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DIREITO EMPRESARIAL
1 ª Aula - 05/04/2003
Vamos começar pelo início, lá pela idade média. Pode parecer baboseira o conceito de direito comercial, só que mudou o conceito e por isso que é importante, eu sempre falo isso, e Domingo caiu na prova da magistratura federal, isso é besteira, mas vai cair, e vai cair novamente ou na magistratura estadual ou MP, sem sombra de dúvidas uma questão dessa, então vamos lá: Conceito de direito empresarial: Nós podemos conceituar direito comercial a partir de determinados momentos históricos. A partir da idade média, o que aconteceu? O direito privado ele ainda estava unido e não existia ainda direito civil e direito comercial, o problema é que na idade média o direito quase não evoluída por influência da igreja. Naquela época, embora o direito não evoluía, as atividades mercantis estavam crescendo espantosamente, época das expedições principalmente o direito mercantil, então naquela época não havia nenhum aparato legislativo, nenhuma lei, nenhum tratado por parte do Estado. Então, os comerciantes da época se viram na contingência de criar regras próprias para tratar das relações jurídicas. A partir desse momento, dessa contingência é que o direito comercial teve que se desvincular do direito civil, porque o direito civil estava inerte, principalmente pôr influência da igreja, direito de família não mudava, direito de sucessões não mudava, ficava tudo parado, e o direito comercial evoluindo, evoluindo, teve que se separar do direito civil. Então, os comerciantes criaram regras próprias para tratar de suas relações jurídicas, nesse momento o direito comercial ele foi conceituado como ramo autônomo do direito privado a serviço de uma categoria especial, a serviço dos comerciantes. E já que não havia nenhum aparato estatal, os comerciantes criam suas regras, o direito comercial nasceu basicamente como um direito costumeiro, ele utilizou basicamente os usos e costumes daquela época. Foram formadas ligas, corporações de comerciantes e ali todas as relações jurídicas iam ser resolvidas, foram criados também os tribunais de comércio e nesses tribunais, não era o juiz estatal. Vamos supor que estivéssemos no Sul da Itália, todos nós comerciantes, e criássemos uma corporação, ali há um tribunal do comércio e estão vamos escolher uns entre nós para serem juízes, para os postulados. Alguns comerciantes eram chamados juízes, mas para aquele tribunal privado, que lei aplicava? Não aplicava leis, aplicava os usos e costumes comerciais daquela região. OBS: O problema é que aquelas regras não eram aplicadas para todos os comerciantes indistintamente, porque só podiam se valer daquelas regras os comerciantes que participavam da liga, da corporação. Era um direito extremamente corporativista, quem não fazia parte do clube do bolinha não poderia se valer daquelas regras.

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Com isso quando alguém queria litigar contra alguém que integrava aquela liga, aquela corporação, tinha que acioná-lo no Tribunal do comércio, e quando você o acionava lá quem ganhava aquela ação? Quem fazia parte da liga. Era um direito extremamente corporativista, porque quem julgava era um daqueles que era escolhido como juiz consular. Então o direito comercial não era muito bem visto, ele era visto como direito marginal, como um direito à parte, não era marginal no sentido de bandido, mas marginal no sentido de a margem do direito estatal, do direito civil que regia os cidadãos comuns. É por isso que hoje se eu chamar alguém de burguês ele vai ficar ofendido comigo, nada mais injusto, porque isso vem dessa época onde o direito comercial era separado como o burguês era separado, ele era visto como uma pessoa não nobre, porque o nobre era tratado pelo direito civil, por isso que se chamar de burguês ficava ofendido. Hoje não tem mais justificativa para isso, era uma tradição lá de Roma da idade média, hoje não se justifica, então hoje pode chamar de burguês e a pessoa ficar feliz, mas naquela época não. Naquela época era um direito marginal, um direito a margem, um direito dos excluídos. O direito comercial sob essa concepção subjetivista, por esse conceito subjetivo do direito comercial. Que conceito é esse? É um ramo autônomo do direito privado a serviço do comerciante. Ele permaneceu assim por um tempo até que o Napoleão resolveu criar uma nova concepção de direito comercial, ele não queria mais aquela história de direito comercial só para comerciante, ele queria acabar com aquela história de privilégios para os comerciantes, que tinham um tratamento próprio privilegiado, distinto dos demais. Então, ele determinou que se elaborasse um código comercial francês, que foi o código de 1807, e nesse código eles adotaram o conceito objetivo de direito comercial, ou melhor, eles criaram a concepção objetiva de direito comercial. Que concepção objetiva é essa? O direito comercial passava a ser ramo do direito privado que estudava os atos de comércio, porque não importa quem está praticando, se é ele, se ela, se ela faz parte de alguma liga ou não, pouco importa, o direito comercial vai regular os atos de comércio. E aí vem dizendo, são atos de comércio, transporte marítimo, a compra para a revenda, as atividades de seguro, as atividades bancária, vem dizendo o rol dos atos de comércio. Então se tivesse naquele rol era tratado como direito comercial, se não tivesse não era, era um rol totalmente objetivo. Como Napoleão mandava no mundo, o Brasil foi fortemente influenciado, o nosso primeiro código foi o código comercial. O nosso código comercial não distancia muito do código francês foi em 1850, nos meados daquele século. E o código brasileiro, alguns autores dizem, não é bem assim, ele adotou a concepção objetiva. Ah professor, mas no código comercial não tem o que são atos de comércio? Realmente, mas ao lado do código comercial nasceu o regulamento 737/50, que em seu artigo 19 dizia, são atos de mercantil: compra para revenda, atividade de seguro, atividade bancária, então trazia aquele rol influenciado pelo código francês. Ele não está mais em vigor há muitos anos. O problema dessa concepção é trazida pelo professor Fran Martins.

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A sociedade maromba academia de ginástica, era uma sociedade civil ou sociedade comercial? Era civil A imobiliária? Era civil. A construção civil? Era comercial, por força de lei. Isso por quê? Porque o rol era objetivo. E a atividade de prestação de serviço? Civil A Encol foi à falência porque a construção civil é uma atividade comercial, vai entender isso? Não tem como entender, porque não há base científica, não tem como eu dizer uma regra para vocês, o que é civil e o que é comercial, isso vai depender do legislador, vai depender do país, vai depender da época. Então não há base científica, então até hoje não sabemos a amplitude do ato de comércio, e é difícil porque pelo conceito objetivo, adotado pelo código de 1850, o direito comercial era o ramo que disciplinava os atos de comércio. Mas a gente não sabe o que são atos de comércio, como a gente vai estudar direito comercial? Então o conceito objetivo não foi adotado em vários países, na Itália, na Alemanha, na Suíça há muito tempo que não se adota essa concepção. Ruiu o conceito objetivo de direito comercial, sobretudo na Itália depois na suíça, mas, sobretudo no CC italiano de 1942, criou-se uma nova concepção subjetiva, só que subjetiva moderna, e é a do novo Código Civil. Que concepção é essa? Como é que nós vamos conceituar o direito comercial sob o aspecto subjetivo moderno? Porque não se falou na faculdade. Sob o aspecto subjetivo moderno, o direito comercial ele passou a focar não mais o comerciante e muito menos os atos de comércio. Importante: O direito comercial é um ramo autônomo do direito privado que estuda e regulamenta os atos praticados pelo empresário no exercício de sua empresa. Ou em um conceito mais curtinho, é disciplina jurídico privada das empresas. Acabou comerciante agora, comerciante é coisa do passado, agora é empresário. A base é o conceito de empresa e o conceito de empresário, então não existe mais comerciante agora é empresário. Acabou agora o comerciante e pelo art.2037 do CC, tudo aquilo que era aplicado para os comerciantes é aplicado agora para os empresários. Então, quando a lei de falência fala, está sujeito a falência o comerciante, como é que vocês vão ler agora? Está sujeito a falência o empresário. Não existe mais comerciante, onde tinha comerciante você lê agora empresário. Bom, esse é nosso conceito e depois nós vamos ver o que é empresa e o que é empresário. Segundo o nosso programa nós trabalharíamos fonte agora, mas nós não vamos trabalhar fonte formal e fonte material, isso é coisa de Introdução ao Estudo Do Direito na Faculdade e eu não vou tratar com você, eu só vou tratar somente de uma fonte de direito peculiar do direito comercial. OBS: Aliás, com essa mudança completa de base, que nós não temos como base nem o direito comercial e nem o ato de comércio há quem defenda a mudança do nome da disciplina não seria mais direito comercial, mas direito dos negócios ou direito

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de empresas, ou empresarial, é válida a mudança apesar da tradição do direito comercial, mas já nos programas dos concursos você vai ver lá direito empresarial. Aliás, a vara de falência e concordatas do Rio, agora chama vara empresarial, o que é um absurdo porque não é vara empresarial, porque não vai tratar de todo o direito empresarial, porque vai tratar apenas de falência e concordatas, o problema é que o juiz quer se chamar juiz empresarial, só para tirar onda. Então qual é a fonte de direito que é peculiar ao direito empresarial, que foi à base dele no início? Os usos e costumes mercantis, os costumes comerciais, então agora os costumes empresariais. O que é importante falar sobre ele? O importante é como é que eu vou provar ao juiz, dois empresários litigando, ou um empresário e outro não empresário, não interessa, o autor está alegando que o fundamento do direito dele está no costume empresarial fonte do direito, como eu vou provar para o juiz que existe um costume. Aliás, eu preciso provar para o juiz que existe aquele direito, ou eu só preciso provar o fato? Em regra só o fato, princípio da iuria novit curia, só que esse princípio abre exceção, exatamente para os costumes, para o direito municipal e o direito estrangeiro, artigo 337 do CPC.Lá vem dizendo que você prova os costumes comerciais através de uma certidão que você obtém lá nas juntas comerciais, como assim? A junta comercial ela é obrigada a catalogar, ou usando o termo técnico apropriado ela é obrigada a assentar todos os costumes comerciais.Então, tem um processo administrativo, todos os interessados são chamados, vai aprovar, todos são chamados e depois de aprovado vai ser publicado, e assentado. Então para se obter a prova do costume é só ir à junta comercial e pedir uma certidão.O funcionário da junta vai lá no livro do costume e tem, hoje é no sentido figurado, porque está tudo no computador. Então, você prova através de uma certidão. Mas o que é importante falar? Como nós no Brasil não adotamos o sistema da prova tarifada, admite-se a prova por qualquer meio idôneo, então se pode provar também através de depoimento de testemunhas, de representantes de classes, então se pode provar os costumes através de outras provas. Mas a prova praticamente irrefutável é a certidão da junta. Caiu uma questão no Rio Grande do Sul, lá no RGS eles dizem que é costume lá o cheque pré-datado, ou mais tecnicamente falando cheque pós-datado. Aí eles perguntaram o seguinte, eles queriam registrar o cheque pós-datado como costume dos comerciantes. Ai eu pergunto, pode ser assentada a utilização do cheque pós-datado como costume comercial? Pode? Não, porque o cheque é uma ordem de pagamento a vista, e por quê? Porque está na lei, e só se admite costume praeter legis ou secundum legis, não se admite costume contra legis. Era prova lá do RGS. Onde está dizendo na lei para ganhar 10? Nos artigos 28 do decreto 57595/66 e 32 da lei 7357/85. Isso fala que o cheque tem natureza de ordem de pagamento a vista e por isso não pode ser assentado como costume.

Como assim? Um liga para o outro e diz eu quer comprar uma tonelada de tal produto e paga tal dia. então ele vai utilizar o costume daquela região naquela atividade. 60 e 90. Só existe um artigo tratando do mandato. mandado mercantil e civil. por quê? Existe compra e venda civil e mercantil. surgiu uma grande oportunidade dela realizar uma venda em São Paulo.5 CARACTERÍSTICAS DO DIREITO EMPRESARIAL O que pode ser característica do direito empresarial. existe burocracia? Existe. Agora. e a gente observa muito isso no direito obrigacional. 5%. Aceitou. de um valor 10 vezes maior e não existe em regra contrato de compra em venda mercantil escrito. . Tem que ficar muito atento para essa característica. você vai vender uma tonelada de um produto. Faz o contrato e a procuração certinho. ou seja. sempre terá natureza simples. por exemplo: Eu vou lá dar aula no Espírito Santo e vou deixar o Arthur que é meu amigo como meu procurador. Vou dar outro exemplo: Luciana é representante de pneus. a regra é a onerosidade. Vou fazer um contrato de mandato para que ele me represente na reunião de condomínio. é costume 10%. como o juiz vai decidir? Com base em que? No costume daquela atividade. esse contrato presume-se gratuito ou oneroso? Oneroso. você faz essa venda de forma verbal. não falei nada se vou pagar ou não.Que será provado através de uma certidão da junta comercial ou de uma declaração.Pergunto. não falaram nada se iam pagar ou não. a regra é de que não existe atos comerciais gratuitos. naquela região. depende do tipo de atividade. A regra esmagadora é o contrato verbal. A cooperativa de prestação de serviço é considerada o que? Artigo 982 do CC. ele traz a regra do civil e traz uma ressalva do mandato mercantil. então. Como a gente vai saber o quanto ela vai pagar ao representante. e está lá no parágrafo único.O empresário não faz nada nunca de graça. 2)Informalismo: O direito comercial é extremamente informal como regra. Embora o Código Comercial tenha sido revogado. fechado. porque é no exercício da atividade da empresa. enquanto o direito civil é extremamente formal. 1) oneroso . civil. mas que envolveu lá a prova da magistratura federal. esse mandato presume-se gratuito ou oneroso? É um mandato de natureza civil ou empresarial? Presume-se gratuito. o que pode parecer besteira. não tem assinatura de contrato. uma burocracia enorme. então ela pede para Luis Antonio que também é representante ir lá em São Paulo realizar o contrato para ela. os artigos do novo CC. Se vai vender um imóvel. já que não foi convencionado. para 30.

por que isso? Tem alguma lei dizendo que ele não pode fazer isso? Não precisa de lei. Foi criado um novo contrato e o direito empresarial não precisa criar a lei. como assim? Os empresários eles criam todos os dias novas relações jurídicas. Como é que vai disciplinar? Com base nos costumes. . tem alguma lei tratando de factoring? Não existe nenhum artigo sequer tratando de factoring.6 O transportador vai levar a mercadoria. vocês conhecem alguma empresa de factoring? Conhece. o direito empresarial não precisa de lei. pega uma nota promissória. Como é tratado o factoring? Aqui no Brasil isso é novo. Um outro tipo de contrato que não tem nenhuma previsão legal. ele simplesmente aumenta e começa a tratar daquele negócio. e vai pegar o comprovante do recebimento. qual é a lei? Não tem lei que trata de cartão de crédito. como é EUA. ele simplesmente incorporou a modalidade factoring. Por exemplo. estão todos eles no CC. ele é elástico. novos negócios atípicos. os artigos da compra e venda mercantil foram revogados. ele é indutível.Costuma ser tratado dessa forma. os princípios as características. a compra e venda para revenda e vem dizendo as regras que eram da antiga compra e venda comercial. Portanto. o direito empresarial não precisa do legislador. Como a gente faz isso? A gente até prende o safado do agiota. porque na ausência de lei você aplica os costumes. 3) Elasticidade: O que é elasticidade? E aqui a gente vai começar a tratar de algo mais palpável. e o direito empresarial não precisa criar uma lei para aquilo. ele aumentou. como é o costume. Não precisa ter lei prevendo que deve ser tratado dessa ou daquela forma. pega os costumes de outros países. a gente sabe que o risco na inadimplência é do Factorizador e não é do factorizado. mesmo sem nenhuma previsão legal. Mas tem aquela ressalva. a fatura. aí o direito comercial foi e viu. Tem cartão de crédito no Brasil? Sem dúvida. Como é aplicado em outros países. dane-se o legislador. porque a gente sabe que pelo costume o factorizador é que tem que assumir o risco pela inadimplência dos títulos transferidos. que fala da Compra e Venda e ponto final. Importante: E agora não existe compra e venda civil e compra e venda mercantil. não tem a assinatura de contrato à regra é a informalidade. por isso ele é chamado de elástico. o cartão de crédito. por isso que como não há lei nenhuma. Então o direito comercial ele é elástico. na Inglaterra. ou seja. o direito empresarial é tido como elástico. por quê? Porque ele não é dedutível.

porque você não sabe quem está corrigindo. eu não chamaria de internacionalidade que é a concepção dos doutrinadores antigos. será que o direito empresarial poderia continuar sendo chamado de ramo autônomo do direito privado? Ou será que houve unificação? A mesma pergunta foi feita lá na Itália.Você pode colocar: É conveniente ressaltar que confirmando essa característica a própria ONU. como existe no Mercosul. como existe lá na Europa. . não precisa dizer que não vai sair do papel. Nós temos regras universais para vários países. porque não interessa aos EUA. O livro de quebras foi revogado há muito tempo e hoje a gente tem a lei de falência. O direito civil cada país tem o seu. Ai eu pergunto.Como o direito comercial ele tende ser uniforme em vários países. então como o Brasil vai exportar para a Argentina e a Argentina vai exportar para o Brasil. que nunca vai sair do papel. Comércio marítimo e Comércio terrestre. patrocina um estudo de elaboração de código comercial internacional estabelecendo regras idênticas para vários países. Por isso que nós temos tratados internacionais sobre nota promissória. 4) Boa-fé: Não precisa dizer porque é peculiar a todos os ramos do direito não só do direito comercial. as regras que teriam sido incorporadas pelo direito civil. letra de câmbio. hoje devemos utilizar o termo globalização. pegaram a parte das empresas do Código Italiano traduziram e colocaram no Brasil com algumas mudanças.7 4) Internacionalidade: Outra característica é a internacionalidade. Não precisa colocar isso na prova. no direito de família não importa como é nos outros países. regras de direito comercial idênticas para vários países. por quê? Porque há mercados comuns. agora. eu vou freqüentemente falar da Itália. O direito empresarial ele tende a globalização. por isso que tende a globalização. ainda não foi totalmente revogado porque ele ainda é tratado como comércio marítimo. O comércio marítimo ainda continua sendo tratado pelo código comercial. o direito civil tende a nacionalização. cheque. porque o nosso livro de empresas do atual CC é quase uma tradução do Italiano. só existe o código comercial.Hoje foi revogado o comércio terrestre. A ONU patrocina um estudo para a elaboração de um código comercial internacional. com a revogação do código comercial. então nós temos outros tratados tratando de comercio. 5) autonomia: O caso é o seguinte o código comercial ele era dividido em três livros de quebras. como Brasil e Argentina. o direito empresarial tem que ser parecido. em relação ao comercio terrestre. mas deixa o comércio marítimo de lado porque a gente não vai tratar.

o direito comercial ele aumentou. o direito comercial ele diminuiu ou ele aumentou? Antes eram só os atos de comércio.E a primeira autonomia que se destaca é a autonomia científica e por que cientificamente o direito comercial continua autônomo? Porque ele tem características próprias. então continua autônomo. é tradição e vai continuar sendo com livros próprios. que lei nova é essa? . bibliografia própria. porque misturou água e óleo. o livro de títulos de crédito é direito empresarial. diferentes do direito civil. só que depois de aprovado e em funcionamento. Importante: A atividade de prestação de serviço que antes não era tratada pelo nosso direito empresarial. porque se a base é diferente eles não são a mesma coisa. ou serviços. São ramos autônomos. O importante aqui é o seguinte. Então são ramos com principiologia própria. Bom. embora o código comercial tenha sido revogado. Agora quem é tratado pelo direito comercial que não era? Lembra lá da academia Maromba? Academia de ginástica. o livro das empresas é direito empresarial. juntou água e óleo na mesma lei. não há dúvida de que se está tratando dentro da mesma lei. Por quê? Considera-se empresário quem através de seu estabelecimento comercial desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção e circulação de bens. só que com o direito de empresa no novo CC artigo 966 o conceito de empresário ele quase duplicou. o livro de família é direito civil. agora o professor de direito civil não substitui o professor de direito empresarial. aqueles atos de intermediação. Quando um se presume gratuito o outro é oneroso. enquanto um tende a nacionalização o outro a internacionalização. OBS: Autonomia legislativa a gente pode falar aqui só o seguinte. por exemplo. eles viram que não adiantou colocar tudo em uma lei só. com a revogação do código comercial e a introdução dele no novo CC. assim como a academia de ginástica.Por isso que cientificamente ele continua autônomo. Lembra da imobiliária? A imobiliária era tratada pelo direito civil e agora é tratada pelo direito comercial. A imobiliária. não era atividade comercial e agora é atividade empresarial. e nós estamos falando isso com base na experiência italiana. A idéia era essa. somente. com princípios diferentes. Em 98 foi feita uma reforma na Universidade de Bolonha na Itália onde foi prestigiada a cadeira de direito empresarial. E aí eu pergunto o direito comercial continua autônomo? Sim e por vários motivos. praticamente duplicou. agora é tratada.8 Então na Itália o objetivo foi unificar o direito privado. e por mais que tenham enfaixado não quer dizer que seja um só. Importante: Vocês vão poder ver bem o que no CC é direito civil e empresarial. porque o conceito aumentou. agora está sujeita a falência.Então. quando um é indutivo o outro é dedutivo. Didaticamente ele também continua autônomo. à parte que fala das sucessões é direito civil. de direito civil e direito empresarial. como diz o professor César Devivante: eles enfaixaram direito comercial e direito civil na mesma lei.

não é nada daquilo que falaram na faculdade. ele é um artigo importantíssimo. ele está falando a verdade? É ou não é? Não. mas é um erro porque eles pensaram só no novo CC. e aquela pergunta. tenho uma rede de salão de cabeleireiro. Ex: 4 pessoas vão formar uma sociedade. que fala das sociedades limitadas. Qual o único ponto de convergência? O novo CC. que nada mais do que uma tradução literal. no novo CC houve unificação mas é apenas parcial da legislação. e não é brincadeira não. que trata das duas matérias. Não há dúvida e por isso nós vamos falar que a unificação legislativa foi apenas parcial. . Primeiro não tem base legal e sim numa instrução normativa e ele não é empresário . tem até uma resolução do DNC que autorizou os sócios administradores e os titulares de firma individual a tirar uma carterinha de empresário. Por quê parcial? Porque só existe um ponto de convergência que é o novo Código Civil. desenvolve atividade economicamente organizada para fins de produção. então a base é o artigo 966 e o outro artigo a gente não vai falar agora e sim durante o curso muitas e muitas vezes é o artigo 1053 do CC. Ele é o artigo principal. porque as outras leis continuam sendo aplicadas nos ramos que lhes são próprios. Bela Blum salão de cabeleireiro Ltda. pelo conceito do artigo 966 e do 982. Vamos agora interpretar o 966 do CC. a lei de falência é empresarial. Temos dois sócios administradores ( não se fala mais em sócio.Eu sou empresário. A base de todo direito empresarial hoje. a carteira de empresário. tudo aquilo que vocês ouviram falar de empresário esqueçam. empresário é a pessoa física ou jurídica que em nome próprio através de seu estabelecimento empresarial. o que você faz? Ela fala que é medica. ele é tudo menos empresário. E agora nós vamos conceituar a parte mais importante do direito empresarial. Quando um sócio chega e fala que é empresário é só para tirar a onda. Numa festa um dos sócios está se apresentando. ele fala apenas para tirar uma onda. houve apenas unificação parcial.9 O novo Código Civil. O primeiro é o artigo 966 do CC. é a base. alguns livros falam em unificação legislativa.gerente. circulação de bens e serviços. ela economista e quando perguntam para ele. gerente é empregado. felizmente mudaram o nome). Então mesmo legislativamente eles continuam autônomos. se você decorar você reponde milhares de questões de direito empresarial. por exemplo a lei que trata da união estável é uma lei civil. Bom. os outros são apenas investidores. Vocês sabem que todo mundo quer ter uma carterinha. ela dentista. porque olha só . ele vai dizer que é empresário. que é o conceito de empresa e empresário. e com certeza quando o examinador quiser na hora da prova aplicar uma pegadinha vai usar o artigo 1053 do CC. não muda nem a vírgula do artigo 2082 do CC Italiano. acabou esse negócio de sócio-gerente. O mais importante é o artigo 966. são dois artigos. Seguindo a pirâmide de Kelsen a base seria o artigo 966 para o direito empresarial. Agora as outras leis.

. ela era a sociedade comercial ou comerciante coletivo. Por quê o sócio não está sujeito a falência? Porque ele não é comerciante. porque quem está sujeito a falência é a sociedade. foi muito feliz quando ele colocou em letra 26 no livro dele: “Pelo amor de Deus. mas você ao abrir uma firma individual. porque o sócio não é comerciante. Quem está sujeito a falência o sócio ou a sociedade? A sociedade. E ele poderia ser chamado de comerciante antes? Quem está sujeito a falência? Todos os comerciantes. sócio não é empresário. quem está sujeito à falência o sócio ou a sociedade? A sociedade.10 Ai eu pergunto. seu sítio. mas que isso? O problema é que botaram na cabeça de vocês. Isso a gente já sabia só que não atentava para esse detalhe. porque ele não age em nome próprio. por isso que ela se reveste no conceito e não ele ( sócio). considera-se empresária a sociedade tal. vocês ligaram a figura da pessoa física. seu carrinho? Não vai querer. a firma individual ou as sociedades empresárias. Então hoje. ele vai dizer que o empresário é a pessoa física.. Decore isso sócio não é empresário sócio é sócio. quem é o empresário? A pessoa jurídica ou empresário individual. ele age em nome próprio? Não ele age em nome da sociedade.” Eu vou perguntar isso aqui várias vezes em meio a outros institutos e vocês vão errar. nada mais equivocado. E quando é que ele é empresário? Quando ele é empresário individual. E aí o que diz o artigo 982 do CC. se vocês forem perguntar ao pipoqueiro da esquina. O professor Fábio Ulhoa Coelho. firma individual. e digo pior credor porque ele só recebe depois de todos os credores. então quando alguém vai desenvolver uma atividade desenvolve através da sociedade. você sabe que sua responsabilidade será ilimitada. Vê o conceito do 982. você vai juntar com outras pessoas e quem será o empresário será a sociedade. . quem é o empresário? O empresário é a sociedade. o sócio em última análise é um mero credor da sociedade.. Quem está desenvolvendo a atividade? A sociedade. Quem vai a falência? A sociedade. e você vai querer fazer isso? Arriscar a sua casa de praia. você é apenas o sócio. Importante: Empresário pode ser tanto pessoa física como jurídica e geralmente o empresário é pessoa jurídica porque o empresário individual teria responsabilidade ilimitada. E o que é sócio? Sócio é sócio.

por isso que o empresário é tratado que nem um bibelô. mais arrecadação de impostos. Ele pode até fazer o câmbio em uma instituição particular. que ia ajudar a TAM.individualista. por causa da variação. quem vai fazer o câmbio é o Banco Central. 982) * Sócio( física ou jurídica)---------------sócio--------------. o Brasil dá de um lado para pegar de outro. hoje a gente tem a concepção de que o empresário é um bibelô. o PROER que ajudou os bancos. da França. O Estado tem que tratar bem o empresário. agora se eu te chamar de empresário eu estou te xingando? Não.comerciante individual ---. corporativista. o empresário na concepção social. por isso que o FHC. a VARIG.Filosófica: A primeira diferença vou dar apenas por que é filosófica e quem faz essa diferença é o professor Rubens Requião. porque enquanto o empresário estiver vivo. vai vir para . 1. foi lá na Organização Internacional do Comércio.sócio Qual a diferença do conceito de comerciante para o conceito de empresário? São três diferenças.sociedade comercial---. se não tiver empresário o país vai a falência.sociedades empresariais ( art. mas ele vai pegar o dólar e vai dar para o Banco Central. na doutrina só tem duas. sem conhecimento de causa. teoria da preservação da empresa. é da época de uma concepção egoísta . marginal. o Estado deve se preocupar com o empresário porque a escala empresarial é a base econômica de um país. é um conceito mais social. Eu vejo muita gente criticando. marginal que o Estado fazia do comerciante. mas pode se acrescentar uma . por que isso? O governo não está dando dinheiro paras o empresário. O conceito de comerciante é um conceito egoísta. fica com Estado que dá para o exportador o real.11 Qual seria a diferença do conceito de sócio para o conceito de empresário? O que que mudou? São três mudanças. como assim? Bom. 966) * Pessoa jurídica --. e por isso que o burguês é xingamento hoje. realiza um contrato e o dinheiro vem para o Brasil. Por isso que o Lula vai lá não sei aonde defender o Brasil. mais postos de empregos.empresário individual ( art. o conceito de empresário se contrapõe ao conceito individualista.Então quando uma exportadora. criticando PROAR. Por isso. defender a EMBRAER da BOMBARDIÊ. e normalmente pedem |Rubens Requião na prova. sem falar nas divisas do contrato internacionais. Trilogia: * Pessoa física ---. O dinheiro não vai vir para o governo diretamente. quando os dólares chegam eles ficam com quem? Com o exportador? Não. Então.

de não sei quantos milhões de dólares no mercado. eu não conhecia a filosófica. Ela era comerciante.12 EMBRAER. Eu vou falar primeiro da pessoa física. já falei de duas vou falar da terceira. O conceito de empresário substitui a de comerciante? Você tinha que falar há diferenças. OBS: Nem todos aqueles comerciantes tem estrutura própria organizada para serem chamados de empresários. eu lembrei do conceito que era mais abrangente e lembrei dessa diferença. eu vou falar do empresário pessoa física do empresário individual. porque a pessoa jurídica adquire capacidade e ganha personalidade jurídica a partir do registro. porque não tem estrutura comercial. mais abrangente. então era o restaurante. REQUISITOS PARA SER EMPRESÁRIO: São vários os requisitos 1) capacidade + ausência de proibição legal: O primeiro deles é a capacidade mais ausência de proibição legal. as indústrias. Foi a pergunta da prova oral do MP. mas os dólares vão ficar no Banco Central. não muda nada. ele está falando não de um público grande ele está falando daqueles antigos comerciantes nanicos. mais tarde nós vamos estudar isso melhor. tudo bem? Bom. 3)dada pelo professor Fábio Ulhoa Coelho e Waldo Fazzio Jr. por exemplo: A vendedora de Avon. a concessionária de veículos. um a capacidade e outro a ausência de proibição legal. ( Principalmente ). é a seguinte: Nem todos aqueles que eram chamados de comerciantes agora podem ser chamados de empresários. o conceito de empresário é mais amplo. ela praticava atos de intermediação? Praticava.O examinador perguntou antes do CC. a partir de quantos anos? 18 anos. Na época da prova eu só lembrei de duas. Alguns autores colocam como dois requisitos. . porque o conceito de comerciante pegava apenas aqueles atos de intermediação. E por isso que o Banco Central dá injeção de dólar no mercado. imaginem agora se eles não vão perguntar sobre isso. quando é que a pessoa física adquire capacidade civil plena. mas isso é questão didática. essas três que eu estou dando. porque não desenvolve atividade economicamente estruturada. Então. construir aviões. Mas será que ela se encaixa no conceito de empresário? Para eles não. o conceito de comerciante é menor. ele dá exemplo no livro dele. 2) conceitual: Segunda diferença é conceitual. E o conceito de empresário é muito maior porque abrange também o conceito de prestação de serviços.

nós vamos ter um vácuo entre esses 16 anos e 18 anos e esse empresário pode fazer tudo. plenamente capaz. Fran Martins. porque a partir dos 18 ele hoje é maior. existam duas correntes: A. não tem mais divergência. melhor um louco. ele pode ficar insolvente e não poderá ser decretada a sua falência. pode um louco ser empresário? Qual o primeiro requisito que eu falei? A capacidade. ele conseguiu em um artigo mudar todo o ordenamento jurídico. Hoje o menor com 16 anos pode se emancipar com o exercício da empresa. todas essas regras foram mudadas e quando eu falo para os civilistas eles chegam a se arrepiar. tipo “olha não pode mais vender produto estragado”. então. uma pessoa não pode ter dois patrimônios como ocorre na França.II da LF. inciso V. mas eles eram minoritários.A corrente majoritária do Fábio Ulhoa.Uma minoritária do Rubens Requião e Manoel Ferreira. porque a lei de falência é especial. Patrimônio é um conceito uno e indivisível. Antes havia divergência e o novo CC acabou encampando a corrente minoritária. e a pergunta é a seguinte: Pode um menor. Segundo José Maria Leoni. Tem solução? Não tem solução. E também não está em consonância com a lei de falência.13 Existia uma discussão na época do CC de 1916. Mas muitos autores. é o artigo mais difícil do direito empresarial o artigo 974 do CC. a lei foi expressa. que o menor com 16 anos pode se emancipar pelo exercício do comércio. a partir de quantos anos o menor poderia se emancipar pelo exercício do comércio. . cada pessoa só tem um patrimônio. fazendo concorrência desleal. diz que só é possível a falência do maior de 18 anos. OBS: Ai vem o novo CC e disse em seu artigo 5º. 2º. o professor Anco Márcio Valle. vamos supor que ele esteja interditado. Não há como. art. aqui ela só pode ter um patrimônio. dizia que era a partir dos 18 anos. crimes contra o consumo e tudo mais e lhe sendo aplicado medida protetiva do ECA. Imaginem um empresário praticando inúmeros fatos fraudulentos. sobretudo o professor Penalva. E entre 16 e 18 anos ele poderá dar o desfalque no mercado e ninguém poderá requerer a falência dele. patrimônio é o complexo de relações jurídicas de uma pessoa dotada de valor econômico. pode cometer “crime”. no Brasil cada uma pessoa tem o seu patrimônio. mas a gente não precisa mais disso. porque ele fica em total descompasso com o ordenamento jurídico vigente. ele comete ato infracional. criticam esse artigo. parágrafo único. nessa parte. E o sócio tem dois patrimônios? Não ali são duas pessoas e cada uma tem o dela. Pode o louco ser empresário? Pode uma criança de um ano ser empresária? Pode ou não? Olha só o que o novo CC fez. eles diziam que era a partir dos 16 anos. Eu vou deixar uma pergunta para a próxima aula porque esse artigo é muito complicado. e não é revogada por lei geral posterior. o juiz vai dá uma repreensão verbal ?!. Ele não está em sintonia com o direito penal. O louco é capaz? Não. a solução é a reforma da lei de falência e do CP. medida de advertência. B.

Quem vai ser acionado e citado? O Arthur. E o menor de um ano de idade. ele não é economista. E eu pergunto o juiz tem conhecimento de causa para analisar isso? Não. que vai exercer seus direitos através do curador. mas a casa de praia não. O incapaz fica com dois patrimônios. porque toda a atividade empresarial é sujeita a risco e o patrimônio do incapaz poderia se evaporar junto. Antes a responsabilidade era ilimitada. mas vamos supor. pode ele com um ano de idade tocar a atividade? Não. antes não exercia atividade comercial. vamos colocar Arthur Novak Comércio de veículos. para o menor. porque quando ele fizesse 18 anos ele não teria mais nada. o menor herdou uma atividade empresarial. vamos supor que o empresário individual. Ele tinha um patrimônio único. Ela é empresária? Não. Importante: E esse artigo 974 do CC permitiu que uma pessoa tivesse dois patrimônios e permitiu o empresário incapaz.Só que agora o juiz vai dividir o patrimônio e vai averbar nas juntas todos os bens que estão ligados a essa atividade. Aí o novo CC. Por isso o juiz decidia sempre em vender tudo e colocar numa poupança. Agora quando era para desenvolver a atividade pessoalmente o menor não podia. ele pode ser dividido na forma do artigo 974 do CC. com aval do Ministério Público. e nem desenvolve atividade em nome próprio. que o Arthur morresse e deixou como único herdeiro o filho de um ano. tudo fazia parte de um mesmo patrimônio. só na reencarnação. Teve o caso de Brasília. veio e disse. e a Juliana Novak continua desenvolvendo a atividade em nome dele. Só não era pacífico porque o Carvalho de Mendonça entendia que podia . Mas como isso? Ele permitiu o seguinte. Ex: Casa de praia. o juiz vai pegar e analisar se existe risco no negócio. onde o promotor e o juiz estavam envolvido e foi um escândalo. Pode a representante legal desse menor continuar a exercer a atividade que antes era exercida pelo autor da herança? Antes de maneira nenhuma.14 Então só existe um patrimônio por pessoa. E o juiz vai fazer outro absurdo. Eu pergunto pode o curador continuar a atividade desenvolvida pelo curatelado? Antes de jeito nenhum. não você pode continuar desde que você peça uma autorização judicial. Quem é o empresário? O Arthur. . os carros podem ser penhorados. o empresário de um ano de idade e o empresário louco interditado. um ligado a atividade empresarial e outro não ligado a atividade empresarial. eu não estou falando de sociedade e sim de empresário individual. vamos supor o Arthur Novak. mas o menor era sócio. Então o computador da loja. está comprando e vendendo carro e aí ele foi interditado pela mulher. O patrimônio já não é mais tão indivisível assim. não estou falando do sócio. Só estarão sujeitos aos riscos da atividade os bens ligados a empresa. vai dividir o patrimônio do Incapaz. Então ele vai avaliar os riscos dos negócios e se ele entender conveniente ele autoriza.

ele misturou o artigo com a questão de sócio.15 Importante: Mas agora o novo CC deu esse poder para o juiz que poderá autorizar o representante do menor continuar a atividade que antes era desenvolvida pelo autor da herança. . 2 ª Aula .12/04/2003 Estamos falando dos requisitos para ser comerciante. Quando for acionar na justiça vai se acionar o menor. Primeiro conceituamos empresário que pode ser tanto pessoa física como jurídica. Se aquela atividade está indo a banca rouca. vamos supor que no início ela estava vendendo carro que era uma beleza. mas falência de objeto? Complicado.Eu pergunto aquele sítio vai responder? Está ligado a atividade? Não diretamente. porque mulher não entende muito de carro. faz a mesma coisa com medo de falar besteira. Aí você pede e o juiz vai analisar os riscos. pode ser decretada a falência? Do menor não e do louco. definitivamente. o representante legal? Não porque ele não está agindo em nome próprio e sim em nome do menor. porque ele não pode falir a não ser que você entenda que é a falência daqueles bens. Cuidado. porque senão seria ótimo para o incapaz. E quem vai ser o empresário. mais uma vez o CC não está em consonância com a Lei de Falências. mas eu sou obrigado a falar. mas se provar que foi fruto. estará ligado de forma indireta. Bom. os bens que serão arrecadados serão somente aqueles ligados a atividade comercial. a lei para por aí. o que é normal. E falamos do primeiro requisito aquele requisito complicado do 972. 973 e 974. com lucro ela comprou um sítio e depois ficou ruim e ela quebrou. e não tem nada haver com sociedade o artigo 974 do CC. Agora se ele vendeu para comprar o sítio este não estará sujeito aos riscos. o Fábio Ulhoa Coelho quando vai falar desse artigo é assim ele reproduz o artigo. mas a gente pode complementar. mas do menor de um ano de idade não pode. Do louco pode porque não tem nenhuma vedação legal. Então está ligado mais de forma indireta. e aí? Não tem solução Os autores não falam. Última pergunta para deixar vocês sem dormir:Se ela não desenvolve muito bem essa atividade. porque o representante legal não vai agir em nome próprio e sim em nome do menor. porque as pessoas têm medo de falar desse artigo. a casa de praia está fora. que tem que ser modificada. Então empresário pode ser pessoa jurídica. O Amador Paes de Almeida entrou numa de falar e falou uma besteira que não tem tamanho. e quando ele autorizar. Quando o louco falir. porque só entra nunca sai. Waldo Fazzio Jr. o menor recebeu como herança os bens ligados a empresa e a casa de praia. e aí eu pergunto quando o juiz autorizar ele vai está dividindo o patrimônio do menor e só vai estar sujeitos aos riscos os bens ligados a atividade empresarial. agora do menor não pode. ou seja a capacidade. Aquela mania que tínhamos de pensar que empresário é só pessoa física acabou né.

E na prática? Na pratica. Qual é a conseqüência? Ele vai estar sujeito à falência? O juiz? Vai ou não vai? Vai estar sujeito à falência. você responde com Trajano de Miranda Valverde. Na hora da prova o examinador vai dizer se é ou não testa de ferro. do próprio proibido que estava por trás. e ai qual a solução? Não falei necessariamente em pessoa jurídica aqui. E a falência dele é o pior de todas. colocar um testa-de-ferro. o patrimônio dos dois vai ser arrecadado. Vai decretar a falência dos dois com uma tacada só.Não estou falando necessariamente em pessoa jurídica aqui. Segundo Trajano de Miranda Valverde pode ser decretada a falência dos dois. é muito difícil primeiro você provar que é testa de ferro. e se ele falar que é. mas é e se é vai estar sujeito a tudo que é ruim. Então eu não estou falando em pessoa jurídica. mas isso nos interessa na hora da prova? Não. Oscar Barreto filho e Trajano de Miranda Valverde. o militar. Uma questão interessante: se por acaso se esse juiz colocar um testa de ferro. Então ele vai estar sujeito à falência? Vai estar sujeito à falência. um amigo dele. ele só está sujeito ao direito empresarial para os efeitos ruins. um testa-deferro. . ele não poderia mas é. Exemplos: o promotor de justiça. Então o credor que não conseguiu receber do testa-de-ferro quando requerer a falência vai requerer a falência tanto do testa-de-ferro como de quem estava por trás. não basta ser capaz. eu estou falando que ele botou alguém lá. o proibido de ser empresário. porque vai ser presumidamente fraudulenta. o juiz pode ser sócio? Pode porque sócio não é empresário. vai ter crime falimentar de ausência de livros. Então o segundo requisito é a ausência de proibição legal. Todos eles têm capacidade mas são proibidos por lei de exercerem atividade empresarial. nessas hipóteses pode ser decretada tanto a falência do testa-de-ferro como do próprio juiz. Então o proibido de exercer a atividade empresarial. Ai os bens dos dois. Eles dizem o seguinte: toda vez que um proibido de exercer atividade empresarial. Por exemplo um juiz que além de juiz é empresário. Vai ter direito à concordata? Não. onde afirma expressamente que pode ser declarada a falência dos proibidos de exercerem a atividade empresarial. A resposta nos é dada pelos professores Rubens Requião. ela não pode ser proibida por lei de ser empresário. etc. o segundo requisito que nós vamos tratar hoje é a ausência de proibição legal. para os efeitos danosos.16 Vimos que para ser empresário. se violar essa proibição está sujeito à falência. ele ainda vai responder um processo administrativo na corregedoria correspondente. As conseqüências são drásticas. a lei de falência é clara em seu artigo 3º. Aliás. em um único requerimento. E o que nós podemos falar sobre isso? Vamos supor que uma pessoa que tenha capacidade seja proibida e mesmo diante dessa proibição ele venha a exercer essa atividade. O proibido de exercer atividade empresarial pode ser sócio. Estou falando de empresário não de sócio. o que é bom não. Essa é a orientação da doutrina. Se evidentemente violarem essa proibição. antes de mais nada a pessoa deve ser capaz. o corretor. O juiz pode ser sócio o promotor pode ser sócio. Importante: Não basta que a pessoa seja capaz para exercer a atividade empresarial. o leiloeiro. falei? Vem cá. Bom. Ele não poderia ser empresário. não pode ser proibido por lei. o juiz o funcionário público.

ela não se registrou. direito empresarial. Se for numa prova objetiva múltipla escolha. inclusive hoje o registro tem natureza declaratória. Então na verdade o registro é requisito para que a pessoa seja empresário regular. Anotem os artigos 971 e 984 do novo código civil. 985 e 1150 do CC. Toda vez que falar em natureza jurídica declaratória limitou-se a reconhecer um estado de fato pré-existente. mesma atividade rural. Vamos imaginar dois fazendeiros. Discutia-se isso. Maria sempre quis ser fazendeira. Hoje a regra é que ele tem natureza declaratória. quando se fala em natureza declaratória o que isso quer dizer? Quer dizer que se limitou a reconhecer um estado de fato. mas veja se ele não se registrar ele vai continuar sendo empresário? Vai ou não vai? Vai ser empresário de fato ou irregular. você vai dizer que o registro tem natureza Constitutiva. E onde está essa exigência? Esta exigência está nos artigos 967 (o registro). mas o professor Leonardo analisando o novo código civil. mesma quantidade de alqueires. o registro nesse caso teve natureza Constitutiva. ela é empresaria? Empreendedora rural é empresária? Não se registrou? Não. Então o que deu qualidade a ele de empresário? O registro. se registrou. o empresário ele tem que se registrar na junta comercial. Então é requisito para ser empresário. qual é a natureza jurídica do registro? Ele tem natureza jurídica declaratória ou constitutiva? Por que a pergunta? Importante: :Porque se você disser que é o registro que dá qualidade de empresário. declaratória.17 2) Registro: Bom o próximo requisito para ser empresário é o registro. Por que o registro? Antes de iniciar a atividade. Mas o que eu vou falar agora é conclusão minha. Mas se você falar que não é o registro que dá a qualidade de empresário e sim a atividade. não é só no direito empresarial não. Então mesma atividade tudo igualzinho. se vocês colocarem na prova é por conta e risco de vocês. pré-existente ou já existente. processo civil. . Agora João. natureza declaratória. então limitou a reconhecer um estado de fato pré-existente. João sempre quis ser empresário. Quando falar. civil. diz a lei o seguinte: o empreendedor rural para ser empresário basta que ele faça o registro. ele vai ser chamado de empresário? Sim. o registro tem natureza meramente declaratória. verificou que ela não é tão declaratória assim. sem registro a atividade rural não é empresarial. mas quando for empreendedor rural ele tem natureza jurídica constitutiva. O colega aqui me perguntou se vai estar sujeito a falência o registrado? Vai. Hoje não. mesma coisa. estado jurídico de empresário. Ele está criando um novo estado jurídico. é todo o registro. E o que isso quer dizer? O registro. tudo igualzinho. mas a doutrina amplamente dominante sempre falou. Importante: Por isso que vocês não podem mais falar que o registro sempre tem natureza declaratória. Sempre se discutiu o seguinte. Se foi o registro que deu qualidade de empresário. Eles continuaram a falar a mesma coisa inclusive com o novo código civil.

4) Finalidade Lucrativa : Quando essas atividades são praticadas de forma profissional. É a mesma coisa. e alguns mais loucos. não adianta. isso não está nem na apostila. já que segundo a doutrina ela não presta serviço. em todos os livros vocês vão encontra-los. quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Só é empresário quem está sujeito . E o outro. da ausência de proibição legal.Produção de serviço ou prestação de serviço. Nossa opinião é que é prestação. Na prática é outra História. então normalmente além desses requisitos. Próximo requisito para ser empresário: já falamos da capacidade.18 Vai ter direito à concordata? Vai. ser registrado. prestar serviço e fazer tudo isso por amor. pura e simplesmente. A atividade rural não é considerada empresarial. é o do Professor Waldo Fazzio Jr. a fazendeira que não se registrou? Não. Quais são os atos empresariais? . em outras palavras. Ele sendo empresário vai ter direito à concordata. ela faz intermediação. como o absurdo.Produção de bens. mas vai ter que ter o livro diário. segundo o estatuto. tem direito a certos benefícios legais. ele diz. mas a doutrina entende ser circulação. do registro: próximo requisito para ser empresário. Mas para ficar mais bonito. 3) Prática habitual de atos empresariais: Artigos 971 e 984 do CC. mas não visa lucro. loja de roupas. ela não pode ser considerada empresarial.Circulação de serviço. ele tem que fazer tudo isso pensando em lucro. Será que isso pode ser requisito para ser empresário. É um requisito. ele diz. Ex: restaurante. Ela só vai ser empresaria se ela se registrar. não está proibida por lei. mas se todos os livros fossem iguais. Não adianta nada ter capacidade. Prática habitual de atos empresariais é o que a doutrina fala.Circulação de bens. . Se ele quiser ser empresário. pratica habitual de atos empresariais.Ex: A faculdade Candido Mendes tem capacidade. Ex: agência de viagens. o que ele tem que fazer? O Registro. o último requisito é o intuito especulativo ou finalidade lucrativa ou visar o lucro. O empreendedor rural decide se ele quer ou não ser empresário. . por exemplo. alguns autores mencionam outros requisitos diferentes. pode colocar esse nome: exercício profissional da empresa. Ela não vai ser considerada empresaria. Então. administração de imóveis. não ser proibido. ou seja. só é empresário quem esta sujeito à falência. . Ex: hotel. sinônimo de habitualidade. Esses requisitos que eu falei com vocês são unânimes. está registrada. isso vai ser considerado uma atividade empresarial. só é empresário quem está sujeito ao regime jurídico da insolvência mercantil. bastaria comprar um. por isso é que ela coloca o serviço em circulação. dinheiro. por exemplo. Ex: indústrias.

Aqui não é tecnologia de ponta não. O que seria estrutura empresarial? Estrutura empresarial segundo esses autores é a conjugação de quatro fatores de produção. Ela não tem estrutura empresarial. Segundo eles além dos outros requisitos que nós já vimos. Quem fala isso. tem que ter estrutura empresarial. de ponta. Bota um cafezinho e vende para as amigas que acabam comprando. Esse é o primeiro fator de produção. nunca um requisito. Fabio ulhoa coelho. Então a sujeição à falência não é um requisito para ser empresário é uma conseqüência de ser empresário. Então quando eu falo em capital é dinheiro ou bens apreciáveis economicamente. Então nós vamos ver alguns exemplos: a vendedora de cosméticos (da avon). um produto ou um serviço. Para ser empresário tem que ter estrutura empresarial.Empenho de Mão. Só é empresário aquele que conjuga o capital.Obra: Segundo fator de produção conjuga a mão de obra. Então ele tem que utilizar dinheiro e mão-de-obra. eu não diria tecnologia eu diria know-how. E por fim eles falam que só é empresário quem utiliza tecnologia. 2. Vamos falar de know-how. ela utiliza mão-de-obra de terceiro? Em regra quase absoluta não. Ela tem estrutura empresarial? ela empenha capital? Não ela pega tudo em consignação. e quando eu falo de capital não falo em dinheiro em espécie não.Insumo: Terceiro fator de produção é o chamado insumo.. Ele tem que utilizar mão-de-obra.de. professor penalva. tem que conjugar os quatro fatores. Então todo empresário tem que trabalhar com alguma coisa. Toda atividade empresarial é atividade de risco. 3. Ela trabalha . porque ela não está correndo risco. ela é que vai na casa das amigas. Falência é um requisito ou uma conseqüência? Uma conseqüência de ser empresário. Para aqueles que entendem que para ser empresário é necessário ter estrutura empresarial. Quais são eles? São os seguintes: 1. Então ela não utiliza mão de obra. Alguns autores estão colocando como requisito para ser empresário o que eles chamam de estrutura empresarial. aquele que mexe com dinheiro. Mario Moraes marques Jr. Não existe empresário que não empenhe que não arrisque capital. falo em empenhar arriscar bens apreciáveis economicamente.19 à falência não é o contrario é exatamente o contrario. Waldo fazzio jr. vamos continuar.Então tem que ter capital. É bem mais apropriado porque quando eu falo em tecnologia a gente pensa logo em tecnologia de ultima geração.Empenho de Capital : Só tem estrutura empresarial quem empenha capital. seria mais um requisito. a banca do Ministério Público. O que é insumo? Insumo é o produto ou serviço que vai ser explorado.

Ele tem tecnologia. É ou não é. ou com o serviço. não estamos acostumados com isso. Ele sabe os custos da produção. porcentagem. Aquele garoto que tem um site de busca na internet. Era empresário no sentido moderno. aparentemente esse requisito. aquele para levantar a moral. Não precisa ser formal. ele ficou rico. do tipo novo. Ele montou um site na casa dele. Camelô tem estrutura empresarial? Tem porque conjuga os fatores? O camelô quando vai ao Paraguai comprar os produtos ele pode comprar fiado? Não. alguns deles tem firma registrada na JUCERJA. o empresário virtual ou empresário da internet. estrutura empresarial vai ser abraçado por toda a doutrina. mas só analisando o contrato para saber. Isso não é requisito legal é doutrinário. Não conjugava esse fator de produção ai. os empregados. é o risco do empreendimento. Significa que ele empenha capital e se perder os produtos na estrada. Alguém trabalha para ele? Mesmo sem vinculo empregatício formal. não tem estrutura empresarial. mas não utilizava mão-de-obra. para configura-la eu teria que analisar esse contrato. o cadê . tem o know how? Sem dúvida nenhuma. O dono do bar. ele conjuga os fatores de produção? Evidente. mas na hora de lançar o livro todo mundo fala que é. ele pode não estar presente. então preenche os requisitos. volume de vendas. pode ser informal. pois para botar um anuncio no site dele era uma grana. eu já abri conta corrente de vários camelôs na Uruguaiana. Bom. seu João da birosca. ela não tem pelo menos em regra os dois primeiros. firma individual desenvolve atividade empresarial inobstante conjugar os quatro fatores ou não conjugar. É o exemplo de que eles foram obrigados a reconhecer que é empresário mesmo sem utilizar mão-de-obra de ninguém. De jeito nenhum alguém poderia meter a mão no computador dele.20 com os insumos. inovação. Para a lei existe um requisito legal de ter um empregado para ser empresário? Não isso aí é discussão puramente doutrinária. eu já ouvi falar sobre isso. Bom camelô. mas vamos ter que nos acostumar. ele com certeza conjuga os fatores de produção. Era empresário. . Ela tem a chamada tecnologia ou o know-how? Tem.Existem casos em que a vendedora tem que fazer um depósito. sem utilizar mão-de-obra. Aquele é para celulite. ele tem um know how enorme. Ele utiliza mão de obra? 99% das vezes ele utiliza. Muita gente questiona isso nas palestras nos simpósios. que às vezes tinham uma lojinha lá em Madureira tinham tudo. tem que saber tudo isso. então esse são os requisitos para ser empresário.Dava mais dinheiro ser camelô do que empresário estabelecido. No fim das contas todos vão falar que estrutura empresarial é requisito para a atividade empresarial. Bom. vejam.Embora ela tenha know how. Então tem contador. Era empresário? Sem dúvida. com o produto (cosméticos). é mais um conceito econômico do que jurídico. OBS: Mas os doutrinadores são obrigados a reconhecer em pelo menos um caso que o fator de produção chamado mão-de-obra. Esses próprios doutrinadores que falam dos fatores de produção eles dizem que se faltar um. sempre tem alguém trabalhando para ele. mas emprega? Emprega. Então ele conjuga capital conjuga mão de obra. Quem está registrado direitinho. ele tem o produto dele? Tem. a mão de obra pode ficar ai relegada para a prescindibilidade. Primeiro fator ele conjuga. tem o ponto que é a loja.

A imobiliária não estava sujeita à falência agora está. Não são empresários. por que? Porque a lei falou no artigo 982. Então a atividade intelectual. ela visa lucro. mas quando eu estou prestando um serviço intelectual não é empresarial. desenvolve atividade de produção. mas não é empresário. Para nós falarmos em visar lucro para a sociedade. está registrada. a academia não estava sujeita à falência agora está. atividade de prestadores de serviço. E na cooperativa o lucro é dividido? É dividido. tem capacidade. então não é empresário quem deixou de preencher estes requisitos. é ou não é atividade empresarial? É. Estou fazendo isso. Ela tem que ficar empregando dinheiro nisso. antes era uma atividade civil e agora é uma atividade empresarial. então quando eu falar de intelectual estou falando disso tudo.Quem não é empresário. parágrafo único do CC. É ai que você vê se tem ou não tem lucro. porque deixa muitas lacunas. que é a cooperativa. artística ou literária. Mas na verdade a científica. . Se tiver repartição de lucros. Bom. Importante: Então cooperativa preenche todos aqueles requisitos.21 Vocês se lembram quando na última aula eu falei que existem dois pontos difíceis na matéria. No código esta falando em intelectual. O que você vai ver no estatuto para saber se ela visa ou não o lucro? Repartição dos lucros através de dividendos. Não são empresários aqueles que prestam serviço de natureza intelectual. Então vem o parágrafo único do artigo 966 do CC e diz é isso mesmo é um dos calcanhares de Aquiles e atenção vai cair na prova. não há duvida nenhuma que não é empresário aquele que deixou de preencher os requisitos. se não visar o lucro? Ela tem que reverter para a própria atividade. O outro ponto difícil vem agora. Então a questão é essa. nessa parte introdutória. que é o artigo 974 do CC. A cooperativa preenche todos aqueles requisitos que nós já vimos tem estrutura empresarial. Então na verdade como você sabe se uma sociedade visa ou não o lucro? Na pratica? Olha o estatuto. botando tudo em um saco só porque a doutrina bota. “Ponto Importante para cair em concurso:” Importante: Regra geral. O primeiro nós já falamos. Foi uma inovação. O que eu vou falar agora preenche todos os requisitos. sobrando? Vai empregando na atividade vai aumentando a atividade. conjuga os fatores. a prestação de serviço é empresarial. a literária e a artística também são intelectuais. mas não é considerado empresário. na verdade o lucro dividido entre quem? Entre os sócios. E o que ela vai fazer com o dinheiro que ela conseguir. E se for sobrando. que a cooperativa é uma sociedade de natureza simples. Se não tiver repartição de lucro ela não visa o lucro.

os médicos que trabalham lá. Essa sociedade tem natureza simples ou é uma sociedade empresarial? Simples. Está mole. você procura todo aquele serviço que esta colocado a sua disposição. são empresários? Não. o contador o economista. O que aquela empresa fez? Empresariou o trabalho intelectual. A questão é a seguinte: esse consultório foi crescendo. Se eu for sozinho alugar uma sala para dar aulas de direito empresarial . Apenas um dos elementos. Quando você vai no Barra Dor. quem tiver o código. a otorrino também já se tornou a administradora daquele mini hospital. mesmo contando com colaboradores. Então por favor. pois mexe com grandes interesses. As pessoas já não procuram mais aqueles médicos. mas é apenas um dos elementos da empresa. O que isso quer dizer? Salvo quando constituir elemento da empresa. cardiologista oftalmologista. eles contratam uma secretaria só. Importante: Vem dizendo que os prestadores de serviço intelectual não são empresários. pegou todo mundo para trabalhar para ele. começou a crescer. O difícil vem agora lá no final do parágrafo único do artigo 966. você procura a empresa. Mas é prestação de serviço intelectual. diz o parágrafo único. O médico é a mesma coisa. enfermeiros. são ótimos médicos. Montam consultório.22 O advogado é prestação de serviço? É. Foi crescendo não dava mais no prédio. um Office boy. crescer. uma clínica que ficou tão grande que a oftalmologista não atende mais ninguém. ginecologista e urologista. sublinhe. em simpósios ninguém se entende. O que ele fez? Estruturou empresarialmente os prestadores de serviço intelectual. O curso glioche. a atividade desenvolvida por eles é uma atividade de natureza intelectual. vamos continuar com o parágrafo único do artigo 966. é a mesma coisa. Vou dar um exemplo: temos cinco médicos. você procura um médico específico lá? Não você procura a estrutura. procuram a estrutura empresarial. a minha atividade intelectual é apenas um dos elementos. Ele é empresário? Não. já não da mais em um andar do prédio já alugaram outro andar. direito civil e outro. crescer. otorrinolaringologista. a atividade intelectual desse professor de direito penal é apenas outro elemento. eu vou ser empresário? Não. daquela clinica. Mas uma pessoa física ou jurídica pegou este prestador de serviço intelectual. Então a individualidade dele já se perdeu dentro daquela estrutura e mais os médicos que trabalham para aquela sociedade. salvo quando constituir elemento da empresa. por que? Porque atividade . por exemplo. o dentista. O curso glioche LTDA é uma sociedade empresarial. só aqueles clientes vips que não tem convênio médico. então nesse caso a atividade como um todo é atividade empresarial. outro prestador de serviço intelectual. quando a prestação do serviço intelectual for apenas um dos elementos da empresa. alugaram uma mansão. mas serão. funcionários. mas vão constituir elemento da empresa. São chamados profissionais liberais. presta serviço? De natureza intelectual? Sim. tem uma vírgula danada e coloca o tal do salvo. todos eles prestam serviço de natureza intelectual. vem a lei e diz mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. Montam um consultório ou mesmo uma sociedade de médicos. Todos já não atendem mais a ninguém. Mesmo contando com colaboradores eles não são empresários. É porque eles empresariaram os prestadores de serviço intelectual ( professores). já começaram a contratar outros médicos. Aí gera um a discussão danada.

Então. você não procura mais o médico. Para eles não resolverem alegar isso ai veio “salvo quando constituir elemento da empresa” claro que eles poderiam ser mais claros. Vocês podem perguntar a partir de que momento aquela sociedade de médicos deixou de ser uma sociedade de médicos para ser uma sociedade empresarial? A partir de qual momento quando contratou quantos funcionários. Ex: o Barra Dor. os hospitais as clínicas que prestam serviço de natureza intelectual. serem consideradas sociedades empresariais. dá uma aulinha. será que eu não tenho algumas regrinhas. já que direito não é matemática. Por que vocês dizem que o consultório não é. É isso que diz o parágrafo único do 966. 2º indício: É a estrutura empresarial. . know how). uma coisa para me ajudar. empresa não é pessoa jurídica. Consultório medico é atividade empresarial? Não. o volume de negócios. e aqui mais um esforço que eu vou pedir a vocês. está bem arraigada naquela pessoa.Então tudo isso. só não conseguem individualizar isso. você não fica concentrado em um só. o Cepad. cientifica.Vocês mesmos já sabem. ou eles vão apresentar o exemplo de um consultório médico ou de um mini hospital ou de uma clinica.23 intelectual individualmente considerada é apenas um dos elementos da empresa. você tem vários profissionais intelectuais. as redes de radio. tudo o que vocês ouviram falar de empresa. Importante: Então esse salvo é para abranger justamente essas sociedades que vão empresariar esse prestadores de serviço intelectual. porque a individualidade já se perdeu. sociedade empresarial e não sociedade simples. Bom. não tem estrutura empresarial. capital. mas o se o legislador pode dificultar por que ele vai facilitar? Então eles botam um ponto bem difícil lá para complicar mesmo. para eu saber quando tem estrutura quando não tem? Tem alguns indícios: 1º indício: É a diversidade das atividades dos profissionais intelectuais. Clinica médica é atividade empresarial? Sim. Então aquela individualidade já se perdeu. não estou sujeito à falência. ultrapassada essa fase . insumos. Na prova eles vão trazer para você estereótipo. Agora já sabem porque vocês classificam o Barra D´or como uma sociedade empresarial. esqueçam. na verdade o trabalho do artista é apenas um dos elementos da atividade da rede globo. você procura a clinica o hospital. Então tudo isso para que essas corporações não venham dizer: não o meu serviço é intelectual. naquele prestador de serviço intelectual. isso porque é uma atividade intelectual. agora o curso Glioche. Esse já é um primeiro indício de que aquilo já é uma sociedade empresarial. são aqueles fatores de produção (mãode-obra de terceiro. outro indicio é quando a individualidade daqueles prestadores de serviço intelectual já se perdeu dentro daquela estrutura. quando? Direito não é matemática você vai ter que analisar o caso concreto. vários. tudo isso pode ser indício de que você já não esta mais tratando uma sociedade simples e sim de uma sociedade empresarial. tem estrutura empresarial. O que é empresa? Muita gente até hoje pensa que empresa é pessoa jurídica. o Júris. ele excepciona os cursos. O professor que tem uma salinha. o capital. A rede globo.vamos falar agora de empresa. não sou empresário. quando mudou de estabelecimento. a área artística.

Foram cair na asneira de perguntar a um tal Aschini o que ele achava. O problema disso tudo foi um tal de Alberto Aschini na Itália. Tem que propor ação em face da sociedade empresarial Maromba LTDA. mas ainda não cancelamos o registro na junta comercial. Vocês não podem falar que vocês tem contrato com a empresa X. Empresa é atividade. ele falou empresa pode ser quatro coisas. Paramos de desenvolver qualquer atividade há 10 anos. Empresário pode ser pessoa física ou jurídica? Pode. E se é uma atividade. colocando isso na cabeça que empresa é atividade. Ascharelli. Empresa NÃO tem personalidade jurídica. Esse objeto pode ser explorado por uma pessoa física ou pessoa jurídica. Tem um outro exemplo. Tem sociedade. Empresa. empresa é objeto de direito. E se estamos parados há dez anos e o que é empresa? Atividade. Você contratou a empresa tal ou o empresário? O empresário. César Vivanti. Se você pergunta o que é uma coisa a uma pessoa e ela diz que são quatro é sinal que ela está confusa. É uma abstração jurídica. Portanto. empresa é objeto. qual o nome da atividade que ele desenvolve? Empresa. você tem que propor ação contra uma pessoa. todo mundo foi elaborar um conceito de empresa. mas não tem empresa. vocês não podem mais errar. portanto é a atividade. Quem tem personalidade jurídica é o empresário.24 O que é empresa então? Empresa é sociedade. Pode existir empresa sem pessoa jurídica? Pode com o empresário individual. Então você celebrou contrato com a empresa X ? Não. Não tem como segurar uma atividade. você entra contra quem tem personalidade jurídica. temos uma sociedade nós quatro aqui. Um empresário individual ou por uma sociedade empresarial. E quem tem personalidade jurídica? O empresário. Qual é a atividade que o advogado exerce? Advocacia. primeiramente . Tem sociedade? Tem. você tem como segurar uma atividade ? Então é por isso que o Requião fala com todas razões: empresa por ser atividade é uma abstração jurídica. mesmo porque não é pessoa. Empresa não é pessoa jurídica. Qual é a natureza jurídica da empresa ? É objeto de direito. O empresário individual. Por que você contrata a advocacia ou o advogado? O advogado. é objeto. empresa é o que? Empresa é para o empresário o que advocacia é para o advogado. Então empresa é um conceito totalmente distinto de pessoa física ou jurídica. Objeto pode celebrar contrato? Não. Pode existir então empresa sem pessoa jurídica? Pode. Você não pode propor ação contra a empresa glioche LTDA. Então empresa é para o empresário o que medicina é para o médico o que advocacia é para o advogado. Como nós vamos trabalhar com um conceito dado pelos economistas? Vamos criar um conceito. Então o empresário individual. Que o médico exerce? Medicina. mas os juristas ficaram enciumados. pessoa física. Porque o que é empresa? Atividade. Que o empresário exerce? Empresa. Então quando você vai entrar com uma ação judicial. Tem empresa? Não. Quem deu conceito de empresa foram os economistas. Você celebrou contrato com o empresário. muita gente fala como se fosse sujeito.

diz lá são atribuições das juntas comerciais. Está ai a confusão. Você só pode utilizar empresa como atividade. poxa Aschini tem certeza? Não. quando eles acabaram com o tribunal do comércio eles olharam para o fim do corredor e disseram: o que é aquilo lá? e aquilo ali é a função administrativa do tribunal. boa praça. obrigação dois. mas subsistiu as antigas secretarias deles que se chamavam junta comercial. 967. empresa é quase estabelecimento empresarial. chamada junta comercial. Então eminentemente administrativa. Filosoficamente eu também não entendi. e o que nós podemos falar sobre o registro? A lei que trata o registro é a lei 8934/94 e essa lei foi regulamentada pelo dec. Essa matéria é muito tranqüila porque esta didaticamente na lei. Primeiro burro foi quem perguntou. Besteira. empresa é o mesmo que empresário. empresa pode ser conceituada pelo aspecto objetivo. Bom. porque empresa é uma abstração. Então a primeira obrigação do empresário. Quando ele falou um ouvinte não se convenceu. se você não tiver gostado do conceito eu tenho outro. Então o que é junta comercial? Bom. foram ver era a junta comercial. burocrática. . são obrigações do empresário. uma secretaria. lá no fim do corredor tinha um orgãozinho. traz lá. O CC. na lei vem dizendo: essa lei trata do registro público de empresas mercantis e atividades afins.25 pelo aspecto subjetivo. Aí o ouvinte não satisfeito falou você não está me convencendo ai Aschini disse então vamos passar para a área filosófica. Quem fica dobrando a esquina é o ponto empresarial. 1800/96. Já está confundindo de novo. por isso que muita gente pergunta onde é que fica a empresa tal? Dobrando a esquina. administrativa. O que podemos falar sobre as juntas comerciais? Bom. então podemos falar junta comercial? Sim. que são eminentemente burocráticas. 985 e 250 do CC. Acabaram com o tribunal do comércio. Então o Aschini só está certo no aspecto funcional. por isso muita gente pensa que é a mesma coisa que empresário. obrigação um. a própria lei 8934/94. etc. administrativas. Então toda vez que vocês se depararem com a sigla REPEM vocês já sabem que é junta comercial. já até falamos os artigos. empresa sob um aspecto corporativo é a conjugação de esforços do empresário e de seus empregados para alcançar o fim econômico. e pelo aspecto objetivo. Ai ele falou já que você não entendeu vou simplificar sob o aspecto funcional empresa é atividade desenvolvida pelo empresário. ai vem dizendo agora não é mais junta comercial é REPEM. A primeira obrigação nós já falamos que é o registro. antes de iniciar a atividade ele tem que se registrar na junta comercial. pois empresário é o sujeito e empresa é o objeto. OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO: Vamos falar sobre obrigações dos empresários. antigamente naqueles tribunais de comércio. E já vimos que não é a mesma coisa. As juntas comerciais são as sobreviventes da extinção do tribunal do comércio. Isso aqui a gente pode continuar utilizando. apesar da lei falar em registro publico de empresas mercantis e atividades afins.

tal e tal. não tem na lei. E por que isso é importante? Porque se você for fazer algum questionamento vai questionar um ato praticado pela junta. Existem decisões da justiça federal dizendo que toda a competência é da justiça federal. a doutrina também diz. a prática mostra que mais de 90% das juntas adotam a forma de autarquia. disciplinando: o menor pode ser sócio desde que observadas as seguintes condições. Tecnicamente elas estão vinculadas a esse órgão federal. questionamento de ordem técnica uma de ordem administrativa outra. Resp. O DNRC fica de olho. É importante saber que administrativamente ela tem estrutura estadual. administrativamente estão vinculadas ao governo federal. Se for um questionamento de ordem técnica. burocrática ou um questionamento de ordem técnica. O DNRC edita as instruções normativas. tem efeito vinculante? Não tem. Quem manda mais? não há hierarquia. um órgão de uma secretaria de estado. se é um questionamento de ordem puramente administrativa. e em outros dois ou três outros não quiseram utilizar a autarquia e a junta nesses estados é um órgão da administração pública direta. então. e temos alguns precedentes do STJ atendendo a orientação doutrinária. Ou seja. e o juiz estadual conhece e o juiz federal conhece porque existem decisões da justiça estadual dizendo que toda a competência é da justiça estadual. Exemplo. 74933/RS. Em razão dessa dualidade. justiça estadual. então tecnicamente eles estão vinculados ao órgão federal. uma autarquia. então a justiça competente para apreciar essa impugnação é a justiça federal. Como colocar na prova: na jurisprudência há uma verdadeira balburdia na doutrina a orientação ser seguida é essa fala da dualidade. que são atos administrativos abstratos. Questionamento de ordem técnica. totalmente administrativo. você vai propor essa ação na justiça estadual ou federal? Depende. do STF. A mesma impugnação é feita na justiça estadual e na justiça federal. departamento nacional de registro de comércio. temos que ir lá para o STJ. para dizer a verdade ninguém se entende. questionamento de ordem puramente administrativa. então a estrutura é estadual. normalmente da secretaria de justiça. comando genérico. Qual é a forma das juntas? A lei não prevê se tem que ser uma fundação. justiça estadual. O tema é altamente polêmico. como ele sabe que a decisão não tem efeito . Ai é difícil colocar a jurisprudência. A decisão em recurso extraordinário. um órgão. que tipo de questionamento você esta fazendo. Salvo engano no estado do Paraná. tal. não tem nada de ordem técnica ali. Importante: Quando ela tem estrutura administrativa estadual como ela faz parte do sistema integrado nacional de registro e empresa mercantis? Elas são estaduais. Então cada estado pode fazer como bem entender. não prevê. tem algum requisito. justiça federal. é incrível. esse órgão federal dá comandos de ordem técnica para ser observados pelas juntas comerciais de todo o país. quando o STF decide alguma questão polêemica sobre arquivamento sobre junta. como no caso do menor o que o DNRC faz. o menor pode ser sócio? Na limitada. mas as juntas comerciais estão vinculados a um órgão federal o DNRC. Agora se o questionamento é um ato administrativo. uma orientação técnica que todas as juntas tem que observar aquilo. a junta nada mais vai estar fazendo do que atender um comando de um órgão federal.26 E como é a estrutura das juntas comerciais? Cada estado tem a sua junta comercial. quando ele decide alguma questão polêmica. quando for feito o controle judicial haverá essa dualidade também. As decisões são altamente conflitantes.

No final do ano é que o empresário é obrigado a imprimir tudo.O fisco tem interesse. dita a forma de escrituração desses livros. ele não tem que ficar puxando pela memória para saber quanto ele comprou de tal matéria prima em tal época. 2ª) Escrituração contábil. porque ele faz o controle através desses livros. Podemos falar sobre livros empresariais é que nós adotamos o sistema francês. Ali ele sabe se está vendendo mais. Então isso serve para o próprio empresário estabelecer metas e efetivar o controle de sua atividade.mail para a inspetoria de Fazenda. quanto está gastando de matéria prima para produzir. os livros empresariais. a lei diz quais são os livros obrigatórios e mais. de observância obrigatória. porque através dele é que o fisco pode exercer também a sua atividade fiscalizatória. Manter em ordem os livros empresariais. ou seja. Existem varias instruções normativas que foram precedentes do STF. hoje a escrituração pode ser tanto através de livros.Hoje os livros estão todos dentro do computador. O resumo da atividade dele está no livro. Qual o objetivo da manutenção dos livros comerciais? São três objetivos: 1º) De ordem fiscal. o fiscal poderá ir até o local. Então. 3 ª Aula . Pode ser questionado? Pode. mas ai vai ficar muito mais difícil você conseguir um mandado de segurança em cima de um ato normativo que o DNRC normatizou com base na decisão do STF. aí o fiscal faz toda a fiscalização através do computador ( internet). 2º) A escrituração do empresário é sua alma. porque hoje ninguém tem mais. muitas das vezes não vai lá na fábrica. O retrato é essa escrituração contábil. Uma observação que se tem que fazer inicialmente é que quando se fala em livro comercial. o segundo objetivo dos livros é para atender o próprio empresário. ou pelo menos 99% não tem mais livros em sentido físico. através de computador. 1150 do CC). é o retrato de sua atividade. encadernar e levar na junta comercial.Pelo nosso sistema. se está comprando mais. o livro é Latu Sensu. . para ele ter uma noção de sua atividade (visão panorâmica). Então. A obrigação está prevista no artigo 1179 do novo CC. ele manda um e-mail. ou seja. ele pega a decisão e transforma isso em instrução normativa. Como o fisco faz isso? O fiscal quando quer fiscalizar a BRAHMA. Tudo ele consegue ver através dos livros.27 vinculante.quanto através de fichas. em havendo dúvida.26/04/2003 Obrigações do Empresário: 1ª) Inscrever-se na junta comercial ( artigos 967. a escrituração. extremamente rígido no controle dos livros comerciais. escrituração mecanizada. o fisco se interessa muito pelos livros comerciais. ou liga e o empresário da BRAHMA manda todas as informações por e.

Só que o novo CC trouxe outros livros que em princípios parecem obrigatórios. isso porque todos os empresários devem ter. Mas quando um microempresário não tem um livro diário. apesar do estatuto do microempresário falar que está dispensado da escrituração comercial obrigatória. Ele é o mais completo dos livros. diz o estatuto da micro-empresa. etc.Esse livro de emissão de duplicatas está previsto na lei nº 5478/68. ele terá que ter o livro de duplicatas.Mas a doutrina o cita como obrigatório. O empresário que não paga duplicatas não precisa ter esse livro. Os sócios nós já vimos que não são empresários. Ex: Contrato de locação em Shoping Center. que é o livro diário.razão. são terceiros. que está previsto no novo código civil no artigo 1180 . Antes do novo código civil. Ex: borrador. Por exemplo. porque só será obrigatório se o empresário pagar duplicatas. Empresário é a sociedade. ele terá que ter obrigatoriamente esses dois livros. que poderão buscar neles as informações necessárias. b) Livro de inventário ou livro de estoque ou livro de controle de mercadoria. logo eles estão dispensados do livro diário. OBS: Os micro e pequenos empresários estão dispensados da escrituração comercial obrigatória. O professor entende como não obrigatório. além de manter em boa guarda todos os documentos necessários a contabilidade. Importante: Se o pequeno ou micro-empresário emitir duplicata. Como é que se consegue fiscalizar uma sociedade? Onde se busca informações? Através de seus livros. onde uma das cláusulas que pode existir entre o locatário e o empreendedor (dono do shoping) é que além do aluguel. Vejam bem. A doutrina também trata como livro obrigatório o livro de duplicatas. É através do livro comercial que o empreendedor vai fiscalizar o faturamento da loja. . Sócio em última análise é um credor de uma sociedade.(referência feita somente ao livro diário). o locatário deverá repassar para o empreendedor uma porcentagem do faturamento de sua loja. nos pararíamos por aqui. os sócios de uma sociedade empresarial.Não cai na prova livro facultativo. Os livros também servem para resguardar direitos e interesses de terceiros. ele vai ter que ter em seu lugar obrigatoriamente 02 (dois) livros: a) Livro caixa. O que interessa são os livros obrigatórios e atualmente nó temos segundo a doutrina um único livro verdadeiramente obrigatório. É importante apontar a divisão que existe entre os livros comercias obrigatórios e os livros facultativos.28 3º) Esse terceiro objetivo é para atender a terceiros. A doutrina coloca como livros obrigatórios todos aqueles previstos no artigo 100 da lei de S/A (Sociedade por Ações). É o caso de uma loja que sempre vive cheia e repassa a mesma porcentagem de seus lucros de uma loja que vende bem menos e tem um lucro menor. se ele não tiver o livro diário.

Ex: título prescrito. IPI. tinha um artigo no código comercial que era o artigo 17 e hoje consta no artigo 1190 do novo CC. O professor Carreira Alvim entende possível . porque a sociedade limitada não possuía assembléia geral antes do novo CC e hoje possui obrigatoriamente assembléia geral quando ela possuir mais de 10 sócios. deveremos responder que inobstante a existência da previsão legal da ação de verificação de contas. mas a matéria é divergente. É claro que o sigilo NÃO vale para as autoridades fazendárias fiscais. Teria que apresentar se fosse com relação à questão previdenciária.Mas é importante lembrar da súmula nº 439 do STF. caminhamos logo atrás do professor Carreira Alvim no sentido de que é possível a propositura da ação monitória com base nos livros comerciais. Ex: um fiscal do INSS que quer dar uma olhada no livro de estoque.29 NOVIDADES: A) Livro de atas e pareceres do conselho fiscal nas sociedades Limitadas (artigo 1069. Em situação de concurso. OBS: A sentença do juiz que julga que ciclano é credor de beltrano no valor de tanto é IRRECORRÍVEL. onde afirma que a autoridade fazendária tem que se ater ao ponto da investigação. contida no artigo 1º da lei de falências. É mais uma novidade. Aí. Você pode propor uma ação monitória com base em um livro comercial? A ação monitória é uma ação que tem por objetivo dar executividade a títulos não executivos. pois irá ferir o princípio do sigilo. parágrafo 1º). contida no artigo 1º. isso porque não há nenhuma proibição legal. B) Livro de atas na assembléia geral nas sociedades limitadas. É divergente pelo seguinte: Se existe uma ação própria para ajuizar com base nos livros comerciais e essa ação está prevista na lei de Falências. Esse livro é obrigatório quando a sociedade limitada possuir conselho fiscal. Então o juiz não pode determinar a seu bel prazer determinar a exibição de livros comerciais de determinado empresário sem previsão legal. Nesse caso esse fiscal não tem nada a ver com o material a ser fiscalizado. Porque a sociedade limitada não está obrigada possuir conselho fiscal em sua estrutura. II). esse conselho é facultativo nesse tipo de sociedade. Estoque é bom para fiscal de ISS. . aí o empresário não tem a obrigação de apresentar esse livro de estoque. A lei já criou uma ação própria para tornar em título executivo um crédito que se encontra em um livro de um outro empresário. Uma questão interessante sobre livros é saber se eles podem municiar a AÇÃO MONITÓRIA. que é ação de verificação de contas. salvo nas hipóteses previstas em lei.( Art 1075. EXIBIÇÃO DOS LIVROS EMPRESARIAIS: Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo ou pelo princípio da publicidade? Os livros empresariais são regidos pelo princípio do sigilo. porque o segredo é a alma do negócio. ICMS. que diz que nenhum juiz ou tribunal que sob qualquer pretexto pode determinar a exibição de livros comerciais.

Fica ele desapossado de todos os seus livros. Na dúvida ninguém pedia prisão. Só em algumas ações. com a ida do empresário ao cartório. A exibição integral importa em desapossamento dos livros. diz o CPC e pelo código comercial é prisão de natureza civil (art 20). ele prevê apenas como presumir verdadeiro os fatos alegados pelo autor na petição inicial. já não pode decretar a prisão de terceiros. o juiz vai presumir como verdadeiros os fatos alegados pela outra parte. e regulamentou o procedimento de exibição judicial ( artigos 381 e 382) e lá eles criaram uma forma. porque o CPC não prevê esta prisão.se no livro do réu e uma das partes se recusar a apresentar seus livros. deixando todos os seus livros.se no livro do autor ou o autor alegar para o juiz que seu direito encontra. o empresário tem que entregar todos os seus livros em cartório. de 1973.Qual é a solução? a decretação da prisão. ficando impossibilitado de dar continuidade a sua atividade. Essa prisão era constitucional ou inconstitucional? Havia grande divergência. conferindo com a original. o livro teria que ser apresentado em cartório sob pena de prisão (previsão de 1850 ). Antes do novo CC. OBS: Pode ser determinada a exibição judicial de livro de terceiro. nesse caso do terceiro.Aí veio o Código de Processo Civil. É a mesma prisão do falido. se não fosse encontrado. porque o magistrado não terá como presumir como verdadeiro os fatos alegados pelo autor. as partes do livro que foram determinadas pelo juiz (ex: folhas do dia tal ao dia tal). além de responder pelo crime de desobediência. porque ele já sai do cartório com seu livro em sua posse. porque ele tem que contabilizar tudo e onde irá efetuar essa contabilidade se seus livros não estão em sua posse ?. onde se alega que a prova do direito encontra-se no livro de uma pessoa que não é o réu. ele determinaria a busca e apreensão.30 A lei prevê duas formas de exibição dos livros comerciais: 1ª) A exibição integral é hipótese excepcionalíssima. porém esse terceiro que se negar a exibir seus livros responderá por crime de desobediência. onde se o réu alegar para o juiz que seu direito encontra. então a discussão que existia não existe mais. A exibição parcial não impede a atividade do empresário. sob pena de prisão( artigo 34 do Decreto-lei nº 7661/41) 2ª) A exibição parcial ela pode ser determinada em qualquer ação e essa exibição ocorrerá após determinação judicial. porém. . É por esse motivo que a exibição parcial pode ser determinada em qualquer ação.Então. porque o artigo 20 que fundamentava esta decisão não existe mais. o juiz terá que decidir com base em outras provas. entrega os livros e vai embora. O artigo 20 do código comercial acabou de ser revogado. A exibição integral ocorre em ação de dissolução total de sociedade. onde o escrivão do cartório irá xerocopiar na hora. surgirá um problema se ele se recusar a exibir. onde decretada a falência. Porque na exibição integral o empresário vai lá no cartório. em ação de falência. Pouquíssimas ações o juiz pode determinar. tinha uma previsão no código comercial no artigo 20 onde afirmava que se o juiz determinasse a exibição do livro comercial e a parte se recusasse. uma vez que o terceiro não é parte da relação jurídica processual. O juiz pode determinar a exibição do livro de terceiro.

colocamos o nome – “Ipanema Bebum” (que é título de estabelecimento. . C) Identifica o produto (marca). pois se não houver os livros obrigatórios é crime falimentar do artigo 186. É realizado em todas aquelas sociedades que distribuem lucros semestralmente. porque o balanço tem que ser levado à junta comercial para receber a rubrica do juiz e essa mera ausência dessa formalidade não importa em crime falimentar. cai muito isso lá). não está totalmente correto. Sobre os livros não há muito o que discutir. se o balanço estiver correto. 2ª) Existem crimes falimentares por ausência de livros comerciais e ausência de balanço. VI da lei de falências. Só que nós temos um produto lá que é conhecido como laranjinha. Ex: Vou montar uma sociedade com Paulo Garcia. mas se elaborou e não levou na junta. Por achar feio. porém. tanto pessoa física como pessoa jurídica. ficando Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. nós não colocamos um letreiro escrito Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. Não é muito importante para nós bacharéis em direito. laranjinha. porque identifica o produto explorado pelo empresário. isso não configura crime falimentar. balanço é coisa para contador. Elaborou o balanço tem que levar na junta. temos três elementos de identificação: A) Identifica o empresário. que identifica apenas o ponto comercial. B) Identifica o ponto comercial (título de estabelecimento). (nome empresarial). É importante ressaltar que sem esses balanços o empresário não pode participar de licitações ( lei 8666/93). desde que o balanço esteja elaborado de forma correta. Só que lá no nosso ponto comercial. Então. aí tem que ter o balanço para saber quanto de lucro tem para distribuir através de dividendos. NOME EMPRESARIAL: É o elemento que identifica o empresário. então é a marca. que alguns autores o chamam de nome fantasia). para fins de concurso não está errado.31 3ª) Elaboração do balanço financeiro: Todo ano o empresário tem que apresentar um balanço. são as chamadas instituições financeiras (é importante para quem vai fazer prova para a área federal. São duas observações pertinentes sobre o balanço: 1ª) É que determinadas sociedades são obrigadas a elaborar o balanço semestralmente. Nós registramos a laranjinha como marca de nosso produto.É interessante falar sobre a ausência de balanços. Qual é o nome empresarial? Leonardo Marques e Paulo Garcia comércio de bebidas LTDA. O nome fantasia.

pois não há nenhum problema. vai colocar o nome empresarial de J.32 Primeiramente vamos nos ater ao nome empresarial. Marques comércio de bebidas. tem que estar seu nome em seguida. ou Leonardo A . A) Firma individual: A firma como uma espécie de nome empresarial. é colocar assim: “L. Ex: Eu.como novo nome empresarial na junta comercial? Nunca. É uma expressão do meu apelido Carioca. Muita gente pensava que firma é pessoa jurídica. Então. Marques por Léo . Lei 8. vem outro José da Silva e para diferenciar coloca o nome de J.800/96 e Instrução Normativa 53/96 . que identifica o empresário individual.934/94.DNRC. é possível anexar outra expressão J. ou L. Por extenso ou abreviado. Decreto 1. pois firma é espécie de nome empresarial. Espécies de nome empresarial: Firma. identificando o empresário individual. chego na junta comercial e falo que desejo ser empresário individual. . Só que se houver outro José da Silva em Jacarepaguá atuando no comércio de bebidas. Quero comprar e vender bebidas. Silva bebidas de Jacarepaguá. Isso é importante porque.155 a 1. (Porque a expressão designativa da atividade é facultativa na firma individual).168 do novo CC. Daí eu falo para ele que não quero nada de frescura. mas uma coisa é certa . colocando a atividade empresarial. vem outro José da Silva e também deseja atuar no comércio de bebidas. O último nome nunca poderá ser abreviado. Marques Carioca Bebidas”. A . é a espécie que identifica firma individual. Os artigos que tratam do assunto que estão elencados nos artigos 1. Ele está querendo saber como é que eu quero ser conhecido no direito empresarial. Araújo Marques.A . Ex: L. não precisando ser por extenso. Marques. imaginem o José da Silva. Então você pode acrescentar. Leonardo Marques. Completamente errado. Minha firma individual vai ser Leonardo Araújo Marques. OBS: A lei flexibilizou para as pessoas que gostam de inventar. Tem gente que gosta de dar mais uma floreada. Posso substituir Leonardo A. O que pode acontecer e muita gente vem torcendo o nariz. O funcionário da junta comercial me perguntou qual seria minha firma. Isso é a firma individual. você pode colocar algumas expressões que melhor te identifique. o meu apelido é Léo Bebidas. quero colocar o meu próprio nome civil. A . o mesmo do nome civil. Marques. Posso colocar o meu nome lá de forma abreviada. que colocou o nome empresarial de José da Silva bebidas. Silva bebidas. porque no nosso sistema o nome não pode ser substituído por apelido. Silva Zezinho de bebidas. eu posso abreviar – L.

Como é que ficaria? O nome das pessoas que possuem responsabilidade ilimitada é Cristina Silva e Bianca Moraes. se colocar o nome na razão social. Então como eu vou saber que tem responsabilidade ilimitada e que tem responsabilidade limitada ? Vou saber analisando o contrato social.33 B) Firma coletiva ou Razão Social: Muita gente confunde. que é a sociedade por cotas de responsabilidade limitada.Não há jurisprudência a respeito deste assunto. mas ela pode contribuir com seu nome. o correto em contrato. possuem responsabilidade ilimitada. ele passará ter responsabilidade ilimitada. abreviada ou por extenso. o nome empresarial. porém. Nome é o gênero e razão social é uma das espécies.Mas vejam que pode se dar da seguinte forma: Bianca Moraes e Cia. Ex: Moraes e Cia. mas para ser exceção tem que constar na razão social a expressão LTDA. Os sócios que possuem responsabilidade limitada não podem colocar seus nomes na razão social. Se esquecer de colocar a expressão LTDA. Uma coisa eu sei. A firma coletiva. admitindo qualquer de seus sócios colocar seu nome. também chamada de razão social. não sendo obrigada para tal. então você pode colocar sua firma individual ou sua firma coletiva ou sua denominação. Então a sociedade limitada pode até utilizar a razão social. em regra. é colocar firma individual ou coletiva ou a denominação. EXCEÇÕES: A) Existe uma sociedade em que todos os sócios possuem responsabilidade limitada. A razão social é formada a partir do nome dos sócios que possuem responsabilidade ilimitada. Diz que aquele que tem responsabilidade limitada. ela identifica algumas sociedades em que seus sócios. e a regra diz mais. Então essa sociedade não poderia usar a razão social. Maria Ferrete e Cia comércio de veículos LTDA.Ex: Vamos montar uma sociedade composta de 05 pessoas. onde uma sociedade limitada pode utilizar a razão social. Quem disse que eu vou usar razão social? Posso utilizar uma denominação que não é a razão social. É equivocado colocar razão social em contrato (falta de orientação jurídica). Mas aí vem a lei e abre uma exceção. então pode ser: Bianca Moraes. Cristina Silva e Cia comércio de veículos. colocando o nome de qualquer dos sócios. sendo 02 pessoas com responsabilidade ilimitada e as outras 03 não. A Cristina Silva também possui responsabilidade ilimitada. achando que razão social é a mesma coisa que nome empresarial. ou melhor. Essa é a regra. O correto seria colocar logo o nome empresarial. em contrato escrito. Então. onde se coloca razão social. porque ninguém comete este erro na prática por cair em exigência na junta comercial. mesmo tendo todos os sócios responsabilidade limitada. que a pessoa que coloca seu nome possui responsabilidade ilimitada e as demais pessoa representadas por Cia ou Outros. Às vezes se vê. Ex: Joana Araújo. E mais. ao invés de colocar Bianca Moraes e Cia. eu terei que analisar o contrato social. ficando representados por Cia ou Outros. o nome dela pode vir por extenso ou abreviado ou até suprimido. É exceção. É importante ressaltar que o ramo de atividade também é facultativo. a doutrina afirma que todos os sócios respondem ilimitadamente (Fran Martins). para que esse sócio permaneça com a responsabilidade limitada tem que ter a . porque a razão social é para ser utilizada por sociedade cujos sócios possuem responsabilidade ilimitada. Cristina Silva e outros comércio de veículos ou Bianca Moraes.

Então como é que vamos chamar o título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) ? Vamos chamar de nome de Fato. porque as pessoas fazem confusão na prática. Só de ter expressão Sociedade comandita por ações você já sabe que tem que olhar o estatuto para saber quem são os outros acionistas. então não precisa colocar a expressão e Cia. . Importante: Por isso nós utilizamos título de estabelecimento como nome de fato e a denominação como nome fantasia. Acaba confundindo com o próprio nome empresarial. abreviada ou por extenso. Ex: Halley restaurante comandita por ações ou Halley restaurante sociedade anônima. a expressão e Cia na sociedade comandita por ações é desnecessária.34 expressão LTDA. mas depois do nome dos acionistas com responsabilidade ilimitada. DENOMINAÇÃO: Em regra identifica as sociedades cujos sócios tem responsabilidade limitada. OBS: Globex utilidades S/A é denominação. Ex: Júpter mais obrigatoriamente o ramo de atividade (restaurante) e obrigatoriamente o tipo societário. Mas. comandita por ações ou sociedade anônima.Ela é formada a partir de um nome fantasia. podendo vir tipo societário no início por exemplo. e mesmo assim ela pode utilizar a denominação. Lembrando que o ramo de atividade é facultativo. B) Na sociedade comandita por ações. porque chamam os dois de nome fantasia. teria que colocar a expressão e Cia. é que sempre teremos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada.Por isso que a expressão Sociedade comandita por ações substitui a expressão e Cia.Somente quem pode colocar o nome na razão social é acionistas com responsabilidade ilimitada. Confunde título de estabelecimento ( Bebum Ipanema) coma denominação. O que foge a regra. Essa é a estrutura da denominação e temos exceções a essa estrutura. É por isso que o professor Leonardo não gosta de colocar o título de estabelecimento como nome fantasia. que são os acionistas com responsabilidade limitada. você já sabe que tem acionistas que não podem colocar o nome. Ponto Frio além de ser o título de estabelecimento é a marca . Então ficaria no exemplo dado acima. que pode ser limitada. onde o que se vê de diferente é que temos acionistas com responsabilidade limitada e acionistas com responsabilidade ilimitada. porém a ordem dos fatores não altera o produto. por exemplo: Marques Moraes indústria farmacêutica e como tem vários acionistas que não colocaram nome. porque você já sabe que tem mais gente. confundindo a denominação com o título de estabelecimento. O nome fantasia é porque não tem nenhuma vinculação necessária com o nome dos sócios. porque obrigatoriamente tem que colocar a expressão Sociedade comandita por ações e quando for Sociedade comandita por ações. Marques Moraes indústria farmacêutica comandita por ações.Nome fantasia + ramo de atividade + tipo societário.São elas: 1ª) Na sociedade comandita por ações temos acionistas com responsabilidade ilimitada.

para dar uma maior transparência. principalmente proteger terceiros.Não se aplica o enunciado nº 71 e sim o enunciado nº 73. Em cima do estabelecimento tem o restaurante do Bidu ( Título de estabelecimento). Então o legislador entendeu por bem. O prazo foi dado justamente para que os empresários pudessem se adaptar as novas regras. porque o nome não é dos sócios e sim da sociedade. Ex: Casas Bahia é tudo igual. tornar obrigatório o ramo de atividade na denominação. para as sociedades que já existem não precisa modificar o nome. Agora Votorantin S/A não está identificando nem os sócios e nem o tipo de sociedade. contrariando o novo CC. Não se pode falar em direito adquirido dos sócios. a partir do registro. Então. através dos enunciados sobre o novo CC de nº 71 e 73 enfatizaram o tema. O nome empresarial pode ser idêntico ao título de estabelecimento e diferente da marca. NOVIDADES: 1ª) Antes do novo CC a expressão designativa da atividade era simples e facultativa em qualquer espécie de nome empresarial. ou seja. pelo lado dos sócios e pelo lado da sociedade ela tem o direito subjetivo de utilizar aquela denominação. só que o novo CC trouxe nos artigos de nº 1158 e 1160. Tem um artigo no novo CC. não precisa mudar os nomes antigos e sim os novos é que tem que se adaptar a nova legislação. a partir de agora as sociedades que forem criadas terão que colocar o ramo de atividade. BOBS é tanto título de estabelecimento como marca. Além do restaurante. Depende do caso concreto. que pelo menos aplique o 73. isso contraria o disposto no enunciado nº 73.razão social). O professor Leonardo apoia o disposto no enunciado nº 73. porque a razão social já está identificando pelo menos os sócios. Cuidado com a prática.Que tipo de sociedade é essa? Olhando de fora não se sabia.35 Vembo comércio de alimentos LTDA é denominação.Os professores Waldo Fázio Jr e Fábio Ulhoa Coelho adotam esse mesmo entendimento. para que terceiro saiba com quem ele está tratando. muita gente está entendendo que tem que alterar. quando os sócios elaboraram o estatuto ou contrato social e colocaram aquela denominação. O enunciado nº 71 diz o seguinte: que o ramo de atividade continua facultativo. O Poder Judiciário não pode legislar. Patrícia Oliveira comércio de alimentos LTDA( nome empresarial. Só que o problema mexeu com os poderosos e o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal.tem que vir Halley restaurante LTDA. só que eles não fundamentam. por duas razões: Pelo ato de sorte. .Depois eles afirmaram que quem não quiser aplicar o enunciado nº 71.Houve confusão de poderes.(entendimento plausível). realizaram um Ato Jurídico Perfeito . porque na prática podem ser todos diferentes. Ex: Agora não pode mais vir Halley S/a ou Halley LTDA na denominação. eles realizaram aquele ato segundo a lei então vigente. ministros.Então pelo lado da sociedade temos o Direito Adquirido. onde pela razão social não há problema nenhum. Por estes 02 (dois) motivos. que afirma que todos os empresários tem que se adaptar as novas normas durante a Vacatio Legis.Ex: Votorantin S/A. como podem ser todos iguais. Ex: Leonardo Marques. ou seja. Marca identifica os produtos ou serviços comercializados. desembargadores e juízes não são legisladores. estamos vendendo quentinhas e colocamos o nome de quentinhas da Paty (marca). que afirma em seu artigo 1160 que a denominação é designativa do objeto social.

etc. uma coisa é certa. sua moral. os novos sócios não poderão utilizar o nome Bianca Moraes. através do enunciado de nº 72. sua vida. especificamente com o artigo 1155. O professor partiu para uma interpretação tanto sistemática como teleológica.36 2ª) O nome empresarial. onde o nome empresarial não é passível de alienação. quando encerrar direitos à personalidade. Conclui-se que não se pode vender Firma individual e Razão social.A solução não está no enunciado nº 72 e sim no seguinte raciocínio desenvolvido pelo professor Leonardo: Como a lei é ruim e o artigo é péssimo. se a razão social tem que ser formada a partir do nome dos sócios. é o que mais atrai clientes e se tem valor econômico é passível de alienação. o problema é que dentro do nome da sociedade está levando o nome dos sócios. no artigo 1164. 3ª) corrente: Acolhida no Brasil. em qualquer uma de suas espécies. Porque como é que nós vamos vender o nome Bianca Moraes. 2) Com o novo CC. o baço. você estaria dizendo que a Bianca Moraes e a Cristina Silva são sócias. sistemática. se a alienação do nome de uma sociedade não viola a característica de direito da personalidade. como a razão social. Passa a uma interpretação histórica. porém há algum tempo deixada de lado.Estaria enganando terceiros. daí não pode ser alienado. quando o artigo é ruim busca-se dar a ele uma outra interpretação. o nome da Bianca Moraes é direito da personalidade. ele buscou juntar o artigo 1164 com outros artigos de lei. Era um posicionamento tradicional em direito empresarial que entendia ser o direito da Personalidade inalienável e intransmissível. . Para nós interessa apenas uma que é a Inalienabilidade. revistas especializadas em direito empresarial.É interessante. O Brasil entende o seguinte: Firma individual e Razão social são inalienáveis. que são pessoas físicas e com direito da personalidade. Porque não se pode vender o que é da sua personalidade. tanto a firma individual. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA. É até bom para o empresário. o nome de uma pessoa física. que já estava ultrapassada. porque Bianca Moraes e Cristina Silva não são sócias da nova sociedade formada.Um segundo fundamento. que não concordamos e não vamos aplicar. com a idéia de que o nome empresarial é o que o empresário tem de mais valioso. afirma que não deve ser aplicado o artigo 1164 do novo CC. como a denominação eles são passíveis de alienação? Antes do novo CC deveria ser respondido de acordo com 03 (três) correntes: 1ª) corrente: Entende que o nome é direito da Personalidade. Muito criticado em simpósios.Continua aplicando o artigo. Ex: Não se pode vender os rins. como na verdade elas não são sócias. porém não o aplica literalmente. porque muita das vezes o empresário se encontra em difícil situação financeira e o único bem que ele tem disponível para venda é seu nome empresarial. Eles adotaram a 1ª corrente. Daí.Na interpretação. porque iria ferir o Princípio da Veracidade. José Maria Leone diz quais são em sua obra. A crítica foi tão grande que o Boletim Informativo do Conselho da Justiça Federal. 2ª) corrente: Surgida na Europa Ocidental. de uma pessoa natural é direito da personalidade.O nome da sociedade não é problema nenhum. Então. teleológica. ficando assim: O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Cristina Silva e Cia comércio de alimentos LTDA para outros cinco sócios. Na hora da prova em concurso não pode colocar que está tudo errado.

pois deve predominar normas não cogentes e dispositivas. Em outras palavras: “É o complexo de bens corpóreos ou incorpóreos. para melhor desenvolver a sua atividade empresarial. porque você vai colocar como inalienável uma Votorantin S/A. O ponto é apenas um dos elementos. OBS: Muita gente pensa que estabelecimento é o ponto. 4 ª Aula . é uma coisa só. (era nomenclatura usada por Pontes de Miranda).37 Quando é que nome empresarial encerra direito à personalidade? Em firma individual e razão social. fundos de comércio. por empresário ou por sociedade empresarial”. Então todos esses bens que eu estou comprando vão integrar o meu estabelecimento empresarial. Então por exemplo. também chamada de interpretação racional é um problema. eu vou comprar um balcão. Vejam o conjunto de bens que o empresário reúne para desenvolver a sua atividade. Outras expressões que são utilizadas e que podem acabar caindo na prova “discorra sobre fazenda na empresa”. que estudamos lá na faculdade.Com base na teoria da preservação da empresa. ou uma casas Bahia LTDA como inalienável. É um excelente conceito dado pela lei. porque a atividade empresarial é extremamente privada. Artigo 1142 do novo CC – “Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados. Isso tudo é uma interpretação teleológica. para poder salvar a atividade da empresa. Então isso é o estabelecimento comercial empresarial. cadeiras. Então estabelecimento empresarial. fazenda da empresa. para exercício da empresa. Você não pega o artigo. uma vez que esse conhecido doutrinador não fundamentou sua posição. tudo sinônimos. reunidos pelo empresário para proficuidade de sua empresa. Em uma interpretação teleológica. porém ele não fundamenta a sua conclusão. vou comprar três motos para entrega. Você tem que lembrar que o nome como tem valor patrimonial. separa e lê isoladamente e sim o analisa dentro de uma estrutura. o mesmo do professor Leonardo. mesas. Em caso de concurso pode colocar como entendimento do doutrinador Waldo Fázio.(interpretação sistemática dos artigos 1155 a 1159 do novo CC) A interpretação sistemática se busca interpretar o artigo dentro de uma gama de outros artigos. Asienda (italianos). eu vou alugar um ponto. Good Will (americanos).Jr ( professor paulista da UNICAMP.Jr. é muito . O que é o estabelecimento empresarial? O conceito está no artigo 1142 do novo CC. fundo empresarial. pois o empresário pode lançar mão da venda daquele nome para poder fazer caixa. para excelência de sua atividade empresarial”. Esse também é o entendimento do doutrinador Waldo Fázio. então deve prevalecer a livre iniciativa do empresário.10/05/2003 ESTABELECIMENTO COMERCIAL: É aquele antigo fundo de comércio. pode ser motivo de salvação. promotor aposentado). com base na liberdade da atividade empresarial. o estabelecimento é um complexo de bens. e por este entendimento você também chega à conclusão de que somente é inalienável a firma individual e a razão social.

os bens que estão no ponto. mas na França tem. . este é uno e indivisível. lá é isso mesmo. pois empresário individual tem responsabilidade ilimitada. lá é patrimônio de afetação. E a pessoa jurídica também é assim? Responde com todo seu patrimônio? Na sociedade é diferente? Como é a responsabilidade da sociedade por cotas de responsabilidade limitada? É limitada ou ilimitada? É ilimitada. aqui não existe divisão do patrimônio. por exemplo. Lá na França você pode dividir o patrimônio civil e o empresarial. Divide patrimônio civil do empresarial. Mas professor. você acabou de falar de é um complexo de bens? Quem tem personalidade jurídica: bens ou pessoas? Pessoa. pessoa física: Leonardo. daí não pode ser adotada essa corrente entre nós. o carro que é utilizado. porque responde com todo seu patrimônio. para saber que tem quatro correntes da natureza jurídica: 1ª) Corrente: Artigo 1142 do NCC . NATUREZA JURÍDICA DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL: O que representa para o Direito? Há quatro correntes: No artigo 1142 CC colocar quatro traços. a moto que é utilizada. para eles. Toda sociedade responde ilimitadamente por suas obrigações. No Brasil só quem tem personalidade é pessoa física ou jurídica. qual patrimônio que vou afetar. porque ela responde com todo seu patrimônio. No Brasil é como? Você vai abrir a firma individual. o imóvel tal. A regra é que toda pessoa só tem um patrimônio. chego na França para me inscrever na Junta e eles perguntam quais são os bens que vou ligar à minha atividade. defendida por parte da doutrina alemã. não tem como separar. pego parcela do meu patrimônio e destino para estabelecimento: tantos euros. Por isso que essa teoria está corretíssima para a França. a sua casa de praia vai ser afetada pela atividade do empresário. Estabelecimento comercial é o ponto.38 mais que só um ponto. qualquer que seja tem responsabilidade ilimitada. mas no Brasil não. jamais bens. O empresário separa parcela de seu patrimônio para afetar àquela atividade. Existe agora a hipótese do artigo 974 do NCC. entende que estabelecimento empresarial tem personalidade jurídica. Como funciona isso? Sou empresário individual. responde com todo seu patrimônio. Então porque vai falar que tem personalidade jurídica? Por isso essa corrente é adotada lá e não aqui. única exceção – juiz dividir. tudo isso. porque empresário responde com todo seu patrimônio. A firma individual tem capital próprio? Não. No Brasil existe essa possibilidade de divisão? Não. vai lá e indica a firma individual. 2ª) Corrente: É adotada na França e por parte da doutrina alemã.Surgiu na Alemanha. estabelecimento empresarial é patrimônio de afetação (que é conjunto de bens com destinação específica). Toda sociedade. Lá na França não tem divisão. Tem patrimônio da Sociedade ou patrimônio dos sócios. Então não tem divisão de patrimônio civil. porque quando cair na prova a análise do mesmo. o bem x. e responde com todo ele frente às suas dívidas. você coloca: Negócio Jurídico e quatro traços.

Defendem que estabelecimento empresarial é universalidade de fato (conjunto de bens reunidos pela vontade de uma pessoa que é o empresário que vai decidir quais bens vai reunir para desenvolver sua atividade.Universalidade de Direito.39 Mas aí é da mesma pessoa? Não. porque patrimônio é um só. A herança é uma universalidade de direito típica. assim como Fabio Ulhoa e outros. um sítio. mas por força da sociedade. ou seja. Por exemplo: Sou empresário individual. porque a sociedade é uma pessoa e sócios são pessoas diferentes. Importante: A responsabilidade do sócio é que é limitada ou ilimitada. muita gente boa está começando a defender isso. a própria lei está dizendo que é universalidade de fato. porque sociedade e sócio não se confundem. por isso não pode ser chamada patrimônio de afetação. muita gente está começando a defender essa corrente. 3ª) Corrente: O Estabelecimento é universalidade de direito. O estabelecimento empresarial muitos defendem a partir no novo CC. Qualquer sociedade sempre terá responsabilidade ilimitada. que é complexo de bens reunidos por força do artigo 1142. Todos continuam adotando a 4ª corrente. E fazem parte do meu estabelecimento a oficina. não existe divisão. geladeira etc). mas ninguém ainda defendeu em livro. e tenho uma casa de praia. porque agora o conceito de estabelecimento comercial está na Lei. que defendem que o fato de estar conceituado na lei não quer dizer que seja universalidade de direitos. se vai alugar dois carros. Você se posiciona. um conjunto de bens reunidos por força de lei. tem que comprar um carro. mas o estabelecimento empresarial não é reunido por vontade. uno e indivisível. Na hora da prova colocar as quatro correntes e dizer sobre inovação trazida pelo novo CC. ELEMENTOS: Quais elementos que integram o estabelecimento empresarial? Posso dizer que tudo que faz parte do estabelecimento faz parte do patrimônio e vice-versa? Posso dizer que estabelecimento comercial e patrimônio do empresário são sinônimos? Patrimônio e estabelecimento comercial não são sinônimos. porque tudo que integra meu estabelecimento faz . seu conceito está disposto em lei. O Professor entende que a 4ª corrente é a melhor. A lei que determina a reunião daqueles bens. O sítio. No Brasil. fazem parte do meu patrimônio. e que alguns passaram a defender a 3ª corrente . por força da lei. mas há patrimônio da sociedade e patrimônio do sócio. mas não fazem parte do meu estabelecimento. porque o empresário pode ter um bem que não esteja ligado à sua atividade. Importante: Daí. A lei dispõe assim no artigo 1142 do novo CC. tenho e desenvolvo atividade de oficina mecânica. O professor não concorda. 4ª) Corrente: Chamada de universalidade de fato. eu digo que patrimônio é conceito mais amplo e estabelecimento é conceito mais restrito. Então já seria universalidade de direito. artigo 1142 do novo CC. Não há divisão do patrimônio civil ou empresarial. reunidos pela vontade do empresário. Assim posso dizer que para o novo CC o estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato – entendimento majoritário. OBS: Nas palestras muita gente fala da Universalidade de direito. a moto para prestar socorro etc. Então no Brasil essa não pode ser adotada. a casa de praia.

vamos ver o que integra: O ponto comercial. os bens que o guarnecem – tapete. Rubens Requião. Fábio Ulhoa Coelho entende que todo imóvel está ligado à atividade da sociedade. o imóvel onde está localizado o ponto. A marca identifica a própria atividade. Posição dele pode ser adotada? Não. Vou ser empresário. por ser um instituto regulado pelo Direito Civil. maquinário. ele está viajando. É bem amplo. a marca. ele parte de premissa completamente errada. a moto. porque esta não pode ter ou adquirir bens que não estejam ligados à sua atividade. o nome. estabelecimento empresarial quando se referir à sociedade equivale a todo patrimônio da sociedade. ainda que não esteja ligado ao seu ramo de atividade. E quando for sociedade empresarial? Pode esta.40 parte do meu patrimônio. patrimônio da sociedade é sinônimo de estabelecimento empresarial da sociedade. ainda que indiretamente. estoque. explorar estacionamento. Todos os bens da sociedade têm que estar ligados direta ou indiretamente a ela. nunca construiu nada. mas nem todos fazem parte do estabelecimento empresarial dela. Eu acho que ele está enganado. Qualquer imóvel faz parte do patrimônio da sociedade. carro de entrega. não é bem que reúne . ou seja. O imóvel faz parte. aqueles que não estão ligados à sua atividade. todos os bens ligado à atividade. que é de importação e exportação de computadores. Embora Fábio Ulhoa entenda que são sinônimos. Ex: Ramo de estacionamento. Como vou dizer que imóvel não faz parte de meu estabelecimento? Verdadeira utopia. para desenvolver minha atividade? O imóvel. mercadorias expostas à venda. o título do estabelecimento. freezer. Onde está previsto em lei. Qual bem mais relevante para exploração do ramo. Como um instituto de Direito Civil pode integrar um estabelecimento empresarial? O que não tem nada a ver. fala que imóvel não faz parte do estabelecimento comercial. então para prof° Fábio quando for sociedade são expressões sinônimas. balcão. Aquele terreno faz parte do patrimônio da sociedade empresarial? Faz. Patrimônio será sempre conceito mais amplo do que estabelecimento comercial (empresarial). nem tudo integra estabelecimento. a corrente majoritária entende que não. ter bens que façam parte de seu patrimônio e não façam parte de seu estabelecimento? Lembre que estabelecimento não é ponto. Quando for uma sociedade. Ex: Sociedade de Exportação e Importação de computadores Ltda – Tilt – comprou terreno para construir colônias de férias para funcionários há 15 anos atrás. Fábio Ulhoa entende que não. Posição isolada. porque sociedade pode ter bens que não estejam ligados à sua atividade. sociedade empresarial. mas nem tudo que faz parte do meu patrimônio está ligado ao meu estabelecimento. Então quais bens integram o estabelecimento empresarial? Já que sabemos que nem tudo participa. onde está escrito que um instituto de direito civil não pode integrar um instituto de direito empresarial? Toda doutrina fala que imóvel faz parte do estabelecimento. Rubens Requião começa a discordar de tudo agora é verdadeira unha encravada. assim conclusão de Rubens está completamente equivocada. também diz que marca e nome não integram estabelecimento empresarial.

atributo em razão da capacidade que o estabelecimento tem de produzir lucro. é a pessoa que vai reunir esses bens. construir fama para dar mesmo lucro. de sua organização. Sem dúvida a marca atrai clientela. E ele fala que o nome é a pessoa que exerce a atividade. Porque eles juntos têm valor agregado maior do que separadamente vendidos? Porque já estão organizados. freguesia. quanto mais estruturado. o restaurante em pleno funcionamento. Então aviamento é o valor agregado dos bens que guarnecem o estabelecimento em razão da excelência de sua organização. passo para outra pessoa. A está no ramo de perfumaria. é o valor agregado na razão de sua excelência. Quanto mais organizado e excelente o estabelecimento. Mais uma vez está Rubens isolado. .000.00 é melhor.000. a fama a organização são muito superiores à mera soma aritmética. maior será essa capacidade. que somados dará cerca de R$200. Vamos ver se essa fundamentação está correta. Se for vender os bens isoladamente. de sua capacidade de produzir lucro. eficiente e produtivo. mas organizar. freezer para B etc. Assim nome que se dá a esse plus é aviamento. É qualidade. compra-se tudo igual. vou conseguir comprá-la? De jeito nenhum. que é a qualidade que a Parmê tem de produzir lucro. porque lá há alta capacidade de produção de lucro. mesas. Aviamento é esse valor agregado aqui. Se chegar com esse valor lá. balcão. aí resolve adquirir franquia do Boticário e passa a vender bem depois que põe a marca lá. Aviamento é a capacidade de produzir lucro. que é até menos demorado e mais lucrativo. Se vender tudo junto. para melhor desenvolver sua atividade. Foi bem que trouxe para proficuidade (competência). tem valor patrimonial. E qual a razão disso tudo. estruturar. O nome identifica o empresário? Sim.41 para desenvolvê-la. adquirir tudo para desenvolver sua atividade. balcão para A. vou receber mera soma aritmética do valor de cada bem. É a mesma estória da marca. é a própria atividade. em razão da capacidade que estabelecimento tem de produzir lucro. O nome empresarial Casas Bahia atrai clientela e freguesia? Sim. por R$230. maior será valor agregado. Entendimento de Rubens não prevalece. não está vendendo nada. porque a estrutura. Leva anos e anos para construir isso. o por quê de valer mais? O aviamento. Como é que não vai integrar o estabelecimento? É claro que integra. e juntos têm capacidade de produzir lucro. ou comprar estabelecimento próprio? Comprar próprio. Comprar os bens que estão na Parmê é mole. Se atrai a clientela e freguesia é claro que integra o estabelecimento comercial. Esse plus varia de acordo com valor agregado. Qual bem então que ele reuniu para atrair a clientela? A marca Boticário. vou gastar R$300. alugar imóvel. comprar freezer. Na prova falar sobre seu posicionamento.00. Para comprar todos os bens que estão na Parmê.000. Tenho um restaurante em pleno funcionamento. já é bem mais difícil. AVIAMENTO: O que é isso? O que é mais fácil para empresário.

viabilidade econômica. da freguesia. União ou Município. não vai se valer da clientela. Quanto vale essa estrutura. Os bens valem R$200. atributo. Segundo posição do STJ que é diametralmente oposta. bem estruturados. esse plus? Essa quantificação é valorada devido ao Aviamento. que vai perder com a clientela. de todas as despesas que a Parmê vai ter para se transferir dali. estrutura etc. Tem que colocar nas provas da Procuradoria para demonstrar que conhece. conjunto de bens corpóreos e incorpóreos. visto que não se está desapropriando o fundo empresarial e sim o imóvel. cujo nome é Aviamento.000. Questão polêmica. à viabilidade econômica). caso contrário não vai conseguir se estabelecer em outro lugar nas mesmas condições. dos bens. clientela. não podemos olvidar da orientação dos tribunais superiores. Desapropriação e Aviamento Município do Rio de Janeiro quer construir casa de recuperação de drogados no local onde funciona a Parmê. Nas provas para Defensoria e Procuradoria você tem que ser parcial. podendo os donos da Parmê levar todos os bens.42 Então Aviamento é bem? Tem como vender? Não. Natureza jurídica do aviamento é ser qualidade. uma qualidade desses bens considerados agregadamente. Como conseguir quantificar essa qualidade? Qual seu tamanho? R$30. à clientela. interesse público. o nome. esse é o locatário e está lá há 30 anos. conforme disposto em uma parte da doutrina. o valor da indenização tem que compreender o aviamento.00)? Depende da prova que se estiver fazendo. Imaginemos que dono do imóvel da Parmê não seja aquele que explora a atividade. inobstante os robustos argumentos neste sentido.000. o dinheiro que deixará de lucrar nos dias que estiver com a atividade paralisada. tese a ser defendida é de que se deverá pagar tão somente o valor comercial do imóvel e alegar que a indenização é justa. o valor da perda do fundo empresarial. . A marca é imaterial. vai ser quantificado no aviamento. Tudo isso junto tem uma qualidade. produzindo lucro. Não é bem imaterial. não tem como aviamento ser vendido. os materiais e imateriais.00? Quanto é estrutura dessa organização? Não estou falando de bens. é qualidade que tem todos esses bens reunidos. argumentar o objetivo da desapropriação. da viabilidade econômica. inclusive despesas com transporte. Não posso considerar Aviamento como bem imaterial.000. Falo da capacidade de se quantificar toda a estrutura do estabelecimento (atribuir valor à fama. É uma qualidade dos bens quando estão reunidos. Um dos grandes fatores para se ver tamanho dessa qualidade é a quantidade de clientela.000.00 R$50. estou falando desse plus. vai desapropriar o imóvel. Quando isso ocorrer. ainda que seja nessas provas colocar: Entretanto.000. o Município vai pagar só o valor comercial do imóvel (R$200. Importante: No final. em maus livros. tudo tem que ser indenizado. A Constituição fala que é justa a indenização em razão do imóvel a ser expropriado. problema é deles. Mas quanto vale o plus? Depende de um monte de coisas: da clientela. O Município não vai montar restaurante.00) ou também vai ter que indenizar o aviamento (plus + R$200.00. Me posiciono desta forma para preservar interesses da Fazenda Pública. Se for prova para procuradoria do Estado. É sim. O proprietário do imóvel não é empresário. Vai ser quantificada em vários fatores: freguesia. e sim o locador.

o Poder Público terá? Não. porque em ação de desapropriação não se discute direito de terceiro (âmbito administrativo) no caso do locatário.00 ou R$400. Porque evidente que tem esse direito. O titular do ponto é a Parmê. quando desapropriar o imóvel o valor da indenização será de R$200.000.00. está lá há quatro anos. pelas despesas do transporte. porque tem história do depósito prévio para poder ingressar no imóvel. E aí? A Parmê não vai receber nada na ação de indenização.00. será dividido entre proprietário e locatário? O valor da indenização será só o valor comercial do imóvel de R$200. O Estado tem que indenizar o locatário (que não tem direito ainda à renovação compulsória.000.43 O empresário é o locatário. visto que não está lá há cinco anos)? Terá direito pela perda do ponto? O locador não terá que pagar. terá o Poder Público que indenizar.00 é bem diferente de um depósito em cima de R$200. dias parados tudo. Quando terminar o prazo do contrato. sendo que esse valor não será tão alto. do aviamento. Então Parmê sairá com mão na frente. o imóvel for desapropriado? Nesse caso quem a está colocando para fora é o Poder Público e não o locador. A desapropriação terá como sujeitos o proprietário e o Município. em contrato de quatro anos e B já está lá há três anos. devido ao tempo. Se locador pode colocá-la para fora sem ter que indenizála.000. Isso é importantíssimo para provas das Procuradorias. para o locatário ter direito à renovação compulsória tem que estar no imóvel por no mínimo cinco anos e na mesma atividade há três anos.000. sem pagar um centavo. porque o Poder Público. posso não renová-lo e colocá-lo para fora e não terei que indenizá-lo. Cabe ao terceiro. agindo no interesse público não poderá? Entendimento minoritário que será adotado nas provas das Procuradorias. . porque nessa não se discute direito de terceiros. imóvel é outra. Lei de Locações (que não darei aqui) protege o Fundo Comercial. num contrato de quatro anos. o locador no quarto ano pode colocar para fora sem nenhuma indenização. Na locação empresarial. tanto que se locador quiser tirar Parmê de lá não pode. OBS: Não está na apostila: Sou proprietário de imóvel o qual aluguei para “B” que abriu loja de perfume. Entendimento Majoritário – Tribunais – mesmo que locatário não preencha requisitos para renovação compulsória da Lei de Locações. que sairá sem nada (dono da Parmê) entrar com ação autônoma em face do Município do Rio de Janeiro pedindo indenização pela perda do ponto.00 e se for esse valor. Mais um argumento em favor das Procuradorias. Terá então B que entrar com ação autônoma em face do Estado. porque o locatário não é titular do ponto ainda (ainda não preencheu requisitos da Lei de Locações). E na seguinte orientação de desapropriação? E estando ela no imóvel há três anos.000. ponto é uma coisa. mas não na ação de desapropriação. outra atrás? Sim. o locatário é titular do ponto. por exemplo. porque titular do imóvel é o locador. E se. 80% do valor da desapropriação pela lei específica. Se tiver que fazer depósito em cima de R$400.

Empresário é a sociedade. Isso é ou não é trespasse? Houve transferência de estabelecimento empresarial? Houve mudança de empresário ou não? Foi transferido estabelecimento de um empresário para outro? Lembram que falei que Sócio não é empresário. que continuará exercendo a mesma atividade que era explorada pelo alienante. aí elas assumirão o Tigrão. Requisitos para empresário poder alienar o estabelecimento: Se empresário quando for alienar ficar com capital suficiente para pagar seus credores. No trespasse há mudança de empresário. Por que eu não estou vendendo cota de trespasse? Não é. pois está muito violento e vão montar lá no Recreio. Então houve alguma transferência de um empresário para outro? Quem era empresário naquela época? Tigrão. a autorização é tácita.. etc. Ex: Temos a sociedade Posto de gasolina Tigrão Ltda. Uma delas compra as quotas de um dos sócios. consente. Fará isso através de notificação aos credores. não querem posto na Tijuca. de todos os credores quirografários E se houver descumprimento disso? E se ele precisava da autorização. a outra de outro sócio. Se tenho ações da Vale do Rio Doce. Importante: Não confundir transferência de quotas e de ações com trespasse. É quando o empresário. sucessão empresarial. não ia dar para pagar a todos. por qualquer meio. o empresário continua o mesmo. Não havendo manifestação. o Tigrão? Então o que é então? Mera mudança de sócios. parte da premissa errada e arrebenta na hora da prova. Se estiver no regime de concordata a autorização dos credores admitidos na concordata. nada mais errado. E se ficar com ativo insuficiente para pagar passivo? Neste caso para efetuar a venda terá que ter a autorização dos credores. mudar de ramo. Então houve transferência do estabelecimento? Por que o estabelecimento continua com mesmo empresário. o estabelecimento continua do mesmo empresário. não há trespasse. seja pessoa física para jurídica. tem que ser expressa. aliena o seu estabelecimento para outro empresário. o complexo de bens. e vendo para X. Aqui é mera mudança de sócio. O que vão fazer? Vão alienar suas “quotas” para A e B. Não precisa de autorização. ou seja.. pessoa física ou jurídica. viceversa. Os três sócios resolvem ir para outro local. para que no prazo de trinta dias possa haver impugnações. Quem é empresário agora? Tigrão. não há requisito algum a ser observado. Muita gente pensa que isso é trespasse. mesmo dono. para empresário alienar seu estabelecimento. que é pessoa jurídica no caso. No Direito Empresarial. precisa ficar com ativo superior às dívidas. quem cala. e se não pedir a autorização? Quais as conseqüências disso? São três: .44 SUCESSÃO EMPRESARIAL OU TRESPASSE – Antiga sucessão comercial. O que mudou? Só o quadro social. porque ia ficar com pouco dinheiro. Cuidado que na prática muita gente confunde e erra feio.por isso mandei sublinhar” outro”.

depois de ser decretada a falência. Então. este terá que pagar dentro do prazo. Quando faço o trespasse. O alienante tem que pagar dentro do período de um ano. Passado o prazo de um ano. Ex: Vamos supor que o credor cobrou do alienante. 3ª Conseqüência . E quanto às dívidas vincendas? O alienante fica responsável também pelo prazo de um ano. Quando faço a transferência de estabelecimento empresarial por meio de trespasse. 2ª Conseqüência . porque os débitos não integram o estabelecimento. e esses foram abatidos do preço final. a transferência se refere ao ativo e ao passivo contabilizado. porque transferi passivo contabilizado. só durante o prazo máximo de um ano. por meio da AÇÃO REVOCATÓRIA – artigo 52 da Lei de Falência. quem deverá pagar é o adquirente. Para evitar que se faça venda do estabelecimento para um laranja. Ex: Vendo imóvel com condomínio e alugueres em atraso.Vou ao vencimento e conto um ano a partir daí. o nome da sociedade é Braço de Ferro Jóias Ltda. a alienação que foi feita. conforme o artigo 2° da Lei de Falência.45 1ª Conseqüência . Então mesmo que tenha dívidas que ainda não venceram. desaparecer. fica como devedor solidário. não o alienante. pode entrar com ação de regresso contra adquirente. então há trespasse. transfiro só ativo. a contar da data da transferência do estabelecimento. pelo prazo de um ano. e o credor seja prejudicado. Neste caso o adquirente tomou ciência dos débitos existentes. Mas depois que pagar? Já não tinha transferido essa dívida para adquirente? Se ele pagar.Essa atitude dele é considerada um ato de falência. que é a ação que tem por finalidade declarar ineficaz um ato realizado pelo falido. Ex: Novo locador em relação à alugueres em atraso. ou ativo e passivo? Pelo novo CC é do passivo e ativo. Está vendendo a lojas que tem no shopping para Brinco de Ouro Ltda. Com o novo CC. ele abateu no valor do preço.Além disso. porque dívidas ainda não venceram. só pode cobrar do adquirente. a partir do respectivo vencimento destas. credor cobrou do alienante. para não prejudicar o credor. Antes era só do ativo (com exceções que serão vistas depois). quanto às dívidas já vencidas. . A Lei diz que embora ocorra a transferência do passivo contabilizado. De repente eu vendo para uma pessoa que não tem dinheiro nenhum e vou embora. Porque se eu vendi o estabelecimento sem autorização de vocês é sinal que tudo vai sumir. o devedor primitivo (alienante). E credor vai ficar de mãos abanando? Não. a contar da data da transferência. Terá que pagar então em ação de regresso. qualquer credor poderá requerer a FALÊNCIA. pode cobrar tanto do alienante quanto do adquirente.Pode ainda ser considerado crime falimentar – artigo 187 da Lei de Falência. Então por exemplo. É transferência de estabelecimento? Está mudando de um empresário para outro? Sim. transfiro o estabelecimento empresarial. porque a dívida estava contabilizada lá. vai ter que haver devolução. pode ser declarada ineficaz. qualquer um imediatamente poderá requerer minha falência. do alienante não pode mais.

Eu alienante continuo responsável perante esses credores? Sim.46 Essa é regra. esse é que sairá no prejuízo. Se interpretar a Lei literalmente responderia que não. O prof° Fábio Ulhoa entende que os credores vão poder acionar o adquirente enganado. porque a transferência é só do passivo contabilizado. Pode cobrar do adquirente? Pode. não os credores. não contabilizando dívidas existentes. visto que não havia dívida contabilizada. mas como o passivo não estava contabilizado. não estão nos livros nem no balanço. não tem regra de ordem pública. Vai poder acionar o adquirente X. Quem não pode sair prejudicado são os credores. este está obrigado a pagar? Se vocês colocarem não na prova. visto que menciona apenas passivo contabilizado. . Essa é opinião do professor. fazendo-se interpretação teleológica. não valendo para terceiros. Se transferi para terceiro e sumi. Eu não avisei e transferi para outro. foi malandro. Negócio empresarial é sujeito a risco. se é obrigatório ou não. não tem nada de um ano. é uma ou outra regra de ordem pública aqui. mas pode entrar com ação contra alienante. mas nada impede que entre alienante e adquirente fique convencionado outra coisa. Estamos no Direito Empresarial. porque contrato vale somente entre as partes. porque o passivo deveria estar contabilizado. Fábio Ulhoa diz: Se adquirente pagar dívida não contabilizada. Se adquirente pagar poderá entrar com ação de regresso contra alienante em sentido oposto. Assunto difícil . que é inerente a toda atividade empresarial. Mas não diz se adquirente tem ou não que pagar. ele vai dizer que desde o início falara isso. é por conta de vocês. É o risco inerente ao negócio. que se pagar pode entrar com ação de regresso contra alienante. está tratando da responsabilidade final. Essa cláusula é válida? Sim. O adquirente não precisa assumir dívida nenhuma. antes de comprar tem que verificar se há dívidas ou não. do adquirente. Credor então pode cobrar do alienante. Waldo Fazzio Junior não fala. aí fica entendimento de que é obrigado a pagar. por exemplo. que estão mascaradas. tem que assumir o risco por ter feito negócio sem devidas precauções. Eles podem cobrar do adquirente? É passivo contabilizado isso? E a lei fala que transferência é só do que? Os credores de Y poderão acionar o alienante (Y)? Sim. Vale Princípio da Liberdade contratória. Mas foi expresso que seria só do ativo. Outros autores não falam. independente de prazo. que será transferido apenas ativo. Então terá o adquirente que pagar? Pagará. tem ação de regresso contra alienante. Aqui vale Princípio da Livre Iniciativa. A lei não é clara. porque a Doutrina não fala. Se não falasse nada transferia também o passivo? Transferia. Porque daqui a um tempo ele pode dizer. Y é o maior safado e transfere estabelecimento para X. não o passivo. Vem lá e “expressamente” Estou transferindo o ativo. OBS: No meu entendimento quando a Lei fala que a transferência é do passivo contabilizado.Lei fala que transferência é do passivo contabilizado. não quis enfrentar a questão. E quanto a passivo não contabilizado? Posição do Professor. É difícil.

e traz o seguinte: quando houver transferência do estabelecimento comercial. ou seja. Exemplo: C tem uma dívida com E.47 5 ª Aula . na data da transferência 20/05/2002. Se o credor foi direto no adquirente. deverá entrar com ação de regresso contra o adquirente. aquelas que ainda vão vencer. A questão importante é a seguinte. Então aquela pessoa que era credora. Transferência do Passivo: Empresário A e Empresário B. mas só vai vencer dia 14/06/2002. A responsabilidade do alienante passa para o adquirente. Isto porque quando o alienante transfere o estabelecimento empresarial para o adquirente. Essa solidariedade se divide para as dívidas vencidas e para as dívidas vincendas. continuaria responsável pelas dívidas. essa transferência é só do ativo? Ou está transferindo ativo e o passivo? Antes do novo CC. há transferência também do passivo das dívidas. pelo prazo de um ano. Dívidas vencidas data da transferência. já foi abatido o valor da dívida. mas o alienante fica responsável solidariamente. todas as dívidas vencidas antes dessa data foram transferidas para B. pois com a transferência do estabelecimento transfere-se também o passivo contabilizado. Transferência do passivo. a contar da data do vencimento. Então o alienante poderá ser cobrado até 14/06/2003. ou seja. O novo CC inverteu isso. que ele não conhece e não sabe se teria condições de pagar. O A está transferindo seu estabelecimento comercial para B. segue-se o seguinte: A dívida foi contraída no dia 01/05/2002. Para as dívidas vincendas. o alienante também ficará como devedor solidário pelo prazo de um ano. o alienante só fica responsável durante um ano a contar da transferência. somente o passivo contabilizado. transferir o estabelecimento com as dívidas contabilizadas que também são transferidas. mas o alienante A fica responsável solidariamente pelo prazo de um ano a contar da data da transferência. Então hoje transfere não só o ativo como também o passivo.31/05/2003 Trespasse é a transferência do Estabelecimento Comercial. ou seja. à dívida morre. A partir de 20/05/2002 só poderá cobrar do adquirente. o credor pode cobrar as dívidas vencidas até 20/05/2003. 20/05/2002. também diz que o alienante ficará solidariamente responsável com o adquirente. por exemplo. C transfere o estabelecimento para D e quando E for cobrar terá que cobrar de D. Ex: Transferência em 20/05/2002. O alienante será devedor solidário. até essa data poderá cobrar tanto do adquirente quanto do alienante. porque são devedores solidários. quando transferia o estabelecimento comercial só se transferia o ativo. Mas o credor pode sentir prejudicado. a dívida já foi contabilizada. Embora a lei tenha dito que há transferência do passivo. o alienante vai ter que pagar. mas desde que esse passivo esteja contabilizado. ela ainda não estará vencida. mas não ficará no prejuízo. Vamos supor que o credor cobre do alienante dentro do prazo que ele é solidário. . locador do ponto comercial de A passa a ser credor de B.

artigo 1146 do CC. o adquirente até paga. ele terá ação de regresso contra o alienante. o adquirente só ficará responsável pelo passivo contabilizado. Em uma prova subjetiva devem ser citadas as duas interpretações. se o adquirente vier a pagar. responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência. vamos supor que o alienante é um safado.48 Se dentro desse período de solidariedade o alienante for acionado. então o adquirente só vai ficar responsável pelo passivo que estiver contabilizado. mas isso não vai valer perante os credores. irá comentar um assunto que não está na lei. O adquirente ficará responsável por este pagamento? A lei fala que o adquirente só ficará responsável pelo contabilizado. porque este quando compra o estabelecimento tem que se cercar de todas as cautelas. mas não há essa interpretação literal. Se a dívida não for contabilizada a responsabilidade será do alienante. A doutrina não trata do assunto. Na prova o artigo 1146 novo CC deve ser interpretado por esses dois caminhos literalmente e de forma sistemática. Waldo Fazzio Junior não trata do assunto. Artigo 1442 do CC e seguintes tratam do assunto: Importante – “O professor. isto é um risco do negócio. Este doutrinador não diz se está ou não obrigado. O que deve ser destacado é esta expressão. transferiu o estabelecimento e não disse que havia um passivo. pois tal assunto pode cair em prova. Em uma prova objetiva deve ser utilizada a interpretação literal. terá que pagar. caso o adquirente venha a pagar caberá ação de regresso. mas o professor entende que o credor vai poder cobrar do adquirente. mas depois de pago entra com ação de regresso. então quando fala que a transferência é apenas do passivo contabilizado. Se transferido o estabelecimento e por exemplo. A interpretação do Professor é a seguinte: “Esta regra é regra entre os contratantes. ou seja. terá direito a ação de regresso contra o alienante.” O adquirente do estabelecimento. Exceções a Regra: Dois credores não seguem essa regra por terem regras próprias – credores tributários e credores trabalhistas. OBS: Fábio Ulhoa Coelho não se posicionou direto. ou seja. o credor poderá cobrar do adquirente? A lei só fala do ativo contabilizado. um passivo não contabilizado. o adquirente recebe o passivo. quer dizer. então ele não paga. não foi informado que o aluguel estava em atraso. em uma interpretação literal é nessa conclusão que chegamos. mas que será dito. . desde que o regularmente contabilizado. para se ter uma solução. Esta matéria é uma novidade. Fábio Ulhoa Coelho diz o seguinte: “se” o adquirente vier a pagar uma dívida não contabilizada. realmente tomar ciência do passivo quirografário. entre eles vai ficar dessa forma. isso quer dizer o seguinte: se tiver o passivo não contabilizado. ou seja. antes do novo CC só se transferia o ativo. mas se pagar poderá entrar com uma ação de regresso contra o alienante. e o que será dito é fruto de sua imaginação.

como todos o conhecem. a responsabilidade do adquirente será direta. Agora se o alienante montou por exemplo um salão de beleza ou outra atividade.A questão é a seguinte: quando se adquire um estabelecimento empresarial. terá responsabilidade direta pelas dívidas tributárias quando o alienante não exercer nenhuma outra atividade econômica dentro dos seis subseqüentes a transferência. que poderá acionar tanto o adquirente quanto o alienante. E se B explorou a atividade? Dependerá do que A foi fazer. o alienante não poderá voltar. todo aquele mercado em potencial que o alienante já havia conseguido. constituindo cláusula do não restabelecimento. ou seja. Por essas dívidas até a data da transferência responde tanto o alienante quanto o adquirente. Transferido o estabelecimento. aqueles que freqüentavam o estabelecimento adquirido vão migrar para o novo estabelecimento. depois de adquirido B não explorou a atividade. O adquirente que continuar a atividade. Cláusula do não restabelecimento: O alienante transferiu para B o restaurante. falou o seguinte: “Toda vez que ocorrer o trespasse. o que se quer aproveitar do alienante é a clientela. pode montar outro restaurante no local? Artigo 1147 do CC e seguintes . se A foi por exemplo para uma fazenda ficar dormindo na rede. o fisco terá que cobrar primeiro do alienante. o fisco poderá cobrar essa dívida do adquirente? 1ª situação: O adquirente não terá nenhuma responsabilidade pelas dívidas tributárias quando não continuar a atividade que era desenvolvida pelo alienante. não exerce mais atividade. dois meses ou que não há vedação ao restabelecimento”. não conseguindo deverá cobrar o adquirente. . Importante: Se o contrato não falar nada. Ex: Dívidas Tributárias. 2. era um restaurante. ou então virar empregado comum. Entretanto se o alienante vier a exercer qualquer atividade empresarial naquele período. aquele que vendeu montar outro estabelecimento do lado. mas o contrato entre o alienante e o adquirente poder dispor de forma diferente. deixar de ser empresário. Seria uma concorrência desleal.O credor trabalhista: No artigo 448 CLT. não há restrições de prazo. Trespasse não tem haver com transferência de quotas. Então a lei para evitar essa concorrência desleal. A transferiu estabelecimento para B.49 1. a responsabilidade do adquirente será subsidiária.O credor tributário: Para as dívidas tributárias deverá ser analisado o artigo 133 CTN. foram cedidas quotas? Não. estabelecer um período de dez anos. Ele terá alguma responsabilidade pela dívida tributária? Não haverá responsabilidade. a freguesia. o fisco pode ir diretamente no adquirente cobrar tributos vencidos. não poderá se restabelecer no local pelo prazo de cinco anos. a responsabilidade do adquirente será subsidiária. Transferido estabelecimento existindo várias dívidas tributárias. comprou e passou a morar no local.

Uma boate em São João da Barra A passou para B. B pode montar outro na Usina? Pode. passado o estabelecimento o locador não poderá fazer nada. Não estabeleceu um limite. a boate é no início da cidade. a contar da publicação da transferência do estabelecimento. o caso concreto deve ser analisado. não há como ter outra. Ex: Um restaurante na Afonso Pena. Se for rescindido o contrato. pergunta se caracterizaria concorrência desleal uma empresa concorrente de outra. Podem as partes ir a juízo para verificar se o motivo é uma justa causa. mas a jurisprudência e a doutrina já tratavam de tal assunto dizendo que não poderia haver o restabelecimento. segundo o artigo 1148 do CC. A pode montar outra no final da cidade? Como a cidade é muito pequena e mal dá para uma boate.” Contrato na Relação de Trespasses: Transferido o estabelecimento. lógico que sendo seguida à base do contrato só mudaram as partes. Se o juiz entender que é. O terceiro no contrato de natureza não pessoal. se voltar para a mesma rua. o adquirente terá prejuízo. não pagar tributos. deve ser analisado e caso concreto. ou seja. mas o grande impasse estava no prazo. Pois não haverá concorrência desleal. Como é que fica o contrato? Os contratos ligados ao estabelecimento ficam segundo a lei divididos da seguinte maneira: De natureza pessoal e não pessoal: a) Personalíssimo – o adquirente não pode sub-rogar. rescindi contrato. mas ainda haviam vários contratos sendo cumpridos. se não houver pode se restabelecer. Ex: Contrato de locação. “Resposta a uma pergunta que não tratava da matéria. se mesma região. OBS: A lei não solucionou o problema do voltar. só o alienante pode cumprir. Importante: Deve ser analisado se haverá concorrência desleal. mesmo bairro. vendeu para A. o adquirente acabou não se beneficiando apesar de ter pago por isso ao alienante. Não há transferência. Rescindido o contrato. Mas mesmo no contrato de natureza não pessoal. então o adquirente poderá entrar com uma ação de indenização contra o alienante. tendo sempre como norte evitar a concorrência desleal. se conseguir provar justa causa poderá rescindir o contrato. A questão será resolvida pelo princípio da razoabilidade. segundo a lei.50 Anteriormente a lei não tratava. Essa impugnação deverá ser feita no prazo de noventa dias. A prática de oferecer produtos com valores bem inferiores com objetivo de lutar pela ruína de um concorrente caracteriza concorrência desleal. b) Não personalíssimo – nestes contratos ocorrerá à sub-rogação. pois pagou por um estabelecimento considerando o valor do contrato. o terceiro pode não querer cumprir o contrato com o adquirente. . mesmo Estado. mesma cidade.

51 SOCIEDADES EMPRESARIAIS: Teoria Geral do Direito Societário: Artigo 981 do CC e seguintes: O que é uma sociedade empresarial? Hoje temos a divisão de sociedades empresariais comerciais e sociedades simples. Nem todas as empresas públicas se enquadram na unipessoalidade. É empresa pública? Sim. Unipessoalidade Incidental ou Temporária: Quando a sociedade foi criada ela tinha mais de 1 (um) sócio. ou só entes municipais. É uma empresa pública. será a da sociedade simples. Outro exemplo: Uma empresa que tem 60% do capital com a União e 40% está com o Estado do Rio de Janeiro. artigo 251 da Lei 6404/76. Mas há também a regra da unipessoalidade. depois vem tratando das empresariais. Sociedades empresárias equivalem às antigas sociedades comerciais. onde existem duas hipóteses onde a sociedade pode ter um sócio: A unipessoalidade incidental ou temporária. Ex: A e B são sócios. será uma teoria geral não serão aplicadas quando existirem regras especiais. Essa pessoa jurídica tem que ser brasileira. É uma empresa pública? Importante: A princípio é uma Sociedade Economia Mista. OBS: Sempre. mas por algum motivo superveniente ela veio a ter apenas um único sócio. No Brasil hoje a cooperativa tem um mínimo maior que dois para sua formação. necessita de no mínimo vinte sócios. Pois existem dois sócios. pois para ser empresa pública o capital tem que estar 100% na mão do Estado. O novo Código Civil vem tratando das sociedades simples de forma bem detalhada. o professor não concorda e dá um exemplo em que não é apenas o Estado lato sensu o detentor de 100% do capital. . Original ou permanente – Quando desde a constituição só tem um sócio. mas desde que no mesmo plano político. eles brigaram e B exercitou o direito de retirada. é uma exceção. Alguns autores citam como exemplo as empresas públicas. Unipessoalidade permanente é uma S/A que só tem um acionista. No mesmo nível significa dizer: só entes federais. Toda sociedade deve ser formada por no mínimo dois sócios. só que a nova classificação tem um conceito mais amplo. S/A subsidiária integral. É unipessoal? Não. que equivalem às antigas sociedades civis e tem o conceito mais restrito. ou só entes estaduais. a regra base. Ex: Uma empresa pública A que 70% do capital está com a União e 30% do capital está com uma autarquia federal. que tem que ser uma pessoa jurídica.

Em contra partida. os sócios irão cooperar entre si para explorar o objeto social. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES: A distinção entre sociedade de pessoas e de capital é a mais importante classificação é a que é cobrada em provas. Existem duas previsões na lei de SA. neste caso a responsabilidade do acionista que era limitada passará a ser ilimitada. sociedade comandita simples. letra d. a lei dará outra solução. se não conseguir tem que extinguir a sociedade e se quiser exercer a atividade deve fazê-la de forma individual. No artigo 206. para haver mudança dos sócios é necessário consentimento dos demais.52 A empresa tem que acabar? Não. não haverá como desenvolver a atividade. 1. Devido a essa ligação será que o sócio pode vender sua parte sem comunicar aos demais? Não é livre o ingresso de terceiros. a cooperativa. Quando há affectio societatis. ou seja. a atividade continuará normalmente. Alguns livros arbitrariamente dizem que a sociedade simples é de pessoas. A diferente é que são meros investidores e sem empreendedores. Se não tiver o affectio societatis em uma sociedade de pessoas. Ex: Vale do Rio Doce. Isto quer dizer que vai haver uma ligação entre sócios em razão das qualidades subjetivas de cada um (intuito persona). e durante esse período a sociedade terá um único sócio. Nada mais . apenas acontecerá com o consentimento dos sócios. É se tornar sócio daquela pessoa por motivos de cunho pessoal. se continuar estará de forma irregular. terá um prazo de 180 (cento e oitenta) dias para adquirir um número suficiente. cooperando para objeto social. Se dentro do prazo for conseguido novo sócio. qualquer um pode comprar uma ação. e a LTDA é de natureza híbrida vai depender do caso concreto. Outra previsão de unipessoalidade para sociedade por ações é o artigo 1033. Se chegar no ano seguinte e verificar que ainda só há um acionista. se não conseguir passará a ser irregular e deve ser extinguida. é uma sociedade puramente de capital. a em conta de participação. assim como a sociedade em nome coletivo. A lei dá um prazo para conseguir um novo sócio. Importante: Da mesma forma tendo affectio societatis. inciso I. temos a sociedade de capital onde pouco importa quem é o sócio. Affectio Societatis é o sentimento de cooperação social. o intuito persona e o affectio societis que são os aspectos preponderantes. a partir do momento que vier a ter um número menor do que a lei determina. ele terá até a assembléia geral do ano seguinte para conseguir mais um acionista. Já a sociedade anônima é de capital como a comandita por ações.Quanto ao Ingresso de terceiros: Uma sociedade de pessoas é a que leva em conta a figura dos sócios. Neste caso se em assembléia geral for verificada existência de um único acionista. a companhia deverá ser dissolvida. a única coisa que interessa é a capacidade contributiva. IV do CC – Se o fenômeno ocorrer em qualquer outra sociedade.

53 equivocado.A comandita simples. os sócios querem fazer parte de uma sociedade de pessoa ou de capital? De capital. Em regra serão sociedades de capital: 1. regra de hermenêutica dos contratos. Essa sociedade comandita simples será de capital. colocar as duas. 2.A em nome coletivo. serão sociedades de pessoas: 1. então a sociedade LTDA em regra vai ser de pessoas. é uma sociedade de pessoas. pois nós temos as regras para as limitada que vão do artigo 1052 ao 1087 do novo CC. Se o contrato social não falar nada. se não dissesse nada seria de pessoas. 2. no final. pelo novo Código Civil conforme descrito. e escolher uma como posição. mas se nesse mesmo contrato. Mas no caso concreto o contrato social pode preferir a subsidiária lei de S/A. se os sócios colocam no Contrato Social: a esta sociedade serão aplicadas supletivamente às regras de S/A. não necessitando da aquiescência dos demais. será aplicada a regra da sociedade simples. a solução conforme este artigo está no capital das sociedades simples. Fábio Ulhoa Coelho neste ponto foi preciso. se o contrato social não falar nada. Existe outra possibilidade de interpretação. só quando contrato social prevê.Comandita por ações. no artigo vem dizendo. Regra. ela é de pessoas ou de capital? Deve ser analisado o artigo 1057 do novo CC. O contrato social não fala nada sobre vender as cotas para terceiro.A simples. O problema maior está na sociedade limitada. 4. O artigo 1053 do CC fala o seguinte: Se quiser procurar um caso para sociedade LTDA e não encontrar nesse artigo. está disposto que a esta sociedade aplicam supletivamente as regras da Lei de S/A. porque é de sua importância. Este artigo diz que o sócio pode vender sua parte para quem já é sócio. independentemente da aquiescência dos demais. Vai poder vender para terceiro quando conseguir autorização de sócios que representem ¾ do capital social. Existe uma regra onde. essa interpretação busca a real vontade dos contratantes. Parágrafo Único – Se o capital das LTDA for omisso. deve procurar a regra subsidiária.A em conta de participação. se não falar nada que deve ter autorização de ¾. O artigo que vai cair na prova além do artigo 966 é o artigo 1053. OBS: A Natureza Jurídica é pela regra. . Em prova objetiva deve ser escolhida a forma literal). (Em prova. porque no contrato social da sociedade comandita simples pode estipular o seguinte: Os sócios podem alienar sua parte para terceiros independentemente do consentimento dos demais. salvo disposição em contrário que será para todas e não apenas para a LTDA. aplica-se a lei de S/A e não de sociedade simples. mas o contrato social pode dispor de modo diferente.Sociedade Anônima ( S/A). 3. o Prof.

desde que as ações que ele fosse titularizar estivessem completamente integralizadas. poderia ser sócio de uma LTDA? Poderia ser sócio de uma S/A? O STF pacificou entendimento de que o menor poderia ser acionista sim. não pode um garoto de três anos de idade sentar-se na mesa da presidência para presidir uma reunião de diretoria. da comandita simples. Esta função. sócio não é empresário. Porque isso? Você vai dar um lote de ações para o menor. 2º requisito . desde que cumpridos três requisitos para o menor ser acionista: 1º requisito – Para o menor ser acionista é que as ações que ele iria titularizar estivessem completamente integralizadas. iria votar em nome do menor. isto é óbvio. Aquelas que eram reguladas pelo código comercial. que era um dos artigos mais difíceis de compreender. o menor pode ser sócio? O artigo 308 do Código Comercial. aquele artigo que nós discutimos aqui.14/06/2003 Menor Sócio: Vamos começar a falar sobre o menor sócio. ou seja. que foi revogado. que o pai dele exerce. Mas agora eu não vou perguntar se um menor pode ser empresário. você estaria dando uma dívida para o menor. poderia exercer no seu lugar? Não. Aquele artigo complicado. Iria votar em quem? Qual candidato? . o 974 do NCC. de jeito nenhum. O menor não poderia ser sócio antigamente das sociedades reguladas no código comercial. aquele artigo 974. antes do novo CC tinha o artigo 308 do código comercial que proibia o menor de ser sócio da sociedade em nome coletivo. mas ele dizia o seguinte: “O menor não pode ser sócio. Eu vou perguntar apenas agora. mesmo porque. Evidente. poderia exercer a administração em nome próprio”.) você tem que dar já as ações completamente integralizadas. porque do contrário. E aí. o menor não poderia ser sócio por força do artigo 308 do código comercial. ele não poderia ter cargo de administração. O que ele iria pegar? Ele iria pegar as ações do menor. se o menor pode ser sócio. Ele não poderia ter dívida. Eu vou perguntar se um menor pode ser sócio.. Esse era o 1º requisito. E o menor. Então ele poderia ser acionista? Poderia.54 6 ª Aula . ele não poderia exercer cargo de administração.É que o menor não exercesse cargo de administração. Isto está previsto no artigo 974 do novo CC. Já disse que o estudo sobre se um menor poderá ou não ser empresário. O menor não pode contrair obrigações. ele pode receber o crédito na ação integral. autorização judicial. implicitamente. na antiga capital e indústria e na sociedade em conta de participação. nós já trabalhamos nele.. E o pai dele poderia? Poderia fazer o seguinte: “Exercer a administração não em nome do menor. se não estiverem integralizadas na verdade vai dar uma dívida para ele (. as ações apenas do menor precisariam estar integralizadas.

pelas suas ações. nem indiretamente. E se a quota delas três ali não estiver? Porque como a responsabilidade é solidária. Essa é a posição amplamente dominante. Já vimos que ele poderia ser sócio de uma S/A. o examinador disse: não precisa nem responder. ele vota assistido pelo seu assistente. O menor vai ser candidato. utiliza as ações do menor para votar nele mesmo. na prática. que é o candidato. O que isto quer dizer? Convocação de acionistas para deliberar em assembléia geral. Então o menor não pode exercer cargo de administração. não é nada disso. aí eu falei: “O STF e o Fran Martins entendem”. Vou votar para o conselheiro. “fiscal tal” impossível! Quem que vai votar em nome dele? O seu representante legal ou se ele for relativamente incapaz. em nome próprio. Ele iria exercer a administração. Não adianta nada numa sociedade formada aqui por nós seis. foi objeto da minha prova oral do Ministério Público. para responder por aquilo que elas não integralizaram. “Como professor? Porque na S/A só as ações dele devem estar integradas e na LTDA todo capital tem que estar integralizado? Porque isto? ” Porque na LTDA os sócios respondem de forma solidária. iria exercer. aí ganha e o pai vai representá-lo? Não. Quais são os três requisitos? 1º requisito – Que todo capital da sociedade esteja integralizado. basta utilizar as ações do filho. Todos por quê? Porque existe a solidariedade. o credor pode acionar qualquer um dos sócios. todos os sócios tem que ter integralizado sua quota. Aí iria votar nele.55 Nele. é que sim. O menor de três anos vai votar? Não. existe solidariedade entre acionistas? Não. 3º requisito . como de fato exerce. o entendimento pacificado em sede do STF. ou seja. eu sou o menor. ser acionista.É que o menor esteja assistido ou representado na forma da lei. Poderia o menor ser sócio de uma LTDA? Bom. E na S/A. Então o menor tem que estar representado ou assistido na forma da lei. Mas ele iria exercer em nome do menor? Não. passa para outra. Por isso que na LTDA. na S/A só as ações dele. É o pai. Poderia o menor então ser sócio de uma sociedade LTDA? Já vimos que não poderia ser sócio das sociedades previstas no código comercial. uma das últimas perguntas. desde que preenchidos os três requisitos. Então para o menor entrar nesta sociedade. Estes são os três requisitos. vota nele e aí ele é o diretor. pacífico em sede jurisprudencial e doutrinária. porque não precisa ser diretor de uma companhia. nem mesmo através de seus representantes. poderia ser sócio? Foi até objeto de uma prova da Defensoria Pública no ano passado. Ele queria . a minha quota está integralizada. todo capital tem que ser integralizado para o menor entrar. E de uma LTDA. Cada um só responde pela sua parte. e na S/A não. e prestigiado dentre outros pelo Fran Martins.

eu avisei. do capital estão lá. e havia na época. pimba. inclusive o menor. este era o gabarito da prova lá da Defensoria. porque desconsideração só abrange quem age com fraude. disseram: você é louco! Fica pensando no Requião que é minoritário? Não. Ele está sozinho não. integralizei meus R$100. Então sempre haverá risco para o patrimônio particular do menor em razão da solidariedade. o Requião concluiu o seguinte: “O menor não pode ser sócio de uma LTDA.000. Imaginem o seguinte: Essa sociedade tem capital de R$ 100. qualquer sócio pode ser acionado. Que ele participe. o menor vai ficar com risco para o seu patrimônio particular. mais R$100. Mas o Requião entende o seguinte: “Sempre o menor vai ser responsabilizado. sobretudo em um eventual aumento de capital social e a partir deste entendimento.000.00. Para o professor Rubens Requião.000. acabou. o menor tem algum risco pessoal? Têm ou não têm? Em princípio não. E ele pode exercer cargo de administração? Um dos fundamentos é este. Depois que integralizou. o menor não pode ser sócio de uma LTDA. acho que ele errou.00.00. E quando eu falei no STF e o Fran Martins. 20. mas elas duas não integralizaram o capital social que agora é de R$600. aí eu o menor. por maioria ficou resolvido que o capital vai ser aumentado para R$600. ou seja.00. Então. Então o Requião caiu na prova da Defensoria e o gabarito era a tese do Requião. Lá na prova da Defensoria foi diferente. mas no final. eventual aumento de capital social deve ser imediatamente integralizado. 3º requisito – Estar assistido ou representado na forma da lei. mas concluir que para aumentar o capital social que uma sociedade LTDA. .000. Porque os sócios são responsáveis apenas pela integralização do capital social. finalizou. vocês integralizaram R$20. não exercer cargo de administração e gerência.00. estão descobertos R$200. eles queriam o minoritário.000. ele está quase sozinho.00.000. 20. eu sou o menor. Na prova da Defensoria. todo mundo tem que integralizar imediatamente à ação. A fundamentação está perfeita. Ele deveria dizer o seguinte: se existe um menor em uma LTDA. porque aí que não ficaria com nenhum risco no seu patrimônio particular. Eu acho que o erro dele foi só aí. dei 20. vai ficar com risco para o seu patrimônio particular”. a outra também fez a mesma coisa. porque sempre perde o patrimônio particular dele”. agora mais R$100. mas o gabarito da prova era a posição dele.000. ou seja.56 saber se eu sabia se a posição do STF era majoritária. Ela fez a mesma coisa. A possibilidade da aplicação da desconsideração não geraria risco para o menor? Não. 20. Porque o menor não pode ser sócio de uma LTDA? Qual o raciocínio do Requião? Se tiver todo capital integralizado. eles não queriam a majoritária.00.000. Não que o menor não possa participar. 2º requisito – Os mesmos da S/A.000. um dos requisitos da LTDA. “não esqueçam da tese do Requião”.000.000. ela deu os R$20.000. Porque se não fizer isto.00. os R$ 100. todo mundo integralizou.00.00.00 de cada um. Quanto está integralizado? R$400.00. Por isso eu entrei. Eu só acho que o Requião errou aí no final. O Requião é sempre Requião. e com estes R$200. acabou.

Aplicando analogicamente qual artigo? O artigo 974 do novo CC. Então toda vez que ele for sócio com responsabilidade ilimitada. Não traz nenhuma proibição. a em nome coletivo. e ainda vai atingir o patrimônio que ele tinha. e deixou tudo o que ele tinha para o Caio. Tudo isso para preservar o patrimônio do incapaz. como é que ficamos? Não mudou nada para as LTDA. ele nunca viu aquilo na vida. Vão em cima de quem? Dos sócios. de forma ilimitada. Os sócios malandros fugiram. todo patrimônio. o menor tem que ter autorização judicial. então. então. vai ser atingido o patrimônio que ele recebeu de herança. Para ser empresário individual tem que ter autorização judicial. E o quê que eu venho entendendo? Importante: Eu venho entendendo o seguinte: “Que embora não haja nenhuma proibição expressa. artigo 974 do novo CC. Então. na esteira do raciocínio desenvolvido pelo artigo 974 do novo CC. que um menor seja sócio de uma sociedade em nome coletivo. porque o artigo 974 não trata de menor sócio. seria um contra-senso. também tem que ter a mesma autorização judicial. Tem vários sócios. antigamente tinha a proibição do artigo 308 do código comercial. eu entendo que o menor não pode ser sócio em nenhuma sociedade em que ele venha ter responsabilidade ilimitada. Qualquer sociedade? Mas isto seria um absurdo! Por que um absurdo? Para ser acionista ou para ser cotista. Aí ficou maior ainda. e a comandita simples. diante da revogação do código comercial. Para participar destas outras sociedades. Então para muitos. Aí os credores vão em cima desta sociedade e não conseguem receber. E com o novo CC. Olha que absurdo! Tício morreu. e não mudou nada para a S/A. Analógica. Salvo se tiver autorização judicial”. A responsabilidade na sociedade em nome coletivo é o quê? Limitada ou Ilimitada? Ilimitada. porque se tiver aumento de capital social na S/A. O empresário individual tem responsabilidade o quê? Ilimitada. menor de sete anos. trata de menor empresário. mas. aí o menor passou a ser sócio da sociedade em nome coletivo. O professor Fábio Ulhoa. há quem sustente tese contrária que para participar de uma sociedade com a responsabilidade ilimitada. ou seja. tem um monte de requisitos e a responsabilidade deles lá na LTDA e na S/A é responsabilidade limitada. Quer dizer. que já tinha um patrimônio enorme. Mas o quê aconteceu com este artigo? Foi revogado? O novo CC traz alguma proibição?Não. foram as quotas de uma sociedade em nome coletivo. hoje o menor pode participar de qualquer sociedade. para ele ser empresário individual. Um monte de pilantras. em princípio o menor pode ser sócio . porque na LTDA eles têm a responsabilidade solidária. Por quê tem que ter? Porque a responsabilidade lá é ilimitada. que deram o maior golpe no mercado. não vai ter requisito nenhum. comandita simples. Quem ficou? O menor que vai ter que pagar uma dívida enorme. uma verdadeira devassa no patrimônio do incapaz. porque eu posso permitir. disse o seguinte: “O artigo 308 do Código Comercial não foi reiterado pelo o novo CC. aplicação analógica. em nome coletivo. o artigo 308 do código comercial não persiste no novo CC. que a responsabilidade é ilimitada. entre as coisas que o Tício deixou. por aplicação analógica do artigo 974 do novo CC. quer dizer. tem algum problema? Só no caso da LTDA.57 O que é necessário para o menor na S/A? Não há problema nenhum.

Na doutrina eles ainda não tesceram a este detalhe. a única coisa que difere do que eu estou falando. eu entendo que tem autor judicial aplicando a analógica. Existe o artigo 974 só para isto. Se o marido contrai um monte de dívidas na prática da sua atividade.00 e o patrimônio do casal é de R$500.000. jurisprudência a gente nunca vai ver. essa sociedade der errado. então o que acontece: “um dos dois tem que trabalhar. se eu sou casado com ela pelo regime de comunhão universal. porque a responsabilidade é de sociedade e não dos sócios. posso arriscar apenas parte do patrimônio. Eu agindo sozinho eu arrisco todo o patrimônio do casal. eu perderei R$20. Eu não posso querer limitar isso. O Amador Paes de Almeida manda aplicar analogicamente o artigo 974 do NCC. existe sociedade em nome coletivo hoje? Existe sociedade comandita simples hoje? Não tem. com capital social de R$20. E porque isso? Na comunhão universal. O Amador tem algumas posições meio escabrosas. ele não aprofunda a questão. É aquela imposta por lei. Mesmo porquê.00. O marido que é empresário individual e tem responsabilidade ilimitada. É a única distinção do meu fundamento para o fundamento dele. trabalhando em sociedade com a esposa. Olha que malandragem! Eu sozinho arrisco tudo (todo patrimônio do casal). a lei civil já diz que eu sou sócio dela de todo meu patrimônio. mas aplica este artigo para o menor sócio de forma analógica. O marido não pode ser sócio da esposa em nenhum tipo de sociedade se casado pelo regime de comunhão universal ou de separação legal de bens. Então ele diz que só vamos conhecer na prática. Eu digo que não.00. Se por acaso. Por hora. Parou aí. agora.58 de qualquer sociedade. É um verdadeiro contra-senso. porque a atividade do marido é em benefício da família (estatuto da mulher casada. o credor pode acionar apenas a meação do casamento ou pode acionar todo o patrimônio do casal? Pode acionar todo o patrimônio do casal. Então eu não posso dizer se ele concorda ou se não concorda.000. é que para ele você não aplica analogicamente o artigo 974. OBS: Separação legal de bens não é aquela separação de pacto antenupcial. mas eu sou um cara moderno e não quero deixar minha mulher em casa e vamos trabalhar juntos formando uma sociedade LTDA. O Amador erra na aplicação do artigo 974. entendimento da jurisprudência do STF e STJ). o outro tem que ficar em casa cuidando dos filhos”. porque a lei civil já diz que eu sou sócio de minha esposa de todo meu patrimônio. O artigo 974 é para o menor empresário. Quem está falando hoje em dia não está aprofundando. Olha só. mas concordei com ele nesta. Então toda vez que for ter responsabilidade ilimitada. Como é que eu vou agora dizer que sou sócio dela só de um pouquinho? . porque eu sou sócio de minha esposa de tudo. CÔNJUGES SÓCIOS: Marido e mulher podem ser sócios? Não. posso limitar a responsabilidade. podem ser sócios os casados pela comunhão parcial de bens? Pode os casados pela separação contratual? Pode. Eles não podem ser sócios quando estiverem casados pelo regime de comunhão universal ou separação legal de bens.000.

Alguns dias depois. Ele começa a convencê-la a transferir parte do patrimônio dela para a sociedade. Ele comprou uma franquia da Mormay. tudo que era dele. então ele não queria separar para não perder metade das quotas. Agora o legislador colocou o impedimento na lei. ato jurídico perfeito. Vão ter que dissolver a sociedade? Tem muito marido malandro que está louco para se livrar da mulher. A lei civil falou que eles não podem ser sócios. OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS: Uma obrigação que eu acho interessante é a obrigação do sócio de participar da formação do capital social. a partir desse entendimento. Ela já tinha transferido 80% de seu patrimônio para a sociedade e com a separação ele conseguiu levar boa parte do patrimônio da viúva carente. burlaram o regime legal de casamento que o da separação legal. Imaginemos o seguinte: “Temos uma senhora com 69 anos de idade. Mas a lei proíbe o amor? Não. a jurisprudência vinha admitindo a aplicação da Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Essa é a ratio legis da comunhão universal. querendo que transfira os bens para o nome de um filho. As situações consolidadas podem sofrer alguma influência pela nova regra do novo CC? Não. mas tem que respeitar a CF/88. outro sócio. pois na época que o contrato foi celebrado estava de acordo com a lei. mas casa pelo regime da separação legal. mas a lei não é trouxa. não é sócio só de um pouquinho. 50% do patrimônio líquido da sociedade é dele. Ela se interessou em transferir parte de seu patrimônio para a sociedade por ter muitos benefícios tributários como imposto de renda. artigo 5º. é balela. Nessa sociedade que eles montaram. Eles se casam e Pedro se vira para a esposa e diz que vai montar uma sociedade de fundo de quintal de capital social de R$10. participar da integralização do capital social. Não pode ser sócio na vida civil. ou seja. mas pode ser sócio na vida empresarial. já é sócio de tudo. para trabalhar com pranchas de surf.00. dissolvida à sociedade. etc. É história. aí hoje alguns maridos malandros falando para a mulher que a lei proíbe a sociedade de cônjuges. XXXVI. 50% das quotas pertencem a ele e por conseqüência. viúva há quinze anos. Nós estamos tratando de um ato jurídico perfeito. ato jurídico perfeito. Com o tempo. carente e cheia de amor para dar. coisa julgada). ou seja. precedente do TJ/SP. ela recebeu uma carta dele dizendo que não queria nada que fosse dela e sim. Nesse caso. Diz a doutrina: “Dever primordial dos sócios e contribuir para a formação do capital social. convidando para comparecer ao escritório para tratar da “Dissolução de Sociedade Empresarial”. etc. então não há que se falar em modificação da sociedade. mas a mulher era sócia. E as sociedades que já existem nessa situação? Diz o novo CC que os empresários tem que adaptar as novas regras no prazo de um ano. se apaixona perdidamente por Pedro de 21 anos de idade. integralizando a sua parte”. 50% das quotas dele e 50% das quotas dela. imposta. Juntamente ia uma carta do escritório de advocacia.59 Então. pode casar. O novo CC tem que ser aplicado. o relacionamento terminou e ela disse para ele sair somente com a roupa do corpo. Qual é a ratio legis da separação legal? A separação legal é diametralmente oposta.000. É o dever mais importante de todos os sócios. ele usou a lei comercial para burlar a lei civil. Se é casado pelo regime de comunhão universal de bens. tributação. surfista e marombeiro. respeitando as situações já consolidadas (direito adquirido. Ela é milionária e ele não tem onde cair morto”. .

Quando ele não quis o sócio de serviço ele foi expresso. Por quê? Porque quando dentre as sociedades reguladas pelo novo CC. tais entendimentos podem surgir: 1º) Não tem previsão de sócios de serviço para nenhuma dessas sociedades. Aparentemente é incompatível. Quando? Lá na sociedade LTDA.60 Vamos montar uma sociedade de quatro pessoas com R$25. pode ser através de 3º créditos. sendo um o comanditado com responsabilidade ilimitada. da sociedade capital-indústria que é aquele que contribui apenas com o seu trabalho). Quando o legislador quis proibir. Quando o legislador quis proibir. pois estes têm que ser avaliados. se esta não pagar. Se os capítulos dessas sociedades forem omissas. na sociedade comandita simples. porque ela é tratada por lei especial e não tem previsão lá.000. bens ou créditos. Como é que a lei prevê essa contribuição? Só em dinheiro? Não. Onde é que entra o sócio de serviço? Não entra. Então a mensagem do legislador é no sentido de que é possível sócio de serviço nessas três sociedades. (Endossar uma nota promissória no valor da quota-parte). OBS: Até aí tudo bem. Então pode surgir o 1º entendimento de que o sócio de serviço é incompatível com as sociedades em nome coletivo. ou seja. É possível o sócio de serviço nas outras sociedades? Em nome coletivo? Comandita simples? Em conta de participação? Importante: O novo CC estabeleceu as regras da sociedade simples como uma regra geral e a partir daí tratou das demais sociedades. Então. que são sociedades que tem sócios de serviço. comandita simples e em conta de participação.00 de cada um a sociedade não tem como gerenciar suas atividades. por força do artigo 1055 do novo CC. proibindo. 2º) É possível ter sócio de serviço nessas três sociedades. . dos R$25. ou seja. Mas o entendimento que deve prevalescer é o segundo. Que lá vem dizendo: “Na sociedade de comandita simples tem dois sócios. Ainda mandou aplicar subsidiariamente as regras da sociedade simples. E não é possível sócio de serviço na sociedade LTDA. contribuindo com bens etc. Só tem na sociedade simples e como não tem previsão. você aplica o capítulo das sociedades simples. Você pode contribuir para a formação do capital social em 1º dinheiro em 2º bens economicamente apreciáveis. em princípio essa seria até incompatível com essas outras sociedades. Ele colocou essa proibição na sociedade em nome coletivo. na sociedade simples está expresso que pode e por aplicação subsidiária na sociedade em nome coletivo.00 de cada um. quando o legislador não quis o sócio de serviço ele foi expresso. ele proibiu (artigo 1055 do novo CC) em todas as sociedades. afirmando que não pode o sócio entrar somente com serviço. Sem essa integralização de capital. menos a LTDA que ele foi expresso. na sociedade em conta de participação? Não. ele foi expresso no artigo 1055 do novo CC. e o comanditário com responsabilidade ilimitada a integralização de suas quotas”. Tem que entrar com dinheiro. É claro que quando a sociedade for cobrar da devedora. O sócio de serviço é incompatível.000. na comandita simples e na sociedade em conta de participação também é possível o sócio de serviço. porém eu tenho que fazer uma observação porque não é possível sócio de serviço na sociedade S/A. o sócio que endossou a nota promissória vai ter que pagar e 4º através de serviços (antigo sócio de indústria. O sócio de serviço está previsto na sociedade simples.

daí se a sociedade tivesse entrado iria vencer. Conseqüência para o sócio que não integralizou o capital social: A sociedade pelo artigo 1004 do novo CC. ele pode ser privado dos lucros e até mesmo ser excluído da sociedade. Mas fica muito caro contratar esse engenheiro tendo que pagar os encargos trabalhistas. nesse caso pode reduzir a participação dele com diminuição do capital social. ia ter um lucro tal por mês.000. A sociedade pode excluir o sócio remisso.00. Ele ia receber a mesma quantia por mês. etc. O quê vai acontecer com o capital social da sociedade que era de R$100.000. Então ao invés de admitir como empregado.00.000. mas também a multa se prevista no contexto. ele é devedor. juros moratórios. ou seja. admitiu como sócio. juros compensatórios. A sociedade vai cobrar através de uma ação de execução. a lei também permite que se proponha uma ação de conhecimento pedindo até uma indenização. ele não vai receber quando o contrato disser.61 Por que na prática não vai haver sócio de serviço? O sócio de serviço ocorria antigamente para socorrer a lei trabalhista e previdenciária. o sócio de serviço não pode trabalhar em outra coisa. Além dessas opções.00 dos R$20. sociais. etc. Era o seguinte: Temos uma sociedade de arquitetura e temos que contratar um mega engenheiro para trabalhar por dois anos em um empreendimento.000. pode pedir lucros cessantes. Ele só pode trabalhar em outra coisa se tiver expressamente autorização do contrato social. porque o contrato social é considerado título executivo extrajudicial. porque o sócio de serviço vai receber muito dinheiro. Além de executar. só que não precisaria pagar 13º salário. Ex: A sociedade contava com o dinheiro para participar de uma licitação que não teve nem vencedor. Então.00 que deveria. porque agora o sócio de serviço que entra na sociedade. se o sócio não pagou.00 de capital social. . Sócio A não integralizou seus R$20. Se o sócio de serviço não der exclusividade. Esse sócio é logo xingado.São eles: 1º caminho – Ex: R$100.000. e sim. Se o contrato social não disser nada. não sendo interessante para os outros sócios. OBS: A sociedade pode executar não só o valor que o sócio ficou de integralizar. se não tiver executado o crédito. Do não cumprimento da integralização do capital social: Diz a lei que o sócio de serviço tem que dar exclusividade. se a mora dela causou um prejuízo.000. é chamado de sócio remisso (não cumpriu com sua principal obrigação). vai receber a média do que todos os outros sócios recebem. Porém. a lei fala que a sociedade pode optar por dois outros caminhos. Nesse caso não é viável. a primeira opção é executar o sócio que não integralizou o capital social. Hoje essa não é mais possível.00? Vai reduzir para R$80. se o sócio remisso A integralizou somente R$10.

Olha o que diz o artigo 1029 do novo CC que é a regra geral: Se essa sociedade for por prazo determinado. Os demais sócios tem que concordar com ela? Tem que permitir a saída dela? Para o direito empresarial não podem. há também as outras opções estudadas anteriores. mas na sociedade LTDA.000.62 2º caminho – Excluir o sócio remisso ou reduz sua participação no montante integralizado. DIREITO DE RETIRADA: Um exemplo: Uma sociedade em nome coletivo. A palavra é para ser cumprida. esta sociedade tem validade até maio de 2004. formada por cinco pessoas. Se ela contratou com a sociedade. só se integralizou 10 em vez de 20. basta que a parte dela seja integralizada por um sócio ou por outra pessoa. olha o entendimento que é possível na sociedade LTDA. as despesas com alteração de contrato e essa exclusão pode ser com ou sem diminuição do capital social. número e grau. Importante: Bom. Bianca será excluída.000.00. Maria pode sair antes de maio de 2004. Maria acordou de mau humor e disse que não queria ser mais sócia e que queria sair.00. ou seja.00. Olha a opção que é dada na sociedade LTDA e eu concordo em gênero. pois só serve R$20. conforme o artigo 1058 do novo CC: Os R$17. mas sem reduzir o capital social.00 de cada sócio.000. 3ª conseqüência – Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação no montante integralizado sem reflexo no capital-social.000. que era de 100 e caiu para 90. Bianca não integralizou seus R$20. abatidos a multa contratual. decisão esta em assembléia ou reunião. tanto é que nós temos a previsão do artigo 1029 do novo CC. quando a integralização for parcial. O dinheiro que Bianca integralizou será devolvido. ela só integralizou R$17. pode ser excluído pelos demais sócios. além dessa possibilidade. a sua participação vai ser de 10. para variar tem uma regra especial para as sociedades LTDA. ela não pode decidir que não quer mais ficar como sócia. os juros contratuais. OBS: Na sociedade LTDA o sócio que não integralizar na sociedade. Resumindo: 1ª conseqüência .00. porque acordou de mau humor? . Como é que faz isso? Os demais sócios ficam com a parte não integralizada ou até mesmo um terceiro e aí o capital social permanece íntegro.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser excluído ou ter reduzido a sua participação np montante integralizado com reflexo no capital social.000. por exemplo. Então na sociedade LTDA só tem uma opção. Na sociedade LTDA. os outros sócios podem preferir a exclusão dele.Para o sócio que não integralizou o capital social: Ser executada. ou integraliza tudo ou nada. Maria não falou que ia ser sócia? Falou. 2ª conseqüência . Ex: Vamos montar uma sociedade de cinco pessoas com capital de R$20.

Nesse caso. O legislador falou demais. a regra do artigo 1029 do novo CC. o legislador nem precisava ter colocado transformação. Se não tiver alteração no contrato e um sócio está doido para sair da sociedade LTDA e essa sociedade é por prazo indeterminado. porque transformação gera mudança de contrato? Fusão gera mudança de contrato? Incorporação gera mudança de contrato? Gera. OBS: A jurisprudência considera quebra de Affectio Societatis. e aqui peço a atenção de vocês. Ah! Professor. E se notificar com prazo de antecedência de 60 dias e os outros sócios mesmo assim não quiserem liberá-lo? O sócio vai ter que entrar com uma ação. O que seria quebra de Affectio Societatis o fato de Maria ter saído na ignorância com outro sócio. mas desde que notifique com antecedência de 60 dias. ele poderá exercer o direito de retirada. ao final desse prazo. porque os outros sócios não concordaram. por questão até de família e não quer ver o outro nem pintado a ouro. porque se fosse por prazo determinado. como justa causa. Não é porque ela não esta mais afim. porque havia alteração do contrato. Não fala em sociedade por prazo determinado e por prazo indeterminado. daí. aí diz a Constituição que ninguém pode ficar preso a ninguém para eternidade. ela tem que provar justa causa. .63 Maria só vai sair se os outros sócios permitirem ou se ela conseguir provar judicialmente. o senhor está errado! Está escrito aí é se ele não concordar com uma fusão. não para provar justa causa. a lei criou um mecanismo para proteger os interesses da sociedade e dos demais sócios. Então se o sócio não concordar com qualquer coisa. Na sociedade por prazo indeterminado. mas sim para provar que notificou com antecedência de 60 dias. Também temos uma regra especial para a sociedade LTDA. qualquer alteração no contrato. ou seja. pode ser aplicado ao artigo 1077. fusão e incorporação. regra especial. Choveu no molhado! O quê o artigo 1077 do novo CC fala? Fala que o sócio pode toda vez que não concordar com uma alteração do contrato. você pode aplicar as regras da sociedade e no que se refere ao direito de retirado o capítulo dos LTDA não foi omisso. o legislador abstrai. o sócio vai ficar até quando nessa sociedade? Até o resto da vida? Não. Na sociedade por prazo indeterminado. O artigo 1077 fala que o sócio pode se retirar toda vez que ele não concordar com alteração contratual. Sendo por prazo indeterminado. com uma incorporação ou com uma transformação. Existe alguma cooperação entre eles? Sim. o sócio não precisa alegar nada. Isso se for sociedade por prazo indeterminado. desde que notifique com antecedência de 60 dias. se for sociedade por prazo determinado. ela vai poder exercer o direito de retirada. O que diz o direito de retirada para a sociedade LTDA? O direito de retirada para a sociedade LTDA está no artigo 1077 do novo CC. Qual é o artigo que eu falei para vocês que vai cair na prova? É o artigo 1053 do novo CC (temos que decorar até a vírgula deste artigo). A quebra do Affectio Societatis (sentimento de cooperação) é causa para o exercício do direito de retirada (artigo 1029 do novo CC). o prazo de 60 dias para notificação vale para o artigo 1077? O quê o artigo 1053 do novo CC fala? Quando o capítulo dos LTDA for omisso. dará justa causa. ele poderia sair na hora de prorrogação. o sócio vai ter que cumprir ou alegar justa causa. A pessoa quando não mais quer permanecer sócia na sociedade. Importante: O sócio pode sair da sociedade por prazo indeterminado.

você aplica o artigo 1029 à sociedade LTDA. Ele tratou da outra hipóteses de direito de retirada? Não tratou. pode jogar no lixo. o sócio pode exercer direito de retirada”. aliás. como é um direito. os outros sócios podem colocá-lo para fora? É possível expulsar o sócio? Regra do artigo 1030 do NCC. Fora disso. que eu não vou tratar com vocês.64 porque tem o artigo 1077. O artigo 1030 do NCC diz: não é possível expulsar um sócio extrajudicialmente. Eu falei da hipótese do sócio que quer sair. ou somente nesses casos? Não. é um direito material. . OBS: O artigo 1077 do novo CC é exemplificativo porque não limita o direito de retirada nessas hipóteses. Tem lá que o sócio só poderá exercer o direito de retirada. desde que essa ação seja aprovada pela maioria dos sócios. claro que não pode contar o sócio que se pretende excluir. é a outra causa prevista em lei para as LTDA? O artigo 1077 do novo CC. conforme o parágrafo único do artigo 1053. O entendimento amplo e majoritário é que o direito de retirada. Tanto por um lado. Nesse caso. Ele vem falando: “O sócio pode exercer o direito de retirada. E como não tratou das outras hipóteses. É possível a expulsão do sócio? Já vimos que é possível a expulsão do sócio quando ele é chamado de sócio remisso. ele não pode ser é restringido. como por outro. agora eu vou falar da hipótese em que os outros sócios querem colocá-lo para fora. analisando literalmente o artigo 1029. a gente até passa pelo artigo 1053. foi omisso em relação ao direito de retirada. Tudo isso é novidade. E na S/A tem direito de retirada? Tem e está no artigo 137 da lei de S/A. você vai concluir que o artigo 1029 pode ser aplicado nas sociedades LTDA. ou seja. Então o artigo 1029 do novo CC. só não será aplicado à sociedade LTDA se no contrato social mandar aplicar a lei de S/A. O artigo 1029 é aplicado além dos outros previstos em lei civil. porque ele é aplicado independentemente de outra previsão legal. o capítulo dos LTDA. e eu vou mais além. Então seja passando pelo artigo 1053. você aplica o artigo 1029 do novo CC. os sócios diriam que não querem o capítulo das sociedades simples O artigo 1029 do novo CC. Além dessa hipótese. quem tiver livro velho sobre esse tema. só quis tratar do direito de retirada nas questões relativas a divergência da alteração do contrato social. aplica-se o artigo 1029 do novo CC. ou seja. O artigo 1029 traz em sua redação: “além dos outras causas previstas em lei e no contrato. Sobre esse assunto Rubens Requião não pode mais ser lido. Mudou tudo completamente. Então o capítulo dos LTDA. quando ele integraliza direitinho. Qual a hipótese? Se o contrato social determinasse a aplicação supletiva da lei de S/A. porque é só ler. mas se o examinador não gostar desse raciocínio. sempre vai ser aplicado para a sociedade LTDA. Faz a panelinha dos sócios remanescentes e vamos votar para ver se pode ou não propor a ação para provar judicialmente a justa causa. porque o artigo 1077 é exemplificativo. ele pode ser aplicado. Ele só tratou do direito de retirada quando ocorrer divergência na alteração do contrato social. porque o capítulo dos LTDA não tratou de todo instituto do direito de retirada. Só não seria aplicado em uma hipótese. Você não vai ter que passar necessariamente pelo crivo do artigo1053. só é possível expulsar judicialmente.

excluindo o sócio que se pretende excluir. ela deu muito mais ênfase. mas tem a previsão do artigo 1035. nesse caso a exclusão do sócio majoritário na S/A só se for judicial. os sócios é que decidirão diante do caso concreto. o quorum do artigo 1030 do NCC. Ex: Desvio de verba. ou seja. É cláusula genérica. Antes para propor aquela ação de exclusão judicial era preciso dos votos da maioria dos sócios remanescentes. Por maioria dos votos. O máximo que se pode fazer é excluir o acionista da . 2º Requisito: Que esse sócio que se pretende excluir tenha praticado um ato de inegável gravidade e que coloque em risco a continuidade da empresa. Tem que ser uma reunião ou assembléia só para essa finalidade e mais. Importante: Tem a previsão geral no artigo 1030. Se o contrato social nada disser. Preenchidos todos esses requisitos. que é mais uma vez uma regra especial para as sociedades LTDA. Esta cláusula tem que permitir a exclusão extrajudicial. Não se pode convocar uma reunião ou assembléia para tratar de assunto tal. A lei foi enfática. É possível a exclusão.65 O sócio majoritário pode ser excluído? Pode. 3º Requisito: A exclusão tem que ser aprovada pela maioria absoluta. 4º Requisito: Esse é um assunto que precisa ser tratado em uma reunião ou assembléia só para isso. E se não preencher alguns desses requisitos? Aí e exclusão só poderá ser feita judicialmente. ampla defesa e contraditório. é o juiz quem decide. ela não colocou apenas justa causa. Quais são? 1º Requisito: O contrato social tem que permitir. você pode excluir por mera alteração do contrato. se atendido os requisitos. É uma situação que a lei não prevê expressamente. E o artigo 1035 do NCC permite a exclusão extrajudicial? Através de mera alteração contratual. Só há ampla defesa se tiver contraditório. Agora nesse caso é pela maioria absoluta. em razão desse requisito. OBS: Em caso de empate dos votos dos sócios remanescentes. você vai para o artigo 1030 (exclusão judicial). Se não preencher o artigo 1035. assunto tal e expulsão do tal sócio. a expulsão na S/A? A sociedade anônima é uma sociedade de capital. sócios que representam mais de 50% do capital social. alegando justa causa. Mas tem alguns requisitos. propõe-se ação para tentar excluir. Vejam como é que muda. ou seja. Tem que ser um ato realmente muito grave. ou seja. pouco importa a personalidade do acionista. OBS: Não precisa da cláusula tratando desse assunto. Tem que vir uma cláusula dizendo: nesta sociedade é possível a exclusão extrajudicial de sócio por justa causa. porque o voto não é pela maioria do capital social e sim pela maioria dos sócios remanescentes. de forma cumulativa. eu posso expulsar algum sócio? Só vou poder expulsar judicialmente. nessa reunião ou assembléia tem que ser assegurado ao sócio que se pretende excluir a ampla defesa. isto se não tiver outra forma prevista no contrato. E por esse motivo é possível a exclusão extrajudicial do sócio majoritário? Não.

mas ninguém pode ser expulso em razão disso. Se a sociedade por qualquer motivo não quiser cumprir com esse contrato de compra e venda? Será que precisa cumprir? Essa sociedade. Imagine uma sociedade formada por sócios. cujo objeto social é tapeçaria com uma excelente oportunidade de ganhar dinheiro. eu vou sair. mas não pode tirar ele da sociedade. porque o conceito tem na apostila. e esse não tem cor.28/06/2003 TEORIA DO ATO ULTRA VIRES SOCIETATIS Vamos trabalhar com exemplos. administrando uma S/A. 2°) Teoria da aparência – Aparentemente para o terceiro que vendeu os computadores. . importando computadores para revender. Dezenas de computadores para revender não tem nada a ver com tapeçaria. porque houve quebra de affectio societatis. Pode tirar o cara de lá. Se eu estou incomodado. ninguém praticou nenhum ato que possa ser considerada justa causa para ser expulso.66 administração. então ele tem poderes para praticar aquele ato (teoria da aparência). se essa sociedade escolheu mal que arque com os atos praticados por quem escolheu. Ex: Uma sociedade familiar e teve uma briga. não vigilou. ninguém praticou ato de inegável gravidade. antes do novo CC e no Brasil. por quatro motivos. 3°) Proteção ao terceiro de boa-fé. Então se tem pegadinha: Um ladrão safado. tem nos livros. então quem quiser sair que saia. 1°) Enquanto escolheu o administrador da sociedade. até judicialmente. os incomodados que se mudem. Esse ato é manifestamente estranho ao objeto social. o Leonardo é administrador. não tem cara e não tem nada. porque na S/A o que interessa é o capital. a sociedade respondia por esse ato. O objeto social é a tapeçaria. tem que existir justa causa e a affectio societatis não é considerada justa causa para fins de expulsão. A quebra do affectio societatis é considerada justa causa para o exercício do direito de retirada e não para ser expulso. os acionistas podem excluí-lo? Não é possível apenas excluí-lo da administração. Mas se eu quiser. Na quebra do affectio societatis. 7 ª Aula . Culpa in eligendo ou culpa in vigilando. eu posso com base nisso expulsar um sócio? A quebra do affectio societatis dá ensejo ao direito de retirada. Importante: Então a quebra do affectio societatis não dá direito por si só a expulsão de um sócio. Isso na S/A. dá ensejo a um direito e não a expulsão. A interpretação de computadores tem alguma coisa a ver com o objeto da nossa sociedade (tapeçaria)? Não. Ele dá ensejo ao contrário. porque se a gente não escolheu mal. porque para a expulsão de um sócio. Não tem nada a ver com a sociedade a nossa divergência. da diretoria.

se estiverem presentes os 04 motivos. Lá fora. não tem aparência. a sociedade tem que cumprir o contrato. Então é esse o entendimento lá fora. não tem boa fé. então a sociedade fica com dinheiro e o vendedor fica com os computadores. muitas das vezes os negócios são fechados por telefone. eles mal criaram essa teoria. também temos que pedir a identidade dela. Nas operações mercantis não tem dinamismo.67 4°) Dinamismo das operações comerciais – As operações comerciais são tão dinâmicas. que não há tempo para burocracia. Por quê? Porque o ato nulo não gera efeitos. está afastada uma justificativa. porque não foi pela aparência e sim pela análise dos contratos. estranho ao objeto social ele era nulo. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Estou perguntando. Não pode alegar em razão da burocracia. porque o contrato foi firmado por um administrador e a fornecedora de computadores. Tem burocracia e se tem burocracia. Quando eles criaram. O terceiro pode alegar que estava de boa-fé? Não. O professor concorda. Só não cumpriria nessa exceção. Então. que é o dinamismo das operações mercantis. As partes têm que voltar ao status corpus. o STF disse que a sociedade não vai ser obrigada a cumprir o contrato. eles falaram que não iam cumprir o contrato. Eles não querem receber computadores e sim tapetes. essa sociedade vai ter que cumprir o ato? Não. O administrador que celebrou o contrato vai ter que cumprir o ato? Não. Mas isso não saiu bem. Por quê? Porque lá fora não tem esse jeitinho brasileiro. pela presidência. No Brasil é pela aparência. O STF disse que a sociedade vai responder perante esses quatro motivos. Tem-se burocracia. Se não gera efeitos. Foi o Leonardo que praticou e como é de alto valor. É o único caso. Imagine que essa compra de computadores tem o valor de um milhão de dólares. a sociedade respondia pelo ato praticado pelo seu administrador. Quando se vai contratar com uma sociedade. Isso antes do novo CC e no Brasil. Lá fora tem que analisar o contrato. Teoria do ato ultra vires. a teoria da aparência. ineficaz em relação à sociedade. eles criaram. Então. mas se a operação for de grande valor econômico. Se a sociedade está comprando dezenas de computadores para revender. Porque é nulo e não gera efeitos. É . Nesse caso a sociedade não responderia. Só havia uma exceção perante o STF. Quando os outros sócios descobriram. ele viu que o objeto social é tapete. Não pode alegar que estava de boa-fé. com análise de documentos. não nulo e sim inimputável. se pede a identidade dela. dos documentos. ou seja. Você acha que uma compra nesse montante não tem burocracia? Tem burocracia. onde passaram a considerar o ato ultra vires. porque quando se vai negociar com uma pessoa física. não tem dinamismo. Vai passar primeiro pelo departamento jurídico. pelo contrário tem burocracia. porque ele analisou o contrato social da nossa tapeçaria. não tem nada. Eles lá fora entendiam que o ato ultra vires. para ficar analisando contratos. Aí evoluiu a teoria lá fora nos EUA e Europa. OBS: A sociedade não anuiu. Então como você vai contratar com uma sociedade que você não conhece. por todos esses motivos. Com esse entendimento. ou seja. acabou que protegeu o safado do administrador. Agora. E qual é a identidade dela? É a contrato social.

OBS¹: mas se a sociedade LTDA fizer a opção do parágrafo único do artigo 1053 que manda aplicar a lei de S/A. Em princípio você aplica as LTDA como regra. Finalmente nós adotamos a teoria do ato ultra vires. essa é manifestamente estranho ao objeto social? Não.68 válido. Em S/A. imputável ao administrador. a teoria do ato ultra vires evoluída o ato não é nulo. Inimputável a sociedade. o novo CC incorporou a teoria do ato ultra vires. aplica a teoria como regra e aplicando a teoria como regra. porque a ela não se aplica à teoria ultra vires. mas ineficaz em relação à sociedade. Uma tapeçaria que compra um computador. E se ato ultra vires for praticado por um diretor da sociedade anônima? Você pode aplicar a teoria? Pode considerar aquele ato ineficaz em relação a S/A? Não. aplica-se as regras da sociedade simples? Importante: Não. Aí sim. inciso III. E na sociedade LTDA? Aplica-se a teoria ultra vires? Responde ou não pelo ato ultra vires? Mais uma vez vamos passar pelo artigo 1053 do novo CC. É eficaz em relação a quem? De quem o terceiro pode exigir o cumprimento desse contrato? Do administrador que assinou. . ou seja. comandita simples. A sociedade simples e nem as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples não respondem pelo ato ultra vires. Importante – Ato ultra vires é o ato manifestamente estranho ao objeto social. Agora. Nesse caso a sociedade LTDA vai responder pelo ato ultra vires. porque não incorporou a teoria do ato ultra vires. A S/A responde. Acabou incorporando aquele entendimento estrangeiro. estranho ao objeto social. se ele importar toneladas de peixes. a sociedade respondia. nesse caso é ato manifestamente estranho ao objeto social. A S/A responde pelo ato ultra vires. Lá vem dizendo o seguinte: “A sociedade não responde pelo ato quando ele for manifestamente estranho ao objeto social. pois teria que ter lido o contrato social. porque a teoria não foi incorporada na lei de S/A. já sabe que vai passar pelo artigo 1053 do novo CC. porque iria pelas aparências. responde somente o administrador que vai se virar com o terceiro que não agiu com boa-fé. Aplica-se apenas para as sociedades que aplicam as regras da sociedade simples. E onde é que adotamos isso no novo CC? No artigo 1005. Está-se no capítulo das sociedades simples. Só responde o administrador safado que praticou o ato”. a S/A vai responder por esse ato. Então se o ato ultra vires for praticado por um diretor da S/A. a sociedade LTDA não responde por força do artigo 1053 do novo CCC. E com o novo CC. já incorporada somente no novo CC. parágrafo único. Agora é ineficaz em relação à sociedade e eficaz em relação ao administrador. supletivamente as disciplinas das sociedades simples. A doutrina traz como inimputável que é a mesma coisa. ele exime a sociedade que não tem nada a ver com isso. Esse artigo 1005 é um artigo que está no capítulo das sociedades simples. é apenas ineficaz em relação à sociedade. A sociedade não responde. em nome coletivo. esse computador pode ser para seu uso diário. respeita o interesse de terceiro e penaliza o safado do administrador que praticou ato quando não poderia. o Brasil deu o braço a torcer. OBS²:Caiu sociedade LTDA na prova. ou seja. Então a teoria evoluiu. No Brasil. significa dizer que é aplicável nas sociedades simples.

porque qual é o fundamento da teoria do ato ultra vires? Por que ela existe? Ela existe para exigir que o terceiro que está contratando com a sociedade. mesmo que seja a sociedade simples. Eu exijo por acaso o contrato social do Ponto Frio? Eu lá sei qual é o objeto social do Ponto Frio? Eu imagino. Código de Defesa do Consumidor defende a Teoria da Aparência. pelo princípio da especialidade. E como é que a doutrina fala? Ela não fala. porque será aplicado o CODECON. Então a sociedade vai ou não vai responder por aquele ato quando for consumidor? Vai responder perante o consumidor. Então essa teoria do ato ultra vires também é aplicável a S/A. você vai aplicar o princípio da especialidade. E a lei de S/A fala alguma coisa sobre responsabilidade do ato ultra vires? Não fala. você vai aplicar o novo CC. sendo que uma não é para adotar na hora da prova e a outra sim. não fazem consertos. Depois constato que o trabalho foi horrível. porque o novo CC vem falando que quando a lei de S/A for assim. como por exemplo. É mais especial do que o novo CC. Ex: Eu contrato uma prestadora de serviço para instalar um equipamento lá em casa. 2ª posição: Independentemente de qual seja a sociedade. Essa posição é isolada. por mais que tenho isso na lei. Eu vou provar que abuso de razão social não é a mesma coisa que ato ultra vires. que seria reflexo também na LTDA. E o que o novo CC diz? Diz que a sociedade não responde. porque não se pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. Eu pergunto se eles também mexem com antena e eles respondem que sim. Agora. ele até coloca uma diferençazinha. pelo menos leia o contrato social. Eu vou poder exigir o pagamento? Claro que sim. Você não pode exigir que o consumidor leia o contrato social do prestador de serviço. quando for consumidor. vou pedir o ressarcimento na justiça e a sociedade diz que não. Nos três volumes. um grande equívoco. nem que sim e nem que não. eu vou comprar uma máquina de lavar no Ponto Frio. você vai aplicar o CODECON e o CODECON protege o consumidor e prestigia a Teoria da Aparência. quando o consumidor for comprar. ABUSO DA RAZÃO SOCIAL OU DA DENOMINAÇÃO OBS: Muita gente coloca o abuso como ato ultra vires bota tudo em um saco só. Eu estou dizendo. Só que eu acho isso. Se não fala. afirmando que seu objeto social é só montagem dos equipamentos. do vendedor. aplica-se às regras deste código. . ela sempre vai responder pelo ato ultra vires quando outro lado estiver o consumido. 1ª posição: Que a teoria ultra vires só não é aplicada para a sociedade anônima (S/A).69 Posição do professor – O professor tem duas posições. porque ela é regida por lei especial. Então. Fábio Ulhoa Coelho faz isso em seu resumo. Eu vou pela aparência. Quando for relação consumista.

Com o novo CC. Só que a fornecedora com preço de R$50. outro por R$40.00 que não foi assinado pelos outros sócios de Leonardo. Antes do novo CC aqui no Brasil a sociedade respondia por quatro motivos: “Teoria da Aparência. Só que o Leonardo só tinha poderes para assinar sozinho.000.00 e assina sozinho o contrato de compra e venda. porque está ligado ao objeto social.000.000.000. No abuso o ato está ligado ao objeto social? Sim. OBS: A sociedade não quer pagar. Nesse caso a sociedade quer reincidir este contrato.00 e assim ou sozinho no valor de R$130. USO INDEVIDO Ex: Eu sou o administrador da tapeçaria. Se o Leonardo comprar um valor de R$130. daí não podemos falar em ato ultra vires. Aí eu pergunto: Esse ato está ligado ao objeto social? Sim. Eu em benefício da sociedade tenho que comprar por R$20. A sociedade também não responde. Esse ato é estranho ao objeto social? Não. eu tenho quatro fornecedores daquele produto.00 é minha cunhada e eu acabei comprando dela por R$50. A sociedade LTDA responde? Para responder depende do artigo 1053 do novo CC. por isso que muita gente confunde. a sociedade não responde pelo ato como regra. inciso I. este no artigo 1005. A S/A responde? A S/A responde pelo ato. através de uma ação judicial. Pois é compra de produtos para tapetes. inciso III e o abuso da razão social está no artigo 1005. não vou mudar nada. mas está extrapolando os poderes.70 O que é abuso da razão social? Imaginamos aquela tapeçaria em que eu sou o administrador. A diferença de abuso da razão social ou denominação e ato ultra vires é de conceito. Se a sociedade receber e pagar.000. Está ligado ao objeto social? Sim. dos poderes que lhe foram conferidos pelo contrato.00. a solução é a mesma. Eu tenho poderes para realizar aquele ato? .000. culpa in eligendo.000. a sociedade simples.000.00. Por isso eu vou falar em abuso da razão social ou da denominação. Um está fornecendo por R$50. Um contrato de R$130. proteção ao terceiro de boa-fé. outro por R$30. com aquela exceção do STF. Contratos com valores acima de R$50.00. mesmo produto.00. mesma forma de pagamento para os quatro fornecedores.00. Não muda nada. Só se resolve nesse caso tentando provar a má-fé.00 e outro por R$20. dinamismo. porque aí é como todos eles tivessem concordado. porque a conclusão é a mesma.000. a comandita simples. depende do nome empresarial que nós estamos utilizando.00. Eu vou comprar um produto para os tapetes e vem lá no contrato social que o Leonardo é o administrador da tapeçaria. mesma marca. É a mesma história. que só tinha poderes para assinar contratos com valor de até R$50. a sociedade em nome coletivo não respondem.00.000.000. ele tem que ter a assinatura no mínimo do Leonardo e de mais dois sócios. não tem jeito.00. A sociedade vai responder ou não por aquele ato? A mesma história.000.000.000.00. O ato ultra vires. ele não quer o produto. e ele só pode realizar contratos com valores até R$50. parágrafo único. O que ele fez com os poderes dele? Ele abusou dos poderes da administração. parágrafo único. contratos de até R$50. Bom.

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Não. Então não posso falar em ato ultra vires e nem em abuso, porque eu tenho poderes para efetuar compras no valor de até R$50.000,00 sozinho. Mas eu pratiquei esse ato em benefício pessoal e não em benefício social. Eu usei indevidamente dos poderes da administração. Eu tenho poderes para realizar o ato, estava ligado ao objeto social, mas pratiquei para satisfazer interesse pessoal contrariando o interesse de sociedade, causando prejuízo à sociedade. Esse ato é válido ou não é válido?A sociedade vai ter que pagar? Vai, porque em princípio o ato é válido. A sociedade só não poderia cumprir aquele ato se conseguisse provar que terceiro estava de má-fé. Se o examinador disser que estava de má-fé, tudo bem, porém, na prática é quase impossível conseguir provar. A sociedade que vendeu por R$50.000,00, vendeu por esse preço, mas esse preço é o seu. Ela vende para todo mundo pelo mesmo valor, independentemente se quem está comprando é ou não parente seu. Seria fácil provar má fé se o preço fosse de R$20.000,00, e a sociedade que vendeu, vendeu por R$50.000,00, porque na sociedade adquirente há um sócio que é do administrador da sociedade que vendeu. Importante – Então, para a sociedade não cumprir aquele ato, teria que comprovar que terceiro estava de má-fé, não comprovar que o administrador estava de má-fé, porque está claro que este estava de má-fé. E qual o fundamento legal disto? A doutrina já está concordando em encaixar essa posição (provar que terceiro está de má-fé) no artigo 1005, parágrafo único, II do novo CC. OBS: Sempre que a sociedade pagar, por algum outro motivo, pode entrar com essa ação de regresso em face do administrador. O uso indevido do administrador pode ocorrer por fraude, conluio do sócio com terceiro, questões afetivas, etc. TEORIA JURÍDICA A visão que eu vou passar para vocês é completamente diferente da visão da Lúcia, porque a visão dos civilistas é uma visão equivocada, porque os civilistas não sabem o que é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Para vocês terem uma idéia, para os civilistas, para se aplicar à teoria da desconsideração da personalidade jurídica o ato praticado tem que ser lícito ou ilícito? Ilícito. Só que é uma visão equivocada, porque o ato tem que ser lícito. Se o administrador pratica um ato ilícito, ilegal, eu preciso desconsiderar alguma coisa para responsabiliza-lo? Não. O ato praticado ilicitamente eu não preciso desconsiderar nada. Está no artigo 159 do CC de 1916 e no artigo 186 do NCC, porque na prática o ato ilícito mandante e mandatário ficam responsáveis. A começar por aí, eles os civilistas não sabem nada a respeito da desconsideração da personalidade jurídica. OBS: Caiu agora na prova da Magistratura para discorrer sobre ao princípio da autonomia e teoria da desconsideração da personalidade jurídica e teve um candidato que discorreu sobre a autonomia do direito cambial (que louco!). Falando na teoria da desconsideração da personalidade jurídica, temos que falar da autonomia patrimonial e não de autonomia de títulos de créditos. Autonomia patrimonial porque a sociedade tem um patrimônio e os sócios têm outro patrimônio. DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE

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Outro candidato afirmou que a teoria da desconsideração da personalidade jurídica é fundada em atos ilícitos, o que não é correto, porque se o ato é ilícito, não precisa aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, não precisa nem desconsiderar, já responsabiliza direto o administrador. Isso porque nós temos um fundamento teórico completamente diferente para a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica.Como é que funciona isso já que é base da autonomia? A autonomia patrimonial, a sociedade tem que ter o patrimônio distinto pode ser à base do direito empresarial, porque esse direito na prática atua mais como sociedades empresariais, quase não existem sociedades individuais (pessoas físicas), normalmente são sociedades empresariais. Então a base de nosso direito de sociedade é a autonomia patrimonial, ou seja, a partir do momento em que a sociedade é registrada lá na junta comercial, ela ganha personalidade e um dos corolários dessa personalidade é o fato da sociedade empresarial ter patrimônio distinto dos sócios.A sociedade empresarial tem autonomia patrimonial a partir do registro. Quando a sociedade empresarial tem um patrimônio aqui e o sócio um patrimônio lá, chamamos de escudo patrimonial. Um escudo que divide os dois patrimônios, que muitas das vezes é utilizada para a prática de fraudes. Ex: Monto uma sociedade e pratico fraudes em nome dessa sociedade e fico livre, porque existe um escudo que me defende, qualquer coisa o prejuízo é da sociedade, não chega até o Leonardo. A doutrina teve que criar um mecanismo para desconsiderar esse escudo, desconsiderar toda vez que a lei for utilizada para a prática de fraudes, ou seja, eu vou desconsiderar essa autonomia patrimonial para poder responsabilizar o verdadeiro fraudador. Essa desconsideração extingue a sociedade? Não. É só para responsabilizar o autor no caso concreto e continua o escudo patrimonial para as outras obrigações. É só para o caso de fraude. Bom, segundo sinônimos da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, ela é chamada de: 1- Teoria do superamento da personalidade jurídica; 2- Teoria da desconsideração; 3- Teoria da despersonificação; 4- Teoria do levantamento de véu corporativo, porque tem um véu que divide o patrimônio da sociedade do patrimônio do sócio.Quando houver fraude, você levanta o véu e responsabiliza. Como é só para o caso concreto, quando você volta para o local, o véu retorna, ou seja, continua a autonomia patrimonial para as outras obrigações. Quem fala nisso são os argentinos. A doutrina Argentina é que gosta de utilizar esse sinônimo para a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. 4- Teoria da penetração. É uma teoria utilizada pelos alemães. Porque penetra no escudo patrimonial. OBS: Problema é juntar a teoria argentina com a teoria alemã, ou seja, levantar o véu corporativo e penetrar no patrimônio. É importante citar essas teorias para demonstrar conhecimento perante o examinador. Qual é a base para se aplicar à teoria da desconsideração? É a licitude do ato. Agora não é porque o ato é lícito que não vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

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O que mais a gente tem que provar para aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Outro requisito que temos que provar na prática e aí vimos que a teoria maior tem uma bifurcação. Existem dois aspectos que são: 1- Aspecto subjetivo; 2- Aspecto objetivo. OBS: A teoria da desconsideração da personalidade jurídica no direito empresarial é a teoria maior, porque a teoria da desconsideração da personalidade jurídica aplicada pelos civilistas é a teoria menor. 1- Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto subjetivo: Quando que se vai aplicar a teoria da desconsideração da personalidade jurídica provando o elemento subjetivo? Que elemento subjetivo é esse? É quando você consegue provar que a lei foi utilizada de má-fé, através de artifícios fraudulentos. Você prova que o ato é lícito, mas foi praticado com fraude. Ex: Exemplo do Fábio ulhoa coelho. Temos a transportadora Gavião LTDA, seu preposto em estado de embriaguez, avança o sinal luminoso e colido com um ônibus com trinta crianças e todas morrem.Todas eram netas de desembargadores. Os sócios da transportadora ficaram desesperados, porque quando as indenizações transitassem em julgado, acabaria o patrimônio da sociedade (injeção letal). Aí os sócios formam uma nova sociedade, Cavalo de aço transportadora S/A. Eles vão desviar algum patrimônio da antiga para a nova? Não. Se isso ocorrer será ato ilícito. É fraude contra credores e se estiver em execução será fraude contra execução. Os sócios não vão desviar nada, vão demitir os melhores funcionários da empresa antiga para contratar na nova. Vão comprar novos caminhões, o treinamento dos funcionários (ISO 9002) é para a empresa nova. Os novos contratos de transporte serão celebrados com a antiga ou com a nova? Com a nova. Não será desviado nenhum patrimônio da sociedade antiga para a nova. O caminhão da empresa velha que quebrar, será feito um gatilho para ele continuar andando, ou seja, não compra peça nova, não se investe mais na empresa velha. O desembargador foi junto com o oficial de justiça na transportadora Gavião LTDA, olharam e não viram nada para penhorar. Olharam para o outro lado da rua e viram os mesmos sócios saindo da transportadora Cavalo de aço S/A com uma Mercedes importada. Os bens da nova empresa podem ser penhorados? De maneira nenhuma. Por quê? Porque é uma sociedade distinta com patrimônio distinto, com autonomia patrimonial. Existe aí algum ato ilícito praticado? Não. Eu posso ser sócio de duas sociedades? Posso. Mesmo que seja no mesmo ramo? Sim, mesmo que seja no mesmo ramo.

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Agora, teve ou não teve fraude? Eles montaram essa sociedade a troco de nada? Não, foi para afastar a responsabilidade de indenizar, ou seja, eles utilizaram a lei para fraudar. Fraudar no sentido de continuar com todos os clientes, deixar tudo de ruim para a sociedade velha. Só tem um jeito de responsabilizar essa sociedade. Qual é? Aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, provando o elemento subjetivo. E se tiver um outro sócio nessa nova sociedade que não estava na antiga? É feito um balanço para ver o que é de um e o que é de outro. Claro que a parte do novo sócio vai ser resguardada. Se o examinador expor a situação de que colocaram “laranjas” na sociedade. Se comprovar que são “laranjas”, aplica-se a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. O problema é provar, na prática é complicado provar. Importante: Fábio ulhoa coelho diz que somente os credores da sociedade antiga poderão executar os créditos com o patrimônio da sociedade antiga, da sociedade nova e ainda poderão executar os bens particulares dos sócios que agiram de má-fé. Outro exemplo de fraude: Vamos montar uma sociedade e precisamos de R$ 100.000,00, mas eu não vou arriscar os R$ 100.000,00, eu quero arriscar somente R$ 50.000,00. Eu digo para minha sócia que é para ela não se preocupar, que eu dou um jeito. O sócio Leonardo com R$ 45.000,00 e a sócia Alexandra com R$ 5.000,00. Só que com esse patrimônio não dá para iniciar a atividade, aí vem o pulo do gato, onde o sócio Leonardo vai emprestar os R$ 50.000,00 que faltam através de um contrato de mútuo. Aí os R$ 50.000,00 de capital social mais os R$ 50.000,00 de empréstimo, chega aos R$ 100.000,00 para iniciar a atividade. Só que o Leonardo é bonzinho, mas nem tanto, porque ele pediu garantia real, e pedindo garantia real de R$ 50.000,00 ele pediu o quê? Todo o patrimônio da sociedade como garantia, todo o estabelecimento empresarial. Cinco anos depois aquela sociedade foi a falência. Foram pagos os credores trabalhistas e tributários. A sociedade tem um ativo de R$ 50.000,00 e um passivo de R$ 140.000,00. Ela tem uma fila de credores no valor de R$ 140.000,00 e só tem para pagar R$ 50.000,00. Quem vai levar esses R$ 50.000,00 para casa? O sócio Leonardo, porque ele é credor com garantia real. A sociedade foi à falência e os únicos R$ 50.000,00 que encontraram lá foram para o bolso do sócio Leonardo, isso é fraude. Tem alguma coisa ilícita aí? Não, porque o sócio pode emprestar dinheiro a sociedade. Não tem nada de ilegal, mas tem sacanagem, porque aqueles R$ 50.000,00 não deveriam ter entrado como empréstimo e sim como capital-social. Nesse caso, o sócio Leonardo não teria integralizado não somente R$ 45.000,00, mas sim R$ 95.000,00. O sócio Leonardo estaria na frente da fila? Não. Ele estaria lá no final da fila, se sobrasse alguma coisa, depois de pagar todos os credores é que poderia dividir alguma coisa entre os sócios. Ele utilizou a lei para praticar fraude. Pode aplicar aqui a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.

não há distinção. Aquela sociedade em que você cria. ele criou aquela sociedade só para limitar a responsabilidade dele. Lá eles aplicam a teoria da desconsideração da personalidade jurídica com fundamento na hipossuficiência do trabalhador. aí eu disse que ele não era dono. mas agora com o NCC pode.Teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo aspecto objetivo: Está identificado na lei como confusão patrimonial. porque não há autonomia patrimonial. Você aplica a teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento subjetivo. Então. Ele falou que era dono do restaurante. porque ele não sabe o que é dele e o que é da sociedade. Eu disse que ele estava furtando. e o juiz na hora de dar o dinheiro ao credor que executou também vai se confundir.Isso é causa para aplicara teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Não. é notório que o patrimônio da sociedade pertence ao sócio majoritário. Qual o outro fundamento? Alguns falam que é a ilicitude do ato. Bom. ou seja. Na hora de irmos embora. Ele estava de má-fé quando retirou dinheiro do caixa? Não. por isso é que se chama de teoria da desconsideração menor. Vamos colocar duas espécies: 1ª. .75 2. Você precisa provar que está de má-fé? Precisa provar o elemento subjetivo? Não. Previsões legais da teoria da desconsideração da personalidade jurídica em nosso ordenamento: Lembrando que a teoria que foi dita aqui é a teoria maior e a tória menor é a teoria que tem por fundamento a sociedade não ter condições de pagar suas dívidas. tanto faz. A retirada sem lucro é retirada do capital social e isso não pode. o que é dele é da sociedade e o que é da sociedade é dele. Qual é à base da teoria da desconsideração da personalidade jurídica para a justiça do trabalho? O empregado é à parte hipossuficiente na relação empregatícia. Lá na justiça trabalhista o ato pode ser lícito. porque o dinheiro é da sociedade. Ocorre uma confusão. Aí eu perguntei o que ele estava fazendo e ele me respondeu que estava pegando dinheiro para sair. Só pode fazer a retirada do dinheiro após um balanço e constatado o lucro. basta provar que há confusão patrimonial. era dono apenas das quotas. O que seria teoria da desconsideração da personalidade jurídica pelo elemento objetivo? Vou dar um exemplo: Tenho um amigo em que ele e seu pai são sócios de um restaurante. ele foi até o caixa e pegou um dinheiro. Você não sabe o que é de um e o que é de outro. logo não pode sofrer com os riscos da atividade empresarial. onde 99.O Ministério Público pode requerer a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica? Nunca pode.994 quotas com um sócio e 6 quotas com outro. Uma vez fomos sair e antes passamos no restaurante dele para tomarmos uns chopes. ilícito.

A lei coloca ato ilícito como teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Nesse caso o fundamento é o dano ao meio ambiente. Primeira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 28 do CODECON. Não querem nem saber se foi ilícito. se tem culpa. etc. Não é nem teoria da desconsideração da personalidade jurídica isso. se foi lícito. Então é uma outra hipótese de responsabilidade dos sócios. Os civilistas estudaram a teoria da desconsideração com base no artigo 28 do CODECON e esse artigo não é a teoria da desconsideração da personalidade jurídica propriamente dita. mas não tem nada a ver com a teoria da desconsideração. Por isso que os civilistas tem uma visão equivocada. sem ser por essa formulação que foi dada anteriormente. uns chamam de teoria da desconsideração menor. ele pode ter agido com culpa.76 Uns falam que a ilicitude do ato daria ensejo a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Terceira previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 4° da lei 9605/ 98 (lei de crimes ambientais). Essa lei trata de oligopólios. ele é utilizado pela teoria maior. É teoria da desconsideração menor. É uma hipótese de responsabilidade dos administradores. eles partiram de uma premissa errada e chegaram a uma conclusão errada. Já vimos que não é. Segunda previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: É o artigo 18 da lei 8884/94. . O artigo 28 do CODECON não é teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Qual é o fundamento para se aplicar à teoria da desconsideração na lei de crimes ambientais? O fundamento é dano ao meio ambiente. mas é a teoria da desconsideração menor. Lá a responsabilidade é puramente objetiva. Já foram logo em cima do dono da empresa. em todas as outras hipóteses em que você consegue responsabilizar um sócio. O CODECON traz alguma hipótese de verdadeira teoria da desconsideração? Não. se não tem culpa. O artigo 28 do CODECON é teoria da desconsideração da personalidade jurídica? É. e agora a gente pode entender muito bem porque o erro dos civilistas. Em nenhum lugar do mundo. cartéis. OBS: Teoria maior é subjetiva. Esse artigo ele traz tanto a teoria maior quanto à teoria menor. É uma hipótese. Foi o caso da empresa Cataguazes indústrias de papéis. monopólios. mas a lei coloca isso como teoria da desconsideração. Essa é a teoria menor. Quando é que a má administração foi causa da teoria da desconsideração? Nunca. pela fraude ou confusão patrimonial. porque lá o legislador quis dar responsabilidade completamente objetiva pelos danos ambientais. na prática quando ele é utilizado. porém. Então.

o melhor caminho é esse. porque aí o sócio não poderá alegar a posteriori o embargo de terceiros. recai sobre os bens particulares do sócio gerente. a penhora recai sobre os bens particulares do cara. em benefício de seu assistido. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. a requerimento da parte. Provado isso. ou seja. etc e vai provar em relação ao sócio que estão presentes os requisitos para a aplicação da teoria da desconsideração. que fala que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal.77 Quarta previsão legal da teoria da desconsideração da personalidade jurídica: Essa é a melhor. ou pela confusão patrimonial. Você o prende para depois saber se ele é culpado ou é inocente. Lá vem dizendo: Em caso de abuso da personalidade jurídica. pode o juiz decidir. Processo de execução tem Contraditório? Não. Se for em um caso concreto. Bom. Faz um litisconsórcio. Aí não tem discussão. Você fazendo prova para a Defensoria Pública. ela pode ser decidida até incidentalmente. o título executivo vai ser tanto contra a sociedade tanto contra o sócio. o juiz aplicando a teoria da desconsideração da personalidade jurídica (teoria menor). O melhor diz a doutrina é você quando quer responsabilizar a sociedade e já quer responsabilizar o sócio. A doutrina fala que a teoria da desconsideração não precisa nem ser objeto principal do processo de conhecimento. que é a própria fraude ou confusão patrimonial. você propor ação em face dos dois. não tem ampla defesa. caracterizado pelo desvio de finalidade. Posição doutrinária: Estou executando uma sociedade e esta não tem bens. Não se pode fazer isso incidentalmente no processo de execução. . você tem que falar que propõe contra os dois. Está certo ou errado? Vamos nos recordar da Constituição Federal. mas ela tem que ser decidida no processo de conhecimento. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. É a verdadeira teoria maior. o que é abuso da personalidade? Desvio de finalidade. ele ainda não descobriu que não mais existe sócio gerente e sim sócio administrador. primeiro você dá a porrada para depois saber se o cara é culpado ou é inocente. Em caso de abuso da personalidade. Poster contraditório é que se faz os embargos. entrando em face dos dois e aí vai provar em relação à sociedade o dano. vai afirmar que se vai postergar esse assunto para os embargos. O que é o devido processo legal? Contraditório e ampla defesa. A doutrina é radicalmente contra. Como se aplica na prática? Vou dar uma posição doutrinária e vou dar uma posição jurisprudencial conflitante. É o artigo 50 do NCC. Processo de execução tem ampla defesa? Não. porque na execução não tem contraditório. não tem o devido processo legal.

temos este contrato. no NCC. E fica pactuado no contrato mais o menos o seguinte: O banco vai participar de 15% do valor da venda de cada imóvel 10%. eu não quero construir nada não.78 Posição jurisprudencial conflitante: Como se posiciona a jurisprudência? Parte da jurisprudência concorda com a doutrina. Alguém vai saber que o banco existe? Não. mas a parte amplamente dominante não concorda. postergando o devido processo legal para a fase de embargos. então vamos fazer o seguinte. o banco não vai aparecer. Então na prática se tem tratado incidentalmente no processo de execução. Quem quando comprar o cimento o contrato de compra. vai ser celebrado em nome da construtora ou em nome do banco e da construtora? Só da construtora. Vem ser meu sócio? Ô rapaz eu não posso. porque o que acontece na prática é que você decide incidentalmente na execução e qualquer coisa discute em embargos. Tudo vai ser feito em nome da construtora. 5%. mas vem trabalhar junto comigo (falo eu não posso desenvolver este tipo de atividade que embora lícita é empresarial). O banco vai parecer para alguém? Não. Duzentos mil reais de três em três meses. 8 ª Aula . que é maneiro é. porque o banco não quer desenvolver esta atividade de construção civil. Ah. mas você constrói eu te faço o investimento. Então de três em três meses ele vai lá e dá duzentos mil reais. aí o banco retruca: -Não quero construir nada. Imaginemos o seguinte: “Imaginemos uma construtora. É uma decisão um pouco técnica. Meu primo chegou para mim enrolado toda vida: Leonardo tem um negócio da China para gente entrar coisa e tal. em seus artigos 991/996 da lei que tá na apostila também. no total de dois milhões investidos. vai ficar pactuada no contrato. Vou dar um outro exemplo de contrato. a construtora chega para banco e diz: -Olha banco. ninguém vai saber que o banco existe. . não quero me envolver em nada disso e tudo mais e tudo”. 30%. Isso vai dar dinheiro? Vai. não importa a forma de remuneração. se estão ou não presentes os requisitos da teoria da desconsideração. vamos construir um grande condomínio lá no Recreio dos Bandeirantes. imaginemos um banco. Quem vai pedir a autorização à prefeitura para construir? A construtora. aí celebra o contrato entre o banco e a construtora e o banco vai fazer o investimento em dez vezes de duzentos mil reais. só quem vai aparecer é a construtora. se vai dar grana não sei.19/07/2003 SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO O que é uma sociedade em conta de participação? O conceito está na lei. O que é sociedade em conta de participação? Vou dar dois exemplos para poder facilitar a minha compressão. mas é o que nós temos na jurisprudência.

79 E funcionário público pode ser empresário? Não pode ser empresário. Tira um pouco do lucro e dê para o investidor na forma prevista no contrato. Vai dar dinheiro? Quanto? Uma quantia X. ta lá. E mesmo se for registrado ele dará personalidade jurídica a esta sociedade? Não. O sócio oculto aí é o banco. por exemplo. Que o sócio. vai dar dinheiro o negócio!” Já que vai dar dinheiro. é o Leonardo. ela não tem personalidade. o Leonardo não é empresário. Então espera aí. Resolveu dizer que é uma sociedade em conta de participação. Podemos perceber que os participantes podem ser tanto pessoas físicas. não vou trabalhar neste negócio. negócios à parte. Então pode ser por escrito. que recebeu o investimento. o investidor pode o não ser empresário. Porque exceção para tudo? Importante: Este contrato pode ser tanto verbal como pode ser por escrito. mais eu não vou fazer nada. Qual o nome desses dois negócios? O nome deste negocio poderia ser muito bem chamado de um contrato de investimento. no caso o banco formou a sociedade empresarial. vai ter dinheiro. o contrato entre o banco e a construtora será verbal ou será escrito? Escrito. “Aí Leonardo. eu também não quero criar nenhuma sociedade não quero nada disto. porque só formalmente ela é uma sociedade. família. E os sócios ostensivos? Aí no nosso exemplo são a construtora e o meu primo. O banco fez o investimento na construtora e o Leonardo fez o investimento no primo dele. aquele que vai trabalhar e vai fazer tudo no nome dele vai ser empresário e aquele que está por trás. e se for por escrito mesmo se ele for registrado na junta comercial. e fica pactuado que vou receber uma porcentagem X lá da atividade. como pessoas jurídicas. desenvolva a atividade empresarial e distribua. Poderia ser verbal? Sim. vou fazer este investimento. quem é o sócio ostensivo? . Isso é uma sociedade de conta de participação e eu peço que vocês olhem criticamente. poderia. ele não dará a esta sociedade personalidade jurídica. E o primo: . Será escrito ou verbal o contrato entre o milionário e o primo dele? Escrito. O que é uma sociedade de conta de participação? São estes negócios aí em que uma pessoa investe em outra para que este terceiro. porque ela é exceção para tudo. Tem um artigo dizendo: mesmo se o contrato for registrado ela não terá personalidade jurídica. a lei esta dizendo das sociedades sem personalidade: sociedade em conta de participação. então essa sociedade mesmo se registrada ela não tem personalidade jurídica. pode ser verbal para a sociedade. Se ela não tem personalidade jurídica tem patrimônio? Ela não tem personalidade ela tem patrimônio existe patrimônio? O banco tem a construtora. ontologicamente ela é um mero contrato de investimento. Aí eu pego dou uma grana para ele e ele vai desenvolver o negócio. E ser for escrito precisa ser registrado? Se for escrito tem necessidade de registro? Não. família. deixa tudo comigo.Não. Substancialmente.

Essa sociedade aqui tem patrimônio? Qual o patrimônio? Investimento seria o duzentos mil reais que tem de patrimônio de quem? A sociedade tem personalidade? Não tem personalidade. ele age em nome da sociedade. eu vou ter meu patrimônio e ela vai continuar tendo o dela. Ela que aparece perante terceiros. porque ele não age em nome da sociedade. ela não tem nome. A construtora quando tiver comprando o cimento vai comprar em nome de quem? Em nome dela. Porque o sócio não é empresário? Porque ele não age em nome próprio. Não tem nada. E o sócio ostensivo ele é empresário? É ou não é? Ele age em nome da sociedade. cada um vai continuar com seu próprio patrimônio. ou ele age em nome dele? Importante: Ele age em nome próprio. eu chego e empresto para ele. . mero investimento. Se ele age em nome próprio. pois é um mero empréstimo. criou algum patrimônio isto? Não. Patrimônio é de quem? Tem patrimônio do banco e tem patrimônio da construtora. só que ela é minha devedora agora. ela é apenas um contrato de investimento que resolveram dar o nome de sociedade em conta de participação. faço um investimento na sociedade. Então emprestei para ela cinqüenta reais confundiu. dois ou três? Um patrimônio só? O meu patrimônio é o mesmo do que o dela? Não. formalmente é uma sociedade. se não tem personalidade não tem nome. ela não tem patrimônio. Então a sociedade em conta de participação não tem patrimônio porque ela não tem personalidade. ela não tem domicílio. há exceção para tudo. ela não é nada. ela não tem personalidade. A única hipótese em que o sócio ele é empresário. te empresto cinco mil reais e empresto cinqüenta reais pra ela. o sócio ele é empresário? Não. que é os cinqüentas reais? Não. não tem nada. por isto estou falando. então ela tem patrimônio? Não tem patrimônio. até mesmo porque a sociedade não tem nome ele age em nome dele. não tem patrimônio. eu continuo com o meu patrimônio e ela continua com o dela. Tudo é feito em nome de quem? Do sócio ostensivo. Existe sociedade entre eles: sociedade em conta de participação que na verdade é um mero contrato de investimento. É a mesma coisa. A união delas tem patrimônio? Não. Normalmente eu digo para vocês. não tem personalidade. Quando ela tiver pedindo autorização da prefeitura ela vai tá pedindo autorização em nome de quem? Dela. Ela tem nome?Ela pode ser sociedade em conta de participação Bebão? Importante: Não. ele é empresário.80 A construtora. Quantos patrimônios têm aqui um. Vai ter o terceiro patrimônio. ela não tem nada.

Esta responsabilidade é direta ou subsidiaria? Tem algum patrimônio para executar antes do patrimônio ostensivo? Não. porque eu sou sócio oculto. tanto é que eu falo o seguinte: se a construtora for à falência. o banco emprestou. E se for empregado? Acho a mesma coisa. oitavo . isto aí. na verdade ele é o credor. tudo em nome dela. sexto garantia real. É completamente diferente. se você olhar para ela sendo um contrato de investimento você resolve tudo. e tem que se e habilitar para receber. No caso a construtora no outro exemplo. Se o sócio oculto investiu e não recebeu. Toda pessoa que age em nome próprio tem personalidade ilimitada. o empregado tem que se habilitar lá na falência para receber. OBS: Olhem para ela e esqueçam que é uma sociedade. porque o contrato é celebrado com a construtora.81 Quando ela tiver vendendo os imóveis o contrato de alienação do imóvel vai ser no nome de quem? Dela. Tem ou não tem? O empregado. ela vulgarmente conhecida como contrato de gaveta. daí os peões não receberam. eu sou empresário? Não. não vai cair em pegadinha. segundo trabalhador. Ele é um credor quirografário. aquele sem qualquer tipo de privilégio. Na falência do ostensivo o oculto vai ser considerado como credor. Primeiro a receber acidente de trabalho. Porque o contrato de trabalho é celebrado com quem? Com a construtora. olhem-na como um contrato de investimento. o que tem que fazer? Se habilitar como credor. quinto dívidas da massa. terceiro fisco. eu ou meu primo qual dos dois? Meu primo ele que é empresário. responsabilidade diretíssima. o contrato é entre as partes. Bom se ela for à falência o que acontece? Primeiro antes de ir a falência. Primeiro a receber é o trabalhador e uma ordem meio complicada que tem para tudo. quarto encargos da massa. O banco por ser quirografário. o banco ele tem alguma responsabilidade perante terceiros? Não. ela é um mero contrato de investimento. a falência da construtora. Tanto é que quando vai pagar um empregado o banco. aí todo mundo vai habilitar. que é sócia ostensiva. ele investiu. A responsabilidade da construtora é direta e ilimitada. porque não precisa ser registrado. por exemplo. Tanto é que quem é o primeiro a receber? Os empregados. sétimo privilégio especial. Tudo isto porque na verdade não e uma sociedade é um contrato de investimento. só pode executar a construtora. a construtora foi à falência. Olha como é diferente: Numa falência do ostensivo o outro é tido como credor. então a responsabilidade é direta. eles vão lá na frente. Se eles não conseguirem receber eles podem executar o banco? Não. Aí se resolve tudo. Pode o fornecedor do cimento Mauá cobrar do banco? Não. Se alguém tiver que ir a falência quem vai a falência? O sócio ostensivo. foi à falência a construtora. se acham isso absurdo olhem ela não como uma sociedade. E se toda pessoa que age em nome próprio tem responsabilidade ilimitada em regra. a construtora não pagou o cimento. paciência.

neste caso todos os sócios responde ilimitadamente. um responde por 25% e outro responde por 25%. ilimitada. Pode escolher entre os sócios que vão acionar? Pode porque todos eles respondem de forma solidária. pedido já para revogar. Os credores lá tentaram cobrar da sociedade não tem bens. Mas isto não vale perante terceiros. SOCIEDADE EM NOME COLETIVO – conceito na lei . Pode ser sócio aí e nome coletivo e todos com responsabilidade SIS. por causa disto à responsabilidade é subsidiaria. Importante: Todos sócios respondem SIS. o banco vai receber como sócio. Existe limite para esta responsabilidade. vai receber como credor quirografário. é um contrato de investimento. Ela utiliza firma coletiva ou denominação? Firma coletiva. porque responsabilidade é solidária. Conheceram agora a vulgarmente conhecida sociedade de gaveta. cem milhões vai. não existe nenhuma na prática. dois milhões vai. não tem limite. pago tudo só que depois vou receber 25% dos meus outros dois sócios. Se tiver devendo cinco mil vai pagar? Vai. entre os sócios pode existir uma limitação. Sociedade em nome coletivo. estes credores podem executar os bens dos sócios? Pode. e se continuar sobrando distribui entre sócios. Mas neste caso a sociedade em nome coletivo teve algumas mudanças. solidária. porque não é verdadeiramente uma sociedade. A firma coletiva . pode se estipular o seguinte: Leonardo responde por só 50% do prejuízo. pode executar os bens dos sócios. Porque entre eles pode existir uma limitação. cem mil vai. Pode cobrar tudo do Leonardo? Pode. A sociedade em conta de participação é isso. sociedade em nome coletivo . só pessoa física. O sócio oculto vai receber como sócio? Não.82 privilégio geral. embora a responsabilidade seja solidária. Mas primeiro o credor tem que executar o bem de quem? Da sociedade. foi cobrar do Leonardo. se pelo menos tem um sócio que responde em forma ilimitada. porque pelo menos um dos sócios responde de forma ilimitada. Se nossa sociedade não tiver dinheiro para pagar a Brahma.Leonardo Marques e Cia Distribuição de Bebidas. Que raio é isso? Subsidiário. Ilimitada. Se a sociedade não tiver dinheiro para pagar. Três sócios. Nesta sociedade quando não falar nada. sócio pode ser pessoa física ou jurídica. a casa de praia. Aqui. neste caso todos respondem.artigos 1039 e 1044 OBS: Está em desuso. quirografário e se sobrar dinheiro vai para o subquirografário. Alguém só vai querer responder por tudo que tem na vida? Não. o carro? Pode. que é perfeitamente legal.

Bom. e então está claro. Mas o novo código civil veio e deu uma solução para acabar com esse problema. se for sociedade de pessoas não pode. o TJ o desembargador Mayrow Marinho é o da banca. O filho é do Leonardo. quer dizer que a jurisprudência mostrou. o TJ do nosso Estado. Por que não pode? Pergunta a doutrina. E acabou.83 normalmente utilizada quando o sócio responde ilimitadamente. agora pode a escola pedir a penhora das quotas que o Leonardo tem junta à sociedade. pronto acabou. mas pega a parte dele dá para o arrematante. . e ele está devendo seis mil a escola. o Leonardo saiu. mas para deixar mais completo combine o artigo 994. disso e disso. É claro que a escola pede o cara para assinar uma promissória também. Adora essa divergência. É possível aval em um contrato? O aval é uma declaração cambiaria e sendo declaração cambiaria só pode ser inserida em título de crédito. Pode o terceiro entrar sem o consentimento dos demais sócios? Então não pode? Porque se não quiser que esse terceiro entre ou se faz à remissão da dívida ou faz a dissolução de toda a sociedade? Faz-se a dissolução parcial. ou têm divergências? A doutrina adora essa divergência. Bom aí olha o que acontece: a jurisprudência pacificou por causa disso. mais a doutrina. tem quatro sócios aqui. aí a quota foi vendida em hasta pública. O que tem o artigo 1026 do CC? Tem uma sociedade qualquer. não sei que tesão dá discutir isso. Mas o que a doutrina discuti então? Ela discute o seguinte: Se for sociedade de capital pode. Se cair na prova vai cair o artigo 1043 do novo CC. E a denominação é utilizada quanto todos sócios respondem limitadamente. Combine primeiro o artigo 1043 com o artigo 102 do CC. é possível a penhora. Já falei. porque a penhora é um ato antecipatório de uma futura venda judicial. Porque a jurisprudência já pacificou isso há muito tempo vocês estão certos. por que faz parte do patrimônio do Leonardo. então é isso. às quotas pertencem a quem? À sociedade ou ao sócio? Ao sócio. Pode pedir a penhora ou não pode. você assina a promissória em branco podendo a sociedade avalizar.7668/45. então é isso. quer dizer o seguinte: têm algum prejuízo para a sociedade de pessoas nessa história? Nenhum. Por que o terceiro vai entrar? Só entra se a sociedade quiser e se não quiser é só fazer a dissolução. Agora pode avalizar? Não pode. Pode a escola executar os bens da sociedade? Pode ou não pode? Não pode não. a doutrina continua dizendo que a lei não fala da matéria. seria vendida por um terceiro e o terceiro em uma sociedade de pessoas. É possível a penhora? É possível. A sociedade tem alguma coisa a ver com isto? Não tem nada a ver com isto. No STJ já pacificou. em tese. c/c 1026. falei então o que o artigo1026 está fazendo. porque a sociedade não tem filho. §3° com artigo 43 da Lei de Falências . Tem quatro e aqui tem uma escola onde estuda o filho do Leonardo.

ele pode requerer a dissolução parcial.000. ou sobre o meu automóvel. espera aí. Então se fizer a penhora do Leonardo aqui nessa sociedade.00? Quanto? Doze anos. ele foi depositado lá.00 anuais ou mais ia demorar o maior tempão eu não tiro lucro nenhum. o dividendo que daria ao Leonardo vai entregar a quem? Vai depositar em juízo. mas é claro que vai liquidar toda a quota do Leonardo. Então o que é liquidação? Vai ser feito o balanço. Mas isso é salário? Não tem natureza jurídica de salário. Conseguiu a penhora. mas tal se não existir outro bem desembaraçado. Está aí.000. Porém.500. na verdade vai ser dada uma opção ao credor. Não. E se for à única renda dele? Não vejo problema nenhum. mas aí muda o seguinte. talvez o juiz reserve parte para sua subsistência. O que é liquidação da quota? Vocês lembram? Lembram que antigamente eu falei que para evitar a entrada de terceiros fazia a dissolução parcial. então pega o X. cerca de R$1. ela pode pedir a liquidação da quota. até o necessário para aquela execução. e deposita em juízo. vai liquidando.84 Pega e dá uma olhada no artigo 1026. ela pode escolher o seguinte: receber os R$6. Quando chegou aqui. Opa. Quanto o Leonardo têm de direito nessa sociedade? Ele tem X. se não tiver outro bem desembaraçado pode permanecer a penhora da quota. Então todo lucro que era pra ser distribuído para o Leonardo. desde que não exista outro bem desembaraçado. Não é possível que você faça uma conjugação na prova da Defensoria para pode guardar um pouquinho para o cara sobreviver. A liquidação da quota do Leonardo. por conta do artigo 1026. E sabe a outra opção que é dada a escola? É. Então pode ser feita a penhora por parte da escola? Pode. o que vai ser penhorada na verdade. não manda as quotas penhoradas para hasta pública. não é? Vamos supor que a execução está lá na vigésima primeira vara cível.00 através dos lucros dos dividendos da sociedade. requeiro ao juízo da execução que a penhora recaia sobre minha casa de praia. liquidou isso tudo. Vamos supor que distribui de dividendo só quinhentas pratas. vai abatendo. É a mesma coisa. ele vai abatendo do valor da execução. ou melhor. O que muda? O artigo 1026 não manda a penhora.000. vai depositar em juízo em favor lá da escola.00 depositou em juízo e acabou. . a escola pode escolher. O artigo 1026 vêm dizendo o seguinte: O credor particular de sócio pode pedir que a penhora recaia sobre as quotas dele na sociedade. Vai demorar quanto tempo para pagar os R$6. vai começar a vender bens da sociedade para liquidar a quota do Leonardo. fazer novos investimentos coisa e tal. ele pode falar. ou vai ou racha. lá no artigo 1026. Dinheiro penhorado o que é pra fazer? Têm que converter todo lucro. não conseguiu a penhora aqui. Aí o credor nunca vai receber. já conseguiu os R$6. está certo é escola. Então é feito o quê? Penhorou para que? A penhora vai ser diferente. vai demorar o maior tempão. Quando tem dividendo.

Esta regra aqui se aplica para toda a sociedade. vai dar só os 5.00? Não.000. que é isto? A sociedade em nome coletivo existia ate agosto de 2003. Inciso primeiro e o segundo fala da prorrogação contratual ou expressa. liquidadas para pagar lá aquela execução.000 quotas. seria prorrogada e o que diz no parágrafo único? Que o credor vai poder requerer a liquidação. mas também pra comandita simples. vai diminuir o que em relação ao Leonardo? A sua participação na sociedade. o que muda em relação à sociedade em nome coletivo? Temos que ir ao artigo 1043. só vai poder requerer se à sociedade for prorrogada tacitamente. E se vender tudo? A parte dele era pequena vendeu tudo o que ele vai fazer? Vai sair da sociedade. entenderam isso? Se a prorrogação for contratual ele tem que gritar em noventa dias. Agora. O credor na sociedade em nome coletiva. ela não pode pelo artigo 1043 requerer a Liquidação. ela foi prorrogada tacitamente. qual vai ser a opção? Quem é que escolhe se vai ser por uma ou por outra via? O credor. É mais ou menos o seguinte: aquela sociedade em nome coletivo. continuou. Então no 1043 não temos a opção. A apuração de haveres é através do patrimônio líquido que terá por base evidentemente o capital social. em juízo ou extrajudicialmente? Vai ser apurado extrajudicialmente. então vai ser liquidado o necessário para pagar. tudo em prol do credor. Parte das quotas que ele tinha vai sendo vendidas. o juízo só intima a sociedade para fazer isto. Agora quanto e o patrimônio liquido? Quem fará isto tudo. aí ela pode requerer a liquidação? . mas com a ressalva que vou fazer. prazo para existência: agosto de 2003. a contar da alteração do contrato. aí o credor vai poder pedir a liquidação? Vai desde que ele grite em noventa dias. de sócio (o Leonardo não pode antes de dissolver-se (da sociedade acaba. Aí o § único diz: só vai poder pedir a liquidação se for houver a prorrogação tácita ou ocorrer à prorrogação expressa. Então. Mas respondendo ao colega.85 O Leonardo tinha uma quota grande. agora teria 400 quotas. não estou falando ainda da regra especial da sociedade em nome coletivo. o que é prorrogação tácita? Chegou o prazo ninguém falou nada. no sentido de extinção) pugnar pela liquidação da quota do devedor. Só estou falando do artigo 1026. para a escola. Mas veja o seguinte. Ele que tinha lá 1. está lá no 1043.00 que é do Leonardo. A opção é dada ao credor então. mas principalmente para a ilimitada. Agora se a prorrogação for tácita. ai chega agora em junho os sócios se reúnem e prorrogam ela até agosto de 2010 e aí ela foi prorrogada ate agosto de 2010.000.000.00. em nome coletivo também. A sociedade vendeu toda à parte dele e mandou para a vara cível. Vendendo toda a parte do Leonardo só deu 5. por exemplo. chegou agosto de 2003 ela não foi dissolvida. por causa disto só resta a receber através dos lucros. o sócio do Leonardo devedor tem ¼ do capital social ele terá qual % do patrimônio liquido? 25%. vai poder escolher. Então ela não pode pedir a Liquidação da quota. A sociedade vai dar mais alguma coisa além de 5. Essa é a exceção. e o que o safado diz? Ele diz assim: o credor particular (a escola).

Pode ser Pessoa física ou jurídica. Então como é que é aplicado o artigo 1043? Tem três formas de aplicar o artigo1043. o artigo está errado. manda aplicar 1026. porque é prazo indeterminado.. ou seja o credor pode requerer a liquidação a qualquer momento. essa interpretação é louca. nos artigos 1045 a 1051. A terceira opção é deles também. está ruim. A segunda interpretação é pior ainda. O que é sociedade comandita simples? Ela é formada por duas categorias de sócios. Tem duas absurdas. três comanditárias três amigas e um comanditado. porque é lá daquele conceito da Justiça Federal. as outras duas são. A primeira categoria temos os comanditados que só podem ser as pessoas físicas.. se ele botar passa a ter responsabilidade SIS. não tem prazo. aí ela não vai precisa requerer. e se administrar o que acontece? Ele passa a ter responsabilidade SIS. Ela utiliza razão social ou denominação? Razão social somente ele o comanditado que pode botar o nome dele lá na razão social. O comanditado ele ganhou . porque a responsabilidade dele é limitada. porque aí o credor deveria aguardar vencer o prazo para pedir a liquidação. Somente os comanditados que podem exercer a administração da sociedade. já está sendo liquidada. Imaginemos quatro sócios aqui. ela faz distinção se é por prazo determinado ou indeterminado? Não faz pelo menos o caput não faz. Ele pode administrar? Quem que responde ilimitadamente é o comanditado. porque ele tem responsabilidade ilimitada.1027. Se for tacitamente vai poder pedir a qualquer momento. Subsidiário fala se não quiser riscar. A primeira é aplicar literalmente. em 90 dias.. Ele pode colocar o nome dele lá na razão social? Pode ou não? Ele o comanditário? Só pode botar o nome lá na razão social quem tem responsabilidade SIS. ele não pode administrar. Só posso pedir a liquidação se esse prazo for prorrogado tacitamente ou contratualmente. 1040. Então restrição do 1043 e só para a sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. aplica as regras gerais do 1026. expressamente. porque se for por prazo indeterminado. eu sou legislador por acaso. SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES O conceito está na lei. rasgar o artigo aplicar o artigo pelo menos interpretando de que só se refere à sociedade em nome coletivo e por prazo determinado. Bem e o comanditário? É aquele que de otário ele não tem nada. ele não pode botar. como é no coletivo por prazo indeterminado jamais a escola poderia pedir a liquidação. Espie apenas um só que é o comanditado com responsabilidade SIS. esta é a melhor interpretação do 1043 realmente. E aí lendo desta forma cuidadosa o artigo 1043 está tratando da sociedade em nome coletivo por prazo determinado ou indeterminado? Se for por prazo indeterminado quando é que a escola vai poder requerer a liquidação? Nunca. com responsabilidade SIS. isso é novidade..86 Pode a qualquer momento. se eles falarem eu não aplico o artigo como é que eu vou aplicar o artigo. posso dizer que não aplico na hora da prova? Não.

Agora vamos inverter: Quatro sócios comanditários e um sócio comanditado. um negócio? Passa um fax lá para o Estados Unidos acha o Leonardo para ele mandar uma procuração específica. pode até mesmo um que era comanditado fazer uma alteração contratual e passar a ser comanditário. Ele esta viajando. se ele administrar ele passa a ter responsabilidade SIS e aí? O Leonardo não vai poder viajar. e aí tem que ser dissolvida a sociedade. vamos preservar a empresa em atividade. o administrador ele não tem responsabilidade pelas obrigações. aí já não é com poderes específicos. o problema e o seguinte: enquanto está procurando um novo comanditado vai ser mais difícil. aqui e para administrar dentro daquele período até arrumar um comanditado. E se não arrumar? Ela tem que ser devolvida.87 um cupom e uma passagem para ficar um mês e quinze dias na costa oeste do Estados Unidos. E se continuar funcionando mesmo assim? Ela passa a funcionar de forma ilegal. Pode esta administração provisória recair sobre comanditário? Pode. O comanditário pode administrar? Não pode. SOCIEDADE DE CAPITAL E INDÚSTRIA Não existe mais. Não vai ser difícil. é possível? Sim. com poderes específicos. vai poder ser nomeado uma pessoa para realizar os negócios urgentes. que pode ser ate um comanditário. bem específico. Ela saiu da sociedade a qual tem comanditados e os comanditários. ou seja. Qual vai ser a responsabilidade deste administrador? Limitada ou Ilimitada? Nenhuma dos dois. com poderes específicos? Não dá para saber. fulana de tal sócia comanditária poderá realizar o contrato com o fornecedor tal e tal no períodos de tanto a tanto ate o valor de X. quatro comanditados e uma comanditária. o comanditado ele pode dar uma procuração. até arrumar um novo candidato. mas aí a lei falou: saiu só um e ainda tem sociedade. E se surgir alguma coisa que não estava prevista. ela quer exercer o direito de retirada alegando quebra da affectio societatis. A sociedade vai ter o prazo também de cento e oitenta dias para arrumar um novo comanditado. quem vai administrar? Vai ter que ser nomeado um administrador provisório. inclusive para o comanditário. mas olhem só: poderes específicos. . vai ter até briga entre eles. porque o comanditário tem responsabilidade limitada. Todos passam a responder ilimitadamente. O problema não é este. Vai parar a empresa? Não. Vou dar outro exemplo: cinco sócios. ele só terá uma responsabilidade se ele agir por dolo ou culpa. ele é o único comanditado. E se der uma procuração com poderes genéricos e ela administrar genericamente? Ela passará a ter responsabilidade ilimitada. É possível. e dar aos demais sócios o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para eles arrumarem um novo sócio comanditário.O comanditado exerceu também o direito de retirada alegando quebra do affectio societatis. para uma pessoa. Isto é comandita simples. vai desenvolvendo a atividade ate arrumar um cara. ou seja.

A primeira crítica é que estes artigos aqui burocratizaram a limitada. A limitada porque ela tinha esta aceitação toda? O que tinha de bom no decreto 3708/19? Primeiro o seguinte em relação as sociedades que nós vimos aqui. Podem ver que é uma evolução lá no coletivo todos estão com a cara na janela. Tem um projeto de lei. então porque tanto adotam a limitada e não adotam a SA? A limitada é melhor do que SA. todos respondem Limitadamente. vantagem dela é que todos os sócios respondem de forma limitada.. Como uma sociedade tipicamente familiar. Antes do novo CC. a segunda grande crítica vem em relação ao nome. vem lá agora sociedade ilimitada..? Burocratizada esta é a primeira grande crítica.Como é a responsabilidade da sociedade ilimitada? Ilimitada. O que é limitada ou ilimitada é a responsabilidade dos sócios. porque agora a limitada esta regulada nos artigos 1052 a 1087 do NCC e tem um projeto revogando estes artigos tramitando no Congresso. agora fazer um estatuto. nela não. para fazer um contrato social. A segunda grande vantagem é o seguinte. agora tem a assembléia geral dos sócios.. tranqüilo. Noventa e oito por cento (98%) das sociedades empresariais registradas na Junta adotam a forma de limitada. Bom. só que esta segunda grande vantagem e aí que vem a primeira crítica. Lá no coletivo todos respondem SIS. evolui e chegamos até aqui. Para que mexer em time que está perdendo? Para que foram revogar o tal amado decreto 3708? De tão amado que 98% das sociedades empresariais adotaram ilimitada pelo decreto 3708/19 ele era bom ou ruim? Excelente. de uma sociedade anônima fica complicado. o nome já induz a um erro esta sociedade ela é limitada? . na comandita o comanditado responde SIS. ela era regulada pelo decreto 3708/19. na limitada ninguém. Imagina a limitada abrir mão. quorum qualificados.88 SOCIEDADE COOPERATIVA É sociedade simples por conta do parágrafo único do artigo 982 do NCC. limitada por limitada sociedade anônima os acionistas também respondem limitadamente. Bom. não lembro. porque é fácil. Na comandita são os comanditados. SOCIEDADE ILIMITADA Que é sociedade ilimitada? Muita coisa pra falar. quoruns para instalação da assembléia. houve uma evolução ela foi criada na Alemanha por volta de 1896 ou 92. conselho fiscal. para tratar a limitada em uma lei especifica. é a que cai na prova. é prejuízo. Então as grandes duas vantagens são estas. porque é muito mais fácil você criar e muito mais fácil você administrar uma limitada e bem fácil sem nenhum demérito mais em tese tem conhecimento jurídico. como é responsabilidade dos sócios na sociedade por corte L ou I? Limitada. mas na prática quem faz um contrato social? Os contadores fazem muito bem..

até o limite de vinte mil reais. então de cem mil. se este capítulo for omisso qual artigo que vai cair na prova mesmo? Importante: Artigo 1. só tem de ativo 60. ato ultravires societatis e Abuso da razão ou denominação social. neste caso ele pode diluir o prejuízo com os demais. mas se o D não pagar. Distribuição de capital social: A cinqüenta mil. é isso e acabou. isto quer dizer o seguinte: se esta sociedade for à falência e não tiver bens suficiente para pagar os credores. Sócio dissidente. ou seja. Em princípio cada sócio responde pela integralização de suas quotas. o B quinze mil. D. O Leonardo integralizou a parte dele (A). agora é aplicar a Simples. Estes credores podem executar os quatro sócios? Até vinte ou até quarenta mil? A integralização social é de cem mil. o D não integralizou. C. mas todos respondem pelo que faltar para a integralização do capital social.000. mas primeiro tem que passar pelos bens da sociedade. por isso ela foi à falência. porque só pode executar os sócios pela parte não intregalizada. Hoje o capítulo das ilimitadas (artigos 1052/1087 do NCC). podem estes credores executar o sócio A? Pode. Mas isso já vimos. dá para executar quanto do sócio A? Vinte mil. mas foi integralizado oitenta mil.053. O sócio D. vou dar exemplos: sociedade de capital social Cem mil. aquele que não integraliza é xingado de sócio remisso. quanto esta integralizado? Oitenta mil. era assim.89 Não ela responde como qualquer outra sociedade. o B integralizou. salvo quando o contrato mandar aplicar expressamente a Lei das S/A. A responsabilidade dos sócios nós já vimos. Quanto falta para integralizar o capital social? Vinte mil.00. esta a exceção. Entenderam a responsabilidade? Vou dar último exemplo. Hoje a sociedade tem de ativo sessenta mil reais só. a responsabilidade está no 1052. e de passivo quatrocentos e trinta mil. Antigamente a regra era aplicar S/A. no artigo 18 do Decreto. legislação supletiva já vimos. essa é a regra. Então aí o conselho de Justiça Federal mais uma vez desce o pau. texto perfeito da Lei. Todos respondem de forma? Solidária. a sociedade há seis anos atrás. Qual é antigamente se o decreto das ilimitadas fosse omisso você procurava solução onde? Mandava aplicar supletivamente a lei da S/A. mas aí divide por três. Como é responsabilidade dos sócios? A responsabilidade é assim. aquele que tem direito de retirada.000. olha sociedade limitada na verdade ela continua com o mesmo nome sociedade por cota de responsabilidade limitada. o C quinze mil e o D vinte mil. tendo os sócios A. A pode entrar com ação contra D. Por quê vinte mil? Porque o que falta para integralizar. continua com o mesmo nome designado no decreto. . Pode executar até quanto? Havia quem sustentava os 40. já falei. Então: Trezentos e setenta mil de passivo. Importante: Só vai poder executar os vinte mil reais. o C integralizou. É claro que se o sócio A pagar vai entrar com a ação de regresso contra o sócio D. Se o capítulo for omisso você vai aplicar como regra a sociedade Simples. for um miserável. B. Limitadamente. falamos aqui. Já vimos várias exceções quanto a responsabilidade limitada dos sócios? Desconsideração da personalidade jurídica. Mas se tiver de dívida no mercado trezentos mil.

parágrafo terceiro. Último tema da Burocratização: Assembléia de reunião de sócios nem tudo o antigo sócio gerente administrador pode decidir. que fala em jornal de grande circulação. Como não? Aí ela vai poder tomar suas deliberações em suas reuniões de sócios. não concordava com nada: temos que sentar. as próximas deliberações aí sim. E se esta sociedade tiver menos de dez sócios? Continua como era antigamente? Não. como exercia este direito de retirada na sociedade por prazo indeterminado. espírito de porco que não assinava. novas reuniões a se realizarem. e não assinava droga nenhuma. a previsão dela tem que esta aonde? No contrato social. Mas hoje em dia não é nada disto. era assim: dez sócios.. entre a data da primeira inserção e da realização da assembléia. As deliberações anteriores você não muda. como é esta reunião? Assembléia vocês sabem que é no 11052. Vou mandar para assinar. aí tem um sócio. E aí mesmo se o majoritário quiser. aplica-se a reunião. Antigamente para haver alteração contratual. falei até que affectio societatis era motivo para retirada . Se é uma sociedade na qual eu participo. tenho 60% ou 90% será convocado? É obrigatória a deliberação em assembléia se a sociedade tiver mais de dez sócios. Acabou aquela facilidade do cara ligar. e de cinco dias para as posteriores. vou fazer o seguinte: uma proposta de alteração e vou ligar para os outros sócios.152. de retirada. aí sim tem aplicação. devendo mediar. AR. alterasse o endereço junto a sociedade. o que tinha que fazer antes para sair? Notifica com antecedência de 60 dias. mudou como é feito isto? Hoje agora é assembléia geral. estamos falando de atos futuros. tal . Eu vou decidir qual será o procedimento e vou ter que especificar isto no contrato. a convocação da reunião tem que ser na forma do artigo 1. Antigamente podia o sócio gerente alterar o contrato social? Não podia. o antigo gerente eu não posso alterar. aí posso exigir . convoca-se por jornal. desde que sócio que representasse mais de mais de 50% deliberava sobre o assunto as cotações. no que couber o disposto para Assembléia de sócios. de lucros.90 direito de retirada por prazo indeterminado. maior burocracia. prazo de antecedência. Antigamente não bastava a decisão dos sócios que representassem mais de 50%. se ele se mudou problema. Esse o contrato não estipular qual é o procedimento? A lei diz como é que vai ser. está lá como que vai ser feita a convocação. ciclano. e a reunião? Não tem previsão na lei. ou seja. Obrigatória como? Como é a Assembléia? O procedimento está no artigo 1152 § 3º: o anúncio de convocação da Assembléia de sócios será publicado por três vezes. o prazo mínimo de oito dias para a primeira convocação. é um gasto tremendo. entra o artigo que tem que adaptar. Concordam com a proposta fulano. era feito com a liberação dos sócios. vou pelo mais simples. mais de 50% do capital social. vou comunicar para todo mundo.. aquela coisa de fazer meio nas coxas. Falei disso quando falei dos direitos de sócios. ao menos. quer dizer. ato jurídico perfeito.. eu sou sócio majoritário. a maioria absoluta. novas assembléias. Não vou deixar minha sociedade ter um gasto publicando em jornal.tal. se no contrato não falasse nada era por decisão da maioria absoluta. coloco lá a convocação será por qualquer meio idôneo: por carta telegrama. Então vai ser possível o entendimento da seguinte forma: se o contrato social não disciplinar. considera-se convocado aquele sócio em que foi expedido para tua residência uma notificação via Ar. conversar. quanto tempo de antecedência. tal.

a regra agora é a maioria simples. aí será terrível. a maioria absoluta para pedir concordata. pela própria essência do ato. se todos deliberarem por escrito.. não para passados.076. como também pode ser dispensada a própria assembléia ou reunião. a maioria dos presentes em assembléia ou reunião.. E mais se contrato não fala como será a reunião será na mesma forma da assembléia. desde que todos os sócios. Neste ponto que vamos ter a diferença. Antes do novo código civil a sociedade limitada era regulada pelo decreto 3708/19.. agora a lei exige ¾ para a mudança do contrato.02/08/2003 CONSELHO FISCAL NA SOCIEDADE LIMITADA É uma inovação do novo código civil a previsão legal de um Conselho fiscal para as sociedades limitadas. então. ou seja. Pode ser dispensada essa publicação o 1... digam por escrito que estão cientes da data da data e da reunião ou da assembléia. . antigamente era tudo com a maioria absoluta e hoje ta tudo lá no 1. 9 ª Aula . Esta previsão está no código civil e. se derem por convocados. Se tiver a assinatura de 90% não pode mandar alteração para a junta comercial? Não pode. pois já temos previsão expressa. Logo. que é para atos futuros.. por uma aplicação analógica da lei de S/A. a doutrina sempre entendeu possível a existência de um Conselho fiscal nas sociedades limitadas. mesmo sem previsão legal expressa. delibera contrariamente. Pode ser dispensada da própria assembléia ou da reunião? Pode. Ele é um órgão de existência facultativa nas sociedades limitadas. depende do que eles querem. desde que todos os sócios deliberem por escrito sobre aquele assunto. Pode-se dispensar dessa formalidade de convocação tanto na assembléia quanto na reunião? Pode. não vai precisar da assembléia no momento tão dispensados da formalidade de convocação. Hoje não é mais necessária a analogia. mais se ela que não concordou deliberar por escrito não tem problema.91 o cumprimento do 1152. Podem ser dispensados. é muito similar à previsão legal da sociedade anônima. mas se existir ele tem que ser composto no mínimo por três membros. não pode. Por causa disto que tem que haver esse negocio de convocação. O Conselho fiscal não é obrigatório nas sociedades limitadas.. nós vamos estudar Conselho fiscal quando tratarmos de S/A. podem.052?Pode. Este decreto não tinha nenhuma previsão sobre o Conselho fiscal das sociedades limitadas. correrá o risco de muita deliberação ser tomada como nula. Devemos saber apenas que é possível o Conselho fiscal na sociedade limitada. do novo CC. nas hipóteses que acabei de mencionar. depende da disposição dos sócios. mas mesmo naquela época a doutrina e a jurisprudência tinham o entendimento que era possível existir um Conselho fiscal das sociedades limitadas. por isso a formalidade aí é essencial. pois eram aplicadas supletivamente as regras das sociedades anônimas. aí tem que convencer o espírito de porco. e por último. maioria absoluta para nomear administrador. para dispensar a assembléia ou a reunião todos tem que deliberar por escrito. vai que na assembléia consegue convencer a galera. mas deliberou por escrito. aí tá a solução da lavoura. outra salvação da lavoura. e como a regra a regra agora não é a maioria absoluta. pra que consegue convencer. não pode. sócios ou não. não precisa concordar todo mundo não. porque não se obedeceu a forma prevista na lei.

Então. mas a regra agora é que o administrador seja nomeado através de um ato separado. O contrato social não vai designar administrador. e aqui na sociedade limitada agora também não vai precisar. mas a lei não diz. hoje existe administradores. Foi aproximada mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. Hoje. mas junto deste contrato social vai vir um ato designando um administrador. A lei não diz o nome deste ato separado. O diretor da sociedade anônima tem que ser acionista? Importante: Não. Era uma complicação muito grande. no momento da prova pode-se perfeitamente escrever ato separado. Daqueles 4 sócios ninguém quer trabalhar no restaurante. É a única diferença. e este delegava os poderes a um estranho. hoje não. Ex: Somos 4 sócios.92 Antigamente. antes do novo código civil. mas. nomeava-se um administrador. com o novo código civil. tinha que ter previsão no contrato e etc. Antigamente havia os sócios gerentes. Analisando o contrato social. ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA Aqui houve uma grande modificação. O Conselho fiscal será estudado mais detalhadamente mais adiante. Hoje. então. mas não tem dinheiro para ser sócia. Como é que se descobria antigamente quem era o sócio gerente? (hoje administrador). É igual na S/A. e ninguém entende nada de restaurante. a doutrina entendia que poderia ter Conselho fiscal mesmo sem previsão legal. A lei encampou a doutrina com essa pequena distinção. Isto. Chegava na Junta comercial e verificava no contrato social quem administrava a sociedade. um sócio gerente. a regra é que o administrador não seja nomeado no contrato social. mas os seus integrantes não precisam ser necessariamente sócios. Antigamente poderia nomear um gerente não sócio? Não. Ele pode? Pode. Importante: O administrador hoje (inovação) pode ser nomeado tanto no contrato social como pode ser nomeado através de um ato separado (isto é inovação). com aquela tendência de se aproximar à sociedade limitada da sociedade anônima. Antigamente nomeava-se um sócio e esse sócio poderia até delegar o seu poder. mas colocou que os membros do conselho fiscal não precisam ser sócios. A irmã de um dos sócios sabe tudo sobre restaurante. quando não havia previsão legal. um ato separado. tinha que ter autorização de outro sócio. acabou esta burocracia. nesta o administrador vai ser nomeado em ato separado (ou termo de posse) junto à Assembléia geral. pode-se nomear direto um administrador não sócio. o correto agora é falar tão somente . gerente agora é empregado. aproximou mais uma vez a sociedade limitada da sociedade anônima. nós sabemos que lá fora vai ser chamado de Termo de posse. mas os seus membros deveriam ser sócios. o professor Fran Martins era de uma corrente no sentido de que era possível até ter o Conselho fiscal nas sociedades limitadas. A única diferença da lei para aquela posição majoritária da doutrina é que hoje é possível o Conselho fiscal. Por isso que é errado ficar falando sócio gerente e sócio administrador. e tem que ser levado na Junta comercial para que seja de conhecimento de todos. tem carteira assinada. O novo código civil encampou essa corrente.

Ele não fala no quorum para destituição. ele não sócio. Realmente se fizermos uma leitura do capítulo que vai do artigo 1051 ao 1087 não fala nada. A lei está empurrando mesmo para uma nova solução. nas duas soluções . caso você aplique supletivamente uma lei ou a outra. jamais vamos falar sócio gerente ou sócio administrador. Na sociedade simples somente pessoas físicas podem ser administradoras. Neste caso não tem este negócio de capital integralizado ou não e nomeado no contrato social. ele diz que não há proibição expressa. Isto porque tem que ter a decisão de pelo menos 2/3 para tirar ele de lá. Eu (professor) acredito que nomeação seja maioria simples (opinião pessoal. para colocar e tirar um sócio como administrador pelo contrato social. De acordo com o artigo 1060. Ex: Se um sócio nesta sociedade for nomeado administrador. artigo 1076. Caso seja através de ato separado. Para o sócio tem quorum para nomeação e para destituição. depende da maioria absoluta. então. é a maioria absoluta. Destituição do administrador sócio. em regra. O 1071 está no inciso III . ou seja. seja ele sócio. porque ele pode ser sócio ou não. quando o capítulo das sociedades limitadas é omisso. caso o capital esteja integralizado a decisão é de 2/3. Então. Importante: Destituição dos administradores não sócios. No 1076 vem escrito: “Pelos votos correspondentes a mais da metade do capital social”. para o não sócio não tem. depende da decisão da unanimidade. para tirar ele de lá só com “reza”. se for nomeado em ato separado. Ela pode ser nomeada administradora?( Ex: tem 80% das quotas) O professor Fábio Ulhoa Coelho começa devagar. inciso III. Basicamente todos os quoruns estão previstos lá no artigo 1076. Decisão da maioria absoluta. não é previsão legal) ou no máximo. logo. Se for o sócio. não tem problema. vamos falar apenas em administrador. pois ele pode ser sócio como pode não ser sócio. Pelo 1076 inciso II c/c 1071 inciso III. Caso o sócio seja nomeado administrador no contrato social. ele fala no quorum para nomeação. é um quorum elevadíssimo. como ele não faz distinção. Esse quorum que está previsto na lei é para nomeação. inciso II c/c 1071. a maioria absoluta. Pode uma pessoa jurídica ser sócia? Pode. O não sócio para ser nomeado administrador tem que ter autorização do contrato. aplica-se às regras da sociedade simples. mas este está lá no artigo 1060 e 1061. Caso esteja integralizado depende da decisão de 2/3. depende da decisão de 2/3. podemos até aplicar por analogia. Por quê inciso II? Neste caso temos que ir no artigo 1071. se estiver designado no contrato social será 2/3. Agora. mais de 50%. então. é um quorum que não está previsto lá no artigo 1076. só por decisão de 2/3. ele pode ter sido nomeado através do contrato ou em ato separado.93 administrador. Foram os dois entendimentos com base no artigo 1076 incisos II e III. se for no contrato social será 2/3. é possível que seja a maioria absoluta. é a maioria absoluta. não tem jeito. Mas em regra. E caso aplique subsidiariamente a lei de S/A? Na lei de S/A a pessoa jurídica também não pode ser administradora. se ele não estiver designado no contrato é maioria absoluta. é o quorum previsto no artigo 1061. Caso seja sócio em ato separado. Não sócio se o capital não estiver integralizado. Se ele tiver 35% das quotas ele não sai jamais. e se o capital social não estiver integralizado depende da decisão da unanimidade. ou seja. agora.

somente pessoa física pode ser administradora). que envolve pessoas. Logo. nós vamos para a legislação supletiva. porque o abuso da razão social ou da denominação. É lá na justiça do trabalho. Existem duas previsões legais no CTN a respeito da matéria. Todos os sócios que aprovarem ficam responsáveis pelos prejuízos decorrentes desse ato ilegal de forma ilimitada. ou seja. basta a insuficiência patrimonial da sociedade para você atacar o bem patrimonial. no momento da prova é diferente. e eu estou falando em deliberação de sócios. Na prática vem a execução fiscal e penhora logo o bem dos sócios administradores. Este ato que foi aprovado por 3 sócios é contrário à lei ou contrário ao contrato social. quando eles respondem ilimitadamente? Já foi visto muitos casos. esse é o entendimento amplamente dominante. pois se o capítulo é omisso. Este artigo diz que os sócios de uma sociedade limitada ficam responsáveis pelos débitos previdenciários. nós falamos em atos dos administradores. Outra hipótese: São os débitos tributários. Mas ato contrário à lei não é abuso da razão social? Não. a exceção. Outra hipótese: Abuso da razão social da denominação. Já foi tratado que a responsabilidade do sócio é limitada. mas os 3 sócios que aprovaram ficam responsáveis ilimitadamente. O artigo diz que os sócio que aprovarem a deliberação contrária à lei ou contrária ao contrato social respondem de forma ilimitada. É o artigo 13 da lei 8620. limitada à integralização do capital social. aí incluído as sociedades limitadas (Que nós já vimos que em regra ela é de pessoas). Outra hipótese: INSS – Dívidas perante o INSS. o Fábio Ulhoa diz que quem vai responder isto é a jurisprudência e a doutrina a partir de agora (Não tem como decidir de outra forma. mas que está na lei. Nós vamos fazer uma rápida previsão das hipóteses em que a responsabilidade vai ser ilimitada. Quais são as exceções. basta a sociedade não ter dinheiro para pagar que eles mandam penhorar os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). A regra é que os sócios respondam limitadamente. só a pessoa física pode ser administradora. A primeira previsão é a seguinte: Toda sociedade de pessoas. Os dois sócios que não aprovaram o ato não ficarão responsáveis. Com isto verificamos que não há porque ter dúvida. Outra hipótese: Artigo 1080 do novo código civil. Tem um artigo altamente questionado. Ex: Quando o sócio pratica um ato ultravires societatis . O fundamento é a simples insuficiência patrimonial. O Fábio Ulhoa Coelho não diz que a pessoa que a Pessoa Jurídica pode ser. Outra hipótese: Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Seria uma teoria da desconsideração menor também. Ex: Suponhamos que tenha 5 sócios. a doutrina e a jurisprudência entenderam como qualquer . as sociedades contratuais. Mas neste caso tem que ser administrador. Outra hipótese: Vimos esta hipótese como teoria da desconsideração menor. Porém. é o que está bem claro no artigo 1080 do novo código civil. ou seja. e as duas legislações supletivas dizem que somente a pessoa física pode ser administradora. dos quais 3 aprovaram e 2 não aprovaram. no momento da prova não é assim que deve ser respondido. Os sócios respondem quando a sociedade não tem condições de pagar seus tributos ? Na prática responde.94 somente pessoa física pode ser administradora.

Inciso III – “Os diretores. Essa é uma liquidação irregular. Quando essas sociedades têm débitos tributários e elas são liquidadas. também considerada pela jurisprudência. isto é considerado uma baixa irregular. acabou. a lei nem discute. mas ainda não foi feito o lançamento. Daí então vai para o caput. os sócios respondem como substitutos tributários. Isto está no artigo 134 inciso VII do CTN. inciso III do CTN (Leia 1º o inciso e depois o caput. já tem o fato gerador. passam 5 ou 10 anos e você não informa à receita federal. Então é automático isto? Não. O imóvel era de aluguel e você já devolveu e não tem mais nada. então. Então. Mas você só pode responder assim se o examinador disser que ele agiu conforme a lei e conforme o ato constitutivo. mas na verdade não existe mais aquele seu ponto comercial. Ele deliberadamente pára de pagar os tributos para pagar outros credores não privilegiados. A lei fala de pessoas. mas que são fornecedores. A segunda previsão é o artigo 135. são os tributos. inciso VII não se aplica às sociedades institucionais. ele não paga. Isto quando perguntar em tese. comandita simples. Neste caso todos os sócios respondem como substitutos tributários. OBS: Existem duas formas de liquidação irregular. é aquela que os sócios vão lá na Junta comercial e dão baixa. Todos eles respondem. Por que está dizendo em tese? E está falando que na prática é diferente? A primeira coisa que o administrador manda parar de pagar quando o dinheiro está pouco. Só quando o fisco consegue provar que o administrador agiu com excesso de poderes. Existe uma outra forma de liquidação irregular. não vai ser pago. mas a jurisprudência entendeu como sociedades contratuais. mesmo aquele que tiver 1% na sociedade. pois não foi dada a baixa. ou seja. mas nem todas as CNDs são fidedignas. nem de comandita por ação. mas todos os sócios respondem de forma ilimitada na liquidação irregular. assim fica mais fácil). excesso de poderes é ato contrário à lei ou ato contrário ao contrato social ou estatuto. Na liquidação irregular. fechou as portas. se elas não pagaram os débitos tributários. aquelas que tem por ato constitutivo o estatuto. o imposto não acabou não. mas essa baixa que foi dada não foi uma baixa regular. vai ficar por isto mesmo. “Respondem pelos débitos tributários da sociedade quando agirem com excesso de poder”. para que seja dividido o prejuízo. O artigo 134 não se aplica a sociedade anônima e a comandita por ações. pois para dar baixa você tem que apresentar CND. Aquele que tem 1% pode até pagar tudo e depois ele entra com uma ação de regresso face aos demais sócios. Aí você pode dizer: Mas isto não dá. O que é excesso de poderes? È quando ele pratica ato contrário à lei ou ao ato constitutivo (Contrato social ou estatuto). mas com um bocado de débito tributário. A responsabilidade é de todos os sócios de sociedades contratuais. e pela lei quem tem . estamos falando de sociedade limitada. Essa disposição do artigo 134. sociedade em nome coletivo. Neste caso. Isto é. Na prática é. e o sujeito sabendo disso vai lá e pega a CND apresenta e dá baixa. Ex: Você não dá baixa na Junta comercial. Caso o administrador agir dentro da lei e na conformidade do seu estatuto.95 sociedade contratual. os administradores ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado”. às vezes o débito tributário ainda não foi lançado. mas no momento de se fazer a prova não pode responder assim. Esta é a mais comum. e a sociedade não tiver condições de pagar o tributo. Ex: Não estamos falando agora de S/A.

mas ontologicamente. aquela certidão da dívida ativa em nome da sociedade vale também contra o sócio. também se aplica isto para a sociedade anônima. é ele que está sendo executado também. O que o juiz faz? Manda recair a penhora sobre os bens dos administradores (Antigos sócios gerentes). e não embargo de terceiro. a jurisprudência e a doutrina já entenderam que embora formalmente ela seja extraída em nome da sociedade. e. sociedade institucional. Na execução fiscal contra a sociedade. O sócio para se defender vai agir como? A execução é contra a sociedade. E é aquilo que é o título executivo. no entanto. Este ato de deliberadamente não pagar o fisco já é um ato contrário à lei tributária. . Na prática todo mundo viola a lei. substancialmente é contra ela e contra os administradores que agiram com excesso de poderes. Na verdade aquela execução formalmente é contra a sociedade. Esta certidão. na forma do artigo 135. Mas o sócio não é terceiro? Existe um fenômeno chamado substituição processual substancial (Liebman).96 preferência são os empregados e o fisco (A fazenda). então. isto já é excesso de poderes. Não foram encontrados bens suficientes para pagar. Tem que ser extraído uma nova certidão da dívida ativa em nome do sócio? Não. a certidão da dívida ativa foi extraída em nome de quem? Da sociedade. e não interesse alheio. Aquele título executivo. fundamento da execução fiscal. portanto. ele está defendendo interesse próprio. eles ficam também como responsáveis tributários. solidários. eles aplicam lá o Princípio da fungibilidade. inciso III do CTN. para a comandita por ações. Ele vai entra com embargo do devedor ou com embargo de terceiro? Tanto faz. o sujeito pára de pagar justamente o fisco e paga outros credores. por força de lei os sócios que agirem com excesso de poderes. é qualquer pessoa jurídica de direito privado que aplica a regra do artigo 135. não é necessário extrair uma nova certidão da dívida ativa. Este caso é com certeza substituição processual substancial. sem título não tem execução. se é ele que está sendo executado é embargo do devedor. Mas o título executivo é contra a sociedade. na verdade não há problema nenhum. porque a própria lei já diz que ele responde por isso quando ele age com excesso de poderes e tudo mais. então ele já responde ilimitadamente. inciso III do CTN e tem os artigos da lei de execução fiscal. e a jurisprudência já está cansada de saber disso. quer dizer. então. não fala sociedade contratual. não tem título contra o sócio e. Está executando a sociedade x bebidas limitada. porque ela fala “Representante de pessoas jurídicas de direito privado”. a penhora é recaída à mercedes dele (contra ele). O correto é embargo do devedor. esta já está sendo violada. Vejam neste caso que ele é aplicado tanto para as sociedades contratuais como para as sociedades institucionais. e se violou a lei.

e portanto. a atividade dela não importa. É uma sociedade cujo capital social é dividido em partes. A legislação aplicável para as sociedades anônimas é a lei 6404/76. Foi uma das questões da prova da magistratura. o lucro é direito essencial dos sócios. é a forma. Isto não importa. Por isso que a cooperativa não está sujeito à falência nunca. mas. Poder não pode. porque cooperativa independentemente da atividade dela. tem termos técnicos. que é a lei 10303 de 31-10-2001 (Só entrou em vigor em 2002). Em 1997. nós vamos passar uma visão panorâmica para quando examinarmos a lei. e tal. possamos ter uma maior facilidade. Na verdade você teria que saber que essa Companhia era sociedade anônima. uma linguagem complexa. Prevaleça a forma e não a substância. Ex: Banco. ela sempre será sociedade empresarial. e tal. Tem algum outro caso? Tem. Ela vai ser sempre tratada como uma sociedade de natureza simples. a sociedade anônima independentemente da sua atividade. A pergunta da prova foi: Qual é a natureza da sociedade beneficente dos velhinhos? Não era filantropia. logo. Ela é empresarial? Não. não pode ser sociedade anônima a sociedade beneficente. A forma dela prevalece sobre a substância.. . é uma das hipóteses em que o que prevalece não é a substância.97 SOCIEDADES ANÔNIMAS Consideração inicial: Caso em algum concurso venha a cair alguma questão sobre sociedade anônima. pode ser até uma cooperativa de crédito. Não vai ser desmiuçado passo a passo. parágrafo único do novo código civil. já que o governador colocou como Companhia beneficente dos velhinhos de Jacarepaguá. Ela foi profundamente modificada em duas ocasiões. não tem com fugir da lei. só que é diametralmente oposto. A cooperativa tem sempre natureza simples (Civil antigamente). e se é S/A ela é uma sociedade empresarial. Então. então. ela sempre será tratada como uma sociedade empresarial.. ela é empresarial. Na forma da lei de S/A e na forma do artigo 982. Às vezes a leitura da lei é “pesada”. visa o lucro. a resposta vai estar na lei. Os titulares dessas ações recebem a denominação de acionistas. as cooperativas. A companhia beneficente dos velhinhos de jacarepaguá. e também temos outra lei modificadora. Isto que deveria ter sido feito na prova. com responsabilidade limitada a sua parte. vai ser focado nas modificações da lei 10303/01. Ah! Mas era sociedade beneficente. era empresarial. Ah! Mas ela é empresarial. representada por ações. não interessa qual é a atividade que ela está exercendo. o que prevalece é a forma. e. O conceito de sociedade anônima está na lei 6404 e também em qualquer doutrina.

O valor de venda é o chamado valor de emissão. 11. Vai ser aplicado o novo código civil ou a lei de S/A? Em regra você vai aplicar alei de S/A primeiro. . Pelo novo código civil tem que ter o objeto social. Ex: A cotação está em 15 reais. Neste ponto o novo Código Civil. Eu tenho que pagar quanto? A responsabilidade é limitada ao que? A integralização é de 10. A Companhia não vai se preocupar por quanto X vendeu a ação para Y. Suponhamos que eu comprei essa ação. Ex: Agora não pode vir: “Eifel S/A. o valor econômico (É com base em projeções futuras) é 14. O que é integralização? Ex: A S/A está vendendo suas ações. 1160) foi específico ou foi genérico? Específico. Não importa os valores. pelo valor de 100 reais para integralizar em 4 vezes. O artigo 3º da lei de S/A e o artigo 1160 do Código Civil. mas antes de pagar a 3a. Ex: No balanço o valor das ações é 10. isto porque a denominação tem que ser designativa do objeto social. A sua responsabilidade. a responsabilidade é pelo preço de emissão. NOME EMPRESARIAL O nome empresarial da sociedade anônima está regulado no artigo 3º da lei de S/A e também no artigo 1160 do novo código civil. A responsabilidade dos acionistas é limitada a integralização do preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. ela não quer saber por qual valor foi vendido de X para Y. e te vende por 13. X pagou a 1a a 2a. Eu emiti essas ações de mercado. X pode ter vendido por 2 mil reais para Y. a Companhia quer é receber os 100 reais. são quase a mesma coisa. há pouca mudança. o valor de mercado (É o que está na bolsa de valores) é 13. foi específico. agora tem que vir: “Eifel Construtora S/A”. você sempre tem que pagar o que te ofereceram. ela não consegue vender a 15. e X comprou tais ações.”. a responsabilidade dos acionistas é pela integralização do valor de emissão das ações subscritas ou adquiridas. porque é a lei especial. O que importa é o valor de venda. que são duas parcelas de 25. quer dizer. Você tem que saber apenas que é o valor de emissão. O artigo 1160 diz que: “A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social”. pelo artigo 1160 é obrigatória a denominação designativa do objeto social. o valor de venda é 12. 12. 13 ou 14? Não importa o valor. não interessa. X resolveu vender a ação para Y. Porém. O novo código civil nesse ponto (art. Então nesse ponto vai ser aplicado o artigo 3º da lei de S/A ou o artigo 1160 do novo código civil? O artigo 1160 do novo código civil. e já recebeu 50. O Y vai ter que pagar mais 50. mas te venderam por 12 reais. O valor de balanço pode ser 200 reais.98 RESPONSABILIDADE Como é a responsabilidade dos acionistas? A responsabilidade dos acionistas é limitada. Y tem apenas que integralizar o que falta. que é o restante que falta à Companhia. Na face o valor nominal é 11.

não pode vir é no final do nome. É assim que é a denominação da sociedade anônima. Antigamente era Companhia de capital aberto e Companhia de capital fechado. por extenso ou abreviadamente. e o artigo 3º da lei de S/A continua dizendo que: Companhia não pode vir no final. . Importante: Pelo artigo 3º você pode substituir. Nome fantasia (ex: eifel) + ramo da atividade (construtora) + sociedade anônima (Põe extenso ou abreviado). Não só ações. Eu quero que você (CVN) me autorize a negociar meus papéis no mercado. você pode substituir a expressão “S/A” pela expressão “COMPANHIA”. é fixo. e pelo artigo 3º da lei de sociedade anônima não pode.. Esta observação que tem na lei de S/A não tem no novo código civil. É só somar os dois textos. “A expressão Companhia substitui a expressão sociedade anônima”. Não é muito técnico falar em Companhia de capital aberto ou fechado. É você juntar os dois artigos. Ex: Eifel Construtora S/A. o art 1160 pára por aí. debêntures e etc. Hoje pode ou não pode ser Eifel construtora companhia? Pelo artigo 1160 do novo código civil pode. Na verdade capital não é questão de aberto ou fechado. que é: A denominação tem que constar o objeto social. Então juntando os dois artigos você vai concluir que tem que ter o objeto social e que o “Companhia” só podendo estar no início ou no meio do nome. só que o artigo 1160 acrescenta uma coisa.. não vai ser riscado nada. pode vir também Eifel Companhia Construtora. não vai dar preferência nem para um e nem para outro. e juntando os dois o texto é o mesmo. Ex: Companhia Eifel Construtora. o capital é um valor só. pode substituir desde que Companhia venha no início ou no meio do nome. Mas não é a mesma coisa que está no artigo 3º da lei de S/A? Só que na lei de S/A tem uma vírgula que diz:”. a lei veio e modificou. O entendimento mais plausível é você fazer uma interpretação sistemática. não é aberto ou fechado. Companhia no início ou no meio do nome”. O artigo 1160 do novo código civil diz:”A sociedade anônima opera sob denominação designativa de objeto social (Ramo da atividade) integrada (Quer dizer que pode ser em qualquer local) pela expressões sociedade anônima ou Companhia. Com isso aqui não é necessária a expressão “sociedade anônima”. mas o objeto social agora é obrigatório. Mas aí vem tanto o artigo 3º quanto o artigo 1160. O que é companhia aberta? Companhia aberta é aquela que chegou para a CVN (É uma super autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda) e diz que quer ser uma Companhia aberta. COMPANIA ABERTA e COMPANIA FECHADA A expressão Companhia aberta e Companhia fechada vieram da lei 10303/01.. porém não faz aquela restrição que não pode vir no final. A ordem dos fatores não altera o produto. só pode vir no início ou no meio.99 Importante: A denominação da S/A (Nome fantasia) + o ramo da atividade (É obrigatório) + o tipo societário (Que é a sociedade anônima). O artigo 1160 fala a mesma coisa. É a expressão S/A por extenso ou abreviada. Eu quero que você me autorize buscar recursos no mercado. mas ações. Somando os dois textos você vai concluir que o “Companhia” continua não podendo vir ao final.

mas o acionista controlador vai quere compra-las por um preço baixo. É igual à por quotas limitadas. Ex: Você compra um carro. ela não quer mais que suas ações sejam negociadas no mercado de valor. Ele vai comprando e vai aumentando a participação dele até se tornar majoritário. Vai ter que fazer uma oferta pública para comprar todas as ações que estão no mercado. você já não podia pedir para o seu gerente (O banco) vendê-la lá no mercado de valores para você. Depois de certo tempo (4 anos) eu chego para a CVN e peço o cancelamento dessa autorização para vender os papéis no mercado. . Dada essa autorização a Companhia se torna Companhia aberta. E se não tem tanta liquidez o preço dela cai. ela não tem os papéis negociados no mercado. torná-la Companhia fechada. É a mesma coisa com a Companhia. Se o preço dela despenca. e vai ser pedida a autorização. O fato de ser aberta ou fechada não que dizer que uma é melhor do que a outra. Vendo isto o que a nova lei fez? Acabou com isso. Na CVN vai ter um procedimento administrativo. a Companhia ou o controlador vai ter que fazer a chamada oferta pública. você não vende a por quotas limitadas na bolsa de valores. ninguém vai querer comprar aquelas ações. Será um valor justo segundo a lei. a Companhia vai se tornar fechada mesmo assim. Se ela tiver autorização e mesmo que ela nunca tenha vendido uma ação no mercado. Fica muito mais difícil transformar aquela ação em dinheiro. Numa Companhia fechada aquela ação não tem tanta liquidez. se é uma Companhia aberta. aquela ação parava de circular no mercado. e antigamente a CVN cancelava aquela autorização. são apenas estratégias mercadológicas. ela é uma Companhia aberta. Agora. Dois anos depois a Fiat tira o carro de linha. por exemplo 3 anos. Depois de um certo tempo então. OBS: Quando a Companhia é aberta. para cancelar essa autorização. ou seja. para ela tornar-se fechada. ele pede a autorização a CVN para se tornar Companhia aberta. A obrigação da Companhia ou do controlador é apenas fazer a oferta. eu estou criando uma Companhia e estou pedindo para a CVN para vender ações no mercado. O que é companhia fechada? Companhia fechada é aquela que não tem essa autorização. a Companhia quer se tornar fechada. O acionista majoritário que é ele mesmo vai aprovar essa deliberação. pois já tem a potencialidade mercado. se você quisesse vender. Neste caso o carro que você comprou vai ser desvalorizado. Para vendê-la agora você teria que vendê-la “de boca” para um amigo ou outra pessoa que se interessasse. ou seja. Isto é uma verdadeira sacanagem. e como tal ela já passa a sofrer uma rígida fiscalização da CVN. e se o preço cai com certeza que o acionista controlador vai querer compralas (Praticamente foi ele quem aprovou na deliberação o pedido de cancelamento de Companhia aberta). Para ser Companhia aberta basta ter autorização da CVN. um lançamento da Fiat. ela tem muito mais liquidez. O valor dessa oferta pública por ação é o valor fixado segundo o cálculo previsto em lei. Caso haja pessoas que não queiram vender suas ações por um motivo ou por outro não tem problema.100 As Companhias abertas são aquelas que tem autorização para negociar seus papéis no mercado. não capta dinheiro no mercado. para que aí possa fechar a Companhia.

abertura de capital. aberta. sobre o estudo do cia. O acionista controlador resolve então tomar as ações. sacrifica-se o interesse menor. Quem fez a lei de S/A não foram os advogados. logo. Essa segunda posição eles têm razão no que falam. depende do consentimento da unanimidade dos acionistas. é o chamado resgate compulsório. cia. Essa segundo posição é de autores como Roberto Carvalhosa que é um especialista em S/A e também dos economistas. Verifica-se quanto pagou por cada ação dos acionistas que não querem vender e deposita essa quantia num banco a disposição deles. o interesse da sociedade. uma vez depositado aí tomou as ações deles. Quando tem esse pequeno número de acionistas é como se fosse “uma pedra no sapato” da Companhia. a massa. O professor entende que essa disposição é inconstitucional. que é a dos pequenos acionistas. e constatou que elas representam menos de 5%. pois ele reverteu à propriedade em seu favor por interesses privado. porque a Constituição diz que ninguém pode ser desapossado de seus bens sem o devido processo legal. Então para prestigiar o todo. Uma transformação depende da unanimidade. A retenção de todo o lucro para poder aplica-lo num investimento. Caso fosse prova da Defensoria Pública seria mais sensato você defender a primeira posição. algumas deliberações que interessam à Companhia ficariam dependendo da aquiescência de um pequeno número de acionistas. a teoria da preservação da empresa. No momento da prova você deve sustentar as duas posições. quer dizer. fechamento de capital. que é sociedade anônima (Amaris Borba e Roberto Carvalhosa). o interesse insignificante dentro do conjunto econômico (Menos de 5%). 10 ª Aula – 16/08/2003 Sociedades (continuação) Estávamos falando sobre as sociedades. foram economistas. porque ela vai ter que correr. e vai ter que sempre dar satisfação àquele grupo reduzido de acionistas. uma expropriação privada. e de repente chega no momento da votação e eles dizem que não querem.101 Vamos supor que o controlador tenha feito as contas. deixando de lado um pouco essa visão jurídica. É convocada uma Assembléia geral. Eles se preocuparam exclusivamente com a visão econômica. O entendimento dos especialistas na matéria. Entende que isso viola o direito de propriedade. por isso que às vezes tem essas controversas. então volta nas casas das pessoas e pergunta novamente se elas não querem vender mesmo as ações. O controlador diz que vai comprar essas ações mesmo assim. sacrifica o interesse desses acionistas que vão ser colocados para fora do quadro. Quem manda na Assembléia geral é quem tem mais votos (Quem tem mais votos é o acionista controlador). fechada. Algumas deliberações dependem da unanimidade dos acionistas. O professor vê nisto uma desapropriação privada. e elas dizem que não. é o resgate sem a anuência dos acionistas antigos. . aliás.

000. Mas ela chegou com R$200. está sempre sujeita à falência.00 (cem milhões).000. qual seja. E o que mais precisamos saber? Vamos falar sobre o aumento e diminuição do capital social.000. O lucro efetivo foi de R$80. No final do ano. Sabe o que esta Lei 9249/95 fez? Esta lei proibiu a correção monetária nas demonstrações financeiras e proibindo a correção monetária. de Capital Autorizado. pergunta-se: Esta Cia teve lucro ou não? Teve alguma coisa para tributar? A resposta é negativa.000. Sabemos disto tudo. Há uma pressão enorme dos empresários sobre este assunto.000. pois surgiu uma através da Medida Provisória que se transformou na Lei 9249/95.000.00 (duzentos milhões). ela vai está aqui: Cia.000. portanto. Esta Cia que se iniciou com o capital de R$100.000. Uma coisa nós sabemos: Aumentando o de capital social da sociedade é bom ou ruim para os credores de uma sociedade? Isto é bom.000.00 (cem milhões).00 (oitenta milhões de reais) e o governo está tributando em cima de R$100. e nós vamos tratar aqui de quatro formas de se aumentar o capital social. sabemos que temos uma lei de 31/10/2001 que modificou a lei das sociedades anônimas.000. Nós vamos começar pela correção monetária. ação de repetição de indébito.000. . ou seja. é tranquilíssimo o aumento de capital social. Qual a margem que vai incidir a tributação? A margem da tributação vai incidir em R$100. 31/12/2002 esta Cia estava lá com o patrimônio líquido de R$200.000. Aumento de capital social Mas existem várias formas de se aumentar o capital social de uma cia. não é? O negócio está indo bem? Já que é bom para todo mundo.102 Sabemos que toda a sociedade anônima de capital é empresária.000. a tributação tem que incidir em cima de quanto? A tributação deve recair em cima do valor menos a inflação do período. não há burocracia. O professor como membro do Ministério Público procurou jurisprudências sobre o assunto e recentemente conseguiu uma decisão do STJ reconhecendo que isto é uma sacanagem que o Governo fez e desde 1995 está assim.000.00 (cem milhões) chega no final do ano com R$120. Este cálculo está errado porque devemos verificar qual foi à inflação do período. Isto até 1994.00 (cem milhões de reais) e isto foi ótimo para alguns advogados que tem a grande chance de se tornarem ricos através da ação milionária. Assim o Governo está tributando sobre a própria inflação. não teve lucro e não teria nada a tributar. Vamos imaginar 20% de inflação do ano.00 (cento e vinte milhões).00 (duzentos milhões).000. logo. Vou dar um exemplo aqui e vocês vão me dizer o que é certo e o que é errado: Criamos uma Cia em 01/012002 e o capital social dele iniciou-se com o capital de R$100. Houve lucro de R$ 100.000.000.00 (cem milhões de reais)? Não.000. sabemos da legislação precária. vai se aumentar à margem de tributação. sobre o lucro fictício.

o artigo 167 da S/A está sem eficácia. E lá estão previstas as condições. aberta e Cia. A boa oportunidade de ganhar dinheiro vai acabar porque com a reforma tributária vai voltar a correção monetária sobre as demonstrações financeiras.000. os antigos acionistas vão ter ou não direito de preferência a elas.000.000.00 (três milhões de reais) vão estar representados em tantas ações ordinárias. Como é a Cia de Capital Autorizado? Muitas pessoas pensam. podem ter ou não capital autorizado.000. um capital de R$5.000.00 (cinco milhões de reais) vez que ela não está em pleno funcionamento.00 (dois milhões de reais) e uma cláusula dizendo: “Desde logo está autorizado o aumento do capital em mais de R$3. Aberta quanto a Cia.000.000.000. estes R$3.00 (dois milhões de reais) e chegar daqui a cinco anos alterar o estatuto e aumentar o capital social para R$5.000. em tantas ações preferenciais das classes tais e tais e tais. fechada. que se trata de outra espécie de sociedade anônima. por exemplo.000. mas não é nada disto. ser de um exercício consecutivo. mas em razão desta Lei 9249/95.000. Eu coloquei R$200. para vocês analisarem e terem uma idéia de que isto faz diferença.00 (dois milhões de reais) e que demora a Cia pegar o embalo e não há necessidade de pegar os R$5. Tanto a Cia. Segunda modalidade de aumentar o capital social.000. pois poderia ser de dez. sem aplicação e sob o ponto de vista empresarial é uma monstruosidade jurídica a Lei 9249/95.000. Daí os empresários estarem loucos que voltem a regra do artigo167 da S/A a fim de corrigir monetariamente o capital e com isto diminuir a margem de tributação. Hoje nós sabemos que só temos R$2. para aqueles que nunca leram a lei de S/A.000. estou dando um exemplo. demora um pouquinho a embalar. por exemplo.00 (cinco milhões de reais). Fechada.000. . Como se faz? Nós poderíamos montar a Cia com o capital de R$2. o órgão responsável a autorizar este aumento será o Conselho de Administração ou pode deixar a Assembléia Geral mesmo. porque se trata de questão nova e agora que está chegando ao STJ.00 (cinco milhões de reais).000. iria dar uma maior burocracia. As espécies de sociedade anônima são: # Cia. Como é que isto? Vamos montar uma Cia.00 (três milhões de reais) desde que estejam preenchidas as seguintes condições”.00 (duzentos milhões). Este aumento só pode ocorrer depois que a Cia der lucro por quatro exercícios consecutivos.000.000.00 (três milhões de reais) a mais. mas não é a posição majoritária. ou poderia ser outra condição. que não é o caso de vocês.000.000. Então vai se colocando todos os requisitos: Essas novas ações que representar estes R$3. Mas o que a lei faz? A Lei faz o seguinte: Quando estamos criando a Cia hoje colocamos lá assim: *Capital social: R$2. é a chamada Cia de capital autorizado. hoje e sabemos que daqui a cinco anos vai precisar que elas tenham.103 O que diz o artigo 167 da Lei de S/A? O artigo 167 da S/A diz que tem que ter correção monetária. Ok? Entendido o absurdo? Conclusão: O artigo 167 da S/A está sem eficácia. Eu encontrei esta decisão da 4ª turma do STJ.

pois constitui num gasto enorme: cafezinho. o último aumento efetivo. etc. mas você quer o dinheiro hoje. por exemplo. para lançar as ações em mercado. você pode emitir vários títulos. quer dizer.000. Por exemplo.00 (três milhões de reais) precisa ser aumento num só momento? Não. Foi perguntado na outra turma: Estes R$3. quando preenchidos estes requisitos o conselho de administração ele não terá que aumentar o capital social vez que ele desde de logo já vai está autorizado.000. o mercado só tem condições de absorver no momento R$500.00 (quinhentos mil) aí vai a Cia e aumenta de uma hora para outra e a Cia não perde tempo. Isto permite o que nós chamamos de auto-financiamento. Cotação está curta. Então é um importantíssimo instrumento de autofinanciamento das Cias. mas. Por quê carta na manga? Porque quando chegado o momento. uns quarenta e cinco dias aí. preencheu os requisitos. ou seja. evita a convocação da assembléia. ela não precisa pedir dinheiro emprestado ao banco. 99. Na Cia de capital autorizado. ainda evita a convocação de . quer dizer é um excelente instrumento para você auto-financiar a Cia.104 Por quê isto? Porque isto vai ficar como uma carta na manga. em momento oportuno. Além de evitar a alteração do Estatuto. teria que convocar a Assembléia geral. É muitíssimo utilizado e pode ser utilizado tanto pela Cia aberta quanto pela Cia fechada. desde que já estejam atendidos todos os requisitos daquela cláusula autorizativa.99% da prática o Órgão que vai dizer o momento oportuno de lançar as ações no mercado será o conselho de Administração. A Cia se auto-financia. leva mais tempo. só quando efetivamente aumentar o capital autorizado. mas a Cia só vai ter o comprador do título como acionista.000. aprovarem assembléia e levar para o arquivamento na junta. parte beneficiárias conversíveis em ações. conseguir a autorização da CVM para colocação das ações em mercado. Quem é o Órgão responsável para dizer qual é o momento exato em que as ações serão lançadas no mercado? Pode ser a própria assembléia Geral. A Cia recebe dinheiro hoje. depois de cumprido tudo isto vai colocar por baixo uns trinta dias. publicação em jornal. É muitíssimo utilizado. Assim a Cia perde uma grande oportunidade de conseguir um preço bom para as tuas ações. elaborar a alteração do estatuto. Se não estivesse esta autorização no estatuto e a Cia precisasse de dinheiro. solta lá no mercado e dá mais uma segurada. sabe-se lá quantos dias de antecedência. quando você aumentar quem comprou aquele título vai poder trocar por uma ação. que são títulos que você sabe que não vai aumentar. emitir debêntures conversíveis em ações. Evita tudo isto se o Estatuto tiver uma cláusula autorizando. aí você emite um título que quem comprar. pergunta-se: O que aconteceu com a cotação? Já deu uma caída porque os investidores já estão sabendo que ações estão em baixa. Quando ela precisa de dinheiro e vê um momento oportuno vai e lança as tuas ações no mercado. você sabe que não vai aumentar. o Conselho de Administração para aumentar o capital não vai precisar alterar aquele estatuto porque este estatuto já autorizou aquele aumento. Conclusão: Com o capital autorizado. Normalmente é utilizado pela Cia aberta para jogar no mercado as ações. Quais são os benefícios disto? Evita a alteração do estatuto.

O cofrinho só agüenta 35% do capital social. há um bom dinheiro guardado para aumentar as instalações da Cia. O limite da reserva legal é de 35% do capital social. e as outras podem ser criadas pelo próprio Estatuto de acordo com a vontade da Assembléia geral. como se fosse um cofrinho da Cia. como a Wolksvagem. é uma reserva imposta por lei. etc. Por exemplo. Tem que guardar um dinheiro para pagar o PDV dos funcionários. estoque da Cia. faturamento bruto da Cia. . separado? Nada disto. Vamos falar da Capitalização de Reservas. no próprio ativo? Estão representadas em bens. Capitalização de Reservas O que é capitalização de reservas? O que é reserva? A questão é o seguinte: Final do ano. O que isto tem haver com o aumento do capital social? Fizemos uma reserva.105 Assembléia. que é aquela que mesmo que a Cia não queira fazer. para o PDV. Ela chega e faz uma poupançinha para. Por quê? Porque aquele dinheiro. Mas você vê lá no balanço esta reserva. mercadorias. por exemplo. ela está obrigada. aí eu vou receber? Não. como parte do lucro. para investimentos. permitir o auto-financiamento da Cia. paga isto. paga aquilo. está em bens. Estas outras reservas são denominadas de reservas estatutárias. às vezes está em banco. pagamento de tributos. reserva legal. aumentar as instalações da Cia.000. vai ficar do jeito que está”. O próprio conselho pode deliberar e ainda tem outras facilidades. este dinheiro só vai aparecer monetariamente no balanço. poder suportar os rigores desta entre safra ela faz uma reserva a fim de não ficar sem capital nesta fase. Uma é prevista na lei. A Cia pega parte do lucro e constitui em reserva. Conclusão: Só pode distribuir lucro depois que separou o dinheirinho da reserva legal e de outras reservas. maquinário.000. Este dinheiro vai ficar lá no banco. ele não precisa estar necessariamente representado em dinheiro. Como assim. porque depois do lucro líquido o que a Cia pode fazer? A Cia pode faz o seguinte: Quem guarda tem.00 (dois milhões de reais) para aumentar as instalações da Cia. como o momento exato de jogar as ações no mercado. Pode ser feita uma reserva. na prática está materializado no próprio ativo da Cia. para o plano de demissão voluntária. vai o diminuindo o capital. há R$2. A reserva é como se fosse uma poupança interna. Pode fazer uma reserva para. Ainda existe a reserva legal. Está este dinheiro está contabilmente separado lá para reserva de investimento e foi decido em Assembléia Geral o seguinte: “Não vai se aumentar nada porque o país está em recessão. Sabe-se que este quantia não está em dinheiro. Reserva é isto. por exemplo. uma empresa que trabalha com cana-de-açúcar e chegando o “Euninho” vai sofrer a conseqüência da entre safra. em caixa. de repente lucro líquido: tanto. que acabamos de explicar. Então o objetivo daquela reserva se perdeu.

.000. salvo numa hipótese em que este aumento pode ser deliberado pelo próprio Conselho de Administração que é a Cia de Capital Autorizado. ela tem destinação específica. Pega aquele dinheiro que estava em reserva e o transforma em capital social. Lembre-se sempre que dinheiro distribuído em dividendos nas Cias. o aumento de capital será através de uma mera atualização (aqui não entra dinheiro). já entendemos o que é capitalização das reservas. . na verdade teve apenas as suas ações valorizadas. mas tem que ser deliberadas pela Assembléia Geral que é exatamente a convocação de todos os acionistas.Na correção monetária. Duas observações: Esta é a primeira observação: . E o acionista ri à toa. Ela não quer distribuir dividendo. era de R$5.000. a Cia. porque vai mexer com lucro.00 (cem milhões de reais) representados por tantas ações e quer aumentar em mais tantos milhões. palavras por meio das quais alguém se congratula com outrem. Como se aumenta o capital social emitindo novas ações? Emitindo novas ações. mas acaba de ser furtado. automaticamente foi aumentado para R$7. é por isto chamado de Capitalização das Reservas. pois aquele dinheiro que aumentou o capital social deveria vir direto para o bolso do acionista. por exemplo. não tem que se falar. por exemplo. sendo que o capital da Cia. Nos demais casos é a Assembléia Geral. de trinta e tantos por cento”.00 (cinco milhões de reais). OBS: Existem algumas reservas que não podem ser transformadas. lucro é direito essencial e está disposto lá no artigo 109 da Lei de S/A.000. Não tinha R$2. desistiu do investimento e ao invés de distribuir este dinheiro que está sobrando para os acionistas. você não pode tocar na reserva legal. felicitações por suas ações serem valorizadas pela capitalização de reservas. Mas quando ela emite novas ações? Ela vai capitar dinheiro no mercado.000.00 (sete milhões de reais). Foi apenas uma jogada contábil. ou seja. como distribuição de dividendos.Na Cia de Capital autorizado o aumento de capital é com a capitação de recursos vez que esta Cia está autorizada a emitir ações no mercado (aqui entra dinheiro).106 O que vai se fazer com aquele dinheiro? Ele deveria ser distribuído em dividendos para os acionistas. E quem tem competência para aumentar o capital social? Quem tem competência para aumentar o capital social é a Assembléia Geral. parabéns. Tem um capital de R$100.Na Capitalização de Reservas o capital já está na Cia. As reservas estatutárias podem ser alteradas. Já entendemos o que são reservas.000. aumenta o capital social. O que a Cia faz? Ela transfere da conta de reserva para conta de capital social. Então aquele dinheiro que o acionista iria receber no bolo. .000.000. emite-se novas ações para representar este aumento. logo. Cia que distribui dinheiro está jogando dinheiro pela janela. é dinheiro rasgado. O que vai acontecer com todas as ações? Os valores das ações vão aumentar e todos os acionistas receberão uma cartinha: “Com congratulações. Então aquele dinheiro que estava separado para investir. com aumento estimado num percentual.000.00 (dois milhões de reais) de reserva. A reserva legal no máximo que você pode ser feito com ela é utilizá-la para suprir perdas oficiais ou judiciais.

o acionista tem trinta dias para manifestar o direito de preferência. Então na Cia de Capital Autorizado. Aí esta ata da Assembléia será publicada em jornal de grande circulação. . diminui a garantia dos credores. Como ocorre a diminuição do capital social? Convoca-se a Assembléia Geral para a diminuição do capital. Diminuição do capital social A diminuição do capital social é bom ou ruim para os credores? É ruim para os credores. Deve estar integralizado pelo menos ¾ do capital social.00 (um milhão de reais). 2. mas pode se dá quando o capital social é considerado excessivo. pelo menos ¾ das ações existentes devem estar integralizadas. Ex: Montou-se uma sociedade com R$1.00 (quatrocentos mil reais) quanto deve estar integralizado? Deve estar integralizado R$300. ou por ser o capital social considerado excessivo.00 (três milhões de reais).00 (quatrocentos mil reais) e eu quero aumentar o capital social para R$3. reduziu o capital social e diminuindo o capital social. É cheio de burocracias. prejuízos financeiros. E se emitir novas ações sem ser Cia de Capital Autorizado? Neste caso tem direito de preferência sim.000.000. Como vai aumentar o capital jogando novas ações no mercado? Quem já é acionista tem direito de preferência? Se for Cia. Achamos que precisaríamos de muito.000.107 A segunda observação é a seguinte: Para jogar novas ações no mercado tem um requisito.000. de Capital Autorizado. só que o Estatuto pode modificar este prazo para o exercício do direito. A diminuição pode ser por prejuízo que é o comum. houve a redução do valor de algumas ações.000. “Isto é que cai na prova!” Quais são as burocracias? A questão é a seguinte: 1. segundo disposição legal a contar da aprovação Assembléia Geral que vai aumentar. está com dinheiro parado e dinheiro parado é dinheiro perdido.000.000. Competência para diminuição do Capital social? A competência é a da Assembléia Geral e normalmente se dá através das perdas. com o capital social de R$400. Ex: Os acionistas que quiserem exercer o direito de preferência deverão manifestar suas intenções em cinco dias a contar da publicação da ata da Assembléia. A lei diz que em regra. Ex: Tem uma Cia. Destes R$400. mas na verdade só precisa de R$500.000. desde que exercido em 30 dias.00 (quinhentos mil).000.00 (trezentos mil reais). Antigamente este prazo era intangível. a cláusula que existe lá pode vir autorizando o direito de preferência do acionista. então se reduz para o quantum necessário. o direito de preferência pode ser suprimido. logo. mas na verdade está excessivo.000.

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Primeiro requisito: Publicada esta ata, todos os credores quirografários podem impugnar esta redução, desde que o façam em sessenta dias, prazo decadencial, a contar da publicação da Ata da Assembléia que autorizou a redução. Como é feita esta impugnação? Através de carta, notificação através do Cartório. Ex: Os credores quirografários notificam a Cia dizendo que não concordam com a redução do seu capital social. Não precisa dizer o motivo, basta impugnar. Diz a lei, isto não é questão de validade é apenas conveniente, que a cópia desta notificação seja averbada lá na junta comercial. Por quê? Porque aquela ata da Assembléia é levada à junta comercial para levar o registro da redução do capital social. E havendo impugnação a junta comercial vai registrar? Não, porque vai cair em exigência. Ex: A junta comercial dirá: “Não vou arquivar a alteração deste Estatuto porque teve a impugnação do credor fulano de tal”. Resultado, a Cia vai poder reduzir? Não. Só vai poder reduzir desde que pague este credor “espírito de porco” ou faz o depósito judicial. Para impugnar o credor precisa está com o teu crédito vencido? Não porque isto é uma garantia dele. Precisa pagar todos os credores quirografários ou só aquele credor que impugnou? Somente os credores quirografários que impugnaram. E se ninguém impugnar? Se ninguém impugnar trata-se de um aceitação tácita. E se aquela Cia tiver credores debenturistas? A lei exige que se tenha aceitação expressa. Como é que isto? Tem que ser convocado um Assembléia de debenturistas e aí juntos vão decidir por maioria a redução do capital. Aí neste caso depende dos debenturistas convocados numa Assembléia especialmente para conceder esta autorização. O que é credor debenturista? Eu vou explicar debêntures mais tarde. Mas a Cia pode fazer, por exemplo, um empréstimo no mercado no valor de R$10.000,00 (dez mil reais) e feito isto ela devolverá com juros de 1,70% ao mês, corrigido pela TR. Vou devolver o dinheiro em, por exemplo, dez anos e pagar juros de três em três meses. Você que emprestou dinheiro à Cia compra uma debênture e com aquela debênture você recebe juros de três em três meses de 1,70% ao mês e no final dos dez anos, por exemplo, você vai lá e recebe o principal, corrigido monetariamente pela TR ou pelo que seja. Estes debenturistas podem ser de quatro categorias: Credores com garantia real – Quando a Cia dá uma garantia para o credor um imóvel tal. Credores com garantia flutuante – Quando a Cia dá como garantia ativos da própria Cia. Credores quirografários – Não possuem garantia Credores sub quirografários.

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Em princípio, a Cia tem que ter a concordância de todos os debenturistas, mas o professor diz que não concorda, ele entende que os debenturistas com garantia real e com garantia flutuante não têm interesse em impugnar a redução do capital social. Por quê? Porque os créditos deles já estão garantidos. Ele entende que só os credores debenturistas quirografários e os subquirografários são os que têm que serem convocados para autorizar ou não aquela diminuição, vez que os demais não estão sujeitos a qualquer prejuízo com a diminuição do capital social. Como a lei não fez distinção, em princípio então, será toda e qualquer espécie de debênture. Como se posiciona a doutrina? A doutrina não enfrenta a questão. O professor já leu uns seis livros e nenhum enfrenta a questão. Órgãos sociais As Cias têm uma pesada estrutura e temos nelas vários órgãos, cada um com sua função, temos a Assembléia Geral, temos o conselho de Administração, temos o Conselho Fiscal e temos a Diretoria, cada um com a sua função. Vamos falar de todos eles e vamos começar pelo maior, qual seja, a Assembléia Geral. O que é a Assembléia Geral? A Assembléia Geral nada mais é do que a convocação dos acionistas para deliberar sobre determinado assunto ou vários assuntos em pauta. A doutrina diz que é um órgão supremo, órgão máximo, mas não podemos nos esquecer da posição de Rubens Requião, qual seja, ela é suprema, ela é máxima, mas está sempre subordinada à lei e ao próprio Estatuto. O que é importante falarmos em Assembléia Geral? A Assembléia Geral foi dividida em Assembléia Geral ordinária e Assembléia Geral extraordinária. São chamadas de AGO e AGE, respectivamente. Qual a diferença entre a AGO e AGE? Formalmente não há diferença, mas há uma distinção é no assunto. Como assim no assunto? A AGO é aquela faxina, isto é, tem que ocorrer todo ano dentro dos quatro primeiros meses de cada exercício financeiro. O que é exercício financeiro? É anual, mas normalmente, na prática, começa no dia 02/01 e vai até o dia 31/12. Pode o exercício financeiro começar, por exemplo, no dia 20/05? Pode, mas normalmente para facilitar as coisas, na prática, todas as Cias, iniciam em 02/01 para poder ficar igual o ano civil. Então, em regra, AGO tem que ser realizada tem que ser realizada ou no mês de janeiro, fevereiro, março ou abril. Por quê? Porque são os primeiros quatro meses do exercício financeiro. Por quê faxina? Porque vão ser tratados assuntos que terão que ser tratados todo ano. Todo ano tem que ser tratado o fechamento do ano anterior, aprovar as contas do ano anterior, isto é, aprovar o balanço, decidir sobre a destinação do lucro, ou seja, se o lucro vai se

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constituir em reserva ou se vai transformar a reserva em capitalização, se vai aumentar capital, vão eleger os novos conselheiros de administração se for o caso, vão eleger os novos membros da administração, se for o caso, ou seja, assuntos que têm que ser tratados todo o ano. Por isto é faxina, por isto é ordinária, é obrigatório. E a AGE? Pintou durante o exercício financeiro um assunto importantíssimo, que não pode ser decidido pelos diretores, que não pode ser decidido pelo Conselho Fiscal e nem pelo Conselho de Administração, só pode ser decidido por Assembléia Geral, como por exemplo, uma fusão, uma incorporação, uma transformação, uma cisão, uma participação de um grupo econômico. Então tudo isto é importante que foge à competência dos pequenos órgãos, só podem ser tratado tais assuntos por Assembléia Geral. O quê fazer? Esperar até o ano seguinte para tratar de tais assuntos? Não, então se convoca extraordinariamente os acionistas para tratar daqueles assuntos importantes. É por isto chamada de Assembléia Geral Extraordinária, uma convocação extraordinária, assuntos que não podem ser tratados pelos demais órgãos. Formalmente é a mesma coisa. O que é importante com a mudança da nova lei? *Agora tanto faz AGO quanto AGE. A Cia aberta e a Cia Fechada tem distinção, qual seja, prazo de antecedência para convocação da Assembléia Geral, pois, não podemos convocar a Assembléia para amanhã ou para depois de amanhã. Tem que ter uma antecedência mínima e ser for Cia fechada tem-se o prazo de oito dias para a convocação; conta-se tal prazo a partir da primeira publicação. Sendo assim da primeira publicação até a data tem que distanciar oito dias. Se não houver quorum tem que ser feita uma segunda convocação e o prazo aqui é de cinco dias a contar da primeira publicação. E se for uma Cia Aberta? Se for Cia aberta o prazo era igual, mas a nova lei mudou. Para a primeira convocação a antecedência tem que ser de quinze dias e se não tiver quorum, a segunda convocação tem que ter oito dias de antecedência. Então aumentou o prazo, mas não foi só isto que alterou, a super CDN tem um mega poder. Como mega poder? Dependendo do assunto, a pedido de qualquer interessado, a CDN pode chegar, por exemplo, convocar uma assembléia Geral para tratar de assunto referente à fusão a fim de analisar o protocolo de fusão da VARIG. Então se a CDN entender que o assunto é complexo, a pedido de qualquer acionista ou qualquer interessado, pode determinar o aumento do prazo de antecedência para até trinta dias.Ela não tem poderes para determinar o aumento do prazo para quarenta, nem cinqüenta e nem sessenta dias. E não é só isto, ela tem um poder até maior e qual é este poder? Se ela entender que o assunto é muito complicado, ela pode chegar até interromper o prazo. Mas como interromper o prazo? Ela pode chegar lá, por exemplo, todos prontos para aprovar a fusão da TAM com a VARIG, e dizer: “Espera aí, estou sabendo que isto é um prejuízo para os acionistas da VARIG, tudo mais, eu quero dar uma olhadinha nisto aí, quero olhar todos os documentos, analisá-los” e enquanto isto a Assembléia é interrompida. Começa analisar os documentos e faz exigências dizendo: “Vocês tem que apresentar tais e tais documentos e eles apresentam”. Não estando satisfeita determina a apresentação de outros documentos e não estando satisfeita determina que outros

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documentos sejam apresentados e quando tudo tiver legal autoriza a convocação da Assembléia. Interrompido o prazo tem que haver nova publicação para poder convocar acionistas respeitando o prazo de até trinta dias. Então a CDN tem mega poder de interferir nisto aí, pode mandar aumentar e até interferir fazendo exigências de documentos, interrompendo o prazo de convocação. Qual é o objetivo do prazo de antecedência? Para que os acionistas tenham pleno conhecimento dos documentos que serão tratados na Assembléia. A competência da Assembléia está prevista lá no artigo 121 da lei de SA tem que dar uma lida é decoreba. Conselho de Administração O que é o Conselho de Administração? Vamos lembrar! Convocar Assembléia tem o maior custo, já expliquei para vocês, tem que pagar o pessoal que fica na mesa tem que alugar o espaço, gasto com a publicação. Então o que a Lei fez? Ela criou um órgão para desafogar a Assembléia, para evitar que a todo o momento se convoque a Assembléia, ela criou um órgão com competência para tratar de vários assuntos que originariamente só poderiam ser seriam tratados pela Assembléia, como, por exemplo, aumento do capital autorizado. O aumento de capital só poderia ser autorizado pela Assembléia Geral, mas aí numa Cia de Capital Autorizado quem decidirá sobre isto será o Conselho de Administração, não é só isto, eleição dos membros da diretoria e se não tiver Conselho de Administração quem elegerá será Assembléia Geral, todavia, havendo o conselho de Administração seus membros vão eleger os membros da Diretoria. Isto evita um monte de gastos e torna a administração da Cia mais ágil. O conselho de Administração está previsto lá no artigo 138, mas começa no artigo 140 da lei de S/A. O Conselho de Administração é composto por no mínimo três membros e segundo o artigo 146 da Lei de S/A, serão necessariamente acionistas. Pode uma Pessoa Jurídica ser acionista? Pode. Pode uma Pessoa Jurídica ser Conselheira de Administração? Não, porque somente pessoas físicas podem ser administradoras. Somente pessoas naturais, pessoas físicas. Ex: Existe uma grande Cia “A” que controla a Cia “B” e tem 80% das ações com direito de voto desta Cia. Então não vai poder ser administradora? E vai ter que vir um acionista minoritário? O que a Cia. “A” pode fazer? Ela vai alienar com um dos membros dela o valor da ação e aí ele vai poder ser eleito para ser conselheiro de Administração da Cia controlada. A lei diz que tem que ser acionista e uma ação já basta. Os membros do Conselho de Administração são eleitos e destituídos “ad nuntum” pela Assembléia Geral, ou seja, a qualquer tempo. Fábio Ulhoa dá uma viajada (ele está isolado na doutrina) e ele diz que o conselho de Administração tem que ter número ímpar, só pode ser com número ímpar. Quem tem o voto de Minerva? O Presidente do Conselho de Administração.

logo. sim. Como isto. nadou. mas morreu na praia. Novidades: É o que cai na prova! A lei está aqui e deu um passo para a democracia. podendo participar do estatuto o representante dos empregados. Se os acionistas minoritários reunidos perfazerem o total de 14% do capital votante vão te que ir para a Assembléia Geral brigar com a Marcela. OBS: A lei andou bem em prever esta participação dos empregados. salvo.112 Quando não tem o voto de Minerva. mas quem elabora o estatuto? Quem elabora o estatuto é o fundador e geralmente é o principal acionista. não há problema nenhum. Quem organiza esta eleição? A própria Cia com o auxílio dos sindicatos. sem brigar com a acionista majoritária Marcela. então elege. E o que a lei faz? A lei permite que os acionistas minoritários reunidos representem 15% do capital votante possam eleger separadamente um membro do conselho de administração. O que sobrou? É facultativo quando for Cia de capital fechado sem capital autorizado. qual seja. então a lei resolveu dar uma proteção aos minoritários. desde que autorizado pelo estatuto. É faculdade do estatuto. como o sistema de arbitragem. §1º com o artigo 239 da Lei de S/A. Vamos imaginar que na Cia. porque o Conselho de Administração através do seu Estatuto pode reservar uma vaguinha para o representante de seus empregados. veja o exemplo de Antonio Hermínio de Moraes. É feita lá uma eleição. Abertas que será obrigatório. Participação dos minoritários A participação do conselho é muito importante. como vai ser eleito isto? A eleição do representante dos empregados será feita através de votação dos empregados. tem outros sistemas regulados pelo Estatuto. Então o conselho pode ter número par. Sabemos então que aquela regra que era absoluta. O Conselho de Administração é um órgão obrigatório ou facultativo? A lei é muito incoerente e diz que o que o conselho de Administração é um órgão facultativo. só podem participar do Conselho quem são acionistas. agora foi alterada. Mas quem vai se dar bem lá? Tendo ela 60% das ações vai votar na maioria dos administradores. Em todas as Cias de Capital autorizado e em todas as sociedades de economia mista. Você vai combinar o artigo 138. então é nossa acionista majoritária. O que acontece quando convocada a Assembléia Geral? Quem seriam os membros do conselho de Administração? A Assembléia Geral. em se tratando das Cias. a acionista Marcela tem 60% das ações com direito a voto. melhor seria se esta participação fosse obrigatória. . Melhor seria se esta eleição fosse obrigatória.

votação separada. está previsto no artigo 141 da Lei de SA: Sabe-se que você só tem um título de eleitor. Ela que é a controladora vai poder controlar alguma coisa? Não. a união faz a força. terá cinco votos. órgãos estes dentro da Sociedade Anônima. 11 ª Aula – 23/08/2003 Estávamos falando de órgãos societários. isto é. também vão poder eleger o membro do conselho e seu suplente. Se nem um e nem outro atingir. mas você só tem uma ação. Marcela. a Marcela que é a acionista majoritária. da Assembléia Geral e vamos falar agora do Conselho Fiscal. OBS: Voto múltiplo. Você pode fazer o seguinte: Pegar os cinco votos da única ação que você tem e votar na sua amiga é o que a doutrina chama de voto concentrado. se juntos conseguirem atingir 10% do capital social. já que ela é controladora. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar reduzido a determinados períodos. mas quantos votos você teve na ultima eleição para Senador? Dois para cada título de eleitor. existe. nem os sem votos atingirem o percentual porque tem 8% do capital social. desde que juntos alcançarem o patamar de 10% do capital social. O que é voto concentrado? É quando você concentra todos os votos do voto múltiplo em um único candidato. você terá apenas um voto. E o que fez a lei? Dane-se o Estatuto porque se isto acontecer. para cada ação. Mas só para a eleição do Conselho de Administração pode ser utilizado o sistema de voto múltiplo. logo. mas o funcionamento é facultativo. Se for utilizado o voto simples. porque imagina uma Companhia Fechada ficar pagando um . se for utilizado o voto múltiplo. aí sobra uma vaguinha para ser eleita pela acionista majoritário. tem que eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários mais um. mas não precisa funcionar durante todo o ano. Mas o Estatuto só prevê três cadeiras? Dane-se o Estatuto. Voto múltiplo é a mesma coisa porque se vamos eleger cinco membros para o conselho de Administração. Tem uma regra interessante: Se nem os ordinários atingirem o percentual porque tem 14%. total de cinco membros do conselho. para tantos membros existirão tantos votos por ação. porque quem manda é o conselho de Administração da Cia. acionista majoritária. falamos do Conselho de Administração. eles vão poder junto elegerem um membro e um suplente.113 Igual direito terão os acionistas sem voto ou os que tem voto restrito. ou seja. vai ter o direito de eleger o mesmo número de membros eleitos pelos minoritários. três membros. CONSELHO FISCAL: O que é importante falar sobre Conselho Fiscal? O Conselho Fiscal é um órgão de existência obrigatória em todas as Sociedades Anônimas. um foi eleito pelos minoritários com voto. Dois eleitos pelos minoritários e como a Marcela. Vamos supor que os membros do conselho sejam em número de três: Um foi eleito pelos minoritários sem voto.

acionistas ou não. poderão votar para um conselheiro. que também tem uma vaga podem colocar alguém no conselho. Com isso o que acontece? . como é um órgão coligado. que se juntos chegarem ao patamar de 15% do capital votante. 10% de todo capital social. detém todo aquele poder de fiscalização. com direito a voto. naquela época oportuna e só vai pagar os conselheiros naquela época. que por sua vez também elegeu a maioria de seus diretores. lembrando que o acionista majoritário que elegeu os três conselheiros fiscais é o mesmo que elegeu na aula passada. Bom. também fiscaliza os atos de administração. três eleitos pelos acionistas majoritários e dois pelos minoritários. sempre com base no parecer do Conselho Fiscal. quem decide mesmo é a Assembléia Geral. OBS: O Voto múltiplo só existe para Conselho de Administração. a maioria dos conselheiros de administração. todos são amigos é o que se identifica dentro das grandes corporações como chapa A. Também existe a proteção aos sem voto ou voto restrito. dessa ou daquela forma. Todo mundo no domingo vai a um churrasco na casa do acionista majoritário. O que cai na prova sobre Conselho Fiscal é o seguinte: Cinco Conselheiros Fiscais. Lembrando que o Conselho Fiscal é um órgão meramente consultivo.114 conselheiro fiscal durante todo ano! Então existe o órgão. isto porque o capital é público. No Conselho de Administração no sistema de votação. O sócio majoritário terá o direito de eleger o mesmo número de membros dos sócios minoritários. mas normalmente o conselho fiscal serve para Assembléia Geral para dar subsídios para os acionistas votarem. para os minoritários com voto. mas o conselheiro fiscal só atua mesmo na época da Assembléia Geral Ordinária e dependendo do assunto. não pode ser adotado no Conselho Fiscal. Importante: Só existe uma sociedade onde o funcionamento é permanente. Igual direito vai existir no Conselho Fiscal. todos eleitos pela Assembléia Geral. Até mesmo o Conselho de Administração quando requer parecer do Conselho Fiscal. por exemplo 2% do capital social. Então só convoca o Conselho Fiscal para efetivamente funcionar. separadamente o percentual será 10% do capital votante. no Conselho Fiscal sempre terão direito de colocar alguém. para tanto no Conselho de Administração tem que representar juntos. também haverá proteção dos minoritários. pode ficar restrito a determinados períodos. terão direito a 1 membro e 1 suplente. o funcionamento não necessariamente tem que ser durante todo o exercício. só que o percentual é diferente. normalmente o parecer dele é seguido pelos acionistas. em separado. É um órgão composto por no mínimo 3 e no máximo 5 membros. ou até mesmo a diretoria. e aí. Esta nas atribuições do Conselho Fiscal fiscalizar atos da administração. O Conselho Fiscal não atua apenas na parte contábil. sempre manifesta sua vontade pela expressão da maioria. chapa B. mesmo que representem. por isso a necessidade da fiscalização. O funcionamento do Conselho Fiscal pode ficar restrito a determinados períodos de exercício financeiro. mais 1. Nas demais. tem a participação dos minoritários. na Assembléia Geral Extraordinária. Quem decide se aprova ou não cortes no exercício financeiro é a Assembléia Geral. Sociedade de Economia Mista. Como é o Conselho Fiscal que examina os livros. examina a contabilidade.

É o diretor que contrata. então não podem ir contra o majoritário. Todas as operações que a companhia estiver envolvida e todas essas negociações que possam de alguma forma influir na cotação das ações da companhia. Como essa é a principal modificação o que for perguntado em prova sobre o Conselho Fiscal será exatamente isso. isto porque são eleitos e destituídos a qualquer tempo. não existindo esse conselho serão eleitos pela Assembléia Geral. Quando levada a Votação terá o parecer pela aprovação das contas. quer dizer. quebrou as algemas. pois deve obediência ao Conselho e não ao conselheiro. Ex: Quando Antártica estava pensando em se fundir com a Brahma para formar Ambev. poderá estender sua fiscalização.115 Chega no final do ano quando são apresentadas as contas do ano anterior dos diretores. O Conselho Fiscal vai uma vez por mês e o Conselho Administrador uma vez a cada 15 dias. Insider Trading e Disclosure O que seriam estes institutos? Disclosure é dever que os administradores. deixar tudo as claras para não pegar ninguém desprevenido. que foram eleitos pelo acionista majoritário. a não ser que seja anunciado pelo Conselho que é quem pode anunciar assunto fora da pauta da Assembléia Geral. verificam várias irregularidades e dizem que não podem aprovar as contas e afirmam que o parecer deve ser pela rejeição e apresentam para os demais conselheiros que são amigos dos diretores. As modificações foram para dar mais autonomia. com o mercado. ou um de seus membros podem . pode se . pega o microfone para fazer a denuncia. vários artigos da lei 10303 foram alterados. o diretor diz que não dará as cópias.. que celebra contrato em nome da sociedade. uma vírgula após conselho fiscal. eleitos pelo Conselho de Administração. pode defender o interesse das classes minoritárias dentro de uma companhia. o diretor vai todo dia. a qualquer tempo.. existem irregularidades e não poderá ser proibido de falar. O conselheiro fiscal após a alteração passou a ter autonomia. então na Assembléia Geral poderá dizer que apesar do parecer pela aprovação. Um dos conselheiros envia requerimento a um dos diretores solicitando cópia dos documentos relativos a operação tal. mas também seus conselheiros podem requerer. que não adiantou nada os representantes dos minoritários. Diretor é aquele que administra efetivamente a companhia. mas como o assunto esta fora da pauta não pode ser anunciado. então não mais só o conselho fiscal. DIRETORIA: Quem elege os membros da diretoria? A diretoria é composta por no mínimo dois membros. um dos conselheiros tem uma grave irregularidade para noticiar. São eleitos e destituídos ad nutun. mais poder individualmente ao conselheiro que não ficará amarrado ao conselho. A lei pretendendo dar mais atenção aos interesses dos minoritários. Estes Conselheiros não verão as irregularidades. ficando conselho fiscal. Se o conselho requer o diretor tem que apresentar. ele que representa a companhia. de informar. que a própria companhia tem. deverão ser informadas ao mercado. mas a alteração foi uma só.. ou seja. acionistas ou não. Chegando na Assembléia geral. das debêntures dos valores mobiliários daquela companhia. os conselheiros que representam os minoritários.

ou seja. o empresário tem que estabelecer parcerias. Podemos chamar genericamente de grupos econômicos essas intrincadas relações jurídicas entre Sociedades Empresariais. mas já influenciou nas ações tanto da TAM quanto da Varig. sendo os grupos de: 1. é uma coisa pactual. Dentre este rol temos as sociedades coligadas. uma transformação. O que seriam Grupos de Fato? Os grupos de fato são parcerias entre sociedades empresariais e outras companhias. 2.Grupo de Direito. Outro exemplo é a suposta fusão entre a TAM e a Varig. todas as operações para participar um grupo econômico que podem influenciar na cotação têm que ser informadas ao mercado. antes destas informações serem divulgadas. O Insider Trading são atos ilícitos. a qualquer momento a companhia pode vender as ações. praticados por quem tem as informações privilegiadas e por tê-las. Não há contrato escrito.116 verificar que nada foi feito de um dia para o outro. isto é porque vem uma boa ou má noticia? Uma excelente notícia e deu para perceber que ainda não divulgaram a informação para poderem comprar as ações em baixa. foi necessário dar ampla divulgação de tudo. não há formalização. GRUPOS ECONÔMICOS: O que podemos falar sobre grupos econômicos? O professor Fábio Konder Comparato dá uma sentença perfeita que fala o seguinte: Hoje nenhum empresário sozinho vai conseguir sobreviver no mercado competitivo. negocia com o mercado em condições de supremacia. nada pode ser feito por debaixo dos panos. A conseqüência: tanto a companhia quanto o prejudicado constatado o Insider Trading poderão propor ação de cunho indenizatório contra o administrador que fez as negociações com as informações privilegiadas buscando lucro. de estar apenas caminhando. Incorporação ou mesmo uma Cisão. pois esta modificação poderia influenciar tanto nas cotações das ações da Brahma quanto nas da Antártica. não há estabilidade jurídica. de repente eles começam a vender tudo que tem para comprar ações daquela companhia. nenhum empresário é autosuficiente. O mercado precisa de segurança e para isso deve haver transparência. Ex: Temos os cinco conselheiros fiscais. que estão tratadas no artigo 243 lei de S/A. são negociações feitas por quem tem as informações privilegiadas. Ex: A companhia A tem 40% das ações da companhia C. as controladas e as sociedades controladoras.Grupo de Fato. não existe contrato. estão fazendo a publicidade apesar disto não ter sido aprovado. que não tem uma formalidade jurídica. de o protocolo de intenções ainda não ter sido aprovado. que podem ser acionistas ou não. A doutrina divide de forma bem didática esses grupos. . Uma operação de Fusão. isto porque houve enriquecimento ilícito. Insider Trading é uma conseqüência do Disclosure.

A convenção é que vai estabelecer como será feita a parceria. elas se tornarão parceiras. que além da Holding. Então para que todas andem no mesmo ritmo. isto porque devem obediência a uma Convenção de grupo que é como se fosse um estatuto que deve ser observado na sua atividade empresarial.Grupo Moreira Salles. a Sul América Seguros. os grupos de direito tem uma certa estabilidade jurídica. Ex: Grupo Moreira Salles. Grupo Roberto Marinho. após o seu nome podem colocar a denominação. A 2ª sociedade é um banco. Importante: Grupo de sociedades é uma parceria que será formalizada. porque essa parceria é formalizada por um contrato. que é uma seguradora. pode ser estabelecida uma convenção. Esse contrato recebe o nome de convenção de grupo. abrindo mão de um pouco de sua autonomia. administrativa e até financeira. esta será uma convenção de cooperação mutua. Existem de fato. No grupo de sociedades. mas pode começar a haver entre uma controladora e outra. . Temos uma Controladora que controla 4 sociedades. ou seja. a diferença está na celebração do contrato. ela tem 60% das ações da 1ª.. E o que são cada um desses grupos citados? A regulamentação está no artigo 265 e seguintes da lei de S/A.117 E os Grupos de Direito? Ao contrario dos grupos de fato. Celebrada convenção esta deverá ser aprovada na Assembléia Geral de todas as sociedades. conflitos. que faz uma proposta superior a da seguradora (1 ª sociedade). não vai haver o tratamento jurídico do artigo 265 da lei de S/A. 53% da 2ª. será dissidente e terá o direito de retirada. o que é melhor para os acionistas é vender Seguro Sul América. cujos acionistas são os alunos da direita. as controladas. Imagine a 1ª sociedade. Se um acionista de uma das Sociedades não aceita. 52% da 3ª e 60% da 4ª. Todas as sociedades que participam do grupo. as proibições de forma que se tornem fortes e competitivas dentro do mercado. Grupo Gerdau. Aprovada em todas as sociedades. Ex: Seguradora. serem realmente parceiras. OBS: Grupos Econômicos é o gênero e grupo de sociedades é uma subdivisão dos grupos de direito que é uma espécie de grupos econômicos. Grupo de Sociedades é aquele por exemplo.é uma designação de grupo. diz-se que as sociedades perdem um pouco da sua autonomia mercadológica. vai tornar as sociedades parceiras. concorrência. Grupo Votorantim. Aprovada a convenção esta terá um nome Grupo tal.. basta o acionista vender as ações na Bolsa. Enquanto não for registrada. além da Holding.. Fame construtora – Grupo Votorantim OBS: Só existe Grupo de sociedade se essa Convenção de Grupo for registrada na Junta Comercial. isso a princípio parece um grupo de fato. Só não terá o direito de retirada se puder vender a ação na Bolsa. Grupo Moreira Salles. se as ações tiverem liquidez. Chega no banco. O contrato vai estreitar. contratualizada entre a sociedade controladora e as sociedades que ela controla. Não precisa a companhia reembolsar. que não é nome empresarial . em uma relação somente de fato. os grupos de sociedade e os consórcios. tem outros acionistas.

então os empresários devem fazer uma parceria. com sua Assembléia Geral. com seu patrimônio. com sua diretoria. celebrando um contrato de consórcio. . para realizar o empreendimento que é específico. Cada sociedade permanece com sua personalidade. este terá que pagar? Não. se o contrato for registrado. Uma sozinha não tem condições de construir. alegando não ter celebrado contrato. Não há necessidade de vínculo anterior. Mas você vai a seguradora e antecipa o pagamento. a seguradora tem que cancelar o aviso de débito. É formalizado através de contrato que estabelecerá as obrigações de cada uma. previdenciárias. fazendo a conta ficar negativa e seu nome vai para o Banco Central. Imagine duas construtoras a Fame Construtora Ltda e a Monforte Construtora S/A. não pagou. isso dá o direito de ajuizar ação de cunho indenizatório contra a Seguradora e o Banco. O que é feito é o seguinte: é nomeada uma sociedade líder do grupo. CONSÓRCIO: Está regulado no artigo 278 da lei de S/A. Ex: Você vai ao banco para fazer uma seguro de carro. Oligopólio) e para obrigação consumiste. com seu Conselho de administração. porque cada sociedade tem sua personalidade jurídica e seu patrimônio. A lei prevê até a formação de um grupo para explorar empreendimento específico. Não tem personalidade jurídica. Cartel. porém não faz e o valor é debitado. na regulamentação que dá o artigo 278 e seguintes. A seguradora comprou 8 carros junto a AUDI. pois é apenas o nome de um contrato. para que seja debitado de sua conta. É uma pratica não observada. vivem brigando. já que os empresários utilizam neste caso o Consórcio. decorrentes de infração de ordem econômica (lei ante TRUST. Haverá previsão de solidariedade perante as obrigações trabalhistas. O grupo de sociedades é para toda vida. o consórcio é apenas o nome do contrato. O banco está participando para ser mais forte. celebra o contrato com a Seguradora e dá autorização para seguradora mandar para o banco aviso de débito. As características de um grupo de sociedades. O objeto do grupo de sociedades mais comum é a realização dos respectivos objetos sociais. só existirá após o registro. como no grupo de sociedades que há um vinculo de subordinação entre controladoras e controladas. já o Consórcio é para realização de empreendimento específico durante o tempo necessário para a realização. as empresas continuam com suas personalidades. inclusive a controladora. todas as sociedades envolvidas acabam perdendo um pouco sua autonomia. mas foi feita uma proposta para elas de construir um condomínio. O banco não pode alegar ilegitimidade ad causam passiva. A AUDI vem e quer cobrar do banco. são concorrentes. a primeira já foi dita. que é a controladora. Só existe consórcio na essência do contrato. o artigo 28 do CDC dá embasamento para este caso. OBS: Mas existem alguns casos em que a lei presume a solidariedade.118 O Grupo de sociedade tem personalidade jurídica? Não.

houve reforçamento econômico. A lei prevê hipóteses de solidariedade. OBS: Se o consórcio vencesse a licitação e o edital nada tratasse quem deveria assinar o contrato seria a consorciada líder representando as demais. artigo 33.Não perdem a autonomia. técnica. Uma consorciada deve dinheiro ao Banco.P. . 5. ela será representante das demais. dentre as Sociedades habilitadas haviam três consórcios. Características do consórcio: 1. S. obrigações decorrentes das licitações públicas. vão construir para elas explorarem. pois mantém a personalidade jurídica de cada uma. então necessitarão de mais um parceiro. seja uma S/A. porque uma sozinha não teria condições de fazer tudo ou por não ter dinheiro ou técnica necessária.Instrumental: Duas prefeituras com um rio que as separa. infrações decorrentes da ordem econômica (lei ante Trust – 8884/94). poderá trazê-lo para o contrato sem ser rejeitado pelos demais.P. vão aglutinar dinheiro. diz que existem duas espécies: 1. houve uma licitação pública e. mas sabem que ficará faltando o dinheiro. No próprio contrato fica aberta uma vaga e o contrato estipulará o perfil adequado do 4º parceiro que está faltando. No operacional. no CDC. O edital de licitação pode exigir na hipótese de um consórcio vencer a licitação. é possível fora das licitações públicas. o consórcio será fechado. 2. Celebrado um consórcio para exploração. não há hierarquia. 2.Operacional: Duas construtoras celebram consórcio para construírem um condomínio para elas venderem.No Brasil aparece muito nas licitações públicas. está dentro de consórcio.P – não há legislação é pura doutrina específica sobre o tema. mas no Brasil não é tratado diferentemente do que é tratado na Sociedade Anônima. Interessante é a classificação entre consórcio Aberto e Fechado. três construtoras que celebram um consórcio. é celebrado o consórcio para entregar o produto a um terceiro e este que irá usufruir.S. manutenção da Ponte Rio/Niterói.E – é do inglês. OBS: Quando a entrada do quarto parceiro depende da anuência dos demais. 3. Um dos parceiros achando o 4º parceiro que tem o perfil. Vamos construir e explorar um Shopping. 4. em português significa Sociedade de propósito específico. inciso V da Lei 8666/93.119 A doutrina divide a análise de consórcio. perante os trabalhadores que trabalharam na obra em comum objeto da licitação. A ponte será explorada pelos Municípios.Designada uma consorciada líder apenas para representar as demais.Objeto: sempre empreendimento específico (objeto social é o grupo de sociedades). as Sociedades Consorciadas terão que no prazo de 90 dias criar uma SPE para explorar o objeto da licitação atendendo a seguinte forma. é preciso construir uma ponte para liga-los. É resultado. este poderá cobrar da outra consorciada? Não.

A SPE tem personalidade Jurídica. revogou expressamente o . normalmente S/A. não era possível a falência da sociedade de economia mista. Aplicará a regra do consórcio e da licitação e não a regra de limitada. organiza estatuto leva a registro na Junta e passará a ter personalidade Jurídica. os acionistas da SPE serão as sociedades consorciadas. Então. Cria uma Sociedade. de qualquer pessoa jurídica de direito privado. portanto. Estão sujeitas às mesmas obrigações comerciais. comerciais. ela está regulada lá na Lei de S/A. pode ir à falência? O Banco do Brasil pode ir à falência? A questão é extremamente polêmica. formalmente vai obedecer a forma empresarial que ela adotar. Todas as consorciadas além de serem sócias. Pode uma sociedade de economia mista ir à falência? A Petrobrás. Se esse artigo inviabilizava sua falência. Ponte S/A (Ponte Rio/Niterói). integram o contrato administrativo como garantidoras. antes da Lei 10303/01. Entretanto. tributárias de qualquer sociedade. apenas no papel. Quais são os artigos? Artigo 239 da Lei de S/A: A única indagação que pode surgir na hora de uma prova de direito empresarial é acerca da possibilidade da sociedade de economia mista ir à falência. Como é o conceito? Vocês sabem tudo de Direito Administrativo. principalmente. havia essa discussão. pois entre acionistas não há responsabilidade. Via Lagos (Região dos Lagos). Deverão então criar uma AS ou Ltda. surgiu a indagação se ela estaria ou não.120 Mas por questões tributárias. recepcionado pela Constituição. Temos radicais dos dois lados. em razão do artigo 242 da Lei de S/A. Contra a força não há resistência. hoje a Lei 10303/01. O que é interessante falar sobre sociedade de economia mista em direito empresarial? Primeiro. assinam assumindo obrigação solidária por qualquer prejuízo que venha a ocorrer. O edital pode exigir o capital da SPE? O edital às vezes exige uma soma do patrimônio das consorciadas. e o edital exigir deverão criar uma sociedade com o objeto social exploração da ponte Rio/Niterói por 20 anos. Há um tempo atrás. SPE não tem previsão no direito brasileiro. mas existe no Brasil. em razão disso. Dependendo do edital. por exemplo. mas perante o fisco permanecem as regras do consórcio. elas vão integralizar as ações com todo patrimônio ficando a SPE com patrimônio fictício. que fala que a sociedade de economia mista não pode ter nenhum privilégio e ela tem as mesmas obrigações civis. 12 ª Aula – 30/08/2003 SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA Sobre sociedade de economia mista não vou nem pegar o conceito. O artigo 242 era firme: “Sociedade de economia mista não está à falência”. de responsabilidade. A jurisprudência firmou-se no sentido de que o artigo 242 havia sido recepcionado. Aí discutiam se esse artigo havia ou não sido recepcionado pelo artigo 173 do Constituição.

entendendo que a revogação do artigo 242 foi uma inequívoca manifestação do Poder Legislativo. Agora. que veda qualquer tipo de privilégio à sociedade de economia mista. aquele argumento de que o artigo 173 da CF/88. só se faz mediante concurso público. ou pode ser criada para prestação de serviço público que poderia ser explorado de forma empresarial. ela está sujeita à falência ou não está? Antes havia discussão. extrai-se um princípio implícito. Pelo artigo 37 da CF/88. é imprescindível a licitação. começou a se indagar. permanece. sociedade de economia mista não está sujeita ao regime privado integralmente. sujeitando-a ao regime jurídico do direito privado. Petrobrás. o serviço público está regulado em qual artigo da Constituição? No artigo 37 da CF/88. ela trouxe. ela não é uma sociedade regulada inteiramente por normas do direito privado. Quando ela vai fazer determinadas compras ou determinadas operações. sociedade de economia mista que presta serviço público estaria regida pelo princípio constitucional da continuidade do serviço público. Então. no sentido de que a sociedade de economia mista está sujeita à falência. Essa corrente faz uma divisão. Não existe o princípio constitucional da continuidade do serviço público? Existe. E o artigo 173 da CF/88? O artigo 173 fala das sociedades de economia mista. . aí. A questão é a seguinte. necessariamente. No que concerne à atividade econômica está lá nos artigos 171. não há dúvida. atividade econômica e serviço público. Essa posição deve ser a majoritária. agora sim. o capítulo é da ordem econômica. e agora?” Permanece a discussão. Existem duas espécies de sociedades de economia mista. ela. se você tem que aquilatar o princípio constitucional e agora o artigo 173 da CF/88? Toda sociedade de economia mista que desempenha atividade econômica estaria sujeita à falência. etc. “Norma econômica”. 172 e 173 da CF/88.Qual o princípio constitucional implícito sobre o serviço público? O princípio da Continuidade. Que segunda posição é essa? Pelo que sei agrada os examinadores da banca do Ministério Público. também. Ela. mas trata. Agora. Aí. Quanto a esse argumento não tem o que se falar.). novamente: “E agora. Então. embora ela tenha esse comando constitucional. estaria sujeita à falência. Tanto é que para você entrar na Petrobrás. Revogação do artigo 242.121 artigo 242. Importante: Tanto esse motivo quanto por esse. há uma divisão. Permanece a discussão das seguintes proporções: Há uma primeira posição. Lá não pode ter nenhum tipo de privilégio. ainda uma segunda posição. portanto ela não estaria sujeita à falência. Então. está regulada por normas de direito público. aí vem lá o artigo 173 da CF/88. Então. Ela pode ser criada para explorar atividade econômica de relevante interesse público (Banco do Brasil. Entretanto. novamente. Estaria sobre o comando do artigo 173 da CF/88. o único artigo na lei que proibia a falência da sociedade de economia mista foi revogado e. Em segundo plano.

lá. na prova de direito administrativo. já sabem como tem que responder. tinha um desembargador paulista. então são duas posições. As duas têm bastantes fundamentos. a gente estava discutindo isso lá para frente e de repente. vai decretar a falência. Então. do examinador. vocês podem sustentar essa segunda posição: “Prestação de serviço público essencial não está sujeito à falência”. Depois eu fiquei sabendo que isso nós estávamos discutindo o projeto de lei de falência. Eu me levantei e deu uma discussão danada. sociedade de economia mista que presta serviço público. É a orientação paulista. e a nova Lei de Falência que virá aí fala expressamente que. na prova para Procuradoria. Depende da prova.. essencial. as que prestam serviço público não estão sujeitas à falência. Ela ganhou simpatia. a CEDAI. sociedade de economia mista que presta serviço público relevante. Vai parar de fornecer água? Como é que vai fazer? Então. Somente a que presta serviço público essencial. . em razão do princípio da continuidade do serviço público”. mas nós fomos surpreendidos com a nova Lei de S/A. Se fizer concurso em São Paulo. ficaria com a primeira. ainda. e estão sustentando a sujeição de qualquer sociedade de economia mista à falência. mas o que é importante aí é que. existem em alguns estados. e tinha o desembargador Paulo Ventura. mas se fizesse prova em São Paulo. tem que ser bem cuidadoso ao aplicar essa segunda corrente. e adota a forma de sociedade de economia mista. que trabalha com águas e esgotos. Por exemplo: Será que toda sociedade de economia mista que presta serviço público não estaria sujeita à falência? Entendo que não. como aqui no Rio de Janeiro. porque a outra não tem nem como questionar a que desenvolve atividade econômica (essa não tem questionamento). você vai ter que adotar uma na hora da prova. do Município. defendem a mesma orientação. o que vai acontecer com as atividades? Irão cessar. porque com a falência. vocês vão defender o quê? Está ou não sujeito à falência? Não. O desembargador Osvaldo. Prova para procuradoria do Estado. a maior parte dos colegas apoiou a idéia. Nenhum juiz. teve um simpósio sobre a nova Lei de Falência. que revogou o artigo 242. cada uma delas. vem um outro além e revogou o artigo 242. de jeito algum. não estaria sujeita à falência não obstante a revogação do artigo 242. Eu ficaria com a segunda. Então. E eu tive conhecimento que o professor Carvalhinho e parece também que a Maria Sílvia (são administrativistas). sociedade de economia mista está sujeita à falência. Eu ponderei (no simpósio): “Depende. Então. Então.. No Ministério Público. com a reforma da Lei de S/A. sociedade de economia mista que presta serviço público. em sã consciência. aqui do Rio de Janeiro. por exemplo. ou seja. Claro que é a prestadora de serviço público. não está sujeita à falência. sou absolutamente contrária à falência dela. e agente teve que antecipar. Estaria sujeita à falência? Não. não há a menor dúvida de que você deve afirmar que todas estão sujeitas à falência. do concurso.122 Essa corrente tem que ser adotada em termos bem cuidadosos.

Vem o novo Código Civil e foi específico. Comandita por ações é uma espécie de sociedade por ações. Por isso que essa alteração. uma regra dessa lei geral traz uma regra especial. tanto é que ele tem um título lá. Ela é regulada pela norma deste capítulo. ele é geral. dentro dos artigos. traz a seguinte redação: “A comandita por ações será regida pelas regras deste capítulo”. A Lei de S/A também é enorme. Então. aplica as normas da sociedade anônima. porque o fundamento para não sujeita-la à falência. tratava da comandita por ações. revogaram a Lei de S/A nesse ponto? Ou não revogaram? Você vai aplicar a disciplina na comandita por ações com base no novo Código Civil ou com base na Lei de SA? Lei geral não revoga lei especial? É isso?O novo Código Civil é Lei geral? Sim. Qual é o que eu vou aplicar? Será que eu aplico só o artigo da Lei de S/A? Ou seja. por vezes. ele não vai revogar lei especial. por exemplo. Logo. é um princípio constitucional. nas regras. no artigo 1. alguma coisa. ela traz regras especiais.090. basta você olhar. “Sociedade Comandita por Ações”. de 1976. Ele revoga lei especial? Revoga. tudo bem. temos que verificar detidamente.092). No todo.090 ao artigo 1. Aí. não se enganem. o novo Código Civil é uma norma genérica. às vezes. Agora ela veio regulada no novo Código Civil. mas. As duas estão tratando da mesma matéria. Se todo ele for geral. nos artigos 1. nesse ponto. O problema é o seguinte: A Lei de S/A. será que o novo Código Civil foi genérico sobre a sociedade comandita por ações ou ele foi específico? Ele foi específico. Depende.092. esse princípio implícito da continuidade do serviço público. Não é qualquer serviço. o artigo 242. assim como é a sociedade anônima e ela está regulada na Lei de S/A (artigo 280 ao artigo 284).090 ao 1. um desses três artigos (1. à Lei de Junta Comercial. 1. o artigo é especial em relação. Uma lei geral. mas nem tudo que está na Lei de S/A diz respeito à Sociedade Anônima. Revogar ou não revogar o artigo 242? Isso não muda nada. lei especial posterior revoga lei especial anterior. à Lei de registros públicos. às vezes. por exemplo. E se esse capítulo for omisso. Dê uma olhada nos artigos. Lembrando que a Lei de S/A é de 1976. Importante: Caio Mário da Silva Pereira já dizia o seguinte: “É um erro generalizar”. não tem .123 A base é constitucional.090 ao artigo 1092. Revogou-se ou não revogou. Então. mas. Por mais que o artigo fale que está sujeito à falência ou que não está sujeito à falência. A questão é a seguinte: o Fábio Ulhôa tem posição diferente. SOCIEDADE COMANDITA POR AÇÕES É um pouco complicado. isso não importa. A sociedade anônima está na Lei de S/A. são serviços essenciais. às vezes. sempre vai ter esse comando constitucional. E. Esses artigos. Ele falou: “É regido aqui”. Então. à lei de S/A. infraconstitucional não muda nada. quando vem um novo código. o novo Código Civil tem regras mais especiais do que uma lei que está em vigor. em relação. a prestadora de serviço público.

Então. o artigo 1. a Lei de SA foi sendo atualizada. porque o projeto é de 1975. Só que. mas aqui é de 1976. eles tratam da Sociedade Anônima? Não. Esses teriam revogado os artigos 280 ao 284 ao afirmar que o Código Civil disciplina a matéria e supletivamente as normas da Sociedade Anônima. eles são da mesma época. Será que eu aplico o novo Código Civil e subsidiariamente a Lei de S/A? Ou aplico a Lei de S/A e subsidiariamente o novo Código Civil? O Conselho de Justiça Federal entendeu que você só aplica o novo Código Civil. Eles têm idêntica redação. nesse capítulo. trazendo regras de grupo e sociedade. nessa época. Ou seja. por que é que estamos discutindo? Na sua redação original.090 ao artigo 1. são antigos).092 e. Foi. quando eles forem omissos. o projeto. já atualizada na década de 90.092. Mesma vírgula.124 aplicação. Eles tratam do quê? Da comandita por ações. O novo Código Civil falou que o que rege a sociedade comandita por ações são os artigos 1. Por quê? Em razão disso aqui.092. Por quê eu estou sustentando que não foram revogados? Porque. são os que tratam da matéria agora. como o novo Código Civil vem tratando da matéria. Se você for comparar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A com esses novos artigos do Código Civil (não são novos. o que ia acontecer com a Lei de S/A durante esse tempo? Ela foi sendo o quê? Aprimorada e teve importante modificação em 1994 e em 1997. quando esses artigos forem omissos. você aplicaria do artigo 1º ao artigo 279 e do 285 em seguinte. Principalmente em razão dessas alterações. muitas coisas. Tem que concordar Fábio Ulhôa. por exemplo. muito parecidos. Eu. discordo. ele foi sendo aprovado na sua redação original? Na sua redação original. Então. eles trazem uma orientação de 1975. professor Leonardo Marques. mesma legislatura. alterando a Lei de S/A. Ninguém duvida disso. é só fazer uma interpretação racional. O projeto do novo Código Civil é de quando? O projeto é de 1975.090 ao 1. Será que eu aplico apenas as normas do novo Código Civil já que. Então. Então. revoga as demais exposições. eles estariam revogados por esses aqui. Tem enunciado nesse sentido. E o projeto do novo Código Civil foi sendo atualizado ou. vocês vão ver que eles são absolutamente semelhantes. tudo. consórcio. Então. Vocês aplicariam esses e. qual é a legislação mais evoluída? A Lei de S/A ou o novo Código Civil? A Lei de S/A. Esse é o entendimento deles. hoje esses artigos 1. sobretudo atualizada aqui. realmente. Entendo que. A legislação de S/A é muito mais atualizada. o artigo 280 ao 284 da Lei de S/A. olha só. embora o novo Código Civil tenha entrado em vigor agora.090 ao 1. enquanto que a Lei de S/A traz uma orientação já atualizada em 1994 e em 1997. a Lei de S/A é de 1976. ele manda aplicar as normas da Sociedade Anônima. Quer dizer. . Mas eu entendo que os artigos 280 ao 284 não foram revogados.

e quando eles forem omissos. é necessária a autorização dos diretores. Grupo Gerdau. vai aplicar. mesmo assim. Mas não é uma opinião nem de doutrinadores. Tem mais alguém dizendo a favor ou contrário? Não tem. mas a Lei de S/A tem alguma coisa a mais”. discutiu com ele em nada. nunca ninguém parou. porque não há conflito. Eu fui obrigado a estudar sobre o tema. para a comandita por ações participar de um grupo econômico (Grupo Votorantin. porque isso aqui está mais atualizado. interpretar o artigo 1. com certeza. Quase ninguém fala de comandita por ações. A redação é idêntica. etc. Então a questão gira em torno do problema da comandita por ações é a legislação agora aplicada. que diz: “Agora aplica os artigos 1. Eu tive que estudar. Então.007. A doutrina não se preocupa com isso e. como no novo Código Civil é novo ainda. você vai aplicar os artigos 280 ao 284 da Lei de S/A e se. Essa posição é minha. Então.092 e ponto final”. porque gravei uma fita para Telejur tratando dessa matéria. a Sociedade Anônima para participar de um grupo econômico não precisa de autorização de diretoria. dizendo que para participar de um grupo econômico. mais atualizada.092. as normas de S/A. tem o Fábio Ulhôa. os dois forem omissos. Eu tenho essa posição. Se você aplicar supletivamente as normas da Sociedade Anônima. Vai aplicar tudo. ou seja.090 ao 1. as alterações. Então. é necessária a autorização dos diretores. o artigo 994. afinal de contas. depender muito da legislação que você ia aplicar. você vai aplicar toda a Lei de S/A. não entra no mérito. interpretar o artigo 1.090 ao 1.092. eles são conflitantes? Não.125 Então o quê aconteceu? Os artigos 1. Mas se você aplicar os artigos 280 ao 284? Em 1997 foi atualizado. ele traz alguma previsão sobre isso? Não traz.092. eles são quem tem responsabilidade ilimitada”. pegar o projeto. mas eles têm mais. mas nem fundamenta. etc. por exemplo. porque eles são idênticos. ou seja. logo a resposta seria: NÃO. Importante: Há quem entenda que você só aplica os artigos 1. mas é apenas uma atualização que foi feita. aí é que você vai aplicar as normas da Sociedade Anônima. os artigos 1. Então. não houve tempo hábil para ninguém tecer esse tipo de detalhe. Isso aqui não entra em conflito. temos uma primeira posição que é a do pessoal dos artigos 1. comparar texto. Eu tenho a opinião do Fábio Ulhôa. já estudei muito o problema. se o novo Código Civil for omisso. A favor.092. em uma pergunta dessa lá.090 ao 1. Se você entender que os artigos 280 ao 284 foram revogados.004. ele é omisso. por exemplo. Então.). Foram uns convidados que foram lá para o conselho e opinaram lá. Tem fundamento. apenas a Lei de S/A é mais completa. a doutrina não se preocupou. precisa da autorização dos diretores? Pelo novo Código Civil. . você pode até dizer: “Eu aplico o Código Civil primeiro. Nessa atualização diz: “Sim. Então. eles param por aqui e os artigos 280 ao 284. o quê você faz atualização? Joga fora. alguns artigos polêmicos que ainda não adentraram. eles têm a mesma coisa que tem o novo Código Civil mais as alterações. não os artigos 280 ao 284.090 ao 1.090 ao 1.

tem umas outras questões. Colocando essa evolução histórica. Não há menor dúvida não há nada de importante que precise especificar.126 Na hora da prova se eles perguntarem é porque eles querem esse exercício de interpretação. o que não é considerado. O que é importante mesmo é a Legislação aplicada. é só ler. Ou os artigos 1. Por que afinal de contas se alguma coisa der errado quem é que paga? Os diretores. Com isso a Assembléia Geral tem poderes reduzidos. O que são os valores mobiliários? São papéis que tem por objetivo captar recursos para Companhia no mercado. É o que muda. Lá vem dizendo o que é valor mobiliário. não pode emitir ponto de subscrição. eu acho difícil. Tem algumas outras questões. O que mais podemos falar sobre a comandita por ações? A questão da responsabilidade dos diretores. onde vão estudar. O que muda lá? Os diretores da comandita por ações eles tem responsabilidades ilimitadas. debêntures e. A Assembléia Geral tem poderes reduzidos enquanto a diretoria fortalecida. Isso é tratado na Lei 6385/76. Você coloca as duas interpretações. A Lei 6385/76 que também foi alterada pela Lei 10303/01.092 do novo CC. ou os artigos 280 ao 284da Lei de S/A. Mesmo porque ela é quem responde no caso de inadimplência da companhia. parte beneficiárias. O mais importante é saber onde vocês vão trabalhar. Gandi dizia: “A falsa modéstia é o último requinte da vaidade”. Ela vende suas ações. . por exemplo. mas vai depender da Legislação aplicada que foi muito da atualização de 1997. Debêntures. Quais são os Valores mobiliários mais importantes e que cai na prova? O que cai são: “Ações. sem falsa modéstia. ela ganha dinheiro com isso. VALORES MOBILIÁRIOS: O que são valores mobiliários? Lembra quando eu falei em Companhia Aberta e Companhia Fechada? Companhia Aberta é aquela que pode soltar no mercado os seus valores mobiliários. eu. acho que a minha opinião está correta e a do Fábio Ulhôa está errada. Nada mais justo.090 ao 1. Então eu não vou tecer. Então. É muito parecida com a sociedade anônima. Se eles perguntarem é porque eles acham que a questão é polêmica. mais detalhar a comandita por ações. E como eles respondem de forma ilimitada eles têm que ter mais poderes mesmo. de vez em quando partes beneficiárias”. Nela não existe conselho de administração. (ações).

Tudo é ela que controla. tudo. você transfere. Impróprio.127 Vamos fala então desses três valores mobiliários. Alguém que tenha ações recebe de seis em seis meses ou anualmente um extrato do banco dizendo: “Você tem tanto de ações em valor nominal X. a regra dos títulos de créditos próprios”. OBS: Antigamente havia ainda uma classificação de ações: ao portador. Rubens Requião. Vem um demonstrativo. endossável e ações nominativas. Ações escriturais mantêm contas de depósitos em nome dos acionistas. no que couber. mas Waldemar Ferreira. Ela não documenta uma operação de crédito. Na hora da prova coloquem o Túlio na frente do Clóvis. 1. E as ações escriturais? As ações escriturais elas não têm títulos. tudo isso é feito pela instituição financeira. você tem lá as ações. não tem documentado. As ações escriturais elas constam apenas nos registros de uma instituição financeira que faz o controle das ações para a companhia. transferência. Carvalho de Mendonça. Não tem natureza de título de crédito. é Direito Civil. “Ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. ações documentais e ações escriturais. mas você aplica as ações. ela é que controla suas ações. O professor Fran Martins faz só uma ponderação: “É título de crédito impróprio”. ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. Esta contratou os serviços de uma instituição financeira que vai fazer esse serviço. Fran Martins. Então é o banco é que faz. é uma conte de depósito. Você prova através dos extratos que você recebe e tudo mais.. O controle é feito pela própria companhia. valor através do último balanço tal. por exemplo: A Vale do Rio Doce não controla suas ações. Qual a natureza jurídica da ação? “Se ela é ou não é título de crédito”.”. última cotação no mercado é essa”. gravames. porque o Túlio é especialista em Direito Comercial (Empresarial) e o Clóvis é do Direito Privado como um todo.AÇÕES Sobre ações existe uma divergência doutrinária que já está aí há muito tempo. parece um diploma de faculdade. Os professores Clóvis Bevilaqua e Túlio Ascarelli entendem que ela não é título de crédito. O que são ações documentais? São aquelas representadas por certificados de propriedade de ações.. ESPÉCIES DE AÇÕES Primeiro uma classificação importante. Por isso que ele é considerado um título de crédito impróprio. absolutamente nada. . Quando você tem uma conta corrente. o entendimento majoritário é de que as ações são títulos de créditos. Eles entendem que ação é um título de mera capitação de recursos que representa parte do capital social de uma companhia. Vou recebe um diploma dizendo: “Fulano de tal proprietário do lote de ações. Como é que você prova que é titular? Que tem ações? Através dos registros na instituição financeira. É apenas parte do capital social.

pega as ações e desaparece. II e III”. você vai à instituição financeira. Então pode acontecer que na prática a ação preferencial não tenha nenhuma preferência. Aí você vai para o parágrafo único: “Quando as ações preferenciais forem de companhia aberta”. O artigo17 vem dizendo assim: “As preferências. Ou quando as ações forem escriturais. O advogado chega no dia seguinte e fala: “Vocês estão arruinados. Isso é verdade? Não. eles podem ser conferidos ou não. porque ela além de não ter o direito de voto. . basta. professor. se ainda for suprimido o direito de voto. elas terão obrigatoriamente. uma companhia fechada. na bolsa e tudo mais e. Então você vai lá na Companhia e faz a transferência lá. não existem mais ações endossáveis.. Em relação às ações ordinárias elas têm algum tipo de preferência. e ainda tira o direito de voto. algum tipo de privilégio. III e IV”. olha o caput do artigo: “podem consistir. pelo menos uma das seguintes vantagens: “Incisos I. Por quê como é que você hoje transfere a titularidade de ações? Através de termo. o cara entra na casa. (isso acontece em companhias abertas). aí poderia alguém levar. OBS: As preferências ou vantagens elas só são obrigatórias se ações preferenciais. I. Desde 1990. Ações Preferenciais: O próprio nome está dizendo. porque todos os direitos decorrem diretamente da lei.”. só tem é prejuízo para ela. Aquele papel é só para tirar onda. Vejam esses direitos. no livro de transferência de ações nominativas. nas novelas. interpretar o artigo 17. levaram suas ações”. Isso não está escrito. Aí.. Antigamente valiam (papéis). ela tem alguma coisa de privilegiada? Não. mas é a mesma coisa. muito menos ações ao portador. arromba o cofre. você vê nos filmes. aquilo não serve de droga nenhuma. Mas aqui uma observação muito boa: Tem que dar uma olhada no artigo 17. Se levasse já era. E aí. “Quando forem admitidas as negociações no mercado”. Às vezes bota em um quadro (proprietário de um lote de ações “tal”). forem de uma companhia aberta e. Quanto à natureza dos direitos. Ações agora são sempre nominativas. por exemplo. Preferenciais ou de Gozo ou Fruição”. Plano Collor. ter suprimido o direito do voto. absolutamente nada. nenhum tipo de preferência. os privilégios das ações preferenciais. não existe mais essa figura. não vai ter nenhum tipo de preferência. podem consistir em: Incisos I. porque às vezes era ao portador.128 Mas desde 1990. então não dá nada. que lá se faz à transferência. Ações Ordinárias: São aquelas que confere os direitos comuns dos acionistas Praticamente o Estatuto não tem margem nenhuma para fazer qualquer tipo de restrição a essas ações. Então quando as ações preferenciais forem negociadas no mercado. Aquilo não serve de nada. Então não sobra muita coisa para o Estatuto. Na companhia fechada. as ações podem ser: “Ordinárias.

000. mas deu um passo). Em última análise o sócio é um credor da companhia. A democracia está lá. sempre. E ações de gozo ou fruição? Qual o artigo das ações de gozo ou fruição? As ações de gozo ou fruição estão perdidas.000. Isso nas (ações preferenciais. seria 225. De tanto tirarem as pessoas pensam que exceção é a regra. agora no máximo a metade. Só terá preferência quando for de uma companhia aberta e for suprimido dela o direito de voto. Então. Então essas daqui (2/3) eram de ações preferenciais que o estatuto tira o voto. olha uma importante modificação. mas na prática.129 Por quê não preferencial? Porque nem sempre ela vai ter preferência. Aí a nova lei fez assim (deu um passo. Exceção é tirar o direito de voto. Vem a lei. É aí. está com razão.001. Quantas ações eu vou ter adquirir para ser o controlador tranqüilo. Antigamente nós tínhamos a seguinte situação: Capital social de uma companhia R$900.00 cada ação). sendo uma parte ordinária e a outra preferencial.000 ações sem voto e 450.001. estão lá no artigo 44.000 ações ordinárias. aí sobravam 300. conforme artigo16). agora o máximo de ações sem voto numa companhia é metade.001.00. já que temos agora metade. Então agora essa companhia poderia emitir 450. O ideal é que todos tenham o direito do voto.000. no mercado.000. Por isso que muita gente pensa que ação preferencial não tem direito de voto. Antigamente até 2/3 poderiam não ter o direito de voto. ele tem o direito de voto ou não tem? Tem. parágrafo 5º da Lei de S/A.000 votos para você mandar precisa ter quanto? 150. ou seja.001. para você controlar basta 150. vocês conhecem alguma ação preferencial com voto? Eu não lembro de nenhuma companhia. O problema é que é exceção. Então eu tenho uma companhia.00? Por que antigamente até 2/3 das ações poderiam não ter o direito de voto. não ter qualquer tipo de problema? Vou ter que adquirir quantas ações? Antigamente R$150. Por quê R$150.000 com voto. Importante: Aí o Fábio Ulhôa. A regra é que todos têm direito de voto. o acionista também. Na prática o estatuto sempre tira o direito de voto das ações preferenciais. está longe ainda.001? Não. conforme artigo17) e (ações ordinárias. Não é errado. Certo ou errado? Se o estatuto não fala nada. Vem na prova assim: Acionista preferencial tem direito de voto. mas pela lei hoje está assegurada metade dos acionistas. O que é ação de gozo ou fruição? Em última análise o acionista é um credor da companhia. controlava.00. você controla 900. . A democracia é que todos tivessem o direito de voto. Com 150. se o estatuto não falar nada a ação preferencial tem o direito de voto. De 300. Ela está tão utilizada que parece que virou regra. (R$1. Você bastava adquirir 150. mas as ações preferenciais podem ter esse direito suprimido. ele faz uma advertência.

a companhia não é obrigada a pagar os seus acionistas. O que ela faz? Ele vai ter que distribuir isso através de dividendo. Então ela fica “amarrando”. E por que gozo ou fruição. Para ela (acionista) vai ser de risco? Não.000. dá como uma forma de pagamento. apenas amortizou o pagamento. ela já vai saber do lucro. Agora ela só está fazendo o que naquela companhia? Gozando e fruindo. pegasse o restante e distribuísse entre os acionistas. teria direito a R$3. reserva “daquilo”. pelas ações dela. tanto lucro. só que agora sem risco. Se a companhia terminasse hoje.00. Faz reserva “disso”. deu o dinheiro para companhia e a companhia deu uma ação para ela. eu pergunto. E o quê acontece? A companhia pega as ações dela. Se quando tiver lucro ela vai receber lucro através de dividendos? Sim.00. todas as reservas já estão cheias e mesmo assim sobrou dinheiro. Então a companhia antecipa o pagamento. ele levaria pelas ações dela R$3. ela não tem nenhum benefício com isso. ela integralizou. E ela continua acionista? Sim. para não distribuírem dividendos. o que eu já fiz com as ações dela? Eu já paguei. Ela continua como acionista. Ao invés de dar a ela de graça. esse nome? Ação é um investimento de risco? Sim. Ela subscreveu e integralizou e os outros também. porque tudo aquilo que ela investiu ela já recebeu.000.O quê acontece? Depois de alguns anos a companhia está dando tanto lucro. porque distribuição de dividendos é a mesma coisa que dinheiro jogado fora. Então o que é uma ação de gozo ou fruição? São aquelas dadas em substituição a ações amortizadas. se assembléia geral autorizar. Pelo balanço é verificado se a sociedade acabasse hoje ela. o que ela faz? Ela pode fazer o seguinte. essas ações? Não. ela como acionista não é credora da companhia? Então é feito o balanço.130 Então quando ela comprou uma ação. Isso pode acontecer com as ações ordinárias. a companhia gosta de distribuir dividendos? Não. Mas dinheiro de dividendos é jogado fora. A companhia comprou as ações dela? Não. A companhia precisava pagar isso agora. o balanço já foi aprovado. Mas aí vamos supor que ela pagou o dividendo mínimo. Sabe porquê? Tudo aquilo que ela já investiu ela já recebeu. dá um jeito daqui. Essa é uma forma de amortização.000. alto risco. as ordinárias. da um jeito dali.00). como pode acontecer com as ações preferenciais. entrega o dinheiro a ela (R$3. No dia em que a companhia for acabar. ao invés de dar o dinheiro para a pessoa. . pagasse todos os credores da companhia. Além do pagamento. Ela deixa de ser acionista? Não. Pego as ações ordinárias e acabo com elas. eu pego as ações de gozo ou fruição e dou em substituição as ações que foram amortizadas.

por que normalmente a ação do majoritário ou controlador valem muito mais. Importante: Em resumo. Na prática sempre o estatuto ou assembléia tira o direito de voto. Ela recebeu os R$3. Pode não ser interessante para o acionista controlador ou majoritário. porque faz parte do bloco de controle. Às vezes aconteceu o contrário.000.00. que as ações de gozo ou fruição terão direito de voto. Ele já não tem mais risco.000. Amortizei as ações dele e.200. Essa sociedade vai ser finalmente dissolvida. Às vezes pode acontecer um fenômeno muito interessante: “Imagine que estou amortizando as ações preferenciais de Túlio”. É um bingo dentro da companhia. pode ser também que lá na ata da assembléia fiquem consignados. Pergunte a vocês. Às vezes uma ação ordinária. só R$1. Existe o sorteio e de repente: “Lote de ações de (tal a tal)”. ele que não tinha voto acaba passando a ter o voto. na verdade ela teria direito não a R$3.00. Por isso que às vezes que não é interessante para o acionista controlador. porque às vezes ação de gozo ou fruição não tem direito de voto. continua acionista.200. ele terá que devolver aquilo? Não. através de sorteio. chegasse aqui ele teria que pagar os R$4. ou preferencial. o que vocês podem notar é que às vezes a amortização ela pode não ser interessante para o acionista controlador. Então na prática nunca tem direito de voto. Ele vai para casa com dinheiro e continua acionista. OBS: No dia em que ela for liquidada. que autorizou a amortização.00. se aquele dinheiro fosse distribuído através de dividendos.00 Ela recebeu R$3. que tinha o direito de voto. Para o pequeno investigador é sempre um ótimo negócio. Então. Aí levanta a pessoa vai entrega as ações dele (tudo isso estereotipando.00.700. Então além de receber o que investiu. Foi verificado que se hoje fosse feito o pagamento por aquelas ações. vamos supor que a atualização não tivesse inflação nenhuma. Vamos supor que em 2006 fique constatado que se hoje fosse receber ela só teria direito de receber R$1.00 e sim a R$4.000.00? Sim.131 E quais serão os direitos das ações de gozo ou fruição? Serão aqueles previstos no estatuto e na ata da assembléia. aprovados. ele só é controlador por tem a maioria dos votos. Foram feitas as contas atualizadas e verificaram o seguinte. acabam. Vamos supor que isso acontecer em 1996. Então ele vai querer ter a ação dele amortizada? Se for por uma ação de gozo ou fruição sem voto? Não.200. Então o que acontece. Ela vai receber a diferença? Sim. Ela vai receber a diferença.00 ele já tinha recebido. quando é amortizada fica na ata assembléia: “Ação de gozo ou fruição não terá direito de voto”. porque R$3. As ações preferenciais podem não ter o direito de voto.000. Na prática tem? Não. ela sempre tem o direito de voto. mas só a diferença. recebe o dinheiro e recebe ainda as ações de gozo ou fruição. na verdade consta no registro) ordinária ou preferencial. tanto faz. o controlador precisa do voto? Sim. é bom ter uma ação amortizada? Está no artigo 44. porque era um acionista de gozo ou fruição. ação de gozo ou fruição é uma ação dada em substituição a uma ação ordinária. só para facilitar a conta. . porque aquilo foi apenas uma amortização. amortizada.

Tem que ser companhias fortes. Se uma companhia está precisando de dinheiro e ela for fazer esse pedido de empréstimo. dependendo da operação. Isso é um empréstimo contraído pela companhia junto ao mercado. Então. você retirasse juros de mês em mês. Ela pensa: Quanto é que uma pessoa ganha na poupança? Ganha 0. mais a TR. é “jogo” ele emprestar.000. Normalmente eu vejo de três em três meses. Uma grande companhia só isso. É excelente para ambas as parte. ela pede dinheiro as pessoas.00. ou seja.5% em cima de R$ 10. reembolso é direito de retirado (artigo 45). quando vocês lerem vão saber se situar.3%. eu não vou analisar artigo por artigo das debêntures.000.00 (normalmente a debênture das pequenas companhias está em torno de R$10. É quando ela está saindo definitivamente de sociedade. vou dar só uma orientação genérica. quando você tem a certeza que vai receber. para ela tanto faz. Aí a forma de atrativo é o seguinte. Ela te paga todo mês os juros. DEBÊNTURES O que são debêntures? O quê acontece? Explicando agora.5% ao mês. Ele é representado pelas debêntures. Para a companhia é “jogo” pegar dinheiro emprestado dessa forma? Sim. R$50.5%. ou seja. Amortização está no 44.2%. está acabando mesmo.00 no mercado). Ela economizou quanto aí? É tudo verificado no momento. o acionista. “Mas ninguém vai querer fazer isso. O que vai representar essa debênture? Eu vou devolver esses R$10. no momento para ela foi vantagem. 0. Para o investidor que estava na poupança. As grandes companhias têm debênture de até R$10. Os juros você pode pegar todo mês.2% mais TR. Não adianta a qualquer companhia emitir que ninguém vai comprar.000.2% ao mês. vai receber só daqui a cinco anos”.00). a vocês. o banco cobraria 2. Então o que a companhia faz? Ao invés dela pedir dinheiro ao banco. Ou de três em três meses. a companhia dá uma debênture”.5% ao mês. vamos supor que o percentual de juros hoje 2. Ela não quer pagar 2. às vezes é 0. ela vai ter que pagar quanto? Só R$1. Se chegar lá e não tiver dinheiro para pagar ele. 1.132 E como aquele dinheiro não foi através de dividendos.9%. .00. E tem alguns benefícios fiscais.000.00 em cinco anos. Todo mês ou três em três meses você ficou recebendo esses juros (1. No final dos cinco anos você recebe o principal corrigido pela TR. OBS: Reembolso é outra coisa.000. parágrafo 5º.8% no máximo 0.000. Em geral é muito melhor.00.4% ou 0. quem emprestar R$10.00. Ao invés de dar de graça. A TR 6% ao ano.200. investir o dinheiro dessa forma? Sim. Fala o seguinte: “Quem me emprestar R$10.000. mais TR. será que ela vai imaginar que vai cair tanto assim. mas vou pagar em juros de 1. Não vai ser mais acionista pelo exercício do direito de retirada (artigo 45 c/c o artigo 137).

Temos uma segunda espécie de debênture. Ainda uma anomalia nas debêntures. prova do Ministério Público. às vezes um bem (imóvel etc. primeiro vai alguns acidentes do trabalho. você tem a opção de transformar aquele dinheiro. ou seja. depois encargos da massa. Quer dizer. se quiser. São as debêntures conversíveis em ações. depois dívidas da massa. Quando alguém está emprestando ele pode dar como garantia. ela falou: “dou como garantia de que eu vou pagar essa debênture. Temos quatro espécies de debêntures. se sobrar dinheiro distribui entre os sócios. . Qual é a espécie de debênture mais utilizada no mercado? Debêntures subordinadas (equivale a 50% das debêntures em circulação) Quando você empresta para alguém. mais utilizadas.00 corrigidos. A conversibilidade de ações pode ser conferida a qualquer espécie. ou então uns títulos que eu tenho que receber em outra companhia. você pode. crédito com privilégio especial (aqui já temos duas debêntures). depois créditos com garantia real. se sobrar dinheiro. naquela ordem de falência. crédito quirografários (outra debênture) e. só com uma coisa de importante. ou então royalty do petróleo. tem esses direitos. PARTES BENEFICIÁRIAS Leiam na lei. e as debêntures subordinadas têm uma maior rentabilidade. a Debênture Quirografária. Isso pode ser conferido ou não. Debêntures com garantia flutuante (ativo). Se cair na prova vai ser isso. Esse credor passa a ser chamado de credor com garantia real. o ativo dela. Os direitos das debêntures podem variar. As debêntures que tem como garantia o ativo da própria companhia. Os credores dessas debêntures são chamados credores com privilégio especial. depois temos crédito com privilégio geral. por exemplo.000. Então normalmente vai buscar debênture que tem uma maior rentabilidade. depois de todo mundo.). depois tributários. etc”. que foi pergunta da prova do Ministério Público: Como se posiciona as debenturistas no quadro geral dos credores? Tem que saber isso tudo. aquela debênture em ações da companhia. depois trabalhistas.00 ganha uma debênture. essa companhia que está pedindo dinheiro emprestado. Debênture com Garantia Flutuante (credores com privilégio especial . É a terceira espécie de debênture. no final dos cinco anos em vez de você pegar os R$10. por isso que elas são as mais procuradas. As últimas debêntures são as Debêntures Subordinadas. você está contando que essa pessoa vai a falência? Se você desconfiar você empresta? Não. em qualquer espécie. elas hoje só podem ser emitidas por companhias fechadas. Então temos uma espécie de debênture já. No início você é um mero credor. crédito subquirografário e. Numa forma de empréstimo em que não há nenhum tipo de privilégio. elas podem ser conversíveis em ações. Naquela ordem de falência temos alguns credores privilegiados. Debênture com Garantia Real.133 Quem empresta esses R$10.ativo). Dão aos seus titulares um crédito subquirografário.000. depois você pode até se tornar acionista. umas ações que eu tenho em outra companhia. o credor é chamado de credor o quê? Credor quirografário.

o conceito do professor César Evivante tem que estar na ponta da língua. caiu uma prova de título de crédito. Complementando o conceito. Então é a nossa posição atual. está lá no direito das obrigações que vem falando inclusive dos títulos de crédito. está meio decadente. tudo de título de crédito. dá uma visão econômica do título de crédito. Então. Em geral 80% das questões de título de crédito gira em torno dos princípios. que são os princípios da cartularidade. Vamos começar pelo PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE. O professor Bonelli sempre defendeu que título de crédito tem que ser inserido dentro do direito das obrigações e foi o que fez o novo Código Civil. Qual o conceito de TÍTULO DE CRÉDITO? Ele está no artigo 887 do novo CC. . aí fica legal você complementar o conceito jurídico com o aspecto econômico. que é a aula de hoje. autonomia e abstração. Eles incorporaram o conceito do professor César Evivante: “Títulos de Crédito é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. literalidade. Prevalece hoje a tese. São as teorias de Bonelli (italiano). todos os livros têm esse conceito. Discute-se qual a natureza jurídica dos títulos de crédito. Vamos ao que é mais importante sobre títulos de crédito. E só você olhar no livro. lá vai estar dizendo.Como já disse: Ele está no artigo 887 do CC. outra hora é direito das obrigações. existe um professor chamado José Maria Elmidaque.134 13ª Aula – 06/09/2003 TÍTULOS DE CRÉDITOS O que seria Título de Crédito? Em primeiro (importante para quem vai fazer Defensoria). “TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado”. Saber os princípios você resolve as questões de título de crédito. que já é um princípio que está meio caduco. Aí você tem em qualquer livro. Nós vamos trabalhar em torno desse conceito. Praticamente. ele dá um aspecto econômico. O conceito que eu dei para vocês é um conceito jurídico. capaz de realizar imediatamente o seu valor (complementação). Uma hora é direito das coisas. Qual o conceito de Título de Crédito? Esse conceito que eu vou falar é mundialmente aceito. mas ainda temos que falar sobre ele. Existe uma “queda de braço”. dificilmente você não irá resolver a questão com os princípios. O conceito completo de título de crédito é o artigo 887 do CC mais essa complementação. vamos começar pelo conceito. de que os títulos de créditos estão dentro do direito das obrigações. Qual é o aspecto econômico? Primeiro ele repete: TÍTULO DE CRÉDITO é um documento formal e necessário para o exercício do direito literal e autônomo dele mencionado.

em um título.135 1 – PRINCÍPIO DA CARTULARIDADE Paes Lacerda e Torres gostam de utilizar outro nome. O que é isso. como os títulos de crédito. o seu original. em uma cártula. só não sabia o fundamento. Não existe título de crédito verbal. Existe um parecido em Portugal. tem cheque no Uruguai. Então. Existe um outro um pouco diferente também na Argentina. em uma cártula. Um delas foi até objeto da prova da Defensoria Pública. tem que estar num documento. Ele é necessário. você não pode cobrar o seu devedor apresentando uma cópia mesmo que autenticada em razão do princípio da cartularidade. E por ser um título que só existe no Brasil. A duplicata é genuinamente brasileira. são universais. é a mesma coisa. Antes de falar dessa exceção eu vou falar uma observação. em uma cártula. Olha para o nosso conceito: “É um documento formal e necessário. ele nasceu no Brasil. Muito bonito. Então você não pode executar uma xerox autenticada. por isso que é cartularidade. também chamado PRINCÍPIO DA INCORPORAÇAO. A gente sabia disso. ele chama a duplicata de “Título Príncipe do Direito Brasileiro”. mas na prova não cai a regra. não existe lá fora.”. USA. por isso que os princípios são universais. O fundamento é o princípio da cartularidade. Eu posso executar uma xerox autenticada de uma nota promissória? Você pode exigir que o devedor pague você apresentando uma xerox autenticada? Não. ele tem que estar materializado fisicamente num documento. Então são títulos universais. nós temos um título que é genuinamente brasileiro. Normalmente na prova caem as exceções. O título príncipe do direito brasileiro é a duplicata. tem cheque na China. . você tem que apresentar o título. Mas o que aconteceu? No Brasil a par de todos esses títulos universais. Esse é o teor do princípio da cartularidade. que é a DUPLICATA. Por que não? Pelo princípio da cartularidade. em um papel. tanto é que o professor Italiano Scarelli.. analisando duplicata. na Alemanha. é brasileiro nato e só existe no Brasil. A duplicata é o título tupiniquim. Então cai na prova: Discorra sobre o título príncipe. Por que ela recebeu esse tratamento? Porque ele é um título genuinamente brasileiro. tem letra no Brasil. ele é imprescindível para você exercitar o direito de crédito. ele tem umas regras próprias peculiares que acabam excepcionalizando os princípios universais. o princípio da cartularidade? O título de crédito ele tem que estar incorporado em um documento. Acabam abrindo brecha daquelas regras que são únicas para os demais títulos. tem que estar num papel. Agora você já sabe o que é.. Paraguai. Estes princípios.

Nós já sabemos o que é o princípio da cartularidade. Então é título que só existe no Brasil. Aí de repente. Tudo isso feito por telefone. Então. Então são dois documentos: A nota fiscal e a fatura. o que o fornecedor vai fazer? Ele vai emitir o que? Uma nota fiscal. se a quantidade de mercadorias está ok. O fornecedor pergunta: Vai pagar quando? A padaria responde: Daqui a noventa dias. Quanto é? O fornecedor responde: R$ 5. OBS: Na prova não pode falar canhoto. São quatro vias se não me engano. coloca a data para cinco de dezembro. com aquilo que ele tratou por telefone. é a duplicata. feita essa compra e venda.000. Chegou aqui. é porque ela só existe no Brasil. a transportadora voltou com aquilo (comprovante). A padaria liga para o fornecedor de farinha e pede: “Eu quero 10 sacos de farinha. Aí ele vai conferir a nota/fatura. Com base na fatura. . Não é que é ruim. devidamente assinada. Vê-se o vencimento está ok. Então quando você emite uma nota fiscal já é nota fiscal e fatura. Por isso. para simplificar. que é. Então ela não tem o mesmo tratamento. o fornecedor vai mandar via transportadora ou via própria mesmo. etc”. a padaria vai assinar esse comprovante de que recebeu as mercadorias e.00. uma fica com ele. tem uma parte destacável na nota/fatura chamada de? Todo mundo fala canhoto. por que? Ela limitou-se a duplicar os dados da fatura. Ele confere e verifica que está tudo certo. a padaria vai conferir. por isso que o nome do título é duplicata. para acabar com tanto papel o que eles fizeram? Pegaram a nota fiscal e acrescentaram os dados da fatura. que o nome dela é duplicata. Então toda hora eu vou falar “duplicata” e vocês vão falar: “Duplicata é ruim”. vai tudo junto. a duplicata. mas na prova pode botar canhoto? O nome dela é comprovante de entrega e recebimento da mercadoria. É um modelo só. a mercadoria. etc. o vendedor só pode criar um único título de crédito. Junto com a mercadoria. as outras com o transportador junto com as mercadorias para não perder um dinheiro na estrada. fechou negócio. Diz a lei de duplicata que toda vez que a compra e venda mercantil tiver um prazo igual ou superior a trinta dias (nesse caso aqui tem mais) é obrigatório à emissão da fatura. Aí. e vamos falar da primeira exceção do princípio da cartularidade. por isso tem umas regrinhas diferentes das regras que tem que ser aplicadas em todo mundo. o fornecedor vai estar na mão com as vias da nota/fatura e com o comprovante de que entregou a mercadoria ao seu cliente. No Rio de Janeiro. Como é que funciona a duplicata? É mais ou menos assim: Temos aqui o fornecedor de farinha e temos aqui uma padaria. a mesma sistematização que os demais títulos de crédito. Vocês vão ver qual é o título que faz exceção ao princípio. estando tudo ok.136 Então quando eu falo dos princípios há uma aplicação quase que absoluta nos demais títulos. Estando tudo certo. mas vocês vão ver a toda hora exceção do princípio.

quase que uma cópia da fatura. por isso que a Lei dá um prazo de dez dias. devedor. mesmo sem o título ele possa cobrar. O título ele assinou? Não.Não aceita. Se estiver tudo ok. (mandar para contabilidade. Ele não vai aceitar e não vai devolver o título. Protesto por indicação. mesmo sem o título na mão. O credor está com o título na mão? Não. Ele assinou apenas um comprovante que recebeu a mercadoria. Duplicata nos dados fatura. A única coisa que ele não poderia fazer eu vou falar agora. de R$50. E sem o título ele pode cobrar? Pelo princípio da cartularidade. Ele liga para o fornecedor e fala: “Não vou aceitar.Faz o aceite e entrega dizendo que no vencimento podem cobrá-lo. “Não aceito e não devolvo o título”. Qual foi a fórmula cobrada pela Lei? Se o título foi retido indevidamente pelo devedor? Artigo 15. É o que a Lei chama de PROTESTO POR INDICAÇÃO. ele vai fazer o que na duplicata? Aceite. agora ele passa a conferência para ver se os dados da duplicata realmente correspondem aos dados da nota/fatura. a lei dá a ele um prazo de dez dias para refletir. desde que ele apresente Justificativa.) Então tem que ter um prazo. como é que ele vai juntar o título na inicial? Ele não tem como executar. Você pega os dados da fatura e passa para a duplicata. Tem valor de R$1000. Ele remete para o comprador. Quem remete a duplicata para o sacado. aí vem a assinatura do credor. para ver se aceita ou não aceita. vendedor. porque está sem o título.00. São dez dias. O título foi retido indevidamente. que ele tem que aceitar ou recusar dentro de dez dias. parágrafo 2º da Lei de duplicatas. ele pode cobrar? Não. Remete para que o comprador. A lei de duplicatas (5474/68) no artigo 7º diz: Apresentada a duplicata para o sacado e a padaria faz o ACEITE. etc. como é que é isso? Ele vai lá no cartório (Fornecedor). o fornecedor. se o título ficou retido com o “safado” do credor. Uma exceção para quê? Para que o credor. sacado. Será que tem como se convencer na hora? Não tem. 2º) Ele recusa o aceite .137 Porque ela é uma cópia. . A Lei já prevendo que poderia acontecer teve que criar uma exceção ao princípio da cartularidade. que é o devedor. por isso que o nome do título é duplicata. Está faltando a assinatura de quem no título? Da padaria. Vou mandar alguém pegar meu título de volta”. Ele é o sacador. Dentro desse prazo ele tem duas opções: 1º) Lançar o aceite .00. Imagine um supermercado. Como é que ele vai executar. (Depois irei falar).000. Ele (Fornecedor) vai ao cartório e fala: Quero protestar uma duplicata.

na verdade esse prazo ele só tem (vamos falar disso mais tarde). O prazo para protestar por falta de devolução. juntando o comprovante de entrega da mercadoria. Segunda exceção ao princípio da cartularidade: Artigo7º. juntar o comprovante de entrega da mercadoria. dentro do prazo de dez dias. . Mesma história.. ele já pode até requerer a falência da padaria. Ele vai e indica para o cartório: Os dados da fatura são esses. mandou a duplicata para o comprador. dane-se a duplicata que o devedor reteve. Esse protesto por indicação também é chamado de PROTESTO POR FALTA DE DEVOLUÇÃO.”. é o que a lei chama de ACEITE EM DOCUMENTO SEPARADO. Na verdade. O credor pergunta se o devedor vai depositar mesmo (fica desconfiado). eu vou indicar os dados da duplicata. Com isso terá o protesto na mão. OBS: A lei fala que a recusa tem que devolver o título com as razões da recusa do aceite. mesmo sem o título. Com o protesto ele vai juntar o segundo requisito para poder confirmar uma exceção a cartularidade. mas ele só vai poder fazer isso se primeiro fizer o protesto por indicação e segundo. Junto com a certidão do protesto.138 O cartório pergunta: Cadê ela? Ele responde: Não está comigo. ele não precisa mais da duplicata. Ele vai juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. Fez tudo isso. Juntando-se esses dois documentos. Só que. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. Então ele vai fazer o protesto. pode executar. O devedor não devolveu o título a ele. o protesto com a devolução tem que ser feito até o vencimento. ele já pode executar a padaria. juntando esses dois documentos. O credor vai desconfiar. O comprador agora faz o ACEITE. não precisa mais delas. Cartório: Como é que eu vou protestar? Fornecedor: Não se preocupe. ele apenas indica os dados e apresenta a nota fiscal. Mesmo sem o título ele vai poder executar. Por isso que essa circunstância é uma exceção a cartularidade. Mesmo sem o título? Sim. Por que é protesto por indicação? Porque nesse caso o título não está com o credor. Mas se não fizer até o vencimento. É sinônimo protesto por indicação e protesto por falta de devolução. Protesto por indicações do sacador. qual a conseqüência? Vamos ver só mais tarde.. Como é que o fornecedor vai indicar os dados da duplicata? Vai puxar pela memória?Com base em que? Com base na fatura que ele tem. O que acontece? Quando o credor mandou a duplicata para o devedor fazer o aceite. o devedor pediu que deixasse com ele a duplicata que depositaria na conta do credor em dinheiro na data do vencimento. Com esses dois documentos.

E igual o aceite. tudo direito. . não prejudica. Quer dizer o seguinte. E. Por que não imprimia? Porque não precisava. faz para facilitar o juiz. Emite uma triplicata e junta com esse documento e executa. e o distribuidor recebeu a cerveja. Então a SKOL. na forma do artigo 7º. Precisa emitir a triplicata? Não. A prática é o que eu vou falar agora. Como é que o credor vai executar? Diz a Lei. com vencimento tal. Aí ele (devedor) faz um documento separado: Recebi a duplicata “tal”.139 O credor pede: “Me manda um papel.. esse documento separado ele substitui tanto o aceite como o próprio título. ou por telegrama. Diz aí. Tudo isso que eu falei é mentira. um programa e ela sacavam a duplicata.C. não é a SKOL.. Nada disso que eu disse para vocês existe na prática. substitui tanto o aceite como o título. parágrafo 2º da Lei de Duplicatas. aí com base na fatura o que a SKOL emitiu? As duplicatas. referente à fatura tal. substitui o título. não existe. aquele documento que o devedor passou via fax. era mandado para ela um disquete. Esse comprovante chegou na SKOL. promete pagar. com o credor ou com o devedor? Com o devedor. Esse aceite em documento separado na duplicata. que vai pagar no vencimento. o título está com quem.. é qualquer documento dizendo que aceitou pagar. Agora vamos modernizar nossa aula. Mandou via caminhão. mas. ou até por e-mail com aquela assinatura criptografada. ela contrata um banco. Na prática o credor executa. chegou no vencimento não pagou. Distribuidora A. Vamos falar dos títulos virtuais. Então pode ser por qualquer meio. Comprometo em pagar no vencimento. Vamos falar agora sobre o comércio eletrônico. ou por outro meio. Ela fez aquela jogada toda. criava a duplicata pelo sistema no computador dela e não imprimia. Ela vende SKOL para um monte de distribuidora. assinaram o comprovante que receberam a mercadoria. Olha como funciona hoje: Vamos imaginar a SKOL. nota fiscal. mandou o fax. qualquer documento. mas emite uma triplicata.D. Terceira exceção ao princípio da cartularidade. Esse documento. Tudo isso que eu falei só existe para cair em prova de concurso. Ele pode passar por fax. a Lei não diz que documento é esse. escreve dizendo que você vai fazer isso mesmo”.B. Não precisa. só que o aceite em documento separado. se ele não pagar. ou entregar pessoalmente. Quem vai fazer a cobrança dessas duplicatas para a SKOL.

no vencimento a “A” pagou. o banco comunica a SKOL que o “D” e o “E” não pagaram. vocês vão ver na duplicata. E aí. . A duplicata existe. D. O título se quiser pagar. não sei se alguém teve a curiosidade de ver já é uma prova de ficha de compensação. O que acontecia? A duplicata foi criada. aquilo é uma mera guia de recolhimento bancário. porque se você juntar isso você já substitui o título. pedir a falência do “E”. A e a SKOL vai ter na mão o que? 1º) Vai ter a certidão de protesto. o banco dá a baixa no sistema e pega o dinheiro e deposita na conta da SKOL. os examinadores ainda não sabem. Manda o que? O boleto bancário. a ficha de compensação. os documentos para SKOL. Um banco recebia e automaticamente jogava no sistema. mas é claro que não é o valor do título. É título executivo extrajudicial. Quando paga se dá automaticamente baixa na duplicata do sistema. mais nada. Toda vez que você juntar a certidão de protesto com o comprovante de entrega de mercadoria. o cartório manda a certidão de protesto. O protesto é feito. Vai ter que imprimir agora? Não. também manda para o cartório por via e-mail. mais nada. constavam todas aquelas duplicatas.B. ter até tem. Vamos supor que o “D” e o “E” não pagaram. Assim acontece desde 1997 e os bancos. Manda a ficha de compensação para o A. o cartório recebeu via e-mail e já manda intima o “D”. intima o “E” para comparecer ao cartório para pagar sob pena de protesto. Chega no banco. A SKOL dá nomes de uma orientação. Aí ficou em aberto. O “A” pagando. ou após o vencimento. é um valor um pouquinho maior. Manda as duplicatas via e-mail para o cartório. Juntou isso aqui você pode executar. A intimação de hoje. porque já estão incluídas as custas do cartório. Ele pagou. o banco manda o que para o domicílio dos sacados? Manda duplicata? Não. pode requerer a falência. podem executar o “E”. você precisa apresentar o título? Para que imprimir duplicata? Precisa? Não. Aquilo é título de crédito? Não. Feito o protesto. Ficou em aberto. manda via e-mail para o banco. manda os títulos para protesto. ele já paga logo. A SKOL chega para o banco: Se não pagar em cinco dias após o vencimento protesta. Após o décimo dia. tem numero de série. 2º) Ela vai juntar o comprovante de entrega da mercadoria.C. Aí intimou. Só no final do ano é que eles imprimem. às vezes duzentas. Essas grandes companhias não tem.140 Ele cria e manda essas cem duplicatas por dia que ela tinha. O banco vai e protesta. “Em caso de não pagamento passível de protesto”. mas só dentro do computador. agora imprime? Vai manda para o cartório para protesto. Chega aqui. Então daqui a um tempo ninguém vai ver duplicata. O “D” paga e o “E” não pagou.

depende de Lei. Título de crédito mesmo.00. . Eles querem transformar o comprovante de entrega de mercadoria também em informação via-computador. assinasse. mas delas não precisamos falar. Existe algum outro título que pode ser virtual? Existem as ações escriturais. E o cheque. Então hoje a duplicata pode ser virtual. mas é válido a terceiro de boa-fé? Não. Aí eu vou hoje na casa dele e digo: “Vim te cobrar aquela nota promissória”. digital. Essas são as exceções ao princípio da cartularidade. No endosso para valer tem que estar no título. Por que o princípio do jogo do bicho? Vale o que está escrito. só existe a duplicata. Preste atenção agora.00 e eu dou o recibo para ele de quitação da nota promissória. não é válido. Ele poderia alegar que estava de boa-fé? Não. Vale o que está escrito. e nunca vai ser. nem mais e nem menos. estão querendo acabar até com o comprovante de entrega de mercadoria.000. mas não é cheque droga nenhuma. 2 – PRINCÍPIO DA LITERALIDADE É o princípio do jogo do bicho.000. Como é que você vai endossar um título em documento separado? Não pode. Se eu chegasse lá na nota promissória e colocasse assim: “Quitada” e. Você pode dar um aval um título sem ser do título? Um aval em documento separado? Não. Só se vincula ao título o que assina pelo princípio da literalidade. Ele aceita e me paga os R$ 5. O devedor vai ter que pagar? Sim.141 E o pior você não sabe. Pego aquela nota promissória em casa e endosso para outra pessoa que está de boa-fé. mas me paga que eu te dou o recibo”. Aquilo é débito automático em conta. Você não pode exigir nem mais nem menos. um monte de coisas. Por quê? Aquela quitação é válida? É válida em relação a mim. Este último vai e cobra do devedor. porque ele viu que o título já tinha sido quitado. Tenho uma nota promissória em meu favor. existe o cheque só de computador?O cheque eletrônico? Aquilo não é cheque. Eu digo: “Esqueci em casa. É só experimento ainda. só se vincula ao título quem o assina. Ele pergunta: “Cadê?”. Quando eles mandam receberem as mercadorias. endossasse para outro. que nós vamos ver dentro dos títulos de crédito. com aquela assinatura criptografada. que endossa para outro de boa-fé e que também endossa para outro que está de boa-fé. eles mandam um e-mail para o vendedor dizendo que recebeu as mercadorias. só seria válido se a quitação estivesse no título. R$ 5. Título virtual hoje só existe um. Eles têm o nome de cheque. a duplicata. Isso é plano piloto ainda.

. o que vai é a ficha de compensação. um aval. inciso II da Lei de Duplicatas. Na prática duplicata é apresentada para aceite? Não. e aí? Mas essas verbas decorrem diretamente da lei. Essas verbas não estavam no título. O aceite em documento separado. Mesma história. A primeira exceção às verbas decorrem diretamente da lei. Mas vamos para a prova da Defensoria. Só que agora isto está no artigo 15. Então eu estou executando a nota promissória que ele não me pagou. via correio? Também é exceção ao princípio da literalidade. voltou tudo bem. O aceite pode ser dado em documento separado e. Existem exceções? Sim. só são válidos realmente.142 Então a quitação. 3º) Aceite presumido é a terceira exceção (essa aqui foi questão de Defensoria Pública). pelo princípio da literalidade tudo deveria estar no título.000. Podem ser cobradas. lá vem dizendo: “O sacado só pode recusar o aceite: I. O problema é o seguinte. ele não me pagou e. correção monetária e principalmente honorários advocatícios. também é uma exceção a literalidade. estou executando a nota promissória. ela nem vai para o sacado. um endosso. emitiu a duplicata. Lembra daquele aceite em documento separado? Aquela via fax. . Quais são as exceções ao princípio da literalidade? 1º) Aquela mesma nota promissória. “erga omnes”. Mandou mercadoria. se estiverem no título. aceite presumido.00? Ou vou pedir mais alguma coisa? Vou pedir juros. aí eu pergunto: Quais são essas justificativas? Estão previstos no artigo 8º da Lei de duplicatas. As verbas que decorrem diretamente da lei não precisam estar no título. 2º) A outra exceção nós já vimos. Vamos voltar na duplicata. isso na prática. na cártula. ele só pode recusar o aceite se alegar uma justificativa. além de ser uma exceção a cartularidade. mas foi dito que só vale o que está no título. e enviou para o devedor efetuar o aceite. Quantos dias o devedor tem para refletir? Dez dias. no documento. Dentro de dez dias ele só tem duas opções: 1º) 2º) Devolver a duplicata dentro de dez dias sem aceite..”. vou executar só o R$5. Qual a natureza jurídica do título de crédito no Processo Civil? Título executivo extrajudicial (artigo 585 do CPC). O aceite presumido não existe. exceção ao princípio da literalidade. e não está no título. A segunda é aquele aceite em documento separado que nós já tínhamos visto. E agora vou falar da terceira exceção.

E o que o credor pode fazer nesse caso? Diz a Lei: Ele faz o protesto. Ele falou que o legislador não tem como prever todos os problemas que podem ocorrer na compra e venda mercantil. não tenha alegado uma das causas do artigo 8º. no terceiro requisito.. Júnior jurisprudência (majoritária). não alega nada. III.143 II. Fran Martin. Esses dois documentos vão suprir a ausência de assinatura.. O terceiro requisito é que o sacado não tenha alegado o artigo 8º. Mas isso não importa. O que é justificadamente? Alegando uma das causas previstas no artigo 8º. não apresenta justificativa ou apresenta uma justificativa que não está no rol do artigo 8º. Importante: Então a exceção ao princípio da literalidade tem essa diferença. aquelas justificativas estão dentro de um rol exemplificativo ou aquele rol do artigo 8° é taxativo? Será que todas as justificativas estão no artigo 8° ou eles podem recusar o aceite alegando uma outra coisa que não esteja no artigo 8°? Para o professor Rubens Requião o rol do artigo 8° é exemplificativo. É tão complexo. Como é que o legislador vai prever. Então ele está vinculado no título? Em princípio não. Ele tem um pouco de razão... Ele devolve o título sem aceite e. Aquela duplicata vai estar com a assinatura dele? Não. por conta de que? Por falta de devolução? Não. Protesto por falta de aceite. porque o título foi devolvido. porque a corrente dele é minoritária. Juntar esses dois documentos já passa a ter força executiva.” esse “só” colocou o rol taxativo. aí o dever tem os dez dias. Aqui é que entra. Além da certidão de protesto por falta de aceite e o comprovante de entrega da mercadoria. Qual é a terceira condição para que o credor possa executar esse título sem aceite? Que o sacado não tenha recusado justificadamente. Não tem como prever. só que uma terceira condição negativa.. Fábio Ulhôa Coelho. Eu falei que só se vincula ao título que o assina. O que acontece? Foi lá para o devedor. vão suprir o aceite. ele só vai poder executar se o sacado não apresentou uma das justificativas previstas no artigo 8º. entendem que o rol é taxativo. . Protesto.. Ele vai ter que juntar o que? O comprovante de entrega da mercadoria. não tem “bola de cristal”. Aqui entre o que o colega perguntou do artigo 8º. É uma terceira condição? Sim. porque ele fala: “O sacado só poderá recusar. Waldo F. A pergunta que é feita é o seguinte: Então as justificativas estão no artigo 8°. Por falta de que agora? Por falta de aceite.

Ou ele propõe uma ação ordinária.00 no salão. Executa se quiser cobrar litisconsórcio passivo necessário. Ela gastou. Passou na loja comprou um vestido de R$ 300.00 no Shopping? Aí. O credor vai fazer o que?Ele pode cobrar? Sim. E se o sacado alegou alguma coisa do artigo 8º? Aí aquela duplicata vai ter força cambial? Não. Chegou em casa (a mulher) e mandou a empregada preparar um jantar à luz de velas. Conta comum. Vamos ver se vocês entenderam mesmo o princípio da Literalidade. a água de coco. ausência de título executivo por falta de aceite. Junto na riqueza e na pobreza. comprou o salão todo”. no sábado. o que a mulher faz no sábado? A mulher vai ao salão dentro do Shopping. Qual é o maior erro que o homem pode cometer na vida? É casar? Não. e os cheques foram devolvidos.144 Não junta os três. 2º) Só pode cobrar da mulher. segunda-feira. O marido passou em casa para fazer um lanche. para não gastar dinheiro na rua e ele atende ao telefone e é o rapaz do salão e diz: “O cheque de R$ 400. canhoto.00 voltou. que está prevista até na Lei de Duplicatas artigo 18 ou artigo19. porque essa terceira é uma condição negativa. Se entrar com uma execução? Você pode alegar exceção de pré-executividade. de outro. o marido. abandonou o futebol e a prova. Vou botar vocês (alunos) para cobrar essa dívida. Abandonou tudo para poder melhorar de vida e veio para o GLIOCHE. porque afinal de contas o CPF está intitulado. tendo conta conjunta com o marido. pagou R$ 400. o marido tirou o dinheiro da conta para poder aplicar em uma outra coisa. a moça da loja depositou o cheque. Resultado. Tirando algumas exceções. paga-não paga. . Aproveitou e passou na loja e comprou um modelito. pode cobrar de um. Ou litisconsórcio passivo facultativo. Preparou tudo para passar uma noite maravilhosa. O marido pagou a despesa do salão com cheque. Mas como ela não tinha avisado ao marido que ela tinha passado os dois cheques. ou conjunta. ou ele propõe a monitória. Mas avisou que gastou R$ 1.200. Ele passou na loja e salão e perguntou quanto. O maior erro é abrir uma conta conjunta. Tirando raras exceções. Ficou naquela de paga-não paga. está aqui no GLIOCHE. Alegou-se artigo 8º. ou dos dois. O marido chegou cansado do curso. depois vai ter que propor ação monitória. Ele vai ter que propor o que? Uma ação ordinária ou uma ação monitória. o rapaz do salão depositou o cheque. Eu vou dar duas opções aqui: 1ª) Só pode cobrar do marido. tem o amor. Na prática eles propõem a monitória. o chopp. mas através de exceção.00.

agora é marido e mulher. Agora vamos para relação jurídica externa. Só se vincula ao título quem o assina. Entre quem assina e entre quem recebe. podem ser dois sócios. Mas eles são o que solidários? Credores solidários. O marido assinou o cheque? Só quem assinou foi à mulher. Ex: Se tivesse. ficou com o saldo negativo. aí eles serão credores e devedores solidários. só pode ser executado o emitente. eles são solidários. Mata a charada. poderiam ser qualquer um. comum. Eu falei para vocês: Só se vincula ao título quem assina. aí esquece o contrato. Não tem aquela coisa do estatuto da mulher casada. ela é contratual. Mas sempre perante a quem? Ao banco. Isso em relação jurídica interna. Pelo saldo que está lá os dois são credores. porque ela é celebrada entre os correntistas e o banco. mas poderiam ser irmãos. o cheque do salão fosse pago. um de conta corrente e tem o contrato acessório de cheque especial. A RELAÇÃO JURÍDICA INTERNA ela não é cambial. Então os dois assinam perante o banco. macho que é macho vai ao barbeiro. A resposta é simples. Nesse caso a conta conjunta. Conta conjunta não é só entre marido e mulher. os dois assinam o contrato? Sim. negócio de dívida? Por isso que eu não falei do salão. Isso perante o banco. eles são credores solidários. Então é só ela que se vincula. Então na execução só quem pode ser executado é o emitente do cheque. Mas não é conta conjunta? O cheque tem duas relações jurídicas: É a relação jurídica chamada interna e a relação jurídica externa. O homem foi ao salão de beleza? Não. Se fosse uma conta especial. Se tivesse saldo positivo. aí são dois contratos. Quando se abre uma conta conjunta. e essa relação jurídica é formalizada por uma conta. Na relação jurídica externa. A resposta vem do princípio da literalidade. ele é formalizado entre o emitente do cheque e o beneficiário. O banco poderia cobrar o marido? Poderia cobrar da mulher? Poderia cobrar dos dois? Litisconsórcio passivo facultativo. Independentemente do regime. Essa é uma relação que exclusivamente cambial. Tanto é que o banco nem participa da relação cambial. . através de um contrato. princípio da literalidade. aquela que tem limite. Agora se o cheque for devolvido. Em princípio precisa saber regra sobre cheque? É só você aplicar o princípio da literalidade.145 Quem acha que só pode cobrar do marido? Quem acha que só pode executar a mulher? Quem acha que é litisconsórcio passivo necessário? Quem acha que é litisconsórcio passivo facultativo? Só pode executar a mulher.

Eu avisei é aquela “desgraça” que não pode fazer. tem dois cheques de R$3. Tem que ter sorte para o cheque bater primeiro. mas vamos falar dele de novo. Outra questão interessante para a gente abordar é o cheque pós-datado. Quem vai figurar no pólo passivo? Ambos? Não. por exemplo: Cheque pós-datado é um costume comercial? Lembra o que eu falei com vocês. a mulher passa um cheque no outro. Não é questão de justiça ou injustiça. que é a data 03/12/2003. pela interpretação dada pela jurisprudência ao estatuto da mulher casada. STF entende de uma forma e o STJ de outra. De quem é o ônus da prova. quando a dívida é feita em favor da família.146 Tem regra no estatuto da mulher casada o seguinte: Cada cônjuge responde por suas dívidas. só sei da divergência. Nós chegamos até a comentar no início. conseqüência do Civil dentro do Penal? O cheque pós-datado ele tem conseqüências próprias do Direito Empresarial. E se for na mesma data? O de menor numeração. não sei ao certo. tem outras conseqüências totalmente diferentes no Direito Civil. se foi a favor da família ou não foi a favor da família. ou seja. porque esse costume seria contra legis. Não tem como ter a mesma numeração. emite costumes segundo em “praeter legis”. O que vamos falar sobre cheque pós-datado? O que vai valer. todos os bens do casal respondem. . Mas se chegou do supermercado não há a menor dúvida que poderia executar qualquer bem do casal. porque o supermercado é em favor da família. Mas se os dois cheques baterem no mesmo dia?Qual é que vai ser pago? Qual vai pagar primeiro? Tem R$3. mas pelo estatuto. e tem outras também completamente diferentes no Direito Penal.00 na conta e.00. ou a natureza de ordem de pagamento à vista? O que vai prevalecer? Quais são as conseqüências do cheque pós-datado ou pré-datado no Direito Civil. e aí bate um cheque. o STJ tem um entendimento e o STF tem outro entendimento de que está com o ônus da prova. O colega de outra sala chegou a brincar: Isso é injusto! Se o marido passa um cheque num dia. lembra? É costume comercial? Pode ser acertado esse costume na Junta Comercial? Não. qual vai pagar primeiro? Vai ver pela data de emissão. Quem vai figurar no pólo passivo na execução? A mulher. Não abra conta conjunta. O professor Paulo Restiffe e o professor Paulo Restiffe Neto são sempre citados pelo Supremo Tribunal Federal. dessa vez. Mas aí qualquer bem poderá ser penhorado? No caso do salão? Essa despesa foi para o bem da família? Como é que ele vai provar que foi em favor da família? Tem divergência. o mais antigo.000. o que está no título. quais são as conseqüências no Penal para o Direito Empresarial.000. igual ao Rio Grande do Sul. Para o Supremo Tribunal Federal (STF) o ônus da prova cabe ao credor e para o STJ cabe ao outro cônjuge ou é o contrário.

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Então é isso que nós vamos abordar na próxima aula: Quais são os efeitos do cheque pós-datado no Brasil.

14ª Aula – 20/09/2003
Continuando o ponto da matéria passada, vimos à natureza jurídica, a importância do cheque pós-datado, pré-datado para o Direito Penal, Civil e Empresarial. Cheque pré-datado, cheque pós-datado no Direito Penal, alguém sabe dizer a importância? Caracterizar o artigo 171 do CP. Existe no artigo 171 do CP, a emissão de cheque sem fundos, essa prática é crime no artigo 171 do CP. Porém toda a jurisprudência a partir de precedentes do Supremo Tribunal Federal passou a entender que não tipifica o artigo 171 do CP ao cheque pós-datado devolvido. Isso porque o cheque pós-datado, para efeitos penais, retira o dolo do artigo 171 do CP. Para o STF, o cheque pós-datado é uma mera garantia de dívida, logo não há dolo na sua devolução por insuficiência de fundos. Isso não quer dizer que o cheque pós-datado não possa ser utilizado para prática do artigo 171 do CP, pode ser utilizado em outra modalidade de estelionato que não a modalidade de cheque sem fundos. O cheque pós–datado pode ser utilizado para prática de outro tipo de estelionato que não o de emitir cheques sem fundos. A mera devolução de um cheque pós-datado, não configura o crime do artigo 171 do CP, mesmo quando depositado na data prevista. Será um mero ilícito civil, vai executar o cheque, mas não pode denunciar por crime artigo 171 do CP. Cheque pós-datado pode configurar estelionato, na modalidade de emitir cheque sem fundo? Não, em hipótese nenhuma. Pode ser utilizado para prática de outras modalidades de estelionato? Pode, irá depender do caso concreto. Para efeitos empresariais, qual a conseqüência do cheque pós-datado, prédatado? Permanece com a natureza de pagamento à vista, pois se for depositado, o banco paga. O cheque pós-datado tem influência no direito empresarial, pois acaba aumentando o prazo de apresentação do cheque. OBS: O cheque tem prazo de apresentação, trinta dias se for à mesma praça e sessenta dias se praça distinta. Se o cheque for pós-datado o que acontece com o prazo de apresentação? Aumenta. Ex: Emitir um cheque hoje, mas coloquei para data de 10/11, o prazo para apresentação começará a contar de 10/11. Para efeitos de prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Se for depositado antes, o banco paga, mas para efeitos de contagem do prazo de apresentação prevalece a data que está no cheque. Então acaba aumentando o prazo de apresentação, mesmo porque o termo ad quo será a data futura colocada no cheque. Esse é o único efeito constatado pelo STJ, vários acórdãos têm essa fundamentação. Para o Direito Civil, especificamente tratando de responsabilidade civil.

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O cheque pós-datado tem alguma importância? Se o cheque está datado para 15/12 e é apresentado antes, isso gera dever de indenizar? Emite um cheque hoje, para o dia 15/12, a pessoa que recebeu depositou no dia 13/12. Foi antes da data, gera dever de indenizar?A mera apresentação do cheque antes da data gera dever de indenizar? Duas correntes (Estamos falando em Jurisprudência): 1ºcorrente: Entendendo que a mera apresentação antes da data não gera dever de indenizar, tem que provar qualquer tipo de prejuízo material ou moral. Imagine o seguinte: Depositou antes da data eu estava contando com o dinheiro para realizar outro negócio. Gerou prejuízo? Gerou, tendo então dever de indenizar. Outro exemplo: O cheque entrou antes da data, o dinheiro era para emitir outros cheques, que foram devolvidos por insuficiência de saldo. Para esta primeira corrente só há dever de indenizar se ficar provado o prejuízo, qualquer prejuízo. Essa é a posição Jurisprudencial Minoritária. 2º corrente: Cavalieri – Jurisprudência Majoritária. Apresentou antes da data, já gera dever de indenizar. Segundo este entendimento se houver prejuízo como nome no SPC, outros cheques devolvidos, qualquer tipo de constrangimento, essas circunstâncias servem apenas para majorar o valor da indenização. O professor Leonardo diz que até concordaria com a segunda corrente mais com outros fundamentos. A apresentação antes da data não gera dano moral, agora se houver algum problema, deixou de realizar algum negócio, até pode se entender como dano moral. Agora o fundamento para indenização pela mera apresentação antes da data é outro, gera até dever de indenizar, mas não dano moral. O professor é contra esta história de condenar em danos morais porque apresentou antes da data e a prova do prejuízo servir apenas para aumentar o valor. O fundamento do professor é diferente. Quando alguém recebe um cheque pré-datado, além da relação cambial, está criada outra relação de cunho obrigacional, que é uma obrigação de não fazer. Quando recebo um cheque pós-datado, assumo a obrigação de não fazer, de não depositar antes daquela data. Segundo norma do Direito Civil e de Processo Civil, se tenho uma obrigação de não fazer e faço, automaticamente, isto gera dever de indenizar. Indenizar dano moral? Não, o dano decorrente do descumprimento da obrigação de não fazer. Então se fosse juiz e tivesse um pedido de cunho indenizatório (indenização por danos morais) e também em razão do descumprimento da obrigação de não fazer, de não depositar, se o pedido de indenização for em razão do descumprimento da obrigação de não fazer (fundamento da obrigação) aí tudo bem, cabe indenização, mas esta não é por danos morais, é uma indenização em razão do descumprimento da obrigação de não fazer. Agora se também gerou dano moral, aí sim também indeniza o dano moral.

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O que o professor não concorda é dizer que, fundamentar pelo descumprimento da obrigação de não fazer um indenização por dano moral. A mera apresentação antes da data já gera dever de indenizar? Sim. Indenizar o quê? O descumprimento de uma obrigação de não fazer. A mera apresentação antes da data já gera dano moral? Não. Para gerar dano moral tem que ficar provado o quê? O prejuízo para imagem, prejuízo para a pessoa, o dano. Alguém em seu pedido “-Venho pedir indenização por danos morais...”, vai ser julgado improcedente se não ficar provado o prejuízo, o dano moral. Importante: Na hora da prova pode-se dizer que gera dever de indenizar, mas não danos morais, que o dever de indenizar é pelo descumprimento da obrigação de não fazer, se houver danos morais, aí também indeniza, mas não é a apresentação antes da data que vai gerar dano moral é a conseqüência disso, como, por exemplo, ter o cheque devolvido, o nome ir para o SPC, deixar de realizar outros compromissos assumidos anteriormente com outros clientes. Cheque pré-datado e pós-datado são a mesma coisa? Sim, são a mesma coisa. Então, vai haver indenização, mas não a título de danos morais e sim pelo descumprimento da obrigação de não fazer. Pode até haver, caso haja a indenização pelo descumprimento da obrigação de não fazer o e dano moral. Alguns juízes tratam tudo como se fosse dano moral, mas não é. Vamos falar agora sobre Princípio da Autonomia: PRINCÍPIO DA AUTONOMIA: Sobre Princípio da Autonomia deve ser feita uma ponderação. Na Jurisprudência, por incrível que pareça, a questão é muito simples, mas já na doutrina há uma confusão de nomes. O que Princípio da Autonomia? Pelo Princípio da Autonomia todas as obrigações constantes de um título de crédito, são absolutamente autônomas, independentes uma das outras. A nulidade de uma não torna as outras nulas. Cada obrigação existe por si só, então são absolutamente autônomas. No Direito Cambiário não se fala em Direito derivado, cada assinatura dá ensejo a um outro direito, a uma nova obrigação. No Direito Civil isto não acontece, na mesma relação com várias pessoas, por exemplo, uma cessão feita entre várias pessoas, se uma estiver viciada, a nulidade de uma gera nulidade das demais, Princípio da Seqüencialidade. No Direito Cambial cada assinatura é uma nova obrigação, é um direito original, não provém de outros direitos. Vamos exemplificar através de uma cadeia cambiária onde A emitiu uma nota promissória para B que endossou para C que endossou para D, que tem dois avalistas: D1 e D3, o que acontece?

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Cadeia cambiária: O A emitiu nota promissória à B que endossou C que endossou D (avalista D1,D3) que endossou E que endossou F. Vamos imaginar que o D colocou um revólver na cabeça do C para ele endossar o título, então o C endossou mediante coação. O D endossou para o E que endossou para o F. Pergunta-se: Um dia o D for cobrar do C, ele poderá alegar que foi coagido? Pode. A assinatura, neste caso, do D para o E é válida? É, pois é uma obrigação autônoma original. No vencimento, E poderá cobrar o A? Poderá, e o A não poderá alegar que houve coação. Este é o Princípio da Autonomia visto por um ângulo, por outro ângulo vamos imaginar a seguinte situação: O título é no valor de R$ 5.000,00. O A é credor do E em R$10.000,00. Então se o E fosse cobrar o A o que poderia ser alegado? O instituto da compensação. Por esse motivo o E não cobrou o A, o E então endossou para o F que não sabe de nada disso. No vencimento F cobra do A. Pode o A alegar que não vai pagar porque é credor do E? Não, porque a obrigação do A com o F é absolutamente distinta da obrigação que ele tem com o E. Vamos imaginar que o F seja devedor do B. O B tem um crédito com o F, ou melhor, o A tem um avalista A2. O título vale R$ 5.000,00. O F deve ao avalista do A R$3.500,00, se o F for cobrar do A2 este alegará o que? A compensação. O F então não cobrara do avalista, irá cobrar do A. O A pode alegar que não vai pagar em razão da compensação? Não, porque isto só pode ser alegado pelo avalista. Tudo isto está inserido no Princípio da Autonomia. Vamos imaginar que o endosso do D para o E seja através de assinatura falsa, melhor do E para o F quem assinou não foi o E, foi alguém que falsificou, o F não está sabendo disso, vai e cobra o A. O A pode alegar que não vai pagar para o F? Não, pois o problema deve ser resolvido entre o E e o F. Cada obrigação é autônoma, distinta, isso tudo em vícios intrínsecos. Agora vamos imaginar que o A emitiu uma nota promissória para o B que endossou para o C que endossou para o D que não endossou para o E, não há assinatura do D no título, o E endossa para F. Quando F for cobrar o A, ele irá pagar? Não, pois existe um vício extrínseco, está faltando uma ponte na cadeia cambiária, faltando uma assinatura o F não é credor. O Princípio da Autonomia é o princípio maior, para explicá-lo melhor é necessário falarmos do que a doutrina chama de Sub-princípios.

no telefone. pois quem vai cobrá-la é o endossatário. isso porque o título. Ex: Ela me contratou para construir uma sauna na casa dela. claro que baseado na lei). informo que ela não precisa se preocupar que não irei cobrá-la. o Decreto 57663/66. dizendo que não pagaria pelo serviço. Eu. *Nesta explicação entendi que seja o caso do avalista A2 que é credor do F. Só quem poderia alegar algum tipo de maracutaia entre E e F seria o próprio E. por exemplo. Na verdade isso também é o princípio da Autonomia. diz que Inoponibilidade e Autonomia são a mesma coisa. Fiz a construção e ela me pagou com um cheque pré-datado para daqui a trinta dias. ligou para a casa do A e falou para o A não pagar o F porque ele o está enganando em um outro negócio. ele não pode evitar o pagamento alegando uma defesa que só pode ser alegada pelo E. onde os vícios intrínsecos não passam. o endosso tem o efeito purificador. uma sauna a vapor. Que lei? A Lei Uniforme de Genebra. O que quer dizer efeito purificador do endosso? Por mais que haja um vício na cadeia. pois só posso alegar uma defesa que me diz respeito. que não foi convidado. A base do Princípio da Autonomia é o endosso. Na verdade isso é Autonomia. que a Doutrina chama de Inoponibilidade de Exceções Pessoais de Outros Devedores. O A não tem nada a ver com isso. Eu posso alegar embargos em matéria que é referente a esta outra devedora? Não. é a mesma coisa só que com uma visão mais restrita. Toda vez que o título é endossado ele recebe uma purificação. lá da ponta da sala. (este é o fundamento de Pontes de Miranda. estou sendo acionado na Justiça pelo credor. não diz respeito a outros devedores. segue seu caminho livre de vícios intrínsecos. quando um endossa para o E é como se tivesse um banho. que ligaria para o banco sustando o cheque. para a inauguração e eu endossei o cheque para um amigo. Não poso opor ao credor exceções pessoais de outros devedores. como iremos notar. ela passou a maior vergonha e ligou para mim. Inoponibilidade de exceções pessoais é o seguinte: A história da compensação: * Sou avalista de uma pessoa. E o sub princípio da Abstração? Ele também está inserido na Autonomia. temos o da Inoponibilidade e o da Abstração. Inoponibilidade de Exceções Pessoais de outros devedores vejam que quando se fala em Inoponibilidade lembra-se logo de Autonomia. onde o A alega a compensação quando F vai cobrá-lo. Ela chamou os amigos. A sauna deu problema. Como sub-princípios. O A poderá deixar de pagar em razão disso? Não.151 Qual o fundamento legal para o Princípio da Autonomia? É o efeito do endosso. segundo Pontes de Miranda. O E. É a lei que dá ao endosso o efeito purificador. O A não pode alegar que não vai pagar o E porque tem algum problema entre B e C ou E e F. não deixo de estar falando a verdade. os vícios extrínsecos não passam. só que com outro nome. A Inoponibilidade é o aspecto processual do Princípio da Autonomia. O professor Fábio Ulhoa Coelho. que estão deste lado da sala. mas é uma visão mais especial. ou seja. .

circular. Só o faz quem assume o risco de seu crédito. ela não assina em razão da causa de origem. É claro que o endossatário tem que estar de boa-fé. Então é a Convenção Executiva que dá origem a emissão do título. quando o devedor materializa sua obrigação em um título executivo. aquilo que poderia alegar contra o endossante. vai ter que pagar. Um contrato já é o bastante para se cobrar na Justiça? É. Emitiu-se um título está sabendo que ele poderá circular e que se circular terá que pagar o terceiro independentemente do que aconteceu entre ela e o credor originário. É claro que depois ela pode entrar com uma ação contra o prestador de serviço. foi dito que a causa de origem é a prestação de serviço. O que é isso? Ele precisava me pagar através de cheque? Não. o título de crédito é criado pela chamada Convenção Executiva. mas cambialmente ela terá que pagar o endossatário. Então toda vez que uma pessoa assina nota promissória. o que é absolutamente desnecessário. mas se o faz é porque está concordando que aquele crédito entre em circulação. . não tem mais porque. O que é Abstração? O titulo se desvincula da causa de origem a partir do endosso. Qual a razão das pessoas emitirem títulos de crédito? Não é o negócio em si. E por que isso? Qual foi a causa de emissão do cheque? Aí é que está o erro. Entrando em circulação ele já sabe que não poderá alegar contra o endossatário. ela poderia pagar na data do vencimento. isso porque ele se desvincula da causa debendi. ninguém mais irá discutir para que foi o título. por meio do endosso e se isso for feito. Então o que acontece? Um contrato que já é um título executivo. Ninguém está obrigado a materializar. mas a causa de emissão é diferente. E qual a função do título de crédito? Facilitar a circulação de riquezas. sua obrigação em um título de crédito. Quando a pessoa assina um título de crédito. A partir da circulação por endosso. a faz porque quer e sobre o risco daquela nota promissória ser endossada. sabe que não poderá alegar contra ele aquilo que poderia alegar contra o prestador de serviço. Em razão da causa de origem tem o contrato de prestação de serviço. tem vida própria. ela vai ter que pagar? Sim. ou seja. possa ser transmitida a terceiro. E por que isso? Devido ao Princípio da Abstração. lá no JECRIM. de sua obrigação em relação ao crédito. A causa de emissão é a chamada Convenção Executiva. em um título de crédito.152 Quando o endossatário estiver executando o cheque. as partes querem materializar aquele crédito. Ele abstraise.

Colocando não a sua ordem. ele perde a força executiva. Para emitir uma nota promissória precisa existir outro documento? Não. a independência diz respeito a necessidade ou não de existir um outro documento para a criação do título. Se depositar cheque sem data. As formalidades de cada título estão na lei. em que momento tem que estar perfeito. Vamos falar agora da chamada Independência. Formalidade Diferente do restante do Direito Comercial.153 Se tiver um título de crédito e colocar não a sua ordem. PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA: O que é Princípio da Independência? Alguns títulos têm e outros não. pois cheque sem data não é cheque. Ex: Um cara foi executar um cheque e o devedor veio com o seguinte fundamento: “. tanto que o credor pode preencher o título. dentro de títulos de Crédito é extremamente formal. . aplica-se a eles o Princípio da Autonomia. Tanto os títulos dependentes quanto aos independentes. A duplicata é dependente? Quanto à duplicata há pessoas que discutem. o banco irá devolver por uma alínea específica para isso. não podendo ser endossado. na emissão ou no momento da cobrança? No momento da cobrança. porque o cheque está sem data de emissão”. essa ramificação Direito Cambial. Agora. pois o título está sem data. se faltar algum desses requisitos perde a força executiva. O cara recorreu para o Tribunal que confirmou. O devedor assumiu que devia. mas o que prevalece é que é dependente. pois o não a sua ordem é uma cláusula. As ações são títulos dependentes do estatuto da Sociedade Anônima. pois o fundamento dele é o endosso. da mesma forma para emissão da letra de câmbio. se endossados. do contrato de conta corrente. Se o título não respeitar sua formalidade. o cheque depende da conta corrente.Não vou pagar. ele poderá ser endossado? Não. A súmula 387 STF trata desse assunto. não se fala em Princípio da Autonomia. O juiz deu ganho de causa ao exeqüente ora embargado ou ao executado ora embargante? Deu ganho de causa ao embargante. recorreu para o STF que confirmou. Dependente de que documento? Da fatura. Para emitir um cheque tem que haver outro documento? Tem. seus requisitos. mas que não pagaria devido a falta da data. Entrou com embargos.

ele não pode entrar na causa de origem sem ser chamado. “. que foi a boca do caixa para receber. aí sim o juiz vai conhecer. Mas como assim? O que explica a obrigação do devedor principal de um título? Qual o fundamento da obrigação dele? Qual a natureza jurídica dessa obrigação do devedor principal? Por que tem que pagar? . indo discutir isso em sede de Embargos. O caixa diante do valor alto do cheque subiu para falar com o executivo. O executivo perguntou ao caixa: “. tem que alegar que o título foi fraudado. Natureza Jurídica Obrigação Cambial Cesare Evivante ao explicar essa natureza jurídica da Obrigação Cambial. Logo após o caixa foi transferido. O advogado deve dizer ao juiz que “Não lhe interessa a origem”. pagando uma certa prestação de serviço ao executivo do banco. Então o advogado recorre para o Tribunal que vai julgar procedente o recurso. que prova uma fraude. Para afirmar que isso é algum tipo de fraude. É a mesma história para o juiz. O que é Eficácia Processual Abstrata? Enrico Túlio Libeman foi quem deu este nome. se aplica ao juiz. onde tudo o que for dito ao caixa do Banco. tem medo do exeqüente ser agiota.A assinatura é minha. dizendo se pode ou não. O juiz vai ter que segurar a pancada. claro que se executado entrar com Embargo alegando vício intrínseco. ela está executando o cheque no Juizado Especial. O que é Teoria Dúplice? Aqui vamos discutir a natureza jurídica da Obrigação Cambial. se os vícios forem extrínsecos.154 Uma nota promissória preenchida à máquina onde o valor está preenchido por uma máquina e a data por outra. Os juízes fazem isso com medo de que o Poder Judiciário seja utilizado como instrumento da agiotagem. Importante: O título tem eficácia processual abstrata. sem ter que discutir a causa de origem. não é?”. pois se não atrasa o recebimento do crédito. pois até entrar com recurso e ganhar existe uma certa demora. cheque no valor alto. O caixa respondeu que era. Vamos explicar com um caso. Caso: Um grande executivo de um banco emitiu um cheque para uma moderna atriz da Globo. EPA O que é EPA? Outra característica dos títulos de crédito é a Eficácia Processual Abstrata. já que a senhora não havia feito previsão de saque. O juiz só pode conhecer de ofício. por isso eles perguntam. mas na maioria das vezes ele extingue sem julgamento do mérito. Imagine que esta senhora tivesse depositado o cheque e este tivesse voltado sem fundos. se tiver algum vício intrínseco. criou a Teoria Dúplice.Então paga e não faça mais perguntas”. pois na prática diz o que é. o juiz vai olhar e dizer ao exeqüente para dizer a causa de origem do título. Houve um alvoroço na agência. quem tem que alegar é o executado através de Embargos. isso tem algum problema? Não há problema algum. Agir dessa forma deve ser apenas na hora da prova.

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O fundamento é o seguinte: O professor Cesare Evivante faz uma divisão (por isso Teoria Dúplice) dizendo: Aquela prestação de serviço onde o devedor sustou o cheque devido à péssima prestação de serviço, o credor está executando o cheque. O devedor pode alegar nos embargos, vícios naquela prestação de serviço? Pode, pois são partes originárias, sendo assim podem discutir a causa de origem. A causa de origem só pode ser discutida com o endossatário. Entre as partes originais pode ser discutido tudo, por isso ele diz que entre as partes originais o fundamento da obrigação é a Lei do Contrato e se vigora esta lei, pode alegar que não vai pagar em razão daquela máxima “excetus non adimplencicus contratus”, ou seja, alegar exceção do contrato não cumprido; não irá pagar porque não cumpriu o contrato, a prestação de serviço não foi como devia. Isto porque entre as partes originais o fundamento da obrigação dela vem do contrato, tudo sobre a causa de origem pode ser discutido. Em relação ao endossatário pode alegar vício na cauda de origem? Não, então não é Lei do Contrato. Com o endossatário a obrigação está fundamentada na sua mera assinatura, no título, ou seja, a declaração unilateral de vontade de que vai pagar. Então perante o credor original a obrigação, está fundamentada na lei do contrato e perante o endossatário vai pagar o título tendo como fundamento do seu pagamento tão somente a sua assinatura – Princípio da Liberalidade, só se vincula ao título quem o assina. No novo Código Civil está tratando de títulos de crédito, só que tem um artigo dizendo que só se aplica o Código Civil se não existir lei especial. Existe algum título, hoje no Brasil, sem lei? Não, todos os títulos têm lei. Todos os títulos têm lei específica, então não se aplica o novo Código Civil, principalmente porque estas leis mandam aplicar supletivamente a LUG (Lei Uniforme de Genebra) A LUG é o Decreto 57663/66, a base de todos os títulos de crédito, é a legislação mãe. Quando a lei especial for omissa aplica o Decreto 2044 que diz respeito às letras de câmbio, se todos os demais forem omissos aí sim vai aplicar o novo Código Civil. O novo Código Civil não tem aplicação. A LUG é uma Convenção Internacional sobre notas promissórias e letras de câmbio. Essa Convenção é de 1932 e só foi incorporada ao sistema brasileiro em 1966. A LUG, como é uma Convenção Internacional, trazia um problema que era adequá-la, chegar a uma conclusão entre todos os países. O que foi feito para adequar foi criar, por exemplo, vários artigos. A LUG é dividida em três partes, a LUG, a parte introdutória e o anexo I. Foram criadas ressalvas que se adotadas os países não precisam utilizar certos artigos. Da LUG, essa regra está no anexo II. Quais foram às reservas do Brasil? Elas estão na parte introdutória. Verificando as reservas passa-se, a saber, quais artigos serão aplicados.

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A LUG é uma Convenção Internacional, pode ser revogada por uma Lei Ordinária?

15ª Aula – 04/10/2003
A Lei que seria Ordinária pode revogar Tratado Internacional ou Convenção Internacional? Parece ser um tema debatido, sobretudo em Direito Constitucional, mas, normalmente em Direito Constitucional esquecem de dar uma posição específica. Tratado Internacional pode ser revogado por Lei Ordinária? Na verdade existem três correntes sobre o assunto, duas delas certamente vocês já estudaram em Direito Constitucional. A primeira corrente entendida e defendida pelos internacionalistas, para esta corrente a Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional, quem revoga é a denúncia, se o Brasil é signatário de um Tratado Internacional e decide não mais aplicá-lo, ele tem que denunciar o Tratado ou Convenção Internacional aos demais países, dizendo que não quer mais aplicá-lo, três anos depois, salvo engano, se eu me lembro do Direito Público, ele pode deixar de aplicar, tem que continuar aplicando durante três anos. Isto no Direito Internacional, só revoga Tratado ou Convenção uma Denúncia, logo eles não admitem uma Lei Interna revogando Tratado Internacional, isto sujeitaria o país às sanções internacionais. Ex: O Brasil celebra um Tratado Internacional com trinta países e, depois resolve simplesmente não mais cumprir aquele Tratado, isto é incabível, impossível. Esta posição, entretanto, é amplamente minoritária, só defendida pelos internacionalistas. Em contrapartida, há uma segunda posição, defendida pela maioria dos constitucionalistas brasileiros, que dizem que o STF defende esta posição, sustenta esta orientação. A nossa Constituição não tem hierarquia ao Tribunal Internacional, não tem hierarquia ao Tratado ou Convenção Internacional, em princípio está em pé de igualdade com a nossa Lei Interna, uma Lei Ordinária posterior ao Tratado pode revogá-lo. Mas nós falamos que a só a denúncia pode revogar um Tratado? Os consectários, as conseqüências desta irresponsabilidade do Congresso podem gerar sanções internacionais ao Brasil como um todo. Que a Lei Ordinária revoga o Tratado, se isto vai gerar alguma penalidade para o país, isto é problema do Estado brasileiro, no Brasil vai valer a Lei Ordinária posterior. Ex: O cheque, o Brasil é signatário de uma Convenção Internacional sobre cheque, Convenção de 1932, salvo engano, o Brasil foi signatário dela e a incorporou ao Direito Brasileiro através do Decreto 57595/66, Tratado celebrado em Genebra e posteriormente em 1985 editou uma Lei posterior, que é Lei interna sobre cheque, Lei 7357/85. A Lei prevalece, não o Decreto. Incansavelmente, o STF vem dizendo que a Lei prevalece. Um caso típico no Direito Empresarial é a questão do Cheque, tem um Tratado e tem uma Lei Posterior. Há uma terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial não o conhecia, passou a conhecê-lo lendo o seu livro sobre cheque, o professor Paulo Restiffi introduziu uma terceira vertente, que o professor de Direito Empresarial achou perfeita, esta terceira vertente diz o seguinte: “Lei Ordinária não revoga Tratado Internacional e Convenções Internacionais, pois só quem os revoga é a Denúncia, uma Lei Ordinária posterior torna apenas aquele Tratado ou Convenção Internacional ineficaz, a posição do professor Paulo agrade Gregos e Troianos, agrada os

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Internacionalistas, dizendo que não revoga os Tratados Internacionais e agrada os Constitucionalistas, dizendo que o Tratado não é superior, não tem hierarquia sobre as Leis Ordinárias”. A conseqüência prática disto: Vamos imaginar uma Lei Ordinária número dois, com dois artigos apenas. Artigo 1º - Está revogada a Lei do Cheque; Artigo 2º - Está Lei entra em vigor na data de sua publicação. Não trata da matéria, só revogou a Lei. Pela segunda posição qual é a conseqüência? Pela segunda corrente não teríamos mais legislação, regulamentação sobre o tema, foi revogada. E pela posição do professor Paulo Restiffi o Tratado foi revogado em algum momento? Não, apenas tornou sem eficácia em razão de uma lei posterior, revogada esta lei posterior o Tratado Internacional volta a ter eficácia, isto não é repristinação, parece, mas não é, a repristinação pode no Plano da Validade, nós estamos no Plano da Eficácia. Esta é a terceira posição defendida pelo professor Paulo Restiffi, o professor de Direito Empresarial está falando em sentido latu sensu, ou seja, uma lei revogando a outra, pode acontecer o seguinte, vamos supor que o prazo para protesto no Tratado era de cinco dias, para protestar um título, vem a Lei Ordinária 1 dizendo que o prazo para protesto é de três dias, vem uma Lei Ordinária 2 com dois artigos, só vem revogando o artigo 15 da Lei Ordinária 1. Pela segunda posição nós teríamos regulamentação sobre o prazo para protesto deste título. O artigo 4º do Tratado teria sido revogado pela Lei Ordinária número 1 e o artigo 15 teria sido revogado pela Lei Ordinária 2, então não teríamos mais prazo para protesto deste título. Enquanto, na terceira posição o prazo do Tratado, que é de cinco dias, voltaria a ter vigência, isto é mais fácil ocorrer, é bem mais fácil ocorrer. O STF afinal de contas adota a segunda posição? OBS: Nem todo Tratado Internacional trata de Garantias Individuais, por exemplo, pode ser um tratado aduaneiro, não ter relação com garantias individuais, com o caput do artigo 5º, os parágrafos tem que ser interpretados de acordo com o caput; na mesma linha do caput. Se fosse uma Convenção, Pacto de São José da Costa Rica, por exemplo, poderíamos formular esta interpretação no seio do STJ, já que foi incorporado por um pacto ligando o parágrafo ao caput, não poderia nem ser revogado este Tratado por Lei, porque estaria tutelado pela Constituição, isto é uma outra história. Qual seria a posição do STF? O STF entendeu por acaso que o Decreto 57595/66, que trata de Cheque, está revogado na prática? Não, ele fala apenas o seguinte, tem aplicação, a Lei Ordinária prevalece sobre o Tratado anterior, o STF diz que a Lei 7357/85, que é a nossa Lei sobre Cheque prevalece sobre o tratado Internacional, mas confirmou categoricamente que não está revogado o Tratado Internacional, que o Decreto 57595/66 não está revogado, ele falou apenas que a Lei Interna posterior tem prevalência. Portanto, o professor fica muito receoso quando falam que o STF sustenta a segunda posição, que a Lei revoga Tratado, o professor não acha que o STF diga isto, ele diz apenas que a Lei posterior prevalece, prevalecer prevalece tanto na segunda como na terceira corrente. Agora, a questão é revogou ou não revogou o Tratado? Pela segunda posição revogaria, pela terceira posição não, o Tratado se tornou ineficaz, dentro do território nacional, mas vai ter que reaplicar aquele tratado internacional, aquelas Convenções Internacionais, nas relações internacionais, o professor

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acredita que esta seja a melhor posição, que agrega as orientações lá do Direito Internacional e as orientações do Direito Constitucional. Quem disse isto? Não tem na Lei, não tem na Constituição. O STF, ele diz que os Tratados Internacionais e as Convenções Internacionais são recepcionados por nosso Ordenamento Jurídico com força de Lei Ordinária, não diz que é Lei Ordinária, diz apenas que o Tratado não tem hierarquia sobre as Leis Internas. Partindo para uma Relação Cambial Na concepção do professor os alunos já deveriam chegar aqui com pleno conhecimento do que vai ser tratado ou falado agora. O que é DCD? O que é DCI? O que é um credor? Isto tem que vir da Faculdade, mas, a maioria dos alunos chega até aqui sem conhecimento disso. O que vai ser falado agora serve para todos os tipos de título de crédito. Em qualquer título a primeira coisa que devemos identificar no Tício, no Caio, no Mévio, no Sinfrone, se eles são DCD, DCI ou credores. Em todo título vamos procurar quem é o chamado devedor principal, ele é chamado devedor cambiário direto (DCD), ele tem que ser o primeiro a ser cobrado, quando digo que ele tem que ser cobrado, não é na Justiça, não é judicialmente, primeiro tem que ser acionado extrajudicialmente, em título de crédito quase tudo é extrajudicial. Exemplo, o emitente do cheque, antes de cobrar qualquer pessoa, tem que cobrar primeiro o emitente do cheque, mesmo tendo endossante. Emitente de uma nota promissória que endossou para uma outra pessoa e esta endossou para uma terceira pessoa, no final o título foi endossado para quarenta pessoas, tem quarenta pessoas no título, o primeiro a ser cobrado, ainda sim, é o emitente da nota promissória, os demais só podem ser cobrados depois do devedor principal, os outros são apenas garantidores. Importante: São considerados DCD o devedor principal e também o seu avalista. A conseqüência prática disso: Para cobrar o DCD não é necessário protesto, se ele não pagar pode ser ajuizada uma ação, uma execução contra ele, não precisa protestar o título. No caso do avalista do emitente do cheque também não precisa protesto, porque ele também é DCD, para cobrar de DCD não precisa de protesto, seja ele o devedor principal, seja ele o avalista do devedor principal. Qualquer título, primeiro tem que cobrar do devedor principal, cobrar quer dizer ir a casa dele, não conseguindo pode cobrar do avalista. Quem são os DCIs? Devedor cambiário Indireto é aquele que só paga se o devedor principal não pagar, para a cobrança do DCI, em regra, é imprescindível o protesto. Ex: Emitir uma nota promissória em favor de uma pessoa, que endossou para uma outra pessoa, que endossou para o professor. Eu vou a casa dele cobrá-lo, ele fala que não tem dinheiro para pagar, não adianta tentar executar uma pessoa que não tem dinheiro, porque não vai receber, não tem dinheiro, não adianta, o que pode ser feito é protestar a nota promissória para exercer o direito contra o DCI, no exemplo o endossante. O endossante, em regra, isto quer dizer, em qualquer título, ele é DCI, ou seja, para a cobrança do endossante é imprescindível o protesto. Por que isto?

para só depois eu fazer o negócio com Sandra. que fazer antes mesmo do vencimento. a Letra de Câmbio e entrego para Sandra. por que falei isto? Duas coisas. o Rogério em princípio tem uma relação jurídica comigo (o sacador). se ele não aceitar pagar ou não puder pagar. O DCI pode após pagar. em regra. se este também for omisso vamos procurar resolver a questão com o Código Civil. dei uma ordem para ele pagar a beneficiária.00 é o sacador. gozo de dinheiro presente com dinheiro futuro. o sacado e o beneficiário. uma ligação . É imprescindível o protesto para a cobrança do DCI. não quero esperar o vencimento para receber dele. isto só ocorrer se o credor protestar o título. pego o título. Aqui. se o Rogério não pagar a Sandra pode vir em cima de mim. Eu quero colocar este crédito em circulação. um DCI. Temos o sacador. ele se torna um endossante e. Então. ela fica com o título e daqui a cento e vinte dias ela pode receber. é tudo extrajudicial. que vai ser daqui a cento e vinte dias. pagar diretamente para a Sandra. qualquer que seja o DCI tem que provar para DCI que primeiro cobrou do DCD. normalmente. se este decreto for omisso vamos procurar resolver a questão com o Decreto 2044/08. Na Letra de Câmbio o sacador é DCI. Já estou utilizando os R$40. Então.00.000. o cheque é emitido em favor dele.000. Se o sacado não puder ou não aceitar pagar. Título protestado pode cobrar.00 hoje. Surgem várias indagações: Eu (sacador) estou celebrando um contrato com a Sandra e digo que ela pode cobrar Rogério daqui a cento e vinte dias os R$40. é o beneficiário mediato. que na verdade eu só receberia daqui a cento e vinte dias.000. Isto pode ser modificado através do endosso. como isto funciona? Funciona assim: Eu tenho um contrato com Rogério. neste contrato Rogério me deve R$40. portanto.00. Há uma certa dificuldade para tratarmos deste título. o primeiro a ser cobrado é o sacado.159 Porque tem que provar para o endossante. Vejam que eu falei que se o sacador não aceitar pagar. Eu (professor Leonardo) dou uma ordem para Rogério pagar Sandra. então dou uma ordem para ele pagar daqui a cento e vinte dias. Já nesta concepção. pois poucas pessoas conhecem. Como funciona: O sacador (que cria o título cambial) dá uma ordem de pagamento em dinheiro ao sacado em favor de um beneficiário. por exemplo. provar que tentou receber mesmo. que vai ter que pagar se o Rogério não pagar vai ter que ser eu (sacador). A cobrança do DCI é extrajudicial. usando o exemplo. quem vai ter que pagar os R$40. o Leonardo está mandando tanto assim. aí sim.LETRA DE CÂMBIO: Legislação aplicada Decreto 57663/66. Primeiro Título que vamos ver é a Letra de Câmbio: A. Credor: Em geral. Eu dou uma ordem para ele pagar Sandra daqui a cento e vinte dias. ir ao DCD e cobrar dele o que pagou. temos o sacado e o beneficiário”. anexo 1. A Letra de Câmbio funciona mais ou menos da seguinte forma: Ela apresenta uma formação inicial com três partes: “A primeira parte é o sacador (em qualquer título àquele que a cria é chamado de sacador). isto é um título de crédito mesmo na essência. quando ele endossa. o sacador pode ser acionado. o sacador é DCI porque ela vai primeiro cobrar o sacado.000. Temos que observar alguns pontos: Primeiro. que cobrou efetivamente.

00 ele não está obrigado a aceitar a Letra de Câmbio. o sacado não está obrigado efetuar o pagamento. Com isso. o sacado ainda não tinha se vinculado ao título. a Letra de Câmbio. Em segundo lugar eu posso transferir o crédito de um contrato para uma terceira pessoa sem a anuência do devedor? Não. mesmo que o sacado me deva R$40. O aceitante é DCD. Com o aceito.00 para o pagamento em cento e vinte dias. artigo 290 do novo Código Civil.000. mas existem formas anômalas. ela não sabe. ele ainda não havia assinado. Cambialmente ele não é nada antes da assinatura. nem DCI e nem credor. mas ninguém está obrigado assinar este título. mas isto é bem mais complicado. se eu tiver um título de crédito tenho que avisar alguém na hora de transferir para uma terceira pessoa? Não. Se Rogério aceitar pagar. Ex: Entreguei um título para Sandra hoje. A primeira é a seguinte. ele é um pretenso devedor. O sacado se torna devedor principal se ele aceitar. para que Rogério faça ou não o aceite. Tem diferença? Tem diferença. Ele não está obrigado a fazer o pagamento. ele torna-se aceitante.00 ao próprio sacador.000. Isto é uma Letra de Câmbio: Sacador dá uma ordem de pagamento em dinheiro para o Sacado pagar ao beneficiário. quase todo credor pede que o devedor assine por fora além do contrato uma nota promissória. ele não assinou o título. o sacador dá uma ordem para o sacado para R$40. O que ela vai ter que fazer? O que ela pode fazer antes do vencimento? Ela sabe se Rogério vai pagá-la ou não daqui a cento e vinte dias? Não. por isto pedem um título. só se vincula ao título quem o assina. Agora. vencimento daqui a cento e vinte dias. até este momento quem apenas tinha assinado o título era o sacador. porque ele vai ser o principal devedor. Porém. caiu até em uma prova. eu dou uma ordem para . ela vai pegar o título de crédito. Então. Muita coisa muda. Então. lembrando que só se vincula o título quem o assina. porque isto facilita a execução. ele me deve em razão de um contrato R$40. ele não é nada. ele assina o título. No caso eu sou o credor de Rogério e não a Sandra. então o título de crédito facilita a circulação do crédito e facilita a execução. enquanto ele não assina. Se o sacado aceita a ordem. nem o devedor está obrigado a transformar a sua dívida de um contrato em uma dívida de título de crédito. então. emita um cheque pós-datado. transformar a dívida em título de crédito facilita a execução. ele não está obrigado pagar a Sandra. o devedor tem que ser avisado se o credor quiser transferir o crédito para alguém.160 contratual. antes do aceite? Não ele não é DCD. o sacado para de ser chamado de sacado e passa a ser chamado de aceitante. esta é a forma normal. se torna devedor cambial se assinar o título.000. O aceite é manifestado pela assinatura do sacado. se for perguntado o seguinte: O sacado é devedor cambial enquanto sacado. o sacado na Letra de Câmbio não está obrigado. Podemos executar um contrato. Uma questão mais importante: O crédito está materializado em um contrato. O beneficiário por ordem é a Sandra. O que acontece? Tem uma regra em Direito Civil que diz que ninguém está obrigado a pagar quem não é seu credor. e vai levá-lo antes do vencimento na casa de Rogério. DCI ou credor? Ele é DCD.

passo o título para frente. aqui no Brasil a Letra de Câmbio era muito utilizada antes da criação da duplicata. Vai apresentar primeiro a Letra de Cambio para o Rogério. Peculiaridades sobre o assunto: Questão do sacado. porque se eu colocasse o nome da Sandra direto como beneficiária e Rogério se recusasse. não desse o aceite. A LUG é uma Convenção Internacional. ela parte para o próximo sacado. A beneficiária vai ter que seguir a ordem indicada pelo sacador. Indico na Letra de Câmbio vários sacados e entrego para a beneficiária. . Taiwan. Outra forma anômala: O sacador dá uma ordem para ele mesmo pagar determinada quantia ao beneficiário. Em geral são três partes: Sacador. eu Leonardo. sacado e beneficiário. se ele não aceitar tem mais três sacados. coloco quatro sacados. ocorre o que vamos ver futuramente. aí eu coloco o título em circulação. mas a Joana hoje vai apresentar para o Rogério. O Leonardo deu uma ordem para o Leonardo pagar uma quantia para Sandra. Não podemos olhar a LUG como se fosse só no Brasil. para Bianca e para a Patrícia. neste caso a letra de câmbio funciona igual uma nota promissória. Normalmente. em geral. Itália. podem existir vários sacados em uma Letra de Câmbio. na Itália muito se utiliza a Letra de Câmbio. Sandra estou dando uma ordem de pagamento para o Rogério. se o segundo não aceitar ela parte para o próximo. Isto é para evitar que o título não tenha aceitante. posso. a Letra de Câmbio adota esta forma. ele ficou louco. que vai estar na Letra de Câmbio. Nessa hipótese a Lei de Câmbio já nasce aceita.000. Suécia. Se nenhum sacado aceitar e ela protestar vai ocorrer o chamado Vencimento Antecipado (vamos estudar mais para frente). Na duplicata o sacador é o vendedor. porém se o Rogério aceitar ela não apresenta o título para os demais sacados – artigo 10 do Decreto 2044. Interessante em razão de uma regra que está no Decreto 2044. para Joana. ele aceitando eu endosso para Sandra. Bianca ou para a Patrícia. se o Rogério não aceitar. Na prática a Letra de Câmbio adota mais esta forma. Se um aceitar os outros estão liberados. ela vai à casa do segundo sacado. Isto é perfeitamente possível. dou uma ordem para ele pagar. entre outros. endosso para quem eu quiser. mas ela pode apresentar o título para Joana.000. ele aceitando a ordem. Como assim? Eu dou uma ordem para o Rogério ou para a Joana ou para Bianca ou para a Patrícia. o vencimento é daqui a cento e vinte. Japão. para evitar problema. Estas são as partes da Letra de Câmbio. recusar esta ordem? Se o Leonardo recusar a cumprir a ordem dada por ele mesmo interna. por isto é melhor o sacador dar uma ordem para o sacado pagar o próprio sacador.00 para Sandra. por enquanto tenho que resolver dentro de casa consegui. Esta segunda forma parece mais com qual título brasileiro? Com a duplicata. vencimento antecipado. Nos Estados Unidos e na Itália utilizam a Letra de Câmbio para tudo. porque já tem a assinatura do Leonardo. Eu digo para Sandra. Seria muito mais fácil ele emitir uma nota promissória. O Leonardo dá uma ordem para o Leonardo pagar R$40. a Sandra poderia me cobrar imediatamente. o sacador dá uma ordem de pagamento para o sacado pagar o beneficiário.00 para mim daqui a cento e vinte dias. Nesta forma anômala sacador e sacado seriam a mesma pessoa.161 Rogério pagar R$40. através do endosso. Tem que seguir a ordem indicada pelo sacador. Como eu (sacador) não tenho certeza se o Rogério vai aceitar ou não a minha ordem.

endosso próprio. Vamos falar do Aval. com isto vai ter Letra de Câmbio sem devedor principal. através do endosso. eu posso transferir o título de crédito apenas endossando o título. Endosso e Protesto. toda transferência é pró-soluto. o endossante. o Fábio Ulhoa diz que a Letra de Câmbio pode ser emitida para qualquer negócio. ENDOSSO: A Letra de Câmbio é um título de crédito cambial e “abstrato” (para Fábio Ulhoa Coelho é um título ilimitado para todo mundo é abstrato. nestes casos o título que tem que ser usado é a duplicata. isto não tem problema nenhum. Podemos concluir que a Letra de Câmbio é o único título que pode existir sem devedor principal. Toda manifestação de crédito é unilateral de vontade. Eu vou ser o endossante e. Aceite. O endosso é pró-soluto e pró-sovendo.162 O sacador odeia a antecipação do vencimento. Toda declaração cambial é unilateral de vontade. ela é limitada e não abstrata. crédito de um contrato. temos que ir ao Decreto 2044. em geral. não é um título falso. o endosso vem no verso do título. um empréstimo. através da qual transfere-se a propriedade de um título de crédito ou. Em regra. . até a cessão civil de crédito – artigo 290 do novo Código Civil. Isto acontece quando o sacado não aceitar a ordem. isto significa que eu que era credor endosso este crédito para Sandra. para qualquer negócio. menos para representar uma compra e venda mercantil ou uma prestação de serviço. Endosso: É uma declaração cambial. portanto o endosso é DUV. Endosso Próprio: Ex: Leonardo sacou uma Letra de Câmbio contra o Rogério em favor do próprio Leonardo. porém isto não faz diferença. estou dizendo para ela que este crédito existe. quem recebe o título é chamado de endossatário. Endosso é assinatura do credor. Na prática não muda nada. Sobre esta possibilidade de existir ou não vários sacados a LUG é omissa. em regra. portanto unilateral de vontade. estou dizendo com isto que quando transferi a Letra de Câmbio para a Sandra. excepcionalmente. Duas coisas temos que falar aqui: Primeira: Quem endossa é chamado de endossante. Toda vez que for falar de uma declaração unilateral de vontade eu sempre abrevio para DUV (Declaração Unilateral de Vontade). portanto unilateral de vontade. quando isto acontecer a beneficiaria vai protestar o título e vai receber do sacador. Nós vamos entender melhor o endosso através de suas espécies: Tudo está na LUG. partindo desta premissa que ela não pode ser aplicada nestes dois casos. apenas alguns direitos da carta (título). porque ele não está preparado para pagar agora. pró-soluto. Mas. a Sandra agora é nova credora. vamos imaginar que o Rogério aceitou. leasing. para ele é ilimitado). é DCI. Título Abstrato é aquele que a Lei não diz qual é a causa jurídica. pode ser emitido uma Letra de Câmbio para qualquer negócio. Continuando: O endosso é uma declaração cambial.

o endossante não é devedor cambiário. A LUG permite que esta procuração seja feita no próprio título. R$40. Então. que na verdade vai funcionar como se fosse um substabelecimento.000. eu pago. garanto o pagamento. mas no dia 03/11 vou estar viajando. São duas espécies de endosso impróprio: Endosso caução. O endosso mandato é simplesmente a outorga de um mandato através de endosso. o endosso não precisa avisar o devedor. Vou celebrar um contrato qualquer. que diz que o endossante não garante o pagamento ou aplicar a LUG. porém a Sandra me pede uma garantia. No dia 03/11 ele vai cobrar do Rogério como se fosse eu. garanto não apenas a existência do título. posso dar uma procuração para alguém cobrar para mim. R$40. ela é uma Lei Especial. vai poder executar o título. um financiamento.00. garanto que se o devedor principal não pagar. preciso deixar alguém para cobrar o título no meu lugar. ou seja. porventura. faço um endosso procuração. se o Rogério não pagar. além do pró-soluto. garanto mais. Em regra. que está em uma Letra de Câmbio. Eu tenho que receber de Rogério no dia 10/11. O endossante é sim devedor cambiário indireto. E as defesas que ele pode apresentar são defesas que. O que devemos fazer aplicar o novo Código civil. que ele aceitou.00. não é devedor. como meu procurador mesmo.000. Endosso Mandato: Imagine vocês que eu tenho que receber do Rogério no dia 03/11 (vencimento do título). que na verdade quem está executando é o endossante através de procurador. este alguém pode endossar para outra pessoa? Só um novo endosso mandato. Eu vou viajar. Eu não estou transferindo para ele a propriedade do título. Quando estiver endossando para a Sandra preciso avisar o Rogério que estou endossando o título para a Sandra? Não. endosso próprio. quando voltar. apenas estou transferindo o direito e o poder para cobrar o título em meu nome. como meu mandatário através do endosso. só que hoje vou celebrar um contrato com a Sandra. que afirma que o endossante garante o pagamento? Devemos utilizar a LUG sem sombra de dúvidas. Endosso mandato. Endosso Caução: Também chamado de Endosso Penhor ou Endosso em Garantia. ele pode protestar o título. Tudo que imaginamos sobre procuração se aplica ao endosso mandato. Na cessão civil de crédito o devedor tem que ser avisado. Eu dou um mandato para alguém. Ofereço o Título de Crédito que tenho para receber do . o endossante se torna devedor cambiário indireto. ele tem contra o endossatário ou contra o endossante? Contra o endossante. e viajo. Endosso Impróprio: O endossante não transfere a propriedade do título. como por exemplo.163 No endosso tem mais. Pelo novo Código Civil. ele vai prestar contas comigo. Isto entra em choque com tudo que estudamos até hoje sobre título de crédito. como regra. ele transfere apenas alguns direitos inerentes ao título. o nomeio como meu procurador. além de garantir para Sandra que o crédito existe.

ela recebe. 16ª Aula – 25/10/2003 ENDOSSOS ESPECIAIS: Endosso póstumo. Não se extingue o mandato pela morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandante. mas você já sabe que existe prazo. Artigo 18 da LUG – 3ª linha – Está dizendo o seguinte: um mandato que resulta de um endosso por procuração não se extingue por morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandatário. . coloco no título. a Lei diz que não extingue o mandato. Ela aceita o título como caução. ela não se tornou a nova credora. no próprio título. na Lei está mandatário. também chamado de endosso tardio. Leonardo pode fazer um endosso caução para Sandra? O cheque é uma ordem de pagamento à vista. O endosso feito após o vencimento tem algum efeito? Você pode endossar um título depois de vencido? Pode. temos que alterar foi erro de tradução. endosso procuração. ele pode fazer um endosso mandato. Prestem atenção: Fiz um endosso mandato para alguém. fizeram uma tradução do que já haviam traduzido.164 Rogério no dia 10/11. Antes era bem mais fácil. este alguém sofreu um acidente e morreu. esta caução. Se eu cumprir o contrato ela tem que me devolver o título. tem que me devolver o dinheiro. foi erro de tradução. os R$ 40. Depois eu vou especificar quais são esses prazos. O endossatário tem poderes para cobrar o título.000. fazer este penhor. há quem sustente que não é possível o endosso caução do cheque. eu poderia fazer um contrato de penhor. Mas o endosso após o vencimento não é o endosso póstumo. Há quem sustente isto. apenas dei o título como garantia de um determinado contrato. como garantia. É possível endosso caução no cheque? Rogério emitiu um cheque em favor de Leonardo. porque ele é uma ordem de pagamento à vista. ela me devolve o dinheiro. Para dar este título como garantia para ela. Tudo que pensarmos sobre penhor vai ser aplicado no endosso caução. Nós já falamos aqui centenas de vezes que vencendo o título existe um prazo para se efetuar o protesto. Não transferi a propriedade do título para ela.00. endosso para Sandra como garantia. Se por acaso ela já recebeu. Dois pontos interessantes sobre o endosso impróprio devem ser falados: Primeiro sobre o endosso mandato: Tem um erro na LUG. Na prática o professor nunca viu isto. mas seria um contrato acessório àquele contrato que tenho com ela. ele vai trazer algumas jurisprudências sobre o assunto. eu cumpro o contrato. na verdade a Lei errou na tradução. o erro não foi exatamente dos tratadistas de genebra. pois seria incompatível com a natureza jurídica daquele título. O endossatário do endosso caução pode endossar o título? Sim. Porque tem que apresentar o cheque dentro daquele prazo. traduziram errado a LUG. Não foi uma tradução feita direto de Genebra. faço endosso caução para ela. e a Lei permitia isto. tem que corrigir a Lei. no endosso penhor ou endosso em garantia. endosso para Sandra como garantia.

o título é purificado. ela até pode endossar tudo para uma empresa de factoring (endosso sem garantia). . Vamos a um exemplo de título de crédito que é transferido por cessão: Factoring. . . Não houve protesto.O cedente não garante o pagamento. Endosso é exclusivo de direito cambial.É de direito comum. mas esse endosso é póstumo ou tardio. . Isso quer dizer que se Laura emitiu uma nota promissória a favor do Leonardo e o Leonardo endossou essa nota promissória para Marcos. . Vamos imaginar que tenha sido protestado aqui no dia vinte de setembro. Então endosso póstumo ou tardio é aquele que é feito após o protesto por falta de pagamento ou se não tiver protesto. Endosso . Qual a conseqüência de ser endosso póstumo ou tardio? Normalmente. O endosso gera o efeito purificador.O cedente é pro soluto e pro solvendo. todos os efeitos dele serão da cessão civil de crédito. não houve protesto. Você pode transferir o título de crédito por cessão civil ou por endosso. . . porque os vícios intrínsecos não se propagam. mas ele não gera efeito de endosso.É exclusivo de direito cambial. mas expirou o prazo para protesto. . Vou dar um exemplo da duplicata: Na duplicata o prazo para protesto é após trinta dias do vencimento. endosso só existe do título de crédito. Aí nós vamos continuar perguntando e daí? Qual a diferença dos efeitos da cessão para os efeitos do endosso? Diferença entre cessão cível de crédito e endosso: Cessão Civil de Crédito .165 Endosso póstumo é o seguinte: “Vamos imaginar que o endosso póstumo venceu e há um prazo para o protesto. então o endosso feito após o dia vinte de outubro é o endosso póstumo ou tardio. você só endossa título de crédito e a cessão é de direito comum.É uma declaração unilateral de vontade. . como toda declaração cambial. e o contrato é uma declaração bilateral de vontade. Laura pode alegar que não vai pagar a nota promissória para Marcos porque o Leonardo descumpriu contrato com ela? Não.Efeito purificador. . Agora vamos imaginar que não foi feito o protesto e que você endossou o título quarenta e cinco dias depois do vencimento. Então título de crédito pode ser cedido por endosso ou por cessão civil. . É aquela história do princípio da autonomia.Não tem efeito purificador. o título de crédito em razão do endosso aplicase o princípio da autonomia e na cessão civil de crédito. depois de expirado o prazo para o protesto. O endosso.Não é possível endosso condicional. o endosso feito após o prazo para o protesto de pagamento ou após o protesto é um endosso póstumo ou tardio”. . uma loja que recebe um monte de título pré-datado. igualzinho. você não tem como endossar um contrato.O cedente é DCI. é uma declaração unilateral de vontade e a cessão é uma espécie de contrato.Não é possível endosso parcial. mas ela também pode ceder todos os seus títulos através da cessão civil de crédito. pode ser utilizado para qualquer crédito. vamos imaginar que eu tenho um . mas na verdade é uma cessão civil de crédito.O cedente é apenas pro soluto.É possível cessão condicional. Parece endosso.É possível cessão de crédito parcial.É uma declaração bilateral de vontade. inclusive título de crédito. Agora. ele parece um endosso normal.

Faço uma cessão de crédito para o Eduardo. é problema do Marcos. ou seja. e eu quero transferir esse crédito que eu tenho com a Laura para meu amigo Eduardo.166 crédito pra receber com Laura. aí eu estou devendo R$ 5. o cedente não é devedor. eu não tenho como endossar. a partir do momento em que ele toma ciência de que o crédito está sendo transferido para terceiro. porque o título é purificado com o endosso. uma dívida. O endosso ele transfere para o soluto e para o solvendo. Então essa regra do novo Código Civil não tem aplicação. Tudo que se podia alegar contra o cedente vai se poder aplicar contra o cessionário. o endossante paga. o endossante ele é DCD. porque senão eu estaria ferindo o princípio da cartularidade. Mas. que o crédito existe. ninguém pode transferir mais direitos do que tem. vai junto à nulidade. devedor cambiário indireto.00. e garanto mais. Mas felizmente o novo Código Civil quase nunca vai ser aplicado. Na cessão civil de crédito o cedente não garante o pagamento. O novo Código Civil diz o seguinte: O endossante é apenas para o soluto. Mas o professor acabou de falar que o endosso é para o soluto e para o solvendo! A questão é que o novo Código Civil trouxe uma regra completamente louca. vai junto o que for. quebrou tudo. Então o crédito é purificado? Não. prevalece a LUG que é lei especial. Por aí já é possível nós afirmarmos que não há endosso parcial.00. Ele vai com tudo de ruim que ele tiver. ele vai poder alegar contra o cessionário. ou credor? Ele é DCI. quando eu vou transferir o crédito o devedor deve ser notificado dessa transferência. Eu posso fazer um endosso só de R$ 5. Por isso que em regra. quem tem que pagar mesmo. Ela vai poder alegar que não vai pagar ao cessionário porque o serviço do cedente foi mal feito. Se eu tenho um crédito que está com algum vício e eu transferir o crédito.000.00 para o Marcos. um termo de confissão de dívida de R$15. e deu vazamento. que aquilo não é falsificado. ela não ia poder alegar vícios na causa cedente. Lá no Direito Civil tem endosso? Não. ele pode alegar tudo aquilo que ele podia alegar contra o cedente. O DCD é o devedor principal. não é titulo de crédito. ele não garante o pagamento. Aplica-se aquela máxima do Direito Civil. Vamos imaginar que eu construí uma sauna no apartamento da Carla. Diz o artigo 290 e seguintes do CC. eu estou fazendo uma cessão para o Marcos é para o soluto e para o solvendo ou é apenas para o soluto? Apenas para o soluto.000. vamos imaginar que é um termo de confissão de dívida. nós vamos aplicar a LUG. se a pessoa para quem foi endossado não pagar. lá na LUG diz que o endossante é para o soluto e para o solvendo. não se pode rasgar a carta. Agora se ela vai pagar ou não.00 para ele? Não. Já a cessão . tem regra expressa na LUG. Isso porque tudo aquilo que ela podia alegar contra o cedente ela pode alegar contra o cessionário. vai junto o vício. Eu vou fazer uma cessão civil de crédito. que o crédito existe. eu garanto que o título existe. DCI. Se fosse um título de crédito com endosso.000. E na cessão civil de crédito. além disso. dizendo que o endosso parcial é nulo.000. Na cessão civil eu estou cedendo o crédito para Marcos e garanto apenas uma coisa. É possível endosso parcial? A Laura emitiu uma nota promissória para mim de R$10. e quando ele é notificado.

porque o risco não pode ficar com o factorizado. tem que ficar com o factorizador. ENDOSSO SEM GARANTIA: O endossante é para o soluto e para o solvendo. Vamos dar um exemplo: “A” assinou uma nota promissória em favor de “B”. tem que ser endosso sem garantia.Tudo que se aplica para cessão se aplica para endosso póstumo ou tardio. então endosso póstumo também não garante pagamento. é um contrato e fica estipulado o que as partes acordarem. Coloca-se a cláusula sem garantia. o “B” é professor de Direito Comercial. Então se a transferência for feita através de endosso. e o “B” endossou essa nota para o “C”. Como? O “B” endossa para “C”. e está lá no artigo 5º da LUG que se “A” não pagar ele pode cobrar de “B”.167 pode ser apenas de parte do crédito. com a sociedade de factoring. O endossante do endosso póstumo garante o pagamento? Na verdade o endossante do endosso póstumo ele não é endossante. A condição é considerada não escrita. isso é regra. O endosso sem garantia é utilizado nas operações de factoring. pois o factorizador é quem assume o risco do inadimplemento. a primeira exceção é o endosso póstumo ou tardio. o factorizador (a empresa de factoring) ou o factorizado? O risco fica com quem com a empresa de factoring ou com o factorizado? O risco fica com o factorizador. ele vai ficar dentro do quadro do endosso ou do quadro de cessão? O endosso póstumo ou tardio vai ficar dentro do quadro de cessão. Na secutirização dos créditos. Quando se endossa sem garantia. Já a cessão condicional é possível porque é contrato. do endossante. como é que você vai transferir para o factorizador? Você pode fazer a transferência através de cessão civil. quem responde pelo não pagamento. mas a condição é considerada não escrita. e se “B” não garante o pagamento ele não é devedor. endossa-se apenas para o soluto. ele é cedente. o endosso é válido. Então como é que eu vou fazer a transferência do título de crédito para a empresa de factoring? Se fosse através do endosso comum. Mas existem exceções. Como. o que é endosso condicional? Ex: Eu endosso esse título para a Priscila se ela passar em primeiro lugar no concurso. não garanto pagamento. Atenção . mas você também pode transferir através do endosso. porque é para o soluto e para o solvendo. ou seja. . Se o risco ficar com o factorizado não é factoring. Passando ou não no concurso ela vai receber o crédito. a sociedade de factoring poderia cobrar do factorizado. contrato de cessão civil de crédito. É possível o endosso condicional? Primeiro. Mas lembrando lá no factoring. sem garantia. O endosso póstumo ou tardio. “B” pode transformar o endosso em apenas para o soluto. E cedente não garante pagamento. É possível isso? A lei diz que não é possível o endosso condicional. factoring.

O “E” é o credor. “B” só paga o título se for para “C”. “B” não é obrigado a pagar. “B” fez endosso para “C” proibindo novo endosso. mas terá de pagar “C”. e protestando ele vai poder cobrar de qualquer um do “D” ou do “C”. o “B” quando endossou para o “C” proibiu novo endosso. Então para que serve essa cláusula? Na verdade o nome dessa cláusula está errado. Então. o “D” é DCI.168 Nesse ponto fica igual à cessão de crédito. Na verdade o efeito dela. Então nesse exemplo: O “B” endossou para “C” com cláusula proibitiva de novo endosso e “C” endossou para “D”. Se fosse cláusula sem garantia “B” não pagaria o título para ninguém. “B” paga o título. que endossou para “G”. é que “B” só garante o pagamento do título para “C”. Importante . O que é reendosso? O que é endosso de retorno? E quais os seus efeitos? ENDOSSO DE RETORNO: “A” endossou para “B”. Quem é o devedor principal? O “A”. por exemplo. cláusula proibitiva de novo endosso. Agora vamos imaginar que “E” cobrou de “C” e que “C” pagou. que endossou para “C”. mas apenas para o endossatário imediato. é um nome que leva as pessoas a erro. que endossou para “F”. quando “B” colocou a cláusula proibitiva no endosso. já na cláusula proibitiva de novo endosso. e é esse endosso. porque na verdade ela não proíbe novo endosso. . de “G” para “D”. O “E” poderá cobrar do “A”. que endossa para o “E”. Quando chegar a data de vencimento “E” tem que cobrar de “A” que é DCD. o “C” é DCI e o “B” não é nada. Se o “C” endossar esse título para alguém. para quem ele endossou o título de imediato. Agora vamos complicar. então ele não é nada. O “B” só garante pagamento para “C”. Agora eu pergunto. e então “E” protestou o título. ela não poderá ser inserida na cessão de crédito. o devedor não vai poder alegar contra a sociedade de factoring tudo aquilo que poderia alegar contra o factorizado.Cláusula proibitiva de novo é uma cláusula exclusiva do endosso. tendo agora direito de cobrar dos DCI. O “B” endossou sem garantia. mas “A” não pagou. O “E” poderá cobrar de “D” e de “C”. somente no endosso. O “C” poderá então cobrar de “B”. que endossou para “D”. podemos observar que o título voltou para quem já participava da cadeia cambiária. O “A” é DCD. Agora vamos imaginar que “B” endossa uma nota promissória sem garantia para o “C”. que é chamado de endosso de retorno. “C” pode endossar para “D”? Pode. Nós vamos falar agora em um assunto que já foi matéria de prova da defensoria pública. que endossou para “E”. porque é endosso e não cessão. mas nos outros não. porque “B” quando endossou para “C” endossou com cláusula proibitiva de novo endosso. O “B” não é obrigado a pagar “D” nem “E”. que endossou para “D”. mas não poderá cobrar de “B”. que endossa para o “D”. A única pessoa que pode cobrar de “B” é “C”. “B” não garante o pagamento para futuros endossatários. ele só não vai poder cobrar do “B” porque ele colocou a cláusula sem garantia. que endossou para “E”. porque retornou para quem já fazia parte da cadeia cambiária. Então. o “A” não pagando ele vai protestar.

que não pagou. pago o título para “G”. que cobrou de “A”. No vencimento “D” vai poder cobrar de “A”. Após o protesto o “H” pode cobrar do “G”? Não. sendo assim. Todo título de crédito é um título de resgate.169 Agora vamos falar dos efeitos. “E”. Então quando o título é endossado para alguém que já faz parte da cadeia cambiária. é uma nomenclatura exclusiva da doutrina. é extinto. do “B” e do “A”. Então “G” vai cobrar de “F” que vai cobrar de “E” que vai cobra novamente de “D”. Essa proibição está no artigo 4º da Lei 8. não pode mais existir título ao portador e endosso em branco. O “H” só vai poder cobrar dos outros DCI e do DCD. A LUG diz o seguinte: Se o título tivesse sido endossado. Vamos imaginar que “G” endossou para o “H”. pode controlar nos valores imobiliários. Daí “D” só pode cobrar do “C”. mas o “A” não pagou. que é DCD. Atenção . Tornou-se um endosso ao portador. Se “E” cobrar de “D” o que “D” vai fazer depois? Cobrar novamente dos DCI? Se for assim não vai sair disso. É reendosso porque o endossador já endossou uma vez esse título e está endossando de novo.Essa nomenclatura. em vez de para o “D”. porque com o segundo endosso já tinha sido excluído da relação cambiária. E o Leonardo colocou no cheque: Endosso para Adriana e assinou. aí ele poderá cobrar de todos os DCI. que nós já discutimos. Essas leis dizem que não pode ter endosso em branco. Mas o Leonardo pode fazer um endosso em branco. “F” e “G” saem da relação cambial. Porém. É como se o “D” tivesse pago o título. tem que caminhar para o DCD. Também é uma nomenclatura da doutrina. desde que o . esse título acaba.021 e artigo 19 da Lei 8. ambas Plano Collor.088. Isso tem como ser controlado nas ações. e o Leonardo endossou pra Adriana. Há uma Súmula no STF. endosso de retorno. Mas “D” poderá cobrar de “G”? Vamos imaginar que sim. não vai ser encontrada na lei. tivesse sido endossado para o “A”? O que vai acontecer com esse título? (Foi à pergunta de concurso) Qual a conseqüência de um título ser endossado para o devedor principal (para o DCD)? Esse título seria extinto. é a mesma coisa que o pagamento. e não coloca nome nenhum e assina. quando “A” paga o título. O Leonardo põe no cheque: Endosso para _________. REENDOSSO: Reendosso é quando o título é novamente endossado pelo mesmo endossador. qualquer um pode colocar o nome nesse endosso e descontar o cheque. ENDOSSO PRETO e ENDOSSO BRANCO Vamos supor que o Rômulo emitiu um cheque em favor do Leonardo. mas não tem como controlar o endosso em branco no cheque. é como se na verdade essa pessoa tivesse sido pago o título. que não podem nem mais ter endosso. onde o título pode ser até sem valor. então ele vai protestar o título. Esse é um endosso em preto. são Leis de 1990.

O aval é exclusivo de Direito Cambial. O garantidor responde nesse caso com todo o patrimônio. Ex: Vamos imaginar que a Adriana pede para eu entregar ao Rômulo um cheque. na verdade você dá o patrimônio. nenhum dos dois quer esse aval. essa assinatura vai ser tratada como aval. é um princípio infraconstitucional. Outra espécie de garantia fidejussória sem ser o aval é a fiança. E lei posterior pode a qualquer momento revogar lei anterior. se for do sacado. AVAL: Natureza jurídica do aval: O aval é uma espécie do gênero garantia fidejussória. porque é uma declaração unilateral de vontade. Agora. mas é uma espécie usada exclusivamente no Direito Cambial. Tem o nome da Adriana no título? Não. em qualquer lugar. Quanto à questão da limitação e da circulação não há qualquer tipo de problema. em princípio. dá pessoa em garantia. OBS: Para o síndico emitir um cheque da massa falida. Então se eu posso emitir um título sem valor. Então o aval é uma espécie de garantia fidejussória. Conceitue e explique endosso mandato e endosso calção. a natureza jurídica do cheque tem doze correntes e apenas uma corrente diz que o cheque é título de crédito. Nos podemos dar garantias reais e pessoais. daí a pergunta: Esse aval é válido ou não é válido? É válido. a assinatura dele vai ser tratada como aceite. em princípio vai ser aval. mas eu coloquei lá. Lembrando que o endosso em branco pode se tornar a qualquer momento em endosso em preto e para isso basta haver o preenchimento do nome do beneficiário. quem dirá sem nome do beneficiário. cheque hoje em dia é prova de pagamento. mas não é. Somente Waldirio Bulgarelli diz que é título de crédito próprio. Pontes de Miranda diz que não é título de crédito e etc. Em que local do título o endosso tem que ser exarado? No anverso ou no verso? Tanto faz. A Adriana não pediu. avalizo esse cheque. Então em regra o endosso tem que ser lançado no verso.170 credor posteriormente preencha de boa-fé. avalizo esse cheque. O síndico leva o cheque . Os títulos foram criados como um modo de circulação de riqueza. endosso calção e endosso mandato. é claro que só lançar a assinatura no anverso. ela vai ter que preencher. Na verdade. E como toda declaração cambial é uma declaração unilateral de vontade. Se fosse princípio constitucional não poderia. esse cheque tem que ter a rubrica do juiz. Eu pego esse cheque e coloco lá. porque esse princípio não é constitucional. Você não dá como garantia um bem discriminado. Aí o Rômulo diz que eu não tinha que ter me metido nessa história e diz que não quer. para pagar contas da massa falida e etc. presunção relativa vai ser aval. Bom. Por quê? Porque só se vincula ao título quem o assina e a Adriana nem aparece no título. mas o cheque é um título meio “capenga”. mas se for uma assinatura no anverso solta. Claro. Na última prova da Magistratura caiu: Endosso impróprio. eu endossei em branco para a Adriana. No dia em que for depositar ou sacar o cheque ela vai ter que preencher. A Adriana transferiu o título para o Maurício. Mas se um dia a pessoa vir me cobrar o cheque que eu endossei em branco. é um ato de liberalidade. Aí eu pergunto: Adriana é devedora? Não. e entrego para o Rômulo.

que não existe aval em contrato. O Direito Empresarial é muito . então vamos criar um quadro. qual a outra espécie? Fiança. Já o aval não. Pode ser um ato de liberalidade total ou um ato de liberalidade parcial. Por exemplo. em qualquer tipo de negócio. O aval depende de outorga uxória ou marital? O artigo 978 do CC diz que para vender um imóvel precisa da autorização conjugal. isso não é valido para o Direito Empresarial. mas o Código Civil nesse caso não vai ser aplicado. na locação comercial a garantia mais utilizada é a fiança. dizendo que a rubrica do juiz no cheque não significa que ele seja avalista. Não tem nenhum problema até agora. E o fundamento usado para isso é que é vontade das partes. o aval é um ato de mera liberalidade. Depositaram o cheque e o cheque voltou.Obrigação autônoma. Atenção . Daí o juiz chegou lá e colocou nulo o aval. Não podemos chegar a esse absurdo. eu já vi uma decisão do TJ nesse sentido e uma decisão no STJ.Exclusivo de Direito Cambial. é exclusivo de Direito Cambial. se tem que interpretar as cláusulas contratuais para chegar ao máximo na vontade das partes. chamo o Rômulo para ser meu avalista. até no Direito Penal. mas vamos considerar o aval no contrato como se fosse uma fiança. uma nota promissória vinculada ao contrato e aí se pega a assinatura do avalista na nota promissória.Pode ser parcial. O aval por tanto pode ser parcial. até Empresarial. . . coloca o Rômulo como avalista do contrato.O aval é exclusivo de Direito Cambial e a fiança é uma garantia que pode ser usada em qualquer ramo. O aval no contrato. Tem até lei especial tratando da matéria. O aval pode ser parcial? O aval é um ato de liberalidade. porque normalmente se vincula um título de crédito ao contrato. Uma pessoa (louca) chegou para o outro na hora de fazer um contrato e disse que queria um avalista. Fiança . ele também pode querer dar só um pouco. Agora vocês adivinhem o que o credor fez? Executou o juiz. Mas aí a pessoa ao invés de colocar o Rômulo como avalista do título. Ex: Olha que interessante! Jurisprudência mais uma vez. isso não quer dizer aval de forma alguma. a LUG. ele libera o quanto ele quiser. Entretanto. a vontade das partes era que a pessoa que assinou o contrato fosse garantidor. Agora eu pergunto: Pode aval no contrato? Não. A fiança pode estar presente em qualquer ramo. porque existe lei específica. . que é lei especial. Tem prevalência a LUG. o que acontece? Qual a conseqüência lógica do aval no contrato? Ser considerado nulo. Muita gente confunde aval com fiança. E já que não pode ser garantidor por aval.Pode ser parcial. E aí. quer dar tudo. o novo Código Civil vem dizendo que não. Teve recurso e o tribunal disse que está certo. Então como nós já vimos.171 até o juiz e esse o rubrica. dizendo que o juiz era avalista. É um ato de liberalidade. que diz que o aval pode ser parcial. . E nesse caso. Isso é meio absurdo! Mas fazer o que.Qualquer tipo de negócio. então se avalista pode. Diferenças entre aval e fiança Aval . no anverso do cheque.Obrigação acessória. nós acabamos de falar que o aval é exclusivo de direito cambial. Como foi exigido um avalista eu vou lá e arranjo um avalista.

Bom os DCI são “B”.00. O avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado. Bom. e vai ser DCI quando for avalista de DCI.000. os avalistas são DCI. Nulo a obrigação do avalizado. o “A” não pagando o “E” vai ter que protestar. então “E” está cobrando de C3 e o valor do título é de R$ 4.00 e agora o “E” pode cobrar de qualquer um. O aval é uma obrigação autônoma ou uma obrigação acessória? É o princípio da autonomia que vai resolver isso. Lógico que não é qualquer imóvel é imóvel ligado a atividade empresarial.172 dinâmico. pois são avalistas do “C”. OBS: Não existe chamamento ao processo em solidariedade comercial. princípio da autonomia. lógico que o imóvel não está em nome do casal.000. Feito o protesto ele passa a ter direito de cobrar dos DCI. vai depender de quem ele esta avalizando. que é o DCD. Então ele executa C3. não precisa de autorização marital. 1. nula à obrigação do fiador. Os devedores são solidários. o “A”. ele tem que caminhar para o DCD. Nesse caso do desenho acima. está em nome do empresário. nula a obrigação do afiançado. mas veio a lei e disse expressamente que para o aval precisa de outorga uxória. Primeira pergunta: Cabe intervenção de terceiro? Cabe chamamento ao processo? Não cabe. A dívida é de R$ 4. que é DCI. A obrigação decorrente do aval é autônoma. O C3 pagou. Entendimento do TJ e STJ. diz textualmente que “O empresário pode vender o imóvel ligado a atividade e para tanto não necessita da outorga conjugal”. O artigo 978. Solidariedade civil é diferente de solidariedade cambiária. O espírito da solidariedade cambiária é facilitar a cobrança. Não tinha a menor necessidade. que é a cambiaria. ele vai ser DCD quando for avalista de DCD. Vamos supor que ele escolheu o C3. Na fiança a obrigação decorrente é acessória. O título é um título de resgate. que dirá um aval. C1 A C2 B C3 C C4 D E Horizontal No vencimento o “E” vai cobrar do “A”. e quando o DCD paga o título morre. o trespasse que não precisa da outorga. . então o “E” pode escolher qualquer um. PLURALIDADE DE AVAIS: Existem duas espécies de pluralidade de avais. Nenhum professor de Direito Civil concorda com esse artigo. não é nulo a obrigação do avalista. isso porque a atividade empresarial é uma atividade dinâmica. Por exemplo. Eu já falei para vocês que o avalista é pode ser DCD ou DCI. “C” e “D”. Aval simultâneo é quando vários avalistas avaliam um mesmo avalizado. aval simultâneo e aval sucessivo.Aval simultâneo: De acordo com a doutrina é o chamado aval horizontal. Então se eu posso vender um imóvel sem outorga uxória. Com C3 pagando o “D” ficou fora da relação cambial.

000.00 do “B”. vários avalistas para o mesmo avalizado. O C2 pagando o “D” sai da relação cambial. Será um aval simultâneo. R$ 1. assinando em cima de “B”. Primeiro. O “E” no vencimento cobrou do “A”. o C1 foi avalizado pelo C2. ele só pode cobrar a quarta parte de cada um. Quando se avaliza acima da assinatura de outro avalista sem diz nada esta se avalizando quem está em baixo.000. É a mesma coisa na nota promissória. o C2 vai ter que pagar os R$ 4. o endosso será dado em favor do sacado. houve protesto e agora o “E” pode cobrar de todos os DCI. porque entre eles (os avalistas simultâneos. olha pra ela e pisa nela. Ele paga os R$ 4. No aval em branco na nota promissória tem que se levar em conta onde esta a assinatura. o aval em geral é dado no anverso (frente). que não pagou. mas se uma pessoa está em cima de você não se mete com ela).173 Sendo assim o C3 pode cobrar de “B”. mas só pode cobrar R$ 1. Assinou-se e não tem assinatura embaixo. que foi avalizado pelo C3. de “B” ou de “A” todo o valor. C1. . se uma pessoa está em baixo de você.00.000. Vamos imaginar que “B” avalizou “A”. Então. que foi avalizado pelo C4. de “B” e de “A”.Aval sucessivo: Aval sucessivo é quando um avalista avaliza outro avalista. aval em branco na letra de câmbio é considerado dado em favor do sacador. de “C”. Sai da relação cambial além de “D” o C3 e o C4. e assim sucessivamente. 2. de “C” e de “A”. se o C3 pagar ele pode cobrar os R$ 4.000. C2.00.000. Ou seja.00 do C1. Agora eu pergunto: O C2 pode cobrar alguma coisa do C4? Não. vamos supor que tenha quatro pessoas avalizando. mas não pode cobrar os R$ 4. assinando em cima de “A”.00 de C1. na duplicata. desde que esteja lá avalizo e etc. (O meu pai dizia assim. C3 e C4) a solidariedade é civil.000. o aval em branco é dado em favor do sacador.00 de C4. que “C” veio e avalizou “B”. Ele pode cobrar todo o título de C1. Quem eles estarão avalizando? Se for uma letra de câmbio.000.00 de C2 e R$ 1. É o que a doutrina chama de aval vertical. O “E” então resolve cobrar do C2. Só muda em um título. Quando o avalista não diz quem ele está avalizando. mas também pode ser dado no verso. Agora eu pergunto: O C3 pode cobrar de C1? Pode cobrar de C4? Atenção: Internamente a solidariedade dos avalistas simultâneos é solidariedade civil. Para terminar nós vamos voltar no aval em branco. É muito mais fácil ele cobrar de “C”. C4 C3 C2 C1 A B C D E Aval vertical.

Mas antes de Cláudia assinar o título. é Devedora Cambiária? Vejam que eu só dei uma ordem apenas para Cláudia pagar a Rômulo. em um determinado momento. o Leonardo como sacador. isto é. Direto (DCD). Se Cláudia efetuar o aceite. pois ainda não assinou o título. A questão é o seguinte: No aval. que no exemplo.000. que é a sacada apenas. Este é o princípio da literalidade. não haverá problema nenhum porque será aceitante. logo. mesmo assim. Se Cláudia não pagar a Rômulo. Leonardo diz para Rômulo: “Você. não haverá problema nenhum porque se efetuar o aceite ela se torna aceitante. ou seja. Daí o sacador.174 17ª Aula – 01/11/2003 Vamos começar a falar sobre o aval antecipado. ele vai cobra esta quantia de quem? Rômulo vai cobrar esta quantia do sacador. que no exemplo é Leonardo. Se ela aceitar. O problema é o seguinte: O nosso amigo ali avalizou a sacada e se a sacada não fizer o aceite? Nosso amigo ali que avalizou o título. E quais são estas partes inaugurais? Sacador. Sacado e o Beneficiário. porque para se vincular ao título tem que ter o aceite tem que assinar. não assinou. só se vincula ao título quem o assina. Então eu dei uma ordem para Cláudia para pagar a Rômulo.00). Devedora Cambiária Direta (DCD) e o avalista do aceitante. a Cláudia como a sacada e nosso amigo ali como o avalista. O sacado que não aceitou é devedor ou não é devedor? . ele avalizou a sacada antes mesmo da sacada dizer se vai pagar ou não. Bom. ela é devedora cambiária? Não. Ele é o principal pagador ou ele não é o principal pagador? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). A Cláudia. da sacada e avalizo o título”. é Devedor Cambiário Indireto (DCI). por enquanto ela é sacada. ela não é devedora cambiária. O sacador dando uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. cobrará do Leonardo. sacado não é Devedor Cambiário. Ex: Leonardo dá uma ordem para Cláudia pagar ao Rômulo a quantia de cinco mil reais (R$ 5. passando a ser Devedora Cambiária Principal. Direta (DCD) e o avalista dela também como Devedor Cambiário Principal. também será o Devedor Cambiário Direto (DCD). Sabemos que na Letra de Câmbio o sacador é Devedor Direto Cambiário (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI). eu disse para vocês que o avalista segue a mesma posição do avalizado. o nosso amigo ali vem e assina o título dizendo: “Eu sou avalista da Cláudia. O avalista do Devedor Cambiário Direto (DCD) ele também é Devedor Cambiário Direto (DCD) e se for avalista do Devedor Cambiário Indireto (DCI) ele também será Devedor Cambiário Indireto (DCI). Mas o problema é o seguinte: Avalista do sacado onde o sacado não aceita. ao beneficiário. Como Cláudia ainda não aceitou. Bom nós temos a seguinte situação: Temos Rômulo como beneficiário. a questão é o seguinte: Na Letra de Câmbio nós já estudamos que existem três partes inaugurais. Rômulo pode cobrar de Cláudia esta quantia. que assinou o título é Devedor? Por que aval antecipado? Porque nosso amigo ali lançou o aval antes do aceite da sacada.

E o avalista é devedor? • Duas correntes: A primeira corrente defendida por Rubens Requião – Em razão do Princípio da Autonomia subsiste a obrigação do avalista. devolução. também vai ser nada. não tem como na prática viabilizar isto. O credor vai cobrar de quem se o sacado não aceita? O credor vai cobrar do sacador que é Devedor Cambiário Indireto (DCI). Vamos analisar o protesto e a legislação aplicada é Lei 9492/97.LEI 9492/97 Conceito: Protesto é um ato jurídico cartoriano. solene. o sacado aceitando ou não. adotamos orientação diversa e explica a posição que é amplamente majoritária. O sacador vai poder cobrar do avalista? Não. não há problema nenhum porque as obrigações cambiárias são autônomas. PROTESTO – LEGISLAÇÃO APLICADA . E o avalista vai poder cobrar de quem se o sacado não é devedor? O avalista será o último a pagar? Não porque o último que tem que pagar numa Letra de Câmbio sem aceite é o sacador. isto é. logo. defendida por Fran Martins – Entende esta corrente que não subsiste a obrigação do avalista. ele será considerado devedor ou não? O aval antecipado é exatamente isto. majoritária. aceite. ou seja. subsiste a obrigação do avalista. não há como fundamentar na prática a primeira corrente. subsiste a obrigação do avalista. A segunda posição é amplamente dominante em razão da prática. viabilizando a cobrança dos Devedores Cambiários . através do qual se extrai uma certidão atestando uma resposta negativa do devedor (falta de pagamento. Por que se nós admitirmos a opinião de Rubens Requião este avalista vai ser Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Devedor Cambiário Indireto (DCI)? Ele não avalizou Devedor Cambiário Direto (DCD) nenhum e ele também não avalizou Devedor Cambiário Indireto (DCI) nenhum. O avalizado pode até morrer que não há problema. que não aceitou.175 Não é devedor. Este é o último ponto sobre aval. é o aval dado em favor do sacado antes do aceite deste. A segunda corrente. OBS: Na hora da prova vocês dizem assim: Em que pese à envergadura jurídica do saudoso Professor Rubens Requião. logo. como ele pode ser alguma coisa se o avalista segue a mesma posição jurídica do seu avalizado. logo. Por que não subsiste a obrigação do avalista? Porque se o sacado não é nada e se o avalista segue a mesma posição jurídica dele. E se o sacado não aceitar como fica o avalista? Nós acabamos de falar aqui que o avalista segue a mesma posição jurídica do avalizado e aqui na questão o avalizado é devedor? Não. E o avalista do sacado que não é devedor. a posição do Rubens Requião não tem nenhum fundamento prático. porque ele não aceitou o título. etc). ou seja. então. extrajudicial.

Quando ele protocola o protesto. é claro que além do valor do título. de devolução e de aceite. Na verdade. Quando é protesto por falta de pagamento em duplicata. Rômulo vai levar a letra de câmbio lá na casa de Cláudia para ela fazer o aceite e diz Rômulo: “Cláudia. isto é. o beneficiário. dentro do prazo de três dias a contar da expedição desta para efetuar o aceite do título tal e aí vem dizendo qual o título. protesto. Leonardo. três dias. mas existem outras modalidades. Cláudia será intimada para que no prazo de três dias a contar da expedição ir ao cartório e pagar. e o oficial do cartório vai expedir uma intimação para a sacada com o seguinte teor: “Sra. Há ainda previsto na Lei 9492/97 a possibilidade do devedor ser intimado para comparecer a cartório sob pena do protesto e ir a cartório e dizer assim: “Sr. MODALIDADES DE PROTESTO: Vou mencionar os principais. a própria intimação do cartório já é uma ficha de compensação. Então o protesto não é imediato porque há primeiramente um procedimento do cartório. ele tem que provar que a Cláudia não quis aceitar e uma carta escrita de próprio punho de Cláudia dizendo que não vai aceitar. sob pena de protesto”.000. Se Cláudia aceitar vai ter o protesto? Não. Para Rômulo cobrar do sacador. atualmente o devedor não precisa ir ao cartório e vai direto ao banco e paga. Mas vamos direto pela Lei e deixar um pouco de lado a prática: O devedor tem que ir a cartório e efetuar o pagamento. Cláudia compareça no cartório tal. não quer dizer que o título já está protestado porque o cartório tem um procedimento e este dura. em regra. Vou explicar a vocês como funciona o protesto: Uma letra de câmbio funciona assim: A letra de câmbio tem o aceite. A mesma coisa o protesto por falta de pagamento.00) e você aceita pagar?”. dia tal. Vamos imaginar que seja uma nota promissória e ela emitiu em favor do Rômulo. não quis aceitar”.176 Indiretos (DCI’s) e o requerimento de falência com base na impontualidade (Artigos 1º e 10 da Lei Falimentar). E se não for a cartório efetuar o pagamento? Protesto. mas só que no vencimento ela não quis pagar e aí Rômulo vai leva a nota promissória a protesto e o cartório a intima. Então o Rômulo levou o título para protesto e chegando lá no cartório ele diz: “A sacada. Leonardo mandou você me pagar à quantia de cinco mil reais (R$ 5. que são protestos por falta de pagamento. não serve porque a lei exige imprescindível o protesto como comprovação da mora. E se Cláudia não for ao cartório? Haverá o protesto por falta de aceite. Oficial este título que está aí. O que Rômulo vai fazer? Rômulo vai a cartório e levá-la a protesto. há também as custas do protesto que estão embutidas ali. os principais são estes colocados acima. eu não vou pagá-lo porque Rômulo colocou um revólver que me obrigou a assinar o título ou dizer:“Esta assinatura que está no título não é minha”. então. ou . isto já é uma ficha de compensação onde o devedor já pode ir ao banco e pagar. E Cláudia diz que não aceita pagar. para efetuar o aceite. Cláudia. Vamos ver na prática porque isto que vou falar não está na lei: O cartório envia a intimação para o protesto por falta de pagamento.

o devedor poderá alegar qualquer coisa” é o chamado contraprotesto”. o Oficial do Cartório não pode decidir quem está com a razão. conforme o caso. O devedor pode ir a cartório e não pagar. este sim poderá ser conhecido de ofício. o protesto para a cobrança do Devedor Cambiário Principal. fazer o protesto. O Oficial só não vai fazer o protesto se o título tiver vício de forma. Decreto 57. Este prazo é para cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos. não tiver o nome do beneficiário. terceira alínea. O prazo que vou falar aqui é o prazo para que você faça o protesto e assegure o direito de cobrar os títulos dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Direto é facultativo e sendo facultativo não há prazo para protestar o Devedor Cambiário Direto (DCD). Então aqui o protesto tem prazo? Tem prazo. vício formal extrínseco. por exemplo. Quando for cheque a Lei do Cheque admite que o protesto seja tirado no local do domicílio do emitente. O protesto é imprescindível para cobrança de quem? Dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). . qualquer outra alegação é uma mera defesa moral porque de qualquer maneira o Oficial do Cartório vai tirar o protesto. Não! Por quê? Não. ele é meramente facultativo. Isto é o chamado contraprotesto. não devolver e pode oferecer uma defesa. não aceitar. Então o protesto para cobrança do DCD não há prazo. porque nem precisa protestar. É assim que funciona o protesto. vez que o Oficial do Cartório não é Juiz. parágrafo terceiro e olha o que diz: O prazo para protestar por falta de pagamento é de dois dias úteis após o vencimento. não tiver a data (lembram do cheque sem data?). Se eu protestar fora deste prazo tem algum problema? O único problema é que você não poderá cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Local do protesto: Onde o título deve ser protestado? Em regra o local de pagamento.177 dizer: “Eu já paguei este título. para a cobrança do aceitante também não é preciso protestar antes. salvo alegação de vício formal. o Oficial terá que tirar o protesto (entenda-se realizar) o protesto.663/66? Se você for seguir a LUG (Decreto 57. entenda-se. portanto. logo.663/66) artigo 44. Quando se diz tirar o protesto entenda-se efetivar. Isto é puramente desencargo de consciência. Vamos ver o prazo para o protesto por falta de pagamento da Letra de Câmbio e da Nota Promissória: Qual é o prazo? Vocês estão com a LUG aí. então. mas fora o vício de forma. enfim tiver algum vício de forma que se possa constar. para cobrança do emitente não é preciso protestar antes. salvo se o devedor for lá em cartório e pagar ou aceitar. Prazo para o protesto: Para cobrança dos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é preciso protestar o título? Para depositar um cheque não é preciso protestar antes.

posição absolutamente isolada. Quando eu digo fazer o protesto. Para a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) o Simprônio tem que efetuar o protesto tempestivo. Simprônio credor.178 Olha só o que acontece: Uma letra de Câmbio aqui. O Simprônio vai poder cobrar de Leonardo? Não. O Leonardo que é endossante é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? Leonardo. Sacador Sacado Leonardo (beneficiário) Caio Tício Simprônio Leonardo endossou para o Caio que endossou para o Tício que endossou para o Simprônio. vai cobrar de quem? Do aceitante. E aí segundo a LUG (Decreto 57663/66) o prazo será de dois após o vencimento.663/66? Se o título venceu dia 10/10/2003. Mas há controvérsia sobre este prazo. Quem é o devedor principal deste título? O sacado que efetuou o aceite (Devedor Cambiário Direto . Caio endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI). que é endossante é Devedor cambiário Indireto (DCI). então. Este é o entendimento do Professor Fran Martins. você tem que levar o título no cartório para protesto no dia . a saber: Primeira posição: O prazo é de dois úteis após o vencimento. Segunda Posição: O prazo é de apenas um dia útil. O sacador é Devedor Cambiário Direto (DCD) ou Indireto (DCI)? O sacador é Devedor Cambiário Indireto (DCI). No vencimento. O sacado efetuou o aceite porque ele assinou o título. até o dia 12/10/2003. entenda-se. se o prazo venceu no dia 10/10/2003 o protesto tem que ser feito no dia 11/10/2003. Se o Simprônio não efetuar o protesto ele poderá cobrar de Caio? Não. Tício endossante é Devedor Cambiário Indireto (DCI) e Simprônio que é endossatário será o credor. Se no vencimento o sacado não pagar o que Simprônio tem que fazer? Simprônio tem que fazer o protesto. Para que o Simprônio tem que fazer o protesto? Para assegurar o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). Qual é o prazo segundo o Decreto 57. O Simprônio vai poder cobrar do sacador? Não. Simprônio tem que fazer o protesto dois úteis.DCD). Se o Simprônio faz o protesto no dia 15/10/2003? Simprônio perderá o direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). ou seja. o sacado.

A LUG. você não precisa protestar o cheque basta você depositá-lo. Anexo I e Anexo II. emito um cheque. dar entrada no cartório. Na prática é central de compensação. E para a cobrança do endossante do cheque precisa protestar? Se fosse aplicar a regra geral precisaria porque o endossante é (DCI). e como é de costume. terceira alínea.044/1908 tem quase cem anos. terceira alínea. Lei Uniforme de Genebra. o emitente é Devedor Cambiário Direto? Não precisa protestar para cobrança do emitente do cheque (DCD). parte introdutória. coloco no cheque Rio de janeiro. Olha que interessante: Eu tenho uma conta aqui num banco do Rio de Janeiro e estou lá em São Paulo. Qual é o prazo na Duplicata? É de trinta dias a contar do vencimento o protesto por falta de pagamento. O protesto mesmo pode nem efetivado uma vez que o devedor poder realizar o pagamento. Por quê? Defendem um dia útil em razão do seguinte: Lembram que eu falei sobre a LUG.179 11/10/2003. e o prazo deste Decreto 2. 10 de novembro de 2003. entenda-se levar o título ao cartório para o protesto. então.44/08 previsto no artigo 28 é de um dia útil. onde esta lei tem três partes. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias mesma praça e sessenta dias praça distinta. O protesto mesmo será efetuado dias depois porque o cartório terá que obedecer àqueles procedimentos. Município diferente. OBS: Na hora da prova se perguntarem a vocês qual é o prazo para protestar a Letra de Câmbio e a Nota Promissória. Mas olha só o que acontece: A lei do Cheque diz que para cobrança do cheque não precisa haver o protesto e o que substitui o protesto do cheque é a declaração do banco dizendo que o cheque foi apresentado e devolvido. Se você não aplica a LUG qual outra legislação que você vai aplicar? O Decreto 2. O artigo 44. Mas como assim é diferente? Muita gente me pergunta se é preciso protestar para cobrança do emitente do cheque. Aí o cheque vai ser depositado lá na cidade de São Paulo. o Município e praça distinta. E o cheque? O cheque é diferente. terceira alínea do Decreto 57663/66 vez que foi objeto de reserva. Vocês sabem o que quer dizer isto? Aproveitando o ensejo vamos esclarecer que para fins de prova considerase mesma praça. foi objeto de reserva e o Brasil diz: Não quero aplicar a alínea terceira do artigo 44 da LUG. Foi objeto de reserva número nove do Anexo II e esta diz: Não aplicar o artigo 44. claro que este prazo é em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). trinta ou sessenta dias? . ou seja. a Lei Uniforme de Genebra mesmo fica na parte do Anexo I e o Anexo II são as cláusulas de reserva. Quando eu digo prazo. Eu pergunto a vocês: Qual será o prazo de apresentação. Primeira posição de Fran Martins é de dois dias úteis após o vencimento e todos os outros defendem um dia útil. quais sejam. será de apenas um dia útil porque você não aplica o artigo 44. Qual é o prazo para depositar o cheque e assegurar a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? É o prazo de apresentação.

cheque você não apresenta para aceite e sim você apresenta uma única vez para pagamento. por falta de aceite ou por falta de pagamento. Qual é o prazo que o Rômulo tem para apresentar esta Letra de Câmbio para Cláudia fazer o aceite? Até o dia 10/12/2003. Colocam os dois. o local que eu tenho a conta é no banco do Rio de janeiro e o local da emissão eu coloquei também Rio de Janeiro. ele está apresentando a letra tanto para aceite quanto para pagamento. Como diz o Professor Alexandre Câmera: “Pouco importa o nome do protesto o que interessa é o pedido do protesto. em regra. É o local de emissão e o local que você tem a conta. O cheque pode ser depositado até no Japão. esta é a regra. Lá em são Paulo. mas o que você leva em consideração o local onde você tem conta e o local onde você emitiu o cheque ( Princípio da Literalidade). O protesto tem que ser sempre tempestivo. porque vale o que está escrito no título embasado no Princípio da Literalidade. Qual é o prazo que Rômulo tem para protestar por falta de aceite? Dia 10/12/2003. nestas circunstâncias. pouco importa. eles colocam protesto por falta de aceite e pagamento. Olha uma questão interessante: Prazo de apresentação. . é claro que esta ressalva que eu estou fazendo não dispensa o protesto para fins de falência. E se ela não aceitar e pagar? Ele vai levá-la a protesto por falta de aceite. Ex: Eu passei uma Letra de Câmbio para o Rômulo cujo vencimento é para o dia 10/12/2003. Prazo para protesto por falta de aceite e de devolução: Claro que aqui estou falando dos títulos que apresentam a figura do aceite. pouco importa se o protesto é por falta de pagamento ou por falta de aceite. EFEITOS DO PROTESTO: 1º) O protesto por falta de aceite torna o título exigível antes do vencimento (obs: explicarei mais tarde). 2º) O protesto se é tempestivo viabiliza a cobrança dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). e no exemplo. O prazo do protesto é o prazo de apresentação. pois o que você deve considerar é a mesma praça ou praça distinta. Pouco importa o local em que o cheque será depositado.180 Trinta dias. E o prazo de apresentação vamos ver daqui a pouco. por exemplo. Tem aceite na Duplicata? Tem aceite na Letra de Câmbio? Tem aceite. isto é. Muitos cartórios ficam em dúvida de qual protesto vai se fazer. O cheque é diferente porque nem precisa protestar. é até o vencimento do título. e a Nota Promissória. o que importa é que o protesto tem que ser tempestivo”. Se ele apresentar no dia do vencimento. mas o nome que o cartório vai dar. Qual é o prazo de apresentação? O prazo de apresentação é até o vencimento (em regra). 3º) Serve de parâmetro para fixar o termo legal da falência – artigo 14 da Lei Falimentar.

O Oficial do cartório vai levar isto em consideração? O oficial não pode fazer nada. ou seja.000. presente em toda ação cautelar. apesar de toda construção jurisprudencial é no sentido contrário e até a Súmula 153 do STF que dizia que não interrompia agora esta Súmula foi cancela pelo artigo 202. o Juiz nem olha e concede a liminar. Caberia uma declaratória com antecipação de tutela? Até caberia. aliás. A ação Cautelar de sustação do protesto é antes ou depois do protesto? A ação cautelar de sustação do protesto é ajuizada antes do protesto. Ocorre que. E se nosso amigo demorar um pouquinho para conseguir isto porque o procedimento do cartório dura em regra três dias? O protesto será efetivado e o nome do nosso amigo vai ser negativado. O protesto interrompia a prescrição? Bom até hoje não. não caucionando o Juízo ele não defere a liminar. O protesto interrompe ou não interrompe o prazo prescricional? Interrompe porque contra força não há resistência. Aqui é outra ação cautelar chamada de ação cautelar de cancelamento do protesto. É sustar o procedimento do protesto. conforme o caso. Toda a Jurisprudência era contrária a isto e agora vem o novo Código Civil dizendo que o protesto interrompe o prazo prescricional. mas em geral. Ele não influencia o direito material. como estão me chamando a pagar uma duplicata? E diz ainda: Esta assinatura não é minha. sob pena de protesto”. com pedido liminar. A lei está dizendo que interrompe. . Se você não caucionou o Juízo aí o Juiz vai olhar. E o nosso amigo olha e diz: “Eu nunca comprei nada.00 (cento e cinqüenta mil reais). ele tem importância para fins processuais. pelo novo Código Civil o protesto interrompe o prazo prescricional e isto está previsto no artigo 202. A ação cautelar de cancelamento é quando o protesto já foi efetivado. E a prática como perguntou nosso amigo? A Defensoria Pública sempre pergunta: Qual a medida judicial cabível para o teu assistido? Você vai entrar com uma cautelar de sustação ou de cancelamento.181 4º) Viabiliza o requerimento de falência pela impontualidade – artigos 1º e 10 da Lei Falimentar. o novo Código Civil deu este efeito ao protesto. tem até Súmula do STF sobre o tema. eu nunca vi isto na vida”. O protesto tem efeitos meramente processuais. II do novo Código Civil. Qual seria a medida cabível no caso acima? Seria a propositura de uma ação cautelar de sustação do protesto e o fundamento legal. Qual é a medida processual cabível neste caso? Poder geral de Cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 26 da Lei 9492/97. garantir o Juízo. além do periculum in mora e o fumus boni iuris. seria o poder geral de cautela previsto no artigo 796 do Código de Processo Civil combinado com o artigo 17 Lei 9492/97. Prática: Juízes concedem a liminar se você caucionar o Juízo. Vamos esquecer um pouco a doutrina e vamos para prática novamente: Vamos imaginar que nosso amigo aqui é surpreendido em casa com a intimação de um protesto com o seguinte conteúdo: “Comparecer ao cartório para pagar uma duplicata no valor de R$150. então agora interrompe. II do novo Código Civil. Caucionou o juízo. mas por este meio seria muito mais difícil.

entenderam que o próprio devedor é que pode pedir o cancelamento do protesto. o protesto que pode manchar o nome de alguém é o protesto por falta de pagamento. esta é a prática. Olha o que acontece: A lei sendo elaborada para quem não trabalha na prática. E que se tem que fazer? Tirar aquela anotação do passado negro do nosso amigo ali. mas se você não caucionar ele costuma ouvir a outra parte. em Pontes de Miranda. Pergunto a vocês: De quem é a obrigação de tirar o nome dela do protesto: É dela ou do banco? Quem tem que ir ao cartório e cancelar o protesto? Para o Professor se for um erro do banco ele tem a obrigação de ir ao cartório e retirar. Cláudia para cobrar de Leonardo vai fazer o quê? Cláudia vai ter fazer o protesto por falta de aceite. Deveria? Não porque o protesto foi por falta de aceite. . Protesto por falta de aceite e aí eu pergunto: O nome de quem vai ficar negativado? Do sacador ou da sacada? Da sacada. agora se realmente ela estava devendo. Mas para parte da doutrina o pagamento não deveria dar ensejo ao cancelamento do protesto. O protesto por falta de aceite não deveria manchar o nome porque a pessoa não aceitou. Nossa amiga vai pagar? Não. de mau pagador. Assim com base nesta expressão da Lei “qualquer interessado”. logo. Eu sabia a distinção entre protesto por falta de aceite e por falta de pagamento? Não. eu na época como Gerente de um banco. hoje. leigo. Mas ela vai ao banco e paga. Na prática isto inviabilizaria o crédito. mas antes da Lei 9492/97 era diferente. na galera que já foi há muito tempo. ela ficou com o nome negativado. Outra questão interessante sobre o cancelamento do protesto e outra viagem da doutrina: A doutrina entende com base. ao consultar os cadastros jogava no sistema vinha lá escrito: “Protesto”. Agora no protesto por falta de aceite. Então esta é só uma observação a ser feita para quem vai fazer prova para a Defensoria Pública. em favor da nossa amiga no valor de R$ 50.000. mas acaba na prática sempre prejudicada. a partir desta lei o cancelamento do protesto pode ser pedido por qualquer interessado previsto no artigo 26 caput da Lei 9492/97.00 (cinqüenta mil reais) para ela pagar a Cláudia. não pagou e o banco foi lá e protestou. o banco protestou e ela foi lá e pagou. isto na prática. a pessoa não é devedora porque não se vinculou ao título. as Câmaras Cíveis do nosso Tribunal negando pedido de danos morais. que feito um protesto por falta de pagamento. Assim na prática um protesto por falta de aceite que não deveria manchar o nome de ninguém acaba manchando. Isto prejudicaria o ex-devedor? Claro que prejudicaria. Outro questão onde a doutrina se distancia da prática: Primeira coisa: Leonardo saca um Letra de Câmbio. o devedor com o recibo do pagamento é só levar lá e pedir o cancelamento do protesto. é devedor e não pagou. Outra questão: Ela está devendo o cheque especial. contra nosso amigo ali.182 Se você caucionar o Juiz defere a liminar inaudita altera parte (sem ouvir a outra parte). cinco anos depois ele vai lá e paga. portanto. porque ela não deve nada. Cabe uma ação para retirar o nome da pessoa protestada por falta de aceite porque não se trata de hipótese de mau pagador. não é obrigação do credor. ela não se vinculou ao título. por exemplo.

se você não oferece provas. ao passo que no ônus há uma alteração no mundo jurídico porque se cumprido. cancela-se o protesto e quando for tirar uma certidão esta não vem escrito absolutamente nada. ainda assim vinha a anotação do protesto. em relação aos (DCI) o protesto é um ônus. Em relação ao devedor principal (DCD) o protesto é uma faculdade. mas com o esclarecimento do pagamento ou não pagamento. é como se fosse uma anotação na FAC (folhas de antecedentes criminais). você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. E em relação ao protesto quanto aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI)? Se você não protestar você recebe uma sanção? Não. mas com esclarecimento de que já foi pago. Em relação à obrigação. se pagou. mas virá com o esclarecimento de absolvido. Quando o sacado assina o título reconhece aquela dívida. OBS: Faculdade – Fazendo ou não. diz: vou pagar esse título no vencimento. logo. Portanto. mas já foi pago. que se cumprido. por exemplo. embora houvesse o pagamento.183 Para esta parte da doutrina eles entendem que basta apresentar o recibo de pagamento. você recebe uma sanção. Qual a diferença entre ser um ônus ou ser uma obrigação? Ônus é um encargo. ou seja. Ônus é a opção do necessário. mas já foi pago. Eles entendem que deveria vir assim. Antigamente prevalecia o entendimento dos ultrapassados que diziam não ser isto possível. Então existe uma verdadeira confusão na doutrina a partir da Lei 9492/97 porque esta Lei 9492/97 em seu artigo 26. você alcança uma posição jurídica mais privilegiada. o protesto é necessário. Deu confusão na jurisprudência e foi parar lá no STJ e o STJ entendeu que a partir da Lei 9492/97 cancela-se o protesto pelo pagamento. o pagamento cancela o protesto. hoje. você deixa de ter uma posição jurídica mais privilegiada. Prejudicaria isto na prática? Claro que prejudicaria. o que a doutrina sempre entendeu que não era possível cancelar e desaparecer àquela anotação. você apenas deixa de ter direito de cobrar dos Devedores Cambiários Indiretos (DCI). No cadastro virá: Foi protestado. Eles entendem que deveria vir à anotação do protesto. 18ª Aula – 06/12/2003 ACEITE: O aceite nada mais é do que assinatura do sacado no título. se você não a cumprir. O sacado . E em relação Devedores Cambiários indiretos (DCI). o ônus da prova. O protesto em relação aos Devedores Cambiários Indiretos (DCI) é um ônus e em relação aos Devedores Cambiários Diretos (DCD) é uma faculdade. Natureza Jurídica do Protesto: Depende. É assim que deve ser. se não cumprido. você deixa de ganhar a ação. fala em cancelamento do protesto pelo pagamento. Hoje. portanto. obrigatório ou é facultativo? Existe alguma diferença entre necessário e obrigatório? A diferença é entre ônus e obrigação. Ônus. foi protestado. há nenhuma alteração no mundo jurídico. Virá a anotação do protesto. mas que não retiraria a anotação daquele protesto. você deixa obter uma posição jurídica mais privilegiada.

O aceite na duplicata não é mais utilizado. também chamado de devedor principal. Sacador é quem tem o título. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? NÃO é o vencimento antecipado. na verdade. unilateral de vontade. que segundo a LUG é devedor cambiário direto. é o devedor cambiário direto.CREDOR. é tornar o título exigível antes do vencimento. OBS: Fenômeno que ocorre que tem na LUG é o ACEITE POR INTERVENÇÃO. e diz que aceita pagar e assina no verso do título. suposto devedor. O aceite não existe na prática. Na Letra de Câmbio o sacador Leonardo dá uma ordem ao sacado para pagar uma determinada quantia em dinheiro. Então o ACEITE é a simples assinatura do sacado no título transformando-o em ACEITANTE. SACADO . e no dia 15/01 pode cobrar. Vencimento do título em 05/07/2004. é obrigação quérable ou quesível. já vinculou. Antes de 15/01 a credora vai levar o título na casa do sacado e diz: o sacador está mandando você me pagar 5 mil reais em 15/01. o aceite caiu em desuso.SACADOR . mas e a cobrança de juros? . porque aqui no Brasil utilizamos a duplicata. mas ainda cai em prova. a credora tem que protestar por falta de aceite. da sua assinatura em aceitante. Na prática é quase a mesma coisa. ele se transforma através do aceite. (esquecer duplicata agora). O aceite é uma obrigação portable ou quérable? A obrigação tem que ser cumprida no domicílio do suposto devedor ou do credor? A credora é que tem que ir na casa do sacado para que ele efetue o aceite. se este não aceitar. se assinou. o título é apresentado para o devedor direto para pagamento porque se ele não pagar. assinou já vinculou. já a partir de hoje o credor pode cobrar do sacador. o que é que substitui o aceite na duplicata? É o protesto e o comprovante de entrega da mercadoria. Quase ninguém já viu letra de câmbio. porque se o sacado não pagar. a partir do dia do protesto. mesmo sem a assinatura dele no título. É na casa do devedor. Você vai pagar? Apresenta o título hoje a ele. O aceite serve para dar a oportunidade ao sacado de dizer se vai ou não pagar o título transformando ele de mero sacado que não é devedor cambiário em aceitante. quem criou o título pode cobrar 5 mil reais do sacado em 15/01. entrego para A. Quem pode efetuar o aceite? Quem faz é o sacado. E o aceitante é o devedor principal do título.184 que não é devedor cambiário. dia 15/01 ao beneficiário. Tem assinatura do devedor no título? Não só se vincula ao título quem o assina. no dia 15/01 ela vai voltar na casa dele para receber. o protesto com o comprovante de entrega da mercadoria já substitui a assinatura. ocorreu protesto por falta de aceite em 06/12/2003. O aceite na duplicata não existe mais na prática. é só para prova. portanto. Uma declaração cambial. e na duplicata não precisa apresentar para aceite. Qual a diferença entre vencimento antecipado e tornar o título exigível antes do vencimento? É a cobrança de juros. quem cria o título. Vai apresentar para o sacado.

o credor vai poder exigir o título a partir do protesto. assinando o título. princípio da literalidade. com uma observação: se for feito o protesto por falta de aceite o maior prejudicado é o sacador que terá que pagar o título antes do vencimento. o Tício vai levar a LC a protesto. Se não for efetivado o aceite. Então se eu saquei uma LC. o sacado vai ou não efetuar o aceite? Aí pode surgir um terceiro. O sacador se for malandro pode fazer o seguinte: o sacado é o Caio. isso é um problema que ocorre na prática. para fazer ou não o aceite? O nome do sacado. pode cobrar do Caio? Não. por exemplo: Caio (sacado) pode surgir sua irmã querendo aceitar em nome dele. só se vincula ao título quem o assinou. O sacado enquanto sacado não é devedor. Só se torna devedor se ele reconhecer a dívida. este recusando o aceite. que foi quem criou o título. quem será intimado para comparecer em cartório. ele que será intimado. exigir do sacador. com possível intervenção de Maria Lúcia ou qualquer outra pessoa. é só lembrar do Princípio da Literalidade. mas se essa outra pessoa indicada como possível interventor fizer o aceite. ela será a devedora. só tem assinatura no título do sacador. quando Tício apresentar o título para aceite a Caio. depende da anuência do credor. Leo sacador e Caio sacado. vai ao cartório e o aceita em nome próprio. se transformar em aceitante. mas aí tem o aceite por intervenção. QUESTÃO PRÁTICA: O título vai ser protestado o nome de quem vai aparecer lá no protesto. A credora tem que concordar com esse aceite. porque sacado não é devedor. não fez o aceite. o dia que for feito este o título passa a ser exigível já desde o protesto. coloca no próprio título. este só é devedor se fizer o aceite. levou o título a protesto. o credor tem que apresentar a LC para todos eles antes de protestar por falta de aceite. Só se vincula ao título quem o assina. o sacado vai ser intimado. princípio da literalidade. o credor pode discordar? Não. que é tornar o título exigível desde o protesto. for concretizado o protesto. Se o sacado não for fazer o aceite. e se o protesto tenha sido feito em 15/12/03. com a intervenção da Maria Lucia? Não. ACEITE POR INTERVENÇÃO (artigo 56 da LUG – Dec 57663) Pode ser indicado no título mais de um sacado. O credor só pode exigir o título do sacador. Importante: O aceite na LC é FACULTATIVO. O credor pode exigir o pagamento deste título do sacado ou do sacador? Ou dos dois? O sacado assinou o título. em favor do Tício. O aceite por intervenção como regra. Nós já sabemos a principal importância da recusa do aceite. quem decide se aceita ou não é o credor.185 Só ocorre esta a partir de julho/04. . o credor não pode recusar essa intervenção. OBS: Se o nome do interventor constar no título. Vencimento 15/07/04. Quem vai ficar com o nome “sujo” é o sacado e não deveria ficar com o nome sujo porque o aceite na LC é facultativo. aí antes de efetuar o protesto. já a partir desta data o Tício que é credor pode exigir o pagamento do Leo.

se expirado o prazo do artigo 53. ele pode pegar aquele título e propor ação de conhecimento como: ação monitória. ele vai poder executar alguém? Não poderá executar ninguém. Então eu posso escolher a data para apresentação. ele perde o direito de ação e não pode cobrar ninguém e aí o desembargador achou absurdo a resposta do candidato. se refere a tornar o título exigível antes do vencimento. Então o sacador pode fazer o que quiser com esse prazo de apresentação para aceite. ou seja. Em regra. Pode cobrar do sacador? O candidato disse que não. é que se perder esse prazo de apresentação para aceite o credor perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos. dos endossantes. se ele não efetuou o aceite não é devedor. etc. eu posso colocar: saquei o título hoje. ela já pode apresentar o título a partir de hoje. porque assinou. não apresentou o título para aceite perde o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos e o sacador é devedor cambiário indireto. se o sacado não pagar. ele apresenta hoje. ela vai apresentar para o sacado. Ele só vai poder cobrar de quem? Se o sacado pagar. Quem defendeu essa tese foi o desembargador Paulo Lara (exexaminador da Magistratura) prova oral: se não apresentar o título para aceite. Para toda a doutrina. ou seja. por toda vida. Eu posso colocar ainda: esse título só é apresentável para aceite entre 01/01/04 a 10/03/04. O sacador mesmo que o título não seja apresentado dentro do prazo para aceite. dos avalistas dos sacadores. esse título só é passível de aceite a partir de 10/03/04. ela levar o título a protesto e mesmo o título vencendo em 15/04/04. ele permanece vinculado ao título. A dificuldade vem agora: Qual é a conseqüência para a perda do prazo de aceite? Diz o art 53 da LUG: “a perda do prazo por parte do credor.186 Se constarem vários sacados na LC o credor deve apresentar a letra a todos eles antes do protesto. ou seja. faz com que ele perca o direito de cobrar dos devedores cambiários indiretos”. mas o sacador pode mudar. Há uma outra parte da doutrina aplicando um dos artigos do Anexo II que diz: qual é a única conseqüência de você perder o prazo de apresentação para aceite? A conseqüência seria eventuais perdas e danos e continuaria com direito de cobrar do sacador. mas . mas vou correr o risco de que se o sacado recusar o aceite hoje. saquei o título hoje. ação de cobrança em razão da relação jurídica causal. dia 06/12/03 em favor da Lúcia. colocando isso: 10/03/04 ela só vai poder levar lá na casa do sacado. obrigado a pagar hoje. e aí pelo menos está perto do vencimento. respeitada o prazo prescricional. Vencimento do título em 15/04/04. ele recusa. passou o vencimento pode executar o sacado? Não. prestação de serviço. o prazo para apresentar o título para aceite é até o vencimento. se perder esse período ela só vai poder apresentar o título para pagamento na data do vencimento. vai vigorar mais de uma vez o princípio da literalidade. O entendimento de parte da doutrina. e disse que o sacador sempre está vinculado a LC. a partir desta data. perde o direito de cobrar do sacador. Prazo para apresentação para aceite: Pode ser um instrumento do sacador para evitar o vencimento antecipado. para aceite. ela pode cobrar já a partir do protesto. mesmo que o título não seja apresentado para aceite.

não poderão alegar isso. É ponto pacífico na doutrina e na jurisprudência. e junto com esse contrato ele assinou um cheque para mim. que eles perdem a sua forma executiva. OBS: A Nota Promissória Vinculada a Contrato – é o que pode cair em prova. não causa novação. Vinculou um título a um contrato. vocês vão poder alegar a ausência de causa para exibição desses títulos. que uma vez constatado o ilícito na relação causal. os avalistas. ou seja. o sacador continuaria vinculado ao título. tenho um terreno. as pessoas que compraram ficam sem o apartamento. OBS: Não vale a pena citar isso em prova ele não está mais na banca. Então a jurisprudência nesses contratos de massa. Quando o banco estiver executando. portanto. Ele me deve 60 ou 120 mil reais agora? Continua devendo 60 mil reais. A jurisprudência vem entendendo nessas relações que esses títulos estão vinculados de tal forma ao contrato. exemplo prático: sou uma construtora. Na Letra de Câmbio há três partes: sacador – sacado – beneficiário. E o beneficiário é o credor. Para executar uma NP não precisa protestar. mesmo em se tratando de um terceiro de boa fé. Um termo de assunção de dívida. tecem um contrato. porque que ele é meu devedor. só que ao invés de construir o prédio. A construtora não precisava pedir assinatura dessas NP. declaração. diz que os títulos estão de tal forma atrelados aos contratos. as pessoas poderão alegar que não receberam o apartamento? Se aplicar as regras só do título de crédito. porque já tinha o contrato. pessoas já compraram na planta. sempre entre as partes originais vai ser possível discutir a relação jurídica causal. por que ela exige isso? É porque certamente ela quer utilizar as notas promissórias como garantia de empréstimo bancário. Quando ele assinou a NP. Então a assinatura de título de crédito vinculada a contrato. é apenas uma outra forma de documentar a mesma obrigação. porque para cobrar do devedor principal o protesto é dispensado. e assinam também uma nota promissória para prestações. aí vou construir um prédio. que o emitente da .187 para Paulo Lara. Ocorreu a novação ou não? Não. o que já tratamos. anexo a esse documento 6 notas promissórias de l0 mil. Após a sua criação na NP podem surgir os endossantes. ele tem contrato de prestação de serviço onde diz que pela prestação de serviço me pagará 10 mil reais. contrato. Se tivesse causado novação. desaparece com o dinheiro. ele entendia que o credor perdendo o prazo. Em termos práticos é o seguinte: eu prestei um serviço na casa dele. porque se causasse novação as partes não poderiam discutir a relação causal. aquele termo que diz qual foi à causa da dívida. assinou um papel dizendo: devo ao Leonardo 60 mil reais. isso contamina os títulos. facultativo. NOTA PROMISSÓRIA: Na Nota Promissória há duas partes: O Emitente e o Beneficiário.Quando eu for executar esse cheque que voltou sem fundos. Pega essas notas promissórias endossa para um banco e com isso apanha com o banco um empréstimo. O emitente da NP é o devedor principal. ele pode alegar em sua defesa que eu não prestei o serviço? Pode. só que as notas promissórias foram endossadas para um terceiro de boa fé. pós-datado.

placa tal. (refere-se a compra do automóvel tal. porque o banco faz os lançamentos de forma absolutamente individual sem a participação do cliente. protesto. Sobre NP tudo que foi falado sobre LC. eles olhavam o valor e preenchiam a NP anexando o saldo e executavam agora a NP e não o contrato. se esse título for endossado. Na prova. tirava o último extrato juntava com o contrato e promovia a execução. pela regra do direito cambial. e o cara não lhe entregar o carro. porque a lei não diz isso. você coloca a cláusula não a ordem. Entenderam que a NP estaria vinculada ao credor de conta corrente. passou a exigir que os correntistas assinassem uma NP em branco. porque a vinculação de um título de crédito a um contrato. serve como referência. se não tiver o endosso. qualquer tipo de lançamento sem a participação do correntista. é só este que purifica o título. ou por ter sido enganado na venda de computadores pela TV por exemplo. etc. ele jamais vai se desvincular da causa. a LUG não fala nada de liquidez por contaminação do contrato. porque esta não é passível de aceite. Aí a jurisprudência disse: essa NP está vinculada ao contrato de conta corrente e se o contrato de conta corrente não tem liquidez. para se vincular um título a um contrato em definitivo. você tem que pagar o título e depois correr atrás do vendedor. nem no novo Código Civil nem em lugar nenhum. Essas decisões têm cunho mais social que jurídico. basta olhar a cláusula não a ordem. Porque aqui sim. Os bancos antigamente faziam o seguinte com cheque especial: um correntista estava com a conta negativa. A jurisprudência entendeu que aquela execução não deveria prevalecer por falta de liquidez. então como é um lançamento unilateral o banco não pode executar aquilo. então pegava o contrato de conta corrente. uma certeza de que a dívida é realmente aquela. que a NP vinculada ao contrato de conta corrente não tem liquidez. quando tiver nominal a fulano. O título com a cláusula não a ordem não pode ser endossado. A jurisprudência naquelas causas de massa. Então o valor de juros. Já caiu em prova a questão acima. já é criada . etc) Só isso vincula o título? Pela letra da lei não. se o título não pode ser endossado. Isso é uma posição exclusivamente jurisprudencial. o título continua vinculado a sua causa. endosso. Como é criada pelo próprio devedor principal não está sujeita ao aceite. você vinculou o título. a referência do negócio. Segundo a Súmula 387 do STF toda vez que o devedor emite um título em branco com lacunas. para ele realmente ficar vinculado depende de alguns pressupostos: Como é que se pode vincular um título de crédito a um contrato? Coloca-se no verso da NP ou cheque. documento tal. Daí o banco esperto.188 nota promissória pode alegar que não vai pagá-lo por não ter recebido o apartamento. aval. já assentou entendimento através da Súmula 258 do STJ. essa vinculação. Importante: Só o aceite não se aplica a NP. também se aplica às notas promissórias. O endosso tem o efeito purificador. vinculada de tal forma que perderia até a liquidez. ele está dando ao credor o direito de preencher. Essa decisão é exceção a regra. tem que dar aqueles lançamentos uma liquidez. Então a jurisprudência entendeu que o extrato de conta corrente não dá liquidez a execução fundada em contrato de conta corrente. a NP a ele vinculada também não tem liquidez. porque aí você evita o endosso. Para vincular o título além de mencionar no verso do título. tiravam extrato e ao invés de executar o contrato com o extrato. de mora.

. principalmente no pagamento parcelado o número da duplicata será um só. que tem 10 dias para refletir se aceita ou não a duplicata. Esse artigo tem por objetivo claro. que hoje em dia está junto com a nota fiscal. eles utilizavam a LC. ou sem o aceite de forma justificada. O artigo segundo quer dizer que o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. Qual é o documento que dá origem a duplicata? É a fatura. uma fatura pode dar origem a várias duplicatas. foi objeto de prova específica do MP. posso emitir 5 duplicatas. A correta interpretação do artigo segundo é a seguinte: Temos o vendedor (sacador). mas quando criaram a duplicata. ela é apresentada ao sacado. Prova MP: Qual único título no Brasil que tem como origem obrigatoriamente a compra e venda mercantil. Dificilmente caíra em prova NP. segundo o artigo 2º da LUG. O inverso é possível.Requisitos da Duplicata Artigos 6º e 7º . se o título for criado pelo comprador não há nenhuma restrição. Esse artigo 2º tem por objetivo vetar apenas a LC. Criada a duplicata. a letra de cambio caiu em desuso. O comprador pode pagar essa compra e venda com dinheiro. A lei diz: no ato de emissão da fatura dela poderá ser extraída duplicata “não” sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do vendedor contra o comprador. agora se a pergunta for: Qual é o único título que o vendedor pode criar com base na compra e venda mercantil? Aí sim. uma duplicata só pode ter origem em uma única fatura. embora não diga expressamente. proibir a emissão de LC. Agora o comprador pode pagar com qualquer título (cheque normalmente). pode pagar de qualquer forma. Qual é o único título que o vendedor pode criar com base nesta fatura? É a duplicata. qual é o único título que o vendedor pode criar é a duplicata. ou a prestação de serviço? É a duplicata. acrescido de letras (A B C D) todas ligadas a uma mesma fatura. Antes de existir a duplicata no Brasil. qual o outro título que o vendedor poderia criar para representar o seu crédito na compra e venda mercantil? A Letra de Câmbio porque nesta. Se não existisse a duplicata.Falam da apresentação da duplicata. 3º da LUG. Pode uma duplicata representar mais de uma fatura? Não pode. pode pagar com cheque. vendeu 10 sacos de farinha para o comprador.189 já com assinatura do devedor principal. com cheque. só a vinculada a contrato. ele dá uma ordem para o sacado para pagar a ele mesmo ou ao beneficiário – art. Vendi para ele 50 mil reais para pagar em 5 vezes. DUPLICATA: Amparo legal ( lei 5474/68 – legislação supletiva – LUG – decreto 2044 e novo código civil). É o que a lei está dizendo. Artigo 3º . ele só pode justificar a recusa do aceite alegando as matérias do artigo 8º da Lei 5474/68. a resposta é a duplicata. Posso criar um outro título de crédito para representar a compra e venda mercantil? Muitos dizem que “não”. Qualquer título pode representar a compra e venda mercantil. tem a fatura. só a duplicata. Pode outro título representar a operação de compra e venda mercantil ou a prestação de serviço? A pergunta foi essa. neste prazo tem que devolver a duplicata com aceite.

O artigo 9º . Antigamente a duplicata não era um título de crédito. Luiz Emídio e jurisprudência. o rol é taxativo. que só é aplicável as duplicatas sem aceite. A perda ou extravio de duplicata com aceite não aplica o artigo 23. Artigo 23 – TRIPLICATA: O artigo 23 está todo errado do começo ao fim. ele fez o aceite. se ele ficar na mão de terceiro de boa fé terá que pagar aos dois. que também tem no CPC. Qual é a conseqüência de não protestar em tempo hábil? Perde o direito de cobrar. ele não vai querer assinar de novo. A duplicata que é primeira via é de saque facultativo. era um documento fiscal. O rol do artigo 8º é taxativo ou exemplificativo? Há duas correntes: Para Rubens Requião o rol é exemplificativo.Fala do pagamento. não aplica o artigo 23. toda compra e venda tinha que ter duplicata. . tem que promover a ação judicial. Coelho. tributário. Quando a lei diz: Obrigará o vendedor a sacar uma triplicata é mentira. Para o protesto da duplicata o prazo é de 30 dias após o vencimento. você aceitou. sacava uma duplicata e tinha que ter o selo fiscal. porque senão está obrigando o sacado a se vincular a dois títulos. hoje a duplicata é de saque facultativo. Waldir Bugareli.Com a cobrança do ICMS. Importante: Saquei uma duplicata contra A. o valor do selo dependia do valor da duplicata. no valor de 100 mil reais. O saque da duplicata é facultativo. Em caso de perda ou extravio da duplicata. era um título que servia mais ao fisco que ao próprio comerciante. e aí está o maior erro do artigo 23. a triplicata que é segunda via da duplicata. O artigo 23 é quase um equívoco em razão da legislação antiga. estou trazendo uma triplicata para você. Não existe mais o selo. Fran Martins. Cuidado: Cuidado com o artigo 23. parágrafo 4º. Quem aplicar o artigo 23 erra. da época que a duplicata era de saque obrigatório. o saque da triplicata é facultativo. ele terá razão porque não vai querer se vincular duas vezes ao título.190 O artigo 8º diz quando o comprador pode recusar o aceite. cobrava como imposto. pois era obrigatório o saque. ele esquece de dizer que a perda ou extravio da duplicata só pode dar origem ao saque da triplicata. seu saque era obrigatório. se a duplicata estiver sem o aceite e se ocorrer a perda ou extravio da duplicata com aceite. da venda. apresentei ele aceitou. obrigará o vendedor a extrair a triplicata. com muito mais razão é de saque facultativo. Em razão do selo fiscal a duplicata era de saque obrigatório. O saque da duplicata é facultativo ou obrigatório? Toda vez que tem uma compra e venda mercantil. porque não tinha ICMS. prevista no artigo 36 do Decreto 2044 – Ação Judicial de Restituição de Títulos Perdidos ou Extraviados. segundo o artigo l3. pois há sistema próprio de cobrança do ICMS. Para Fabio U. levava a duplicata na inspetoria de fazenda e tinha que pagar o tributo e colocar o selo fiscal na duplicata. obrigatoriamente tem que ter uma duplicata? Não. Na compra e venda mercantil com prazo igual ou superior a 30 dias obrigatoriamente tem que ter a fatura. chego para ele três dias depois e digo para o aceitante que perdi aquela duplicata.

o artigo 23 tem rol exemplificativo. Então para cobrança judicial do eminente é dispensável o protesto. O cheque originalmente tem três partes: O Eminente. ele é credor. Tem muita gente que pergunta: Eu quero executar um cheque. ou seja. Em Genebra. Lei 7357/85 e. que é o devedor principal ou devedor indireto? Ele é DCD ou DCI? Ele é DCD. que pode ser chamado de Sacador. ele tem a parte introdutória. Outro caso que não está no artigo 23 que pode dar ensejo a emissão da triplicata é a retenção indevida pelo sacado do título. é óbvio. que emite o cheque. Ele é credor? . devedor cambiário direto. a falta de devolução. temos o Banco Sacado e temos o Beneficiário. Essa é a nossa chamada lei interna sobre cheque.191 Em caso de perda ou extravio. segundo a jurisprudência. que ele que cria. Então tem toda aquela estrutura que nós já vimos na LUG. porque ele é devedor cambiário direto. também foi aprovada uma Lei Internacional sobre cheque. Se os dois forem omissos a legislação subsidiária. na mesma época em que foi aprovada a LUG. devedor principal. que aí seria uma Lei Internacional. em favor desse ou de outrem. ele é DCD? Não. 19ª Aula – 13/12/2003 CHEQUE: Legislação Aplicável – Lei 7357/85. tem o Anexo I e o Anexo II. para cobrar do DCD precisa protestar? Não. denominado eminente. Foi incorporada pelo Direito Brasileiro pelo Decreto 57595/66. o Anexo I do Decreto 57595/66. a legislação supletiva é a legislação sobre letras de câmbio. DCI. denominado beneficiário. é devedor principal. que é a LUG e o Decreto 2044/08. Ele é DCI? Não. Eu pergunto: O Banco Sacado. ou seja. sacador ou subscritor. é o credor. eu preciso protestar? Depende. Então na verdade a legislação é a lei interna sobre o cheque. contra uma instituição financeira (Banco Sacado). O eminente. Nós temos como se fosse uma LUG sobre cheque. Esse Decreto tem a mesma estrutura da LUG. O beneficiário. Vamos identificar eles naquela regra que eu dei lá no começo de DCD. A Lei de Genebra sobre o cheque é apenas o Anexo I. quando ela for omissa. Você vai cobrar de quem? Você está executando quem? Está executando o eminente? O eminente do cheque é DCD. Conceito Doutrinário: É uma ordem de pagamento à vista e em dinheiro dada por alguém. CREDOR.

em princípio é necessário o quê para cobrar do endossante? O protesto. É a relação jurídica que nós chamamos de interna. DCI ou credor? O DCI. Ou o beneficiário pode fazer o endosso. vulgarmente pós-datado. Pode-se exigir um aval do cheque. Qual é a função econômica do cheque? Ele funciona mais como meio de circulação de riquezas? . por exemplo. Mas o que é também interessante falar sobre cheque? Se cair numa prova a sua função econômica e sua natureza jurídica. o banco devolve o cheque alegando insuficiência de fundos. o novo credor.000. e eu sou o credor.192 Não. Eu pergunto: Para essa pessoa te cobrar. O Banco Sacado enquanto sacado. normalmente envolvendo cheque pós-datado. não tem nenhum vínculo jurídico o banco com o beneficiário. Vejam que duas partes não se relacionam. Ele vai pedir danos morais.00. Depois o eminente vai se virar com o banco. há saldo. Qual é a outra relação jurídica que existe no cheque? Uma relação jurídica contratual. Por quê? Por que ela não tem nenhuma relação jurídica com o banco. Esse sacado não é devedor cambial e no cheque não tem aceite. É novo credor o endossatário. pode surgir o avalista do eminente. Porém. ela é devedora principal. estou emitindo cheque em favor de fulana. Podem surgir outras partes? Sim. aí de beneficiário ele vai se transformar em endossante. Só é devedor cambial quando o sacado faz o Aceite. Eu já havia alertado a vocês: sacado enquanto sacado. Então apenas lembrando. A relação cambial do cheque é formada por apenas duas partes: O Eminente e o beneficiário. Qual a natureza jurídica dela? Natureza contratual. que essa é a relação jurídica externa do cheque de natureza cambial. Quando cair na prova. então ele jamais será devedor cambial. Existe aceite no cheque? Não. eu resolvo endossar esse cheque para ele. Leonardo. Eventual ação cambial deverá ser proposta contra o eminente. Então o Banco Sacado ele participa da relação cambial? Não. Pergunto: Ela pode propor uma ação cambial contra o banco? Não. Então eu que era credor me torno devedor cambiário indireto e. ela se formaliza com o contrato de conta corrente. vamos imaginar a seguinte situação. Então só para vocês terem uma idéia. Nós já vimos numa aula anterior que existe. jamais será devedor cambial. Então o Banco Sacado enquanto inscrição sacada. Nós já tratamos do cheque pós-datado. Porém. no valor de R$10.00. Questão de prova: Eu. ele é devedor cambial? Não. Em princípio é necessário o protesto. O endossante e DCD. Ela deposita. a pessoa emite um cheque a meu favor de R$1.000. jamais será devedor cambial. a pessoa para quem endossei.

Natureza Jurídica do Cheque: São dez correntes: Primeira Corrente – Defendida por Pontes de Miranda. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Emitindo um cheque em seu próprio favor. Então não é gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. ou é um mero instrumento para retirada de fundos ou uma forma de pagamento. uma operação de fidúcia. Segunda Corrente – Defendida por Fran Martins: Para Fran Martins vai pelos mesmos caminhos. mas não documenta a verdadeira operação de crédito. ele defende a segunda corrente. Hoje o cheque perdeu um pouco a sua natureza de circulação de riquezas. Quando é que o cheque vai ser um mero instrumento para retirada de fundos? Antigamente o cartão de banco era um luxo. eu Leonardo. na visão de Pontes de Miranda. Ele não é um título cambial por excelência. poderia ser considerado um título de crédito cambial. A principal função econômica seria uma forma e uma prova de pagamento. aquele cheque. da letra de câmbio. Só para lembrar. por força lá desde o Plano Collor. mas ele classifica o cheque como um título de crédito impróprio. O cheque não tem as mesmas características da nota promissória. ou é um instrumento de retirada de fundo ou é uma forma de pagamento. É um mero instrumento para retirada de fundos.193 Não. Essa expressão goza de dinheiro presente por dinheiro futuro é muito utilizada por Pontes de Miranda. O que é um título de crédito impróprio para Fran Martins? São todos aqueles títulos que a lei enumera como um título de crédito. Por quê? Está sendo uma operação de fidúcia com quem? Confiança com quem? Estou fazendo uma operação de crédito com quem? Com ninguém. Pontes de Miranda. E o cheque tem natureza de ordem de pagamento à vista. . Ele funciona como forma e prova de pagamento. Só para os correntistas. Naquele momento. o cheque se não é forma de pagamento. o cheque não é titulo de crédito. Ele diz que o cheque é. Tanto é que atualmente enquanto os outros títulos podem ter um milhão de endossos. ou mero instrumento para retirada de fundos. defendida também pelo Paulo Restife: O cheque não é título de crédito. Por que não é título de crédito? Segundo o professor Pontes de Miranda a função do cheque é ser forma e prova de pagamento. com a conta no banco. Por que o que é uma operação de crédito? É o gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro. de confiança. visão de Pontes de Miranda. portanto. emitindo cheque em favor do próprio Leonardo. segundo Pontes de Miranda não pode ser considerado um título de crédito. Ele não foi feito agora para facilitar a circulação de riquezas. porque ele não documenta uma verdadeira operação de crédito. Falando em Pontes de Miranda. Para a primeira corrente. segundo Pontes de Miranda? Não. o cheque pode ter apenas um. Essa é a função econômica do cheque.

E o meio para coloca-lo em circulação? Para colocar o cheque em circulação é o endosso. por exemplo. O que faz então? Você exigiu as notas promissórias e eu concordo. ele não terá a natureza jurídica cambial. Nós fizemos a chamada Convenção Executiva.A convenção executiva o que seria? É mais ou menos o seguinte: Eu tenho obrigação com você. todos esses títulos que não documentam a verdadeira operação de crédito. Então. você tem como endossar o contrato? Não. Segundo Rubens Requião. mas aproveitam todos os princípios dos títulos de crédito. Por quê? Aí voltamos para a primeira corrente. eu estou assumindo o risco que você coloque essas notas promissórias em circulação. uma obrigação qualquer. somente quando o cheque é endossado. Aí sim. Vamos imaginar que eu estivesse comprando um carro com você. são aplicáveis todos aqueles princípios do início que nós tratamos (Princípio da Literalidade. um meio instrumento para retirada de fundos ou uma simples forma de pagamento. Então. que é contratual. ele será ora uma simples forma de pagamento.194 Mas ninguém pode negar que ao cheque. ou for utilizado para retirar saldo da conta. Enquanto o cheque ficar entre as partes originais. Enquanto minha obrigação estiver só no contrato. como prova o contrato. Rubens Requião entende para que o cheque ser título de crédito verdadeiramente indispensável que ele entre em circulação. porque não existe endosso em contrato. Princípio da Cartularidade. Formalizamos um contrato em que eu me declaro devedor de R$15. aquele cheque vai ter natureza jurídica de título de crédito. por que facilitou a circulação de riquezas. Ele diz que enquanto o cheque não entra em circulação ou ele será (vamos para a primeira corrente). Então. . endossou para uma Factoring. com duas testemunhas aquele próprio contrato serve como título executivo. Para o professor Rubens Requião o cheque só será considerado título de crédito se entrar em circulação. se o cheque não entrar em circulação. Terceira Corrente – Defendida por Rubens Requião.000. Então. Observações: 1.00 em razão da compra do carro. E o que isso acarreta? Quando eu me vinculo as notas promissórias. Nós resolvemos transformar aquela obrigação que era contratual em obrigação cambial. eles são chamados por Fran Martins de Títulos de Crédito Impróprios. Você resolve exigir: “Quero três notas promissórias sua”. ora um meio instrumento para retirada de fundos. Porque eu já sou devedor. cuja principal finalidade é facilitar a circulação de riquezas. Então eu me obrigo perante o credor nas três notas promissórias. Há necessidade para garantir o seu crédito de emitir notas promissórias? Não. quando entra em circulação. em transformar em obrigação cambial. Então não há necessidade nenhuma que você torne aquela obrigação. quando pago uma conta qualquer a alguém e essa pessoa. Princípio da Autonomia).

Isso é convenção executiva. é a Convenção Executiva. por que fica mais fácil depois entender o resto. não estou tendo fidúcia. Basta você emitir um cheque em favor de um terceiro e ele já é considerado um título de crédito. vale Lei de Contrato. pelo mero pacto executivo. ou seja. a partir do momento que se resolve vincular a uma cambial. Ele então entende o seguinte: O cheque emitido em favor do próprio emitente não é título de crédito. o que vale simplesmente é a convenção executiva. independente. . só é título de crédito quando você emite o cheque em favor de um terceiro. não tem obrigação de crédito. Como é que você tirava dinheiro da sua conta antigamente? Tinha que emitir um cheque em favor do próprio emitente. que é a assinatura do título. Quarta Corrente – Defendida por Luís Emídio. Entre as partes originais. a obrigação cambial não extinguiu a obrigação de natureza contratual. Você só poderia sacar na sua agência. Eu peguei muito no banco. não pode ser considerado título de crédito. A causa de emissão do título é o Poder Executivo. a causa de emissão do título. Na verdade. Você pode comprar. Serve como prova que cumpri minha obrigação. por isso que eu dei a primeira corrente de Pontes de Miranda. Era assim que sacava. tem a compra e venda. não estou tendo gozo de dinheiro presente por dinheiro futuro com ninguém. isso nós chamamos de Convenção Executiva. Perante o terceiro. lá no início. Por isso que muita gente pergunta: Qual é a causa de emissão do título? Você vai buscar isso na relação jurídica. nunca é a relação jurídica original. através do endosso. ou seja. prestar um serviço. automaticamente eu solucionei. Ele vai endossar? Sim. fazer um empréstimo. Não importa se ele endossou para um ou para outro. ele está ciente que aquela cambial pode entrar em circulação. isso vai resolver aquela causa. de um termo. Se ele for emitido em favor do próprio emitente. A visão dele é bem simples. pode formalizar tudo através de um contrato. ou seja. não estou tendo confiança. O Luís Emídio entende que o cheque só é título de crédito quando é emitido em favor de um terceiro. 2) A partir do momento que ele endossou o título e eu paguei esse título. ele será um mero instrumento de retirada de fundos. Hoje em dia tem o cartão.195 A partir do momento em que as partes fazem a convenção executiva. a compra de um carro e assinamos a nota promissória. aquele negócio jurídico subjacente. Independente que se entre em circulação. o devedor resolve se vincular a uma cambial. eu cumpri minha obrigação na compra e venda do carro. Então as partes originais vão poder ser discutida a compra e venda do carro? Sim. as pessoas não tinham cartão. se o cheque é emitido a favor do próprio emitente. quando trabalhei em banco. Porque entre as partes originais é o que eu falei da teoria dúplice. Se o cheque é emitido a favor do próprio Leonardo. não precisa circular. isso prova que não ocorreu a novação. 1) Nunca ocorre a novação pela mera convenção. É aquela história. É aquela história do começo.

pode ser endossado. Por que logo o cheque vai perder? Vai se transformar em instrumento para retirada de fundos? Não. em todos os países. não um requisito para ser título de crédito. Então o endosso não pode ser trazido. Porém. Ele diz que o cheque é sempre título de crédito. Como assim? Por quê? Ele fala que nós não podemos discriminar o cheque. Ele aproveita e dá uma “sapatada” no Rubens Requião. Eu falei que na letra de câmbio. . para pagar ao próprio sacador. Como não podemos discriminar o cheque? Ele dá como exemplo outros títulos. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. se elevado a um requisito para ser título de crédito. ou seja. De repente lá o cartão é um luxo. Então a efetiva circulação é apenas uma característica do título. Mesmo que não entre em circulação e mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. mesmo que não entre em circulação. mesmo que o beneficiário seja o próprio emitente. existem outras correntes. Então por que o cheque perderia natureza de crédito quando beneficiário e sacador são as mesmas pessoas? Os outros títulos não perdem. eu cheguei a mencionar que só iria ser título de crédito se tiver endosso? Eu falei isso? Não. após a existência do título. três partes (sacador dá uma ordem para o sacado para pagar o beneficiário). Diz que o endosso é requisito para ser título de crédito. e eventual. Portanto. o cheque é título de crédito. então ele pode ser considerado um instrumento para retirada de fundos. ele não perde a natureza de título de crédito. a letra de câmbio perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. Nesse caso.196 Não se esqueçam que o cheque também é um título internacional. que é o comprador. Então mesmo que título não seja endossado. Pode acontecer também de se perder o cartão.Nesse caso. Algum título que nós tratamos. pode existir ou não. não muda coisa alguma. o cheque sempre será título de crédito. mesmo porque ele é eventual. que também é possível que o sacador dê uma ordem para o sacado para pagar ao próprio sacador. tem lá no Irã. O que tem que ser verificado é que o título em regra. A letra de câmbio é quase igual o cheque. Na duplicata o sacador. ele pode facilitar a circulação de riquezas. a existência do endosso. Quinta Corrente – Defendida por Waldirio Bugarelli. A duplicata perde a sua natureza de título de crédito por isso? Não. dá uma ordem para o sacado. Na hora da prova se cair uma questão sobre cheque deve mencionar a natureza jurídica do cheque dizendo que é controvertida e citar as cinco correntes (existem mais). você passa um cheque a seu próprio favor e saca no caixa. O endosso é uma declaração cambial sucessiva. que é o vendedor. Nesse caso. Não é possível isso na letra de câmbio? Sim. ou quebrar o cartão. OBS: Na prática. sacador e beneficiário serão a mesma pessoa. As demais correntes são alienígenas e eu não vou citar.

tem que ser depositado. Então “A” não aceita o pagamento em cheque. mas tem um teto. nesse caso. quanto maior o cheque. Chego no banco com o cheque todo preenchido e digo: “Senhor gerente.000. diz a beneficiária que esse cheque tem saldo”. Então.00.00. Tirava da conta do emitente o valor. . vou não banco (o cheque visado está no artigo 7º da Lei interna). ele agiu com no mínimo de culpa. não adianta. Para quê? Se aquele cheque for extraviado. pode ver que ele vai ter as duas linhas paralelas e entre as linhas paralelas terá o nome do banco.00 reservado para quando o cheque fosse depositado. ele não pode ser sacado. maior o valor. Vai ter lá a relação dos cheques que foram extraviados e aí se toma a providência cabível. Qual é o prazo de apresentação do cheque? Trinta dias se for na mesma praça ou sessenta dias se for praça distinta. só pode ser depositado. Ele está dizendo para todo mundo ouvir que aquele cheque tem fundos. que varia de acordo com o valor do cheque. qual a conseqüência? Ele tem que passar pela câmara de compensação. 2. respondendo por isso.Cheque Cruzado: O que é cheque cruzado? Quando você cruza o cheque. Ela diz que quer dinheiro. “A” não confia em mim.000. o “viso”. O valor é de R$ 50. porque diz não saber se terá fundos o cheque. Não uma obrigação de natureza cambial. E se o cheque não for depositado? Aquele dinheiro vai ficar bloqueado para o resto da vida? Não. Deixava os R$ 50. só pode ser utilizado via Unibanco.Cheque Visado: O que é o cheque visado? É o seguinte: Vou comprar um automóvel. o cheque visado só permanece com essa característica.197 TIPOS DE CHEQUE: 1. Como é que eu vou garantir? Eu pego o cheque. quando é colocado o nome do banco entre as linhas paralelas. Ele tirou o dinheiro da conta. os R$ 50. apresentado nesse banco. Só que não dá para andar com R$ 50. Podem perceber que o carimbo do caixa quando ele carimba o cheque. Vou comprar o carro de “A”. E o cheque com cruzamento especial? Cruzamento especial é o seguinte: Você cruza no meio do cheque e coloca entre as linhas paralelas o nome do banco.00 hoje em dia. O cheque cruzado evita que o cheque seja descontado no caixa. O gerente irá baixar o extrato e verificar que tem saldo.000. durante o prazo de apresentação.000. Ele pega o cheque e dá um carimbo: “Cheque Visado”. Ele só é descontado via câmara de compensação. Eu digo que garanto que terá saldo. mas em razão da sua declaração de que aquilo tem fundos e se não tiver. É uma das poucas vezes que o banco assume obrigação com o terceiro. só pode ser descontado. Imediatamente tira uma xerox do cheque. É claro que antes de tudo irá cobrar uma tarifa. ela pode ter a certeza absoluta que aquele cheque tem fundos. Aí quando eu entregava para ele o cheque visado. Normalmente nesse tipo de transação a pessoa quer dinheiro.

banco local. Eu só vi de cinqüenta dólares até hoje. quem estiver recebendo. e o “A” ficou todo bobo. Passados os sessentas dias. O que você fez? Você vai entregar esses dois mil dólares. Ele sabe que tem que segurar aquele dinheiro por sessenta dias. Então para você evitar constrangimento. Normalmente o banco faz de dez. e nesse momento que o beneficiário. O viso não é garantia de pagamento. Questão interessante – Emiti o cheque para “A”. os Ministros. é garantia de fundos. o banco ainda vai ficar com aquele valor retido. tem uma outra parte que você vai também assinar. Só que o STF estava errado. e aí essa é a posição pacífica hoje na jurisprudência. e o banco emitirá tipo um talonário com um monte de cheques. Por isso que todo cheque viagem tem já na sua emissão a assinatura do portador. Então o cheque visado é um cheque que tem uma garantia absoluta de que há fundos dentro do prazo de apresentação. No momento em que você vai utilizar o cheque. No UNIBANCO. É obrigação do banco segurar o dinheiro durante o prazo de apresentação. que não é possível sustar o cheque visado. cheque visado “tranqüilo”. que trabalha com isso. Pega a numeração. Você leva aquele talonário em uma loja e compra com o cheque. Mesmo que o cheque seja sustado durante o prazo de apresentação. O cheque visado não é garantia de pagamento. embora muitas não aceitem. Então de cinqüenta dólares. Por quê? Porque o viso é garantia da existência de fundos. Qualquer banco que trabalhe com cheque viagem e desconta esse cheque. onde essa emenda foi criada. É possível sustar um cheque visado? Já dei o exemplo indicando o caminho. Ele sabe que minha conta é do Rio de Janeiro. você vai até lá e diz que quer comprar dois mil dólares em cheque viagem. Essa orientação veio prevalescer durante os anos e passou por herança para o STJ. para evitar e não ser aceito. que o cheque visado pode ser sustado. mas é norma interna do Banco Central. Então cada cheque viagem daquele valerá cinqüenta dólares. O que você irá fazer? Quando você recebe. OBS: Na nossa lei. ele fará a conferência da assinatura. Normalmente. modificou a sua jurisprudência. O cheque visado pode ser sustado. tem que assinar o cheque na parte superior. o UNIBANCO.198 O gerente do banco sabe se é mesma praça ou praça distinta. não traz limites para o valor do cheque viagem. você desconta num banco local. e o próprio Supremo Tribunal Federal reformou. 3 . que você vai dizer o valor. Pode ter. só que em reais. mas o carro era clonado. vinte ou cinqüenta dólares. Está lá: “Local de emissão: São Paulo”. Eu recebi o carro. Logo em seguida eles foram devidamente esclarecidos.Cheque Viagem: O que é cheque viagem? Ele funciona da seguinte forma: Vamos imaginar um banco. o que o banco fará com aquele dinheiro que estava retido? Vai disponibilizar novamente na conta do emitente. porque ele tirou xerox do cheque. aquele cheque não foi depositado. Liguei para o banco e peço que suste o cheque. Em 1975. . Mas o cheque já fica assinado? Não. dizendo que não. você vai direto em um banco local. o STF entendeu que não.

exige o cheque administrativo. estava sendo procurado. Em todos esses casos. aplica-se o Princípio da Autonomia. Há alguma diferença do cheque administrativo? Há uma diferença. O que é incabível no cheque administrativo é um outro instituto que eu vou falar. Questão interessante que uma vez caiu em prova: Como é que vai emitir cheque se ele é analfabeto? Não tem nada de errado. A pessoa sabendo que o cheque visado pode ser sustado. vamos dizer. Alguns requisitos sobre a emissão de cheque Alguns requisitos são essenciais e outros não são essenciais. Outra questão interessante sobre assinatura é a tal da chamada mecânica. Nós tínhamos alguns clientes que emitiam em determinadas épocas do ano. seria temerário dizer que o banco não pudesse impedir o pagamento. pode ser furtado.199 Uma característica do cheque viagem é que o portador não precisa ter conta em banco para utilizá-lo. O próprio banco sacado que é o emitente. pode ser roubado. É evidente que se aquele cheque tiver sido endossado em favor de um terceiro de boa-fé. ou seja. mil e quinhentos cheques para pagar funcionários. ficar assinando mil cheques em um dia. eram fornecidos os chamados cheques com chancela mecânica. É humanamente impossível. estava com mandado de prisão. substancial. Ele pode sustar. Normalmente são dois que assinam para pessoa jurídica. O que é isso? Nós já tínhamos a assinatura dele. Então no cheque administrativo sacado e sacador são a mesma pessoa. a nulidade de uma obrigação não contamina a outra. através de um procurador com poderes especiais. o presidente da pessoa jurídica. como as pessoas jurídicas. O cheque naquele momento foi desde logo. através de um . pode ser objeto de uma extorsão. Vamos imaginar uma espécie de fraude contra o banco. sustado pelo banco. Imaginem o administrador. mas em princípio o cheque administrativo pode ser sustado. mas vou dar um caso concreto que aconteceu: Estávamos no banco e de repente deu-se por falta de alguns cheques. Qual diferença é essa? Esse cheque pode ser sustado? Todo mundo pensa que não. O banco emite um cheque administrativo em favor de determinado cliente e aí chega a Polícia Federal e diz que esse cliente era um doleiro. Então para esse tipo de cliente. O cheque administrativo pode acabar sendo extraviado. Procuração essa dada através de instrumento público. O que é chamada mecânica? Diz a Lei do Cheque que a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. A polícia prende o indivíduo. Tínhamos a assinatura dos dois e. 4 – Cheque Administrativo: Qual a característica do cheque administrativo? O próprio sacado é o emitente. Então o banco seria obrigado a pagar esse terceiro. já digitalizada no banco. O banco emitiu o cheque e logo após descobriu a fraude. Em princípio pode até parecer que o cheque administrativo não possa ser sustado. pode sim.

eu já falei com vocês. o nome do beneficiário não é requisito essencial. eles já colocavam o nome do beneficiário e o valor. de B R$ 900. já vinha à assinatura deles digitalizada. de C R$ 900. colocava no computador. É um perigo. Quando alguém fosse buscar. a assinatura do emitente pode ser substituída por chancela mecânica. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu tenho na minha conta R$ 1. não era em talão. bastava você preencher o valor. OBS: A outra questão é sobre a data de emissão. Então o nome do beneficiário é essencial. O cheque. Apresentou no 45º dia. vai pagar o de menor numeração.O banco só não vai pagar se o cheque já estiver prescrito. e era em formulários contínuos. Hoje em dia é utilizado? É utilizado a chancela mecânica? Não. Salvo os cheques até R$100. Pagavam os funcionários assim. Nós já vimos isso. um cheque assinado em branco. OBS: Outra anotação interessante sobre o cheque é que no cheque só é possível um único endosso. ou seja. A data de emissão do cheque é requisito essencial. pela lei. pegavam aqueles formulários e levavam.00. se forem da mesma data.00.200 determinado instrumento a folha de cheque que era impressa. Ela não apresentou o cheque dentro desse prazo. E mais. mas se tornou um requisito essencial pelo Plano Collor. em que não é necessário a identificação do beneficiário. C. Em favor de A R$ 700. O que o banco vai fazer? Vai pagar qual? Ou nenhum? Ele paga o cheque com data mais antiga e depois. B. E o que acontecia? Eles tinham um programa que fornecia. pela lei que instituiu o Plano Collor (Lei 8021 e Lei 8088/90).00. endosso em preto.00 e de D R$ 600. estava sempre com seguranças. Não vai dar para pagar todo mundo. Só vai dar para pagar uma pessoa.000. Então. Endosso em preto é aquele que identifica o endossatário. Emiti um cheque na mesma praça em favor de A. apresentou o cheque após o prazo de apresentação. Um amigo meu teve o cheque devolvido porque esqueceu de colocar o nome dele como beneficiário. Ficava em caixa forte. Qual é o prazo de apresentação? Trinta dias. porque hoje qualquer empresa disponibiliza para os seus funcionários uma conta-salário e nessa conta-salário tem aquele cartão que só serve para sacar naquela agência. O banco paga ou não paga se existir fundos? Paga. Vários cheques emitidos em favor de A. Já saía impresso o valor certo. D. . É um contrato que se faz acessório ao contrato principal de conta corrente. todos recebiam com aquele cheque de chancela mecânica. Então o cheque já saía do banco com a assinatura. Cheque – Vamos imaginar cheque na mesma praça.00.00. Importâncias do Prazo de Apresentação: Por que estou querendo tratar isso com vocês? Agora vamos para a prática. Formavam-se aquelas filas para receber. Os quatro cheques foram depositados no mesmo dia. Na época em que o cartão era um luxo.

Você já pode tentar executar esse cheque na vara cível. mais sessenta dias. adotando o Princípio da Literalidade. Então se o cheque foi devolvido dentro do prazo de apresentação. no dia dez de fevereiro. Tem uma ressalva feita pela jurisprudência. acho que é o artigo 59 da Lei Interna. STJ e STF? Vamos imaginar que o cheque tenha sido depositado. Então no dia quatro de setembro estaria se operando a prescrição. Vamos traduzir: O que estou querendo dizer? Emiti o cheque hoje. afinal de contas. dependendo se o cheque é da mesma praça ou de praça diferente. foi até prova certa vez na Escola de Magistratura. Então para que serve o prazo de apresentação? De trinta ou sessenta dias? Eu já expliquei o que é mesma praça e o que é praça diferente. Então se contam os trinta dias. dia primeiro de fevereiro. Começa a contar o prazo da prescrição a partir do momento que há violação ao direito. é a partir desse momento que começa a correr a prescrição que será de seis meses. quatro de março. Só que a jurisprudência entendeu o seguinte: A partir de que momento já restou violado o direito? O direito de receber? Dez de fevereiro. não é da data de emissão do cheque. é data de devolução que começa a contar o prazo prescricional. Então muita gente pensa que a prescrição do cheque é contada da data de emissão.201 Então. último dia para apresentação. Não. . que ele já pode ser exercido. A questão interessante é a seguinte: Data de emissão. E nessa mesma data o cheque foi devolvido. Daí vai começar a contar os seis meses de prescrição. se desrespeitado o prazo de apresentação. até no guichê do caixa. Isso não está na lei. Qual são as importâncias do prazo de apresentação? Estou tratando desse assunto porque se o cheque é apresentado após o prazo mesmo assim o banco paga. a partir de qual momento vai contar o prazo prescricional desse cheque? A partir de dez de fevereiro? Não. Isso é a lei. Primeira importância: É porque o termo final desse prazo é o termo do prazo prescricional. mas onde o cheque foi emitido e. Então a jurisprudência sedimentou. o banco assim mesmo paga? Sim. O que deve ser levado em consideração não é onde o cheque vai ser depositado. contam-se então os trinta dias para apresentação do cheque. Então pode ser seis meses mais trinta dias. A partir do 30º dia. apresentado. é do final do prazo de apresentação. Se dentro do prazo de apresentação o cheque foi apresentado e devolvido. Isso é o que diz a lei. é a partir dessa data que você começa a contar os seis meses da prescrição. Só o que a jurisprudência já sedimentou. Isso diz a lei claramente. Então o prazo prescricional contaria de março. isso só existe na jurisprudência. o cheque não foi apresentado. a partir de quatro de março. salvo engano. qual o prazo. vai ser em dez de agosto. A prescrição não será em quatro de setembro. desde dez de fevereiro. ou seis meses. Pela lei. Isso é jurisprudência.

você vai receber e ponto final. em lugar nenhum. por exemplo. ou seja. e o que é imprescindível? Que ele apresenta aquele cheque durante o prazo de apresentação. Porém. Segunda importância: A segunda importância do prazo de apresentação nós vimos hoje. o cheque visado. após o prazo de apresentação se tiver saldo na minha conta ótimo. Essa questão de reapresentação é uma regulamentação interna do Banco Central. sustação. emitir primeiro de fevereiro. O cheque tem uma regulamentação própria. Mas quando ele apresentar o cheque após o prazo de apresentação. sempre teria que ser contado aqui. já vimos hoje? Eu falei. Como o banco declara que o cheque foi devolvido? Com o carimbo: “Cheque devolvido”. o banco vai dar aquele carimbo “Cheque devolvido”. O cheque visado só permanece com o viso durante o prazo de apresentação. Dentro do prazo. porque nem Desembargador. Então aquele atestado do banco (a Lei fala em atestado) de que o cheque foi devolvido já substitui o protesto. o devedor principal (DCD). Vocês não tem que saber. por qualquer motivo. não há necessidade. o prazo de seis meses. se ele depositar só no dia vinte de abril. Por quê? Porque não está na lei. você já pode executar. Então olha o que é importante: Temos então. Qual é a segunda importância do prazo de apresentação. O que diz a Lei? Que protesto do cheque pode ser substituído pela declaração do banco que o cheque foi devolvido. Vamos imaginar a seguinte situação: Eu emiti o cheque em favor de A. Terceira importância: Essa eu acho efetivamente importante. temos o endossante que é DCI e tem o credor. qualquer que seja. e nós. nem no Decreto 57595. isso não existe. Ele vai ser o novo credor e a endossante será DCI. porque o viso do cheque só perdura durante o prazo de apresentação. O que é imprescindível para cobrar do DCI? O protesto. Emitente. Então pela lei. e tinha que saber. isso não existe para fins de prova. Por quê? Se ele apresentar esse cheque. Para fins de prova.202 A lei fala em seis meses a contar do término do prazo de apresentação. Promotor sabem. Ela endossou em favor de B. se não tiver saldo. (trinta ou sessenta dias). devedor principal. Que regra é essa? No cheque não há necessidade do protesto. porque fui caixa. e não tem mesmo que saber. ou outro qualquer. essa reserva foi positivada na lei interna. O cheque devolvido uma vez. Ele recebeu. Ele só vai poder executar o devedor . Eu sei quando pode ser reapresentado e quando não pode. eu sou DCD. ele perdeu o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. OBS: E essa questão da reapresentação? Esqueçam. O Brasil utilizou uma das reservas no anexo II do Decreto 57595 e.

Ele deposita o cheque. Nunca ninguém viu a cartilha. emiti o cheque (13/12/03). no dia (15/12/03) dou uma contra ordem. Ou um ou outro. O que acontece? A revogação também chamada de contra ordem. esse cheque sendo para o dia primeiro de fevereiro. só impede o pagamento. cujo sinônimo é revogar (revogar o cheque ou contra ordem) e a sustação. Então contra ordem é uma coisa. ele vai poder cobrar tanto do emitente do cheque. De repente. Ele ouviu dizer que é contra ordem. apresenta o cheque no banco no dia (20/12/03). já perdeu o direito de cobrar dos DCI’s. contra ordem é isso. ele nunca dá uma contra ordem. passaram-se três a quatro dias. OBS: Ainda dentro da importância do prazo de apresentação. O banco está errado. Muita gente perde aí. O que acontece? Existe uma diferença significativa entre dar uma contra ordem no cheque. Posso atestar para vocês que o gerente não sabe disso. O banco vai pagar ou não vai? Vai pagar. em favor de A. dei a contra ordem no dia (15/12/03). Por quê? O cliente não sabe. Ela só gera efeitos após o prazo de apresentação e é definitiva. Se o cheque for devolvido. com aquele carimbo do banco. E a revogação é sinônimo de contra ordem. Ao passo que se ele tivesse depositado o cheque. Então a revogação é definitiva. ele quer que não seja pago o cheque. o cheque foi depositado (20/12/03). contra ordem e sustação é a mesma coisa. aniquila o cheque depois de expirado o prazo de apresentação (trinta dias). Então na verdade. eu me arrependi e liguei para o banco e dou uma contra ordem. porque eu não sabia a diferença. Qual a natureza jurídica do cheque? Ordem. mesmo porque no computador do banco. e sustação é aquilo. sustação é outra. Vou dar a seguinte situação: Emiti o cheque hoje (13/12/03). até uma afasta da outra. como também poderá cobrar da endossante. ele sempre faz uma sustação. só gera efeitos. O gerente do banco sabe disso? Não. Então. Então. Apresentou o cheque após o prazo de apresentação. O que eu fazia? Sustava.203 principal. no dia dez de fevereiro ele depositou. Por que definitiva? . Então se o cheque for depositado dia 13/01/04 o banco já não pagaria mais. mas é como funciona. nem gerente de banco sabe. Na minha época de banco quando pediam para dar uma contra ordem no cheque. ele não depositou ainda. Se o cheque estiver revogado não pode ser sustado e vice-versa. São coisas completamente distintas e. ou seja. ou seja. para assegurar o direito de cobrar de todos os dois DCI’s é imprescindível que o cheque seja apresentado dentro do prazo. Mesmo quando o cliente pede uma contra ordem. dentro do prazo de apresentação. Pergunto: O banco vai pagar? Emiti o cheque dia (13/12/03).

com o banco é que desaparece. Por que a relação se estabelece com o banco? A relação cambial é com o banco? Não. e a ordem vai ser efetivada. emiti o cheque hoje. Mas depois: “Espera aí. A sustação é sinônimo de oposição ao pagamento. Neste caso o banco vai poder pagar. Não quer acabar com o cheque. independentemente da sua interpretação (do banco) do que é ou não é justa causa. Mas. Numa primeira interpretação poderia parecer que esta justa causa teria que ser dada ao banco. dando ordem para pagar o cheque. A sustação gera efeito imediato. o cheque vai estar valendo durante o prazo de apresentação. der uma contra ordem amanhã. Se eu quiser modificar. e pode ser o motivo mais absurdo possível (o banco não é juiz). A qualquer momento eu posso cancelar aquela sustação. ou seja. depois eu dou uma contra ordem. Então. Agora. independentemente do motivo que você alegar. Eu dei uma ordem para o banco para pagar aquele cheque. Liguei hoje e sustei. Ele perde a natureza executiva? Não. depois ligo para o banco desfazendo a sustação. ela tem que informar o motivo. se eu quiser que ela pague novamente. Realmente. ela diz que para sustar ou revogar o cheque tem que haver justa causa. Então se eu der uma contra ordem no cheque. quando a pessoa vai sustar ou revogar o cheque. eu tenho que dar uma nova ordem. apesar de usar expressões diferentes. aí aquele cheque pode ser depositado. ela pode ser até cancelada. o cheque acaba? Acaba para o banco. Se eu der uma contra ordem. já era. Continuação da primeira aula: Falamos do cheque. Na sustação é como se estivesse falando para o banco: “Banco. das importâncias do prazo de apresentação e vamos falar agora de renovação e sustação de cheque. . ele vai sustar ou revogar o cheque quando a pessoa solicitar. Como na contra ordem é definitivo. por isso é mais efetiva. é entre emitente e beneficiário. o cheque acabou. como é mera oposição ao pagamento. e uma nova ordem é um novo cheque. Eu posso sustar o cheque hoje.204 O cheque é uma ordem. não paga agora não”. só quer impedir o pagamento naquele momento. Cabe executar esse cheque? Ele acaba apenas para o banco. Eu dou uma ordem de pagamento para pagar valor “tal”. o banco já não paga. Essa relação jurídica cambial contínua íntegra. o que vai impedir o mero pagamento é a sustação. REVOGAÇÃO E SUSTAÇÃO DE CHEQUE: A lei interna que trata de revogação e de sustação diz que tanto para revogação como para sustação. Isso só vai acontecer depois de expirado o prazo de apresentação. OBS: Tanto a contra ordem quanto o sustado podem ser executados. se o cheque for depositado hoje. Porém a sustação. Não cabe ao banco avaliar se é ou não é importante a razão invocada pelo emitente do cheque. não paga agora não”.

eu posso ir ao banco e sustar o cheque. Como é que ele vai provar no banco que ele foi o beneficiário do cheque (para sustar)? Com uma declaração do emitente. OBS: Justa causa é um conceito jurídico altamente subjetivo. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO INDEVIDO (Enriquecimento Sem Causa): Em títulos de crédito nós temos duas espécies de devedores: * Devedores cambiários diretos * Devedores cambiários indiretos. mas para não pagar a tarifa. Se o cheque for sustado por motivo de roubo. Situação: “X” emitiu um cheque de 5 mil reais em meu favor. O funcionário do banco vai ter que sustar o cheque. isto tira a executividade do cheque? Não. A contra-ordem só pode ser feita pelo emitente. Por ser altamente subjetiva esta questão de justa causa vai acabar parando no Poder Judiciário. só o emitente do cheque pode dar a contra ordem. Eu posso alegar. Outra questão sobre revogação e sustação (está na lei): Vem dizendo que só pode revogar. a pessoa deve levar a cópia do registro de ocorrência ao banco. por exemplo. O sujeito sustando ou revogando. que eu quero sustar o cheque porque eu estou com “dor de cabeça”. Segundo Paulo Restife o endossante também é parte legítima para sustar o pagamento. que foi vítima de um estelionato e etc. Eu poderia pedir para o “X” sustar o cheque. só ele pode dar a contra-ordem. O cheque vai poder ser executado. e sendo força maior a pessoa não paga tarifa. eu descobri antes que “Y” descontasse o cheque. Segundo Paulo Restife portador legitimado pode ser o credor que perdeu. . que teve extraviado. mas através de embargos à execução.205 Quando a pessoa vai sustar um cheque ela é indagada do motivo pelo qual quer sustar o cheque. que é sempre citado no STF no que tange ao cheque. Devemos verificar no livro do Paulo Restife esta questão de portador legitimado. não importa o problema que daria na prática. A resposta teria que ser fundamentada da seguinte forma: Segundo Paulo Restife também é parte legitimada para sustar o cheque. Na prova nós devemos fundamentar com base no Paulo Restife. Quem vai decidir se aquilo é ou não é justa causa é o juiz. pois o gerente não iria sustar numa “boa” ele iria entrar em contato com o emitente (correntista). O emitente então vai alegar novamente aqueles motivos. neste caso é força maior. E a sustação? A sustação pode ser dada pelo emitente ou pelo portador legitimado (portador legitimado em princípio é o credor beneficiário). A interpretação não para por aí. então. e “Y” me aplicou um golpe (estelionato) e eu acabei entregando o cheque para “Y”. Porém. Uma declaração do emitente já pode suprir. No entanto. Na prática isto daria muito problema. Ele quem deu a ordem (emitiu o cheque). mas se eu tiver algum contrato ou alguma forma de prova que tenha menção do cheque. pois não cabe ao banco julgar a relevância da razão invocada pelo correntista. o credor e o endossante. o que importa é no momento da prova.

pois não é só isso não. etc. não caberia contra o endossante. pode perder o direito de cobrar de todos eles em razão da prescrição. o sacador ou aceitante fica obrigado a restituir ao portador com os juros legais. ter excedido o prazo. primeiro começa-se a discutir. ou seja. O Brasil adotou as seguintes reservas: 2. 16. pela prescrição. Ex: Não protestar por falta de pagamento. a soma com a qual se locupletou à custa deste. prescreveu a duplicata ou o cheque ou a letra de câmbio ou a nota promissória. 3. Vejam que não fala em prescrição. A gente nuca lê o anexo II. ausência de apresentação e etc. de iniciar o processo de execução. Artigo 48 do decreto 2044/1908. pela ausência de protesto. ou seja. 6. pois as regras estão no anexo I. Caberia ação de locupletamento contra o endossante? No artigo 48 fala “sacador ou aceitante”. Mas ele pode também perder o direito de cobrar do devedor cambiário indireto pelo fato de apenas não ter protestado em tempo hábil. 17. só que é o artigo 15 do anexo II. Ele perdendo o direito a ação cambial. Esta previsão está no artigo 15 do anexo II. A prescrição. exemplo. O que é a ação de locupletamento? Por vezes. 19 e 20 do anexo II. Com o artigo 48 do decreto 2044/1908 foi introduzida no Brasil a ação de locupletamento. Só que o Rubens Requião neste ponto ele é isolado. a única causa que exclui a sua responsabilidade é a prescrição. 10. A outra previsão está no decreto 57663. Pode ser pela prescrição. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO: Qual é a base legal para propor ação de locupletamento? O primeiro artigo é na legislação de 1908. não tem nada a ver com prescrição (apenas não protestou em tempo hábil). Prescrita a ação cambial. O credor perdeu o direito de crédito ou ainda conserva o direito de crédito. O entendimento amplamente dominante é que com a perda da ação cambial perde-se apenas o direito de executar. nós costumamos abordar ação de locupletamento só tendo como base a prescrição.Sem embargo da desoneração da responsabilidade cambial. 9. etc. que é o principal. Então. ele ainda pode cobrar? Para o professor Rubens Requião não conserva.206 Por qualquer problema ou qualquer falha você acaba perdendo o direito de cobrar do devedor cambiário indireto. 7. Fala em desoneração da responsabilidade cambial. por exemplo. Aquele direito de crédito ainda pode ser cobrado através de outros mecanismos. o direito material é conservado. o portador do título perde o direito à ação executiva. É o artigo 48 do decreto 2044/1908. ele perde o direito à ação cambial. em geral. na duplicata faz com que o credor perca o direito de crédito. 13. Mas devemos ficar atentos. A ação de locupletamento é cabível. ou pela violação de alguma outra norma cambiária. . 15. 5. Já com o devedor cambiário direto. pelo menos em tese. logo. em qualquer hipótese que o credor tenha perdido o direito de executar os devedores. Em geral.

4º Requisito: Perda da ação causal. e eu era o beneficiário. Porém existem vários posicionamentos. Eu perdi o direito de ação cambial. se enriquecerem indevidamente. Somente quando efetivamente não se tem direito à ação cambial. E se tiver somente o enriquecimento de um e não tiver o empobrecimento? Não basta. não há presunção absoluta de que o valor tem que ser exatamente o valor de face do título. ou seja. Esses três requisitos ninguém discute Existe um 4º requisito que é altamente divergente. ENRIQUECIMENTO E EMPOBRECIMENTO: Vamos supor que prescreveu um cheque no valor de mil reais. 3º Requisito: Empobrecimento do credor. Se ainda puder ser proposta ação cambial.Uma coisa é certa. No momento da prova tem que ser mencionado. Pelo decreto 2044/1908 caberia ação de locupletamento contra o sacador ou contra o aceitante. Só pode ser proposta a ação de locupletamento contra quem locupletou. no seu território subsistirá o direito de proceder contra o sacador que não constituir provisão ou contra um sacador ou endossante que tenha feito lucros ilegítimos. Necessariamente o juiz vai fixar essa minha indenização no valor do cheque (mil reais)? Ou o valor pode ser diferente? Nos dois artigos que mencionam não há qualquer regulamentação. O emitente do cheque era “X”. Tem que ser: Enriquecimento x Empobrecimento. mas estas são as principais. Quais são os requisitos para se propor ação de locupletamento?(isso é o mais difícil). Há uma decisão num determinado sentido. pelo que respeita ao aceitante que recebeu provisão ou tenha realizado lucros ilegítimos (enriquecimento se causa). A mesma faculdade existe. Há uma previsão no novo código civil? Há. Só há de se falar em ação de locupletamento se você não puder propor a ação cambial (execução do título). A segunda causa é pela ausência de protesto em tempo hábil (protesto intempestivo). e todos na jurisprudência. outra pessoa tem que ter empobrecido. Tem que ser o enriquecimento de um lado e o empobrecimento de outro. ou seja. Essa é a base legal. Não basta que um tenha enriquecido. Tem outras causas. quando é que se perde o direito de propor ação cambial? Normalmente a perda da ação cambial se dá pela prescrição. 2º Requisito: Enriquecimento indevido da parte que se quer acionar (o pretenso réu da ação). e agora eu estou propondo uma ação de locupletamento. Quando é que pode ser proposta a ação de enriquecimento sem causa? Requisito Nº 1: Perda do direito de propor ação cambial. em caso de prescrição. A base legal é o artigo 48 do decreto 2044/1908 e artigo 15 do anexo II do decreto 57663/66. contra quem enriqueceu indevidamente (sem causa). e pelo decreto 57663/66 no artigo 15 do anexo II é cabível ação de locupletamento contra o sacador. que é uma presunção relativa (iures tantum) de que o . contra o endossante e contra o aceitante quando eles fizerem lucros ilegítimos. A previsão legal por enquanto é esta.207 A reserva nº 15 diz: Qualquer das altas partes contratantes tem a liberdade de decidir que. não pode ser proposta ação de locupletamento. Como regra.

Se eu estou propondo uma ação dizendo que houve um enriquecimento indevido de “X” e um empobrecimento meu. Há uma confusão também com a ação causal. Isto é somente a doutrina que fala. prescreveu um cheque. você na verdade está discutindo a relação jurídica causal. Há uma confusão de locupletamento indevido com ação monitória. o ônus da prova cabe a quem alega. centavo por centavo. porque o serviço foi mal feito e etc. tem que ser feito provas.208 valor corresponde ao de face do título (mil reais). o porque ele emitiu o cheque) na verdade. 1° Posicionamento: Quem quiser fazer aprova de mais de mil reais ou de menos de mil reais. Há uma presunção relativa. eu prestei um serviço e não recebi. Eu não descontei o cheque. por exemplo. isto não basta. na maioria das vezes é uma ação que está sendo discutida a relação jurídica causal. Se eu estou querendo mais de mil reais. A quem caberia a prova de que não é aquele valor? Depende. A jurisprudência faz uma confusão muito grande. O que é ação causal? É aquela que vai discutir a origem do pagamento. ela confunde tudo. mas na maioria das vezes não é ação de enriquecimento sem causa. E o título? O título é mais um documento. o valor todo. você não está propondo ação de locupletamento indevido. Não há presunção nem para um lado e nem para o outro. Ex: O cheque. São raras as decisões neste sentido. qualquer outra ação eles já chamam de ação de locupletamento indevido. se “X” quiser fazer prova de que não foi mil reais. Eu é que terei que provar tudo. 2° Posicionamento: Há um segundo posicionamento que diz que é de presunção absoluta. Comumente nós percebemos que se. A doutrina diz que: Se for possível discutir a relação jurídica causal (ou seja. se for possível discutir a relação jurídica causal. E a jurisprudência? A jurisprudência simplesmente ignora. 3° Posicionamento: Por fim. há um posicionamento que diz que não há presunção. 4º Requisito: Perda da ação causal. não está sendo proposta ação de locupletamento indevido. você está propondo uma ação causal. Se não for feito prova nenhuma. ação de enriquecimento sem causa. . e que foi menos de mil reais. eu tenho que provar isto. então eu ainda não recebi (o cheque é pro soluto e pro solvendo). Agora. o “X” é que tem que fazer prova de que o enriquecimento dele foi abaixo de mil reais ou o empobrecimento foi abaixo de mil reais. ou seja. Então. (Obs: 3 posicionamentos no TJRJ). O que aparece nos acórdãos? Aparece a seguinte ementa: Se prescrever o título. se houver somente o título.(Por que foi emitido um cheque de mil reais? Foi uma prestação de serviço? Foi a compra de algum bem? Foi um empréstimo?). Neste caso está sendo discutida a relação jurídica causal. Ex: O sujeito diz que não vai o pagar. então se diz para propor uma ação monitória. É uma presunção relativa do valor do título. eu tenho que fazer a prova de que o meu prejuízo foi superior a mil reais e o enriquecimento de “X” foi superior a mil reais. É isto que diz a doutrina.

ela não criou direitos.”. que perdeu o direito de ação cambial. não extingue a relação jurídica causal. Você está propondo uma ação de locupletamento pela via monitória ou pode propor uma ação de locupletamento pela via ordinária. É um rito especial. Ação monitória é um rito. não tem problema nenhum. Logo pode ser discutida. como também é o rito sumário. No momento da prova deve ser mencionado que a doutrina ressalta que um dos requisitos para falar em ação de locupletamento indevido é a perda também da ação causal. como também é o rito executivo. Ação monitória é uma espécie de ação ou é simplesmente um rito? É um direito substantivo? Ela tem algum direito material a alegar? Ou ela pode alcançar êxito com relação a várias espécies de direito violado? Só existe uma causa para a ação monitória? Só cheque prescrito? Não. É um rito. Legitimidade Ativa: De quem é a legitimidade ativa para propor a ação? Do credor que não propôs a ação cambial. não fala em causal. Mesmo porque a emissão de títulos não causa turbação. ou seja. Só fala da perda da ação cambial. primeiro porque não há previsão legal. No artigo 48 e no artigo 15 diz: “Com a perda do direito da ação cambial.209 A prescrição de direitos pessoais ocorre em quanto tempo? Em 10 anos (eram 20 anos). A ação de locupletamento pode ser tanto pelo rito ordinário quanto pelo rito monitório. Fábio Ulhoa e etc. Quem cita? Rubens Requião. Pode ser proposta uma ação de locupletamento pela via monitória? Pode. A jurisprudência ignora esse requisito. Só pode ser proposta ação de locupletamento se não tiver direito à ação causal. pela via monitória ou pela via ordinária. A jurisprudência simplesmente ignora esse requisito. qual é o fundamento jurídico? Qual é o direito substantivo que está sendo buscado? O locupletamento indevido. como também é o rito ordinário. por isso que nós chamamos de rito monitório. RITO: Qual é o rito da ação de locupletamento? É uma ação ordinária? De execução? O entendimento que prevalecia até algum tempo atrás é que era por via ordinária. ela é apenas uma via pela qual você busca um outro direito. mas criaram a tal da ação monitória. o ressarcimento pelo locupletamento indevido. Paulo Restife.. E a legitimidade passiva? Quem enriqueceu sem causa Quem pode enriquecer sem causa na relação jurídica cambial? . A ação monitória. Quando a gente se depara com: ação monitória ou ação ordinária em face de fulano..

Ex: Nota promissória. contra o sacador do título. Você tem que provar que ele se enriqueceu de alguma forma. porque inúmeras ações que nós vemos com nome de ação de enriquecimento sem causa nos tribunais. E o avalista? Pode propor contra o avalista? Não. se não há mais ação cambial. Ex: Duplicata. Não cabe em hipótese nenhuma. o acessório segue o principal (você não pode maneira nenhuma executar aquela garantia). A garantia do aval é em relação à ação cambial. Meu patrimônio está sem qualquer variação. Existem alguns doutrinadores que defendem que para propor ação de locupletamento contra endossante tem que fazer prova de que ele enriqueceu de alguma outra forma. O endossante em princípio ele se enriquece com a prescrição do título? Não. entrou dez mil e saiu dez mil reais. O meu patrimônio não teve qualquer enriquecimento. o aceitante (artigo 15 do anexo II do decreto 576630) e o endossante. Passaram-se os seis meses do termo final do prazo de apresentação (prescreveu o título). A ação de locupletamento é mais complicada e mais rara do que parece. na verdade elas estão discutindo a relação jurídica causal. Então. Se estiver prescrita a ação cambial. Vamos supor que o título tenha prescrito. . então não há mais a sua garantia (acórdão do STJ). Qual é o prazo de prescrição na nota promissória contra o emitente? Três anos. A regra é mais ou menos uniforme. pois ele deixou de propor a ação cambial contra o emitente no tempo previsto. Tem um acórdão do STJ recente que apenas ratificou a postura anterior. O aval é ato de mera liberalidade. Outra questão: Já sabemos que a ação de locupletamento pode ser proposta quando se perder o direito de ação cambial. pois 99% das ações de locupletamento são propostas contra o emitente do título. Existem doutrinadores que defendem que para que se proponha a ação de locupletamento contra o endossante não basta a mera apresentação do título. Qual é o proveito financeiro que tira o avalista? Nenhum. Passaram-se os três anos. Qual é o prazo de prescrição da duplicata contra o aceitante? Três anos. Isso dificilmente ocorre. O avalista não é parte legítima para figurar no pólo passivo. Eu endossei para ”Y” o título. OBS: O aval é uma garantia cambial. Uma vez prescrita a cambial são desfeitas as suas garantias. Será que pode ser proposta a ação de locupletamento contra esse endossante? Não. Eu me enriqueci com este título? Não. na verdade não são ações de locupletamento. Ex: “X” emitiu um título para mim no valor de 10 mil reais. e então aplica a máxima de que o acessório segue o principal.210 O sacador. (se “Y” me cobrar eu vou ter direito de cobrar de “X”). Não cabe a ação de locupletamento contra avalista. A data de emissão da nota promissória foi hoje 13/12/03.

No momento da prova nós temos que dizer simplesmente que a perda da ação causal para a doutrina é requisito. O artigo 206 parágrafo 3º. e o sacado recusar o aceite? Não tem conseqüência nenhuma. Com protesto por falta de aceite. acabou adotando uma posição que antes era minoritária. Acabou o estudo de títulos de créditos. Vencimento em 10 de março de 2004. Parte da doutrina. direto para o pagamento. Agora já há uma previsão no novo código civil. O que é cláusula proibitiva de aceite (na letra de câmbio)? Ex: O sacador dá uma ordem para o sacado para pagar uma determinada quantia ao beneficiário. O aceite na letra de câmbio é obrigatório ou facultativo? Facultativo. No artigo 206 parágrafo 3º. A lei agora diz expressamente sobre o prazo de 3 anos. Ele vai dizer então se aceita ou não. OBS: Cláusula proibitiva de aceite. de acordo com o que se entendesse sobre a natureza jurídica da ação de locupletamento. Qual é a conseqüência do protesto por falta de aceite? Torna o título exigível antes do vencimento. O único posicionamento firme é quanto à impossibilidade de cobrança do avalista.211 Antes do novo código civil que prazo era este? Havia uma divergência enorme. com Paulo Restife. aí sim. entendia que ela tinha uma natureza cambial. mas a lei não estabelece isto no requisito. então. . enquanto o Paulo Restife e outros autores sustentam que ela tem natureza de ação cambial. tudo isto dentro da mesma seara. sendo uma ação de direito comum cai lá naqueles direitos pessoais. A letra de câmbio então só vai ser apresentada uma vez. Mas o entendimento do STF e do STJ foi outro. Neste caso não corre o risco de ter o vencimento antecipado. Isto tudo pode ser discutido numa única ação pode discutir tanto a relação jurídica causal como o locupletamento indevido. elas também prescreveriam em 3 anos. porque a única previsão legal da ação de enriquecimento sem causa é a legislação do direito empresarial. e. e hoje prescreve em 10 anos. Eles entenderam que a ação de locupletamento é uma ação de direito comum. A posição que era minoritária acabou se tornando a posição da lei. O legislador com isso aproximou a ação de locupletamento às ações cambiais. O sacador (sabendo disso) pode entregar a letra de câmbio e proibir o aceite. Nós podemos continuar colocando que o STF e o STJ entendem que a ação de locupletamento tem a natureza de direito comum. Antes desta data o que o beneficiário vai fazer com esta letra de câmbio? Vai apresentar ao sacado. inciso IV do novo código civil diz que a ação de locupletamento indevido prescreve em 3 anos. Mas esta posição do Paulo Restife está um pouco enfraquecida. Como todas as ações cambiais prescrevem em 3 anos. Qual é a conseqüência do sujeito apresentar a letra de câmbio para o sacado para que ocorra o aceite. inciso IV vem expresso o prazo de 3 anos. Com isto ele não vai poder apresentar para aceite. Antes do novo código civil os direitos pessoais prescreviam em 20 anos. Vai dizer que “X” mandou que “Y” (sacado) me pagasse dez mil reais dia 10 de março de 2004. Será que o novo código civil entendeu que a natureza da ação de locupletamento é de direito comum? Não. o beneficiário vai protestar o título.

ou seja. pois este já está para vencer. Vamos supor que a pessoa alugasse um ponto comercial. o sacado pode dizer que não aceita. A pessoa com 3 anos no ponto comercial já havia investido bastante e montado um restaurante. eles passam a ter o direito potestativo de renovar o contrato. Hipótese: Antigamente existia a figura das “luvas”. Este diz que aceita pagar. Esta cláusula na verdade proibiu o aceite ou o protesto por falta de aceite? O protesto por falta de aceite. Se assinar que aceita pagar. No dia 10 de março de 2004 ele vai ter que pagar. A cláusula proibitiva de aceite serve para que então? Se o sujeito não apresentou a letra de câmbio antes do dia 10 de março de 2004. O nome correto desta cláusula deveria ser: Cláusula proibitiva do protesto por falta de aceite. mesmo com a cláusula proibitiva. o locador diz que tudo bem. ao que exerce a atividade (locatário) e não ao locador.212 O sacador pega a letra de câmbio entrega para o sacado e pergunta se ele vai pagar os 10 mil até o dia 10 de março de 2004. Se ele disser que não aceita o credor não vai poder protestar. A cláusula proibitiva de aceite não proíbe o aceite coisa nenhuma. quando o ponto já estava conhecido nas redondezas e o negócio indo bem. e diz ao locatário que se ele quiser bem. Então começou a se pensar o seguinte: Uma coisa é o imóvel. E a cláusula? A cláusula não é proibitiva de aceite? É o problema da nomenclatura. não tem nenhum problema. Proibindo o protesto por falta de aceite esta cláusula evita o vencimento antecipado. o aceite é válido. O ponto é um bem incorpóreo e o bem imóvel é corpóreo. Então o locatário ia e renovava a locação por mais 5 anos. Para o locador seria compulsório. paciência. no local deste ponto não era nada. ou seja. mas para que haja a renovação o locador diz ao locatário que este tem que “dar por fora” (pagamento de “luvas”) o valor de 50 mil reais. Começou a se pensar num modo de proteger o empresário desses abusos que os proprietários de imóveis submetiam os locatários. CONTRATOS: LOCAÇÃO EMPRESARIAL (Artigo 51 e seguintes da lei de locações – Lei 8245/91). e. e continuava investindo. então. o locador não teria outra alternativa a não ser aceitar a renovação. isto quer dizer que desde que os empresários preencham os requisitos que a lei prevê. São bens distintos. se não quiser. Nesse estudo chegou-se a conclusão com base principalmente na lei francesa de locações. Se ele o assinou se vinculou). Esta é a condição que o locador fez. este aceite é válido. Depois de um certo tempo. pois ele aceitou (princípio da liberalidade. e outra coisa é o ponto comercial. Este é o objetivo. se ele deixou para apresentar no dia do vencimento. e o negócio deu certo. colocou o aceite. que renova o contrato. Só se vincula ao título quem o assina. Isto quer dizer que se esta letra de câmbio for apresentada para ele e ele aceitar. . O ponto é um bem incorpóreo que pertence ao empresário. no instituto da renovação compulsória. Aí já não pode mais recusar. Caiu uma questão na prova da magistratura perguntando se hoje em dia ainda é possível a cobrança de luvas. o locatário quer novamente renovar o contrato. Isto muitas vezes significava a “ruína” completa do empresário.

mas se ele ( “Y” ) conseguisse alugar o imóvel novamente era para “X” retirar as coisas dele de lá. não foram ininterruptos. No momento de renovar “X” quer renovar por mais 3 anos. O objetivo da disciplina jurídico da locação empresarial é tutelar o aviamento. Se estiver 3 anos ininterruptos no mesmo ramo preencheu o requisito. É uma das poucas espécies do chamado “contrato imposto”. “Y” diante das informações pensou logo em fazer um contrato com menos de 5 anos. Nesta discussão se vai renovar ou não. Se houver a tentativa de burlar a lei. Ele chegou para “X” e disse que iria fazer um contrato de 4 anos e 11 meses.Só tem direito à renovação compulsória o empresário (locatário) que já estiver no imóvel a pelo menos 5 anos ininterruptos. pois 3 anos mais 3 anos são 6 anos ininterruptos. termina o prazo de 3 anos. pois neste caso os requisitos seriam preenchidos e o contrato seria renovado compulsoriamente. Ex: “X” procurou “Y” que era dono de um imóvel que estava vazio.O contrato de locação tem que estar por escrito e por prazo determinado. 3º. “X” é o locatário e “Y” é o dono do imóvel (locador).Ele tem que estar no mesmo ramo de atividade 3 anos. “X” tem um salão de belezas no imóvel (firma individual) e está lá há 3 anos. Depois dos . Foram 6 anos. O requisito que está na lei são 5 anos ininterruptos. porque depois deste tempo transcorrido. ACESSIO TEMPORIS: Imagine a seguinte situação: Estamos 3 anos no contrato. porém. Qual é o objetivo desta proteção? É tutelar o aviamento. e para que ele pudesse abrir um restaurante. O sujeito (locador) é obrigado a contratar. Tutelar essa viabilidade econômica. Quando “Y” buscou informações. Isto está muito ligado a teoria da preservação da empresa. OBS: Eu fiz um contrato por escrito de 3 anos. e fecham mais um contrato de 3 anos. só se fosse por vontade dele mesmo. Ex: Nos dois primeiros anos ele vendia pão. “X” pediu para que “Y” celebrasse um contrato de 5 anos. A respeito deste tipo de contrato a jurisprudência diz que “Y” está de máfé. 2º. mas nem tirou as coisas dele de dentro do imóvel. dificilmente “X” sairia do imóvel. ele verificou que “X” queria fazer um contrato de 5 anos. e “X” saiu do imóvel. “Y” disse para “X” que ele poderia deixar as coisas dele no imóvel. “Y” sabe que se renovar o contrato de locação por mais 3 anos os requisitos já serão preenchidos. Depois eu celebrei um contrato de mais 3 anos. para que “Y” o alugasse. a jurisprudência aplicando o princípio da razoabilidade e da boa-fé nas relações de contratos (está no novo código civil) evita esses tipos de fraude à lei. Foram 3 anos no início e depois mais 3 anos. e o contrato por escrito é por prazo determinado.213 Isso mitigaria o princípio da autonomia das vontades. e depois nos três anos seguintes ele criou uma barbearia. “Y” fica fazendo jogo duro para ver se vai renovar ou não. Passaram 3 meses e “Y” não conseguiu alugar o imóvel. Neste caso eu já cumpri esses dois requisitos. Requisitos: 1º. Nisto “Y” resolve que vai deixar o imóvel alugado para “X” mesmo.

. quando há um trespasse ou a chamada SUCESSÃO EMPRESARIAL. faço através do TRESPASSE. se eu quiser fazer a transferência de tudo. OBS: É possível aproveitar o tempo anterior do autor da herança ou de sucessores. mais lógica entendeu que é possível. mas não dependerá da anuência do locador quando o contrato de locação for apenas um dos objetos da transferência. Textualmente a lei diz que é possível. tutelar o aviamento. A jurisprudência vem decidindo tendo como base o princípio da razoabilidade. Não é significativo. que já estudamos.214 últimos 3 anos “X” vai para renovar o contrato novamente e “Y” diz que não quer mais renovar o contrato. esses períodos podem ser contados para fins do preenchimento dos requisitos legais. O locador é obrigado a concordar com isto? Ele vai poder aproveitar o tempo? Vai haver mudança no contrato de locação. Com isso o princípio do acessio temporis. O “Y” não pode dizer que agora a questão da renovação já acabou. o proprietário do imóvel é A. aí sim o locador não pode impedir a cessão também do contrato de locação. “X” tem direito sim à renovatória. então o acessório segue o principal. Se estou transferindo todo o estabelecimento que é o principal. A jurisprudência com uma aplicação até que mais razoável. Nesse caso. e tendo como norte a teoria da preservação da empresa e o objetivo da lei de locações. “X” pode aproveitar o tempo da autora da herança? Sim. Vai haver direito à renovatória ou não? Ela não preenche os requisitos. mas se fossemos aplicar a lei literalmente não teria direito. Ex: Vamos imaginar que a amiga de “X” tinha um salão no imóvel de “Y” há mais de 20 anos. de todo o meu estabelecimento para ela. e que “X” vai ter que sair do imóvel. estou a 15 anos desenvolvendo o restaurante. OBS: Eu estou há 8 anos no imóvel com o meu ponto. então eu quero transferir para fulano. ou seja. Também é possível aproveitar o tempo do antecessor. como se tivessem funcionando normalmente. a cessão é conjunta. é a cessão de todo estabelecimento empresarial. artigo 1142 e seguintes do novo CC. e a amiga faleceu deixando para “X” exatamente o salão. Então. Ex: tem um restaurante lá. e dentro dele um dos elementos é o ponto. evidente. O locador é obrigado a concordar com a mudança de locatário? 20ª Aula – 20/12/2003 A mera cessão do contrato de locação depende evidentemente da anuência do locador. que é tutelar o aviamento. Mas qual é o objetivo da lei? Preservar a empresa. este é apenas um dos elementos. pois dentro desses seis anos o sujeito ficou apenas três meses parado. como assim? Já estudamos o TRESPASSE que não é a cessão meramente do ponto. Um dos elementos que integra o estabelecimento empresarial é o PONTO. Quem defende essa posição é o professor Capanema.

em janeiro de 2002 agora ele terá direito à renovação? Terá. Teve uma outra renovação aqui com o consentimento do locador. qual é o contrato que ele está renovando? É o de 04 anos. de impor ao locador a renovação? A redação da lei não é muito boa. a gente simplifica. na liberdade contratual. o locatário tem que manifestar esse desejo. manda voltar depois. entre um ano e no último ano de locação tem que ir ao locador. O juiz vai mandar renovar por mais quanto tempo? Ele vai determinar a renovação do contrato. se passar de 30 de junho. Preenchidos estes requisitos. . se entrar o dia 1º de julho ele já entrou no último semestre. o locatário deve apresentar novo fiador. entre UM ANO E SEIS MESES antes do término do contrato. ele tem que pedir a renovação entre 31/12 e 30/06. o juiz vai determinar uma perícia. Aluguei o imóvel em 01/01/95 – 01/01/98 neste momento o locatário já tinha direito à renovação? Não. depois mais 04 anos. (99-00-01) terminando em 31/12/01. O terceiro requisito é o locatário estar por 03 (três) anos no mesmo ramo. ou seja. que estão no artigo 51 da Lei de Locações. Quando o juiz determinar a renovação qual será o prazo desse contrato renovado? No primeiro período são 03 anos.215 Requisitos para Renovação do Contrato de Locação: O primeiro requisito é que o locatário esteja no imóvel há pelo menos 05 (cinco) anos. até 06 meses antes do término. aí ele vai chegar para o locatário e dizer: agora não quero renovar e já era. no penúltimo semestre da locação. Então a lei fala 01 ano e 06 meses antes do término da locação. ou seja. na mesma atividade. vamos imaginar renovados por mais 04 anos. prazo decadencial. falar com o advogado ir ao contador. vai determinar a renovação da locação. por escrito. Vamos imaginar que ele intentou a ação dentro do prazo. O segundo requisito é que o contrato seja por prazo determinado e por escrito. quando é que você tem que manifestar o desejo de renovar? O que é o principal problema. normalmente os problemas na renovação são em razão do valor do aluguel. para o tempo ir passando. então ele não pode interferir em nenhuma cláusula. porque ele só está no imóvel há 03 anos. Como é que ele vai manifestar isso? Intentando a ação dentro do período. e o juiz reconheceu que todos os requisitos estão presentes. Quando é que ele tem que manifestar o desejo de renovar compulsoriamente. senão ele está interferindo no princípio da autonomia da vontade. para não haver problemas. 01 ano e 06 meses. como assim? Ele tem que manifestar o desejo de renovar essa locação entre 31/12/97 a 30/06/01. Poucas coisas vão mudar nessa próxima locação. O locador quando quer tirar o locatário do imóvel costuma reclamar. se ele está renovando. o juiz não pode estar interferindo na vontade das partes. O que deve mudar aqui? É o valor do aluguel e a garantia. ele já decaiu do direito de requerer a renovação.

foi oferecido 5. ele cede quando bate de frente com o direito de propriedade.000 reais. o juiz vai determinar a renovação por mais 04 anos. então como o juiz fixa um prazo para ele sair de até seis meses. quiser pagar só os 5. Tem que entrar com a ação no tempo previsto em lei e assim sucessivamente. só que o valor de mercado hoje está em 7. Quando chegar entre 31/12/04 a 31/12/05 entrou no último ano da locação. então não pagará nada. Ele pode ficar com o imóvel pelo resto da vida. não vai conseguir porque tem um locatário ali. mesmo porque este está protegido na CF/88. O direito a renovação é uma regra infraconstitucional. Então há um certo prejuízo. Imagine a situação: renovo o aluguel. ele tem uma propriedade pode até utiliza-la da melhor forma. de ano em ano. se não conseguir amigavelmente. Então se o locatário quer renovar. normalmente o juiz manda fazer uma compensação – essa indenização é porque há um custo da transferência do ponto comercial. se preencher os requisitos. mas oferece um valor de aluguel pequeno. por exemplo. mas tem o prazo de 06 meses para sair dali. terá que ficar alguns dias parado. o locatário se desejar pode prosseguir.000 reais. Porém. naquele imóvel o valor de mercado é 7. show.500 reais. A não renovação nesse caso dá direito a uma indenização pela perda do ponto. O locatário tem direito à indenização. quem sairá no prejuízo é o locador. Questão delicada é a seguinte: alugo um imóvel e começo a incrementa-lo com bar. quando atingir 05 anos. entrar com a ação renovatória. a lei autoriza é a liberdade contratual. aí a renovação passa a ser obrigatória. só ocorre na prática. Na prática – Toda vez que o juiz determina a retomada do imóvel. fixa um prazo de 06 meses para desocupação (isto não está na lei) pode mencionar isso para prova da magistratura. o juiz vai julgar improcedente o pedido da renovatória com base no artigo 72. há causas que permitem a retomada do imóvel. ele não precisará pagar os três ou dois últimos meses de aluguel. conseguir mais ganhos. o valor oferecido é incompatível com o mercado. o juiz vai determinar perícia naquele local. ele pode determinar uma indenização. Para que se tenha direito à renovação um dos requisitos é que a locação seja por tempo determinado. ou seja. essa é a razão da indenização prevista em lei. viro “Baixo Tijuca”. se este não pagar o valor. estou a 10 anos no local e virou referência.500 reais. isso é até ferir o direito de propriedade. preenche todos os requisitos. vai ser intimado o locatário. vai ter que pagar o transporte.216 Se eu renovo a locação. etc. aí ele preenche os requisitos? Sim. incompatível com o mercado. Causas de Retomada do Imóvel: 1ª Causa: Na renovação quando o locatário entra com a ação ele faz uma nova proposta de aluguel e aí uma das causas de retomada é quando o valor oferecido não é compatível com o mercado. isto dependerá do caso concreto. inciso II. o locatário será indenizado por ter perdido o ponto. Se for renovado mesmo assim. O direito a renovatória não é absoluto. o que o locatário tem que fazer de novo? Tentar a renovação. depois de . essa compensação não está na lei.

a valorização do imóvel em razão do esforço do locatário. c/c parágrafo segundo do mesmo artigo da Lei 8245/91. mas como saí em razão de proposta de terceiro. e sim sete mil reais. a clientela me pertence e não ao locador. a freguesia. então durante todo esse tempo eu deveria ter pago não os aluguéis provisórios e sim os aluguéis antigos. e negociar um trespasse. Há uma discussão que foi parar no STJ. . Determinada a perícia o perito vai dizer que o valor do aluguel não tem que ser três mil reais. e não no meu locador. ele que tornou aquele ponto um point com extraordinário movimento etc. 2ª Causa: Artigo 72. Essa proposta de terceiro tem que ser para que o ponto seja utilizado em atividade e não a mesma atividade do antigo locatário. o locador e esse terceiro serão devedores solidários por essa indenização. o STJ disse que os aluguéis devidos durante todo o processo são os provisórios. É claro que será dada oportunidade ao locatário para cobrir a proposta do terceiro. o locador diz que não renovará com você porque tem outra pessoa que oferece valor maior de aluguel. nesse momento é “ao perito”. Se alguém está interessado no meu ponto tem que vir a mim. já que não vou renovar terei direito a uma indenização. quem me deve essa indenização é o locador. inciso III. Quando o locatário ingressa com a renovação o juiz costuma fixar aluguéis provisórios. o contrato não deveria ser com o locador. é o aluguel provisório. não sabemos. Em relação a esta indenização. não é problema nosso. Esse terceiro que faz a melhor proposta para explorar o ponto. como é que o perito vai fazer isso na prática. deveria ser com o locatário. não pode servir de argumento para aumentar o valor do aluguel. Durante todo o processo qual é o aluguel que o locatário vai pagar? É o antigo ou é o que o locador quer? Não. locatário ofereço ao locador um valor de aluguel compatível com o mercado. porque a freguesia. III da Lei 8245/91. Seria justo com o locatário? Não. nesse caso. e esta é em razão da atuação do próprio locatário. Não basta o locador dizer ao juiz que tem melhor proposta de terceiro. este é o espírito do artigo 72. o que é extremamente justo. Importante: Uma coisa é certa. um mega restaurante. Eu. não colou. por exemplo. ele não pode exercer o mesmo ramo do antigo locatário. tem que provar. Se o terceiro pagar a indenização poderá entrar com ação de regresso contra o locador. no contrato de TRESPASSE. ofereci sete mil reais. Eu perdi o ponto. tanto o locador como o terceiro que conseguiu o imóvel. se isso acontecer o novo locatário estará aproveitando a clientela. por exemplo. nesse caso. o locatário alegou que se foi retomado o imóvel e não foi renovada a locação. O juiz tem que fixar a indenização. essa causa de retomada é uma melhor proposta de terceiro. serão devedores solidários. foi determinado a retomada do imóvel.217 eu ter tornado aquele local muito famoso até outros bares começaram a se instalar no local. como é que o perito fará isso não sabemos. quando da melhor proposta. o juiz vai determinar o que? Não deverá ser computada a valorização decorrente do esforço do locatário. ocorreu uma mega valorização. se não estivesse satisfeito com ele deveria o locatário ter agravado de instrumento.

que não vá inviabilizar a permanência do locatário ele não precisa sair. ou oferecer a um terceiro. proprietário. Não há na lei nenhuma fórmula que permita ao locatário retomar o imóvel porque o direito dele não é real. Ex: Há um restaurante alugado. se for uma obra de tal monta que inviabilize a permanência do locatário isso é causa de retomada. se mentir ele conseguirá voltar para o imóvel e a conseqüência é pagar a . o caminho é a indenização. portanto ele conseguirá é uma indenização. aí tem que ser dado ao proprietário do imóvel todo direito para pedir um aluguel mais alto. mas a lei não dá esse direito ao locatário. mais isso tem que ser por fato do príncipe. dar a destinação que quiser. Depois que entrar no imóvel o locador monta o restaurante. Ele tem razão porque a lei induz a mentira. Se ele faz isso e não inicia as obras em três meses. o locador tem que provar que vai fazer tal obra. provando que o terceiro voltou a exercer o ramo do antigo locatário. reforma. basta a sua palavra. Ainda no artigo 52. através de um projeto de arquitetura. basta que pague a indenização. e que ele não vai fazer obra no imóvel. não interessa o que vai fazer. é o posicionamento do STF e depois do STJ. e essa causa de retomada não dá ao locatário direito a indenização. Fabio Ulhoa Coelho o que a lei veda. 4ª Causa: Artigo 52. o imóvel pode ser retomado também para obras determinadas pelo próprio locador. O problema é que há uma posição minoritária do prof. inciso I da Lei 8245/91. inciso II. caberá a este uma indenização. É causa de retomada quando o poder público determina ao locador que seja feita uma obra no imóvel (risco de desabamento. não há direito de seqüela. há uma presunção relativa de sinceridade. salvo numa hipótese: se ele retomou o imóvel dizendo que ia fazer a obra. provou através do projeto de arquitetura. ou seja. 3ª Causa: Artigo 52. se impedisse estaria violando o direito de propriedade. este não é seu. também não é qualquer obra. no íntimo. Mesmo porque. seria mais justo permitir que o locatário voltasse para o imóvel ou optar por uma indenização. ele vai falar que vai retomar para uso próprio e que vai morar lá. pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. que essa vedação é inconstitucional. é pessoal. as obras que ele alegou para o juiz. será que meu direito à renovatória vai impedir esse desejo dele. Fábio Ulhoa Coelho sustenta que o locador. Se for uma obra de mera fachada. Retomada para uso próprio. Se o locador quiser derrubar aquela casa e construir um prédio. ele vai poder? Fabio Ulhoa Coelho entende que pode. sabe que a lei veda isso. para exercer a mesma atividade do locatário. não precisa mentir para o juiz. da Lei 8245/91. então a lei. se a obra gigantesca ocorrerá uma valorização do imóvel. primeira parte. o locador vai retomar porque quer construir um restaurante. ou ele mesmo explorar. acertadamente neste caso. nesse caso não tem que provar nada. quer morar lá. o locatário não tem direito real sobre o imóvel. ou seja. O locatário não pode retornar para o imóvel. obra de infra-estrutura etc) um motivo. depois descobriu que tal projeto é da cunhada dele.218 Em caso de conluio entre o terceiro e o locador para tirar o antigo locatário do local. o locador quer retomar o imóvel para construir um restaurante. etc. a jurisprudência é pacífica. o único direito que a lei dá é exigir a indenização. fato do príncipe. é direito pessoal e não real. inciso I. não pode exigir a retomada.

então para quê esse cinismo. Então Fábio Ulhoa Coelho sustenta a inconstitucionalidade. em razão da finalidade dela estar ligada ao estabelecimento. Agora se ele faz isso depois de quatro anos que está lá. desde que este comércio exista há mais de um ano. Segunda Parte do Inciso II do artigo 52 da Lei 8245/91 – O locador pode retomar o imóvel para ali fixar um ponto comercial. aí o ex-locatário entra com ação pedindo indenização. desvio e clientela etc. diz: pode retomar o imóvel para estabelecer um comércio de uma sociedade empresarial em que participe o ascendente. Sou locador. Quem deu fama àquele ponto como restaurante foi o locador. já tem direito à renovação. por qualquer motivo como: concorrência desleal. Posso retomar o imóvel para colocar minha esposa no mesmo ramo do locatário? Não. Ex: o meu cônjuge tem salão de belezas em Caxias. também aluguei uns apartamentos para alojar os diretores que vem de fora. ela quer ir para o centro da cidade onde eu tenho um imóvel comercial que encontra locado. a indústria está no meu imóvel há oito anos. pessoa física ou pessoa jurídica de que ela seja sócia majoritária. estabelecimento empresarial para o meu ascendente. descendente ou cônjuge. essa última renovação foi por três anos. terá direito à indenização. ela será considerada locação empresarial. eu quero colocar um terceiro. paga a indenização e retoma o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário. Ex: meu pai está lá com restaurante. Normalmente a pessoa hoje explora uma atividade empresarial como pessoa jurídica. 03 meses depois transforma aquele restaurante em salão de beleza. diretores daquela indústria. ele aluga tudo (imóvel e restaurante) para B. O prazo de seis meses para desocupação está no artigo 74. então posso retomar o imóvel para estabelecer o salão de belezas do cônjuge. está na lei. Ele é o proprietário do imóvel e lá exerce um restaurante. tenho indústria aqui. vai se apropriar da clientela e da freguesia do locatário. ela tem o salão há mais de um ano. a lei sabendo disso. Questões Interessantes: Imagine a seguinte situação: considera-se empresarial a locação para alojar os diretores. Há uma exceção: que o locador pela lei pode retomar o imóvel para exercer a mesma atividade do locatário quando a locação for a chamada locação gerência. Toda vez que retomar o imóvel o juiz vai fixar prazo de 06 meses para o locatário desocupá-lo. Na última renovação inclui um prédio anexo para alojar alguns funcionários. . Se verificada a fraude cabe indenização. o locatário também. Sem direito a indenização porque o locatário exerceu atividade com tudo pronto. porque o direito dele é pessoal e não real. Na prática é assim. Então posso retomar o imóvel para colocar um salão de belezas dela. caput. ele pode retomar para continuar exercendo a atividade de restaurante. gerentes de uma sociedade empresarial. que já explorava ali o ramo de restaurante há muito tempo. dizendo apenas que o locador para exercer a mesma atividade do locatário tem que pagar a indenização. uma indústria. e sim o salão de belezas da minha mulher. Ex: meu pai tem um restaurante pequeno. se ela vier para estabelecer o salão lá. É direito de propriedade. essa locação para essas pessoas físicas embora pareça residencial. porém não coloquei meu pai. descendente ou cônjuge. É minoritário. O locatário pode pretender voltar para o imóvel? Não. no artigo 55 da Lei de Locações.219 indenização.

isso é apenas um acessório ao imóvel principal. em razão do direito de propriedade. aí o locatário não tem que pagar nada. Em qualquer momento em que não haja direito ao locatário para renovação. e sim direito potestativo do locatário. o locador contesta o pedido dizendo que a indústria não preenche um requisito para a renovação no que diz respeito ao prédio em que estão instalados os diretores. Qual a natureza jurídica do contrato de shoping center? Para os professores Orlando Gomes e Alfredo Buzaid eles entendem que é um contrato atípico e misto. deixou de ser uma faculdade minha para ser direito do locatário. Agora renovei por mais 03 anos. quando o locatário preencher os requisitos. mais os aluguéis. Pode. Segundo o professor as luvas eram valores cobrados no ato da renovação. direito de propriedade. Para Fábio Ulhoa Coelho. Para Rubens Requião é uma coligação de contratos entre o empreendedor e o lojista dentro dos quais o de locação. porque aquele prédio foi incluído na locação. o acessório segue a sorte do principal e. não as luvas que eram cobradas antigamente em toda renovação. em razão do princípio pelo qual o acessório segue o principal.220 então a indústria está no imóvel há onze anos. Podem ser cobradas luvas quando você vai entrar no imóvel? Ex: celebro contrato de locação com Maria e digo que tem que me pagar 20 mil reais referentes a luvas. hoje não são cobradas na renovação da locação. porque o acessório segue o principal. posso pedir até um milhão de reais se quiser. Há quem chame essas verbas de luvas. só não posso exigir valores referentes às luvas no ato da renovação. Isso não está na lei de locações. . é direito de propriedade. SHOPING CENTER. porém. como foi incluído no contrato de locação anterior e já tem onze anos. é direito do locatário por isso este pode exercê-lo. para renovar é ainda uma faculdade do locador ou um direito do locatário? Faculdade do locador. não quer pagar que vá embora. é um contrato de locação com algumas peculiaridades. então não é benevolência do locador. Quem fez o contrato não foram os diretores. os incomodados que se mudem. A indústria entra com a renovatória. mas aquele prédio só está para indústria pelo prazo de três anos. porque para ser direito do locatário teria que estar no imóvel no mínimo há cinco anos. (3 + 3 = 6) na outra renovação não poderei cobrar nada dele (luvas). Caio Mario e Modesto Carvalhosa. eu renovo se quiser. é legítima esta cobrança. A renovação é no prazo do último contrato. o locador pode cobrar o que quiser. A relação que se estabelece entre eles é puramente contratual empresarial. Quem tem razão? A indústria. é só jurisprudência. portanto. na doutrina. porque o locatário já passa a ter direito a renovação desde que preencha certos requisitos. e sim a indústria. Estamos falando do contrato estabelecido entre o dono do shoping e os lojistas. porque aí já não é uma faculdade do locador. a indústria terá direito a renovar tanto o prédio que está a onze anos quanto o prédio anexo. Fiz um contrato de três anos com ele. para renovar quero 5 mil reais. não preenche aqueles requisitos. esta quem é a locatária. E a relação entre o shoping e os consumidores é uma relação consumeirista.

porque ele tem todo um planejamento. uma estrutura empresarial.9% são pessoas jurídicas). para quem pagar o aluguel? Não. Lojas Americanas. O contrato de locação de shoping center não é um contrato de locação comum. que são a maioria (99. ou seja. A terceira corrente é melhor para prova. você como pequeno lojista vai querer se estabelecer lá. ou seja. 21ª Aula – 17/01/2004 LOCAÇÃO EMPRESARIAL: Na última aula nós tratamos dos requisitos para que a renovação da locação empresarial seja compulsória. preciso de alguns cinemas. lojas para roupas. quando é que o locador poderá retomar o imóvel? Sabemos que para o locatário empresário ter direito a ação renovatória compulsória. Assiste razão a eles. pode ser tanto pessoa física. faço praça de alimentação. É um contrato que não é tão rígido quanto ao contrato de locação comum. em torno do shoping há o que a doutrina chama TENANTNIX – quando sou empreendedor do shoping. CAUSAS DE RETOMADA: Quando é que mesmo preenchidos todos os requisitos do artigo 52. a locação tem que ter: no mínimo cinco anos. A locação puramente de imóvel não é atividade empresarial.221 Entre o empreendedor e o lojista não é aplicado o CODECOM. manifestar o desejo de renovar entre 01 ano e 6 meses do termino da locação. e preenchidos alguns requisitos. Daí que no shoping citado acima. aumentar o máximo possível as opções do consumidor. o empreendedor do shoping se diferencia do mero locador. por prazo determinado. ele privilegia o princípio da autonomia da vontade. as Lojas Americanas. aí os lojistas pequenos ingressaram com ação pleiteando a rescisão contratual cumulada com pedido de indenização. A lei de locações estabelece no artigo 54 plena liberdade contratual nesta modalidade de locação. ajuizar a demanda no tempo oportuno. uma proteção ao ponto comercial. porque essas lojas acima por si só atraem uma clientela enorme. O empreendedor do shoping é empresário porque não é uma mera locação de espaço. Então o empreendedor procura dar uma variedade. Quando construo o shoping e sou pessoa jurídica não vou alugar a loja para qualquer um. por escrito e o locatário esteja no mesmo ramo há no mínimo três anos. . o locatário tendo direito a renovação da locação. como jurídica. no penúltimo semestre antes do término da locação. mesmo que alugue imóvel comercial. para produtos importados etc. passam a ter direito de permanecer no imóvel. ou seja. O locador é empresário? Pela condição de locador não é empresário. há todo um planejamento. Pode cair em prova – há em um shoping instalados casas Bahia. ou seja. bancos. basta que o empresário ajuíze a demanda dentro do tempo previsto na lei. Casas Bahia não vieram.

daí vem uma notificação da prefeitura que há necessidade de obra no muro. Lembrando que esse terceiro que está fazendo a proposta não pode ser do mesmo ramo do locatário anterior. o locatário tem direito à renovação. dizendo: senhor juiz essa é a melhor proposta. é obra de porte. ele é o locatário. A lei também permite a retomada do imóvel para que se faça obra de melhoria e aumente o valor do imóvel. Essa é a segunda causa de retomada. ele vai ser intimado. o locatário tem que sair para que cumpra a ordem do Estado. neste caso. não sendo renovada a locação. terá que gastar mais. o locatário será indenizado pela perda do ponto e aí nesse momento. pois se for obra só na fachada não há necessidade do locatário sair do imóvel. a lei impõe indenização ao locatário pela perda do ponto. tenho que pagar uma indenização para o locatário. Se permitir que locatário voltasse para o imóvel é direito pessoal. Ás vezes ocorre diferente. Município. está rachado. o locatário não terá direito de permanecer no imóvel. venceu a melhor proposta. um terceiro me faz uma proposta de cinco mil e quinhentos reais. ele terá que sair do imóvel. etc. eu sou proprietário e tenho uma proposta de cinco mil reais. haverá uma solidariedade nesta indenização. e aí na petição inicial o locatário diz qual é o valor do aluguel que vai pagar. se ele não quiser tem que sair do imóvel. o locador tem que provar por escrito. exercer o mesmo ramo de atividade do locatário tem que conversar como o locatário e não com o locador. aumentar um pavimento ou dois. contrato de 15 anos. Essa proposta de terceiro. quer dizer: não foi renovada a locação. locações empresariais.222 Preenchidos todos os requisitos o locador vai poder retomar o imóvel? Quando é? A primeira causa da retomada é: vamos imaginar que o locatário preencheu todos os requisitos. Ex: tenho um casarão velho locado para ela. Se o terceiro quiser adquirir o ponto comercial. Nestes dois casos eu retiro o locatário. pois este terá que procurar outro ponto. não é obra qualquer. previstos no artigo 72 da Lei de Locações. mais se eu não iniciar as obras em três meses. A primeira causa de retomada. Vencendo a melhor proposta de terceiro. que valorize o imóvel. Será que vai ser ou não renovado? Se a proposta do locatário para permanecer no imóvel é de quatro mil reais e o juiz fixa cinco mil reais. A briga normalmente é em torno do valor do aluguel. Vamos imaginar que o locatário ofereceu quatro mil reais de aluguel. querem derrubar aquele casarão para nele construir um prédio comercial. não há o que fazer. É hipótese genuína de FATO DO PRINCÍPE é ordem determinada pelo poder público. não posso ficar tolhido de explorar o meu imóvel. porque senão ele vai acabar tomando a clientela e a freguesia do antigo locatário. e essa é a primeira causa de retomada. Terceira causa de retomada: Tenho um imóvel e lá há um locatário no meu imóvel. . para realizar qual negócio jurídico? Para realizar o TRESPASSE. tem que melhorar o imóvel valorizando-o. o juiz fixa cinco mil reais de aluguel. o direito de propriedade é maior que a renovatória. é claro que não é obra qualquer. uma das poucas coisas que muda na renovação do contrato quando o juiz autoriza a renovação do contrato é o valor do aluguel. se não quiser pagar os cinco mil reais. é quando os locatários fazem uma proposta de aluguel incompatível com o valor de mercado. haverá solidariedade entre locador e terceiro nesta indenização ao locatário. na ação renovatória. o locador quer oito mil reais.

segundo a jurisprudência do STJ. fala logo a verdade.é o que Fabio Ulhoa Coelho sustenta. ele diz. quer vir para o Rio de Janeiro. e que irá fazer obra de melhoria ou que recebeu proposta de terceiro. consigo retomar o imóvel. que tem que parar com o cinismo. será que eu posso retomar aquele imóvel para explorar o mesmo ramo que ele? A Lei diz que não pode. porque senão haveria uma verdadeira apropriação da clientela ou freguesia. descendente ou cônjuge ou para estabelecer até uma sociedade desde que os parentes acima sejam sócios majoritários. descendente ou cônjuge. Pode ser firma individual ou uma sociedade. o que o locatário pode fazer? Pode pretender que o juiz determine a volta dele para o imóvel? Não. então. O meu imóvel está alugado para ele que está lá há oito. no final das contas tudo vai acabar em indenização. porque quem criou o restaurante ali não foi o locatário. Pode retomar para ascendente. porque se eu quisesse retomar o imóvel para exercer o mesmo ramo do locatário estarei roubando dele a clientela e a freguesia. Tem entendimento pacífico nesse sentido. o imóvel também é meu. enganei o juiz. o nome dessa locação é chamado locação gerência. quando eu voltar posso retomar para exercer a mesma atividade? Por quê? Posso. Nesse ponto Fabio Ulhoa Coelho não sustenta inconstitucionalidade. no final tudo vai acabar em indenização. dono do imóvel. O que o juiz vai fazer se constatada a mentira do locador? Vai fixar uma indenização. eu volto para lá para fazer o que eu bem entender. o proprietário. descendente ou cônjuge. quero retomá-lo para uso próprio. nove ou 10 anos. Se o ramo que o ascendente. dane-se o locatário. há uma posição do professor Fabio Ulhoa Coelho que sustenta a inconstitucionalidade desta vedação. já que sou o dono do imóvel. ele tem posição minoritária. A pessoa está no imóvel com loja de DVD. descendente ou cônjuge exercem for o mesmo que o locatário exerce. ele tem negócio de DVD lá. Quero retomar meu imóvel que está alugado há 15 anos. vale a sinceridade. foi o locador. Se mentir para o juiz. o ponto é meu. Este salão existe há mais de três anos. o imóvel é meu. deixo tudo locado para João. desde que ela seja a sócia majoritária. só sustenta inconstitucionalidade para uso próprio. monto restaurante. não interessa para que. tem um salão de belezas em Belford Roxo e está sendo despejada. E o ponto comercial pertence ao locatário. Então posso retomar o imóvel para estabelecer firma individual de ascendente. já tem um bom tempo. a Lei veda. é uso próprio. descendente ou cônjuge. A lei proíbe. Voltei para lá. . entretanto. mas não para exercer a mesma atividade. posso retomar o imóvel? Não. desde que o estabelecimento exista há mais de um ano. ascendente. ferindo o direito de propriedade previsto na CF. em princípio ele está falando a verdade. O que é locação gerência? Vamos imaginar que tenho um imóvel explorando ramo de restaurante.223 O locador tem que provar por escrito que recebeu notificação do poder público. Ele diz o seguinte: em vez de mentir para o juiz e depois pagar a indenização. antes de retomar o imóvel pago a indenização . vou viajar para os EUA. A minha filha. é uma presunção relativa. presume sinceridade da minha palavra. Entre a minha filha e o locatário. tenho direito de retomar o imóvel para que seja estabelecido um fundo empresarial para o meu ascendente. nesse caso. Vamos imaginar que eu retorne para o imóvel. o locador está dizendo que vai retomar o imóvel para ele usar. só que monto loja de DVD.

Pois temos uma clientela enorme. Caio Mario e Washigton de Barros – que entendem que é um contrato de locação. roupas. eles entendem que o contrato de shoping center é atípico e misto. quatro ou cinco mil reais. Acontece que tais lojas não vieram para o referido shoping. CONTRATO DE SHOPING CENTER: É um contrato que se estabelece entre o empreendedor do shoping (dono do shoping) e os lojistas. virá para cá as Casas Bahia. Devemos adotar esta corrente porque é a MAJORITÁRIA. há todo um planejamento. ingressaram com ação requerendo a rescisão do contrato de locação cumulada com pedido de indenização. A Terceira Corrente – defendida por Fabio Ulhoa Coelho. os que locaram os espaços. porque a desocupação de uma locação empresarial não é tão simples como a desocupação de uma locação residencial. é uma relação consumerista. da boa fé e não pelo Código de Defesa do Consumidor. Existem alguns fatos neste contrato que tem gerado muita polêmica. pelas normas do contrato. há praça de alimentação. No contrato de shoping center o aluguel é um pouco diferente do aluguel de uma locação empresarial. Está previsto no artigo 54 da lei de locações. A relação que se estabelece entre o dono do shoping e os freqüentadores deste. ele precisa oferecer uma gama de produtos e serviços o maior possível para atrair mais clientela e freguesia. são vários contratos que são aperfeiçoados entre o empreendedor do shoping e o lojista. Modesto Carvalhosa. vão se dar bem.Como se desdobra o aluguel num contrato de shoping center? A lei textualmente diz que prevalece a livre iniciativa das partes. O pedido foi julgado procedente. Ex: existe um shoping no RJ que queriam aplicar o CDC nessa relação. O que diferencia o empreendedor do shoping do locador comum? O dono do shoping não é um mero locador de espaço. prevista no Código de Defesa do Consumidor. Lojas Americanas. entende que é uma coligação de contratos. produtos importados. . loja de discos. ele não pode alugar espaço “a torto e a direito”. que por si só chamam clientela e ainda diz a sua loja vai ficará em frente às Casas Bahia e aí há toda uma demanda. Sobre a natureza jurídica deste contrato há divergências. precisa de alguns cinemas. Natureza Jurídica do Contrato de Shoping. agência de correios. A Primeira Corrente – defendida por Alfredo Buzaid e Orlando Gomes. A Segunda Corrente – defendida por Rubens Requião. há uma relação entre eles puramente contratual. porque há uma junção de vários contratos.Center: Não há lei específica tratando deste assunto. no shoping há o que a doutrina chama de TENANTNIX. embora com algumas regras especiais.Todos são lojistas e dizem: vem aluguem mais aqui no meu shoping. em geral temos as seguintes hipóteses: pode estabelecer um aluguel fixo de três. espaço para bancos. ficando muito tempo “as moscas”. ou seja.224 Toda vez que o juiz determinar a retomada do imóvel. a autonomia da vontade. etc. ele vai fixar prazo de seis meses (artigo 74) para desocupação do imóvel.

É completamente livre prestigiando mesmo a autonomia da vontade. agora querem colocar elevador panorâmico. como por exemplo. porque às vezes o consumidor chega no estacionamento já com o carro amassado. E sete por centro do que ultrapassar do faturamento bruto é do shoping. do supermercado etc. câmeras por todo o lado. o shoping possuía escada rolante. Estacionamento em shoping center não é matéria de direito comercial. vai ter que pagar. aí ela chegou para o vendedor e perguntou: ele comprou? À vista? A prazo? Ou em dinheiro? Parecia auditoria interna.225 Estava no shoping em Vitória. é propriedade dele. daí uma mulher com bloco na mão anotando. Se levarem o carro o empreendedor do shoping tem que me pagar. e não do consumidor. Por fim. é do shoping. existe um orçamento prévio que os lojistas são convocados para aprovar ou não. aí sim. Como vou saber se furtaram ou não. existem outras verbas que os lojistas tem que pagar. sete por cento do que ultrapassar é do shoping. da fama do shoping etc. cobram 4 mil e um ou dois por cento do faturamento bruto. Por que essa Res Sperata? Porque quando você aluga uma loja no shoping. No mês de dezembro é muito comum os shopings cobrarem aluguel em dobro. Por isso os shoping devem criar sistemas de segurança. Além disso. comprei presente para o meu pai. Não podem ser cobradas dos lojistas: a) despesas extraordinárias de condomínio. e despesas previstas no orçamento prévio que eles participaram evidentemente eles têm de custear. você paga o que a lei chama de Res Sperata – tem que pagar é como se fosse a antiga luva. ou seja. Tem que pagar estacionamento ou não? É óbvio que tem que pagar. Lá no shoping de Vitória era o triplo. terá que me pagar. estou no imóvel dele tenho que pagar sim. A relação entre o empreendedor do shoping e os freqüentadores do shoping é uma relação consumerista. já vai usufruir de tudo isso. colocou lá e quebraram o vidro do seu carro e levaram o aparelho de CD. vamos imaginar que você entrou com seu veículo. enfeites etc. Se o faturamento da loja ultrapassar determinado patamar estabelecido no contrato. Tem o bônus. A questão do estacionamento pode ser do banco. Ou pode ser tão somente uma parcela variável. existe uma previsão de uma clientela de uma freguesia que não é sua. vai pagar quatro ou cinco mil reais por mês. exigem a inversão do ônus da prova. a presunção em favor do . anúncio em TV. o problema é do shoping. o shoping se resguarda normalmente com parcela fixa mais a variável. por exemplo: ele é obrigado a ratear as despesas com propaganda do shoping. uma parcela fixa e outra variável de acordo com o faturamento era o sistema lá daquele shoping. b) pinturas de fachada. Daí a auditora disse: 4 ou 5 mil por mês. mas também tem o ônus. você já vai contar com toda infra-estrutura e com clientela e freguesia. mais os aluguel do mês. para você alugar uma loja no shoping. Normalmente esse rateio é feito através da associação de lojistas que tem sempre em shoping. o shoping tem que provar isso. Res sperata é esperado mesmo. isso se vê pouco. por exemplo: as modificações do projeto original. Por que quem é o proprietário do imóvel? Ele coloca no imóvel quem ele quiser. uma verba de entrada só para alugar. Além do aluguel.

uma farmácia no meio da praça de alimentação? Ele não poderá fazer isso independentemente do contrato que se estabeleceu com o empreendedor. ele pode mudar de atividade? Sim. Pode para uso próprio? Também não. porque ele tem que atender o interesse coletivo de todo empreendimento. O locador comum não é empresário. Há muitos casos que a construtora participa. aluguei seja direto do proprietário.o shoping disse que ela tinha que provar. o qual alegou que aconteceu lá no shopping. então ele não pode mudar de ramo. No STF nem se questiona mais. claro que não importa se é empregada de alguém. tinha algumas lojas que estavam emperrando a construção deste centro médico. ele vai poder mudar de ramo sem consultar ninguém. Tem direito o locador de ajuizar demanda para retirar o lojista daquele local e estabelecer em outro.226 consumidor não é absoluta. dentro do seu planejamento. ela era empregada da loja e aí? Os ministros do STJ decidiram a favor da funcionária. porque existe um lucro indireto com estacionamento do shoping. essas despesas jamais poderão ser repassadas para os lojistas. é relativa e ficou provado. não importa se o depósito é gratuito ou oneroso. montar. porém nas mesmas condições. mas uma perícia resolve isso. ele está lá explorando na praça de alimentação. Tudo se resolveu com acordo. se ele estava na principal procurar mantê-lo assim. loquei para ele por oito anos. porque a relação dele com ela não era relação de consumo. aconteceu um problema com ela. nesse ponto não chega a ser gratuito. Se o locatário dissesse que não iria sair. Numa locação comum. O exemplo do Fabio Ulhoa Coelho se aplicou no Barra Shoping. isso acabaria inviabilizando a evolução do shoping. Caso interessante foi de uma funcionária de uma loja. por exemplo. A retomada para uso próprio e para uso de terceiros são expressamente inaplicáveis aos shoping centers. criou-se um local destinado a centro médico e tudo mais lá. . não foi parar na justiça. O empreendedor do shoping é empresário. O shoping é que tem que assumir essa responsabilidade. Outra despesa que o locatário não está obrigado a pagar são as verbas trabalhistas de empregados que trabalharam antes do shoping começar a funcionar. O contrato de shoping center está na Lei de Locações. Fabio Ulhoa Coelho diz com razão que o locador tem direito sim de retomar o espaço para que o shoping não fique atravancando. O empreendedor do shoping será que ele pode utilizar todas as possibilidades de retomada? Será que o dono do shoping pode retomar para ali estabelecer um fundo de comércio para ascendente ou descendente? Evidentemente que não. uma construía e outra pessoa explorava. ela estacionou o seu carro no estacionamento do shoping. O empreendedor contratou os serviços de diversas construtoras que formaram um consórcio. Lucro indireto – no contrato de depósito previsto no Novo Código Civil. Vamos imaginar um shoping center. se vai visitar alguém. do empreendedor. Nem sempre quem vai explorar o shoping é a construtora. se vai só consumir ou não.

Fabio U Coelho. adquiriu uma franquia para cidade de Teresópolis. é a conjugação de vários contratos em si. na década de 70 e teve evolução histórica interessante. montar. Evaldo Fazio. vou entregar tudo pronto. é misto porque não é um simples contrato de licença de uso de marca. Bugarelli. de prestação continuada e misto. oneroso. tem muito dinheiro. é uma licença de uso de marca e um outro contrato de prestação de serviço de organização empresarial. franquia não é só isso. o funcionário tem que ter os uniformes tal. Natureza Jurídica do Contrato de Franquia ou Franchising: É um contrato atípico para Rubens Requião. toda técnica do negócio é dada pelo franqueador. o município de Niterói quis tributar. não concorda com os autores acima e sim com o prof. seria licença de uso de marca. vou ensinar como fazer. Dizem esses autores. Aí não há fiscalização do franqueado e sim quem sofre fiscalização é o fornecedor do franqueado. Discute-se muito sobre a incidência de qual imposto sobre contrato de franquia. Fran Martins. Por exemplo: lavar carros. como funcionará. ela não analisa por completo de forma empresarial o contrato. Eu não permito apenas que ele use a marca Mac Donald. bilateral. tem marca famosa registrada e você que vai montar um. Sobre o contrato de franquia em si. nem sempre na franquia vou estar fornecendo produtos. O fornecimento não precisa ser necessariamente do franqueador. é contrato típico empresarial. Funciona da seguinte maneira: o contrato de franquia é bilateral. O professor Adalberto Simão Filho diz que o contrato de franquia é um contrato típico. No caso do Mac Donald. A Lei 8955/94 diz isso. portanto. no que tange a qualidade dos produtos. mas não quer ter o trabalho. Vamos imaginar que sou empresário “Mac Donald”. no caso do Mac Donald. as partes têm obrigações. por isso é um contrato misto. Pode por exemplo estabelecer contratos de fornecimentos com terceiros. qual imposto incide? Não tem. pacificando: . Todas as turmas do STJ citam esse professor em contratos de franquia. eu vou prestar serviço de organização empresarial. este pode estabelecer que: só venda produtos por ele fornecidos ou por ele indicados. Eu que vou estruturar. portanto. se fosse só isso não seria franquia. há um contrato de fornecimento. a compra de pão. Quem treinará os funcionários é o franqueador. O contrato de fornecimento é eventual. colocou-o na lista do ISS. porque conjuga vários outros contratos em si. por entenderem que seria uma prestação de serviço do franqueador para o franqueado e aí a jurisprudência do STJ em peso decidiu. tudo é fornecido. porque existe a franquia de serviços. ele continuaria sem previsão no ordenamento pátrio. Será possível tributar o ISS sobre a franquia? No contrato de fornecimento incide o ICMS. dizer que a cor é tal.227 FRANQUIA OU FRANCHISING: Legislação Aplicável: Lei 8955/94 O contrato de franquia foi criado no Estados Unidos. O contrato de franquia funciona assim: Além de permitir o uso da minha marca. O professor Leonardo. que a Lei 8955/94 analisa apenas os aspectos tributários do contrato de franquia. consensual. Adalberto Simão Filho.

hambúrguer. além disso. Então. os preços serão determinados pelo franqueador. o franqueado fica mais restringido na sua autonomia empresarial.Que a questão tributaria prevista na CF/88 é numerus clausus. sobre faturamento bruto de dois ou três por cento. É prestação de serviço? É. existe uma via de mão dupla. Tanto um presta serviço para o outro quanto o outro presta para um. tudo é cobrado. o franqueado que presta serviço ao franqueador ou vice-versa. Há contrato de franquia que você cobra parcela sobre o uso da marca e tem cobrança do faturamento fixo mais variável. o que é possível é a tributação dos intermediadores do contrato de franquia. presta serviço de organização empresarial para o franqueado. existe um valor mensal. quem estabelece é o franqueador. a legislação tributária é sempre taxativa. não é possível os municípios tributarem no contrato de franquia o ISS. já digo para você procurar um imóvel em qualquer lugar. isto é à parte. Essa remuneração é mais ampla possível. ele também presta serviço para o franqueador e este tem os funcionários. Não. Além desta. não pode ficar dando interpretação extensiva. O franqueado além de oferecer os produtos do franqueador poderá oferecer outros? Em regra. O BOBS às vezes autoriza a venda de cerveja. no carnaval em Salvador. é impossível tributar o ISS no contrato de franquia. O royaltie para uso da marca é também de forma ampla a sua cobrança. em Teresópolis. os valores dos produtos são os mesmos em todas as lojas. sou Mac Donald. porque assim autoriza o franqueador. é uma liberdade contratual enorme. No contrato de franquia. isso é variável. A taxa de adesão é cara. ele arma toda uma publicidade. por isso. Há uma duplicidade. Fornecimento de bens. Em geral. como assim? Feiras de franquia há empresários que se limitam a prestar um serviço de aproximar um franqueado do franqueador. O franqueado também presta serviço para o franqueador na medida em que ele vai divulgar. Mac Donald cobra pelo pão. não sobre os royalties.228 1. que nas lojas de franquia. Existe a cobrança dos royalties que é uma remuneração pela licença do uso da marca e. o franqueado é que vai se virar com o imóvel para locar ou comprar. por exemplo. o que chamam de ligação entre franqueador e franqueado. dependendo da franquia é ainda mais cara. por exemplo. quando celebro contrato de franquia com você. REMUNERAÇÃO DO CONTRATO DE FRANQUIA: De cara já paga uma taxa de adesão. . por exemplo. que manda para o franqueado. estender o alcance da marca do franqueador. que os valores dos produtos costumam ser maiores. salvo a franquia estabelecida em beira de estrada. ele está aumentando o leque. é um pouco mais restrita porque o valor que vai ser oferecido ao consumidor. O contrato de locação está dentro do contrato de franquia? Não. exige o PRINCIPIO DA TAXATIVIDADE. ele cobram por isso e o que eles estão fazendo? Uma prestação de serviço ligando um ao outro e tem todo um trabalho e a tributação o máximo que pode ser feito é em cima desse trabalho.

O franqueador pode exigir uma caução do franqueado. fornecer direta e indiretamente. porque a imagem ruim vai refletir nos outros. em razão de organização empresarial e o uso da marca.O franqueado logo que entra tem que pagar uma taxa de adesão. Terceira questão Falar sobre as características e as garantias das cédulas e das notas de crédito. perdas e danos. queria só receber e não dava a menor assistência ao franqueado. O STJ deu ganho de causa aos franqueados. tem que pagar royalties. ele pode exigir ou não.Prestar o serviço de organização empresarial. O problema é que na lei tem as obrigações do franqueador e não tem as obrigações do franqueado. Questão interessante. conforme o contrato.Fornecer bens aos franqueados. além de influenciar negativamente na marca. 3. reflete no interesse de todos os outros franqueados. caso concreto que foi parar nos tribunais. para manter a qualidade. influencia na vida dos outros franqueados. 2.A terceira obrigação não esta na lei. As obrigações do Franqueador são: 1-Autorizar o uso de sua marca. conseguiram a restituição da taxa de adesão. Ex: a franqueada está prestando um serviço horrível. dane-se.O franqueado só pode oferecer produtos autorizados pelo franqueador. pediu-se a rescisão contratual e ganharam. As obrigações do franqueado são: 1. Segunda questão: Falar sobre Factoring. Pode fornecer ou indicar fornecedores ao franqueado. enfim tudo. mas as jurisprudências e a doutrina tratam do assunto. 4.O franqueado tem que seguir as instruções de venda ao consumidor. indicando as obrigações do Franqueado. está péssimo o negócio. os produtos estão estragando. O produto já não mais estava dentro padrões e etc. A fiscalização dos franqueados é um direito ou um dever do franqueador? É direito e um dever. fiscalizar a rede. Resposta: Está na lei. que pediram rescisão contratual.229 O atendimento tudo segue uma fiscalização do franqueador.O franqueado e que determina o valor final que vai ser repassado ao consumidor. O franqueador colocou a franquia no mercado e se “lixou”. garantia real e garantia debitória.Ele não pode vender bens que não sejam autorizados pelo franqueador. 3. 4. 6. Primeira questão: As principais características de um contrato de franquia. O atendimento ruim. em razão da falta de fiscalização do franqueador em relação aos demais franqueados. 2. os royalties são pagos em cima do faturamento bruto desses produtos. 5. dependendo da franquia. a atividade ruim dela. . 22ª Aula – 24/01/2004 Questões que caíram na prova da Magistratura ontem.

CONTRATO DE FACTORING: Poderia fazer um breve histórico do contrato de factoring. Como não está na lei não pode exigir. ou seja. A natureza jurídica do contrato de factoring é um contrato complexo. oneroso e de resultado. capital reserva. quem vai estar recebendo toda essa remuneração é a massa falida. A falta de arquivamento no INPI faz com que o contrato se torne oponível contra terceiros. Se violar este dispositivo. . costumam inserir esta informação que nós chamamos de potencialidade de mercado. em razão da marca. bilateral. vai estar engordando a massa falida. quanto tem que ter de capital. O franqueador tem que fornecer ao franqueado uma minuta do contrato. este contrato é passível de anulação por parte do franqueado. atípico. por mais que o franqueado queira. com as características. experiência de mercado e várias outras informações. informações do tipo. O contrato de franquia tem que ser arquivado no INPI. capital de giro. Não está na lei um requisito que toda doutrina pede que esteja. o legislador através da Lei 8955/94 entendeu por bem obrigar as partes a uma reflexão. Anulado o contrato. for celebrado este contrato violando este prazo. de execução continuada. Com a falência do franqueador a marca vai perdendo prestigio. a lei que fala de propriedade industrial 9279/96 é posterior. o que o franqueado tem que ter para ser franqueado. A doutrina pede que o franqueador informe ao franqueado a potencialidade de mercado. Em hipóteses de falência do franqueador. o contrato só poderá ser realizado após dez dias. só vai poder deduzir isto da margem tributável se o contrato tiver arquivado no INPI. onde está tudo explicado. O franqueado tem um faturamento bruto enorme. com as várias informações. a questão vai ser vinculada pelo artigo 43 da Lei de falências. empresarial. embora isto não esteja claramente na lei. havendo um contrato bilateral ele vai ser rescindido. O franqueador não vai poder celebrar o contrato antes disso. Dificilmente esta marca vai ter sustentação no mercado com a falência do franqueador. Não é interessante rescindir este contrato. começou nos Estados Unidos. Mas. Depois de tudo isto ele vai receber um documento legal. pelo simples fato da falência. vai data-lo. Qual é o tamanho de estabelecimento que comporta aquela região. no mínimo. Ele funciona da seguinte forma. Mesmo que as partes queiram. ele vai pagar royalties ao franqueado. A lei 8955/94 só abrange aspectos tributáveis da lei 9279/96. e um contrato exclusivamente empresarial. isto pode influenciar no franqueado? Sim. porque enquanto esta marca não for alienada. esta é uma norma de ordem pública. A marca vai ser alienada e quem arrecadar esta marca vai passar a receber a remuneração do franqueado.230 A franquia é um contrato. elas não podem fechar um negócio de imediato. entre outras coisas. vem falando que o registro tem que ser feito no INPI. perfil do franqueado. as partes são factorizador e factorizado. existem duas partes. tudo que o franqueado pagou tem que ser devolvido a ele. todas elas estão descritas na lei. esta na lei 8955/94. Olhem mais em baixo. o franqueado informa qual é a potencialidade de mercado naquela região. ou seja. eles não vai deduzir essas verbas de sua margem tributável se o contrato não estiver arquivado no INPI.

ela não é Factoring é agiota. este percentual é pago pela prestação de serviço.00 é a diferença. R$90. Então não importa se é ou não contrato bancário. Quanto esta sendo cobrado de juros aqui? 10 % por um período de 60 dias. está informando para a empresa quais são os títulos bons e quais são os títulos ruins. Assumir o risco é elemento essencial do contrato de factoring. Ela escolhe quais os créditos que vai comprar.00. um percentual sobre o valor. Quanto aos títulos comprados o risco é da factoring.000. esta escolha é essencial para o contrato de factoring. só que ele precisa de capital de giro para isto. por exemplo. porque este percentual aqui não é de juros. para ele poder conquistar o mercado. Ele pode contar com o auxílio dos chamados factorizadores. tem que dar prazo de pagamento. A Factoring vai pagar. portanto é nula e execução desta nota promissória. Aí vem a discussão.231 Ele funciona da seguinte forma: um determinado empresário tem uma loja de produtos naturais. 60 ou 90 dias. Mesmo a factoring não tendo comprado os títulos e o empresário sabendo da estrutura que a Factoring tem para cobrar. Mesmo os títulos que não foram comprados podem ser passados para as Factoring. O gerenciamento requer uma estrutura muito pesada. ela faz uma análise creditícia em cada titulo daquele.000.000. Ele não pode dispor de 2 ou 3 funcionários para fazer gerenciamento de crédito. porque ela escolhe os títulos que quer comprar. porque os títulos que ela não conseguir receber. que o pequeno lojista não tem. se ela comprar tudo sempre. Se a factoring comprar todos os títulos do factorizado.00. este frete e a sua remuneração. Para fazer gerenciamento de crédito dá trabalho. uma diferença. remuneração esta independente ou não da solução do crédito. parcelamento. As empresas de factoring são muito maiores do que a mera compra de títulos.000. Emite um oficio a Receita Federal porque tem questões tributárias e cópia dos autos ao .000. ele transfere todo esse gerenciamento de créditos para eles. resumindo. este titulo vai vencer em 60 dias. Vamos imaginar que vou comprar título que chega a quase R$100. É claro que quando a Factoring vai pagar. A Factoring não está obrigada a comprar tudo sempre. Em princípio essa remuneração. para as Factoring.00 para receber futuramente. Estes títulos não vão ser objeto da compra. fazendo isto ela estará prestando um serviço de assistência empresarial. A gente tem que deixar esta discussão de lado.000. o empresário pede que a factoring cobre os títulos para ele. para que ela faça a cobrança em nome do empresário. ela não corre risco. o risco é inteiramente dela. do factorizado. e quais os créditos que ela não vai comprar. este crédito não tem nada haver com juros. daqui a 30. O restante dos títulos. ela transfere o risco para o factorizado. A factoring é especializada na compra de crédito. Vamos imaginar que em um mês o empresário tenha vendido R$150. Estes títulos vão ser repassados para a Factoring mediante uma remuneração. Estes créditos que não foram comprados são do empresário.00.00 que não foram comprados vai ficar com o empresário. As Factoring compram os créditos dos empresários e passam a administralos. Esta acima de 12% ao ano. ela não paga os R$100. Esta nota promissória é nula de pleno direito. eles tem outras atividades. ou seja. ela cobra um frete. ela devolve para o factorizado. se ela compra tudo sem nenhum cuidado. O empresário procura a Factoring e diz que quer dinheiro vivo. ela exige do factorizado uma nota promissória em branco. R$10. mas preenche a nota promissória com o valor que ela não conseguiu receber. os R$50. é um contrato bancário ou não é? Se for uma entidade bancária pode cobrar acima de 12% ao ano.

bem assim arcando com o prejuízo de eventual inadimplemento.000. R$ 10. nas entidades bancárias. No desconto bancário ele pode cobrar 2% ou 3%. a partir da orientação doutrinária que a sociedade de factoring não é uma entidade bancária. todo o percentual cobrado é juros.232 MP para procedimento criminal cabível. bem fora. importadas do modelo americano. já que a mesma corre todo o risco. já que ele não tem quase risco. desconto de título bancário. O factorizador ao escolher os créditos que vai adquirir. OBS: Na hora da prova não defendam as Factoring. o débito é mandado para a conta corrente do cliente. compra os créditos (títulos). O concetracionismo bancário esta acabando por desvincular o contrato de Factoring. depois de muita crise. A partir dessa crítica doutrinária o Banco Central editou uma resolução e atualmente não é necessária à autorização do Banco Central. No início para abrir uma empresa de Factoring precisava da autorização do Banco Central. Por isso que as Factoring pedem as notas promissórias em branco. ou melhor. assumindo a obrigação. faturas ou outros créditos a prazo. dependendo do caso.00.00. ou seja. Conceito de Contrato de factoring: é o contrato pelo qual. Este dinheiro que ficou faltando vai ser debitado da conta do cliente. Se não for Factoring. acabam com as Factoring como se elas fossem as grandes vilãs. acaba prestando serviço de assessoramento creditício para o empresário. muita gente não queria depender do Banco Central. em geral.00. a empresa precisa de alguma autorização? Temos uma longa história. constituindo este spread (esta diferença) a sua remuneração. ela não tem como competir com os Bancos. qualquer sociedade em princípio pode criar uma sociedade de Factoring. O Banco só vai receber este dinheiro quando for cobrar a duplicata. assumindo o encargo de gerenciar este crédito (cobrança. vai sempre se buscar créditos nos Bancos.000. nem sempre são títulos de créditos. as diferenças entre eles são: 1 – Só opera desconto bancário quem é Banco. . ficou faltando R$ 20. ora denominador factorizador. o Banco adianta para o cliente R$ 90. de muito mandato de segurança. o Banco só conseguiu receber R$ 80. ou seja. Os juízes na hora de julgar não olhem para este lado. não é por vontade das factoring e sim em razão de uma situação mercadológica.000. podem ser créditos decorrentes de contratos. O grande vilão é o chamado concetracionismo de crédito. o risco é todo do cliente. O Banco pode fazer que a Factoring não possa cobrar juros menores. por isto as Factoring estão sendo obrigadas a fazer agiotagem e não um contrato de factoring normal. Ex: Um cliente chega no banco com R$ 100. entraram num consenso. podem ser faturas. crime de usura e tudo mais. tem que ser criada seguindo todos os parâmetros legais. Pergunta: Para fazer este tipo de operação de factoring. Na cobrança das duplicatas de R$ 100.00. protesto e execução).000. não há uma entidade que possa concorrer com os Bancos no Brasil. no início dos anos 80 surgiram as Factoring no Brasil.000. Ao efetivar a compra pagará valor abaixo do valor do título. vendo quais são os títulos bons e ruins. 2 – No desconto bancário o risco pelo inadimplemento é do cliente.000. Um contrato muito parecido com o contrato de Factoring é o contrato de Desconto Bancário.00 é do Banco. ora denominados factorizados e. de outros empresários. é um varejista.00 em duplicata para receber. Com isto a Factoring não vai ter competitividade com os Bancos. o percentual está fora dos 12%.

posso dizer que ele não integra o sistema financeiro nacional? Com certeza. no contrato de Factoring o factorizador não garante o pagamento? Não. pode ser resolvido a qualquer momento pelas partes. O contrato de Factoring tem exclusividade? Por exemplo: A (factorizado). O factorizado escolhe os créditos que ele quer comprar. tudo. olhar os títulos. o endossante garante o pagamento. então é direito do factorizador escolher. B (factorizador). e o factorizado não pode se recusar a vender os títulos. a posição dele é de DCI. às vezes parece que é uma sociedade só. verificar todas as vendas feitas a prazo. e escolher e pagar o valor combinado. com prazo determinado. A vendeu a prazo. O factorizado vai pagar uma taxa menor para a Factoring quando o titulo for excelente. Como é transferido por endosso para a Factoring. sob pena de rescisão contratual. mas endosso sem garantia. foi transferido por endosso e o endossante não garante o pagamento. o título de crédito vai ter endosso. se for uma fatura. se for um contrato. mas na verdade são duas. quais os títulos que ele quer comprar. o endosso não garante o pagamento. para ele saber quais são os títulos bons e quais são os ruins. ele só paga se o devedor principal não pagar. o factorizado não pode se negar a vendelo. tem que ser uma sociedade especificamente para isto. ou seja. Contrato de exclusividade não pode ter dois factorizadores para um factorizado. É interessante para a Factoring comprar todos os títulos bons. mesmo porque na cessão civil o cedente não é o garantidor do pagamento. se for um documento de crédito como outro qualquer. porque se não quem vai escolher primeiro. A pode fechar um contrato de Factoring com B e C (ambos factorizadores)? Qual é a natureza jurídica do contrato de Factoring? É um contrato empresarial. Se a factoring escolher o titulo X. for um cheque? A transferência é feita através de um endosso. isto é bom para o factorizado. Como é feita a transferência spread do factorizado para o factorizador? Depende. Mas. o risco por parte do factorizador. com o pagamento da multa eventualmente prevista. . porque se fosse indeterminado. O factorizado não pode se negar a vender os créditos para o factorizador. Pergunta: Entendendo que Factoring não é um contrato bancário. mais precisamente artigo 296. entendimento majoritário da doutrina. é feita a transferência por cessão civil de crédito.233 Não pode dentro de uma empresa ter um departamento de Factoring. dentro de todo crédito a prazo do factorizado. as faturas. E se a transferência for de um titulo de credito. de prestação continuada. a regra do contrato de Factoring ou a regra do endosso? O endosso sem garantia. Por este motivo ela não pode celebrar dois contratos de factoring com empresas diferentes. artigo 290 e seguintes do novo Código Civil. então. B pode ir lá no final do mês e olhar na escrituração contábil de A. Este contrato é de exclusividade. O que vai prevalecer.

Essa evolução começou com o cheque. a chamada sociedade sem dinheiro. Normalmente não pagava à administradora. . mas paga para a administradora do cartão. o quanto parcelou e etc). Como assim relação jurídica de financiamento? Eu vou adquirir um cartão de crédito. O Brasil vem acompanhando um fenômeno chamado sociedade sem dinheiro. É um financiamento rotativo (em geral mês a mês). A administradora começou a desconfiar. então. débito automático e etc. O lojista faz uma seção de crédito para a emissora do cartão. Nós temos ainda. A primeira relação jurídica é a relação jurídica de financiamento. pois os gastos naquela boate estavam sendo altos e com freqüência. serviço de administração de caixa (na fatura vem dizendo o quanto a pessoa gastou. empresarial e consumerista. Você compra na loja. é uma forma de financiamento. a administradora do cartão presta um serviço ao titular do cartão. Por fim. cuja finalidade é facilitar o crédito ao consumidor dando segurança aos empresários que integram a rede credenciada. pois a administradora serve como intermediadora. Há ainda dentro do contrato de cartão o que nós chamamos de seção de crédito. Nós vamos entender porque ele é um contrato misto. este serviço é o de intermediação. isto porque o lojista transfere o crédito dele para a administradora do cartão. Caso concreto: Havia uma boate que estava emprestando dinheiro a juros. para a compra e venda ou prestação de serviço. um contrato de prestação de serviço. e muitas vezes em horários incompatíveis com o horário de funcionamento da boate. a administradora do cartão (emissora do cartão) abre um limite de crédito para o consumidor. A segunda relação jurídica é a do consumidor com o lojista. que ele possui junta à administradora na rede credenciada. passava o cartão e a boate pagava quatro mil e quinhentos reais. Dentro do contrato de cartão de crédito nós podemos verificar várias relações jurídicas. que pode ser uma compra e venda ou uma prestação de serviço. Conceito: É um contrato atípico. A pessoa que faz este tipo de operação (que pega o dinheiro emprestado nestas condições) é porque normalmente está com a “corda no pescoço”.234 23ª Aula – 31/01/2004 CARTÃO DE CRÉDITO: O cartão de crédito é um contrato muito comum e houve uma mudança na jurisprudência com o tempo. cartões de crédito. O cartão de crédito é um contrato atípico (porque não tem lei falando sobre o contrato de crédito). É um movimento que a cada dia que passa a sociedade vem utilizando menos dinheiro (papel) possível. Ex: A pessoa ia lá pegava cinco mil emprestados. É trilateral e misto (ou complexo). e agora estamos nos meios eletrônicos. ou seja. Num conceito bem rasteiro nós podemos dizer que o cartão de crédito é um documento que dá ao seu titular o direito de utilizar uma linha de crédito. para aproximar o consumidor do lojista. Essa prestação de serviço se estabelece entre a administradora e o lojista.

A bandeira é apenas para usar a rede credenciada. Vários bancos começaram a administrar cartão. a visa e outras (eram empresas especializadas). Uma questão interessante é saber que o maior dilema sobre o contrato de cartão de crédito hoje diz respeito aos juros. dentro do Citybank tem a Citybank cartão de crédito. OBS: O comerciante não pode cobrar mais caro pelo produto. OBS: Na relação entre usuário e a administradora do cartão. e tem o valor rotativo do cartão no valor de três mil reais. isto porque o crédito é um crédito rotativo. Quem é a emissora do cartão? Citybank. Na relação entre a emissora do cartão e a loja é uma relação estritamente empresarial. ela faz um convênio com a mastercard. Há como ligar para a administradora pedindo para cancelar o pagamento? Não. Não existe previsão de sustação de pagamento no cartão. Mas isso dá muito trabalho. mas para isso ela teria que credenciar toda uma rede. Esta pessoa faz uma compra no valor de dois mil reais. No outro mês a pessoa faz uma compra no valor de dois mil e poucos reais. Ela pagou mil reais na primeira e deixou mais mil reais parcelados em duas vezes para depois (500 + 500 reais). Ex: A pessoa vai ao banco (Citybank). Na verdade não é desconto coisa nenhuma. vai ser o Bradesco cartão de créditos. com a visa e etc. a pessoa está celebrando contrato com o Citybank cartão de créditos. que vamos supor que a pessoa tenha em parcelas dois R$ 2. Não é possível a pessoa ligar para a administradora e pedir para sustar o pagamento. por exemplo. só que parcelado. O cartão vem com a bandeirinha (visa. Mesmo que a pessoa alegue . e vai adquirir o cartão. como tem o cheque. Na verdade. Antigamente. Por isso. No Citybank (como no Bradesco e outros bancos) você pode escolher se quer o mastercard ou o visa. pelo fato dele ser pago no cartão (isso seria um crime contra a relação de consumo). a emissora. aplica-se o código de defesa do consumidor (lei 8078/90). o cartão Citybank vem com a bandeirinha mastercard. Esse limite é mensal.235 A administradora diante desta situação não pagou mais para a boate. a pessoa não está celebrando nenhum contrato com a mastercard. Então. mastercard e outros). que todos os preços que estão expostos em uma loja já são preços para ser pago no cartão. Então.900 reais (a pagar). a emissora do cartão era a mastercard. Vai chegar num momento. Se você diz que vai pagar no dinheiro. No cartão de crédito o pagamento é à vista. Quando a pessoa paga no cartão ela paga à vista ou a prazo? À vista. Ex: Você foi a uma loja e efetuou a compra de uma roupa. geralmente o vendedor diz que vai te dar um desconto. Ela foi ao Poder Judiciário com base no artigo 171 do código penal. Isto tem uma importância enorme. Só que nós temos um movimento concentracionista (hoje só quem está fornecendo crédito é banco). vamos supor que numa compra de 500 reais. A bandeirinha funciona da seguinte forma: O Citybank poderia criar a bandeira dela (bandeira Citybank). o cartão não vai passar. A pessoa adquire o cartão de crédito do Citybank. Quando o sujeito for utilizar o cartão novamente. então. essa bandeira não trás nenhuma influência. pois parece que já havia um conluio para o usuário do cartão não pagar. Chegou em casa você verificou que ela está com um defeito enorme. a administradora do cartão vai ser o Citybank cartão de créditos. por exemplo. a relação é consumerista.

236 que colocou para pagar daqui a quatro meses. A jurisprudência do TJ/RJ e algumas do STJ. A pessoa usou os três mil. esta cláusula não é nula. Começaram a entender que as administradoras podiam cobrar o quanto quisesse (repassar os juros). eles vão exigir sempre o pagamento integral. pois este saldo que a pessoa está utilizando é um saldo mensal (não pode pegar aquele valor e colocar para daqui a quatro meses. No TJ/RJ é maior confusão. Ela vai estar financiando dois mil e quinhentos reais (tem que pagar três mil. A financiadora vai pagar ao lojista o valor integral (três mil). e só pagou quinhentos reais). de início começou falando que administradora de cartão não pode cobrar juros acima de 12% ao ano (essas decisões foram a mais ou menos dois anos atrás). Começou a haver uma confusão. Se a pessoa possui o cartão de crédito e está financiando. Vamos supor que o limite mínimo de pagamento é de 500 reais. e com isto o próprio usuário pode ser prejudicado. Isto não é possível. A administradora Citybank tem um mandato. E caso uma questão desta venha a cair num concurso? Esta cláusula mandato é nula por força do Código de Defesa do Consumidor? A administradora pode repassar os juros? E se ela repassar os juros. A administradora teria apenas que repassar os juros que o banco cobrou (não cobrar juros em cima. Veio uma lei complementar e disse que as administradoras de cartão de crédito que buscassem dinheiro junto ao mercado estariam autorizadas a repassar os juros. em nome da pessoa. porque muitos tribunais estavam começando a entender que aquela cláusula mandato seria nula em razão do código de defesa do consumidor (artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor). ela pode aceitar título. Mas os juros de um cartão hoje variam de 9 a 15% ao mês. Daí em diante mudou tudo na jurisprudência. Os ministros disseram que se não for esta cláusula. Ele pode contrair empréstimos em nome da pessoa e etc. esta cláusula que permite buscar recursos junto ao . ela não vai financiar com recursos próprios. Se ela for financiar direto para a pessoa. ela assina uma cláusula chamada cláusula mandato. porque ela não está apenas a serviço da administradora do cartão de crédito. Vamos verificar um problema maior: O valor do crédito é de três mil. Ela pode assinar nota promissória no nome da pessoa. Com certeza que a administradora não pegou este dinheiro com estes juros/mês com o citybank). Então. ela vai ter que cobrar no máximo 12% de juros ao ano. não existir mais o pagamento mínimo. pois ele é mensal). para que se a pessoa for financiar. A financiadora vai tirar o dinheiro de onde?Vai financiar com recursos próprios ou com recursos de terceiros? Ela pode financiar com recursos próprios. O banco pode cobrar os juros. pois o crédito é renovado sempre de mês em mês. Quando a pessoa adquire o cartão. a Citybank possa pegar esses recursos no mercado. ela não pode fazer uma compra de 9 mil e parcelar em 3 vezes. ela pode colocar alguma coisa em cima? O entendimento do STJ sedimentado pela seção do direito privado (2ª seção). que é do mesmo grupo). a administradora vai pegar empréstimos com o banco (Citybank. A pessoa com o valor rotativo de três mil. O crédito é mensal rotativo. Logo. mas a administradora de cartão de crédito não é instituição financeira. Toda vez que uma pessoa adquire um cartão. ela nomeia o Citybank como seu procurador. e pode fazer tudo em nome da pessoa.

desde que prove que pegou os recursos no mercado com juros superiores. Segundo a lei de reforma bancária (LRB) elas estão fora da lei de usura. Ex: A pessoa tem um cartão de crédito e sai na noite com ele. a questão da cobrança de juros. Não está limitada a 12% ao ano. ou seja. como foi esta operação e a prova desta operação. Como não regulamentaram. pode propor uma ação de repetição de indébito (caso já tenha pago) ou se você não pagou faz a consignação em pagamento e etc (para se livrar dos juros absurdos do cartão de crédito). Ela liga para a administradora e cancela o cartão. Ela pode repassar os juros. depois do aviso efetuou a compra. mas ela só pode repassar os juros que ela pagou. Logo. É cabível ação de prestação de contas.237 mercado é também de interesse do usuário. ele vai ter que pagar integral (o crédito rotativo). Em princípio. que diz que o máximo cobrado no mercado tem que ser o dobro de uma taxa tal. nós verificamos que esta cláusula não é nula. era para os 12% serem impostos também para as instituições financeiras. para saber por quanto a administradora pegou este empréstimo. pois ela não infringe o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor. Outra questão interessante é o mau uso do cartão de crédito (furto. e revogaram aquilo. até as instituições financeiras teriam que cobrar 12% ao ano. Waldo Fázio Júnior e outros) diz que a responsabilidade pelas compras efetuadas antes da sustação. OBS: A taxa de 12% ao mês vem da lei de usura. que é de 6% ao ano. e se for depois a responsabilidade é da emissora (administradora do cartão). A pessoa já havia perdido aquele cartão há uma semana e não havia percebido. Ela tem que repassar exatamente o que ela pagou quando buscou recursos no mercado. as instituições financeiras estão fora. Neste ponto a doutrina é contra o usuário. os riscos são enormes. 7 dias e a pessoa não encontrou. As compras efetuadas depois de ter avisado deverão ser arcadas em princípio pela emissora do cartão. se for o caso. O maior problema do cartão de crédito é este. ela paga por ele uma anuidade. roubo e etc). e mesmo assim. No outro dia a pessoa vai procurar o cartão e não encontra. OBS: O que dependia de lei complementar antes. salvo se ela já tinha informado à rede credenciada. . A administrador vai ter que dizer como é que ela chegou ao percentual estipulado (Ex. que é cabível ação de prestação de contas (Se for cobrado um juro muito alto. O dia em que regulamentasse aquele parágrafo do artigo 192. Ela não pode colocar nada em cima. Passaramse 1. a responsabilidade é do usuário. Qualquer usuário pode propor a ação de prestação de contas. a pessoa propõe uma ação de prestação de contas. porque se não for isto. os juros serão reduzidos a 12% ao ano). e fizeram compras com o cartão da pessoa antes do cancelamento e depois do cancelamento. 2. Posição da jurisprudência: Quando a pessoa adquire um cartão de crédito. E depois. Nesse caso de quem é a responsabilidade? A doutrina (Fran Martins. pois o sistema demorou um pouco para cancela-lo. Caso a administradora não consiga provar isto. O STJ decidiu com base num precedente do TJ/RS. com ou sem razão é do usuário. A administradora pode repassar os juros? Sim. porque como é um contrato de mandato. o procurador sempre tem que prestar contas com o mandante. Para o lojista não vai haver responsabilidade. se for efetuado as compras antes. 12%). Se a pessoa paga esta anuidade (liquida o cartão) é porque os riscos da utilização do papel moeda são muito grandes. Valquírio Bugareli.

em princípio. consumerista (em regra). Vamos tratar apenas da alienação fiduciária de bens móveis. mas de fato não passa). A pessoa vai pegar o bem e vender ao banco. O devedor é fiduciante ou fiduciário Fiduciante . ele tem por finalidade adquirir bens duráveis. porque o consumidor quando celebra este contrato. O credor só pode ser pessoa jurídica (instituição financeira). A pessoa está pagando por um serviço (prestação de serviço. pois na relação de consumo o ônus da prova é do fornecedor de serviços. ele vai direto para o vendedor (passa na mão da pessoa juridicamente falando. se a jurisprudência não tivesse sendo contra eles. pela conveniência. É resolúvel porque o dia que o sujeito pagar a última prestação do empréstimo. com certeza que eles não criariam esses mecanismos de segurança.238 então. Na verdade. Essa é a posição que deve ser adotada. É alienação fiduciária porque o vendedor aliena (vende) o bem para o banco. A jurisprudência (do STJ e do TJ/RJ) diz que a responsabilidade nas compras antes e depois. que é a administradora). de adesão. A responsabilidade em princípio é da administradora. vem um aviso para o celular da pessoa). Esse contrato foi criado na época da ditadura. Ele é credor fiduciante ou credor fiduciário? Fiduciário. Em geral. A pessoa compra o bem durável com o dinheiro emprestado pelo banco. o dinheiro nem passa na mão da pessoa. ele é um contrato instrumental. é tudo junto. Vai ser difícil para outra pessoa utilizar (isto no Citybank). você está pagando pela segurança. a responsabilidade é só da administradora. computador. moto. Ele tem o domínio resolúvel. Em razão dessa jurisprudência que contraria a doutrina. A pessoa diante da instituição financeira diz que quer um financiamento para a compra de um determinado bem durável. Isso tudo só foi desenvolvido porque estavam tomando “porrada” na jurisprudência. É responsabilidade da administradora do cartão conferir pela segurança a esta operação. administração de caixa e tudo mais). O Unibanco criou um mecanismo que quando a pessoa utiliza o seu cartão de crédito. dentro de uma conjuntura política totalmente adversa. O sujeito vai à concessionária e diz que quer tal carro. começaram a inventar mecanismos de segurança. a propriedade se resolve a favor do sujeito. e dá como garantia que vai pagar o empréstimo (esse mútuo) o próprio bem que ela comprou. caso contrário. É tudo uma operação “casada”. É a administradora que tem que criar mecanismos de segurança para evitar o uso indevido. Que mecanismos de segurança? Hoje muitos cartões de crédito têm a foto do usuário digitalizada. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA: Conceito: É um contrato típico. se provar da má-fé do usuário. Somente instituição financeira que pode celebrar este tipo de contrato. se provar a má-fé do usuário (o que é muito difícil. salvo. pois a pessoa não pega primeiro o dinheiro para depois ir comprar. O banco é que passa a ser o proprietário do carro. É regulada pelo decreto-lei 911/69. etc. Ex: Carro. salvo.

mas não vai ser possível a decretação da prisão civil. o gerente diz que empresta o dinheiro. o banco vai devolver a propriedade do bem. pois era um Hábeas corpus preventivo). cabe a prisão (isso em qualquer contrato de depósito. na confiança de que quando ela pagar a última prestação. O que pode ser objeto de alienação fiduciária. É impossível a prisão civil quando a alienação fiduciária tiver como objeto bens fungíveis. inclusive o de alienação fiduciária). Se a interpretação tem que ser restritiva é incabível . o objetivo é garantir apenas o empréstimo (mútuo). Vamos imaginar que você esteja precisando de dinheiro (não é para comprar um bem). mas aconteceu que neste dia foram apenas 4 votos). OBS: O STF entende que a equiparação a depositário infiel é perfeitamente constitucional. o banco vai devolver-lhe o bem). OBS: O credor é fiduciário e o devedor é fiduciante. e ela vendeu para o banco. que é possível a prisão. Houve um empate (2 a 2). por incrível que pareça é o devedor. CRFB). e o gerente percebe que ele está chegando de carro. este pergunta ao sujeito se ele é o dono do carro e se está quitado. Se a prisão é uma regra excepcional. É a mesma operação. Entende que é constitucional (o STJ entende que é inconstitucional). Então. Dois votos entenderam que era possível a prisão e dois votos entenderam que não era possível a prisão. A prisão civil para o STJ é inconstitucional. isso quando os bens forem fungíveis (no empate prevalece a decisão mais favorável. mas ele diz que quer o carro como garantia em alienação fiduciária. Na 2ª turma do STF ficou empatado. e o que não pode ser? A discussão está em bens fungíveis.239 O bem estava com a pessoa. portanto. O documento do carro vai estar no nome do banco (no leasing que o documento vem no nome dos dois) na alienação fiduciária. e. só que a pessoa não vai comprar o carro. Segundo a Constituição (artigo 5º. a interpretação tem que ser restritiva. Para o STF é cabível a prisão civil quando a alienação fiduciária tem como objeto bens fungíveis? A 1ª turma do STF diz que sim. logo. Isto é alienação fiduciária? Sim. Fundamentos do STJ: Há a alegação de que em qualquer caso é incabível a prisão civil do devedor fiduciante. O bem não tem que ser necessariamente comprado de terceiro. e o sujeito diz que sim. O STF entende que esta prisão é constitucional? Sim. Tanto não está confiando que pediu uma garantia (o carro). 1° Fundamento: Prisão civil é somente em casos excepcionais. OBS: Na opinião do professor não cabe prisão. O banco está confiando nele? Não. ele já pode pertencer ao próprio devedor fiduciante. Bens fungíveis podem ser objeto de alienação fiduciária? O STJ entendeu que poder até pode. É devedor fiduciante ou alienante (porque é ele que está vendendo o bem para o banco. inciso LXVII. O sujeito pode pegar o dinheiro e alienar fiduciariamente o carro ao banco. neste caso o objetivo não é a aquisição do bem de consumo (bem durável). o STF está em litígio. Na conversa com o gerente. Diz que pelo contrato os bens fungíveis se tornam infungíveis. Cada uma turma de ministros no STF tem 5 ministros. O sujeito vai ao banco pedir dinheiro. Então. na confiança de que o dia que ele pagar a última prestação. Então. não poderia haver empate. quem está confiando em alguém aqui.

pode requerer a falência do devedor? Em princípio não. pois eu vi apenas uma decisão entendendo que a renúncia era tácita. Como funciona a alienação fiduciária? (nós vamos ver todas as divergências processuais). Questão de prova do Ministério Público: Pode o credor fiduciário requerer a falência do devedor fiduciante? Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. O conceito de depositário infiel não pode ser ampliado. quando for paga a última parcela tem-se resolvido a propriedade em favor do devedor alienante. Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. (ressalvada a hipótese do devedor de alimentos) e o Brasil é signatário. no final. Segundo a jurisprudência não é preciso que conste o valor do débito. Na notificação tem que vir constando o valor do débito? É válida a notificação sem que conste o valor do débito? (a defensoria pública que entrou com esta tese). ou ele entra com uma execução para cobrar a prestação ou ele primeiro faz uma notificação extrajudicial. e entendeu-se que a renúncia é só a expressa. o juiz teria que intimar o requerente para dizer se está renunciando ou não está renunciando. Se o devedor fiduciante não pagou. Ele só pode requerer a falência se ele provar que a garantia é insuficiente ou se ele renunciar a garantia. e a pessoa pagar todas as parcelas. Caso ele entre com o requerimento de falência. Essas regras proíbem a prisão civil. Questões processuais da alienação fiduciária. Pela lei não precisa nem notificar. Por força do artigo 5º parágrafo 2º da Constituição tem ampla aplicação no direito pátrio. será que ele já renunciou tacitamente? O professor sempre entendeu (como a jurisprudência majoritária) que não existe a renúncia tácita neste caso (no STF tinha posicionamento entendendo que a renúncia era tácita. O professor disse ter visto uma jurisprudência recente do STJ entendendo que a renúncia era tácita. O credor com garantia real. Na forma do artigo 9º da lei de falências. . Se o contrato transcorrer normalmente. o credor fiduciário tem duas opções. para extinguir o processo por carência de ação ou não). Na defensoria não é válido se não constar o valor do débito. Decreto 678/92. O entendimento majoritário da doutrina é que a renúncia tem que ser expressa. A alienação fiduciária é uma modalidade de que? De garantia real.240 que o conceito de depositário infiel seja alongado. Ainda tem outra convenção internacional que o Brasil é signatário. Eu (professor) não vou dizer que a jurisprudência mudou ainda não. Notifica o devedor dizendo que vai entrar com uma busca e apreensão. o depositário é somente aquele previsto no contrato de depósito do Código Civil. mas depois reformulou. 2º Fundamento: Convenção interamericana de direitos humanos (mais conhecida como Pacto de São José da Costa Rica). Mas a jurisprudência sempre foi que a renúncia tem que ser expressa. A notificação é uma criação jurisprudencial (exigir a notificação).

Essa limitação é inconstitucional. mas essa ação de busca e apreensão na alienação fiduciária. o STJ reconhece que é uma situação consolidada (pois já pagou tudo). não tem outra ação para propor depois. O saldo não tem a liquidez necessária para fundamentar a execução (tem que entrar com uma ação de cobrança ou com a prestação de contas e depois entra com a execução). Por que é inconstitucional? Se essa ação de busca e apreensão fosse cautelar. eles (os ministros do STJ) entendem que a situação já está consumada. Apesar do entendimento do STJ dizer que só tem direito a purgar a mora com o pagamento de 40%. para a 2ª turma é desde que o bem seja infungível). A sobra deve ser devolvida ao devedor (mas tem os juros e correção monetária das prestações em atraso. Já para o STF é constitucional. o saldo negativo pode ser cobrado do devedor (trata-se de uma prestação ilíquida). dizendo que só tem direito aquele que pagou os 40% (Se um daqueles 5 ministros mudar de opinião. em todos os casos. e neste caso julga prejudicado o recurso. e o bem foi vendido por 40 mil reais. então. Então. Digamos que o valor da dívida é de 30 mil reais. Para a 1ª turma. . se a dívida é de 30 mil. o credor obrigatoriamente tem que levar o bem a leilão. Tem que tornar aquele saldo devedor líquido. Neste caso o credor vai pedir a conversão da ação de busca e apreensão em ação de depósito (o que o STJ entende inconstitucional para fins de decretação de prisão. o devedor fiduciante não pagou. porque o carro sumiu. e chegou no STJ já tinha pago tudo. com a busca e apreensão e etc). Mas. neste caso seria válida a limitação (porque a cognição seria sumária e não plena). e depois da prestação de contas é que é possível a execução. vai ficar 4 votos a 4. Além de apresentar a defesa. logo entrou com a busca e apreensão. sob pena de prisão. Diz a lei que para purgar a mora ele tem que ter pagado no mínimo 40%. a defesa tem que ser ampla (princípio da ampla defesa). O bem será vendido. Essa limitação é constitucional ou não? Segundo Alexandre Freitas Câmara essa limitação do artigo 3º é inconstitucional. tem também as despesas com o leiloeiro. o devedor fiduciante pode requerer a purgação da mora. A pessoa terá que depositar o bem ou o valor do bem. se o tribunal (ex: TJ/RJ) permitiu a purgação da mora com menos de 40%. mas até chegar no STJ a pessoa já pagou todo o financiamento.241 Suponhamos que após a notificação. e o bem foi vendido por 20 mil. através do processo de conhecimento. porque foi isso e etc). eu vou me defender quando? Nunca. e é reconhecido pela jurisprudência como inconstitucional. OBS: Nos tribunais. Neste caso. A pessoa vai purgando a mora. às vezes. Vamos supor que a pessoa tenha apresentado o bem. o devedor pode apresentar a sua contestação. Na 2ª seção do STJ (8 ministros) a votação foi pelo placar de 5 votos a 3. Depois de apreendido o bem. se eu não me defender agora. a pessoa consegue purgar a mora com menos de 40%. O artigo 3º do decreto limita as causas. e não conseguiu apreender. A jurisprudência majoritária vem entendendo que primeiro ele tem que fazer uma prestação de contas (por quanto vendeu. consolidada. ela tem natureza de ação principal. Suponhamos que tenha entrado com a busca e apreensão. e neste caso prevalece a decisão mais favorável).

É jurisprudência do TJ/RJ. Se ele não for intimado do leilão. Não foi encontrada jurisprudência do assunto no STJ. Tem que notificar o avalista (para que ele exerça o direito de preferência). Pode o credor acionar o avalista? A jurisprudência entendeu que só é cabível se o avalista for intimado do leilão. Tem que intimar o avalista da data do leilão. ele não pode ser acionado pelo saldo negativo (isto é novidade). .242 Cabe ação monitória? Cabe monitória (hoje em dia cabe monitória para “tudo”).

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