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51044288 Manual Hidrologia e Drenagem

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 2 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES
  • 3 TEMPO DE RECORRÊNCIA
  • 4 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGAS DE PROJETO
  • 5 MÉTODOS ESTATÍSTICOS
  • 5.1. TRANSPOSIÇÃO DE DADOS
  • 5.2. VALIDADE
  • 5.3. MÉTODO DE GUMBEL
  • 5.4. MÉTODO DE HAZEN
  • 5.5. MÉTODO DE LOG - PEARSON TIPO III (LP III)
  • 5.6. ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES
  • 6 MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO
  • 6.1. GENERALIDADES
  • 6.2. VALIDADE
  • 6.3. CHUVA DE PROJETO
  • 6.3.1. RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQUËNCIA
  • 6.3.2. SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS
  • 6.3.3. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA
  • 6.3.4. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO
  • 6.4. RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO
  • 6.4.1. CURVA DE MOCKUS
  • 6.4.2. CHUVAS ANTECEDENTES
  • 6.4.3. INFILTRAÇÃO MÍNIMA
  • 6.5. FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR
  • 6.5.1. TEMPO DE CONCENTRAÇÃO
  • 6.5.2. CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO
  • 6.5.3. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL
  • 6.6.1. CHUVAS DE PROJETO
  • 6.6.2. EXPRESSÃO DE CHUVA DO ENG°OTTO PFAFSTTETTER
  • 6.6.4. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA
  • 7 MÉTODO RACIONAL
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

2ª Edição

Rio de Janeiro 2005

REVISÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Tec° Marcus Vinícius de Azevedo Lima (Técnico em Informática) Tec° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Tec° Reginaldo Santos de Souza (Técnico em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri DNIT / DPP / IPR)

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Paulo Romeu de Assunção Gontijo (DNER / IPR) Eng° Saul Birman (DNER / IPR) Est. Julio César de Miranda (DNER / IPR) Engª Carmen Sylvia Mendes Teixeira (DNER / IPR) Eng° Otto Pfasfstetter (Consultor) Eng° Haroldo Stwart Dantas (Consultor) Eng° Renato Cavalcante Chaves (Consultor Eng° João Maggioli Dantas (Consultor Eng° José Helder Teixeira de Andrade (Consultor Eng° Guioberto Vieira de Rezende (Consultor

COLABORAÇÃO:
GEPEZ – Consultoria de Engenharia Ltda.

Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem. 2. ed. Rio de Janeiro, 2005. 1. Rodovia – Hidrologia – Manual. I. Série II. Título

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM .

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra.: dnitiprnormas@ig.: (0XX21) 3371-8133 e-mail.: (0XX21) 3371-5888 Fax.com.br TÍTULO: MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado Pela Diretoria Executiva do DNIT em ___ / ___ / _____ . Km 163 – Vigário Geral Cep.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel.

.......2...............................2.................... 6...........5......... 52 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO ............ 38 CHUVA DE PROJETO ...... 55 RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO ............................. 39 SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS ........................................................ 6..........4..... 56 CHUVAS ANTECEDENTES ... 6..........................................1.............................................3.............1.....................4.................... 5................................................... 29 ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES ..3..........................................................................6.....................1...................... 5...........4................. 5.................................................... 43 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA .. 5 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES .......... GENERALIDADES ........................ 39 6........................... 6......................4. 6 TRANSPOSIÇÃO DE DADOS ............................................................................................3....... 15 VALIDADE ..................................... 23 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III (LP-III) ............................................... 37 6.. 61 ........................................3..........................3..............3. 9 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGA DE PROJETO ... 17 MÉTODO DE HAZEN ............2.............. 5...................... 5............. 7 TEMPO DE RECORRÊNCIA ...........3.... 35 MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO ............................................................................................... RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA ................................................ CURVA DE MOCKUS .1.......................................................... 15 MÉTODO DE GUMBEL ..............4..... 13 MÉTODOS ESTATÍSTICOS .................. 6. 56 6........................................................................2.. 6. 6.....................................................................................Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 1 SUMÁRIO 1 2 3 4 5 INTRODUÇÃO ..... 37 VALIDADE .................................................................... 15 5.......

............ 64 6..............5....5........................... TEMPO DE CONCENTRAÇÃO ..4.. 63 FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR ....................................5......... INFILTRAÇÃO MÍNIMA ........................ 89 CÁLCULO DE DEFLÚVIOS ... MÉTODOS DE CÁLCULO ...................... 6................ 96 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA ...... 117 ...........6........ 98 7 8 MÉTODO RACIONAL ..........6..............2................... 6.............................2............................. 6..........3.............. 64 CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO ....................................................... 109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................... 89 6.................................... 6.. 89 EXPRESSÃO DA CHUVA DO ENG° OTTO DFAFSTTETTER..........4......................1.......................... 81 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL........1.............6.......................................3...........5.......6...............................3............... 6................................................Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 2 6... 6....6................... 85 6.. CHUVAS DE PROJETO ...............

no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. durante as precipitações mais significativas. Centro Rodoviário. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. Vigário Geral. sem pretender tornar-se um documento acadêmico. de grande profundidade teórica. cuja larga aplicação. simplesmente. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra. datado de 1990. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu “Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem”. permitiu o seu aprimoramento. Com esta ótica.com.com. mas. Km 163.dnit@brfree. fruto da revisão e atualização de Manual homônimo do DNER.br e ipr.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 3 APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR). dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios.: (21) 2471-5785 Fax. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. A presente edição do Manual Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros.br .: (21) 2471-6133 e-mail: dnitiprnormas@ig. comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. Rio de Janeiro CEP – 21240-330. RJ Tel.

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comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. mas. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 5 1 INTRODUÇÃO O Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros. simplesmente. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. permitiu o seu aprimoramento. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. cuja larga aplicação. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. de grande profundidade teórica. Com esta ótica. durante as precipitações mais significativas. . apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis. sem pretender tornar-se um documento acadêmico.

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embora sejam adotados diversos procedimentos simplificadores. . que indicarão o comportamento dos cursos d’água em função dos solos e cobertura vegetal destas bacias. por esta razão. em cuja definição considera-se a importância das perdas por infiltração. Face a necessidade de se preservar a integridade da plataforma rodoviária deve ser ainda considerado o nível de alagamento que possa ocorrer nas proximidades dos cursos d’água de modo a ser impedido o transbordamento nos aterros e inundações das pistas. perfeitamente justificáveis para a natureza das obras dimensionadas. os métodos de cálculo usuais visam o estabelecimento da descarga máxima suportável. via de regra. nas determinações das descargas de projeto. adotando-se expressões matemáticas que estabelecem a relação chuva – deflúvio. durante as chuvas. por não se dispor de registros fluviométricos. Assim. sendo desprezíveis as perdas que possam ocorrer por absorção pela vegetação ou pela evapotranspiração. de bacias hidrográficas de pouca importância hidrológica e. deve-se dar tanta importância às características fisiográficas das bacias. o que leva a tratar-se o ciclo hidrológico de uma forma particular. que independem das condições climáticas. em geral utiliza-se de procedimento indireto. como das características pedológicas. No estabelecimento das descargas de projeto. Outro fator a considerar-se é o fato de tratarem-se as transposições de talvegues.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 7 2 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES No dimensionamento das estruturas de drenagem das rodovias é de grande importância a consideração dos fatores de risco de superação e do grau de degradação que possam ocorrer devido a longas exposições da estrada aos efeitos da precipitação. como os efeitos negativos dos aguaceiros sobre as rodovias dizem respeito aos danos que possam ser causados pela erosão ou pela influência direta na segurança do tráfego.

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TEMPO DE RECORRÊNCIA

Para as obras de engenharia a sua segurança e durabilidade freqüentemente associam-se a tempo ou período de recorrência cujo significado refere-se ao espaço de tempo em anos onde provavelmente ocorrerá um fenômeno de grande magnitude pelo menos uma vez. No caso dos dispositivos de drenagem este tempo diz respeito a enchentes de projeto que orientarão o dimensionamento de modo que a estrutura indicada resista a estas enchentes sem risco de superação, resultando desta forma a designação usual de descarga de projeto. A escolha do tempo de recorrência da enchente de projeto de uma obra de engenharia, conseqüentemente, a vazão a ser adotada no projeto de uma determinada obra, depende da comparação do custo para sua implantação e da perspectiva dos prejuízos resultantes da ocorrência de descargas maiores do que a de projeto, levando-se em conta que quanto maior o tempo de recorrência mais onerosa será a obra, porém os prejuízos decorrentes da insuficiência a esta vazão serão menores, resultando menores despesas de reposição ou reparos. Como os danos decorrentes da insuficiência de vazão dependem também da importância da obra no sistema, são diferentes os valores a serem adotados para o período de recorrência, variando conforme o tipo de obra. Assim, um bueiro de rodovia com capacidade de vazão insuficiente pode causar a erosão dos taludes junto a boca de jusante, ruptura do aterro por transbordamento das águas ou inundação de áreas a montante, no caso de canal ou galeria de drenagem urbano estes danos podem ser mais sentidos caso ocorra a interrupção do trânsito, mesmo temporariamente ou danos em imóveis residenciais ou mercadorias nos estabelecimentos comerciais. No caso da insuficiência de vazão em seções de pontes, em geral, os danos são muito significativos podendo ocorrer a sua destruição ou a ruptura dos aterros contíguos, proporcionando uma maior seriedade na interrupção dó tráfego, por exigir obras de recomposição mais vultuosas e demoradas. Geralmente os períodos de recorrência normalmente adotados nestes casos são de 10 a 20 anos para bueiros, canais ou galerias de drenagem nas obras rodoviárias e, para as pontes definem-se tempos de recorrência de 50 a 100 anos, conforme o tipo e importância da obra. Para a fixação do tempo de recorrência da enchente de projeto leva-se em a consideração a folga entre o nível d’água previsto e algum ponto crítico característico como um ponto baixo na estrada próximo ao local em análise ou a face inferior da superestrutura de uma ponte. Na maior parte dos casos considera-se a exigência de uma folga de 1,00 m, ainda muito

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usada e que, em muitos casos deverá ser mais elevada, como nos casos de canais navegáveis, onde deve ser respeitado o gabarito. Para o projeto de bueiros é habitual considerar como limite o afogamento da galeria no interior da canalização sendo permissível a elevação do nível d’água a montante além da geratriz superior da obra pelo fato de que a retenção temporária das águas a montante pode amortecer consideravelmente os picos de cheias sem comprometer os taludes vizinhos. Deve-se levar em conta, entretanto, que quando os bueiros trabalham com carga hidráulica, lâmina d’água acima da geratriz superior, ocorrem velocidades elevadas que, na boca de saída, provocam erosões, desagregando o aterro da estrada. Para combater este problema, quando inevitável, são executados dissipadores, sendo o mais comum o uso de enrocamento próximo à boca de saída da galeria. O procedimento recomendado pelas Instruções de Projeto é o dimensionamento do bueiro para condições críticas de escoamento para a vazão calculada com o tempo de recorrência de 10 anos ,e a verificação do nível d’água a montante para uma enchente de 25 anos. Caso esse nível proporcione a inundação das áreas marginais, deverá ser adotada seção de vazão capaz de evitar este fato.Nessa verificação deverá ser considerado o efeito amortecedor da área inundada, caso seu volume seja significativo, comparado com o volume da enchente. No caso das pontes rodoviárias, como antes foi dito, costuma-se adotar a folga mínima de 1,00 m entre o nível máximo da enchente de projeto e a face inferior da superestrutura, representada normalmente pela face inferior das longarinas, a fim de permitir a passagem de material flutuante, geralmente muito abundante durante as enchentes. No caso de longarinas com inércia variável, o nível d’água máximi deve situar-se 1,00 m abaixo da base dos aparelhos de apoio. Para a definição teórica do risco de ruptura de uma obra utiliza-se a expressão da probabilidade em que a probabilidade J para ocorrer uma descarga de projeto com tempo de recorrência TR (em anos) dentro da vida útil da obra, fixada em n (anos), é dado pela expressão.

⎛ 1 J = 1 − ⎜1 − ⎜ T R ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎠

n

A Fig. 3.1 ilustra as relações entre risco, tempo de recorrência e vida útil.

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Fig. 3.1 - Risco de Ocorrer Enchente Maior

n ⎡ ⎛ 1 ⎞ ⎤ J = 100 ⎢1 − ⎜ 1 − ⎟ ⎥ ⎢ ⎝ TR ⎠ ⎥ ⎣ ⎦

n = vida útil (anos)

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Havendo um rio ou canal natural a jusante. é necessário efetuar urna análise estatística dos níveis altos que podem ocorrer simultaneamente com as descargas máximas da obra em questão. a fixação do nível da superestrutura depende da determinação do nível máximo das águas em função da descarga de projeto. . a rigor. atingindo cor vezes uma extensão de vários quilômetros. uma Lagoa ou um lago. quando há semelhante registro merecendo razoável confiança.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 13 4 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGAS DE PROJETO Para o projeto de canais de drenagem ou bueiros pode ser necessário conhecer o nível d’água a jusante da obra para a descarga de projeto. Dispensa-se assim. e o nível da jusante reflete pouco ou nada sobre sua capacidade hidráulica. Como em geral a seção de escoamento de um bueiro é muito menor do que a do curso natural a jusante. O coeficiente de rugosidade do leito do rio e de suas margens pode ser avaliado por tentativas procurando ajustar a linha de remanso calcula com uma ou várias enchentes de maior porte. necessário calcular o remanso num longo trecho para a descarga de projeto. na maioria das vezes. que muitas vezes é preferível usar diretamente o registro de um marca de enchente excepcional nas proximidades da obra.de obra seria. seja na avaliação da descarga do projeto seja no cálculo do remanso correspondente. necessitando de numerosas seções transversais numa extensão que por vezes atinge vários quilômetros. Quando existe um posto fluviométrico nas proximidades da obra a relação cota-descarga desse posto fornece o resultado procurado com grande facilidade. nas alterações por dragagens ou retificações. o conhecimento das condições hidráulicas do canal natural a jusante de um bueiro. Quando o nível de jusante é controlado pelo mar. Não havendo posto fluviométrico nas proximidades é necessário avaliar o nível máximo a partir do cálculo de remanso num Longo trecho de rio a jusante da obra. Para o caso de pontes de rodovias sobre cursos d’água naturais. para a qual se necessita de levantamento topográfico de numerosas seções transversais. De qualquer modo a determinação do nível máximo de projeto envolvido tanto trabalho e tanta incerteza. a água se espraia ao sair da obra.

. evitando o risco de informações enganosas. com a indicação de seus anos de ocorrência. Uma série de marcas de níveis altos. pode servir razoavelmente de base para um projeto de engenharia. Para pontes construídas sobre trechos de rio canalizados. Marcas de níveis máximos de enchentes mais recentes são naturalmente mais merecedoras de confiança porque os vestígios em árvores muros ou paredes ainda permanecem visíveis. permite mesmo uma avaliação do seu tempo de recorrência. segundo a memória de moradores locais.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 14 Esse registro normalmente não é associado a um tempo de recorrência bem definido porém. a obtenção do nível máximo das águas para determinada descarga de projeto decorre diretamente das fórmulas de cálculo hidráulico de canais regulares. Marcam-se em papel com graduação de probabilidade normal os níveis em função das probabilidades dadas pela idade da marca mais antiga em anos dividida pelos números de ordem dos níveis dispostos em ordem de magnitude decrescente.maiores observados. sendo um dos .

permeabilidade do solo e cobertura vegetal diferentes. Essa relação é perturbada pela diversidade de formação de enchentes em varias partes da bacia quando essas possuem declividade longitudinal dos cursos d’água. Há necessidade de corrigir os valores das descargas observadas para se referirem ao local da obra. apoiadas em pouca ou nenhuma medição de descarga alta. forma da bacia hidrográfica.5 sendo Q1 e Q2 as descargas máximas para o tempo de recorrência TR. Para tempos de recorrência de até 10 a 20 anos basta corrigir as descargas segundo a relação das áreas das bacias hidrográficas. VALIDADE A aplicação do método estatístico é recomendável para períodos de recorrência de. Não se recomenda urna relação maior que dois nem menor que um meio entre as áreas controladas nesses dois pontos do curso d’água. . mantém uma relação próxima à potência 0. em anos. 5. normalmente. Já as envoltórias de descargas máximas regionais. A1 e A2 as áreas de drenagem e a um parâmetro cujo valor pode variar de 20 a 100. Para tempos de recorrência próximos de 100 anos urna relação proporcional à área elevada ao expoente 0. Essa correção é tanto mais imprecisa quanto maior a distância entre o posto e o local da obra.1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 15 5 5. Às vezes a relação e perturbada por valores de descargas máximas mal avaliadas.75 parece mais indicada. expressa por a Q1 ⎛ A1 ⎞ Tr + 2 a =⎜ ⎟ Q 2 ⎝ A2 ⎠ +0 . pois.5 da área de drenagem. no máximo 100 anos ou menor que o dobro do período de dados disponíveis. MÉTODOS ESTATÍSTICOS TRANSPOSIÇÃO DE DADOS Normalmente o posto fluviométrico cujos dados devam servir ao projeto não se situa no próprio local da obra. devido ao emprego de relações cota-descarga deficientes. Esse fato sugere urna transição continua segundo uma lei geral.2. nestes casos qualquer lei de distribuição é satisfatória porque. ou as máximas observadas no mundo. correspondendo a tempos de recorrência muito altos. os resultados diferem pouco entre si.

para os quais. com muita probabilidade outras precedentes. Uma análise mais cuidadosa mostrou que a enchente de 1911 e. P = P0 x Tr para valores muito altos. cobertura vegetal. não apresentam uma distribuição estatística satisfatória para descrever picos de enchentes excepcionais de baixa freqüência que atenda satisfatoriamente a todos os casos. com intervalos regulares de 28 a 31 anos. sendo freqüente o aparecimento de uma descarga tão excepcionalmente maior que as outras. descritas mais detalhadamente nos capítulos que se seguem. Entretanto nenhum destes procedimentos pode ser considerado melhor que os outros porque uma lei estatística não pode traduzir com fidelidade as complexas relações envolvidas na ocorrência de descargas mais raras. as descargas dos rios por estarem sujeitas a outros fatores como permeabilidade do solo. declividade dos cursos d'água e amortecimento das descargas extravasadas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 16 Os resultados da extrapolação estatística obtidos segundo diversas leis de distribuição começam a divergir apreciavelmente somente para tempos de recorrência mais elevados. Os modelos estatísticos mais conhecidos são as Leis de Distribuição de Gumbel. onde as enchentes de 1983 e 1984 superaram extraordinariamente a todas as observadas a partir de 1911. pois é grande a irregularidade que pode ocorrer na sua secessão natural. Por isso os resultados dos estudos estatísticos de descargas máximas de rios devem ser aceitos com muita reserva e precaução. da série observada. tendo apenas decorrido um período de 72 anos sem registros mais severos. o que compromete seriamente qualquer estudo estatístico de descargas desenvolvido nessa região em época mais recente. Como exemplo pode ser citado o caso do vale do rio Itajaí. Em conseqüência julgou-se inicialmente que os níveis d'água máximos registrados em Blumenau de 1853 a 1911 fossem semelhantes aos de 1983 e 1984. que se tem duvida do tempo de recorrência a ser atribuído ou qual o grau de influência a ser adotado na curva de ajustamento estatístico. em Santa Catarina. Fenômeno semelhante se observou na bacia do alto Rio Iguaçu. a aplicação não é mais recomendável. forma da bacia. . Enquanto as precipitações excepcionais de chuva tendem aproximadamente para uma lei parabólica com o tempo de recorrência da forma. Hazen e Log Pearson III. vizinha do Itajaí. eram referidas ao mesmo nível que as de 1983 e 1984.

extremas fugindo da distribuição estatística das séries observadas têm sido descritas freqüentemente.3 q méd A sendo qmáx e qméd a descarga máxima instantânea e a média diária. Para bacias maiores que cerca de 400km2 pode-se efetuar o estudo estatístico das descarnas máximas anuais com dados médios diários baseados em duas observações diárias.. em km2. deve-se recorrer a registros de outros rios semelhantes com os quais se pode avaliar a relação entre esses valores máximos e as descargas médias diárias. se o numero de vazões máximas anuais tende para infinito. o que sugere uma grande reserva na aplicação de métodos estatísticos para obras importantes e especialmente para enchentes de períodos de recorrência muito elevados. para um número infinito de elementos: .E. o que condua às imperfeições na extrapolação da relação cotadescarga na maioria dos rios. não havendo dados linigráficos para conhecer com precisão os valores das descargas máximas instantâneas. respectivamente. e A a área da bacia hidrográfica. o que vem prejudicar a definição no segmento mais sensível da curva de probabilidade. devido ao seu alto custo. No caso de bacias menores. Outro fator que as vezes prejudica de maneira grave e insuspeita a análise estatística das descargas máximas de um rio é a má definição da relação cota-descarga para níveis elevados devido à de se efetuar as medições de descarga para enchentes excepcionalmente altas. Para bacias de menor extensão é necessário recorrer a dados de aparelhos registradores de níveis. diminuído sua confiabilidade. a probabilidade “P” de uma dada descarga ser superada por um certo valor da variável aleatória é dada pela equação seguinte.U. Gumbel demonstrou que.3. MÉTODO DE GUMBEL Baseado na teoria dos extremos de amostras ocasionais. e que tem a seguinte forma: q máx 2 . 5. Na falta de semelhante informação pode-se recorrer a expressão que Füller estabeleceu a partir de numerosos rios nos E.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 17 Essas ocorrências de descargas. U. os quais são disponíveis muito mais raramente..66 = 1 + 0 .

3. ΣQ = somatório das descargas da série de máximas anuais. Na prática.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 18 P = e − e (equação 5. aplicáveis em Hidrologia pode ser resolvida pela equação geral: −y Q(t ) = Q + σK (t ) (equação 5. e y = variável reduzida. e n n = número de anos de observação.1) Onde P = probabilidade de não ocorrerem descargas maiores . pode-se levar em conta o número real de anos de observação utilizando-se a fórmula devida a Ven Te Chow que demonstrou que a maioria das funções de freqüência. e = base dos logaritmos neperianos. Q = descarga média obtida da série disponível.2) onde: Q(t ) = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto.3. O desvio padrão é obtido por: . A descarga média é obtida pela expressão: Q= ∑Q n onde: Q = descarga média. e K (t ) = fator de freqüência. que depende do número de amostras e do tempo de recorrência. σ = desvio padrão do universo.

e TR = tempo de recorrência.3. De acordo com a equação 5. P. A média aritmética da variável reduzida é determinada pela expressão: Yn = ΣY n e o desvio padrão σn = Σ ( Y − Yn ) 2 n .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 19 σ= ∑(Q − Q) 2 n −1 onde: Σ(Q − Q) 2 = quadrado do somatório dos desvios da média. σ n = desvio padrão da variável reduzida. O fator de freqüência K(t) pode ser determinado através da expressão: K( t ) = Y − Yn σn onde: Y = variável reduzida.1 e considerando que o tempo de recorrência. a variável reduzida pode ser calculada pela expressão: Y = − Ln [LnTR − Ln (TR − 1)] onde: Ln = base dos logaritmos neperianos. TR. Yn = média aritmética da variável reduzida para uma amostra de n elementos extremos. é o inverso da probabilidade.

proporcionais à variável reduzida Y. nas ordenadas. O quadro Qd-5.3. em percentagem. e as probabilidades e correspondentes tempos de recorrência. O cálculo das descargas de vários tempos de recorrência não exige necessariamente a representação gráfica. em escala normal. . Esses elementos se encontram na quinta. oitava e nona colunas do quadro Qd-5. sétima.2. Pode-se verificar a qualidade do ajustamento estatístico.3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 20 A probabilidade. a dispersão dos valores individuais observados em relação ã reta de ajustamento estatístico. organizada de forma decrescente . nas abscissas. isto é.5.3). tem como objetivo facilitar a compreensão do método apresentado. A rela de ajustamento estatístico pode ser marcada de modo a passar por dois ou mais pontos calculados segundo a equação 5.3. de não ser excedida uma dada descarga e o tempo de recorrência correspondente podem ser obtidos pelas expressões abaixo: P = 100( 1 − 100 m ) E TR = 100 − P n+1 onde: M = número de ordem da série anual. tendo as descargas. marcando-se os valores observados no papel de Gumbel (Fig. a qual serve roais para apreciar a qualidade do ajustamento. apresentado como exemplo ilustrativo.

– 5.050 0.307 0.349 -0.58 42.476 -0.108 0.770 -0.34 32.979.554 -0.024.02 88.00 48.879 -1.018.527 1.42 -35.18 2.329 -0.26 12.773 1.223 -0.09 1.293 1.091 -0.58 112.00 16.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 * Q − Q (Q − Q ) ** 2 P = 100⎛1 − m ⎞ 1 ⎜ ⎟ T = × 100 Reduzida ⎝ n − 1 ⎠ R 100 − P Variavel y y .083.137 -1.00 92.00 4.481 0.38 8.78 17.304 .90 274.00 12.04 3.06 26.812.085 2.142 0.42 -115.47 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 21 Método Estatístico GUMBEL Qd.057 1.58 1.271 -1.013 -0.332 1.57 3.11 ∑ y = 12.024 -0.66 8.62 95.58 162.42 -180.62 85.012 1.32 1.00 56.58 89.000 0.500 1.53 291.58 16.955 0.307 0.6828 ∑ (Q − Q ) 2 = 180.42 -308.00 28.06 274.437 0.42 187.78 2.00 (anos) 25.278 0.00 68.92 1.730 ∑ (y .33 6.254.970 0.08 1.67 1.25 1.439 -0.42 -113.90 22.53 Sn = 1.00 20.113 0.58 167.00 64.108 -0.020 0.17 3.240 -0.00 40.00 4.yn ( y.58 0.00 76.89 yn = 0.484.543 0.672 0.661 -0.42 -233.00 84.42 -97.58 16.00 44.991.50 8.38 54.42 -1.928 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 333 588 1.432.90 96.800.79 1.26 10.00 36.747 1.58 102.39 1.615 2.00 88.808 0.551.945.34 0.y n )2 (%) 433.077 0.00 80.00 60.914 -1.193 0.58 9.954 1.422 0.56 1.484 2.90 70.122.490.294 1.00 8.27 2.425 0.006 -1.181 0.90 0.199 2.1975 Q = 571.00 52.13 2.58 -0.321.00 12.941 0.201 0.50 2.42 -9.00 24.00 32.3 Método de GUMBEL Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira Ano de Vazões ocorrên Q cia (m3/s) Número Vazões em de ordem ordem decrescente m (m3/s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1.66 13.607 -0.25 5.669 1.818 2.444 -1.90 28.74 1.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ Q = 65.131 -0.42 -266.yn )2 = 28.674.42 -149.584 0.522.593 0.124 3.340 0.741 -0.14 1.764 0.217 0.00 72.711 7.19 1.181 2.326.583 0.42 σ n -1 = 172.58 94.012 0.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem Figura 5.3 22 .

e TR = tempo de recorrência. com seus respectivos números de ordem. em escala logarítmica. nas abscissas com graduação tal que as distâncias são proporcionais às freqüências acumuladas de uma distribuição estatística normal de Gauss. a partir dos registros fluviométricos de um posto pode-se organizar uma série de máximas anuais.4. para os diversos tempos de recorrência e sua probabilidade de ocorrer ou ser superada devem ser calculadas através da expressão: .4). A variação dessa probabilidade pode ser representada com relação às descargas máximas observadas num gráfico com graduação apropriada. n m −1/ 2 A probabilidade de determinada descarga ser igualada ou superada pode ser estabelecida através da expressão: P= 100 (em porcentagem) TR onde: P = probabilidade de ser igualada ou superada determinada cheia. e os períodos de recorrência e probabilidades de superação.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 23 5. Com isto. MÉTODO DE HAZEN Segundo Hazen. Esse gráfico é estabelecido com a marcação das descargas em ordenadas. (Ver Fig. a partir do qual são calculados os períodos de recorrência pela expressão seguinte: TR = onde: n = número de anos de observação. segundo critério introduzido por Hazen. As descargas de projeto. a distribuição das descargas máximas anuais dos registros de um curso d'água distribuem-se. em uma representação logarítmica. ou os pontos que irão facilitar o ajustamento da curva média para a determinação das descargas de projeto.5. segundo a distribuição de frequência normal de Gauss. e m = número de ordem da descarga. dispondo-as em ordem decrescente.

apresentados na Tabela do Quadro 5. σ = desvio padrão. Os coeficientes de variação e assimetria são calculados através das expressões: CV = σ Q E CA = nΣ(Q − Q) 3 (n − 1)(n − 2)σ 3 . n = número de anos de observação. Essa deformação consiste na adição ou subtração de uma constante às descargas de uma distribuição normal alterando-se. resultando daí uma distribuição de probabilidade logarítmica modificada.1) onde: Q( t ) = descarga máxima esperada para determinado tempo de recorrência.4. Hazen estabeleceu valores para K .σ = n −1 n onde: Q = média aritmética das descargas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 24 Q( t ) = Q + σK (equação 5. ΣQ = somatório das descargas. somente a média e o desvio padrão. apresentada a seguir. e Para alcançar o ajustamento da curva média. que decorrem da deformação de uma distribuição de probabilidade logarítmica normal representada como uma reta no gráfico citado. e K = valores que decorrem da deformação de uma distribua cão de probabilidade logarítmica normal.1.4. mantendo-se os coeficientes de variação e de assimetria inalterados. assim. A descarga média e o desvio padrão são calculados pelas seguintes expressões. Q= ΣQ Σ(Q − Q) 2 . σ = desvio padrão.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

25

onde: CV = coeficiente de variação; CA = coeficiente de assimetria; Os demais parâmetros têm os mesmos significados anteriores. Levando-se em conta que somente é se conseguido um significado estatístico adequado para o coeficiente de assimetria para mais de 140 anos de observações, Hazen sugeriu a correção desse coeficiente multiplicando-o pelo fator F= 1+ 8,5/n, onde n é o número de observações, dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido:

CS = CA( 1 +

8 ,5 ) n

Conhecido o coeficiente de assimetria corrigido, faz-se o cálculo dos pontos de ajustamento da . curva através da equação 5.4.1 com auxílio da tabela do Quadro Qd-5.4.2, fornece os valores de K para os diversos tempos de recorrência e probabilidades de ser excedidos. Nos Quadros e Gráfico anexos é exemplificada a aplicação do Método de HAZEN. QD - 5.4.1 Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada

(segundo a hazen)

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

26

Qd.-5.4.1

Método de HAZEN

Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada
Coeficiente de Assimetria
0. 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 2.0 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 2.9 3.0 3.2 3.4 3.5 3.8 4.0 4.5 5.0

Termos acima da média (%)
50.0 49.4 48.7 48.1 47.5 46.9 46.3 45.6 45.0 44.4 43.7 43.1 42.5 41.9 41.3 40.7 40.1 39.5 38.9 38.3 37.7 37.1 36.5 35.9 35.3 34.7 34.1 33.5 32.9 33.3 31.8 30.6 29.4 28.1 27.0 25.7 22.2 19.2

Probabilidade de ser excedido (%) 99 (-)
2.32 2.25 2.18 2.12 2.05 1.99 1.92 1.86 1.80 1.73 1.68 1.62 1.56 1.51 1.46 1.41 1.36 1.32 1.27 1.23 1.19 1.15 1.11 1.07 1.03 1.00 .97 .94 .91 .87 .84 .78 .73 .67 .62 .58 .48 .40 1.01

95 (-)
1.64 1.62 1.59 1.56 1.53 1.50 1.47 1.44 1.41 1.38 1.34 1.31 1.28 1.25 1.22 1.19 1.16 1.13 1.10 1.07 1.05 1.02 .99 .96 .94 .91 .89 .86 .84 .82 .79 .74 .69 .65 .61 .56 .47 .40 1.05

80 (-)
0.84 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .84 .84 .83 .83 .62 .81 .81 .80 .79 .78 .77 .76 .75 .74 .73 .72 .71 .69 .68 .67 .66 .64 .61 .58 .55 .52 .45 .39 1.25

50 (-)
0. .02 .03 .05 .06 .08 .09 .11 .12 .14 .15 .17 .18 .19 .20 .22 .23 .24 .25 .26 .27 .28 .29 .30 .31 .31 .32 .33 .33 .34 .34 .35 .36 .36 .36 .36 .35 .34 2.00

20 (+)
0.84 .84 .83 .83 .82 .82 .81 .80 .79 .77 .76 .75 .74 .72 .71 .69 .67 .66 .64 .62 .61 .59 .57 .55 .53 .51 .49 .47 .45 .43 .41 .37 .32 .28 .23 .19 .10 0. 5

5 (+)
1.64 1.67 1.71 1.74 1.76 1.79 1.81 1.84 1.86 1.88 1.90 1.92 1.94 1.96 1.98 1.99 2.01 2.02 2.03 2.04 2.05 2.06 2.07 2.07 2.08 2.08 2.09 2.09 2.09 2.09 2.08 2.06 2.04 2.02 1.98 1.95 1.79 1.60 20

1 (+)
2.32 2.40 2.48 2.56 2.64 2.72 2.80 2.89 2.97 3.06 3.15 3.24 3.33 3.41 3.50 3.59 3.69 3.78 3.88 3.98 4.07 4.17 4.27 4.37 4.48 4.58 4.68 4.78 4.98 5.01 5.11 5.35 5.58 5.80 6.10 6.50 7.30 8.20 100

0.1 (+)
3.09 3.24 3.39 3.55 3.72 3.90 4.08 4.28 4.48 4.69 4.92 5.16 5.40 5.64 5.91 6.18 6.48 6.77 7.09 7.42 7.78 8.13 8.54 8.95 9.35 9.75 10.15 10.65 11.20 11.75 12.30 13.50 -

0.01 (+)
3.72 3.96 4.20 4.45 4.72 5.00 5.30 5.64 6.00 6.37 6.77 7.23 7.66 8.16 8.66 9.16 9.79 10.40 11.07 11.83 12.60 13.35 14.30 15.25 -

Coeficiente da Variação
0. .03 .06 .10 .13 .16 .20 .23 .26 .30 .33 .37 .41 .44 .48 .51 .55 .59 .62 .66 .70 .74 .78 .82 .86 .90 .94 .98 1.03 1.08 1.12 1.22 1.33 1.44 1.57 1.70 2.10 2.50

1.000 10.000

TEMPO DE RECORRÊNCIA ( ANOS )

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

27

Qd. - 5.4.2

Método de HAZEN

Análise Estatistíca
RIO: Muriaé Posto: Cardoso Moreira

Ano de ocorrência

Vazões Q (m3/s)

Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24

Vazões em ordem decrescent e (m3/s) 1,005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263

Tempo de recorrência

Probabilidade

(Q − Q ) (Q − Q ) 2 (Q − Q) 3

TR =

n m − 1

P =
2

100 TR

%

1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978

338 588 1,005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422

433,58 291,58 167,58 162,58 112,58 102,58 94,58 89,58 42,58 16,58 16,58 0,58 -0,42 -1,42 -9,42 -35,42 -97,42 -115,42 -133,42 -149,42 -180,42 -233,42 -266,42 -308,42

187.991,62 81.509,407 85.018,90 24.789,811 28.086,06 26.432,26 12.674,26 10.552,66 8.945,38 8.024,58 1.813,06 274,90 274,90 0,34 0,18 2,02 88,74 1.254,58 9.490,66 13.321,78 17.800,90 22.326,34 32.551,38 4.706,662 4.297,357 1.426,868 1.079,415 846,054 718,842 77,200 4,558 4,558 -3 -836 -44,437 -924,580 -1.537,600 -2.374,996 -3.336,002 -5.872,920

48,00 16,00 9,60 6,86 5,33 4,36 3,69 3,20 2,82 2,53 2,29 2,09 1,92 1,78 1,66 1,55 1,45 1,37 1,30 1,23 1,17 1,12 1,07 1,02

2,08 6,25 10,42 14,57 18,75 22,92 27,08 31,25 35,42 39,58 43,75 47,92 52,08 56,25 60,42 64,58 68,75 72,92 77,08 81,25 85,42 89,58 93,75 97,92

54.484,90 -12.717,865 70.979,62 -18.910,390 95.122,90 -29.337,805

N = 24

∑ Q = 13,714
∑ (Q − Q) 2 = 687.482,92 ∑ (Q − Q)3 = 44.403,258

Q = 571,42 σ n-1 = 172,89

C V = 0,302 C A = 0,374 C S = 0,506

2 DESCARGA .005 1.4 10.002 1.5 98 95 90 PROBABILIDADE DE OCORREREM DESCARGAS MAIORES .000 99.25 2 2.Q (m³/s) 1.8 98.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 28 Figura 5.T (ANOS) .000 100 1.5 0.01 1.5 5 10 20 60 100 200 500 TEMPO DE RECORRÊNCIA .P (%) 80 70 60 50 40 30 20 15 10 5 VALORES OBSERVADOS X VALORES CALCULADOS 1 0.

p. A média dos logaritmos das descargas é obtida pela expressão X= ΣX n onde: X = média dos logaritmos das descargas.5. função do coeficiente de assimetria e da probabilidade não ser exedida.5.1) onde: Q = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto. .PEARSON TIPO III (LP III) A distribuição de Log-Pearson Tipo III (LP-III) constitui-se de uma variação da distribuição de Pearson Tipo III onde são calculados os logaritmos das descargas. a e c = parâmetros obtidos dos dados amostrais.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 29 5.5. cujos valores são apresentados nas tabelas dos Quadros Qd-5. Na prática pode ser utilizada a função de distribuição cumulativa segundo a expressão: log Q(t ) = X + Kσ (equação 5.5. X = média dos logaritmos das descargas da série disponível. MÉTODO DE LOG .2. σ = desvio padrão dos logaritmos das descargas da série disponível? K = fator de freqüência.1 e Qd-5. adotando-se o mesmo ajustamento da distribuição de Pearson III. A distribuição LP-III tem a seguinte expressão de distribuição de probabilidade: cx x − f ( x) = p(1 + ) a a onde: x = desvios da variável em relação ã moda.

O coeficiente de assimetria é obtido pela expressão: CA = n 2 ( ΣX 3 ) − 3n( ΣX )( Σx 2 ) + 2( Σx 3 ) n( n − 1 )( n − 2 )σ 3 onde: CA = coeficiente de assimetria. e n = número de anos de observação. n = número de anos de observação. em razão do pequeno número de amostras.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 30 ΣX = somatório dos logaritmos das descargas da série de máximas anuais. Conforme apresentado no método de Hazen. (ΣX ) 2 = somatório dos logaritmos elevado ao quadrado. o coeficiente de assimetria. dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido: CS = CA + 8 . e (ΣX ) 3 = somatório dos logaritmos das descargas elevado ao cubo. ΣX 3 = somatório dos cubos logaritmos das descargas. deverá ser multiplicado pelo fator de correção. O desvio padrão é obtido por: σ= Σ( X − X ) n−1 2 = ΣX 2 − ( ΣX ) 2 / n n−1 em que: ΣX 2 = somatório dos quadrados dos logaritmos das descargas.5/n.5 n A probabilidade de não ser excedida e o período de recorrência correspondente devem ser obtidos pelas expressões: . F= 1 + 8.

. Para a verificação da qualidade do ajustamento estatístico. a curva terá sua concavidade voltada para baixo.a saber: se for nula a forma será de uma reta. organizada de forma decrescente. se o coeficiente de assimetria for positivo. 5. são representados os valores dessa distribuição em papel log normal. tem como objetivo facilitar a compreensão da metodologia exposta. m = número de ordem da série anual. a curva terá sua concavidade voltada para cima.5. 5.3 apresentados como exemplo ilustrativo.5.2. Os quadros 5. e TR = ( ) × 100 100 − P n−1 onde.5.1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 31 P = 100( 1 − m 1 ) em %. e se negativo. A curva de ajustamento estatístico pode se apresentar com três formas distintas em função do coeficiente de assimetria obtido.5).5. tendo nas ordenadas as descargas e nas abscissas a probabilidade de não exceder e os correspondentes tempos de recorrência (ver Fig.

651 4.5 0.733 0.499 3.25 20.323 1.905 -0.5 3.116 -0.910 1.000.423 -1.020 -0.0 2.095 5.023 3.645 1.779 4.726 1.990 -0.586 -1.790 0.811 3.990 4.00 99.0 -2.311 2.261 2.0 2.388 4.859 1.400 2.083 -0.317 1.278 50.051 200.576 2.318 -1.491 -1.054 2.666 3.147 4.832 -0.211 2.521 3.643 0.728 6.705 3.100 4.819 1.050 -0.609 0.254 -0.844 -0.1 0.999 5.531 4.9 1.970 3.00 0.01 1.706 2.856 2.301 1.088 4.149 3.00 80.163 2.243 -1.0 0.282 1.CA 0 0.326 -2.9 3.043 2.857 -0.6 0.359 2.661 3.856 -0.8 0.152 .132 -0.0 -1.0360 -0.298 4.00 99.339 1.312 3.0 2.0 1.609 3.733 -1.588 -1.750 1.329 1.555 -1.891 2.675 0.093 -1.2 0.0 -0.705 0.711 -0.949 -0.449 -1.524 -1.088 2.548 7.0 Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) 1.836 0.193 2.730 3.00 50.970 500.855 -0.00 98.8 2.487 3.0 1.880 -1.292 1.949 3.168 6.178 -2.318 1.0 1.284 1.993 2.856 -0.099 -0.195 -0.122 3.336 1.018 2.8 2.225 -0.4 0.806 -1.420 10.853 -0.799 -0.317 -1.777 -0.337 1.006 2.6 1.967 1.282 -0.128 2.864 2.799 -0.132 3.849 1.048 3.774 1.752 -0.830 0.233 3.910 1.444 4.388 3.5 2.0 -0.981 1.223 3.957 3.1 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Coeficiente de Assimetria .797 1.029 -1.758 0.453 2.686 2.215 5.889 3.938 1.800 0.785 1.498 2.5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 32 Qd.152 100.824 0.645 -1.333 1.401 3.605 3.848 2.751 1.790 -0.017 -0.366 3.995 2.660 -1.542 2.846 -0.839 1.090 3.850 3.842 0.323 4.817 -0.626 2.0 1.857 -0.7 0.878 3.271 3.769 0.881 -0.371 5.00 96.407 2.168 -1.829 3.816 0.458 -1.912 2.842 -0.396 5.851 -0.424 5.303 1.880 1.253 -2.05 5.3 0.180 20.472 2.148 -0.553 4.845 4.956 4.667 1.107 2.673 1.642 5.341 1.219 2.205 1.850 -0.815 5.340 1.00 90.2 1.574 0.307 -0.854 -0.326 2.309 1.245 4.780 2.164 -0.087 -0.353 -1.329 1.818 1.033 -0.955 -1.250 1.104 -2.969 4.518 0.00 95.00 99.000 3.908 6.670 2.041 3.755 2.763 2.012 2.197 -1.615 2.808 0.962 1.159 2.877 1.330 -.544 2.939 1.4 1.389 -1.2 2.262 2.239 2.665 1.700 1. 5.606 2.003 25.00 99.377 3.067 -0.616 -1.780 0.244 3.

806 1.268 2.786 1.00 99.5.8 2.099 0.294 2.093 1.844 0.029 1.225 0.910 -1.104 2.449 1.0 0.909 0.949 0.669 2.705 -3.0 -2.0 -1.116 1.116 1.856 0.231 1.636 10.128 1.758 -0.149 -3.755 -2.518 -0.25 20.996 -2.166 1.2 -1.0 1.8 -0.637 2.855 0.231 1.0 -2.6 -0.388 -3.270 1.019 0.852 0.051 1.938 -1.00 80.CA -0.757 2.837 -0.808 2.083 0.492 1.907 0.995 0.389 1.606 1.749 1.588 1.817 0.351 1.643 1.086 1.2 -0.7 -0.197 1.017 2.482 2.0 1.5 -0.877 -1.980 0.394 1.307 0.800 0.777 1.665 25.605 -3.777 0.895 0.609 -0.380 1.178 2.420 2.577 1.330 0.407 1.643 -0.254 0.790 0.945 0.318 1.216 1.0 -1.195 0.423 1.705 -0.816 -0.023 -3.733 1.057 1.799 0.660 1.00 90.900 0.854 0.955 1.00 99.700 -1.01 1.366 1.448 1.400 -2.665 50.107 0.0166 0.200 1.885 0.282 1.132 0.998 0.667 .105 0.857 0.733 -0.660 20.769 -0.574 -0.00 95.253 2.360 0.666 100.003 1.800 0.663 1.067 0.948 2.667 200.8 -2.198 1.169 2.990 0.033 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 33 Qd.616 1.069 0.5 2.752 0.379 1.799 0.524 1.839 -1.489 1.147 1.549 1.458 1.550 1.000.844 0.00 99.837 1.850 0.664 1.097 0.780 -0.012 -2.035 1.245 1.679 1.087 0.05 5.000 1.926 1.472 -2.797 -1.517 2.533 2.2 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) Coeficiente de Assimetria .271 -3.399 2.164 0.1 -0.824 -0.800 -0.555 1.859 -1.00 50.501 1.567 1.140 2.750 -1.716 1.388 2.201 2.905 0.0 2.667 1.4 -1.116 0.148 0.6 -1.168 1.615 -2.399 2.238 1.981 -1.959 0.842 1.686 -2.0 2.00 99.846 0.00 96.0 1.800 0.183 1.006 -2.396 5.491 1.834 1.9 2.962 -1.317 1.108 2.050 0.798 0.832 0.891 -2.673 -1.270 1.675 -0.544 -2.888 0.740 1.499 -3.00 98.899 2.0 -0.016 1.4 -0.890 1.00 0.281 0.667 500.845 -4.726 -1.586 1.858 0.945 1.216 1.819 -1.720 1.243 1.711 0.880 1.790 -0.258 1.808 -0.770 0.353 1.948 1.957 -3.2 -2.606 1. 5.0 1.5 -3.3 -0.999 0.793 0.882 0.824 -2.528 1.830 -0.774 -1.908 0.856 0.9 -1.283 2.041 0.994 0.

00 64. 5.00 80.7694 2.0701 6.2396 20.4200 Ano de ocorrência Vazões Q (m3/s) * X2 X3 P = 100 − m % n +1 TR = ** 1 × 100 100 − P (anos) 9.1717 96.8287 2.6590 2.7194 6.7739 7.00 72.6064 23.09 1.7909 20.50 2.32 1.17 3.33 6.7566 2.00 20.1975 ∑ X = 495.00 84.6415 2.00 52.25 5.00 28.9652 20.50 8.8562 27.00 88.92 1.8235 2.0375 8.0132 8.00 12.00 25.00 16.4518 CS = 0.2122 8.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ X = 65.6253 2.1580 18.5.08 1.9004 20.00 8.00 24.7991 18.04 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 338 588 1.00 68.00 40.00 12.6330 22.6202 8.00 4.8351 2.47 1.78 2.7559 2.00 48.6749 21.00 76.57 3.00 36.6758 2.5610 7.6118 Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira .5922 2.7292 2.5948 7.0594 25.67 1.3325 14.3 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III Análise Estatística Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Vazões em Logarítmos ordem das decrescent vazões e X = Log Q (m3/s) 1.1380 CA = 0.6695 7.8686 2.3089 23.5337 22.6032 7.0022 2.7882 2.9720 7.4306 21.5088 22.3277 19.9360 2.6828 ∑ X2 = 180.6695 7.00 4.00 32.4306 18.8657 2.56 1.00 56.79 1.8202 2.9774 6.13 2.7869 22.1717 5.4843 2.39 1.25 1.9535 7.2291 8.2396 21.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 3.7694 2.00 60.7574 2.1735 15.0013 7.0944 17.4483 7.14 1.3954 6.7368 σ n-1 = 0.9478 20.1598 7.5334 3 X = 2.00 92.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 34 QD.7497 2.8923 6.00 44.5289 2.19 1.4178 16.27 2.5960 7.

6. Para esse procedimento anota-se. o intervalo de tempo entre o início do período de ascensão das descargas e o pico da enchente. construindo-se o fluviograma tipo com o acréscimo de deflúvio de certa freqüência. . permitindo construir os fluviogramas típicos de vários tempos de recorrência.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 35 5. para cada enchente observada. segundo a sua ocorrência mais freqüente. ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES Quando se deseja conhecer a forma de fluviograma de enchente de vários períodos de recorrência. torna-se necessário fazer a análise estatística das descargas médias ou dos volumes escoados em intervalos de tempo crescente e a associação dos acréscimos de volume escoados para a mesma freqüência.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 36 .

desprezando-se as imprecisões de sua avaliação. enquanto que. Soil Conservation Serviço. especialmente tratando-se de bacias hidrográficas de pequena importância hidrológica. Para aplicação prática. possui uma formulação muito complexa. adota-se com mais freqüência o hidrograma unitário triangular. cujas validados sãos duvidosas em regiões onde os modelos não tenham sido suficientemente comprovados. MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO GENERALIDADES Para o dimensionamento de pontes ou bueiros rodoviários. cujas características se baseiam na generalização das condições médias de escoamento de numerosos estudos para os quais se dispõe de dados fluviométricos. O hidrograma unitário sintético. ou mesmo próximo à obra. A aplicação do hidrograma unitário sintético compreende três fases principais distintas. esse conceito não considerado na sua formatação. proposto por Snyder. que são as mais comuns. como mais freqüentemente é designado. leva à aparência de menor exatidão. A imprecisão decorrente da simplificação dos parâmetros de cálculo toma-se pouco significativa frente à incerteza na definição de outros fatores como o tempo de concentração e a relação chuva-deflúvio. desenvolvido pelo U. porém com suas principais características definidas a partir do comprimento e da declividade do curso d’água. no hidrograma proposto por Snyder. que posteriormente será apresentado. Na utilização do método do hidrograma sintético serão apresentados dois procedimentos de cálculo distintos. Na realidade o hidrograma unitário do Soil Conservation Serviço baseia-se no conceito do tempo de concentração. a saber: . − cômputo do hidrograma total. Nesses casos a metodologia de cálculo mais indicada refere-se à aplicação do fluviograma ou hidrograma unitário sintético.S. somando-se o produto dos excessos de precipitação pelas ordenadas do hidrograma unitário. não se dispõe de dados fluviométricos do curso d'água envolvido.1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 37 6 6. que são: − definição da chuva de projeto. devido à sua formulação mais simples e ser suficientemente preciso. com suas perdas. na maioria dos casos. − determinação da relação chuva-deflúvio.

varia a cada caso. que inclui as chuvas antecedentes. 6. cujo efeito é mais apreciável nos deflúvios resultantes do prolongamento da chuva. como . − Procedimento B . e a outra. O procedimento A distingue-se pela inclusão de chuvas antecedentes à fase mais intensa da chuva de projeto. além do efeito amortecimento das margens baixas. Esse é um efeito contraditório ao comportamento do deflúvio superficial direto e do subsuperficial. uma que escoa mais rapidamente. antes descrito. Com esse procedimento pretende-se diminuir a importância da umidade do solo no inicio da tempestade. pois tem-se observado que as descargas máximas crescem proporcionalmente mais com os excessos da precipitação que lhes dão origem. designada por deflúvio sub-superficial.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 38 − Procedimento A. a participação desigual do deflúvio superficial direto e do sub-superficial. Por outro lado. Verifica-se que para as pequenas enchentes predomina o escoamento sub-superficial. nos rios de margens baixas. apresentada a seguir. verificam-se as imperfeições da aplicação do hidrograma unitário sintético.2. destaca-se a diferença de tratamento dados aos dois procedimentos de cálculo. de escoamento mais lento. VALIDADE A aplicação do hidrograma unitário é discutível. Somente um modelo paramétrico bem estruturado pode simular as enchentes de uma bacia mais próxima de seu comportamento real. Em conseqüência. denominada deflúvio superficial direto. contrariando o princípio básico do hidrograma unitário. não considerando as chuvas antecedentes. Na descrição dos diversos fatores que intervêm no cálculo da enchente de projeto. enquanto para as enchentes maiores o escoamento superficial direto é proporcionalmente maior. o que pode ser explicado pelo fato do deflúvio superficial ser composto por duas partes. para as enchentes maiores predomina o efeito de amortecimento das pontas de descargas. Com a descrição desses efeitos cuja predominância. levando em conta. para as enchentes maiores. decorrente do transbordamento das calhas fluviais. em diversos níveis de descargas. O procedimento B tem sido utilizado com mais freqüência nos meios técnicos do Brasil. resultam descargas máximas crescendo mais rapidamente que os deflúvios totais a elas relacionados.

Por vezes essa análise estatística já foi elaborada para o posto de interesse do projeto.3. 6. que desenvolveu equações de chuva para diversos postos pluviográficos no Brasil. convém efetuar a análise estatística das precipitações intensas para durações de 5 minutos. 4 horas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 39 se ocorressem dois hidrogramas unitários simultâneos com descargas máximas nitidamente diferentes. 25 . Havendo dados pluviográficos na proximidade do local da obra. 4. 15 minutos. procurando o posto mais próximo e com características meteorológicas mais semelhantes às da área em estudo. para diversas durações e períodos de recorrência da chuva. CHUVA DE PROJETO RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQUËNCIA A aplicação do hidrograma unitário sintético requer normalmente o conhecimento de precipitações para durações inferiores a 24 horas. 6 horas. de importância hidrológica pouco significativa. o que em geral não se dispõe nos projetos de drenagem superficial. entre os quais destaca-se o livro "Chuvas Intensas no Brasil". 24 horas e 48 horas.3. obtidas de registros em pluviômetros. do Engº Otto Pfafstetter. a precipitação relativa. Para facilitar o uso dos dados foram organizadas tabelas. resultantes do estudo estatístico de dados pluviográficos. 2 horas.1) sendo K = TR α + β / TR 0 . das obras rodoviárias.3. somente toma-se com dados fluviométricos confiáveis. tendo uma participação variável. Tal procedimento. Quando não há dados pluviográficos nas proximidades do local da obra deve-se recorrer a dados bibliográficos. 6. Essa análise pode ser complementada com o estudo estatístico das chuvas de: 2.1. 1 hora. 12 horas. fornecendo para os 98 postos pluviográficos tratados. que em geral não são muito abundantes. 6 e 8 dias consecutivos. conforme a magnitude de enchente. no entanto. Essa precipitação relativa é definida pela expressão: P = K × [at + b log( 1 + ct )] (equação 6. pontes e bueiros.

todos localizados na costa atlântica. Um procedimento mais consistente seria interpolar uma curva. pode-se admitir que o fator de precipitação varia pouco para diversas durações da chuva.122 0..166 0.166 0.176 0. com dados diários de leituras de pluviômetro.17 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 40 t 5min 0.174 0.08 8h 0.156 0.152 0. correspondentes ao tempo de recorrência e às durações desejadas.1.08 α β em que t é a duração da chuva. Para tanto transforma-se a precipitação de um dia com o período de recorrência de 10 anos. Com isto basta multiplicar a precipitação relativa para 24 horas pelas precipitações relacionadas para o posto de referência.3. TR período de recorrência. na precipitação equivalente de 24 horas.08 1h 0. Posto nº 93 – Ubatuba. Os valores de a. em primeira aproximação. foram estabelecidas na figura 6.08 24h 0. e de 15 minutos. referidas ao número do posto analisado. e P é a precipitação. Essa curva interpolada deve conter a precipitação relativa achada para 24 horas.08 2h 0. Quando não existem dados pluviográficos nas proximidades da obra. pode-se correlacionar a precipitação a um posto pluviográfico através de um estudo estatístico de um posto representativo.1. consoante a equação 6. mas dispõe-se de pelo menos um pluviômetro com o mínimo de 10 a 15 anos de observações. as linhas de tendência das precipitações relativas de 24 horas duração de 1 hora. também para o período de recorrência de 10 anos e mesma duração. em anos. . Posto nº 75 – Santos.08 4d 0. Posto nº 53 – Paranaguá. multiplicando-a pelo fator 1. entre um grupo de curvas regionais representativo do caso em estudo.13.3. geralmente bem definida. porém.138 0. a seguir. Dividindo essa precipitação pelo valor do posto de referência. obtem-se a precipitação relativa do posto examinado.156 0.08 6d 0.08 2d 0. A correlação entre as precipitações de 24 horas e as de menor duração com igual freqüência é mais inadequada.08 4h 0. Destacam-se como aquelas de maior potencialidades de formação de chuvas intensas de curta duração as determinadas para os postos: Posto nº 74 – Santos – Itaperuna. em horas. em milímetros. b e c dependem do posto considerado e α e β são dados na tabela seguinte Para os diversos postos do Brasil.108 0 15min 30min 0.08 0.

Os conceitos expostos nesse capítulo aplicam-se indistintamente para o procedimento A. .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 41 Para determinação de outros pontos basta multiplicar as precipitações da curva de chuva interpolada para outras durações pelas precipitações do posto de referência. como para o procedimento B. que inclui as chuvas antecedentes. utilizado com maior freqüência. desprezando as chuvas antecedentes.

4 1.2.2 77 57 38 73 50 4 2 88 64 1.6 0.3.4 93 1 92 64 58 16 57 90 9 50 39 79 77 65 22 15 51 60 72 61 33 15 96 47 42 36 28 46 40 27 29 4 64 53 75 94 1.6 0.2 1.8 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 42 .2 1.0 2.4 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 1.8 0.1 Comparação das Precipitações Relativas 0.0 1.8 1.0 1.6 0.0 1.8 1.8 TR = 10 ANOS TR = 10 ANOS 1.4 53 94 52 1.8 1.8 0.6 1.0 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 1 HORA 29 52 43 42 0.6 1.6 1.2 Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 40 46 28 Figura 6.8 60 61 33 51 27 16 96 22 47 72 55 56 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 15 MINUTOS 1.6 0.6 93 75 1.0 74 1.

Esses acréscimos de precipitação. Para um determinado posto pluviográfico separam-se inicialmente as maiores tempestades. SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS Nos noticiários sobre calamidades públicas.2.2.5 anos de observação . pelo menos uma das precipitações registradas para diversas durações.3. Para esclarecer esse conceito são apresentados a seguir exemplos ilustrativos referidos aos postos pluviográficos estudas pelo Engº Otto Pfafstetter. pode-se avaliar a redução da potencialidade da chuva de uma tempestade tendo valor crítico para uma duração diferente da considerada.-Niterói. A tempestade que servirá para o cálculo da enchente será composta de acréscimos de precipitação para durações crescentes. no exemplo de Niterói. numa tempestade. não devem corresponder ao período de recorrência igual ao escolhido para a enchente de projeto. especialmente quando for incluído no cálculo um longo período de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. Se assim for procedido.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 43 6. resultará uma enchente consideravelmente maior à que ocorre na natureza com o período de recorrência de projeto. subentendendose que essa foi a situação mais critica e que as precipitações para outras durações foram menos extraordinárias. nas quais. Os registros de tempestades observadas demonstram que as precipitações ocorridas em diversas durações numa mesma tempestade são de severidade e freqüência variáveis e assim. iniciando com o posto nº 48 .6. excedeu determinados valores tomados como base para seleção. numa seqüência que será discutida em capítulo subseqüente. A distribuição estatística das precipitações de diversas durações que ocorrem simultaneamente na mesma tempestade deve ser deduzida da análise de registros de dados observados. sempre há uma duração para a qual a precipitação é a de freqüência mais rara e as precipitações de durações maior ou menor são de períodos de recorrência menores. o quadro Qd. Comparando-se esse resultado com a análise estatística das precipitações de várias durações que não pertenciam necessariamente às mesmas tempestades. consultando-se os registros originais de vários postos que serviram para sua elaboração. que compõem a tempestade de projeto. dispostos ao longo do tempo.3. uma tempestade excepcional é normalmente considerada como a precipitação que ocorreu com uma determinada duração.1 mostra as precipitações registradas nos 31. Dessa forma fez-se a análise estatística das precipitações observadas em diversas durações e pertencentes a uma mesma tempestade. Assim.

Nota-se que algumas tempestades aparecem simultaneamente para duas ou mais durações de referência. a precipitação excedeu os valores base indicados no alto do quadro. entram em cada grupo novas tempestades cujas precipitações na duração DR passam a participar das 4 maiores selecionadas.3.3. com duração DR. no exemplo de Niterói. Assim.6.2. Quando aparece um traço nos quadros Qd. Isso acontece porque. os dados originais não fornecem as precipitações correspondentes. correspondentes à linha em diagonal.1. pelo menos. onde a duração de referência é igual à duração considerada. são selecionadas nesse quadro de 3 a 10 tempestades cujas precipitações foram as maiores para essa duração. as tempestades que forneceram as precipitações máximas. conforme afasta-se da duração de referência.3. DR.2.2.3.6. para uma das durações analisadas.4.2. para o cálculo da média.3. DR.2.3. portanto menor que a base usada na presente seleção.2 admitiu-se.2. para as diversas durações. afastando-se da duração considerada. Isso significa que a potencialidade para a formação de chuvas intensas decresce com a duração de referência DR.DR. que nesse campo figurava a base adotada para a coleta de dados originais.1 e Qd-6. DR.3.6. pois os valores observados não excedem à base escolhida naquela coleta.2. Em seguida obtem-se a média aritmética das precipitações observadas nessas 3 a 10 maiores tempestades separadas para cada duração de referência. geralmente. Esses fatores de simultaneidade dão assim a redução das precipitações de uma tempestade para diversas durações em relação ao valor máximo. igual ou próxima da duração analisada.3 pelas máximas das médias da mesma coluna.2. designada por duração de referência DR. FS. o que corresponde à duração de .2. as médias para as quatro maiores tempestades figuram no quadro Qd6. Dividindo as precipitações médias do quadro Qd. onde foi apresentado um risco.3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 44 pluviográfica para as tempestades em que. os quadros Qd-6. cujas precipitações foram analisadas e para várias durações de referência. conforme se vê no exemplo. relacionadas no quadro Qd-6.1 ou Qd6.2.2.2. Nos campos ressaltados. No exemplo de Niterói.3. Observa-se nesse quadro que o valor máximo em cada coluna corresponde a uma duração de referência. obtem-se os fatores de simultaneidade. No quadro Qd-6. obtidas do quadro geral Qd. a qual é próxima de 50%. porém.1 os valores de uma mesma coluna são numerados em ordem de magnitude decrescente.2 reúnem as 4 maiores tempestades para as durações de referência de 5 minutos a 48 horas. Para cada duração.3.2. participam em menor número entre as tempestades escolhidas.

procurou-se estender o estudo para durações maiores. observa-se em geral uma grande dispersão dos resultados. Representaram-se os fatores de simultaneidade.6. Seu valor é máximo (FS=1) quando essas se igualam (D = DR). com dados pluviométricos de chuvas de até 6 dias.800 estação/ano de dados pluviográficos. Sobressai.3. os fatores pelo quais devem ser multiplicadas as precipitações de certa duração D e período de recorrência. a uma tempestade que produza uma enchente com o mesmo período de recorrência TR O fator de simultaneidade para uma determinada duração D depende do valor da duração de referência DR. mencionados como do mesmo posto. da curva normal. e a tendência para uma assíntota horizontal em ambos os extremos.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 45 referência. dividido pelo número de tempestades selecionadas. De qualquer modo foi possível confirmar a tendência das chuvas para uma assíntota horizontal.4 por uma linha poligonal. recomendando-se um valor igual á metade do tempo de concentração.2.2. Os fatores de simultaneidade definem a redução da potencialidade das chuvas que ocorrem numa mesma tempestade.3.6. Os resultados não são muitos coerentes devido à diversidade de posição e do período de observação dos aparelhos pluviométricos e pluviográficos.3. entre a duração considerada e a duração de referência. Efetuou-se por isso uma análise do fator de simultaneidade. em função de sua duração. simultaneamente. PS e o período de recorrência das tempestades examinadas. 3. 6. Ligando-se os pontos correspondentes a uma mesma linha do quadro Qd. semelhante ao da Fig.2. O tempo de recorrência desses fatores de simultaneidade é dado pelo número de anos de observação do posto considerado. TR para que elas possam corresponder em média.2. Para melhor conhecimento da conformação no extremo direito do gráfico. do quadro Qd. FS. no entanto. com o máximo igual a l. Os fatores de simultaneidade são. A duração de referência deve ser escolhida de modo a ser a mais representativa para a bacia hidrográfica em estudo. conforme mostram os valores de uma mesma linha do quadro Qd.6. para a relação D/DR = 1. portanto.3.4 num gráfico de graduação semi-logarítmica. para as maiores tempestades observadas no conjunto dos 98 postos considerados no livro “Chuvas Intensas do Brasil” abrangendo cerca de 1. PS.3. a forma em sino.2. . A unidade para a medida dessa potencialidade é a precipitação média na coleta efetuada para uma duração de referência igual à duração considerada e é representada pelo valor máximo de cada coluna do quadro Qd.4.6. em função da relação D/DR. quando a relação D/DR fica muito grande Observou-se certa dependência entre o fator de simultaneidade.

Para os postos individuais com tempo de recorrência próximo de 7 anos resultaram os valores médios C1 = 1. D a duração considerada e DR a duração de referência. que é o tempo de recorrência aproximado do 4° valor dos dados de Niterói. O efeito da simultaneidade das chuvas numa mesma tempestade não tem sido considerado no procedimento de cálculo B .5 e C 2 = 0 .9 anos. 6. aparecem destacados na Fig.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 46 Os estudos efetuados para um grupo de postos individuais representativos e para o conjunto dos 98 postos pluviográficos do Brasil permitiram sintetizar os resultados na expressão geral.40. Para tempos de recorrência entre 5 e 200 anos pôde se estabelecer a lei geral aproximada. Convém notar que o estudo de simultaneidade das precipitações forneceu resultados bastante dispersos.2.57 TR −0 . Como esse procedimento só leva em conta as chuvas antecedentes num período muito curto do pico da tempestade. . o efeito da simultaneidade reflete pouco sobre o valor da descarga máxima.3. com o aspect: C1 = 1. representando a expressão citada apenas uma situação media.5 e C2 = 0. FS = C1 ( 1 − C 2 ) ⎛ D C1 + log 2 ⎜ ⎜D ⎝ R ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ + C2 sendo FS o fator de simultaneidade. para que se possa apreciar a qualidade do ajustamento.5/4) ou TR= 7.18 Os valores dessa expressão para TR= (31.

5 66.9 113.2.2 52.0 88.0 27.5 49.5 24.0 79.0 50.4 86.2 2 4 1 3 24 h 122.5 16.0 53.8 105.1 144.0 30.8 20.7 9.6 11.0 46..8 122.9 33.6 37.0 22.0 131.5 214.0 112.8 152.3 79.5 47.5 40.3 50.1 Data de Início da Chuva ano 21 22 22 24 24 25 27 28 28 29 31 35 36 39 40 42 44 47 48 50 50 50 51 52 mês 1 3 4 1 4 2 1 2 3 2 2 4 3 11 11 1 1 1 1 4 4 12 5 4 dia 13 30 7 30 3 3 14 26 2 21 6 27 3 7 27 30 17 24 30 3 26 6 3 23 4 2 3 1 Precipitações para Intervalo de tempo Valores Base ( mm ) 14.0 15.2 53.0 23.0 Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.9 69.1 27.1 40.6 35.0 11.8 70.0 58.2 3 2 1 4 12 h 118.8 21.0 15.1 29.1 114.0 90.5 50.0 49.2 115.4 67.4 86.0 34.0 53.3 113.0 36.1 66.8 38.3 85.0 61.0 64.0 53.1 37.0 115.5 38.4 22.7 54.0 34.5 2 4 3 1 1h 30.0 82.0 40.2 61.8 88.0 33.0 16.4 146.2 70.5 66.1 150.2 140.1 55.9 70.5 61.5 20.7 53.9 80.6 3.2 19.5 35.2 .0 21.5 96.1 72.5 51.7 79.8 145.5 126.8 83.1 71.9 66.3 66.2 20.0 84.0 40.9 53.0 161.2 76.0 18.3 57.5 26.9 59.0 31.2 51.2 98.8 132.3 124.5 129.8 229.0 61.0 70.3 85.8 109.8 46.0 45.2 3 4 1 2 4h 80.2 4 2 1 3 8h 102.7 10.4 36.9 82.0 61.4 122.5 113.2 9.0 64.0 26.0 122.7 229.2 127.7 10.0 52.7 41.8 30.4 3 2 1 4 30 min 24.8 2 4 3 1 2h 49.0 53.5 54.5 98.0 61.7 33.4 86.1 130.2 40.7 69.7 53.0 4 2 1 3 15 min 19.7 26.6 149.0 18.0 33.3 85.8 150.8 56.1 96.8 107.8 65.5 52.0 27.3 106.3 79.3 116.0 122.7 15.2 9.4 61.7 118.5 83.0 93.5 65.9 32.0 27.7 229.3 79.0 22.0 46.2 59.4 150.5 27.0 9.9 4 3 1 2 48 h 125.4 86. .0 33.8 32.5 13.7 74.5 54.5 126.4 172.5 14.7 40.9 188.0 63.0 13.1 135.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 47 Qd.9 121.0 26.2 16.0 40.5 138.8 33.0 49.2 65.2 104.8 26.0 107.5 33.4 116.4 84.0 136.

0 130.1 122.4 31.2 67.0 61.5 96.0 107.9 122.4 229.5 127.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 48 Qd.2 122.1 59.5 116.5 116.2 122.2 104.5 66.0 10.0 31.2 61.2 76.0 30 min 47.5 96.9 61.2 63.0 113.1 61.5 52.8 70.7 66.1 135.0 52.0 16.8 70.4 67.0 84.8 16.2.0 61.1 58.7 66.4 22.2 82.(I) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 21.7 61.0 36.8 61.0 40.5 1h 59.0 116.0 61.5 74.5 52.5 84.5 61.0 52.4 115.9 126.1 106.2 98.0 47.2 76.0 53.9 126.0 38.0 20.5 66.2 2h 11.0 15 min 36.5 30 min 20.5 31.2 104.0 61.0 2h 66.0 144.0 21.2 115.7 136.8 86.9 66.2 113.9 58.5 61.2 61.5 61.2 96.2 136.4 86.8 46.2 113.0 13.9 149.0 40.4 126.6 13.0 4h 113.0 113.0 52.0 40.7 76.0 82.5 38.0 127.8 22.7 24 h 122.2 115.0 10.1 72.0 122.8 29.5 .7 67.0 55.5 116.0 58.5 8h 113.0 122.8 40.7 11.5 138.1 33.5 59.4 98.4 104.0 16.5 66.5 48 h 122.7 96.9 96.8 145.2 122.2 1h 11.1 61.3 66.0 122.9 149.8 229.0 96.2 98.5 138.0 33.8 145.0 61.0 38.4 22.0 86.2 66.0 52.0 61.0 107.1 40.0 61.8 40.0 66.7 66.1 106.0 36.0 66.0 65.5 20.7 14 h 122.0 13.9 96.5 52.5 61.5 214.0 38.0 64.9 5 min 20.2 66.0 47.0 61.0 96.2.5 86.0 16.0 26.0 30.2 135.0 61.7 66.5 15 min 20.8 33.0 61.0 61.0 55.2 130.0 40.9 64.0 64.0 64.5 66.0 229.0 55.0 72.7 9.0 21.2 82.2 20.-6 3.

2 229.8 229.8 33.4 129.0 33.0 40.4 229.7 65.1 20.8 229.0 40.9 149.8 22.6 15 min 22.4 149.2 229.1 57.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 Qd.1 106.2 86.2 11.8 145.0 9.7 10.4 22.5 107.0 32.0 40.0 40.0 1h 53.0 122.0 53.5 144.8 40.8 70.0 152.0 .0 24 h 229.4 161.5 127.2 8h 214.4 34.7 107.0 126.4 129.0 26.0 32.4 4h 10.8 161.0 90.5 138.9 229.1 22.4 22.7 129.0 113.2 11.0 150.4 130.5 138.7 21.0 9.0 145.5 116.4 122.0 144.8 70.0 144.0 116.4 188.2.8 145.4 188.8 229.0 4h 144.4 93.8 26.5 146.4 53.1 57.4 152.7 121.0 70.1 20.8 72.4 136.4 34.2 90.8 135.5 116.4 135.0 22.8 53.5 71.1 20.4 130.8 40.0 2h 86.0 90.6 24 h 9.8 122.7 86.4 127.4 14 h 229.4 161.4 122.0 30 min 33.5 214.4 152.0 229.0 53.1 20.-6 3.7 107.0 116.4 126.0 136.5 144.5 66.8 50.0 32.0 138.2 65.4 229.1 20.4 150.0 22.5 71.0 106.6 14 h 9.1 86.9 150.5 113.0 72.7 229.8 172.0 86.6 10.4 214.0 122.0 122.7 9.6 8h 9.4 150.8 53.5 214.5 229.0 229.7 214.4 22.7 65.8 47.8 36.8 40.4 229.0 33.0 116.0 54.5 86.0 33.4 127.4 150.2 144.9 229.(II) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.1 106.6 48 h 9.8 172.4 229.5 146.8 33.0 11.0 214.9 149.5 22.7 121.2 116.7 40.0 59.2 9.2 54.8 72.8 20.4 50.4 93.2.4 130.8 50.0 48 h 229.4 135.4 136.

3 148.5 105.5 40.3 13.8 95.6 4h 68.7 36.3 21.3 91.3 165.6 8.1 59.6 26.1 162.6 103.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 50 Qd.3 26.5 48 h 87.1 140.6 17.3 127.9 100.7 144.5 116.4 117.4 103.8 122.7 86.1 .8 165.1 94.5 17.3 56.7 26.0 157.0 24 h 83.0 36.3 1h 53.7 114.3 14 h 74.8 66.3 25.7 2h 56.9 59.1 10.0 160.4 64.5 88.1 91.6 158.7 169.2 188.6 91.6 56.4 63.4 36.9 67.6 159.1 157.4 86.5 169.4 148.8 115.8 88.9 61.1 42.7 61.8 169.3 11.4 27.3 Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Médias das Precipitações para Intervalo de tempo Média das precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 18.6 51.3 127.-6 3.2 84.8 155.1 10.4 51.4 36.7 38.6 98.8 98.9 84.9 156.3 66.8 80.1 8.1 188.1 88.6 13.5 169.6 45.7 38.1 162.7 116.0 18.9 80.3 18.2.5 21.2 150.6 15 min 33.4 8h 70.0 30 min 45.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 51 QD.2.-6 3.4 Fator de precipitação para intervalo de tempo Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Fator de Precipitação ( % ) para os intervalos de tempo de: 5 min 100 95 95 72 61 71 55 55 47 47 15 min 91 100 100 76 72 70 59 59 48 49 30 min 88 100 100 87 82 78 71 71 51 51 1h 79 89 89 100 96 95 92 92 57 57 2h 62 71 71 94 100 97 97 97 60 60 4h 56 66 66 78 94 100 95 95 71 71 8h 47 57 57 67 95 97 100 100 86 86 14 h 45 55 55 65 93 96 100 100 97 97 24 h 49 58 58 68 92 93 98 98 100 100 48 h 47 55 55 62 85 85 90 90 100 100 .

de chuvas de duração mais curta. sendo Y = 35 log( 0 . No Brasil têm sido realizados alguns estudos de precipitação média sobre bacias hidrográficas de maior extensão. AR a área considerada. não podem ser usadas diretamente no estudo de uma bacia hidrográfica.5 2 . em horas. no entanto. As curvas originais referem-se apenas às durações de 30 min. Acredita-se que essa expressão. ajustando-se as curvas definidas pela expressão: FA = Y A Y = log ( R ) 0 . generalizada para durações maiores e menores. e FA a relação entre a precipitação média sobre a área e a precipitação de um ponto. 1h.E. pelo menos.3. para igual freqüência. pois a precipitação média sobre uma área de certa extensão ê menor do que a de um ponto isolado.3. de modo a atender à sua aplicação mais ampla em conjunto com o hidrograma unitário sintético.7 D + 1 ) Onde D é a duração da chuva. Recorreu-se assim aos resultados de extensivo estudo efetuado em 20 áreas diferentes nos E. enquanto a expressão ajustada foi estabelecida criteriosamente para durações maiores e menores. analisando as precipitações diárias simultâneas em dois ou mais postos pluviométricos. com. atende com suficiente precisão ao objetivo do trabalho• . 3h. em área. Enquanto as curvas originais foram apresentadas para áreas de até 1000 km2. em km2. Os resultados desse trabalho foram expressos em escala semi-logarítmica na Fig. 6.3. a expressão deve fornecer resultados satisfatórios até 5000 km2. definidas pela análise estatística das observações num posto pluviográfico.U.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 52 6.3. 4 pluviógrafos e mais de 5 anos de observação. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA As precipitações de várias durações. o conhecimento da distribuição.U. 6h e 24h. A aplicação do fluviograma unitário requer.

especialmente para as bacias maiores. observa-se que eles fornecem valores de FA menores do que os indicados para a curva ajustada para 24h .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 53 Examinando os resultados obtidos no Brasil para chuvas diárias. .

3. W.B. D = 30min.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 54 Figura 6.B.7 D + 1) 24h W. D = 6h D = 3h 0. 1 10 100 1000 10000 .90 D = 48h D = 48h D = 24h 6h W.3 100 AJUSTAMENTO ÀS CURVAS DO WEATHER BUREAU: FA = y y + Log² (AR / 5) onde y = 35Log (0.80 3h W. D = 1h 0.B.B.B. 0.40 D = 15min.70 1h W.50 0. 0. D = 5min. 0.60 30min.

mais fracas. . No procedimento A escolheu-se para estes intervalos de tempo uma progressão geométrica de razão 2. com a distribuição dos acréscimos de precipitação. os intervalos de tempo. FA=1. com bacias hidrográficas inferiores a 25km². DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO Para o cálculo das descargas da enchente de projeto os acréscimos de precipitação de seqüência mais provável devem ser reagrupados. Para áreas menores admite-se que a chuva é uniformemente distribuída. ocorrem principalmente na primeira metade de sua duração total. 6. para os quais são determinadas as precipitações cujos acréscimos são agregados simetricamente em torno do valor máximo. Isso acontece porque as chuvas iniciais. FA = 1 − 0 . devendo-se notar que ela afeta consideravelmente os resultados.4. Dessa forma uma distribuição de intensidades de precipitação. No procedimento de cálculo B costuma-se empregar uma expressão mais simples. antecedentes ao pico da enchente. No procedimento de cálculo B. podem crescer gradativamente. normalmente as precipitações mais intensas de chuvas observadas com menos de 12 horas de duração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 55 A expressão antes apresentada é válida somente para áreas AR maiores que 5Km².10 log( A ) 25 e que não depende da duração da chuva e assume o valor mínimo de FA=1 para áreas A. Para reduzir o trabalho de cálculo. 6. A disposição desses acréscimos ê um tanto discutível. que não leva em conta as precipitações antecedentes. o que não se dá na maioria das tempestades duradouras. proporcionam coeficientes de deflúvios maiores para os segmentos mais intensos que as sucedem. aproximadamente simétrica em relação ao valor máximo. para formar a chuva que as provocam. Por outro lado maiores deflúvios totais e maiores descargas máximas resultam de precipitações máximas após a metade da ocorrência total da chuva.3. deve representar satisfatoriamente uma tempestade com tempo de recorrência semelhante ao da enchente de projeto. adotamse geralmente intervalos de tempos iguais. Consoante à Ref. especialmente devido à alteração das condições de umidade do soio. isto é.

Para durações unitárias menores que 15 minutos. Os 6 maiores acréscimos de precipitação correspondentes aos primeiros intervalos de duração unitária iguais. na ordem mencionada. de modo que só ocorre excesso de precipitação ou deflúvio superficial nos intervalos em que a intensidade de chuva excede largamente a taxa de infiltração e as depressões do solo começam a transbordar. A taxa de infiltração decresce lentamente durante a chuva.4. 4. . que são mais lentas. 1. Para durações unitárias inferiores a 15 minutos o tempo de ponta do pluviograma permanece constante. embora com pouca clareza.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 56 Essa indicação. no inicio da chuva considerada. Na apresentação do presente trabalho admite-se que esse tempo de ponta seja igual a 4 vezes a duração da chuva unitária usada para compor os hidrogramas e que essa. 3. A absorção capilar na superfície do solo colabora de modo apreciável com as depressões superficiais para a retenção temporária das precipitações. dependendo da permeabilidade do solo. são reordenados na seqüência 6. isto é. determinando a porção escoada como deflúvio superficial. o histograma das precipitações. 6. no mínimo igual a 1 hora. pode indicar que o intervalo entre o início das chuvas e o pico de tempestade deverá crescer. por sua vez. da sua cobertura vegetal e da umidade antecedente do solo. A seqüência das diversas intensidades de chuva no tempo. muitas vezes também designada como precipitação efetiva.1. RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO CURVA DE MOCKUS A retenção de parte da chuva nas depressões do solo e sua infiltração são os principais fatores que afetam a relação chuva-deflúvio. 6. O coeficiente do deflúvio é definido pelo quociente entre a precipitação efetiva e a chuva vertida numa tempestade. atua em conjunto com o processo de infiltração. 5 e os acréscimos menores seguintes são adicionados na sua ordem natural decrescente. 2. vindo a se reabilitar nos períodos secos. conforme aumenta o tempo de concentração da bacia hidrográfica. os acréscimos de precipitação são dispostos nos 6 grupos de 15 minutos.4. é igual a 1/5 do tempo de concentração. distinguindo-se das perdas por infiltração nas camadas mais profundas. no máximo. contendo cada grupo valores crescentes antes do pico e decrescentes após este.

pode-se relacionar o valor de S.2 S ) 2 P + 0 .2 S tem efeito predominante. variando para cada tempestade de acordo com o histograma das precipitações. fornece o valor mínimo da precipitação. . Em razão das obras de engenharia não dependerem essencialmente da forma de utilização dos solos na produção agrícola. Para chuvas fracas esse valor de 0. textura da superfície e umidade antecedente do solo. D.fornecem a orientação para escolha do CN. cobertura vegetal. mas. CN.1) que melhor atende aos objetivos de um projeto rodoviário. Segundo extenso levantamento feito pelo U.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 57 Outros fatores como o depósito de detritos vegetais na superfície e a textura superficial do solo também influem no valor do coeficiente de deflúvio. para chuvas mais fortes predomina a influência do parâmetro 0. Apresenta-se dessa forma a tabela resumida (Qd-6. S. com o número de curva. P. através da expressão: S = 254( 100 ) CN − 1 O valor de 0. conforme a permeabilidade do solo. segundo a relação: D= ( P − 0 .8 S onde S è um índice que traduz a capacidade de infiltração máxima do solo. mas. pode-se dizer que são crescentes com as precipitações. tratamento agrícola e para diversos grupos hidrológicos de solos. adota-se uma classificação simplificada para exprimir a influência da superfície do terreno na formação dos deflúvios . expresso em milímetro. variável de 0 a 100. Escolhe-se o valor de CN.1. em função das precipitações. Soil Conservation Service. P. de modo geral.4.8 S no denominador dessa expressão. para diversos tipos de cobertura vegetal. classificados de acordo com sua permeabilidade.2 S na expressão anterior do deflúvio D. Ao procurar a relação entre chuvas e deflúvios deve-se recorrer de preferência à expressão de Mockus que define os deflúvios. para a qual inicia-se o escoamento superficial.

1 .2s Condição de Retenção Superficial Pobre Pobre Terreno Cultivado Boa Pobre Pasto Boa Pobre Mata ou Bosque Boa Pobre Área Urbana Boa 70 76 83 86 25 74 55 80 70 87 77 90 39 45 61 66 74 77 80 83 51 68 67 79 76 86 80 89 Grupo Hidrológico do Solo A 77 72 B 86 81 C 91 88 D 94 91 Cobertura Vegetal Terreno não Cultivado com Pouca Vegetação .Número da Curva CN para Diferentes Condições do Complexo Hidrológico Solo – Cobertura Vegetal Para Condição de Umidade Antecedente II (Média) E Ia = 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 58 Qd.1. – 6.4.

Principalmente solos arenosos menos espessos que no grupo A e loess menos profundo ou menos agregado que no grupo A. A boa condição de retenção corresponde a uma ocupação de baixa densidade. e degradados ou não pela erosão da chuva e do vento. quase impermeáveis. GRUPO B .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 59 Nesse quadro os quatro grupos hidrológicos do solo são relacionados com a permeabilidade relativa das camadas inferiores. nos intervalos de precipitação mais intensa até que essa água tenha oportunidade de infiltrar-se para camadas mais profundas do solo ou evaporar-se. a retenção superficial é influenciada pela quantidade de detritos vegetais. Em terreno cultivado. conforme descrito em seguida. Qualquer tipo de solo em terreno plano com fraca rede de drenagem acaba enquadrando-se nesse grupo. como sulcos de arado que podem ser mais ou menos profundos. Em áreas urbanas a condição de retenção superficial pobre corresponde à ocupação densa. ao longo da vida útil da obra. apôs intenso umedecimento prévio. com sub-horizontes. incluindo também alguns solos pouco profundos. no caso de projetos de obras de engenharia deve ser levado em conta que o tipo de vegetação e as condições de retenção superficial dificilmente serão mantidos constantes. GRUPO D . essa retenção superficial é influenciada pelo tipo de tratamento agrícola.Compreende solos pouco profundos e solos contendo bastante argila e colóides. O grupo apresenta infiltração abaixo da média. Um fator que influi na classificação do quadro precedente é a condição de retenção superficial. com 15 a 18 % de superfícies impermeáveis. Conforme já foi mencionado. independentemente da cobertura vegetal. após um período prolongado de chuvas intensas. . Em terrenos não cultivados.Potencialidade mínima para formação de deflúvio superficial. próximo da superfície. apôs présaturação. após um período prolongado de chuvas que eleva o nível do lençol freático para a superfície. GRUPO C . porém apresentam infiltração acima da média. Inclui areias em camadas espessas com muito pouco silte e argila e também loess profundo muito permeável. no entanto. com 50 a 75 % de superfícies impermeáveis. O grupo inclui em sua maioria argilas de alto valor de expansão.Potencial máximo para formação do deflúvio superficial. menos que no grupo D. representando a capacidade do solo armazenar temporariamente água na superfície. e o grau de decomposição desse material. GRUPO A . como folhas e galhos depositados sobre o solo. paralelos ou não às curvas de nível.

1. Resta. fornece o resumo da transformação do CN para as três condições mencionadas. que inclui as chuvas antecedentes à parte mais intensa da tempestade. Qd.2 – NÚMERO DE CURVA CN PARA DIVERSAS CONDIÇÕES DE UMIDADE ANTECEDENTES Condição II 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 10 Condição O 15 19 23 27 30 33 36 39 43 47 51 56 61 67 74 82 92 100 Condição I 7 9 12 15 19 23 27 31 35 40 45 51 57 63 70 78 87 100 Condição III 33 39 45 50 55 60 65 70 75 79 83 87 91 94 97 98 99 100 .1. O quadro que se segue.4. que consta do quadro Qd.1. de acordo com o quadro Qd. A condição l representa a situação com solos pouco acima do ponto de murchamento e com terrenos cultivados e recémarados.1 e representa a situação média correspondente a enchentes anuais. uma apreciável incerteza na escolha do CN. dependendo bastante da experiência e do bom senso do projetista. conforme será descrito adiante.7.6. no entanto.4. Constam também deste quadro os valores de CNo recomendados para uso em conjunto com o procedimento de cálculo A.1.4.7. Qd – 6. Para a escolha do número de curva CN. A condição III aplica-se a solos quase saturados após cinco dias de chuvas fortes ou baixas temperaturas precedendo à tempestade de projeto. O trabalho original do Soil Conservation Service recomenda uma alteração do número de curva CN para características diferentes da condição II. predomina o efeito da classificação do grupo hidrológico do solo.4. ditado pela permeabilidade das camadas inferiores.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 60 Por isso é prudente admitir-se que mantenham por tempo mais prolongado as condições em terreno não cultivado sem vegetação do que em terreno cultivado.1. pasto ou mata.2.

o qual é conseqüência do umedecimento progressivo do solo e do decréscimo da taxa de infiltração. em substituição à aplicação da expressão de Mockus. o que introduz mais um fator de incerteza na sua avaliação. para a mesma curva CN. mais significativas nas bacias de menor porte. porque não leva em conta a reabilitação da taxa de infiltração do solo nas interrupções das precipitações. 6. consideravelmente mais baixos que para bacias maiores com o mesmo número de curva de infiltração do solo. Para tempestades muito prolongadas. mascarando significativamente a precisão procurada na escolha do CN. conforme sejam considerados maiores períodos de recorrência. do solo. A expressão de Mockus representa satisfatoriamente o crescimento do coeficiente de deflúvio com a sucessão das precipitações no decurso de uma tempestade. CHUVAS ANTECEDENTES As chuvas que precedem a intensidade máxima de uma intensa da tempestade têm grande efeito sobre o deflúvio resultante. de modo que convêm atribuir-lhes valores condizentes com a freqüência da enchente de projeto. Seguindo o procedimento B (convencional). a expressão de Mockus fornece. correspondentes às bacias maiores. Desse modo convém considerar a chuva que antecede o pico da tempestade num período de. que não inclui as precipitações antecedentes. Por esse motivo considera-se no fim do período chuvoso uma infiltração mínima do solo. Com o uso das chuvas antecedentes» o coeficiente de deflúvio passa a ser também menos da área da bacia Hidrográfica. CN. . Isso ocorre porque com chuvas de menor duração e menores precipitações acumuladas. no caso de projeto. o qual depende das precipitações antecedentes e que. são preferencialmente incluídas na própria tempestade. no fim do período. por unidade de área. freqüentes em períodos de chuvas menos intensas. resultam para pequenas bacias deflúvios totais. resultam deflúvio menores do que para as durações e precipitações acumuladas maiores. antes discutida. enchentes mais raras devem levar em conta a ocorrência de precipitações antecedentes mais severas. Assim. Ê difícil definir o valor inicial das precipitações acumuladas no começo da tempestade.4.2. coeficientes de deflúvio demasiadamente elevados. condições de retenção superficial ou tipo de cobertura vegetal. para estabelecer mais criteriosamente os valores a serem adotados para o número da curva de infiltração. pelo menos 5 dias. em função da permeabilidade do solo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 61 Observa-se uma grande variação do valor de CN para as diversas condições de umidade antecedentes do solo.

No procedimento A. Para solos de permeabilidade média poderá ser adotado um valor de CN próximo do recomendado para a condição l. conforme seja alterado o número de dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. Isso mostra que o procedimento A é de aplicação mais geral do que acontece com o procedimento B (convencional). Com isso pode-se estabelecer uma relação entre os dois procedimentos de cálculo abordados. Com a recomendação de um período de chuva de pelo menos 5 dias antes do pico da tempestade. chega-se a descargas máximas aproximadamente iguais usando os valores de CNII e CN0 indicados na mesma linha do quadro precedente (Qd. em função do tempo de concentração ou da extensão da bacia hidrográfica. Comparando-se valores de descargas calculadas pêlos procedimentos A e B.2). para bacias de diversos portes e para o período de recorrência de TR = 10 /aros. Esse estudo da relação entre os números de curva CN a serem usados nos dois procedimentos de cálculo foi efetuado para um posto de características médias do Brasil. a qual corresponde a solos secos. atendendo a condições de umidade do solo diferentes. excluindo as precipitações antecedentes.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 62 Os resultados obtidos adotando-se procedimento B (convencional) serão mais coerentes com a adoção de números de curva de infiltração. CN. mais altos nas bacias menores do que nas bacias maiores. .4. o número de curva CN referente a esse caso deve ser menor do que o indicado para a condição II. de modo que parece ser mais apropriado utilizar o valor de CN entre os indicados para as condições l e II. será necessário adotar outro número de curva de infiltração. porém acima do ponto de murchamento. levando-se em conta maior número de particularidades da potencialidade na formação de chuvas intensas de curta duração de cada posto.6. Para um posto com características diferentes. tem sido possivelmente o motivo de restrição ao uso do hidrograma unitário para pequenas bacias. CN. incluindo-se os 5 dias de chuvas antecedentes. no procedimento A. Os solos mais permeáveis são menos sensíveis às variações de condições antecedentes. Essa dependência da curva de infiltração. a qual se refere à situação média de enchentes anuais em período chuvoso. mesmo tratando-se dos mesmos tipos de solo e cobertura vegetal.1. a relação mencionada entre os números de curva CN altera-se devido ao uso de condições de chuvas antecedentes diferentes no procedimento A.

variando muito pouco com a alteração das condições antecedentes de umidade do solo. A.3. usado no procedimento A. B. O número de curva CNO.2. alterando apenas a parte final do hidrograma calculado. considerando-se os 5 dias de chuvas precedente à precipitação de máxima intensidade e um número de curva CN0 relacionado com CNII. A. afeta os valores das descargas máximas através das chuvas antecedentes na parte mais intensa da tempestade de projeto. para solos semelhantes. 6. a não ser num período curto de duração aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. O segundo. . O número de curva CNII usado como procedimento B (convencional). independentes da extensão da bacia hidrográfica. exposta no item 6. esse efeito já é afetado pela escolha mais judiciosa possível do número da curva de infiltração.convencional. aqui proposto. sugerido.3. o projetista deve acostumar-se a associar o tipo de solo ao número de curva CN0 correspondente. seja qual for a extensão da bacia de drenagem em questão. a ser empregado nos cálculos. dependente sensivelmente das condições antecedentes de umidade do solo. admite uma tempestade de projeto mais prolongada. sem considerar as chuvas antecedentes ao pico da tempestade.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 63 A consideração das chuvas antecedentes ou de sua exclusão dos cálculos conduz assim aos dois procedimentos mencionados. No procedimento de cálculo B (convencional). do solo. conforme indicado aproximadamente pela tabela anterior. A vantagem do primeiro procedimento. O conceito da simultaneidade das chuvas. adota o número de curva CNII de período chuvoso. consiste em incluir condições antecedentes de umidade do solo mais severas para enchentes de período de recorrência mais elevado e de permitir o uso do mesmo número de curva CN. A consideração da simultaneidade das chuvas após o pico da tempestade de projeto afeta muito pouco o valor da descarga máxima. a expressão de Mockus tende a definir deflúvios acima dos que são normalmente observados.4. CN. Com o uso do procedimento. ao contrário. A. sendo necessário admitir uma perda mínima por infiltração no solo para aproximá-los dos valores reais. INFILTRAÇÃO MÍNIMA No fim de uma tempestade significativa. O primeiro procedimento. não aparecendo assim de forma explícita. depende do grupo hidrológico do solo e de sus condição de retenção superficial.

Pmin e o número de curva de infiltração. pode-se adotar a seguinte expressão. CN. considerando-se os 5 dias de chuvas precedentes ao pico da tempestade. Em terrenos planos. as perdas mínimas restringem-se à evapotranspiração e à descarga base e podem ser estimadas em Pmin = 0. onde o nível do lençol freático aflora após longo período chuvoso. é menos explícita pois nessa relação intervém a retenção superficial além do grupo hidrológico do solo. em média.5.1. com drenagem deficiente. certamente. Esse tempo caracteriza a forma do hidrograma . PM = 15 − CN II 1mm 〉 5 h Essas perdas mínimas por infiltração no solo. Para o procedimento B (convencional).5 h e para o procedimento B (convencional). não podem ser superiores ao acréscimo de precipitação atribuído ao intervalo de tempo considerado. sem chuvas antecedentes.5.2 mm/h. de acordo com os grupos hidrológicos do solo. sem chuvas antecedentes: PM = 21 − CN 0 1mm 〉 2 . 6. FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR TEMPO DE CONCENTRAÇÃO O tempo de concentração de uma bacia hidrográfica é definido pelo tempo de percurso em que a cheia em curso d'água leva para atingir o curso principal desde os pontos mais longínquos até o local onde se deseja definir a descarga.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 64 Recomendam-se. 6. No procedimento de cálculo A. as seguintes infiltrações mínimas: Solo de Grupo A : 10mn/h Solo do Grupo B : 6mn/h Solo do Grupo C : 3mn/h Solo do Grupo D : 1mn/h A relação entre a infiltração mínima.

sendo ainda definido com o intervalo de tempo entre o início da precipitação e o instante em que todos os pontos da bacia estão contribuindo para a vazão e conseqüentemente é um fator importante na conformação e na descarga máxima da enchente de projeto. somente os deflúvios de parte da bacia hidrográfica se somam para formar o fluviograma da enchente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 65 ou fluviograma unitário. com bacias muito alongadas junto das cabeceiras e no trecho muito largas a jusante. o aumento do tempo de concentração ao longo das partes mais estreitas e sua conseqüente redução da intensidade de chuva de igual freqüência não compensa o acréscimo de deflúvio proveniente dessas partes. sua cobertura vegetal e detritos sobre o solo. Para chuvas com duração inferior ao tempo de concentração. passa a predominar o tempo em que o deflúvio superficial percorre através de leitos definidos nos cursos d'água. além do fato de que áreas maiores correspondem normalmente a comprimentos maiores do curso d'água principal. Como nas bacias maiores. escolhendo-se a maior. embora alguns autores também expressem o tempo de concentração em função da área da bacia hidrográfica. o deflúvio superficial escoa em grande parte de seu sobre o terreno sem chegar os canalículos ou pequenos cursos d'água e a velocidade de escoamento é fortemente influenciada pela rugosidade do terreno. menores que 1 km2. Essa área não parece oferecer. Isto se deve ao fato das intensidades de chuva para igual freqüência decrescerem com a sua duração. com áreas maiores que 8 km² . Nesse caso convém comparar a enchente da parte mais larga da bacia isoladamente com a de toda a bacia. A determinação numérica do tempo de concentração depende primordialmente do comprimento do curso d'água principal e de sua declividade. um efeito direto pronunciado sobre o tempo de concentração. Em casos excepcionais. onde o tipo de solo e a vegetação menor influência do que a forma destes cursos. embora com o pico de cheia já atenuado. no entanto. o deflúvio superficial escoa na maior parte do tempo através de canais ou canalículos erodidos no solo pela própria passagem da . Conforme a extensão da bacia aumenta. Normalmente considera-se que nas pequenas bacias hidrográficas. enquanto que para chuvas de duração maior que o tempo de concentração. assim as chuvas com duração próxima ao tempo de concentração da bacia fornecem maiores vazões para um determinado tempo de recorrência. os deflúvios de todas as partes da bacia estão contribuindo para a enchente.

com maior profundidade. a permeabilidade e a cobertura vegetal. Nesta análise gruparam-se essas bacias analisadas em dois conjuntos com 15 amostras cada um (Qd.1). para as enchentes muito grandes.6 km e desnível máximo de 20 a 380m. e com isso a textura superficial do solo. do desnível total ( H ) até as cabeceiras. designado por bacias pequenas. para diversas bacias hidrográficas reais. . merecendo. bastante difundidos. A maioria dessas fórmulas é restrita a áreas pequenas.6. calculados através de procedimentos diferentes. dadas pelo . com se trata de bacias de maior porte. e eventualmente da área ( A ). devido ao.---quociente entre o comprimento ( L ) do curso principal e o tempo de concentração (TC). Por outro lado. No estudo de enchentes para projetos de pontes e bueiros.6 a 3476 km². De uma forma geral.6 a 105 km e desnível máximo de 150 a 1130 m.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 66 água.5 km². grande atenção na sua determinação. com áreas de 0. pois influencia significativamente no resultado da descarga de projeto. para uma mesma bacia hidrográfica a descarga máxima calculada é proporcional ao inverso do tempo de concentração para ela considerada. têm efeito cada vez menos pronunciado sobre o tempo de concentração. com área. por isso. existindo uma grande variedade de expressões de cálculo. tende a aumentar o tempo de concentração. tem áreas de 4. A magnitude da enchente numa mesma bacia influencia o tempo de concentração. é exigida a definição do tempo de concentração por procedimentos mais cuidadosos. sendo o primeiro conjunto. comprimento do curso principal de 0. Para ilustrar este aspecto fez-se a analise comparativa dos tempos de concentração. Para comparação foram determinadas as velocidades médias. porque esse valor varia menos de uma bacia para outra do que o próprio tempo de concentração. Existem numerosas fórmulas empíricas para calcular o tempo de concentração em função do comprimento ( L ) do curso principal.5. pois a onda de enchente se propaga com maior velocidade num rio mais cheio. comprimento do curso principal de 2. o amortecimento das pontas das enchentes. O segundo conjunto.? inúmeros condicionantes envolvidos. comprimento e desnível conhecidos. ou de outros parâmetros escolhidos. A avaliação do tempo de concentração de uma bacia é bastante complexa. embora esse efeito não seja normalmente considerado devido à falta de dados mais detalhados.03 a 2.12 a 3. designado no comentário por bacias médias e grandes. com o transbordamento pelas as margens baixas.

fez-se a ponderação na escolha da ordem. Essa grande variação dos resultados do tempo de concentração. em ordem decrescente dos valores médios das velocidades. L o comprimento do curso d'água. em km. em minutos. não prejudicando a definição do tempo de concentração.5 km3. considerando também as médias das velocidades nas bacias médias e grandes. Em bacias pequenas o máximo do deflúvio subsuperficial. talvez possa ser explicada pela diversidade de rugosidade do terreno e sua cobertura vegetal. 0 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 67 Os resultados para as bacias menores que 2. que têm pronunciado efeito em bacias pequenas. que resultaram da aplicação em bacias menores que 2. Nas bacias maiores com extensão e desnível semelhantes. Serão em seguida enumeradas as 15 fórmulas analisadas. confundindo-se os dois deflúvios e dificultando a definição do tempo de concentração. mesmo sendo mais lento. ocorre logo depois do pico do deflúvio superficial direto. mantendo uma relação freqüentemente maior que 5 entre os máximos e os mínimos para as diferentes fórmulas na mesma bacia hidrográfica. conforme a fórmula adotada. Mesmo a média para as 15 bacias analisadas fornece uma relação de aproximadamente 5 entre os valores máximos e mínimos do tempo de concentração. ou da velocidade média calculados segundo as diversas fórmulas. Isso mostra a dificuldade e a importância na escolha da formula a adotar e por outro lado recomenda a adoção de uma fórmula que se aplique satisfatoriamente também a bacias maiores. ou em ordem crescente dos tempos de concentração. mesmo que tenham sido estabelecidos pêlos seus autores somente para pequenas bacias. Quando esses valores médios das velocidades foram muito próximos.47 . as diferenças entre os tempos de concentração de um caso para outro devem ser menores. para as quais essas fórmulas foram desenvolvidas na sua maioria. O mesmo não acontece com as bacias maiores onde o deflúvio subsuperficial chega com grande atraso em relação ao deflúvio superficial direto.5 km² demonstram valores extremamente diversos. a) Fórmula de Kerby ⎛L a⎞ TC = 37 ⎜ ⎜ I ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ sendo TC o tempo de concentração.

crescendo essa velocidade rapidamente para as bacias maiores. não sendo assim aplicável para estas.5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 68 I = declividade. Essa fórmula forneceu velocidade média de 6. em %. e a = parâmetro igual a 0. .3 km/h para as bacias pequenas.

0 6.9 1.20 2.7 4.2 4.6 1.5 0.6 2.8 2.1 8.4 2.6 220 380 50 180 195 200 40 240 150 280 175 350 500 470 450 650 515 780 809 810 1130 2.0 7.5 2.4 4.0 3.7 3.3 3.5 4.1 2.7 3.7 4.0 1.1 11.3 6.2 19.5 3.1 4.4 2.3 5.9 2.9 6.3 3.5 3.9 4.28 0.7 2.1 0.80 2.0 3.3 7.7 8.4 4.6 6.7 7.60 2.2 3.6 5.5 1.9 4.2 4.4 8.5 3.3 KIRPICH MODIFICADA MÉTODO DO LAG ( Kn = 0.6 3.1 4.5 6.1 4.9 1.1 9.1 2.6 8.6 1.0 8.3 2.8 2.9 2.1 GIANDOTTI GEORGE RIBEIRO ( P = 0.7 2.4 5.5 2.5 5.0 2.6 3.3 5.3 0.9 5.7 4.6.4 7.0 5.1 8.9 1.1 4.0 21. (K=4) PASINI 0.6 2.1 6.60 0.2 3.9 5.1 6.6 10.0 1.0 2.0 6.10 0.81 2.3 2.7 1.3 1.05 0.2 6.1 3.7 2.9 2.2 4.8 2.2 1.6 2.0 6.5 5.6 4.6 12.2 9.4 3.8 0.40 0.6 8.7 3.4 2.1 9.8 6.60 2.2 3.3 2.5 6.0 5.9 6.3 3.1 10.4 1.9 5.0 54.7 5.9 6.0 8.0 0.6 8.5 1.7 7.7 4.5 2.6 3.7 1.5 5.0 4.6 3.5 2.0 7.1 6.6 2.4 6.7 2.6 4.07 0.4 2.50 1.2 4.3 4.7 6.4 1.1 1.5 3.7 3.4 4.60 1.5 2.7 3.6 3.6 3.9 8.1 1.9 3.1 6.9 3.50 4.1 2.0 4.S.1 9.7 2.9 4.26 3.5 1.9 3.8 1.3 1.8 7.0 3.5 7.4 3.7 10.40 0.8 2.7 3.9 2.6 4.6 3.6 1.1 120 165 248 291 683 1293 3476 0.8 4.5 36.8 2.6 3.0 8.0 6.1 1.9 5.3 4.6 2.4 6.15 0.5 5.7 13.2 2.3 16.9 2.89 1.3 6.9 6.6 11.9 3.9 7.6 2.50 0.0 5.0 7.5 4.5 1.7 3.8 7.6 4.7 4.1 11.5 7.4 5.5 5.3 5.2 8.8 3.9 2.2 2.30 1.2 6.1 US CORPS OF ENGINEERS PICKING KIRPICH KERBY A L H 2 ( km ) ( Km ) ( m ) Velocidades Médias V = ( Km / h ) Para Cálculo do Tempo de Concentração TC = L / V VEM TE CHOW MÉTODO DO Nº DE CURVA ( CN = 60 ) 1.7 2.9 6.03 0.8 3.6 6.8 3.2 2.7 14.7 2.1 3.4 6.9 5.9 7.73 0.1 ROSSI 0.2 1.6 10.5 3.8 4.5 3.0 4.5 3.0 1.9 4.9 8.4 9.0 2.8 8.0 6.6 .6 2.5 2.0 4.9 3.0 2.5 45.0 71.0 2.1 3.8 3.4 2.5 2.5 6.0 4.5 3.4 6. -.1 3.0 6.8 3.8 3.8 3.8 5.60 1.8 2.70 1.8 1.4 8.7 3.9 3.9 9.9 7.2 2.7 3.6 1.4 9.9 2.9 8.6 6.3 3.4 2.5 36 28 36 39 70 20 50 70 25 20 200 45 1.3 7.7 3.7 2.4 1.0 3.1 6.3 4.9 1.9 4.2 1.7 2.12 0.9 6.8 4.2 5.9 4.9 4.9 6.0 4.2 0.50 1.7 2.5 21.8 4.1 10.3 3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 69 Qd.5 1.0 10.3 3.6 3.7 0.1 16.8 5.2 3.8 6.1 3.9 4.1 1.5.6 7.7 1.8 20.5 0.3 1.3 4.9 18.2 3.8 8.0 21.9 7.1 2.2 11.60 ) VENTURA JOHN COLLINS 1.2 5.3 5.5 2.7 1.1 9.8 2.6 3.4 3.0 9.7 3.4 4.1 6.6 3.8 16.4 12.7 1.9 6.1 4.5 1.5 3.0 6.9 3.3 8.2 12.9 9.N.5 2.4 10.00 1.4 1.8 3.6 1.1 2.2 19.3 7.1 8.5 1.9 3.9 2.9 2.0 16.0 7.6 3.0 7.9 6.5 11.8 8.1 1.5 1.6 22.4 6.34 0.6 D.O.4 8.4 4.9 2.58 0.4 6.1 27.5 9.8 3.9 6.4 2.6 17.7 3.8 6.4 6.8 7.6 6.6 5.0 2.4 5.1 3.6 11.3 5.8 4.1 2.07 ) 1.8 3.5 2.5 1.2 5.5 7.3 2.70 1.3 9.8 3.8 5.4 6.0 9.4 9.8 17.4 3.0 4.0 1.9 34.0 2.8 8.2 2.1 2.1 6.5 15.

3⎜ ⎜ I ⎝ sendo TC = tempo de concentração. em km. em km. CORPS OF ENGINEERS ⎛ ⎜ L TC = 0 . em m. L = comprimento do curso d'água. H = declividade. publicado no "Califórnia Culverts Practicê". d) Fórmula do U.30⎜ 1 ⎜ 4 ⎝H sendo. c) Formula de PICKIMG 1 ⎛ L2 TC = 5 .95⎜ ⎜H ⎝ sendo TC = tempo de concentração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 70 b) Fórmula de KIRPICH. L = comprimento do curso d'água. TC = tempo de concentração. sendo desenvolvida originalmente para bacias menores que 0.8 km2. L = comprimento do curso d'água. em m/m. em horas. crescendo para uma média de 8.385 Essa formula forneceu uma velocidade média de 6. em horas. e H = desnível máximo. S.76 .4 km/h.6 km/h para as bacias maiores.0 km/h para as 15 bacias menores analisadas e uma média de 7. não sendo por isso indicada para estas bacias. ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 5. em horas. indicando sua aplicação para ambos os casos. ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . embora velocidades muito altas comparadas com as outras fórmulas. em km. ⎛ L3 TC = 0 .3 km/h para as bacias médias e grandes.

em mm. em minutos. TC = tempo de concentração. I = declividade. crescendo para 9. L = comprimento do curso d'água. 0 . não sendo por isso recomendado para estas bacias. absorção média K=4 . 10 A0 . coberto de vegetação. em %. TC = tempo de concentração. em %. coberto de vegetação intensa. absorção apreciável K=3 − Terreno argiloso. em ha.2 ⋅ K I 0 . coberto de vegetação. não sendo por isso indicada para estas bacias.4 K = depende das características da bacia. I = declividade. crescendo para uma média de 8. em km.2⎜ ⎟ ⎝ I⎠ sendo. conforme descrito em seguida: − − Terreno areno-argiloso. Para as bacias pequenas resultou em média uma velocidade de 5. A = área da bacia.1 km/h. em m. eleva da absorção K=2 Terreno comum.1 km/h para bacias maiores.64 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 71 H = desnível. e) Fórmula de VEN TE CHOW ⎛ L ⎞ TC = 25 .9 km/h. L = comprimento do curso d'água. em minutos.3 ⋅ L0 . f) Fórmula do DNOS TC = sendo.4 km/h para as bacias maiores.

Sugere-se assim a adoção da seguinte formula: ⎛ L3 ⎞ TC = 1. pouca absorção Terreno com rocha. 0 . em km. TC = tempo de concentração. indicando sua aplicação para uma grande faixa de áreas. resultou. vegetação rala.modificada Estudos em bacias médias e grandes.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 72 − − − Terreno de vegetação média. g) Fórmula de KIRPICH .7 km/h para bacias maiores.04 sendo. em horas.385 Essa fórmula fornece velocidades próximas da média de todas as expressões analisadas. . baixa absorção Terreno rochoso. escassa vegetação. com dados de enchentes observadas. A velocidade média para as bacias pequenas resultou em 4.9 km/h para bacias pequenas e 5.5 K=5 K=5.S. uma velocidade de 4. em km.42⎜ ⎟ ⎜H⎟ ⎝ ⎠ sendo. demonstraram que a aplicação do fluviograma unitário triangular do U. com K= 4.8 km/h. Sói l Conservation Service fornece resultados pertinentes às observações. L = comprimento do curso d'água. e H = desnível máximo.5 Para condições médias. TC = tempo de concentração. L = comprimento do carão d'água.0 km/h e para as bacias maiores em 4. se forem adotados tempos de concentração 50% maiores do que os calculados pela expressão proposta por KIRPICH. h) Fórmula de GEORGE RIBEIRO TC = 16 L ( 1. na média. em minutos. em m.05 − 0 . em m/m. portanto aceitável para qualquer tamanho de bacia.2 P )( 100 × I )0 . I = declividade. reduzida absorção K=4.

sendo aplicável a qualquer tamanho de bacia. na média.295 .3 km/h para as bacias maiores.60 resultou uma velocidade de 3.127 A I sendo. Resultou uma velocidade de 3. A = área da bacia.9 km/h para bacias pequenas e 2. em m/m. em km. i) Fórmula de PASINI TC = 0 .4 Km/h para bacias maiores.9 km/h.77 ⎜ ⎟ ⎝ I⎠ 0 . sendo assim aplicável para qual quer tamanho de bacia. em horas.8 km/h para as bacias menores e de 3. TC = tempo de concentração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 73 P = parâmetro de dado pela porção da bacia coberta por vegetação. TC = tempo de concentração.107 3 AL I sendo. k) Fórmula de ROSSI ⎛ L ⎞ TC = 0 . L = comprimento do curso d'água. sendo assim aplicável a bacias de qualquer tamanho. Resultou a média das velocidades de 3. em km². em horas. em m/m.6 km/h para bacias maiores. para as bacias pequenas e 2. I = declividade. Para um valor de P= 0. I = declividade. em km2. j) Fórmula de VENTURA TC = 0 . A = área da bacia.

considerando-se o tempo decorrido entre o centro do hietograma da chuva unitária e o momento em que ocorreram 50% do volume do fluviograma unitário correspondente. parecendo por isso pouco recomendável sua aplicação nestas áreas. A = área da bacia. L = comprimento do curso d'água. em horas. em % Resultaram. TC = tempo de concentração. é designado por "lag". l) Fórmula de GIANDOTTI TC = 4 A + 1. em km. L = comprimento do curso d'água mais comprido.0 km/h.1 km/h para bacias pequenas. para as bacias pequenas. L = comprimento do curso d'agua. m) Método do Lag O atraso da onda de cheia em relação â chuva que a produziu. em km.43 Kn⎜ 0 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 74 sendo. em horas. a velocidade de 2. TC = tempo de concentração.0 km/h para bacias maiores. lag. ê dado pela expressão: ⎛ L Lc ⎞ Lag = 14 . em media.8 H sendo. H = desnível máximo.5 L 0 . As velocidades para as bacias pequenas são abaixo da média das outras fórmulas. em média. sendo muito altas para as bacias grandes. em horas. em km. uma velocidade muito baixa. em km². e 0 . de 2. e 5. I = declividade. em m.33 . contra-indicando sua aplicação para ambos os casos.5 ⎟ ⎜ I ⎟ ⎝ ⎠ sendo. Resultou a aplicação desta expressão.

013 a 0. e Kn = média dos coeficientes de Manning (Rugosidade) ao longo dos cursos d'água mais importantes da bacia. sem a consideração da fisiografia peculiar da região que corresponde a cada família de curvas dos gráficos mencionados.33 = 16 .033.5 ⎜H ⎝ ou ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 75 Lc = comprimento. No caso de tempestades espalhadas.5 TC = 16 . n) Formula de JOHN COLLINS L TC = 44 D sendo. Como se vê.0 Kn L0 . além da adoção de adaptações aos demais parâmetros. em geral.716TC ⎛ L2 .0 Kn⎜ 0 .33 = 0 . I = declividade do curso principal.48 Kn⎜ 0 .260 e em áreas urbanas seu valor vai de 0. em km.030 a 0. ao longo do mesmo curso do posto de medição até o ponto mais próximo ao centro de gravidade da bacia de drenagem. em m/km. e o comprimento L. em km.5 ⎜H ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . 5 A2 I . até o divisor. em minutos. A = área da bacia .167 Existem gráficos que indicam a variação do coeficiente Kn.833 H 0 . A grande variação do coeficiente Kn requer a análise detalhada das características das bacias cujos dados serviram de base para a elaboração dos gráficos mencionados.5 Lag = 11. Substituindo ainda a declividade I pelo quociente entre o desnível H.150. e os tempos de concentração calculados para uma bacia podem variar enormemente na proporção de 1 para 3 e até 1 para 5. TC = tempo de concentração. em m. Kn pode atingir o valor 0. de 0. expressão precedente se transforma-se em: ⎛ L2 . em km².

8 km/h e para bacias maiores em 3. em km. em %. o) Fórmula do método do numero de curva (CN).3km/h tanto para bacias pequenas como grandes. A média das velocidades para bacias pequenas resultou em 1. que caracteriza o complexo solo-cobertura vegetal da bacia. e assim menos recomendável na avaliação do tempo de concentração.7 sendo. referido ao número de curva recomendado pelo U.S. comparadas com a media das outras fórmulas. enquanto as fórmulas de PASINI e VENTURA geram as menores velocidades desse grupo. sendo seus valores os mais baixos que os encontrados para todas as outras expressões analisadas. GEORGE RIBEIRO. e CN = referido número de curva.5%. restrita aos limites de 1% a 3. KIRPICH MODOFICADA. não se recomendando por isso seu emprego para estas. em função do complexo solo-cobertura vegetal. em km. em m. TC = 1.1 km/h. Soil Conservation Service na relação chuva-deflúvio de Mockus. isto é. resultando descargas máximas menores.80 L1. em horas. L = comprimento do curso d'agua.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 76 L = comprimento do curso d'água. Destas a fórmula de KIRPICH fornece velocidades acima da média das outras fórmulas. As velocidades médias resultaram próximo de 1. especialmente para bacias médias e grandes. que são . TC = tempo de concentração. D = 4A π . I = declividade. PASINI e VENTURA.e D = diâmetro de um círculo de área equivalente ao da bacia. H = desnível máximo. e que são as de KIRPICH. Recomenda-se que deva ser dada preferência às fórmulas que conduzem a valores razoáveis tanto para bacias pequenas quanto para as médias e grandes. DNOS.3 1000 H ( ) CN − 9 0 . As velocidades para bacias pequenas são reduzidas.

entre. A fórmula de GEORGE RIBEIRO fornece velocidades onde são pouco utilizadas as características da bacia.16 L' e A= 1. o desnível máximo H. Essa relação resultou como média de mais de 200 bacias estudadas pelo DNER em várias regiões do Brasil.O. restringindo-se o uso para o caso da obrigatoriedade em usá-las. o comprimento do curso d*aguar L.S e de KIRPICH MODIFICADA para qualquer tamanho de bacia e o MÉTODO DO LAG para bacias maiores que 10 km2. Outra maneira de comparar as fórmulas para o cálculo do tempo de concentração consiste em reduzi-las para as mesmas unidades. Em seguida são apresentadas as fórmulas antes citadas com as unidades iguais para melhor comparação. em km².00 L1'86. 2.07 pode ser considerado para bacias com áreas superiores a 10 km². expressando-se velocidade . em km. V= L/TC. ao lado direito. foi substituída pela expressão A = 0. .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 77 contra a segurança da obra. em km.N. da media de todas as fórmulas analisadas. representando áreas. esta será expressa em km². da bacia apresentou-se ainda.4 L. uma segunda expressão onde essa área. em K/h.5 vezes maiores do que a média A. em função do comprimento do curso d'água L.5 vezes menores a 2. No caso das fórmulas que contêm a área A. Nas expressões que contêm a área da bacia. Com essa análise parecem mais indicadas as fórmulas do D. Praticamente todos os casos mostrados situam-se dentro da faixa definida pelas expressões A= 0. A. para as quais os resultados se aproximam bastante da fórmula de KIRPICH MODIFICADA e. portanto. O método do Lag com Kn= 0. em m. e substituindo a declividade I pelo quociente I=H/L.

5.COMPRIMENTO DO TALVEGUE H .DESNÍVEL I .6.DECLIVIDADE 100 L .( m) 100 1000 . 5% 1% 10 H= 50 l 1/ I= I= I= 10 % I= 5% I= 2 2% I= 1 1 I= 50 % 20 % 10 H .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 78 Figura .2 Cursos D’água em Várias Regiões do Brasil Relação Desnível – Comprimento do Talvegue 1000 L .( km) 0. 2% I= 0.1.

Como rios maiores têm geralmente declividade menor e raio hidráulico maior por causa da maior profundidade média.1320 L0 V=2.2490 A -0.8 L0 .3 a 0.5575 H0. I.3937 L-0.5) KIRPICH PICKING U.333 H0.200 V=0.158 H0.03 L 0.320 V=0.2 MÉTODO DO NUMERO DE CURVA (para CN=60) Para comparar essas expressões convém notar que.1 L -0.1667 H0.7936 L-0. aproximadamente.04 H0.1475 0 .5 H 0.5 VEMTURA V = 0.9709 A 0.05 V=1.040 V=0.2955 A -0. Aliás esta fórmula fornece velocidades sempre próximas a 3. pela declividade.500 MÉTODO DO LAG JOHN COLLINS V = 0. a velocidade resulta proporcional ã declividade elevada a uma potência entre 0. .04 H0. dispensando na realidade qualquer cálculo.500 V=0.5 para L.3 a 0.385 V=3.1667 V=0. essas grandezas deveriam aparecer nas fórmulas com expoentes próximos de 0. os expoentes de L e H são próximos desses valores.4 H 0.8858 L-0. com exceção da estabelecida por GEORGE RIBEIRO.155 H0.30 H0.430 H0. CORPS OF ENGINEERS VEN TE CHOW DNOS (para K = 4) V = 0. respectivamente.2 H 0.1500 L0.7 km/h.4533 H0.5 para H e -0.400 V=0.5 4 A + 1.7020 L-0. Para as três fórmulas antes recomendadas.1538 L-0. Substituindo o raio hidráulico pelo inverso de uma potência da declividade.6029 A 0.S. porque os expoentes de L e H são muitos baixos.1667 H 0.5 H 0 .60) PASINI V = 0. L.1396 L0.155 H0.3 a 0. R.6 H0. segundo a formula de Chézy de escoamento em canais.0526 L0.8951 L0.03 L 0.4 Kl RPICH MODIFICADA GEORGE RIBEIRO (para p= 0.5 L V=0.9247 L0.5 L 0.500 V=0.1806 L-0.5.500 H0.190 H0.014 H0.500 V=0. por fornecer velocidades mais próximas ã média do conjunto delas.7611 L0.470 V=1.385 V=1. H.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 79 A relação das formulas com as unidades iguais é a seguinte: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) KERBY (para a= 0.4011 L-0. a velocidade deveria ser proporcional â raiz quadrada do produto do raio hidráulico. Como a declividade ê dada pelo quociente entre o desnível. o raio hidráulico varia em função inversa da declividade.5 ROSSI GIAHDOTTI = V=0. e o comprimento do curso d'água. para qualquer bacia.1336 L-0.

fornecendo resultados satisfatórios segundo os vários autores. uma variação inversa desta descrita. Em conseqüência. Além disso.5. obtendo-se da base do fluviograma unitário triangular que forneceu o melhor ajustamento.3). . no entanto. abstraindo-se da origem de tempo no início das chuvas e dos deflúvios. A principal dificuldade na aplicação da metodologia exposta reside na distribuição não uniforme das chuvas sobre a área da bacia. especialmente para bacias médias e grandes. compondo-se esses acréscimos de deflúvio com os fluviogramas unitários triangulares. A formula de KIRPICH MODIFICADA fornece valores intermediários para as velocidades. procurando reproduzir da melhor forma o fluviograma observado (ver Fig. porém não muito menor que o tempo de concentração. ela é mais simples porque não leva em conta a área.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 80 A fórmula do DNOS fornece os maiores valores de velocidade desse conjunto. L. por aproximações sucessivas. Todas as fórmulas apresentadas. indicam. para considerar grande parte da bacia contribuinte da enchente. e igual desnível. Com essa expressão determinam-se as precipitações efetivas ou os deflúvios nos vários intervalos em que se dispõe de dados pluviométricos. menos a de JOHN COLLINS. sendo assim mais recomendável. 6. Deve-se procurar ajustar os picos do hidrograma calculado com o observado. Quando se dispõe de observações fluviométricas e pluviométricas de pelo menos algumas enchentes de maior porte na bacia em estudo ou numa bacia com configuração fisiográfica semelhante. Em tempestades prolongadas a aplicação da lei de infiltração de Mockus costuma ser evidente. o valor do tempo de concentração. a maior profundidade dos cursos d'água deveria fornecer velocidades crescentes com o aumento da área. e com isso. A. o comprimento e declividade do curso d'água principal mascaram os expoentes com que essas variáveis podem apresentar-se na expressão empírica da velocidade média. H. para cada vez base diferente.A. significa uma bacia mais larga. é possível avaliar o tempo de concentração e a correspondente base do fluviograma unitário. Para bacias com igual comprimento do curso d'água. resulta maior concentração de água no curso principal. A partir do deflúvio total e da precipitação total da tempestade considerada deduz-se o número de curva CN da expressão de Mockus. o aumento da área. da bacia nem as condições do solo e da cobertura vegetal. Aparentemente a interdependência entre a área da bacia. A tempestade analisada deve ser de curta duração. que é o caso mais freqüente.

70 TP após o início da chuva unitária e a base é igual a 5 TP. adota-se a fórmula KIRPICH MODIFICADA que fornece valores médios para o tempo de concentração.2. Nessa metodologia o tempo de concentração da bacia é igual ao tempo entre o fim da chuva e o ponto de inflexão no ramo descente do hidrograma unitário.6 TC para condições médias de bacia hidrográfica e deflúvios com distribuição aproximadamente uniforme sobre a área.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 81 Não podendo ser empregados estes procedimentos. A determinação do tempo de concentração a partir da velocidade de escoamento das águas no curso d'água principal não é absoluta. para reduzir o trabalho de cálculo. não devendo ter valores maiores que 0. o Soil Conservation Service usou o hidrograma unitário adimensional curvilíneo.25 TP. 6. resulta o hidrograma adimensional cujo ponto de inflexão no ramo de descida fica 1. Dividindo as ordenadas do hidrograma unitário pela sua descarga máxima e as abscissas pelo tempo de ponta TP. Especial atenção deve ser dado aos trechos de rio onde existe transbordamento significativo pelas margens baixas. Também recomenda-se que a "duração unitária" da chuva usada com o fluviograma unitário próximo de 0. totalizando-se o tempo final pela simples soma das parcelas. Este valor é bem maior que um quinto do tempo de pico e a análise comparativa dos resultados para durações unitárias iguais a um quinto do tempo de ponta e a um quinto do tempo de concentração demonstrando que as diferenças entre as descargas máximas correspondentes . Este hidrograma foi deduzido da média de um grande número de hidrogramas unitários naturais de bacias com tamanhos muito variados e situações geográficas diversas. porque a celeridade de uma onda de enchente é cerca de 1. representado na Fig.5. portanto duas a três vezes menores que as indicadas pela fórmula de KIRPICH MODIFICADA. é razoável determinar o tempo de concentração separadamente para cada parte. 6. CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO Segundo. Quando a bacia possui partes com declividades muito diferentes. tendo-se observado velocidades de propagação de ondas de cheia nessas condições entre 1 km/h e 2 Km/h. Recomenda-se a adoção de durações unitárias até um quinto do tempo de concentração. valendo 0.2 que foi desenvolvido por Víctor Mockus.5. porém sujeitos a um erro apreciável em relação ao valor real.4 vezes maior do que a velocidade de escoamento no rio. comumente.20 TP. O atraso da onda ou "Lag" é aqui definido pelo tempo entre o centro da chuva unitária e o pico do fluviograma unitário.

6.2. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. Deve-se. a não ser para números de curva de infiltração CN muito baixos. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. TP e sua forma mais simplificada não necessita da apresentação adimensional de modo que se são obtidas a partir do tempo de concentração TC. e da dura cão unitária DU dadas por: TP = DU + 0 .5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados do tempo de concentração TC. O próprio Soil Conservation Service recomenda a substituição do hidrograma adimensional curvilíneo por um hidrograma triangular cuja forma se adapta razoavelmente. no entanto. O tempo de base TB desse hidrograma triangular é igual a 8/3 do tempo de ponta. são pequenos. quando os erros relativos são mais altos mas seu valor absoluto é pequeno. Deve-se. no entanto. comparados com as incertezas na escolha do número de curva CN e do tempo de concentração TC.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados.5.6 TC 2 TB = 8TP 3 . TP.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 82 geralmente não excedem 10% do seu valor médio. Desse modo os erros conseqüentes do emprego de uma duração unitária diferente de um quinto do tempo de ponta. conforme mostra a Fig. em conseqüência dos baixos coeficientes de deflúvio.

6.6 0. TB (min) FLUVIOGRAMA TRIANGULAR FLUVIOGRAMA ADIMENSIONAL 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 83 Figura 6.5 0.3 0.7 0.TC PICO PONTO DE INFLEXÃO QP (m³/s/mm) = AR (km²) 0.03 .8 0.5.2 DU QP 0.0 0.2 – Fluviograma Unitário Adimensional e Triangular EXCESSO DE CHUVA 1.1 1 TP TB = 8 TP 3 2 t / TP 3 4 5 .4 TC 0.9 “ LAG “ 0.

Usando uma duração unitária DU. mas é desprezível. o que não tem importância no estudo das enchentes. 0. a expressão adequada é: TP = fornece a relação DU + 0 . A imprecisão introduzida na área de descargas altas do hidrograma total.5 DU entre o tempo de concentração e a duração unitária.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 84 Obtém-se a descarga de ponta QP. Disso resulta a seguinte expressão: QP = AR 0 . em km². igual a um quinto do tempo de ponta TP. AR = área da bacia. . é decorrente da substituição do fluviograma unitário curvilíneo pelo triângulo. quando o principal objetivo é a definição do seu pico.03TB onde: QP = descarga máxima. ou a ordenada máxima do hidrograma unitário observando-se que a área do triângulo representa o volume escoado da bacia para um deflúvio de 1 mm. comparada com a incerteza na definição do número de curva de infiltração CN. em minutos. TB = base do fluviograma unitário.6 TC = 5 DU 2 TC = 7 .03 = coeficiente de compatibilização de unidades. do solo e na dificuldade de avaliar o tempo de concentração correto da bacia. em m3/s por mm do deflúvio. A depleção exponencial normalmente observada no fim dos hidrogramas naturais não é reproduzida com fidelidade quando se emprega o hidrograma unitário triangular.

que somados. À precipitação e ao deflúvio total corresponde o coeficiente de deflúvio de 24. triangulares.6. D= ( p − 0 . permitindo obter-se o tempo de concentração da bacia. por isso. atendendo ã expressão de Mockus. O procedimento pode ser explicado graficamente através do ajustamento de um hidrograma calculado com um hidrograma natural.3 ) figuram as precipitações acumuladas P1. Aqui é reproduzido apenas o caso mais próximo da solução ótima. procurou-se a solução que forneceu o melhor ajustamento do hidrograma calculado com o observado e especialmente proporcionando descargas máximas semelhantes. As ordenadas dos hidrogramas parciais. obtidas pela interpolação linear entre os valores acumulados das .25mm e o deflúvio superficial total de D = 21. a precipitação total média observada em 2 pluviógrafos de P = 89. correspondentes aos tempos t da primeira linha.85. fornecem o hidrograma total da enchente. corresponder às abscissas com intervalos iguais à duração unitária. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL Multiplicando as ordenadas do hidrograma unitário pêlos excessos de precipitação ou deflúvios em cada intervalo de tempo igual à duração unitária DU. serão somadas com deslocamento de um intervalo DU cada vez que se considere o acréscimo de precipitação efetiva seguinte.8 S Onde ⎛ 100 ⎞ S = 254⎜ − 1⎟ ⎝ CN ⎠ Repetindo o procedimento que se segue para diversas durações unitárias DU.5.5 km2. mantendo-se as devidas defasagens.(Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado Rio de Janeiro). obtêm-se os hidrogramas parciais. A área da bacia hidrográfica é de AR = 66. Na segunda linha do quadro que se segue (Qd . As ordenadas do hidrograma unitário devem.2 S ) 2 P + 0 .3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 85 6.2% e o número de curva de infiltração CN = 66. no posto Iconha. descontando-se a descarga base. com a duração unitária DU = 35 minutos.5. que deságua na Baía da Guanabara.5. que serão assim também espaçadas de DU. do rio Iconha.6mm. conforme dados coletados e cedidos pela SERLA . O exemplo refere-se à enchente observada em 14 de fevereiro de 1979. conforme exposto no fim do capitulo 6.

12 7. disponíveis em intervalos horários.53 6. a partir das precipitações acumuladas P1.45 315 89.25 1. usados para definir os hidrogramas parciais. Finalmente. PE.postos pluviográficos.77 13.19 280 88.57 5.46 21.01 25. Em seguida aparecem os acréscimos das precipitações médias P2 nos intervalos de tempo de duração DU = 35 minutos. calculadas pela expressão de Mokus.6 .93 21.19 0 105 42. definido para o total da enchente examinada. t (min) P1 (mm) P2 (mm) PE (mm) 35 5.76 11.99 0.85.13 18. figuram os acréscimos de precipitação efetiva.98 140 60.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 86 precipitações médias observadas nos dois.59 175 72.11 210 81.57 0 70 16. na última linha do quadro.9 12.45 245 88. obtendo-se os deflúvios ou precipitações efetivas PE.25 0.26 21.6 8.da quarta linha. adotando-se o número de curva CN = 66.7 17.

(m³/s) 50 40 30 20 10 0 35 70 105 140 175 210 245 280 315 350 385 420 455 490 525 560 595 630 665 700 CALCULADO OBSERVADO PERDAS DEFLÚVIO RIO ICONHA EM ICONHA / RIO DE JANEIRO SIMULAÇÃO DA ENCHENTE DE 14.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 87 Figura 6.85 100 90 80 DESCARGA . OBSERVADO CALCULADO t .02.1979 AR = 66.5 km² CD = 24.(minutos) .(m³/s) 70 60 50 40 30 20 10 PRECIPITAÇÃO DU=35min.2 % CN = 66.5.(mm) 20 30 40 50 60 DESCARGA .3 – Conformação e Composição do Fluviograma Unitário 0 10 CHUVA .

3).5. quando o grupamento é de 4 a 6 elementos. resultando deflúvios não uniformes sobre a bacia. Para uma duração unitária DU = 35 minutos e um tempo de ponta TP = 5 x DU ou TP = 175 minutos. múltipla de DU procedimento não é muito exato.3' os cinco hidrogramas parciais correspondentes acréscimos de precipitação efetiva maiores do quadro precedente (Qd . sendo possivelmente este o motivo da rápida ascensão do hidrograma no início das chuvas. DU primeiro triângulo é disposto de modo que a defasagem final da descarga máxima do hidrograma calculado em relação ao observado seja menor que o intervalo DU adotado. A descarga de ponta é dada por: QP = AR = 4 . Esses hidrogramas parciais triangulares possuem uma base igual a TB = 467 minutos e descarga de ponta dada pelo produto dos acréscimos de precipitação efetiva de cada intervalo de duração DU pela ordenada máxima do hidrograma unitário. sendo necessário calcular-se novas características do hidrograma unitário. Para reduzir o trabalho de soma dos fluviogramas parciais recomenda-se associar os excessos de precipitação no fim da chuva de projeto em grupos com duração múltipla de DU.5 km. como também é ressaltada a soma dos hidrogramas parciais.6. 6. Os triângulos são defasados.5. que é QP. a partir da duração unitária correspondente. pico e fim. Na tempestade examinada as precipitações observadas nos dois pluviógrafos foram bastante diferentes. 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 88 Neste caso o hidrograma unitário triangular ê caracterizado pêlos seguintes elementos. cobertas de matas da Serra do Mar. .03TB Estão representados na Fig.5 DU e TC= 262 minutos. resultando uma base do hidrograma igual a TB= 467 minutos e um tempo de concentração de TC = 7. fornecendo hidrogramas parciais 10% mais baixos e com base 10% maior que no caso de durações unitárias menores.5. A parte superior da bacia situa-se nas escarpas íngremes.75 m 3 / s / mm 0 . com atrasos sucessivos do seu início. Estão destacados na Fig. que se ajusta satisfatoriamente ao hidrograma observado. e a parte inferior é pouca inclinada.3 os hietogramas das precipitações observadas e os excessos de precipitação. de um intervalo de tempo igual â duração unitária. Desprezaram-se os últimos acréscimos de precipitação efetiva cujos hidrogramas desaparecem na representação gráfica. onde as águas das enchentes transbordam pelas margens. O tempo de concentração resultante desta enchente é assim TC = 262 minutos para essa bacia cujo comprimento do curso principal é de 16.

1. 6. considerando-se as chuvas no período antecedente de 5 dias do pico da precipitação. Considerou-se ainda o número de curva CN = 60. é conveniente a adoção de durações da chuva. ressaltando-se as diferenças de adoção das duas metodologias de cálculo adotadas: – – Metodologia A. O cálculo desenvolvido deve ser acompanhando no Quadro Q1-A.6.6.6. tomando como exemplo o posto pluviográfico de referência. sem prejuízo da precisão requerida. tornando o número de hidrogramas parciais a serem somados bastante reduzido. aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia.6. com o que reduz-se o número de elementos a calcular. adotando-se o período de recorrência de TR = 10 anos. . a partir da duração unitária. METODOLOGIA A Ao ser utilizado o período de 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da precipitação.3. como descrito no capítulo 6. 6. MÉTODO DE CALCULO A seguir são descritos com os procedimentos de cálculo para obtenção dos valores das descargas de projeto a serem utilizados nos projetos rodoviários. 6. que representa a média dos 98 postos do Brasil com a perda mínima por infiltração 1 mm/h. crescente segundo a progressão geométrica de razão 2. D. no período total de 15 dias de chuva de projeto. considerando as chuvas precedentes do pico de chuvas de curta duração. Esses parâmetros acham-se indicados no alto do quadro. assim como as características da relação chuva-duração-frequência.2. para a metodologia. DU.2.1. é geralmente adotada. Metodologia B. na metodologia A. de simultaneidade da chuva e distribuição da chuva em área.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 89 Essa simplificação não tem grande vantagem na maioria dos casos. Para exemplificação considerou-se uma bacia com área de 32 km² tempo de concentração de 150 minutos e duração unitária de 20 minutos. superior a 1 mm/h. Em geral o somatório das ordenadas dos hidrogramas parciais é feito sob forma de tabelas. costumando-se suprimir os acréscimos de deflúvio no fim da tempestade. convencional. e CN = 74. pois a infiltração mínima do solo.6. CHUVAS DE PROJETO EXPRESSÃO DE CHUVA DO ENG° OTTO PFAFSTTETTER 6.

aparece o fator de simultaneidade das chuvas. D = duração da chuva. para maior comodidade da análise dos resultados. para o tempo de recorrência TR = 1 ano. que são parâmetros que dependem da duração. Po = precipitação. Nas colunas seguintes aparecem os valores de "α". para obter a precipitação com o tempo de recorrência de projeto. Aparecem em seguida as precipitações PO. Em seguida. O penúltimo valor de D foi escolhido de modo que as durações antecedentes ao pico somem os 5 dias fixados para ela. para durações maiores que 6 dias. TR. no caso dos postos analisados na Ref. em horas. que. O fator de probabilidade K é definido por: K = TR α + β / tr 0 . O último valor de D corresponde aos 15 dias admitidos para a duração total da tempestade de projeto.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 90 Nas três primeiras colunas da primeira parte do quadro aparecem as durações D. 25 onde K significa o fator pelo qual deve ser multiplicada a precipitação Po. da chuva e são relacionados na Ref. com tempo de recorrência de 1 ano. 4 para 98 postos do Brasil. "β" e "γ". usadas no quadro. em anos. 4. b e c = parâmetros relacionados para os diferentes postos do Brasil. expressas em minutos. são definidas pela expressão: P0 = aD + b log( 1 + cD ) Sendo. horas e dias. Esses intervalos encontram-se também na 8a coluna da segunda parte. Devido à disposição simétrica dos acréscimos de precipitação. é necessário efetuar interpolações lineares entre aqueles valores e mesmo extrapolações. em mm. D. FS. essa duração antecedente resulta da soma dos intervalos de D entre pares sucessivos dos valores anotados nas primeiras colunas da parte superior do quadro. D. a. Como em geral os valores de "α" e "β" não são relacionados para as durações. calculado pela expressão: . nessa parte do quadro.

não sendo considerado no caso os 5 dias de precipitações antecedentes ao pico da tempestade.2. no Quadro Q1-B. D é a duração considerada. escolhida como sendo igual a 4 DU. DR a duração considerada e. P1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 91 FS = C1 ( 1 − C 2 ) + C2 C1 + log 2 ( D / D R ) sendo C1 = 1. ou aproximadamente igual à metade do tempo de concentração. que resultam do produto das precipitações Po. para o tempo de recorrência de l ano.57TR −0 .70 e C5 = 1 estão indicados no alto do quadro. C4 = 0. têm-se as seguintes indicações: adoção do número de curva CN maior que no procedimento A. De acordo com a tabela de correspondência . DR a duração de referência. FA isto é: P1 = P0 ⋅ K ⋅ FS ⋅ FA Na última coluna dessa parte do quadro aparecem os acréscimos das precipitações de projeto. FA dado por: FA = sendo Y Y + log ( AR / C 6 ) 2 Y = C 3 log( C 4 D + C 5 ) os valores de C3 = 35.2. TC. Esses acréscimos de precipitações devem ser reordenados. pelo fator de probabilidade K. para as durações D.5 e C 2 = 0 . Na 9ª coluna dessa parte superior do quadro aparece o fator de redução da chuva em área. em km2. e finalmente pelo fator de redução em área.18 E onde TR é o tempo de recorrência. FS. P1. e AR a área da bacia hidrográfica. METODOLOGIA B No caso de se adotar o procedimento B. 6. levando-se em conta a umidade do solo no início da chuva.6. em anos. em horas. A 10a coluna da primeira parte do quadro fornece as precipitações de projeto. mais comumente adotado. pelo fator de simultaneidade. nos sucessivos intervalos de tempo entre as durações do início dessa parte. conforme descrito adiante.

Tmax. escolhido de modo a definir satisfatoriamente o ramo descendente do fluviograma resultante. No restante os quadros QI-A e QI-B são semelhantes. . normalmente o fator de redução das chuvas na área é definido pela Expressão: FA = 1 − 0 . independente da duração D. 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 92 de CN do capítulo anterior. São a seguir tratados os casos onde dispõe-se de observações pluviográficas locais. em grande parte. Em seguida as durações D crescem em progressão aritmética até o tempo máximo para cálculo. usado no exemplo anterior. em km². adotou-se o valor de CN = 74.3. Na metodologia de cálculo B. POSTO PLUVIOGRÁFICO LOCAL Havendo dados pluviográficos de postos diferentes dos estudados pelo Eng° Otto Pfafsletter e que sejam representativos da bacia em estudo. não vindo. seriam alteradas com a consideração do fator de simultaneidade. na escolha mais judiciosa do número de curva CN. Se consistente. correspondente ao CN = 60. ou mesmo.6. a partir de dados pluviométricos que sejam significativos da área local. no entanto. Nesse caso efetuam-se interpolações lineares entre os valores dados por método estatístico para definir as precipitações correspondentes às durações D do quadro. resultando FS = 1. usadas na composição da primeira parte do quadro. e FA o fator de redução em área. O efeito das chuvas antecedentes ao pico da tempestade já está considerado. convém fazer-se a análise estatística das precipitações de curta duração desse posto. após o pico da tempestade. em geral não coincidem com as durações D. O fator de simultaneidade das chuvas não é considerado nesse procedimento. As chuvas. esse estudo poderá fornecer o valor das precipitações para o tempo de recorrência de projeto e para durações que.1 log( AR / 25 ) ≤ 1 onde AR é a área da bacia. refletir-se sobre a descarga máxima do fluviograma de projeto.2.

as precipitações PK da quarta coluna da primeira parte do quadro Q2-A. Admitiu-se no caso um solo com permeabilidade acima da média. Efetua-se a análise estatística das precipitações máximas diárias observadas. PA. no procedimento A. e pelo fator de redução da chuva em área. METODOLOGIA A A primeira parte do quadro Q2-A exemplifica uma bacia situada na Baixada Santista. FS. no procedimento B. Dividindo-se este valor pela precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência. pelo menos. sendo a precipitação de projeto.1. e pelos fatores de redução da chuva em área. calculado pelo procedimento B. "p" e o fator de probabilidade K = 1. As demais características da bacia acham-se representadas no quadro. P1. pois a potencialidade na formação de chuvas de curta duração é muito diversa da representada para o posto de referência. de dados pluviométricos diários para um posto mais próximo pode-se proceder do modo a seguir. diferindo pelas durações D.3. 6. Nesse caso a tabela de correspondência dos números de curva CN0 e CN1 não é valida.2. 6. que nesse caso crescem em progressão. através das duas metodologias de cálculo são um pouco divergentes. Nas colunas seguintes dessa parte figuram os valores não utilizados de "a". com um número de curva CNo= 40. A precipitação de 24 horas é definida pelo produto deste valor por 1.13.2.6. e CN1 = 55. resultante do produto das precipitações PK pelo fator de simultaneidade. Por esse motivo as descargas máximas. onde obteve-se a seguinte relação entra precipitações e durações para chuvas com TR= 10 anos de tempo de recorrência.2. pêlos fatores de simultaneidade. O restante dessa parte do quadro é semelhante à do quadro Q1-A.6. obtém-se o quociente que representa a .2. 5min 15min 30min 1h 2h 4h 8h 24h 48h 4d 8d 6d P(mm) 17 37 58 86 113 143 174 240 290 368 510 745 D Com esses valores foram obtidas. FS= 1. equivalente a 139 mm. METODOLOGIA B Nos quadros Q2-B1 e Q2-B2 encontram-se os mesmos exemplos. que não são considerados.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 93 6. por interpolação. definindo o valor para o período de recorrência TR = 10 anos.4. no Estado de São Paulo.3. POSTO PLUVIOMÉTRICO LOCAL No caso em que se julgue que os postos relacionados não sejam suficientemente representativos das chuvas na bacia em estudo e se disponha de pelo 10 a 15 anos.6.

2. Normalmente ê necessário efetuar interpolações para achar as precipitações correspondentes às durações D da primeira parte do quadro. Esse procedimento pressupõe que as precipitações de várias durações mantêm a mesma relação para as de 24 horas como a que se observou no posto tomado como base de comparação no Anexo B.13 x 135 = 152.Goiânia situa-se 0. neste caso uma bacia no sul do estado de Goiás onde o posto n° 32 .4. Supôs-se. Dividindo-se esse valor por 139. Feita a análise estatística das precipitações diárias máximas anuais chegou-se.1.6. para várias durações B.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 94 precipitação relativa do posto considerado para 24 horas e pode ser marcada por um ponto num dos gráficos. correspondente à região do Brasil mais representativa da área em estudo. 6. e suas ordenadas PR. para obter as precipitações de projeto P1. METODOLOGIA A Esta metodologia é exemplificada pelo quadro Q3-A.55mm. a um valor de 135 mm. A precipitação de 10 anos de recorrência e duração de 24 horas corresponde assim a 1. As vezes essa linha traçada deve ser interpolada entre duas outras do anexo B. Com as ordenadas dessa curva paralela ou interpolada são avaliadas as precipitações relativas para diversas durações. e pelo fator de redução em área FA. . constam do quadro que se segue. que é a precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência. Multiplicando-se essas precipitações relativas pelas precipitações. Essas precipitações pontuais do posto considerado devem ser multiplicadas pelo fator de simultaneidade FS.10 para o posto pluviométrico considerado e uma duração de 24 horas.55/139 ≤ 1. resulta a precipitação relativa de 152. resultam as precipitações para o posto considerado. A paralela à curva de n° 32 . mas não se dispõe de um pluviômetro próximo com dados de chuvas diárias. para o período de recorrência TR = 10 anos. correspondentes a postos que possam adequar-se à estimativa das precipitações de curta duração no posto pluviométrico considerado. do posto de referência.Goiânia é razoavelmente representativo.04 mm acima. que nem sempre coincidem com as durações indicadas. de igual duração e período de recorrência TR. Traça-se no gráfico escolhido uma linha passando pela precipitação relativa achada para o posto considerado e que seja paralela à curva do posto regional mais representativo.

11 1. o fator de redução na área FA. 6.8 62.06 4d 0.9 300.14 12h 1. FA. Nesse caso as durações D crescem segundo uma progressão aritmética até o tempo máximo de cálculo TMAX.11 1.99 6d 0. São igualmente ignorados os valores de "α". de modo que não alteram sensivelmente os resultados. As três colunas seguintes. contendo os valores de "α". resultantes do produto de PR por P100 das duas linhas precedentes. decrescem ligeiramente entre as durações de 16 a 64 horas em conseqüência de uma rápida queda do fator de simultaneidade.16 19.1 47. não obedecem à tabela do subcapítulo 6. "β" e K = 1.5 Na terceira linha do quadro repetiram-se as precipitações do posto de referência do para TR = 10 anos.1 pois as potencialidades para formação de chuvas de curta duração no posto considerado diferem bastante daquelas do posto de referência utilizado para organizar a tabela.13 24h 1.1 229 48h 1.8 152.2 247.6.1 203. Os acréscimos de precipitações correspondentes são negativos mas seus valores são pequenos. e seus acréscimos.4.5 174.8 208. . usados nas metodologias A e B. aparecendo o fator de simultaneidade FS. Admitese que as precipitações relativas não variam muito com o tempo de recorrência e que as referentes a TR = 10 anos representam satisfatoriamente a média.4.2. As precipitações de projeto P1.2 110. No restante o quadro assemelha-se aos anteriores.5 128. respectivamente.4 349.23 1.8 297. P1= PK x FS x FA. "β" e K = 1.2 100 2h 1.9 137. a precipitação de projeto.2 43.2. não são representativas neste caso.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 95 D PR(mm) P100(mm) PK(mm) 5min 15min 30min 1h 1.3 69.15 6h 1.7 179. Os números de curva CNo= 60 e CN= 64. Esses valores ou os interpolados para as durações D constam da 4a coluna da primeira parte do quadro Q3-A.7 24.16 4h 1.2 262.4 328. Na última linha figuram as precipitações de projeto PK. que é tempo de recorrência de projeto. da 5a à 7a coluna da primeira parte do quadro. Os fatores de simultaneidade FS = 1 não são considerados e os fatores de redução da chuva em área.6 158. METODOLOGIA B O quadro Q3-B ilustra o cálculo da enchente pela metodologia B.94 86.

Na quarta coluna os acréscimos de precipitação rearranjados da coluna precedente são acumulados. costumam diminuir excessivamente. os acréscimos de precipitação que constam da última coluna da parte superior do quadro dos exemplos. logo que os valores das perdas da 7a coluna se tomarem menores que os da perda mínima. METODOLOGIA A Precedendo o cálculo dos deflúvios. de acordo com a expressão de Mockus. o acréscimo de precipitação maior é colocado no centro do grupo e os outros acréscimos de magnitude decrescentes são dispostos alternadamente apos e antes do grupo em formação. dadas pela diferença entre os acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. com 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. ( P1 − 0 . da segunda parte. Para maior clareza. contidos na ultima coluna da parte precedente de cada quadro . são calculados os deflúvios ou precipitações efetivas.1. figuram nas duas primeiras colunas. prevalecem os valores correspondentes a esta. Na 6a coluna da segunda parte do quadro figuram os acréscimos de precipitação efetiva. P1. Após o pico da tempestade essas perdas. Nesse caso. Com essas precipitações acumuladas. Pmin.2 S ) 2 PE = P1 + 0 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 96 6. devem ser rearranjados em ordem mais provável de ocorrência na natureza. contidas na 5° coluna. Na 7a coluna da segunda parte do quadro são anotadas as perdas. Na terceira coluna da segunda parte dos quadros Q1-A e Q3-A pode-se verificar esse tipo de rearranjo dos acréscimos de precipitação. em mm e CN o numero de curva de infiltração do solo. as durações que definem o inicio e o fim de cada intervalo de tempo correspondente ao acréscimo de precipitação rearranjado. Pmin Assim.6. PE. resultantes das diferenças entre valores sucessivos da coluna precedente dessa parte.8 S sendo: S= 254 (100/CN -1). tornando-se menores do que a capacidade de infiltração mínima do solo. Para o procedimento A. essas perdas mínimas não podem exceder os valores dos acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna porque não ha água para isso.3.3. Por outro lado. CALCULO DOS DEFLÚVIOS 6. cuja extensão cresce conforme afasta-se do centro da tempestade.6. que aliás costuma ser o mais freqüente no fim dos .

Finalmente os acréscimos de precipitação efetiva da 6ª coluna da segunda parte devem ser fracionados em intervalos iguais à duração unitária DU para facilitar a soma dos fluviogramas parciais. onde somente são consideradas as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. Os acréscimos de precipitação seguintes serão acrescentados na sua ordem decrescente primitiva. Q2-B1 e Q3-B. descrita no capítulo subseqüente. o rearranjo dos acréscimos de precipitação procura reproduzir. as perdas da 7a coluna se igualam aos acréscimos de precipitação da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. DU. e que está anotado na 9a coluna dessa parte do quadro. 3. 4. obtem-se os acréscimos de precipitação efetiva para cada elemento de duração. Em geral os seis maiores acréscimos de precipitação. Dividindo esses intervalos da 8a coluna pela duração unitária DU obtem-se o número de elementos N. anotam-se na 8a coluna os intervalos de tempos. numa duração aproximadamente equivalente à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. recalculado no intervalo considerado. fornece a duração das chuvas antecedentes DA conforme foi citado na primeira parte. 6. 2 e 5. Pmin nula Toda vez que as perdas da 7a coluna são substituídas pela perda mínima referente a Pmin ou pelo acréscimo de precipitação da 3a coluna. DU Para orientação são apresentados os exemplos na segunda parte dos quadros Q1-B. Esse caso naturalmente não ocorre quando se admite uma perda mínima. da 9a coluna. antes calculados. um valor nulo. como será apresentado adiante. igual à última coluna da parte superior do quadro. que serão aplicados ao hidrograma unitário para obter o hidrograma total.6. são dispostos com valores decrescentes na ordem 6. relacionados às duas primeiras colunas dessa parte do quadro. METODOLOGIA B Para o procedimento de cálculo B. dados pela última coluna da primeira parte do quadro. antes da ocorrência do pico da tempestade. .3. dados pela diferença entre o fim e o início. com uma regra única. as precipitações efetivas da 5a coluna deverão ser recalculadas. Dividindo-se os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna pelo numero de elementos. lembrando-se que nesse caso os intervalos de tempo são iguais entre si e seu valor é dado pela duração unitária.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 97 cálculos. Para esse fim. Q2-A e Q3-A ilustra o procedimento de cálculo. em que devem ser divididos os acréscimos de precipitação efetiva. serão substituídos por. A segunda parte dos quadros Q1-A.1. A soma dos intervalos da 8a coluna da segunda parte do quadro.2. Elas resultam da soma da precipitação efetiva no intervalo de tempo anterior com o acréscimo de precipitação efetiva da 6a coluna. Essa regra pode ser resumida. N.

ou o valor limite. devem ser multiplicados seus valores pelas ordenadas do hidrograma unitário em intervalos iguais à duração unitária DU. TPC.6. mesmo para bacias de pequenas extensões. que considera os 5 dias de chuvas antecedentes. 6. cada bloco de 15 minutos seria desdobrado em outros com duração menor. Nesse caso o tempo de pico da chuva. que sempre fica no quarto intervalo de tempo. dispondo-se os acréscimos de precipitação com magnitude crescente antes do pico e decrescente apôs o pico. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA Apôs determinar os deflúvios ou acréscimos de precipitação efetiva. preferivelmente submúltiplos inteiros de 15 minutos. tendo em vista que os valores contidos na 6a coluna já se referem aos intervalos de duração unitária DU Como a soma dos intervalos de tempo processados no procedimento B costuma ser mais curta que no procedimento A. Para durações unitárias menores. quando as durações unitárias DU são curtas. Deve-se nesse caso escolher um tempo de pico da chuva TPG.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 98 Essa regra fornece picos de tempestade /muito próximos do seu início. Nesse caso basta aumentar o tempo de pico da chuva TPC para um período maio que 60 minutos. o desenvolvimento da segunda parte do quadro se assemelha ao descrito para a metodologia A. conduz a um acréscimo de chuvas antecedentes e um conseqüente aumento do deflúvio. Dos valores disponíveis esse pico da tempestade pode chegar a 1h após o início para chuvas de trovoada. dado por PM. segundo o capítulo precedente. pode ser fixado em 60 minutos e. dado pelo acréscimo de precipitação rearranjado da 39ª coluna dessa parte do quadro. haveriam quatro intervalos antes do pico. onde a duração unitária escolhida é de DU= 5 minutos. vindo gradualmente de encontro à metodologia de calculo A. e somarem-se os produtos com a defasagem de um . No restante. fazendo-se a subdivisão dos blocos quando a duração unitária for menor que TPC / 4. Dispensam-se as três últimas colunas porque os intervalos são iguais e não há necessidade de subdividir os acréscimos de precipitação efetiva. de modo que a sua quarta parte represente um múltiplo inteiro de durações unitárias DU.4. ou DU = TPC / 4 = 15 minutos. Para durações unitárias DU maiores que 15 minutos o pico da tempestade não ê mais orientado pelo valor de TPC e sim pela posição do acréscimo de precipitação maior. por vezes não se chega à situação em que as perdas atinjam o valor mínimo. Observe-se que esse deslocamento do pico da tempestade. Pode-se perceber essa metodologia acompanhando o exemplo do quadro Q2-B. com o rearranjo sugerido. Às vezes prefere-se utilizar tempestades com o pico mais afastado do início.

No caso do procedimento de cálculo B. Em seguida aparecem os acréscimos de precipitação efetiva. com pequenas diferenças de um caso para o outro. há um grande número de acréscimos de precipitação efetiva a manejar. As descargas resultantes terão de ser multiplicadas pela descarga de ponta QP. correspondentes a cada acréscimo de precipitação efetiva. conforme avança-se para o acréscimo seguinte. necessitando-se apenas daquelas com maior valor. para o procedimento de cálculo A e dos quadros Q1-B. Os exemplos na terceira parte os quadros Q1-A.33 a 1/14. Nas duas primeiras colunas dessa terceira parte dos quadros aparecem os números de ordem N e os tempos dos intervalos múltiplos da duração unitária DU considerada. basta considerar o acréscimo de precipitação efetiva máximo na 11ª posição da 3a parte. que é a descarga de ponta do fluviograma padrão utilizado. de modo que. no máximo. Q2-A e Q3-A. Essa defasagem corresponde ao atraso com que os hidrogramas parciais. e no qual as outras características como tempo de ponta e tempo de base são iguais ao hidrograma unitário triangular do Soil Conservation Service. as 13 ordenadas previstas nessa parte do quadro são suficientes. dividido-se por 100. O uso desse hidrograma padrão permite a representação dos elementos centrais dessa parte com números inteiros de três algarismos significativos. Como recomenda-se utilizar durações unitárias entre 1/5 e 1/8 do tempo de concentração ou 1/9.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 99 intervalo. esclarecem os passos a seguir. podendo-se eventualmente eliminar os poucos . Assim normalmente 28 linhas e excepcionalmente 44 linhas nesta parte do quadro são suficientes para incluir todos os excessos de precipitação efetiva com valores significativos. e o quadro Q2-B2 para o procedimento de cálculo B. Seguem-se para baixo e para cima os acréscimos de precipitação efetiva cujos valores são indicados na ultima coluna da secunda parte do quadro e seu número. chegam ao ponto onde busca-se conhecer a descarga. calculados na segunda parte dos quadros. cuja descarga de ponta é igual a 100 m³/s. Na primeira linha dessa parte dos quadros anotam-se as ordenadas do hidrograma padrão. sem prejudicar a precisão dos resultados. seja qual for o tamanho da bacia. os acréscimos de precipitação efetiva vêm diretamente da penúltima coluna da segunda parte do quadro. No caso do procedimento de cálculo A. é dado pelo n° da penúltima coluna dessa parte. No início da tempestade de projeto há geralmente muitos valores nulos.13 do tempo de base. Q3-B. do hidrograma unitário. normalmente. em cada caso. As ordenadas H do hidrograma padrão podem ser calculadas por semelhança de triângulos com as abscissas crescentes a partir de zero em intervalos iguais à duração unitária DU.

indicadas na penúltima coluna dessa terceira parte. resulta da expressão: QP = AR 0 . que anotar os resultados de modo que. QP/100. para cada coluna que se avança nas ordenadas. As ordenadas de cada hidrograma parcial podem ser visualizadas observando-se nessa parte do quadro os valores ao longo das diagonais descendentes de uma linha cada vez que se avança uma coluna para a direita. dado por: TB = 8 ( DU / 2 + 0 . em minutos. QP. todos os valores dessa coluna desçam de uma linha em relação à coluna anterior. Os produtos representam as ordenadas dos hidrogramas parciais oriundos de cada acréscimo de precipitação efetiva para u hidrograma unitário padrão com descarga de pico igual a 100 m³/s. fornece as ordenadas do hidrograma total. do hidrograma unitário. TB = tempo de base.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 100 valores nulos que costumam aparecer no inicio. O deslocamento dos elementos de cada coluna no sentido vertical permite uma fácil soma das ordenadas isócronas desses hidrogramas parciais. Convém prolongar o quadro até perto de 13 linhas além do ultimo valor significativo dos acréscimos de precipitação efetiva usados.03TB onde: QP = descarga de ponta expressa em m³/s . A essas ordenadas devem ser adicionados os valores da descarga base. No restante o desenvolvimento da terceira parte do quadro é semelhante. A descarga de ponta. usado nos cálculos da terceira parte dos quadros descritos. caso essa seja apreciável . no entanto. A soma dos elementos no corpo dessa terceira parte do quadro. comparada com a descarga máxima da enchente. multiplicada pela relação.6TC ) 3 . A descarga base a adotar será a indicada como normal no período das enchentes. para definir adequadamente o ramo descendente do hidrograma de projeto. ao longo de cada linha. AR = área da bacia AR em km². Terse-á. Em seguida são apresentados no corpo da terceira parte do quadro os produtos das ordenadas H do hidrograma padrão de cada coluna pelo acréscimo de precipitação efetiva de cada linha.

a relação cota-volume do terreno a montante da obra e a capacidade desta para vários níveis d'água a montante. admitindo-se em cada intervalo uma descarga média igual ã indicada na penúltima coluna dessa parte do quadro. Na última coluna da terceira parte dos quadros descritos aparecem os volumes acumulados das enchentes de projeto para os diversos tempos dados na 29ª coluna. Em primeira aproximação a redução da descarga de ponta pode ser calculada pela expressão Q1 − Q2 = Q1 R V sendo: Q1 e Q2 = descargas máximas da enchente antes e após o amortecimento. convém considerar o amortecimento e efetuar um cálculo mais minucioso considerando a forma detalhada do hidrograma. pode ser avaliado grosseiramente por plantas topográficas ou inspeção local até o nível admissível de inundação. Assim. Na última linha da terceira parte dos quadros é ainda destacado o valor máximo do hidrograma das descargas de projeto. O volume máximo retido. por exemplo. R = volume retido com a elevação máxima das águas e V = volume total da enchente. superior a 20%. dividindo-se o volume armazenado a montante de um bueiro plenamente afogado pelo volume total da enchente se tem à proporção da redução do pico da enchente calculada: Q1 − Q2 R = Q1 V Caso esse cálculo aproximado indique uma redução apreciável. Esses volumes referem-se ao fim do intervalo. . por exemplo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 101 sendo: DU = duração unitária e TC = tempo de concentração da bacia. R. Esse volume pode ser utilizado para saber se a obra é capaz de amortecer a ponta da enchente com o represamento temporário causado a montante.

0000 0.0274 16.1747 0.67 21.864 1.0 1280.0000 0.7965 36.6007 1.3700 252.6410 167.1593 0. (M3/S) (DAM3) 0.9360 119.36 1 0.1710 0.0 160.0 40.0000 0.7740 PE (MM) 0.1750 0.15 709 58.15 4 1.0744 0.0331 8.00 DIAS AR = 32.9023 32.89 2 1.4948 75. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.0000 0.7299 13.6220 193.6288 1.1523 18.5452 1.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.5340 0.0744 0.0744 1.00 KM2 CN = 60 PM = 1.5026 FA 0.2613 83.3766 C3 = 35 C4 = 0.1706 89.52 137 67.4497 17.4320 9.9877 0.444 0.70 C5 = 1 C6 = 5 BETA 0.6249 0.0000 1 1 1 1 1 1 1 1 34 34 191 158 37 37 37 37 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 103 103 574 473 110 110 110 110 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 137 137 766 631 147 147 147 147 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 172 172 957 789 184 184 184 184 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 151 151 842 694 162 162 162 162 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 130 130 728 600 140 140 140 140 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 5 5 5 5 5 5 5 110 110 613 505 118 118 118 118 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 89 89 498 410 96 96 96 96 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 2 2 2 2 2 2 2 48 48 268 221 52 52 52 52 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 27 27 153 126 29 29 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 38 32 7 7 DESC.0 1280.222 0.0 320.0070 ALFA 0.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.111 9.9923 P1 (MM) 27.0 40.9579 35.9610 0.0800 0.67 1.5412 FS 0.6272 21.0 5120.0000 0.00 427 85.0000 0.6430 157.0 320.0744 0.12 897 11.08 BETA 60 = 0.89 780 45.9789 18.1980 105.0 5120.23 319 90.5738 78.1273 0.0000 0.0 1280.0000 Perda (MM) 18.7650 61.00 D (DIAS) 0.48 919 3.9645 1.6355 1.0 20.1440 0.Q1-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência Parâmetros de Simultaneidade da Chuva Parâmetros de Redução da Chuva em Área D (MIN) 20.0000 0.08 625 70.0000 0.8739 28.6583 1.0000 0.1615 25.33 0.000 P6 (MM) 24.0000 0.08 BETA 30 = 0.0000 QD .0744 0.9912 0.6215 4.5738 7.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 500 520 ACR.0534 13.0 0.0800 0.0 2560.7740 ACR.750 15.8884 7.0000 0.0000 0.6595 1.7804 0.9804 0.53 923 DESCARGA MÁXIMA Q = 90.0 320.7965 13.9391 0.0274 43.9848 0.7665 4.0 80.0274 16.0 20.0000 0.0 5120. VOL.5 C2 = 0.0 320.0 160.0 640.5687 1.4082 4.0331 7.3582 25.1523 Intervalo (MIN) 3800.0000 0.0 80.8739 28.0000 0.0 160.056 0.8996 0.8739 ACR.2940 92.9917 0.0 2560.0 D (H) 0.5830 7.0 5120.2850 131.5576 1.33 42.72 218 84.3582 13.0 2560.0 14040.6485 59.0 10240.8396 1.0 20.0000 0.1687 0.8491 6.889 1.9645 0.0744 0.27 911 6.0800 0.8787 0.8884 1.67 234.2043 99.7375 13.0000 0.111 0.7110 88.33 2.4870 1.9897 0.0800 0.0 (MIN) A 14040.8396 0.0 40.0 M3/S .0 640.62 76 50.38 6 1.9732 0.3582 25.0331 7.0800 0.8545 14.0 10240. DE P1 (MM) 27.1475 0.6443 1.0 640.7965 13.1615 4.1429 Metodologia A .6936 0.9910 44.8260 157.3582 0.00 360.8787 0.7965 31.67 85.09 37 32.32 834 32.1522 124.0000 0.0 1280.0 80.0000 0.8396 0.70 530 79.1669 0.0000 0.556 7.0 640.9789 36.5156 26.7160 9.0800 0.8470 138.6220 193.1615 4.4536 8.06 0 0. DE PE (MM) 0.0744 0.5372 82.04 11 5.8396 1.0800 0.0 N 190 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 378 (ACR.7375 17.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 18.0 160.5738 7.08 C1 = 1.9081 49.5830 4.0000 0.0 14040.7020 124.1582 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 102 CN = 60 Intervalo de 10240.16 0 0.7160 1.33 170.0 20.028 0.00 MM/H NP = 0 a = 0.0316 69.0 MINUTOS DA = 5.3270 99.57 7 3.00 BETA 15 = 0.4407 62.5952 3.0 7560.8306 0.31 873 20.8396 1.0 MINUTOS TC = 150.0800 0.9789 36.2979 17.0 21600.014 0.0 21600.0744 1.0000 0.76 18 16.7665 8.0 2560.0000 0. PE) /N (MM) 0.4497 4.788 3.1990 196.7299 27.0744 0.1506 0.5966 1.67 5.5730 0.6852 112.60 1 0.0800 0.0800 0.1523 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma U = 4.8739 28.8739 28.7160 9.0 80.5830 7.33 10.0000 0.0 40.6444 40.0800 0.5196 0.0800 K 1.

0000 0 0.23 1037 0.0 180.0 60.0 60.1273 0.5443 29.6305 1.9012 4.0 40.9023 32.7471 0.0 220.41 669 73.3975 3.0800 K 1.0 40.45 896 38.9038 77.8403 32.0 0.2904 18.5257 2.0800 0.9893 0.9016 58.6456 1.9877 2.9081 43.0 140.0173 11.0 40.33 1.9204 1.0 100.2214 5.9893 0.0 160.87 943 26.9734 4.0800 0.1627 0.0 80.00 3.2214 5. (M3 /S) (DA M3 ) 0.2214 10.3594 ACR.9893 P1 (MM) 36.Q1-B CN = 74 Intervalo de 100.6805 CN = 74 Des carga de Ponta do Fluviogram a U = 4. DE PE (MM) 0.0000 1.0000 1. V OL.1010 55.0 200.5838 53.028 0.6824 73.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 4 HORAS AR = 32.0000 0.4870 1.042 0.644 37.2214 3.8078 64.1948 19.5190 30 0.7475 2.9734 8.0 60.097 0.00 1036 1.67 2.00 1.9504 90.3975 3.0000 1.1499 PE (MM) 0.5452 1.08 BETA 0.0000 1.0 180.1451 1.3303 83.0000 0 0.4221 40.0 80.9734 8.0000 FA 0.0173 0 11.0800 0.0800 0.0 160.26 89 60.0 240.08 BETA 60 = 0.0 100.6336 13. DE P1 (MM) 36.0800 0.3605 5.3013 80.1673 0.00 BETA 15 = 0.56 1015 9.6405 1.7345 69.96 40 41.1687 0.0000 0 0.9893 0.0 200.9893 0.95 975 19.1713 0.7812 69.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.125 0.1593 0.111 0.00 0 0.9893 0.9877 60 2.3468 2.0 (MIN) A 120.1499 ACR.3476 147 2.84 258 88.00 MM/H NP = 0 a = 0.0290 2.0 180.3476 2.9062 5.0000 0.0778 85.60 1032 3.9234 49.19 998 13.0290 2.2681 4.6506 1.33 0.0000 1.9038 77.0 D (H) 0.67 4.36 757 63.0 20.9012 3.1700 0.0691 0.9062 36.9135 1.5997 1.67 3.0000 0 0.9597 1.1740 Metodologia A .05 11 23.2681 8.0026 73.0000 1.8888 25.6131 1.0000 0 0.1996 4.9580 47.0000 0 0.0 120.33 2.3468 2.2731 225 7.9893 0.0000 1.9597 39 1.0800 0.0000 0 0.0 220.0800 0.9893 0.67 1.00 2.0000 0 0.0800 0.5257 2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 103 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência D (MIN) 20.0000 0 0.0 140.6035 87.08 BETA 30 = 0.0800 0.1660 0.95 572 80.7475 2.9893 0.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.1440 0.3303 83.0000 0.0800 0.2731 7.0 120.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 A CR.0376 ALFA 0.0000 0.5190 Perda (MM) 4.0000 0 0.153 0.014 0.00 0 0.6355 1.9893 0.96 470 84.24 1038 DESCA RGA MÁ XIMA Q = 88.0000 1.5885 1.6557 FS 1.99 833 52.6255 1.0 160.09 1025 5.0 80.0 20.1560 0.0 240.0000 1.8139 1.2524 1.1727 0.1996 QD .0000 1.0000 0 0.3013 80.1451 43 1.00 D (DIAS) 0.8295 0.0 200.27 161 80.0800 0.0173 11.8139 36 1.0000 0 0.9893 0.6963 34 1.167 P0 (MM) 24.0000 1. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.33 3.01 0 9.8598 55.9336 0.00 KM2 CN = 74 PM = 1.2406 30.139 0.056 0.603 87.6336 13.0778 85.9893 0.0 140.0000 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 676 441 179 129 118 109 102 96 91 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 902 588 239 172 157 145 136 128 122 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 1127 735 299 215 196 181 170 160 152 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 992 647 263 189 172 160 149 141 134 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 857 558 227 163 149 138 129 122 115 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 721 470 191 137 125 116 109 102 97 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 586 382 155 112 102 97 88 83 79 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 316 206 84 60 55 51 47 45 43 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 180 118 48 34 31 29 27 26 24 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 45 29 12 9 8 7 7 6 6 DESC.7708 25.0 MINUTOS TC = 150.42 365 87.6336 49.0 220.083 0.42 M3 /S .6007 1.6380 21.069 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 4.6667 45.9504 90.6257 23.6485 51.0000 0 0.1892 52.6963 1.7305 27.5997 32 1.

59 3 3.0000 1.0 40.9691 0.46 44 4.6790 124.5079 18.0 5120.0 7570.90 27 13.556 7.67 85.7514 10.4680 265.6936 0.4908 8.000 0.9828 0.4033 10.0000 0.014 0.00 DIAS AR = 2.959 659.3333 95.5079 8.63 41 6.17 0.1943 8.6166 3.2580 191.33 170.01 1 1.0000 277.111 0.0 5120.000 0.9987 0.000 0.000 0.7660 136.05 M3/S .4740 0.0 20.4838 23.000 0.000 PK (MM) 17.5070 183.000 0.0 2560.0 160.0 10240.9900 0.7346 0.9969 0.0000 0.000 0.33 10.5340 0.90 4 5.0 10.8890 265.0 (MIN) A 14030.003 0.028 0.056 0.2388 0.2332 3. DE P1 (MM) 13.3629 87.1959 28.889 1.25 31 12.111 9.8708 106.0000 0.0872 13.PE) / N (MM) 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 104 CN = 40 Intervalo de 10240.67 5.000 0.6290 128.0 1280.0 5.0000 0.8279 82.33 2.9383 4.9107 3.9300 176.0 640.0 21600.7336 13.8787 0.0000 1.0 D (DIAS) 0.2388 0.0 5120.7804 0.5560 350.0000 1.0 5.0 80.7346 1.6640 331.0768 14.0000 0.8081 12.2388 1.1677 3.08 0.0 0.1870 12.1280 149.3200 170.15 0 0.31 46 3.33 42.4824 0.05 23 13.7638 13.0000 1.0 1280.7116 23.0 320.0 40.0 320.4838 ACR.000 0.000 0.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 5.0000 0.773 18.007 0.6640 331.2983 5 5 5 5 5 5 5 5 31 31 60 59 33 33 33 33 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 0 9 9 9 9 9 9 9 9 61 61 120 118 65 65 65 65 11 11 11 11 11 11 11 11 11 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 92 92 179 176 98 98 98 98 17 17 17 17 17 17 17 17 0 0 0 18 18 18 18 18 18 18 18 122 122 239 235 131 131 131 131 23 23 23 23 23 23 23 0 0 0 0 23 23 23 23 23 23 23 23 153 153 299 294 164 164 164 164 28 28 28 28 28 28 0 0 0 0 0 22 22 22 22 22 22 22 22 149 149 292 287 160 160 160 160 27 27 27 27 27 0 0 0 0 0 0 19 19 19 19 19 19 19 19 131 131 256 252 140 140 140 140 24 24 24 24 0 0 0 0 0 0 0 17 17 17 17 17 17 17 17 112 112 220 216 120 120 120 120 21 21 21 0 0 0 0 0 0 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 94 94 184 181 101 101 101 101 17 17 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11 11 11 11 11 11 11 11 76 76 148 146 81 81 81 81 14 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 8 8 8 8 8 8 57 57 112 110 62 62 62 62 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 39 39 77 75 42 42 42 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 21 21 41 40 22 22 DESCARGA MÁXIMA Q = 14.55 47 ACR.9937 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 35.7746 351.000 K 1.0000 1.0000 44.000 0.0872 21.7346 1.10 15 13.7336 19.000 0.0 1280.23 1 1.1917 21.Q2-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Duração da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.00 MM/H BETA 0.0000 0.2983 0.8950 114.0000 1.0 160.0000 0. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.1677 3.1870 18.9645 0.6166 1.0000 153. VOL.0000 1.0 5.9957 0.9675 35.0 160.0000 67.6585 11.000 0.1677 3.000 0.40 KM2 CN = 40 PM = 5.0 2560.0000 0.3620 11.0000 QD .1959 28.5079 16.0000 1.8081 18.132080 M3/S/MM DESC.6409 63.2983 0.2020 715.42 2 1.0 160.2983 0.1959 63.6930 230.000 0.97 43 5.778 3.0000 1.0 14030.000 0.0 1280.0000 FS 0.97 8 10.000 0.0 21600.7746 65.1917 18.1148 1.4838 23.0 10240.000 0.7336 19.9920 211.3620 11. (M3/S) (DAM3) 0.2487 7.9986 0.6670 478.67 21.9645 0.7638 13.8973 14.0000 0.8975 53.0000 0.0 320.000 0.79 6 7.6166 3.0 10.4838 23.2388 0.000 0.0 10.9976 0.0000 0.7346 1.2983 0.0000 0.0000 0.0000 2.7746 65.2983 0.1148 6.0000 Perda (MM) 35.000 0.0000 0.7722 0.0 D (H) 0.0320 147.9981 0.0000 224.9675 Intervalo (MIN) 3790.0000 1.0 40.0 10.0000 27.4033 19.2983 0.31 0 0.4450 561.6310 ACR.2983 0.05 0 0.0 640.000 0.000 0.0 80.0 320.6249 0.3330 184.9793 8.2388 0.4640 FA 0.5047 0.5537 42.5730 0.77 1 1.0 80.675 CN = 40 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.000 Metodologia A .0000 1.2576 5.222 0.0000 1.000 0.0000 1.0 2560.000 0.1148 1.0 40.4838 23.2388 0.9596 77.0 MINUTOS TC = 40.0 MINUTOS DA = 5.8975 28.67 233.0 20. DE PE (MM) 0.3620 24.3874 105.2983 0.67 1.8975 53.0 14030.45 38 8.33 0.2983 0.8787 0.7346 0.0 80.0 20.0 640.7638 53.11 11 12.2388 1.0000 0.9988 P1 (MM) 13.6360 95.2983 0.87 2 2.743 15.0000 123.8787 0.83 360.0 20.000 0.51 0 0.0 640.000 ALFA 0.4033 10.2388 0.444 0.8540 10.0 2560.6310 PE (MM) 0.0000 1.0000 0.9984 0.0 N 758 512 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 1024 1514 (ACR.10 35 10.56 19 14.0 5120.7514 8.0 5.9645 1.2388 0.

67 0.0000 1.0000 88.0 10.7868 3.0 55.0000 1.2500 4.7500 113.0000 0.0 70.5000 6.2500 2.4167 16.75 0.0000 0.25 1.0000 ALFA 0.0000 10.0000 1.0000 1.67 1.6305 13.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 105 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.0000 1.50 0.0000 0.42 0.0000 0.8623 0.0 110.0000 1.9938 Perda (MM) 2.0000 1.2500 2.0000 62.2500 2.0000 76.0000 0.33 1.000 97.0000 0.0000 0.0000 1.0 35.0000 1.056 0.2500 90.0000 0.2500 108.6667 67.0000 0.0633 26.024 0.2500 108.00 1.0000 7.2500 2.0000 P1 (MM) 17.0000 1.0000 1.045 0.4245 15.069 0.0000 1.0000 37.6667 4.2500 2.0000 1.7500 25.0 65.9519 9.2500 2.0000 1.0000 1.0000 0.0 115.0000 0.0000 0.0000 0.0 35.0 30.7500 104.0 D (H) 0.0 (MIN) A 90.0000 44.0000 1.0000 K 1.7476 10.010 0.2500 2.6667 4.0000 0.0 20.0 100.0000 1.0000 44.6318 1.0833 34.42 1.6667 4.6667 81.0000 1.0 75.6667 4.3877 1.0 35.0000 0.7500 71.0 115.0 115.0000 1.6667 4.0000 0.0000 1.5000 92.Estudos Estatístico de Dados Pluviográficos Locais TR = 10 ANOS DU = 5.0000 1.2500 2.083 PK (MM) 17.0 90.0000 0.0000 PE (MM) 0.0 30.0000 7.0 70.0 105.0000 1.0000 0.0 65.6667 2.0000 37.0000 7.0000 0.Q2-B1 CN = 55 Intervalo de 85.6667 4.6667 10.75 1.0 40.0 90.7500 85.6667 81.035 0.0000 1.031 0.58 0.0000 0.0000 1.0000 0.0000 0.0000 106.0 100.8286 5.0 25.038 0.0000 1.2500 99.4167 30.7387 3.0000 0.9521 0.2500 108.0 0.6667 4.0 110.0 15.0000 97.0000 0.3682 0.0000 1.0000 7.9305 0.0000 1.0000 1.042 0.6667 4.8155 2.0000 1.7500 113.0000 0.7500 95.0000 0.0418 1.0000 0.0000 0.0000 88.0000 0.0000 1.40 KM2 CN = 55 PM = 4.2500 2.2500 99.0000 1.0000 0.0000 1.3644 1.0000 1.0000 51.7500 92.0000 1.014 0.0000 0.080 0.58 1.0000 1.0000 1.5000 110.0000 1.2500 2.0 110.0000 58.3551 16.3416 1.6667 9.08 1.2613 13.0000 0.0 40.0000 0.0000 0.00 D (DIAS) 0.6441 7.0000 1.0000 1.5000 101.7500 113.0000 1.0 45.0000 0.2500 4.5000 110.2500 2.0 45.3333 72.0000 1.1845 4.92 1.0000 ACR.2979 1.2500 2.08 0. DE PE (MM) 0.0000 10.2500 2.0 80.0000 0.0000 0.0000 0.007 0.7500 11.0000 106.9297 11.6667 4.5000 101.017 0.8965 4.0481 0.0 40.0000 0.0000 1.0000 1.5162 14.0 60.0000 1.4361 1.0000 1.83 1.0000 Metodologia B .7500 104.059 0.0481 0.0000 1.3333 72.2500 99.0000 0.6667 4.0 15.00 MM/H BETA 0.0 95.0000 0.5000 92.003 0.7500 95.0 10.0 50.0 60.3333 86.0000 7.0000 1.2500 2.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 2.0000 0.063 0.2500 2.7500 95.0000 1.5000 110.0000 0.6667 4.2500 2.049 0.0000 0.2500 2.2500 2.0000 0.0000 0.2768 1.0000 0.0000 0.2500 4.17 1.2562 .0000 0.2500 2.0 55.0000 0.0000 0.0 25.9732 0.0000 0.0000 62.7682 12.2500 2.9084 0.0 80.8139 0.0000 0.25 0.0000 2.0 5.0000 1.0 30.0000 1.4116 1.0000 1.0000 1.17 0.9582 5.0 15.0 105.076 0.066 0.0 50.2742 ACR.7500 54.3072 17.0 25.0 80.0000 0.0000 76.0000 1.052 0.0000 1.0000 0.0000 7.6667 4.2500 QD .7500 104.0000 1.0 100.0 55.6667 4.0000 0.0000 10.0000 FA 1.2500 2. DE P1 (MM) 17.0 50.0000 1.50 1.1035 2.5000 101.0000 1.0000 FS 1.0000 1.0 10.0 60.0000 4.83 0.0000 0.0000 0.6667 4.0 MINUTOS TC = 40.0 85.0 65.0000 1.2500 2.92 2.0 20.021 0.1156 10.0000 97.7500 44.6667 4.0 75.8856 0.073 0.0000 1.0 20.028 0.7500 78.0 45.6667 67.0000 1.0000 0.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 2 HORAS AR = 2.2500 90.0000 58.2500 2.0000 51.0000 1.0 85.0000 0.0000 1.2500 2.0000 1.0000 106.0000 1.0000 27.2804 18.0000 1.0000 0.0 75.0000 1.0 70.2500 2.0000 1.8384 0.33 0.0 120.0 95.0000 0.3195 1.0000 0.3333 86.0 95.0000 27.0000 0.0 120.0 5.0000 1.0 105.

66 9 10.31 0.39 5.0000 0.8856 0.00 0 0.8623 0.44 4.0000 0.9732 0.62 13 11.1035 2.0000 0.0000 0.01 4 8.8139 0.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 14 57 34 40 45 15 16 16 17 17 18 18 18 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 28 115 69 79 89 31 32 33 33 34 35 36 37 38 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 42 172 103 119 134 46 47 49 50 51 53 54 55 56 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 56 230 137 159 179 61 63 65 67 69 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 70 287 171 198 223 77 79 81 84 86 88 90 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 68 280 167 194 218 75 77 79 82 84 86 88 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 60 246 147 170 191 66 68 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 51 211 126 146 164 57 58 60 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 43 177 106 122 138 47 49 50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 35 142 85 98 111 38 39 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 26 108 64 75 84 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 18 73 44 51 57 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 9 39 23 27 135 140 145 150 155 160 165 170 175 180 DESCARGA MÁXIMA Q = 11.0000 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 106 QD .00 0 0.0000 0.0418 1.14 37 39 40 41 42 43 43 43 44 44 .94 19 10.38 3.00 0 0.0000 0.8384 0. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.94 1.0000 0.0481 0.0000 0.00 0 0.0000 0.27 38 ACR.0000 0.12 25 9.00 0 0.0000 0.07 M3/S 75 0 0 0 0 0 0 0 0 0 92 94 0 0 0 0 0 0 0 0 90 92 0 0 0 0 0 0 0 75 77 79 80 0 0 0 0 0 0 63 65 66 68 69 0 0 0 0 0 51 53 54 55 57 58 0 0 0 0 40 41 43 44 45 46 47 0 0 0 30 31 31 32 33 34 35 35 0 0 20 20 21 21 22 22 23 24 24 0 30 10 11 11 11 12 12 12 12 13 6.9084 0.57 22 10.07 16 10.9305 0.00 0 0.68 1.80 0.95 31 8.0000 0.18 0 1.01 0 0.9938 0.20 1 3.9521 0.0000 0. VOL.00 0 0.7387 3.00 0 0.58 28 8.86 2 6.0000 0.3682 0.0000 0.52 2.132080 M3/S/MM DESC.Q2-B2 CN = 55 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.06 33 7.00 0 0. (M3/S) (DAM3) 0.0000 0.0000 0.8155 2.0000 0.15 6 9.00 0 2.41 0.

0000 0.0000 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.0000 0.2670 274.8260 14.0000 0 0 0 306 346 300 254 1366 1179 38 0.333 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 23 512 462 70 70 70 70 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 178 161 24 24 24 24 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 523.667 5.4838 ACR.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.0 1920.9572 0.00 0.6048 14.583 15.3636 29.0 0.0000 0.00 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0.083 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 11.3658 37.1330 368.65 70.2970 176.00 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.0000 0.8000 211.0200 157.8420 167.3636 9.34 215.0000 1.00 2.0 480.9617 102.1358 23.1040 209.0000 0.0000 1.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 12360.34 M3/S .8825 0.9119 -1.0 (MIN) A 12360.0 240.0 21600.00 0.0 KM2 CN = 60 PM = 1.55 288.0 MINUTOS DA = 5.667 1.0 7680.8000 240.45 174.9748 Intervalo (MIN) 4680.0000 0.0000 0.00 4.0579 119.0000 0.5481 0.000 PK (MM) 100.0000 0.9748 QD .1971 37.9617 38.9139 0. DE P1 (MM) 63.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.3330 318.75 434.39 0.000 128.0 1320 1380 1440 1500 1560 1620 1680 QP = 9.3620 167.0000 0.5966 77 153 230 2009 2513 98 83 0 0 0 3.9689 P1 (MM) 63.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.9556 0.0 3840.00 128.6000 158.9082 2.3280 139.0 3840.0000 K 1.0000 1. (DAM3) 0 0 0 0 0 0 0 0 9 35 274 903 1943 3408 5220 7104 8849 10413 11751 12821 13596 14081 14333 14464 14538 14571 14580 14580 ACR.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.5716 2.3850 178.9119 8.1785 26.5038 55.1358 556 50 75 0 0 0 0 0 0 0 23.0000 0.2700 165.00 8.0484 35.0000 0.34 484.4554 17.0 1920.0000 2.3570 26.9617 38.5000 183.4500 ALFA 0.7260 179.0 960.0000 Metodologia A .00 32.5966 77 1004 1668 100 113 0 0 0 0 0 3.0000 0.0000 1.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.3658 20.7940 168.6710 468.0000 0.0 120.0 N 78 32 8 2 1 1 4 16 64 154 (ACR.8583 0.0780 ACR.0 DIAS AR = 220.0 480.0000 0.333 8.1785 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.00 206.0000 0.0 1920.9337 0.0 MINUTOS TC = 420.0000 0.0 3840.0 60.8820 160.0 960.00 0.0 7680.00 2.75 297.0000 0 153 230 306 346 1969 1846 68 53 0 0.5257 -1.0000 0.0000 0.1785 25 50 0 0 0 0 0 0 0 0 2.86 503.5716 -1.0 21600.0 120.0000 0 0 0 0 346 300 254 208 1065 845 0.9748 11.0000 0.0000 0.5716 2.0484 37.0 60.3636 -1.0 D (H) 1.3780 11.5966 77 153 1507 2224 113 98 0 0 0 0 3.3682 0.0000 1.25 2.0 240.7491 0.1040 209.22 371.PE) / N (MM) 0.5541 63.7400 179.9082 8.0780 PE (MM) 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0. DE PE (MM) 0.00 D (DIAS) 0.9621 0.0000 1.0 3840.0 480.3636 -1.9466 0.5966 0. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 107 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.8583 0.00 64.7610 6.9082 8.7354 0.00 MM/H BETA 0.0000 1.0000 FS 0.0000 0 0 0 0 0 300 254 208 162 763 0.0976 66.00 360. (M3/S) 0.0 1920.42 20.0 960.0484 -1.0000 0.0 960.5541 20.0 9240.0000 0.0 12360.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.3570 28.Q3-A CN = 60 Intervalo de 7680.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 162 116 0.0000 0.5966 77 153 230 306 2270 2180 83 68 0 0 0.0000 0.45 7.042 0.4838 66.8313 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 1.167 0.0 480.00 0.0 240.0 240.0000 Perda (MM) 11.93 406.0000 0.3780 29.26 134.1358 23.00 16.4838 66.4838 66.49 523.4928 52.9572 1.5031 0.00 VOL.60 9.0000 0.6048 502 1112 75 100 0 0 0 0 0 0 3.6048 3.0 120.0000 2.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 116 0.34 66.0000 0 0 0 0 0 0 0 208 162 116 0.0 60.333 2.0000 0 0 0 0 0 0 254 208 162 116 0.0 60.0000 0 0 230 306 346 300 1667 1513 53 38 0.6308 0.0 120.4607 FA 0.00 36.0000 1.0000 1.0000 0.00 0.3780 29.9655 0.

0000 0.2673 63.083 0.9056 0.0 600.5380 52.3919 51 102 153 204 230 199 358 1016 1734 7 0 0.8988 13.0000 0 0 0 0 0 0 169 138 108 77 47 0.0 360.0000 0 0 0 0 0 199 169 138 108 77 47 0.0633 4.0 420.4540 129.3919 Perda (MM) 7.8000 188.0000 0. DE PE (MM) 0.042 0.0 360.5479 5.8320 175.0000 0.22 13.3919 2. (M3/S) 0.3919 4.0 300.5380 13.6160 ACR.9056 0.44 257.0 600.0000 1.0 540.9056 0.375 0.0000 1.0 180.3919 4.0 (MIN) A 360.72 24.0 480.0000 1.0633 13.0000 0.6593 66.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 262 119 34 16 16 16 16 16 16 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 554.0000 2.0 420.6189 ACR.0 300.2270 75.5300 150.9056 0.00 2.3919 4.5930 157.6940 150.0 660.417 0.0000 1.00 4.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.0000 2.0000 2.00 6.0000 1.5552 116.0 600.0000 1.0 60.0000 1.0000 1.0000 1.0000 0.0000 1.00 0.86 452.3919 4.0000 0.0 420.0000 1.0 KM2 CN = 64 PM = 2.0000 0.0618 2.1000 178.0000 0 0 0 204 230 199 169 138 108 164 343 0.0000 FA 0.4400 170.00 10.6160 184.0633 7.0 660.3919 2.0000 0.0000 0.5380 7.5930 157.0 180.22 111.0 120.0000 0 0 153 204 230 199 169 138 228 568 753 0.02 395.4490 17.8320 175.00 8. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.2240 179.0000 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo Para Cáculo Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60. DE P1 (MM) 90.2086 38.0000 0.0000 1.0000 0.9056 P1 (MM) 90.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 108 77 47 0.0633 13.0000 0.70 6.6500 193.3919 4.0000 0 0 0 0 0 0 0 138 108 77 47 0.3919 4.3919 51 102 323 1493 3698 17 0 0 0 0 0 2.3919 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.26 324.0 540.6570 162.0 480.00 7.0 480.250 0.0000 1.0000 1.6000 143.0633 20.0000 1.9056 0.9056 0.208 0.00 5.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 77 47 0.0490 166.2086 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 38.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.3919 51 102 153 204 487 1464 2716 12 0 0 0 2.3919 2.51 505.458 PK (MM) 100.0000 128.3919 4.8350 73.0000 0.0 660.0000 0.0000 1.9500 183.5479 373 1636 13 0 0 0 0 0 0 0 0 5.0000 0.0 540.0000 2.0000 1.1393 124.2086 38.0 1320 1380 1440 QP = 9.4490 818 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 17.24 75.0618 108 747 2454 18 0 0 0 0 0 0 0 2.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 7.3919 4.292 0.3919 7.3000 174.9056 0.0000 1.9920 143.2240 179.00 MM/H BETA 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0.0633 4.0490 166.0 720.0 60.0 240.00 D (DIAS) 0.0000 0.25 554.42 54.74 177.5380 90.0 0.15 1.3509 2.0512 68.3919 2.32 550.9056 0.0 MINUTOS TC = 420.9056 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.3919 4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 108 Qd .0000 0.0000 1.00 .0000 0.32 M3/S 0.0000 0.0000 0.4400 170.6576 56.167 0.38 456.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.6013 34.0 D (H) 1.5380 13.5380 13.5552 25.0080 PE (MM) 0.3919 51 102 153 204 230 422 1240 2225 9 0 0 2.8988 7.5500 158.Q3-B CN = 64 Intervalo de 300.00 11.0000 0.00 9.3500 ALFA 0.5000 198.0 180.0000 FS 1.125 0.64 197.0 240.20 330.4431 70.6570 132.0000 0.5552 25.333 0.2055 61.0000 Metodologia B .0015 2.9056 0.0 120.3919 2.0000 0 0 0 0 230 199 169 138 108 77 99 0.0000 1.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 12 HORAS AR = 220.0 240.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 47 0.0 120.43 80.0000 2. (DAM3) 0 0 2 292 1002 2170 3812 5808 7790 9611 11238 12661 13850 14778 15416 15817 16088 16283 16419 16506 16556 16578 16583 16583 ACR.00 0.0000 0 102 153 204 230 199 169 293 792 1243 4 0.19 37.3919 51 215 1120 3572 20 0 0 0 0 0 0 2.0000 K 1.59 VOL.1062 8.5000 166.00 3.3919 51 102 153 431 1688 3207 15 0 0 0 0 2.

No estabelecimento do valor da descarga pelo método racional admite-se que a precipitação sobre a área é constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia. Entretanto. A = 3. c o coeficiente de deflúvio. conseqüentemente reunindo todas as incertezas dos diversos fatores que interferem neste parâmetro. é dada pelo produto da área da bacia. esta expressão é.se dessa forma Q= Q a descarga máxima. pela intensidade da precipitação. c. com a duração igual ao tempo de concentração. Para considerar que todos os pontos da bacia contribuem na formação do deflúvio é estabelecido que a duração de chuva deve ser igual ou maior que o seu tempo de concentração e. mas em todo o mundo.P. o que envolve além do volume da precipitação vertida. a avaliação do efeito da variação da intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. Contudo. por sua simplicidade. em m³/s. A c. conhecido como coeficiente de deflúvio. multiplicado pelo coeficiente de deflúvio.i. não só no Brasil. dentre todos os métodos de avaliação de descargas de projeto para os sistemas de drenagem. principalmente nas bacias de pequeno porte ou em áreas urbanas. O coeficiente de deflúvio representa essencialmente a relação entre a vazão e a precipitação que lhe deu origem. A. o método exige a definição de um único parâmetro expressando o comportamento da área na formação do deflúvio.6 t C sendo: i a intensidade da chuva definida em mm/h e . aquele que é utilizado com maior freqüência. a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia.6 3. relacionando o valor desta descarga com a área da bacia e a intensidade da chuva através de uma expressão extremamente simples e facilmente compreensiva. como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração. por sua extraordinária facilidade de cálculo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 109 7 MÉTODO RACIONAL Consiste o método racional no cálculo da descarga máxima de uma enchente de projeto por uma expressão muito simples. Tem. tc . Nesse caso a descarga máxima Q.

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A a área da bacia hidrográfica, em km2. Primordialmente o coeficiente de deflúvio representa a relação entre o deflúvio e a precipitação que lhe deu origem e na realidade engloba também o efeito da variação de intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. Para estabelecer a fórmula usada nesse método, admite-se uma chuva de intensidade constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia e, com isto, para todas as partes da bacia contribuírem simultaneamente com seus deflúvios no ponto onde se está avaliando a descarga, a duração de chuva deverá ser igual ou maior que o seu tempo de concentração. Como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração, a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. Como a intensidade pluviométrica é a chuva precipitada por unidade de área, a expressão pode ser também apresentada em função da altura de chuva precipitada, com a duração igual ao tempo de concentração da bacia, como foi apresentada na segunda parte da expressão. No capítulo 6 foram apresentadas diversas expressões para definição do tempo de concentração da bacia e a precipitação pode ser determinada de acordo com o que é apresentado no livro “ Chuvas intensas no Brasil” ou outro procedimento referidos no capítulo 6. Nesta obra, que se constitui em um conjunto bastante significativo para as chuvas em todo o território nacional são apresentados os parâmetros e as equações que indicam a variação da precipitação para os diversos períodos de recorrência para 98 postos pluviográficos que, em função de terem sido exaustivamente testados, são do domínio público e sua utilização pode ser generalizada. Nota-se que as precipitações relativas a cada posto variam muito pouco para diferentes tempos de recorrência e estas diferenças são ainda menores para as durações de precipitação mais longas. Quando se dispõe de dados pluviográficos de chuvas de curta duração, para um posto que se considere mais representativo para a bacia em estudo, convém efetuar sua análise estatística para deduzir a precipitação com a duração igual ao tempo de concentração e recorrência de projeto. Dispondo-se de dados pluviométricos de um posto mais próximo da bacia do projeto que os postos referidos e havendo, pelo menos, 10 a 15 anos de observações, convém efetuar a análise estatística desses dados e, para tanto, multiplica-se a precipitação diária com período recorrência de 10 anos por 1,13 para obter-se o valor para 24 horas. Dividindo-se o resultado pela

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precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência, pode ser obtida a precipitação relativa de 24 horas do posto pluviométrico considerado. Essa precipitação relativa é multiplicada pela precipitação do posto de referência do Anexo C, para a mesma duração em tempo de recorrência de projeto, para obter a precipitação cuja intensidade deverá ser usada na expressão do método racional. Esse procedimento admite que as curvas de chuva não se alteram apreciavelmente com a mudança do tempo de recorrência, o que se pode constatar como verdadeiro examinando-se as diversas curvas obtidas para os 98 postos catalogados. O método racional tem sido usado de preferência para bacias de pequena área, mas nada indica que não seja aplicável a bacias maiores, como usualmente é usado em projetos rodoviários em outros países. Naturalmente para bacias maiores torna-se necessário corrigir as precipitações através do fator de redução para a área, uma vez que a distribuição na superfície da bacia não é uniforme e por isso é denominado normalmente como fator de distribuição. De qualquer forma o método racional define apenas a descarga máxima e não a forma completa do hidrograma requerido para alguns casos. A maior dificuldade na aplicação do método racional reside na criteriosa escolha do coeficiente de deflúvio c. A fim de correlacionar os valores do coeficiente de deflúvio c com os números de curva CN, representativo da infiltração do solo como é recomendado pelo Soil Conservation Service, calcularam-se numerosas bacias pelas metodologias A e B, antes descritas, determinando-se, em cada caso, qual o coeficiente de deflúvio que daria a mesma descarga pelo método racional. Resultaram assim tabelas, correspondentes às metodologias A e B, respectivamente, fornecendo os coeficientes de deflúvio do método racional, em função dos quatro parâmetros: tc - tempo de concentração; A - área da bacia hidrográfica; CN - número da curva de infiltração do solo; FP - fator de precipitação, indicando a potencialidade das chuvas intensas, inclusive seu tempo de recorrência. Quando se usam dados pluviográficos, obtém-se primeiro a precipitação desse posto para diversas durações e período de recorrência de 10 anos. Dividindo-se esses valores pelas precipitações do posto de referência para TR = 10 anos e diversas durações e marcando-se esses

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valores correspondentes à região mais representativa da área de projeto, pode ser escolhido o posto que tenha as precipitações relativas mais próximas das obtidas para o posto em estudo. Para analisar dois postos com curvas de precipitações relativas semelhantes ao posto

considerado procura-se o fator de precipitação do posto de comparação ou dos dois encontrados no anexo B como sendo mais semelhantes ao posto em estudo, efetuando-se a correção ou interpolação de acordo com a posição das respectivas curvas de precipitações relativas. duração unitária será DU = tC / 8. Quando se usam dados diários de um posto pluviométrico muito mais próximo da área em estudo que os postos analisados e que disponham de 10 a 15 anos de observações, efetua-se uma análise estatística para definir a precipitação para o período de recorrência de 10 anos, multiplicando-se o resultado por 1,13 para obter a precipitação de 24 horas de igual freqüência de ocorrência. Como exemplo é apresentado o cálculo para a bacia calculada anteriormente, em que TR = 10 anos; tc = 40 min.; A = 2,4 km² e CN = 40. Acham-se primeiro as precipitações relativas, PR, do posto escolhido para diversas durações, dividindo-se as precipitações de períodos de recorrência de 10 anos de desse posto, PK , dadas pela análise estatística, pelas precipitações de igual duração e freqüência do posto de referência, P10, conforme o quadro que se segue:
D PK(am ) P10(m m ) PR 5m in 15m in 30m in 17 15,3 1,11 37 32,2 1,15 58 44,7 1,3 1h 86 59,4 1,45 2h 113 74,7 1,51 4h 143 91,1 1,57 8h 174 107,8 1,61 24h 234 139 1,68 48h 290 167 1,74 4d 368 207 1,78 8d 510 276,9 1.84 16d 745 403,6 1,85

A

Como o posto considerado encontra-se na Baixada Santista , comparando-se os valores determinados com os , correspondentes ao posto de nº 75 - Santos, São Paulo, observa-se uma boa aproximação entre as precipitações relativas do posto em estudo e as do posto de Santos . Adotando-se o fator de precipitação NP= 75, o número de curva CN= 40, TR = 10 anos e a duração unitária DU = 40 / 8 = 5 minutos, resulta um fator de precipitação de FP = 1,68. Procurando-se através de interpolação para tC= 40 minutos, A = 2,4 km², CN = 40 e FP = 1,68, determina-se o coeficiente de deflúvio de C= 0,1828. A intensidade de chuva com 40 minutos de duração, igual a

I = 67,33

66 = 101,0mm / h 40

tc = 75 minutos. tc = 75 minutos. Para exemplificar a aplicação do procedimento de cálculo B.2 mm.5 = 107.6 valor que não difere muito dos 14.5 km² e CN 72.9m 3 / s 3.6 Este valor é cerca de 28% maior que 84.0 × 2. Como para o posto de referência a precipitação com duração de 40 minutos e período de recorrência de 100 anos igual a 71.1 × 10. A = 10.385. usando os dados diários de um posto pluviométrico próximo à bacia em estudo em vez de um posto pluviográfico e calculando-se pelo método racional a descarga da bacia apresentada no sub-capítulo 6.1.2. será: Q= 0.1mm.34 m3/s obtidos com a aplicação direta dos fluviograma unitário triangular.2 = 64.5 km2.4. o coeficiente de deflúvio c = 0. c = 0. Interpolando-se os valores entre os fatores dos postos NP = 17(Campos) e NP = 48 (Niterói) .7. TR= 100 anos e CN= 72.4 = 12. Com o fatot FP = 1.1 60 = 96.90. Conforme o exemplo a precipitação de 24 horas e período de recorrência de 10 anos neste posto é 131. Trata-se o exemplo de uma bacia situada na baixada fluminense. A intensidade da chuva correspondente será: 64.454. a precipitação para a mesma duração e freqüência no posto considerado será 0. conforme o exemplo do sub-capítulo 6.6.385.5 = 10 minutos.1828 × 101. com A = 10. no Estado do Rio. A média dos fatores de precipitação para a duração de 48 horas nos postos de nº 48 Niterói e nº 17-Campos é próxima de FP= 0.90 x 71.2.454. .942.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 113 Através do método racional. define-se: Q= 0. Considerando-se a duração unitária DU = 75 / 7. entre Niterói e Campos. Ressalta-se ainda que foi escolhida essa duração porque as chuvas prolongadas influem de modo predominante o fator de precipitação.31m3 / s 3.4 m3/s. obtem-se o fator de precipitação FP = 1.1mm / h 40 e a descarga máxima com o coeficiente de deflúvio antes achado. obtidos com a utilização das descargas específicas.385 × 96.6.00 minutos e o fator de precipitação 0.

10.70 a 0.50 a 0. são introduzidos coeficientes redutores das chuvas de ponta que são designados Coeficientes ou Fatores de Distribuição. consideradas uniforme no Método Racional.70 . normalmente utilizado em projetos rodoviários é dado por: n = A-0. COEFICIENTES DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL Para aplicação em drenagem urbana e chuva de 5 a 10 anos de tempo de recorrência. onde n = coeficiente de distribuição e A = área da bacia em km² Para obras urbanas.15. como é recomendado pela Fundação Rio Águas.95 0. principalmente nas bacias de médio porte.2) que representam os coeficientes de escoamento superficial ou run-off QUADRO . gerando vazões relativamente superiores às que realmente ocorrem.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 114 a.50 0. reproduzem-se em seguida duas tabelas (Quadros 7. por exemplo. O mais comum destes fatores. Coeficiente de Distribuição Para corrigir os efeitos da distribuição das chuvas nas bacias hidrográficas.7. utiliza-se o coeficiente definido por Burkli-Ziegler que define: n = A-0. áreas superiores a 1 km² .1 a 7.1 DESCRIÇÃO DAS ÁREAS DAS BACIAS TRIBUTÁRIAS COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Comércio: Áreas Centrais Áreas da periferia do centro Residencial: Áreas de uma única família 0. onde A = área da bacia em ha 7.30 a 0.1.

60 a 0.90 0.35 0. A tabela que se segue fornece os coeficientes de deflúvio para algumas superfícies típicas.40 0.85 0.50 a 0.40 a 0. QUADRO .75 a 0.95 .75 0. solos arenosos: 0.75 a 0.60 0.50 a 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 115 Multi-unidades. sendo os pesos proporcionais às áreas dessas superfícies.20 a 0.10 a 0.20 a 0.95 0. isoladas Multi-unidades.80 a 0.25 0.80 0.40 0.25 a 0. cemitérios Playgrounds Pátio e espaço de serviços de estrada de ferro Terrenos baldios 0.30 Ás vezes é conveniente obter o coeficiente de deflúvio de uma bacia pela média ponderada dos coeficientes das diferentes superfícies que a compõem.10 a 0.95 0.2 TIPO DE SUPERFÍCIE COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Ruas: Asfalto Concreto Tijolos Trajetos de acesso a calçadas Telhados Gramados.70 0.60 a 0. ligadas Residencial (suburbana) Área de apartamentos Industrial: Áreas leves Áreas densas Parques.7.70 a 0.85 0.70 a 0.

10 a 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 116 Plano. 7% Gramados.15 0. 2% Médio. 2% Médio.10 0.05 a 0.18 a 0.20 0.17 0.13 a 0.22 . 7% 0.15 a 0. 2 a 7% Íngreme. solo compacto: Plano. 2 a 7% íngreme.

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