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DIREITO EMPRESARIAL
1 ª Aula - 05/04/2003
Vamos começar pelo início, lá pela idade média. Pode parecer baboseira o conceito de direito comercial, só que mudou o conceito e por isso que é importante, eu sempre falo isso, e Domingo caiu na prova da magistratura federal, isso é besteira, mas vai cair, e vai cair novamente ou na magistratura estadual ou MP, sem sombra de dúvidas uma questão dessa, então vamos lá: Conceito de direito empresarial: Nós podemos conceituar direito comercial a partir de determinados momentos históricos. A partir da idade média, o que aconteceu? O direito privado ele ainda estava unido e não existia ainda direito civil e direito comercial, o problema é que na idade média o direito quase não evoluída por influência da igreja. Naquela época, embora o direito não evoluía, as atividades mercantis estavam crescendo espantosamente, época das expedições principalmente o direito mercantil, então naquela época não havia nenhum aparato legislativo, nenhuma lei, nenhum tratado por parte do Estado. Então, os comerciantes da época se viram na contingência de criar regras próprias para tratar das relações jurídicas. A partir desse momento, dessa contingência é que o direito comercial teve que se desvincular do direito civil, porque o direito civil estava inerte, principalmente pôr influência da igreja, direito de família não mudava, direito de sucessões não mudava, ficava tudo parado, e o direito comercial evoluindo, evoluindo, teve que se separar do direito civil. Então, os comerciantes criaram regras próprias para tratar de suas relações jurídicas, nesse momento o direito comercial ele foi conceituado como ramo autônomo do direito privado a serviço de uma categoria especial, a serviço dos comerciantes. E já que não havia nenhum aparato estatal, os comerciantes criam suas regras, o direito comercial nasceu basicamente como um direito costumeiro, ele utilizou basicamente os usos e costumes daquela época. Foram formadas ligas, corporações de comerciantes e ali todas as relações jurídicas iam ser resolvidas, foram criados também os tribunais de comércio e nesses tribunais, não era o juiz estatal. Vamos supor que estivéssemos no Sul da Itália, todos nós comerciantes, e criássemos uma corporação, ali há um tribunal do comércio e estão vamos escolher uns entre nós para serem juízes, para os postulados. Alguns comerciantes eram chamados juízes, mas para aquele tribunal privado, que lei aplicava? Não aplicava leis, aplicava os usos e costumes comerciais daquela região. OBS: O problema é que aquelas regras não eram aplicadas para todos os comerciantes indistintamente, porque só podiam se valer daquelas regras os comerciantes que participavam da liga, da corporação. Era um direito extremamente corporativista, quem não fazia parte do clube do bolinha não poderia se valer daquelas regras.

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Com isso quando alguém queria litigar contra alguém que integrava aquela liga, aquela corporação, tinha que acioná-lo no Tribunal do comércio, e quando você o acionava lá quem ganhava aquela ação? Quem fazia parte da liga. Era um direito extremamente corporativista, porque quem julgava era um daqueles que era escolhido como juiz consular. Então o direito comercial não era muito bem visto, ele era visto como direito marginal, como um direito à parte, não era marginal no sentido de bandido, mas marginal no sentido de a margem do direito estatal, do direito civil que regia os cidadãos comuns. É por isso que hoje se eu chamar alguém de burguês ele vai ficar ofendido comigo, nada mais injusto, porque isso vem dessa época onde o direito comercial era separado como o burguês era separado, ele era visto como uma pessoa não nobre, porque o nobre era tratado pelo direito civil, por isso que se chamar de burguês ficava ofendido. Hoje não tem mais justificativa para isso, era uma tradição lá de Roma da idade média, hoje não se justifica, então hoje pode chamar de burguês e a pessoa ficar feliz, mas naquela época não. Naquela época era um direito marginal, um direito a margem, um direito dos excluídos. O direito comercial sob essa concepção subjetivista, por esse conceito subjetivo do direito comercial. Que conceito é esse? É um ramo autônomo do direito privado a serviço do comerciante. Ele permaneceu assim por um tempo até que o Napoleão resolveu criar uma nova concepção de direito comercial, ele não queria mais aquela história de direito comercial só para comerciante, ele queria acabar com aquela história de privilégios para os comerciantes, que tinham um tratamento próprio privilegiado, distinto dos demais. Então, ele determinou que se elaborasse um código comercial francês, que foi o código de 1807, e nesse código eles adotaram o conceito objetivo de direito comercial, ou melhor, eles criaram a concepção objetiva de direito comercial. Que concepção objetiva é essa? O direito comercial passava a ser ramo do direito privado que estudava os atos de comércio, porque não importa quem está praticando, se é ele, se ela, se ela faz parte de alguma liga ou não, pouco importa, o direito comercial vai regular os atos de comércio. E aí vem dizendo, são atos de comércio, transporte marítimo, a compra para a revenda, as atividades de seguro, as atividades bancária, vem dizendo o rol dos atos de comércio. Então se tivesse naquele rol era tratado como direito comercial, se não tivesse não era, era um rol totalmente objetivo. Como Napoleão mandava no mundo, o Brasil foi fortemente influenciado, o nosso primeiro código foi o código comercial. O nosso código comercial não distancia muito do código francês foi em 1850, nos meados daquele século. E o código brasileiro, alguns autores dizem, não é bem assim, ele adotou a concepção objetiva. Ah professor, mas no código comercial não tem o que são atos de comércio? Realmente, mas ao lado do código comercial nasceu o regulamento 737/50, que em seu artigo 19 dizia, são atos de mercantil: compra para revenda, atividade de seguro, atividade bancária, então trazia aquele rol influenciado pelo código francês. Ele não está mais em vigor há muitos anos. O problema dessa concepção é trazida pelo professor Fran Martins.

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A sociedade maromba academia de ginástica, era uma sociedade civil ou sociedade comercial? Era civil A imobiliária? Era civil. A construção civil? Era comercial, por força de lei. Isso por quê? Porque o rol era objetivo. E a atividade de prestação de serviço? Civil A Encol foi à falência porque a construção civil é uma atividade comercial, vai entender isso? Não tem como entender, porque não há base científica, não tem como eu dizer uma regra para vocês, o que é civil e o que é comercial, isso vai depender do legislador, vai depender do país, vai depender da época. Então não há base científica, então até hoje não sabemos a amplitude do ato de comércio, e é difícil porque pelo conceito objetivo, adotado pelo código de 1850, o direito comercial era o ramo que disciplinava os atos de comércio. Mas a gente não sabe o que são atos de comércio, como a gente vai estudar direito comercial? Então o conceito objetivo não foi adotado em vários países, na Itália, na Alemanha, na Suíça há muito tempo que não se adota essa concepção. Ruiu o conceito objetivo de direito comercial, sobretudo na Itália depois na suíça, mas, sobretudo no CC italiano de 1942, criou-se uma nova concepção subjetiva, só que subjetiva moderna, e é a do novo Código Civil. Que concepção é essa? Como é que nós vamos conceituar o direito comercial sob o aspecto subjetivo moderno? Porque não se falou na faculdade. Sob o aspecto subjetivo moderno, o direito comercial ele passou a focar não mais o comerciante e muito menos os atos de comércio. Importante: O direito comercial é um ramo autônomo do direito privado que estuda e regulamenta os atos praticados pelo empresário no exercício de sua empresa. Ou em um conceito mais curtinho, é disciplina jurídico privada das empresas. Acabou comerciante agora, comerciante é coisa do passado, agora é empresário. A base é o conceito de empresa e o conceito de empresário, então não existe mais comerciante agora é empresário. Acabou agora o comerciante e pelo art.2037 do CC, tudo aquilo que era aplicado para os comerciantes é aplicado agora para os empresários. Então, quando a lei de falência fala, está sujeito a falência o comerciante, como é que vocês vão ler agora? Está sujeito a falência o empresário. Não existe mais comerciante, onde tinha comerciante você lê agora empresário. Bom, esse é nosso conceito e depois nós vamos ver o que é empresa e o que é empresário. Segundo o nosso programa nós trabalharíamos fonte agora, mas nós não vamos trabalhar fonte formal e fonte material, isso é coisa de Introdução ao Estudo Do Direito na Faculdade e eu não vou tratar com você, eu só vou tratar somente de uma fonte de direito peculiar do direito comercial. OBS: Aliás, com essa mudança completa de base, que nós não temos como base nem o direito comercial e nem o ato de comércio há quem defenda a mudança do nome da disciplina não seria mais direito comercial, mas direito dos negócios ou direito

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de empresas, ou empresarial, é válida a mudança apesar da tradição do direito comercial, mas já nos programas dos concursos você vai ver lá direito empresarial. Aliás, a vara de falência e concordatas do Rio, agora chama vara empresarial, o que é um absurdo porque não é vara empresarial, porque não vai tratar de todo o direito empresarial, porque vai tratar apenas de falência e concordatas, o problema é que o juiz quer se chamar juiz empresarial, só para tirar onda. Então qual é a fonte de direito que é peculiar ao direito empresarial, que foi à base dele no início? Os usos e costumes mercantis, os costumes comerciais, então agora os costumes empresariais. O que é importante falar sobre ele? O importante é como é que eu vou provar ao juiz, dois empresários litigando, ou um empresário e outro não empresário, não interessa, o autor está alegando que o fundamento do direito dele está no costume empresarial fonte do direito, como eu vou provar para o juiz que existe um costume. Aliás, eu preciso provar para o juiz que existe aquele direito, ou eu só preciso provar o fato? Em regra só o fato, princípio da iuria novit curia, só que esse princípio abre exceção, exatamente para os costumes, para o direito municipal e o direito estrangeiro, artigo 337 do CPC.Lá vem dizendo que você prova os costumes comerciais através de uma certidão que você obtém lá nas juntas comerciais, como assim? A junta comercial ela é obrigada a catalogar, ou usando o termo técnico apropriado ela é obrigada a assentar todos os costumes comerciais.Então, tem um processo administrativo, todos os interessados são chamados, vai aprovar, todos são chamados e depois de aprovado vai ser publicado, e assentado. Então para se obter a prova do costume é só ir à junta comercial e pedir uma certidão.O funcionário da junta vai lá no livro do costume e tem, hoje é no sentido figurado, porque está tudo no computador. Então, você prova através de uma certidão. Mas o que é importante falar? Como nós no Brasil não adotamos o sistema da prova tarifada, admite-se a prova por qualquer meio idôneo, então se pode provar também através de depoimento de testemunhas, de representantes de classes, então se pode provar os costumes através de outras provas. Mas a prova praticamente irrefutável é a certidão da junta. Caiu uma questão no Rio Grande do Sul, lá no RGS eles dizem que é costume lá o cheque pré-datado, ou mais tecnicamente falando cheque pós-datado. Aí eles perguntaram o seguinte, eles queriam registrar o cheque pós-datado como costume dos comerciantes. Ai eu pergunto, pode ser assentada a utilização do cheque pós-datado como costume comercial? Pode? Não, porque o cheque é uma ordem de pagamento a vista, e por quê? Porque está na lei, e só se admite costume praeter legis ou secundum legis, não se admite costume contra legis. Era prova lá do RGS. Onde está dizendo na lei para ganhar 10? Nos artigos 28 do decreto 57595/66 e 32 da lei 7357/85. Isso fala que o cheque tem natureza de ordem de pagamento a vista e por isso não pode ser assentado como costume.

os artigos do novo CC. a regra é de que não existe atos comerciais gratuitos. é costume 10%. como o juiz vai decidir? Com base em que? No costume daquela atividade. esse mandato presume-se gratuito ou oneroso? É um mandato de natureza civil ou empresarial? Presume-se gratuito. e a gente observa muito isso no direito obrigacional. A cooperativa de prestação de serviço é considerada o que? Artigo 982 do CC. 2)Informalismo: O direito comercial é extremamente informal como regra. 1) oneroso .Que será provado através de uma certidão da junta comercial ou de uma declaração. A regra esmagadora é o contrato verbal. 60 e 90.O empresário não faz nada nunca de graça. ou seja. porque é no exercício da atividade da empresa. civil. uma burocracia enorme. naquela região. Só existe um artigo tratando do mandato. ele traz a regra do civil e traz uma ressalva do mandato mercantil. esse contrato presume-se gratuito ou oneroso? Oneroso. você vai vender uma tonelada de um produto. de um valor 10 vezes maior e não existe em regra contrato de compra em venda mercantil escrito. já que não foi convencionado. Vou fazer um contrato de mandato para que ele me represente na reunião de condomínio. não falaram nada se iam pagar ou não. Agora. Como a gente vai saber o quanto ela vai pagar ao representante. a regra é a onerosidade. surgiu uma grande oportunidade dela realizar uma venda em São Paulo. você faz essa venda de forma verbal. 5%. Vou dar outro exemplo: Luciana é representante de pneus. Aceitou. para 30. depende do tipo de atividade. não falei nada se vou pagar ou não. Embora o Código Comercial tenha sido revogado. então ela pede para Luis Antonio que também é representante ir lá em São Paulo realizar o contrato para ela. não tem assinatura de contrato.Pergunto. Como assim? Um liga para o outro e diz eu quer comprar uma tonelada de tal produto e paga tal dia. fechado.5 CARACTERÍSTICAS DO DIREITO EMPRESARIAL O que pode ser característica do direito empresarial. enquanto o direito civil é extremamente formal. Tem que ficar muito atento para essa característica. Faz o contrato e a procuração certinho. então. por exemplo: Eu vou lá dar aula no Espírito Santo e vou deixar o Arthur que é meu amigo como meu procurador. . o que pode parecer besteira. sempre terá natureza simples. existe burocracia? Existe. por quê? Existe compra e venda civil e mercantil. então ele vai utilizar o costume daquela região naquela atividade. e está lá no parágrafo único. mas que envolveu lá a prova da magistratura federal. Se vai vender um imóvel. mandado mercantil e civil.

ele é indutível. por isso que como não há lei nenhuma. estão todos eles no CC. porque na ausência de lei você aplica os costumes. Então o direito comercial ele é elástico. novos negócios atípicos. mesmo sem nenhuma previsão legal. ele simplesmente incorporou a modalidade factoring. a fatura. 3) Elasticidade: O que é elasticidade? E aqui a gente vai começar a tratar de algo mais palpável. como é EUA. como é o costume. a gente sabe que o risco na inadimplência é do Factorizador e não é do factorizado. não tem a assinatura de contrato à regra é a informalidade. Um outro tipo de contrato que não tem nenhuma previsão legal. a compra e venda para revenda e vem dizendo as regras que eram da antiga compra e venda comercial. porque a gente sabe que pelo costume o factorizador é que tem que assumir o risco pela inadimplência dos títulos transferidos. ele aumentou. Não precisa ter lei prevendo que deve ser tratado dessa ou daquela forma. os princípios as características. os artigos da compra e venda mercantil foram revogados. o direito empresarial não precisa do legislador. vocês conhecem alguma empresa de factoring? Conhece. dane-se o legislador. o direito empresarial é tido como elástico. ele é elástico. pega os costumes de outros países. tem alguma lei tratando de factoring? Não existe nenhum artigo sequer tratando de factoring. e vai pegar o comprovante do recebimento. por isso ele é chamado de elástico. por que isso? Tem alguma lei dizendo que ele não pode fazer isso? Não precisa de lei. aí o direito comercial foi e viu. Tem cartão de crédito no Brasil? Sem dúvida. pega uma nota promissória. na Inglaterra. Portanto. ele simplesmente aumenta e começa a tratar daquele negócio. . ou seja. Mas tem aquela ressalva. que fala da Compra e Venda e ponto final. como assim? Os empresários eles criam todos os dias novas relações jurídicas. Como é tratado o factoring? Aqui no Brasil isso é novo. por quê? Porque ele não é dedutível. o direito empresarial não precisa de lei.6 O transportador vai levar a mercadoria.Costuma ser tratado dessa forma. Como é que vai disciplinar? Com base nos costumes. Como é aplicado em outros países. Foi criado um novo contrato e o direito empresarial não precisa criar a lei. e o direito empresarial não precisa criar uma lei para aquilo. o cartão de crédito. qual é a lei? Não tem lei que trata de cartão de crédito. Por exemplo. Como a gente faz isso? A gente até prende o safado do agiota. Importante: E agora não existe compra e venda civil e compra e venda mercantil.

porque não interessa aos EUA. porque você não sabe quem está corrigindo. A ONU patrocina um estudo para a elaboração de um código comercial internacional. não precisa dizer que não vai sair do papel.Como o direito comercial ele tende ser uniforme em vários países. patrocina um estudo de elaboração de código comercial internacional estabelecendo regras idênticas para vários países. então nós temos outros tratados tratando de comercio. Nós temos regras universais para vários países. agora. eu vou freqüentemente falar da Itália. por quê? Porque há mercados comuns. como Brasil e Argentina. o direito empresarial tem que ser parecido. ainda não foi totalmente revogado porque ele ainda é tratado como comércio marítimo. cheque. 5) autonomia: O caso é o seguinte o código comercial ele era dividido em três livros de quebras. no direito de família não importa como é nos outros países. eu não chamaria de internacionalidade que é a concepção dos doutrinadores antigos. Não precisa colocar isso na prova. O comércio marítimo ainda continua sendo tratado pelo código comercial. com a revogação do código comercial. será que o direito empresarial poderia continuar sendo chamado de ramo autônomo do direito privado? Ou será que houve unificação? A mesma pergunta foi feita lá na Itália. Por isso que nós temos tratados internacionais sobre nota promissória. O direito empresarial ele tende a globalização. então como o Brasil vai exportar para a Argentina e a Argentina vai exportar para o Brasil. letra de câmbio. O direito civil cada país tem o seu. mas deixa o comércio marítimo de lado porque a gente não vai tratar. regras de direito comercial idênticas para vários países. em relação ao comercio terrestre. Ai eu pergunto. o direito civil tende a nacionalização. porque o nosso livro de empresas do atual CC é quase uma tradução do Italiano. .7 4) Internacionalidade: Outra característica é a internacionalidade. as regras que teriam sido incorporadas pelo direito civil. só existe o código comercial. pegaram a parte das empresas do Código Italiano traduziram e colocaram no Brasil com algumas mudanças. que nunca vai sair do papel. como existe no Mercosul.Você pode colocar: É conveniente ressaltar que confirmando essa característica a própria ONU. 4) Boa-fé: Não precisa dizer porque é peculiar a todos os ramos do direito não só do direito comercial. por isso que tende a globalização.Hoje foi revogado o comércio terrestre. hoje devemos utilizar o termo globalização. O livro de quebras foi revogado há muito tempo e hoje a gente tem a lei de falência. como existe lá na Europa. Comércio marítimo e Comércio terrestre.

Quando um se presume gratuito o outro é oneroso. de direito civil e direito empresarial. enquanto um tende a nacionalização o outro a internacionalização. Importante: A atividade de prestação de serviço que antes não era tratada pelo nosso direito empresarial. só que depois de aprovado e em funcionamento. Então são ramos com principiologia própria. Didaticamente ele também continua autônomo. aqueles atos de intermediação. Bom. porque misturou água e óleo. à parte que fala das sucessões é direito civil. agora é tratada. praticamente duplicou. é tradição e vai continuar sendo com livros próprios. como diz o professor César Devivante: eles enfaixaram direito comercial e direito civil na mesma lei. que lei nova é essa? . juntou água e óleo na mesma lei. embora o código comercial tenha sido revogado. A idéia era essa. por exemplo. agora está sujeita a falência. somente. com a revogação do código comercial e a introdução dele no novo CC. então continua autônomo. E aí eu pergunto o direito comercial continua autônomo? Sim e por vários motivos. não era atividade comercial e agora é atividade empresarial. Em 98 foi feita uma reforma na Universidade de Bolonha na Itália onde foi prestigiada a cadeira de direito empresarial. Importante: Vocês vão poder ver bem o que no CC é direito civil e empresarial.8 Então na Itália o objetivo foi unificar o direito privado. com princípios diferentes. eles viram que não adiantou colocar tudo em uma lei só.Por isso que cientificamente ele continua autônomo. Lembra da imobiliária? A imobiliária era tratada pelo direito civil e agora é tratada pelo direito comercial. Por quê? Considera-se empresário quem através de seu estabelecimento comercial desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção e circulação de bens. assim como a academia de ginástica. o livro de títulos de crédito é direito empresarial. não há dúvida de que se está tratando dentro da mesma lei. porque se a base é diferente eles não são a mesma coisa. o direito comercial ele aumentou. o livro de família é direito civil. o direito comercial ele diminuiu ou ele aumentou? Antes eram só os atos de comércio. bibliografia própria. OBS: Autonomia legislativa a gente pode falar aqui só o seguinte. e por mais que tenham enfaixado não quer dizer que seja um só. diferentes do direito civil. São ramos autônomos. porque o conceito aumentou. ou serviços.Então. e nós estamos falando isso com base na experiência italiana. O importante aqui é o seguinte.E a primeira autonomia que se destaca é a autonomia científica e por que cientificamente o direito comercial continua autônomo? Porque ele tem características próprias. Agora quem é tratado pelo direito comercial que não era? Lembra lá da academia Maromba? Academia de ginástica. agora o professor de direito civil não substitui o professor de direito empresarial. quando um é indutivo o outro é dedutivo. A imobiliária. só que com o direito de empresa no novo CC artigo 966 o conceito de empresário ele quase duplicou. o livro das empresas é direito empresarial.

que trata das duas matérias. não é nada daquilo que falaram na faculdade. ela dentista. circulação de bens e serviços. ele fala apenas para tirar uma onda. Seguindo a pirâmide de Kelsen a base seria o artigo 966 para o direito empresarial. são dois artigos. . E agora nós vamos conceituar a parte mais importante do direito empresarial. felizmente mudaram o nome). Temos dois sócios administradores ( não se fala mais em sócio. porque olha só . mas é um erro porque eles pensaram só no novo CC. é a base. não muda nem a vírgula do artigo 2082 do CC Italiano. se você decorar você reponde milhares de questões de direito empresarial. a lei de falência é empresarial.Eu sou empresário. Primeiro não tem base legal e sim numa instrução normativa e ele não é empresário . Por quê parcial? Porque só existe um ponto de convergência que é o novo Código Civil. porque as outras leis continuam sendo aplicadas nos ramos que lhes são próprios. O primeiro é o artigo 966 do CC. ele é tudo menos empresário. Não há dúvida e por isso nós vamos falar que a unificação legislativa foi apenas parcial. então a base é o artigo 966 e o outro artigo a gente não vai falar agora e sim durante o curso muitas e muitas vezes é o artigo 1053 do CC. Numa festa um dos sócios está se apresentando. O mais importante é o artigo 966. Ele é o artigo principal. ele está falando a verdade? É ou não é? Não. Quando um sócio chega e fala que é empresário é só para tirar a onda. o que você faz? Ela fala que é medica. Qual o único ponto de convergência? O novo CC. e aquela pergunta. ela economista e quando perguntam para ele. ele vai dizer que é empresário. no novo CC houve unificação mas é apenas parcial da legislação. e com certeza quando o examinador quiser na hora da prova aplicar uma pegadinha vai usar o artigo 1053 do CC.gerente. Então mesmo legislativamente eles continuam autônomos. gerente é empregado. A base de todo direito empresarial hoje.9 O novo Código Civil. tenho uma rede de salão de cabeleireiro. pelo conceito do artigo 966 e do 982. Agora as outras leis. os outros são apenas investidores. a carteira de empresário. ele é um artigo importantíssimo. Bom. alguns livros falam em unificação legislativa. que é o conceito de empresa e empresário. Bela Blum salão de cabeleireiro Ltda. acabou esse negócio de sócio-gerente. e não é brincadeira não. por exemplo a lei que trata da união estável é uma lei civil. houve apenas unificação parcial. que fala das sociedades limitadas. Ex: 4 pessoas vão formar uma sociedade. empresário é a pessoa física ou jurídica que em nome próprio através de seu estabelecimento empresarial. Vocês sabem que todo mundo quer ter uma carterinha. desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção. tem até uma resolução do DNC que autorizou os sócios administradores e os titulares de firma individual a tirar uma carterinha de empresário. que nada mais do que uma tradução literal. Vamos agora interpretar o 966 do CC. tudo aquilo que vocês ouviram falar de empresário esqueçam.

quem está sujeito à falência o sócio ou a sociedade? A sociedade.10 Ai eu pergunto. Importante: Empresário pode ser tanto pessoa física como jurídica e geralmente o empresário é pessoa jurídica porque o empresário individual teria responsabilidade ilimitada. Vê o conceito do 982. Decore isso sócio não é empresário sócio é sócio. Quem está sujeito a falência o sócio ou a sociedade? A sociedade. ele vai dizer que o empresário é a pessoa física. E o que é sócio? Sócio é sócio. mas você ao abrir uma firma individual... por isso que ela se reveste no conceito e não ele ( sócio). seu sítio.. você vai juntar com outras pessoas e quem será o empresário será a sociedade. e você vai querer fazer isso? Arriscar a sua casa de praia. E ele poderia ser chamado de comerciante antes? Quem está sujeito a falência? Todos os comerciantes. nada mais equivocado. firma individual. Então hoje. O professor Fábio Ulhoa Coelho. E quando é que ele é empresário? Quando ele é empresário individual. você sabe que sua responsabilidade será ilimitada. Isso a gente já sabia só que não atentava para esse detalhe. . vocês ligaram a figura da pessoa física. o sócio em última análise é um mero credor da sociedade. ela era a sociedade comercial ou comerciante coletivo. mas que isso? O problema é que botaram na cabeça de vocês. então quando alguém vai desenvolver uma atividade desenvolve através da sociedade. você é apenas o sócio.” Eu vou perguntar isso aqui várias vezes em meio a outros institutos e vocês vão errar. seu carrinho? Não vai querer. porque quem está sujeito a falência é a sociedade. considera-se empresária a sociedade tal. foi muito feliz quando ele colocou em letra 26 no livro dele: “Pelo amor de Deus. quem é o empresário? O empresário é a sociedade. E aí o que diz o artigo 982 do CC. porque ele não age em nome próprio. porque o sócio não é comerciante. ele age em nome próprio? Não ele age em nome da sociedade. Por quê o sócio não está sujeito a falência? Porque ele não é comerciante. e digo pior credor porque ele só recebe depois de todos os credores. se vocês forem perguntar ao pipoqueiro da esquina. sócio não é empresário. quem é o empresário? A pessoa jurídica ou empresário individual. Quem está desenvolvendo a atividade? A sociedade. a firma individual ou as sociedades empresárias. Quem vai a falência? A sociedade.

por causa da variação. que ia ajudar a TAM.Então quando uma exportadora.Filosófica: A primeira diferença vou dar apenas por que é filosófica e quem faz essa diferença é o professor Rubens Requião. Por isso. teoria da preservação da empresa. na doutrina só tem duas. sem conhecimento de causa. como assim? Bom. se não tiver empresário o país vai a falência.sociedade comercial---. o Brasil dá de um lado para pegar de outro. mais postos de empregos. por isso que o empresário é tratado que nem um bibelô. o conceito de empresário se contrapõe ao conceito individualista. da França. é da época de uma concepção egoísta .11 Qual seria a diferença do conceito de sócio para o conceito de empresário? O que que mudou? São três mudanças. sem falar nas divisas do contrato internacionais. foi lá na Organização Internacional do Comércio. e normalmente pedem |Rubens Requião na prova. Por isso que o Lula vai lá não sei aonde defender o Brasil. Ele pode até fazer o câmbio em uma instituição particular. o PROER que ajudou os bancos. por isso que o FHC. vai vir para . hoje a gente tem a concepção de que o empresário é um bibelô. marginal que o Estado fazia do comerciante. fica com Estado que dá para o exportador o real. Eu vejo muita gente criticando. por que isso? O governo não está dando dinheiro paras o empresário. O dinheiro não vai vir para o governo diretamente. o empresário na concepção social.individualista. o Estado deve se preocupar com o empresário porque a escala empresarial é a base econômica de um país. Então.comerciante individual ---. mais arrecadação de impostos. e por isso que o burguês é xingamento hoje. realiza um contrato e o dinheiro vem para o Brasil. 1. O conceito de comerciante é um conceito egoísta.sócio Qual a diferença do conceito de comerciante para o conceito de empresário? São três diferenças. quando os dólares chegam eles ficam com quem? Com o exportador? Não. criticando PROAR. porque enquanto o empresário estiver vivo.sociedades empresariais ( art. Trilogia: * Pessoa física ---. mas ele vai pegar o dólar e vai dar para o Banco Central. mas pode se acrescentar uma . 966) * Pessoa jurídica --. marginal. é um conceito mais social. a VARIG. agora se eu te chamar de empresário eu estou te xingando? Não. corporativista. 982) * Sócio( física ou jurídica)---------------sócio--------------. quem vai fazer o câmbio é o Banco Central. O Estado tem que tratar bem o empresário. defender a EMBRAER da BOMBARDIÊ.empresário individual ( art.

mais tarde nós vamos estudar isso melhor. essas três que eu estou dando. porque não desenvolve atividade economicamente estruturada. eu vou falar do empresário pessoa física do empresário individual. então era o restaurante. Foi a pergunta da prova oral do MP. por exemplo: A vendedora de Avon. quando é que a pessoa física adquire capacidade civil plena. mas os dólares vão ficar no Banco Central. imaginem agora se eles não vão perguntar sobre isso. a partir de quantos anos? 18 anos. o conceito de empresário é mais amplo. mais abrangente. eu não conhecia a filosófica. Então. tudo bem? Bom. mas isso é questão didática. Ela era comerciante. porque não tem estrutura comercial. de não sei quantos milhões de dólares no mercado. REQUISITOS PARA SER EMPRESÁRIO: São vários os requisitos 1) capacidade + ausência de proibição legal: O primeiro deles é a capacidade mais ausência de proibição legal. já falei de duas vou falar da terceira. porque a pessoa jurídica adquire capacidade e ganha personalidade jurídica a partir do registro. Eu vou falar primeiro da pessoa física. porque o conceito de comerciante pegava apenas aqueles atos de intermediação. ( Principalmente ). não muda nada. O conceito de empresário substitui a de comerciante? Você tinha que falar há diferenças. Mas será que ela se encaixa no conceito de empresário? Para eles não. um a capacidade e outro a ausência de proibição legal. Na época da prova eu só lembrei de duas.O examinador perguntou antes do CC. eu lembrei do conceito que era mais abrangente e lembrei dessa diferença. as indústrias. ele dá exemplo no livro dele. construir aviões. ele está falando não de um público grande ele está falando daqueles antigos comerciantes nanicos. o conceito de comerciante é menor. E por isso que o Banco Central dá injeção de dólar no mercado. E o conceito de empresário é muito maior porque abrange também o conceito de prestação de serviços. é a seguinte: Nem todos aqueles que eram chamados de comerciantes agora podem ser chamados de empresários. OBS: Nem todos aqueles comerciantes tem estrutura própria organizada para serem chamados de empresários. 2) conceitual: Segunda diferença é conceitual.12 EMBRAER. . Alguns autores colocam como dois requisitos. a concessionária de veículos. ela praticava atos de intermediação? Praticava. 3)dada pelo professor Fábio Ulhoa Coelho e Waldo Fazzio Jr.

nós vamos ter um vácuo entre esses 16 anos e 18 anos e esse empresário pode fazer tudo. pode um louco ser empresário? Qual o primeiro requisito que eu falei? A capacidade. art. patrimônio é o complexo de relações jurídicas de uma pessoa dotada de valor econômico. OBS: Ai vem o novo CC e disse em seu artigo 5º.A corrente majoritária do Fábio Ulhoa. mas a gente não precisa mais disso. ele pode ficar insolvente e não poderá ser decretada a sua falência.II da LF. no Brasil cada uma pessoa tem o seu patrimônio.Uma minoritária do Rubens Requião e Manoel Ferreira. nessa parte.13 Existia uma discussão na época do CC de 1916. diz que só é possível a falência do maior de 18 anos. plenamente capaz. Mas muitos autores. . mas eles eram minoritários. medida de advertência. a lei foi expressa. dizia que era a partir dos 18 anos. Pode o louco ser empresário? Pode uma criança de um ano ser empresária? Pode ou não? Olha só o que o novo CC fez. não tem mais divergência. Segundo José Maria Leoni. Fran Martins. parágrafo único. aqui ela só pode ter um patrimônio. existam duas correntes: A. cada pessoa só tem um patrimônio. fazendo concorrência desleal. uma pessoa não pode ter dois patrimônios como ocorre na França. a solução é a reforma da lei de falência e do CP. B. o juiz vai dá uma repreensão verbal ?!. Ele não está em sintonia com o direito penal. vamos supor que ele esteja interditado. 2º. melhor um louco. E o sócio tem dois patrimônios? Não ali são duas pessoas e cada uma tem o dela. tipo “olha não pode mais vender produto estragado”. Hoje o menor com 16 anos pode se emancipar com o exercício da empresa. e a pergunta é a seguinte: Pode um menor. porque a lei de falência é especial. E entre 16 e 18 anos ele poderá dar o desfalque no mercado e ninguém poderá requerer a falência dele. ele comete ato infracional. E também não está em consonância com a lei de falência. então. O louco é capaz? Não. crimes contra o consumo e tudo mais e lhe sendo aplicado medida protetiva do ECA. a partir de quantos anos o menor poderia se emancipar pelo exercício do comércio. Não há como. é o artigo mais difícil do direito empresarial o artigo 974 do CC. sobretudo o professor Penalva. criticam esse artigo. e não é revogada por lei geral posterior. porque a partir dos 18 ele hoje é maior. Patrimônio é um conceito uno e indivisível. ele conseguiu em um artigo mudar todo o ordenamento jurídico. todas essas regras foram mudadas e quando eu falo para os civilistas eles chegam a se arrepiar. Tem solução? Não tem solução. que o menor com 16 anos pode se emancipar pelo exercício do comércio. Antes havia divergência e o novo CC acabou encampando a corrente minoritária. inciso V. eles diziam que era a partir dos 16 anos. porque ele fica em total descompasso com o ordenamento jurídico vigente. Eu vou deixar uma pergunta para a próxima aula porque esse artigo é muito complicado. o professor Anco Márcio Valle. pode cometer “crime”. Imaginem um empresário praticando inúmeros fatos fraudulentos.

o empresário de um ano de idade e o empresário louco interditado. Ele tinha um patrimônio único. para o menor. Ela é empresária? Não. E eu pergunto o juiz tem conhecimento de causa para analisar isso? Não. vamos colocar Arthur Novak Comércio de veículos. antes não exercia atividade comercial. os carros podem ser penhorados.14 Então só existe um patrimônio por pessoa. Mas como isso? Ele permitiu o seguinte. Eu pergunto pode o curador continuar a atividade desenvolvida pelo curatelado? Antes de jeito nenhum. mas a casa de praia não. ele não é economista. vamos supor que o empresário individual. e a Juliana Novak continua desenvolvendo a atividade em nome dele. um ligado a atividade empresarial e outro não ligado a atividade empresarial. Quem vai ser acionado e citado? O Arthur. E o menor de um ano de idade. e nem desenvolve atividade em nome próprio. Então ele vai avaliar os riscos dos negócios e se ele entender conveniente ele autoriza. mas o menor era sócio. Por isso o juiz decidia sempre em vender tudo e colocar numa poupança. Quem é o empresário? O Arthur. Teve o caso de Brasília. O patrimônio já não é mais tão indivisível assim. o menor herdou uma atividade empresarial. o juiz vai pegar e analisar se existe risco no negócio. Então o computador da loja. Importante: E esse artigo 974 do CC permitiu que uma pessoa tivesse dois patrimônios e permitiu o empresário incapaz. Agora quando era para desenvolver a atividade pessoalmente o menor não podia. O incapaz fica com dois patrimônios. Antes a responsabilidade era ilimitada. porque toda a atividade empresarial é sujeita a risco e o patrimônio do incapaz poderia se evaporar junto. onde o promotor e o juiz estavam envolvido e foi um escândalo. não estou falando do sócio. E o juiz vai fazer outro absurdo. . com aval do Ministério Público. Aí o novo CC. tudo fazia parte de um mesmo patrimônio. Só estarão sujeitos aos riscos da atividade os bens ligados a empresa. que o Arthur morresse e deixou como único herdeiro o filho de um ano. não você pode continuar desde que você peça uma autorização judicial. porque quando ele fizesse 18 anos ele não teria mais nada. Pode a representante legal desse menor continuar a exercer a atividade que antes era exercida pelo autor da herança? Antes de maneira nenhuma. mas vamos supor. que vai exercer seus direitos através do curador. pode ele com um ano de idade tocar a atividade? Não. eu não estou falando de sociedade e sim de empresário individual. Ex: Casa de praia. ele pode ser dividido na forma do artigo 974 do CC. vamos supor o Arthur Novak. está comprando e vendendo carro e aí ele foi interditado pela mulher.Só que agora o juiz vai dividir o patrimônio e vai averbar nas juntas todos os bens que estão ligados a essa atividade. só na reencarnação. Só não era pacífico porque o Carvalho de Mendonça entendia que podia . vai dividir o patrimônio do Incapaz. veio e disse.

973 e 974. Quando for acionar na justiça vai se acionar o menor. Então empresário pode ser pessoa jurídica. . Última pergunta para deixar vocês sem dormir:Se ela não desenvolve muito bem essa atividade. o Fábio Ulhoa Coelho quando vai falar desse artigo é assim ele reproduz o artigo. porque senão seria ótimo para o incapaz. o que é normal. mas eu sou obrigado a falar. Se aquela atividade está indo a banca rouca. faz a mesma coisa com medo de falar besteira. vamos supor que no início ela estava vendendo carro que era uma beleza. a casa de praia está fora. mas do menor de um ano de idade não pode. Waldo Fazzio Jr. definitivamente. e quando ele autorizar. Agora se ele vendeu para comprar o sítio este não estará sujeito aos riscos. Cuidado. Primeiro conceituamos empresário que pode ser tanto pessoa física como jurídica. Quando o louco falir. mais uma vez o CC não está em consonância com a Lei de Falências. Aí você pede e o juiz vai analisar os riscos. porque ele não pode falir a não ser que você entenda que é a falência daqueles bens. os bens que serão arrecadados serão somente aqueles ligados a atividade comercial. porque mulher não entende muito de carro. Aquela mania que tínhamos de pensar que empresário é só pessoa física acabou né. porque só entra nunca sai. 2 ª Aula . porque o representante legal não vai agir em nome próprio e sim em nome do menor.Eu pergunto aquele sítio vai responder? Está ligado a atividade? Não diretamente.15 Importante: Mas agora o novo CC deu esse poder para o juiz que poderá autorizar o representante do menor continuar a atividade que antes era desenvolvida pelo autor da herança. O Amador Paes de Almeida entrou numa de falar e falou uma besteira que não tem tamanho. ele misturou o artigo com a questão de sócio. agora do menor não pode. estará ligado de forma indireta. porque as pessoas têm medo de falar desse artigo. o menor recebeu como herança os bens ligados a empresa e a casa de praia. mas se provar que foi fruto. E quem vai ser o empresário. E falamos do primeiro requisito aquele requisito complicado do 972. que tem que ser modificada. mas falência de objeto? Complicado. e não tem nada haver com sociedade o artigo 974 do CC.12/04/2003 Estamos falando dos requisitos para ser comerciante. Bom. mas a gente pode complementar. Então está ligado mais de forma indireta. pode ser decretada a falência? Do menor não e do louco. com lucro ela comprou um sítio e depois ficou ruim e ela quebrou. o representante legal? Não porque ele não está agindo em nome próprio e sim em nome do menor. Do louco pode porque não tem nenhuma vedação legal. a lei para por aí. ou seja a capacidade. e aí? Não tem solução Os autores não falam. e aí eu pergunto quando o juiz autorizar ele vai está dividindo o patrimônio do menor e só vai estar sujeitos aos riscos os bens ligados a atividade empresarial.

Então eu não estou falando em pessoa jurídica. Qual é a conseqüência? Ele vai estar sujeito à falência? O juiz? Vai ou não vai? Vai estar sujeito à falência. em um único requerimento. ela não pode ser proibida por lei de ser empresário. O proibido de exercer atividade empresarial pode ser sócio. Essa é a orientação da doutrina. Eles dizem o seguinte: toda vez que um proibido de exercer atividade empresarial. Todos eles têm capacidade mas são proibidos por lei de exercerem atividade empresarial. ele ainda vai responder um processo administrativo na corregedoria correspondente. Aliás. A resposta nos é dada pelos professores Rubens Requião. Oscar Barreto filho e Trajano de Miranda Valverde. etc. Então o credor que não conseguiu receber do testa-de-ferro quando requerer a falência vai requerer a falência tanto do testa-de-ferro como de quem estava por trás. um amigo dele. onde afirma expressamente que pode ser declarada a falência dos proibidos de exercerem a atividade empresarial. vai ter crime falimentar de ausência de livros. . o militar. um testa-deferro. o juiz o funcionário público. se violar essa proibição está sujeito à falência. E o que nós podemos falar sobre isso? Vamos supor que uma pessoa que tenha capacidade seja proibida e mesmo diante dessa proibição ele venha a exercer essa atividade. o segundo requisito que nós vamos tratar hoje é a ausência de proibição legal.16 Vimos que para ser empresário. Na hora da prova o examinador vai dizer se é ou não testa de ferro. Exemplos: o promotor de justiça. o que é bom não. a lei de falência é clara em seu artigo 3º. Estou falando de empresário não de sócio. Segundo Trajano de Miranda Valverde pode ser decretada a falência dos dois. não basta ser capaz. E a falência dele é o pior de todas. colocar um testa-de-ferro.Não estou falando necessariamente em pessoa jurídica aqui. eu estou falando que ele botou alguém lá. E na prática? Na pratica. Bom. Vai decretar a falência dos dois com uma tacada só. é muito difícil primeiro você provar que é testa de ferro. para os efeitos danosos. nessas hipóteses pode ser decretada tanto a falência do testa-de-ferro como do próprio juiz. e ai qual a solução? Não falei necessariamente em pessoa jurídica aqui. O juiz pode ser sócio o promotor pode ser sócio. mas é e se é vai estar sujeito a tudo que é ruim. Então o proibido de exercer a atividade empresarial. do próprio proibido que estava por trás. Então ele vai estar sujeito à falência? Vai estar sujeito à falência. As conseqüências são drásticas. mas isso nos interessa na hora da prova? Não. antes de mais nada a pessoa deve ser capaz. ele só está sujeito ao direito empresarial para os efeitos ruins. você responde com Trajano de Miranda Valverde. Por exemplo um juiz que além de juiz é empresário. o leiloeiro. Vai ter direito à concordata? Não. Importante: Não basta que a pessoa seja capaz para exercer a atividade empresarial. o juiz pode ser sócio? Pode porque sócio não é empresário. ele não poderia mas é. e se ele falar que é. Então o segundo requisito é a ausência de proibição legal. Uma questão interessante: se por acaso se esse juiz colocar um testa de ferro. o corretor. o patrimônio dos dois vai ser arrecadado. porque vai ser presumidamente fraudulenta. Ele não poderia ser empresário. Ai os bens dos dois. não pode ser proibido por lei. falei? Vem cá. Se evidentemente violarem essa proibição. o proibido de ser empresário.

. mas a doutrina amplamente dominante sempre falou. verificou que ela não é tão declaratória assim. estado jurídico de empresário. Mas se você falar que não é o registro que dá a qualidade de empresário e sim a atividade. inclusive hoje o registro tem natureza declaratória. Mas o que eu vou falar agora é conclusão minha. Toda vez que falar em natureza jurídica declaratória limitou-se a reconhecer um estado de fato pré-existente. o registro tem natureza meramente declaratória. Por que o registro? Antes de iniciar a atividade. Quando falar. Maria sempre quis ser fazendeira. sem registro a atividade rural não é empresarial. mas quando for empreendedor rural ele tem natureza jurídica constitutiva. Hoje a regra é que ele tem natureza declaratória. Se foi o registro que deu qualidade de empresário. O colega aqui me perguntou se vai estar sujeito a falência o registrado? Vai. Então é requisito para ser empresário. pré-existente ou já existente. Agora João. Então o que deu qualidade a ele de empresário? O registro. Vamos imaginar dois fazendeiros. Discutia-se isso. não é só no direito empresarial não. João sempre quis ser empresário. Importante: Por isso que vocês não podem mais falar que o registro sempre tem natureza declaratória. civil. Se for numa prova objetiva múltipla escolha. Eles continuaram a falar a mesma coisa inclusive com o novo código civil. o registro nesse caso teve natureza Constitutiva. ela é empresaria? Empreendedora rural é empresária? Não se registrou? Não. Então mesma atividade tudo igualzinho. E o que isso quer dizer? O registro.17 2) Registro: Bom o próximo requisito para ser empresário é o registro. é todo o registro. mesma atividade rural. Hoje não. ela não se registrou. mas o professor Leonardo analisando o novo código civil. mesma coisa. direito empresarial. ele vai ser chamado de empresário? Sim. natureza declaratória. quando se fala em natureza declaratória o que isso quer dizer? Quer dizer que se limitou a reconhecer um estado de fato. tudo igualzinho. você vai dizer que o registro tem natureza Constitutiva. mesma quantidade de alqueires. Ele está criando um novo estado jurídico. então limitou a reconhecer um estado de fato pré-existente. mas veja se ele não se registrar ele vai continuar sendo empresário? Vai ou não vai? Vai ser empresário de fato ou irregular. processo civil. o empresário ele tem que se registrar na junta comercial. se registrou. Então na verdade o registro é requisito para que a pessoa seja empresário regular. Sempre se discutiu o seguinte. Anotem os artigos 971 e 984 do novo código civil. diz a lei o seguinte: o empreendedor rural para ser empresário basta que ele faça o registro. E onde está essa exigência? Esta exigência está nos artigos 967 (o registro). 985 e 1150 do CC. qual é a natureza jurídica do registro? Ele tem natureza jurídica declaratória ou constitutiva? Por que a pergunta? Importante: :Porque se você disser que é o registro que dá qualidade de empresário. declaratória. se vocês colocarem na prova é por conta e risco de vocês.

loja de roupas. ser registrado.Circulação de bens. 3) Prática habitual de atos empresariais: Artigos 971 e 984 do CC. Ex: hotel. É a mesma coisa. a fazendeira que não se registrou? Não. mas a doutrina entende ser circulação. bastaria comprar um. não está proibida por lei. tem direito a certos benefícios legais. alguns autores mencionam outros requisitos diferentes. . da ausência de proibição legal. ele tem que fazer tudo isso pensando em lucro. do registro: próximo requisito para ser empresário. ela não pode ser considerada empresarial. Ex: restaurante. em todos os livros vocês vão encontra-los. mas se todos os livros fossem iguais. quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Só é empresário quem está sujeito . em outras palavras. 4) Finalidade Lucrativa : Quando essas atividades são praticadas de forma profissional. pode colocar esse nome: exercício profissional da empresa. mas vai ter que ter o livro diário. não adianta. prestar serviço e fazer tudo isso por amor. isso vai ser considerado uma atividade empresarial. . Esses requisitos que eu falei com vocês são unânimes.Ex: A faculdade Candido Mendes tem capacidade. por exemplo. segundo o estatuto. O empreendedor rural decide se ele quer ou não ser empresário. Se ele quiser ser empresário. ele diz. dinheiro. Prática habitual de atos empresariais é o que a doutrina fala. . Mas para ficar mais bonito. Nossa opinião é que é prestação. Ela só vai ser empresaria se ela se registrar. Ela não vai ser considerada empresaria. Na prática é outra História. está registrada. por exemplo. Próximo requisito para ser empresário: já falamos da capacidade. isso não está nem na apostila. e alguns mais loucos. Então. É um requisito. administração de imóveis. não ser proibido. pratica habitual de atos empresariais. Ele sendo empresário vai ter direito à concordata. Será que isso pode ser requisito para ser empresário. só é empresário quem está sujeito ao regime jurídico da insolvência mercantil. já que segundo a doutrina ela não presta serviço. E o outro. Não adianta nada ter capacidade. ela faz intermediação. A atividade rural não é considerada empresarial. só é empresário quem esta sujeito à falência. o último requisito é o intuito especulativo ou finalidade lucrativa ou visar o lucro. ou seja. pura e simplesmente. mas não visa lucro. ele diz. sinônimo de habitualidade. então normalmente além desses requisitos. Quais são os atos empresariais? . o que ele tem que fazer? O Registro. por isso é que ela coloca o serviço em circulação. Ex: indústrias. é o do Professor Waldo Fazzio Jr.Circulação de serviço.Produção de serviço ou prestação de serviço. Ex: agência de viagens.18 Vai ter direito à concordata? Vai.Produção de bens. como o absurdo.

Insumo: Terceiro fator de produção é o chamado insumo. nunca um requisito. O que é insumo? Insumo é o produto ou serviço que vai ser explorado. Então ele tem que utilizar dinheiro e mão-de-obra. Não existe empresário que não empenhe que não arrisque capital. tem que ter estrutura empresarial. vamos continuar. ela é que vai na casa das amigas. Ele tem que utilizar mão-de-obra. Waldo fazzio jr.19 à falência não é o contrario é exatamente o contrario. Então todo empresário tem que trabalhar com alguma coisa. Bota um cafezinho e vende para as amigas que acabam comprando. Mario Moraes marques Jr. Para aqueles que entendem que para ser empresário é necessário ter estrutura empresarial. e quando eu falo de capital não falo em dinheiro em espécie não. Então nós vamos ver alguns exemplos: a vendedora de cosméticos (da avon). 2. de ponta. Ela não tem estrutura empresarial. Falência é um requisito ou uma conseqüência? Uma conseqüência de ser empresário. Segundo eles além dos outros requisitos que nós já vimos.. professor penalva. eu não diria tecnologia eu diria know-how. Esse é o primeiro fator de produção. Quais são eles? São os seguintes: 1. Alguns autores estão colocando como requisito para ser empresário o que eles chamam de estrutura empresarial. Então ela não utiliza mão de obra. É bem mais apropriado porque quando eu falo em tecnologia a gente pensa logo em tecnologia de ultima geração. aquele que mexe com dinheiro. um produto ou um serviço. Toda atividade empresarial é atividade de risco. Ela trabalha . Ela tem estrutura empresarial? ela empenha capital? Não ela pega tudo em consignação. Vamos falar de know-how.Empenho de Mão. falo em empenhar arriscar bens apreciáveis economicamente. Aqui não é tecnologia de ponta não. Fabio ulhoa coelho. O que seria estrutura empresarial? Estrutura empresarial segundo esses autores é a conjugação de quatro fatores de produção. porque ela não está correndo risco. Só é empresário aquele que conjuga o capital.de. seria mais um requisito. Então a sujeição à falência não é um requisito para ser empresário é uma conseqüência de ser empresário.Empenho de Capital : Só tem estrutura empresarial quem empenha capital.Então tem que ter capital. ela utiliza mão-de-obra de terceiro? Em regra quase absoluta não. Quem fala isso. tem que conjugar os quatro fatores. Então quando eu falo em capital é dinheiro ou bens apreciáveis economicamente. Para ser empresário tem que ter estrutura empresarial. 3.Obra: Segundo fator de produção conjuga a mão de obra. E por fim eles falam que só é empresário quem utiliza tecnologia. a banca do Ministério Público.

Ela tem a chamada tecnologia ou o know-how? Tem. ela não tem pelo menos em regra os dois primeiros. Para a lei existe um requisito legal de ter um empregado para ser empresário? Não isso aí é discussão puramente doutrinária. mas na hora de lançar o livro todo mundo fala que é. porcentagem. aparentemente esse requisito. é mais um conceito econômico do que jurídico. Quem está registrado direitinho. para configura-la eu teria que analisar esse contrato. É ou não é. Aquele garoto que tem um site de busca na internet. Ele montou um site na casa dele. Não conjugava esse fator de produção ai. Era empresário? Sem dúvida. eu já ouvi falar sobre isso. ele com certeza conjuga os fatores de produção. tem o know how? Sem dúvida nenhuma. ou com o serviço.20 com os insumos. Ele sabe os custos da produção. ele pode não estar presente. aquele para levantar a moral. pois para botar um anuncio no site dele era uma grana. o empresário virtual ou empresário da internet. sempre tem alguém trabalhando para ele. OBS: Mas os doutrinadores são obrigados a reconhecer em pelo menos um caso que o fator de produção chamado mão-de-obra. mas emprega? Emprega. seu João da birosca. vejam. No fim das contas todos vão falar que estrutura empresarial é requisito para a atividade empresarial. É o exemplo de que eles foram obrigados a reconhecer que é empresário mesmo sem utilizar mão-de-obra de ninguém. estrutura empresarial vai ser abraçado por toda a doutrina. Bom. Isso não é requisito legal é doutrinário. Aquele é para celulite. Bom. pode ser informal. que às vezes tinham uma lojinha lá em Madureira tinham tudo. mas só analisando o contrato para saber. mas vamos ter que nos acostumar. Primeiro fator ele conjuga. Era empresário no sentido moderno. Ele utiliza mão de obra? 99% das vezes ele utiliza. De jeito nenhum alguém poderia meter a mão no computador dele. firma individual desenvolve atividade empresarial inobstante conjugar os quatro fatores ou não conjugar. a mão de obra pode ficar ai relegada para a prescindibilidade. Muita gente questiona isso nas palestras nos simpósios. Bom camelô. Alguém trabalha para ele? Mesmo sem vinculo empregatício formal. ele conjuga os fatores de produção? Evidente. Esses próprios doutrinadores que falam dos fatores de produção eles dizem que se faltar um. Significa que ele empenha capital e se perder os produtos na estrada. sem utilizar mão-de-obra. o cadê . eu já abri conta corrente de vários camelôs na Uruguaiana. alguns deles tem firma registrada na JUCERJA. O dono do bar. ele ficou rico. Camelô tem estrutura empresarial? Tem porque conjuga os fatores? O camelô quando vai ao Paraguai comprar os produtos ele pode comprar fiado? Não. os empregados. Então ele conjuga capital conjuga mão de obra. Era empresário.Dava mais dinheiro ser camelô do que empresário estabelecido. inovação. volume de vendas. mas não utilizava mão-de-obra. com o produto (cosméticos).Embora ela tenha know how. do tipo novo. Não precisa ser formal. ele tem o produto dele? Tem. tem o ponto que é a loja. Ele tem tecnologia. então esse são os requisitos para ser empresário. ele tem um know how enorme. tem que saber tudo isso. é o risco do empreendimento. não tem estrutura empresarial. Então tem contador. . não estamos acostumados com isso. então preenche os requisitos.Existem casos em que a vendedora tem que fazer um depósito.

O que você vai ver no estatuto para saber se ela visa ou não o lucro? Repartição dos lucros através de dividendos. Ela tem que ficar empregando dinheiro nisso. É ai que você vê se tem ou não tem lucro. Se tiver repartição de lucros. mas não é considerado empresário. na verdade o lucro dividido entre quem? Entre os sócios. a literária e a artística também são intelectuais. artística ou literária. não há duvida nenhuma que não é empresário aquele que deixou de preencher os requisitos. Bom. sobrando? Vai empregando na atividade vai aumentando a atividade. porque deixa muitas lacunas. está registrada. desenvolve atividade de produção. E o que ela vai fazer com o dinheiro que ela conseguir. que é a cooperativa. Importante: Então cooperativa preenche todos aqueles requisitos. Então vem o parágrafo único do artigo 966 do CC e diz é isso mesmo é um dos calcanhares de Aquiles e atenção vai cair na prova. Se não tiver repartição de lucro ela não visa o lucro. E na cooperativa o lucro é dividido? É dividido. Para nós falarmos em visar lucro para a sociedade. No código esta falando em intelectual. Foi uma inovação. ela visa lucro. é ou não é atividade empresarial? É. A cooperativa preenche todos aqueles requisitos que nós já vimos tem estrutura empresarial. se não visar o lucro? Ela tem que reverter para a própria atividade. a prestação de serviço é empresarial. parágrafo único do CC. então não é empresário quem deixou de preencher estes requisitos.21 Vocês se lembram quando na última aula eu falei que existem dois pontos difíceis na matéria. por que? Porque a lei falou no artigo 982. tem capacidade.Quem não é empresário. Então a questão é essa. Então a atividade intelectual. E se for sobrando. A imobiliária não estava sujeita à falência agora está. Mas na verdade a científica. O que eu vou falar agora preenche todos os requisitos. botando tudo em um saco só porque a doutrina bota. Então na verdade como você sabe se uma sociedade visa ou não o lucro? Na pratica? Olha o estatuto. Não são empresários. . a academia não estava sujeita à falência agora está. atividade de prestadores de serviço. O outro ponto difícil vem agora. conjuga os fatores. “Ponto Importante para cair em concurso:” Importante: Regra geral. O primeiro nós já falamos. mas quando eu estou prestando um serviço intelectual não é empresarial. nessa parte introdutória. Estou fazendo isso. então quando eu falar de intelectual estou falando disso tudo. antes era uma atividade civil e agora é uma atividade empresarial. Não são empresários aqueles que prestam serviço de natureza intelectual. mas não é empresário. que é o artigo 974 do CC. que a cooperativa é uma sociedade de natureza simples.

outro prestador de serviço intelectual. pois mexe com grandes interesses. Essa sociedade tem natureza simples ou é uma sociedade empresarial? Simples. procuram a estrutura empresarial. crescer. Mas é prestação de serviço intelectual. você procura todo aquele serviço que esta colocado a sua disposição. Está mole. O que isso quer dizer? Salvo quando constituir elemento da empresa. eles contratam uma secretaria só. alugaram uma mansão. diz o parágrafo único. Ele é empresário? Não. vem a lei e diz mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. sublinhe. As pessoas já não procuram mais aqueles médicos. tem uma vírgula danada e coloca o tal do salvo. mas vão constituir elemento da empresa. em simpósios ninguém se entende. O médico é a mesma coisa. crescer. são ótimos médicos. vamos continuar com o parágrafo único do artigo 966. Aí gera um a discussão danada. já começaram a contratar outros médicos. os médicos que trabalham lá. otorrinolaringologista. A questão é a seguinte: esse consultório foi crescendo. Quando você vai no Barra Dor. Se eu for sozinho alugar uma sala para dar aulas de direito empresarial . É porque eles empresariaram os prestadores de serviço intelectual ( professores). a atividade desenvolvida por eles é uma atividade de natureza intelectual. salvo quando constituir elemento da empresa. já não da mais em um andar do prédio já alugaram outro andar. você procura um médico específico lá? Não você procura a estrutura. direito civil e outro. por que? Porque atividade . o contador o economista. pegou todo mundo para trabalhar para ele. Mas uma pessoa física ou jurídica pegou este prestador de serviço intelectual. por exemplo. todos eles prestam serviço de natureza intelectual. Vou dar um exemplo: temos cinco médicos. Montam consultório. só aqueles clientes vips que não tem convênio médico. daquela clinica. um Office boy. presta serviço? De natureza intelectual? Sim. enfermeiros. mas serão. são empresários? Não. O difícil vem agora lá no final do parágrafo único do artigo 966. mesmo contando com colaboradores. Então a individualidade dele já se perdeu dentro daquela estrutura e mais os médicos que trabalham para aquela sociedade. ginecologista e urologista. O que aquela empresa fez? Empresariou o trabalho intelectual. começou a crescer. quando a prestação do serviço intelectual for apenas um dos elementos da empresa. você procura a empresa. o dentista. a otorrino também já se tornou a administradora daquele mini hospital. então nesse caso a atividade como um todo é atividade empresarial. Então por favor. O curso glioche. uma clínica que ficou tão grande que a oftalmologista não atende mais ninguém. a atividade intelectual desse professor de direito penal é apenas outro elemento. cardiologista oftalmologista. Montam um consultório ou mesmo uma sociedade de médicos. Todos já não atendem mais a ninguém. a minha atividade intelectual é apenas um dos elementos. mas é apenas um dos elementos da empresa. O curso glioche LTDA é uma sociedade empresarial.22 O advogado é prestação de serviço? É. funcionários. é a mesma coisa. Foi crescendo não dava mais no prédio. Importante: Vem dizendo que os prestadores de serviço intelectual não são empresários. São chamados profissionais liberais. Apenas um dos elementos. quem tiver o código. eu vou ser empresário? Não. O que ele fez? Estruturou empresarialmente os prestadores de serviço intelectual. Mesmo contando com colaboradores eles não são empresários.

tem estrutura empresarial. Então aquela individualidade já se perdeu. isso porque é uma atividade intelectual. dá uma aulinha. as redes de radio. sociedade empresarial e não sociedade simples. são aqueles fatores de produção (mãode-obra de terceiro. esqueçam. empresa não é pessoa jurídica. ultrapassada essa fase . tudo o que vocês ouviram falar de empresa. quando? Direito não é matemática você vai ter que analisar o caso concreto. É isso que diz o parágrafo único do 966. Ex: o Barra Dor.vamos falar agora de empresa. capital. ou eles vão apresentar o exemplo de um consultório médico ou de um mini hospital ou de uma clinica. insumos. tudo isso pode ser indício de que você já não esta mais tratando uma sociedade simples e sim de uma sociedade empresarial. não sou empresário. Consultório medico é atividade empresarial? Não. Então. A rede globo. serem consideradas sociedades empresariais. para eu saber quando tem estrutura quando não tem? Tem alguns indícios: 1º indício: É a diversidade das atividades dos profissionais intelectuais. vários. ele excepciona os cursos. Clinica médica é atividade empresarial? Sim. está bem arraigada naquela pessoa. não tem estrutura empresarial. Esse já é um primeiro indício de que aquilo já é uma sociedade empresarial. e aqui mais um esforço que eu vou pedir a vocês. . Vocês podem perguntar a partir de que momento aquela sociedade de médicos deixou de ser uma sociedade de médicos para ser uma sociedade empresarial? A partir de qual momento quando contratou quantos funcionários. porque a individualidade já se perdeu. know how). o Júris. o Cepad.23 intelectual individualmente considerada é apenas um dos elementos da empresa. agora o curso Glioche. quando mudou de estabelecimento. 2º indício: É a estrutura empresarial. o volume de negócios. você não fica concentrado em um só. Por que vocês dizem que o consultório não é. na verdade o trabalho do artista é apenas um dos elementos da atividade da rede globo. Agora já sabem porque vocês classificam o Barra D´or como uma sociedade empresarial. não estou sujeito à falência. outro indicio é quando a individualidade daqueles prestadores de serviço intelectual já se perdeu dentro daquela estrutura. naquele prestador de serviço intelectual. o capital. Então tudo isso para que essas corporações não venham dizer: não o meu serviço é intelectual. você tem vários profissionais intelectuais. O que é empresa? Muita gente até hoje pensa que empresa é pessoa jurídica. uma coisa para me ajudar. você procura a clinica o hospital.Vocês mesmos já sabem. Para eles não resolverem alegar isso ai veio “salvo quando constituir elemento da empresa” claro que eles poderiam ser mais claros. os hospitais as clínicas que prestam serviço de natureza intelectual.Então tudo isso. cientifica. você não procura mais o médico. Importante: Então esse salvo é para abranger justamente essas sociedades que vão empresariar esse prestadores de serviço intelectual. Na prova eles vão trazer para você estereótipo. será que eu não tenho algumas regrinhas. Bom. mas o se o legislador pode dificultar por que ele vai facilitar? Então eles botam um ponto bem difícil lá para complicar mesmo. já que direito não é matemática. O professor que tem uma salinha. só não conseguem individualizar isso. a área artística.

Quem tem personalidade jurídica é o empresário. Qual é a natureza jurídica da empresa ? É objeto de direito. Que o empresário exerce? Empresa. Um empresário individual ou por uma sociedade empresarial. E se estamos parados há dez anos e o que é empresa? Atividade. mas ainda não cancelamos o registro na junta comercial. Tem sociedade. Se você pergunta o que é uma coisa a uma pessoa e ela diz que são quatro é sinal que ela está confusa. Quem deu conceito de empresa foram os economistas. Então você celebrou contrato com a empresa X ? Não. Então o empresário individual. Empresa é atividade. Paramos de desenvolver qualquer atividade há 10 anos. Tem um outro exemplo. Então empresa é um conceito totalmente distinto de pessoa física ou jurídica. você tem que propor ação contra uma pessoa. Tem sociedade? Tem. Empresário pode ser pessoa física ou jurídica? Pode. colocando isso na cabeça que empresa é atividade. Pode existir então empresa sem pessoa jurídica? Pode. portanto é a atividade. empresa é objeto. Ascharelli. Esse objeto pode ser explorado por uma pessoa física ou pessoa jurídica. mesmo porque não é pessoa. César Vivanti. mas os juristas ficaram enciumados. todo mundo foi elaborar um conceito de empresa. E quem tem personalidade jurídica? O empresário. mas não tem empresa. Você não pode propor ação contra a empresa glioche LTDA. O empresário individual. pessoa física. Como nós vamos trabalhar com um conceito dado pelos economistas? Vamos criar um conceito. Foram cair na asneira de perguntar a um tal Aschini o que ele achava. Você contratou a empresa tal ou o empresário? O empresário. Tem que propor ação em face da sociedade empresarial Maromba LTDA. Empresa. empresa é objeto de direito. empresa é o que? Empresa é para o empresário o que advocacia é para o advogado. Portanto. você tem como segurar uma atividade ? Então é por isso que o Requião fala com todas razões: empresa por ser atividade é uma abstração jurídica. Então empresa é para o empresário o que medicina é para o médico o que advocacia é para o advogado. você entra contra quem tem personalidade jurídica. E se é uma atividade. Então quando você vai entrar com uma ação judicial. Não tem como segurar uma atividade. muita gente fala como se fosse sujeito. Porque o que é empresa? Atividade. Empresa não é pessoa jurídica. Por que você contrata a advocacia ou o advogado? O advogado.24 O que é empresa então? Empresa é sociedade. Que o médico exerce? Medicina. Tem empresa? Não. ele falou empresa pode ser quatro coisas. vocês não podem mais errar. Qual é a atividade que o advogado exerce? Advocacia. qual o nome da atividade que ele desenvolve? Empresa. é objeto. Empresa NÃO tem personalidade jurídica. Você celebrou contrato com o empresário. É uma abstração jurídica. Vocês não podem falar que vocês tem contrato com a empresa X. primeiramente . O problema disso tudo foi um tal de Alberto Aschini na Itália. Objeto pode celebrar contrato? Não. temos uma sociedade nós quatro aqui. Pode existir empresa sem pessoa jurídica? Pode com o empresário individual.

a própria lei 8934/94. antes de iniciar a atividade ele tem que se registrar na junta comercial. chamada junta comercial. 1800/96. ai vem dizendo agora não é mais junta comercial é REPEM. E já vimos que não é a mesma coisa. uma secretaria. diz lá são atribuições das juntas comerciais. 967. traz lá. etc. Quem fica dobrando a esquina é o ponto empresarial. se você não tiver gostado do conceito eu tenho outro. . já até falamos os artigos. administrativas. Primeiro burro foi quem perguntou. por isso que muita gente pergunta onde é que fica a empresa tal? Dobrando a esquina. empresa pode ser conceituada pelo aspecto objetivo. mas subsistiu as antigas secretarias deles que se chamavam junta comercial. boa praça. e pelo aspecto objetivo. Você só pode utilizar empresa como atividade. antigamente naqueles tribunais de comércio. foram ver era a junta comercial. Já está confundindo de novo. obrigação um. Aí o ouvinte não satisfeito falou você não está me convencendo ai Aschini disse então vamos passar para a área filosófica. lá no fim do corredor tinha um orgãozinho. são obrigações do empresário. porque empresa é uma abstração. Está ai a confusão. por isso muita gente pensa que é a mesma coisa que empresário. empresa é quase estabelecimento empresarial. e o que nós podemos falar sobre o registro? A lei que trata o registro é a lei 8934/94 e essa lei foi regulamentada pelo dec. então podemos falar junta comercial? Sim. As juntas comerciais são as sobreviventes da extinção do tribunal do comércio. Besteira. A primeira obrigação nós já falamos que é o registro. Isso aqui a gente pode continuar utilizando. que são eminentemente burocráticas. OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO: Vamos falar sobre obrigações dos empresários. burocrática. quando eles acabaram com o tribunal do comércio eles olharam para o fim do corredor e disseram: o que é aquilo lá? e aquilo ali é a função administrativa do tribunal. Então o que é junta comercial? Bom. empresa é o mesmo que empresário. Ai ele falou já que você não entendeu vou simplificar sob o aspecto funcional empresa é atividade desenvolvida pelo empresário. poxa Aschini tem certeza? Não. na lei vem dizendo: essa lei trata do registro público de empresas mercantis e atividades afins. Acabaram com o tribunal do comércio. O que podemos falar sobre as juntas comerciais? Bom. Então a primeira obrigação do empresário.25 pelo aspecto subjetivo. Filosoficamente eu também não entendi. O CC. obrigação dois. Bom. Então eminentemente administrativa. pois empresário é o sujeito e empresa é o objeto. apesar da lei falar em registro publico de empresas mercantis e atividades afins. Então o Aschini só está certo no aspecto funcional. administrativa. Então toda vez que vocês se depararem com a sigla REPEM vocês já sabem que é junta comercial. empresa sob um aspecto corporativo é a conjugação de esforços do empresário e de seus empregados para alcançar o fim econômico. Essa matéria é muito tranqüila porque esta didaticamente na lei. 985 e 250 do CC. Quando ele falou um ouvinte não se convenceu.

não prevê. comando genérico. Quem manda mais? não há hierarquia. então. quando o STF decide alguma questão polêemica sobre arquivamento sobre junta. Se for um questionamento de ordem técnica. Ai é difícil colocar a jurisprudência. que tipo de questionamento você esta fazendo. justiça estadual. administrativamente estão vinculadas ao governo federal. a junta nada mais vai estar fazendo do que atender um comando de um órgão federal. Tecnicamente elas estão vinculadas a esse órgão federal. um órgão. temos que ir lá para o STJ. Como colocar na prova: na jurisprudência há uma verdadeira balburdia na doutrina a orientação ser seguida é essa fala da dualidade. questionamento de ordem puramente administrativa. não tem nada de ordem técnica ali. você vai propor essa ação na justiça estadual ou federal? Depende. O tema é altamente polêmico. A decisão em recurso extraordinário. tem algum requisito. O DNRC fica de olho. como no caso do menor o que o DNRC faz. Ou seja. Resp. 74933/RS.26 E como é a estrutura das juntas comerciais? Cada estado tem a sua junta comercial. normalmente da secretaria de justiça. que são atos administrativos abstratos. Então cada estado pode fazer como bem entender. então a estrutura é estadual. totalmente administrativo. quando for feito o controle judicial haverá essa dualidade também. Exemplo. Qual é a forma das juntas? A lei não prevê se tem que ser uma fundação. O DNRC edita as instruções normativas. como ele sabe que a decisão não tem efeito . departamento nacional de registro de comércio. a prática mostra que mais de 90% das juntas adotam a forma de autarquia. justiça estadual. burocrática ou um questionamento de ordem técnica. Em razão dessa dualidade. Importante: Quando ela tem estrutura administrativa estadual como ela faz parte do sistema integrado nacional de registro e empresa mercantis? Elas são estaduais. um órgão de uma secretaria de estado. justiça federal. se é um questionamento de ordem puramente administrativa. Questionamento de ordem técnica. Agora se o questionamento é um ato administrativo. é incrível. e em outros dois ou três outros não quiseram utilizar a autarquia e a junta nesses estados é um órgão da administração pública direta. e o juiz estadual conhece e o juiz federal conhece porque existem decisões da justiça estadual dizendo que toda a competência é da justiça estadual. questionamento de ordem técnica uma de ordem administrativa outra. A mesma impugnação é feita na justiça estadual e na justiça federal. do STF. É importante saber que administrativamente ela tem estrutura estadual. para dizer a verdade ninguém se entende. então tecnicamente eles estão vinculados ao órgão federal. o menor pode ser sócio? Na limitada. então a justiça competente para apreciar essa impugnação é a justiça federal. mas as juntas comerciais estão vinculados a um órgão federal o DNRC. E por que isso é importante? Porque se você for fazer algum questionamento vai questionar um ato praticado pela junta. Salvo engano no estado do Paraná. não tem na lei. esse órgão federal dá comandos de ordem técnica para ser observados pelas juntas comerciais de todo o país. a doutrina também diz. As decisões são altamente conflitantes. tal. quando ele decide alguma questão polêmica. tem efeito vinculante? Não tem. uma autarquia. disciplinando: o menor pode ser sócio desde que observadas as seguintes condições. tal e tal. e temos alguns precedentes do STJ atendendo a orientação doutrinária. uma orientação técnica que todas as juntas tem que observar aquilo. Existem decisões da justiça federal dizendo que toda a competência é da justiça federal.

escrituração mecanizada. Uma observação que se tem que fazer inicialmente é que quando se fala em livro comercial. ele pega a decisão e transforma isso em instrução normativa. Qual o objetivo da manutenção dos livros comerciais? São três objetivos: 1º) De ordem fiscal. 1150 do CC). O retrato é essa escrituração contábil. Tudo ele consegue ver através dos livros. Então isso serve para o próprio empresário estabelecer metas e efetivar o controle de sua atividade. Podemos falar sobre livros empresariais é que nós adotamos o sistema francês.27 vinculante. ou seja. 2º) A escrituração do empresário é sua alma. 3 ª Aula . em havendo dúvida. muitas das vezes não vai lá na fábrica. Existem varias instruções normativas que foram precedentes do STF. ou liga e o empresário da BRAHMA manda todas as informações por e. encadernar e levar na junta comercial. os livros empresariais. . porque ele faz o controle através desses livros. se está comprando mais. a escrituração. o fisco se interessa muito pelos livros comerciais. 2ª) Escrituração contábil.O fisco tem interesse. ele não tem que ficar puxando pela memória para saber quanto ele comprou de tal matéria prima em tal época. Ali ele sabe se está vendendo mais. a lei diz quais são os livros obrigatórios e mais. ou seja. o livro é Latu Sensu. de observância obrigatória. através de computador. No final do ano é que o empresário é obrigado a imprimir tudo. aí o fiscal faz toda a fiscalização através do computador ( internet). é o retrato de sua atividade. o fiscal poderá ir até o local. para ele ter uma noção de sua atividade (visão panorâmica).Pelo nosso sistema. ele manda um e-mail. hoje a escrituração pode ser tanto através de livros. porque através dele é que o fisco pode exercer também a sua atividade fiscalizatória. ou pelo menos 99% não tem mais livros em sentido físico. extremamente rígido no controle dos livros comerciais.mail para a inspetoria de Fazenda. A obrigação está prevista no artigo 1179 do novo CC. porque hoje ninguém tem mais. dita a forma de escrituração desses livros. quanto está gastando de matéria prima para produzir. O resumo da atividade dele está no livro. Pode ser questionado? Pode. Como o fisco faz isso? O fiscal quando quer fiscalizar a BRAHMA.26/04/2003 Obrigações do Empresário: 1ª) Inscrever-se na junta comercial ( artigos 967.Hoje os livros estão todos dentro do computador. Então. mas ai vai ficar muito mais difícil você conseguir um mandado de segurança em cima de um ato normativo que o DNRC normatizou com base na decisão do STF. Manter em ordem os livros empresariais. o segundo objetivo dos livros é para atender o próprio empresário. Então.quanto através de fichas.

Importante: Se o pequeno ou micro-empresário emitir duplicata. É importante apontar a divisão que existe entre os livros comercias obrigatórios e os livros facultativos. ele vai ter que ter em seu lugar obrigatoriamente 02 (dois) livros: a) Livro caixa.28 3º) Esse terceiro objetivo é para atender a terceiros. etc. os sócios de uma sociedade empresarial. Vejam bem. Empresário é a sociedade. Ele é o mais completo dos livros. Sócio em última análise é um credor de uma sociedade. que é o livro diário. ele terá que ter obrigatoriamente esses dois livros. É o caso de uma loja que sempre vive cheia e repassa a mesma porcentagem de seus lucros de uma loja que vende bem menos e tem um lucro menor. Antes do novo código civil.razão. b) Livro de inventário ou livro de estoque ou livro de controle de mercadoria. nos pararíamos por aqui. ele terá que ter o livro de duplicatas. OBS: Os micro e pequenos empresários estão dispensados da escrituração comercial obrigatória. Só que o novo CC trouxe outros livros que em princípios parecem obrigatórios. Ex: Contrato de locação em Shoping Center. diz o estatuto da micro-empresa. Por exemplo.Mas a doutrina o cita como obrigatório. o locatário deverá repassar para o empreendedor uma porcentagem do faturamento de sua loja. O que interessa são os livros obrigatórios e atualmente nó temos segundo a doutrina um único livro verdadeiramente obrigatório. que poderão buscar neles as informações necessárias. O empresário que não paga duplicatas não precisa ter esse livro. são terceiros. Os sócios nós já vimos que não são empresários. onde uma das cláusulas que pode existir entre o locatário e o empreendedor (dono do shoping) é que além do aluguel. além de manter em boa guarda todos os documentos necessários a contabilidade. Ex: borrador. isso porque todos os empresários devem ter.(referência feita somente ao livro diário). Como é que se consegue fiscalizar uma sociedade? Onde se busca informações? Através de seus livros.Esse livro de emissão de duplicatas está previsto na lei nº 5478/68.Não cai na prova livro facultativo. É através do livro comercial que o empreendedor vai fiscalizar o faturamento da loja. O professor entende como não obrigatório. Os livros também servem para resguardar direitos e interesses de terceiros. A doutrina também trata como livro obrigatório o livro de duplicatas. se ele não tiver o livro diário. que está previsto no novo código civil no artigo 1180 . porque só será obrigatório se o empresário pagar duplicatas. logo eles estão dispensados do livro diário. . A doutrina coloca como livros obrigatórios todos aqueles previstos no artigo 100 da lei de S/A (Sociedade por Ações). Mas quando um microempresário não tem um livro diário. apesar do estatuto do microempresário falar que está dispensado da escrituração comercial obrigatória.

B) Livro de atas na assembléia geral nas sociedades limitadas. Aí. EXIBIÇÃO DOS LIVROS EMPRESARIAIS: Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo ou pelo princípio da publicidade? Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo. tinha um artigo no código comercial que era o artigo 17 e hoje consta no artigo 1190 do novo CC.29 NOVIDADES: A) Livro de atas e pareceres do conselho fiscal nas sociedades Limitadas (artigo 1069. Ex: título prescrito. Nesse caso esse fiscal não tem nada a ver com o material a ser fiscalizado. É claro que o sigilo NÃO vale para as autoridades fazendárias fiscais. II). parágrafo 1º). Em situação de concurso. Ex: um fiscal do INSS que quer dar uma olhada no livro de estoque. isso porque não há nenhuma proibição legal.Mas é importante lembrar da súmula nº 439 do STF. IPI. Então o juiz não pode determinar a seu bel prazer determinar a exibição de livros comerciais de determinado empresário sem previsão legal. contida no artigo 1º. mas a matéria é divergente. O professor Carreira Alvim entende possível . porque a sociedade limitada não possuía assembléia geral antes do novo CC e hoje possui obrigatoriamente assembléia geral quando ela possuir mais de 10 sócios. contida no artigo 1º da lei de falências. aí o empresário não tem a obrigação de apresentar esse livro de estoque. esse conselho é facultativo nesse tipo de sociedade. caminhamos logo atrás do professor Carreira Alvim no sentido de que é possível a propositura da ação monitória com base nos livros comerciais. Você pode propor uma ação monitória com base em um livro comercial? A ação monitória é uma ação que tem por objetivo dar executividade a títulos não executivos. ICMS. Uma questão interessante sobre livros é saber se eles podem municiar a AÇÃO MONITÓRIA. deveremos responder que inobstante a existência da previsão legal da ação de verificação de contas. OBS: A sentença do juiz que julga que ciclano é credor de beltrano no valor de tanto é IRRECORRÍVEL. salvo nas hipóteses previstas em lei. Teria que apresentar se fosse com relação à questão previdenciária. Porque a sociedade limitada não está obrigada possuir conselho fiscal em sua estrutura. onde afirma que a autoridade fazendária tem que se ater ao ponto da investigação. . que diz que nenhum juiz ou tribunal que sob qualquer pretexto pode determinar a exibição de livros comerciais.( Art 1075. É divergente pelo seguinte: Se existe uma ação própria para ajuizar com base nos livros comerciais e essa ação está prevista na lei de Falências. É mais uma novidade. pois irá ferir o princípio do sigilo. Esse livro é obrigatório quando a sociedade limitada possuir conselho fiscal. porque o segredo é a alma do negócio. que é ação de verificação de contas. A lei já criou uma ação própria para tornar em título executivo um crédito que se encontra em um livro de um outro empresário. Estoque é bom para fiscal de ISS.

sob pena de prisão( artigo 34 do Decreto-lei nº 7661/41) 2ª) A exibição parcial ela pode ser determinada em qualquer ação e essa exibição ocorrerá após determinação judicial. porque o CPC não prevê esta prisão. porém esse terceiro que se negar a exibir seus livros responderá por crime de desobediência. Essa prisão era constitucional ou inconstitucional? Havia grande divergência. ficando impossibilitado de dar continuidade a sua atividade. deixando todos os seus livros.30 A lei prevê duas formas de exibição dos livros comerciais: 1ª) A exibição integral é hipótese excepcionalíssima.Aí veio o Código de Processo Civil. nesse caso do terceiro. Só em algumas ações. porque o artigo 20 que fundamentava esta decisão não existe mais. então a discussão que existia não existe mais. porque ele já sai do cartório com seu livro em sua posse. Porque na exibição integral o empresário vai lá no cartório. O juiz pode determinar a exibição do livro de terceiro. conferindo com a original. Pouquíssimas ações o juiz pode determinar. onde decretada a falência. o empresário tem que entregar todos os seus livros em cartório. com a ida do empresário ao cartório. em ação de falência. de 1973. É a mesma prisão do falido. o livro teria que ser apresentado em cartório sob pena de prisão (previsão de 1850 ).se no livro do réu e uma das partes se recusar a apresentar seus livros. ele determinaria a busca e apreensão. O artigo 20 do código comercial acabou de ser revogado. Na dúvida ninguém pedia prisão. A exibição integral ocorre em ação de dissolução total de sociedade.se no livro do autor ou o autor alegar para o juiz que seu direito encontra. OBS: Pode ser determinada a exibição judicial de livro de terceiro. além de responder pelo crime de desobediência. o juiz terá que decidir com base em outras provas. o juiz vai presumir como verdadeiros os fatos alegados pela outra parte. porque o magistrado não terá como presumir como verdadeiro os fatos alegados pelo autor. A exibição parcial não impede a atividade do empresário. surgirá um problema se ele se recusar a exibir. diz o CPC e pelo código comercial é prisão de natureza civil (art 20). porém. ele prevê apenas como presumir verdadeiro os fatos alegados pelo autor na petição inicial. tinha uma previsão no código comercial no artigo 20 onde afirmava que se o juiz determinasse a exibição do livro comercial e a parte se recusasse. entrega os livros e vai embora. Antes do novo CC. onde se alega que a prova do direito encontra-se no livro de uma pessoa que não é o réu. onde o escrivão do cartório irá xerocopiar na hora. onde se o réu alegar para o juiz que seu direito encontra. uma vez que o terceiro não é parte da relação jurídica processual. Fica ele desapossado de todos os seus livros. É por esse motivo que a exibição parcial pode ser determinada em qualquer ação. já não pode decretar a prisão de terceiros. as partes do livro que foram determinadas pelo juiz (ex: folhas do dia tal ao dia tal). A exibição integral importa em desapossamento dos livros. .Qual é a solução? a decretação da prisão. porque ele tem que contabilizar tudo e onde irá efetuar essa contabilidade se seus livros não estão em sua posse ?. se não fosse encontrado. e regulamentou o procedimento de exibição judicial ( artigos 381 e 382) e lá eles criaram uma forma.Então.

que identifica apenas o ponto comercial. cai muito isso lá). Sobre os livros não há muito o que discutir. B) Identifica o ponto comercial (título de estabelecimento). temos três elementos de identificação: A) Identifica o empresário. O nome fantasia. Só que lá no nosso ponto comercial. porque identifica o produto explorado pelo empresário. são as chamadas instituições financeiras (é importante para quem vai fazer prova para a área federal.É interessante falar sobre a ausência de balanços. mas se elaborou e não levou na junta. desde que o balanço esteja elaborado de forma correta. então é a marca. C) Identifica o produto (marca). Qual é o nome empresarial? Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. (nome empresarial). Elaborou o balanço tem que levar na junta. isso não configura crime falimentar. Só que nós temos um produto lá que é conhecido como laranjinha. nós não colocamos um letreiro escrito Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. Por achar feio. 2ª) Existem crimes falimentares por ausência de livros comerciais e ausência de balanço. balanço é coisa para contador. não está totalmente correto. porque o balanço tem que ser levado à junta comercial para receber a rubrica do juiz e essa mera ausência dessa formalidade não importa em crime falimentar. para fins de concurso não está errado. VI da lei de falências. tanto pessoa física como pessoa jurídica. que alguns autores o chamam de nome fantasia). . porém. laranjinha. É realizado em todas aquelas sociedades que distribuem lucros semestralmente. pois se não houver os livros obrigatórios é crime falimentar do artigo 186. São duas observações pertinentes sobre o balanço: 1ª) É que determinadas sociedades são obrigadas a elaborar o balanço semestralmente. se o balanço estiver correto. aí tem que ter o balanço para saber quanto de lucro tem para distribuir através de dividendos. Ex: Vou montar uma sociedade com Paulo Garcia.31 3ª) Elaboração do balanço financeiro: Todo ano o empresário tem que apresentar um balanço. NOME EMPRESARIAL: É o elemento que identifica o empresário. É importante ressaltar que sem esses balanços o empresário não pode participar de licitações ( lei 8666/93). colocamos o nome – “Ipanema Bebum” (que é título de estabelecimento. Então. ficando Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. Não é muito importante para nós bacharéis em direito. Nós registramos a laranjinha como marca de nosso produto.

OBS: A lei flexibilizou para as pessoas que gostam de inventar. pois firma é espécie de nome empresarial. ou Leonardo A . Silva bebidas de Jacarepaguá. A . tem que estar seu nome em seguida.como novo nome empresarial na junta comercial? Nunca. é a espécie que identifica firma individual. Minha firma individual vai ser Leonardo Araújo Marques. eu posso abreviar – L. O último nome nunca poderá ser abreviado. porque no nosso sistema o nome não pode ser substituído por apelido.155 a 1. Marques por Léo . A . vem outro José da Silva e também deseja atuar no comércio de bebidas. quero colocar o meu próprio nome civil. A) Firma individual: A firma como uma espécie de nome empresarial. Posso colocar o meu nome lá de forma abreviada. imaginem o José da Silva. o mesmo do nome civil. é possível anexar outra expressão J. colocando a atividade empresarial. Daí eu falo para ele que não quero nada de frescura. você pode colocar algumas expressões que melhor te identifique. Posso substituir Leonardo A. Ex: L. Isso é importante porque.DNRC. identificando o empresário individual. Lei 8. vai colocar o nome empresarial de J. Ele está querendo saber como é que eu quero ser conhecido no direito empresarial. . Marques Carioca Bebidas”. É uma expressão do meu apelido Carioca. Araújo Marques. pois não há nenhum problema. O que pode acontecer e muita gente vem torcendo o nariz. que identifica o empresário individual. Os artigos que tratam do assunto que estão elencados nos artigos 1. vem outro José da Silva e para diferenciar coloca o nome de J. Só que se houver outro José da Silva em Jacarepaguá atuando no comércio de bebidas. Isso é a firma individual. é colocar assim: “L. Marques.168 do novo CC. mas uma coisa é certa . Tem gente que gosta de dar mais uma floreada. Então você pode acrescentar.32 Primeiramente vamos nos ater ao nome empresarial.A .934/94. Marques. O funcionário da junta comercial me perguntou qual seria minha firma. Marques comércio de bebidas. Ex: Eu. que colocou o nome empresarial de José da Silva bebidas. (Porque a expressão designativa da atividade é facultativa na firma individual). Decreto 1. Silva Zezinho de bebidas. Leonardo Marques. Completamente errado. Por extenso ou abreviado. Quero comprar e vender bebidas.800/96 e Instrução Normativa 53/96 . não precisando ser por extenso. chego na junta comercial e falo que desejo ser empresário individual. Espécies de nome empresarial: Firma. Silva bebidas. o meu apelido é Léo Bebidas. ou L. Muita gente pensava que firma é pessoa jurídica. Então.

em regra. porém. que é a sociedade por cotas de responsabilidade limitada. o nome dela pode vir por extenso ou abreviado ou até suprimido. não sendo obrigada para tal. É importante ressaltar que o ramo de atividade também é facultativo.Mas vejam que pode se dar da seguinte forma: Bianca Moraes e Cia. A Cristina Silva também possui responsabilidade ilimitada. Uma coisa eu sei. EXCEÇÕES: A) Existe uma sociedade em que todos os sócios possuem responsabilidade limitada. Nome é o gênero e razão social é uma das espécies. onde se coloca razão social. Ex: Moraes e Cia.33 B) Firma coletiva ou Razão Social: Muita gente confunde. eu terei que analisar o contrato social. Então como eu vou saber que tem responsabilidade ilimitada e que tem responsabilidade limitada ? Vou saber analisando o contrato social. mas para ser exceção tem que constar na razão social a expressão LTDA. é colocar firma individual ou coletiva ou a denominação. admitindo qualquer de seus sócios colocar seu nome. E mais.Ex: Vamos montar uma sociedade composta de 05 pessoas. Mas aí vem a lei e abre uma exceção. Cristina Silva e Cia comércio de veículos. Quem disse que eu vou usar razão social? Posso utilizar uma denominação que não é a razão social. se colocar o nome na razão social. porque a razão social é para ser utilizada por sociedade cujos sócios possuem responsabilidade ilimitada. mas ela pode contribuir com seu nome. possuem responsabilidade ilimitada. Maria Ferrete e Cia comércio de veículos LTDA. ele passará ter responsabilidade ilimitada. mesmo tendo todos os sócios responsabilidade limitada. sendo 02 pessoas com responsabilidade ilimitada e as outras 03 não. É exceção. Diz que aquele que tem responsabilidade limitada. o nome empresarial. Então a sociedade limitada pode até utilizar a razão social. então pode ser: Bianca Moraes. porque ninguém comete este erro na prática por cair em exigência na junta comercial. colocando o nome de qualquer dos sócios. também chamada de razão social.Como é que ficaria? O nome das pessoas que possuem responsabilidade ilimitada é Cristina Silva e Bianca Moraes. a doutrina afirma que todos os sócios respondem ilimitadamente (Fran Martins). e a regra diz mais. ela identifica algumas sociedades em que seus sócios. ao invés de colocar Bianca Moraes e Cia. Então essa sociedade não poderia usar a razão social. abreviada ou por extenso. Ex: Joana Araújo. A razão social é formada a partir do nome dos sócios que possuem responsabilidade ilimitada. o correto em contrato. em contrato escrito. onde uma sociedade limitada pode utilizar a razão social. Cristina Silva e outros comércio de veículos ou Bianca Moraes. O correto seria colocar logo o nome empresarial. É equivocado colocar razão social em contrato (falta de orientação jurídica).Não há jurisprudência a respeito deste assunto. Essa é a regra. ficando representados por Cia ou Outros. A firma coletiva. achando que razão social é a mesma coisa que nome empresarial. ou melhor. Então. então você pode colocar sua firma individual ou sua firma coletiva ou sua denominação. para que esse sócio permaneça com a responsabilidade limitada tem que ter a . Se esquecer de colocar a expressão LTDA. Às vezes se vê. que a pessoa que coloca seu nome possui responsabilidade ilimitada e as demais pessoa representadas por Cia ou Outros. Os sócios que possuem responsabilidade limitada não podem colocar seus nomes na razão social.

Mas. é que sempre teremos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. abreviada ou por extenso. porque obrigatoriamente tem que colocar a expressão Sociedade comandita por ações e quando for Sociedade comandita por ações. Lembrando que o ramo de atividade é facultativo. Essa é a estrutura da denominação e temos exceções a essa estrutura. Confunde título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) coma denominação.Nome fantasia + ramo de atividade + tipo societário. porém a ordem dos fatores não altera o produto. que pode ser limitada. É por isso que o professor Leonardo não gosta de colocar o título de estabelecimento como nome fantasia. e mesmo assim ela pode utilizar a denominação. onde o que se vê de diferente é que temos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. DENOMINAÇÃO: Em regra identifica as sociedades cujos sócios tem responsabilidade limitada. a expressão e Cia na sociedade comandita por ações é desnecessária.34 expressão LTDA. Só de ter expressão Sociedade comandita por ações você já sabe que tem que olhar o estatuto para saber quem são os outros acionistas. confundindo a denominação com o título de estabelecimento. O que foge a regra. Acaba confundindo com o próprio nome empresarial. você já sabe que tem acionistas que não podem colocar o nome. porque chamam os dois de nome fantasia. mas depois do nome dos acionistas com responsabilidade ilimitada. O nome fantasia é porque não tem nenhuma vinculação necessária com o nome dos sócios. Importante: Por isso nós utilizamos título de estabelecimento como nome de fato e a denominação como nome fantasia.Então como é que vamos chamar o título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) ? Vamos chamar de nome de Fato.Por isso que a expressão Sociedade comandita por ações substitui a expressão e Cia. Então ficaria no exemplo dado acima. então não precisa colocar a expressão e Cia.Ela é formada a partir de um nome fantasia.Somente quem pode colocar o nome na razão social é acionistas com responsabilidade ilimitada. Ex: Júpter mais obrigatoriamente o ramo de atividade (restaurante) e obrigatoriamente o tipo societário. comandita por ações ou sociedade anônima. porque as pessoas fazem confusão na prática. por exemplo: Marques Moraes indústria farmacêutica e como tem vários acionistas que não colocaram nome.São elas: 1ª) Na sociedade comandita por ações temos acionistas com responsabilidade ilimitada. . Ponto Frio além de ser o título de estabelecimento é a marca . Marques Moraes indústria farmacêutica comandita por ações. que são os acionistas com responsabilidade limitada. teria que colocar a expressão e Cia. OBS: Globex utilidades S/A é denominação. podendo vir tipo societário no início por exemplo. Ex: Halley restaurante comandita por ações ou Halley restaurante sociedade anônima. B) Na sociedade comandita por ações. porque você já sabe que tem mais gente.

tornar obrigatório o ramo de atividade na denominação. realizaram um Ato Jurídico Perfeito . porque o nome não é dos sócios e sim da sociedade. não precisa mudar os nomes antigos e sim os novos é que tem que se adaptar a nova legislação. O enunciado nº 71 diz o seguinte: que o ramo de atividade continua facultativo. contrariando o novo CC.35 Vembo comércio de alimentos LTDA é denominação. Ex: Agora não pode mais vir Halley S/a ou Halley LTDA na denominação. pelo lado dos sócios e pelo lado da sociedade ela tem o direito subjetivo de utilizar aquela denominação. só que o novo CC trouxe nos artigos de nº 1158 e 1160. O professor Leonardo apoia o disposto no enunciado nº 73.razão social).tem que vir Halley restaurante LTDA. que afirma que todos os empresários tem que se adaptar as novas normas durante a Vacatio Legis. O prazo foi dado justamente para que os empresários pudessem se adaptar as novas regras. que afirma em seu artigo 1160 que a denominação é designativa do objeto social. isso contraria o disposto no enunciado nº 73. ou seja. Por estes 02 (dois) motivos. Ex: Casas Bahia é tudo igual. através dos enunciados sobre o novo CC de nº 71 e 73 enfatizaram o tema. NOVIDADES: 1ª) Antes do novo CC a expressão designativa da atividade era simples e facultativa em qualquer espécie de nome empresarial.Ex: Votorantin S/A. a partir do registro. Patrícia Oliveira comércio de alimentos LTDA( nome empresarial. Então. estamos vendendo quentinhas e colocamos o nome de quentinhas da Paty (marca). principalmente proteger terceiros. porque na prática podem ser todos diferentes. Só que o problema mexeu com os poderosos e o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. porque a razão social já está identificando pelo menos os sócios. Ex: Leonardo Marques. ministros. . Cuidado com a prática.(entendimento plausível). O Poder Judiciário não pode legislar. Não se pode falar em direito adquirido dos sócios. O nome empresarial pode ser idêntico ao título de estabelecimento e diferente da marca.Então pelo lado da sociedade temos o Direito Adquirido. Em cima do estabelecimento tem o restaurante do Bidu ( Título de estabelecimento).Depois eles afirmaram que quem não quiser aplicar o enunciado nº 71.Os professores Waldo Fázio Jr e Fábio Ulhoa Coelho adotam esse mesmo entendimento.Que tipo de sociedade é essa? Olhando de fora não se sabia. como podem ser todos iguais. ou seja. a partir de agora as sociedades que forem criadas terão que colocar o ramo de atividade. por duas razões: Pelo ato de sorte. desembargadores e juízes não são legisladores.Não se aplica o enunciado nº 71 e sim o enunciado nº 73. Além do restaurante. muita gente está entendendo que tem que alterar. Agora Votorantin S/A não está identificando nem os sócios e nem o tipo de sociedade. para dar uma maior transparência. onde pela razão social não há problema nenhum. só que eles não fundamentam. Tem um artigo no novo CC.Houve confusão de poderes. para que terceiro saiba com quem ele está tratando. que pelo menos aplique o 73. Marca identifica os produtos ou serviços comercializados. Então o legislador entendeu por bem. eles realizaram aquele ato segundo a lei então vigente. Depende do caso concreto. para as sociedades que já existem não precisa modificar o nome. BOBS é tanto título de estabelecimento como marca. quando os sócios elaboraram o estatuto ou contrato social e colocaram aquela denominação.

teleológica.É interessante. como a razão social. no artigo 1164. que não concordamos e não vamos aplicar. . se a razão social tem que ser formada a partir do nome dos sócios. Na hora da prova em concurso não pode colocar que está tudo errado. ficando assim: O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Então. porque Bianca Moraes e Cristina Silva não são sócias da nova sociedade formada. o baço. com a idéia de que o nome empresarial é o que o empresário tem de mais valioso. uma coisa é certa. 2) Com o novo CC. como na verdade elas não são sócias. 2ª) corrente: Surgida na Europa Ocidental. daí não pode ser alienado. Porque não se pode vender o que é da sua personalidade. através do enunciado de nº 72. Porque como é que nós vamos vender o nome Bianca Moraes. Era um posicionamento tradicional em direito empresarial que entendia ser o direito da Personalidade inalienável e intransmissível. de uma pessoa natural é direito da personalidade.O nome da sociedade não é problema nenhum. o problema é que dentro do nome da sociedade está levando o nome dos sócios. o nome de uma pessoa física. os novos sócios não poderão utilizar o nome Bianca Moraes. porque iria ferir o Princípio da Veracidade. etc. que são pessoas físicas e com direito da personalidade. O professor partiu para uma interpretação tanto sistemática como teleológica. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA para outros cinco sócios.A solução não está no enunciado nº 72 e sim no seguinte raciocínio desenvolvido pelo professor Leonardo: Como a lei é ruim e o artigo é péssimo. sua moral.Estaria enganando terceiros. porque muita das vezes o empresário se encontra em difícil situação financeira e o único bem que ele tem disponível para venda é seu nome empresarial. porém não o aplica literalmente.Continua aplicando o artigo. sistemática. José Maria Leone diz quais são em sua obra. Muito criticado em simpósios. como a denominação eles são passíveis de alienação? Antes do novo CC deveria ser respondido de acordo com 03 (três) correntes: 1ª) corrente: Entende que o nome é direito da Personalidade. porém há algum tempo deixada de lado. o nome da Bianca Moraes é direito da personalidade. se a alienação do nome de uma sociedade não viola a característica de direito da personalidade. Passa a uma interpretação histórica. sua vida. que já estava ultrapassada. Daí. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA. 3ª) corrente: Acolhida no Brasil. Para nós interessa apenas uma que é a Inalienabilidade. quando o artigo é ruim busca-se dar a ele uma outra interpretação.Na interpretação. quando encerrar direitos à personalidade. O Brasil entende o seguinte: Firma individual e Razão social são inalienáveis. tanto a firma individual.36 2ª) O nome empresarial. onde o nome empresarial não é passível de alienação. A crítica foi tão grande que o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. revistas especializadas em direito empresarial.Um segundo fundamento. em qualquer uma de suas espécies. afirma que não deve ser aplicado o artigo 1164 do novo CC. você estaria dizendo que a Bianca Moraes e a Cristina Silva são sócias. é o que mais atrai clientes e se tem valor econômico é passível de alienação. Ex: Não se pode vender os rins. É até bom para o empresário. Eles adotaram a 1ª corrente. Conclui-se que não se pode vender Firma individual e Razão social. ele buscou juntar o artigo 1164 com outros artigos de lei. especificamente com o artigo 1155.

para poder salvar a atividade da empresa. Então isso é o estabelecimento comercial empresarial. Em caso de concurso pode colocar como entendimento do doutrinador Waldo Fázio.Jr ( professor paulista da UNICAMP. e por este entendimento você também chega à conclusão de que somente é inalienável a firma individual e a razão social. O que é o estabelecimento empresarial? O conceito está no artigo 1142 do novo CC. (era nomenclatura usada por Pontes de Miranda). é uma coisa só. Então por exemplo. o mesmo do professor Leonardo.10/05/2003 ESTABELECIMENTO COMERCIAL: É aquele antigo fundo de comércio. 4 ª Aula . porém ele não fundamenta a sua conclusão. eu vou comprar um balcão. por empresário ou por sociedade empresarial”. Em outras palavras: “É o complexo de bens corpóreos ou incorpóreos. fundo empresarial. pode ser motivo de salvação.Com base na teoria da preservação da empresa. fundos de comércio. então deve prevalecer a livre iniciativa do empresário.Jr. para excelência de sua atividade empresarial”. É um excelente conceito dado pela lei. O ponto é apenas um dos elementos.37 Quando é que nome empresarial encerra direito à personalidade? Em firma individual e razão social. com base na liberdade da atividade empresarial. cadeiras. Você não pega o artigo. Asienda (italianos). Isso tudo é uma interpretação teleológica. que estudamos lá na faculdade. Então todos esses bens que eu estou comprando vão integrar o meu estabelecimento empresarial. o estabelecimento é um complexo de bens. Outras expressões que são utilizadas e que podem acabar caindo na prova “discorra sobre fazenda na empresa”. eu vou alugar um ponto. fazenda da empresa. ou uma casas Bahia LTDA como inalienável. também chamada de interpretação racional é um problema. Você tem que lembrar que o nome como tem valor patrimonial. mesas. Em uma interpretação teleológica. porque a atividade empresarial é extremamente privada. OBS: Muita gente pensa que estabelecimento é o ponto. Good Will (americanos). vou comprar três motos para entrega. tudo sinônimos. uma vez que esse conhecido doutrinador não fundamentou sua posição. porque você vai colocar como inalienável uma Votorantin S/A. reunidos pelo empresário para proficuidade de sua empresa.(interpretação sistemática dos artigos 1155 a 1159 do novo CC) A interpretação sistemática se busca interpretar o artigo dentro de uma gama de outros artigos. promotor aposentado). para melhor desenvolver a sua atividade empresarial. pois o empresário pode lançar mão da venda daquele nome para poder fazer caixa. Esse também é o entendimento do doutrinador Waldo Fázio. Vejam o conjunto de bens que o empresário reúne para desenvolver a sua atividade. Então estabelecimento empresarial. é muito . Artigo 1142 do novo CC – “Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. para exercício da empresa. pois deve predominar normas não cogentes e dispositivas. separa e lê isoladamente e sim o analisa dentro de uma estrutura.

os bens que estão no ponto. para eles. para saber que tem quatro correntes da natureza jurídica: 1ª) Corrente: Artigo 1142 do NCC . vai lá e indica a firma individual. E a pessoa jurídica também é assim? Responde com todo seu patrimônio? Na sociedade é diferente? Como é a responsabilidade da sociedade por cotas de responsabilidade limitada? É limitada ou ilimitada? É ilimitada. Existe agora a hipótese do artigo 974 do NCC. O empresário separa parcela de seu patrimônio para afetar àquela atividade. o imóvel tal. porque quando cair na prova a análise do mesmo. o bem x. a sua casa de praia vai ser afetada pela atividade do empresário. pois empresário individual tem responsabilidade ilimitada. a moto que é utilizada. A regra é que toda pessoa só tem um patrimônio. No Brasil existe essa possibilidade de divisão? Não. mas no Brasil não. chego na França para me inscrever na Junta e eles perguntam quais são os bens que vou ligar à minha atividade.38 mais que só um ponto. por exemplo. Lá na França não tem divisão. . Então porque vai falar que tem personalidade jurídica? Por isso essa corrente é adotada lá e não aqui. pego parcela do meu patrimônio e destino para estabelecimento: tantos euros. qualquer que seja tem responsabilidade ilimitada. Toda sociedade responde ilimitadamente por suas obrigações. Então não tem divisão de patrimônio civil. e responde com todo ele frente às suas dívidas. lá é patrimônio de afetação. aqui não existe divisão do patrimônio. defendida por parte da doutrina alemã. lá é isso mesmo. única exceção – juiz dividir. você coloca: Negócio Jurídico e quatro traços. NATUREZA JURÍDICA DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL: O que representa para o Direito? Há quatro correntes: No artigo 1142 CC colocar quatro traços. Toda sociedade. Estabelecimento comercial é o ponto. Mas professor.Surgiu na Alemanha. não tem como separar. Divide patrimônio civil do empresarial. tudo isso. o carro que é utilizado. daí não pode ser adotada essa corrente entre nós. Por isso que essa teoria está corretíssima para a França. você acabou de falar de é um complexo de bens? Quem tem personalidade jurídica: bens ou pessoas? Pessoa. Tem patrimônio da Sociedade ou patrimônio dos sócios. porque responde com todo seu patrimônio. No Brasil é como? Você vai abrir a firma individual. qual patrimônio que vou afetar. Lá na França você pode dividir o patrimônio civil e o empresarial. porque empresário responde com todo seu patrimônio. A firma individual tem capital próprio? Não. este é uno e indivisível. jamais bens. estabelecimento empresarial é patrimônio de afetação (que é conjunto de bens com destinação específica). 2ª) Corrente: É adotada na França e por parte da doutrina alemã. No Brasil só quem tem personalidade é pessoa física ou jurídica. entende que estabelecimento empresarial tem personalidade jurídica. responde com todo seu patrimônio. mas na França tem. pessoa física: Leonardo. porque ela responde com todo seu patrimônio. Como funciona isso? Sou empresário individual.

39 Mas aí é da mesma pessoa? Não. seu conceito está disposto em lei. 3ª) Corrente: O Estabelecimento é universalidade de direito. um sítio. E fazem parte do meu estabelecimento a oficina. por força da lei. a própria lei está dizendo que é universalidade de fato. Qualquer sociedade sempre terá responsabilidade ilimitada. O professor não concorda. não existe divisão. e tenho uma casa de praia. geladeira etc). ou seja. Então já seria universalidade de direito. que defendem que o fato de estar conceituado na lei não quer dizer que seja universalidade de direitos. porque tudo que integra meu estabelecimento faz . Assim posso dizer que para o novo CC o estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato – entendimento majoritário. que é complexo de bens reunidos por força do artigo 1142. Você se posiciona. uno e indivisível. Não há divisão do patrimônio civil ou empresarial. mas ninguém ainda defendeu em livro. Então no Brasil essa não pode ser adotada. Na hora da prova colocar as quatro correntes e dizer sobre inovação trazida pelo novo CC. O sítio. a casa de praia. se vai alugar dois carros. 4ª) Corrente: Chamada de universalidade de fato. eu digo que patrimônio é conceito mais amplo e estabelecimento é conceito mais restrito. muita gente está começando a defender essa corrente. mas o estabelecimento empresarial não é reunido por vontade. mas por força da sociedade. A herança é uma universalidade de direito típica. O Professor entende que a 4ª corrente é a melhor. assim como Fabio Ulhoa e outros. Por exemplo: Sou empresário individual. um conjunto de bens reunidos por força de lei.Universalidade de Direito. muita gente boa está começando a defender isso. A lei que determina a reunião daqueles bens. porque o empresário pode ter um bem que não esteja ligado à sua atividade. Todos continuam adotando a 4ª corrente. fazem parte do meu patrimônio. A lei dispõe assim no artigo 1142 do novo CC. OBS: Nas palestras muita gente fala da Universalidade de direito. por isso não pode ser chamada patrimônio de afetação. mas não fazem parte do meu estabelecimento. reunidos pela vontade do empresário. e que alguns passaram a defender a 3ª corrente . O estabelecimento empresarial muitos defendem a partir no novo CC. porque a sociedade é uma pessoa e sócios são pessoas diferentes. No Brasil. porque sociedade e sócio não se confundem. a moto para prestar socorro etc. Importante: Daí. Importante: A responsabilidade do sócio é que é limitada ou ilimitada. tem que comprar um carro. porque agora o conceito de estabelecimento comercial está na Lei. tenho e desenvolvo atividade de oficina mecânica. Defendem que estabelecimento empresarial é universalidade de fato (conjunto de bens reunidos pela vontade de uma pessoa que é o empresário que vai decidir quais bens vai reunir para desenvolver sua atividade. artigo 1142 do novo CC. ELEMENTOS: Quais elementos que integram o estabelecimento empresarial? Posso dizer que tudo que faz parte do estabelecimento faz parte do patrimônio e vice-versa? Posso dizer que estabelecimento comercial e patrimônio do empresário são sinônimos? Patrimônio e estabelecimento comercial não são sinônimos. porque patrimônio é um só. mas há patrimônio da sociedade e patrimônio do sócio.

Então quais bens integram o estabelecimento empresarial? Já que sabemos que nem tudo participa. o imóvel onde está localizado o ponto. por ser um instituto regulado pelo Direito Civil. Patrimônio será sempre conceito mais amplo do que estabelecimento comercial (empresarial). Quando for uma sociedade. Rubens Requião. Posição isolada. ou seja. a marca. o título do estabelecimento. ter bens que façam parte de seu patrimônio e não façam parte de seu estabelecimento? Lembre que estabelecimento não é ponto. carro de entrega. nunca construiu nada. Rubens Requião começa a discordar de tudo agora é verdadeira unha encravada. Aquele terreno faz parte do patrimônio da sociedade empresarial? Faz. O imóvel faz parte. estabelecimento empresarial quando se referir à sociedade equivale a todo patrimônio da sociedade. Vou ser empresário. A marca identifica a própria atividade. Como vou dizer que imóvel não faz parte de meu estabelecimento? Verdadeira utopia. E quando for sociedade empresarial? Pode esta. sociedade empresarial. balcão. a moto. Onde está previsto em lei. porque esta não pode ter ou adquirir bens que não estejam ligados à sua atividade. assim conclusão de Rubens está completamente equivocada. ele está viajando. nem tudo integra estabelecimento. Qualquer imóvel faz parte do patrimônio da sociedade. Ex: Sociedade de Exportação e Importação de computadores Ltda – Tilt – comprou terreno para construir colônias de férias para funcionários há 15 anos atrás. mas nem todos fazem parte do estabelecimento empresarial dela. explorar estacionamento. freezer. ainda que não esteja ligado ao seu ramo de atividade. mas nem tudo que faz parte do meu patrimônio está ligado ao meu estabelecimento. É bem amplo. o nome. maquinário. ele parte de premissa completamente errada. todos os bens ligado à atividade. Fábio Ulhoa entende que não. Fábio Ulhoa Coelho entende que todo imóvel está ligado à atividade da sociedade. a corrente majoritária entende que não. então para prof° Fábio quando for sociedade são expressões sinônimas. Qual bem mais relevante para exploração do ramo. porque sociedade pode ter bens que não estejam ligados à sua atividade. Eu acho que ele está enganado. que é de importação e exportação de computadores. estoque. Como um instituto de Direito Civil pode integrar um estabelecimento empresarial? O que não tem nada a ver. os bens que o guarnecem – tapete. Ex: Ramo de estacionamento. patrimônio da sociedade é sinônimo de estabelecimento empresarial da sociedade. fala que imóvel não faz parte do estabelecimento comercial. Posição dele pode ser adotada? Não. Todos os bens da sociedade têm que estar ligados direta ou indiretamente a ela.40 parte do meu patrimônio. mercadorias expostas à venda. não é bem que reúne . para desenvolver minha atividade? O imóvel. vamos ver o que integra: O ponto comercial. onde está escrito que um instituto de direito civil não pode integrar um instituto de direito empresarial? Toda doutrina fala que imóvel faz parte do estabelecimento. também diz que marca e nome não integram estabelecimento empresarial. aqueles que não estão ligados à sua atividade. ainda que indiretamente. Embora Fábio Ulhoa entenda que são sinônimos.

Foi bem que trouxe para proficuidade (competência). que somados dará cerca de R$200. Se chegar com esse valor lá. maior será valor agregado. Se atrai a clientela e freguesia é claro que integra o estabelecimento comercial. Então aviamento é o valor agregado dos bens que guarnecem o estabelecimento em razão da excelência de sua organização. Entendimento de Rubens não prevalece. é o valor agregado na razão de sua excelência. maior será essa capacidade. balcão para A. A está no ramo de perfumaria. Comprar os bens que estão na Parmê é mole. mas organizar.000. E ele fala que o nome é a pessoa que exerce a atividade. passo para outra pessoa. Se vender tudo junto. Porque eles juntos têm valor agregado maior do que separadamente vendidos? Porque já estão organizados. o por quê de valer mais? O aviamento. E qual a razão disso tudo. vou gastar R$300. Sem dúvida a marca atrai clientela. O nome empresarial Casas Bahia atrai clientela e freguesia? Sim. Quanto mais organizado e excelente o estabelecimento. porque lá há alta capacidade de produção de lucro. em razão da capacidade que estabelecimento tem de produzir lucro. AVIAMENTO: O que é isso? O que é mais fácil para empresário. estruturar. É a mesma estória da marca. . vou conseguir comprá-la? De jeito nenhum. é a própria atividade. É qualidade. Como é que não vai integrar o estabelecimento? É claro que integra. a fama a organização são muito superiores à mera soma aritmética. de sua organização. eficiente e produtivo. Se for vender os bens isoladamente. Esse plus varia de acordo com valor agregado. para melhor desenvolver sua atividade. que é até menos demorado e mais lucrativo.00 é melhor. porque a estrutura. Mais uma vez está Rubens isolado. O nome identifica o empresário? Sim. Vamos ver se essa fundamentação está correta. freguesia. atributo em razão da capacidade que o estabelecimento tem de produzir lucro. Para comprar todos os bens que estão na Parmê. quanto mais estruturado. aí resolve adquirir franquia do Boticário e passa a vender bem depois que põe a marca lá. já é bem mais difícil. comprar freezer. ou comprar estabelecimento próprio? Comprar próprio. Qual bem então que ele reuniu para atrair a clientela? A marca Boticário. tem valor patrimonial. alugar imóvel. e juntos têm capacidade de produzir lucro. é a pessoa que vai reunir esses bens.41 para desenvolvê-la. vou receber mera soma aritmética do valor de cada bem. adquirir tudo para desenvolver sua atividade.00. construir fama para dar mesmo lucro. de sua capacidade de produzir lucro. balcão.000. compra-se tudo igual. freezer para B etc. Aviamento é a capacidade de produzir lucro. mesas. que é a qualidade que a Parmê tem de produzir lucro. não está vendendo nada. Na prova falar sobre seu posicionamento. Assim nome que se dá a esse plus é aviamento. o restaurante em pleno funcionamento. Tenho um restaurante em pleno funcionamento. Leva anos e anos para construir isso. por R$230.000. Aviamento é esse valor agregado aqui.

Mas quanto vale o plus? Depende de um monte de coisas: da clientela. Quanto vale essa estrutura. o dinheiro que deixará de lucrar nos dias que estiver com a atividade paralisada. Natureza jurídica do aviamento é ser qualidade.000. à clientela. estrutura etc. o valor da perda do fundo empresarial. esse é o locatário e está lá há 30 anos. de todas as despesas que a Parmê vai ter para se transferir dali. e sim o locador.42 Então Aviamento é bem? Tem como vender? Não.000. inclusive despesas com transporte.00) ou também vai ter que indenizar o aviamento (plus + R$200. inobstante os robustos argumentos neste sentido. da viabilidade econômica. conforme disposto em uma parte da doutrina. Não posso considerar Aviamento como bem imaterial. o valor da indenização tem que compreender o aviamento.000. Me posiciono desta forma para preservar interesses da Fazenda Pública. viabilidade econômica. bem estruturados. Tudo isso junto tem uma qualidade. esse plus? Essa quantificação é valorada devido ao Aviamento. É sim. à viabilidade econômica). Questão polêmica. Tem que colocar nas provas da Procuradoria para demonstrar que conhece. vai ser quantificado no aviamento. Vai ser quantificada em vários fatores: freguesia. interesse público. visto que não se está desapropriando o fundo empresarial e sim o imóvel. da freguesia. É uma qualidade dos bens quando estão reunidos. uma qualidade desses bens considerados agregadamente. Segundo posição do STJ que é diametralmente oposta. não vai se valer da clientela. produzindo lucro. vai desapropriar o imóvel. A marca é imaterial. os materiais e imateriais.000.00 R$50. clientela.000. Não é bem imaterial. cujo nome é Aviamento. dos bens. Quando isso ocorrer. podendo os donos da Parmê levar todos os bens. caso contrário não vai conseguir se estabelecer em outro lugar nas mesmas condições. não podemos olvidar da orientação dos tribunais superiores. Importante: No final.00. argumentar o objetivo da desapropriação. o nome. O Município não vai montar restaurante. . Imaginemos que dono do imóvel da Parmê não seja aquele que explora a atividade. Falo da capacidade de se quantificar toda a estrutura do estabelecimento (atribuir valor à fama. tese a ser defendida é de que se deverá pagar tão somente o valor comercial do imóvel e alegar que a indenização é justa.00? Quanto é estrutura dessa organização? Não estou falando de bens. estou falando desse plus. tudo tem que ser indenizado. Se for prova para procuradoria do Estado. Como conseguir quantificar essa qualidade? Qual seu tamanho? R$30. problema é deles. O proprietário do imóvel não é empresário. ainda que seja nessas provas colocar: Entretanto. Nas provas para Defensoria e Procuradoria você tem que ser parcial. é qualidade que tem todos esses bens reunidos. atributo. o Município vai pagar só o valor comercial do imóvel (R$200. Desapropriação e Aviamento Município do Rio de Janeiro quer construir casa de recuperação de drogados no local onde funciona a Parmê. Os bens valem R$200. Um dos grandes fatores para se ver tamanho dessa qualidade é a quantidade de clientela. A Constituição fala que é justa a indenização em razão do imóvel a ser expropriado.00)? Depende da prova que se estiver fazendo. conjunto de bens corpóreos e incorpóreos. em maus livros. não tem como aviamento ser vendido. União ou Município. que vai perder com a clientela.

Isso é importantíssimo para provas das Procuradorias. visto que não está lá há cinco anos)? Terá direito pela perda do ponto? O locador não terá que pagar. outra atrás? Sim.000. para o locatário ter direito à renovação compulsória tem que estar no imóvel por no mínimo cinco anos e na mesma atividade há três anos. do aviamento. O titular do ponto é a Parmê. E na seguinte orientação de desapropriação? E estando ela no imóvel há três anos. o locador no quarto ano pode colocar para fora sem nenhuma indenização. será dividido entre proprietário e locatário? O valor da indenização será só o valor comercial do imóvel de R$200. Cabe ao terceiro. porque o Poder Público.00 e se for esse valor. E aí? A Parmê não vai receber nada na ação de indenização. porque nessa não se discute direito de terceiros. o imóvel for desapropriado? Nesse caso quem a está colocando para fora é o Poder Público e não o locador. imóvel é outra.000. posso não renová-lo e colocá-lo para fora e não terei que indenizá-lo. num contrato de quatro anos.00 ou R$400.00. porque tem história do depósito prévio para poder ingressar no imóvel. Quando terminar o prazo do contrato. ponto é uma coisa. Então Parmê sairá com mão na frente. em contrato de quatro anos e B já está lá há três anos. está lá há quatro anos. terá o Poder Público que indenizar. OBS: Não está na apostila: Sou proprietário de imóvel o qual aluguei para “B” que abriu loja de perfume. porque titular do imóvel é o locador. pelas despesas do transporte. Porque evidente que tem esse direito. agindo no interesse público não poderá? Entendimento minoritário que será adotado nas provas das Procuradorias.000. A desapropriação terá como sujeitos o proprietário e o Município. O Estado tem que indenizar o locatário (que não tem direito ainda à renovação compulsória. dias parados tudo. E se. tanto que se locador quiser tirar Parmê de lá não pode. Mais um argumento em favor das Procuradorias. Entendimento Majoritário – Tribunais – mesmo que locatário não preencha requisitos para renovação compulsória da Lei de Locações. Se tiver que fazer depósito em cima de R$400. quando desapropriar o imóvel o valor da indenização será de R$200. Terá então B que entrar com ação autônoma em face do Estado.000. Lei de Locações (que não darei aqui) protege o Fundo Comercial. que sairá sem nada (dono da Parmê) entrar com ação autônoma em face do Município do Rio de Janeiro pedindo indenização pela perda do ponto. por exemplo. o Poder Público terá? Não. mas não na ação de desapropriação.00 é bem diferente de um depósito em cima de R$200.000. . devido ao tempo. sem pagar um centavo.00. porque em ação de desapropriação não se discute direito de terceiro (âmbito administrativo) no caso do locatário. Na locação empresarial. Se locador pode colocá-la para fora sem ter que indenizála. sendo que esse valor não será tão alto.43 O empresário é o locatário. porque o locatário não é titular do ponto ainda (ainda não preencheu requisitos da Lei de Locações). o locatário é titular do ponto. 80% do valor da desapropriação pela lei específica.

Então houve transferência do estabelecimento? Por que o estabelecimento continua com mesmo empresário. não há requisito algum a ser observado.44 SUCESSÃO EMPRESARIAL OU TRESPASSE – Antiga sucessão comercial. Muita gente pensa que isso é trespasse. pessoa física ou jurídica. Cuidado que na prática muita gente confunde e erra feio. Por que eu não estou vendendo cota de trespasse? Não é. No trespasse há mudança de empresário. consente. Fará isso através de notificação aos credores. de todos os credores quirografários E se houver descumprimento disso? E se ele precisava da autorização. E se ficar com ativo insuficiente para pagar passivo? Neste caso para efetuar a venda terá que ter a autorização dos credores. mesmo dono. não querem posto na Tijuca. a autorização é tácita. e se não pedir a autorização? Quais as conseqüências disso? São três: . não ia dar para pagar a todos. e vendo para X. porque ia ficar com pouco dinheiro. por qualquer meio. que é pessoa jurídica no caso. O que vão fazer? Vão alienar suas “quotas” para A e B. É quando o empresário. para que no prazo de trinta dias possa haver impugnações. Então houve alguma transferência de um empresário para outro? Quem era empresário naquela época? Tigrão. Uma delas compra as quotas de um dos sócios. mudar de ramo. tem que ser expressa. para empresário alienar seu estabelecimento. o estabelecimento continua do mesmo empresário. seja pessoa física para jurídica. precisa ficar com ativo superior às dívidas.. o empresário continua o mesmo. aí elas assumirão o Tigrão. ou seja. O que mudou? Só o quadro social. Isso é ou não é trespasse? Houve transferência de estabelecimento empresarial? Houve mudança de empresário ou não? Foi transferido estabelecimento de um empresário para outro? Lembram que falei que Sócio não é empresário. Quem é empresário agora? Tigrão. não há trespasse.. Os três sócios resolvem ir para outro local. Se tenho ações da Vale do Rio Doce. Requisitos para empresário poder alienar o estabelecimento: Se empresário quando for alienar ficar com capital suficiente para pagar seus credores. Não precisa de autorização. aliena o seu estabelecimento para outro empresário. pois está muito violento e vão montar lá no Recreio. Aqui é mera mudança de sócio. Ex: Temos a sociedade Posto de gasolina Tigrão Ltda. etc. nada mais errado. parte da premissa errada e arrebenta na hora da prova. o Tigrão? Então o que é então? Mera mudança de sócios. Não havendo manifestação. viceversa. o complexo de bens. a outra de outro sócio. No Direito Empresarial. Se estiver no regime de concordata a autorização dos credores admitidos na concordata.por isso mandei sublinhar” outro”. quem cala. que continuará exercendo a mesma atividade que era explorada pelo alienante. Empresário é a sociedade. sucessão empresarial. Importante: Não confundir transferência de quotas e de ações com trespasse.

quanto às dívidas já vencidas. O alienante tem que pagar dentro do período de um ano. este terá que pagar dentro do prazo. a contar da data da transferência do estabelecimento. não o alienante. Antes era só do ativo (com exceções que serão vistas depois). . Ex: Novo locador em relação à alugueres em atraso.Essa atitude dele é considerada um ato de falência. para não prejudicar o credor. De repente eu vendo para uma pessoa que não tem dinheiro nenhum e vou embora. A Lei diz que embora ocorra a transferência do passivo contabilizado. Quando faço o trespasse.45 1ª Conseqüência . Mas depois que pagar? Já não tinha transferido essa dívida para adquirente? Se ele pagar. transfiro só ativo. ele abateu no valor do preço. pode cobrar tanto do alienante quanto do adquirente. quem deverá pagar é o adquirente. o nome da sociedade é Braço de Ferro Jóias Ltda. 2ª Conseqüência . do alienante não pode mais. Então por exemplo. vai ter que haver devolução. por meio da AÇÃO REVOCATÓRIA – artigo 52 da Lei de Falência. então há trespasse. Ex: Vendo imóvel com condomínio e alugueres em atraso. a partir do respectivo vencimento destas. porque dívidas ainda não venceram. só pode cobrar do adquirente. conforme o artigo 2° da Lei de Falência. porque a dívida estava contabilizada lá. só durante o prazo máximo de um ano. Porque se eu vendi o estabelecimento sem autorização de vocês é sinal que tudo vai sumir. qualquer um imediatamente poderá requerer minha falência. a contar da data da transferência. É transferência de estabelecimento? Está mudando de um empresário para outro? Sim. pelo prazo de um ano. Passado o prazo de um ano. E credor vai ficar de mãos abanando? Não. transfiro o estabelecimento empresarial. Está vendendo a lojas que tem no shopping para Brinco de Ouro Ltda. que é a ação que tem por finalidade declarar ineficaz um ato realizado pelo falido. Então. Para evitar que se faça venda do estabelecimento para um laranja. pode entrar com ação de regresso contra adquirente. Quando faço a transferência de estabelecimento empresarial por meio de trespasse. porque os débitos não integram o estabelecimento. porque transferi passivo contabilizado. 3ª Conseqüência . a alienação que foi feita. desaparecer. qualquer credor poderá requerer a FALÊNCIA.Vou ao vencimento e conto um ano a partir daí. e o credor seja prejudicado. o devedor primitivo (alienante). depois de ser decretada a falência. e esses foram abatidos do preço final. Ex: Vamos supor que o credor cobrou do alienante.Além disso. Neste caso o adquirente tomou ciência dos débitos existentes. ou ativo e passivo? Pelo novo CC é do passivo e ativo. E quanto às dívidas vincendas? O alienante fica responsável também pelo prazo de um ano.Pode ainda ser considerado crime falimentar – artigo 187 da Lei de Falência. a transferência se refere ao ativo e ao passivo contabilizado. credor cobrou do alienante. Então mesmo que tenha dívidas que ainda não venceram. Terá que pagar então em ação de regresso. Com o novo CC. fica como devedor solidário. pode ser declarada ineficaz.

não quis enfrentar a questão. que estão mascaradas. visto que menciona apenas passivo contabilizado. Mas foi expresso que seria só do ativo. E quanto a passivo não contabilizado? Posição do Professor. por exemplo. O prof° Fábio Ulhoa entende que os credores vão poder acionar o adquirente enganado. tem ação de regresso contra alienante. porque a transferência é só do passivo contabilizado. . Y é o maior safado e transfere estabelecimento para X. Eu alienante continuo responsável perante esses credores? Sim. Fábio Ulhoa diz: Se adquirente pagar dívida não contabilizada. Se não falasse nada transferia também o passivo? Transferia. mas como o passivo não estava contabilizado. Credor então pode cobrar do alienante. Vem lá e “expressamente” Estou transferindo o ativo. Waldo Fazzio Junior não fala. Outros autores não falam. é uma ou outra regra de ordem pública aqui.46 Essa é regra. Porque daqui a um tempo ele pode dizer. Estamos no Direito Empresarial. É difícil. Essa cláusula é válida? Sim. Então terá o adquirente que pagar? Pagará. não tem nada de um ano. que é inerente a toda atividade empresarial. não os credores. esse é que sairá no prejuízo. mas pode entrar com ação contra alienante. não o passivo. Mas não diz se adquirente tem ou não que pagar. independente de prazo. que será transferido apenas ativo. tem que assumir o risco por ter feito negócio sem devidas precauções. Pode cobrar do adquirente? Pode. se é obrigatório ou não. porque contrato vale somente entre as partes. Vai poder acionar o adquirente X. do adquirente. este está obrigado a pagar? Se vocês colocarem não na prova. aí fica entendimento de que é obrigado a pagar. não estão nos livros nem no balanço. fazendo-se interpretação teleológica. Vale Princípio da Liberdade contratória. porque o passivo deveria estar contabilizado. Se adquirente pagar poderá entrar com ação de regresso contra alienante em sentido oposto. Eles podem cobrar do adquirente? É passivo contabilizado isso? E a lei fala que transferência é só do que? Os credores de Y poderão acionar o alienante (Y)? Sim. Eu não avisei e transferi para outro. Se transferi para terceiro e sumi. ele vai dizer que desde o início falara isso. Se interpretar a Lei literalmente responderia que não. O adquirente não precisa assumir dívida nenhuma. OBS: No meu entendimento quando a Lei fala que a transferência é do passivo contabilizado. visto que não havia dívida contabilizada. não tem regra de ordem pública. antes de comprar tem que verificar se há dívidas ou não. é por conta de vocês. está tratando da responsabilidade final. mas nada impede que entre alienante e adquirente fique convencionado outra coisa. foi malandro. não contabilizando dívidas existentes. Assunto difícil . Negócio empresarial é sujeito a risco. porque a Doutrina não fala. não valendo para terceiros.Lei fala que transferência é do passivo contabilizado. Aqui vale Princípio da Livre Iniciativa. Essa é opinião do professor. É o risco inerente ao negócio. que se pagar pode entrar com ação de regresso contra alienante. A lei não é clara. Quem não pode sair prejudicado são os credores.

essa transferência é só do ativo? Ou está transferindo ativo e o passivo? Antes do novo CC. transferir o estabelecimento com as dívidas contabilizadas que também são transferidas. O novo CC inverteu isso. há transferência também do passivo das dívidas. Então aquela pessoa que era credora. até essa data poderá cobrar tanto do adquirente quanto do alienante. A questão importante é a seguinte. Essa solidariedade se divide para as dívidas vencidas e para as dívidas vincendas. Mas o credor pode sentir prejudicado. A responsabilidade do alienante passa para o adquirente. Então o alienante poderá ser cobrado até 14/06/2003. pelo prazo de um ano. pois com a transferência do estabelecimento transfere-se também o passivo contabilizado. quando transferia o estabelecimento comercial só se transferia o ativo. Vamos supor que o credor cobre do alienante dentro do prazo que ele é solidário. Para as dívidas vincendas. somente o passivo contabilizado. a dívida já foi contabilizada. Embora a lei tenha dito que há transferência do passivo. que ele não conhece e não sabe se teria condições de pagar. Isto porque quando o alienante transfere o estabelecimento empresarial para o adquirente. O A está transferindo seu estabelecimento comercial para B. também diz que o alienante ficará solidariamente responsável com o adquirente. por exemplo. ou seja. à dívida morre. mas desde que esse passivo esteja contabilizado. Transferência do passivo. Dívidas vencidas data da transferência. Se o credor foi direto no adquirente. segue-se o seguinte: A dívida foi contraída no dia 01/05/2002. 20/05/2002.47 5 ª Aula . aquelas que ainda vão vencer. o alienante vai ter que pagar. O alienante será devedor solidário.31/05/2003 Trespasse é a transferência do Estabelecimento Comercial. mas o alienante A fica responsável solidariamente pelo prazo de um ano a contar da data da transferência. o alienante só fica responsável durante um ano a contar da transferência. deverá entrar com ação de regresso contra o adquirente. mas não ficará no prejuízo. e traz o seguinte: quando houver transferência do estabelecimento comercial. Ex: Transferência em 20/05/2002. . o alienante também ficará como devedor solidário pelo prazo de um ano. Transferência do Passivo: Empresário A e Empresário B. locador do ponto comercial de A passa a ser credor de B. Exemplo: C tem uma dívida com E. todas as dívidas vencidas antes dessa data foram transferidas para B. o credor pode cobrar as dívidas vencidas até 20/05/2003. mas só vai vencer dia 14/06/2002. continuaria responsável pelas dívidas. ou seja. porque são devedores solidários. a contar da data do vencimento. A partir de 20/05/2002 só poderá cobrar do adquirente. na data da transferência 20/05/2002. ou seja. mas o alienante fica responsável solidariamente. já foi abatido o valor da dívida. C transfere o estabelecimento para D e quando E for cobrar terá que cobrar de D. Então hoje transfere não só o ativo como também o passivo. ela ainda não estará vencida.

isto é um risco do negócio. . terá direito a ação de regresso contra o alienante. Artigo 1442 do CC e seguintes tratam do assunto: Importante – “O professor. A doutrina não trata do assunto. Este doutrinador não diz se está ou não obrigado. em uma interpretação literal é nessa conclusão que chegamos. então ele não paga. Em uma prova subjetiva devem ser citadas as duas interpretações. o adquirente só ficará responsável pelo passivo contabilizado. artigo 1146 do CC. vamos supor que o alienante é um safado. se o adquirente vier a pagar.” O adquirente do estabelecimento. responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência. realmente tomar ciência do passivo quirografário. Se transferido o estabelecimento e por exemplo. ele terá ação de regresso contra o alienante. antes do novo CC só se transferia o ativo. o adquirente recebe o passivo. então o adquirente só vai ficar responsável pelo passivo que estiver contabilizado. Em uma prova objetiva deve ser utilizada a interpretação literal. terá que pagar. Fábio Ulhoa Coelho diz o seguinte: “se” o adquirente vier a pagar uma dívida não contabilizada. transferiu o estabelecimento e não disse que havia um passivo. o credor poderá cobrar do adquirente? A lei só fala do ativo contabilizado. OBS: Fábio Ulhoa Coelho não se posicionou direto. A interpretação do Professor é a seguinte: “Esta regra é regra entre os contratantes. ou seja. Exceções a Regra: Dois credores não seguem essa regra por terem regras próprias – credores tributários e credores trabalhistas. quer dizer. mas se pagar poderá entrar com uma ação de regresso contra o alienante. Se a dívida não for contabilizada a responsabilidade será do alienante. e o que será dito é fruto de sua imaginação. ou seja. entre eles vai ficar dessa forma. ou seja. Na prova o artigo 1146 novo CC deve ser interpretado por esses dois caminhos literalmente e de forma sistemática. então quando fala que a transferência é apenas do passivo contabilizado. O que deve ser destacado é esta expressão. para se ter uma solução. mas que será dito. pois tal assunto pode cair em prova. Esta matéria é uma novidade. O adquirente ficará responsável por este pagamento? A lei fala que o adquirente só ficará responsável pelo contabilizado. não foi informado que o aluguel estava em atraso.48 Se dentro desse período de solidariedade o alienante for acionado. porque este quando compra o estabelecimento tem que se cercar de todas as cautelas. o adquirente até paga. caso o adquirente venha a pagar caberá ação de regresso. mas isso não vai valer perante os credores. Waldo Fazzio Junior não trata do assunto. mas depois de pago entra com ação de regresso. mas o professor entende que o credor vai poder cobrar do adquirente. um passivo não contabilizado. mas não há essa interpretação literal. desde que o regularmente contabilizado. isso quer dizer o seguinte: se tiver o passivo não contabilizado. irá comentar um assunto que não está na lei.

Entretanto se o alienante vier a exercer qualquer atividade empresarial naquele período. não há restrições de prazo. aquele que vendeu montar outro estabelecimento do lado. a responsabilidade do adquirente será direta. Por essas dívidas até a data da transferência responde tanto o alienante quanto o adquirente. o fisco terá que cobrar primeiro do alienante. terá responsabilidade direta pelas dívidas tributárias quando o alienante não exercer nenhuma outra atividade econômica dentro dos seis subseqüentes a transferência. pode montar outro restaurante no local? Artigo 1147 do CC e seguintes . Então a lei para evitar essa concorrência desleal. falou o seguinte: “Toda vez que ocorrer o trespasse. o fisco poderá cobrar essa dívida do adquirente? 1ª situação: O adquirente não terá nenhuma responsabilidade pelas dívidas tributárias quando não continuar a atividade que era desenvolvida pelo alienante. Seria uma concorrência desleal. . o fisco pode ir diretamente no adquirente cobrar tributos vencidos. se A foi por exemplo para uma fazenda ficar dormindo na rede. Importante: Se o contrato não falar nada. depois de adquirido B não explorou a atividade. comprou e passou a morar no local. Transferido o estabelecimento. ou seja. constituindo cláusula do não restabelecimento. Ex: Dívidas Tributárias. não conseguindo deverá cobrar o adquirente. a responsabilidade do adquirente será subsidiária. o alienante não poderá voltar. 2. A transferiu estabelecimento para B. deixar de ser empresário. Cláusula do não restabelecimento: O alienante transferiu para B o restaurante. aqueles que freqüentavam o estabelecimento adquirido vão migrar para o novo estabelecimento. mas o contrato entre o alienante e o adquirente poder dispor de forma diferente.O credor trabalhista: No artigo 448 CLT. O adquirente que continuar a atividade. a responsabilidade do adquirente será subsidiária. Ele terá alguma responsabilidade pela dívida tributária? Não haverá responsabilidade. a freguesia. todo aquele mercado em potencial que o alienante já havia conseguido. Trespasse não tem haver com transferência de quotas.A questão é a seguinte: quando se adquire um estabelecimento empresarial. não poderá se restabelecer no local pelo prazo de cinco anos.49 1. E se B explorou a atividade? Dependerá do que A foi fazer. era um restaurante. o que se quer aproveitar do alienante é a clientela. Transferido estabelecimento existindo várias dívidas tributárias. como todos o conhecem. que poderá acionar tanto o adquirente quanto o alienante. não exerce mais atividade. estabelecer um período de dez anos. ou então virar empregado comum. Agora se o alienante montou por exemplo um salão de beleza ou outra atividade. foram cedidas quotas? Não. dois meses ou que não há vedação ao restabelecimento”.O credor tributário: Para as dívidas tributárias deverá ser analisado o artigo 133 CTN.

Uma boate em São João da Barra A passou para B. pergunta se caracterizaria concorrência desleal uma empresa concorrente de outra. pois pagou por um estabelecimento considerando o valor do contrato. Se o juiz entender que é. segundo a lei. Não há transferência.” Contrato na Relação de Trespasses: Transferido o estabelecimento. O terceiro no contrato de natureza não pessoal. Podem as partes ir a juízo para verificar se o motivo é uma justa causa. então o adquirente poderá entrar com uma ação de indenização contra o alienante. rescindi contrato. B pode montar outro na Usina? Pode. o terceiro pode não querer cumprir o contrato com o adquirente. Não estabeleceu um limite. A prática de oferecer produtos com valores bem inferiores com objetivo de lutar pela ruína de um concorrente caracteriza concorrência desleal. ou seja. Se for rescindido o contrato. o caso concreto deve ser analisado. mas ainda haviam vários contratos sendo cumpridos. deve ser analisado e caso concreto. vendeu para A. segundo o artigo 1148 do CC. . se não houver pode se restabelecer. Essa impugnação deverá ser feita no prazo de noventa dias. mesmo Estado. A questão será resolvida pelo princípio da razoabilidade. Importante: Deve ser analisado se haverá concorrência desleal. Rescindido o contrato. o adquirente acabou não se beneficiando apesar de ter pago por isso ao alienante. a contar da publicação da transferência do estabelecimento. se voltar para a mesma rua. passado o estabelecimento o locador não poderá fazer nada. só o alienante pode cumprir. mesmo bairro.50 Anteriormente a lei não tratava. se conseguir provar justa causa poderá rescindir o contrato. Ex: Um restaurante na Afonso Pena. a boate é no início da cidade. se mesma região. mesma cidade. mas o grande impasse estava no prazo. “Resposta a uma pergunta que não tratava da matéria. não há como ter outra. A pode montar outra no final da cidade? Como a cidade é muito pequena e mal dá para uma boate. Ex: Contrato de locação. tendo sempre como norte evitar a concorrência desleal. Mas mesmo no contrato de natureza não pessoal. mas a jurisprudência e a doutrina já tratavam de tal assunto dizendo que não poderia haver o restabelecimento. Pois não haverá concorrência desleal. OBS: A lei não solucionou o problema do voltar. Como é que fica o contrato? Os contratos ligados ao estabelecimento ficam segundo a lei divididos da seguinte maneira: De natureza pessoal e não pessoal: a) Personalíssimo – o adquirente não pode sub-rogar. lógico que sendo seguida à base do contrato só mudaram as partes. o adquirente terá prejuízo. não pagar tributos. b) Não personalíssimo – nestes contratos ocorrerá à sub-rogação.

só que a nova classificação tem um conceito mais amplo. Ex: Uma empresa pública A que 70% do capital está com a União e 30% do capital está com uma autarquia federal. OBS: Sempre. que tem que ser uma pessoa jurídica. É uma empresa pública? Importante: A princípio é uma Sociedade Economia Mista. No Brasil hoje a cooperativa tem um mínimo maior que dois para sua formação.51 SOCIEDADES EMPRESARIAIS: Teoria Geral do Direito Societário: Artigo 981 do CC e seguintes: O que é uma sociedade empresarial? Hoje temos a divisão de sociedades empresariais comerciais e sociedades simples. mas desde que no mesmo plano político. É unipessoal? Não. será uma teoria geral não serão aplicadas quando existirem regras especiais. será a da sociedade simples. Alguns autores citam como exemplo as empresas públicas. depois vem tratando das empresariais. onde existem duas hipóteses onde a sociedade pode ter um sócio: A unipessoalidade incidental ou temporária. pois para ser empresa pública o capital tem que estar 100% na mão do Estado. é uma exceção. Nem todas as empresas públicas se enquadram na unipessoalidade. Pois existem dois sócios. S/A subsidiária integral. Unipessoalidade Incidental ou Temporária: Quando a sociedade foi criada ela tinha mais de 1 (um) sócio. Toda sociedade deve ser formada por no mínimo dois sócios. ou só entes estaduais. . o professor não concorda e dá um exemplo em que não é apenas o Estado lato sensu o detentor de 100% do capital. Sociedades empresárias equivalem às antigas sociedades comerciais. É empresa pública? Sim. ou só entes municipais. que equivalem às antigas sociedades civis e tem o conceito mais restrito. mas por algum motivo superveniente ela veio a ter apenas um único sócio. Outro exemplo: Uma empresa que tem 60% do capital com a União e 40% está com o Estado do Rio de Janeiro. Original ou permanente – Quando desde a constituição só tem um sócio. artigo 251 da Lei 6404/76. necessita de no mínimo vinte sócios. Mas há também a regra da unipessoalidade. É uma empresa pública. Ex: A e B são sócios. Unipessoalidade permanente é uma S/A que só tem um acionista. eles brigaram e B exercitou o direito de retirada. No mesmo nível significa dizer: só entes federais. O novo Código Civil vem tratando das sociedades simples de forma bem detalhada. a regra base. Essa pessoa jurídica tem que ser brasileira.

52 A empresa tem que acabar? Não. o intuito persona e o affectio societis que são os aspectos preponderantes. Alguns livros arbitrariamente dizem que a sociedade simples é de pessoas. No artigo 206. Em contra partida. terá um prazo de 180 (cento e oitenta) dias para adquirir um número suficiente. Affectio Societatis é o sentimento de cooperação social. ele terá até a assembléia geral do ano seguinte para conseguir mais um acionista. letra d. a cooperativa. sociedade comandita simples. É se tornar sócio daquela pessoa por motivos de cunho pessoal. se continuar estará de forma irregular.Quanto ao Ingresso de terceiros: Uma sociedade de pessoas é a que leva em conta a figura dos sócios. os sócios irão cooperar entre si para explorar o objeto social. assim como a sociedade em nome coletivo. Já a sociedade anônima é de capital como a comandita por ações. apenas acontecerá com o consentimento dos sócios. cooperando para objeto social. Se chegar no ano seguinte e verificar que ainda só há um acionista. não haverá como desenvolver a atividade. neste caso a responsabilidade do acionista que era limitada passará a ser ilimitada. Se dentro do prazo for conseguido novo sócio. e durante esse período a sociedade terá um único sócio. Neste caso se em assembléia geral for verificada existência de um único acionista. A diferente é que são meros investidores e sem empreendedores. IV do CC – Se o fenômeno ocorrer em qualquer outra sociedade. Isto quer dizer que vai haver uma ligação entre sócios em razão das qualidades subjetivas de cada um (intuito persona). e a LTDA é de natureza híbrida vai depender do caso concreto. a partir do momento que vier a ter um número menor do que a lei determina. ou seja. se não conseguir passará a ser irregular e deve ser extinguida. se não conseguir tem que extinguir a sociedade e se quiser exercer a atividade deve fazê-la de forma individual. Se não tiver o affectio societatis em uma sociedade de pessoas. qualquer um pode comprar uma ação. inciso I. A lei dá um prazo para conseguir um novo sócio. a em conta de participação. 1. Quando há affectio societatis. Existem duas previsões na lei de SA. a atividade continuará normalmente. Ex: Vale do Rio Doce. a lei dará outra solução. Outra previsão de unipessoalidade para sociedade por ações é o artigo 1033. Importante: Da mesma forma tendo affectio societatis. para haver mudança dos sócios é necessário consentimento dos demais. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES: A distinção entre sociedade de pessoas e de capital é a mais importante classificação é a que é cobrada em provas. Devido a essa ligação será que o sócio pode vender sua parte sem comunicar aos demais? Não é livre o ingresso de terceiros. Nada mais . a única coisa que interessa é a capacidade contributiva. é uma sociedade puramente de capital. a companhia deverá ser dissolvida. temos a sociedade de capital onde pouco importa quem é o sócio.

(Em prova. Regra.53 equivocado.A comandita simples. independentemente da aquiescência dos demais. aplica-se a lei de S/A e não de sociedade simples.Comandita por ações. 2. se não dissesse nada seria de pessoas.A em nome coletivo. regra de hermenêutica dos contratos. pois nós temos as regras para as limitada que vão do artigo 1052 ao 1087 do novo CC. deve procurar a regra subsidiária. Mas no caso concreto o contrato social pode preferir a subsidiária lei de S/A. OBS: A Natureza Jurídica é pela regra. está disposto que a esta sociedade aplicam supletivamente as regras da Lei de S/A. não necessitando da aquiescência dos demais. Existe outra possibilidade de interpretação. O contrato social não fala nada sobre vender as cotas para terceiro.Sociedade Anônima ( S/A). Este artigo diz que o sócio pode vender sua parte para quem já é sócio. Vai poder vender para terceiro quando conseguir autorização de sócios que representem ¾ do capital social. ela é de pessoas ou de capital? Deve ser analisado o artigo 1057 do novo CC. só quando contrato social prevê. Em regra serão sociedades de capital: 1. porque é de sua importância. 3. Essa sociedade comandita simples será de capital. colocar as duas. e escolher uma como posição. é uma sociedade de pessoas. no artigo vem dizendo. Existe uma regra onde. Parágrafo Único – Se o capital das LTDA for omisso. serão sociedades de pessoas: 1. mas o contrato social pode dispor de modo diferente. será aplicada a regra da sociedade simples. se os sócios colocam no Contrato Social: a esta sociedade serão aplicadas supletivamente às regras de S/A. porque no contrato social da sociedade comandita simples pode estipular o seguinte: Os sócios podem alienar sua parte para terceiros independentemente do consentimento dos demais. O artigo que vai cair na prova além do artigo 966 é o artigo 1053. então a sociedade LTDA em regra vai ser de pessoas. . se não falar nada que deve ter autorização de ¾. mas se nesse mesmo contrato. se o contrato social não falar nada. essa interpretação busca a real vontade dos contratantes. Se o contrato social não falar nada. Em prova objetiva deve ser escolhida a forma literal). os sócios querem fazer parte de uma sociedade de pessoa ou de capital? De capital. salvo disposição em contrário que será para todas e não apenas para a LTDA. no final.A simples. Fábio Ulhoa Coelho neste ponto foi preciso. O problema maior está na sociedade limitada. a solução conforme este artigo está no capital das sociedades simples. 2. pelo novo Código Civil conforme descrito. 4.A em conta de participação. o Prof. O artigo 1053 do CC fala o seguinte: Se quiser procurar um caso para sociedade LTDA e não encontrar nesse artigo.

Aquelas que eram reguladas pelo código comercial. Ele não poderia ter dívida. nós já trabalhamos nele. ele pode receber o crédito na ação integral. poderia exercer no seu lugar? Não. as ações apenas do menor precisariam estar integralizadas. não pode um garoto de três anos de idade sentar-se na mesa da presidência para presidir uma reunião de diretoria. Já disse que o estudo sobre se um menor poderá ou não ser empresário. se não estiverem integralizadas na verdade vai dar uma dívida para ele (. mesmo porque. Aquele artigo complicado.54 6 ª Aula . autorização judicial. aquele artigo que nós discutimos aqui. E o pai dele poderia? Poderia fazer o seguinte: “Exercer a administração não em nome do menor. mas ele dizia o seguinte: “O menor não pode ser sócio.14/06/2003 Menor Sócio: Vamos começar a falar sobre o menor sócio. na antiga capital e indústria e na sociedade em conta de participação.. poderia exercer a administração em nome próprio”. implicitamente. E o menor. E aí. Esta função. o 974 do NCC. da comandita simples.. 2º requisito . o menor não poderia ser sócio por força do artigo 308 do código comercial. ou seja. Então ele poderia ser acionista? Poderia. O menor não pode contrair obrigações. ele não poderia exercer cargo de administração. iria votar em nome do menor. o menor pode ser sócio? O artigo 308 do Código Comercial. Isto está previsto no artigo 974 do novo CC. Mas agora eu não vou perguntar se um menor pode ser empresário. poderia ser sócio de uma LTDA? Poderia ser sócio de uma S/A? O STF pacificou entendimento de que o menor poderia ser acionista sim. isto é óbvio. aquele artigo 974. se o menor pode ser sócio. Iria votar em quem? Qual candidato? . ele não poderia ter cargo de administração. você estaria dando uma dívida para o menor. Esse era o 1º requisito. Eu vou perguntar apenas agora. O que ele iria pegar? Ele iria pegar as ações do menor. desde que as ações que ele fosse titularizar estivessem completamente integralizadas. O menor não poderia ser sócio antigamente das sociedades reguladas no código comercial.) você tem que dar já as ações completamente integralizadas. porque do contrário. Porque isso? Você vai dar um lote de ações para o menor. antes do novo CC tinha o artigo 308 do código comercial que proibia o menor de ser sócio da sociedade em nome coletivo. sócio não é empresário. Eu vou perguntar se um menor pode ser sócio. de jeito nenhum. que era um dos artigos mais difíceis de compreender. desde que cumpridos três requisitos para o menor ser acionista: 1º requisito – Para o menor ser acionista é que as ações que ele iria titularizar estivessem completamente integralizadas. Evidente.É que o menor não exercesse cargo de administração. que o pai dele exerce. que foi revogado.

como de fato exerce. É o pai. ou seja. e na S/A não. utiliza as ações do menor para votar nele mesmo. Essa é a posição amplamente dominante. passa para outra. em nome próprio. Poderia o menor então ser sócio de uma sociedade LTDA? Já vimos que não poderia ser sócio das sociedades previstas no código comercial. vota nele e aí ele é o diretor. o examinador disse: não precisa nem responder. Aí iria votar nele. na prática. eu sou o menor. aí eu falei: “O STF e o Fran Martins entendem”.55 Nele. basta utilizar as ações do filho. Então o menor tem que estar representado ou assistido na forma da lei. ele vota assistido pelo seu assistente. pelas suas ações. a minha quota está integralizada. pacífico em sede jurisprudencial e doutrinária. Vou votar para o conselheiro. poderia ser sócio? Foi até objeto de uma prova da Defensoria Pública no ano passado. existe solidariedade entre acionistas? Não. Estes são os três requisitos. Já vimos que ele poderia ser sócio de uma S/A. ser acionista. porque não precisa ser diretor de uma companhia. O que isto quer dizer? Convocação de acionistas para deliberar em assembléia geral. Mas ele iria exercer em nome do menor? Não. Então para o menor entrar nesta sociedade. foi objeto da minha prova oral do Ministério Público. Por isso que na LTDA. Todos por quê? Porque existe a solidariedade. iria exercer. é que sim. uma das últimas perguntas. Poderia o menor ser sócio de uma LTDA? Bom. Cada um só responde pela sua parte. Quais são os três requisitos? 1º requisito – Que todo capital da sociedade esteja integralizado. que é o candidato. para responder por aquilo que elas não integralizaram.É que o menor esteja assistido ou representado na forma da lei. 3º requisito . todo capital tem que ser integralizado para o menor entrar. nem indiretamente. “Como professor? Porque na S/A só as ações dele devem estar integradas e na LTDA todo capital tem que estar integralizado? Porque isto? ” Porque na LTDA os sócios respondem de forma solidária. aí ganha e o pai vai representá-lo? Não. e prestigiado dentre outros pelo Fran Martins. Então o menor não pode exercer cargo de administração. não é nada disso. E na S/A. “fiscal tal” impossível! Quem que vai votar em nome dele? O seu representante legal ou se ele for relativamente incapaz. todos os sócios tem que ter integralizado sua quota. Ele queria . Ele iria exercer a administração. Não adianta nada numa sociedade formada aqui por nós seis. na S/A só as ações dele. O menor vai ser candidato. O menor de três anos vai votar? Não. E se a quota delas três ali não estiver? Porque como a responsabilidade é solidária. o credor pode acionar qualquer um dos sócios. desde que preenchidos os três requisitos. o entendimento pacificado em sede do STF. nem mesmo através de seus representantes. E de uma LTDA.

Por isso eu entrei.00 de cada um. qualquer sócio pode ser acionado. inclusive o menor. porque desconsideração só abrange quem age com fraude. o Requião concluiu o seguinte: “O menor não pode ser sócio de uma LTDA.000. Eu acho que o erro dele foi só aí. mas no final. por maioria ficou resolvido que o capital vai ser aumentado para R$600. Eu só acho que o Requião errou aí no final. todo mundo tem que integralizar imediatamente à ação. ele está quase sozinho.000. “não esqueçam da tese do Requião”. eles queriam o minoritário. Então sempre haverá risco para o patrimônio particular do menor em razão da solidariedade.000.00.000. O Requião é sempre Requião.00.00. aí eu o menor. Para o professor Rubens Requião. os R$ 100. Quanto está integralizado? R$400. E ele pode exercer cargo de administração? Um dos fundamentos é este. Ele deveria dizer o seguinte: se existe um menor em uma LTDA. Na prova da Defensoria. eu sou o menor.00. . Mas o Requião entende o seguinte: “Sempre o menor vai ser responsabilizado.00.00. este era o gabarito da prova lá da Defensoria. do capital estão lá. Porque os sócios são responsáveis apenas pela integralização do capital social. mas concluir que para aumentar o capital social que uma sociedade LTDA. acabou. ou seja. eu avisei. Ele está sozinho não.00.00. pimba. o menor vai ficar com risco para o seu patrimônio particular. Que ele participe. 20. vocês integralizaram R$20. 3º requisito – Estar assistido ou representado na forma da lei. mas elas duas não integralizaram o capital social que agora é de R$600. 2º requisito – Os mesmos da S/A. porque aí que não ficaria com nenhum risco no seu patrimônio particular.000.000. 20. agora mais R$100. sobretudo em um eventual aumento de capital social e a partir deste entendimento. Então o Requião caiu na prova da Defensoria e o gabarito era a tese do Requião. ela deu os R$20. o menor não pode ser sócio de uma LTDA. o menor tem algum risco pessoal? Têm ou não têm? Em princípio não. não exercer cargo de administração e gerência. e com estes R$200. um dos requisitos da LTDA. Ela fez a mesma coisa.000. porque sempre perde o patrimônio particular dele”. ou seja. mas o gabarito da prova era a posição dele. mais R$100. disseram: você é louco! Fica pensando no Requião que é minoritário? Não. A possibilidade da aplicação da desconsideração não geraria risco para o menor? Não. Então. Porque o menor não pode ser sócio de uma LTDA? Qual o raciocínio do Requião? Se tiver todo capital integralizado. estão descobertos R$200. Porque se não fizer isto.000. Não que o menor não possa participar.000. Imaginem o seguinte: Essa sociedade tem capital de R$ 100. a outra também fez a mesma coisa. todo mundo integralizou. integralizei meus R$100. 20. eventual aumento de capital social deve ser imediatamente integralizado. E quando eu falei no STF e o Fran Martins.00. eles não queriam a majoritária. acho que ele errou.000. dei 20.00. A fundamentação está perfeita. acabou. Depois que integralizou. Lá na prova da Defensoria foi diferente. e havia na época.00. finalizou.000. vai ficar com risco para o seu patrimônio particular”.56 saber se eu sabia se a posição do STF era majoritária.000.

todo patrimônio. disse o seguinte: “O artigo 308 do Código Comercial não foi reiterado pelo o novo CC. Tudo isso para preservar o patrimônio do incapaz. e não mudou nada para a S/A. Qualquer sociedade? Mas isto seria um absurdo! Por que um absurdo? Para ser acionista ou para ser cotista. Olha que absurdo! Tício morreu. Vão em cima de quem? Dos sócios. e a comandita simples. A responsabilidade na sociedade em nome coletivo é o quê? Limitada ou Ilimitada? Ilimitada. Aí ficou maior ainda. Quem ficou? O menor que vai ter que pagar uma dívida enorme. Aí os credores vão em cima desta sociedade e não conseguem receber. e deixou tudo o que ele tinha para o Caio. Não traz nenhuma proibição. Para participar destas outras sociedades. em nome coletivo. trata de menor empresário. Tem vários sócios. e ainda vai atingir o patrimônio que ele tinha. para ele ser empresário individual.57 O que é necessário para o menor na S/A? Não há problema nenhum. Quer dizer. E o quê que eu venho entendendo? Importante: Eu venho entendendo o seguinte: “Que embora não haja nenhuma proibição expressa. uma verdadeira devassa no patrimônio do incapaz. a em nome coletivo. artigo 974 do novo CC. então. então. tem algum problema? Só no caso da LTDA. O empresário individual tem responsabilidade o quê? Ilimitada. entre as coisas que o Tício deixou. o menor tem que ter autorização judicial. não vai ter requisito nenhum. O professor Fábio Ulhoa. aí o menor passou a ser sócio da sociedade em nome coletivo. na esteira do raciocínio desenvolvido pelo artigo 974 do novo CC. Analógica. Salvo se tiver autorização judicial”. ele nunca viu aquilo na vida. porque o artigo 974 não trata de menor sócio. Um monte de pilantras. tem um monte de requisitos e a responsabilidade deles lá na LTDA e na S/A é responsabilidade limitada. há quem sustente tese contrária que para participar de uma sociedade com a responsabilidade ilimitada. Então para muitos. eu entendo que o menor não pode ser sócio em nenhuma sociedade em que ele venha ter responsabilidade ilimitada. o artigo 308 do código comercial não persiste no novo CC. também tem que ter a mesma autorização judicial. Os sócios malandros fugiram. porque se tiver aumento de capital social na S/A. porque eu posso permitir. ou seja. vai ser atingido o patrimônio que ele recebeu de herança. Então toda vez que ele for sócio com responsabilidade ilimitada. hoje o menor pode participar de qualquer sociedade. E com o novo CC. diante da revogação do código comercial. que um menor seja sócio de uma sociedade em nome coletivo. que já tinha um patrimônio enorme. em princípio o menor pode ser sócio . Para ser empresário individual tem que ter autorização judicial. quer dizer. como é que ficamos? Não mudou nada para as LTDA. menor de sete anos. porque na LTDA eles têm a responsabilidade solidária. Aplicando analogicamente qual artigo? O artigo 974 do novo CC. que deram o maior golpe no mercado. de forma ilimitada. comandita simples. Por quê tem que ter? Porque a responsabilidade lá é ilimitada. que a responsabilidade é ilimitada. foram as quotas de uma sociedade em nome coletivo. mas. Então. antigamente tinha a proibição do artigo 308 do código comercial. seria um contra-senso. aplicação analógica. Mas o quê aconteceu com este artigo? Foi revogado? O novo CC traz alguma proibição?Não. por aplicação analógica do artigo 974 do novo CC.

58 de qualquer sociedade.000. com capital social de R$20. Então ele diz que só vamos conhecer na prática. É a única distinção do meu fundamento para o fundamento dele. Existe o artigo 974 só para isto. o credor pode acionar apenas a meação do casamento ou pode acionar todo o patrimônio do casal? Pode acionar todo o patrimônio do casal.000. Então eu não posso dizer se ele concorda ou se não concorda. mas concordei com ele nesta. trabalhando em sociedade com a esposa. Olha só. a lei civil já diz que eu sou sócio dela de todo meu patrimônio. mas aplica este artigo para o menor sócio de forma analógica. CÔNJUGES SÓCIOS: Marido e mulher podem ser sócios? Não. O marido não pode ser sócio da esposa em nenhum tipo de sociedade se casado pelo regime de comunhão universal ou de separação legal de bens. é que para ele você não aplica analogicamente o artigo 974. O Amador tem algumas posições meio escabrosas. porque a lei civil já diz que eu sou sócio de minha esposa de todo meu patrimônio. É um verdadeiro contra-senso.000. porque a atividade do marido é em benefício da família (estatuto da mulher casada. Olha que malandragem! Eu sozinho arrisco tudo (todo patrimônio do casal).00. Quem está falando hoje em dia não está aprofundando. mas eu sou um cara moderno e não quero deixar minha mulher em casa e vamos trabalhar juntos formando uma sociedade LTDA. posso limitar a responsabilidade. Eu agindo sozinho eu arrisco todo o patrimônio do casal. a única coisa que difere do que eu estou falando. se eu sou casado com ela pelo regime de comunhão universal. Como é que eu vou agora dizer que sou sócio dela só de um pouquinho? . o outro tem que ficar em casa cuidando dos filhos”. agora. Parou aí. entendimento da jurisprudência do STF e STJ). Eu não posso querer limitar isso. O Amador Paes de Almeida manda aplicar analogicamente o artigo 974 do NCC. Por hora. ele não aprofunda a questão. porque eu sou sócio de minha esposa de tudo. existe sociedade em nome coletivo hoje? Existe sociedade comandita simples hoje? Não tem. Se por acaso.00. O marido que é empresário individual e tem responsabilidade ilimitada. É aquela imposta por lei. Mesmo porquê. OBS: Separação legal de bens não é aquela separação de pacto antenupcial. O Amador erra na aplicação do artigo 974. eu entendo que tem autor judicial aplicando a analógica. Então toda vez que for ter responsabilidade ilimitada.00 e o patrimônio do casal é de R$500. E porque isso? Na comunhão universal. eu perderei R$20. jurisprudência a gente nunca vai ver. essa sociedade der errado. posso arriscar apenas parte do patrimônio. Eles não podem ser sócios quando estiverem casados pelo regime de comunhão universal ou separação legal de bens. O artigo 974 é para o menor empresário. Eu digo que não. Na doutrina eles ainda não tesceram a este detalhe. Se o marido contrai um monte de dívidas na prática da sua atividade. então o que acontece: “um dos dois tem que trabalhar. porque a responsabilidade é de sociedade e não dos sócios. podem ser sócios os casados pela comunhão parcial de bens? Pode os casados pela separação contratual? Pode.

se apaixona perdidamente por Pedro de 21 anos de idade. Eles se casam e Pedro se vira para a esposa e diz que vai montar uma sociedade de fundo de quintal de capital social de R$10. Qual é a ratio legis da separação legal? A separação legal é diametralmente oposta. mas pode ser sócio na vida empresarial. pode casar. convidando para comparecer ao escritório para tratar da “Dissolução de Sociedade Empresarial”.59 Então. mas a mulher era sócia. As situações consolidadas podem sofrer alguma influência pela nova regra do novo CC? Não. Essa é a ratio legis da comunhão universal. a partir desse entendimento. Vão ter que dissolver a sociedade? Tem muito marido malandro que está louco para se livrar da mulher. Ele começa a convencê-la a transferir parte do patrimônio dela para a sociedade. etc. ela recebeu uma carta dele dizendo que não queria nada que fosse dela e sim. imposta. etc. o relacionamento terminou e ela disse para ele sair somente com a roupa do corpo. Nessa sociedade que eles montaram. XXXVI. respeitando as situações já consolidadas (direito adquirido. Nesse caso. Nós estamos tratando de um ato jurídico perfeito. É o dever mais importante de todos os sócios. Mas a lei proíbe o amor? Não. tributação. Ele comprou uma franquia da Mormay. ou seja. Agora o legislador colocou o impedimento na lei. tudo que era dele. surfista e marombeiro. viúva há quinze anos. burlaram o regime legal de casamento que o da separação legal.000. Com o tempo. já é sócio de tudo. mas a lei não é trouxa. coisa julgada). para trabalhar com pranchas de surf. Juntamente ia uma carta do escritório de advocacia. ato jurídico perfeito. ele usou a lei comercial para burlar a lei civil. A lei civil falou que eles não podem ser sócios. ou seja. Ela se interessou em transferir parte de seu patrimônio para a sociedade por ter muitos benefícios tributários como imposto de renda. mas casa pelo regime da separação legal. pois na época que o contrato foi celebrado estava de acordo com a lei. querendo que transfira os bens para o nome de um filho. E as sociedades que já existem nessa situação? Diz o novo CC que os empresários tem que adaptar as novas regras no prazo de um ano. Diz a doutrina: “Dever primordial dos sócios e contribuir para a formação do capital social. É história. Não pode ser sócio na vida civil. OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS: Uma obrigação que eu acho interessante é a obrigação do sócio de participar da formação do capital social. participar da integralização do capital social. 50% das quotas pertencem a ele e por conseqüência. a jurisprudência vinha admitindo a aplicação da Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. outro sócio. não é sócio só de um pouquinho. precedente do TJ/SP. Ela é milionária e ele não tem onde cair morto”. artigo 5º. 50% das quotas dele e 50% das quotas dela. Imaginemos o seguinte: “Temos uma senhora com 69 anos de idade. O novo CC tem que ser aplicado. carente e cheia de amor para dar. mas tem que respeitar a CF/88. dissolvida à sociedade. ato jurídico perfeito. então não há que se falar em modificação da sociedade. . integralizando a sua parte”.00. é balela. Ela já tinha transferido 80% de seu patrimônio para a sociedade e com a separação ele conseguiu levar boa parte do patrimônio da viúva carente. Se é casado pelo regime de comunhão universal de bens. então ele não queria separar para não perder metade das quotas. Alguns dias depois. aí hoje alguns maridos malandros falando para a mulher que a lei proíbe a sociedade de cônjuges. 50% do patrimônio líquido da sociedade é dele.

sendo um o comanditado com responsabilidade ilimitada.60 Vamos montar uma sociedade de quatro pessoas com R$25. Como é que a lei prevê essa contribuição? Só em dinheiro? Não. Então pode surgir o 1º entendimento de que o sócio de serviço é incompatível com as sociedades em nome coletivo. na comandita simples e na sociedade em conta de participação também é possível o sócio de serviço. Então a mensagem do legislador é no sentido de que é possível sócio de serviço nessas três sociedades. quando o legislador não quis o sócio de serviço ele foi expresso.00 de cada um a sociedade não tem como gerenciar suas atividades. . É claro que quando a sociedade for cobrar da devedora. Se os capítulos dessas sociedades forem omissas. Quando o legislador quis proibir. (Endossar uma nota promissória no valor da quota-parte). Só tem na sociedade simples e como não tem previsão. Ele colocou essa proibição na sociedade em nome coletivo. pois estes têm que ser avaliados.00 de cada um. contribuindo com bens etc. Que lá vem dizendo: “Na sociedade de comandita simples tem dois sócios. Você pode contribuir para a formação do capital social em 1º dinheiro em 2º bens economicamente apreciáveis. em princípio essa seria até incompatível com essas outras sociedades. Ainda mandou aplicar subsidiariamente as regras da sociedade simples.000. O sócio de serviço é incompatível. que são sociedades que tem sócios de serviço. Sem essa integralização de capital. O sócio de serviço está previsto na sociedade simples. Quando o legislador quis proibir. se esta não pagar. proibindo. afirmando que não pode o sócio entrar somente com serviço. na sociedade comandita simples. o sócio que endossou a nota promissória vai ter que pagar e 4º através de serviços (antigo sócio de indústria. dos R$25. ou seja. comandita simples e em conta de participação. na sociedade em conta de participação? Não. menos a LTDA que ele foi expresso. bens ou créditos. Onde é que entra o sócio de serviço? Não entra. Mas o entendimento que deve prevalescer é o segundo.000. Tem que entrar com dinheiro. Então. E não é possível sócio de serviço na sociedade LTDA. ou seja. Aparentemente é incompatível. Quando? Lá na sociedade LTDA. da sociedade capital-indústria que é aquele que contribui apenas com o seu trabalho). OBS: Até aí tudo bem. ele foi expresso no artigo 1055 do novo CC. porém eu tenho que fazer uma observação porque não é possível sócio de serviço na sociedade S/A. tais entendimentos podem surgir: 1º) Não tem previsão de sócios de serviço para nenhuma dessas sociedades. Por quê? Porque quando dentre as sociedades reguladas pelo novo CC. ele proibiu (artigo 1055 do novo CC) em todas as sociedades. na sociedade simples está expresso que pode e por aplicação subsidiária na sociedade em nome coletivo. pode ser através de 3º créditos. porque ela é tratada por lei especial e não tem previsão lá. Quando ele não quis o sócio de serviço ele foi expresso. você aplica o capítulo das sociedades simples. É possível o sócio de serviço nas outras sociedades? Em nome coletivo? Comandita simples? Em conta de participação? Importante: O novo CC estabeleceu as regras da sociedade simples como uma regra geral e a partir daí tratou das demais sociedades. e o comanditário com responsabilidade ilimitada a integralização de suas quotas”. por força do artigo 1055 do novo CC. 2º) É possível ter sócio de serviço nessas três sociedades.

ele pode ser privado dos lucros e até mesmo ser excluído da sociedade. Então. ele é devedor.00 de capital social. sociais.00 dos R$20.000. A sociedade pode excluir o sócio remisso. Então ao invés de admitir como empregado. é chamado de sócio remisso (não cumpriu com sua principal obrigação). Além de executar. juros compensatórios. só que não precisaria pagar 13º salário. OBS: A sociedade pode executar não só o valor que o sócio ficou de integralizar. etc. mas também a multa se prevista no contexto. a lei fala que a sociedade pode optar por dois outros caminhos.00.000. Esse sócio é logo xingado.000. ia ter um lucro tal por mês. porque o sócio de serviço vai receber muito dinheiro. etc. porque agora o sócio de serviço que entra na sociedade. Era o seguinte: Temos uma sociedade de arquitetura e temos que contratar um mega engenheiro para trabalhar por dois anos em um empreendimento. Hoje essa não é mais possível. se não tiver executado o crédito.000. Porém. Ele só pode trabalhar em outra coisa se tiver expressamente autorização do contrato social. nesse caso pode reduzir a participação dele com diminuição do capital social. Do não cumprimento da integralização do capital social: Diz a lei que o sócio de serviço tem que dar exclusividade.000. se a mora dela causou um prejuízo. a primeira opção é executar o sócio que não integralizou o capital social. admitiu como sócio. Mas fica muito caro contratar esse engenheiro tendo que pagar os encargos trabalhistas. .000. ou seja. se o sócio não pagou. Nesse caso não é viável. Se o contrato social não disser nada. vai receber a média do que todos os outros sócios recebem.00.São eles: 1º caminho – Ex: R$100. daí se a sociedade tivesse entrado iria vencer. Ele ia receber a mesma quantia por mês. se o sócio remisso A integralizou somente R$10. Sócio A não integralizou seus R$20. Ex: A sociedade contava com o dinheiro para participar de uma licitação que não teve nem vencedor. O quê vai acontecer com o capital social da sociedade que era de R$100.61 Por que na prática não vai haver sócio de serviço? O sócio de serviço ocorria antigamente para socorrer a lei trabalhista e previdenciária. e sim. Se o sócio de serviço não der exclusividade.00? Vai reduzir para R$80. pode pedir lucros cessantes. Além dessas opções.00 que deveria. juros moratórios. porque o contrato social é considerado título executivo extrajudicial. ele não vai receber quando o contrato disser. a lei também permite que se proponha uma ação de conhecimento pedindo até uma indenização. Conseqüência para o sócio que não integralizou o capital social: A sociedade pelo artigo 1004 do novo CC. o sócio de serviço não pode trabalhar em outra coisa. não sendo interessante para os outros sócios. A sociedade vai cobrar através de uma ação de execução.

número e grau. 3ª conseqüência – Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação no montante integralizado sem reflexo no capital-social. ela só integralizou R$17. abatidos a multa contratual. os outros sócios podem preferir a exclusão dele. A palavra é para ser cumprida. pois só serve R$20. ela não pode decidir que não quer mais ficar como sócia.00 de cada sócio. OBS: Na sociedade LTDA o sócio que não integralizar na sociedade.000. porque acordou de mau humor? . ou integraliza tudo ou nada. Maria pode sair antes de maio de 2004.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação np montante integralizado com reflexo no capital social.00.00. formada por cinco pessoas. conforme o artigo 1058 do novo CC: Os R$17. esta sociedade tem validade até maio de 2004. tanto é que nós temos a previsão do artigo 1029 do novo CC. Olha o que diz o artigo 1029 do novo CC que é a regra geral: Se essa sociedade for por prazo determinado. para variar tem uma regra especial para as sociedades LTDA. Olha a opção que é dada na sociedade LTDA e eu concordo em gênero.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser executada. além dessa possibilidade. as despesas com alteração de contrato e essa exclusão pode ser com ou sem diminuição do capital social. olha o entendimento que é possível na sociedade LTDA. mas sem reduzir o capital social. Maria acordou de mau humor e disse que não queria ser mais sócia e que queria sair. os juros contratuais. quando a integralização for parcial. a sua participação vai ser de 10.000.000. há também as outras opções estudadas anteriores. Maria não falou que ia ser sócia? Falou. Bianca será excluída.62 2º caminho – Excluir o sócio remisso ou reduz sua participação no montante integralizado.000.00. Importante: Bom.000. basta que a parte dela seja integralizada por um sócio ou por outra pessoa. 2ª conseqüência . mas na sociedade LTDA. Os demais sócios tem que concordar com ela? Tem que permitir a saída dela? Para o direito empresarial não podem. Na sociedade LTDA. Então na sociedade LTDA só tem uma opção. Se ela contratou com a sociedade. ou seja. DIREITO DE RETIRADA: Um exemplo: Uma sociedade em nome coletivo. Resumindo: 1ª conseqüência . Bianca não integralizou seus R$20. só se integralizou 10 em vez de 20. que era de 100 e caiu para 90.00. Como é que faz isso? Os demais sócios ficam com a parte não integralizada ou até mesmo um terceiro e aí o capital social permanece íntegro. O dinheiro que Bianca integralizou será devolvido. pode ser excluído pelos demais sócios. por exemplo. Ex: Vamos montar uma sociedade de cinco pessoas com capital de R$20. decisão esta em assembléia ou reunião.

O que seria quebra de Affectio Societatis o fato de Maria ter saído na ignorância com outro sócio. porque se fosse por prazo determinado. Se não tiver alteração no contrato e um sócio está doido para sair da sociedade LTDA e essa sociedade é por prazo indeterminado. mas sim para provar que notificou com antecedência de 60 dias. A pessoa quando não mais quer permanecer sócia na sociedade. não para provar justa causa. ou seja. ela tem que provar justa causa. a regra do artigo 1029 do novo CC. o legislador nem precisava ter colocado transformação. O artigo 1077 fala que o sócio pode se retirar toda vez que ele não concordar com alteração contratual. a lei criou um mecanismo para proteger os interesses da sociedade e dos demais sócios. E se notificar com prazo de antecedência de 60 dias e os outros sócios mesmo assim não quiserem liberá-lo? O sócio vai ter que entrar com uma ação. fusão e incorporação. ela vai poder exercer o direito de retirada. como justa causa. ele poderia sair na hora de prorrogação. dará justa causa. porque os outros sócios não concordaram. o sócio não precisa alegar nada. você pode aplicar as regras da sociedade e no que se refere ao direito de retirado o capítulo dos LTDA não foi omisso. se for sociedade por prazo determinado.63 Maria só vai sair se os outros sócios permitirem ou se ela conseguir provar judicialmente. porque havia alteração do contrato. Também temos uma regra especial para a sociedade LTDA. ao final desse prazo. desde que notifique com antecedência de 60 dias. o senhor está errado! Está escrito aí é se ele não concordar com uma fusão. A quebra do Affectio Societatis (sentimento de cooperação) é causa para o exercício do direito de retirada (artigo 1029 do novo CC). Na sociedade por prazo indeterminado. Nesse caso. Qual é o artigo que eu falei para vocês que vai cair na prova? É o artigo 1053 do novo CC (temos que decorar até a vírgula deste artigo). porque transformação gera mudança de contrato? Fusão gera mudança de contrato? Incorporação gera mudança de contrato? Gera. Na sociedade por prazo indeterminado. o legislador abstrai. OBS: A jurisprudência considera quebra de Affectio Societatis. Isso se for sociedade por prazo indeterminado. o sócio vai ficar até quando nessa sociedade? Até o resto da vida? Não. ele poderá exercer o direito de retirada. qualquer alteração no contrato. Choveu no molhado! O quê o artigo 1077 do novo CC fala? Fala que o sócio pode toda vez que não concordar com uma alteração do contrato. Não fala em sociedade por prazo determinado e por prazo indeterminado. mas desde que notifique com antecedência de 60 dias. aí diz a Constituição que ninguém pode ficar preso a ninguém para eternidade. regra especial. Existe alguma cooperação entre eles? Sim. Não é porque ela não esta mais afim. Importante: O sócio pode sair da sociedade por prazo indeterminado. o sócio vai ter que cumprir ou alegar justa causa. O legislador falou demais. por questão até de família e não quer ver o outro nem pintado a ouro. Então se o sócio não concordar com qualquer coisa. . e aqui peço a atenção de vocês. O que diz o direito de retirada para a sociedade LTDA? O direito de retirada para a sociedade LTDA está no artigo 1077 do novo CC. com uma incorporação ou com uma transformação. daí. o prazo de 60 dias para notificação vale para o artigo 1077? O quê o artigo 1053 do novo CC fala? Quando o capítulo dos LTDA for omisso. Ah! Professor. Sendo por prazo indeterminado. pode ser aplicado ao artigo 1077.

E como não tratou das outras hipóteses.64 porque tem o artigo 1077. e eu vou mais além. é um direito material. Ele só tratou do direito de retirada quando ocorrer divergência na alteração do contrato social. é a outra causa prevista em lei para as LTDA? O artigo 1077 do novo CC. Eu falei da hipótese do sócio que quer sair. Tudo isso é novidade. você vai concluir que o artigo 1029 pode ser aplicado nas sociedades LTDA. os sócios diriam que não querem o capítulo das sociedades simples O artigo 1029 do novo CC. só é possível expulsar judicialmente. desde que essa ação seja aprovada pela maioria dos sócios. a gente até passa pelo artigo 1053. Mudou tudo completamente. como por outro. só quis tratar do direito de retirada nas questões relativas a divergência da alteração do contrato social. agora eu vou falar da hipótese em que os outros sócios querem colocá-lo para fora. Só não seria aplicado em uma hipótese. que eu não vou tratar com vocês. Sobre esse assunto Rubens Requião não pode mais ser lido. O entendimento amplo e majoritário é que o direito de retirada. OBS: O artigo 1077 do novo CC é exemplificativo porque não limita o direito de retirada nessas hipóteses. só não será aplicado à sociedade LTDA se no contrato social mandar aplicar a lei de S/A. porque o artigo 1077 é exemplificativo. Então o capítulo dos LTDA. aplica-se o artigo 1029 do novo CC. porque ele é aplicado independentemente de outra previsão legal. analisando literalmente o artigo 1029. Além dessa hipótese. Ele vem falando: “O sócio pode exercer o direito de retirada. Você não vai ter que passar necessariamente pelo crivo do artigo1053. ou seja. . Fora disso. o sócio pode exercer direito de retirada”. o capítulo dos LTDA. foi omisso em relação ao direito de retirada. conforme o parágrafo único do artigo 1053. como é um direito. O artigo 1029 é aplicado além dos outros previstos em lei civil. você aplica o artigo 1029 à sociedade LTDA. mas se o examinador não gostar desse raciocínio. Faz a panelinha dos sócios remanescentes e vamos votar para ver se pode ou não propor a ação para provar judicialmente a justa causa. Ele tratou da outra hipóteses de direito de retirada? Não tratou. É possível a expulsão do sócio? Já vimos que é possível a expulsão do sócio quando ele é chamado de sócio remisso. quando ele integraliza direitinho. Tanto por um lado. O artigo 1029 traz em sua redação: “além dos outras causas previstas em lei e no contrato. aliás. Nesse caso. ele não pode ser é restringido. ele pode ser aplicado. ou somente nesses casos? Não. Então seja passando pelo artigo 1053. porque é só ler. porque o capítulo dos LTDA não tratou de todo instituto do direito de retirada. E na S/A tem direito de retirada? Tem e está no artigo 137 da lei de S/A. sempre vai ser aplicado para a sociedade LTDA. Então o artigo 1029 do novo CC. pode jogar no lixo. ou seja. Tem lá que o sócio só poderá exercer o direito de retirada. você aplica o artigo 1029 do novo CC. O artigo 1030 do NCC diz: não é possível expulsar um sócio extrajudicialmente. quem tiver livro velho sobre esse tema. claro que não pode contar o sócio que se pretende excluir. os outros sócios podem colocá-lo para fora? É possível expulsar o sócio? Regra do artigo 1030 do NCC. Qual a hipótese? Se o contrato social determinasse a aplicação supletiva da lei de S/A.

É possível a exclusão. Só há ampla defesa se tiver contraditório. Ex: Desvio de verba. Vejam como é que muda. que é mais uma vez uma regra especial para as sociedades LTDA. se atendido os requisitos. isto se não tiver outra forma prevista no contrato. sócios que representam mais de 50% do capital social. ampla defesa e contraditório. propõe-se ação para tentar excluir. os sócios é que decidirão diante do caso concreto. Agora nesse caso é pela maioria absoluta. Quais são? 1º Requisito: O contrato social tem que permitir. em razão desse requisito. Tem que ser um ato realmente muito grave. é o juiz quem decide. Tem que ser uma reunião ou assembléia só para essa finalidade e mais. você pode excluir por mera alteração do contrato. nessa reunião ou assembléia tem que ser assegurado ao sócio que se pretende excluir a ampla defesa. E se não preencher alguns desses requisitos? Aí e exclusão só poderá ser feita judicialmente. A lei foi enfática. Importante: Tem a previsão geral no artigo 1030. É uma situação que a lei não prevê expressamente. OBS: Não precisa da cláusula tratando desse assunto. alegando justa causa. ou seja. Esta cláusula tem que permitir a exclusão extrajudicial. ela deu muito mais ênfase. Se não preencher o artigo 1035. ela não colocou apenas justa causa. Mas tem alguns requisitos. nesse caso a exclusão do sócio majoritário na S/A só se for judicial. assunto tal e expulsão do tal sócio. 3º Requisito: A exclusão tem que ser aprovada pela maioria absoluta.65 O sócio majoritário pode ser excluído? Pode. pouco importa a personalidade do acionista. Preenchidos todos esses requisitos. E por esse motivo é possível a exclusão extrajudicial do sócio majoritário? Não. o quorum do artigo 1030 do NCC. eu posso expulsar algum sócio? Só vou poder expulsar judicialmente. 2º Requisito: Que esse sócio que se pretende excluir tenha praticado um ato de inegável gravidade e que coloque em risco a continuidade da empresa. Antes para propor aquela ação de exclusão judicial era preciso dos votos da maioria dos sócios remanescentes. a expulsão na S/A? A sociedade anônima é uma sociedade de capital. OBS: Em caso de empate dos votos dos sócios remanescentes. É cláusula genérica. Por maioria dos votos. você vai para o artigo 1030 (exclusão judicial). excluindo o sócio que se pretende excluir. E o artigo 1035 do NCC permite a exclusão extrajudicial? Através de mera alteração contratual. 4º Requisito: Esse é um assunto que precisa ser tratado em uma reunião ou assembléia só para isso. porque o voto não é pela maioria do capital social e sim pela maioria dos sócios remanescentes. Não se pode convocar uma reunião ou assembléia para tratar de assunto tal. ou seja. mas tem a previsão do artigo 1035. O máximo que se pode fazer é excluir o acionista da . ou seja. de forma cumulativa. Se o contrato social nada disser. Tem que vir uma cláusula dizendo: nesta sociedade é possível a exclusão extrajudicial de sócio por justa causa.

Pode tirar o cara de lá. A quebra do affectio societatis é considerada justa causa para o exercício do direito de retirada e não para ser expulso. então quem quiser sair que saia. Então se tem pegadinha: Um ladrão safado. administrando uma S/A. então ele tem poderes para praticar aquele ato (teoria da aparência). tem nos livros. dá ensejo a um direito e não a expulsão. Mas se eu quiser. mas não pode tirar ele da sociedade. 2°) Teoria da aparência – Aparentemente para o terceiro que vendeu os computadores.66 administração. antes do novo CC e no Brasil. Na quebra do affectio societatis. O objeto social é a tapeçaria. eu vou sair. os incomodados que se mudem. Se a sociedade por qualquer motivo não quiser cumprir com esse contrato de compra e venda? Será que precisa cumprir? Essa sociedade. porque para a expulsão de um sócio. 1°) Enquanto escolheu o administrador da sociedade. 3°) Proteção ao terceiro de boa-fé. . A interpretação de computadores tem alguma coisa a ver com o objeto da nossa sociedade (tapeçaria)? Não. não tem cara e não tem nada. Se eu estou incomodado. não vigilou. os acionistas podem excluí-lo? Não é possível apenas excluí-lo da administração. ninguém praticou ato de inegável gravidade. Culpa in eligendo ou culpa in vigilando. Isso na S/A. até judicialmente. da diretoria. ninguém praticou nenhum ato que possa ser considerada justa causa para ser expulso. porque houve quebra de affectio societatis. Importante: Então a quebra do affectio societatis não dá direito por si só a expulsão de um sócio. Dezenas de computadores para revender não tem nada a ver com tapeçaria. Ele dá ensejo ao contrário. cujo objeto social é tapeçaria com uma excelente oportunidade de ganhar dinheiro. importando computadores para revender. a sociedade respondia por esse ato. porque se a gente não escolheu mal. Esse ato é manifestamente estranho ao objeto social. mas ninguém pode ser expulso em razão disso. porque o conceito tem na apostila. Não tem nada a ver com a sociedade a nossa divergência. se essa sociedade escolheu mal que arque com os atos praticados por quem escolheu. por quatro motivos. porque na S/A o que interessa é o capital. e esse não tem cor. o Leonardo é administrador. Imagine uma sociedade formada por sócios. tem que existir justa causa e a affectio societatis não é considerada justa causa para fins de expulsão.28/06/2003 TEORIA DO ATO ULTRA VIRES SOCIETATIS Vamos trabalhar com exemplos. eu posso com base nisso expulsar um sócio? A quebra do affectio societatis dá ensejo ao direito de retirada. 7 ª Aula . Ex: Uma sociedade familiar e teve uma briga.

Agora. ele viu que o objeto social é tapete. Por quê? Porque o ato nulo não gera efeitos. não tem boa fé. Imagine que essa compra de computadores tem o valor de um milhão de dólares. Quando se vai contratar com uma sociedade. com análise de documentos. O administrador que celebrou o contrato vai ter que cumprir o ato? Não. se estiverem presentes os 04 motivos. Só havia uma exceção perante o STF. Eles lá fora entendiam que o ato ultra vires. também temos que pedir a identidade dela. então a sociedade fica com dinheiro e o vendedor fica com os computadores. pelo contrário tem burocracia. OBS: A sociedade não anuiu. Não pode alegar em razão da burocracia. eles mal criaram essa teoria. para ficar analisando contratos. que é o dinamismo das operações mercantis. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Estou perguntando. Tem-se burocracia. E qual é a identidade dela? É a contrato social. eles falaram que não iam cumprir o contrato. Por quê? Porque lá fora não tem esse jeitinho brasileiro. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Não. Porque é nulo e não gera efeitos. porque ele analisou o contrato social da nossa tapeçaria. É . Então é esse o entendimento lá fora. não tem aparência. ineficaz em relação à sociedade. a sociedade tem que cumprir o contrato. Aí evoluiu a teoria lá fora nos EUA e Europa. Lá fora tem que analisar o contrato. É o único caso. Isso antes do novo CC e no Brasil. Se a sociedade está comprando dezenas de computadores para revender. pela presidência. Quando os outros sócios descobriram. Foi o Leonardo que praticou e como é de alto valor. Com esse entendimento. Teoria do ato ultra vires. porque não foi pela aparência e sim pela análise dos contratos. Então. estranho ao objeto social ele era nulo. ou seja. Eles não querem receber computadores e sim tapetes. a sociedade respondia pelo ato praticado pelo seu administrador.67 4°) Dinamismo das operações comerciais – As operações comerciais são tão dinâmicas. Você acha que uma compra nesse montante não tem burocracia? Tem burocracia. Então. está afastada uma justificativa. onde passaram a considerar o ato ultra vires. a teoria da aparência. não nulo e sim inimputável. O professor concorda. O STF disse que a sociedade vai responder perante esses quatro motivos. Vai passar primeiro pelo departamento jurídico. mas se a operação for de grande valor econômico. Mas isso não saiu bem. não tem dinamismo. Não pode alegar que estava de boa-fé. essa sociedade vai ter que cumprir o ato? Não. Nas operações mercantis não tem dinamismo. Quando eles criaram. eles criaram. Nesse caso a sociedade não responderia. porque o contrato foi firmado por um administrador e a fornecedora de computadores. se pede a identidade dela. Lá fora. ou seja. muitas das vezes os negócios são fechados por telefone. por todos esses motivos. que não há tempo para burocracia. Tem burocracia e se tem burocracia. Só não cumpriria nessa exceção. o STF disse que a sociedade não vai ser obrigada a cumprir o contrato. Então como você vai contratar com uma sociedade que você não conhece. acabou que protegeu o safado do administrador. não tem nada. As partes têm que voltar ao status corpus. porque quando se vai negociar com uma pessoa física. Se não gera efeitos. No Brasil é pela aparência. dos documentos.

ou seja. E se ato ultra vires for praticado por um diretor da sociedade anônima? Você pode aplicar a teoria? Pode considerar aquele ato ineficaz em relação a S/A? Não. Uma tapeçaria que compra um computador. Finalmente nós adotamos a teoria do ato ultra vires. E onde é que adotamos isso no novo CC? No artigo 1005. Lá vem dizendo o seguinte: “A sociedade não responde pelo ato quando ele for manifestamente estranho ao objeto social. a S/A vai responder por esse ato. respeita o interesse de terceiro e penaliza o safado do administrador que praticou ato quando não poderia. A S/A responde pelo ato ultra vires. mas ineficaz em relação à sociedade. esse computador pode ser para seu uso diário.68 válido. Aplica-se apenas para as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples. A sociedade simples e nem as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples não respondem pelo ato ultra vires. A S/A responde. imputável ao administrador. a sociedade LTDA não responde por força do artigo 1053 do novo CCC. o Brasil deu o braço a torcer. Importante – Ato ultra vires é o ato manifestamente estranho ao objeto social. responde somente o administrador que vai se virar com o terceiro que não agiu com boa-fé. inciso III. Em princípio você aplica as LTDA como regra. o novo CC incorporou a teoria do ato ultra vires. Agora é ineficaz em relação à sociedade e eficaz em relação ao administrador. aplica a teoria como regra e aplicando a teoria como regra. No Brasil. A sociedade não responde. supletivamente as disciplinas das sociedades simples. Inimputável a sociedade. É eficaz em relação a quem? De quem o terceiro pode exigir o cumprimento desse contrato? Do administrador que assinou. porque não incorporou a teoria do ato ultra vires. OBS¹: mas se a sociedade LTDA fizer a opção do parágrafo único do artigo 1053 que manda aplicar a lei de S/A. ele exime a sociedade que não tem nada a ver com isso. Agora. Então se o ato ultra vires for praticado por um diretor da S/A. Acabou incorporando aquele entendimento estrangeiro. se ele importar toneladas de peixes. essa é manifestamente estranho ao objeto social? Não. Nesse caso a sociedade LTDA vai responder pelo ato ultra vires. ou seja. porque a teoria não foi incorporada na lei de S/A. Então a teoria evoluiu. estranho ao objeto social. significa dizer que é aplicável nas sociedades simples. . Em S/A. aplica-se as regras da sociedade simples? Importante: Não. parágrafo único. é apenas ineficaz em relação à sociedade. nesse caso é ato manifestamente estranho ao objeto social. Aí sim. comandita simples. em nome coletivo. a sociedade respondia. Está-se no capítulo das sociedades simples. Só responde o administrador safado que praticou o ato”. já incorporada somente no novo CC. Esse artigo 1005 é um artigo que está no capítulo das sociedades simples. porque iria pelas aparências. OBS²:Caiu sociedade LTDA na prova. a teoria do ato ultra vires evoluída o ato não é nulo. pois teria que ter lido o contrato social. E com o novo CC. porque a ela não se aplica à teoria ultra vires. E na sociedade LTDA? Aplica-se a teoria ultra vires? Responde ou não pelo ato ultra vires? Mais uma vez vamos passar pelo artigo 1053 do novo CC. já sabe que vai passar pelo artigo 1053 do novo CC. A doutrina traz como inimputável que é a mesma coisa.

você vai aplicar o princípio da especialidade. porque não se pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. ele até coloca uma diferençazinha. aplica-se às regras deste código. quando for consumidor. ABUSO DA RAZÃO SOCIAL OU DA DENOMINAÇÃO OBS: Muita gente coloca o abuso como ato ultra vires bota tudo em um saco só. E como é que a doutrina fala? Ela não fala. Depois constato que o trabalho foi horrível. Então.69 Posição do professor – O professor tem duas posições. um grande equívoco. por mais que tenho isso na lei. 1ª posição: Que a teoria ultra vires só não é aplicada para a sociedade anônima (S/A). mesmo que seja a sociedade simples. Só que eu acho isso. não fazem consertos. afirmando que seu objeto social é só montagem dos equipamentos. Eu pergunto se eles também mexem com antena e eles respondem que sim. porque o novo CC vem falando que quando a lei de S/A for assim. você vai aplicar o novo CC. 2ª posição: Independentemente de qual seja a sociedade. É mais especial do que o novo CC. E o que o novo CC diz? Diz que a sociedade não responde. do vendedor. porque ela é regida por lei especial. que seria reflexo também na LTDA. nem que sim e nem que não. porque será aplicado o CODECON. Eu vou poder exigir o pagamento? Claro que sim. Código de Defesa do Consumidor defende a Teoria da Aparência. Essa posição é isolada. Agora. eu vou comprar uma máquina de lavar no Ponto Frio. Então essa teoria do ato ultra vires também é aplicável a S/A. Se não fala. Eu estou dizendo. Ex: Eu contrato uma prestadora de serviço para instalar um equipamento lá em casa. E a lei de S/A fala alguma coisa sobre responsabilidade do ato ultra vires? Não fala. pelo princípio da especialidade. porque qual é o fundamento da teoria do ato ultra vires? Por que ela existe? Ela existe para exigir que o terceiro que está contratando com a sociedade. vou pedir o ressarcimento na justiça e a sociedade diz que não. Quando for relação consumista. Fábio Ulhoa Coelho faz isso em seu resumo. ela sempre vai responder pelo ato ultra vires quando outro lado estiver o consumido. Você não pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. Eu vou provar que abuso de razão social não é a mesma coisa que ato ultra vires. Eu exijo por acaso o contrato social do Ponto Frio? Eu lá sei qual é o objeto social do Ponto Frio? Eu imagino. . como por exemplo. Então a sociedade vai ou não vai responder por aquele ato quando for consumidor? Vai responder perante o consumidor. quando o consumidor for comprar. pelo menos leia o contrato social. Nos três volumes. Eu vou pela aparência. sendo que uma não é para adotar na hora da prova e a outra sim. você vai aplicar o CODECON e o CODECON protege o consumidor e prestigia a Teoria da Aparência.

000. depende do nome empresarial que nós estamos utilizando. a comandita simples. mas está extrapolando os poderes. Aí eu pergunto: Esse ato está ligado ao objeto social? Sim. outro por R$40.00.000.00.00.00 e assim ou sozinho no valor de R$130. Por isso eu vou falar em abuso da razão social ou da denominação. eu tenho quatro fornecedores daquele produto. Pois é compra de produtos para tapetes. ele tem que ter a assinatura no mínimo do Leonardo e de mais dois sócios. e ele só pode realizar contratos com valores até R$50. Só que o Leonardo só tinha poderes para assinar sozinho. por isso que muita gente confunde. É a mesma história. Esse ato é estranho ao objeto social? Não.00. Eu tenho poderes para realizar aquele ato? . porque aí é como todos eles tivessem concordado. a solução é a mesma. outro por R$30.00.000. A diferença de abuso da razão social ou denominação e ato ultra vires é de conceito. Um contrato de R$130. O que ele fez com os poderes dele? Ele abusou dos poderes da administração. a sociedade em nome coletivo não respondem.00 é minha cunhada e eu acabei comprando dela por R$50. mesmo produto.000.000.000.000. a sociedade simples. Um está fornecendo por R$50. Com o novo CC. proteção ao terceiro de boa-fé.000. No abuso o ato está ligado ao objeto social? Sim. Só se resolve nesse caso tentando provar a má-fé. A sociedade também não responde. Se o Leonardo comprar um valor de R$130. culpa in eligendo. Eu vou comprar um produto para os tapetes e vem lá no contrato social que o Leonardo é o administrador da tapeçaria.70 O que é abuso da razão social? Imaginamos aquela tapeçaria em que eu sou o administrador.00 e assina sozinho o contrato de compra e venda. não tem jeito. parágrafo único.000. este no artigo 1005. Não muda nada. dos poderes que lhe foram conferidos pelo contrato. mesma forma de pagamento para os quatro fornecedores. dinamismo. através de uma ação judicial. porque está ligado ao objeto social. inciso I. a sociedade não responde pelo ato como regra. ele não quer o produto. com aquela exceção do STF. Contratos com valores acima de R$50. porque a conclusão é a mesma. mesma marca. Se a sociedade receber e pagar. contratos de até R$50. A sociedade vai responder ou não por aquele ato? A mesma história. que só tinha poderes para assinar contratos com valor de até R$50.00.00.00 e outro por R$20.000. A sociedade LTDA responde? Para responder depende do artigo 1053 do novo CC.000.00 que não foi assinado pelos outros sócios de Leonardo.00. não vou mudar nada.000.00. Está ligado ao objeto social? Sim. Antes do novo CC aqui no Brasil a sociedade respondia por quatro motivos: “Teoria da Aparência. Nesse caso a sociedade quer reincidir este contrato. Só que a fornecedora com preço de R$50. inciso III e o abuso da razão social está no artigo 1005. parágrafo único. A S/A responde? A S/A responde pelo ato.000. USO INDEVIDO Ex: Eu sou o administrador da tapeçaria. Eu em benefício da sociedade tenho que comprar por R$20. Bom. daí não podemos falar em ato ultra vires. O ato ultra vires.000. OBS: A sociedade não quer pagar.

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Não. Então não posso falar em ato ultra vires e nem em abuso, porque eu tenho poderes para efetuar compras no valor de até R$50.000,00 sozinho. Mas eu pratiquei esse ato em benefício pessoal e não em benefício social. Eu usei indevidamente dos poderes da administração. Eu tenho poderes para realizar o ato, estava ligado ao objeto social, mas pratiquei para satisfazer interesse pessoal contrariando o interesse de sociedade, causando prejuízo à sociedade. Esse ato é válido ou não é válido?A sociedade vai ter que pagar? Vai, porque em princípio o ato é válido. A sociedade só não poderia cumprir aquele ato se conseguisse provar que terceiro estava de má-fé. Se o examinador disser que estava de má-fé, tudo bem, porém, na prática é quase impossível conseguir provar. A sociedade que vendeu por R$50.000,00, vendeu por esse preço, mas esse preço é o seu. Ela vende para todo mundo pelo mesmo valor, independentemente se quem está comprando é ou não parente seu. Seria fácil provar má fé se o preço fosse de R$20.000,00, e a sociedade que vendeu, vendeu por R$50.000,00, porque na sociedade adquirente há um sócio que é do administrador da sociedade que vendeu. Importante – Então, para a sociedade não cumprir aquele ato, teria que comprovar que terceiro estava de má-fé, não comprovar que o administrador estava de má-fé, porque está claro que este estava de má-fé. E qual o fundamento legal disto? A doutrina já está concordando em encaixar essa posição (provar que terceiro está de má-fé) no artigo 1005, parágrafo único, II do novo CC. OBS: Sempre que a sociedade pagar, por algum outro motivo, pode entrar com essa ação de regresso em face do administrador. O uso indevido do administrador pode ocorrer por fraude, conluio do sócio com terceiro, questões afetivas, etc. TEORIA JURÍDICA A visão que eu vou passar para vocês é completamente diferente da visão da Lúcia, porque a visão dos civilistas é uma visão equivocada, porque os civilistas não sabem o que é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Para vocês terem uma idéia, para os civilistas, para se aplicar à teoria da desconsideração da personalidade jurídica o ato praticado tem que ser lícito ou ilícito? Ilícito. Só que é uma visão equivocada, porque o ato tem que ser lícito. Se o administrador pratica um ato ilícito, ilegal, eu preciso desconsiderar alguma coisa para responsabiliza-lo? Não. O ato praticado ilicitamente eu não preciso desconsiderar nada. Está no artigo 159 do CC de 1916 e no artigo 186 do NCC, porque na prática o ato ilícito mandante e mandatário ficam responsáveis. A começar por aí, eles os civilistas não sabem nada a respeito da desconsideração da personalidade jurídica. OBS: Caiu agora na prova da Magistratura para discorrer sobre ao princípio da autonomia e teoria da desconsideração da personalidade jurídica e teve um candidato que discorreu sobre a autonomia do direito cambial (que louco!). Falando na teoria da desconsideração da personalidade jurídica, temos que falar da autonomia patrimonial e não de autonomia de títulos de créditos. Autonomia patrimonial porque a sociedade tem um patrimônio e os sócios têm outro patrimônio. DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE

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Outro candidato afirmou que a teoria da desconsideração da personalidade jurídica é fundada em atos ilícitos, o que não é correto, porque se o ato é ilícito, não precisa aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, não precisa nem desconsiderar, já responsabiliza direto o administrador. Isso porque nós temos um fundamento teórico completamente diferente para a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica.Como é que funciona isso já que é base da autonomia? A autonomia patrimonial, a sociedade tem que ter o patrimônio distinto pode ser à base do direito empresarial, porque esse direito na prática atua mais como sociedades empresariais, quase não existem sociedades individuais (pessoas físicas), normalmente são sociedades empresariais. Então a base de nosso direito de sociedade é a autonomia patrimonial, ou seja, a partir do momento em que a sociedade é registrada lá na junta comercial, ela ganha personalidade e um dos corolários dessa personalidade é o fato da sociedade empresarial ter patrimônio distinto dos sócios.A sociedade empresarial tem autonomia patrimonial a partir do registro. Quando a sociedade empresarial tem um patrimônio aqui e o sócio um patrimônio lá, chamamos de escudo patrimonial. Um escudo que divide os dois patrimônios, que muitas das vezes é utilizada para a prática de fraudes. Ex: Monto uma sociedade e pratico fraudes em nome dessa sociedade e fico livre, porque existe um escudo que me defende, qualquer coisa o prejuízo é da sociedade, não chega até o Leonardo. A doutrina teve que criar um mecanismo para desconsiderar esse escudo, desconsiderar toda vez que a lei for utilizada para a prática de fraudes, ou seja, eu vou desconsiderar essa autonomia patrimonial para poder responsabilizar o verdadeiro fraudador. Essa desconsideração extingue a sociedade? Não. É só para responsabilizar o autor no caso concreto e continua o escudo patrimonial para as outras obrigações. É só para o caso de fraude. Bom, segundo sinônimos da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, ela é chamada de: 1- Teoria do superamento da personalidade jurídica; 2- Teoria da desconsideração; 3- Teoria da despersonificação; 4- Teoria do levantamento de véu corporativo, porque tem um véu que divide o patrimônio da sociedade do patrimônio do sócio.Quando houver fraude, você levanta o véu e responsabiliza. Como é só para o caso concreto, quando você volta para o local, o véu retorna, ou seja, continua a autonomia patrimonial para as outras obrigações. Quem fala nisso são os argentinos. A doutrina Argentina é que gosta de utilizar esse sinônimo para a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. 4- Teoria da penetração. É uma teoria utilizada pelos alemães. Porque penetra no escudo patrimonial. OBS: Problema é juntar a teoria argentina com a teoria alemã, ou seja, levantar o véu corporativo e penetrar no patrimônio. É importante citar essas teorias para demonstrar conhecimento perante o examinador. Qual é a base para se aplicar à teoria da desconsideração? É a licitude do ato. Agora não é porque o ato é lícito que não vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

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O que mais a gente tem que provar para aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Outro requisito que temos que provar na prática e aí vimos que a teoria maior tem uma bifurcação. Existem dois aspectos que são: 1- Aspecto subjetivo; 2- Aspecto objetivo. OBS: A teoria da desconsideração da personalidade jurídica no direito empresarial é a teoria maior, porque a teoria da desconsideração da personalidade jurídica aplicada pelos civilistas é a teoria menor. 1- Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto subjetivo: Quando que se vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica provando o elemento subjetivo? Que elemento subjetivo é esse? É quando você consegue provar que a lei foi utilizada de má-fé, através de artifícios fraudulentos. Você prova que o ato é lícito, mas foi praticado com fraude. Ex: Exemplo do Fábio ulhoa coelho. Temos a transportadora Gavião LTDA, seu preposto em estado de embriaguez, avança o sinal luminoso e colido com um ônibus com trinta crianças e todas morrem.Todas eram netas de desembargadores. Os sócios da transportadora ficaram desesperados, porque quando as indenizações transitassem em julgado, acabaria o patrimônio da sociedade (injeção letal). Aí os sócios formam uma nova sociedade, Cavalo de aço transportadora S/A. Eles vão desviar algum patrimônio da antiga para a nova? Não. Se isso ocorrer será ato ilícito. É fraude contra credores e se estiver em execução será fraude contra execução. Os sócios não vão desviar nada, vão demitir os melhores funcionários da empresa antiga para contratar na nova. Vão comprar novos caminhões, o treinamento dos funcionários (ISO 9002) é para a empresa nova. Os novos contratos de transporte serão celebrados com a antiga ou com a nova? Com a nova. Não será desviado nenhum patrimônio da sociedade antiga para a nova. O caminhão da empresa velha que quebrar, será feito um gatilho para ele continuar andando, ou seja, não compra peça nova, não se investe mais na empresa velha. O desembargador foi junto com o oficial de justiça na transportadora Gavião LTDA, olharam e não viram nada para penhorar. Olharam para o outro lado da rua e viram os mesmos sócios saindo da transportadora Cavalo de aço S/A com uma Mercedes importada. Os bens da nova empresa podem ser penhorados? De maneira nenhuma. Por quê? Porque é uma sociedade distinta com patrimônio distinto, com autonomia patrimonial. Existe aí algum ato ilícito praticado? Não. Eu posso ser sócio de duas sociedades? Posso. Mesmo que seja no mesmo ramo? Sim, mesmo que seja no mesmo ramo.

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Agora, teve ou não teve fraude? Eles montaram essa sociedade a troco de nada? Não, foi para afastar a responsabilidade de indenizar, ou seja, eles utilizaram a lei para fraudar. Fraudar no sentido de continuar com todos os clientes, deixar tudo de ruim para a sociedade velha. Só tem um jeito de responsabilizar essa sociedade. Qual é? Aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, provando o elemento subjetivo. E se tiver um outro sócio nessa nova sociedade que não estava na antiga? É feito um balanço para ver o que é de um e o que é de outro. Claro que a parte do novo sócio vai ser resguardada. Se o examinador expor a situação de que colocaram “laranjas” na sociedade. Se comprovar que são “laranjas”, aplica-se a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. O problema é provar, na prática é complicado provar. Importante: Fábio ulhoa coelho diz que somente os credores da sociedade antiga poderão executar os créditos com o patrimônio da sociedade antiga, da sociedade nova e ainda poderão executar os bens particulares dos sócios que agiram de má-fé. Outro exemplo de fraude: Vamos montar uma sociedade e precisamos de R$ 100.000,00, mas eu não vou arriscar os R$ 100.000,00, eu quero arriscar somente R$ 50.000,00. Eu digo para minha sócia que é para ela não se preocupar, que eu dou um jeito. O sócio Leonardo com R$ 45.000,00 e a sócia Alexandra com R$ 5.000,00. Só que com esse patrimônio não dá para iniciar a atividade, aí vem o pulo do gato, onde o sócio Leonardo vai emprestar os R$ 50.000,00 que faltam através de um contrato de mútuo. Aí os R$ 50.000,00 de capital social mais os R$ 50.000,00 de empréstimo, chega aos R$ 100.000,00 para iniciar a atividade. Só que o Leonardo é bonzinho, mas nem tanto, porque ele pediu garantia real, e pedindo garantia real de R$ 50.000,00 ele pediu o quê? Todo o patrimônio da sociedade como garantia, todo o estabelecimento empresarial. Cinco anos depois aquela sociedade foi a falência. Foram pagos os credores trabalhistas e tributários. A sociedade tem um ativo de R$ 50.000,00 e um passivo de R$ 140.000,00. Ela tem uma fila de credores no valor de R$ 140.000,00 e só tem para pagar R$ 50.000,00. Quem vai levar esses R$ 50.000,00 para casa? O sócio Leonardo, porque ele é credor com garantia real. A sociedade foi à falência e os únicos R$ 50.000,00 que encontraram lá foram para o bolso do sócio Leonardo, isso é fraude. Tem alguma coisa ilícita aí? Não, porque o sócio pode emprestar dinheiro a sociedade. Não tem nada de ilegal, mas tem sacanagem, porque aqueles R$ 50.000,00 não deveriam ter entrado como empréstimo e sim como capital-social. Nesse caso, o sócio Leonardo não teria integralizado não somente R$ 45.000,00, mas sim R$ 95.000,00. O sócio Leonardo estaria na frente da fila? Não. Ele estaria lá no final da fila, se sobrasse alguma coisa, depois de pagar todos os credores é que poderia dividir alguma coisa entre os sócios. Ele utilizou a lei para praticar fraude. Pode aplicar aqui a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

Aquela sociedade em que você cria.75 2. não há distinção. Você aplica a teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento subjetivo. Você não sabe o que é de um e o que é de outro. Ocorre uma confusão. Qual é à base da teoria da desconsideração da personalidade jurídica para a justiça do trabalho? O empregado é à parte hipossuficiente na relação empregatícia.994 quotas com um sócio e 6 quotas com outro. logo não pode sofrer com os riscos da atividade empresarial. Qual o outro fundamento? Alguns falam que é a ilicitude do ato. tanto faz. ilícito. . o que é dele é da sociedade e o que é da sociedade é dele. Bom. A retirada sem lucro é retirada do capital social e isso não pode. Eu disse que ele estava furtando.O Ministério Público pode requerer a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Nunca pode. Uma vez fomos sair e antes passamos no restaurante dele para tomarmos uns chopes.Isso é causa para aplicara teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Não. Lá eles aplicam a teoria da desconsideração da personalidade jurídica com fundamento na hipossuficiência do trabalhador. basta provar que há confusão patrimonial. era dono apenas das quotas. Vamos colocar duas espécies: 1ª. Previsões legais da teoria da desconsideração da personalidade jurídica em nosso ordenamento: Lembrando que a teoria que foi dita aqui é a teoria maior e a tória menor é a teoria que tem por fundamento a sociedade não ter condições de pagar suas dívidas. Lá na justiça trabalhista o ato pode ser lícito. mas agora com o NCC pode. onde 99. Então. Na hora de irmos embora. e o juiz na hora de dar o dinheiro ao credor que executou também vai se confundir. é notório que o patrimônio da sociedade pertence ao sócio majoritário. ele foi até o caixa e pegou um dinheiro. aí eu disse que ele não era dono. Ele estava de má-fé quando retirou dinheiro do caixa? Não. Aí eu perguntei o que ele estava fazendo e ele me respondeu que estava pegando dinheiro para sair. Só pode fazer a retirada do dinheiro após um balanço e constatado o lucro. por isso é que se chama de teoria da desconsideração menor. Ele falou que era dono do restaurante. porque ele não sabe o que é dele e o que é da sociedade. ele criou aquela sociedade só para limitar a responsabilidade dele. Você precisa provar que está de má-fé? Precisa provar o elemento subjetivo? Não.Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto objetivo: Está identificado na lei como confusão patrimonial. ou seja. porque não há autonomia patrimonial. O que seria teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento objetivo? Vou dar um exemplo: Tenho um amigo em que ele e seu pai são sócios de um restaurante. porque o dinheiro é da sociedade.

A lei coloca ato ilícito como teoria da desconsideração da personalidade jurídica. sem ser por essa formulação que foi dada anteriormente. O CODECON traz alguma hipótese de verdadeira teoria da desconsideração? Não. Foi o caso da empresa Cataguazes indústrias de papéis. pela fraude ou confusão patrimonial. porém. mas não tem nada a ver com a teoria da desconsideração. cartéis. Já foram logo em cima do dono da empresa. O artigo 28 do CODECON é teoria da desconsideração da personalidade jurídica? É. uns chamam de teoria da desconsideração menor. OBS: Teoria maior é subjetiva.76 Uns falam que a ilicitude do ato daria ensejo a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Então é uma outra hipótese de responsabilidade dos sócios. Não é nem teoria da desconsideração da personalidade jurídica isso. se tem culpa. Segunda previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 18 da lei 8884/94. se foi lícito. Nesse caso o fundamento é o dano ao meio ambiente. É uma hipótese de responsabilidade dos administradores. monopólios. e agora a gente pode entender muito bem porque o erro dos civilistas. Essa lei trata de oligopólios. Quando é que a má administração foi causa da teoria da desconsideração? Nunca. Em nenhum lugar do mundo. É uma hipótese. ele é utilizado pela teoria maior. Primeira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 28 do CODECON. . Essa é a teoria menor. O artigo 28 do CODECON não é teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Qual é o fundamento para se aplicar à teoria da desconsideração na lei de crimes ambientais? O fundamento é dano ao meio ambiente. Lá a responsabilidade é puramente objetiva. se não tem culpa. Não querem nem saber se foi ilícito. em todas as outras hipóteses em que você consegue responsabilizar um sócio. porque lá o legislador quis dar responsabilidade completamente objetiva pelos danos ambientais. É teoria da desconsideração menor. eles partiram de uma premissa errada e chegaram a uma conclusão errada. Então. Os civilistas estudaram a teoria da desconsideração com base no artigo 28 do CODECON e esse artigo não é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica propriamente dita. na prática quando ele é utilizado. Terceira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 4° da lei 9605/ 98 (lei de crimes ambientais). Por isso que os civilistas tem uma visão equivocada. etc. Já vimos que não é. mas a lei coloca isso como teoria da desconsideração. mas é a teoria da desconsideração menor. ele pode ter agido com culpa. Esse artigo ele traz tanto a teoria maior quanto à teoria menor.

que fala que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. ele ainda não descobriu que não mais existe sócio gerente e sim sócio administrador. você propor ação em face dos dois. o melhor caminho é esse. a penhora recai sobre os bens particulares do cara. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. Não se pode fazer isso incidentalmente no processo de execução. vai afirmar que se vai postergar esse assunto para os embargos. O melhor diz a doutrina é você quando quer responsabilizar a sociedade e já quer responsabilizar o sócio. o título executivo vai ser tanto contra a sociedade tanto contra o sócio. Está certo ou errado? Vamos nos recordar da Constituição Federal. Lá vem dizendo: Em caso de abuso da personalidade jurídica. em benefício de seu assistido. mas ela tem que ser decidida no processo de conhecimento. Poster contraditório é que se faz os embargos. Bom. etc e vai provar em relação ao sócio que estão presentes os requisitos para a aplicação da teoria da desconsideração. primeiro você dá a porrada para depois saber se o cara é culpado ou é inocente. . não tem ampla defesa. Processo de execução tem Contraditório? Não. O que é o devido processo legal? Contraditório e ampla defesa. porque na execução não tem contraditório. recai sobre os bens particulares do sócio gerente. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. caracterizado pelo desvio de finalidade. Se for em um caso concreto. Aí não tem discussão. ou pela confusão patrimonial. não tem o devido processo legal. Provado isso. ela pode ser decidida até incidentalmente. pode o juiz decidir. Como se aplica na prática? Vou dar uma posição doutrinária e vou dar uma posição jurisprudencial conflitante. o que é abuso da personalidade? Desvio de finalidade. a requerimento da parte. É o artigo 50 do NCC. você tem que falar que propõe contra os dois. Em caso de abuso da personalidade. A doutrina fala que a teoria da desconsideração não precisa nem ser objeto principal do processo de conhecimento. É a verdadeira teoria maior. ou seja.77 Quarta previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: Essa é a melhor. porque aí o sócio não poderá alegar a posteriori o embargo de terceiros. Processo de execução tem ampla defesa? Não. o juiz aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica (teoria menor). que é a própria fraude ou confusão patrimonial. Faz um litisconsórcio. entrando em face dos dois e aí vai provar em relação à sociedade o dano. Você fazendo prova para a Defensoria Pública. Você o prende para depois saber se ele é culpado ou é inocente. A doutrina é radicalmente contra. Posição doutrinária: Estou executando uma sociedade e esta não tem bens.

não quero me envolver em nada disso e tudo mais e tudo”. então vamos fazer o seguinte. mas você constrói eu te faço o investimento. vai ficar pactuada no contrato. postergando o devido processo legal para a fase de embargos. O que é sociedade em conta de participação? Vou dar dois exemplos para poder facilitar a minha compressão. Então na prática se tem tratado incidentalmente no processo de execução. só quem vai aparecer é a construtora. vai ser celebrado em nome da construtora ou em nome do banco e da construtora? Só da construtora. aí o banco retruca: -Não quero construir nada. ninguém vai saber que o banco existe. mas vem trabalhar junto comigo (falo eu não posso desenvolver este tipo de atividade que embora lícita é empresarial). se vai dar grana não sei. o banco não vai aparecer. Isso vai dar dinheiro? Vai. Alguém vai saber que o banco existe? Não. no NCC. Imaginemos o seguinte: “Imaginemos uma construtora. Vou dar um outro exemplo de contrato. vamos construir um grande condomínio lá no Recreio dos Bandeirantes. não importa a forma de remuneração. . É uma decisão um pouco técnica. porque o que acontece na prática é que você decide incidentalmente na execução e qualquer coisa discute em embargos. Tudo vai ser feito em nome da construtora. porque o banco não quer desenvolver esta atividade de construção civil. Então de três em três meses ele vai lá e dá duzentos mil reais. Quem vai pedir a autorização à prefeitura para construir? A construtora. 30%. imaginemos um banco. mas a parte amplamente dominante não concorda. Quem quando comprar o cimento o contrato de compra. temos este contrato. 5%. a construtora chega para banco e diz: -Olha banco. O banco vai parecer para alguém? Não. Ah. 8 ª Aula . mas é o que nós temos na jurisprudência.78 Posição jurisprudencial conflitante: Como se posiciona a jurisprudência? Parte da jurisprudência concorda com a doutrina. aí celebra o contrato entre o banco e a construtora e o banco vai fazer o investimento em dez vezes de duzentos mil reais. se estão ou não presentes os requisitos da teoria da desconsideração.19/07/2003 SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO O que é uma sociedade em conta de participação? O conceito está na lei. Duzentos mil reais de três em três meses. que é maneiro é. eu não quero construir nada não. no total de dois milhões investidos. Vem ser meu sócio? Ô rapaz eu não posso. E fica pactuado no contrato mais o menos o seguinte: O banco vai participar de 15% do valor da venda de cada imóvel 10%. Meu primo chegou para mim enrolado toda vida: Leonardo tem um negócio da China para gente entrar coisa e tal. em seus artigos 991/996 da lei que tá na apostila também.

o Leonardo não é empresário. Podemos perceber que os participantes podem ser tanto pessoas físicas. não vou trabalhar neste negócio. ela não tem personalidade. Aí eu pego dou uma grana para ele e ele vai desenvolver o negócio. vai dar dinheiro o negócio!” Já que vai dar dinheiro. a lei esta dizendo das sociedades sem personalidade: sociedade em conta de participação. é o Leonardo. O sócio oculto aí é o banco. ontologicamente ela é um mero contrato de investimento. E mesmo se for registrado ele dará personalidade jurídica a esta sociedade? Não. Porque exceção para tudo? Importante: Este contrato pode ser tanto verbal como pode ser por escrito. o investidor pode o não ser empresário. E ser for escrito precisa ser registrado? Se for escrito tem necessidade de registro? Não. Poderia ser verbal? Sim. poderia. vou fazer este investimento. Tira um pouco do lucro e dê para o investidor na forma prevista no contrato. Se ela não tem personalidade jurídica tem patrimônio? Ela não tem personalidade ela tem patrimônio existe patrimônio? O banco tem a construtora. e fica pactuado que vou receber uma porcentagem X lá da atividade. que recebeu o investimento. O que é uma sociedade de conta de participação? São estes negócios aí em que uma pessoa investe em outra para que este terceiro. desenvolva a atividade empresarial e distribua. Vai dar dinheiro? Quanto? Uma quantia X. família. família. “Aí Leonardo. como pessoas jurídicas. Isso é uma sociedade de conta de participação e eu peço que vocês olhem criticamente. por exemplo. E o primo: . Será escrito ou verbal o contrato entre o milionário e o primo dele? Escrito. o contrato entre o banco e a construtora será verbal ou será escrito? Escrito. O banco fez o investimento na construtora e o Leonardo fez o investimento no primo dele. aquele que vai trabalhar e vai fazer tudo no nome dele vai ser empresário e aquele que está por trás. Resolveu dizer que é uma sociedade em conta de participação. e se for por escrito mesmo se ele for registrado na junta comercial. pode ser verbal para a sociedade. mais eu não vou fazer nada. deixa tudo comigo. E os sócios ostensivos? Aí no nosso exemplo são a construtora e o meu primo.Não. ta lá.79 E funcionário público pode ser empresário? Não pode ser empresário. Substancialmente. vai ter dinheiro. Que o sócio. Tem um artigo dizendo: mesmo se o contrato for registrado ela não terá personalidade jurídica. porque ela é exceção para tudo. ele não dará a esta sociedade personalidade jurídica. então essa sociedade mesmo se registrada ela não tem personalidade jurídica. negócios à parte. porque só formalmente ela é uma sociedade. Qual o nome desses dois negócios? O nome deste negocio poderia ser muito bem chamado de um contrato de investimento. no caso o banco formou a sociedade empresarial. eu também não quero criar nenhuma sociedade não quero nada disto. Então espera aí. quem é o sócio ostensivo? . Então pode ser por escrito.

faço um investimento na sociedade. te empresto cinco mil reais e empresto cinqüenta reais pra ela. formalmente é uma sociedade. ela é apenas um contrato de investimento que resolveram dar o nome de sociedade em conta de participação. ela não é nada. Essa sociedade aqui tem patrimônio? Qual o patrimônio? Investimento seria o duzentos mil reais que tem de patrimônio de quem? A sociedade tem personalidade? Não tem personalidade. ele age em nome da sociedade. Porque o sócio não é empresário? Porque ele não age em nome próprio. porque ele não age em nome da sociedade. até mesmo porque a sociedade não tem nome ele age em nome dele. ou ele age em nome dele? Importante: Ele age em nome próprio. criou algum patrimônio isto? Não. há exceção para tudo. Vai ter o terceiro patrimônio. A união delas tem patrimônio? Não. Ela que aparece perante terceiros. É a mesma coisa. Existe sociedade entre eles: sociedade em conta de participação que na verdade é um mero contrato de investimento. Então emprestei para ela cinqüenta reais confundiu. Quantos patrimônios têm aqui um. Se ele age em nome próprio. então ela tem patrimônio? Não tem patrimônio. ela não tem nome.80 A construtora. ela não tem patrimônio. ela não tem domicílio. Não tem nada. mero investimento. Quando ela tiver pedindo autorização da prefeitura ela vai tá pedindo autorização em nome de quem? Dela. que é os cinqüentas reais? Não. não tem personalidade. Normalmente eu digo para vocês. ela não tem personalidade. ele é empresário. eu continuo com o meu patrimônio e ela continua com o dela. Então a sociedade em conta de participação não tem patrimônio porque ela não tem personalidade. E o sócio ostensivo ele é empresário? É ou não é? Ele age em nome da sociedade. . eu vou ter meu patrimônio e ela vai continuar tendo o dela. eu chego e empresto para ele. cada um vai continuar com seu próprio patrimônio. dois ou três? Um patrimônio só? O meu patrimônio é o mesmo do que o dela? Não. Ela tem nome?Ela pode ser sociedade em conta de participação Bebão? Importante: Não. se não tem personalidade não tem nome. A única hipótese em que o sócio ele é empresário. ela não tem nada. o sócio ele é empresário? Não. não tem patrimônio. Patrimônio é de quem? Tem patrimônio do banco e tem patrimônio da construtora. pois é um mero empréstimo. A construtora quando tiver comprando o cimento vai comprar em nome de quem? Em nome dela. não tem nada. só que ela é minha devedora agora. Tudo é feito em nome de quem? Do sócio ostensivo. por isto estou falando.

sexto garantia real. paciência. É completamente diferente. a construtora não pagou o cimento. Primeiro a receber é o trabalhador e uma ordem meio complicada que tem para tudo. quinto dívidas da massa. tanto é que eu falo o seguinte: se a construtora for à falência. porque o contrato é celebrado com a construtora. eu ou meu primo qual dos dois? Meu primo ele que é empresário. e tem que se e habilitar para receber. Primeiro a receber acidente de trabalho. tudo em nome dela. ela vulgarmente conhecida como contrato de gaveta. No caso a construtora no outro exemplo. por exemplo. oitavo . O banco por ser quirografário. Toda pessoa que age em nome próprio tem personalidade ilimitada. OBS: Olhem para ela e esqueçam que é uma sociedade. que é sócia ostensiva. E se toda pessoa que age em nome próprio tem responsabilidade ilimitada em regra. o contrato é entre as partes. foi à falência a construtora.81 Quando ela tiver vendendo os imóveis o contrato de alienação do imóvel vai ser no nome de quem? Dela. ela é um mero contrato de investimento. Tanto é que quem é o primeiro a receber? Os empregados. se acham isso absurdo olhem ela não como uma sociedade. Se o sócio oculto investiu e não recebeu. não vai cair em pegadinha. quarto encargos da massa. o empregado tem que se habilitar lá na falência para receber. Ele é um credor quirografário. o banco ele tem alguma responsabilidade perante terceiros? Não. porque eu sou sócio oculto. E se for empregado? Acho a mesma coisa. segundo trabalhador. Tanto é que quando vai pagar um empregado o banco. eles vão lá na frente. sétimo privilégio especial. Aí se resolve tudo. aquele sem qualquer tipo de privilégio. na verdade ele é o credor. só pode executar a construtora. olhem-na como um contrato de investimento. responsabilidade diretíssima. então a responsabilidade é direta. aí todo mundo vai habilitar. eu sou empresário? Não. Pode o fornecedor do cimento Mauá cobrar do banco? Não. Olha como é diferente: Numa falência do ostensivo o outro é tido como credor. Porque o contrato de trabalho é celebrado com quem? Com a construtora. Bom se ela for à falência o que acontece? Primeiro antes de ir a falência. ele investiu. Se eles não conseguirem receber eles podem executar o banco? Não. Tudo isto porque na verdade não e uma sociedade é um contrato de investimento. Tem ou não tem? O empregado. Esta responsabilidade é direta ou subsidiaria? Tem algum patrimônio para executar antes do patrimônio ostensivo? Não. A responsabilidade da construtora é direta e ilimitada. daí os peões não receberam. Na falência do ostensivo o oculto vai ser considerado como credor. se você olhar para ela sendo um contrato de investimento você resolve tudo. terceiro fisco. o que tem que fazer? Se habilitar como credor. Se alguém tiver que ir a falência quem vai a falência? O sócio ostensivo. porque não precisa ser registrado. a construtora foi à falência. o banco emprestou. a falência da construtora. isto aí.

pedido já para revogar. Mas neste caso a sociedade em nome coletivo teve algumas mudanças. SOCIEDADE EM NOME COLETIVO – conceito na lei . que é perfeitamente legal. entre os sócios pode existir uma limitação. o banco vai receber como sócio. Sociedade em nome coletivo. Importante: Todos sócios respondem SIS. não tem limite. porque responsabilidade é solidária. Os credores lá tentaram cobrar da sociedade não tem bens. Ilimitada.82 privilégio geral. pode se estipular o seguinte: Leonardo responde por só 50% do prejuízo. só pessoa física. cem mil vai. Se a sociedade não tiver dinheiro para pagar.artigos 1039 e 1044 OBS: Está em desuso. o carro? Pode. não existe nenhuma na prática. estes credores podem executar os bens dos sócios? Pode. Se nossa sociedade não tiver dinheiro para pagar a Brahma. ilimitada. sócio pode ser pessoa física ou jurídica. Que raio é isso? Subsidiário. Alguém só vai querer responder por tudo que tem na vida? Não. neste caso todos respondem. dois milhões vai. Mas primeiro o credor tem que executar o bem de quem? Da sociedade. é um contrato de investimento. porque não é verdadeiramente uma sociedade. Pode escolher entre os sócios que vão acionar? Pode porque todos eles respondem de forma solidária. Se tiver devendo cinco mil vai pagar? Vai. um responde por 25% e outro responde por 25%. se pelo menos tem um sócio que responde em forma ilimitada. embora a responsabilidade seja solidária. Mas isto não vale perante terceiros. Nesta sociedade quando não falar nada. Conheceram agora a vulgarmente conhecida sociedade de gaveta. sociedade em nome coletivo . neste caso todos os sócios responde ilimitadamente. Aqui. foi cobrar do Leonardo. pode executar os bens dos sócios. vai receber como credor quirografário. O sócio oculto vai receber como sócio? Não. Ela utiliza firma coletiva ou denominação? Firma coletiva. porque pelo menos um dos sócios responde de forma ilimitada. solidária. Pode cobrar tudo do Leonardo? Pode. pago tudo só que depois vou receber 25% dos meus outros dois sócios. por causa disto à responsabilidade é subsidiaria. e se continuar sobrando distribui entre sócios. A firma coletiva . A sociedade em conta de participação é isso. cem milhões vai. a casa de praia. Pode ser sócio aí e nome coletivo e todos com responsabilidade SIS. Porque entre eles pode existir uma limitação.Leonardo Marques e Cia Distribuição de Bebidas. Existe limite para esta responsabilidade. quirografário e se sobrar dinheiro vai para o subquirografário. Três sócios.

Adora essa divergência. mas para deixar mais completo combine o artigo 994. seria vendida por um terceiro e o terceiro em uma sociedade de pessoas. agora pode a escola pedir a penhora das quotas que o Leonardo tem junta à sociedade. e ele está devendo seis mil a escola. Por que não pode? Pergunta a doutrina. E a denominação é utilizada quanto todos sócios respondem limitadamente. Bom aí olha o que acontece: a jurisprudência pacificou por causa disso. é possível a penhora. Já falei. porque a sociedade não tem filho. o TJ o desembargador Mayrow Marinho é o da banca. em tese. falei então o que o artigo1026 está fazendo. ou têm divergências? A doutrina adora essa divergência. O filho é do Leonardo. Pode o terceiro entrar sem o consentimento dos demais sócios? Então não pode? Porque se não quiser que esse terceiro entre ou se faz à remissão da dívida ou faz a dissolução de toda a sociedade? Faz-se a dissolução parcial. . às quotas pertencem a quem? À sociedade ou ao sócio? Ao sócio. se for sociedade de pessoas não pode. No STJ já pacificou. disso e disso. pronto acabou. Por que o terceiro vai entrar? Só entra se a sociedade quiser e se não quiser é só fazer a dissolução. Pode pedir a penhora ou não pode. Bom. Mas o novo código civil veio e deu uma solução para acabar com esse problema. Mas o que a doutrina discuti então? Ela discute o seguinte: Se for sociedade de capital pode. você assina a promissória em branco podendo a sociedade avalizar. aí a quota foi vendida em hasta pública. a doutrina continua dizendo que a lei não fala da matéria. o TJ do nosso Estado. E acabou. O que tem o artigo 1026 do CC? Tem uma sociedade qualquer. Tem quatro e aqui tem uma escola onde estuda o filho do Leonardo. tem quatro sócios aqui. Pode a escola executar os bens da sociedade? Pode ou não pode? Não pode não. então é isso. quer dizer que a jurisprudência mostrou. então é isso. quer dizer o seguinte: têm algum prejuízo para a sociedade de pessoas nessa história? Nenhum. É possível aval em um contrato? O aval é uma declaração cambiaria e sendo declaração cambiaria só pode ser inserida em título de crédito. A sociedade tem alguma coisa a ver com isto? Não tem nada a ver com isto. Porque a jurisprudência já pacificou isso há muito tempo vocês estão certos. não sei que tesão dá discutir isso. c/c 1026. e então está claro. §3° com artigo 43 da Lei de Falências . mas pega a parte dele dá para o arrematante. Combine primeiro o artigo 1043 com o artigo 102 do CC. Se cair na prova vai cair o artigo 1043 do novo CC. Agora pode avalizar? Não pode. o Leonardo saiu.7668/45. É claro que a escola pede o cara para assinar uma promissória também. mais a doutrina. É possível a penhora? É possível.83 normalmente utilizada quando o sócio responde ilimitadamente. por que faz parte do patrimônio do Leonardo. porque a penhora é um ato antecipatório de uma futura venda judicial.

000. . Aí o credor nunca vai receber. ou sobre o meu automóvel. ela pode pedir a liquidação da quota. Não. O que é liquidação da quota? Vocês lembram? Lembram que antigamente eu falei que para evitar a entrada de terceiros fazia a dissolução parcial. Então todo lucro que era pra ser distribuído para o Leonardo. o dividendo que daria ao Leonardo vai entregar a quem? Vai depositar em juízo. vai demorar o maior tempão. liquidou isso tudo. vai depositar em juízo em favor lá da escola. fazer novos investimentos coisa e tal. Conseguiu a penhora. Quando tem dividendo. talvez o juiz reserve parte para sua subsistência. ou melhor. mas aí muda o seguinte. A liquidação da quota do Leonardo. a escola pode escolher. Vamos supor que distribui de dividendo só quinhentas pratas. ele pode falar. ela pode escolher o seguinte: receber os R$6. Dinheiro penhorado o que é pra fazer? Têm que converter todo lucro. requeiro ao juízo da execução que a penhora recaia sobre minha casa de praia. ele pode requerer a dissolução parcial. lá no artigo 1026.00? Quanto? Doze anos. na verdade vai ser dada uma opção ao credor. vai abatendo. E se for à única renda dele? Não vejo problema nenhum. Quando chegou aqui.000. vai liquidando. não manda as quotas penhoradas para hasta pública. ou vai ou racha. Então pode ser feita a penhora por parte da escola? Pode. Então o que é liquidação? Vai ser feito o balanço. mas é claro que vai liquidar toda a quota do Leonardo. O que muda? O artigo 1026 não manda a penhora.500. Mas isso é salário? Não tem natureza jurídica de salário.00 através dos lucros dos dividendos da sociedade. espera aí. O artigo 1026 vêm dizendo o seguinte: O credor particular de sócio pode pedir que a penhora recaia sobre as quotas dele na sociedade. não conseguiu a penhora aqui. Não é possível que você faça uma conjugação na prova da Defensoria para pode guardar um pouquinho para o cara sobreviver. E sabe a outra opção que é dada a escola? É. vai começar a vender bens da sociedade para liquidar a quota do Leonardo. Vai demorar quanto tempo para pagar os R$6. cerca de R$1.00 anuais ou mais ia demorar o maior tempão eu não tiro lucro nenhum. Então se fizer a penhora do Leonardo aqui nessa sociedade. já conseguiu os R$6. mas tal se não existir outro bem desembaraçado.000.00 depositou em juízo e acabou. ele vai abatendo do valor da execução. o que vai ser penhorada na verdade. Porém. Está aí. por conta do artigo 1026. se não tiver outro bem desembaraçado pode permanecer a penhora da quota. e deposita em juízo. Opa. ele foi depositado lá. É a mesma coisa. não é? Vamos supor que a execução está lá na vigésima primeira vara cível. então pega o X. até o necessário para aquela execução. Então é feito o quê? Penhorou para que? A penhora vai ser diferente.84 Pega e dá uma olhada no artigo 1026. desde que não exista outro bem desembaraçado. Quanto o Leonardo têm de direito nessa sociedade? Ele tem X. está certo é escola.

que é isto? A sociedade em nome coletivo existia ate agosto de 2003. liquidadas para pagar lá aquela execução. A sociedade vai dar mais alguma coisa além de 5. vai dar só os 5. Inciso primeiro e o segundo fala da prorrogação contratual ou expressa. a contar da alteração do contrato. aí ela pode requerer a liquidação? . qual vai ser a opção? Quem é que escolhe se vai ser por uma ou por outra via? O credor. Agora se a prorrogação for tácita. só vai poder requerer se à sociedade for prorrogada tacitamente. entenderam isso? Se a prorrogação for contratual ele tem que gritar em noventa dias. aí o credor vai poder pedir a liquidação? Vai desde que ele grite em noventa dias. no sentido de extinção) pugnar pela liquidação da quota do devedor. e o que o safado diz? Ele diz assim: o credor particular (a escola). mas principalmente para a ilimitada. então vai ser liquidado o necessário para pagar. não estou falando ainda da regra especial da sociedade em nome coletivo.00. por exemplo. Parte das quotas que ele tinha vai sendo vendidas. por causa disto só resta a receber através dos lucros. E se vender tudo? A parte dele era pequena vendeu tudo o que ele vai fazer? Vai sair da sociedade. o juízo só intima a sociedade para fazer isto. para a escola.000. Aí o § único diz: só vai poder pedir a liquidação se for houver a prorrogação tácita ou ocorrer à prorrogação expressa. Mas respondendo ao colega. está lá no 1043. ela foi prorrogada tacitamente. A opção é dada ao credor então.000 quotas. A sociedade vendeu toda à parte dele e mandou para a vara cível. em nome coletivo também. Agora quanto e o patrimônio liquido? Quem fará isto tudo.000. o que muda em relação à sociedade em nome coletivo? Temos que ir ao artigo 1043. ela não pode pelo artigo 1043 requerer a Liquidação. tudo em prol do credor. Então no 1043 não temos a opção. agora teria 400 quotas. Agora. Mas veja o seguinte. Então ela não pode pedir a Liquidação da quota. ai chega agora em junho os sócios se reúnem e prorrogam ela até agosto de 2010 e aí ela foi prorrogada ate agosto de 2010. Então. em juízo ou extrajudicialmente? Vai ser apurado extrajudicialmente. chegou agosto de 2003 ela não foi dissolvida.00 que é do Leonardo. seria prorrogada e o que diz no parágrafo único? Que o credor vai poder requerer a liquidação. de sócio (o Leonardo não pode antes de dissolver-se (da sociedade acaba. O credor na sociedade em nome coletiva. mas também pra comandita simples. Esta regra aqui se aplica para toda a sociedade. prazo para existência: agosto de 2003. o que é prorrogação tácita? Chegou o prazo ninguém falou nada. o sócio do Leonardo devedor tem ¼ do capital social ele terá qual % do patrimônio liquido? 25%. vai poder escolher. Essa é a exceção. vai diminuir o que em relação ao Leonardo? A sua participação na sociedade.85 O Leonardo tinha uma quota grande. mas com a ressalva que vou fazer. continuou.000. Vendendo toda a parte do Leonardo só deu 5.00? Não. A apuração de haveres é através do patrimônio líquido que terá por base evidentemente o capital social. É mais ou menos o seguinte: aquela sociedade em nome coletivo. Ele que tinha lá 1. Só estou falando do artigo 1026.

. 1040. Somente os comanditados que podem exercer a administração da sociedade. as outras duas são. três comanditárias três amigas e um comanditado. Tem duas absurdas. Ela utiliza razão social ou denominação? Razão social somente ele o comanditado que pode botar o nome dele lá na razão social.1027. porque se for por prazo indeterminado. com responsabilidade SIS. Então como é que é aplicado o artigo 1043? Tem três formas de aplicar o artigo1043. rasgar o artigo aplicar o artigo pelo menos interpretando de que só se refere à sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. não tem prazo. como é no coletivo por prazo indeterminado jamais a escola poderia pedir a liquidação. O que é sociedade comandita simples? Ela é formada por duas categorias de sócios. porque aí o credor deveria aguardar vencer o prazo para pedir a liquidação. porque a responsabilidade dele é limitada. manda aplicar 1026. eu sou legislador por acaso. o artigo está errado. A primeira categoria temos os comanditados que só podem ser as pessoas físicas. SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES O conceito está na lei. Imaginemos quatro sócios aqui. A terceira opção é deles também. porque é lá daquele conceito da Justiça Federal. esta é a melhor interpretação do 1043 realmente. Pode ser Pessoa física ou jurídica. E aí lendo desta forma cuidadosa o artigo 1043 está tratando da sociedade em nome coletivo por prazo determinado ou indeterminado? Se for por prazo indeterminado quando é que a escola vai poder requerer a liquidação? Nunca. e se administrar o que acontece? Ele passa a ter responsabilidade SIS. em 90 dias. já está sendo liquidada. porque ele tem responsabilidade ilimitada. Se for tacitamente vai poder pedir a qualquer momento. Espie apenas um só que é o comanditado com responsabilidade SIS.86 Pode a qualquer momento.. A segunda interpretação é pior ainda. se ele botar passa a ter responsabilidade SIS. Bem e o comanditário? É aquele que de otário ele não tem nada. ou seja o credor pode requerer a liquidação a qualquer momento. Então restrição do 1043 e só para a sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. A primeira é aplicar literalmente. aí ela não vai precisa requerer. aplica as regras gerais do 1026. ela faz distinção se é por prazo determinado ou indeterminado? Não faz pelo menos o caput não faz.. posso dizer que não aplico na hora da prova? Não. expressamente. essa interpretação é louca. porque é prazo indeterminado. Ele pode colocar o nome dele lá na razão social? Pode ou não? Ele o comanditário? Só pode botar o nome lá na razão social quem tem responsabilidade SIS. Ele pode administrar? Quem que responde ilimitadamente é o comanditado. O comanditado ele ganhou . está ruim.. Só posso pedir a liquidação se esse prazo for prorrogado tacitamente ou contratualmente. nos artigos 1045 a 1051. ele não pode administrar. se eles falarem eu não aplico o artigo como é que eu vou aplicar o artigo. Subsidiário fala se não quiser riscar. ele não pode botar. isso é novidade.

ou seja. vai poder ser nomeado uma pessoa para realizar os negócios urgentes. aí já não é com poderes específicos. o administrador ele não tem responsabilidade pelas obrigações. ou seja. quatro comanditados e uma comanditária.O comanditado exerceu também o direito de retirada alegando quebra do affectio societatis. mas aí a lei falou: saiu só um e ainda tem sociedade. O comanditário pode administrar? Não pode. . é possível? Sim. Todos passam a responder ilimitadamente. se ele administrar ele passa a ter responsabilidade SIS e aí? O Leonardo não vai poder viajar. fulana de tal sócia comanditária poderá realizar o contrato com o fornecedor tal e tal no períodos de tanto a tanto ate o valor de X. quem vai administrar? Vai ter que ser nomeado um administrador provisório.87 um cupom e uma passagem para ficar um mês e quinze dias na costa oeste do Estados Unidos. O problema não é este. um negócio? Passa um fax lá para o Estados Unidos acha o Leonardo para ele mandar uma procuração específica. mas olhem só: poderes específicos. ele só terá uma responsabilidade se ele agir por dolo ou culpa. E se não arrumar? Ela tem que ser devolvida. Ela saiu da sociedade a qual tem comanditados e os comanditários. A sociedade vai ter o prazo também de cento e oitenta dias para arrumar um novo comanditado. Qual vai ser a responsabilidade deste administrador? Limitada ou Ilimitada? Nenhuma dos dois. o problema e o seguinte: enquanto está procurando um novo comanditado vai ser mais difícil. com poderes específicos? Não dá para saber. e dar aos demais sócios o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para eles arrumarem um novo sócio comanditário. E se continuar funcionando mesmo assim? Ela passa a funcionar de forma ilegal. Agora vamos inverter: Quatro sócios comanditários e um sócio comanditado. e aí tem que ser dissolvida a sociedade. ele é o único comanditado. bem específico. E se surgir alguma coisa que não estava prevista. inclusive para o comanditário. que pode ser ate um comanditário. Isto é comandita simples. aqui e para administrar dentro daquele período até arrumar um comanditado. SOCIEDADE DE CAPITAL E INDÚSTRIA Não existe mais. Ele esta viajando. com poderes específicos. vamos preservar a empresa em atividade. porque o comanditário tem responsabilidade limitada. vai ter até briga entre eles. ela quer exercer o direito de retirada alegando quebra da affectio societatis. vai desenvolvendo a atividade ate arrumar um cara. E se der uma procuração com poderes genéricos e ela administrar genericamente? Ela passará a ter responsabilidade ilimitada. É possível. Vou dar outro exemplo: cinco sócios. pode até mesmo um que era comanditado fazer uma alteração contratual e passar a ser comanditário. Vai parar a empresa? Não. para uma pessoa. Pode esta administração provisória recair sobre comanditário? Pode. até arrumar um novo candidato. Não vai ser difícil. o comanditado ele pode dar uma procuração.

. todos respondem Limitadamente. é prejuízo. então porque tanto adotam a limitada e não adotam a SA? A limitada é melhor do que SA.. Tem um projeto de lei. Como uma sociedade tipicamente familiar. não lembro. para fazer um contrato social.. a segunda grande crítica vem em relação ao nome. Bom. porque é muito mais fácil você criar e muito mais fácil você administrar uma limitada e bem fácil sem nenhum demérito mais em tese tem conhecimento jurídico. A segunda grande vantagem é o seguinte.. limitada por limitada sociedade anônima os acionistas também respondem limitadamente. evolui e chegamos até aqui. Para que mexer em time que está perdendo? Para que foram revogar o tal amado decreto 3708? De tão amado que 98% das sociedades empresariais adotaram ilimitada pelo decreto 3708/19 ele era bom ou ruim? Excelente. Bom. vantagem dela é que todos os sócios respondem de forma limitada. agora fazer um estatuto. porque agora a limitada esta regulada nos artigos 1052 a 1087 do NCC e tem um projeto revogando estes artigos tramitando no Congresso. O que é limitada ou ilimitada é a responsabilidade dos sócios. agora tem a assembléia geral dos sócios. Na comandita são os comanditados. o nome já induz a um erro esta sociedade ela é limitada? . Lá no coletivo todos respondem SIS. como é responsabilidade dos sócios na sociedade por corte L ou I? Limitada. na limitada ninguém. vem lá agora sociedade ilimitada. Então as grandes duas vantagens são estas.88 SOCIEDADE COOPERATIVA É sociedade simples por conta do parágrafo único do artigo 982 do NCC. conselho fiscal. quoruns para instalação da assembléia. para tratar a limitada em uma lei especifica. é a que cai na prova. porque é fácil. tranqüilo. SOCIEDADE ILIMITADA Que é sociedade ilimitada? Muita coisa pra falar. A primeira crítica é que estes artigos aqui burocratizaram a limitada. quorum qualificados. Podem ver que é uma evolução lá no coletivo todos estão com a cara na janela. Antes do novo CC. mas na prática quem faz um contrato social? Os contadores fazem muito bem.? Burocratizada esta é a primeira grande crítica. na comandita o comanditado responde SIS.Como é a responsabilidade da sociedade ilimitada? Ilimitada. houve uma evolução ela foi criada na Alemanha por volta de 1896 ou 92. nela não. só que esta segunda grande vantagem e aí que vem a primeira crítica. Imagina a limitada abrir mão. ela era regulada pelo decreto 3708/19. A limitada porque ela tinha esta aceitação toda? O que tinha de bom no decreto 3708/19? Primeiro o seguinte em relação as sociedades que nós vimos aqui. de uma sociedade anônima fica complicado. Noventa e oito por cento (98%) das sociedades empresariais registradas na Junta adotam a forma de limitada.

Estes credores podem executar os quatro sócios? Até vinte ou até quarenta mil? A integralização social é de cem mil.000. dá para executar quanto do sócio A? Vinte mil. podem estes credores executar o sócio A? Pode. aquele que tem direito de retirada. tendo os sócios A. só tem de ativo 60. o D não integralizou. porque só pode executar os sócios pela parte não intregalizada. se este capítulo for omisso qual artigo que vai cair na prova mesmo? Importante: Artigo 1. Antigamente a regra era aplicar S/A. esta a exceção. A pode entrar com ação contra D. aquele que não integraliza é xingado de sócio remisso. Então aí o conselho de Justiça Federal mais uma vez desce o pau. Distribuição de capital social: A cinqüenta mil. no artigo 18 do Decreto. texto perfeito da Lei. Entenderam a responsabilidade? Vou dar último exemplo. salvo quando o contrato mandar aplicar expressamente a Lei das S/A. até o limite de vinte mil reais. era assim. isto quer dizer o seguinte: se esta sociedade for à falência e não tiver bens suficiente para pagar os credores. o C integralizou.00. é isso e acabou. ato ultravires societatis e Abuso da razão ou denominação social. Então: Trezentos e setenta mil de passivo. então de cem mil. por isso ela foi à falência. Mas isso já vimos. o B quinze mil. . Hoje a sociedade tem de ativo sessenta mil reais só. Importante: Só vai poder executar os vinte mil reais. É claro que se o sócio A pagar vai entrar com a ação de regresso contra o sócio D. Qual é antigamente se o decreto das ilimitadas fosse omisso você procurava solução onde? Mandava aplicar supletivamente a lei da S/A. ou seja. Como é responsabilidade dos sócios? A responsabilidade é assim. mas aí divide por três. olha sociedade limitada na verdade ela continua com o mesmo nome sociedade por cota de responsabilidade limitada. B. C. Limitadamente. a responsabilidade está no 1052. Todos respondem de forma? Solidária. quanto esta integralizado? Oitenta mil. Sócio dissidente. falamos aqui. Se o capítulo for omisso você vai aplicar como regra a sociedade Simples. Por quê vinte mil? Porque o que falta para integralizar. Mas se tiver de dívida no mercado trezentos mil. o C quinze mil e o D vinte mil.053. e de passivo quatrocentos e trinta mil. Pode executar até quanto? Havia quem sustentava os 40. a sociedade há seis anos atrás. O sócio D. Hoje o capítulo das ilimitadas (artigos 1052/1087 do NCC). mas foi integralizado oitenta mil. Já vimos várias exceções quanto a responsabilidade limitada dos sócios? Desconsideração da personalidade jurídica. essa é a regra. for um miserável. O Leonardo integralizou a parte dele (A). mas todos respondem pelo que faltar para a integralização do capital social. vou dar exemplos: sociedade de capital social Cem mil. mas primeiro tem que passar pelos bens da sociedade.000. neste caso ele pode diluir o prejuízo com os demais. já falei. o B integralizou. legislação supletiva já vimos. Em princípio cada sócio responde pela integralização de suas quotas. continua com o mesmo nome designado no decreto.89 Não ela responde como qualquer outra sociedade. mas se o D não pagar. A responsabilidade dos sócios nós já vimos. agora é aplicar a Simples. Quanto falta para integralizar o capital social? Vinte mil. D.

maior burocracia.. tenho 60% ou 90% será convocado? É obrigatória a deliberação em assembléia se a sociedade tiver mais de dez sócios. Antigamente para haver alteração contratual. Antigamente não bastava a decisão dos sócios que representassem mais de 50%. quanto tempo de antecedência. aplica-se a reunião. mais de 50% do capital social. parágrafo terceiro. as próximas deliberações aí sim. ou seja. E aí mesmo se o majoritário quiser. a convocação da reunião tem que ser na forma do artigo 1. Obrigatória como? Como é a Assembléia? O procedimento está no artigo 1152 § 3º: o anúncio de convocação da Assembléia de sócios será publicado por três vezes. era assim: dez sócios. vou pelo mais simples. aí sim tem aplicação.90 direito de retirada por prazo indeterminado. era feito com a liberação dos sócios. Eu vou decidir qual será o procedimento e vou ter que especificar isto no contrato. Concordam com a proposta fulano. novas assembléias. Vou mandar para assinar. a maioria absoluta. Esse o contrato não estipular qual é o procedimento? A lei diz como é que vai ser. tal . aí posso exigir . ciclano. vou fazer o seguinte: uma proposta de alteração e vou ligar para os outros sócios. conversar. entre a data da primeira inserção e da realização da assembléia. Como não? Aí ela vai poder tomar suas deliberações em suas reuniões de sócios. tal. o prazo mínimo de oito dias para a primeira convocação.. Falei disso quando falei dos direitos de sócios. entra o artigo que tem que adaptar. e de cinco dias para as posteriores. Último tema da Burocratização: Assembléia de reunião de sócios nem tudo o antigo sócio gerente administrador pode decidir. As deliberações anteriores você não muda. se ele se mudou problema. a previsão dela tem que esta aonde? No contrato social. se no contrato não falasse nada era por decisão da maioria absoluta. novas reuniões a se realizarem. Antigamente podia o sócio gerente alterar o contrato social? Não podia. desde que sócio que representasse mais de mais de 50% deliberava sobre o assunto as cotações. vou comunicar para todo mundo. como exercia este direito de retirada na sociedade por prazo indeterminado. o antigo gerente eu não posso alterar. de lucros. Não vou deixar minha sociedade ter um gasto publicando em jornal. e a reunião? Não tem previsão na lei. prazo de antecedência. não concordava com nada: temos que sentar. alterasse o endereço junto a sociedade. é um gasto tremendo. convoca-se por jornal.. no que couber o disposto para Assembléia de sócios. Acabou aquela facilidade do cara ligar. quer dizer. E se esta sociedade tiver menos de dez sócios? Continua como era antigamente? Não. está lá como que vai ser feita a convocação. mudou como é feito isto? Hoje agora é assembléia geral. considera-se convocado aquele sócio em que foi expedido para tua residência uma notificação via Ar. ao menos. aquela coisa de fazer meio nas coxas. o que tinha que fazer antes para sair? Notifica com antecedência de 60 dias.152. Se é uma sociedade na qual eu participo. espírito de porco que não assinava. aí tem um sócio.tal. como é esta reunião? Assembléia vocês sabem que é no 11052. que fala em jornal de grande circulação. eu sou sócio majoritário. devendo mediar. Então vai ser possível o entendimento da seguinte forma: se o contrato social não disciplinar. de retirada. Mas hoje em dia não é nada disto. estamos falando de atos futuros. falei até que affectio societatis era motivo para retirada . e não assinava droga nenhuma. ato jurídico perfeito. coloco lá a convocação será por qualquer meio idôneo: por carta telegrama. AR.

.. delibera contrariamente. a maioria absoluta para pedir concordata. desde que todos os sócios. maioria absoluta para nomear administrador. vai que na assembléia consegue convencer a galera. Pode ser dispensada essa publicação o 1. correrá o risco de muita deliberação ser tomada como nula. por isso a formalidade aí é essencial. a doutrina sempre entendeu possível a existência de um Conselho fiscal nas sociedades limitadas. sócios ou não. a maioria dos presentes em assembléia ou reunião. nas hipóteses que acabei de mencionar. antigamente era tudo com a maioria absoluta e hoje ta tudo lá no 1. pois já temos previsão expressa. depende da disposição dos sócios. se todos deliberarem por escrito. agora a lei exige ¾ para a mudança do contrato. Esta previsão está no código civil e. não pode. Logo. Por causa disto que tem que haver esse negocio de convocação. Podem ser dispensados. ou seja..076. por uma aplicação analógica da lei de S/A. aí será terrível. mesmo sem previsão legal expressa. Se tiver a assinatura de 90% não pode mandar alteração para a junta comercial? Não pode. que é para atos futuros.. . desde que todos os sócios deliberem por escrito sobre aquele assunto. mais se ela que não concordou deliberar por escrito não tem problema. não pode. não precisa concordar todo mundo não. mas se existir ele tem que ser composto no mínimo por três membros. não para passados.. Pode ser dispensada da própria assembléia ou da reunião? Pode. depende do que eles querem. Ele é um órgão de existência facultativa nas sociedades limitadas.. se derem por convocados. para dispensar a assembléia ou a reunião todos tem que deliberar por escrito. é muito similar à previsão legal da sociedade anônima. do novo CC. a regra agora é a maioria simples. e como a regra a regra agora não é a maioria absoluta. nós vamos estudar Conselho fiscal quando tratarmos de S/A.. O Conselho fiscal não é obrigatório nas sociedades limitadas. 9 ª Aula . outra salvação da lavoura. aí tem que convencer o espírito de porco. Pode-se dispensar dessa formalidade de convocação tanto na assembléia quanto na reunião? Pode. pela própria essência do ato. podem.052?Pode.02/08/2003 CONSELHO FISCAL NA SOCIEDADE LIMITADA É uma inovação do novo código civil a previsão legal de um Conselho fiscal para as sociedades limitadas. digam por escrito que estão cientes da data da data e da reunião ou da assembléia. aí tá a solução da lavoura. pois eram aplicadas supletivamente as regras das sociedades anônimas. como também pode ser dispensada a própria assembléia ou reunião. Este decreto não tinha nenhuma previsão sobre o Conselho fiscal das sociedades limitadas. pra que consegue convencer. então. Neste ponto que vamos ter a diferença.91 o cumprimento do 1152. porque não se obedeceu a forma prevista na lei. Hoje não é mais necessária a analogia. Antes do novo código civil a sociedade limitada era regulada pelo decreto 3708/19. não vai precisar da assembléia no momento tão dispensados da formalidade de convocação. mas deliberou por escrito. mas mesmo naquela época a doutrina e a jurisprudência tinham o entendimento que era possível existir um Conselho fiscal das sociedades limitadas. E mais se contrato não fala como será a reunião será na mesma forma da assembléia. Devemos saber apenas que é possível o Conselho fiscal na sociedade limitada. e por último.

Hoje. com o novo código civil. Antigamente nomeava-se um sócio e esse sócio poderia até delegar o seu poder. hoje existe administradores. aproximou mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. O Conselho fiscal será estudado mais detalhadamente mais adiante. no momento da prova pode-se perfeitamente escrever ato separado. nomeava-se um administrador. nesta o administrador vai ser nomeado em ato separado (ou termo de posse) junto à Assembléia geral. a doutrina entendia que poderia ter Conselho fiscal mesmo sem previsão legal. mas junto deste contrato social vai vir um ato designando um administrador. Ex: Somos 4 sócios. e tem que ser levado na Junta comercial para que seja de conhecimento de todos. A lei encampou a doutrina com essa pequena distinção. o professor Fran Martins era de uma corrente no sentido de que era possível até ter o Conselho fiscal nas sociedades limitadas. Então. Ele pode? Pode. Por isso que é errado ficar falando sócio gerente e sócio administrador. mas não tem dinheiro para ser sócia. Isto. O contrato social não vai designar administrador. e ninguém entende nada de restaurante. quando não havia previsão legal. mas colocou que os membros do conselho fiscal não precisam ser sócios. A única diferença da lei para aquela posição majoritária da doutrina é que hoje é possível o Conselho fiscal. mas os seus membros deveriam ser sócios. Analisando o contrato social. É a única diferença. e aqui na sociedade limitada agora também não vai precisar. É igual na S/A. Como é que se descobria antigamente quem era o sócio gerente? (hoje administrador). Chegava na Junta comercial e verificava no contrato social quem administrava a sociedade. hoje não. tinha que ter previsão no contrato e etc. A irmã de um dos sócios sabe tudo sobre restaurante. pode-se nomear direto um administrador não sócio. mas a lei não diz. Antigamente poderia nomear um gerente não sócio? Não. O novo código civil encampou essa corrente. antes do novo código civil. Daqueles 4 sócios ninguém quer trabalhar no restaurante. tem carteira assinada. com aquela tendência de se aproximar à sociedade limitada da sociedade anônima. ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA Aqui houve uma grande modificação. mas a regra agora é que o administrador seja nomeado através de um ato separado. o correto agora é falar tão somente . Hoje. acabou esta burocracia. e este delegava os poderes a um estranho. então. O diretor da sociedade anônima tem que ser acionista? Importante: Não. mas os seus integrantes não precisam ser necessariamente sócios. gerente agora é empregado. Era uma complicação muito grande.92 Antigamente. Foi aproximada mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. nós sabemos que lá fora vai ser chamado de Termo de posse. Antigamente havia os sócios gerentes. a regra é que o administrador não seja nomeado no contrato social. tinha que ter autorização de outro sócio. A lei não diz o nome deste ato separado. um sócio gerente. um ato separado. Importante: O administrador hoje (inovação) pode ser nomeado tanto no contrato social como pode ser nomeado através de um ato separado (isto é inovação). mas.

Então. se ele não estiver designado no contrato é maioria absoluta. se for nomeado em ato separado. é possível que seja a maioria absoluta. Caso seja através de ato separado. inciso III. para colocar e tirar um sócio como administrador pelo contrato social. Ele não fala no quorum para destituição. podemos até aplicar por analogia. Importante: Destituição dos administradores não sócios. Para o sócio tem quorum para nomeação e para destituição. é um quorum elevadíssimo. O não sócio para ser nomeado administrador tem que ter autorização do contrato. ele diz que não há proibição expressa. em regra. Foram os dois entendimentos com base no artigo 1076 incisos II e III. De acordo com o artigo 1060. é a maioria absoluta. logo. Por quê inciso II? Neste caso temos que ir no artigo 1071. Não sócio se o capital não estiver integralizado. inciso II c/c 1071. se for no contrato social será 2/3. Caso esteja integralizado depende da decisão de 2/3. é o quorum previsto no artigo 1061. só por decisão de 2/3. como ele não faz distinção. quando o capítulo das sociedades limitadas é omisso. Decisão da maioria absoluta. agora. aplica-se às regras da sociedade simples. No 1076 vem escrito: “Pelos votos correspondentes a mais da metade do capital social”. porque ele pode ser sócio ou não. caso o capital esteja integralizado a decisão é de 2/3. Basicamente todos os quoruns estão previstos lá no artigo 1076. ele pode ter sido nomeado através do contrato ou em ato separado. se estiver designado no contrato social será 2/3. artigo 1076. Mas em regra. jamais vamos falar sócio gerente ou sócio administrador. E caso aplique subsidiariamente a lei de S/A? Na lei de S/A a pessoa jurídica também não pode ser administradora. ele não sócio. Eu (professor) acredito que nomeação seja maioria simples (opinião pessoal. ou seja. Agora. Pode uma pessoa jurídica ser sócia? Pode. depende da decisão de 2/3. não tem jeito. Esse quorum que está previsto na lei é para nomeação. A lei está empurrando mesmo para uma nova solução. depende da maioria absoluta. nas duas soluções . ele fala no quorum para nomeação. Isto porque tem que ter a decisão de pelo menos 2/3 para tirar ele de lá. Realmente se fizermos uma leitura do capítulo que vai do artigo 1051 ao 1087 não fala nada.93 administrador. Neste caso não tem este negócio de capital integralizado ou não e nomeado no contrato social. pois ele pode ser sócio como pode não ser sócio. Na sociedade simples somente pessoas físicas podem ser administradoras. vamos falar apenas em administrador. Ela pode ser nomeada administradora?( Ex: tem 80% das quotas) O professor Fábio Ulhoa Coelho começa devagar. para o não sócio não tem. é a maioria absoluta. Caso o sócio seja nomeado administrador no contrato social. Pelo 1076 inciso II c/c 1071 inciso III. caso você aplique supletivamente uma lei ou a outra. Ex: Se um sócio nesta sociedade for nomeado administrador. Se for o sócio. Caso seja sócio em ato separado. depende da decisão da unanimidade. e se o capital social não estiver integralizado depende da decisão da unanimidade. Se ele tiver 35% das quotas ele não sai jamais. Destituição do administrador sócio. então. não é previsão legal) ou no máximo. seja ele sócio. é um quorum que não está previsto lá no artigo 1076. mas este está lá no artigo 1060 e 1061. mais de 50%. para tirar ele de lá só com “reza”. ou seja. não tem problema. então. a maioria absoluta. O 1071 está no inciso III .

e as duas legislações supletivas dizem que somente a pessoa física pode ser administradora. O artigo diz que os sócio que aprovarem a deliberação contrária à lei ou contrária ao contrato social respondem de forma ilimitada. no momento da prova é diferente. nós falamos em atos dos administradores. Na prática vem a execução fiscal e penhora logo o bem dos sócios administradores. o Fábio Ulhoa diz que quem vai responder isto é a jurisprudência e a doutrina a partir de agora (Não tem como decidir de outra forma. Outra hipótese: Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Tem um artigo altamente questionado. pois se o capítulo é omisso. É lá na justiça do trabalho. Nós vamos fazer uma rápida previsão das hipóteses em que a responsabilidade vai ser ilimitada. dos quais 3 aprovaram e 2 não aprovaram. Os dois sócios que não aprovaram o ato não ficarão responsáveis. aí incluído as sociedades limitadas (Que nós já vimos que em regra ela é de pessoas). Outra hipótese: Vimos esta hipótese como teoria da desconsideração menor. ou seja. Seria uma teoria da desconsideração menor também. porque o abuso da razão social ou da denominação. Quais são as exceções. mas que está na lei. nós vamos para a legislação supletiva. Porém. a exceção. O Fábio Ulhoa Coelho não diz que a pessoa que a Pessoa Jurídica pode ser. que envolve pessoas. é o que está bem claro no artigo 1080 do novo código civil. Este ato que foi aprovado por 3 sócios é contrário à lei ou contrário ao contrato social. O fundamento é a simples insuficiência patrimonial. Outra hipótese: Abuso da razão social da denominação. limitada à integralização do capital social. Mas ato contrário à lei não é abuso da razão social? Não. Mas neste caso tem que ser administrador. Este artigo diz que os sócios de uma sociedade limitada ficam responsáveis pelos débitos previdenciários. Existem duas previsões legais no CTN a respeito da matéria. Todos os sócios que aprovarem ficam responsáveis pelos prejuízos decorrentes desse ato ilegal de forma ilimitada. É o artigo 13 da lei 8620. A regra é que os sócios respondam limitadamente. Outra hipótese: São os débitos tributários. só a pessoa física pode ser administradora. Outra hipótese: Artigo 1080 do novo código civil. mas os 3 sócios que aprovaram ficam responsáveis ilimitadamente. Logo. a doutrina e a jurisprudência entenderam como qualquer . basta a sociedade não ter dinheiro para pagar que eles mandam penhorar os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). Com isto verificamos que não há porque ter dúvida. Os sócios respondem quando a sociedade não tem condições de pagar seus tributos ? Na prática responde. no momento da prova não é assim que deve ser respondido. Outra hipótese: INSS – Dívidas perante o INSS. Já foi tratado que a responsabilidade do sócio é limitada. Ex: Suponhamos que tenha 5 sócios. as sociedades contratuais. basta a insuficiência patrimonial da sociedade para você atacar o bem patrimonial. somente pessoa física pode ser administradora). e eu estou falando em deliberação de sócios. Ex: Quando o sócio pratica um ato ultravires societatis . A primeira previsão é a seguinte: Toda sociedade de pessoas. esse é o entendimento amplamente dominante.94 somente pessoa física pode ser administradora. quando eles respondem ilimitadamente? Já foi visto muitos casos. ou seja.

estamos falando de sociedade limitada. Todos eles respondem. pois para dar baixa você tem que apresentar CND. mas a jurisprudência entendeu como sociedades contratuais. para que seja dividido o prejuízo. sociedade em nome coletivo. assim fica mais fácil). e pela lei quem tem . O artigo 134 não se aplica a sociedade anônima e a comandita por ações. Ex: Não estamos falando agora de S/A. Na prática é. OBS: Existem duas formas de liquidação irregular. Então. Aí você pode dizer: Mas isto não dá.95 sociedade contratual. Daí então vai para o caput. Neste caso todos os sócios respondem como substitutos tributários. Isto está no artigo 134 inciso VII do CTN. aquelas que tem por ato constitutivo o estatuto. Aquele que tem 1% pode até pagar tudo e depois ele entra com uma ação de regresso face aos demais sócios. Mas você só pode responder assim se o examinador disser que ele agiu conforme a lei e conforme o ato constitutivo. Só quando o fisco consegue provar que o administrador agiu com excesso de poderes. O que é excesso de poderes? È quando ele pratica ato contrário à lei ou ao ato constitutivo (Contrato social ou estatuto). Inciso III – “Os diretores. nem de comandita por ação. mas na verdade não existe mais aquele seu ponto comercial. acabou. inciso III do CTN (Leia 1º o inciso e depois o caput. mesmo aquele que tiver 1% na sociedade. mas que são fornecedores. inciso VII não se aplica às sociedades institucionais. Por que está dizendo em tese? E está falando que na prática é diferente? A primeira coisa que o administrador manda parar de pagar quando o dinheiro está pouco. e a sociedade não tiver condições de pagar o tributo. pois não foi dada a baixa. Existe uma outra forma de liquidação irregular. são os tributos. se elas não pagaram os débitos tributários. Isto é. não vai ser pago. mas nem todas as CNDs são fidedignas. A lei fala de pessoas. também considerada pela jurisprudência. os sócios respondem como substitutos tributários. mas no momento de se fazer a prova não pode responder assim. Então é automático isto? Não. os administradores ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado”. Ex: Você não dá baixa na Junta comercial. Na liquidação irregular. excesso de poderes é ato contrário à lei ou ato contrário ao contrato social ou estatuto. fechou as portas. e o sujeito sabendo disso vai lá e pega a CND apresenta e dá baixa. comandita simples. mas ainda não foi feito o lançamento. isto é considerado uma baixa irregular. ou seja. às vezes o débito tributário ainda não foi lançado. Quando essas sociedades têm débitos tributários e elas são liquidadas. a lei nem discute. passam 5 ou 10 anos e você não informa à receita federal. A segunda previsão é o artigo 135. já tem o fato gerador. ele não paga. Neste caso. o imposto não acabou não. mas com um bocado de débito tributário. é aquela que os sócios vão lá na Junta comercial e dão baixa. mas todos os sócios respondem de forma ilimitada na liquidação irregular. Essa disposição do artigo 134. mas essa baixa que foi dada não foi uma baixa regular. então. vai ficar por isto mesmo. A responsabilidade é de todos os sócios de sociedades contratuais. “Respondem pelos débitos tributários da sociedade quando agirem com excesso de poder”. Caso o administrador agir dentro da lei e na conformidade do seu estatuto. Essa é uma liquidação irregular. Ele deliberadamente pára de pagar os tributos para pagar outros credores não privilegiados. Esta é a mais comum. Isto quando perguntar em tese. O imóvel era de aluguel e você já devolveu e não tem mais nada.

então. Este ato de deliberadamente não pagar o fisco já é um ato contrário à lei tributária. inciso III do CTN. Ele vai entra com embargo do devedor ou com embargo de terceiro? Tanto faz. é ele que está sendo executado também. eles aplicam lá o Princípio da fungibilidade. e não embargo de terceiro. O sócio para se defender vai agir como? A execução é contra a sociedade. e. E é aquilo que é o título executivo. Está executando a sociedade x bebidas limitada. inciso III do CTN e tem os artigos da lei de execução fiscal. no entanto. O que o juiz faz? Manda recair a penhora sobre os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). sociedade institucional. Esta certidão. o sujeito pára de pagar justamente o fisco e paga outros credores. então. é qualquer pessoa jurídica de direito privado que aplica a regra do artigo 135. Mas o título executivo é contra a sociedade. . não fala sociedade contratual. na forma do artigo 135. eles ficam também como responsáveis tributários. e se violou a lei. não tem título contra o sócio e. porque a própria lei já diz que ele responde por isso quando ele age com excesso de poderes e tudo mais. e a jurisprudência já está cansada de saber disso. quer dizer. O correto é embargo do devedor. Vejam neste caso que ele é aplicado tanto para as sociedades contratuais como para as sociedades institucionais. Tem que ser extraído uma nova certidão da dívida ativa em nome do sócio? Não. Este caso é com certeza substituição processual substancial. a jurisprudência e a doutrina já entenderam que embora formalmente ela seja extraída em nome da sociedade. e não interesse alheio. ele está defendendo interesse próprio. a certidão da dívida ativa foi extraída em nome de quem? Da sociedade. não é necessário extrair uma nova certidão da dívida ativa. por força de lei os sócios que agirem com excesso de poderes. solidários. para a comandita por ações. Não foram encontrados bens suficientes para pagar. sem título não tem execução. Aquele título executivo.96 preferência são os empregados e o fisco (A fazenda). esta já está sendo violada. Na execução fiscal contra a sociedade. portanto. Na prática todo mundo viola a lei. isto já é excesso de poderes. mas ontologicamente. Na verdade aquela execução formalmente é contra a sociedade. então ele já responde ilimitadamente. se é ele que está sendo executado é embargo do devedor. a penhora é recaída à mercedes dele (contra ele). também se aplica isto para a sociedade anônima. substancialmente é contra ela e contra os administradores que agiram com excesso de poderes. na verdade não há problema nenhum. Mas o sócio não é terceiro? Existe um fenômeno chamado substituição processual substancial (Liebman). porque ela fala “Representante de pessoas jurídicas de direito privado”. fundamento da execução fiscal. aquela certidão da dívida ativa em nome da sociedade vale também contra o sócio.

mas. o que prevalece é a forma. possamos ter uma maior facilidade. É uma sociedade cujo capital social é dividido em partes. já que o governador colocou como Companhia beneficente dos velhinhos de Jacarepaguá. é a forma. Por isso que a cooperativa não está sujeito à falência nunca. e. e se é S/A ela é uma sociedade empresarial. representada por ações.. Ex: Banco. ela é empresarial. e tal. Ah! Mas era sociedade beneficente. não tem com fugir da lei. é uma das hipóteses em que o que prevalece não é a substância. com responsabilidade limitada a sua parte. e também temos outra lei modificadora. O conceito de sociedade anônima está na lei 6404 e também em qualquer doutrina. Na forma da lei de S/A e na forma do artigo 982. A cooperativa tem sempre natureza simples (Civil antigamente). a sociedade anônima independentemente da sua atividade. Foi uma das questões da prova da magistratura. Ah! Mas ela é empresarial. visa o lucro. porque cooperativa independentemente da atividade dela. vai ser focado nas modificações da lei 10303/01. Ela vai ser sempre tratada como uma sociedade de natureza simples. Ela foi profundamente modificada em duas ocasiões. que é a lei 10303 de 31-10-2001 (Só entrou em vigor em 2002). as cooperativas. Tem algum outro caso? Tem. Então. Prevaleça a forma e não a substância. pode ser até uma cooperativa de crédito. Às vezes a leitura da lei é “pesada”. a resposta vai estar na lei. A forma dela prevalece sobre a substância. Poder não pode. então. Ela é empresarial? Não. tem termos técnicos. A legislação aplicável para as sociedades anônimas é a lei 6404/76. Os titulares dessas ações recebem a denominação de acionistas. Isto que deveria ter sido feito na prova. A pergunta da prova foi: Qual é a natureza da sociedade beneficente dos velhinhos? Não era filantropia. parágrafo único do novo código civil. ela sempre será tratada como uma sociedade empresarial. uma linguagem complexa. nós vamos passar uma visão panorâmica para quando examinarmos a lei. Não vai ser desmiuçado passo a passo. não interessa qual é a atividade que ela está exercendo. a atividade dela não importa. e portanto. Em 1997.. o lucro é direito essencial dos sócios. só que é diametralmente oposto. não pode ser sociedade anônima a sociedade beneficente. . era empresarial. e tal. logo. Na verdade você teria que saber que essa Companhia era sociedade anônima. ela sempre será sociedade empresarial.97 SOCIEDADES ANÔNIMAS Consideração inicial: Caso em algum concurso venha a cair alguma questão sobre sociedade anônima. A companhia beneficente dos velhinhos de jacarepaguá. Isto não importa.

A sua responsabilidade. NOME EMPRESARIAL O nome empresarial da sociedade anônima está regulado no artigo 3º da lei de S/A e também no artigo 1160 do novo código civil. porque é a lei especial. você sempre tem que pagar o que te ofereceram. A responsabilidade dos acionistas é limitada a integralização do preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. agora tem que vir: “Eifel Construtora S/A”. não interessa. isto porque a denominação tem que ser designativa do objeto social. Porém. Suponhamos que eu comprei essa ação. Eu tenho que pagar quanto? A responsabilidade é limitada ao que? A integralização é de 10. O valor de balanço pode ser 200 reais. ela não consegue vender a 15.”. O novo código civil nesse ponto (art. a Companhia quer é receber os 100 reais. Vai ser aplicado o novo código civil ou a lei de S/A? Em regra você vai aplicar alei de S/A primeiro. X pode ter vendido por 2 mil reais para Y. mas te venderam por 12 reais. Eu emiti essas ações de mercado. mas antes de pagar a 3a. Não importa os valores. e X comprou tais ações. X pagou a 1a a 2a. Ex: Agora não pode vir: “Eifel S/A. O valor de venda é o chamado valor de emissão. o valor de venda é 12. Então nesse ponto vai ser aplicado o artigo 3º da lei de S/A ou o artigo 1160 do novo código civil? O artigo 1160 do novo código civil. o valor de mercado (É o que está na bolsa de valores) é 13. ela não quer saber por qual valor foi vendido de X para Y. pelo artigo 1160 é obrigatória a denominação designativa do objeto social. Você tem que saber apenas que é o valor de emissão. O que importa é o valor de venda. X resolveu vender a ação para Y. Ex: A cotação está em 15 reais. O artigo 1160 diz que: “A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social”. 11. e já recebeu 50. quer dizer. 12. 13 ou 14? Não importa o valor. O que é integralização? Ex: A S/A está vendendo suas ações. que é o restante que falta à Companhia. pelo valor de 100 reais para integralizar em 4 vezes. a responsabilidade dos acionistas é pela integralização do valor de emissão das ações subscritas ou adquiridas. Na face o valor nominal é 11. O Y vai ter que pagar mais 50. O artigo 3º da lei de S/A e o artigo 1160 do Código Civil. a responsabilidade é pelo preço de emissão. 1160) foi específico ou foi genérico? Específico. Neste ponto o novo Código Civil. Y tem apenas que integralizar o que falta. Ex: No balanço o valor das ações é 10. que são duas parcelas de 25. Pelo novo código civil tem que ter o objeto social. foi específico. . o valor econômico (É com base em projeções futuras) é 14. há pouca mudança.98 RESPONSABILIDADE Como é a responsabilidade dos acionistas? A responsabilidade dos acionistas é limitada. A Companhia não vai se preocupar por quanto X vendeu a ação para Y. e te vende por 13. são quase a mesma coisa.

Mas não é a mesma coisa que está no artigo 3º da lei de S/A? Só que na lei de S/A tem uma vírgula que diz:”.. mas o objeto social agora é obrigatório. você pode substituir a expressão “S/A” pela expressão “COMPANHIA”. É a expressão S/A por extenso ou abreviada.99 Importante: A denominação da S/A (Nome fantasia) + o ramo da atividade (É obrigatório) + o tipo societário (Que é a sociedade anônima).. Na verdade capital não é questão de aberto ou fechado. Eu quero que você me autorize buscar recursos no mercado. Ex: Companhia Eifel Construtora. só que o artigo 1160 acrescenta uma coisa. O artigo 1160 fala a mesma coisa. e juntando os dois o texto é o mesmo. e o artigo 3º da lei de S/A continua dizendo que: Companhia não pode vir no final. Mas aí vem tanto o artigo 3º quanto o artigo 1160. não é aberto ou fechado. não pode vir é no final do nome. pode substituir desde que Companhia venha no início ou no meio do nome. “A expressão Companhia substitui a expressão sociedade anônima”. Somando os dois textos você vai concluir que o “Companhia” continua não podendo vir ao final. O artigo 1160 do novo código civil diz:”A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social (Ramo da atividade) integrada (Quer dizer que pode ser em qualquer local) pela expressões sociedade anônima ou Companhia. Não só ações. debêntures e etc. Então juntando os dois artigos você vai concluir que tem que ter o objeto social e que o “Companhia” só podendo estar no início ou no meio do nome. Eu quero que você (CVN) me autorize a negociar meus papéis no mercado. só pode vir no início ou no meio. Antigamente era Companhia de capital aberto e Companhia de capital fechado. e pelo artigo 3º da lei de sociedade anônima não pode. COMPANIA ABERTA e COMPANIA FECHADA A expressão Companhia aberta e Companhia fechada vieram da lei 10303/01. não vai dar preferência nem para um e nem para outro. mas ações. É só somar os dois textos. Importante: Pelo artigo 3º você pode substituir. Esta observação que tem na lei de S/A não tem no novo código civil. Companhia no início ou no meio do nome”. por extenso ou abreviadamente. a lei veio e modificou. É assim que é a denominação da sociedade anônima. Com isso aqui não é necessária a expressão “sociedade anônima”. O entendimento mais plausível é você fazer uma interpretação sistemática. . é fixo. pode vir também Eifel Companhia Construtora. É você juntar os dois artigos. porém não faz aquela restrição que não pode vir no final. o art 1160 pára por aí. Nome fantasia (ex: eifel) + ramo da atividade (construtora) + sociedade anônima (Põe extenso ou abreviado). o capital é um valor só. Hoje pode ou não pode ser Eifel construtora companhia? Pelo artigo 1160 do novo código civil pode. A ordem dos fatores não altera o produto. não vai ser riscado nada. que é: A denominação tem que constar o objeto social. Não é muito técnico falar em Companhia de capital aberto ou fechado. Ex: Eifel Construtora S/A.. O que é companhia aberta? Companhia aberta é aquela que chegou para a CVN (É uma super autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda) e diz que quer ser uma Companhia aberta.

Ele vai comprando e vai aumentando a participação dele até se tornar majoritário. Caso haja pessoas que não queiram vender suas ações por um motivo ou por outro não tem problema. por exemplo 3 anos. para cancelar essa autorização. Numa Companhia fechada aquela ação não tem tanta liquidez. O fato de ser aberta ou fechada não que dizer que uma é melhor do que a outra. É a mesma coisa com a Companhia. Vendo isto o que a nova lei fez? Acabou com isso. Ex: Você compra um carro. são apenas estratégias mercadológicas. OBS: Quando a Companhia é aberta. ou seja. Na CVN vai ter um procedimento administrativo. O valor dessa oferta pública por ação é o valor fixado segundo o cálculo previsto em lei. Neste caso o carro que você comprou vai ser desvalorizado. O que é companhia fechada? Companhia fechada é aquela que não tem essa autorização. A obrigação da Companhia ou do controlador é apenas fazer a oferta. pois já tem a potencialidade mercado. Para ser Companhia aberta basta ter autorização da CVN. aquela ação parava de circular no mercado. torná-la Companhia fechada. não capta dinheiro no mercado. você já não podia pedir para o seu gerente (O banco) vendê-la lá no mercado de valores para você. você não vende a por quotas limitadas na bolsa de valores. E se não tem tanta liquidez o preço dela cai. e como tal ela já passa a sofrer uma rígida fiscalização da CVN. e vai ser pedida a autorização. ele pede a autorização a CVN para se tornar Companhia aberta. Se o preço dela despenca. para que aí possa fechar a Companhia. a Companhia quer se tornar fechada. Isto é uma verdadeira sacanagem. ela não quer mais que suas ações sejam negociadas no mercado de valor. ela não tem os papéis negociados no mercado. e se o preço cai com certeza que o acionista controlador vai querer compralas (Praticamente foi ele quem aprovou na deliberação o pedido de cancelamento de Companhia aberta). para ela tornar-se fechada. ninguém vai querer comprar aquelas ações. Depois de certo tempo (4 anos) eu chego para a CVN e peço o cancelamento dessa autorização para vender os papéis no mercado. e antigamente a CVN cancelava aquela autorização. Para vendê-la agora você teria que vendê-la “de boca” para um amigo ou outra pessoa que se interessasse.100 As Companhias abertas são aquelas que tem autorização para negociar seus papéis no mercado. eu estou criando uma Companhia e estou pedindo para a CVN para vender ações no mercado. O acionista majoritário que é ele mesmo vai aprovar essa deliberação. Depois de um certo tempo então. um lançamento da Fiat. se você quisesse vender. . a Companhia ou o controlador vai ter que fazer a chamada oferta pública. se é uma Companhia aberta. ela é uma Companhia aberta. ela tem muito mais liquidez. Dois anos depois a Fiat tira o carro de linha. Dada essa autorização a Companhia se torna Companhia aberta. Será um valor justo segundo a lei. Fica muito mais difícil transformar aquela ação em dinheiro. Se ela tiver autorização e mesmo que ela nunca tenha vendido uma ação no mercado. mas o acionista controlador vai quere compra-las por um preço baixo. Vai ter que fazer uma oferta pública para comprar todas as ações que estão no mercado. a Companhia vai se tornar fechada mesmo assim. ou seja. Agora. É igual à por quotas limitadas.

A retenção de todo o lucro para poder aplica-lo num investimento. Eles se preocuparam exclusivamente com a visão econômica. então volta nas casas das pessoas e pergunta novamente se elas não querem vender mesmo as ações. abertura de capital. sacrifica-se o interesse menor. a massa. e constatou que elas representam menos de 5%. cia. sobre o estudo do cia. algumas deliberações que interessam à Companhia ficariam dependendo da aquiescência de um pequeno número de acionistas. o interesse da sociedade. O professor vê nisto uma desapropriação privada. uma vez depositado aí tomou as ações deles. que é sociedade anônima (Amaris Borba e Roberto Carvalhosa). porque ela vai ter que correr. uma expropriação privada. a teoria da preservação da empresa. . Quem fez a lei de S/A não foram os advogados. é o resgate sem a anuência dos acionistas antigos. porque a Constituição diz que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. O entendimento dos especialistas na matéria. e de repente chega no momento da votação e eles dizem que não querem. É convocada uma Assembléia geral. aliás. por isso que às vezes tem essas controversas. fechamento de capital. aberta.101 Vamos supor que o controlador tenha feito as contas. deixando de lado um pouco essa visão jurídica. que é a dos pequenos acionistas. e vai ter que sempre dar satisfação àquele grupo reduzido de acionistas. No momento da prova você deve sustentar as duas posições. é o chamado resgate compulsório. O acionista controlador resolve então tomar as ações. depende do consentimento da unanimidade dos acionistas. o interesse insignificante dentro do conjunto econômico (Menos de 5%). Essa segundo posição é de autores como Roberto Carvalhosa que é um especialista em S/A e também dos economistas. quer dizer. logo. Quando tem esse pequeno número de acionistas é como se fosse “uma pedra no sapato” da Companhia. Então para prestigiar o todo. 10 ª Aula – 16/08/2003 Sociedades (continuação) Estávamos falando sobre as sociedades. Essa segunda posição eles têm razão no que falam. Caso fosse prova da Defensoria Pública seria mais sensato você defender a primeira posição. sacrifica o interesse desses acionistas que vão ser colocados para fora do quadro. Algumas deliberações dependem da unanimidade dos acionistas. pois ele reverteu à propriedade em seu favor por interesses privado. e elas dizem que não. foram economistas. Entende que isso viola o direito de propriedade. Quem manda na Assembléia geral é quem tem mais votos (Quem tem mais votos é o acionista controlador). fechada. Verifica-se quanto pagou por cada ação dos acionistas que não querem vender e deposita essa quantia num banco a disposição deles. O professor entende que essa disposição é inconstitucional. O controlador diz que vai comprar essas ações mesmo assim. Uma transformação depende da unanimidade.

000.000.000. Mas ela chegou com R$200.00 (oitenta milhões de reais) e o governo está tributando em cima de R$100. ação de repetição de indébito. está sempre sujeita à falência. Uma coisa nós sabemos: Aumentando o de capital social da sociedade é bom ou ruim para os credores de uma sociedade? Isto é bom. vai se aumentar à margem de tributação. sabemos que temos uma lei de 31/10/2001 que modificou a lei das sociedades anônimas. não teve lucro e não teria nada a tributar.00 (duzentos milhões). e nós vamos tratar aqui de quatro formas de se aumentar o capital social.000. 31/12/2002 esta Cia estava lá com o patrimônio líquido de R$200.000. Este cálculo está errado porque devemos verificar qual foi à inflação do período.00 (cento e vinte milhões). ela vai está aqui: Cia.000. Nós vamos começar pela correção monetária.000.102 Sabemos que toda a sociedade anônima de capital é empresária. Aumento de capital social Mas existem várias formas de se aumentar o capital social de uma cia.00 (cem milhões de reais)? Não.000. não há burocracia.000.000. . Sabemos disto tudo. sabemos da legislação precária.00 (cem milhões). portanto.000.000. pergunta-se: Esta Cia teve lucro ou não? Teve alguma coisa para tributar? A resposta é negativa. Há uma pressão enorme dos empresários sobre este assunto.000. Esta Cia que se iniciou com o capital de R$100.00 (duzentos milhões). pois surgiu uma através da Medida Provisória que se transformou na Lei 9249/95. Vou dar um exemplo aqui e vocês vão me dizer o que é certo e o que é errado: Criamos uma Cia em 01/012002 e o capital social dele iniciou-se com o capital de R$100. Vamos imaginar 20% de inflação do ano. de Capital Autorizado.00 (cem milhões de reais) e isto foi ótimo para alguns advogados que tem a grande chance de se tornarem ricos através da ação milionária. No final do ano. ou seja. Assim o Governo está tributando sobre a própria inflação. a tributação tem que incidir em cima de quanto? A tributação deve recair em cima do valor menos a inflação do período. Sabe o que esta Lei 9249/95 fez? Esta lei proibiu a correção monetária nas demonstrações financeiras e proibindo a correção monetária.000. logo.000.00 (cem milhões) chega no final do ano com R$120.000. E o que mais precisamos saber? Vamos falar sobre o aumento e diminuição do capital social. é tranquilíssimo o aumento de capital social. qual seja. Qual a margem que vai incidir a tributação? A margem da tributação vai incidir em R$100. não é? O negócio está indo bem? Já que é bom para todo mundo. O professor como membro do Ministério Público procurou jurisprudências sobre o assunto e recentemente conseguiu uma decisão do STJ reconhecendo que isto é uma sacanagem que o Governo fez e desde 1995 está assim.00 (cem milhões). Houve lucro de R$ 100. sobre o lucro fictício.000. O lucro efetivo foi de R$80. Isto até 1994.000.

o artigo 167 da S/A está sem eficácia. Aberta quanto a Cia. Hoje nós sabemos que só temos R$2. aberta e Cia.00 (três milhões de reais) desde que estejam preenchidas as seguintes condições”. hoje e sabemos que daqui a cinco anos vai precisar que elas tenham. Ok? Entendido o absurdo? Conclusão: O artigo 167 da S/A está sem eficácia. porque se trata de questão nova e agora que está chegando ao STJ. para aqueles que nunca leram a lei de S/A. é a chamada Cia de capital autorizado. que se trata de outra espécie de sociedade anônima.000. por exemplo. o órgão responsável a autorizar este aumento será o Conselho de Administração ou pode deixar a Assembléia Geral mesmo. estes R$3.000.000.00 (três milhões de reais) a mais.000.00 (cinco milhões de reais) vez que ela não está em pleno funcionamento.000. Então vai se colocando todos os requisitos: Essas novas ações que representar estes R$3.000.000. As espécies de sociedade anônima são: # Cia. por exemplo.000. Fechada.000. estou dando um exemplo.000. os antigos acionistas vão ter ou não direito de preferência a elas.000. mas em razão desta Lei 9249/95.000. mas não é a posição majoritária. Este aumento só pode ocorrer depois que a Cia der lucro por quatro exercícios consecutivos. Daí os empresários estarem loucos que voltem a regra do artigo167 da S/A a fim de corrigir monetariamente o capital e com isto diminuir a margem de tributação. pois poderia ser de dez. . Como se faz? Nós poderíamos montar a Cia com o capital de R$2. ou poderia ser outra condição. Eu coloquei R$200. A boa oportunidade de ganhar dinheiro vai acabar porque com a reforma tributária vai voltar a correção monetária sobre as demonstrações financeiras.00 (cinco milhões de reais).103 O que diz o artigo 167 da Lei de S/A? O artigo 167 da S/A diz que tem que ter correção monetária.000. Tanto a Cia. ser de um exercício consecutivo.00 (dois milhões de reais) e uma cláusula dizendo: “Desde logo está autorizado o aumento do capital em mais de R$3.000. Segunda modalidade de aumentar o capital social. mas não é nada disto. E lá estão previstas as condições.00 (dois milhões de reais) e que demora a Cia pegar o embalo e não há necessidade de pegar os R$5.000.000. em tantas ações preferenciais das classes tais e tais e tais.00 (três milhões de reais) vão estar representados em tantas ações ordinárias. um capital de R$5. podem ter ou não capital autorizado. demora um pouquinho a embalar. iria dar uma maior burocracia.000.000. Como é que isto? Vamos montar uma Cia.000. fechada.00 (cinco milhões de reais). para vocês analisarem e terem uma idéia de que isto faz diferença. que não é o caso de vocês. Como é a Cia de Capital Autorizado? Muitas pessoas pensam.00 (duzentos milhões). Eu encontrei esta decisão da 4ª turma do STJ.00 (dois milhões de reais) e chegar daqui a cinco anos alterar o estatuto e aumentar o capital social para R$5.000. sem aplicação e sob o ponto de vista empresarial é uma monstruosidade jurídica a Lei 9249/95. Mas o que a lei faz? A Lei faz o seguinte: Quando estamos criando a Cia hoje colocamos lá assim: *Capital social: R$2.

você sabe que não vai aumentar. desde que já estejam atendidos todos os requisitos daquela cláusula autorizativa. aí você emite um título que quem comprar. sabe-se lá quantos dias de antecedência.00 (quinhentos mil) aí vai a Cia e aumenta de uma hora para outra e a Cia não perde tempo. Quais são os benefícios disto? Evita a alteração do estatuto. ainda evita a convocação de . etc. Além de evitar a alteração do Estatuto. A Cia recebe dinheiro hoje. mas você quer o dinheiro hoje. Evita tudo isto se o Estatuto tiver uma cláusula autorizando.000. mas a Cia só vai ter o comprador do título como acionista. conseguir a autorização da CVM para colocação das ações em mercado. depois de cumprido tudo isto vai colocar por baixo uns trinta dias. só quando efetivamente aumentar o capital autorizado. A Cia se auto-financia.000. mas. quando preenchidos estes requisitos o conselho de administração ele não terá que aumentar o capital social vez que ele desde de logo já vai está autorizado. Se não estivesse esta autorização no estatuto e a Cia precisasse de dinheiro. teria que convocar a Assembléia geral. Conclusão: Com o capital autorizado. Quem é o Órgão responsável para dizer qual é o momento exato em que as ações serão lançadas no mercado? Pode ser a própria assembléia Geral. você pode emitir vários títulos.99% da prática o Órgão que vai dizer o momento oportuno de lançar as ações no mercado será o conselho de Administração. Por exemplo. Assim a Cia perde uma grande oportunidade de conseguir um preço bom para as tuas ações. quer dizer é um excelente instrumento para você auto-financiar a Cia. em momento oportuno. o mercado só tem condições de absorver no momento R$500. o Conselho de Administração para aumentar o capital não vai precisar alterar aquele estatuto porque este estatuto já autorizou aquele aumento. preencheu os requisitos. por exemplo. ou seja. pergunta-se: O que aconteceu com a cotação? Já deu uma caída porque os investidores já estão sabendo que ações estão em baixa. Quando ela precisa de dinheiro e vê um momento oportuno vai e lança as tuas ações no mercado. Cotação está curta. para lançar as ações em mercado. quando você aumentar quem comprou aquele título vai poder trocar por uma ação. Foi perguntado na outra turma: Estes R$3. Normalmente é utilizado pela Cia aberta para jogar no mercado as ações. É muitíssimo utilizado e pode ser utilizado tanto pela Cia aberta quanto pela Cia fechada. o último aumento efetivo. 99. uns quarenta e cinco dias aí. emitir debêntures conversíveis em ações. parte beneficiárias conversíveis em ações. Então é um importantíssimo instrumento de autofinanciamento das Cias. publicação em jornal.000. Na Cia de capital autorizado. evita a convocação da assembléia. elaborar a alteração do estatuto. quer dizer. pois constitui num gasto enorme: cafezinho. solta lá no mercado e dá mais uma segurada.00 (três milhões de reais) precisa ser aumento num só momento? Não. leva mais tempo. aprovarem assembléia e levar para o arquivamento na junta. É muitíssimo utilizado. que são títulos que você sabe que não vai aumentar. ela não precisa pedir dinheiro emprestado ao banco. Isto permite o que nós chamamos de auto-financiamento. Por quê carta na manga? Porque quando chegado o momento.104 Por quê isto? Porque isto vai ficar como uma carta na manga.

como o momento exato de jogar as ações no mercado. porque depois do lucro líquido o que a Cia pode fazer? A Cia pode faz o seguinte: Quem guarda tem. reserva legal. A Cia pega parte do lucro e constitui em reserva. que acabamos de explicar. poder suportar os rigores desta entre safra ela faz uma reserva a fim de não ficar sem capital nesta fase. vai o diminuindo o capital. Pode ser feita uma reserva. O cofrinho só agüenta 35% do capital social.000. Reserva é isto. Mas você vê lá no balanço esta reserva. etc. no próprio ativo? Estão representadas em bens. Ela chega e faz uma poupançinha para. de repente lucro líquido: tanto. Ainda existe a reserva legal. Capitalização de Reservas O que é capitalização de reservas? O que é reserva? A questão é o seguinte: Final do ano. Conclusão: Só pode distribuir lucro depois que separou o dinheirinho da reserva legal e de outras reservas. há R$2. na prática está materializado no próprio ativo da Cia. Como assim. O limite da reserva legal é de 35% do capital social. Este dinheiro vai ficar lá no banco. maquinário. e as outras podem ser criadas pelo próprio Estatuto de acordo com a vontade da Assembléia geral. para o PDV. que é aquela que mesmo que a Cia não queira fazer.00 (dois milhões de reais) para aumentar as instalações da Cia. em caixa. Está este dinheiro está contabilmente separado lá para reserva de investimento e foi decido em Assembléia Geral o seguinte: “Não vai se aumentar nada porque o país está em recessão. como parte do lucro. mercadorias. Por exemplo. faturamento bruto da Cia. Sabe-se que este quantia não está em dinheiro. Estas outras reservas são denominadas de reservas estatutárias. por exemplo. por exemplo. Por quê? Porque aquele dinheiro. Tem que guardar um dinheiro para pagar o PDV dos funcionários. para o plano de demissão voluntária.000. paga isto. é uma reserva imposta por lei. Uma é prevista na lei. aí eu vou receber? Não. uma empresa que trabalha com cana-de-açúcar e chegando o “Euninho” vai sofrer a conseqüência da entre safra. paga aquilo. O próprio conselho pode deliberar e ainda tem outras facilidades.105 Assembléia. para investimentos. estoque da Cia. ela está obrigada. este dinheiro só vai aparecer monetariamente no balanço. A reserva é como se fosse uma poupança interna. como se fosse um cofrinho da Cia. permitir o auto-financiamento da Cia. aumentar as instalações da Cia. vai ficar do jeito que está”. está em bens. . como a Wolksvagem. há um bom dinheiro guardado para aumentar as instalações da Cia. Vamos falar da Capitalização de Reservas. Então o objetivo daquela reserva se perdeu. ele não precisa estar necessariamente representado em dinheiro. Pode fazer uma reserva para. às vezes está em banco. separado? Nada disto. pagamento de tributos. O que isto tem haver com o aumento do capital social? Fizemos uma reserva.

000. OBS: Existem algumas reservas que não podem ser transformadas. é por isto chamado de Capitalização das Reservas.Na Cia de Capital autorizado o aumento de capital é com a capitação de recursos vez que esta Cia está autorizada a emitir ações no mercado (aqui entra dinheiro). Tem um capital de R$100. era de R$5. desistiu do investimento e ao invés de distribuir este dinheiro que está sobrando para os acionistas. Então aquele dinheiro que o acionista iria receber no bolo. é dinheiro rasgado. o aumento de capital será através de uma mera atualização (aqui não entra dinheiro). parabéns. você não pode tocar na reserva legal. Já entendemos o que são reservas. palavras por meio das quais alguém se congratula com outrem.000. Foi apenas uma jogada contábil. por exemplo. na verdade teve apenas as suas ações valorizadas. Lembre-se sempre que dinheiro distribuído em dividendos nas Cias. a Cia. Não tinha R$2. de trinta e tantos por cento”. O que vai acontecer com todas as ações? Os valores das ações vão aumentar e todos os acionistas receberão uma cartinha: “Com congratulações. E quem tem competência para aumentar o capital social? Quem tem competência para aumentar o capital social é a Assembléia Geral.00 (dois milhões de reais) de reserva. automaticamente foi aumentado para R$7. .000. . Duas observações: Esta é a primeira observação: . Nos demais casos é a Assembléia Geral. como distribuição de dividendos. E o acionista ri à toa. pois aquele dinheiro que aumentou o capital social deveria vir direto para o bolso do acionista. sendo que o capital da Cia.106 O que vai se fazer com aquele dinheiro? Ele deveria ser distribuído em dividendos para os acionistas. não tem que se falar. mas tem que ser deliberadas pela Assembléia Geral que é exatamente a convocação de todos os acionistas. Ela não quer distribuir dividendo. ela tem destinação específica. Como se aumenta o capital social emitindo novas ações? Emitindo novas ações. já entendemos o que é capitalização das reservas. Então aquele dinheiro que estava separado para investir.000. A reserva legal no máximo que você pode ser feito com ela é utilizá-la para suprir perdas oficiais ou judiciais. salvo numa hipótese em que este aumento pode ser deliberado pelo próprio Conselho de Administração que é a Cia de Capital Autorizado. logo. felicitações por suas ações serem valorizadas pela capitalização de reservas. Pega aquele dinheiro que estava em reserva e o transforma em capital social.Na Capitalização de Reservas o capital já está na Cia.000. emite-se novas ações para representar este aumento.00 (cinco milhões de reais). ou seja.000. com aumento estimado num percentual.000.00 (cem milhões de reais) representados por tantas ações e quer aumentar em mais tantos milhões. As reservas estatutárias podem ser alteradas.Na correção monetária. mas acaba de ser furtado. porque vai mexer com lucro. Cia que distribui dinheiro está jogando dinheiro pela janela. por exemplo.00 (sete milhões de reais). . O que a Cia faz? Ela transfere da conta de reserva para conta de capital social. lucro é direito essencial e está disposto lá no artigo 109 da Lei de S/A.000. Mas quando ela emite novas ações? Ela vai capitar dinheiro no mercado. aumenta o capital social.

mas na verdade só precisa de R$500. A diminuição pode ser por prejuízo que é o comum.00 (quatrocentos mil reais) e eu quero aumentar o capital social para R$3.000. de Capital Autorizado. É cheio de burocracias.00 (trezentos mil reais). reduziu o capital social e diminuindo o capital social. mas pode se dá quando o capital social é considerado excessivo. o direito de preferência pode ser suprimido. desde que exercido em 30 dias.000.000. prejuízos financeiros. logo. Achamos que precisaríamos de muito.000.000. ou por ser o capital social considerado excessivo. Competência para diminuição do Capital social? A competência é a da Assembléia Geral e normalmente se dá através das perdas.000. Aí esta ata da Assembléia será publicada em jornal de grande circulação. Ex: Montou-se uma sociedade com R$1. Então na Cia de Capital Autorizado. o acionista tem trinta dias para manifestar o direito de preferência. Deve estar integralizado pelo menos ¾ do capital social. só que o Estatuto pode modificar este prazo para o exercício do direito.107 A segunda observação é a seguinte: Para jogar novas ações no mercado tem um requisito. Como ocorre a diminuição do capital social? Convoca-se a Assembléia Geral para a diminuição do capital. Destes R$400. mas na verdade está excessivo. Ex: Tem uma Cia. então se reduz para o quantum necessário. Como vai aumentar o capital jogando novas ações no mercado? Quem já é acionista tem direito de preferência? Se for Cia.000. pelo menos ¾ das ações existentes devem estar integralizadas. “Isto é que cai na prova!” Quais são as burocracias? A questão é a seguinte: 1. Ex: Os acionistas que quiserem exercer o direito de preferência deverão manifestar suas intenções em cinco dias a contar da publicação da ata da Assembléia. diminui a garantia dos credores. E se emitir novas ações sem ser Cia de Capital Autorizado? Neste caso tem direito de preferência sim. Antigamente este prazo era intangível. está com dinheiro parado e dinheiro parado é dinheiro perdido. 2.000. A lei diz que em regra.00 (quatrocentos mil reais) quanto deve estar integralizado? Deve estar integralizado R$300. segundo disposição legal a contar da aprovação Assembléia Geral que vai aumentar.000.000.00 (um milhão de reais).00 (três milhões de reais). com o capital social de R$400. . houve a redução do valor de algumas ações.00 (quinhentos mil). a cláusula que existe lá pode vir autorizando o direito de preferência do acionista. Diminuição do capital social A diminuição do capital social é bom ou ruim para os credores? É ruim para os credores.

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Primeiro requisito: Publicada esta ata, todos os credores quirografários podem impugnar esta redução, desde que o façam em sessenta dias, prazo decadencial, a contar da publicação da Ata da Assembléia que autorizou a redução. Como é feita esta impugnação? Através de carta, notificação através do Cartório. Ex: Os credores quirografários notificam a Cia dizendo que não concordam com a redução do seu capital social. Não precisa dizer o motivo, basta impugnar. Diz a lei, isto não é questão de validade é apenas conveniente, que a cópia desta notificação seja averbada lá na junta comercial. Por quê? Porque aquela ata da Assembléia é levada à junta comercial para levar o registro da redução do capital social. E havendo impugnação a junta comercial vai registrar? Não, porque vai cair em exigência. Ex: A junta comercial dirá: “Não vou arquivar a alteração deste Estatuto porque teve a impugnação do credor fulano de tal”. Resultado, a Cia vai poder reduzir? Não. Só vai poder reduzir desde que pague este credor “espírito de porco” ou faz o depósito judicial. Para impugnar o credor precisa está com o teu crédito vencido? Não porque isto é uma garantia dele. Precisa pagar todos os credores quirografários ou só aquele credor que impugnou? Somente os credores quirografários que impugnaram. E se ninguém impugnar? Se ninguém impugnar trata-se de um aceitação tácita. E se aquela Cia tiver credores debenturistas? A lei exige que se tenha aceitação expressa. Como é que isto? Tem que ser convocado um Assembléia de debenturistas e aí juntos vão decidir por maioria a redução do capital. Aí neste caso depende dos debenturistas convocados numa Assembléia especialmente para conceder esta autorização. O que é credor debenturista? Eu vou explicar debêntures mais tarde. Mas a Cia pode fazer, por exemplo, um empréstimo no mercado no valor de R$10.000,00 (dez mil reais) e feito isto ela devolverá com juros de 1,70% ao mês, corrigido pela TR. Vou devolver o dinheiro em, por exemplo, dez anos e pagar juros de três em três meses. Você que emprestou dinheiro à Cia compra uma debênture e com aquela debênture você recebe juros de três em três meses de 1,70% ao mês e no final dos dez anos, por exemplo, você vai lá e recebe o principal, corrigido monetariamente pela TR ou pelo que seja. Estes debenturistas podem ser de quatro categorias: Credores com garantia real – Quando a Cia dá uma garantia para o credor um imóvel tal. Credores com garantia flutuante – Quando a Cia dá como garantia ativos da própria Cia. Credores quirografários – Não possuem garantia Credores sub quirografários.

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Em princípio, a Cia tem que ter a concordância de todos os debenturistas, mas o professor diz que não concorda, ele entende que os debenturistas com garantia real e com garantia flutuante não têm interesse em impugnar a redução do capital social. Por quê? Porque os créditos deles já estão garantidos. Ele entende que só os credores debenturistas quirografários e os subquirografários são os que têm que serem convocados para autorizar ou não aquela diminuição, vez que os demais não estão sujeitos a qualquer prejuízo com a diminuição do capital social. Como a lei não fez distinção, em princípio então, será toda e qualquer espécie de debênture. Como se posiciona a doutrina? A doutrina não enfrenta a questão. O professor já leu uns seis livros e nenhum enfrenta a questão. Órgãos sociais As Cias têm uma pesada estrutura e temos nelas vários órgãos, cada um com sua função, temos a Assembléia Geral, temos o conselho de Administração, temos o Conselho Fiscal e temos a Diretoria, cada um com a sua função. Vamos falar de todos eles e vamos começar pelo maior, qual seja, a Assembléia Geral. O que é a Assembléia Geral? A Assembléia Geral nada mais é do que a convocação dos acionistas para deliberar sobre determinado assunto ou vários assuntos em pauta. A doutrina diz que é um órgão supremo, órgão máximo, mas não podemos nos esquecer da posição de Rubens Requião, qual seja, ela é suprema, ela é máxima, mas está sempre subordinada à lei e ao próprio Estatuto. O que é importante falarmos em Assembléia Geral? A Assembléia Geral foi dividida em Assembléia Geral ordinária e Assembléia Geral extraordinária. São chamadas de AGO e AGE, respectivamente. Qual a diferença entre a AGO e AGE? Formalmente não há diferença, mas há uma distinção é no assunto. Como assim no assunto? A AGO é aquela faxina, isto é, tem que ocorrer todo ano dentro dos quatro primeiros meses de cada exercício financeiro. O que é exercício financeiro? É anual, mas normalmente, na prática, começa no dia 02/01 e vai até o dia 31/12. Pode o exercício financeiro começar, por exemplo, no dia 20/05? Pode, mas normalmente para facilitar as coisas, na prática, todas as Cias, iniciam em 02/01 para poder ficar igual o ano civil. Então, em regra, AGO tem que ser realizada tem que ser realizada ou no mês de janeiro, fevereiro, março ou abril. Por quê? Porque são os primeiros quatro meses do exercício financeiro. Por quê faxina? Porque vão ser tratados assuntos que terão que ser tratados todo ano. Todo ano tem que ser tratado o fechamento do ano anterior, aprovar as contas do ano anterior, isto é, aprovar o balanço, decidir sobre a destinação do lucro, ou seja, se o lucro vai se

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constituir em reserva ou se vai transformar a reserva em capitalização, se vai aumentar capital, vão eleger os novos conselheiros de administração se for o caso, vão eleger os novos membros da administração, se for o caso, ou seja, assuntos que têm que ser tratados todo o ano. Por isto é faxina, por isto é ordinária, é obrigatório. E a AGE? Pintou durante o exercício financeiro um assunto importantíssimo, que não pode ser decidido pelos diretores, que não pode ser decidido pelo Conselho Fiscal e nem pelo Conselho de Administração, só pode ser decidido por Assembléia Geral, como por exemplo, uma fusão, uma incorporação, uma transformação, uma cisão, uma participação de um grupo econômico. Então tudo isto é importante que foge à competência dos pequenos órgãos, só podem ser tratado tais assuntos por Assembléia Geral. O quê fazer? Esperar até o ano seguinte para tratar de tais assuntos? Não, então se convoca extraordinariamente os acionistas para tratar daqueles assuntos importantes. É por isto chamada de Assembléia Geral Extraordinária, uma convocação extraordinária, assuntos que não podem ser tratados pelos demais órgãos. Formalmente é a mesma coisa. O que é importante com a mudança da nova lei? *Agora tanto faz AGO quanto AGE. A Cia aberta e a Cia Fechada tem distinção, qual seja, prazo de antecedência para convocação da Assembléia Geral, pois, não podemos convocar a Assembléia para amanhã ou para depois de amanhã. Tem que ter uma antecedência mínima e ser for Cia fechada tem-se o prazo de oito dias para a convocação; conta-se tal prazo a partir da primeira publicação. Sendo assim da primeira publicação até a data tem que distanciar oito dias. Se não houver quorum tem que ser feita uma segunda convocação e o prazo aqui é de cinco dias a contar da primeira publicação. E se for uma Cia Aberta? Se for Cia aberta o prazo era igual, mas a nova lei mudou. Para a primeira convocação a antecedência tem que ser de quinze dias e se não tiver quorum, a segunda convocação tem que ter oito dias de antecedência. Então aumentou o prazo, mas não foi só isto que alterou, a super CDN tem um mega poder. Como mega poder? Dependendo do assunto, a pedido de qualquer interessado, a CDN pode chegar, por exemplo, convocar uma assembléia Geral para tratar de assunto referente à fusão a fim de analisar o protocolo de fusão da VARIG. Então se a CDN entender que o assunto é complexo, a pedido de qualquer acionista ou qualquer interessado, pode determinar o aumento do prazo de antecedência para até trinta dias.Ela não tem poderes para determinar o aumento do prazo para quarenta, nem cinqüenta e nem sessenta dias. E não é só isto, ela tem um poder até maior e qual é este poder? Se ela entender que o assunto é muito complicado, ela pode chegar até interromper o prazo. Mas como interromper o prazo? Ela pode chegar lá, por exemplo, todos prontos para aprovar a fusão da TAM com a VARIG, e dizer: “Espera aí, estou sabendo que isto é um prejuízo para os acionistas da VARIG, tudo mais, eu quero dar uma olhadinha nisto aí, quero olhar todos os documentos, analisá-los” e enquanto isto a Assembléia é interrompida. Começa analisar os documentos e faz exigências dizendo: “Vocês tem que apresentar tais e tais documentos e eles apresentam”. Não estando satisfeita determina a apresentação de outros documentos e não estando satisfeita determina que outros

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documentos sejam apresentados e quando tudo tiver legal autoriza a convocação da Assembléia. Interrompido o prazo tem que haver nova publicação para poder convocar acionistas respeitando o prazo de até trinta dias. Então a CDN tem mega poder de interferir nisto aí, pode mandar aumentar e até interferir fazendo exigências de documentos, interrompendo o prazo de convocação. Qual é o objetivo do prazo de antecedência? Para que os acionistas tenham pleno conhecimento dos documentos que serão tratados na Assembléia. A competência da Assembléia está prevista lá no artigo 121 da lei de SA tem que dar uma lida é decoreba. Conselho de Administração O que é o Conselho de Administração? Vamos lembrar! Convocar Assembléia tem o maior custo, já expliquei para vocês, tem que pagar o pessoal que fica na mesa tem que alugar o espaço, gasto com a publicação. Então o que a Lei fez? Ela criou um órgão para desafogar a Assembléia, para evitar que a todo o momento se convoque a Assembléia, ela criou um órgão com competência para tratar de vários assuntos que originariamente só poderiam ser seriam tratados pela Assembléia, como, por exemplo, aumento do capital autorizado. O aumento de capital só poderia ser autorizado pela Assembléia Geral, mas aí numa Cia de Capital Autorizado quem decidirá sobre isto será o Conselho de Administração, não é só isto, eleição dos membros da diretoria e se não tiver Conselho de Administração quem elegerá será Assembléia Geral, todavia, havendo o conselho de Administração seus membros vão eleger os membros da Diretoria. Isto evita um monte de gastos e torna a administração da Cia mais ágil. O conselho de Administração está previsto lá no artigo 138, mas começa no artigo 140 da lei de S/A. O Conselho de Administração é composto por no mínimo três membros e segundo o artigo 146 da Lei de S/A, serão necessariamente acionistas. Pode uma Pessoa Jurídica ser acionista? Pode. Pode uma Pessoa Jurídica ser Conselheira de Administração? Não, porque somente pessoas físicas podem ser administradoras. Somente pessoas naturais, pessoas físicas. Ex: Existe uma grande Cia “A” que controla a Cia “B” e tem 80% das ações com direito de voto desta Cia. Então não vai poder ser administradora? E vai ter que vir um acionista minoritário? O que a Cia. “A” pode fazer? Ela vai alienar com um dos membros dela o valor da ação e aí ele vai poder ser eleito para ser conselheiro de Administração da Cia controlada. A lei diz que tem que ser acionista e uma ação já basta. Os membros do Conselho de Administração são eleitos e destituídos “ad nuntum” pela Assembléia Geral, ou seja, a qualquer tempo. Fábio Ulhoa dá uma viajada (ele está isolado na doutrina) e ele diz que o conselho de Administração tem que ter número ímpar, só pode ser com número ímpar. Quem tem o voto de Minerva? O Presidente do Conselho de Administração.

Abertas que será obrigatório. tem outros sistemas regulados pelo Estatuto. É feita lá uma eleição. Vamos imaginar que na Cia. salvo. podendo participar do estatuto o representante dos empregados. E o que a lei faz? A lei permite que os acionistas minoritários reunidos representem 15% do capital votante possam eleger separadamente um membro do conselho de administração. Sabemos então que aquela regra que era absoluta. sim. desde que autorizado pelo estatuto. mas morreu na praia. O que sobrou? É facultativo quando for Cia de capital fechado sem capital autorizado. não há problema nenhum. agora foi alterada. Mas quem vai se dar bem lá? Tendo ela 60% das ações vai votar na maioria dos administradores. melhor seria se esta participação fosse obrigatória. então é nossa acionista majoritária. §1º com o artigo 239 da Lei de S/A. Melhor seria se esta eleição fosse obrigatória. Então o conselho pode ter número par. mas quem elabora o estatuto? Quem elabora o estatuto é o fundador e geralmente é o principal acionista. Participação dos minoritários A participação do conselho é muito importante. sem brigar com a acionista majoritária Marcela. só podem participar do Conselho quem são acionistas. Quem organiza esta eleição? A própria Cia com o auxílio dos sindicatos. em se tratando das Cias. Se os acionistas minoritários reunidos perfazerem o total de 14% do capital votante vão te que ir para a Assembléia Geral brigar com a Marcela.112 Quando não tem o voto de Minerva. Como isto. nadou. a acionista Marcela tem 60% das ações com direito a voto. OBS: A lei andou bem em prever esta participação dos empregados. . Novidades: É o que cai na prova! A lei está aqui e deu um passo para a democracia. porque o Conselho de Administração através do seu Estatuto pode reservar uma vaguinha para o representante de seus empregados. Você vai combinar o artigo 138. então a lei resolveu dar uma proteção aos minoritários. qual seja. como o sistema de arbitragem. Em todas as Cias de Capital autorizado e em todas as sociedades de economia mista. logo. É faculdade do estatuto. veja o exemplo de Antonio Hermínio de Moraes. O Conselho de Administração é um órgão obrigatório ou facultativo? A lei é muito incoerente e diz que o que o conselho de Administração é um órgão facultativo. como vai ser eleito isto? A eleição do representante dos empregados será feita através de votação dos empregados. então elege. O que acontece quando convocada a Assembléia Geral? Quem seriam os membros do conselho de Administração? A Assembléia Geral.

113 Igual direito terão os acionistas sem voto ou os que tem voto restrito. nem os sem votos atingirem o percentual porque tem 8% do capital social. Vamos supor que os membros do conselho sejam em número de três: Um foi eleito pelos minoritários sem voto. Ela que é a controladora vai poder controlar alguma coisa? Não. aí sobra uma vaguinha para ser eleita pela acionista majoritário. vai ter o direito de eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários. Marcela. órgãos estes dentro da Sociedade Anônima. porque quem manda é o conselho de Administração da Cia. Se nem um e nem outro atingir. ou seja. três membros. já que ela é controladora. existe. O que é voto concentrado? É quando você concentra todos os votos do voto múltiplo em um único candidato. Voto múltiplo é a mesma coisa porque se vamos eleger cinco membros para o conselho de Administração. mas você só tem uma ação. desde que juntos alcançarem o patamar de 10% do capital social. votação separada. acionista majoritária. terá cinco votos. se juntos conseguirem atingir 10% do capital social. se for utilizado o voto múltiplo. Você pode fazer o seguinte: Pegar os cinco votos da única ação que você tem e votar na sua amiga é o que a doutrina chama de voto concentrado. mas o funcionamento é facultativo. da Assembléia Geral e vamos falar agora do Conselho Fiscal. mas não precisa funcionar durante todo o ano. para cada ação. total de cinco membros do conselho. um foi eleito pelos minoritários com voto. também vão poder eleger o membro do conselho e seu suplente. falamos do Conselho de Administração. você terá apenas um voto. para tantos membros existirão tantos votos por ação. E o que fez a lei? Dane-se o Estatuto porque se isto acontecer. a união faz a força. a Marcela que é a acionista majoritária. Tem uma regra interessante: Se nem os ordinários atingirem o percentual porque tem 14%. Se for utilizado o voto simples. eles vão poder junto elegerem um membro e um suplente. CONSELHO FISCAL: O que é importante falar sobre Conselho Fiscal? O Conselho Fiscal é um órgão de existência obrigatória em todas as Sociedades Anônimas. Dois eleitos pelos minoritários e como a Marcela. porque imagina uma Companhia Fechada ficar pagando um . logo. isto é. OBS: Voto múltiplo. Mas o Estatuto só prevê três cadeiras? Dane-se o Estatuto. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar reduzido a determinados períodos. está previsto no artigo 141 da Lei de SA: Sabe-se que você só tem um título de eleitor. 11 ª Aula – 23/08/2003 Estávamos falando de órgãos societários. tem que eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários mais um. Mas só para a eleição do Conselho de Administração pode ser utilizado o sistema de voto múltiplo. mas quantos votos você teve na ultima eleição para Senador? Dois para cada título de eleitor.

mais 1. na Assembléia Geral Extraordinária. Então só convoca o Conselho Fiscal para efetivamente funcionar. e aí. a maioria dos conselheiros de administração. O que cai na prova sobre Conselho Fiscal é o seguinte: Cinco Conselheiros Fiscais. por exemplo 2% do capital social. mas o conselheiro fiscal só atua mesmo na época da Assembléia Geral Ordinária e dependendo do assunto. terão direito a 1 membro e 1 suplente. Com isso o que acontece? . dessa ou daquela forma. lembrando que o acionista majoritário que elegeu os três conselheiros fiscais é o mesmo que elegeu na aula passada. detém todo aquele poder de fiscalização. também fiscaliza os atos de administração. todos eleitos pela Assembléia Geral. com direito a voto.114 conselheiro fiscal durante todo ano! Então existe o órgão. tem a participação dos minoritários. todos são amigos é o que se identifica dentro das grandes corporações como chapa A. para os minoritários com voto. isto porque o capital é público. OBS: O Voto múltiplo só existe para Conselho de Administração. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar restrito a determinados períodos de exercício financeiro. Lembrando que o Conselho Fiscal é um órgão meramente consultivo. Importante: Só existe uma sociedade onde o funcionamento é permanente. sempre manifesta sua vontade pela expressão da maioria. É um órgão composto por no mínimo 3 e no máximo 5 membros. examina a contabilidade. poderão votar para um conselheiro. como é um órgão coligado. Todo mundo no domingo vai a um churrasco na casa do acionista majoritário. acionistas ou não. que por sua vez também elegeu a maioria de seus diretores. Até mesmo o Conselho de Administração quando requer parecer do Conselho Fiscal. Nas demais. Sociedade de Economia Mista. que se juntos chegarem ao patamar de 15% do capital votante. naquela época oportuna e só vai pagar os conselheiros naquela época. que também tem uma vaga podem colocar alguém no conselho. Como é o Conselho Fiscal que examina os livros. Bom. também haverá proteção dos minoritários. O sócio majoritário terá o direito de eleger o mesmo número de membros dos sócios minoritários. sempre com base no parecer do Conselho Fiscal. pode ficar restrito a determinados períodos. quem decide mesmo é a Assembléia Geral. Quem decide se aprova ou não cortes no exercício financeiro é a Assembléia Geral. Igual direito vai existir no Conselho Fiscal. para tanto no Conselho de Administração tem que representar juntos. normalmente o parecer dele é seguido pelos acionistas. por isso a necessidade da fiscalização. mesmo que representem. no Conselho Fiscal sempre terão direito de colocar alguém. 10% de todo capital social. Esta nas atribuições do Conselho Fiscal fiscalizar atos da administração. chapa B. Também existe a proteção aos sem voto ou voto restrito. O Conselho Fiscal não atua apenas na parte contábil. mas normalmente o conselho fiscal serve para Assembléia Geral para dar subsídios para os acionistas votarem. o funcionamento não necessariamente tem que ser durante todo o exercício. em separado. No Conselho de Administração no sistema de votação. separadamente o percentual será 10% do capital votante. ou até mesmo a diretoria. três eleitos pelos acionistas majoritários e dois pelos minoritários. só que o percentual é diferente. não pode ser adotado no Conselho Fiscal.

das debêntures dos valores mobiliários daquela companhia. As modificações foram para dar mais autonomia. que não adiantou nada os representantes dos minoritários. então não podem ir contra o majoritário. verificam várias irregularidades e dizem que não podem aprovar as contas e afirmam que o parecer deve ser pela rejeição e apresentam para os demais conselheiros que são amigos dos diretores. eleitos pelo Conselho de Administração. vários artigos da lei 10303 foram alterados.115 Chega no final do ano quando são apresentadas as contas do ano anterior dos diretores. Como essa é a principal modificação o que for perguntado em prova sobre o Conselho Fiscal será exatamente isso. com o mercado. deverão ser informadas ao mercado. um dos conselheiros tem uma grave irregularidade para noticiar. ele que representa a companhia. Chegando na Assembléia geral. Quando levada a Votação terá o parecer pela aprovação das contas. os conselheiros que representam os minoritários. É o diretor que contrata. a não ser que seja anunciado pelo Conselho que é quem pode anunciar assunto fora da pauta da Assembléia Geral. então não mais só o conselho fiscal. ou seja. Ex: Quando Antártica estava pensando em se fundir com a Brahma para formar Ambev. de informar. DIRETORIA: Quem elege os membros da diretoria? A diretoria é composta por no mínimo dois membros. O Conselho Fiscal vai uma vez por mês e o Conselho Administrador uma vez a cada 15 dias. pois deve obediência ao Conselho e não ao conselheiro. quebrou as algemas. o diretor vai todo dia. a qualquer tempo. que foram eleitos pelo acionista majoritário.. o diretor diz que não dará as cópias. Todas as operações que a companhia estiver envolvida e todas essas negociações que possam de alguma forma influir na cotação das ações da companhia. isto porque são eleitos e destituídos a qualquer tempo. Diretor é aquele que administra efetivamente a companhia. pode defender o interesse das classes minoritárias dentro de uma companhia. acionistas ou não. mas a alteração foi uma só. Estes Conselheiros não verão as irregularidades. Um dos conselheiros envia requerimento a um dos diretores solicitando cópia dos documentos relativos a operação tal. pode se . ficando conselho fiscal. Se o conselho requer o diretor tem que apresentar. então na Assembléia Geral poderá dizer que apesar do parecer pela aprovação. mas também seus conselheiros podem requerer. deixar tudo as claras para não pegar ninguém desprevenido. São eleitos e destituídos ad nutun. existem irregularidades e não poderá ser proibido de falar. uma vírgula após conselho fiscal.. que celebra contrato em nome da sociedade. O conselheiro fiscal após a alteração passou a ter autonomia. que a própria companhia tem.. Insider Trading e Disclosure O que seriam estes institutos? Disclosure é dever que os administradores. pega o microfone para fazer a denuncia. não existindo esse conselho serão eleitos pela Assembléia Geral. quer dizer. A lei pretendendo dar mais atenção aos interesses dos minoritários. mas como o assunto esta fora da pauta não pode ser anunciado. mais poder individualmente ao conselheiro que não ficará amarrado ao conselho. ou um de seus membros podem . poderá estender sua fiscalização.

negocia com o mercado em condições de supremacia. GRUPOS ECONÔMICOS: O que podemos falar sobre grupos econômicos? O professor Fábio Konder Comparato dá uma sentença perfeita que fala o seguinte: Hoje nenhum empresário sozinho vai conseguir sobreviver no mercado competitivo. de o protocolo de intenções ainda não ter sido aprovado.Grupo de Fato. o empresário tem que estabelecer parcerias. isto é porque vem uma boa ou má noticia? Uma excelente notícia e deu para perceber que ainda não divulgaram a informação para poderem comprar as ações em baixa. A doutrina divide de forma bem didática esses grupos. mas já influenciou nas ações tanto da TAM quanto da Varig. não há formalização. Não há contrato escrito. O Insider Trading são atos ilícitos. praticados por quem tem as informações privilegiadas e por tê-las. nenhum empresário é autosuficiente. é uma coisa pactual. foi necessário dar ampla divulgação de tudo. todas as operações para participar um grupo econômico que podem influenciar na cotação têm que ser informadas ao mercado. antes destas informações serem divulgadas. 2. Outro exemplo é a suposta fusão entre a TAM e a Varig. de repente eles começam a vender tudo que tem para comprar ações daquela companhia. Ex: A companhia A tem 40% das ações da companhia C. estão fazendo a publicidade apesar disto não ter sido aprovado. O mercado precisa de segurança e para isso deve haver transparência. são negociações feitas por quem tem as informações privilegiadas. Ex: Temos os cinco conselheiros fiscais. de estar apenas caminhando. a qualquer momento a companhia pode vender as ações. que estão tratadas no artigo 243 lei de S/A. isto porque houve enriquecimento ilícito. pois esta modificação poderia influenciar tanto nas cotações das ações da Brahma quanto nas da Antártica. Uma operação de Fusão. Insider Trading é uma conseqüência do Disclosure. sendo os grupos de: 1. ou seja. não há estabilidade jurídica.Grupo de Direito. que podem ser acionistas ou não. as controladas e as sociedades controladoras. nada pode ser feito por debaixo dos panos. uma transformação. não existe contrato. Dentre este rol temos as sociedades coligadas. Incorporação ou mesmo uma Cisão. A conseqüência: tanto a companhia quanto o prejudicado constatado o Insider Trading poderão propor ação de cunho indenizatório contra o administrador que fez as negociações com as informações privilegiadas buscando lucro. . que não tem uma formalidade jurídica.116 verificar que nada foi feito de um dia para o outro. O que seriam Grupos de Fato? Os grupos de fato são parcerias entre sociedades empresariais e outras companhias. Podemos chamar genericamente de grupos econômicos essas intrincadas relações jurídicas entre Sociedades Empresariais.

. tem outros acionistas. o que é melhor para os acionistas é vender Seguro Sul América. será dissidente e terá o direito de retirada. No grupo de sociedades. Aprovada a convenção esta terá um nome Grupo tal. Grupo Votorantim. administrativa e até financeira. Aprovada em todas as sociedades. que além da Holding.. A 2ª sociedade é um banco. ou seja. a diferença está na celebração do contrato. cujos acionistas são os alunos da direita.117 E os Grupos de Direito? Ao contrario dos grupos de fato. as controladas. . diz-se que as sociedades perdem um pouco da sua autonomia mercadológica. além da Holding. os grupos de direito tem uma certa estabilidade jurídica. os grupos de sociedade e os consórcios. mas pode começar a haver entre uma controladora e outra. Fame construtora – Grupo Votorantim OBS: Só existe Grupo de sociedade se essa Convenção de Grupo for registrada na Junta Comercial. isto porque devem obediência a uma Convenção de grupo que é como se fosse um estatuto que deve ser observado na sua atividade empresarial. Então para que todas andem no mesmo ritmo. Imagine a 1ª sociedade. Importante: Grupo de sociedades é uma parceria que será formalizada. Grupo de Sociedades é aquele por exemplo.. que faz uma proposta superior a da seguradora (1 ª sociedade). contratualizada entre a sociedade controladora e as sociedades que ela controla. vai tornar as sociedades parceiras. Existem de fato. se as ações tiverem liquidez. Ex: Seguradora. Enquanto não for registrada.Grupo Moreira Salles. esta será uma convenção de cooperação mutua. não vai haver o tratamento jurídico do artigo 265 da lei de S/A. após o seu nome podem colocar a denominação. as proibições de forma que se tornem fortes e competitivas dentro do mercado. Só não terá o direito de retirada se puder vender a ação na Bolsa.é uma designação de grupo. que não é nome empresarial . serem realmente parceiras. em uma relação somente de fato. Chega no banco. que é uma seguradora. 53% da 2ª. Esse contrato recebe o nome de convenção de grupo. O contrato vai estreitar. Todas as sociedades que participam do grupo. 52% da 3ª e 60% da 4ª. Se um acionista de uma das Sociedades não aceita. abrindo mão de um pouco de sua autonomia. E o que são cada um desses grupos citados? A regulamentação está no artigo 265 e seguintes da lei de S/A. elas se tornarão parceiras. isso a princípio parece um grupo de fato. Grupo Roberto Marinho. a Sul América Seguros. porque essa parceria é formalizada por um contrato. Grupo Gerdau. Grupo Moreira Salles. A convenção é que vai estabelecer como será feita a parceria. pode ser estabelecida uma convenção. conflitos. Celebrada convenção esta deverá ser aprovada na Assembléia Geral de todas as sociedades. concorrência. ela tem 60% das ações da 1ª. Ex: Grupo Moreira Salles. basta o acionista vender as ações na Bolsa. Não precisa a companhia reembolsar. Temos uma Controladora que controla 4 sociedades. OBS: Grupos Econômicos é o gênero e grupo de sociedades é uma subdivisão dos grupos de direito que é uma espécie de grupos econômicos.

alegando não ter celebrado contrato. O banco não pode alegar ilegitimidade ad causam passiva. como no grupo de sociedades que há um vinculo de subordinação entre controladoras e controladas. . se o contrato for registrado. Não há necessidade de vínculo anterior. decorrentes de infração de ordem econômica (lei ante TRUST. O que é feito é o seguinte: é nomeada uma sociedade líder do grupo. inclusive a controladora. Haverá previsão de solidariedade perante as obrigações trabalhistas. É formalizado através de contrato que estabelecerá as obrigações de cada uma. celebrando um contrato de consórcio. Só existe consórcio na essência do contrato. as empresas continuam com suas personalidades. que é a controladora. porque cada sociedade tem sua personalidade jurídica e seu patrimônio. Uma sozinha não tem condições de construir. porém não faz e o valor é debitado. isso dá o direito de ajuizar ação de cunho indenizatório contra a Seguradora e o Banco. não pagou. pois é apenas o nome de um contrato.118 O Grupo de sociedade tem personalidade jurídica? Não. Não tem personalidade jurídica. fazendo a conta ficar negativa e seu nome vai para o Banco Central. com sua Assembléia Geral. mas foi feita uma proposta para elas de construir um condomínio. A lei prevê até a formação de um grupo para explorar empreendimento específico. Mas você vai a seguradora e antecipa o pagamento. para que seja debitado de sua conta. O grupo de sociedades é para toda vida. com seu patrimônio. A AUDI vem e quer cobrar do banco. com seu Conselho de administração. já o Consórcio é para realização de empreendimento específico durante o tempo necessário para a realização. Cada sociedade permanece com sua personalidade. então os empresários devem fazer uma parceria. CONSÓRCIO: Está regulado no artigo 278 da lei de S/A. O objeto do grupo de sociedades mais comum é a realização dos respectivos objetos sociais. este terá que pagar? Não. Cartel. já que os empresários utilizam neste caso o Consórcio. As características de um grupo de sociedades. na regulamentação que dá o artigo 278 e seguintes. o artigo 28 do CDC dá embasamento para este caso. o consórcio é apenas o nome do contrato. previdenciárias. A seguradora comprou 8 carros junto a AUDI. vivem brigando. Oligopólio) e para obrigação consumiste. com sua diretoria. Imagine duas construtoras a Fame Construtora Ltda e a Monforte Construtora S/A. É uma pratica não observada. só existirá após o registro. a seguradora tem que cancelar o aviso de débito. a primeira já foi dita. Ex: Você vai ao banco para fazer uma seguro de carro. O banco está participando para ser mais forte. para realizar o empreendimento que é específico. OBS: Mas existem alguns casos em que a lei presume a solidariedade. todas as sociedades envolvidas acabam perdendo um pouco sua autonomia. celebra o contrato com a Seguradora e dá autorização para seguradora mandar para o banco aviso de débito. são concorrentes.

inciso V da Lei 8666/93. ela será representante das demais. pois mantém a personalidade jurídica de cada uma. técnica. está dentro de consórcio. 3. é preciso construir uma ponte para liga-los. Um dos parceiros achando o 4º parceiro que tem o perfil. artigo 33. em português significa Sociedade de propósito específico.Designada uma consorciada líder apenas para representar as demais. Celebrado um consórcio para exploração.Não perdem a autonomia. A ponte será explorada pelos Municípios. vão construir para elas explorarem. obrigações decorrentes das licitações públicas. é possível fora das licitações públicas. seja uma S/A. houve reforçamento econômico.No Brasil aparece muito nas licitações públicas. no CDC. 4. então necessitarão de mais um parceiro. mas sabem que ficará faltando o dinheiro. infrações decorrentes da ordem econômica (lei ante Trust – 8884/94). No próprio contrato fica aberta uma vaga e o contrato estipulará o perfil adequado do 4º parceiro que está faltando. dentre as Sociedades habilitadas haviam três consórcios. perante os trabalhadores que trabalharam na obra em comum objeto da licitação. OBS: Se o consórcio vencesse a licitação e o edital nada tratasse quem deveria assinar o contrato seria a consorciada líder representando as demais. diz que existem duas espécies: 1.Operacional: Duas construtoras celebram consórcio para construírem um condomínio para elas venderem. o consórcio será fechado. 5.Objeto: sempre empreendimento específico (objeto social é o grupo de sociedades). houve uma licitação pública e. as Sociedades Consorciadas terão que no prazo de 90 dias criar uma SPE para explorar o objeto da licitação atendendo a seguinte forma. 2. Características do consórcio: 1. Interessante é a classificação entre consórcio Aberto e Fechado. mas no Brasil não é tratado diferentemente do que é tratado na Sociedade Anônima. poderá trazê-lo para o contrato sem ser rejeitado pelos demais. OBS: Quando a entrada do quarto parceiro depende da anuência dos demais. porque uma sozinha não teria condições de fazer tudo ou por não ter dinheiro ou técnica necessária.119 A doutrina divide a análise de consórcio. 2.S. vão aglutinar dinheiro. S. Uma consorciada deve dinheiro ao Banco. este poderá cobrar da outra consorciada? Não. É resultado. O edital de licitação pode exigir na hipótese de um consórcio vencer a licitação. No operacional. é celebrado o consórcio para entregar o produto a um terceiro e este que irá usufruir.Instrumental: Duas prefeituras com um rio que as separa. três construtoras que celebram um consórcio. A lei prevê hipóteses de solidariedade. .P – não há legislação é pura doutrina específica sobre o tema. não há hierarquia. manutenção da Ponte Rio/Niterói. Vamos construir e explorar um Shopping.E – é do inglês.P.P.

revogou expressamente o . Pode uma sociedade de economia mista ir à falência? A Petrobrás. pode ir à falência? O Banco do Brasil pode ir à falência? A questão é extremamente polêmica. Estão sujeitas às mesmas obrigações comerciais. e o edital exigir deverão criar uma sociedade com o objeto social exploração da ponte Rio/Niterói por 20 anos. normalmente S/A. Então. Aplicará a regra do consórcio e da licitação e não a regra de limitada. Cria uma Sociedade. organiza estatuto leva a registro na Junta e passará a ter personalidade Jurídica. assinam assumindo obrigação solidária por qualquer prejuízo que venha a ocorrer. de responsabilidade. O que é interessante falar sobre sociedade de economia mista em direito empresarial? Primeiro. Quais são os artigos? Artigo 239 da Lei de S/A: A única indagação que pode surgir na hora de uma prova de direito empresarial é acerca da possibilidade da sociedade de economia mista ir à falência. recepcionado pela Constituição. tributárias de qualquer sociedade. Como é o conceito? Vocês sabem tudo de Direito Administrativo. principalmente. SPE não tem previsão no direito brasileiro. portanto. pois entre acionistas não há responsabilidade. mas perante o fisco permanecem as regras do consórcio. havia essa discussão. 12 ª Aula – 30/08/2003 SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA Sobre sociedade de economia mista não vou nem pegar o conceito. Dependendo do edital. hoje a Lei 10303/01. por exemplo. formalmente vai obedecer a forma empresarial que ela adotar. A jurisprudência firmou-se no sentido de que o artigo 242 havia sido recepcionado. antes da Lei 10303/01. surgiu a indagação se ela estaria ou não. A SPE tem personalidade Jurídica. que fala que a sociedade de economia mista não pode ter nenhum privilégio e ela tem as mesmas obrigações civis. Aí discutiam se esse artigo havia ou não sido recepcionado pelo artigo 173 do Constituição. os acionistas da SPE serão as sociedades consorciadas. ela está regulada lá na Lei de S/A. elas vão integralizar as ações com todo patrimônio ficando a SPE com patrimônio fictício. em razão disso. integram o contrato administrativo como garantidoras. em razão do artigo 242 da Lei de S/A. Contra a força não há resistência. não era possível a falência da sociedade de economia mista. Se esse artigo inviabilizava sua falência. O artigo 242 era firme: “Sociedade de economia mista não está à falência”. Todas as consorciadas além de serem sócias. de qualquer pessoa jurídica de direito privado. comerciais. Entretanto. mas existe no Brasil. apenas no papel. Temos radicais dos dois lados. Deverão então criar uma AS ou Ltda. Via Lagos (Região dos Lagos).120 Mas por questões tributárias. O edital pode exigir o capital da SPE? O edital às vezes exige uma soma do patrimônio das consorciadas. Ponte S/A (Ponte Rio/Niterói). Há um tempo atrás.

Existem duas espécies de sociedades de economia mista. ainda uma segunda posição. Tanto é que para você entrar na Petrobrás. o capítulo é da ordem econômica. necessariamente. Ela pode ser criada para explorar atividade econômica de relevante interesse público (Banco do Brasil. ou pode ser criada para prestação de serviço público que poderia ser explorado de forma empresarial. Aí.Qual o princípio constitucional implícito sobre o serviço público? O princípio da Continuidade. portanto ela não estaria sujeita à falência. agora sim. não há dúvida. sujeitando-a ao regime jurídico do direito privado. sociedade de economia mista não está sujeita ao regime privado integralmente. extrai-se um princípio implícito. 172 e 173 da CF/88. embora ela tenha esse comando constitucional. Petrobrás. Agora. aí. Permanece a discussão das seguintes proporções: Há uma primeira posição. no sentido de que a sociedade de economia mista está sujeita à falência. estaria sujeita à falência. é imprescindível a licitação. Estaria sobre o comando do artigo 173 da CF/88. sociedade de economia mista que presta serviço público estaria regida pelo princípio constitucional da continuidade do serviço público. começou a se indagar. Quanto a esse argumento não tem o que se falar. ela. entendendo que a revogação do artigo 242 foi uma inequívoca manifestação do Poder Legislativo. aí vem lá o artigo 173 da CF/88. ela não é uma sociedade regulada inteiramente por normas do direito privado. Então. Entretanto. Quando ela vai fazer determinadas compras ou determinadas operações. etc.121 artigo 242. Revogação do artigo 242. se você tem que aquilatar o princípio constitucional e agora o artigo 173 da CF/88? Toda sociedade de economia mista que desempenha atividade econômica estaria sujeita à falência. Essa posição deve ser a majoritária. Agora. só se faz mediante concurso público. permanece. novamente: “E agora. . Lá não pode ter nenhum tipo de privilégio. está regulada por normas de direito público. também. há uma divisão. ela trouxe. Que segunda posição é essa? Pelo que sei agrada os examinadores da banca do Ministério Público. o único artigo na lei que proibia a falência da sociedade de economia mista foi revogado e. Em segundo plano. “Norma econômica”. E o artigo 173 da CF/88? O artigo 173 fala das sociedades de economia mista. atividade econômica e serviço público. o serviço público está regulado em qual artigo da Constituição? No artigo 37 da CF/88. mas trata. Então. A questão é a seguinte. No que concerne à atividade econômica está lá nos artigos 171. Ela. Essa corrente faz uma divisão. Então. ela está sujeita à falência ou não está? Antes havia discussão. que veda qualquer tipo de privilégio à sociedade de economia mista. Pelo artigo 37 da CF/88. Não existe o princípio constitucional da continuidade do serviço público? Existe. novamente. Importante: Tanto esse motivo quanto por esse. aquele argumento de que o artigo 173 da CF/88.). Então. e agora?” Permanece a discussão.

a maior parte dos colegas apoiou a idéia. lá. e tinha o desembargador Paulo Ventura. sociedade de economia mista que presta serviço público relevante. a CEDAI. defendem a mesma orientação. Então. ou seja. por exemplo. que revogou o artigo 242. na prova de direito administrativo. Eu ficaria com a segunda. cada uma delas. não estaria sujeita à falência não obstante a revogação do artigo 242. Por exemplo: Será que toda sociedade de economia mista que presta serviço público não estaria sujeita à falência? Entendo que não. vocês podem sustentar essa segunda posição: “Prestação de serviço público essencial não está sujeito à falência”. não está sujeita à falência. do concurso. porque a outra não tem nem como questionar a que desenvolve atividade econômica (essa não tem questionamento). Eu me levantei e deu uma discussão danada. com a reforma da Lei de S/A. e a nova Lei de Falência que virá aí fala expressamente que. No Ministério Público. em sã consciência. Estaria sujeita à falência? Não. Então. ainda. vai decretar a falência. Eu ponderei (no simpósio): “Depende. o que vai acontecer com as atividades? Irão cessar. mas o que é importante aí é que. É a orientação paulista. em razão do princípio da continuidade do serviço público”. que trabalha com águas e esgotos. vem um outro além e revogou o artigo 242. aqui do Rio de Janeiro. na prova para Procuradoria. tem que ser bem cuidadoso ao aplicar essa segunda corrente. . e estão sustentando a sujeição de qualquer sociedade de economia mista à falência. porque com a falência. ficaria com a primeira. Depois eu fiquei sabendo que isso nós estávamos discutindo o projeto de lei de falência. Claro que é a prestadora de serviço público. Então. tinha um desembargador paulista. sociedade de economia mista que presta serviço público. sociedade de economia mista que presta serviço público. E eu tive conhecimento que o professor Carvalhinho e parece também que a Maria Sílvia (são administrativistas). Se fizer concurso em São Paulo.. Então. Vai parar de fornecer água? Como é que vai fazer? Então. existem em alguns estados. Prova para procuradoria do Estado. Ela ganhou simpatia. não há a menor dúvida de que você deve afirmar que todas estão sujeitas à falência. de jeito algum. do Município. Depende da prova. Somente a que presta serviço público essencial. e agente teve que antecipar. Nenhum juiz. sociedade de economia mista está sujeita à falência. sou absolutamente contrária à falência dela. teve um simpósio sobre a nova Lei de Falência. como aqui no Rio de Janeiro. você vai ter que adotar uma na hora da prova. mas nós fomos surpreendidos com a nova Lei de S/A. as que prestam serviço público não estão sujeitas à falência. já sabem como tem que responder. e adota a forma de sociedade de economia mista. As duas têm bastantes fundamentos.. a gente estava discutindo isso lá para frente e de repente. mas se fizesse prova em São Paulo. essencial. O desembargador Osvaldo. vocês vão defender o quê? Está ou não sujeito à falência? Não.122 Essa corrente tem que ser adotada em termos bem cuidadosos. então são duas posições. do examinador.

mas. o novo Código Civil é uma norma genérica. Aí. E. lei especial posterior revoga lei especial anterior.092. Uma lei geral. Ele revoga lei especial? Revoga. ele não vai revogar lei especial. à lei de S/A. A sociedade anônima está na Lei de S/A. Vem o novo Código Civil e foi específico. traz a seguinte redação: “A comandita por ações será regida pelas regras deste capítulo”. às vezes. Depende. tudo bem. mas nem tudo que está na Lei de S/A diz respeito à Sociedade Anônima.090 ao artigo 1092. infraconstitucional não muda nada. isso não importa.123 A base é constitucional. nas regras. à Lei de registros públicos. ela traz regras especiais. uma regra dessa lei geral traz uma regra especial. quando vem um novo código. O problema é o seguinte: A Lei de S/A. Se todo ele for geral. ele é geral.092). A Lei de S/A também é enorme. Esses artigos. dentro dos artigos. No todo. Comandita por ações é uma espécie de sociedade por ações. não se enganem. o artigo é especial em relação. E se esse capítulo for omisso. por exemplo. A questão é a seguinte: o Fábio Ulhôa tem posição diferente. nesse ponto. Por mais que o artigo fale que está sujeito à falência ou que não está sujeito à falência. no artigo 1. às vezes. Logo. “Sociedade Comandita por Ações”. Então. será que o novo Código Civil foi genérico sobre a sociedade comandita por ações ou ele foi específico? Ele foi específico. tanto é que ele tem um título lá. Não é qualquer serviço. em relação. por exemplo. assim como é a sociedade anônima e ela está regulada na Lei de S/A (artigo 280 ao artigo 284). o novo Código Civil tem regras mais especiais do que uma lei que está em vigor. à Lei de Junta Comercial. revogaram a Lei de S/A nesse ponto? Ou não revogaram? Você vai aplicar a disciplina na comandita por ações com base no novo Código Civil ou com base na Lei de SA? Lei geral não revoga lei especial? É isso?O novo Código Civil é Lei geral? Sim. Agora ela veio regulada no novo Código Civil. a prestadora de serviço público. basta você olhar. Revogou-se ou não revogou. nos artigos 1. 1. SOCIEDADE COMANDITA POR AÇÕES É um pouco complicado. As duas estão tratando da mesma matéria. esse princípio implícito da continuidade do serviço público. Então. por vezes. não tem . temos que verificar detidamente. Qual é o que eu vou aplicar? Será que eu aplico só o artigo da Lei de S/A? Ou seja. às vezes.090 ao 1. mas. um desses três artigos (1. aplica as normas da sociedade anônima.090. de 1976. Importante: Caio Mário da Silva Pereira já dizia o seguinte: “É um erro generalizar”. tratava da comandita por ações. são serviços essenciais. Dê uma olhada nos artigos. porque o fundamento para não sujeita-la à falência. é um princípio constitucional. Então. o artigo 242. sempre vai ter esse comando constitucional. alguma coisa. Ela é regulada pela norma deste capítulo.090 ao artigo 1. Revogar ou não revogar o artigo 242? Isso não muda nada. Por isso que essa alteração. Lembrando que a Lei de S/A é de 1976. Ele falou: “É regido aqui”.

090 ao 1.092. Será que eu aplico o novo Código Civil e subsidiariamente a Lei de S/A? Ou aplico a Lei de S/A e subsidiariamente o novo Código Civil? O Conselho de Justiça Federal entendeu que você só aplica o novo Código Civil. consórcio. vocês vão ver que eles são absolutamente semelhantes. muito parecidos.092. hoje esses artigos 1.092 e. A legislação de S/A é muito mais atualizada. Ninguém duvida disso. o que ia acontecer com a Lei de S/A durante esse tempo? Ela foi sendo o quê? Aprimorada e teve importante modificação em 1994 e em 1997. Então. porque o projeto é de 1975. eles tratam da Sociedade Anônima? Não. Por quê eu estou sustentando que não foram revogados? Porque. Ou seja. são os que tratam da matéria agora. Mesma vírgula. embora o novo Código Civil tenha entrado em vigor agora. Entendo que. o projeto. ele foi sendo aprovado na sua redação original? Na sua redação original. mesma legislatura. por que é que estamos discutindo? Na sua redação original. Mas eu entendo que os artigos 280 ao 284 não foram revogados. Eles tratam do quê? Da comandita por ações. Esse é o entendimento deles. eles estariam revogados por esses aqui. qual é a legislação mais evoluída? A Lei de S/A ou o novo Código Civil? A Lei de S/A. Então. Só que. Vocês aplicariam esses e. a Lei de S/A é de 1976. Eu. nessa época. Tem enunciado nesse sentido. por exemplo. o artigo 280 ao 284 da Lei de S/A. Eles têm idêntica redação. Por quê? Em razão disso aqui. o artigo 1. é só fazer uma interpretação racional. quando esses artigos forem omissos. revoga as demais exposições. trazendo regras de grupo e sociedade. realmente. são antigos). nesse capítulo. a Lei de SA foi sendo atualizada. professor Leonardo Marques. olha só. eles são da mesma época. como o novo Código Civil vem tratando da matéria. O novo Código Civil falou que o que rege a sociedade comandita por ações são os artigos 1.090 ao 1. Então. ele manda aplicar as normas da Sociedade Anônima. muitas coisas. Então. Esses teriam revogado os artigos 280 ao 284 ao afirmar que o Código Civil disciplina a matéria e supletivamente as normas da Sociedade Anônima. Quer dizer.124 aplicação. Foi. Então. Se você for comparar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A com esses novos artigos do Código Civil (não são novos. já atualizada na década de 90. O projeto do novo Código Civil é de quando? O projeto é de 1975. Principalmente em razão dessas alterações.090 ao artigo 1. você aplicaria do artigo 1º ao artigo 279 e do 285 em seguinte. mas aqui é de 1976. Tem que concordar Fábio Ulhôa. . discordo. tudo. quando eles forem omissos. sobretudo atualizada aqui. alterando a Lei de S/A. E o projeto do novo Código Civil foi sendo atualizado ou. Será que eu aplico apenas as normas do novo Código Civil já que. eles trazem uma orientação de 1975. enquanto que a Lei de S/A traz uma orientação já atualizada em 1994 e em 1997.

apenas a Lei de S/A é mais completa. as normas de S/A. não houve tempo hábil para ninguém tecer esse tipo de detalhe. os artigos 1. nunca ninguém parou. pegar o projeto. a Sociedade Anônima para participar de um grupo econômico não precisa de autorização de diretoria. ele é omisso. eles têm a mesma coisa que tem o novo Código Civil mais as alterações. por exemplo. mas nem fundamenta. depender muito da legislação que você ia aplicar. Eu tive que estudar.). porque não há conflito. alguns artigos polêmicos que ainda não adentraram. Mas não é uma opinião nem de doutrinadores. você pode até dizer: “Eu aplico o Código Civil primeiro. os dois forem omissos. Nessa atualização diz: “Sim. Isso aqui não entra em conflito. A doutrina não se preocupa com isso e.090 ao 1. Grupo Gerdau. que diz: “Agora aplica os artigos 1. porque isso aqui está mais atualizado. as alterações. Então. Então. mas a Lei de S/A tem alguma coisa a mais”. eles são quem tem responsabilidade ilimitada”. etc.007. não os artigos 280 ao 284. já estudei muito o problema. você vai aplicar toda a Lei de S/A.092. o artigo 994.004. Eu fui obrigado a estudar sobre o tema. eles são conflitantes? Não. logo a resposta seria: NÃO. com certeza. Então. você vai aplicar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A e se. ou seja. comparar texto. . por exemplo. temos uma primeira posição que é a do pessoal dos artigos 1. A favor. Mas se você aplicar os artigos 280 ao 284? Em 1997 foi atualizado. ou seja. afinal de contas. Foram uns convidados que foram lá para o conselho e opinaram lá. não entra no mérito. Tem mais alguém dizendo a favor ou contrário? Não tem. mais atualizada. ele traz alguma previsão sobre isso? Não traz.125 Então o quê aconteceu? Os artigos 1. aí é que você vai aplicar as normas da Sociedade Anônima. Então. Então. interpretar o artigo 1. para a comandita por ações participar de um grupo econômico (Grupo Votorantin.092 e ponto final”. tem o Fábio Ulhôa. precisa da autorização dos diretores? Pelo novo Código Civil. Tem fundamento. se o novo Código Civil for omisso. Importante: Há quem entenda que você só aplica os artigos 1. A redação é idêntica. Se você aplicar supletivamente as normas da Sociedade Anônima. Quase ninguém fala de comandita por ações. interpretar o artigo 1.092.090 ao 1.092.092. mas eles têm mais. Eu tenho a opinião do Fábio Ulhôa. a doutrina não se preocupou. Vai aplicar tudo. é necessária a autorização dos diretores.090 ao 1. Então a questão gira em torno do problema da comandita por ações é a legislação agora aplicada. e quando eles forem omissos. Então. porque eles são idênticos. etc.090 ao 1. dizendo que para participar de um grupo econômico. Eu tenho essa posição. vai aplicar. é necessária a autorização dos diretores. eles param por aqui e os artigos 280 ao 284. como no novo Código Civil é novo ainda.090 ao 1. discutiu com ele em nada. o quê você faz atualização? Joga fora. mesmo assim. mas é apenas uma atualização que foi feita. Essa posição é minha. Se você entender que os artigos 280 ao 284 foram revogados. em uma pergunta dessa lá. porque gravei uma fita para Telejur tratando dessa matéria.

Com isso a Assembléia Geral tem poderes reduzidos. Então. Nela não existe conselho de administração. não pode emitir ponto de subscrição. A Assembléia Geral tem poderes reduzidos enquanto a diretoria fortalecida. parte beneficiárias. de vez em quando partes beneficiárias”. É o que muda. E como eles respondem de forma ilimitada eles têm que ter mais poderes mesmo. O que mais podemos falar sobre a comandita por ações? A questão da responsabilidade dos diretores. O que muda lá? Os diretores da comandita por ações eles tem responsabilidades ilimitadas. debêntures e. eu. é só ler. Colocando essa evolução histórica.126 Na hora da prova se eles perguntarem é porque eles querem esse exercício de interpretação. Então eu não vou tecer.090 ao 1. onde vão estudar. Isso é tratado na Lei 6385/76. ela ganha dinheiro com isso. O que é importante mesmo é a Legislação aplicada. O que são os valores mobiliários? São papéis que tem por objetivo captar recursos para Companhia no mercado. É muito parecida com a sociedade anônima. sem falsa modéstia. Lá vem dizendo o que é valor mobiliário. O mais importante é saber onde vocês vão trabalhar. A Lei 6385/76 que também foi alterada pela Lei 10303/01. mais detalhar a comandita por ações. tem umas outras questões. Debêntures. o que não é considerado. mas vai depender da Legislação aplicada que foi muito da atualização de 1997. Você coloca as duas interpretações. por exemplo. Quais são os Valores mobiliários mais importantes e que cai na prova? O que cai são: “Ações. (ações). ou os artigos 280 ao 284da Lei de S/A. Não há menor dúvida não há nada de importante que precise especificar. Se eles perguntarem é porque eles acham que a questão é polêmica. Gandi dizia: “A falsa modéstia é o último requinte da vaidade”. VALORES MOBILIÁRIOS: O que são valores mobiliários? Lembra quando eu falei em Companhia Aberta e Companhia Fechada? Companhia Aberta é aquela que pode soltar no mercado os seus valores mobiliários. Nada mais justo. Mesmo porque ela é quem responde no caso de inadimplência da companhia. Por que afinal de contas se alguma coisa der errado quem é que paga? Os diretores. Tem algumas outras questões. Ou os artigos 1. acho que a minha opinião está correta e a do Fábio Ulhôa está errada. Ela vende suas ações. . eu acho difícil.092 do novo CC.

tudo isso é feito pela instituição financeira. você transfere. mas você aplica as ações. Qual a natureza jurídica da ação? “Se ela é ou não é título de crédito”.. O professor Fran Martins faz só uma ponderação: “É título de crédito impróprio”. é uma conte de depósito. no que couber. transferência. Alguém que tenha ações recebe de seis em seis meses ou anualmente um extrato do banco dizendo: “Você tem tanto de ações em valor nominal X. valor através do último balanço tal. É apenas parte do capital social. última cotação no mercado é essa”. gravames. Quando você tem uma conta corrente. As ações escriturais elas constam apenas nos registros de uma instituição financeira que faz o controle das ações para a companhia. ESPÉCIES DE AÇÕES Primeiro uma classificação importante. Fran Martins. o entendimento majoritário é de que as ações são títulos de créditos. parece um diploma de faculdade. 1. ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. O que são ações documentais? São aquelas representadas por certificados de propriedade de ações. “Ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. . O controle é feito pela própria companhia.127 Vamos fala então desses três valores mobiliários. Na hora da prova coloquem o Túlio na frente do Clóvis. Eles entendem que ação é um título de mera capitação de recursos que representa parte do capital social de uma companhia. tudo. é Direito Civil. Tudo é ela que controla. mas Waldemar Ferreira. Como é que você prova que é titular? Que tem ações? Através dos registros na instituição financeira. Vou recebe um diploma dizendo: “Fulano de tal proprietário do lote de ações.”. Esta contratou os serviços de uma instituição financeira que vai fazer esse serviço. endossável e ações nominativas. não tem documentado. ações documentais e ações escriturais. Vem um demonstrativo. Ela não documenta uma operação de crédito. porque o Túlio é especialista em Direito Comercial (Empresarial) e o Clóvis é do Direito Privado como um todo. Por isso que ele é considerado um título de crédito impróprio. OBS: Antigamente havia ainda uma classificação de ações: ao portador. você tem lá as ações.. Rubens Requião. Os professores Clóvis Bevilaqua e Túlio Ascarelli entendem que ela não é título de crédito. por exemplo: A Vale do Rio Doce não controla suas ações.AÇÕES Sobre ações existe uma divergência doutrinária que já está aí há muito tempo. Você prova através dos extratos que você recebe e tudo mais. a regra dos títulos de créditos próprios”. Carvalho de Mendonça. E as ações escriturais? As ações escriturais elas não têm títulos. absolutamente nada. ela é que controla suas ações. Impróprio. Não tem natureza de título de crédito. Ações escriturais mantêm contas de depósitos em nome dos acionistas. Então é o banco é que faz.

OBS: As preferências ou vantagens elas só são obrigatórias se ações preferenciais. você vai à instituição financeira. pega as ações e desaparece. aí poderia alguém levar. Por quê como é que você hoje transfere a titularidade de ações? Através de termo. Então quando as ações preferenciais forem negociadas no mercado. porque todos os direitos decorrem diretamente da lei. . aquilo não serve de droga nenhuma. não vai ter nenhum tipo de preferência. por exemplo. não existem mais ações endossáveis. as ações podem ser: “Ordinárias. Então não sobra muita coisa para o Estatuto. uma companhia fechada. só tem é prejuízo para ela.. O advogado chega no dia seguinte e fala: “Vocês estão arruinados. Preferenciais ou de Gozo ou Fruição”. elas terão obrigatoriamente. III e IV”. se ainda for suprimido o direito de voto. Ações Preferenciais: O próprio nome está dizendo. porque ela além de não ter o direito de voto. Ou quando as ações forem escriturais. Então você vai lá na Companhia e faz a transferência lá.”. que lá se faz à transferência. e ainda tira o direito de voto. Isso não está escrito. “Quando forem admitidas as negociações no mercado”. algum tipo de privilégio. O artigo17 vem dizendo assim: “As preferências. ter suprimido o direito do voto. Na companhia fechada. ela tem alguma coisa de privilegiada? Não. E aí. basta. no livro de transferência de ações nominativas. Mas aqui uma observação muito boa: Tem que dar uma olhada no artigo 17. podem consistir em: Incisos I. olha o caput do artigo: “podem consistir. na bolsa e tudo mais e. (isso acontece em companhias abertas). absolutamente nada. eles podem ser conferidos ou não. não existe mais essa figura. os privilégios das ações preferenciais. você vê nos filmes.. interpretar o artigo 17. Antigamente valiam (papéis). Quanto à natureza dos direitos. Desde 1990. nas novelas. Aquele papel é só para tirar onda. pelo menos uma das seguintes vantagens: “Incisos I. I. Ações Ordinárias: São aquelas que confere os direitos comuns dos acionistas Praticamente o Estatuto não tem margem nenhuma para fazer qualquer tipo de restrição a essas ações. o cara entra na casa. professor. arromba o cofre. Às vezes bota em um quadro (proprietário de um lote de ações “tal”). Isso é verdade? Não. muito menos ações ao portador. II e III”. nenhum tipo de preferência. então não dá nada. Então pode acontecer que na prática a ação preferencial não tenha nenhuma preferência. Aí. Se levasse já era.128 Mas desde 1990. Plano Collor. Vejam esses direitos. levaram suas ações”. forem de uma companhia aberta e. Em relação às ações ordinárias elas têm algum tipo de preferência. porque às vezes era ao portador. Aquilo não serve de nada. Ações agora são sempre nominativas. Aí você vai para o parágrafo único: “Quando as ações preferenciais forem de companhia aberta”. mas é a mesma coisa.

001. Quantas ações eu vou ter adquirir para ser o controlador tranqüilo. mas as ações preferenciais podem ter esse direito suprimido. Não é errado. está longe ainda. Vem na prova assim: Acionista preferencial tem direito de voto. Por isso que muita gente pensa que ação preferencial não tem direito de voto. se o estatuto não falar nada a ação preferencial tem o direito de voto.000. Importante: Aí o Fábio Ulhôa. Certo ou errado? Se o estatuto não fala nada. conforme artigo16).000 votos para você mandar precisa ter quanto? 150. O ideal é que todos tenham o direito do voto. Exceção é tirar o direito de voto. Isso nas (ações preferenciais. não ter qualquer tipo de problema? Vou ter que adquirir quantas ações? Antigamente R$150.001.000 ações sem voto e 450. A regra é que todos têm direito de voto. seria 225. estão lá no artigo 44. sempre.000 ações ordinárias. está com razão. parágrafo 5º da Lei de S/A. controlava. vocês conhecem alguma ação preferencial com voto? Eu não lembro de nenhuma companhia. mas deu um passo). Na prática o estatuto sempre tira o direito de voto das ações preferenciais. O que é ação de gozo ou fruição? Em última análise o acionista é um credor da companhia.001. Você bastava adquirir 150. agora no máximo a metade. De 300. ele tem o direito de voto ou não tem? Tem. A democracia é que todos tivessem o direito de voto. E ações de gozo ou fruição? Qual o artigo das ações de gozo ou fruição? As ações de gozo ou fruição estão perdidas. aí sobravam 300. ele faz uma advertência. É aí.000 com voto. Antigamente nós tínhamos a seguinte situação: Capital social de uma companhia R$900. Antigamente até 2/3 poderiam não ter o direito de voto.001. Só terá preferência quando for de uma companhia aberta e for suprimido dela o direito de voto.000. Então agora essa companhia poderia emitir 450.00 cada ação).129 Por quê não preferencial? Porque nem sempre ela vai ter preferência. Ela está tão utilizada que parece que virou regra.00? Por que antigamente até 2/3 das ações poderiam não ter o direito de voto. Vem a lei.001? Não.00. mas pela lei hoje está assegurada metade dos acionistas. conforme artigo17) e (ações ordinárias. Então. você controla 900. mas na prática. para você controlar basta 150. O problema é que é exceção. Então eu tenho uma companhia.00.000. Em última análise o sócio é um credor da companhia. Aí a nova lei fez assim (deu um passo. Por quê R$150. ou seja. (R$1.000. já que temos agora metade. no mercado. olha uma importante modificação. . sendo uma parte ordinária e a outra preferencial. agora o máximo de ações sem voto numa companhia é metade. Então essas daqui (2/3) eram de ações preferenciais que o estatuto tira o voto. A democracia está lá. Com 150. o acionista também. De tanto tirarem as pessoas pensam que exceção é a regra.

130 Então quando ela comprou uma ação. pegasse o restante e distribuísse entre os acionistas. o que ela faz? Ela pode fazer o seguinte. ao invés de dar o dinheiro para a pessoa. como pode acontecer com as ações preferenciais. o que eu já fiz com as ações dela? Eu já paguei. as ordinárias. E o quê acontece? A companhia pega as ações dela. Pelo balanço é verificado se a sociedade acabasse hoje ela. Ela continua como acionista. porque distribuição de dividendos é a mesma coisa que dinheiro jogado fora. dá um jeito daqui. ela como acionista não é credora da companhia? Então é feito o balanço. E por que gozo ou fruição. Então a companhia antecipa o pagamento. só que agora sem risco.00). Mas aí vamos supor que ela pagou o dividendo mínimo.000.00. reserva “daquilo”. porque tudo aquilo que ela investiu ela já recebeu. Faz reserva “disso”. E ela continua acionista? Sim. pagasse todos os credores da companhia. Então o que é uma ação de gozo ou fruição? São aquelas dadas em substituição a ações amortizadas. da um jeito dali. A companhia precisava pagar isso agora.000. a companhia não é obrigada a pagar os seus acionistas. essas ações? Não. dá como uma forma de pagamento. ela integralizou. .O quê acontece? Depois de alguns anos a companhia está dando tanto lucro. ela já vai saber do lucro. ele levaria pelas ações dela R$3. ela não tem nenhum benefício com isso. A companhia comprou as ações dela? Não. Sabe porquê? Tudo aquilo que ela já investiu ela já recebeu. teria direito a R$3. para não distribuírem dividendos. Ela subscreveu e integralizou e os outros também. eu pergunto. alto risco. O que ela faz? Ele vai ter que distribuir isso através de dividendo. apenas amortizou o pagamento.00. pelas ações dela. Para ela (acionista) vai ser de risco? Não. Ao invés de dar a ela de graça. todas as reservas já estão cheias e mesmo assim sobrou dinheiro. Mas dinheiro de dividendos é jogado fora. entrega o dinheiro a ela (R$3. eu pego as ações de gozo ou fruição e dou em substituição as ações que foram amortizadas. esse nome? Ação é um investimento de risco? Sim. Se a companhia terminasse hoje. Além do pagamento. Se quando tiver lucro ela vai receber lucro através de dividendos? Sim. Essa é uma forma de amortização. Pego as ações ordinárias e acabo com elas. Isso pode acontecer com as ações ordinárias. No dia em que a companhia for acabar. Agora ela só está fazendo o que naquela companhia? Gozando e fruindo. Então ela fica “amarrando”. o balanço já foi aprovado.000. tanto lucro. Ela deixa de ser acionista? Não. se assembléia geral autorizar. a companhia gosta de distribuir dividendos? Não. deu o dinheiro para companhia e a companhia deu uma ação para ela.

na verdade ela teria direito não a R$3. Ela vai receber a diferença? Sim. amortizada. tanto faz. só para facilitar a conta. quando é amortizada fica na ata assembléia: “Ação de gozo ou fruição não terá direito de voto”. Ele já não tem mais risco. Ela recebeu os R$3. Pergunte a vocês. Para o pequeno investigador é sempre um ótimo negócio.131 E quais serão os direitos das ações de gozo ou fruição? Serão aqueles previstos no estatuto e na ata da assembléia.00.200. Então o que acontece. aprovados.00 e sim a R$4.00 ele já tinha recebido. ação de gozo ou fruição é uma ação dada em substituição a uma ação ordinária.000. Amortizei as ações dele e.200. Foram feitas as contas atualizadas e verificaram o seguinte. porque era um acionista de gozo ou fruição.700. Vamos supor que em 2006 fique constatado que se hoje fosse receber ela só teria direito de receber R$1. Às vezes uma ação ordinária. que autorizou a amortização. chegasse aqui ele teria que pagar os R$4. ele que não tinha voto acaba passando a ter o voto. por que normalmente a ação do majoritário ou controlador valem muito mais. se aquele dinheiro fosse distribuído através de dividendos. Vamos supor que isso acontecer em 1996. através de sorteio. pode ser também que lá na ata da assembléia fiquem consignados. Então além de receber o que investiu. o controlador precisa do voto? Sim. na verdade consta no registro) ordinária ou preferencial. só R$1. Então na prática nunca tem direito de voto.000.00.200. Na prática tem? Não. Essa sociedade vai ser finalmente dissolvida. recebe o dinheiro e recebe ainda as ações de gozo ou fruição.00. OBS: No dia em que ela for liquidada. . vamos supor que a atualização não tivesse inflação nenhuma. porque aquilo foi apenas uma amortização. porque R$3. Ela vai receber a diferença.00 Ela recebeu R$3. Importante: Em resumo. É um bingo dentro da companhia. Então. Aí levanta a pessoa vai entrega as ações dele (tudo isso estereotipando. porque às vezes ação de gozo ou fruição não tem direito de voto. Na prática sempre o estatuto ou assembléia tira o direito de voto. Às vezes aconteceu o contrário. ele só é controlador por tem a maioria dos votos. mas só a diferença. o que vocês podem notar é que às vezes a amortização ela pode não ser interessante para o acionista controlador.000. As ações preferenciais podem não ter o direito de voto. continua acionista. Ele vai para casa com dinheiro e continua acionista. acabam. Por isso que às vezes que não é interessante para o acionista controlador. Às vezes pode acontecer um fenômeno muito interessante: “Imagine que estou amortizando as ações preferenciais de Túlio”. ele terá que devolver aquilo? Não. que as ações de gozo ou fruição terão direito de voto. é bom ter uma ação amortizada? Está no artigo 44. Pode não ser interessante para o acionista controlador ou majoritário.00. ela sempre tem o direito de voto.000. porque faz parte do bloco de controle. Foi verificado que se hoje fosse feito o pagamento por aquelas ações. ou preferencial. Então ele vai querer ter a ação dele amortizada? Se for por uma ação de gozo ou fruição sem voto? Não. Existe o sorteio e de repente: “Lote de ações de (tal a tal)”. que tinha o direito de voto.00? Sim.

00 (normalmente a debênture das pequenas companhias está em torno de R$10.5% ao mês. a companhia dá uma debênture”. No final dos cinco anos você recebe o principal corrigido pela TR. quem emprestar R$10.8% no máximo 0. vai receber só daqui a cinco anos”. Em geral é muito melhor. Uma grande companhia só isso.5%. Ela economizou quanto aí? É tudo verificado no momento.2% mais TR. dependendo da operação. Os juros você pode pegar todo mês. Então. Para o investidor que estava na poupança.00.00. Se uma companhia está precisando de dinheiro e ela for fazer esse pedido de empréstimo.000. Ela pensa: Quanto é que uma pessoa ganha na poupança? Ganha 0. investir o dinheiro dessa forma? Sim.200. Então o que a companhia faz? Ao invés dela pedir dinheiro ao banco. Ao invés de dar de graça.00). E tem alguns benefícios fiscais. o acionista. .132 E como aquele dinheiro não foi através de dividendos. ela pede dinheiro as pessoas. Tem que ser companhias fortes.9%.000. A TR 6% ao ano. o banco cobraria 2. está acabando mesmo. 0.00 no mercado). quando você tem a certeza que vai receber. mas vou pagar em juros de 1.000. Isso é um empréstimo contraído pela companhia junto ao mercado. Fala o seguinte: “Quem me emprestar R$10. Aí a forma de atrativo é o seguinte. ou seja. Normalmente eu vejo de três em três meses. “Mas ninguém vai querer fazer isso. Amortização está no 44. vamos supor que o percentual de juros hoje 2. R$50. OBS: Reembolso é outra coisa. Se chegar lá e não tiver dinheiro para pagar ele.3%. às vezes é 0. é “jogo” ele emprestar. no momento para ela foi vantagem. Não adianta a qualquer companhia emitir que ninguém vai comprar. vou dar só uma orientação genérica. O que vai representar essa debênture? Eu vou devolver esses R$10. mais TR.000. será que ela vai imaginar que vai cair tanto assim.5% em cima de R$ 10. Todo mês ou três em três meses você ficou recebendo esses juros (1. mais a TR. DEBÊNTURES O que são debêntures? O quê acontece? Explicando agora. você retirasse juros de mês em mês. As grandes companhias têm debênture de até R$10. É excelente para ambas as parte.2%. 1. Ela te paga todo mês os juros. Ele é representado pelas debêntures. ela vai ter que pagar quanto? Só R$1. Ela não quer pagar 2.4% ou 0. É quando ela está saindo definitivamente de sociedade.00 em cinco anos. quando vocês lerem vão saber se situar. a vocês. eu não vou analisar artigo por artigo das debêntures. Não vai ser mais acionista pelo exercício do direito de retirada (artigo 45 c/c o artigo 137). parágrafo 5º. reembolso é direito de retirado (artigo 45).000. ou seja.000.00. para ela tanto faz. Para a companhia é “jogo” pegar dinheiro emprestado dessa forma? Sim.00.2% ao mês. Ou de três em três meses.5% ao mês.000.

Isso pode ser conferido ou não. É a terceira espécie de debênture. elas hoje só podem ser emitidas por companhias fechadas. ela falou: “dou como garantia de que eu vou pagar essa debênture. Os direitos das debêntures podem variar.ativo). crédito com privilégio especial (aqui já temos duas debêntures). Quando alguém está emprestando ele pode dar como garantia.133 Quem empresta esses R$10. crédito quirografários (outra debênture) e.000. depois trabalhistas. Ainda uma anomalia nas debêntures. só com uma coisa de importante. No início você é um mero credor. ou seja. depois créditos com garantia real. às vezes um bem (imóvel etc. A conversibilidade de ações pode ser conferida a qualquer espécie. prova do Ministério Público. etc”. primeiro vai alguns acidentes do trabalho. tem esses direitos.00 corrigidos. Quer dizer. Debênture com Garantia Real. depois temos crédito com privilégio geral. Esse credor passa a ser chamado de credor com garantia real. Temos uma segunda espécie de debênture. São as debêntures conversíveis em ações. Os credores dessas debêntures são chamados credores com privilégio especial. . por isso que elas são as mais procuradas. e as debêntures subordinadas têm uma maior rentabilidade. depois de todo mundo. ou então uns títulos que eu tenho que receber em outra companhia. Então normalmente vai buscar debênture que tem uma maior rentabilidade. Debênture com Garantia Flutuante (credores com privilégio especial . se sobrar dinheiro distribui entre os sócios. Numa forma de empréstimo em que não há nenhum tipo de privilégio. PARTES BENEFICIÁRIAS Leiam na lei. Temos quatro espécies de debêntures. a Debênture Quirografária. essa companhia que está pedindo dinheiro emprestado.00 ganha uma debênture. umas ações que eu tenho em outra companhia. As debêntures que tem como garantia o ativo da própria companhia. o ativo dela. Dão aos seus titulares um crédito subquirografário. depois dívidas da massa. se sobrar dinheiro. que foi pergunta da prova do Ministério Público: Como se posiciona as debenturistas no quadro geral dos credores? Tem que saber isso tudo. Debêntures com garantia flutuante (ativo). você está contando que essa pessoa vai a falência? Se você desconfiar você empresta? Não. você tem a opção de transformar aquele dinheiro. por exemplo. você pode. depois tributários. As últimas debêntures são as Debêntures Subordinadas. aquela debênture em ações da companhia. o credor é chamado de credor o quê? Credor quirografário.000. se quiser. Naquela ordem de falência temos alguns credores privilegiados. no final dos cinco anos em vez de você pegar os R$10.). depois você pode até se tornar acionista. mais utilizadas. elas podem ser conversíveis em ações. Qual é a espécie de debênture mais utilizada no mercado? Debêntures subordinadas (equivale a 50% das debêntures em circulação) Quando você empresta para alguém. em qualquer espécie. depois encargos da massa. naquela ordem de falência. Então temos uma espécie de debênture já. crédito subquirografário e. Se cair na prova vai ser isso. ou então royalty do petróleo.

de que os títulos de créditos estão dentro do direito das obrigações. outra hora é direito das obrigações. Então é a nossa posição atual. “TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. o conceito do professor César Evivante tem que estar na ponta da língua.Como já disse: Ele está no artigo 887 do CC. tudo de título de crédito. que é a aula de hoje. Qual é o aspecto econômico? Primeiro ele repete: TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado. todos os livros têm esse conceito. Aí você tem em qualquer livro. mas ainda temos que falar sobre ele. ele dá um aspecto econômico. dá uma visão econômica do título de crédito. que são os princípios da cartularidade. caiu uma prova de título de crédito. Qual o conceito de TÍTULO DE CRÉDITO? Ele está no artigo 887 do novo CC. vamos começar pelo conceito. São as teorias de Bonelli (italiano). Complementando o conceito. lá vai estar dizendo. literalidade. Eles incorporaram o conceito do professor César Evivante: “Títulos de Crédito é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. autonomia e abstração. O conceito que eu dei para vocês é um conceito jurídico. Nós vamos trabalhar em torno desse conceito. capaz de realizar imediatamente o seu valor (complementação). Uma hora é direito das coisas. Qual o conceito de Título de Crédito? Esse conceito que eu vou falar é mundialmente aceito. existe um professor chamado José Maria Elmidaque. que já é um princípio que está meio caduco. . E só você olhar no livro. Prevalece hoje a tese. Então. Praticamente. O conceito completo de título de crédito é o artigo 887 do CC mais essa complementação. Em geral 80% das questões de título de crédito gira em torno dos princípios. Existe uma “queda de braço”. Saber os princípios você resolve as questões de título de crédito. Vamos ao que é mais importante sobre títulos de crédito. aí fica legal você complementar o conceito jurídico com o aspecto econômico. Vamos começar pelo PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE. está lá no direito das obrigações que vem falando inclusive dos títulos de crédito.134 13ª Aula – 06/09/2003 TÍTULOS DE CRÉDITOS O que seria Título de Crédito? Em primeiro (importante para quem vai fazer Defensoria). dificilmente você não irá resolver a questão com os princípios. está meio decadente. O professor Bonelli sempre defendeu que título de crédito tem que ser inserido dentro do direito das obrigações e foi o que fez o novo Código Civil. Discute-se qual a natureza jurídica dos títulos de crédito.

Mas o que aconteceu? No Brasil a par de todos esses títulos universais. O que é isso... Então cai na prova: Discorra sobre o título príncipe. Por que não? Pelo princípio da cartularidade. você não pode cobrar o seu devedor apresentando uma cópia mesmo que autenticada em razão do princípio da cartularidade. ele é imprescindível para você exercitar o direito de crédito. que é a DUPLICATA. tem letra no Brasil. Antes de falar dessa exceção eu vou falar uma observação. ele nasceu no Brasil. mas na prova não cai a regra. analisando duplicata. A gente sabia disso. . em um papel. Normalmente na prova caem as exceções. Acabam abrindo brecha daquelas regras que são únicas para os demais títulos. Então são títulos universais. o seu original. tem que estar num documento. também chamado PRINCÍPIO DA INCORPORAÇAO. Existe um parecido em Portugal. tem cheque no Uruguai. Esse é o teor do princípio da cartularidade. o princípio da cartularidade? O título de crédito ele tem que estar incorporado em um documento. é a mesma coisa. em uma cártula. não existe lá fora. Estes princípios. por isso que os princípios são universais. em uma cártula. Então.135 1 – PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE Paes Lacerda e Torres gostam de utilizar outro nome. Então você não pode executar uma xerox autenticada.”. tem cheque na China. Agora você já sabe o que é. tem que estar num papel. nós temos um título que é genuinamente brasileiro. O fundamento é o princípio da cartularidade. Eu posso executar uma xerox autenticada de uma nota promissória? Você pode exigir que o devedor pague você apresentando uma xerox autenticada? Não. A duplicata é genuinamente brasileira. E por ser um título que só existe no Brasil. em um título. como os títulos de crédito. Ele é necessário. O título príncipe do direito brasileiro é a duplicata. na Alemanha. ele tem umas regras próprias peculiares que acabam excepcionalizando os princípios universais. Olha para o nosso conceito: “É um documento formal e necessário. por isso que é cartularidade. ele chama a duplicata de “Título Príncipe do Direito Brasileiro”. Por que ela recebeu esse tratamento? Porque ele é um título genuinamente brasileiro. ele tem que estar materializado fisicamente num documento. tanto é que o professor Italiano Scarelli. Paraguai. é brasileiro nato e só existe no Brasil. Muito bonito. são universais. só não sabia o fundamento. USA. A duplicata é o título tupiniquim. Um delas foi até objeto da prova da Defensoria Pública. você tem que apresentar o título. Não existe título de crédito verbal. em uma cártula. Existe um outro um pouco diferente também na Argentina.

por isso tem umas regrinhas diferentes das regras que tem que ser aplicadas em todo mundo. o fornecedor vai estar na mão com as vias da nota/fatura e com o comprovante de que entregou a mercadoria ao seu cliente. Aí de repente. É um modelo só. que o nome dela é duplicata. Vê-se o vencimento está ok. Então. a padaria vai assinar esse comprovante de que recebeu as mercadorias e. o que o fornecedor vai fazer? Ele vai emitir o que? Uma nota fiscal. feita essa compra e venda. O fornecedor pergunta: Vai pagar quando? A padaria responde: Daqui a noventa dias. . Por isso. etc”. uma fica com ele. Chegou aqui. Com base na fatura. para acabar com tanto papel o que eles fizeram? Pegaram a nota fiscal e acrescentaram os dados da fatura. estando tudo ok. que é. para simplificar. vai tudo junto. No Rio de Janeiro. OBS: Na prova não pode falar canhoto. Aí. a padaria vai conferir. a mercadoria. mas vocês vão ver a toda hora exceção do princípio. o vendedor só pode criar um único título de crédito. e vamos falar da primeira exceção do princípio da cartularidade. o fornecedor vai mandar via transportadora ou via própria mesmo. a transportadora voltou com aquilo (comprovante).136 Então quando eu falo dos princípios há uma aplicação quase que absoluta nos demais títulos. Aí ele vai conferir a nota/fatura. etc. é porque ela só existe no Brasil. Tudo isso feito por telefone. Quanto é? O fornecedor responde: R$ 5. é a duplicata. Então ela não tem o mesmo tratamento.000. a duplicata. a mesma sistematização que os demais títulos de crédito. fechou negócio. Então é título que só existe no Brasil. coloca a data para cinco de dezembro. São quatro vias se não me engano. Nós já sabemos o que é o princípio da cartularidade. A padaria liga para o fornecedor de farinha e pede: “Eu quero 10 sacos de farinha. Estando tudo certo.00. por que? Ela limitou-se a duplicar os dados da fatura. mas na prova pode botar canhoto? O nome dela é comprovante de entrega e recebimento da mercadoria. se a quantidade de mercadorias está ok. tem uma parte destacável na nota/fatura chamada de? Todo mundo fala canhoto. por isso que o nome do título é duplicata. Então quando você emite uma nota fiscal já é nota fiscal e fatura. Vocês vão ver qual é o título que faz exceção ao princípio. Então toda hora eu vou falar “duplicata” e vocês vão falar: “Duplicata é ruim”. as outras com o transportador junto com as mercadorias para não perder um dinheiro na estrada. Então são dois documentos: A nota fiscal e a fatura. com aquilo que ele tratou por telefone. Diz a lei de duplicata que toda vez que a compra e venda mercantil tiver um prazo igual ou superior a trinta dias (nesse caso aqui tem mais) é obrigatório à emissão da fatura. Não é que é ruim. Junto com a mercadoria. devidamente assinada. Como é que funciona a duplicata? É mais ou menos assim: Temos aqui o fornecedor de farinha e temos aqui uma padaria. Ele confere e verifica que está tudo certo.

(Depois irei falar). 2º) Ele recusa o aceite . Imagine um supermercado. como é que é isso? Ele vai lá no cartório (Fornecedor). o fornecedor. Quem remete a duplicata para o sacado. O título ele assinou? Não. Dentro desse prazo ele tem duas opções: 1º) Lançar o aceite . mesmo sem o título ele possa cobrar. Ele remete para o comprador. Como é que ele vai executar. O credor está com o título na mão? Não. .Faz o aceite e entrega dizendo que no vencimento podem cobrá-lo. É o que a Lei chama de PROTESTO POR INDICAÇÃO. porque está sem o título. Ele liga para o fornecedor e fala: “Não vou aceitar. por isso que a Lei dá um prazo de dez dias. devedor. Protesto por indicação. como é que ele vai juntar o título na inicial? Ele não tem como executar. vendedor. O título foi retido indevidamente.Não aceita. A Lei já prevendo que poderia acontecer teve que criar uma exceção ao princípio da cartularidade. agora ele passa a conferência para ver se os dados da duplicata realmente correspondem aos dados da nota/fatura. Remete para que o comprador. (mandar para contabilidade. “Não aceito e não devolvo o título”. Será que tem como se convencer na hora? Não tem.) Então tem que ter um prazo. Você pega os dados da fatura e passa para a duplicata. aí vem a assinatura do credor. Uma exceção para quê? Para que o credor. de R$50.000. mesmo sem o título na mão.00. que ele tem que aceitar ou recusar dentro de dez dias. E sem o título ele pode cobrar? Pelo princípio da cartularidade. Ele (Fornecedor) vai ao cartório e fala: Quero protestar uma duplicata. Ele assinou apenas um comprovante que recebeu a mercadoria. por isso que o nome do título é duplicata. desde que ele apresente Justificativa. ele vai fazer o que na duplicata? Aceite. que é o devedor. quase que uma cópia da fatura. Ele é o sacador.137 Porque ela é uma cópia. A lei de duplicatas (5474/68) no artigo 7º diz: Apresentada a duplicata para o sacado e a padaria faz o ACEITE. Tem valor de R$1000. Qual foi a fórmula cobrada pela Lei? Se o título foi retido indevidamente pelo devedor? Artigo 15. sacado.00. Se estiver tudo ok. etc. ele pode cobrar? Não. Está faltando a assinatura de quem no título? Da padaria. a lei dá a ele um prazo de dez dias para refletir. para ver se aceita ou não aceita. A única coisa que ele não poderia fazer eu vou falar agora. Vou mandar alguém pegar meu título de volta”. Duplicata nos dados fatura. Ele não vai aceitar e não vai devolver o título. parágrafo 2º da Lei de duplicatas. São dez dias. se o título ficou retido com o “safado” do credor.

Mesmo sem o título? Sim. mandou a duplicata para o comprador.138 O cartório pergunta: Cadê ela? Ele responde: Não está comigo. Ele vai juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. O credor vai desconfiar. Com esses dois documentos. na verdade esse prazo ele só tem (vamos falar disso mais tarde). ele já pode executar a padaria. Segunda exceção ao princípio da cartularidade: Artigo7º. Por isso que essa circunstância é uma exceção a cartularidade. OBS: A lei fala que a recusa tem que devolver o título com as razões da recusa do aceite. O que acontece? Quando o credor mandou a duplicata para o devedor fazer o aceite. Protesto por indicações do sacador. O prazo para protestar por falta de devolução. Por que é protesto por indicação? Porque nesse caso o título não está com o credor. Junto com a certidão do protesto. O credor pergunta se o devedor vai depositar mesmo (fica desconfiado). mesmo sem o título. Cartório: Como é que eu vou protestar? Fornecedor: Não se preocupe. É sinônimo protesto por indicação e protesto por falta de devolução. mas ele só vai poder fazer isso se primeiro fizer o protesto por indicação e segundo. Só que. pode executar. juntar o comprovante de entrega da mercadoria. o protesto com a devolução tem que ser feito até o vencimento. ele já pode até requerer a falência da padaria. dentro do prazo de dez dias.”. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. Então ele vai fazer o protesto. O devedor não devolveu o título a ele. ele apenas indica os dados e apresenta a nota fiscal. Como é que o fornecedor vai indicar os dados da duplicata? Vai puxar pela memória?Com base em que? Com base na fatura que ele tem. juntando esses dois documentos. O comprador agora faz o ACEITE. o devedor pediu que deixasse com ele a duplicata que depositaria na conta do credor em dinheiro na data do vencimento. dane-se a duplicata que o devedor reteve. Esse protesto por indicação também é chamado de PROTESTO POR FALTA DE DEVOLUÇÃO. Com o protesto ele vai juntar o segundo requisito para poder confirmar uma exceção a cartularidade.. qual a conseqüência? Vamos ver só mais tarde. Ele vai e indica para o cartório: Os dados da fatura são esses. Fez tudo isso. juntando o comprovante de entrega da mercadoria. Mesmo sem o título ele vai poder executar. . Na verdade. Mas se não fizer até o vencimento. Com isso terá o protesto na mão. é o que a lei chama de ACEITE EM DOCUMENTO SEPARADO. eu vou indicar os dados da duplicata.. ele não precisa mais da duplicata. Mesma história. não precisa mais delas. Juntando-se esses dois documentos.

Emite uma triplicata e junta com esse documento e executa. Esse aceite em documento separado na duplicata. aquele documento que o devedor passou via fax. Ele pode passar por fax. Tudo isso que eu falei só existe para cair em prova de concurso. Diz aí. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. Quem vai fazer a cobrança dessas duplicatas para a SKOL. Esse comprovante chegou na SKOL. não é a SKOL. Precisa emitir a triplicata? Não. Nada disso que eu disse para vocês existe na prática. substitui o título.139 O credor pede: “Me manda um papel. nota fiscal. Quer dizer o seguinte. não existe. referente à fatura tal. ela contrata um banco. ou entregar pessoalmente. Por que não imprimia? Porque não precisava. mas. substitui tanto o aceite como o título. um programa e ela sacavam a duplicata. com vencimento tal. ou por telegrama.B. Agora vamos modernizar nossa aula. na forma do artigo 7º. ou até por e-mail com aquela assinatura criptografada. só que o aceite em documento separado. a Lei não diz que documento é esse. promete pagar. Aí ele (devedor) faz um documento separado: Recebi a duplicata “tal”. Como é que o credor vai executar? Diz a Lei. se ele não pagar. mandou o fax. que vai pagar no vencimento. é qualquer documento dizendo que aceitou pagar. . E igual o aceite. faz para facilitar o juiz. A prática é o que eu vou falar agora. mas emite uma triplicata. Terceira exceção ao princípio da cartularidade. ou por outro meio. Então pode ser por qualquer meio. esse documento separado ele substitui tanto o aceite como o próprio título. Distribuidora A. Vamos falar agora sobre o comércio eletrônico. escreve dizendo que você vai fazer isso mesmo”. não prejudica. com o credor ou com o devedor? Com o devedor..D. Ela fez aquela jogada toda. criava a duplicata pelo sistema no computador dela e não imprimia. Não precisa. assinaram o comprovante que receberam a mercadoria. Mandou via caminhão. Olha como funciona hoje: Vamos imaginar a SKOL. chegou no vencimento não pagou. o título está com quem. e o distribuidor recebeu a cerveja. Então a SKOL. Esse documento. Na prática o credor executa. Vamos falar dos títulos virtuais. aí com base na fatura o que a SKOL emitiu? As duplicatas.C. Comprometo em pagar no vencimento.. Ela vende SKOL para um monte de distribuidora.. Tudo isso que eu falei é mentira. era mandado para ela um disquete. tudo direito. E. qualquer documento.

intima o “E” para comparecer ao cartório para pagar sob pena de protesto. ter até tem. às vezes duzentas. a ficha de compensação. também manda para o cartório por via e-mail. o banco dá a baixa no sistema e pega o dinheiro e deposita na conta da SKOL. Só no final do ano é que eles imprimem. Essas grandes companhias não tem. . ele já paga logo. Ficou em aberto. A SKOL chega para o banco: Se não pagar em cinco dias após o vencimento protesta. D. Aquilo é título de crédito? Não. você precisa apresentar o título? Para que imprimir duplicata? Precisa? Não.C. O que acontecia? A duplicata foi criada. manda via e-mail para o banco. porque já estão incluídas as custas do cartório. tem numero de série. Manda o que? O boleto bancário. O banco vai e protesta. Quando paga se dá automaticamente baixa na duplicata do sistema. Então daqui a um tempo ninguém vai ver duplicata.140 Ele cria e manda essas cem duplicatas por dia que ela tinha. Chega aqui. os documentos para SKOL. mas só dentro do computador. A intimação de hoje. 2º) Ela vai juntar o comprovante de entrega da mercadoria. ou após o vencimento. pode requerer a falência. o cartório manda a certidão de protesto. no vencimento a “A” pagou.B. Manda as duplicatas via e-mail para o cartório. Vamos supor que o “D” e o “E” não pagaram. é um valor um pouquinho maior. constavam todas aquelas duplicatas. os examinadores ainda não sabem. Aí intimou. O “D” paga e o “E” não pagou. Vai ter que imprimir agora? Não. não sei se alguém teve a curiosidade de ver já é uma prova de ficha de compensação. o banco manda o que para o domicílio dos sacados? Manda duplicata? Não. O “A” pagando. agora imprime? Vai manda para o cartório para protesto. O protesto é feito. Um banco recebia e automaticamente jogava no sistema. pedir a falência do “E”. o banco comunica a SKOL que o “D” e o “E” não pagaram. o cartório recebeu via e-mail e já manda intima o “D”. É título executivo extrajudicial. A e a SKOL vai ter na mão o que? 1º) Vai ter a certidão de protesto. “Em caso de não pagamento passível de protesto”. Após o décimo dia. Juntou isso aqui você pode executar. manda os títulos para protesto. porque se você juntar isso você já substitui o título. mais nada. aquilo é uma mera guia de recolhimento bancário. Toda vez que você juntar a certidão de protesto com o comprovante de entrega de mercadoria. A SKOL dá nomes de uma orientação. A duplicata existe. Manda a ficha de compensação para o A. O título se quiser pagar. Feito o protesto. mas é claro que não é o valor do título. E aí. Ele pagou. Assim acontece desde 1997 e os bancos. mais nada. vocês vão ver na duplicata. Chega no banco. podem executar o “E”. Aí ficou em aberto.

existe o cheque só de computador?O cheque eletrônico? Aquilo não é cheque. Tenho uma nota promissória em meu favor. Você não pode exigir nem mais nem menos. mas não é cheque droga nenhuma. Como é que você vai endossar um título em documento separado? Não pode. Por quê? Aquela quitação é válida? É válida em relação a mim. Pego aquela nota promissória em casa e endosso para outra pessoa que está de boa-fé. endossasse para outro. não é válido. Este último vai e cobra do devedor. a duplicata. Eles têm o nome de cheque. Essas são as exceções ao princípio da cartularidade. nem mais e nem menos. . só seria válido se a quitação estivesse no título. mas delas não precisamos falar. Quando eles mandam receberem as mercadorias. Então hoje a duplicata pode ser virtual. E o cheque. só existe a duplicata. eles mandam um e-mail para o vendedor dizendo que recebeu as mercadorias. 2 – PRINCÍPIO DA LITERALIDADE É o princípio do jogo do bicho. estão querendo acabar até com o comprovante de entrega de mercadoria. mas me paga que eu te dou o recibo”. Título virtual hoje só existe um. Só se vincula ao título o que assina pelo princípio da literalidade. Ele pergunta: “Cadê?”. assinasse. Preste atenção agora.141 E o pior você não sabe. que nós vamos ver dentro dos títulos de crédito. só se vincula ao título quem o assina.000. que endossa para outro de boa-fé e que também endossa para outro que está de boa-fé. Título de crédito mesmo. Eles querem transformar o comprovante de entrega de mercadoria também em informação via-computador. Aí eu vou hoje na casa dele e digo: “Vim te cobrar aquela nota promissória”. Existe algum outro título que pode ser virtual? Existem as ações escriturais. com aquela assinatura criptografada. Aquilo é débito automático em conta. Se eu chegasse lá na nota promissória e colocasse assim: “Quitada” e. É só experimento ainda. Por que o princípio do jogo do bicho? Vale o que está escrito. Vale o que está escrito.000. mas é válido a terceiro de boa-fé? Não.00. Isso é plano piloto ainda. porque ele viu que o título já tinha sido quitado. depende de Lei. digital. um monte de coisas. No endosso para valer tem que estar no título. Ele aceita e me paga os R$ 5. e nunca vai ser. Você pode dar um aval um título sem ser do título? Um aval em documento separado? Não. R$ 5. O devedor vai ter que pagar? Sim. Ele poderia alegar que estava de boa-fé? Não.00 e eu dou o recibo para ele de quitação da nota promissória. Eu digo: “Esqueci em casa.

A segunda é aquele aceite em documento separado que nós já tínhamos visto. um endosso. inciso II da Lei de Duplicatas. “erga omnes”. ela nem vai para o sacado. correção monetária e principalmente honorários advocatícios. voltou tudo bem. Na prática duplicata é apresentada para aceite? Não. também é uma exceção a literalidade. isso na prática. O problema é o seguinte. Essas verbas não estavam no título. 3º) Aceite presumido é a terceira exceção (essa aqui foi questão de Defensoria Pública).. Qual a natureza jurídica do título de crédito no Processo Civil? Título executivo extrajudicial (artigo 585 do CPC). Podem ser cobradas. 2º) A outra exceção nós já vimos. exceção ao princípio da literalidade. Mas vamos para a prova da Defensoria. Quantos dias o devedor tem para refletir? Dez dias. via correio? Também é exceção ao princípio da literalidade. Existem exceções? Sim. aceite presumido.142 Então a quitação. As verbas que decorrem diretamente da lei não precisam estar no título. A primeira exceção às verbas decorrem diretamente da lei. aí eu pergunto: Quais são essas justificativas? Estão previstos no artigo 8º da Lei de duplicatas. emitiu a duplicata. pelo princípio da literalidade tudo deveria estar no título. ele não me pagou e. Quais são as exceções ao princípio da literalidade? 1º) Aquela mesma nota promissória. vou executar só o R$5.”. se estiverem no título. o que vai é a ficha de compensação. O aceite presumido não existe. Mesma história. estou executando a nota promissória. Só que agora isto está no artigo 15. ele só pode recusar o aceite se alegar uma justificativa. Vamos voltar na duplicata. O aceite em documento separado. no documento. mas foi dito que só vale o que está no título.. O aceite pode ser dado em documento separado e. e enviou para o devedor efetuar o aceite. Então eu estou executando a nota promissória que ele não me pagou. E agora vou falar da terceira exceção. e não está no título. Lembra daquele aceite em documento separado? Aquela via fax. além de ser uma exceção a cartularidade.000. na cártula. só são válidos realmente.00? Ou vou pedir mais alguma coisa? Vou pedir juros. um aval. Dentro de dez dias ele só tem duas opções: 1º) 2º) Devolver a duplicata dentro de dez dias sem aceite. lá vem dizendo: “O sacado só pode recusar o aceite: I. . e aí? Mas essas verbas decorrem diretamente da lei. Mandou mercadoria.

não apresenta justificativa ou apresenta uma justificativa que não está no rol do artigo 8º. O que acontece? Foi lá para o devedor. A pergunta que é feita é o seguinte: Então as justificativas estão no artigo 8°. Eu falei que só se vincula ao título que o assina. aí o dever tem os dez dias.” esse “só” colocou o rol taxativo. vão suprir o aceite. O terceiro requisito é que o sacado não tenha alegado o artigo 8º.. O que é justificadamente? Alegando uma das causas previstas no artigo 8º.. Ele vai ter que juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. Por falta de que agora? Por falta de aceite. Então ele está vinculado no título? Em princípio não. porque ele fala: “O sacado só poderá recusar. Aqui é que entra. Além da certidão de protesto por falta de aceite e o comprovante de entrega da mercadoria. Fábio Ulhôa Coelho. III. Juntar esses dois documentos já passa a ter força executiva. por conta de que? Por falta de devolução? Não. Ele devolve o título sem aceite e. Aqui entre o que o colega perguntou do artigo 8º. Mas isso não importa. Ele falou que o legislador não tem como prever todos os problemas que podem ocorrer na compra e venda mercantil. Ele tem um pouco de razão. ele só vai poder executar se o sacado não apresentou uma das justificativas previstas no artigo 8º. Aquela duplicata vai estar com a assinatura dele? Não.. E o que o credor pode fazer nesse caso? Diz a Lei: Ele faz o protesto. Como é que o legislador vai prever. aquelas justificativas estão dentro de um rol exemplificativo ou aquele rol do artigo 8° é taxativo? Será que todas as justificativas estão no artigo 8° ou eles podem recusar o aceite alegando uma outra coisa que não esteja no artigo 8°? Para o professor Rubens Requião o rol do artigo 8° é exemplificativo. Qual é a terceira condição para que o credor possa executar esse título sem aceite? Que o sacado não tenha recusado justificadamente. só que uma terceira condição negativa. entendem que o rol é taxativo. Júnior jurisprudência (majoritária). Fran Martin. não alega nada. .. não tenha alegado uma das causas do artigo 8º. no terceiro requisito. não tem “bola de cristal”. É uma terceira condição? Sim.. Esses dois documentos vão suprir a ausência de assinatura. É tão complexo. porque a corrente dele é minoritária. Waldo F. Não tem como prever.. porque o título foi devolvido.143 II. Protesto. Importante: Então a exceção ao princípio da literalidade tem essa diferença. Protesto por falta de aceite.

o chopp. tem o amor. 2º) Só pode cobrar da mulher.00 no salão. Abandonou tudo para poder melhorar de vida e veio para o GLIOCHE.00 no Shopping? Aí. o que a mulher faz no sábado? A mulher vai ao salão dentro do Shopping. de outro. segunda-feira. O maior erro é abrir uma conta conjunta. Resultado. Vamos ver se vocês entenderam mesmo o princípio da Literalidade. E se o sacado alegou alguma coisa do artigo 8º? Aí aquela duplicata vai ter força cambial? Não. ausência de título executivo por falta de aceite. . O marido pagou a despesa do salão com cheque. Ela gastou. no sábado. pode cobrar de um. a água de coco. Ou litisconsórcio passivo facultativo. Ou ele propõe uma ação ordinária. mas através de exceção.144 Não junta os três. porque essa terceira é uma condição negativa. o marido tirou o dinheiro da conta para poder aplicar em uma outra coisa. depois vai ter que propor ação monitória. paga-não paga. Passou na loja comprou um vestido de R$ 300. e os cheques foram devolvidos. Mas avisou que gastou R$ 1. O marido chegou cansado do curso. pagou R$ 400. canhoto.200. Tirando algumas exceções. está aqui no GLIOCHE. Aproveitou e passou na loja e comprou um modelito. o rapaz do salão depositou o cheque. Ficou naquela de paga-não paga. para não gastar dinheiro na rua e ele atende ao telefone e é o rapaz do salão e diz: “O cheque de R$ 400. tendo conta conjunta com o marido. Mas como ela não tinha avisado ao marido que ela tinha passado os dois cheques. Junto na riqueza e na pobreza. porque afinal de contas o CPF está intitulado. Vou botar vocês (alunos) para cobrar essa dívida. Eu vou dar duas opções aqui: 1ª) Só pode cobrar do marido. O credor vai fazer o que?Ele pode cobrar? Sim. que está prevista até na Lei de Duplicatas artigo 18 ou artigo19. Alegou-se artigo 8º. Executa se quiser cobrar litisconsórcio passivo necessário. Preparou tudo para passar uma noite maravilhosa. Chegou em casa (a mulher) e mandou a empregada preparar um jantar à luz de velas. a moça da loja depositou o cheque. Conta comum. ou dos dois.00. abandonou o futebol e a prova. ou ele propõe a monitória. o marido. O marido passou em casa para fazer um lanche. Ele passou na loja e salão e perguntou quanto. Tirando raras exceções. Na prática eles propõem a monitória. comprou o salão todo”. Ele vai ter que propor o que? Uma ação ordinária ou uma ação monitória. ou conjunta. Se entrar com uma execução? Você pode alegar exceção de pré-executividade.00 voltou. Qual é o maior erro que o homem pode cometer na vida? É casar? Não.

mas poderiam ser irmãos. agora é marido e mulher. Em princípio precisa saber regra sobre cheque? É só você aplicar o princípio da literalidade. ficou com o saldo negativo. ele é formalizado entre o emitente do cheque e o beneficiário. A resposta vem do princípio da literalidade. Então os dois assinam perante o banco. O banco poderia cobrar o marido? Poderia cobrar da mulher? Poderia cobrar dos dois? Litisconsórcio passivo facultativo. negócio de dívida? Por isso que eu não falei do salão. A RELAÇÃO JURÍDICA INTERNA ela não é cambial. Independentemente do regime. Na relação jurídica externa. eles são solidários. aí esquece o contrato. Essa é uma relação que exclusivamente cambial. macho que é macho vai ao barbeiro. aí são dois contratos. aí eles serão credores e devedores solidários. Agora vamos para relação jurídica externa. os dois assinam o contrato? Sim. Só se vincula ao título quem o assina. e essa relação jurídica é formalizada por uma conta. Conta conjunta não é só entre marido e mulher. Ex: Se tivesse. Agora se o cheque for devolvido. Nesse caso a conta conjunta. aquela que tem limite. princípio da literalidade. o cheque do salão fosse pago. Então na execução só quem pode ser executado é o emitente do cheque. Mas sempre perante a quem? Ao banco. Mas eles são o que solidários? Credores solidários. Então é só ela que se vincula. comum. Entre quem assina e entre quem recebe. Mas não é conta conjunta? O cheque tem duas relações jurídicas: É a relação jurídica chamada interna e a relação jurídica externa. . Mata a charada. através de um contrato. Se tivesse saldo positivo. Tanto é que o banco nem participa da relação cambial. Eu falei para vocês: Só se vincula ao título quem assina.145 Quem acha que só pode cobrar do marido? Quem acha que só pode executar a mulher? Quem acha que é litisconsórcio passivo necessário? Quem acha que é litisconsórcio passivo facultativo? Só pode executar a mulher. A resposta é simples. Não tem aquela coisa do estatuto da mulher casada. Quando se abre uma conta conjunta. Isso perante o banco. O homem foi ao salão de beleza? Não. poderiam ser qualquer um. ela é contratual. porque ela é celebrada entre os correntistas e o banco. só pode ser executado o emitente. O marido assinou o cheque? Só quem assinou foi à mulher. Pelo saldo que está lá os dois são credores. Isso em relação jurídica interna. eles são credores solidários. Se fosse uma conta especial. um de conta corrente e tem o contrato acessório de cheque especial. podem ser dois sócios.

pela interpretação dada pela jurisprudência ao estatuto da mulher casada.000. Quem vai figurar no pólo passivo? Ambos? Não. Nós chegamos até a comentar no início. STF entende de uma forma e o STJ de outra. o STJ tem um entendimento e o STF tem outro entendimento de que está com o ônus da prova. . ou a natureza de ordem de pagamento à vista? O que vai prevalecer? Quais são as conseqüências do cheque pós-datado ou pré-datado no Direito Civil. se foi a favor da família ou não foi a favor da família. ou seja.146 Tem regra no estatuto da mulher casada o seguinte: Cada cônjuge responde por suas dívidas. tem dois cheques de R$3. E se for na mesma data? O de menor numeração. igual ao Rio Grande do Sul. o mais antigo. qual vai pagar primeiro? Vai ver pela data de emissão. dessa vez.00. O que vamos falar sobre cheque pós-datado? O que vai valer. Para o Supremo Tribunal Federal (STF) o ônus da prova cabe ao credor e para o STJ cabe ao outro cônjuge ou é o contrário. O colega de outra sala chegou a brincar: Isso é injusto! Se o marido passa um cheque num dia. Não abra conta conjunta. que é a data 03/12/2003. Mas se chegou do supermercado não há a menor dúvida que poderia executar qualquer bem do casal.000. Tem que ter sorte para o cheque bater primeiro. porque o supermercado é em favor da família. porque esse costume seria contra legis. De quem é o ônus da prova. só sei da divergência. Não é questão de justiça ou injustiça. todos os bens do casal respondem. quando a dívida é feita em favor da família. não sei ao certo. quais são as conseqüências no Penal para o Direito Empresarial. Eu avisei é aquela “desgraça” que não pode fazer. por exemplo: Cheque pós-datado é um costume comercial? Lembra o que eu falei com vocês. conseqüência do Civil dentro do Penal? O cheque pós-datado ele tem conseqüências próprias do Direito Empresarial. Quem vai figurar no pólo passivo na execução? A mulher.00 na conta e. Não tem como ter a mesma numeração. mas pelo estatuto. O professor Paulo Restiffe e o professor Paulo Restiffe Neto são sempre citados pelo Supremo Tribunal Federal. mas vamos falar dele de novo. emite costumes segundo em “praeter legis”. Mas aí qualquer bem poderá ser penhorado? No caso do salão? Essa despesa foi para o bem da família? Como é que ele vai provar que foi em favor da família? Tem divergência. lembra? É costume comercial? Pode ser acertado esse costume na Junta Comercial? Não. a mulher passa um cheque no outro. tem outras conseqüências totalmente diferentes no Direito Civil. e aí bate um cheque. e tem outras também completamente diferentes no Direito Penal. Mas se os dois cheques baterem no mesmo dia?Qual é que vai ser pago? Qual vai pagar primeiro? Tem R$3. o que está no título. Outra questão interessante para a gente abordar é o cheque pós-datado.

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Então é isso que nós vamos abordar na próxima aula: Quais são os efeitos do cheque pós-datado no Brasil.

14ª Aula – 20/09/2003
Continuando o ponto da matéria passada, vimos à natureza jurídica, a importância do cheque pós-datado, pré-datado para o Direito Penal, Civil e Empresarial. Cheque pré-datado, cheque pós-datado no Direito Penal, alguém sabe dizer a importância? Caracterizar o artigo 171 do CP. Existe no artigo 171 do CP, a emissão de cheque sem fundos, essa prática é crime no artigo 171 do CP. Porém toda a jurisprudência a partir de precedentes do Supremo Tribunal Federal passou a entender que não tipifica o artigo 171 do CP ao cheque pós-datado devolvido. Isso porque o cheque pós-datado, para efeitos penais, retira o dolo do artigo 171 do CP. Para o STF, o cheque pós-datado é uma mera garantia de dívida, logo não há dolo na sua devolução por insuficiência de fundos. Isso não quer dizer que o cheque pós-datado não possa ser utilizado para prática do artigo 171 do CP, pode ser utilizado em outra modalidade de estelionato que não a modalidade de cheque sem fundos. O cheque pós–datado pode ser utilizado para prática de outro tipo de estelionato que não o de emitir cheques sem fundos. A mera devolução de um cheque pós-datado, não configura o crime do artigo 171 do CP, mesmo quando depositado na data prevista. Será um mero ilícito civil, vai executar o cheque, mas não pode denunciar por crime artigo 171 do CP. Cheque pós-datado pode configurar estelionato, na modalidade de emitir cheque sem fundo? Não, em hipótese nenhuma. Pode ser utilizado para prática de outras modalidades de estelionato? Pode, irá depender do caso concreto. Para efeitos empresariais, qual a conseqüência do cheque pós-datado, prédatado? Permanece com a natureza de pagamento à vista, pois se for depositado, o banco paga. O cheque pós-datado tem influência no direito empresarial, pois acaba aumentando o prazo de apresentação do cheque. OBS: O cheque tem prazo de apresentação, trinta dias se for à mesma praça e sessenta dias se praça distinta. Se o cheque for pós-datado o que acontece com o prazo de apresentação? Aumenta. Ex: Emitir um cheque hoje, mas coloquei para data de 10/11, o prazo para apresentação começará a contar de 10/11. Para efeitos de prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Se for depositado antes, o banco paga, mas para efeitos de contagem do prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Então acaba aumentando o prazo de apresentação, mesmo porque o termo ad quo será a data futura colocada no cheque. Esse é o único efeito constatado pelo STJ, vários acórdãos têm essa fundamentação. Para o Direito Civil, especificamente tratando de responsabilidade civil.

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O cheque pós-datado tem alguma importância? Se o cheque está datado para 15/12 e é apresentado antes, isso gera dever de indenizar? Emite um cheque hoje, para o dia 15/12, a pessoa que recebeu depositou no dia 13/12. Foi antes da data, gera dever de indenizar?A mera apresentação do cheque antes da data gera dever de indenizar? Duas correntes (Estamos falando em Jurisprudência): 1ºcorrente: Entendendo que a mera apresentação antes da data não gera dever de indenizar, tem que provar qualquer tipo de prejuízo material ou moral. Imagine o seguinte: Depositou antes da data eu estava contando com o dinheiro para realizar outro negócio. Gerou prejuízo? Gerou, tendo então dever de indenizar. Outro exemplo: O cheque entrou antes da data, o dinheiro era para emitir outros cheques, que foram devolvidos por insuficiência de saldo. Para esta primeira corrente só há dever de indenizar se ficar provado o prejuízo, qualquer prejuízo. Essa é a posição Jurisprudencial Minoritária. 2º corrente: Cavalieri – Jurisprudência Majoritária. Apresentou antes da data, já gera dever de indenizar. Segundo este entendimento se houver prejuízo como nome no SPC, outros cheques devolvidos, qualquer tipo de constrangimento, essas circunstâncias servem apenas para majorar o valor da indenização. O professor Leonardo diz que até concordaria com a segunda corrente mais com outros fundamentos. A apresentação antes da data não gera dano moral, agora se houver algum problema, deixou de realizar algum negócio, até pode se entender como dano moral. Agora o fundamento para indenização pela mera apresentação antes da data é outro, gera até dever de indenizar, mas não dano moral. O professor é contra esta história de condenar em danos morais porque apresentou antes da data e a prova do prejuízo servir apenas para aumentar o valor. O fundamento do professor é diferente. Quando alguém recebe um cheque pré-datado, além da relação cambial, está criada outra relação de cunho obrigacional, que é uma obrigação de não fazer. Quando recebo um cheque pós-datado, assumo a obrigação de não fazer, de não depositar antes daquela data. Segundo norma do Direito Civil e de Processo Civil, se tenho uma obrigação de não fazer e faço, automaticamente, isto gera dever de indenizar. Indenizar dano moral? Não, o dano decorrente do descumprimento da obrigação de não fazer. Então se fosse juiz e tivesse um pedido de cunho indenizatório (indenização por danos morais) e também em razão do descumprimento da obrigação de não fazer, de não depositar, se o pedido de indenização for em razão do descumprimento da obrigação de não fazer (fundamento da obrigação) aí tudo bem, cabe indenização, mas esta não é por danos morais, é uma indenização em razão do descumprimento da obrigação de não fazer. Agora se também gerou dano moral, aí sim também indeniza o dano moral.

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O que o professor não concorda é dizer que, fundamentar pelo descumprimento da obrigação de não fazer um indenização por dano moral. A mera apresentação antes da data já gera dever de indenizar? Sim. Indenizar o quê? O descumprimento de uma obrigação de não fazer. A mera apresentação antes da data já gera dano moral? Não. Para gerar dano moral tem que ficar provado o quê? O prejuízo para imagem, prejuízo para a pessoa, o dano. Alguém em seu pedido “-Venho pedir indenização por danos morais...”, vai ser julgado improcedente se não ficar provado o prejuízo, o dano moral. Importante: Na hora da prova pode-se dizer que gera dever de indenizar, mas não danos morais, que o dever de indenizar é pelo descumprimento da obrigação de não fazer, se houver danos morais, aí também indeniza, mas não é a apresentação antes da data que vai gerar dano moral é a conseqüência disso, como, por exemplo, ter o cheque devolvido, o nome ir para o SPC, deixar de realizar outros compromissos assumidos anteriormente com outros clientes. Cheque pré-datado e pós-datado são a mesma coisa? Sim, são a mesma coisa. Então, vai haver indenização, mas não a título de danos morais e sim pelo descumprimento da obrigação de não fazer. Pode até haver, caso haja a indenização pelo descumprimento da obrigação de não fazer o e dano moral. Alguns juízes tratam tudo como se fosse dano moral, mas não é. Vamos falar agora sobre Princípio da Autonomia: PRINCÍPIO DA AUTONOMIA: Sobre Princípio da Autonomia deve ser feita uma ponderação. Na Jurisprudência, por incrível que pareça, a questão é muito simples, mas já na doutrina há uma confusão de nomes. O que Princípio da Autonomia? Pelo Princípio da Autonomia todas as obrigações constantes de um título de crédito, são absolutamente autônomas, independentes uma das outras. A nulidade de uma não torna as outras nulas. Cada obrigação existe por si só, então são absolutamente autônomas. No Direito Cambiário não se fala em Direito derivado, cada assinatura dá ensejo a um outro direito, a uma nova obrigação. No Direito Civil isto não acontece, na mesma relação com várias pessoas, por exemplo, uma cessão feita entre várias pessoas, se uma estiver viciada, a nulidade de uma gera nulidade das demais, Princípio da Seqüencialidade. No Direito Cambial cada assinatura é uma nova obrigação, é um direito original, não provém de outros direitos. Vamos exemplificar através de uma cadeia cambiária onde A emitiu uma nota promissória para B que endossou para C que endossou para D, que tem dois avalistas: D1 e D3, o que acontece?

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Cadeia cambiária: O A emitiu nota promissória à B que endossou C que endossou D (avalista D1,D3) que endossou E que endossou F. Vamos imaginar que o D colocou um revólver na cabeça do C para ele endossar o título, então o C endossou mediante coação. O D endossou para o E que endossou para o F. Pergunta-se: Um dia o D for cobrar do C, ele poderá alegar que foi coagido? Pode. A assinatura, neste caso, do D para o E é válida? É, pois é uma obrigação autônoma original. No vencimento, E poderá cobrar o A? Poderá, e o A não poderá alegar que houve coação. Este é o Princípio da Autonomia visto por um ângulo, por outro ângulo vamos imaginar a seguinte situação: O título é no valor de R$ 5.000,00. O A é credor do E em R$10.000,00. Então se o E fosse cobrar o A o que poderia ser alegado? O instituto da compensação. Por esse motivo o E não cobrou o A, o E então endossou para o F que não sabe de nada disso. No vencimento F cobra do A. Pode o A alegar que não vai pagar porque é credor do E? Não, porque a obrigação do A com o F é absolutamente distinta da obrigação que ele tem com o E. Vamos imaginar que o F seja devedor do B. O B tem um crédito com o F, ou melhor, o A tem um avalista A2. O título vale R$ 5.000,00. O F deve ao avalista do A R$3.500,00, se o F for cobrar do A2 este alegará o que? A compensação. O F então não cobrara do avalista, irá cobrar do A. O A pode alegar que não vai pagar em razão da compensação? Não, porque isto só pode ser alegado pelo avalista. Tudo isto está inserido no Princípio da Autonomia. Vamos imaginar que o endosso do D para o E seja através de assinatura falsa, melhor do E para o F quem assinou não foi o E, foi alguém que falsificou, o F não está sabendo disso, vai e cobra o A. O A pode alegar que não vai pagar para o F? Não, pois o problema deve ser resolvido entre o E e o F. Cada obrigação é autônoma, distinta, isso tudo em vícios intrínsecos. Agora vamos imaginar que o A emitiu uma nota promissória para o B que endossou para o C que endossou para o D que não endossou para o E, não há assinatura do D no título, o E endossa para F. Quando F for cobrar o A, ele irá pagar? Não, pois existe um vício extrínseco, está faltando uma ponte na cadeia cambiária, faltando uma assinatura o F não é credor. O Princípio da Autonomia é o princípio maior, para explicá-lo melhor é necessário falarmos do que a doutrina chama de Sub-princípios.

O que quer dizer efeito purificador do endosso? Por mais que haja um vício na cadeia. ela passou a maior vergonha e ligou para mim. segue seu caminho livre de vícios intrínsecos. segundo Pontes de Miranda. . Na verdade isso é Autonomia. pois só posso alegar uma defesa que me diz respeito. Que lei? A Lei Uniforme de Genebra. quando um endossa para o E é como se tivesse um banho. Não poso opor ao credor exceções pessoais de outros devedores. isso porque o título. o endosso tem o efeito purificador. Inoponibilidade de exceções pessoais é o seguinte: A história da compensação: * Sou avalista de uma pessoa. O E. para a inauguração e eu endossei o cheque para um amigo. Na verdade isso também é o princípio da Autonomia. Eu. que a Doutrina chama de Inoponibilidade de Exceções Pessoais de Outros Devedores. que estão deste lado da sala. Ela chamou os amigos. ligou para a casa do A e falou para o A não pagar o F porque ele o está enganando em um outro negócio. (este é o fundamento de Pontes de Miranda. *Nesta explicação entendi que seja o caso do avalista A2 que é credor do F. que ligaria para o banco sustando o cheque. é a mesma coisa só que com uma visão mais restrita. pois quem vai cobrá-la é o endossatário. claro que baseado na lei). como iremos notar. lá da ponta da sala. informo que ela não precisa se preocupar que não irei cobrá-la. só que com outro nome. Fiz a construção e ela me pagou com um cheque pré-datado para daqui a trinta dias. não diz respeito a outros devedores. ele não pode evitar o pagamento alegando uma defesa que só pode ser alegada pelo E. A sauna deu problema. não deixo de estar falando a verdade. É a lei que dá ao endosso o efeito purificador. onde os vícios intrínsecos não passam. temos o da Inoponibilidade e o da Abstração.151 Qual o fundamento legal para o Princípio da Autonomia? É o efeito do endosso. Inoponibilidade de Exceções Pessoais de outros devedores vejam que quando se fala em Inoponibilidade lembra-se logo de Autonomia. os vícios extrínsecos não passam. Ex: Ela me contratou para construir uma sauna na casa dela. Só quem poderia alegar algum tipo de maracutaia entre E e F seria o próprio E. o Decreto 57663/66. O professor Fábio Ulhoa Coelho. ou seja. mas é uma visão mais especial. onde o A alega a compensação quando F vai cobrá-lo. por exemplo. E o sub princípio da Abstração? Ele também está inserido na Autonomia. Como sub-princípios. diz que Inoponibilidade e Autonomia são a mesma coisa. que não foi convidado. no telefone. uma sauna a vapor. Toda vez que o título é endossado ele recebe uma purificação. dizendo que não pagaria pelo serviço. estou sendo acionado na Justiça pelo credor. O A não pode alegar que não vai pagar o E porque tem algum problema entre B e C ou E e F. A Inoponibilidade é o aspecto processual do Princípio da Autonomia. A base do Princípio da Autonomia é o endosso. O A não tem nada a ver com isso. O A poderá deixar de pagar em razão disso? Não. Eu posso alegar embargos em matéria que é referente a esta outra devedora? Não.

Quando a pessoa assina um título de crédito. lá no JECRIM. foi dito que a causa de origem é a prestação de serviço. Ninguém está obrigado a materializar. O que é isso? Ele precisava me pagar através de cheque? Não. E por que isso? Devido ao Princípio da Abstração. Então toda vez que uma pessoa assina nota promissória. Então o que acontece? Um contrato que já é um título executivo. as partes querem materializar aquele crédito. Qual a razão das pessoas emitirem títulos de crédito? Não é o negócio em si. Ele abstraise. O que é Abstração? O titulo se desvincula da causa de origem a partir do endosso. sua obrigação em um título de crédito. E por que isso? Qual foi a causa de emissão do cheque? Aí é que está o erro. isso porque ele se desvincula da causa debendi. em um título de crédito. quando o devedor materializa sua obrigação em um título executivo. o título de crédito é criado pela chamada Convenção Executiva. ela não assina em razão da causa de origem. ela vai ter que pagar? Sim. . É claro que depois ela pode entrar com uma ação contra o prestador de serviço. vai ter que pagar. circular. ela poderia pagar na data do vencimento. Só o faz quem assume o risco de seu crédito. por meio do endosso e se isso for feito. Então é a Convenção Executiva que dá origem a emissão do título. É claro que o endossatário tem que estar de boa-fé. Emitiu-se um título está sabendo que ele poderá circular e que se circular terá que pagar o terceiro independentemente do que aconteceu entre ela e o credor originário. E qual a função do título de crédito? Facilitar a circulação de riquezas. mas a causa de emissão é diferente. mas se o faz é porque está concordando que aquele crédito entre em circulação. Um contrato já é o bastante para se cobrar na Justiça? É.152 Quando o endossatário estiver executando o cheque. mas cambialmente ela terá que pagar o endossatário. sabe que não poderá alegar contra ele aquilo que poderia alegar contra o prestador de serviço. ou seja. tem vida própria. ninguém mais irá discutir para que foi o título. Entrando em circulação ele já sabe que não poderá alegar contra o endossatário. não tem mais porque. A causa de emissão é a chamada Convenção Executiva. A partir da circulação por endosso. aquilo que poderia alegar contra o endossante. de sua obrigação em relação ao crédito. Em razão da causa de origem tem o contrato de prestação de serviço. o que é absolutamente desnecessário. a faz porque quer e sobre o risco daquela nota promissória ser endossada. possa ser transmitida a terceiro.

tanto que o credor pode preencher o título.153 Se tiver um título de crédito e colocar não a sua ordem. ele perde a força executiva. A súmula 387 STF trata desse assunto. se endossados. mas que não pagaria devido a falta da data. pois cheque sem data não é cheque. pois o não a sua ordem é uma cláusula. porque o cheque está sem data de emissão”. A duplicata é dependente? Quanto à duplicata há pessoas que discutem. Tanto os títulos dependentes quanto aos independentes. essa ramificação Direito Cambial. As ações são títulos dependentes do estatuto da Sociedade Anônima. dentro de títulos de Crédito é extremamente formal. Se depositar cheque sem data.Não vou pagar. Vamos falar agora da chamada Independência. Para emitir um cheque tem que haver outro documento? Tem. do contrato de conta corrente. PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA: O que é Princípio da Independência? Alguns títulos têm e outros não. . O cara recorreu para o Tribunal que confirmou. Entrou com embargos. ele poderá ser endossado? Não. Se o título não respeitar sua formalidade. Colocando não a sua ordem. Para emitir uma nota promissória precisa existir outro documento? Não. seus requisitos. da mesma forma para emissão da letra de câmbio. O devedor assumiu que devia. o banco irá devolver por uma alínea específica para isso. o cheque depende da conta corrente. não podendo ser endossado. O juiz deu ganho de causa ao exeqüente ora embargado ou ao executado ora embargante? Deu ganho de causa ao embargante. Dependente de que documento? Da fatura. recorreu para o STF que confirmou. mas o que prevalece é que é dependente. a independência diz respeito a necessidade ou não de existir um outro documento para a criação do título. se faltar algum desses requisitos perde a força executiva. Agora. Ex: Um cara foi executar um cheque e o devedor veio com o seguinte fundamento: “. aplica-se a eles o Princípio da Autonomia. Formalidade Diferente do restante do Direito Comercial. pois o título está sem data. As formalidades de cada título estão na lei. na emissão ou no momento da cobrança? No momento da cobrança. não se fala em Princípio da Autonomia. em que momento tem que estar perfeito. pois o fundamento dele é o endosso.

quem tem que alegar é o executado através de Embargos. Vamos explicar com um caso. O caixa respondeu que era. pois se não atrasa o recebimento do crédito. tem medo do exeqüente ser agiota. ela está executando o cheque no Juizado Especial. aí sim o juiz vai conhecer.A assinatura é minha. O juiz só pode conhecer de ofício. não é?”. criou a Teoria Dúplice. Natureza Jurídica Obrigação Cambial Cesare Evivante ao explicar essa natureza jurídica da Obrigação Cambial. ele não pode entrar na causa de origem sem ser chamado. Então o advogado recorre para o Tribunal que vai julgar procedente o recurso. isso tem algum problema? Não há problema algum. Agir dessa forma deve ser apenas na hora da prova. O que é Eficácia Processual Abstrata? Enrico Túlio Libeman foi quem deu este nome. claro que se executado entrar com Embargo alegando vício intrínseco. Houve um alvoroço na agência. O juiz vai ter que segurar a pancada. EPA O que é EPA? Outra característica dos títulos de crédito é a Eficácia Processual Abstrata. Imagine que esta senhora tivesse depositado o cheque e este tivesse voltado sem fundos. O caixa diante do valor alto do cheque subiu para falar com o executivo. Para afirmar que isso é algum tipo de fraude. se aplica ao juiz. que foi a boca do caixa para receber. pagando uma certa prestação de serviço ao executivo do banco. já que a senhora não havia feito previsão de saque. Importante: O título tem eficácia processual abstrata. se os vícios forem extrínsecos. pois até entrar com recurso e ganhar existe uma certa demora. o juiz vai olhar e dizer ao exeqüente para dizer a causa de origem do título. Mas como assim? O que explica a obrigação do devedor principal de um título? Qual o fundamento da obrigação dele? Qual a natureza jurídica dessa obrigação do devedor principal? Por que tem que pagar? . tem que alegar que o título foi fraudado. Logo após o caixa foi transferido. que prova uma fraude. É a mesma história para o juiz. O executivo perguntou ao caixa: “. “. dizendo se pode ou não. O advogado deve dizer ao juiz que “Não lhe interessa a origem”. pois na prática diz o que é. indo discutir isso em sede de Embargos. sem ter que discutir a causa de origem. cheque no valor alto.154 Uma nota promissória preenchida à máquina onde o valor está preenchido por uma máquina e a data por outra. onde tudo o que for dito ao caixa do Banco. por isso eles perguntam.Então paga e não faça mais perguntas”. O que é Teoria Dúplice? Aqui vamos discutir a natureza jurídica da Obrigação Cambial. se tiver algum vício intrínseco. mas na maioria das vezes ele extingue sem julgamento do mérito. Caso: Um grande executivo de um banco emitiu um cheque para uma moderna atriz da Globo. Os juízes fazem isso com medo de que o Poder Judiciário seja utilizado como instrumento da agiotagem.

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O fundamento é o seguinte: O professor Cesare Evivante faz uma divisão (por isso Teoria Dúplice) dizendo: Aquela prestação de serviço onde o devedor sustou o cheque devido à péssima prestação de serviço, o credor está executando o cheque. O devedor pode alegar nos embargos, vícios naquela prestação de serviço? Pode, pois são partes originárias, sendo assim podem discutir a causa de origem. A causa de origem só pode ser discutida com o endossatário. Entre as partes originais pode ser discutido tudo, por isso ele diz que entre as partes originais o fundamento da obrigação é a Lei do Contrato e se vigora esta lei, pode alegar que não vai pagar em razão daquela máxima “excetus non adimplencicus contratus”, ou seja, alegar exceção do contrato não cumprido; não irá pagar porque não cumpriu o contrato, a prestação de serviço não foi como devia. Isto porque entre as partes originais o fundamento da obrigação dela vem do contrato, tudo sobre a causa de origem pode ser discutido. Em relação ao endossatário pode alegar vício na cauda de origem? Não, então não é Lei do Contrato. Com o endossatário a obrigação está fundamentada na sua mera assinatura, no título, ou seja, a declaração unilateral de vontade de que vai pagar. Então perante o credor original a obrigação, está fundamentada na lei do contrato e perante o endossatário vai pagar o título tendo como fundamento do seu pagamento tão somente a sua assinatura – Princípio da Liberalidade, só se vincula ao título quem o assina. No novo Código Civil está tratando de títulos de crédito, só que tem um artigo dizendo que só se aplica o Código Civil se não existir lei especial. Existe algum título, hoje no Brasil, sem lei? Não, todos os títulos têm lei. Todos os títulos têm lei específica, então não se aplica o novo Código Civil, principalmente porque estas leis mandam aplicar supletivamente a LUG (Lei Uniforme de Genebra) A LUG é o Decreto 57663/66, a base de todos os títulos de crédito, é a legislação mãe. Quando a lei especial for omissa aplica o Decreto 2044 que diz respeito às letras de câmbio, se todos os demais forem omissos aí sim vai aplicar o novo Código Civil. O novo Código Civil não tem aplicação. A LUG é uma Convenção Internacional sobre notas promissórias e letras de câmbio. Essa Convenção é de 1932 e só foi incorporada ao sistema brasileiro em 1966. A LUG, como é uma Convenção Internacional, trazia um problema que era adequá-la, chegar a uma conclusão entre todos os países. O que foi feito para adequar foi criar, por exemplo, vários artigos. A LUG é dividida em três partes, a LUG, a parte introdutória e o anexo I. Foram criadas ressalvas que se adotadas os países não precisam utilizar certos artigos. Da LUG, essa regra está no anexo II. Quais foram às reservas do Brasil? Elas estão na parte introdutória. Verificando as reservas passa-se, a saber, quais artigos serão aplicados.

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A LUG é uma Convenção Internacional, pode ser revogada por uma Lei Ordinária?

15ª Aula – 04/10/2003
A Lei que seria Ordinária pode revogar Tratado Internacional ou Convenção Internacional? Parece ser um tema debatido, sobretudo em Direito Constitucional, mas, normalmente em Direito Constitucional esquecem de dar uma posição específica. Tratado Internacional pode ser revogado por Lei Ordinária? Na verdade existem três correntes sobre o assunto, duas delas certamente vocês já estudaram em Direito Constitucional. A primeira corrente entendida e defendida pelos internacionalistas, para esta corrente a Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional, quem revoga é a denúncia, se o Brasil é signatário de um Tratado Internacional e decide não mais aplicá-lo, ele tem que denunciar o Tratado ou Convenção Internacional aos demais países, dizendo que não quer mais aplicá-lo, três anos depois, salvo engano, se eu me lembro do Direito Público, ele pode deixar de aplicar, tem que continuar aplicando durante três anos. Isto no Direito Internacional, só revoga Tratado ou Convenção uma Denúncia, logo eles não admitem uma Lei Interna revogando Tratado Internacional, isto sujeitaria o país às sanções internacionais. Ex: O Brasil celebra um Tratado Internacional com trinta países e, depois resolve simplesmente não mais cumprir aquele Tratado, isto é incabível, impossível. Esta posição, entretanto, é amplamente minoritária, só defendida pelos internacionalistas. Em contrapartida, há uma segunda posição, defendida pela maioria dos constitucionalistas brasileiros, que dizem que o STF defende esta posição, sustenta esta orientação. A nossa Constituição não tem hierarquia ao Tribunal Internacional, não tem hierarquia ao Tratado ou Convenção Internacional, em princípio está em pé de igualdade com a nossa Lei Interna, uma Lei Ordinária posterior ao Tratado pode revogá-lo. Mas nós falamos que a só a denúncia pode revogar um Tratado? Os consectários, as conseqüências desta irresponsabilidade do Congresso podem gerar sanções internacionais ao Brasil como um todo. Que a Lei Ordinária revoga o Tratado, se isto vai gerar alguma penalidade para o país, isto é problema do Estado brasileiro, no Brasil vai valer a Lei Ordinária posterior. Ex: O cheque, o Brasil é signatário de uma Convenção Internacional sobre cheque, Convenção de 1932, salvo engano, o Brasil foi signatário dela e a incorporou ao Direito Brasileiro através do Decreto 57595/66, Tratado celebrado em Genebra e posteriormente em 1985 editou uma Lei posterior, que é Lei interna sobre cheque, Lei 7357/85. A Lei prevalece, não o Decreto. Incansavelmente, o STF vem dizendo que a Lei prevalece. Um caso típico no Direito Empresarial é a questão do Cheque, tem um Tratado e tem uma Lei Posterior. Há uma terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial não o conhecia, passou a conhecê-lo lendo o seu livro sobre cheque, o professor Paulo Restiffi introduziu uma terceira vertente, que o professor de Direito Empresarial achou perfeita, esta terceira vertente diz o seguinte: “Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional e Convenções Internacionais, pois só quem os revoga é a Denúncia, uma Lei Ordinária posterior torna apenas aquele Tratado ou Convenção Internacional ineficaz, a posição do professor Paulo agrade Gregos e Troianos, agrada os

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Internacionalistas, dizendo que não revoga os Tratados Internacionais e agrada os Constitucionalistas, dizendo que o Tratado não é superior, não tem hierarquia sobre as Leis Ordinárias”. A conseqüência prática disto: Vamos imaginar uma Lei Ordinária número dois, com dois artigos apenas. Artigo 1º - Está revogada a Lei do Cheque; Artigo 2º - Está Lei entra em vigor na data de sua publicação. Não trata da matéria, só revogou a Lei. Pela segunda posição qual é a conseqüência? Pela segunda corrente não teríamos mais legislação, regulamentação sobre o tema, foi revogada. E pela posição do professor Paulo Restiffi o Tratado foi revogado em algum momento? Não, apenas tornou sem eficácia em razão de uma lei posterior, revogada esta lei posterior o Tratado Internacional volta a ter eficácia, isto não é repristinação, parece, mas não é, a repristinação pode no Plano da Validade, nós estamos no Plano da Eficácia. Esta é a terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial está falando em sentido latu sensu, ou seja, uma lei revogando a outra, pode acontecer o seguinte, vamos supor que o prazo para protesto no Tratado era de cinco dias, para protestar um título, vem a Lei Ordinária 1 dizendo que o prazo para protesto é de três dias, vem uma Lei Ordinária 2 com dois artigos, só vem revogando o artigo 15 da Lei Ordinária 1. Pela segunda posição nós teríamos regulamentação sobre o prazo para protesto deste título. O artigo 4º do Tratado teria sido revogado pela Lei Ordinária número 1 e o artigo 15 teria sido revogado pela Lei Ordinária 2, então não teríamos mais prazo para protesto deste título. Enquanto, na terceira posição o prazo do Tratado, que é de cinco dias, voltaria a ter vigência, isto é mais fácil ocorrer, é bem mais fácil ocorrer. O STF afinal de contas adota a segunda posição? OBS: Nem todo Tratado Internacional trata de Garantias Individuais, por exemplo, pode ser um tratado aduaneiro, não ter relação com garantias individuais, com o caput do artigo 5º, os parágrafos tem que ser interpretados de acordo com o caput; na mesma linha do caput. Se fosse uma Convenção, Pacto de São José da Costa Rica, por exemplo, poderíamos formular esta interpretação no seio do STJ, já que foi incorporado por um pacto ligando o parágrafo ao caput, não poderia nem ser revogado este Tratado por Lei, porque estaria tutelado pela Constituição, isto é uma outra história. Qual seria a posição do STF? O STF entendeu por acaso que o Decreto 57595/66, que trata de Cheque, está revogado na prática? Não, ele fala apenas o seguinte, tem aplicação, a Lei Ordinária prevalece sobre o Tratado anterior, o STF diz que a Lei 7357/85, que é a nossa Lei sobre Cheque prevalece sobre o tratado Internacional, mas confirmou categoricamente que não está revogado o Tratado Internacional, que o Decreto 57595/66 não está revogado, ele falou apenas que a Lei Interna posterior tem prevalência. Portanto, o professor fica muito receoso quando falam que o STF sustenta a segunda posição, que a Lei revoga Tratado, o professor não acha que o STF diga isto, ele diz apenas que a Lei posterior prevalece, prevalecer prevalece tanto na segunda como na terceira corrente. Agora, a questão é revogou ou não revogou o Tratado? Pela segunda posição revogaria, pela terceira posição não, o Tratado se tornou ineficaz, dentro do território nacional, mas vai ter que reaplicar aquele tratado internacional, aquelas Convenções Internacionais, nas relações internacionais, o professor

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acredita que esta seja a melhor posição, que agrega as orientações lá do Direito Internacional e as orientações do Direito Constitucional. Quem disse isto? Não tem na Lei, não tem na Constituição. O STF, ele diz que os Tratados Internacionais e as Convenções Internacionais são recepcionados por nosso Ordenamento Jurídico com força de Lei Ordinária, não diz que é Lei Ordinária, diz apenas que o Tratado não tem hierarquia sobre as Leis Internas. Partindo para uma Relação Cambial Na concepção do professor os alunos já deveriam chegar aqui com pleno conhecimento do que vai ser tratado ou falado agora. O que é DCD? O que é DCI? O que é um credor? Isto tem que vir da Faculdade, mas, a maioria dos alunos chega até aqui sem conhecimento disso. O que vai ser falado agora serve para todos os tipos de título de crédito. Em qualquer título a primeira coisa que devemos identificar no Tício, no Caio, no Mévio, no Sinfrone, se eles são DCD, DCI ou credores. Em todo título vamos procurar quem é o chamado devedor principal, ele é chamado devedor cambiário direto (DCD), ele tem que ser o primeiro a ser cobrado, quando digo que ele tem que ser cobrado, não é na Justiça, não é judicialmente, primeiro tem que ser acionado extrajudicialmente, em título de crédito quase tudo é extrajudicial. Exemplo, o emitente do cheque, antes de cobrar qualquer pessoa, tem que cobrar primeiro o emitente do cheque, mesmo tendo endossante. Emitente de uma nota promissória que endossou para uma outra pessoa e esta endossou para uma terceira pessoa, no final o título foi endossado para quarenta pessoas, tem quarenta pessoas no título, o primeiro a ser cobrado, ainda sim, é o emitente da nota promissória, os demais só podem ser cobrados depois do devedor principal, os outros são apenas garantidores. Importante: São considerados DCD o devedor principal e também o seu avalista. A conseqüência prática disso: Para cobrar o DCD não é necessário protesto, se ele não pagar pode ser ajuizada uma ação, uma execução contra ele, não precisa protestar o título. No caso do avalista do emitente do cheque também não precisa protesto, porque ele também é DCD, para cobrar de DCD não precisa de protesto, seja ele o devedor principal, seja ele o avalista do devedor principal. Qualquer título, primeiro tem que cobrar do devedor principal, cobrar quer dizer ir a casa dele, não conseguindo pode cobrar do avalista. Quem são os DCIs? Devedor cambiário Indireto é aquele que só paga se o devedor principal não pagar, para a cobrança do DCI, em regra, é imprescindível o protesto. Ex: Emitir uma nota promissória em favor de uma pessoa, que endossou para uma outra pessoa, que endossou para o professor. Eu vou a casa dele cobrá-lo, ele fala que não tem dinheiro para pagar, não adianta tentar executar uma pessoa que não tem dinheiro, porque não vai receber, não tem dinheiro, não adianta, o que pode ser feito é protestar a nota promissória para exercer o direito contra o DCI, no exemplo o endossante. O endossante, em regra, isto quer dizer, em qualquer título, ele é DCI, ou seja, para a cobrança do endossante é imprescindível o protesto. Por que isto?

Primeiro Título que vamos ver é a Letra de Câmbio: A. quando ele endossa.00 é o sacador. o primeiro a ser cobrado é o sacado. se o Rogério não pagar a Sandra pode vir em cima de mim. provar que tentou receber mesmo. Surgem várias indagações: Eu (sacador) estou celebrando um contrato com a Sandra e digo que ela pode cobrar Rogério daqui a cento e vinte dias os R$40. Já nesta concepção. não quero esperar o vencimento para receber dele. Há uma certa dificuldade para tratarmos deste título. Credor: Em geral.00. então dou uma ordem para ele pagar daqui a cento e vinte dias. isto é um título de crédito mesmo na essência. Isto pode ser modificado através do endosso. que fazer antes mesmo do vencimento. portanto. usando o exemplo.000. em regra. é o beneficiário mediato. o cheque é emitido em favor dele.00. Eu dou uma ordem para ele pagar Sandra daqui a cento e vinte dias. Então. Na Letra de Câmbio o sacador é DCI. que vai ter que pagar se o Rogério não pagar vai ter que ser eu (sacador). por exemplo. A cobrança do DCI é extrajudicial. o sacador é DCI porque ela vai primeiro cobrar o sacado. gozo de dinheiro presente com dinheiro futuro. É imprescindível o protesto para a cobrança do DCI.000. Eu quero colocar este crédito em circulação. aí sim.LETRA DE CÂMBIO: Legislação aplicada Decreto 57663/66. isto só ocorrer se o credor protestar o título. uma ligação . quem vai ter que pagar os R$40. Vejam que eu falei que se o sacador não aceitar pagar. o Rogério em princípio tem uma relação jurídica comigo (o sacador). temos o sacado e o beneficiário”. Aqui. se este também for omisso vamos procurar resolver a questão com o Código Civil. pego o título. Temos o sacador. O DCI pode após pagar. Como funciona: O sacador (que cria o título cambial) dá uma ordem de pagamento em dinheiro ao sacado em favor de um beneficiário. o Leonardo está mandando tanto assim. para só depois eu fazer o negócio com Sandra. A Letra de Câmbio funciona mais ou menos da seguinte forma: Ela apresenta uma formação inicial com três partes: “A primeira parte é o sacador (em qualquer título àquele que a cria é chamado de sacador). que na verdade eu só receberia daqui a cento e vinte dias.159 Porque tem que provar para o endossante. o sacado e o beneficiário. Já estou utilizando os R$40. a Letra de Câmbio e entrego para Sandra. por que falei isto? Duas coisas. dei uma ordem para ele pagar a beneficiária. se ele não aceitar pagar ou não puder pagar. o sacador pode ser acionado. ela fica com o título e daqui a cento e vinte dias ela pode receber. Título protestado pode cobrar. ele se torna um endossante e. se este decreto for omisso vamos procurar resolver a questão com o Decreto 2044/08.000. um DCI. Se o sacado não puder ou não aceitar pagar. neste contrato Rogério me deve R$40. qualquer que seja o DCI tem que provar para DCI que primeiro cobrou do DCD. é tudo extrajudicial.00 hoje. anexo 1. normalmente. ir ao DCD e cobrar dele o que pagou. que cobrou efetivamente. que vai ser daqui a cento e vinte dias. Então. como isto funciona? Funciona assim: Eu tenho um contrato com Rogério. Temos que observar alguns pontos: Primeiro. Eu (professor Leonardo) dou uma ordem para Rogério pagar Sandra.000. pagar diretamente para a Sandra. pois poucas pessoas conhecem.

Então. enquanto ele não assina. o sacado na Letra de Câmbio não está obrigado. ele não está obrigado pagar a Sandra.000. Se o sacado aceita a ordem. antes do aceite? Não ele não é DCD. Porém. ela vai pegar o título de crédito.000. mesmo que o sacado me deva R$40. o devedor tem que ser avisado se o credor quiser transferir o crédito para alguém. O aceitante é DCD. a Letra de Câmbio. Uma questão mais importante: O crédito está materializado em um contrato. por isto pedem um título. o sacado ainda não tinha se vinculado ao título. O que ela vai ter que fazer? O que ela pode fazer antes do vencimento? Ela sabe se Rogério vai pagá-la ou não daqui a cento e vinte dias? Não. Cambialmente ele não é nada antes da assinatura. até este momento quem apenas tinha assinado o título era o sacador.00 ao próprio sacador. mas ninguém está obrigado assinar este título. Tem diferença? Tem diferença. se torna devedor cambial se assinar o título.000. O beneficiário por ordem é a Sandra. o sacador dá uma ordem para o sacado para R$40. nem o devedor está obrigado a transformar a sua dívida de um contrato em uma dívida de título de crédito. se eu tiver um título de crédito tenho que avisar alguém na hora de transferir para uma terceira pessoa? Não. A primeira é a seguinte. Com isso. caiu até em uma prova. ele não é nada. mas existem formas anômalas. o sacado para de ser chamado de sacado e passa a ser chamado de aceitante. Se Rogério aceitar pagar. quase todo credor pede que o devedor assine por fora além do contrato uma nota promissória. Ex: Entreguei um título para Sandra hoje. vencimento daqui a cento e vinte dias. Muita coisa muda. ele me deve em razão de um contrato R$40. então o título de crédito facilita a circulação do crédito e facilita a execução. só se vincula ao título quem o assina. ela não sabe. o sacado não está obrigado efetuar o pagamento. eu dou uma ordem para . ele ainda não havia assinado. transformar a dívida em título de crédito facilita a execução. O que acontece? Tem uma regra em Direito Civil que diz que ninguém está obrigado a pagar quem não é seu credor. O sacado se torna devedor principal se ele aceitar. esta é a forma normal. Então. No caso eu sou o credor de Rogério e não a Sandra. Isto é uma Letra de Câmbio: Sacador dá uma ordem de pagamento em dinheiro para o Sacado pagar ao beneficiário.00 ele não está obrigado a aceitar a Letra de Câmbio. Agora. ele assina o título. ele é um pretenso devedor.00 para o pagamento em cento e vinte dias. artigo 290 do novo Código Civil. O aceite é manifestado pela assinatura do sacado. Ele não está obrigado a fazer o pagamento. Com o aceito. porque isto facilita a execução.160 contratual. se for perguntado o seguinte: O sacado é devedor cambial enquanto sacado. Em segundo lugar eu posso transferir o crédito de um contrato para uma terceira pessoa sem a anuência do devedor? Não. nem DCI e nem credor. mas isto é bem mais complicado. ele torna-se aceitante. então. porque ele vai ser o principal devedor. Podemos executar um contrato. DCI ou credor? Ele é DCD. lembrando que só se vincula o título quem o assina. ele não assinou o título. e vai levá-lo antes do vencimento na casa de Rogério. para que Rogério faça ou não o aceite. emita um cheque pós-datado.

Indico na Letra de Câmbio vários sacados e entrego para a beneficiária. Não podemos olhar a LUG como se fosse só no Brasil. ele ficou louco. para Joana. neste caso a letra de câmbio funciona igual uma nota promissória. se o Rogério não aceitar. a Sandra poderia me cobrar imediatamente. Isto é perfeitamente possível. que vai estar na Letra de Câmbio. ela parte para o próximo sacado.161 Rogério pagar R$40. Bianca ou para a Patrícia. por enquanto tenho que resolver dentro de casa consegui. em geral. o sacador dá uma ordem de pagamento para o sacado pagar o beneficiário. Na duplicata o sacador é o vendedor.00 para Sandra. a Letra de Câmbio adota esta forma. Suécia. porém se o Rogério aceitar ela não apresenta o título para os demais sacados – artigo 10 do Decreto 2044. Se um aceitar os outros estão liberados. entre outros.000. para Bianca e para a Patrícia. o vencimento é daqui a cento e vinte. Outra forma anômala: O sacador dá uma ordem para ele mesmo pagar determinada quantia ao beneficiário.000. aí eu coloco o título em circulação. Esta segunda forma parece mais com qual título brasileiro? Com a duplicata. na Itália muito se utiliza a Letra de Câmbio. para evitar problema. Na prática a Letra de Câmbio adota mais esta forma. O Leonardo deu uma ordem para o Leonardo pagar uma quantia para Sandra. podem existir vários sacados em uma Letra de Câmbio. A LUG é uma Convenção Internacional. Como assim? Eu dou uma ordem para o Rogério ou para a Joana ou para Bianca ou para a Patrícia. Nessa hipótese a Lei de Câmbio já nasce aceita. Normalmente. mas ela pode apresentar o título para Joana. Estas são as partes da Letra de Câmbio. se ele não aceitar tem mais três sacados. A beneficiária vai ter que seguir a ordem indicada pelo sacador. recusar esta ordem? Se o Leonardo recusar a cumprir a ordem dada por ele mesmo interna. através do endosso. Itália.00 para mim daqui a cento e vinte dias. . Interessante em razão de uma regra que está no Decreto 2044. porque se eu colocasse o nome da Sandra direto como beneficiária e Rogério se recusasse. posso. ele aceitando eu endosso para Sandra. ocorre o que vamos ver futuramente. Isto é para evitar que o título não tenha aceitante. por isto é melhor o sacador dar uma ordem para o sacado pagar o próprio sacador. mas a Joana hoje vai apresentar para o Rogério. Taiwan. vencimento antecipado. Japão. não desse o aceite. Vai apresentar primeiro a Letra de Cambio para o Rogério. endosso para quem eu quiser. coloco quatro sacados. se o segundo não aceitar ela parte para o próximo. ela vai à casa do segundo sacado. ele aceitando a ordem. passo o título para frente. Em geral são três partes: Sacador. eu Leonardo. Seria muito mais fácil ele emitir uma nota promissória. Se nenhum sacado aceitar e ela protestar vai ocorrer o chamado Vencimento Antecipado (vamos estudar mais para frente). aqui no Brasil a Letra de Câmbio era muito utilizada antes da criação da duplicata. Tem que seguir a ordem indicada pelo sacador. Eu digo para Sandra. O Leonardo dá uma ordem para o Leonardo pagar R$40. Peculiaridades sobre o assunto: Questão do sacado. Nos Estados Unidos e na Itália utilizam a Letra de Câmbio para tudo. Nesta forma anômala sacador e sacado seriam a mesma pessoa. Como eu (sacador) não tenho certeza se o Rogério vai aceitar ou não a minha ordem. porque já tem a assinatura do Leonardo. sacado e beneficiário. Sandra estou dando uma ordem de pagamento para o Rogério. dou uma ordem para ele pagar.

vamos imaginar que o Rogério aceitou. toda transferência é pró-soluto. Endosso e Protesto. Toda vez que for falar de uma declaração unilateral de vontade eu sempre abrevio para DUV (Declaração Unilateral de Vontade). apenas alguns direitos da carta (título). pró-soluto. o endosso vem no verso do título. até a cessão civil de crédito – artigo 290 do novo Código Civil. através do endosso. isto não tem problema nenhum. Eu vou ser o endossante e. nestes casos o título que tem que ser usado é a duplicata. temos que ir ao Decreto 2044. Sobre esta possibilidade de existir ou não vários sacados a LUG é omissa. o endossante. Toda declaração cambial é unilateral de vontade. quando isto acontecer a beneficiaria vai protestar o título e vai receber do sacador. é DCI. Isto acontece quando o sacado não aceitar a ordem. Podemos concluir que a Letra de Câmbio é o único título que pode existir sem devedor principal. Vamos falar do Aval. isto significa que eu que era credor endosso este crédito para Sandra. em regra. portanto unilateral de vontade. Mas. um empréstimo. em geral. leasing. através da qual transfere-se a propriedade de um título de crédito ou. Toda manifestação de crédito é unilateral de vontade. eu posso transferir o título de crédito apenas endossando o título. o Fábio Ulhoa diz que a Letra de Câmbio pode ser emitida para qualquer negócio. ENDOSSO: A Letra de Câmbio é um título de crédito cambial e “abstrato” (para Fábio Ulhoa Coelho é um título ilimitado para todo mundo é abstrato. portanto unilateral de vontade. Duas coisas temos que falar aqui: Primeira: Quem endossa é chamado de endossante. a Sandra agora é nova credora. porque ele não está preparado para pagar agora. estou dizendo para ela que este crédito existe. menos para representar uma compra e venda mercantil ou uma prestação de serviço. porém isto não faz diferença. Na prática não muda nada. Em regra. O endosso é pró-soluto e pró-sovendo. não é um título falso. Endosso: É uma declaração cambial. .162 O sacador odeia a antecipação do vencimento. Endosso Próprio: Ex: Leonardo sacou uma Letra de Câmbio contra o Rogério em favor do próprio Leonardo. estou dizendo com isto que quando transferi a Letra de Câmbio para a Sandra. para ele é ilimitado). ela é limitada e não abstrata. quem recebe o título é chamado de endossatário. partindo desta premissa que ela não pode ser aplicada nestes dois casos. crédito de um contrato. Aceite. para qualquer negócio. portanto o endosso é DUV. pode ser emitido uma Letra de Câmbio para qualquer negócio. Nós vamos entender melhor o endosso através de suas espécies: Tudo está na LUG. excepcionalmente. Continuando: O endosso é uma declaração cambial. com isto vai ter Letra de Câmbio sem devedor principal. Endosso é assinatura do credor. endosso próprio. Título Abstrato é aquele que a Lei não diz qual é a causa jurídica.

00. como por exemplo. Vou celebrar um contrato qualquer. garanto não apenas a existência do título. que ele aceitou. Eu dou um mandato para alguém. eu pago. porém a Sandra me pede uma garantia. preciso deixar alguém para cobrar o título no meu lugar. ele transfere apenas alguns direitos inerentes ao título. mas no dia 03/11 vou estar viajando. além de garantir para Sandra que o crédito existe. só que hoje vou celebrar um contrato com a Sandra. Eu vou viajar. Ofereço o Título de Crédito que tenho para receber do . garanto mais.000. ou seja.000. Em regra. Eu tenho que receber de Rogério no dia 10/11. o endossante não é devedor cambiário. vai poder executar o título. como meu mandatário através do endosso. faço um endosso procuração. o endossante se torna devedor cambiário indireto. Endosso Mandato: Imagine vocês que eu tenho que receber do Rogério no dia 03/11 (vencimento do título). Isto entra em choque com tudo que estudamos até hoje sobre título de crédito. São duas espécies de endosso impróprio: Endosso caução. como regra. Endosso Impróprio: O endossante não transfere a propriedade do título. este alguém pode endossar para outra pessoa? Só um novo endosso mandato. como meu procurador mesmo. Endosso mandato. R$40. apenas estou transferindo o direito e o poder para cobrar o título em meu nome. que na verdade vai funcionar como se fosse um substabelecimento. No dia 03/11 ele vai cobrar do Rogério como se fosse eu. O endossante é sim devedor cambiário indireto. que diz que o endossante não garante o pagamento ou aplicar a LUG. garanto que se o devedor principal não pagar. ela é uma Lei Especial. o nomeio como meu procurador. Na cessão civil de crédito o devedor tem que ser avisado. porventura. E as defesas que ele pode apresentar são defesas que. um financiamento. quando voltar. que afirma que o endossante garante o pagamento? Devemos utilizar a LUG sem sombra de dúvidas. R$40. que na verdade quem está executando é o endossante através de procurador. Eu não estou transferindo para ele a propriedade do título. O endosso mandato é simplesmente a outorga de um mandato através de endosso.00. O que devemos fazer aplicar o novo Código civil. Quando estiver endossando para a Sandra preciso avisar o Rogério que estou endossando o título para a Sandra? Não. Pelo novo Código Civil. ele tem contra o endossatário ou contra o endossante? Contra o endossante. que está em uma Letra de Câmbio. endosso próprio.163 No endosso tem mais. Tudo que imaginamos sobre procuração se aplica ao endosso mandato. posso dar uma procuração para alguém cobrar para mim. A LUG permite que esta procuração seja feita no próprio título. e viajo. se o Rogério não pagar. ele vai prestar contas comigo. o endosso não precisa avisar o devedor. Endosso Caução: Também chamado de Endosso Penhor ou Endosso em Garantia. ele pode protestar o título. garanto o pagamento. além do pró-soluto. Então. não é devedor.

ele pode fazer um endosso mandato. endosso procuração. Antes era bem mais fácil. esta caução. Tudo que pensarmos sobre penhor vai ser aplicado no endosso caução.000. este alguém sofreu um acidente e morreu. a Lei diz que não extingue o mandato. O endossatário do endosso caução pode endossar o título? Sim. Dois pontos interessantes sobre o endosso impróprio devem ser falados: Primeiro sobre o endosso mandato: Tem um erro na LUG. há quem sustente que não é possível o endosso caução do cheque. ela recebe. Ela aceita o título como caução. É possível endosso caução no cheque? Rogério emitiu um cheque em favor de Leonardo. mas você já sabe que existe prazo. na verdade a Lei errou na tradução. coloco no título. no endosso penhor ou endosso em garantia. Artigo 18 da LUG – 3ª linha – Está dizendo o seguinte: um mandato que resulta de um endosso por procuração não se extingue por morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandatário. fazer este penhor. ela me devolve o dinheiro. eu poderia fazer um contrato de penhor. apenas dei o título como garantia de um determinado contrato. O endosso feito após o vencimento tem algum efeito? Você pode endossar um título depois de vencido? Pode. tem que corrigir a Lei. Há quem sustente isto. eu cumpro o contrato. mas seria um contrato acessório àquele contrato que tenho com ela. traduziram errado a LUG. Se por acaso ela já recebeu. no próprio título. Não foi uma tradução feita direto de Genebra. e a Lei permitia isto. endosso para Sandra como garantia. o erro não foi exatamente dos tratadistas de genebra. O endossatário tem poderes para cobrar o título. Depois eu vou especificar quais são esses prazos.00. . fizeram uma tradução do que já haviam traduzido. faço endosso caução para ela. 16ª Aula – 25/10/2003 ENDOSSOS ESPECIAIS: Endosso póstumo. como garantia. Não se extingue o mandato pela morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandante. porque ele é uma ordem de pagamento à vista. endosso para Sandra como garantia. temos que alterar foi erro de tradução. ele vai trazer algumas jurisprudências sobre o assunto. na Lei está mandatário. Na prática o professor nunca viu isto. Se eu cumprir o contrato ela tem que me devolver o título. Porque tem que apresentar o cheque dentro daquele prazo. os R$ 40. Para dar este título como garantia para ela. pois seria incompatível com a natureza jurídica daquele título. Não transferi a propriedade do título para ela. Leonardo pode fazer um endosso caução para Sandra? O cheque é uma ordem de pagamento à vista. também chamado de endosso tardio. foi erro de tradução.164 Rogério no dia 10/11. tem que me devolver o dinheiro. Mas o endosso após o vencimento não é o endosso póstumo. ela não se tornou a nova credora. Prestem atenção: Fiz um endosso mandato para alguém. Nós já falamos aqui centenas de vezes que vencendo o título existe um prazo para se efetuar o protesto.

É possível cessão de crédito parcial. . Endosso . é uma declaração unilateral de vontade e a cessão é uma espécie de contrato. o título é purificado. depois de expirado o prazo para o protesto.É exclusivo de direito cambial. . Laura pode alegar que não vai pagar a nota promissória para Marcos porque o Leonardo descumpriu contrato com ela? Não. inclusive título de crédito. Vamos a um exemplo de título de crédito que é transferido por cessão: Factoring. não houve protesto.O cedente não garante o pagamento. o título de crédito em razão do endosso aplicase o princípio da autonomia e na cessão civil de crédito.165 Endosso póstumo é o seguinte: “Vamos imaginar que o endosso póstumo venceu e há um prazo para o protesto.É de direito comum.O cedente é pro soluto e pro solvendo. mas na verdade é uma cessão civil de crédito. endosso só existe do título de crédito. Agora. . Isso quer dizer que se Laura emitiu uma nota promissória a favor do Leonardo e o Leonardo endossou essa nota promissória para Marcos. Você pode transferir o título de crédito por cessão civil ou por endosso. Parece endosso. . .Não é possível endosso parcial.É possível cessão condicional.Não tem efeito purificador. você só endossa título de crédito e a cessão é de direito comum. Aí nós vamos continuar perguntando e daí? Qual a diferença dos efeitos da cessão para os efeitos do endosso? Diferença entre cessão cível de crédito e endosso: Cessão Civil de Crédito . mas ele não gera efeito de endosso. ela até pode endossar tudo para uma empresa de factoring (endosso sem garantia). . Então título de crédito pode ser cedido por endosso ou por cessão civil. porque os vícios intrínsecos não se propagam. . todos os efeitos dele serão da cessão civil de crédito. então o endosso feito após o dia vinte de outubro é o endosso póstumo ou tardio. Não houve protesto. o endosso feito após o prazo para o protesto de pagamento ou após o protesto é um endosso póstumo ou tardio”. você não tem como endossar um contrato. mas ela também pode ceder todos os seus títulos através da cessão civil de crédito.O cedente é DCI. O endosso.Efeito purificador. ele parece um endosso normal. Vamos imaginar que tenha sido protestado aqui no dia vinte de setembro. mas esse endosso é póstumo ou tardio. Endosso é exclusivo de direito cambial.O cedente é apenas pro soluto. Qual a conseqüência de ser endosso póstumo ou tardio? Normalmente. . Agora vamos imaginar que não foi feito o protesto e que você endossou o título quarenta e cinco dias depois do vencimento. Vou dar um exemplo da duplicata: Na duplicata o prazo para protesto é após trinta dias do vencimento. igualzinho.Não é possível endosso condicional.É uma declaração unilateral de vontade. vamos imaginar que eu tenho um . É aquela história do princípio da autonomia. Então endosso póstumo ou tardio é aquele que é feito após o protesto por falta de pagamento ou se não tiver protesto. e o contrato é uma declaração bilateral de vontade. pode ser utilizado para qualquer crédito. . . O endosso gera o efeito purificador.É uma declaração bilateral de vontade. como toda declaração cambial. uma loja que recebe um monte de título pré-datado. . . mas expirou o prazo para protesto.

Lá no Direito Civil tem endosso? Não. E na cessão civil de crédito. eu garanto que o título existe. vai junto à nulidade.00 para o Marcos.00. O DCD é o devedor principal. Vamos imaginar que eu construí uma sauna no apartamento da Carla. dizendo que o endosso parcial é nulo. porque o título é purificado com o endosso. uma dívida. o endossante ele é DCD.000. ele pode alegar tudo aquilo que ele podia alegar contra o cedente. quando eu vou transferir o crédito o devedor deve ser notificado dessa transferência. Ele vai com tudo de ruim que ele tiver. nós vamos aplicar a LUG. e eu quero transferir esse crédito que eu tenho com a Laura para meu amigo Eduardo. não se pode rasgar a carta. Se fosse um título de crédito com endosso. que aquilo não é falsificado. Agora se ela vai pagar ou não. e deu vazamento. o cedente não é devedor. ele não garante o pagamento. DCI. um termo de confissão de dívida de R$15. vai junto o vício. que o crédito existe. O endosso ele transfere para o soluto e para o solvendo. Por isso que em regra. Faço uma cessão de crédito para o Eduardo. Eu vou fazer uma cessão civil de crédito. porque senão eu estaria ferindo o princípio da cartularidade. prevalece a LUG que é lei especial. Isso porque tudo aquilo que ela podia alegar contra o cedente ela pode alegar contra o cessionário. Tudo que se podia alegar contra o cedente vai se poder aplicar contra o cessionário. quem tem que pagar mesmo.00. Então o crédito é purificado? Não. ela não ia poder alegar vícios na causa cedente. o endossante paga. Diz o artigo 290 e seguintes do CC. tem regra expressa na LUG. Por aí já é possível nós afirmarmos que não há endosso parcial. não é titulo de crédito. e garanto mais. Na cessão civil de crédito o cedente não garante o pagamento.000. ou credor? Ele é DCI.166 crédito pra receber com Laura. quebrou tudo. vamos imaginar que é um termo de confissão de dívida. ou seja. Mas o professor acabou de falar que o endosso é para o soluto e para o solvendo! A questão é que o novo Código Civil trouxe uma regra completamente louca. eu estou fazendo uma cessão para o Marcos é para o soluto e para o solvendo ou é apenas para o soluto? Apenas para o soluto. além disso. O novo Código Civil diz o seguinte: O endossante é apenas para o soluto. aí eu estou devendo R$ 5. Mas felizmente o novo Código Civil quase nunca vai ser aplicado. se a pessoa para quem foi endossado não pagar. ninguém pode transferir mais direitos do que tem. é problema do Marcos.000. Ela vai poder alegar que não vai pagar ao cessionário porque o serviço do cedente foi mal feito. É possível endosso parcial? A Laura emitiu uma nota promissória para mim de R$10. que o crédito existe. Aplica-se aquela máxima do Direito Civil.000. lá na LUG diz que o endossante é para o soluto e para o solvendo. Eu posso fazer um endosso só de R$ 5. Então essa regra do novo Código Civil não tem aplicação.00 para ele? Não. Já a cessão . eu não tenho como endossar. e quando ele é notificado. ele vai poder alegar contra o cessionário. Na cessão civil eu estou cedendo o crédito para Marcos e garanto apenas uma coisa. vai junto o que for. a partir do momento em que ele toma ciência de que o crédito está sendo transferido para terceiro. Se eu tenho um crédito que está com algum vício e eu transferir o crédito. Mas. devedor cambiário indireto.

o “B” é professor de Direito Comercial. O endossante do endosso póstumo garante o pagamento? Na verdade o endossante do endosso póstumo ele não é endossante. o factorizador (a empresa de factoring) ou o factorizado? O risco fica com quem com a empresa de factoring ou com o factorizado? O risco fica com o factorizador. tem que ser endosso sem garantia. Na secutirização dos créditos. mas a condição é considerada não escrita. O endosso sem garantia é utilizado nas operações de factoring. o que é endosso condicional? Ex: Eu endosso esse título para a Priscila se ela passar em primeiro lugar no concurso. então endosso póstumo também não garante pagamento. Então como é que eu vou fazer a transferência do título de crédito para a empresa de factoring? Se fosse através do endosso comum. quem responde pelo não pagamento. Então se a transferência for feita através de endosso. sem garantia. ele vai ficar dentro do quadro do endosso ou do quadro de cessão? O endosso póstumo ou tardio vai ficar dentro do quadro de cessão. Como? O “B” endossa para “C”. Já a cessão condicional é possível porque é contrato. como é que você vai transferir para o factorizador? Você pode fazer a transferência através de cessão civil. . endossa-se apenas para o soluto. isso é regra. Se o risco ficar com o factorizado não é factoring. pois o factorizador é quem assume o risco do inadimplemento. factoring. e está lá no artigo 5º da LUG que se “A” não pagar ele pode cobrar de “B”. ou seja. porque é para o soluto e para o solvendo. Mas existem exceções. E cedente não garante pagamento. Mas lembrando lá no factoring. contrato de cessão civil de crédito. e se “B” não garante o pagamento ele não é devedor. mas você também pode transferir através do endosso. Vamos dar um exemplo: “A” assinou uma nota promissória em favor de “B”. a sociedade de factoring poderia cobrar do factorizado. “B” pode transformar o endosso em apenas para o soluto.167 pode ser apenas de parte do crédito. Coloca-se a cláusula sem garantia. porque o risco não pode ficar com o factorizado. tem que ficar com o factorizador. Atenção . não garanto pagamento. É possível isso? A lei diz que não é possível o endosso condicional.Tudo que se aplica para cessão se aplica para endosso póstumo ou tardio. Como. Quando se endossa sem garantia. O endosso póstumo ou tardio. do endossante. o endosso é válido. ele é cedente. com a sociedade de factoring. a primeira exceção é o endosso póstumo ou tardio. e o “B” endossou essa nota para o “C”. É possível o endosso condicional? Primeiro. ENDOSSO SEM GARANTIA: O endossante é para o soluto e para o solvendo. A condição é considerada não escrita. Passando ou não no concurso ela vai receber o crédito. é um contrato e fica estipulado o que as partes acordarem.

que endossa para o “E”. O “E” é o credor. mas “A” não pagou. e então “E” protestou o título. Quem é o devedor principal? O “A”. podemos observar que o título voltou para quem já participava da cadeia cambiária. Nós vamos falar agora em um assunto que já foi matéria de prova da defensoria pública. já na cláusula proibitiva de novo endosso. por exemplo. Agora vamos complicar. porque é endosso e não cessão. tendo agora direito de cobrar dos DCI. Na verdade o efeito dela. o “C” é DCI e o “B” não é nada. quando “B” colocou a cláusula proibitiva no endosso. Então. “B” não garante o pagamento para futuros endossatários.168 Nesse ponto fica igual à cessão de crédito. que endossou para “E”. porque retornou para quem já fazia parte da cadeia cambiária. Se o “C” endossar esse título para alguém. que endossou para “G”. Importante . Então para que serve essa cláusula? Na verdade o nome dessa cláusula está errado. que endossou para “F”. O “E” poderá cobrar de “D” e de “C”. “B” só paga o título se for para “C”. e é esse endosso. O “B” endossou sem garantia. “B” não é obrigado a pagar. Então. e protestando ele vai poder cobrar de qualquer um do “D” ou do “C”. ele só não vai poder cobrar do “B” porque ele colocou a cláusula sem garantia. que endossa para o “D”. o “A” não pagando ele vai protestar. Agora vamos imaginar que “E” cobrou de “C” e que “C” pagou. A única pessoa que pode cobrar de “B” é “C”. Então nesse exemplo: O “B” endossou para “C” com cláusula proibitiva de novo endosso e “C” endossou para “D”. “C” pode endossar para “D”? Pode. o devedor não vai poder alegar contra a sociedade de factoring tudo aquilo que poderia alegar contra o factorizado. mas nos outros não. mas apenas para o endossatário imediato. mas terá de pagar “C”. o “D” é DCI. o “B” quando endossou para o “C” proibiu novo endosso. Quando chegar a data de vencimento “E” tem que cobrar de “A” que é DCD. O que é reendosso? O que é endosso de retorno? E quais os seus efeitos? ENDOSSO DE RETORNO: “A” endossou para “B”. que é chamado de endosso de retorno. O “C” poderá então cobrar de “B”. “B” fez endosso para “C” proibindo novo endosso. ela não poderá ser inserida na cessão de crédito. Se fosse cláusula sem garantia “B” não pagaria o título para ninguém. que endossou para “C”. O “B” só garante pagamento para “C”. somente no endosso. cláusula proibitiva de novo endosso. O “E” poderá cobrar do “A”. Agora vamos imaginar que “B” endossa uma nota promissória sem garantia para o “C”. para quem ele endossou o título de imediato. . de “G” para “D”. O “A” é DCD. que endossou para “D”.Cláusula proibitiva de novo é uma cláusula exclusiva do endosso. O “B” não é obrigado a pagar “D” nem “E”. “B” paga o título. que endossou para “D”. porque “B” quando endossou para “C” endossou com cláusula proibitiva de novo endosso. é um nome que leva as pessoas a erro. mas não poderá cobrar de “B”. é que “B” só garante o pagamento do título para “C”. que endossou para “E”. Agora eu pergunto. então ele não é nada. porque na verdade ela não proíbe novo endosso.

Mas “D” poderá cobrar de “G”? Vamos imaginar que sim. sendo assim. do “B” e do “A”. Essas leis dizem que não pode ter endosso em branco. “F” e “G” saem da relação cambial. que nós já discutimos. Também é uma nomenclatura da doutrina. Daí “D” só pode cobrar do “C”. Então quando o título é endossado para alguém que já faz parte da cadeia cambiária. e o Leonardo endossou pra Adriana. ambas Plano Collor. quando “A” paga o título. Mas o Leonardo pode fazer um endosso em branco. Essa proibição está no artigo 4º da Lei 8. então ele vai protestar o título. tivesse sido endossado para o “A”? O que vai acontecer com esse título? (Foi à pergunta de concurso) Qual a conseqüência de um título ser endossado para o devedor principal (para o DCD)? Esse título seria extinto. Se “E” cobrar de “D” o que “D” vai fazer depois? Cobrar novamente dos DCI? Se for assim não vai sair disso. É como se o “D” tivesse pago o título. No vencimento “D” vai poder cobrar de “A”. esse título acaba. que não podem nem mais ter endosso. é uma nomenclatura exclusiva da doutrina. E o Leonardo colocou no cheque: Endosso para Adriana e assinou. não pode mais existir título ao portador e endosso em branco. aí ele poderá cobrar de todos os DCI. é a mesma coisa que o pagamento. REENDOSSO: Reendosso é quando o título é novamente endossado pelo mesmo endossador. Há uma Súmula no STF. O “H” só vai poder cobrar dos outros DCI e do DCD. que é DCD.169 Agora vamos falar dos efeitos. pago o título para “G”. Então “G” vai cobrar de “F” que vai cobrar de “E” que vai cobra novamente de “D”. Atenção . em vez de para o “D”. é como se na verdade essa pessoa tivesse sido pago o título. ENDOSSO PRETO e ENDOSSO BRANCO Vamos supor que o Rômulo emitiu um cheque em favor do Leonardo. que cobrou de “A”. porque com o segundo endosso já tinha sido excluído da relação cambiária. Após o protesto o “H” pode cobrar do “G”? Não. A LUG diz o seguinte: Se o título tivesse sido endossado. mas não tem como controlar o endosso em branco no cheque.021 e artigo 19 da Lei 8. “E”. Isso tem como ser controlado nas ações. que não pagou. Todo título de crédito é um título de resgate. pode controlar nos valores imobiliários. Tornou-se um endosso ao portador. são Leis de 1990. mas o “A” não pagou. tem que caminhar para o DCD. O Leonardo põe no cheque: Endosso para _________. Porém.088. e não coloca nome nenhum e assina. É reendosso porque o endossador já endossou uma vez esse título e está endossando de novo. é extinto. qualquer um pode colocar o nome nesse endosso e descontar o cheque. não vai ser encontrada na lei. onde o título pode ser até sem valor. Esse é um endosso em preto. desde que o . endosso de retorno. Vamos imaginar que “G” endossou para o “H”.Essa nomenclatura.

Então se eu posso emitir um título sem valor. Agora. se for do sacado. mas não é. No dia em que for depositar ou sacar o cheque ela vai ter que preencher. O aval é exclusivo de Direito Cambial. em princípio. avalizo esse cheque. Somente Waldirio Bulgarelli diz que é título de crédito próprio. Então o aval é uma espécie de garantia fidejussória. Conceitue e explique endosso mandato e endosso calção. Lembrando que o endosso em branco pode se tornar a qualquer momento em endosso em preto e para isso basta haver o preenchimento do nome do beneficiário. para pagar contas da massa falida e etc. nenhum dos dois quer esse aval. Por quê? Porque só se vincula ao título quem o assina e a Adriana nem aparece no título. porque é uma declaração unilateral de vontade. dá pessoa em garantia. em qualquer lugar. Em que local do título o endosso tem que ser exarado? No anverso ou no verso? Tanto faz. E como toda declaração cambial é uma declaração unilateral de vontade. Se fosse princípio constitucional não poderia. a assinatura dele vai ser tratada como aceite. Mas se um dia a pessoa vir me cobrar o cheque que eu endossei em branco. Nos podemos dar garantias reais e pessoais. Aí eu pergunto: Adriana é devedora? Não. mas se for uma assinatura no anverso solta. Claro. Os títulos foram criados como um modo de circulação de riqueza. ela vai ter que preencher. é um princípio infraconstitucional. porque esse princípio não é constitucional. presunção relativa vai ser aval. esse cheque tem que ter a rubrica do juiz. Então em regra o endosso tem que ser lançado no verso. O garantidor responde nesse caso com todo o patrimônio. é claro que só lançar a assinatura no anverso. Outra espécie de garantia fidejussória sem ser o aval é a fiança. endosso calção e endosso mandato. Pontes de Miranda diz que não é título de crédito e etc. OBS: Para o síndico emitir um cheque da massa falida. Na verdade. Você não dá como garantia um bem discriminado. cheque hoje em dia é prova de pagamento. A Adriana transferiu o título para o Maurício. E lei posterior pode a qualquer momento revogar lei anterior. mas o cheque é um título meio “capenga”. a natureza jurídica do cheque tem doze correntes e apenas uma corrente diz que o cheque é título de crédito. essa assinatura vai ser tratada como aval. daí a pergunta: Esse aval é válido ou não é válido? É válido. em princípio vai ser aval. avalizo esse cheque. eu endossei em branco para a Adriana. Na última prova da Magistratura caiu: Endosso impróprio. AVAL: Natureza jurídica do aval: O aval é uma espécie do gênero garantia fidejussória. mas eu coloquei lá. Bom. Eu pego esse cheque e coloco lá. A Adriana não pediu. Tem o nome da Adriana no título? Não. Quanto à questão da limitação e da circulação não há qualquer tipo de problema. é um ato de liberalidade.170 credor posteriormente preencha de boa-fé. Ex: Vamos imaginar que a Adriana pede para eu entregar ao Rômulo um cheque. mas é uma espécie usada exclusivamente no Direito Cambial. e entrego para o Rômulo. na verdade você dá o patrimônio. O síndico leva o cheque . quem dirá sem nome do beneficiário. Aí o Rômulo diz que eu não tinha que ter me metido nessa história e diz que não quer.

isso não quer dizer aval de forma alguma. Depositaram o cheque e o cheque voltou. Mas aí a pessoa ao invés de colocar o Rômulo como avalista do título. a LUG. É um ato de liberalidade. o aval é um ato de mera liberalidade. O aval no contrato. o novo Código Civil vem dizendo que não. Entretanto. O aval depende de outorga uxória ou marital? O artigo 978 do CC diz que para vender um imóvel precisa da autorização conjugal. . coloca o Rômulo como avalista do contrato. A fiança pode estar presente em qualquer ramo. Por exemplo. porque existe lei específica. mas vamos considerar o aval no contrato como se fosse uma fiança.Exclusivo de Direito Cambial. uma nota promissória vinculada ao contrato e aí se pega a assinatura do avalista na nota promissória. em qualquer tipo de negócio. Como foi exigido um avalista eu vou lá e arranjo um avalista.Qualquer tipo de negócio. Daí o juiz chegou lá e colocou nulo o aval. Uma pessoa (louca) chegou para o outro na hora de fazer um contrato e disse que queria um avalista. E o fundamento usado para isso é que é vontade das partes. até no Direito Penal. no anverso do cheque. Não podemos chegar a esse absurdo. que não existe aval em contrato. Ex: Olha que interessante! Jurisprudência mais uma vez.Obrigação acessória. Agora vocês adivinhem o que o credor fez? Executou o juiz. .Pode ser parcial. Isso é meio absurdo! Mas fazer o que.Pode ser parcial.Obrigação autônoma. Diferenças entre aval e fiança Aval . Então como nós já vimos. Tem até lei especial tratando da matéria. na locação comercial a garantia mais utilizada é a fiança. Teve recurso e o tribunal disse que está certo. O aval por tanto pode ser parcial. O Direito Empresarial é muito . qual a outra espécie? Fiança. chamo o Rômulo para ser meu avalista. Pode ser um ato de liberalidade total ou um ato de liberalidade parcial. mas o Código Civil nesse caso não vai ser aplicado. a vontade das partes era que a pessoa que assinou o contrato fosse garantidor. que é lei especial. Muita gente confunde aval com fiança. Tem prevalência a LUG. ele libera o quanto ele quiser. dizendo que o juiz era avalista. . eu já vi uma decisão do TJ nesse sentido e uma decisão no STJ. o que acontece? Qual a conseqüência lógica do aval no contrato? Ser considerado nulo. se tem que interpretar as cláusulas contratuais para chegar ao máximo na vontade das partes. Não tem nenhum problema até agora. até Empresarial. então vamos criar um quadro. isso não é valido para o Direito Empresarial. Agora eu pergunto: Pode aval no contrato? Não. então se avalista pode. quer dar tudo. O aval pode ser parcial? O aval é um ato de liberalidade. . que diz que o aval pode ser parcial. porque normalmente se vincula um título de crédito ao contrato. ele também pode querer dar só um pouco.O aval é exclusivo de Direito Cambial e a fiança é uma garantia que pode ser usada em qualquer ramo. Atenção . dizendo que a rubrica do juiz no cheque não significa que ele seja avalista. é exclusivo de Direito Cambial. nós acabamos de falar que o aval é exclusivo de direito cambial. E nesse caso. Já o aval não. E já que não pode ser garantidor por aval.171 até o juiz e esse o rubrica. Fiança . E aí.

Primeira pergunta: Cabe intervenção de terceiro? Cabe chamamento ao processo? Não cabe. O C3 pagou. Nesse caso do desenho acima. Eu já falei para vocês que o avalista é pode ser DCD ou DCI. Com C3 pagando o “D” ficou fora da relação cambial. O artigo 978. Lógico que não é qualquer imóvel é imóvel ligado a atividade empresarial.00 e agora o “E” pode cobrar de qualquer um. e quando o DCD paga o título morre. então o “E” pode escolher qualquer um. “C” e “D”. Nenhum professor de Direito Civil concorda com esse artigo. Na fiança a obrigação decorrente é acessória. mas veio a lei e disse expressamente que para o aval precisa de outorga uxória. Bom. C1 A C2 B C3 C C4 D E Horizontal No vencimento o “E” vai cobrar do “A”. o trespasse que não precisa da outorga. ele tem que caminhar para o DCD. Aval simultâneo é quando vários avalistas avaliam um mesmo avalizado. A dívida é de R$ 4.000.000. que dirá um aval.Aval simultâneo: De acordo com a doutrina é o chamado aval horizontal. princípio da autonomia. aval simultâneo e aval sucessivo. que é o DCD. Os devedores são solidários. PLURALIDADE DE AVAIS: Existem duas espécies de pluralidade de avais. O título é um título de resgate. lógico que o imóvel não está em nome do casal. 1. isso porque a atividade empresarial é uma atividade dinâmica. não é nulo a obrigação do avalista. vai depender de quem ele esta avalizando. Feito o protesto ele passa a ter direito de cobrar dos DCI. os avalistas são DCI. Bom os DCI são “B”. pois são avalistas do “C”. Entendimento do TJ e STJ. então “E” está cobrando de C3 e o valor do título é de R$ 4. A obrigação decorrente do aval é autônoma. nula à obrigação do fiador. O aval é uma obrigação autônoma ou uma obrigação acessória? É o princípio da autonomia que vai resolver isso.172 dinâmico. O espírito da solidariedade cambiária é facilitar a cobrança. Nulo a obrigação do avalizado. que é a cambiaria. Não tinha a menor necessidade. Por exemplo. nula a obrigação do afiançado. e vai ser DCI quando for avalista de DCI. Solidariedade civil é diferente de solidariedade cambiária.00. o “A” não pagando o “E” vai ter que protestar. diz textualmente que “O empresário pode vender o imóvel ligado a atividade e para tanto não necessita da outorga conjugal”. não precisa de autorização marital. O avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado. Vamos supor que ele escolheu o C3. o “A”. OBS: Não existe chamamento ao processo em solidariedade comercial. ele vai ser DCD quando for avalista de DCD. que é DCI. . Então se eu posso vender um imóvel sem outorga uxória. Então ele executa C3. está em nome do empresário.

Quem eles estarão avalizando? Se for uma letra de câmbio.00 do C1. É o que a doutrina chama de aval vertical. o C1 foi avalizado pelo C2. C4 C3 C2 C1 A B C D E Aval vertical. (O meu pai dizia assim.000. vamos supor que tenha quatro pessoas avalizando.00 de C2 e R$ 1. de “C” e de “A”. o aval em geral é dado no anverso (frente).000. assinando em cima de “B”. se uma pessoa está em baixo de você. O “E” então resolve cobrar do C2.Aval sucessivo: Aval sucessivo é quando um avalista avaliza outro avalista.000.00. mas só pode cobrar R$ 1. o aval em branco é dado em favor do sacador. 2. Agora eu pergunto: O C2 pode cobrar alguma coisa do C4? Não. Ele paga os R$ 4. Para terminar nós vamos voltar no aval em branco. de “B” e de “A”. Vamos imaginar que “B” avalizou “A”.000. Só muda em um título. de “B” ou de “A” todo o valor.00 do “B”. Então. O “E” no vencimento cobrou do “A”. vários avalistas para o mesmo avalizado. mas não pode cobrar os R$ 4. na duplicata. É muito mais fácil ele cobrar de “C”.00 de C4. Ou seja. mas se uma pessoa está em cima de você não se mete com ela). houve protesto e agora o “E” pode cobrar de todos os DCI. aval em branco na letra de câmbio é considerado dado em favor do sacador. C2. Agora eu pergunto: O C3 pode cobrar de C1? Pode cobrar de C4? Atenção: Internamente a solidariedade dos avalistas simultâneos é solidariedade civil. Quando o avalista não diz quem ele está avalizando. No aval em branco na nota promissória tem que se levar em conta onde esta a assinatura. o C2 vai ter que pagar os R$ 4. e assim sucessivamente. R$ 1. C1. o endosso será dado em favor do sacado. É a mesma coisa na nota promissória.000. olha pra ela e pisa nela. que foi avalizado pelo C3. Ele pode cobrar todo o título de C1. C3 e C4) a solidariedade é civil. assinando em cima de “A”. Quando se avaliza acima da assinatura de outro avalista sem diz nada esta se avalizando quem está em baixo. Assinou-se e não tem assinatura embaixo. Será um aval simultâneo. porque entre eles (os avalistas simultâneos.000. ele só pode cobrar a quarta parte de cada um.000. Primeiro. O C2 pagando o “D” sai da relação cambial. . que não pagou. desde que esteja lá avalizo e etc.00 de C1. que “C” veio e avalizou “B”. se o C3 pagar ele pode cobrar os R$ 4.173 Sendo assim o C3 pode cobrar de “B”. que foi avalizado pelo C4. de “C”.00. Sai da relação cambial além de “D” o C3 e o C4. mas também pode ser dado no verso.

ele avalizou a sacada antes mesmo da sacada dizer se vai pagar ou não. em um determinado momento. porque para se vincular ao título tem que ter o aceite tem que assinar. Daí o sacador. também será o Devedor Cambiário Direto (DCD). Rômulo pode cobrar de Cláudia esta quantia. passando a ser Devedora Cambiária Principal. não haverá problema nenhum porque se efetuar o aceite ela se torna aceitante. Então eu dei uma ordem para Cláudia para pagar a Rômulo. ou seja. não assinou. Sacado e o Beneficiário. isto é. Se Cláudia efetuar o aceite. Sabemos que na Letra de Câmbio o sacador é Devedor Direto Cambiário (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI). ele vai cobra esta quantia de quem? Rômulo vai cobrar esta quantia do sacador. o nosso amigo ali vem e assina o título dizendo: “Eu sou avalista da Cláudia. eu disse para vocês que o avalista segue a mesma posição do avalizado. a questão é o seguinte: Na Letra de Câmbio nós já estudamos que existem três partes inaugurais. Direta (DCD) e o avalista dela também como Devedor Cambiário Principal. Este é o princípio da literalidade. cobrará do Leonardo. que assinou o título é Devedor? Por que aval antecipado? Porque nosso amigo ali lançou o aval antes do aceite da sacada. só se vincula ao título quem o assina. que no exemplo é Leonardo. o Leonardo como sacador. Mas antes de Cláudia assinar o título. Ex: Leonardo dá uma ordem para Cláudia pagar ao Rômulo a quantia de cinco mil reais (R$ 5. ela é devedora cambiária? Não. a Cláudia como a sacada e nosso amigo ali como o avalista. logo.00). Bom nós temos a seguinte situação: Temos Rômulo como beneficiário. é Devedora Cambiária? Vejam que eu só dei uma ordem apenas para Cláudia pagar a Rômulo. Se Cláudia não pagar a Rômulo. O sacado que não aceitou é devedor ou não é devedor? . Mas o problema é o seguinte: Avalista do sacado onde o sacado não aceita. Ele é o principal pagador ou ele não é o principal pagador? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Como Cláudia ainda não aceitou. pois ainda não assinou o título. A questão é o seguinte: No aval. Se ela aceitar.174 17ª Aula – 01/11/2003 Vamos começar a falar sobre o aval antecipado. Leonardo diz para Rômulo: “Você. O problema é o seguinte: O nosso amigo ali avalizou a sacada e se a sacada não fizer o aceite? Nosso amigo ali que avalizou o título. O sacador dando uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. O avalista do Devedor Cambiário Direto (DCD) ele também é Devedor Cambiário Direto (DCD) e se for avalista do Devedor Cambiário Indireto (DCI) ele também será Devedor Cambiário Indireto (DCI). é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Devedora Cambiária Direta (DCD) e o avalista do aceitante. mesmo assim. por enquanto ela é sacada. que é a sacada apenas. sacado não é Devedor Cambiário.000. ela não é devedora cambiária. Direto (DCD). que no exemplo. A Cláudia. Bom. da sacada e avalizo o título”. não haverá problema nenhum porque será aceitante. ao beneficiário. E quais são estas partes inaugurais? Sacador.

E o avalista vai poder cobrar de quem se o sacado não é devedor? O avalista será o último a pagar? Não porque o último que tem que pagar numa Letra de Câmbio sem aceite é o sacador. que não aceitou. não há como fundamentar na prática a primeira corrente. também vai ser nada. devolução. O sacador vai poder cobrar do avalista? Não. através do qual se extrai uma certidão atestando uma resposta negativa do devedor (falta de pagamento. logo. o sacado aceitando ou não. adotamos orientação diversa e explica a posição que é amplamente majoritária. etc). O credor vai cobrar de quem se o sacado não aceita? O credor vai cobrar do sacador que é Devedor Cambiário Indireto (DCI). O avalizado pode até morrer que não há problema. E o avalista é devedor? • Duas correntes: A primeira corrente defendida por Rubens Requião – Em razão do Princípio da Autonomia subsiste a obrigação do avalista. a posição do Rubens Requião não tem nenhum fundamento prático. E o avalista do sacado que não é devedor. viabilizando a cobrança dos Devedores Cambiários . Este é o último ponto sobre aval. E se o sacado não aceitar como fica o avalista? Nós acabamos de falar aqui que o avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado e aqui na questão o avalizado é devedor? Não. ele será considerado devedor ou não? O aval antecipado é exatamente isto. não há problema nenhum porque as obrigações cambiárias são autônomas. logo. então. como ele pode ser alguma coisa se o avalista segue a mesma posição jurídica do seu avalizado. Vamos analisar o protesto e a legislação aplicada é Lei 9492/97. Por que se nós admitirmos a opinião de Rubens Requião este avalista vai ser Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI)? Ele não avalizou Devedor Cambiário Direto (DCD) nenhum e ele também não avalizou Devedor Cambiário Indireto (DCI) nenhum. OBS: Na hora da prova vocês dizem assim: Em que pese à envergadura jurídica do saudoso Professor Rubens Requião. solene. não tem como na prática viabilizar isto. ou seja.175 Não é devedor. porque ele não aceitou o título. ou seja. A segunda posição é amplamente dominante em razão da prática. subsiste a obrigação do avalista. PROTESTO – LEGISLAÇÃO APLICADA .LEI 9492/97 Conceito: Protesto é um ato jurídico cartoriano. majoritária. aceite. defendida por Fran Martins – Entende esta corrente que não subsiste a obrigação do avalista. isto é. A segunda corrente. Por que não subsiste a obrigação do avalista? Porque se o sacado não é nada e se o avalista segue a mesma posição jurídica dele. logo. extrajudicial. subsiste a obrigação do avalista. é o aval dado em favor do sacado antes do aceite deste.

o beneficiário. Leonardo mandou você me pagar à quantia de cinco mil reais (R$ 5. MODALIDADES DE PROTESTO: Vou mencionar os principais. Vamos ver na prática porque isto que vou falar não está na lei: O cartório envia a intimação para o protesto por falta de pagamento. Na verdade. Leonardo. é claro que além do valor do título. então. E Cláudia diz que não aceita pagar. atualmente o devedor não precisa ir ao cartório e vai direto ao banco e paga. Mas vamos direto pela Lei e deixar um pouco de lado a prática: O devedor tem que ir a cartório e efetuar o pagamento. Cláudia. Cláudia compareça no cartório tal. a própria intimação do cartório já é uma ficha de compensação. Então o protesto não é imediato porque há primeiramente um procedimento do cartório. três dias. ou . sob pena de protesto”. Quando ele protocola o protesto. Se Cláudia aceitar vai ter o protesto? Não. E se Cláudia não for ao cartório? Haverá o protesto por falta de aceite. os principais são estes colocados acima. O que Rômulo vai fazer? Rômulo vai a cartório e levá-la a protesto.000. não quer dizer que o título já está protestado porque o cartório tem um procedimento e este dura. que são protestos por falta de pagamento. Rômulo vai levar a letra de câmbio lá na casa de Cláudia para ela fazer o aceite e diz Rômulo: “Cláudia. Oficial este título que está aí. mas existem outras modalidades.176 Indiretos (DCI’s) e o requerimento de falência com base na impontualidade (Artigos 1º e 10 da Lei Falimentar). Vou explicar a vocês como funciona o protesto: Uma letra de câmbio funciona assim: A letra de câmbio tem o aceite. Para Rômulo cobrar do sacador. E se não for a cartório efetuar o pagamento? Protesto. mas só que no vencimento ela não quis pagar e aí Rômulo vai leva a nota promissória a protesto e o cartório a intima. em regra. de devolução e de aceite. Há ainda previsto na Lei 9492/97 a possibilidade do devedor ser intimado para comparecer a cartório sob pena do protesto e ir a cartório e dizer assim: “Sr. para efetuar o aceite. protesto. Cláudia será intimada para que no prazo de três dias a contar da expedição ir ao cartório e pagar. isto já é uma ficha de compensação onde o devedor já pode ir ao banco e pagar. eu não vou pagá-lo porque Rômulo colocou um revólver que me obrigou a assinar o título ou dizer:“Esta assinatura que está no título não é minha”. dentro do prazo de três dias a contar da expedição desta para efetuar o aceite do título tal e aí vem dizendo qual o título. não quis aceitar”. e o oficial do cartório vai expedir uma intimação para a sacada com o seguinte teor: “Sra. há também as custas do protesto que estão embutidas ali. isto é. ele tem que provar que a Cláudia não quis aceitar e uma carta escrita de próprio punho de Cláudia dizendo que não vai aceitar. não serve porque a lei exige imprescindível o protesto como comprovação da mora. Vamos imaginar que seja uma nota promissória e ela emitiu em favor do Rômulo. dia tal. A mesma coisa o protesto por falta de pagamento.00) e você aceita pagar?”. Quando é protesto por falta de pagamento em duplicata. Então o Rômulo levou o título para protesto e chegando lá no cartório ele diz: “A sacada.

Isto é o chamado contraprotesto. terceira alínea. parágrafo terceiro e olha o que diz: O prazo para protestar por falta de pagamento é de dois dias úteis após o vencimento. logo. Quando se diz tirar o protesto entenda-se efetivar. O devedor pode ir a cartório e não pagar. não tiver a data (lembram do cheque sem data?). vez que o Oficial do Cartório não é Juiz.177 dizer: “Eu já paguei este título.663/66? Se você for seguir a LUG (Decreto 57.663/66) artigo 44. o Oficial terá que tirar o protesto (entenda-se realizar) o protesto. salvo alegação de vício formal. para cobrança do emitente não é preciso protestar antes. O protesto é imprescindível para cobrança de quem? Dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). O Oficial só não vai fazer o protesto se o título tiver vício de forma. Prazo para o protesto: Para cobrança dos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é preciso protestar o título? Para depositar um cheque não é preciso protestar antes. não devolver e pode oferecer uma defesa. este sim poderá ser conhecido de ofício. Quando for cheque a Lei do Cheque admite que o protesto seja tirado no local do domicílio do emitente. enfim tiver algum vício de forma que se possa constar. Este prazo é para cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos. ele é meramente facultativo. fazer o protesto. salvo se o devedor for lá em cartório e pagar ou aceitar. Direto é facultativo e sendo facultativo não há prazo para protestar o Devedor Cambiário Direto (DCD). portanto. entenda-se. . mas fora o vício de forma. por exemplo. Decreto 57. o devedor poderá alegar qualquer coisa” é o chamado contraprotesto”. não tiver o nome do beneficiário. É assim que funciona o protesto. Não! Por quê? Não. O prazo que vou falar aqui é o prazo para que você faça o protesto e assegure o direito de cobrar os títulos dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). então. porque nem precisa protestar. conforme o caso. Então o protesto para cobrança do DCD não há prazo. Isto é puramente desencargo de consciência. não aceitar. o protesto para a cobrança do Devedor Cambiário Principal. Local do protesto: Onde o título deve ser protestado? Em regra o local de pagamento. Vamos ver o prazo para o protesto por falta de pagamento da Letra de Câmbio e da Nota Promissória: Qual é o prazo? Vocês estão com a LUG aí. o Oficial do Cartório não pode decidir quem está com a razão. Então aqui o protesto tem prazo? Tem prazo. para a cobrança do aceitante também não é preciso protestar antes. Se eu protestar fora deste prazo tem algum problema? O único problema é que você não poderá cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). vício formal extrínseco. qualquer outra alegação é uma mera defesa moral porque de qualquer maneira o Oficial do Cartório vai tirar o protesto.

Qual é o prazo segundo o Decreto 57. então.663/66? Se o título venceu dia 10/10/2003. Para a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) o Simprônio tem que efetuar o protesto tempestivo. O sacado efetuou o aceite porque ele assinou o título.178 Olha só o que acontece: Uma letra de Câmbio aqui. o sacado. Mas há controvérsia sobre este prazo. você tem que levar o título no cartório para protesto no dia . Sacador Sacado Leonardo (beneficiário) Caio Tício Simprônio Leonardo endossou para o Caio que endossou para o Tício que endossou para o Simprônio. O Simprônio vai poder cobrar do sacador? Não. até o dia 12/10/2003. Para que o Simprônio tem que fazer o protesto? Para assegurar o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Se o Simprônio faz o protesto no dia 15/10/2003? Simprônio perderá o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Tício endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI) e Simprônio que é endossatário será o credor. Simprônio credor. Segunda Posição: O prazo é de apenas um dia útil. vai cobrar de quem? Do aceitante. se o prazo venceu no dia 10/10/2003 o protesto tem que ser feito no dia 11/10/2003. que é endossante é Devedor cambiário Indireto (DCI). Simprônio tem que fazer o protesto dois úteis. Se no vencimento o sacado não pagar o que Simprônio tem que fazer? Simprônio tem que fazer o protesto. O Simprônio vai poder cobrar de Leonardo? Não. Quem é o devedor principal deste título? O sacado que efetuou o aceite (Devedor Cambiário Direto . E aí segundo a LUG (Decreto 57663/66) o prazo será de dois após o vencimento. O Leonardo que é endossante é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? Leonardo. ou seja. entenda-se. Quando eu digo fazer o protesto. Este é o entendimento do Professor Fran Martins. Caio endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI). No vencimento. posição absolutamente isolada. Se o Simprônio não efetuar o protesto ele poderá cobrar de Caio? Não. O sacador é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). a saber: Primeira posição: O prazo é de dois úteis após o vencimento.DCD).

E para a cobrança do endossante do cheque precisa protestar? Se fosse aplicar a regra geral precisaria porque o endossante é (DCI). Por quê? Defendem um dia útil em razão do seguinte: Lembram que eu falei sobre a LUG. terceira alínea. Mas olha só o que acontece: A lei do Cheque diz que para cobrança do cheque não precisa haver o protesto e o que substitui o protesto do cheque é a declaração do banco dizendo que o cheque foi apresentado e devolvido. e o prazo deste Decreto 2. terceira alínea do Decreto 57663/66 vez que foi objeto de reserva. OBS: Na hora da prova se perguntarem a vocês qual é o prazo para protestar a Letra de Câmbio e a Nota Promissória. e como é de costume. Aí o cheque vai ser depositado lá na cidade de São Paulo. então. a Lei Uniforme de Genebra mesmo fica na parte do Anexo I e o Anexo II são as cláusulas de reserva. Eu pergunto a vocês: Qual será o prazo de apresentação. emito um cheque. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias mesma praça e sessenta dias praça distinta. foi objeto de reserva e o Brasil diz: Não quero aplicar a alínea terceira do artigo 44 da LUG. Vocês sabem o que quer dizer isto? Aproveitando o ensejo vamos esclarecer que para fins de prova considerase mesma praça. Olha que interessante: Eu tenho uma conta aqui num banco do Rio de Janeiro e estou lá em São Paulo. você não precisa protestar o cheque basta você depositá-lo. ou seja. 10 de novembro de 2003. será de apenas um dia útil porque você não aplica o artigo 44. Qual é o prazo na Duplicata? É de trinta dias a contar do vencimento o protesto por falta de pagamento.179 11/10/2003. dar entrada no cartório. Qual é o prazo para depositar o cheque e assegurar a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? É o prazo de apresentação. Município diferente. o emitente é Devedor Cambiário Direto? Não precisa protestar para cobrança do emitente do cheque (DCD). entenda-se levar o título ao cartório para o protesto.044/1908 tem quase cem anos. O protesto mesmo pode nem efetivado uma vez que o devedor poder realizar o pagamento. Na prática é central de compensação. parte introdutória. Quando eu digo prazo. o Município e praça distinta. O protesto mesmo será efetuado dias depois porque o cartório terá que obedecer àqueles procedimentos. onde esta lei tem três partes. terceira alínea. trinta ou sessenta dias? . E o cheque? O cheque é diferente. Primeira posição de Fran Martins é de dois dias úteis após o vencimento e todos os outros defendem um dia útil. Anexo I e Anexo II. claro que este prazo é em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). A LUG. Mas como assim é diferente? Muita gente me pergunta se é preciso protestar para cobrança do emitente do cheque. Foi objeto de reserva número nove do Anexo II e esta diz: Não aplicar o artigo 44. Lei Uniforme de Genebra. O artigo 44. Se você não aplica a LUG qual outra legislação que você vai aplicar? O Decreto 2. quais sejam.44/08 previsto no artigo 28 é de um dia útil. coloco no cheque Rio de janeiro.

pois o que você deve considerar é a mesma praça ou praça distinta. e no exemplo. Prazo para protesto por falta de aceite e de devolução: Claro que aqui estou falando dos títulos que apresentam a figura do aceite. . é até o vencimento do título. EFEITOS DO PROTESTO: 1º) O protesto por falta de aceite torna o título exigível antes do vencimento (obs: explicarei mais tarde). ele está apresentando a letra tanto para aceite quanto para pagamento. Tem aceite na Duplicata? Tem aceite na Letra de Câmbio? Tem aceite. e a Nota Promissória. por exemplo. Se ele apresentar no dia do vencimento. O protesto tem que ser sempre tempestivo. Lá em são Paulo. 3º) Serve de parâmetro para fixar o termo legal da falência – artigo 14 da Lei Falimentar. O prazo do protesto é o prazo de apresentação. porque vale o que está escrito no título embasado no Princípio da Literalidade. 2º) O protesto se é tempestivo viabiliza a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). mas o que você leva em consideração o local onde você tem conta e o local onde você emitiu o cheque ( Princípio da Literalidade). Pouco importa o local em que o cheque será depositado.180 Trinta dias. cheque você não apresenta para aceite e sim você apresenta uma única vez para pagamento. Como diz o Professor Alexandre Câmera: “Pouco importa o nome do protesto o que interessa é o pedido do protesto. E o prazo de apresentação vamos ver daqui a pouco. Qual é o prazo de apresentação? O prazo de apresentação é até o vencimento (em regra). o local que eu tenho a conta é no banco do Rio de janeiro e o local da emissão eu coloquei também Rio de Janeiro. mas o nome que o cartório vai dar. É o local de emissão e o local que você tem a conta. nestas circunstâncias. Qual é o prazo que Rômulo tem para protestar por falta de aceite? Dia 10/12/2003. Olha uma questão interessante: Prazo de apresentação. Ex: Eu passei uma Letra de Câmbio para o Rômulo cujo vencimento é para o dia 10/12/2003. pouco importa se o protesto é por falta de pagamento ou por falta de aceite. Muitos cartórios ficam em dúvida de qual protesto vai se fazer. eles colocam protesto por falta de aceite e pagamento. O cheque é diferente porque nem precisa protestar. E se ela não aceitar e pagar? Ele vai levá-la a protesto por falta de aceite. por falta de aceite ou por falta de pagamento. esta é a regra. Colocam os dois. O cheque pode ser depositado até no Japão. isto é. Qual é o prazo que o Rômulo tem para apresentar esta Letra de Câmbio para Cláudia fazer o aceite? Até o dia 10/12/2003. é claro que esta ressalva que eu estou fazendo não dispensa o protesto para fins de falência. em regra. pouco importa. o que importa é que o protesto tem que ser tempestivo”.

Caucionou o juízo. ou seja. Ele não influencia o direito material. A lei está dizendo que interrompe. Vamos esquecer um pouco a doutrina e vamos para prática novamente: Vamos imaginar que nosso amigo aqui é surpreendido em casa com a intimação de um protesto com o seguinte conteúdo: “Comparecer ao cartório para pagar uma duplicata no valor de R$150. O protesto interrompia a prescrição? Bom até hoje não. E se nosso amigo demorar um pouquinho para conseguir isto porque o procedimento do cartório dura em regra três dias? O protesto será efetivado e o nome do nosso amigo vai ser negativado. então agora interrompe. A ação Cautelar de sustação do protesto é antes ou depois do protesto? A ação cautelar de sustação do protesto é ajuizada antes do protesto.000. tem até Súmula do STF sobre o tema. . o Juiz nem olha e concede a liminar. É sustar o procedimento do protesto. conforme o caso. além do periculum in mora e o fumus boni iuris. Qual é a medida processual cabível neste caso? Poder geral de Cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 26 da Lei 9492/97. Prática: Juízes concedem a liminar se você caucionar o Juízo. aliás. Caberia uma declaratória com antecipação de tutela? Até caberia. Aqui é outra ação cautelar chamada de ação cautelar de cancelamento do protesto.00 (cento e cinqüenta mil reais). o novo Código Civil deu este efeito ao protesto. eu nunca vi isto na vida”. O Oficial do cartório vai levar isto em consideração? O oficial não pode fazer nada. seria o poder geral de cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 17 Lei 9492/97. pelo novo Código Civil o protesto interrompe o prazo prescricional e isto está previsto no artigo 202. apesar de toda construção jurisprudencial é no sentido contrário e até a Súmula 153 do STF que dizia que não interrompia agora esta Súmula foi cancela pelo artigo 202. não caucionando o Juízo ele não defere a liminar. presente em toda ação cautelar. como estão me chamando a pagar uma duplicata? E diz ainda: Esta assinatura não é minha. O protesto interrompe ou não interrompe o prazo prescricional? Interrompe porque contra força não há resistência. garantir o Juízo. A ação cautelar de cancelamento é quando o protesto já foi efetivado. Qual seria a medida cabível no caso acima? Seria a propositura de uma ação cautelar de sustação do protesto e o fundamento legal. mas em geral. mas por este meio seria muito mais difícil. E a prática como perguntou nosso amigo? A Defensoria Pública sempre pergunta: Qual a medida judicial cabível para o teu assistido? Você vai entrar com uma cautelar de sustação ou de cancelamento. II do novo Código Civil. sob pena de protesto”. O protesto tem efeitos meramente processuais.181 4º) Viabiliza o requerimento de falência pela impontualidade – artigos 1º e 10 da Lei Falimentar. Toda a Jurisprudência era contrária a isto e agora vem o novo Código Civil dizendo que o protesto interrompe o prazo prescricional. II do novo Código Civil. ele tem importância para fins processuais. Se você não caucionou o Juízo aí o Juiz vai olhar. E o nosso amigo olha e diz: “Eu nunca comprei nada. com pedido liminar. Ocorre que.

Assim com base nesta expressão da Lei “qualquer interessado”.182 Se você caucionar o Juiz defere a liminar inaudita altera parte (sem ouvir a outra parte). Protesto por falta de aceite e aí eu pergunto: O nome de quem vai ficar negativado? Do sacador ou da sacada? Da sacada. . O protesto por falta de aceite não deveria manchar o nome porque a pessoa não aceitou.000. Assim na prática um protesto por falta de aceite que não deveria manchar o nome de ninguém acaba manchando. em Pontes de Miranda. contra nosso amigo ali. Outra questão: Ela está devendo o cheque especial. Olha o que acontece: A lei sendo elaborada para quem não trabalha na prática. Outro questão onde a doutrina se distancia da prática: Primeira coisa: Leonardo saca um Letra de Câmbio. mas se você não caucionar ele costuma ouvir a outra parte. Pergunto a vocês: De quem é a obrigação de tirar o nome dela do protesto: É dela ou do banco? Quem tem que ir ao cartório e cancelar o protesto? Para o Professor se for um erro do banco ele tem a obrigação de ir ao cartório e retirar. em favor da nossa amiga no valor de R$ 50. cinco anos depois ele vai lá e paga. portanto. mas antes da Lei 9492/97 era diferente. logo. a pessoa não é devedora porque não se vinculou ao título. Cabe uma ação para retirar o nome da pessoa protestada por falta de aceite porque não se trata de hipótese de mau pagador. hoje.00 (cinqüenta mil reais) para ela pagar a Cláudia. a partir desta lei o cancelamento do protesto pode ser pedido por qualquer interessado previsto no artigo 26 caput da Lei 9492/97. o protesto que pode manchar o nome de alguém é o protesto por falta de pagamento. não pagou e o banco foi lá e protestou. mas acaba na prática sempre prejudicada. porque ela não deve nada. Eu sabia a distinção entre protesto por falta de aceite e por falta de pagamento? Não. isto na prática. não é obrigação do credor. é devedor e não pagou. entenderam que o próprio devedor é que pode pedir o cancelamento do protesto. ao consultar os cadastros jogava no sistema vinha lá escrito: “Protesto”. que feito um protesto por falta de pagamento. ela não se vinculou ao título. Deveria? Não porque o protesto foi por falta de aceite. Na prática isto inviabilizaria o crédito. Nossa amiga vai pagar? Não. ela ficou com o nome negativado. esta é a prática. Cláudia para cobrar de Leonardo vai fazer o quê? Cláudia vai ter fazer o protesto por falta de aceite. leigo. Agora no protesto por falta de aceite. Então esta é só uma observação a ser feita para quem vai fazer prova para a Defensoria Pública. Mas ela vai ao banco e paga. as Câmaras Cíveis do nosso Tribunal negando pedido de danos morais. Isto prejudicaria o ex-devedor? Claro que prejudicaria. eu na época como Gerente de um banco. de mau pagador. Mas para parte da doutrina o pagamento não deveria dar ensejo ao cancelamento do protesto. agora se realmente ela estava devendo. por exemplo. o banco protestou e ela foi lá e pagou. na galera que já foi há muito tempo. o devedor com o recibo do pagamento é só levar lá e pedir o cancelamento do protesto. E que se tem que fazer? Tirar aquela anotação do passado negro do nosso amigo ali. Outra questão interessante sobre o cancelamento do protesto e outra viagem da doutrina: A doutrina entende com base.

Quando o sacado assina o título reconhece aquela dívida. você apenas deixa de ter direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). o protesto é necessário. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. foi protestado. se você não a cumprir. E em relação ao protesto quanto aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? Se você não protestar você recebe uma sanção? Não. Ônus. Virá a anotação do protesto. ao passo que no ônus há uma alteração no mundo jurídico porque se cumprido. OBS: Faculdade – Fazendo ou não. cancela-se o protesto e quando for tirar uma certidão esta não vem escrito absolutamente nada. Deu confusão na jurisprudência e foi parar lá no STJ e o STJ entendeu que a partir da Lei 9492/97 cancela-se o protesto pelo pagamento. o pagamento cancela o protesto. ou seja. você deixa de ganhar a ação. você deixa de ter uma posição jurídica mais privilegiada.183 Para esta parte da doutrina eles entendem que basta apresentar o recibo de pagamento. você deixa obter uma posição jurídica mais privilegiada. O sacado . Em relação ao devedor principal (DCD) o protesto é uma faculdade. se você não oferece provas. logo. mas que não retiraria a anotação daquele protesto. embora houvesse o pagamento. hoje. em relação aos (DCI) o protesto é um ônus. ainda assim vinha a anotação do protesto. que se cumprido. Portanto. o ônus da prova. No cadastro virá: Foi protestado. é como se fosse uma anotação na FAC (folhas de antecedentes criminais). mas com o esclarecimento do pagamento ou não pagamento. Em relação à obrigação. O protesto em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) é um ônus e em relação aos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é uma faculdade. Eles entendem que deveria vir à anotação do protesto. Prejudicaria isto na prática? Claro que prejudicaria. por exemplo. E em relação Devedores Cambiários indiretos (DCI). o que a doutrina sempre entendeu que não era possível cancelar e desaparecer àquela anotação. há nenhuma alteração no mundo jurídico. mas já foi pago. portanto. Então existe uma verdadeira confusão na doutrina a partir da Lei 9492/97 porque esta Lei 9492/97 em seu artigo 26. 18ª Aula – 06/12/2003 ACEITE: O aceite nada mais é do que assinatura do sacado no título. É assim que deve ser. fala em cancelamento do protesto pelo pagamento. mas com esclarecimento de que já foi pago. mas já foi pago. Natureza Jurídica do Protesto: Depende. Qual a diferença entre ser um ônus ou ser uma obrigação? Ônus é um encargo. se não cumprido. Antigamente prevalecia o entendimento dos ultrapassados que diziam não ser isto possível. Hoje. obrigatório ou é facultativo? Existe alguma diferença entre necessário e obrigatório? A diferença é entre ônus e obrigação. Eles entendem que deveria vir assim. você recebe uma sanção. Ônus é a opção do necessário. mas virá com o esclarecimento de absolvido. se pagou. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. diz: vou pagar esse título no vencimento.

porque aqui no Brasil utilizamos a duplicata. unilateral de vontade.CREDOR. o protesto com o comprovante de entrega da mercadoria já substitui a assinatura. Então o ACEITE é a simples assinatura do sacado no título transformando-o em ACEITANTE. Uma declaração cambial. (esquecer duplicata agora). a partir do dia do protesto. da sua assinatura em aceitante. ele se transforma através do aceite. o aceite caiu em desuso. porque se o sacado não pagar. Qual a diferença entre vencimento antecipado e tornar o título exigível antes do vencimento? É a cobrança de juros. mesmo sem a assinatura dele no título. e diz que aceita pagar e assina no verso do título. suposto devedor. Vai apresentar para o sacado. OBS: Fenômeno que ocorre que tem na LUG é o ACEITE POR INTERVENÇÃO.SACADOR . SACADO .184 que não é devedor cambiário. quem cria o título. no dia 15/01 ela vai voltar na casa dele para receber. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? NÃO é o vencimento antecipado. é tornar o título exigível antes do vencimento. Quem pode efetuar o aceite? Quem faz é o sacado. na verdade. já vinculou. Tem assinatura do devedor no título? Não só se vincula ao título quem o assina. O aceite é uma obrigação portable ou quérable? A obrigação tem que ser cumprida no domicílio do suposto devedor ou do credor? A credora é que tem que ir na casa do sacado para que ele efetue o aceite. O aceite na duplicata não é mais utilizado. e na duplicata não precisa apresentar para aceite. portanto. é só para prova. Antes de 15/01 a credora vai levar o título na casa do sacado e diz: o sacador está mandando você me pagar 5 mil reais em 15/01. o título é apresentado para o devedor direto para pagamento porque se ele não pagar. Quase ninguém já viu letra de câmbio. dia 15/01 ao beneficiário. Sacador é quem tem o título. Vencimento do título em 05/07/2004. assinou já vinculou. entrego para A. quem criou o título pode cobrar 5 mil reais do sacado em 15/01. se este não aceitar. e no dia 15/01 pode cobrar. O aceite na duplicata não existe mais na prática. mas ainda cai em prova. E o aceitante é o devedor principal do título. ocorreu protesto por falta de aceite em 06/12/2003. O aceite serve para dar a oportunidade ao sacado de dizer se vai ou não pagar o título transformando ele de mero sacado que não é devedor cambiário em aceitante. já a partir de hoje o credor pode cobrar do sacador. também chamado de devedor principal. se assinou. É na casa do devedor. mas e a cobrança de juros? . é o devedor cambiário direto. é obrigação quérable ou quesível. O aceite não existe na prática. que segundo a LUG é devedor cambiário direto. a credora tem que protestar por falta de aceite. o que é que substitui o aceite na duplicata? É o protesto e o comprovante de entrega da mercadoria. Na Letra de Câmbio o sacador Leonardo dá uma ordem ao sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. Na prática é quase a mesma coisa. Você vai pagar? Apresenta o título hoje a ele.

porque sacado não é devedor. ACEITE POR INTERVENÇÃO (artigo 56 da LUG – Dec 57663) Pode ser indicado no título mais de um sacado. O sacador se for malandro pode fazer o seguinte: o sacado é o Caio. e se o protesto tenha sido feito em 15/12/03. para fazer ou não o aceite? O nome do sacado. com uma observação: se for feito o protesto por falta de aceite o maior prejudicado é o sacador que terá que pagar o título antes do vencimento. só se vincula ao título quem o assinou. Vencimento 15/07/04. Leo sacador e Caio sacado. o credor pode discordar? Não. vai ao cartório e o aceita em nome próprio. que foi quem criou o título. Nós já sabemos a principal importância da recusa do aceite. este recusando o aceite. levou o título a protesto. quem será intimado para comparecer em cartório. com a intervenção da Maria Lucia? Não. este só é devedor se fizer o aceite. só tem assinatura no título do sacador. pode cobrar do Caio? Não. já a partir desta data o Tício que é credor pode exigir o pagamento do Leo. o credor tem que apresentar a LC para todos eles antes de protestar por falta de aceite. aí antes de efetuar o protesto. o Tício vai levar a LC a protesto. Só se torna devedor se ele reconhecer a dívida. Só se vincula ao título quem o assina. . Se não for efetivado o aceite. O credor só pode exigir o título do sacador. O aceite por intervenção como regra. exigir do sacador. o sacado vai ou não efetuar o aceite? Aí pode surgir um terceiro. QUESTÃO PRÁTICA: O título vai ser protestado o nome de quem vai aparecer lá no protesto. em favor do Tício. ela será a devedora. princípio da literalidade. o sacado vai ser intimado. ele que será intimado. com possível intervenção de Maria Lúcia ou qualquer outra pessoa. Então se eu saquei uma LC. O credor pode exigir o pagamento deste título do sacado ou do sacador? Ou dos dois? O sacado assinou o título. OBS: Se o nome do interventor constar no título. quando Tício apresentar o título para aceite a Caio. o credor vai poder exigir o título a partir do protesto. mas se essa outra pessoa indicada como possível interventor fizer o aceite. Importante: O aceite na LC é FACULTATIVO. A credora tem que concordar com esse aceite. depende da anuência do credor. por exemplo: Caio (sacado) pode surgir sua irmã querendo aceitar em nome dele.185 Só ocorre esta a partir de julho/04. se transformar em aceitante. O sacado enquanto sacado não é devedor. for concretizado o protesto. Se o sacado não for fazer o aceite. não fez o aceite. o dia que for feito este o título passa a ser exigível já desde o protesto. que é tornar o título exigível desde o protesto. isso é um problema que ocorre na prática. princípio da literalidade. quem decide se aceita ou não é o credor. o credor não pode recusar essa intervenção. Quem vai ficar com o nome “sujo” é o sacado e não deveria ficar com o nome sujo porque o aceite na LC é facultativo. coloca no próprio título. assinando o título. é só lembrar do Princípio da Literalidade. mas aí tem o aceite por intervenção.

dos endossantes. ele pode pegar aquele título e propor ação de conhecimento como: ação monitória. Quem defendeu essa tese foi o desembargador Paulo Lara (exexaminador da Magistratura) prova oral: se não apresentar o título para aceite. Para toda a doutrina. ela pode cobrar já a partir do protesto. a partir desta data. prestação de serviço. ação de cobrança em razão da relação jurídica causal. Em regra. ela já pode apresentar o título a partir de hoje. dos avalistas dos sacadores. faz com que ele perca o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos”. ou seja. não apresentou o título para aceite perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos e o sacador é devedor cambiário indireto. é que se perder esse prazo de apresentação para aceite o credor perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos. se expirado o prazo do artigo 53. Então o sacador pode fazer o que quiser com esse prazo de apresentação para aceite. saquei o título hoje. se perder esse período ela só vai poder apresentar o título para pagamento na data do vencimento. ela vai apresentar para o sacado. ou seja. dia 06/12/03 em favor da Lúcia. etc. ele permanece vinculado ao título. mesmo que o título não seja apresentado para aceite. ou seja. O sacador mesmo que o título não seja apresentado dentro do prazo para aceite. Prazo para apresentação para aceite: Pode ser um instrumento do sacador para evitar o vencimento antecipado. esse título só é passível de aceite a partir de 10/03/04. Pode cobrar do sacador? O candidato disse que não. e aí pelo menos está perto do vencimento. ele perde o direito de ação e não pode cobrar ninguém e aí o desembargador achou absurdo a resposta do candidato. para aceite. ele apresenta hoje. e disse que o sacador sempre está vinculado a LC. perde o direito de cobrar do sacador.186 Se constarem vários sacados na LC o credor deve apresentar a letra a todos eles antes do protesto. Ele só vai poder cobrar de quem? Se o sacado pagar. respeitada o prazo prescricional. mas . obrigado a pagar hoje. Então eu posso escolher a data para apresentação. porque assinou. eu posso colocar: saquei o título hoje. A dificuldade vem agora: Qual é a conseqüência para a perda do prazo de aceite? Diz o art 53 da LUG: “a perda do prazo por parte do credor. o prazo para apresentar o título para aceite é até o vencimento. Há uma outra parte da doutrina aplicando um dos artigos do Anexo II que diz: qual é a única conseqüência de você perder o prazo de apresentação para aceite? A conseqüência seria eventuais perdas e danos e continuaria com direito de cobrar do sacador. se refere a tornar o título exigível antes do vencimento. ele vai poder executar alguém? Não poderá executar ninguém. por toda vida. se o sacado não pagar. O entendimento de parte da doutrina. Vencimento do título em 15/04/04. mas o sacador pode mudar. ele recusa. passou o vencimento pode executar o sacado? Não. colocando isso: 10/03/04 ela só vai poder levar lá na casa do sacado. se ele não efetuou o aceite não é devedor. mas vou correr o risco de que se o sacado recusar o aceite hoje. vai vigorar mais de uma vez o princípio da literalidade. Eu posso colocar ainda: esse título só é apresentável para aceite entre 01/01/04 a 10/03/04. ela levar o título a protesto e mesmo o título vencendo em 15/04/04.

Quando ele assinou a NP. ele pode alegar em sua defesa que eu não prestei o serviço? Pode. Então a jurisprudência nesses contratos de massa. e assinam também uma nota promissória para prestações. por que ela exige isso? É porque certamente ela quer utilizar as notas promissórias como garantia de empréstimo bancário. e junto com esse contrato ele assinou um cheque para mim. assinou um papel dizendo: devo ao Leonardo 60 mil reais. ele entendia que o credor perdendo o prazo. ele tem contrato de prestação de serviço onde diz que pela prestação de serviço me pagará 10 mil reais. Após a sua criação na NP podem surgir os endossantes. não causa novação.187 para Paulo Lara. porque para cobrar do devedor principal o protesto é dispensado. portanto. porque que ele é meu devedor. Pega essas notas promissórias endossa para um banco e com isso apanha com o banco um empréstimo. vocês vão poder alegar a ausência de causa para exibição desses títulos. isso contamina os títulos. Em termos práticos é o seguinte: eu prestei um serviço na casa dele. Ele me deve 60 ou 120 mil reais agora? Continua devendo 60 mil reais. as pessoas que compraram ficam sem o apartamento. sempre entre as partes originais vai ser possível discutir a relação jurídica causal. mesmo em se tratando de um terceiro de boa fé. só que as notas promissórias foram endossadas para um terceiro de boa fé. porque já tinha o contrato. pós-datado. OBS: A Nota Promissória Vinculada a Contrato – é o que pode cair em prova. desaparece com o dinheiro. aí vou construir um prédio. Quando o banco estiver executando. O emitente da NP é o devedor principal. ou seja. E o beneficiário é o credor. A construtora não precisava pedir assinatura dessas NP. aquele termo que diz qual foi à causa da dívida. Um termo de assunção de dívida. não poderão alegar isso. A jurisprudência vem entendendo nessas relações que esses títulos estão vinculados de tal forma ao contrato. o sacador continuaria vinculado ao título. anexo a esse documento 6 notas promissórias de l0 mil. pessoas já compraram na planta. tecem um contrato. é apenas uma outra forma de documentar a mesma obrigação. os avalistas. que eles perdem a sua forma executiva. facultativo. contrato. tenho um terreno. Então a assinatura de título de crédito vinculada a contrato. NOTA PROMISSÓRIA: Na Nota Promissória há duas partes: O Emitente e o Beneficiário. Vinculou um título a um contrato. Para executar uma NP não precisa protestar. declaração. Na Letra de Câmbio há três partes: sacador – sacado – beneficiário. exemplo prático: sou uma construtora. porque se causasse novação as partes não poderiam discutir a relação causal. Ocorreu a novação ou não? Não. as pessoas poderão alegar que não receberam o apartamento? Se aplicar as regras só do título de crédito. que o emitente da . OBS: Não vale a pena citar isso em prova ele não está mais na banca. só que ao invés de construir o prédio.Quando eu for executar esse cheque que voltou sem fundos. Se tivesse causado novação. diz que os títulos estão de tal forma atrelados aos contratos. que uma vez constatado o ilícito na relação causal. É ponto pacífico na doutrina e na jurisprudência. o que já tratamos.

quando tiver nominal a fulano. Essa decisão é exceção a regra. Então o valor de juros. já é criada . porque a lei não diz isso. pela regra do direito cambial. então como é um lançamento unilateral o banco não pode executar aquilo. tem que dar aqueles lançamentos uma liquidez. O título com a cláusula não a ordem não pode ser endossado. placa tal. eles olhavam o valor e preenchiam a NP anexando o saldo e executavam agora a NP e não o contrato. Na prova. A jurisprudência naquelas causas de massa. porque aí você evita o endosso. é só este que purifica o título. Já caiu em prova a questão acima. o título continua vinculado a sua causa. ou por ter sido enganado na venda de computadores pela TV por exemplo. Como é criada pelo próprio devedor principal não está sujeita ao aceite. endosso. Os bancos antigamente faziam o seguinte com cheque especial: um correntista estava com a conta negativa. O endosso tem o efeito purificador. Importante: Só o aceite não se aplica a NP. Sobre NP tudo que foi falado sobre LC. etc) Só isso vincula o título? Pela letra da lei não. protesto. se esse título for endossado. Para vincular o título além de mencionar no verso do título. ele está dando ao credor o direito de preencher. qualquer tipo de lançamento sem a participação do correntista. etc. Segundo a Súmula 387 do STF toda vez que o devedor emite um título em branco com lacunas. Aí a jurisprudência disse: essa NP está vinculada ao contrato de conta corrente e se o contrato de conta corrente não tem liquidez. Então a jurisprudência entendeu que o extrato de conta corrente não dá liquidez a execução fundada em contrato de conta corrente. você coloca a cláusula não a ordem. documento tal. (refere-se a compra do automóvel tal. tiravam extrato e ao invés de executar o contrato com o extrato. porque a vinculação de um título de crédito a um contrato. A jurisprudência entendeu que aquela execução não deveria prevalecer por falta de liquidez. vinculada de tal forma que perderia até a liquidez. a NP a ele vinculada também não tem liquidez. porque o banco faz os lançamentos de forma absolutamente individual sem a participação do cliente. se não tiver o endosso. tirava o último extrato juntava com o contrato e promovia a execução. já assentou entendimento através da Súmula 258 do STJ. de mora. serve como referência. Isso é uma posição exclusivamente jurisprudencial. você tem que pagar o título e depois correr atrás do vendedor. também se aplica às notas promissórias. a referência do negócio. ele jamais vai se desvincular da causa. para ele realmente ficar vinculado depende de alguns pressupostos: Como é que se pode vincular um título de crédito a um contrato? Coloca-se no verso da NP ou cheque. você vinculou o título. essa vinculação. então pegava o contrato de conta corrente. a LUG não fala nada de liquidez por contaminação do contrato. porque esta não é passível de aceite. para se vincular um título a um contrato em definitivo. e o cara não lhe entregar o carro. passou a exigir que os correntistas assinassem uma NP em branco.188 nota promissória pode alegar que não vai pagá-lo por não ter recebido o apartamento. que a NP vinculada ao contrato de conta corrente não tem liquidez. Essas decisões têm cunho mais social que jurídico. nem no novo Código Civil nem em lugar nenhum. basta olhar a cláusula não a ordem. Entenderam que a NP estaria vinculada ao credor de conta corrente. aval. Daí o banco esperto. se o título não pode ser endossado. Porque aqui sim. uma certeza de que a dívida é realmente aquela.

pode pagar de qualquer forma. Prova MP: Qual único título no Brasil que tem como origem obrigatoriamente a compra e venda mercantil. DUPLICATA: Amparo legal ( lei 5474/68 – legislação supletiva – LUG – decreto 2044 e novo código civil). acrescido de letras (A B C D) todas ligadas a uma mesma fatura. mas quando criaram a duplicata. ou sem o aceite de forma justificada. a resposta é a duplicata. Qualquer título pode representar a compra e venda mercantil. com cheque. posso emitir 5 duplicatas. Antes de existir a duplicata no Brasil. Se não existisse a duplicata. Posso criar um outro título de crédito para representar a compra e venda mercantil? Muitos dizem que “não”. vendeu 10 sacos de farinha para o comprador. que tem 10 dias para refletir se aceita ou não a duplicata. pode pagar com cheque. A correta interpretação do artigo segundo é a seguinte: Temos o vendedor (sacador). principalmente no pagamento parcelado o número da duplicata será um só. Vendi para ele 50 mil reais para pagar em 5 vezes. só a duplicata. a letra de cambio caiu em desuso. neste prazo tem que devolver a duplicata com aceite. O inverso é possível. O artigo segundo quer dizer que o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. É o que a lei está dizendo. ele só pode justificar a recusa do aceite alegando as matérias do artigo 8º da Lei 5474/68.Requisitos da Duplicata Artigos 6º e 7º . . uma duplicata só pode ter origem em uma única fatura. uma fatura pode dar origem a várias duplicatas. tem a fatura. Dificilmente caíra em prova NP. 3º da LUG. foi objeto de prova específica do MP. se o título for criado pelo comprador não há nenhuma restrição. Artigo 3º . A lei diz: no ato de emissão da fatura dela poderá ser extraída duplicata “não” sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do vendedor contra o comprador. embora não diga expressamente. segundo o artigo 2º da LUG. Qual é o único título que o vendedor pode criar com base nesta fatura? É a duplicata. O comprador pode pagar essa compra e venda com dinheiro. proibir a emissão de LC. Qual é o documento que dá origem a duplicata? É a fatura.189 já com assinatura do devedor principal. que hoje em dia está junto com a nota fiscal. qual é o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. Criada a duplicata. ela é apresentada ao sacado. ou a prestação de serviço? É a duplicata. Pode outro título representar a operação de compra e venda mercantil ou a prestação de serviço? A pergunta foi essa. Esse artigo 2º tem por objetivo vetar apenas a LC.Falam da apresentação da duplicata. só a vinculada a contrato. agora se a pergunta for: Qual é o único título que o vendedor pode criar com base na compra e venda mercantil? Aí sim. ele dá uma ordem para o sacado para pagar a ele mesmo ou ao beneficiário – art. Agora o comprador pode pagar com qualquer título (cheque normalmente). Esse artigo tem por objetivo claro. Pode uma duplicata representar mais de uma fatura? Não pode. eles utilizavam a LC. qual o outro título que o vendedor poderia criar para representar o seu crédito na compra e venda mercantil? A Letra de Câmbio porque nesta.

Cuidado: Cuidado com o artigo 23. não aplica o artigo 23. que também tem no CPC. ele terá razão porque não vai querer se vincular duas vezes ao título. obrigatoriamente tem que ter uma duplicata? Não. Importante: Saquei uma duplicata contra A. tributário. toda compra e venda tinha que ter duplicata. cobrava como imposto. tem que promover a ação judicial. era um documento fiscal. Antigamente a duplicata não era um título de crédito. Para Fabio U. prevista no artigo 36 do Decreto 2044 – Ação Judicial de Restituição de Títulos Perdidos ou Extraviados. O rol do artigo 8º é taxativo ou exemplificativo? Há duas correntes: Para Rubens Requião o rol é exemplificativo. levava a duplicata na inspetoria de fazenda e tinha que pagar o tributo e colocar o selo fiscal na duplicata. O saque da duplicata é facultativo. Quem aplicar o artigo 23 erra. Não existe mais o selo. com muito mais razão é de saque facultativo. e aí está o maior erro do artigo 23. Em razão do selo fiscal a duplicata era de saque obrigatório. A duplicata que é primeira via é de saque facultativo. se ele ficar na mão de terceiro de boa fé terá que pagar aos dois. Luiz Emídio e jurisprudência. você aceitou. Quando a lei diz: Obrigará o vendedor a sacar uma triplicata é mentira. ele esquece de dizer que a perda ou extravio da duplicata só pode dar origem ao saque da triplicata. chego para ele três dias depois e digo para o aceitante que perdi aquela duplicata. da época que a duplicata era de saque obrigatório. apresentei ele aceitou. era um título que servia mais ao fisco que ao próprio comerciante. o rol é taxativo. parágrafo 4º. porque não tinha ICMS. no valor de 100 mil reais. porque senão está obrigando o sacado a se vincular a dois títulos. ele não vai querer assinar de novo. Coelho. O artigo 9º . segundo o artigo l3.Fala do pagamento. ele fez o aceite. que só é aplicável as duplicatas sem aceite. Em caso de perda ou extravio da duplicata. da venda. sacava uma duplicata e tinha que ter o selo fiscal. a triplicata que é segunda via da duplicata. pois era obrigatório o saque. estou trazendo uma triplicata para você. Na compra e venda mercantil com prazo igual ou superior a 30 dias obrigatoriamente tem que ter a fatura.Com a cobrança do ICMS.190 O artigo 8º diz quando o comprador pode recusar o aceite. pois há sistema próprio de cobrança do ICMS. o valor do selo dependia do valor da duplicata. se a duplicata estiver sem o aceite e se ocorrer a perda ou extravio da duplicata com aceite. hoje a duplicata é de saque facultativo. Para o protesto da duplicata o prazo é de 30 dias após o vencimento. o saque da triplicata é facultativo. O artigo 23 é quase um equívoco em razão da legislação antiga. obrigará o vendedor a extrair a triplicata. Waldir Bugareli. . A perda ou extravio de duplicata com aceite não aplica o artigo 23. O saque da duplicata é facultativo ou obrigatório? Toda vez que tem uma compra e venda mercantil. seu saque era obrigatório. Artigo 23 – TRIPLICATA: O artigo 23 está todo errado do começo ao fim. Qual é a conseqüência de não protestar em tempo hábil? Perde o direito de cobrar. Fran Martins.

ou seja. Nós temos como se fosse uma LUG sobre cheque. que emite o cheque. ele tem a parte introdutória. ou seja. Lei 7357/85 e. Se os dois forem omissos a legislação subsidiária. que ele que cria. denominado beneficiário. é o credor. denominado eminente. O eminente. quando ela for omissa. DCI. em favor desse ou de outrem. segundo a jurisprudência. Tem muita gente que pergunta: Eu quero executar um cheque. eu preciso protestar? Depende. Então na verdade a legislação é a lei interna sobre o cheque. Então tem toda aquela estrutura que nós já vimos na LUG. ele é DCD? Não. é devedor principal. o Anexo I do Decreto 57595/66. Ele é DCI? Não. Em Genebra. devedor cambiário direto. Vamos identificar eles naquela regra que eu dei lá no começo de DCD. Essa é a nossa chamada lei interna sobre cheque. temos o Banco Sacado e temos o Beneficiário. tem o Anexo I e o Anexo II. Outro caso que não está no artigo 23 que pode dar ensejo a emissão da triplicata é a retenção indevida pelo sacado do título. a legislação supletiva é a legislação sobre letras de câmbio. na mesma época em que foi aprovada a LUG. A Lei de Genebra sobre o cheque é apenas o Anexo I. O cheque originalmente tem três partes: O Eminente. que é a LUG e o Decreto 2044/08. Então para cobrança judicial do eminente é dispensável o protesto. ele é credor. que pode ser chamado de Sacador.191 Em caso de perda ou extravio. devedor principal. que aí seria uma Lei Internacional. que é o devedor principal ou devedor indireto? Ele é DCD ou DCI? Ele é DCD. CREDOR. Ele é credor? . Eu pergunto: O Banco Sacado. o artigo 23 tem rol exemplificativo. para cobrar do DCD precisa protestar? Não. a falta de devolução. contra uma instituição financeira (Banco Sacado). é óbvio. porque ele é devedor cambiário direto. sacador ou subscritor. 19ª Aula – 13/12/2003 CHEQUE: Legislação Aplicável – Lei 7357/85. Esse Decreto tem a mesma estrutura da LUG. Foi incorporada pelo Direito Brasileiro pelo Decreto 57595/66. Você vai cobrar de quem? Você está executando quem? Está executando o eminente? O eminente do cheque é DCD. O beneficiário. também foi aprovada uma Lei Internacional sobre cheque. Conceito Doutrinário: É uma ordem de pagamento à vista e em dinheiro dada por alguém.

no valor de R$10. a pessoa para quem endossei. ela se formaliza com o contrato de conta corrente. Por quê? Por que ela não tem nenhuma relação jurídica com o banco.000.00. Ou o beneficiário pode fazer o endosso. Mas o que é também interessante falar sobre cheque? Se cair numa prova a sua função econômica e sua natureza jurídica. Questão de prova: Eu. Então só para vocês terem uma idéia. Só é devedor cambial quando o sacado faz o Aceite. Nós já tratamos do cheque pós-datado. que essa é a relação jurídica externa do cheque de natureza cambial. Ele vai pedir danos morais. e eu sou o credor. não tem nenhum vínculo jurídico o banco com o beneficiário.192 Não. Qual a natureza jurídica dela? Natureza contratual. A relação cambial do cheque é formada por apenas duas partes: O Eminente e o beneficiário. DCI ou credor? O DCI. Qual é a outra relação jurídica que existe no cheque? Uma relação jurídica contratual. Eu pergunto: Para essa pessoa te cobrar. Eu já havia alertado a vocês: sacado enquanto sacado. eu resolvo endossar esse cheque para ele. Esse sacado não é devedor cambial e no cheque não tem aceite. Então eu que era credor me torno devedor cambiário indireto e. ela é devedora principal. aí de beneficiário ele vai se transformar em endossante. Qual é a função econômica do cheque? Ele funciona mais como meio de circulação de riquezas? . jamais será devedor cambial. o novo credor. Em princípio é necessário o protesto. Então o Banco Sacado enquanto inscrição sacada. jamais será devedor cambial. vulgarmente pós-datado. Quando cair na prova. Podem surgir outras partes? Sim. O endossante e DCD. Nós já vimos numa aula anterior que existe. Então apenas lembrando. então ele jamais será devedor cambial. Existe aceite no cheque? Não. É novo credor o endossatário. pode surgir o avalista do eminente. há saldo. vamos imaginar a seguinte situação. estou emitindo cheque em favor de fulana. O Banco Sacado enquanto sacado.000.00. a pessoa emite um cheque a meu favor de R$1. Porém. Leonardo. Porém. Pode-se exigir um aval do cheque. por exemplo. Vejam que duas partes não se relacionam. o banco devolve o cheque alegando insuficiência de fundos. É a relação jurídica que nós chamamos de interna. Eventual ação cambial deverá ser proposta contra o eminente. Depois o eminente vai se virar com o banco. normalmente envolvendo cheque pós-datado. em princípio é necessário o quê para cobrar do endossante? O protesto. Ela deposita. ele é devedor cambial? Não. Então o Banco Sacado ele participa da relação cambial? Não. Pergunto: Ela pode propor uma ação cambial contra o banco? Não.

Hoje o cheque perdeu um pouco a sua natureza de circulação de riquezas. ele defende a segunda corrente. da letra de câmbio. portanto. de confiança. Por que o que é uma operação de crédito? É o gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. Naquele momento. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Emitindo um cheque em seu próprio favor. ou mero instrumento para retirada de fundos. mas ele classifica o cheque como um título de crédito impróprio. Então não é gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. ou é um mero instrumento para retirada de fundos ou uma forma de pagamento. visão de Pontes de Miranda. Tanto é que atualmente enquanto os outros títulos podem ter um milhão de endossos. Pontes de Miranda. Segunda Corrente – Defendida por Fran Martins: Para Fran Martins vai pelos mesmos caminhos. mas não documenta a verdadeira operação de crédito. Essa é a função econômica do cheque. Por quê? Está sendo uma operação de fidúcia com quem? Confiança com quem? Estou fazendo uma operação de crédito com quem? Com ninguém. com a conta no banco. o cheque pode ter apenas um. Quando é que o cheque vai ser um mero instrumento para retirada de fundos? Antigamente o cartão de banco era um luxo. Essa expressão goza de dinheiro presente por dinheiro futuro é muito utilizada por Pontes de Miranda. Falando em Pontes de Miranda. Por que não é título de crédito? Segundo o professor Pontes de Miranda a função do cheque é ser forma e prova de pagamento. defendida também pelo Paulo Restife: O cheque não é título de crédito. Para a primeira corrente. . aquele cheque. E o cheque tem natureza de ordem de pagamento à vista. A principal função econômica seria uma forma e uma prova de pagamento. ou é um instrumento de retirada de fundo ou é uma forma de pagamento. Natureza Jurídica do Cheque: São dez correntes: Primeira Corrente – Defendida por Pontes de Miranda. uma operação de fidúcia. eu Leonardo. o cheque se não é forma de pagamento. por força lá desde o Plano Collor. Ele não é um título cambial por excelência. O que é um título de crédito impróprio para Fran Martins? São todos aqueles títulos que a lei enumera como um título de crédito. Ele diz que o cheque é. Ele não foi feito agora para facilitar a circulação de riquezas. emitindo cheque em favor do próprio Leonardo. na visão de Pontes de Miranda. o cheque não é titulo de crédito. Ele funciona como forma e prova de pagamento. Só para lembrar. porque ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. segundo Pontes de Miranda? Não. segundo Pontes de Miranda não pode ser considerado um título de crédito. É um mero instrumento para retirada de fundos.193 Não. Só para os correntistas. poderia ser considerado um título de crédito cambial. O cheque não tem as mesmas características da nota promissória.

com duas testemunhas aquele próprio contrato serve como título executivo. Princípio da Autonomia). ou for utilizado para retirar saldo da conta. todos esses títulos que não documentam a verdadeira operação de crédito. Segundo Rubens Requião. Enquanto minha obrigação estiver só no contrato. Então. Terceira Corrente – Defendida por Rubens Requião.194 Mas ninguém pode negar que ao cheque. Você resolve exigir: “Quero três notas promissórias sua”. Observações: 1. quando pago uma conta qualquer a alguém e essa pessoa. Há necessidade para garantir o seu crédito de emitir notas promissórias? Não. que é contratual. uma obrigação qualquer. você tem como endossar o contrato? Não. . se o cheque não entrar em circulação.00 em razão da compra do carro. Vamos imaginar que eu estivesse comprando um carro com você. ele será ora uma simples forma de pagamento. Então não há necessidade nenhuma que você torne aquela obrigação. aquele cheque vai ter natureza jurídica de título de crédito. ele não terá a natureza jurídica cambial. somente quando o cheque é endossado. O que faz então? Você exigiu as notas promissórias e eu concordo. porque não existe endosso em contrato. Princípio da Cartularidade. quando entra em circulação. eles são chamados por Fran Martins de Títulos de Crédito Impróprios. E o meio para coloca-lo em circulação? Para colocar o cheque em circulação é o endosso. E o que isso acarreta? Quando eu me vinculo as notas promissórias. por exemplo. Ele diz que enquanto o cheque não entra em circulação ou ele será (vamos para a primeira corrente). são aplicáveis todos aqueles princípios do início que nós tratamos (Princípio da Literalidade. Para o professor Rubens Requião o cheque só será considerado título de crédito se entrar em circulação. ora um meio instrumento para retirada de fundos. Formalizamos um contrato em que eu me declaro devedor de R$15. Então eu me obrigo perante o credor nas três notas promissórias. eu estou assumindo o risco que você coloque essas notas promissórias em circulação. Então. um meio instrumento para retirada de fundos ou uma simples forma de pagamento. Enquanto o cheque ficar entre as partes originais. Nós resolvemos transformar aquela obrigação que era contratual em obrigação cambial.000. por que facilitou a circulação de riquezas.A convenção executiva o que seria? É mais ou menos o seguinte: Eu tenho obrigação com você. Aí sim. Então. Então. como prova o contrato. Porque eu já sou devedor. em transformar em obrigação cambial. endossou para uma Factoring. cuja principal finalidade é facilitar a circulação de riquezas. mas aproveitam todos os princípios dos títulos de crédito. Rubens Requião entende para que o cheque ser título de crédito verdadeiramente indispensável que ele entre em circulação. Nós fizemos a chamada Convenção Executiva. Por quê? Aí voltamos para a primeira corrente.

só é título de crédito quando você emite o cheque em favor de um terceiro. por isso que eu dei a primeira corrente de Pontes de Miranda. Se o cheque é emitido a favor do próprio Leonardo. isso prova que não ocorreu a novação. tem a compra e venda. vale Lei de Contrato. a causa de emissão do título. Ele vai endossar? Sim. Você pode comprar. pelo mero pacto executivo. de um termo.195 A partir do momento em que as partes fazem a convenção executiva. ou seja. se o cheque é emitido a favor do próprio emitente. Não importa se ele endossou para um ou para outro. aquele negócio jurídico subjacente. não estou tendo confiança. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Tinha que emitir um cheque em favor do próprio emitente. automaticamente eu solucionei. nunca é a relação jurídica original. ele está ciente que aquela cambial pode entrar em circulação. Ele então entende o seguinte: O cheque emitido em favor do próprio emitente não é título de crédito. Se ele for emitido em favor do próprio emitente. A visão dele é bem simples. . a partir do momento que se resolve vincular a uma cambial. Você só poderia sacar na sua agência. 2) A partir do momento que ele endossou o título e eu paguei esse título. Na verdade. Eu peguei muito no banco. que é a assinatura do título. quando trabalhei em banco. ou seja. eu cumpri minha obrigação na compra e venda do carro. Entre as partes originais. ou seja. não pode ser considerado título de crédito. fazer um empréstimo. não tem obrigação de crédito. Por isso que muita gente pergunta: Qual é a causa de emissão do título? Você vai buscar isso na relação jurídica. Perante o terceiro. não estou tendo gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro com ninguém. Quarta Corrente – Defendida por Luís Emídio. a obrigação cambial não extinguiu a obrigação de natureza contratual. O Luís Emídio entende que o cheque só é título de crédito quando é emitido em favor de um terceiro. A causa de emissão do título é o Poder Executivo. isso nós chamamos de Convenção Executiva. Porque entre as partes originais é o que eu falei da teoria dúplice. ele será um mero instrumento de retirada de fundos. lá no início. pode formalizar tudo através de um contrato. isso vai resolver aquela causa. 1) Nunca ocorre a novação pela mera convenção. as pessoas não tinham cartão. Independente que se entre em circulação. Então as partes originais vão poder ser discutida a compra e venda do carro? Sim. é a Convenção Executiva. Basta você emitir um cheque em favor de um terceiro e ele já é considerado um título de crédito. não estou tendo fidúcia. o devedor resolve se vincular a uma cambial. Serve como prova que cumpri minha obrigação. não precisa circular. Isso é convenção executiva. o que vale simplesmente é a convenção executiva. É aquela história do começo. através do endosso. prestar um serviço. independente. a compra de um carro e assinamos a nota promissória. por que fica mais fácil depois entender o resto. Era assim que sacava. É aquela história. Hoje em dia tem o cartão.

não um requisito para ser título de crédito. Porém. ele não perde a natureza de título de crédito. pode existir ou não. Então a efetiva circulação é apenas uma característica do título. pode ser endossado. se elevado a um requisito para ser título de crédito. O endosso é uma declaração cambial sucessiva. OBS: Na prática. A letra de câmbio é quase igual o cheque. eu cheguei a mencionar que só iria ser título de crédito se tiver endosso? Eu falei isso? Não. Como não podemos discriminar o cheque? Ele dá como exemplo outros títulos. Então mesmo que título não seja endossado.Nesse caso.196 Não se esqueçam que o cheque também é um título internacional. e eventual. Como assim? Por quê? Ele fala que nós não podemos discriminar o cheque. Mesmo que não entre em circulação e mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. não muda coisa alguma. O que tem que ser verificado é que o título em regra. três partes (sacador dá uma ordem para o sacado para pagar o beneficiário). Eu falei que na letra de câmbio. o cheque é título de crédito. existem outras correntes. Então o endosso não pode ser trazido. Então por que o cheque perderia natureza de crédito quando beneficiário e sacador são as mesmas pessoas? Os outros títulos não perdem. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. Quinta Corrente – Defendida por Waldirio Bugarelli. Por que logo o cheque vai perder? Vai se transformar em instrumento para retirada de fundos? Não. ou quebrar o cartão. em todos os países. Nesse caso. Ele diz que o cheque é sempre título de crédito. tem lá no Irã. De repente lá o cartão é um luxo. As demais correntes são alienígenas e eu não vou citar. dá uma ordem para o sacado. Portanto. Não é possível isso na letra de câmbio? Sim. Ele aproveita e dá uma “sapatada” no Rubens Requião. mesmo que não entre em circulação. Algum título que nós tratamos. após a existência do título. a existência do endosso. que é o vendedor. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. para pagar ao próprio sacador. . sacador e beneficiário serão a mesma pessoa. você passa um cheque a seu próprio favor e saca no caixa. Na duplicata o sacador. ou seja. A duplicata perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. então ele pode ser considerado um instrumento para retirada de fundos. Diz que o endosso é requisito para ser título de crédito. que também é possível que o sacador dê uma ordem para o sacado para pagar ao próprio sacador. que é o comprador. Pode acontecer também de se perder o cartão. o cheque sempre será título de crédito. ele pode facilitar a circulação de riquezas. Nesse caso. a letra de câmbio perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. mesmo porque ele é eventual. Na hora da prova se cair uma questão sobre cheque deve mencionar a natureza jurídica do cheque dizendo que é controvertida e citar as cinco correntes (existem mais).

Podem perceber que o carimbo do caixa quando ele carimba o cheque. Eu digo que garanto que terá saldo. o cheque visado só permanece com essa característica. vou não banco (o cheque visado está no artigo 7º da Lei interna). Só que não dá para andar com R$ 50. Para quê? Se aquele cheque for extraviado. só pode ser descontado. só pode ser depositado. Ele está dizendo para todo mundo ouvir que aquele cheque tem fundos.00. Ele só é descontado via câmara de compensação. que varia de acordo com o valor do cheque. ela pode ter a certeza absoluta que aquele cheque tem fundos. respondendo por isso.00 reservado para quando o cheque fosse depositado. o “viso”. O valor é de R$ 50. Ele pega o cheque e dá um carimbo: “Cheque Visado”. pode ver que ele vai ter as duas linhas paralelas e entre as linhas paralelas terá o nome do banco. Ela diz que quer dinheiro. apresentado nesse banco. Chego no banco com o cheque todo preenchido e digo: “Senhor gerente. O cheque cruzado evita que o cheque seja descontado no caixa. tem que ser depositado.000. “A” não confia em mim.000. Deixava os R$ 50.00. mas tem um teto. Vou comprar o carro de “A”. É uma das poucas vezes que o banco assume obrigação com o terceiro. diz a beneficiária que esse cheque tem saldo”. Tirava da conta do emitente o valor. os R$ 50.Cheque Cruzado: O que é cheque cruzado? Quando você cruza o cheque.197 TIPOS DE CHEQUE: 1. durante o prazo de apresentação. mas em razão da sua declaração de que aquilo tem fundos e se não tiver. ele não pode ser sacado. só pode ser utilizado via Unibanco. Vai ter lá a relação dos cheques que foram extraviados e aí se toma a providência cabível. Então. Aí quando eu entregava para ele o cheque visado. O gerente irá baixar o extrato e verificar que tem saldo. É claro que antes de tudo irá cobrar uma tarifa. não adianta. ele agiu com no mínimo de culpa. Imediatamente tira uma xerox do cheque. qual a conseqüência? Ele tem que passar pela câmara de compensação. E se o cheque não for depositado? Aquele dinheiro vai ficar bloqueado para o resto da vida? Não. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias se for na mesma praça ou sessenta dias se for praça distinta. E o cheque com cruzamento especial? Cruzamento especial é o seguinte: Você cruza no meio do cheque e coloca entre as linhas paralelas o nome do banco. 2. quando é colocado o nome do banco entre as linhas paralelas. maior o valor. Normalmente nesse tipo de transação a pessoa quer dinheiro. nesse caso.Cheque Visado: O que é o cheque visado? É o seguinte: Vou comprar um automóvel.000. quanto maior o cheque. Ele tirou o dinheiro da conta. Não uma obrigação de natureza cambial.00 hoje em dia. Então “A” não aceita o pagamento em cheque. Como é que eu vou garantir? Eu pego o cheque.000. porque diz não saber se terá fundos o cheque. .

mas o carro era clonado. Mesmo que o cheque seja sustado durante o prazo de apresentação. é garantia de fundos. não traz limites para o valor do cheque viagem. Pega a numeração. e o “A” ficou todo bobo. banco local. onde essa emenda foi criada. e aí essa é a posição pacífica hoje na jurisprudência. você desconta num banco local. o UNIBANCO. O cheque visado não é garantia de pagamento. Essa orientação veio prevalescer durante os anos e passou por herança para o STJ. mas é norma interna do Banco Central. Normalmente o banco faz de dez. Ele sabe que minha conta é do Rio de Janeiro. Só que o STF estava errado. Ele sabe que tem que segurar aquele dinheiro por sessenta dias. Está lá: “Local de emissão: São Paulo”. Qualquer banco que trabalhe com cheque viagem e desconta esse cheque. tem uma outra parte que você vai também assinar. e o próprio Supremo Tribunal Federal reformou. Logo em seguida eles foram devidamente esclarecidos. você vai até lá e diz que quer comprar dois mil dólares em cheque viagem. vinte ou cinqüenta dólares. Por quê? Porque o viso é garantia da existência de fundos. que não é possível sustar o cheque visado. Em 1975. que você vai dizer o valor. só que em reais. Pode ter. cheque visado “tranqüilo”. aquele cheque não foi depositado. Então cada cheque viagem daquele valerá cinqüenta dólares. . Questão interessante – Emiti o cheque para “A”. e o banco emitirá tipo um talonário com um monte de cheques. o que o banco fará com aquele dinheiro que estava retido? Vai disponibilizar novamente na conta do emitente. para evitar e não ser aceito. o STF entendeu que não. É possível sustar um cheque visado? Já dei o exemplo indicando o caminho. O cheque visado pode ser sustado. No momento em que você vai utilizar o cheque.198 O gerente do banco sabe se é mesma praça ou praça distinta. Eu só vi de cinqüenta dólares até hoje. Liguei para o banco e peço que suste o cheque. você vai direto em um banco local.Cheque Viagem: O que é cheque viagem? Ele funciona da seguinte forma: Vamos imaginar um banco. Então para você evitar constrangimento. os Ministros. que o cheque visado pode ser sustado. ele fará a conferência da assinatura. É obrigação do banco segurar o dinheiro durante o prazo de apresentação. Então de cinqüenta dólares. O viso não é garantia de pagamento. dizendo que não. e nesse momento que o beneficiário. No UNIBANCO. O que você irá fazer? Quando você recebe. Por isso que todo cheque viagem tem já na sua emissão a assinatura do portador. 3 . modificou a sua jurisprudência. que trabalha com isso. Você leva aquele talonário em uma loja e compra com o cheque. porque ele tirou xerox do cheque. OBS: Na nossa lei. Normalmente. quem estiver recebendo. tem que assinar o cheque na parte superior. Mas o cheque já fica assinado? Não. Passados os sessentas dias. O que você fez? Você vai entregar esses dois mil dólares. embora muitas não aceitem. o banco ainda vai ficar com aquele valor retido. Eu recebi o carro. Então o cheque visado é um cheque que tem uma garantia absoluta de que há fundos dentro do prazo de apresentação.

pode ser roubado. estava com mandado de prisão. através de um procurador com poderes especiais. O cheque naquele momento foi desde logo. pode ser objeto de uma extorsão. A pessoa sabendo que o cheque visado pode ser sustado. Há alguma diferença do cheque administrativo? Há uma diferença. O cheque administrativo pode acabar sendo extraviado. Nós tínhamos alguns clientes que emitiam em determinadas épocas do ano. como as pessoas jurídicas. o presidente da pessoa jurídica. Procuração essa dada através de instrumento público. Ele pode sustar. pode sim. Normalmente são dois que assinam para pessoa jurídica. O próprio banco sacado que é o emitente. É humanamente impossível. Outra questão interessante sobre assinatura é a tal da chamada mecânica. Imaginem o administrador. O que é incabível no cheque administrativo é um outro instituto que eu vou falar. vamos dizer. Tínhamos a assinatura dos dois e. O que é chamada mecânica? Diz a Lei do Cheque que a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. Então o banco seria obrigado a pagar esse terceiro. Em todos esses casos. seria temerário dizer que o banco não pudesse impedir o pagamento. Em princípio pode até parecer que o cheque administrativo não possa ser sustado. ficar assinando mil cheques em um dia. Então no cheque administrativo sacado e sacador são a mesma pessoa. estava sendo procurado. O que é isso? Nós já tínhamos a assinatura dele. a nulidade de uma obrigação não contamina a outra. mas em princípio o cheque administrativo pode ser sustado. sustado pelo banco.199 Uma característica do cheque viagem é que o portador não precisa ter conta em banco para utilizá-lo. Vamos imaginar uma espécie de fraude contra o banco. através de um . substancial. É evidente que se aquele cheque tiver sido endossado em favor de um terceiro de boa-fé. 4 – Cheque Administrativo: Qual a característica do cheque administrativo? O próprio sacado é o emitente. mas vou dar um caso concreto que aconteceu: Estávamos no banco e de repente deu-se por falta de alguns cheques. O banco emite um cheque administrativo em favor de determinado cliente e aí chega a Polícia Federal e diz que esse cliente era um doleiro. ou seja. O banco emitiu o cheque e logo após descobriu a fraude. pode ser furtado. Então para esse tipo de cliente. aplica-se o Princípio da Autonomia. Qual diferença é essa? Esse cheque pode ser sustado? Todo mundo pensa que não. exige o cheque administrativo. eram fornecidos os chamados cheques com chancela mecânica. mil e quinhentos cheques para pagar funcionários. Alguns requisitos sobre a emissão de cheque Alguns requisitos são essenciais e outros não são essenciais. já digitalizada no banco. A polícia prende o indivíduo. Questão interessante que uma vez caiu em prova: Como é que vai emitir cheque se ele é analfabeto? Não tem nada de errado.

O banco paga ou não paga se existir fundos? Paga. E o que acontecia? Eles tinham um programa que fornecia. Hoje em dia é utilizado? É utilizado a chancela mecânica? Não. mas se tornou um requisito essencial pelo Plano Collor. em que não é necessário a identificação do beneficiário. É um contrato que se faz acessório ao contrato principal de conta corrente.200 determinado instrumento a folha de cheque que era impressa. Importâncias do Prazo de Apresentação: Por que estou querendo tratar isso com vocês? Agora vamos para a prática. bastava você preencher o valor. Só vai dar para pagar uma pessoa. e era em formulários contínuos. . Salvo os cheques até R$100.000. Apresentou no 45º dia.O banco só não vai pagar se o cheque já estiver prescrito. a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. Então o cheque já saía do banco com a assinatura. Então. O cheque. eu já falei com vocês. Um amigo meu teve o cheque devolvido porque esqueceu de colocar o nome dele como beneficiário. Pagavam os funcionários assim. ou seja. de C R$ 900. Endosso em preto é aquele que identifica o endossatário. C. Qual é o prazo de apresentação? Trinta dias. de B R$ 900. D. OBS: Outra anotação interessante sobre o cheque é que no cheque só é possível um único endosso.00. o nome do beneficiário não é requisito essencial. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu tenho na minha conta R$ 1.00. Emiti um cheque na mesma praça em favor de A. um cheque assinado em branco. E mais. OBS: A outra questão é sobre a data de emissão. todos recebiam com aquele cheque de chancela mecânica.00. porque hoje qualquer empresa disponibiliza para os seus funcionários uma conta-salário e nessa conta-salário tem aquele cartão que só serve para sacar naquela agência. pela lei. Formavam-se aquelas filas para receber. Ela não apresentou o cheque dentro desse prazo. pela lei que instituiu o Plano Collor (Lei 8021 e Lei 8088/90).00. não era em talão. endosso em preto. Em favor de A R$ 700. pegavam aqueles formulários e levavam. O que o banco vai fazer? Vai pagar qual? Ou nenhum? Ele paga o cheque com data mais antiga e depois. Ficava em caixa forte. Já saía impresso o valor certo. É um perigo. Nós já vimos isso.00. vai pagar o de menor numeração. B. Cheque – Vamos imaginar cheque na mesma praça. A data de emissão do cheque é requisito essencial. Não vai dar para pagar todo mundo. Vários cheques emitidos em favor de A.00 e de D R$ 600. Os quatro cheques foram depositados no mesmo dia. apresentou o cheque após o prazo de apresentação. já vinha à assinatura deles digitalizada. se forem da mesma data. eles já colocavam o nome do beneficiário e o valor. Na época em que o cartão era um luxo. Então o nome do beneficiário é essencial. Quando alguém fosse buscar. colocava no computador. estava sempre com seguranças.

que ele já pode ser exercido. E nessa mesma data o cheque foi devolvido. Só que a jurisprudência entendeu o seguinte: A partir de que momento já restou violado o direito? O direito de receber? Dez de fevereiro. a partir de quatro de março. mas onde o cheque foi emitido e. desde dez de fevereiro. Primeira importância: É porque o termo final desse prazo é o termo do prazo prescricional. Pela lei. é a partir desse momento que começa a correr a prescrição que será de seis meses. Daí vai começar a contar os seis meses de prescrição. mais sessenta dias. vai ser em dez de agosto. Então muita gente pensa que a prescrição do cheque é contada da data de emissão. . A partir do 30º dia. Então o prazo prescricional contaria de março. Se dentro do prazo de apresentação o cheque foi apresentado e devolvido. último dia para apresentação. Você já pode tentar executar esse cheque na vara cível. acho que é o artigo 59 da Lei Interna. Então se contam os trinta dias. o banco assim mesmo paga? Sim. é do final do prazo de apresentação. Então no dia quatro de setembro estaria se operando a prescrição. STJ e STF? Vamos imaginar que o cheque tenha sido depositado. Então se o cheque foi devolvido dentro do prazo de apresentação. Qual são as importâncias do prazo de apresentação? Estou tratando desse assunto porque se o cheque é apresentado após o prazo mesmo assim o banco paga. salvo engano. Vamos traduzir: O que estou querendo dizer? Emiti o cheque hoje. é data de devolução que começa a contar o prazo prescricional. Isso é jurisprudência. não é da data de emissão do cheque. foi até prova certa vez na Escola de Magistratura. é a partir dessa data que você começa a contar os seis meses da prescrição. dia primeiro de fevereiro. Não. Só o que a jurisprudência já sedimentou. qual o prazo. o cheque não foi apresentado. Então para que serve o prazo de apresentação? De trinta ou sessenta dias? Eu já expliquei o que é mesma praça e o que é praça diferente. até no guichê do caixa. Isso diz a lei claramente. Então pode ser seis meses mais trinta dias. A prescrição não será em quatro de setembro. se desrespeitado o prazo de apresentação. Isso é o que diz a lei. contam-se então os trinta dias para apresentação do cheque. adotando o Princípio da Literalidade. quatro de março. isso só existe na jurisprudência. no dia dez de fevereiro. Isso não está na lei. ou seis meses. apresentado. Tem uma ressalva feita pela jurisprudência. dependendo se o cheque é da mesma praça ou de praça diferente. a partir de qual momento vai contar o prazo prescricional desse cheque? A partir de dez de fevereiro? Não. Começa a contar o prazo da prescrição a partir do momento que há violação ao direito. Isso é a lei. afinal de contas. O que deve ser levado em consideração não é onde o cheque vai ser depositado.201 Então. Então a jurisprudência sedimentou. A questão interessante é a seguinte: Data de emissão.

o prazo de seis meses. Para fins de prova. Por quê? Se ele apresentar esse cheque. porque fui caixa. o devedor principal (DCD). sempre teria que ser contado aqui. Porém. nem no Decreto 57595. Mas quando ele apresentar o cheque após o prazo de apresentação. e não tem mesmo que saber. em lugar nenhum. temos o endossante que é DCI e tem o credor. Ela endossou em favor de B. isso não existe para fins de prova. Que regra é essa? No cheque não há necessidade do protesto. Qual é a segunda importância do prazo de apresentação. o banco vai dar aquele carimbo “Cheque devolvido”. por exemplo. sustação. OBS: E essa questão da reapresentação? Esqueçam. já vimos hoje? Eu falei. Dentro do prazo. qualquer que seja. Emitente. Essa questão de reapresentação é uma regulamentação interna do Banco Central. o cheque visado. O que diz a Lei? Que protesto do cheque pode ser substituído pela declaração do banco que o cheque foi devolvido. Promotor sabem. você vai receber e ponto final. ou seja. O que é imprescindível para cobrar do DCI? O protesto. isso não existe. Então pela lei. Ele recebeu. se não tiver saldo. ou outro qualquer. após o prazo de apresentação se tiver saldo na minha conta ótimo. se ele depositar só no dia vinte de abril. O cheque devolvido uma vez. devedor principal. e o que é imprescindível? Que ele apresenta aquele cheque durante o prazo de apresentação. Como o banco declara que o cheque foi devolvido? Com o carimbo: “Cheque devolvido”. Eu sei quando pode ser reapresentado e quando não pode. (trinta ou sessenta dias). emitir primeiro de fevereiro. essa reserva foi positivada na lei interna. você já pode executar. ele perdeu o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. O cheque tem uma regulamentação própria. O Brasil utilizou uma das reservas no anexo II do Decreto 57595 e. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu emiti o cheque em favor de A. Por quê? Porque não está na lei. porque nem Desembargador. Então olha o que é importante: Temos então. O cheque visado só permanece com o viso durante o prazo de apresentação. Ele vai ser o novo credor e a endossante será DCI. Segunda importância: A segunda importância do prazo de apresentação nós vimos hoje. não há necessidade. Vocês não tem que saber. e nós. e tinha que saber.202 A lei fala em seis meses a contar do término do prazo de apresentação. eu sou DCD. Então aquele atestado do banco (a Lei fala em atestado) de que o cheque foi devolvido já substitui o protesto. Ele só vai poder executar o devedor . por qualquer motivo. Terceira importância: Essa eu acho efetivamente importante. porque o viso do cheque só perdura durante o prazo de apresentação.

Ou um ou outro. Ao passo que se ele tivesse depositado o cheque. Apresentou o cheque após o prazo de apresentação. apresenta o cheque no banco no dia (20/12/03). Ela só gera efeitos após o prazo de apresentação e é definitiva. Por quê? O cliente não sabe. e sustação é aquilo. Muita gente perde aí. Posso atestar para vocês que o gerente não sabe disso. dentro do prazo de apresentação. cujo sinônimo é revogar (revogar o cheque ou contra ordem) e a sustação. contra ordem é isso. O banco está errado. ele não depositou ainda. Nunca ninguém viu a cartilha. ou seja. OBS: Ainda dentro da importância do prazo de apresentação. para assegurar o direito de cobrar de todos os dois DCI’s é imprescindível que o cheque seja apresentado dentro do prazo. De repente. esse cheque sendo para o dia primeiro de fevereiro. no dia (15/12/03) dou uma contra ordem. Mesmo quando o cliente pede uma contra ordem. mas é como funciona. Vou dar a seguinte situação: Emiti o cheque hoje (13/12/03). em favor de A. o cheque foi depositado (20/12/03). Ele ouviu dizer que é contra ordem. Então contra ordem é uma coisa. ele vai poder cobrar tanto do emitente do cheque. contra ordem e sustação é a mesma coisa. O que eu fazia? Sustava. passaram-se três a quatro dias. Então a revogação é definitiva. só gera efeitos. Por que definitiva? . Qual a natureza jurídica do cheque? Ordem. já perdeu o direito de cobrar dos DCI’s. O que acontece? A revogação também chamada de contra ordem. Então na verdade. Pergunto: O banco vai pagar? Emiti o cheque dia (13/12/03). no dia dez de fevereiro ele depositou. até uma afasta da outra. O que acontece? Existe uma diferença significativa entre dar uma contra ordem no cheque.203 principal. eu me arrependi e liguei para o banco e dou uma contra ordem. como também poderá cobrar da endossante. nem gerente de banco sabe. E a revogação é sinônimo de contra ordem. O gerente do banco sabe disso? Não. Se o cheque estiver revogado não pode ser sustado e vice-versa. ele sempre faz uma sustação. sustação é outra. com aquele carimbo do banco. aniquila o cheque depois de expirado o prazo de apresentação (trinta dias). Ele deposita o cheque. São coisas completamente distintas e. Se o cheque for devolvido. Então. Então se o cheque for depositado dia 13/01/04 o banco já não pagaria mais. O banco vai pagar ou não vai? Vai pagar. Então. ele nunca dá uma contra ordem. Na minha época de banco quando pediam para dar uma contra ordem no cheque. emiti o cheque (13/12/03). só impede o pagamento. ele quer que não seja pago o cheque. ou seja. dei a contra ordem no dia (15/12/03). porque eu não sabia a diferença. mesmo porque no computador do banco.

Então se eu der uma contra ordem no cheque. Liguei hoje e sustei. das importâncias do prazo de apresentação e vamos falar agora de renovação e sustação de cheque. o banco já não paga. aí aquele cheque pode ser depositado. o cheque vai estar valendo durante o prazo de apresentação. emiti o cheque hoje. não paga agora não”. Não cabe ao banco avaliar se é ou não é importante a razão invocada pelo emitente do cheque. Numa primeira interpretação poderia parecer que esta justa causa teria que ser dada ao banco. ele vai sustar ou revogar o cheque quando a pessoa solicitar. e pode ser o motivo mais absurdo possível (o banco não é juiz). ela pode ser até cancelada. depois eu dou uma contra ordem. Agora. Na sustação é como se estivesse falando para o banco: “Banco. Então. Eu posso sustar o cheque hoje. Mas. se eu quiser que ela pague novamente. Continuação da primeira aula: Falamos do cheque. ou seja. por isso é mais efetiva. A qualquer momento eu posso cancelar aquela sustação. se o cheque for depositado hoje. e a ordem vai ser efetivada.204 O cheque é uma ordem. apesar de usar expressões diferentes. Ele perde a natureza executiva? Não. dando ordem para pagar o cheque. Realmente. Se eu der uma contra ordem. Cabe executar esse cheque? Ele acaba apenas para o banco. Eu dou uma ordem de pagamento para pagar valor “tal”. Se eu quiser modificar. A sustação é sinônimo de oposição ao pagamento. independentemente da sua interpretação (do banco) do que é ou não é justa causa. já era. REVOGAÇÃO E SUSTAÇÃO DE CHEQUE: A lei interna que trata de revogação e de sustação diz que tanto para revogação como para sustação. ela tem que informar o motivo. Eu dei uma ordem para o banco para pagar aquele cheque. Neste caso o banco vai poder pagar. é entre emitente e beneficiário. com o banco é que desaparece. Por que a relação se estabelece com o banco? A relação cambial é com o banco? Não. independentemente do motivo que você alegar. o cheque acaba? Acaba para o banco. OBS: Tanto a contra ordem quanto o sustado podem ser executados. A sustação gera efeito imediato. quando a pessoa vai sustar ou revogar o cheque. Não quer acabar com o cheque. eu tenho que dar uma nova ordem. Mas depois: “Espera aí. o que vai impedir o mero pagamento é a sustação. Isso só vai acontecer depois de expirado o prazo de apresentação. Essa relação jurídica cambial contínua íntegra. não paga agora não”. Porém a sustação. Como na contra ordem é definitivo. . como é mera oposição ao pagamento. e uma nova ordem é um novo cheque. der uma contra ordem amanhã. só quer impedir o pagamento naquele momento. o cheque acabou. ela diz que para sustar ou revogar o cheque tem que haver justa causa. depois ligo para o banco desfazendo a sustação.

O cheque vai poder ser executado. O sujeito sustando ou revogando. que é sempre citado no STF no que tange ao cheque. A interpretação não para por aí. que foi vítima de um estelionato e etc. Outra questão sobre revogação e sustação (está na lei): Vem dizendo que só pode revogar. o que importa é no momento da prova. neste caso é força maior. o credor e o endossante. Na prática isto daria muito problema. A contra-ordem só pode ser feita pelo emitente. que teve extraviado. Eu poderia pedir para o “X” sustar o cheque. Uma declaração do emitente já pode suprir. não importa o problema que daria na prática. Segundo Paulo Restife portador legitimado pode ser o credor que perdeu. A resposta teria que ser fundamentada da seguinte forma: Segundo Paulo Restife também é parte legitimada para sustar o cheque. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO INDEVIDO (Enriquecimento Sem Causa): Em títulos de crédito nós temos duas espécies de devedores: * Devedores cambiários diretos * Devedores cambiários indiretos. E a sustação? A sustação pode ser dada pelo emitente ou pelo portador legitimado (portador legitimado em princípio é o credor beneficiário). e sendo força maior a pessoa não paga tarifa. Como é que ele vai provar no banco que ele foi o beneficiário do cheque (para sustar)? Com uma declaração do emitente.205 Quando a pessoa vai sustar um cheque ela é indagada do motivo pelo qual quer sustar o cheque. que eu quero sustar o cheque porque eu estou com “dor de cabeça”. mas através de embargos à execução. OBS: Justa causa é um conceito jurídico altamente subjetivo. Segundo Paulo Restife o endossante também é parte legítima para sustar o pagamento. O emitente então vai alegar novamente aqueles motivos. mas se eu tiver algum contrato ou alguma forma de prova que tenha menção do cheque. Quem vai decidir se aquilo é ou não é justa causa é o juiz. pois o gerente não iria sustar numa “boa” ele iria entrar em contato com o emitente (correntista). só ele pode dar a contra-ordem. então. isto tira a executividade do cheque? Não. No entanto. mas para não pagar a tarifa. eu posso ir ao banco e sustar o cheque. só o emitente do cheque pode dar a contra ordem. a pessoa deve levar a cópia do registro de ocorrência ao banco. . Devemos verificar no livro do Paulo Restife esta questão de portador legitimado. por exemplo. eu descobri antes que “Y” descontasse o cheque. Porém. Situação: “X” emitiu um cheque de 5 mil reais em meu favor. O funcionário do banco vai ter que sustar o cheque. Ele quem deu a ordem (emitiu o cheque). Se o cheque for sustado por motivo de roubo. pois não cabe ao banco julgar a relevância da razão invocada pelo correntista. Na prova nós devemos fundamentar com base no Paulo Restife. Por ser altamente subjetiva esta questão de justa causa vai acabar parando no Poder Judiciário. Eu posso alegar. e “Y” me aplicou um golpe (estelionato) e eu acabei entregando o cheque para “Y”.

em geral. Com o artigo 48 do decreto 2044/1908 foi introduzida no Brasil a ação de locupletamento. Mas ele pode também perder o direito de cobrar do devedor cambiário indireto pelo fato de apenas não ter protestado em tempo hábil. de iniciar o processo de execução. O que é a ação de locupletamento? Por vezes. 16. pela ausência de protesto. Já com o devedor cambiário direto. O credor perdeu o direito de crédito ou ainda conserva o direito de crédito. 10. que é o principal. 5. ter excedido o prazo. primeiro começa-se a discutir. prescreveu a duplicata ou o cheque ou a letra de câmbio ou a nota promissória. o sacador ou aceitante fica obrigado a restituir ao portador com os juros legais. A outra previsão está no decreto 57663. Aquele direito de crédito ainda pode ser cobrado através de outros mecanismos. em qualquer hipótese que o credor tenha perdido o direito de executar os devedores. pois não é só isso não. pela prescrição. A gente nuca lê o anexo II. nós costumamos abordar ação de locupletamento só tendo como base a prescrição. 17. Em geral. ele ainda pode cobrar? Para o professor Rubens Requião não conserva. o direito material é conservado. a única causa que exclui a sua responsabilidade é a prescrição. pois as regras estão no anexo I. 7. 19 e 20 do anexo II. não tem nada a ver com prescrição (apenas não protestou em tempo hábil). Artigo 48 do decreto 2044/1908. 15. Mas devemos ficar atentos. exemplo.Sem embargo da desoneração da responsabilidade cambial. Só que o Rubens Requião neste ponto ele é isolado.206 Por qualquer problema ou qualquer falha você acaba perdendo o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. ausência de apresentação e etc. O entendimento amplamente dominante é que com a perda da ação cambial perde-se apenas o direito de executar. 9. pelo menos em tese. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO: Qual é a base legal para propor ação de locupletamento? O primeiro artigo é na legislação de 1908. O Brasil adotou as seguintes reservas: 2. a soma com a qual se locupletou à custa deste. por exemplo. 13. ou seja. etc. na duplicata faz com que o credor perca o direito de crédito. Prescrita a ação cambial. A prescrição. 6. 3. Fala em desoneração da responsabilidade cambial. Ele perdendo o direito a ação cambial. . Então. É o artigo 48 do decreto 2044/1908. logo. Esta previsão está no artigo 15 do anexo II. só que é o artigo 15 do anexo II. A ação de locupletamento é cabível. o portador do título perde o direito à ação executiva. não caberia contra o endossante. ou seja. Caberia ação de locupletamento contra o endossante? No artigo 48 fala “sacador ou aceitante”. pode perder o direito de cobrar de todos eles em razão da prescrição. ou pela violação de alguma outra norma cambiária. Vejam que não fala em prescrição. Pode ser pela prescrição. Ex: Não protestar por falta de pagamento. etc. ele perde o direito à ação cambial.

Como regra. que é uma presunção relativa (iures tantum) de que o . Não basta que um tenha enriquecido. Pelo decreto 2044/1908 caberia ação de locupletamento contra o sacador ou contra o aceitante. e agora eu estou propondo uma ação de locupletamento. não há presunção absoluta de que o valor tem que ser exatamente o valor de face do título. contra quem enriqueceu indevidamente (sem causa). Só há de se falar em ação de locupletamento se você não puder propor a ação cambial (execução do título).Uma coisa é certa. Tem que ser o enriquecimento de um lado e o empobrecimento de outro. Tem que ser: Enriquecimento x Empobrecimento. A base legal é o artigo 48 do decreto 2044/1908 e artigo 15 do anexo II do decreto 57663/66. e todos na jurisprudência. 3º Requisito: Empobrecimento do credor. A previsão legal por enquanto é esta. quando é que se perde o direito de propor ação cambial? Normalmente a perda da ação cambial se dá pela prescrição. e pelo decreto 57663/66 no artigo 15 do anexo II é cabível ação de locupletamento contra o sacador. outra pessoa tem que ter empobrecido. em caso de prescrição. A segunda causa é pela ausência de protesto em tempo hábil (protesto intempestivo). Se ainda puder ser proposta ação cambial. Eu perdi o direito de ação cambial. no seu território subsistirá o direito de proceder contra o sacador que não constituir provisão ou contra um sacador ou endossante que tenha feito lucros ilegítimos. não pode ser proposta ação de locupletamento. Somente quando efetivamente não se tem direito à ação cambial. pelo que respeita ao aceitante que recebeu provisão ou tenha realizado lucros ilegítimos (enriquecimento se causa). No momento da prova tem que ser mencionado. Há uma previsão no novo código civil? Há. Necessariamente o juiz vai fixar essa minha indenização no valor do cheque (mil reais)? Ou o valor pode ser diferente? Nos dois artigos que mencionam não há qualquer regulamentação. O emitente do cheque era “X”.207 A reserva nº 15 diz: Qualquer das altas partes contratantes tem a liberdade de decidir que. ENRIQUECIMENTO E EMPOBRECIMENTO: Vamos supor que prescreveu um cheque no valor de mil reais. se enriquecerem indevidamente. Quando é que pode ser proposta a ação de enriquecimento sem causa? Requisito Nº 1: Perda do direito de propor ação cambial. A mesma faculdade existe. E se tiver somente o enriquecimento de um e não tiver o empobrecimento? Não basta. mas estas são as principais. Só pode ser proposta a ação de locupletamento contra quem locupletou. contra o endossante e contra o aceitante quando eles fizerem lucros ilegítimos. Porém existem vários posicionamentos. Quais são os requisitos para se propor ação de locupletamento?(isso é o mais difícil). 4º Requisito: Perda da ação causal. ou seja. 2º Requisito: Enriquecimento indevido da parte que se quer acionar (o pretenso réu da ação). Tem outras causas. Há uma decisão num determinado sentido. Esses três requisitos ninguém discute Existe um 4º requisito que é altamente divergente. ou seja. Essa é a base legal. e eu era o beneficiário.

E o título? O título é mais um documento. eu prestei um serviço e não recebi. Eu não descontei o cheque. A doutrina diz que: Se for possível discutir a relação jurídica causal (ou seja. isto não basta. Não há presunção nem para um lado e nem para o outro. você na verdade está discutindo a relação jurídica causal. eu tenho que provar isto. prescreveu um cheque. o valor todo. se houver somente o título. você está propondo uma ação causal. Agora. Neste caso está sendo discutida a relação jurídica causal. A quem caberia a prova de que não é aquele valor? Depende. O que aparece nos acórdãos? Aparece a seguinte ementa: Se prescrever o título. o porque ele emitiu o cheque) na verdade. eu tenho que fazer a prova de que o meu prejuízo foi superior a mil reais e o enriquecimento de “X” foi superior a mil reais. você não está propondo ação de locupletamento indevido. É isto que diz a doutrina. o “X” é que tem que fazer prova de que o enriquecimento dele foi abaixo de mil reais ou o empobrecimento foi abaixo de mil reais. Se não for feito prova nenhuma. Comumente nós percebemos que se. Há uma confusão de locupletamento indevido com ação monitória. então se diz para propor uma ação monitória. na maioria das vezes é uma ação que está sendo discutida a relação jurídica causal. não está sendo proposta ação de locupletamento indevido. centavo por centavo.208 valor corresponde ao de face do título (mil reais). Ex: O cheque. então eu ainda não recebi (o cheque é pro soluto e pro solvendo). 4º Requisito: Perda da ação causal. Se eu estou querendo mais de mil reais. O que é ação causal? É aquela que vai discutir a origem do pagamento. 3° Posicionamento: Por fim. A jurisprudência faz uma confusão muito grande. qualquer outra ação eles já chamam de ação de locupletamento indevido. Há uma confusão também com a ação causal. se for possível discutir a relação jurídica causal. . São raras as decisões neste sentido. tem que ser feito provas. por exemplo. Eu é que terei que provar tudo.(Por que foi emitido um cheque de mil reais? Foi uma prestação de serviço? Foi a compra de algum bem? Foi um empréstimo?). (Obs: 3 posicionamentos no TJRJ). se “X” quiser fazer prova de que não foi mil reais. 2° Posicionamento: Há um segundo posicionamento que diz que é de presunção absoluta. 1° Posicionamento: Quem quiser fazer aprova de mais de mil reais ou de menos de mil reais. Então. e que foi menos de mil reais. E a jurisprudência? A jurisprudência simplesmente ignora. ela confunde tudo. ou seja. mas na maioria das vezes não é ação de enriquecimento sem causa. Ex: O sujeito diz que não vai o pagar. porque o serviço foi mal feito e etc. ação de enriquecimento sem causa. É uma presunção relativa do valor do título. há um posicionamento que diz que não há presunção. Isto é somente a doutrina que fala. o ônus da prova cabe a quem alega. Se eu estou propondo uma ação dizendo que houve um enriquecimento indevido de “X” e um empobrecimento meu. Há uma presunção relativa.

Quando a gente se depara com: ação monitória ou ação ordinária em face de fulano. É um rito especial. Ação monitória é uma espécie de ação ou é simplesmente um rito? É um direito substantivo? Ela tem algum direito material a alegar? Ou ela pode alcançar êxito com relação a várias espécies de direito violado? Só existe uma causa para a ação monitória? Só cheque prescrito? Não. que perdeu o direito de ação cambial. por isso que nós chamamos de rito monitório. Fábio Ulhoa e etc. E a legitimidade passiva? Quem enriqueceu sem causa Quem pode enriquecer sem causa na relação jurídica cambial? . A jurisprudência simplesmente ignora esse requisito. Legitimidade Ativa: De quem é a legitimidade ativa para propor a ação? Do credor que não propôs a ação cambial... RITO: Qual é o rito da ação de locupletamento? É uma ação ordinária? De execução? O entendimento que prevalecia até algum tempo atrás é que era por via ordinária.”. A ação monitória. ela é apenas uma via pela qual você busca um outro direito. o ressarcimento pelo locupletamento indevido. Logo pode ser discutida. ela não criou direitos. não tem problema nenhum. como também é o rito ordinário. Só fala da perda da ação cambial. Paulo Restife. como também é o rito executivo.209 A prescrição de direitos pessoais ocorre em quanto tempo? Em 10 anos (eram 20 anos). como também é o rito sumário. A jurisprudência ignora esse requisito. pela via monitória ou pela via ordinária. Mesmo porque a emissão de títulos não causa turbação. A ação de locupletamento pode ser tanto pelo rito ordinário quanto pelo rito monitório. É um rito. qual é o fundamento jurídico? Qual é o direito substantivo que está sendo buscado? O locupletamento indevido. mas criaram a tal da ação monitória. Quem cita? Rubens Requião. primeiro porque não há previsão legal. No momento da prova deve ser mencionado que a doutrina ressalta que um dos requisitos para falar em ação de locupletamento indevido é a perda também da ação causal. Pode ser proposta uma ação de locupletamento pela via monitória? Pode. não fala em causal. Só pode ser proposta ação de locupletamento se não tiver direito à ação causal. Você está propondo uma ação de locupletamento pela via monitória ou pode propor uma ação de locupletamento pela via ordinária. ou seja. Ação monitória é um rito. No artigo 48 e no artigo 15 diz: “Com a perda do direito da ação cambial. não extingue a relação jurídica causal.

e então aplica a máxima de que o acessório segue o principal. se não há mais ação cambial. na verdade elas estão discutindo a relação jurídica causal. Ex: Nota promissória. Então. Será que pode ser proposta a ação de locupletamento contra esse endossante? Não. Outra questão: Já sabemos que a ação de locupletamento pode ser proposta quando se perder o direito de ação cambial.210 O sacador. Meu patrimônio está sem qualquer variação. o aceitante (artigo 15 do anexo II do decreto 576630) e o endossante. O avalista não é parte legítima para figurar no pólo passivo. Eu me enriqueci com este título? Não. na verdade não são ações de locupletamento. então não há mais a sua garantia (acórdão do STJ). A ação de locupletamento é mais complicada e mais rara do que parece. O aval é ato de mera liberalidade. Qual é o prazo de prescrição da duplicata contra o aceitante? Três anos. O endossante em princípio ele se enriquece com a prescrição do título? Não. . Não cabe em hipótese nenhuma. A regra é mais ou menos uniforme. pois ele deixou de propor a ação cambial contra o emitente no tempo previsto. porque inúmeras ações que nós vemos com nome de ação de enriquecimento sem causa nos tribunais. Existem doutrinadores que defendem que para que se proponha a ação de locupletamento contra o endossante não basta a mera apresentação do título. Eu endossei para ”Y” o título. Tem um acórdão do STJ recente que apenas ratificou a postura anterior. Isso dificilmente ocorre. A garantia do aval é em relação à ação cambial. E o avalista? Pode propor contra o avalista? Não. contra o sacador do título. Ex: Duplicata. (se “Y” me cobrar eu vou ter direito de cobrar de “X”). Ex: “X” emitiu um título para mim no valor de 10 mil reais. Você tem que provar que ele se enriqueceu de alguma forma. A data de emissão da nota promissória foi hoje 13/12/03. Qual é o proveito financeiro que tira o avalista? Nenhum. Passaram-se os três anos. OBS: O aval é uma garantia cambial. Existem alguns doutrinadores que defendem que para propor ação de locupletamento contra endossante tem que fazer prova de que ele enriqueceu de alguma outra forma. Vamos supor que o título tenha prescrito. entrou dez mil e saiu dez mil reais. Uma vez prescrita a cambial são desfeitas as suas garantias. O meu patrimônio não teve qualquer enriquecimento. Passaram-se os seis meses do termo final do prazo de apresentação (prescreveu o título). o acessório segue o principal (você não pode maneira nenhuma executar aquela garantia). Qual é o prazo de prescrição na nota promissória contra o emitente? Três anos. Se estiver prescrita a ação cambial. Não cabe a ação de locupletamento contra avalista. pois 99% das ações de locupletamento são propostas contra o emitente do título.

Acabou o estudo de títulos de créditos. porque a única previsão legal da ação de enriquecimento sem causa é a legislação do direito empresarial. acabou adotando uma posição que antes era minoritária. então. No artigo 206 parágrafo 3º. . Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? Torna o título exigível antes do vencimento. A letra de câmbio então só vai ser apresentada uma vez. Será que o novo código civil entendeu que a natureza da ação de locupletamento é de direito comum? Não. de acordo com o que se entendesse sobre a natureza jurídica da ação de locupletamento. Ele vai dizer então se aceita ou não. Com isto ele não vai poder apresentar para aceite. o beneficiário vai protestar o título. tudo isto dentro da mesma seara. com Paulo Restife. mas a lei não estabelece isto no requisito. direto para o pagamento. Como todas as ações cambiais prescrevem em 3 anos. inciso IV do novo código civil diz que a ação de locupletamento indevido prescreve em 3 anos. Mas esta posição do Paulo Restife está um pouco enfraquecida.211 Antes do novo código civil que prazo era este? Havia uma divergência enorme. O que é cláusula proibitiva de aceite (na letra de câmbio)? Ex: O sacador dá uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia ao beneficiário. Parte da doutrina. e. Eles entenderam que a ação de locupletamento é uma ação de direito comum. Isto tudo pode ser discutido numa única ação pode discutir tanto a relação jurídica causal como o locupletamento indevido. Antes desta data o que o beneficiário vai fazer com esta letra de câmbio? Vai apresentar ao sacado. Com protesto por falta de aceite. Neste caso não corre o risco de ter o vencimento antecipado. O artigo 206 parágrafo 3º. aí sim. Vencimento em 10 de março de 2004. Qual é a conseqüência do sujeito apresentar a letra de câmbio para o sacado para que ocorra o aceite. O legislador com isso aproximou a ação de locupletamento às ações cambiais. O único posicionamento firme é quanto à impossibilidade de cobrança do avalista. elas também prescreveriam em 3 anos. O sacador (sabendo disso) pode entregar a letra de câmbio e proibir o aceite. A posição que era minoritária acabou se tornando a posição da lei. e hoje prescreve em 10 anos. No momento da prova nós temos que dizer simplesmente que a perda da ação causal para a doutrina é requisito. Agora já há uma previsão no novo código civil. OBS: Cláusula proibitiva de aceite. Nós podemos continuar colocando que o STF e o STJ entendem que a ação de locupletamento tem a natureza de direito comum. Antes do novo código civil os direitos pessoais prescreviam em 20 anos. enquanto o Paulo Restife e outros autores sustentam que ela tem natureza de ação cambial. inciso IV vem expresso o prazo de 3 anos. A lei agora diz expressamente sobre o prazo de 3 anos. sendo uma ação de direito comum cai lá naqueles direitos pessoais. Vai dizer que “X” mandou que “Y” (sacado) me pagasse dez mil reais dia 10 de março de 2004. e o sacado recusar o aceite? Não tem conseqüência nenhuma. entendia que ela tinha uma natureza cambial. Mas o entendimento do STF e do STJ foi outro. O aceite na letra de câmbio é obrigatório ou facultativo? Facultativo.

e diz ao locatário que se ele quiser bem. este aceite é válido. o locador não teria outra alternativa a não ser aceitar a renovação. Se assinar que aceita pagar. e continuava investindo. quando o ponto já estava conhecido nas redondezas e o negócio indo bem. Aí já não pode mais recusar. que renova o contrato. Vamos supor que a pessoa alugasse um ponto comercial. ou seja. Depois de um certo tempo. Esta é a condição que o locador fez. ao que exerce a atividade (locatário) e não ao locador. e outra coisa é o ponto comercial. Começou a se pensar num modo de proteger o empresário desses abusos que os proprietários de imóveis submetiam os locatários. o aceite é válido. O nome correto desta cláusula deveria ser: Cláusula proibitiva do protesto por falta de aceite. não tem nenhum problema. então.212 O sacador pega a letra de câmbio entrega para o sacado e pergunta se ele vai pagar os 10 mil até o dia 10 de março de 2004. E a cláusula? A cláusula não é proibitiva de aceite? É o problema da nomenclatura. Este diz que aceita pagar. colocou o aceite. A cláusula proibitiva de aceite serve para que então? Se o sujeito não apresentou a letra de câmbio antes do dia 10 de março de 2004. Se ele disser que não aceita o credor não vai poder protestar. eles passam a ter o direito potestativo de renovar o contrato. A pessoa com 3 anos no ponto comercial já havia investido bastante e montado um restaurante. o locador diz que tudo bem. Isto quer dizer que se esta letra de câmbio for apresentada para ele e ele aceitar. e. se ele deixou para apresentar no dia do vencimento. pois ele aceitou (princípio da liberalidade. ou seja. Proibindo o protesto por falta de aceite esta cláusula evita o vencimento antecipado. CONTRATOS: LOCAÇÃO EMPRESARIAL (Artigo 51 e seguintes da lei de locações – Lei 8245/91). No dia 10 de março de 2004 ele vai ter que pagar. Nesse estudo chegou-se a conclusão com base principalmente na lei francesa de locações. O ponto é um bem incorpóreo que pertence ao empresário. mesmo com a cláusula proibitiva. Então o locatário ia e renovava a locação por mais 5 anos. Caiu uma questão na prova da magistratura perguntando se hoje em dia ainda é possível a cobrança de luvas. o locatário quer novamente renovar o contrato. Então começou a se pensar o seguinte: Uma coisa é o imóvel. o sacado pode dizer que não aceita. no instituto da renovação compulsória. A cláusula proibitiva de aceite não proíbe o aceite coisa nenhuma. no local deste ponto não era nada. São bens distintos. mas para que haja a renovação o locador diz ao locatário que este tem que “dar por fora” (pagamento de “luvas”) o valor de 50 mil reais. isto quer dizer que desde que os empresários preencham os requisitos que a lei prevê. . Isto muitas vezes significava a “ruína” completa do empresário. Para o locador seria compulsório. se não quiser. paciência. Hipótese: Antigamente existia a figura das “luvas”. e o negócio deu certo. pois este já está para vencer. O ponto é um bem incorpóreo e o bem imóvel é corpóreo. Esta cláusula na verdade proibiu o aceite ou o protesto por falta de aceite? O protesto por falta de aceite. Se ele o assinou se vinculou). Este é o objetivo. Só se vincula ao título quem o assina.

Se houver a tentativa de burlar a lei. Depois eu celebrei um contrato de mais 3 anos. Ex: “X” procurou “Y” que era dono de um imóvel que estava vazio. Foram 3 anos no início e depois mais 3 anos. O objetivo da disciplina jurídico da locação empresarial é tutelar o aviamento. e fecham mais um contrato de 3 anos. mas se ele ( “Y” ) conseguisse alugar o imóvel novamente era para “X” retirar as coisas dele de lá. para que “Y” o alugasse. “Y” fica fazendo jogo duro para ver se vai renovar ou não.Ele tem que estar no mesmo ramo de atividade 3 anos. e para que ele pudesse abrir um restaurante. e “X” saiu do imóvel. “X” pediu para que “Y” celebrasse um contrato de 5 anos. É uma das poucas espécies do chamado “contrato imposto”. ele verificou que “X” queria fazer um contrato de 5 anos. “X” tem um salão de belezas no imóvel (firma individual) e está lá há 3 anos. Qual é o objetivo desta proteção? É tutelar o aviamento.213 Isso mitigaria o princípio da autonomia das vontades. termina o prazo de 3 anos. Nisto “Y” resolve que vai deixar o imóvel alugado para “X” mesmo. Isto está muito ligado a teoria da preservação da empresa. pois neste caso os requisitos seriam preenchidos e o contrato seria renovado compulsoriamente. Neste caso eu já cumpri esses dois requisitos. e o contrato por escrito é por prazo determinado. Se estiver 3 anos ininterruptos no mesmo ramo preencheu o requisito. mas nem tirou as coisas dele de dentro do imóvel. “Y” sabe que se renovar o contrato de locação por mais 3 anos os requisitos já serão preenchidos. OBS: Eu fiz um contrato por escrito de 3 anos. “Y” diante das informações pensou logo em fazer um contrato com menos de 5 anos. O requisito que está na lei são 5 anos ininterruptos. Quando “Y” buscou informações. pois 3 anos mais 3 anos são 6 anos ininterruptos. porque depois deste tempo transcorrido. Requisitos: 1º. Ele chegou para “X” e disse que iria fazer um contrato de 4 anos e 11 meses. não foram ininterruptos. ACESSIO TEMPORIS: Imagine a seguinte situação: Estamos 3 anos no contrato. Passaram 3 meses e “Y” não conseguiu alugar o imóvel. porém. 2º. Depois dos .Só tem direito à renovação compulsória o empresário (locatário) que já estiver no imóvel a pelo menos 5 anos ininterruptos. A respeito deste tipo de contrato a jurisprudência diz que “Y” está de máfé. só se fosse por vontade dele mesmo.O contrato de locação tem que estar por escrito e por prazo determinado. Nesta discussão se vai renovar ou não. O sujeito (locador) é obrigado a contratar. Ex: Nos dois primeiros anos ele vendia pão. a jurisprudência aplicando o princípio da razoabilidade e da boa-fé nas relações de contratos (está no novo código civil) evita esses tipos de fraude à lei. Tutelar essa viabilidade econômica. dificilmente “X” sairia do imóvel. 3º. No momento de renovar “X” quer renovar por mais 3 anos. “Y” disse para “X” que ele poderia deixar as coisas dele no imóvel. e depois nos três anos seguintes ele criou uma barbearia. “X” é o locatário e “Y” é o dono do imóvel (locador). Foram 6 anos.

Nesse caso. que é tutelar o aviamento. artigo 1142 e seguintes do novo CC. este é apenas um dos elementos. esses períodos podem ser contados para fins do preenchimento dos requisitos legais. Não é significativo. aí sim o locador não pode impedir a cessão também do contrato de locação. OBS: Eu estou há 8 anos no imóvel com o meu ponto. ou seja. e que “X” vai ter que sair do imóvel. evidente. mas se fossemos aplicar a lei literalmente não teria direito. como se tivessem funcionando normalmente. quando há um trespasse ou a chamada SUCESSÃO EMPRESARIAL. Vai haver direito à renovatória ou não? Ela não preenche os requisitos. Então. “X” tem direito sim à renovatória. pois dentro desses seis anos o sujeito ficou apenas três meses parado. mas não dependerá da anuência do locador quando o contrato de locação for apenas um dos objetos da transferência. de todo o meu estabelecimento para ela. então o acessório segue o principal. e dentro dele um dos elementos é o ponto. “X” pode aproveitar o tempo da autora da herança? Sim. faço através do TRESPASSE. O locador é obrigado a concordar com isto? Ele vai poder aproveitar o tempo? Vai haver mudança no contrato de locação. Também é possível aproveitar o tempo do antecessor. O locador é obrigado a concordar com a mudança de locatário? 20ª Aula – 20/12/2003 A mera cessão do contrato de locação depende evidentemente da anuência do locador. tutelar o aviamento. e tendo como norte a teoria da preservação da empresa e o objetivo da lei de locações. é a cessão de todo estabelecimento empresarial. O “Y” não pode dizer que agora a questão da renovação já acabou. o proprietário do imóvel é A. estou a 15 anos desenvolvendo o restaurante. Um dos elementos que integra o estabelecimento empresarial é o PONTO. Com isso o princípio do acessio temporis. Mas qual é o objetivo da lei? Preservar a empresa. Ex: tem um restaurante lá. Ex: Vamos imaginar que a amiga de “X” tinha um salão no imóvel de “Y” há mais de 20 anos. A jurisprudência vem decidindo tendo como base o princípio da razoabilidade. A jurisprudência com uma aplicação até que mais razoável. Textualmente a lei diz que é possível. OBS: É possível aproveitar o tempo anterior do autor da herança ou de sucessores. se eu quiser fazer a transferência de tudo. . Quem defende essa posição é o professor Capanema. que já estudamos.214 últimos 3 anos “X” vai para renovar o contrato novamente e “Y” diz que não quer mais renovar o contrato. Se estou transferindo todo o estabelecimento que é o principal. como assim? Já estudamos o TRESPASSE que não é a cessão meramente do ponto. a cessão é conjunta. e a amiga faleceu deixando para “X” exatamente o salão. então eu quero transferir para fulano. mais lógica entendeu que é possível.

vamos imaginar renovados por mais 04 anos. por escrito. a gente simplifica. Quando o juiz determinar a renovação qual será o prazo desse contrato renovado? No primeiro período são 03 anos. . Aluguei o imóvel em 01/01/95 – 01/01/98 neste momento o locatário já tinha direito à renovação? Não. em janeiro de 2002 agora ele terá direito à renovação? Terá. se entrar o dia 1º de julho ele já entrou no último semestre. que estão no artigo 51 da Lei de Locações. vai determinar a renovação da locação. O terceiro requisito é o locatário estar por 03 (três) anos no mesmo ramo. O juiz vai mandar renovar por mais quanto tempo? Ele vai determinar a renovação do contrato. se passar de 30 de junho. Preenchidos estes requisitos. na liberdade contratual. O que deve mudar aqui? É o valor do aluguel e a garantia. o locatário tem que manifestar esse desejo. na mesma atividade. então ele não pode interferir em nenhuma cláusula. como assim? Ele tem que manifestar o desejo de renovar essa locação entre 31/12/97 a 30/06/01. entre um ano e no último ano de locação tem que ir ao locador. ele tem que pedir a renovação entre 31/12 e 30/06. prazo decadencial. entre UM ANO E SEIS MESES antes do término do contrato. até 06 meses antes do término. manda voltar depois. O segundo requisito é que o contrato seja por prazo determinado e por escrito. e o juiz reconheceu que todos os requisitos estão presentes. Como é que ele vai manifestar isso? Intentando a ação dentro do período. o locatário deve apresentar novo fiador. Então a lei fala 01 ano e 06 meses antes do término da locação. ele já decaiu do direito de requerer a renovação. para o tempo ir passando. senão ele está interferindo no princípio da autonomia da vontade. porque ele só está no imóvel há 03 anos. normalmente os problemas na renovação são em razão do valor do aluguel. se ele está renovando. o juiz não pode estar interferindo na vontade das partes. O locador quando quer tirar o locatário do imóvel costuma reclamar. 01 ano e 06 meses. o juiz vai determinar uma perícia. falar com o advogado ir ao contador. aí ele vai chegar para o locatário e dizer: agora não quero renovar e já era. depois mais 04 anos. Vamos imaginar que ele intentou a ação dentro do prazo. ou seja. Teve uma outra renovação aqui com o consentimento do locador. (99-00-01) terminando em 31/12/01. quando é que você tem que manifestar o desejo de renovar? O que é o principal problema. qual é o contrato que ele está renovando? É o de 04 anos. para não haver problemas. Quando é que ele tem que manifestar o desejo de renovar compulsoriamente.215 Requisitos para Renovação do Contrato de Locação: O primeiro requisito é que o locatário esteja no imóvel há pelo menos 05 (cinco) anos. Poucas coisas vão mudar nessa próxima locação. de impor ao locador a renovação? A redação da lei não é muito boa. no penúltimo semestre da locação. ou seja.

000 reais.500 reais. então como o juiz fixa um prazo para ele sair de até seis meses. ou seja. A não renovação nesse caso dá direito a uma indenização pela perda do ponto. se não conseguir amigavelmente. inciso II. show. Na prática – Toda vez que o juiz determina a retomada do imóvel. quiser pagar só os 5. essa é a razão da indenização prevista em lei. o juiz vai determinar a renovação por mais 04 anos.000 reais. só ocorre na prática. ele cede quando bate de frente com o direito de propriedade. aí ele preenche os requisitos? Sim.500 reais. mas tem o prazo de 06 meses para sair dali. Ele pode ficar com o imóvel pelo resto da vida. quando atingir 05 anos. vai ter que pagar o transporte. quem sairá no prejuízo é o locador. isto dependerá do caso concreto. Para que se tenha direito à renovação um dos requisitos é que a locação seja por tempo determinado. só que o valor de mercado hoje está em 7. ele pode determinar uma indenização. ele tem uma propriedade pode até utiliza-la da melhor forma. terá que ficar alguns dias parado. Causas de Retomada do Imóvel: 1ª Causa: Na renovação quando o locatário entra com a ação ele faz uma nova proposta de aluguel e aí uma das causas de retomada é quando o valor oferecido não é compatível com o mercado. viro “Baixo Tijuca”. o locatário se desejar pode prosseguir. Então há um certo prejuízo. por exemplo. conseguir mais ganhos. Imagine a situação: renovo o aluguel. a lei autoriza é a liberdade contratual. mesmo porque este está protegido na CF/88. então não pagará nada. o valor oferecido é incompatível com o mercado. o juiz vai julgar improcedente o pedido da renovatória com base no artigo 72. se este não pagar o valor. Quando chegar entre 31/12/04 a 31/12/05 entrou no último ano da locação. aí a renovação passa a ser obrigatória. de ano em ano. o locatário será indenizado por ter perdido o ponto. normalmente o juiz manda fazer uma compensação – essa indenização é porque há um custo da transferência do ponto comercial. O direito a renovação é uma regra infraconstitucional. preenche todos os requisitos. essa compensação não está na lei. Porém. entrar com a ação renovatória. Se for renovado mesmo assim. foi oferecido 5. estou a 10 anos no local e virou referência. isso é até ferir o direito de propriedade. O locatário tem direito à indenização. o que o locatário tem que fazer de novo? Tentar a renovação. etc. o juiz vai determinar perícia naquele local. mas oferece um valor de aluguel pequeno. fixa um prazo de 06 meses para desocupação (isto não está na lei) pode mencionar isso para prova da magistratura. Então se o locatário quer renovar. Questão delicada é a seguinte: alugo um imóvel e começo a incrementa-lo com bar. não vai conseguir porque tem um locatário ali. depois de . incompatível com o mercado. O direito a renovatória não é absoluto. Tem que entrar com a ação no tempo previsto em lei e assim sucessivamente. naquele imóvel o valor de mercado é 7. há causas que permitem a retomada do imóvel.216 Se eu renovo a locação. se preencher os requisitos. ele não precisará pagar os três ou dois últimos meses de aluguel. vai ser intimado o locatário.

a clientela me pertence e não ao locador. O juiz tem que fixar a indenização. mas como saí em razão de proposta de terceiro. por exemplo. o locador e esse terceiro serão devedores solidários por essa indenização. é o aluguel provisório. nesse momento é “ao perito”. então durante todo esse tempo eu deveria ter pago não os aluguéis provisórios e sim os aluguéis antigos. quem me deve essa indenização é o locador. por exemplo. a freguesia. como é que o perito vai fazer isso na prática. e negociar um trespasse. Não basta o locador dizer ao juiz que tem melhor proposta de terceiro. Eu perdi o ponto. Essa proposta de terceiro tem que ser para que o ponto seja utilizado em atividade e não a mesma atividade do antigo locatário. o locatário alegou que se foi retomado o imóvel e não foi renovada a locação. Seria justo com o locatário? Não. tanto o locador como o terceiro que conseguiu o imóvel. essa causa de retomada é uma melhor proposta de terceiro. Importante: Uma coisa é certa. não é problema nosso. c/c parágrafo segundo do mesmo artigo da Lei 8245/91. este é o espírito do artigo 72. o locador diz que não renovará com você porque tem outra pessoa que oferece valor maior de aluguel. ofereci sete mil reais. ocorreu uma mega valorização. locatário ofereço ao locador um valor de aluguel compatível com o mercado. um mega restaurante. . já que não vou renovar terei direito a uma indenização. se não estivesse satisfeito com ele deveria o locatário ter agravado de instrumento. Quando o locatário ingressa com a renovação o juiz costuma fixar aluguéis provisórios. no contrato de TRESPASSE. o contrato não deveria ser com o locador. e sim sete mil reais. III da Lei 8245/91. quando da melhor proposta. deveria ser com o locatário. se isso acontecer o novo locatário estará aproveitando a clientela. Durante todo o processo qual é o aluguel que o locatário vai pagar? É o antigo ou é o que o locador quer? Não. Se o terceiro pagar a indenização poderá entrar com ação de regresso contra o locador. Eu. a valorização do imóvel em razão do esforço do locatário. Esse terceiro que faz a melhor proposta para explorar o ponto. Há uma discussão que foi parar no STJ. É claro que será dada oportunidade ao locatário para cobrir a proposta do terceiro. ele que tornou aquele ponto um point com extraordinário movimento etc. 2ª Causa: Artigo 72. tem que provar. o STJ disse que os aluguéis devidos durante todo o processo são os provisórios. nesse caso. Se alguém está interessado no meu ponto tem que vir a mim. e esta é em razão da atuação do próprio locatário. inciso III. Em relação a esta indenização. nesse caso. o que é extremamente justo. não pode servir de argumento para aumentar o valor do aluguel. foi determinado a retomada do imóvel. e não no meu locador.217 eu ter tornado aquele local muito famoso até outros bares começaram a se instalar no local. Determinada a perícia o perito vai dizer que o valor do aluguel não tem que ser três mil reais. como é que o perito fará isso não sabemos. ele não pode exercer o mesmo ramo do antigo locatário. serão devedores solidários. o juiz vai determinar o que? Não deverá ser computada a valorização decorrente do esforço do locatário. porque a freguesia. não sabemos. não colou.

reforma. primeira parte. obra de infra-estrutura etc) um motivo. se a obra gigantesca ocorrerá uma valorização do imóvel. o imóvel pode ser retomado também para obras determinadas pelo próprio locador. salvo numa hipótese: se ele retomou o imóvel dizendo que ia fazer a obra. provando que o terceiro voltou a exercer o ramo do antigo locatário. basta que pague a indenização. no íntimo. Ex: Há um restaurante alugado. Se for uma obra de mera fachada. então a lei. se mentir ele conseguirá voltar para o imóvel e a conseqüência é pagar a . o único direito que a lei dá é exigir a indenização. inciso I. seria mais justo permitir que o locatário voltasse para o imóvel ou optar por uma indenização. ou seja. quer morar lá. através de um projeto de arquitetura. o locador tem que provar que vai fazer tal obra. nesse caso não tem que provar nada. Retomada para uso próprio. se for uma obra de tal monta que inviabilize a permanência do locatário isso é causa de retomada. fato do príncipe. 3ª Causa: Artigo 52. Se ele faz isso e não inicia as obras em três meses. caberá a este uma indenização. Fábio Ulhoa Coelho sustenta que o locador. ou oferecer a um terceiro. dar a destinação que quiser. Ele tem razão porque a lei induz a mentira. também não é qualquer obra. etc. pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. será que meu direito à renovatória vai impedir esse desejo dele. e essa causa de retomada não dá ao locatário direito a indenização. Depois que entrar no imóvel o locador monta o restaurante. mas a lei não dá esse direito ao locatário. o caminho é a indenização. se impedisse estaria violando o direito de propriedade. a jurisprudência é pacífica. Se o locador quiser derrubar aquela casa e construir um prédio. o locador quer retomar o imóvel para construir um restaurante. Não há na lei nenhuma fórmula que permita ao locatário retomar o imóvel porque o direito dele não é real. não há direito de seqüela. para exercer a mesma atividade do locatário. não precisa mentir para o juiz. que não vá inviabilizar a permanência do locatário ele não precisa sair. há uma presunção relativa de sinceridade. sabe que a lei veda isso. o locador vai retomar porque quer construir um restaurante. é direito pessoal e não real. as obras que ele alegou para o juiz. basta a sua palavra. É causa de retomada quando o poder público determina ao locador que seja feita uma obra no imóvel (risco de desabamento. acertadamente neste caso. e que ele não vai fazer obra no imóvel. provou através do projeto de arquitetura. o locatário não tem direito real sobre o imóvel. que essa vedação é inconstitucional. depois descobriu que tal projeto é da cunhada dele. este não é seu. ou seja. portanto ele conseguirá é uma indenização. inciso I da Lei 8245/91. não pode exigir a retomada. da Lei 8245/91. mais isso tem que ser por fato do príncipe. 4ª Causa: Artigo 52. O problema é que há uma posição minoritária do prof. ou ele mesmo explorar. inciso II. Ainda no artigo 52. é o posicionamento do STF e depois do STJ. Fabio Ulhoa Coelho o que a lei veda. ele vai falar que vai retomar para uso próprio e que vai morar lá. é pessoal. Mesmo porque. proprietário. aí tem que ser dado ao proprietário do imóvel todo direito para pedir um aluguel mais alto. O locatário não pode retornar para o imóvel. ele vai poder? Fabio Ulhoa Coelho entende que pode.218 Em caso de conluio entre o terceiro e o locador para tirar o antigo locatário do local. não interessa o que vai fazer.

pessoa física ou pessoa jurídica de que ela seja sócia majoritária. Então posso retomar o imóvel para colocar um salão de belezas dela. descendente ou cônjuge. tenho indústria aqui. e sim o salão de belezas da minha mulher. Toda vez que retomar o imóvel o juiz vai fixar prazo de 06 meses para o locatário desocupá-lo. O prazo de seis meses para desocupação está no artigo 74. no artigo 55 da Lei de Locações. Normalmente a pessoa hoje explora uma atividade empresarial como pessoa jurídica. diretores daquela indústria. também aluguei uns apartamentos para alojar os diretores que vem de fora. porém não coloquei meu pai. dizendo apenas que o locador para exercer a mesma atividade do locatário tem que pagar a indenização. . gerentes de uma sociedade empresarial. ela tem o salão há mais de um ano. caput. ela será considerada locação empresarial. Sem direito a indenização porque o locatário exerceu atividade com tudo pronto. diz: pode retomar o imóvel para estabelecer um comércio de uma sociedade empresarial em que participe o ascendente. Agora se ele faz isso depois de quatro anos que está lá. essa locação para essas pessoas físicas embora pareça residencial. É direito de propriedade. É minoritário. que já explorava ali o ramo de restaurante há muito tempo. Quem deu fama àquele ponto como restaurante foi o locador. o locatário também. já tem direito à renovação. ele pode retomar para continuar exercendo a atividade de restaurante. terá direito à indenização. aí o ex-locatário entra com ação pedindo indenização. Na prática é assim. O locatário pode pretender voltar para o imóvel? Não. então posso retomar o imóvel para estabelecer o salão de belezas do cônjuge. está na lei. a lei sabendo disso. ele aluga tudo (imóvel e restaurante) para B. Questões Interessantes: Imagine a seguinte situação: considera-se empresarial a locação para alojar os diretores. vai se apropriar da clientela e da freguesia do locatário.219 indenização. estabelecimento empresarial para o meu ascendente. ela quer ir para o centro da cidade onde eu tenho um imóvel comercial que encontra locado. se ela vier para estabelecer o salão lá. Segunda Parte do Inciso II do artigo 52 da Lei 8245/91 – O locador pode retomar o imóvel para ali fixar um ponto comercial. desde que este comércio exista há mais de um ano. Então Fábio Ulhoa Coelho sustenta a inconstitucionalidade. Posso retomar o imóvel para colocar minha esposa no mesmo ramo do locatário? Não. Ex: o meu cônjuge tem salão de belezas em Caxias. Sou locador. Ex: meu pai tem um restaurante pequeno. a indústria está no meu imóvel há oito anos. desvio e clientela etc. porque o direito dele é pessoal e não real. por qualquer motivo como: concorrência desleal. então para quê esse cinismo. uma indústria. descendente ou cônjuge. 03 meses depois transforma aquele restaurante em salão de beleza. Ele é o proprietário do imóvel e lá exerce um restaurante. Na última renovação inclui um prédio anexo para alojar alguns funcionários. Se verificada a fraude cabe indenização. eu quero colocar um terceiro. paga a indenização e retoma o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. essa última renovação foi por três anos. em razão da finalidade dela estar ligada ao estabelecimento. Há uma exceção: que o locador pela lei pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário quando a locação for a chamada locação gerência. Ex: meu pai está lá com restaurante.

os incomodados que se mudem. a indústria terá direito a renovar tanto o prédio que está a onze anos quanto o prédio anexo. é um contrato de locação com algumas peculiaridades. é só jurisprudência. posso pedir até um milhão de reais se quiser. é direito de propriedade. e sim a indústria. Pode. em razão do direito de propriedade. para renovar é ainda uma faculdade do locador ou um direito do locatário? Faculdade do locador. . Caio Mario e Modesto Carvalhosa. em razão do princípio pelo qual o acessório segue o principal. o locador contesta o pedido dizendo que a indústria não preenche um requisito para a renovação no que diz respeito ao prédio em que estão instalados os diretores. mas aquele prédio só está para indústria pelo prazo de três anos. Qual a natureza jurídica do contrato de shoping center? Para os professores Orlando Gomes e Alfredo Buzaid eles entendem que é um contrato atípico e misto. isso é apenas um acessório ao imóvel principal. SHOPING CENTER. hoje não são cobradas na renovação da locação. aí o locatário não tem que pagar nada. Isso não está na lei de locações. E a relação entre o shoping e os consumidores é uma relação consumeirista. é legítima esta cobrança. Para Rubens Requião é uma coligação de contratos entre o empreendedor e o lojista dentro dos quais o de locação. portanto. A renovação é no prazo do último contrato. Quem fez o contrato não foram os diretores. Podem ser cobradas luvas quando você vai entrar no imóvel? Ex: celebro contrato de locação com Maria e digo que tem que me pagar 20 mil reais referentes a luvas. não quer pagar que vá embora. não preenche aqueles requisitos. não as luvas que eram cobradas antigamente em toda renovação. só não posso exigir valores referentes às luvas no ato da renovação. é direito do locatário por isso este pode exercê-lo. porém. na doutrina. Para Fábio Ulhoa Coelho. Agora renovei por mais 03 anos. quando o locatário preencher os requisitos. (3 + 3 = 6) na outra renovação não poderei cobrar nada dele (luvas). Fiz um contrato de três anos com ele. direito de propriedade. A relação que se estabelece entre eles é puramente contratual empresarial. Segundo o professor as luvas eram valores cobrados no ato da renovação. mais os aluguéis. porque o locatário já passa a ter direito a renovação desde que preencha certos requisitos. Em qualquer momento em que não haja direito ao locatário para renovação. porque aí já não é uma faculdade do locador. A indústria entra com a renovatória. eu renovo se quiser. Estamos falando do contrato estabelecido entre o dono do shoping e os lojistas. Quem tem razão? A indústria. porque o acessório segue o principal. porque aquele prédio foi incluído na locação. o locador pode cobrar o que quiser. então não é benevolência do locador. e sim direito potestativo do locatário. para renovar quero 5 mil reais. porque para ser direito do locatário teria que estar no imóvel no mínimo há cinco anos. o acessório segue a sorte do principal e. deixou de ser uma faculdade minha para ser direito do locatário. Há quem chame essas verbas de luvas.220 então a indústria está no imóvel há onze anos. como foi incluído no contrato de locação anterior e já tem onze anos. esta quem é a locatária.

porque essas lojas acima por si só atraem uma clientela enorme. basta que o empresário ajuíze a demanda dentro do tempo previsto na lei. O locador é empresário? Pela condição de locador não é empresário. A lei de locações estabelece no artigo 54 plena liberdade contratual nesta modalidade de locação. Quando construo o shoping e sou pessoa jurídica não vou alugar a loja para qualquer um. e preenchidos alguns requisitos. mesmo que alugue imóvel comercial. Então o empreendedor procura dar uma variedade. O empreendedor do shoping é empresário porque não é uma mera locação de espaço. para quem pagar o aluguel? Não. faço praça de alimentação. quando é que o locador poderá retomar o imóvel? Sabemos que para o locatário empresário ter direito a ação renovatória compulsória. por escrito e o locatário esteja no mesmo ramo há no mínimo três anos. Daí que no shoping citado acima. o empreendedor do shoping se diferencia do mero locador. preciso de alguns cinemas. ou seja. Lojas Americanas. há todo um planejamento.221 Entre o empreendedor e o lojista não é aplicado o CODECOM. ajuizar a demanda no tempo oportuno. 21ª Aula – 17/01/2004 LOCAÇÃO EMPRESARIAL: Na última aula nós tratamos dos requisitos para que a renovação da locação empresarial seja compulsória. porque ele tem todo um planejamento. A locação puramente de imóvel não é atividade empresarial.9% são pessoas jurídicas). a locação tem que ter: no mínimo cinco anos. A terceira corrente é melhor para prova. você como pequeno lojista vai querer se estabelecer lá. . manifestar o desejo de renovar entre 01 ano e 6 meses do termino da locação. CAUSAS DE RETOMADA: Quando é que mesmo preenchidos todos os requisitos do artigo 52. como jurídica. É um contrato que não é tão rígido quanto ao contrato de locação comum. o locatário tendo direito a renovação da locação. passam a ter direito de permanecer no imóvel. uma proteção ao ponto comercial. pode ser tanto pessoa física. as Lojas Americanas. O contrato de locação de shoping center não é um contrato de locação comum. Assiste razão a eles. aumentar o máximo possível as opções do consumidor. Casas Bahia não vieram. aí os lojistas pequenos ingressaram com ação pleiteando a rescisão contratual cumulada com pedido de indenização. que são a maioria (99. ou seja. para produtos importados etc. bancos. em torno do shoping há o que a doutrina chama TENANTNIX – quando sou empreendedor do shoping. no penúltimo semestre antes do término da locação. uma estrutura empresarial. ou seja. lojas para roupas. Pode cair em prova – há em um shoping instalados casas Bahia. ele privilegia o princípio da autonomia da vontade. ou seja. por prazo determinado.

eu sou proprietário e tenho uma proposta de cinco mil reais. Lembrando que esse terceiro que está fazendo a proposta não pode ser do mesmo ramo do locatário anterior. não há o que fazer. pois se for obra só na fachada não há necessidade do locatário sair do imóvel. Município. . daí vem uma notificação da prefeitura que há necessidade de obra no muro. Essa proposta de terceiro. é claro que não é obra qualquer. uma das poucas coisas que muda na renovação do contrato quando o juiz autoriza a renovação do contrato é o valor do aluguel. neste caso. venceu a melhor proposta. contrato de 15 anos. pois este terá que procurar outro ponto. dizendo: senhor juiz essa é a melhor proposta. Se permitir que locatário voltasse para o imóvel é direito pessoal. na ação renovatória. Terceira causa de retomada: Tenho um imóvel e lá há um locatário no meu imóvel. Se o terceiro quiser adquirir o ponto comercial. locações empresariais. não posso ficar tolhido de explorar o meu imóvel. haverá solidariedade entre locador e terceiro nesta indenização ao locatário. um terceiro me faz uma proposta de cinco mil e quinhentos reais. porque senão ele vai acabar tomando a clientela e a freguesia do antigo locatário. aumentar um pavimento ou dois. Vencendo a melhor proposta de terceiro. Essa é a segunda causa de retomada. o locatário tem que sair para que cumpra a ordem do Estado. Vamos imaginar que o locatário ofereceu quatro mil reais de aluguel. A briga normalmente é em torno do valor do aluguel. o juiz fixa cinco mil reais de aluguel. o locatário não terá direito de permanecer no imóvel. ele terá que sair do imóvel. o locador quer oito mil reais. etc.222 Preenchidos todos os requisitos o locador vai poder retomar o imóvel? Quando é? A primeira causa da retomada é: vamos imaginar que o locatário preencheu todos os requisitos. exercer o mesmo ramo de atividade do locatário tem que conversar como o locatário e não com o locador. e essa é a primeira causa de retomada. terá que gastar mais. não é obra qualquer. A primeira causa de retomada. previstos no artigo 72 da Lei de Locações. a lei impõe indenização ao locatário pela perda do ponto. se não quiser pagar os cinco mil reais. que valorize o imóvel. é quando os locatários fazem uma proposta de aluguel incompatível com o valor de mercado. Ás vezes ocorre diferente. A lei também permite a retomada do imóvel para que se faça obra de melhoria e aumente o valor do imóvel. se ele não quiser tem que sair do imóvel. o direito de propriedade é maior que a renovatória. Nestes dois casos eu retiro o locatário. ele vai ser intimado. querem derrubar aquele casarão para nele construir um prédio comercial. o locador tem que provar por escrito. é obra de porte. tenho que pagar uma indenização para o locatário. está rachado. quer dizer: não foi renovada a locação. e aí na petição inicial o locatário diz qual é o valor do aluguel que vai pagar. É hipótese genuína de FATO DO PRINCÍPE é ordem determinada pelo poder público. o locatário tem direito à renovação. Será que vai ser ou não renovado? Se a proposta do locatário para permanecer no imóvel é de quatro mil reais e o juiz fixa cinco mil reais. ele é o locatário. tem que melhorar o imóvel valorizando-o. mais se eu não iniciar as obras em três meses. Ex: tenho um casarão velho locado para ela. o locatário será indenizado pela perda do ponto e aí nesse momento. para realizar qual negócio jurídico? Para realizar o TRESPASSE. haverá uma solidariedade nesta indenização. não sendo renovada a locação.

tem um salão de belezas em Belford Roxo e está sendo despejada. o que o locatário pode fazer? Pode pretender que o juiz determine a volta dele para o imóvel? Não. presume sinceridade da minha palavra.é o que Fabio Ulhoa Coelho sustenta. O meu imóvel está alugado para ele que está lá há oito. nove ou 10 anos. no final das contas tudo vai acabar em indenização. vou viajar para os EUA. ele diz. A lei proíbe. Tem entendimento pacífico nesse sentido. dane-se o locatário. nesse caso. já tem um bom tempo. tenho direito de retomar o imóvel para que seja estabelecido um fundo empresarial para o meu ascendente. Pode ser firma individual ou uma sociedade. porque se eu quisesse retomar o imóvel para exercer o mesmo ramo do locatário estarei roubando dele a clientela e a freguesia. em princípio ele está falando a verdade. só que monto loja de DVD. enganei o juiz. quando eu voltar posso retomar para exercer a mesma atividade? Por quê? Posso. Quero retomar meu imóvel que está alugado há 15 anos. a Lei veda. O que o juiz vai fazer se constatada a mentira do locador? Vai fixar uma indenização. Nesse ponto Fabio Ulhoa Coelho não sustenta inconstitucionalidade. Pode retomar para ascendente. o imóvel também é meu. Entre a minha filha e o locatário. fala logo a verdade. ele tem posição minoritária. A minha filha. Vamos imaginar que eu retorne para o imóvel. o nome dessa locação é chamado locação gerência. Este salão existe há mais de três anos. foi o locador. não interessa para que. que tem que parar com o cinismo. porque quem criou o restaurante ali não foi o locatário. o proprietário. ferindo o direito de propriedade previsto na CF. ascendente. Ele diz o seguinte: em vez de mentir para o juiz e depois pagar a indenização. o ponto é meu. o locador está dizendo que vai retomar o imóvel para ele usar. O que é locação gerência? Vamos imaginar que tenho um imóvel explorando ramo de restaurante. ele tem negócio de DVD lá. entretanto. o imóvel é meu. é uso próprio. será que eu posso retomar aquele imóvel para explorar o mesmo ramo que ele? A Lei diz que não pode. . A pessoa está no imóvel com loja de DVD. mas não para exercer a mesma atividade. dono do imóvel. eu volto para lá para fazer o que eu bem entender. já que sou o dono do imóvel. há uma posição do professor Fabio Ulhoa Coelho que sustenta a inconstitucionalidade desta vedação. posso retomar o imóvel? Não. deixo tudo locado para João. descendente ou cônjuge exercem for o mesmo que o locatário exerce. Então posso retomar o imóvel para estabelecer firma individual de ascendente. quer vir para o Rio de Janeiro. no final tudo vai acabar em indenização. descendente ou cônjuge. Se o ramo que o ascendente. consigo retomar o imóvel. descendente ou cônjuge. e que irá fazer obra de melhoria ou que recebeu proposta de terceiro. desde que ela seja a sócia majoritária. só sustenta inconstitucionalidade para uso próprio. desde que o estabelecimento exista há mais de um ano. segundo a jurisprudência do STJ. E o ponto comercial pertence ao locatário. vale a sinceridade. descendente ou cônjuge. Se mentir para o juiz. porque senão haveria uma verdadeira apropriação da clientela ou freguesia. então. descendente ou cônjuge ou para estabelecer até uma sociedade desde que os parentes acima sejam sócios majoritários. Voltei para lá. antes de retomar o imóvel pago a indenização . monto restaurante.223 O locador tem que provar por escrito que recebeu notificação do poder público. quero retomá-lo para uso próprio. é uma presunção relativa.

Caio Mario e Washigton de Barros – que entendem que é um contrato de locação. A relação que se estabelece entre o dono do shoping e os freqüentadores deste. Sobre a natureza jurídica deste contrato há divergências. Devemos adotar esta corrente porque é a MAJORITÁRIA. vão se dar bem. é uma relação consumerista. que por si só chamam clientela e ainda diz a sua loja vai ficará em frente às Casas Bahia e aí há toda uma demanda. agência de correios. Ex: existe um shoping no RJ que queriam aplicar o CDC nessa relação. . prevista no Código de Defesa do Consumidor. virá para cá as Casas Bahia. produtos importados. ingressaram com ação requerendo a rescisão do contrato de locação cumulada com pedido de indenização. CONTRATO DE SHOPING CENTER: É um contrato que se estabelece entre o empreendedor do shoping (dono do shoping) e os lojistas. etc. entende que é uma coligação de contratos. Pois temos uma clientela enorme. há todo um planejamento. pelas normas do contrato. há praça de alimentação. há uma relação entre eles puramente contratual.224 Toda vez que o juiz determinar a retomada do imóvel. precisa de alguns cinemas. ele vai fixar prazo de seis meses (artigo 74) para desocupação do imóvel. em geral temos as seguintes hipóteses: pode estabelecer um aluguel fixo de três. A Segunda Corrente – defendida por Rubens Requião. Acontece que tais lojas não vieram para o referido shoping. os que locaram os espaços. A Terceira Corrente – defendida por Fabio Ulhoa Coelho. roupas. loja de discos. a autonomia da vontade. porque há uma junção de vários contratos. Natureza Jurídica do Contrato de Shoping. Modesto Carvalhosa. porque a desocupação de uma locação empresarial não é tão simples como a desocupação de uma locação residencial. Existem alguns fatos neste contrato que tem gerado muita polêmica. ou seja. No contrato de shoping center o aluguel é um pouco diferente do aluguel de uma locação empresarial. da boa fé e não pelo Código de Defesa do Consumidor.Todos são lojistas e dizem: vem aluguem mais aqui no meu shoping. embora com algumas regras especiais. ficando muito tempo “as moscas”. no shoping há o que a doutrina chama de TENANTNIX. são vários contratos que são aperfeiçoados entre o empreendedor do shoping e o lojista. quatro ou cinco mil reais. O que diferencia o empreendedor do shoping do locador comum? O dono do shoping não é um mero locador de espaço. espaço para bancos. Lojas Americanas.Center: Não há lei específica tratando deste assunto. A Primeira Corrente – defendida por Alfredo Buzaid e Orlando Gomes. ele precisa oferecer uma gama de produtos e serviços o maior possível para atrair mais clientela e freguesia. eles entendem que o contrato de shoping center é atípico e misto. Está previsto no artigo 54 da lei de locações. O pedido foi julgado procedente.Como se desdobra o aluguel num contrato de shoping center? A lei textualmente diz que prevalece a livre iniciativa das partes. ele não pode alugar espaço “a torto e a direito”.

cobram 4 mil e um ou dois por cento do faturamento bruto. e despesas previstas no orçamento prévio que eles participaram evidentemente eles têm de custear. Por isso os shoping devem criar sistemas de segurança. do supermercado etc. para você alugar uma loja no shoping. Lá no shoping de Vitória era o triplo. Além disso. É completamente livre prestigiando mesmo a autonomia da vontade. Se o faturamento da loja ultrapassar determinado patamar estabelecido no contrato. colocou lá e quebraram o vidro do seu carro e levaram o aparelho de CD.225 Estava no shoping em Vitória. Como vou saber se furtaram ou não. enfeites etc. Estacionamento em shoping center não é matéria de direito comercial. você paga o que a lei chama de Res Sperata – tem que pagar é como se fosse a antiga luva. câmeras por todo o lado. existem outras verbas que os lojistas tem que pagar. você já vai contar com toda infra-estrutura e com clientela e freguesia. Res sperata é esperado mesmo. vai ter que pagar. o shoping possuía escada rolante. como por exemplo. comprei presente para o meu pai. por exemplo: as modificações do projeto original. vai pagar quatro ou cinco mil reais por mês. Tem que pagar estacionamento ou não? É óbvio que tem que pagar. porque às vezes o consumidor chega no estacionamento já com o carro amassado. sete por cento do que ultrapassar é do shoping. o problema é do shoping. é propriedade dele. é do shoping. A questão do estacionamento pode ser do banco. aí sim. terá que me pagar. e não do consumidor. existe uma previsão de uma clientela de uma freguesia que não é sua. aí ela chegou para o vendedor e perguntou: ele comprou? À vista? A prazo? Ou em dinheiro? Parecia auditoria interna. uma parcela fixa e outra variável de acordo com o faturamento era o sistema lá daquele shoping. Ou pode ser tão somente uma parcela variável. estou no imóvel dele tenho que pagar sim. Tem o bônus. E sete por centro do que ultrapassar do faturamento bruto é do shoping. ou seja. anúncio em TV. da fama do shoping etc. daí uma mulher com bloco na mão anotando. o shoping se resguarda normalmente com parcela fixa mais a variável. vamos imaginar que você entrou com seu veículo. No mês de dezembro é muito comum os shopings cobrarem aluguel em dobro. exigem a inversão do ônus da prova. uma verba de entrada só para alugar. agora querem colocar elevador panorâmico. b) pinturas de fachada. Por que essa Res Sperata? Porque quando você aluga uma loja no shoping. já vai usufruir de tudo isso. isso se vê pouco. Normalmente esse rateio é feito através da associação de lojistas que tem sempre em shoping. mas também tem o ônus. Daí a auditora disse: 4 ou 5 mil por mês. a presunção em favor do . Por fim. Por que quem é o proprietário do imóvel? Ele coloca no imóvel quem ele quiser. o shoping tem que provar isso. A relação entre o empreendedor do shoping e os freqüentadores do shoping é uma relação consumerista. Se levarem o carro o empreendedor do shoping tem que me pagar. Não podem ser cobradas dos lojistas: a) despesas extraordinárias de condomínio. por exemplo: ele é obrigado a ratear as despesas com propaganda do shoping. existe um orçamento prévio que os lojistas são convocados para aprovar ou não. mais os aluguel do mês. Além do aluguel.

mas uma perícia resolve isso. isso acabaria inviabilizando a evolução do shoping. O empreendedor contratou os serviços de diversas construtoras que formaram um consórcio. criou-se um local destinado a centro médico e tudo mais lá. porque ele tem que atender o interesse coletivo de todo empreendimento. Vamos imaginar um shoping center. O exemplo do Fabio Ulhoa Coelho se aplicou no Barra Shoping. essas despesas jamais poderão ser repassadas para os lojistas. O empreendedor do shoping será que ele pode utilizar todas as possibilidades de retomada? Será que o dono do shoping pode retomar para ali estabelecer um fundo de comércio para ascendente ou descendente? Evidentemente que não. A retomada para uso próprio e para uso de terceiros são expressamente inaplicáveis aos shoping centers. aconteceu um problema com ela. Fabio Ulhoa Coelho diz com razão que o locador tem direito sim de retomar o espaço para que o shoping não fique atravancando. O locador comum não é empresário. porém nas mesmas condições. é relativa e ficou provado. Tem direito o locador de ajuizar demanda para retirar o lojista daquele local e estabelecer em outro. O contrato de shoping center está na Lei de Locações. O empreendedor do shoping é empresário. nesse ponto não chega a ser gratuito. se vai visitar alguém. do empreendedor. ela era empregada da loja e aí? Os ministros do STJ decidiram a favor da funcionária. Outra despesa que o locatário não está obrigado a pagar são as verbas trabalhistas de empregados que trabalharam antes do shoping começar a funcionar. porque existe um lucro indireto com estacionamento do shoping. uma farmácia no meio da praça de alimentação? Ele não poderá fazer isso independentemente do contrato que se estabeleceu com o empreendedor. uma construía e outra pessoa explorava. dentro do seu planejamento.o shoping disse que ela tinha que provar. Caso interessante foi de uma funcionária de uma loja. No STF nem se questiona mais. porque a relação dele com ela não era relação de consumo. . montar. então ele não pode mudar de ramo. ele vai poder mudar de ramo sem consultar ninguém. Pode para uso próprio? Também não. loquei para ele por oito anos. se ele estava na principal procurar mantê-lo assim. aluguei seja direto do proprietário. ele está lá explorando na praça de alimentação. ela estacionou o seu carro no estacionamento do shoping. O shoping é que tem que assumir essa responsabilidade. Tudo se resolveu com acordo. se vai só consumir ou não. por exemplo. Numa locação comum. Lucro indireto – no contrato de depósito previsto no Novo Código Civil. Há muitos casos que a construtora participa. Se o locatário dissesse que não iria sair. não foi parar na justiça. tinha algumas lojas que estavam emperrando a construção deste centro médico. ele pode mudar de atividade? Sim. o qual alegou que aconteceu lá no shopping. não importa se o depósito é gratuito ou oneroso. Nem sempre quem vai explorar o shoping é a construtora. claro que não importa se é empregada de alguém.226 consumidor não é absoluta.

Bugarelli. este pode estabelecer que: só venda produtos por ele fornecidos ou por ele indicados. oneroso. colocou-o na lista do ISS. é misto porque não é um simples contrato de licença de uso de marca. consensual. Discute-se muito sobre a incidência de qual imposto sobre contrato de franquia. o município de Niterói quis tributar. Pode por exemplo estabelecer contratos de fornecimentos com terceiros. porque existe a franquia de serviços. Adalberto Simão Filho. mas não quer ter o trabalho. pacificando: . as partes têm obrigações. Por exemplo: lavar carros. seria licença de uso de marca. Fabio U Coelho. qual imposto incide? Não tem. O contrato de fornecimento é eventual. portanto. no caso do Mac Donald. ele continuaria sem previsão no ordenamento pátrio. de prestação continuada e misto. no que tange a qualidade dos produtos. Todas as turmas do STJ citam esse professor em contratos de franquia. franquia não é só isso. adquiriu uma franquia para cidade de Teresópolis. vou entregar tudo pronto. Vamos imaginar que sou empresário “Mac Donald”. se fosse só isso não seria franquia. O professor Adalberto Simão Filho diz que o contrato de franquia é um contrato típico.227 FRANQUIA OU FRANCHISING: Legislação Aplicável: Lei 8955/94 O contrato de franquia foi criado no Estados Unidos. Sobre o contrato de franquia em si. vou ensinar como fazer. toda técnica do negócio é dada pelo franqueador. Evaldo Fazio. portanto. A Lei 8955/94 diz isso. não concorda com os autores acima e sim com o prof. tem marca famosa registrada e você que vai montar um. montar. a compra de pão. por isso é um contrato misto. Aí não há fiscalização do franqueado e sim quem sofre fiscalização é o fornecedor do franqueado. por entenderem que seria uma prestação de serviço do franqueador para o franqueado e aí a jurisprudência do STJ em peso decidiu. Eu não permito apenas que ele use a marca Mac Donald. eu vou prestar serviço de organização empresarial. porque conjuga vários outros contratos em si. dizer que a cor é tal. Funciona da seguinte maneira: o contrato de franquia é bilateral. Natureza Jurídica do Contrato de Franquia ou Franchising: É um contrato atípico para Rubens Requião. O professor Leonardo. que a Lei 8955/94 analisa apenas os aspectos tributários do contrato de franquia. tudo é fornecido. é a conjugação de vários contratos em si. na década de 70 e teve evolução histórica interessante. O contrato de franquia funciona assim: Além de permitir o uso da minha marca. nem sempre na franquia vou estar fornecendo produtos. Dizem esses autores. Será possível tributar o ISS sobre a franquia? No contrato de fornecimento incide o ICMS. O fornecimento não precisa ser necessariamente do franqueador. No caso do Mac Donald. é uma licença de uso de marca e um outro contrato de prestação de serviço de organização empresarial. o funcionário tem que ter os uniformes tal. Quem treinará os funcionários é o franqueador. tem muito dinheiro. há um contrato de fornecimento. bilateral. é contrato típico empresarial. Eu que vou estruturar. como funcionará. ela não analisa por completo de forma empresarial o contrato. Fran Martins.

É prestação de serviço? É. Há contrato de franquia que você cobra parcela sobre o uso da marca e tem cobrança do faturamento fixo mais variável. a legislação tributária é sempre taxativa. por exemplo. Em geral.228 1. isso é variável. sobre faturamento bruto de dois ou três por cento. em Teresópolis. Então. tudo é cobrado. Essa remuneração é mais ampla possível. exige o PRINCIPIO DA TAXATIVIDADE. Há uma duplicidade. não sobre os royalties. sou Mac Donald. o franqueado é que vai se virar com o imóvel para locar ou comprar. Além desta. porque assim autoriza o franqueador. é impossível tributar o ISS no contrato de franquia. não é possível os municípios tributarem no contrato de franquia o ISS. presta serviço de organização empresarial para o franqueado. o que é possível é a tributação dos intermediadores do contrato de franquia. que os valores dos produtos costumam ser maiores. além disso. existe uma via de mão dupla. no carnaval em Salvador. já digo para você procurar um imóvel em qualquer lugar. o franqueado fica mais restringido na sua autonomia empresarial. ele também presta serviço para o franqueador e este tem os funcionários. existe um valor mensal. O BOBS às vezes autoriza a venda de cerveja. o que chamam de ligação entre franqueador e franqueado. ele cobram por isso e o que eles estão fazendo? Uma prestação de serviço ligando um ao outro e tem todo um trabalho e a tributação o máximo que pode ser feito é em cima desse trabalho. O franqueado além de oferecer os produtos do franqueador poderá oferecer outros? Em regra. Tanto um presta serviço para o outro quanto o outro presta para um. por exemplo. No contrato de franquia. O contrato de locação está dentro do contrato de franquia? Não. estender o alcance da marca do franqueador. os valores dos produtos são os mesmos em todas as lojas. por isso. por exemplo. que nas lojas de franquia. o franqueado que presta serviço ao franqueador ou vice-versa. O franqueado também presta serviço para o franqueador na medida em que ele vai divulgar. O royaltie para uso da marca é também de forma ampla a sua cobrança. isto é à parte. quando celebro contrato de franquia com você. é um pouco mais restrita porque o valor que vai ser oferecido ao consumidor. A taxa de adesão é cara. os preços serão determinados pelo franqueador. é uma liberdade contratual enorme. REMUNERAÇÃO DO CONTRATO DE FRANQUIA: De cara já paga uma taxa de adesão. dependendo da franquia é ainda mais cara. que manda para o franqueado. salvo a franquia estabelecida em beira de estrada. . Fornecimento de bens. Existe a cobrança dos royalties que é uma remuneração pela licença do uso da marca e. Mac Donald cobra pelo pão. como assim? Feiras de franquia há empresários que se limitam a prestar um serviço de aproximar um franqueado do franqueador. quem estabelece é o franqueador. Não. não pode ficar dando interpretação extensiva. ele está aumentando o leque. hambúrguer. ele arma toda uma publicidade.Que a questão tributaria prevista na CF/88 é numerus clausus.

Resposta: Está na lei. As obrigações do Franqueador são: 1-Autorizar o uso de sua marca. O produto já não mais estava dentro padrões e etc.Prestar o serviço de organização empresarial. garantia real e garantia debitória. Terceira questão Falar sobre as características e as garantias das cédulas e das notas de crédito. O STJ deu ganho de causa aos franqueados. mas as jurisprudências e a doutrina tratam do assunto. que pediram rescisão contratual. fiscalizar a rede. conforme o contrato. O atendimento ruim. está péssimo o negócio.O franqueado só pode oferecer produtos autorizados pelo franqueador.229 O atendimento tudo segue uma fiscalização do franqueador. porque a imagem ruim vai refletir nos outros. 2. além de influenciar negativamente na marca.O franqueador pode exigir uma caução do franqueado. os royalties são pagos em cima do faturamento bruto desses produtos. perdas e danos. Primeira questão: As principais características de um contrato de franquia. queria só receber e não dava a menor assistência ao franqueado. dependendo da franquia. 22ª Aula – 24/01/2004 Questões que caíram na prova da Magistratura ontem. Questão interessante.A terceira obrigação não esta na lei. a atividade ruim dela. para manter a qualidade. caso concreto que foi parar nos tribunais. 6. em razão da falta de fiscalização do franqueador em relação aos demais franqueados. Segunda questão: Falar sobre Factoring.Fornecer bens aos franqueados.O franqueado tem que seguir as instruções de venda ao consumidor. conseguiram a restituição da taxa de adesão. ele pode exigir ou não. os produtos estão estragando. A fiscalização dos franqueados é um direito ou um dever do franqueador? É direito e um dever. As obrigações do franqueado são: 1. O problema é que na lei tem as obrigações do franqueador e não tem as obrigações do franqueado. Ex: a franqueada está prestando um serviço horrível. O franqueador colocou a franquia no mercado e se “lixou”. indicando as obrigações do Franqueado. 2. 4. dane-se. 3.Ele não pode vender bens que não sejam autorizados pelo franqueador. .O franqueado logo que entra tem que pagar uma taxa de adesão. 5. enfim tudo. reflete no interesse de todos os outros franqueados. influencia na vida dos outros franqueados. em razão de organização empresarial e o uso da marca. tem que pagar royalties. 3. 4. pediu-se a rescisão contratual e ganharam. Pode fornecer ou indicar fornecedores ao franqueado.O franqueado e que determina o valor final que vai ser repassado ao consumidor. fornecer direta e indiretamente.

existem duas partes. tudo que o franqueado pagou tem que ser devolvido a ele. Qual é o tamanho de estabelecimento que comporta aquela região. quanto tem que ter de capital. bilateral. capital de giro. o franqueado informa qual é a potencialidade de mercado naquela região. Não é interessante rescindir este contrato. esta é uma norma de ordem pública. Mesmo que as partes queiram. entre outras coisas. CONTRATO DE FACTORING: Poderia fazer um breve histórico do contrato de factoring. elas não podem fechar um negócio de imediato. vai estar engordando a massa falida. este contrato é passível de anulação por parte do franqueado. o que o franqueado tem que ter para ser franqueado. O franqueador tem que fornecer ao franqueado uma minuta do contrato. ele vai pagar royalties ao franqueado. O contrato de franquia tem que ser arquivado no INPI. todas elas estão descritas na lei. empresarial. A doutrina pede que o franqueador informe ao franqueado a potencialidade de mercado. . A marca vai ser alienada e quem arrecadar esta marca vai passar a receber a remuneração do franqueado. atípico. Depois de tudo isto ele vai receber um documento legal. a lei que fala de propriedade industrial 9279/96 é posterior. com as várias informações. A lei 8955/94 só abrange aspectos tributáveis da lei 9279/96. perfil do franqueado. esta na lei 8955/94. e um contrato exclusivamente empresarial. o contrato só poderá ser realizado após dez dias. havendo um contrato bilateral ele vai ser rescindido. só vai poder deduzir isto da margem tributável se o contrato tiver arquivado no INPI. Olhem mais em baixo. Não está na lei um requisito que toda doutrina pede que esteja. Dificilmente esta marca vai ter sustentação no mercado com a falência do franqueador. Em hipóteses de falência do franqueador. o legislador através da Lei 8955/94 entendeu por bem obrigar as partes a uma reflexão. Como não está na lei não pode exigir. porque enquanto esta marca não for alienada. começou nos Estados Unidos. costumam inserir esta informação que nós chamamos de potencialidade de mercado. Anulado o contrato. Com a falência do franqueador a marca vai perdendo prestigio. ou seja. Mas. por mais que o franqueado queira. no mínimo. A falta de arquivamento no INPI faz com que o contrato se torne oponível contra terceiros. Ele funciona da seguinte forma. Se violar este dispositivo. experiência de mercado e várias outras informações. em razão da marca. quem vai estar recebendo toda essa remuneração é a massa falida. pelo simples fato da falência. de execução continuada. capital reserva. a questão vai ser vinculada pelo artigo 43 da Lei de falências. embora isto não esteja claramente na lei. for celebrado este contrato violando este prazo. isto pode influenciar no franqueado? Sim. eles não vai deduzir essas verbas de sua margem tributável se o contrato não estiver arquivado no INPI. O franqueado tem um faturamento bruto enorme. ou seja. as partes são factorizador e factorizado. com as características. oneroso e de resultado. onde está tudo explicado.230 A franquia é um contrato. O franqueador não vai poder celebrar o contrato antes disso. informações do tipo. vai data-lo. A natureza jurídica do contrato de factoring é um contrato complexo. vem falando que o registro tem que ser feito no INPI.

Ele não pode dispor de 2 ou 3 funcionários para fazer gerenciamento de crédito.00. mas preenche a nota promissória com o valor que ela não conseguiu receber. Mesmo os títulos que não foram comprados podem ser passados para as Factoring. Vamos imaginar que vou comprar título que chega a quase R$100. ela não paga os R$100. Estes títulos não vão ser objeto da compra. para ele poder conquistar o mercado. só que ele precisa de capital de giro para isto. Esta acima de 12% ao ano. É claro que quando a Factoring vai pagar. A factoring é especializada na compra de crédito. resumindo. Ele pode contar com o auxílio dos chamados factorizadores. O empresário procura a Factoring e diz que quer dinheiro vivo. daqui a 30. do factorizado. está informando para a empresa quais são os títulos bons e quais são os títulos ruins. esta escolha é essencial para o contrato de factoring. Mesmo a factoring não tendo comprado os títulos e o empresário sabendo da estrutura que a Factoring tem para cobrar. Esta nota promissória é nula de pleno direito. ela devolve para o factorizado. Em princípio essa remuneração. As Factoring compram os créditos dos empresários e passam a administralos. Estes créditos que não foram comprados são do empresário. para as Factoring.000. ela não corre risco. se ela comprar tudo sempre. A Factoring não está obrigada a comprar tudo sempre. parcelamento. ela faz uma análise creditícia em cada titulo daquele. fazendo isto ela estará prestando um serviço de assistência empresarial. um percentual sobre o valor. Emite um oficio a Receita Federal porque tem questões tributárias e cópia dos autos ao .00 que não foram comprados vai ficar com o empresário. ela transfere o risco para o factorizado. porque este percentual aqui não é de juros. Então não importa se é ou não contrato bancário. ela cobra um frete. R$90. A gente tem que deixar esta discussão de lado. O gerenciamento requer uma estrutura muito pesada. remuneração esta independente ou não da solução do crédito. este titulo vai vencer em 60 dias. Estes títulos vão ser repassados para a Factoring mediante uma remuneração. Assumir o risco é elemento essencial do contrato de factoring. se ela compra tudo sem nenhum cuidado. Quanto aos títulos comprados o risco é da factoring. A Factoring vai pagar.00 é a diferença. O restante dos títulos. ele transfere todo esse gerenciamento de créditos para eles. os R$50.000. este frete e a sua remuneração. para que ela faça a cobrança em nome do empresário. ou seja. uma diferença. Para fazer gerenciamento de crédito dá trabalho. porque os títulos que ela não conseguir receber. R$10.00.000.000. porque ela escolhe os títulos que quer comprar. eles tem outras atividades.00. o empresário pede que a factoring cobre os títulos para ele. portanto é nula e execução desta nota promissória.231 Ele funciona da seguinte forma: um determinado empresário tem uma loja de produtos naturais.000. este crédito não tem nada haver com juros. que o pequeno lojista não tem. Ela escolhe quais os créditos que vai comprar. o risco é inteiramente dela.00 para receber futuramente. é um contrato bancário ou não é? Se for uma entidade bancária pode cobrar acima de 12% ao ano. ela não é Factoring é agiota. e quais os créditos que ela não vai comprar. por exemplo. ela exige do factorizado uma nota promissória em branco. Se a factoring comprar todos os títulos do factorizado. Vamos imaginar que em um mês o empresário tenha vendido R$150. este percentual é pago pela prestação de serviço. 60 ou 90 dias. Quanto esta sendo cobrado de juros aqui? 10 % por um período de 60 dias. Aí vem a discussão.000. As empresas de factoring são muito maiores do que a mera compra de títulos. tem que dar prazo de pagamento.

ficou faltando R$ 20.000.00.00. todo o percentual cobrado é juros. Ex: Um cliente chega no banco com R$ 100. O Banco só vai receber este dinheiro quando for cobrar a duplicata. ora denominador factorizador. qualquer sociedade em princípio pode criar uma sociedade de Factoring. compra os créditos (títulos). já que a mesma corre todo o risco. No início para abrir uma empresa de Factoring precisava da autorização do Banco Central. ou seja. Por isso que as Factoring pedem as notas promissórias em branco. acabam com as Factoring como se elas fossem as grandes vilãs. dependendo do caso. OBS: Na hora da prova não defendam as Factoring. o percentual está fora dos 12%. importadas do modelo americano. o débito é mandado para a conta corrente do cliente.00. já que ele não tem quase risco. Os juízes na hora de julgar não olhem para este lado. 2 – No desconto bancário o risco pelo inadimplemento é do cliente. vai sempre se buscar créditos nos Bancos. o Banco só conseguiu receber R$ 80. ou seja. protesto e execução). A partir dessa crítica doutrinária o Banco Central editou uma resolução e atualmente não é necessária à autorização do Banco Central. o risco é todo do cliente. nas entidades bancárias. não é por vontade das factoring e sim em razão de uma situação mercadológica. Este dinheiro que ficou faltando vai ser debitado da conta do cliente. R$ 10. Na cobrança das duplicatas de R$ 100. as diferenças entre eles são: 1 – Só opera desconto bancário quem é Banco.000.00.232 MP para procedimento criminal cabível. O Banco pode fazer que a Factoring não possa cobrar juros menores. bem assim arcando com o prejuízo de eventual inadimplemento. acaba prestando serviço de assessoramento creditício para o empresário. ora denominados factorizados e. Um contrato muito parecido com o contrato de Factoring é o contrato de Desconto Bancário. de outros empresários. podem ser faturas.000. não há uma entidade que possa concorrer com os Bancos no Brasil. . No desconto bancário ele pode cobrar 2% ou 3%. por isto as Factoring estão sendo obrigadas a fazer agiotagem e não um contrato de factoring normal.000. Com isto a Factoring não vai ter competitividade com os Bancos. O factorizador ao escolher os créditos que vai adquirir. podem ser créditos decorrentes de contratos. nem sempre são títulos de créditos. O concetracionismo bancário esta acabando por desvincular o contrato de Factoring. Pergunta: Para fazer este tipo de operação de factoring. em geral. ela não tem como competir com os Bancos. a empresa precisa de alguma autorização? Temos uma longa história. vendo quais são os títulos bons e ruins. depois de muita crise. desconto de título bancário.00 é do Banco. tem que ser criada seguindo todos os parâmetros legais. Conceito de Contrato de factoring: é o contrato pelo qual. de muito mandato de segurança.000. faturas ou outros créditos a prazo. o Banco adianta para o cliente R$ 90. assumindo o encargo de gerenciar este crédito (cobrança. muita gente não queria depender do Banco Central. Ao efetivar a compra pagará valor abaixo do valor do título. no início dos anos 80 surgiram as Factoring no Brasil. assumindo a obrigação. ou melhor. crime de usura e tudo mais. entraram num consenso.000.00 em duplicata para receber. O grande vilão é o chamado concetracionismo de crédito. Se não for Factoring. constituindo este spread (esta diferença) a sua remuneração. a partir da orientação doutrinária que a sociedade de factoring não é uma entidade bancária. é um varejista. bem fora.

o endossante garante o pagamento. E se a transferência for de um titulo de credito. Este contrato é de exclusividade. com o pagamento da multa eventualmente prevista. olhar os títulos. B pode ir lá no final do mês e olhar na escrituração contábil de A. o título de crédito vai ter endosso. Se a factoring escolher o titulo X. tudo. O factorizado escolhe os créditos que ele quer comprar. verificar todas as vendas feitas a prazo. a posição dele é de DCI. se for um contrato. então é direito do factorizador escolher. posso dizer que ele não integra o sistema financeiro nacional? Com certeza. Mas. se for uma fatura. e o factorizado não pode se recusar a vender os títulos. para ele saber quais são os títulos bons e quais são os ruins. as faturas. a regra do contrato de Factoring ou a regra do endosso? O endosso sem garantia. . ou seja. sob pena de rescisão contratual. de prestação continuada. o endosso não garante o pagamento. O contrato de Factoring tem exclusividade? Por exemplo: A (factorizado). mesmo porque na cessão civil o cedente não é o garantidor do pagamento. O factorizado vai pagar uma taxa menor para a Factoring quando o titulo for excelente. isto é bom para o factorizado. então. ele só paga se o devedor principal não pagar. É interessante para a Factoring comprar todos os títulos bons.233 Não pode dentro de uma empresa ter um departamento de Factoring. O que vai prevalecer. for um cheque? A transferência é feita através de um endosso. mais precisamente artigo 296. o factorizado não pode se negar a vendelo. Por este motivo ela não pode celebrar dois contratos de factoring com empresas diferentes. mas endosso sem garantia. pode ser resolvido a qualquer momento pelas partes. é feita a transferência por cessão civil de crédito. tem que ser uma sociedade especificamente para isto. A vendeu a prazo. Como é transferido por endosso para a Factoring. porque se não quem vai escolher primeiro. e escolher e pagar o valor combinado. às vezes parece que é uma sociedade só. entendimento majoritário da doutrina. mas na verdade são duas. com prazo determinado. O factorizado não pode se negar a vender os créditos para o factorizador. A pode fechar um contrato de Factoring com B e C (ambos factorizadores)? Qual é a natureza jurídica do contrato de Factoring? É um contrato empresarial. o risco por parte do factorizador. quais os títulos que ele quer comprar. artigo 290 e seguintes do novo Código Civil. Pergunta: Entendendo que Factoring não é um contrato bancário. Contrato de exclusividade não pode ter dois factorizadores para um factorizado. foi transferido por endosso e o endossante não garante o pagamento. no contrato de Factoring o factorizador não garante o pagamento? Não. se for um documento de crédito como outro qualquer. Como é feita a transferência spread do factorizado para o factorizador? Depende. porque se fosse indeterminado. dentro de todo crédito a prazo do factorizado. B (factorizador).

isto porque o lojista transfere o crédito dele para a administradora do cartão. cartões de crédito. então. É um financiamento rotativo (em geral mês a mês). o quanto parcelou e etc). um contrato de prestação de serviço. pois os gastos naquela boate estavam sendo altos e com freqüência. é uma forma de financiamento. Conceito: É um contrato atípico. O cartão de crédito é um contrato atípico (porque não tem lei falando sobre o contrato de crédito). Há ainda dentro do contrato de cartão o que nós chamamos de seção de crédito.234 23ª Aula – 31/01/2004 CARTÃO DE CRÉDITO: O cartão de crédito é um contrato muito comum e houve uma mudança na jurisprudência com o tempo. O lojista faz uma seção de crédito para a emissora do cartão. É trilateral e misto (ou complexo). serviço de administração de caixa (na fatura vem dizendo o quanto a pessoa gastou. Caso concreto: Havia uma boate que estava emprestando dinheiro a juros. Como assim relação jurídica de financiamento? Eu vou adquirir um cartão de crédito. Nós vamos entender porque ele é um contrato misto. Dentro do contrato de cartão de crédito nós podemos verificar várias relações jurídicas. Por fim. A pessoa que faz este tipo de operação (que pega o dinheiro emprestado nestas condições) é porque normalmente está com a “corda no pescoço”. mas paga para a administradora do cartão. Ex: A pessoa ia lá pegava cinco mil emprestados. Nós temos ainda. que ele possui junta à administradora na rede credenciada. É um movimento que a cada dia que passa a sociedade vem utilizando menos dinheiro (papel) possível. A segunda relação jurídica é a do consumidor com o lojista. a chamada sociedade sem dinheiro. cuja finalidade é facilitar o crédito ao consumidor dando segurança aos empresários que integram a rede credenciada. a administradora do cartão presta um serviço ao titular do cartão. este serviço é o de intermediação. e muitas vezes em horários incompatíveis com o horário de funcionamento da boate. para a compra e venda ou prestação de serviço. A primeira relação jurídica é a relação jurídica de financiamento. O Brasil vem acompanhando um fenômeno chamado sociedade sem dinheiro. . débito automático e etc. Você compra na loja. Essa prestação de serviço se estabelece entre a administradora e o lojista. pois a administradora serve como intermediadora. para aproximar o consumidor do lojista. empresarial e consumerista. a administradora do cartão (emissora do cartão) abre um limite de crédito para o consumidor. A administradora começou a desconfiar. Num conceito bem rasteiro nós podemos dizer que o cartão de crédito é um documento que dá ao seu titular o direito de utilizar uma linha de crédito. Normalmente não pagava à administradora. passava o cartão e a boate pagava quatro mil e quinhentos reais. e agora estamos nos meios eletrônicos. ou seja. que pode ser uma compra e venda ou uma prestação de serviço. Essa evolução começou com o cheque.

com a visa e etc. Esse limite é mensal. como tem o cheque. OBS: O comerciante não pode cobrar mais caro pelo produto. e tem o valor rotativo do cartão no valor de três mil reais. o cartão não vai passar. a visa e outras (eram empresas especializadas). a administradora do cartão vai ser o Citybank cartão de créditos. a pessoa está celebrando contrato com o Citybank cartão de créditos. Uma questão interessante é saber que o maior dilema sobre o contrato de cartão de crédito hoje diz respeito aos juros. O cartão vem com a bandeirinha (visa. A bandeirinha funciona da seguinte forma: O Citybank poderia criar a bandeira dela (bandeira Citybank). geralmente o vendedor diz que vai te dar um desconto. No outro mês a pessoa faz uma compra no valor de dois mil e poucos reais. Esta pessoa faz uma compra no valor de dois mil reais. Antigamente. Se você diz que vai pagar no dinheiro. Mesmo que a pessoa alegue . vamos supor que numa compra de 500 reais. só que parcelado. OBS: Na relação entre usuário e a administradora do cartão. dentro do Citybank tem a Citybank cartão de crédito. por exemplo. a relação é consumerista. por exemplo. Na verdade. Só que nós temos um movimento concentracionista (hoje só quem está fornecendo crédito é banco). o cartão Citybank vem com a bandeirinha mastercard. Há como ligar para a administradora pedindo para cancelar o pagamento? Não. essa bandeira não trás nenhuma influência. Ex: A pessoa vai ao banco (Citybank). a emissora do cartão era a mastercard. Não é possível a pessoa ligar para a administradora e pedir para sustar o pagamento. Quando a pessoa paga no cartão ela paga à vista ou a prazo? À vista. Ex: Você foi a uma loja e efetuou a compra de uma roupa. pois parece que já havia um conluio para o usuário do cartão não pagar. pelo fato dele ser pago no cartão (isso seria um crime contra a relação de consumo). Vários bancos começaram a administrar cartão. Na relação entre a emissora do cartão e a loja é uma relação estritamente empresarial.900 reais (a pagar). que todos os preços que estão expostos em uma loja já são preços para ser pago no cartão. que vamos supor que a pessoa tenha em parcelas dois R$ 2. No cartão de crédito o pagamento é à vista. Quem é a emissora do cartão? Citybank. Na verdade não é desconto coisa nenhuma. Mas isso dá muito trabalho. A pessoa adquire o cartão de crédito do Citybank. Então. e vai adquirir o cartão. vai ser o Bradesco cartão de créditos. Ela pagou mil reais na primeira e deixou mais mil reais parcelados em duas vezes para depois (500 + 500 reais). Ela foi ao Poder Judiciário com base no artigo 171 do código penal. Isto tem uma importância enorme. mas para isso ela teria que credenciar toda uma rede. Então. então. aplica-se o código de defesa do consumidor (lei 8078/90). isto porque o crédito é um crédito rotativo.235 A administradora diante desta situação não pagou mais para a boate. Não existe previsão de sustação de pagamento no cartão. Chegou em casa você verificou que ela está com um defeito enorme. A bandeira é apenas para usar a rede credenciada. No Citybank (como no Bradesco e outros bancos) você pode escolher se quer o mastercard ou o visa. ela faz um convênio com a mastercard. Vai chegar num momento. a pessoa não está celebrando nenhum contrato com a mastercard. a emissora. mastercard e outros). Por isso. Quando o sujeito for utilizar o cartão novamente.

e pode fazer tudo em nome da pessoa. A financiadora vai tirar o dinheiro de onde?Vai financiar com recursos próprios ou com recursos de terceiros? Ela pode financiar com recursos próprios. para que se a pessoa for financiar. Vamos supor que o limite mínimo de pagamento é de 500 reais. em nome da pessoa. Mas os juros de um cartão hoje variam de 9 a 15% ao mês. esta cláusula que permite buscar recursos junto ao . O banco pode cobrar os juros. ela não vai financiar com recursos próprios. eles vão exigir sempre o pagamento integral. Começaram a entender que as administradoras podiam cobrar o quanto quisesse (repassar os juros). de início começou falando que administradora de cartão não pode cobrar juros acima de 12% ao ano (essas decisões foram a mais ou menos dois anos atrás). Isto não é possível. Quando a pessoa adquire o cartão. Então. mas a administradora de cartão de crédito não é instituição financeira. ela pode aceitar título. O crédito é mensal rotativo. Ela vai estar financiando dois mil e quinhentos reais (tem que pagar três mil. Daí em diante mudou tudo na jurisprudência. Os ministros disseram que se não for esta cláusula. esta cláusula não é nula.236 que colocou para pagar daqui a quatro meses. A administradora teria apenas que repassar os juros que o banco cobrou (não cobrar juros em cima. ela nomeia o Citybank como seu procurador. A administradora Citybank tem um mandato. Começou a haver uma confusão. a administradora vai pegar empréstimos com o banco (Citybank. Ela pode assinar nota promissória no nome da pessoa. e só pagou quinhentos reais). ela pode colocar alguma coisa em cima? O entendimento do STJ sedimentado pela seção do direito privado (2ª seção). ela não pode fazer uma compra de 9 mil e parcelar em 3 vezes. não existir mais o pagamento mínimo. e com isto o próprio usuário pode ser prejudicado. No TJ/RJ é maior confusão. Se ela for financiar direto para a pessoa. ela vai ter que cobrar no máximo 12% de juros ao ano. pois este saldo que a pessoa está utilizando é um saldo mensal (não pode pegar aquele valor e colocar para daqui a quatro meses. Com certeza que a administradora não pegou este dinheiro com estes juros/mês com o citybank). Ele pode contrair empréstimos em nome da pessoa e etc. A financiadora vai pagar ao lojista o valor integral (três mil). Veio uma lei complementar e disse que as administradoras de cartão de crédito que buscassem dinheiro junto ao mercado estariam autorizadas a repassar os juros. porque muitos tribunais estavam começando a entender que aquela cláusula mandato seria nula em razão do código de defesa do consumidor (artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor). que é do mesmo grupo). a Citybank possa pegar esses recursos no mercado. A pessoa com o valor rotativo de três mil. Se a pessoa possui o cartão de crédito e está financiando. A pessoa usou os três mil. porque ela não está apenas a serviço da administradora do cartão de crédito. ela assina uma cláusula chamada cláusula mandato. pois ele é mensal). E caso uma questão desta venha a cair num concurso? Esta cláusula mandato é nula por força do Código de Defesa do Consumidor? A administradora pode repassar os juros? E se ela repassar os juros. Toda vez que uma pessoa adquire um cartão. Logo. A jurisprudência do TJ/RJ e algumas do STJ. pois o crédito é renovado sempre de mês em mês. Vamos verificar um problema maior: O valor do crédito é de três mil.

que é de 6% ao ano. O dia em que regulamentasse aquele parágrafo do artigo 192. e mesmo assim. e se for depois a responsabilidade é da emissora (administradora do cartão). o procurador sempre tem que prestar contas com o mandante. a pessoa propõe uma ação de prestação de contas. Caso a administradora não consiga provar isto. Posição da jurisprudência: Quando a pessoa adquire um cartão de crédito. Ela liga para a administradora e cancela o cartão. Não está limitada a 12% ao ano. É cabível ação de prestação de contas. nós verificamos que esta cláusula não é nula.237 mercado é também de interesse do usuário. roubo e etc). as instituições financeiras estão fora. e revogaram aquilo. porque se não for isto. como foi esta operação e a prova desta operação. O STJ decidiu com base num precedente do TJ/RS. era para os 12% serem impostos também para as instituições financeiras. E depois. que diz que o máximo cobrado no mercado tem que ser o dobro de uma taxa tal. 2. 12%). Para o lojista não vai haver responsabilidade. No outro dia a pessoa vai procurar o cartão e não encontra. porque como é um contrato de mandato. pois ela não infringe o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor. A pessoa já havia perdido aquele cartão há uma semana e não havia percebido. Ex: A pessoa tem um cartão de crédito e sai na noite com ele. pois o sistema demorou um pouco para cancela-lo. depois do aviso efetuou a compra. Valquírio Bugareli. OBS: A taxa de 12% ao mês vem da lei de usura. Logo. a questão da cobrança de juros. Ela não pode colocar nada em cima. Se a pessoa paga esta anuidade (liquida o cartão) é porque os riscos da utilização do papel moeda são muito grandes. mas ela só pode repassar os juros que ela pagou. que é cabível ação de prestação de contas (Se for cobrado um juro muito alto. Nesse caso de quem é a responsabilidade? A doutrina (Fran Martins. ou seja. desde que prove que pegou os recursos no mercado com juros superiores. 7 dias e a pessoa não encontrou. Ela pode repassar os juros. As compras efetuadas depois de ter avisado deverão ser arcadas em princípio pela emissora do cartão. Passaramse 1. com ou sem razão é do usuário. Ela tem que repassar exatamente o que ela pagou quando buscou recursos no mercado. A administrador vai ter que dizer como é que ela chegou ao percentual estipulado (Ex. Segundo a lei de reforma bancária (LRB) elas estão fora da lei de usura. Como não regulamentaram. Outra questão interessante é o mau uso do cartão de crédito (furto. pode propor uma ação de repetição de indébito (caso já tenha pago) ou se você não pagou faz a consignação em pagamento e etc (para se livrar dos juros absurdos do cartão de crédito). a responsabilidade é do usuário. OBS: O que dependia de lei complementar antes. os riscos são enormes. os juros serão reduzidos a 12% ao ano). salvo se ela já tinha informado à rede credenciada. . A administradora pode repassar os juros? Sim. Neste ponto a doutrina é contra o usuário. Waldo Fázio Júnior e outros) diz que a responsabilidade pelas compras efetuadas antes da sustação. se for o caso. para saber por quanto a administradora pegou este empréstimo. se for efetuado as compras antes. ela paga por ele uma anuidade. e fizeram compras com o cartão da pessoa antes do cancelamento e depois do cancelamento. Qualquer usuário pode propor a ação de prestação de contas. ele vai ter que pagar integral (o crédito rotativo). Em princípio. O maior problema do cartão de crédito é este. até as instituições financeiras teriam que cobrar 12% ao ano.

porque o consumidor quando celebra este contrato. se a jurisprudência não tivesse sendo contra eles. O Unibanco criou um mecanismo que quando a pessoa utiliza o seu cartão de crédito. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA: Conceito: É um contrato típico. Vai ser difícil para outra pessoa utilizar (isto no Citybank). A pessoa compra o bem durável com o dinheiro emprestado pelo banco. pela conveniência. que é a administradora). Em razão dessa jurisprudência que contraria a doutrina. vem um aviso para o celular da pessoa). A pessoa diante da instituição financeira diz que quer um financiamento para a compra de um determinado bem durável. É tudo uma operação “casada”. se provar da má-fé do usuário. É a administradora que tem que criar mecanismos de segurança para evitar o uso indevido. consumerista (em regra). computador. administração de caixa e tudo mais). e dá como garantia que vai pagar o empréstimo (esse mútuo) o próprio bem que ela comprou. pois na relação de consumo o ônus da prova é do fornecedor de serviços. Vamos tratar apenas da alienação fiduciária de bens móveis. O banco é que passa a ser o proprietário do carro. Em geral. é tudo junto. a responsabilidade é só da administradora. de adesão. O sujeito vai à concessionária e diz que quer tal carro. a propriedade se resolve a favor do sujeito. ele é um contrato instrumental. salvo. com certeza que eles não criariam esses mecanismos de segurança. É alienação fiduciária porque o vendedor aliena (vende) o bem para o banco. É resolúvel porque o dia que o sujeito pagar a última prestação do empréstimo. Esse contrato foi criado na época da ditadura. salvo.238 então. você está pagando pela segurança. Que mecanismos de segurança? Hoje muitos cartões de crédito têm a foto do usuário digitalizada. ele tem por finalidade adquirir bens duráveis. O credor só pode ser pessoa jurídica (instituição financeira). Na verdade. Ele é credor fiduciante ou credor fiduciário? Fiduciário. Essa é a posição que deve ser adotada. se provar a má-fé do usuário (o que é muito difícil. começaram a inventar mecanismos de segurança. Somente instituição financeira que pode celebrar este tipo de contrato. É responsabilidade da administradora do cartão conferir pela segurança a esta operação. A responsabilidade em princípio é da administradora. em princípio. o dinheiro nem passa na mão da pessoa. Ele tem o domínio resolúvel. moto. ele vai direto para o vendedor (passa na mão da pessoa juridicamente falando. mas de fato não passa). A jurisprudência (do STJ e do TJ/RJ) diz que a responsabilidade nas compras antes e depois. A pessoa está pagando por um serviço (prestação de serviço. pois a pessoa não pega primeiro o dinheiro para depois ir comprar. caso contrário. etc. dentro de uma conjuntura política totalmente adversa. É regulada pelo decreto-lei 911/69. A pessoa vai pegar o bem e vender ao banco. Isso tudo só foi desenvolvido porque estavam tomando “porrada” na jurisprudência. O devedor é fiduciante ou fiduciário Fiduciante . Ex: Carro.

por incrível que pareça é o devedor. Se a prisão é uma regra excepcional. Então. e o gerente percebe que ele está chegando de carro. pois era um Hábeas corpus preventivo). 1° Fundamento: Prisão civil é somente em casos excepcionais. e. OBS: O credor é fiduciário e o devedor é fiduciante. o banco vai devolver a propriedade do bem. e o sujeito diz que sim. Na conversa com o gerente. CRFB). Diz que pelo contrato os bens fungíveis se tornam infungíveis. isso quando os bens forem fungíveis (no empate prevalece a decisão mais favorável. O STF entende que esta prisão é constitucional? Sim.239 O bem estava com a pessoa. Então. OBS: Na opinião do professor não cabe prisão. este pergunta ao sujeito se ele é o dono do carro e se está quitado. É devedor fiduciante ou alienante (porque é ele que está vendendo o bem para o banco. O sujeito vai ao banco pedir dinheiro. Houve um empate (2 a 2). mas ele diz que quer o carro como garantia em alienação fiduciária. só que a pessoa não vai comprar o carro. na confiança de que o dia que ele pagar a última prestação. inclusive o de alienação fiduciária). O sujeito pode pegar o dinheiro e alienar fiduciariamente o carro ao banco. Isto é alienação fiduciária? Sim. Cada uma turma de ministros no STF tem 5 ministros. o gerente diz que empresta o dinheiro. quem está confiando em alguém aqui. Dois votos entenderam que era possível a prisão e dois votos entenderam que não era possível a prisão. a interpretação tem que ser restritiva. neste caso o objetivo não é a aquisição do bem de consumo (bem durável). o STF está em litígio. Se a interpretação tem que ser restritiva é incabível . Para o STF é cabível a prisão civil quando a alienação fiduciária tem como objeto bens fungíveis? A 1ª turma do STF diz que sim. Na 2ª turma do STF ficou empatado. OBS: O STF entende que a equiparação a depositário infiel é perfeitamente constitucional. inciso LXVII. A prisão civil para o STJ é inconstitucional. logo. na confiança de que quando ela pagar a última prestação. É impossível a prisão civil quando a alienação fiduciária tiver como objeto bens fungíveis. portanto. e ela vendeu para o banco. Então. ele já pode pertencer ao próprio devedor fiduciante. e o que não pode ser? A discussão está em bens fungíveis. Bens fungíveis podem ser objeto de alienação fiduciária? O STJ entendeu que poder até pode. O banco está confiando nele? Não. mas aconteceu que neste dia foram apenas 4 votos). cabe a prisão (isso em qualquer contrato de depósito. que é possível a prisão. O bem não tem que ser necessariamente comprado de terceiro. o objetivo é garantir apenas o empréstimo (mútuo). o banco vai devolver-lhe o bem). Entende que é constitucional (o STJ entende que é inconstitucional). Segundo a Constituição (artigo 5º. não poderia haver empate. O documento do carro vai estar no nome do banco (no leasing que o documento vem no nome dos dois) na alienação fiduciária. Tanto não está confiando que pediu uma garantia (o carro). Vamos imaginar que você esteja precisando de dinheiro (não é para comprar um bem). É a mesma operação. O que pode ser objeto de alienação fiduciária. mas não vai ser possível a decretação da prisão civil. Fundamentos do STJ: Há a alegação de que em qualquer caso é incabível a prisão civil do devedor fiduciante.

Por força do artigo 5º parágrafo 2º da Constituição tem ampla aplicação no direito pátrio. Como funciona a alienação fiduciária? (nós vamos ver todas as divergências processuais). Questões processuais da alienação fiduciária. Caso ele entre com o requerimento de falência. quando for paga a última parcela tem-se resolvido a propriedade em favor do devedor alienante. no final. Questão de prova do Ministério Público: Pode o credor fiduciário requerer a falência do devedor fiduciante? Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. pode requerer a falência do devedor? Em princípio não. O credor com garantia real. ou ele entra com uma execução para cobrar a prestação ou ele primeiro faz uma notificação extrajudicial. (ressalvada a hipótese do devedor de alimentos) e o Brasil é signatário. Na notificação tem que vir constando o valor do débito? É válida a notificação sem que conste o valor do débito? (a defensoria pública que entrou com esta tese). A notificação é uma criação jurisprudencial (exigir a notificação). Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. será que ele já renunciou tacitamente? O professor sempre entendeu (como a jurisprudência majoritária) que não existe a renúncia tácita neste caso (no STF tinha posicionamento entendendo que a renúncia era tácita. Se o devedor fiduciante não pagou. O entendimento majoritário da doutrina é que a renúncia tem que ser expressa. pois eu vi apenas uma decisão entendendo que a renúncia era tácita. e entendeu-se que a renúncia é só a expressa. O conceito de depositário infiel não pode ser ampliado. mas depois reformulou. 2º Fundamento: Convenção interamericana de direitos humanos (mais conhecida como Pacto de São José da Costa Rica). Mas a jurisprudência sempre foi que a renúncia tem que ser expressa. o juiz teria que intimar o requerente para dizer se está renunciando ou não está renunciando. Ainda tem outra convenção internacional que o Brasil é signatário. O professor disse ter visto uma jurisprudência recente do STJ entendendo que a renúncia era tácita. Na defensoria não é válido se não constar o valor do débito. Decreto 678/92. Na forma do artigo 9º da lei de falências. A alienação fiduciária é uma modalidade de que? De garantia real. Se o contrato transcorrer normalmente. Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. Notifica o devedor dizendo que vai entrar com uma busca e apreensão. Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. para extinguir o processo por carência de ação ou não). Eu (professor) não vou dizer que a jurisprudência mudou ainda não.240 que o conceito de depositário infiel seja alongado. . o depositário é somente aquele previsto no contrato de depósito do Código Civil. e a pessoa pagar todas as parcelas. o credor fiduciário tem duas opções. Essas regras proíbem a prisão civil. Pela lei não precisa nem notificar.

o devedor pode apresentar a sua contestação. não tem outra ação para propor depois. e neste caso prevalece a decisão mais favorável). Mas. consolidada. Essa limitação é constitucional ou não? Segundo Alexandre Freitas Câmara essa limitação do artigo 3º é inconstitucional. O saldo não tem a liquidez necessária para fundamentar a execução (tem que entrar com uma ação de cobrança ou com a prestação de contas e depois entra com a execução). porque foi isso e etc). Além de apresentar a defesa. mas essa ação de busca e apreensão na alienação fiduciária. Tem que tornar aquele saldo devedor líquido. e o bem foi vendido por 40 mil reais. e o bem foi vendido por 20 mil. Já para o STF é constitucional. a pessoa consegue purgar a mora com menos de 40%. e neste caso julga prejudicado o recurso. ela tem natureza de ação principal. . e é reconhecido pela jurisprudência como inconstitucional. OBS: Nos tribunais. o credor obrigatoriamente tem que levar o bem a leilão. Neste caso. logo entrou com a busca e apreensão. Então. o devedor fiduciante pode requerer a purgação da mora. vai ficar 4 votos a 4. dizendo que só tem direito aquele que pagou os 40% (Se um daqueles 5 ministros mudar de opinião. Para a 1ª turma. Depois de apreendido o bem. e depois da prestação de contas é que é possível a execução. O bem será vendido. sob pena de prisão. eles (os ministros do STJ) entendem que a situação já está consumada. A pessoa vai purgando a mora. Neste caso o credor vai pedir a conversão da ação de busca e apreensão em ação de depósito (o que o STJ entende inconstitucional para fins de decretação de prisão. às vezes. Na 2ª seção do STJ (8 ministros) a votação foi pelo placar de 5 votos a 3. neste caso seria válida a limitação (porque a cognição seria sumária e não plena). A jurisprudência majoritária vem entendendo que primeiro ele tem que fazer uma prestação de contas (por quanto vendeu. Vamos supor que a pessoa tenha apresentado o bem. eu vou me defender quando? Nunca. Apesar do entendimento do STJ dizer que só tem direito a purgar a mora com o pagamento de 40%. Por que é inconstitucional? Se essa ação de busca e apreensão fosse cautelar. e não conseguiu apreender. Suponhamos que tenha entrado com a busca e apreensão. a defesa tem que ser ampla (princípio da ampla defesa). A sobra deve ser devolvida ao devedor (mas tem os juros e correção monetária das prestações em atraso. O artigo 3º do decreto limita as causas. e chegou no STJ já tinha pago tudo. o saldo negativo pode ser cobrado do devedor (trata-se de uma prestação ilíquida). A pessoa terá que depositar o bem ou o valor do bem. para a 2ª turma é desde que o bem seja infungível). tem também as despesas com o leiloeiro. se eu não me defender agora. através do processo de conhecimento. Essa limitação é inconstitucional. em todos os casos. mas até chegar no STJ a pessoa já pagou todo o financiamento. o devedor fiduciante não pagou. o STJ reconhece que é uma situação consolidada (pois já pagou tudo). Diz a lei que para purgar a mora ele tem que ter pagado no mínimo 40%. Digamos que o valor da dívida é de 30 mil reais. porque o carro sumiu. com a busca e apreensão e etc).241 Suponhamos que após a notificação. então. se o tribunal (ex: TJ/RJ) permitiu a purgação da mora com menos de 40%. se a dívida é de 30 mil.

242 Cabe ação monitória? Cabe monitória (hoje em dia cabe monitória para “tudo”). ele não pode ser acionado pelo saldo negativo (isto é novidade). Se ele não for intimado do leilão. Não foi encontrada jurisprudência do assunto no STJ. Pode o credor acionar o avalista? A jurisprudência entendeu que só é cabível se o avalista for intimado do leilão. . É jurisprudência do TJ/RJ. Tem que intimar o avalista da data do leilão. Tem que notificar o avalista (para que ele exerça o direito de preferência).

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