Adriana Lima – OAB/BA 32.

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE APOIO – SAJ - DA COMARCA DE SANTO ANTÔNIO DE JESUS-BA

Pedido Liminar

XXXXXXXXX, brasileira, solteira, inscrita no CPF sob nº XXXXXX, e no RG sob nº XXXXXX, residente e domiciliada XXXXXXXXX, por sua advogada que esta subscreve, com endereço profissional na RuaXXXXX, no qual recebe intimações, vem, respeitosamente, a presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 5º, inciso V e X da CF/88, no art. 6, 14 e 27, do CDC e demais úteis e nos arts. 186 e 187 do CC/02 e Art. 292, § 1º e incisos, do CPC, bem como, na Lei nº 9.099/95 e legislação afim, propor AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS COM PEDIDO LIMINAR em face da TIM NORDESTE S.A, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob nº 01.009.686/0001-25, com sede na Rua Professora Guiomar Fiorence, 1

Pelos motivos e fundamentos que passa a expor: DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA Inicialmente requer a Vossa Excelência sejam deferidos os benefícios da Gratuidade da Justiça.BA.Adriana Lima – OAB/BA 32. para efetuar compra a crédito.820020. Ademais. Parque Bela Vista. CEP: 41. Edf. ora acionada. por não ter condições de arcar com as custas processuais e honorários sem prejuízo do seu próprio sustento e de sua família. Tancredo Neves.A. observou que a negativação tinha sido realizada pela TIM NORDESTE S. pois jamais se submeteria a passar por tamanho constrangimento se não tivesse a CERTEZA DE NÃO TER RESTRIÇÃO ALGUMA EM SEU NOME. Caminho das Árvores. na loja Insinuante. com alterações introduzidas pela Lei 7. surpreendida por informação da funcionária da referida loja de que não poderia efetuar a respectiva compra por constar com restrições em seu nome em instituições de proteção ao crédito (SPC e SERASA).279-750 e SERASA EXPERIAN. a acionante dirigiu-se ao CDL da cidade para obter esclarecimentos sobre a informação que obteve na loja Insinuante. com fulcro na Lei 1. pessoa jurídica de direito privado. especificamente.060/50. Sala 501. Salvador – BA. no SERASA. conforme consta em documento anexo. Inconformada com o fato ocorrido.099/95. sendo. CEP: 40. com sede na Av. em negativações distintas. e da Lei nº 9. DOS FATOS A acionante se dirigiu ao comércio da cidade de Cruz das Amlas – BA.65 (trinta reais e sessenta e cinco 2 . ao ter acesso ao documento referido. Catabas Empresarial.970 nº 501. no dia 25. no entanto.510/86. sendo uma no valor de R$ 30. conforme documento carreado aos autos. Contudo.08.2011. a acionante teve a infeliz confirmação da negativação através da consulta realizada no CDL. Salvador . 1672.

o lançamento do nome da acionante jamais poderia ter ocorrido sem seu prévio conhecimento.2008. Dessa forma. pois diante da solicitação efetiva de cancelamento do plano supramencionado. NENHUMA CORRESPONDÊNCIA. ou seja. conforme todos os documentos carreados.2008. a acionante solicitou por telefone o cancelamento do plano TIM meia tarifa 20.970 centavos) no dia 15. Ao completar um ano de adesão. ainda que houvesse a suposta dívida. no plano controle TIM meia tarifa 20. A acionada NÃO RECEBEU NENHUMA LIGAÇÃO DE COBRANÇA. a acionada efetuou o pagamento da referida conta referente ao período informado pela funcionária da acionada. o que por certo não deveria ter ocorrido.90 (vinte e nove reais e noventa centavos) no dia 17. que não pautou pela publicidade e legalidade de seus atos.2008 e outra no valor de R$ 29. conforme comprovante em anexo. 3 . jamais se furtaria a acionante a quitá-las. a acionante não devia mais a empresa acionada. sofreu negativação sem ter nenhum tipo de conhecimento da conduta lesiva e ilegal da empresa ré. e por não mais ter recebido comunicação alguma sobre o assunto não pode a acionante ser penalizada pela conduta ilícita da empresa ré.Adriana Lima – OAB/BA 32. conforme exigência do contrato. FRISE-SE QUE SÃO AS ÚNICAS NEGATIVAÇÕES EXISTENTES EM NOME DA ACIONADA. Ocorre que a acionante comprou um aparelho celular em maio do ano de 2007. NOTIFICAÇÃO. submetendo a autora a tamanho constrangimento público. somente podendo desvincular-se da operadora após uma ano da adesão ao plano. ficando certa de que sua obrigação contratual estava encerrada.10. Ademais. OU QUALQUER OUTRA FORMA DE COMUNICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DÍVIDA. pois diante do valor irrisório das referidas contas. o que por certo não é devida.09. TAMPOUCO DO AVISO PRÉVIO DE SUA NEGATIVAÇÃO. No dia 18. pois. Foi avisada pela atendente de que receberia mais uma conta e que teria que pagá-la e que seria cancelado o referido plano pós-pago (CONTA). caso fossem devidas de fato. em maio de 2008. passando automaticamente para o TIM pré-pago (CARTÃO).07.

ou seja. uma vez que após solicitar o cancelamento do plano referido (conta pós-pago). não havendo necessidade de prova. mas por pura negligência e descontrole da empresa acionada. No que versa sobre o periculum in mora percebe-se que se não concedida liminarmente à medida. No caso em tela os presentes pressupostos encontram-se presentes. a negativação é nacionalmente localizada. o periculum in mora e o fumus boni iuris. comprovado que a requerente não é inadimplente. que jamais se esquivaria de pagar sabidamente. DA NECESSIDADE DE LIMINAR Para a concessão da liminar devem concorrer os dois requisitos legais. sedo reversível e revogável a qualquer tempo. é irrefragável e absoluta.970 O fato de ter o nome inserido no SPC/SERASA ocasiona danos difíceis de serem prontamente reparados. elaborados com programas de intercâmbio entre instituições de restrição ao crédito é possível realizar consultas em nível nacional com respostas em segundos. não apresentando a medida de perigo à acionada.Adriana Lima – OAB/BA 32. a acionante continuará arcando com prejuízos irreparáveis. por que não é de se imaginar que uma pessoa tenha sensação de bem estar quando é negada no corpo social por anotação de pessoa tida como má pagadora. Quanto ao fumus boni iuris. posto que correrá sérios riscos e constrangimentos vexatórios diante da suspensão de crédito junto às instituições financeiras. já que pelo atual sistema de informática. é seguramente possível reverter o provimento em caso de revogação ou modificação ou em caso de improcedência do pedido. A existência do dano moral é inegável. DA RELAÇÃO DE CONSUMO 4 . A dor experimentada pela acionante com o vexame de ter seu nome lançado no rol dos inadimplentes “com valor irrisório”. ao completar o período de carência exigido pelo contrato de um ano. conforme informado pela atendente e juntado aos autos. Por fim. esta efetuou o pagamento da última conta enviada.

da mesma forma. em seus artigos 2º e 3º. isolada ou coletivamente. 3º. em benefício próprio ou de outrem.078/90 Código de Defesa do Consumidor. nacional ou estrangeira. 8. sem subordinação do prestador e mediante remuneração". montagem.. No dizer de Arnold Wald. 3º. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. na forma da Lei.. A lei nº. transformação. por conseguinte. por sua vez. que desenvolvem atividades de produção. ipsis litteris: Art. Nesse diapasão. bem como os entes despersonalizados. mas em associação mercantil ou civil e de forma habitual". pública ou privada. XXXII. E ainda: "Tem-se. respondendo por qualquer espécie de eventus damni que venha a dar causa. exportação. mediante desempenho de atividade mercantil ou civil e de forma habitual ofereça no mercado produtos ou serviços. construção. 2º . ou seja. que coloca no mercado serviço visando ao 5 . A prestação de serviço açambarcada pelo universo das relações de consumo. § 2º da Lei nº 8. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.Adriana Lima – OAB/BA 32. encontra-se definida no art. qualquer um que. a aquisição ou a locação de bens. estabelecem. da Constituição Federal vigente dispõe que “O Estado promoverá. em caráter eventual e autônomo. defesa do consumidor”.Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. sendo para tanto remunerado. 5º. a título singular. entendemos por consumidor qualquer pessoa física ou jurídica que. uma prestação de serviço pertencente ao universo das relações de consumo caracteriza-se por representar um vínculo no qual tem-se. criação. corresponde o contrato de prestação de serviços "aquele pelo qual uma pessoa estipula uma atividade lícita. de um lado o prestador/fornecedor. À compreensão dos pólos de uma relação de consumo. importação. e a jurídica. contrate para consumo final. O prestador assume a obrigação de efetuar a prestação contratada. que dispõe sobre a proteção do consumidor. Art. bem como a prestação de um serviço".970 O Art.). que fornecedor é qualquer pessoa física.078/90. veja-se as definições de consumidor e fornecedor: "(.

Mas essa ampla indenização é na medida de suas consequências. No caso em tela. Desta feita. em maio de 2008. como também. a integridade física. DA RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA O ponto de partida do direito ao ressarcimento dos danos sofridos pelo consumidor e do dever de indenizar do agente responsável pelo produto ou pelo serviço é o fato do produto ou do serviço causador do acidente de consumo. o qual teve seu término 12 meses após a contratação. b) ocorrência de um dano moral ou patrimonial causado à vítima. 13 e 14 a ampla reparação dos danos materiais (patrimoniais) e morais. do outro. a honra e os demais sagrados afetos”. como vislumbra-se adiante. inciso VI. Conforme o art. ainda que realizadas por prepostos. o consumidor/contratador do serviço. a saber: a) existência de uma ação. contrata aquele serviço oferecido no mercado a fim de satisfazer-se ou a outrem. enuncia nos arts.970 atendimento das necessidades da coletividade e. comissiva ou omissiva. ou seja. que. do CDC.Adriana Lima – OAB/BA 32. a responsabilidade civil do agente do dever de indenizar é objetiva. garante ao consumidor a reparação integral dos danos patrimoniais ou morais. findo o período de carência. a liberdade individual. conforme solicitação da acionante realizada por telefone à empresa acionada. c) nexo de causalidade. a tranquilidade de espírito. presente a obrigação e dever de responder as acionadas por suas ações ou omissões. 6 . Yussefe Said Cahali caracteriza o dano moral pelos seus elementos: “privação ou diminuição daqueles bens que têm um valor precípuo na vida do homem e que são a paz. resta-se claro a caracterização da relação de consumo existente entre a acionada e a empresa acionante TIM NORDESTE S. para o seu consumo individual. De acordo com a melhor doutrina para caracterizar-se a responsabilidade civil e o dever de indenizar são essenciais três elementos. voluntária. diante dos fatos ora narrados.A. decorrente do risco integral de sua atividade econômica. pois aqui opera-se a responsabilidade objetiva das empresas acionadas. Portanto. 6º.

a prova do prejuízo”. surge a necessidade da reparação. citado por Yussef Said Cahali. havendo a conexão causal do ato das empresas ACIONADAS. César Asfor Rocha – j. Repita-se: resta configurado os danos sofridos pela ACIONANTE. 13.9. ipsis litteris: “A concepção atual da doutrina orienta-se no sentido de que a responsabilização do agente causador do dano moral opera-se por força do simples fato da violação (danum in repisa). Neste mesmo raciocínio completam o ensinamento as decisões jurisprudenciais pátrias. não havendo que se cogitar da prova do prejuízo. havendose como tais aqueles que atingem os aspectos mais íntimos da personalidade humana (o da intimidade e da consideração pessoal). – resp.575-DF – Rel.678. “qualificam-se como morais os danos em razão da esfera da subjetividade. Assim tem orientado a doutrina.97 – repert. o dever de indenizar.970 Ou como assinala Carlos Bittar. Editora RT). tudo aquilo que não tem valor econômico. Desse modo a responsabilização do ofensor origina do só fato da violação do neminem ladeare. 23. 722. atinge seu sentimento. sendo dela presumido.Adriana Lima – OAB/BA 32. ou melhor. n. em que repercute fato violador. em resumo.6. que o dever de reparar é corolário da verificação do evento danoso. p. e RSTJ 98/270). ou mesmo incogitável. gerando imperiosamente. Portanto. mas causa dor e sofrimento. independentemente de culpa. IOB Jurisp. a honra. comprovada a ofensa o direito à indenização desta decorre. senão vejamos: “A causação de dano moral independe de prova. Rui Stoco. dano moral é aquele que afeta a paz interior da pessoa lesada. o lucro. 3. se presentes os pressupostos legais para que haja a responsabilidade civil (nexo de causalidade e culpa)” (STJ – 4ª T. Verificado o evento danoso.(Responsabilidade Civil. O simples nexo causal entre o evento ou fato danoso e o dano propriamente dito ensejam a sua reparação. Significa. 7 . ou do plano valorativo da pessoa na sociedade. ou o da própria valoração da pessoa no meio em que vive e atual (o da reputação ou da consideração social)”. pg. 9. É pacífico o entendimento em nossa doutrina e jurisprudência de que o dano moral é plausível de indenização independentemente da sua comprovação. dispensável. 395. o ego. portanto. 4ª Edição.97 – DJU 1. Cad. e o evento danoso causado. O dano moral é presumido independentemente de prova.

na doutrina e na jurisprudência. pôs uma pá de cal nessa discussão. com a mácula de seu bom nome e de sua honra. A questão de fato não merece maiores controvérsias. da CF/88). ora acionadas. Várias são as citações que podem vir à colação demonstrando o acerto dessa afirmação. arbitrário e ilegal promovido pelas requeridas. não merece a guarida do direito. pois está com seu nome no cadastro de inadimplentes desde o ano de 2008. pois. além da preocupação e intranquilidade por conta da falta de crédito junto as instituições. entre outros fatores. assegurando de modo incontestável a indenização decorrente do dano moral puro. e por outro lado resta-se comprovado a negligencie e descontrole da empresa acionada. clara a boa fé da acionante em sua conduta. Ademais. Aqui não se trata de falta de atenção da acionada.Adriana Lima – OAB/BA 32. A banalização da personalidade humana. não houve qualquer contribuição da acionante para o evento danoso. portanto dada ao fato. por negligência e descontrole da acionada. dada sua repercussão social. X. O dano moral no caso encontra-se demonstrado. V e X. em razão da negligência apontada a acionante sofreu constrangimentos diante da imputação de devedora inadimplente. a publicidade própria e. tendo em vista. 8 . impõe a esta a obrigação de indenizar os danos morais (art. que a acionante vem sofrendo. e somente agora tomou conhecimento do fato ilícito causado pela acionada. ao tratar dos direitos e garantias fundamentais do cidadão. 5º. O apontamento indevido pela acionada do nome da acionante no SERASA/SPC repise-se. A Constituição Federal. A indenização do dano moral em face de ato ilícito encontra-se assegurada na legislação. ao não efetuar a baixa devida como solicitado anteriormente pela acionante. em seu artigo 5°.970 DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR: DO DANO MORAL A comprovação da ofensa à honra do autor decorre do ato indevido. e sim de séria conduta.

2008. 35ª Câmara de Direito Privado. COBRANÇA INDEVIDA. Na fixação do quantum indenizatório a título de danos morais. (1023919000 SP . Data de Julgamento: 01/09/2008. dando provimento ao dano moral causado. IMPROVIMENTO DO RECURSO. Data de Publicação: 136). (grifei).TELEFONIA .801825-7.RECURSO IMPROVIDO. (801825 MS 2010. Relator: Juíza Eliane de Freitas Lima Vicente.970 A jurisprudência é uníssona no presente entendimento. SPC. deve ela responsabilizar-se pelos danos causados. RECURSO INOMINADO . (9298326772008826 SP 9298326-77.AÇÃO DECLARATÓRIA DE NEGATIVA DE DÉBITOS E CANCELAMENTO DE RESTRIÇÕES C/C DANOS MORAIS .Adriana Lima – OAB/BA 32.Empresa de telefonia confirma a cobrança equivocada . Data de Julgamento: 07/02/2011.INSCRIÇÃO INDEVIDA NO SPC E SERASA DANO MORAL CARACTERIZADO . Relator: Melo Bueno.n). Data de Julgamento: 13/07/2011.Ação Declaratória de Inexistência de Débito cumulada com Indenização por Danos Morais . TELEFONIA MÓVEL. consoante jurisprudência dominante.CANCELAMENTO DA LINHA TELEFÔNICA. INAFASTÁVEL.26. assegurando ao lesado justa reparação. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.Cancelamento da linha telefônica não efetivado pela ré . sem incorrer em enriquecimento indevido.COBRANÇA INDEVIDA PELA CONCESSIONÁRIA DE TELEFONIA . PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS .PREQUESTIONAMENTO . (300516740 PE 137567-9.TELESP . Data de Julgamento: 16/04/2010. Relator: Adalberto de Oliveira Melo.Danos morais existentes . Data de Publicação: 10/02/2011). 2ª Câmara Cível. (g. SERASA. sendo estes perfeitamente presumíveis.QUANTUM MANTIDO OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE .SENTENÇA MANTIDA . deve-se levar em consideração as peculiaridades do caso concreto. RESSARCIMENTO DE VALORES.Inscrição indevida no SPC .DANO MORAL. INSCRIÇÃO INDEVIDA. Apelação Cível .0000.Inscrição indevida da requerente no SPC .Incidência dos juros desde a 9 .8.INSCRIÇÃO INDEVIDA NO CADASTRO DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO . Restando devidamente demonstrado que a inscrição indevida no cadastro do SPC decorreu de erro da concessionária de telefonia. vejamos: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS .Valor criterioso Recurso improvido. Data de Publicação: 05/09/2008). . Relator: Clóvis Castelo.n).Anulatória .Indenização fixada de maneira a permitir que sirva de reprimenda à empresa apelante e sem gerar enriquecimento sem causa . (grifei).Dano moral configurado . 35ª Câmara de Direito Privado. 3ª Turma Recursal Mista). RECURSO DESPROVIDO. APELAÇÃO CÍVEL. (g. Ementa: PROCESSUAL CIVIL-APELAÇÃO CÍVEL AÇÃO INDENIZATÓRIA DANOS MORAIS COBRANÇA INDEVIDA INSCRIÇÃO EM SPC E SERASA RESSARCIMENTO INAFASTÁVEL APELOS IMPROVIDOS.

dispõe que o registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor. do CODECON.O artigo 43. Data de Publicação: 13/05/2010). ficha.AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA DA INSCRIÇÃO DO NOME INDENIZAÇÃO DEVIDA . Data de Julgamento: 10/05/2010. (g.43PARÁGRAFO 2ºCDC359.Procedência . senão vejamos: APELAÇÃO CÍVEL DO AUTOR . por ação ou omissão voluntária. do CDC.PRESUNÇÃO RELATIVA .Ação de indenização.REVELIA . Ainda. 43. Responsabilidade civil .INSCRIÇÃO DO NOME NO SPC . por ato ilícito causar dano a outrem. Data de Julgamento: 17/08/2009. em seu § 2º. 186 que “aquele que. (5451 MS 2010.NOTIFICAÇÃO PRÉVIA DEVER DO ÓRGÃO MANTENEDOR DO CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO . 3ª Turma Cível.INSCRIÇÃO NO SPC . 43. violar direito e causar dano a outrem.005451-6. ainda que exclusivamente moral.""A presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em face à revelia é relativa. caput. TJRS e STJ Recurso conhecido e improvido.RECURSO DO AUTOR PROVIDO RECURSO DO RÉU IMPROVIDO. Cadastramento indevido no SPC .RECURSO IMPROVIDO.Rec. Relator: Des.Adriana Lima – OAB/BA 32.n).SÚMULA 359 DO STJ . 2ª. sem o pré-aviso de seu lançamento pelo órgão responsável em mantê-lo nos cadastros gera sem dúvida o direito a indenização pelos danos morais sofridos e suportados pela acionante. registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor. n1 223.970 data do evento danoso . (20 Turma Recursal de Divinópolis . Entretanto. dessa forma. que “aquele que. em vários precedentes. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS .Caráter punitivo da parte vencida sem ensejar locupletamento da parte vencedora". é taxativo ao determinar que ""a abertura de cadastro. o lançamento do nome da acionada nas instituições de proteção ao crédito (SPC/SERASA).Proporcionalidade . negligência ou imprudência.n). comete ato ilícito”.145802-5 . Relator: DES. fica obrigado a repará-lo”.04. culminando com a edição da súmula 359. podendo ceder a outras circunstâncias constantes dos autos. PARÁGRAFO 2º.Critério de fixação .Quantum indenizatório .Rel.Responsabilidade civil . § 2º.CÂMARA CÍVEL).Dano moral . 927.INTELIGÊNCIA DO ART. O Código Civil também prevê em seu art. Fernando Mauro Moreira Marinho. Juiz Aurelino Rocha Barbosa).Falta de diligência e cautela da ré .APELAÇÃO CÍVEL DO RÉU AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS . consoante já decidiu o Colendo Superior Tribunal de Justiça. ""Cabe ao órgão 10 . dispõe o art. (2009205151 SE .Precedentes do TJSE.n). Ademais. (g. (g. LUIZ ANTÔNIO ARAÚJO MENDONÇA. de acordo com o princípio do livre convencimento do juiz"". o art.. DO CDC .Confirmação . quando não solicitado por este"". publicada no DJ de 08/09/2008.

MANTIDO O VALOR FIXADO PELA R. e para ter amenizado os 11 . LEGITIMIDADE PASSIVA.n). 43 DO CDC.0001. SEM AVISO DE RECEBIMENTO.§ 2º43CDCIII . 1ª Turma Cível.n).243605-4/002(1).807. CONTUDO.I .O SPC/CDL TEM LEGITIMIDADE PARA RESPONDER À AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANO MORAL BASEADA NA FALTA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA. que não deve ficar sem indenização por medida de justiça. SENTENÇA.V . pelo que não se pode imputar ao credor tal omissão. Relator: TARCISIO MARTINS COSTA Data de Julgamento: 30/09/2008.807.APELAÇÃO IMPROVIDA. 43. (106720724360540021 MG 1. DANO MORAL. A INOBSERVÂNCIA DE TAL PROCEDIMENTO ACARRETA DANO MORAL E SUBMETE O INFRATOR À RESPONSABILIDADE OBJETIVA. SÚMULA 359). A REPERCUSSÃO. INSCRIÇÃO NO SPC. Data de Publicação: 09/02/2009. SÚMULA 359 DO C. A INTENSIDADE E OS EFEITOS DA LESÃO. e sim de grave lesão moral suportada pela acionante.II . (g. Mister ressaltar que não se trata de um mero aborrecimento causado no dia a dia.970 mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição"". Data de Julgamento: 21/01/2009. Data de Publicação: 20/10/2008). § 2º DO CDC. Data de Julgamento: 28/07/2010.(164922020088070001 DF 0016492-20. QUE A COMUNICAÇÃO SEJA POR C ARTA REGISTRADA. DEVE TAMBÉM EVITAR VALOR EXCESSIVO OU ÍNFIMO. TANTO PARA O RÉU QUANTO PARA A SOCIEDADE.É P ARTE LEGÍTIMA PASSIVA EM AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS POR FALTA DE NOTIFICAÇÃO DO CONSUMIDOR SOBRE A INSCRIÇÃO DO NOME NO SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO O ÓRGÃO MANTENEDOR DO CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO A NOTIFICAÇÃO DO DEVEDOR ANTES DE PROCEDER À INSCRIÇÃO (STJ. FALTA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA. DE DESESTÍMULO À CONDUTA LESIVA. DANOS MORAIS.43§ 2ºCDC3 APELAÇÃO PROVIDA.0001.n). (547284120088070001 DF 005472841.07.0672. VALORAÇÃO. Relator: JAIR SOARES. (g. DJ-e Pág. NÃO EXIGE. LEGITIMIDADE PASSIVA. DEVE OBSERVAR A GRAVIDADE. ENTRE OUTROS CRITÉRIOS. Data de Publicação: 05/08/2010. Relator: VERA ANDRIGHI.DISPÕE O ART. QUE É OBRIGATÓRIA A COMUNICAÇÃO AO CONSUMIDOR DA INSCRIÇÃO DE SEU NOME NO CADASTRO DE INADIMPLENTES. DJ-e Pág. NÃO SERVINDO COMO PROVA A RELAÇÃO DE PROTOCOLO DO CORREIO.2008.2 . BEM COMO A FINALIDADE DA CONDENAÇÃO. NOTIFICAÇÃO NO ENDEREÇO DO CONSUMIDOR.IV A VALORAÇÃO DA INDENIZAÇÃO PELO DANO MORAL. 138).INCUMBE AO BANCO DE DADOS DEMONSTRAR QUE A NOTIFICAÇÃO FOI ENCAMINHADA AO CONSUMIDOR. 73). (g.2008.E INDEVIDA A INSCRIÇÃO DO NOME DO AUTOR NO SPC SEM A PRÉVIA NOTIFICAÇÃO PREVISTA NO § 2º DO ART. DE ACORDO COM O PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. 6ª Turma Cível.Adriana Lima – OAB/BA 32. INSCRIÇÃO DO NOME NO SPC. STJ.1 .

juntamos algumas decisões elucidativas: “O arbitramento do dano fica ao inteiro arbítrio do Juiz que. 28. a fixação há que se pautar por arbitramento” (TJSP – 1ª C. deve atender a repercussão econômica dele. pois. Felipe Ferreira – j. – Ap. em face do desvalor da conduta. expressão de caráter pedagógico e educativo. “A indenização por dano moral não deve ser simbólica. aqui demonstrado e comprovado. passa a autora a requerer: 1. em cada caso. a dor experimentada pela vítima e ao grau de dolo ou culpa do ofendido” (TJSP – 8ª C. Não só tenta no caso visivelmente compensar a dor psicológica. o que por certo será deferido por este Juízo como prova de justiça. o qual deverá ser arbitrado por Vossa Excelência em valor também proporcional ao dano sofrido. pois revogado pelo decreto-lei 236/67. Não mais cabendo essa indenização com base no art. Corroborando este entendimento.117/62. 84 da Lei 4. Alexandre Germano – j.12. DO PEDIDO Por fim. sendo no presente caso o mais aconselhável. DA LIQUIDAÇÃO DO DANO MORAL A apuração do valor indenizatório. por todo o exposto. clara a demonstração de que o resultado lesivo (dano) proveio de atuação dos lesantes (ação antijurídica) e como seu efeito e consequência (nexo causal). Privado – Apel. a nosso ver. não obstante.24. – Rel.9. Em caráter LIMINAR: 12 . Rel.963 – JTJ – LEX 184/64). dir.970 transtornos ocasionados pela conduta negligente e descontrolada da acionada. Devendo-se além de forma de punição. a acionada ser condenada ao pagamento de danos morais em valor capaz de evitar a prática de conduta semelhante com outros consumidores. mas efetiva. Presente a responsabilidade das ACIOANDAS.Adriana Lima – OAB/BA 32.94 – RT 717/126). como também deve representar para quem paga uma reprovação. deve ficar ao critério e arbítrio do MM Juiz.

conforme jurisprudência consolidada. 4. 3. na pessoa de seu representante legal. a CITAÇÃO DAS ACIONADAS.00 (mil reais). em valor a ser arbitrado por Vossa Excelência proporcional aos danos por aquela sofridos e capazes de servir como forma de expressão pedagógica e educativa.2. no importe de R$ 1. a condenação das acionadas no pagamento de DANOS MORAIS. responderem aos termos da presente demanda. determinado as acionadas a RETIRADA DO NOME DA AUTORA DOS CADASTROS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO – SPC/SERASA. pela lesão causada a acionante por conduta ilícita das acionadas.1. 273. No MÉRITO: 5.970 1. tendo em vista que a mesma não tem condições de melhor provar o seu direito nesta demanda. em desejando. 461. e que seja DEFINITIVAMENTE retirado o nome da acionada dos cadastros de restrição ao crédito SPC/SERASA.00 (mil reais) por dia de retardamento. nos endereços declinados na qualificação. atendendo-se as prerrogativas do art. inclusive nas vias recursais. ECONÔMICA E JURÍDICA. para que. tudo sob pena de multa diária (astreintes) por dia de atraso. § 3º do CPC e art. principalmente em razão do poderio econômico das acionadas. pelos motivos expostos na narrativa fática. 13 .000.000. 5.Adriana Lima – OAB/BA 32. sob pena de multa no valor de R$1.1. além de sua presumível e reconhecida hipossuficiência e VULNERABILIADE TÉCNICA. seja nos termos do art. nos termos acima já expostos. até julgamento do mérito. O deferimento do benefício da justiça gratuita. 5. que seja declarada a INEXISTÊNCIA DO DÉBITO. 2. 84. § 2ª do CPC. 172. que seja determinado a INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA por norma expressa do Código de Defesa do Consumidor em favor da acionante. § 3º do CDC. sob pena de terem por incontroversos os fatos ora narrados e sofrer os efeitos da revelia.

conforme pacífica jurisprudência dos Tribunais. Nesses termos. caso Vossa Excelência entenda improcedente o pedido do item 5. pede deferimento. DO VALOR DA CAUSA Dá-se a causa o valor de R$ 11. 02 de setembro de 2011. 43. sem prejuízo de qualquer um que se fizer conveniente. seja condenada as acionadas em danos morais por terem incluído o nome da acionante no cadastro de restrição ao crédito (SERASA/SPC). Provará o alegado por todos os meios em Direito admitidos. § 2º. ou seja.00 (onze mil reais). como forma de pedido eventual (subsidiário).970 5. do CDC. sem a devida notificação prévia. requer. máxime a juntada dos inclusos documentos e outros no decorrer do iter processual e a realização de prova pericial. sem observância ao disposto no art.000. Cruz das Almas – BA.3.2. por fim. ________________________________________ Advogada OAB/BA XXXX 14 .Adriana Lima – OAB/BA 32.

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