Adriana Lima – OAB/BA 32.

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE APOIO – SAJ - DA COMARCA DE SANTO ANTÔNIO DE JESUS-BA

Pedido Liminar

XXXXXXXXX, brasileira, solteira, inscrita no CPF sob nº XXXXXX, e no RG sob nº XXXXXX, residente e domiciliada XXXXXXXXX, por sua advogada que esta subscreve, com endereço profissional na RuaXXXXX, no qual recebe intimações, vem, respeitosamente, a presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 5º, inciso V e X da CF/88, no art. 6, 14 e 27, do CDC e demais úteis e nos arts. 186 e 187 do CC/02 e Art. 292, § 1º e incisos, do CPC, bem como, na Lei nº 9.099/95 e legislação afim, propor AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS COM PEDIDO LIMINAR em face da TIM NORDESTE S.A, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob nº 01.009.686/0001-25, com sede na Rua Professora Guiomar Fiorence, 1

em negativações distintas. Parque Bela Vista.279-750 e SERASA EXPERIAN. Edf. sendo uma no valor de R$ 30. ao ter acesso ao documento referido. Catabas Empresarial. Salvador – BA. especificamente.2011.65 (trinta reais e sessenta e cinco 2 . ora acionada. no entanto. Contudo. conforme documento carreado aos autos. Tancredo Neves.970 nº 501. com fulcro na Lei 1. no SERASA. pessoa jurídica de direito privado.099/95.Adriana Lima – OAB/BA 32. 1672. observou que a negativação tinha sido realizada pela TIM NORDESTE S. para efetuar compra a crédito. Pelos motivos e fundamentos que passa a expor: DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA Inicialmente requer a Vossa Excelência sejam deferidos os benefícios da Gratuidade da Justiça. por não ter condições de arcar com as custas processuais e honorários sem prejuízo do seu próprio sustento e de sua família. surpreendida por informação da funcionária da referida loja de que não poderia efetuar a respectiva compra por constar com restrições em seu nome em instituições de proteção ao crédito (SPC e SERASA).060/50. com alterações introduzidas pela Lei 7. no dia 25. Ademais. com sede na Av. na loja Insinuante. a acionante dirigiu-se ao CDL da cidade para obter esclarecimentos sobre a informação que obteve na loja Insinuante. Inconformada com o fato ocorrido. a acionante teve a infeliz confirmação da negativação através da consulta realizada no CDL.08.BA. e da Lei nº 9.A.820020. sendo. CEP: 41. pois jamais se submeteria a passar por tamanho constrangimento se não tivesse a CERTEZA DE NÃO TER RESTRIÇÃO ALGUMA EM SEU NOME.510/86. Salvador . conforme consta em documento anexo. CEP: 40. DOS FATOS A acionante se dirigiu ao comércio da cidade de Cruz das Amlas – BA. Caminho das Árvores. Sala 501.

o que por certo não é devida. submetendo a autora a tamanho constrangimento público. 3 . A acionada NÃO RECEBEU NENHUMA LIGAÇÃO DE COBRANÇA. e por não mais ter recebido comunicação alguma sobre o assunto não pode a acionante ser penalizada pela conduta ilícita da empresa ré. pois diante da solicitação efetiva de cancelamento do plano supramencionado. TAMPOUCO DO AVISO PRÉVIO DE SUA NEGATIVAÇÃO. pois diante do valor irrisório das referidas contas. o que por certo não deveria ter ocorrido.2008 e outra no valor de R$ 29. jamais se furtaria a acionante a quitá-las. conforme todos os documentos carreados. o lançamento do nome da acionante jamais poderia ter ocorrido sem seu prévio conhecimento.09. em maio de 2008. a acionante não devia mais a empresa acionada. conforme comprovante em anexo. caso fossem devidas de fato. NENHUMA CORRESPONDÊNCIA. FRISE-SE QUE SÃO AS ÚNICAS NEGATIVAÇÕES EXISTENTES EM NOME DA ACIONADA. conforme exigência do contrato. Ao completar um ano de adesão.07.90 (vinte e nove reais e noventa centavos) no dia 17.2008. Ocorre que a acionante comprou um aparelho celular em maio do ano de 2007.2008.10. Foi avisada pela atendente de que receberia mais uma conta e que teria que pagá-la e que seria cancelado o referido plano pós-pago (CONTA). ficando certa de que sua obrigação contratual estava encerrada. OU QUALQUER OUTRA FORMA DE COMUNICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DÍVIDA. no plano controle TIM meia tarifa 20. a acionante solicitou por telefone o cancelamento do plano TIM meia tarifa 20. somente podendo desvincular-se da operadora após uma ano da adesão ao plano. ou seja.970 centavos) no dia 15. que não pautou pela publicidade e legalidade de seus atos. Ademais. ainda que houvesse a suposta dívida.Adriana Lima – OAB/BA 32. Dessa forma. NOTIFICAÇÃO. pois. a acionada efetuou o pagamento da referida conta referente ao período informado pela funcionária da acionada. passando automaticamente para o TIM pré-pago (CARTÃO). sofreu negativação sem ter nenhum tipo de conhecimento da conduta lesiva e ilegal da empresa ré. No dia 18.

mas por pura negligência e descontrole da empresa acionada. ou seja. Por fim. comprovado que a requerente não é inadimplente. não apresentando a medida de perigo à acionada. A existência do dano moral é inegável. ao completar o período de carência exigido pelo contrato de um ano. é seguramente possível reverter o provimento em caso de revogação ou modificação ou em caso de improcedência do pedido. por que não é de se imaginar que uma pessoa tenha sensação de bem estar quando é negada no corpo social por anotação de pessoa tida como má pagadora. é irrefragável e absoluta. a negativação é nacionalmente localizada. DA NECESSIDADE DE LIMINAR Para a concessão da liminar devem concorrer os dois requisitos legais. sedo reversível e revogável a qualquer tempo. elaborados com programas de intercâmbio entre instituições de restrição ao crédito é possível realizar consultas em nível nacional com respostas em segundos.970 O fato de ter o nome inserido no SPC/SERASA ocasiona danos difíceis de serem prontamente reparados. esta efetuou o pagamento da última conta enviada. A dor experimentada pela acionante com o vexame de ter seu nome lançado no rol dos inadimplentes “com valor irrisório”. No caso em tela os presentes pressupostos encontram-se presentes. a acionante continuará arcando com prejuízos irreparáveis. Quanto ao fumus boni iuris. No que versa sobre o periculum in mora percebe-se que se não concedida liminarmente à medida. posto que correrá sérios riscos e constrangimentos vexatórios diante da suspensão de crédito junto às instituições financeiras.Adriana Lima – OAB/BA 32. que jamais se esquivaria de pagar sabidamente. já que pelo atual sistema de informática. uma vez que após solicitar o cancelamento do plano referido (conta pós-pago). o periculum in mora e o fumus boni iuris. conforme informado pela atendente e juntado aos autos. não havendo necessidade de prova. DA RELAÇÃO DE CONSUMO 4 .

À compreensão dos pólos de uma relação de consumo. ou seja.Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. qualquer um que. de um lado o prestador/fornecedor. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. montagem. No dizer de Arnold Wald. exportação. 3º. que fornecedor é qualquer pessoa física. respondendo por qualquer espécie de eventus damni que venha a dar causa. isolada ou coletivamente. em benefício próprio ou de outrem.970 O Art. da Constituição Federal vigente dispõe que “O Estado promoverá.078/90. em seus artigos 2º e 3º. nacional ou estrangeira. e a jurídica.).. 3º. A prestação de serviço açambarcada pelo universo das relações de consumo. que desenvolvem atividades de produção. sem subordinação do prestador e mediante remuneração". da mesma forma. que dispõe sobre a proteção do consumidor.078/90 Código de Defesa do Consumidor. 8. 5º. a título singular. corresponde o contrato de prestação de serviços "aquele pelo qual uma pessoa estipula uma atividade lícita. ipsis litteris: Art. bem como a prestação de um serviço". criação. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica.Adriana Lima – OAB/BA 32. bem como os entes despersonalizados. na forma da Lei. veja-se as definições de consumidor e fornecedor: "(. que coloca no mercado serviço visando ao 5 . mas em associação mercantil ou civil e de forma habitual". transformação. mediante desempenho de atividade mercantil ou civil e de forma habitual ofereça no mercado produtos ou serviços. entendemos por consumidor qualquer pessoa física ou jurídica que. construção. estabelecem. contrate para consumo final. XXXII. em caráter eventual e autônomo. E ainda: "Tem-se. por sua vez. Nesse diapasão.. pública ou privada. A lei nº. encontra-se definida no art. Art. sendo para tanto remunerado. O prestador assume a obrigação de efetuar a prestação contratada. a aquisição ou a locação de bens. uma prestação de serviço pertencente ao universo das relações de consumo caracteriza-se por representar um vínculo no qual tem-se. § 2º da Lei nº 8. defesa do consumidor”. importação. por conseguinte. 2º .

inciso VI. a honra e os demais sagrados afetos”. a integridade física. findo o período de carência. como também. De acordo com a melhor doutrina para caracterizar-se a responsabilidade civil e o dever de indenizar são essenciais três elementos. resta-se claro a caracterização da relação de consumo existente entre a acionada e a empresa acionante TIM NORDESTE S. enuncia nos arts. b) ocorrência de um dano moral ou patrimonial causado à vítima. Yussefe Said Cahali caracteriza o dano moral pelos seus elementos: “privação ou diminuição daqueles bens que têm um valor precípuo na vida do homem e que são a paz. voluntária. a tranquilidade de espírito.Adriana Lima – OAB/BA 32. comissiva ou omissiva. No caso em tela. garante ao consumidor a reparação integral dos danos patrimoniais ou morais. em maio de 2008. Conforme o art. contrata aquele serviço oferecido no mercado a fim de satisfazer-se ou a outrem. a liberdade individual. pois aqui opera-se a responsabilidade objetiva das empresas acionadas. ainda que realizadas por prepostos. 13 e 14 a ampla reparação dos danos materiais (patrimoniais) e morais. conforme solicitação da acionante realizada por telefone à empresa acionada.970 atendimento das necessidades da coletividade e. do CDC.A. Portanto. 6º. c) nexo de causalidade. ou seja. Desta feita. diante dos fatos ora narrados. o qual teve seu término 12 meses após a contratação. decorrente do risco integral de sua atividade econômica. Mas essa ampla indenização é na medida de suas consequências. que. 6 . como vislumbra-se adiante. presente a obrigação e dever de responder as acionadas por suas ações ou omissões. do outro. DA RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA O ponto de partida do direito ao ressarcimento dos danos sofridos pelo consumidor e do dever de indenizar do agente responsável pelo produto ou pelo serviço é o fato do produto ou do serviço causador do acidente de consumo. a saber: a) existência de uma ação. o consumidor/contratador do serviço. para o seu consumo individual. a responsabilidade civil do agente do dever de indenizar é objetiva.

Adriana Lima – OAB/BA 32. e o evento danoso causado.97 – repert. portanto. a prova do prejuízo”. 395. Cad. n. ou do plano valorativo da pessoa na sociedade. havendose como tais aqueles que atingem os aspectos mais íntimos da personalidade humana (o da intimidade e da consideração pessoal). p. 4ª Edição. não havendo que se cogitar da prova do prejuízo. Verificado o evento danoso. citado por Yussef Said Cahali. “qualificam-se como morais os danos em razão da esfera da subjetividade. ou melhor. havendo a conexão causal do ato das empresas ACIONADAS. Editora RT).678. 13. 23. É pacífico o entendimento em nossa doutrina e jurisprudência de que o dano moral é plausível de indenização independentemente da sua comprovação. em resumo. ou mesmo incogitável.97 – DJU 1. atinge seu sentimento. a honra. O simples nexo causal entre o evento ou fato danoso e o dano propriamente dito ensejam a sua reparação.6.9. em que repercute fato violador. ou o da própria valoração da pessoa no meio em que vive e atual (o da reputação ou da consideração social)”. se presentes os pressupostos legais para que haja a responsabilidade civil (nexo de causalidade e culpa)” (STJ – 4ª T. independentemente de culpa. e RSTJ 98/270). Desse modo a responsabilização do ofensor origina do só fato da violação do neminem ladeare.575-DF – Rel. dano moral é aquele que afeta a paz interior da pessoa lesada.(Responsabilidade Civil. Neste mesmo raciocínio completam o ensinamento as decisões jurisprudenciais pátrias. que o dever de reparar é corolário da verificação do evento danoso. 7 . O dano moral é presumido independentemente de prova.970 Ou como assinala Carlos Bittar. senão vejamos: “A causação de dano moral independe de prova. dispensável. Rui Stoco. 3. mas causa dor e sofrimento. Significa. tudo aquilo que não tem valor econômico. Repita-se: resta configurado os danos sofridos pela ACIONANTE. Assim tem orientado a doutrina. o ego. César Asfor Rocha – j. 9. o dever de indenizar. o lucro. surge a necessidade da reparação. 722. comprovada a ofensa o direito à indenização desta decorre. Portanto. IOB Jurisp. pg. sendo dela presumido. gerando imperiosamente. ipsis litteris: “A concepção atual da doutrina orienta-se no sentido de que a responsabilização do agente causador do dano moral opera-se por força do simples fato da violação (danum in repisa). – resp.

clara a boa fé da acionante em sua conduta. em razão da negligência apontada a acionante sofreu constrangimentos diante da imputação de devedora inadimplente. com a mácula de seu bom nome e de sua honra. tendo em vista. a publicidade própria e. pois. impõe a esta a obrigação de indenizar os danos morais (art. e por outro lado resta-se comprovado a negligencie e descontrole da empresa acionada. A Constituição Federal. por negligência e descontrole da acionada. 5º. ao tratar dos direitos e garantias fundamentais do cidadão. e somente agora tomou conhecimento do fato ilícito causado pela acionada.970 DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR: DO DANO MORAL A comprovação da ofensa à honra do autor decorre do ato indevido. que a acionante vem sofrendo. em seu artigo 5°. 8 .Adriana Lima – OAB/BA 32. na doutrina e na jurisprudência. V e X. ao não efetuar a baixa devida como solicitado anteriormente pela acionante. A questão de fato não merece maiores controvérsias. O apontamento indevido pela acionada do nome da acionante no SERASA/SPC repise-se. Ademais. A banalização da personalidade humana. Várias são as citações que podem vir à colação demonstrando o acerto dessa afirmação. Aqui não se trata de falta de atenção da acionada. não merece a guarida do direito. dada sua repercussão social. e sim de séria conduta. O dano moral no caso encontra-se demonstrado. não houve qualquer contribuição da acionante para o evento danoso. A indenização do dano moral em face de ato ilícito encontra-se assegurada na legislação. pois está com seu nome no cadastro de inadimplentes desde o ano de 2008. pôs uma pá de cal nessa discussão. X. portanto dada ao fato. da CF/88). ora acionadas. entre outros fatores. arbitrário e ilegal promovido pelas requeridas. além da preocupação e intranquilidade por conta da falta de crédito junto as instituições. assegurando de modo incontestável a indenização decorrente do dano moral puro.

Na fixação do quantum indenizatório a título de danos morais.CANCELAMENTO DA LINHA TELEFÔNICA. Relator: Clóvis Castelo. (g. RESSARCIMENTO DE VALORES. Data de Julgamento: 07/02/2011. Data de Julgamento: 16/04/2010.Anulatória . SPC. Relator: Juíza Eliane de Freitas Lima Vicente. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.Inscrição indevida no SPC .8. TELEFONIA MÓVEL. SERASA.Cancelamento da linha telefônica não efetivado pela ré . Apelação Cível .Incidência dos juros desde a 9 . (grifei). (g. (300516740 PE 137567-9.TELEFONIA . sendo estes perfeitamente presumíveis. RECURSO DESPROVIDO. COBRANÇA INDEVIDA.TELESP . . assegurando ao lesado justa reparação. Ementa: PROCESSUAL CIVIL-APELAÇÃO CÍVEL AÇÃO INDENIZATÓRIA DANOS MORAIS COBRANÇA INDEVIDA INSCRIÇÃO EM SPC E SERASA RESSARCIMENTO INAFASTÁVEL APELOS IMPROVIDOS. APELAÇÃO CÍVEL. sem incorrer em enriquecimento indevido. 35ª Câmara de Direito Privado.AÇÃO DECLARATÓRIA DE NEGATIVA DE DÉBITOS E CANCELAMENTO DE RESTRIÇÕES C/C DANOS MORAIS .Indenização fixada de maneira a permitir que sirva de reprimenda à empresa apelante e sem gerar enriquecimento sem causa .SENTENÇA MANTIDA . deve-se levar em consideração as peculiaridades do caso concreto.Valor criterioso Recurso improvido.COBRANÇA INDEVIDA PELA CONCESSIONÁRIA DE TELEFONIA .2008.Empresa de telefonia confirma a cobrança equivocada . deve ela responsabilizar-se pelos danos causados. 35ª Câmara de Direito Privado.0000. consoante jurisprudência dominante. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS .970 A jurisprudência é uníssona no presente entendimento.n).Danos morais existentes . (grifei). (9298326772008826 SP 9298326-77. INSCRIÇÃO INDEVIDA.Inscrição indevida da requerente no SPC . 2ª Câmara Cível.Adriana Lima – OAB/BA 32.Dano moral configurado . Data de Julgamento: 01/09/2008. RECURSO INOMINADO . Data de Julgamento: 13/07/2011. (1023919000 SP . vejamos: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS .PREQUESTIONAMENTO .26.INSCRIÇÃO INDEVIDA NO CADASTRO DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO . Relator: Adalberto de Oliveira Melo.RECURSO IMPROVIDO.801825-7. Relator: Melo Bueno. dando provimento ao dano moral causado. 3ª Turma Recursal Mista).INSCRIÇÃO INDEVIDA NO SPC E SERASA DANO MORAL CARACTERIZADO . Data de Publicação: 10/02/2011).QUANTUM MANTIDO OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE .DANO MORAL.n). INAFASTÁVEL. IMPROVIMENTO DO RECURSO. Restando devidamente demonstrado que a inscrição indevida no cadastro do SPC decorreu de erro da concessionária de telefonia. Data de Publicação: 05/09/2008). (801825 MS 2010.Ação Declaratória de Inexistência de Débito cumulada com Indenização por Danos Morais . Data de Publicação: 136).

RECURSO IMPROVIDO. dispõe que o registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor.REVELIA .Falta de diligência e cautela da ré . Data de Julgamento: 17/08/2009. sem o pré-aviso de seu lançamento pelo órgão responsável em mantê-lo nos cadastros gera sem dúvida o direito a indenização pelos danos morais sofridos e suportados pela acionante. 3ª Turma Cível. 186 que “aquele que. Fernando Mauro Moreira Marinho. ficha.INSCRIÇÃO NO SPC . ainda que exclusivamente moral.Quantum indenizatório . Relator: DES.Adriana Lima – OAB/BA 32.NOTIFICAÇÃO PRÉVIA DEVER DO ÓRGÃO MANTENEDOR DO CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO . DO CDC . Ainda. Cadastramento indevido no SPC .""A presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em face à revelia é relativa.970 data do evento danoso . INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS . dispõe o art. o lançamento do nome da acionada nas instituições de proteção ao crédito (SPC/SERASA). fica obrigado a repará-lo”.Rec.RECURSO DO AUTOR PROVIDO RECURSO DO RÉU IMPROVIDO.CÂMARA CÍVEL).INSCRIÇÃO DO NOME NO SPC . (2009205151 SE . caput.INTELIGÊNCIA DO ART. que “aquele que.Responsabilidade civil . Entretanto. (5451 MS 2010.005451-6.AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA DA INSCRIÇÃO DO NOME INDENIZAÇÃO DEVIDA . de acordo com o princípio do livre convencimento do juiz"".04. consoante já decidiu o Colendo Superior Tribunal de Justiça. dessa forma.Confirmação . TJRS e STJ Recurso conhecido e improvido.O artigo 43. n1 223.n). publicada no DJ de 08/09/2008.n). ""Cabe ao órgão 10 .. culminando com a edição da súmula 359. negligência ou imprudência. em seu § 2º.Dano moral . Relator: Des. Responsabilidade civil .Rel.145802-5 .n). Ademais.Proporcionalidade .Procedência . Juiz Aurelino Rocha Barbosa).Critério de fixação . senão vejamos: APELAÇÃO CÍVEL DO AUTOR . do CODECON. 43.Caráter punitivo da parte vencida sem ensejar locupletamento da parte vencedora". 2ª. § 2º. do CDC. (20 Turma Recursal de Divinópolis . Data de Publicação: 13/05/2010). (g. PARÁGRAFO 2º. quando não solicitado por este"".PRESUNÇÃO RELATIVA .APELAÇÃO CÍVEL DO RÉU AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS . por ato ilícito causar dano a outrem. LUIZ ANTÔNIO ARAÚJO MENDONÇA. podendo ceder a outras circunstâncias constantes dos autos. Data de Julgamento: 10/05/2010.Precedentes do TJSE.43PARÁGRAFO 2ºCDC359.SÚMULA 359 DO STJ . 927. em vários precedentes. comete ato ilícito”. é taxativo ao determinar que ""a abertura de cadastro. (g. registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor. violar direito e causar dano a outrem. o art.Ação de indenização. 43. O Código Civil também prevê em seu art. (g. por ação ou omissão voluntária.

6ª Turma Cível. DJ-e Pág. Mister ressaltar que não se trata de um mero aborrecimento causado no dia a dia. SENTENÇA. BEM COMO A FINALIDADE DA CONDENAÇÃO. A REPERCUSSÃO. DE DESESTÍMULO À CONDUTA LESIVA. Data de Publicação: 09/02/2009.n). 138). (g. Data de Publicação: 05/08/2010. SÚMULA 359). Data de Julgamento: 28/07/2010. que não deve ficar sem indenização por medida de justiça. Data de Julgamento: 21/01/2009. NÃO EXIGE.43§ 2ºCDC3 APELAÇÃO PROVIDA.970 mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição"". NOTIFICAÇÃO NO ENDEREÇO DO CONSUMIDOR. Data de Publicação: 20/10/2008). 73).IV A VALORAÇÃO DA INDENIZAÇÃO PELO DANO MORAL.II .2 .2008. 43 DO CDC.n).2008.0672. DEVE TAMBÉM EVITAR VALOR EXCESSIVO OU ÍNFIMO.1 . NÃO SERVINDO COMO PROVA A RELAÇÃO DE PROTOCOLO DO CORREIO. (547284120088070001 DF 005472841. 1ª Turma Cível. FALTA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA. Relator: TARCISIO MARTINS COSTA Data de Julgamento: 30/09/2008. (106720724360540021 MG 1. QUE É OBRIGATÓRIA A COMUNICAÇÃO AO CONSUMIDOR DA INSCRIÇÃO DE SEU NOME NO CADASTRO DE INADIMPLENTES.DISPÕE O ART. SEM AVISO DE RECEBIMENTO. TANTO PARA O RÉU QUANTO PARA A SOCIEDADE.§ 2º43CDCIII . (g. DEVE OBSERVAR A GRAVIDADE. ENTRE OUTROS CRITÉRIOS. (g. Relator: VERA ANDRIGHI.É P ARTE LEGÍTIMA PASSIVA EM AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS POR FALTA DE NOTIFICAÇÃO DO CONSUMIDOR SOBRE A INSCRIÇÃO DO NOME NO SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO O ÓRGÃO MANTENEDOR DO CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO A NOTIFICAÇÃO DO DEVEDOR ANTES DE PROCEDER À INSCRIÇÃO (STJ.V . SÚMULA 359 DO C. A INTENSIDADE E OS EFEITOS DA LESÃO. QUE A COMUNICAÇÃO SEJA POR C ARTA REGISTRADA. e para ter amenizado os 11 . LEGITIMIDADE PASSIVA.O SPC/CDL TEM LEGITIMIDADE PARA RESPONDER À AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANO MORAL BASEADA NA FALTA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA.APELAÇÃO IMPROVIDA. A INOBSERVÂNCIA DE TAL PROCEDIMENTO ACARRETA DANO MORAL E SUBMETE O INFRATOR À RESPONSABILIDADE OBJETIVA. LEGITIMIDADE PASSIVA. 43. DJ-e Pág.0001.243605-4/002(1). e sim de grave lesão moral suportada pela acionante. CONTUDO.807.n).Adriana Lima – OAB/BA 32.0001.807. STJ.I .E INDEVIDA A INSCRIÇÃO DO NOME DO AUTOR NO SPC SEM A PRÉVIA NOTIFICAÇÃO PREVISTA NO § 2º DO ART.07. INSCRIÇÃO NO SPC. pelo que não se pode imputar ao credor tal omissão. DE ACORDO COM O PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE.(164922020088070001 DF 0016492-20. DANO MORAL. MANTIDO O VALOR FIXADO PELA R. DANOS MORAIS. § 2º DO CDC.INCUMBE AO BANCO DE DADOS DEMONSTRAR QUE A NOTIFICAÇÃO FOI ENCAMINHADA AO CONSUMIDOR. VALORAÇÃO. Relator: JAIR SOARES. INSCRIÇÃO DO NOME NO SPC.

963 – JTJ – LEX 184/64). em face do desvalor da conduta. DA LIQUIDAÇÃO DO DANO MORAL A apuração do valor indenizatório. juntamos algumas decisões elucidativas: “O arbitramento do dano fica ao inteiro arbítrio do Juiz que. o que por certo será deferido por este Juízo como prova de justiça. expressão de caráter pedagógico e educativo. Em caráter LIMINAR: 12 .Adriana Lima – OAB/BA 32. – Ap. clara a demonstração de que o resultado lesivo (dano) proveio de atuação dos lesantes (ação antijurídica) e como seu efeito e consequência (nexo causal). Devendo-se além de forma de punição. o qual deverá ser arbitrado por Vossa Excelência em valor também proporcional ao dano sofrido. deve atender a repercussão econômica dele. dir. Presente a responsabilidade das ACIOANDAS. Rel. a acionada ser condenada ao pagamento de danos morais em valor capaz de evitar a prática de conduta semelhante com outros consumidores. sendo no presente caso o mais aconselhável. mas efetiva. Não mais cabendo essa indenização com base no art. 28.117/62. pois revogado pelo decreto-lei 236/67. a fixação há que se pautar por arbitramento” (TJSP – 1ª C. Felipe Ferreira – j.970 transtornos ocasionados pela conduta negligente e descontrolada da acionada. em cada caso. passa a autora a requerer: 1. Alexandre Germano – j. a nosso ver.12. a dor experimentada pela vítima e ao grau de dolo ou culpa do ofendido” (TJSP – 8ª C. por todo o exposto. não obstante. 84 da Lei 4. como também deve representar para quem paga uma reprovação. pois. aqui demonstrado e comprovado. – Rel. deve ficar ao critério e arbítrio do MM Juiz. “A indenização por dano moral não deve ser simbólica. Não só tenta no caso visivelmente compensar a dor psicológica.9. Privado – Apel.24.94 – RT 717/126). Corroborando este entendimento. DO PEDIDO Por fim.

seja nos termos do art. § 3º do CPC e art.00 (mil reais) por dia de retardamento. 2. na pessoa de seu representante legal.1.2.1. sob pena de multa no valor de R$1. a CITAÇÃO DAS ACIONADAS. sob pena de terem por incontroversos os fatos ora narrados e sofrer os efeitos da revelia. atendendo-se as prerrogativas do art. 4. principalmente em razão do poderio econômico das acionadas. nos termos acima já expostos. O deferimento do benefício da justiça gratuita. 172. ECONÔMICA E JURÍDICA. 84.970 1.000. determinado as acionadas a RETIRADA DO NOME DA AUTORA DOS CADASTROS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO – SPC/SERASA.Adriana Lima – OAB/BA 32. no importe de R$ 1. responderem aos termos da presente demanda. 273. 461. que seja determinado a INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA por norma expressa do Código de Defesa do Consumidor em favor da acionante. para que. tendo em vista que a mesma não tem condições de melhor provar o seu direito nesta demanda. 13 . pela lesão causada a acionante por conduta ilícita das acionadas.000. em valor a ser arbitrado por Vossa Excelência proporcional aos danos por aquela sofridos e capazes de servir como forma de expressão pedagógica e educativa. que seja declarada a INEXISTÊNCIA DO DÉBITO.00 (mil reais). No MÉRITO: 5. § 2ª do CPC. em desejando. tudo sob pena de multa diária (astreintes) por dia de atraso. a condenação das acionadas no pagamento de DANOS MORAIS. nos endereços declinados na qualificação. 5. conforme jurisprudência consolidada. 3. pelos motivos expostos na narrativa fática. e que seja DEFINITIVAMENTE retirado o nome da acionada dos cadastros de restrição ao crédito SPC/SERASA. 5. até julgamento do mérito. § 3º do CDC. além de sua presumível e reconhecida hipossuficiência e VULNERABILIADE TÉCNICA. inclusive nas vias recursais.

requer. máxime a juntada dos inclusos documentos e outros no decorrer do iter processual e a realização de prova pericial. caso Vossa Excelência entenda improcedente o pedido do item 5. sem prejuízo de qualquer um que se fizer conveniente.Adriana Lima – OAB/BA 32. § 2º.000. pede deferimento. Nesses termos. 02 de setembro de 2011. Provará o alegado por todos os meios em Direito admitidos.970 5. sem observância ao disposto no art. seja condenada as acionadas em danos morais por terem incluído o nome da acionante no cadastro de restrição ao crédito (SERASA/SPC). conforme pacífica jurisprudência dos Tribunais. DO VALOR DA CAUSA Dá-se a causa o valor de R$ 11.2. Cruz das Almas – BA. 43.3.00 (onze mil reais). ________________________________________ Advogada OAB/BA XXXX 14 . como forma de pedido eventual (subsidiário). por fim. ou seja. do CDC. sem a devida notificação prévia.

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