Adriana Lima – OAB/BA 32.

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE APOIO – SAJ - DA COMARCA DE SANTO ANTÔNIO DE JESUS-BA

Pedido Liminar

XXXXXXXXX, brasileira, solteira, inscrita no CPF sob nº XXXXXX, e no RG sob nº XXXXXX, residente e domiciliada XXXXXXXXX, por sua advogada que esta subscreve, com endereço profissional na RuaXXXXX, no qual recebe intimações, vem, respeitosamente, a presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 5º, inciso V e X da CF/88, no art. 6, 14 e 27, do CDC e demais úteis e nos arts. 186 e 187 do CC/02 e Art. 292, § 1º e incisos, do CPC, bem como, na Lei nº 9.099/95 e legislação afim, propor AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS COM PEDIDO LIMINAR em face da TIM NORDESTE S.A, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob nº 01.009.686/0001-25, com sede na Rua Professora Guiomar Fiorence, 1

Adriana Lima – OAB/BA 32. com alterações introduzidas pela Lei 7.099/95. Pelos motivos e fundamentos que passa a expor: DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA Inicialmente requer a Vossa Excelência sejam deferidos os benefícios da Gratuidade da Justiça. conforme consta em documento anexo. CEP: 40. conforme documento carreado aos autos.510/86. na loja Insinuante. no entanto. Salvador – BA.BA. Sala 501.65 (trinta reais e sessenta e cinco 2 . Catabas Empresarial. e da Lei nº 9. ora acionada. Parque Bela Vista. observou que a negativação tinha sido realizada pela TIM NORDESTE S. no SERASA.A. com sede na Av. Ademais. Salvador .970 nº 501. pessoa jurídica de direito privado. especificamente. Inconformada com o fato ocorrido.820020. pois jamais se submeteria a passar por tamanho constrangimento se não tivesse a CERTEZA DE NÃO TER RESTRIÇÃO ALGUMA EM SEU NOME. Contudo.060/50. sendo uma no valor de R$ 30. CEP: 41. 1672. DOS FATOS A acionante se dirigiu ao comércio da cidade de Cruz das Amlas – BA. para efetuar compra a crédito.279-750 e SERASA EXPERIAN.2011. por não ter condições de arcar com as custas processuais e honorários sem prejuízo do seu próprio sustento e de sua família. em negativações distintas. surpreendida por informação da funcionária da referida loja de que não poderia efetuar a respectiva compra por constar com restrições em seu nome em instituições de proteção ao crédito (SPC e SERASA). no dia 25. a acionante teve a infeliz confirmação da negativação através da consulta realizada no CDL. sendo. Caminho das Árvores. Tancredo Neves. Edf. a acionante dirigiu-se ao CDL da cidade para obter esclarecimentos sobre a informação que obteve na loja Insinuante. ao ter acesso ao documento referido. com fulcro na Lei 1.08.

pois diante do valor irrisório das referidas contas. o que por certo não é devida. pois diante da solicitação efetiva de cancelamento do plano supramencionado. somente podendo desvincular-se da operadora após uma ano da adesão ao plano. em maio de 2008. ainda que houvesse a suposta dívida. a acionante solicitou por telefone o cancelamento do plano TIM meia tarifa 20. a acionada efetuou o pagamento da referida conta referente ao período informado pela funcionária da acionada. OU QUALQUER OUTRA FORMA DE COMUNICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DÍVIDA. ficando certa de que sua obrigação contratual estava encerrada. conforme comprovante em anexo. FRISE-SE QUE SÃO AS ÚNICAS NEGATIVAÇÕES EXISTENTES EM NOME DA ACIONADA. e por não mais ter recebido comunicação alguma sobre o assunto não pode a acionante ser penalizada pela conduta ilícita da empresa ré. Ademais. conforme todos os documentos carreados. TAMPOUCO DO AVISO PRÉVIO DE SUA NEGATIVAÇÃO.09. jamais se furtaria a acionante a quitá-las. pois. NENHUMA CORRESPONDÊNCIA. ou seja. No dia 18. A acionada NÃO RECEBEU NENHUMA LIGAÇÃO DE COBRANÇA. conforme exigência do contrato. caso fossem devidas de fato.90 (vinte e nove reais e noventa centavos) no dia 17.970 centavos) no dia 15.07. submetendo a autora a tamanho constrangimento público. o lançamento do nome da acionante jamais poderia ter ocorrido sem seu prévio conhecimento. Foi avisada pela atendente de que receberia mais uma conta e que teria que pagá-la e que seria cancelado o referido plano pós-pago (CONTA). que não pautou pela publicidade e legalidade de seus atos. NOTIFICAÇÃO. sofreu negativação sem ter nenhum tipo de conhecimento da conduta lesiva e ilegal da empresa ré. no plano controle TIM meia tarifa 20.10. o que por certo não deveria ter ocorrido.Adriana Lima – OAB/BA 32. a acionante não devia mais a empresa acionada.2008. 3 . Ocorre que a acionante comprou um aparelho celular em maio do ano de 2007.2008 e outra no valor de R$ 29. Ao completar um ano de adesão. passando automaticamente para o TIM pré-pago (CARTÃO).2008. Dessa forma.

é irrefragável e absoluta. DA RELAÇÃO DE CONSUMO 4 . que jamais se esquivaria de pagar sabidamente. esta efetuou o pagamento da última conta enviada. ao completar o período de carência exigido pelo contrato de um ano. ou seja. a acionante continuará arcando com prejuízos irreparáveis. sedo reversível e revogável a qualquer tempo. a negativação é nacionalmente localizada. comprovado que a requerente não é inadimplente. Quanto ao fumus boni iuris.970 O fato de ter o nome inserido no SPC/SERASA ocasiona danos difíceis de serem prontamente reparados. A existência do dano moral é inegável. por que não é de se imaginar que uma pessoa tenha sensação de bem estar quando é negada no corpo social por anotação de pessoa tida como má pagadora. No caso em tela os presentes pressupostos encontram-se presentes. já que pelo atual sistema de informática. conforme informado pela atendente e juntado aos autos. elaborados com programas de intercâmbio entre instituições de restrição ao crédito é possível realizar consultas em nível nacional com respostas em segundos. DA NECESSIDADE DE LIMINAR Para a concessão da liminar devem concorrer os dois requisitos legais. não havendo necessidade de prova. mas por pura negligência e descontrole da empresa acionada. o periculum in mora e o fumus boni iuris.Adriana Lima – OAB/BA 32. não apresentando a medida de perigo à acionada. A dor experimentada pela acionante com o vexame de ter seu nome lançado no rol dos inadimplentes “com valor irrisório”. é seguramente possível reverter o provimento em caso de revogação ou modificação ou em caso de improcedência do pedido. posto que correrá sérios riscos e constrangimentos vexatórios diante da suspensão de crédito junto às instituições financeiras. Por fim. No que versa sobre o periculum in mora percebe-se que se não concedida liminarmente à medida. uma vez que após solicitar o cancelamento do plano referido (conta pós-pago).

contrate para consumo final. criação. A prestação de serviço açambarcada pelo universo das relações de consumo. E ainda: "Tem-se.Adriana Lima – OAB/BA 32. defesa do consumidor”.. na forma da Lei. A lei nº. em seus artigos 2º e 3º. qualquer um que. a título singular. Nesse diapasão. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. construção. que desenvolvem atividades de produção. em benefício próprio ou de outrem. encontra-se definida no art. ipsis litteris: Art. 3º. montagem.078/90. No dizer de Arnold Wald. em caráter eventual e autônomo. sem subordinação do prestador e mediante remuneração". respondendo por qualquer espécie de eventus damni que venha a dar causa. pública ou privada. XXXII. 3º. isolada ou coletivamente. sendo para tanto remunerado. 2º . que fornecedor é qualquer pessoa física.Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. bem como a prestação de um serviço". por conseguinte. veja-se as definições de consumidor e fornecedor: "(. de um lado o prestador/fornecedor. § 2º da Lei nº 8. estabelecem. uma prestação de serviço pertencente ao universo das relações de consumo caracteriza-se por representar um vínculo no qual tem-se.). 8.078/90 Código de Defesa do Consumidor. Art. por sua vez. corresponde o contrato de prestação de serviços "aquele pelo qual uma pessoa estipula uma atividade lícita.. a aquisição ou a locação de bens. mas em associação mercantil ou civil e de forma habitual". ou seja. À compreensão dos pólos de uma relação de consumo. bem como os entes despersonalizados. exportação. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. importação. 5º.970 O Art. que dispõe sobre a proteção do consumidor. da Constituição Federal vigente dispõe que “O Estado promoverá. da mesma forma. transformação. que coloca no mercado serviço visando ao 5 . mediante desempenho de atividade mercantil ou civil e de forma habitual ofereça no mercado produtos ou serviços. nacional ou estrangeira. entendemos por consumidor qualquer pessoa física ou jurídica que. O prestador assume a obrigação de efetuar a prestação contratada. e a jurídica.

o consumidor/contratador do serviço. enuncia nos arts. contrata aquele serviço oferecido no mercado a fim de satisfazer-se ou a outrem. que. Portanto. a integridade física. decorrente do risco integral de sua atividade econômica.970 atendimento das necessidades da coletividade e. a liberdade individual. b) ocorrência de um dano moral ou patrimonial causado à vítima. DA RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA O ponto de partida do direito ao ressarcimento dos danos sofridos pelo consumidor e do dever de indenizar do agente responsável pelo produto ou pelo serviço é o fato do produto ou do serviço causador do acidente de consumo. Conforme o art. do outro. comissiva ou omissiva. c) nexo de causalidade. a responsabilidade civil do agente do dever de indenizar é objetiva. resta-se claro a caracterização da relação de consumo existente entre a acionada e a empresa acionante TIM NORDESTE S. a saber: a) existência de uma ação. como também. do CDC. Mas essa ampla indenização é na medida de suas consequências.Adriana Lima – OAB/BA 32. para o seu consumo individual. conforme solicitação da acionante realizada por telefone à empresa acionada. a honra e os demais sagrados afetos”. Desta feita. ainda que realizadas por prepostos. pois aqui opera-se a responsabilidade objetiva das empresas acionadas. inciso VI. 6 . Yussefe Said Cahali caracteriza o dano moral pelos seus elementos: “privação ou diminuição daqueles bens que têm um valor precípuo na vida do homem e que são a paz. ou seja. 13 e 14 a ampla reparação dos danos materiais (patrimoniais) e morais. a tranquilidade de espírito. o qual teve seu término 12 meses após a contratação. De acordo com a melhor doutrina para caracterizar-se a responsabilidade civil e o dever de indenizar são essenciais três elementos.A. como vislumbra-se adiante. em maio de 2008. garante ao consumidor a reparação integral dos danos patrimoniais ou morais. findo o período de carência. 6º. diante dos fatos ora narrados. voluntária. presente a obrigação e dever de responder as acionadas por suas ações ou omissões. No caso em tela.

e o evento danoso causado. 722. o dever de indenizar.970 Ou como assinala Carlos Bittar. em resumo. dispensável. em que repercute fato violador. havendose como tais aqueles que atingem os aspectos mais íntimos da personalidade humana (o da intimidade e da consideração pessoal).97 – repert. Repita-se: resta configurado os danos sofridos pela ACIONANTE. 7 . p. 395. senão vejamos: “A causação de dano moral independe de prova.6.Adriana Lima – OAB/BA 32.97 – DJU 1. César Asfor Rocha – j. ou do plano valorativo da pessoa na sociedade.678. ou mesmo incogitável. É pacífico o entendimento em nossa doutrina e jurisprudência de que o dano moral é plausível de indenização independentemente da sua comprovação. a prova do prejuízo”. mas causa dor e sofrimento. atinge seu sentimento. o lucro.575-DF – Rel. tudo aquilo que não tem valor econômico. O simples nexo causal entre o evento ou fato danoso e o dano propriamente dito ensejam a sua reparação. havendo a conexão causal do ato das empresas ACIONADAS. Assim tem orientado a doutrina. surge a necessidade da reparação. Significa. 3. Editora RT). o ego. comprovada a ofensa o direito à indenização desta decorre. a honra.(Responsabilidade Civil. e RSTJ 98/270). O dano moral é presumido independentemente de prova. ou o da própria valoração da pessoa no meio em que vive e atual (o da reputação ou da consideração social)”. Portanto. Verificado o evento danoso. ou melhor. “qualificam-se como morais os danos em razão da esfera da subjetividade. Cad. IOB Jurisp. 13. 9. – resp. que o dever de reparar é corolário da verificação do evento danoso.9. Rui Stoco. independentemente de culpa. dano moral é aquele que afeta a paz interior da pessoa lesada. n. citado por Yussef Said Cahali. pg. não havendo que se cogitar da prova do prejuízo. 4ª Edição. se presentes os pressupostos legais para que haja a responsabilidade civil (nexo de causalidade e culpa)” (STJ – 4ª T. Desse modo a responsabilização do ofensor origina do só fato da violação do neminem ladeare. portanto. 23. gerando imperiosamente. ipsis litteris: “A concepção atual da doutrina orienta-se no sentido de que a responsabilização do agente causador do dano moral opera-se por força do simples fato da violação (danum in repisa). Neste mesmo raciocínio completam o ensinamento as decisões jurisprudenciais pátrias. sendo dela presumido.

tendo em vista. clara a boa fé da acionante em sua conduta. da CF/88). não merece a guarida do direito. em razão da negligência apontada a acionante sofreu constrangimentos diante da imputação de devedora inadimplente. por negligência e descontrole da acionada. e somente agora tomou conhecimento do fato ilícito causado pela acionada. O apontamento indevido pela acionada do nome da acionante no SERASA/SPC repise-se. ao tratar dos direitos e garantias fundamentais do cidadão. e sim de séria conduta. Ademais. na doutrina e na jurisprudência. A indenização do dano moral em face de ato ilícito encontra-se assegurada na legislação. ora acionadas. 8 . V e X. dada sua repercussão social. O dano moral no caso encontra-se demonstrado. assegurando de modo incontestável a indenização decorrente do dano moral puro. e por outro lado resta-se comprovado a negligencie e descontrole da empresa acionada. que a acionante vem sofrendo. 5º. com a mácula de seu bom nome e de sua honra. não houve qualquer contribuição da acionante para o evento danoso. A banalização da personalidade humana. X. Aqui não se trata de falta de atenção da acionada. A Constituição Federal. Várias são as citações que podem vir à colação demonstrando o acerto dessa afirmação. em seu artigo 5°.970 DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR: DO DANO MORAL A comprovação da ofensa à honra do autor decorre do ato indevido. arbitrário e ilegal promovido pelas requeridas. pois está com seu nome no cadastro de inadimplentes desde o ano de 2008. portanto dada ao fato. além da preocupação e intranquilidade por conta da falta de crédito junto as instituições. entre outros fatores.Adriana Lima – OAB/BA 32. A questão de fato não merece maiores controvérsias. a publicidade própria e. ao não efetuar a baixa devida como solicitado anteriormente pela acionante. pois. impõe a esta a obrigação de indenizar os danos morais (art. pôs uma pá de cal nessa discussão.

Ementa: PROCESSUAL CIVIL-APELAÇÃO CÍVEL AÇÃO INDENIZATÓRIA DANOS MORAIS COBRANÇA INDEVIDA INSCRIÇÃO EM SPC E SERASA RESSARCIMENTO INAFASTÁVEL APELOS IMPROVIDOS. sem incorrer em enriquecimento indevido.Danos morais existentes . SPC. SERASA. Data de Julgamento: 13/07/2011. consoante jurisprudência dominante. IMPROVIMENTO DO RECURSO.RECURSO IMPROVIDO. (grifei). (g. Data de Publicação: 10/02/2011).2008. (g. dando provimento ao dano moral causado.COBRANÇA INDEVIDA PELA CONCESSIONÁRIA DE TELEFONIA .970 A jurisprudência é uníssona no presente entendimento. Restando devidamente demonstrado que a inscrição indevida no cadastro do SPC decorreu de erro da concessionária de telefonia. Na fixação do quantum indenizatório a título de danos morais. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.Inscrição indevida no SPC . 35ª Câmara de Direito Privado.Empresa de telefonia confirma a cobrança equivocada . (1023919000 SP .AÇÃO DECLARATÓRIA DE NEGATIVA DE DÉBITOS E CANCELAMENTO DE RESTRIÇÕES C/C DANOS MORAIS .Inscrição indevida da requerente no SPC .0000.DANO MORAL. sendo estes perfeitamente presumíveis. APELAÇÃO CÍVEL. Data de Julgamento: 16/04/2010. (801825 MS 2010.26. (300516740 PE 137567-9. Relator: Melo Bueno. deve ela responsabilizar-se pelos danos causados. 35ª Câmara de Direito Privado. 3ª Turma Recursal Mista). Data de Julgamento: 07/02/2011. RESSARCIMENTO DE VALORES.Dano moral configurado . (9298326772008826 SP 9298326-77. (grifei). INSCRIÇÃO INDEVIDA. Apelação Cível .SENTENÇA MANTIDA . PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS .INSCRIÇÃO INDEVIDA NO SPC E SERASA DANO MORAL CARACTERIZADO . 2ª Câmara Cível.TELEFONIA .PREQUESTIONAMENTO . INAFASTÁVEL.Incidência dos juros desde a 9 .Adriana Lima – OAB/BA 32. RECURSO DESPROVIDO. RECURSO INOMINADO . Relator: Adalberto de Oliveira Melo. Data de Publicação: 136). Data de Julgamento: 01/09/2008.n). Data de Publicação: 05/09/2008).Valor criterioso Recurso improvido.CANCELAMENTO DA LINHA TELEFÔNICA. deve-se levar em consideração as peculiaridades do caso concreto. Relator: Juíza Eliane de Freitas Lima Vicente. Relator: Clóvis Castelo.Ação Declaratória de Inexistência de Débito cumulada com Indenização por Danos Morais .INSCRIÇÃO INDEVIDA NO CADASTRO DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO . COBRANÇA INDEVIDA.Cancelamento da linha telefônica não efetivado pela ré . vejamos: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS . .TELESP .QUANTUM MANTIDO OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE .Anulatória .801825-7.Indenização fixada de maneira a permitir que sirva de reprimenda à empresa apelante e sem gerar enriquecimento sem causa .n).8. assegurando ao lesado justa reparação. TELEFONIA MÓVEL.

Proporcionalidade . INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS . Ademais.NOTIFICAÇÃO PRÉVIA DEVER DO ÓRGÃO MANTENEDOR DO CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO . 927. é taxativo ao determinar que ""a abertura de cadastro.REVELIA .AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA DA INSCRIÇÃO DO NOME INDENIZAÇÃO DEVIDA . sem o pré-aviso de seu lançamento pelo órgão responsável em mantê-lo nos cadastros gera sem dúvida o direito a indenização pelos danos morais sofridos e suportados pela acionante. DO CDC . em seu § 2º.O artigo 43.Ação de indenização. 43. (5451 MS 2010. publicada no DJ de 08/09/2008. Relator: DES. comete ato ilícito”.INSCRIÇÃO NO SPC . PARÁGRAFO 2º. culminando com a edição da súmula 359. fica obrigado a repará-lo”. § 2º. Data de Julgamento: 17/08/2009. Relator: Des. podendo ceder a outras circunstâncias constantes dos autos. Ainda.INSCRIÇÃO DO NOME NO SPC . registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor.n).04. ainda que exclusivamente moral. TJRS e STJ Recurso conhecido e improvido. ficha. Juiz Aurelino Rocha Barbosa).Confirmação .970 data do evento danoso . dessa forma. 186 que “aquele que. por ato ilícito causar dano a outrem. ""Cabe ao órgão 10 .Procedência . LUIZ ANTÔNIO ARAÚJO MENDONÇA. O Código Civil também prevê em seu art. do CODECON. violar direito e causar dano a outrem. (g. Cadastramento indevido no SPC . (20 Turma Recursal de Divinópolis .Falta de diligência e cautela da ré .n). Entretanto.145802-5 . Data de Publicação: 13/05/2010).SÚMULA 359 DO STJ .n). 43. dispõe o art.Critério de fixação . quando não solicitado por este"".Rel.CÂMARA CÍVEL). por ação ou omissão voluntária.005451-6. do CDC. 2ª.Responsabilidade civil . dispõe que o registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor. o art.43PARÁGRAFO 2ºCDC359. o lançamento do nome da acionada nas instituições de proteção ao crédito (SPC/SERASA).INTELIGÊNCIA DO ART.""A presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em face à revelia é relativa. em vários precedentes.Caráter punitivo da parte vencida sem ensejar locupletamento da parte vencedora". de acordo com o princípio do livre convencimento do juiz"".Adriana Lima – OAB/BA 32. (g. 3ª Turma Cível.Rec.Precedentes do TJSE.PRESUNÇÃO RELATIVA . Fernando Mauro Moreira Marinho.. consoante já decidiu o Colendo Superior Tribunal de Justiça. senão vejamos: APELAÇÃO CÍVEL DO AUTOR . (g. negligência ou imprudência.RECURSO DO AUTOR PROVIDO RECURSO DO RÉU IMPROVIDO. (2009205151 SE . Responsabilidade civil . n1 223.RECURSO IMPROVIDO.APELAÇÃO CÍVEL DO RÉU AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS .Dano moral .Quantum indenizatório . Data de Julgamento: 10/05/2010. caput. que “aquele que.

(547284120088070001 DF 005472841.II . Relator: JAIR SOARES.0001. Data de Julgamento: 21/01/2009.n).INCUMBE AO BANCO DE DADOS DEMONSTRAR QUE A NOTIFICAÇÃO FOI ENCAMINHADA AO CONSUMIDOR. que não deve ficar sem indenização por medida de justiça.É P ARTE LEGÍTIMA PASSIVA EM AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS POR FALTA DE NOTIFICAÇÃO DO CONSUMIDOR SOBRE A INSCRIÇÃO DO NOME NO SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO O ÓRGÃO MANTENEDOR DO CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO A NOTIFICAÇÃO DO DEVEDOR ANTES DE PROCEDER À INSCRIÇÃO (STJ. Mister ressaltar que não se trata de um mero aborrecimento causado no dia a dia. (g. DEVE TAMBÉM EVITAR VALOR EXCESSIVO OU ÍNFIMO. Data de Publicação: 20/10/2008). STJ. INSCRIÇÃO DO NOME NO SPC. DE ACORDO COM O PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE.DISPÕE O ART. LEGITIMIDADE PASSIVA.APELAÇÃO IMPROVIDA. (106720724360540021 MG 1.2008.43§ 2ºCDC3 APELAÇÃO PROVIDA. FALTA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA.(164922020088070001 DF 0016492-20.I . ENTRE OUTROS CRITÉRIOS. SÚMULA 359).Adriana Lima – OAB/BA 32. 43 DO CDC. QUE É OBRIGATÓRIA A COMUNICAÇÃO AO CONSUMIDOR DA INSCRIÇÃO DE SEU NOME NO CADASTRO DE INADIMPLENTES. Data de Publicação: 09/02/2009. DJ-e Pág. DEVE OBSERVAR A GRAVIDADE. 138). A REPERCUSSÃO.243605-4/002(1). SEM AVISO DE RECEBIMENTO. Relator: VERA ANDRIGHI.1 .2008.n). 73). DE DESESTÍMULO À CONDUTA LESIVA. NÃO EXIGE. QUE A COMUNICAÇÃO SEJA POR C ARTA REGISTRADA. CONTUDO. DANO MORAL.E INDEVIDA A INSCRIÇÃO DO NOME DO AUTOR NO SPC SEM A PRÉVIA NOTIFICAÇÃO PREVISTA NO § 2º DO ART. e para ter amenizado os 11 .O SPC/CDL TEM LEGITIMIDADE PARA RESPONDER À AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANO MORAL BASEADA NA FALTA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA.V . INSCRIÇÃO NO SPC.0672. TANTO PARA O RÉU QUANTO PARA A SOCIEDADE. Data de Julgamento: 28/07/2010. 1ª Turma Cível. e sim de grave lesão moral suportada pela acionante.0001. DANOS MORAIS. pelo que não se pode imputar ao credor tal omissão. LEGITIMIDADE PASSIVA. Data de Publicação: 05/08/2010. A INOBSERVÂNCIA DE TAL PROCEDIMENTO ACARRETA DANO MORAL E SUBMETE O INFRATOR À RESPONSABILIDADE OBJETIVA.807. NÃO SERVINDO COMO PROVA A RELAÇÃO DE PROTOCOLO DO CORREIO. MANTIDO O VALOR FIXADO PELA R. VALORAÇÃO. (g. 43.07. (g. DJ-e Pág. A INTENSIDADE E OS EFEITOS DA LESÃO.807. § 2º DO CDC.§ 2º43CDCIII . Relator: TARCISIO MARTINS COSTA Data de Julgamento: 30/09/2008.2 . SÚMULA 359 DO C. BEM COMO A FINALIDADE DA CONDENAÇÃO.IV A VALORAÇÃO DA INDENIZAÇÃO PELO DANO MORAL.970 mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição"". NOTIFICAÇÃO NO ENDEREÇO DO CONSUMIDOR. SENTENÇA. 6ª Turma Cível.n).

em cada caso. por todo o exposto.970 transtornos ocasionados pela conduta negligente e descontrolada da acionada. Rel. juntamos algumas decisões elucidativas: “O arbitramento do dano fica ao inteiro arbítrio do Juiz que. a dor experimentada pela vítima e ao grau de dolo ou culpa do ofendido” (TJSP – 8ª C. a nosso ver. – Rel.963 – JTJ – LEX 184/64). Não só tenta no caso visivelmente compensar a dor psicológica. Presente a responsabilidade das ACIOANDAS. Corroborando este entendimento. Alexandre Germano – j.12. o que por certo será deferido por este Juízo como prova de justiça.117/62. mas efetiva. dir. em face do desvalor da conduta. 28. deve atender a repercussão econômica dele. “A indenização por dano moral não deve ser simbólica. a acionada ser condenada ao pagamento de danos morais em valor capaz de evitar a prática de conduta semelhante com outros consumidores. DO PEDIDO Por fim.9. expressão de caráter pedagógico e educativo. Felipe Ferreira – j. a fixação há que se pautar por arbitramento” (TJSP – 1ª C. deve ficar ao critério e arbítrio do MM Juiz. não obstante. Não mais cabendo essa indenização com base no art.24. DA LIQUIDAÇÃO DO DANO MORAL A apuração do valor indenizatório.94 – RT 717/126). como também deve representar para quem paga uma reprovação. Devendo-se além de forma de punição. o qual deverá ser arbitrado por Vossa Excelência em valor também proporcional ao dano sofrido. passa a autora a requerer: 1. Em caráter LIMINAR: 12 . clara a demonstração de que o resultado lesivo (dano) proveio de atuação dos lesantes (ação antijurídica) e como seu efeito e consequência (nexo causal). Privado – Apel. sendo no presente caso o mais aconselhável.Adriana Lima – OAB/BA 32. pois. – Ap. aqui demonstrado e comprovado. pois revogado pelo decreto-lei 236/67. 84 da Lei 4.

3. nos termos acima já expostos. 5. 172. em desejando. determinado as acionadas a RETIRADA DO NOME DA AUTORA DOS CADASTROS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO – SPC/SERASA. conforme jurisprudência consolidada. pela lesão causada a acionante por conduta ilícita das acionadas.000. tudo sob pena de multa diária (astreintes) por dia de atraso. que seja determinado a INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA por norma expressa do Código de Defesa do Consumidor em favor da acionante. nos endereços declinados na qualificação. tendo em vista que a mesma não tem condições de melhor provar o seu direito nesta demanda. 461. No MÉRITO: 5.1.1. a CITAÇÃO DAS ACIONADAS. ECONÔMICA E JURÍDICA. até julgamento do mérito. sob pena de multa no valor de R$1. § 2ª do CPC.2. 13 . e que seja DEFINITIVAMENTE retirado o nome da acionada dos cadastros de restrição ao crédito SPC/SERASA. a condenação das acionadas no pagamento de DANOS MORAIS.000. 273. 2. seja nos termos do art. atendendo-se as prerrogativas do art. 84. além de sua presumível e reconhecida hipossuficiência e VULNERABILIADE TÉCNICA. pelos motivos expostos na narrativa fática. para que. que seja declarada a INEXISTÊNCIA DO DÉBITO. 4. principalmente em razão do poderio econômico das acionadas. inclusive nas vias recursais. § 3º do CPC e art. § 3º do CDC. na pessoa de seu representante legal. em valor a ser arbitrado por Vossa Excelência proporcional aos danos por aquela sofridos e capazes de servir como forma de expressão pedagógica e educativa. no importe de R$ 1.Adriana Lima – OAB/BA 32.00 (mil reais). sob pena de terem por incontroversos os fatos ora narrados e sofrer os efeitos da revelia.00 (mil reais) por dia de retardamento. O deferimento do benefício da justiça gratuita.970 1. 5. responderem aos termos da presente demanda.

Provará o alegado por todos os meios em Direito admitidos.970 5. § 2º. Cruz das Almas – BA. seja condenada as acionadas em danos morais por terem incluído o nome da acionante no cadastro de restrição ao crédito (SERASA/SPC). máxime a juntada dos inclusos documentos e outros no decorrer do iter processual e a realização de prova pericial. Nesses termos.3. por fim.2. requer. sem a devida notificação prévia. do CDC. como forma de pedido eventual (subsidiário). sem observância ao disposto no art. caso Vossa Excelência entenda improcedente o pedido do item 5. 43. pede deferimento. DO VALOR DA CAUSA Dá-se a causa o valor de R$ 11. sem prejuízo de qualquer um que se fizer conveniente. ou seja.000. ________________________________________ Advogada OAB/BA XXXX 14 . 02 de setembro de 2011.00 (onze mil reais).Adriana Lima – OAB/BA 32. conforme pacífica jurisprudência dos Tribunais.

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