu nunca vi isto na vida”. aliás. O Oficial do cartório vai levar isto em consideração? O oficial não pode fazer nada. O protesto tem efeitos meramente processuais. mas por este meio seria muito mais difícil. apesar de toda construção jurisprudencial é no sentido contrário e até a Súmula 153 do STF que dizia que não interrompia agora esta Súmula foi cancela pelo artigo 202. Qual seria a medida cabível no caso acima? Seria a propositura de uma ação cautelar de sustação do protesto e o fundamento legal. A lei está dizendo que interrompe. Toda a Jurisprudência era contrária a isto e agora vem o novo Código Civil dizendo que o protesto interrompe o prazo prescricional. O protesto interrompia a prescrição? Bom até hoje não. como estão me chamando a pagar uma duplicata? E diz ainda: Esta assinatura não é minha.181 4º) Viabiliza o requerimento de falência pela impontualidade – artigos 1º e 10 da Lei Falimentar. O protesto interrompe ou não interrompe o prazo prescricional? Interrompe porque contra força não há resistência. ele tem importância para fins processuais. Se você não caucionou o Juízo aí o Juiz vai olhar. tem até Súmula do STF sobre o tema. além do periculum in mora e o fumus boni iuris. II do novo Código Civil. com pedido liminar. E o nosso amigo olha e diz: “Eu nunca comprei nada. Ocorre que. então agora interrompe. E a prática como perguntou nosso amigo? A Defensoria Pública sempre pergunta: Qual a medida judicial cabível para o teu assistido? Você vai entrar com uma cautelar de sustação ou de cancelamento. . garantir o Juízo. o Juiz nem olha e concede a liminar. ou seja. II do novo Código Civil. Aqui é outra ação cautelar chamada de ação cautelar de cancelamento do protesto. Ele não influencia o direito material. Prática: Juízes concedem a liminar se você caucionar o Juízo.00 (cento e cinqüenta mil reais). E se nosso amigo demorar um pouquinho para conseguir isto porque o procedimento do cartório dura em regra três dias? O protesto será efetivado e o nome do nosso amigo vai ser negativado. Vamos esquecer um pouco a doutrina e vamos para prática novamente: Vamos imaginar que nosso amigo aqui é surpreendido em casa com a intimação de um protesto com o seguinte conteúdo: “Comparecer ao cartório para pagar uma duplicata no valor de R$150. conforme o caso.000. mas em geral. sob pena de protesto”. Caucionou o juízo.

agora se realmente ela estava devendo. cinco anos depois ele vai lá e paga. porque ela não deve nada. Eu sabia a distinção entre protesto por falta de aceite e por falta de pagamento? Não. entenderam que o próprio devedor é que pode pedir o cancelamento do protesto.182 Se você caucionar o Juiz defere a liminar inaudita altera parte (sem ouvir a outra parte). o devedor com o recibo do pagamento é só levar lá e pedir o cancelamento do protesto. Cabe uma ação para retirar o nome da pessoa protestada por falta de aceite porque não se trata de hipótese de mau pagador. não é obrigação do credor. Nossa amiga vai pagar? Não. ela não se vinculou ao título. que feito um protesto por falta de pagamento. Outra questão interessante sobre o cancelamento do protesto e outra viagem da doutrina: A doutrina entende com base. . Mas para parte da doutrina o pagamento não deveria dar ensejo ao cancelamento do protesto. na galera que já foi há muito tempo. isto na prática. a pessoa não é devedora porque não se vinculou ao título. Assim com base nesta expressão da Lei “qualquer interessado”. em Pontes de Miranda. mas se você não caucionar ele costuma ouvir a outra parte. ao consultar os cadastros jogava no sistema vinha lá escrito: “Protesto”. Mas ela vai ao banco e paga. as Câmaras Cíveis do nosso Tribunal negando pedido de danos morais. leigo. Cláudia para cobrar de Leonardo vai fazer o quê? Cláudia vai ter fazer o protesto por falta de aceite. é devedor e não pagou.00 (cinqüenta mil reais) para ela pagar a Cláudia. hoje. Outra questão: Ela está devendo o cheque especial. Então esta é só uma observação a ser feita para quem vai fazer prova para a Defensoria Pública. logo. Pergunto a vocês: De quem é a obrigação de tirar o nome dela do protesto: É dela ou do banco? Quem tem que ir ao cartório e cancelar o protesto? Para o Professor se for um erro do banco ele tem a obrigação de ir ao cartório e retirar. O protesto por falta de aceite não deveria manchar o nome porque a pessoa não aceitou. Na prática isto inviabilizaria o crédito. não pagou e o banco foi lá e protestou. mas acaba na prática sempre prejudicada. Protesto por falta de aceite e aí eu pergunto: O nome de quem vai ficar negativado? Do sacador ou da sacada? Da sacada. o banco protestou e ela foi lá e pagou. de mau pagador. esta é a prática. Olha o que acontece: A lei sendo elaborada para quem não trabalha na prática. em favor da nossa amiga no valor de R$ 50. Isto prejudicaria o ex-devedor? Claro que prejudicaria. Agora no protesto por falta de aceite. eu na época como Gerente de um banco. Outro questão onde a doutrina se distancia da prática: Primeira coisa: Leonardo saca um Letra de Câmbio. por exemplo. E que se tem que fazer? Tirar aquela anotação do passado negro do nosso amigo ali. o protesto que pode manchar o nome de alguém é o protesto por falta de pagamento.000. a partir desta lei o cancelamento do protesto pode ser pedido por qualquer interessado previsto no artigo 26 caput da Lei 9492/97. Deveria? Não porque o protesto foi por falta de aceite. contra nosso amigo ali. Assim na prática um protesto por falta de aceite que não deveria manchar o nome de ninguém acaba manchando. portanto. mas antes da Lei 9492/97 era diferente. ela ficou com o nome negativado.

Deu confusão na jurisprudência e foi parar lá no STJ e o STJ entendeu que a partir da Lei 9492/97 cancela-se o protesto pelo pagamento. Quando o sacado assina o título reconhece aquela dívida. o pagamento cancela o protesto. Prejudicaria isto na prática? Claro que prejudicaria. você deixa de ter uma posição jurídica mais privilegiada. E em relação Devedores Cambiários indiretos (DCI). Ônus é a opção do necessário. cancela-se o protesto e quando for tirar uma certidão esta não vem escrito absolutamente nada. mas já foi pago. foi protestado. logo. em relação aos (DCI) o protesto é um ônus. E em relação ao protesto quanto aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? Se você não protestar você recebe uma sanção? Não. Virá a anotação do protesto. Em relação ao devedor principal (DCD) o protesto é uma faculdade. há nenhuma alteração no mundo jurídico. ainda assim vinha a anotação do protesto. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. Ônus. mas com o esclarecimento do pagamento ou não pagamento. embora houvesse o pagamento. você recebe uma sanção. Portanto. No cadastro virá: Foi protestado. é como se fosse uma anotação na FAC (folhas de antecedentes criminais). mas com esclarecimento de que já foi pago. se pagou. obrigatório ou é facultativo? Existe alguma diferença entre necessário e obrigatório? A diferença é entre ônus e obrigação. por exemplo. portanto. se você não a cumprir. O protesto em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) é um ônus e em relação aos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é uma faculdade. mas já foi pago. OBS: Faculdade – Fazendo ou não. o ônus da prova. Natureza Jurídica do Protesto: Depende. se você não oferece provas. É assim que deve ser. o protesto é necessário. ou seja. mas que não retiraria a anotação daquele protesto. que se cumprido. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada.183 Para esta parte da doutrina eles entendem que basta apresentar o recibo de pagamento. Antigamente prevalecia o entendimento dos ultrapassados que diziam não ser isto possível. fala em cancelamento do protesto pelo pagamento. O sacado . diz: vou pagar esse título no vencimento. Então existe uma verdadeira confusão na doutrina a partir da Lei 9492/97 porque esta Lei 9492/97 em seu artigo 26. Eles entendem que deveria vir à anotação do protesto. o que a doutrina sempre entendeu que não era possível cancelar e desaparecer àquela anotação. Eles entendem que deveria vir assim. mas virá com o esclarecimento de absolvido. Hoje. você deixa de ganhar a ação. Qual a diferença entre ser um ônus ou ser uma obrigação? Ônus é um encargo. se não cumprido. 18ª Aula – 06/12/2003 ACEITE: O aceite nada mais é do que assinatura do sacado no título. Em relação à obrigação. você deixa obter uma posição jurídica mais privilegiada. ao passo que no ônus há uma alteração no mundo jurídico porque se cumprido. você apenas deixa de ter direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). hoje.

Vai apresentar para o sacado. se assinou. É na casa do devedor. mas ainda cai em prova. mas e a cobrança de juros? . entrego para A. é só para prova. dia 15/01 ao beneficiário. Quase ninguém já viu letra de câmbio. suposto devedor. também chamado de devedor principal. Então o ACEITE é a simples assinatura do sacado no título transformando-o em ACEITANTE. O aceite serve para dar a oportunidade ao sacado de dizer se vai ou não pagar o título transformando ele de mero sacado que não é devedor cambiário em aceitante. unilateral de vontade. assinou já vinculou. E o aceitante é o devedor principal do título. já vinculou. Tem assinatura do devedor no título? Não só se vincula ao título quem o assina. Quem pode efetuar o aceite? Quem faz é o sacado. no dia 15/01 ela vai voltar na casa dele para receber. da sua assinatura em aceitante. Uma declaração cambial.184 que não é devedor cambiário. Qual a diferença entre vencimento antecipado e tornar o título exigível antes do vencimento? É a cobrança de juros. é tornar o título exigível antes do vencimento. e na duplicata não precisa apresentar para aceite. mesmo sem a assinatura dele no título. ele se transforma através do aceite. Antes de 15/01 a credora vai levar o título na casa do sacado e diz: o sacador está mandando você me pagar 5 mil reais em 15/01. o título é apresentado para o devedor direto para pagamento porque se ele não pagar. SACADO . na verdade. O aceite na duplicata não é mais utilizado. e diz que aceita pagar e assina no verso do título. já a partir de hoje o credor pode cobrar do sacador. porque aqui no Brasil utilizamos a duplicata.SACADOR . O aceite é uma obrigação portable ou quérable? A obrigação tem que ser cumprida no domicílio do suposto devedor ou do credor? A credora é que tem que ir na casa do sacado para que ele efetue o aceite. o aceite caiu em desuso. é o devedor cambiário direto.CREDOR. ocorreu protesto por falta de aceite em 06/12/2003. a credora tem que protestar por falta de aceite. e no dia 15/01 pode cobrar. o protesto com o comprovante de entrega da mercadoria já substitui a assinatura. OBS: Fenômeno que ocorre que tem na LUG é o ACEITE POR INTERVENÇÃO. quem cria o título. O aceite na duplicata não existe mais na prática. se este não aceitar. a partir do dia do protesto. Na Letra de Câmbio o sacador Leonardo dá uma ordem ao sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. porque se o sacado não pagar. é obrigação quérable ou quesível. Na prática é quase a mesma coisa. Sacador é quem tem o título. quem criou o título pode cobrar 5 mil reais do sacado em 15/01. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? NÃO é o vencimento antecipado. (esquecer duplicata agora). portanto. O aceite não existe na prática. o que é que substitui o aceite na duplicata? É o protesto e o comprovante de entrega da mercadoria. que segundo a LUG é devedor cambiário direto. Você vai pagar? Apresenta o título hoje a ele. Vencimento do título em 05/07/2004.

por exemplo: Caio (sacado) pode surgir sua irmã querendo aceitar em nome dele. coloca no próprio título. aí antes de efetuar o protesto. O sacado enquanto sacado não é devedor. se transformar em aceitante.185 Só ocorre esta a partir de julho/04. Só se torna devedor se ele reconhecer a dívida. é só lembrar do Princípio da Literalidade. com uma observação: se for feito o protesto por falta de aceite o maior prejudicado é o sacador que terá que pagar o título antes do vencimento. Quem vai ficar com o nome “sujo” é o sacado e não deveria ficar com o nome sujo porque o aceite na LC é facultativo. levou o título a protesto. ACEITE POR INTERVENÇÃO (artigo 56 da LUG – Dec 57663) Pode ser indicado no título mais de um sacado. este recusando o aceite. OBS: Se o nome do interventor constar no título. vai ao cartório e o aceita em nome próprio. Só se vincula ao título quem o assina. O sacador se for malandro pode fazer o seguinte: o sacado é o Caio. mas aí tem o aceite por intervenção. exigir do sacador. só tem assinatura no título do sacador. com possível intervenção de Maria Lúcia ou qualquer outra pessoa. mas se essa outra pessoa indicada como possível interventor fizer o aceite. Se não for efetivado o aceite. quando Tício apresentar o título para aceite a Caio. Importante: O aceite na LC é FACULTATIVO. o credor não pode recusar essa intervenção. . O credor pode exigir o pagamento deste título do sacado ou do sacador? Ou dos dois? O sacado assinou o título. em favor do Tício. assinando o título. ele que será intimado. princípio da literalidade. que foi quem criou o título. Nós já sabemos a principal importância da recusa do aceite. quem será intimado para comparecer em cartório. Leo sacador e Caio sacado. O credor só pode exigir o título do sacador. e se o protesto tenha sido feito em 15/12/03. Então se eu saquei uma LC. porque sacado não é devedor. o credor vai poder exigir o título a partir do protesto. o credor tem que apresentar a LC para todos eles antes de protestar por falta de aceite. que é tornar o título exigível desde o protesto. O aceite por intervenção como regra. o dia que for feito este o título passa a ser exigível já desde o protesto. só se vincula ao título quem o assinou. quem decide se aceita ou não é o credor. o sacado vai ser intimado. este só é devedor se fizer o aceite. QUESTÃO PRÁTICA: O título vai ser protestado o nome de quem vai aparecer lá no protesto. for concretizado o protesto. Vencimento 15/07/04. ela será a devedora. Se o sacado não for fazer o aceite. não fez o aceite. depende da anuência do credor. já a partir desta data o Tício que é credor pode exigir o pagamento do Leo. o sacado vai ou não efetuar o aceite? Aí pode surgir um terceiro. o Tício vai levar a LC a protesto. o credor pode discordar? Não. A credora tem que concordar com esse aceite. princípio da literalidade. com a intervenção da Maria Lucia? Não. para fazer ou não o aceite? O nome do sacado. isso é um problema que ocorre na prática. pode cobrar do Caio? Não.

Então eu posso escolher a data para apresentação. se expirado o prazo do artigo 53. obrigado a pagar hoje. ela vai apresentar para o sacado. ela levar o título a protesto e mesmo o título vencendo em 15/04/04. vai vigorar mais de uma vez o princípio da literalidade. O sacador mesmo que o título não seja apresentado dentro do prazo para aceite. se refere a tornar o título exigível antes do vencimento. perde o direito de cobrar do sacador. para aceite. ele permanece vinculado ao título. ação de cobrança em razão da relação jurídica causal. A dificuldade vem agora: Qual é a conseqüência para a perda do prazo de aceite? Diz o art 53 da LUG: “a perda do prazo por parte do credor. e aí pelo menos está perto do vencimento. ele recusa. ele apresenta hoje. Em regra. Para toda a doutrina. colocando isso: 10/03/04 ela só vai poder levar lá na casa do sacado. ela pode cobrar já a partir do protesto. dos endossantes.186 Se constarem vários sacados na LC o credor deve apresentar a letra a todos eles antes do protesto. e disse que o sacador sempre está vinculado a LC. passou o vencimento pode executar o sacado? Não. saquei o título hoje. ou seja. Prazo para apresentação para aceite: Pode ser um instrumento do sacador para evitar o vencimento antecipado. O entendimento de parte da doutrina. Quem defendeu essa tese foi o desembargador Paulo Lara (exexaminador da Magistratura) prova oral: se não apresentar o título para aceite. Ele só vai poder cobrar de quem? Se o sacado pagar. Há uma outra parte da doutrina aplicando um dos artigos do Anexo II que diz: qual é a única conseqüência de você perder o prazo de apresentação para aceite? A conseqüência seria eventuais perdas e danos e continuaria com direito de cobrar do sacador. faz com que ele perca o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos”. ela já pode apresentar o título a partir de hoje. porque assinou. a partir desta data. se ele não efetuou o aceite não é devedor. ou seja. Então o sacador pode fazer o que quiser com esse prazo de apresentação para aceite. não apresentou o título para aceite perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos e o sacador é devedor cambiário indireto. dia 06/12/03 em favor da Lúcia. esse título só é passível de aceite a partir de 10/03/04. Vencimento do título em 15/04/04. mesmo que o título não seja apresentado para aceite. prestação de serviço. se perder esse período ela só vai poder apresentar o título para pagamento na data do vencimento. respeitada o prazo prescricional. o prazo para apresentar o título para aceite é até o vencimento. é que se perder esse prazo de apresentação para aceite o credor perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos. ele vai poder executar alguém? Não poderá executar ninguém. Pode cobrar do sacador? O candidato disse que não. eu posso colocar: saquei o título hoje. etc. dos avalistas dos sacadores. Eu posso colocar ainda: esse título só é apresentável para aceite entre 01/01/04 a 10/03/04. mas o sacador pode mudar. mas . ele pode pegar aquele título e propor ação de conhecimento como: ação monitória. ou seja. se o sacado não pagar. por toda vida. ele perde o direito de ação e não pode cobrar ninguém e aí o desembargador achou absurdo a resposta do candidato. mas vou correr o risco de que se o sacado recusar o aceite hoje.

porque que ele é meu devedor.187 para Paulo Lara. o que já tratamos. ele pode alegar em sua defesa que eu não prestei o serviço? Pode. OBS: Não vale a pena citar isso em prova ele não está mais na banca. só que as notas promissórias foram endossadas para um terceiro de boa fé. que eles perdem a sua forma executiva. Então a jurisprudência nesses contratos de massa. desaparece com o dinheiro. vocês vão poder alegar a ausência de causa para exibição desses títulos. isso contamina os títulos. só que ao invés de construir o prédio. ou seja. sempre entre as partes originais vai ser possível discutir a relação jurídica causal. Então a assinatura de título de crédito vinculada a contrato. facultativo. Quando o banco estiver executando. tecem um contrato. contrato. os avalistas. e assinam também uma nota promissória para prestações. que uma vez constatado o ilícito na relação causal. Ocorreu a novação ou não? Não. NOTA PROMISSÓRIA: Na Nota Promissória há duas partes: O Emitente e o Beneficiário. ele entendia que o credor perdendo o prazo. Pega essas notas promissórias endossa para um banco e com isso apanha com o banco um empréstimo. O emitente da NP é o devedor principal. por que ela exige isso? É porque certamente ela quer utilizar as notas promissórias como garantia de empréstimo bancário. Se tivesse causado novação. A construtora não precisava pedir assinatura dessas NP. é apenas uma outra forma de documentar a mesma obrigação. Para executar uma NP não precisa protestar. Após a sua criação na NP podem surgir os endossantes. o sacador continuaria vinculado ao título.Quando eu for executar esse cheque que voltou sem fundos. É ponto pacífico na doutrina e na jurisprudência. declaração. assinou um papel dizendo: devo ao Leonardo 60 mil reais. pós-datado. anexo a esse documento 6 notas promissórias de l0 mil. aí vou construir um prédio. diz que os títulos estão de tal forma atrelados aos contratos. porque se causasse novação as partes não poderiam discutir a relação causal. aquele termo que diz qual foi à causa da dívida. as pessoas que compraram ficam sem o apartamento. Um termo de assunção de dívida. as pessoas poderão alegar que não receberam o apartamento? Se aplicar as regras só do título de crédito. pessoas já compraram na planta. que o emitente da . ele tem contrato de prestação de serviço onde diz que pela prestação de serviço me pagará 10 mil reais. e junto com esse contrato ele assinou um cheque para mim. não causa novação. Em termos práticos é o seguinte: eu prestei um serviço na casa dele. Ele me deve 60 ou 120 mil reais agora? Continua devendo 60 mil reais. Na Letra de Câmbio há três partes: sacador – sacado – beneficiário. porque já tinha o contrato. portanto. E o beneficiário é o credor. tenho um terreno. Quando ele assinou a NP. porque para cobrar do devedor principal o protesto é dispensado. OBS: A Nota Promissória Vinculada a Contrato – é o que pode cair em prova. mesmo em se tratando de um terceiro de boa fé. Vinculou um título a um contrato. não poderão alegar isso. A jurisprudência vem entendendo nessas relações que esses títulos estão vinculados de tal forma ao contrato. exemplo prático: sou uma construtora.

A jurisprudência naquelas causas de massa. para se vincular um título a um contrato em definitivo. ele está dando ao credor o direito de preencher. Então o valor de juros. O título com a cláusula não a ordem não pode ser endossado.188 nota promissória pode alegar que não vai pagá-lo por não ter recebido o apartamento. você tem que pagar o título e depois correr atrás do vendedor. porque aí você evita o endosso. Segundo a Súmula 387 do STF toda vez que o devedor emite um título em branco com lacunas. porque o banco faz os lançamentos de forma absolutamente individual sem a participação do cliente. para ele realmente ficar vinculado depende de alguns pressupostos: Como é que se pode vincular um título de crédito a um contrato? Coloca-se no verso da NP ou cheque. ou por ter sido enganado na venda de computadores pela TV por exemplo. que a NP vinculada ao contrato de conta corrente não tem liquidez. protesto. Essa decisão é exceção a regra. se não tiver o endosso. porque a vinculação de um título de crédito a um contrato. etc. vinculada de tal forma que perderia até a liquidez. é só este que purifica o título. Então a jurisprudência entendeu que o extrato de conta corrente não dá liquidez a execução fundada em contrato de conta corrente. Entenderam que a NP estaria vinculada ao credor de conta corrente. também se aplica às notas promissórias. placa tal. etc) Só isso vincula o título? Pela letra da lei não. Essas decisões têm cunho mais social que jurídico. tirava o último extrato juntava com o contrato e promovia a execução. a LUG não fala nada de liquidez por contaminação do contrato. (refere-se a compra do automóvel tal. documento tal. passou a exigir que os correntistas assinassem uma NP em branco. serve como referência. nem no novo Código Civil nem em lugar nenhum. porque esta não é passível de aceite. qualquer tipo de lançamento sem a participação do correntista. o título continua vinculado a sua causa. de mora. já é criada . basta olhar a cláusula não a ordem. e o cara não lhe entregar o carro. aval. já assentou entendimento através da Súmula 258 do STJ. ele jamais vai se desvincular da causa. Na prova. se o título não pode ser endossado. tem que dar aqueles lançamentos uma liquidez. uma certeza de que a dívida é realmente aquela. então como é um lançamento unilateral o banco não pode executar aquilo. O endosso tem o efeito purificador. Daí o banco esperto. Sobre NP tudo que foi falado sobre LC. Importante: Só o aceite não se aplica a NP. essa vinculação. porque a lei não diz isso. quando tiver nominal a fulano. Aí a jurisprudência disse: essa NP está vinculada ao contrato de conta corrente e se o contrato de conta corrente não tem liquidez. endosso. Os bancos antigamente faziam o seguinte com cheque especial: um correntista estava com a conta negativa. tiravam extrato e ao invés de executar o contrato com o extrato. Já caiu em prova a questão acima. Para vincular o título além de mencionar no verso do título. Porque aqui sim. eles olhavam o valor e preenchiam a NP anexando o saldo e executavam agora a NP e não o contrato. a NP a ele vinculada também não tem liquidez. Como é criada pelo próprio devedor principal não está sujeita ao aceite. você vinculou o título. se esse título for endossado. você coloca a cláusula não a ordem. pela regra do direito cambial. a referência do negócio. A jurisprudência entendeu que aquela execução não deveria prevalecer por falta de liquidez. então pegava o contrato de conta corrente. Isso é uma posição exclusivamente jurisprudencial.

ela é apresentada ao sacado. a resposta é a duplicata. Esse artigo tem por objetivo claro. Prova MP: Qual único título no Brasil que tem como origem obrigatoriamente a compra e venda mercantil. É o que a lei está dizendo. . acrescido de letras (A B C D) todas ligadas a uma mesma fatura. Agora o comprador pode pagar com qualquer título (cheque normalmente). pode pagar de qualquer forma. neste prazo tem que devolver a duplicata com aceite. agora se a pergunta for: Qual é o único título que o vendedor pode criar com base na compra e venda mercantil? Aí sim. DUPLICATA: Amparo legal ( lei 5474/68 – legislação supletiva – LUG – decreto 2044 e novo código civil). Artigo 3º . O comprador pode pagar essa compra e venda com dinheiro. qual o outro título que o vendedor poderia criar para representar o seu crédito na compra e venda mercantil? A Letra de Câmbio porque nesta. uma fatura pode dar origem a várias duplicatas.Falam da apresentação da duplicata. embora não diga expressamente. Qual é o único título que o vendedor pode criar com base nesta fatura? É a duplicata. Dificilmente caíra em prova NP.Requisitos da Duplicata Artigos 6º e 7º . a letra de cambio caiu em desuso. qual é o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. ele só pode justificar a recusa do aceite alegando as matérias do artigo 8º da Lei 5474/68. Qual é o documento que dá origem a duplicata? É a fatura. Posso criar um outro título de crédito para representar a compra e venda mercantil? Muitos dizem que “não”. ou a prestação de serviço? É a duplicata. vendeu 10 sacos de farinha para o comprador.189 já com assinatura do devedor principal. ou sem o aceite de forma justificada. Pode uma duplicata representar mais de uma fatura? Não pode. que hoje em dia está junto com a nota fiscal. segundo o artigo 2º da LUG. só a vinculada a contrato. O artigo segundo quer dizer que o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. eles utilizavam a LC. Antes de existir a duplicata no Brasil. O inverso é possível. ele dá uma ordem para o sacado para pagar a ele mesmo ou ao beneficiário – art. só a duplicata. Pode outro título representar a operação de compra e venda mercantil ou a prestação de serviço? A pergunta foi essa. que tem 10 dias para refletir se aceita ou não a duplicata. uma duplicata só pode ter origem em uma única fatura. tem a fatura. posso emitir 5 duplicatas. 3º da LUG. Vendi para ele 50 mil reais para pagar em 5 vezes. principalmente no pagamento parcelado o número da duplicata será um só. Qualquer título pode representar a compra e venda mercantil. pode pagar com cheque. se o título for criado pelo comprador não há nenhuma restrição. com cheque. Esse artigo 2º tem por objetivo vetar apenas a LC. A lei diz: no ato de emissão da fatura dela poderá ser extraída duplicata “não” sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do vendedor contra o comprador. Se não existisse a duplicata. proibir a emissão de LC. mas quando criaram a duplicata. A correta interpretação do artigo segundo é a seguinte: Temos o vendedor (sacador). foi objeto de prova específica do MP. Criada a duplicata.

da época que a duplicata era de saque obrigatório. ele esquece de dizer que a perda ou extravio da duplicata só pode dar origem ao saque da triplicata. estou trazendo uma triplicata para você. e aí está o maior erro do artigo 23. no valor de 100 mil reais. apresentei ele aceitou. Cuidado: Cuidado com o artigo 23. O rol do artigo 8º é taxativo ou exemplificativo? Há duas correntes: Para Rubens Requião o rol é exemplificativo. A perda ou extravio de duplicata com aceite não aplica o artigo 23. Fran Martins. porque senão está obrigando o sacado a se vincular a dois títulos. se a duplicata estiver sem o aceite e se ocorrer a perda ou extravio da duplicata com aceite. cobrava como imposto. pois há sistema próprio de cobrança do ICMS. que também tem no CPC. Para o protesto da duplicata o prazo é de 30 dias após o vencimento.Fala do pagamento. com muito mais razão é de saque facultativo. Qual é a conseqüência de não protestar em tempo hábil? Perde o direito de cobrar. . obrigará o vendedor a extrair a triplicata. Luiz Emídio e jurisprudência. Não existe mais o selo. hoje a duplicata é de saque facultativo. O saque da duplicata é facultativo ou obrigatório? Toda vez que tem uma compra e venda mercantil. Importante: Saquei uma duplicata contra A. que só é aplicável as duplicatas sem aceite. prevista no artigo 36 do Decreto 2044 – Ação Judicial de Restituição de Títulos Perdidos ou Extraviados. segundo o artigo l3. Quando a lei diz: Obrigará o vendedor a sacar uma triplicata é mentira. parágrafo 4º. sacava uma duplicata e tinha que ter o selo fiscal. era um documento fiscal. toda compra e venda tinha que ter duplicata. Em caso de perda ou extravio da duplicata. porque não tinha ICMS. Antigamente a duplicata não era um título de crédito. o saque da triplicata é facultativo. se ele ficar na mão de terceiro de boa fé terá que pagar aos dois. O artigo 23 é quase um equívoco em razão da legislação antiga. Waldir Bugareli. a triplicata que é segunda via da duplicata.190 O artigo 8º diz quando o comprador pode recusar o aceite. Para Fabio U. ele fez o aceite. Em razão do selo fiscal a duplicata era de saque obrigatório. o valor do selo dependia do valor da duplicata. tributário.Com a cobrança do ICMS. A duplicata que é primeira via é de saque facultativo. Na compra e venda mercantil com prazo igual ou superior a 30 dias obrigatoriamente tem que ter a fatura. seu saque era obrigatório. tem que promover a ação judicial. Artigo 23 – TRIPLICATA: O artigo 23 está todo errado do começo ao fim. Quem aplicar o artigo 23 erra. O saque da duplicata é facultativo. Coelho. pois era obrigatório o saque. não aplica o artigo 23. O artigo 9º . levava a duplicata na inspetoria de fazenda e tinha que pagar o tributo e colocar o selo fiscal na duplicata. o rol é taxativo. era um título que servia mais ao fisco que ao próprio comerciante. obrigatoriamente tem que ter uma duplicata? Não. ele não vai querer assinar de novo. chego para ele três dias depois e digo para o aceitante que perdi aquela duplicata. ele terá razão porque não vai querer se vincular duas vezes ao título. da venda. você aceitou.

Ele é credor? . eu preciso protestar? Depende. CREDOR. ele é DCD? Não. devedor principal. na mesma época em que foi aprovada a LUG. quando ela for omissa. sacador ou subscritor. Esse Decreto tem a mesma estrutura da LUG. é o credor. Outro caso que não está no artigo 23 que pode dar ensejo a emissão da triplicata é a retenção indevida pelo sacado do título.191 Em caso de perda ou extravio. a legislação supletiva é a legislação sobre letras de câmbio. que aí seria uma Lei Internacional. denominado eminente. Tem muita gente que pergunta: Eu quero executar um cheque. O beneficiário. é devedor principal. tem o Anexo I e o Anexo II. Se os dois forem omissos a legislação subsidiária. ou seja. Eu pergunto: O Banco Sacado. Foi incorporada pelo Direito Brasileiro pelo Decreto 57595/66. é óbvio. que ele que cria. Conceito Doutrinário: É uma ordem de pagamento à vista e em dinheiro dada por alguém. Essa é a nossa chamada lei interna sobre cheque. ele é credor. também foi aprovada uma Lei Internacional sobre cheque. A Lei de Genebra sobre o cheque é apenas o Anexo I. 19ª Aula – 13/12/2003 CHEQUE: Legislação Aplicável – Lei 7357/85. Então na verdade a legislação é a lei interna sobre o cheque. Vamos identificar eles naquela regra que eu dei lá no começo de DCD. O eminente. ele tem a parte introdutória. para cobrar do DCD precisa protestar? Não. porque ele é devedor cambiário direto. que é o devedor principal ou devedor indireto? Ele é DCD ou DCI? Ele é DCD. Nós temos como se fosse uma LUG sobre cheque. Você vai cobrar de quem? Você está executando quem? Está executando o eminente? O eminente do cheque é DCD. devedor cambiário direto. Lei 7357/85 e. que emite o cheque. que é a LUG e o Decreto 2044/08. Então para cobrança judicial do eminente é dispensável o protesto. o Anexo I do Decreto 57595/66. a falta de devolução. O cheque originalmente tem três partes: O Eminente. segundo a jurisprudência. Então tem toda aquela estrutura que nós já vimos na LUG. Ele é DCI? Não. Em Genebra. o artigo 23 tem rol exemplificativo. denominado beneficiário. que pode ser chamado de Sacador. temos o Banco Sacado e temos o Beneficiário. ou seja. em favor desse ou de outrem. DCI. contra uma instituição financeira (Banco Sacado).

Ela deposita. Porém. vamos imaginar a seguinte situação. Existe aceite no cheque? Não. Então o Banco Sacado enquanto inscrição sacada. Então eu que era credor me torno devedor cambiário indireto e. Por quê? Por que ela não tem nenhuma relação jurídica com o banco. Pode-se exigir um aval do cheque. Mas o que é também interessante falar sobre cheque? Se cair numa prova a sua função econômica e sua natureza jurídica. Podem surgir outras partes? Sim.00. Pergunto: Ela pode propor uma ação cambial contra o banco? Não.000. Porém. Eu já havia alertado a vocês: sacado enquanto sacado. DCI ou credor? O DCI. a pessoa para quem endossei. ele é devedor cambial? Não. É a relação jurídica que nós chamamos de interna. Esse sacado não é devedor cambial e no cheque não tem aceite. Em princípio é necessário o protesto. Nós já vimos numa aula anterior que existe. vulgarmente pós-datado. no valor de R$10. estou emitindo cheque em favor de fulana. Então só para vocês terem uma idéia. ela se formaliza com o contrato de conta corrente. Vejam que duas partes não se relacionam. e eu sou o credor. Nós já tratamos do cheque pós-datado. Então o Banco Sacado ele participa da relação cambial? Não. há saldo. ela é devedora principal. jamais será devedor cambial. Quando cair na prova.000. normalmente envolvendo cheque pós-datado. A relação cambial do cheque é formada por apenas duas partes: O Eminente e o beneficiário. que essa é a relação jurídica externa do cheque de natureza cambial. O endossante e DCD. aí de beneficiário ele vai se transformar em endossante. O Banco Sacado enquanto sacado. o novo credor. a pessoa emite um cheque a meu favor de R$1. Depois o eminente vai se virar com o banco. Eu pergunto: Para essa pessoa te cobrar. Eventual ação cambial deverá ser proposta contra o eminente. não tem nenhum vínculo jurídico o banco com o beneficiário. Leonardo. pode surgir o avalista do eminente.00. o banco devolve o cheque alegando insuficiência de fundos. em princípio é necessário o quê para cobrar do endossante? O protesto. Então apenas lembrando. Qual é a função econômica do cheque? Ele funciona mais como meio de circulação de riquezas? . por exemplo.192 Não. É novo credor o endossatário. Ou o beneficiário pode fazer o endosso. Qual é a outra relação jurídica que existe no cheque? Uma relação jurídica contratual. Ele vai pedir danos morais. Questão de prova: Eu. Qual a natureza jurídica dela? Natureza contratual. jamais será devedor cambial. então ele jamais será devedor cambial. eu resolvo endossar esse cheque para ele. Só é devedor cambial quando o sacado faz o Aceite.

. ou é um mero instrumento para retirada de fundos ou uma forma de pagamento. mas não documenta a verdadeira operação de crédito. por força lá desde o Plano Collor. aquele cheque. É um mero instrumento para retirada de fundos. Só para os correntistas. visão de Pontes de Miranda. com a conta no banco. Ele diz que o cheque é. o cheque não é titulo de crédito. de confiança. Segunda Corrente – Defendida por Fran Martins: Para Fran Martins vai pelos mesmos caminhos. segundo Pontes de Miranda? Não. Ele funciona como forma e prova de pagamento. Hoje o cheque perdeu um pouco a sua natureza de circulação de riquezas. uma operação de fidúcia. Natureza Jurídica do Cheque: São dez correntes: Primeira Corrente – Defendida por Pontes de Miranda. Falando em Pontes de Miranda. Só para lembrar. E o cheque tem natureza de ordem de pagamento à vista. defendida também pelo Paulo Restife: O cheque não é título de crédito. ele defende a segunda corrente. A principal função econômica seria uma forma e uma prova de pagamento. Essa é a função econômica do cheque. emitindo cheque em favor do próprio Leonardo. mas ele classifica o cheque como um título de crédito impróprio. segundo Pontes de Miranda não pode ser considerado um título de crédito. Por que não é título de crédito? Segundo o professor Pontes de Miranda a função do cheque é ser forma e prova de pagamento. Ele não é um título cambial por excelência. Essa expressão goza de dinheiro presente por dinheiro futuro é muito utilizada por Pontes de Miranda. Ele não foi feito agora para facilitar a circulação de riquezas. Para a primeira corrente. o cheque pode ter apenas um. Pontes de Miranda. Quando é que o cheque vai ser um mero instrumento para retirada de fundos? Antigamente o cartão de banco era um luxo. Então não é gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. eu Leonardo. portanto. ou é um instrumento de retirada de fundo ou é uma forma de pagamento. na visão de Pontes de Miranda. Por que o que é uma operação de crédito? É o gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. porque ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. Por quê? Está sendo uma operação de fidúcia com quem? Confiança com quem? Estou fazendo uma operação de crédito com quem? Com ninguém.193 Não. Naquele momento. O cheque não tem as mesmas características da nota promissória. o cheque se não é forma de pagamento. ou mero instrumento para retirada de fundos. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Emitindo um cheque em seu próprio favor. da letra de câmbio. poderia ser considerado um título de crédito cambial. Tanto é que atualmente enquanto os outros títulos podem ter um milhão de endossos. O que é um título de crédito impróprio para Fran Martins? São todos aqueles títulos que a lei enumera como um título de crédito.

Terceira Corrente – Defendida por Rubens Requião. Observações: 1. Você resolve exigir: “Quero três notas promissórias sua”. eu estou assumindo o risco que você coloque essas notas promissórias em circulação.00 em razão da compra do carro. eles são chamados por Fran Martins de Títulos de Crédito Impróprios. endossou para uma Factoring. ele será ora uma simples forma de pagamento. Princípio da Cartularidade. ele não terá a natureza jurídica cambial. em transformar em obrigação cambial. E o que isso acarreta? Quando eu me vinculo as notas promissórias.000. somente quando o cheque é endossado. quando entra em circulação. ou for utilizado para retirar saldo da conta. Ele diz que enquanto o cheque não entra em circulação ou ele será (vamos para a primeira corrente). Enquanto o cheque ficar entre as partes originais. Então. Há necessidade para garantir o seu crédito de emitir notas promissórias? Não. porque não existe endosso em contrato. se o cheque não entrar em circulação. por que facilitou a circulação de riquezas. Para o professor Rubens Requião o cheque só será considerado título de crédito se entrar em circulação. ora um meio instrumento para retirada de fundos. são aplicáveis todos aqueles princípios do início que nós tratamos (Princípio da Literalidade. Enquanto minha obrigação estiver só no contrato. Formalizamos um contrato em que eu me declaro devedor de R$15. O que faz então? Você exigiu as notas promissórias e eu concordo. quando pago uma conta qualquer a alguém e essa pessoa.194 Mas ninguém pode negar que ao cheque. E o meio para coloca-lo em circulação? Para colocar o cheque em circulação é o endosso. como prova o contrato. Então eu me obrigo perante o credor nas três notas promissórias. Porque eu já sou devedor. Então. . Vamos imaginar que eu estivesse comprando um carro com você. mas aproveitam todos os princípios dos títulos de crédito. Então.A convenção executiva o que seria? É mais ou menos o seguinte: Eu tenho obrigação com você. cuja principal finalidade é facilitar a circulação de riquezas. você tem como endossar o contrato? Não. uma obrigação qualquer. Princípio da Autonomia). aquele cheque vai ter natureza jurídica de título de crédito. por exemplo. Por quê? Aí voltamos para a primeira corrente. Rubens Requião entende para que o cheque ser título de crédito verdadeiramente indispensável que ele entre em circulação. Aí sim. Então. Nós resolvemos transformar aquela obrigação que era contratual em obrigação cambial. que é contratual. Nós fizemos a chamada Convenção Executiva. Então não há necessidade nenhuma que você torne aquela obrigação. com duas testemunhas aquele próprio contrato serve como título executivo. um meio instrumento para retirada de fundos ou uma simples forma de pagamento. Segundo Rubens Requião. todos esses títulos que não documentam a verdadeira operação de crédito.

a compra de um carro e assinamos a nota promissória. . o que vale simplesmente é a convenção executiva. ou seja. vale Lei de Contrato. é a Convenção Executiva. Basta você emitir um cheque em favor de um terceiro e ele já é considerado um título de crédito. de um termo. ou seja. ele será um mero instrumento de retirada de fundos. Porque entre as partes originais é o que eu falei da teoria dúplice. Se ele for emitido em favor do próprio emitente.195 A partir do momento em que as partes fazem a convenção executiva. É aquela história. ou seja. Independente que se entre em circulação. só é título de crédito quando você emite o cheque em favor de um terceiro. Ele vai endossar? Sim. isso prova que não ocorreu a novação. Eu peguei muito no banco. ele está ciente que aquela cambial pode entrar em circulação. Perante o terceiro. pelo mero pacto executivo. o devedor resolve se vincular a uma cambial. Se o cheque é emitido a favor do próprio Leonardo. A visão dele é bem simples. não estou tendo confiança. não pode ser considerado título de crédito. quando trabalhei em banco. não estou tendo fidúcia. Você só poderia sacar na sua agência. Isso é convenção executiva. se o cheque é emitido a favor do próprio emitente. nunca é a relação jurídica original. Você pode comprar. Quarta Corrente – Defendida por Luís Emídio. Então as partes originais vão poder ser discutida a compra e venda do carro? Sim. Ele então entende o seguinte: O cheque emitido em favor do próprio emitente não é título de crédito. fazer um empréstimo. por isso que eu dei a primeira corrente de Pontes de Miranda. a partir do momento que se resolve vincular a uma cambial. aquele negócio jurídico subjacente. É aquela história do começo. A causa de emissão do título é o Poder Executivo. por que fica mais fácil depois entender o resto. não precisa circular. eu cumpri minha obrigação na compra e venda do carro. Por isso que muita gente pergunta: Qual é a causa de emissão do título? Você vai buscar isso na relação jurídica. Hoje em dia tem o cartão. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Tinha que emitir um cheque em favor do próprio emitente. que é a assinatura do título. isso nós chamamos de Convenção Executiva. lá no início. Entre as partes originais. Na verdade. independente. Serve como prova que cumpri minha obrigação. não tem obrigação de crédito. não estou tendo gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro com ninguém. 2) A partir do momento que ele endossou o título e eu paguei esse título. O Luís Emídio entende que o cheque só é título de crédito quando é emitido em favor de um terceiro. prestar um serviço. tem a compra e venda. automaticamente eu solucionei. 1) Nunca ocorre a novação pela mera convenção. a obrigação cambial não extinguiu a obrigação de natureza contratual. através do endosso. pode formalizar tudo através de um contrato. as pessoas não tinham cartão. a causa de emissão do título. isso vai resolver aquela causa. Não importa se ele endossou para um ou para outro. Era assim que sacava.

ele pode facilitar a circulação de riquezas. pode existir ou não. eu cheguei a mencionar que só iria ser título de crédito se tiver endosso? Eu falei isso? Não. em todos os países. De repente lá o cartão é um luxo. o cheque sempre será título de crédito. o cheque é título de crédito. pode ser endossado. que é o vendedor. e eventual. a letra de câmbio perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. Porém. OBS: Na prática. então ele pode ser considerado um instrumento para retirada de fundos. Por que logo o cheque vai perder? Vai se transformar em instrumento para retirada de fundos? Não. O endosso é uma declaração cambial sucessiva. Portanto. Nesse caso. três partes (sacador dá uma ordem para o sacado para pagar o beneficiário). Como assim? Por quê? Ele fala que nós não podemos discriminar o cheque. Mesmo que não entre em circulação e mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. Ele diz que o cheque é sempre título de crédito. ele não perde a natureza de título de crédito. Então mesmo que título não seja endossado. tem lá no Irã. Nesse caso. Na duplicata o sacador. A duplicata perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. para pagar ao próprio sacador. não um requisito para ser título de crédito. sacador e beneficiário serão a mesma pessoa. mesmo que não entre em circulação. ou seja. Então o endosso não pode ser trazido. Como não podemos discriminar o cheque? Ele dá como exemplo outros títulos. mesmo porque ele é eventual. não muda coisa alguma. Diz que o endosso é requisito para ser título de crédito. a existência do endosso. Algum título que nós tratamos. O que tem que ser verificado é que o título em regra. existem outras correntes. Ele aproveita e dá uma “sapatada” no Rubens Requião. que também é possível que o sacador dê uma ordem para o sacado para pagar ao próprio sacador. As demais correntes são alienígenas e eu não vou citar. ou quebrar o cartão. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. você passa um cheque a seu próprio favor e saca no caixa. Quinta Corrente – Defendida por Waldirio Bugarelli. Eu falei que na letra de câmbio.Nesse caso. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. . Não é possível isso na letra de câmbio? Sim. após a existência do título. dá uma ordem para o sacado. Então por que o cheque perderia natureza de crédito quando beneficiário e sacador são as mesmas pessoas? Os outros títulos não perdem. se elevado a um requisito para ser título de crédito.196 Não se esqueçam que o cheque também é um título internacional. Então a efetiva circulação é apenas uma característica do título. Pode acontecer também de se perder o cartão. Na hora da prova se cair uma questão sobre cheque deve mencionar a natureza jurídica do cheque dizendo que é controvertida e citar as cinco correntes (existem mais). que é o comprador. A letra de câmbio é quase igual o cheque.

Eu digo que garanto que terá saldo.000. respondendo por isso. só pode ser descontado. mas em razão da sua declaração de que aquilo tem fundos e se não tiver.000. ele não pode ser sacado. .Cheque Cruzado: O que é cheque cruzado? Quando você cruza o cheque. Ela diz que quer dinheiro. só pode ser depositado.197 TIPOS DE CHEQUE: 1. os R$ 50. Vai ter lá a relação dos cheques que foram extraviados e aí se toma a providência cabível. Ele só é descontado via câmara de compensação. apresentado nesse banco. Só que não dá para andar com R$ 50. Então “A” não aceita o pagamento em cheque. Então. “A” não confia em mim. Chego no banco com o cheque todo preenchido e digo: “Senhor gerente. maior o valor. qual a conseqüência? Ele tem que passar pela câmara de compensação. E o cheque com cruzamento especial? Cruzamento especial é o seguinte: Você cruza no meio do cheque e coloca entre as linhas paralelas o nome do banco. Tirava da conta do emitente o valor. É claro que antes de tudo irá cobrar uma tarifa. tem que ser depositado. O gerente irá baixar o extrato e verificar que tem saldo. Aí quando eu entregava para ele o cheque visado. Para quê? Se aquele cheque for extraviado. quando é colocado o nome do banco entre as linhas paralelas. Ele tirou o dinheiro da conta. Podem perceber que o carimbo do caixa quando ele carimba o cheque. 2. só pode ser utilizado via Unibanco. Imediatamente tira uma xerox do cheque.Cheque Visado: O que é o cheque visado? É o seguinte: Vou comprar um automóvel. mas tem um teto. que varia de acordo com o valor do cheque. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias se for na mesma praça ou sessenta dias se for praça distinta. o cheque visado só permanece com essa característica.00 hoje em dia.00. Deixava os R$ 50. O valor é de R$ 50. pode ver que ele vai ter as duas linhas paralelas e entre as linhas paralelas terá o nome do banco. ele agiu com no mínimo de culpa. Ele está dizendo para todo mundo ouvir que aquele cheque tem fundos. não adianta.00. O cheque cruzado evita que o cheque seja descontado no caixa. ela pode ter a certeza absoluta que aquele cheque tem fundos. E se o cheque não for depositado? Aquele dinheiro vai ficar bloqueado para o resto da vida? Não. durante o prazo de apresentação.00 reservado para quando o cheque fosse depositado. quanto maior o cheque. o “viso”. Normalmente nesse tipo de transação a pessoa quer dinheiro. Ele pega o cheque e dá um carimbo: “Cheque Visado”. vou não banco (o cheque visado está no artigo 7º da Lei interna). nesse caso. Vou comprar o carro de “A”. É uma das poucas vezes que o banco assume obrigação com o terceiro.000. porque diz não saber se terá fundos o cheque. Não uma obrigação de natureza cambial. Como é que eu vou garantir? Eu pego o cheque. diz a beneficiária que esse cheque tem saldo”.000.

que não é possível sustar o cheque visado. Eu recebi o carro. aquele cheque não foi depositado. mas o carro era clonado. Então cada cheque viagem daquele valerá cinqüenta dólares. É obrigação do banco segurar o dinheiro durante o prazo de apresentação. embora muitas não aceitem. modificou a sua jurisprudência. cheque visado “tranqüilo”. Mas o cheque já fica assinado? Não.198 O gerente do banco sabe se é mesma praça ou praça distinta. o que o banco fará com aquele dinheiro que estava retido? Vai disponibilizar novamente na conta do emitente. Ele sabe que tem que segurar aquele dinheiro por sessenta dias.Cheque Viagem: O que é cheque viagem? Ele funciona da seguinte forma: Vamos imaginar um banco. Só que o STF estava errado. Pega a numeração. O cheque visado não é garantia de pagamento. e aí essa é a posição pacífica hoje na jurisprudência. É possível sustar um cheque visado? Já dei o exemplo indicando o caminho. não traz limites para o valor do cheque viagem. No momento em que você vai utilizar o cheque. O que você fez? Você vai entregar esses dois mil dólares. Então para você evitar constrangimento. o STF entendeu que não. o banco ainda vai ficar com aquele valor retido. onde essa emenda foi criada. Você leva aquele talonário em uma loja e compra com o cheque. que trabalha com isso. tem uma outra parte que você vai também assinar. quem estiver recebendo. O viso não é garantia de pagamento. . Passados os sessentas dias. porque ele tirou xerox do cheque. Mesmo que o cheque seja sustado durante o prazo de apresentação. é garantia de fundos. o UNIBANCO. para evitar e não ser aceito. ele fará a conferência da assinatura. os Ministros. O cheque visado pode ser sustado. que você vai dizer o valor. e nesse momento que o beneficiário. Por quê? Porque o viso é garantia da existência de fundos. e o próprio Supremo Tribunal Federal reformou. Liguei para o banco e peço que suste o cheque. você vai até lá e diz que quer comprar dois mil dólares em cheque viagem. OBS: Na nossa lei. Em 1975. Ele sabe que minha conta é do Rio de Janeiro. que o cheque visado pode ser sustado. Então de cinqüenta dólares. e o “A” ficou todo bobo. No UNIBANCO. você vai direto em um banco local. Por isso que todo cheque viagem tem já na sua emissão a assinatura do portador. 3 . Eu só vi de cinqüenta dólares até hoje. Essa orientação veio prevalescer durante os anos e passou por herança para o STJ. Pode ter. tem que assinar o cheque na parte superior. vinte ou cinqüenta dólares. Logo em seguida eles foram devidamente esclarecidos. Normalmente o banco faz de dez. Normalmente. só que em reais. O que você irá fazer? Quando você recebe. Qualquer banco que trabalhe com cheque viagem e desconta esse cheque. banco local. você desconta num banco local. Questão interessante – Emiti o cheque para “A”. dizendo que não. Então o cheque visado é um cheque que tem uma garantia absoluta de que há fundos dentro do prazo de apresentação. Está lá: “Local de emissão: São Paulo”. mas é norma interna do Banco Central. e o banco emitirá tipo um talonário com um monte de cheques.

sustado pelo banco. O que é incabível no cheque administrativo é um outro instituto que eu vou falar. Então o banco seria obrigado a pagar esse terceiro. É humanamente impossível. Imaginem o administrador. O banco emitiu o cheque e logo após descobriu a fraude. O que é isso? Nós já tínhamos a assinatura dele. substancial. exige o cheque administrativo. É evidente que se aquele cheque tiver sido endossado em favor de um terceiro de boa-fé. Qual diferença é essa? Esse cheque pode ser sustado? Todo mundo pensa que não. Procuração essa dada através de instrumento público. mil e quinhentos cheques para pagar funcionários. A polícia prende o indivíduo. O banco emite um cheque administrativo em favor de determinado cliente e aí chega a Polícia Federal e diz que esse cliente era um doleiro. ficar assinando mil cheques em um dia. aplica-se o Princípio da Autonomia. estava sendo procurado. Há alguma diferença do cheque administrativo? Há uma diferença. pode ser objeto de uma extorsão. já digitalizada no banco. Outra questão interessante sobre assinatura é a tal da chamada mecânica. ou seja. pode ser furtado. 4 – Cheque Administrativo: Qual a característica do cheque administrativo? O próprio sacado é o emitente. Então no cheque administrativo sacado e sacador são a mesma pessoa. mas em princípio o cheque administrativo pode ser sustado. A pessoa sabendo que o cheque visado pode ser sustado. seria temerário dizer que o banco não pudesse impedir o pagamento. O cheque naquele momento foi desde logo. Em princípio pode até parecer que o cheque administrativo não possa ser sustado. a nulidade de uma obrigação não contamina a outra. Em todos esses casos. O que é chamada mecânica? Diz a Lei do Cheque que a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. mas vou dar um caso concreto que aconteceu: Estávamos no banco e de repente deu-se por falta de alguns cheques. Questão interessante que uma vez caiu em prova: Como é que vai emitir cheque se ele é analfabeto? Não tem nada de errado. eram fornecidos os chamados cheques com chancela mecânica. como as pessoas jurídicas. O cheque administrativo pode acabar sendo extraviado. Nós tínhamos alguns clientes que emitiam em determinadas épocas do ano. Ele pode sustar. através de um . Alguns requisitos sobre a emissão de cheque Alguns requisitos são essenciais e outros não são essenciais. Vamos imaginar uma espécie de fraude contra o banco.199 Uma característica do cheque viagem é que o portador não precisa ter conta em banco para utilizá-lo. através de um procurador com poderes especiais. O próprio banco sacado que é o emitente. pode sim. Tínhamos a assinatura dos dois e. Então para esse tipo de cliente. o presidente da pessoa jurídica. Normalmente são dois que assinam para pessoa jurídica. pode ser roubado. vamos dizer. estava com mandado de prisão.

porque hoje qualquer empresa disponibiliza para os seus funcionários uma conta-salário e nessa conta-salário tem aquele cartão que só serve para sacar naquela agência. A data de emissão do cheque é requisito essencial.00. já vinha à assinatura deles digitalizada. O banco paga ou não paga se existir fundos? Paga. Os quatro cheques foram depositados no mesmo dia. É um perigo. Então. Hoje em dia é utilizado? É utilizado a chancela mecânica? Não. mas se tornou um requisito essencial pelo Plano Collor. Então o cheque já saía do banco com a assinatura. .00. Vários cheques emitidos em favor de A. OBS: Outra anotação interessante sobre o cheque é que no cheque só é possível um único endosso.00. Apresentou no 45º dia. O que o banco vai fazer? Vai pagar qual? Ou nenhum? Ele paga o cheque com data mais antiga e depois. não era em talão. Quando alguém fosse buscar. Cheque – Vamos imaginar cheque na mesma praça. a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. e era em formulários contínuos. de C R$ 900. Já saía impresso o valor certo. estava sempre com seguranças. de B R$ 900. Emiti um cheque na mesma praça em favor de A. Salvo os cheques até R$100. um cheque assinado em branco. Então o nome do beneficiário é essencial. E o que acontecia? Eles tinham um programa que fornecia. eu já falei com vocês. E mais. todos recebiam com aquele cheque de chancela mecânica. ou seja. Nós já vimos isso. eles já colocavam o nome do beneficiário e o valor. apresentou o cheque após o prazo de apresentação. em que não é necessário a identificação do beneficiário. Importâncias do Prazo de Apresentação: Por que estou querendo tratar isso com vocês? Agora vamos para a prática. se forem da mesma data. Só vai dar para pagar uma pessoa.00 e de D R$ 600.200 determinado instrumento a folha de cheque que era impressa. Ficava em caixa forte. Ela não apresentou o cheque dentro desse prazo. Qual é o prazo de apresentação? Trinta dias. o nome do beneficiário não é requisito essencial. bastava você preencher o valor. D. Pagavam os funcionários assim. Não vai dar para pagar todo mundo.00. É um contrato que se faz acessório ao contrato principal de conta corrente. pela lei.000.O banco só não vai pagar se o cheque já estiver prescrito. colocava no computador. Endosso em preto é aquele que identifica o endossatário. Em favor de A R$ 700. O cheque. endosso em preto. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu tenho na minha conta R$ 1. pela lei que instituiu o Plano Collor (Lei 8021 e Lei 8088/90). C. B. vai pagar o de menor numeração. Formavam-se aquelas filas para receber. pegavam aqueles formulários e levavam. Um amigo meu teve o cheque devolvido porque esqueceu de colocar o nome dele como beneficiário. OBS: A outra questão é sobre a data de emissão.00. Na época em que o cartão era um luxo.

Começa a contar o prazo da prescrição a partir do momento que há violação ao direito. vai ser em dez de agosto.201 Então. se desrespeitado o prazo de apresentação. foi até prova certa vez na Escola de Magistratura. desde dez de fevereiro. Só o que a jurisprudência já sedimentou. contam-se então os trinta dias para apresentação do cheque. isso só existe na jurisprudência. qual o prazo. a partir de quatro de março. O que deve ser levado em consideração não é onde o cheque vai ser depositado. ou seis meses. o banco assim mesmo paga? Sim. Isso é o que diz a lei. adotando o Princípio da Literalidade. . no dia dez de fevereiro. Não. apresentado. o cheque não foi apresentado. Só que a jurisprudência entendeu o seguinte: A partir de que momento já restou violado o direito? O direito de receber? Dez de fevereiro. é do final do prazo de apresentação. A questão interessante é a seguinte: Data de emissão. que ele já pode ser exercido. dependendo se o cheque é da mesma praça ou de praça diferente. Se dentro do prazo de apresentação o cheque foi apresentado e devolvido. STJ e STF? Vamos imaginar que o cheque tenha sido depositado. Isso é jurisprudência. acho que é o artigo 59 da Lei Interna. Isso é a lei. último dia para apresentação. é a partir desse momento que começa a correr a prescrição que será de seis meses. Então se contam os trinta dias. Daí vai começar a contar os seis meses de prescrição. A partir do 30º dia. Então pode ser seis meses mais trinta dias. Então para que serve o prazo de apresentação? De trinta ou sessenta dias? Eu já expliquei o que é mesma praça e o que é praça diferente. Pela lei. A prescrição não será em quatro de setembro. não é da data de emissão do cheque. é a partir dessa data que você começa a contar os seis meses da prescrição. Tem uma ressalva feita pela jurisprudência. Então se o cheque foi devolvido dentro do prazo de apresentação. Então a jurisprudência sedimentou. Então o prazo prescricional contaria de março. salvo engano. Então no dia quatro de setembro estaria se operando a prescrição. Qual são as importâncias do prazo de apresentação? Estou tratando desse assunto porque se o cheque é apresentado após o prazo mesmo assim o banco paga. a partir de qual momento vai contar o prazo prescricional desse cheque? A partir de dez de fevereiro? Não. mas onde o cheque foi emitido e. Isso diz a lei claramente. Isso não está na lei. quatro de março. até no guichê do caixa. Primeira importância: É porque o termo final desse prazo é o termo do prazo prescricional. é data de devolução que começa a contar o prazo prescricional. Então muita gente pensa que a prescrição do cheque é contada da data de emissão. dia primeiro de fevereiro. afinal de contas. E nessa mesma data o cheque foi devolvido. mais sessenta dias. Vamos traduzir: O que estou querendo dizer? Emiti o cheque hoje. Você já pode tentar executar esse cheque na vara cível.

se não tiver saldo. O que é imprescindível para cobrar do DCI? O protesto. Ele recebeu. sempre teria que ser contado aqui. Para fins de prova. o banco vai dar aquele carimbo “Cheque devolvido”. Ela endossou em favor de B. OBS: E essa questão da reapresentação? Esqueçam. você vai receber e ponto final. Qual é a segunda importância do prazo de apresentação. sustação. Mas quando ele apresentar o cheque após o prazo de apresentação. Então pela lei. O cheque tem uma regulamentação própria. e não tem mesmo que saber. O cheque visado só permanece com o viso durante o prazo de apresentação. por exemplo. ou outro qualquer. Como o banco declara que o cheque foi devolvido? Com o carimbo: “Cheque devolvido”. e nós. Ele só vai poder executar o devedor . Vocês não tem que saber. após o prazo de apresentação se tiver saldo na minha conta ótimo. o prazo de seis meses. Emitente. se ele depositar só no dia vinte de abril. eu sou DCD. Terceira importância: Essa eu acho efetivamente importante. isso não existe. temos o endossante que é DCI e tem o credor. porque o viso do cheque só perdura durante o prazo de apresentação. Eu sei quando pode ser reapresentado e quando não pode. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu emiti o cheque em favor de A. O cheque devolvido uma vez. Então aquele atestado do banco (a Lei fala em atestado) de que o cheque foi devolvido já substitui o protesto. qualquer que seja. O Brasil utilizou uma das reservas no anexo II do Decreto 57595 e. ele perdeu o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. Segunda importância: A segunda importância do prazo de apresentação nós vimos hoje. Dentro do prazo. em lugar nenhum. Por quê? Se ele apresentar esse cheque. O que diz a Lei? Que protesto do cheque pode ser substituído pela declaração do banco que o cheque foi devolvido. não há necessidade. o cheque visado. e tinha que saber. Por quê? Porque não está na lei.202 A lei fala em seis meses a contar do término do prazo de apresentação. nem no Decreto 57595. já vimos hoje? Eu falei. Porém. porque fui caixa. por qualquer motivo. você já pode executar. emitir primeiro de fevereiro. devedor principal. Essa questão de reapresentação é uma regulamentação interna do Banco Central. ou seja. Que regra é essa? No cheque não há necessidade do protesto. Promotor sabem. essa reserva foi positivada na lei interna. e o que é imprescindível? Que ele apresenta aquele cheque durante o prazo de apresentação. Ele vai ser o novo credor e a endossante será DCI. (trinta ou sessenta dias). o devedor principal (DCD). porque nem Desembargador. isso não existe para fins de prova. Então olha o que é importante: Temos então.

O que acontece? Existe uma diferença significativa entre dar uma contra ordem no cheque. Então. O que eu fazia? Sustava. Então se o cheque for depositado dia 13/01/04 o banco já não pagaria mais. Então a revogação é definitiva. o cheque foi depositado (20/12/03). Por quê? O cliente não sabe. O banco está errado. Qual a natureza jurídica do cheque? Ordem. E a revogação é sinônimo de contra ordem. Mesmo quando o cliente pede uma contra ordem. ele nunca dá uma contra ordem. Por que definitiva? . apresenta o cheque no banco no dia (20/12/03). sustação é outra. como também poderá cobrar da endossante. ele quer que não seja pago o cheque. com aquele carimbo do banco. Então. Então contra ordem é uma coisa. O que acontece? A revogação também chamada de contra ordem. ele vai poder cobrar tanto do emitente do cheque. São coisas completamente distintas e. Então na verdade. contra ordem e sustação é a mesma coisa. ou seja. até uma afasta da outra. só gera efeitos. já perdeu o direito de cobrar dos DCI’s. Muita gente perde aí. emiti o cheque (13/12/03). Posso atestar para vocês que o gerente não sabe disso. dentro do prazo de apresentação. aniquila o cheque depois de expirado o prazo de apresentação (trinta dias). Na minha época de banco quando pediam para dar uma contra ordem no cheque. OBS: Ainda dentro da importância do prazo de apresentação. em favor de A. Ele ouviu dizer que é contra ordem. Se o cheque estiver revogado não pode ser sustado e vice-versa. passaram-se três a quatro dias. O gerente do banco sabe disso? Não. só impede o pagamento. O banco vai pagar ou não vai? Vai pagar. ou seja.203 principal. nem gerente de banco sabe. no dia (15/12/03) dou uma contra ordem. eu me arrependi e liguei para o banco e dou uma contra ordem. e sustação é aquilo. Se o cheque for devolvido. De repente. porque eu não sabia a diferença. Nunca ninguém viu a cartilha. Vou dar a seguinte situação: Emiti o cheque hoje (13/12/03). Apresentou o cheque após o prazo de apresentação. esse cheque sendo para o dia primeiro de fevereiro. no dia dez de fevereiro ele depositou. dei a contra ordem no dia (15/12/03). Ele deposita o cheque. contra ordem é isso. mas é como funciona. cujo sinônimo é revogar (revogar o cheque ou contra ordem) e a sustação. mesmo porque no computador do banco. Ao passo que se ele tivesse depositado o cheque. para assegurar o direito de cobrar de todos os dois DCI’s é imprescindível que o cheque seja apresentado dentro do prazo. ele não depositou ainda. Ou um ou outro. ele sempre faz uma sustação. Ela só gera efeitos após o prazo de apresentação e é definitiva. Pergunto: O banco vai pagar? Emiti o cheque dia (13/12/03).

apesar de usar expressões diferentes. se o cheque for depositado hoje. ela pode ser até cancelada. Se eu der uma contra ordem. Agora. Porém a sustação. REVOGAÇÃO E SUSTAÇÃO DE CHEQUE: A lei interna que trata de revogação e de sustação diz que tanto para revogação como para sustação. Mas depois: “Espera aí. A sustação é sinônimo de oposição ao pagamento. e uma nova ordem é um novo cheque. . ela diz que para sustar ou revogar o cheque tem que haver justa causa. com o banco é que desaparece. como é mera oposição ao pagamento. é entre emitente e beneficiário. Então. ele vai sustar ou revogar o cheque quando a pessoa solicitar. dando ordem para pagar o cheque. Se eu quiser modificar. Eu dei uma ordem para o banco para pagar aquele cheque. depois ligo para o banco desfazendo a sustação. Não cabe ao banco avaliar se é ou não é importante a razão invocada pelo emitente do cheque. Cabe executar esse cheque? Ele acaba apenas para o banco.204 O cheque é uma ordem. não paga agora não”. Realmente. OBS: Tanto a contra ordem quanto o sustado podem ser executados. der uma contra ordem amanhã. Eu posso sustar o cheque hoje. A qualquer momento eu posso cancelar aquela sustação. Não quer acabar com o cheque. só quer impedir o pagamento naquele momento. das importâncias do prazo de apresentação e vamos falar agora de renovação e sustação de cheque. Ele perde a natureza executiva? Não. não paga agora não”. Numa primeira interpretação poderia parecer que esta justa causa teria que ser dada ao banco. independentemente do motivo que você alegar. Liguei hoje e sustei. Essa relação jurídica cambial contínua íntegra. A sustação gera efeito imediato. Eu dou uma ordem de pagamento para pagar valor “tal”. o cheque vai estar valendo durante o prazo de apresentação. Por que a relação se estabelece com o banco? A relação cambial é com o banco? Não. e a ordem vai ser efetivada. Neste caso o banco vai poder pagar. já era. se eu quiser que ela pague novamente. quando a pessoa vai sustar ou revogar o cheque. por isso é mais efetiva. e pode ser o motivo mais absurdo possível (o banco não é juiz). Na sustação é como se estivesse falando para o banco: “Banco. o banco já não paga. o cheque acabou. o cheque acaba? Acaba para o banco. Como na contra ordem é definitivo. ela tem que informar o motivo. Mas. Então se eu der uma contra ordem no cheque. eu tenho que dar uma nova ordem. depois eu dou uma contra ordem. independentemente da sua interpretação (do banco) do que é ou não é justa causa. ou seja. o que vai impedir o mero pagamento é a sustação. emiti o cheque hoje. aí aquele cheque pode ser depositado. Continuação da primeira aula: Falamos do cheque. Isso só vai acontecer depois de expirado o prazo de apresentação.

Devemos verificar no livro do Paulo Restife esta questão de portador legitimado. Outra questão sobre revogação e sustação (está na lei): Vem dizendo que só pode revogar. E a sustação? A sustação pode ser dada pelo emitente ou pelo portador legitimado (portador legitimado em princípio é o credor beneficiário). e “Y” me aplicou um golpe (estelionato) e eu acabei entregando o cheque para “Y”. Segundo Paulo Restife portador legitimado pode ser o credor que perdeu. Como é que ele vai provar no banco que ele foi o beneficiário do cheque (para sustar)? Com uma declaração do emitente. isto tira a executividade do cheque? Não. só ele pode dar a contra-ordem. Eu poderia pedir para o “X” sustar o cheque. O funcionário do banco vai ter que sustar o cheque. Uma declaração do emitente já pode suprir. a pessoa deve levar a cópia do registro de ocorrência ao banco. por exemplo. Se o cheque for sustado por motivo de roubo. Situação: “X” emitiu um cheque de 5 mil reais em meu favor. O emitente então vai alegar novamente aqueles motivos. o que importa é no momento da prova. o credor e o endossante. A interpretação não para por aí. que é sempre citado no STF no que tange ao cheque. Na prova nós devemos fundamentar com base no Paulo Restife. Segundo Paulo Restife o endossante também é parte legítima para sustar o pagamento. Por ser altamente subjetiva esta questão de justa causa vai acabar parando no Poder Judiciário. que eu quero sustar o cheque porque eu estou com “dor de cabeça”. . neste caso é força maior. eu posso ir ao banco e sustar o cheque. pois não cabe ao banco julgar a relevância da razão invocada pelo correntista. que foi vítima de um estelionato e etc. mas para não pagar a tarifa. que teve extraviado. então. A contra-ordem só pode ser feita pelo emitente. mas através de embargos à execução. O sujeito sustando ou revogando. Ele quem deu a ordem (emitiu o cheque). Eu posso alegar. Na prática isto daria muito problema. OBS: Justa causa é um conceito jurídico altamente subjetivo.205 Quando a pessoa vai sustar um cheque ela é indagada do motivo pelo qual quer sustar o cheque. A resposta teria que ser fundamentada da seguinte forma: Segundo Paulo Restife também é parte legitimada para sustar o cheque. O cheque vai poder ser executado. No entanto. e sendo força maior a pessoa não paga tarifa. pois o gerente não iria sustar numa “boa” ele iria entrar em contato com o emitente (correntista). eu descobri antes que “Y” descontasse o cheque. não importa o problema que daria na prática. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO INDEVIDO (Enriquecimento Sem Causa): Em títulos de crédito nós temos duas espécies de devedores: * Devedores cambiários diretos * Devedores cambiários indiretos. só o emitente do cheque pode dar a contra ordem. Quem vai decidir se aquilo é ou não é justa causa é o juiz. mas se eu tiver algum contrato ou alguma forma de prova que tenha menção do cheque. Porém.

Prescrita a ação cambial. não tem nada a ver com prescrição (apenas não protestou em tempo hábil). Pode ser pela prescrição. só que é o artigo 15 do anexo II. Só que o Rubens Requião neste ponto ele é isolado. ter excedido o prazo. A ação de locupletamento é cabível. ou seja. Em geral. primeiro começa-se a discutir. Mas devemos ficar atentos. Mas ele pode também perder o direito de cobrar do devedor cambiário indireto pelo fato de apenas não ter protestado em tempo hábil. . O Brasil adotou as seguintes reservas: 2. logo. etc. não caberia contra o endossante. o portador do título perde o direito à ação executiva. Artigo 48 do decreto 2044/1908. A gente nuca lê o anexo II. pela ausência de protesto. Esta previsão está no artigo 15 do anexo II. Já com o devedor cambiário direto. que é o principal. O que é a ação de locupletamento? Por vezes. etc. o direito material é conservado. O entendimento amplamente dominante é que com a perda da ação cambial perde-se apenas o direito de executar. ausência de apresentação e etc. 5.Sem embargo da desoneração da responsabilidade cambial. A outra previsão está no decreto 57663. A prescrição. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO: Qual é a base legal para propor ação de locupletamento? O primeiro artigo é na legislação de 1908. 6. ou seja. em geral. Caberia ação de locupletamento contra o endossante? No artigo 48 fala “sacador ou aceitante”. por exemplo. a única causa que exclui a sua responsabilidade é a prescrição. o sacador ou aceitante fica obrigado a restituir ao portador com os juros legais. ou pela violação de alguma outra norma cambiária. pois não é só isso não. 7. 13. 15. O credor perdeu o direito de crédito ou ainda conserva o direito de crédito. É o artigo 48 do decreto 2044/1908. Vejam que não fala em prescrição. de iniciar o processo de execução.206 Por qualquer problema ou qualquer falha você acaba perdendo o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. Com o artigo 48 do decreto 2044/1908 foi introduzida no Brasil a ação de locupletamento. 19 e 20 do anexo II. pela prescrição. pelo menos em tese. 16. 17. 10. a soma com a qual se locupletou à custa deste. exemplo. Ele perdendo o direito a ação cambial. nós costumamos abordar ação de locupletamento só tendo como base a prescrição. Ex: Não protestar por falta de pagamento. ele perde o direito à ação cambial. 9. Aquele direito de crédito ainda pode ser cobrado através de outros mecanismos. Fala em desoneração da responsabilidade cambial. pode perder o direito de cobrar de todos eles em razão da prescrição. Então. pois as regras estão no anexo I. em qualquer hipótese que o credor tenha perdido o direito de executar os devedores. prescreveu a duplicata ou o cheque ou a letra de câmbio ou a nota promissória. na duplicata faz com que o credor perca o direito de crédito. 3. ele ainda pode cobrar? Para o professor Rubens Requião não conserva.

não há presunção absoluta de que o valor tem que ser exatamente o valor de face do título. ou seja. Só pode ser proposta a ação de locupletamento contra quem locupletou. Essa é a base legal. Quando é que pode ser proposta a ação de enriquecimento sem causa? Requisito Nº 1: Perda do direito de propor ação cambial. contra o endossante e contra o aceitante quando eles fizerem lucros ilegítimos. que é uma presunção relativa (iures tantum) de que o . não pode ser proposta ação de locupletamento.207 A reserva nº 15 diz: Qualquer das altas partes contratantes tem a liberdade de decidir que. A previsão legal por enquanto é esta. Só há de se falar em ação de locupletamento se você não puder propor a ação cambial (execução do título). A segunda causa é pela ausência de protesto em tempo hábil (protesto intempestivo). Pelo decreto 2044/1908 caberia ação de locupletamento contra o sacador ou contra o aceitante. Necessariamente o juiz vai fixar essa minha indenização no valor do cheque (mil reais)? Ou o valor pode ser diferente? Nos dois artigos que mencionam não há qualquer regulamentação. Há uma previsão no novo código civil? Há. pelo que respeita ao aceitante que recebeu provisão ou tenha realizado lucros ilegítimos (enriquecimento se causa). Tem que ser o enriquecimento de um lado e o empobrecimento de outro. O emitente do cheque era “X”. Há uma decisão num determinado sentido. contra quem enriqueceu indevidamente (sem causa). e eu era o beneficiário. E se tiver somente o enriquecimento de um e não tiver o empobrecimento? Não basta. Somente quando efetivamente não se tem direito à ação cambial. mas estas são as principais. e todos na jurisprudência.Uma coisa é certa. se enriquecerem indevidamente. A mesma faculdade existe. No momento da prova tem que ser mencionado. no seu território subsistirá o direito de proceder contra o sacador que não constituir provisão ou contra um sacador ou endossante que tenha feito lucros ilegítimos. ENRIQUECIMENTO E EMPOBRECIMENTO: Vamos supor que prescreveu um cheque no valor de mil reais. em caso de prescrição. 2º Requisito: Enriquecimento indevido da parte que se quer acionar (o pretenso réu da ação). Eu perdi o direito de ação cambial. Esses três requisitos ninguém discute Existe um 4º requisito que é altamente divergente. Tem que ser: Enriquecimento x Empobrecimento. 3º Requisito: Empobrecimento do credor. Não basta que um tenha enriquecido. quando é que se perde o direito de propor ação cambial? Normalmente a perda da ação cambial se dá pela prescrição. Se ainda puder ser proposta ação cambial. Porém existem vários posicionamentos. Quais são os requisitos para se propor ação de locupletamento?(isso é o mais difícil). Tem outras causas. A base legal é o artigo 48 do decreto 2044/1908 e artigo 15 do anexo II do decreto 57663/66. Como regra. ou seja. outra pessoa tem que ter empobrecido. e agora eu estou propondo uma ação de locupletamento. 4º Requisito: Perda da ação causal. e pelo decreto 57663/66 no artigo 15 do anexo II é cabível ação de locupletamento contra o sacador.

1° Posicionamento: Quem quiser fazer aprova de mais de mil reais ou de menos de mil reais. Comumente nós percebemos que se. eu prestei um serviço e não recebi. você está propondo uma ação causal. A jurisprudência faz uma confusão muito grande. 2° Posicionamento: Há um segundo posicionamento que diz que é de presunção absoluta. O que é ação causal? É aquela que vai discutir a origem do pagamento. qualquer outra ação eles já chamam de ação de locupletamento indevido. porque o serviço foi mal feito e etc. eu tenho que provar isto. Ex: O cheque. . Se não for feito prova nenhuma. Isto é somente a doutrina que fala. (Obs: 3 posicionamentos no TJRJ). Ex: O sujeito diz que não vai o pagar. e que foi menos de mil reais. por exemplo. isto não basta. Há uma confusão também com a ação causal. o valor todo. o ônus da prova cabe a quem alega. Agora. centavo por centavo. então se diz para propor uma ação monitória. Se eu estou propondo uma ação dizendo que houve um enriquecimento indevido de “X” e um empobrecimento meu. eu tenho que fazer a prova de que o meu prejuízo foi superior a mil reais e o enriquecimento de “X” foi superior a mil reais. ela confunde tudo. se for possível discutir a relação jurídica causal. Se eu estou querendo mais de mil reais. se houver somente o título. É isto que diz a doutrina. na maioria das vezes é uma ação que está sendo discutida a relação jurídica causal. ação de enriquecimento sem causa.208 valor corresponde ao de face do título (mil reais). Eu é que terei que provar tudo. há um posicionamento que diz que não há presunção. A quem caberia a prova de que não é aquele valor? Depende. Não há presunção nem para um lado e nem para o outro. Eu não descontei o cheque. o “X” é que tem que fazer prova de que o enriquecimento dele foi abaixo de mil reais ou o empobrecimento foi abaixo de mil reais. Há uma presunção relativa. prescreveu um cheque. ou seja. São raras as decisões neste sentido. 3° Posicionamento: Por fim. você na verdade está discutindo a relação jurídica causal. tem que ser feito provas.(Por que foi emitido um cheque de mil reais? Foi uma prestação de serviço? Foi a compra de algum bem? Foi um empréstimo?). então eu ainda não recebi (o cheque é pro soluto e pro solvendo). mas na maioria das vezes não é ação de enriquecimento sem causa. Há uma confusão de locupletamento indevido com ação monitória. 4º Requisito: Perda da ação causal. o porque ele emitiu o cheque) na verdade. você não está propondo ação de locupletamento indevido. O que aparece nos acórdãos? Aparece a seguinte ementa: Se prescrever o título. Neste caso está sendo discutida a relação jurídica causal. É uma presunção relativa do valor do título. E o título? O título é mais um documento. não está sendo proposta ação de locupletamento indevido. A doutrina diz que: Se for possível discutir a relação jurídica causal (ou seja. se “X” quiser fazer prova de que não foi mil reais. Então. E a jurisprudência? A jurisprudência simplesmente ignora.

RITO: Qual é o rito da ação de locupletamento? É uma ação ordinária? De execução? O entendimento que prevalecia até algum tempo atrás é que era por via ordinária. ela não criou direitos. pela via monitória ou pela via ordinária. que perdeu o direito de ação cambial. Ação monitória é um rito. não fala em causal. Quem cita? Rubens Requião. É um rito. Legitimidade Ativa: De quem é a legitimidade ativa para propor a ação? Do credor que não propôs a ação cambial. não extingue a relação jurídica causal. Só fala da perda da ação cambial. como também é o rito ordinário. como também é o rito executivo.. mas criaram a tal da ação monitória. Mesmo porque a emissão de títulos não causa turbação. A jurisprudência ignora esse requisito. Você está propondo uma ação de locupletamento pela via monitória ou pode propor uma ação de locupletamento pela via ordinária. Só pode ser proposta ação de locupletamento se não tiver direito à ação causal. qual é o fundamento jurídico? Qual é o direito substantivo que está sendo buscado? O locupletamento indevido. primeiro porque não há previsão legal. Quando a gente se depara com: ação monitória ou ação ordinária em face de fulano. ou seja. No artigo 48 e no artigo 15 diz: “Com a perda do direito da ação cambial. A ação monitória. Logo pode ser discutida. E a legitimidade passiva? Quem enriqueceu sem causa Quem pode enriquecer sem causa na relação jurídica cambial? . Pode ser proposta uma ação de locupletamento pela via monitória? Pode. Ação monitória é uma espécie de ação ou é simplesmente um rito? É um direito substantivo? Ela tem algum direito material a alegar? Ou ela pode alcançar êxito com relação a várias espécies de direito violado? Só existe uma causa para a ação monitória? Só cheque prescrito? Não.. o ressarcimento pelo locupletamento indevido. Paulo Restife. A jurisprudência simplesmente ignora esse requisito. No momento da prova deve ser mencionado que a doutrina ressalta que um dos requisitos para falar em ação de locupletamento indevido é a perda também da ação causal. Fábio Ulhoa e etc.”. por isso que nós chamamos de rito monitório. como também é o rito sumário. ela é apenas uma via pela qual você busca um outro direito.209 A prescrição de direitos pessoais ocorre em quanto tempo? Em 10 anos (eram 20 anos). É um rito especial. não tem problema nenhum. A ação de locupletamento pode ser tanto pelo rito ordinário quanto pelo rito monitório.

Será que pode ser proposta a ação de locupletamento contra esse endossante? Não. pois 99% das ações de locupletamento são propostas contra o emitente do título. OBS: O aval é uma garantia cambial. Não cabe a ação de locupletamento contra avalista. Outra questão: Já sabemos que a ação de locupletamento pode ser proposta quando se perder o direito de ação cambial. o aceitante (artigo 15 do anexo II do decreto 576630) e o endossante. o acessório segue o principal (você não pode maneira nenhuma executar aquela garantia). Passaram-se os três anos. Ex: “X” emitiu um título para mim no valor de 10 mil reais. Qual é o prazo de prescrição na nota promissória contra o emitente? Três anos. Uma vez prescrita a cambial são desfeitas as suas garantias.210 O sacador. Existem doutrinadores que defendem que para que se proponha a ação de locupletamento contra o endossante não basta a mera apresentação do título. A garantia do aval é em relação à ação cambial. e então aplica a máxima de que o acessório segue o principal. se não há mais ação cambial. Existem alguns doutrinadores que defendem que para propor ação de locupletamento contra endossante tem que fazer prova de que ele enriqueceu de alguma outra forma. O avalista não é parte legítima para figurar no pólo passivo. O endossante em princípio ele se enriquece com a prescrição do título? Não. Eu endossei para ”Y” o título. na verdade elas estão discutindo a relação jurídica causal. porque inúmeras ações que nós vemos com nome de ação de enriquecimento sem causa nos tribunais. Passaram-se os seis meses do termo final do prazo de apresentação (prescreveu o título). O meu patrimônio não teve qualquer enriquecimento. Qual é o prazo de prescrição da duplicata contra o aceitante? Três anos. O aval é ato de mera liberalidade. Ex: Nota promissória. Se estiver prescrita a ação cambial. Então. (se “Y” me cobrar eu vou ter direito de cobrar de “X”). na verdade não são ações de locupletamento. Tem um acórdão do STJ recente que apenas ratificou a postura anterior. Ex: Duplicata. Você tem que provar que ele se enriqueceu de alguma forma. A ação de locupletamento é mais complicada e mais rara do que parece. Não cabe em hipótese nenhuma. . então não há mais a sua garantia (acórdão do STJ). Isso dificilmente ocorre. Vamos supor que o título tenha prescrito. Meu patrimônio está sem qualquer variação. Qual é o proveito financeiro que tira o avalista? Nenhum. Eu me enriqueci com este título? Não. E o avalista? Pode propor contra o avalista? Não. A data de emissão da nota promissória foi hoje 13/12/03. contra o sacador do título. entrou dez mil e saiu dez mil reais. A regra é mais ou menos uniforme. pois ele deixou de propor a ação cambial contra o emitente no tempo previsto.

tudo isto dentro da mesma seara. Agora já há uma previsão no novo código civil. enquanto o Paulo Restife e outros autores sustentam que ela tem natureza de ação cambial. aí sim. e. No momento da prova nós temos que dizer simplesmente que a perda da ação causal para a doutrina é requisito. Mas o entendimento do STF e do STJ foi outro. entendia que ela tinha uma natureza cambial. Antes do novo código civil os direitos pessoais prescreviam em 20 anos. Acabou o estudo de títulos de créditos. direto para o pagamento. O artigo 206 parágrafo 3º. Nós podemos continuar colocando que o STF e o STJ entendem que a ação de locupletamento tem a natureza de direito comum. Com isto ele não vai poder apresentar para aceite. de acordo com o que se entendesse sobre a natureza jurídica da ação de locupletamento. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? Torna o título exigível antes do vencimento. Será que o novo código civil entendeu que a natureza da ação de locupletamento é de direito comum? Não. o beneficiário vai protestar o título. com Paulo Restife. então. Com protesto por falta de aceite. Parte da doutrina. A posição que era minoritária acabou se tornando a posição da lei. porque a única previsão legal da ação de enriquecimento sem causa é a legislação do direito empresarial. Qual é a conseqüência do sujeito apresentar a letra de câmbio para o sacado para que ocorra o aceite. Eles entenderam que a ação de locupletamento é uma ação de direito comum. Ele vai dizer então se aceita ou não. A letra de câmbio então só vai ser apresentada uma vez. A lei agora diz expressamente sobre o prazo de 3 anos. Antes desta data o que o beneficiário vai fazer com esta letra de câmbio? Vai apresentar ao sacado. O sacador (sabendo disso) pode entregar a letra de câmbio e proibir o aceite. Vencimento em 10 de março de 2004. No artigo 206 parágrafo 3º. O legislador com isso aproximou a ação de locupletamento às ações cambiais. O aceite na letra de câmbio é obrigatório ou facultativo? Facultativo. . mas a lei não estabelece isto no requisito. Como todas as ações cambiais prescrevem em 3 anos. e o sacado recusar o aceite? Não tem conseqüência nenhuma. sendo uma ação de direito comum cai lá naqueles direitos pessoais. O único posicionamento firme é quanto à impossibilidade de cobrança do avalista. inciso IV do novo código civil diz que a ação de locupletamento indevido prescreve em 3 anos. acabou adotando uma posição que antes era minoritária. Neste caso não corre o risco de ter o vencimento antecipado. Mas esta posição do Paulo Restife está um pouco enfraquecida. OBS: Cláusula proibitiva de aceite.211 Antes do novo código civil que prazo era este? Havia uma divergência enorme. Vai dizer que “X” mandou que “Y” (sacado) me pagasse dez mil reais dia 10 de março de 2004. Isto tudo pode ser discutido numa única ação pode discutir tanto a relação jurídica causal como o locupletamento indevido. inciso IV vem expresso o prazo de 3 anos. O que é cláusula proibitiva de aceite (na letra de câmbio)? Ex: O sacador dá uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia ao beneficiário. e hoje prescreve em 10 anos. elas também prescreveriam em 3 anos.

e outra coisa é o ponto comercial. No dia 10 de março de 2004 ele vai ter que pagar. pois este já está para vencer. Se assinar que aceita pagar. O ponto é um bem incorpóreo e o bem imóvel é corpóreo. Se ele o assinou se vinculou). e o negócio deu certo. Esta é a condição que o locador fez. se não quiser. e. A cláusula proibitiva de aceite não proíbe o aceite coisa nenhuma. . Esta cláusula na verdade proibiu o aceite ou o protesto por falta de aceite? O protesto por falta de aceite. isto quer dizer que desde que os empresários preencham os requisitos que a lei prevê. Depois de um certo tempo. São bens distintos. e diz ao locatário que se ele quiser bem. eles passam a ter o direito potestativo de renovar o contrato. o aceite é válido. o locador não teria outra alternativa a não ser aceitar a renovação. A pessoa com 3 anos no ponto comercial já havia investido bastante e montado um restaurante. Então o locatário ia e renovava a locação por mais 5 anos.212 O sacador pega a letra de câmbio entrega para o sacado e pergunta se ele vai pagar os 10 mil até o dia 10 de março de 2004. Proibindo o protesto por falta de aceite esta cláusula evita o vencimento antecipado. e continuava investindo. Então começou a se pensar o seguinte: Uma coisa é o imóvel. Vamos supor que a pessoa alugasse um ponto comercial. A cláusula proibitiva de aceite serve para que então? Se o sujeito não apresentou a letra de câmbio antes do dia 10 de março de 2004. quando o ponto já estava conhecido nas redondezas e o negócio indo bem. Começou a se pensar num modo de proteger o empresário desses abusos que os proprietários de imóveis submetiam os locatários. não tem nenhum problema. o locatário quer novamente renovar o contrato. mesmo com a cláusula proibitiva. O nome correto desta cláusula deveria ser: Cláusula proibitiva do protesto por falta de aceite. Isto quer dizer que se esta letra de câmbio for apresentada para ele e ele aceitar. ou seja. O ponto é um bem incorpóreo que pertence ao empresário. colocou o aceite. mas para que haja a renovação o locador diz ao locatário que este tem que “dar por fora” (pagamento de “luvas”) o valor de 50 mil reais. E a cláusula? A cláusula não é proibitiva de aceite? É o problema da nomenclatura. então. ao que exerce a atividade (locatário) e não ao locador. pois ele aceitou (princípio da liberalidade. Este diz que aceita pagar. que renova o contrato. no instituto da renovação compulsória. este aceite é válido. CONTRATOS: LOCAÇÃO EMPRESARIAL (Artigo 51 e seguintes da lei de locações – Lei 8245/91). Aí já não pode mais recusar. paciência. Caiu uma questão na prova da magistratura perguntando se hoje em dia ainda é possível a cobrança de luvas. Hipótese: Antigamente existia a figura das “luvas”. ou seja. o locador diz que tudo bem. Se ele disser que não aceita o credor não vai poder protestar. o sacado pode dizer que não aceita. se ele deixou para apresentar no dia do vencimento. Nesse estudo chegou-se a conclusão com base principalmente na lei francesa de locações. Para o locador seria compulsório. no local deste ponto não era nada. Isto muitas vezes significava a “ruína” completa do empresário. Só se vincula ao título quem o assina. Este é o objetivo.

“X” é o locatário e “Y” é o dono do imóvel (locador). Se estiver 3 anos ininterruptos no mesmo ramo preencheu o requisito. Depois dos . e fecham mais um contrato de 3 anos. 3º. só se fosse por vontade dele mesmo. No momento de renovar “X” quer renovar por mais 3 anos. a jurisprudência aplicando o princípio da razoabilidade e da boa-fé nas relações de contratos (está no novo código civil) evita esses tipos de fraude à lei. ACESSIO TEMPORIS: Imagine a seguinte situação: Estamos 3 anos no contrato. 2º. mas se ele ( “Y” ) conseguisse alugar o imóvel novamente era para “X” retirar as coisas dele de lá. e depois nos três anos seguintes ele criou uma barbearia. Ex: Nos dois primeiros anos ele vendia pão. e o contrato por escrito é por prazo determinado. “Y” diante das informações pensou logo em fazer um contrato com menos de 5 anos. Quando “Y” buscou informações. “X” pediu para que “Y” celebrasse um contrato de 5 anos. “X” tem um salão de belezas no imóvel (firma individual) e está lá há 3 anos. “Y” sabe que se renovar o contrato de locação por mais 3 anos os requisitos já serão preenchidos. Requisitos: 1º. O objetivo da disciplina jurídico da locação empresarial é tutelar o aviamento. Neste caso eu já cumpri esses dois requisitos. não foram ininterruptos. termina o prazo de 3 anos. OBS: Eu fiz um contrato por escrito de 3 anos. Qual é o objetivo desta proteção? É tutelar o aviamento. mas nem tirou as coisas dele de dentro do imóvel. porque depois deste tempo transcorrido. Se houver a tentativa de burlar a lei. “Y” disse para “X” que ele poderia deixar as coisas dele no imóvel. Ex: “X” procurou “Y” que era dono de um imóvel que estava vazio.O contrato de locação tem que estar por escrito e por prazo determinado. Ele chegou para “X” e disse que iria fazer um contrato de 4 anos e 11 meses. pois neste caso os requisitos seriam preenchidos e o contrato seria renovado compulsoriamente. dificilmente “X” sairia do imóvel. pois 3 anos mais 3 anos são 6 anos ininterruptos. Depois eu celebrei um contrato de mais 3 anos. Nesta discussão se vai renovar ou não. para que “Y” o alugasse. “Y” fica fazendo jogo duro para ver se vai renovar ou não. O sujeito (locador) é obrigado a contratar. Passaram 3 meses e “Y” não conseguiu alugar o imóvel.Só tem direito à renovação compulsória o empresário (locatário) que já estiver no imóvel a pelo menos 5 anos ininterruptos. e “X” saiu do imóvel. e para que ele pudesse abrir um restaurante. Tutelar essa viabilidade econômica. Foram 3 anos no início e depois mais 3 anos. O requisito que está na lei são 5 anos ininterruptos. porém. A respeito deste tipo de contrato a jurisprudência diz que “Y” está de máfé. Foram 6 anos. Isto está muito ligado a teoria da preservação da empresa.213 Isso mitigaria o princípio da autonomia das vontades. É uma das poucas espécies do chamado “contrato imposto”. ele verificou que “X” queria fazer um contrato de 5 anos.Ele tem que estar no mesmo ramo de atividade 3 anos. Nisto “Y” resolve que vai deixar o imóvel alugado para “X” mesmo.

A jurisprudência com uma aplicação até que mais razoável. e tendo como norte a teoria da preservação da empresa e o objetivo da lei de locações. Ex: tem um restaurante lá. como se tivessem funcionando normalmente. mais lógica entendeu que é possível. Então. OBS: Eu estou há 8 anos no imóvel com o meu ponto. Textualmente a lei diz que é possível. e que “X” vai ter que sair do imóvel. é a cessão de todo estabelecimento empresarial. e dentro dele um dos elementos é o ponto. então eu quero transferir para fulano. O locador é obrigado a concordar com isto? Ele vai poder aproveitar o tempo? Vai haver mudança no contrato de locação. Nesse caso. então o acessório segue o principal. Ex: Vamos imaginar que a amiga de “X” tinha um salão no imóvel de “Y” há mais de 20 anos. . Um dos elementos que integra o estabelecimento empresarial é o PONTO. mas se fossemos aplicar a lei literalmente não teria direito. Quem defende essa posição é o professor Capanema. A jurisprudência vem decidindo tendo como base o princípio da razoabilidade. estou a 15 anos desenvolvendo o restaurante. Mas qual é o objetivo da lei? Preservar a empresa. O locador é obrigado a concordar com a mudança de locatário? 20ª Aula – 20/12/2003 A mera cessão do contrato de locação depende evidentemente da anuência do locador. ou seja. quando há um trespasse ou a chamada SUCESSÃO EMPRESARIAL. mas não dependerá da anuência do locador quando o contrato de locação for apenas um dos objetos da transferência. que é tutelar o aviamento. e a amiga faleceu deixando para “X” exatamente o salão. esses períodos podem ser contados para fins do preenchimento dos requisitos legais. artigo 1142 e seguintes do novo CC. de todo o meu estabelecimento para ela. Com isso o princípio do acessio temporis. Se estou transferindo todo o estabelecimento que é o principal. OBS: É possível aproveitar o tempo anterior do autor da herança ou de sucessores. este é apenas um dos elementos. “X” tem direito sim à renovatória. Vai haver direito à renovatória ou não? Ela não preenche os requisitos. aí sim o locador não pode impedir a cessão também do contrato de locação. a cessão é conjunta. Não é significativo. evidente. Também é possível aproveitar o tempo do antecessor. que já estudamos.214 últimos 3 anos “X” vai para renovar o contrato novamente e “Y” diz que não quer mais renovar o contrato. como assim? Já estudamos o TRESPASSE que não é a cessão meramente do ponto. o proprietário do imóvel é A. tutelar o aviamento. pois dentro desses seis anos o sujeito ficou apenas três meses parado. O “Y” não pode dizer que agora a questão da renovação já acabou. faço através do TRESPASSE. se eu quiser fazer a transferência de tudo. “X” pode aproveitar o tempo da autora da herança? Sim.

o juiz não pode estar interferindo na vontade das partes. em janeiro de 2002 agora ele terá direito à renovação? Terá. e o juiz reconheceu que todos os requisitos estão presentes. se passar de 30 de junho. senão ele está interferindo no princípio da autonomia da vontade. que estão no artigo 51 da Lei de Locações. a gente simplifica. O terceiro requisito é o locatário estar por 03 (três) anos no mesmo ramo. porque ele só está no imóvel há 03 anos. o locatário tem que manifestar esse desejo. O juiz vai mandar renovar por mais quanto tempo? Ele vai determinar a renovação do contrato. na liberdade contratual. O segundo requisito é que o contrato seja por prazo determinado e por escrito. . vai determinar a renovação da locação. então ele não pode interferir em nenhuma cláusula. 01 ano e 06 meses. até 06 meses antes do término. entre UM ANO E SEIS MESES antes do término do contrato. ou seja. ou seja. na mesma atividade.215 Requisitos para Renovação do Contrato de Locação: O primeiro requisito é que o locatário esteja no imóvel há pelo menos 05 (cinco) anos. vamos imaginar renovados por mais 04 anos. (99-00-01) terminando em 31/12/01. depois mais 04 anos. manda voltar depois. Vamos imaginar que ele intentou a ação dentro do prazo. Poucas coisas vão mudar nessa próxima locação. para o tempo ir passando. Então a lei fala 01 ano e 06 meses antes do término da locação. ele já decaiu do direito de requerer a renovação. como assim? Ele tem que manifestar o desejo de renovar essa locação entre 31/12/97 a 30/06/01. no penúltimo semestre da locação. para não haver problemas. Quando é que ele tem que manifestar o desejo de renovar compulsoriamente. Aluguei o imóvel em 01/01/95 – 01/01/98 neste momento o locatário já tinha direito à renovação? Não. o juiz vai determinar uma perícia. se ele está renovando. o locatário deve apresentar novo fiador. entre um ano e no último ano de locação tem que ir ao locador. prazo decadencial. qual é o contrato que ele está renovando? É o de 04 anos. quando é que você tem que manifestar o desejo de renovar? O que é o principal problema. de impor ao locador a renovação? A redação da lei não é muito boa. se entrar o dia 1º de julho ele já entrou no último semestre. normalmente os problemas na renovação são em razão do valor do aluguel. aí ele vai chegar para o locatário e dizer: agora não quero renovar e já era. O locador quando quer tirar o locatário do imóvel costuma reclamar. Como é que ele vai manifestar isso? Intentando a ação dentro do período. O que deve mudar aqui? É o valor do aluguel e a garantia. falar com o advogado ir ao contador. Preenchidos estes requisitos. Teve uma outra renovação aqui com o consentimento do locador. ele tem que pedir a renovação entre 31/12 e 30/06. Quando o juiz determinar a renovação qual será o prazo desse contrato renovado? No primeiro período são 03 anos. por escrito.

há causas que permitem a retomada do imóvel. o locatário se desejar pode prosseguir. terá que ficar alguns dias parado. não vai conseguir porque tem um locatário ali. de ano em ano. O direito a renovatória não é absoluto. naquele imóvel o valor de mercado é 7. só que o valor de mercado hoje está em 7. o locatário será indenizado por ter perdido o ponto. Tem que entrar com a ação no tempo previsto em lei e assim sucessivamente. etc. ele cede quando bate de frente com o direito de propriedade. mesmo porque este está protegido na CF/88. Imagine a situação: renovo o aluguel. o que o locatário tem que fazer de novo? Tentar a renovação. Causas de Retomada do Imóvel: 1ª Causa: Na renovação quando o locatário entra com a ação ele faz uma nova proposta de aluguel e aí uma das causas de retomada é quando o valor oferecido não é compatível com o mercado. O direito a renovação é uma regra infraconstitucional. show. por exemplo. mas tem o prazo de 06 meses para sair dali. Então há um certo prejuízo. mas oferece um valor de aluguel pequeno. então não pagará nada. essa é a razão da indenização prevista em lei. vai ter que pagar o transporte. ele tem uma propriedade pode até utiliza-la da melhor forma. incompatível com o mercado. preenche todos os requisitos. aí a renovação passa a ser obrigatória. quando atingir 05 anos. o juiz vai determinar a renovação por mais 04 anos.000 reais. Para que se tenha direito à renovação um dos requisitos é que a locação seja por tempo determinado. Porém. quiser pagar só os 5. estou a 10 anos no local e virou referência. se preencher os requisitos. Se for renovado mesmo assim. o juiz vai julgar improcedente o pedido da renovatória com base no artigo 72. o juiz vai determinar perícia naquele local. essa compensação não está na lei. Ele pode ficar com o imóvel pelo resto da vida. a lei autoriza é a liberdade contratual. isto dependerá do caso concreto. O locatário tem direito à indenização. então como o juiz fixa um prazo para ele sair de até seis meses. foi oferecido 5.216 Se eu renovo a locação.500 reais. vai ser intimado o locatário. o valor oferecido é incompatível com o mercado. normalmente o juiz manda fazer uma compensação – essa indenização é porque há um custo da transferência do ponto comercial. Quando chegar entre 31/12/04 a 31/12/05 entrou no último ano da locação. se este não pagar o valor. Na prática – Toda vez que o juiz determina a retomada do imóvel. depois de .000 reais.500 reais. Questão delicada é a seguinte: alugo um imóvel e começo a incrementa-lo com bar. inciso II. aí ele preenche os requisitos? Sim. Então se o locatário quer renovar. A não renovação nesse caso dá direito a uma indenização pela perda do ponto. isso é até ferir o direito de propriedade. viro “Baixo Tijuca”. ele não precisará pagar os três ou dois últimos meses de aluguel. só ocorre na prática. ele pode determinar uma indenização. quem sairá no prejuízo é o locador. ou seja. fixa um prazo de 06 meses para desocupação (isto não está na lei) pode mencionar isso para prova da magistratura. entrar com a ação renovatória. se não conseguir amigavelmente. conseguir mais ganhos.

a freguesia. o locador e esse terceiro serão devedores solidários por essa indenização. locatário ofereço ao locador um valor de aluguel compatível com o mercado. Durante todo o processo qual é o aluguel que o locatário vai pagar? É o antigo ou é o que o locador quer? Não. o juiz vai determinar o que? Não deverá ser computada a valorização decorrente do esforço do locatário. mas como saí em razão de proposta de terceiro. tanto o locador como o terceiro que conseguiu o imóvel. Se alguém está interessado no meu ponto tem que vir a mim. se não estivesse satisfeito com ele deveria o locatário ter agravado de instrumento. . não é problema nosso. foi determinado a retomada do imóvel. tem que provar. É claro que será dada oportunidade ao locatário para cobrir a proposta do terceiro. nesse caso. então durante todo esse tempo eu deveria ter pago não os aluguéis provisórios e sim os aluguéis antigos. porque a freguesia. a valorização do imóvel em razão do esforço do locatário. ele não pode exercer o mesmo ramo do antigo locatário. o que é extremamente justo. Determinada a perícia o perito vai dizer que o valor do aluguel não tem que ser três mil reais. e sim sete mil reais. c/c parágrafo segundo do mesmo artigo da Lei 8245/91. o contrato não deveria ser com o locador. Não basta o locador dizer ao juiz que tem melhor proposta de terceiro. e não no meu locador. nesse caso. Há uma discussão que foi parar no STJ. nesse momento é “ao perito”. o locador diz que não renovará com você porque tem outra pessoa que oferece valor maior de aluguel. por exemplo. quando da melhor proposta. deveria ser com o locatário. o locatário alegou que se foi retomado o imóvel e não foi renovada a locação. serão devedores solidários. Essa proposta de terceiro tem que ser para que o ponto seja utilizado em atividade e não a mesma atividade do antigo locatário. ocorreu uma mega valorização. não pode servir de argumento para aumentar o valor do aluguel. ele que tornou aquele ponto um point com extraordinário movimento etc. Esse terceiro que faz a melhor proposta para explorar o ponto. Se o terceiro pagar a indenização poderá entrar com ação de regresso contra o locador.217 eu ter tornado aquele local muito famoso até outros bares começaram a se instalar no local. não sabemos. III da Lei 8245/91. como é que o perito fará isso não sabemos. este é o espírito do artigo 72. Seria justo com o locatário? Não. Eu perdi o ponto. ofereci sete mil reais. é o aluguel provisório. o STJ disse que os aluguéis devidos durante todo o processo são os provisórios. O juiz tem que fixar a indenização. se isso acontecer o novo locatário estará aproveitando a clientela. Eu. por exemplo. Quando o locatário ingressa com a renovação o juiz costuma fixar aluguéis provisórios. quem me deve essa indenização é o locador. um mega restaurante. já que não vou renovar terei direito a uma indenização. no contrato de TRESPASSE. Importante: Uma coisa é certa. e negociar um trespasse. a clientela me pertence e não ao locador. essa causa de retomada é uma melhor proposta de terceiro. e esta é em razão da atuação do próprio locatário. como é que o perito vai fazer isso na prática. Em relação a esta indenização. inciso III. não colou. 2ª Causa: Artigo 72.

ou oferecer a um terceiro. pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. provou através do projeto de arquitetura. acertadamente neste caso. Fabio Ulhoa Coelho o que a lei veda. o locatário não tem direito real sobre o imóvel. aí tem que ser dado ao proprietário do imóvel todo direito para pedir um aluguel mais alto. para exercer a mesma atividade do locatário. não precisa mentir para o juiz. 4ª Causa: Artigo 52. É causa de retomada quando o poder público determina ao locador que seja feita uma obra no imóvel (risco de desabamento. Ele tem razão porque a lei induz a mentira. Fábio Ulhoa Coelho sustenta que o locador. Mesmo porque. que não vá inviabilizar a permanência do locatário ele não precisa sair. Se ele faz isso e não inicia as obras em três meses. se for uma obra de tal monta que inviabilize a permanência do locatário isso é causa de retomada. não interessa o que vai fazer. basta a sua palavra. etc. mais isso tem que ser por fato do príncipe. Se for uma obra de mera fachada. a jurisprudência é pacífica. ou seja. este não é seu. quer morar lá. será que meu direito à renovatória vai impedir esse desejo dele. no íntimo. é o posicionamento do STF e depois do STJ. inciso II. o locador quer retomar o imóvel para construir um restaurante. O locatário não pode retornar para o imóvel. proprietário. salvo numa hipótese: se ele retomou o imóvel dizendo que ia fazer a obra. as obras que ele alegou para o juiz. se mentir ele conseguirá voltar para o imóvel e a conseqüência é pagar a . nesse caso não tem que provar nada. provando que o terceiro voltou a exercer o ramo do antigo locatário. da Lei 8245/91. e que ele não vai fazer obra no imóvel. através de um projeto de arquitetura. ele vai falar que vai retomar para uso próprio e que vai morar lá. ou seja. o caminho é a indenização.218 Em caso de conluio entre o terceiro e o locador para tirar o antigo locatário do local. se impedisse estaria violando o direito de propriedade. Não há na lei nenhuma fórmula que permita ao locatário retomar o imóvel porque o direito dele não é real. se a obra gigantesca ocorrerá uma valorização do imóvel. Retomada para uso próprio. ele vai poder? Fabio Ulhoa Coelho entende que pode. seria mais justo permitir que o locatário voltasse para o imóvel ou optar por uma indenização. não pode exigir a retomada. basta que pague a indenização. caberá a este uma indenização. inciso I da Lei 8245/91. reforma. inciso I. portanto ele conseguirá é uma indenização. Se o locador quiser derrubar aquela casa e construir um prédio. que essa vedação é inconstitucional. é pessoal. Ainda no artigo 52. dar a destinação que quiser. há uma presunção relativa de sinceridade. o imóvel pode ser retomado também para obras determinadas pelo próprio locador. o único direito que a lei dá é exigir a indenização. é direito pessoal e não real. o locador vai retomar porque quer construir um restaurante. fato do príncipe. o locador tem que provar que vai fazer tal obra. não há direito de seqüela. e essa causa de retomada não dá ao locatário direito a indenização. mas a lei não dá esse direito ao locatário. O problema é que há uma posição minoritária do prof. Ex: Há um restaurante alugado. então a lei. primeira parte. depois descobriu que tal projeto é da cunhada dele. sabe que a lei veda isso. obra de infra-estrutura etc) um motivo. ou ele mesmo explorar. também não é qualquer obra. 3ª Causa: Artigo 52. Depois que entrar no imóvel o locador monta o restaurante.

. descendente ou cônjuge. então para quê esse cinismo. gerentes de uma sociedade empresarial. Há uma exceção: que o locador pela lei pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário quando a locação for a chamada locação gerência. Ele é o proprietário do imóvel e lá exerce um restaurante. Toda vez que retomar o imóvel o juiz vai fixar prazo de 06 meses para o locatário desocupá-lo. Segunda Parte do Inciso II do artigo 52 da Lei 8245/91 – O locador pode retomar o imóvel para ali fixar um ponto comercial. em razão da finalidade dela estar ligada ao estabelecimento. porém não coloquei meu pai. descendente ou cônjuge. É direito de propriedade. tenho indústria aqui. a lei sabendo disso. uma indústria. vai se apropriar da clientela e da freguesia do locatário. está na lei. O locatário pode pretender voltar para o imóvel? Não. desvio e clientela etc. dizendo apenas que o locador para exercer a mesma atividade do locatário tem que pagar a indenização. Ex: o meu cônjuge tem salão de belezas em Caxias. caput. Sem direito a indenização porque o locatário exerceu atividade com tudo pronto. O prazo de seis meses para desocupação está no artigo 74. se ela vier para estabelecer o salão lá. então posso retomar o imóvel para estabelecer o salão de belezas do cônjuge. essa última renovação foi por três anos. o locatário também. Agora se ele faz isso depois de quatro anos que está lá. aí o ex-locatário entra com ação pedindo indenização. eu quero colocar um terceiro. a indústria está no meu imóvel há oito anos. essa locação para essas pessoas físicas embora pareça residencial. É minoritário. desde que este comércio exista há mais de um ano. diz: pode retomar o imóvel para estabelecer um comércio de uma sociedade empresarial em que participe o ascendente. Ex: meu pai tem um restaurante pequeno. 03 meses depois transforma aquele restaurante em salão de beleza. ela quer ir para o centro da cidade onde eu tenho um imóvel comercial que encontra locado. diretores daquela indústria. Posso retomar o imóvel para colocar minha esposa no mesmo ramo do locatário? Não. Normalmente a pessoa hoje explora uma atividade empresarial como pessoa jurídica. Se verificada a fraude cabe indenização. Então posso retomar o imóvel para colocar um salão de belezas dela. terá direito à indenização. Questões Interessantes: Imagine a seguinte situação: considera-se empresarial a locação para alojar os diretores. ele aluga tudo (imóvel e restaurante) para B. Sou locador. Ex: meu pai está lá com restaurante. paga a indenização e retoma o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. e sim o salão de belezas da minha mulher. pessoa física ou pessoa jurídica de que ela seja sócia majoritária. que já explorava ali o ramo de restaurante há muito tempo. no artigo 55 da Lei de Locações. Na última renovação inclui um prédio anexo para alojar alguns funcionários. estabelecimento empresarial para o meu ascendente. também aluguei uns apartamentos para alojar os diretores que vem de fora. ela tem o salão há mais de um ano. Quem deu fama àquele ponto como restaurante foi o locador. ela será considerada locação empresarial. por qualquer motivo como: concorrência desleal.219 indenização. Na prática é assim. Então Fábio Ulhoa Coelho sustenta a inconstitucionalidade. ele pode retomar para continuar exercendo a atividade de restaurante. já tem direito à renovação. porque o direito dele é pessoal e não real.

esta quem é a locatária. os incomodados que se mudem.220 então a indústria está no imóvel há onze anos. e sim a indústria. como foi incluído no contrato de locação anterior e já tem onze anos. é um contrato de locação com algumas peculiaridades. é direito do locatário por isso este pode exercê-lo. para renovar quero 5 mil reais. o locador pode cobrar o que quiser. porque para ser direito do locatário teria que estar no imóvel no mínimo há cinco anos. é direito de propriedade. e sim direito potestativo do locatário. Podem ser cobradas luvas quando você vai entrar no imóvel? Ex: celebro contrato de locação com Maria e digo que tem que me pagar 20 mil reais referentes a luvas. Pode. Segundo o professor as luvas eram valores cobrados no ato da renovação. Agora renovei por mais 03 anos. isso é apenas um acessório ao imóvel principal. E a relação entre o shoping e os consumidores é uma relação consumeirista. . na doutrina. Para Rubens Requião é uma coligação de contratos entre o empreendedor e o lojista dentro dos quais o de locação. portanto. (3 + 3 = 6) na outra renovação não poderei cobrar nada dele (luvas). não as luvas que eram cobradas antigamente em toda renovação. A renovação é no prazo do último contrato. porque o acessório segue o principal. para renovar é ainda uma faculdade do locador ou um direito do locatário? Faculdade do locador. posso pedir até um milhão de reais se quiser. Estamos falando do contrato estabelecido entre o dono do shoping e os lojistas. em razão do direito de propriedade. eu renovo se quiser. é legítima esta cobrança. porque o locatário já passa a ter direito a renovação desde que preencha certos requisitos. o locador contesta o pedido dizendo que a indústria não preenche um requisito para a renovação no que diz respeito ao prédio em que estão instalados os diretores. direito de propriedade. a indústria terá direito a renovar tanto o prédio que está a onze anos quanto o prédio anexo. SHOPING CENTER. Em qualquer momento em que não haja direito ao locatário para renovação. Para Fábio Ulhoa Coelho. é só jurisprudência. não quer pagar que vá embora. A relação que se estabelece entre eles é puramente contratual empresarial. Caio Mario e Modesto Carvalhosa. porque aquele prédio foi incluído na locação. então não é benevolência do locador. o acessório segue a sorte do principal e. aí o locatário não tem que pagar nada. Quem fez o contrato não foram os diretores. Fiz um contrato de três anos com ele. em razão do princípio pelo qual o acessório segue o principal. Há quem chame essas verbas de luvas. A indústria entra com a renovatória. não preenche aqueles requisitos. só não posso exigir valores referentes às luvas no ato da renovação. porque aí já não é uma faculdade do locador. porém. quando o locatário preencher os requisitos. deixou de ser uma faculdade minha para ser direito do locatário. mas aquele prédio só está para indústria pelo prazo de três anos. hoje não são cobradas na renovação da locação. Isso não está na lei de locações. mais os aluguéis. Qual a natureza jurídica do contrato de shoping center? Para os professores Orlando Gomes e Alfredo Buzaid eles entendem que é um contrato atípico e misto. Quem tem razão? A indústria.

para quem pagar o aluguel? Não. por prazo determinado. mesmo que alugue imóvel comercial. É um contrato que não é tão rígido quanto ao contrato de locação comum. Lojas Americanas. Então o empreendedor procura dar uma variedade.9% são pessoas jurídicas). ou seja. O empreendedor do shoping é empresário porque não é uma mera locação de espaço. uma estrutura empresarial. basta que o empresário ajuíze a demanda dentro do tempo previsto na lei. .221 Entre o empreendedor e o lojista não é aplicado o CODECOM. ele privilegia o princípio da autonomia da vontade. as Lojas Americanas. em torno do shoping há o que a doutrina chama TENANTNIX – quando sou empreendedor do shoping. A locação puramente de imóvel não é atividade empresarial. Daí que no shoping citado acima. e preenchidos alguns requisitos. o locatário tendo direito a renovação da locação. como jurídica. Assiste razão a eles. uma proteção ao ponto comercial. aí os lojistas pequenos ingressaram com ação pleiteando a rescisão contratual cumulada com pedido de indenização. ou seja. preciso de alguns cinemas. O contrato de locação de shoping center não é um contrato de locação comum. que são a maioria (99. ou seja. Casas Bahia não vieram. você como pequeno lojista vai querer se estabelecer lá. manifestar o desejo de renovar entre 01 ano e 6 meses do termino da locação. 21ª Aula – 17/01/2004 LOCAÇÃO EMPRESARIAL: Na última aula nós tratamos dos requisitos para que a renovação da locação empresarial seja compulsória. O locador é empresário? Pela condição de locador não é empresário. quando é que o locador poderá retomar o imóvel? Sabemos que para o locatário empresário ter direito a ação renovatória compulsória. CAUSAS DE RETOMADA: Quando é que mesmo preenchidos todos os requisitos do artigo 52. Quando construo o shoping e sou pessoa jurídica não vou alugar a loja para qualquer um. Pode cair em prova – há em um shoping instalados casas Bahia. o empreendedor do shoping se diferencia do mero locador. faço praça de alimentação. porque essas lojas acima por si só atraem uma clientela enorme. ou seja. por escrito e o locatário esteja no mesmo ramo há no mínimo três anos. porque ele tem todo um planejamento. há todo um planejamento. no penúltimo semestre antes do término da locação. pode ser tanto pessoa física. A lei de locações estabelece no artigo 54 plena liberdade contratual nesta modalidade de locação. bancos. passam a ter direito de permanecer no imóvel. ajuizar a demanda no tempo oportuno. A terceira corrente é melhor para prova. aumentar o máximo possível as opções do consumidor. lojas para roupas. a locação tem que ter: no mínimo cinco anos. para produtos importados etc.

o juiz fixa cinco mil reais de aluguel. Lembrando que esse terceiro que está fazendo a proposta não pode ser do mesmo ramo do locatário anterior. dizendo: senhor juiz essa é a melhor proposta. pois este terá que procurar outro ponto. para realizar qual negócio jurídico? Para realizar o TRESPASSE. um terceiro me faz uma proposta de cinco mil e quinhentos reais. neste caso. se ele não quiser tem que sair do imóvel. o direito de propriedade é maior que a renovatória. eu sou proprietário e tenho uma proposta de cinco mil reais. está rachado. uma das poucas coisas que muda na renovação do contrato quando o juiz autoriza a renovação do contrato é o valor do aluguel. Vamos imaginar que o locatário ofereceu quatro mil reais de aluguel. é obra de porte. A briga normalmente é em torno do valor do aluguel. daí vem uma notificação da prefeitura que há necessidade de obra no muro. querem derrubar aquele casarão para nele construir um prédio comercial. e aí na petição inicial o locatário diz qual é o valor do aluguel que vai pagar. A lei também permite a retomada do imóvel para que se faça obra de melhoria e aumente o valor do imóvel. ele terá que sair do imóvel. quer dizer: não foi renovada a locação. ele é o locatário. Se o terceiro quiser adquirir o ponto comercial. etc. na ação renovatória. não posso ficar tolhido de explorar o meu imóvel. o locatário tem que sair para que cumpra a ordem do Estado. se não quiser pagar os cinco mil reais. A primeira causa de retomada. haverá solidariedade entre locador e terceiro nesta indenização ao locatário. Terceira causa de retomada: Tenho um imóvel e lá há um locatário no meu imóvel. e essa é a primeira causa de retomada. tenho que pagar uma indenização para o locatário. mais se eu não iniciar as obras em três meses. porque senão ele vai acabar tomando a clientela e a freguesia do antigo locatário. o locador tem que provar por escrito. Essa proposta de terceiro. É hipótese genuína de FATO DO PRINCÍPE é ordem determinada pelo poder público. não sendo renovada a locação. aumentar um pavimento ou dois. que valorize o imóvel. o locatário não terá direito de permanecer no imóvel. ele vai ser intimado. é claro que não é obra qualquer. Essa é a segunda causa de retomada. a lei impõe indenização ao locatário pela perda do ponto. o locador quer oito mil reais. haverá uma solidariedade nesta indenização. locações empresariais. Se permitir que locatário voltasse para o imóvel é direito pessoal. pois se for obra só na fachada não há necessidade do locatário sair do imóvel. Ás vezes ocorre diferente. previstos no artigo 72 da Lei de Locações. tem que melhorar o imóvel valorizando-o. o locatário será indenizado pela perda do ponto e aí nesse momento. Município. exercer o mesmo ramo de atividade do locatário tem que conversar como o locatário e não com o locador. terá que gastar mais. contrato de 15 anos. Vencendo a melhor proposta de terceiro. não há o que fazer. Ex: tenho um casarão velho locado para ela. não é obra qualquer. Será que vai ser ou não renovado? Se a proposta do locatário para permanecer no imóvel é de quatro mil reais e o juiz fixa cinco mil reais. venceu a melhor proposta.222 Preenchidos todos os requisitos o locador vai poder retomar o imóvel? Quando é? A primeira causa da retomada é: vamos imaginar que o locatário preencheu todos os requisitos. o locatário tem direito à renovação. Nestes dois casos eu retiro o locatário. . é quando os locatários fazem uma proposta de aluguel incompatível com o valor de mercado.

A lei proíbe. fala logo a verdade. Tem entendimento pacífico nesse sentido. foi o locador. eu volto para lá para fazer o que eu bem entender. já tem um bom tempo. tenho direito de retomar o imóvel para que seja estabelecido um fundo empresarial para o meu ascendente. enganei o juiz. o que o locatário pode fazer? Pode pretender que o juiz determine a volta dele para o imóvel? Não. porque se eu quisesse retomar o imóvel para exercer o mesmo ramo do locatário estarei roubando dele a clientela e a freguesia. quero retomá-lo para uso próprio. dono do imóvel. Ele diz o seguinte: em vez de mentir para o juiz e depois pagar a indenização. O que o juiz vai fazer se constatada a mentira do locador? Vai fixar uma indenização. Quero retomar meu imóvel que está alugado há 15 anos. ferindo o direito de propriedade previsto na CF. Este salão existe há mais de três anos. Se o ramo que o ascendente. Nesse ponto Fabio Ulhoa Coelho não sustenta inconstitucionalidade. Vamos imaginar que eu retorne para o imóvel. A pessoa está no imóvel com loja de DVD. descendente ou cônjuge. descendente ou cônjuge. tem um salão de belezas em Belford Roxo e está sendo despejada. no final tudo vai acabar em indenização. será que eu posso retomar aquele imóvel para explorar o mesmo ramo que ele? A Lei diz que não pode. não interessa para que. antes de retomar o imóvel pago a indenização . já que sou o dono do imóvel. a Lei veda. desde que o estabelecimento exista há mais de um ano. quer vir para o Rio de Janeiro.223 O locador tem que provar por escrito que recebeu notificação do poder público. Então posso retomar o imóvel para estabelecer firma individual de ascendente.é o que Fabio Ulhoa Coelho sustenta. Entre a minha filha e o locatário. o nome dessa locação é chamado locação gerência. o imóvel é meu. então. o ponto é meu. deixo tudo locado para João. que tem que parar com o cinismo. Pode ser firma individual ou uma sociedade. O meu imóvel está alugado para ele que está lá há oito. A minha filha. o imóvel também é meu. descendente ou cônjuge ou para estabelecer até uma sociedade desde que os parentes acima sejam sócios majoritários. ascendente. vou viajar para os EUA. ele tem negócio de DVD lá. só sustenta inconstitucionalidade para uso próprio. é uso próprio. posso retomar o imóvel? Não. mas não para exercer a mesma atividade. descendente ou cônjuge. o locador está dizendo que vai retomar o imóvel para ele usar. o proprietário. Pode retomar para ascendente. no final das contas tudo vai acabar em indenização. é uma presunção relativa. . dane-se o locatário. nesse caso. ele tem posição minoritária. Se mentir para o juiz. ele diz. em princípio ele está falando a verdade. segundo a jurisprudência do STJ. consigo retomar o imóvel. monto restaurante. quando eu voltar posso retomar para exercer a mesma atividade? Por quê? Posso. só que monto loja de DVD. desde que ela seja a sócia majoritária. descendente ou cônjuge exercem for o mesmo que o locatário exerce. nove ou 10 anos. e que irá fazer obra de melhoria ou que recebeu proposta de terceiro. O que é locação gerência? Vamos imaginar que tenho um imóvel explorando ramo de restaurante. presume sinceridade da minha palavra. E o ponto comercial pertence ao locatário. há uma posição do professor Fabio Ulhoa Coelho que sustenta a inconstitucionalidade desta vedação. entretanto. Voltei para lá. porque quem criou o restaurante ali não foi o locatário. porque senão haveria uma verdadeira apropriação da clientela ou freguesia. vale a sinceridade.

eles entendem que o contrato de shoping center é atípico e misto. Modesto Carvalhosa. Pois temos uma clientela enorme. Está previsto no artigo 54 da lei de locações. O que diferencia o empreendedor do shoping do locador comum? O dono do shoping não é um mero locador de espaço. loja de discos. há todo um planejamento. há praça de alimentação. ingressaram com ação requerendo a rescisão do contrato de locação cumulada com pedido de indenização.Como se desdobra o aluguel num contrato de shoping center? A lei textualmente diz que prevalece a livre iniciativa das partes. prevista no Código de Defesa do Consumidor. ficando muito tempo “as moscas”. agência de correios. Caio Mario e Washigton de Barros – que entendem que é um contrato de locação. espaço para bancos. Acontece que tais lojas não vieram para o referido shoping. vão se dar bem. precisa de alguns cinemas. há uma relação entre eles puramente contratual. porque há uma junção de vários contratos. A relação que se estabelece entre o dono do shoping e os freqüentadores deste. A Terceira Corrente – defendida por Fabio Ulhoa Coelho. Lojas Americanas. A Primeira Corrente – defendida por Alfredo Buzaid e Orlando Gomes. os que locaram os espaços. Sobre a natureza jurídica deste contrato há divergências. embora com algumas regras especiais. CONTRATO DE SHOPING CENTER: É um contrato que se estabelece entre o empreendedor do shoping (dono do shoping) e os lojistas.Center: Não há lei específica tratando deste assunto.224 Toda vez que o juiz determinar a retomada do imóvel. . são vários contratos que são aperfeiçoados entre o empreendedor do shoping e o lojista. no shoping há o que a doutrina chama de TENANTNIX. No contrato de shoping center o aluguel é um pouco diferente do aluguel de uma locação empresarial. ele vai fixar prazo de seis meses (artigo 74) para desocupação do imóvel. etc.Todos são lojistas e dizem: vem aluguem mais aqui no meu shoping. pelas normas do contrato. porque a desocupação de uma locação empresarial não é tão simples como a desocupação de uma locação residencial. O pedido foi julgado procedente. ele precisa oferecer uma gama de produtos e serviços o maior possível para atrair mais clientela e freguesia. ele não pode alugar espaço “a torto e a direito”. Natureza Jurídica do Contrato de Shoping. a autonomia da vontade. Devemos adotar esta corrente porque é a MAJORITÁRIA. em geral temos as seguintes hipóteses: pode estabelecer um aluguel fixo de três. ou seja. produtos importados. entende que é uma coligação de contratos. A Segunda Corrente – defendida por Rubens Requião. é uma relação consumerista. da boa fé e não pelo Código de Defesa do Consumidor. Ex: existe um shoping no RJ que queriam aplicar o CDC nessa relação. que por si só chamam clientela e ainda diz a sua loja vai ficará em frente às Casas Bahia e aí há toda uma demanda. Existem alguns fatos neste contrato que tem gerado muita polêmica. quatro ou cinco mil reais. roupas. virá para cá as Casas Bahia.

No mês de dezembro é muito comum os shopings cobrarem aluguel em dobro. Além disso. é do shoping. existe uma previsão de uma clientela de uma freguesia que não é sua. Tem o bônus. porque às vezes o consumidor chega no estacionamento já com o carro amassado. Res sperata é esperado mesmo. terá que me pagar. o problema é do shoping. Daí a auditora disse: 4 ou 5 mil por mês. é propriedade dele. Por isso os shoping devem criar sistemas de segurança. comprei presente para o meu pai. existem outras verbas que os lojistas tem que pagar. e despesas previstas no orçamento prévio que eles participaram evidentemente eles têm de custear. da fama do shoping etc. Tem que pagar estacionamento ou não? É óbvio que tem que pagar. uma verba de entrada só para alugar. enfeites etc. existe um orçamento prévio que os lojistas são convocados para aprovar ou não. do supermercado etc. Além do aluguel. por exemplo: ele é obrigado a ratear as despesas com propaganda do shoping. o shoping tem que provar isso. mas também tem o ônus. o shoping se resguarda normalmente com parcela fixa mais a variável. Por fim. Normalmente esse rateio é feito através da associação de lojistas que tem sempre em shoping. É completamente livre prestigiando mesmo a autonomia da vontade. Por que quem é o proprietário do imóvel? Ele coloca no imóvel quem ele quiser. já vai usufruir de tudo isso. a presunção em favor do . câmeras por todo o lado. A relação entre o empreendedor do shoping e os freqüentadores do shoping é uma relação consumerista. Se o faturamento da loja ultrapassar determinado patamar estabelecido no contrato. como por exemplo. Se levarem o carro o empreendedor do shoping tem que me pagar. Estacionamento em shoping center não é matéria de direito comercial. agora querem colocar elevador panorâmico. colocou lá e quebraram o vidro do seu carro e levaram o aparelho de CD. Não podem ser cobradas dos lojistas: a) despesas extraordinárias de condomínio. cobram 4 mil e um ou dois por cento do faturamento bruto. sete por cento do que ultrapassar é do shoping. estou no imóvel dele tenho que pagar sim. vai pagar quatro ou cinco mil reais por mês. Por que essa Res Sperata? Porque quando você aluga uma loja no shoping. ou seja.225 Estava no shoping em Vitória. e não do consumidor. aí ela chegou para o vendedor e perguntou: ele comprou? À vista? A prazo? Ou em dinheiro? Parecia auditoria interna. anúncio em TV. vai ter que pagar. por exemplo: as modificações do projeto original. o shoping possuía escada rolante. exigem a inversão do ônus da prova. Como vou saber se furtaram ou não. você paga o que a lei chama de Res Sperata – tem que pagar é como se fosse a antiga luva. isso se vê pouco. daí uma mulher com bloco na mão anotando. aí sim. Ou pode ser tão somente uma parcela variável. E sete por centro do que ultrapassar do faturamento bruto é do shoping. mais os aluguel do mês. você já vai contar com toda infra-estrutura e com clientela e freguesia. Lá no shoping de Vitória era o triplo. para você alugar uma loja no shoping. uma parcela fixa e outra variável de acordo com o faturamento era o sistema lá daquele shoping. A questão do estacionamento pode ser do banco. vamos imaginar que você entrou com seu veículo. b) pinturas de fachada.

não foi parar na justiça. uma construía e outra pessoa explorava. ela era empregada da loja e aí? Os ministros do STJ decidiram a favor da funcionária. não importa se o depósito é gratuito ou oneroso. uma farmácia no meio da praça de alimentação? Ele não poderá fazer isso independentemente do contrato que se estabeleceu com o empreendedor. do empreendedor. ele pode mudar de atividade? Sim. Lucro indireto – no contrato de depósito previsto no Novo Código Civil. Se o locatário dissesse que não iria sair. claro que não importa se é empregada de alguém. montar. loquei para ele por oito anos. Numa locação comum. Vamos imaginar um shoping center. ela estacionou o seu carro no estacionamento do shoping. O shoping é que tem que assumir essa responsabilidade. tinha algumas lojas que estavam emperrando a construção deste centro médico. nesse ponto não chega a ser gratuito. Nem sempre quem vai explorar o shoping é a construtora. Tem direito o locador de ajuizar demanda para retirar o lojista daquele local e estabelecer em outro. ele está lá explorando na praça de alimentação. dentro do seu planejamento. O empreendedor do shoping é empresário. Outra despesa que o locatário não está obrigado a pagar são as verbas trabalhistas de empregados que trabalharam antes do shoping começar a funcionar. O empreendedor do shoping será que ele pode utilizar todas as possibilidades de retomada? Será que o dono do shoping pode retomar para ali estabelecer um fundo de comércio para ascendente ou descendente? Evidentemente que não. Pode para uso próprio? Também não. isso acabaria inviabilizando a evolução do shoping. porém nas mesmas condições. Caso interessante foi de uma funcionária de uma loja. o qual alegou que aconteceu lá no shopping.o shoping disse que ela tinha que provar. por exemplo. porque a relação dele com ela não era relação de consumo. se ele estava na principal procurar mantê-lo assim. O exemplo do Fabio Ulhoa Coelho se aplicou no Barra Shoping. Tudo se resolveu com acordo. Há muitos casos que a construtora participa. O locador comum não é empresário. se vai só consumir ou não. ele vai poder mudar de ramo sem consultar ninguém. aconteceu um problema com ela. essas despesas jamais poderão ser repassadas para os lojistas. se vai visitar alguém. O contrato de shoping center está na Lei de Locações. criou-se um local destinado a centro médico e tudo mais lá. é relativa e ficou provado. Fabio Ulhoa Coelho diz com razão que o locador tem direito sim de retomar o espaço para que o shoping não fique atravancando. aluguei seja direto do proprietário. O empreendedor contratou os serviços de diversas construtoras que formaram um consórcio. . então ele não pode mudar de ramo. A retomada para uso próprio e para uso de terceiros são expressamente inaplicáveis aos shoping centers. mas uma perícia resolve isso. porque ele tem que atender o interesse coletivo de todo empreendimento. porque existe um lucro indireto com estacionamento do shoping. No STF nem se questiona mais.226 consumidor não é absoluta.

O professor Leonardo.227 FRANQUIA OU FRANCHISING: Legislação Aplicável: Lei 8955/94 O contrato de franquia foi criado no Estados Unidos. Todas as turmas do STJ citam esse professor em contratos de franquia. Fran Martins. por entenderem que seria uma prestação de serviço do franqueador para o franqueado e aí a jurisprudência do STJ em peso decidiu. há um contrato de fornecimento. montar. O professor Adalberto Simão Filho diz que o contrato de franquia é um contrato típico. se fosse só isso não seria franquia. portanto. Dizem esses autores. Sobre o contrato de franquia em si. Eu não permito apenas que ele use a marca Mac Donald. nem sempre na franquia vou estar fornecendo produtos. O fornecimento não precisa ser necessariamente do franqueador. é misto porque não é um simples contrato de licença de uso de marca. Adalberto Simão Filho. tem marca famosa registrada e você que vai montar um. portanto. é a conjugação de vários contratos em si. o município de Niterói quis tributar. Evaldo Fazio. O contrato de fornecimento é eventual. adquiriu uma franquia para cidade de Teresópolis. ele continuaria sem previsão no ordenamento pátrio. franquia não é só isso. que a Lei 8955/94 analisa apenas os aspectos tributários do contrato de franquia. oneroso. no caso do Mac Donald. na década de 70 e teve evolução histórica interessante. Fabio U Coelho. eu vou prestar serviço de organização empresarial. Natureza Jurídica do Contrato de Franquia ou Franchising: É um contrato atípico para Rubens Requião. este pode estabelecer que: só venda produtos por ele fornecidos ou por ele indicados. Pode por exemplo estabelecer contratos de fornecimentos com terceiros. tudo é fornecido. como funcionará. bilateral. Quem treinará os funcionários é o franqueador. toda técnica do negócio é dada pelo franqueador. A Lei 8955/94 diz isso. Aí não há fiscalização do franqueado e sim quem sofre fiscalização é o fornecedor do franqueado. Por exemplo: lavar carros. colocou-o na lista do ISS. No caso do Mac Donald. de prestação continuada e misto. Bugarelli. pacificando: . consensual. Funciona da seguinte maneira: o contrato de franquia é bilateral. seria licença de uso de marca. vou entregar tudo pronto. porque conjuga vários outros contratos em si. O contrato de franquia funciona assim: Além de permitir o uso da minha marca. o funcionário tem que ter os uniformes tal. é contrato típico empresarial. não concorda com os autores acima e sim com o prof. a compra de pão. Vamos imaginar que sou empresário “Mac Donald”. Discute-se muito sobre a incidência de qual imposto sobre contrato de franquia. dizer que a cor é tal. qual imposto incide? Não tem. as partes têm obrigações. mas não quer ter o trabalho. porque existe a franquia de serviços. vou ensinar como fazer. ela não analisa por completo de forma empresarial o contrato. tem muito dinheiro. Eu que vou estruturar. é uma licença de uso de marca e um outro contrato de prestação de serviço de organização empresarial. no que tange a qualidade dos produtos. por isso é um contrato misto. Será possível tributar o ISS sobre a franquia? No contrato de fornecimento incide o ICMS.

como assim? Feiras de franquia há empresários que se limitam a prestar um serviço de aproximar um franqueado do franqueador. não sobre os royalties. não é possível os municípios tributarem no contrato de franquia o ISS. No contrato de franquia. existe uma via de mão dupla. existe um valor mensal. Essa remuneração é mais ampla possível. Tanto um presta serviço para o outro quanto o outro presta para um. além disso. ele está aumentando o leque. Há contrato de franquia que você cobra parcela sobre o uso da marca e tem cobrança do faturamento fixo mais variável. ele arma toda uma publicidade. Há uma duplicidade. o que chamam de ligação entre franqueador e franqueado. ele também presta serviço para o franqueador e este tem os funcionários. o que é possível é a tributação dos intermediadores do contrato de franquia. O BOBS às vezes autoriza a venda de cerveja. presta serviço de organização empresarial para o franqueado. já digo para você procurar um imóvel em qualquer lugar. Fornecimento de bens. o franqueado é que vai se virar com o imóvel para locar ou comprar. porque assim autoriza o franqueador. Em geral. que manda para o franqueado. quem estabelece é o franqueador. o franqueado que presta serviço ao franqueador ou vice-versa.228 1. por isso. a legislação tributária é sempre taxativa. O royaltie para uso da marca é também de forma ampla a sua cobrança. por exemplo. exige o PRINCIPIO DA TAXATIVIDADE. quando celebro contrato de franquia com você. Além desta. estender o alcance da marca do franqueador. dependendo da franquia é ainda mais cara. sobre faturamento bruto de dois ou três por cento. por exemplo. Mac Donald cobra pelo pão. os valores dos produtos são os mesmos em todas as lojas. sou Mac Donald. ele cobram por isso e o que eles estão fazendo? Uma prestação de serviço ligando um ao outro e tem todo um trabalho e a tributação o máximo que pode ser feito é em cima desse trabalho. O contrato de locação está dentro do contrato de franquia? Não. Então. É prestação de serviço? É. é um pouco mais restrita porque o valor que vai ser oferecido ao consumidor. hambúrguer. tudo é cobrado. isto é à parte. A taxa de adesão é cara. isso é variável. salvo a franquia estabelecida em beira de estrada. é uma liberdade contratual enorme. o franqueado fica mais restringido na sua autonomia empresarial. O franqueado também presta serviço para o franqueador na medida em que ele vai divulgar. que os valores dos produtos costumam ser maiores. por exemplo. no carnaval em Salvador. Não. os preços serão determinados pelo franqueador.Que a questão tributaria prevista na CF/88 é numerus clausus. Existe a cobrança dos royalties que é uma remuneração pela licença do uso da marca e. O franqueado além de oferecer os produtos do franqueador poderá oferecer outros? Em regra. não pode ficar dando interpretação extensiva. é impossível tributar o ISS no contrato de franquia. em Teresópolis. que nas lojas de franquia. REMUNERAÇÃO DO CONTRATO DE FRANQUIA: De cara já paga uma taxa de adesão. .

que pediram rescisão contratual. em razão da falta de fiscalização do franqueador em relação aos demais franqueados. Resposta: Está na lei. indicando as obrigações do Franqueado. fornecer direta e indiretamente. conforme o contrato. dane-se. 3. 4. mas as jurisprudências e a doutrina tratam do assunto.Prestar o serviço de organização empresarial. reflete no interesse de todos os outros franqueados. pediu-se a rescisão contratual e ganharam. 4. Primeira questão: As principais características de um contrato de franquia. Terceira questão Falar sobre as características e as garantias das cédulas e das notas de crédito. dependendo da franquia. influencia na vida dos outros franqueados.O franqueador pode exigir uma caução do franqueado. O franqueador colocou a franquia no mercado e se “lixou”. 5.A terceira obrigação não esta na lei. ele pode exigir ou não.Fornecer bens aos franqueados. queria só receber e não dava a menor assistência ao franqueado. os royalties são pagos em cima do faturamento bruto desses produtos. 6. As obrigações do Franqueador são: 1-Autorizar o uso de sua marca. Questão interessante. para manter a qualidade. tem que pagar royalties. perdas e danos. os produtos estão estragando. está péssimo o negócio. . 2. porque a imagem ruim vai refletir nos outros. caso concreto que foi parar nos tribunais.O franqueado só pode oferecer produtos autorizados pelo franqueador. O problema é que na lei tem as obrigações do franqueador e não tem as obrigações do franqueado. 22ª Aula – 24/01/2004 Questões que caíram na prova da Magistratura ontem. fiscalizar a rede.229 O atendimento tudo segue uma fiscalização do franqueador. A fiscalização dos franqueados é um direito ou um dever do franqueador? É direito e um dever. em razão de organização empresarial e o uso da marca.Ele não pode vender bens que não sejam autorizados pelo franqueador.O franqueado tem que seguir as instruções de venda ao consumidor. 3.O franqueado logo que entra tem que pagar uma taxa de adesão. enfim tudo. Segunda questão: Falar sobre Factoring. a atividade ruim dela. Ex: a franqueada está prestando um serviço horrível. além de influenciar negativamente na marca. As obrigações do franqueado são: 1. conseguiram a restituição da taxa de adesão. 2.O franqueado e que determina o valor final que vai ser repassado ao consumidor. garantia real e garantia debitória. O produto já não mais estava dentro padrões e etc. O atendimento ruim. Pode fornecer ou indicar fornecedores ao franqueado. O STJ deu ganho de causa aos franqueados.

ou seja. informações do tipo. o que o franqueado tem que ter para ser franqueado. Mesmo que as partes queiram. experiência de mercado e várias outras informações. ele vai pagar royalties ao franqueado. O franqueador não vai poder celebrar o contrato antes disso. A falta de arquivamento no INPI faz com que o contrato se torne oponível contra terceiros. pelo simples fato da falência. só vai poder deduzir isto da margem tributável se o contrato tiver arquivado no INPI. Depois de tudo isto ele vai receber um documento legal.230 A franquia é um contrato. todas elas estão descritas na lei. este contrato é passível de anulação por parte do franqueado. o legislador através da Lei 8955/94 entendeu por bem obrigar as partes a uma reflexão. a lei que fala de propriedade industrial 9279/96 é posterior. Olhem mais em baixo. A doutrina pede que o franqueador informe ao franqueado a potencialidade de mercado. esta na lei 8955/94. Ele funciona da seguinte forma. Não é interessante rescindir este contrato. Em hipóteses de falência do franqueador. Com a falência do franqueador a marca vai perdendo prestigio. vai data-lo. CONTRATO DE FACTORING: Poderia fazer um breve histórico do contrato de factoring. onde está tudo explicado. a questão vai ser vinculada pelo artigo 43 da Lei de falências. capital de giro. ou seja. as partes são factorizador e factorizado. . embora isto não esteja claramente na lei. perfil do franqueado. por mais que o franqueado queira. A marca vai ser alienada e quem arrecadar esta marca vai passar a receber a remuneração do franqueado. no mínimo. porque enquanto esta marca não for alienada. tudo que o franqueado pagou tem que ser devolvido a ele. vai estar engordando a massa falida. atípico. Anulado o contrato. Como não está na lei não pode exigir. quanto tem que ter de capital. empresarial. com as características. o franqueado informa qual é a potencialidade de mercado naquela região. isto pode influenciar no franqueado? Sim. Não está na lei um requisito que toda doutrina pede que esteja. O contrato de franquia tem que ser arquivado no INPI. havendo um contrato bilateral ele vai ser rescindido. o contrato só poderá ser realizado após dez dias. Qual é o tamanho de estabelecimento que comporta aquela região. esta é uma norma de ordem pública. elas não podem fechar um negócio de imediato. capital reserva. Mas. e um contrato exclusivamente empresarial. bilateral. quem vai estar recebendo toda essa remuneração é a massa falida. Dificilmente esta marca vai ter sustentação no mercado com a falência do franqueador. oneroso e de resultado. Se violar este dispositivo. A natureza jurídica do contrato de factoring é um contrato complexo. A lei 8955/94 só abrange aspectos tributáveis da lei 9279/96. começou nos Estados Unidos. em razão da marca. costumam inserir esta informação que nós chamamos de potencialidade de mercado. for celebrado este contrato violando este prazo. com as várias informações. entre outras coisas. vem falando que o registro tem que ser feito no INPI. existem duas partes. O franqueado tem um faturamento bruto enorme. O franqueador tem que fornecer ao franqueado uma minuta do contrato. de execução continuada. eles não vai deduzir essas verbas de sua margem tributável se o contrato não estiver arquivado no INPI.

uma diferença. Quanto esta sendo cobrado de juros aqui? 10 % por um período de 60 dias. está informando para a empresa quais são os títulos bons e quais são os títulos ruins. porque este percentual aqui não é de juros.00. remuneração esta independente ou não da solução do crédito. A factoring é especializada na compra de crédito. A Factoring não está obrigada a comprar tudo sempre. que o pequeno lojista não tem. este titulo vai vencer em 60 dias.000. porque ela escolhe os títulos que quer comprar. Assumir o risco é elemento essencial do contrato de factoring.00 é a diferença. ela cobra um frete. resumindo. R$90. esta escolha é essencial para o contrato de factoring. para as Factoring. ela transfere o risco para o factorizado. Mesmo os títulos que não foram comprados podem ser passados para as Factoring. eles tem outras atividades. Se a factoring comprar todos os títulos do factorizado. por exemplo. 60 ou 90 dias. ela não é Factoring é agiota.00.000. ela não corre risco. ou seja. do factorizado. Ele pode contar com o auxílio dos chamados factorizadores. As Factoring compram os créditos dos empresários e passam a administralos. o risco é inteiramente dela. Estes títulos vão ser repassados para a Factoring mediante uma remuneração. Emite um oficio a Receita Federal porque tem questões tributárias e cópia dos autos ao . portanto é nula e execução desta nota promissória.000. Quanto aos títulos comprados o risco é da factoring.000.00 para receber futuramente. Estes títulos não vão ser objeto da compra. Aí vem a discussão. ela exige do factorizado uma nota promissória em branco. daqui a 30.231 Ele funciona da seguinte forma: um determinado empresário tem uma loja de produtos naturais. Vamos imaginar que vou comprar título que chega a quase R$100. ela não paga os R$100. Então não importa se é ou não contrato bancário. Para fazer gerenciamento de crédito dá trabalho. Vamos imaginar que em um mês o empresário tenha vendido R$150. mas preenche a nota promissória com o valor que ela não conseguiu receber. Estes créditos que não foram comprados são do empresário. o empresário pede que a factoring cobre os títulos para ele. O restante dos títulos. porque os títulos que ela não conseguir receber. R$10. As empresas de factoring são muito maiores do que a mera compra de títulos. Em princípio essa remuneração.00. se ela compra tudo sem nenhum cuidado. fazendo isto ela estará prestando um serviço de assistência empresarial. este frete e a sua remuneração. se ela comprar tudo sempre. O gerenciamento requer uma estrutura muito pesada. e quais os créditos que ela não vai comprar. Esta nota promissória é nula de pleno direito. ela faz uma análise creditícia em cada titulo daquele. Ele não pode dispor de 2 ou 3 funcionários para fazer gerenciamento de crédito. este crédito não tem nada haver com juros. tem que dar prazo de pagamento. A Factoring vai pagar. A gente tem que deixar esta discussão de lado. só que ele precisa de capital de giro para isto. parcelamento. É claro que quando a Factoring vai pagar.000. para ele poder conquistar o mercado. é um contrato bancário ou não é? Se for uma entidade bancária pode cobrar acima de 12% ao ano. ela devolve para o factorizado. Mesmo a factoring não tendo comprado os títulos e o empresário sabendo da estrutura que a Factoring tem para cobrar. um percentual sobre o valor. Ela escolhe quais os créditos que vai comprar. ele transfere todo esse gerenciamento de créditos para eles. para que ela faça a cobrança em nome do empresário.000. este percentual é pago pela prestação de serviço. Esta acima de 12% ao ano. O empresário procura a Factoring e diz que quer dinheiro vivo.00 que não foram comprados vai ficar com o empresário. os R$50.

tem que ser criada seguindo todos os parâmetros legais. Os juízes na hora de julgar não olhem para este lado. protesto e execução). não há uma entidade que possa concorrer com os Bancos no Brasil. Com isto a Factoring não vai ter competitividade com os Bancos. de outros empresários. O factorizador ao escolher os créditos que vai adquirir. bem assim arcando com o prejuízo de eventual inadimplemento. assumindo o encargo de gerenciar este crédito (cobrança. podem ser créditos decorrentes de contratos. Conceito de Contrato de factoring: é o contrato pelo qual.232 MP para procedimento criminal cabível. em geral. Se não for Factoring. entraram num consenso. o débito é mandado para a conta corrente do cliente. importadas do modelo americano. podem ser faturas. compra os créditos (títulos). ora denominados factorizados e. depois de muita crise. Ex: Um cliente chega no banco com R$ 100.00.00 em duplicata para receber. 2 – No desconto bancário o risco pelo inadimplemento é do cliente. vendo quais são os títulos bons e ruins. crime de usura e tudo mais.000. acabam com as Factoring como se elas fossem as grandes vilãs. Por isso que as Factoring pedem as notas promissórias em branco.00. no início dos anos 80 surgiram as Factoring no Brasil. o risco é todo do cliente.00 é do Banco. No início para abrir uma empresa de Factoring precisava da autorização do Banco Central. Um contrato muito parecido com o contrato de Factoring é o contrato de Desconto Bancário. O Banco pode fazer que a Factoring não possa cobrar juros menores. o Banco adianta para o cliente R$ 90. bem fora. acaba prestando serviço de assessoramento creditício para o empresário.000. A partir dessa crítica doutrinária o Banco Central editou uma resolução e atualmente não é necessária à autorização do Banco Central. R$ 10.000. Na cobrança das duplicatas de R$ 100. constituindo este spread (esta diferença) a sua remuneração. ou seja. qualquer sociedade em princípio pode criar uma sociedade de Factoring. . desconto de título bancário. faturas ou outros créditos a prazo. por isto as Factoring estão sendo obrigadas a fazer agiotagem e não um contrato de factoring normal. a partir da orientação doutrinária que a sociedade de factoring não é uma entidade bancária. muita gente não queria depender do Banco Central. O grande vilão é o chamado concetracionismo de crédito. Ao efetivar a compra pagará valor abaixo do valor do título. vai sempre se buscar créditos nos Bancos. Pergunta: Para fazer este tipo de operação de factoring. as diferenças entre eles são: 1 – Só opera desconto bancário quem é Banco.00. assumindo a obrigação.000.00. nem sempre são títulos de créditos. nas entidades bancárias. ela não tem como competir com os Bancos. todo o percentual cobrado é juros. ou seja. ou melhor. Este dinheiro que ficou faltando vai ser debitado da conta do cliente. O concetracionismo bancário esta acabando por desvincular o contrato de Factoring. de muito mandato de segurança. No desconto bancário ele pode cobrar 2% ou 3%. já que a mesma corre todo o risco.000. ficou faltando R$ 20. é um varejista. dependendo do caso. a empresa precisa de alguma autorização? Temos uma longa história. já que ele não tem quase risco. o Banco só conseguiu receber R$ 80. OBS: Na hora da prova não defendam as Factoring.000. não é por vontade das factoring e sim em razão de uma situação mercadológica. o percentual está fora dos 12%. ora denominador factorizador. O Banco só vai receber este dinheiro quando for cobrar a duplicata.

Como é transferido por endosso para a Factoring. E se a transferência for de um titulo de credito. o risco por parte do factorizador. o título de crédito vai ter endosso. tudo. às vezes parece que é uma sociedade só. e escolher e pagar o valor combinado. quais os títulos que ele quer comprar. pode ser resolvido a qualquer momento pelas partes. B (factorizador). O factorizado vai pagar uma taxa menor para a Factoring quando o titulo for excelente. mas endosso sem garantia. é feita a transferência por cessão civil de crédito. isto é bom para o factorizado. e o factorizado não pode se recusar a vender os títulos. com prazo determinado. artigo 290 e seguintes do novo Código Civil. . B pode ir lá no final do mês e olhar na escrituração contábil de A. sob pena de rescisão contratual. se for um documento de crédito como outro qualquer. no contrato de Factoring o factorizador não garante o pagamento? Não. tem que ser uma sociedade especificamente para isto. O contrato de Factoring tem exclusividade? Por exemplo: A (factorizado). Por este motivo ela não pode celebrar dois contratos de factoring com empresas diferentes. Se a factoring escolher o titulo X. mas na verdade são duas. a regra do contrato de Factoring ou a regra do endosso? O endosso sem garantia. Pergunta: Entendendo que Factoring não é um contrato bancário. então é direito do factorizador escolher.233 Não pode dentro de uma empresa ter um departamento de Factoring. o endosso não garante o pagamento. para ele saber quais são os títulos bons e quais são os ruins. de prestação continuada. o factorizado não pode se negar a vendelo. foi transferido por endosso e o endossante não garante o pagamento. mesmo porque na cessão civil o cedente não é o garantidor do pagamento. olhar os títulos. Mas. ele só paga se o devedor principal não pagar. Contrato de exclusividade não pode ter dois factorizadores para um factorizado. A vendeu a prazo. se for um contrato. então. mais precisamente artigo 296. porque se não quem vai escolher primeiro. se for uma fatura. O que vai prevalecer. É interessante para a Factoring comprar todos os títulos bons. A pode fechar um contrato de Factoring com B e C (ambos factorizadores)? Qual é a natureza jurídica do contrato de Factoring? É um contrato empresarial. o endossante garante o pagamento. O factorizado escolhe os créditos que ele quer comprar. Este contrato é de exclusividade. O factorizado não pode se negar a vender os créditos para o factorizador. Como é feita a transferência spread do factorizado para o factorizador? Depende. entendimento majoritário da doutrina. ou seja. as faturas. verificar todas as vendas feitas a prazo. com o pagamento da multa eventualmente prevista. posso dizer que ele não integra o sistema financeiro nacional? Com certeza. porque se fosse indeterminado. dentro de todo crédito a prazo do factorizado. for um cheque? A transferência é feita através de um endosso. a posição dele é de DCI.

a administradora do cartão presta um serviço ao titular do cartão. A segunda relação jurídica é a do consumidor com o lojista. pois a administradora serve como intermediadora. Ex: A pessoa ia lá pegava cinco mil emprestados. O Brasil vem acompanhando um fenômeno chamado sociedade sem dinheiro. Caso concreto: Havia uma boate que estava emprestando dinheiro a juros. O cartão de crédito é um contrato atípico (porque não tem lei falando sobre o contrato de crédito). empresarial e consumerista. para a compra e venda ou prestação de serviço. Por fim. a chamada sociedade sem dinheiro. cartões de crédito. Nós temos ainda. este serviço é o de intermediação. Essa prestação de serviço se estabelece entre a administradora e o lojista. Nós vamos entender porque ele é um contrato misto. cuja finalidade é facilitar o crédito ao consumidor dando segurança aos empresários que integram a rede credenciada. e agora estamos nos meios eletrônicos. ou seja. É um movimento que a cada dia que passa a sociedade vem utilizando menos dinheiro (papel) possível. Dentro do contrato de cartão de crédito nós podemos verificar várias relações jurídicas. mas paga para a administradora do cartão. Há ainda dentro do contrato de cartão o que nós chamamos de seção de crédito. Você compra na loja. Num conceito bem rasteiro nós podemos dizer que o cartão de crédito é um documento que dá ao seu titular o direito de utilizar uma linha de crédito. Essa evolução começou com o cheque. e muitas vezes em horários incompatíveis com o horário de funcionamento da boate. É trilateral e misto (ou complexo). É um financiamento rotativo (em geral mês a mês).234 23ª Aula – 31/01/2004 CARTÃO DE CRÉDITO: O cartão de crédito é um contrato muito comum e houve uma mudança na jurisprudência com o tempo. . O lojista faz uma seção de crédito para a emissora do cartão. o quanto parcelou e etc). um contrato de prestação de serviço. para aproximar o consumidor do lojista. serviço de administração de caixa (na fatura vem dizendo o quanto a pessoa gastou. passava o cartão e a boate pagava quatro mil e quinhentos reais. Como assim relação jurídica de financiamento? Eu vou adquirir um cartão de crédito. A primeira relação jurídica é a relação jurídica de financiamento. Conceito: É um contrato atípico. pois os gastos naquela boate estavam sendo altos e com freqüência. então. que pode ser uma compra e venda ou uma prestação de serviço. que ele possui junta à administradora na rede credenciada. isto porque o lojista transfere o crédito dele para a administradora do cartão. é uma forma de financiamento. a administradora do cartão (emissora do cartão) abre um limite de crédito para o consumidor. Normalmente não pagava à administradora. débito automático e etc. A administradora começou a desconfiar. A pessoa que faz este tipo de operação (que pega o dinheiro emprestado nestas condições) é porque normalmente está com a “corda no pescoço”.

a administradora do cartão vai ser o Citybank cartão de créditos. Mesmo que a pessoa alegue . A pessoa adquire o cartão de crédito do Citybank. Quem é a emissora do cartão? Citybank. No outro mês a pessoa faz uma compra no valor de dois mil e poucos reais. Ex: Você foi a uma loja e efetuou a compra de uma roupa. Então. Ela pagou mil reais na primeira e deixou mais mil reais parcelados em duas vezes para depois (500 + 500 reais). O cartão vem com a bandeirinha (visa. Vários bancos começaram a administrar cartão. e tem o valor rotativo do cartão no valor de três mil reais. isto porque o crédito é um crédito rotativo.235 A administradora diante desta situação não pagou mais para a boate. No cartão de crédito o pagamento é à vista. Quando a pessoa paga no cartão ela paga à vista ou a prazo? À vista. que todos os preços que estão expostos em uma loja já são preços para ser pago no cartão. pelo fato dele ser pago no cartão (isso seria um crime contra a relação de consumo). vamos supor que numa compra de 500 reais. Uma questão interessante é saber que o maior dilema sobre o contrato de cartão de crédito hoje diz respeito aos juros. a pessoa está celebrando contrato com o Citybank cartão de créditos. ela faz um convênio com a mastercard. Há como ligar para a administradora pedindo para cancelar o pagamento? Não. então. dentro do Citybank tem a Citybank cartão de crédito. só que parcelado. por exemplo. Só que nós temos um movimento concentracionista (hoje só quem está fornecendo crédito é banco). por exemplo. Ela foi ao Poder Judiciário com base no artigo 171 do código penal. Esse limite é mensal. e vai adquirir o cartão. Não existe previsão de sustação de pagamento no cartão. Na relação entre a emissora do cartão e a loja é uma relação estritamente empresarial. Antigamente. Na verdade. a emissora. o cartão Citybank vem com a bandeirinha mastercard. Não é possível a pessoa ligar para a administradora e pedir para sustar o pagamento. que vamos supor que a pessoa tenha em parcelas dois R$ 2. como tem o cheque. geralmente o vendedor diz que vai te dar um desconto. Ex: A pessoa vai ao banco (Citybank). Por isso. Esta pessoa faz uma compra no valor de dois mil reais. Isto tem uma importância enorme. essa bandeira não trás nenhuma influência. o cartão não vai passar. Na verdade não é desconto coisa nenhuma. Se você diz que vai pagar no dinheiro. com a visa e etc. pois parece que já havia um conluio para o usuário do cartão não pagar. No Citybank (como no Bradesco e outros bancos) você pode escolher se quer o mastercard ou o visa. a pessoa não está celebrando nenhum contrato com a mastercard. OBS: O comerciante não pode cobrar mais caro pelo produto. A bandeira é apenas para usar a rede credenciada. vai ser o Bradesco cartão de créditos. mastercard e outros). aplica-se o código de defesa do consumidor (lei 8078/90). a relação é consumerista. Mas isso dá muito trabalho. Chegou em casa você verificou que ela está com um defeito enorme. mas para isso ela teria que credenciar toda uma rede. Vai chegar num momento.900 reais (a pagar). a visa e outras (eram empresas especializadas). Então. OBS: Na relação entre usuário e a administradora do cartão. A bandeirinha funciona da seguinte forma: O Citybank poderia criar a bandeira dela (bandeira Citybank). Quando o sujeito for utilizar o cartão novamente. a emissora do cartão era a mastercard.

mas a administradora de cartão de crédito não é instituição financeira. Quando a pessoa adquire o cartão. a administradora vai pegar empréstimos com o banco (Citybank. Se ela for financiar direto para a pessoa. ela não vai financiar com recursos próprios. Ele pode contrair empréstimos em nome da pessoa e etc. que é do mesmo grupo). A administradora teria apenas que repassar os juros que o banco cobrou (não cobrar juros em cima. A pessoa com o valor rotativo de três mil. Logo. A pessoa usou os três mil. Com certeza que a administradora não pegou este dinheiro com estes juros/mês com o citybank). ela assina uma cláusula chamada cláusula mandato. ela vai ter que cobrar no máximo 12% de juros ao ano. pois ele é mensal). Ela pode assinar nota promissória no nome da pessoa. porque muitos tribunais estavam começando a entender que aquela cláusula mandato seria nula em razão do código de defesa do consumidor (artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor). O banco pode cobrar os juros. e só pagou quinhentos reais). não existir mais o pagamento mínimo. Mas os juros de um cartão hoje variam de 9 a 15% ao mês. eles vão exigir sempre o pagamento integral. para que se a pessoa for financiar. ela pode aceitar título. porque ela não está apenas a serviço da administradora do cartão de crédito.236 que colocou para pagar daqui a quatro meses. No TJ/RJ é maior confusão. ela pode colocar alguma coisa em cima? O entendimento do STJ sedimentado pela seção do direito privado (2ª seção). Daí em diante mudou tudo na jurisprudência. Começaram a entender que as administradoras podiam cobrar o quanto quisesse (repassar os juros). de início começou falando que administradora de cartão não pode cobrar juros acima de 12% ao ano (essas decisões foram a mais ou menos dois anos atrás). pois este saldo que a pessoa está utilizando é um saldo mensal (não pode pegar aquele valor e colocar para daqui a quatro meses. Ela vai estar financiando dois mil e quinhentos reais (tem que pagar três mil. Veio uma lei complementar e disse que as administradoras de cartão de crédito que buscassem dinheiro junto ao mercado estariam autorizadas a repassar os juros. A financiadora vai pagar ao lojista o valor integral (três mil). esta cláusula não é nula. ela não pode fazer uma compra de 9 mil e parcelar em 3 vezes. A jurisprudência do TJ/RJ e algumas do STJ. a Citybank possa pegar esses recursos no mercado. Vamos supor que o limite mínimo de pagamento é de 500 reais. esta cláusula que permite buscar recursos junto ao . O crédito é mensal rotativo. E caso uma questão desta venha a cair num concurso? Esta cláusula mandato é nula por força do Código de Defesa do Consumidor? A administradora pode repassar os juros? E se ela repassar os juros. Os ministros disseram que se não for esta cláusula. Isto não é possível. e com isto o próprio usuário pode ser prejudicado. Toda vez que uma pessoa adquire um cartão. ela nomeia o Citybank como seu procurador. A financiadora vai tirar o dinheiro de onde?Vai financiar com recursos próprios ou com recursos de terceiros? Ela pode financiar com recursos próprios. Vamos verificar um problema maior: O valor do crédito é de três mil. A administradora Citybank tem um mandato. pois o crédito é renovado sempre de mês em mês. Começou a haver uma confusão. Então. Se a pessoa possui o cartão de crédito e está financiando. e pode fazer tudo em nome da pessoa. em nome da pessoa.

Valquírio Bugareli. O maior problema do cartão de crédito é este. a pessoa propõe uma ação de prestação de contas. as instituições financeiras estão fora. No outro dia a pessoa vai procurar o cartão e não encontra. Caso a administradora não consiga provar isto. Ela liga para a administradora e cancela o cartão. Ex: A pessoa tem um cartão de crédito e sai na noite com ele. ou seja. Para o lojista não vai haver responsabilidade. pois o sistema demorou um pouco para cancela-lo. A administrador vai ter que dizer como é que ela chegou ao percentual estipulado (Ex. os juros serão reduzidos a 12% ao ano). O dia em que regulamentasse aquele parágrafo do artigo 192. para saber por quanto a administradora pegou este empréstimo. Ela pode repassar os juros. Ela tem que repassar exatamente o que ela pagou quando buscou recursos no mercado. Nesse caso de quem é a responsabilidade? A doutrina (Fran Martins. O STJ decidiu com base num precedente do TJ/RS. Posição da jurisprudência: Quando a pessoa adquire um cartão de crédito. Passaramse 1. se for efetuado as compras antes. pode propor uma ação de repetição de indébito (caso já tenha pago) ou se você não pagou faz a consignação em pagamento e etc (para se livrar dos juros absurdos do cartão de crédito). É cabível ação de prestação de contas.237 mercado é também de interesse do usuário. que é de 6% ao ano. Segundo a lei de reforma bancária (LRB) elas estão fora da lei de usura. os riscos são enormes. a questão da cobrança de juros. E depois. depois do aviso efetuou a compra. salvo se ela já tinha informado à rede credenciada. Neste ponto a doutrina é contra o usuário. Outra questão interessante é o mau uso do cartão de crédito (furto. porque se não for isto. 2. Em princípio. Se a pessoa paga esta anuidade (liquida o cartão) é porque os riscos da utilização do papel moeda são muito grandes. era para os 12% serem impostos também para as instituições financeiras. que diz que o máximo cobrado no mercado tem que ser o dobro de uma taxa tal. até as instituições financeiras teriam que cobrar 12% ao ano. Não está limitada a 12% ao ano. mas ela só pode repassar os juros que ela pagou. A administradora pode repassar os juros? Sim. A pessoa já havia perdido aquele cartão há uma semana e não havia percebido. roubo e etc). ele vai ter que pagar integral (o crédito rotativo). Ela não pode colocar nada em cima. ela paga por ele uma anuidade. pois ela não infringe o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor. 12%). e mesmo assim. Waldo Fázio Júnior e outros) diz que a responsabilidade pelas compras efetuadas antes da sustação. As compras efetuadas depois de ter avisado deverão ser arcadas em princípio pela emissora do cartão. com ou sem razão é do usuário. nós verificamos que esta cláusula não é nula. . desde que prove que pegou os recursos no mercado com juros superiores. e fizeram compras com o cartão da pessoa antes do cancelamento e depois do cancelamento. OBS: A taxa de 12% ao mês vem da lei de usura. Qualquer usuário pode propor a ação de prestação de contas. 7 dias e a pessoa não encontrou. e revogaram aquilo. se for o caso. a responsabilidade é do usuário. como foi esta operação e a prova desta operação. que é cabível ação de prestação de contas (Se for cobrado um juro muito alto. porque como é um contrato de mandato. Como não regulamentaram. o procurador sempre tem que prestar contas com o mandante. OBS: O que dependia de lei complementar antes. e se for depois a responsabilidade é da emissora (administradora do cartão). Logo.

Em razão dessa jurisprudência que contraria a doutrina. A pessoa está pagando por um serviço (prestação de serviço. É tudo uma operação “casada”. se a jurisprudência não tivesse sendo contra eles. salvo. Essa é a posição que deve ser adotada. É regulada pelo decreto-lei 911/69. a propriedade se resolve a favor do sujeito. O devedor é fiduciante ou fiduciário Fiduciante . computador. Vamos tratar apenas da alienação fiduciária de bens móveis. moto. pois a pessoa não pega primeiro o dinheiro para depois ir comprar. administração de caixa e tudo mais). de adesão. Ele é credor fiduciante ou credor fiduciário? Fiduciário. É resolúvel porque o dia que o sujeito pagar a última prestação do empréstimo. Na verdade. A pessoa vai pegar o bem e vender ao banco. é tudo junto. pois na relação de consumo o ônus da prova é do fornecedor de serviços. O banco é que passa a ser o proprietário do carro. o dinheiro nem passa na mão da pessoa. Ex: Carro. Esse contrato foi criado na época da ditadura. dentro de uma conjuntura política totalmente adversa. ele vai direto para o vendedor (passa na mão da pessoa juridicamente falando. você está pagando pela segurança. ele tem por finalidade adquirir bens duráveis. em princípio. Em geral. Vai ser difícil para outra pessoa utilizar (isto no Citybank). Que mecanismos de segurança? Hoje muitos cartões de crédito têm a foto do usuário digitalizada. ele é um contrato instrumental. A jurisprudência (do STJ e do TJ/RJ) diz que a responsabilidade nas compras antes e depois. Somente instituição financeira que pode celebrar este tipo de contrato. caso contrário. É alienação fiduciária porque o vendedor aliena (vende) o bem para o banco. vem um aviso para o celular da pessoa). O sujeito vai à concessionária e diz que quer tal carro. a responsabilidade é só da administradora.238 então. A pessoa diante da instituição financeira diz que quer um financiamento para a compra de um determinado bem durável. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA: Conceito: É um contrato típico. se provar a má-fé do usuário (o que é muito difícil. mas de fato não passa). É responsabilidade da administradora do cartão conferir pela segurança a esta operação. se provar da má-fé do usuário. porque o consumidor quando celebra este contrato. pela conveniência. É a administradora que tem que criar mecanismos de segurança para evitar o uso indevido. e dá como garantia que vai pagar o empréstimo (esse mútuo) o próprio bem que ela comprou. Ele tem o domínio resolúvel. O Unibanco criou um mecanismo que quando a pessoa utiliza o seu cartão de crédito. salvo. Isso tudo só foi desenvolvido porque estavam tomando “porrada” na jurisprudência. A pessoa compra o bem durável com o dinheiro emprestado pelo banco. começaram a inventar mecanismos de segurança. A responsabilidade em princípio é da administradora. etc. O credor só pode ser pessoa jurídica (instituição financeira). consumerista (em regra). que é a administradora). com certeza que eles não criariam esses mecanismos de segurança.

mas aconteceu que neste dia foram apenas 4 votos). Então. na confiança de que o dia que ele pagar a última prestação. É impossível a prisão civil quando a alienação fiduciária tiver como objeto bens fungíveis. e ela vendeu para o banco. Fundamentos do STJ: Há a alegação de que em qualquer caso é incabível a prisão civil do devedor fiduciante. Na conversa com o gerente. Então. que é possível a prisão. O que pode ser objeto de alienação fiduciária. pois era um Hábeas corpus preventivo). O documento do carro vai estar no nome do banco (no leasing que o documento vem no nome dos dois) na alienação fiduciária. a interpretação tem que ser restritiva. e o que não pode ser? A discussão está em bens fungíveis. quem está confiando em alguém aqui. só que a pessoa não vai comprar o carro. Bens fungíveis podem ser objeto de alienação fiduciária? O STJ entendeu que poder até pode. cabe a prisão (isso em qualquer contrato de depósito. OBS: O credor é fiduciário e o devedor é fiduciante. inciso LXVII. O banco está confiando nele? Não. Dois votos entenderam que era possível a prisão e dois votos entenderam que não era possível a prisão. o banco vai devolver a propriedade do bem. Cada uma turma de ministros no STF tem 5 ministros. O sujeito pode pegar o dinheiro e alienar fiduciariamente o carro ao banco. Tanto não está confiando que pediu uma garantia (o carro). este pergunta ao sujeito se ele é o dono do carro e se está quitado.239 O bem estava com a pessoa. por incrível que pareça é o devedor. Vamos imaginar que você esteja precisando de dinheiro (não é para comprar um bem). O STF entende que esta prisão é constitucional? Sim. isso quando os bens forem fungíveis (no empate prevalece a decisão mais favorável. mas não vai ser possível a decretação da prisão civil. não poderia haver empate. Então. o gerente diz que empresta o dinheiro. ele já pode pertencer ao próprio devedor fiduciante. É a mesma operação. Se a prisão é uma regra excepcional. CRFB). inclusive o de alienação fiduciária). OBS: O STF entende que a equiparação a depositário infiel é perfeitamente constitucional. e. e o gerente percebe que ele está chegando de carro. Entende que é constitucional (o STJ entende que é inconstitucional). Para o STF é cabível a prisão civil quando a alienação fiduciária tem como objeto bens fungíveis? A 1ª turma do STF diz que sim. O bem não tem que ser necessariamente comprado de terceiro. A prisão civil para o STJ é inconstitucional. Segundo a Constituição (artigo 5º. logo. o STF está em litígio. Se a interpretação tem que ser restritiva é incabível . neste caso o objetivo não é a aquisição do bem de consumo (bem durável). Diz que pelo contrato os bens fungíveis se tornam infungíveis. Na 2ª turma do STF ficou empatado. 1° Fundamento: Prisão civil é somente em casos excepcionais. O sujeito vai ao banco pedir dinheiro. e o sujeito diz que sim. É devedor fiduciante ou alienante (porque é ele que está vendendo o bem para o banco. mas ele diz que quer o carro como garantia em alienação fiduciária. Isto é alienação fiduciária? Sim. OBS: Na opinião do professor não cabe prisão. portanto. o banco vai devolver-lhe o bem). o objetivo é garantir apenas o empréstimo (mútuo). Houve um empate (2 a 2). na confiança de que quando ela pagar a última prestação.

o juiz teria que intimar o requerente para dizer se está renunciando ou não está renunciando. A alienação fiduciária é uma modalidade de que? De garantia real. (ressalvada a hipótese do devedor de alimentos) e o Brasil é signatário. e a pessoa pagar todas as parcelas.240 que o conceito de depositário infiel seja alongado. pois eu vi apenas uma decisão entendendo que a renúncia era tácita. Se o devedor fiduciante não pagou. o credor fiduciário tem duas opções. Essas regras proíbem a prisão civil. Eu (professor) não vou dizer que a jurisprudência mudou ainda não. Se o contrato transcorrer normalmente. . O entendimento majoritário da doutrina é que a renúncia tem que ser expressa. Pela lei não precisa nem notificar. no final. para extinguir o processo por carência de ação ou não). Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. será que ele já renunciou tacitamente? O professor sempre entendeu (como a jurisprudência majoritária) que não existe a renúncia tácita neste caso (no STF tinha posicionamento entendendo que a renúncia era tácita. Por força do artigo 5º parágrafo 2º da Constituição tem ampla aplicação no direito pátrio. Mas a jurisprudência sempre foi que a renúncia tem que ser expressa. quando for paga a última parcela tem-se resolvido a propriedade em favor do devedor alienante. ou ele entra com uma execução para cobrar a prestação ou ele primeiro faz uma notificação extrajudicial. 2º Fundamento: Convenção interamericana de direitos humanos (mais conhecida como Pacto de São José da Costa Rica). Ainda tem outra convenção internacional que o Brasil é signatário. O conceito de depositário infiel não pode ser ampliado. pode requerer a falência do devedor? Em princípio não. Na forma do artigo 9º da lei de falências. e entendeu-se que a renúncia é só a expressa. Questões processuais da alienação fiduciária. O credor com garantia real. A notificação é uma criação jurisprudencial (exigir a notificação). Na notificação tem que vir constando o valor do débito? É válida a notificação sem que conste o valor do débito? (a defensoria pública que entrou com esta tese). Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. Como funciona a alienação fiduciária? (nós vamos ver todas as divergências processuais). o depositário é somente aquele previsto no contrato de depósito do Código Civil. Questão de prova do Ministério Público: Pode o credor fiduciário requerer a falência do devedor fiduciante? Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. Notifica o devedor dizendo que vai entrar com uma busca e apreensão. Decreto 678/92. O professor disse ter visto uma jurisprudência recente do STJ entendendo que a renúncia era tácita. Na defensoria não é válido se não constar o valor do débito. mas depois reformulou. Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. Caso ele entre com o requerimento de falência.

Vamos supor que a pessoa tenha apresentado o bem. não tem outra ação para propor depois. Na 2ª seção do STJ (8 ministros) a votação foi pelo placar de 5 votos a 3. o devedor pode apresentar a sua contestação. A pessoa vai purgando a mora. então. Neste caso. a pessoa consegue purgar a mora com menos de 40%. às vezes. eles (os ministros do STJ) entendem que a situação já está consumada. o STJ reconhece que é uma situação consolidada (pois já pagou tudo). se o tribunal (ex: TJ/RJ) permitiu a purgação da mora com menos de 40%. Mas. neste caso seria válida a limitação (porque a cognição seria sumária e não plena).241 Suponhamos que após a notificação. Para a 1ª turma. e depois da prestação de contas é que é possível a execução. o saldo negativo pode ser cobrado do devedor (trata-se de uma prestação ilíquida). Neste caso o credor vai pedir a conversão da ação de busca e apreensão em ação de depósito (o que o STJ entende inconstitucional para fins de decretação de prisão. O artigo 3º do decreto limita as causas. Essa limitação é inconstitucional. OBS: Nos tribunais. Digamos que o valor da dívida é de 30 mil reais. A pessoa terá que depositar o bem ou o valor do bem. Suponhamos que tenha entrado com a busca e apreensão. Apesar do entendimento do STJ dizer que só tem direito a purgar a mora com o pagamento de 40%. com a busca e apreensão e etc). o devedor fiduciante não pagou. se a dívida é de 30 mil. sob pena de prisão. e o bem foi vendido por 40 mil reais. e neste caso julga prejudicado o recurso. tem também as despesas com o leiloeiro. Além de apresentar a defesa. através do processo de conhecimento. Então. mas até chegar no STJ a pessoa já pagou todo o financiamento. O bem será vendido. eu vou me defender quando? Nunca. A sobra deve ser devolvida ao devedor (mas tem os juros e correção monetária das prestações em atraso. Essa limitação é constitucional ou não? Segundo Alexandre Freitas Câmara essa limitação do artigo 3º é inconstitucional. vai ficar 4 votos a 4. o credor obrigatoriamente tem que levar o bem a leilão. o devedor fiduciante pode requerer a purgação da mora. porque o carro sumiu. Por que é inconstitucional? Se essa ação de busca e apreensão fosse cautelar. porque foi isso e etc). e o bem foi vendido por 20 mil. e neste caso prevalece a decisão mais favorável). para a 2ª turma é desde que o bem seja infungível). Diz a lei que para purgar a mora ele tem que ter pagado no mínimo 40%. e não conseguiu apreender. A jurisprudência majoritária vem entendendo que primeiro ele tem que fazer uma prestação de contas (por quanto vendeu. Já para o STF é constitucional. ela tem natureza de ação principal. a defesa tem que ser ampla (princípio da ampla defesa). mas essa ação de busca e apreensão na alienação fiduciária. O saldo não tem a liquidez necessária para fundamentar a execução (tem que entrar com uma ação de cobrança ou com a prestação de contas e depois entra com a execução). consolidada. logo entrou com a busca e apreensão. e é reconhecido pela jurisprudência como inconstitucional. e chegou no STJ já tinha pago tudo. . dizendo que só tem direito aquele que pagou os 40% (Se um daqueles 5 ministros mudar de opinião. se eu não me defender agora. em todos os casos. Depois de apreendido o bem. Tem que tornar aquele saldo devedor líquido.

242 Cabe ação monitória? Cabe monitória (hoje em dia cabe monitória para “tudo”). Se ele não for intimado do leilão. Pode o credor acionar o avalista? A jurisprudência entendeu que só é cabível se o avalista for intimado do leilão. . ele não pode ser acionado pelo saldo negativo (isto é novidade). Não foi encontrada jurisprudência do assunto no STJ. É jurisprudência do TJ/RJ. Tem que notificar o avalista (para que ele exerça o direito de preferência). Tem que intimar o avalista da data do leilão.

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