Adriana Lima – OAB/BA 32.

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE APOIO – SAJ - DA COMARCA DE SANTO ANTÔNIO DE JESUS-BA

Pedido Liminar

XXXXXXXXX, brasileira, solteira, inscrita no CPF sob nº XXXXXX, e no RG sob nº XXXXXX, residente e domiciliada XXXXXXXXX, por sua advogada que esta subscreve, com endereço profissional na RuaXXXXX, no qual recebe intimações, vem, respeitosamente, a presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 5º, inciso V e X da CF/88, no art. 6, 14 e 27, do CDC e demais úteis e nos arts. 186 e 187 do CC/02 e Art. 292, § 1º e incisos, do CPC, bem como, na Lei nº 9.099/95 e legislação afim, propor AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS COM PEDIDO LIMINAR em face da TIM NORDESTE S.A, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob nº 01.009.686/0001-25, com sede na Rua Professora Guiomar Fiorence, 1

a acionante teve a infeliz confirmação da negativação através da consulta realizada no CDL. no SERASA. Sala 501. no entanto.Adriana Lima – OAB/BA 32.2011.A. e da Lei nº 9. no dia 25. com sede na Av. 1672. Catabas Empresarial.65 (trinta reais e sessenta e cinco 2 . Salvador – BA.970 nº 501. sendo uma no valor de R$ 30. Edf. por não ter condições de arcar com as custas processuais e honorários sem prejuízo do seu próprio sustento e de sua família. DOS FATOS A acionante se dirigiu ao comércio da cidade de Cruz das Amlas – BA.BA. sendo. Contudo.279-750 e SERASA EXPERIAN. Inconformada com o fato ocorrido. a acionante dirigiu-se ao CDL da cidade para obter esclarecimentos sobre a informação que obteve na loja Insinuante. pessoa jurídica de direito privado.08. em negativações distintas. Ademais. ao ter acesso ao documento referido. com fulcro na Lei 1. CEP: 40. Parque Bela Vista. Pelos motivos e fundamentos que passa a expor: DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA Inicialmente requer a Vossa Excelência sejam deferidos os benefícios da Gratuidade da Justiça.060/50. com alterações introduzidas pela Lei 7. Tancredo Neves. na loja Insinuante. surpreendida por informação da funcionária da referida loja de que não poderia efetuar a respectiva compra por constar com restrições em seu nome em instituições de proteção ao crédito (SPC e SERASA). para efetuar compra a crédito. conforme documento carreado aos autos. especificamente. conforme consta em documento anexo. observou que a negativação tinha sido realizada pela TIM NORDESTE S.099/95. Salvador . ora acionada. CEP: 41.510/86.820020. pois jamais se submeteria a passar por tamanho constrangimento se não tivesse a CERTEZA DE NÃO TER RESTRIÇÃO ALGUMA EM SEU NOME. Caminho das Árvores.

caso fossem devidas de fato. que não pautou pela publicidade e legalidade de seus atos. Ademais. Foi avisada pela atendente de que receberia mais uma conta e que teria que pagá-la e que seria cancelado o referido plano pós-pago (CONTA). a acionada efetuou o pagamento da referida conta referente ao período informado pela funcionária da acionada. pois. No dia 18.09. OU QUALQUER OUTRA FORMA DE COMUNICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DÍVIDA. sofreu negativação sem ter nenhum tipo de conhecimento da conduta lesiva e ilegal da empresa ré. submetendo a autora a tamanho constrangimento público. FRISE-SE QUE SÃO AS ÚNICAS NEGATIVAÇÕES EXISTENTES EM NOME DA ACIONADA.2008. conforme exigência do contrato. Dessa forma. pois diante do valor irrisório das referidas contas.2008. somente podendo desvincular-se da operadora após uma ano da adesão ao plano. conforme todos os documentos carreados. A acionada NÃO RECEBEU NENHUMA LIGAÇÃO DE COBRANÇA. o lançamento do nome da acionante jamais poderia ter ocorrido sem seu prévio conhecimento. e por não mais ter recebido comunicação alguma sobre o assunto não pode a acionante ser penalizada pela conduta ilícita da empresa ré. passando automaticamente para o TIM pré-pago (CARTÃO).970 centavos) no dia 15. o que por certo não deveria ter ocorrido. NOTIFICAÇÃO. ficando certa de que sua obrigação contratual estava encerrada.Adriana Lima – OAB/BA 32.07. jamais se furtaria a acionante a quitá-las. ou seja. ainda que houvesse a suposta dívida. Ao completar um ano de adesão. 3 .10. no plano controle TIM meia tarifa 20. TAMPOUCO DO AVISO PRÉVIO DE SUA NEGATIVAÇÃO. pois diante da solicitação efetiva de cancelamento do plano supramencionado. a acionante solicitou por telefone o cancelamento do plano TIM meia tarifa 20. NENHUMA CORRESPONDÊNCIA. conforme comprovante em anexo. a acionante não devia mais a empresa acionada. Ocorre que a acionante comprou um aparelho celular em maio do ano de 2007. em maio de 2008.90 (vinte e nove reais e noventa centavos) no dia 17. o que por certo não é devida.2008 e outra no valor de R$ 29.

mas por pura negligência e descontrole da empresa acionada. é seguramente possível reverter o provimento em caso de revogação ou modificação ou em caso de improcedência do pedido.Adriana Lima – OAB/BA 32. Por fim. já que pelo atual sistema de informática. conforme informado pela atendente e juntado aos autos. a acionante continuará arcando com prejuízos irreparáveis. elaborados com programas de intercâmbio entre instituições de restrição ao crédito é possível realizar consultas em nível nacional com respostas em segundos. No caso em tela os presentes pressupostos encontram-se presentes. uma vez que após solicitar o cancelamento do plano referido (conta pós-pago). ao completar o período de carência exigido pelo contrato de um ano. a negativação é nacionalmente localizada. Quanto ao fumus boni iuris. comprovado que a requerente não é inadimplente. não havendo necessidade de prova. DA RELAÇÃO DE CONSUMO 4 . posto que correrá sérios riscos e constrangimentos vexatórios diante da suspensão de crédito junto às instituições financeiras. esta efetuou o pagamento da última conta enviada. DA NECESSIDADE DE LIMINAR Para a concessão da liminar devem concorrer os dois requisitos legais. sedo reversível e revogável a qualquer tempo. é irrefragável e absoluta. No que versa sobre o periculum in mora percebe-se que se não concedida liminarmente à medida. ou seja. A dor experimentada pela acionante com o vexame de ter seu nome lançado no rol dos inadimplentes “com valor irrisório”. por que não é de se imaginar que uma pessoa tenha sensação de bem estar quando é negada no corpo social por anotação de pessoa tida como má pagadora.970 O fato de ter o nome inserido no SPC/SERASA ocasiona danos difíceis de serem prontamente reparados. o periculum in mora e o fumus boni iuris. não apresentando a medida de perigo à acionada. A existência do dano moral é inegável. que jamais se esquivaria de pagar sabidamente.

. qualquer um que. ou seja. em seus artigos 2º e 3º. O prestador assume a obrigação de efetuar a prestação contratada. transformação. isolada ou coletivamente. À compreensão dos pólos de uma relação de consumo. da mesma forma. nacional ou estrangeira. exportação. 2º . que desenvolvem atividades de produção. Art.). por sua vez. sem subordinação do prestador e mediante remuneração". veja-se as definições de consumidor e fornecedor: "(. por conseguinte. sendo para tanto remunerado. a título singular.Adriana Lima – OAB/BA 32. defesa do consumidor”. e a jurídica. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. XXXII. em benefício próprio ou de outrem. mediante desempenho de atividade mercantil ou civil e de forma habitual ofereça no mercado produtos ou serviços. 5º. 3º. de um lado o prestador/fornecedor..Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. mas em associação mercantil ou civil e de forma habitual".078/90 Código de Defesa do Consumidor. corresponde o contrato de prestação de serviços "aquele pelo qual uma pessoa estipula uma atividade lícita. que dispõe sobre a proteção do consumidor. E ainda: "Tem-se. No dizer de Arnold Wald. pública ou privada. Nesse diapasão. que fornecedor é qualquer pessoa física. em caráter eventual e autônomo. importação. A prestação de serviço açambarcada pelo universo das relações de consumo. uma prestação de serviço pertencente ao universo das relações de consumo caracteriza-se por representar um vínculo no qual tem-se. encontra-se definida no art. que coloca no mercado serviço visando ao 5 . § 2º da Lei nº 8. a aquisição ou a locação de bens. criação. bem como a prestação de um serviço". construção. montagem. estabelecem. contrate para consumo final. 3º. bem como os entes despersonalizados. da Constituição Federal vigente dispõe que “O Estado promoverá. ipsis litteris: Art.078/90.970 O Art. na forma da Lei. 8. entendemos por consumidor qualquer pessoa física ou jurídica que. A lei nº. respondendo por qualquer espécie de eventus damni que venha a dar causa. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica.

Adriana Lima – OAB/BA 32.A. para o seu consumo individual. Yussefe Said Cahali caracteriza o dano moral pelos seus elementos: “privação ou diminuição daqueles bens que têm um valor precípuo na vida do homem e que são a paz. ou seja. Conforme o art. enuncia nos arts. No caso em tela. garante ao consumidor a reparação integral dos danos patrimoniais ou morais. a liberdade individual. o consumidor/contratador do serviço. resta-se claro a caracterização da relação de consumo existente entre a acionada e a empresa acionante TIM NORDESTE S. diante dos fatos ora narrados. decorrente do risco integral de sua atividade econômica. Desta feita. 6 . que. comissiva ou omissiva. De acordo com a melhor doutrina para caracterizar-se a responsabilidade civil e o dever de indenizar são essenciais três elementos. Portanto. contrata aquele serviço oferecido no mercado a fim de satisfazer-se ou a outrem. DA RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA O ponto de partida do direito ao ressarcimento dos danos sofridos pelo consumidor e do dever de indenizar do agente responsável pelo produto ou pelo serviço é o fato do produto ou do serviço causador do acidente de consumo. a saber: a) existência de uma ação. 13 e 14 a ampla reparação dos danos materiais (patrimoniais) e morais.970 atendimento das necessidades da coletividade e. do outro. conforme solicitação da acionante realizada por telefone à empresa acionada. o qual teve seu término 12 meses após a contratação. findo o período de carência. como vislumbra-se adiante. Mas essa ampla indenização é na medida de suas consequências. ainda que realizadas por prepostos. do CDC. c) nexo de causalidade. presente a obrigação e dever de responder as acionadas por suas ações ou omissões. b) ocorrência de um dano moral ou patrimonial causado à vítima. inciso VI. como também. a honra e os demais sagrados afetos”. a tranquilidade de espírito. pois aqui opera-se a responsabilidade objetiva das empresas acionadas. voluntária. em maio de 2008. 6º. a responsabilidade civil do agente do dever de indenizar é objetiva. a integridade física.

César Asfor Rocha – j. ipsis litteris: “A concepção atual da doutrina orienta-se no sentido de que a responsabilização do agente causador do dano moral opera-se por força do simples fato da violação (danum in repisa). O simples nexo causal entre o evento ou fato danoso e o dano propriamente dito ensejam a sua reparação. 23. Neste mesmo raciocínio completam o ensinamento as decisões jurisprudenciais pátrias. independentemente de culpa. 13. – resp. Verificado o evento danoso. mas causa dor e sofrimento. p. se presentes os pressupostos legais para que haja a responsabilidade civil (nexo de causalidade e culpa)” (STJ – 4ª T.575-DF – Rel. Desse modo a responsabilização do ofensor origina do só fato da violação do neminem ladeare. comprovada a ofensa o direito à indenização desta decorre. a prova do prejuízo”. a honra. tudo aquilo que não tem valor econômico.6. sendo dela presumido. dano moral é aquele que afeta a paz interior da pessoa lesada. ou o da própria valoração da pessoa no meio em que vive e atual (o da reputação ou da consideração social)”. IOB Jurisp.970 Ou como assinala Carlos Bittar. e o evento danoso causado. havendose como tais aqueles que atingem os aspectos mais íntimos da personalidade humana (o da intimidade e da consideração pessoal). 7 . 722. Cad. Significa. O dano moral é presumido independentemente de prova.Adriana Lima – OAB/BA 32. ou do plano valorativo da pessoa na sociedade. o dever de indenizar. que o dever de reparar é corolário da verificação do evento danoso. não havendo que se cogitar da prova do prejuízo. 9.(Responsabilidade Civil. Editora RT). É pacífico o entendimento em nossa doutrina e jurisprudência de que o dano moral é plausível de indenização independentemente da sua comprovação. Repita-se: resta configurado os danos sofridos pela ACIONANTE.678.97 – repert.97 – DJU 1. e RSTJ 98/270). gerando imperiosamente. o lucro. 395. surge a necessidade da reparação. Assim tem orientado a doutrina. ou mesmo incogitável. Rui Stoco. pg. n. 3. senão vejamos: “A causação de dano moral independe de prova. atinge seu sentimento. o ego. dispensável. Portanto. “qualificam-se como morais os danos em razão da esfera da subjetividade. havendo a conexão causal do ato das empresas ACIONADAS. em que repercute fato violador.9. portanto. ou melhor. 4ª Edição. em resumo. citado por Yussef Said Cahali.

em razão da negligência apontada a acionante sofreu constrangimentos diante da imputação de devedora inadimplente. ora acionadas. pôs uma pá de cal nessa discussão. não houve qualquer contribuição da acionante para o evento danoso. clara a boa fé da acionante em sua conduta. Ademais. na doutrina e na jurisprudência. entre outros fatores. 8 . a publicidade própria e. A Constituição Federal. além da preocupação e intranquilidade por conta da falta de crédito junto as instituições. da CF/88). e por outro lado resta-se comprovado a negligencie e descontrole da empresa acionada. e sim de séria conduta.970 DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR: DO DANO MORAL A comprovação da ofensa à honra do autor decorre do ato indevido. portanto dada ao fato. tendo em vista. ao tratar dos direitos e garantias fundamentais do cidadão. pois está com seu nome no cadastro de inadimplentes desde o ano de 2008. não merece a guarida do direito.Adriana Lima – OAB/BA 32. ao não efetuar a baixa devida como solicitado anteriormente pela acionante. com a mácula de seu bom nome e de sua honra. 5º. A questão de fato não merece maiores controvérsias. pois. que a acionante vem sofrendo. V e X. e somente agora tomou conhecimento do fato ilícito causado pela acionada. X. dada sua repercussão social. Várias são as citações que podem vir à colação demonstrando o acerto dessa afirmação. O apontamento indevido pela acionada do nome da acionante no SERASA/SPC repise-se. O dano moral no caso encontra-se demonstrado. em seu artigo 5°. Aqui não se trata de falta de atenção da acionada. por negligência e descontrole da acionada. A banalização da personalidade humana. A indenização do dano moral em face de ato ilícito encontra-se assegurada na legislação. impõe a esta a obrigação de indenizar os danos morais (art. assegurando de modo incontestável a indenização decorrente do dano moral puro. arbitrário e ilegal promovido pelas requeridas.

SERASA. 2ª Câmara Cível. vejamos: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS . (g. dando provimento ao dano moral causado. 3ª Turma Recursal Mista). INAFASTÁVEL. (1023919000 SP .n).Indenização fixada de maneira a permitir que sirva de reprimenda à empresa apelante e sem gerar enriquecimento sem causa .Anulatória .DANO MORAL.0000.Empresa de telefonia confirma a cobrança equivocada .n).8. Relator: Clóvis Castelo. Relator: Juíza Eliane de Freitas Lima Vicente.COBRANÇA INDEVIDA PELA CONCESSIONÁRIA DE TELEFONIA .Ação Declaratória de Inexistência de Débito cumulada com Indenização por Danos Morais . APELAÇÃO CÍVEL.Incidência dos juros desde a 9 . 35ª Câmara de Direito Privado. INSCRIÇÃO INDEVIDA. SPC.2008.RECURSO IMPROVIDO. (9298326772008826 SP 9298326-77.TELEFONIA . Data de Julgamento: 13/07/2011. Apelação Cível . Ementa: PROCESSUAL CIVIL-APELAÇÃO CÍVEL AÇÃO INDENIZATÓRIA DANOS MORAIS COBRANÇA INDEVIDA INSCRIÇÃO EM SPC E SERASA RESSARCIMENTO INAFASTÁVEL APELOS IMPROVIDOS. RECURSO INOMINADO . RESSARCIMENTO DE VALORES. Data de Publicação: 10/02/2011).Adriana Lima – OAB/BA 32. deve ela responsabilizar-se pelos danos causados. Data de Julgamento: 01/09/2008.AÇÃO DECLARATÓRIA DE NEGATIVA DE DÉBITOS E CANCELAMENTO DE RESTRIÇÕES C/C DANOS MORAIS . Data de Julgamento: 07/02/2011. Data de Publicação: 05/09/2008). Relator: Melo Bueno.Cancelamento da linha telefônica não efetivado pela ré . (300516740 PE 137567-9. Relator: Adalberto de Oliveira Melo. (grifei). (grifei). COBRANÇA INDEVIDA. consoante jurisprudência dominante. RECURSO DESPROVIDO. deve-se levar em consideração as peculiaridades do caso concreto.970 A jurisprudência é uníssona no presente entendimento. 35ª Câmara de Direito Privado.Valor criterioso Recurso improvido.Danos morais existentes .Dano moral configurado .CANCELAMENTO DA LINHA TELEFÔNICA.PREQUESTIONAMENTO . .TELESP .801825-7.SENTENÇA MANTIDA .Inscrição indevida da requerente no SPC .QUANTUM MANTIDO OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE . Data de Publicação: 136). Restando devidamente demonstrado que a inscrição indevida no cadastro do SPC decorreu de erro da concessionária de telefonia. TELEFONIA MÓVEL. sem incorrer em enriquecimento indevido. sendo estes perfeitamente presumíveis. IMPROVIMENTO DO RECURSO.INSCRIÇÃO INDEVIDA NO SPC E SERASA DANO MORAL CARACTERIZADO . assegurando ao lesado justa reparação. Na fixação do quantum indenizatório a título de danos morais. (801825 MS 2010. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.26.INSCRIÇÃO INDEVIDA NO CADASTRO DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO . Data de Julgamento: 16/04/2010.Inscrição indevida no SPC . (g. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS .

Relator: DES.n). Entretanto. (g. sem o pré-aviso de seu lançamento pelo órgão responsável em mantê-lo nos cadastros gera sem dúvida o direito a indenização pelos danos morais sofridos e suportados pela acionante. por ação ou omissão voluntária. (g. n1 223. o lançamento do nome da acionada nas instituições de proteção ao crédito (SPC/SERASA). senão vejamos: APELAÇÃO CÍVEL DO AUTOR . (g. TJRS e STJ Recurso conhecido e improvido. do CODECON.n).INSCRIÇÃO DO NOME NO SPC .Falta de diligência e cautela da ré . Responsabilidade civil . 3ª Turma Cível. (2009205151 SE .INSCRIÇÃO NO SPC . o art.APELAÇÃO CÍVEL DO RÉU AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS .SÚMULA 359 DO STJ .RECURSO IMPROVIDO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS .n). dispõe que o registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor.Adriana Lima – OAB/BA 32. podendo ceder a outras circunstâncias constantes dos autos. Cadastramento indevido no SPC . 927.CÂMARA CÍVEL).REVELIA . por ato ilícito causar dano a outrem. 43. em vários precedentes. violar direito e causar dano a outrem. dispõe o art. LUIZ ANTÔNIO ARAÚJO MENDONÇA. caput.Quantum indenizatório .Responsabilidade civil . (20 Turma Recursal de Divinópolis . quando não solicitado por este"". de acordo com o princípio do livre convencimento do juiz"". 43.INTELIGÊNCIA DO ART. consoante já decidiu o Colendo Superior Tribunal de Justiça.970 data do evento danoso . § 2º. Relator: Des. do CDC.O artigo 43.43PARÁGRAFO 2ºCDC359. negligência ou imprudência. ""Cabe ao órgão 10 .Rec. em seu § 2º.Precedentes do TJSE. publicada no DJ de 08/09/2008.AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA DA INSCRIÇÃO DO NOME INDENIZAÇÃO DEVIDA . Ademais. é taxativo ao determinar que ""a abertura de cadastro.Confirmação . Ainda.. 186 que “aquele que.Proporcionalidade .Caráter punitivo da parte vencida sem ensejar locupletamento da parte vencedora". ainda que exclusivamente moral. DO CDC . O Código Civil também prevê em seu art. registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor.Critério de fixação . Fernando Mauro Moreira Marinho. comete ato ilícito”. dessa forma. ficha.005451-6. Data de Publicação: 13/05/2010).NOTIFICAÇÃO PRÉVIA DEVER DO ÓRGÃO MANTENEDOR DO CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO . que “aquele que.PRESUNÇÃO RELATIVA .Rel.Dano moral . Juiz Aurelino Rocha Barbosa). 2ª.RECURSO DO AUTOR PROVIDO RECURSO DO RÉU IMPROVIDO. fica obrigado a repará-lo”.""A presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em face à revelia é relativa. Data de Julgamento: 17/08/2009.145802-5 .Procedência . PARÁGRAFO 2º. culminando com a edição da súmula 359. Data de Julgamento: 10/05/2010. (5451 MS 2010.04.Ação de indenização.

n).n).(164922020088070001 DF 0016492-20. DJ-e Pág. SENTENÇA. DANO MORAL. Data de Publicação: 05/08/2010. Data de Julgamento: 28/07/2010.E INDEVIDA A INSCRIÇÃO DO NOME DO AUTOR NO SPC SEM A PRÉVIA NOTIFICAÇÃO PREVISTA NO § 2º DO ART. NOTIFICAÇÃO NO ENDEREÇO DO CONSUMIDOR.0672. QUE É OBRIGATÓRIA A COMUNICAÇÃO AO CONSUMIDOR DA INSCRIÇÃO DE SEU NOME NO CADASTRO DE INADIMPLENTES. (106720724360540021 MG 1. Data de Publicação: 09/02/2009.807. e sim de grave lesão moral suportada pela acionante. (547284120088070001 DF 005472841. BEM COMO A FINALIDADE DA CONDENAÇÃO. Relator: TARCISIO MARTINS COSTA Data de Julgamento: 30/09/2008. 73).2008.243605-4/002(1).807.INCUMBE AO BANCO DE DADOS DEMONSTRAR QUE A NOTIFICAÇÃO FOI ENCAMINHADA AO CONSUMIDOR.V .2008. Relator: JAIR SOARES. Relator: VERA ANDRIGHI. FALTA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA. TANTO PARA O RÉU QUANTO PARA A SOCIEDADE. 43. DE DESESTÍMULO À CONDUTA LESIVA. 6ª Turma Cível.É P ARTE LEGÍTIMA PASSIVA EM AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS POR FALTA DE NOTIFICAÇÃO DO CONSUMIDOR SOBRE A INSCRIÇÃO DO NOME NO SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO O ÓRGÃO MANTENEDOR DO CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO A NOTIFICAÇÃO DO DEVEDOR ANTES DE PROCEDER À INSCRIÇÃO (STJ. INSCRIÇÃO NO SPC. VALORAÇÃO.0001. (g. CONTUDO. SEM AVISO DE RECEBIMENTO. Mister ressaltar que não se trata de um mero aborrecimento causado no dia a dia. SÚMULA 359 DO C. LEGITIMIDADE PASSIVA. MANTIDO O VALOR FIXADO PELA R. ENTRE OUTROS CRITÉRIOS.n).Adriana Lima – OAB/BA 32.APELAÇÃO IMPROVIDA. A REPERCUSSÃO. QUE A COMUNICAÇÃO SEJA POR C ARTA REGISTRADA.DISPÕE O ART.II . A INOBSERVÂNCIA DE TAL PROCEDIMENTO ACARRETA DANO MORAL E SUBMETE O INFRATOR À RESPONSABILIDADE OBJETIVA.O SPC/CDL TEM LEGITIMIDADE PARA RESPONDER À AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANO MORAL BASEADA NA FALTA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA. pelo que não se pode imputar ao credor tal omissão. (g. e para ter amenizado os 11 . 43 DO CDC. DJ-e Pág.IV A VALORAÇÃO DA INDENIZAÇÃO PELO DANO MORAL. DEVE OBSERVAR A GRAVIDADE.07. SÚMULA 359). NÃO SERVINDO COMO PROVA A RELAÇÃO DE PROTOCOLO DO CORREIO. 1ª Turma Cível.0001. LEGITIMIDADE PASSIVA.970 mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição"".2 . Data de Publicação: 20/10/2008). A INTENSIDADE E OS EFEITOS DA LESÃO.§ 2º43CDCIII .1 . DANOS MORAIS.43§ 2ºCDC3 APELAÇÃO PROVIDA. DE ACORDO COM O PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. NÃO EXIGE. que não deve ficar sem indenização por medida de justiça. (g. 138). INSCRIÇÃO DO NOME NO SPC. Data de Julgamento: 21/01/2009. § 2º DO CDC. DEVE TAMBÉM EVITAR VALOR EXCESSIVO OU ÍNFIMO. STJ.I .

Alexandre Germano – j. passa a autora a requerer: 1. Rel. Não só tenta no caso visivelmente compensar a dor psicológica. – Ap. juntamos algumas decisões elucidativas: “O arbitramento do dano fica ao inteiro arbítrio do Juiz que. a fixação há que se pautar por arbitramento” (TJSP – 1ª C. Em caráter LIMINAR: 12 . em cada caso. deve atender a repercussão econômica dele. pois. “A indenização por dano moral não deve ser simbólica.Adriana Lima – OAB/BA 32. como também deve representar para quem paga uma reprovação. pois revogado pelo decreto-lei 236/67. aqui demonstrado e comprovado.24. por todo o exposto. em face do desvalor da conduta. sendo no presente caso o mais aconselhável. deve ficar ao critério e arbítrio do MM Juiz. 84 da Lei 4. Privado – Apel. Presente a responsabilidade das ACIOANDAS. Não mais cabendo essa indenização com base no art. DO PEDIDO Por fim.9. a dor experimentada pela vítima e ao grau de dolo ou culpa do ofendido” (TJSP – 8ª C. expressão de caráter pedagógico e educativo. Felipe Ferreira – j. – Rel. clara a demonstração de que o resultado lesivo (dano) proveio de atuação dos lesantes (ação antijurídica) e como seu efeito e consequência (nexo causal).12. DA LIQUIDAÇÃO DO DANO MORAL A apuração do valor indenizatório. a nosso ver.963 – JTJ – LEX 184/64). não obstante. Corroborando este entendimento. a acionada ser condenada ao pagamento de danos morais em valor capaz de evitar a prática de conduta semelhante com outros consumidores.970 transtornos ocasionados pela conduta negligente e descontrolada da acionada.117/62. 28. Devendo-se além de forma de punição. mas efetiva. dir. o qual deverá ser arbitrado por Vossa Excelência em valor também proporcional ao dano sofrido. o que por certo será deferido por este Juízo como prova de justiça.94 – RT 717/126).

e que seja DEFINITIVAMENTE retirado o nome da acionada dos cadastros de restrição ao crédito SPC/SERASA. No MÉRITO: 5. 273. seja nos termos do art. tendo em vista que a mesma não tem condições de melhor provar o seu direito nesta demanda. a condenação das acionadas no pagamento de DANOS MORAIS. sob pena de terem por incontroversos os fatos ora narrados e sofrer os efeitos da revelia. pelos motivos expostos na narrativa fática. 172. até julgamento do mérito. atendendo-se as prerrogativas do art. conforme jurisprudência consolidada.00 (mil reais) por dia de retardamento. 2. 461. tudo sob pena de multa diária (astreintes) por dia de atraso.1.970 1. que seja determinado a INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA por norma expressa do Código de Defesa do Consumidor em favor da acionante. que seja declarada a INEXISTÊNCIA DO DÉBITO.000. determinado as acionadas a RETIRADA DO NOME DA AUTORA DOS CADASTROS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO – SPC/SERASA. a CITAÇÃO DAS ACIONADAS. § 3º do CDC. § 2ª do CPC. nos termos acima já expostos.2. em valor a ser arbitrado por Vossa Excelência proporcional aos danos por aquela sofridos e capazes de servir como forma de expressão pedagógica e educativa. no importe de R$ 1.Adriana Lima – OAB/BA 32. responderem aos termos da presente demanda. pela lesão causada a acionante por conduta ilícita das acionadas. além de sua presumível e reconhecida hipossuficiência e VULNERABILIADE TÉCNICA. ECONÔMICA E JURÍDICA. 3. 5. na pessoa de seu representante legal. sob pena de multa no valor de R$1. inclusive nas vias recursais. em desejando. § 3º do CPC e art.1.00 (mil reais). 4.000. nos endereços declinados na qualificação. 5. principalmente em razão do poderio econômico das acionadas. para que. O deferimento do benefício da justiça gratuita. 84. 13 .

pede deferimento. sem observância ao disposto no art. requer.970 5. Cruz das Almas – BA. § 2º. como forma de pedido eventual (subsidiário). Provará o alegado por todos os meios em Direito admitidos. por fim. Nesses termos.00 (onze mil reais).3.Adriana Lima – OAB/BA 32. ________________________________________ Advogada OAB/BA XXXX 14 . ou seja.2. DO VALOR DA CAUSA Dá-se a causa o valor de R$ 11. sem prejuízo de qualquer um que se fizer conveniente. do CDC. conforme pacífica jurisprudência dos Tribunais.000. caso Vossa Excelência entenda improcedente o pedido do item 5. 43. 02 de setembro de 2011. sem a devida notificação prévia. seja condenada as acionadas em danos morais por terem incluído o nome da acionante no cadastro de restrição ao crédito (SERASA/SPC). máxime a juntada dos inclusos documentos e outros no decorrer do iter processual e a realização de prova pericial.