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Provas Abertas OAB 96-06

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PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL – Dezembro 1996 PRIMEIRA PARTE REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL

Praticado crime de lesão corporal (de natureza leve, art. 129, caput, do CP) no dia 30 de outubro de 1992, o Promotor de Justiça, que recebera os autos do inquérito com vista cerca de um ano depois, só no dia 7 do corrente mês de janeiro, sem qualquer outra providência, veio oferecer a denúncia , que foi recebida pelo Juiz, contra o indiciado Antônio da Silva Cunha, brasileiro, casado, 30 anos, vendedor autônomo, residente nesta cidade. O denunciado, que não foi preso em flagrante, continua solto. Na qualidade de advogado contratado pelo denunciado, requerer desde já o que couber em seu favor.

SEGUNDA PARTE QUESTÕES:
1ª - Motorista de caminhão, com indesculpável imprudência e imperícia comprovada, forçou a passagem do veículo, com carga alta, sob fios elétricos de propriedade do Município de Córrego Alto, danificando-os, com grande prejuízo para o município. Feito inquérito policial a requerimento do prefeito municipal, foi o motorista denunciado pela prática do crime de dano qualificado. Qual seria sua principal alegação, como defensor, em favor do réu? 2ª - Querelante perdeu o prazo para alegações finais, não tendo, por isso mesmo, apontado a farta prova existente nos autos nem formulado pedido de condenação do querelado. Que decisão poderá adotar o juiz, diante da robusta prova desfavorável ao querelado? 3ª - Seu estagiário redigiu, a pedido seu, procuração a ser assinada pelo cliente, vítima de crime contra a honra, nos seguintes termos: “ Eu, Fulano de Tal, brasileiro, casado, comerciante, maior e capaz, carteira de identidade 132456, CIC 543222, título de eleitor 3466, certificado de vacinação sem número, domiciliado e residente nesta Capital pela presente procuração para o foro em geral, que vai por mim assinada, constituo e nomeio meus procuradores os doutores Beltrano de Tal e Sicrano de Tal, o primeiro advogado nos auditórios desta comarca e o segundo estagiário do escritório daquele, para o fim de promover a competente ação penal contra Joaquim da Silva e outros que difamaram o outorgante em festa realizada ontem nesta cidade, concedendo-lhe para tanto os poderes da cláusula ad judicia e poderes especiais para oferecer queixa-crime, transigir, desistir e firmar compromisso, podendo praticar, em

conjunto ou separadamente, todos os atos necessários ao cabal cumprimento do presente mandato”. Semelhante procuração padece de algum defeito grave que deve ser sanado ( neste caso apontá-lo), ou apenas contém demasias ou omissões irrelevantes? 4ª - O defensor de réu único quer retirar do cartório os autos do processo para o fim de elaborar as alegações finais previstas no art. 406 do CPP, pelo prazo de cinco dias ali mencionado. negada a entrega dos autos, requereu o advogado ao juiz a concessão de vista fora do cartório. O juiz, porém, indeferiu-lhe o pedido,ao fundamento de que encontrava óbice no art. 803 do CPP e, demais disso, aquele prazo corre em cartório. O estagiário ficou indignado e sugeriu entrar com um mandado de segurança. Assistelhe razão? Explicar. 5ª - Ao ter conhecimento de que fora praticado um furto de dinheiro numa residência da Av. Afonso Pena, agentes da polícia iniciaram imediatamente a procura do possível autor do fato, vindo a prender, cerca de seis horas depois, na rua da Bahia, o indivíduo F., que se tornou suspeito da autoria do crime por ser ali encontrado com dinheiro no bolso, canivete e chaves falsas. Sem perda de tempo levado à Delegacia, o preso acabou confessando com detalhes ser o autor do fato criminoso, indicando o lugar onde escondera os outros produtos do crime. Foi logo lavrado o auto de prisão em flagrante, tendo a autoridade policial ordenado o recolhimento do autuado à prisão. Foi legal a prisão? Por que?

PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Março/1997 ÁREA: DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL PRIMEIRA PARTE - REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL
Antônio Silva e Roberto Gomes, comerciários, casados, ambos com 20 anos de idade, residentes em Vargem Linda, comarca do mesmo nome, em dia do mês de outubro de 1995, naquela cidade, após um jogo de futebol a que ambos assistiram, travaram uma discussão e se empenharam em luta corporal, da qual ambos sairam feridos, impossibilitado o primeiro, vale dizer, Antônio, para as ocupações habituais por mais de trinta dias ( segundo o auto de exame de corpo delito a que foi submetido no mesmo dia por determinação do Delegado de Polícia, que fez instaurar o competente inquérito), enquanto Roberto, mais feliz, sofrera apenas lesão leve, constatada também por auto de exame. Encerrado o inquérito, ambos foram denunciados no dia 3 de novembro do mesmo ano, dia em que foi recebida a denúncia, e estão sendo processados, um como outro pela prática de lesão corporal, tendo a denúncia capitulado o crime atribuído a Roberto no art. 129, Parágrafo 1º, inc. I, do Código Penal, e classificado o crime por que foi denunciado Antônio no art. 129, caput, do mesmo Código. Nos interrogatórios - atos para os quais não foi dado curador a nenhum deles - cada qual atribuiu a agressão ao outro e alegou ter sido ofendido por palavras injuriosas. Confessou Roberto que, realmente, teve de lançar mão de instrumento contundente que, por sorte sua, se achava no local, pois é mais fraco que Antônio e só assim pôde desvencilhar-se deste, que, entretanto, não se machucou muito, pois que ao cabo de apenas dez dias do fato, pôde retornar ao trabalho. As testemunhas inquiridas na instrução não souberam afirmar qual dos acusados teve a iniciativa da agressão. As que foram arroladas por Roberto na defesa prévia disseram que este é pessoa de bom conceito e pacata, nada sabendo informar a respeito de Antônio. As que este arrolou disseram que o conhecem de longa data, sendo também pacato e ordeiro. Não se procedeu a exame complementar nos termos do art. 168, parágrafo 2º, do CPP. O Promotor de Justiça, em suas alegações finais, pediu a condenação de ambos os réus, e mais que, na fixação da pena, se levasse em conta a agravante do art. 61, II, a do Cód. Penal ( motivo fútil, visto se tratar de briga por causa de futebol). Salientou que, embora a defesa prévia de um, como a do outro, se referisse a legítima defesa, seria impossível reconhecer reciprocidade de legítima defesa, uma vez que esta pressupõe situações antagônicas, de legitimidade do ato de quem se defende e de ilegitimidade de quem pratica a agressão, concluindo que não há legitima defesa contra legítima defesa. Demais, acrescentou, o art. 129, parágrafo 5º, do Código Penal, autorizando o Juiz transformar a pena de detenção em multa quando, em crimes de ferimentos, as lesões são recíprocas, acabou com o reconhecimento da justificativa do art. 19, nº II ( atual art. 23, nº II), nos casos em que se ignora de quem partiu a primeira agressão, conforme opinião externada por Ary Franco no livro Dos Crimes Contra a Pessoa, p. 186. Os autos estão com vista aos defensores, nos termos do art. 500 do CPP.

Sabem que não adianta alegar que o réu goza de bom conceito porque isso não é verdade. ao encarregar Salete. e o faço não só por conveniência da instrução criminal. para assegurar a aplicação da lei penal. mas também em benefício da ordem pública e. É que um dos estagiários é de entendimento que a quintafeira já é contada. Acreditam que a prisão foi legalmente decretada por autoridade competente. Juiz de Direito”.se é que alguma coisa realmente poderá ser feita em favor da liberdade do preso. idealizou juntamente com um agente de polícia o seguinte plano: durante período de experiência de cada vendedora esta seria encarregada de selecionar e organizar um número indeterminado de pares de meias de seda. Certa feita. Os estagiários de seu escritório estão perdidos. Delegado de Polícia. indiciado nestes autos de inquérito policial pela prática de homicídio doloso. Findas as investigações policiais. disposto a testar a honestidade de suas vendedoras. com base nos arts. proprietário de uma loja de roupas femininas. seu parecer sobre o que poderia ser feito desde já .A defesa de Antônio será feita por seu advogado. em que dia vencerá o prazo.QUESTÕES: 1)O Juiz de Direito da 100ª Vara Criminal decretou a prisão preventiva de José Antônio da Silva nos seguintes termos: “Atendendo a representação do Sr. 3) Tício. argumentando ainda que o réu e seu defensor ficaram cientes da sentença no início do dia. sucintamente. Expeça-se o mandado de prisão. Explique-lhes. por força do que dispõe o art. mais que comprovada. a) F. a moça foi sujeita a processo criminal.Fazer a de Roberto Gomes SEGUNDA PARTE . O outro estagiário está de acordo. muito antes do horário normal de abertura do cartório. 2 de abril de 1997. E o indiciado já está preso. em despacho conforme a lei e em caso que a comporta. de modo que o advogado terá o dia inteiro para recorrer. decreto a prisão preventiva de José Antônio da Silva. sentença lida na presença deste e do seu defensor. jovem de 22 anos e a mais nova contratada da casa. Pergunta-se: qual a principal linha de defesa a ser adotada no caso em questão? . concisa e objetivamente. este deseja apelar da sentença condenatória. 2) Terminado um julgamento pelo Tribunal do Júri às 2 horas da manhã de quinta-feira última com a condenação do réu. principalmente. Tício e o agente policial supreenderam-na guardando na bolsa 6 pares de meia de seda. sem saber o que fazer. Dêlhes. enquanto que tanto Tício quanto o agente policial espreitariam a probidade das empregadas. 312 e 313 do CPP. Belo Horizonte. mas está em dúvida quanto ao dia em que vencerá o prazo de cinco dias. 311. 10 do Código Penal.

Publique-se. 155. 5) Magistrado da Comarca de Visconde da Cruz Alta prolatou sentença condenatória contra o réu João da Silva pela prática de crime de furto simples. .73 (três reais e setenta e três centavos) por vinte (20) dias. Pergunta-se: se a sentença é omissa. Sendo o réu pobre. converta-se a pena de multa em prisão. a conduta social. pode o condenado apelar em liberdade? Fundamente. bem como.. ainda. sentença condenatória determinando regime fechado para o cumprimento inicial da pena e reconhecendo os maus antecedentes de Cipriano Angastura foi prolatada. na aplicação da pena. intime-se. Assim se manifestou o magistrado. Não paga a multa no prazo legal. no valor total de R$ 94.. . Passo a aplicar a pena. julgo incurso o réu como tendo cometido o crime capitulado no art. a personalidade do agente.60 (noventa e quatro reais e sessenta centavos). fixo a pena de multa em 1/30 do salário mínimo. sua culpabilidade é reprovável que seja multiplicado o valor de R$ 3. ao fato de que inexistem circunstâncias atenuantes e agravantes. os motivos do crime são péssimos. Atendendo a que a culpabilidade.” Padece a aplicação da pena de alguma falha? Fundamente. fixo a pena-base em 3 (três) anos de reclusão.4) Em processo penal. caput do Código Penal Brasileiro. Atendendo. causas de aumento e de diminuição da pena torno-a definitiva. Sabe-se que o condenado respondeu ao processo solto e que o Juiz “a quo” não se manifestou sobre a faculdade de Cipriano poder ou não apelar em liberdade. os antecedentes.“ Isto posto. registre-se. Passo a fixar a pena de multa.

porém. em frente ao bar “Meu Cantinho”. 211. pois que tinha mais bala para ela. residente na rua Prata. tendo o projétil feito um buraco na calça da vítima à altura do joelho esquerdo. se sabe ler e escrever. 11. no momento em que o mesmo acabava de tentar matar Ângelo Pereira com um tiro de revólver. sabendo ler e escrever. por sorte sua. às vinte horas. respondeu: que se achava no bar “Meu Cantinho”. passou a autoridade a interrogar o conduzido presente. profissão. na rua Antártica. depois de tomarem uma cerveja e conversarem um pouco. natural desta cidade. não chegando. Nada mais disse nem lhe foi perguntado. Em seguida. Arquive-se”. Disse ainda que o conduzido é conhecido desordeiro. a quem a vítima. nesta cidade de Belo Horizonte. perguntando-lhe qual o seu nome. residente à rua Europa. mecânico. compareceu o condutor Xisto Antônio de Assunção. Nada mais disse nem lhe foi perguntado. que ainda ouviu o conduzido presente. doméstica. que despachou nos seguintes termos: “Ciente. solteira. residente à Avenida Álvares Cabral. que então chegou o conduzido. estado de Minas Gerais. com 40 anos de idade. com vinte e dois anos de idade. casado. residência. sabendo ler e escrever. ao que ele respondeu chamar-se Benedito . dizendo-lhe que “malandro é isto”. O autuado foi recolhido à prisão. Foi feita a devida comunicação da prisão. distribuída ao Juiz da 100ª Vara Criminal da Comarca. Passou a autoridade a ouvir a testemunha Antônio Moisés. respondeu: que viu o conduzido tentar matar a vítima Ângelo Pereira com um disparo de arma de fogo feito à queima-roupa. e sempre que vem a esta cidade apronta alguma coisa. tendo esta replicado que sustentava o que dissera ali em qualquer lugar. natural desta cidade. filiação. José Antônio da Silva. 200. por ter entendido a autoridade policial que se tratava de tentativa de homicídio. chamou de “malandro”. que. acompanhado das testemunhas. Aos costumes disse nada. a vítima saíra ilesa. Em seguida foi presente a primeira testemunha. a produzir ferimento. idade. que o conduzido mandou que a vítima repetisse o insulto “se fosse homem”. às dezenove horas de hoje. ali também presente a vítima Ângelo Pereira e a testemunha Antônio Moisés. Maria de Fátima Osório. e ali o conduzido sacou de sua arma e fizera um disparo contra a vítima. Nada mais disse nem lhe foi perguntado. não trabalha.09. casado. aí presente o Dr. perguntar à vítima se “queria mais”. Compromissada na forma da lei e inquirida. com trinta anos de idade. natural de Betim. militar. na Delegacia de Polícia 40º Distrito. sabendo ler e escrever.PROVA PRÁTICO PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL PRIMEIRA PARTE: 14. dada ao preso em tempo hábil. delegado de Polícia. como consta da nota de culpa. Benedito Custódio dos Santos. às dezenove horas. após a tentativa.97 REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL Examinar o auto de prisão em flagrante abaixo transcrito e requerer o que couber em favor do preso. residente em lugar vizinho. Aos costumes disse nada. Compromissada na forma da lei e inquirida. e por isso o trazia à presença da autoridade. hoje. bairro Turunas. naturalidade. comigo escrivão do seu cargo ao final nomeado. que saíram à rua. AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Aos doze dias do mês de setembro de mil novecentos e noventa e sete. e disse que havia prendido em flagrante o conduzido presente.

com dezenove anos de idade. assina com o condutor. Nada mais disse e nem lhe foi perguntado. residente à rua América. lido e achado conforme. respondeu afirmativamente. natural desta cidade. e sim de amedrontá-lo. pelo que mandou a autoridade encerrar este auto que . Eu. escrivão.Custódio dos Santos. filho de João Custódio dos Santos e dona Ana Francisca dos Santos. que seu revolver tinha mais quatro balas intactas. que é bom atirador e deu o tiro para baixo. testemunhas. 201. acusado e comigo escrivão. para que ele não mais o molestasse. sabendo ler e escrever. Autoridade: a)José Antônio da Silva Testemunha: a)Maria de Fátima Osório Conduzido: a)Benedito Custódio dos Santos Condutor: a)Xisto Antônio de Assunção Testemunha: a)Antônio Moisés Escrivão: a)João Felício . mas não teve a intenção de matá-lo e nem sequer de ferí-lo. apenas para fazer medo na vítima. o datilografei. João Felício. solteiro. motorista. dizendo mais o seguinte: que ficou com muita raiva e queria dar uma lição em Ângelo Pereira. Perguntado se são verdadeiras as declarações do condutor e das testemunhas. do que dou fé.

SEGUNDA PARTE - 14. 09.97 QUESTÕES: 1ª Condenado o querelado por crime de injúria, seu defensor pretende argüir na apelação a nulidade do processo, uma vez que o juiz não cumpriu o disposto no artigo 520 do Código de Processo Penal, isto é, não ofereceu às partes oportunidade para se reconciliarem. Um dos estagiários, porém, objeta que a lei não prevê, no caso, a nulidade. E o outro lembra que, demais disso, nada foi dito a esse respeito na defesa prévia nem em qualquer outro momento. A seu parecer, seria juridicamente sustentável a existência de nulidade? Colega nosso vem observando que certo juiz tem indeferido indevidamente perguntas pertinentes, não as formulando à testemunha. Está estudando como deverá agir, com segurança, numa próxima vez, tendo descartado, com razão, a utilização da correição parcial, sugerida pelo estagiário, por não ser caso dela. Explicar qual a medida mais apropriada, que o advogado certamente encontrou. Liberato Silveira, posteriormente identificado como velho conhecido da polícia, com o propósito de enganar a vítima Agenor Pimenta, veste-se com um uniforme da Companhia Telefônica para penetrar no estabelecimento comercial deste e subtrair valores. Afirmando estar procedendo à manutenção preventiva na rede telefônica, teve a sua entrada favorecida na loja e lá, aproveitandose da desatenção de todos, subtraiu a quantia de um mil reais sem que ninguém percebesse. Analisando a conduta de Liberato. identificar o tipo penal que se justapõe à ela.

2ª -

3ª -

4ª Qual a distinção básica entre o delito previsto no art. 288 CP (formação de quadrilha ou bando) e a co-delinquência? 5ª Em processo de separação judicial, o cônjuge-varão, para prejudicar a mulher, simula dívidas, emitindo promissórias vultosas em favor de terceiros, com os quais se mancomuna. Neste exemplo, fornecido por Nelson Hungria, para explicar que a simulação maliciosa substitui, em detrimento de outrem, a verdade real, pela mentira com aparência de verdade, configurando, desta forma, uma declaração fraudulentamente deformadora da verdade, é prevista no Código Penal. Identifique o dispositivo legal que cuida da matéria.

PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÀREA - DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL PRIMEIRA PARTE - 14.09.97 REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL O representante do Ministério Público, ofereceu denúncia, narrando o seguinte: “No dia 22 de fevereiro de 1996, por volta das 21:00hs; nesta comarca de Ouro Preto MG, o acusado Odilon Dias, de dezenove (19) anos de idade, seduziu sua colega de colégio Raquel Oliveira, de dezessete (17) anos de idade, com quem mantinha um relacionamento de amizade. Para tanto, convidou-a para acampar nas margens de uma cachoeira, na localidade de Lavras Novas, e lá, aproveitando-se da situação manteve com a vítima relações sexuais que foram atestadas pelo ACD de folhas 53 (cinquenta e três) que comprovam, inclusive, a sua condição de moça virgem antes daquela relação. Com tal procedimento, acha-se o acusado incurso nas sanções do art. 217 do CP, motivo pelo qual a denúncia deve ser recebida e, ao final, o imputado condenado.” No decorrer do inquérito policial e instrução criminal, ficou demonstrado por depoimentos de testemunhas e, até mesmo pelo da vítima, que ela é moça esclarecida quanto aos fatos da vida em geral, sendo estudante do segundo grau, às vésperas do vestibular, tendo noção completa do que representa manter relações sexuais na idade em que se achava. Provado que nenhuma violência foi praticada por parte do acusado e, segundo a própria Raquel, “ a relação se deu porque eu também estava a fim...”. Ainda ficou provado que o réu e vítima não eram namorados, tão somente amigos e que a família dela era economicamente abastada. Encerrada a instrução criminal com a oitiva das testemunhas e nada requerendo as partes na fase do art. 499 do CPP, o Promotor Público, em suas alegações finais, insiste na procedência da acusação e o Juiz faz os autos com vista à defesa,na data de 12.09.97, para apresentação de suas alegações finais. Pede-se: elaborá-las, com o devido e completo encaminhamento, alegando toda a matéria aplicável ao caso proposto.

PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: D. PENAL E P. PENAL PRIMEIRA PARTE - 22.03.1998 REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL Levado Joaquim da Silva Xavier, brasileiro, casado, comerciante, residente e domiciliado nesta cidade, a julgamento pelo Tribunal do Juri por crime de homicídio simples (art. 121 do CP) contra Salim Al Fayed, o MM. Juiz-Presidente, concluídos os debates, indeferiu o pedido de esclarecimentos sobre matéria fático-probatória solicitados por um dos jurados, ao entendimento de que os mesmos eram desnecessários. Ao final, o réu, seu cliente, restou condenado à pena de sete (7) anos de reclusão. Em sede de apelo, argüiu você tão somente a nulidade do julgamento, visto não ter o juiz dado ou mandado dar os esclarecimentos solicitados pelo jurado em questão. A turma julgadora do Tribunal de Justiça do Estado negou provimento ao recurso, mantendo pois o decisum de primeiro grau, porquanto entendeu que tais esclarecimentos se consubstanciam em prerrogativa do juiz, faculdade dele, cabendolhe, portanto, decidir de sua necessidade ou não. Opostos embargos declaratórios, com vistas apenas a reforço do imprescindível prequestionamento, viram-se os mesmos rejeitados. Maneje, agora, o recurso que achar pertinente, redigindo a peça profissional.

SEGUNDA PARTE - 22.03.1998 QUESTÕES: 1) Experiente advogado, ao examinar os autos do processo em que um novo cliente foi condenado, verificou que o processo era manifestamente nulo, à vista do disposto nos arts. 194 e 593, III, c , do Código de Processo Penal, uma vez que o réu, de 20 (vinte) anos de idade, foi interrogado e processado sem a presença de um curador, que não lhe fora nomeado. Impetrou, então, um habeas corpus ao Tribunal de Justiça, que indeferiu o pedido, ao fundamento de que a sentença condenatória, embora proferida em processo nulo, havia transitado em julgado, razão por que a ação intentada não mais era apropriada, cabendo, já agora, a revisão criminal. Assiste razão ao Tribunal? Se não se conformar com a decisão, caberia, ao advogado impetrante, algum recurso ou remédio? Justifique. 2) Atento ao caso exposto na questão nº 1 (um) acima, que acompanhou com interesse, o diligente estagiário do escritório cuidou de examinar um auto de prisão em

3) A leitura de uma queixa-crime deixa ver. este não percebeu o mencionado vício. então. O juiz. no caso. em verdade. não deixe de manifestá-la. denegou a suposta apelação por motivo de nulidade da interposição. punível com detenção de três (3) meses a um ano. o disposto no art. Defesa fácil (e de sucesso garantido). por petição ou por termo nos autos. sem dúvida alguma cabível.flagrante. isto é. E descobriu que o auto não continha a assinatura de curador. um dos estagiários sentenciou logo que se tratava de autêntica impossibilidade jurídica do pedido. Seria do juiz ou de tribunal? Explique. Falou-se também em nulidade e em falta de justa causa. art. tendo entrado em contato com você (seu defensor era dativo). sugerir algo especial? 4) Ao se encerrarem os trabalhos de um julgamento pelo Juri. também nas alegações finais? Como o pessoal do escritório quer “fazer bonito”. E. o que foi deferido. Não tendo sido beneficiado com a suspensão condicional da pena. não tendo sido observado. dúvida quanto ao bom tratamento técnico que se quer imprimir ao trabalho. há. uma vez que não houve apelação regularmente interposta. 129. Mas o pessoal do escritório esta com muita dúvida a respeito da competência. feita a devida comunicação da prisão ao juiz. Entretanto. Já um outro é de parecer que o caso é de falta de condição de procedibilidade. No dia 05 (cinco) de março do corrente ano de 1998 o juiz condenou o réu em 08 (oito) meses de detenção. foi oferecida e recebida a denúncia no dia 12 de setembro do mesmo ano. também menor. não fora nomeado. também. o condenado está foragido. Assim é que. com facilidade. alegando que a sentença transitou em julgado. se você tiver uma outra boa sugestão. realmente. porém . . crime esse praticado no dia 1º de janeiro de 1996. mais adequado alegar na defesa prévia e. como exige a lei. caput). com 19 (dezenove) anos. Configurou-se a alegada nulidade? Por que? Cabe algum recurso? 5) Contra réu acusado da prática de lesão corporal (lesão de natureza leve. Foi lembrado o habeas corpus. que o fato narrado não constitui crime. A família do menor preso aguarda uma providência urgente. que. seu entendimento. bem sucintamente. limitando-se a despachar com um “arquive-se”. você poderia. consultando-o a respeito da prescrição. pedindo que sua manifestação constasse da ata do julgamento. e deferiu o pedido do Ministério Público. lavrado contra um outro cliente. Dias depois. o órgão do Ministério Público requereu a expedição de mandado de prisão para o cumprimento da pena imposta. prescrição retroativa? Por que? (responder com poucas palavras). promovendo desde logo uma possível eliminação do processo. o defensor do réu – talvez seguindo exemplo já visto. talvez para dar uma satisfação à família do cliente que acabava de ser condenado – pediu a palavra pela ordem para dizer que recorria da sentença. talvez por pressa. Código Penal. se for caso. Ocorreu a prescrição dita intercorrente? Há. O que será. assim. 15 do Código de Processo Penal.

Em tempo hábil. posto que várias foram as testemunhas que as ouviram. na Rua dos Orixás.EXAME DE ORDEM DA OAB/MG/PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL / PRIMEIRA PARTE . além de ser o maior banqueiro de bicho da cidade. redigindo a peça pertinente. . casada. centro. 100.. sobretudo nos pontos mais freqüentados. alardeou pela localidade. que Zeferino era um “ladrão”.que Zeferino. 22.30. você toma a medida cabível à hipótese. o procura como Advogado. vereador e líder político de sua região. bairro das Mandingas. viu-se vítima de uma campanha atentatória à sua honra. casado.. não respeitava seu próprio casamento. como também da Prefeitura”. pois tinha várias amantes. residente e domiciliada na mesma cidade de Jabaguara. vez que.. pai biológico de várias crianças nascidas na região”. Tomando conhecimento das afirmações. brasileiro.1998 REDAÇÃO DE PEÇA PROFISSIONAL Zeferino da Silva. Zeferino. “embolsava verbas não só da Câmara Municipal. residente e domiciliado na Rua do Ouvidor. brasileira. vez que entendeu você da desnecessidade do inquérito policial. sendo inclusive.08. neste estado. contratando-o para que sejam tomadas as providências legais em Juízo. na cidade de Jabaguara. comerciante. Demais disso. porquanto Natalina do Espírito Santo. disse ainda “..

08. o advogado impetrante. Mas outro estagiário objetou que essa manobra de substituição do recurso por habeas corpus originário estaria proibida e foi repudiada pela jurisprudência. que ele assinou sem maiores questionamentos. o instrumento de mandato. quer recorrer para o tribunal competente. Contudo. em lugar do recurso próprio. PERGUNTA-SE: O que deve conter a Procuração nas hipóteses como a narrada acima? 2ª Questão Tramitando regularmente o feito. sua primeira providência foi solicitar de seu cliente.EXAME DE ORDEM DA OAB/MG/PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL / SEGUNDA PARTE . manifesta Natalina do Espírito Santo a intenção de opor a exceptio veritatis. Um dos estagiários do escritório sugeriu que se requeresse um novo habeas corpus. PERGUNTA-SE: É possível na hipótese narrada tal pleito? Qual o momento processual de sua oposição se cabível? 3ª Questão Negado habeas corpus pelo Tribunal de Alçada.1998 1ª Questão Diante de sua constituição como Advogado no caso narrado no problema anterior. indicando. inconformado. tal instrumento é específico. qual seria o recurso próprio e qual o tribunal competente para seu julgamento. uma vez que o paciente está preso e o recurso dependeria da publicação do acórdão.30. . agora a Tribunal Superior. também. Esclareça a questão sobre que divergem os estagiários.

pergunta-se: a) Está correto o entendimento da Autoridade Policial? b) Caso você não concorde. por não militar na área criminal. 5ª Questão Você recebeu cheque como forma de pagamento à vista por serviços advocatícios prestados a determinado cliente.Penal). e que o prazo decadencial para a propositura da ação penal havia sido interrompido com a instauração do Inquérito Policial. . você é informado pelo policial escrivão que o inquérito policial só seria concluído dentro de aproximadamente 25 (vinte e cinco)dias. Levado ao banco. Sentindo-se lesado. . A instauração do referido Inquérito Policial foi requerida 05 (cinco) meses e 10 (dez) dias após o dia em que o ofendido veio a saber quem foi o autor do crime. a Autoridade Policial indeferiu o pedido com a alegação de que a conduta descrita seria atípica. (art. motivo pelo qual não foi compensado.do Cód. você dirigiu-se à Delegacia de Policia e requereu instauração de Inquérito Policial com a finalidade de se apurar a eventual responsabilidade criminal do emitente do cheque. você requer a instauração de Inquérito Policial onde indica testemunhas a serem ouvidas. Preocupado em demonstrar judicialmente o legítimo interesse de agir. Entretanto. qual o recurso cabível contra indeferimento? Respostas FUNDAMENTADAS. contratou seus serviços profissionais com a finalidade de ver processado criminalmente o vizinho que lhe havia injuriado. 140. Retornando 05 (cinco) dias depois àquela Delegacia. referido cheque não possuía suficiente provisão de fundos. Diante do que fora narrado. qual atitude você tomaria para a propositura da queixa-crime? Fundamente. cabendo apenas a propositura da ação de execução no juízo cível.4ª Questão Certo advogado.Caput. Pergunta-se: Diante destes fatos.

90 de altura. de cor morena. requerendo a instauração de inquérito. com o intento de não deixar os crimes impunes. Vesúvio da Silva. mecânico de automóvel. O autor dos delitos teve pedida a sua prisão temporária pela Autoridade Policial. brasileiro. como o “coito per anus”. concluiu-se ser o irmão paterno da vítima. viúva.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 11/04/99 PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: Direito Penal 1ª Parte: Redação de Peça Profissional Amarantina do Espírito Santo.111-SSP/MG. aviando a peça judicial competente. contando com 55 (cinquenta e cinco) anos de idade. bairro Ouro Preto. servidora pública municipal aposentada. a vítima seguindo conselho de parentes e amigos. saiu da casa em desabalada carreira. com aproximadamente 1. Acertados os honorários advocatícios. casado. deixando a vítima prostrada no chão. Após investigações feitas com afinco pela Autoridade e seus agentes. o autor dos atentados sexuais. remetendo em seguida os autos do IP ao Juízo da 1ª Vara Criminal. bairro Industriários. sendo deferida pelo MM. por volta das 15:30 horas. na Rua Vila Rica. CIC nº 000. brasileira. Concluídas as investigações no prazo legal. Desolada. nos folguedos do carnaval. retirando-lhe abruptamente as roupas e penetrando-lhe a genitália com seu órgão sexual. sendo o móvel dos crimes. e assinada a procuração pertinente. não tendo a vítima percebido a entrada do intruso. Visivelmente alcoolizado. Socorrida por vizinhos após algumas horas. recebendo da Autoridade a guia para submeter-se a exame de corpo de delito que.333-00. localizado no seu bairro. Juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca. comprovou as violências sexuais cometidas. de abusos sexuais perpetrados por um homem encapuzado. residente e domiciliado também nesta Comarca. residente e domiciliada nesta Comarca. com 35 (trinta e cinco) anos de idade. quando após. você se incumbe de tomar as medidas legais cabíveis ao caso.222. Não satisfeito.111. 333. o intruso ainda forçou a vítima a práticas sexuais libidinosas. porquanto a porta encontrava-se destrancada. juntado aos autos após sua conclusão. aturdida e com crises depressivas. o procura no seu escritório. 11. dirigiu-se ao 1º Distrito Policial. documento de identidade nº M/1. o intruso segurou fortemente a vítima. procedeu o Delegado ao relatório. sobretudo após tomar conhecimento da autoria das violências. trajando um macacão do tipo jeans surrado e sujo aparentemente de graxa. sem que tenha havido arrombamento. pessoa de certa idade e fisicamente frágil. forçando-a a deitar-se no chão da sala de visitas. viu-se vítima no dia 15 (quinze) de fevereiro do corrente. determinando este que se aguardasse em cartório as providências legais cabíveis. Deram-se os fatos no interior da casa da vítima. onde ouvidas testemunhas. na Rua Nelson Hungria. . o fato da vítima negar-lhe empréstimos em dinheiro para que o mesmo pagasse dívidas de jogo.

A prova carreada para os autos apontava. 2ª Parte . ou seja. onde Tício cumpre pena. tendo seu único filho. Seu recurso foi julgado improcedente. Como defensor público em exercício na Casa de Detenção Dutra Ladeira. No mesmo dia em que ficou ciente do fato constituiu advogado. iniciando o cumprimento da pena imposta. irá interpor? . com que objetivo? 2ª Questão . redigir a dita peça. 240 do CP). uma vez que a prova colhida na instrução criminal lhe é amplamente favorável. você analisou o processo-crime que resultou na condenação de Tício. desapontado. já que a mesma não se manifestou sobre uma das teses de defesa apresentadas pelo advogado de Tício em sede de Alegações Finais. Pregunta-se: a) Qual remédio jurídico que você. oferecida a representação ao órgão do Ministério Público. tempestivamente arrolada na Defesa Prévia. a responsabilidade criminal do querelado. e.Questões: 1ª Questão .Ainda surpreso com uma inesperada condenação do réu. 139 e 140 c/c 69 do CP. cumpre-lhe. 3ª Questão . diante do problema exposto. com clareza solar.Assim. casada com Mévio já a 25 anos.Aparecida. A sentença condenatória transitou em julgado. já que não mais foram manejados recursos em favor de Tício e este foi preso. que ofereceu queixa-crime em face de Mévio.Tício foi julgado e condenado pelo Juízo Criminal da Comarca de Belo Horizonte-MG pela prática de crime de calúnia e difamação. outorgando-lhe poderes especiais. que decorrera em branco o prazo para apelação. Na qualidade de defensor de Mévio. que tinha alta probabilidade de êxito. que reside na cidade vizinha de Visconde do Rio Branco? Justifique sua resposta. descobriu que seu marido havia contraído novo matrimônio com uma jovem moça.mantendo-se a decisão monocrática. como defensor de Tício. identificando uma nulidade absoluta na sentença condenatória de 1ª instância.Num crime de estupro (art. já com 22 anos. a sentença não se mostra adequadamente motivada (padece da chamada carência de fundamentação extrínseca) e se fundou exclusivamente em elementos de convicção da instrução provisória do inquérito policial. assumido o prosseguimento da respectiva ação penal. Pode ser feita alguma coisa em favor do réu? Em caso afirmativo. imputando-lhe a prática do crime de adultério (art. 213 do CP) ocorrido na cidade de Ubá. a querelante veio a falecer. arts. na fase de alegações finais. infirmados em juízo. verificou seu defensor. poderá a respectiva ação penal ser proposta no domicílio do réu. tendo em vista a miserabilidade da vítima e de seus genitores. a de que fora cerceada a defesa do acusado por não oitiva injustificada de testemunha de defesa. Interpôs recurso de Apelação. Ocorre que. objetivando a reforma da decisão para absolvê-lo. demais disso. qual a sua principal alegação de defesa? 4ª Questão .

b) Tício pode interpor este remédio jurídico independentemente de advogado legalmente habilitado? c) No caso de provimento do remédio jurídico para anular a sentença pode a outra a ser prolatada para aumentar a pena de Tício? d) O Querelante dever ser intimado para apresentar contra-razões à sua peça jurídica? 5ª Questão .Em caso de ação penal privada subsidiária. incluir acusado não mencionado na Queixa? . pode o M.P.. em aditamento à Queixa-Crime.

nos últimos anos.. 200. o vice-prefeito.SSP/MG. devendo seu secessor.. jornalista. na Rua Madureira. disse entre outros achaques. também ser execrado da chefia do executivo pelos eminentes vereadores”. prefeito municipal da cidade de Natapólis. viu-se afastado do exercício da chefia do executivo municipal pela Câmara de Vereadores local. sem moral para exercício do cargo de Prefeito.SSP/MG. RG nº.. casado. bairro Pedra Branca. 11.0003000. para completar o mandato. .) que o Prefeito é um analfabeto que sequer sabe desenhar o nome. proprietário do semanário. “Correio da Manhã”. brasileiro. ao invés de procederem a coleta de lixo do município. bem como os lixeiros. (.) que o gatuno do Prefeito agora teve o desplante de requisitar o único caminhão de lixo de propriedade da Prefeitura. Laudalino de Souza. residente e domiciliado na cidade. o mesmo jornalista.. comerciante local. useiro e vezeiro em malversação de dinheiro público. na Rua Antônio Aleixo. assumiu em 15/05/99. casado. tal como seu antecessor cassado”(editorial publicado na edição de 08/08/99). RG nº. também em editorial afirma: “(.. sendo governada por ladrões do erário. para durante 03(três) dias. CIC nº.22/08/99. por conta da prática de crimes de responsabilidade. No exercício do cargo. viu-se Laudalino vítima de campanha atentatória a sua honra. servidores municipais.) que nossa infeliz cidade. vem. Na semana seguinte. o editorialista publica: “(. brasileiro. transportarem material de construção para a reforma que está realizando no seu sítio”. Estado de Minas Gerais. brasileiro.111. haja vista que o alcaide anterior foi afastado da Prefeitura. ser Laudalino “(. por seus desmandos e gatunagem. porquanto o jornal local. posto que.)pessoa inescrupulosa..1002222.444-55..222-33.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 19/09/1999 PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: Direito Penal 1ª Parte: Peça – Profissional Natalino Madeira. 111. Francisco Malta. através de editoriais assinados por seu proprietário e editor-chefe. bairro Tiradentes. Em seu lugar e. casado. residente e domiciliado na cidade.333.000. CIC nº.. Na edição do dia 15/08/99.

sobretudo na sua vida particular. vez que cobrado pela população para que tome uma atitude. Você. foi. de forma consistente. seus filhos. Assim. o Prefeito em exercício o procura no seu escritório no dia 01 de setembro do corrente para que sejam tomadas as devidas e necessárias providências legais. atestado de pobreza da vítima e de seus familiares. entende por despiciendo a instauração do procedimento inquisitório. Na fase de inquérito. depoimentos de testemunhas que presenciaram o crime e da vítima que. nos autos. pergunta-se: 1. Os fatos ocorreram no dia 31 de dezembro de 1998 e a denúncia foi recebida no dia 20 de agosto de 1999. tendo ainda ocupado a presidência do legislativo em 02(duas) ocasiões. Considerando que tenha sido contratado para defender João Silva.1. 2ª Parte: Questões 1ª Questão: João Silva foi denunciado pelo Ministério Público como incurso nas sanções do crime de atentado violento ao pudor com presunção de violência – art. como também o “inferno” que vem passando por conta dos achaques. representação. haja vista que.Não mais suportando os atentados à sua honorabilidade. adolescentes. no entanto. o exame de corpo de delito não comprovou qualquer violência.por ter praticado atos libidinosos diversos da conjunção carnal com sua sobrinha Marina de doze anos de idade. por 04(quatro) legislaturas vereador. Foram colhidos. antes de eleger-se viceprefeito na chapa de Natalino Madeira. sempre elegendo-se como o mais votado. achando por bem aviar de pronto a cabível medida judicial. 214 do CP c/c com o art. na medida em que sempre gozou de boa reputação. e. sequer estão saindo de casa.Qual será sua tese de defesa para conseguir o arquivamento do processo com decretação de extinção da punibilidade. posto que. Não há. constatando a absoluta ausência de lesão externa. onde caracterizados os delitos contra a honra. redija a peça necessária para que a ação penal se veja proposta. alínea “a”. tão-pouco. face a vergonha que sentem. 224. de posse dos 03(três) exemplares do jornal. narrando-lhe não só as cobranças da população. sem análise do mérito ? . com base na legislação pertinente. confirmou os fatos.

aplicando pena restritiva de direitos ou multa ? Se positivo. acarreta alguma conseqüência jurídica ? Justifique. 1.1.A não comprovação da idade da vítima nos autos.Há alguma conseqüência jurídica com relação ao exame de corpo de delito que não comprovou a prática de atentado violento ao pudor ? Justifique. qual e de quem é a competência para julgamento ? .2. 2ª Questão: Qual o recurso previsto no Código de Processo Penal para atacar sentença de pronúncia ? Qual o prazo para sua interposição e como se dá o seu processamento ? 3ª Questão: Cabe recurso da sentença que homologa a transação penal referida no art.3. 76 da Lei 9099/95.

) Nestes termos. que eram feitas há pelo menos 4 (quatro) meses. Ressalte-se que a peça vem assinada por procurador com poderes especiais e pelo pai da vítima. o retratado na queixa-crime começa a ter outros contornos. tendo já noção completa do que representava manter relações sexuais na idade em que se achava. o querelado. na medida em que comprovado não ser a moça ingênua. vez que disse Maria . sob falsas promessas de noivado e casamento. já no romântico local. 15 (quinze) anos. na Comarca de Manga/MG. inclusive sexuais. 20 anos. por volta das 17:00 (dezessete) horas.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA . já perdurava por pelo menos 8 (oito) meses. bem como da própria Maria do Rosário. qual seja. esclarecida quanto aos fatos da vida em geral.Profissional Em 20 (vinte) de novembro de 1999. volta a insistir que com Maria do Rosário se casará. e que o coito deu-se por espontânea vontade de ambos. já qualificado acima. 30. Diante disso.19/03/2000 PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL 1ª Parte . para todos consistente em namoro. pelo que pede que a presente exordial seja recebida e regularmente processada. em síntese. ao contrário. sendo estudante do 2º grau.) No dia 12 (doze) de julho do ano em curso. bem como nos autos do inquisitório. (. cede às carícias libidinosas. e ainda virgem. inclusive para os pais de Maria do Rosário. Sendo o convite aceito. o querelado Otaviano Rezende. também já qualificada. para juntos acamparem nas proximidades de uma cachoeira localizada no citado município.Peça .. onde. narrado o seguinte: “(. sendo o querelado ao final condenado nos termos da Lei”.. atestada pelo ACD de fls. através de declarações testemunhais... No curso do feito. convidou Maria do Rosário Silva. a cópula vagínica. inclusive a perda da virgindade.. razão pela qual a ingênua moça inexperiente. provado que nenhuma violência viu-se praticada. 217 do CP. na medida em que o relacionamento. e ao verdadeiro intento de Otaviano. viu-se recebida queixacrime contra Otaviano Rezende.. acha-se o querelado incurso no art. visto estar apaixonado.

Após o recebimento da denúncia. O Juiz indefere o pedido. Preso em flagrante delito. há um clima de revolta da população local. nada sendo requerido nas lindes do art. constituindo-o como seu advogado. que se conheceram numa das festas ocorridas na cidade. Para alcançar seu desiderato criminoso. alegando toda a matéria pertinente ao caso.. 2ª Parte . Pergunta-se: a) Qual (is) crime (s) praticado (s) por Caio? b) Poderá haver o desaforamento pretendido? Justifique.Questões práticas 01 Questão: Caio invadiu a residência de uma família na cidade de Pelotas / RS. estando agora os autos com vista à defesa para alegações finais. que havia esboçado reação.. consoante o art. você peticiona no intuito de ver admitido seu pleito. O que deve você utilizar para impugnar tal decisão? Justifique a resposta. 499/CPP. o consulta. com o devido e completo encaminhamento. 02 Questão: João. ao argumento de que para a acusação já há o Ministério Público. com a intenção deliberada de dali subtrair objetos valiosos. Encerrada a instrução criminal.do Rosário perante o Juiz: “(... o meliante não hesitou em matar barbaramente o pai de família. o querelante e o representante do MP insistem na condenação. 03 Questão: . Restou ainda provado. A defesa do acusado requer perante o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul o desaforamento do processo para a Comarca mais próxima. sendo tão só amigos. outorgando-lhe procuração para que você atue como procurador do assistente de acusação. Pede-se: elaborar as ditas alegações. no caso ele. alegando pressão da comunidade e dúvida sobre a segurança pessoal do acusado.)” . 500 do Estatuto Processual. vítima de estelionato. além de estuprar uma de suas filhas.) a relação ocorreu porque eu também estava a fim(. que o casal não namorava.

e conforme se extrai dos autos do inquisitório. tudo de conformidade com o art.É possível utilizar-se do remédio do Habeas Corpus para atacar decisão interlocutória no curso de uma ação penal? Justifique. EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 27/08/2000 PROVA PRÁTICO PROFISSIONAL ÀREA: DIREITO PENAL 1ª Parte . estando o custodiado recolhido em péssimas condições na cela da Delegacia de Polícia da Comarca. no despacho que recebeu a denúncia. ao que tudo está a indicar o líder da mencionada quadrilha. após mencionar o nome do denunciado. 311 e seguintes do Código de Processo Penal Expedir o competente mandado de prisão. bairro da Natividade. brasileiro. que vem agindo nesta Comarca há bastante tempo. bem como os dispositivos penais que. representante do Ministério Público. diz o decreto de prisão o seguinte: “Pelo que se vê. 02 a 05 contra os elementos nela qualificados e. para garantia da ordem pública. Com efeito. §§ 1° e 5° c/c 29 do Diploma Penal pátrio. Em face disso.Peça Profissional: Colombino de Almeida. é o líder. por conveniência da instrução criminal e mesmo para assegurar a aplicação da lei penal. segundo a exordial acusatória. 155. trata-se de uma quadrilha organizada. em processo-crime a que responde como incurso nas lides dos arts. Juiz da Vara Única da Comarca. hei por bem decretar a custódia preventiva do primeiro denunciado. da qual o denunciado ao que tudo indica. transportando-os posteriormente para outros Estados da Federação. via de regra estacionados nas ruas durante a noite. sua qualificação. . tirando o sossego dos habitantes com uma série de furtos de veículos. teria infringido. atualmente desempregado. na Rua Maria Quitéria. Colombino de Almeida. com certeza para “desmanche”. percebo a inicial do MP de fls. viu decretada sua prisão preventiva pelo MM. como dito.” Viu-se a ordem de prisão provisória cumprida. residente na Comarca de Ferros/MG. solteiro. a pedido do i. 33.

argüiu perante o Juízo processante a execução de litispendência. o magistrado modificou se decisum.Questões práticas: 1ª Questão: A defesa de Mévio. PERGUNTA-SE: a) Poderia o magistrado retratar-se de sua primeira decisão? Fundamente a resposta. Inconformado com citada decisão. Finda a lavratura daquela prisão em flagrância delitiva. 581. inc. 95. entende ser possível medida com vistas à liberdade do agora seu cliente. b) Diante dessa nova decisão. prolatando nova decisão julgando improcedente a execução de litispedência. fundamentando as questões de natureza processual existentes. 2ª Questão: Uma determinada pessoa foi denunciada por pretenso cometimento da conduta prevista no art. não concedeu-lhe curador. foi-lhe nomeado defensor dativo e ordenada a continuação do feito. que se encontrava processado como incurso nas sanções do art. A denúncia foi ocorrida em 30 (trinta) de junho do ano seguinte. Finda a regular instrução probatória. considerando-se a alteração promovida pela Lei n° 9271/96 e a idade do acusado. O pedido formulado pela defesa de Mévio foi deferido pelo MM. Redija a peça pertinente ao caso. inc. que teria ocorrido em 20 (vinte) de maio de 1993. 20 (vinte) anos. além de verificar-se que a Autoridade. não comparecendo o acusado nem constituindo ele defensor. as diligências para encontrar o agora réu não lograram êxito. 2ª Parte . caput. II do Código Penal pátrio. não obstante o preso contar com 19 (dezenove) anos. III do CPP. com fundamento no art. III do Diploma Processual Penal. Durante a persecução preparatória confessou ela a autoria do delito. com o oferecimento das respectivas razões e contrarazões recursais. Após regular citação editalícia. inc. você após Ter acesso aos autos e sobretudo ao decreto de custódia cautelar. constatou-se que o delito em tese cometido. poderá a defesa de Mévio interpor novo recurso em sentido estrito? Fundamente a resposta. sendo recebida na mesma data. § 1°. nos termos do art. Processando o recurso. ratificando voz de prisão dada por policiais militares. Juiz. 129.Procurado por familiares do “preso”. 121. do CP. era afiançável. Ordenada a citação. o órgão do Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito. abriram-se vista à defesa para apresentação das alegações finais em 25 (vinte e cinco) de agosto de 1998. á época do fato? 3ª Questão: O Delegado de Polícia de uma determinada circunscrição. PERGUNTA-SE: a) Quais as defesas processuais podem avançadas. PERGUNTA-SE: . determinou a necessária lavratura do auto de prisão.

1234/99. insiste na procedência da acusação. sendo estudante de segundo grau. que ela é moça esclarecida quanto aos fatos da vida em geral. que comprovam. “(.. de 17 (dezessete) anos. Para tanto. 299.’” No decorrer da instrução processual. com quem mantinha um relacionamento de amizade. tendo noção completa do que representa manter relações sexuais na idade em que se achava. caput. pobre. Encerrada a referida instrução.) a relação se deu porque eu também estava a fim”... já qualificado. por fato ocorrido em 25 (vinte e . em suas alegações. com pena concretizada em 1 (um) ano de reclusão. do Código Penal.) Com tal procedimento. 500 do Código de Processo Penal. com o devido e completo encaminhamento. acha-se José da Silva incurso nas sanções do art. de 20 (vinte) anos de idade. os autos com vista à defesa para os fins do art. 217 do CP. ‘(. ficou patenteado por depoimentos de testemunhas e. e fls.000. PEDE-SE: Elabore as alegações finais. 2ª Parte – QUESTÕES PRÁTICAS: 1 . como incurso nas sanções do art. por volta das 21:00 (vinte e uma) horas. e lá. nesta Comarca de Barão do Rio Branco. estando agora. Mévio foi condenado (sentença transitada em julgado) nos autos do processo nº. narrando em síntese o seguinte: “ (.. 499/CPP. manteve com a vítima relações sexuais que foram atestadas pelo ACD de fls. ao final devendo o ora denunciado ser condenado. seduziu sua colega Maria Imaculada. inclusive. até mesmo pelo depoimento da vítima. o Promotor de Justiça.. segundo a própria Maria Imaculada. Provado que nenhuma violência viu-se praticada por parte do réu e. José da Silva.a) A que pode ser referido em favor do preso só a ótica das formalidades legais desobedecidas? Fundamente a resposta. convidou-a para acampar nas margens de uma cachoeira no distrito de Água Limpa. EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 22/04/2001 PROVA PRÁTICO – PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL 1ª Parte – PEÇA PROFISSIONAL O representante do Ministério Público.) No dia 22 (vinte e dois) de novembro de 2. alegando toda a matéria de natureza penal e porventura processual aplicável ao caso proposto. que regularmente aviaram a devida representação. ofereceu denúncia. a sua condição de moça virgem antes daquela relação. motivo pelo qual a denúncia deve ser recebida e. segundo declaração expressa de seus pais. nada requerendo as partes na fase do art.. aproveitando-se da situação..

da narrativa supra.. os motivos determinantes do crime são péssimos. Foi também condenado (sentença transitada em julgado). sendo o fato datado de 17 (dezessete) de dezembro de 2. Magistrado da Comarca de Visconde de Sabugosa. pergunta-se: a) Padece a aplicação da pena privativa de liberdade de alguma falha? Fundamente a resposta. . caput do Estatuto Penal pátrio.’” Diante. a conduta social. passando à dosimetria da reprimenda penal. de sorte que desfavoráveis ao réu. e na ausência de circunstâncias atenuantes e agravantes. ficando ao final em 2 (dois) anos de reclusão. portanto. 44 do Código Penal. bem como. tendo assim se pronunciado quando da fixação da pena privativa de liberdade: “(.714/98? Justifique a resposta. Pergunta-se: a) Perante qual juízo deverá ser formulado o pedido? b) Preenchidos os requisitos de ordem subjetiva. do CP. a personalidade do agente.714/98. uma como continuação da outra. prolatou decisum condenatório em desfavor do réu Antônio de Souza pela prática do crime inscrito no art. fixo a pena-base em 2 (dois) anos de reclusão. com pena agora concretizada em 1 (um) ano e 6 (seis) meses de reclusão.cinco) de julho de 1. 299/CP. conforme previsto na Lei 9. os antecedentes. torno a pena-base a definitiva. registre-se. Publique-se. lugar e modo de execução. agora nos autos do processo nº.999.. 5678/00. 155. de causas de diminuição e de aumento de pena. condenando o réu já devidamente qualificado nestes autos pelo crime disposto no art. 2. entendo por não proceder a substituição da pena privativa de liberdade aplicada por restritiva de direitos. ‘Atendendo a que a culpabilidade. ao fim do processo. poderá Mévio ser contemplado pela substituição da pena. caput.) Isto posto. em Minas Gerais. novamente como incurso nas sanções do mesmo art. Mévio pretende o benefício da Lei 9. reconhecendo-se a continuidade delitiva. 155. ‘Não estando atendidos os requisitos inscritos no art. Consta que as infrações foram praticadas nas mesmas circunstâncias de tempo.000. O i. razão por que foram as penas unificadas. julgo procedente a denúncia do ilustrado representante do Ministério Público. intime-se.

Rio Branco. que imediatamente foi ao encontro da freguesa. que. antes de ser retirada do estabelecimento comercial por outros fregueses que ali se encontravam. Sr. Você entendendo. nesta Capital. brasileira. brasileira. onde fez uso do “self service”. da desnecessidade de procedimento inquisitório. muito abalada. compareceu ao restaurante “BOM DE BOCA”. Não satisfeita. bairro Casa Branca. Seguindo conselhos. alegando que não iria efetuar o pagamento das despesas do almoço. Após ouvir atentamente às reclamações da freguesa. dada a notoriedade dos fatos. não querendo conversa com “você. pois a sua proprietária é uma sem vergonha. após a devida outorga do instrumento . nesta Capital. residente a Rua Francisco Pedrosa. MARIA CELESTE ponderou que a mesma poderia servir novo prato. Durante a refeição. comerciante.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 23/09/2001 PROVA PRÁTICO PROFISSIONAL ÀREA: DIREITO PENAL 1ª Parte . DEOLICE. após já Ter se servido do primeiro prato. No entanto. “vai se foder. desandou a chorar. sem qualquer ônus pela substituição. vagabunda”. por volta das 15:00 horas.Peça Profissional: Na tarde do dia 29 (vinte e nove) de julho do corrente ano. não só retiraram a Sra. decide. solteira. o Sr FRANCISCO chamou a dona do restaurante “BOM DE BOCA”. de modo brusco. uma porcaria”. localizado na Av. DEOLICE ainda desferiu uma “cusparada” no rosto de MARIA CELESTE. que aproximadamente 500 pessoas já haviam se servido da comida naquele dia. a Sra. como também tentaram acalmar a proprietária do restaurante. dizendo que “eu não vou comer neste lugar nojento. começou a dizer que “eu não vou comer esta merda de comida. vai tomar naquele lugar. a Sra. FRANCISCO DA CRUZ. DEOLICE PEREIRA dirigiu-se ao garçon do citado estabelecimento comercial. pintada”. que se viam no interior do estabelecimento. a Sra. 213 bairro Floresta. Sra. Certo é que os atos se deram na presença de inúmeras pessoas. fregueses. e ainda abalada. a Sra. DEOLICE PEREIRA. como dito. e nenhum havia apresentado qualquer tipo de reclamação. tendo em vista esta a comida “muito salgada. também nesta Capital. casada. o garçon disse para a Sra.. DEOLICE. Diante da insistência da Sra. DEOLICE interrompeu o diálogo e. que. essa merda não presta”. dirigindo-se à pessoa de MARIA CELESTE. 122. MARIA CELESTE.”. Diante do acontecido. educadamente. funcionária pública. sua puta. apto 1302. DEOLICE em não saldar o débito contraído. piranha. residente a rua José Silvéiro.. quase tendo uma crise nervosa. bairro Pindorama. a comerciante lhe procura como advogado no último dia 21( vinte e um) de dezembro.

é cabível o perdão do ofendido? Justifique sua resposta. Posteriormente.Questões práticas: 1ª Questão: Na ação penal privada subsidiária da pública. 3ª Questão: Tício Mévio da Silva. b) A restituição de coisas apreendidas pode ser sempre efetuada. viu-se preso em flagrante por conta da prática de crime inscrito no art. foi aviado pedido de restituição de coisas apreendidas. 2ª Questão: Em sendo a Autoridade coatora MM. Pergunta-se: a) Na condição de advogado da vítima. qual providência jurídica pode ver-se pleiteada? Fundamente a resposta.procuratório. 2ª Parte . reconheceu dentre os objetos apreendidos. Fundamente sua resposta. BOA SORTE!!! . Uma das vítimas. aviar a peça com vistas à instauração da persecutio criminis in judicio. sem profissão definida. brasileiro. foram apreendidos vários aparelhos eletro-eletrônicos. alguns como sendo de sua propriedade. O delegado negou injustificadamente a restituição solicitada. PEDE-SE: REDIJA A PEÇA EM QUESTÃO COM TODOS OS CONTORNO DE NATUREZA PENAL E PROCESSUAL PENAL. 155 do Código Penal. solteiro. Juiz de Vara da Justiça do Trabalho. comparecendo perante a respectiva Autoridade. contando com 21 (vinte e um) anos. Em poder do “meliante”. Conduzido a presença da Autoridade Policial. foi regularmente lavrado o APFD. a que deve ser endereçado o pedido de habeas corpus? Justifique sua resposta.

Juiz da 2ª Vara (Criminal) da Comarca. com sua anuência.002. na rua Grécia.. Severo de . sem conhecimento do depoente. labutava na profissão de caminhoneiro. Dr. casada.. Em tal feito. pelos seguintes motivos: Antônio de Oliveira e Maria dos Prazeres são casados. “(.)”.. casado. 500.) mulher acostumada a freqüentar sozinha. nº. viu-se objeto de queixa-crime intentada por Maria dos Prazeres.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA 23/12/01 PROVA PRÁTICO – PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO PENAL 1ª Parte – Peça Profissional Antônio de Oliveira.)”. e também porque veio a xerocopiá-lo.. Vale dizer. com seu comportamento libertino.. 50. A referida queixa viu-se protocolizada em 26 (vinte e seis) de outubro de 2001. doc. também conforme testemunhas (.. no Estado de Minas Gerais.000-SSP/MG. mas na intenção maior de propiciar à família vida mais digna e com mais conforto(.. “(. conforme testemunhas (. até porque presente junto com sua cliente.. referiu-se à parte contrária como sendo (extrato do depoimento): “(. sendo vista tomando rumo ignorado em veículos de homens desconhecidos.. posto que habitualmente. viajando muito é verdade..00. 10. estando entretanto se separando em tormentosa ação de separação judicial litigiosa na aludida Comarca de Atenas.. que após a separação de corpos. de identidade nº. bares de má fama na cidade. enquanto o depoente. viu-se a ação principal movida pelo marido. Juiz da 1ª Vara (Cível).. tendo o MM. ao depor perante o MM.)”. entendeu ser caso de ingressar em Juízo com a queixa face supostos crimes contra a honra perpetrados por Antônio de Oliveira. em 26 (vinte e seis) de setembro do corrente ano.. costureira autônoma. vez que useira e vezeira em ausentar-se de casa por períodos longos.. caminhoneiro autônomo. bairro Afrodite.)”.. tendo a mesma constituído advogado ao qual outorgou em procuração os necessários poderes especiais. Antônio de Oliveira.) péssima mãe de dois filhos menores.. Tendo acesso ao depoimento. 001. brasileiro. CPF nº. brasileira. não dando notícias de seu paradeiro aos familiares. deixava as crianças na companhia de vizinhos. bairro Monte Olimpo. mais ou menos 03(três) a 07 (sete) dias. residente e domiciliado na cidade de Atenas. “(.) mulher que pouco se importa com os deveres do lar e do casamento(. o advogado da parte contrária. na rua Hera. residente e domiciliada na mesma cidade de Atenas.003.) pessoa de comportamento duvidoso.

. B.H. Não vendo razões para a ação penal. saindo com o veículo em direção ao centro da cidade.. é possível a concessão de liberdade provisória nos moldes do art. quebrou-lhe o vidro lateral traseiro esquerdo e. servente de pedreiro. e efetuaram três disparos que atingiram os pneus traseiros. bairro D. entrando no carro. que acredita e provará ser verdadeira na ação de separação. Antônio de Oliveira o procura. sendo conduzido à Seccional Centro. estacionado na Rua Y.Souza. ano 2000. Após rodar alguns quarteirões. B. e indignado por ver-se processado criminalmente. A Autoridade Policial entendeu ser o fato crime tentado de furto em concurso material com resistência. foi surpreendido por uma “blitz” na Av. na Rua X. ATENTANDO PARA TODAS AS QUESTÕES DE DIREITO PENAL E EVENTUALMENTE DIREITO PROCESSUAL. bairro W. você acredita ser possível obstaculizá-la. parágrafo único do CPP? Explique e justifique a resposta. nº 30. INTERPONHA A MEDIDA NECESSÁRIA AOS FINS OBJETIVADOS. modelo Uno Mille.Em se tratando de crime de roubo. para 05 (cinco) de fevereiro de 2002. bairro Z. na medida em que dissera a sua versão. incontinenti. Para escapar. jogou o carro contra os policiais militares que. fazendo com que Tício parasse. não tendo entretanto nenhuma condenação. COM BASE NO PROBLEMA ACIMA. sacaram das armas. nº 100. o que é conflito positivo e negativo de jurisdição? Distinguir conflito de jurisdição e conflito de atribuição. ao avistar o veículo marca FIAT. 310. em 04(quatro) de dezembro do corrente ano. após fracassada tentativa de conciliação. recebendo do agora cliente. placa TTT 7777. Não satisfeito. solteiro. foi efetuada sua prisão. Ressalte–se que o preso está indiciado em dois outros inquéritos policiais pela prática de furto.. onde foi lavrado o APFD. maior. QUESTÃO Nº 02 Tício Pedreira. 520/CPP. até pela dificuldade em manter o controle do carro. PERGUNTA – SE: a)É cabível a liberdade provisória para a espécie? Justifique sua resposta. art. 2ª Parte: QUESTÕES PRÁTICAS QUESTÃO Nº 01 Na esfera do Judiciário. por recomendação do advogado familiarista. o instrumento procuratório. em ato realizado em 04 (quatro) de dezembro do corrente. B. próximo ao nº 300. Neste momento. brasileiro. recebido a inicial designando data para interrogatório do querelado. residente e domiciliado em Belo Horizonte. deu partida. fazendo uma ligação direta.

Inconformado com a decisão pronunciatória. tendo o representante do Ministério Público. recados ameaçadores. uma faca do tipo ”peixeira”. no comércio da cidade argentina de Rosário. com fins de revenda. após passar pelo Uruguai. na mesma Favela. Nessas condições. também pedreiro.e Manoel Sebastião de Souza. quando não um revólver. que.222. João se levanta. brasileiro. residente e domiciliado na cidade de Belo Horizonte. Num domingo de agosto de 2001.333/SSP-MG. casado. passando por detrás de João. casado. posto que. vindo a introduzi-los no território brasileiro. da Favela Palmital. intimado da decisão em 05 (cinco) de abril do corrente ano.Exame de Ordem – Março/ 2002 2ª EtapaProva Prático. estando em um bar. João foi preso em flagrante. tendo sido você.333. boatos na favela relacionados a relacionamento envolvendo a filha de João com o filho de Manoel. brasileiro. e contra ele disparando já na rua. que sai do canto onde se encontrava. no Brasil. 03 (três) tiros atingiram Manoel nas costas. Toda a desavença. incisos II. de identidade nº M-2. O inquérito tramitou até seu final não havendo dúvidas em torno da materialidade e autoria. . de quem será. vez que se avizinhava o carnaval. bairro das Flores. enquanto o mesmo corria em desabalada carreira. Serenados os ânimos. entrando no estabelecimento. comerciante. nas proximidades da favela. no beco 09. a competência para julgar o crime cometido por José Maria? Justifique a resposta. através de terceiros. doc. José Maria foi preso em flagrante. o desafeto. o MM. doc. no beco 11. vivendo de atritos e ameaças de morte há pelo menos 05 (cinco) anos. João se senta numa mesa.1.100. defensor dativo nomeado desde o início do feito. portava seu revólver. maneje a medida recursal pertinente. denunciado e pedido a condenação de João como incurso no art. de forma escancarada. pede mais uma cerveja e um pastel e mais a conta de consumo. 121. Acionada a Polícia. casa 12. tampouco no Uruguai. e não sendo a comercialização de lança-perfume crime na Argentina. na cintura. Juiz Sumariante do I Tribunal do Júri da Capital pronuncia João nos termos da exordial acusatória decretando seu recolhimento à prisão. brasileiro. Possesso. Enquanto era servido e conferia a nota. casa 10. de identidade nº M1. 2ª Parte – questões práticas 1 – José Maria da Silva. mandavam. os inimigos não saíam de casa sem portarem. Após a regular instrução do processo. cuja composição contém substância cloreto de etila. sendo que João já havia ingerido cerca de 06 (seis) garrafas de cerveja. indo atrás de Manoel. adentrava à cidade brasileira de Livramento. dando-lhe um tapa na nuca e saindo correndo do bar. adquiriu. feitas as alegações finais escritas. residente e domiciliado na cidade de Belo Horizonte/MG na Rua Gardênia. No momento em que. Trocaram as mais graves ofensas. tinha como pano de fundo. quando do recebimento dos autos do inquisitório. contando com 25 (vinte e cinco) anos de idade. que teve morte instantânea.444/SSP-MG. quinhentos frascos do produto conhecido como lança-perfume. Ambas as famílias viviam em pânico. saca de sua arma. não percebe a aproximação de Manoel. Segundo laudo de necropsia. Quando não se atracavam fisicamente nas ruas da favela. pedreiro. § 2º. residente e domiciliado em Belo Horizonte. solteiro. ARGUMENTANDO TODA A MATÉRIA DE DIREITO E DE PROCESSO PORVENTURA EXISTENTES. João vê. eram desafetos de longa data. III e IV do Código Penal. bebendo e jogando sinuca já por longas horas. fronteira com aquele país. ainda sentado.Profissional Área: Direito Penal 1ª Parte: Peça Profissional João José da Silva.

Boa Sorte! .2-No que respeita à dosimetria das penas privativas de liberdade. art. B-Em caso de condenação por homicídio duplamente qualificado. I do CP? Justifique a resposta. a incidência da segunda qualificadora? Fundamente a resposta. 59 do CP. ao apreciar o art. poderá haver a majoração face a agravante contida no art. para fixar a pena-base. na fixação da reprimenda privativa pelo Juiz. incs. § 2º. como se processará. responda as questões abaixo: A-Tendo o Juiz. II e IV do CP. 61.121. dito expressamente ser o réu reincidente.

Tendo o MM. em 29 de julho do mesmo ano. Carlota negou que estivesse comercializando a substância estupefaciente e. na ocasião. foi. REDIJA. no dia 15 de julho do ano em curso. onde sabidamente há comercialização de drogas. 22. bairro das Rosas. a distribuir os aludidos comprimidos. apart. RG no MG. Findo o IP.2a ETAPA – Setembro/2002 ÁREA: DIREITO PENAL 1a PARTE: PEÇA PROFISSIONAL Carlota Joaquina. onde.555.1. presa em flagrante.333-SSP/MG. de 11 de janeiro de 2002. “prova ilícita” e “prova ilegítima” em processo penal.666-77. nenhuma testemunha que dissesse estar Carlota. em 26 de julho do mesmo ano. na região da Savassi. embora tenha o flagrante se dado em conhecido bar da região. residente e domiciliada em Belo Horizonte. 30 anos. Juiz adotado o novo rito estampado na Lei no 10. 333. “prova emprestada”. viu-se Carlota citada. a vender ou. não houve.222. com a devida comunicação ao Juiz competente. solteira. assim como no APFD. o representante do Ministério Público aviou denúncia por tráfico de entorpecente. Considerando que você é contratado pela família de Carlota Joaquina para acompanhar o feito. sendo designado interrogatório para 1o de agosto subseqüente. Questão 02 . de acordo com normas regulamentares. 12. no inquisitório. disse que a portava tão somente para uso próprio. 2a PARTE: QUESTÕES PRÁTICAS Questão 01 A) DISTINGA. caput. Insta salientar que. substância entorpecente proscrita no Brasil. na Delegacia onde se encontrava. levando em conta o disposto no novo procedimento. na Rua das Flores. a resposta escrita em defesa de sua cliente.409.368/76. nos termos do art. 38 da referida Lei. mesmo. da Lei no 6. abrindo-se vista dos autos para a resposta à acusação. brasileira. viu-se Carlota indiciada em inquérito policial com base no art. Lavrado o APFD. Realizado o aludido interrogatório. publicitária. os autos foram remetidos à Justiça. Há distinção quanto à valoração dessas provas pelo Juiz? JUSTIFIQUE sua resposta. CPF no 444. portando 15 comprimidos de ecstasy.

terminada a instrução e apresentadas as alegações escritas. O denunciado não negara a autoria do delito em Juízo. 407 do CPP. B) Encerra a decisão alguma nulidade? JUSTIFIQUE sua resposta. prolatando. § 2o. a decisão condenatória e aplicando ao denunciado a pena de 3. III do CP. inc. desclassifica a infração de tentativa de homicídio para lesões corporais gravíssimas. Em face do exposto. RESPONDA: A) Está certa a decisão do Magistrado? JUSTIFIQUE sua resposta. .Na comarca de Ponte Velha. o Magistrado.5 (três e meio) anos de reclusão. desde logo. 129. com único Juiz. art. na fase do art. sem o benefício da substituição por pena alternativa.

Faltando 8 meses para se concretizar o prazo legal estabelecido para a obtenção de liberdade condicional. pela prática do crime de tráfico de entorpecentes. o condenado entrou em contato com sua mãe. Em face do exposto. apresentando as razões recursais. Suponha que você seja procurado pela genitora do condenado. INTERPONHA a medida processual cabível para rever a dita decisão. porém. No mesmo dia em que foi intimado da sentença que indeferiu o pleito da remissão. . vem ele cumprindo pena na Penitenciária Nélson Hungria. devidamente comprovados pela respectiva certidão. o condenado tomou conhecimento de que poderia “descontar”. que tal sanção disciplinar lhe fora imposta sem que se ouvisse o condenado a respeito da indisciplina a ele imputada.MARÇO/2003 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL: EUSTÁQUIO DA SILVA foi condenado a 5 anos de reclusão. da pena restante. a fim de que esta providenciasse um advogado para avaliar aquela decisão. o que foi pleiteado ao Juízo da Execução Criminal de Contagem. 180 dias trabalhados na faxina interna daquela Instituição. No entanto seu pleito foi-lhe negado sob o fundamento de que a remissão seria impossível em face de o condenado ter sido punido por falta grave. em regime fechado. localizada na cidade de Contagem. Desde então. Observe-se.

a retratação do ofendido ou de seu representante legal. RESPONDA: Nesse caso. tendo-se em vista a acusação de. posteriormente. antes de assumir seu mandato. Questão 02 Na ação penal privada de competência do Juizado Especial Criminal. apontando o fundamento legal cabível no caso. Questão 03 Na ação penal pública condicionada. pronunciado a julgamento pelo Júri Popular. há alguma nulidade capaz de impedir o julgamento do Prefeito? JUSTIFIQUE sua resposta. acarreta a extinção da punibilidade do crime imputado? JUSTIFIQUE sua resposta. apontando expressamente as normas legais cabíveis. ter mandado matar um inimigo político.2a PARTE: QUESTÕES PRÁTICAS Questão 01 O Prefeito Municipal de Tarumurim foi denunciado e. QUEM se encontra legitimado para oferecer ao querelado a transação penal? JUSTIFIQUE sua resposta. Com base no exposto. após o recebimento da denúncia. .

Sendo menor de 21 anos no dia do fato.” Tendo a família do condenado comparecido ao seu Escritório de Advocacia. em 15 (quinze) de outubro de 1998. Após oferecimento e recebimento da denúncia. sendo expedido o mandado de prisão em 06 (seis) de novembro de 2002.EXAME DE ORDEM AGOSTO / 2003 2ª ETAPA DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL “José da Silva foi preso em flagrante. retornou o processo para a Vara de origem. foi considerada nula a prisão e colocado o acusado em liberdade na data de 05 (cinco) de novembro de 1998. formule um habeas corpus para o Tribunal Competente. em 14 (quatorze) de outubro de 2002. sendo indiciado pela prática. da Lei 6368/76. em tese. após o ingresso de habeas corpus. sendo mantida a sanção após o julgamento dos recursos interpostos pela Defesa. em regime fechado. (05 pontos) . bem como regular instrução processual. Diante disso. buscando a manutenção DEFINITIVA da liberdade de José da Silva. não lhe foi nomeado curador para acompanhamento do flagrante. pelo cometimento do crime estampado no artigo 12. Transitada em julgada a decisão judicial em grau recursal. da Lei 6368/76. foi condenado à pena de 4 anos de reclusão. do delito previsto no artigo 12.

003. foi sentenciado por infringência ao artigo 12 da Lei 6. uma quarta-feira. Da sentença foi intimado no mesmo dia e quer recorrer.2ª PARTE: QUESTÕES PRÁTICAS Questão 01 Em audiência de instrução e julgamento realizada no dia 18 de junho de 2. Sabendo que no dia 19 não houve expediente forense em virtude de feriado.437/97 a 6 (seis) anos e 4 (quatro) meses de reclusão em regime integralmente fechado. (1. para qual Tribunal e qual o último dia para sua interposição? (02 pontos) Questão 02 Cabe Juízo de Retratação no Agravo a Execução? Fundamente.MG. na Vara Especializada de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte . responda: qual o recurso deve ser aplicado ao caso.5 pontos) Questão 03 É possível a progressão de regime de cumprimento de pena para os condenados por crimes hediondos e assemelhados? Fundamente. 10 da Lei 9.5 pontos) . (1. Reginaldo.368/76 c/c art.

a qual foi juntada aos autos em fls 50/53. sendo que o Laudo Toxicológico definitivo foi encartado aos autos às fls. 13. Representante do Ministério Público. postulou o recebimento da denúncia a qual foi recebida em decisão de fls 64. R$ 100. em um depósito no qual ele utilizava para guardar os produtos que vendia como ambulante no centro da cidade. 55. que um dos policiais. dando início ao inquérito. fls 06/08.. é seu inimigo de longa data. 5 barras de maconha. chamado Fernando. Intimado o d. Efetou-se a prisão em flagrante de João. realizando o competente APF.as investigações logram êxito.xxx-xx Espécie: Art.. prazo que ocorreu in albis.368/76 Autora: Justiça Pública Acusados: João e Antônio João e Antônio foram denunciados pela Justiça Pública como incursos nas sanções dos art. e art 14. 12 c/c 18.III. apenas guardava para Antônio. retratando-se quanto a confissão dada na fase investigativa. Foi nomeado defensor dativo que apresentou defesa preliminar. tendo sido os acusados surpreendidos com 5 (cinco ) barras de maconha. que este policial já .” Foi oferecida denúncia. há mais de três meses. na qual este foi interrogado. o acusado foi citado para apresentar defesa preliminar em 10 dias. no qual ele confessou que guardava a droga para o segundo acusado .. 12 c/c art..III e art. Os policiais deram voz de prisão. todos da Lei 6. Os policiais apuraram que os denunciados encontravam-se associados. mas o acusado Antônio ao tentar empreender fuga atirando com uma arma.EXAME DE ORDEM MARÇO / 2004 2ª ETAPA DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL Comarca : Belo Horizonte /MG Vara: 1ª Vara Especializada de Tóxicos Processo : 02403. em 26 de novembro de 2003. Foram apreendidos dois celulares um de cada acusado. sendo o réu requisitado para audiência. Seguiu-se a instrução criminal.00 (cem) reais e uma arma calibre 38. eis que os policiais vinham investigando as atividades de comércio de substâncias entorpecentes de Antônio há algum tempo. Em seu interrogatório policial disse João: “ que a droga não lhe pertencia. 14 da Lei 6. No dia 13 de novembro de 2003. como o depósito alugado por João.368/76.xxx. adotando como “modus operandi” a utilização de diversos locais para armazenar a droga. 15. bem como laudo de constatação de fls. seu conhecido de longa data. ocorrida em 15 de dezembro de 2003. foi perseguido e atingido por um projétil a três quadras do local do flagrante. 18 . dizendo: que foi coagido pelos policiais a dizer que a droga estava sendo guardada por ele. conforme autos de apreensão de fls.

que a arma usada por Antônio estava escondida no depósito. disfarçando o depósito de drogas. em seu depoimento relatou: “ que as investigações começaram nas atividades de Antônio. chicletes e outras coisas mais. com o devido e completo encaminhamento. Você foi contratado pela família do acusado para a elaboração do memorial. dois policiais civis e a testemunha de apresentação do APF. que fora apreendido o celular que portavam ambos os acusados. postulando a extinção da punibilidade pela morte do acusado Antônio. dada a palavra ao ilustre promotor. arguindo toda a matéria pertinente. . pois é viciado.” A testemunha Maria do Carmo. de passagem. não tendo visto nada da prisão pois chegou ao depósito no momento em que levavam o acusado João para Delegacia em uma viatura. comprovada por cerdidão nos autos. que a arma utilizada por Antônio estava no depósito. que chegando ao depósito. que no local foi encontrado em depósito determinada quantia de droga e um outra parte em uma sacola que estava sendo carregada por Antônio. Seguiu-se a instrução ouvindo as três testemunhas da acusação. que estava escondida entre caixas com mercadorias de ambulantes. reiterou o pedido de condenação formulado na denúncia. que foi absolvido no referido processo de lesão corporal ” Quanto a outra testemunha. que guarda suas mercadorias nos fundos de um bar de um amigo na Av Tereza Cristina. Elabore-o.. que não se lembra do valor. que na sacola tinha 1(um) Kilo de maconha. que realizada a abordagem foram encontrados 4 kilos de maconha prensada. que ele é vizinho de sua mãe. comprando droga.70. estava no local que foi preso em flagrante. com um sacola e ser recebido por João. no bolso de João. que conhece o acusado João. Em seu memorial o representante do Ministério Público entendeu provadas a materialiadade .. comuns à defesa. ressaltando que foi levada à Delegacia como testemunha de apresentação. trabalhando no centro da cidade.foi acusado pelo crime de lesão corporal grave e que ele era a vítima neste processo. autoria e tipicidade dos delitos imputados aos acusados. nada disse de relevante. Finda a instrução. tendo visto o acusado Antônio ingressar no local. foi feita campana. Em seu depoimento diz a testemunha Fernando: “. que o depósito era utilizado por João para guardar produtos que vendia. mais uma determinada quantia. um pacote de balas. que as investigações inicialmente centravam em Antônio. este requereu que as alegações finais orais fossem substituídas por memorais. que não é o proprietário ou locatário do depósito no qual fora preso. arroladas pelo defensor dativo na defesa preliminar. em fls. que é ambulante.

o advogado do agravante colheu os seguintes elementos para uma reflexão: O dies a quo . há uma espécie de férias de fim de ano. razão por que interpôs agravo de instrumento. E tomou. nos termos do art. Intrigado com o porquê da portaria. conforme decisão publicada no Diário da Justiça de 28 de junho de 2002. incluídos os Tribunais Superiores. nos termos da Lei 5.2ª PARTE: QUESTÕES PRÁTICAS Questão 01 Condenado por sentença mantida por acórdão do Tribunal de Justiça. tenha sido tempestivo. não conheceu do recurso. Pergunta-se: a) Era tempestivo o agravo? Por que? b) Supondo-se que. foi também sexta-feira. depois de escoado o prazo para sua interposição. ao fundamento de que “O agravo de instrumento é intempestivo”. incluiu portaria a respeito da suspensão do expediente no dia 24. o réu entrou com recurso especial. 136). de fato. como as denominou o advogado). que não foi admitido. Tribunal de Justiça de Minas Gerais houve por bem. a portaria foi até muito salutífera ao esclarecer que os prazos que vencessem no dia ficavam prorrogados. publicada a decisão agravada em 17-12-99 (fls. relator do agravo. privilégio de que não desfruta a operosa justiça estadual mineira. recordou-se o advogado de que na Justiça Federal. embora cerca de um mês depois de publicada a decisão. edição de 11 de dezembro do mesmo ano. Salientou ainda a decisão que. O ministro do Superior Tribunal de Justiça.17-12-99 . que é de cinco dias. a providência que lhe pareceu adequada. Com esses dados. véspera de Natal. inclusive. os prazos em matéria criminal são contínuos e peremptórios. A esse respeito.010/66. Surpreendido com o rumo da decisão. que se estendem de 20 de dezembro a 6 de janeiro. pela lei chamadas feriados (“Feriadão de Papai Noel”. O dia 24 de dezembro. e mui justamente.28 da Lei nº 8. E o digno presidente do Eg. qual? Por que? . esclareceu o ministro o seguinte: “Com efeito. determinar o fechamento extraordinário do foro nesse dia. 02). ainda podia ser tomada alguma medida ou recurso em favor da defesa do réu agravante? Afirmativa a resposta.tempestivo. O Diário do Judiciário publicado em Belo Horizonte. o advogado entendeu que o recurso era sim . “a teor do artigo 798 do Código de Processo Penal. não se suspendendo durante o curso das férias e recesso forenses”. e não acreditando ter cometido um erro de contagem de prazo. Por sinal.caiu em uma sexta-feira.038/90”. o recurso foi recebido no Tribunal de Justiça de Minas Gerais em 27-1299 (fls.

Esse. abordando todos os aspectos jurídicos da questão. a sua resposta. e. e foi-se embora. do chão.c) Essa medida ou recurso. ao recobrar-se. Paulo alega ter agido em legítima defesa. ferido e assustado. e de revólver em punho invadiram o barraco. Após o evento. e não levaram nada ao conhecimento de suas chefias. A seguir. detalhadamente. deu um soco na face de João. afastando-se rapidamente. Paulo se levantou. Dois dias depois João morreu no hospital. acertando-o no tórax. embora ele não estivesse mais agredindo-o. Pergunta-se: Procede a alegação de legítima defesa? Justifique. conseguiu sacar o revólver que trazia consigo e desferiu. vindo a amarrar-lhes posteriormente. se acaso dissessem algo sobre aquele ocorrido iriam morrer. Assim. Questão 03 Dois policiais descobriram que uma quadrilha efetuara um assalto a um banco e estava fazendo a divisão do dinheiro no interior de um barraco na favela do “buraco quente”. que caiu ao chão. então. verificou-se que Paulo Luís. com a arma em punho. partiram para lá. seria de ser apreciada por qual juiz ou tribunal? Encaminhada a quem? Questão 02 Tendo havido uma discussão em um bar. cessou os chutes. revidou a agressão que estava recebendo com um outro soco em Paulo. desmotivadamente. Paulo. desnorteado. se cabível. João. obrigaram que os bandidos lhes entregasse o dinheiro. passou a chutar Paulo violentamente. ameaçando os componentes da quadrilha com armas nas mãos. Como se capitularia a conduta de tais policiais? Porque? Explique detalhadamente. João. Processado criminalmente por homicídio. um único disparo em João. segundos depois da queda. com quem discutia. . em virtude dos ferimentos provocados pelo disparo que sofreu. os policiais dividiram o dinheiro entre eles. ameaçandoos de que.

como de fato ele comprovadamente estava sendo. as contra-razões do recurso. 04. mediante carga. visto que não podia freqüentar estabelecimento como aquele. Meses depois. nos termos do art. protocolou petição de recurso em sentido estrito. oferecidas quinze (15) dias depois de intimado. para manter suspenso o feito. que a decisão é equivocada porque a lei não exige que haja a formalidade de sentença condenatória. contra a decisão que lhe indeferiu o pedido. vez que foi visto comprando cigarros no interior de um bar. o Ministério Público requereu a revogação do benefício. Dez (10) dias depois. os autos da secretaria da Vara. de que naquela mesma data da devolução fora intimado da decisão o promotor a quem foram ali distribuídos os autos. junta a petição aos autos do processo mencionado. Neles se vê uma certidão de funcionário da repartição. Entretanto. alegando que o beneficiado veio a praticar outro crime – novamente de lesão corporal de natureza grave – durante a vigência da suspensão. por decisão transitada em julgado. art. por intermédio de funcionário credenciado. não encontravam apoio nos elementos dos autos. § 1º. para o Tribunal de Justiça. 89 da lei 9. que foram então devolvidos. dizendo também que as alegações da defesa. vista dos autos. requerendo. Aberta a vista dos autos. foi beneficiado com a suspensão condicional do processo. no sentido de que o réu não foi autor do fato e apenas tentou separar duas pessoas que brigavam. com o processo já em fase de instrução. de revogar o benefício. feita com dizeres de carimbo complementados. como advogado do recorrido.099/95. como se vê do dispositivo legal aplicável. o Ministério Público retirou. 129. deixando. . I). bastando apenas.001) pela prática de lesão corporal de natureza grave (Código penal. que o réu beneficiado venha a ser processado por novo crime. Alegou ainda que estava provado que o réu entrara em um bar. o juiz julgou improcedente o pedido. com fundamento nos parágrafos 3º e 4º do mesmo art. Publicada a decisão. Elaborar. para oferecimento de razões. 89 da lei citada. alegou o recorrente em suas razões. processado perante a 100ª Vara Criminal da comarca de Sant’Ana de Serrinha – MG (Processo n. assim. desobedecendo a condição que aceitara.EXAME DE ORDEM AGOSTO / 2004 2ª ETAPA PROVA PRÁTICO – PROFISSIONAL DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL José Antunes da Silva. com o necessário para seu correto encaminhamento. muito menos passada em julgado. além de ter também descumprido a condição imposta de não freqüentar estabelecimentos em que se vendem ou servem bebidas alcoólicas.

acabou acelerando o veículo. Você foi procurado pelos pais da criança falecida para tomar as providências judiciais cabíveis. a vizinhança acionou a PMMG. foi surpreendido por uma criança que atravessava a pista de inopino. ao lado da máquina registradora que havia furtado.matando-a. passando por cima da criança. qual a medida jurídica cabível que hoje poderá ser tomada por você. ao transitar com seu veículo por uma avenida muito movimentada. O que seria possível fazer para tornar eficaz a ação penal contra o motorista? Justifique sua resposta. que ao comparecer ao local não conseguiu deter João de imediato. . empresária famosa e abastada. nascido em 14 de outubro de 1980. iria dar preferência para oferecer denúncia referente aos inquéritos de réus presos. disse que o prazo prescricional da pena prevista para João é grande e como ele se encontrava com excesso de serviço.2ª PARTE . e seguindo seu curso sem prestar qualquer espécie de socorro. já que nenhuma perícia foi apontada a definir qual o modo usado pelo mesmo para subtrair a máquina. retirou algumas telhas. subindo no telhado de um mercadinho. e constando que durante toda a fase do Inquérito Policial a suposta vítima. QUESTÃO Nº 02 João. ou seja. após ter supostamente apontado uma arma para a vítima. já que o interrogatório do cliente está marcado para o próximo dia 11 de novembro de 2004? Justifique sua resposta. encontrando-se ainda em fase de instrução criminal. QUESTÃO Nº 03 Em 23 de fevereiro de 2000. além de civilmente capaz. embora instado pelos pais da criança.QUESTÕES PRÁTICAS QUESTÃO Nº 01 Verificando que seu cliente foi denunciado em 16/02/2004 pela prática de crime de estupro com violência ficta. que. já dormindo em sua casa. se faz acompanhar de seu advogado legitimamente constituído através de procuração por instrumento público. ainda contando apenas com a permissão para dirigir veículo automotor. Devido ao barulho. foi o larápio denunciado por furto simples. Assustado. Passados alguns meses. mas após mais de duas horas de rastreamento. Quando se dará a prescrição? Por quê? Qual espécie? Explique. já que o Inquérito Policial que apurava os fatos já teve fim. A denúncia foi legalmente recebida em 21 de novembro de 2000. após ter se soltado das mãos de sua babá. João. estando com carga para o representante do Ministério Público há mais de 03 meses. e logrou entrar. João.

. definindo qual a medida judicial cabível. tendo sido denunciado pelo crime de homicídio. O referido requerimento não foi efetivado pelo juiz até a presente data. confeccionando a peça processual adequada com o seu completo encaminhamento. Após o interrogatório foram ouvidas as testemunhas de acusação e defesa. por ter desferido um tiro que foi a causa eficiente da morte da vítima. Analise o caso. Realizada a instrução probatória. Após um mês. que constituiu você para realizar a sua defesa . tendo a testemunha Maria relatado que João Gandra estava sendo atacado pela vítima a pauladas e se encontrava no chão quando desferiu o tiro que atingiu José Fernandes. o qual não interposto recurso. José Fernandes. Concluídas as alegações finais foi o acusado pronunciado. tendo cometido o crime em virtude de motivo fútil e motivo torpe.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL João Gandra foi pronunciado por crime de homicídio simples. foi o acusado intimado pessoalmente da pronúncia. Efetivada as alegações finais pelo promotor de justiça. para que o exame de corpo de delito da vítima fosse juntado aos autos. tendo sido o defensor do acusado intimado pelo juiz. este preliminarmente requereu ao juiz que fosse oficiado o IML. foi interrogado o acusado que alegou legítima defesa.

. desesperado de dor. portador de bons antecedentes. causas de aumento e diminuição de pena.QUESTÕES PRÁTICAS QUESTÃO Nº 01 Marcos Tadeu. Nesse ínterim. filha do proprietário da joalheria. sua noiva entra e desvia a atenção do vendedor. por exemplo. ocasionando a morte de José e de seu amigo por esmagamento. do Código Penal. Caput. e passa a experimentá-las e regatear preços. Na partilha do produto do ilícito há desacordo.Valor: 1. Por qual crime João poderá responder? Explique. trabalha e reside no local da infração. 121.Valor: 1. o veículo foi atingido por uma carreta que havia perdido os freios e passou por cima do carro. . como. comerciante foi autuado em flagrante dado como incurso nas sanções do art. mata José ministrando-lhe dose de veneno em um copo de bebida. foi socorrido por um seu amigo. José demonstra interesse na aquisição de jóias. Para tanto. e em razão disso a noiva. Quais as condutas típicas que você identifica no caso acima? É imprescindível esclarecer as eventuais qualificadoras. Constituído para a defesa. resolveu dar-lhe uma lição. brasileiro.2ª PARTE . O auto de prisão foi lavrado atendendo a todos os rigores da lei processual vigente.5 QUESTÃO Nº 02 No interior de uma joalheria. No caminho. pegou seu revólver e disparou três tiros em direção aos pés de José para fazê-lo ficar pulando na frente de seus colegas.5 . agravantes e atenuantes.Valor: 2. que o levou ao HPS. tendo o amigo de José optado passar pela BR. Marcos é primário. desafeto ferrenho de José e muito valentão. e outras circunstâncias importantes. casado. Ocorre que um dos três disparos acertou a perna de José que.0 QUESTÃO Nº 03 João. disso se aproveitando o noivo para sair discretamente com vários anéis nos dedos. qual a medida jurídica para a obtenção da liberdade de seu cliente? Qual a justificativa legal? . a ocorrência de concurso de pessoas.

residente na Rua Dr.2005. local onde tem sede o órgão público que trabalha. vocês sabiam? Eu tenho documentos que comprovam! É bom que todos saibam que ele é corrupto. 43 em Montes Claros/MG. pois não tem caixa para tal. Funcionário Público Federal. Mário teceu os seguintes comentários: O Armando é corrupto. Funcionário Público Federal. na presença de Maria da Conceição. Não é possível que um corrupto como ele seja diretor de Órgão Público Federal.EXAME DE ORDEM 2ª ETAPA DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1ª PARTE: PEÇA PROFISSIONAL Armando Soares. No dia 11. Constituído (a) como advogado(a) de Armando Soares. laranja. solteiro. residente na Rua Aquiles Bastos.05. Montes Claros/MG. brasileiro. elabore a petição apta a iniciar a ação penal. casado. Nestor Alvarenga e Renato Antunes. . foi agredido em sua honra por Mário da Silva. testa de ferro que não é dono nem do patrimônio que tem. brasileiro. durante reunião na repartição pública onde ambos trabalham. Viriato Gomes 69. bandido.

Com base no Direito Penal brasileiro em vigor.” Em virtude dessa sucessão de acontecimentos. efetivamente. por descuido. uma substância abortiva. como acresceu novos denunciados. Poucos minutos depois. ingeriu. como efeito colateral. Josefina. mas apesar de morar próxima a um posto de saúde e portanto ter perfeitas condições de procurar auxílio médico que impossibilitasse o possível advento do aborto. QUESTÃO Nº 02 Se o sujeito passivo de um crime de estupro qualificado pelo resultado lesão corporal de natureza grave deixar decorrer o prazo decadencial sem dar iniciativa à ação penal. o eventual recebimento de aditamento da denúncia ministerial deve interromper o prazo prescricional ou constituir seu termo a quo? Levar-se em consideração que o aludido aditamento não só acrescentou circunstâncias como de tempo e lugar do crime. supondo estar ingerindo um outro remédio).QUESTÕES PRÁTICAS QUESTÃO Nº 01 Josefina Martins. analise todos os aspectos jurídicos do que foi exposto. ocorrendo a morte do feto como conseqüência orgânica dos efeitos do remédio que ela havia ingerido inadvertidamente. pensando: “se o aborto acontecer. sem se dar conta do que estava fazendo (ingeriu um remédio que. contudo. que estava grávida de dois meses. que se dane. poderia causar aborto. solucionando o caso. vem a ter a gravidez interrompida. Fundamentar a resposta. ela percebeu o que havia feito.2ª PARTE . ela deixa de fazê-lo. . deverá ser declarada extinta a punibilidade do sujeito ativo? Por que? QUESTÃO Nº 03 Atento à hipótese de prescrição retroativa.

economista. com observância de todas as formalidades legais. pai de 2 filhos menores. Bairro Pampulha. de bons antecedentes. Betim. 4º da Lei nº 7. você elaborou queixa crime que atendia a todos os requisitos do art. casado. com o devido e completo encaminhamento e os dispositivos legais aplicáveis à espécie. atinge também a pessoa a quem realmente pretendia ofender. Considerando que você foi constituído(a). Minas Gerais. é administrador da empresa Euro-Dolar S/A. 02 – Contratado para o patrocínio de ação penal pelo delito de calúnia constante de matéria em jornal diário e de grande circulação. nº 847. foi autuado em flagrante como incurso nas sanções do art. brasileiro. nº 26. por desvio de trajetória do projétil. instituição financeira sediada na Rua: Barão de Cocais. residente na rua das Acácias. Antônio é primário. Indaga-se: a) Qual o recurso cabível na espécie? b) Qual o dispositivo legal que trata da matéria? . distribuindo-a no Juízo competente que a rejeitou ao entendimento de ter havido a extinção de punibilidade pela decadência. além de atingir a pessoa a quem não visava. O respectivo auto de prisão está corretamente lavrado. casado. matando-a. Belo Horizonte. 41 do CPP. tendo inclusive acompanhado a autuação na delegacia competente.492/86.EXAME DE ORDEM AGOSTO / 2005 2ª ETAPA DIREITO E PROCESSO PENAL PEÇA PROFISSIONAL Antônio Sérgio. elabore a petição visando obter a liberdade de seu constituinte. ferindo-a. QUESTÕES PRÁTICAS 01 – Analise a situação jurídico-penal de seu cliente que.

03 – Qual o crime praticado por proprietário de imobiliária que durante sete meses recebeu do inquilino os valores representativos do aluguel. em concurso material. cientificando as partes. substituída . oportunidade em que foi requisitado o exame pericial. dirigia seu veículo esportivo pela Av. tendo o juiz proferido sentença em audiência. conhecido por seus amigos como excelente motorista. apresentou defesa prévia. do Contorno a 100 Km/h durante a madrugada. uma pessoa no local acionou o SAMU. sendo distribuído ao Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte e designada audiência preliminar. o acusado narrou o fato. ressaltando que a vítima se encontrava atravessando a avenida em um local em curva.503/97). O Promotor de justiça ofereceu proposta de transação. A Polícia lavrou um TCO. vindo a lesionar Anabella de Castro. 305 e 309 do Código de Trânsito Brasileiro. sendo prontamente recusada pelo autor do fato. Jorge ausentou-se do local dos fatos. deixando de repassá-los ao locador? Qual o dispositivo legal aplicável à espécie? EXAME DE ORDEM ABRIL / 2006 2ª ETAPA DIREITO E PROCESSO PENAL Peça Profissional Jorge Mattos. distante da faixa de pedestre e que ela parecia estar embriagada. quando. capitulando o fato nos artigos 303. Denunciado pelos fatos acima narrados como incurso nas sanções dos artigos 303. bem como da presente audiência. Logo após foram ouvidas as testemunhas. As partes foram intimadas sendo que apenas Jorge compareceu. funcionário público estadual. pelo qual a polícia o localizou . sem permissão ou habilitação para direção de veículo automotor. no dia 25 de novembro de 2005. encaminhando-a ao Hospital de Pronto-socorro. o promotor solicitou o adiamento da audiência pois a vítima não tinha comparecido ao fato o que foi negado pelo juiz ante a demonstração de que esta foi regularmente intimada da audiência preliminar. 305 e 309 do Código de Trânsito Brasileiro ( Lei 9. Imediatamente. Na audiência de instrução e julgamento. Também justificou sua saída do local do acidente. deixando o número da placa de seu veículo com o motorista da ambulância do SAMU. ao ultrapassar um semáforo vermelho. Na sentença o juiz dispensou o relatório. 305 e 309 do CTB. que a pessoa que tinha chamado o SAMU foi imediatamente embora. condenou o réu pelos crimes previstos nos artigos 303. era de madrugada. As alegações finais foram feitas oralmente pelo MP e defensor público. a pena privativa de liberdade de 2 anos de detenção. que prestou atendimento à vítima. que não possui mesmo habilitação para conduzir veículos automotores. Em seu interrogatório. que ficou paralítica. colidiu com outro veículo. sustentado no TCO e no depoimento dos policiais. que entregou ao enfermeiro um papel com o número da placa. foi regularmente citado. os policiais militares que participaram da ocorrência policial e duas testemunhas do acusado para comprovar seus antecedentes. Antes da chegada da Polícia Militar. ocorrida em 28 de abril de 2006. e o acusado foi interrogado. pois estava ermo o local.

apesar de ter lido a ordem de penhora que o funcionário portava e de tê-lo reconhecido como Oficial de Justiça. ter agido em legítima defesa. Juiz de Direiro da aludida Vara. Questões Práticas: 1ª Questão: Durante o mês de abril de 2006. e de duas testemunhas.P. em todo o episódio. porque Gilmar negou-se a permitir o ingresso do Oficial de Justiça em sua residência. Campos. C.368/1976. preservando a inviolabilidade do seu domicílio e a integridade do seu patrimônio. que estava sofrendo um processo de execução por quantia certa. Gilmar conseguiu retardar a ação da Justiça. porém. mas foi processado criminalmente por resistência (artigo 329. que permite o arrombamento de portas. o juiz criminal competente. a sua cooperação. móveis e gavetas no caso de resistência. e após solicitar em vão. antes da aludida decisão de recebimento da denúncia. recebeu-a sem observar a regra prevista no artigo 38 da lei 10. Foi. Desta forma. Renato comunicou o fato ao Meritíssimo Juiz. Campos. a quem foi oferecida denúncia contra José Luis Silva por crime previsto no artigo 12 da Lei 6. Sendo certo que. Renato de Oliveira retornou à residência do Sr. por Jorge para assumir a causa. solicitando-lhe ordem de arrombamento. os Oficiais de Justiça comportaram-se rigorosamente de acordo com o disposto no Código de Processo Civil. por escrito.) e pelas lesões corporais graves que produziu nos dois funcionários públicos. parágrafo 1 . Produza a peça processual cabível com o seu completo encaminhamento. de Oliveira. os quais ficaram impossibilitados de exercer suas ocupações habituais o por mais de trinta dias (artigo 129. nela adentrando. sem conceder ao acusado a possibilidade de responder. o Sr. Sr. a qual foi prontamente expedida. contudo. ao cumprimento da ordem de penhora de bens. contra Gilmar R. não conseguiu cumprir a ordem de penhora de bens proferida pelo Exmo. .409/2002. trancando as portas. Gilmar R. mais uma vez. Alegou. que os morderam ferozmente. desde que tal providência seja determinada por Autoridade Judiciária. qual meio deve ser utilizado para esse fim? Justifique sua resposta.por uma pena restritiva de direitos.). Manoel da Silva. por parte do devedor. ou seja. obedecendo às ordens do dono. Assim.C. à acusação. Você foi contrato. surpreendido por Gilmar. parágrafo o 1 . consistente na prestação de serviço à comunidade por igual prazo. hoje. desta vez acompanhado de mais um Oficial de Justiça. que deu-lhe uma violenta paulada na cabeça e soltou sobre ambos os Oficiais de Justiça dois cães. Oficial de Justiça de determinada Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte. 2ª Questão: Renato A. Pergunta-se: tal decisão é suscetível de impugnação pelo advogado de José Luis? Se for. P. Em face do ocorrido. arrombou a porta da casa. com o intuito de cumprir o mandado expedido.

para preencher o referido cheque. Sabendo-se que. e diante das sucessivas negativas de Josilene. e em que penas ele incorrerá? Justifique. da Silva. Josilene reage. somente profere sentença nos referidos autos um ano após a data da conclusão. poderia reconquistá-la. depositou tal cheque em sua própria conta-corrente e emitiu um cheque seu. com o valor que a oficina lhe cobrasse pelo conserto do veículo.como o foi. previamente assinado. os cheques foram compensados e João embolsou a diferença aludida. por qual ou quais infrações penais o agente responderá? Justifique sua resposta. ele se aproxima. dizendo que quer que ela o acompanhe até sua casa. Josilene responde que não tem mais nenhum assunto para tratar com Arnaldo. conclusos para sentença. pergunta-se: procede a alegação de legítima defesa? Justifique sua resposta. mulher de vinte e um anos. 3ª Questão: Arnaldo Silva. Posteriormente. então. dessa forma. e tenta fugir. ao saber que ela havia começado a namorar Manoel Pereira. é surpreendido pela ação da polícia. tendo recebido do escrivão. para pagar a oficina. Pergunta-se: a conduta de Caio da Silva constitui infração penal? Em caso positivo. Juiz de Direito. que havendo sido cobrada de João a quantia de mil e quinhentos reais pelos reparos realizados em seu automóvel. pergunta-se: a conduta praticada por Arnaldo constitui infração penal? Em caso positivo. seu amigo. os autos de um processo criminal que tramitava na Vara em que era Titular. Arnaldo. telefonou a Pedro e disse-lhe que já havia pago o conserto e que o mesmo havia custado quatro mil reais. insiste. recebeu de Pedro. Assim. Determinado. e pede que ele vá embora. Ao estacionar o carro. devendo usá-lo para o pagamento da aludida despesa. tão logo Josilene chega do trabalho. qual ou quais? Justifique sua resposta. João recebeu autorização de Pedro. que havia sido danificado. com a quantia de quatro mil reais. que iria ausentar-se da cidade durante três semanas. detalhadamente. consegue colocá-la em seu carro. entretanto. contudo. com a intenção de com ela praticar atos sexuais. contudo. desferindo-lhe tapas e empurrões. conduzindo-a em seguida. situada a cerca de vinte minutos dali. um cheque por ele assinado em branco. torna a segurá-la e. segura-a pelo braço e começa a puxá-la para o interior de seu veículo. decide levá-la para sua casa. efetivamente. . dias antes. 5ª Questão: Caio J. pergunta-se: a conduta praticada por João constitui infração penal? Em caso positivo. preencheu o valor a ser pago. imaginando que. Arnaldo. Constatou-se que das violências praticadas resultaram leves escoriações em Josilene. Tendo em vista o exposto. para eles conversarem e relembrarem os “velhos tempos”. por Pedro. B. no valor de mil e quinhentos reais. tendo excedido em tanto tempo o prazo legal fixado para a prática do aludido ato processual em razão de inimizade ao procurador do réu. à força. no cheque recebido. 4ª Questão: João da Silva. visando obter vantagem econômica. amarrada. qual ou quais. que o prende em flagrante. que deveria ser usado por João para o pagamento do conserto do seu carro. Ocorreu. sua resposta. de dois mil e quinhentos reais. ele. posta-se em frente a casa dela e. conseguindo soltar-se. para sua casa. pintor. ex-namorado de Josilene França.

o querelante de fazê-lo por mais de trinta dias seguidos. toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final com o julgamento do mérito. 139 e 140 do CP. endereço fixo e trabalho comprovado? 2ª Questão: Lineu foi condenado pelo crime de tráfico de substância entorpecente. pois independente de ser iniciativa privada.00 (oitocentos reais). na Comarca de Perdões/MG. no pedido de liberdade provisória.368/76.EXAME DE ORDEM AGOSTO / 2006 2ª ETAPA DIREITO E PROCESSO PENAL Peça Profissional No curso de ação penal de iniciativa privada ajuizada por João Henrique contra Edmar Benson. (Desconsiderar a nova lei de tóxicos. Em face de tal decisão. nos termos do artigo 12 da Lei 6. por transportar 100 gramas de maconha em seu automóvel. Na parte dispositiva da sentença. no entanto. deixando. No processo. que ainda se encontra em vacatio legis). elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o acompanha com o devido e completo encaminhamento. bons antecedentes. O advogado do querelado requereu a decretação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não poderia ser caracterizada como inércia ou desídia. o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o anterior renunciado aos poderes que lhe foram outorgados. pela prática dos delitos previstos nos artigos 138. consta o seguinte: . Quais outros argumentos jurídicos devem ser alegados em favor de Menelau. que custa no mercado cerca de R$ 800. Questões Práticas: Direito e Processo Penal 1ª Questão: Menelau foi preso em flagrante por tentar furtar um aparelho de mp3 de última geração. além dos requisitos favoráveis de primariedade. havia prova robusta de que a droga seria efetivamente comercializada. atuando como advogado do querelado.

nem causa especial de aumento ou de diminuição de pena. julgo procedente o pedido de condenação e condeno Lineu nas sanções do artigo 12 da Lei 6. Nas alegações finais.368/76.. Não existindo nenhuma circunstância agravante ou atenuante em favor do réu. sua amásia. que acabaram retornando por falta de fundos disponíveis. Juridicamente. na porta de sua casa. foram ouvidas apenas as testemunhas de defesa.. limitando-se aos elementos de informação coletados na fase pré-processual. os motivos não lhe são favoráveis. o Promotor ratificou o pedido de condenação. Considerando que o Tribunal de Justiça não aceita a tese de legítima defesa da honra. a pena-base em 05 anos de reclusão e 72 dias-multa. o condenado não possui antecedentes criminais.“Por tudo exposto.). no Recurso de Apelação. que se encontrava sob seus cuidados para o fim de tratamento médico. sem influência sobre o crime . Mirôndola teria insinuado que “chifre não nasce à toa na cabeça de gente”. acirrando-lhe a ira e o ciúme. o que o Advogado pode sustentar em favor de Zinedine? 4ª Questão: O Ministério Público de Minas Gerais denunciou Ernemegildo pela prática do crime de maus tratos (artigo 136 do Código Penal). comportamento da vítima prejudicado. dominado por um feroz ataque de ciúme. que limitaram-se a tecer comentários favoráveis sobre a pessoa de Ernemegildo e sobre o relacionamento com o irmão. como garantia de dívida. No dia fato. Fixo. nas últimas semanas. a personalidade está voltada para a prática do crime. os fundamentos invocados pelo Juiz para fixar a pena-base? 3ª Questão: Zinedine foi denunciado pela prática de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e surpresa). Apurou-se no . Ocorre que o Ministério Público não requereu a produção de nenhuma prova na Denúncia. em continuidade delitiva. e que ouviram Zinedine ameaçá-la de morte algumas vezes. Como impugnar. porque ele emitiu diversos cheques “pré-datados”. transformo a pena-base em pena definitiva (. O tiro foi disparado em direção ao coração da vítima.. também que essas discussões tinham se tornado bastante freqüentes. Os vizinhos informam que. logo em seguida ao comentário. portanto. Durante a instrução. presenciaram uma violenta discussão entre os dois. alegando que ele expôs a perigo a saúde de seu irmão. na qual o autor imputava traição à vítima. privando-o de cuidados indispensáveis. como se deve contestar a existência de prova? 5ª Questão: O Ministério Público denunciou Nereu por crime de estelionato. Informaram. a conduta social revela-se desregrada. Essas testemunhas declararam nunca ter presenciado nada similar ao fato imputado. instantes antes. Atento às diretrizes do artigo 59 e 68 do Código Penal. Segundo a acusação Zinedine desferiu um único tiro contra Mirôndola. sob o argumento de que havia prova inequívoca dos maus tratos. as circunstâncias jamais podem ser justificadas perante o Direito e as conseqüências são gravíssimas para a coletividade. passo à dosimetria da pena: culpabilidade sempre intensa nos crimes desta natureza.

Com o uso de uma arma de fogo (de numeração raspada e sem registro adequado). Subtraiu R$ 50. Anunciou. deu fuga àquele outro. eles teriam infringido as normas penais anotadas nos arts. I e II. apenas lhe pedira uma carona para depositar determinados valores no caixa automático da CEF. ainda. ao lado do local do crime. Consta. Os Policiais Militares. De acordo com os termos da denúncia oferecida. de forma a oferecer ao co-réu um meio seguro de fuga. do Código Penal. Como as testemunhas (gerente e seguranças) não saíram de dentro da CEF. 157. Foram pegos com os dois acusados a arma usada por Confúcio Henrique e todos os valores subtraídos da Agência da CEF. não conseguiram . após o expediente bancário. um conhecido antigo. Defesa Prévia apresentada. Tomou ciência da arma de fogo.inquérito que o acusado passava por um período de dificuldade financeira. Denúncia recebida pelo Juiz Competente. apenas durante a fuga. convocados para a diligência.000. § 1°. somente tomando consciência do crime quando. conseguindo efetivar a prisão em flagrante de ambos minutos depois de uma perseguição ininterrupta.826/03.00 de dentro do cofre da agência. ainda. Em seu Interrogatório. O Ministério Público ajuizou ação penal em desfavor dos dois coréus. Há justa causa para a ação penal? Justifique a resposta. Consta da denúncia que o co-réu (Confúcio Henrique) invadiu uma Agência da Caixa Econômica Federal (CEF) no Bairro do Santo Agostinho (em Belo Horizonte – MG). também. que não sabia da intenção delituosa do co-réu. na qual foram ouvidas as testemunhas arroladas pelas partes. Afirmou que Confúncio Henrique. por vontade própria. EXAME DE ORDEM DEZEMBRO / 2006 2ª ETAPA DIREITO E PROCESSO PENAL Peça Profissional Pafúncio Augusto foi preso em flagrante delito. Pafúncio Augusto negou a prática dos delitos a ele imputados na inicial acusatória. e 16 da Lei 10. ele ameaçou o gerente e os seguranças da instituição. perseguiram os dois acusados. Audiência de Instrução realizada. que Pafúncio Augusto teria ficado dentro do seu veículo.

499. a seu turno nada requereu. em pena a ser inicialmente cumprida em regime fechado. constituindo-o para elaborar as razões recursais. 157. A sentença foi publicada. I e II. além do pagamento do valor equivalente a 15 (quinze) dias-multa. § 1°. Como Pafúncio Augusto era primário e de bons antecedentes. arguindo toda a matéria pertinente. Totalizou-se 8 anos e 4 meses de reclusão. Na fase do art. a pena foi fixada no mínimo legal: 5 anos e 4 meses para o roubo com as majorantes e 3 anos para o porte ilegal de arma. e 16 da Lei 10. Não se conformando com a decisão do Magistrado. do Código Penal. fixados a unidade de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo. Assim.826/03. o MP requereu a juntada da CAC e da FAC dos acusados. A defesa. a perícia oficial. elabore-as. Não houve prescrição. nos autos. entendendo o Magistrado por condenar os co-réus de acordo com a denúncia apresentada: arts. com o devido e completo encaminhamento. .reconhecer Pafúncio Augusto como sendo o autor do delito. com o exame de perfeito funcionamento da arma de fogo apreendida. Não foi juntada. Pafúncio Augusto era primário e de bons antecedentes. Pafúncio Augusto recorreu tempestivamente da sentença. Alegações Finais do Ministério Público e da Defesa foram apresentadas devidamente. Apenas os Policiais Militares o reconheceram como sendo a pessoa presa na perseguição realizada.

diligências ao Delegado de Polícia. desabou. requisitando. sua resposta. da Silva constatou. O referido edifício. 3ª Questão: Verificou-se que o edifício “Parque Belo”. dono de um açougue em Belo Horizonte. no interior do balcão refrigerado. anos antes. 2ª Questão: O advogado de João M. todo ele. procurado diversas vezes pelos moradores. havia. por duas vezes. no mesmo dia. carne moída de boi. Em face do exposto. detalhadamente. ocasionando a morte de dois moradores e de dois transeuntes e expondo a perigo um número indeterminado de pessoas e bens. como se fosse. quando os autos do processo por crime de roubo movido contra seu cliente estavam conclusos para sentença. colocou tal produto a venda. não tomou qualquer providência. após misturar as duas porções. qual ou quais. Em face do exposto. comparativamente com carne de boi. pergunta-se: qual providência deve ser tomada pelo aludido advogado? Justifique sua resposta. e nem sequer foi ao prédio . Tendo havido a apreensão da carne restante. por lei. citando os dispositivos legais pertinentes. adicionou dois quilos de carne de cavalo a cinco quilos de carne de boi moída e. que lhe pediam a realização das reformas estruturais necessárias (as quais. pergunta-se: a conduta praticada por José Luis constitui infração penal? Em caso positivo. cujos apartamentos encontravam-se locados para seis famílias. que o juiz que recebera a denúncia e presidira toda a instrução criminal. que.Questões Práticas: 1ª Questão: José Luis. Quase toda a carne foi vendida. o laudo pericial demonstrou a efetividade da alteração feita e também a diminuição do valor nutritivo da carne misturada. Mauro da Silva. na fase do inquérito policial. atuado como membro do Ministério Público. prédio muito antigo. era de propriedade do Sr. lhe competiam). por José Luis. e em que penas ele incorrerá? Justifique. que necessitava de reformas estruturais para recuperar as condições mínimas de habitabilidade.

conforme laudo pericial. de dezesseis anos. foi visto por Rosália. tendo ficado insatisfeito com o resultado. Neide. solicitando as providências legais cabíveis. levou o ocorrido ao conhecimento da Autoridade Policial competente. o advogado de João André deverá utilizar. 5ª Questão: O médico João André realizou uma cirurgia de “mudança de sexo” em Rogério da Silva. qual ou quais? Justifique sua resposta.para verificar o seu estado. abordando todos os aspectos jurídicos da questão. relativo à aludida cirurgia. sem que ela acordasse. do ponto de vista do Direito Penal. Concluído o respectivo inquérito policial. Em face do exposto. Apesar do “sucesso” da cirurgia. assinou um contrato de prestação de serviços com o médico. qual ou quais. sua resposta. com fundamento nos incisos III e IV do §2º do artigo 129 do Código Penal brasileiro. pergunta-se: qual ou quais argumentos. tendo em vista que Rogério. o qual. a pedido dele. a empregada da casa. foi produzida em seu corpo uma deformidade permanente. cantor e travesti. porque. uma vez que o médico João André extirpou os seus órgãos sexuais. o levou ao conhecimento da polícia. detalhadamente. por sua vez. e em que penas o agente incorrerá? Justifique. em nenhum momento. Rogério. . em que se declarava ciente do que seria realizado e dos riscos envolvidos no procedimento. Pergunta-se: a conduta praticada por Marcos Antônio constitui infração penal? Em caso positivo. não imaginava que o aludido imóvel estivesse em situação tão precária. inclusive. Tendo ficado provado que Mauro da Silva. alguns meses após a mesma. O fato. contudo. de forma sincera. moça recatada. para defendê-lo? Justifique sua resposta. que produziu exatamente as modificações desejadas pelo cantor em seu corpo. encontrava-se em sono profundo. que. o Ministério Público estadual ofereceu denúncia contra João André pela prática do crime de lesão corporal gravíssima. ficou permanentemente impossibilitado de exercer a função reprodutiva e. 4ª Questão: Marcos Antônio. adentrou em seus aposentos e apalpou-lhe os seios e os órgãos genitais por sobre as suas vestes. aproveitando-se do fato de que sua vizinha. indivíduo maior de idade e são. que o contou ao pai de Neide. pergunta-se: os fatos descritos constituem infração penal? Em caso positivo. imaginou que seu prédio pudesse desabar. além disso.

neste caso. Aurélio é acusado de homicídio. o disparo efetuado por Aurélio ao invés de acertar Berilo.2010: I. cometido em setembro de 2006. as condições ou qualidades da vítima. tentando defender-se da agressão a faca perpetrada por Berilo. sendo que sua intimação. ao disposto no parágrafo 3º do artigo 20 do Código Penal. conforme o citado artigo. pelo crime de tráfico de drogas. indique o recurso cabível. 20 § 3º do CP “não se consideram. apresente a argumentação adequada. Lucas deu inicio ao cumprimento de pena em 10 de fevereiro de 2009. Mesmo assim. Levando-se. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime”. Em consequência do tiro. foi condenado na 1ª instância à pena de 05 (cinco) anos em regime integralmente fechado. Por outro lado verifica-se que Aurélio ao efetuar o disparo agiu em legítima defesa (art. atinge Cornélio. processado em liberdade. Entretanto. O juízo da execução. Na qualidade de advogado de Aurélio indique a tese de defesa que melhor se adequa ao fato. Diante dos fatos e da decisão acima exposta. Interpôs Recurso de Apelação o qual foi parcialmente provido. que se encontrava muito próximo de Berilo. na condição de Advogado de Lucas. não fica afastada a legítima defesa posto que de acordo com o art. utilizandose. ainda.10. saca de seu revólver e efetua um disparo contra o agressor. ainda. atendendo-se. Justifique sua resposta. II. Questão 2 Lucas. 25 do CP) própria e real. 1ª parte). em 10 de outubro de 2010. Entretanto. O Tribunal alterou apenas o dispositivo da sentença que fixava o regime em integralmente fechado para inicialmente fechado. Cornélio vem a falecer. em que pese os demais requisitos tenham sido preenchidos. Gabarito comentado Trata-se o presente caso de um erro na execução (art. 73 do CP. por um erro acertou pessoa diversa (Cornélio) do agressor (Berilo). em consideração o fato de que Aurélio agiu em defesa de uma agressão injusta e atual. . Após o trânsito em julgado. negou a progressão de regime sob o fundamento de que Lucas ainda não havia cumprido 2/5 da pena. dos meios necessários e que dispunha para se defender. ocorreu em 11. indicando os respectivos dispositivos legais.Questão 1 Aurélio.

5. o princípio constitucional da individualização da pena. os fatos ficaram comprovados. ou seja. no caso em comento. Pontuação para indicação dos dispositivos legais: 0. sendo esta prejudicial ao réu no que tange ao prazo para progressão. I. 1/6. também pela confissão de Caio em sede policial. 7. assim. Após . utilizando o dinheiro para financiar um automóvel de luxo. Logo. para reincidentes. nos termos do artigo 112. se apropriou das contribuições previdenciárias devidas dos empregados da empresa e por esta descontadas. No curso do aludido procedimento investigatório.Gabarito comentado (a) .137/90. restou legalmente instituída a possibilidade de progressão de regime nos crimes hediondos e equiparados. nos termos do previsto no artigo 197. tal fato chegou ao conhecimento da Polícia Federal. tendo a inicial acusatória sido recebida pelo juiz da vara federal da localidade. respeitando. determinando o cumprimento de 2/5. dando ensejo à instauração de inquérito para apurar o crime previsto no artigo 168-A do Código Penal. uma vez que deixara de recolher ICMS relativamente às operações da mesma empresa. Ao final do inquérito policial.210/84. ele afirmou estar arrependido e apresentou comprovante de pagamento exclusivamente das contribuições previdenciárias devidas ao INSS. da Lei 8. afastando o critério de cumprimento de 1/6 da pena.210/84. o delito fora cometido antes da entrada em vigor da lei 11. quando do pedido perante o juízo da execução. a autoridade policial apurou que Caio também havia praticado o crime de sonegação fiscal. No entanto. A partir de comunicação feita por Adolfo. Pontuação para argumentação: 0. da Lei n. 7.Recurso Cabível: Agravo em Execução. da Lei n.464/07. para primários e 3/5. na qualidade de diretor financeiro de uma conhecida empresa de fornecimento de material de informática. pagamento realizado após a instauração da investigação.464/07. ficando não paga a dívida relativa ao ICMS.Fundamentação: Com o advento da Lei 11. Lucas já havia cumprido o requisito objetivo exigido para a progressão de regime. A mencionada lei fixou prazo diferenciado para tais delitos. o delegado encaminhou os autos ao Ministério Público Federal. que denunciou Caio pelos crimes previstos nos artigos 168-A do Código Penal e 1º.QUESTÃO 3 Caio.2 2. devendo ser concedido. razão pela qual não poderá ser aplicada retroativamente. Nessa ocasião. Assim. O requerimento deve ser de progressão de regime. empregado da referida empresa. (b) .

c) Extinção da punibilidade pelo pagamento do débito quanto ao delito previsto no artigo 168-A. o aludido magistrado entendeu não ser o caso de absolvição sumária. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. uma vez que não há previsão de recurso contra a decisão que não absolvera sumariamente o acusado.6) GABARITO COMENTADO a) Habeas Corpus. responda aos itens a seguir. uma vez que as testemunhas seriam mulheres e poderiam se sentir amedrontadas caso o réu fosse posto em liberdade antes da colheita de seus depoimentos judiciais. o enunciado não traz qualquer informação no sentido de que a via administrativa ainda não teria se esgotado. do CP. o Ministério Público Federal requereu a decretação da prisão preventiva de Jeremias para a garantia da ordem pública. praticado contra uma idosa que acabara de sacar o valor relativo à sua aposentadoria dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal e presenciado por duas funcionárias da referida instituição. restando apenas acusação pertinente à sonegação de tributo de natureza estadual. Com base nos fatos narrados no enunciado. e.2) b) A quem a impugnação deve ser endereçada? (Valor: 0. não seria admissível o recurso em sentido estrito. uma vez que o enunciado não traz qualquer informação acerca da fundamentação utilizada pelo magistrado para deixar de absolver sumariamente o réu. Ao receber a inicial. após. Quanto à Súmula Vinculante nº 24. o . não podendo o candidato deduzir que teria sido realizado e indeferido pedido expresso de reconhecimento de extinção da punibilidade. b) Ao Tribunal Regional Federal. Ao oferecer denúncia perante o Tribunal do Júri da Justiça Federal da localidade. tendo designado audiência de instrução e julgamento.2) c) Quais fundamentos devem ser utilizados? (Valor: 0. não podendo o candidato deduzir tal fato. incompetência absoluta – em razão da matéria – do juízo federal para processar e julgar a matéria. conforme estabelecem os artigos 647 e seguintes do CPP. as quais prestaram depoimento em sede policial e confirmaram a prática do delito. sendo cabível a ação mandamental.analisar a resposta à acusação apresentada pelo advogado de Caio. Questão 4 Jeremias é preso em flagrante pelo crime de latrocínio. por ser o crime gravíssimo e por conveniência da instrução criminal. No caso. a) Qual é o meio de impugnação cabível à decisão do Magistrado que não o absolvera sumariamente? (Valor: 0.

descobre que Jorge se apropriara de R$ 4. Gabarito Comentado a) Não. pois tal providência possui natureza estritamente cautelar. Com base no relatado acima. por se tratar de crime patrimonial e que não ofende bens. Absolutamente transtornada. de modo que somente poderá ser determinada quando calcada em elementos concretos que demonstrem a existência de risco efetivo à eficácia da prestação jurisdicional. Com base no caso acima. III do CP. qual(is)? (Valor: 0. seu namorado.00 (quatro mil reais). mas utilizara tal quantia para comprar uma joia para uma moça chamada Júlia. utilizando-se dos argumentos apontados pelo Parquet. b) Não. indique os argumentos defensivos para atacar a decisão judicial que recebeu a denúncia e decretou a prisão preventiva. b) Falta de justa causa para a instauração de ação penal.9) a) Sim. responda aos itens a seguir. pois a competência para processamento e julgamento é de uma vara comum da justiça estadual. jovem extremamente possessiva. alegaria? (Valor: 0. Apropriação indébita qualificada (ou majorada) em razão do ofício. já que a denúncia se encontra lastreada exclusivamente em uma prova ilícita. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. porquanto decorrente de violação a . empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. Maria entrega a correspondência aos patrões de Jorge. serviços ou interesses da União ou de suas entidades autárquicas. pois a jurisprudência é pacífica no sentido de que considerações genéricas e presunções de que em liberdade as testemunhas possam sentirse amedrontadas não são argumentos válidos para a decretação da prisão antes do trânsito em julgado de decisão condenatória. parágrafo 1º. na qualidade de advogado de Jorge. que recebera da empresa em que trabalhava para efetuar um pagamento. exerce o cargo de auxiliar administrativo e abre uma carta lacrada que havia sobre a mesa do rapaz. Ao ler o conteúdo.000. 168. o que você. a) Jorge praticou crime? Em caso positivo. Maria.magistrado decretou a prisão preventiva de Jeremias. prevista no art. comparece ao local em que Jorge.35) b) Se o Ministério Público oferecesse denúncia com base exclusivamente na correspondência aberta por Maria.

a motivação não poderia ser considerada fútil. ofereceu denúncia contra Armênio e Justino. à época. Sabendo-se que o Ministério Público não recorreu da sentença. a defesa lê para os jurados a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça no que se refere à caracterização de Mévio como arruaceiro. de modo que juízo deprecado nomeou um único advogado para ambos os réus.65) b)Caso o Ministério Público tivesse interposto recurso de apelação com fundamento exclusivo no artigo 593. mas seus familiares viviam em Arsenal. Sabendo que Frederico estava visitando a família. já que. ao argumento de que Mévio seria arruaceiro e. em razão de rivalidade futebolística. por tentativa de homicídio. utilizando-se do veículo em que estavam. portanto. Ato contínuo. Na respectiva audiência. bloquearam a passagem de Frederico. do Código de Processo Penal. Frederico morava na cidade de Tirol. de que forma e com base em que fundamento? (Valor: 0. Os algozes deixaram rapidamente o local. Frederico teve seu depoimento requerido. poderia o Tribunal de Justiça declarar a nulidade do julgamento por reconhecer a existência de nulidade processual? (Valor: 0. a) A esposa de Mévio poderia buscar a impugnação da decisão proferida pelo Conselho de Sentença? Em caso positivo. Respondendo aos quesitos. Armênio imobilizou Frederico e Justino desferiu tiros contra ele. munido dos elementos de informação colhidos na fase inquisitiva.6) Na cidade de Arsenal. vindo o Tribunal de Justiça da localidade a manter a pronúncia. tendo conseguido salvar-se após socorro prestado por um passante. O Ministério Público. Armênio e Justino desceram do automóvel. Para tanto. Tudo foi noticiado à polícia. “d”. Ambos objetivavam matar Frederico. as defesas de Armênio e Justino mostraram-se conflitantes. No curso do inquérito. Frederico. No julgamento em plenário. de modo que a caminhonete deste não mais conseguia transitar. rico empresário que possuía valiosas informações contra eles. e eles não conseguiram se reeleger. residiam os deputados federais Armênio e Justino. ocasião em que Caio confessou a prática do crime. por sua vez. os agentes eram deputados federais. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. causando-lhe o óbito. responda aos itens a seguir. que instaurou o respectivo inquérito policial. ao Tribunal do Júri da Justiça Federal com jurisdição na comarca onde se deram os fatos. os mandatos de Armênio e Justino chegaram ao fim.uma norma de direito material (artigo 151 do CP). Armênio e Justino decidiram colocar em prática o plano de matá-lo. seguiram Frederico quando este saía da casa de seus parentes e. o Conselho de Sentença absolve Caio. Caio recorreu com o objetivo de ser impronunciado. razão pela qual não puderam perceber que Frederico ainda estava vivo. mas excluindo a qualificadora. ao . Caio é denunciado pelo Ministério Público pela prática do crime de homicídio qualificado por motivo fútil. Pronunciado na forma da denúncia. O juízo deprecante. Caio teria esfaqueado Mévio quarenta e três vezes. Recebida a denúncia. A vítima foi ouvida por meio de carta precatória em Tirol. os advogados de Armênio e Justino não compareceram. De acordo com a inicial. III. no Estado K. no Estado Z. Já na fase instrutória.

5º. o fato de os agentes serem ex‐deputados federais não enseja deslocamento de competência. do CPP). 109 da CRFB que justifiquem a atração do processo à competência da Justiça Federal. Além disso. A nomeação de somente um advogado para ambos réus. indique duas nulidades que podem ser arguidas em favor de Armênio. não respeita o princípio da ampla defesa (art. Ademais. dada à natureza da infração (crime doloso contra a vida). pois no caso não há incidência de nenhuma das hipóteses mencionadas no art. emitiu decreto condenatório em face de Armênio e Justino. 5º. bem como art. Item . LIII da CRFB/88. LV. Primeiramente há que ser arguida nulidade por incompetência absoluta (art. competente é o Tribunal do Júri da Comarca onde se deram os fatos. da CRFB). com base nos artigos 413 e 414 do CPP. Armênio. a nomeação de um só advogado prejudica os réus. de modo que. 564. Por fim. poderá ser arguida nulidade pela falta de apreciação da causa pelo juiz natural do feito. como as defesas eram conflitantes. Com base no cenário acima. 564. descontente com o patrono que o representava. a competência é afeta ao Tribunal do Júri de Arsenal. Nesse sentido. também deverá ser arguida nulidade com base no art. voltam a incidir as regras normais de competência para o julgamento da causa. IV.final. do CPP. cessado o foro por prerrogativa de função. I. destituiu-o e nomeou você como novo advogado. feita pelo juízo deprecado. Justifique com base no CPP e na CRFB. pois. pois.

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