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Segunda Avaliação Bimestral - Cultura Afro-brasileira

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Universidade Estadual de Londrina

THIAGO MIZUTA DA SILVA

SEGUNDA AVALIAÇÃO BIMESTRAL DA DISCIPLINA CULTURA AFRO-BRASILEIRA

do curso de História da Universidade Estadual de Londrina. Silvia Cristina Martins de Souza LONDRINA 2010 .LONDRINA 2010 THIAGO MIZUTA DA SILVA SEGUNDA AVALIAÇÃO BIMESTRAL DA DISCIPLINA CULTURA AFRO-BRASILEIRA Trabalho apresentado à disciplina 1HIS749 – Cultura Afro-brasileira. Orientador: Prof. Drª.

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..........................................................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................02 REFERÊNCIAS..................05 ........................................................................01 2 DESENVOLVIMENTO.................................................................................................

Antonio de Moraes define o escravo ladino. 2 – Na página 291. Quero falar de uma infinidade de casas. mas também o mundo dos brancos livres. que há nessa rua [do Sodré]. isto é. Aponte e analise estas diferenças. De que forma o autor justifica estas afirmações ao longo do seu texto? OBS: O Dicionário da Língua Portuguesa de 1813. o recém chegado da África. João José Reis afirma que “Era comum na Bahia da época a opinião de que candomblé e escravidão não faziam boa mistura”. sendo ocupadas somente por africanos de ambos os sexos. Os ladinos eram aqueles escravos que já sabiam a língua e conseguiam se comunicar bem no seu dia a dia e também sabiam se justificar junto a autoridades policiais e judiciárias. um perfeito ladino”. mostrando conhecer não só o cotidiano da escravidão. o autor cita um artigo do jornal baiano Alabama que diz: É matéria velha. . Como o autor justifica no seu texto o uso desta afirmação?. embora as juntas apresentassem diferenças em relação ao “esusu”. Como o autor do texto justifica o uso do termo “quilombo” utilizado por este jornal para denominar as casas ocupadas por africanos na cidade de Salvador do tempo em que lá viveu Domingos de Pereira Sodré? 4 – Na página 309. o autor afirma que é na experiência entre a escravidão e a liberdade que melhor se revela a vida de Domingos Pereira Sodré concluindo que ele “era um mediador cultural. como o oposto do escravo boçal. porém que cada dia toma maiores proporções. o autor fala das juntas de alforria na Bahia e sugere que estas juntas se inspiraram na “esusu” dos iorubás.1 1 INTRODUÇÃO 1 – Na página 278. 3 – Na página 241. as quais. são verdadeiros quilombos.

Outra justificativa da afirmação do autor de que o candomblé e escravidão não faziam boa mistura é a relação entre o candomblé e a resistência escrava. O autor afirma que a preocupação da autoridade era que o candomblé do africano se transformasse numa organização. O chefe de polícia Henriques acreditava que só havia esse tipo de gente na comunidade religiosa africana. Com o fim específico de reunir capital para financiar alforrias entre seus associados. João José Reis afirma que o pagamento das consultas e oferendas oferecidas pelos homens como Domingos Sodré eram pagos por parte dos africanos e afrodescendentes com objetos roubados. e antes das caixas de emancipação e das sociedades abolicionistas. podemos citar como exemplo uma denúncia de um subdelegado da capital. num “clubio”. o qual “escriturava” as cotas recebidas por meio de incisões feitas no bastão que cada um dos sócios tinha para esse fim específico. que atuasse na promoção da revolta escrava. Ele prometeu combatê-los para ”garantir a propriedade alheia e prevenir tristes consequências”. denominadas “juntas”. funcionavam como modernas . essas juntas eram dirigidas por um membro que gozava do mais irrestrito respeito e confiança. que possuíam inclusive cobradores. 2 – Segundo a Enciclopédia brasileira da diáspora africana. os escravos do Brasil já organizavam suas caixas de empréstimo.2 2 DESENVOLVIMENTO 1 – Para justificar a afirmação de que “Era comum na Bahia da época a opinião de que candomblé e escravidão não faziam boa mistura” o autor descreve ao longo do texto alguns acontecimentos que poderiam por em perigo o sistema escravocrata da época. onde dizia que africanos livres que trabalhavam no Arsenal da Marinha tentaram introduzir outros africanos. Antes da criação das “caixas econômicas”. existentes à época da escravidão. juntas de alforria tem como significado: “Sociedades civis de fato. a “fazerem feitiço e tratarem de liberdade”. só instituídas no país em 1834. estes escravizados. As juntas.

em caso de necessidade. exclusivamente. se torna possível compreender a importância de Domingos Sodré na sociedade Bahiana entre “os seus”. 4 – O autor justifica a sua afirmação em vários momentos do texto. Já a esusu iorubá não se previa o depósito de uma “soma fixa”. ao final de um ano ou. Mas a finalidade de cada pecúlio era. Ou seja. a compra da alforria de cada depositante. pois. honestos que eram no pagamento de seus aluguéis. pode-se dizer que era um verdadeiro refúgio da discriminação que sofriam como “negros estrangeiros”. uma vez que se satisfaziam com a pontualidade dos inquilinos africanos. numa periodicidade (geralmente cada semana) e local determinados. Através deste trecho. Mas não se tratava de um entendimento generalizado. eram nesses quilombos que os negros realizavam uma inserção social “entre os seus”. com concessão. sujeitos a juros e distribuição de dividendos periodicamente. 52 semanas. as juntas de alforria da Bahia eram organizadas através da “contribuição” de uma soma fixa. vamos utilizar como exemplo um trecho do segundo parágrafo da página 291 que diz: A junta presidida por Domingos reunia valores depositados semanalmentepor africanos escravos e libertos que. No segundo parágrafo da página 291 do texto de João José Reis. o termo quilombo não se tratava apenas da residência dos negros estrangeiros. Os menos ilustrados proprietários daqueles imóveis parecem não se importarem tanto quanto os mais ilustrados. Segundo Samuel Johnson. eram repartidos entre seus membros “na proporção de entrada de cada um”. o autor cita algumas diferenças entre as juntas de alforria na Bahia e as “esusu” dos iorubás. dada por cada um. uma vez que para ser . inclusive resistência a uma concepção burguesa de organização urbana preconizada por uma parcela de homens ilustrados da Bahia. eles tinham um papel fundamental na organização e preservação da cultura africana e afro-brasileira. 3 – O autor justifica o uso do termo quilombo sugerindo um entendimento contemporâneo de seu papel como espaço de resistência africana. de adiantamentos em dinheiro. mais precisamente.3 sociedades de mútuo.

São por esses motivos que o autor utiliza os termos “mediador cultural” e “um perfeito ladino”. capaz de interpretar com persopicácia o mundo em que vivia. Domingos Sodré tinha sido um importante lider religioso. mas sua capacidade de dirigir e organizar não se limitara apenas ao campo da crença. com idade madura. É através dessas atividades que Domingos foi se tornando uma pessoa arisca. Segundo o autor. 32 anos de idade. aprendeu a negociar posições e relações dentro e fora da comunidade africana.4 líder das juntas era preciso ser gozar do mais irrestrito respeito e confiança. . Para isso. um deles era a de uma compra de uma escrava de nome Esperança. motivos estes que levou Domingos a pagar 300 mil réis pela escrava. São através desses momentos do texto que o autor aos poucos vai justificando a sua afirmativa. Há alguns registros de que Domingos possuia alguns escravos. nagô como ele.

J.5 REFERÊNCIAS REIS. 34. 2006. in Revista AfroÁsia. p. n. Domingos Pereira Sodré: um sacerdote africano na Bahia oitocentista.237-313 . J.

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