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1318367238 III Ativo Nao Circulante

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Código Turma

Nome

Professor

CONT-0003
Período ano semestre

Contabilidade Comercial
Carga Horária

Jorge Rocha Brandão
Curso

2.011-1

72 horas
Tema

Ciências Contábeis

OPERAÇÕES COM ATIVO NÃO CIRCULANTE
8.1 Introdução
Já estudamos que o Balanço Patrimonial - demonstração contábil utilizada para evidenciar a situação patrimonial e financeira da empresa - é composto por duas partes: Ativo e Passivo. No Passivo, são classificadas as contas representativas das origens dos recursos que estão à disposição da empresa: capitais de terceiros (obrigações) e capitais próprios (Patrimônio Líquido). No Ativo, são classificadas as contas que representam as aplicações dos recursos que estão à disposição da empresa: bens e direitos. Assim, os recursos originados conforme mostra o Passivo estão aplicados na empresa conforme mostra o Ativo. No Ativo, portanto, há recursos aplicados: no Ativo Circulante e no Ativo Não Circulante. Conforme estabelece o § 12 do artigo 178 da Lei n2 6.404/1976, o Ativo Não Circulante é composto por Ativo Realizável a Longo Prazo, Investimentos; Imobilizado e Intangível. Neste capítulo, daremos ênfase aos Investimentos, ao Imobilizado e ao Intangível em cujos grupos são classificadas as contas 'representativas das aplicações de recursos feitas pela empresa em caráter permanente. Diante da diversidade de operações que envolvem esses três grupos Ativo Não Circulante, você deverá estudar, no mínimo, os assuntos que constarem do programa apresentado no edital do concurso que irá prestar.

8.2 Investimentos

8.2.1 Conceito De acordo com o estabelecido no inciso III, artigo 179, da Lei nº 6.404/1976, classificamse como investimentos as contas representativas das participações permanentes em outras sociedades e dos direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante ou no Ativo Realizável a Longo Prazo, e que não se destinam à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. Conforme você pode observar, segundo o dispositivo legal supracitado, existem duas modalidades de investimentos que devem figurar neste subgrupo do Ativo Não Circulante: a) Participações permanentes em outras sociedades; e b) Direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante ou no Ativo Realizável a Longo Prazo.

8.2.2 Participações permanentes em outras sociedades Introdução Quando uma empresa (investidora) adquire títulos representativos do capital de outra sociedade (investida), a conta a ser utilizada para a contabilização de tal aquisição dependerá do destino a ser dado ao investimento. Caso a aquisição tenha caráter meramente especulativo, dever-se-á contabilizar o investimento em conta do Ativo Circulante ou do Ativo Realizável a Longo Prazo. Entretanto, tratando-se de investimento de caráter permanente, ou seja, quando a empresa deseja fazer dele um complemento de suas atividades econômicas (visando a receber dividendos, bonificações ou por outros motivos de seu interesse), deverá contabilizá-lo em conta do grupo Investimentos. Quando vigorava o regime de correção monetária do balanço, extinto a partir de 1º/01/1996, o fisco entendia (Parecer Normativo CST nº 108/1978) que havia presunção de intenção de permanência do investimento sempre que, embora classificado no Ativo Circulante, não fosse alienado até a data do Balanço levantado no final do exercício seguinte àquele no qual o investimento havia sido adquirido. As participações permanentes em outras empresas correspondem a aplicações de recursos na compra de títulos representativos do capital de outras sociedades (ações ou quotas). Esses investimentos poderão ocorrer em sociedades controladas, em sociedades coligadas, em sociedades equiparadas às coligadas e em outras sociedades, sendo que o título da conta utilizada deverá exprimir com clareza o tipo do investimento a que se refere.

Participações em coligadas, equiparadas às coligadas e controladas Quando o investimento for efetuado em empresas consideradas coligadas, equiparadas às coligadas ou controladas, os critérios utilizados para contabilização são os mesmos que devem ser observados nos casos de aquisições de ações de outras sociedades, cujo exemplo você verá no item a seguir. É importante, neste momento, saber quando a empresa investi da deve ser classificada como controlada, coligada, equiparada à coligada ou como outras sociedades. Vejamos essas conceituações à luz da Lei nº 6.404/1976 e da Instrução CVM nº 247/1996, lembrando que as sociedades anônimas de capital aberto estão sujeitas à observância das normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). COLIGADAS (§§ 1º,4º e Sº do art. 243 da Lei nº 6.404/1976). São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-Ia. É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% ou mais do capital votante da investida, sem controlá-Ia. EQUIPARADAS ÀS COLIGADAS (parágrafo único, artigo 2º, da InstruçãoCVM nº 247/1996) Equiparam-se às coligadas: a) As sociedades em que uma participa indiretamente com 10% (dez por cento) oumais do capital votante da outra, sem controlá-Ia. Exemplo: a sociedade A participa com 6% do capital votante da sociedade C, e a sua coligada B também participa com 8% do capital votante de C. Nesse caso, como a soma das participações de A e B, que são coligadas em C, corresponde a 14% do capital votante de C, dizemos que a investida C é equiparada à coligada da investidora A. b) As sociedades em que uma participa diretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra, sem controlá-Ia, independentemente do percentual da participação no capital total. Exemplo: suponhamos que a sociedade A seja proprietária de 5.000 ações com direito a voto da companhia B, cujo capital é composto por 80.000 ações, sendo 50.000 com direito a voto. Nesse caso, a companhia B é equiparada à coligada de A, uma vez que, embora a participação

e . da Lei nº 6. sua controlada.sempre que os respectivos Ativos e Passivos não estejam incluídos na contabilidade da investidora.000 ações representativas do seu capital. Suponhamos. A participação é direta quando a investidora é proprietária do total ou da maior parte do capital votante da sua investida. são proprietárias de mais de 50% do capital votante de C. dependência ou escritório de representação no exterior. dizemos que a investidora A é controladora indireta de C. que a investidora A seja proprietária de 30% do capital votante da sociedade C. direta ou indiretamente. diretamente ou por meio de outras controladas. além de participar diretamente do capital da investida. o que são "controladas" para a CVM (artigo 3º da Instrução CVM nº 247/1996). representa 10% do capital votante de B. Exemplo: suponhamos que a Investidora A seja proprietária de 80% do capital votante da sua controlada B. b) Filial.2) O poder de eleger ou destituir a maioria dos administradores. a empresa A mantém o controle acionário direto da empresa B.corresponda a 6. sucursal.25% do capital total. de modo permanente: a. e a. artigo 243. Nesse caso. ainda. como a investidora A com sua controlada B. Exemplo: a investidora A constituiu uma empresa B. da qual a controlada B seja também proprietária de 35% do capital votante. agência. preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. é titular de direitos de sócio que lhe assegurem. por força de normatização específica. Consideram-se controladas: a) Sociedade na qual a investidora. Veja. de modo permanente.404/1976) Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora. CONTROLADAS (§ 2º. agora.l) Preponderância nas deliberações sociais. Neste caso. A participação é indireta quando a investidora (controladora) e uma ou mais de uma das suas controladas são proprietárias no conjunto da maioria do capital votante de uma terceira sociedade. NOTA: • É vedada a participação recíproca entre a companhia (investidora) e suas coligadas ou controladas (investidas).juntas. sendo a única proprietária das 50. seja titular de direitos de sócio que lhe assegurem.

citados nas letras a. Sabendo que o investimento corresponde a 2% do capital da investida.c) Sociedade na qual os direitos permanentes de sócio. Entretanto.000. cujos valores. coligadas e de equiparadas às coligadas poderão ocorrer com ágios ou com deságios. É importante salientar também que as aquisições de títulos representativos do capital de controladas. veja os procedimentos contábeis: 1. subscrevendo 10.000 ações conf n/cheque nº 815. coligada.000 ações. tendo a investidora como única acionista. Pela subscrição das ações: D. estejam sobre controle comum ou sejam exercidos mediante a existência de votos. 10.00 cada uma.333 . independentemente do seu percentual de participação no capital votante.000.Subscrição de Ações Nossa subscrição de 10.l e a. Essas contas representativas do ágio ou do deságio devem figurar no grupo de investimentos do Ativo Não Circulante. correspondente ao aumento do capital da Companhia São Luiz .Bancos conta Movimento Nosso pagamento à Companhia São Luiz. Considera-se. Suponhamos que a empresa industrial Ferreira S/A participe do aumento de capital promovido na Companhia São Luiz S/A. . por orientação da CVM. também. Outras Participações Veja.000 ações ordinárias nominatívas. agora. ainda. nem equiparada à coligada. a empresa investidora adquiriu ações participando do processo de aumento de capital por subscrição efetuada na própria empresa investida.referente à integralização de 10. 2.00 C. devem ser contabilizados em contas próprias segregados da conta que registra o custo de aquisição do investimento pelo valor patrimonial.000 Outras informações importantes No exemplo apresentado.2 supra. um exemplo de investimento em sociedade que não seja considerada controlada. no valor de $ 1cada. a empresa investidora poderá. 10. Pela integralização: D-Subscrição de Ações C. controlada a subsidiária integral. adquirir ações de outras empresas mediante negociação por meio das bolsas de valores ou ainda no mercado de balcão. como subcontas da conta que registra o custo do respectivo investimento. no valor nominal de $ 1.Participações em Outras Empresas R$ 10.

.. cujo valor patrimonial seja de $ 9..00 C...9........... • fundo de comércio e outras razões econômicas..000........ de Valor de Mercado .... não devem ser computados na apuração do lucro real (artigo 391 do RIR/99).10..............000.....Bancos conta Movimento...... A contabilização será como segue: D.......00 D... ao contabilizar o ágio ou o deságio..500 pela participação.participação coligada B......... o ágio ou o deságio...000.......00 C. ou seja. conforme orientação da CVM..........00 Vamos assumir agora que a investidora tenha pago $ 8. no entanto..Ágio valor de mercado....Deságio por Dif.... A contabilização será como segue: Diversos D....................9. com base em previsão dos resultados nos exercícios futuros... 8.......00 É importante salientar que... $ 10. • valor da rentabilidade da coligada ou controlada.......3 Outros investimentos Classificam-se como outros investimentos os direitos de qualquer natureza..Participação na Coligada B......... Os critérios de amortização do ágio e do deságio variam de acordo com suas causas e origens...... com reflexo nos resultados.000.....8..500.000. desde que não se destinem à manutenção da atividade da empresa e não sejam efetuados em títulos . porém tenha pago por essa participação.......Bancos conta Movimento . $ 1.......Exemplo prático Suponhamos que a investidora A tenha adquirido 30% do Patrimônio Líquido da coligada B que corresponde a $ 9................... deverá ser amortizado......................2.... a sociedade investidora deverá indicar seu fundamento econômico que poderá corresponder ao: • valor de mercado de bens do Ativo da coligada ou controlada superior ou inferior ao valor registrado na contabilidade................1... 500..................000 mais que o valor patrimonial...... não classificáveis no Ativo Circulante ou no Ativo Realizável a Longo Prazo........ a amortização do deságio é feita a débito da conta que registra o deságio e a crédito da conta Resultado do Exercício.....000......00 C..............000.. A amortização do ágio é feita a débito da conta Resultado do Exercício e a crédito da conta que registra o respectivo ágio.

000. OBSERVAÇÃO: • A empresa terá direito de compensar o Imposto de Renda de $ 15.representativos do capital de outras sociedades. Na época do levantamento do Balanço. Suponhamos agora que. 500. Investimentos em ouro Os investimentos em ouro poderão figurar no Ativo Circulante ou no Ativo Não Circulante (Ativo Realizável a Longo Prazo ou Investimentos) conforme seja a intenção da empresa em mantê-I o permanentemente ou não.110/2007. Exemplo prático A empresa Comercial Verusca SI A aplicou junto ao Banco Urupês a importância de $ 500. o valor do investimento figurará no Ativo Circulante ou no Ativo Não Circulante (Ativo Realizável a Longo Prazo ou Investimentos). que trata da redução ao valor recuperável de ativos. imóveis de renda etc. Houve incidência de Imposto de Renda no valor de $ 15.153/2009. São investimentos dessa natureza aqueles efetuados em ouro. mensuração e evidenciação de instrumentos financeiros.000 Os rendimentos decorrentes desse tipo de investimento somente serão realizados no momento em que a empresa decidir vender o metal no mercado.000 por ocasião do . Contabilização na data da aplicação: D-Investimentos Temporários em Ouro C-Bancos conta Movimento Pelo investimento nl data conforme certificado etc. alcançando a importância de $ 600. deduzido de provisão para redução ao valor de mercado.000 em ouro.19. obras de arte. NOTA: • É importante a leitura da NBCT 19. pelo valor do custo de aquisição. cinco anos após o investimento. a empresa Comercial ERUSCASI A tenha vendido o ouro. Os detalhes da provisão para redução ao valor de mercado serão estudados no posteriormente. se este for menor. antiguidades.000. que trata do reconhecimento. aprovada pela Resolução CFC nº 1.10. aprovada pela Resolução CFC nº 1. e da NBCT 19.

estabelece dois métodos para avaliação dos investimentos classificáveis no Ativo Não Circulante: Método do Custo de Aquisição (MC) e Método da Equivalência Patrimonial (MEP)... no entanto. deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. que a CVM poderá manter ou eliminar essa obrigatoriedade.... 8..Receitas Financeiras .....100..... Método do custo de aquisição O método do custo de aquisição (MC) consiste em avaliar os investimentos atribuindolhes os respectivos custos de aquisição... caso em que seriam contabilizados a débito de conta própria de Despesa Financeira e a crédito de Bancos.... em seus artigos 183 e 248.. como segue: D........ atribuindo-lhes os mesmos valores que a empresa pagou por eles no momento em que foram adquiridos..... independentemente do percentual de participação no capital.. Segundo estabelece o artigo 248 da mencionada Lei...00 C......... por uma mesma pessoa fisica ou por um conjunto de pessoas físicas... Contabilização: Pela negociação do metal.recolhimento do IR devido sobre o lucro líquido apurado no final do exercício social.... Veja o que dispõe os incisos III e IV do artigo 183 da Lei n.. • A Comissão de Valores Mobiliários (CVM).....000...404/1976: "Artigo 183.. os elementos do Ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: . 6........ No Balanço...000...500...2. É importante salientar.....000.....estendeu a obrigatoriedade de avaliação pelo MEP para os investimentos em empresas equiparadas às coligadas.Investimento Permanente em Ouro...Banco.....4 Avaliação dos Investimentos A Lei nQ 6. é comum ocorrerem outros encargos com comissões e corretagens.00 Nesse tipo de transação.600..404/1976................... por meio da Instrução normativa nº 247/1996..... (O controle comum pode ser exercido por uma mesma pessoa jurídica...................) Os demais investimentos que não se enquadrarem nos casos supra citados serão avaliados pelo Método do Custo de Aquisição (MC) .......... isto é.....00 C.....

cujo percentual a ser aplicado sobre o valor do investimento pode ser igual ao percentual da redução do Patrimônio Líquido de B no último exercício. não havendo perspectivas de recuperação. 10.000 Lançamento no livro Diário: (1) Perdas na Realização de Investimentos a Provisão para Perdas na Realização de Investimentos Provisão que se constitui a razão de 20% sobre o investimento. sem custo para a companhia.III. IV . a empresa A poderá criar provisão. Exemplo prático Suponhamos que a empresa A participe do capital da empresa B com investimento de $ 50. pelo menos no próximo exercício. tendo em vista a perda de mercado pelo lançamento de novos produtos por concorrentes. quando este for inferior. que a empresa B. também. Supondo ser essa redução de 20%. deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. é importante salientar que a provisão citada no inciso III não poderá ser constituída se a perda não for permanente e também não puder ser comprovada. à provisão para perdas prováveis na realização do seu valor ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado. tem apresentado prejuízo nos últimos balanços.os demais investimentos. e o inciso IV. ainda. • A conta Provisão para Perdas na Realização de Investimentos é conta patrimonial e aparecerá no Balanço Patrimonial como redutora da conta que registra o respectivo investimento. e que não será modificado em razão do recebimento. quando essa perda estiver comprovada como permanente. enquanto o inciso IV se refere a outros investimentos. tendo em vista situação permanente de redução do Patrimônio Líquido da investida . desde que comprovada como permanente. Suponhamos. . deduzido de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor.000.000 = 10. correspondente a 5% do capital de B. ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado. pelo custo de aquisição. Observe.000 OBSERVAÇÕES: • A conta Perdas na Realização de Investimentos é conta de despesa operacional." É importante observar que o inciso III se refere a investimentos em títulos representativos do capital de outras sociedades. pelo custo de aquisição. Finalmente.os investimentos em participação no capital social de outras sociedades. Neste caso. de ações ou quotas bonificadas. a provisão será: 20% de 50. que nos dois incisos consta a exigência da dedução de provisão: o inciso III refere-se à provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250.

o que dispõe o artigo: "Artigo 248. § 22 A sociedade coligada. comprovadamente.404/1976 disciplina esse assunto em seu artigo 248. com base na variação ocorrida no Patrimônio Líquido das citadas sociedades investidas. no capital da companhia B. No balanço patrimonial da companhia. ou até 60 (sessenta) dias. A Lei nQ 6. a ganhos ou perdas efetivos. sempre que solicitada pela companhia. no final de cada exercício social. conste no Ativo Não Circulante um investimento no valor de $ 240. .o valor do Patrimônio Líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em Balanço Patrimonial ou Balancete de verificação levantado. ou por ela controladas. deverá elaborar e fornecer o Balanço ou Balancete de Verificação previsto no número L" A princípio. a aplicação do MEP consiste em uma tarefa relativamente simples. no máximo. ou com outras sociedades coligadas à companhia. com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. com observância das normas desta Lei. na mesma data. nos casos deste artigo. c)no caso de companhia aberta. II . os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial.Método da equivalência patrimonial o método da equivalência patrimonial (MEP) consiste na atualização do valor dos investimentos feitos em sociedades coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. serão computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia contra as coligadas e controladas. no valor de Patrimônio Líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia. de acordo com as seguintes normas: I . § 12 Para efeito de determinar a relevância do investimento. com o intuito de fazer com que o valor do investimento se mantenha equivalente ao percentual de participação da investidora no valor do Patrimônio Líquido de sua investida. de acordo com o número Il.a diferença entre o valor do investimento.o valor do investimento será determinado mediante a aplicação. então. sobre o valor de Patrimônio Líquido referido no número anterior. situadas no Brasil ou no exterior.000. III . Acompanhe: Exemplo prático Suponhamos que no Balanço Patrimonial da empresa A. somente será registrada como resultado do exercício: a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada. b) se corresponder. levantado em 31/12/x1. da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada. e o custo de aquisição corrigido monetariamente. Veja. antes da data do Balanço da companhia.

......000) ...000 TOTAL 700. Para apurar o valor da variação..000 na constituição de reservas de lucros e $ 200....000 O valor encontrado ($ 360. porém figura no Patrimônio Líquido somente $ 100. em 31/12/x2.. para fins de cálculo da equivalência patrimonial.. observe que o lucro apurado pela coligada B foi igual a $ 300. que em 31/12/x2 a coligada B tenha apurado um lucro líquido de $ 300. para que o valor do investimento constante do Ativo Não Circulante de A continue equivalendo 40% do Patrimônio Líquido de B. é preciso considerar que...000 Reservas de Lucros 100..000) corresponde ao valor atualizado do investimento de A em B.Vamos assumir que a participação de A corresponda a 40% do capital de B.000 900. na compensação de prejuízos acumulados apurados em exercícios anteriores ou no aumento do capital social.000 na distribuição aos acionistas em forma de dividendos.... Nesse caso. uma vez que $ 200...... faremos: Valor do investimento atualizado . sua coligada...... em decorrência da variação ocorrida no Patrimônio Líquido de B...(40% do Patrimônio Líquido atual de B.000....000 Portanto..000 foram distribuídos aos acionistas e figuram no Passivo Circulante na conta Dividendos a Pagar. que deverá figurar no Balanço Patrimonial de A. Entretanto. que teve a seguinte destinação: $ 100.. ajustado) 360..... as empresas em geral apuram seus resultados e procedem a sua destinação na constituição de reservas.000 (Reservas de Lucros).. O Patrimônio Líquido de B... Suponhamos..Veja os cálculos: Patrimônio Líquido de B em 31/12/x2: Capital Reservas de Lucros Dividendos distribuídos Patrimônio Líquido ajustado 600... o valor distribuído aos acionistas deve ser adicionado ao valor do Patrimônio Líquido... a investidora deverá atualizar o valor do seu investimento.. bastará então aplicar 40% sobre o Patrimônio Líquido de B existente em 31/12/x2. ao efetuar esse cálculo. No nosso exemplo.000 Cálculo da equivalência patrimonial: 40% de 900....... agora.. O cálculo para fins de atualização do investimento é simples: como a participação de A em B corresponde a 40% do capital de B... ao apurar os seus resultados em 31/12/x2......000 = 360. ficou como segue: Capital 600... no final de cada exercício social..000 200..000 100..000 (-) Valor original do investimento (240.. na distribuição de dividendos.000..

não integrará a base para o cálculo das provisões para o Imposto de Renda e para a Contribuição Social sobre o Lucro. representando direito da investidora para com a investida.000..000..000 de dividendos.Participação na Coligada B ConJ aplicação do MEP etc. • Note que a parcela do lucro líquido pertencente à investidora (40% de $ 200.... entretanto.. que equivale a 40% do Patrimônio Líquido de B.Receitas de Participações Societárias Atualização que se processa no valor do investimento.000).000 OBSERVAÇÕES: • Observe que a conta Participação na Coligada B. finalmente. (1) Diversos C. fica com seu saldo devidamente atualizado e figurará no Balanço da investidora em 31/12/x2 pelo valor de $ 280. • Observe..Receitas de Participações Societárias...000 Tendo em vista que. a parcela distribuída etc..Dividendos a Receber Re]. Veja: •.000 já foram distribuídos pela coligada B em forma de dividendos (40% de $ 200.. desse valor encontrado ($ 120. do Ativo Circulante. conforme variação apurada pelo MEP.classificada no grupo de Outras Receitas Operacionais – provocará aumento no resultado do exercício da investidora. nessa data. o registro contábil seria como segue: (2) D. $ 80. """""""""""""""" 80... Se a coligada não tivesse distribuído $ 200.. e a parcela referente ao aumento do PL da coligada será contabilizada a débito da conta que registra o respectivo investimento. a parcela correspondente aos dividendos será contabilizada em conta representativa de direito da investidora com a coligada..Participação na Coligada B C.. que o valor da variação..(=) Valor da variação 120.. onde já sofreu essas tributações.000.000. como segue: D. . sendo debitada por $ 40. Essa receita . $ 120.120.. representa receita para a investidora..000 D..00 Atualização que se processa no valor do investimento. """""""""""""""" 40.000).000) ficou devidamente registrada a débito da conta Dividendos a Receber. uma vez que representa parte do lucro apurado por B..

por estarem incompletos e sem operar. inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios.3.. é composto exclusivamente por contas representativas de bens corpóreos (materiais. artigo 179. ferro etc.composto por contas representativas de aplicações de recursos em bens materiais objetos de exploração por parte da empresa.. Esses recursos podem ser minerais (jazidas de carvão.. Os mais comuns são os móveis e utensílios. do imobilizado operacional.000 8.. Dessa forma. b) Operacional recursos naturais . computadores. conJ cálculos...conforme variação apurada pelo MEP..1 Conceito Conforme estabelece o inciso IV.. veículos etc. porém de propriedade de terceiros ou bens de propriedade da empresa... 8. riscos e controle desses bens. poderá figurar uma conta redutora de depreciação ou de exaustão acumulada.2 Incorporações de bens no Ativo Imobilizado .. produção ou prestação de serviços)... É importante salientar que os bens corpóreos classificados no Ativo Imobilizado estào sujeitos à depreciação ou à exaustão.composto por contas representativas de investimentos de recursos em bens que... argila..) ou naturais (florestas)....3 Ativo Imobilizado 8...3. prontos para operar.composto por contas representativas de aplicações de recursos em bens materiais que estão em uso na empresa. d) Imobilizado em andamento .. ainda não geram riquezas para a empresa... considera-se Ativo Imobilizado os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade.. arrendados a terceiros... transferindo seu valor para conta apropriada.404/1976. O Ativo mobilizado. da Lei nº 6.. tangíveis) que podem ser divididas nos grupos: a) Operacional corpóreo (tangível) . Esses bens são necessários para que a empresa atinja o seu objetivo (comercialização... logo em seguida a cada uma das contas classificadas no Imobilizado. São bens em uso na empresa. 120.. c) Imobilizado objeto de arrendamento mercantil . deverá ser dada baixa na respectiva conta que registrou o bem em andamento. A partir do momento em que esses bens estiverem completos ou concluídos..composto por contas representativas de bens corpóreos arrendados pela empresa. portanto.

nas seguintes condições: • Foi paga (em 01/02) a importância de $ 20.. das seguintes despesas: • Imposto de transmissão .000 • Despesas com tabelião . aquisição com entrega parcelada como as de bens importados etc. do Sr. do saldo do preço do terreno..Aquisições de Imóveis em Andamento C. 701 do Banco Urupês S/A. embora também não ofereçam dificuldades para o seu registro. para segregar a parte que deve ser contabilizada como bem material (tangível) daquela que deve ser contabilizada como bem imaterial (intangível). pago com nosso cheque nQ 70.000 • Em 5 de fevereiro: (2 )D. • Em 05/02 foi lavrada escritura no Cartório do 2Q Oficio.600 • Despesas com registro – 300 Contabilização: • Em 1Q de fevereiro: D. Veja alguns exemplos: Compra de imóveis Compra de um terreno para uso da empresa. medindo 700 m".. no valor de $ 200. por meio do cheque nQ 893.. é relativamente simples.. por meio do cheque n.5. Luiz Gonzaga... sem benfeitorias. debita-se a conta que representa o bem que está sendo adquirido e credita-se a conta Caixa ou Bancos . 120. Na maior parte dos casos. no qual ocorreu o pagamento.Bancos conta Movimento Banco Urupês SI A ... à rua Conselheiro Moreira.e Fornecedores ou Duplicatas a Pagar quando se tratar de compras a prazo. bem como o pagamento por meio do cheque nQ 894. conforme recibo de sinal desta data.Bancos conta Movimento Banco Urupês SI A Valor do sinal pago a Luiz Gonzaga. decorrentes de aquisições.quando se tratar de compras à vista .. Algumas aquisições merecem cuidados especiais..referente à compra de um terreno.. compra de equipamentos de processamento eletrônico de dados.000. localizado nesta cidade.000 como sinal.Aquisições de Imóveis em Andamento C. situado à rua Conselheiro Moreira. medindo 700 m2. como é o caso da: aquisição de imóveis quando há pagamento de sinal e posterior concretização da compra..A contabilização das incorporações de bens tangíveis integrantes do Ativo Imobilizado..

Faremos..... • teclado. winchester. impressora e outros...Aquisições de Imóveis em Andamento Pelo custo total de um terreno etc . monitor de vídeo... 300 Após efetuados os pagamentos e lavrada a escritura.... • placa de vídeo de 256 Mb.. com as seguintes configurações: • CPU Pentium.. a transferência da conta Aquisições de Imóveis em Andamento para a conta própria. teclado. denominada Imóveis. 180. • HD de 250 GB. inclusive os programas que o acompanham.. MMX 200Mhz.. 205. conforme escritura lavrada no Cartório do 2" Oficio: valor do saldo do imóvel.. referente à liquidação do saldo do imóvel.00 Banco Urupês SIA Encargos com a aquisição supra. (4)D. no valor de $ 2.Nosso cheque nQ 893 emitido em favor de Luiz Gonzaga. 236 I CONTABILIDADE GERAL FÁCIL . conforme guia.000 Valor referente a despesas com tabelião..000 (3) D-Aquisições de Imóveis em Andamento C. esses instrumentos são classificados em dois grupos: a) Hardware . a empresa adquire um conjunto de equipamentos necessários à sua operacionalização..corresponde aos programas adquiridos separadamente ou desenvolvidos pela própria empresa. conforme recibo. mouse e cabos..500...900 Aquisição de equipamentos e programas de informatização Com o computador....900.. 5... Esses equipamentos devem ser contabilizados na conta Computadores e Periféricos ou Equipamentos de Processamento de Dados. • monitor LCD de 19".. pertencente ao Imobilizado. 600 Valor referente a despesas com registro. • impressora DeskJet HP 870 Cxi. • 1G de memória RAM..Bancos conta Movimento R$ 5. da Importadora Nova Era S/A. marca Itautec. representativa de bem intangível.Software.. adquiriu. • software de automação de escritório MsOffice 2003. denominados programas de base.. Exemplo de contabilização A empresa X Ltda.. a saber: Valor referente a Imposto de Transmissão. • software operacional Windows Vista. • gabinete modelo minitorre com fonte 300W. agora.. um microcomputador desktop (de mesa).. 894.. conforme recibo. fica definitivamente comprovada a aquisição.Imóveis C.... conforme NF nº 1951. pagos com nosso cheque n. b) Software de aplicação .compreendendo todo o equipamento. composto de computador... A conta mais adequada para se registrar esses programas é Sistemas Aplicativos . Em linguagem de processamento de dados..

artigo 31).10 deste capítulo. ou pela liquidação (Decreto-lei nº 1. inclusive o fundo de comércio adquirido.3. desapropriação.500 NOTA: • Acerca do Intangível. obsolescência ou exaustão. como um disco (como no caso de software). .598/1977.404/1976.3 Baixa de bens do Ativo Imobilizado Os bens do Ativo Imobilizado podem ser baixados em decorrência de alienação (venda).951 de Importadora Nova Era S/A . Para saber se um ativo que contém elementos intangíveis e tangíveis deve ser tratado como um ativo imobilizado ou como ativo intangível. Alguns ativos intangíveis podem estar contidos em elementos que possuem substância física. 8. documentação jurídica (no caso de uma licença ou patente) ou em um filme. Por exemplo. que são tangíveis. certamente o referido bem tenha sofrido depreciação ou exaustão. a entidade avalia qual elemento é mais significativo. NOTA: • As benfeitorias realizadas em propriedades de terceiros devem ser classificadas no Imobilizado. artigo 179. O resultado positivo (lucro) ou negativo (prejuízo) obtido na baixa de bens de uso representa receita ou despesa não operacional e será tratado no item 8. da Lei nQ 6. ele deve ser tratado como ativo intangível:' 8. perecimento. Quando o software não é parte integrante do respectivo hardware. 2.4. merece destaque a disciplina contida no item 4 do Pronunciamento Técnico CPC nQ 04/2008 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis: "4. nos termos do presente Pronunciamento. um software de uma máquina-ferramenta controlada por computador que não funciona sem esse software específico é parte integrante do referido equipamento.4 Intangível 8. devendo ser tratado como ativo imobilizado. Na baixa de bens do ativo imobilizado.Computadores e Periféricos C.Contabilização: (1)D.ainda que os bens beneficiados por elas não sejam de propriedade jurídica da empresa. extinção. considera-se Intangível os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade. caso em que se deverá apurar o ganho ou a perda de capital. conforme configuração descrita à NF nº 1. desgaste. O mesmo se aplica ao sistema operacional de um computador.Caixa Nossa aquisição de miero desktop e soJtwares básicos.1 Conceito Conforme estabelece o inciso VI.

como é o caso dos direitos autorais. subgrupo Investimentos. enquanto o Ágio por Expectativa de Rentabilidade Futura. conhecido nas normas internacionais pelo nome em inglês de goodwill.000) = Agio $ 40. embora não possuindo existência corpórea. pode ser contabilizado em conta denominada "Fundo de Comércio" ou "Ágio por Expectativa de Rentabilidade Futura".000 Tendo em vista que o valor de mercado é superior ao valor contábil e inferior ao valor da transação. o ágio será segregado em duas contas: Ágio por Diferença de Valor de Mercado Ágio por Expectativa de Rentabilidade Futura $ 10. clientela. os quais. 8.000. legalmente conferidos a seus possuidores. credibilidade que tem no mercado etc.000 Nesse caso. o Ágio por Diferença de Valor de Mercado que corresponde à diferença entre o valor contábil e o valor de mercado será classificado no Ativo Não Circulante. conforme registros contábeis. .000. Suponhamos que a empresa A tenha adquirido a empresa B.4.000 $ 30. do fundo de comércio etc.000 e o valor justo de mercado seja de $ 70. tendo pago por ela $ 100.O Intangível.2 Incorporações de bens imateriais (intangíveis) Fundo de Comércio Fundo de comércio é o valor que se paga a maior (além dos valores dos ativos e passivos) por ocasião da compra do total ou de parte de uma empresa. será classificado no Ativo Não Circulante. representam direitos de propriedade industrial ou comercial.000 (-) Valor contábil (ativos e passivos) ($ 60. nome da empresa. É importante salientar que o ágio pago na compra do total ou de parte de uma empresa poderá ser composto por duas partes: diferença entre o valor contábil e o valor de mercado e diferença entre o valor de mercado e o valor da transação. A parte do ágio cobrada acima do valor de mercado refere-se ao valor que o proprietário (vendedor) fixa em função do ponto comercial. por isso é denominada Fundo de Comércio. é composto exclusivamente por contas representativas de bens incorpóreos (imateriais). teremos: Valor da transação $ 100.. das marcas e patentes. seja de $ 60. Considerando que o valor do patrimônio de B (ativos e passivos). que corresponde à diferença entre o valor de mercado e o valor da transação. subgrupo Intangível. portanto. Esse valor que representa bem imaterial e integra o grupo Intangível do Ativo Permanente.

Contabilização: (1 D. nos meios contábeis. convencionou-se. O total da Nota Fiscal incluiu os serviços no valor de $ 2. 555. conforme Nota Fiscal de serviços n. embora nada impeça que sejam segregadas em contas distintas.001 . é necessário que providencie o registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).pago com nosso cheque nQ 555.000 e taxas de registro no valor de $ 1. por outro lado. Marcas e patentes Esse título engloba dois bens imateriais da mesma espécie: as marcas e as patentes. para providenciar o registro no Instituto acional de Propriedade Industrial (INPI). nos termos do § 3 do artigo 183 da Lei n>! 6. tratar as marcas e patentes em conta única.000. Marcas Esse assunto está disciplinado nos artigos 122 e 123 da Lei nº 9.279/1996. Exemplo: Suponhamos que uma determinada empresa de confecções tenha criado a marca Atol para identificar todos os produtos a serem por ela fabricados. Se no edital do concurso constar detalhes acerca das marcas. não haverá amortização.O Fundo de Comércio (parte do ágio que supera o valor de mercado) integrante do Intangível. cujo valor da quota anual dependerá da análise que periodicamente a empresa deverá fazer. contratou os serviços da empresa Lacre Ltda.404/1976. 3.001. sobre recuperação dos valores registrados no intangível. a diferença corresponderá ao valor da quota de amortização do período. O pagamento foi efetuado por meio do cheque de sua emissão n. embora o regulamento do Imposto de Renda também apresente regras relacionadas com a amortização desses bens.Marcas e Patentes C-Bancos conta Movimento Pelos gastos com o registro da marca Atol. As marcas e patentes estão disciplinadas pela Lei nº 9.000.. tendo pago a importância de R$ 3. ficar constatado que o valor de mercado for inferior ao valor contabilizado. estará sujeita a amortização. 333. Se essa análise revelar que o valor de mercado do ágio (fundo de comércio) é superior ao contabilizado. Para que o proprietário de uma marca ou de uma patente de invenção possa usufruir com exclusividade de todos os direitos estabelecidos na legislação. se. Visando a garantir o uso exclusivo dessa marca. do Banco Urupês S/A. conforme NF nQ 333 de Lacre Ltda.000 NOTAS: . sugerimos a consulta aos dispositivos legais supramencionados. 1.279/1996. Por razões práticas.

da ação da natureza e da obsolescência.• A conta Marcas e Patentes. estará sujeita à amortização somente quando houver prazo limitado para sua utilização. a amortização dos respectivos custos deverá ser efetuada durante esse prazo (inciso I do artigo 325 do RIR/99). Patentes Veja o que dispõe o artigo 6º da Lei nº 9. não poderá ser amortizada (inciso I do artigo 425 do RIR/99). casos em que o saldo a amortizar ou o valor total do bem não amortizado serão baixados em contrapartida de conta representativa de despesa.279/1996 limita a vigência do direito relativo às patentes a um determinado período de tempo.4. contados da data da concessão do registro." A contabilização do custo das patentes é semelhante à contabilização do custo das marcas. 2. nas condições estabelecidas nesta Lei. 8. Caso contrário. objeto da baixa.3 Baixa de bens do Intangível Como regra geral.5 Depreciação 8. 8. depreciar consiste em considerar despesa ou custo do período uma parte do valor gasto na compra dos bens de uso da empresa.279/1996). na parte relativa às marcas. a baixa dos bens imateriais ocorrerá no momento em que a conta que registra sua amortização acumulada atingir 100% de seu valor. classificados no Ativo Imobilizado.5.1 Conceito Depreciação é a diminuição parcelada de valor que sofrem os bens de uso da empresa em decorrência do desgaste pelo uso. prorrogável por períodos iguais e sucessivos (artigo 133 da Lei n. corpóreos ou tangíveis. 9. são necessários para que a . É preciso salientar que poderão ocorrer baixas antes mesmo que o bem tenha sido totalmente amortizado ou ainda sem que tenha ocorrido amortização. debitando-se a conta que registrou a amortização acumulada e creditando-se a conta representativa do bem.279/1996: "Artigo 6ºAo autor de invenção ou modelo de utilidade será assegurado o direito de obter a patente que lhe garanta a propriedade. Contabilrnente. • O registro da marca vigorará pelo prazo de dez anos. A baixa será efetuada contabilmente. NOTA: • Tendo em vista que a Lei nº 9.já exemplificado no item anterior. Os bens materiais.

como Computadores e Periféricos. cada um dos bens de consumo duráveis que serão utilizados pela empresa para desenvolver suas atividades normais por vários anos serão depreciados ao longo do tempo de vida útil estimado para esse bem. bem como da taxa de depreciação.638/2007. enfraquecendo a capacidade de produção. conforme citamos no parágrafo anterior.Segundo estabelece o § 3Q do artigo 183 da Lei nQ 6. Com o advento da Lei nQ 11. São considerados bens durável porque não se desgastam no primeiro uso. de consumo Quando a empresa adquire um bem de duração não superior a um ano. maresias).404/1976. cujos efeitos entraram em vigor a partir de 1Q de janeiro de 2008. II. exaustão e amortização. periodicamente.2 Causas que justificam a depreciação a) Desgaste pelo uso: após entrar em operação. portanto. o valor gasto na compra desse bem não estará sujeito à depreciação. b) Ação do tempo: quando expostos aos rigores das variações atmosféricas (frio. que até então eram as definidas pelo Fisco. as regras para fixação do prazo. no intangível. Edifícios e Construções etc. Veículos. A depreciação. ventos. os bens de uso sofrem desgastes e também . no final de cinco anos não terá o mesmo rendimento que tinha quando era novo. um automóvel utilizado diariamente. análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado. sol. visando a compor o custo ou o valor das despesas dos exercícios durante os quais esse bem foi utilizado.empresa possa desenvolver suas atividades. Instalações. com o decorrer do tempo. a fim de que sejam: I . umidade. devendo ser contabilizado diretamente como despesa operacional. calor.revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação. mudaram. Entretanto. permitindo que o valor gasto na sua aquisição seja distribuído proporcionalmente. Por exemplo. tem por objeto os bens materiais (tangíveis). os bens adquiridos para uso se desgastam. chuvas. Agora o que prevalece para determinar as quotas de depreciação é o prazo de vida útil econômica do bem.registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor. 8. Móveis e Utensílios. integrantes do Ativo Imobilizado.5. as empresas deverão efetuar.

3 Tempo de vida útil e taxa de depreciação Tempo de vida útil de um bem é o período durante o qual seja possível a sua utilização econômica. lançadas no mercado eram grandes.5.4 Métodos de depreciação Existem vários métodos de depreciação que podem ser aplicados. portanto. por exemplo. ultrapassados. Esse tempo. é assegurado a cada empresa o direito de computar a quota efetivamente adequada às condições de depreciação de seus bens. Taxa de depreciação corresponde a um percentual fixado em função do prazo durante o qual se possa esperar utilização econômica do bem. os bens tornam-se arcaicos. de difícil manejo e transporte. bem como a taxa admissível para cada espécie de bem. por exemplo. na produção de seus rendimentos. Os prazos usualmente admitidos e as respectivas taxas de depreciação dos bens de uso mais comuns são: CONTAS Computadores Edificios e Benfeitorias Ferramentas Ferramentas em geral Motocicletas Moveis e Instalações Veiculos de Carga Veiculos passageiros PRAZOS ADMITIDOS 5 anos 25 anos 10 anos 5 anos 4 anos 10 anos 4 anos 5 anos TAXAS 20% aa 4% aa 10% aa 20% aa 25% aa 10% aa 25% aa 20% aa 8. além de apresentarem recursos limitados. Hoje. considerando-o em condições normais de uso. quando utilizado em região litorânea. A Secretaria da Receita Federal publica periodicamente o prazo de vida útil. As primeiras calculadoras manuais. encontramos calculadoras mais eficientes e em tamanhos incomparavelmente menores.5. em pouco tempo apresenta ferrugens e desgaste de suas peças. com os novos inventos. Um automóvel. antiquados e caem em desuso para dar lugar aos novos inventos. Entretanto. Vejamos alguns deles: . é determinado em função do prazo em que o bem apresenta capacidade de produção. 8. c) Obsolescência: em decorrência da evolução tecnológica.têm enfraquecida a capacidade de produção. em decorrência da maresia e das irregularidades das estradas.

Veja como será calculada a taxa de depreciação: 1+2+3+4=10 o número 10. esse método é o mais utilizado no Brasil.Método linear Consiste na aplicação de taxas constantes durante o tempo de vida útil estimado para o bem. teremos: 100%/10 anos = 10% a. a qual vai diminuindo com o passar do tempo. Exemplo: Suponhamos que o tempo de vida útil de um determinado bem tenha sido estimado em dez anos. Há bens que nos primeiros anos de sua existência apresentam alta produtividade. assim. Para esses bens justifica-se a aplicação da taxa decrescente. Neste caso. Taxas crescentes: 12 ano = 1/10 22 ano = 2/10 32 ano = 3/10 42 ano = 4/10 Taxas decrescentes: 12 ano = 4/10 22 ano = 3/10 32 ano = 2/10 42ano = 1/10 Exemplo: Suponhamos que um bem tenha sido adquirido por $ 30. Neste caso.000 e instalado para produzir . sendo também conhecido como método linear ou como método das quotas constantes. obtendo-se. Método da soma dos algarismos dos anos Consiste em estipular taxas variáveis durante o tempo de vida útil do bem.a. a taxa anual de depreciação será de 10%. o denominador da fração que determinará a taxa de depreciação de cada ano. será o denominador da fração que determinará a taxa de depreciação de cada ano. poder-se-á utilizar taxas crescentes ou taxas decrescentes. encontrado conforme dissemos. Veja a fórmula: 1OO%/tempo de vida útil = taxa de depreciação No exemplo apresentado. Exemplo: Suponhamos que o tempo de vida útil de um bem tenha sido estimado em quatro anos. Pela sua praticidade. adotando-se o seguinte critério: somam-se os algarismos que formam o tempo de vida útil do bem.

a taxa de depreciação de cada período é calculada proporcionalmente em função da quantidade de unidades produzidas no respectivo período. veja como calcularemos a taxa de depreciação do período: Cálculo: Como a taxa de depreciação será proporcional ao número de horas trabalhadas.920 horas = 100% 96 horas e= x em que 96 x 100/1. Método dos horas de trabalho Consiste em estipular a taxa de depreciação com base no número de horas trabalhadas em cada período. Considerando que no primeiro mês a máquina esteve em uso durante 96 horas.920 horas. considerando o método da soma dos algarismos dos anos pela taxa decrescente: 4/10 de 100% = 40% NOTA: • Por razões práticas. Exemplo: Suponhamos que uma determinada máquina industrial tenha sua capacidade máxima .920 = 5% Método dos unidades produzidos Consiste em estipular a taxa de depreciação com base no número de unidades produzidas pelo bem no período. considerando o método da soma dos algarismos pela taxa crescente. O cálculo é feito da seguinte maneira: inicialmente estima-se a quantidade de unidades que o bem produzirá durante o tempo de sua vida útil. assim. o preliminar cálculo da taxa. calcular a taxa do primeiro ano. a taxa de depreciação de cada período será calculada proporcionalmente em decorrência do número de horas trabalhadas no respectivo período. eliminando-se. dependendo do número de anos estimados para vida útil do bem a ser depreciado. em seguida. 1/10 de 100% = 10% Aproveitando o mesmo exemplo supra. O cálculo é feito da seguinte maneira: inicialmente estima-se em horas o tempo de vida útil do bem.no dia 10 de janeiro de xl. diretamente pela proporção da fração em relação ao valor do bem a ser depreciado. poderá ser calculado o valor da quota de depreciação. podemos efetuar o cálculo por meio de regra de três: 1. Calcular a taxa de depreciação do primeiro ano. Exemplo: Suponhamos que o tempo de vida útil de uma máquina de produção industrial tenha sido fixado em 1.

000. Assim: 10%a.5 para dois turnos de oito horas de operação. c) coeficiente 2. diferenciando-se tão somente pela variação na taxa de depreciação aplicável. A depreciação pode ser.4% 8.a. para a depreciação acelerada será aplicado um dos seguintes coeficientes sobre a taxa normal utilizável: a) coeficiente 1.0 para um turno de oito horas de operação. b) coeficiente 1. Assim.de produção estimada em 50. Nesse caso. Basta aplicar a taxa sobre o valor do bem para encontrar a quota de depreciação do período.6 Outras informações importantes sobre depreciação .5.5. veja como calcularemos a taxa de depreciação do respectivo período: Cálculo: 50. que é igual a 2. CÁLCULO DO VALOR DA QUOTA DE DEPRECIAÇÃO O cálculo do valor da quota de depreciação é muito simples..a.5 Cálculos da depreciação A depreciação poderá ser calculada por quotas anuais e quotas mensais.000 = 0.0 para três turnos de oito horas de operação. O valor da quota anual é obtido aplicando-se a taxa normal de depreciação sobre o valor do bem. Considerando que no primeiro mês de operação produziu 200 unidades. sua taxa anual de depreciação será acelerada. É anual quando calculada e contabilizada uma única vez ao ano. cujo tempo de vida útil estimado seja de dez anos com taxa anual de depreciação de 10%. um bem adquirido por $ 20. É mensal quando calculada e contabilizada mensalmente. Cada turno corresponde a um período de oito horas. diariamente. operou durante dois turnos de oito horas cada.000. 8. obtida multiplicando-se a taxa normal pelo coeficiente 1.000 unidades = 100% 200 unidades = x logo: 200 x 100/50.000 unidades. ainda. Assim. normal ou acelerada. que poderá variar conforme o número de turnos de utilização do bem a ser depreciado. O valor da quota mensal é obtido dividindo-se o valor da quota anual por 12. Exemplo: Um bem cuja taxa normal de depreciação é de 10% a.a. x 1.000.5. terá como quota anual de depreciação: 10% de 20.5 = 15%a. no ano de xl.

perecimento. Se um bem adquirido em fevereiro for instalado e começar a operar somente no mês de abril. Ainda que o bem comece a operar no último dia do mês. A Secretaria da Receita Federal atualiza esse valor anualmente. A baixa de bens do Imobilizado se dá por alienação (venda). b) Prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus rendimentos ou destinados à revenda. para fins de depreciação considera-se o mês integral. troca. a partir do mês que começar a operar. c) Bens que normalmente aumentam de valor com o tempo. não haverá mais cálculo nem contabilização de depreciação desse bem. f) Bens cujo tempo de vida útil seja inferior a um ano. A contabilização da baixa do bem do Imobilizado é feita debitando-se a conta Depreciação Acumulada e creditando-se a conta que registra o respectivo bem. e) Bens cujo valor de aquisição seja inferior ao valor fixado pela Secretaria da Receita Federal para fins de incorporação no Ativo Não Circulante. Os critérios estão previstos no RIR/99. Não se depreciam: a) Terrenos. o valor gasto será contabilizado diretamente em conta de despesa operacional. Em nenhuma hipótese o valor da conta Depreciação Acumulada poderá ultrapassar o custo de aquisição. doação. d) Bens para os quais seja registrada quota de exaustão. A disciplina está contida no artigo 311 do RIR/99: a taxa anual de depreciação de bens adquiridos usados será fixada tendo em vista o maior dos seguintes prazos: . como obras de arte ou antiguidades. permanecendo na contabilidade o bem pelo valor original e a conta Depreciação Acumulada por valor idêntico. o valor gasto será contabilizado diretamente em conta de despesa operacional. Depreciação de bens usados. Quando a depreciação acumulada atingir 100% do valor do bem (custo de aquisição) e estando o referido bem ainda em uso na empresa. também. Nesse caso. A Legislação Tributária prevê depreciação incentivada.A depreciação inicia a partir do mês que o bem for instalado. Nesse caso. sinistro e furto. a depreciação desse bem será iniciada a partir de abril. até que o bem seja baixado. isto é. salvo em relação aos melhoramentos ou construções.

Exemplo prático n. considerada em relação à primeira instalação para utilização do bem. Cálculo da quota correspondente a seis meses: 3.a) Metade da vida útil admissível para o bem adquirido novo. sabendo-se que: Saldo constante do balanço do exercício anterior. Solução a) Aplicar a Taxa Anual Proporcional Cálculo da quota anual: 10%de 30.000.Depreciação C-Depreciação Acumulada Depreciação anual sobre veículos referente ao presente exercício. • A conta creditada (Depreciação Acumulada) é conta patrimonial que figurará no Balanço Patrimonial. a crédito. conforme cálculos .000 = 3. • tempo de vida útil estimado em dez anos.000.000 20% Solução a) Aplicar a Taxa Anual de Depreciação sobre o valor do bem a ser depreciado: 20% de $ 20. • valor dos móveis adquiridos = $ 30. b) Contabilizar a depreciação do exercício: (1)D. sendo colocados em operação no dia 25/06 também do exercício atual. até que o bem seja baixado ou que a depreciação atinja 100% do valor do bem.500 . 1 Depreciação de bens constantes do Balanço do exercício anterior Depreciar a conta Veículos. Depreciar a conta Móveis e Utensílios. os valores das quotas de depreciações calculadas mensal ou anualmente. b) Restante da vida útil. como redutora da conta Veículos que serviu de base para o seu cálculo.000 OBSERVAÇÕES: • A conta debitada (Depreciação) corresponde à despesa ou custo do período .000 = $ 4. 4.000 O valor encontrado corresponde à Quota Anual de Depreciação em reais.000 : 12 x 6 = 1. sabendo-se que: • a aquisição foi em 05/02 do exercício atual. Exemplo prático nº 2 Depreciação de bem adquirido durante o exercício social. Taxa de depreciação anual 20. Essa conta receberá mensal ou anualmente.

6.6 Amortização 8. LEITURA OBRIGATÓRIA: • Artigo 325 do RIR/99.2 Taxa anual de amortização Conforme já dissemos. A amortização.404/1976. análise sobre a recuperação dos valores registrados no Imobilizado e no Intangível. a amortização é um processo semelhante à depreciação. as empresas deverão efetuar. os critérios para determinação das taxas e respectivas quotas de amortização estão disciplinados no § 3º do artigo 183 da Lei nº 6. tem por objeto os bens imateriais (intangíveis). por meio da amortização considera-se como despesa ou custo do período uma parte do capital aplicado em bens imateriais. alterando-se apenas o histórico e o valor.revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação.404/1976. Segundo estabelece o § 32 do artigo 183 da Lei n2 6. periodicamente.b) Contabilização: O Lançamento Contábil é semelhante ao do caso anterior. II . Contabilmente. é importante salientar que o artigo 327 do RIR/99 estabelece que a taxa anual de amortização será fixada tendo em vista: . portanto. sempre que procedermos à Depreciação. a fim de que sejam: I . exaustão e amortização. cuja existência ou exercício tenha duração limitada.1 Conceito Amortização é a diminuição de valor do capital aplicado na aquisição de direitos. Entretanto.6. integrantes do Intangível. para fins de concursos. porém aplicado aos bens imateriais. ou de bens cuja utilização tenha o prazo legal ou contratualmente limitado.registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor. Enquanto por meio da depreciação considera-se como despesa ou custo do período uma parte do valor gasto na compra dos bens de uso da empresa. Aliás. 8. o lançamento contábil será o mesmo. 8.

A amortização. considerando-se sempre o mês integral quando se tratar de início ou término do período de amortização. subgrupo Intangível. o montante acumulado das quotas de amortização não poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem ou direito.000 OBSERVAÇÕES: • A conta debitada (Amortização) corresponde à despesa ou ao custo do período. No Balanço Patrimonial.o número de períodos de apuração em que deverão ser usufruídos os benefícios decorrentes das despesas registradas no Ativo Diferido. pela taxa de 10%. a qual representará sempre o total acumulado das amortizações no decorrer do período determinado para amortização total do respectivo bem. a conta que registrou o valor do bem terá o mesmo valor da conta que registrou a amortização acumulada. II .o número de anos restantes de existência do direito. sabendo-se que o saldo da referida conta é de $ 20.000. 2. 8. também poderá ser apropriada em quotas mensais. O procedimento contábil para baixa constará de um lançamento no livro . esta conta figurará no Ativo Não Circulante. • Quando o bem estiver totalmente amortizado.000 = $ 2.Amortização C-Amortização Acumulada Amortização anual sobre Marcas e Patentes etc.I .000 Obtivemos. ou o valor das despesas sujeitas à amortização.6. Exemplo prático Calcular e contabilizar a quota de amortização da conta Marcas e Patentes. que serviu de base para o seu cálculo. b) Contabilização: (1) D. Nos registros contábeis da empresa. Procedimentos: a) Aplicação da taxa anual de amortização sobre o valor do bem: 10% de $ 20. a exemplo do que ocorre com a depreciação. a conta utilizada para o registro do referido bem deverá ser baixada. NOTA: • Em qualquer hipótese. • A conta creditada (Amortização Acumulada) é conta patrimonial. como redutora da conta Marcas e Patentes. a quota anual de amortização em reais. assim.3 Quota de amortização A quota de amortização será determinada pela aplicação da taxa anual de amortização sobre o valor original do capital aplicado.

Neste caso. Possança estimada da jazida = 1. Reserva é a capacidade estimada da jazida. será determinado de acordo com os princípios de depreciação. a fim de poder explorar o minério desejado.7.7 Exaustão 8.5% a. a taxa de exaustão a ser calculada sobre os gastos efetuados pela obtenção do direito de exploração será: 100% / 8 anos = 12.1 Conceito Exaustão é a diminuição de valor dos recursos minerais ou florestais. resultante da sua exploração. no período. até o pagamento de taxas e outros encargos. Assim teremos: 70 x 100 / 1. debitando-se a conta Amortização Acumulada e creditando-se a conta que registrou o custo do bem. Exemplo prático Valor contábil de uma jazida de carvão = $ 200. a taxa anual de exaustão será obtida mediante a relação entre o volume de minério extraído e a reserva potencial da mina (possança). com base no custo de aquisição ou prospecção. 2. levantamento aerofotogramétrico e medição de jazidas. Esses gastos vão desde análise do solo.a. A taxa de exaustão será obtida pelo seguinte cálculo: Quantidade extraída multiplicada por 100. Suponhamos que o prazo de concessão de uma determinada mina de carvão seja de oito anos. 8. em cada ano. dividida por possança estimada. 150 toneladas. Suponhamos que a capacidade estimada de determinada jazida seja de 1.Em função do prazo de concessão: A concessão consiste na habilitação obtida pela empresa perante o Governo. Na relação entre o volume de produção do período e a possança conhecida da mina: Neste caso.000 toneladas e que no período tenha ocorrido extração correspondente a 70 toneladas.2 Exaustão de recursos minerais o montante da quota anual de exaustão de recursos minerais. de duas maneiras: 1. Foram extraídas.Diário. ficando ambas com saldos zerados.000 toneladas.000 = 7% a. O cálculo da quota de exaustão é feito sobre o valor dos gastos realizados para obter a concessão. 8.7. .000.a.

Prazo de concessão = 20 anos.000 NOTAS • Não se aplica a exaustão para a exploração de jazidas minerais inesgotáveis ou de exaustão indeterminável. • A Legislação Tributária prevê a aplicação de exaustão mineral incentivada. Assim. 8.000 para obter o valor da quota de exaustão do período. Para aproveitar esse benefício fiscal é sempre conveniente consultar as disciplinas contidas no Regulamento do Imposto de Renda..000 = 15% Quota de exaustão: $ 200. b.000 x 15/ 100 = $ 30..000 Contabilização no livro Diário: (1) Exaustão a Exaustão Acumulada Quota de exaustão calculada pela relaçãoprodução x possança sobrejazida de carvão)referente a este ano.000 OBSERVAÇÕES: • A conta debitada (Exaustão) é conta de despesa OlJ custo do período. 10.a.7. Vamos calcular e contabilizar a quota de exaustão para o período pelas duas maneiras apresentadas... 30. Contabilização: (1) D. . Procedimentos: a) Cálculo da quota de exaustão com base no prazo de concessão: Taxa: 100%/ 20 = 5% a.Exaustão C-Exaustão Acumulada Quota de exaustão calculada com base no prazo de Concessão sobre jazida de carvão)referente a este ano . como as de água mineral. basta aplicar 5% sobre $ 200.. Relação volume produzido x possança estimada: Taxa: 150 x 100/ 1.3 Exaustão de recursos florestais A quota de exaustão dos recursos florestais destinados a corte tem como base de cálculo o valor das florestas. • A conta creditada (Exaustão Acumulada) é conta Patrimonial e receberá anualmente o valor das quotas de exaustão até atingir 100% do valor contábil.

a) Para expressar o valor que não deverá ser depreciado. isto é. • amortização: para bens imateriais. registrado no Ativo. b) Como sinônimo de valor contábil. Nos concursos é importante ficar atento ao enfoque da questão acerca do Valor Residual. os termos corretos são: • depreciação: para bens materiais. obrigação ou Patrimônio Líquido) ou de resultado (despesa ou receita) é o valor pelo qual o respectivo elemento está registrado na Contabilidade. quando se tratar de bem de uso da empresa. Caso contrário. sendo posteriormente reaproveitado em outra atividade. amortização ou exaustão corresponde ao valor original deduzido dos encargos com depreciação. A segregação de parte do valor do custo de um bem para não ser depreciada é comum nos casos em que o tempo de vida útil do bem seja superior ao prazo em que ele será utilizado em uma determinada atividade. despesa ou encargo do período e a constituição da respectiva provisão com base nos bens materiais e imateriais constantes do Ativo Não Circulante. e o resultado será considerado como custo dos recursos florestais extraídos. correspondendo ao valor original do bem e deduzido das quotas de depreciação. amortização ou exaustão acumuladas. O valor contábil das contas sujeitas à depreciação. . a depreciação deverá ser calculada com base no valor original do bem. você só deverá considerar a existência de valor residual se ele for informado na questão.Para o cálculo do valor da quota de exaustão deverá ser observado o seguinte critério: a) Será apurado. sem deduzir o valor residual. b) O percentual encontrado será aplicado sobre o valor contábil da floresta. inicialmente. Exemplo: Móveis e Utensílios: Custo de aquisição: 500 (-) Vá/or residual: 50 = Valor a ser depreciado: 450 Na prova. o percentual que o volume dos recursos florestais utilizados ou a quantidade de árvores extraídas durante o período de apuração representa em relação ao volume ou à quantidade de árvores que no início do período de apuração compunham a floresta (relação: extração/volume total da floresta). direito. amortização ou exaustão acumulada. ou seja. Para representar o custo.8 Outras informações importantes Valor contábil do elemento patrimonial (bem. 8. Valor residual é a diferença entre o valor original do bem e o valor a ser depreciado.

• exaustão: para recursos minerais. um caminhão de carga. Restante da vida útil do bem. para os recursos florestais. o termo" exaustão" . por exemplo. cuja vida útil é de 4 anos. conforme consta na Legislação Tributária atual.Regulamento do Imposto de Renda . considerada esta em relação á primeira instalação para utilização. • depleção: para recursos florestais (nesta obra utilizamos.a.RIR/99). se adquirido após 3 anos de fabricação. podendo a mesma ser calculada considerando como prazo de vida útil o maior dentre: 1.. Metade do prazo de vida útil admissível para o bem adquirido novo. 2. também usado para os recursos minerais. que seria a taxa para o caminhão novo). poderá ser depreciado em 2 anos. aplicando-se a taxa de 50% ao ano (ao invés de 25% a. . tem parâmetros fixados pela IN 103/1984 da SRF. Assim. para fins de apuração do custo ou despesa operacional das empresas tributadas pelo lucro real. DEPRECIAÇÃO DE BENS USADOS A taxa de depreciação de bens usados.

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