PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL – Dezembro 1996 PRIMEIRA PARTE REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL

Praticado crime de lesão corporal (de natureza leve, art. 129, caput, do CP) no dia 30 de outubro de 1992, o Promotor de Justiça, que recebera os autos do inquérito com vista cerca de um ano depois, só no dia 7 do corrente mês de janeiro, sem qualquer outra providência, veio oferecer a denúncia , que foi recebida pelo Juiz, contra o indiciado Antônio da Silva Cunha, brasileiro, casado, 30 anos, vendedor autônomo, residente nesta cidade. O denunciado, que não foi preso em flagrante, continua solto. Na qualidade de advogado contratado pelo denunciado, requerer desde já o que couber em seu favor.

SEGUNDA PARTE QUESTÕES:
1ª - Motorista de caminhão, com indesculpável imprudência e imperícia comprovada, forçou a passagem do veículo, com carga alta, sob fios elétricos de propriedade do Município de Córrego Alto, danificando-os, com grande prejuízo para o município. Feito inquérito policial a requerimento do prefeito municipal, foi o motorista denunciado pela prática do crime de dano qualificado. Qual seria sua principal alegação, como defensor, em favor do réu? 2ª - Querelante perdeu o prazo para alegações finais, não tendo, por isso mesmo, apontado a farta prova existente nos autos nem formulado pedido de condenação do querelado. Que decisão poderá adotar o juiz, diante da robusta prova desfavorável ao querelado? 3ª - Seu estagiário redigiu, a pedido seu, procuração a ser assinada pelo cliente, vítima de crime contra a honra, nos seguintes termos: “ Eu, Fulano de Tal, brasileiro, casado, comerciante, maior e capaz, carteira de identidade 132456, CIC 543222, título de eleitor 3466, certificado de vacinação sem número, domiciliado e residente nesta Capital pela presente procuração para o foro em geral, que vai por mim assinada, constituo e nomeio meus procuradores os doutores Beltrano de Tal e Sicrano de Tal, o primeiro advogado nos auditórios desta comarca e o segundo estagiário do escritório daquele, para o fim de promover a competente ação penal contra Joaquim da Silva e outros que difamaram o outorgante em festa realizada ontem nesta cidade, concedendo-lhe para tanto os poderes da cláusula ad judicia e poderes especiais para oferecer queixa-crime, transigir, desistir e firmar compromisso, podendo praticar, em

conjunto ou separadamente, todos os atos necessários ao cabal cumprimento do presente mandato”. Semelhante procuração padece de algum defeito grave que deve ser sanado ( neste caso apontá-lo), ou apenas contém demasias ou omissões irrelevantes? 4ª - O defensor de réu único quer retirar do cartório os autos do processo para o fim de elaborar as alegações finais previstas no art. 406 do CPP, pelo prazo de cinco dias ali mencionado. negada a entrega dos autos, requereu o advogado ao juiz a concessão de vista fora do cartório. O juiz, porém, indeferiu-lhe o pedido,ao fundamento de que encontrava óbice no art. 803 do CPP e, demais disso, aquele prazo corre em cartório. O estagiário ficou indignado e sugeriu entrar com um mandado de segurança. Assistelhe razão? Explicar. 5ª - Ao ter conhecimento de que fora praticado um furto de dinheiro numa residência da Av. Afonso Pena, agentes da polícia iniciaram imediatamente a procura do possível autor do fato, vindo a prender, cerca de seis horas depois, na rua da Bahia, o indivíduo F., que se tornou suspeito da autoria do crime por ser ali encontrado com dinheiro no bolso, canivete e chaves falsas. Sem perda de tempo levado à Delegacia, o preso acabou confessando com detalhes ser o autor do fato criminoso, indicando o lugar onde escondera os outros produtos do crime. Foi logo lavrado o auto de prisão em flagrante, tendo a autoridade policial ordenado o recolhimento do autuado à prisão. Foi legal a prisão? Por que?

PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Março/1997 ÁREA: DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL PRIMEIRA PARTE - REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL
Antônio Silva e Roberto Gomes, comerciários, casados, ambos com 20 anos de idade, residentes em Vargem Linda, comarca do mesmo nome, em dia do mês de outubro de 1995, naquela cidade, após um jogo de futebol a que ambos assistiram, travaram uma discussão e se empenharam em luta corporal, da qual ambos sairam feridos, impossibilitado o primeiro, vale dizer, Antônio, para as ocupações habituais por mais de trinta dias ( segundo o auto de exame de corpo delito a que foi submetido no mesmo dia por determinação do Delegado de Polícia, que fez instaurar o competente inquérito), enquanto Roberto, mais feliz, sofrera apenas lesão leve, constatada também por auto de exame. Encerrado o inquérito, ambos foram denunciados no dia 3 de novembro do mesmo ano, dia em que foi recebida a denúncia, e estão sendo processados, um como outro pela prática de lesão corporal, tendo a denúncia capitulado o crime atribuído a Roberto no art. 129, Parágrafo 1º, inc. I, do Código Penal, e classificado o crime por que foi denunciado Antônio no art. 129, caput, do mesmo Código. Nos interrogatórios - atos para os quais não foi dado curador a nenhum deles - cada qual atribuiu a agressão ao outro e alegou ter sido ofendido por palavras injuriosas. Confessou Roberto que, realmente, teve de lançar mão de instrumento contundente que, por sorte sua, se achava no local, pois é mais fraco que Antônio e só assim pôde desvencilhar-se deste, que, entretanto, não se machucou muito, pois que ao cabo de apenas dez dias do fato, pôde retornar ao trabalho. As testemunhas inquiridas na instrução não souberam afirmar qual dos acusados teve a iniciativa da agressão. As que foram arroladas por Roberto na defesa prévia disseram que este é pessoa de bom conceito e pacata, nada sabendo informar a respeito de Antônio. As que este arrolou disseram que o conhecem de longa data, sendo também pacato e ordeiro. Não se procedeu a exame complementar nos termos do art. 168, parágrafo 2º, do CPP. O Promotor de Justiça, em suas alegações finais, pediu a condenação de ambos os réus, e mais que, na fixação da pena, se levasse em conta a agravante do art. 61, II, a do Cód. Penal ( motivo fútil, visto se tratar de briga por causa de futebol). Salientou que, embora a defesa prévia de um, como a do outro, se referisse a legítima defesa, seria impossível reconhecer reciprocidade de legítima defesa, uma vez que esta pressupõe situações antagônicas, de legitimidade do ato de quem se defende e de ilegitimidade de quem pratica a agressão, concluindo que não há legitima defesa contra legítima defesa. Demais, acrescentou, o art. 129, parágrafo 5º, do Código Penal, autorizando o Juiz transformar a pena de detenção em multa quando, em crimes de ferimentos, as lesões são recíprocas, acabou com o reconhecimento da justificativa do art. 19, nº II ( atual art. 23, nº II), nos casos em que se ignora de quem partiu a primeira agressão, conforme opinião externada por Ary Franco no livro Dos Crimes Contra a Pessoa, p. 186. Os autos estão com vista aos defensores, nos termos do art. 500 do CPP.

idealizou juntamente com um agente de polícia o seguinte plano: durante período de experiência de cada vendedora esta seria encarregada de selecionar e organizar um número indeterminado de pares de meias de seda. disposto a testar a honestidade de suas vendedoras. para assegurar a aplicação da lei penal. Acreditam que a prisão foi legalmente decretada por autoridade competente. seu parecer sobre o que poderia ser feito desde já . 10 do Código Penal. concisa e objetivamente. decreto a prisão preventiva de José Antônio da Silva. Dêlhes. de modo que o advogado terá o dia inteiro para recorrer. sucintamente. 3) Tício. e o faço não só por conveniência da instrução criminal. Delegado de Polícia. com base nos arts. sentença lida na presença deste e do seu defensor. Expeça-se o mandado de prisão. 312 e 313 do CPP. muito antes do horário normal de abertura do cartório. em que dia vencerá o prazo. mas está em dúvida quanto ao dia em que vencerá o prazo de cinco dias. enquanto que tanto Tício quanto o agente policial espreitariam a probidade das empregadas. este deseja apelar da sentença condenatória. Pergunta-se: qual a principal linha de defesa a ser adotada no caso em questão? . sem saber o que fazer. 311. E o indiciado já está preso. Os estagiários de seu escritório estão perdidos. Juiz de Direito”. jovem de 22 anos e a mais nova contratada da casa. 2) Terminado um julgamento pelo Tribunal do Júri às 2 horas da manhã de quinta-feira última com a condenação do réu. Sabem que não adianta alegar que o réu goza de bom conceito porque isso não é verdade. proprietário de uma loja de roupas femininas. Findas as investigações policiais. Certa feita. a moça foi sujeita a processo criminal. mas também em benefício da ordem pública e. mais que comprovada. principalmente. argumentando ainda que o réu e seu defensor ficaram cientes da sentença no início do dia. Belo Horizonte. em despacho conforme a lei e em caso que a comporta. Explique-lhes. ao encarregar Salete.se é que alguma coisa realmente poderá ser feita em favor da liberdade do preso. É que um dos estagiários é de entendimento que a quintafeira já é contada. por força do que dispõe o art.A defesa de Antônio será feita por seu advogado. a) F. Tício e o agente policial supreenderam-na guardando na bolsa 6 pares de meia de seda. 2 de abril de 1997.Fazer a de Roberto Gomes SEGUNDA PARTE . O outro estagiário está de acordo.QUESTÕES: 1)O Juiz de Direito da 100ª Vara Criminal decretou a prisão preventiva de José Antônio da Silva nos seguintes termos: “Atendendo a representação do Sr. indiciado nestes autos de inquérito policial pela prática de homicídio doloso.

causas de aumento e de diminuição da pena torno-a definitiva.60 (noventa e quatro reais e sessenta centavos). registre-se. 155. . Pergunta-se: se a sentença é omissa. ao fato de que inexistem circunstâncias atenuantes e agravantes. 5) Magistrado da Comarca de Visconde da Cruz Alta prolatou sentença condenatória contra o réu João da Silva pela prática de crime de furto simples. ainda. Passo a fixar a pena de multa. sua culpabilidade é reprovável que seja multiplicado o valor de R$ 3.73 (três reais e setenta e três centavos) por vinte (20) dias.. Não paga a multa no prazo legal. no valor total de R$ 94. Passo a aplicar a pena. Assim se manifestou o magistrado. a personalidade do agente. . converta-se a pena de multa em prisão.“ Isto posto.4) Em processo penal. Sendo o réu pobre. os motivos do crime são péssimos. fixo a pena-base em 3 (três) anos de reclusão. bem como. intime-se. fixo a pena de multa em 1/30 do salário mínimo. Atendendo a que a culpabilidade. sentença condenatória determinando regime fechado para o cumprimento inicial da pena e reconhecendo os maus antecedentes de Cipriano Angastura foi prolatada. a conduta social. caput do Código Penal Brasileiro. pode o condenado apelar em liberdade? Fundamente. julgo incurso o réu como tendo cometido o crime capitulado no art. na aplicação da pena. os antecedentes.” Padece a aplicação da pena de alguma falha? Fundamente. Publique-se.. Sabe-se que o condenado respondeu ao processo solto e que o Juiz “a quo” não se manifestou sobre a faculdade de Cipriano poder ou não apelar em liberdade. Atendendo.

casado. não chegando. às dezenove horas de hoje. e disse que havia prendido em flagrante o conduzido presente. compareceu o condutor Xisto Antônio de Assunção. que ainda ouviu o conduzido presente. que saíram à rua. Passou a autoridade a ouvir a testemunha Antônio Moisés. Compromissada na forma da lei e inquirida. Nada mais disse nem lhe foi perguntado. Nada mais disse nem lhe foi perguntado. hoje. que então chegou o conduzido. Foi feita a devida comunicação da prisão. chamou de “malandro”. acompanhado das testemunhas. porém. às dezenove horas. militar. residente na rua Prata. depois de tomarem uma cerveja e conversarem um pouco. na rua Antártica. comigo escrivão do seu cargo ao final nomeado. 200. que despachou nos seguintes termos: “Ciente. profissão.PROVA PRÁTICO PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL PRIMEIRA PARTE: 14. na Delegacia de Polícia 40º Distrito. O autuado foi recolhido à prisão. Nada mais disse nem lhe foi perguntado. distribuída ao Juiz da 100ª Vara Criminal da Comarca. sabendo ler e escrever. bairro Turunas. residência. com trinta anos de idade. ali também presente a vítima Ângelo Pereira e a testemunha Antônio Moisés. casado.09. Maria de Fátima Osório. residente em lugar vizinho. residente à rua Europa. residente à Avenida Álvares Cabral. com 40 anos de idade. dizendo-lhe que “malandro é isto”. mecânico. não trabalha. após a tentativa. respondeu: que viu o conduzido tentar matar a vítima Ângelo Pereira com um disparo de arma de fogo feito à queima-roupa. às vinte horas. a vítima saíra ilesa.97 REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL Examinar o auto de prisão em flagrante abaixo transcrito e requerer o que couber em favor do preso. Em seguida foi presente a primeira testemunha. com vinte e dois anos de idade. natural desta cidade. perguntando-lhe qual o seu nome. por ter entendido a autoridade policial que se tratava de tentativa de homicídio. José Antônio da Silva. se sabe ler e escrever. perguntar à vítima se “queria mais”. em frente ao bar “Meu Cantinho”. tendo o projétil feito um buraco na calça da vítima à altura do joelho esquerdo. delegado de Polícia. como consta da nota de culpa. que o conduzido mandou que a vítima repetisse o insulto “se fosse homem”. no momento em que o mesmo acabava de tentar matar Ângelo Pereira com um tiro de revólver. filiação. Benedito Custódio dos Santos. sabendo ler e escrever. AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Aos doze dias do mês de setembro de mil novecentos e noventa e sete. Arquive-se”. Aos costumes disse nada. passou a autoridade a interrogar o conduzido presente. estado de Minas Gerais. e ali o conduzido sacou de sua arma e fizera um disparo contra a vítima. doméstica. natural desta cidade. ao que ele respondeu chamar-se Benedito . Aos costumes disse nada. naturalidade. que. Em seguida. e por isso o trazia à presença da autoridade. dada ao preso em tempo hábil. aí presente o Dr. nesta cidade de Belo Horizonte. a produzir ferimento. idade. a quem a vítima. solteira. pois que tinha mais bala para ela. e sempre que vem a esta cidade apronta alguma coisa. tendo esta replicado que sustentava o que dissera ali em qualquer lugar. Disse ainda que o conduzido é conhecido desordeiro. natural de Betim. por sorte sua. sabendo ler e escrever. Compromissada na forma da lei e inquirida. 211. respondeu: que se achava no bar “Meu Cantinho”. 11.

mas não teve a intenção de matá-lo e nem sequer de ferí-lo. apenas para fazer medo na vítima. assina com o condutor. respondeu afirmativamente. o datilografei. residente à rua América. do que dou fé. Eu.Custódio dos Santos. que seu revolver tinha mais quatro balas intactas. escrivão. e sim de amedrontá-lo. Autoridade: a)José Antônio da Silva Testemunha: a)Maria de Fátima Osório Conduzido: a)Benedito Custódio dos Santos Condutor: a)Xisto Antônio de Assunção Testemunha: a)Antônio Moisés Escrivão: a)João Felício . para que ele não mais o molestasse. pelo que mandou a autoridade encerrar este auto que . com dezenove anos de idade. filho de João Custódio dos Santos e dona Ana Francisca dos Santos. natural desta cidade. que é bom atirador e deu o tiro para baixo. acusado e comigo escrivão. 201. Perguntado se são verdadeiras as declarações do condutor e das testemunhas. lido e achado conforme. dizendo mais o seguinte: que ficou com muita raiva e queria dar uma lição em Ângelo Pereira. solteiro. testemunhas. motorista. Nada mais disse e nem lhe foi perguntado. João Felício. sabendo ler e escrever.

SEGUNDA PARTE - 14. 09.97 QUESTÕES: 1ª Condenado o querelado por crime de injúria, seu defensor pretende argüir na apelação a nulidade do processo, uma vez que o juiz não cumpriu o disposto no artigo 520 do Código de Processo Penal, isto é, não ofereceu às partes oportunidade para se reconciliarem. Um dos estagiários, porém, objeta que a lei não prevê, no caso, a nulidade. E o outro lembra que, demais disso, nada foi dito a esse respeito na defesa prévia nem em qualquer outro momento. A seu parecer, seria juridicamente sustentável a existência de nulidade? Colega nosso vem observando que certo juiz tem indeferido indevidamente perguntas pertinentes, não as formulando à testemunha. Está estudando como deverá agir, com segurança, numa próxima vez, tendo descartado, com razão, a utilização da correição parcial, sugerida pelo estagiário, por não ser caso dela. Explicar qual a medida mais apropriada, que o advogado certamente encontrou. Liberato Silveira, posteriormente identificado como velho conhecido da polícia, com o propósito de enganar a vítima Agenor Pimenta, veste-se com um uniforme da Companhia Telefônica para penetrar no estabelecimento comercial deste e subtrair valores. Afirmando estar procedendo à manutenção preventiva na rede telefônica, teve a sua entrada favorecida na loja e lá, aproveitandose da desatenção de todos, subtraiu a quantia de um mil reais sem que ninguém percebesse. Analisando a conduta de Liberato. identificar o tipo penal que se justapõe à ela.

2ª -

3ª -

4ª Qual a distinção básica entre o delito previsto no art. 288 CP (formação de quadrilha ou bando) e a co-delinquência? 5ª Em processo de separação judicial, o cônjuge-varão, para prejudicar a mulher, simula dívidas, emitindo promissórias vultosas em favor de terceiros, com os quais se mancomuna. Neste exemplo, fornecido por Nelson Hungria, para explicar que a simulação maliciosa substitui, em detrimento de outrem, a verdade real, pela mentira com aparência de verdade, configurando, desta forma, uma declaração fraudulentamente deformadora da verdade, é prevista no Código Penal. Identifique o dispositivo legal que cuida da matéria.

PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÀREA - DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL PRIMEIRA PARTE - 14.09.97 REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL O representante do Ministério Público, ofereceu denúncia, narrando o seguinte: “No dia 22 de fevereiro de 1996, por volta das 21:00hs; nesta comarca de Ouro Preto MG, o acusado Odilon Dias, de dezenove (19) anos de idade, seduziu sua colega de colégio Raquel Oliveira, de dezessete (17) anos de idade, com quem mantinha um relacionamento de amizade. Para tanto, convidou-a para acampar nas margens de uma cachoeira, na localidade de Lavras Novas, e lá, aproveitando-se da situação manteve com a vítima relações sexuais que foram atestadas pelo ACD de folhas 53 (cinquenta e três) que comprovam, inclusive, a sua condição de moça virgem antes daquela relação. Com tal procedimento, acha-se o acusado incurso nas sanções do art. 217 do CP, motivo pelo qual a denúncia deve ser recebida e, ao final, o imputado condenado.” No decorrer do inquérito policial e instrução criminal, ficou demonstrado por depoimentos de testemunhas e, até mesmo pelo da vítima, que ela é moça esclarecida quanto aos fatos da vida em geral, sendo estudante do segundo grau, às vésperas do vestibular, tendo noção completa do que representa manter relações sexuais na idade em que se achava. Provado que nenhuma violência foi praticada por parte do acusado e, segundo a própria Raquel, “ a relação se deu porque eu também estava a fim...”. Ainda ficou provado que o réu e vítima não eram namorados, tão somente amigos e que a família dela era economicamente abastada. Encerrada a instrução criminal com a oitiva das testemunhas e nada requerendo as partes na fase do art. 499 do CPP, o Promotor Público, em suas alegações finais, insiste na procedência da acusação e o Juiz faz os autos com vista à defesa,na data de 12.09.97, para apresentação de suas alegações finais. Pede-se: elaborá-las, com o devido e completo encaminhamento, alegando toda a matéria aplicável ao caso proposto.

PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: D. PENAL E P. PENAL PRIMEIRA PARTE - 22.03.1998 REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL Levado Joaquim da Silva Xavier, brasileiro, casado, comerciante, residente e domiciliado nesta cidade, a julgamento pelo Tribunal do Juri por crime de homicídio simples (art. 121 do CP) contra Salim Al Fayed, o MM. Juiz-Presidente, concluídos os debates, indeferiu o pedido de esclarecimentos sobre matéria fático-probatória solicitados por um dos jurados, ao entendimento de que os mesmos eram desnecessários. Ao final, o réu, seu cliente, restou condenado à pena de sete (7) anos de reclusão. Em sede de apelo, argüiu você tão somente a nulidade do julgamento, visto não ter o juiz dado ou mandado dar os esclarecimentos solicitados pelo jurado em questão. A turma julgadora do Tribunal de Justiça do Estado negou provimento ao recurso, mantendo pois o decisum de primeiro grau, porquanto entendeu que tais esclarecimentos se consubstanciam em prerrogativa do juiz, faculdade dele, cabendolhe, portanto, decidir de sua necessidade ou não. Opostos embargos declaratórios, com vistas apenas a reforço do imprescindível prequestionamento, viram-se os mesmos rejeitados. Maneje, agora, o recurso que achar pertinente, redigindo a peça profissional.

SEGUNDA PARTE - 22.03.1998 QUESTÕES: 1) Experiente advogado, ao examinar os autos do processo em que um novo cliente foi condenado, verificou que o processo era manifestamente nulo, à vista do disposto nos arts. 194 e 593, III, c , do Código de Processo Penal, uma vez que o réu, de 20 (vinte) anos de idade, foi interrogado e processado sem a presença de um curador, que não lhe fora nomeado. Impetrou, então, um habeas corpus ao Tribunal de Justiça, que indeferiu o pedido, ao fundamento de que a sentença condenatória, embora proferida em processo nulo, havia transitado em julgado, razão por que a ação intentada não mais era apropriada, cabendo, já agora, a revisão criminal. Assiste razão ao Tribunal? Se não se conformar com a decisão, caberia, ao advogado impetrante, algum recurso ou remédio? Justifique. 2) Atento ao caso exposto na questão nº 1 (um) acima, que acompanhou com interesse, o diligente estagiário do escritório cuidou de examinar um auto de prisão em

não tendo sido observado. O que será. feita a devida comunicação da prisão ao juiz. sem dúvida alguma cabível. uma vez que não houve apelação regularmente interposta. o defensor do réu – talvez seguindo exemplo já visto. porém . há.flagrante. um dos estagiários sentenciou logo que se tratava de autêntica impossibilidade jurídica do pedido. que. consultando-o a respeito da prescrição. também nas alegações finais? Como o pessoal do escritório quer “fazer bonito”. por petição ou por termo nos autos. e deferiu o pedido do Ministério Público. o órgão do Ministério Público requereu a expedição de mandado de prisão para o cumprimento da pena imposta. E. Não tendo sido beneficiado com a suspensão condicional da pena. 129. O juiz. sugerir algo especial? 4) Ao se encerrarem os trabalhos de um julgamento pelo Juri. com facilidade. seu entendimento. talvez para dar uma satisfação à família do cliente que acabava de ser condenado – pediu a palavra pela ordem para dizer que recorria da sentença. Entretanto. tendo entrado em contato com você (seu defensor era dativo). Falou-se também em nulidade e em falta de justa causa. foi oferecida e recebida a denúncia no dia 12 de setembro do mesmo ano. com 19 (dezenove) anos. dúvida quanto ao bom tratamento técnico que se quer imprimir ao trabalho. em verdade. assim. . o condenado está foragido. lavrado contra um outro cliente. este não percebeu o mencionado vício. como exige a lei. Ocorreu a prescrição dita intercorrente? Há. Defesa fácil (e de sucesso garantido). realmente. limitando-se a despachar com um “arquive-se”. Configurou-se a alegada nulidade? Por que? Cabe algum recurso? 5) Contra réu acusado da prática de lesão corporal (lesão de natureza leve. se for caso. o disposto no art. também. E descobriu que o auto não continha a assinatura de curador. então. alegando que a sentença transitou em julgado. no caso. 3) A leitura de uma queixa-crime deixa ver. mais adequado alegar na defesa prévia e. Mas o pessoal do escritório esta com muita dúvida a respeito da competência. art. bem sucintamente. que o fato narrado não constitui crime. promovendo desde logo uma possível eliminação do processo. Foi lembrado o habeas corpus. crime esse praticado no dia 1º de janeiro de 1996. não deixe de manifestá-la. o que foi deferido. também menor. prescrição retroativa? Por que? (responder com poucas palavras). 15 do Código de Processo Penal. não fora nomeado. A família do menor preso aguarda uma providência urgente. Assim é que. No dia 05 (cinco) de março do corrente ano de 1998 o juiz condenou o réu em 08 (oito) meses de detenção. Seria do juiz ou de tribunal? Explique. Dias depois. Código Penal. isto é. se você tiver uma outra boa sugestão. caput). Já um outro é de parecer que o caso é de falta de condição de procedibilidade. pedindo que sua manifestação constasse da ata do julgamento. denegou a suposta apelação por motivo de nulidade da interposição. talvez por pressa. você poderia. punível com detenção de três (3) meses a um ano.

além de ser o maior banqueiro de bicho da cidade. brasileira. casado.. vereador e líder político de sua região. vez que entendeu você da desnecessidade do inquérito policial. na Rua dos Orixás. viu-se vítima de uma campanha atentatória à sua honra. casada. na cidade de Jabaguara. disse ainda “. Demais disso. o procura como Advogado. redigindo a peça pertinente. comerciante.EXAME DE ORDEM DA OAB/MG/PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL / PRIMEIRA PARTE . Em tempo hábil.. residente e domiciliado na Rua do Ouvidor. vez que. como também da Prefeitura”.que Zeferino. bairro das Mandingas. posto que várias foram as testemunhas que as ouviram. contratando-o para que sejam tomadas as providências legais em Juízo. Zeferino... 100. não respeitava seu próprio casamento. 22.1998 REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL Zeferino da Silva.08. que Zeferino era um “ladrão”. sobretudo nos pontos mais freqüentados. . pois tinha várias amantes. porquanto Natalina do Espírito Santo. Tomando conhecimento das afirmações. pai biológico de várias crianças nascidas na região”. neste estado. você toma a medida cabível à hipótese. sendo inclusive. brasileiro. residente e domiciliada na mesma cidade de Jabaguara. “embolsava verbas não só da Câmara Municipal. centro.30. alardeou pela localidade.

também. qual seria o recurso próprio e qual o tribunal competente para seu julgamento. inconformado. o advogado impetrante.1998 1ª Questão Diante de sua constituição como Advogado no caso narrado no problema anterior. PERGUNTA-SE: É possível na hipótese narrada tal pleito? Qual o momento processual de sua oposição se cabível? 3ª Questão Negado habeas corpus pelo Tribunal de Alçada. quer recorrer para o tribunal competente. agora a Tribunal Superior.30. Mas outro estagiário objetou que essa manobra de substituição do recurso por habeas corpus originário estaria proibida e foi repudiada pela jurisprudência. indicando. que ele assinou sem maiores questionamentos.08. PERGUNTA-SE: O que deve conter a Procuração nas hipóteses como a narrada acima? 2ª Questão Tramitando regularmente o feito. Um dos estagiários do escritório sugeriu que se requeresse um novo habeas corpus. manifesta Natalina do Espírito Santo a intenção de opor a exceptio veritatis. em lugar do recurso próprio.EXAME DE ORDEM DA OAB/MG/PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL / SEGUNDA PARTE . tal instrumento é específico. Contudo. . Esclareça a questão sobre que divergem os estagiários. sua primeira providência foi solicitar de seu cliente. o instrumento de mandato. uma vez que o paciente está preso e o recurso dependeria da publicação do acórdão.

Preocupado em demonstrar judicialmente o legítimo interesse de agir. . cabendo apenas a propositura da ação de execução no juízo cível. 140. você é informado pelo policial escrivão que o inquérito policial só seria concluído dentro de aproximadamente 25 (vinte e cinco)dias. . Pergunta-se: Diante destes fatos. contratou seus serviços profissionais com a finalidade de ver processado criminalmente o vizinho que lhe havia injuriado. Retornando 05 (cinco) dias depois àquela Delegacia. a Autoridade Policial indeferiu o pedido com a alegação de que a conduta descrita seria atípica. 5ª Questão Você recebeu cheque como forma de pagamento à vista por serviços advocatícios prestados a determinado cliente. A instauração do referido Inquérito Policial foi requerida 05 (cinco) meses e 10 (dez) dias após o dia em que o ofendido veio a saber quem foi o autor do crime. referido cheque não possuía suficiente provisão de fundos. Sentindo-se lesado. Diante do que fora narrado. qual o recurso cabível contra indeferimento? Respostas FUNDAMENTADAS. você requer a instauração de Inquérito Policial onde indica testemunhas a serem ouvidas.Caput. por não militar na área criminal. (art.4ª Questão Certo advogado. motivo pelo qual não foi compensado. Entretanto. pergunta-se: a) Está correto o entendimento da Autoridade Policial? b) Caso você não concorde. qual atitude você tomaria para a propositura da queixa-crime? Fundamente.Penal). você dirigiu-se à Delegacia de Policia e requereu instauração de Inquérito Policial com a finalidade de se apurar a eventual responsabilidade criminal do emitente do cheque. e que o prazo decadencial para a propositura da ação penal havia sido interrompido com a instauração do Inquérito Policial. Levado ao banco.do Cód.

servidora pública municipal aposentada. como o “coito per anus”. procedeu o Delegado ao relatório. quando após. recebendo da Autoridade a guia para submeter-se a exame de corpo de delito que. você se incumbe de tomar as medidas legais cabíveis ao caso.111. o intruso ainda forçou a vítima a práticas sexuais libidinosas. Desolada. comprovou as violências sexuais cometidas. dirigiu-se ao 1º Distrito Policial. Socorrida por vizinhos após algumas horas. mecânico de automóvel. Após investigações feitas com afinco pela Autoridade e seus agentes. pessoa de certa idade e fisicamente frágil. o fato da vítima negar-lhe empréstimos em dinheiro para que o mesmo pagasse dívidas de jogo. residente e domiciliada nesta Comarca. Deram-se os fatos no interior da casa da vítima. brasileiro. Acertados os honorários advocatícios. saiu da casa em desabalada carreira. com aproximadamente 1. não tendo a vítima percebido a entrada do intruso. juntado aos autos após sua conclusão. sem que tenha havido arrombamento. O autor dos delitos teve pedida a sua prisão temporária pela Autoridade Policial. 333. de cor morena. por volta das 15:30 horas. na Rua Nelson Hungria. Não satisfeito. CIC nº 000. brasileira. . documento de identidade nº M/1. determinando este que se aguardasse em cartório as providências legais cabíveis. e assinada a procuração pertinente. Visivelmente alcoolizado.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 11/04/99 PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: Direito Penal 1ª Parte: Redação de Peça Profissional Amarantina do Espírito Santo. sendo o móvel dos crimes. bairro Ouro Preto. contando com 55 (cinquenta e cinco) anos de idade. Vesúvio da Silva. Concluídas as investigações no prazo legal. concluiu-se ser o irmão paterno da vítima. aturdida e com crises depressivas. o intruso segurou fortemente a vítima.222. Juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca. a vítima seguindo conselho de parentes e amigos. sobretudo após tomar conhecimento da autoria das violências. aviando a peça judicial competente. forçando-a a deitar-se no chão da sala de visitas. 11. viu-se vítima no dia 15 (quinze) de fevereiro do corrente. deixando a vítima prostrada no chão. o autor dos atentados sexuais. casado. trajando um macacão do tipo jeans surrado e sujo aparentemente de graxa. de abusos sexuais perpetrados por um homem encapuzado. com 35 (trinta e cinco) anos de idade. viúva. localizado no seu bairro. requerendo a instauração de inquérito. residente e domiciliado também nesta Comarca. com o intento de não deixar os crimes impunes. sendo deferida pelo MM. retirando-lhe abruptamente as roupas e penetrando-lhe a genitália com seu órgão sexual.333-00. remetendo em seguida os autos do IP ao Juízo da 1ª Vara Criminal.90 de altura. na Rua Vila Rica.111-SSP/MG. bairro Industriários. onde ouvidas testemunhas. porquanto a porta encontrava-se destrancada. o procura no seu escritório. nos folguedos do carnaval.

já com 22 anos.Assim. casada com Mévio já a 25 anos. 213 do CP) ocorrido na cidade de Ubá. cumpre-lhe. tempestivamente arrolada na Defesa Prévia. a responsabilidade criminal do querelado. desapontado. Como defensor público em exercício na Casa de Detenção Dutra Ladeira.Questões: 1ª Questão . Seu recurso foi julgado improcedente. que reside na cidade vizinha de Visconde do Rio Branco? Justifique sua resposta. já que não mais foram manejados recursos em favor de Tício e este foi preso. que decorrera em branco o prazo para apelação.Num crime de estupro (art.Aparecida. Pode ser feita alguma coisa em favor do réu? Em caso afirmativo.Ainda surpreso com uma inesperada condenação do réu. onde Tício cumpre pena. demais disso. A prova carreada para os autos apontava. ou seja. Pregunta-se: a) Qual remédio jurídico que você. e. outorgando-lhe poderes especiais. 240 do CP). Ocorre que. 2ª Parte . A sentença condenatória transitou em julgado. assumido o prosseguimento da respectiva ação penal. você analisou o processo-crime que resultou na condenação de Tício. já que a mesma não se manifestou sobre uma das teses de defesa apresentadas pelo advogado de Tício em sede de Alegações Finais. 3ª Questão . a sentença não se mostra adequadamente motivada (padece da chamada carência de fundamentação extrínseca) e se fundou exclusivamente em elementos de convicção da instrução provisória do inquérito policial. redigir a dita peça. imputando-lhe a prática do crime de adultério (art. que tinha alta probabilidade de êxito. identificando uma nulidade absoluta na sentença condenatória de 1ª instância. que ofereceu queixa-crime em face de Mévio. verificou seu defensor. tendo em vista a miserabilidade da vítima e de seus genitores. como defensor de Tício. 139 e 140 c/c 69 do CP. iniciando o cumprimento da pena imposta. com clareza solar. a de que fora cerceada a defesa do acusado por não oitiva injustificada de testemunha de defesa. uma vez que a prova colhida na instrução criminal lhe é amplamente favorável. descobriu que seu marido havia contraído novo matrimônio com uma jovem moça. Na qualidade de defensor de Mévio. irá interpor? . tendo seu único filho. na fase de alegações finais. a querelante veio a falecer. qual a sua principal alegação de defesa? 4ª Questão .Tício foi julgado e condenado pelo Juízo Criminal da Comarca de Belo Horizonte-MG pela prática de crime de calúnia e difamação.mantendo-se a decisão monocrática. diante do problema exposto. No mesmo dia em que ficou ciente do fato constituiu advogado. oferecida a representação ao órgão do Ministério Público. arts. Interpôs recurso de Apelação. com que objetivo? 2ª Questão . poderá a respectiva ação penal ser proposta no domicílio do réu. infirmados em juízo. objetivando a reforma da decisão para absolvê-lo.

em aditamento à Queixa-Crime. incluir acusado não mencionado na Queixa? .Em caso de ação penal privada subsidiária.. pode o M.b) Tício pode interpor este remédio jurídico independentemente de advogado legalmente habilitado? c) No caso de provimento do remédio jurídico para anular a sentença pode a outra a ser prolatada para aumentar a pena de Tício? d) O Querelante dever ser intimado para apresentar contra-razões à sua peça jurídica? 5ª Questão .P.

prefeito municipal da cidade de Natapólis. assumiu em 15/05/99. sendo governada por ladrões do erário.333.222-33. brasileiro. Laudalino de Souza. por conta da prática de crimes de responsabilidade. 111. (.. servidores municipais. porquanto o jornal local.1002222. para completar o mandato.. também ser execrado da chefia do executivo pelos eminentes vereadores”.444-55. ser Laudalino “(. useiro e vezeiro em malversação de dinheiro público. brasileiro. viu-se afastado do exercício da chefia do executivo municipal pela Câmara de Vereadores local.)pessoa inescrupulosa. “Correio da Manhã”. casado.) que nossa infeliz cidade. também em editorial afirma: “(. CIC nº.SSP/MG. disse entre outros achaques. o editorialista publica: “(. ao invés de procederem a coleta de lixo do município. RG nº.111. posto que. Na semana seguinte.. 200.. bairro Pedra Branca. CIC nº. RG nº. através de editoriais assinados por seu proprietário e editor-chefe..000. Francisco Malta. casado.) que o gatuno do Prefeito agora teve o desplante de requisitar o único caminhão de lixo de propriedade da Prefeitura.. vem. .. transportarem material de construção para a reforma que está realizando no seu sítio”. haja vista que o alcaide anterior foi afastado da Prefeitura. para durante 03(três) dias. bairro Tiradentes. 11. sem moral para exercício do cargo de Prefeito.) que o Prefeito é um analfabeto que sequer sabe desenhar o nome. bem como os lixeiros. o vice-prefeito.SSP/MG. nos últimos anos. devendo seu secessor.22/08/99. na Rua Madureira. brasileiro. o mesmo jornalista. jornalista. residente e domiciliado na cidade. Estado de Minas Gerais. Em seu lugar e. viu-se Laudalino vítima de campanha atentatória a sua honra. residente e domiciliado na cidade. comerciante local. por seus desmandos e gatunagem. na Rua Antônio Aleixo. tal como seu antecessor cassado”(editorial publicado na edição de 08/08/99). Na edição do dia 15/08/99. casado. proprietário do semanário.0003000.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 19/09/1999 PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: Direito Penal 1ª Parte: Peça – Profissional Natalino Madeira. No exercício do cargo..

redija a peça necessária para que a ação penal se veja proposta. face a vergonha que sentem. confirmou os fatos. 214 do CP c/c com o art. pergunta-se: 1. alínea “a”. no entanto. com base na legislação pertinente. o Prefeito em exercício o procura no seu escritório no dia 01 de setembro do corrente para que sejam tomadas as devidas e necessárias providências legais. Assim. haja vista que. achando por bem aviar de pronto a cabível medida judicial. Na fase de inquérito. sobretudo na sua vida particular. sequer estão saindo de casa. atestado de pobreza da vítima e de seus familiares. de forma consistente. o exame de corpo de delito não comprovou qualquer violência. nos autos. Foram colhidos. seus filhos. tão-pouco. depoimentos de testemunhas que presenciaram o crime e da vítima que. Você. antes de eleger-se viceprefeito na chapa de Natalino Madeira. constatando a absoluta ausência de lesão externa. foi. Considerando que tenha sido contratado para defender João Silva. narrando-lhe não só as cobranças da população.Não mais suportando os atentados à sua honorabilidade.Qual será sua tese de defesa para conseguir o arquivamento do processo com decretação de extinção da punibilidade. sempre elegendo-se como o mais votado. e. vez que cobrado pela população para que tome uma atitude. como também o “inferno” que vem passando por conta dos achaques. Os fatos ocorreram no dia 31 de dezembro de 1998 e a denúncia foi recebida no dia 20 de agosto de 1999. onde caracterizados os delitos contra a honra.1. representação.por ter praticado atos libidinosos diversos da conjunção carnal com sua sobrinha Marina de doze anos de idade. na medida em que sempre gozou de boa reputação. entende por despiciendo a instauração do procedimento inquisitório. por 04(quatro) legislaturas vereador. Não há. posto que. adolescentes. tendo ainda ocupado a presidência do legislativo em 02(duas) ocasiões. 224. 2ª Parte: Questões 1ª Questão: João Silva foi denunciado pelo Ministério Público como incurso nas sanções do crime de atentado violento ao pudor com presunção de violência – art. de posse dos 03(três) exemplares do jornal. sem análise do mérito ? .

aplicando pena restritiva de direitos ou multa ? Se positivo. acarreta alguma conseqüência jurídica ? Justifique.3. 76 da Lei 9099/95. qual e de quem é a competência para julgamento ? . 2ª Questão: Qual o recurso previsto no Código de Processo Penal para atacar sentença de pronúncia ? Qual o prazo para sua interposição e como se dá o seu processamento ? 3ª Questão: Cabe recurso da sentença que homologa a transação penal referida no art.A não comprovação da idade da vítima nos autos. 1.Há alguma conseqüência jurídica com relação ao exame de corpo de delito que não comprovou a prática de atentado violento ao pudor ? Justifique.2.1.

bem como da própria Maria do Rosário. qual seja.Profissional Em 20 (vinte) de novembro de 1999.Peça . sendo o querelado ao final condenado nos termos da Lei”. vez que disse Maria .EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA .) No dia 12 (doze) de julho do ano em curso. através de declarações testemunhais. cede às carícias libidinosas.. volta a insistir que com Maria do Rosário se casará. 30. provado que nenhuma violência viu-se praticada. convidou Maria do Rosário Silva. esclarecida quanto aos fatos da vida em geral. em síntese.. Ressalte-se que a peça vem assinada por procurador com poderes especiais e pelo pai da vítima. visto estar apaixonado.. já no romântico local. o querelado Otaviano Rezende. na medida em que o relacionamento. inclusive a perda da virgindade. já qualificado acima. para juntos acamparem nas proximidades de uma cachoeira localizada no citado município. onde. inclusive para os pais de Maria do Rosário. na medida em que comprovado não ser a moça ingênua. que eram feitas há pelo menos 4 (quatro) meses. ao contrário. atestada pelo ACD de fls. também já qualificada. já perdurava por pelo menos 8 (oito) meses. e ainda virgem. viu-se recebida queixacrime contra Otaviano Rezende. tendo já noção completa do que representava manter relações sexuais na idade em que se achava. narrado o seguinte: “(. bem como nos autos do inquisitório. a cópula vagínica. e que o coito deu-se por espontânea vontade de ambos. razão pela qual a ingênua moça inexperiente. sendo estudante do 2º grau. (. Sendo o convite aceito. para todos consistente em namoro. No curso do feito. na Comarca de Manga/MG. pelo que pede que a presente exordial seja recebida e regularmente processada.. 20 anos. acha-se o querelado incurso no art. inclusive sexuais. por volta das 17:00 (dezessete) horas.. 217 do CP. o retratado na queixa-crime começa a ter outros contornos.. Diante disso. o querelado. 15 (quinze) anos. sob falsas promessas de noivado e casamento.19/03/2000 PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL 1ª Parte . e ao verdadeiro intento de Otaviano.) Nestes termos.

sendo tão só amigos. com a intenção deliberada de dali subtrair objetos valiosos. alegando toda a matéria pertinente ao caso.) a relação ocorreu porque eu também estava a fim(. outorgando-lhe procuração para que você atue como procurador do assistente de acusação. A defesa do acusado requer perante o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul o desaforamento do processo para a Comarca mais próxima. 499/CPP. Preso em flagrante delito. o meliante não hesitou em matar barbaramente o pai de família. estando agora os autos com vista à defesa para alegações finais. Pede-se: elaborar as ditas alegações.Questões práticas 01 Questão: Caio invadiu a residência de uma família na cidade de Pelotas / RS. 500 do Estatuto Processual. o consulta. Encerrada a instrução criminal... Após o recebimento da denúncia. com o devido e completo encaminhamento. o querelante e o representante do MP insistem na condenação. 03 Questão: . que se conheceram numa das festas ocorridas na cidade. alegando pressão da comunidade e dúvida sobre a segurança pessoal do acusado. Restou ainda provado. no caso ele. você peticiona no intuito de ver admitido seu pleito. 2ª Parte . além de estuprar uma de suas filhas.. vítima de estelionato. Pergunta-se: a) Qual (is) crime (s) praticado (s) por Caio? b) Poderá haver o desaforamento pretendido? Justifique. constituindo-o como seu advogado. há um clima de revolta da população local. O que deve você utilizar para impugnar tal decisão? Justifique a resposta. consoante o art..)” . que havia esboçado reação. nada sendo requerido nas lindes do art. que o casal não namorava. O Juiz indefere o pedido. ao argumento de que para a acusação já há o Ministério Público. Para alcançar seu desiderato criminoso. 02 Questão: João.do Rosário perante o Juiz: “(.

” Viu-se a ordem de prisão provisória cumprida. bairro da Natividade. diz o decreto de prisão o seguinte: “Pelo que se vê. no despacho que recebeu a denúncia. brasileiro.Peça Profissional: Colombino de Almeida. percebo a inicial do MP de fls. estando o custodiado recolhido em péssimas condições na cela da Delegacia de Polícia da Comarca. Em face disso. tirando o sossego dos habitantes com uma série de furtos de veículos. EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 27/08/2000 PROVA PRÁTICO PROFISSIONAL ÀREA: DIREITO PENAL 1ª Parte . como dito. da qual o denunciado ao que tudo indica. transportando-os posteriormente para outros Estados da Federação. viu decretada sua prisão preventiva pelo MM. residente na Comarca de Ferros/MG. solteiro.É possível utilizar-se do remédio do Habeas Corpus para atacar decisão interlocutória no curso de uma ação penal? Justifique. para garantia da ordem pública. teria infringido. bem como os dispositivos penais que. segundo a exordial acusatória. §§ 1° e 5° c/c 29 do Diploma Penal pátrio. . é o líder. e conforme se extrai dos autos do inquisitório. 311 e seguintes do Código de Processo Penal Expedir o competente mandado de prisão. com certeza para “desmanche”. atualmente desempregado. em processo-crime a que responde como incurso nas lides dos arts. trata-se de uma quadrilha organizada. tudo de conformidade com o art. via de regra estacionados nas ruas durante a noite. sua qualificação. a pedido do i. 155. ao que tudo está a indicar o líder da mencionada quadrilha. 33. representante do Ministério Público. que vem agindo nesta Comarca há bastante tempo. Colombino de Almeida. 02 a 05 contra os elementos nela qualificados e. na Rua Maria Quitéria. Com efeito. após mencionar o nome do denunciado. hei por bem decretar a custódia preventiva do primeiro denunciado. por conveniência da instrução criminal e mesmo para assegurar a aplicação da lei penal. Juiz da Vara Única da Comarca.

PERGUNTA-SE: . abriram-se vista à defesa para apresentação das alegações finais em 25 (vinte e cinco) de agosto de 1998. não comparecendo o acusado nem constituindo ele defensor. 121. Finda a regular instrução probatória. sendo recebida na mesma data. do CP. PERGUNTA-SE: a) Poderia o magistrado retratar-se de sua primeira decisão? Fundamente a resposta. § 1°.Questões práticas: 1ª Questão: A defesa de Mévio. 129. constatou-se que o delito em tese cometido. 95. o magistrado modificou se decisum. poderá a defesa de Mévio interpor novo recurso em sentido estrito? Fundamente a resposta. caput. Após regular citação editalícia. argüiu perante o Juízo processante a execução de litispendência. Finda a lavratura daquela prisão em flagrância delitiva. á época do fato? 3ª Questão: O Delegado de Polícia de uma determinada circunscrição. era afiançável.Procurado por familiares do “preso”. 581. inc. b) Diante dessa nova decisão. Inconformado com citada decisão. ratificando voz de prisão dada por policiais militares. PERGUNTA-SE: a) Quais as defesas processuais podem avançadas. III do CPP. não obstante o preso contar com 19 (dezenove) anos. 2ª Questão: Uma determinada pessoa foi denunciada por pretenso cometimento da conduta prevista no art. que teria ocorrido em 20 (vinte) de maio de 1993. prolatando nova decisão julgando improcedente a execução de litispedência. com fundamento no art. 2ª Parte . entende ser possível medida com vistas à liberdade do agora seu cliente. nos termos do art. 20 (vinte) anos. Processando o recurso. III do Diploma Processual Penal. não concedeu-lhe curador. Durante a persecução preparatória confessou ela a autoria do delito. além de verificar-se que a Autoridade. A denúncia foi ocorrida em 30 (trinta) de junho do ano seguinte. determinou a necessária lavratura do auto de prisão. Juiz. que se encontrava processado como incurso nas sanções do art. Ordenada a citação. inc. com o oferecimento das respectivas razões e contrarazões recursais. o órgão do Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito. você após Ter acesso aos autos e sobretudo ao decreto de custódia cautelar. fundamentando as questões de natureza processual existentes. considerando-se a alteração promovida pela Lei n° 9271/96 e a idade do acusado. foi-lhe nomeado defensor dativo e ordenada a continuação do feito. O pedido formulado pela defesa de Mévio foi deferido pelo MM. II do Código Penal pátrio. as diligências para encontrar o agora réu não lograram êxito. inc. Redija a peça pertinente ao caso.

PEDE-SE: Elabore as alegações finais. o Promotor de Justiça.) Com tal procedimento. ofereceu denúncia. sendo estudante de segundo grau. 2ª Parte – QUESTÕES PRÁTICAS: 1 . de 20 (vinte) anos de idade. acha-se José da Silva incurso nas sanções do art. de 17 (dezessete) anos. Mévio foi condenado (sentença transitada em julgado) nos autos do processo nº. que comprovam. José da Silva. a sua condição de moça virgem antes daquela relação. já qualificado. com o devido e completo encaminhamento. narrando em síntese o seguinte: “ (. Para tanto. 217 do CP.. ficou patenteado por depoimentos de testemunhas e. como incurso nas sanções do art.. ‘(.’” No decorrer da instrução processual. até mesmo pelo depoimento da vítima. os autos com vista à defesa para os fins do art. aproveitando-se da situação. 299. caput. segundo declaração expressa de seus pais. alegando toda a matéria de natureza penal e porventura processual aplicável ao caso proposto. Encerrada a referida instrução. manteve com a vítima relações sexuais que foram atestadas pelo ACD de fls. por volta das 21:00 (vinte e uma) horas. que ela é moça esclarecida quanto aos fatos da vida em geral. e fls. seduziu sua colega Maria Imaculada. ao final devendo o ora denunciado ser condenado. convidou-a para acampar nas margens de uma cachoeira no distrito de Água Limpa. 499/CPP. nesta Comarca de Barão do Rio Branco.. insiste na procedência da acusação. “(.. 500 do Código de Processo Penal. do Código Penal. com quem mantinha um relacionamento de amizade. motivo pelo qual a denúncia deve ser recebida e.) a relação se deu porque eu também estava a fim”. pobre.. que regularmente aviaram a devida representação. nada requerendo as partes na fase do art. EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 22/04/2001 PROVA PRÁTICO – PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL 1ª Parte – PEÇA PROFISSIONAL O representante do Ministério Público.a) A que pode ser referido em favor do preso só a ótica das formalidades legais desobedecidas? Fundamente a resposta. com pena concretizada em 1 (um) ano de reclusão. segundo a própria Maria Imaculada.000.. tendo noção completa do que representa manter relações sexuais na idade em que se achava. Provado que nenhuma violência viu-se praticada por parte do réu e. inclusive. e lá.. por fato ocorrido em 25 (vinte e .) No dia 22 (vinte e dois) de novembro de 2. 1234/99. em suas alegações. estando agora.

‘Atendendo a que a culpabilidade. Mévio pretende o benefício da Lei 9.714/98. Pergunta-se: a) Perante qual juízo deverá ser formulado o pedido? b) Preenchidos os requisitos de ordem subjetiva. 155. de causas de diminuição e de aumento de pena. lugar e modo de execução. caput. Publique-se. 2. intime-se. tendo assim se pronunciado quando da fixação da pena privativa de liberdade: “(. em Minas Gerais. os antecedentes.. sendo o fato datado de 17 (dezessete) de dezembro de 2. agora nos autos do processo nº. a personalidade do agente.’” Diante. torno a pena-base a definitiva. reconhecendo-se a continuidade delitiva.cinco) de julho de 1. bem como. os motivos determinantes do crime são péssimos. passando à dosimetria da reprimenda penal. do CP. caput do Estatuto Penal pátrio.714/98? Justifique a resposta. conforme previsto na Lei 9. poderá Mévio ser contemplado pela substituição da pena. da narrativa supra. condenando o réu já devidamente qualificado nestes autos pelo crime disposto no art. fixo a pena-base em 2 (dois) anos de reclusão. ficando ao final em 2 (dois) anos de reclusão.000. a conduta social.999. Foi também condenado (sentença transitada em julgado). razão por que foram as penas unificadas. pergunta-se: a) Padece a aplicação da pena privativa de liberdade de alguma falha? Fundamente a resposta. Consta que as infrações foram praticadas nas mesmas circunstâncias de tempo. prolatou decisum condenatório em desfavor do réu Antônio de Souza pela prática do crime inscrito no art. julgo procedente a denúncia do ilustrado representante do Ministério Público. 5678/00. O i. novamente como incurso nas sanções do mesmo art. ao fim do processo. ‘Não estando atendidos os requisitos inscritos no art. registre-se. . e na ausência de circunstâncias atenuantes e agravantes. 44 do Código Penal.) Isto posto. Magistrado da Comarca de Visconde de Sabugosa.. 155. uma como continuação da outra. entendo por não proceder a substituição da pena privativa de liberdade aplicada por restritiva de direitos. portanto. de sorte que desfavoráveis ao réu. com pena agora concretizada em 1 (um) ano e 6 (seis) meses de reclusão. 299/CP.

Sra. a Sra. piranha. uma porcaria”. residente a rua José Silvéiro. MARIA CELESTE. decide.”. a Sra. vai tomar naquele lugar. após já Ter se servido do primeiro prato. Sr. também nesta Capital. DEOLICE PEREIRA dirigiu-se ao garçon do citado estabelecimento comercial. MARIA CELESTE ponderou que a mesma poderia servir novo prato. localizado na Av. essa merda não presta”. 122. educadamente.Peça Profissional: Na tarde do dia 29 (vinte e nove) de julho do corrente ano. quase tendo uma crise nervosa. o Sr FRANCISCO chamou a dona do restaurante “BOM DE BOCA”. desandou a chorar. Seguindo conselhos. DEOLICE interrompeu o diálogo e. DEOLICE. FRANCISCO DA CRUZ. e ainda abalada. DEOLICE em não saldar o débito contraído. de modo brusco. o garçon disse para a Sra. muito abalada. Rio Branco. pintada”. casada. bairro Casa Branca.. que imediatamente foi ao encontro da freguesa. dirigindo-se à pessoa de MARIA CELESTE. começou a dizer que “eu não vou comer esta merda de comida. solteira. bairro Pindorama. vagabunda”. apto 1302. “vai se foder. residente a Rua Francisco Pedrosa. DEOLICE.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 23/09/2001 PROVA PRÁTICO PROFISSIONAL ÀREA: DIREITO PENAL 1ª Parte . onde fez uso do “self service”. como também tentaram acalmar a proprietária do restaurante.. por volta das 15:00 horas. No entanto. que. e nenhum havia apresentado qualquer tipo de reclamação. Após ouvir atentamente às reclamações da freguesa. DEOLICE PEREIRA. Você entendendo. que se viam no interior do estabelecimento. que aproximadamente 500 pessoas já haviam se servido da comida naquele dia. nesta Capital. após a devida outorga do instrumento . Certo é que os atos se deram na presença de inúmeras pessoas. não só retiraram a Sra. Durante a refeição. funcionária pública. sua puta. como dito. sem qualquer ônus pela substituição. nesta Capital. Diante do acontecido. fregueses. a Sra. brasileira. brasileira. antes de ser retirada do estabelecimento comercial por outros fregueses que ali se encontravam. tendo em vista esta a comida “muito salgada. da desnecessidade de procedimento inquisitório. 213 bairro Floresta. alegando que não iria efetuar o pagamento das despesas do almoço. a comerciante lhe procura como advogado no último dia 21( vinte e um) de dezembro. compareceu ao restaurante “BOM DE BOCA”. Diante da insistência da Sra. DEOLICE ainda desferiu uma “cusparada” no rosto de MARIA CELESTE. a Sra. dada a notoriedade dos fatos. comerciante. pois a sua proprietária é uma sem vergonha. que. não querendo conversa com “você. Não satisfeita. dizendo que “eu não vou comer neste lugar nojento.

brasileiro. Juiz de Vara da Justiça do Trabalho. foram apreendidos vários aparelhos eletro-eletrônicos. Pergunta-se: a) Na condição de advogado da vítima. 3ª Questão: Tício Mévio da Silva. aviar a peça com vistas à instauração da persecutio criminis in judicio. alguns como sendo de sua propriedade. Posteriormente. Uma das vítimas. comparecendo perante a respectiva Autoridade. é cabível o perdão do ofendido? Justifique sua resposta. foi regularmente lavrado o APFD. Fundamente sua resposta. sem profissão definida. b) A restituição de coisas apreendidas pode ser sempre efetuada. 2ª Questão: Em sendo a Autoridade coatora MM.procuratório. Em poder do “meliante”. PEDE-SE: REDIJA A PEÇA EM QUESTÃO COM TODOS OS CONTORNO DE NATUREZA PENAL E PROCESSUAL PENAL. contando com 21 (vinte e um) anos. viu-se preso em flagrante por conta da prática de crime inscrito no art. qual providência jurídica pode ver-se pleiteada? Fundamente a resposta. reconheceu dentre os objetos apreendidos.Questões práticas: 1ª Questão: Na ação penal privada subsidiária da pública. O delegado negou injustificadamente a restituição solicitada. foi aviado pedido de restituição de coisas apreendidas. 2ª Parte . BOA SORTE!!! . a que deve ser endereçado o pedido de habeas corpus? Justifique sua resposta. 155 do Código Penal. solteiro. Conduzido a presença da Autoridade Policial.

) mulher acostumada a freqüentar sozinha. bairro Afrodite. enquanto o depoente. sem conhecimento do depoente.. com sua anuência. CPF nº.) mulher que pouco se importa com os deveres do lar e do casamento(.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 23/12/01 PROVA PRÁTICO – PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL 1ª Parte – Peça Profissional Antônio de Oliveira. viu-se a ação principal movida pelo marido.003.. doc. até porque presente junto com sua cliente.. deixava as crianças na companhia de vizinhos. 500. caminhoneiro autônomo.. mais ou menos 03(três) a 07 (sete) dias. conforme testemunhas (.. brasileiro. bares de má fama na cidade. 10. casada. residente e domiciliado na cidade de Atenas. e também porque veio a xerocopiá-lo.) pessoa de comportamento duvidoso.) péssima mãe de dois filhos menores. Em tal feito.. Juiz da 2ª Vara (Criminal) da Comarca. A referida queixa viu-se protocolizada em 26 (vinte e seis) de outubro de 2001. o advogado da parte contrária. entendeu ser caso de ingressar em Juízo com a queixa face supostos crimes contra a honra perpetrados por Antônio de Oliveira.. que após a separação de corpos.. 001. viajando muito é verdade. viu-se objeto de queixa-crime intentada por Maria dos Prazeres. posto que habitualmente. costureira autônoma. Vale dizer. Severo de . na rua Hera. “(. pelos seguintes motivos: Antônio de Oliveira e Maria dos Prazeres são casados.002. casado. mas na intenção maior de propiciar à família vida mais digna e com mais conforto(.)”.)”. não dando notícias de seu paradeiro aos familiares. brasileira. nº. 50. tendo a mesma constituído advogado ao qual outorgou em procuração os necessários poderes especiais. de identidade nº. tendo o MM..000-SSP/MG. residente e domiciliada na mesma cidade de Atenas. ao depor perante o MM.. Tendo acesso ao depoimento. Dr. em 26 (vinte e seis) de setembro do corrente ano.)”. também conforme testemunhas (.. Antônio de Oliveira. “(.. Juiz da 1ª Vara (Cível).. estando entretanto se separando em tormentosa ação de separação judicial litigiosa na aludida Comarca de Atenas. com seu comportamento libertino.. bairro Monte Olimpo. “(. sendo vista tomando rumo ignorado em veículos de homens desconhecidos.)”. vez que useira e vezeira em ausentar-se de casa por períodos longos..00. labutava na profissão de caminhoneiro. na rua Grécia.. no Estado de Minas Gerais. referiu-se à parte contrária como sendo (extrato do depoimento): “(.

bairro W. nº 100. o que é conflito positivo e negativo de jurisdição? Distinguir conflito de jurisdição e conflito de atribuição. o instrumento procuratório. sendo conduzido à Seccional Centro. Ressalte–se que o preso está indiciado em dois outros inquéritos policiais pela prática de furto. ao avistar o veículo marca FIAT. jogou o carro contra os policiais militares que. 520/CPP. 310. para 05 (cinco) de fevereiro de 2002. parágrafo único do CPP? Explique e justifique a resposta. modelo Uno Mille. em ato realizado em 04 (quatro) de dezembro do corrente. solteiro. bairro Z. foi efetuada sua prisão. art. e efetuaram três disparos que atingiram os pneus traseiros. na Rua X. incontinenti. ATENTANDO PARA TODAS AS QUESTÕES DE DIREITO PENAL E EVENTUALMENTE DIREITO PROCESSUAL. após fracassada tentativa de conciliação. em 04(quatro) de dezembro do corrente ano. 2ª Parte: QUESTÕES PRÁTICAS QUESTÃO Nº 01 Na esfera do Judiciário. na medida em que dissera a sua versão. Neste momento. recebido a inicial designando data para interrogatório do querelado. por recomendação do advogado familiarista. ano 2000. deu partida. B. brasileiro. fazendo uma ligação direta. PERGUNTA – SE: a)É cabível a liberdade provisória para a espécie? Justifique sua resposta. B. onde foi lavrado o APFD. recebendo do agora cliente.Em se tratando de crime de roubo. Para escapar. placa TTT 7777. sacaram das armas. não tendo entretanto nenhuma condenação. foi surpreendido por uma “blitz” na Av. fazendo com que Tício parasse. que acredita e provará ser verdadeira na ação de separação. Não satisfeito. entrando no carro. estacionado na Rua Y. INTERPONHA A MEDIDA NECESSÁRIA AOS FINS OBJETIVADOS. Não vendo razões para a ação penal.. até pela dificuldade em manter o controle do carro. QUESTÃO Nº 02 Tício Pedreira. saindo com o veículo em direção ao centro da cidade. é possível a concessão de liberdade provisória nos moldes do art. servente de pedreiro.Souza. A Autoridade Policial entendeu ser o fato crime tentado de furto em concurso material com resistência. COM BASE NO PROBLEMA ACIMA. e indignado por ver-se processado criminalmente. maior. você acredita ser possível obstaculizá-la. nº 30. próximo ao nº 300. Após rodar alguns quarteirões. residente e domiciliado em Belo Horizonte.H. bairro D. quebrou-lhe o vidro lateral traseiro esquerdo e.. B. Antônio de Oliveira o procura. .

através de terceiros. fronteira com aquele país. comerciante. casado. casa 12. adentrava à cidade brasileira de Livramento. com fins de revenda.Exame de Ordem – Março/ 2002 2ª EtapaProva Prático. no Brasil. tendo o representante do Ministério Público. casado. Serenados os ânimos. na mesma Favela. que sai do canto onde se encontrava. boatos na favela relacionados a relacionamento envolvendo a filha de João com o filho de Manoel. e contra ele disparando já na rua. Trocaram as mais graves ofensas.Profissional Área: Direito Penal 1ª Parte: Peça Profissional João José da Silva. residente e domiciliado na cidade de Belo Horizonte/MG na Rua Gardênia. feitas as alegações finais escritas. Juiz Sumariante do I Tribunal do Júri da Capital pronuncia João nos termos da exordial acusatória decretando seu recolhimento à prisão. Ambas as famílias viviam em pânico. tendo sido você. indo atrás de Manoel. doc. e não sendo a comercialização de lança-perfume crime na Argentina. da Favela Palmital. tampouco no Uruguai. Acionada a Polícia. defensor dativo nomeado desde o início do feito. Nessas condições. de identidade nº M-2. não percebe a aproximação de Manoel. estando em um bar. Num domingo de agosto de 2001. uma faca do tipo ”peixeira”. João se levanta. de forma escancarada. entrando no estabelecimento. casa 10. quando do recebimento dos autos do inquisitório. nas proximidades da favela. enquanto o mesmo corria em desabalada carreira. vivendo de atritos e ameaças de morte há pelo menos 05 (cinco) anos. o desafeto. O inquérito tramitou até seu final não havendo dúvidas em torno da materialidade e autoria. Inconformado com a decisão pronunciatória. eram desafetos de longa data. também pedreiro. maneje a medida recursal pertinente. sendo que João já havia ingerido cerca de 06 (seis) garrafas de cerveja. contando com 25 (vinte e cinco) anos de idade. Possesso. § 2º. Enquanto era servido e conferia a nota. os inimigos não saíam de casa sem portarem. no comércio da cidade argentina de Rosário. passando por detrás de João. o MM. 121. vez que se avizinhava o carnaval. no beco 11.100. tinha como pano de fundo. solteiro. adquiriu.333/SSP-MG. III e IV do Código Penal. intimado da decisão em 05 (cinco) de abril do corrente ano. brasileiro. denunciado e pedido a condenação de João como incurso no art. incisos II. pedreiro. bairro das Flores. ARGUMENTANDO TODA A MATÉRIA DE DIREITO E DE PROCESSO PORVENTURA EXISTENTES. No momento em que. na cintura. que teve morte instantânea. vindo a introduzi-los no território brasileiro. quando não um revólver. brasileiro. doc.222. que. recados ameaçadores. após passar pelo Uruguai.e Manoel Sebastião de Souza.1. 03 (três) tiros atingiram Manoel nas costas. brasileiro. . residente e domiciliado em Belo Horizonte. de identidade nº M1. residente e domiciliado na cidade de Belo Horizonte. mandavam. a competência para julgar o crime cometido por José Maria? Justifique a resposta. Segundo laudo de necropsia. José Maria foi preso em flagrante. João se senta numa mesa. Após a regular instrução do processo. Quando não se atracavam fisicamente nas ruas da favela. João foi preso em flagrante.333. saca de sua arma. dando-lhe um tapa na nuca e saindo correndo do bar. 2ª Parte – questões práticas 1 – José Maria da Silva. de quem será. pede mais uma cerveja e um pastel e mais a conta de consumo. bebendo e jogando sinuca já por longas horas. posto que. quinhentos frascos do produto conhecido como lança-perfume. ainda sentado. no beco 09. portava seu revólver. João vê. Toda a desavença.444/SSP-MG. cuja composição contém substância cloreto de etila.

2-No que respeita à dosimetria das penas privativas de liberdade. II e IV do CP. poderá haver a majoração face a agravante contida no art. B-Em caso de condenação por homicídio duplamente qualificado. para fixar a pena-base. art. na fixação da reprimenda privativa pelo Juiz. incs. dito expressamente ser o réu reincidente.121. como se processará. 61. 59 do CP. § 2º. I do CP? Justifique a resposta. Boa Sorte! . responda as questões abaixo: A-Tendo o Juiz. ao apreciar o art. a incidência da segunda qualificadora? Fundamente a resposta.

na região da Savassi. foi. Juiz adotado o novo rito estampado na Lei no 10. sendo designado interrogatório para 1o de agosto subseqüente. disse que a portava tão somente para uso próprio. de acordo com normas regulamentares. no dia 15 de julho do ano em curso. a vender ou. “prova ilícita” e “prova ilegítima” em processo penal.222. da Lei no 6. portando 15 comprimidos de ecstasy. Findo o IP.1. 38 da referida Lei. assim como no APFD. 333. caput. em 26 de julho do mesmo ano. onde sabidamente há comercialização de drogas. a distribuir os aludidos comprimidos. o representante do Ministério Público aviou denúncia por tráfico de entorpecente. Há distinção quanto à valoração dessas provas pelo Juiz? JUSTIFIQUE sua resposta. na Delegacia onde se encontrava. residente e domiciliada em Belo Horizonte. brasileira. de 11 de janeiro de 2002.555. no inquisitório. presa em flagrante. CPF no 444. onde. Insta salientar que. na Rua das Flores. 22.368/76. 30 anos. bairro das Rosas. solteira. publicitária.666-77. Tendo o MM. Lavrado o APFD. viu-se Carlota indiciada em inquérito policial com base no art. em 29 de julho do mesmo ano. Realizado o aludido interrogatório.333-SSP/MG. nenhuma testemunha que dissesse estar Carlota. Carlota negou que estivesse comercializando a substância estupefaciente e. Considerando que você é contratado pela família de Carlota Joaquina para acompanhar o feito. viu-se Carlota citada. abrindo-se vista dos autos para a resposta à acusação. embora tenha o flagrante se dado em conhecido bar da região. com a devida comunicação ao Juiz competente.409. REDIJA. 12. nos termos do art. mesmo. os autos foram remetidos à Justiça. não houve. na ocasião. a resposta escrita em defesa de sua cliente. “prova emprestada”.2a ETAPA – Setembro/2002 ÁREA: DIREITO PENAL 1a PARTE: PEÇA PROFISSIONAL Carlota Joaquina. RG no MG. substância entorpecente proscrita no Brasil. apart. Questão 02 . levando em conta o disposto no novo procedimento. 2a PARTE: QUESTÕES PRÁTICAS Questão 01 A) DISTINGA.

prolatando. RESPONDA: A) Está certa a decisão do Magistrado? JUSTIFIQUE sua resposta. III do CP.5 (três e meio) anos de reclusão. § 2o. 129. desclassifica a infração de tentativa de homicídio para lesões corporais gravíssimas.Na comarca de Ponte Velha. desde logo. 407 do CPP. B) Encerra a decisão alguma nulidade? JUSTIFIQUE sua resposta. Em face do exposto. inc. na fase do art. o Magistrado. com único Juiz. sem o benefício da substituição por pena alternativa. a decisão condenatória e aplicando ao denunciado a pena de 3. art. . O denunciado não negara a autoria do delito em Juízo. terminada a instrução e apresentadas as alegações escritas.

localizada na cidade de Contagem. Desde então. Em face do exposto. porém. que tal sanção disciplinar lhe fora imposta sem que se ouvisse o condenado a respeito da indisciplina a ele imputada.MARÇO/2003 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL: EUSTÁQUIO DA SILVA foi condenado a 5 anos de reclusão. pela prática do crime de tráfico de entorpecentes. da pena restante. vem ele cumprindo pena na Penitenciária Nélson Hungria. a fim de que esta providenciasse um advogado para avaliar aquela decisão. Faltando 8 meses para se concretizar o prazo legal estabelecido para a obtenção de liberdade condicional. em regime fechado. devidamente comprovados pela respectiva certidão. 180 dias trabalhados na faxina interna daquela Instituição. o condenado tomou conhecimento de que poderia “descontar”. No entanto seu pleito foi-lhe negado sob o fundamento de que a remissão seria impossível em face de o condenado ter sido punido por falta grave. No mesmo dia em que foi intimado da sentença que indeferiu o pleito da remissão. apresentando as razões recursais. . INTERPONHA a medida processual cabível para rever a dita decisão. o condenado entrou em contato com sua mãe. o que foi pleiteado ao Juízo da Execução Criminal de Contagem. Suponha que você seja procurado pela genitora do condenado. Observe-se.

apontando o fundamento legal cabível no caso. antes de assumir seu mandato. Questão 03 Na ação penal pública condicionada. há alguma nulidade capaz de impedir o julgamento do Prefeito? JUSTIFIQUE sua resposta. RESPONDA: Nesse caso. pronunciado a julgamento pelo Júri Popular. . QUEM se encontra legitimado para oferecer ao querelado a transação penal? JUSTIFIQUE sua resposta. Questão 02 Na ação penal privada de competência do Juizado Especial Criminal. ter mandado matar um inimigo político. Com base no exposto. a retratação do ofendido ou de seu representante legal. apontando expressamente as normas legais cabíveis.2a PARTE: QUESTÕES PRÁTICAS Questão 01 O Prefeito Municipal de Tarumurim foi denunciado e. acarreta a extinção da punibilidade do crime imputado? JUSTIFIQUE sua resposta. posteriormente. após o recebimento da denúncia. tendo-se em vista a acusação de.

em 14 (quatorze) de outubro de 2002.EXAME DE ORDEM AGOSTO / 2003 2ª ETAPA DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL “José da Silva foi preso em flagrante.” Tendo a família do condenado comparecido ao seu Escritório de Advocacia. bem como regular instrução processual. retornou o processo para a Vara de origem. foi condenado à pena de 4 anos de reclusão. após o ingresso de habeas corpus. não lhe foi nomeado curador para acompanhamento do flagrante. Transitada em julgada a decisão judicial em grau recursal. em 15 (quinze) de outubro de 1998. sendo expedido o mandado de prisão em 06 (seis) de novembro de 2002. da Lei 6368/76. buscando a manutenção DEFINITIVA da liberdade de José da Silva. Sendo menor de 21 anos no dia do fato. Diante disso. foi considerada nula a prisão e colocado o acusado em liberdade na data de 05 (cinco) de novembro de 1998. sendo mantida a sanção após o julgamento dos recursos interpostos pela Defesa. do delito previsto no artigo 12. pelo cometimento do crime estampado no artigo 12. em tese. formule um habeas corpus para o Tribunal Competente. Após oferecimento e recebimento da denúncia. em regime fechado. da Lei 6368/76. (05 pontos) . sendo indiciado pela prática.

na Vara Especializada de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte .437/97 a 6 (seis) anos e 4 (quatro) meses de reclusão em regime integralmente fechado. (1. (1.5 pontos) Questão 03 É possível a progressão de regime de cumprimento de pena para os condenados por crimes hediondos e assemelhados? Fundamente.2ª PARTE: QUESTÕES PRÁTICAS Questão 01 Em audiência de instrução e julgamento realizada no dia 18 de junho de 2. Reginaldo. foi sentenciado por infringência ao artigo 12 da Lei 6.003. Da sentença foi intimado no mesmo dia e quer recorrer. Sabendo que no dia 19 não houve expediente forense em virtude de feriado.MG.368/76 c/c art. 10 da Lei 9. para qual Tribunal e qual o último dia para sua interposição? (02 pontos) Questão 02 Cabe Juízo de Retratação no Agravo a Execução? Fundamente.5 pontos) . uma quarta-feira. responda: qual o recurso deve ser aplicado ao caso.

conforme autos de apreensão de fls. Os policiais apuraram que os denunciados encontravam-se associados. há mais de três meses. Foi nomeado defensor dativo que apresentou defesa preliminar. retratando-se quanto a confissão dada na fase investigativa. Seguiu-se a instrução criminal. Efetou-se a prisão em flagrante de João. todos da Lei 6. Representante do Ministério Público. como o depósito alugado por João.EXAME DE ORDEM MARÇO / 2004 2ª ETAPA DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL Comarca : Belo Horizonte /MG Vara: 1ª Vara Especializada de Tóxicos Processo : 02403. No dia 13 de novembro de 2003. 55. fls 06/08. chamado Fernando. em um depósito no qual ele utilizava para guardar os produtos que vendia como ambulante no centro da cidade. que um dos policiais. Em seu interrogatório policial disse João: “ que a droga não lhe pertencia. é seu inimigo de longa data. mas o acusado Antônio ao tentar empreender fuga atirando com uma arma.III e art. 12 c/c art. 18 .III.00 (cem) reais e uma arma calibre 38. 12 c/c 18. eis que os policiais vinham investigando as atividades de comércio de substâncias entorpecentes de Antônio há algum tempo. Os policiais deram voz de prisão. na qual este foi interrogado. realizando o competente APF. dando início ao inquérito. 5 barras de maconha. que este policial já . adotando como “modus operandi” a utilização de diversos locais para armazenar a droga. e art 14. apenas guardava para Antônio. ocorrida em 15 de dezembro de 2003.as investigações logram êxito. tendo sido os acusados surpreendidos com 5 (cinco ) barras de maconha. seu conhecido de longa data.” Foi oferecida denúncia.368/76.. R$ 100.368/76 Autora: Justiça Pública Acusados: João e Antônio João e Antônio foram denunciados pela Justiça Pública como incursos nas sanções dos art. Intimado o d. a qual foi juntada aos autos em fls 50/53.. sendo o réu requisitado para audiência. bem como laudo de constatação de fls. 15.. sendo que o Laudo Toxicológico definitivo foi encartado aos autos às fls. 13. 14 da Lei 6. em 26 de novembro de 2003. no qual ele confessou que guardava a droga para o segundo acusado ..xxx-xx Espécie: Art. postulou o recebimento da denúncia a qual foi recebida em decisão de fls 64.xxx. dizendo: que foi coagido pelos policiais a dizer que a droga estava sendo guardada por ele. Foram apreendidos dois celulares um de cada acusado. prazo que ocorreu in albis. o acusado foi citado para apresentar defesa preliminar em 10 dias. foi perseguido e atingido por um projétil a três quadras do local do flagrante.

. que é ambulante.. no bolso de João.foi acusado pelo crime de lesão corporal grave e que ele era a vítima neste processo. disfarçando o depósito de drogas. ressaltando que foi levada à Delegacia como testemunha de apresentação. mais uma determinada quantia. que ele é vizinho de sua mãe. Você foi contratado pela família do acusado para a elaboração do memorial. que fora apreendido o celular que portavam ambos os acusados. nada disse de relevante. não tendo visto nada da prisão pois chegou ao depósito no momento em que levavam o acusado João para Delegacia em uma viatura. em fls. Em seu memorial o representante do Ministério Público entendeu provadas a materialiadade . que a arma utilizada por Antônio estava no depósito. em seu depoimento relatou: “ que as investigações começaram nas atividades de Antônio. este requereu que as alegações finais orais fossem substituídas por memorais. que conhece o acusado João. que no local foi encontrado em depósito determinada quantia de droga e um outra parte em uma sacola que estava sendo carregada por Antônio. que as investigações inicialmente centravam em Antônio. que a arma usada por Antônio estava escondida no depósito.70. postulando a extinção da punibilidade pela morte do acusado Antônio. dada a palavra ao ilustre promotor. um pacote de balas. com o devido e completo encaminhamento. arguindo toda a matéria pertinente. pois é viciado. que foi absolvido no referido processo de lesão corporal ” Quanto a outra testemunha. que estava escondida entre caixas com mercadorias de ambulantes. .” A testemunha Maria do Carmo. que não se lembra do valor. reiterou o pedido de condenação formulado na denúncia. que guarda suas mercadorias nos fundos de um bar de um amigo na Av Tereza Cristina. tendo visto o acusado Antônio ingressar no local. com um sacola e ser recebido por João. Elabore-o. que realizada a abordagem foram encontrados 4 kilos de maconha prensada. foi feita campana. que não é o proprietário ou locatário do depósito no qual fora preso. comuns à defesa. comprovada por cerdidão nos autos. estava no local que foi preso em flagrante. Seguiu-se a instrução ouvindo as três testemunhas da acusação. de passagem. trabalhando no centro da cidade. dois policiais civis e a testemunha de apresentação do APF. Em seu depoimento diz a testemunha Fernando: “. comprando droga. arroladas pelo defensor dativo na defesa preliminar. chicletes e outras coisas mais. Finda a instrução. que chegando ao depósito. que o depósito era utilizado por João para guardar produtos que vendia. que na sacola tinha 1(um) Kilo de maconha. autoria e tipicidade dos delitos imputados aos acusados.

foi também sexta-feira. depois de escoado o prazo para sua interposição. o advogado do agravante colheu os seguintes elementos para uma reflexão: O dies a quo . não se suspendendo durante o curso das férias e recesso forenses”.28 da Lei nº 8. Com esses dados. inclusive. esclareceu o ministro o seguinte: “Com efeito. há uma espécie de férias de fim de ano. nos termos do art. incluídos os Tribunais Superiores. o réu entrou com recurso especial. a portaria foi até muito salutífera ao esclarecer que os prazos que vencessem no dia ficavam prorrogados. tenha sido tempestivo. qual? Por que? . 136). O ministro do Superior Tribunal de Justiça. determinar o fechamento extraordinário do foro nesse dia.2ª PARTE: QUESTÕES PRÁTICAS Questão 01 Condenado por sentença mantida por acórdão do Tribunal de Justiça. 02). “a teor do artigo 798 do Código de Processo Penal. E tomou. Por sinal. A esse respeito. e mui justamente. E o digno presidente do Eg.caiu em uma sexta-feira. O dia 24 de dezembro. publicada a decisão agravada em 17-12-99 (fls. conforme decisão publicada no Diário da Justiça de 28 de junho de 2002. Pergunta-se: a) Era tempestivo o agravo? Por que? b) Supondo-se que. Tribunal de Justiça de Minas Gerais houve por bem. pela lei chamadas feriados (“Feriadão de Papai Noel”. embora cerca de um mês depois de publicada a decisão. e não acreditando ter cometido um erro de contagem de prazo. ainda podia ser tomada alguma medida ou recurso em favor da defesa do réu agravante? Afirmativa a resposta. que não foi admitido. Intrigado com o porquê da portaria. Salientou ainda a decisão que. de fato. Surpreendido com o rumo da decisão. recordou-se o advogado de que na Justiça Federal. não conheceu do recurso. privilégio de que não desfruta a operosa justiça estadual mineira. razão por que interpôs agravo de instrumento. O Diário do Judiciário publicado em Belo Horizonte. nos termos da Lei 5.tempestivo.010/66. os prazos em matéria criminal são contínuos e peremptórios. o advogado entendeu que o recurso era sim . véspera de Natal. edição de 11 de dezembro do mesmo ano. que se estendem de 20 de dezembro a 6 de janeiro. ao fundamento de que “O agravo de instrumento é intempestivo”. que é de cinco dias. incluiu portaria a respeito da suspensão do expediente no dia 24. o recurso foi recebido no Tribunal de Justiça de Minas Gerais em 27-1299 (fls.17-12-99 . como as denominou o advogado). relator do agravo. a providência que lhe pareceu adequada.038/90”.

abordando todos os aspectos jurídicos da questão. desnorteado. verificou-se que Paulo Luís. vindo a amarrar-lhes posteriormente. afastando-se rapidamente. Assim. com a arma em punho. desmotivadamente. detalhadamente. ferido e assustado. ao recobrar-se. se acaso dissessem algo sobre aquele ocorrido iriam morrer. Dois dias depois João morreu no hospital.c) Essa medida ou recurso. embora ele não estivesse mais agredindo-o. Processado criminalmente por homicídio. a sua resposta. A seguir. Paulo. ameaçandoos de que. conseguiu sacar o revólver que trazia consigo e desferiu. do chão. obrigaram que os bandidos lhes entregasse o dinheiro. João. e foi-se embora. seria de ser apreciada por qual juiz ou tribunal? Encaminhada a quem? Questão 02 Tendo havido uma discussão em um bar. um único disparo em João. e. ameaçando os componentes da quadrilha com armas nas mãos. Paulo alega ter agido em legítima defesa. João. em virtude dos ferimentos provocados pelo disparo que sofreu. cessou os chutes. e não levaram nada ao conhecimento de suas chefias. Pergunta-se: Procede a alegação de legítima defesa? Justifique. com quem discutia. então. se cabível. os policiais dividiram o dinheiro entre eles. que caiu ao chão. . deu um soco na face de João. Após o evento. revidou a agressão que estava recebendo com um outro soco em Paulo. acertando-o no tórax. e de revólver em punho invadiram o barraco. partiram para lá. Esse. passou a chutar Paulo violentamente. Paulo se levantou. Questão 03 Dois policiais descobriram que uma quadrilha efetuara um assalto a um banco e estava fazendo a divisão do dinheiro no interior de um barraco na favela do “buraco quente”. Como se capitularia a conduta de tais policiais? Porque? Explique detalhadamente. segundos depois da queda.

por intermédio de funcionário credenciado. art. que foram então devolvidos. 89 da lei citada. § 1º. Aberta a vista dos autos. requerendo. de revogar o benefício. processado perante a 100ª Vara Criminal da comarca de Sant’Ana de Serrinha – MG (Processo n. visto que não podia freqüentar estabelecimento como aquele. I).001) pela prática de lesão corporal de natureza grave (Código penal. protocolou petição de recurso em sentido estrito. . 04. bastando apenas. alegando que o beneficiado veio a praticar outro crime – novamente de lesão corporal de natureza grave – durante a vigência da suspensão. para o Tribunal de Justiça. que o réu beneficiado venha a ser processado por novo crime. Alegou ainda que estava provado que o réu entrara em um bar. por decisão transitada em julgado. com o necessário para seu correto encaminhamento. Publicada a decisão. 129. o Ministério Público retirou. como se vê do dispositivo legal aplicável. Elaborar. desobedecendo a condição que aceitara. junta a petição aos autos do processo mencionado. de que naquela mesma data da devolução fora intimado da decisão o promotor a quem foram ali distribuídos os autos. os autos da secretaria da Vara. assim. alegou o recorrente em suas razões. o Ministério Público requereu a revogação do benefício. muito menos passada em julgado. além de ter também descumprido a condição imposta de não freqüentar estabelecimentos em que se vendem ou servem bebidas alcoólicas. vez que foi visto comprando cigarros no interior de um bar. como de fato ele comprovadamente estava sendo. o juiz julgou improcedente o pedido. nos termos do art. Entretanto.099/95. foi beneficiado com a suspensão condicional do processo. oferecidas quinze (15) dias depois de intimado. vista dos autos. com fundamento nos parágrafos 3º e 4º do mesmo art. deixando. feita com dizeres de carimbo complementados. que a decisão é equivocada porque a lei não exige que haja a formalidade de sentença condenatória. não encontravam apoio nos elementos dos autos. como advogado do recorrido. 89 da lei 9. mediante carga. para manter suspenso o feito. dizendo também que as alegações da defesa. para oferecimento de razões.EXAME DE ORDEM AGOSTO / 2004 2ª ETAPA PROVA PRÁTICO – PROFISSIONAL DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL José Antunes da Silva. contra a decisão que lhe indeferiu o pedido. Meses depois. Dez (10) dias depois. Neles se vê uma certidão de funcionário da repartição. com o processo já em fase de instrução. as contra-razões do recurso. no sentido de que o réu não foi autor do fato e apenas tentou separar duas pessoas que brigavam.

Quando se dará a prescrição? Por quê? Qual espécie? Explique. Passados alguns meses. que ao comparecer ao local não conseguiu deter João de imediato. e logrou entrar. a vizinhança acionou a PMMG. ao transitar com seu veículo por uma avenida muito movimentada.QUESTÕES PRÁTICAS QUESTÃO Nº 01 Verificando que seu cliente foi denunciado em 16/02/2004 pela prática de crime de estupro com violência ficta. se faz acompanhar de seu advogado legitimamente constituído através de procuração por instrumento público. O que seria possível fazer para tornar eficaz a ação penal contra o motorista? Justifique sua resposta. Você foi procurado pelos pais da criança falecida para tomar as providências judiciais cabíveis. João. retirou algumas telhas. João. já que o interrogatório do cliente está marcado para o próximo dia 11 de novembro de 2004? Justifique sua resposta. foi surpreendido por uma criança que atravessava a pista de inopino. acabou acelerando o veículo. . nascido em 14 de outubro de 1980.matando-a. já que o Inquérito Policial que apurava os fatos já teve fim. estando com carga para o representante do Ministério Público há mais de 03 meses. embora instado pelos pais da criança. após ter se soltado das mãos de sua babá. subindo no telhado de um mercadinho. e seguindo seu curso sem prestar qualquer espécie de socorro. QUESTÃO Nº 02 João. empresária famosa e abastada. qual a medida jurídica cabível que hoje poderá ser tomada por você. iria dar preferência para oferecer denúncia referente aos inquéritos de réus presos. mas após mais de duas horas de rastreamento. ao lado da máquina registradora que havia furtado. ou seja. além de civilmente capaz. disse que o prazo prescricional da pena prevista para João é grande e como ele se encontrava com excesso de serviço. ainda contando apenas com a permissão para dirigir veículo automotor. Devido ao barulho. Assustado. QUESTÃO Nº 03 Em 23 de fevereiro de 2000.2ª PARTE . passando por cima da criança. que. e constando que durante toda a fase do Inquérito Policial a suposta vítima. encontrando-se ainda em fase de instrução criminal. após ter supostamente apontado uma arma para a vítima. já que nenhuma perícia foi apontada a definir qual o modo usado pelo mesmo para subtrair a máquina. foi o larápio denunciado por furto simples. já dormindo em sua casa. A denúncia foi legalmente recebida em 21 de novembro de 2000.

tendo a testemunha Maria relatado que João Gandra estava sendo atacado pela vítima a pauladas e se encontrava no chão quando desferiu o tiro que atingiu José Fernandes. Realizada a instrução probatória. . confeccionando a peça processual adequada com o seu completo encaminhamento. tendo cometido o crime em virtude de motivo fútil e motivo torpe. O referido requerimento não foi efetivado pelo juiz até a presente data.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL João Gandra foi pronunciado por crime de homicídio simples. foi interrogado o acusado que alegou legítima defesa. Efetivada as alegações finais pelo promotor de justiça. este preliminarmente requereu ao juiz que fosse oficiado o IML. para que o exame de corpo de delito da vítima fosse juntado aos autos. Concluídas as alegações finais foi o acusado pronunciado. o qual não interposto recurso. definindo qual a medida judicial cabível. Após um mês. Após o interrogatório foram ouvidas as testemunhas de acusação e defesa. Analise o caso. tendo sido denunciado pelo crime de homicídio. foi o acusado intimado pessoalmente da pronúncia. por ter desferido um tiro que foi a causa eficiente da morte da vítima. José Fernandes. que constituiu você para realizar a sua defesa . tendo sido o defensor do acusado intimado pelo juiz.

tendo o amigo de José optado passar pela BR. e passa a experimentá-las e regatear preços. comerciante foi autuado em flagrante dado como incurso nas sanções do art. 121. causas de aumento e diminuição de pena. e em razão disso a noiva. disso se aproveitando o noivo para sair discretamente com vários anéis nos dedos.2ª PARTE . o veículo foi atingido por uma carreta que havia perdido os freios e passou por cima do carro. Ocorre que um dos três disparos acertou a perna de José que. Na partilha do produto do ilícito há desacordo. agravantes e atenuantes. José demonstra interesse na aquisição de jóias. sua noiva entra e desvia a atenção do vendedor. e outras circunstâncias importantes. mata José ministrando-lhe dose de veneno em um copo de bebida. do Código Penal. por exemplo. pegou seu revólver e disparou três tiros em direção aos pés de José para fazê-lo ficar pulando na frente de seus colegas. O auto de prisão foi lavrado atendendo a todos os rigores da lei processual vigente. Quais as condutas típicas que você identifica no caso acima? É imprescindível esclarecer as eventuais qualificadoras.0 QUESTÃO Nº 03 João. qual a medida jurídica para a obtenção da liberdade de seu cliente? Qual a justificativa legal? .Valor: 2. ocasionando a morte de José e de seu amigo por esmagamento. filha do proprietário da joalheria. Constituído para a defesa. Por qual crime João poderá responder? Explique.5 . portador de bons antecedentes. a ocorrência de concurso de pessoas. Nesse ínterim.Valor: 1. que o levou ao HPS. Para tanto. . desafeto ferrenho de José e muito valentão. Marcos é primário. foi socorrido por um seu amigo. Caput.Valor: 1.5 QUESTÃO Nº 02 No interior de uma joalheria. . No caminho. desesperado de dor.QUESTÕES PRÁTICAS QUESTÃO Nº 01 Marcos Tadeu. como. trabalha e reside no local da infração. resolveu dar-lhe uma lição. casado. brasileiro.

casado.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL Armando Soares. brasileiro. Mário teceu os seguintes comentários: O Armando é corrupto. brasileiro. solteiro. residente na Rua Dr. Constituído (a) como advogado(a) de Armando Soares. durante reunião na repartição pública onde ambos trabalham. Funcionário Público Federal. elabore a petição apta a iniciar a ação penal. residente na Rua Aquiles Bastos. No dia 11.05. Viriato Gomes 69. na presença de Maria da Conceição. Funcionário Público Federal. foi agredido em sua honra por Mário da Silva. . Não é possível que um corrupto como ele seja diretor de Órgão Público Federal. 43 em Montes Claros/MG. local onde tem sede o órgão público que trabalha.2005. pois não tem caixa para tal. Nestor Alvarenga e Renato Antunes. testa de ferro que não é dono nem do patrimônio que tem. laranja. vocês sabiam? Eu tenho documentos que comprovam! É bom que todos saibam que ele é corrupto. Montes Claros/MG. bandido.

mas apesar de morar próxima a um posto de saúde e portanto ter perfeitas condições de procurar auxílio médico que impossibilitasse o possível advento do aborto. como efeito colateral.” Em virtude dessa sucessão de acontecimentos. Poucos minutos depois. Fundamentar a resposta. como acresceu novos denunciados. poderia causar aborto. contudo. uma substância abortiva. vem a ter a gravidez interrompida. ocorrendo a morte do feto como conseqüência orgânica dos efeitos do remédio que ela havia ingerido inadvertidamente. Josefina. o eventual recebimento de aditamento da denúncia ministerial deve interromper o prazo prescricional ou constituir seu termo a quo? Levar-se em consideração que o aludido aditamento não só acrescentou circunstâncias como de tempo e lugar do crime. . que se dane. ela percebeu o que havia feito. Com base no Direito Penal brasileiro em vigor. deverá ser declarada extinta a punibilidade do sujeito ativo? Por que? QUESTÃO Nº 03 Atento à hipótese de prescrição retroativa. ingeriu. por descuido. ela deixa de fazê-lo. solucionando o caso. analise todos os aspectos jurídicos do que foi exposto. pensando: “se o aborto acontecer. efetivamente. QUESTÃO Nº 02 Se o sujeito passivo de um crime de estupro qualificado pelo resultado lesão corporal de natureza grave deixar decorrer o prazo decadencial sem dar iniciativa à ação penal.QUESTÕES PRÁTICAS QUESTÃO Nº 01 Josefina Martins.2ª PARTE . sem se dar conta do que estava fazendo (ingeriu um remédio que. supondo estar ingerindo um outro remédio). que estava grávida de dois meses.

EXAME DE ORDEM AGOSTO / 2005 2ª ETAPA DIREITO E PROCESSO PENAL PEÇA PROFISSIONAL Antônio Sérgio. com observância de todas as formalidades legais. com o devido e completo encaminhamento e os dispositivos legais aplicáveis à espécie. pai de 2 filhos menores. ferindo-a. 41 do CPP. instituição financeira sediada na Rua: Barão de Cocais. Antônio é primário. O respectivo auto de prisão está corretamente lavrado. por desvio de trajetória do projétil. casado. elabore a petição visando obter a liberdade de seu constituinte. residente na rua das Acácias. QUESTÕES PRÁTICAS 01 – Analise a situação jurídico-penal de seu cliente que. distribuindo-a no Juízo competente que a rejeitou ao entendimento de ter havido a extinção de punibilidade pela decadência. Indaga-se: a) Qual o recurso cabível na espécie? b) Qual o dispositivo legal que trata da matéria? . você elaborou queixa crime que atendia a todos os requisitos do art. além de atingir a pessoa a quem não visava. nº 26. Betim. nº 847. 02 – Contratado para o patrocínio de ação penal pelo delito de calúnia constante de matéria em jornal diário e de grande circulação. de bons antecedentes. Bairro Pampulha. Belo Horizonte. tendo inclusive acompanhado a autuação na delegacia competente. 4º da Lei nº 7.492/86. brasileiro. Minas Gerais. foi autuado em flagrante como incurso nas sanções do art. Considerando que você foi constituído(a). economista. atinge também a pessoa a quem realmente pretendia ofender. é administrador da empresa Euro-Dolar S/A. matando-a. casado.

tendo o juiz proferido sentença em audiência. 305 e 309 do Código de Trânsito Brasileiro. a pena privativa de liberdade de 2 anos de detenção. Na audiência de instrução e julgamento. que a pessoa que tinha chamado o SAMU foi imediatamente embora. pois estava ermo o local. conhecido por seus amigos como excelente motorista. Também justificou sua saída do local do acidente. Jorge ausentou-se do local dos fatos. no dia 25 de novembro de 2005. 305 e 309 do Código de Trânsito Brasileiro ( Lei 9. As alegações finais foram feitas oralmente pelo MP e defensor público. sendo prontamente recusada pelo autor do fato. que ficou paralítica. pelo qual a polícia o localizou . ocorrida em 28 de abril de 2006. deixando de repassá-los ao locador? Qual o dispositivo legal aplicável à espécie? EXAME DE ORDEM ABRIL / 2006 2ª ETAPA DIREITO E PROCESSO PENAL Peça Profissional Jorge Mattos. sustentado no TCO e no depoimento dos policiais. quando. apresentou defesa prévia. Denunciado pelos fatos acima narrados como incurso nas sanções dos artigos 303. em concurso material. bem como da presente audiência. e o acusado foi interrogado. As partes foram intimadas sendo que apenas Jorge compareceu. condenou o réu pelos crimes previstos nos artigos 303. cientificando as partes. os policiais militares que participaram da ocorrência policial e duas testemunhas do acusado para comprovar seus antecedentes. distante da faixa de pedestre e que ela parecia estar embriagada. Em seu interrogatório.503/97). sem permissão ou habilitação para direção de veículo automotor. ressaltando que a vítima se encontrava atravessando a avenida em um local em curva. do Contorno a 100 Km/h durante a madrugada. A Polícia lavrou um TCO.03 – Qual o crime praticado por proprietário de imobiliária que durante sete meses recebeu do inquilino os valores representativos do aluguel. sendo distribuído ao Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte e designada audiência preliminar. era de madrugada. substituída . dirigia seu veículo esportivo pela Av. funcionário público estadual. ao ultrapassar um semáforo vermelho. uma pessoa no local acionou o SAMU. colidiu com outro veículo. encaminhando-a ao Hospital de Pronto-socorro. foi regularmente citado. que não possui mesmo habilitação para conduzir veículos automotores. que entregou ao enfermeiro um papel com o número da placa. o acusado narrou o fato. Na sentença o juiz dispensou o relatório. O Promotor de justiça ofereceu proposta de transação. Antes da chegada da Polícia Militar. vindo a lesionar Anabella de Castro. capitulando o fato nos artigos 303. Logo após foram ouvidas as testemunhas. o promotor solicitou o adiamento da audiência pois a vítima não tinha comparecido ao fato o que foi negado pelo juiz ante a demonstração de que esta foi regularmente intimada da audiência preliminar. oportunidade em que foi requisitado o exame pericial. deixando o número da placa de seu veículo com o motorista da ambulância do SAMU. 305 e 309 do CTB. Imediatamente. que prestou atendimento à vítima.

o Sr. ao cumprimento da ordem de penhora de bens.C. qual meio deve ser utilizado para esse fim? Justifique sua resposta.) e pelas lesões corporais graves que produziu nos dois funcionários públicos. hoje. Renato de Oliveira retornou à residência do Sr. móveis e gavetas no caso de resistência. os Oficiais de Justiça comportaram-se rigorosamente de acordo com o disposto no Código de Processo Civil. contra Gilmar R. ou seja. não conseguiu cumprir a ordem de penhora de bens proferida pelo Exmo. Gilmar conseguiu retardar a ação da Justiça. e após solicitar em vão. ter agido em legítima defesa. que permite o arrombamento de portas. parágrafo 1 . que deu-lhe uma violenta paulada na cabeça e soltou sobre ambos os Oficiais de Justiça dois cães. desta vez acompanhado de mais um Oficial de Justiça.368/1976. Pergunta-se: tal decisão é suscetível de impugnação pelo advogado de José Luis? Se for. solicitando-lhe ordem de arrombamento. que estava sofrendo um processo de execução por quantia certa. trancando as portas.). Renato comunicou o fato ao Meritíssimo Juiz. Produza a peça processual cabível com o seu completo encaminhamento. que os morderam ferozmente. arrombou a porta da casa. sem conceder ao acusado a possibilidade de responder. . Manoel da Silva. apesar de ter lido a ordem de penhora que o funcionário portava e de tê-lo reconhecido como Oficial de Justiça. Campos. Foi. surpreendido por Gilmar. mais uma vez. a quem foi oferecida denúncia contra José Luis Silva por crime previsto no artigo 12 da Lei 6. a qual foi prontamente expedida. nela adentrando. desde que tal providência seja determinada por Autoridade Judiciária.P. Em face do ocorrido. à acusação. porém. Questões Práticas: 1ª Questão: Durante o mês de abril de 2006.409/2002. em todo o episódio. Campos. os quais ficaram impossibilitados de exercer suas ocupações habituais o por mais de trinta dias (artigo 129. Você foi contrato. Gilmar R. com o intuito de cumprir o mandado expedido. a sua cooperação. por parte do devedor. Alegou. o juiz criminal competente. contudo. Sr. 2ª Questão: Renato A. de Oliveira. consistente na prestação de serviço à comunidade por igual prazo. porque Gilmar negou-se a permitir o ingresso do Oficial de Justiça em sua residência. e de duas testemunhas. por Jorge para assumir a causa. Juiz de Direiro da aludida Vara. parágrafo o 1 . C. antes da aludida decisão de recebimento da denúncia.por uma pena restritiva de direitos. recebeu-a sem observar a regra prevista no artigo 38 da lei 10. P. Sendo certo que. preservando a inviolabilidade do seu domicílio e a integridade do seu patrimônio. por escrito. Desta forma. obedecendo às ordens do dono. Assim. mas foi processado criminalmente por resistência (artigo 329. Oficial de Justiça de determinada Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte.

e em que penas ele incorrerá? Justifique. conclusos para sentença. qual ou quais? Justifique sua resposta. que deveria ser usado por João para o pagamento do conserto do seu carro. insiste. recebeu de Pedro.como o foi. pergunta-se: procede a alegação de legítima defesa? Justifique sua resposta. dias antes. situada a cerca de vinte minutos dali. tão logo Josilene chega do trabalho. Posteriormente. 4ª Questão: João da Silva. para sua casa. visando obter vantagem econômica. com a quantia de quatro mil reais. tendo recebido do escrivão. no cheque recebido. posta-se em frente a casa dela e. dizendo que quer que ela o acompanhe até sua casa. Josilene responde que não tem mais nenhum assunto para tratar com Arnaldo. poderia reconquistá-la. que iria ausentar-se da cidade durante três semanas. ao saber que ela havia começado a namorar Manoel Pereira. depositou tal cheque em sua própria conta-corrente e emitiu um cheque seu. Ao estacionar o carro. por Pedro. Tendo em vista o exposto. 3ª Questão: Arnaldo Silva. e diante das sucessivas negativas de Josilene. ele. B. efetivamente. e pede que ele vá embora. conduzindo-a em seguida. Arnaldo. pintor. desferindo-lhe tapas e empurrões. Ocorreu. ex-namorado de Josilene França. mulher de vinte e um anos. no valor de mil e quinhentos reais. tendo excedido em tanto tempo o prazo legal fixado para a prática do aludido ato processual em razão de inimizade ao procurador do réu. devendo usá-lo para o pagamento da aludida despesa. decide levá-la para sua casa. de dois mil e quinhentos reais. Determinado. telefonou a Pedro e disse-lhe que já havia pago o conserto e que o mesmo havia custado quatro mil reais. então. que o prende em flagrante. Arnaldo. com o valor que a oficina lhe cobrasse pelo conserto do veículo. Assim. consegue colocá-la em seu carro. à força. por qual ou quais infrações penais o agente responderá? Justifique sua resposta. é surpreendido pela ação da polícia. detalhadamente. contudo. seu amigo. segura-a pelo braço e começa a puxá-la para o interior de seu veículo. amarrada. da Silva. imaginando que. Sabendo-se que. para preencher o referido cheque. Constatou-se que das violências praticadas resultaram leves escoriações em Josilene. os cheques foram compensados e João embolsou a diferença aludida. torna a segurá-la e. os autos de um processo criminal que tramitava na Vara em que era Titular. preencheu o valor a ser pago. que havia sido danificado. ele se aproxima. pergunta-se: a conduta praticada por Arnaldo constitui infração penal? Em caso positivo. que havendo sido cobrada de João a quantia de mil e quinhentos reais pelos reparos realizados em seu automóvel. 5ª Questão: Caio J. e tenta fugir. com a intenção de com ela praticar atos sexuais. para pagar a oficina. Pergunta-se: a conduta de Caio da Silva constitui infração penal? Em caso positivo. dessa forma. pergunta-se: a conduta praticada por João constitui infração penal? Em caso positivo. João recebeu autorização de Pedro. . somente profere sentença nos referidos autos um ano após a data da conclusão. um cheque por ele assinado em branco. Juiz de Direito. contudo. previamente assinado. Josilene reage. sua resposta. qual ou quais. conseguindo soltar-se. para eles conversarem e relembrarem os “velhos tempos”. entretanto.

nos termos do artigo 12 da Lei 6. elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o acompanha com o devido e completo encaminhamento.EXAME DE ORDEM AGOSTO / 2006 2ª ETAPA DIREITO E PROCESSO PENAL Peça Profissional No curso de ação penal de iniciativa privada ajuizada por João Henrique contra Edmar Benson. o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o anterior renunciado aos poderes que lhe foram outorgados. que custa no mercado cerca de R$ 800. atuando como advogado do querelado. no pedido de liberdade provisória. consta o seguinte: . o querelante de fazê-lo por mais de trinta dias seguidos. toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final com o julgamento do mérito. 139 e 140 do CP. Na parte dispositiva da sentença. endereço fixo e trabalho comprovado? 2ª Questão: Lineu foi condenado pelo crime de tráfico de substância entorpecente. bons antecedentes. (Desconsiderar a nova lei de tóxicos. na Comarca de Perdões/MG.00 (oitocentos reais). no entanto. que ainda se encontra em vacatio legis). havia prova robusta de que a droga seria efetivamente comercializada. deixando. Questões Práticas: Direito e Processo Penal 1ª Questão: Menelau foi preso em flagrante por tentar furtar um aparelho de mp3 de última geração. Em face de tal decisão. pois independente de ser iniciativa privada. No processo. O advogado do querelado requereu a decretação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não poderia ser caracterizada como inércia ou desídia. além dos requisitos favoráveis de primariedade. Quais outros argumentos jurídicos devem ser alegados em favor de Menelau. pela prática dos delitos previstos nos artigos 138.368/76. por transportar 100 gramas de maconha em seu automóvel.

Os vizinhos informam que.. sua amásia. também que essas discussões tinham se tornado bastante freqüentes. o condenado não possui antecedentes criminais. instantes antes. como se deve contestar a existência de prova? 5ª Questão: O Ministério Público denunciou Nereu por crime de estelionato. Considerando que o Tribunal de Justiça não aceita a tese de legítima defesa da honra. como garantia de dívida. Apurou-se no . No dia fato. e que ouviram Zinedine ameaçá-la de morte algumas vezes. Informaram. nem causa especial de aumento ou de diminuição de pena. acirrando-lhe a ira e o ciúme. Essas testemunhas declararam nunca ter presenciado nada similar ao fato imputado. a personalidade está voltada para a prática do crime. as circunstâncias jamais podem ser justificadas perante o Direito e as conseqüências são gravíssimas para a coletividade.. transformo a pena-base em pena definitiva (.).“Por tudo exposto. Como impugnar. em continuidade delitiva. portanto. nas últimas semanas. Mirôndola teria insinuado que “chifre não nasce à toa na cabeça de gente”. o Promotor ratificou o pedido de condenação. dominado por um feroz ataque de ciúme. presenciaram uma violenta discussão entre os dois. que acabaram retornando por falta de fundos disponíveis. Nas alegações finais.. comportamento da vítima prejudicado. que se encontrava sob seus cuidados para o fim de tratamento médico. o que o Advogado pode sustentar em favor de Zinedine? 4ª Questão: O Ministério Público de Minas Gerais denunciou Ernemegildo pela prática do crime de maus tratos (artigo 136 do Código Penal). Fixo. que limitaram-se a tecer comentários favoráveis sobre a pessoa de Ernemegildo e sobre o relacionamento com o irmão. foram ouvidas apenas as testemunhas de defesa.368/76. os fundamentos invocados pelo Juiz para fixar a pena-base? 3ª Questão: Zinedine foi denunciado pela prática de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e surpresa). alegando que ele expôs a perigo a saúde de seu irmão. a conduta social revela-se desregrada. na porta de sua casa. os motivos não lhe são favoráveis. no Recurso de Apelação. O tiro foi disparado em direção ao coração da vítima. privando-o de cuidados indispensáveis. passo à dosimetria da pena: culpabilidade sempre intensa nos crimes desta natureza. Não existindo nenhuma circunstância agravante ou atenuante em favor do réu. Juridicamente. sob o argumento de que havia prova inequívoca dos maus tratos. Durante a instrução. porque ele emitiu diversos cheques “pré-datados”. julgo procedente o pedido de condenação e condeno Lineu nas sanções do artigo 12 da Lei 6. na qual o autor imputava traição à vítima. Atento às diretrizes do artigo 59 e 68 do Código Penal. sem influência sobre o crime . a pena-base em 05 anos de reclusão e 72 dias-multa. logo em seguida ao comentário. limitando-se aos elementos de informação coletados na fase pré-processual. Ocorre que o Ministério Público não requereu a produção de nenhuma prova na Denúncia. Segundo a acusação Zinedine desferiu um único tiro contra Mirôndola.

após o expediente bancário. I e II. também. um conhecido antigo. e 16 da Lei 10. na qual foram ouvidas as testemunhas arroladas pelas partes. Denúncia recebida pelo Juiz Competente. perseguiram os dois acusados.00 de dentro do cofre da agência. Defesa Prévia apresentada. EXAME DE ORDEM DEZEMBRO / 2006 2ª ETAPA DIREITO E PROCESSO PENAL Peça Profissional Pafúncio Augusto foi preso em flagrante delito. Em seu Interrogatório. Audiência de Instrução realizada. ele ameaçou o gerente e os seguranças da instituição. que Pafúncio Augusto teria ficado dentro do seu veículo. 157. Consta. eles teriam infringido as normas penais anotadas nos arts. Anunciou.826/03. Como as testemunhas (gerente e seguranças) não saíram de dentro da CEF.inquérito que o acusado passava por um período de dificuldade financeira. não conseguiram . convocados para a diligência. Subtraiu R$ 50. ainda. ao lado do local do crime. Tomou ciência da arma de fogo. apenas durante a fuga. que não sabia da intenção delituosa do co-réu. conseguindo efetivar a prisão em flagrante de ambos minutos depois de uma perseguição ininterrupta.000. Consta da denúncia que o co-réu (Confúcio Henrique) invadiu uma Agência da Caixa Econômica Federal (CEF) no Bairro do Santo Agostinho (em Belo Horizonte – MG). apenas lhe pedira uma carona para depositar determinados valores no caixa automático da CEF. do Código Penal. Afirmou que Confúncio Henrique. de forma a oferecer ao co-réu um meio seguro de fuga. Os Policiais Militares. Foram pegos com os dois acusados a arma usada por Confúcio Henrique e todos os valores subtraídos da Agência da CEF. Há justa causa para a ação penal? Justifique a resposta. por vontade própria. Pafúncio Augusto negou a prática dos delitos a ele imputados na inicial acusatória. deu fuga àquele outro. Com o uso de uma arma de fogo (de numeração raspada e sem registro adequado). ainda. somente tomando consciência do crime quando. O Ministério Público ajuizou ação penal em desfavor dos dois coréus. § 1°. De acordo com os termos da denúncia oferecida.

826/03. nos autos. entendendo o Magistrado por condenar os co-réus de acordo com a denúncia apresentada: arts. a seu turno nada requereu.reconhecer Pafúncio Augusto como sendo o autor do delito. A sentença foi publicada. Totalizou-se 8 anos e 4 meses de reclusão. do Código Penal. constituindo-o para elaborar as razões recursais. 157. Alegações Finais do Ministério Público e da Defesa foram apresentadas devidamente. o MP requereu a juntada da CAC e da FAC dos acusados. com o devido e completo encaminhamento. Não foi juntada. Não houve prescrição. Não se conformando com a decisão do Magistrado. A defesa. 499. a pena foi fixada no mínimo legal: 5 anos e 4 meses para o roubo com as majorantes e 3 anos para o porte ilegal de arma. fixados a unidade de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo. e 16 da Lei 10. Como Pafúncio Augusto era primário e de bons antecedentes. Apenas os Policiais Militares o reconheceram como sendo a pessoa presa na perseguição realizada. a perícia oficial. Pafúncio Augusto recorreu tempestivamente da sentença. em pena a ser inicialmente cumprida em regime fechado. I e II. § 1°. . Na fase do art. Assim. Pafúncio Augusto era primário e de bons antecedentes. além do pagamento do valor equivalente a 15 (quinze) dias-multa. elabore-as. arguindo toda a matéria pertinente. com o exame de perfeito funcionamento da arma de fogo apreendida.

pergunta-se: a conduta praticada por José Luis constitui infração penal? Em caso positivo. quando os autos do processo por crime de roubo movido contra seu cliente estavam conclusos para sentença. desabou. dono de um açougue em Belo Horizonte. e em que penas ele incorrerá? Justifique. que o juiz que recebera a denúncia e presidira toda a instrução criminal. atuado como membro do Ministério Público. todo ele. procurado diversas vezes pelos moradores. que. O referido edifício.Questões Práticas: 1ª Questão: José Luis. anos antes. lhe competiam). citando os dispositivos legais pertinentes. Tendo havido a apreensão da carne restante. ocasionando a morte de dois moradores e de dois transeuntes e expondo a perigo um número indeterminado de pessoas e bens. diligências ao Delegado de Polícia. que lhe pediam a realização das reformas estruturais necessárias (as quais. era de propriedade do Sr. e nem sequer foi ao prédio . detalhadamente. por José Luis. Mauro da Silva. o laudo pericial demonstrou a efetividade da alteração feita e também a diminuição do valor nutritivo da carne misturada. Quase toda a carne foi vendida. 2ª Questão: O advogado de João M. colocou tal produto a venda. sua resposta. 3ª Questão: Verificou-se que o edifício “Parque Belo”. não tomou qualquer providência. cujos apartamentos encontravam-se locados para seis famílias. Em face do exposto. carne moída de boi. havia. qual ou quais. da Silva constatou. como se fosse. adicionou dois quilos de carne de cavalo a cinco quilos de carne de boi moída e. na fase do inquérito policial. comparativamente com carne de boi. por duas vezes. após misturar as duas porções. prédio muito antigo. Em face do exposto. que necessitava de reformas estruturais para recuperar as condições mínimas de habitabilidade. no interior do balcão refrigerado. requisitando. pergunta-se: qual providência deve ser tomada pelo aludido advogado? Justifique sua resposta. por lei. no mesmo dia.

para verificar o seu estado. do ponto de vista do Direito Penal. o advogado de João André deverá utilizar. sua resposta. e em que penas o agente incorrerá? Justifique. de forma sincera. levou o ocorrido ao conhecimento da Autoridade Policial competente. ficou permanentemente impossibilitado de exercer a função reprodutiva e. Em face do exposto. 4ª Questão: Marcos Antônio. contudo. Neide. solicitando as providências legais cabíveis. sem que ela acordasse. o qual. moça recatada. inclusive. imaginou que seu prédio pudesse desabar. que o contou ao pai de Neide. 5ª Questão: O médico João André realizou uma cirurgia de “mudança de sexo” em Rogério da Silva. o Ministério Público estadual ofereceu denúncia contra João André pela prática do crime de lesão corporal gravíssima. pergunta-se: os fatos descritos constituem infração penal? Em caso positivo. detalhadamente. alguns meses após a mesma. em nenhum momento. qual ou quais. conforme laudo pericial. assinou um contrato de prestação de serviços com o médico. uma vez que o médico João André extirpou os seus órgãos sexuais. não imaginava que o aludido imóvel estivesse em situação tão precária. indivíduo maior de idade e são. com fundamento nos incisos III e IV do §2º do artigo 129 do Código Penal brasileiro. aproveitando-se do fato de que sua vizinha. pergunta-se: qual ou quais argumentos. cantor e travesti. tendo em vista que Rogério. . Apesar do “sucesso” da cirurgia. Pergunta-se: a conduta praticada por Marcos Antônio constitui infração penal? Em caso positivo. Concluído o respectivo inquérito policial. por sua vez. porque. adentrou em seus aposentos e apalpou-lhe os seios e os órgãos genitais por sobre as suas vestes. Rogério. além disso. que produziu exatamente as modificações desejadas pelo cantor em seu corpo. a empregada da casa. qual ou quais? Justifique sua resposta. abordando todos os aspectos jurídicos da questão. que. o levou ao conhecimento da polícia. O fato. Tendo ficado provado que Mauro da Silva. tendo ficado insatisfeito com o resultado. em que se declarava ciente do que seria realizado e dos riscos envolvidos no procedimento. foi visto por Rosália. foi produzida em seu corpo uma deformidade permanente. para defendê-lo? Justifique sua resposta. a pedido dele. de dezesseis anos. relativo à aludida cirurgia. encontrava-se em sono profundo.

II. Entretanto. saca de seu revólver e efetua um disparo contra o agressor. Por outro lado verifica-se que Aurélio ao efetuar o disparo agiu em legítima defesa (art. não fica afastada a legítima defesa posto que de acordo com o art. dos meios necessários e que dispunha para se defender. o disparo efetuado por Aurélio ao invés de acertar Berilo. foi condenado na 1ª instância à pena de 05 (cinco) anos em regime integralmente fechado. as condições ou qualidades da vítima. conforme o citado artigo.10. 25 do CP) própria e real. tentando defender-se da agressão a faca perpetrada por Berilo. 20 § 3º do CP “não se consideram. Lucas deu inicio ao cumprimento de pena em 10 de fevereiro de 2009. ainda. Levando-se. Na qualidade de advogado de Aurélio indique a tese de defesa que melhor se adequa ao fato. apresente a argumentação adequada. Interpôs Recurso de Apelação o qual foi parcialmente provido. Após o trânsito em julgado. 73 do CP. 1ª parte).2010: I. ainda. Justifique sua resposta. que se encontrava muito próximo de Berilo. Mesmo assim. atendendo-se. negou a progressão de regime sob o fundamento de que Lucas ainda não havia cumprido 2/5 da pena. ao disposto no parágrafo 3º do artigo 20 do Código Penal. O Tribunal alterou apenas o dispositivo da sentença que fixava o regime em integralmente fechado para inicialmente fechado. em consideração o fato de que Aurélio agiu em defesa de uma agressão injusta e atual. Questão 2 Lucas. na condição de Advogado de Lucas. em que pese os demais requisitos tenham sido preenchidos. Aurélio é acusado de homicídio. indicando os respectivos dispositivos legais. pelo crime de tráfico de drogas. atinge Cornélio. Diante dos fatos e da decisão acima exposta. Cornélio vem a falecer. neste caso. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime”. por um erro acertou pessoa diversa (Cornélio) do agressor (Berilo). em 10 de outubro de 2010. . processado em liberdade.Questão 1 Aurélio. sendo que sua intimação. utilizandose. indique o recurso cabível. ocorreu em 11. Gabarito comentado Trata-se o presente caso de um erro na execução (art. Entretanto. Em consequência do tiro. cometido em setembro de 2006. O juízo da execução.

na qualidade de diretor financeiro de uma conhecida empresa de fornecimento de material de informática. o princípio constitucional da individualização da pena. tendo a inicial acusatória sido recebida pelo juiz da vara federal da localidade. Assim.210/84. I. afastando o critério de cumprimento de 1/6 da pena. no caso em comento. o delegado encaminhou os autos ao Ministério Público Federal.137/90.QUESTÃO 3 Caio. ficando não paga a dívida relativa ao ICMS. tal fato chegou ao conhecimento da Polícia Federal. o delito fora cometido antes da entrada em vigor da lei 11.5.210/84.Gabarito comentado (a) . 7. se apropriou das contribuições previdenciárias devidas dos empregados da empresa e por esta descontadas. para reincidentes. uma vez que deixara de recolher ICMS relativamente às operações da mesma empresa. nos termos do artigo 112. devendo ser concedido. respeitando. a autoridade policial apurou que Caio também havia praticado o crime de sonegação fiscal. utilizando o dinheiro para financiar um automóvel de luxo.Recurso Cabível: Agravo em Execução. da Lei 8.2 2. Ao final do inquérito policial. (b) . dando ensejo à instauração de inquérito para apurar o crime previsto no artigo 168-A do Código Penal. nos termos do previsto no artigo 197. A partir de comunicação feita por Adolfo. O requerimento deve ser de progressão de regime. também pela confissão de Caio em sede policial. restou legalmente instituída a possibilidade de progressão de regime nos crimes hediondos e equiparados. os fatos ficaram comprovados.Fundamentação: Com o advento da Lei 11. No curso do aludido procedimento investigatório. ou seja. determinando o cumprimento de 2/5. A mencionada lei fixou prazo diferenciado para tais delitos. Pontuação para argumentação: 0. empregado da referida empresa. da Lei n.464/07. razão pela qual não poderá ser aplicada retroativamente. que denunciou Caio pelos crimes previstos nos artigos 168-A do Código Penal e 1º. quando do pedido perante o juízo da execução. Após . assim. 1/6. sendo esta prejudicial ao réu no que tange ao prazo para progressão. Lucas já havia cumprido o requisito objetivo exigido para a progressão de regime. ele afirmou estar arrependido e apresentou comprovante de pagamento exclusivamente das contribuições previdenciárias devidas ao INSS. para primários e 3/5. pagamento realizado após a instauração da investigação. Nessa ocasião. Pontuação para indicação dos dispositivos legais: 0. 7.464/07. Logo. No entanto. da Lei n.

o aludido magistrado entendeu não ser o caso de absolvição sumária. o enunciado não traz qualquer informação no sentido de que a via administrativa ainda não teria se esgotado. e. tendo designado audiência de instrução e julgamento. Com base nos fatos narrados no enunciado. b) Ao Tribunal Regional Federal. incompetência absoluta – em razão da matéria – do juízo federal para processar e julgar a matéria. o .2) c) Quais fundamentos devem ser utilizados? (Valor: 0. não podendo o candidato deduzir que teria sido realizado e indeferido pedido expresso de reconhecimento de extinção da punibilidade. não seria admissível o recurso em sentido estrito. Ao oferecer denúncia perante o Tribunal do Júri da Justiça Federal da localidade. uma vez que as testemunhas seriam mulheres e poderiam se sentir amedrontadas caso o réu fosse posto em liberdade antes da colheita de seus depoimentos judiciais. uma vez que não há previsão de recurso contra a decisão que não absolvera sumariamente o acusado.6) GABARITO COMENTADO a) Habeas Corpus. a) Qual é o meio de impugnação cabível à decisão do Magistrado que não o absolvera sumariamente? (Valor: 0.2) b) A quem a impugnação deve ser endereçada? (Valor: 0. restando apenas acusação pertinente à sonegação de tributo de natureza estadual. por ser o crime gravíssimo e por conveniência da instrução criminal. No caso. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. o Ministério Público Federal requereu a decretação da prisão preventiva de Jeremias para a garantia da ordem pública. não podendo o candidato deduzir tal fato. sendo cabível a ação mandamental.analisar a resposta à acusação apresentada pelo advogado de Caio. Questão 4 Jeremias é preso em flagrante pelo crime de latrocínio. uma vez que o enunciado não traz qualquer informação acerca da fundamentação utilizada pelo magistrado para deixar de absolver sumariamente o réu. Ao receber a inicial. praticado contra uma idosa que acabara de sacar o valor relativo à sua aposentadoria dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal e presenciado por duas funcionárias da referida instituição. as quais prestaram depoimento em sede policial e confirmaram a prática do delito. após. responda aos itens a seguir. do CP. c) Extinção da punibilidade pelo pagamento do débito quanto ao delito previsto no artigo 168-A. Quanto à Súmula Vinculante nº 24. conforme estabelecem os artigos 647 e seguintes do CPP.

porquanto decorrente de violação a . qual(is)? (Valor: 0. de modo que somente poderá ser determinada quando calcada em elementos concretos que demonstrem a existência de risco efetivo à eficácia da prestação jurisdicional. 168. pois a competência para processamento e julgamento é de uma vara comum da justiça estadual. Apropriação indébita qualificada (ou majorada) em razão do ofício. por se tratar de crime patrimonial e que não ofende bens. já que a denúncia se encontra lastreada exclusivamente em uma prova ilícita. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. Ao ler o conteúdo. pois a jurisprudência é pacífica no sentido de que considerações genéricas e presunções de que em liberdade as testemunhas possam sentirse amedrontadas não são argumentos válidos para a decretação da prisão antes do trânsito em julgado de decisão condenatória. utilizando-se dos argumentos apontados pelo Parquet. III do CP. Gabarito Comentado a) Não. b) Não.magistrado decretou a prisão preventiva de Jeremias.35) b) Se o Ministério Público oferecesse denúncia com base exclusivamente na correspondência aberta por Maria. b) Falta de justa causa para a instauração de ação penal.9) a) Sim. responda aos itens a seguir. descobre que Jorge se apropriara de R$ 4. que recebera da empresa em que trabalhava para efetuar um pagamento.000. a) Jorge praticou crime? Em caso positivo. exerce o cargo de auxiliar administrativo e abre uma carta lacrada que havia sobre a mesa do rapaz. mas utilizara tal quantia para comprar uma joia para uma moça chamada Júlia. prevista no art. serviços ou interesses da União ou de suas entidades autárquicas.00 (quatro mil reais). indique os argumentos defensivos para atacar a decisão judicial que recebeu a denúncia e decretou a prisão preventiva. alegaria? (Valor: 0. Com base no relatado acima. comparece ao local em que Jorge. Maria. na qualidade de advogado de Jorge. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. parágrafo 1º. o que você. jovem extremamente possessiva. Maria entrega a correspondência aos patrões de Jorge. seu namorado. pois tal providência possui natureza estritamente cautelar. Absolutamente transtornada. Com base no caso acima.

tendo conseguido salvar-se após socorro prestado por um passante. no Estado K. vindo o Tribunal de Justiça da localidade a manter a pronúncia. residiam os deputados federais Armênio e Justino. Armênio e Justino desceram do automóvel. razão pela qual não puderam perceber que Frederico ainda estava vivo. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. por sua vez. o Conselho de Sentença absolve Caio. No julgamento em plenário. em razão de rivalidade futebolística. Os algozes deixaram rapidamente o local. de modo que juízo deprecado nomeou um único advogado para ambos os réus. os agentes eram deputados federais. munido dos elementos de informação colhidos na fase inquisitiva. Para tanto. Caio é denunciado pelo Ministério Público pela prática do crime de homicídio qualificado por motivo fútil. já que. no Estado Z.uma norma de direito material (artigo 151 do CP).6) Na cidade de Arsenal. poderia o Tribunal de Justiça declarar a nulidade do julgamento por reconhecer a existência de nulidade processual? (Valor: 0. mas seus familiares viviam em Arsenal. Frederico morava na cidade de Tirol. Caio teria esfaqueado Mévio quarenta e três vezes. de que forma e com base em que fundamento? (Valor: 0. De acordo com a inicial. mas excluindo a qualificadora. rico empresário que possuía valiosas informações contra eles. que instaurou o respectivo inquérito policial. à época. No curso do inquérito. a motivação não poderia ser considerada fútil. as defesas de Armênio e Justino mostraram-se conflitantes. responda aos itens a seguir. do Código de Processo Penal. ao . Ato contínuo. Frederico. O juízo deprecante. III. Armênio e Justino decidiram colocar em prática o plano de matá-lo. ocasião em que Caio confessou a prática do crime. Armênio imobilizou Frederico e Justino desferiu tiros contra ele. A vítima foi ouvida por meio de carta precatória em Tirol. de modo que a caminhonete deste não mais conseguia transitar. O Ministério Público. a) A esposa de Mévio poderia buscar a impugnação da decisão proferida pelo Conselho de Sentença? Em caso positivo. ofereceu denúncia contra Armênio e Justino. Sabendo-se que o Ministério Público não recorreu da sentença. Já na fase instrutória. bloquearam a passagem de Frederico. a defesa lê para os jurados a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça no que se refere à caracterização de Mévio como arruaceiro. Recebida a denúncia. ao Tribunal do Júri da Justiça Federal com jurisdição na comarca onde se deram os fatos. Frederico teve seu depoimento requerido. e eles não conseguiram se reeleger.65) b)Caso o Ministério Público tivesse interposto recurso de apelação com fundamento exclusivo no artigo 593. utilizando-se do veículo em que estavam. Caio recorreu com o objetivo de ser impronunciado. os mandatos de Armênio e Justino chegaram ao fim. seguiram Frederico quando este saía da casa de seus parentes e. causando-lhe o óbito. Respondendo aos quesitos. Ambos objetivavam matar Frederico. Sabendo que Frederico estava visitando a família. portanto. os advogados de Armênio e Justino não compareceram. Pronunciado na forma da denúncia. por tentativa de homicídio. “d”. ao argumento de que Mévio seria arruaceiro e. Na respectiva audiência. Tudo foi noticiado à polícia.

Ademais. 564. dada à natureza da infração (crime doloso contra a vida). 109 da CRFB que justifiquem a atração do processo à competência da Justiça Federal. LIII da CRFB/88. a nomeação de um só advogado prejudica os réus. 5º. 564. descontente com o patrono que o representava. cessado o foro por prerrogativa de função. como as defesas eram conflitantes. LV. 5º.final. com base nos artigos 413 e 414 do CPP. Item . A nomeação de somente um advogado para ambos réus. também deverá ser arguida nulidade com base no art. do CPP). Primeiramente há que ser arguida nulidade por incompetência absoluta (art. pois. Além disso. Por fim. o fato de os agentes serem ex‐deputados federais não enseja deslocamento de competência. indique duas nulidades que podem ser arguidas em favor de Armênio. de modo que. emitiu decreto condenatório em face de Armênio e Justino. não respeita o princípio da ampla defesa (art. Nesse sentido. bem como art. Justifique com base no CPP e na CRFB. competente é o Tribunal do Júri da Comarca onde se deram os fatos. pois. a competência é afeta ao Tribunal do Júri de Arsenal. feita pelo juízo deprecado. pois no caso não há incidência de nenhuma das hipóteses mencionadas no art. do CPP. da CRFB). destituiu-o e nomeou você como novo advogado. Com base no cenário acima. voltam a incidir as regras normais de competência para o julgamento da causa. I. IV. Armênio. poderá ser arguida nulidade pela falta de apreciação da causa pelo juiz natural do feito.

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