MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

2ª Edição

Rio de Janeiro 2005

REVISÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Tec° Marcus Vinícius de Azevedo Lima (Técnico em Informática) Tec° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Tec° Reginaldo Santos de Souza (Técnico em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri DNIT / DPP / IPR)

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Paulo Romeu de Assunção Gontijo (DNER / IPR) Eng° Saul Birman (DNER / IPR) Est. Julio César de Miranda (DNER / IPR) Engª Carmen Sylvia Mendes Teixeira (DNER / IPR) Eng° Otto Pfasfstetter (Consultor) Eng° Haroldo Stwart Dantas (Consultor) Eng° Renato Cavalcante Chaves (Consultor Eng° João Maggioli Dantas (Consultor Eng° José Helder Teixeira de Andrade (Consultor Eng° Guioberto Vieira de Rezende (Consultor

COLABORAÇÃO:
GEPEZ – Consultoria de Engenharia Ltda.

Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem. 2. ed. Rio de Janeiro, 2005. 1. Rodovia – Hidrologia – Manual. I. Série II. Título

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM .

: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: dnitiprnormas@ig.com.: (0XX21) 3371-8133 e-mail.MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra.: (0XX21) 3371-5888 Fax. Km 163 – Vigário Geral Cep.br TÍTULO: MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado Pela Diretoria Executiva do DNIT em ___ / ___ / _____ .

..... GENERALIDADES .....4......... 13 MÉTODOS ESTATÍSTICOS ................................................................. RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA ..... 55 RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO .................... 56 6. 5...................................3........... 52 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO ...........................3......... 6......................4... 15 VALIDADE . CURVA DE MOCKUS ...................... 35 MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO ...................................1............................................................. 6............................................2................................................1...................... 9 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGA DE PROJETO .... 61 ..................................................................... 29 ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES ... 39 SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS ................ 5....... 23 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III (LP-III) ................................................ 37 VALIDADE .............................................................................................................................. 6..............................5.........................................................................................................4.......................................... 17 MÉTODO DE HAZEN ...............3................. 38 CHUVA DE PROJETO ..................................2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 1 SUMÁRIO 1 2 3 4 5 INTRODUÇÃO ................ 6...2................... 15 MÉTODO DE GUMBEL . 5... 5 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES ............4....1..........3...................................... 15 5.... 43 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA ..................................... 6...... 6......................................... 6................................... 56 CHUVAS ANTECEDENTES ...............................3......3...............6............... 6 TRANSPOSIÇÃO DE DADOS ......................4................................................................................................. 39 6................... 5........1.. 5...... 37 6......3.........................................2. 7 TEMPO DE RECORRÊNCIA ....................................

.....6...................................................6... 6...............Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 2 6..................................... MÉTODOS DE CÁLCULO ........ 64 CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO ... 6......... 117 .....4.................................... 63 FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR .....................4......................................1......... 81 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL.................................2......3...6..6....................................................................... CHUVAS DE PROJETO ............................... 6........... 89 CÁLCULO DE DEFLÚVIOS ..........2...........................3..................... 6.....5... 89 EXPRESSÃO DA CHUVA DO ENG° OTTO DFAFSTTETTER...................... INFILTRAÇÃO MÍNIMA ...... 6....5.................... 98 7 8 MÉTODO RACIONAL .......1....................... 64 6...................5..................... 85 6................... TEMPO DE CONCENTRAÇÃO ......................3...................5.6............. 96 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA ......... 6......................... 109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................... 89 6...

com. Vigário Geral.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 3 APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR). Centro Rodoviário.: (21) 2471-6133 e-mail: dnitiprnormas@ig. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra.: (21) 2471-5785 Fax.br e ipr. comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências.br . durante as precipitações mais significativas. Rio de Janeiro CEP – 21240-330. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. RJ Tel. permitiu o seu aprimoramento. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos.dnit@brfree. de grande profundidade teórica. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis. cuja larga aplicação. fruto da revisão e atualização de Manual homônimo do DNER. A presente edição do Manual Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros. sem pretender tornar-se um documento acadêmico. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu “Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem”. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. Km 163. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. simplesmente. datado de 1990.com. mas. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. Com esta ótica.

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durante as precipitações mais significativas. Com esta ótica.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 5 1 INTRODUÇÃO O Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. sem pretender tornar-se um documento acadêmico. . comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. cuja larga aplicação. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. simplesmente. mas. de grande profundidade teórica. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis. permitiu o seu aprimoramento.

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. de bacias hidrográficas de pouca importância hidrológica e. via de regra.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 7 2 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES No dimensionamento das estruturas de drenagem das rodovias é de grande importância a consideração dos fatores de risco de superação e do grau de degradação que possam ocorrer devido a longas exposições da estrada aos efeitos da precipitação. em cuja definição considera-se a importância das perdas por infiltração. embora sejam adotados diversos procedimentos simplificadores. perfeitamente justificáveis para a natureza das obras dimensionadas. em geral utiliza-se de procedimento indireto. No estabelecimento das descargas de projeto. nas determinações das descargas de projeto. por esta razão. que indicarão o comportamento dos cursos d’água em função dos solos e cobertura vegetal destas bacias. como das características pedológicas. por não se dispor de registros fluviométricos. como os efeitos negativos dos aguaceiros sobre as rodovias dizem respeito aos danos que possam ser causados pela erosão ou pela influência direta na segurança do tráfego. sendo desprezíveis as perdas que possam ocorrer por absorção pela vegetação ou pela evapotranspiração. durante as chuvas. os métodos de cálculo usuais visam o estabelecimento da descarga máxima suportável. que independem das condições climáticas. Face a necessidade de se preservar a integridade da plataforma rodoviária deve ser ainda considerado o nível de alagamento que possa ocorrer nas proximidades dos cursos d’água de modo a ser impedido o transbordamento nos aterros e inundações das pistas. o que leva a tratar-se o ciclo hidrológico de uma forma particular. adotando-se expressões matemáticas que estabelecem a relação chuva – deflúvio. deve-se dar tanta importância às características fisiográficas das bacias. Assim. Outro fator a considerar-se é o fato de tratarem-se as transposições de talvegues.

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TEMPO DE RECORRÊNCIA

Para as obras de engenharia a sua segurança e durabilidade freqüentemente associam-se a tempo ou período de recorrência cujo significado refere-se ao espaço de tempo em anos onde provavelmente ocorrerá um fenômeno de grande magnitude pelo menos uma vez. No caso dos dispositivos de drenagem este tempo diz respeito a enchentes de projeto que orientarão o dimensionamento de modo que a estrutura indicada resista a estas enchentes sem risco de superação, resultando desta forma a designação usual de descarga de projeto. A escolha do tempo de recorrência da enchente de projeto de uma obra de engenharia, conseqüentemente, a vazão a ser adotada no projeto de uma determinada obra, depende da comparação do custo para sua implantação e da perspectiva dos prejuízos resultantes da ocorrência de descargas maiores do que a de projeto, levando-se em conta que quanto maior o tempo de recorrência mais onerosa será a obra, porém os prejuízos decorrentes da insuficiência a esta vazão serão menores, resultando menores despesas de reposição ou reparos. Como os danos decorrentes da insuficiência de vazão dependem também da importância da obra no sistema, são diferentes os valores a serem adotados para o período de recorrência, variando conforme o tipo de obra. Assim, um bueiro de rodovia com capacidade de vazão insuficiente pode causar a erosão dos taludes junto a boca de jusante, ruptura do aterro por transbordamento das águas ou inundação de áreas a montante, no caso de canal ou galeria de drenagem urbano estes danos podem ser mais sentidos caso ocorra a interrupção do trânsito, mesmo temporariamente ou danos em imóveis residenciais ou mercadorias nos estabelecimentos comerciais. No caso da insuficiência de vazão em seções de pontes, em geral, os danos são muito significativos podendo ocorrer a sua destruição ou a ruptura dos aterros contíguos, proporcionando uma maior seriedade na interrupção dó tráfego, por exigir obras de recomposição mais vultuosas e demoradas. Geralmente os períodos de recorrência normalmente adotados nestes casos são de 10 a 20 anos para bueiros, canais ou galerias de drenagem nas obras rodoviárias e, para as pontes definem-se tempos de recorrência de 50 a 100 anos, conforme o tipo e importância da obra. Para a fixação do tempo de recorrência da enchente de projeto leva-se em a consideração a folga entre o nível d’água previsto e algum ponto crítico característico como um ponto baixo na estrada próximo ao local em análise ou a face inferior da superestrutura de uma ponte. Na maior parte dos casos considera-se a exigência de uma folga de 1,00 m, ainda muito

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usada e que, em muitos casos deverá ser mais elevada, como nos casos de canais navegáveis, onde deve ser respeitado o gabarito. Para o projeto de bueiros é habitual considerar como limite o afogamento da galeria no interior da canalização sendo permissível a elevação do nível d’água a montante além da geratriz superior da obra pelo fato de que a retenção temporária das águas a montante pode amortecer consideravelmente os picos de cheias sem comprometer os taludes vizinhos. Deve-se levar em conta, entretanto, que quando os bueiros trabalham com carga hidráulica, lâmina d’água acima da geratriz superior, ocorrem velocidades elevadas que, na boca de saída, provocam erosões, desagregando o aterro da estrada. Para combater este problema, quando inevitável, são executados dissipadores, sendo o mais comum o uso de enrocamento próximo à boca de saída da galeria. O procedimento recomendado pelas Instruções de Projeto é o dimensionamento do bueiro para condições críticas de escoamento para a vazão calculada com o tempo de recorrência de 10 anos ,e a verificação do nível d’água a montante para uma enchente de 25 anos. Caso esse nível proporcione a inundação das áreas marginais, deverá ser adotada seção de vazão capaz de evitar este fato.Nessa verificação deverá ser considerado o efeito amortecedor da área inundada, caso seu volume seja significativo, comparado com o volume da enchente. No caso das pontes rodoviárias, como antes foi dito, costuma-se adotar a folga mínima de 1,00 m entre o nível máximo da enchente de projeto e a face inferior da superestrutura, representada normalmente pela face inferior das longarinas, a fim de permitir a passagem de material flutuante, geralmente muito abundante durante as enchentes. No caso de longarinas com inércia variável, o nível d’água máximi deve situar-se 1,00 m abaixo da base dos aparelhos de apoio. Para a definição teórica do risco de ruptura de uma obra utiliza-se a expressão da probabilidade em que a probabilidade J para ocorrer uma descarga de projeto com tempo de recorrência TR (em anos) dentro da vida útil da obra, fixada em n (anos), é dado pela expressão.

⎛ 1 J = 1 − ⎜1 − ⎜ T R ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎠

n

A Fig. 3.1 ilustra as relações entre risco, tempo de recorrência e vida útil.

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Fig. 3.1 - Risco de Ocorrer Enchente Maior

n ⎡ ⎛ 1 ⎞ ⎤ J = 100 ⎢1 − ⎜ 1 − ⎟ ⎥ ⎢ ⎝ TR ⎠ ⎥ ⎣ ⎦

n = vida útil (anos)

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Quando o nível de jusante é controlado pelo mar. nas alterações por dragagens ou retificações. O coeficiente de rugosidade do leito do rio e de suas margens pode ser avaliado por tentativas procurando ajustar a linha de remanso calcula com uma ou várias enchentes de maior porte. Não havendo posto fluviométrico nas proximidades é necessário avaliar o nível máximo a partir do cálculo de remanso num Longo trecho de rio a jusante da obra. Para o caso de pontes de rodovias sobre cursos d’água naturais. Dispensa-se assim. o conhecimento das condições hidráulicas do canal natural a jusante de um bueiro. .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 13 4 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGAS DE PROJETO Para o projeto de canais de drenagem ou bueiros pode ser necessário conhecer o nível d’água a jusante da obra para a descarga de projeto.de obra seria. que muitas vezes é preferível usar diretamente o registro de um marca de enchente excepcional nas proximidades da obra. Havendo um rio ou canal natural a jusante. uma Lagoa ou um lago. a rigor. para a qual se necessita de levantamento topográfico de numerosas seções transversais. quando há semelhante registro merecendo razoável confiança. é necessário efetuar urna análise estatística dos níveis altos que podem ocorrer simultaneamente com as descargas máximas da obra em questão. necessitando de numerosas seções transversais numa extensão que por vezes atinge vários quilômetros. na maioria das vezes. e o nível da jusante reflete pouco ou nada sobre sua capacidade hidráulica. Quando existe um posto fluviométrico nas proximidades da obra a relação cota-descarga desse posto fornece o resultado procurado com grande facilidade. necessário calcular o remanso num longo trecho para a descarga de projeto. De qualquer modo a determinação do nível máximo de projeto envolvido tanto trabalho e tanta incerteza. atingindo cor vezes uma extensão de vários quilômetros. a água se espraia ao sair da obra. a fixação do nível da superestrutura depende da determinação do nível máximo das águas em função da descarga de projeto. Como em geral a seção de escoamento de um bueiro é muito menor do que a do curso natural a jusante. seja na avaliação da descarga do projeto seja no cálculo do remanso correspondente.

. a obtenção do nível máximo das águas para determinada descarga de projeto decorre diretamente das fórmulas de cálculo hidráulico de canais regulares. Para pontes construídas sobre trechos de rio canalizados. permite mesmo uma avaliação do seu tempo de recorrência. evitando o risco de informações enganosas. com a indicação de seus anos de ocorrência.maiores observados. sendo um dos . Uma série de marcas de níveis altos. segundo a memória de moradores locais. Marcam-se em papel com graduação de probabilidade normal os níveis em função das probabilidades dadas pela idade da marca mais antiga em anos dividida pelos números de ordem dos níveis dispostos em ordem de magnitude decrescente. Marcas de níveis máximos de enchentes mais recentes são naturalmente mais merecedoras de confiança porque os vestígios em árvores muros ou paredes ainda permanecem visíveis.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 14 Esse registro normalmente não é associado a um tempo de recorrência bem definido porém. pode servir razoavelmente de base para um projeto de engenharia.

pois. MÉTODOS ESTATÍSTICOS TRANSPOSIÇÃO DE DADOS Normalmente o posto fluviométrico cujos dados devam servir ao projeto não se situa no próprio local da obra. Essa correção é tanto mais imprecisa quanto maior a distância entre o posto e o local da obra. nestes casos qualquer lei de distribuição é satisfatória porque. devido ao emprego de relações cota-descarga deficientes. Para tempos de recorrência próximos de 100 anos urna relação proporcional à área elevada ao expoente 0. A1 e A2 as áreas de drenagem e a um parâmetro cujo valor pode variar de 20 a 100. Às vezes a relação e perturbada por valores de descargas máximas mal avaliadas. . apoiadas em pouca ou nenhuma medição de descarga alta. expressa por a Q1 ⎛ A1 ⎞ Tr + 2 a =⎜ ⎟ Q 2 ⎝ A2 ⎠ +0 . 5.5 da área de drenagem. Há necessidade de corrigir os valores das descargas observadas para se referirem ao local da obra. normalmente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 15 5 5. ou as máximas observadas no mundo. no máximo 100 anos ou menor que o dobro do período de dados disponíveis. em anos. Essa relação é perturbada pela diversidade de formação de enchentes em varias partes da bacia quando essas possuem declividade longitudinal dos cursos d’água.5 sendo Q1 e Q2 as descargas máximas para o tempo de recorrência TR. VALIDADE A aplicação do método estatístico é recomendável para períodos de recorrência de. correspondendo a tempos de recorrência muito altos. os resultados diferem pouco entre si. Esse fato sugere urna transição continua segundo uma lei geral.75 parece mais indicada. forma da bacia hidrográfica.1. Já as envoltórias de descargas máximas regionais. Para tempos de recorrência de até 10 a 20 anos basta corrigir as descargas segundo a relação das áreas das bacias hidrográficas. mantém uma relação próxima à potência 0. Não se recomenda urna relação maior que dois nem menor que um meio entre as áreas controladas nesses dois pontos do curso d’água. permeabilidade do solo e cobertura vegetal diferentes.2.

que se tem duvida do tempo de recorrência a ser atribuído ou qual o grau de influência a ser adotado na curva de ajustamento estatístico. declividade dos cursos d'água e amortecimento das descargas extravasadas. Por isso os resultados dos estudos estatísticos de descargas máximas de rios devem ser aceitos com muita reserva e precaução. Os modelos estatísticos mais conhecidos são as Leis de Distribuição de Gumbel. pois é grande a irregularidade que pode ocorrer na sua secessão natural.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 16 Os resultados da extrapolação estatística obtidos segundo diversas leis de distribuição começam a divergir apreciavelmente somente para tempos de recorrência mais elevados. Como exemplo pode ser citado o caso do vale do rio Itajaí. as descargas dos rios por estarem sujeitas a outros fatores como permeabilidade do solo. com muita probabilidade outras precedentes. cobertura vegetal. Em conseqüência julgou-se inicialmente que os níveis d'água máximos registrados em Blumenau de 1853 a 1911 fossem semelhantes aos de 1983 e 1984. Uma análise mais cuidadosa mostrou que a enchente de 1911 e. Enquanto as precipitações excepcionais de chuva tendem aproximadamente para uma lei parabólica com o tempo de recorrência da forma. em Santa Catarina. . P = P0 x Tr para valores muito altos. a aplicação não é mais recomendável. Hazen e Log Pearson III. descritas mais detalhadamente nos capítulos que se seguem. com intervalos regulares de 28 a 31 anos. sendo freqüente o aparecimento de uma descarga tão excepcionalmente maior que as outras. eram referidas ao mesmo nível que as de 1983 e 1984. da série observada. tendo apenas decorrido um período de 72 anos sem registros mais severos. onde as enchentes de 1983 e 1984 superaram extraordinariamente a todas as observadas a partir de 1911. o que compromete seriamente qualquer estudo estatístico de descargas desenvolvido nessa região em época mais recente. forma da bacia. Fenômeno semelhante se observou na bacia do alto Rio Iguaçu. Entretanto nenhum destes procedimentos pode ser considerado melhor que os outros porque uma lei estatística não pode traduzir com fidelidade as complexas relações envolvidas na ocorrência de descargas mais raras. não apresentam uma distribuição estatística satisfatória para descrever picos de enchentes excepcionais de baixa freqüência que atenda satisfatoriamente a todos os casos. para os quais. vizinha do Itajaí.

e A a área da bacia hidrográfica. deve-se recorrer a registros de outros rios semelhantes com os quais se pode avaliar a relação entre esses valores máximos e as descargas médias diárias. Gumbel demonstrou que.E. Para bacias de menor extensão é necessário recorrer a dados de aparelhos registradores de níveis. e que tem a seguinte forma: q máx 2 . os quais são disponíveis muito mais raramente.. devido ao seu alto custo.3 q méd A sendo qmáx e qméd a descarga máxima instantânea e a média diária. a probabilidade “P” de uma dada descarga ser superada por um certo valor da variável aleatória é dada pela equação seguinte. o que condua às imperfeições na extrapolação da relação cotadescarga na maioria dos rios. o que sugere uma grande reserva na aplicação de métodos estatísticos para obras importantes e especialmente para enchentes de períodos de recorrência muito elevados. Na falta de semelhante informação pode-se recorrer a expressão que Füller estabeleceu a partir de numerosos rios nos E. No caso de bacias menores. diminuído sua confiabilidade. U. extremas fugindo da distribuição estatística das séries observadas têm sido descritas freqüentemente.66 = 1 + 0 . o que vem prejudicar a definição no segmento mais sensível da curva de probabilidade. Para bacias maiores que cerca de 400km2 pode-se efetuar o estudo estatístico das descarnas máximas anuais com dados médios diários baseados em duas observações diárias.3. não havendo dados linigráficos para conhecer com precisão os valores das descargas máximas instantâneas. MÉTODO DE GUMBEL Baseado na teoria dos extremos de amostras ocasionais. para um número infinito de elementos: . Outro fator que as vezes prejudica de maneira grave e insuspeita a análise estatística das descargas máximas de um rio é a má definição da relação cota-descarga para níveis elevados devido à de se efetuar as medições de descarga para enchentes excepcionalmente altas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 17 Essas ocorrências de descargas. 5. respectivamente. em km2. se o numero de vazões máximas anuais tende para infinito..U.

3. e n n = número de anos de observação. pode-se levar em conta o número real de anos de observação utilizando-se a fórmula devida a Ven Te Chow que demonstrou que a maioria das funções de freqüência. ΣQ = somatório das descargas da série de máximas anuais. que depende do número de amostras e do tempo de recorrência. Q = descarga média obtida da série disponível. O desvio padrão é obtido por: . e K (t ) = fator de freqüência. aplicáveis em Hidrologia pode ser resolvida pela equação geral: −y Q(t ) = Q + σK (t ) (equação 5.3. e y = variável reduzida.1) Onde P = probabilidade de não ocorrerem descargas maiores . Na prática. σ = desvio padrão do universo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 18 P = e − e (equação 5. A descarga média é obtida pela expressão: Q= ∑Q n onde: Q = descarga média.2) onde: Q(t ) = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto. e = base dos logaritmos neperianos.

De acordo com a equação 5. P. é o inverso da probabilidade. Yn = média aritmética da variável reduzida para uma amostra de n elementos extremos. σ n = desvio padrão da variável reduzida. A média aritmética da variável reduzida é determinada pela expressão: Yn = ΣY n e o desvio padrão σn = Σ ( Y − Yn ) 2 n .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 19 σ= ∑(Q − Q) 2 n −1 onde: Σ(Q − Q) 2 = quadrado do somatório dos desvios da média.1 e considerando que o tempo de recorrência. e TR = tempo de recorrência.3. TR. O fator de freqüência K(t) pode ser determinado através da expressão: K( t ) = Y − Yn σn onde: Y = variável reduzida. a variável reduzida pode ser calculada pela expressão: Y = − Ln [LnTR − Ln (TR − 1)] onde: Ln = base dos logaritmos neperianos.

5. em percentagem. a dispersão dos valores individuais observados em relação ã reta de ajustamento estatístico. Esses elementos se encontram na quinta. tem como objetivo facilitar a compreensão do método apresentado. oitava e nona colunas do quadro Qd-5. O quadro Qd-5. . em escala normal.3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 20 A probabilidade. marcando-se os valores observados no papel de Gumbel (Fig.3). tendo as descargas. organizada de forma decrescente . de não ser excedida uma dada descarga e o tempo de recorrência correspondente podem ser obtidos pelas expressões abaixo: P = 100( 1 − 100 m ) E TR = 100 − P n+1 onde: M = número de ordem da série anual.3. nas abscissas. sétima.2. e as probabilidades e correspondentes tempos de recorrência.3. a qual serve roais para apreciar a qualidade do ajustamento. Pode-se verificar a qualidade do ajustamento estatístico. proporcionais à variável reduzida Y. A rela de ajustamento estatístico pode ser marcada de modo a passar por dois ou mais pontos calculados segundo a equação 5. isto é. O cálculo das descargas de vários tempos de recorrência não exige necessariamente a representação gráfica. nas ordenadas. apresentado como exemplo ilustrativo.

58 16.42 -115.00 80.58 112.672 0.669 1.78 2.58 102.11 ∑ y = 12.25 1.6828 ∑ (Q − Q ) 2 = 180.527 1.00 24.349 -0. – 5.00 28.201 0.00 72.25 5.58 94.193 0.674.yn ( y.00 20.00 48.62 85.422 0.741 -0.593 0.199 2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 21 Método Estatístico GUMBEL Qd.271 -1.39 1.500 1.56 1.89 yn = 0.879 -1.00 8.425 0.00 12.522.439 -0.979.914 -1.74 1.012 0.00 92.304 .013 -0.19 1.131 -0.09 1.08 1.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 * Q − Q (Q − Q ) ** 2 P = 100⎛1 − m ⎞ 1 ⎜ ⎟ T = × 100 Reduzida ⎝ n − 1 ⎠ R 100 − P Variavel y y .050 0.124 3.307 0.58 167.06 274.33 6.26 10.113 0.90 96.42 -308.42 -233.970 0.42 -35.57 3.711 7.941 0.90 274.083.476 -0.432.yn )2 = 28.67 1.006 -1.764 0.00 88.024.92 1.90 22.00 84.00 36.00 12.00 (anos) 25.020 0.730 ∑ (y .000 0.58 0.293 1.217 0.551.42 -180.012 1.58 42.47 1.00 32.34 32.78 17.770 -0.108 0.584 0.332 1.58 89.50 2.42 -113.329 -0.58 162.38 8.18 2.615 2.024 -0.38 54.13 2.085 2.58 16.747 1.00 52.00 4.142 0.y n )2 (%) 433.42 σ n -1 = 172.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ Q = 65.00 76.808 0.955 0.66 8.294 1.26 12.79 1.800.42 -9.42 -149.62 95.58 9.181 2.661 -0.444 -1.58 1.00 16.481 0.06 26.340 0.018.14 1.90 70.321.254.00 60.554 -0.122.077 0.181 0.04 3.057 1.240 -0.00 44.17 3.42 -266.00 4.954 1.437 0.27 2.53 291.945.42 187.091 -0.607 -0.02 88.484.137 -1.773 1.58 -0.50 8.490.3 Método de GUMBEL Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira Ano de Vazões ocorrên Q cia (m3/s) Número Vazões em de ordem ordem decrescente m (m3/s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1.00 40.66 13.108 -0.90 0.42 -97.583 0.00 68.00 56.543 0.90 28.1975 Q = 571.307 0.00 64.812.223 -0.818 2.928 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 333 588 1.42 -1.34 0.53 Sn = 1.991.278 0.484 2.326.32 1.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem Figura 5.3 22 .

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 23 5. dispondo-as em ordem decrescente. para os diversos tempos de recorrência e sua probabilidade de ocorrer ou ser superada devem ser calculadas através da expressão: . em escala logarítmica. Com isto. segundo a distribuição de frequência normal de Gauss. e os períodos de recorrência e probabilidades de superação. MÉTODO DE HAZEN Segundo Hazen. a partir dos registros fluviométricos de um posto pode-se organizar uma série de máximas anuais. ou os pontos que irão facilitar o ajustamento da curva média para a determinação das descargas de projeto. (Ver Fig. A variação dessa probabilidade pode ser representada com relação às descargas máximas observadas num gráfico com graduação apropriada.4). segundo critério introduzido por Hazen.5. com seus respectivos números de ordem. nas abscissas com graduação tal que as distâncias são proporcionais às freqüências acumuladas de uma distribuição estatística normal de Gauss. a partir do qual são calculados os períodos de recorrência pela expressão seguinte: TR = onde: n = número de anos de observação. n m −1/ 2 A probabilidade de determinada descarga ser igualada ou superada pode ser estabelecida através da expressão: P= 100 (em porcentagem) TR onde: P = probabilidade de ser igualada ou superada determinada cheia. e TR = tempo de recorrência.4. e m = número de ordem da descarga. Esse gráfico é estabelecido com a marcação das descargas em ordenadas. As descargas de projeto. a distribuição das descargas máximas anuais dos registros de um curso d'água distribuem-se. em uma representação logarítmica.

4. assim. Hazen estabeleceu valores para K . A descarga média e o desvio padrão são calculados pelas seguintes expressões. e K = valores que decorrem da deformação de uma distribua cão de probabilidade logarítmica normal. ΣQ = somatório das descargas. e Para alcançar o ajustamento da curva média. Q= ΣQ Σ(Q − Q) 2 . apresentados na Tabela do Quadro 5.4. σ = desvio padrão. Os coeficientes de variação e assimetria são calculados através das expressões: CV = σ Q E CA = nΣ(Q − Q) 3 (n − 1)(n − 2)σ 3 .1.σ = n −1 n onde: Q = média aritmética das descargas. apresentada a seguir.1) onde: Q( t ) = descarga máxima esperada para determinado tempo de recorrência. resultando daí uma distribuição de probabilidade logarítmica modificada. somente a média e o desvio padrão. Essa deformação consiste na adição ou subtração de uma constante às descargas de uma distribuição normal alterando-se. σ = desvio padrão. mantendo-se os coeficientes de variação e de assimetria inalterados. n = número de anos de observação. que decorrem da deformação de uma distribuição de probabilidade logarítmica normal representada como uma reta no gráfico citado.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 24 Q( t ) = Q + σK (equação 5.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

25

onde: CV = coeficiente de variação; CA = coeficiente de assimetria; Os demais parâmetros têm os mesmos significados anteriores. Levando-se em conta que somente é se conseguido um significado estatístico adequado para o coeficiente de assimetria para mais de 140 anos de observações, Hazen sugeriu a correção desse coeficiente multiplicando-o pelo fator F= 1+ 8,5/n, onde n é o número de observações, dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido:

CS = CA( 1 +

8 ,5 ) n

Conhecido o coeficiente de assimetria corrigido, faz-se o cálculo dos pontos de ajustamento da . curva através da equação 5.4.1 com auxílio da tabela do Quadro Qd-5.4.2, fornece os valores de K para os diversos tempos de recorrência e probabilidades de ser excedidos. Nos Quadros e Gráfico anexos é exemplificada a aplicação do Método de HAZEN. QD - 5.4.1 Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada

(segundo a hazen)

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

26

Qd.-5.4.1

Método de HAZEN

Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada
Coeficiente de Assimetria
0. 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 2.0 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 2.9 3.0 3.2 3.4 3.5 3.8 4.0 4.5 5.0

Termos acima da média (%)
50.0 49.4 48.7 48.1 47.5 46.9 46.3 45.6 45.0 44.4 43.7 43.1 42.5 41.9 41.3 40.7 40.1 39.5 38.9 38.3 37.7 37.1 36.5 35.9 35.3 34.7 34.1 33.5 32.9 33.3 31.8 30.6 29.4 28.1 27.0 25.7 22.2 19.2

Probabilidade de ser excedido (%) 99 (-)
2.32 2.25 2.18 2.12 2.05 1.99 1.92 1.86 1.80 1.73 1.68 1.62 1.56 1.51 1.46 1.41 1.36 1.32 1.27 1.23 1.19 1.15 1.11 1.07 1.03 1.00 .97 .94 .91 .87 .84 .78 .73 .67 .62 .58 .48 .40 1.01

95 (-)
1.64 1.62 1.59 1.56 1.53 1.50 1.47 1.44 1.41 1.38 1.34 1.31 1.28 1.25 1.22 1.19 1.16 1.13 1.10 1.07 1.05 1.02 .99 .96 .94 .91 .89 .86 .84 .82 .79 .74 .69 .65 .61 .56 .47 .40 1.05

80 (-)
0.84 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .84 .84 .83 .83 .62 .81 .81 .80 .79 .78 .77 .76 .75 .74 .73 .72 .71 .69 .68 .67 .66 .64 .61 .58 .55 .52 .45 .39 1.25

50 (-)
0. .02 .03 .05 .06 .08 .09 .11 .12 .14 .15 .17 .18 .19 .20 .22 .23 .24 .25 .26 .27 .28 .29 .30 .31 .31 .32 .33 .33 .34 .34 .35 .36 .36 .36 .36 .35 .34 2.00

20 (+)
0.84 .84 .83 .83 .82 .82 .81 .80 .79 .77 .76 .75 .74 .72 .71 .69 .67 .66 .64 .62 .61 .59 .57 .55 .53 .51 .49 .47 .45 .43 .41 .37 .32 .28 .23 .19 .10 0. 5

5 (+)
1.64 1.67 1.71 1.74 1.76 1.79 1.81 1.84 1.86 1.88 1.90 1.92 1.94 1.96 1.98 1.99 2.01 2.02 2.03 2.04 2.05 2.06 2.07 2.07 2.08 2.08 2.09 2.09 2.09 2.09 2.08 2.06 2.04 2.02 1.98 1.95 1.79 1.60 20

1 (+)
2.32 2.40 2.48 2.56 2.64 2.72 2.80 2.89 2.97 3.06 3.15 3.24 3.33 3.41 3.50 3.59 3.69 3.78 3.88 3.98 4.07 4.17 4.27 4.37 4.48 4.58 4.68 4.78 4.98 5.01 5.11 5.35 5.58 5.80 6.10 6.50 7.30 8.20 100

0.1 (+)
3.09 3.24 3.39 3.55 3.72 3.90 4.08 4.28 4.48 4.69 4.92 5.16 5.40 5.64 5.91 6.18 6.48 6.77 7.09 7.42 7.78 8.13 8.54 8.95 9.35 9.75 10.15 10.65 11.20 11.75 12.30 13.50 -

0.01 (+)
3.72 3.96 4.20 4.45 4.72 5.00 5.30 5.64 6.00 6.37 6.77 7.23 7.66 8.16 8.66 9.16 9.79 10.40 11.07 11.83 12.60 13.35 14.30 15.25 -

Coeficiente da Variação
0. .03 .06 .10 .13 .16 .20 .23 .26 .30 .33 .37 .41 .44 .48 .51 .55 .59 .62 .66 .70 .74 .78 .82 .86 .90 .94 .98 1.03 1.08 1.12 1.22 1.33 1.44 1.57 1.70 2.10 2.50

1.000 10.000

TEMPO DE RECORRÊNCIA ( ANOS )

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

27

Qd. - 5.4.2

Método de HAZEN

Análise Estatistíca
RIO: Muriaé Posto: Cardoso Moreira

Ano de ocorrência

Vazões Q (m3/s)

Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24

Vazões em ordem decrescent e (m3/s) 1,005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263

Tempo de recorrência

Probabilidade

(Q − Q ) (Q − Q ) 2 (Q − Q) 3

TR =

n m − 1

P =
2

100 TR

%

1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978

338 588 1,005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422

433,58 291,58 167,58 162,58 112,58 102,58 94,58 89,58 42,58 16,58 16,58 0,58 -0,42 -1,42 -9,42 -35,42 -97,42 -115,42 -133,42 -149,42 -180,42 -233,42 -266,42 -308,42

187.991,62 81.509,407 85.018,90 24.789,811 28.086,06 26.432,26 12.674,26 10.552,66 8.945,38 8.024,58 1.813,06 274,90 274,90 0,34 0,18 2,02 88,74 1.254,58 9.490,66 13.321,78 17.800,90 22.326,34 32.551,38 4.706,662 4.297,357 1.426,868 1.079,415 846,054 718,842 77,200 4,558 4,558 -3 -836 -44,437 -924,580 -1.537,600 -2.374,996 -3.336,002 -5.872,920

48,00 16,00 9,60 6,86 5,33 4,36 3,69 3,20 2,82 2,53 2,29 2,09 1,92 1,78 1,66 1,55 1,45 1,37 1,30 1,23 1,17 1,12 1,07 1,02

2,08 6,25 10,42 14,57 18,75 22,92 27,08 31,25 35,42 39,58 43,75 47,92 52,08 56,25 60,42 64,58 68,75 72,92 77,08 81,25 85,42 89,58 93,75 97,92

54.484,90 -12.717,865 70.979,62 -18.910,390 95.122,90 -29.337,805

N = 24

∑ Q = 13,714
∑ (Q − Q) 2 = 687.482,92 ∑ (Q − Q)3 = 44.403,258

Q = 571,42 σ n-1 = 172,89

C V = 0,302 C A = 0,374 C S = 0,506

8 98.2 DESCARGA .5 5 10 20 60 100 200 500 TEMPO DE RECORRÊNCIA .T (ANOS) .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 28 Figura 5.P (%) 80 70 60 50 40 30 20 15 10 5 VALORES OBSERVADOS X VALORES CALCULADOS 1 0.005 1.5 98 95 90 PROBABILIDADE DE OCORREREM DESCARGAS MAIORES .4 10.000 100 1.5 0.01 1.000 99.25 2 2.002 1.Q (m³/s) 1.

a e c = parâmetros obtidos dos dados amostrais.5. .5.1 e Qd-5.2. cujos valores são apresentados nas tabelas dos Quadros Qd-5. A média dos logaritmos das descargas é obtida pela expressão X= ΣX n onde: X = média dos logaritmos das descargas. p.5.PEARSON TIPO III (LP III) A distribuição de Log-Pearson Tipo III (LP-III) constitui-se de uma variação da distribuição de Pearson Tipo III onde são calculados os logaritmos das descargas. σ = desvio padrão dos logaritmos das descargas da série disponível? K = fator de freqüência. A distribuição LP-III tem a seguinte expressão de distribuição de probabilidade: cx x − f ( x) = p(1 + ) a a onde: x = desvios da variável em relação ã moda.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 29 5. adotando-se o mesmo ajustamento da distribuição de Pearson III. Na prática pode ser utilizada a função de distribuição cumulativa segundo a expressão: log Q(t ) = X + Kσ (equação 5. MÉTODO DE LOG . X = média dos logaritmos das descargas da série disponível. função do coeficiente de assimetria e da probabilidade não ser exedida.5.1) onde: Q = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto.

em razão do pequeno número de amostras. e n = número de anos de observação.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 30 ΣX = somatório dos logaritmos das descargas da série de máximas anuais. e (ΣX ) 3 = somatório dos logaritmos das descargas elevado ao cubo.5/n.5 n A probabilidade de não ser excedida e o período de recorrência correspondente devem ser obtidos pelas expressões: . n = número de anos de observação. O desvio padrão é obtido por: σ= Σ( X − X ) n−1 2 = ΣX 2 − ( ΣX ) 2 / n n−1 em que: ΣX 2 = somatório dos quadrados dos logaritmos das descargas. dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido: CS = CA + 8 . deverá ser multiplicado pelo fator de correção. ΣX 3 = somatório dos cubos logaritmos das descargas. o coeficiente de assimetria. Conforme apresentado no método de Hazen. F= 1 + 8. O coeficiente de assimetria é obtido pela expressão: CA = n 2 ( ΣX 3 ) − 3n( ΣX )( Σx 2 ) + 2( Σx 3 ) n( n − 1 )( n − 2 )σ 3 onde: CA = coeficiente de assimetria. (ΣX ) 2 = somatório dos logaritmos elevado ao quadrado.

e TR = ( ) × 100 100 − P n−1 onde. Para a verificação da qualidade do ajustamento estatístico. 5. se o coeficiente de assimetria for positivo. organizada de forma decrescente.2.5. tendo nas ordenadas as descargas e nas abscissas a probabilidade de não exceder e os correspondentes tempos de recorrência (ver Fig. e se negativo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 31 P = 100( 1 − m 1 ) em %. são representados os valores dessa distribuição em papel log normal. .1.a saber: se for nula a forma será de uma reta. a curva terá sua concavidade voltada para cima. tem como objetivo facilitar a compreensão da metodologia exposta.5.3 apresentados como exemplo ilustrativo. a curva terá sua concavidade voltada para baixo. A curva de ajustamento estatístico pode se apresentar com três formas distintas em função do coeficiente de assimetria obtido.5. Os quadros 5. m = número de ordem da série anual.5).5. 5.

00 50.777 -0.616 -1.233 3.100 4.5.769 0.178 -2.555 -1.854 -0.938 1.317 1.799 -0.095 5.586 -1.790 -0.499 3.6 0.323 4.250 1.9 3.553 4.0 2.728 6.774 1.700 1.244 3.282 1.CA 0 0.5 2.00 99.999 5.104 -2.0 2.605 3.844 -0.839 1.751 1.041 3.859 1.388 3.193 2.949 3.301 1.326 2.665 1.003 25.880 1.353 -1.0 1.278 50.090 3.910 1.686 2.626 2.661 3.00 98.298 4.790 0.359 2.311 2.666 3.849 1.0 1.2 1.164 -0.955 -1.832 -0.705 0.371 5.855 -0.981 1.808 0.491 -1.889 3.341 1.9 1.107 2.5 0.2 0.785 1.050 -0.377 3.908 6.0 -0.1 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Coeficiente de Assimetria .962 1.967 1.1 0.389 -1.282 -0.088 2.5 3.842 0.806 -1.152 .051 200.0 -0.424 5.521 3.730 3.449 -1.0360 -0.318 1.020 -0.8 0.329 1.956 4.00 90.326 -2.018 2.797 1.609 3.660 -1.891 2.518 0.239 2.817 -0.8 2.4 0.00 80.856 -0.122 3.542 2.318 -1.029 -1.333 1.336 1.726 1.848 2.970 3.8 2.147 4.396 5.423 -1.0 Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) 1.836 0.0 1.990 -0.651 4.25 20.850 -0.152 100.815 5.472 2.830 0.253 -2.271 3.330 -.606 2.00 96.673 1.01 1.388 4.006 2.211 2.00 0.148 -0.799 -0.048 3.215 5.993 2.853 -0.159 2.223 3.548 7.323 1.949 -0.262 2.780 2.340 1.733 0.880 -1.877 1.292 1.544 2.645 -1.245 4.401 3.752 -0.755 2.0 -2.6 1.000 3.818 1.851 -0.643 0.149 3.939 1.132 3.609 0.705 3.180 20.0 2. 5.261 2.093 -1.819 1.337 1.329 1.023 3.0 0.7 0.000.195 -0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 32 Qd.307 -0.420 10.0 1.033 -0.163 2.857 -0.881 -0.842 -0.524 -1.087 -0.845 4.856 2.407 2.400 2.615 2.850 3.197 -1.763 2.317 -1.574 0.878 3.088 4.970 500.957 3.128 2.00 95.856 -0.168 -1.711 -0.00 99.309 1.758 0.458 -1.339 1.067 -0.2 2.588 -1.168 6.816 0.498 2.645 1.243 -1.054 2.675 0.017 -0.4 1.012 2.733 -1.780 0.05 5.284 1.824 0.487 3.219 2.132 -0.254 -0.670 2.905 -0.642 5.846 -0.083 -0.576 2.531 4.667 1.00 99.995 2.706 2.366 3.00 99.857 -0.990 4.312 3.444 4.750 1.225 -0.116 -0.800 0.969 4.043 2.0 -1.453 2.829 3.3 0.864 2.811 3.099 -0.910 1.303 1.205 1.779 4.912 2.

00 99.243 1.852 0.0 -0.609 -0.099 0.379 1.891 -2.830 -0.2 -0.148 0.000.605 -3.800 0.636 10.837 -0.0 2.283 2.380 1.394 1.757 2.900 0.399 2.643 1.844 0.667 500.003 1.017 2.667 200.733 1.711 0.083 0.178 2.00 90.270 1.856 0.905 0.169 2.9 -1.839 -1.00 98.051 1.885 0.700 -1.907 0.271 -3.995 0.666 100.574 -0.2 -1.733 -0.800 0.948 2.491 1.824 -0. 5.549 1.00 96.855 0.270 1.854 0.726 -1.926 1.6 -0.705 -0.793 0.790 0.798 0.00 95.0 -2.041 0.00 99.0 1.790 -0.033 0.197 1.108 2.067 0.140 2.1 -0.777 0.CA -0.198 1.834 1.606 1.097 0.351 1.2 -2.643 -0.669 2.777 1.899 2.0 1.05 5.817 0.749 1.057 1.396 5.816 -0.555 1.844 0.786 1.990 0.231 1.877 -1.388 -3.294 2.720 1.880 1.195 0.5.528 1.231 1.675 -0.388 2.999 0.183 1.107 0.959 0.938 -1.105 0.019 0.7 -0.846 0.147 1.116 1.577 1.307 0.663 1.317 1.6 -1.5 2.006 -2.758 -0.890 1.518 -0.980 0.586 1.116 0.665 25.128 1.615 -2.799 0.705 -3.845 -4.201 2.824 -2.0166 0.00 80.245 1.012 -2.588 1.449 1.282 1.948 1.981 -1.00 0.806 1.0 2.035 1.00 99.665 50.780 -0.752 0.389 1.949 0.360 0.857 0.819 -1.660 1.3 -0.489 1.00 50.164 0.858 0.755 -2.0 1.945 0.492 1.908 0.998 0.4 -1.8 -0.799 0.8 2.087 0.769 -0.149 -3.0 -2.0 -1.238 1.740 1.482 2.01 1.166 1.2 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) Coeficiente de Assimetria .637 2.800 -0.0 0.524 1.686 -2.517 2.366 1.850 0.996 -2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 33 Qd.168 1.400 -2.472 -2.832 0.9 2.957 -3.5 -3.029 1.716 1.086 1.667 1.448 1.888 0.955 1.774 -1.567 1.281 0.664 1.5 -0.353 1.859 -1.200 1.258 1.0 1.679 1.544 -2.050 0.216 1.994 0.0 -1.533 2.616 1.318 1.945 1.606 1.673 -1.00 99.116 1.797 -1.093 1.268 2.856 0.8 -2.407 1.499 -3.000 1.104 2.458 1.069 0.254 0.550 1.423 1.808 2.399 2.016 1.882 0.023 -3.895 0.842 1.330 0.660 20.25 20.750 -1.667 .225 0.253 2.216 1.808 -0.420 2.909 0.132 0.4 -0.962 -1.501 1.837 1.910 -1.800 0.770 0.

7909 20.00 88.4518 CS = 0.00 12.33 6.00 4.6032 7.00 44.6415 2.00 40.0132 8.2291 8.14 1.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 3.0944 17.5948 7.92 1.7694 2.0013 7.6253 2.2396 20.7566 2.00 12.5088 22.6118 Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira .00 28.9360 2.9774 6.8923 6.00 4.7694 2.50 8.7882 2.0594 25.9652 20.8202 2.47 1.7559 2.6758 2.39 1.4306 18.6749 21.6590 2.5289 2.08 1.8287 2.00 24.00 16.7574 2.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ X = 65.3 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III Análise Estatística Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Vazões em Logarítmos ordem das decrescent vazões e X = Log Q (m3/s) 1.3954 6.6330 22.00 80.1975 ∑ X = 495.5922 2.19 1.1735 15.00 25.7497 2.8562 27.27 2.1580 18.17 3.2122 8.00 84.00 20. 5.9478 20.4843 2.9720 7.8235 2.04 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 338 588 1.00 68.7292 2.3089 23.5337 22.32 1.00 56.00 48.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 34 QD.6828 ∑ X2 = 180.2396 21.00 52.6695 7.00 72.09 1.00 36.7194 6.3277 19.56 1.9004 20.5.4178 16.78 2.6064 23.5334 3 X = 2.7368 σ n-1 = 0.9535 7.5960 7.00 64.6695 7.7991 18.1380 CA = 0.8351 2.57 3.6202 8.50 2.8686 2.00 8.1717 96.0022 2.0375 8.00 92.4200 Ano de ocorrência Vazões Q (m3/s) * X2 X3 P = 100 − m % n +1 TR = ** 1 × 100 100 − P (anos) 9.5610 7.00 76.7739 7.79 1.4483 7.0701 6.13 2.00 60.00 32.25 1.67 1.1598 7.8657 2.4306 21.1717 5.25 5.7869 22.3325 14.

torna-se necessário fazer a análise estatística das descargas médias ou dos volumes escoados em intervalos de tempo crescente e a associação dos acréscimos de volume escoados para a mesma freqüência. . ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES Quando se deseja conhecer a forma de fluviograma de enchente de vários períodos de recorrência. Para esse procedimento anota-se. o intervalo de tempo entre o início do período de ascensão das descargas e o pico da enchente. permitindo construir os fluviogramas típicos de vários tempos de recorrência.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 35 5. para cada enchente observada.6. construindo-se o fluviograma tipo com o acréscimo de deflúvio de certa freqüência. segundo a sua ocorrência mais freqüente.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 36 .

Para aplicação prática. no hidrograma proposto por Snyder. ou mesmo próximo à obra.S. − determinação da relação chuva-deflúvio.1. − cômputo do hidrograma total. como mais freqüentemente é designado.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 37 6 6. com suas perdas. que são as mais comuns. O hidrograma unitário sintético. desprezando-se as imprecisões de sua avaliação. não se dispõe de dados fluviométricos do curso d'água envolvido. que são: − definição da chuva de projeto. A aplicação do hidrograma unitário sintético compreende três fases principais distintas. adota-se com mais freqüência o hidrograma unitário triangular. a saber: . Na realidade o hidrograma unitário do Soil Conservation Serviço baseia-se no conceito do tempo de concentração. esse conceito não considerado na sua formatação. Nesses casos a metodologia de cálculo mais indicada refere-se à aplicação do fluviograma ou hidrograma unitário sintético. desenvolvido pelo U. Na utilização do método do hidrograma sintético serão apresentados dois procedimentos de cálculo distintos. possui uma formulação muito complexa. cujas características se baseiam na generalização das condições médias de escoamento de numerosos estudos para os quais se dispõe de dados fluviométricos. somando-se o produto dos excessos de precipitação pelas ordenadas do hidrograma unitário. proposto por Snyder. leva à aparência de menor exatidão. na maioria dos casos. Soil Conservation Serviço. especialmente tratando-se de bacias hidrográficas de pequena importância hidrológica. devido à sua formulação mais simples e ser suficientemente preciso. cujas validados sãos duvidosas em regiões onde os modelos não tenham sido suficientemente comprovados. enquanto que. que posteriormente será apresentado. A imprecisão decorrente da simplificação dos parâmetros de cálculo toma-se pouco significativa frente à incerteza na definição de outros fatores como o tempo de concentração e a relação chuva-deflúvio. porém com suas principais características definidas a partir do comprimento e da declividade do curso d’água. MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO GENERALIDADES Para o dimensionamento de pontes ou bueiros rodoviários.

Por outro lado. uma que escoa mais rapidamente. verificam-se as imperfeições da aplicação do hidrograma unitário sintético. para as enchentes maiores. pois tem-se observado que as descargas máximas crescem proporcionalmente mais com os excessos da precipitação que lhes dão origem.2. em diversos níveis de descargas. e a outra. denominada deflúvio superficial direto. como . de escoamento mais lento. resultam descargas máximas crescendo mais rapidamente que os deflúvios totais a elas relacionados. antes descrito. levando em conta. o que pode ser explicado pelo fato do deflúvio superficial ser composto por duas partes. − Procedimento B . a participação desigual do deflúvio superficial direto e do sub-superficial. que inclui as chuvas antecedentes. designada por deflúvio sub-superficial. O procedimento B tem sido utilizado com mais freqüência nos meios técnicos do Brasil. Na descrição dos diversos fatores que intervêm no cálculo da enchente de projeto. Com esse procedimento pretende-se diminuir a importância da umidade do solo no inicio da tempestade.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 38 − Procedimento A. contrariando o princípio básico do hidrograma unitário. Verifica-se que para as pequenas enchentes predomina o escoamento sub-superficial. não considerando as chuvas antecedentes. VALIDADE A aplicação do hidrograma unitário é discutível. Com a descrição desses efeitos cuja predominância. decorrente do transbordamento das calhas fluviais. nos rios de margens baixas. Em conseqüência. Esse é um efeito contraditório ao comportamento do deflúvio superficial direto e do subsuperficial. além do efeito amortecimento das margens baixas. enquanto para as enchentes maiores o escoamento superficial direto é proporcionalmente maior. O procedimento A distingue-se pela inclusão de chuvas antecedentes à fase mais intensa da chuva de projeto. para as enchentes maiores predomina o efeito de amortecimento das pontas de descargas. 6. Somente um modelo paramétrico bem estruturado pode simular as enchentes de uma bacia mais próxima de seu comportamento real. destaca-se a diferença de tratamento dados aos dois procedimentos de cálculo. varia a cada caso. cujo efeito é mais apreciável nos deflúvios resultantes do prolongamento da chuva. apresentada a seguir.

que em geral não são muito abundantes. 6 horas. resultantes do estudo estatístico de dados pluviográficos. obtidas de registros em pluviômetros.3. 25 . Tal procedimento. 4. Quando não há dados pluviográficos nas proximidades do local da obra deve-se recorrer a dados bibliográficos. das obras rodoviárias. entre os quais destaca-se o livro "Chuvas Intensas no Brasil". convém efetuar a análise estatística das precipitações intensas para durações de 5 minutos. Para facilitar o uso dos dados foram organizadas tabelas. 2 horas. 4 horas. no entanto.3. Essa análise pode ser complementada com o estudo estatístico das chuvas de: 2. 6. somente toma-se com dados fluviométricos confiáveis. a precipitação relativa. fornecendo para os 98 postos pluviográficos tratados.3. 1 hora. procurando o posto mais próximo e com características meteorológicas mais semelhantes às da área em estudo. o que em geral não se dispõe nos projetos de drenagem superficial.1. Essa precipitação relativa é definida pela expressão: P = K × [at + b log( 1 + ct )] (equação 6. 12 horas.1) sendo K = TR α + β / TR 0 . 6 e 8 dias consecutivos. Por vezes essa análise estatística já foi elaborada para o posto de interesse do projeto. para diversas durações e períodos de recorrência da chuva. 6. de importância hidrológica pouco significativa. 15 minutos. tendo uma participação variável.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 39 se ocorressem dois hidrogramas unitários simultâneos com descargas máximas nitidamente diferentes. que desenvolveu equações de chuva para diversos postos pluviográficos no Brasil. pontes e bueiros. do Engº Otto Pfafstetter. 24 horas e 48 horas. CHUVA DE PROJETO RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQUËNCIA A aplicação do hidrograma unitário sintético requer normalmente o conhecimento de precipitações para durações inferiores a 24 horas. Havendo dados pluviográficos na proximidade do local da obra. conforme a magnitude de enchente.

A correlação entre as precipitações de 24 horas e as de menor duração com igual freqüência é mais inadequada.08 24h 0. .08 6d 0.166 0.08 2d 0.176 0.1. Com isto basta multiplicar a precipitação relativa para 24 horas pelas precipitações relacionadas para o posto de referência.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 40 t 5min 0. multiplicando-a pelo fator 1. em primeira aproximação. e de 15 minutos. obtem-se a precipitação relativa do posto examinado. Um procedimento mais consistente seria interpolar uma curva.152 0. a seguir. correspondentes ao tempo de recorrência e às durações desejadas.122 0. mas dispõe-se de pelo menos um pluviômetro com o mínimo de 10 a 15 anos de observações.17 0. entre um grupo de curvas regionais representativo do caso em estudo. em milímetros. todos localizados na costa atlântica. na precipitação equivalente de 24 horas. Posto nº 75 – Santos. Quando não existem dados pluviográficos nas proximidades da obra.08 4d 0. com dados diários de leituras de pluviômetro.3.08 α β em que t é a duração da chuva.1.3. referidas ao número do posto analisado. pode-se correlacionar a precipitação a um posto pluviográfico através de um estudo estatístico de um posto representativo.08 8h 0. foram estabelecidas na figura 6. TR período de recorrência.174 0. pode-se admitir que o fator de precipitação varia pouco para diversas durações da chuva. Para tanto transforma-se a precipitação de um dia com o período de recorrência de 10 anos. Destacam-se como aquelas de maior potencialidades de formação de chuvas intensas de curta duração as determinadas para os postos: Posto nº 74 – Santos – Itaperuna. em horas.08 2h 0.156 0. Essa curva interpolada deve conter a precipitação relativa achada para 24 horas.08 4h 0.08 1h 0. b e c dependem do posto considerado e α e β são dados na tabela seguinte Para os diversos postos do Brasil. em anos..156 0.108 0 15min 30min 0.166 0. Dividindo essa precipitação pelo valor do posto de referência. e P é a precipitação.138 0. as linhas de tendência das precipitações relativas de 24 horas duração de 1 hora. consoante a equação 6. também para o período de recorrência de 10 anos e mesma duração. Os valores de a. geralmente bem definida. porém.13. Posto nº 93 – Ubatuba. Posto nº 53 – Paranaguá.08 0.

que inclui as chuvas antecedentes. desprezando as chuvas antecedentes. como para o procedimento B. .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 41 Para determinação de outros pontos basta multiplicar as precipitações da curva de chuva interpolada para outras durações pelas precipitações do posto de referência. Os conceitos expostos nesse capítulo aplicam-se indistintamente para o procedimento A. utilizado com maior freqüência.

0 1.8 1.2.6 93 75 1.1 Comparação das Precipitações Relativas 0.0 1.8 0.0 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 1 HORA 29 52 43 42 0.8 60 61 33 51 27 16 96 22 47 72 55 56 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 15 MINUTOS 1.2 1.6 1.6 0.6 0.8 TR = 10 ANOS TR = 10 ANOS 1.2 Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 40 46 28 Figura 6.8 1.0 74 1.6 0.0 2.4 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 1.4 93 1 92 64 58 16 57 90 9 50 39 79 77 65 22 15 51 60 72 61 33 15 96 47 42 36 28 46 40 27 29 4 64 53 75 94 1.0 1.6 1.3.8 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 42 .8 0.8 1.4 1.2 77 57 38 73 50 4 2 88 64 1.6 0.6 1.4 53 94 52 1.2 1.

6. não devem corresponder ao período de recorrência igual ao escolhido para a enchente de projeto. dispostos ao longo do tempo. iniciando com o posto nº 48 . sempre há uma duração para a qual a precipitação é a de freqüência mais rara e as precipitações de durações maior ou menor são de períodos de recorrência menores. pelo menos uma das precipitações registradas para diversas durações.5 anos de observação .-Niterói. uma tempestade excepcional é normalmente considerada como a precipitação que ocorreu com uma determinada duração. Comparando-se esse resultado com a análise estatística das precipitações de várias durações que não pertenciam necessariamente às mesmas tempestades.3. numa seqüência que será discutida em capítulo subseqüente. resultará uma enchente consideravelmente maior à que ocorre na natureza com o período de recorrência de projeto. subentendendose que essa foi a situação mais critica e que as precipitações para outras durações foram menos extraordinárias. Os registros de tempestades observadas demonstram que as precipitações ocorridas em diversas durações numa mesma tempestade são de severidade e freqüência variáveis e assim. Para um determinado posto pluviográfico separam-se inicialmente as maiores tempestades. Para esclarecer esse conceito são apresentados a seguir exemplos ilustrativos referidos aos postos pluviográficos estudas pelo Engº Otto Pfafstetter. Esses acréscimos de precipitação.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 43 6. que compõem a tempestade de projeto. A distribuição estatística das precipitações de diversas durações que ocorrem simultaneamente na mesma tempestade deve ser deduzida da análise de registros de dados observados. Dessa forma fez-se a análise estatística das precipitações observadas em diversas durações e pertencentes a uma mesma tempestade. Assim. Se assim for procedido.3. no exemplo de Niterói. SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS Nos noticiários sobre calamidades públicas. consultando-se os registros originais de vários postos que serviram para sua elaboração. especialmente quando for incluído no cálculo um longo período de chuvas antecedentes ao pico da tempestade.2. o quadro Qd. A tempestade que servirá para o cálculo da enchente será composta de acréscimos de precipitação para durações crescentes. excedeu determinados valores tomados como base para seleção. pode-se avaliar a redução da potencialidade da chuva de uma tempestade tendo valor crítico para uma duração diferente da considerada.1 mostra as precipitações registradas nos 31. nas quais.2. numa tempestade.

3. No exemplo de Niterói. relacionadas no quadro Qd-6. onde a duração de referência é igual à duração considerada. obtidas do quadro geral Qd.4.6. Isso significa que a potencialidade para a formação de chuvas intensas decresce com a duração de referência DR. para uma das durações analisadas.3. geralmente.3. designada por duração de referência DR. participam em menor número entre as tempestades escolhidas. Nos campos ressaltados. FS.1 os valores de uma mesma coluna são numerados em ordem de magnitude decrescente.2.2. igual ou próxima da duração analisada. conforme afasta-se da duração de referência. Observa-se nesse quadro que o valor máximo em cada coluna corresponde a uma duração de referência. afastando-se da duração considerada. Isso acontece porque.3.2.1.3.3. cujas precipitações foram analisadas e para várias durações de referência.3. portanto menor que a base usada na presente seleção.3. DR. DR. Nota-se que algumas tempestades aparecem simultaneamente para duas ou mais durações de referência. Assim. Dividindo as precipitações médias do quadro Qd.2 reúnem as 4 maiores tempestades para as durações de referência de 5 minutos a 48 horas. para o cálculo da média. o que corresponde à duração de . Quando aparece um traço nos quadros Qd.1 e Qd-6. com duração DR. são selecionadas nesse quadro de 3 a 10 tempestades cujas precipitações foram as maiores para essa duração.2. No quadro Qd-6.3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 44 pluviográfica para as tempestades em que. as tempestades que forneceram as precipitações máximas.2. DR. no exemplo de Niterói.2. obtem-se os fatores de simultaneidade.2. pelo menos.2. correspondentes à linha em diagonal.3 pelas máximas das médias da mesma coluna. que nesse campo figurava a base adotada para a coleta de dados originais.2. porém. Para cada duração. a precipitação excedeu os valores base indicados no alto do quadro. Esses fatores de simultaneidade dão assim a redução das precipitações de uma tempestade para diversas durações em relação ao valor máximo. a qual é próxima de 50%. as médias para as quatro maiores tempestades figuram no quadro Qd6. os dados originais não fornecem as precipitações correspondentes.2.DR. pois os valores observados não excedem à base escolhida naquela coleta. os quadros Qd-6.2.2.2 admitiu-se. conforme se vê no exemplo.6.1 ou Qd6. para as diversas durações. onde foi apresentado um risco.2. entram em cada grupo novas tempestades cujas precipitações na duração DR passam a participar das 4 maiores selecionadas.6. Em seguida obtem-se a média aritmética das precipitações observadas nessas 3 a 10 maiores tempestades separadas para cada duração de referência.3.

recomendando-se um valor igual á metade do tempo de concentração.6. com o máximo igual a l. semelhante ao da Fig. conforme mostram os valores de uma mesma linha do quadro Qd. Seu valor é máximo (FS=1) quando essas se igualam (D = DR). do quadro Qd.2. em função de sua duração. FS. Para melhor conhecimento da conformação no extremo direito do gráfico. e a tendência para uma assíntota horizontal em ambos os extremos. os fatores pelo quais devem ser multiplicadas as precipitações de certa duração D e período de recorrência. A unidade para a medida dessa potencialidade é a precipitação média na coleta efetuada para uma duração de referência igual à duração considerada e é representada pelo valor máximo de cada coluna do quadro Qd.3. De qualquer modo foi possível confirmar a tendência das chuvas para uma assíntota horizontal.2.4 por uma linha poligonal. Efetuou-se por isso uma análise do fator de simultaneidade. 6. O tempo de recorrência desses fatores de simultaneidade é dado pelo número de anos de observação do posto considerado.4 num gráfico de graduação semi-logarítmica. no entanto. a uma tempestade que produza uma enchente com o mesmo período de recorrência TR O fator de simultaneidade para uma determinada duração D depende do valor da duração de referência DR. para as maiores tempestades observadas no conjunto dos 98 postos considerados no livro “Chuvas Intensas do Brasil” abrangendo cerca de 1.6. Os fatores de simultaneidade são. observa-se em geral uma grande dispersão dos resultados. Ligando-se os pontos correspondentes a uma mesma linha do quadro Qd. Sobressai. Os fatores de simultaneidade definem a redução da potencialidade das chuvas que ocorrem numa mesma tempestade. procurou-se estender o estudo para durações maiores. simultaneamente. Os resultados não são muitos coerentes devido à diversidade de posição e do período de observação dos aparelhos pluviométricos e pluviográficos.2. A duração de referência deve ser escolhida de modo a ser a mais representativa para a bacia hidrográfica em estudo.6.800 estação/ano de dados pluviográficos. com dados pluviométricos de chuvas de até 6 dias. para a relação D/DR = 1. dividido pelo número de tempestades selecionadas.3. PS e o período de recorrência das tempestades examinadas.6. quando a relação D/DR fica muito grande Observou-se certa dependência entre o fator de simultaneidade.2.3. PS. mencionados como do mesmo posto.4.3. da curva normal.2. em função da relação D/DR. .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 45 referência. a forma em sino. TR para que elas possam corresponder em média. 3. portanto. Representaram-se os fatores de simultaneidade. entre a duração considerada e a duração de referência.3.

. para que se possa apreciar a qualidade do ajustamento.3. D a duração considerada e DR a duração de referência. Para tempos de recorrência entre 5 e 200 anos pôde se estabelecer a lei geral aproximada. FS = C1 ( 1 − C 2 ) ⎛ D C1 + log 2 ⎜ ⎜D ⎝ R ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ + C2 sendo FS o fator de simultaneidade.5 e C2 = 0.40. 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 46 Os estudos efetuados para um grupo de postos individuais representativos e para o conjunto dos 98 postos pluviográficos do Brasil permitiram sintetizar os resultados na expressão geral. com o aspect: C1 = 1. Como esse procedimento só leva em conta as chuvas antecedentes num período muito curto do pico da tempestade.57 TR −0 .9 anos. representando a expressão citada apenas uma situação media.5/4) ou TR= 7. O efeito da simultaneidade das chuvas numa mesma tempestade não tem sido considerado no procedimento de cálculo B .5 e C 2 = 0 . aparecem destacados na Fig.2. que é o tempo de recorrência aproximado do 4° valor dos dados de Niterói. Convém notar que o estudo de simultaneidade das precipitações forneceu resultados bastante dispersos. Para os postos individuais com tempo de recorrência próximo de 7 anos resultaram os valores médios C1 = 1. o efeito da simultaneidade reflete pouco sobre o valor da descarga máxima.18 Os valores dessa expressão para TR= (31.

3 85.5 66.2 9.0 61.2 53.1 144.1 27.4 172.2 16.2 19.0 70.6 3.0 9..1 71.0 18.3 124.9 32.9 70.3 79.6 37.0 63.2 98.7 229.0 61.8 122.5 54.1 66.0 21.4 84.7 79. .5 214.8 26.8 150.4 86.0 34.0 46.2 3 4 1 2 4h 80.9 80.8 33.9 59.5 54.6 149.3 57.4 67.8 30.7 41.7 33.5 35.1 Data de Início da Chuva ano 21 22 22 24 24 25 27 28 28 29 31 35 36 39 40 42 44 47 48 50 50 50 51 52 mês 1 3 4 1 4 2 1 2 3 2 2 4 3 11 11 1 1 1 1 4 4 12 5 4 dia 13 30 7 30 3 3 14 26 2 21 6 27 3 7 27 30 17 24 30 3 26 6 3 23 4 2 3 1 Precipitações para Intervalo de tempo Valores Base ( mm ) 14.5 14.0 27.0 33.0 15.0 49.0 84.9 121.5 83.2 20.1 130.5 26.4 86.8 145.8 56.9 66.7 10.0 27.9 69.0 82.2.5 2 4 3 1 1h 30.0 23.0 22.8 38.0 30.4 122.0 53.9 33.0 53.4 150.7 10.1 135.5 65.0 136.7 53.3 113.3 85.2 2 4 1 3 24 h 122.5 126.4 36.0 27.8 132.2 115.4 61.0 115.3 106.0 45.0 33.7 118.0 31.3 79.1 29.2 59.0 50.0 26.5 49.3 79.0 46.7 9.0 93.9 188.5 38.8 20.2 65.0 33.7 74.4 146.8 46.5 24.0 40.0 4 2 1 3 15 min 19.0 16.7 26.9 53.2 40.5 50.7 69.8 229.2 51.3 85.5 126.5 138.4 116.8 2 4 3 1 2h 49.7 54.8 109.0 34.7 40.0 Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.8 107.4 86.5 66.2 127.0 112.0 11.2 3 2 1 4 12 h 118.0 131.5 96.5 16.0 26.1 150.0 22.0 107.5 51.1 72.6 35.0 52.8 65.0 40.0 122.5 98.1 40.8 70.2 70.0 15.9 113.0 90.3 66.9 4 3 1 2 48 h 125.0 79.0 64.9 82.5 13.0 13.1 37.2 4 2 1 3 8h 102.1 55.0 58.2 76.0 88.7 15.4 3 2 1 4 30 min 24.0 61.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 47 Qd.4 22.0 122.8 32.2 .0 53.5 33.2 9.5 40.5 52.1 96.1 114.7 229.2 140.0 64.0 61.3 50.5 47.7 53.5 129.6 11.2 61.0 161.5 27.2 52.8 152.3 116.8 105.4 86.5 61.0 36.0 40.8 83.0 53.0 18.5 113.0 49.8 88.2 104.8 21.5 20.

7 136.5 52.0 61.9 66.2 113.0 122.1 61.7 66.5 66.0 61.0 61.2 61.9 149.0 16.2.5 66.8 29.8 16.0 52.8 229.5 38.2 98.0 107.0 61.4 115.5 96.9 96.2 136.5 15 min 20.7 96.0 30.0 61.0 113.8 22.4 98.5 48 h 122.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 48 Qd.7 66.0 38.8 40.9 126.7 61.0 38.1 61.0 144.0 21.5 59.0 40.0 61.0 16.0 130.5 116.(I) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 21.8 145.0 64.4 22.1 106.0 26.0 2h 66.4 31.0 84.0 47.0 113.7 66.7 11.7 66.0 65.0 82.5 66.5 52.2 96.0 10.0 96.9 96.0 30 min 47.1 72.0 107.0 55.0 61.8 40.0 21.5 116.9 149.5 31.2 104.0 58.3 66.2 20.5 20.5 61.2 135.2 122.1 58.2 63.0 55.2 66.2 115.2 82.7 9.1 106.8 145.0 38.0 47.0 40.0 86.0 122.5 30 min 20.5 214.6 13.0 10.5 96.0 52.0 64.9 122.7 24 h 122.0 13.0 16.8 61.0 229.2 104.5 116.4 22.0 116.0 96.0 13.9 58.2 61.0 33.2 67.0 4h 113.4 229.7 14 h 122.1 122.5 61.8 86.0 61.0 61.1 135.5 127.2 66.0 127.2 82.8 70.2 76.0 36.5 86.8 33.0 20.5 8h 113.2.0 55.4 126.5 138.5 66.2 98.5 61.0 15 min 36.4 86.2 2h 11.0 61.0 40.5 138.5 .0 40.0 31.5 52.5 1h 59.9 5 min 20.2 113.8 70.9 126.0 61.0 64.1 40.0 52.-6 3.5 84.2 76.1 59.0 66.0 53.7 76.8 46.1 33.4 67.0 66.2 1h 11.7 67.0 122.9 64.5 61.0 36.9 61.2 122.0 52.2 122.2 130.2 115.4 104.0 72.5 74.

8 50.0 9.8 20.9 150.7 107.4 136.0 40.8 161.4 22.1 20.2 90.8 229.1 57.6 14 h 9.8 229.0 53.5 138.5 146.0 122.6 48 h 9.0 32.5 214.8 122.0 .0 11.4 122.0 229.1 106.7 129.1 20.0 22.0 59.7 9.0 116.2 144.8 72.7 65.4 127.4 93.0 1h 53.8 135.0 106.1 57.8 229.4 188.4 4h 10.(II) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.4 150.8 70.4 135.9 229.4 135.4 53.2 65.7 121.0 214.1 20.5 22.6 24 h 9.8 26.0 152.5 107.4 130.7 107.0 116.0 32.4 122.0 54.4 34.5 71.5 66.1 22.5 146.4 150.0 30 min 33.7 40.7 86.0 229.0 126.8 145.1 86.0 24 h 229.4 229.8 70.5 116.4 152.0 32.0 40.0 48 h 229.8 172.4 136.0 122.8 36.0 53.4 129.6 15 min 22.0 90.4 130.8 50.4 50.5 144.0 145.5 127.9 149.0 9.5 214.8 145.8 40.8 22.4 229.1 20.6 8h 9.4 188.4 161.1 20.8 40.4 229.5 86.2 11.0 113.6 10.2 54.0 40.8 33.0 2h 86.0 26.0 136.4 127.2.0 33.7 10.4 130.-6 3.0 90.4 93.1 106.5 113.8 53.0 4h 144.8 72.4 152.0 116.4 34.0 138.4 214.2 86.0 144.9 149.8 33.4 14 h 229.4 126.2 116.0 40.5 144.7 21.0 33.2 229.5 138.2.5 116.0 72.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 Qd.8 53.4 22.0 122.0 150.2 8h 214.5 229.8 172.0 33.7 214.4 229.4 129.2 229.0 144.0 86.7 229.4 22.5 71.0 22.8 40.4 161.2 9.7 65.2 11.9 229.0 70.7 121.4 149.8 47.4 150.

2 188.0 18.3 66.3 14 h 74.8 165.4 103.1 162.-6 3.4 36.5 88.6 13.5 21.9 156.3 11.0 160.2 150.6 26.1 8.4 8h 70.6 56.6 17.3 56.5 48 h 87.5 40.6 51.1 94.4 27.3 165.7 169.6 158.1 157.7 36.8 169.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 50 Qd.3 13.8 122.6 103.8 95.2 84.7 26.8 98.6 8.9 100.2.5 105.7 2h 56.0 157.6 15 min 33.9 80.1 .7 38.4 51.5 169.1 42.3 91.7 86.9 84.4 36.8 155.7 38.3 1h 53.1 162.0 30 min 45.1 10.4 148.3 Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Médias das Precipitações para Intervalo de tempo Média das precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 18.9 61.9 59.1 88.3 148.3 26.7 61.6 98.9 67.0 36.1 10.6 45.6 91.1 140.8 115.4 117.6 4h 68.3 18.1 91.5 17.4 64.7 144.4 63.1 59.8 88.8 80.3 25.4 86.5 116.7 116.8 66.5 169.3 127.6 159.7 114.1 188.3 21.3 127.0 24 h 83.

-6 3.2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 51 QD.4 Fator de precipitação para intervalo de tempo Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Fator de Precipitação ( % ) para os intervalos de tempo de: 5 min 100 95 95 72 61 71 55 55 47 47 15 min 91 100 100 76 72 70 59 59 48 49 30 min 88 100 100 87 82 78 71 71 51 51 1h 79 89 89 100 96 95 92 92 57 57 2h 62 71 71 94 100 97 97 97 60 60 4h 56 66 66 78 94 100 95 95 71 71 8h 47 57 57 67 95 97 100 100 86 86 14 h 45 55 55 65 93 96 100 100 97 97 24 h 49 58 58 68 92 93 98 98 100 100 48 h 47 55 55 62 85 85 90 90 100 100 .

e FA a relação entre a precipitação média sobre a área e a precipitação de um ponto. em km2. No Brasil têm sido realizados alguns estudos de precipitação média sobre bacias hidrográficas de maior extensão. 6. a expressão deve fornecer resultados satisfatórios até 5000 km2. não podem ser usadas diretamente no estudo de uma bacia hidrográfica.E. Acredita-se que essa expressão.3. enquanto a expressão ajustada foi estabelecida criteriosamente para durações maiores e menores.7 D + 1 ) Onde D é a duração da chuva. sendo Y = 35 log( 0 . 6h e 24h. analisando as precipitações diárias simultâneas em dois ou mais postos pluviométricos.5 2 . atende com suficiente precisão ao objetivo do trabalho• . generalizada para durações maiores e menores. 3h.U. de chuvas de duração mais curta. pois a precipitação média sobre uma área de certa extensão ê menor do que a de um ponto isolado.3. 4 pluviógrafos e mais de 5 anos de observação. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA As precipitações de várias durações. As curvas originais referem-se apenas às durações de 30 min. AR a área considerada. 1h. Recorreu-se assim aos resultados de extensivo estudo efetuado em 20 áreas diferentes nos E.U.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 52 6. Os resultados desse trabalho foram expressos em escala semi-logarítmica na Fig.3. definidas pela análise estatística das observações num posto pluviográfico. Enquanto as curvas originais foram apresentadas para áreas de até 1000 km2. ajustando-se as curvas definidas pela expressão: FA = Y A Y = log ( R ) 0 . no entanto. para igual freqüência. em horas. com.3. pelo menos. de modo a atender à sua aplicação mais ampla em conjunto com o hidrograma unitário sintético. o conhecimento da distribuição. A aplicação do fluviograma unitário requer. em área.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 53 Examinando os resultados obtidos no Brasil para chuvas diárias. observa-se que eles fornecem valores de FA menores do que os indicados para a curva ajustada para 24h . especialmente para as bacias maiores. .

1 10 100 1000 10000 .3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 54 Figura 6.B.40 D = 15min. 0.B.90 D = 48h D = 48h D = 24h 6h W. 0.7 D + 1) 24h W. D = 5min. D = 30min.B.3 100 AJUSTAMENTO ÀS CURVAS DO WEATHER BUREAU: FA = y y + Log² (AR / 5) onde y = 35Log (0.50 0.B. D = 6h D = 3h 0.B.60 30min. D = 1h 0. W. 0.70 1h W.80 3h W.

podem crescer gradativamente. o que não se dá na maioria das tempestades duradouras. No procedimento de cálculo B costuma-se empregar uma expressão mais simples.10 log( A ) 25 e que não depende da duração da chuva e assume o valor mínimo de FA=1 para áreas A. FA=1. que não leva em conta as precipitações antecedentes. isto é.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 55 A expressão antes apresentada é válida somente para áreas AR maiores que 5Km². Por outro lado maiores deflúvios totais e maiores descargas máximas resultam de precipitações máximas após a metade da ocorrência total da chuva. normalmente as precipitações mais intensas de chuvas observadas com menos de 12 horas de duração. Para reduzir o trabalho de cálculo. Dessa forma uma distribuição de intensidades de precipitação. .3. ocorrem principalmente na primeira metade de sua duração total. No procedimento de cálculo B. com bacias hidrográficas inferiores a 25km². para os quais são determinadas as precipitações cujos acréscimos são agregados simetricamente em torno do valor máximo. proporcionam coeficientes de deflúvios maiores para os segmentos mais intensos que as sucedem. especialmente devido à alteração das condições de umidade do soio. devendo-se notar que ela afeta consideravelmente os resultados. 6. os intervalos de tempo. Para áreas menores admite-se que a chuva é uniformemente distribuída. para formar a chuva que as provocam. No procedimento A escolheu-se para estes intervalos de tempo uma progressão geométrica de razão 2. mais fracas. A disposição desses acréscimos ê um tanto discutível. deve representar satisfatoriamente uma tempestade com tempo de recorrência semelhante ao da enchente de projeto. antecedentes ao pico da enchente. Isso acontece porque as chuvas iniciais. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO Para o cálculo das descargas da enchente de projeto os acréscimos de precipitação de seqüência mais provável devem ser reagrupados. 6. aproximadamente simétrica em relação ao valor máximo. FA = 1 − 0 .4. Consoante à Ref. adotamse geralmente intervalos de tempos iguais. com a distribuição dos acréscimos de precipitação.

na ordem mencionada.4. Na apresentação do presente trabalho admite-se que esse tempo de ponta seja igual a 4 vezes a duração da chuva unitária usada para compor os hidrogramas e que essa. Para durações unitárias inferiores a 15 minutos o tempo de ponta do pluviograma permanece constante. 4. distinguindo-se das perdas por infiltração nas camadas mais profundas. é igual a 1/5 do tempo de concentração. 1. atua em conjunto com o processo de infiltração. no inicio da chuva considerada. vindo a se reabilitar nos períodos secos. A absorção capilar na superfície do solo colabora de modo apreciável com as depressões superficiais para a retenção temporária das precipitações. 3. os acréscimos de precipitação são dispostos nos 6 grupos de 15 minutos. A taxa de infiltração decresce lentamente durante a chuva. por sua vez. no mínimo igual a 1 hora. no máximo. de modo que só ocorre excesso de precipitação ou deflúvio superficial nos intervalos em que a intensidade de chuva excede largamente a taxa de infiltração e as depressões do solo começam a transbordar. Os 6 maiores acréscimos de precipitação correspondentes aos primeiros intervalos de duração unitária iguais. muitas vezes também designada como precipitação efetiva.4. conforme aumenta o tempo de concentração da bacia hidrográfica. da sua cobertura vegetal e da umidade antecedente do solo. 2. o histograma das precipitações. A seqüência das diversas intensidades de chuva no tempo. 5 e os acréscimos menores seguintes são adicionados na sua ordem natural decrescente. isto é. Para durações unitárias menores que 15 minutos. contendo cada grupo valores crescentes antes do pico e decrescentes após este. embora com pouca clareza. dependendo da permeabilidade do solo. RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO CURVA DE MOCKUS A retenção de parte da chuva nas depressões do solo e sua infiltração são os principais fatores que afetam a relação chuva-deflúvio. 6. determinando a porção escoada como deflúvio superficial. que são mais lentas. O coeficiente do deflúvio é definido pelo quociente entre a precipitação efetiva e a chuva vertida numa tempestade. são reordenados na seqüência 6. . pode indicar que o intervalo entre o início das chuvas e o pico de tempestade deverá crescer.1. 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 56 Essa indicação.

através da expressão: S = 254( 100 ) CN − 1 O valor de 0. variável de 0 a 100. textura da superfície e umidade antecedente do solo. em função das precipitações.fornecem a orientação para escolha do CN. classificados de acordo com sua permeabilidade. com o número de curva. tratamento agrícola e para diversos grupos hidrológicos de solos. P. mas. Escolhe-se o valor de CN. Ao procurar a relação entre chuvas e deflúvios deve-se recorrer de preferência à expressão de Mockus que define os deflúvios.2 S na expressão anterior do deflúvio D.8 S onde S è um índice que traduz a capacidade de infiltração máxima do solo. conforme a permeabilidade do solo. D. para diversos tipos de cobertura vegetal.2 S tem efeito predominante. expresso em milímetro. . Para chuvas fracas esse valor de 0. cobertura vegetal. para a qual inicia-se o escoamento superficial. CN.1. para chuvas mais fortes predomina a influência do parâmetro 0.2 S ) 2 P + 0 . variando para cada tempestade de acordo com o histograma das precipitações. fornece o valor mínimo da precipitação. pode-se relacionar o valor de S. P. pode-se dizer que são crescentes com as precipitações. mas.8 S no denominador dessa expressão. S.1) que melhor atende aos objetivos de um projeto rodoviário. Apresenta-se dessa forma a tabela resumida (Qd-6. Segundo extenso levantamento feito pelo U. Soil Conservation Service.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 57 Outros fatores como o depósito de detritos vegetais na superfície e a textura superficial do solo também influem no valor do coeficiente de deflúvio. segundo a relação: D= ( P − 0 . adota-se uma classificação simplificada para exprimir a influência da superfície do terreno na formação dos deflúvios . Em razão das obras de engenharia não dependerem essencialmente da forma de utilização dos solos na produção agrícola.4. de modo geral.

Número da Curva CN para Diferentes Condições do Complexo Hidrológico Solo – Cobertura Vegetal Para Condição de Umidade Antecedente II (Média) E Ia = 0.1 .4.2s Condição de Retenção Superficial Pobre Pobre Terreno Cultivado Boa Pobre Pasto Boa Pobre Mata ou Bosque Boa Pobre Área Urbana Boa 70 76 83 86 25 74 55 80 70 87 77 90 39 45 61 66 74 77 80 83 51 68 67 79 76 86 80 89 Grupo Hidrológico do Solo A 77 72 B 86 81 C 91 88 D 94 91 Cobertura Vegetal Terreno não Cultivado com Pouca Vegetação . – 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 58 Qd.1.

com sub-horizontes. porém apresentam infiltração acima da média. como sulcos de arado que podem ser mais ou menos profundos. Qualquer tipo de solo em terreno plano com fraca rede de drenagem acaba enquadrando-se nesse grupo. a retenção superficial é influenciada pela quantidade de detritos vegetais. após um período prolongado de chuvas intensas. como folhas e galhos depositados sobre o solo. no caso de projetos de obras de engenharia deve ser levado em conta que o tipo de vegetação e as condições de retenção superficial dificilmente serão mantidos constantes.Potencial máximo para formação do deflúvio superficial. menos que no grupo D.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 59 Nesse quadro os quatro grupos hidrológicos do solo são relacionados com a permeabilidade relativa das camadas inferiores. próximo da superfície.Potencialidade mínima para formação de deflúvio superficial. paralelos ou não às curvas de nível. conforme descrito em seguida. com 50 a 75 % de superfícies impermeáveis.Principalmente solos arenosos menos espessos que no grupo A e loess menos profundo ou menos agregado que no grupo A. . quase impermeáveis. Inclui areias em camadas espessas com muito pouco silte e argila e também loess profundo muito permeável. O grupo apresenta infiltração abaixo da média. e o grau de decomposição desse material. ao longo da vida útil da obra. GRUPO C . e degradados ou não pela erosão da chuva e do vento. apôs intenso umedecimento prévio.Compreende solos pouco profundos e solos contendo bastante argila e colóides. com 15 a 18 % de superfícies impermeáveis. incluindo também alguns solos pouco profundos. essa retenção superficial é influenciada pelo tipo de tratamento agrícola. nos intervalos de precipitação mais intensa até que essa água tenha oportunidade de infiltrar-se para camadas mais profundas do solo ou evaporar-se. apôs présaturação. após um período prolongado de chuvas que eleva o nível do lençol freático para a superfície. no entanto. representando a capacidade do solo armazenar temporariamente água na superfície. GRUPO D . independentemente da cobertura vegetal. Um fator que influi na classificação do quadro precedente é a condição de retenção superficial. GRUPO B . Conforme já foi mencionado. Em áreas urbanas a condição de retenção superficial pobre corresponde à ocupação densa. A boa condição de retenção corresponde a uma ocupação de baixa densidade. Em terrenos não cultivados. Em terreno cultivado. O grupo inclui em sua maioria argilas de alto valor de expansão. GRUPO A .

O trabalho original do Soil Conservation Service recomenda uma alteração do número de curva CN para características diferentes da condição II. predomina o efeito da classificação do grupo hidrológico do solo.6. fornece o resumo da transformação do CN para as três condições mencionadas. Qd – 6. Para a escolha do número de curva CN. ditado pela permeabilidade das camadas inferiores. Resta.4. pasto ou mata.7. conforme será descrito adiante. Constam também deste quadro os valores de CNo recomendados para uso em conjunto com o procedimento de cálculo A. dependendo bastante da experiência e do bom senso do projetista. A condição l representa a situação com solos pouco acima do ponto de murchamento e com terrenos cultivados e recémarados.2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 60 Por isso é prudente admitir-se que mantenham por tempo mais prolongado as condições em terreno não cultivado sem vegetação do que em terreno cultivado.4. A condição III aplica-se a solos quase saturados após cinco dias de chuvas fortes ou baixas temperaturas precedendo à tempestade de projeto.1.7. uma apreciável incerteza na escolha do CN.1.1 e representa a situação média correspondente a enchentes anuais. Qd.4. que inclui as chuvas antecedentes à parte mais intensa da tempestade.4. de acordo com o quadro Qd.1. que consta do quadro Qd.1. no entanto.2 – NÚMERO DE CURVA CN PARA DIVERSAS CONDIÇÕES DE UMIDADE ANTECEDENTES Condição II 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 10 Condição O 15 19 23 27 30 33 36 39 43 47 51 56 61 67 74 82 92 100 Condição I 7 9 12 15 19 23 27 31 35 40 45 51 57 63 70 78 87 100 Condição III 33 39 45 50 55 60 65 70 75 79 83 87 91 94 97 98 99 100 .1. O quadro que se segue.

Desse modo convém considerar a chuva que antecede o pico da tempestade num período de. mais significativas nas bacias de menor porte. A expressão de Mockus representa satisfatoriamente o crescimento do coeficiente de deflúvio com a sucessão das precipitações no decurso de uma tempestade. o que introduz mais um fator de incerteza na sua avaliação. consideravelmente mais baixos que para bacias maiores com o mesmo número de curva de infiltração do solo. Por esse motivo considera-se no fim do período chuvoso uma infiltração mínima do solo. resultam para pequenas bacias deflúvios totais. antes discutida. resultam deflúvio menores do que para as durações e precipitações acumuladas maiores. de modo que convêm atribuir-lhes valores condizentes com a freqüência da enchente de projeto. em função da permeabilidade do solo. CN. CHUVAS ANTECEDENTES As chuvas que precedem a intensidade máxima de uma intensa da tempestade têm grande efeito sobre o deflúvio resultante. são preferencialmente incluídas na própria tempestade. mascarando significativamente a precisão procurada na escolha do CN.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 61 Observa-se uma grande variação do valor de CN para as diversas condições de umidade antecedentes do solo. no fim do período. conforme sejam considerados maiores períodos de recorrência. condições de retenção superficial ou tipo de cobertura vegetal. que não inclui as precipitações antecedentes. no caso de projeto. correspondentes às bacias maiores. em substituição à aplicação da expressão de Mockus. para estabelecer mais criteriosamente os valores a serem adotados para o número da curva de infiltração. o qual é conseqüência do umedecimento progressivo do solo e do decréscimo da taxa de infiltração.4. o qual depende das precipitações antecedentes e que. porque não leva em conta a reabilitação da taxa de infiltração do solo nas interrupções das precipitações. Seguindo o procedimento B (convencional).2. Para tempestades muito prolongadas. . Isso ocorre porque com chuvas de menor duração e menores precipitações acumuladas. coeficientes de deflúvio demasiadamente elevados. para a mesma curva CN. Assim. por unidade de área. freqüentes em períodos de chuvas menos intensas. Ê difícil definir o valor inicial das precipitações acumuladas no começo da tempestade. a expressão de Mockus fornece. 6. pelo menos 5 dias. enchentes mais raras devem levar em conta a ocorrência de precipitações antecedentes mais severas. do solo. Com o uso das chuvas antecedentes» o coeficiente de deflúvio passa a ser também menos da área da bacia Hidrográfica.

atendendo a condições de umidade do solo diferentes. excluindo as precipitações antecedentes. mesmo tratando-se dos mesmos tipos de solo e cobertura vegetal. levando-se em conta maior número de particularidades da potencialidade na formação de chuvas intensas de curta duração de cada posto. tem sido possivelmente o motivo de restrição ao uso do hidrograma unitário para pequenas bacias. de modo que parece ser mais apropriado utilizar o valor de CN entre os indicados para as condições l e II. No procedimento A.6. chega-se a descargas máximas aproximadamente iguais usando os valores de CNII e CN0 indicados na mesma linha do quadro precedente (Qd. incluindo-se os 5 dias de chuvas antecedentes. em função do tempo de concentração ou da extensão da bacia hidrográfica.1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 62 Os resultados obtidos adotando-se procedimento B (convencional) serão mais coerentes com a adoção de números de curva de infiltração. no procedimento A. Comparando-se valores de descargas calculadas pêlos procedimentos A e B. o número de curva CN referente a esse caso deve ser menor do que o indicado para a condição II. Essa dependência da curva de infiltração. Isso mostra que o procedimento A é de aplicação mais geral do que acontece com o procedimento B (convencional). a qual se refere à situação média de enchentes anuais em período chuvoso. a relação mencionada entre os números de curva CN altera-se devido ao uso de condições de chuvas antecedentes diferentes no procedimento A. Para um posto com características diferentes.4. . mais altos nas bacias menores do que nas bacias maiores. Para solos de permeabilidade média poderá ser adotado um valor de CN próximo do recomendado para a condição l. a qual corresponde a solos secos. Os solos mais permeáveis são menos sensíveis às variações de condições antecedentes. conforme seja alterado o número de dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. porém acima do ponto de murchamento.2). será necessário adotar outro número de curva de infiltração. CN. Com a recomendação de um período de chuva de pelo menos 5 dias antes do pico da tempestade. Com isso pode-se estabelecer uma relação entre os dois procedimentos de cálculo abordados. CN. para bacias de diversos portes e para o período de recorrência de TR = 10 /aros. Esse estudo da relação entre os números de curva CN a serem usados nos dois procedimentos de cálculo foi efetuado para um posto de características médias do Brasil.

A consideração da simultaneidade das chuvas após o pico da tempestade de projeto afeta muito pouco o valor da descarga máxima. a expressão de Mockus tende a definir deflúvios acima dos que são normalmente observados. considerando-se os 5 dias de chuvas precedente à precipitação de máxima intensidade e um número de curva CN0 relacionado com CNII. consiste em incluir condições antecedentes de umidade do solo mais severas para enchentes de período de recorrência mais elevado e de permitir o uso do mesmo número de curva CN. A. independentes da extensão da bacia hidrográfica.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 63 A consideração das chuvas antecedentes ou de sua exclusão dos cálculos conduz assim aos dois procedimentos mencionados. ao contrário. Com o uso do procedimento. a não ser num período curto de duração aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. CN. usado no procedimento A. alterando apenas a parte final do hidrograma calculado. afeta os valores das descargas máximas através das chuvas antecedentes na parte mais intensa da tempestade de projeto. esse efeito já é afetado pela escolha mais judiciosa possível do número da curva de infiltração. depende do grupo hidrológico do solo e de sus condição de retenção superficial. dependente sensivelmente das condições antecedentes de umidade do solo. adota o número de curva CNII de período chuvoso. O segundo. A. seja qual for a extensão da bacia de drenagem em questão. o projetista deve acostumar-se a associar o tipo de solo ao número de curva CN0 correspondente. O número de curva CNO. No procedimento de cálculo B (convencional). conforme indicado aproximadamente pela tabela anterior. exposta no item 6. O conceito da simultaneidade das chuvas. do solo. para solos semelhantes. sem considerar as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. a ser empregado nos cálculos.2. 6.4. A vantagem do primeiro procedimento. .3. admite uma tempestade de projeto mais prolongada. O primeiro procedimento. O número de curva CNII usado como procedimento B (convencional). variando muito pouco com a alteração das condições antecedentes de umidade do solo. INFILTRAÇÃO MÍNIMA No fim de uma tempestade significativa.3.convencional. aqui proposto. B. sendo necessário admitir uma perda mínima por infiltração no solo para aproximá-los dos valores reais. não aparecendo assim de forma explícita. A. sugerido.

1.5 h e para o procedimento B (convencional). CN. não podem ser superiores ao acréscimo de precipitação atribuído ao intervalo de tempo considerado. Pmin e o número de curva de infiltração.5. sem chuvas antecedentes: PM = 21 − CN 0 1mm 〉 2 . sem chuvas antecedentes. pode-se adotar a seguinte expressão. onde o nível do lençol freático aflora após longo período chuvoso. considerando-se os 5 dias de chuvas precedentes ao pico da tempestade. FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR TEMPO DE CONCENTRAÇÃO O tempo de concentração de uma bacia hidrográfica é definido pelo tempo de percurso em que a cheia em curso d'água leva para atingir o curso principal desde os pontos mais longínquos até o local onde se deseja definir a descarga. 6.5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 64 Recomendam-se. em média. as seguintes infiltrações mínimas: Solo de Grupo A : 10mn/h Solo do Grupo B : 6mn/h Solo do Grupo C : 3mn/h Solo do Grupo D : 1mn/h A relação entre a infiltração mínima. Esse tempo caracteriza a forma do hidrograma . 6. No procedimento de cálculo A. com drenagem deficiente. as perdas mínimas restringem-se à evapotranspiração e à descarga base e podem ser estimadas em Pmin = 0. certamente. Para o procedimento B (convencional). PM = 15 − CN II 1mm 〉 5 h Essas perdas mínimas por infiltração no solo.2 mm/h. Em terrenos planos. de acordo com os grupos hidrológicos do solo. é menos explícita pois nessa relação intervém a retenção superficial além do grupo hidrológico do solo.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 65 ou fluviograma unitário. embora alguns autores também expressem o tempo de concentração em função da área da bacia hidrográfica. embora com o pico de cheia já atenuado. Em casos excepcionais. escolhendo-se a maior. somente os deflúvios de parte da bacia hidrográfica se somam para formar o fluviograma da enchente. além do fato de que áreas maiores correspondem normalmente a comprimentos maiores do curso d'água principal. Essa área não parece oferecer. Para chuvas com duração inferior ao tempo de concentração. onde o tipo de solo e a vegetação menor influência do que a forma destes cursos. o deflúvio superficial escoa em grande parte de seu sobre o terreno sem chegar os canalículos ou pequenos cursos d'água e a velocidade de escoamento é fortemente influenciada pela rugosidade do terreno. os deflúvios de todas as partes da bacia estão contribuindo para a enchente. com bacias muito alongadas junto das cabeceiras e no trecho muito largas a jusante. com áreas maiores que 8 km² . Normalmente considera-se que nas pequenas bacias hidrográficas. assim as chuvas com duração próxima ao tempo de concentração da bacia fornecem maiores vazões para um determinado tempo de recorrência. sua cobertura vegetal e detritos sobre o solo. enquanto que para chuvas de duração maior que o tempo de concentração. um efeito direto pronunciado sobre o tempo de concentração. passa a predominar o tempo em que o deflúvio superficial percorre através de leitos definidos nos cursos d'água. o deflúvio superficial escoa na maior parte do tempo através de canais ou canalículos erodidos no solo pela própria passagem da . o aumento do tempo de concentração ao longo das partes mais estreitas e sua conseqüente redução da intensidade de chuva de igual freqüência não compensa o acréscimo de deflúvio proveniente dessas partes. Isto se deve ao fato das intensidades de chuva para igual freqüência decrescerem com a sua duração. Como nas bacias maiores. Nesse caso convém comparar a enchente da parte mais larga da bacia isoladamente com a de toda a bacia. Conforme a extensão da bacia aumenta. menores que 1 km2. no entanto. sendo ainda definido com o intervalo de tempo entre o início da precipitação e o instante em que todos os pontos da bacia estão contribuindo para a vazão e conseqüentemente é um fator importante na conformação e na descarga máxima da enchente de projeto. A determinação numérica do tempo de concentração depende primordialmente do comprimento do curso d'água principal e de sua declividade.

6 a 105 km e desnível máximo de 150 a 1130 m.---quociente entre o comprimento ( L ) do curso principal e o tempo de concentração (TC). bastante difundidos.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 66 água. para uma mesma bacia hidrográfica a descarga máxima calculada é proporcional ao inverso do tempo de concentração para ela considerada. para diversas bacias hidrográficas reais.5. com o transbordamento pelas as margens baixas. pois influencia significativamente no resultado da descarga de projeto. para as enchentes muito grandes. a permeabilidade e a cobertura vegetal. A avaliação do tempo de concentração de uma bacia é bastante complexa.1). é exigida a definição do tempo de concentração por procedimentos mais cuidadosos.12 a 3. Existem numerosas fórmulas empíricas para calcular o tempo de concentração em função do comprimento ( L ) do curso principal. devido ao. comprimento do curso principal de 2. existindo uma grande variedade de expressões de cálculo. Para comparação foram determinadas as velocidades médias. com maior profundidade. tende a aumentar o tempo de concentração. grande atenção na sua determinação. Por outro lado. A maioria dessas fórmulas é restrita a áreas pequenas. Para ilustrar este aspecto fez-se a analise comparativa dos tempos de concentração. e com isso a textura superficial do solo. o amortecimento das pontas das enchentes. com área. ou de outros parâmetros escolhidos. dadas pelo . A magnitude da enchente numa mesma bacia influencia o tempo de concentração. com se trata de bacias de maior porte. De uma forma geral. porque esse valor varia menos de uma bacia para outra do que o próprio tempo de concentração. sendo o primeiro conjunto. do desnível total ( H ) até as cabeceiras.5 km². . designado no comentário por bacias médias e grandes. e eventualmente da área ( A ). embora esse efeito não seja normalmente considerado devido à falta de dados mais detalhados. tem áreas de 4. comprimento e desnível conhecidos.? inúmeros condicionantes envolvidos. comprimento do curso principal de 0. com áreas de 0.6 km e desnível máximo de 20 a 380m.03 a 2.6 a 3476 km². designado por bacias pequenas. têm efeito cada vez menos pronunciado sobre o tempo de concentração. pois a onda de enchente se propaga com maior velocidade num rio mais cheio. calculados através de procedimentos diferentes. O segundo conjunto. Nesta análise gruparam-se essas bacias analisadas em dois conjuntos com 15 amostras cada um (Qd. merecendo. por isso. No estudo de enchentes para projetos de pontes e bueiros.6.

Mesmo a média para as 15 bacias analisadas fornece uma relação de aproximadamente 5 entre os valores máximos e mínimos do tempo de concentração. mantendo uma relação freqüentemente maior que 5 entre os máximos e os mínimos para as diferentes fórmulas na mesma bacia hidrográfica. em minutos. ou em ordem crescente dos tempos de concentração. que têm pronunciado efeito em bacias pequenas. mesmo sendo mais lento. Nas bacias maiores com extensão e desnível semelhantes. em km. O mesmo não acontece com as bacias maiores onde o deflúvio subsuperficial chega com grande atraso em relação ao deflúvio superficial direto.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 67 Os resultados para as bacias menores que 2. Essa grande variação dos resultados do tempo de concentração. Em bacias pequenas o máximo do deflúvio subsuperficial. talvez possa ser explicada pela diversidade de rugosidade do terreno e sua cobertura vegetal. Quando esses valores médios das velocidades foram muito próximos. confundindo-se os dois deflúvios e dificultando a definição do tempo de concentração. 0 . não prejudicando a definição do tempo de concentração. Isso mostra a dificuldade e a importância na escolha da formula a adotar e por outro lado recomenda a adoção de uma fórmula que se aplique satisfatoriamente também a bacias maiores. para as quais essas fórmulas foram desenvolvidas na sua maioria. conforme a fórmula adotada.5 km² demonstram valores extremamente diversos. L o comprimento do curso d'água. fez-se a ponderação na escolha da ordem. que resultaram da aplicação em bacias menores que 2.5 km3. em ordem decrescente dos valores médios das velocidades. a) Fórmula de Kerby ⎛L a⎞ TC = 37 ⎜ ⎜ I ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ sendo TC o tempo de concentração. as diferenças entre os tempos de concentração de um caso para outro devem ser menores. ocorre logo depois do pico do deflúvio superficial direto. ou da velocidade média calculados segundo as diversas fórmulas. considerando também as médias das velocidades nas bacias médias e grandes.47 . mesmo que tenham sido estabelecidos pêlos seus autores somente para pequenas bacias. Serão em seguida enumeradas as 15 fórmulas analisadas.

crescendo essa velocidade rapidamente para as bacias maiores. em %. Essa fórmula forneceu velocidade média de 6. e a = parâmetro igual a 0.5. .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 68 I = declividade.3 km/h para as bacias pequenas. não sendo assim aplicável para estas.

7 4.9 2.3 3.1 27.6 3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 69 Qd.7 1.3 5.9 6.0 8.9 7.15 0.6 1.10 0.0 3.5 1.6 3.2 1.0 71.3 5.12 0.9 2.4 4.7 2.03 0.9 3.20 2.6 5.8 5.4 4.4 2.2 12.2 19.2 4.6 8.6 10.6 8.4 6.70 1.58 0.1 3.9 6.7 7.0 4.7 8.07 ) 1.7 3.4 6.8 20.1 6.73 0.3 0.0 7.1 11.1 4.0 1.8 2.0 4.1 6.0 6.6 3.6 3.5 5.6 1.1 1.7 4.9 3.4 2.9 4.2 2.8 4.80 2.2 1.7 5.4 1.9 6.5 36.9 8.4 1.50 0.6 6.5 6.5 0.5 2.81 2.6 2.2 9.5 2.8 3.1 1.00 1.9 5.5 36 28 36 39 70 20 50 70 25 20 200 45 1.0 2.4 9.0 5.9 6.9 2.7 2.2 11.4 6.5 3.4 12.8 8.7 2.0 16.8 2. (K=4) PASINI 0.7 1.5 3.8 3.89 1.60 1.3 7.3 16.9 8.6 3.2 6. -.9 1.3 1.9 1.1 6.6 5.0 9.7 3.0 3.1 6.3 6.0 4.7 10.0 0.1 2.8 2.4 3.7 6.9 4.8 2.60 2.6 1.8 3.0 3.1 6.8 3.0 4.9 2.5 1.9 2.6 3.1 10.1 US CORPS OF ENGINEERS PICKING KIRPICH KERBY A L H 2 ( km ) ( Km ) ( m ) Velocidades Médias V = ( Km / h ) Para Cálculo do Tempo de Concentração TC = L / V VEM TE CHOW MÉTODO DO Nº DE CURVA ( CN = 60 ) 1.5 1.9 2.1 4.4 5.5 1.9 34.8 4.7 4.5 2.8 2.0 3.7 3.5 7.4 1.7 7.1 9.3 1.3 4.2 3.1 9.7 2.2 4.9 6.9 6.1 9.8 4.2 19.5 2.60 1.8 6.O.0 5.7 3.6 4.5 3.2 5.5 3.7 4.9 3.9 7.6 3.8 1.1 GIANDOTTI GEORGE RIBEIRO ( P = 0.1 120 165 248 291 683 1293 3476 0.0 2.2 3.1 2.9 8.6 4.1 3.0 9.6 2.4 8.9 5.6 2.6 7.40 0.5 3.1 1.1 8.5 2.7 2.5 5.3 4.7 3.6 3.4 1.8 2.4 3.9 3.7 1.05 0.9 2.7 1.8 0.9 4.26 3.7 4.2 1.0 2.0 1.6 D.3 2.5 2.7 2.0 21.3 KIRPICH MODIFICADA MÉTODO DO LAG ( Kn = 0.4 2.9 6.0 5.0 6.07 0.50 1.3 4.0 8.9 2.3 3.0 6.1 6.8 3.40 0.1 6.2 6.5 7.1 11.7 2.4 4.2 2.0 54.3 8.4 7.8 3.5 2.1 1.7 3.8 3.7 3.5 9.5 1.8 5.6 8.5 7.6 10.8 8.8 3.2 3.7 0.7 2.0 2.7 2.5 3.0 8.8 8.3 3.60 0.1 1.8 3.5 21.1 ROSSI 0.6 22.5.0 6.0 2.3 9.2 2.5 45.4 4.0 1.4 2.9 3.9 7.4 8.3 6.9 1.4 9.1 2.6 3.5 5.0 1.0 6.4 6.0 7.6 3.6 6.9 18.8 5.5 2.3 5.4 5.4 6.6 2.2 0.1 16.3 2.50 1.0 6.8 6.5 0.5 3.0 4.2 8.9 9.6 6.3 5.2 5.4 2.2 4.6 2.7 3.1 4.6 4.9 9.1 9.4 2.7 3.8 17.6 1.4 10.3 2.3 5.5 2.0 10.9 1.9 4.9 2.1 2.5 6.0 21.3 3.5 3.6 3.9 3.0 6.5 6.8 3.6 3.1 0.0 2.4 6.3 3.1 3.70 1.8 7.9 5.5 3.9 5.2 5.3 7.8 8.9 6.7 14.1 8.5 1.1 3.7 2.5 4.8 7.6 2.8 3.4 6.0 7.60 2.8 4.5 5.8 4.7 3.3 2.4 5.1 4.9 4.5 2.7 13.9 6.6 1.9 3.6.8 2.1 3.8 6.0 4.6 11.3 3.9 6.2 2.6 6.5 11.5 1.1 10.50 4.1 3.6 .7 1.6 4.4 4.9 4.9 5.4 2.1 2.9 7.4 9.1 8.5 4.2 4.5 5.28 0.0 7.3 1.5 1.7 3.9 3.2 2.0 2.3 4.8 1.9 4.9 2.1 2.4 8.6 11.0 4.0 7.5 15.4 6.2 3.6 17.S.N.4 3.34 0.7 3.1 4.6 2.6 12.4 3.2 3.8 16.1 2.3 7.5 1.8 7.30 1.9 4.60 ) VENTURA JOHN COLLINS 1.6 220 380 50 180 195 200 40 240 150 280 175 350 500 470 450 650 515 780 809 810 1130 2.

não sendo por isso indicada para estas bacias. ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . d) Fórmula do U. em km.3⎜ ⎜ I ⎝ sendo TC = tempo de concentração.0 km/h para as 15 bacias menores analisadas e uma média de 7. em km. H = declividade. em km.30⎜ 1 ⎜ 4 ⎝H sendo. L = comprimento do curso d'água. CORPS OF ENGINEERS ⎛ ⎜ L TC = 0 .76 . ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 5.8 km2. em horas. em m/m. e H = desnível máximo. c) Formula de PICKIMG 1 ⎛ L2 TC = 5 .95⎜ ⎜H ⎝ sendo TC = tempo de concentração. S. publicado no "Califórnia Culverts Practicê".3 km/h para as bacias médias e grandes. L = comprimento do curso d'água.385 Essa formula forneceu uma velocidade média de 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 70 b) Fórmula de KIRPICH. TC = tempo de concentração. indicando sua aplicação para ambos os casos.4 km/h. embora velocidades muito altas comparadas com as outras fórmulas. crescendo para uma média de 8. L = comprimento do curso d'água. em horas. ⎛ L3 TC = 0 . ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . em horas. em m. sendo desenvolvida originalmente para bacias menores que 0.6 km/h para as bacias maiores.

10 A0 . coberto de vegetação intensa. em minutos. L = comprimento do curso d'água. Para as bacias pequenas resultou em média uma velocidade de 5. L = comprimento do curso d'água.2⎜ ⎟ ⎝ I⎠ sendo. em mm. não sendo por isso recomendado para estas bacias. em ha. coberto de vegetação. A = área da bacia. em m. f) Fórmula do DNOS TC = sendo. em km. em minutos. absorção apreciável K=3 − Terreno argiloso. eleva da absorção K=2 Terreno comum. crescendo para uma média de 8. em %.2 ⋅ K I 0 . I = declividade.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 71 H = desnível.1 km/h para bacias maiores.9 km/h. crescendo para 9.4 K = depende das características da bacia. em %. TC = tempo de concentração.64 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 4. não sendo por isso indicada para estas bacias. conforme descrito em seguida: − − Terreno areno-argiloso. I = declividade. e) Fórmula de VEN TE CHOW ⎛ L ⎞ TC = 25 .1 km/h. coberto de vegetação. absorção média K=4 . 0 .3 ⋅ L0 . TC = tempo de concentração.4 km/h para as bacias maiores.

Sugere-se assim a adoção da seguinte formula: ⎛ L3 ⎞ TC = 1. uma velocidade de 4.0 km/h e para as bacias maiores em 4.modificada Estudos em bacias médias e grandes. I = declividade.5 Para condições médias.5 K=5 K=5. reduzida absorção K=4.385 Essa fórmula fornece velocidades próximas da média de todas as expressões analisadas.9 km/h para bacias pequenas e 5. L = comprimento do curso d'água. em km. em km. escassa vegetação. Sói l Conservation Service fornece resultados pertinentes às observações.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 72 − − − Terreno de vegetação média. e H = desnível máximo. TC = tempo de concentração.04 sendo. vegetação rala. na média. em minutos. se forem adotados tempos de concentração 50% maiores do que os calculados pela expressão proposta por KIRPICH.42⎜ ⎟ ⎜H⎟ ⎝ ⎠ sendo. indicando sua aplicação para uma grande faixa de áreas. 0 . pouca absorção Terreno com rocha. em horas. portanto aceitável para qualquer tamanho de bacia.7 km/h para bacias maiores. h) Fórmula de GEORGE RIBEIRO TC = 16 L ( 1. demonstraram que a aplicação do fluviograma unitário triangular do U. em m. TC = tempo de concentração. com K= 4. resultou. L = comprimento do carão d'água. em m/m. baixa absorção Terreno rochoso.8 km/h.S.2 P )( 100 × I )0 . com dados de enchentes observadas. A velocidade média para as bacias pequenas resultou em 4. g) Fórmula de KIRPICH .05 − 0 . .

3 km/h para as bacias maiores. em km. I = declividade. em km2.127 A I sendo. sendo assim aplicável para qual quer tamanho de bacia. i) Fórmula de PASINI TC = 0 .9 km/h para bacias pequenas e 2.6 km/h para bacias maiores.4 Km/h para bacias maiores. k) Fórmula de ROSSI ⎛ L ⎞ TC = 0 . A = área da bacia. sendo aplicável a qualquer tamanho de bacia. L = comprimento do curso d'água.9 km/h. TC = tempo de concentração. em km². na média. sendo assim aplicável a bacias de qualquer tamanho.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 73 P = parâmetro de dado pela porção da bacia coberta por vegetação. Resultou a média das velocidades de 3. j) Fórmula de VENTURA TC = 0 .60 resultou uma velocidade de 3.295 . I = declividade. em m/m. em horas. em m/m.8 km/h para as bacias menores e de 3. TC = tempo de concentração.107 3 AL I sendo. em horas. Resultou uma velocidade de 3. A = área da bacia.77 ⎜ ⎟ ⎝ I⎠ 0 . Para um valor de P= 0. para as bacias pequenas e 2.

l) Fórmula de GIANDOTTI TC = 4 A + 1. em m. a velocidade de 2. ê dado pela expressão: ⎛ L Lc ⎞ Lag = 14 .0 km/h para bacias maiores. I = declividade. em km. e 5. em horas. lag.1 km/h para bacias pequenas. em horas.8 H sendo. em media. L = comprimento do curso d'água. H = desnível máximo. uma velocidade muito baixa.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 74 sendo. Resultou a aplicação desta expressão.0 km/h. L = comprimento do curso d'agua. em km². em km. para as bacias pequenas. contra-indicando sua aplicação para ambos os casos.5 ⎟ ⎜ I ⎟ ⎝ ⎠ sendo. parecendo por isso pouco recomendável sua aplicação nestas áreas. de 2. m) Método do Lag O atraso da onda de cheia em relação â chuva que a produziu. em horas. em % Resultaram. L = comprimento do curso d'água mais comprido. considerando-se o tempo decorrido entre o centro do hietograma da chuva unitária e o momento em que ocorreram 50% do volume do fluviograma unitário correspondente. é designado por "lag". e 0 . em km.5 L 0 . TC = tempo de concentração. em média. TC = tempo de concentração. sendo muito altas para as bacias grandes.43 Kn⎜ 0 . A = área da bacia.33 . As velocidades para as bacias pequenas são abaixo da média das outras fórmulas.

n) Formula de JOHN COLLINS L TC = 44 D sendo. em geral. de 0.0 Kn⎜ 0 .167 Existem gráficos que indicam a variação do coeficiente Kn. até o divisor. sem a consideração da fisiografia peculiar da região que corresponde a cada família de curvas dos gráficos mencionados. Como se vê.33 = 16 . A grande variação do coeficiente Kn requer a análise detalhada das características das bacias cujos dados serviram de base para a elaboração dos gráficos mencionados. em minutos.833 H 0 . e os tempos de concentração calculados para uma bacia podem variar enormemente na proporção de 1 para 3 e até 1 para 5.5 ⎜H ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . 5 A2 I .0 Kn L0 .5 TC = 16 . em m/km. e o comprimento L. ao longo do mesmo curso do posto de medição até o ponto mais próximo ao centro de gravidade da bacia de drenagem.5 ⎜H ⎝ ou ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . além da adoção de adaptações aos demais parâmetros.033. A = área da bacia . em km.5 Lag = 11.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 75 Lc = comprimento. No caso de tempestades espalhadas.716TC ⎛ L2 .030 a 0.33 = 0 .260 e em áreas urbanas seu valor vai de 0. Substituindo ainda a declividade I pelo quociente entre o desnível H. em km². I = declividade do curso principal. em m. em km. TC = tempo de concentração. expressão precedente se transforma-se em: ⎛ L2 . e Kn = média dos coeficientes de Manning (Rugosidade) ao longo dos cursos d'água mais importantes da bacia. Kn pode atingir o valor 0.150.48 Kn⎜ 0 .013 a 0.

3 1000 H ( ) CN − 9 0 . e que são as de KIRPICH. sendo seus valores os mais baixos que os encontrados para todas as outras expressões analisadas. especialmente para bacias médias e grandes. A média das velocidades para bacias pequenas resultou em 1. TC = 1. que são .7 sendo. enquanto as fórmulas de PASINI e VENTURA geram as menores velocidades desse grupo. As velocidades para bacias pequenas são reduzidas.3km/h tanto para bacias pequenas como grandes.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 76 L = comprimento do curso d'água. e CN = referido número de curva. resultando descargas máximas menores. L = comprimento do curso d'agua. em função do complexo solo-cobertura vegetal.5%. DNOS.1 km/h. TC = tempo de concentração. restrita aos limites de 1% a 3. e assim menos recomendável na avaliação do tempo de concentração. D = 4A π . não se recomendando por isso seu emprego para estas.e D = diâmetro de um círculo de área equivalente ao da bacia. o) Fórmula do método do numero de curva (CN). em km. em %.8 km/h e para bacias maiores em 3. comparadas com a media das outras fórmulas.S. I = declividade. GEORGE RIBEIRO. As velocidades médias resultaram próximo de 1. Soil Conservation Service na relação chuva-deflúvio de Mockus. KIRPICH MODOFICADA. PASINI e VENTURA. que caracteriza o complexo solo-cobertura vegetal da bacia. Recomenda-se que deva ser dada preferência às fórmulas que conduzem a valores razoáveis tanto para bacias pequenas quanto para as médias e grandes. isto é.80 L1. em km. em horas. em m. H = desnível máximo. Destas a fórmula de KIRPICH fornece velocidades acima da média das outras fórmulas. referido ao número de curva recomendado pelo U.

Outra maneira de comparar as fórmulas para o cálculo do tempo de concentração consiste em reduzi-las para as mesmas unidades. em m. entre. em função do comprimento do curso d'água L.5 vezes maiores do que a média A. 2. o desnível máximo H. e substituindo a declividade I pelo quociente I=H/L. representando áreas. em km. restringindo-se o uso para o caso da obrigatoriedade em usá-las. A. A fórmula de GEORGE RIBEIRO fornece velocidades onde são pouco utilizadas as características da bacia. O método do Lag com Kn= 0.4 L. foi substituída pela expressão A = 0.16 L' e A= 1. V= L/TC.O.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 77 contra a segurança da obra. Praticamente todos os casos mostrados situam-se dentro da faixa definida pelas expressões A= 0. Nas expressões que contêm a área da bacia. Com essa análise parecem mais indicadas as fórmulas do D. No caso das fórmulas que contêm a área A.S e de KIRPICH MODIFICADA para qualquer tamanho de bacia e o MÉTODO DO LAG para bacias maiores que 10 km2. portanto. da media de todas as fórmulas analisadas. o comprimento do curso d*aguar L. em km². ao lado direito. expressando-se velocidade . esta será expressa em km². Em seguida são apresentadas as fórmulas antes citadas com as unidades iguais para melhor comparação.N. uma segunda expressão onde essa área. para as quais os resultados se aproximam bastante da fórmula de KIRPICH MODIFICADA e. em K/h. da bacia apresentou-se ainda. em km.00 L1'86.5 vezes menores a 2.07 pode ser considerado para bacias com áreas superiores a 10 km². Essa relação resultou como média de mais de 200 bacias estudadas pelo DNER em várias regiões do Brasil. .

6.2 Cursos D’água em Várias Regiões do Brasil Relação Desnível – Comprimento do Talvegue 1000 L .DECLIVIDADE 100 L . 5% 1% 10 H= 50 l 1/ I= I= I= 10 % I= 5% I= 2 2% I= 1 1 I= 50 % 20 % 10 H .DESNÍVEL I . 2% I= 0.COMPRIMENTO DO TALVEGUE H .5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 78 Figura .1.( km) 0.( m) 100 1000 .

500 V=0.155 H0.4533 H0. R.430 H0.5 para H e -0.S.014 H0.470 V=1.1475 0 .8951 L0.5 H 0 . Aliás esta fórmula fornece velocidades sempre próximas a 3. segundo a formula de Chézy de escoamento em canais. Para as três fórmulas antes recomendadas.5.1336 L-0.1396 L0. porque os expoentes de L e H são muitos baixos.1 L -0. Como a declividade ê dada pelo quociente entre o desnível.8858 L-0.1667 H 0.03 L 0.8 L0 .385 V=3. para qualquer bacia.1320 L0 V=2.500 H0.5575 H0. a velocidade deveria ser proporcional â raiz quadrada do produto do raio hidráulico. H.5 VEMTURA V = 0. I.03 L 0.2 H 0.040 V=0. .3 a 0. com exceção da estabelecida por GEORGE RIBEIRO.5 ROSSI GIAHDOTTI = V=0.190 H0. por fornecer velocidades mais próximas ã média do conjunto delas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 79 A relação das formulas com as unidades iguais é a seguinte: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) KERBY (para a= 0.7611 L0.500 MÉTODO DO LAG JOHN COLLINS V = 0.400 V=0. dispensando na realidade qualquer cálculo. a velocidade resulta proporcional ã declividade elevada a uma potência entre 0.5 H 0.7020 L-0.333 H0.60) PASINI V = 0. aproximadamente.385 V=1. pela declividade.1500 L0.6 H0.3937 L-0.5 para L.1667 V=0.9247 L0.1806 L-0.1538 L-0. Como rios maiores têm geralmente declividade menor e raio hidráulico maior por causa da maior profundidade média.0526 L0.500 V=0.4 Kl RPICH MODIFICADA GEORGE RIBEIRO (para p= 0. o raio hidráulico varia em função inversa da declividade.04 H0.158 H0. Substituindo o raio hidráulico pelo inverso de uma potência da declividade.155 H0.9709 A 0.320 V=0.05 V=1.5 L 0. respectivamente.2490 A -0.5 4 A + 1.3 a 0.200 V=0.4011 L-0.5 L V=0.30 H0. e o comprimento do curso d'água.2955 A -0.4 H 0.3 a 0.7936 L-0. essas grandezas deveriam aparecer nas fórmulas com expoentes próximos de 0.2 MÉTODO DO NUMERO DE CURVA (para CN=60) Para comparar essas expressões convém notar que.500 V=0. os expoentes de L e H são próximos desses valores. L.04 H0.6029 A 0.7 km/h.1667 H0.5) KIRPICH PICKING U. CORPS OF ENGINEERS VEN TE CHOW DNOS (para K = 4) V = 0.

que é o caso mais freqüente. da bacia nem as condições do solo e da cobertura vegetal. especialmente para bacias médias e grandes. Em conseqüência. abstraindo-se da origem de tempo no início das chuvas e dos deflúvios.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 80 A fórmula do DNOS fornece os maiores valores de velocidade desse conjunto. resulta maior concentração de água no curso principal. significa uma bacia mais larga. e com isso. é possível avaliar o tempo de concentração e a correspondente base do fluviograma unitário. para considerar grande parte da bacia contribuinte da enchente. por aproximações sucessivas. indicam. sendo assim mais recomendável. porém não muito menor que o tempo de concentração. para cada vez base diferente. Quando se dispõe de observações fluviométricas e pluviométricas de pelo menos algumas enchentes de maior porte na bacia em estudo ou numa bacia com configuração fisiográfica semelhante. compondo-se esses acréscimos de deflúvio com os fluviogramas unitários triangulares. Deve-se procurar ajustar os picos do hidrograma calculado com o observado. A partir do deflúvio total e da precipitação total da tempestade considerada deduz-se o número de curva CN da expressão de Mockus. no entanto. H. L.5. A principal dificuldade na aplicação da metodologia exposta reside na distribuição não uniforme das chuvas sobre a área da bacia. e igual desnível. o valor do tempo de concentração. Com essa expressão determinam-se as precipitações efetivas ou os deflúvios nos vários intervalos em que se dispõe de dados pluviométricos. fornecendo resultados satisfatórios segundo os vários autores. procurando reproduzir da melhor forma o fluviograma observado (ver Fig. Para bacias com igual comprimento do curso d'água. obtendo-se da base do fluviograma unitário triangular que forneceu o melhor ajustamento. ela é mais simples porque não leva em conta a área. uma variação inversa desta descrita. 6. Aparentemente a interdependência entre a área da bacia. menos a de JOHN COLLINS. . A. Além disso.A. A formula de KIRPICH MODIFICADA fornece valores intermediários para as velocidades.3). o comprimento e declividade do curso d'água principal mascaram os expoentes com que essas variáveis podem apresentar-se na expressão empírica da velocidade média. a maior profundidade dos cursos d'água deveria fornecer velocidades crescentes com o aumento da área. Todas as fórmulas apresentadas. A tempestade analisada deve ser de curta duração. Em tempestades prolongadas a aplicação da lei de infiltração de Mockus costuma ser evidente. o aumento da área.

Quando a bacia possui partes com declividades muito diferentes. Nessa metodologia o tempo de concentração da bacia é igual ao tempo entre o fim da chuva e o ponto de inflexão no ramo descente do hidrograma unitário. valendo 0. o Soil Conservation Service usou o hidrograma unitário adimensional curvilíneo. adota-se a fórmula KIRPICH MODIFICADA que fornece valores médios para o tempo de concentração. 6.5. A determinação do tempo de concentração a partir da velocidade de escoamento das águas no curso d'água principal não é absoluta. Recomenda-se a adoção de durações unitárias até um quinto do tempo de concentração. porém sujeitos a um erro apreciável em relação ao valor real.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 81 Não podendo ser empregados estes procedimentos. Este valor é bem maior que um quinto do tempo de pico e a análise comparativa dos resultados para durações unitárias iguais a um quinto do tempo de ponta e a um quinto do tempo de concentração demonstrando que as diferenças entre as descargas máximas correspondentes . tendo-se observado velocidades de propagação de ondas de cheia nessas condições entre 1 km/h e 2 Km/h.2.2 que foi desenvolvido por Víctor Mockus. O atraso da onda ou "Lag" é aqui definido pelo tempo entre o centro da chuva unitária e o pico do fluviograma unitário.20 TP. Especial atenção deve ser dado aos trechos de rio onde existe transbordamento significativo pelas margens baixas. para reduzir o trabalho de cálculo.4 vezes maior do que a velocidade de escoamento no rio. resulta o hidrograma adimensional cujo ponto de inflexão no ramo de descida fica 1. é razoável determinar o tempo de concentração separadamente para cada parte.5. Este hidrograma foi deduzido da média de um grande número de hidrogramas unitários naturais de bacias com tamanhos muito variados e situações geográficas diversas. totalizando-se o tempo final pela simples soma das parcelas. 6. Dividindo as ordenadas do hidrograma unitário pela sua descarga máxima e as abscissas pelo tempo de ponta TP.25 TP. porque a celeridade de uma onda de enchente é cerca de 1. não devendo ter valores maiores que 0. comumente.70 TP após o início da chuva unitária e a base é igual a 5 TP. CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO Segundo.6 TC para condições médias de bacia hidrográfica e deflúvios com distribuição aproximadamente uniforme sobre a área. portanto duas a três vezes menores que as indicadas pela fórmula de KIRPICH MODIFICADA. Também recomenda-se que a "duração unitária" da chuva usada com o fluviograma unitário próximo de 0. representado na Fig.

procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. em conseqüência dos baixos coeficientes de deflúvio.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 82 geralmente não excedem 10% do seu valor médio.5. O próprio Soil Conservation Service recomenda a substituição do hidrograma adimensional curvilíneo por um hidrograma triangular cuja forma se adapta razoavelmente. 6.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados. são pequenos. O tempo de base TB desse hidrograma triangular é igual a 8/3 do tempo de ponta. TP.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados do tempo de concentração TC.6 TC 2 TB = 8TP 3 . conforme mostra a Fig.2. comparados com as incertezas na escolha do número de curva CN e do tempo de concentração TC. e da dura cão unitária DU dadas por: TP = DU + 0 . a não ser para números de curva de infiltração CN muito baixos. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. Deve-se. TP e sua forma mais simplificada não necessita da apresentação adimensional de modo que se são obtidas a partir do tempo de concentração TC. Desse modo os erros conseqüentes do emprego de uma duração unitária diferente de um quinto do tempo de ponta. Deve-se. no entanto. no entanto. quando os erros relativos são mais altos mas seu valor absoluto é pequeno.

TC PICO PONTO DE INFLEXÃO QP (m³/s/mm) = AR (km²) 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 83 Figura 6.03 .5.5 0.1 1 TP TB = 8 TP 3 2 t / TP 3 4 5 . TB (min) FLUVIOGRAMA TRIANGULAR FLUVIOGRAMA ADIMENSIONAL 0.2 – Fluviograma Unitário Adimensional e Triangular EXCESSO DE CHUVA 1.8 0.2 DU QP 0.0 0.6.7 0.6 0.9 “ LAG “ 0.4 TC 0.3 0.

em km². A imprecisão introduzida na área de descargas altas do hidrograma total.03 = coeficiente de compatibilização de unidades.6 TC = 5 DU 2 TC = 7 . . o que não tem importância no estudo das enchentes.03TB onde: QP = descarga máxima. AR = área da bacia. A depleção exponencial normalmente observada no fim dos hidrogramas naturais não é reproduzida com fidelidade quando se emprega o hidrograma unitário triangular. a expressão adequada é: TP = fornece a relação DU + 0 . quando o principal objetivo é a definição do seu pico. do solo e na dificuldade de avaliar o tempo de concentração correto da bacia. 0. TB = base do fluviograma unitário. em minutos. Disso resulta a seguinte expressão: QP = AR 0 . igual a um quinto do tempo de ponta TP.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 84 Obtém-se a descarga de ponta QP. em m3/s por mm do deflúvio. comparada com a incerteza na definição do número de curva de infiltração CN.5 DU entre o tempo de concentração e a duração unitária. é decorrente da substituição do fluviograma unitário curvilíneo pelo triângulo. Usando uma duração unitária DU. ou a ordenada máxima do hidrograma unitário observando-se que a área do triângulo representa o volume escoado da bacia para um deflúvio de 1 mm. mas é desprezível.

D= ( p − 0 . Na segunda linha do quadro que se segue (Qd .5. correspondentes aos tempos t da primeira linha.2 S ) 2 P + 0 .3. A área da bacia hidrográfica é de AR = 66. permitindo obter-se o tempo de concentração da bacia. fornecem o hidrograma total da enchente. que serão assim também espaçadas de DU.2% e o número de curva de infiltração CN = 66.85. que somados. obtidas pela interpolação linear entre os valores acumulados das .25mm e o deflúvio superficial total de D = 21. no posto Iconha. triangulares.5. conforme exposto no fim do capitulo 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 85 6. por isso.8 S Onde ⎛ 100 ⎞ S = 254⎜ − 1⎟ ⎝ CN ⎠ Repetindo o procedimento que se segue para diversas durações unitárias DU.6. atendendo ã expressão de Mockus.6mm. O exemplo refere-se à enchente observada em 14 de fevereiro de 1979. Aqui é reproduzido apenas o caso mais próximo da solução ótima. mantendo-se as devidas defasagens. a precipitação total média observada em 2 pluviógrafos de P = 89. descontando-se a descarga base.5. do rio Iconha. que deságua na Baía da Guanabara.(Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado Rio de Janeiro). procurou-se a solução que forneceu o melhor ajustamento do hidrograma calculado com o observado e especialmente proporcionando descargas máximas semelhantes. As ordenadas do hidrograma unitário devem.3 ) figuram as precipitações acumuladas P1.5 km2. corresponder às abscissas com intervalos iguais à duração unitária. conforme dados coletados e cedidos pela SERLA . As ordenadas dos hidrogramas parciais. O procedimento pode ser explicado graficamente através do ajustamento de um hidrograma calculado com um hidrograma natural. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL Multiplicando as ordenadas do hidrograma unitário pêlos excessos de precipitação ou deflúvios em cada intervalo de tempo igual à duração unitária DU. obtêm-se os hidrogramas parciais. serão somadas com deslocamento de um intervalo DU cada vez que se considere o acréscimo de precipitação efetiva seguinte. À precipitação e ao deflúvio total corresponde o coeficiente de deflúvio de 24. com a duração unitária DU = 35 minutos.

76 11.57 5.da quarta linha.19 0 105 42. Em seguida aparecem os acréscimos das precipitações médias P2 nos intervalos de tempo de duração DU = 35 minutos.59 175 72.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 86 precipitações médias observadas nos dois.93 21.85.45 245 88. PE.9 12.01 25. calculadas pela expressão de Mokus. usados para definir os hidrogramas parciais.46 21. a partir das precipitações acumuladas P1.77 13. disponíveis em intervalos horários. Finalmente.25 0. figuram os acréscimos de precipitação efetiva. t (min) P1 (mm) P2 (mm) PE (mm) 35 5. definido para o total da enchente examinada.25 1.6 .7 17.53 6.45 315 89.12 7. adotando-se o número de curva CN = 66. obtendo-se os deflúvios ou precipitações efetivas PE.57 0 70 16.19 280 88.11 210 81.26 21.98 140 60.6 8.13 18. na última linha do quadro.99 0.postos pluviográficos.

(m³/s) 50 40 30 20 10 0 35 70 105 140 175 210 245 280 315 350 385 420 455 490 525 560 595 630 665 700 CALCULADO OBSERVADO PERDAS DEFLÚVIO RIO ICONHA EM ICONHA / RIO DE JANEIRO SIMULAÇÃO DA ENCHENTE DE 14.02.5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 87 Figura 6.1979 AR = 66.(minutos) .5 km² CD = 24.3 – Conformação e Composição do Fluviograma Unitário 0 10 CHUVA .2 % CN = 66.(mm) 20 30 40 50 60 DESCARGA .85 100 90 80 DESCARGA . OBSERVADO CALCULADO t .(m³/s) 70 60 50 40 30 20 10 PRECIPITAÇÃO DU=35min.

de um intervalo de tempo igual â duração unitária. O tempo de concentração resultante desta enchente é assim TC = 262 minutos para essa bacia cujo comprimento do curso principal é de 16. quando o grupamento é de 4 a 6 elementos.3' os cinco hidrogramas parciais correspondentes acréscimos de precipitação efetiva maiores do quadro precedente (Qd . e a parte inferior é pouca inclinada. A descarga de ponta é dada por: QP = AR = 4 . sendo necessário calcular-se novas características do hidrograma unitário. Na tempestade examinada as precipitações observadas nos dois pluviógrafos foram bastante diferentes. Desprezaram-se os últimos acréscimos de precipitação efetiva cujos hidrogramas desaparecem na representação gráfica.5 km. resultando uma base do hidrograma igual a TB= 467 minutos e um tempo de concentração de TC = 7. .3 os hietogramas das precipitações observadas e os excessos de precipitação. Os triângulos são defasados. resultando deflúvios não uniformes sobre a bacia.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 88 Neste caso o hidrograma unitário triangular ê caracterizado pêlos seguintes elementos.6.5. que é QP. Esses hidrogramas parciais triangulares possuem uma base igual a TB = 467 minutos e descarga de ponta dada pelo produto dos acréscimos de precipitação efetiva de cada intervalo de duração DU pela ordenada máxima do hidrograma unitário. DU primeiro triângulo é disposto de modo que a defasagem final da descarga máxima do hidrograma calculado em relação ao observado seja menor que o intervalo DU adotado. com atrasos sucessivos do seu início. a partir da duração unitária correspondente.5 DU e TC= 262 minutos.03TB Estão representados na Fig. A parte superior da bacia situa-se nas escarpas íngremes. múltipla de DU procedimento não é muito exato. cobertas de matas da Serra do Mar. como também é ressaltada a soma dos hidrogramas parciais. Para uma duração unitária DU = 35 minutos e um tempo de ponta TP = 5 x DU ou TP = 175 minutos.5. Para reduzir o trabalho de soma dos fluviogramas parciais recomenda-se associar os excessos de precipitação no fim da chuva de projeto em grupos com duração múltipla de DU. fornecendo hidrogramas parciais 10% mais baixos e com base 10% maior que no caso de durações unitárias menores. onde as águas das enchentes transbordam pelas margens.5. Estão destacados na Fig.75 m 3 / s / mm 0 .3). 6. que se ajusta satisfatoriamente ao hidrograma observado. 6. sendo possivelmente este o motivo da rápida ascensão do hidrograma no início das chuvas. pico e fim.

na metodologia A. MÉTODO DE CALCULO A seguir são descritos com os procedimentos de cálculo para obtenção dos valores das descargas de projeto a serem utilizados nos projetos rodoviários.6. assim como as características da relação chuva-duração-frequência.6. como descrito no capítulo 6.3.1. adotando-se o período de recorrência de TR = 10 anos.2. Em geral o somatório das ordenadas dos hidrogramas parciais é feito sob forma de tabelas. aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia. para a metodologia. CHUVAS DE PROJETO EXPRESSÃO DE CHUVA DO ENG° OTTO PFAFSTTETTER 6. a partir da duração unitária. e CN = 74. com o que reduz-se o número de elementos a calcular. D. . é geralmente adotada. de simultaneidade da chuva e distribuição da chuva em área.6. convencional. 6. crescente segundo a progressão geométrica de razão 2. Esses parâmetros acham-se indicados no alto do quadro. superior a 1 mm/h.2. Metodologia B. 6. sem prejuízo da precisão requerida.1. ressaltando-se as diferenças de adoção das duas metodologias de cálculo adotadas: – – Metodologia A. é conveniente a adoção de durações da chuva.6. considerando as chuvas precedentes do pico de chuvas de curta duração. DU.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 89 Essa simplificação não tem grande vantagem na maioria dos casos. tomando como exemplo o posto pluviográfico de referência. pois a infiltração mínima do solo. que representa a média dos 98 postos do Brasil com a perda mínima por infiltração 1 mm/h.6. no período total de 15 dias de chuva de projeto. O cálculo desenvolvido deve ser acompanhando no Quadro Q1-A. costumando-se suprimir os acréscimos de deflúvio no fim da tempestade. considerando-se as chuvas no período antecedente de 5 dias do pico da precipitação. Para exemplificação considerou-se uma bacia com área de 32 km² tempo de concentração de 150 minutos e duração unitária de 20 minutos. tornando o número de hidrogramas parciais a serem somados bastante reduzido. Considerou-se ainda o número de curva CN = 60. METODOLOGIA A Ao ser utilizado o período de 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da precipitação. 6.

em anos. Po = precipitação. b e c = parâmetros relacionados para os diferentes postos do Brasil. "β" e "γ". horas e dias. D = duração da chuva. FS. expressas em minutos. O último valor de D corresponde aos 15 dias admitidos para a duração total da tempestade de projeto. Devido à disposição simétrica dos acréscimos de precipitação. TR. em mm. nessa parte do quadro. Aparecem em seguida as precipitações PO. Em seguida. D. para o tempo de recorrência TR = 1 ano.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 90 Nas três primeiras colunas da primeira parte do quadro aparecem as durações D. que. que são parâmetros que dependem da duração. para maior comodidade da análise dos resultados. O fator de probabilidade K é definido por: K = TR α + β / tr 0 . calculado pela expressão: . 25 onde K significa o fator pelo qual deve ser multiplicada a precipitação Po. essa duração antecedente resulta da soma dos intervalos de D entre pares sucessivos dos valores anotados nas primeiras colunas da parte superior do quadro. Nas colunas seguintes aparecem os valores de "α". O penúltimo valor de D foi escolhido de modo que as durações antecedentes ao pico somem os 5 dias fixados para ela. com tempo de recorrência de 1 ano. é necessário efetuar interpolações lineares entre aqueles valores e mesmo extrapolações. Esses intervalos encontram-se também na 8a coluna da segunda parte. 4 para 98 postos do Brasil. usadas no quadro. da chuva e são relacionados na Ref. são definidas pela expressão: P0 = aD + b log( 1 + cD ) Sendo. D. em horas. Como em geral os valores de "α" e "β" não são relacionados para as durações. a. para durações maiores que 6 dias. para obter a precipitação com o tempo de recorrência de projeto. 4. no caso dos postos analisados na Ref. aparece o fator de simultaneidade das chuvas.

Na 9ª coluna dessa parte superior do quadro aparece o fator de redução da chuva em área.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 91 FS = C1 ( 1 − C 2 ) + C2 C1 + log 2 ( D / D R ) sendo C1 = 1. para as durações D. Esses acréscimos de precipitações devem ser reordenados. mais comumente adotado. P1.70 e C5 = 1 estão indicados no alto do quadro. TC.57TR −0 . levando-se em conta a umidade do solo no início da chuva. D é a duração considerada.18 E onde TR é o tempo de recorrência. De acordo com a tabela de correspondência . A 10a coluna da primeira parte do quadro fornece as precipitações de projeto. em km2. no Quadro Q1-B. escolhida como sendo igual a 4 DU. ou aproximadamente igual à metade do tempo de concentração. que resultam do produto das precipitações Po. P1. METODOLOGIA B No caso de se adotar o procedimento B.2. FA dado por: FA = sendo Y Y + log ( AR / C 6 ) 2 Y = C 3 log( C 4 D + C 5 ) os valores de C3 = 35. e AR a área da bacia hidrográfica.2. têm-se as seguintes indicações: adoção do número de curva CN maior que no procedimento A. DR a duração de referência. e finalmente pelo fator de redução em área. para o tempo de recorrência de l ano.5 e C 2 = 0 . em horas. DR a duração considerada e. FS. pelo fator de simultaneidade. 6.6. em anos. C4 = 0. conforme descrito adiante. pelo fator de probabilidade K. não sendo considerado no caso os 5 dias de precipitações antecedentes ao pico da tempestade. nos sucessivos intervalos de tempo entre as durações do início dessa parte. FA isto é: P1 = P0 ⋅ K ⋅ FS ⋅ FA Na última coluna dessa parte do quadro aparecem os acréscimos das precipitações de projeto.

usadas na composição da primeira parte do quadro. refletir-se sobre a descarga máxima do fluviograma de projeto. e FA o fator de redução em área. normalmente o fator de redução das chuvas na área é definido pela Expressão: FA = 1 − 0 . em grande parte. .1 log( AR / 25 ) ≤ 1 onde AR é a área da bacia. esse estudo poderá fornecer o valor das precipitações para o tempo de recorrência de projeto e para durações que.2. Se consistente. ou mesmo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 92 de CN do capítulo anterior. O fator de simultaneidade das chuvas não é considerado nesse procedimento. 6. convém fazer-se a análise estatística das precipitações de curta duração desse posto. Em seguida as durações D crescem em progressão aritmética até o tempo máximo para cálculo. na escolha mais judiciosa do número de curva CN. após o pico da tempestade. adotou-se o valor de CN = 74. São a seguir tratados os casos onde dispõe-se de observações pluviográficas locais. em geral não coincidem com as durações D. correspondente ao CN = 60. Tmax. As chuvas.6. independente da duração D. não vindo. a partir de dados pluviométricos que sejam significativos da área local. escolhido de modo a definir satisfatoriamente o ramo descendente do fluviograma resultante.3. usado no exemplo anterior. Nesse caso efetuam-se interpolações lineares entre os valores dados por método estatístico para definir as precipitações correspondentes às durações D do quadro. resultando FS = 1. em km². POSTO PLUVIOGRÁFICO LOCAL Havendo dados pluviográficos de postos diferentes dos estudados pelo Eng° Otto Pfafsletter e que sejam representativos da bacia em estudo. seriam alteradas com a consideração do fator de simultaneidade. Na metodologia de cálculo B. O efeito das chuvas antecedentes ao pico da tempestade já está considerado. No restante os quadros QI-A e QI-B são semelhantes. no entanto.

6. através das duas metodologias de cálculo são um pouco divergentes. "p" e o fator de probabilidade K = 1.6. pêlos fatores de simultaneidade. que nesse caso crescem em progressão.13. diferindo pelas durações D.4.6. calculado pelo procedimento B. pelo menos. 6. sendo a precipitação de projeto.3. O restante dessa parte do quadro é semelhante à do quadro Q1-A. de dados pluviométricos diários para um posto mais próximo pode-se proceder do modo a seguir.2. Por esse motivo as descargas máximas. e pelos fatores de redução da chuva em área.6. A precipitação de 24 horas é definida pelo produto deste valor por 1. As demais características da bacia acham-se representadas no quadro. que não são considerados. no Estado de São Paulo.2. PA. com um número de curva CNo= 40. Admitiu-se no caso um solo com permeabilidade acima da média.1. onde obteve-se a seguinte relação entra precipitações e durações para chuvas com TR= 10 anos de tempo de recorrência. METODOLOGIA B Nos quadros Q2-B1 e Q2-B2 encontram-se os mesmos exemplos. por interpolação. Dividindo-se este valor pela precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência. Nas colunas seguintes dessa parte figuram os valores não utilizados de "a". FS. resultante do produto das precipitações PK pelo fator de simultaneidade. METODOLOGIA A A primeira parte do quadro Q2-A exemplifica uma bacia situada na Baixada Santista. definindo o valor para o período de recorrência TR = 10 anos. obtém-se o quociente que representa a .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 93 6. no procedimento A. Nesse caso a tabela de correspondência dos números de curva CN0 e CN1 não é valida. Efetua-se a análise estatística das precipitações máximas diárias observadas. e pelo fator de redução da chuva em área. 5min 15min 30min 1h 2h 4h 8h 24h 48h 4d 8d 6d P(mm) 17 37 58 86 113 143 174 240 290 368 510 745 D Com esses valores foram obtidas.2. FS= 1. P1. e CN1 = 55.2. pois a potencialidade na formação de chuvas de curta duração é muito diversa da representada para o posto de referência.3. as precipitações PK da quarta coluna da primeira parte do quadro Q2-A. POSTO PLUVIOMÉTRICO LOCAL No caso em que se julgue que os postos relacionados não sejam suficientemente representativos das chuvas na bacia em estudo e se disponha de pelo 10 a 15 anos. no procedimento B. equivalente a 139 mm.

04 mm acima. correspondente à região do Brasil mais representativa da área em estudo. resultam as precipitações para o posto considerado. a um valor de 135 mm. 6. Supôs-se. Com as ordenadas dessa curva paralela ou interpolada são avaliadas as precipitações relativas para diversas durações. para várias durações B. Normalmente ê necessário efetuar interpolações para achar as precipitações correspondentes às durações D da primeira parte do quadro. Esse procedimento pressupõe que as precipitações de várias durações mantêm a mesma relação para as de 24 horas como a que se observou no posto tomado como base de comparação no Anexo B. que é a precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência. Dividindo-se esse valor por 139.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 94 precipitação relativa do posto considerado para 24 horas e pode ser marcada por um ponto num dos gráficos. . A precipitação de 10 anos de recorrência e duração de 24 horas corresponde assim a 1. mas não se dispõe de um pluviômetro próximo com dados de chuvas diárias.55mm. Feita a análise estatística das precipitações diárias máximas anuais chegou-se.1.4. constam do quadro que se segue.10 para o posto pluviométrico considerado e uma duração de 24 horas. Essas precipitações pontuais do posto considerado devem ser multiplicadas pelo fator de simultaneidade FS.Goiânia é razoavelmente representativo. de igual duração e período de recorrência TR.6. e suas ordenadas PR.Goiânia situa-se 0. para obter as precipitações de projeto P1. correspondentes a postos que possam adequar-se à estimativa das precipitações de curta duração no posto pluviométrico considerado. que nem sempre coincidem com as durações indicadas. As vezes essa linha traçada deve ser interpolada entre duas outras do anexo B. resulta a precipitação relativa de 152.2.55/139 ≤ 1. Multiplicando-se essas precipitações relativas pelas precipitações.13 x 135 = 152. METODOLOGIA A Esta metodologia é exemplificada pelo quadro Q3-A. e pelo fator de redução em área FA. neste caso uma bacia no sul do estado de Goiás onde o posto n° 32 . do posto de referência. Traça-se no gráfico escolhido uma linha passando pela precipitação relativa achada para o posto considerado e que seja paralela à curva do posto regional mais representativo. para o período de recorrência TR = 10 anos. A paralela à curva de n° 32 .

No restante o quadro assemelha-se aos anteriores.7 24. METODOLOGIA B O quadro Q3-B ilustra o cálculo da enchente pela metodologia B.4.2 247.5 174. decrescem ligeiramente entre as durações de 16 a 64 horas em conseqüência de uma rápida queda do fator de simultaneidade.4 328.5 Na terceira linha do quadro repetiram-se as precipitações do posto de referência do para TR = 10 anos.11 1. FA.1 pois as potencialidades para formação de chuvas de curta duração no posto considerado diferem bastante daquelas do posto de referência utilizado para organizar a tabela.6 158.1 203.2. respectivamente. "β" e K = 1.2 110. o fator de redução na área FA. P1= PK x FS x FA. Os fatores de simultaneidade FS = 1 não são considerados e os fatores de redução da chuva em área.2 43.5 128. usados nas metodologias A e B.1 47. contendo os valores de "α".2 262. resultantes do produto de PR por P100 das duas linhas precedentes.99 6d 0. Os acréscimos de precipitações correspondentes são negativos mas seus valores são pequenos.8 152.06 4d 0. Nesse caso as durações D crescem segundo uma progressão aritmética até o tempo máximo de cálculo TMAX.9 137.4. que é tempo de recorrência de projeto.11 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 95 D PR(mm) P100(mm) PK(mm) 5min 15min 30min 1h 1.16 19.4 349. 6. As precipitações de projeto P1.8 62.23 1. "β" e K = 1.8 297. Admitese que as precipitações relativas não variam muito com o tempo de recorrência e que as referentes a TR = 10 anos representam satisfatoriamente a média.15 6h 1. e seus acréscimos.3 69. As três colunas seguintes.8 208. a precipitação de projeto.9 300. .16 4h 1.2 100 2h 1.2. Esses valores ou os interpolados para as durações D constam da 4a coluna da primeira parte do quadro Q3-A. da 5a à 7a coluna da primeira parte do quadro. Na última linha figuram as precipitações de projeto PK. de modo que não alteram sensivelmente os resultados.1 229 48h 1.6. São igualmente ignorados os valores de "α".94 86.7 179. não são representativas neste caso.14 12h 1. aparecendo o fator de simultaneidade FS. Os números de curva CNo= 60 e CN= 64. não obedecem à tabela do subcapítulo 6.13 24h 1.

Após o pico da tempestade essas perdas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 96 6. Nesse caso. logo que os valores das perdas da 7a coluna se tomarem menores que os da perda mínima. contidas na 5° coluna. Na 6a coluna da segunda parte do quadro figuram os acréscimos de precipitação efetiva. são calculados os deflúvios ou precipitações efetivas.6.3. com 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. Para o procedimento A. ( P1 − 0 . tornando-se menores do que a capacidade de infiltração mínima do solo.3. figuram nas duas primeiras colunas. contidos na ultima coluna da parte precedente de cada quadro . os acréscimos de precipitação que constam da última coluna da parte superior do quadro dos exemplos.8 S sendo: S= 254 (100/CN -1). resultantes das diferenças entre valores sucessivos da coluna precedente dessa parte. Na terceira coluna da segunda parte dos quadros Q1-A e Q3-A pode-se verificar esse tipo de rearranjo dos acréscimos de precipitação. P1. Pmin Assim. devem ser rearranjados em ordem mais provável de ocorrência na natureza. dadas pela diferença entre os acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. Na 7a coluna da segunda parte do quadro são anotadas as perdas. as durações que definem o inicio e o fim de cada intervalo de tempo correspondente ao acréscimo de precipitação rearranjado. CALCULO DOS DEFLÚVIOS 6. da segunda parte. prevalecem os valores correspondentes a esta. cuja extensão cresce conforme afasta-se do centro da tempestade. o acréscimo de precipitação maior é colocado no centro do grupo e os outros acréscimos de magnitude decrescentes são dispostos alternadamente apos e antes do grupo em formação. que aliás costuma ser o mais freqüente no fim dos . costumam diminuir excessivamente. Para maior clareza. Por outro lado.6. METODOLOGIA A Precedendo o cálculo dos deflúvios. em mm e CN o numero de curva de infiltração do solo. PE.2 S ) 2 PE = P1 + 0 . Pmin. Com essas precipitações acumuladas. de acordo com a expressão de Mockus. essas perdas mínimas não podem exceder os valores dos acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna porque não ha água para isso. Na quarta coluna os acréscimos de precipitação rearranjados da coluna precedente são acumulados.1.

relacionados às duas primeiras colunas dessa parte do quadro. A segunda parte dos quadros Q1-A. Essa regra pode ser resumida. Dividindo-se os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna pelo numero de elementos. o rearranjo dos acréscimos de precipitação procura reproduzir. um valor nulo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 97 cálculos. 2 e 5. Para esse fim. como será apresentado adiante.3. serão substituídos por. Q2-B1 e Q3-B. DU Para orientação são apresentados os exemplos na segunda parte dos quadros Q1-B. recalculado no intervalo considerado. 3. anotam-se na 8a coluna os intervalos de tempos. onde somente são consideradas as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. igual à última coluna da parte superior do quadro. Finalmente os acréscimos de precipitação efetiva da 6ª coluna da segunda parte devem ser fracionados em intervalos iguais à duração unitária DU para facilitar a soma dos fluviogramas parciais. N. e que está anotado na 9a coluna dessa parte do quadro. dados pela última coluna da primeira parte do quadro. fornece a duração das chuvas antecedentes DA conforme foi citado na primeira parte.6.2. as precipitações efetivas da 5a coluna deverão ser recalculadas. Em geral os seis maiores acréscimos de precipitação. obtem-se os acréscimos de precipitação efetiva para cada elemento de duração. as perdas da 7a coluna se igualam aos acréscimos de precipitação da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. 4. A soma dos intervalos da 8a coluna da segunda parte do quadro. 6. antes da ocorrência do pico da tempestade. Os acréscimos de precipitação seguintes serão acrescentados na sua ordem decrescente primitiva. em que devem ser divididos os acréscimos de precipitação efetiva.1. são dispostos com valores decrescentes na ordem 6. Esse caso naturalmente não ocorre quando se admite uma perda mínima. dados pela diferença entre o fim e o início. Q2-A e Q3-A ilustra o procedimento de cálculo. lembrando-se que nesse caso os intervalos de tempo são iguais entre si e seu valor é dado pela duração unitária. METODOLOGIA B Para o procedimento de cálculo B. antes calculados. . descrita no capítulo subseqüente. Dividindo esses intervalos da 8a coluna pela duração unitária DU obtem-se o número de elementos N. Elas resultam da soma da precipitação efetiva no intervalo de tempo anterior com o acréscimo de precipitação efetiva da 6a coluna. que serão aplicados ao hidrograma unitário para obter o hidrograma total. numa duração aproximadamente equivalente à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. da 9a coluna. com uma regra única. Pmin nula Toda vez que as perdas da 7a coluna são substituídas pela perda mínima referente a Pmin ou pelo acréscimo de precipitação da 3a coluna. DU.

dispondo-se os acréscimos de precipitação com magnitude crescente antes do pico e decrescente apôs o pico. Para durações unitárias menores. dado pelo acréscimo de precipitação rearranjado da 39ª coluna dessa parte do quadro. preferivelmente submúltiplos inteiros de 15 minutos. ou o valor limite. cada bloco de 15 minutos seria desdobrado em outros com duração menor. tendo em vista que os valores contidos na 6a coluna já se referem aos intervalos de duração unitária DU Como a soma dos intervalos de tempo processados no procedimento B costuma ser mais curta que no procedimento A. Nesse caso basta aumentar o tempo de pico da chuva TPC para um período maio que 60 minutos. quando as durações unitárias DU são curtas. 6. pode ser fixado em 60 minutos e. devem ser multiplicados seus valores pelas ordenadas do hidrograma unitário em intervalos iguais à duração unitária DU. conduz a um acréscimo de chuvas antecedentes e um conseqüente aumento do deflúvio. haveriam quatro intervalos antes do pico. Pode-se perceber essa metodologia acompanhando o exemplo do quadro Q2-B. TPC. mesmo para bacias de pequenas extensões.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 98 Essa regra fornece picos de tempestade /muito próximos do seu início. que considera os 5 dias de chuvas antecedentes. Dos valores disponíveis esse pico da tempestade pode chegar a 1h após o início para chuvas de trovoada. por vezes não se chega à situação em que as perdas atinjam o valor mínimo. Nesse caso o tempo de pico da chuva. dado por PM. Dispensam-se as três últimas colunas porque os intervalos são iguais e não há necessidade de subdividir os acréscimos de precipitação efetiva. Para durações unitárias DU maiores que 15 minutos o pico da tempestade não ê mais orientado pelo valor de TPC e sim pela posição do acréscimo de precipitação maior. Deve-se nesse caso escolher um tempo de pico da chuva TPG.4. segundo o capítulo precedente. Observe-se que esse deslocamento do pico da tempestade. e somarem-se os produtos com a defasagem de um . Às vezes prefere-se utilizar tempestades com o pico mais afastado do início. vindo gradualmente de encontro à metodologia de calculo A. o desenvolvimento da segunda parte do quadro se assemelha ao descrito para a metodologia A. de modo que a sua quarta parte represente um múltiplo inteiro de durações unitárias DU. ou DU = TPC / 4 = 15 minutos. No restante. que sempre fica no quarto intervalo de tempo. fazendo-se a subdivisão dos blocos quando a duração unitária for menor que TPC / 4.6. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA Apôs determinar os deflúvios ou acréscimos de precipitação efetiva. com o rearranjo sugerido. onde a duração unitária escolhida é de DU= 5 minutos.

13 do tempo de base. No caso do procedimento de cálculo B. no máximo. para o procedimento de cálculo A e dos quadros Q1-B. com pequenas diferenças de um caso para o outro. O uso desse hidrograma padrão permite a representação dos elementos centrais dessa parte com números inteiros de três algarismos significativos. No início da tempestade de projeto há geralmente muitos valores nulos. normalmente. seja qual for o tamanho da bacia. As descargas resultantes terão de ser multiplicadas pela descarga de ponta QP. os acréscimos de precipitação efetiva vêm diretamente da penúltima coluna da segunda parte do quadro.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 99 intervalo. sem prejudicar a precisão dos resultados. Q2-A e Q3-A. As ordenadas H do hidrograma padrão podem ser calculadas por semelhança de triângulos com as abscissas crescentes a partir de zero em intervalos iguais à duração unitária DU. necessitando-se apenas daquelas com maior valor. que é a descarga de ponta do fluviograma padrão utilizado. há um grande número de acréscimos de precipitação efetiva a manejar. dividido-se por 100. e o quadro Q2-B2 para o procedimento de cálculo B. e no qual as outras características como tempo de ponta e tempo de base são iguais ao hidrograma unitário triangular do Soil Conservation Service. No caso do procedimento de cálculo A. Assim normalmente 28 linhas e excepcionalmente 44 linhas nesta parte do quadro são suficientes para incluir todos os excessos de precipitação efetiva com valores significativos. Seguem-se para baixo e para cima os acréscimos de precipitação efetiva cujos valores são indicados na ultima coluna da secunda parte do quadro e seu número. conforme avança-se para o acréscimo seguinte. as 13 ordenadas previstas nessa parte do quadro são suficientes. chegam ao ponto onde busca-se conhecer a descarga. calculados na segunda parte dos quadros. basta considerar o acréscimo de precipitação efetiva máximo na 11ª posição da 3a parte. Nas duas primeiras colunas dessa terceira parte dos quadros aparecem os números de ordem N e os tempos dos intervalos múltiplos da duração unitária DU considerada. Essa defasagem corresponde ao atraso com que os hidrogramas parciais.33 a 1/14. é dado pelo n° da penúltima coluna dessa parte. Q3-B. do hidrograma unitário. Os exemplos na terceira parte os quadros Q1-A. correspondentes a cada acréscimo de precipitação efetiva. Como recomenda-se utilizar durações unitárias entre 1/5 e 1/8 do tempo de concentração ou 1/9. Em seguida aparecem os acréscimos de precipitação efetiva. em cada caso. de modo que. Na primeira linha dessa parte dos quadros anotam-se as ordenadas do hidrograma padrão. cuja descarga de ponta é igual a 100 m³/s. podendo-se eventualmente eliminar os poucos . esclarecem os passos a seguir.

No restante o desenvolvimento da terceira parte do quadro é semelhante. ao longo de cada linha. para definir adequadamente o ramo descendente do hidrograma de projeto.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 100 valores nulos que costumam aparecer no inicio. caso essa seja apreciável . O deslocamento dos elementos de cada coluna no sentido vertical permite uma fácil soma das ordenadas isócronas desses hidrogramas parciais. A soma dos elementos no corpo dessa terceira parte do quadro.03TB onde: QP = descarga de ponta expressa em m³/s . Em seguida são apresentados no corpo da terceira parte do quadro os produtos das ordenadas H do hidrograma padrão de cada coluna pelo acréscimo de precipitação efetiva de cada linha. Convém prolongar o quadro até perto de 13 linhas além do ultimo valor significativo dos acréscimos de precipitação efetiva usados. TB = tempo de base. indicadas na penúltima coluna dessa terceira parte. fornece as ordenadas do hidrograma total. do hidrograma unitário. As ordenadas de cada hidrograma parcial podem ser visualizadas observando-se nessa parte do quadro os valores ao longo das diagonais descendentes de uma linha cada vez que se avança uma coluna para a direita. Os produtos representam as ordenadas dos hidrogramas parciais oriundos de cada acréscimo de precipitação efetiva para u hidrograma unitário padrão com descarga de pico igual a 100 m³/s. A descarga de ponta. no entanto. multiplicada pela relação. Terse-á. todos os valores dessa coluna desçam de uma linha em relação à coluna anterior. resulta da expressão: QP = AR 0 . usado nos cálculos da terceira parte dos quadros descritos. dado por: TB = 8 ( DU / 2 + 0 . QP.6TC ) 3 . QP/100. para cada coluna que se avança nas ordenadas. em minutos. A essas ordenadas devem ser adicionados os valores da descarga base. AR = área da bacia AR em km². A descarga base a adotar será a indicada como normal no período das enchentes. que anotar os resultados de modo que. comparada com a descarga máxima da enchente.

Na última coluna da terceira parte dos quadros descritos aparecem os volumes acumulados das enchentes de projeto para os diversos tempos dados na 29ª coluna. R. admitindo-se em cada intervalo uma descarga média igual ã indicada na penúltima coluna dessa parte do quadro. Assim. dividindo-se o volume armazenado a montante de um bueiro plenamente afogado pelo volume total da enchente se tem à proporção da redução do pico da enchente calculada: Q1 − Q2 R = Q1 V Caso esse cálculo aproximado indique uma redução apreciável. . R = volume retido com a elevação máxima das águas e V = volume total da enchente. Esse volume pode ser utilizado para saber se a obra é capaz de amortecer a ponta da enchente com o represamento temporário causado a montante.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 101 sendo: DU = duração unitária e TC = tempo de concentração da bacia. superior a 20%. a relação cota-volume do terreno a montante da obra e a capacidade desta para vários níveis d'água a montante. Na última linha da terceira parte dos quadros é ainda destacado o valor máximo do hidrograma das descargas de projeto. convém considerar o amortecimento e efetuar um cálculo mais minucioso considerando a forma detalhada do hidrograma. Esses volumes referem-se ao fim do intervalo. Em primeira aproximação a redução da descarga de ponta pode ser calculada pela expressão Q1 − Q2 = Q1 R V sendo: Q1 e Q2 = descargas máximas da enchente antes e após o amortecimento. O volume máximo retido. pode ser avaliado grosseiramente por plantas topográficas ou inspeção local até o nível admissível de inundação. por exemplo. por exemplo.

8739 28.0744 1.9732 0.0274 43.8739 28.0000 0.7160 1.33 10.0 80.2850 131.0 M3/S .0331 7.00 D (DIAS) 0.38 6 1.6220 193.00 BETA 15 = 0.31 873 20.67 85.Q1-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência Parâmetros de Simultaneidade da Chuva Parâmetros de Redução da Chuva em Área D (MIN) 20.0 320.1615 4.1273 0.0000 1 1 1 1 1 1 1 1 34 34 191 158 37 37 37 37 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 103 103 574 473 110 110 110 110 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 137 137 766 631 147 147 147 147 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 172 172 957 789 184 184 184 184 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 151 151 842 694 162 162 162 162 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 130 130 728 600 140 140 140 140 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 5 5 5 5 5 5 5 110 110 613 505 118 118 118 118 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 89 89 498 410 96 96 96 96 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 2 2 2 2 2 2 2 48 48 268 221 52 52 52 52 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 27 27 153 126 29 29 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 38 32 7 7 DESC.5156 26.2979 17.1506 0.0800 0.0744 1.4082 4.33 2.9897 0. PE) /N (MM) 0.32 834 32.12 897 11.1582 0.5340 0.1475 0.0 10240.0000 0.0 (MIN) A 14040.00 MM/H NP = 0 a = 0.0000 0.08 C1 = 1.111 9.6852 112.5 C2 = 0.7375 17.0 80.0 40.0274 16.7020 124.06 0 0.0000 0.4497 17.0 320.0 20.0 N 190 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 378 (ACR.0 160.0 14040.0000 0.1669 0.1980 105.0 7560.9360 119.8787 0.15 709 58.04 11 5.0 D (H) 0.1523 Intervalo (MIN) 3800.000 P6 (MM) 24. VOL.0 2560.4536 8.1523 18.7965 31.5372 82. DE PE (MM) 0.00 360.6249 0.5738 7.8470 138.08 625 70.0800 0.0 21600.0 1280.0 160.7110 88.7375 13.8739 28.48 919 3.3700 252.0 0.9645 0.4948 75.5830 4.556 7.9923 P1 (MM) 27.0 1280.0000 QD .0 MINUTOS DA = 5.70 530 79.0744 0.8396 1.7665 4.0000 0.5730 0.00 DIAS AR = 32.0 320.014 0.6936 0.6220 193.3582 0.8739 ACR.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 18.0000 0.0 21600.08 BETA 60 = 0.1523 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma U = 4.0534 13.6430 157.0316 69.5738 78.00 KM2 CN = 60 PM = 1.9391 0.1615 4.0331 7.8884 1.6443 1.0000 0.222 0. (M3/S) (DAM3) 0.1750 0.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.0744 0.0 20.8396 1.8260 157.9081 49.9917 0.60 1 0.0 40.0 20.27 911 6.788 3.57 7 3.5412 FS 0.8491 6.0800 0.864 1.2043 99.7299 13.6485 59.1706 89.1593 0.0000 0.0 1280.5830 7.0800 0.0 MINUTOS TC = 150.0800 K 1.36 1 0.6355 1.0 40.7650 61.1440 0.8396 1.1710 0.0800 0.33 170.2613 83.7965 36.5026 FA 0.0800 0.33 0.0000 0.1615 25.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 102 CN = 60 Intervalo de 10240.0000 0.0000 0.7160 9.7965 13.16 0 0.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.0 2560.7740 ACR.0000 0.8396 0.0800 0.7804 0.0000 0.0000 0.5966 1.9579 35.1522 124.0 5120.6583 1.9645 1.8787 0.111 0.15 4 1.9912 0.0070 ALFA 0.0 5120.72 218 84.0000 0.3582 25.3582 25.9789 36.0 2560.6444 40.0 640.0744 0.9848 0.0000 0.889 1.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 500 520 ACR.0331 8.0 160.9023 32.0 160.4407 62.0 640.6272 21.23 319 90.0 2560.5576 1.8739 28.0 640.5687 1.76 18 16.9789 18.9910 44.8306 0.0 14040.3766 C3 = 35 C4 = 0.9804 0.7299 27.6410 167.53 923 DESCARGA MÁXIMA Q = 90.0000 0.7965 13.0744 0.7160 9.0000 0.9789 36.67 21.7665 8.0 5120.5952 3.0000 0.0000 Perda (MM) 18.52 137 67.0 5120.6288 1.67 5.444 0.33 42.4320 9.0 80.0 20.62 76 50.0274 16.0 640. DE P1 (MM) 27.8545 14.0000 0.0800 0.0744 0.1429 Metodologia A . PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.028 0.4497 4.6595 1.0744 0.9877 0.3582 13.8396 0.5452 1.6007 1.0 1280.1687 0.1747 0.8996 0.0000 0.5196 0.0800 0.6215 4.0000 0.0000 0.00 427 85.0744 0.056 0.5738 7.67 1.0 80.7740 PE (MM) 0.0 10240.0800 0.89 780 45.750 15.9610 0.4870 1.5830 7.0000 0.09 37 32.70 C5 = 1 C6 = 5 BETA 0.0 320.08 BETA 30 = 0.3270 99.67 234.0800 0.8884 7.0 40.1990 196.2940 92.89 2 1.

0800 0.99 833 52.0800 0.3975 3.5257 2.1627 0.0800 0.0 160.1499 PE (MM) 0.0000 1.0 60.9504 90.0000 1.0 140.0 240.6355 1.0800 0.097 0.0000 0 0.9038 77.1740 Metodologia A .41 669 73.1593 0.2904 18.2406 30.0000 1.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 4.67 3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 103 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência D (MIN) 20.0800 0.0000 0.6380 21.8598 55.6963 1.9062 5.9893 0.8888 25.00 0 0.26 89 60.5257 2.3594 ACR.083 0. V OL.6035 87.0 60.9734 8.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.0000 0 0.1673 0.00 BETA 15 = 0.0000 0 0.5997 1.0000 0.9012 3.00 KM2 CN = 74 PM = 1.9893 0.1560 0.0000 0 0.0173 11.2731 7.1010 55.069 0.7475 2.0800 K 1.0800 0.0290 2.6305 1.0 240.36 757 63.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 4 HORAS AR = 32.2214 5.7708 25.0 (MIN) A 120.9877 60 2.08 BETA 30 = 0.45 896 38.08 BETA 60 = 0.2214 10.24 1038 DESCA RGA MÁ XIMA Q = 88.0000 FA 0.0 220.9893 0.6255 1.6405 1.6257 23.0800 0.1727 0.0 0.95 975 19.0800 0.0376 ALFA 0.0 80.0000 1.42 365 87.0 MINUTOS TC = 150.0 120. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.6131 1.0000 0 0.3975 3.5190 30 0.644 37.67 4.5838 53.9204 1.0 60.1451 1.0000 1.0290 2.9893 0.0000 1.0000 0 0.0000 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 676 441 179 129 118 109 102 96 91 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 902 588 239 172 157 145 136 128 122 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 1127 735 299 215 196 181 170 160 152 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 992 647 263 189 172 160 149 141 134 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 857 558 227 163 149 138 129 122 115 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 721 470 191 137 125 116 109 102 97 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 586 382 155 112 102 97 88 83 79 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 316 206 84 60 55 51 47 45 43 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 180 118 48 34 31 29 27 26 24 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 45 29 12 9 8 7 7 6 6 DESC.0 220.0000 0 0.00 3.1660 0.5885 1.9877 2.139 0.3013 80.6485 51.0778 85.0 100.33 3.9012 4.9893 P1 (MM) 36.27 161 80.7305 27.2214 5.0 D (H) 0.1499 ACR.0000 0 0.1996 4.0000 0 0.0 180.8139 36 1.96 470 84.3605 5.3476 147 2.9893 0.0 20.5997 32 1.84 258 88.0 180.9234 49.33 2.6007 1.125 0.9893 0.1996 QD .2524 1.9893 0.0 140.23 1037 0.6336 13.Q1-B CN = 74 Intervalo de 100. DE P1 (MM) 36.4870 1.9893 0.0000 0 0.0 40.9135 1.5443 29.0800 0.0000 0 0.6456 1.0 200.3476 2.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.9734 8.028 0.0800 0.33 1.9038 77.60 1032 3.111 0.056 0.9893 0.0778 85.8139 1.6667 45.9062 36.0 200.3013 80.0691 0.0000 1.0000 1.00 1036 1.1892 52.2681 4.0 80.0173 0 11.01 0 9.0 40.9734 4.1713 0.167 P0 (MM) 24.6963 34 1.0000 0 0.6336 49.9597 39 1.2731 225 7.00 D (DIAS) 0.3468 2.0000 1.0 160.0 120.0000 0.00 0 0.08 BETA 0.7345 69.1687 0.0000 0 0.9016 58.87 943 26.6824 73.00 1.33 0.42 M3 /S .95 572 80.0173 11.0 180.6506 1.0 220.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 A CR.00 MM/H NP = 0 a = 0.2681 8.014 0.19 998 13.2214 3.1451 43 1.67 1.0026 73.09 1025 5.1440 0.7475 2.67 2.7812 69.3468 2.0000 1.6805 CN = 74 Des carga de Ponta do Fluviogram a U = 4.96 40 41.0 140.3303 83.0 100.6557 FS 1.8403 32.1273 0.05 11 23.1700 0.9023 32. DE PE (MM) 0.1948 19.4221 40.0000 1.9504 90. (M3 /S) (DA M3 ) 0.0000 0.5452 1.9081 43.0 160.00 2.8078 64.153 0.56 1015 9.9893 0.9580 47.3303 83.0 20.7471 0.603 87.042 0.5190 Perda (MM) 4.9597 1.0 80.9893 0.0800 0.8295 0.6336 13.0 200.9336 0.0 40.

0 640.3629 87.0 1280.1870 18.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 104 CN = 40 Intervalo de 10240.0 20.7514 8.0 80.33 10.01 1 1.0000 27.4838 ACR.9900 0.6166 3.0 N 758 512 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 1024 1514 (ACR.Q2-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Duração da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.1917 18.000 0. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.7346 1.1280 149.2983 0. VOL.0000 0.9957 0.5537 42.3620 11.0 320.3620 11.0000 1.0 320.8540 10.2388 0.222 0.31 0 0.0000 224.7336 19.0 80.63 41 6.0320 147.3874 105.33 2.7746 65.79 6 7.0 5120.PE) / N (MM) 0.007 0.4838 23.56 19 14.000 0.0000 123.8787 0.0 5120.000 0.17 0.0 10.2388 1.83 360.15 0 0.00 MM/H BETA 0.2388 0.6930 230.05 0 0.778 3.10 15 13.31 46 3.0000 1.0 160.0 MINUTOS TC = 40.2983 0.0000 QD .1943 8.0 160.0 640.000 0.111 0.67 1.9988 P1 (MM) 13.0000 153.0 640.056 0.1148 1.0872 21.4033 19.4838 23.8973 14.7116 23.1917 21.0000 44.8975 28.2983 0.42 2 1.1959 28.000 0.000 0.00 DIAS AR = 2.9383 4.2983 0.9107 3.7746 351.000 0.0000 0.0 MINUTOS DA = 5.000 0.0000 0.0 14030.0 5.0 5120.000 0.000 0.000 0.000 0.8787 0.003 0.6290 128.77 1 1.2388 0.000 0.3333 95.6409 63.111 9.3330 184.0000 0.6670 478.9675 35.9645 1.0872 13.0 21600.90 4 5.0 10.2388 1.8975 53.000 0.773 18.4640 FA 0.000 0.0 2560.87 2 2.9986 0.5079 16.6936 0.0 5120.2983 0.0 5.8950 114.0 (MIN) A 14030.0000 0.0000 1. DE P1 (MM) 13.67 5.000 0.0 20.0000 0.0768 14.23 1 1.000 PK (MM) 17.1959 28.8279 82.0 2560.6585 11.7346 0.0000 277.0000 1.67 21.9981 0.0 1280.1677 3.556 7.000 0.000 ALFA 0.0 160.0000 0.0000 0.25 31 12.4824 0.7514 10.11 11 12.97 8 10.46 44 4.9984 0.2332 3.08 0.0000 1.0 1280.000 K 1.97 43 5.000 0.0000 1.7722 0.4838 23.05 23 13.0 5.5079 18.7346 0.0000 0.0000 1.33 42.0000 0.0 10.9691 0.8890 265.6166 1.33 170.6640 331.0000 1.9987 0.7660 136.7336 13.1677 3.0000 1.0000 0.6790 124. (M3/S) (DAM3) 0.7346 1.0 0.743 15.889 1.2487 7.6166 3.0000 0.0 21600.9976 0.000 Metodologia A .0000 0.8708 106.0000 0.1148 1.000 0.2388 0.0000 FS 0.0 40.7746 65.2020 715.51 0 0.0000 0.4740 0.7638 13.2388 0.55 47 ACR.9645 0.4908 8. DE PE (MM) 0.0000 1.0 20.9828 0.444 0.0 20.8081 18.000 0.2983 0.0 2560.2388 0.0 D (DIAS) 0.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 5.0 320.0 10.0000 Perda (MM) 35.0 80.5730 0.7346 1.33 0.2983 5 5 5 5 5 5 5 5 31 31 60 59 33 33 33 33 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 0 9 9 9 9 9 9 9 9 61 61 120 118 65 65 65 65 11 11 11 11 11 11 11 11 11 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 92 92 179 176 98 98 98 98 17 17 17 17 17 17 17 17 0 0 0 18 18 18 18 18 18 18 18 122 122 239 235 131 131 131 131 23 23 23 23 23 23 23 0 0 0 0 23 23 23 23 23 23 23 23 153 153 299 294 164 164 164 164 28 28 28 28 28 28 0 0 0 0 0 22 22 22 22 22 22 22 22 149 149 292 287 160 160 160 160 27 27 27 27 27 0 0 0 0 0 0 19 19 19 19 19 19 19 19 131 131 256 252 140 140 140 140 24 24 24 24 0 0 0 0 0 0 0 17 17 17 17 17 17 17 17 112 112 220 216 120 120 120 120 21 21 21 0 0 0 0 0 0 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 94 94 184 181 101 101 101 101 17 17 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11 11 11 11 11 11 11 11 76 76 148 146 81 81 81 81 14 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 8 8 8 8 8 8 57 57 112 110 62 62 62 62 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 39 39 77 75 42 42 42 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 21 21 41 40 22 22 DESCARGA MÁXIMA Q = 14.959 659.1148 6.4033 10.4033 10.59 3 3.1677 3.4680 265.675 CN = 40 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.0000 67.028 0.7336 19.9645 0.67 85.7638 13.9920 211.45 38 8.2983 0.6310 ACR.000 0.9793 8.2983 0.0000 1.5047 0.9937 0.9969 0.0 640.0 1280.6360 95.0 D (H) 0.000 0.5079 8.2580 191.0 5.0 2560.6640 331.0 10240.6249 0.40 KM2 CN = 40 PM = 5.8081 12.05 M3/S .9675 Intervalo (MIN) 3790.0000 2.000 0.8787 0.132080 M3/S/MM DESC.0 14030.0 7570.5560 350.4450 561.3620 24.5070 183.9596 77.9300 176.014 0.000 0.4838 23.7638 53.0000 1.0000 0.2576 5.7804 0.0000 1.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 35.0 320.2983 0.0 40.0000 1.0 160.0000 0.6310 PE (MM) 0.0 40.000 0.90 27 13.1959 63.8975 53.0 10240.0 40.5340 0.000 0.67 233.1870 12.3200 170.10 35 10.0 80.2983 0.2388 0.

0 30.0000 0.0 20.7682 12.0000 1.0 75.67 1.17 1.0 45.5162 14.58 0.0000 0.2804 18.2500 2.6667 2.2500 2.0000 1.0000 0.0000 0.0000 1.3072 17.056 0.50 1.0 85.0 100.038 0.0000 62.5000 101.7500 113.0000 0.00 D (DIAS) 0.0000 1.0000 1.4116 1.7868 3.9938 Perda (MM) 2.0000 97.0 40.0000 1.8965 4.0000 1.0 60.75 1.0000 FS 1.063 0.3333 72.0000 1.7500 71.0000 0.7500 104.0000 1.0 70.7500 54.0 75.0000 0.2500 2.92 1.0000 FA 1.0 110.0 25.0000 1.0 10.0000 1.3682 0.0000 1.2742 ACR.0000 0.0000 1.0000 1.2500 108.2500 2.0000 0.2500 2.83 1.0000 0.0000 0.0000 1.6667 4.0000 0.0000 1.0000 1.069 0.2500 2.0000 0.049 0.4167 16.17 0.0000 1.0000 106.0481 0.2500 2.0000 1.6667 4.0000 106.028 0.2500 99.0000 0.0 105.0000 0.3333 86.7387 3.0000 1.0000 0.0000 0.0000 0.2500 99.6667 4.6667 9.0 0.0 100.6667 67.7500 85.9305 0.045 0.0000 0.00 1.0000 ALFA 0.2500 108.0000 1.0000 1.0 105.0000 1.1156 10.0000 0.0000 0.0000 7.0 115.0 110.2500 2.6667 81.0 35.0000 0.0000 0.0 5.0000 0.0000 1.0000 44.4245 15.0000 1.7500 113.0000 0.0000 7.0 50.0 55.7500 95.0000 10.7500 92.0000 0.0000 0.0 D (H) 0.83 0.0 55.9084 0. DE PE (MM) 0.0000 10.0000 7.0000 88.0000 0.0000 76.Estudos Estatístico de Dados Pluviográficos Locais TR = 10 ANOS DU = 5.0000 1.4361 1.066 0.0000 76.2500 QD .7500 44.5000 110.6667 81.9519 9.017 0.0 5.0 85.0 20.0 65.0000 1.08 1.3333 72.0000 1.7500 104.4167 30.2500 2.6667 4.58 1.5000 92.0000 0.0000 1.042 0.2500 2.080 0.9297 11.0000 0.0000 1.0000 0.0 15.6667 4.0000 1.2500 2.0000 1.0 25.2562 .25 0.0000 44.6441 7.0000 1.6667 4.0000 1.0000 27.7476 10.0000 0.3333 86.2500 2.0000 106.2500 2.7500 11.0 65.0000 2.50 0.9732 0.0000 0.2500 2.0 45.8155 2.0000 1.0 80.2500 99.024 0.6667 4.035 0.0000 1.2500 2.5000 92.6667 4.8286 5.2500 4.3416 1.33 1.2500 90.007 0.0000 1.0 120.052 0.0000 1.0000 1.2500 2.7500 113.9521 0.2500 2.0000 K 1.0 MINUTOS TC = 40.0000 37.5000 101.7500 95.0633 26.000 97.0 (MIN) A 90.3551 16.083 PK (MM) 17.0000 1.5000 6.2768 1.7500 78.6318 1.0000 0.0000 1.0 60.0000 0.2500 2.0 25.75 0.010 0.0000 0.2500 2.6667 4.33 0.0000 1.0000 0.0 45.8623 0.0 20.00 MM/H BETA 0.0000 0.0000 88.0000 1.0000 1.9582 5.0000 0.2500 2.0833 34.0000 1.0000 0.8856 0.0000 0.0000 0.0 70.0000 10.2979 1.0000 62.2500 90.3644 1.0000 1.0 90.014 0.1845 4.0000 1.0000 1.3877 1.0000 Metodologia B .2500 2.0000 1.2500 2.0 50.0 40.8139 0.0418 1.021 0.0 70.0 115.0 55.0000 1.0 60.0000 0.2500 4.0 35.0000 1.0481 0.0000 0.0000 P1 (MM) 17.0000 1.0 15.6667 4.6667 4.0000 0.0000 1.0 90.2500 2.0000 0.0 95.7500 104.0000 0.0 40.0000 0.0000 1.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 2 HORAS AR = 2.0000 58.0000 1.6305 13.0000 0.0000 7.0000 51.0 105.08 0.0000 PE (MM) 0.42 0.6667 10.0 35.059 0.6667 4.2613 13.0000 1. DE P1 (MM) 17.0000 0.0 95.5000 110.0000 0.67 0.0000 0.0000 1.076 0.7500 95.0000 1.0 80.3195 1.0000 0.0000 0.2500 2.0 100.0000 ACR.0 110.2500 108.0 10.0 95.5000 101.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 105 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.0000 0.0 15.0000 0.0 30.0000 0.0000 7.0 120.92 2.0000 37.8384 0.0000 0.6667 67.0000 1.0000 7.0000 0.7500 25.031 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 2.0000 1.0000 0.0 65.0000 1.0000 1.0 115.0000 1.0000 0.2500 4.0000 4.0000 27.0000 1.0 50.0000 0.0 30.42 1.0000 1.0000 1.003 0.0000 58.0000 97.0000 1.25 1.Q2-B1 CN = 55 Intervalo de 85.40 KM2 CN = 55 PM = 4.0000 51.0000 1.6667 4.2500 2.5000 110.0000 0.6667 4.0000 1.1035 2.0000 0.0 75.073 0.0 10.6667 4.0 80.

31 0.Q2-B2 CN = 55 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.9732 0.0000 0.12 25 9. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.18 0 1.00 0 0.0000 0.00 0 0.15 6 9.00 0 0.9305 0.06 33 7.8155 2. (M3/S) (DAM3) 0.0000 0.1035 2.0000 0.8139 0.0000 0.66 9 10.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 14 57 34 40 45 15 16 16 17 17 18 18 18 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 28 115 69 79 89 31 32 33 33 34 35 36 37 38 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 42 172 103 119 134 46 47 49 50 51 53 54 55 56 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 56 230 137 159 179 61 63 65 67 69 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 70 287 171 198 223 77 79 81 84 86 88 90 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 68 280 167 194 218 75 77 79 82 84 86 88 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 60 246 147 170 191 66 68 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 51 211 126 146 164 57 58 60 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 43 177 106 122 138 47 49 50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 35 142 85 98 111 38 39 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 26 108 64 75 84 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 18 73 44 51 57 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 9 39 23 27 135 140 145 150 155 160 165 170 175 180 DESCARGA MÁXIMA Q = 11.52 2.0000 0.01 4 8.95 31 8.0000 0.0000 0.8623 0.0000 0.8384 0.0418 1.14 37 39 40 41 42 43 43 43 44 44 .44 4.58 28 8.3682 0.62 13 11.80 0.00 0 0.0000 0.0000 0.0000 0.00 0 0.0481 0.57 22 10.0000 0.00 0 0.9938 0.132080 M3/S/MM DESC.94 1.0000 0.20 1 3.39 5.07 M3/S 75 0 0 0 0 0 0 0 0 0 92 94 0 0 0 0 0 0 0 0 90 92 0 0 0 0 0 0 0 75 77 79 80 0 0 0 0 0 0 63 65 66 68 69 0 0 0 0 0 51 53 54 55 57 58 0 0 0 0 40 41 43 44 45 46 47 0 0 0 30 31 31 32 33 34 35 35 0 0 20 20 21 21 22 22 23 24 24 0 30 10 11 11 11 12 12 12 12 13 6.0000 0.00 0 0.00 0 0.07 16 10.0000 0. VOL.27 38 ACR.0000 0.68 1.9084 0.00 0 0.7387 3.9521 0.38 3.0000 0.86 2 6.00 0 2.0000 0.01 0 0.8856 0.94 19 10.41 0.0000 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 106 QD .

0000 Perda (MM) 11.45 174.4928 52.0 240.0000 0.5257 -1.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.5716 2.9617 38.0000 1.5966 0.0 12360.00 MM/H BETA 0.75 297.00 0.93 406.083 0.0484 -1.0579 119.667 1.8260 14.3636 -1.Q3-A CN = 60 Intervalo de 7680.0 DIAS AR = 220.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.45 7.5966 77 153 230 2009 2513 98 83 0 0 0 3.00 0.1785 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.0 240.5966 77 153 230 306 2270 2180 83 68 0 0 0.0000 1.9139 0.0 60.9617 38.5038 55.0000 0.0 120.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 116 0.5966 77 1004 1668 100 113 0 0 0 0 0 3.583 15.0 480.3570 28.00 32.4838 ACR.1785 25 50 0 0 0 0 0 0 0 0 2.0000 0.34 M3/S .0000 0.3658 37.65 70.0 960.167 0.9466 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.2700 165.0000 1.00 0.0 60.0000 0.000 128.0 240.3636 -1.0000 0.75 434.0 60.2670 274.9556 0.0976 66.1785 26.00 0.00 2.0000 0.0780 ACR.0 1920.00 360. (M3/S) 0.0000 0.8583 0.7354 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 11.00 0.00 64.0000 Metodologia A .0000 0.00 0.0 960.333 0. (DAM3) 0 0 0 0 0 0 0 0 9 35 274 903 1943 3408 5220 7104 8849 10413 11751 12821 13596 14081 14333 14464 14538 14571 14580 14580 ACR.0000 0.5481 0.25 2.86 503.0000 FS 0.0 120.3658 20.0000 1.0 60.9572 0.0 (MIN) A 12360.0000 0.49 523.0000 1.3780 11.3850 178.9617 102.5000 183.0 3840.00 16.0000 0.0000 0.1040 209.0000 2.3780 29.9655 0.042 0.0 N 78 32 8 2 1 1 4 16 64 154 (ACR.8313 0.55 288.9082 2.0000 0. DE PE (MM) 0.8583 0.9572 1.0000 1.000 PK (MM) 100.0000 0.0 120.0 3840.0 7680.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.PE) / N (MM) 0.0000 0 0 230 306 346 300 1667 1513 53 38 0.0 120.0 9240. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.1040 209.0 1320 1380 1440 1500 1560 1620 1680 QP = 9.0000 0.00 4.0000 0.1330 368.9082 8.3570 26.0 1920.00 128.9119 -1.1358 556 50 75 0 0 0 0 0 0 0 23.0000 0 153 230 306 346 1969 1846 68 53 0 0.8000 240.6048 502 1112 75 100 0 0 0 0 0 0 3.9621 0.0000 0.0 MINUTOS TC = 420.5541 63.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.00 VOL.00 D (DIAS) 0.3636 9.0000 K 1.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 480.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0 0 0 0 346 300 254 208 1065 845 0.00 0.5541 20.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.0000 0.6048 3.3280 139.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 23 512 462 70 70 70 70 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 178 161 24 24 24 24 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 523.8000 211.5031 0.0 KM2 CN = 60 PM = 1.42 20.0 MINUTOS DA = 5.22 371.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.60 9.9748 11.2970 176.0 960.5716 2.9119 8.7400 179.6048 14.7260 179.0000 0 0 0 0 0 0 0 208 162 116 0.3620 167.0000 0.0 0.39 0.0000 0.0000 1.8825 0.0000 1.8820 160.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.4838 66.0000 1.3636 29.5716 -1.0 12360.333 2.4607 FA 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0.9082 8.0 480.0 480.26 134.0484 37.7491 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 107 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.9748 Intervalo (MIN) 4680.00 8.6308 0.667 5.333 8.3682 0.0000 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.0 3840.1358 23.00 206.4838 66.7610 6.0 240.5966 77 153 1507 2224 113 98 0 0 0 0 3.34 215.7940 168.1358 23.0000 0 0 0 0 0 300 254 208 162 763 0.00 36.0000 2.0000 0 0 0 0 0 0 254 208 162 116 0.6710 468.9689 P1 (MM) 63.8420 167.4500 ALFA 0.0 960.0000 0. DE P1 (MM) 63.6000 158.0200 157.0000 0.0780 PE (MM) 0.0000 1.0000 0 0 0 306 346 300 254 1366 1179 38 0.0 D (H) 1.34 66.3780 29.3330 318.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 162 116 0.0000 0.9748 QD .0 1920.1971 37.0000 0.0 3840.00 2.34 484.0484 35.0 21600.4838 66.0 7680.9337 0.0 21600.0000 0.0 1920.0000 0.4554 17.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.

3919 51 102 153 431 1688 3207 15 0 0 0 0 2.32 M3/S 0.0000 2.1000 178.208 0.4400 170.0000 1.5552 25.0000 0.0 60.3919 2.0633 13.3919 51 102 153 204 230 199 358 1016 1734 7 0 0.167 0.0 660.6593 66.3919 4. DE P1 (MM) 90.5479 373 1636 13 0 0 0 0 0 0 0 0 5.9056 0.0000 0.0000 128.0 600.0000 1.0490 166.26 324.0 540.0000 0.2240 179.00 4.6000 143.0000 0.0 240.1393 124.0 360.250 0.0000 FS 1.0 KM2 CN = 64 PM = 2.0000 1.292 0.9056 0.64 197.0633 13.2270 75.0 660.5000 198.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 7.375 0.0000 0.00 2.5479 5.0000 2.0000 0 0 0 204 230 199 169 138 108 164 343 0.3919 4.24 75.0000 0.5500 158.8320 175.3919 51 102 153 204 487 1464 2716 12 0 0 0 2.0000 1.0000 1.8350 73.0 120.42 54.0000 1.6160 184.0000 0 0 0 0 0 0 0 138 108 77 47 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 77 47 0.0000 0.0000 1.0000 1.2086 38.5380 13.0000 0.2673 63.3919 2.22 13.3919 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.0 600.0 720.00 0.9920 143.0000 0.3919 2.5930 157.417 0.0000 0.4400 170.3919 51 102 153 204 230 422 1240 2225 9 0 0 2.5380 13.3919 Perda (MM) 7.9056 0.00 7.0 600.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 K 1.0 (MIN) A 360.0000 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 108 Qd .5552 25.0 480.0000 0 0 153 204 230 199 169 138 228 568 753 0.0000 1.0 180.9056 0.0633 4.00 D (DIAS) 0.0 180.6576 56.0 660.0000 1.3919 4.0 MINUTOS TC = 420.0000 1.0000 0.32 550.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 262 119 34 16 16 16 16 16 16 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 554.5552 116.5380 7.0 420.9500 183.3500 ALFA 0.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC. DE PE (MM) 0.0000 0.0015 2.00 5.0 540.0000 2.0000 0.3919 4.59 VOL.4431 70.5000 166.0000 1.9056 0.8320 175.25 554.0 D (H) 1.9056 0.0 180.6570 132.0000 0 0 0 0 230 199 169 138 108 77 99 0.2055 61.0000 1.0633 7.00 11.0000 2.3919 51 215 1120 3572 20 0 0 0 0 0 0 2.125 0.3919 2.0000 1.72 24.3919 51 102 323 1493 3698 17 0 0 0 0 0 2.0618 2.5380 52.00 10.083 0.44 257.0 420. (DAM3) 0 0 2 292 1002 2170 3812 5808 7790 9611 11238 12661 13850 14778 15416 15817 16088 16283 16419 16506 16556 16578 16583 16583 ACR.00 3.2240 179.0 1320 1380 1440 QP = 9.3919 4.0 300.0000 FA 0.042 0.8988 13.9056 0.0000 0.6160 ACR.3919 4.19 37.0000 0.3919 4.0000 0 102 153 204 230 199 169 293 792 1243 4 0.00 9.15 1.333 0.0 120.4490 818 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 17.0 0.1062 8.5930 157.00 0.86 452.0 540.6013 34.0 240.8988 7.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.22 111.9056 0.3000 174.Q3-B CN = 64 Intervalo de 300.00 8.0 120.0000 0.0000 1.0000 0 0 0 0 0 199 169 138 108 77 47 0.0000 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo Para Cáculo Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.2086 38.2086 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 38.6189 ACR.0000 0 0 0 0 0 0 169 138 108 77 47 0.458 PK (MM) 100.0 420.5380 90.3919 2.4540 129.0633 4.0000 1.6500 193.70 6.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 108 77 47 0.02 395.5300 150.0000 0.0000 0.5380 13.9056 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.8000 188.6940 150.0633 20.00 .0000 2.0000 0.3509 2.3919 4.0000 0.43 80.0 300.9056 0.0512 68.0000 1.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 47 0.0 240.0000 1. (M3/S) 0.00 6.0 480.0 60.74 177.0000 1.0490 166.4490 17.0000 Metodologia B .0000 1.51 505.20 330.0 480.3919 4.00 MM/H BETA 0.6570 162.3919 7. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.0 360.0000 0.0000 0.38 456.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 12 HORAS AR = 220.0080 PE (MM) 0.9056 P1 (MM) 90.0618 108 747 2454 18 0 0 0 0 0 0 0 2.

conseqüentemente reunindo todas as incertezas dos diversos fatores que interferem neste parâmetro. relacionando o valor desta descarga com a área da bacia e a intensidade da chuva através de uma expressão extremamente simples e facilmente compreensiva.6 3. com a duração igual ao tempo de concentração. c. tc . principalmente nas bacias de pequeno porte ou em áreas urbanas. A.P. c o coeficiente de deflúvio. A = 3. por sua simplicidade. aquele que é utilizado com maior freqüência.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 109 7 MÉTODO RACIONAL Consiste o método racional no cálculo da descarga máxima de uma enchente de projeto por uma expressão muito simples. O coeficiente de deflúvio representa essencialmente a relação entre a vazão e a precipitação que lhe deu origem. No estabelecimento do valor da descarga pelo método racional admite-se que a precipitação sobre a área é constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia. a avaliação do efeito da variação da intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. Nesse caso a descarga máxima Q.6 t C sendo: i a intensidade da chuva definida em mm/h e . não só no Brasil. o método exige a definição de um único parâmetro expressando o comportamento da área na formação do deflúvio. mas em todo o mundo.se dessa forma Q= Q a descarga máxima. em m³/s. Para considerar que todos os pontos da bacia contribuem na formação do deflúvio é estabelecido que a duração de chuva deve ser igual ou maior que o seu tempo de concentração e. a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração. conhecido como coeficiente de deflúvio. multiplicado pelo coeficiente de deflúvio.i. é dada pelo produto da área da bacia. A c. o que envolve além do volume da precipitação vertida. por sua extraordinária facilidade de cálculo. dentre todos os métodos de avaliação de descargas de projeto para os sistemas de drenagem. Contudo. pela intensidade da precipitação. Entretanto. Tem. esta expressão é.

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A a área da bacia hidrográfica, em km2. Primordialmente o coeficiente de deflúvio representa a relação entre o deflúvio e a precipitação que lhe deu origem e na realidade engloba também o efeito da variação de intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. Para estabelecer a fórmula usada nesse método, admite-se uma chuva de intensidade constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia e, com isto, para todas as partes da bacia contribuírem simultaneamente com seus deflúvios no ponto onde se está avaliando a descarga, a duração de chuva deverá ser igual ou maior que o seu tempo de concentração. Como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração, a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. Como a intensidade pluviométrica é a chuva precipitada por unidade de área, a expressão pode ser também apresentada em função da altura de chuva precipitada, com a duração igual ao tempo de concentração da bacia, como foi apresentada na segunda parte da expressão. No capítulo 6 foram apresentadas diversas expressões para definição do tempo de concentração da bacia e a precipitação pode ser determinada de acordo com o que é apresentado no livro “ Chuvas intensas no Brasil” ou outro procedimento referidos no capítulo 6. Nesta obra, que se constitui em um conjunto bastante significativo para as chuvas em todo o território nacional são apresentados os parâmetros e as equações que indicam a variação da precipitação para os diversos períodos de recorrência para 98 postos pluviográficos que, em função de terem sido exaustivamente testados, são do domínio público e sua utilização pode ser generalizada. Nota-se que as precipitações relativas a cada posto variam muito pouco para diferentes tempos de recorrência e estas diferenças são ainda menores para as durações de precipitação mais longas. Quando se dispõe de dados pluviográficos de chuvas de curta duração, para um posto que se considere mais representativo para a bacia em estudo, convém efetuar sua análise estatística para deduzir a precipitação com a duração igual ao tempo de concentração e recorrência de projeto. Dispondo-se de dados pluviométricos de um posto mais próximo da bacia do projeto que os postos referidos e havendo, pelo menos, 10 a 15 anos de observações, convém efetuar a análise estatística desses dados e, para tanto, multiplica-se a precipitação diária com período recorrência de 10 anos por 1,13 para obter-se o valor para 24 horas. Dividindo-se o resultado pela

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precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência, pode ser obtida a precipitação relativa de 24 horas do posto pluviométrico considerado. Essa precipitação relativa é multiplicada pela precipitação do posto de referência do Anexo C, para a mesma duração em tempo de recorrência de projeto, para obter a precipitação cuja intensidade deverá ser usada na expressão do método racional. Esse procedimento admite que as curvas de chuva não se alteram apreciavelmente com a mudança do tempo de recorrência, o que se pode constatar como verdadeiro examinando-se as diversas curvas obtidas para os 98 postos catalogados. O método racional tem sido usado de preferência para bacias de pequena área, mas nada indica que não seja aplicável a bacias maiores, como usualmente é usado em projetos rodoviários em outros países. Naturalmente para bacias maiores torna-se necessário corrigir as precipitações através do fator de redução para a área, uma vez que a distribuição na superfície da bacia não é uniforme e por isso é denominado normalmente como fator de distribuição. De qualquer forma o método racional define apenas a descarga máxima e não a forma completa do hidrograma requerido para alguns casos. A maior dificuldade na aplicação do método racional reside na criteriosa escolha do coeficiente de deflúvio c. A fim de correlacionar os valores do coeficiente de deflúvio c com os números de curva CN, representativo da infiltração do solo como é recomendado pelo Soil Conservation Service, calcularam-se numerosas bacias pelas metodologias A e B, antes descritas, determinando-se, em cada caso, qual o coeficiente de deflúvio que daria a mesma descarga pelo método racional. Resultaram assim tabelas, correspondentes às metodologias A e B, respectivamente, fornecendo os coeficientes de deflúvio do método racional, em função dos quatro parâmetros: tc - tempo de concentração; A - área da bacia hidrográfica; CN - número da curva de infiltração do solo; FP - fator de precipitação, indicando a potencialidade das chuvas intensas, inclusive seu tempo de recorrência. Quando se usam dados pluviográficos, obtém-se primeiro a precipitação desse posto para diversas durações e período de recorrência de 10 anos. Dividindo-se esses valores pelas precipitações do posto de referência para TR = 10 anos e diversas durações e marcando-se esses

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valores correspondentes à região mais representativa da área de projeto, pode ser escolhido o posto que tenha as precipitações relativas mais próximas das obtidas para o posto em estudo. Para analisar dois postos com curvas de precipitações relativas semelhantes ao posto

considerado procura-se o fator de precipitação do posto de comparação ou dos dois encontrados no anexo B como sendo mais semelhantes ao posto em estudo, efetuando-se a correção ou interpolação de acordo com a posição das respectivas curvas de precipitações relativas. duração unitária será DU = tC / 8. Quando se usam dados diários de um posto pluviométrico muito mais próximo da área em estudo que os postos analisados e que disponham de 10 a 15 anos de observações, efetua-se uma análise estatística para definir a precipitação para o período de recorrência de 10 anos, multiplicando-se o resultado por 1,13 para obter a precipitação de 24 horas de igual freqüência de ocorrência. Como exemplo é apresentado o cálculo para a bacia calculada anteriormente, em que TR = 10 anos; tc = 40 min.; A = 2,4 km² e CN = 40. Acham-se primeiro as precipitações relativas, PR, do posto escolhido para diversas durações, dividindo-se as precipitações de períodos de recorrência de 10 anos de desse posto, PK , dadas pela análise estatística, pelas precipitações de igual duração e freqüência do posto de referência, P10, conforme o quadro que se segue:
D PK(am ) P10(m m ) PR 5m in 15m in 30m in 17 15,3 1,11 37 32,2 1,15 58 44,7 1,3 1h 86 59,4 1,45 2h 113 74,7 1,51 4h 143 91,1 1,57 8h 174 107,8 1,61 24h 234 139 1,68 48h 290 167 1,74 4d 368 207 1,78 8d 510 276,9 1.84 16d 745 403,6 1,85

A

Como o posto considerado encontra-se na Baixada Santista , comparando-se os valores determinados com os , correspondentes ao posto de nº 75 - Santos, São Paulo, observa-se uma boa aproximação entre as precipitações relativas do posto em estudo e as do posto de Santos . Adotando-se o fator de precipitação NP= 75, o número de curva CN= 40, TR = 10 anos e a duração unitária DU = 40 / 8 = 5 minutos, resulta um fator de precipitação de FP = 1,68. Procurando-se através de interpolação para tC= 40 minutos, A = 2,4 km², CN = 40 e FP = 1,68, determina-se o coeficiente de deflúvio de C= 0,1828. A intensidade de chuva com 40 minutos de duração, igual a

I = 67,33

66 = 101,0mm / h 40

1828 × 101. Interpolando-se os valores entre os fatores dos postos NP = 17(Campos) e NP = 48 (Niterói) .454.4. conforme o exemplo do sub-capítulo 6.6.1 × 10.00 minutos e o fator de precipitação 0. Considerando-se a duração unitária DU = 75 / 7. Trata-se o exemplo de uma bacia situada na baixada fluminense.385.90 x 71.34 m3/s obtidos com a aplicação direta dos fluviograma unitário triangular.6.4 m3/s. .5 = 10 minutos.6 Este valor é cerca de 28% maior que 84.90.31m3 / s 3.1 60 = 96. TR= 100 anos e CN= 72.385. A intensidade da chuva correspondente será: 64.385 × 96.7. c = 0. tc = 75 minutos. obtidos com a utilização das descargas específicas.1mm / h 40 e a descarga máxima com o coeficiente de deflúvio antes achado.0 × 2. Conforme o exemplo a precipitação de 24 horas e período de recorrência de 10 anos neste posto é 131.5 km2. no Estado do Rio.2 = 64. a precipitação para a mesma duração e freqüência no posto considerado será 0.942. entre Niterói e Campos.6 valor que não difere muito dos 14.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 113 Através do método racional.2 mm.1mm. Para exemplificar a aplicação do procedimento de cálculo B.5 km² e CN 72.4 = 12. usando os dados diários de um posto pluviométrico próximo à bacia em estudo em vez de um posto pluviográfico e calculando-se pelo método racional a descarga da bacia apresentada no sub-capítulo 6. A = 10. tc = 75 minutos. Como para o posto de referência a precipitação com duração de 40 minutos e período de recorrência de 100 anos igual a 71. com A = 10. obtem-se o fator de precipitação FP = 1. A média dos fatores de precipitação para a duração de 48 horas nos postos de nº 48 Niterói e nº 17-Campos é próxima de FP= 0.9m 3 / s 3. Com o fatot FP = 1.5 = 107. Ressalta-se ainda que foi escolhida essa duração porque as chuvas prolongadas influem de modo predominante o fator de precipitação.454. define-se: Q= 0.1. será: Q= 0.2.2. o coeficiente de deflúvio c = 0.

10.1.1 a 7. como é recomendado pela Fundação Rio Águas. reproduzem-se em seguida duas tabelas (Quadros 7. Coeficiente de Distribuição Para corrigir os efeitos da distribuição das chuvas nas bacias hidrográficas. principalmente nas bacias de médio porte.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 114 a.50 a 0.95 0.50 0.1 DESCRIÇÃO DAS ÁREAS DAS BACIAS TRIBUTÁRIAS COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Comércio: Áreas Centrais Áreas da periferia do centro Residencial: Áreas de uma única família 0. onde A = área da bacia em ha 7. são introduzidos coeficientes redutores das chuvas de ponta que são designados Coeficientes ou Fatores de Distribuição. por exemplo.70 a 0. gerando vazões relativamente superiores às que realmente ocorrem. áreas superiores a 1 km² . normalmente utilizado em projetos rodoviários é dado por: n = A-0.70 .2) que representam os coeficientes de escoamento superficial ou run-off QUADRO . consideradas uniforme no Método Racional. COEFICIENTES DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL Para aplicação em drenagem urbana e chuva de 5 a 10 anos de tempo de recorrência. utiliza-se o coeficiente definido por Burkli-Ziegler que define: n = A-0.30 a 0. O mais comum destes fatores. onde n = coeficiente de distribuição e A = área da bacia em km² Para obras urbanas.15.7.

2 TIPO DE SUPERFÍCIE COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Ruas: Asfalto Concreto Tijolos Trajetos de acesso a calçadas Telhados Gramados. ligadas Residencial (suburbana) Área de apartamentos Industrial: Áreas leves Áreas densas Parques.70 0.25 0.40 a 0.75 0.95 0.90 0. sendo os pesos proporcionais às áreas dessas superfícies.95 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 115 Multi-unidades.7.40 0.30 Ás vezes é conveniente obter o coeficiente de deflúvio de uma bacia pela média ponderada dos coeficientes das diferentes superfícies que a compõem.95 0.20 a 0.80 0.60 a 0.50 a 0. QUADRO .20 a 0.10 a 0. A tabela que se segue fornece os coeficientes de deflúvio para algumas superfícies típicas. isoladas Multi-unidades.85 0.70 a 0.25 a 0. cemitérios Playgrounds Pátio e espaço de serviços de estrada de ferro Terrenos baldios 0.10 a 0.60 a 0.75 a 0.75 a 0.60 0.85 0. solos arenosos: 0.50 a 0.40 0.80 a 0.70 a 0.35 0.

7% Gramados.10 0.17 0.13 a 0.05 a 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 116 Plano.10 a 0. solo compacto: Plano.22 . 2% Médio. 2 a 7% íngreme. 7% 0.15 0.18 a 0. 2% Médio.15 a 0. 2 a 7% Íngreme.20 0.

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