SUMÁRIO

REDAÇÃO OFICIAL DISCURSIVA ................................................................................................................................... 1
REDAÇÃO OFICIAL
1
REDAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIAS OFICIAIS
PRINCÍPIOS DA REDAÇÃO OFICIAL
Antes de iniciarmos o estudo dos princípios da Reda-
ção Oficial – conteúdo extremamente cobrado em provas de
concursos públicos –, vamos conceituar o que é Redação
Oficial.
A princípio, é importante salientar – a despeito do que
dizem alguns teóricos e professores – que Redação Oficial
e Redação de Correspondências Oficiais são a mesma coi-
sa, pois vários itens já trataram indistintamente sobre es-
ses dois sintagmas. REDAÇÃO OFICIAL É QUALQUER
DOCUMENTO QUE CHEGUE AO SERVIÇO PÚBLICO,
SAIA DELE OU TRAMITE NELE. Vai desde um docu-
mento de grande formalidade como a edição de uma Emen-
da Constitucional ou Medida Provisória até um papel qual-
quer escrito à mão ao se impetrar um Habeas Corpus.
IMPESSOALIDADE
Não podem existir marcas de apreço nem de desapreço
– cantadas para aquela moça ou aquele rapaz destinatário
do documento, sob pena de sindicância; expressões pejora-
tivas ou de baixo calão em referência ao destinatário ou a
qualquer servidor daquele departamento ou não, do órgão
ou não, concursado ou não e, até, a particular.
Há mais aspectos relevantes e que, a nosso ver, dizem
respeito à impessoalidade dos e nos documentos oficiais:

a. Os principais fechos da redação oficial são Atenciosamen-
te – cargos de mesma hierarquia ou inferior – e Respeito-
samente – cargos de hierarquia superior.
Obs.1: A referência à hierarquia pode vir até em relação
a autoridades de esferas de governo distintas, por exemplo:
um texto que saia de um Delegado de Polícia Federal para
um juiz deve possuir o fecho Respeitosamente, mesmo não
sendo diretamente hierarquizados pelo princípio da separa-
ção dos poderes – delegado é cargo do Executivo e juiz é car-
go do Judiciário. Não se pode utilizar outro fecho, pois existe
uma hierarquia implícita. Juiz é o cargo mais importante do
Poder Judiciário, um juiz é subordinado apenas a outro juiz,
seja no mesmo tribunal ou tribunais superiores (ministros de
tribunais superiores também são juízes).
b. Estes dois fechos – Atenciosamente e Respeitosa-
mente – são os principais, mas não os únicos, veja:

Fechos possíveis para o requerimento:
Nestes termos, pede deferimento
Termos em que se pede deferimento
2
R o n a l d o S i l v a
Nestes termos aguarda deferimento
(ou expressões correlatas sem exageros)
Fecho da ata:
Nada mais havendo a tratar na reunião do dia X,
encerrou-se a presente sessão e eu, Fulano de Tal, lavrei
a presente ata que vai assinada por mim, pelo senhor
Presidente e pelos demais diretores.

Fecho do parecer:
É o parecer.
Sub censura (obrigatoriamente em itálico por
ser expressão em latim). Sob censura
c. Conforme o Manual de Redação Oficial da Presi-
dência da República, página 18, a forma Doutor é
título acadêmico, mas, por uma questão de tradição,
é comum usá-la em referência aos bacharéis, em
especial os bacharéis em Direito e Medicina – por
esse texto, então, entende-se que todos os bacharéis
podem ser designados como Doutor;
d. Ilustríssimo e Digníssimo são formas abolidas no
tratamento à redação oficial, pois se pressupõe que
o servidor público é pessoa digna do cargo até que
se prove o contrário (consonância com o Manual de
Redação Oficial da Presidência da República, p. 10);
e. O vocativo Excelentíssimo deve ser usado apenas
para os chefes dos três Poderes Federais – Presi-
dente da República, do Congresso Nacional e do
Supremo Tribunal Federal – como consta da página
10 do Manual de Redação Oficial da Presidência da
República.
Como se depreende deste trecho ipsis literis:
“As demais autoridades serão tratadas com o voca-
tivo Senhor, seguido do cargo respectivo:
Senhor Senador,
Senhor Juiz,
Senhor Ministro,
Senhor Governador,”
Manual de Redação Oficial da Presidência da
República, página 10.
COESÃO

Ligação entre as ideias contidas no texto da redação
oficial, princípio de qualquer texto, inclusive do texto cons-
tante em documentos oficiais. Mais explicações de coesão
são apresentadas na parte de interpretação de textos.
COERÊNCIA
É a lógica do texto oficial, relação de ideias entre os
parágrafos e relação lógica entre a finalidade do servidor
público ou não e os diversos tipos de comunicações oficiais.
Mais explicações são apresentadas na parte de interpreta-
ção de textos.
CLAREZA
O texto oficial deve prezar, sim, pela clareza, mas urge
lembrar que a clareza não tem qualquer valor absoluto, mas
sim relativo: o texto entre juízes pode não ser claro para um
linguista bem como um texto técnico em exposição de tese de
mestrado sobre a teoria GERATIVA DA LINGUAGEM pode
não ser, e provavelmente não será, tão clara para um juiz.
Uso de expressões como Habeas Corpus, Mandado
de Injunção, Erga Omnes, Ad hoc não são incorretas em
um comunicado de um desembargador para um Ministro
do STF, mas o serão se forem direcionadas ao presidente de
uma Agência do Executivo, por exemplo.
Expressões como Diacronia, Sincronia, Langue, Parole,
Sintagma, Paradigma, Apossínclise e Sinérese podem pecar
em clareza se forem direcionadas a um deputado, mas com
certeza não o serão se forem direcionadas a professores de
língua portuguesa, pois na Linguística esses termos são as-
saz comuns.
Ou seja, a clareza na verdade não é nada mais do que
o entendimento da pessoa que envia e principalmente da
pessoa que recebe o texto. Pode conter termos técnicos sem
exageros.
CONCISÃO
Um texto conciso é um texto enxuto, sem nenhuma
informação desnecessária, é o contrário do texto prolixo,
redundante, pleonástico. Um exemplo tradicional de texto
prolixo em redação oficial é o que temos observado em vá-
rios ofícios oriundos do serviço público, até do mais alto
escalão do governo; por exemplo, iniciar o ofício usando
expressões do tipo Venho por meio deste é marca de redun-
dância, pois, por acaso, não se sabe que vem por meio do
ofício informar certas coisas, será que iria mandar o ofício
para quê? Em vez, então, de escrever Venho por meio deste
informar é melhor usar Informo, em vez de Venho por meio
deste solicitar diga Solicito.
OBJETIVIDADE
Objetividade no documento oficial é a união de
concisão – ir direto ao assunto sem a marca da prolixidade,
– ausência de marcas identificadoras da subjetividade –
uso exagerado de figuras de linguagem, por exemplo – e a
finalidade do documento.
Sobre a finalidade do documento, as provas podem
cobrar – e já estão cobrando – a diferença de objetivo
entre um texto e outro. Por exemplo, o ofício serve para
comunicações externas que tratem de assuntos gerais
da Administração, o memorando trata de comunicações
internas também sobre assuntos gerais da Administração,
já o requerimento é uma solicitação do particular ao órgão
público e a apostila é um documento para retificação,
ratificação ou rerratificação de dados relativos ao servidor.
3
R e d a ç ã o O f i c i a l
FORMALIDADE
É a união de padrão culto, impessoalidade e estrutura
do documento (também chamada de Padronização). Além
de nos lembrarmos à luz do Direito Administrativo que a
formalidade se refere ao fato de os documentos oficiais se-
rem escritos, como exigem as normas do Direito que de-
monstram que os atos administrativos devem ser, como
regra, escritos. Muito cuidado, uma instituição que faz con-
cursos públicos já cobrou na prova que determinado texto
respeitava os requisitos formais de acordo com a modalida-
de do documento, mas o texto “possuía um erro gramatical
de ortografia, e, mesmo assim, considerou o item certo por
se referir à formalidade como estrutura do documento”, não
como padrão culto ou impessoalidade.

Padrão Culto
Obviamente, todos os textos oficiais devem utilizar a
gramática normativa como linguagem adequada.
PADRONIZAÇÃO
É a estrutura dos documentos oficiais. São muitos as-
pectos, desde o tipo de letra – Times New Roman – até o
local correto da data nos pareceres – abaixo do texto.
Veja como são diferentes em referência à Padroniza-
ção os exemplos abaixo conforme a estrutura do documento
(data, separação dos parágrafos, assinatura do escrivão etc.).
ALVARÁ Nº 1/2006
O Administrador de Brasília, Fictício José da Silva
Mélvio, resolve:
I – conceder alvará de funcionamento à empresa De-
métrius Fontella Ronaldo para exercer todos os trabalhos
relativos a educação e cultura nesta cidade;
II – o referido Alvará tem validade de um ano a contar
desta data.
Brasília, 3 de janeiro de 2006.
Fictício José da Silva Mélvio
Administrador de Brasília
ATA DA REUNIÃO DA COMISSÃO ELEITORAL DA
ABEP - ELEIÇÃO 2004 (com adaptações)
Aos dois dias do mês de janeiro de dois mil e seis, às
onze horas, nas dependências do CEDEPLAR, sito à Rua
Curitiba, 832 sala 816, na cidade de Belo Horizonte, MG,
reuniu-se, em sessão pública, a Comissão Eleitoral da ABEP,
para proceder à apuração das candidaturas recebidas para a
Diretoria, o Conselho Fiscal e o Conselho Consultivo, para
o biênio 2005-2006, e para definir a composição das cédulas
eleitorais, com a presença dos seguintes membros: Ignez He-
lena Oliva Perpétuo (Presidente), Maria do Carmo Fonseca.
O outro membro da Comissão – Guaraci Adeodato Alves de
Souza – não pode comparecer por motivo de compromis-
sos profissionais assumidos anteriormente. Após proceder
ao levantamento das candidaturas recebidas por correspon-
dência, pela Presidente da Comissão, foi elaborada a cédu-
la de votação, sendo que a apresentação, nesta cédula, das
candidaturas ao Conselho Consultivo e do Conselho Fiscal
foi ordenada por sorteio, realizado pela Comissão Eleitoral,
na presença da associada Paula Miranda-Ribeiro. No tocante
a eleição para a Diretoria, esta Comissão recebeu a inscri-
ção de 1 (uma) chapa completa, que na cédula de votação foi
identificada por CHAPA 1. Foi ainda redigida uma carta aos
associados para o voto postal. A cédula de votação, a carta
aos associados e uma versão preliminar da presente ata fo-
ram então encaminhados por e-mail para o membro ausente
da Comissão Guaraci Adeodato Alves de Souza, para conhe-
cimento e revisão. Após o recebimento de sua resposta foram
elaboradas as versões finais, apresentadas em anexo da pre-
sente ata. Nada mais havendo a tratar, a Presidente agradeceu
a presença de todos, dando por encerrada a reunião e lavrou a
presente ata, que, se for aprovada, será assinada por todos os
membros presentes à reunião. Belo Horizonte, 10 de janeiro
de 2006. Eu, Fulano de Tal, ______________________,
secretário da reunião.
Assinaturas:
Obs.: Alguns teóricos e manuais ainda veem outros
princípios para a redação oficial, como uniformidade,
precisão, harmonia, mas percebemos que as bancas
têm considerados apenas os nove citados anterior-
mente – Impessoalidade, Coesão, Coerência, Padrão-
Culto, Clareza, Concisão, Objetividade, Formalidade
e Padronização. Pelo menos, essa tem sido a cobran-
ça até agora, INDICAMOS AOS NOSSOS ALUNOS
NÃO MARCAR ERRADO EM PROVA UM ITEM
QUE DIGA QUE PRECISÃO OU HARMONIA É
UM PRINCÍPIO DA REDAÇÃO OFICIAL.
O CHAMADO PADRÃO OFÍCIO
Alguns documentos, conforme nos apresenta o Manu-
al de Redação Oficial da Presidência da República, seguem
uma formatação comum, chamada de Padrão Ofício.
Vejamos o que nos diz esse manual:
“Há três tipos de expedientes que se diferenciam an-
tes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o
memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar
uma diagramação única, que siga o que chamamos de pa-
drão ofício”
Manual de Redação Oficial da Presidência
da República, página 11.
Apesar de este texto ser extremamente claro, vamos in-
cluir mais dois documentos no padrão ofício, a Exposição de
Motivos – por já ter sido cobrada em provas como parte do
padrão ofício e ter o item dado como resposta correta e a cir-
cular por poder ser chamada de Memorando-Circular.
Alguns elementos vinculados ao Padrão Ofício:
1) O vocativo Excelentíssimo, apesar da grande
divergência sobre o assunto, deve ser usado
para as seguintes autoridades: Presidente da
República, Presidente do Supremo Tribunal
Federal, Presidente do Congresso Nacional,
Presidente do Senado Federal e Presidente da
Câmara dos Deputados.
4
R o n a l d o S i l v a
A respeito das duas últimas autoridades, queremos
destacar que, a despeito do que nos afirma diretamente o
Manual de Redação Oficial da Presidência da República,
deve utilizar-se o vocativo Excelentíssimo para Presidente
do Senado Federal porque um exemplo do mesmo manual
expõe Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Fede-
ral, página 26; e sobre usar-se Excelentíssimo para Pre-
sidente da Câmara dos Deputados, adotamos essa norma
porque o próprio Manual de Redação Oficial da Câmara
dos Deputados assim determina e, sabemos à luz do Direito
Constitucional que o Presidente da Câmara e o Presidente
do Senado são cargos de igualdade hierárquica já que o Po-
der Legislativo é bicameral, assim nós teremos de usar.
A respeito de usar Excelentíssimo para juiz, aqui resi-
de um problema ainda maior, as bancas não têm perguntado
sobre o caso, mas vamos preferir utilizar Meritíssimo Se-
nhor Juiz ou só Senhor Juiz. Pois os manuais não nos man-
dam usar Excelentíssimo para juiz – com exceção de pou-
cos manuais, como o Manual de Redação Oficial do TCDF.
2) As margens devem ser: esquerda = 3,0 cm – exata-
mente – e demais margens = 1,5cm – no mínimo a
superior e a inferior e exatamente a direita;
3) A partir da segunda página, a margem superior
deve ser de 3,5 cm;
4) A identificação do expediente (nome do ofício, me-
morando, aviso etc.) deve figurar a 5 cm da borda
superior do papel;
5) O parágrafo tem espaçamento de 2,5 cm da mar-
gem esquerda;
6) O local e a data ocorrem na mesma linha ou 1 espa-
ço abaixo da identificação do expediente e alinha-
dos à margem direita;
7) O texto é escrito em fonte TIMES NEW ROMAN,
pode-se usar a fonte Symbol ou Wingdings no caso
de símbolos não existentes na fonte Times;
8) O tamanho da fonte é 12 para o texto em geral, 11
nas citações e 10 nas notas de rodapé;
9) Negrito, itálico e sublinhado devem ser postos
quando ser necessita realmente ressaltar aspectos
importantes do texto, sem exageros;
10) A fonte é de cor preta. Cores devem ser usadas ape-
nas em gráficos, desenhos ou fotos;
11) O papel deve ser branco com folha A4 (297X210
mm);
12) O texto deve ser justificado;
13) Os únicos fechos existentes em comunicações ofi-
ciais que seguem o padrão ofício são: Atenciosa-
mente (autoridades de mesma hierarquia ou inferio-
res) e Respeitosamente (autoridades de hierarquia
superior) e devem estar a 1 cm do texto;
14) A identificação do signatário deve estar a 2,5 cm
do fecho e o Presidente da República não precisa
ser identificado – isso significa que o nome dele não
tem obrigatoriedade de constar, apesar de não ser,
obviamente, proibido.
Pronomes de Tratamento
1) Vossa Excelência – V.Exa. – usados de Prefeito e
Vereador para cima até Presidente da República
– chefes de poderes não podem ter o pronome
abreviado;
2) Vossa Senhoria – V.Sa. – abaixo de Prefeito e
Vereador a pessoas do povo;
3) Vossa Magnificência – V.Maga. – Reitores de
universidades;
4) Vossa Onipotência – Deus;
5) Vossa Santidade – V.S. – papa;
6) Vossa Eminência – V.Ema. – cardeais;
7) Vossa Excelência Reverendíssima – V.Exa.
Revma. – bispos e arcebispos;
8) Vossa Paternidade – Superiores de ordens
religiosas;
9) Vossa Reverência – V.Rev. – padres e religiosos
em geral;
10) Vossa Majestades – V.Maj. – reis e imperadores;
11) Vossa Alteza – V.A. – príncipes, duques e
arquiduques.
PRINCIPAIS COMUNICAÇÕES OFICIAIS
Alguns documentos foram omitidos por terem caído
muito pouco em provas, para tornar seu estudo mais efi-
ciente.
Os documentos mais cobrados em provas do CESPE
são o ofício, a ata e o memorando.
1) ALVARÁ
Como conceitua o mestre Hely Lopes Meirelles em
Direito Administrativo Brasileiro, “Alvará é o instrumento
da licença ou da autorização para o exercício de um direito,
para a prática de um ato, ou para a realização de uma ativi-
dade dependente do policiamento administrativo”.
Dividem-se em Alvará de Licença – tem caráter defini-
tivo – e Alvará de Autorização – não tem caráter definitivo
e pode ser revogado a qualquer momento.
São alvarás as licenças para dirigir, portar armas,
transportar elementos tóxicos, as carteiras dos conselhos de
classe – OAB, CRM etc. –, os alvarás de funcionamento, as
concessões para os transportes alternativos etc.
Estrutura
1) Título – centralizado, em caixa alta com número
e data (ano pelo menos);
2) Texto;
3) Local e data – centralizados, por extenso;
4) Assinatura – nome e cargo abaixo do espaço para
a assinatura.
5
R e d a ç ã o O f i c i a l
Exemplo:
ALVARÁ Nº 1 de 10 de abril de 2008.
O Administrador de Brasília, Ronaldo Silva, resolve:
I – conceder alvará de funcionamento à empresa Izí-
dio de Sousa para exercer todos os trabalhos rela-
tivos a educação e cultura nesta cidade;
II – o referido Alvará tem validade de um ano a contar
desta data.
Brasília, 10 de abril de 2008.
Ronaldo Silva
Administrador de Brasília
2) APOSTILA
Texto para a retificação, ratificação ou rerratificação
de dados relativos ao servidor. É o aditamento de informa-
ções sobre um título ou documento para o alterar a fim de
que se evite a expedição de novo título ou documento. É
tipo de Apostila a averbação de divórcios feitas no verso
das certidões de casamento e, principalmente, as Aposti-
las para progressão funcional – quando o servidor passa de
um padrão a outro. CUIDADO: VOCÊ SERÁ NOMEADO
PARA O SERVIÇO PÚBLICO POR MEIO DE UMA POR-
TARIA DE NOMEAÇÃO, A APOSTILA SERVE PARA
PROGRESSÃO FUNCIONAL.
Estrutura
1) Título – em maiúsculas e centralizado;
2) Texto;
3) Local e data;
4) Assinatura – nome e cargo.
Exemplo:
APOSTILA
O nome correto do servidor Fulano de Tal Tal da Silva
é Fulano de Tal da Silva, e não como se encontra na Seção
III do Diário Oficial desta cidade.
Brasília, 10 de abril de 2008.
Ronaldo Silva
Diretor-Geral do Departamento de Civilidade e
Cidadania
3) ATA
Resumo de reunião ou assembleias em geral. Pode ser
lavrada em livro próprio – Livro Ata – ou impresso e arqui-
vado na Diretoria que requereu a reunião no arquivo de atas,
assim como ocorre com o arquivo de ofícios, por exemplo.
Não pode ser separada em parágrafos – veja que pará-
grafos está no plural, pois o primeiro espaço do parágrafo
pode existir ou não – nem conter rasuras. Se o documento
for feito no computador, deve ser corrigido antes de impri-
mir, já se o documento for escrito à mão no Livro Ata, os
erros que porventura existam devem assim ser corrigidos:
a) se o erro for constatado exatamente após escrito,
deve-se corrigir com a expressão digo entre vír-
gulas com a escrita correta em seguida;
b) se o erro for constatado após algumas linhas, an-
tes do fecho, deve-se corrigir com a expressão em
tempo, onde se lê ... , leia-se ..., identificando até a
linha da ocorrência do erro;
c) se o erro for constatado após a feitura da ata ou
após várias atas, deve-se construir uma Ata Reti-
ficadora ou corrigir-se o erro na ata seguinte.
Estrutura
1) Título – ATA, número de ordem e nome da enti-
dade, seção, departamento ou comissão;
2) Texto – com o primeiro espaço do parágrafo ou
sem ele, no final aparece o fecho Nada mais ha-
vendo a tratar, encerrou-se a presente sessão e
eu, Fulano de Tal, (espaço para a assinatura ou
sem ele, aí o escrivão assina junto com os demais
signatários), lavrei a presente ata que, lida e apro-
vada, será assinada por mim e pelos presentes –
com poucas variações. Para se completar a últi-
ma linha, pode-se – facultativamente – escrever
“X” até o final – XXXXXXXXX.
Exemplo:
ATA DA REUNIÃO DA COMISSÃO ELEITORAL DA
ABEP - ELEIÇÃO 2008 (com adaptações)
Aos dois dias do mês de janeiro de dois mil e seis, às
onze horas, nas dependências do CEDEPLAR, sito à Rua
Curitiba, 832 sala 816, na cidade de Belo Horizonte, MG,
reuniu-se, em sessão pública, a Comissão Eleitoral da
ABEP, para proceder à apuração das candidaturas recebidas
para a Diretoria, o Conselho Fiscal e o Conselho Consulti-
vo, para o biênio 2005-2006, e para definir a composição
das cédulas eleitorais, com a presença dos seguintes mem-
bros: Ignez Helena Oliva Perpétuo (Presidente), Maria do
Carmo Fonseca. O outro membro da Comissão – Guaraci
Adeodato Alves de Souza – não pode comparecer por moti-
vo de compromissos profissionais assumidos anteriormen-
te. Após proceder ao levantamento das candidaturas recebi-
das por correspondência, pela Presidente da Comissão, foi
elaborada a cédula de votação, sendo que a apresentação,
nesta cédula, das candidaturas ao Conselho Consultivo e
do Conselho Fiscal foi ordenada por sorteio, realizado pela
Comissão Eleitoral, na presença da associada Paula Mi-
randa-Ribeiro. No tocante a eleição para a Diretoria, esta
Comissão recebeu a inscrição de 1 (uma) chapa completa,
que na cédula de votação foi identificada por CHAPA 1. Foi
ainda redigida uma carta aos associados para o voto postal.
A cédula de votação, a carta aos associados e uma versão
preliminar da presente ata foram então encaminhados por
e-mail para o membro ausente da Comissão Guaraci Ade-
odato Alves de Souza, para conhecimento e revisão. Após
o recebimento de sua resposta foram elaboradas as versões
finais, apresentadas em anexo da presente ata. Nada mais
havendo a tratar, a Presidente agradeceu a presença de to-
6
R o n a l d o S i l v a
dos, dando por encerrada a reunião e lavrou a presente ata,
que, se for aprovada, será assinada por todos os membros
presentes à reunião. Belo Horizonte, 10 de janeiro de 2006.
Eu, Fulano de Tal, ______________________, secretá-
rio da reunião.XXXXX
Assinaturas:
4) ATESTADO
É a comprovação de um fato ou situação de que tem
conhecimento em razão do cargo que ocupa. Uma de suas
modalidades é o Atestado de Capacidade Técnica, que é
emitido a certas empresas para que participem de processo
licitatório de que necessite desse documento. É geralmente
passageiro. Não se refere à certificação de existência ou ine-
xistência de dívidas com o erário nem com a Justiça, esse
documento será a CERTIDÃO.
Estrutura
1) Título centralizado;
2) Texto;
3) Local e data por extenso;
4) Assinatura – nome e cargo centralizados abaixo
do espaço para a assinatura.
Exemplo:
ATESTADO
Atesto para os devidos fins junto que o senhor Tício
Izídio de Sousa se encontra em ótimo estado de saúde após
avaliação clínica e exames complementares.
Brasília, 10 de abril de 2008.
Ronaldo Silva
Médico Clínico Geral
5) AVISO
É o ofício entre Ministros de Estado ou atos em geral
emanados por essas autoridades sobre assuntos afetos aos
seus ministérios, na lição de Hely Lopes Meirelles.
Os secretários de Estado também podem expedir este
tipo de documento.
Por analogia, os secretários de governos estaduais
também podem emitir avisos.
Estrutura
Mesma do ofício por ser documento que segue o
padrão ofício.
(Exemplo de Aviso com adaptações)
7
R e d a ç ã o O f i c i a l
6) CERTIDÃO
Documento para comprovação de fato ou situação
que conste dos arquivos do serviço público. É
documento revestido de formalidades legais adequadas,
e é fornecido por autoridade competente.
Vai desde a Certidão de Nascimento à de Óbito,
passando pelas Certidões Negativas expedidas pela
Justiça Federal, Estadual, Militar.
Estrutura
1) Título – muitas vezes já impresso em papel timbrado;
2) Preâmbulo;
3) Texto;
4) Fecho – do que é verdade, dou fé, entre outros;
5) Local e data da expedição do ato;
6) Assinatura – além da assinatura do chefe, pode-se existir
a assinatura de quem a expediu, neste caso a assinatura do
chefe vem à esquerda de do escrivão ou redator à direita.
Exemplo:
Exemplo retirado do sítio http://www.
cartoriomaceno.com.br/Casamentos/
Registro.htm#
7) CIRCULAR
Texto direcionado a vários servidores para determina-
ções de cunho geral, esclarecimentos de leis, decretos ou
regulamentos.
Pode ser chamada de Memorando-Circular e, assim,
comumente é escrito na mesma estrutura do memorando.
Estrutura
Em especial a mesma do Memorando, pois pode
seguir o padrão ofício quando for chamada de Memorando-
Circular; ou na estrutura do exemplo abaixo.
Circular MICT nº 10 de 10 de abril de 2008.
O SECRETÁRIO DE COMÉRCIO EXTERIOR, DO
MINISTÉRIO DA INDUSTRIA, DO COMÉRCIO E DO
TURISMO, no uso de suas atribuições, com o objetivo de
racionalizar o processo de redução de alíquotas do imposto
de importação sob a forma de “ex”, para bens de capital, de
informática ou de telecomunicações, não produzidos na
Região do MERCOSUL e assinalados na TEC com BK ou
BIT, bem como de ajustar os procedimentos relativos aos
pleitos de redução aos compromissos do Brasil no âmbito do
MERCOSUL, torna público que:
1 - Até 31 de dezembro de 1997 poderão ser reduzidas
as alíquotas do imposto de importação relativas a
bens de capital, informática ou de telecomunica-
ções e suas partes e peças, assinalados com BK
ou BIT na Tarifa Externa (TEC), desde que não
produzidos na Região do MERCOSUL.
2 - A redução deverá ser requerida ao Departamento
de Negociações Internacionais (DEINT), desta
Secretaria, com protocolo situado na Praça Pio X
nº 54, 2º andar, sala 201, Rio de Janeiro-RJ, CEP
20091-040, e nele protocolado, de acordo com o
anexo desta Circular.
3 - O requerimento deverá ser dirigido por intermédio
das entidades de classe respectivas, no original e
em papel timbrado da empresa requerente, não se
admitindo requerimento por meio de fax, telex,
telegrama ou semelhante.
4 - No caso de pedido de redução para mais de um
produto deverá ser apresentado requerimento
separado para cada produto.
5 - Os produtos cujos pedidos atendam aos requi-
sitos deste ato serão objeto de Circulares desta
Secretaria, de modo que se torne público o exame
das reduções tarifárias pleiteadas, com vistas
à apuração de existência ou não de produção
regional.
6 - Manifestações sobre existência de produção
regional serão recebidas e consideradas se
apresentadas no prazo de 30 (trinta) dias, contados
da publicação da Circular, acompanhadas de
catálogo original, escrito do idioma português,
que contenha especificações técnicas do produto
impugnado, bem como de comprovação de seu
fornecimento.
7 - Os catálogos originais que instruírem pedido
de redução, não escritos no idioma português,
deverão estar acompanhados de tradução para o
vernáculo.
8 - Os interessados poderão ser informados sobre
a situação de seus pedidos por intermédio das
entidades de classe.
9 - Fica revogada a Circular nº 3, de 16 de janeiro de
1996, desta Secretaria.
Maurício E. Cortes Costa.
Assinatura
Publicada no D.O.U. de 07.11.96, Seção I, pág. 23.050 (com
adaptações).
8
R o n a l d o S i l v a
8) DESPACHO
Determinações diretas do serviço em especial para o
trâmite de documentos. As determinações de cumprimen-
to imediato nos inquéritos e processos são modalidades de
Despachos.
Estrutura
1) Título centralizado e em caixa alta;
2) Texto;
3) Data;
4) Assinatura – nome e cargo.
DESPACHO
1. De ordem, assumo, nesta data, a condução das
diligências;
2. O acórdão de fls. 116 do STJ, dirimiu o conflito de
competência suscitado a fls. 136/138, declarando
a competência da Justiça Comum Estadual para
processar e julgar os delitos que por ventura
venham a ser apurados nestes autos;
3. Assim sendo, faleceria, via de consequência,
atribuição à Polícia Federal para prosseguir
nas investigações, cabendo à Polícia Civil tal
incumbência;
4. Demais disso, embora tenha havido o tombamento
nesta Delegacia, este IPL tramita na 14ª Vara;
5. Todavia, em face da manifestação da COR/SR/
DF e do despacho da chefia da DELEFAZ/SR/DF
designando esta autoridade para prosseguimento
das diligências, determino ao Sr. Escrivão que
proceda à expedição das intimações e do ofício,
conforme o requisitado no ofício nº 2538/97.
Brasília, 10 de abril de 2008.
Ronaldo Silva
Delegado de Polícia
9) EDITAL
Texto para a abertura de processo seletivo – concurso
público – ou licitações em geral, contém aviso, determinação
ou citação.
Estrutura
Pode ser escrito em forma de lei – artigos parágrafos,
alíneas (raramente é assim) – ou na estrutura de tópicos.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS (TJDFT)
CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS E PARA FORMAÇÃO DE CADASTRO
DE RESERVA NOS CARGOS DE ANALISTA JUDICIÁRIO E DE TÉCNICO JUDICIÁRIO
EDITAL N.º 2 – TJDFT, DE 14 DE JANEIRO DE 2007
O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS (TJDFT)
torna pública a retificação do tópico LEI DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO
FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS, constante dos subitens 15.2.3 e 15.2.4, e do item 6 do tópico VII
LEGISLAÇÃO ESPECIAL, para os cargos 2 e 3, constante do subitem 15.2.5; bem como a inclusão
do item 6 no tópico II NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO, nos conhecimentos específicos
para o cargo 1, também constantes do subitem 15.2.5, referentes ao Edital n.º 1 – TJDFT, de 18 de
dezembro de 2007, publicado no Diário Oficial da União, conforme redação a seguir especificada,
permanecendo inalterados os demais itens e subitens do referido edital.
Torna público, ainda, que eventuais alterações nas normas internas do TJDFT, como Resoluções,
Provimento da Corregedoria e Regimento Interno, posteriores à publicação do Edital n.º 1 – TJDFT,
de 18 de dezembro de 2007, não serão consideradas, nos termos do subitem 14.37 do referido edital.
15.2.3 (...)
LEI DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS:
Lei n.º 8.185, de 14/05/91, publicada no DOU de 15/05/91, Seção 1, alterada pela Lei n.º 8.407, de
10/01/92, publicada no DOU de 13/01/92, Seção 1; pela Lei n.º 9.248, de 26/12/95, publicada no DOU
de 27/12/95, Seção 1; pela Lei n.º 9.699, de 08/09/98, publicada no DOU de 10/09/98, Seção 1; pela Lei
n.º 9.868, de 10/11/99, publicada no DOU de 11/11/99, Seção I, e pela Lei n.º 10.801, de 10/12/2003,
publicada no DOU de 11/12/2003.
15.2.4 (...)
LEI DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS:
Lei n.º 8.185, de 14/05/91, publicada no DOU de 15/05/91, Seção 1, alterada pela Lei n.º 8.407, de
10/01/92, publicada no DOU de 13/01/92, Seção 1; pela Lei n.º 9.248, de 26/12/95, publicada no DOU
de 27/12/95, Seção 1; pela Lei n.º 9.699, de 08/09/98, publicada no DOU de 10/09/98, Seção 1; pela Lei
n.º 9.868, de 10/11/99, publicada no DOU de 11/11/99, Seção I, e pela Lei n.º 10.801, de 10/12/2003,
publicada no DOU de 11/12/2003.
(...)
Desembargador LÉCIO RESENDE DA SILVA
Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
9
R e d a ç ã o O f i c i a l
10) EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
Texto dirigido ao Presidente da República para
informá-lo de determinado assunto, propor alguma medida
ou submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
É enviado pelo alto escalão do governo – ministros,
secretários nacionais ou equiparados.
Estrutura
Mesma do ofício por poder integrar a estrutura do
chamado padrão ofício.
Exemplo de Exposição de Motivos de caráter informativo
(com adaptações)
EM n° 10/2008-MRE
Brasília, 10 de abril de 2008
5 cm
5 cm
1,5 cm
2,5 cm
1,5 cm
1 cm
3 cm
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Respeitosamente,
Ronaldo silva
Ministro das Relações Exteriores
O presidente George bush anunciou, no último dia 13,
significativa mudança da posição norte-americana nas negociações
que se realizam na Conferência de Desarmamento, em Genebrea de
uma convenção multilateral de prescrição total das armas químicas.
Ao renunciar à convenção multilateral de prescrição total das armas
químicas, os Estados Unidos reaproximaram sua postura da maioria
dos quarenta paises participantes do processo negociador, inclusive
o Brasil, abrindo possibilidades corretas de que o tratado venha a ser
concluido e assinado em prazo de cerca de um ano (...)
10
R o n a l d o S i l v a
11) MEMORANDO
Comunicação entre unidades administrativas
de um mesmo órgão para tratar de assuntos gerais da
administração. É comunicação interna.
O destinatário é mencionado pelo cargo que ocupa,
não pode conter endereçamento já que é comunicação
interna e na parte designada para local e data, o local pode
ser omitido. Muito cuidado, é um dos documentos oficiais
mais cobrados em provas de concursos.
Estrutura
A mesma do ofício com as alterações já apresentadas
no texto acima.
Exemplo de Memorando (com adaptações)

11
R e d a ç ã o O f i c i a l
12) OFÍCIO
É atualmente o documento mais cobrado em provas de
concursos, inclusive para que o aluno o produza – redação
oficial discursiva.
É comunicação utilizada entre unidades administrati-
vas de órgãos diferentes, comunicação externa: porém, ma-
gistrados em geral, por costume e por serem considerados
mais que servidores públicos – são Agentes Políticos – pro-
duzem, como regra, ofícios, mesmo se dirigidos a magistra-
dos do mesmo tribunal. A prática diz isso e as bancas têm
aceitado essa regra.
Quem pode oficiar: órgãos públicos em geral ou em-
presas particulares. O documento enviado por estas só será
oficial se for dirigido a órgãos públicos, senão serão comu-
nicações comerciais.
Quem pode ser oficiado: órgãos públicos em geral, em-
presas particulares ou os particulares.
Estrutura
1) Timbre;
2) Identificação do expediente com nome, núme-
ro, órgão expedidor e ano;
3) Local e data alinhados à margem direita;
4) Identificação do destinatário com forma de tra-
tamento, nome, cargo e endereçamento;
5) Referência – obrigatório em ofícios para mero
encaminhamento de documentos em que expe-
diente oficial solicitou;
6) Assunto – obrigatório no correio eletrônico e
em documentos bem longos;
7) Texto;
8) Fecho;
9) Identificação do Signatário.
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
MJ-DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL
DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL EM LONDRINA/PR
Ofício nº 3/2006/Cart
Londrina/PR, 3 de janeiro de 2006.
A Sua Senhoria o Senhor
Aggeu Lemos Bezerra Neto
Chefe da SECRIM/SR/DPF/PR
Curitiba/PR

Senhor Chefe,
No interesse dos autos do IPL 000/00-DPF.B/LDA/PR, solicito os valiosos préstimos de Vossa
Senhoria no sentido de designar Peritos Criminais Federais para realizarem perícia grafotécnica
na nona alteração contratual da empresa AGÊNCIA XXXXXXXXXXXX DE TURISMO
LTDA, cujo original a este acompanha, confrontando-a com os materiais gráficos fornecidos por
xxxxxxxxxxxxx, xxxxxxxxxxxxxxxx, xxxxxxxxxxxxxxxxx, que também seguem anexos ao
presente, devendo os Srs. Peritos responderem aos seguintes quesitos:
01) Quais as características dos documentos submetidos a exames?
02) A assinatura aposta acima do nome de xxxxxxxxxxxxxxx, constante no final da
nona alteração contratual da empresa em questão, partiu do punho escriturador de algum dos
fornecedores dos materiais gráficos padrão que a este acompanham ?
03) xxxxxxxxxxxxxxx efetivamente assinou a nona alteração contratual da empresa em
questão ?
04) Outros dados julgados úteis, pertinentes e esclarecedores.

Releva destacar que xxxxxxxxxxxxxxx não foi localizado, havendo suspeitas de que tal
pessoa não exista.
Atenciosamente,
Ronaldo Silva
Delegado de Polícia
12
R o n a l d o S i l v a
13) PARECER
Texto técnico-científico sobre assunto posto à
observação do analista. Geralmente é parte integrante de
um processo.
Tem como objetivo principal fornecer subsídios para a
tomada de decisões.
Estrutura
1) Título – Parecer nº/ano;
2) Ementa – resumo do assunto, pode ser na estrutura
de um parágrafo, pois nas leis tem de ser escrito da
metade da folha para o final;
3) Texto que constará: introdução (histórico), esclare-
cimento (análise do fato) e conclusão (indicação de
uma medida a ser adotada);
4) Fecho – É o parecer, Sob Censura ou Sub Censura;
5) Local e data;
6) Assinatura – nome e cargo.
EXEMPLO DE PARECER DO TCU (com adaptações)
PARECER Nº 10 DE 2008
Trata-se de prestação de contas anual de entidade pública referentes a
determinado exercício.
2. Na análise de tais contas, verificou-se a aquisição de equipamentos de
informática no valor total de R$ 500.000,00. O administrador da entidade determinou
que fossem realizadas diversas aquisições, cada uma com valor inferior ao limite
legal para contratação direta por dispensa de licitação, promovendo o fracionamento
da despesa. Todavia o fato não acarretou dano ao erário, já que as contratações
foram realizadas por valores de mercado.
3. De início, destaco que o TCU tem competência para apreciar a matéria,
estando a entidade sob a jurisdição do Tribunal.
4. A Lei n.º 8.666/1993 estabelece que aquisições acima de R$ 80.000,00, de
bens e serviços em geral, devem, em regra, ser precedidas de licitação na modalidade
de tomada de preços ou concorrência. No presente caso, o valor total exigiria uma ou
outra modalidade e, por isso, a administração deveria ter promovido as licitações,
tendo em conta o valor total das aquisições.
5. Enfim, observa-se que, caso as contratações já não estivessem consumadas,
caberia ao Tribunal determinar à entidade que adotasse medidas corretivas, informando ao
Congresso Nacional eventual descumprimento da determinação, para que este promovesse a
sustação dos contratos. O TCU teria competência também para decidir a respeito da sustação
dos contratos, caso o Legislativo ou o Executivo não tomassem as providências cabíveis
dentro do prazo de noventa dias. Mas não é o que se passa no presente caso, pois aqui as
aquisições já se consumaram.
6. Em face de todo o exposto, considerando a gravidade dos vícios detectados
e a inexistência de dano ao erário, propõe-se que as presentes contas sejam julgadas
irregulares e que seja aplicada ao responsável multa fundada no art. 58 da Lei n.º
8.443/1992. Propõe-se, ainda, que seja determinado ao ente público que, em futuras
aquisições, abstenha-se de promover o fracionamento da despesa, de modo a realizar
licitação na modalidade que seria aplicável para o valor total das contratações.
Sub Censura.
Brasília, 10 de abril de 2008.
Ronaldo Silva
Analista de Controle Externo do TCU
13
R e d a ç ã o O f i c i a l
14) PORTARIA
Ato expedido por Ministros, Secretários ou dirigentes
de órgãos e entidades da Administração Pública com
o fito de instruir os servidores sobre procedimentos da
Administração Pública, dar delegações, disciplinar matérias
de leis e, até, para instaurar inquéritos, processos, termos
circunstanciados, entre outros.
Estrutura
1) Título – PORTARIA, em maiúsculas seguido
do número e data;
2) Ementa;
3) Resolve;
4) Fecho – Cumpra-se;
5) Data;
6) Assinaura.
n° do documento
base da notícia do
crime
n° do protocolo
tipificação, ainda que
provisória
autoria,
quando
possível
relato
sucinto do
fato
delituoso
MODELO DE PORTARIA
diligências de
cumprimento
imediato
11 12 13
21 22 23
31 32 33
a a a
a a a
a a a
¦ ¹
| |
¦ ¦
|
´ `
|
¦ ¦ |
\ .
¹ )
14
R o n a l d o S i l v a
15) RELATÓRIO
Texto produzido a partir de um trabalho executado e que
não seja de natureza técnico-científica. Pois este será o Parecer.
Estrutura
1) Título;
2) Ementa – ligeiro histórico do motivo do relatório
com a indicação legal;
3) Vocativo;
4) Texto;
5) Fecho;
6) Data;
7) Assinatura – nome e cargo.
MODELO DE RELATÓRIO (COM ADAPTAÇÕES)
RELATÓRIO
REF.: INQUÉRITO POLICIAL Nº 000/2006
PROCESSO: Nº 89.0020966-3 - 4ª VARA FEDERAL/RJ.
INÍCIO: 12/06/89 - TÉRMINO: 13/05/2006.
INCIDÊNCIA PENAL: Art. 1º, da lei nº 4729/65.
Senhor Juiz,
O presente apuratório foi instaurado pela Portaria de fls. 02, atendendo requisição
do MPF que, pelo Ofício PR/RJ-Nº 338/89 (fls. 03), datado de 15.02.2005, encaminhou
o Ofício PFN/RJ Nº 06/89 ( fls. 04/05 ), datado de 18.01.2005, dando conta da prática de
ilícitos penais previstos na Lei 4.729/65, por parte dos responsáveis pela sociedade JMJ
ELETRÔNICA LTDA.
O Auto de Infração ( fls. 06/09 ) lavrado em 29.08.2005 pela DRF-RIO DE JANEIRO,
informa que, no curso de ações fiscais empreendidas em empresas de informática,
constatou-se o registro nos livros contábeis dessas empresas, de um sem número (sic) de
notas fiscais-faturas emitidas pela empresa JMJ ELETRÔNICA LTDA.
Os vultosos valores das referidas notas suscitaram dúvidas quanto à legitimidade
da emissão, a efetividade da operação mercantil por elas supostamente acobertadas, bem
como à regular importação dos produtos nelas discriminados: componentes eletrônicos de
sofisticada tecnologia, ainda não dominada pela indústria nacional
Os fatos narrados caracterizam, em tese, o tipo do artigo 1º, I, da Lei 4.729/65.
Considerando que os documentos de fls. 66/132 demonstram que os fatos ocorreram
no período de 1984 a 1986, ou seja, no mínimo há 10 (dez ) anos, parece-me que, decorrido
lapso temporal superior ao insculpido no artigo 109, V do CP, incide, s.m.j., a norma do
artigo 107, IV, do mesmo diploma legal, fazendo cessar o jus puniendi do Estado.
Pelo exposto, entendendo haver esgotado as diligências na esfera policial, submeto os
presentes autos a V. Exª para que, após ouvido o MPF, determine o que melhor convier aos
interesses da justiça.
Respeitosamente,
Brasília, 3 de janeiro de 2006.
Ronaldo Silva
Delegado de Polícia

15
R e d a ç ã o O f i c i a l
16) REQUERIMENTO
Expediente oficial em que o signatário do documento
solicita a autoridade algo a que julga ter direito.
Convém que se faça o requerimento em terceira pessoa.
São exemplos de requerimentos, entre outros, os pedidos
de concessão de Habeas Corpus e os recursos contra a
Administração Pública.
Estrutura
1) Título;
2) Vocativo;
3) Texto – iniciando com a qualificação do signatário
em terceira pessoa e por fim surge o objeto do re-
querimento;
4) Fecho – “Nestes termos, pede deferimento” e ex-
pressões correlatas sem exageros, pode ser abrevia-
do N.T.P.D;
5) Data;
6) Assinatura.
MODELO DE REQUERIMENTO
(COM ADAPTAÇÕES)
REQUERIMENTO
Senhora Secretária Nacional de Justiça,
Ronaldo Silva, CPF, RG vem solicitar a Vossa
Senhoria a inscrição desta APAE, no livro destinado ao
Registro de Entidades Declaradas de Utilidade Pública
Federal, para o qual apresenta a documentação exigível
anexa.
Nestes termos, pede deferimento.
Brasília, 10 de abril de 2008.
Ronaldo Silva
Diretor
17) CORREIO ELETRÔNICO (E-MAIL)
Texto que preza pela celeridade e serve geralmente para
encaminhar outros documentos. Se possuir Certificação
Digital, valerá como documento oficial impresso.
Estrutura
Não se exige estruturas rígidas para o correio eletrônico,
basta que respeite os princípios da redação oficial.
Já perguntaram em provas sobre o ASSUNTO no
correio eletrônico. Existe obrigatoriedade sim de sua
exposição para que se evitem problemas técnicos ao serviço
público, vírus de computador.
Modelo de Correio eletrônico
Conforme acordado por telefone, envio anexo o ofício
deste departamento para o conhecimento e a providência
necessários ao envio da máquina de xerox que se encontra
em poder desse departamento.
Ronaldo Silva
Servidor da Assembleia Legislativa
A REDAÇÃO OFICIAL NORMATIVA E O
“JURIDIQUÊS”
A redação oficial não pode conter marcas de apreço
ou desapreço (os famosos “puxa-saquismos” não cabem
na redação oficial). Por isso, deve-se evitar usar a forma
DOUTOR para quem não possui título acadêmico de
Doutorado, mas por uma questão de tradição, os bacharéis
podem ser chamados assim (em especial os de Direito e da
área médica).
Os textos normativos seguem o seguinte esquema
hierárquico:
1 – LIVROS (numerais romanos);
2 – TÍTULOS (numerais romanos);
3 – CAPÍTULOS (numerais romanos);
4 – SEÇÕES (numerais romanos);
5 – SUBSEÇÕES (numerais romanos);
6 – ARTIGOS (numerais ordinais até o nono – 1º,
2º, 3º... –, a partir do dez serão escritos com nu-
merais cardinais – 10, 11, 12...);
7 – PARÁGRAFOS (se for apenas um, será escrito
por extenso “Parágrafo único”, senão, serão es-
critos em numerais ordinais) ;
8 – INCISOS (escritos em numerais romanos);
9 – ALÍNEAS (letras minúsculas).
OBS.:
Os livros aparecem em leis mais extensas e são o
agrupamento dos títulos.
Os capítulos englobam um conjunto de seções.
As seções são o agrupamento dos artigos a respeito de
um mesmo tema.
Os artigos são a unidade básica para a divisão,
apresentação e agrupamento dos assuntos;.
Os parágrafos constituem, na técnica legislativa, a
imediata divisão de um artigo, ou, como anotado por Arthur
Marinho
“(...) parágrafo sempre foi, numa lei, disposição
secundária de um artigo em que se explica ou modifica a
disposição principal”.
Os incisos são a imediata divisão dos artigos e são
indicados por numerais romanos.
As alíneas são a divisão de parágrafos ou incisos.
16
R o n a l d o S i l v a
ALGUMAS EXPRESSÕES LATINAS DE USO COMUM:
Ab absurso. A partir do absurdo, pelo absurdo. Fala-se
em argumento ab absurdo e não absurdum como se vê em
livros renomados.
Aberratio delicti. Desvio de delito; erro na execução
de um crime com resultado diferente do pretendido.
Ab initio. Desde o início, a partir do início, de início.
Ab irato. Num impulso de cólera.
A contrario sensu. Pela razão contrária.
Ad arbitrium. Arbitrariamente.
Ad cautelam. Para efeito de cautela, de prevenção.
Ad corpus. Para o corpo; usa-se, frequentemente, na
venda de um imóvel sem especificação de área.
Ad hoc. Para isso, para algo específico.
Ad judicia. Para o juízo; procuração válida apenas para
o juízo.
Ad locum. Sem demora, de imediato.
Ad nauseam. Exaustivo, algo muito detalhado, pormeno-
rizado.
Ad nutum. Sem justificativa.
Ad probationem. Para a prova, determinada formali-
dade legal exigida somente para a prova do ato.
Ad referendum. Sujeito à aprovação, apreciação, é co-
mum usar o substantivo referendo.
Animus. Intenção, vontade, propósito.
A quo. Procedência (de quem, do qual), é a primeira
instância; já ad quem é uma instância superior a que o pro-
cesso sobe.
Bis in idem. Duas vezes sobre a mesma coisa (pode ser
escrito ib idem ou ibidem).
Bona fide. Boa fé.
Concessa venia. Concedia, suposta vênia, a permissão,
a licença; o mesmo que data venia.
De cujus. O falecido.
De facto. De fato, segundo o fato.
Dies ad quem. Último dia de um prazo.
Dies a quo. Primeiro dia de um prazo.
Erga omnes. Para com todos, em relação a todos, de
caráter geral, contrário de erga singulum.
Ex nunc. Ato, condição ou contrato cujos efeitos se
fazem sentir com a celebração do ato, não retroage.
Ex tunc. Desde então, com retroatividade.
Ex officio. Diz-se do ato judicial praticado em decor-
rência do ofício.
Extra petitum. Além do pedido, extrapolando o pedido.
In loco. No lugar, no próprio local.
Inter vivos. Entre vivos, durante a vida.
Ipsis verbis. Com as mesmas palavras, textualmente.
Ipsis litteris. Com as mesmas letras, textualmente.
Iter criminis. Atos praticados pelo criminoso, neces-
sários à realização do delito.
Juris tantum. Apenas de direito.
Lato sensu. Em sentido amplo, geral.
Múnus publicum. Função pública, de interesse público.
Mutatis mutandis. Mudado o que deve ser mudado.
Pact sunt servanda. Os pactos devem ser cumpridos.
Passim. Aqui e ali; com frequência, frequentemente.
Pro forma. Por mera formalidade.
Pro rata. Em proporção, proporcionalmente.
Sine cura. Despreocupado, descuidado.
Sine die. Adiamento para o futuro, sem data certa.
Sine qua non. Indispensável, obrigatória, indispensável.
Status quo. Na situação em que está, do mesmo jeito.
Stricto sensu. Em sentido estrito, determinado, espe-
cificado.
Sub judice. Em juízo, em julgamento, à espera de jul-
gamento.
QUESTÕES DE PROVAS
QUESTÕES DE REDAÇÃO OFICIAL DE CONCURSOS
PÚBLICOS
CLDF TÉCNICO LEGISLATIVO – CESPE 2006
O texto a seguir é uma crítica do cartunista Henfil à edição,
em 1968, do Ato Institucional n.º 5, que estabelecia a permissão de
o governo militar censurar as mensagens veiculadas pelos meios
de comunicação, cassar mandatos, fechar o Congresso e punir
magistrados.
EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO
DA 4ª VARA DE FAMÍLIA
A/C DO SENADOR NELSON CARNEIRO
O Sr. ATO CINCO e a Sr.ª NAÇÃO BRASILEIRA, ambos
brasileiros, casados, ele residente na praça dos 3 Poderes, Distrito
Federal, e ela, prendas domésticas, residente no continente ame-
ricano, latitude sul, vêm requerer a V. Ex.ª que se digne a deferir
o seu divórcio litigioso (incompatibilidade de gênios), observadas
as formalidades legais e nos termos que se seguem:
1. Os suplicantes são casados há 9 anos, pelo regime de exce-
ção de bens, conforme certidão inconstitucional anexa.
2. O casal possui 110 milhões de filhos, de acordo com as cer-
tidões de nascimento anexadas a este instrumento.
3. Os filhos do casal ficarão sob a guarda da mãe, não podendo
o pai nunca mais visitá-los quando lhe aprouver. Nem nos
fins-de-semana e jamais nas férias escolares.
4. A suplicante abre mão do seu direito a pensão alimentícia,
por dispor de meios próprios de subsistência, como proprie-
tária de milhões de quilômetros quadrados.
5. Para manutenção do pai, a mãe e seus filhos concordam em
fornecer-lhe uma pensão alimentícia de WN8.100,35 (OITO
SENADORES, CEM DEPUTADOS e TRINTA E CINCO
VEREADORES) anuais.
6. A suplicante continuará usando seu nome de solteira,
NAÇÃO BRASILEIRA.
7. Homologado o presente pedido de divórcio, os suplicantes
requerem seja determinada a expedição de ofício para
averbação do mesmo no Registro Civil, bem como o
fornecimento de certidão em duas vias.
17
R e d a ç ã o O f i c i a l
Pede deferimento,
OIAPOQUE AO CHUÍ, 15 de julho de 1977.
___________________________________
Sr. ATO CINCO
____________________________________
Pela NAÇÃO BRASILEIRA
Henfil. Cartas da mãe. Rio de Janeiro: Record, 1986, p. 31
(com adaptações).
CLDF POLICIAL LEGISLATIVO – CESPE 2006
Com referência a esse texto e considerando as nor-
mas gramaticais e de redação oficial, julgue os itens que se
seguem.
1. Dadas as semelhanças entre o requerimento e o ofício, o do-
cumento poderia corretamente ser assim iniciado:
DE: ATO CINCO E NAÇÃO BRASILEIRA
PARA: EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 4.a VARA
DE FAMÍLIA
2. Estaria correta a seguinte reescrita do item 7 do documento:
Os suplicantes requerem que, homologado o presente pe-
dido, sejam determinados a expedição de ofício para averbação
do divórcio no Registro Civil e o fornecimento de certidão em
duas vias.
3. O nome dos requerentes e o local onde foi emitido o docu-
mento estão grafados com letras maiúsculas (em caixa alta),
atendendo ao que prescrevem as normas de redação oficial.
4. A numeração das alegações atende às normas de redação de
correspondências oficiais.
5. O emprego da abreviatura A/C (ao cuidado de) não se inclui
entre as recomendações atuais para a elaboração de reque-
rimento ou memorando.
Considerando as normas para a redação de correspon-
dências oficiais, julgue o item a seguir.
6. Como um dos atrativos da comunicação oficial por correio
eletrônico é a flexibilidade, não se define uma forma rígida
para sua estrutura nem há exigência de impessoalidade ou
de emprego do padrão culto da linguagem nas mensagens
encaminhadas por essa via.
Julgue os trechos de correspondências oficiais apresen-
tados nos itens seguintes, conforme as exigências do padrão
culto da linguagem.
7. Em resposta ao ofício n.º 123/2005/SSP-DF, de 28/12/2005,
no qual Vossa Senhoria solicita o encaminhamento dos
documentos relativos aos processos administrativos instau-
rados nesta Inspetoria, informamos que já foram tomadas
as devidas providências para atender à sua solicitação.
8. Importa assinalar que a área de atuação desta Superinten-
dência foi a região do país que mais cresceu nas últimas três
décadas, para cujo o fenômeno muito contribuiu a eficácia e
a eficiência dos programas políticos-sociais.
9. Reportamo-nos ao documento encaminhado em 21/10/2005,
à Vossa Excelência, que se trata de solicitação de providên-
cias quanto ao aumento do efetivo de policiais legislativos
desta Casa.
10. Informo que encontra-se em curso os procedimentos ati-
nentes ao processo a que V. S.
a
referiu-se e, assim que fina-
lizados os resultados serão informados.
CONSULTOR DA CLDF – CESPE 2006
O Estado democrático estabelece o direito, a fim de que o li-
mite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. O Brasil
livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação, nem
o intimidam facções ou grupos.
A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder
político contra a insegurança de abalos institucionais. Ouvir a
todos e conviver com todos, sem discriminação. Tolerância não
significa concordância.(...)
A liberdade não se esgota na vontade institucional. Ela tem
de ser capaz de gerar direitos sociais, para ser a liberdade que não
permita a morte pela fome, pelas doenças, pela insegurança das
cidades e pela ausência de trabalho. Enfim, a liberdade é a vida; é
uma perspectiva de vida feliz.
Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Indissociá-
veis são as liberdades política, econômica e social. Todos sabem
que, onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão so-
cial, a liberdade política não existe. Querer a liberdade política
sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é
não conhecer a realidade da História. Querer liberdade econômi-
ca, convivendo com a injustiça social e com a miséria, é admitir
uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silên-
cio das ideologias.
José Sarney. Discurso de Posse.
Em relação ao texto acima, julgue o item.
11. A linguagem do primeiro parágrafo do texto é inadequada
para a redação de correspondências oficiais em razão de sua
subjetividade.
PMDF OFICIAL MÉDICO – CESPE 2007
Julgue os itens que se seguem, referentes à redação de
correspondências oficiais.
12. O pronome de tratamento empregado em comunicações di-
rigidas aos chefes dos três poderes é Excelentíssimo Senhor
seguido do cargo.
13. O memorando tem como finalidade a comunicação entre os
chefes de unidades administrativas de órgãos distintos.
PF ADMINISTRATIVO MÉDIO – CESPE 2004
Paulo, agente administrativo lotado na Diretoria de Combate
ao Crime Organizado (DCOR) do Departamento de Polícia Fede-
ral (DPF), foi incumbido, por seu superior, de redigir um ofício a
ser enviado pela DCOR ao Procurador-Geral da República.
Em face da situação hipotética acima, julgue os itens que
se seguem.
14. Caso o ofício trate de um problema cuja solução dependa de
providências por parte do destinatário do expediente, Paulo
poderá optar por um dos seguintes fechos:
Atenciosamente, aguarda solução para o caso.
Respeitosamente, contando com vossa prestimosa colabora-
ção para a solução do caso.
18
R o n a l d o S i l v a
15. O documento deve conter, entre outros elementos, a
identificação do local e da data em que foi expedido, a
assinatura de Paulo e o nome do signatário.
16. Ao redigir o ofício, Paulo deve empregar o pronome de tra-
tamento Vossa Excelência para dirigir-se ao destinatário.
O chefe de uma seção do DPF solicitou a um funcionário que
transcrevesse uma conversa gravada. Recomendou que o diálogo
fosse apresentado em forma de relato e que fossem respeitadas as
regras da norma padrão da língua escrita.
A seguir, são apresentados duas falas do diálogo e os respec-
tivos relatos escritos pelo funcionário.
Fala 1
Indivíduo X: Você tem certeza de que tinha dois carros aqui?
Indivíduo Y: Tenho. Dois carros e uma bicicleta.
Fala 2
Indivíduo X: O que você vai dizer se te chamarem para tes-
temunhar?
Indivíduo Y: Eu falo que estava escuro e que não vi nada.
Além do mais, eu tava só de passagem.
Relato 1
O indivíduo X perguntou para o indivíduo Y se ele tinha
certeza de que tinha dois carros no local onde estavam, e o indi-
víduo Y respondeu que tinha certeza, e que havia dois carros e
uma bicicleta.
Relato 2
Indagado pelo indivíduo X sobre o que diria se o chamassem
para testemunhar, o indivíduo Y respondeu que falaria que estava
escuro, que não tinha visto nada e que, além do mais, estava só
de passagem.
Julgue os itens subsequentes, relativos à redação de expe-
dientes e à situação hipotética apresentada acima.
17. O funcionário atenderia com objetividade ao que lhe foi
solicitado se finalizasse o texto da seguinte maneira:
Esperando estar cumprindo com meu dever, com todo respei-
to, alerto V.S.ª de que o indivíduo Y parece falsear os fatos, como
concluí ao ouvir várias vezes e com bastante atenção, esta fita.
18. Para atender a recomendações dos manuais de redação de
expedientes, depois de completar a tarefa, o funcionário
precisaria redigir um ofício encaminhando a seu chefe os
relatos escritos.
19. Os relatos 1 e 2 reproduzem com fidelidade o conteúdo das
falas 1 e 2.
20. No relato 1, desconsideradas as repetições, que poderiam ser
evitadas, a passagem “se ele tinha certeza de que tinha dois
carros” atende plenamente à recomendação feita pelo chefe.
21. No relato 2, para atender rigorosamente ao que lhe foi
solicitado, o funcionário deveria ter escolhido a construção
se caso chamassem-o em vez de “se o chamassem”.
Com referência à redação de expedientes, julgue a asso-
ciação entre documento, finalidade e fecho proposta em cada
um dos itens seguintes.
22. documento: requerimento
finalidade: solicitação, de particular a autoridade, de algo a
que o autor julga ter direito
fecho: Nestes termos, pede deferimento.
23. documento: ata
finalidade: registro resumido e objetivo das decisões de reu-
niões e assembleias em geral
fecho: Nada mais havendo a tratar na reunião do dia quatro
de fevereiro de mil novecentos e noventa e nove, foram en-
cerrados os trabalhos e eu, Fulano de Tal, lavrei a presente
ata, que, lida e aprovada, foi assinada pelos presentes.
SGA MÉDIO – CESPE 2004
Considerando os princípios de redação de expedientes,
julgue os itens a seguir.
24. Com a finalidade de padronização, à redação de comunica-
ções oficiais foram incorporados procedimentos rotineiros
ao longo do tempo, como as formas de tratamento e de cor-
tesia e a estrutura dos expedientes.
25. O tratamento que deve ser dado aos assuntos que constam
das comunicações oficiais deve ser impessoal; todavia, são
estimuladas as impressões individuais de quem comunica.
26. Os expedientes oficiais cuja finalidade precípua é informar com
clareza e objetividade, empregando a linguagem adequada,
têm caráter normativo, estabelecem regras para a conduta dos
cidadãos ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos.
27. A concisão, sinônimo de prolixidade, é uma qualidade de
qualquer texto técnico e uma característica do texto oficial,
que exige do redator essencialmente conhecimento do as-
sunto sobre que escreve, uma vez que raramente há tempo
disponível para revisar o texto.
28. O domínio da redação de expedientes oficiais é aperfeiçoado
em decorrência da experiência profissional; muitas vezes a
prática constante faz que o assunto se torne de conhecimento
generalizado.
Com relação a elementos estruturais de expedientes e
textos normativos oficiais, julgue os itens subsequentes.
29. O pronome de tratamento Vossa Excelência é empregado,
no Poder Judiciário, para ministro de tribunal superior,
membros do júri em tribunais populares, auditores e juízes.
30. A forma Digníssimo (DD. foi abolida no tratamento às
autoridades, porque dignidade é pressuposto para que se
ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua
repetida evocação em expedientes oficiais.
31. O fecho de comunicação Atenciosamente é empregado para
autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior à
do remetente.
32. Com referência à identificação do signatário, as comunica-
ções oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade
que as expede, abaixo do local de sua assinatura, inclusive
quando a autoridade for o governador ou o presidente da
República.
33. Em texto normativo, os artigos são a unidade básica para apre-
sentação, divisão ou agrupamento de assuntos; os parágrafos
são disposições secundárias de um capítulo, as quais explicam
ou modificam a disposição principal, expressa no caput.
19
R e d a ç ã o O f i c i a l
TJDFT OFICIAL DE JUSTIÇA – CESPE 2003
34. Assinale a opção cujo fragmento obedece às exigências
de correção gramatical, impessoalidade e objetividade,
próprias da redação de documentos oficiais.
a. São passíveis de penhora o numerário pertencente à
associação, ainda que em tal valor se insira o paga-
mento de salários de seus empregados. Na realidade,
a vedação legal de constrição atinge somente os salá-
rios efetivamente recebidos.
b. Adicional noturno e horas extras não são abrangi-
dos pelo conceito de remuneração, logo, não pode
sobre os mesmos incidir a contribuição previden-
ciária, segundo entendimento embasado na Lei n.º
8.112/1990.
c. Inexistindo, nos autos, provas concludentes no senti-
do de descaracterizar a atuação de um dos acusados,
mero empregado de imobiliária, que agiu mediante
ordens de seu preposto, mantêm-se a absolvição de-
cretada, eis que ausente a intenção de lesar o bem
jurídico tutelado.
d. Deve ser anulado o julgamento do tribunal do júri, no
qual a formulação dos quesitos se deu de forma com-
plexa, violando o procedimento normatizado, cujo
determina que os quais quesitos deverão ser feitos
em proposições simples e bem distintas.
e. Cuidando-se de empresa pública, a penhora dos va-
lores existentes em sua conta-corrente poderá oca-
sioná-la danos de difícil reparação, inviabilizando a
adimplência de compromissos assumidos, inclusive o
pagamento de salários de funcionários.
Opções adaptadas do Informativo de Jurisprudên-
cia n.º 46, 1.º-15/abril/2003.
CER-RR – CESPE 2004
A respeito da redação de expedientes, julgue os itens abaixo.
35. Considere que um funcionário da CER seja responsável
pelas atas referentes a reuniões administrativas do departa-
mento em que está lotado. Nessa situação, é correto afirmar
que o funcionário, no momento de lavrar as atas, deve cui-
dar para que elas relatem os fatos ocorridos nas respectivas
reuniões, de forma resumida e objetiva, e não contenham
rasuras, borrões nem linhas em branco.
36. A redação de expediente diz respeito à elaboração de diver-
sos tipos de documentos que são escritos no ambiente de
trabalho, sejam eles, por exemplo, requerimentos, declara-
ções, cartas pessoais ou ofícios.
37. O relatório é um documento que apresenta relato minucio-
so de determinada situação que exige investigação, análise
ou descrição. No fecho desse tipo de expediente é correto
o emprego da expressão Nestes termos, pede deferimento,
uma vez que o relatório também pode conter recomenda-
ções de medidas cabíveis para solucionar eventuais proble-
mas mencionados.
38. Em determinada organização, um funcionário do departa-
mento de manutenção precisa redigir um memorando ende-
reçado ao chefe do departamento de compras, solicitando a
aquisição de material de limpeza. Nessa situação, o docu-
mento estará adequadamente redigido se for assinado pelo
chefe do departamento de manutenção e contiver um dos
seguintes fechos:
Atenciosamente, Humildemente, Cordialmente, Respei-
tosamente.
39. Considere o seguinte trecho, de um documento hipotético.

Fulana de Tal, brasileira, casada, residente na Rua das Rosas,
s/n.º, portadora de CI n.º 232.323-XX e CPF 333.333.333-33,
funcionária pública do estado de Roraima, solicita, na forma
da lei, promoção funcional por ter completado curso supe-
rior, conforme diploma em anexo.
Nessa situação, é correto inferir que o documento em ques-
tão é um requerimento.
MDS MÉDIO – CESPE 2006

Considere que, em uma repartição pública, o chefe de
departamento tenha recebido o documento a seguir, do
qual as partes (1) e (2) foram ocultadas.
(1) _________ n.º 10 /2006-DNZ
Brasília, 30 de março de 2006.
Senhor Fulano de Tal:
Apresento a V.S.
a
o servidor José das Quantas, matrícula
n.º 303, ocupante do cargo de Secretário do Quadro de Pessoal
Permanente deste Ministério, que passará a ter exercício nesse
Departamento, a partir do dia 1.º do próximo mês.
Cordialmente,
(2) _____________________
Julgue os itens a seguir, a respeito da situação apresenta-
da e da correspondência oficial.
40. O texto continuará correto se a vírgula colocada logo após
“Departamento” for retirada.
41. O espaço marcado com (1) deve ser ocupado com o vocábulo
Atestado.
42. O espaço (2) deve ser preenchido com cargo e assinatura do
expedidor do documento.
43. Dada a natureza do documento, a data pode ser omitida.
44. Seria inadequado se, em vez da invocação “Senhor Fulano
de Tal”, tivesse sido escrito Exmo. Sr. Fulano de Tal.
MDS MÉDIO – CESPE 2006
Com referência a especificidades de documentos de roti-
na, indispensáveis no desenvolvimento das atividades essenciais
no dia-a-dia da administração, julgue os próximos itens.
45. O e-mail é uma mensagem breve transmitida por código de
sinais. É um meio de comunicação rápido, utilizado para
mensagens breves e urgentes.
46. A carta comercial ou memorando é um instrumento de
comunicação utilizada dentro da própria instituição, entre
os seus vários departamentos.
47. O fax, ou fac-símile, é um meio de transmissão de
documentos por linha telefônica.
48. O manual de procedimentos administrativos deve ser
preparado e revisado pelo departamento de procedimentos e
métodos, ou controles internos ou até pela auditoria interna
da instituição. Ele contém instruções para a execução das
rotinas administrativas e operacionais da instituição.
20
R o n a l d o S i l v a
49. O aparte é uma declaração expedida por autoridade,
informando algum fato de que se tem conhecimento sobre
alguém, e de interesse de outrem. Um aparte médico, um
aparte de escolaridade são exemplos mais comuns. O aparte
deve ser emitido em papel impresso da repartição pública,
ou do profissional, identificando, neste caso, o registro de
exercício da profissão.
GABARITO COMENTADO
1. ERRADO. Em primeiro lugar, não existem grandes
semelhanças entre o requerimento e o ofício. Este segue
o padrão ofício, enquanto aquele, não. Além disso, a
estrutura mostrada pode ser usada para o requerimento,
mas não é estrutura do ofício.
2. CERTO. O item cobra elementos gramaticais vinculados
à redação oficial, não existe qualquer erro gramatical.
Atenção especial deve ser dada à concordância de “sejam
determinados”, está certa, “certa não, certíssima”, pois
o verbo está concordando com o seu sujeito composto
por dois núcleos – expedição e fornecimento – e está
no masculino singular para seguir a regra de prioridade
da língua portuguesa – concordância com dois termos
de gêneros diferentes: deve-se concordar no plural
masculino.
3. ERRADO. As normas de redação oficial, no geral, não
prescrevem que se escreva em CAIXA ALTA, à exceção
de PARTES, LIVROS, TÍTULOS E CAPÍTULOS de
leis, os quais a Lei Complementar 13 manda que assim
sejam.
4. CERTO. Muito cuidado com os enunciados dos itens.
A numeração das alegações atende sim às normas de
redação de correspondências oficiais, pois uma norma
extremamente rígida existe para a numeração dos
parágrafos, não para a numeração de alegações, estas
podem ser de qualquer jeito. A numeração dos parágrafos
é que deve ser com numerais arábicos cardinais com ponto
alinhados à margem esquerda.
5. CERTO. Não existe norma de redação oficial que indique
o emprego de A/C. Não existe essa norma no Manual de
Redação Oficial da Presidência da República, não existe no
Manual de Redação Oficial da Câmara dos Deputados nem
nos outros manuais de redação.
6. ERRADO. O item começa certo ao dizer que o correio
eletrônico possui flexibilidade, porém peca ao dizer que
não há exigência de impessoalidade ou emprego do padrão
culto da linguagem. Estes dois princípios da redação
oficial norteiam todas as comunicações oficiais, inclusive
o correio eletrônico.
7. CERTO. O item cobra apenas gramática e não existe
qualquer erro de concordância, regência, crase, pontuação
ou outros erros.
8. ERRADO. Em primeiro lugar, o emprego do pronome
relativo “cujo” com artigo está errado, não se põe artigo
com o pronome relativo “cujo”, outro erro se encontra no
plural do adjetivo composto “políticos-sociais”, o certo é
político-sociais, só o último elemento no plural.
9. ERRADO. Já que o pronome relativo “que” é o sujeito da
forma verbal “trata”, não se pode usar um “se”, pois este
funcionaria como índice de indeterminação do sujeito.
Além disso, existem dois erros anteriores: a vírgula antes
de à Vossa Excelência e a crase nesse mesmo sintagma.
10. ERRADO. A conjunção que atrai o pronome átono,
este deve estar em próclise – antes do verbo. Outro erro
é a concordância de “encontra-se” com o seu sujeito “os
procedimentos atinentes ao processo a que V.Sa. referiu-
se”, deveria ter sido grafado encontram-se.
11. ERRADO. O texto não fere nenhum princípio da reda-
ção oficial, é um texto até um pouco denso, mas segue
sim os princípios da redação oficial.
12. CERTO. Apesar de outros manuais indicarem outros
cargos, esses são os contemplados precipuamente.
13. ERRADO. O memorando serve para comunicações en-
tre unidades administrativas de mesmo órgão.
14. ERRADO. Os fechos respeitosamente e atenciosamente
são usados com base na hierarquia do remetente e destina-
tário. Além disso, vossa prestimosa é expressão inadequa-
da, fere o princípio da norma culta – deve-se usar 3ª pessoa
– e da impessoalidade.
15. ERRADO. Já que o documento é o ofício, como se de-
preende do enunciado acima do item, o redator do docu-
mento não assina, apenas o chefe.
16. CERTO. Todos os promotores e procuradores do Minis-
tério Público são assim tratados e o Procurador-Geral da
República não só é um Procurador como é o chefe dos
procuradores.
17. ERRADO. O texto fere gravemente o princípio da im-
pessoalidade, da concisão e até da norma culta ao come-
çar com um gerundismo.
18. ERRADO. O certo seria um memorando e o relatório –
relato – anexo.
19. CERTO. Apesar de alguns recursos, a banca considerou
que mantém as mesmas ideias do texto original.
20. ERRADO. O trecho “tinha dois carros” não atende à
norma culta por utilizar o verbo ter em uma estrutura
linguística coloquial.
21. ERRADO. “Se caso chamassem-o” possui pelo menos
3 erros. Duas conjunções de mesmo tipo, colocação pro-
nominal errada e ausência da nasalização do pronome
– chamassem-no.
22. CERTO. Cumpre fielmente ao determinado para o re-
querimento.
23. ANULADA.
24. CERTO. Apesar dos recursos sobre formas de cortesia, a
banca considerou que os fechos são as formas de cortesia.
25. ERRADO. Até existem impressões individuais como as
assinaturas, mas dizer que são estimuladas é realmente
um erro.
26. CERTO. O examinador copiou o que está escrito no
Manual de Redação Oficial da Presidência da República
na página 5, então não há mais o que se dizer. Está “Cer-
tíssimo”.
27. ERRADO. Dois erros. Em primeiro lugar, concisão é
antônimo de prolixidade. Em seguida, não se pode es-
quecer de que todo texto carece de uma revisão.
28. ERRADO. Não existe essa norma em manual alguma,
prática nem sempre dá grande conhecimento sobre o as-
sunto, principalmente não generaliza o assunto.
29. ERRADO. Já que o texto fala de Poder Judiciário, os
auditores – da Justiça Militar – são tratados de Vossa Ex-
celência sim, mas os membros do júri em tribunais popu-
21
R e d a ç ã o O f i c i a l
lares são “pessoas do povo, sem conhecimento jurídico
necessário para tratar de crimes dolosos contra a vida”.
Estes são tratados de Vossa Senhoria.
30. CERTO. Só cópia do Manual de Redação Oficial da
Presidência da República.
31. CERTO. Só cópia do Manual de Redação Oficial da
Presidência da República.
32. ERRADO. Após o recurso, a banca acatou nossa opi-
nião sobre o item. Diz o Manual de Redação Oficial da
Presidência da República que o Presidente da República
não precisa ser identificado.
33. ERRADO. De acordo com as leis que tratam da forma-
tação dos textos legislativos, os parágrafos são disposi-
ções secundárias de um artigo. Disposição secundária
de um capítulo são as seções.
34. RESPOSTA LETRA B.
ERRADAS COM AS CORREÇÕES:
A. É passível de penhora o numerário...
C. ...mantém-se a absolvição...
D. ...o qual determina que os quesitos sejam feitos
em proposições simples...
E. ...poderá ocasionar a ela danos de difícil reparação...
35. CERTO. Essa é a estrutura tradicional das atas.
36. ERRADO. Cartas pessoais não são documentos oficiais.
37. ERRADO. O fecho é do requerimento, não do relatório.
38. ERRADO. Humildemente e Cordialmente não são
fechos previstos no Manual de Redação Oficial da
Presidência da República.
39. CERTO. Certíssimo. Estrutura perfeita para o
requerimento.
40. CERTO. A vírgula antes do adjunto adverbial em posição
normal é facultativa, deve ser usada para destaque desse
sintagma.
41. ERRADO. O documento é um memorando.
42. CERTO. Parte também chamada de identificação do
signatário.
43. ERRADO. O local sim, a data de forma alguma.
44. CERTO. O vocativo Excelentíssimo é utilizado, em
especial, para chefes de poderes.
45. CERTO. É o conceito básico do e-mail.
46. CERTO. É documento interno.
47. CERTO. É uma das formas de transmissão dos documentos
oficiais.
48. CERTO. É um tipo de manual produzido no próprio órgão
para orientar seus servidores a respeito de vários atos da
instituição.
49. CERTO. É o conceito tradicional de aparte.
22
R o n a l d o S i l v a

Nestes termos aguarda deferimento (ou expressões correlatas sem exageros) Fecho da ata: Nada mais havendo a tratar na reunião do dia X, encerrou-se a presente sessão e eu, Fulano de Tal, lavrei a presente ata que vai assinada por mim, pelo senhor Presidente e pelos demais diretores. Fecho do parecer: É o parecer. Sub censura (obrigatoriamente em itálico por ser expressão em latim). Sob censura c. Conforme o Manual de Redação Oficial da Presidência da República, página 18, a forma Doutor é título acadêmico, mas, por uma questão de tradição, é comum usá-la em referência aos bacharéis, em especial os bacharéis em Direito e Medicina – por esse texto, então, entende-se que todos os bacharéis podem ser designados como Doutor; d. Ilustríssimo e Digníssimo são formas abolidas no tratamento à redação oficial, pois se pressupõe que o servidor público é pessoa digna do cargo até que se prove o contrário (consonância com o Manual de Redação Oficial da Presidência da República, p. 10); e. O vocativo Excelentíssimo deve ser usado apenas para os chefes dos três Poderes Federais – Presidente da República, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal – como consta da página 10 do Manual de Redação Oficial da Presidência da República. Como se depreende deste trecho ipsis literis: “As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: Senhor Senador, Senhor Juiz, Senhor Ministro, Senhor Governador,”

CLAREZA O texto oficial deve prezar, sim, pela clareza, mas urge lembrar que a clareza não tem qualquer valor absoluto, mas sim relativo: o texto entre juízes pode não ser claro para um linguista bem como um texto técnico em exposição de tese de mestrado sobre a teoria GERATIVA DA LINGUAGEM pode não ser, e provavelmente não será, tão clara para um juiz. Uso de expressões como Habeas Corpus, Mandado de Injunção, Erga Omnes, Ad hoc não são incorretas em um comunicado de um desembargador para um Ministro do STF, mas o serão se forem direcionadas ao presidente de uma Agência do Executivo, por exemplo. Expressões como Diacronia, Sincronia, Langue, Parole, Sintagma, Paradigma, Apossínclise e Sinérese podem pecar em clareza se forem direcionadas a um deputado, mas com certeza não o serão se forem direcionadas a professores de língua portuguesa, pois na Linguística esses termos são assaz comuns. Ou seja, a clareza na verdade não é nada mais do que o entendimento da pessoa que envia e principalmente da pessoa que recebe o texto. Pode conter termos técnicos sem exageros. CONCISÃO Um texto conciso é um texto enxuto, sem nenhuma informação desnecessária, é o contrário do texto prolixo, redundante, pleonástico. Um exemplo tradicional de texto prolixo em redação oficial é o que temos observado em vários ofícios oriundos do serviço público, até do mais alto escalão do governo; por exemplo, iniciar o ofício usando expressões do tipo Venho por meio deste é marca de redundância, pois, por acaso, não se sabe que vem por meio do ofício informar certas coisas, será que iria mandar o ofício para quê? Em vez, então, de escrever Venho por meio deste informar é melhor usar Informo, em vez de Venho por meio deste solicitar diga Solicito. OBJETIVIDADE Objetividade no documento oficial é a união de concisão – ir direto ao assunto sem a marca da prolixidade, – ausência de marcas identificadoras da subjetividade – uso exagerado de figuras de linguagem, por exemplo – e a finalidade do documento. Sobre a finalidade do documento, as provas podem cobrar – e já estão cobrando – a diferença de objetivo entre um texto e outro. Por exemplo, o ofício serve para comunicações externas que tratem de assuntos gerais da Administração, o memorando trata de comunicações internas também sobre assuntos gerais da Administração, já o requerimento é uma solicitação do particular ao órgão público e a apostila é um documento para retificação, ratificação ou rerratificação de dados relativos ao servidor.

Manual de Redação Oficial da Presidência da República, página 10.

COESÃO Ligação entre as ideias contidas no texto da redação oficial, princípio de qualquer texto, inclusive do texto constante em documentos oficiais. Mais explicações de coesão são apresentadas na parte de interpretação de textos. COERÊNCIA É a lógica do texto oficial, relação de ideias entre os parágrafos e relação lógica entre a finalidade do servidor público ou não e os diversos tipos de comunicações oficiais. Mais explicações são apresentadas na parte de interpretação de textos. 2

R

o n a l d o

S

i l v a

deve ser usado para as seguintes autoridades: Presidente da República. como uniformidade. o aviso e o memorando. pode-se adotar uma diagramação única. considerou o item certo por se referir à formalidade como estrutura do documento”. harmonia. Apesar de este texto ser extremamente claro. Brasília. pela Presidente da Comissão. a Exposição de Motivos – por já ter sido cobrada em provas como parte do padrão ofício e ter o item dado como resposta correta e a circular por poder ser chamada de Memorando-Circular. na cidade de Belo Horizonte. não como padrão culto ou impessoalidade. mas percebemos que as bancas têm considerados apenas os nove citados anteriormente – Impessoalidade. apresentadas em anexo da presente ata. todos os textos oficiais devem utilizar a gramática normativa como linguagem adequada. Com o fito de uniformizá-los. nas dependências do CEDEPLAR. como regra. ______________________. que. o Conselho Fiscal e o Conselho Consultivo. Fictício José da Silva Mélvio Administrador de Brasília ATA DA REUNIÃO DA COMISSÃO ELEITORAL DA ABEP . sendo que a apresentação. O outro membro da Comissão – Guaraci Adeodato Alves de Souza – não pode comparecer por motivo de compromissos profissionais assumidos anteriormente. a Comissão Eleitoral da ABEP. Concisão. A cédula de votação. Assinaturas: Obs. No tocante a eleição para a Diretoria. II – o referido Alvará tem validade de um ano a contar desta data. escritos.). apesar da grande divergência sobre o assunto. e. Vejamos o que nos diz esse manual: “Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício. como exigem as normas do Direito que demonstram que os atos administrativos devem ser. ALVARÁ Nº 1/2006 O Administrador de Brasília. se for aprovada. Foi ainda redigida uma carta aos associados para o voto postal. Veja como são diferentes em referência à Padronização os exemplos abaixo conforme a estrutura do documento (data. Pelo menos. Presidente do Congresso Nacional. chamada de Padrão Ofício.: Alguns teóricos e manuais ainda veem outros princípios para a redação oficial. 3 R e d a ç ã o O f i c i a l . Belo Horizonte. impessoalidade e estrutura do documento (também chamada de Padronização). Fictício José da Silva Mélvio. Nada mais havendo a tratar. seguem uma formatação comum. para proceder à apuração das candidaturas recebidas para a Diretoria. 832 sala 816. mas o texto “possuía um erro gramatical de ortografia. com a presença dos seguintes membros: Ignez Helena Oliva Perpétuo (Presidente). PadrãoCulto. conforme nos apresenta o Manual de Redação Oficial da Presidência da República.FORMALIDADE É a união de padrão culto. e para definir a composição das cédulas eleitorais. Maria do Carmo Fonseca. para o biênio 2005-2006. PADRONIZAÇÃO É a estrutura dos documentos oficiais. Coerência. nesta cédula. Presidente do Supremo Tribunal Federal. para conhecimento e revisão. a Presidente agradeceu a presença de todos. vamos incluir mais dois documentos no padrão ofício. realizado pela Comissão Eleitoral. esta Comissão recebeu a inscrição de 1 (uma) chapa completa. sito à Rua Curitiba. na presença da associada Paula Miranda-Ribeiro. reuniu-se. a carta aos associados e uma versão preliminar da presente ata foram então encaminhados por e-mail para o membro ausente da Comissão Guaraci Adeodato Alves de Souza. desde o tipo de letra – Times New Roman – até o local correto da data nos pareceres – abaixo do texto. Fulano de Tal. 10 de janeiro de 2006. Após proceder ao levantamento das candidaturas recebidas por correspondência. MG. página 11. às onze horas. será assinada por todos os membros presentes à reunião. das candidaturas ao Conselho Consultivo e do Conselho Fiscal foi ordenada por sorteio. Formalidade e Padronização. Após o recebimento de sua resposta foram elaboradas as versões finais. São muitos aspectos. dando por encerrada a reunião e lavrou a presente ata. mesmo assim. separação dos parágrafos. Além de nos lembrarmos à luz do Direito Administrativo que a formalidade se refere ao fato de os documentos oficiais serem escritos. Padrão Culto Obviamente. uma instituição que faz concursos públicos já cobrou na prova que determinado texto respeitava os requisitos formais de acordo com a modalidade do documento. que na cédula de votação foi identificada por CHAPA 1. O CHAMADO PADRÃO OFÍCIO Alguns documentos. secretário da reunião. Coesão. Presidente do Senado Federal e Presidente da Câmara dos Deputados. Alguns elementos vinculados ao Padrão Ofício: 1) O vocativo Excelentíssimo. foi elaborada a cédula de votação. Muito cuidado. Eu. precisão. Objetividade. INDICAMOS AOS NOSSOS ALUNOS NÃO MARCAR ERRADO EM PROVA UM ITEM QUE DIGA QUE PRECISÃO OU HARMONIA É UM PRINCÍPIO DA REDAÇÃO OFICIAL. essa tem sido a cobrança até agora. Clareza. assinatura do escrivão etc. que siga o que chamamos de padrão ofício” Manual de Redação Oficial da Presidência da República. em sessão pública. 3 de janeiro de 2006.ELEIÇÃO 2004 (com adaptações) Aos dois dias do mês de janeiro de dois mil e seis. resolve: I – conceder alvará de funcionamento à empresa Demétrius Fontella Ronaldo para exercer todos os trabalhos relativos a educação e cultura nesta cidade.

Maj. – usados de Prefeito e Vereador para cima até Presidente da República – chefes de poderes não podem ter o pronome abreviado. 11 nas citações e 10 nas notas de rodapé. sabemos à luz do Direito Constitucional que o Presidente da Câmara e o Presidente do Senado são cargos de igualdade hierárquica já que o Poder Legislativo é bicameral.Sa. mas vamos preferir utilizar Meritíssimo Senhor Juiz ou só Senhor Juiz. 2) Vossa Senhoria – V. para tornar seu estudo mais eficiente. como o Manual de Redação Oficial do TCDF. ou para a realização de uma atividade dependente do policiamento administrativo”. 1) ALVARÁ Como conceitua o mestre Hely Lopes Meirelles em Direito Administrativo Brasileiro. 14) A identificação do signatário deve estar a 2. apesar de não ser. 2) As margens devem ser: esquerda = 3. 3) Local e data – centralizados.5 cm da margem esquerda. 11) Vossa Alteza – V. transportar elementos tóxicos. pode-se usar a fonte Symbol ou Wingdings no caso de símbolos não existentes na fonte Times. – bispos e arcebispos.S. 10) Vossa Majestades – V. “Alvará é o instrumento da licença ou da autorização para o exercício de um direito. CRM etc. as concessões para os transportes alternativos etc. para a prática de um ato. a despeito do que nos afirma diretamente o Manual de Redação Oficial da Presidência da República. – príncipes. 4) Vossa Onipotência – Deus. 4) Assinatura – nome e cargo abaixo do espaço para a assinatura. 5) Vossa Santidade – V. 4) A identificação do expediente (nome do ofício. – Reitores de universidades. 3) Vossa Magnificência – V. R o n a l d o S i l v a . 13) Os únicos fechos existentes em comunicações oficiais que seguem o padrão ofício são: Atenciosamente (autoridades de mesma hierarquia ou inferiores) e Respeitosamente (autoridades de hierarquia superior) e devem estar a 1 cm do texto. Os documentos mais cobrados em provas do CESPE são o ofício. 10) A fonte é de cor preta. memorando. a ata e o memorando. Estrutura 1) Título – centralizado. A respeito de usar Excelentíssimo para juiz. portar armas. 11) O papel deve ser branco com folha A4 (297X210 mm). aqui reside um problema ainda maior. sem exageros. assim nós teremos de usar. Cores devem ser usadas apenas em gráficos. obviamente. – cardeais.A.5 cm. 6) O local e a data ocorrem na mesma linha ou 1 espaço abaixo da identificação do expediente e alinhados à margem direita. – papa.Exa. e sobre usar-se Excelentíssimo para Presidente da Câmara dos Deputados. 2) Texto. aviso etc. desenhos ou fotos. proibido. deve utilizar-se o vocativo Excelentíssimo para Presidente do Senado Federal porque um exemplo do mesmo manual expõe Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal.Ema. – padres e religiosos em geral. os alvarás de funcionamento. 8) O tamanho da fonte é 12 para o texto em geral. PRINCIPAIS COMUNICAÇÕES OFICIAIS Alguns documentos foram omitidos por terem caído muito pouco em provas. itálico e sublinhado devem ser postos quando ser necessita realmente ressaltar aspectos importantes do texto.5cm – no mínimo a superior e a inferior e exatamente a direita. por extenso.5 cm do fecho e o Presidente da República não precisa ser identificado – isso significa que o nome dele não tem obrigatoriedade de constar. – abaixo de Prefeito e Vereador a pessoas do povo. 12) O texto deve ser justificado. página 26. 7) O texto é escrito em fonte TIMES NEW ROMAN. 5) O parágrafo tem espaçamento de 2. 8) Vossa Paternidade – Superiores de ordens religiosas.Rev. – reis e imperadores. 6) Vossa Eminência – V.) deve figurar a 5 cm da borda superior do papel. Revma. 7) Vossa Excelência Reverendíssima – V.Exa. em caixa alta com número e data (ano pelo menos). queremos destacar que. Dividem-se em Alvará de Licença – tem caráter definitivo – e Alvará de Autorização – não tem caráter definitivo e pode ser revogado a qualquer momento. 3) A partir da segunda página. adotamos essa norma porque o próprio Manual de Redação Oficial da Câmara dos Deputados assim determina e. 9) Vossa Reverência – V.A respeito das duas últimas autoridades. a margem superior deve ser de 3. as bancas não têm perguntado sobre o caso. Pois os manuais não nos mandam usar Excelentíssimo para juiz – com exceção de poucos manuais. as carteiras dos conselhos de classe – OAB. 4 Pronomes de Tratamento 1) Vossa Excelência – V. São alvarás as licenças para dirigir.Maga. 9) Negrito. –.0 cm – exatamente – e demais margens = 1. duques e arquiduques.

realizado pela Comissão Eleitoral. número de ordem e nome da entidade. apresentadas em anexo da presente ata. Exemplo: ATA DA REUNIÃO DA COMISSÃO ELEITORAL DA ABEP . Não pode ser separada em parágrafos – veja que parágrafos está no plural. É tipo de Apostila a averbação de divórcios feitas no verso das certidões de casamento e. aí o escrivão assina junto com os demais signatários).ELEIÇÃO 2008 (com adaptações) Aos dois dias do mês de janeiro de dois mil e seis.. a carta aos associados e uma versão preliminar da presente ata foram então encaminhados por e-mail para o membro ausente da Comissão Guaraci Adeodato Alves de Souza. departamento ou comissão. para conhecimento e revisão. 10 de abril de 2008. Brasília. deve ser corrigido antes de imprimir. e não como se encontra na Seção III do Diário Oficial desta cidade. seção. encerrou-se a presente sessão e eu. Pode ser lavrada em livro próprio – Livro Ata – ou impresso e arquivado na Diretoria que requereu a reunião no arquivo de atas. Brasília. das candidaturas ao Conselho Consultivo e do Conselho Fiscal foi ordenada por sorteio. (espaço para a assinatura ou sem ele. foi elaborada a cédula de votação. leia-se . A APOSTILA SERVE PARA PROGRESSÃO FUNCIONAL. assim como ocorre com o arquivo de ofícios. deve-se corrigir com a expressão em tempo.. Estrutura 1) Título – ATA. resolve: I – conceder alvará de funcionamento à empresa Izídio de Sousa para exercer todos os trabalhos relativos a educação e cultura nesta cidade. sendo que a apresentação. Local e data. Para se completar a última linha. para o biênio 2005-2006. b) se o erro for constatado após algumas linhas. Ronaldo Silva Administrador de Brasília 2) APOSTILA Texto para a retificação. Maria do Carmo Fonseca. a Comissão Eleitoral da ABEP. onde se lê . ratificação ou rerratificação de dados relativos ao servidor.. pode-se – facultativamente – escrever “X” até o final – XXXXXXXXX. o Conselho Fiscal e o Conselho Consultivo. Nada mais havendo a tratar. esta Comissão recebeu a inscrição de 1 (uma) chapa completa. II – o referido Alvará tem validade de um ano a contar desta data. que na cédula de votação foi identificada por CHAPA 1. antes do fecho. for feito no computador. 2) Texto – com o primeiro espaço do parágrafo ou sem ele. com a presença dos seguintes membros: Ignez Helena Oliva Perpétuo (Presidente). Fulano de Tal. pois o primeiro espaço do parágrafo pode existir ou não – nem conter rasuras. e para definir a composição das cédulas eleitorais.Exemplo: ALVARÁ Nº 1 de 10 de abril de 2008. É o aditamento de informações sobre um título ou documento para o alterar a fim de que se evite a expedição de novo título ou documento.. Após o recebimento de sua resposta foram elaboradas as versões finais. Texto. . Estrutura 1) 2) 3) 4) Título – em maiúsculas e centralizado. Ronaldo Silva. já se o documento for escrito à mão no Livro Ata. às onze horas. na cidade de Belo Horizonte. por exemplo. nesta cédula. no final aparece o fecho Nada mais havendo a tratar. Se o documento R e d a ç ã o O f i c i a l . CUIDADO: VOCÊ SERÁ NOMEADO PARA O SERVIÇO PÚBLICO POR MEIO DE UMA PORTARIA DE NOMEAÇÃO. principalmente. Assinatura – nome e cargo. deve-se corrigir com a expressão digo entre vírgulas com a escrita correta em seguida.. identificando até a linha da ocorrência do erro. pela Presidente da Comissão. Foi ainda redigida uma carta aos associados para o voto postal. reuniu-se. O Administrador de Brasília. a Presidente agradeceu a presença de to5 Exemplo: APOSTILA O nome correto do servidor Fulano de Tal Tal da Silva é Fulano de Tal da Silva. nas dependências do CEDEPLAR. lavrei a presente ata que. A cédula de votação. No tocante a eleição para a Diretoria. 10 de abril de 2008. lida e aprovada. Ronaldo Silva Diretor-Geral do Departamento de Civilidade e Cidadania 3) ATA Resumo de reunião ou assembleias em geral. em sessão pública. na presença da associada Paula Miranda-Ribeiro. os erros que porventura existam devem assim ser corrigidos: a) se o erro for constatado exatamente após escrito. c) se o erro for constatado após a feitura da ata ou após várias atas. O outro membro da Comissão – Guaraci Adeodato Alves de Souza – não pode comparecer por motivo de compromissos profissionais assumidos anteriormente. Após proceder ao levantamento das candidaturas recebidas por correspondência. será assinada por mim e pelos presentes – com poucas variações. para proceder à apuração das candidaturas recebidas para a Diretoria. as Apostilas para progressão funcional – quando o servidor passa de um padrão a outro. deve-se construir uma Ata Retificadora ou corrigir-se o erro na ata seguinte. 832 sala 816. MG. sito à Rua Curitiba.

Estrutura 1) 2) 3) 4) Título centralizado. Local e data por extenso. será assinada por todos os membros presentes à reunião.dos. Não se refere à certificação de existência ou inexistência de dívidas com o erário nem com a Justiça. Belo Horizonte. esse documento será a CERTIDÃO. ______________________. que é emitido a certas empresas para que participem de processo licitatório de que necessite desse documento. É geralmente passageiro. Exemplo: ATESTADO Atesto para os devidos fins junto que o senhor Tício Izídio de Sousa se encontra em ótimo estado de saúde após avaliação clínica e exames complementares. Eu. Texto. (Exemplo de Aviso com adaptações) 6 R o n a l d o S i l v a . dando por encerrada a reunião e lavrou a presente ata. Uma de suas modalidades é o Atestado de Capacidade Técnica. Por analogia. Os secretários de Estado também podem expedir este tipo de documento. se for aprovada.XXXXX Assinaturas: 4) ATESTADO É a comprovação de um fato ou situação de que tem conhecimento em razão do cargo que ocupa. que. Assinatura – nome e cargo centralizados abaixo do espaço para a assinatura. Fulano de Tal. 10 de abril de 2008. Brasília. Estrutura Mesma do ofício por ser documento que segue o padrão ofício. na lição de Hely Lopes Meirelles. os secretários de governos estaduais também podem emitir avisos. secretário da reunião. Ronaldo Silva Médico Clínico Geral 5) AVISO É o ofício entre Ministros de Estado ou atos em geral emanados por essas autoridades sobre assuntos afetos aos seus ministérios. 10 de janeiro de 2006.

assinalados com BK ou BIT na Tarifa Externa (TEC). bem como de ajustar os procedimentos relativos aos pleitos de redução aos compromissos do Brasil no âmbito do MERCOSUL. 8 . no uso de suas atribuições. 5) Local e data da expedição do ato. torna público que: 1 .Os catálogos originais que instruírem pedido de redução. com protocolo situado na Praça Pio X nº 54. 7 . O SECRETÁRIO DE COMÉRCIO EXTERIOR. desta Secretaria. Militar. telegrama ou semelhante. pág. Exemplo: Estrutura Em especial a mesma do Memorando. 4 . comumente é escrito na mesma estrutura do memorando.O requerimento deverá ser dirigido por intermédio das entidades de classe respectivas. ou na estrutura do exemplo abaixo. 23.htm# 7) CIRCULAR Texto direcionado a vários servidores para determinações de cunho geral.6) CERTIDÃO Documento para comprovação de fato ou situação que conste dos arquivos do serviço público. entre outros. contados da publicação da Circular. CEP 20091-040.O. pode-se existir a assinatura de quem a expediu. acompanhadas de catálogo original.A redução deverá ser requerida ao Departamento de Negociações Internacionais (DEINT). 6 . não produzidos na Região do MERCOSUL e assinalados na TEC com BK ou BIT. com o objetivo de racionalizar o processo de redução de alíquotas do imposto de importação sob a forma de “ex”.11. esclarecimentos de leis. 9 .U.Os interessados poderão ser informados sobre a situação de seus pedidos por intermédio das entidades de classe. neste caso a assinatura do chefe vem à esquerda de do escrivão ou redator à direita. Vai desde a Certidão de Nascimento à de Óbito.Os produtos cujos pedidos atendam aos requisitos deste ato serão objeto de Circulares desta Secretaria. informática ou de telecomunicações e suas partes e peças. desta Secretaria. É documento revestido de formalidades legais adequadas. 2) Preâmbulo. e é fornecido por autoridade competente. de 16 de janeiro de 1996. Pode ser chamada de Memorando-Circular e. deverão estar acompanhados de tradução para o vernáculo. Circular MICT nº 10 de 10 de abril de 2008. desde que não produzidos na Região do MERCOSUL. de acordo com o anexo desta Circular. de modo que se torne público o exame das reduções tarifárias pleiteadas.96. telex. de 07.No caso de pedido de redução para mais de um produto deverá ser apresentado requerimento separado para cada produto. para bens de capital. pois pode seguir o padrão ofício quando for chamada de MemorandoCircular.com.Fica revogada a Circular nº 3. dou fé. não se admitindo requerimento por meio de fax. DO COMÉRCIO E DO TURISMO. 4) Fecho – do que é verdade. decretos ou regulamentos. e nele protocolado. escrito do idioma português. 3 .Até 31 de dezembro de 1997 poderão ser reduzidas as alíquotas do imposto de importação relativas a bens de capital. Seção I. 6) Assinatura – além da assinatura do chefe. Estrutura 1) Título – muitas vezes já impresso em papel timbrado. 2º andar. assim. Estadual. 3) Texto. no original e em papel timbrado da empresa requerente. sala 201. 5 . cartoriomaceno. R e d a ç ã o O f i c i a l 7 . passando pelas Certidões Negativas expedidas pela Justiça Federal. Assinatura Publicada no D. que contenha especificações técnicas do produto impugnado. 2 . DO MINISTÉRIO DA INDUSTRIA. de informática ou de telecomunicações.br/Casamentos/ Registro. não escritos no idioma português. Cortes Costa. Rio de Janeiro-RJ. com vistas à apuração de existência ou não de produção regional.050 (com adaptações). Exemplo retirado do sítio http://www. Maurício E. bem como de comprovação de seu fornecimento.Manifestações sobre existência de produção regional serão recebidas e consideradas se apresentadas no prazo de 30 (trinta) dias.

que eventuais alterações nas normas internas do TJDFT. 3.2. (. pela Lei n. 15..3 (. determinação ou citação. Torna público. de 08/09/98. Seção 1.) LEI DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS: Lei n. a condução das diligências. 5. de 10/11/99. Escrivão que proceda à expedição das intimações e do ofício. pela Lei n.5. atribuição à Polícia Federal para prosseguir nas investigações. determino ao Sr. 15. alterada pela Lei n. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS (TJDFT) CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS E PARA FORMAÇÃO DE CADASTRO DE RESERVA NOS CARGOS DE ANALISTA JUDICIÁRIO E DE TÉCNICO JUDICIÁRIO EDITAL N. de 14/05/91. publicada no DOU de 11/12/2003.º 8. de 10/11/99. pela Lei n.º 9.º 9.868. publicada no DOU de 13/01/92. posteriores à publicação do Edital n. Seção 1. alterada pela Lei n.º 8. embora tenha havido o tombamento nesta Delegacia. e do item 6 do tópico VII LEGISLAÇÃO ESPECIAL.699. de 26/12/95. referentes ao Edital n. 136/138. publicada no DOU de 15/05/91. publicada no DOU de 27/12/95. conforme redação a seguir especificada.º 1 – TJDFT. publicada no DOU de 13/01/92.) LEI DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS: Lei n.248. pela Lei n. e pela Lei n. cabendo à Polícia Civil tal incumbência. publicada no DOU de 27/12/95. Brasília. 2. de 10/01/92. constante do subitem 15. alíneas (raramente é assim) – ou na estrutura de tópicos. nesta data. conforme o requisitado no ofício nº 2538/97. Ronaldo Silva Delegado de Polícia 9) EDITAL Texto para a abertura de processo seletivo – concurso público – ou licitações em geral. constante dos subitens 15.º 2 – TJDFT.4. não serão consideradas. publicada no DOU de 15/05/91. Estrutura 1) Título centralizado e em caixa alta. faleceria. bem como a inclusão do item 6 no tópico II NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO. De ordem. DESPACHO 1. O acórdão de fls. Seção I.5.º 8. como Resoluções. DE 14 DE JANEIRO DE 2007 O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS (TJDFT) torna pública a retificação do tópico LEI DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS.801. Seção 1. contém aviso.37 do referido edital. dirimiu o conflito de competência suscitado a fls.185..º 9. e pela Lei n.º 9. também constantes do subitem 15.185. As determinações de cumprimento imediato nos inquéritos e processos são modalidades de Despachos. Assim sendo.. Todavia. nos conhecimentos específicos para o cargo 1. em face da manifestação da COR/SR/ DF e do despacho da chefia da DELEFAZ/SR/DF designando esta autoridade para prosseguimento das diligências. publicada no DOU de 11/11/99.º 8. via de consequência. nos termos do subitem 14. 3) Data. Demais disso.) Desembargador LÉCIO RESENDE DA SILVA Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios 8 R o n a l d o S i l v a . de 18 de dezembro de 2007. Seção I.2. declarando a competência da Justiça Comum Estadual para processar e julgar os delitos que por ventura venham a ser apurados nestes autos.248. de 08/09/98. 10 de abril de 2008.699.2. publicada no DOU de 11/11/99. de 18 de dezembro de 2007.º 10. 116 do STJ. publicada no DOU de 11/12/2003. publicada no DOU de 10/09/98.º 10.4 (. 4. Estrutura Pode ser escrito em forma de lei – artigos parágrafos. Seção 1.8) DESPACHO Determinações diretas do serviço em especial para o trâmite de documentos. assumo.. Seção 1. publicado no Diário Oficial da União.2.. 2) Texto.º 9. de 10/12/2003. este IPL tramita na 14ª Vara. de 14/05/91.801. ainda.3 e 15.º 1 – TJDFT. Seção 1. de 10/01/92.. de 26/12/95.2. Seção 1.407. pela Lei n. permanecendo inalterados os demais itens e subitens do referido edital. pela Lei n. publicada no DOU de 10/09/98. Provimento da Corregedoria e Regimento Interno. 4) Assinatura – nome e cargo. Seção 1. para os cargos 2 e 3.868.407.º 9.2. de 10/12/2003.

2.5 cm 3 cm O presidente George bush anunciou. inclusive o Brasil.10) EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS Texto dirigido ao Presidente da República para informá-lo de determinado assunto.5 cm Ronaldo silva Ministro das Relações Exteriores R e d a ç ã o O f i c i a l 9 . 10 de abril de 2008 5 cm Excelentíssimo Senhor Presidente da República 1. propor alguma medida ou submeter a sua consideração projeto de ato normativo. os Estados Unidos reaproximaram sua postura da maioria dos quarenta paises participantes do processo negociador. significativa mudança da posição norte-americana nas negociações que se realizam na Conferência de Desarmamento. É enviado pelo alto escalão do governo – ministros.) 1 cm Respeitosamente. Ao renunciar à convenção multilateral de prescrição total das armas químicas. Exemplo de Exposição de Motivos de caráter informativo (com adaptações) 5 cm EM n° 10/2008-MRE Brasília. Estrutura Mesma do ofício por poder integrar a estrutura do chamado padrão ofício.5 cm 1. em Genebrea de uma convenção multilateral de prescrição total das armas químicas. secretários nacionais ou equiparados. no último dia 13. abrindo possibilidades corretas de que o tratado venha a ser concluido e assinado em prazo de cerca de um ano (...

é um dos documentos oficiais mais cobrados em provas de concursos. É comunicação interna. não pode conter endereçamento já que é comunicação interna e na parte designada para local e data. O destinatário é mencionado pelo cargo que ocupa. Muito cuidado.11) MEMORANDO Comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão para tratar de assuntos gerais da administração. o local pode ser omitido. Exemplo de Memorando (com adaptações) 10 R o n a l d o S i l v a . Estrutura A mesma do ofício com as alterações já apresentadas no texto acima.

7) Texto. por costume e por serem considerados mais que servidores públicos – são Agentes Políticos – produzem. cargo e endereçamento. solicito os valiosos préstimos de Vossa Senhoria no sentido de designar Peritos Criminais Federais para realizarem perícia grafotécnica na nona alteração contratual da empresa AGÊNCIA XXXXXXXXXXXX DE TURISMO LTDA. devendo os Srs. número. como regra. 3) Local e data alinhados à margem direita. magistrados em geral. que também seguem anexos ao presente. 9) Identificação do Signatário. ofícios. Ronaldo Silva Delegado de Polícia R e d a ç ã o O f i c i a l 11 . nome. No interesse dos autos do IPL 000/00-DPF. 2) Identificação do expediente com nome. Peritos responderem aos seguintes quesitos: 01) Quais as características dos documentos submetidos a exames? 02) A assinatura aposta acima do nome de xxxxxxxxxxxxxxx. havendo suspeitas de que tal pessoa não exista. 3 de janeiro de 2006. empresas particulares ou os particulares. senão serão comunicações comerciais. A prática diz isso e as bancas têm aceitado essa regra. confrontando-a com os materiais gráficos fornecidos por xxxxxxxxxxxxx. Releva destacar que xxxxxxxxxxxxxxx não foi localizado. inclusive para que o aluno o produza – redação oficial discursiva.B/LDA/PR. xxxxxxxxxxxxxxxxx. 4) Identificação do destinatário com forma de tratamento. pertinentes e esclarecedores. xxxxxxxxxxxxxxxx. mesmo se dirigidos a magistrados do mesmo tribunal. 6) Assunto – obrigatório no correio eletrônico e em documentos bem longos. órgão expedidor e ano. cujo original a este acompanha. Quem pode ser oficiado: órgãos públicos em geral. Quem pode oficiar: órgãos públicos em geral ou empresas particulares. 5) Referência – obrigatório em ofícios para mero encaminhamento de documentos em que expediente oficial solicitou. A Sua Senhoria o Senhor Aggeu Lemos Bezerra Neto Chefe da SECRIM/SR/DPF/PR Curitiba/PR Senhor Chefe. 8) Fecho.12) OFÍCIO É atualmente o documento mais cobrado em provas de concursos. O documento enviado por estas só será oficial se for dirigido a órgãos públicos. partiu do punho escriturador de algum dos fornecedores dos materiais gráficos padrão que a este acompanham ? 03) xxxxxxxxxxxxxxx efetivamente assinou a nona alteração contratual da empresa em questão ? 04) Outros dados julgados úteis. constante no fi nal da nona alteração contratual da empresa em questão. Estrutura 1) Timbre. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ-DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL EM LONDRINA/PR Ofício nº 3/2006/Cart Londrina/PR. comunicação externa: porém. Atenciosamente. É comunicação utilizada entre unidades administrativas de órgãos diferentes.

o valor total exigiria uma ou outra modalidade e. em futuras aquisições. Sob Censura ou Sub Censura. 3.00.000. 6) Assinatura – nome e cargo. considerando a gravidade dos vícios detectados e a inexistência de dano ao erário. cada uma com valor inferior ao limite legal para contratação direta por dispensa de licitação. ser precedidas de licitação na modalidade de tomada de preços ou concorrência. 4) Fecho – É o parecer. informando ao Congresso Nacional eventual descumprimento da determinação.443/1992. a administração deveria ter promovido as licitações. 2. devem. caberia ao Tribunal determinar à entidade que adotasse medidas corretivas. verificou-se a aquisição de equipamentos de informática no valor total de R$ 500. propõe-se que as presentes contas sejam julgadas irregulares e que seja aplicada ao responsável multa fundada no art. De início.000. 12 R o n a l d o S i l v a .666/1993 estabelece que aquisições acima de R$ 80. que seja determinado ao ente público que. 3) Texto que constará: introdução (histórico).13) PARECER Texto técnico-científico sobre assunto posto à observação do analista. Na análise de tais contas. em regra. Estrutura 1) Título – Parecer nº/ano. Mas não é o que se passa no presente caso. destaco que o TCU tem competência para apreciar a matéria. Tem como objetivo principal fornecer subsídios para a tomada de decisões. pois nas leis tem de ser escrito da metade da folha para o final. promovendo o fracionamento da despesa. Enfim. 4. ainda. de bens e serviços em geral. pode ser na estrutura de um parágrafo. por isso. Sub Censura. já que as contratações foram realizadas por valores de mercado. 58 da Lei n. caso as contratações já não estivessem consumadas. Propõe-se. Geralmente é parte integrante de um processo. pois aqui as aquisições já se consumaram. O TCU teria competência também para decidir a respeito da sustação dos contratos. estando a entidade sob a jurisdição do Tribunal. esclarecimento (análise do fato) e conclusão (indicação de uma medida a ser adotada). abstenha-se de promover o fracionamento da despesa. caso o Legislativo ou o Executivo não tomassem as providências cabíveis dentro do prazo de noventa dias. para que este promovesse a sustação dos contratos. EXEMPLO DE PARECER DO TCU (com adaptações) PARECER Nº 10 DE 2008 Trata-se de prestação de contas anual de entidade pública referentes a determinado exercício.00. O administrador da entidade determinou que fossem realizadas diversas aquisições. tendo em conta o valor total das aquisições. observa-se que. 5) Local e data. Brasília. Em face de todo o exposto. Ronaldo Silva Analista de Controle Externo do TCU 5. A Lei n. 6.º 8. 2) Ementa – resumo do assunto. 10 de abril de 2008.º 8. Todavia o fato não acarretou dano ao erário. de modo a realizar licitação na modalidade que seria aplicável para o valor total das contratações. No presente caso.

termos circunstanciados. dar delegações. para instaurar inquéritos. 6) Assinaura. disciplinar matérias de leis e. 4) Fecho – Cumpra-se. até. processos. Estrutura 1) Título – PORTARIA. quando possível  a11   a21  a  31 diligências de cumprimento imediato a12 a22 a32 a13    a23   a33    R e d a ç ã o O f i c i a l 13 . 3) Resolve.14) PORTARIA Ato expedido por Ministros. 2) Ementa. ainda que provisória autoria. MODELO DE PORTARIA n° do protocolo n° do documento base da notícia do crime relato sucinto do fato delituoso tipificação. 5) Data. em maiúsculas seguido do número e data. Secretários ou dirigentes de órgãos e entidades da Administração Pública com o fito de instruir os servidores sobre procedimentos da Administração Pública. entre outros.

o tipo do artigo 1º. 6) Data. 1º. bem como à regular importação dos produtos nelas discriminados: componentes eletrônicos de sofisticada tecnologia. Exª para que. 3 de janeiro de 2006. Respeitosamente. encaminhou o Ofício PFN/RJ Nº 06/89 ( fls.TÉRMINO: 13/05/2006. entendendo haver esgotado as diligências na esfera policial. 66/132 demonstram que os fatos ocorreram no período de 1984 a 1986. s.m.2005. 06/09 ) lavrado em 29. atendendo requisição do MPF que.2005. a norma do artigo 107. da lei nº 4729/65. pelo Ofício PR/RJ-Nº 338/89 (fls. em tese. Senhor Juiz. informa que. por parte dos responsáveis pela sociedade JMJ ELETRÔNICA LTDA. 04/05 ). ou seja. 02. após ouvido o MPF. constatou-se o registro nos livros contábeis dessas empresas. Os vultosos valores das referidas notas suscitaram dúvidas quanto à legitimidade da emissão. INÍCIO: 12/06/89 . 5) Fecho. da Lei 4. Brasília. no mínimo há 10 (dez ) anos. do mesmo diploma legal. I. Pois este será o Parecer.j. V do CP. Considerando que os documentos de fls.02. dando conta da prática de ilícitos penais previstos na Lei 4.08. 7) Assinatura – nome e cargo.4ª VARA FEDERAL/RJ. datado de 15. 2) Ementa – ligeiro histórico do motivo do relatório com a indicação legal. MODELO DE RELATÓRIO (COM ADAPTAÇÕES) RELATÓRIO REF. O presente apuratório foi instaurado pela Portaria de fls. incide.: INQUÉRITO POLICIAL Nº 000/2006 PROCESSO: Nº 89.2005 pela DRF-RIO DE JANEIRO. determine o que melhor convier aos interesses da justiça. decorrido lapso temporal superior ao insculpido no artigo 109. INCIDÊNCIA PENAL: Art. Pelo exposto.. submeto os presentes autos a V. 4) Texto.0020966-3 . IV. 03).01. parece-me que. fazendo cessar o jus puniendi do Estado. datado de 18. a efetividade da operação mercantil por elas supostamente acobertadas.729/65. de um sem número (sic) de notas fiscais-faturas emitidas pela empresa JMJ ELETRÔNICA LTDA. Estrutura 1) Título. ainda não dominada pela indústria nacional Os fatos narrados caracterizam.729/65. Ronaldo Silva Delegado de Polícia 14 R o n a l d o S i l v a . no curso de ações fiscais empreendidas em empresas de informática. 3) Vocativo. O Auto de Infração ( fls.15) RELATÓRIO Texto produzido a partir de um trabalho executado e que não seja de natureza técnico-científica.

apresentação e agrupamento dos assuntos. 5) Data. Se possuir Certificação Digital. Estrutura 1) Título. será escrito por extenso “Parágrafo único”. As alíneas são a divisão de parágrafos ou incisos. TÍTULOS (numerais romanos). basta que respeite os princípios da redação oficial. 2º.D.: Os livros aparecem em leis mais extensas e são o agrupamento dos títulos.. na técnica legislativa. ou. SEÇÕES (numerais romanos). para o qual apresenta a documentação exigível anexa..T. como anotado por Arthur Marinho “(. 3) Texto – iniciando com a qualificação do signatário em terceira pessoa e por fim surge o objeto do requerimento. OBS.) parágrafo sempre foi. entre outros.P. envio anexo o ofício deste departamento para o conhecimento e a providência necessários ao envio da máquina de xerox que se encontra em poder desse departamento. a imediata divisão de um artigo. 9 – ALÍNEAS (letras minúsculas). 6) Assinatura. –. Já perguntaram em provas sobre o ASSUNTO no correio eletrônico. Estrutura Não se exige estruturas rígidas para o correio eletrônico. 10 de abril de 2008.. Os artigos são a unidade básica para a divisão. disposição secundária de um artigo em que se explica ou modifica a disposição principal”. os pedidos de concessão de Habeas Corpus e os recursos contra a Administração Pública. CAPÍTULOS (numerais romanos). R e d a ç ã o O f i c i a l 15 . senão. MODELO DE REQUERIMENTO (COM ADAPTAÇÕES) REQUERIMENTO Senhora Secretária Nacional de Justiça. Os parágrafos constituem. 3º. 8 – INCISOS (escritos em numerais romanos). ARTIGOS (numerais ordinais até o nono – 1º. mas por uma questão de tradição. As seções são o agrupamento dos artigos a respeito de um mesmo tema.. Modelo de Correio eletrônico Conforme acordado por telefone.. Ronaldo Silva Diretor 17) CORREIO ELETRÔNICO (E-MAIL) Texto que preza pela celeridade e serve geralmente para encaminhar outros documentos.16) REQUERIMENTO Expediente oficial em que o signatário do documento solicita a autoridade algo a que julga ter direito. Brasília. pode ser abreviado N. SUBSEÇÕES (numerais romanos). Existe obrigatoriedade sim de sua exposição para que se evitem problemas técnicos ao serviço público. Ronaldo Silva. 2) Vocativo. 12. pede deferimento.. vírus de computador. numa lei. Os textos normativos seguem o seguinte esquema hierárquico: 1– 2– 3– 4– 5– 6– LIVROS (numerais romanos). CPF. pede deferimento” e expressões correlatas sem exageros. valerá como documento oficial impresso. 4) Fecho – “Nestes termos. 11. Os capítulos englobam um conjunto de seções. 7 – PARÁGRAFOS (se for apenas um.. Ronaldo Silva Servidor da Assembleia Legislativa A REDAÇÃO OFICIAL NORMATIVA E O “JURIDIQUÊS” A redação oficial não pode conter marcas de apreço ou desapreço (os famosos “puxa-saquismos” não cabem na redação oficial).). serão escritos em numerais ordinais) . Convém que se faça o requerimento em terceira pessoa. no livro destinado ao Registro de Entidades Declaradas de Utilidade Pública Federal. Por isso. os bacharéis podem ser chamados assim (em especial os de Direito e da área médica). Nestes termos. São exemplos de requerimentos. Os incisos são a imediata divisão dos artigos e são indicados por numerais romanos. a partir do dez serão escritos com numerais cardinais – 10. deve-se evitar usar a forma DOUTOR para quem não possui título acadêmico de Doutorado. RG vem solicitar a Vossa Senhoria a inscrição desta APAE.

pormenorizado. Pro rata. No lugar. Ato. erro na execução de um crime com resultado diferente do pretendido. In loco. Último dia de um prazo. contrário de erga singulum.ª NAÇÃO BRASILEIRA. de acordo com as certidões de nascimento anexadas a este instrumento. Além do pedido. suposta vênia. obrigatória. frequentemente. Ad nauseam. O falecido. Ad cautelam. Sem demora. Para com todos. Ad corpus. Desvio de delito. pelo regime de exceção de bens. A suplicante abre mão do seu direito a pensão alimentícia. Boa fé. é a primeira instância. O casal possui 110 milhões de filhos. casados. Mutatis mutandis. Procedência (de quem. apreciação.100. Ipsis litteris. em julgamento. com retroatividade. prendas domésticas. durante a vida. 4. Concessa venia. Ab irato. já ad quem é uma instância superior a que o processo sobe. SR. Ipsis verbis. Arbitrariamente. Status quo. textualmente. procuração válida apenas para o juízo.ALGUMAS EXPRESSÕES LATINAS DE USO COMUM: Ab absurso. Desde o início. A partir do absurdo. à espera de julgamento. de início. os suplicantes requerem seja determinada a expedição de ofício para averbação do mesmo no Registro Civil. Em sentido amplo. em relação a todos. Concedia. Dies ad quem. Sub judice. fechar o Congresso e punir magistrados. Distrito Federal. Inter vivos. 7. Para o juízo. 16 Sine die. ATO CINCO e a Sr. determinada formalidade legal exigida somente para a prova do ato. extrapolando o pedido. Pela razão contrária. 2. Lato sensu. De facto. Os pactos devem ser cumpridos. Aqui e ali. não podendo o pai nunca mais visitá-los quando lhe aprouver. a mãe e seus filhos concordam em fornecer-lhe uma pensão alimentícia de WN8. Aberratio delicti. frequentemente. Em juízo. A quo. QUESTÕES DE PROVAS QUESTÕES DE REDAÇÃO OFICIAL DE CONCURSOS PÚBLICOS CLDF TÉCNICO LEGISLATIVO – CESPE 2006 O texto a seguir é uma crítica do cartunista Henfil à edição. Na situação em que está. Ad locum. Múnus publicum. Homologado o presente pedido de divórcio. sem data certa. DR. Intenção. R o n a l d o S i l v a . condição ou contrato cujos efeitos se fazem sentir com a celebração do ato. Apenas de direito. de imediato. Bis in idem. algo muito detalhado.35 (OITO SENADORES. Stricto sensu. JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA DE FAMÍLIA A/C DO SENADOR NELSON CARNEIRO O Sr. no próprio local. Para o corpo. Diz-se do ato judicial praticado em decorrência do ofício. para algo específico. a partir do início. especificado. Sine qua non. Primeiro dia de um prazo. e ela. vontade. Ex officio. bem como o fornecimento de certidão em duas vias. A contrario sensu. Por mera formalidade. Desde então. observadas as formalidades legais e nos termos que se seguem: 1. 5. de interesse público. Duas vezes sobre a mesma coisa (pode ser escrito ib idem ou ibidem). na venda de um imóvel sem especificação de área. a permissão. Exaustivo. como proprietária de milhões de quilômetros quadrados. de caráter geral. Ad nutum. De cujus. indispensável. que estabelecia a permissão de o governo militar censurar as mensagens veiculadas pelos meios de comunicação. segundo o fato. Nem nos fins-de-semana e jamais nas férias escolares. latitude sul. Em proporção. Sine cura. Pact sunt servanda. Bona fide. Para isso. Para manutenção do pai. Ex nunc. Ab initio. descuidado. A suplicante continuará usando seu nome de solteira. Indispensável. Fala-se em argumento ab absurdo e não absurdum como se vê em livros renomados. CEM DEPUTADOS e TRINTA E CINCO VEREADORES) anuais. Erga omnes. vêm requerer a V. Entre vivos. de prevenção. residente no continente americano. Função pública. do mesmo jeito. ele residente na praça dos 3 Poderes. Com as mesmas letras. Em sentido estrito. Pro forma. Extra petitum. proporcionalmente. Ad probationem. Sem justificativa. necessários à realização do delito. NAÇÃO BRASILEIRA. é comum usar o substantivo referendo. textualmente. Os filhos do casal ficarão sob a guarda da mãe. Ad referendum. usa-se. Num impulso de cólera. Ad arbitrium. Mudado o que deve ser mudado. Com as mesmas palavras. do Ato Institucional n. Ad judicia. Ex tunc. Ad hoc. por dispor de meios próprios de subsistência. a licença. com frequência. determinado. propósito. o mesmo que data venia. Passim. em 1968. geral. pelo absurdo. Dies a quo.º 5. Os suplicantes são casados há 9 anos. De fato. Iter criminis. Atos praticados pelo criminoso. Ex. conforme certidão inconstitucional anexa. ambos brasileiros. não retroage. Adiamento para o futuro. Juris tantum. do qual). 6. Despreocupado. Sujeito à aprovação. cassar mandatos. Animus.ª que se digne a deferir o seu divórcio litigioso (incompatibilidade de gênios). EXMO. Para a prova. 3. Para efeito de cautela.

no qual Vossa Senhoria solicita o encaminhamento dos documentos relativos aos processos administrativos instaurados nesta Inspetoria. julgue o item a seguir. 15 de julho de 1977. Enfim. Paulo poderá optar por um dos seguintes fechos: Atenciosamente. JUIZ DE DIREITO DA 4. Rio de Janeiro: Record. 4. assim que finalizados os resultados serão informados. Em relação ao texto acima. sem discriminação. a liberdade política não existe. informamos que já foram tomadas as devidas providências para atender à sua solicitação. Querer a liberdade política sem garantir o poder criador competitivo da iniciativa privada é não conhecer a realidade da História. foi incumbido. OIAPOQUE AO CHUÍ. julgue os itens que se seguem. 7. 2. onde morreu a liberdade econômica ou existe a servidão social. ___________________________________ Sr. econômica e social. Indissociáveis são as liberdades política. pelas doenças. R e d a ç ã o O f i c i a l 17 . por seu superior. de 28/12/2005. para ser a liberdade que não permita a morte pela fome. para cujo o fenômeno muito contribuiu a eficácia e a eficiência dos programas políticos-sociais. Mas o exercício da liberdade tem de ser integral. Como um dos atrativos da comunicação oficial por correio eletrônico é a flexibilidade. Dadas as semelhanças entre o requerimento e o ofício. Importa assinalar que a área de atuação desta Superintendência foi a região do país que mais cresceu nas últimas três décadas. Querer liberdade econômica. é uma perspectiva de vida feliz. ATO CINCO ____________________________________ Pela NAÇÃO BRASILEIRA Henfil. agente administrativo lotado na Diretoria de Combate ao Crime Organizado (DCOR) do Departamento de Polícia Federal (DPF).º 123/2005/SSP-DF. S. Em resposta ao ofício n.(. Tolerância não significa concordância.. julgue os itens que se seguem. Reportamo-nos ao documento encaminhado em 21/10/2005. pela insegurança das cidades e pela ausência de trabalho.a referiu-se e. conforme as exigências do padrão culto da linguagem. A numeração das alegações atende às normas de redação de correspondências oficiais. Cartas da mãe. A linguagem do primeiro parágrafo do texto é inadequada para a redação de correspondências oficiais em razão de sua subjetividade. O emprego da abreviatura A/C (ao cuidado de) não se inclui entre as recomendações atuais para a elaboração de requerimento ou memorando. Todos sabem que. Ela tem de ser capaz de gerar direitos sociais. O memorando tem como finalidade a comunicação entre os chefes de unidades administrativas de órgãos distintos. não se define uma forma rígida para sua estrutura nem há exigência de impessoalidade ou de emprego do padrão culto da linguagem nas mensagens encaminhadas por essa via. 8. PMDF OFICIAL MÉDICO – CESPE 2007 Julgue os itens que se seguem. 31 (com adaptações). Julgue os trechos de correspondências oficiais apresentados nos itens seguintes.) A liberdade não se esgota na vontade institucional. à Vossa Excelência. DR. CONSULTOR DA CLDF – CESPE 2006 O Estado democrático estabelece o direito. A liberdade implica o compromisso de fortalecer o poder político contra a insegurança de abalos institucionais. 10.Pede deferimento. referentes à redação de correspondências oficiais. nem o intimidam facções ou grupos. Respeitosamente. CLDF POLICIAL LEGISLATIVO – CESPE 2006 Com referência a esse texto e considerando as normas gramaticais e de redação oficial. 1. a liberdade é a vida. Discurso de Posse. atendendo ao que prescrevem as normas de redação oficial.a VARA DE FAMÍLIA Estaria correta a seguinte reescrita do item 7 do documento: 9. homologado o presente pedido. O nome dos requerentes e o local onde foi emitido o documento estão grafados com letras maiúsculas (em caixa alta). 5. julgue o item. 1986. Caso o ofício trate de um problema cuja solução dependa de providências por parte do destinatário do expediente. Informo que encontra-se em curso os procedimentos atinentes ao processo a que V. é admitir uma sociedade de privilégios que termina na violência e no silêncio das ideologias. 6. aguarda solução para o caso. O Brasil livrou-se da tutela do arbítrio e não aceita a tutela da coação. Em face da situação hipotética acima. 14.. O pronome de tratamento empregado em comunicações dirigidas aos chefes dos três poderes é Excelentíssimo Senhor seguido do cargo. José Sarney. Ouvir a todos e conviver com todos. Os suplicantes requerem que. a fim de que o limite da liberdade de cada um seja a liberdade dos outros. Considerando as normas para a redação de correspondências oficiais. p. 13. de redigir um ofício a ser enviado pela DCOR ao Procurador-Geral da República. 12. contando com vossa prestimosa colaboração para a solução do caso. PF ADMINISTRATIVO MÉDIO – CESPE 2004 Paulo. que se trata de solicitação de providências quanto ao aumento do efetivo de policiais legislativos desta Casa. SR. sejam determinados a expedição de ofício para averbação do divórcio no Registro Civil e o fornecimento de certidão em duas vias. o documento poderia corretamente ser assim iniciado: DE: ATO CINCO E NAÇÃO BRASILEIRA PARA: EXMO. convivendo com a injustiça social e com a miséria. 11. 3.

é uma qualidade de qualquer texto técnico e uma característica do texto oficial. 22. 23. depois de completar a tarefa. e que havia dois carros e uma bicicleta. 18. divisão ou agrupamento de assuntos. Em texto normativo. 30. auditores e juízes. 20. 26. 33. os parágrafos são disposições secundárias de um capítulo. a identificação do local e da data em que foi expedido. lavrei a presente ata. O fecho de comunicação Atenciosamente é empregado para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior à do remetente. sinônimo de prolixidade. além do mais. 19. a passagem “se ele tinha certeza de que tinha dois carros” atende plenamente à recomendação feita pelo chefe. Julgue os itens subsequentes. julgue os itens subsequentes. pede deferimento. Com referência à redação de expedientes. Relato 2 Indagado pelo indivíduo X sobre o que diria se o chamassem para testemunhar. entre outros elementos. 21. Com relação a elementos estruturais de expedientes e textos normativos oficiais. eu tava só de passagem. o funcionário precisaria redigir um ofício encaminhando a seu chefe os relatos escritos. têm caráter normativo. sendo desnecessária sua repetida evocação em expedientes oficiais. uma vez que raramente há tempo disponível para revisar o texto. O domínio da redação de expedientes oficiais é aperfeiçoado em decorrência da experiência profissional. O chefe de uma seção do DPF solicitou a um funcionário que transcrevesse uma conversa gravada. Fulano de Tal. O documento deve conter. 27. A forma Digníssimo (DD. alerto V. foram encerrados os trabalhos e eu. à redação de comunicações oficiais foram incorporados procedimentos rotineiros ao longo do tempo. SGA MÉDIO – CESPE 2004 Considerando os princípios de redação de expedientes. os artigos são a unidade básica para apresentação. No relato 1. de particular a autoridade. foi assinada pelos presentes. são apresentados duas falas do diálogo e os respectivos relatos escritos pelo funcionário. abaixo do local de sua assinatura. A seguir. de algo a que o autor julga ter direito fecho: Nestes termos. Fala 1 Indivíduo X: Você tem certeza de que tinha dois carros aqui? Indivíduo Y: Tenho. Recomendou que o diálogo fosse apresentado em forma de relato e que fossem respeitadas as regras da norma padrão da língua escrita. 29. muitas vezes a prática constante faz que o assunto se torne de conhecimento generalizado. Os expedientes oficiais cuja finalidade precípua é informar com clareza e objetividade. porque dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público. finalidade e fecho proposta em cada um dos itens seguintes. O pronome de tratamento Vossa Excelência é empregado. membros do júri em tribunais populares. e o indivíduo Y respondeu que tinha certeza. estabelecem regras para a conduta dos cidadãos ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos. Além do mais. que. Dois carros e uma bicicleta. desconsideradas as repetições. são estimuladas as impressões individuais de quem comunica. foi abolida no tratamento às autoridades. a assinatura de Paulo e o nome do signatário.S. que poderiam ser evitadas. 16. 24. como concluí ao ouvir várias vezes e com bastante atenção. todavia. julgue os itens a seguir. estava só de passagem. no Poder Judiciário. 31. as comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede. Ao redigir o ofício.ª de que o indivíduo Y parece falsear os fatos. 18 R o n a l d o S i l v a . Fala 2 Indivíduo X: O que você vai dizer se te chamarem para testemunhar? Indivíduo Y: Eu falo que estava escuro e que não vi nada. para ministro de tribunal superior.15. julgue a associação entre documento. o indivíduo Y respondeu que falaria que estava escuro. Com referência à identificação do signatário. Os relatos 1 e 2 reproduzem com fidelidade o conteúdo das falas 1 e 2. inclusive quando a autoridade for o governador ou o presidente da República. relativos à redação de expedientes e à situação hipotética apresentada acima. o funcionário deveria ter escolhido a construção se caso chamassem-o em vez de “se o chamassem”. A concisão. Com a finalidade de padronização. Relato 1 O indivíduo X perguntou para o indivíduo Y se ele tinha certeza de que tinha dois carros no local onde estavam. documento: ata finalidade: registro resumido e objetivo das decisões de reuniões e assembleias em geral fecho: Nada mais havendo a tratar na reunião do dia quatro de fevereiro de mil novecentos e noventa e nove. Para atender a recomendações dos manuais de redação de expedientes. 25. No relato 2. que exige do redator essencialmente conhecimento do assunto sobre que escreve. O funcionário atenderia com objetividade ao que lhe foi solicitado se finalizasse o texto da seguinte maneira: Esperando estar cumprindo com meu dever. que não tinha visto nada e que. para atender rigorosamente ao que lhe foi solicitado. 17. como as formas de tratamento e de cortesia e a estrutura dos expedientes. Paulo deve empregar o pronome de tratamento Vossa Excelência para dirigir-se ao destinatário. 32. as quais explicam ou modificam a disposição principal. empregando a linguagem adequada. documento: requerimento finalidade: solicitação. O tratamento que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais deve ser impessoal. 28. expressa no caput. com todo respeito. esta fita. lida e aprovada.

(1) _________ n. Deve ser anulado o julgamento do tribunal do júri. é um meio de transmissão de documentos por linha telefônica. violando o procedimento normatizado. provas concludentes no sentido de descaracterizar a atuação de um dos acusados. segundo entendimento embasado na Lei n.º-15/abril/2003. O manual de procedimentos administrativos deve ser preparado e revisado pelo departamento de procedimentos e métodos. Nessa situação.TJDFT OFICIAL DE JUSTIÇA – CESPE 2003 34. de um documento hipotético. a data pode ser omitida. análise ou descrição. funcionária pública do estado de Roraima. (2) _____________________ Julgue os itens a seguir. um funcionário do departamento de manutenção precisa redigir um memorando endereçado ao chefe do departamento de compras. brasileira.º. Assinale a opção cujo fragmento obedece às exigências de correção gramatical. Considere o seguinte trecho. É um meio de comunicação rápido. a vedação legal de constrição atinge somente os salários efetivamente recebidos. Inexistindo. não pode sobre os mesmos incidir a contribuição previdenciária. mantêm-se a absolvição decretada. c. promoção funcional por ter completado curso superior.º 232. borrões nem linhas em branco. CER-RR – CESPE 2004 A respeito da redação de expedientes.º do próximo mês. Respeitosamente. A carta comercial ou memorando é um instrumento de comunicação utilizada dentro da própria instituição. ocupante do cargo de Secretário do Quadro de Pessoal Permanente deste Ministério. 46. uma vez que o relatório também pode conter recomendações de medidas cabíveis para solucionar eventuais problemas mencionados. no qual a formulação dos quesitos se deu de forma complexa. Cordialmente. 40. O espaço (2) deve ser preenchido com cargo e assinatura do expedidor do documento. ou controles internos ou até pela auditoria interna da instituição. MDS MÉDIO – CESPE 2006 Com referência a especificidades de documentos de rotina. próprias da redação de documentos oficiais. Fulana de Tal. o chefe de departamento tenha recebido o documento a seguir. Ele contém instruções para a execução das rotinas administrativas e operacionais da instituição. R e d a ç ã o O f i c i a l 19 . O relatório é um documento que apresenta relato minucioso de determinada situação que exige investigação.S. s/n. em uma repartição pública. julgue os itens abaixo.333-33. e não contenham rasuras. mero empregado de imobiliária. Sr. a respeito da situação apresentada e da correspondência oficial. O espaço marcado com (1) deve ser ocupado com o vocábulo Atestado. conforme diploma em anexo. 1. utilizado para mensagens breves e urgentes. a penhora dos valores existentes em sua conta-corrente poderá ocasioná-la danos de difícil reparação. no momento de lavrar as atas. São passíveis de penhora o numerário pertencente à associação. Opções adaptadas do Informativo de Jurisprudência n. O fax. portadora de CI n. 37. em vez da invocação “Senhor Fulano de Tal”. 45. matrícula n. 43. Cuidando-se de empresa pública.323-XX e CPF 333. que agiu mediante ordens de seu preposto. O texto continuará correto se a vírgula colocada logo após “Departamento” for retirada. Nessa situação. eis que ausente a intenção de lesar o bem jurídico tutelado. tivesse sido escrito Exmo. Nessa situação. ou fac-símile.112/1990. por exemplo. A redação de expediente diz respeito à elaboração de diversos tipos de documentos que são escritos no ambiente de trabalho. ainda que em tal valor se insira o pagamento de salários de seus empregados. Humildemente. Fulano de Tal. 36.º 10 /2006-DNZ Brasília. Na realidade. 35. do qual as partes (1) e (2) foram ocultadas. a. a partir do dia 1.º 8. deve cuidar para que elas relatem os fatos ocorridos nas respectivas reuniões. entre os seus vários departamentos. 30 de março de 2006. cartas pessoais ou ofícios. residente na Rua das Rosas. o documento estará adequadamente redigido se for assinado pelo chefe do departamento de manutenção e contiver um dos seguintes fechos: Atenciosamente.a o servidor José das Quantas.333. que passará a ter exercício nesse Departamento.º 303. Considere que um funcionário da CER seja responsável pelas atas referentes a reuniões administrativas do departamento em que está lotado. na forma da lei. requerimentos. pede deferimento. inclusive o pagamento de salários de funcionários. 47. Seria inadequado se. 39. Senhor Fulano de Tal: Apresento a V. Cordialmente. nos autos. No fecho desse tipo de expediente é correto o emprego da expressão Nestes termos. solicitando a aquisição de material de limpeza. O e-mail é uma mensagem breve transmitida por código de sinais. MDS MÉDIO – CESPE 2006 Considere que. é correto inferir que o documento em questão é um requerimento. é correto afirmar que o funcionário. 41.º 46. impessoalidade e objetividade. indispensáveis no desenvolvimento das atividades essenciais no dia-a-dia da administração. declarações. b. julgue os próximos itens. solicita. casada. 38. Dada a natureza do documento. 48. 42. inviabilizando a adimplência de compromissos assumidos. sejam eles. Adicional noturno e horas extras não são abrangidos pelo conceito de remuneração. Em determinada organização. logo. d. cujo determina que os quais quesitos deverão ser feitos em proposições simples e bem distintas. de forma resumida e objetiva. 44. e.

28. 9. O item começa certo ao dizer que o correio eletrônico possui flexibilidade. CERTO. 23. inclusive o correio eletrônico. Todos os promotores e procuradores do Ministério Público são assim tratados e o Procurador-Geral da República não só é um Procurador como é o chefe dos procuradores. As normas de redação oficial. não existe no Manual de Redação Oficial da Câmara dos Deputados nem nos outros manuais de redação. ERRADO. à exceção de PARTES. prática nem sempre dá grande conhecimento sobre o assunto. a estrutura mostrada pode ser usada para o requerimento. O item cobra elementos gramaticais vinculados à redação oficial. o redator do documento não assina. O aparte é uma declaração expedida por autoridade. Em primeiro lugar. ERRADO. O examinador copiou o que está escrito no Manual de Redação Oficial da Presidência da República na página 5. Além disso. 15. CERTO. CERTO. CERTO. pontuação ou outros erros. TÍTULOS E CAPÍTULOS de leis. porém peca ao dizer que não há exigência de impessoalidade ou emprego do padrão culto da linguagem. ERRADO. Estes dois princípios da redação oficial norteiam todas as comunicações oficiais. neste caso. ERRADO. O texto não fere nenhum princípio da redação oficial. 29. ERRADO. CERTO. 4. LIVROS. Apesar dos recursos sobre formas de cortesia. 10. 6. ANULADA. regência. mas dizer que são estimuladas é realmente um erro. Dois erros. 25. Já que o documento é o ofício. como se depreende do enunciado acima do item. ERRADO. não. Os fechos respeitosamente e atenciosamente são usados com base na hierarquia do remetente e destinatário. A numeração das alegações atende sim às normas de redação de correspondências oficiais. O texto fere gravemente o princípio da impessoalidade. está certa. CERTO. ERRADO. referiuse”. Em primeiro lugar. 3. esses são os contemplados precipuamente. A conjunção que atrai o pronome átono. Apesar de outros manuais indicarem outros cargos. mas não é estrutura do ofício. Até existem impressões individuais como as assinaturas. pois uma norma extremamente rígida existe para a numeração dos parágrafos. O trecho “tinha dois carros” não atende à norma culta por utilizar o verbo ter em uma estrutura linguística coloquial. O aparte deve ser emitido em papel impresso da repartição pública. e de interesse de outrem. Apesar de alguns recursos. este deve estar em próclise – antes do verbo. CERTO. ERRADO. 22. CERTO. 13. não se pode usar um “se”. 18. Um aparte médico. 26. ERRADO. Além disso. os quais a Lei Complementar 13 manda que assim sejam. pois o verbo está concordando com o seu sujeito composto por dois núcleos – expedição e fornecimento – e está no masculino singular para seguir a regra de prioridade da língua portuguesa – concordância com dois termos de gêneros diferentes: deve-se concordar no plural masculino. apenas o chefe. ERRADO. outro erro se encontra no plural do adjetivo composto “políticos-sociais”. “Se caso chamassem-o” possui pelo menos 3 erros. O certo seria um memorando e o relatório – relato – anexo. ERRADO. identificando. ERRADO. pois este funcionaria como índice de indeterminação do sujeito. principalmente não generaliza o assunto. mas os membros do júri em tribunais popu- GABARITO COMENTADO 1. Este segue o padrão ofício. ERRADO. existem dois erros anteriores: a vírgula antes de à Vossa Excelência e a crase nesse mesmo sintagma. ERRADO. a banca considerou que mantém as mesmas ideias do texto original. CERTO. 11. 24. O item cobra apenas gramática e não existe qualquer erro de concordância. enquanto aquele. 17. 16. 20 R o n a l d o S i l v a . 27. o registro de exercício da profissão.49. mas segue sim os princípios da redação oficial. ERRADO. Duas conjunções de mesmo tipo. a banca considerou que os fechos são as formas de cortesia. concisão é antônimo de prolixidade. da concisão e até da norma culta ao começar com um gerundismo. 12. não prescrevem que se escreva em CAIXA ALTA. não se põe artigo com o pronome relativo “cujo”. não existem grandes semelhanças entre o requerimento e o ofício. informando algum fato de que se tem conhecimento sobre alguém. é um texto até um pouco denso. Muito cuidado com os enunciados dos itens. 19. o emprego do pronome relativo “cujo” com artigo está errado. Além disso. só o último elemento no plural. 20. o certo é político-sociais. Está “Certíssimo”. certíssima”. estas podem ser de qualquer jeito. Em primeiro lugar. os auditores – da Justiça Militar – são tratados de Vossa Excelência sim. Em seguida. vossa prestimosa é expressão inadequada.Sa. um aparte de escolaridade são exemplos mais comuns. Não existe essa norma em manual alguma. 8. ERRADO. colocação pronominal errada e ausência da nasalização do pronome – chamassem-no. no geral. Já que o texto fala de Poder Judiciário. O memorando serve para comunicações entre unidades administrativas de mesmo órgão. ou do profissional. 21. 7. então não há mais o que se dizer. “certa não. A numeração dos parágrafos é que deve ser com numerais arábicos cardinais com ponto alinhados à margem esquerda. 14. Cumpre fielmente ao determinado para o requerimento. Já que o pronome relativo “que” é o sujeito da forma verbal “trata”. Não existe essa norma no Manual de Redação Oficial da Presidência da República. CERTO. Outro erro é a concordância de “encontra-se” com o seu sujeito “os procedimentos atinentes ao processo a que V. 5. Atenção especial deve ser dada à concordância de “sejam determinados”. fere o princípio da norma culta – deve-se usar 3ª pessoa – e da impessoalidade. ERRADO. não para a numeração de alegações. não se pode esquecer de que todo texto carece de uma revisão. 2. deveria ter sido grafado encontram-se. crase. Não existe norma de redação oficial que indique o emprego de A/C. não existe qualquer erro gramatical. ERRADO.

Humildemente e Cordialmente não são fechos previstos no Manual de Redação Oficial da Presidência da República. ERRADO.. não do relatório.. CERTO. Estes são tratados de Vossa Senhoria. sem conhecimento jurídico necessário para tratar de crimes dolosos contra a vida”. ERRADAS COM AS CORREÇÕES: A. CERTO. Só cópia do Manual de Redação Oficial da Presidência da República. 37. De acordo com as leis que tratam da formatação dos textos legislativos. 34. E.. 46. Essa é a estrutura tradicional das atas. Disposição secundária de um capítulo são as seções. É uma das formas de transmissão dos documentos oficiais.mantém-se a absolvição. CERTO.. os parágrafos são disposições secundárias de um artigo.. deve ser usada para destaque desse sintagma.. É o conceito básico do e-mail. 44. CERTO. O fecho é do requerimento. Estrutura perfeita para o 40. 49.. ERRADO. É o conceito tradicional de aparte. a banca acatou nossa opinião sobre o item. A vírgula antes do adjunto adverbial em posição normal é facultativa. CERTO. Parte também chamada de identificação do signatário. CERTO. 33. 30. 41. RESPOSTA LETRA B.poderá ocasionar a ela danos de difícil reparação.lares são “pessoas do povo. . 47. Após o recurso. ERRADO. O vocativo Excelentíssimo é utilizado. Certíssimo. É documento interno. Cartas pessoais não são documentos oficiais. O documento é um memorando. ERRADO. CERTO.. D.. R e d a ç ã o O f i c i a l 21 . em especial. a data de forma alguma. . CERTO. 32. 35.. É um tipo de manual produzido no próprio órgão para orientar seus servidores a respeito de vários atos da instituição. É passível de penhora o numerário. 36. 43. ERRADO. requerimento. 45. Diz o Manual de Redação Oficial da Presidência da República que o Presidente da República não precisa ser identificado. CERTO. 39. ERRADO. para chefes de poderes... 31. O local sim. . ERRADO. 38.. 42. 48. C. CERTO.. CERTO. CERTO. Só cópia do Manual de Redação Oficial da Presidência da República.o qual determina que os quesitos sejam feitos em proposições simples.

22 R o n a l d o S i l v a .