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  • APRESENTAÇÃO
  • 1 – INTRODUÇÃO
  • 2 – MANIPUEIRA: UM “NÃO” AOS AGROTÓXICOS
  • 3 – MANIPUEIRA COMO NEMATICIDA
  • 3.1 – Recomendações Práticas e Posologia
  • 3.2 – Informações Adicionais
  • 4 – MANIPUEIRA COMO INSETICIDA E ACARICIDA
  • 4.1 – Recomendações Práticas e Posologia
  • 4.1.1 – Manipueira como formicida
  • 5 – MANIPUEIRA COMO FUNGICIDA E BACTERICIDA
  • 5.1 – Recomendações Práticas e Posologia
  • 6 – MANIPUEIRA COMO HERBICIDA
  • 7 – MANIPUEIRA COMO ADUBO
  • 7.2 – Informações Adicionais
  • 8 – OUTRAS SERVENTIAS
  • 9 – COMO TER MANIPUEIRA O ANO TODO
  • 10 – MANIPUEIRA EM PÓ
  • REFERÊNCIAS
  • ANEXOS

CARTILHA DA MANIPUEIRA
USO DO COMPOSTO COMO INSUMO AGRÍCOLA

JOSÉ JÚLIO DA PONTE Livre-Docente de Fitopatologia Professor-Emérito da Universidade Federal do Ceará Presidente da Academia Cearense de Ciências Medalha de Ouro do Mérito Fitopatológico Medalha de Ouro do Mérito da Educação Agrícola Superior Bolsista da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) Membro da Academia de Ciências de New York CARTILHA DA MANIPUEIRA USO DO COMPOSTO COMO INSUMO AGRÍCOLA 3a Edição Banco do Nordeste do Brasil Fortaleza 2006 .

P811c Cartilha da manipueira: uso do composto como insumo agrícola/José Júlio da Ponte. CDD 581. – Fortaleza: Banco do Nordeste do Brasil.Presidente: Roberto Smith Diretores: Augusto Bezerra Cavalcanti Neto Francisco de Assis Germano Arruda João Emílio Gazzana Luiz Ethewaldo de Albuquerque Guimarães Victor Samuel Cavalcante da Ponte Superintendência de Comunicação e Cultura José Maurício de Lima da Silva Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste – ETENE Superintendente: José Sydrião de Alencar Júnior Coordenadoria de Estudos Rurais e Agroindustriais – COERG Maria Odete Alves Editor: Jornalista Ademir Costa Normalização Bibliográfica: Rodrigo Leite Rebouças Diagramação: Franciana Pequeno Cliente Consulta: 0800. ed. conforme Lei 10. I. Agricultura. 2006.69 Impresso no Brasil/Printed in Brazil . José Júlio da. ISBN 85-87062-67-0 1.000 exemplares Depósito Legal junto à Biblioteca Nacional. 3. 66 p. Manipueira.994 de 14/12/2004 Copyright © by Banco do Nordeste do Brasil Ponte. Título. – 3.783030 Tiragem: 2. Insumos agrícolas. 2.

dando uma dimensão internacional a este livro. dedicados colaboradores de minhas tantas pesquisas sobre manipueira. o tempo todo. fizeram-se romeiros da mesma fé. e a quem devo. . de Agradecimento: Aos que. com a idealização e implantação dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs). aquela. a quem a gente excluída dos processos produtivos do novo Ceará deve. em particular. dileta e infatigável companheira das mais recentes (e ousadas) experiências com manipueira – incluindo a formulação da manipueira em pó – e grande incentivadora desta nova edição da Cartilha e. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação Cearense de Amparo à Pesquisa (FUNCAP). o estímulo para produzir esta Cartilha. o mais competente instrumento de resgate da cidadania. de sua versão para o inglês. ungidos com a essência do mesmo ideal. minha oficina de trabalho.TRIBUTOS DO AUTOR de Gratidão: Ao Doutor Francisco Ariosto Holanda. máxime. estas em importantes etapas do “Projeto Manipueira”. Às instituições que me deram apoio logístico – Universidade Federal do Ceará (UFC). de Reconhecimento: À pesquisadora Maria Erbene Góes Menezes.

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ................................................................................9 1 – INTRODUÇÃO .......................................................................... 11 2 – MANIPUEIRA: UM “NÃO” AOS AGROTÓXICOS ....... 15 3 – MANIPUEIRA COMO NEMATICIDA ............................... 19 3.1 – Recomendações Práticas e Posologia .................................. 22 3.2 – Informações Adicionais ......................................................... 23 4 – MANIPUEIRA COMO INSETICIDA E ACARICIDA .... 25 4.1 – Recomendações Práticas e Posologia .................................. 28 4.1.1 – Manipueira como formicida .............................................. 29 5 – MANIPUEIRA COMO FUNGICIDA E BACTERICIDA . 31 5.1 – Recomendações Práticas e Posologia .................................. 33 6 – MANIPUEIRA COMO HERBICIDA .................................... 35 7 – MANIPUEIRA COMO ADUBO ............................................ 39 7.1 – Recomendações Práticas e Posologia .................................. 40 7.2 – Informações Adicionais ......................................................... 41 8 – OUTRAS SERVENTIAS ........................................................... 43 9 – COMO TER MANIPUEIRA O ANO TODO ...................... 45 10 – MANIPUEIRA EM PÓ ............................................................ 47 REFERÊNCIAS ................................................................................... 49 ANEXOS .............................................................................................. 55

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no mesmo período. intitulada “Utilização da Manipueira como Defensivo Agrícola”. Iniciada em 1979. um permanente risco à ecologia e. enquanto. até mesmo antieconômico em muitos casos. O emprego abusivo de agrotóxicos. a rentabilidade da produção agrícola brasileira crescia em apenas 5%. Os dois outros trabalhos correspondem à segunda etapa (utilização como inseticida) e relatam pesquisas recentes que atestam a eficácia do composto no combate. sobretudo. constitui. o malogro econômico de tão elevado investimento. Consciente desses graves inconvenientes. era praticamente desprezado. em função da alta toxicidade da maioria desses compostos. já produziu doze trabalhos científicos. a insetos fitoparasitos. reunindo um acervo de resultados positivos. 9 . há mais de dez anos. dez dos quais relativos à primeira etapa do projeto (utilização como nematicida). à saúde humana. A discrepância entre estes dados atesta. que tem demonstrado ser um empreendimento de elevado custo. também. esta linha de pesquisa. uma vez testado como nematicida e. revelou extraordinária eficiência e notável economicidade. o Setor de Fitopatologia da Universidade Federal do Ceará criou. Este composto. posteriormente.APRESENTAÇÃO A Cartilha da Manipueira versa sobre o uso do composto como insumo agrícola. Nesse particular. sem os riscos de toxidez dos produtos comerciais. No decurso de dez anos (1976/85). sobressaiu-se a manipueira (nome indígena brasileiro designativo do extrato líquido das raízes de cassava. sendo destinada aos que desejam conhecer ou trabalhar com agricultura livre de agrotóxicos. uma linha de pesquisa direcionada para a descoberta de defensivos agrícolas não-convencionais. um subproduto da fabricação da farinha de mandioca que. como inseticida. até então. a partir de extratos ou derivados vegetais. em linhas gerais. sem qualquer aproveitamento econômico. Manihot esculenta Crantz). cresceu em mais de 500% o consumo de agrotóxicos no Brasil.

fato que justifica o investimento do BNB em sua 3ª edição. Fungicida. Inseticida. Apresenta a Manipueira como Nematicida. produtores orgânicos e agricultores familiares. todas as experiências científicas desenvolvidas por ele. suas fases experimentais e as recomendações práticas para uso e posologia. de forma sumariada.ETENE 10 . o prof. usando a manipueira como adubo foliar e defensivo agrícola em suas mais variadas especificações. Pela importância do conteúdo e linguajar utilizado. José Júlio relata. mostrando. Bactericida e Herbicida. inclusive. o documento tem tido excelente circulação entre técnicos extensionistas. de fácil entendimento mesmo por leigos no assunto.Na Cartilha da Manipueira. Acaricida. José Sydrião de Alencar Júnior Superintendente do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste .

é um subproduto ou resíduo da industrialização da mandioca. 1993). Na citada região. de imediato. O restante é destinado à alimentação de animais domésticos. prensa de madeira. como uma miscelânea de compostos: goma (5 a 7%). na maioria dos casos. justo a maioria dos habitantes. substâncias diversas e diferentes sais minerais. no geral. proteínas. d) a massa que fica retida na prensa é. especialmente bovinos. utilizam processos rudimentares. principal centro produtor de mandioca do país. a este fim. No Nordeste do Brasil. linamarina e derivados cianogênicos (ácido cianídrico. grande parte dessa produção destina-se à alimentação humana. células descamadas. glicose e outros açúcares. cujos fundamentos remontam à época colonial. lavadas e descascadas em operação manual. que. a fabricação da farinha de mandioca é competência. primeiramente. b) as raízes descascadas são trituradas em caititu – moinho movido manualmente ou por energia elétrica. fisicamente. por ocasião da prensagem das mesmas para obtenção da fécula ou farinha de mandioca. Eis as etapas desse processo industrial (ver ilustrações em ANEXOS): a) as raízes de mandioca são. quimicamente. cianetos e aldeídos). e 11 . Portanto. fortemente prensada. esfarelada em peneira de malha grossa.1 – INTRODUÇÃO A manipueira – vocábulo indígena incorporado à língua portuguesa – é o líquido de aspecto leitoso e cor amarelo-clara que escorre das raízes carnosas da mandioca (Manihot esculenta Crantz). de pequenos produtores rurais que. em seguida. utilizando-se. se apresenta na forma de suspensão aquosa e. c) a massa pastosa obtida a partir dessa trituração é. muitos dos quais fontes de macro e micronutrientes para as plantas (MAGALHÃES. acionada manualmente. em consonância com o fato de ser a farinha de mandioca um dos alimentos básicos de subsistência das populações regionais de baixa renda.

quando se atentar para a excelência dos seus préstimos como insumo agrícola. por ação enzimática (ahidroxinitrila-liase) ou por quebra espontânea. que atuam como ingredientes ativos complementares. com esporádicos e restritos aproveitamentos em molhos de pimenta e de tucupi (este no Estado do Pará) e no fabrico da tiquira. além de aldeídos (Tabela 1). seja como pesticida ou adubo. sem embargo da presença. Mas esse desprestígio da manipueira tende a desaparecer. o forno é uma grande estrutura circular. de cuja hidrólise (por ação da linamarase) provém a acetona-cianohidrina. construída de tijolo e cimento. 1 litro de manipueira para cada 3 kg de raízes de mandioca prensadas. também. consoante os resultados de numerosas e pacientes pesquisas conduzidas pelo autor e objetos de relato nesta cartilha. de outras substâncias que exercem.e) por fim. tais como cetonas. a manipueira contém um glucosídeo cianogênico – a linamarina –. acaricida e nematicida do composto. levada ao forno para secagem. ação inseticida-acaricida. a manipueira é. cedida graciosamente. Na atualidade. inibidoras de amilases e proteinases. no geral. presente em larga quantidade (cerca de 200 ppm). o enxofre tem. garante-lhe a destacada eficiência como fungicida. bebida alcoólica de consumo praticamente limitado ao Estado do Maranhão. quando investida nas funções de pesticida. aldeídos. da qual resultam. vem sendo empregada 12 . Durante a prensagem da massa pastosa – etapa relatada no item “c” –. a fazer parte do passado. mas agradável – é a manipueira. granuloso. após o que se tem a farinha – um pó branco. pois ainda se trata de um resíduo descartável em sua quase totalidade. Este subproduto jorra com abundância. também. enquanto o enxofre. São estes cianetos que respondem pelas ações inseticida. o ácido cianídrico (bastante volátil) e os cianetos. lectinas e outras proteínas tóxicas. ação antifúngica. em menor escala. cuja plataforma mede de 3 a 5 metros de diâmetro). Com efeito. A par de abundante em todas as regiões de cultivo e industrialização de mandioca. a manipueira. Ademais. flui uma suspensão aquosa de tonalidade bege ou amarelada e odor ativo. ou seja. haja vista que o mesmo é contido na proporção de 3:1. cianalaninas. (Convencionalmente. de variável finura e sabor peculiar.

considerando que a manipueira.0* Por outro lado. Isto não invalida.5 259. quer físico ou químico.2 11. em futuro próximo.0 195. a fim de se obter maior rendimento ou para prevenir efeitos fitotóxicos em plantas de compleição mais delicada. a ser industrializada para uso como pesticida.7 5. a possibilidade de a manipueira vir. encerra todos os macro e micronutrientes (salvo o molibdênio) necessários à nutrição das plantas superiores. Tabela 1 – Composição química da manipueira (média de 20 amostras analisadas) Componente Nitrogênio (N) Fósforo (P) Potássio (K) Cálcio (Ca) Magnésio (Mg) Enxofre (S) Ferro (Fe) Zinco (Zn) Cobre (Cu) Manganês (Mn) Boro (B) Cianeto livre (CN-) Cianeto total (CN) Fonte: Ponte (1992). os quais formularam a manipueira em pó – ainda em fase de reconhecimento de patente –. neste sentido.5 405.0 15. Não sofre qualquer beneficiamento. como fertilizante. seja 13 . o primeiro passo já foi dado pelo Autor deste livro. quando necessárias ou aconselháveis. obviamente.0 42. tal como é recolhida da prensa. conforme comentários inseridos no capítulo 10.5 227. produto que oferece algumas vantagens em relação à manipueira natural (líquida).5 1853.0 mg/litro. pura ou diluída.5 604. na casa-defarinha. em média. E. ela poderá ser utilizada. Júlio da Ponte”. em sua complexa composição química.5 3. Nota: *55. Quantidade (ppm) 425. pesquisadora-assistente da Clínica de Planta “Dr. e que os possui em teores geralmente expressivos. salvo eventuais diluições em água.em sua forma natural. em parceria com Erbene Góes.3 4.

em adubação convencional (aplicação no solo). pois a síntese deste processo nutricional passará a demandar menos energia e tempo. esta com maiores proveitos. 14 . seja por via foliar. tanto pelo menor desperdício de manipueira como pelo provimento de respostas mais rápidas por parte da planta.

atrofia medular. por excelência. aplicam-se. o exagero é extremamente alarmante. até mesmo. em matéria de mortalidade por câncer. hepatite. induzindo irritações cutâneas. considerando todo o universo agrícola nacional. a impotência e esterilidade sexuais. estão mais expostos aos efeitos cumulativos que geram os grandes males enumerados acima. Não obstante. da América Latina. na cultura do tomate. cefaléias. gastrite. arteriosclerose. conquanto seja a mais aterrorizante. onde o consumo médio anual excede a 10 kg/ha. particularmente. tonturas. atrofia testicular. Na horticultura. estão mais sujeitos aqueles que lidam diretamente com agrotóxicos no campo – os operadores ou “dedetizadores” –. implicando em surdez parcial e. tireoidite.5 kg de ingrediente ativo por hectare cultivado. as 15 . em determinados tipos de lavoura. acne. ao passo que os consumidores de agroprodutos envenenados. braquicardia (lentidão do ritmo cardíaco) e distúrbios do sistema nervoso central. loucura e/ou paralisias parciais.2 – MANIPUEIRA: UM “NÃO” AOS AGROTÓXICOS Relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) classifica o Brasil como o terceiro maior consumidor de agrotóxicos do mundo e o primeiro. o aborto ou deformações fetais. pois. o Brasil é o terceiro no ranking mundial e o primeiro no contexto latino-americano. Na longa esteira de suas terríveis conseqüências. diabetes. Isto em média global. pancreatite. Mas o câncer não é a única doença grave causada por pesticida. Coincidentemente ou não. além de outras indisposições passageiras. leucopenia. alergia e variados tipos de distúrbios audiovisuais. úlcera. disparadamente. em cegueira. salivação e transpiração excessivas. A estas pequenas mazelas. somam-se as intoxicações de menor monta. em média. A esses tormentos maiores. A extensa lista prossegue com arritmia. máxime os vegetarianos. para cada safra. geradas por intoxicações instantâneas. eis que. com o emprego anual de 1. a aplicação é bem maior. incluem-se a cirrose hepática. fibrose pulmonar (rigidez dos tecidos dos pulmões). implicando em depressão. 40 kg/ha.

letais. os ganhos de produtividade continuaram irrelevantes. durante duas décadas. À guisa de exemplo. no mesmo período. o faturamento das multinacionais dos agroquímicos continua em alta. Com efeito. por força de uma campanha tenaz e massificante. as conseqüências a médio e longo prazos – cresceram em 65%. Em oposto. A enorme discrepância entre tais números sinaliza o malogro de tão pesado investimento em agrotóxicos. as vendas cresceram em 104%. economicamente frustrante. os resultados foram. não correspondeu. 1998. enquanto. Por mais paradoxal que possa parecer. esse exagerado investimento em agrotóxicos. prevaleceu como o fungicida mais consumido no país. os casos de intoxicações instantâneas – sem considerar. sobretudo quando ocorre a soma de dois fatores: a alta toxicidade do veneno e a falta de equipamentos básicos de proteção. enquanto relevantes foram os impactos ambientais.161 bilhões (GALLI. ganho que. no período de dez anos (1976/85). isto pouco importou aos fabricantes de pesticidas. a contaminação de alimentos e as intoxicações causadas em agricultores e consumidores. no doce embalo dos polpudos faturamentos. em nosso país. indo da persistente propaganda na mídia à corrupção de pesquisadores e técnicos. passando de U$ 1.intoxicações instantâneas podem ser graves ou. Com efeito. não pode ser creditado. em linhas gerais.050 bilhão para U$ 2. de 1993 a 1997. Assim. 3-8). além de irrisório. até ser proscrito do mercado. até mesmo. cresceu em 500% o consumo de agrotóxicos no Brasil. cite-se o captafol (produto comercial Orthodifolatan). quando da 16 . em função da intensidade dos desequilíbrios biológicos causados pelo coquetel de pesticidas utilizados. Em correspondência com a assertiva acima exposta. Não obstante. no mesmo período. aos pesticidas. registrava-se um aumento de produtividade de apenas 5%. seguramente. exclusivamente. Em muitos casos. tal investimento foi. crescente a cada ano. até mesmo. culminando com o extermínio dos inimigos naturais dos agentes de pragas e fitomoléstias. portanto. p. recomendados para o ato de aplicação. contraproducentes. Mesmo que seus produtos sejam comprovadamente cancerígenos. o qual. a uma redução significativa das perdas agrícolas devidas a pragas e doenças. Mas.

desde 1979. um resíduo industrial abundante e gratuito em todas as regiões onde se cultiva essa planta.) destacou-se como nematicida. no tratamento de solos infestados de nematóides fitoparasitas (PONTE. uma linha de pesquisa que objetiva a descoberta de defensivos naturais. o atual presidente da Associação Nacional de Defesa Vegetal. SILVEIRA-FILHO. posto que específicos para determinadas pragas. os melhores pesticidas comerciais dos respectivos gêneros. que “o crescimento das vendas de produtos fitossanitários vem resultando em aumento da produtividade agrícola” (GALLI. ditiocarbamato e captan. os melhores resultados foram obtidos com a manipueira (extrato líquido ou sumo das raízes de mandioca). ora relatados. são irrefutáveis. fiel escudeiro desses fabricantes. A manipueira foi. junto à Universidade Federal do Ceará. cinicamente. porquanto os agrotóxicos de última geração. A verdade é bem outra. FRANCO. envenenando lençóis freáticos e desertificando solos. 1998. Consciente da gravidade do problema. em sua maioria. dezenas de compostos já foram testados. No decurso desse programa. exaltados pelo citado presidente no mesmo pronunciamento. em aumento do custo da produção e em crescente ameaça para a saúde humana e para a ecologia. Todavia. pois também são cancerígenos vários derivados do carbofuram. declarou. a partir do pleno conhecimento da composição química da manipueira (rica em todos os macro e 17 . mostrando excelentes resultados para todas essas finalidades. fungicida e acaricida. O mais preocupante é que o citado produto não constitui um exemplo isolado. o Autor do presente trabalho instituiu. com alguns resultados bem gratificantes. 3-8). respectivamente. nos ensaios experimentais. Os pesticidas biológicos. são mais caros e mais tóxicos. sucessivamente. inseticida. Mais recentemente. a ponto de superar. se não fosse trágico. testada como nematicida. a partir de extratos e derivados vegetais. acréscimos estes que resultam.comprovação de tal periculosidade. são ainda restritos e têm faixa de atuação bastante limitada. Os fatos e dados. 1996). dizimando fauna e flora. sem esquecer a forte suspeição que pesa sobre outros grupos químicos usados na mesma indústria. Seria cômico. Não obstante. A infusão das raízes do tipi (Petiveria alliacea L. p.

então adubadas (via foliar) com manipueira. o surgimento de um pesticida natural inócuo à saúde humana e do mais baixo custo. 18 . 1989. inclusive em berçários. e o mesmo já se faz em muitos países do terceiro mundo. ali. A mais curiosa delas procede de Bahia Blanca. nessa oportunidade. sobretudo como inseticida. portanto. pois ainda se trata de um produto descartável em sua quase totalidade. abundante e gratuito. com respostas sumamente positivas. vinha sobrecarregando a saúde pública com numerosos casos de envenenamento. a fim de minimizar. Em função disto. pois se trata de um resíduo industrial abundante em todas as regiões de cultivo de mandioca. muitos agricultores já a usam regularmente. quiabo e gergelim. Eis. para o que muito contribuíram os trabalhos publicados pelo Autor em língua estrangeira (PONTE. as diversas utilidades da manipueira como insumo agrícola. Os resultado dessas pesquisas envolvendo manipueira foram e vêm sendo difundidos em periódicos científicos. plantas de tomate.micronutrientes requeridos pelas plantas. 1993). Assim. cresceram e produziram bem mais do que aquelas adubadas com um fertilizante sintético dos mais conceituados e que fora escolhido como testemunha ou referencial. com exceção do molibdênio). A carta suplicava informações mais detalhadas sobre o uso da manipueira como defensivo. revistas de divulgação técnica e reportagens em jornal e televisão. particularmente nos países essencialmente agrícolas do terceiro mundo. Os tópicos que se seguem abordam. por ordem seqüencial das pesquisas desenvolvidas pelo Autor. A notoriedade dessas pesquisas vem merecendo repercussão em diversos países. consoante centenas de cartas que o autor tem recebido. de tão exagerado. o consumo de agrotóxicos que. resolveu-se testá-la como adubo foliar (tese de mestrado orientada pelo Autor). enfocando os seus fundamentos científicos e modo de uso. vitimando criancinhas que se alimentavam do leite materno contaminado por resíduos de pesticidas. 1988. escrita pelo Secretário de Saúde daquele município platino. Argentina.

1992). ARAGÃO. Àquele ano. pertinente às conseqüências de sua patogenicidade.). Brasil. em nome de sua destacada expressão econômica. Em relação ao segundo item. 1996). ainda. HOLANDA. porquanto mais afeitos a climas quentes. E. a manipueira foi originalmente testada como nematicida (PONTE. com a etapa “Uso da Manipueira como Nematicida”. 1968). Com efeito. Pratylenchus. 2) elevado polifagismo. A estes fortes argumentos. PONTE. idealizado e coordenado pelo Autor. mesmo naquelas de clima frio. e 3) habitual gravidade de seu parasitismo. os nematóides das galhas prevalecem em patamar de maior destaque. 1977. no tocante ao terceiro argumento. onde se notabilizam pelos prejuízos que impõem às culturas de estufa (LORDELLO. com respaldo em três argumentos: 1) larga dispersão geográfica. Relativamente ao primeiro ponto. FRANCO. mas. sobretudo. basta afirmar que o número de hospedeiros de Meloidogyne. Esclareça-se que a opção por tais nematóides. embora se reconheça a importância de outros grupos.3 – MANIPUEIRA COMO NEMATICIDA O projeto “Investigação sobre o Aproveitamento da Manipueira como Defensivo Agrícola”. 1979). justamente no tratamento de solos infestados de nematóides das galhas (Meloidogyne spp. as eventuais intromissões de outros fitoparasitas que interagem com a associação 19 . visto que se sobrelevam como integrantes do mais importante gênero de nematóides fitoparasitas. não se fez apenas em razão dessa aludida tolerância. como objeto das primeiras pesquisas. a literatura fitonematológica é pródiga em notificações que se estendem às mais variadas culturas e que se difundem por todos os recantos do planeta. é inigualável. somam-se. acham-se difundidos pelas mais diversas regiões. excedendo a dois milhares (PONTE. vermes que se situam entre os mais tolerantes aos nematicidas comerciais (PONTE. compete afirmar que esses nematóides. junto ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará. embora mais presentes na faixa tropical do globo. entre plantas cultivadas e silvestres. tais como Heterodera. Radopholus e Ditylenchus. teve início em 1979. TORRES.

a percentagem de plantas atacadas.) e tomate (Lycopersicon esculentum Mill. confirmando os resultados obtidos em casa-de-vegetação. que as investigações sobre uma possível ação nematicida da manipueira começassem pelos nematóides das galhas. para a dosagem de 1000 ml/vaso. exclusivamente. tratados com manipueira. que fora de 30% no primeiro ensaio. como houvera acontecido no primeiro experimento. Ponte e Franco (1981) comprovaram essa potencialidade nematóxica através de resultados ainda mais positivos do que os obtidos no comentado experimento pioneiro. 1968). máxime às do algodão (Gossypium spp. ter-se-á. constataram um excelente 20 . 500. Já no ano seguinte. haja vista a sua condição de hospedeiro da mais alta suscetibilidade ao parasitismo de nematóides do gênero Meloidogyne. que se há notabilizado por graves implicações econômicas a determinadas culturas. Na ocasião. Este teste preliminar envolveu o cultivo de plantas de quiabo (Hibiscus esculentus L. por fim. a exemplo do conhecido sinergismo Fusarium + Meloidogyne (LORDELLO. Sena e Ponte (1982). 750 e 1000 ml por vaso. Acrescentando-se. as grandes dificuldades que. a partir de crescentes dosagens de manipueira – 0. Dois anos depois. o tomateiro cv. Com efeito. Mui justificável. justo os ingredientes ativos da manipueira. Segundo os citados autores. 60. de cultivares de mandioca brava e não de uma mistura de mandiocas brava e mansa (macaxeira). ademais. uma clara idéia da dimensão de sua extraordinária importância econômica. a mandioca brava garante um teor bem maior de cianetos. Logo na primeira investigação. com 6 litros de solo –. caiu para 0% (Tabela 2). “Santa Cruz” foi admitido como planta-teste. Torres e Franco (1979). por conseguinte. Ponte. se opõem ao controle desses vermes.). este melhor desempenho deveu-se ao uso exclusivo de manipueira extraída a partir. Com efeito. os autores obtiveram decrescentes percentagens de plantas atacadas por Meloidogyne: 100. 50 e 30%. respectivamente.) em solos envasados que haviam sido previamente infestados com ovos e larvas de nematóides das galhas e. habitualmente. Neste segundo ensaio.planta/nematóide das galhas. a manipueira já revelava uma enérgica potencialidade nematóxica. dez dias depois.

distribuídas em quatro vasos. 21 . Torres. 5 . 2 . forte e muito forte.0 forte 1. tratado com diferentes dosagens de manipueira. onde a incidência da meloidoginose se fez severa e generalizada. 4 .ausência de galhas.1 a 3 galhas por sistema radicular.4 a 6 galhas.mais de vinte galhas. vários pontos correlatos (dosagem. cultivados em vasos contendo solo previamente infestado e.0 nula Fonte: Ponte. posteriormente. moderada. todos à guisa de subsídios para o uso prático da manipueira em condições de campo. respectivamente.) em raízes de tomateiros (lycopersicon esculentum mill. o Autor e seus colaboradores desenvolveram mais de dez trabalhos de pesquisa – resenhados em Ponte (1992) – a cerca do aproveitamento da manipueira como nematicida. Na esteira dessas pesquisas. efeitos residuais e influência na fertilidade do solo).).7 a 12 galhas. mas abordaram. extraída apenas de mandioca brava Dosagens 0 500 1000 1500 (1) Infestação Grau Médio(2) Classe 4.000 espécimes de nematóides das galhas.13 a 20 galhas. a produção de cenoura foi 100% superior à obtida nos canteiros não tratados. fraca.controle de meloidoginose em canteiros de cenoura (Daucus carota L. No decurso desta primeira fase do projeto. contendo 6 litros de solo infestado com cerca de 10. também. muito fraca. Notas: (1) ml de manipueira por vaso.): nos canteiros tratados com manipueira (1 litro/m2). (2) Média de 16 plantas por tratamento. 3 . Tabela 2 – Infestação de nematóides das galhas (meloidogyne spp. Franco (1979). interferência com bactérias fixadoras de N. a par da leve infestação de nematóide das galhas constatada à época da colheita.3 muito fraca 0.0 nula 0. não só provaram e comprovaram a grande utilidade do composto para tal finalidade. tempo de estocagem. a qual se estendeu por 13 anos (1979 a 1992). às infestações nula. 1 . calcado em um vigor nematóxico que excede ao dos nematicidas comerciais. correspondendo.Notas atribuídas conforme o seguinte critério: 0 .

PONTES.) do solo (PONTE. os mencionados autores concluíram que. o tratamento. 1990). a nematoxicidade. 1995). ainda assim. no mínimo.Com auxílio de um regador ou vasilhame similar. fato que assume importância quando o solo a tratar destinase ao plantio de leguminosas. Importante. eis. no tratamento de solos infestados. FRANCO. 1983a). PONTE. Releve-se. 1987. e 22 . aplicar de 4 a 6 litros dessa diluição por m2 de terreno. a determinação da dosagem mínima de manipueira para tratamento de solos infestados. FRANCO. 1986) orientada pelo Autor. 1983b). A partir do quarto dia. o processo de fermentação da manipueira vai abatendo os teores de compostos cianogênicos (MELO. na proporção de 1:1. ademais. Louve-se. também. compensa a perda numérica de rizóbios. mesmo induzindo uma redução populacional dessas bactérias. gradativamente. durante.1 – Recomendações Práticas e Posologia Com base nos resultados dessas pesquisas. por conseguinte. quer para uma aplicação restrita. 1999) e. sem perda de sua ação nematicida. abaixo. à temperatura ambiente (25-32°C). foi a mensuração do tempo de estocagem do composto.Deixar o solo tratado em repouso. a dosagem e outras recomendações pertinentes ao emprego da manipueira como nematicida. .Usar a manipueira em diluição aquosa.. a) Tratamento Total da Área de Cultivo . vai minando. 3. no tocante a esses esclarecimentos complementares. FRANCO et al. . 1988. quer para um tratamento extensivo a toda a área de cultivo (PONTE. é vantajoso. em escala inversamente proporcional à quantidade de manipueira aplicada. direcionada exclusivamente aos sulcos de plantio (PONTE et al. oito dias. A propósito..Alguns dos aspectos então esclarecidos constituíram tema de uma tese de mestrado (FRANCO. a abordagem feita a cerca das implicações da manipueira sobre a população rizobiana (Rhizobium spp. proporcionado pelo composto. FRANCO. esse tempo é de apenas três dias (PONTE. FRANCO. pois o aumento do grau de fertilidade do solo.

restringindo-lhe. um rendimento inferior.Revolver o solo. por conseguinte. o período de estocagem pode estender-se por 60 ou mais dias. a fim de tornar o composto menos viscoso e. consoante comprovação experimental (PONTE.Aplicar.. à temperatura ambiente. 23 .Observar um período de repouso semelhante ao prescrito para a modalidade de tratamento anterior. a abrangência da ação nematicida. 1993). conforme Franco (1986). na prática. o seu raio de difusão no substrato. restringir-se-á à terra inerente e adjacente à linha de cultivo. O tratamento com manipueira pura tem. em refrigerador (8 a 10°C). Todavia. A diluição em água. ampliandose. 1983b). pois a densidade do composto. na proporção indicada (1:1). 3. no caso. é importante no sentido de prevenir efeitos residuais fitotóxicos. . destarte. e . no mínimo. sem que haja fermentação do composto e. prover uma maior penetração da manipueira no solo. O revolvimento do solo.2 – Informações Adicionais A manipueira pode ser estocada. decorridos oito dias da data de aplicação.Usar a manipueira em diluição aquosa. sem perda dessa potencialidade (MAGALHÃES. . assim. operação que.Revolver o solo antes de voltar a cultivá-lo. na proporção de 1:1. FRANCO. impede uma maior dispersão. é recomendável. 2 litros dessa diluição por metro de sulco. por um período de três dias. sem prejuízo de sua potencialidade nematicida ou pesticida em geral (PONTE. b) Tratamento Restrito às Linhas de Cultivo . 1992). por conseqüência.

24 .

o composto revelou-se tão eficaz quanto o inseticida à base de parathion-metílico que fora usado.) das passifloráceas. Ponte e Santos (1997. insetos-pragas de maior porte.). na proporção de uma parte do composto para quatro partes de água. a exemplo de Madagascar. À mesma época. o uso da manipueira como inseticida vem se tornando prática rotineira em vários recantos do território brasileiro. Os resultados deste teste foram relatados por Ponte e Miranda (1997). Em trabalhos recentes. a par de outras pragas que se notabilizaram por marcante tolerância aos inseticidas tópicos em geral. como referencial de controle químico. a exemplo da lagarta-peluda (Agraulis spp. bem assim em determinados países do terceiro mundo. Seguiram-se vários outros testes. atendendo à sensibilidade do tomateiro à manipueira. Franco e Santos (1988) e envolvendo cochonilhas de carapaça-marrom (Coccus hesperidum L. envolvendo. onde. segundo 25 . uma única pulverização com manipueira pura (não diluída em água).). ambas bastante assíduas em todo o país: o pulgãonegro (Toxoptera citricidus Kirk) e a cochonilha “escama-farinha” (Pinnaspis aspidistrae Sign. África. sobre copas de limoeiro-galego (Citrus aurantifolia Swingle) praguejadas por tais cochonilhas. Na oportunidade. sobre ser uma opção isenta das agressões que os agrotóxicos costumeiramente cometem à ecologia e à saúde humana. mediante um teste preliminar conduzido por Ponte. foi suficiente para eliminar toda a população desses coccídeos ali presente. foi recuperada mediante três pulverizações. todos igualmente bem sucedidos. usando manipueira pura e manipueira diluída em igual volume de água (1:1). e muito mais econômico do que este.4 – MANIPUEIRA COMO INSETICIDA E ACARICIDA Esta segunda etapa do projeto teve início em 1988. a intervalos semanais. Com a difusão dos resultados dessas tantas pesquisas. uma cultura de tomate. Mesmo nesta diluição. um deles publicado em Cuba. nos ensaios. 1998) controlaram duas importantes pragas da citricultura. inclusive. severamente atacada pela traça Scrobipalpula absoluta (Meirink). com manipueira em diluição aquosa ainda menos concentrada.

também. daqueles que exigem seis meses de carência.) e. 47°C/30 min). acrescentou-se 1% de farinha de trigo à manipueira para efeito de melhor aderência. a manipueira é assiduamente empregada no controle de cochonilhas.Razafindrakoto (1997). a imersão desses propágulos vegetativos em manipueira pura. a manipueira. Independentemente de recomendações calcadas em novos testes e ensaios científicos. – agente de cecídias em folhas de cajueiro (Anacardium occidentale L. 1999). simultaneamente. após igual número de aplicações. Duas outras comprovações da extraordinária eficácia da manipueira como inseticida ocorreram já neste século. só sendo controlada por compostos sistêmicos da maior toxicidade. seguida de quimioterapia (imersão em solução de benomyl a 20%/30 min). praga que se destaca por sua elevada agressividade (assíduo fator limitante da longevidade e produtividade da cultura da acerola. para outros propágulos vegetativos usuais: tubérculos. quando Ponte (2002) a avaliou contra a cochonilha “piolho-branco” (Orthezia insignis Browe). Júlio da 26 . durante 1 h. A propósito. respectivamente (Tabela 3). no caso da Orthezia. as mesmas concentrações induziram. Malpighia glabra L. ensaios desenvolvidos. a Clínica de Planta “Dr. resultado da maior relevância. os agricultores já identificados com o uso da manipueira a vêm usando no controle de uma extensa gama de insetos-pragas. nas concentrações 1:0 e 1:1 (pura e em diluição aquosa a 50%) e em quatro pulverizações a intervalos semanais. menos dispendioso e sem qualquer afetação ao poder germinativo das estacas. determinou 95 e 86% de mortandade. principalmente. bulbos. rizomas etc. foi tão eficiente quanto à termoterapia (imersão em água quente. em nível de recomendação de prévio tratamento.) – e. sobretudo em culturas de subsistência. demonstraram a excelência da manipueira no tratamento de estacas (manivas) de mandioca densamente atacadas por duas espécies de cochonilhas. além de ser um ato operacional bem mais simples. Em ambos os experimentos. De outra parte. Os resultados então obtidos podem ser extrapolados. No caso do inseto das cecídias. 100 e 95% de mortandade. Com efeito. dadas as razões acima expostas. por sua notável resistência aos inseticidas sintéticos. quando Ponte (2001) a testou no controle de Stenodiplosis sp. em Madagascar e no Brasil (RAZAFINDRAKOTO.

elemento tradicionalmente identificado na luta contra insetos e ácaros.24% 98. ao controle de ácaros fitoparasitas.) severamente infestado pelo ácaro-branco (Polyphagotarsonemus latus Banks). sem o antecipado apoio de resultados experimentais. a manipueira já vinha sendo usada. fato só ocorrido bem mais tarde. Na oportunidade. mas sempre com ótimas referências de seus clientes.16% 100% 100% 100% 95. ao ensejo da execução do projeto “Investigação sobre o Uso da Manipueira no Controle da Antracnose do Cajueiro”. sob encomenda. Doença/Praga Antracnose Oídio Cecídia Ácaro-amarelo Fonte: Ponte (2001).34% 98.35% 86. Já neste século. 1996b). em experimento de campo envolvendo um plantio de mamoeiro (Carica papaya L. não apenas pelos cianetos (principais ingredientes ativos) presentes em sua composição. em sua dinâmica operacional. mas. ministradas a intervalos semanais (PONTE. com muito sucesso. o ataque foi totalmente debelado mediante três aplicações de manipueira.34% Era presumível a eficácia da manipueira como inseticidaacaricida. também. Ponte 27 . Júlio da Ponte” (em Fortaleza. para tal finalidade. particularmente. antes mesmo da comprovação científica. Estado do Ceará). em razão da presença de elevados teores de enxofre.Ponte”. Tabela 3 – Comportamento de agentes causais de algumas doenças e pragas do cajueiro ao tratamento com manipueira pura ou em diluição aquosa 1:1. em diluição aquosa da ordem de 1:3. estudo desenvolvido. Tratamento Manipueira 1:0 Manipueira 1:1 Manipueira 1:0 Manipueira 1:1 Manipueira 1:0 Manipueira 1:1 Manipueira 1:0 Manipueira 1:1 Folhas Sadias Atacadas 117 1 302 0 44 0 111 0 41 2 94 15 59 1 118 2 Índice de Controle 99. pela Clínica de Planta “Dr. No tocante. há recomendado o mesmo composto no controle alternativo de pragas.

em quase todos esses testes e experimentos direcionados ao aproveitamento da manipueira como inseticida ou acaricida. de três ou quatro pulverizações. 1887. também. só que a manipueira o fez a um custo baixíssimo. no mínimo. eis as recomendações para o uso da manipueira. como veículo aderente e repelente à lambida da vaca e.1 – Recomendações Práticas e Posologia À luz dos resultados obtidos ao longo desta segunda etapa do projeto – “Uso da Manipueira como Inseticida e Acaricida” –. a fim de prover-lhe maior aderência. 4. A manipueira revelou-se tão eficiente quanto o carrapaticida comercial (cresolfenol) usado como referencial de controle. as quais receberam três aplicações do composto a intervalos semanais. Mas. 28 .O tratamento deve constar. persistente praga do gado bovino e de outros rebanhos domésticos. optou-se pela adição de um adesivo ao composto. assim. 1965). no ensaio como carrapaticida. E. evitar eventuais reações tóxicas. usou-se óleo de rícino. ministradas a intervalos semanais. variando de 86 a 100%. A mesma tabela expõe os índices de controle pertinentes às demais pragas e doenças avaliadas. preferentemente a farinha de trigo. Ambos induziram 100% de mortandade aos carrapatos. ressalta-se que. com vistas a tais finalidades: . conforme experimento conduzido por Ponte (2000) e direcionado ao controle do carrapato Boophilus microplus Canestrini. A eficiência da manipueira como acaricida ficou demonstrada. a manipueira impôs à população do referido ácaro uma taxa de mortandade superior a 98%. incluindo o ácaro-amarelo (Tenuipalpus anarcadii De Leon. além de testar a eficiência da manipueira em relação à citada doença. sendo todos bem expressivos.(2001). na área da pecuária. na proporção de 1%. Por oportuno. estendeu suas observações de controle a algumas outras importantes fitomoléstias e pragas que atacam a cultura do caju no Nordeste. conforme os resultados exibidos na Tabela 3. Acrescentou-se óleo de rícino à manipueira (1:1). seja na concentração de 1:0 ou de 1:1. O ensaio envolveu vacas severamente infestadas de carrapatos.

deve prevalecer a diluição 1:1 ou. envolvendo um pequeno lote de plantas. um teste preliminar. para plantas herbáceas de maior porte (pimentão. 1:2. de conformidade com a praga e. aplicou-se cerca de 1 litro de manipueira pura (não diluída) em cada “olho” dos formigueiros.) praguejados. imergi-los em manipueira pura durante 1h. até mesmo.Para o caso específico de tratamento de propágulos vegetativos (estacas.1 – Manipueira como formicida Já em 2005. maracujá etc. um único resultado: a desativação dos sauveiros. recomendam-se as diluições 1:2 e 1:3 e. Todavia. testou-se a manipueira no combate às saúvas (Atta sp. Assim.). Realizaram-se dois ensaios. pura ou diluída.. por outra. no tratamento de árvores (citros. Na ocasião. ou seja. nos municípios de Acopiara e Russas. atendendo a repetidos pedidos de agricultores. esta para controlar ácaros ou insetos mais sensíveis. Estado do Ceará.Usar manipueira pura ou. mais delicadas. diluída em água. é sempre conveniente fazer. para as herbáceas em geral. acrescentar 20 a 50% de óleo de rícino.Acrescentar à manipueira. sendo dispensável o acréscimo de farinha de trigo. A fim de usá-la como carrapaticida. para os dois últimos casos. e . usar manipueira pura ou em diluição 1:1. ambos encravados no Semi-árido nordestino. para arbustos (murici. jambeiro etc). 4. sobretudo. o correspondente a 1% de farinha de trigo. usar a diluição 1:4. com a cultura a ser tratada. dadas as razões expostas anteriormente. conduzidos simultaneamente (junhojulho/05).1. Nos dois ensaios. a fim de garantirlhe uma melhor aderência. tais como traças e pulgões. para aquelas de menor porte. abacateiro. 29 . a fim de ajustar a diluição à sensibilidade da planta a ser tratada e da praga a ser controlada. berinjela etc). antes do tratamento definitivo.). . rizomas etc.

30 .

haja vista ser a enfermidade por ele ocasionada a mais importante dentre as que afetam a citada planta em todo o Nordeste (PONTE. um maior crescimento das plantas de urucu. que a manipueira poderá muito bem substituí-los. Os autores admitiram que a ação oidicida da manipueira é devida ao elevado teor de enxofre (cerca de 200 ppm) presente em sua composição. incluindo o enxofre. manipueira em diluição aquosa (50%) e um fungicida à base de pyrazophos que. da Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP). Na tese em questão. Santos (1993). cujo ingrediente ativo é o enxofre. Estado do Pará. com a vantagem adicional da economicidade devida à sua condição de subproduto quase sempre descartável. doença causada pelo fungo Oidium bixae Viégas. a par do controle do Oídio. o qual tem 31 . um ectoparasita de marcante patogenicidade.). Ao final do experimento. a partir de um trabalho de tese (mestrado) desenvolvido pela Professora. observou-se que o tratamento com manipueira proporcionou. por ser específico contra os fungos do gênero Oidium. O experimento pertinente ao estudo em referência foi conduzido em condições de casa-de-vegetação e reuniu quatro tratamentos: testemunha (plantas não tratadas). Na oportunidade. sob orientação do autor deste livro. sem esquecer. constatou-se que a manipueira foi tão eficiente quanto o fungicida sintético. a inocuidade com relação à saúde humana e a ausência de riscos ao ambiente. 1996a). também. então usado como parâmetro de controle. de um modo estatisticamente significativo.5 – MANIPUEIRA COMO FUNGICIDA E BACTERICIDA Esta terceira fase do projeto teve início em 1993. a exemplo do que ocorre com o pyrazophos e com a maioria dos fungicidas recomendados para o controle curativo ou preventivo de oídios. Belém. Adélia Benedito Coelho dos Santos. manipueira pura (100%). Santos e Ponte (1993) estudaram a ação fungicida da manipueira no controle do Oídio do urucu (Bixa orellana L. fato que deve ser atribuído menos ao controle da doença e mais à adubação foliar proveniente dos macro e micronutrientes que integram a sua composição. foi incluído como referencial de controle químico. com fundamento em tais resultados. É evidente.

o Oídio do cajueiro foi objeto de um controle curativo absoluto (100%). uma vez que impede. Ponte (2001) e o fitopatologista Francisco das Chagas de Oliveira Freire. Vale recordar que a deficiência de S nos vegetais superiores assemelha-se. durante três semanas. tais como cisteína. Júlio da Ponte”. a exemplo das anacardiáceas. além do citado urucu. Duas outras bem sucedidas avaliações da manipueira como fungicida ocorreram em datas recentes. sobre plantações de cróton-dejardim (Croton variegatus L.) e Glomerella cingulata (Ston. em suas conseqüências. rosáceas e curcubitáceas. é claro que os resultados desses experimentos pioneiros podem ser extrapolados e prescritos para os oídios de um modo geral. Henn. conforme notificaram.. também acrescida de 32 . com 1% de farinha de trigo à guisa de adesivo.. fungos de “ferrugem”e “antracnose”: Uredo crotonis (P. máxime a supressão de riscos ao ambiente e à saúde humana. E tal prescrição equivaleria a um tratamento tão eficaz quão econômico. cistina e metionina. igualmente. No primeiro caso. haja vista as razões acima enumeradas.). a manipueira. sendo relatadas por Ponte e Góes (2000) e Ponte (2001). pela ordem.efetiva participação na síntese e constituição de aminoácidos essenciais.). envolvendo. No segundo caso. respectivamente. Dois outros oídios – Oidium anacardii Noack e Oidium sp. o surgimento de novas pústulas de ferrugem.) e cajueiro (Anacardium occidentate L. a formação de proteínas. conforme dados expostos na Tabela 3. & Schrenk. Acresça-se que este estudo fez parte de um projeto (citado anteriormente) envolvendo a manipueira no controle de doenças e pragas do cajueiro e desenvolvido na Clínica de Planta “Dr. este em programa rural de TV. No primeiro caso. a manipueira foi usada em diluição aquosa 1:1. sem ou com adição de água (1:1). Independentemente de outros testes de avaliação da manipueira como oidicida. Uma única aplicação do composto foi suficiente para prevenir. tão próprios dos agrotóxicos em geral. os quais constituem um importante grupo de fitomoléstias para muitas culturas. fungos patogênicos ao cajueiro a à ciriguela (Spondias purpurea L. à carência de N. respectivamente – foram rigorosamente controlados pela manipueira pura ou em diluição aquosa (1:1).) Spauld.

Com efeito.F. Eis. HOLANDA. atuava como ativo agente disseminador da bactéria. ainda longe de ser concluída. carvões. portanto. elaborado e executado pela Clínica de Planta “Dr. 1995). fusarioses e podridões de frutos. tais como os agentes de cercosporioses.. suprimiu praticamente o aparecimento de novas lesões foliares (mancha ou crestamento) de Antracnose nas plantas de caju submetidas ao tratamento. um sugestivo filão que se oferece aos pesquisadores igualmente interessados em minimizar o uso de agrotóxicos. os testes laboratoriais. 1993). Até hoje. Tais testes estariam cercados de expectativas otimistas. a única experiência de controle de fitobacteriose com manipueira é a que se fez envolvendo a Galha de Coroa do urucu. a manipueira contém outras substâncias antifúngicas (MAGALHÃES. 1996c). na diluição de 1:1 (PONTE. lectinas e outras proteínas de baixo peso molecular. 5. Não obstante.Sm. a qual foi preventivamente controlada com aplicações semanais desse composto. doença causada por Agrobacterium tumefaciens (E. a ação de controle foi mais de natureza inseticida. aldeídos. fitoalexinas. além do enxofre e cianetos. Os resultados desta segunda pesquisa estão sumariados na Tabela 3 e foram obtidos com o projeto “Investigação sobre o Uso da Manipueira no Controle da Antracnose do Cajueiro”. Mas a avaliação fungicida continua em aberto. de muitos outros grupos de fungos fitopatogênicos. tioninas. míldios. Todavia. para citar alguns dos mais assíduos em culturas tropicais (PONTE. cancros. 1980.) que. quitinases. pois exercida sobre o percevejo-grande (Leptoglossus gonagra Fabr.farinha de trigo (1%). com destaque para cetonas. fato a ser reiterado em experimentos vindouros. haja vista que. & Towsend) Conn. Júlio da Ponte”. nas circunstâncias experimentais. 33 . neste caso. envolvendo a mesma bactéria. demonstraram um enérgico poder bactericida da manipueira.1 – Recomendações Práticas e Posologia Para o uso da manipueira como fungicida e bactericida devem ser observadas as mesmas recomendações prescritas para o seu uso como inseticida. mediante seis aplicações a intervalos semanais. a manipueira ainda deverá ser testada no controle de diversas outras doenças.

do porte e tolerância da planta. o tratamento deve estender-se por. a recomendação no sentido de acrescentar-se 1% de farinha de trigo ao composto. a opção pelo uso da manipueira pura ou diluída (diluições aquosas de 1:1. Desta forma. E. de proceder-se a um prévio teste de sensibilidade. no tocante à dosagem. também. Prevalece. 1:3 e 1:4) fica na dependência. a fim de dar-lhe mais aderência. no caso de tratamento de plantas delicadas. 34 . também. uma condição particularmente importante no trato de doenças.Assim. no mínimo. três ou quatro semanas. reiterandose a conveniência. 1:2. sobretudo. haja vista a prevalência do controle preventivo sobre o curativo. as mesmas. as prescrições pertinentes são. com uma pulverização a cada sete dias.

de esclarecer o espectro de sua ação sobre plantas de folhas largas e estreitas. o esclarecimento de muitos pontos que pudessem subsidiar e disciplinar o seu emprego em substituição aos herbicidas comerciais. a citada empresa passou a buscar um substitutivo para os herbicidas comerciais. mas não suficientes para fins de uso prático. a par de outros graves impactos ambientais. Este fato. em 2001. independentemente de comprovação científica. de plantas ruderais ou invasoras. um aprofundamento do estudo no propósito de dimensionar a sua exata potencialidade em tal especialidade. na faixa de terreno que ladeia a vala externa por onde escorre a manipueira. Com efeito. bem superior à dos demais grupos de agrotóxicos. pondo em risco a saúde da população circunvizinha. mas. por determinação dos órgãos oficiais de saúde pública e preservação ambiental.6 – MANIPUEIRA COMO HERBICIDA Quem visita uma casa-de-farinha observa a total ausência de vegetação rasteira. absolutamente procedente. dentro do devido rigor científico. viu-se impedida de prosseguir com o uso de herbicidas sintéticos nas áreas físicas de suas subestações elétricas. amplamente conhecido por quantos lidam com farinhada. Eis que a Companhia Energética do Ceará (COELCE). sob a alegativa. no zelo da preservação do meio ambiente. E valeria a pena explorar esse veio de investigação científica. Tais informações eram alvissareiras. pois este mato abriga 35 . cuja toxicidade é. especulando sobre o efeito da manipueira sobre diversas plantas daninhas. da manipueira como herbicida. Enfim. não apenas pelo apelo da economicidade. é um atestado eloqüente da ação herbicida desse composto. o aproveitamento da manipueira como herbicida estava a exigir mais pesquisas. Tal comprovação seria prefaciada pelo trabalho de Fioretto (1994). de que tais compostos iriam envenenar os lençóis freáticos subjacentes. quando a usou em fertirrigação. de aferir possíveis efeitos residuais etc. sobretudo. fez-se a primeira avaliação. Enfim. haja vista os graves e constantes impactos ambientais devidos aos herbicidas convencionais. em regra. Diante disto. já que deveria ter continuidade a eliminação de plantas invasoras em suas unidades.

lacertílios.) e a salsa (Ipomoea asarifolia Roem. como defensivo. expostos no Quadro 1. aplicada. a Clínica elaborou o projeto “Investigação sobre a Utilização da Manipueira como Herbicida nas Subestações da Coelce”. Então. estavam presentes 17 diferentes espécies de plantas invasoras. danificam as instalações elétricas por provocarem curto-circuitos. o ciúme ou flor-de-seda (Calotropis procera R. as chances de sobrevivência seriam mínimas. logo fenecendo ao impacto do tratamento. atuando como inseticida. fungicida. Conforme Ponte e Góes (2002b) que conduziram os trabalhos. acaricida. caso o tratamento prosseguisse com mais uma ou duas aplicações do composto). mostrando-se infensas ao tratamento. répteis.76%) – no caso. Tais resultados. Aliás. apresentando graves sintomas de atrofia e crestamento foliar.58%) comportaram-se como suscetíveis. a Coelce encomendou à Clínica de Planta “Dr. como herbicida. Br. a intervalos de 24 horas e na proporção de 5 litros por m2 de solo.) – comportaram-se como resistentes. com auxílio de regadores. por fim. nematicida e. a manipueira pura (sem diluição em água) foi. 12 dentre as 17 espécies de ervas (70. Assim. na área experimental (quadrilátero de terreno onde estão fincadas as torres do instrumental elétrico da empresa). Júlio da Ponte” um estudo sobre a viabilidade do uso da manipueira como herbicida. apenas duas espécies (11. revelam uma outra qualificação da manipueira no âmbito de sua utilização como defensivo agrícola: uma apreciável ação herbicida.passarinhos. por sua abrangência. Consoante este projeto. embora sobrevivessem (mas. Ali. com certa freqüência. segundo os autores. a manipueira sobreleva-se em relação a qualquer outro composto. & Schult. 36 . pela amplitude de seu leque de opções.64%) posicionaram-se como moderadamente suscetíveis. também. por três vezes. insetos e outros pequenos animais que. três outras espécies (17.

Capim-junco Evolvulus argenteus Pursch Dinheiro-em-penca Malva silvestris L. Turnera subulata Sm. Calotropis procera R. Verbena-encarnada Schrankia leptocarpa DC. Capim-fino ou grama-fina Jurubeba Chanana Ciúme ou flor-de-seda Salsa Comportamento Suscetíveis Moderadamente resistentes Resistentes Quadro 1 – Plantas invasoras presentes na área experimental (Subestação Elétrica da Companhia Energética do Ceará – Coelce) e seu comportamento em relação ao tratamento com manipueira (extrato líquido das raízes de mandioca) Fonte: Ponte e Góes (2002). Pega-pinto Cenchrus echinatus L. Br. Raínha Margarida Boerhaavia coccinea Mill.) Small Erva-de-leite Chloris gayana Kunth Capim Rhodes Croton sp. 37 . & Schult. Quebra-pedra Aster chinensis L. Ipomoea asarifolia Roem. Malva Priva echinata Juss. Marmeleiro Cyperus rotundus L. Carrapicho-de-boi Chamaesyce hyssopifolia (L.Planta Nome Científico Nome Vulgar Alternanthera tenella Moq. Malícia-roxa Eragrostis ciliaris Link. Solanum paniculatum L.

38 .

Ca e S. com 67. em relação à planta tratada. fosse em número ou peso totais de frutos. respectivamente. diretamente sobre a folha. quando Franco e Ponte (1988) observaram que plantas de milho (Zea mays L. em confronto com o milho semeado em solo não tratado (testemunha). crescimento. isto é. com exatidão. o teste preliminar. tais como menor desperdício do composto e. paralelamente ao projeto “Investigação sobre o Aproveitamento da Manipueira como Defensivo Agrícola”. apresentavam. o Autor. local-sede da fotossíntese. N.) adubadas foliarmente com manipueira. o Autor iria priorizar as pesquisas sobre a utilização deste subproduto como fertilizante foliar. em diluição aquosa 1:6. economia de tempo e energia. desde quando se passou a conhecer. criava um novo e original projeto. a partir dos anos oitenta. (1997).1% a mais. cultivadas em solo adubado com manipueira. 39 . No tocante a esta linha de pesquisa. Ponte et al. por ser uma modalidade de adubação mais apropriada a um substrato líquido. peso verde e produção significativamente superiores: 20. Mais tarde. pela ordem quantitativa) e com suficientes teores de todos os micronutrientes requeridos pelas plantas. uma vez que plantas de gergelim (Sesamum orientale L. Mg.). logo mostrou a procedência da hipótese. 100 e 65% a mais.3 e 52. visto que o nutriente é entregue “na porta da fábrica”. logo ao ensejo do primeiro teste. P. sem subestimar. salvo o molibdênio –. a composição química da manipueira – potencialmente rica em macronutrientes (K. intitulado “Investigação sobre o Aproveitamento da Manipueira como Fertilizante”. através da revelação de resultados bastante sugestivos. Em verdade. mediante seis pulverizações a intervalos semanais. naturalmente. responderam com uma produção estatisticamente superior à das plantas-testemunhas. as vantagens inerentes a esta forma de suprimento de adubo. estimulado pelos bons resultados obtidos com este composto para a mencionada finalidade. respectivamente.7 – MANIPUEIRA COMO ADUBO Este capítulo aborda um outro programa de pesquisa.

a adubação com manipueira. Aliás. via foliar. 1:6. praticada seis vezes. (1998). Provavelmente. dificultou. iria orientar e para a qual projetou. apresentaram produção significativamente superior àquela obtida com a aplicação de um fertilizante sintético de grande aceitação comercial e que fora escolhido como referencial de nutrição via foliar (ARAGÃO. respectivamente. envolvendo cultivo de sorgo forrageiro (Sorghum bicolor (L. 1:8 e 1:10). sob condições de solo paupérrimo (com baixos teores de N. pela incorporação da farinha. pouco depois. PONTE. A mais nova experiência da manipueira como fertilizante foliar fez-se em data recente. totalmente reservado à manipueira em pó. envolvendo duas culturas (tomate e quiabo) e quatro diluições de manipueira (1:4. pelo contrário. seguiu-se o trabalho de Ponte et al. no caso a farinha de trigo. restringiu-lhe a eficiência. 40 . já envolvendo um significativo avanço tecnológico em torno deste composto – sua formulação em pó. isto é. 1995).). a inclusão da farinha de trigo não melhorou o rendimento da manipueira como adubo foliar. com retorno em ganho de peso verde estatisticamente inferior ao que se obteve sem esse adesivo. acrescida ou não de um coadjuvante adesivo. um experimento de maior amplitude. Na esteira do mesmo filão. Em ambas as situações.) Moench. a intervalos semanais. a intervalos semanais. indiferentemente à diluição testada. a sua absorção pelas folhas. o autor elegeria o mesmo tema para a dissertação de mestrado (ARAGÃO. em parte. naturalmente. com manipueira (diluição 1:6). induziu uma produção de massa verde estatisticamente superior à da testemunha.Estimulado pelo sucesso desse teste inicial. com aumentos da ordem de duas e três vezes mais. P e K). o aumento da densidade do composto. com ou sem este adesivo. 1995) que. também aplicadas seis vezes. Este trabalho viria comprovar a eficiência da manipueira como fertilizante foliar. As plantas de sorgo forrageiro foram adubadas. no capítulo 10. pois as plantas com ela tratadas. Os resultados (excelentes) então obtidos e as características do novo formato do produto serão comentados mais adiante.

7. conclui-se que a manipueira. por diluições mais concentradas.Aplicá-la ao solo. justo na linha de cultivo.A aplicação deve preceder ao plantio – adubação de fundação –. exatamente. após o tratamento. aquelas prescritas para a utilização do mesmo composto como nematicida. e o solo. antes de proceder à semeadura. no tratamento de linhas de cultivo. pode ser usada por vias foliar e edáfica. . de acordo com as recomendações apostas nos capítulos correspondentes a tais controles. na razão de 2 a 4 litros da diluição por metro de sulco. b) Fertilização foliar .1 – Recomendações Práticas e Posologia À luz dos resultados ora relatados. . o que implica em recomendações distintas para tais modalidades de uso. conforme o exposto 41 .Revolver levemente o solo que compõe e margeia a linha de cultivo. as recomendações ora enumeradas são.2 – Informações Adicionais Com vistas à adubação do solo.As diluições mais apropriadas são 1:6 e 1:8. . não adicionar farinha de trigo. simultaneamente. e . em tais casos. para efeito de adubação. a) Fertilização do solo . necessidade de controle de pragas ou doenças. com o auxílio de um regador ou vasilhame similar. ingrediente só recomendável nos casos de controle de pragas e doenças.Fazer o mínimo de seis e o máximo de dez pulverizações. preferentemente a intervalos semanais.Quando do uso da manipueira com a finalidade exclusiva de fertilização foliar.Usar a manipueira na diluição 1:1. optando-se. deve ficar em repouso por 8 ou mais dias. em solo infestado de fitonematóides.7. a menos que haja. e .

Do mesmo modo. efetuando o controle dos nematóides fitoparasitas porventura presentes no mesmo solo. por conseguinte. também. garantir-lhe uma maior penetração no solo. uma fertilização foliar. simultaneamente. Portanto. sobre ser desnecessária. São. ao fazermos uma adubação de fundação com manipueira. assim. No zelo dessa finalidade. a fim de torná-lo mais fluido e. estaremos. estaremos. operações simultâneas. Destacamos a conveniência da diluição do composto em água (1:1). do tópico 3. ao fazermos o controle de pragas e doenças foliares mediante pulverizações com manipueira. qualquer que seja a diluição utilizada.no item b. a adição da farinha de trigo ou de qualquer coadjuvante-adesivo seria contraproducente.1. fazendo. 42 . fato que torna ainda mais rentável a opção pelo uso desse composto como defensivo agrícola. o que releva o aproveitamento da manipueira como fertilizante.

o repertório de préstimos deste composto. o que já seria de grande importância. exclusivamente. constituindo o afamado molho condimentar denominado tucupi. 1993). até hoje. convenientemente explorada.8 – OUTRAS SERVENTIAS Os projetos sob responsabilidade do Autor objetivam. conforme indicam os resultados de pesquisas recentes. b) na indústria da borracha. 1994). embora não tão divulgadas. Da mesma fonte. Cabello e Leonel (1994) obtiveram. bem assim na culinária nordestina. Outras serventias. a partir da manipueira. e e) na produção da bebida alcoólica tiquira. a partir da fermentação dos açúcares presentes na goma residual do composto (CEREDA. Este leque de utilidades é bem um atestado da potencialidade industrial que a manipueira encerra e que não vem sendo. são relatadas na literatura. prestandose como coagulante do látex da seringueira (CEREDA. também. o ácido cítrico. composto utilizável nas indústrias farmacêutica e de alimentos. o aproveitamento da manipueira como insumo agrícola. O mesmo trabalho faz alusão. substituindo o vinagre ou a cachaça na preparação do molho de pimenta. 43 . coordenadas por outros autores. máxime na produção de refrigerantes. 1994). muito comum no Maranhão. A manipueira pode ter uma serventia bem mais ampla. substituindo a água e ensejando um tijolo mais resistente. Mas não fica apenas nisto. que não precisa ser queimado (MAGALHÃES. Eis alguns exemplos: a) na produção de álcool. Cereda (1994) obteve uma biomassa oleaginosa de boa qualificação. ao uso da manipueira como meio de cultura apropriado ao cultivo de microrganismos benéficos em fecularia. c) na fabricação de tijolos. d) o tradicional emprego na culinária paraense. dados os elevados teores de proteínas e lipídios ali presentes e bem afeitos a fins alimentares.

44 .

só para a extração de manipueira. sempre que se fizesse necessário o seu emprego como pesticida ou adubo foliar. Outra alternativa. quando se faz mais assídua e severa a ocorrência dos agentes de pragas e doenças. em disponibilidade. é nessa época que se intensifica a atividade agrícola. atividade só exercida ao longo do verão.9 – COMO TER MANIPUEIRA O ANO TODO Nas regiões de clima tropical. nos anos normais). com a prática do tradicional “plantio das águas” e. No nordeste brasileiro. em qualquer época do ano? Uma das alternativas seria conservá-la em refrigerador. de sorte a ter-se manipueira. para cujo controle destaca-se. na propriedade agrícola. época em que as raízes estão “enxutas”. Portanto. o seu emprego como pesticida. 45 . sendo a manipueira um subproduto da fabricação da farinha de mandioca. via-de-regra não se faz farinhada durante a estação das chuvas (de fevereiro a maio ou junho. pouco exigente. Mas seria uma solução pouco prática. ou seja. a principal limitação ao uso da manipueira como insumo agrícola diz respeito à indisponibilidade deste composto em determinada época do ano. bastaria uma área relativamente pequena (não mais de 5% da gleba) e de menor fertilidade. pois a mandioca é uma cultura rústica. com eficácia e economicidade. Mas seria uma solução viável para o tratamento de pequenos cultivos de jardim e quintal. bem mais simples e prática. justo quando se faz mais requisitada para desempenhar a sua principal finalidade. provendo. seja porque o grande volume de manipueira a conservar iria ocupar muito espaço no refrigerador. evitando-se a fermentação do composto. por exemplo. um cultivo permanente de mandioca. Seria uma espécie de “farmácia viva” para a lavoura. correspondentemente. seria manter. Com efeito. ela normalmente estará em falta durante a estação chuvosa. por conseguinte. um maior rendimento de farinha. E como superar tal limitação. seja porque a maioria dos agricultores de baixa renda não dispõe desse eletrodoméstico. Para tal fim. a manipueira.

matéria enfocada no capítulo seguinte. portanto. de fundamentação industrial e. de maior validade prática.A terceira alternativa. é a “manipueira em pó”. 46 .

embora ainda esteja em via de reconhecimento de patente. Em forma de pó. a dificuldade de transporte. garantem sua vigorosa ação pesticida (Tabela 4). e a dificuldade de comercialização. já foi submetido ao primeiro teste de campo. fato inerente ao deslocamento de grande massa líquida para o tratamento de extensos cultivos. também contornadas: a perecibilidade. isto sem prejuízo das qualificações do composto natural (manipueira líquida). a alternativa mais prática para se ter a manipueira o ano todo e por mais tempo ainda. terá uma longevidade bem expressiva.10 – MANIPUEIRA EM PÓ A formulação da manipueira em pó é. por força do menor volume (cada 100 litros do composto líquido gera de 6 a 8 kg de manipueira em pó). sejam os cionetos que. Outras limitações serão. justamente a sazonalidade comentada no capítulo anterior. como adubo foliar e fungicida. em amendoim (Arachis hypogaea L. A esta formulação chegaram Ponte e Góes (2002a) mediante liofilização. ela estará disponível a qualquer época. no controle de Mycosphaerella 47 . conforme Ponte e Franco (1983b). além de sua disponibilidade a qualquer tempo. aquela ditada pela composição química da formulação em pó. todos os seus componentes químicos. semelhante à da manipueira líquida. sem dúvida. em decorrência da sazonalidade e da pouca durabilidade do composto líquido. Góes e Ponte (2002). Góes e Ponte (2002) o testaram como fungicida e fertilizante foliar e os resultados confirmaram a hipótese lógica. A manipueira em pó veio para anular a principal limitação da manipueira líquida. porquanto mantendo. como principais ingredientes ativos.). em semelhantes proporções. sejam os macro e micronutrientes que lhe garantem a excelência como adubo. pois a manipueira líquida vai perdendo sua potencialidade pesticida a partir do quarto dia pós-extração. pois independe do imediatismo da fabricação da farinha de mandioca. Este novo produto. No aludido experimento pioneiro. a manipueira em pó. Em oposto. enquanto sua transportação e comercialização tornarse-ão bem mais ágeis. a manipueira em pó foi testada.

Tabela 4 – Composição química da manipueira em pó comparada à da manipueira líquida Componente Macronutrientes Potássio (K) Nitrogênio (N) Magnésio (Mg) Fósforo (P) Cálcio (Ca) Enxofre (S) Micronutrientes Ferro (Fe) Manganês (Mn) Zinco (Zn) Cobre (Cu) Boro (B) Cianetos Livre Total Manipueira em pó % 6. A.0 259. agente da Mancha Castanha.5 405. componente adesivo também incluso nos demais tratamentos). Jenkins. São Paulo.50 2.10 mg/kg 5. acaricida etc. A incidência da Mancha Castanha foi praticamente nula nas plantas tratadas com manipueira em pó e os efeitos deste composto como fertilizante foliar.00 % 9. Usaram-se duas dosagens de manipueira em pó: 1 e 2 colheres de sopa por litro de água (cada colher contendo cerca de 20g do composto).40 líquida ppm 1. de um modo estatisticamente significativo. mas já cercados de uma expectativa otimista. Todos os tratamentos foram ministrados quatro vezes.29 0.0 Fonte: Análises procedidas na UNESP.arachidicola W. tanto a produção (peso total de vagens) como o porte vegetativo (peso fresco) das plantas de amendoim.7 4.5 604.5 227.28 0.5 5.00 109.355.5 425.5 195. 48 . comparando-as com a manipueira líquida em diluição aquosa 1:1 e a testemunha (água + 1% de farinha de trigo.37 0. especialmente na dosagem de 2 colheres/litro. Campus de Botucatu. aumentando.72 1.30 86.0 ppm 15. – estão sendo programados.00 4.2 11. Novos experimentos com manipueira em pó – investigandoa como inseticida.00 22.183. mediante pulverizações a intervalos semanais.00 0.0 ppm 42. haja vista o sucesso deste ensaio pioneiro. foram excelentes.3 3.

1995. M. (Ed. p. 11-50. 35-45. São Paulo: Paulicéia. Dissertação (Mestrado em Ciências Agrárias) . (Ed. v. P. J.). Caderno Agrofolha. 1. São Paulo: Paulicéia. 03 mar. Resíduos da industrialização da mandioca no Brasil. n. 1994. p. v. L. 45-48. 1995. p. CABELLO. 25-32. 53 f. FRANCO. Nematologia Brasileira. Dosagem de manipueira para tratamento de solo infestado por Meloidogyne: II) segundo experimento. São Paulo: Paulicéia. Nematologia Brasileira. n. 51-80.. C. CEREDA. 1990. Piracicaba. 1986. Subsídios à utilização da manipueira como nematicida: dosagem e interferência na fertilidade do solo. São Paulo. Resíduos da industrialização da mandioca no Brasil. p.Universidade Federal do Ceará. da. Agrotóxico. Investigação sobre o aproveitamento da manipueira como fertilizante foliar. R. Subsídios à utilização da manipueira como nematicida.. p. M. P. 1994. FRANCO. A. In: CEREDA. 14.). 109-118. et al. 3-8. P. Ciência Agronômica. 1986. Caracterização dos resíduos da industrialização da mandioca. Uso direto da manipueira em fertirrigação. A. Fortaleza. M. 36 f. F. PONTE. n. 26. M. 49 . (Ed. Fortaleza. p. O uso da manipueira (extrato líquido das raízes de mandioca) como adubo foliar. ARAGÃO. L. Dissertação (Mestrado em Ciências Agrárias) . M. Fortaleza. Folha de São Paulo. Produção de ácido cítrico a partir da manipueira.). Resíduos de industrialização da mandioca no Brasil. In: CEREDA. PONTE. 1/2. FIORETO. LEONEL. A. P. v. Piracicaba. 1988. J.REFERÊNCIAS ARAGÃO. 1995. J. 12. In: CEREDA. M. 1. p.. 1994. M. A. GALLI.Universidade Federal do Ceará. 1998. FRANCO. J.

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l. 18 p. 1982. S. p. Technique). Ação fungicida da manipueira no controle de Oídio. Piracicaba. Publicação da Sociedade Brasileira de Nematologia. B. 53 . E. 1. 39 f. Centre National de la Recherche Apliquée au Developpement Rural. p. n.Nematologia Brasileira. 1993. Dissertação (Mestrado em Ciências Agrárias) . 1. Fortaleza.]: Ambatondrazaka. Ensaio preliminar sobre a utilização da manipueira (extrato líquido das raízes de mandioca) como fertilizante foliar. p. 101-109. v. 72. J. 74. SANTOS. 1993. ______. Étude sur l’utilisation du manipueira comme pesticide biologique. n. A. 127-133. v. Manipueira e termoterapia no tratamento de estacas de mandioca atacadas por cochonilhas. J. PONTE. Brasília. A manipueira no controle da meloidoginose da cenoura. Investigação sobre a ação fungicida da manipueira no controle de Oídio. A. PONTE. C. Revista de Agricultura. 1/2. v. p. 6. 2. da. SANTOS. n. da. [S. C. Fertilização foliar de sorgo com manipueira: extrato líquido das raízes de mandioca. 81-85. Fitopatologia Brasileira. 95-98.. 63-68. ______. B.. n. J. et al. C. Revista de Agricultura. p. C. J. 1995. Piracicaba. p. Piracicaba. RAZAFINDRAKOTO. 1993.Universidade Federal do Ceará. Piracicaba. 18. 73. 1998. v. 1997. Piracicaba. SENA. RAZAFINDRAKOTO. Revista de Agricultura. 19. 302. v. 1999. v. 1997. (Bull.

.

ANEXOS .

56 .

57 .Foto 1 – Descascamento manual de raízes de mandioca Fonte: Sebastião da Ponte. Foto 2 – Trituração de raízes de mandioca em moinho elétrico (caititu). Fonte: Sebastião da Ponte.

Foto 3 – Massa pastosa de mandioca. Foto 4 – Aposição de massa de mandioca em prensa de madeira de acionamento manual Fonte: Sebastião da Ponte. 58 . Fonte: Sebastião da Ponte. após a trituração.

59 .Foto 5 – Prensagem da massa de mandioca em prensa de madeira de acionamento manual Fonte: Sebastião da Ponte. Foto 6 – Secagem da massa em forno de alvenaria: última etapa da farinhada Fonte: Sebastião da Ponte.

Foto 8 – Oídio (oidium bixae) em folha de urucu Fonte: Sebastião da Ponte. um subproduto da farinhada Fonte: Sebastião da Ponte. 60 .Foto 7 – Manipueira: extrato líquido das raízes de mandioca.

agente causal da Galha de Coroa Fonte: Sebastião da Ponte.Foto 9 – Haste de urucu infectada pela bactéria Agrobacterium tumefaciens. 61 .

62 .

eleito “Man of the Year/1997” (Homem do Ano/1997) pelo American Bibliographical Institute (USA). teses. com 46 anos de tráfego pelas sendas da Fitopatologia. LivreDocência em Fitopatologia. a qual. 1 Apresentação parcialmente extraída do texto escrito por Osvaldo de Oliveira Riedel – médico e membro da ACECI. capítulos de livro. a maior honraria universitária. prefaciando um dos livros de José Júlio da Ponte. reconhecimento internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da New York Academy of Sciences. competência reconhecida e laureada nos muitos títulos e comendas que ilustram o seu esplêndido curriculum: presidente da Academia Cearense de Ciências (ACECI) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF) e da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN). Experiência materializada em mais de 500 trabalhos publicados (livros. SBN e Prefeitura Municipal de Fortaleza (Destaque da Ciência/1992). Medalha de Ouro do Mérito Fitopatológico (SBF).O AUTOR1 JOSÉ JÚLIO DA PONTE. monografias e conferências) no Brasil e no exterior. e o título que mais contempla o seu coração – o de Professor-Emérito. bolsista-pesquisador nível I-A do CNPq. com sobras. diploma do Mérito Científico Professor Prisco Bezerra e comendas de Honra ao Mérito outorgadas pela SBF. Medalha de Ouro do Mérito da Educação Agrícola Superior (1º lugar em concurso de títulos promovido pela ABEAS e envolvendo representantes de todas agrofaculdades do país) e Medalha “Boticário Ferreira” (Câmara Municipal de Fortaleza). 63 . é um dos mais experientes e competentes fitossanitaristas da atualidade. artigos e comunicações científicas. ele fez por merecer.

64 . Vale a pena conhecê-lo. fosse através da criação de variedades resistentes. ele fez da luta contra os agrotóxicos a preocupação maior de suas investigações. Este trabalho. a “Cartilha da Manipueira”. fosse mediante a busca de defensivos agrícolas naturais. insistência esta premiada com a “descoberta” da manipueira. em substituição aos famigerados agroquímicos. é uma paciente e minuciosa dissecação de tudo quanto já fez em prol do aproveitamento da manipueira como insumo agrícola.Desde os primeiros passos de sua longa e infatigável peregrinação científica.

65 .

SUPERINTENDÊNCIA DE LOGÍSTICA Ambiente de Recursos Logísticos Célula de Produção Gráfica OS 2006-01/0677 .Tiragem: 2.000 .

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