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As condições de saúde dos motoristas de ônibus

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As condições de saúde dos motoristas de ônibus

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Lúcia Maria de Matos Viana
2

Hosana Soares Fahning
3

Andersin P. Mendonça

Resumo O presente trabalho partiu da necessidade de realizar uma investigação no campo da psicologia Organizacional e do trabalho, que possibilite caracterizar as condições de saúde dos motoristas de ônibus coletivo da cidade de ItabunaBA. A pesquisa de campo envolveu a aplicação de questionário tipo fechado/múltipla escolha, abordando alguns aspectos de saúde geral dos motoristas de ônibus. O questionário abordou ainda outras questões especificas, relacionadas aos hábitos alimentares como também a atividade física. Amostra foi composta de 85 motoristas das empresas de ônibus, uma pesquisa de levantamento não probabilística acidental, somente participaram da pesquisa indivíduos de gênero masculino, que estavam trabalhando no turno diurno e que tinham disponibilidade de tempo e os que assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. O conhecimento das condições de saúde e de trabalho e as possíveis mudanças podem trazer como principal conseqüência a reestruturação do trabalho de motorista, implicando diretamente nas condições de trabalho a que está submetido este profissional. Palavras-chave: atividade de trabalho, condições de saúde e motorista.

INTRODUÇÃO De acordo com a Organização Mundial de Saúde - OMS, a saúde pode ser comprometida por agentes agressivos ou fatores de risco como a temperatura, ruído, iluminação, mobiliário e por outros fatores trazidos pelo mundo atual, como o sedentarismo, a falta de relacionamento com outras pessoas, monotonia e principalmente ausência de desafios intelectuais. A partir desta afirmação pode-se dizer que saúde é o resultado do ambiente emocional e físico, aliados ao estilo de vida de cada individuo.
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Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA.

pela

UESC.

Graduanda

em

Psicologia

da

As condições de saúde dos motoristas de transporte coletivo urbano podem ser consideradas um importante fator de dimensionamento da qualidade de vida dos centros urbanos, visto que diferentes fatores ambientais e de interação social contribuem para o aumento do estresse, dentre eles o trânsito. Segundo a Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos (NTU, 1999), o caos do trânsito nas cidades de médio e grande porte – e já chegando às de menor porte – é um fator de grande influência no estresse das pessoas residentes, principalmente, em áreas urbanas. O trabalho do motorista de transporte coletivo urbano está diretamente relacionado ao ambiente no qual o mesmo é realizado. Diferente das pessoas que desempenham suas atividades profissionais em ambientes fechados como salas ou lojas, algumas vezes, climatizados e relativamente confortável, esse profissional desempenha suas atividades num ambiente público, o trânsito. Não possui, portanto, um local restrito e bem definido para realizar suas tarefas; ao contrário, trabalha fora dos portões da empresa, estando sujeito a intempéries como o clima, as condições de tráfego e do trajeto das vias. A condição de trabalho interfere no estado psicofisiologico do motorista, traduzindo-se em irritabilidade (que pode levar a um comportamento agressivo na direção), insônia (podendo resultar em sonolência nas horas de trabalho, diminuindo os reflexos) e, em especial, distúrbios na atenção (fator essencial para a direção segura). Hoffmann (2000) afirma que estas pressões têm origens externas e internas. Por pressões externas destacam-se as exigências do trânsito (ambiente), o respeito ao sistema convencional de normas (código), os limites de seu trabalho como, por exemplo, nível do tráfego, semáforos, congestionamentos, acidentes, além de condições adversas como o clima e o estado de conservação da pista. Por pressões internas destacam-se as condições ergonômicas do veículo: posição do motor, precariedade mecânica, além do ruído e das vibrações. Os motoristas de ônibus estão submetidos às normas da empresa para a qual trabalham de forma peculiar, pois permanece a maior parte da jornada de trabalho fora dos limites convencionais de uma empresa. Esse aspecto geralmente implica em atribuição de normas rígidas de fiscalização no que diz
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Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA.

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UESC.

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em

Psicologia

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portanto. no sentido de abranger o psicológico e o social. Nas contradições neste processo de evolução do homem. escrevendo capítulos de lutas e mudanças na história da humanidade e. pela UESC. implicando diretamente nas condições de trabalho a que está submetido este profissional. 1999 e Sawaia. 1995) e. na dominação e na libertação dos povos. Graduanda em Psicologia da . diversidade dos comportamentos dos passageiros (pressão interna). indissociável do trabalho. ferramenta primeira no desenvolvimento das relações de produção. poder criativo e transformador vem ao longo dos séculos. A Saúde do trabalhador A Saúde enquanto patrimônio do trabalhador é condição essencial e fundamental para o convívio social. ética. como variável para superar a dicotomia mente-corpo instalada por Descartes. nas complexas relações com o modo de produção vigente com o Estado. bem como. O presente trabalho partiu da necessidade de realizar uma investigação no campo da psicologia Organizacional e do trabalho. Saúde é uma questão eminentemente sócio-histórica (Grisci. a dialética 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. além da responsabilidade que têm sobre a vida das pessoas que conduzem durante horas diárias. que possibilite caracterizar as condições de saúde dos motoristas de ônibus coletivo da cidade de ItabunaBA. A força de trabalho humana por sua pujança. Saúde é um fenômeno complexo e não basta a ampliação do enfoque biológico. O conhecimento das condições de saúde e de trabalho e as possíveis mudanças podem trazer como principal conseqüência a reestruturação do trabalho de motorista.respeito ao cumprimento de horários (independente das pressões externas e internas). Em quase todas as doenças encontram-se relações curiosas entre o que se passa na cabeça das pessoas e a evolução de sua doença física. pois é um processo da ordem da convivência social e da vivência pessoal. cuidados com o veículo (dado que são responsáveis por qualquer dano ao mesmo).

1993). mas também pela responsabilidade coletiva de sua atividade: o transporte cotidiano de passageiros.9% da população adulta). desencadeantes e agravante. numa revisão de 22 artigos. Estar doente significava interromper o trabalho profissionalmente para os homens e o doméstico para as mulheres. Ele percebeu que havia uma resistência muito grande em falar da própria doença e sofrimento pelo significado do ato vergonhoso que é. especialmente nas regiões Sul e Sudeste do país. Graduanda em Psicologia da . incidindo em 22. emoção e ação ao analisar a vergonha como “ideologia defensiva”. Além de altamente prevalente. produção x apropriação. estas variáveis de vem ser analisadas em seu conjunto. pela UESC. é importante fator de risco para doença coronariana. Eles faziam associação entre doença e vagabundagem. poder x dominação. compreendeu com clareza a relação entre pensamento. rigidez x doença. capital x trabalho.sempre esteve presente. uma das principais causas de morte em adultos em idade produtiva (PICCINI. razão x emoção e no estudo do processo saúde x doença. não só pela exposição a condições de trabalho bastante específicas. atribuído a esse comportamento. Winkleby et al. Os (As) cidadaes (as) dele dependem para satisfazer necessidades básicas: A categoria dos motoristas de ônibus urbanos tem grande importância social. (1988a). manifestada entre ciência x religião. pois no campo da determinação social da doença. principalmente nas sociedades contemporâneas e mais urbanizadas.3% a 43. Em função disso. o transporte coletivo vem assumindo uma importância cada vez maior. estão presentes inúmeros fatores causais: predisponentes. medicina preventiva x medicina curativa. 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. socialmente. identificaram excesso de risco para morbidade e mortalidade entre os motoristas de ônibus. este grupo vem sendo objeto freqüente de estudos epidemiológicos na área de saúde do trabalhador e da medicina ocupacional. o que equivale a ser irresponsável pelo cumprimento de seus papéis sociais dominantes. Com o crescimento da urbanização. ao estudar a saúde do subproletariado. A hipertensão arterial sistêmica (HAS) destaca-se como um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. Dejours (1986).

e a segunda a tarefas repetitivas que precisam de variedade e dificuldade. A primeira está relacionada à quantidade excessiva de trabalho que deve ser executado em um tempo determinado. as posturas forçadas e os movimentos repetitivos de membro superior.2007). destacam-se como importantes aspectos a serem analisados quando do estudo das condições de trabalho: a carga de trabalho. Essas sobrecargas podem manifestar-se. SANTOS et al.distúrbios no sono. Sob condições aversivas. ansiedade (MELLO et al. por exemplo.. 1998). A ocorrência de doenças cardíacas isquêmicas e hipertensão em motoristas de ônibus tem sido tema de vários estudos. OLIVEIRA. apesar 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. é preciso ainda distinguir a carga de trabalho quantitativa da qualitativa. pela UESC. Carga de trabalho entende-se por carga de trabalho o produto da relação entre as exigências do trabalho e a capacidade de desempenho e de enfrentamento do trabalhador.Os problemas gástricos. Graduanda em Psicologia da . 1998) Na atividade de motorista. obesidade.. o posto de trabalho. musculoesqueléticos e cardíacos foram os mais fortemente associados com a tarefa de dirigir ônibus. hipertensão. São relatadas evidências de excesso de risco destas doenças para os motoristas quando comparados com trabalhadores de outros setores da mesma empresa ou com outras categorias ocupacionais (SOUZA.entre outros. Posto de trabalho o posto de trabalho refere-se ao desenho do local e a uma série de equipamentos dispostos neste ambiente que podem ser observados objetivamente (Stokols. Segundo Frankenhaeuser (2001).. As características do posto de trabalho podem influenciar no bem-estar e no conforto do trabalhador. 2001).SILVA. a temperatura. sedentarismo. Para Millies (2001). em estudos realizados no Brasil. problemas osteomusculares e gastrointestinais (COSTA et al. o posto de trabalho do motorista de ônibus. PINHEIRO. o ruído e as vibrações. 2004. problemas psiquiátricos menores (SOUZA. 2003). 2000. como dores ou tendinites (aspecto físico) ou como desatenção ou irritabilidade (aspecto psicológico). Foram relatados. essas exigências tendem a gerar sobrecargas sobre os sistemas físicos e psicológicos.SILVA.

estresse. literalmente visível. Para Cavalcanti (1996). tem a sensação de haver-se acostumado. a cronicidade dos efeitos do ruído (são necessários vários anos para induzir a surdez) e a dificuldade de estabelecer correlações diretas com outras doenças (hipertensão. sendo os níveis de ruído perigosos à saúde facilmente identificáveis. embora seja capaz de provocar danos à saúde não é. sobre os aspectos ergonômicos do posto de trabalho e de outros aspectos dos ônibus. Contudo. como mudanças no ajuste do assento e do volante. levando em consideração a altura e características especiais como o sobrepeso e o comprimento de braços e pernas. pela UESC. Nesse local estão dispostos os instrumentos necessários à realização da tarefa de conduzir pessoas. para o autor. mas com repercussões “pouco visíveis”. deve-se ao fato de que o ruído é normalmente aceito como um “mal necessário” e. o ruído é um som inarticulado e confuso. facilitando o acesso aos comandos e à visibilidade dos instrumentos. mais ou menos forte.5 m². Ruído segundo um estudo realizado pela Comissão de Saúde Pública da Espanha (2000). foi realizada uma ampla investigação no Canadá. 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. Essa investigação resultou em uma série de modificações no posto de trabalho. O painel de controle foi otimizando. os ajustes do assento e do volante devem ser coordenados. Segundo Ferreira e Pinto (1998).do tamanho do veículo. na década de 1990. Ainda como resultado desta investigação. Segundo o autor. aumento do número de acidentes) fazem do ruído um agente reconhecível. quando o trabalhador é capaz de suportar as primeiras semanas de trabalho exposto ao ruído. a localização do motor expõe os motoristas a risco potencial de surdez ocupacional. Alemanha e Países Baixos. na maioria dos casos é tecnicamente viável controlar o excesso de ruído aplicando a tecnologia existente. o ruído é um dos fatores de risco laborais mais comuns. Para Suter (2001). nota-se a ausência de programas preventivos. pois o ruído do motor em decibéis é superior ao limite para tal risco. Suécia. o que. resume-se a pouco mais de 1. Sendo assim. de modo que os profissionais encontrem posições cômodas e ergonomicamente saudáveis. Graduanda em Psicologia da . não traz ferimento e.

Em ambientes fechados. As vibrações de corpo inteiro ocorrem quando o corpo está apoiado em uma superfície vibrante (por exemplo. pisando ou deitado sobre uma superfície vibrante). podendo alterar seu estado emocional. o motorista de ônibus deve estar a 27ºC para encontrar-se em uma situação de bem-estar. quando está sentado em um assento que vibra. Silva e Mendes (2005) estudaram a vibração de corpo inteiro a que está exposto o motorista e concluíram que os valores revelam situação de risco. na agricultura. os braços e as pernas e sua principal conseqüência são os transtornos musculoesqueléticos. mas. na mineração e na construção. pela UESC. a qualidade da ventilação e sua eficácia também determinam o nível de estresse provocado pelo calor. Essa alta temperatura pode causar desconforto (deixando o motorista inquieto). alteração de humor (irritabilidade e agressividade) e interferir no desempenho do motorista ao executar sua tarefa de dirigir (desatenção e sonolência. Silva e Mendes (2005) destaca fatores como a velocidade e a umidade do ar como determinantes no trabalho em ambientes quentes. pois superam em muito o limite estabelecido pela ISSO-2631 para oito horas diárias. a temperatura dentro de um veículo lotado chega a 50ºC. elas podem ser de corpo inteiro ou transmitidas pelas mãos. no verão. As vibrações transmitidas pelas mãos se fazem presentes em diversos processos industriais. 12). as posturas que carregam as articulações de uma maneira assimétrica e as posturas que produzem carga estática na musculatura” (p. Temperatura a temperatura é outro aspecto que pode interferir na atividade dos motoristas. as posturas forçadas compreendem “as posições fixas ou restritivas do corpo. as posturas que sobrecarregam os músculos e tendões. Segundo Griffin (2001). Devido 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. As tarefas que requerem posturas forçadas implicam fundamentalmente o tronco. Para o autor esse tipo de vibração se faz presente em todas as formas de transporte e no trabalho com maquinaria industrial. Graduanda em Psicologia da . Posturas forçadas segundo a Comissão de Saúde Pública da Espanha (2000).Vibrações As vibrações são movimentos oscilatórios. Segundo o DETRAN do estado de Pernambuco (s/d).

que são a razão de existir do transporte coletivo. entre os próprios passageiros e desses com os rodoviários Se com os passageiros. Graduanda em Psicologia da . essa insatisfação traduz-se em conduta agressiva. subestimados até que o sintoma seja crônico e o dano permanente. 2000). muitas vezes. dentre outros. os cobradores e outros motoristas. junto a fatores psicológicos e orgânicos do próprio trabalhador. seja no descompasso entre oferta e demanda – podendo gerar a superlotação do ônibus – seja no tempo de espera em locais sem abrigo ou no tempo perdido em engarrafamentos. por exemplo. sobrecarga. são. O que se destaca é o reconhecimento conferido pelos motoristas ao poder desses profissionais e a conseqüente frustração pela impossibilidade de controle de sua própria atividade de trabalho. Conforme sua cronicidade. Os diagnósticos são muito variados: tendinite. fiscais e outros motoristas. ser fiscalizado e vigiado constantemente. tenosinovite. A carga de trabalho tanto estática quanto dinâmica. 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. bem de perto. gerando conflitos no interior do ônibus. o mesmo acontece quando o assunto são os fiscais. mialgias. Sato (1995) destaca que o fato de não ter poder sobre o trabalho obriga o trabalhador a submeter-se a situações complicadas como. a dor e a lesão. mantidos durante o trabalho. por passageiros. aparecem as contraturas. peritendinite. Movimentos repetitivos dos membros superiores . que implicam um conjunto osteomuscular provocando neste mesmo conjunto fadiga muscular. formando um ciclo vicioso de dor.entende-se por movimento repetitivo. pela UESC.ao lento aparecimento dos transtornos e sua aparência inofensiva. também foram detectadas em estudos realizados por Paes-Machado e Levenstein (200) e são agravadas pela insatisfação dos usuários quanto ao serviço ofertado. Segundo os autores. Essas dificuldades de relacionamentos. um grupo de movimentos contínuos. os fiscais. além de um ambiente desagradável e pouco gratificante se somam para a formação da fadiga muscular. a relação é instável. dor ou lesão (Comissão de Saúde Pública da Espanha. Os relacionamentos dos motoristas de ônibus no trabalho acontecem com os passageiros.

. pode-se ocasionar no limite. afetando suas relações no trabalho e fora dele. Os motoristas de ônibus hoje em dia são profissionais reconhecidos por lei: Qualidade de Vida representa. ou seja. ao longo do tempo. E ainda. as oportunidades de consumo de alguns bens essenciais. o direito do cidadão a um meioambiente ecologicamente equilibrado e as condições básicas para sua sobrevivência e exercício da cidadania. um aumento do número de acidentes de ônibus e. saúde. trabalho.. p.[.] requer intervenções cuidadosas não só no sentido da preservação do direito social ao acesso a um transporte de boa qualidade e. METODOLOGIA O referencial teórico será na abordagem da psicologia organizacional e do trabalho. o transporte coletivo também é essencial pelo seguinte motivo: [.39). pela UESC. mas também no sentido da preservação do direito dos trabalhadores à sua saúde. portanto. os usuários.] nas grandes cidades. familiares e amigos. aumentar os riscos de problemas de saúde entre motoristas” (p. para Souza (1996). ligados às condições de vida e aos direitos dos cidadãos como habitação. Graduanda em Psicologia da . 1996. Estas duas questões devem ser compartilhadas e não antagonizadas.23). dessa forma estando sujeitos a condições de trabalho penosas.. Os dados estatísticos serão utilizados com a finalidade de obter percepção e descobrir novas relações existentes entre os elementos saúde e trabalho do motorista profissional. COLETA DE DADOS 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. Não diferente das situações vivenciadas no trabalho citado até então. colegas de trabalho e. os motoristas refletirão sua insatisfação e sofrimento naqueles que se encontram mais próximos. conseqüentemente.. as realidades vividas dos motoristas de ônibus influenciarão sua inserção na sociedade. mais barato. Até porque no caso de um maior estresse entre os motoristas de ônibus com a supressão do trabalho do seu auxiliar. educação e convívio social dependem de outro serviço essencial que são os transportes disponíveis (SIQUEIRA.

Esclareceu-se a relevância do estudo em benefício dos próprios O questionário abordou ainda outras questões especificas. física. Fora elaborados o Termo de Informações da Pesquisa à Empresa e o Termo de Consentimento Livre Esclarecido. são oriundas das percepções dos próprios motoristas. pela UESC. abordando alguns aspectos de saúde geral dos motoristas de ônibus. das duas empresas de ônibus coletivos da cidade de Itabuna-Ba. em que consistia o estudo. 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. relacionadas aos hábitos alimentares como também a atividade pesquisados. onde aconteceu as trocas de turno entre eles. Graduanda em Psicologia da . . somente participaram da pesquisa indivíduos de gênero masculino. Climeti. que estavam trabalhando no turno diurno e que tinham disponibilidade de tempo e os que assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. assim como a ausência de identificação dos funcionários. Vale ressaltar que os sujeitos não foram submetidos a consultas ou exames clínicos e as respostas referentes a problemas de saúde ou queixa não decorrem de avaliação médica. lhes foi explicado.A pesquisa de campo envolveu a aplicação de questionário tipo fechado/múltipla escolha. OS questionários padronizados foram aplicados em motoristas de ônibus. AMOSTRAGEM Amostra foi composta de 85 motoristas das empresas de ônibus. e na clinica médica do trânsito. durante o período diurno. a importância da veracidade das respostas do questionário e que somente os autores tomariam conhecimento das mesmas. garantindo o sigilo das informações individuais. em locais de paradas. Fora realizada no período de outubro e novembro de 2009. dando-se ênfase para que respondessem a todas as perguntas. de modo geral. uma pesquisa de levantamento não probabilística acidental.

25% fazem todas as refeições durante o dia. Motoristas de ônibus coletivo urbano que trabalhavam da cidade de Itabuna-BA. com idade entre 26 a 73 anos. como fator de exclusão o analfabetismo. ANÁLISE ESTATÍSTICA Empregou-se uma análise estatística quantitativa descritiva. Graduanda em Psicologia da .25% 13. pela UESC. mesmo fora do horário. 13. somente participaram individuo de gênero masculino.25% 13. alguns por fumam outros pra suportar a fome até chegar em casa pra se 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA.75% substitui o almoço por lanche por não ter horário certo de almoço.75% 20% 91. onde fora calculados o percentual de cada resposta dada do questionário para demonstrar a prevalência das doenças que acometem os motoristas sendo mostrado nas tabelas abaixo. tamanho da amostra Os hábitos alimentares que os profissionais têm são: Faz todas as refeições durante o dia Substitui o almoço p/ lanche Bebe muito cafezinho durante o dia Bebe muita água durante o dia Não faz todas as refeições durante o dia 86. TABELA I As informações sobre os principais estudos referidos são detalhadas quanto ao tipo de delineamento.Como critérios de inclusão. 20% bebe muito cafezinho durante o dia.75% RESPOSTA Os hábitos alimentares mostram que 86.

50% fuma também pra relaxar e suportar o trabalho estressante.75% não faz todas as refeições durante o dia. pela UESC. usa pra se divertir e relaxar do estresse do trabalho.75% 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. Graduanda em Psicologia da .50% ingere bebida alcoólica de 1 a 3 vezes por semana. Uso de bebidas alcoólicas e ônibus . 91.Itabuna-BA Ingere bebidas alcoólicas 1 a 3 vezes p/ semana Fuma 62. TABELA III Pratica de atividade física e as atividades que praticam. TABELA II.5% 20% 13. 13. e 12.alimentar. Atividade física Futebol Caminhada Academia 7. fazendo assim uma única refeição. Parâmetros estatísticos utilizados para o cálculo do tamanho da amostra. pela manhã sai muito cedo pra o trabalho e volta na parte da tarde. por causa do horário.75% 1 a 3 vezes p/ semana 3 a 5 vezes p/ semana Não faz atividade física 58.50% o uso de fumo pelos motoristas de RESPOSTA A tabela mostra que 62.50% 12.25% bebe muita água durante o dia.

e 58.50% 58. TABELA V Avaliação a falta do trabalho p/ motivo de doença procedem quando estão doentes. 13.75% não fazem atividade física.RESPOSTA A pratica de atividade física mostra que 58. Graduanda em Psicologia da .50% se diverte as vezes alguns por não ter tempo.75% fazem caminhada de 1 a 3 vezes por semana por recomendação medica para melhorar seu estado físico e psicológico e 7.75% RESPOSTA A tabela mostra que 13. 27.se muito quando está de folga do trabalho. pela UESC. pois tem problemas particulares a resolver. 20% praticam futebol de 1 a 3 vezes por semana. maneira de curtir com a família e extravasar suas tensões nervosa pra está bem durante a semana de trabalho.75% diverte . TABELA IV Diverte quando está de folga Muito Às vezes Nada 13.75% 27. 1 e como eles Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. alguns por causa do cansaço do trabalho não tem mais disposição pra praticar uma atividade. tendo uma vida sedentária não são no trabalho como fora também.75% não se diverte prefere descansar pra voltar ao trabalho com mais disposição.5% fazem academia de 1 a 3 vezes por semana para cuidar da saúde.

por causa do transito em caótico. Graduanda em Psicologia da . só 50% procura o medico quando está doente prefere tomar chá ou mesmo se auto medicar do que ir ao medico. pela UESC.Sofreu acidente de transito 33. Procura doente o medico quando está 50% TABELA VII Depois que iniciou a atividade de motorista passou apresentar mais doença Atividade doenças de motoristas apresentou mais 10% TABELA VIII Avaliação a falta do trabalho p/ motivo de doença. Falta o trabalho 1 a 3 vezes ao ano p/ motivo de doença Falta o trabalho 3 a 5 vezes ao ano p/ motivo de doença 40% 10% RESPOSTA A tabela mostra que 33.75% TABELA VI Quando está doente procura o médico.75% já sofreu acidente de transito. nervosismo. velocidade. 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA.

pela UESC.50% encontra aposentados por motivo de doença. Como Avalia Estado físico Estado psicológico Ótimo 19 % 21.50% Resposta A tabela mostra que 10% estão afastados do trabalho por motivo de doença.75 Ruim 11 % Resposta Em relação as suas capacidades físicas para exercerem a profissão 19% dos profissionais julgou estar ótimo. Graduanda em Psicologia da . motivos de doenças variados. Afastado do trabalho p/ motivo de doença Aposentado 10% 7. atribuindo ao trabalho desgastante e sedentário.10% disseram que depois que começou a atividade de motorista a apresentou mais doença. sendo uma das causa principal a lombalgia e a hérnia de disco. 40% falta ao trabalho de 1 a 3 vezes por ano. que fazem eles se afastarem do trabalho por alguns dias. a que mais predomina é hérnia de disco e a lombalgia TABELA X Como os motoristas de ônibus avaliam o estado físico e psicológico. TABELA IX Afastado do trabalho por motivo de doença e aposentado. 70% consideraram-se bom 11% disseram que estava muito baixa a sua capacidade física. 7. 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA.25 % Bom 70 % 78.

25% 12.75% 1.25% considera ótimo.25% 35.75% 45.75% 4.75% 23.75% 8.26% RESULTADO E DISCUSSÃO As condições fisiológicas dizem respeito a variáveis relacionadas à atividade de dirigir.25% 11. pela UESC.75% 4.75% 3% 2.25% 4% 3. Graduanda em Psicologia da . 78.75% considera bom mesmo com estresse. sem estresse e tranqüilo.25% 9. TABELA XI As doenças que mais acomete os motoristas de ônibus são: Estresse Lombalgia Usa óculos Hipertensão Gastrite Fratura Problemas auditivos Hérnia de disco Ferimentos Depressão Asma Diabete Circulação Obesidade Pneumonia Convulsão 50. "Mesmo realizando 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA.50% 25.O estado psicológico 21. Willuweit conta que a ausência de atividades físicas regulares entre os motoristas também agrava a situação.

25% e hérnia de disco 9.. está lotado e parado no trânsito caótico. 2004). sujeito as doenças músculo-esquelético. torna o motorista alvo de doenças ocupacionais. alimentação inadequada. De acordo com MORAES (2002). à semelhança de outros estudos realizados na região (PICCINI.. pela UESC. e de saúde pública.COSTA et al. LIN.75% e depressão causada por angustia do assalto. 1993. 2001... 1985. eles estão ali. 22. ao manter a postura sentada por longos períodos associados ao estresse físico e mental decorrente das condições do trânsito. estresse. CORDEIRO et al. 1997.50% por conta do cansaço da visão por reflexos no pára-brisa. medo de perder o emprego. a famosa dor nas costas.. Graduanda em Psicologia da . GUS et al. 1991. sedentarismo e da vibração do corpo inteiro durante o trabalho. poeira. A claridade excessiva decorrente do reflexo do sol no vidro de outros veículos consistiu também. Uso óculos um percentual de 35.75% por causa da postura. entre elas a hérnia de disco.trabalho desgastante eles têm uma vida muito sedentária". O estresse com o percentual de 50. WANG. 2003). RAMIREZ. conduzindo o carro que sacoleja. 1983. Lombalgia. RAGLAND et al. JARVINEN. Entretanto.4%. os quais mostram prevalências entre 20% e 47% (AHUMADA. BACKMAN. Esta constatação é reforçada por estudos que envolveram motoristas de ônibus de diferentes lugares.75% causada por sedentarismo. em desgaste da visão e laboral. pela mudança devido a uma rotina intensa de trabalho com exigências físicas e cognitivas. Tanto De Vitta (1996) quanto Balbinot (2002) concordaram que há uma transmissibilidade de vibrações causadas pelo ônibus. ou seja. tem um percentual de 45. independente de idade ou sexo. confirmando a HAS como um dos mais importantes problemas de saúde desta categoria ocupacional. 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. faz barulho. Para De Vitta (1996). que é u outro fator agravante para o surgimento da lombalgia e estresse nesta população. COTTINGTONet al. a permanência na postura sentada por mais de 4 horas diárias é um dos fatores agravantes para o surgimento de dores lombares.a prevalência observada nos motoristas foi elevada. e em particular nestes profissionais. . 1993. hipertensão percentual de 25.

podem ser citadas as exposições ao Monóxido de Carbono (CO) e as vibrações de corpo inteiro (VCI) (LACERDA et al. programas de controle de hipertensão e obesidade estiveram associadas significativamente com a 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. por ser evitável.25% causada por não ter horário certo pra se alimentar e comer alimentos não saudáveis.25% por causa do barulho. doenças cardiovasculares e do músculo-esquelético. garganta.. 2002. Montovani e Weber.75% causada pelo sedentarismo.. Cepinho e col. 2005. Penteado e col. 2003. e muita poluição sonora. Portanto. Silva & Mendes. à fuligem de queimadas e à poluição... 1994. boca. destaca-se como um dos principais fatores a serem abordados na prevenção da hipertensão arterial sistêmica entre motoristas.. estresse.2003. 2005.. deve-se levar em conta também que há outros agentes causais das perdas auditivas ocupacionais que independentemente de exposição ao ruído ou que ao interagir com este. Silva e Mendes. à fumaça. além do envolvimento em acidentes de trânsito são comumente descritos na literatura (Cordeiro e col. sedentarismo. 2003. Graduanda em Psicologia da . assim..Este estudo evidenciara a gastrite um percentual de 23. por exposição a chuva e sol. Estudos anteriores (Silviero e col. pela UESC. hipertensão. a obesidade. 2005). câncer. obesidade causada pela alimentação não saudável. 2002. agentes químicos de riscos ambientais ocupacionais que agridem o sistema respiratório – nariz.75% causada pela mudança de temperatura. a exemplo do relatado por Miranda e col. bem como à poeira. Corrêa Filho e col. 2005) identificaram problemas como falta de tempo para a alimentação como uma das causas de distúrbios gastrintestinais e sintomas e doenças Problemas como a perda auditiva induzida por ruído (PAIR). Freitas e Nakamura. refluxo gastroesofágico. doenças do sono. Os problemas auditivos 11. e um nível alto de estresse. diabete 4% causada pela obesidade. 2005). 2005). 2005. Asma com 4. laringe e pulmões (Miranda e col. No caso dos motoristas de ônibus.25% e pneumonia com 2. 2005). e a circulação 3.. Mendes. A exposição diária e crônica ao ar poluído pode resultar em uma resposta irritativa respiratória. Penteado e col. potencializam os seus efeitos sobre a audição. O hábito de viajar com os vidros e o teto solar abertos expõe o sujeito ao vento e à friagem dele decorrente.

. Um importante elemento que contribui para este resultado é o fato de os trabalhadores temerem retaliações por parte do empregador.2003).75% já sofreram acidentes de trânsitos com 12. a exemplo do encontrado em São Paulo e Belo Horizonte (COSTA et al. 2003). apud Mendes 3). pela UESC. Outro fato que se percebe claramente. fazendo com que o medo do desemprego seja maior que a garantia de uma saúde.25% fraturas e ferimentos 8. Os dados disponíveis sobre os níveis de atividades física na população brasileira. 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. ou que os ocupados no setor de transporte tendem a faltar ao trabalho apenas quando as conseqüências para a saúde chegam a um estado crítico. em torno de 60% (Nahas. O longo tempo de convalescença associado a uma menor taxa de absenteísmo pode sugerir que as conseqüências das doenças nessa parcela da população são mais severas quando comparadas com os demais trabalhadores. Keough e Boyd (1997).75% não faz atividade física. pois representa uma perda de bem-estar para o empregado e de produtividade para o empregador. mas em temos agregados assume proporções consideráveis.hipertensão. que verificaram que a perspectiva de tempo presente é um importante preditor do risco de dirigir. Quanto a pratica de atividade física 58. o estudo de Zimbardo. o risco de dirigir inclui excesso de velocidade ao volante. Graduanda em Psicologia da . ainda que incompletos. é que embora motoristas e cobradores quando comparados com outras subocupações tenham uma menor incidência de ter suas atividades habituais restringidas por motivo de saúde. em média. indicam que maior parte das pessoas não é ativa o suficiente para derivar benefícios para a suade e que um numero significativo é absolutamente sedentário em seu lazer. Para eles. Falta o trabalho por motivo de doença durante o ano 40% o absenteísmo por motivos de saúde tem sido freqüentemente abordado em estudos epidemiológicos (Kompier. estes tendem a ficar. 33. a confiança irrestrita na habilidade de dirigir e estar voltado para a emoção do momento presente. O custo da "produção sacrificada" sob a ótica da empresa individual pode parecer mínimo. 1990. mais tempo afastados de suas atividades quando doentes.75% causado por acidentes de transito. a influência do álcool.

uma vez que ingestão de líquidos favorece a hidratação do corpo. associadas às longas jornadas de trabalho diário e ao consumo de energéticos e café. 1997. dois litros de água diariamente (Behlau e Pontes. 2004. 2004). se sabe que a fumaça do cigarro causa irritação.50% No que diz respeito ao tabagismo. o consumo de bebidas alcoólicas. e câncer de laringe e de pulmão (Netterstrom e Juel. com impactos negativos na saúde física.25% dos motoristas fazem as três refeições durante o dia. pela UESC. fora encontrado um percentual de 62. e 13. as refeições todas rocam hábitos alimentares. além de empresas 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. em média. Segundo Behlau e Pontes (1999). vocal e comunicativa dos motoristas (Mello e col.. Pinho. sono e obesidade. inflamação e edema da mucosa laríngea. É desejável a ingestão de. com prejuízos para a qualidade de vida desses trabalhadores. mental. Há necessidade de desenvolvimento de ações educativas para a promoção da saúde desses trabalhadores que sejam orientadas por uma perspectiva ampla e abrangente de saúde e relacionadas às condições e organização do trabalho e à qualidade de vida. evitando também as sensações de garganta e boca secas. principalmente as destiladas. incoordenação pneumofônica. tosse.75% não fazem as três refeições durante o dia. cansaço ao falar ou cantar. Penteado e col. acarreta o ressecamento e a irritação da mucosa da laringe. As relações entre idade e cansaço. 2005).. Oliveira.50% ingerem bebida alcoólica. 1999). indicam redução gradativa da qualidade de vida. As ações devem envolver os motoristas e as empresas de transporte que os contratam. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo levantou diversos aspectos das condições de saúde dos motoristas de ônibus coletivo podem exercer impactos negativos sobre a saúde geral. Graduanda em Psicologia da . Oliveira. 1988. pigarro. Enquanto os que fumam fora 12. laringe e do trato vocal. ocasionando agravamento da voz. 1997. dificuldade de projeção da voz. causando disfonia crônica (Pinho. Miranda e col. 2000).. Além dos riscos para a segurança e saúde geral dos motoristas. doenças cardíacas. O hábito de ingerir água é considerado saudável para a saúde.A pesquisa mostra que 86. 2005.

trabalho e qualidade de vida e. interdisciplinaridade e intersetorialidade. pela UESC. Graduanda em Psicologia da . Medicina e outras. em parcerias pautadas pela integralidade. as percepções. Nutrição. Fonoaudiologia.relacionadas aos ramos de logística. as satisfações e as expectativas dos motoristas sobre as relações entre saúde. os receios. Fisioterapia. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICA 1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA. articulando as áreas de Saúde do Trabalhador. transportes e estradas de rodagem. além das relações dessas com aspectos de subjetividade. Psicologia. Vale ressaltar que outros estudos se fazem pertinentes para o aprofundamento da investigação das condições e da organização do trabalho de motoristas de ônibus e de como elas interferem nos espaços de vida extratrabalho. também. por exemplo. sobre ações possíveis de serem implementadas para a transformação das condições de trabalho e a melhoria da sua atividade profissional.

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Graduanda em Psicologia da . pela UESC.1 Graduada em Letras UNIME/ITABUNA-BA.

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