MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

2ª Edição

Rio de Janeiro 2005

REVISÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Tec° Marcus Vinícius de Azevedo Lima (Técnico em Informática) Tec° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Tec° Reginaldo Santos de Souza (Técnico em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri DNIT / DPP / IPR)

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Paulo Romeu de Assunção Gontijo (DNER / IPR) Eng° Saul Birman (DNER / IPR) Est. Julio César de Miranda (DNER / IPR) Engª Carmen Sylvia Mendes Teixeira (DNER / IPR) Eng° Otto Pfasfstetter (Consultor) Eng° Haroldo Stwart Dantas (Consultor) Eng° Renato Cavalcante Chaves (Consultor Eng° João Maggioli Dantas (Consultor Eng° José Helder Teixeira de Andrade (Consultor Eng° Guioberto Vieira de Rezende (Consultor

COLABORAÇÃO:
GEPEZ – Consultoria de Engenharia Ltda.

Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem. 2. ed. Rio de Janeiro, 2005. 1. Rodovia – Hidrologia – Manual. I. Série II. Título

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM .

: dnitiprnormas@ig.br TÍTULO: MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado Pela Diretoria Executiva do DNIT em ___ / ___ / _____ .com.: (0XX21) 3371-5888 Fax.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (0XX21) 3371-8133 e-mail. Km 163 – Vigário Geral Cep.MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra.

............................................................................. RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA ........ 43 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA ............................................................. 38 CHUVA DE PROJETO ..............1............................................................. 6 TRANSPOSIÇÃO DE DADOS .............................................. 5............3............................................ 17 MÉTODO DE HAZEN ..................... 13 MÉTODOS ESTATÍSTICOS ...............................4......................................... 6...........................................................4........................... 5 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES .........4................................ 6............... 37 VALIDADE .................. 5................................................................4..................2............................................3.. 15 MÉTODO DE GUMBEL ....... 5......... 6.3...........1.............. 15 5..........................................3.. 52 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO ....... 15 VALIDADE ..................................... 39 SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS .......................................................................3......................................................5.................. 6...............................................................2....... 9 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGA DE PROJETO .............................. 6.......................... 56 CHUVAS ANTECEDENTES .2................................. 56 6........................... CURVA DE MOCKUS .......................... 39 6....2.... 29 ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES ...................4........ 61 .................................................... 37 6........Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 1 SUMÁRIO 1 2 3 4 5 INTRODUÇÃO ............................... 35 MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO ........ 6........... 23 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III (LP-III) ................... 7 TEMPO DE RECORRÊNCIA ... 6..3.............. 55 RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO .................................1..........................3..........1.............................. 5................6.... 5....... GENERALIDADES ..

.................. 6.4........... 64 6.. 6................. 6..............3..........5........................... 6.........2.5. 63 FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR .6.................................................... 117 ............................................ 89 CÁLCULO DE DEFLÚVIOS .............................. 6.6................6........................ 89 EXPRESSÃO DA CHUVA DO ENG° OTTO DFAFSTTETTER......................... CHUVAS DE PROJETO ..4.................................................................................. 64 CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO ......3.........................................Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 2 6................................................... MÉTODOS DE CÁLCULO .5............1.... 6................. INFILTRAÇÃO MÍNIMA ..................... 98 7 8 MÉTODO RACIONAL ........................3..... 109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......... TEMPO DE CONCENTRAÇÃO ....6.......6........................................................................... 96 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA ...............2.... 85 6.......5................ 89 6.1.. 81 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL...........

com.dnit@brfree.: (21) 2471-5785 Fax. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu “Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem”. RJ Tel. Km 163.com.: (21) 2471-6133 e-mail: dnitiprnormas@ig.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 3 APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR). apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. sem pretender tornar-se um documento acadêmico. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra. cuja larga aplicação. A presente edição do Manual Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros.br e ipr. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. Com esta ótica. datado de 1990. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. mas. simplesmente.br . buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. permitiu o seu aprimoramento. Centro Rodoviário. Vigário Geral. Rio de Janeiro CEP – 21240-330. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis. de grande profundidade teórica. durante as precipitações mais significativas. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). fruto da revisão e atualização de Manual homônimo do DNER. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos.

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Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 5 1 INTRODUÇÃO O Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. . permitiu o seu aprimoramento. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis. simplesmente. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. mas. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. durante as precipitações mais significativas. de grande profundidade teórica. Com esta ótica. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. sem pretender tornar-se um documento acadêmico. cuja larga aplicação.

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que indicarão o comportamento dos cursos d’água em função dos solos e cobertura vegetal destas bacias. em geral utiliza-se de procedimento indireto. Face a necessidade de se preservar a integridade da plataforma rodoviária deve ser ainda considerado o nível de alagamento que possa ocorrer nas proximidades dos cursos d’água de modo a ser impedido o transbordamento nos aterros e inundações das pistas. que independem das condições climáticas. durante as chuvas. por esta razão. em cuja definição considera-se a importância das perdas por infiltração. . embora sejam adotados diversos procedimentos simplificadores. de bacias hidrográficas de pouca importância hidrológica e. Outro fator a considerar-se é o fato de tratarem-se as transposições de talvegues. como das características pedológicas. Assim. adotando-se expressões matemáticas que estabelecem a relação chuva – deflúvio. nas determinações das descargas de projeto. como os efeitos negativos dos aguaceiros sobre as rodovias dizem respeito aos danos que possam ser causados pela erosão ou pela influência direta na segurança do tráfego. via de regra.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 7 2 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES No dimensionamento das estruturas de drenagem das rodovias é de grande importância a consideração dos fatores de risco de superação e do grau de degradação que possam ocorrer devido a longas exposições da estrada aos efeitos da precipitação. os métodos de cálculo usuais visam o estabelecimento da descarga máxima suportável. No estabelecimento das descargas de projeto. deve-se dar tanta importância às características fisiográficas das bacias. o que leva a tratar-se o ciclo hidrológico de uma forma particular. sendo desprezíveis as perdas que possam ocorrer por absorção pela vegetação ou pela evapotranspiração. perfeitamente justificáveis para a natureza das obras dimensionadas. por não se dispor de registros fluviométricos.

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TEMPO DE RECORRÊNCIA

Para as obras de engenharia a sua segurança e durabilidade freqüentemente associam-se a tempo ou período de recorrência cujo significado refere-se ao espaço de tempo em anos onde provavelmente ocorrerá um fenômeno de grande magnitude pelo menos uma vez. No caso dos dispositivos de drenagem este tempo diz respeito a enchentes de projeto que orientarão o dimensionamento de modo que a estrutura indicada resista a estas enchentes sem risco de superação, resultando desta forma a designação usual de descarga de projeto. A escolha do tempo de recorrência da enchente de projeto de uma obra de engenharia, conseqüentemente, a vazão a ser adotada no projeto de uma determinada obra, depende da comparação do custo para sua implantação e da perspectiva dos prejuízos resultantes da ocorrência de descargas maiores do que a de projeto, levando-se em conta que quanto maior o tempo de recorrência mais onerosa será a obra, porém os prejuízos decorrentes da insuficiência a esta vazão serão menores, resultando menores despesas de reposição ou reparos. Como os danos decorrentes da insuficiência de vazão dependem também da importância da obra no sistema, são diferentes os valores a serem adotados para o período de recorrência, variando conforme o tipo de obra. Assim, um bueiro de rodovia com capacidade de vazão insuficiente pode causar a erosão dos taludes junto a boca de jusante, ruptura do aterro por transbordamento das águas ou inundação de áreas a montante, no caso de canal ou galeria de drenagem urbano estes danos podem ser mais sentidos caso ocorra a interrupção do trânsito, mesmo temporariamente ou danos em imóveis residenciais ou mercadorias nos estabelecimentos comerciais. No caso da insuficiência de vazão em seções de pontes, em geral, os danos são muito significativos podendo ocorrer a sua destruição ou a ruptura dos aterros contíguos, proporcionando uma maior seriedade na interrupção dó tráfego, por exigir obras de recomposição mais vultuosas e demoradas. Geralmente os períodos de recorrência normalmente adotados nestes casos são de 10 a 20 anos para bueiros, canais ou galerias de drenagem nas obras rodoviárias e, para as pontes definem-se tempos de recorrência de 50 a 100 anos, conforme o tipo e importância da obra. Para a fixação do tempo de recorrência da enchente de projeto leva-se em a consideração a folga entre o nível d’água previsto e algum ponto crítico característico como um ponto baixo na estrada próximo ao local em análise ou a face inferior da superestrutura de uma ponte. Na maior parte dos casos considera-se a exigência de uma folga de 1,00 m, ainda muito

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usada e que, em muitos casos deverá ser mais elevada, como nos casos de canais navegáveis, onde deve ser respeitado o gabarito. Para o projeto de bueiros é habitual considerar como limite o afogamento da galeria no interior da canalização sendo permissível a elevação do nível d’água a montante além da geratriz superior da obra pelo fato de que a retenção temporária das águas a montante pode amortecer consideravelmente os picos de cheias sem comprometer os taludes vizinhos. Deve-se levar em conta, entretanto, que quando os bueiros trabalham com carga hidráulica, lâmina d’água acima da geratriz superior, ocorrem velocidades elevadas que, na boca de saída, provocam erosões, desagregando o aterro da estrada. Para combater este problema, quando inevitável, são executados dissipadores, sendo o mais comum o uso de enrocamento próximo à boca de saída da galeria. O procedimento recomendado pelas Instruções de Projeto é o dimensionamento do bueiro para condições críticas de escoamento para a vazão calculada com o tempo de recorrência de 10 anos ,e a verificação do nível d’água a montante para uma enchente de 25 anos. Caso esse nível proporcione a inundação das áreas marginais, deverá ser adotada seção de vazão capaz de evitar este fato.Nessa verificação deverá ser considerado o efeito amortecedor da área inundada, caso seu volume seja significativo, comparado com o volume da enchente. No caso das pontes rodoviárias, como antes foi dito, costuma-se adotar a folga mínima de 1,00 m entre o nível máximo da enchente de projeto e a face inferior da superestrutura, representada normalmente pela face inferior das longarinas, a fim de permitir a passagem de material flutuante, geralmente muito abundante durante as enchentes. No caso de longarinas com inércia variável, o nível d’água máximi deve situar-se 1,00 m abaixo da base dos aparelhos de apoio. Para a definição teórica do risco de ruptura de uma obra utiliza-se a expressão da probabilidade em que a probabilidade J para ocorrer uma descarga de projeto com tempo de recorrência TR (em anos) dentro da vida útil da obra, fixada em n (anos), é dado pela expressão.

⎛ 1 J = 1 − ⎜1 − ⎜ T R ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎠

n

A Fig. 3.1 ilustra as relações entre risco, tempo de recorrência e vida útil.

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Fig. 3.1 - Risco de Ocorrer Enchente Maior

n ⎡ ⎛ 1 ⎞ ⎤ J = 100 ⎢1 − ⎜ 1 − ⎟ ⎥ ⎢ ⎝ TR ⎠ ⎥ ⎣ ⎦

n = vida útil (anos)

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a rigor. é necessário efetuar urna análise estatística dos níveis altos que podem ocorrer simultaneamente com as descargas máximas da obra em questão. nas alterações por dragagens ou retificações. seja na avaliação da descarga do projeto seja no cálculo do remanso correspondente. e o nível da jusante reflete pouco ou nada sobre sua capacidade hidráulica. necessário calcular o remanso num longo trecho para a descarga de projeto. Para o caso de pontes de rodovias sobre cursos d’água naturais. a água se espraia ao sair da obra. Havendo um rio ou canal natural a jusante. quando há semelhante registro merecendo razoável confiança. o conhecimento das condições hidráulicas do canal natural a jusante de um bueiro. O coeficiente de rugosidade do leito do rio e de suas margens pode ser avaliado por tentativas procurando ajustar a linha de remanso calcula com uma ou várias enchentes de maior porte. atingindo cor vezes uma extensão de vários quilômetros. que muitas vezes é preferível usar diretamente o registro de um marca de enchente excepcional nas proximidades da obra.de obra seria. uma Lagoa ou um lago.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 13 4 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGAS DE PROJETO Para o projeto de canais de drenagem ou bueiros pode ser necessário conhecer o nível d’água a jusante da obra para a descarga de projeto. Quando existe um posto fluviométrico nas proximidades da obra a relação cota-descarga desse posto fornece o resultado procurado com grande facilidade. a fixação do nível da superestrutura depende da determinação do nível máximo das águas em função da descarga de projeto. necessitando de numerosas seções transversais numa extensão que por vezes atinge vários quilômetros. De qualquer modo a determinação do nível máximo de projeto envolvido tanto trabalho e tanta incerteza. Não havendo posto fluviométrico nas proximidades é necessário avaliar o nível máximo a partir do cálculo de remanso num Longo trecho de rio a jusante da obra. na maioria das vezes. Quando o nível de jusante é controlado pelo mar. Como em geral a seção de escoamento de um bueiro é muito menor do que a do curso natural a jusante. . para a qual se necessita de levantamento topográfico de numerosas seções transversais. Dispensa-se assim.

permite mesmo uma avaliação do seu tempo de recorrência. com a indicação de seus anos de ocorrência. Para pontes construídas sobre trechos de rio canalizados. pode servir razoavelmente de base para um projeto de engenharia. . sendo um dos . segundo a memória de moradores locais.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 14 Esse registro normalmente não é associado a um tempo de recorrência bem definido porém. evitando o risco de informações enganosas. Marcam-se em papel com graduação de probabilidade normal os níveis em função das probabilidades dadas pela idade da marca mais antiga em anos dividida pelos números de ordem dos níveis dispostos em ordem de magnitude decrescente. a obtenção do nível máximo das águas para determinada descarga de projeto decorre diretamente das fórmulas de cálculo hidráulico de canais regulares. Uma série de marcas de níveis altos. Marcas de níveis máximos de enchentes mais recentes são naturalmente mais merecedoras de confiança porque os vestígios em árvores muros ou paredes ainda permanecem visíveis.maiores observados.

MÉTODOS ESTATÍSTICOS TRANSPOSIÇÃO DE DADOS Normalmente o posto fluviométrico cujos dados devam servir ao projeto não se situa no próprio local da obra. Essa relação é perturbada pela diversidade de formação de enchentes em varias partes da bacia quando essas possuem declividade longitudinal dos cursos d’água. A1 e A2 as áreas de drenagem e a um parâmetro cujo valor pode variar de 20 a 100. Às vezes a relação e perturbada por valores de descargas máximas mal avaliadas. os resultados diferem pouco entre si.5 sendo Q1 e Q2 as descargas máximas para o tempo de recorrência TR. permeabilidade do solo e cobertura vegetal diferentes.5 da área de drenagem. pois. VALIDADE A aplicação do método estatístico é recomendável para períodos de recorrência de. Para tempos de recorrência de até 10 a 20 anos basta corrigir as descargas segundo a relação das áreas das bacias hidrográficas. Esse fato sugere urna transição continua segundo uma lei geral. expressa por a Q1 ⎛ A1 ⎞ Tr + 2 a =⎜ ⎟ Q 2 ⎝ A2 ⎠ +0 . . 5. ou as máximas observadas no mundo. Essa correção é tanto mais imprecisa quanto maior a distância entre o posto e o local da obra. correspondendo a tempos de recorrência muito altos. Não se recomenda urna relação maior que dois nem menor que um meio entre as áreas controladas nesses dois pontos do curso d’água. Há necessidade de corrigir os valores das descargas observadas para se referirem ao local da obra.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 15 5 5. mantém uma relação próxima à potência 0.2. Já as envoltórias de descargas máximas regionais. devido ao emprego de relações cota-descarga deficientes. Para tempos de recorrência próximos de 100 anos urna relação proporcional à área elevada ao expoente 0.75 parece mais indicada. forma da bacia hidrográfica. normalmente. em anos. nestes casos qualquer lei de distribuição é satisfatória porque. no máximo 100 anos ou menor que o dobro do período de dados disponíveis. apoiadas em pouca ou nenhuma medição de descarga alta.1.

vizinha do Itajaí. Hazen e Log Pearson III. descritas mais detalhadamente nos capítulos que se seguem. Por isso os resultados dos estudos estatísticos de descargas máximas de rios devem ser aceitos com muita reserva e precaução. Os modelos estatísticos mais conhecidos são as Leis de Distribuição de Gumbel. a aplicação não é mais recomendável. eram referidas ao mesmo nível que as de 1983 e 1984. em Santa Catarina. não apresentam uma distribuição estatística satisfatória para descrever picos de enchentes excepcionais de baixa freqüência que atenda satisfatoriamente a todos os casos. Entretanto nenhum destes procedimentos pode ser considerado melhor que os outros porque uma lei estatística não pode traduzir com fidelidade as complexas relações envolvidas na ocorrência de descargas mais raras. forma da bacia. que se tem duvida do tempo de recorrência a ser atribuído ou qual o grau de influência a ser adotado na curva de ajustamento estatístico. Como exemplo pode ser citado o caso do vale do rio Itajaí. Enquanto as precipitações excepcionais de chuva tendem aproximadamente para uma lei parabólica com o tempo de recorrência da forma. tendo apenas decorrido um período de 72 anos sem registros mais severos. Uma análise mais cuidadosa mostrou que a enchente de 1911 e. da série observada.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 16 Os resultados da extrapolação estatística obtidos segundo diversas leis de distribuição começam a divergir apreciavelmente somente para tempos de recorrência mais elevados. as descargas dos rios por estarem sujeitas a outros fatores como permeabilidade do solo. com intervalos regulares de 28 a 31 anos. sendo freqüente o aparecimento de uma descarga tão excepcionalmente maior que as outras. com muita probabilidade outras precedentes. declividade dos cursos d'água e amortecimento das descargas extravasadas. para os quais. Em conseqüência julgou-se inicialmente que os níveis d'água máximos registrados em Blumenau de 1853 a 1911 fossem semelhantes aos de 1983 e 1984. pois é grande a irregularidade que pode ocorrer na sua secessão natural. P = P0 x Tr para valores muito altos. cobertura vegetal. Fenômeno semelhante se observou na bacia do alto Rio Iguaçu. onde as enchentes de 1983 e 1984 superaram extraordinariamente a todas as observadas a partir de 1911. o que compromete seriamente qualquer estudo estatístico de descargas desenvolvido nessa região em época mais recente. .

a probabilidade “P” de uma dada descarga ser superada por um certo valor da variável aleatória é dada pela equação seguinte. U.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 17 Essas ocorrências de descargas. Para bacias maiores que cerca de 400km2 pode-se efetuar o estudo estatístico das descarnas máximas anuais com dados médios diários baseados em duas observações diárias. MÉTODO DE GUMBEL Baseado na teoria dos extremos de amostras ocasionais. diminuído sua confiabilidade.3 q méd A sendo qmáx e qméd a descarga máxima instantânea e a média diária. se o numero de vazões máximas anuais tende para infinito.U. No caso de bacias menores. para um número infinito de elementos: . Para bacias de menor extensão é necessário recorrer a dados de aparelhos registradores de níveis. e A a área da bacia hidrográfica.66 = 1 + 0 . deve-se recorrer a registros de outros rios semelhantes com os quais se pode avaliar a relação entre esses valores máximos e as descargas médias diárias. e que tem a seguinte forma: q máx 2 .. não havendo dados linigráficos para conhecer com precisão os valores das descargas máximas instantâneas. 5.E. devido ao seu alto custo.3. extremas fugindo da distribuição estatística das séries observadas têm sido descritas freqüentemente. o que vem prejudicar a definição no segmento mais sensível da curva de probabilidade. respectivamente. os quais são disponíveis muito mais raramente. o que sugere uma grande reserva na aplicação de métodos estatísticos para obras importantes e especialmente para enchentes de períodos de recorrência muito elevados. em km2. Gumbel demonstrou que. o que condua às imperfeições na extrapolação da relação cotadescarga na maioria dos rios.. Na falta de semelhante informação pode-se recorrer a expressão que Füller estabeleceu a partir de numerosos rios nos E. Outro fator que as vezes prejudica de maneira grave e insuspeita a análise estatística das descargas máximas de um rio é a má definição da relação cota-descarga para níveis elevados devido à de se efetuar as medições de descarga para enchentes excepcionalmente altas.

A descarga média é obtida pela expressão: Q= ∑Q n onde: Q = descarga média.3. ΣQ = somatório das descargas da série de máximas anuais. e y = variável reduzida. Na prática. e = base dos logaritmos neperianos.3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 18 P = e − e (equação 5.1) Onde P = probabilidade de não ocorrerem descargas maiores . σ = desvio padrão do universo. pode-se levar em conta o número real de anos de observação utilizando-se a fórmula devida a Ven Te Chow que demonstrou que a maioria das funções de freqüência.2) onde: Q(t ) = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto. e K (t ) = fator de freqüência. e n n = número de anos de observação. aplicáveis em Hidrologia pode ser resolvida pela equação geral: −y Q(t ) = Q + σK (t ) (equação 5. O desvio padrão é obtido por: . Q = descarga média obtida da série disponível. que depende do número de amostras e do tempo de recorrência.

O fator de freqüência K(t) pode ser determinado através da expressão: K( t ) = Y − Yn σn onde: Y = variável reduzida.3. A média aritmética da variável reduzida é determinada pela expressão: Yn = ΣY n e o desvio padrão σn = Σ ( Y − Yn ) 2 n . e TR = tempo de recorrência.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 19 σ= ∑(Q − Q) 2 n −1 onde: Σ(Q − Q) 2 = quadrado do somatório dos desvios da média. De acordo com a equação 5. TR. σ n = desvio padrão da variável reduzida. Yn = média aritmética da variável reduzida para uma amostra de n elementos extremos. P. é o inverso da probabilidade. a variável reduzida pode ser calculada pela expressão: Y = − Ln [LnTR − Ln (TR − 1)] onde: Ln = base dos logaritmos neperianos.1 e considerando que o tempo de recorrência.

A rela de ajustamento estatístico pode ser marcada de modo a passar por dois ou mais pontos calculados segundo a equação 5. a dispersão dos valores individuais observados em relação ã reta de ajustamento estatístico. a qual serve roais para apreciar a qualidade do ajustamento.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 20 A probabilidade. Esses elementos se encontram na quinta. O quadro Qd-5. tem como objetivo facilitar a compreensão do método apresentado. Pode-se verificar a qualidade do ajustamento estatístico.3).5.3. nas ordenadas. proporcionais à variável reduzida Y. . em percentagem. em escala normal.2. tendo as descargas. apresentado como exemplo ilustrativo.3.3. e as probabilidades e correspondentes tempos de recorrência. marcando-se os valores observados no papel de Gumbel (Fig. isto é. organizada de forma decrescente . nas abscissas. oitava e nona colunas do quadro Qd-5. sétima. de não ser excedida uma dada descarga e o tempo de recorrência correspondente podem ser obtidos pelas expressões abaixo: P = 100( 1 − 100 m ) E TR = 100 − P n+1 onde: M = número de ordem da série anual. O cálculo das descargas de vários tempos de recorrência não exige necessariamente a representação gráfica.

278 0.58 16.00 8.490.58 42.00 20.90 70.78 2.90 96.62 85.39 1.42 -233.6828 ∑ (Q − Q ) 2 = 180.00 (anos) 25.1975 Q = 571.58 94.113 0.340 0.00 28.42 -308.077 0.3 Método de GUMBEL Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira Ano de Vazões ocorrên Q cia (m3/s) Número Vazões em de ordem ordem decrescente m (m3/s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1.34 0.78 17.326.02 88.66 13.yn )2 = 28.770 -0.741 -0.47 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 21 Método Estatístico GUMBEL Qd.500 1.307 0.970 0.481 0.955 0.476 -0.307 0.439 -0.137 -1.349 -0.808 0.38 54.000 0.199 2.818 2.941 0.584 0.42 σ n -1 = 172.90 274.90 28.018.62 95.00 4.y n )2 (%) 433.050 0.057 1.74 1.293 1.124 3.42 -1.00 76.00 88.58 16.92 1.58 167.26 12.131 -0.67 1.00 48.42 -35.18 2.108 0.00 24.593 0.914 -1.50 2.122.58 0.773 1.304 .661 -0.42 -266.012 1.730 ∑ (y .00 52.747 1.14 1.90 22.240 -0.19 1.00 16.09 1.34 32.020 0.58 102.085 2.432.42 -115.79 1.991.484 2.00 84.181 0.422 0.58 -0.26 10.674.142 0.321.425 0.012 0.551.66 8.024.764 0.217 0. – 5.42 -149.006 -1.332 1.27 2.57 3.00 80.00 56.00 36.00 32.58 89.00 40.53 291.945.04 3.00 12.13 2.583 0.271 -1.00 60.42 -113.38 8.669 1.954 1.193 0.083.50 8.672 0.yn ( y.06 26.90 0.42 187.00 72.812.484.42 -97.00 68.00 12.42 -180.00 4.58 162.00 64.58 112.42 -9.711 7.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ Q = 65.091 -0.108 -0.00 44.800.32 1.06 274.607 -0.56 1.58 9.543 0.181 2.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 * Q − Q (Q − Q ) ** 2 P = 100⎛1 − m ⎞ 1 ⎜ ⎟ T = × 100 Reduzida ⎝ n − 1 ⎠ R 100 − P Variavel y y .928 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 333 588 1.527 1.294 1.89 yn = 0.522.00 92.615 2.444 -1.53 Sn = 1.437 0.11 ∑ y = 12.25 5.024 -0.25 1.58 1.879 -1.223 -0.201 0.17 3.979.08 1.013 -0.554 -0.329 -0.33 6.254.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem Figura 5.3 22 .

segundo critério introduzido por Hazen.4). (Ver Fig. ou os pontos que irão facilitar o ajustamento da curva média para a determinação das descargas de projeto. Com isto. com seus respectivos números de ordem. para os diversos tempos de recorrência e sua probabilidade de ocorrer ou ser superada devem ser calculadas através da expressão: . e m = número de ordem da descarga.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 23 5. e TR = tempo de recorrência. A variação dessa probabilidade pode ser representada com relação às descargas máximas observadas num gráfico com graduação apropriada. dispondo-as em ordem decrescente. nas abscissas com graduação tal que as distâncias são proporcionais às freqüências acumuladas de uma distribuição estatística normal de Gauss. As descargas de projeto. e os períodos de recorrência e probabilidades de superação. a partir dos registros fluviométricos de um posto pode-se organizar uma série de máximas anuais. Esse gráfico é estabelecido com a marcação das descargas em ordenadas. MÉTODO DE HAZEN Segundo Hazen.5. n m −1/ 2 A probabilidade de determinada descarga ser igualada ou superada pode ser estabelecida através da expressão: P= 100 (em porcentagem) TR onde: P = probabilidade de ser igualada ou superada determinada cheia. a partir do qual são calculados os períodos de recorrência pela expressão seguinte: TR = onde: n = número de anos de observação. a distribuição das descargas máximas anuais dos registros de um curso d'água distribuem-se.4. em uma representação logarítmica. segundo a distribuição de frequência normal de Gauss. em escala logarítmica.

Q= ΣQ Σ(Q − Q) 2 . assim. e Para alcançar o ajustamento da curva média. apresentados na Tabela do Quadro 5. apresentada a seguir. que decorrem da deformação de uma distribuição de probabilidade logarítmica normal representada como uma reta no gráfico citado. Os coeficientes de variação e assimetria são calculados através das expressões: CV = σ Q E CA = nΣ(Q − Q) 3 (n − 1)(n − 2)σ 3 . Hazen estabeleceu valores para K . Essa deformação consiste na adição ou subtração de uma constante às descargas de uma distribuição normal alterando-se. e K = valores que decorrem da deformação de uma distribua cão de probabilidade logarítmica normal.1) onde: Q( t ) = descarga máxima esperada para determinado tempo de recorrência. mantendo-se os coeficientes de variação e de assimetria inalterados. A descarga média e o desvio padrão são calculados pelas seguintes expressões. ΣQ = somatório das descargas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 24 Q( t ) = Q + σK (equação 5. σ = desvio padrão.1. somente a média e o desvio padrão.4.σ = n −1 n onde: Q = média aritmética das descargas. σ = desvio padrão.4. n = número de anos de observação. resultando daí uma distribuição de probabilidade logarítmica modificada.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

25

onde: CV = coeficiente de variação; CA = coeficiente de assimetria; Os demais parâmetros têm os mesmos significados anteriores. Levando-se em conta que somente é se conseguido um significado estatístico adequado para o coeficiente de assimetria para mais de 140 anos de observações, Hazen sugeriu a correção desse coeficiente multiplicando-o pelo fator F= 1+ 8,5/n, onde n é o número de observações, dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido:

CS = CA( 1 +

8 ,5 ) n

Conhecido o coeficiente de assimetria corrigido, faz-se o cálculo dos pontos de ajustamento da . curva através da equação 5.4.1 com auxílio da tabela do Quadro Qd-5.4.2, fornece os valores de K para os diversos tempos de recorrência e probabilidades de ser excedidos. Nos Quadros e Gráfico anexos é exemplificada a aplicação do Método de HAZEN. QD - 5.4.1 Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada

(segundo a hazen)

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

26

Qd.-5.4.1

Método de HAZEN

Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada
Coeficiente de Assimetria
0. 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 2.0 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 2.9 3.0 3.2 3.4 3.5 3.8 4.0 4.5 5.0

Termos acima da média (%)
50.0 49.4 48.7 48.1 47.5 46.9 46.3 45.6 45.0 44.4 43.7 43.1 42.5 41.9 41.3 40.7 40.1 39.5 38.9 38.3 37.7 37.1 36.5 35.9 35.3 34.7 34.1 33.5 32.9 33.3 31.8 30.6 29.4 28.1 27.0 25.7 22.2 19.2

Probabilidade de ser excedido (%) 99 (-)
2.32 2.25 2.18 2.12 2.05 1.99 1.92 1.86 1.80 1.73 1.68 1.62 1.56 1.51 1.46 1.41 1.36 1.32 1.27 1.23 1.19 1.15 1.11 1.07 1.03 1.00 .97 .94 .91 .87 .84 .78 .73 .67 .62 .58 .48 .40 1.01

95 (-)
1.64 1.62 1.59 1.56 1.53 1.50 1.47 1.44 1.41 1.38 1.34 1.31 1.28 1.25 1.22 1.19 1.16 1.13 1.10 1.07 1.05 1.02 .99 .96 .94 .91 .89 .86 .84 .82 .79 .74 .69 .65 .61 .56 .47 .40 1.05

80 (-)
0.84 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .84 .84 .83 .83 .62 .81 .81 .80 .79 .78 .77 .76 .75 .74 .73 .72 .71 .69 .68 .67 .66 .64 .61 .58 .55 .52 .45 .39 1.25

50 (-)
0. .02 .03 .05 .06 .08 .09 .11 .12 .14 .15 .17 .18 .19 .20 .22 .23 .24 .25 .26 .27 .28 .29 .30 .31 .31 .32 .33 .33 .34 .34 .35 .36 .36 .36 .36 .35 .34 2.00

20 (+)
0.84 .84 .83 .83 .82 .82 .81 .80 .79 .77 .76 .75 .74 .72 .71 .69 .67 .66 .64 .62 .61 .59 .57 .55 .53 .51 .49 .47 .45 .43 .41 .37 .32 .28 .23 .19 .10 0. 5

5 (+)
1.64 1.67 1.71 1.74 1.76 1.79 1.81 1.84 1.86 1.88 1.90 1.92 1.94 1.96 1.98 1.99 2.01 2.02 2.03 2.04 2.05 2.06 2.07 2.07 2.08 2.08 2.09 2.09 2.09 2.09 2.08 2.06 2.04 2.02 1.98 1.95 1.79 1.60 20

1 (+)
2.32 2.40 2.48 2.56 2.64 2.72 2.80 2.89 2.97 3.06 3.15 3.24 3.33 3.41 3.50 3.59 3.69 3.78 3.88 3.98 4.07 4.17 4.27 4.37 4.48 4.58 4.68 4.78 4.98 5.01 5.11 5.35 5.58 5.80 6.10 6.50 7.30 8.20 100

0.1 (+)
3.09 3.24 3.39 3.55 3.72 3.90 4.08 4.28 4.48 4.69 4.92 5.16 5.40 5.64 5.91 6.18 6.48 6.77 7.09 7.42 7.78 8.13 8.54 8.95 9.35 9.75 10.15 10.65 11.20 11.75 12.30 13.50 -

0.01 (+)
3.72 3.96 4.20 4.45 4.72 5.00 5.30 5.64 6.00 6.37 6.77 7.23 7.66 8.16 8.66 9.16 9.79 10.40 11.07 11.83 12.60 13.35 14.30 15.25 -

Coeficiente da Variação
0. .03 .06 .10 .13 .16 .20 .23 .26 .30 .33 .37 .41 .44 .48 .51 .55 .59 .62 .66 .70 .74 .78 .82 .86 .90 .94 .98 1.03 1.08 1.12 1.22 1.33 1.44 1.57 1.70 2.10 2.50

1.000 10.000

TEMPO DE RECORRÊNCIA ( ANOS )

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

27

Qd. - 5.4.2

Método de HAZEN

Análise Estatistíca
RIO: Muriaé Posto: Cardoso Moreira

Ano de ocorrência

Vazões Q (m3/s)

Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24

Vazões em ordem decrescent e (m3/s) 1,005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263

Tempo de recorrência

Probabilidade

(Q − Q ) (Q − Q ) 2 (Q − Q) 3

TR =

n m − 1

P =
2

100 TR

%

1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978

338 588 1,005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422

433,58 291,58 167,58 162,58 112,58 102,58 94,58 89,58 42,58 16,58 16,58 0,58 -0,42 -1,42 -9,42 -35,42 -97,42 -115,42 -133,42 -149,42 -180,42 -233,42 -266,42 -308,42

187.991,62 81.509,407 85.018,90 24.789,811 28.086,06 26.432,26 12.674,26 10.552,66 8.945,38 8.024,58 1.813,06 274,90 274,90 0,34 0,18 2,02 88,74 1.254,58 9.490,66 13.321,78 17.800,90 22.326,34 32.551,38 4.706,662 4.297,357 1.426,868 1.079,415 846,054 718,842 77,200 4,558 4,558 -3 -836 -44,437 -924,580 -1.537,600 -2.374,996 -3.336,002 -5.872,920

48,00 16,00 9,60 6,86 5,33 4,36 3,69 3,20 2,82 2,53 2,29 2,09 1,92 1,78 1,66 1,55 1,45 1,37 1,30 1,23 1,17 1,12 1,07 1,02

2,08 6,25 10,42 14,57 18,75 22,92 27,08 31,25 35,42 39,58 43,75 47,92 52,08 56,25 60,42 64,58 68,75 72,92 77,08 81,25 85,42 89,58 93,75 97,92

54.484,90 -12.717,865 70.979,62 -18.910,390 95.122,90 -29.337,805

N = 24

∑ Q = 13,714
∑ (Q − Q) 2 = 687.482,92 ∑ (Q − Q)3 = 44.403,258

Q = 571,42 σ n-1 = 172,89

C V = 0,302 C A = 0,374 C S = 0,506

5 98 95 90 PROBABILIDADE DE OCORREREM DESCARGAS MAIORES .000 100 1.2 DESCARGA .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 28 Figura 5.T (ANOS) .25 2 2.Q (m³/s) 1.01 1.5 0.8 98.5 5 10 20 60 100 200 500 TEMPO DE RECORRÊNCIA .000 99.005 1.P (%) 80 70 60 50 40 30 20 15 10 5 VALORES OBSERVADOS X VALORES CALCULADOS 1 0.002 1.4 10.

A distribuição LP-III tem a seguinte expressão de distribuição de probabilidade: cx x − f ( x) = p(1 + ) a a onde: x = desvios da variável em relação ã moda.PEARSON TIPO III (LP III) A distribuição de Log-Pearson Tipo III (LP-III) constitui-se de uma variação da distribuição de Pearson Tipo III onde são calculados os logaritmos das descargas.5. X = média dos logaritmos das descargas da série disponível. A média dos logaritmos das descargas é obtida pela expressão X= ΣX n onde: X = média dos logaritmos das descargas. MÉTODO DE LOG . .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 29 5. função do coeficiente de assimetria e da probabilidade não ser exedida. adotando-se o mesmo ajustamento da distribuição de Pearson III.5.5. p.2. cujos valores são apresentados nas tabelas dos Quadros Qd-5. σ = desvio padrão dos logaritmos das descargas da série disponível? K = fator de freqüência.5.1) onde: Q = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto.1 e Qd-5. a e c = parâmetros obtidos dos dados amostrais. Na prática pode ser utilizada a função de distribuição cumulativa segundo a expressão: log Q(t ) = X + Kσ (equação 5.

e (ΣX ) 3 = somatório dos logaritmos das descargas elevado ao cubo. Conforme apresentado no método de Hazen. F= 1 + 8. (ΣX ) 2 = somatório dos logaritmos elevado ao quadrado. deverá ser multiplicado pelo fator de correção. n = número de anos de observação. e n = número de anos de observação. O desvio padrão é obtido por: σ= Σ( X − X ) n−1 2 = ΣX 2 − ( ΣX ) 2 / n n−1 em que: ΣX 2 = somatório dos quadrados dos logaritmos das descargas. o coeficiente de assimetria. em razão do pequeno número de amostras. dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido: CS = CA + 8 .5/n. O coeficiente de assimetria é obtido pela expressão: CA = n 2 ( ΣX 3 ) − 3n( ΣX )( Σx 2 ) + 2( Σx 3 ) n( n − 1 )( n − 2 )σ 3 onde: CA = coeficiente de assimetria.5 n A probabilidade de não ser excedida e o período de recorrência correspondente devem ser obtidos pelas expressões: . ΣX 3 = somatório dos cubos logaritmos das descargas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 30 ΣX = somatório dos logaritmos das descargas da série de máximas anuais.

5. 5. A curva de ajustamento estatístico pode se apresentar com três formas distintas em função do coeficiente de assimetria obtido. e se negativo.5. a curva terá sua concavidade voltada para cima. Para a verificação da qualidade do ajustamento estatístico. são representados os valores dessa distribuição em papel log normal.a saber: se for nula a forma será de uma reta.5.5.5. m = número de ordem da série anual. . organizada de forma decrescente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 31 P = 100( 1 − m 1 ) em %. se o coeficiente de assimetria for positivo. tem como objetivo facilitar a compreensão da metodologia exposta. Os quadros 5. tendo nas ordenadas as descargas e nas abscissas a probabilidade de não exceder e os correspondentes tempos de recorrência (ver Fig.3 apresentados como exemplo ilustrativo.1.5).2. e TR = ( ) × 100 100 − P n−1 onde. a curva terá sua concavidade voltada para baixo.

912 2.339 1.088 4.148 -0.910 1.164 -0.829 3.856 -0.CA 0 0.811 3.499 3.3 0.752 -0.880 1.337 1.1 0.254 -0.839 1.401 3.271 3.799 -0.842 -0.282 -0.284 1.850 3.341 1.0 -0.763 2.705 3.107 2.990 -0.233 3.836 0.041 3.088 2.606 2.0 2.292 1.298 4.371 5.8 2.00 96.859 1.616 -1.2 2.388 3.0 2.851 -0.193 2.673 1.423 -1.282 1.818 1.956 4.0 1.116 -0.891 2.487 3.000.168 6.645 -1.660 -1.962 1.178 -2.670 2.967 1.806 -1.777 -0.8 0.846 -0.215 5.498 2.307 -0.939 1.424 5.910 1.949 -0.905 -0.329 1.5 3.881 -0.521 3.706 2.832 -0.303 1.0 -2.00 99.180 20.609 3.850 -0.152 .449 -1.844 -0.799 -0.6 0.856 2.6 1.853 -0.018 2.195 -0.586 -1.453 2.05 5.576 2.705 0.0 1.785 1.317 1.25 20.2 0.642 5.00 0.122 3.700 1.842 0.8 2.970 500.340 1.054 2.9 1.2 1.548 7.5.609 0.225 -0.588 -1.366 3.990 4.329 1.889 3.219 2.132 3.666 3.856 -0.797 1.0 0.993 2.051 200.00 50.012 2.555 -1.815 5.574 0.626 2.605 3.01 1.733 -1.359 2.728 6.957 3.0360 -0.00 95.301 1.458 -1.955 -1.938 1.00 99.00 98.00 99.197 -1.808 0.083 -0.311 2.969 4.877 1.518 0.542 2.0 1.4 1.661 3.023 3. 5.790 0.845 4.995 2.855 -0.090 3.651 4.730 3.326 -2.981 1.645 1.243 -1.665 1.067 -0.330 -.675 0.033 -0.253 -2.093 -1.020 -0.726 1.00 90.159 2.553 4.006 2.095 5.790 -0.491 -1.317 -1.147 4.132 -0.407 2.0 Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) 1.524 -1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 32 Qd.4 0.168 -1.163 2.318 -1.817 -0.643 0.0 1.854 -0.333 1.5 2.000 3.733 0.531 4.774 1.377 3.261 2.544 2.472 2.017 -0.880 -1.9 3.751 1.848 2.857 -0.750 1.223 3.686 2.779 4.0 2.152 100.824 0.396 5.239 2.323 4.318 1.864 2.00 80.099 -0.7 0.780 0.312 3.857 -0.128 2.1 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Coeficiente de Assimetria .878 3.245 4.250 1.800 0.816 0.050 -0.003 25.326 2.849 1.755 2.353 -1.104 -2.444 4.769 0.949 3.0 -1.336 1.830 0.278 50.819 1.211 2.244 3.087 -0.711 -0.400 2.999 5.323 1.043 2.5 0.758 0.388 4.262 2.048 3.029 -1.389 -1.00 99.420 10.780 2.970 3.0 -0.908 6.309 1.100 4.615 2.149 3.205 1.667 1.

549 1.017 2.051 1.6 -1.201 2.667 .945 0.855 0.949 0.380 1.959 0.994 0.491 1.00 98.407 1.679 1.00 50.023 -3.880 1.885 0.178 2.086 1.990 0.318 1.850 0.830 -0.817 0.797 -1.0 1.116 1.769 -0.2 -2.955 1.420 2.5 2.169 2.667 200.489 1.837 -0.351 1.216 1.2 -0.243 1.353 1.777 0.824 -2.660 20.890 1.029 1.128 1.995 0.856 0.726 -1.544 -2.606 1.0166 0.268 2.5 -0.882 0.271 -3.616 1.399 2.705 -3.01 1.528 1.816 -0.069 0.980 0.9 -1.0 -1.665 25.846 0.501 1.606 1.740 1.859 -1.586 1.669 2.482 2.195 0.790 0.307 0.780 -0.035 1.957 -3.003 1.711 0.574 -0.389 1.282 1.197 1.00 96.643 -0.5 -3.006 -2.231 1.CA -0.050 0.0 -1.837 1.132 0.492 1.770 0.200 1.000 1.1 -0.800 0.663 1.000.00 90.238 1.6 -0.9 2.083 0.720 1.216 1.716 1.4 -1.0 -2.637 2.609 -0.852 0.999 0.891 -2.839 -1.294 2.799 0.067 0.905 0.908 0.517 2.00 0.057 1.819 -1.458 1.317 1.665 50.700 -1.00 99.107 0.806 1.857 0.449 1.675 -0.00 80.749 1.394 1.0 1.909 0.198 1.524 1.518 -0.798 0.895 0.533 2.733 1.800 -0.2 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) Coeficiente de Assimetria .087 0.147 1.750 -1.705 -0.854 0.667 500.793 0.108 2.877 -1.907 0.790 -0.093 1.4 -0.423 1.938 -1.666 100.016 1.245 1.998 0.019 0.777 1.148 0.116 0.926 1.05 5.752 0.757 2.660 1.673 -1.400 -2.686 -2.5.0 1.225 0.824 -0.104 2.899 2.832 0.842 1.808 2.755 -2.472 -2.664 1.388 2.799 0.945 1.25 20.00 99.2 -1.0 -0.097 0.253 2.164 0.366 1.800 0.643 1.910 -1.499 -3.140 2.808 -0.900 0.3 -0. 5.733 -0.758 -0.962 -1.615 -2.258 1.0 1.00 99.254 0.567 1.270 1.888 0.8 -2.577 1.0 -2.0 2.099 0.105 0.012 -2.116 1.283 2.399 2.00 95.388 -3.800 0.281 0.948 2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 33 Qd.786 1.231 1.996 -2.8 2.844 0.379 1.00 99.360 0.845 -4.774 -1.396 5.636 10.550 1.149 -3.7 -0.270 1.448 1.948 1.330 0.041 0.033 0.844 0.166 1.856 0.981 -1.183 1.605 -3.0 2.555 1.834 1.168 1.667 1.858 0.588 1.0 0.8 -0.

32 1.7739 7.5.00 12.8562 27.1380 CA = 0.00 32.7194 6.33 6.9478 20.2291 8.1735 15.47 1.6695 7.39 1.00 44.7566 2.6202 8.5334 3 X = 2. 5.00 56.6253 2.00 76.0013 7.50 8.0132 8.3089 23.14 1.9652 20.9720 7.7882 2.8287 2.6330 22.8202 2.19 1.09 1.7292 2.8923 6.00 8.6415 2.0375 8.4518 CS = 0.5610 7.4178 16.6749 21.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ X = 65.00 64.7559 2.3954 6.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 3.00 52.5337 22.6590 2.7694 2.00 40.3325 14.6118 Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira .8686 2.1580 18.17 3.04 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 338 588 1.57 3.00 20.3277 19.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 34 QD.8351 2.00 60.7694 2.2122 8.5948 7.0594 25.9535 7.1717 5.00 36.6828 ∑ X2 = 180.5088 22.27 2.00 88.00 48.00 16.08 1.6758 2.1598 7.4843 2.2396 21.9360 2.00 28.00 72.00 92.00 25.5922 2.25 1.9774 6.7869 22.8657 2.7497 2.00 4.4306 18.5960 7.79 1.25 5.6064 23.5289 2.6695 7.13 2.7574 2.4200 Ano de ocorrência Vazões Q (m3/s) * X2 X3 P = 100 − m % n +1 TR = ** 1 × 100 100 − P (anos) 9.00 4.4306 21.50 2.00 24.1975 ∑ X = 495.7368 σ n-1 = 0.7991 18.2396 20.8235 2.9004 20.6032 7.7909 20.0944 17.56 1.1717 96.00 84.3 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III Análise Estatística Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Vazões em Logarítmos ordem das decrescent vazões e X = Log Q (m3/s) 1.00 68.00 12.00 80.0022 2.4483 7.67 1.0701 6.92 1.78 2.

permitindo construir os fluviogramas típicos de vários tempos de recorrência. Para esse procedimento anota-se. construindo-se o fluviograma tipo com o acréscimo de deflúvio de certa freqüência. . para cada enchente observada. segundo a sua ocorrência mais freqüente. o intervalo de tempo entre o início do período de ascensão das descargas e o pico da enchente. ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES Quando se deseja conhecer a forma de fluviograma de enchente de vários períodos de recorrência.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 35 5. torna-se necessário fazer a análise estatística das descargas médias ou dos volumes escoados em intervalos de tempo crescente e a associação dos acréscimos de volume escoados para a mesma freqüência.6.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 36 .

Na utilização do método do hidrograma sintético serão apresentados dois procedimentos de cálculo distintos. na maioria dos casos. que são as mais comuns. que são: − definição da chuva de projeto. devido à sua formulação mais simples e ser suficientemente preciso. como mais freqüentemente é designado. ou mesmo próximo à obra. especialmente tratando-se de bacias hidrográficas de pequena importância hidrológica. proposto por Snyder. − determinação da relação chuva-deflúvio. não se dispõe de dados fluviométricos do curso d'água envolvido. no hidrograma proposto por Snyder. leva à aparência de menor exatidão. cujas características se baseiam na generalização das condições médias de escoamento de numerosos estudos para os quais se dispõe de dados fluviométricos.S. com suas perdas. enquanto que. A aplicação do hidrograma unitário sintético compreende três fases principais distintas. MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO GENERALIDADES Para o dimensionamento de pontes ou bueiros rodoviários. porém com suas principais características definidas a partir do comprimento e da declividade do curso d’água. a saber: . desprezando-se as imprecisões de sua avaliação. Na realidade o hidrograma unitário do Soil Conservation Serviço baseia-se no conceito do tempo de concentração. Soil Conservation Serviço. Para aplicação prática. desenvolvido pelo U. esse conceito não considerado na sua formatação.1. possui uma formulação muito complexa. O hidrograma unitário sintético. Nesses casos a metodologia de cálculo mais indicada refere-se à aplicação do fluviograma ou hidrograma unitário sintético. cujas validados sãos duvidosas em regiões onde os modelos não tenham sido suficientemente comprovados. adota-se com mais freqüência o hidrograma unitário triangular. que posteriormente será apresentado. A imprecisão decorrente da simplificação dos parâmetros de cálculo toma-se pouco significativa frente à incerteza na definição de outros fatores como o tempo de concentração e a relação chuva-deflúvio. − cômputo do hidrograma total.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 37 6 6. somando-se o produto dos excessos de precipitação pelas ordenadas do hidrograma unitário.

para as enchentes maiores predomina o efeito de amortecimento das pontas de descargas. pois tem-se observado que as descargas máximas crescem proporcionalmente mais com os excessos da precipitação que lhes dão origem. VALIDADE A aplicação do hidrograma unitário é discutível. denominada deflúvio superficial direto. Verifica-se que para as pequenas enchentes predomina o escoamento sub-superficial. contrariando o princípio básico do hidrograma unitário. de escoamento mais lento. que inclui as chuvas antecedentes. O procedimento A distingue-se pela inclusão de chuvas antecedentes à fase mais intensa da chuva de projeto. resultam descargas máximas crescendo mais rapidamente que os deflúvios totais a elas relacionados. não considerando as chuvas antecedentes.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 38 − Procedimento A. levando em conta. antes descrito. e a outra. enquanto para as enchentes maiores o escoamento superficial direto é proporcionalmente maior. o que pode ser explicado pelo fato do deflúvio superficial ser composto por duas partes. destaca-se a diferença de tratamento dados aos dois procedimentos de cálculo. Na descrição dos diversos fatores que intervêm no cálculo da enchente de projeto. para as enchentes maiores. designada por deflúvio sub-superficial. cujo efeito é mais apreciável nos deflúvios resultantes do prolongamento da chuva. uma que escoa mais rapidamente. − Procedimento B . apresentada a seguir. Em conseqüência. decorrente do transbordamento das calhas fluviais. verificam-se as imperfeições da aplicação do hidrograma unitário sintético. Com a descrição desses efeitos cuja predominância. Com esse procedimento pretende-se diminuir a importância da umidade do solo no inicio da tempestade. como . Por outro lado. além do efeito amortecimento das margens baixas. Somente um modelo paramétrico bem estruturado pode simular as enchentes de uma bacia mais próxima de seu comportamento real.2. O procedimento B tem sido utilizado com mais freqüência nos meios técnicos do Brasil. em diversos níveis de descargas. varia a cada caso. Esse é um efeito contraditório ao comportamento do deflúvio superficial direto e do subsuperficial. 6. nos rios de margens baixas. a participação desigual do deflúvio superficial direto e do sub-superficial.

Quando não há dados pluviográficos nas proximidades do local da obra deve-se recorrer a dados bibliográficos. 25 . das obras rodoviárias. que em geral não são muito abundantes. fornecendo para os 98 postos pluviográficos tratados.3.1) sendo K = TR α + β / TR 0 .3. 4 horas. Essa precipitação relativa é definida pela expressão: P = K × [at + b log( 1 + ct )] (equação 6.1. do Engº Otto Pfafstetter. 12 horas. obtidas de registros em pluviômetros. Essa análise pode ser complementada com o estudo estatístico das chuvas de: 2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 39 se ocorressem dois hidrogramas unitários simultâneos com descargas máximas nitidamente diferentes. CHUVA DE PROJETO RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQUËNCIA A aplicação do hidrograma unitário sintético requer normalmente o conhecimento de precipitações para durações inferiores a 24 horas. tendo uma participação variável. entre os quais destaca-se o livro "Chuvas Intensas no Brasil". Por vezes essa análise estatística já foi elaborada para o posto de interesse do projeto. procurando o posto mais próximo e com características meteorológicas mais semelhantes às da área em estudo. 4. a precipitação relativa. 6 horas. conforme a magnitude de enchente. 6. Para facilitar o uso dos dados foram organizadas tabelas.3. somente toma-se com dados fluviométricos confiáveis. 2 horas. Havendo dados pluviográficos na proximidade do local da obra. pontes e bueiros. de importância hidrológica pouco significativa. 6. convém efetuar a análise estatística das precipitações intensas para durações de 5 minutos. 6 e 8 dias consecutivos. que desenvolveu equações de chuva para diversos postos pluviográficos no Brasil. no entanto. para diversas durações e períodos de recorrência da chuva. o que em geral não se dispõe nos projetos de drenagem superficial. 15 minutos. resultantes do estudo estatístico de dados pluviográficos. 1 hora. 24 horas e 48 horas. Tal procedimento.

e de 15 minutos. em milímetros. Os valores de a. A correlação entre as precipitações de 24 horas e as de menor duração com igual freqüência é mais inadequada.1. pode-se admitir que o fator de precipitação varia pouco para diversas durações da chuva. TR período de recorrência. geralmente bem definida.08 0. porém. Para tanto transforma-se a precipitação de um dia com o período de recorrência de 10 anos.08 α β em que t é a duração da chuva.08 8h 0. a seguir.1. em horas.08 4d 0. e P é a precipitação. todos localizados na costa atlântica.3.08 1h 0. as linhas de tendência das precipitações relativas de 24 horas duração de 1 hora. b e c dependem do posto considerado e α e β são dados na tabela seguinte Para os diversos postos do Brasil. Quando não existem dados pluviográficos nas proximidades da obra. Essa curva interpolada deve conter a precipitação relativa achada para 24 horas.08 2h 0. Um procedimento mais consistente seria interpolar uma curva.166 0.122 0. com dados diários de leituras de pluviômetro.08 24h 0.166 0.108 0 15min 30min 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 40 t 5min 0. Posto nº 93 – Ubatuba. na precipitação equivalente de 24 horas.08 4h 0.08 2d 0.. Posto nº 75 – Santos. multiplicando-a pelo fator 1. consoante a equação 6. em primeira aproximação. mas dispõe-se de pelo menos um pluviômetro com o mínimo de 10 a 15 anos de observações. em anos. Destacam-se como aquelas de maior potencialidades de formação de chuvas intensas de curta duração as determinadas para os postos: Posto nº 74 – Santos – Itaperuna.156 0. Posto nº 53 – Paranaguá.13.17 0. foram estabelecidas na figura 6. correspondentes ao tempo de recorrência e às durações desejadas.3. entre um grupo de curvas regionais representativo do caso em estudo.176 0. obtem-se a precipitação relativa do posto examinado.156 0.138 0. pode-se correlacionar a precipitação a um posto pluviográfico através de um estudo estatístico de um posto representativo. Dividindo essa precipitação pelo valor do posto de referência. também para o período de recorrência de 10 anos e mesma duração.08 6d 0. .152 0. referidas ao número do posto analisado.174 0. Com isto basta multiplicar a precipitação relativa para 24 horas pelas precipitações relacionadas para o posto de referência.

Os conceitos expostos nesse capítulo aplicam-se indistintamente para o procedimento A. como para o procedimento B.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 41 Para determinação de outros pontos basta multiplicar as precipitações da curva de chuva interpolada para outras durações pelas precipitações do posto de referência. que inclui as chuvas antecedentes. desprezando as chuvas antecedentes. utilizado com maior freqüência. .

8 TR = 10 ANOS TR = 10 ANOS 1.8 0.0 74 1.4 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 1.6 1.4 1.0 1.6 1.2 Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 40 46 28 Figura 6.2 1.8 60 61 33 51 27 16 96 22 47 72 55 56 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 15 MINUTOS 1.2 1.4 53 94 52 1.6 0.8 1.6 0.8 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 42 .8 1.3.6 0.6 93 75 1.6 1.2 77 57 38 73 50 4 2 88 64 1.8 1.4 93 1 92 64 58 16 57 90 9 50 39 79 77 65 22 15 51 60 72 61 33 15 96 47 42 36 28 46 40 27 29 4 64 53 75 94 1.8 0.0 2.1 Comparação das Precipitações Relativas 0.6 0.2.0 1.0 1.0 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 1 HORA 29 52 43 42 0.

numa seqüência que será discutida em capítulo subseqüente.6. que compõem a tempestade de projeto.2.5 anos de observação .1 mostra as precipitações registradas nos 31. SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS Nos noticiários sobre calamidades públicas. excedeu determinados valores tomados como base para seleção.-Niterói. dispostos ao longo do tempo. sempre há uma duração para a qual a precipitação é a de freqüência mais rara e as precipitações de durações maior ou menor são de períodos de recorrência menores. pode-se avaliar a redução da potencialidade da chuva de uma tempestade tendo valor crítico para uma duração diferente da considerada. Esses acréscimos de precipitação. não devem corresponder ao período de recorrência igual ao escolhido para a enchente de projeto. pelo menos uma das precipitações registradas para diversas durações. uma tempestade excepcional é normalmente considerada como a precipitação que ocorreu com uma determinada duração.3. o quadro Qd. resultará uma enchente consideravelmente maior à que ocorre na natureza com o período de recorrência de projeto. nas quais. subentendendose que essa foi a situação mais critica e que as precipitações para outras durações foram menos extraordinárias. Os registros de tempestades observadas demonstram que as precipitações ocorridas em diversas durações numa mesma tempestade são de severidade e freqüência variáveis e assim. consultando-se os registros originais de vários postos que serviram para sua elaboração.3. Se assim for procedido. Dessa forma fez-se a análise estatística das precipitações observadas em diversas durações e pertencentes a uma mesma tempestade. Para um determinado posto pluviográfico separam-se inicialmente as maiores tempestades. iniciando com o posto nº 48 . Assim. A tempestade que servirá para o cálculo da enchente será composta de acréscimos de precipitação para durações crescentes. especialmente quando for incluído no cálculo um longo período de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. no exemplo de Niterói. A distribuição estatística das precipitações de diversas durações que ocorrem simultaneamente na mesma tempestade deve ser deduzida da análise de registros de dados observados. Comparando-se esse resultado com a análise estatística das precipitações de várias durações que não pertenciam necessariamente às mesmas tempestades. Para esclarecer esse conceito são apresentados a seguir exemplos ilustrativos referidos aos postos pluviográficos estudas pelo Engº Otto Pfafstetter.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 43 6. numa tempestade.2.

Isso significa que a potencialidade para a formação de chuvas intensas decresce com a duração de referência DR. para as diversas durações. geralmente.2 reúnem as 4 maiores tempestades para as durações de referência de 5 minutos a 48 horas. a precipitação excedeu os valores base indicados no alto do quadro.6. com duração DR.2. designada por duração de referência DR. Em seguida obtem-se a média aritmética das precipitações observadas nessas 3 a 10 maiores tempestades separadas para cada duração de referência. pois os valores observados não excedem à base escolhida naquela coleta. Observa-se nesse quadro que o valor máximo em cada coluna corresponde a uma duração de referência. as tempestades que forneceram as precipitações máximas. para uma das durações analisadas. relacionadas no quadro Qd-6. No quadro Qd-6.2. o que corresponde à duração de . obtidas do quadro geral Qd.4. DR.2 admitiu-se.1 e Qd-6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 44 pluviográfica para as tempestades em que.2. os dados originais não fornecem as precipitações correspondentes. porém. DR.1.3. afastando-se da duração considerada.2.3. cujas precipitações foram analisadas e para várias durações de referência. que nesse campo figurava a base adotada para a coleta de dados originais. conforme afasta-se da duração de referência. pelo menos.3.2. obtem-se os fatores de simultaneidade. as médias para as quatro maiores tempestades figuram no quadro Qd6. Nos campos ressaltados.2.3. FS.3.6. Isso acontece porque.3. Assim.3 pelas máximas das médias da mesma coluna.1 os valores de uma mesma coluna são numerados em ordem de magnitude decrescente. entram em cada grupo novas tempestades cujas precipitações na duração DR passam a participar das 4 maiores selecionadas.2. Quando aparece um traço nos quadros Qd. conforme se vê no exemplo. Nota-se que algumas tempestades aparecem simultaneamente para duas ou mais durações de referência. No exemplo de Niterói.2.3. Esses fatores de simultaneidade dão assim a redução das precipitações de uma tempestade para diversas durações em relação ao valor máximo. Para cada duração.1 ou Qd6.6. para o cálculo da média.2. participam em menor número entre as tempestades escolhidas.3. onde a duração de referência é igual à duração considerada. Dividindo as precipitações médias do quadro Qd.2.DR. são selecionadas nesse quadro de 3 a 10 tempestades cujas precipitações foram as maiores para essa duração.3. portanto menor que a base usada na presente seleção. onde foi apresentado um risco. a qual é próxima de 50%.2.2. igual ou próxima da duração analisada. DR. no exemplo de Niterói. os quadros Qd-6. correspondentes à linha em diagonal.2.3.

os fatores pelo quais devem ser multiplicadas as precipitações de certa duração D e período de recorrência.6.6. para as maiores tempestades observadas no conjunto dos 98 postos considerados no livro “Chuvas Intensas do Brasil” abrangendo cerca de 1. entre a duração considerada e a duração de referência.3. Efetuou-se por isso uma análise do fator de simultaneidade. observa-se em geral uma grande dispersão dos resultados. do quadro Qd.2. Representaram-se os fatores de simultaneidade. com dados pluviométricos de chuvas de até 6 dias.4 num gráfico de graduação semi-logarítmica. para a relação D/DR = 1. O tempo de recorrência desses fatores de simultaneidade é dado pelo número de anos de observação do posto considerado. conforme mostram os valores de uma mesma linha do quadro Qd. recomendando-se um valor igual á metade do tempo de concentração. 3. procurou-se estender o estudo para durações maiores. mencionados como do mesmo posto. Os fatores de simultaneidade são. Seu valor é máximo (FS=1) quando essas se igualam (D = DR). FS. simultaneamente. De qualquer modo foi possível confirmar a tendência das chuvas para uma assíntota horizontal. da curva normal.2. portanto.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 45 referência. em função da relação D/DR. Sobressai. em função de sua duração.3. Os fatores de simultaneidade definem a redução da potencialidade das chuvas que ocorrem numa mesma tempestade. a forma em sino. quando a relação D/DR fica muito grande Observou-se certa dependência entre o fator de simultaneidade.4. Ligando-se os pontos correspondentes a uma mesma linha do quadro Qd. dividido pelo número de tempestades selecionadas.4 por uma linha poligonal.2. no entanto.3. Para melhor conhecimento da conformação no extremo direito do gráfico. 6. PS. com o máximo igual a l.3.3.2.6.6. .2. Os resultados não são muitos coerentes devido à diversidade de posição e do período de observação dos aparelhos pluviométricos e pluviográficos. PS e o período de recorrência das tempestades examinadas. A duração de referência deve ser escolhida de modo a ser a mais representativa para a bacia hidrográfica em estudo. TR para que elas possam corresponder em média. a uma tempestade que produza uma enchente com o mesmo período de recorrência TR O fator de simultaneidade para uma determinada duração D depende do valor da duração de referência DR. semelhante ao da Fig. e a tendência para uma assíntota horizontal em ambos os extremos.800 estação/ano de dados pluviográficos. A unidade para a medida dessa potencialidade é a precipitação média na coleta efetuada para uma duração de referência igual à duração considerada e é representada pelo valor máximo de cada coluna do quadro Qd.

D a duração considerada e DR a duração de referência. 6. FS = C1 ( 1 − C 2 ) ⎛ D C1 + log 2 ⎜ ⎜D ⎝ R ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ + C2 sendo FS o fator de simultaneidade.5 e C2 = 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 46 Os estudos efetuados para um grupo de postos individuais representativos e para o conjunto dos 98 postos pluviográficos do Brasil permitiram sintetizar os resultados na expressão geral. O efeito da simultaneidade das chuvas numa mesma tempestade não tem sido considerado no procedimento de cálculo B . o efeito da simultaneidade reflete pouco sobre o valor da descarga máxima. representando a expressão citada apenas uma situação media. que é o tempo de recorrência aproximado do 4° valor dos dados de Niterói. Como esse procedimento só leva em conta as chuvas antecedentes num período muito curto do pico da tempestade.5 e C 2 = 0 . para que se possa apreciar a qualidade do ajustamento. aparecem destacados na Fig. . com o aspect: C1 = 1.3. Para tempos de recorrência entre 5 e 200 anos pôde se estabelecer a lei geral aproximada. Convém notar que o estudo de simultaneidade das precipitações forneceu resultados bastante dispersos.9 anos.5/4) ou TR= 7.40.57 TR −0 .2.18 Os valores dessa expressão para TR= (31. Para os postos individuais com tempo de recorrência próximo de 7 anos resultaram os valores médios C1 = 1.

5 26.5 51.3 85. .1 72.5 20.4 122.1 114.0 27.7 10.0 63.9 82.5 40.5 38.9 188.9 66.1 135.4 146.7 40.0 50.0 22.0 49.1 150.2 70.2 65.3 85.6 11.4 86.8 30.8 20.0 27.2 51.0 22.0 53.8 109.4 150.1 55.5 66.9 69.2 4 2 1 3 8h 102.8 229.0 107.0 64.8 122.8 107.0 70.1 130.7 74.8 21.0 53.4 22.2 .2 3 4 1 2 4h 80.4 36.6 37.0 79.0 93.0 34.5 98.0 15.3 66.2 40.7 10.1 40.0 31.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 47 Qd.3 116.7 53.7 15.0 33.0 45.8 26.3 113.9 113.0 53.0 40.0 115.0 82.3 57.0 58.0 88.2 127.0 21.5 129.0 30.9 70.0 23.2.8 132.8 32.5 27.1 71.4 172.5 113.8 2 4 3 1 2h 49.2 52.2 20.5 96.5 16.2 3 2 1 4 12 h 118.5 54.5 126.1 29.1 144.0 33.5 49.0 16.3 50.0 26.8 83.5 13.8 152.0 136.4 67.7 41.8 33.0 36.4 86.1 37.5 66.7 229.8 56.4 86.9 32.7 53.8 65.7 54.0 122.4 116.9 4 3 1 2 48 h 125.0 4 2 1 3 15 min 19.0 34.0 61.9 80.0 27.0 13.0 26.0 61.1 Data de Início da Chuva ano 21 22 22 24 24 25 27 28 28 29 31 35 36 39 40 42 44 47 48 50 50 50 51 52 mês 1 3 4 1 4 2 1 2 3 2 2 4 3 11 11 1 1 1 1 4 4 12 5 4 dia 13 30 7 30 3 3 14 26 2 21 6 27 3 7 27 30 17 24 30 3 26 6 3 23 4 2 3 1 Precipitações para Intervalo de tempo Valores Base ( mm ) 14.0 49.5 54.1 27.9 121.2 16.3 79.6 3.2 98.0 33.7 69.7 26.0 18.7 79.2 104.3 124.0 9.0 84.8 145.8 70.9 59.0 40.2 2 4 1 3 24 h 122.7 33.8 105.7 229.8 46.1 66.9 53.5 2 4 3 1 1h 30.0 15.5 33.0 40.3 106.5 83.5 61.0 61.0 61.0 131.5 65.5 126.4 86.5 214.6 149.3 79.8 150.4 61.5 14.2 19.3 79.0 112.2 9.4 84.5 50.0 52.0 Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.9 33.2 9.7 9.5 35.5 47.5 52.0 11.2 115.2 53.0 46.5 138.5 24.0 64.2 76.0 90.8 88.4 3 2 1 4 30 min 24.1 96..8 38.0 46.0 18.7 118.2 59.2 61.0 53.2 140.6 35.0 161.3 85.0 122.

7 9.2 135.0 38.9 96.5 66.7 24 h 122.5 20.0 13.9 122.5 116.2 76.4 104.2 136.0 61.0 10.0 40.0 61.5 52.8 33.1 106.0 38.5 138.0 16.8 40.0 21.0 122.0 40.2 61.8 16.5 61.0 66.2 1h 11.4 86.0 20.2 67.0 52.2 122.0 33.2 98.7 136.9 96.7 67.2 96.2 76.0 84.0 64.1 59.0 15 min 36.5 .0 58.0 66.9 149.4 115.2 2h 11.6 13.1 61.2 115.0 55.5 127.5 61.-6 3.1 135.0 61.1 106.0 36.2.1 61.8 70.0 72.5 59.(I) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 21.5 138.0 61.0 122.0 52.0 65.8 86.7 61.9 58.5 116.5 86.7 66.0 30.5 66.7 96.2 66.0 40.4 229.4 98.2 113.4 22.5 66.3 66.8 22.5 84.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 48 Qd.7 76.0 96.1 58.0 36.9 66.0 30 min 47.0 55.4 22.8 145.5 1h 59.5 66.0 38.5 74.0 47.0 229.0 113.0 61.8 229.1 72.9 126.2 104.4 31.5 214.0 61.0 13.5 48 h 122.8 145.5 52.7 66.0 61.0 53.2 122.7 66.7 66.0 40.2 98.5 30 min 20.5 116.5 38.8 70.2 63.5 61.0 61.1 33.4 67.8 46.9 149.0 16.0 86.5 96.2 115.2 61.0 96.2 113.0 127.8 61.0 122.0 31.0 47.2.0 107.0 130.5 8h 113.9 126.9 5 min 20.1 40.0 82.4 126.0 55.9 61.0 113.5 61.7 11.0 21.9 64.0 144.5 96.0 4h 113.0 64.0 26.8 40.2 122.8 29.0 107.2 66.2 82.2 130.2 82.0 16.5 15 min 20.5 31.0 64.2 104.2 20.7 14 h 122.0 61.0 116.0 61.5 52.0 2h 66.0 52.0 10.1 122.0 61.0 52.

2 86.8 53.0 22.0 86.4 53.8 172.1 20.8 40.4 122.0 90.8 33.8 72.4 22.9 149.8 53.0 70.0 26.2 229.8 145.4 161.8 22.4 136.7 86.6 24 h 9.7 107.0 136.7 229.2 11.4 150.0 53.4 214.2 90.8 40.0 2h 86.7 65.4 130.4 152.1 106.5 214.0 116.4 130.4 161.8 135.6 14 h 9.0 113.0 24 h 229.8 72.7 9.1 20.4 152.4 22.0 32.4 50.0 106.2 144.6 15 min 22.7 65.2.5 116.4 188.5 127.0 33.4 14 h 229.0 229.1 20.7 129.2 8h 214.2 54.4 129.0 126.8 26.5 146.4 93.4 229.4 130.9 150.4 127.0 59.0 40.4 22.8 229.9 149.4 229.7 214.0 4h 144.1 22.5 116.0 48 h 229.5 144.0 152.-6 3.0 144.8 33.6 48 h 9.8 70.4 126.5 138.0 22.8 50.4 136.8 36.0 1h 53.1 57.4 135.7 10.6 8h 9.8 229.0 32.0 30 min 33.4 93.1 57.0 32.0 116.5 144.7 40.8 47.0 33.5 71.4 150.9 229.0 9.0 122.0 53.0 40.5 22.8 50.2 229.5 86.1 106.0 229.0 33.4 127.8 122.4 34.8 229.(II) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.0 72.0 122.0 90.5 146.2 116.4 229.8 70.7 107.0 145.1 20.4 135.9 229.0 150.4 149.8 161.5 107.2 65.0 54.1 86.6 10.8 40.4 229.5 71.4 129.5 229.5 66.0 144.4 188.0 116.7 21.0 11.8 145.0 .0 9.5 214.4 122.8 172.4 150.5 113.7 121.2 11.7 121.5 138.0 138.4 34.2 9.8 20.0 40.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 Qd.2.0 122.4 4h 10.0 40.1 20.0 214.

6 159.4 117.5 40.9 67.6 158.4 51.8 115.7 116.4 148.3 91.1 10.0 24 h 83.9 59.3 18.3 66.1 42.4 86.7 2h 56.4 64.6 15 min 33.1 162.2 84.8 155.9 61.0 18.8 66.7 86.1 10.3 1h 53.3 25.1 88.5 169.5 21.1 162.3 14 h 74.5 17.6 56.8 165.4 63.3 Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Médias das Precipitações para Intervalo de tempo Média das precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 18.5 88.9 100.3 56.3 127.3 148.9 80.3 11.7 36.9 84.1 140.7 169.5 105.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 50 Qd.6 4h 68.1 157.3 13.3 21.7 38.1 .5 48 h 87.4 8h 70.7 26.2 188.8 95.8 80.4 103.4 36.2 150.6 91.0 157.3 127.5 116.1 8.8 98.6 98.6 8.6 13.4 36.1 91.7 144.2.6 51.0 30 min 45.6 45.3 165.-6 3.8 122.1 188.6 26.4 27.6 17.8 88.7 38.7 61.3 26.7 114.6 103.0 36.1 94.1 59.0 160.5 169.8 169.9 156.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 51 QD.-6 3.2.4 Fator de precipitação para intervalo de tempo Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Fator de Precipitação ( % ) para os intervalos de tempo de: 5 min 100 95 95 72 61 71 55 55 47 47 15 min 91 100 100 76 72 70 59 59 48 49 30 min 88 100 100 87 82 78 71 71 51 51 1h 79 89 89 100 96 95 92 92 57 57 2h 62 71 71 94 100 97 97 97 60 60 4h 56 66 66 78 94 100 95 95 71 71 8h 47 57 57 67 95 97 100 100 86 86 14 h 45 55 55 65 93 96 100 100 97 97 24 h 49 58 58 68 92 93 98 98 100 100 48 h 47 55 55 62 85 85 90 90 100 100 .

analisando as precipitações diárias simultâneas em dois ou mais postos pluviométricos.3. com. No Brasil têm sido realizados alguns estudos de precipitação média sobre bacias hidrográficas de maior extensão. generalizada para durações maiores e menores. As curvas originais referem-se apenas às durações de 30 min.U. 3h. 1h. Enquanto as curvas originais foram apresentadas para áreas de até 1000 km2. o conhecimento da distribuição.5 2 . de modo a atender à sua aplicação mais ampla em conjunto com o hidrograma unitário sintético.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 52 6.E. não podem ser usadas diretamente no estudo de uma bacia hidrográfica. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA As precipitações de várias durações. em km2. 6. a expressão deve fornecer resultados satisfatórios até 5000 km2. enquanto a expressão ajustada foi estabelecida criteriosamente para durações maiores e menores. em área. 4 pluviógrafos e mais de 5 anos de observação. pois a precipitação média sobre uma área de certa extensão ê menor do que a de um ponto isolado. em horas. Os resultados desse trabalho foram expressos em escala semi-logarítmica na Fig. Acredita-se que essa expressão. 6h e 24h. A aplicação do fluviograma unitário requer.3. AR a área considerada. ajustando-se as curvas definidas pela expressão: FA = Y A Y = log ( R ) 0 . Recorreu-se assim aos resultados de extensivo estudo efetuado em 20 áreas diferentes nos E.U. de chuvas de duração mais curta.3.7 D + 1 ) Onde D é a duração da chuva. para igual freqüência. no entanto. definidas pela análise estatística das observações num posto pluviográfico. sendo Y = 35 log( 0 . atende com suficiente precisão ao objetivo do trabalho• .3. e FA a relação entre a precipitação média sobre a área e a precipitação de um ponto. pelo menos.

. especialmente para as bacias maiores.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 53 Examinando os resultados obtidos no Brasil para chuvas diárias. observa-se que eles fornecem valores de FA menores do que os indicados para a curva ajustada para 24h .

B.B.70 1h W.B.80 3h W.B. D = 30min.50 0. 1 10 100 1000 10000 .60 30min. W.B. 0. D = 5min.7 D + 1) 24h W. 0. D = 6h D = 3h 0.3. D = 1h 0.3 100 AJUSTAMENTO ÀS CURVAS DO WEATHER BUREAU: FA = y y + Log² (AR / 5) onde y = 35Log (0.40 D = 15min.90 D = 48h D = 48h D = 24h 6h W.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 54 Figura 6. 0.

isto é. No procedimento A escolheu-se para estes intervalos de tempo uma progressão geométrica de razão 2. 6. aproximadamente simétrica em relação ao valor máximo. A disposição desses acréscimos ê um tanto discutível. Para áreas menores admite-se que a chuva é uniformemente distribuída. com bacias hidrográficas inferiores a 25km². mais fracas. ocorrem principalmente na primeira metade de sua duração total. especialmente devido à alteração das condições de umidade do soio. deve representar satisfatoriamente uma tempestade com tempo de recorrência semelhante ao da enchente de projeto. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO Para o cálculo das descargas da enchente de projeto os acréscimos de precipitação de seqüência mais provável devem ser reagrupados. para formar a chuva que as provocam. os intervalos de tempo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 55 A expressão antes apresentada é válida somente para áreas AR maiores que 5Km². No procedimento de cálculo B. Por outro lado maiores deflúvios totais e maiores descargas máximas resultam de precipitações máximas após a metade da ocorrência total da chuva. antecedentes ao pico da enchente. FA = 1 − 0 . Consoante à Ref. 6. normalmente as precipitações mais intensas de chuvas observadas com menos de 12 horas de duração.3. devendo-se notar que ela afeta consideravelmente os resultados. Para reduzir o trabalho de cálculo.4. que não leva em conta as precipitações antecedentes. . o que não se dá na maioria das tempestades duradouras. No procedimento de cálculo B costuma-se empregar uma expressão mais simples. para os quais são determinadas as precipitações cujos acréscimos são agregados simetricamente em torno do valor máximo. Isso acontece porque as chuvas iniciais.10 log( A ) 25 e que não depende da duração da chuva e assume o valor mínimo de FA=1 para áreas A. adotamse geralmente intervalos de tempos iguais. podem crescer gradativamente. com a distribuição dos acréscimos de precipitação. proporcionam coeficientes de deflúvios maiores para os segmentos mais intensos que as sucedem. FA=1. Dessa forma uma distribuição de intensidades de precipitação.

é igual a 1/5 do tempo de concentração. 6. os acréscimos de precipitação são dispostos nos 6 grupos de 15 minutos. determinando a porção escoada como deflúvio superficial. no mínimo igual a 1 hora.4. por sua vez. o histograma das precipitações. 5 e os acréscimos menores seguintes são adicionados na sua ordem natural decrescente. . Na apresentação do presente trabalho admite-se que esse tempo de ponta seja igual a 4 vezes a duração da chuva unitária usada para compor os hidrogramas e que essa. A seqüência das diversas intensidades de chuva no tempo. são reordenados na seqüência 6. 4. de modo que só ocorre excesso de precipitação ou deflúvio superficial nos intervalos em que a intensidade de chuva excede largamente a taxa de infiltração e as depressões do solo começam a transbordar.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 56 Essa indicação. da sua cobertura vegetal e da umidade antecedente do solo. A taxa de infiltração decresce lentamente durante a chuva. no inicio da chuva considerada. O coeficiente do deflúvio é definido pelo quociente entre a precipitação efetiva e a chuva vertida numa tempestade. distinguindo-se das perdas por infiltração nas camadas mais profundas. na ordem mencionada. muitas vezes também designada como precipitação efetiva.4. Para durações unitárias inferiores a 15 minutos o tempo de ponta do pluviograma permanece constante. vindo a se reabilitar nos períodos secos. isto é. A absorção capilar na superfície do solo colabora de modo apreciável com as depressões superficiais para a retenção temporária das precipitações. que são mais lentas. 2. Os 6 maiores acréscimos de precipitação correspondentes aos primeiros intervalos de duração unitária iguais. 6. no máximo.1. conforme aumenta o tempo de concentração da bacia hidrográfica. dependendo da permeabilidade do solo. atua em conjunto com o processo de infiltração. Para durações unitárias menores que 15 minutos. embora com pouca clareza. contendo cada grupo valores crescentes antes do pico e decrescentes após este. 3. pode indicar que o intervalo entre o início das chuvas e o pico de tempestade deverá crescer. RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO CURVA DE MOCKUS A retenção de parte da chuva nas depressões do solo e sua infiltração são os principais fatores que afetam a relação chuva-deflúvio. 1.

adota-se uma classificação simplificada para exprimir a influência da superfície do terreno na formação dos deflúvios .1) que melhor atende aos objetivos de um projeto rodoviário. tratamento agrícola e para diversos grupos hidrológicos de solos. de modo geral. expresso em milímetro. Segundo extenso levantamento feito pelo U. P.2 S ) 2 P + 0 .2 S tem efeito predominante.fornecem a orientação para escolha do CN. Em razão das obras de engenharia não dependerem essencialmente da forma de utilização dos solos na produção agrícola. com o número de curva.2 S na expressão anterior do deflúvio D. Para chuvas fracas esse valor de 0. pode-se dizer que são crescentes com as precipitações. Ao procurar a relação entre chuvas e deflúvios deve-se recorrer de preferência à expressão de Mockus que define os deflúvios. classificados de acordo com sua permeabilidade. para chuvas mais fortes predomina a influência do parâmetro 0. através da expressão: S = 254( 100 ) CN − 1 O valor de 0. pode-se relacionar o valor de S. D. variável de 0 a 100. Apresenta-se dessa forma a tabela resumida (Qd-6. Escolhe-se o valor de CN. para diversos tipos de cobertura vegetal.1. fornece o valor mínimo da precipitação. P. segundo a relação: D= ( P − 0 . CN. mas.8 S onde S è um índice que traduz a capacidade de infiltração máxima do solo. cobertura vegetal. variando para cada tempestade de acordo com o histograma das precipitações. S. em função das precipitações. mas.4. Soil Conservation Service. textura da superfície e umidade antecedente do solo. conforme a permeabilidade do solo.8 S no denominador dessa expressão. . para a qual inicia-se o escoamento superficial.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 57 Outros fatores como o depósito de detritos vegetais na superfície e a textura superficial do solo também influem no valor do coeficiente de deflúvio.

1.1 .4.2s Condição de Retenção Superficial Pobre Pobre Terreno Cultivado Boa Pobre Pasto Boa Pobre Mata ou Bosque Boa Pobre Área Urbana Boa 70 76 83 86 25 74 55 80 70 87 77 90 39 45 61 66 74 77 80 83 51 68 67 79 76 86 80 89 Grupo Hidrológico do Solo A 77 72 B 86 81 C 91 88 D 94 91 Cobertura Vegetal Terreno não Cultivado com Pouca Vegetação .Número da Curva CN para Diferentes Condições do Complexo Hidrológico Solo – Cobertura Vegetal Para Condição de Umidade Antecedente II (Média) E Ia = 0. – 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 58 Qd.

essa retenção superficial é influenciada pelo tipo de tratamento agrícola. conforme descrito em seguida. e degradados ou não pela erosão da chuva e do vento. O grupo apresenta infiltração abaixo da média. Um fator que influi na classificação do quadro precedente é a condição de retenção superficial. . GRUPO B . e o grau de decomposição desse material. Em terreno cultivado. apôs présaturação. Inclui areias em camadas espessas com muito pouco silte e argila e também loess profundo muito permeável. nos intervalos de precipitação mais intensa até que essa água tenha oportunidade de infiltrar-se para camadas mais profundas do solo ou evaporar-se. paralelos ou não às curvas de nível. Em áreas urbanas a condição de retenção superficial pobre corresponde à ocupação densa. GRUPO C . no caso de projetos de obras de engenharia deve ser levado em conta que o tipo de vegetação e as condições de retenção superficial dificilmente serão mantidos constantes.Principalmente solos arenosos menos espessos que no grupo A e loess menos profundo ou menos agregado que no grupo A. como folhas e galhos depositados sobre o solo. ao longo da vida útil da obra. GRUPO A . após um período prolongado de chuvas que eleva o nível do lençol freático para a superfície. com 15 a 18 % de superfícies impermeáveis. Qualquer tipo de solo em terreno plano com fraca rede de drenagem acaba enquadrando-se nesse grupo.Potencialidade mínima para formação de deflúvio superficial. menos que no grupo D. a retenção superficial é influenciada pela quantidade de detritos vegetais. A boa condição de retenção corresponde a uma ocupação de baixa densidade. quase impermeáveis. após um período prolongado de chuvas intensas. representando a capacidade do solo armazenar temporariamente água na superfície. com sub-horizontes. GRUPO D .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 59 Nesse quadro os quatro grupos hidrológicos do solo são relacionados com a permeabilidade relativa das camadas inferiores. porém apresentam infiltração acima da média. no entanto. como sulcos de arado que podem ser mais ou menos profundos.Potencial máximo para formação do deflúvio superficial. independentemente da cobertura vegetal. Conforme já foi mencionado. Em terrenos não cultivados. O grupo inclui em sua maioria argilas de alto valor de expansão. com 50 a 75 % de superfícies impermeáveis. incluindo também alguns solos pouco profundos. apôs intenso umedecimento prévio. próximo da superfície.Compreende solos pouco profundos e solos contendo bastante argila e colóides.

1. A condição l representa a situação com solos pouco acima do ponto de murchamento e com terrenos cultivados e recémarados. dependendo bastante da experiência e do bom senso do projetista.4. uma apreciável incerteza na escolha do CN. fornece o resumo da transformação do CN para as três condições mencionadas. predomina o efeito da classificação do grupo hidrológico do solo. que consta do quadro Qd.6. A condição III aplica-se a solos quase saturados após cinco dias de chuvas fortes ou baixas temperaturas precedendo à tempestade de projeto. ditado pela permeabilidade das camadas inferiores. Qd. no entanto.1 e representa a situação média correspondente a enchentes anuais.1.1. Qd – 6. Resta. de acordo com o quadro Qd.4.2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 60 Por isso é prudente admitir-se que mantenham por tempo mais prolongado as condições em terreno não cultivado sem vegetação do que em terreno cultivado. O trabalho original do Soil Conservation Service recomenda uma alteração do número de curva CN para características diferentes da condição II. pasto ou mata. O quadro que se segue. que inclui as chuvas antecedentes à parte mais intensa da tempestade.4.2 – NÚMERO DE CURVA CN PARA DIVERSAS CONDIÇÕES DE UMIDADE ANTECEDENTES Condição II 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 10 Condição O 15 19 23 27 30 33 36 39 43 47 51 56 61 67 74 82 92 100 Condição I 7 9 12 15 19 23 27 31 35 40 45 51 57 63 70 78 87 100 Condição III 33 39 45 50 55 60 65 70 75 79 83 87 91 94 97 98 99 100 .4.1.7. conforme será descrito adiante. Constam também deste quadro os valores de CNo recomendados para uso em conjunto com o procedimento de cálculo A.7. Para a escolha do número de curva CN.1.

no caso de projeto. coeficientes de deflúvio demasiadamente elevados. Ê difícil definir o valor inicial das precipitações acumuladas no começo da tempestade. Desse modo convém considerar a chuva que antecede o pico da tempestade num período de. .2. correspondentes às bacias maiores. de modo que convêm atribuir-lhes valores condizentes com a freqüência da enchente de projeto. CHUVAS ANTECEDENTES As chuvas que precedem a intensidade máxima de uma intensa da tempestade têm grande efeito sobre o deflúvio resultante. o que introduz mais um fator de incerteza na sua avaliação.4. por unidade de área. Isso ocorre porque com chuvas de menor duração e menores precipitações acumuladas. o qual depende das precipitações antecedentes e que. em substituição à aplicação da expressão de Mockus. Com o uso das chuvas antecedentes» o coeficiente de deflúvio passa a ser também menos da área da bacia Hidrográfica. conforme sejam considerados maiores períodos de recorrência. que não inclui as precipitações antecedentes. freqüentes em períodos de chuvas menos intensas. no fim do período. Para tempestades muito prolongadas. mais significativas nas bacias de menor porte. para estabelecer mais criteriosamente os valores a serem adotados para o número da curva de infiltração. consideravelmente mais baixos que para bacias maiores com o mesmo número de curva de infiltração do solo. a expressão de Mockus fornece.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 61 Observa-se uma grande variação do valor de CN para as diversas condições de umidade antecedentes do solo. A expressão de Mockus representa satisfatoriamente o crescimento do coeficiente de deflúvio com a sucessão das precipitações no decurso de uma tempestade. do solo. Seguindo o procedimento B (convencional). pelo menos 5 dias. enchentes mais raras devem levar em conta a ocorrência de precipitações antecedentes mais severas. antes discutida. Assim. em função da permeabilidade do solo. 6. porque não leva em conta a reabilitação da taxa de infiltração do solo nas interrupções das precipitações. resultam deflúvio menores do que para as durações e precipitações acumuladas maiores. Por esse motivo considera-se no fim do período chuvoso uma infiltração mínima do solo. CN. condições de retenção superficial ou tipo de cobertura vegetal. mascarando significativamente a precisão procurada na escolha do CN. para a mesma curva CN. resultam para pequenas bacias deflúvios totais. o qual é conseqüência do umedecimento progressivo do solo e do decréscimo da taxa de infiltração. são preferencialmente incluídas na própria tempestade.

Essa dependência da curva de infiltração. em função do tempo de concentração ou da extensão da bacia hidrográfica. Com isso pode-se estabelecer uma relação entre os dois procedimentos de cálculo abordados. Para solos de permeabilidade média poderá ser adotado um valor de CN próximo do recomendado para a condição l. a relação mencionada entre os números de curva CN altera-se devido ao uso de condições de chuvas antecedentes diferentes no procedimento A. mesmo tratando-se dos mesmos tipos de solo e cobertura vegetal. mais altos nas bacias menores do que nas bacias maiores. no procedimento A. porém acima do ponto de murchamento. CN. a qual corresponde a solos secos. . Isso mostra que o procedimento A é de aplicação mais geral do que acontece com o procedimento B (convencional). o número de curva CN referente a esse caso deve ser menor do que o indicado para a condição II.2). No procedimento A.1. para bacias de diversos portes e para o período de recorrência de TR = 10 /aros. Com a recomendação de um período de chuva de pelo menos 5 dias antes do pico da tempestade. Para um posto com características diferentes. de modo que parece ser mais apropriado utilizar o valor de CN entre os indicados para as condições l e II. a qual se refere à situação média de enchentes anuais em período chuvoso. Os solos mais permeáveis são menos sensíveis às variações de condições antecedentes. levando-se em conta maior número de particularidades da potencialidade na formação de chuvas intensas de curta duração de cada posto. Comparando-se valores de descargas calculadas pêlos procedimentos A e B. Esse estudo da relação entre os números de curva CN a serem usados nos dois procedimentos de cálculo foi efetuado para um posto de características médias do Brasil. incluindo-se os 5 dias de chuvas antecedentes.6. será necessário adotar outro número de curva de infiltração. CN. conforme seja alterado o número de dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. excluindo as precipitações antecedentes. atendendo a condições de umidade do solo diferentes.4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 62 Os resultados obtidos adotando-se procedimento B (convencional) serão mais coerentes com a adoção de números de curva de infiltração. chega-se a descargas máximas aproximadamente iguais usando os valores de CNII e CN0 indicados na mesma linha do quadro precedente (Qd. tem sido possivelmente o motivo de restrição ao uso do hidrograma unitário para pequenas bacias.

A. admite uma tempestade de projeto mais prolongada. . esse efeito já é afetado pela escolha mais judiciosa possível do número da curva de infiltração. A vantagem do primeiro procedimento.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 63 A consideração das chuvas antecedentes ou de sua exclusão dos cálculos conduz assim aos dois procedimentos mencionados. não aparecendo assim de forma explícita. conforme indicado aproximadamente pela tabela anterior. sem considerar as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. A. a não ser num período curto de duração aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. A consideração da simultaneidade das chuvas após o pico da tempestade de projeto afeta muito pouco o valor da descarga máxima. O conceito da simultaneidade das chuvas. sendo necessário admitir uma perda mínima por infiltração no solo para aproximá-los dos valores reais. Com o uso do procedimento. seja qual for a extensão da bacia de drenagem em questão. dependente sensivelmente das condições antecedentes de umidade do solo.4. a expressão de Mockus tende a definir deflúvios acima dos que são normalmente observados. do solo. 6. depende do grupo hidrológico do solo e de sus condição de retenção superficial. para solos semelhantes.convencional. adota o número de curva CNII de período chuvoso. considerando-se os 5 dias de chuvas precedente à precipitação de máxima intensidade e um número de curva CN0 relacionado com CNII.2. O primeiro procedimento. exposta no item 6. B. aqui proposto. independentes da extensão da bacia hidrográfica. ao contrário. No procedimento de cálculo B (convencional). afeta os valores das descargas máximas através das chuvas antecedentes na parte mais intensa da tempestade de projeto. sugerido. O número de curva CNO.3. consiste em incluir condições antecedentes de umidade do solo mais severas para enchentes de período de recorrência mais elevado e de permitir o uso do mesmo número de curva CN. usado no procedimento A. a ser empregado nos cálculos. O número de curva CNII usado como procedimento B (convencional). O segundo.3. variando muito pouco com a alteração das condições antecedentes de umidade do solo. A. CN. o projetista deve acostumar-se a associar o tipo de solo ao número de curva CN0 correspondente. alterando apenas a parte final do hidrograma calculado. INFILTRAÇÃO MÍNIMA No fim de uma tempestade significativa.

não podem ser superiores ao acréscimo de precipitação atribuído ao intervalo de tempo considerado. 6. em média. Em terrenos planos. CN. FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR TEMPO DE CONCENTRAÇÃO O tempo de concentração de uma bacia hidrográfica é definido pelo tempo de percurso em que a cheia em curso d'água leva para atingir o curso principal desde os pontos mais longínquos até o local onde se deseja definir a descarga.1. as perdas mínimas restringem-se à evapotranspiração e à descarga base e podem ser estimadas em Pmin = 0. as seguintes infiltrações mínimas: Solo de Grupo A : 10mn/h Solo do Grupo B : 6mn/h Solo do Grupo C : 3mn/h Solo do Grupo D : 1mn/h A relação entre a infiltração mínima. No procedimento de cálculo A. 6. Esse tempo caracteriza a forma do hidrograma . Pmin e o número de curva de infiltração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 64 Recomendam-se. PM = 15 − CN II 1mm 〉 5 h Essas perdas mínimas por infiltração no solo. de acordo com os grupos hidrológicos do solo. certamente. sem chuvas antecedentes. é menos explícita pois nessa relação intervém a retenção superficial além do grupo hidrológico do solo.2 mm/h.5.5 h e para o procedimento B (convencional). considerando-se os 5 dias de chuvas precedentes ao pico da tempestade. sem chuvas antecedentes: PM = 21 − CN 0 1mm 〉 2 .5. Para o procedimento B (convencional). pode-se adotar a seguinte expressão. com drenagem deficiente. onde o nível do lençol freático aflora após longo período chuvoso.

com bacias muito alongadas junto das cabeceiras e no trecho muito largas a jusante. Essa área não parece oferecer. assim as chuvas com duração próxima ao tempo de concentração da bacia fornecem maiores vazões para um determinado tempo de recorrência. Em casos excepcionais. embora com o pico de cheia já atenuado. Normalmente considera-se que nas pequenas bacias hidrográficas. Nesse caso convém comparar a enchente da parte mais larga da bacia isoladamente com a de toda a bacia. menores que 1 km2. um efeito direto pronunciado sobre o tempo de concentração. embora alguns autores também expressem o tempo de concentração em função da área da bacia hidrográfica. no entanto. com áreas maiores que 8 km² . o aumento do tempo de concentração ao longo das partes mais estreitas e sua conseqüente redução da intensidade de chuva de igual freqüência não compensa o acréscimo de deflúvio proveniente dessas partes. onde o tipo de solo e a vegetação menor influência do que a forma destes cursos. sendo ainda definido com o intervalo de tempo entre o início da precipitação e o instante em que todos os pontos da bacia estão contribuindo para a vazão e conseqüentemente é um fator importante na conformação e na descarga máxima da enchente de projeto. escolhendo-se a maior.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 65 ou fluviograma unitário. Para chuvas com duração inferior ao tempo de concentração. o deflúvio superficial escoa em grande parte de seu sobre o terreno sem chegar os canalículos ou pequenos cursos d'água e a velocidade de escoamento é fortemente influenciada pela rugosidade do terreno. somente os deflúvios de parte da bacia hidrográfica se somam para formar o fluviograma da enchente. os deflúvios de todas as partes da bacia estão contribuindo para a enchente. Como nas bacias maiores. Isto se deve ao fato das intensidades de chuva para igual freqüência decrescerem com a sua duração. o deflúvio superficial escoa na maior parte do tempo através de canais ou canalículos erodidos no solo pela própria passagem da . além do fato de que áreas maiores correspondem normalmente a comprimentos maiores do curso d'água principal. Conforme a extensão da bacia aumenta. A determinação numérica do tempo de concentração depende primordialmente do comprimento do curso d'água principal e de sua declividade. sua cobertura vegetal e detritos sobre o solo. enquanto que para chuvas de duração maior que o tempo de concentração. passa a predominar o tempo em que o deflúvio superficial percorre através de leitos definidos nos cursos d'água.

designado no comentário por bacias médias e grandes.6 a 3476 km². devido ao. A magnitude da enchente numa mesma bacia influencia o tempo de concentração. bastante difundidos.6 a 105 km e desnível máximo de 150 a 1130 m. para uma mesma bacia hidrográfica a descarga máxima calculada é proporcional ao inverso do tempo de concentração para ela considerada.5. Para ilustrar este aspecto fez-se a analise comparativa dos tempos de concentração.1). com áreas de 0. com o transbordamento pelas as margens baixas. existindo uma grande variedade de expressões de cálculo. De uma forma geral. calculados através de procedimentos diferentes. a permeabilidade e a cobertura vegetal. A avaliação do tempo de concentração de uma bacia é bastante complexa.03 a 2. com se trata de bacias de maior porte. Existem numerosas fórmulas empíricas para calcular o tempo de concentração em função do comprimento ( L ) do curso principal. embora esse efeito não seja normalmente considerado devido à falta de dados mais detalhados. tende a aumentar o tempo de concentração. pois a onda de enchente se propaga com maior velocidade num rio mais cheio. para as enchentes muito grandes. com maior profundidade. comprimento do curso principal de 2. No estudo de enchentes para projetos de pontes e bueiros. Por outro lado. do desnível total ( H ) até as cabeceiras. pois influencia significativamente no resultado da descarga de projeto. e com isso a textura superficial do solo. merecendo. Para comparação foram determinadas as velocidades médias.6. . por isso. A maioria dessas fórmulas é restrita a áreas pequenas.---quociente entre o comprimento ( L ) do curso principal e o tempo de concentração (TC). grande atenção na sua determinação.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 66 água. comprimento do curso principal de 0. tem áreas de 4. porque esse valor varia menos de uma bacia para outra do que o próprio tempo de concentração. para diversas bacias hidrográficas reais. designado por bacias pequenas. Nesta análise gruparam-se essas bacias analisadas em dois conjuntos com 15 amostras cada um (Qd. ou de outros parâmetros escolhidos.? inúmeros condicionantes envolvidos. com área. comprimento e desnível conhecidos. O segundo conjunto.12 a 3. dadas pelo . o amortecimento das pontas das enchentes. têm efeito cada vez menos pronunciado sobre o tempo de concentração.6 km e desnível máximo de 20 a 380m. é exigida a definição do tempo de concentração por procedimentos mais cuidadosos. sendo o primeiro conjunto. e eventualmente da área ( A ).5 km².

em km. 0 .5 km3. L o comprimento do curso d'água. O mesmo não acontece com as bacias maiores onde o deflúvio subsuperficial chega com grande atraso em relação ao deflúvio superficial direto. mesmo que tenham sido estabelecidos pêlos seus autores somente para pequenas bacias. Nas bacias maiores com extensão e desnível semelhantes. não prejudicando a definição do tempo de concentração.47 . fez-se a ponderação na escolha da ordem. que têm pronunciado efeito em bacias pequenas. Isso mostra a dificuldade e a importância na escolha da formula a adotar e por outro lado recomenda a adoção de uma fórmula que se aplique satisfatoriamente também a bacias maiores. para as quais essas fórmulas foram desenvolvidas na sua maioria. mantendo uma relação freqüentemente maior que 5 entre os máximos e os mínimos para as diferentes fórmulas na mesma bacia hidrográfica. Essa grande variação dos resultados do tempo de concentração. ou em ordem crescente dos tempos de concentração. Em bacias pequenas o máximo do deflúvio subsuperficial. Mesmo a média para as 15 bacias analisadas fornece uma relação de aproximadamente 5 entre os valores máximos e mínimos do tempo de concentração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 67 Os resultados para as bacias menores que 2. considerando também as médias das velocidades nas bacias médias e grandes. Quando esses valores médios das velocidades foram muito próximos. Serão em seguida enumeradas as 15 fórmulas analisadas. que resultaram da aplicação em bacias menores que 2. em minutos. ocorre logo depois do pico do deflúvio superficial direto.5 km² demonstram valores extremamente diversos. a) Fórmula de Kerby ⎛L a⎞ TC = 37 ⎜ ⎜ I ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ sendo TC o tempo de concentração. confundindo-se os dois deflúvios e dificultando a definição do tempo de concentração. talvez possa ser explicada pela diversidade de rugosidade do terreno e sua cobertura vegetal. em ordem decrescente dos valores médios das velocidades. conforme a fórmula adotada. as diferenças entre os tempos de concentração de um caso para outro devem ser menores. ou da velocidade média calculados segundo as diversas fórmulas. mesmo sendo mais lento.

5. crescendo essa velocidade rapidamente para as bacias maiores.3 km/h para as bacias pequenas. em %. e a = parâmetro igual a 0. .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 68 I = declividade. não sendo assim aplicável para estas. Essa fórmula forneceu velocidade média de 6.

8 3.9 9.6 12.0 2.9 4.8 2.1 16.5 45.O.3 3.60 1.6 2.0 3.9 5.9 5.3 6.3 5.7 3.1 3.9 7.05 0.0 54.58 0.40 0.4 10.1 10.0 3.9 3.8 7.6 4.3 3.1 2.9 4.9 1.8 8.9 3.1 8.9 6.7 2.6 8.9 3. (K=4) PASINI 0.3 7.1 2.9 2.1 1.2 3.5 2.6 3.7 4.9 7.5 1.1 11.2 12.6 7.6 8.5 7.9 8.7 2.4 1.5 4.9 4.8 5.70 1.15 0.34 0.6 5.1 6.1 1.5 36 28 36 39 70 20 50 70 25 20 200 45 1.9 5.9 4.6 4.1 6.9 6.8 1.9 6.4 12.2 1.7 4.0 4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 69 Qd.2 9.4 3.2 5.3 1.0 9.3 1.5 5.3 2.70 1.9 5.7 2.4 6.0 7.60 2.6 3.60 1.8 3.0 16.5 3.3 5.4 7.2 3.5 4.9 7.4 9.5 6.9 1.50 1.6 22.7 1.0 8.5 3.5 3.6 4.7 3.6 1.0 4.4 6.4 5.4 2.9 3.5 2.3 2.9 2.7 2.9 2.7 3.0 9.9 2.5 21.6 2.1 6.5 2.4 2.4 6.0 1.8 3.6 17.0 6.8 3.1 27.9 4.60 0.1 9.5.8 6.2 8.1 9.3 2.0 10.7 13.1 120 165 248 291 683 1293 3476 0.1 ROSSI 0.50 4.26 3.5 36.4 6.0 2.1 11.7 1.6 2.9 6.8 2.8 3.7 3.5 2.7 4.3 2.0 3. -.7 2.9 2.6 10.0 7.9 6.1 3.7 2.8 0.N.8 6.7 1.7 6.1 6.4 3.2 4.5 15.5 1.9 3.2 4.1 8.5 2.2 3.5 3.1 2.1 2.2 1.9 5.5 5.0 4.5 5.7 3.3 4.3 9.1 4.3 1.9 34.3 16.5 7.0 2.4 2.7 8.7 2.2 11.1 2.8 4.8 3.9 4.8 2.1 0.0 7.8 8.5 3.5 2.1 4.4 2.8 17.8 3.2 2.6 6.6 D.0 5.4 8.7 2.6 6.3 4.6 3.0 4.1 4.9 8.5 3.4 2.0 2.3 7.5 3.28 0.7 3.7 2.4 6.5 6.0 8.6 11.0 6.2 2.0 6.9 2.5 5.1 US CORPS OF ENGINEERS PICKING KIRPICH KERBY A L H 2 ( km ) ( Km ) ( m ) Velocidades Médias V = ( Km / h ) Para Cálculo do Tempo de Concentração TC = L / V VEM TE CHOW MÉTODO DO Nº DE CURVA ( CN = 60 ) 1.3 5.0 6.4 9.50 0.2 4.0 2.8 4.6 6.6 5.7 3.6 3.2 2.1 9.6 3.0 6.6 3.8 7.8 4.5 1.5 6.2 1.8 8.07 0.9 1.8 5.7 4.4 3.2 19.5 0.4 6.5 9.4 2.9 1.0 5.6.5 0.5 1.9 6.0 1.00 1.7 1.1 4.0 5.1 3.1 6.60 ) VENTURA JOHN COLLINS 1.3 KIRPICH MODIFICADA MÉTODO DO LAG ( Kn = 0.6 1.6 11.6 3.9 6.3 4.8 3.81 2.30 1.4 8.5 1.50 1.3 4.2 4.1 1.1 9.7 3.7 10.5 2.2 2.8 3.5 11.7 4.7 3.5 3.7 5.6 3.8 2.0 7.1 2.7 14.6 6.0 8.9 3.6 2.4 1.7 3.4 4.4 1.7 0.1 2.40 0.6 3.0 1.5 2.6 2.5 2.8 4.80 2.4 1.1 10.5 1.0 3.9 4.2 0.1 6.6 1.3 5.0 4.9 6.4 5.07 ) 1.1 6.4 4.7 1.4 5.6 3.8 2.9 4.3 3.1 3.S.12 0.8 8.0 2.8 2.5 1.8 3.9 7.1 4.4 6.0 21.8 1.1 3.8 6.5 1.0 6.4 8.0 2.9 2.4 9.8 16.2 5.9 3.9 2.0 4.9 6.8 2.2 19.3 8.9 8.7 3.9 2.4 3.89 1.8 3.8 7.03 0.0 6.4 6.3 6.6 2.1 1.4 4.9 18.2 6.7 7.4 2.2 3.5 2.0 1.5 1.9 6.6 2.7 2.2 3.10 0.5 5.6 1.3 3.1 3.6 10.9 3.3 3.3 3.8 5.6 3.3 7.0 21.1 GIANDOTTI GEORGE RIBEIRO ( P = 0.73 0.9 2.7 3.4 4.0 7.9 9.20 2.8 20.3 0.6 8.5 3.6 .6 3.2 2.0 71.2 6.3 5.5 7.1 1.0 4.7 7.1 8.4 4.6 220 380 50 180 195 200 40 240 150 280 175 350 500 470 450 650 515 780 809 810 1130 2.60 2.2 5.6 1.6 4.8 4.0 0.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 70 b) Fórmula de KIRPICH. TC = tempo de concentração.4 km/h. ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 0 .76 . CORPS OF ENGINEERS ⎛ ⎜ L TC = 0 . ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 .95⎜ ⎜H ⎝ sendo TC = tempo de concentração. c) Formula de PICKIMG 1 ⎛ L2 TC = 5 . ⎛ L3 TC = 0 . L = comprimento do curso d'água.385 Essa formula forneceu uma velocidade média de 6. em km. L = comprimento do curso d'água. ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 5. em horas. S.30⎜ 1 ⎜ 4 ⎝H sendo. e H = desnível máximo. em km. sendo desenvolvida originalmente para bacias menores que 0. H = declividade. publicado no "Califórnia Culverts Practicê". L = comprimento do curso d'água. crescendo para uma média de 8.6 km/h para as bacias maiores.0 km/h para as 15 bacias menores analisadas e uma média de 7.8 km2. em m. em km.3 km/h para as bacias médias e grandes. d) Fórmula do U.3⎜ ⎜ I ⎝ sendo TC = tempo de concentração. não sendo por isso indicada para estas bacias. em m/m. indicando sua aplicação para ambos os casos. embora velocidades muito altas comparadas com as outras fórmulas. em horas. em horas.

em minutos.1 km/h. f) Fórmula do DNOS TC = sendo. I = declividade. em minutos.1 km/h para bacias maiores.64 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 4. em m. TC = tempo de concentração. 10 A0 .2 ⋅ K I 0 . 0 .2⎜ ⎟ ⎝ I⎠ sendo. TC = tempo de concentração. L = comprimento do curso d'água. não sendo por isso recomendado para estas bacias. absorção apreciável K=3 − Terreno argiloso. A = área da bacia. Para as bacias pequenas resultou em média uma velocidade de 5. em %.9 km/h. conforme descrito em seguida: − − Terreno areno-argiloso. L = comprimento do curso d'água.4 km/h para as bacias maiores. eleva da absorção K=2 Terreno comum. e) Fórmula de VEN TE CHOW ⎛ L ⎞ TC = 25 . absorção média K=4 . coberto de vegetação intensa. em ha. coberto de vegetação.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 71 H = desnível. crescendo para uma média de 8.4 K = depende das características da bacia. em mm.3 ⋅ L0 . não sendo por isso indicada para estas bacias. em km. crescendo para 9. coberto de vegetação. em %. I = declividade.

. em km.9 km/h para bacias pequenas e 5. escassa vegetação. resultou.8 km/h. com dados de enchentes observadas.04 sendo.5 K=5 K=5. Sói l Conservation Service fornece resultados pertinentes às observações.0 km/h e para as bacias maiores em 4. demonstraram que a aplicação do fluviograma unitário triangular do U. TC = tempo de concentração. portanto aceitável para qualquer tamanho de bacia. uma velocidade de 4. em m/m. em minutos. L = comprimento do carão d'água. e H = desnível máximo. vegetação rala. baixa absorção Terreno rochoso. g) Fórmula de KIRPICH .5 Para condições médias. em horas. L = comprimento do curso d'água. reduzida absorção K=4. em km.385 Essa fórmula fornece velocidades próximas da média de todas as expressões analisadas. h) Fórmula de GEORGE RIBEIRO TC = 16 L ( 1.modificada Estudos em bacias médias e grandes. 0 . pouca absorção Terreno com rocha. em m. TC = tempo de concentração.S. se forem adotados tempos de concentração 50% maiores do que os calculados pela expressão proposta por KIRPICH. Sugere-se assim a adoção da seguinte formula: ⎛ L3 ⎞ TC = 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 72 − − − Terreno de vegetação média.05 − 0 . com K= 4. indicando sua aplicação para uma grande faixa de áreas.7 km/h para bacias maiores.2 P )( 100 × I )0 .42⎜ ⎟ ⎜H⎟ ⎝ ⎠ sendo. I = declividade. na média. A velocidade média para as bacias pequenas resultou em 4.

k) Fórmula de ROSSI ⎛ L ⎞ TC = 0 . TC = tempo de concentração. Resultou uma velocidade de 3. sendo assim aplicável a bacias de qualquer tamanho.9 km/h para bacias pequenas e 2.6 km/h para bacias maiores. I = declividade. na média.60 resultou uma velocidade de 3. em horas. sendo aplicável a qualquer tamanho de bacia. i) Fórmula de PASINI TC = 0 . A = área da bacia. A = área da bacia.4 Km/h para bacias maiores. em km2. em m/m.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 73 P = parâmetro de dado pela porção da bacia coberta por vegetação. I = declividade.77 ⎜ ⎟ ⎝ I⎠ 0 .3 km/h para as bacias maiores. L = comprimento do curso d'água. em horas.127 A I sendo. em km. j) Fórmula de VENTURA TC = 0 .9 km/h. Para um valor de P= 0. em m/m. TC = tempo de concentração.295 .107 3 AL I sendo. sendo assim aplicável para qual quer tamanho de bacia. Resultou a média das velocidades de 3.8 km/h para as bacias menores e de 3. em km². para as bacias pequenas e 2.

33 . em km. uma velocidade muito baixa. em horas. A = área da bacia.5 L 0 . de 2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 74 sendo. em média. a velocidade de 2. H = desnível máximo. em % Resultaram.8 H sendo. L = comprimento do curso d'agua. em horas. em km². contra-indicando sua aplicação para ambos os casos. sendo muito altas para as bacias grandes. e 5. em media. L = comprimento do curso d'água. m) Método do Lag O atraso da onda de cheia em relação â chuva que a produziu. lag.0 km/h para bacias maiores.1 km/h para bacias pequenas. TC = tempo de concentração. em km.0 km/h. I = declividade. é designado por "lag". l) Fórmula de GIANDOTTI TC = 4 A + 1. L = comprimento do curso d'água mais comprido. parecendo por isso pouco recomendável sua aplicação nestas áreas. para as bacias pequenas.5 ⎟ ⎜ I ⎟ ⎝ ⎠ sendo. e 0 . considerando-se o tempo decorrido entre o centro do hietograma da chuva unitária e o momento em que ocorreram 50% do volume do fluviograma unitário correspondente. em m. TC = tempo de concentração. em horas. ê dado pela expressão: ⎛ L Lc ⎞ Lag = 14 .43 Kn⎜ 0 . As velocidades para as bacias pequenas são abaixo da média das outras fórmulas. em km. Resultou a aplicação desta expressão.

013 a 0. em km. além da adoção de adaptações aos demais parâmetros.48 Kn⎜ 0 .716TC ⎛ L2 . No caso de tempestades espalhadas. e o comprimento L. TC = tempo de concentração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 75 Lc = comprimento. e Kn = média dos coeficientes de Manning (Rugosidade) ao longo dos cursos d'água mais importantes da bacia. A grande variação do coeficiente Kn requer a análise detalhada das características das bacias cujos dados serviram de base para a elaboração dos gráficos mencionados. em m.030 a 0.5 TC = 16 .5 ⎜H ⎝ ou ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . até o divisor. em km.0 Kn L0 . expressão precedente se transforma-se em: ⎛ L2 . Como se vê. Kn pode atingir o valor 0. e os tempos de concentração calculados para uma bacia podem variar enormemente na proporção de 1 para 3 e até 1 para 5. em minutos.5 ⎜H ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . n) Formula de JOHN COLLINS L TC = 44 D sendo. em m/km. I = declividade do curso principal.5 Lag = 11.260 e em áreas urbanas seu valor vai de 0. de 0.833 H 0 . em km².0 Kn⎜ 0 . Substituindo ainda a declividade I pelo quociente entre o desnível H.033. sem a consideração da fisiografia peculiar da região que corresponde a cada família de curvas dos gráficos mencionados.167 Existem gráficos que indicam a variação do coeficiente Kn.150. 5 A2 I .33 = 0 . ao longo do mesmo curso do posto de medição até o ponto mais próximo ao centro de gravidade da bacia de drenagem. A = área da bacia .33 = 16 . em geral.

Recomenda-se que deva ser dada preferência às fórmulas que conduzem a valores razoáveis tanto para bacias pequenas quanto para as médias e grandes.3 1000 H ( ) CN − 9 0 . DNOS. em m. em km. D = 4A π .3km/h tanto para bacias pequenas como grandes. referido ao número de curva recomendado pelo U.1 km/h. restrita aos limites de 1% a 3. GEORGE RIBEIRO.8 km/h e para bacias maiores em 3. As velocidades médias resultaram próximo de 1. As velocidades para bacias pequenas são reduzidas. comparadas com a media das outras fórmulas. I = declividade. o) Fórmula do método do numero de curva (CN). isto é. e CN = referido número de curva. resultando descargas máximas menores. Soil Conservation Service na relação chuva-deflúvio de Mockus. em função do complexo solo-cobertura vegetal. e que são as de KIRPICH. KIRPICH MODOFICADA. PASINI e VENTURA. L = comprimento do curso d'agua. TC = tempo de concentração. sendo seus valores os mais baixos que os encontrados para todas as outras expressões analisadas.e D = diâmetro de um círculo de área equivalente ao da bacia.S. em %.5%.80 L1.7 sendo. que caracteriza o complexo solo-cobertura vegetal da bacia. H = desnível máximo. TC = 1. em horas. Destas a fórmula de KIRPICH fornece velocidades acima da média das outras fórmulas. A média das velocidades para bacias pequenas resultou em 1. em km. não se recomendando por isso seu emprego para estas. que são . e assim menos recomendável na avaliação do tempo de concentração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 76 L = comprimento do curso d'água. especialmente para bacias médias e grandes. enquanto as fórmulas de PASINI e VENTURA geram as menores velocidades desse grupo.

4 L.S e de KIRPICH MODIFICADA para qualquer tamanho de bacia e o MÉTODO DO LAG para bacias maiores que 10 km2.N. uma segunda expressão onde essa área.5 vezes maiores do que a média A. em km. entre. O método do Lag com Kn= 0. da media de todas as fórmulas analisadas.16 L' e A= 1. A. o desnível máximo H. ao lado direito. expressando-se velocidade . 2. Em seguida são apresentadas as fórmulas antes citadas com as unidades iguais para melhor comparação. V= L/TC. A fórmula de GEORGE RIBEIRO fornece velocidades onde são pouco utilizadas as características da bacia. portanto.00 L1'86. em K/h. restringindo-se o uso para o caso da obrigatoriedade em usá-las. Outra maneira de comparar as fórmulas para o cálculo do tempo de concentração consiste em reduzi-las para as mesmas unidades. para as quais os resultados se aproximam bastante da fórmula de KIRPICH MODIFICADA e.O. em km².5 vezes menores a 2. foi substituída pela expressão A = 0. esta será expressa em km².07 pode ser considerado para bacias com áreas superiores a 10 km². . No caso das fórmulas que contêm a área A. Praticamente todos os casos mostrados situam-se dentro da faixa definida pelas expressões A= 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 77 contra a segurança da obra. Com essa análise parecem mais indicadas as fórmulas do D. o comprimento do curso d*aguar L. Essa relação resultou como média de mais de 200 bacias estudadas pelo DNER em várias regiões do Brasil. representando áreas. em m. em km. e substituindo a declividade I pelo quociente I=H/L. da bacia apresentou-se ainda. Nas expressões que contêm a área da bacia. em função do comprimento do curso d'água L.

DESNÍVEL I . 2% I= 0.6.2 Cursos D’água em Várias Regiões do Brasil Relação Desnível – Comprimento do Talvegue 1000 L .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 78 Figura .5.( km) 0.COMPRIMENTO DO TALVEGUE H .1. 5% 1% 10 H= 50 l 1/ I= I= I= 10 % I= 5% I= 2 2% I= 1 1 I= 50 % 20 % 10 H .( m) 100 1000 .DECLIVIDADE 100 L .

03 L 0.470 V=1. para qualquer bacia. dispensando na realidade qualquer cálculo.1396 L0.03 L 0.500 V=0.1475 0 .S.5 VEMTURA V = 0. Substituindo o raio hidráulico pelo inverso de uma potência da declividade. o raio hidráulico varia em função inversa da declividade.6 H0.1320 L0 V=2.7 km/h.1806 L-0. CORPS OF ENGINEERS VEN TE CHOW DNOS (para K = 4) V = 0. pela declividade.5.200 V=0.158 H0.040 V=0.7020 L-0.500 V=0.7611 L0.155 H0.8951 L0. R.5 para H e -0.385 V=1. essas grandezas deveriam aparecer nas fórmulas com expoentes próximos de 0.3 a 0.1667 H 0.1336 L-0.8858 L-0.5 para L. por fornecer velocidades mais próximas ã média do conjunto delas.9709 A 0.5 L V=0.4011 L-0.333 H0.1538 L-0.385 V=3. .500 V=0.155 H0. a velocidade deveria ser proporcional â raiz quadrada do produto do raio hidráulico.1667 V=0. L. com exceção da estabelecida por GEORGE RIBEIRO.5 H 0 . Como rios maiores têm geralmente declividade menor e raio hidráulico maior por causa da maior profundidade média.5) KIRPICH PICKING U.500 MÉTODO DO LAG JOHN COLLINS V = 0. I.4 H 0.1 L -0.7936 L-0.5 ROSSI GIAHDOTTI = V=0.5 H 0.014 H0.8 L0 .4 Kl RPICH MODIFICADA GEORGE RIBEIRO (para p= 0.2 MÉTODO DO NUMERO DE CURVA (para CN=60) Para comparar essas expressões convém notar que.430 H0. e o comprimento do curso d'água. Como a declividade ê dada pelo quociente entre o desnível. segundo a formula de Chézy de escoamento em canais.3 a 0.190 H0. os expoentes de L e H são próximos desses valores.0526 L0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 79 A relação das formulas com as unidades iguais é a seguinte: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) KERBY (para a= 0. H.5 4 A + 1.4533 H0.60) PASINI V = 0.04 H0.2 H 0.30 H0.320 V=0.2490 A -0. respectivamente. porque os expoentes de L e H são muitos baixos.5 L 0.5575 H0.1667 H0.1500 L0.3937 L-0. Aliás esta fórmula fornece velocidades sempre próximas a 3.05 V=1. Para as três fórmulas antes recomendadas. a velocidade resulta proporcional ã declividade elevada a uma potência entre 0.9247 L0.04 H0.500 H0.6029 A 0.3 a 0.2955 A -0. aproximadamente.400 V=0.

A principal dificuldade na aplicação da metodologia exposta reside na distribuição não uniforme das chuvas sobre a área da bacia. L. Deve-se procurar ajustar os picos do hidrograma calculado com o observado. A partir do deflúvio total e da precipitação total da tempestade considerada deduz-se o número de curva CN da expressão de Mockus. abstraindo-se da origem de tempo no início das chuvas e dos deflúvios. Em tempestades prolongadas a aplicação da lei de infiltração de Mockus costuma ser evidente. da bacia nem as condições do solo e da cobertura vegetal. A. o aumento da área. 6.A. ela é mais simples porque não leva em conta a área.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 80 A fórmula do DNOS fornece os maiores valores de velocidade desse conjunto.3). Aparentemente a interdependência entre a área da bacia. compondo-se esses acréscimos de deflúvio com os fluviogramas unitários triangulares. que é o caso mais freqüente. para cada vez base diferente. obtendo-se da base do fluviograma unitário triangular que forneceu o melhor ajustamento. para considerar grande parte da bacia contribuinte da enchente. Além disso. H. especialmente para bacias médias e grandes. procurando reproduzir da melhor forma o fluviograma observado (ver Fig.5. . e igual desnível. no entanto. Em conseqüência. por aproximações sucessivas. o valor do tempo de concentração. Com essa expressão determinam-se as precipitações efetivas ou os deflúvios nos vários intervalos em que se dispõe de dados pluviométricos. A formula de KIRPICH MODIFICADA fornece valores intermediários para as velocidades. a maior profundidade dos cursos d'água deveria fornecer velocidades crescentes com o aumento da área. o comprimento e declividade do curso d'água principal mascaram os expoentes com que essas variáveis podem apresentar-se na expressão empírica da velocidade média. uma variação inversa desta descrita. fornecendo resultados satisfatórios segundo os vários autores. sendo assim mais recomendável. menos a de JOHN COLLINS. indicam. significa uma bacia mais larga. resulta maior concentração de água no curso principal. porém não muito menor que o tempo de concentração. Todas as fórmulas apresentadas. A tempestade analisada deve ser de curta duração. Para bacias com igual comprimento do curso d'água. Quando se dispõe de observações fluviométricas e pluviométricas de pelo menos algumas enchentes de maior porte na bacia em estudo ou numa bacia com configuração fisiográfica semelhante. é possível avaliar o tempo de concentração e a correspondente base do fluviograma unitário. e com isso.

Especial atenção deve ser dado aos trechos de rio onde existe transbordamento significativo pelas margens baixas. Dividindo as ordenadas do hidrograma unitário pela sua descarga máxima e as abscissas pelo tempo de ponta TP. Quando a bacia possui partes com declividades muito diferentes.4 vezes maior do que a velocidade de escoamento no rio. Este hidrograma foi deduzido da média de um grande número de hidrogramas unitários naturais de bacias com tamanhos muito variados e situações geográficas diversas. Recomenda-se a adoção de durações unitárias até um quinto do tempo de concentração.70 TP após o início da chuva unitária e a base é igual a 5 TP.5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 81 Não podendo ser empregados estes procedimentos. para reduzir o trabalho de cálculo. O atraso da onda ou "Lag" é aqui definido pelo tempo entre o centro da chuva unitária e o pico do fluviograma unitário. 6. A determinação do tempo de concentração a partir da velocidade de escoamento das águas no curso d'água principal não é absoluta. adota-se a fórmula KIRPICH MODIFICADA que fornece valores médios para o tempo de concentração.25 TP. tendo-se observado velocidades de propagação de ondas de cheia nessas condições entre 1 km/h e 2 Km/h. 6. valendo 0. porque a celeridade de uma onda de enchente é cerca de 1. comumente. não devendo ter valores maiores que 0. Também recomenda-se que a "duração unitária" da chuva usada com o fluviograma unitário próximo de 0.20 TP. o Soil Conservation Service usou o hidrograma unitário adimensional curvilíneo. Este valor é bem maior que um quinto do tempo de pico e a análise comparativa dos resultados para durações unitárias iguais a um quinto do tempo de ponta e a um quinto do tempo de concentração demonstrando que as diferenças entre as descargas máximas correspondentes . CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO Segundo. totalizando-se o tempo final pela simples soma das parcelas.2. resulta o hidrograma adimensional cujo ponto de inflexão no ramo de descida fica 1. é razoável determinar o tempo de concentração separadamente para cada parte.6 TC para condições médias de bacia hidrográfica e deflúvios com distribuição aproximadamente uniforme sobre a área. Nessa metodologia o tempo de concentração da bacia é igual ao tempo entre o fim da chuva e o ponto de inflexão no ramo descente do hidrograma unitário. portanto duas a três vezes menores que as indicadas pela fórmula de KIRPICH MODIFICADA.5. porém sujeitos a um erro apreciável em relação ao valor real.2 que foi desenvolvido por Víctor Mockus. representado na Fig.

procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. a não ser para números de curva de infiltração CN muito baixos. TP e sua forma mais simplificada não necessita da apresentação adimensional de modo que se são obtidas a partir do tempo de concentração TC. 6. quando os erros relativos são mais altos mas seu valor absoluto é pequeno.6 TC 2 TB = 8TP 3 . O próprio Soil Conservation Service recomenda a substituição do hidrograma adimensional curvilíneo por um hidrograma triangular cuja forma se adapta razoavelmente. em conseqüência dos baixos coeficientes de deflúvio. e da dura cão unitária DU dadas por: TP = DU + 0 . Deve-se.2.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados.5. Deve-se. são pequenos.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 82 geralmente não excedem 10% do seu valor médio. no entanto.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados do tempo de concentração TC. TP. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. O tempo de base TB desse hidrograma triangular é igual a 8/3 do tempo de ponta. comparados com as incertezas na escolha do número de curva CN e do tempo de concentração TC. conforme mostra a Fig. no entanto. Desse modo os erros conseqüentes do emprego de uma duração unitária diferente de um quinto do tempo de ponta.

5.8 0.6 0.9 “ LAG “ 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 83 Figura 6.TC PICO PONTO DE INFLEXÃO QP (m³/s/mm) = AR (km²) 0.2 DU QP 0.3 0.5 0.6. TB (min) FLUVIOGRAMA TRIANGULAR FLUVIOGRAMA ADIMENSIONAL 0.03 .2 – Fluviograma Unitário Adimensional e Triangular EXCESSO DE CHUVA 1.0 0.1 1 TP TB = 8 TP 3 2 t / TP 3 4 5 .7 0.4 TC 0.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 84 Obtém-se a descarga de ponta QP. Disso resulta a seguinte expressão: QP = AR 0 .03TB onde: QP = descarga máxima. é decorrente da substituição do fluviograma unitário curvilíneo pelo triângulo. Usando uma duração unitária DU. em m3/s por mm do deflúvio. em km². a expressão adequada é: TP = fornece a relação DU + 0 .03 = coeficiente de compatibilização de unidades. A depleção exponencial normalmente observada no fim dos hidrogramas naturais não é reproduzida com fidelidade quando se emprega o hidrograma unitário triangular. . A imprecisão introduzida na área de descargas altas do hidrograma total.5 DU entre o tempo de concentração e a duração unitária. TB = base do fluviograma unitário. ou a ordenada máxima do hidrograma unitário observando-se que a área do triângulo representa o volume escoado da bacia para um deflúvio de 1 mm. 0. quando o principal objetivo é a definição do seu pico. igual a um quinto do tempo de ponta TP.6 TC = 5 DU 2 TC = 7 . mas é desprezível. comparada com a incerteza na definição do número de curva de infiltração CN. em minutos. o que não tem importância no estudo das enchentes. AR = área da bacia. do solo e na dificuldade de avaliar o tempo de concentração correto da bacia.

fornecem o hidrograma total da enchente. conforme exposto no fim do capitulo 6.6.5. Aqui é reproduzido apenas o caso mais próximo da solução ótima. do rio Iconha. mantendo-se as devidas defasagens.5.3 ) figuram as precipitações acumuladas P1.5 km2. corresponder às abscissas com intervalos iguais à duração unitária. no posto Iconha. As ordenadas do hidrograma unitário devem. O procedimento pode ser explicado graficamente através do ajustamento de um hidrograma calculado com um hidrograma natural.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 85 6. conforme dados coletados e cedidos pela SERLA . descontando-se a descarga base. À precipitação e ao deflúvio total corresponde o coeficiente de deflúvio de 24. procurou-se a solução que forneceu o melhor ajustamento do hidrograma calculado com o observado e especialmente proporcionando descargas máximas semelhantes. que somados. A área da bacia hidrográfica é de AR = 66. triangulares. Na segunda linha do quadro que se segue (Qd . que serão assim também espaçadas de DU. por isso. permitindo obter-se o tempo de concentração da bacia.8 S Onde ⎛ 100 ⎞ S = 254⎜ − 1⎟ ⎝ CN ⎠ Repetindo o procedimento que se segue para diversas durações unitárias DU.3.85. com a duração unitária DU = 35 minutos. correspondentes aos tempos t da primeira linha. obtêm-se os hidrogramas parciais. As ordenadas dos hidrogramas parciais. D= ( p − 0 . serão somadas com deslocamento de um intervalo DU cada vez que se considere o acréscimo de precipitação efetiva seguinte. que deságua na Baía da Guanabara. atendendo ã expressão de Mockus.2% e o número de curva de infiltração CN = 66. a precipitação total média observada em 2 pluviógrafos de P = 89. obtidas pela interpolação linear entre os valores acumulados das . COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL Multiplicando as ordenadas do hidrograma unitário pêlos excessos de precipitação ou deflúvios em cada intervalo de tempo igual à duração unitária DU. O exemplo refere-se à enchente observada em 14 de fevereiro de 1979.(Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado Rio de Janeiro).2 S ) 2 P + 0 .6mm.25mm e o deflúvio superficial total de D = 21.5.

12 7. obtendo-se os deflúvios ou precipitações efetivas PE.45 245 88. figuram os acréscimos de precipitação efetiva.85.53 6. Finalmente.98 140 60.25 1.99 0.19 0 105 42. calculadas pela expressão de Mokus.59 175 72. Em seguida aparecem os acréscimos das precipitações médias P2 nos intervalos de tempo de duração DU = 35 minutos. t (min) P1 (mm) P2 (mm) PE (mm) 35 5.46 21.76 11. a partir das precipitações acumuladas P1.77 13.45 315 89.57 5. definido para o total da enchente examinada. na última linha do quadro.13 18. disponíveis em intervalos horários.11 210 81.da quarta linha.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 86 precipitações médias observadas nos dois.6 8.9 12. adotando-se o número de curva CN = 66.01 25.93 21.26 21.25 0.19 280 88.7 17.postos pluviográficos. usados para definir os hidrogramas parciais. PE.57 0 70 16.6 .

5.85 100 90 80 DESCARGA .3 – Conformação e Composição do Fluviograma Unitário 0 10 CHUVA .(minutos) .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 87 Figura 6.2 % CN = 66.1979 AR = 66.(mm) 20 30 40 50 60 DESCARGA .(m³/s) 70 60 50 40 30 20 10 PRECIPITAÇÃO DU=35min.(m³/s) 50 40 30 20 10 0 35 70 105 140 175 210 245 280 315 350 385 420 455 490 525 560 595 630 665 700 CALCULADO OBSERVADO PERDAS DEFLÚVIO RIO ICONHA EM ICONHA / RIO DE JANEIRO SIMULAÇÃO DA ENCHENTE DE 14.02. OBSERVADO CALCULADO t .5 km² CD = 24.

como também é ressaltada a soma dos hidrogramas parciais. . com atrasos sucessivos do seu início. 6.5. cobertas de matas da Serra do Mar. Estão destacados na Fig.03TB Estão representados na Fig. que se ajusta satisfatoriamente ao hidrograma observado.5 DU e TC= 262 minutos.3' os cinco hidrogramas parciais correspondentes acréscimos de precipitação efetiva maiores do quadro precedente (Qd .3 os hietogramas das precipitações observadas e os excessos de precipitação. onde as águas das enchentes transbordam pelas margens. Na tempestade examinada as precipitações observadas nos dois pluviógrafos foram bastante diferentes. Para reduzir o trabalho de soma dos fluviogramas parciais recomenda-se associar os excessos de precipitação no fim da chuva de projeto em grupos com duração múltipla de DU. resultando deflúvios não uniformes sobre a bacia. O tempo de concentração resultante desta enchente é assim TC = 262 minutos para essa bacia cujo comprimento do curso principal é de 16. resultando uma base do hidrograma igual a TB= 467 minutos e um tempo de concentração de TC = 7. a partir da duração unitária correspondente. sendo possivelmente este o motivo da rápida ascensão do hidrograma no início das chuvas.75 m 3 / s / mm 0 . de um intervalo de tempo igual â duração unitária. Para uma duração unitária DU = 35 minutos e um tempo de ponta TP = 5 x DU ou TP = 175 minutos. Desprezaram-se os últimos acréscimos de precipitação efetiva cujos hidrogramas desaparecem na representação gráfica. fornecendo hidrogramas parciais 10% mais baixos e com base 10% maior que no caso de durações unitárias menores.5 km. Esses hidrogramas parciais triangulares possuem uma base igual a TB = 467 minutos e descarga de ponta dada pelo produto dos acréscimos de precipitação efetiva de cada intervalo de duração DU pela ordenada máxima do hidrograma unitário.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 88 Neste caso o hidrograma unitário triangular ê caracterizado pêlos seguintes elementos. DU primeiro triângulo é disposto de modo que a defasagem final da descarga máxima do hidrograma calculado em relação ao observado seja menor que o intervalo DU adotado. que é QP.6.5. quando o grupamento é de 4 a 6 elementos. A descarga de ponta é dada por: QP = AR = 4 .5. sendo necessário calcular-se novas características do hidrograma unitário. 6. múltipla de DU procedimento não é muito exato. A parte superior da bacia situa-se nas escarpas íngremes. pico e fim. e a parte inferior é pouca inclinada. Os triângulos são defasados.3).

Considerou-se ainda o número de curva CN = 60. aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia. tornando o número de hidrogramas parciais a serem somados bastante reduzido. é conveniente a adoção de durações da chuva.6. MÉTODO DE CALCULO A seguir são descritos com os procedimentos de cálculo para obtenção dos valores das descargas de projeto a serem utilizados nos projetos rodoviários. CHUVAS DE PROJETO EXPRESSÃO DE CHUVA DO ENG° OTTO PFAFSTTETTER 6. na metodologia A.6. 6. sem prejuízo da precisão requerida. costumando-se suprimir os acréscimos de deflúvio no fim da tempestade. Esses parâmetros acham-se indicados no alto do quadro. assim como as características da relação chuva-duração-frequência. 6. superior a 1 mm/h. e CN = 74.3.2.6. pois a infiltração mínima do solo. adotando-se o período de recorrência de TR = 10 anos. considerando-se as chuvas no período antecedente de 5 dias do pico da precipitação. DU. .2. como descrito no capítulo 6.6. O cálculo desenvolvido deve ser acompanhando no Quadro Q1-A. no período total de 15 dias de chuva de projeto.6. com o que reduz-se o número de elementos a calcular. D.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 89 Essa simplificação não tem grande vantagem na maioria dos casos. a partir da duração unitária. crescente segundo a progressão geométrica de razão 2. considerando as chuvas precedentes do pico de chuvas de curta duração. tomando como exemplo o posto pluviográfico de referência. convencional. é geralmente adotada. Metodologia B. para a metodologia. ressaltando-se as diferenças de adoção das duas metodologias de cálculo adotadas: – – Metodologia A. 6. de simultaneidade da chuva e distribuição da chuva em área.1. METODOLOGIA A Ao ser utilizado o período de 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da precipitação. Para exemplificação considerou-se uma bacia com área de 32 km² tempo de concentração de 150 minutos e duração unitária de 20 minutos.1. que representa a média dos 98 postos do Brasil com a perda mínima por infiltração 1 mm/h. Em geral o somatório das ordenadas dos hidrogramas parciais é feito sob forma de tabelas.

FS. em horas. Nas colunas seguintes aparecem os valores de "α". usadas no quadro. para o tempo de recorrência TR = 1 ano. em anos. nessa parte do quadro. são definidas pela expressão: P0 = aD + b log( 1 + cD ) Sendo. Devido à disposição simétrica dos acréscimos de precipitação. 25 onde K significa o fator pelo qual deve ser multiplicada a precipitação Po. O penúltimo valor de D foi escolhido de modo que as durações antecedentes ao pico somem os 5 dias fixados para ela.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 90 Nas três primeiras colunas da primeira parte do quadro aparecem as durações D. TR. que. essa duração antecedente resulta da soma dos intervalos de D entre pares sucessivos dos valores anotados nas primeiras colunas da parte superior do quadro. é necessário efetuar interpolações lineares entre aqueles valores e mesmo extrapolações. da chuva e são relacionados na Ref. para durações maiores que 6 dias. para obter a precipitação com o tempo de recorrência de projeto. a. D. "β" e "γ". que são parâmetros que dependem da duração. 4 para 98 postos do Brasil. expressas em minutos. Aparecem em seguida as precipitações PO. no caso dos postos analisados na Ref. com tempo de recorrência de 1 ano. em mm. b e c = parâmetros relacionados para os diferentes postos do Brasil. Como em geral os valores de "α" e "β" não são relacionados para as durações. O último valor de D corresponde aos 15 dias admitidos para a duração total da tempestade de projeto. 4. horas e dias. O fator de probabilidade K é definido por: K = TR α + β / tr 0 . Po = precipitação. para maior comodidade da análise dos resultados. D. D = duração da chuva. Em seguida. Esses intervalos encontram-se também na 8a coluna da segunda parte. aparece o fator de simultaneidade das chuvas. calculado pela expressão: .

5 e C 2 = 0 . Esses acréscimos de precipitações devem ser reordenados. escolhida como sendo igual a 4 DU. TC. DR a duração de referência. FS. DR a duração considerada e. P1. e AR a área da bacia hidrográfica. C4 = 0. FA dado por: FA = sendo Y Y + log ( AR / C 6 ) 2 Y = C 3 log( C 4 D + C 5 ) os valores de C3 = 35. Na 9ª coluna dessa parte superior do quadro aparece o fator de redução da chuva em área. em anos. conforme descrito adiante. para as durações D.2. ou aproximadamente igual à metade do tempo de concentração. A 10a coluna da primeira parte do quadro fornece as precipitações de projeto. no Quadro Q1-B.18 E onde TR é o tempo de recorrência. FA isto é: P1 = P0 ⋅ K ⋅ FS ⋅ FA Na última coluna dessa parte do quadro aparecem os acréscimos das precipitações de projeto. pelo fator de probabilidade K. P1. levando-se em conta a umidade do solo no início da chuva. que resultam do produto das precipitações Po. em km2. nos sucessivos intervalos de tempo entre as durações do início dessa parte. em horas. para o tempo de recorrência de l ano.70 e C5 = 1 estão indicados no alto do quadro. METODOLOGIA B No caso de se adotar o procedimento B. mais comumente adotado. e finalmente pelo fator de redução em área.57TR −0 . 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 91 FS = C1 ( 1 − C 2 ) + C2 C1 + log 2 ( D / D R ) sendo C1 = 1. pelo fator de simultaneidade. De acordo com a tabela de correspondência . têm-se as seguintes indicações: adoção do número de curva CN maior que no procedimento A. não sendo considerado no caso os 5 dias de precipitações antecedentes ao pico da tempestade. D é a duração considerada.2.6.

.3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 92 de CN do capítulo anterior. Tmax. ou mesmo.6. O efeito das chuvas antecedentes ao pico da tempestade já está considerado. POSTO PLUVIOGRÁFICO LOCAL Havendo dados pluviográficos de postos diferentes dos estudados pelo Eng° Otto Pfafsletter e que sejam representativos da bacia em estudo.1 log( AR / 25 ) ≤ 1 onde AR é a área da bacia. usado no exemplo anterior. e FA o fator de redução em área. São a seguir tratados os casos onde dispõe-se de observações pluviográficas locais. independente da duração D. a partir de dados pluviométricos que sejam significativos da área local. usadas na composição da primeira parte do quadro. Se consistente. No restante os quadros QI-A e QI-B são semelhantes. em geral não coincidem com as durações D. adotou-se o valor de CN = 74. normalmente o fator de redução das chuvas na área é definido pela Expressão: FA = 1 − 0 . escolhido de modo a definir satisfatoriamente o ramo descendente do fluviograma resultante. Em seguida as durações D crescem em progressão aritmética até o tempo máximo para cálculo. não vindo. resultando FS = 1. seriam alteradas com a consideração do fator de simultaneidade. 6. O fator de simultaneidade das chuvas não é considerado nesse procedimento. no entanto. Nesse caso efetuam-se interpolações lineares entre os valores dados por método estatístico para definir as precipitações correspondentes às durações D do quadro. convém fazer-se a análise estatística das precipitações de curta duração desse posto. correspondente ao CN = 60. As chuvas. Na metodologia de cálculo B. na escolha mais judiciosa do número de curva CN. refletir-se sobre a descarga máxima do fluviograma de projeto. em km². após o pico da tempestade. em grande parte.2. esse estudo poderá fornecer o valor das precipitações para o tempo de recorrência de projeto e para durações que.

Por esse motivo as descargas máximas. que nesse caso crescem em progressão. POSTO PLUVIOMÉTRICO LOCAL No caso em que se julgue que os postos relacionados não sejam suficientemente representativos das chuvas na bacia em estudo e se disponha de pelo 10 a 15 anos. 6. Dividindo-se este valor pela precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência. FS. 6. P1. pelo menos.2. A precipitação de 24 horas é definida pelo produto deste valor por 1. FS= 1. através das duas metodologias de cálculo são um pouco divergentes. Efetua-se a análise estatística das precipitações máximas diárias observadas. Nesse caso a tabela de correspondência dos números de curva CN0 e CN1 não é valida. equivalente a 139 mm. pois a potencialidade na formação de chuvas de curta duração é muito diversa da representada para o posto de referência. calculado pelo procedimento B. no Estado de São Paulo. as precipitações PK da quarta coluna da primeira parte do quadro Q2-A. 5min 15min 30min 1h 2h 4h 8h 24h 48h 4d 8d 6d P(mm) 17 37 58 86 113 143 174 240 290 368 510 745 D Com esses valores foram obtidas. que não são considerados. sendo a precipitação de projeto.6. METODOLOGIA A A primeira parte do quadro Q2-A exemplifica uma bacia situada na Baixada Santista. e CN1 = 55. por interpolação. O restante dessa parte do quadro é semelhante à do quadro Q1-A.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 93 6. pêlos fatores de simultaneidade. e pelos fatores de redução da chuva em área.2.13. PA.3.6. no procedimento A. diferindo pelas durações D.3. de dados pluviométricos diários para um posto mais próximo pode-se proceder do modo a seguir. obtém-se o quociente que representa a .4. onde obteve-se a seguinte relação entra precipitações e durações para chuvas com TR= 10 anos de tempo de recorrência.2. Nas colunas seguintes dessa parte figuram os valores não utilizados de "a".6. As demais características da bacia acham-se representadas no quadro. resultante do produto das precipitações PK pelo fator de simultaneidade.1. com um número de curva CNo= 40.2. "p" e o fator de probabilidade K = 1. METODOLOGIA B Nos quadros Q2-B1 e Q2-B2 encontram-se os mesmos exemplos. definindo o valor para o período de recorrência TR = 10 anos. e pelo fator de redução da chuva em área. no procedimento B. Admitiu-se no caso um solo com permeabilidade acima da média.

2. Traça-se no gráfico escolhido uma linha passando pela precipitação relativa achada para o posto considerado e que seja paralela à curva do posto regional mais representativo. METODOLOGIA A Esta metodologia é exemplificada pelo quadro Q3-A. que nem sempre coincidem com as durações indicadas.04 mm acima. correspondente à região do Brasil mais representativa da área em estudo. correspondentes a postos que possam adequar-se à estimativa das precipitações de curta duração no posto pluviométrico considerado. a um valor de 135 mm. para obter as precipitações de projeto P1.10 para o posto pluviométrico considerado e uma duração de 24 horas. 6. mas não se dispõe de um pluviômetro próximo com dados de chuvas diárias. Essas precipitações pontuais do posto considerado devem ser multiplicadas pelo fator de simultaneidade FS.Goiânia é razoavelmente representativo. A precipitação de 10 anos de recorrência e duração de 24 horas corresponde assim a 1. e suas ordenadas PR.55mm. para várias durações B.6. que é a precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência. Multiplicando-se essas precipitações relativas pelas precipitações. Supôs-se. . para o período de recorrência TR = 10 anos. Normalmente ê necessário efetuar interpolações para achar as precipitações correspondentes às durações D da primeira parte do quadro.1. A paralela à curva de n° 32 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 94 precipitação relativa do posto considerado para 24 horas e pode ser marcada por um ponto num dos gráficos.4. Feita a análise estatística das precipitações diárias máximas anuais chegou-se.55/139 ≤ 1. de igual duração e período de recorrência TR. As vezes essa linha traçada deve ser interpolada entre duas outras do anexo B. e pelo fator de redução em área FA. Esse procedimento pressupõe que as precipitações de várias durações mantêm a mesma relação para as de 24 horas como a que se observou no posto tomado como base de comparação no Anexo B.13 x 135 = 152. resultam as precipitações para o posto considerado. neste caso uma bacia no sul do estado de Goiás onde o posto n° 32 . Dividindo-se esse valor por 139.Goiânia situa-se 0. constam do quadro que se segue. resulta a precipitação relativa de 152. Com as ordenadas dessa curva paralela ou interpolada são avaliadas as precipitações relativas para diversas durações. do posto de referência.

São igualmente ignorados os valores de "α".2 43.8 208.6.3 69.4.8 152.1 pois as potencialidades para formação de chuvas de curta duração no posto considerado diferem bastante daquelas do posto de referência utilizado para organizar a tabela.5 174.2 247.23 1.9 300. No restante o quadro assemelha-se aos anteriores. Esses valores ou os interpolados para as durações D constam da 4a coluna da primeira parte do quadro Q3-A. de modo que não alteram sensivelmente os resultados. "β" e K = 1.7 179. . a precipitação de projeto.8 297. não são representativas neste caso.4 349.99 6d 0.1 229 48h 1. decrescem ligeiramente entre as durações de 16 a 64 horas em conseqüência de uma rápida queda do fator de simultaneidade.13 24h 1.16 4h 1. 6.9 137.15 6h 1.11 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 95 D PR(mm) P100(mm) PK(mm) 5min 15min 30min 1h 1.2.7 24. o fator de redução na área FA.06 4d 0.2 100 2h 1. Na última linha figuram as precipitações de projeto PK. Os números de curva CNo= 60 e CN= 64.1 203. METODOLOGIA B O quadro Q3-B ilustra o cálculo da enchente pela metodologia B. resultantes do produto de PR por P100 das duas linhas precedentes.94 86.6 158. não obedecem à tabela do subcapítulo 6. Os acréscimos de precipitações correspondentes são negativos mas seus valores são pequenos. que é tempo de recorrência de projeto. Os fatores de simultaneidade FS = 1 não são considerados e os fatores de redução da chuva em área. e seus acréscimos.8 62.5 Na terceira linha do quadro repetiram-se as precipitações do posto de referência do para TR = 10 anos.5 128.11 1.14 12h 1. As precipitações de projeto P1. aparecendo o fator de simultaneidade FS. Admitese que as precipitações relativas não variam muito com o tempo de recorrência e que as referentes a TR = 10 anos representam satisfatoriamente a média. contendo os valores de "α". FA. usados nas metodologias A e B.4.16 19. da 5a à 7a coluna da primeira parte do quadro.2 110. Nesse caso as durações D crescem segundo uma progressão aritmética até o tempo máximo de cálculo TMAX. P1= PK x FS x FA.2.1 47.4 328. As três colunas seguintes. "β" e K = 1. respectivamente.2 262.

os acréscimos de precipitação que constam da última coluna da parte superior do quadro dos exemplos. contidas na 5° coluna. Com essas precipitações acumuladas. contidos na ultima coluna da parte precedente de cada quadro .3. são calculados os deflúvios ou precipitações efetivas. de acordo com a expressão de Mockus. Para o procedimento A. tornando-se menores do que a capacidade de infiltração mínima do solo. Na 7a coluna da segunda parte do quadro são anotadas as perdas. logo que os valores das perdas da 7a coluna se tomarem menores que os da perda mínima. prevalecem os valores correspondentes a esta. da segunda parte.3.8 S sendo: S= 254 (100/CN -1). METODOLOGIA A Precedendo o cálculo dos deflúvios.6. Após o pico da tempestade essas perdas. Nesse caso. que aliás costuma ser o mais freqüente no fim dos . Na quarta coluna os acréscimos de precipitação rearranjados da coluna precedente são acumulados. Para maior clareza. cuja extensão cresce conforme afasta-se do centro da tempestade. com 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade.6. resultantes das diferenças entre valores sucessivos da coluna precedente dessa parte. Pmin Assim. Pmin. devem ser rearranjados em ordem mais provável de ocorrência na natureza.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 96 6. PE. P1.2 S ) 2 PE = P1 + 0 . Na terceira coluna da segunda parte dos quadros Q1-A e Q3-A pode-se verificar esse tipo de rearranjo dos acréscimos de precipitação. ( P1 − 0 . o acréscimo de precipitação maior é colocado no centro do grupo e os outros acréscimos de magnitude decrescentes são dispostos alternadamente apos e antes do grupo em formação. essas perdas mínimas não podem exceder os valores dos acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna porque não ha água para isso. CALCULO DOS DEFLÚVIOS 6.1. em mm e CN o numero de curva de infiltração do solo. Na 6a coluna da segunda parte do quadro figuram os acréscimos de precipitação efetiva. costumam diminuir excessivamente. figuram nas duas primeiras colunas. Por outro lado. dadas pela diferença entre os acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. as durações que definem o inicio e o fim de cada intervalo de tempo correspondente ao acréscimo de precipitação rearranjado.

METODOLOGIA B Para o procedimento de cálculo B. o rearranjo dos acréscimos de precipitação procura reproduzir. recalculado no intervalo considerado. antes da ocorrência do pico da tempestade. e que está anotado na 9a coluna dessa parte do quadro. obtem-se os acréscimos de precipitação efetiva para cada elemento de duração. relacionados às duas primeiras colunas dessa parte do quadro. Os acréscimos de precipitação seguintes serão acrescentados na sua ordem decrescente primitiva. 4. da 9a coluna. que serão aplicados ao hidrograma unitário para obter o hidrograma total. lembrando-se que nesse caso os intervalos de tempo são iguais entre si e seu valor é dado pela duração unitária.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 97 cálculos. A soma dos intervalos da 8a coluna da segunda parte do quadro. Esse caso naturalmente não ocorre quando se admite uma perda mínima. 3. fornece a duração das chuvas antecedentes DA conforme foi citado na primeira parte.2. Essa regra pode ser resumida. A segunda parte dos quadros Q1-A. antes calculados. as precipitações efetivas da 5a coluna deverão ser recalculadas. DU. Dividindo-se os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna pelo numero de elementos. 6. anotam-se na 8a coluna os intervalos de tempos. igual à última coluna da parte superior do quadro.6. Finalmente os acréscimos de precipitação efetiva da 6ª coluna da segunda parte devem ser fracionados em intervalos iguais à duração unitária DU para facilitar a soma dos fluviogramas parciais. dados pela última coluna da primeira parte do quadro. em que devem ser divididos os acréscimos de precipitação efetiva.1. DU Para orientação são apresentados os exemplos na segunda parte dos quadros Q1-B. Elas resultam da soma da precipitação efetiva no intervalo de tempo anterior com o acréscimo de precipitação efetiva da 6a coluna. como será apresentado adiante. 2 e 5. numa duração aproximadamente equivalente à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. Pmin nula Toda vez que as perdas da 7a coluna são substituídas pela perda mínima referente a Pmin ou pelo acréscimo de precipitação da 3a coluna. descrita no capítulo subseqüente. Para esse fim. N. Q2-A e Q3-A ilustra o procedimento de cálculo.3. dados pela diferença entre o fim e o início. são dispostos com valores decrescentes na ordem 6. as perdas da 7a coluna se igualam aos acréscimos de precipitação da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. Em geral os seis maiores acréscimos de precipitação. onde somente são consideradas as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. Dividindo esses intervalos da 8a coluna pela duração unitária DU obtem-se o número de elementos N. um valor nulo. Q2-B1 e Q3-B. com uma regra única. . serão substituídos por.

Às vezes prefere-se utilizar tempestades com o pico mais afastado do início. ou DU = TPC / 4 = 15 minutos. Para durações unitárias menores. Observe-se que esse deslocamento do pico da tempestade. Nesse caso basta aumentar o tempo de pico da chuva TPC para um período maio que 60 minutos. e somarem-se os produtos com a defasagem de um .4. fazendo-se a subdivisão dos blocos quando a duração unitária for menor que TPC / 4. No restante. Deve-se nesse caso escolher um tempo de pico da chuva TPG. Para durações unitárias DU maiores que 15 minutos o pico da tempestade não ê mais orientado pelo valor de TPC e sim pela posição do acréscimo de precipitação maior. quando as durações unitárias DU são curtas. haveriam quatro intervalos antes do pico. Nesse caso o tempo de pico da chuva. vindo gradualmente de encontro à metodologia de calculo A.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 98 Essa regra fornece picos de tempestade /muito próximos do seu início. por vezes não se chega à situação em que as perdas atinjam o valor mínimo. ou o valor limite. Dos valores disponíveis esse pico da tempestade pode chegar a 1h após o início para chuvas de trovoada. mesmo para bacias de pequenas extensões. de modo que a sua quarta parte represente um múltiplo inteiro de durações unitárias DU.6. o desenvolvimento da segunda parte do quadro se assemelha ao descrito para a metodologia A. tendo em vista que os valores contidos na 6a coluna já se referem aos intervalos de duração unitária DU Como a soma dos intervalos de tempo processados no procedimento B costuma ser mais curta que no procedimento A. segundo o capítulo precedente. dispondo-se os acréscimos de precipitação com magnitude crescente antes do pico e decrescente apôs o pico. dado por PM. cada bloco de 15 minutos seria desdobrado em outros com duração menor. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA Apôs determinar os deflúvios ou acréscimos de precipitação efetiva. Dispensam-se as três últimas colunas porque os intervalos são iguais e não há necessidade de subdividir os acréscimos de precipitação efetiva. devem ser multiplicados seus valores pelas ordenadas do hidrograma unitário em intervalos iguais à duração unitária DU. com o rearranjo sugerido. conduz a um acréscimo de chuvas antecedentes e um conseqüente aumento do deflúvio. TPC. pode ser fixado em 60 minutos e. dado pelo acréscimo de precipitação rearranjado da 39ª coluna dessa parte do quadro. que considera os 5 dias de chuvas antecedentes. onde a duração unitária escolhida é de DU= 5 minutos. 6. Pode-se perceber essa metodologia acompanhando o exemplo do quadro Q2-B. que sempre fica no quarto intervalo de tempo. preferivelmente submúltiplos inteiros de 15 minutos.

há um grande número de acréscimos de precipitação efetiva a manejar. Os exemplos na terceira parte os quadros Q1-A.13 do tempo de base. Q3-B. cuja descarga de ponta é igual a 100 m³/s. As ordenadas H do hidrograma padrão podem ser calculadas por semelhança de triângulos com as abscissas crescentes a partir de zero em intervalos iguais à duração unitária DU. sem prejudicar a precisão dos resultados. dividido-se por 100. seja qual for o tamanho da bacia.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 99 intervalo. com pequenas diferenças de um caso para o outro. No caso do procedimento de cálculo B. Em seguida aparecem os acréscimos de precipitação efetiva. No caso do procedimento de cálculo A. As descargas resultantes terão de ser multiplicadas pela descarga de ponta QP. esclarecem os passos a seguir. no máximo. do hidrograma unitário. conforme avança-se para o acréscimo seguinte. os acréscimos de precipitação efetiva vêm diretamente da penúltima coluna da segunda parte do quadro. normalmente. Q2-A e Q3-A. chegam ao ponto onde busca-se conhecer a descarga. Seguem-se para baixo e para cima os acréscimos de precipitação efetiva cujos valores são indicados na ultima coluna da secunda parte do quadro e seu número. No início da tempestade de projeto há geralmente muitos valores nulos. Essa defasagem corresponde ao atraso com que os hidrogramas parciais. Nas duas primeiras colunas dessa terceira parte dos quadros aparecem os números de ordem N e os tempos dos intervalos múltiplos da duração unitária DU considerada. as 13 ordenadas previstas nessa parte do quadro são suficientes.33 a 1/14. e o quadro Q2-B2 para o procedimento de cálculo B. basta considerar o acréscimo de precipitação efetiva máximo na 11ª posição da 3a parte. para o procedimento de cálculo A e dos quadros Q1-B. calculados na segunda parte dos quadros. de modo que. é dado pelo n° da penúltima coluna dessa parte. Como recomenda-se utilizar durações unitárias entre 1/5 e 1/8 do tempo de concentração ou 1/9. que é a descarga de ponta do fluviograma padrão utilizado. em cada caso. podendo-se eventualmente eliminar os poucos . Na primeira linha dessa parte dos quadros anotam-se as ordenadas do hidrograma padrão. correspondentes a cada acréscimo de precipitação efetiva. necessitando-se apenas daquelas com maior valor. e no qual as outras características como tempo de ponta e tempo de base são iguais ao hidrograma unitário triangular do Soil Conservation Service. Assim normalmente 28 linhas e excepcionalmente 44 linhas nesta parte do quadro são suficientes para incluir todos os excessos de precipitação efetiva com valores significativos. O uso desse hidrograma padrão permite a representação dos elementos centrais dessa parte com números inteiros de três algarismos significativos.

O deslocamento dos elementos de cada coluna no sentido vertical permite uma fácil soma das ordenadas isócronas desses hidrogramas parciais.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 100 valores nulos que costumam aparecer no inicio. resulta da expressão: QP = AR 0 . no entanto. caso essa seja apreciável . usado nos cálculos da terceira parte dos quadros descritos. todos os valores dessa coluna desçam de uma linha em relação à coluna anterior. Convém prolongar o quadro até perto de 13 linhas além do ultimo valor significativo dos acréscimos de precipitação efetiva usados. A soma dos elementos no corpo dessa terceira parte do quadro. TB = tempo de base. A descarga base a adotar será a indicada como normal no período das enchentes. AR = área da bacia AR em km². que anotar os resultados de modo que. multiplicada pela relação. A descarga de ponta. em minutos. indicadas na penúltima coluna dessa terceira parte. dado por: TB = 8 ( DU / 2 + 0 . Terse-á. ao longo de cada linha.03TB onde: QP = descarga de ponta expressa em m³/s . comparada com a descarga máxima da enchente. Os produtos representam as ordenadas dos hidrogramas parciais oriundos de cada acréscimo de precipitação efetiva para u hidrograma unitário padrão com descarga de pico igual a 100 m³/s. QP. fornece as ordenadas do hidrograma total. para definir adequadamente o ramo descendente do hidrograma de projeto. No restante o desenvolvimento da terceira parte do quadro é semelhante. QP/100. do hidrograma unitário. para cada coluna que se avança nas ordenadas. A essas ordenadas devem ser adicionados os valores da descarga base. As ordenadas de cada hidrograma parcial podem ser visualizadas observando-se nessa parte do quadro os valores ao longo das diagonais descendentes de uma linha cada vez que se avança uma coluna para a direita.6TC ) 3 . Em seguida são apresentados no corpo da terceira parte do quadro os produtos das ordenadas H do hidrograma padrão de cada coluna pelo acréscimo de precipitação efetiva de cada linha.

Esses volumes referem-se ao fim do intervalo. R. convém considerar o amortecimento e efetuar um cálculo mais minucioso considerando a forma detalhada do hidrograma.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 101 sendo: DU = duração unitária e TC = tempo de concentração da bacia. . Em primeira aproximação a redução da descarga de ponta pode ser calculada pela expressão Q1 − Q2 = Q1 R V sendo: Q1 e Q2 = descargas máximas da enchente antes e após o amortecimento. Esse volume pode ser utilizado para saber se a obra é capaz de amortecer a ponta da enchente com o represamento temporário causado a montante. R = volume retido com a elevação máxima das águas e V = volume total da enchente. por exemplo. admitindo-se em cada intervalo uma descarga média igual ã indicada na penúltima coluna dessa parte do quadro. O volume máximo retido. superior a 20%. Assim. a relação cota-volume do terreno a montante da obra e a capacidade desta para vários níveis d'água a montante. Na última linha da terceira parte dos quadros é ainda destacado o valor máximo do hidrograma das descargas de projeto. dividindo-se o volume armazenado a montante de um bueiro plenamente afogado pelo volume total da enchente se tem à proporção da redução do pico da enchente calculada: Q1 − Q2 R = Q1 V Caso esse cálculo aproximado indique uma redução apreciável. Na última coluna da terceira parte dos quadros descritos aparecem os volumes acumulados das enchentes de projeto para os diversos tempos dados na 29ª coluna. por exemplo. pode ser avaliado grosseiramente por plantas topográficas ou inspeção local até o nível admissível de inundação.

0 MINUTOS DA = 5.5196 0.0000 0.9912 0.8396 1.67 85.15 709 58.38 6 1.9645 1.8396 1.04 11 5.0000 0.0316 69.6288 1.788 3.0 20.0 0.2940 92.864 1.6485 59.5830 4.0000 0.0800 K 1.33 10.0000 0.9910 44.1710 0.33 170.9023 32.0000 0.0000 0.8739 28.8739 28.4407 62.60 1 0.0000 0.00 KM2 CN = 60 PM = 1.Q1-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência Parâmetros de Simultaneidade da Chuva Parâmetros de Redução da Chuva em Área D (MIN) 20.0744 0.52 137 67.028 0.0 20.8739 28.23 319 90.7740 ACR.8491 6.7299 27.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.0534 13.0331 7.0 640.9848 0.2043 99.0 80.1615 25.5576 1.4497 4.9897 0.0 2560.0 20.0 5120.0 5120. PE) /N (MM) 0.06 0 0.9804 0.8739 28.9877 0.8739 ACR.00 DIAS AR = 32.3700 252.6444 40.67 234.0000 1 1 1 1 1 1 1 1 34 34 191 158 37 37 37 37 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 103 103 574 473 110 110 110 110 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 137 137 766 631 147 147 147 147 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 172 172 957 789 184 184 184 184 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 151 151 842 694 162 162 162 162 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 130 130 728 600 140 140 140 140 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 5 5 5 5 5 5 5 110 110 613 505 118 118 118 118 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 89 89 498 410 96 96 96 96 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 2 2 2 2 2 2 2 48 48 268 221 52 52 52 52 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 27 27 153 126 29 29 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 38 32 7 7 DESC.89 2 1.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 18.1506 0.0000 0.0 N 190 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 378 (ACR.33 0.1429 Metodologia A .3582 25.0 640.0 20.5738 78.0000 0.31 873 20.4948 75.4497 17.3582 13.72 218 84.08 625 70.0000 0.9579 35.0 14040.0000 QD .0800 0.7665 8.0274 16.7965 13.556 7.0000 Perda (MM) 18.0744 0.7965 36.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 500 520 ACR.62 76 50.3270 99.0800 0.7160 9.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.36 1 0.5372 82.7110 88.8396 1.0274 16.0000 0.08 BETA 60 = 0.0 2560.0 1280.0 1280.7160 9.9923 P1 (MM) 27.89 780 45.0000 0.6936 0.889 1.0744 1.67 5. (M3/S) (DAM3) 0.3766 C3 = 35 C4 = 0.5830 7.8996 0.0331 7.8306 0.70 530 79.1669 0.6220 193.00 427 85.7375 17.0 80. DE P1 (MM) 27.0 160.0000 0.7965 31.0 10240.0 7560.00 D (DIAS) 0.0 10240.111 0.5952 3.0 40.0000 0.0800 0.0800 0.57 7 3.5687 1.8260 157.9645 0.9391 0.1747 0.8396 0.0000 0.0800 0.1523 Intervalo (MIN) 3800.0 320.0 320.750 15.1523 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma U = 4.1523 18.5156 26.9789 36.0 D (H) 0.4536 8.0 14040.1615 4.0331 8.0800 0.0744 0.0 40.444 0.6430 157.27 911 6.08 BETA 30 = 0.0 40.1273 0.9732 0.6272 21.9917 0.0000 0.1440 0.5452 1.0 21600.1980 105.0 1280.8787 0.3582 0.222 0.8787 0.08 C1 = 1.0 2560.7965 13.0 40.5730 0.1990 196.4870 1.5340 0.67 21.0 5120.5830 7.0 320.00 360.7740 PE (MM) 0.0000 0.7665 4.014 0.111 9.7020 124.0 80.0 5120.5738 7.6410 167.1475 0.12 897 11.0744 0.6215 4.9610 0. VOL.0800 0.9360 119.5412 FS 0.0000 0.0 80.6595 1.09 37 32.0000 0. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.0 MINUTOS TC = 150.16 0 0.0 2560.0000 0.7160 1.0 160.1687 0.8470 138.6443 1.0 160.0000 0.0 640.5 C2 = 0. DE PE (MM) 0.7375 13.0 M3/S .0800 0.0800 0.76 18 16.1582 0.0000 0.9789 18.1615 4.0000 0.0744 0.48 919 3.33 2.53 923 DESCARGA MÁXIMA Q = 90.8884 7.6583 1.67 1.0 1280.1706 89.0000 0.2613 83.056 0.6249 0.33 42.70 C5 = 1 C6 = 5 BETA 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 102 CN = 60 Intervalo de 10240.8396 0.1522 124.5966 1.0 640.8545 14.0744 0.8884 1.00 MM/H NP = 0 a = 0.0 (MIN) A 14040.0 160.2850 131.5026 FA 0.0744 0.5738 7.0744 1.0800 0.9789 36.1593 0.7650 61.6355 1.0000 0.0800 0.6852 112.32 834 32.15 4 1.1750 0.4082 4.9081 49.000 P6 (MM) 24.7299 13.6007 1.6220 193.7804 0.00 BETA 15 = 0.0070 ALFA 0.4320 9.3582 25.0 21600.0 320.0274 43.2979 17.

3013 80.9504 90.9893 0.9893 0.0000 0.3476 147 2.2681 4.41 669 73.0000 0 0.2214 3.2214 10.9016 58.0000 1.0800 0.0 100.0000 1.8139 1.00 0 0.8295 0.0800 0.95 572 80.1740 Metodologia A .56 1015 9.0 140. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.0800 0.6824 73.96 470 84.00 D (DIAS) 0.6456 1.0 20.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.00 2.6305 1.0000 0 0.00 MM/H NP = 0 a = 0.0800 0.09 1025 5.0 140.9893 0.0800 0.26 89 60.9038 77.0000 1.4221 40.0000 0 0.9081 43.7345 69.0 180.0000 0 0.7812 69.153 0.9597 39 1.0000 0 0.0 140.5257 2.111 0.9893 0.028 0.8139 36 1.87 943 26.0800 0.1996 QD .6035 87.1660 0.7305 27.00 KM2 CN = 74 PM = 1. V OL.1440 0.60 1032 3. DE PE (MM) 0.6485 51.33 1.9062 5.9893 0.1892 52.9336 0.5838 53.3013 80.0 0.3303 83.36 757 63.67 2.6007 1.3468 2.9893 0.0 120.3975 3.00 3.27 161 80.5190 Perda (MM) 4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 103 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência D (MIN) 20.0290 2.67 1.2681 8.0 60.0 220.2524 1.8078 64.01 0 9.99 833 52.097 0.6506 1.9893 0.9893 P1 (MM) 36.9893 0.2731 7.00 0 0.45 896 38.0000 1.0000 1.0 100.0000 0.9734 8.0 80.0 40.2904 18.139 0.0 220.8598 55.5443 29.0800 0.0000 0.6355 1.0000 0 0.0 200.0000 0 0.00 1.0173 11.8888 25.6963 1.6805 CN = 74 Des carga de Ponta do Fluviogram a U = 4.0691 0.0 200.0 240.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 4.9877 60 2.0800 0.125 0.3303 83.9580 47.96 40 41.7708 25.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 4 HORAS AR = 32.5190 30 0.0376 ALFA 0.9204 1.3594 ACR.33 3.3605 5.3476 2.9038 77.0 200.6667 45.6380 21.1451 43 1.8403 32.0000 FA 0.1451 1.1727 0.6131 1.0173 0 11.6963 34 1.6557 FS 1.9135 1.069 0.6336 49.3975 3.2214 5.0 80.9597 1.9893 0.95 975 19.9234 49.0000 0 0.1713 0.0000 0.67 4.00 1036 1.0 MINUTOS TC = 150.0000 0 0.7475 2.0000 0 0.9012 3.2406 30.0 180.7475 2. (M3 /S) (DA M3 ) 0.0 D (H) 0.056 0.84 258 88.Q1-B CN = 74 Intervalo de 100.0000 1.2214 5.1627 0.0000 1.0000 1.1593 0.9734 4.014 0.4870 1.0 160.2731 225 7.6336 13.1687 0.1273 0.0000 1.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 A CR.644 37.33 2.5257 2.23 1037 0.9893 0.08 BETA 30 = 0.0778 85.1700 0.0 40.0 40.7471 0.0800 0.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.0173 11.42 365 87.0 60.0 80.08 BETA 60 = 0.083 0.0 160.24 1038 DESCA RGA MÁ XIMA Q = 88.6405 1.5452 1.0026 73.0 20.042 0.9012 4. DE P1 (MM) 36.0 240.42 M3 /S .0800 K 1.1996 4.1499 PE (MM) 0.19 998 13.9062 36.0778 85.6255 1.00 BETA 15 = 0.9877 2.0000 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 676 441 179 129 118 109 102 96 91 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 902 588 239 172 157 145 136 128 122 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 1127 735 299 215 196 181 170 160 152 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 992 647 263 189 172 160 149 141 134 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 857 558 227 163 149 138 129 122 115 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 721 470 191 137 125 116 109 102 97 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 586 382 155 112 102 97 88 83 79 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 316 206 84 60 55 51 47 45 43 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 180 118 48 34 31 29 27 26 24 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 45 29 12 9 8 7 7 6 6 DESC.0000 0 0.0800 0.6257 23.167 P0 (MM) 24.0000 1.603 87.08 BETA 0.0000 0 0.05 11 23.0000 1.1560 0.1948 19.5997 32 1.0 120.0800 0.0 180.33 0.0 60.0 220.0 (MIN) A 120.9893 0.5885 1.1010 55.9504 90.6336 13.1499 ACR.0290 2.5997 1.3468 2.67 3.1673 0.9734 8.0 160.9023 32.0000 0 0.

2388 0.2580 191.014 0.0000 27.00 DIAS AR = 2.003 0.0000 1.959 659.9383 4.889 1.2388 0.3874 105.0 7570.0 80.8890 265.1917 18.77 1 1.2388 0.444 0.7116 23.7346 1.2388 0.4740 0.000 0.0000 1.56 19 14.0 MINUTOS TC = 40.0000 0.0000 0.0 160.0 640.10 15 13.2020 715.0 2560.0 20.63 41 6.0000 0.0 21600. DE P1 (MM) 13.9987 0.7804 0.0872 21.9645 1.1148 1.0 14030.0000 224.0 160.0 D (DIAS) 0.0000 1.Q2-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Duração da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.5730 0.0 80.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 35.67 1.7336 19.8708 106.79 6 7.0000 1.7638 13.0 2560.83 360.9675 Intervalo (MIN) 3790.0000 44.6310 ACR.0000 0.2983 0.42 2 1.8787 0.1959 28.0000 67.000 0.000 0.9988 P1 (MM) 13. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.000 0.0 320.2983 0.0 640.2983 0.0 5.33 10.1677 3.9984 0.000 0.59 3 3.6930 230.8081 18.000 PK (MM) 17.000 0.5340 0.7336 13.0000 1.0000 0.17 0.4033 10.10 35 10.0 1280.2388 1.0 2560.4838 ACR.1943 8.0 320.3620 24.0 20.0768 14.7346 1.0 40.0000 0.2388 0.8950 114.87 2 2.007 0. DE PE (MM) 0.000 0.9691 0.6640 331.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 5.9920 211.0 5.8975 53.0 40.7336 19.9645 0.4680 265.6166 3.2983 0.000 0.5537 42.0 5120.7346 0.0 10240.000 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 104 CN = 40 Intervalo de 10240.2576 5.9828 0.9981 0.1677 3.1148 6.90 27 13.05 0 0.8973 14.6310 PE (MM) 0.9986 0.4838 23.6249 0.7514 8.000 0.0000 1.6409 63.45 38 8.0 5.7746 65.0000 0.8081 12.0 10.7638 13.000 0.25 31 12.0 1280.2388 0.2983 5 5 5 5 5 5 5 5 31 31 60 59 33 33 33 33 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 0 9 9 9 9 9 9 9 9 61 61 120 118 65 65 65 65 11 11 11 11 11 11 11 11 11 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 92 92 179 176 98 98 98 98 17 17 17 17 17 17 17 17 0 0 0 18 18 18 18 18 18 18 18 122 122 239 235 131 131 131 131 23 23 23 23 23 23 23 0 0 0 0 23 23 23 23 23 23 23 23 153 153 299 294 164 164 164 164 28 28 28 28 28 28 0 0 0 0 0 22 22 22 22 22 22 22 22 149 149 292 287 160 160 160 160 27 27 27 27 27 0 0 0 0 0 0 19 19 19 19 19 19 19 19 131 131 256 252 140 140 140 140 24 24 24 24 0 0 0 0 0 0 0 17 17 17 17 17 17 17 17 112 112 220 216 120 120 120 120 21 21 21 0 0 0 0 0 0 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 94 94 184 181 101 101 101 101 17 17 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11 11 11 11 11 11 11 11 76 76 148 146 81 81 81 81 14 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 8 8 8 8 8 8 57 57 112 110 62 62 62 62 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 39 39 77 75 42 42 42 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 21 21 41 40 22 22 DESCARGA MÁXIMA Q = 14.0 2560.5079 16.1280 149.7746 65.0 10240.67 85.1870 18.2983 0.0 160.0000 1.4838 23.0000 1.0000 1.1148 1.2983 0.000 0.3620 11.000 0.0 20.6670 478.0 0.9969 0.97 8 10.778 3.0 10.5047 0.0 640.2332 3.7638 53.000 0.7346 1.0 5120.9675 35.9596 77.33 0.2983 0.0000 2.1677 3.9976 0.4033 10.40 KM2 CN = 40 PM = 5. (M3/S) (DAM3) 0.0000 Perda (MM) 35.33 42.0 14030.000 0.0 1280.00 MM/H BETA 0.6640 331.0000 0.4908 8.0 160.0320 147.000 0.2983 0.0 5.23 1 1.90 4 5.4640 FA 0.0000 FS 0.5560 350.6166 3.15 0 0.33 170.1870 12.111 9.97 43 5.46 44 4.1959 63.05 23 13.0000 0.111 0.4838 23.0000 0.0 1280.556 7.8975 53.67 21.0000 1.028 0.000 0.0 80.11 11 12.0000 0.2983 0.9793 8.2388 0.000 0.0 5120.6360 95.3620 11.0 10.0 10.PE) / N (MM) 0.0000 1.000 0.8787 0.2983 0.1959 28.0 40.31 0 0.000 0.0 320.9900 0.0000 1.6936 0.0 40.0 80.4838 23.8787 0.67 5.5070 183.6790 124.0 320.7346 0.7746 351.31 46 3.0000 0.51 0 0.0 D (H) 0.5079 18.000 0.000 ALFA 0.33 2.7514 10.0000 123.9645 0.1917 21.000 0.3333 95.05 M3/S .0000 0.08 0.2487 7.0000 0.0000 153.0 21600.4824 0.0 5120.000 0.000 0.3629 87.6166 1.4450 561.056 0.4033 19.743 15.0000 0.222 0.01 1 1.675 CN = 40 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.6290 128.8975 28.8540 10.7722 0.9937 0.0000 1.0872 13.5079 8.773 18.9300 176.7660 136.000 Metodologia A .2388 1.0 (MIN) A 14030.55 47 ACR.0 N 758 512 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 1024 1514 (ACR.000 0.0 MINUTOS DA = 5.0000 0.0 640.3200 170.9957 0.0000 277. VOL.3330 184.0000 1.0000 0.132080 M3/S/MM DESC.0 20.0000 QD .000 0.8279 82.67 233.000 K 1.6585 11.9107 3.

0000 PE (MM) 0.6667 4.25 1.0 110.0000 0.2500 2.0000 0.0 45.75 0.2500 108.0000 0.0000 1.0000 10.0 35.0000 58.2500 2.0000 1.0000 1.0000 1.0000 0.0000 97.0000 FS 1.049 0.6667 67.0000 0.50 0.0000 1.0481 0.0 85.7500 44.1035 2.0000 1.003 0.6667 4.9582 5.0000 1.0000 10.2613 13.0000 0.0000 0.08 0.0000 0.6667 4.2500 2.25 0.7500 104.056 0.0000 0.2500 99.0000 76.0000 0.0000 0.Q2-B1 CN = 55 Intervalo de 85.92 1.5000 6.6667 4.0000 7.0 (MIN) A 90.0000 1.0 110.0000 1.0000 7.083 PK (MM) 17.6667 4.0 105.0 70.0000 1.0000 0.0 60.0 105.2500 2.0000 0.4167 16.0833 34.6667 4.0000 1.0000 7.0 25.33 0.0000 0.0000 1.2500 2.0000 2.0 40.9519 9.50 1.0000 1.0000 44.0000 0.1156 10.2500 2.0000 44.0 30.0000 1.0 45.0481 0.0000 0.021 0.4361 1.0 10.0000 0.7500 11.073 0.9297 11.0000 27.6667 4.0418 1.0000 0.000 97.17 1.0000 1.2500 108.42 0.3072 17.0000 1.7500 113.0000 1.0 30.0000 1.7682 12.7500 78.0 120.6318 1.0 20.0000 51.2500 4.0000 4.0000 1.0000 0.038 0.010 0.031 0.0000 1.0633 26.0 75.2500 2.0000 0.7500 104.0000 0.0 70.9521 0.0 50.0000 0.2804 18.0000 106.42 1.0000 0.045 0.2500 2.0 60.0000 1.2500 90.2500 2.3644 1.0000 1.40 KM2 CN = 55 PM = 4.0000 1.2562 .0000 0.75 1.5162 14.0000 0.017 0.0000 1.4116 1.0000 0.6305 13.0000 0.6667 10.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 2.0 75.0000 1.2500 2.0000 51.0 120.0 10.0000 27.2500 2.0000 62.0000 0.0000 1.67 0.2500 2.0000 0.6667 4.2500 2.0 40.0 115.0 25.0 90.5000 110.0 65.2500 2.0 25.2500 2.92 2.0000 Metodologia B .0000 1.0000 97.0 45.5000 110.7500 113.7500 104.6667 81.0000 0.0000 0.7500 95.2500 2. DE PE (MM) 0.0000 1.0000 0.0 115.0 100.0000 0.0000 62.2500 2.0000 0.0000 88.00 D (DIAS) 0.0000 1.0000 0.0000 1.0000 0.0 90.0 60.0000 0.0000 10.0000 1.0000 0.0000 1.007 0.0 20.2768 1.0000 1.0000 0.7500 92.0000 1.9938 Perda (MM) 2.0000 1.2500 2.069 0.0000 1.0 5.0 40.0000 ALFA 0.0000 106.0000 1.0 100.0000 1.0 80.0000 0.9732 0.2500 99.0000 0.9084 0.6667 4.7500 95.5000 110.2500 90.2500 108.0000 0.7500 54.0000 1.2500 2.0 15.4245 15.0000 0.0 65.052 0.0000 1.063 0.0000 1.0 70.076 0.3333 72.0000 1.0 100.2979 1.83 1.8139 0.0000 1.0000 0.4167 30.0000 0.0000 37.6667 2.7500 95.0000 1.8384 0.0 20.0 85.2500 2.0000 0.6667 4.0000 1.0 95.3333 72.0 65.7500 85.0000 FA 1.0000 P1 (MM) 17.0000 1.2500 99.0000 1.7387 3.0 30.3195 1.0000 7.6667 4.0 95.0000 1.0000 0.2500 2. DE P1 (MM) 17.0000 1.0000 1.2500 2.6667 4.0000 0.0000 76.6667 81.0000 K 1.0000 1.Estudos Estatístico de Dados Pluviográficos Locais TR = 10 ANOS DU = 5.2742 ACR.3333 86.0000 1.2500 QD .2500 2.066 0.0000 7.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 2 HORAS AR = 2.024 0.0 55.0000 1.0000 0.5000 92.7500 113.58 0.33 1.0000 1.0000 0.7868 3.028 0.0 55.00 1.8965 4.0 80.17 0.0000 0.0000 0.0 0.0000 7.0 80.67 1.0000 0.0000 1.0 50.0 D (H) 0.0000 106.2500 2.0000 0.0000 1.2500 4.5000 101.3877 1.3551 16.0000 1.0 110.3682 0.0000 0.080 0.0000 1.0000 1.08 1.9305 0.0000 1.0000 0.0000 1.0000 58.0000 1.6667 4.8623 0.7500 25.6667 67.6667 4.0000 1.0000 1.7500 71.5000 101.83 0.7476 10.0000 1.6667 9.0000 0.042 0.0 35.0000 1.0 75.0000 1.00 MM/H BETA 0.0 5.0 50.8155 2.5000 92.58 1.0000 0.0 115.3333 86.0000 1.0 15.5000 101.0000 0.0000 0.0 95.0000 0.0000 37.0000 0.0000 1.0 35.059 0.0000 0.0 105.035 0.8856 0.2500 2.1845 4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 105 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.0 10.0 MINUTOS TC = 40.0 55.0000 0.0000 ACR.0000 88.3416 1.2500 4.6441 7.6667 4.8286 5.014 0.0 15.

9732 0.8856 0.9938 0.31 0. VOL.01 0 0.00 0 0.94 1.0000 0.0000 0.0000 0.0000 0.8384 0. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.44 4.00 0 0.0000 0.14 37 39 40 41 42 43 43 43 44 44 .1035 2.0000 0.15 6 9.0000 0.0000 0.39 5.80 0.06 33 7.Q2-B2 CN = 55 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.3682 0.86 2 6.9305 0.00 0 0.41 0.66 9 10.0000 0.7387 3.01 4 8.0000 0.8623 0.0481 0.0000 0.27 38 ACR.57 22 10.07 16 10.132080 M3/S/MM DESC.0000 0.00 0 0.0000 0.20 1 3.58 28 8.0000 0.94 19 10.0000 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 106 QD .0000 0.68 1.00 0 0.8139 0.95 31 8.0000 0.12 25 9.0000 0.9084 0.00 0 0.18 0 1.0418 1.0000 0. (M3/S) (DAM3) 0.62 13 11.9521 0.00 0 0.07 M3/S 75 0 0 0 0 0 0 0 0 0 92 94 0 0 0 0 0 0 0 0 90 92 0 0 0 0 0 0 0 75 77 79 80 0 0 0 0 0 0 63 65 66 68 69 0 0 0 0 0 51 53 54 55 57 58 0 0 0 0 40 41 43 44 45 46 47 0 0 0 30 31 31 32 33 34 35 35 0 0 20 20 21 21 22 22 23 24 24 0 30 10 11 11 11 12 12 12 12 13 6.8155 2.00 0 2.38 3.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 14 57 34 40 45 15 16 16 17 17 18 18 18 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 28 115 69 79 89 31 32 33 33 34 35 36 37 38 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 42 172 103 119 134 46 47 49 50 51 53 54 55 56 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 56 230 137 159 179 61 63 65 67 69 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 70 287 171 198 223 77 79 81 84 86 88 90 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 68 280 167 194 218 75 77 79 82 84 86 88 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 60 246 147 170 191 66 68 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 51 211 126 146 164 57 58 60 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 43 177 106 122 138 47 49 50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 35 142 85 98 111 38 39 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 26 108 64 75 84 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 18 73 44 51 57 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 9 39 23 27 135 140 145 150 155 160 165 170 175 180 DESCARGA MÁXIMA Q = 11.00 0 0.52 2.00 0 0.0000 0.

0000 0.0 1920.0484 35.65 70.9689 P1 (MM) 63.0000 0.0000 0 0 0 0 346 300 254 208 1065 845 0.9655 0.25 2.6000 158.0 60.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.583 15.3636 -1.8313 0.0000 0.49 523.00 0.042 0.0000 2.0000 0.0000 1.0 3840.0000 0.4500 ALFA 0.9748 QD .5966 0.0 60.0 KM2 CN = 60 PM = 1.0000 2.0 9240.9748 Intervalo (MIN) 4680.00 0.0 480.0000 0.4838 66.333 8.8000 240.34 M3/S .00 64.55 288.0000 0.00 360.9748 11.00 8.0 960.00 36.4838 ACR.0 60.0000 0.0780 ACR.667 1.3780 29.0579 119.1785 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.00 4.00 32.0000 1.0000 0.0484 37.3330 318.0000 0.0000 0.00 0.4607 FA 0.4838 66. DE P1 (MM) 63.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 107 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.0 480.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 162 116 0.9617 38.0000 0.333 0.0000 0.0 12360.00 0.9621 0.0 120.3658 37.5541 63.5966 77 153 230 2009 2513 98 83 0 0 0 3.0000 1.0000 1.9466 0.00 0.3780 29.0 DIAS AR = 220.9572 1.8583 0.0200 157.4928 52.5716 -1.6048 3.9337 0.1358 556 50 75 0 0 0 0 0 0 0 23.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.9139 0.0 960.3850 178.5000 183.0000 K 1.0000 1.1785 26.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 208 162 116 0.2700 165.3780 11.34 484.0 960.0000 0 0 0 0 0 300 254 208 162 763 0.0 0.3620 167.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 116 0.1330 368.0 N 78 32 8 2 1 1 4 16 64 154 (ACR.9119 8.7260 179.0 1920.0 21600. (M3/S) 0.8583 0.0000 0 0 230 306 346 300 1667 1513 53 38 0.8820 160.0976 66. (DAM3) 0 0 0 0 0 0 0 0 9 35 274 903 1943 3408 5220 7104 8849 10413 11751 12821 13596 14081 14333 14464 14538 14571 14580 14580 ACR.00 0.22 371.45 174.0 MINUTOS DA = 5.0 3840.0000 1.7400 179.0 480.00 MM/H BETA 0.0 (MIN) A 12360.34 215.0 240.5257 -1.0 7680.8000 211.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0.3636 -1.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.8420 167.9617 38.9082 2.0 240.3280 139.0 3840.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.00 VOL.0000 0.1358 23.3570 26.7354 0.00 D (DIAS) 0.5541 20.2970 176.6048 14.0 120.1040 209.5038 55.0000 FS 0.0 D (H) 1.9556 0.0000 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 11.0000 0.3636 29.75 434.45 7.0000 0 0 0 306 346 300 254 1366 1179 38 0.6710 468.0 60.8825 0.6048 502 1112 75 100 0 0 0 0 0 0 3.2670 274.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 480.7610 6.5966 77 153 230 306 2270 2180 83 68 0 0 0.0484 -1.9082 8. DE PE (MM) 0.0000 Perda (MM) 11.26 134.4554 17.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0.1040 209.0000 0.4838 66.86 503.0000 0.1785 25 50 0 0 0 0 0 0 0 0 2.9082 8.00 2.9572 0.0000 1.0000 0.3636 9.9617 102.0000 0.0000 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.5716 2.0 1920.00 206.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 254 208 162 116 0.0 3840.167 0.34 66.3658 20.3682 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 23 512 462 70 70 70 70 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 178 161 24 24 24 24 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 523.93 406.0 960.8260 14.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.00 2.Q3-A CN = 60 Intervalo de 7680.0 120.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.0 1920.0 12360.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.000 PK (MM) 100.667 5.1971 37.0 1320 1380 1440 1500 1560 1620 1680 QP = 9.0 MINUTOS TC = 420.5481 0.0 240.00 16.7940 168.6308 0.000 128.333 2.0 21600.5031 0.60 9.0 120.0000 1.00 0.0780 PE (MM) 0.0000 Metodologia A .PE) / N (MM) 0.0000 1.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.7491 0.3570 28.5716 2.0 7680.5966 77 153 1507 2224 113 98 0 0 0 0 3.0000 0.42 20.1358 23.75 297.5966 77 1004 1668 100 113 0 0 0 0 0 3.0000 1.9119 -1.39 0.083 0.0000 0 153 230 306 346 1969 1846 68 53 0 0.0 240.00 128.

0000 0.8988 7.0 D (H) 1.3500 ALFA 0.22 111.5930 157.2086 38.00 MM/H BETA 0.0 720.5380 7.0 60.0000 FS 1.8350 73.00 D (DIAS) 0.3919 4.3000 174.0000 0 0 0 0 0 0 169 138 108 77 47 0.32 M3/S 0.0000 2.5479 373 1636 13 0 0 0 0 0 0 0 0 5.0000 0.0 540.0 420.0 KM2 CN = 64 PM = 2.0000 1.3919 7.208 0.4540 129.3919 2.5380 90.0000 0.0 1320 1380 1440 QP = 9.72 24.0000 0.Q3-B CN = 64 Intervalo de 300.0633 13.3919 4.0000 0.5300 150.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 7.0 660.0000 1.5380 52.9056 0.38 456.0000 K 1.3919 4.0 120.9056 0.0 180.51 505.5930 157.0000 1.0000 0.0633 20.3919 51 102 323 1493 3698 17 0 0 0 0 0 2.0000 1.5479 5.0000 1.00 9.3919 2.0 480.0000 0.5000 198.0000 1.9920 143.0 600.00 2.6000 143.6940 150.0 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0.1000 178.43 80.0 240.5380 13.3919 51 215 1120 3572 20 0 0 0 0 0 0 2.3919 4.00 7.42 54.0000 0 0 153 204 230 199 169 138 228 568 753 0.0633 7.9056 0.4400 170.0000 Metodologia B .8320 175.8988 13.0633 4.0000 128.3919 4.0000 1.6576 56.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 262 119 34 16 16 16 16 16 16 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 554.0618 2.0000 1.5500 158.74 177. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.00 11.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.5000 166.24 75.00 3.6593 66.3919 51 102 153 204 230 422 1240 2225 9 0 0 2.3919 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.0000 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo Para Cáculo Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.0000 0.9056 0.0000 2.19 37.0000 0.20 330.0000 0.5380 13.44 257.3919 51 102 153 431 1688 3207 15 0 0 0 0 2.3919 Perda (MM) 7.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 47 0.042 0.0 (MIN) A 360.2673 63.0000 1.3919 2.1393 124.00 8.4400 170.0490 166.9056 0.6570 132.0 540.00 5.0 480.2240 179.0000 0.4490 818 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 17.64 197.0000 0 0 0 0 230 199 169 138 108 77 99 0.0000 2.0000 0 0 0 0 0 0 0 138 108 77 47 0.25 554.0 240.3919 51 102 153 204 230 199 358 1016 1734 7 0 0.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 77 47 0.0000 0 102 153 204 230 199 169 293 792 1243 4 0.0512 68.26 324.9056 0.0000 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 108 Qd .292 0.00 10.4431 70.1062 8.15 1.2086 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 38.0000 0.2270 75.6189 ACR.0000 0.0 360.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 12 HORAS AR = 220.00 .6160 ACR.0000 0.70 6.0000 2.417 0.0000 1.0000 1.0 600.0 420.250 0.083 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 108 77 47 0.0 300.00 0.0 120.3919 2.3919 4.0 180.0 420. (M3/S) 0.2240 179.3919 2.8320 175.00 4.0000 1.0633 13.00 0.3509 2.86 452.0 MINUTOS TC = 420.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.3919 4.0000 0.3919 4.02 395.9056 0.9056 0.0 480.00 6.0633 4.4490 17.0000 FA 0.9500 183.8000 188.6570 162.22 13.167 0.0000 1.0 180.0 120. DE P1 (MM) 90.0000 1.0000 0.0 360.59 VOL.0000 0 0 0 204 230 199 169 138 108 164 343 0.0000 2.0618 108 747 2454 18 0 0 0 0 0 0 0 2.6160 184.2086 38.3919 51 102 153 204 487 1464 2716 12 0 0 0 2.0 660.9056 P1 (MM) 90.6500 193.0 660.0 600.0015 2.0000 0.0000 1.375 0.5552 116.0 240.9056 0.458 PK (MM) 100.5380 13.9056 0.6013 34.0000 0.0000 1.2055 61.0 60. (DAM3) 0 0 2 292 1002 2170 3812 5808 7790 9611 11238 12661 13850 14778 15416 15817 16088 16283 16419 16506 16556 16578 16583 16583 ACR.0000 0.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.5552 25.333 0.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.125 0.0490 166.0000 0.0000 0.3919 4.0000 1.0080 PE (MM) 0. DE PE (MM) 0.0000 1.5552 25.0000 1.32 550.0000 0.0000 0 0 0 0 0 199 169 138 108 77 47 0.0 540.0 300.

por sua extraordinária facilidade de cálculo. Entretanto. a avaliação do efeito da variação da intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. tc . dentre todos os métodos de avaliação de descargas de projeto para os sistemas de drenagem. por sua simplicidade.i. a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. A c. conhecido como coeficiente de deflúvio.P.6 3. pela intensidade da precipitação.se dessa forma Q= Q a descarga máxima. c o coeficiente de deflúvio. o método exige a definição de um único parâmetro expressando o comportamento da área na formação do deflúvio. Contudo. aquele que é utilizado com maior freqüência. não só no Brasil. em m³/s. Para considerar que todos os pontos da bacia contribuem na formação do deflúvio é estabelecido que a duração de chuva deve ser igual ou maior que o seu tempo de concentração e. No estabelecimento do valor da descarga pelo método racional admite-se que a precipitação sobre a área é constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia. mas em todo o mundo. relacionando o valor desta descarga com a área da bacia e a intensidade da chuva através de uma expressão extremamente simples e facilmente compreensiva. c. como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração. O coeficiente de deflúvio representa essencialmente a relação entre a vazão e a precipitação que lhe deu origem. principalmente nas bacias de pequeno porte ou em áreas urbanas. A. Nesse caso a descarga máxima Q.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 109 7 MÉTODO RACIONAL Consiste o método racional no cálculo da descarga máxima de uma enchente de projeto por uma expressão muito simples. conseqüentemente reunindo todas as incertezas dos diversos fatores que interferem neste parâmetro. multiplicado pelo coeficiente de deflúvio. Tem. o que envolve além do volume da precipitação vertida.6 t C sendo: i a intensidade da chuva definida em mm/h e . com a duração igual ao tempo de concentração. é dada pelo produto da área da bacia. A = 3. esta expressão é.

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A a área da bacia hidrográfica, em km2. Primordialmente o coeficiente de deflúvio representa a relação entre o deflúvio e a precipitação que lhe deu origem e na realidade engloba também o efeito da variação de intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. Para estabelecer a fórmula usada nesse método, admite-se uma chuva de intensidade constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia e, com isto, para todas as partes da bacia contribuírem simultaneamente com seus deflúvios no ponto onde se está avaliando a descarga, a duração de chuva deverá ser igual ou maior que o seu tempo de concentração. Como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração, a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. Como a intensidade pluviométrica é a chuva precipitada por unidade de área, a expressão pode ser também apresentada em função da altura de chuva precipitada, com a duração igual ao tempo de concentração da bacia, como foi apresentada na segunda parte da expressão. No capítulo 6 foram apresentadas diversas expressões para definição do tempo de concentração da bacia e a precipitação pode ser determinada de acordo com o que é apresentado no livro “ Chuvas intensas no Brasil” ou outro procedimento referidos no capítulo 6. Nesta obra, que se constitui em um conjunto bastante significativo para as chuvas em todo o território nacional são apresentados os parâmetros e as equações que indicam a variação da precipitação para os diversos períodos de recorrência para 98 postos pluviográficos que, em função de terem sido exaustivamente testados, são do domínio público e sua utilização pode ser generalizada. Nota-se que as precipitações relativas a cada posto variam muito pouco para diferentes tempos de recorrência e estas diferenças são ainda menores para as durações de precipitação mais longas. Quando se dispõe de dados pluviográficos de chuvas de curta duração, para um posto que se considere mais representativo para a bacia em estudo, convém efetuar sua análise estatística para deduzir a precipitação com a duração igual ao tempo de concentração e recorrência de projeto. Dispondo-se de dados pluviométricos de um posto mais próximo da bacia do projeto que os postos referidos e havendo, pelo menos, 10 a 15 anos de observações, convém efetuar a análise estatística desses dados e, para tanto, multiplica-se a precipitação diária com período recorrência de 10 anos por 1,13 para obter-se o valor para 24 horas. Dividindo-se o resultado pela

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precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência, pode ser obtida a precipitação relativa de 24 horas do posto pluviométrico considerado. Essa precipitação relativa é multiplicada pela precipitação do posto de referência do Anexo C, para a mesma duração em tempo de recorrência de projeto, para obter a precipitação cuja intensidade deverá ser usada na expressão do método racional. Esse procedimento admite que as curvas de chuva não se alteram apreciavelmente com a mudança do tempo de recorrência, o que se pode constatar como verdadeiro examinando-se as diversas curvas obtidas para os 98 postos catalogados. O método racional tem sido usado de preferência para bacias de pequena área, mas nada indica que não seja aplicável a bacias maiores, como usualmente é usado em projetos rodoviários em outros países. Naturalmente para bacias maiores torna-se necessário corrigir as precipitações através do fator de redução para a área, uma vez que a distribuição na superfície da bacia não é uniforme e por isso é denominado normalmente como fator de distribuição. De qualquer forma o método racional define apenas a descarga máxima e não a forma completa do hidrograma requerido para alguns casos. A maior dificuldade na aplicação do método racional reside na criteriosa escolha do coeficiente de deflúvio c. A fim de correlacionar os valores do coeficiente de deflúvio c com os números de curva CN, representativo da infiltração do solo como é recomendado pelo Soil Conservation Service, calcularam-se numerosas bacias pelas metodologias A e B, antes descritas, determinando-se, em cada caso, qual o coeficiente de deflúvio que daria a mesma descarga pelo método racional. Resultaram assim tabelas, correspondentes às metodologias A e B, respectivamente, fornecendo os coeficientes de deflúvio do método racional, em função dos quatro parâmetros: tc - tempo de concentração; A - área da bacia hidrográfica; CN - número da curva de infiltração do solo; FP - fator de precipitação, indicando a potencialidade das chuvas intensas, inclusive seu tempo de recorrência. Quando se usam dados pluviográficos, obtém-se primeiro a precipitação desse posto para diversas durações e período de recorrência de 10 anos. Dividindo-se esses valores pelas precipitações do posto de referência para TR = 10 anos e diversas durações e marcando-se esses

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valores correspondentes à região mais representativa da área de projeto, pode ser escolhido o posto que tenha as precipitações relativas mais próximas das obtidas para o posto em estudo. Para analisar dois postos com curvas de precipitações relativas semelhantes ao posto

considerado procura-se o fator de precipitação do posto de comparação ou dos dois encontrados no anexo B como sendo mais semelhantes ao posto em estudo, efetuando-se a correção ou interpolação de acordo com a posição das respectivas curvas de precipitações relativas. duração unitária será DU = tC / 8. Quando se usam dados diários de um posto pluviométrico muito mais próximo da área em estudo que os postos analisados e que disponham de 10 a 15 anos de observações, efetua-se uma análise estatística para definir a precipitação para o período de recorrência de 10 anos, multiplicando-se o resultado por 1,13 para obter a precipitação de 24 horas de igual freqüência de ocorrência. Como exemplo é apresentado o cálculo para a bacia calculada anteriormente, em que TR = 10 anos; tc = 40 min.; A = 2,4 km² e CN = 40. Acham-se primeiro as precipitações relativas, PR, do posto escolhido para diversas durações, dividindo-se as precipitações de períodos de recorrência de 10 anos de desse posto, PK , dadas pela análise estatística, pelas precipitações de igual duração e freqüência do posto de referência, P10, conforme o quadro que se segue:
D PK(am ) P10(m m ) PR 5m in 15m in 30m in 17 15,3 1,11 37 32,2 1,15 58 44,7 1,3 1h 86 59,4 1,45 2h 113 74,7 1,51 4h 143 91,1 1,57 8h 174 107,8 1,61 24h 234 139 1,68 48h 290 167 1,74 4d 368 207 1,78 8d 510 276,9 1.84 16d 745 403,6 1,85

A

Como o posto considerado encontra-se na Baixada Santista , comparando-se os valores determinados com os , correspondentes ao posto de nº 75 - Santos, São Paulo, observa-se uma boa aproximação entre as precipitações relativas do posto em estudo e as do posto de Santos . Adotando-se o fator de precipitação NP= 75, o número de curva CN= 40, TR = 10 anos e a duração unitária DU = 40 / 8 = 5 minutos, resulta um fator de precipitação de FP = 1,68. Procurando-se através de interpolação para tC= 40 minutos, A = 2,4 km², CN = 40 e FP = 1,68, determina-se o coeficiente de deflúvio de C= 0,1828. A intensidade de chuva com 40 minutos de duração, igual a

I = 67,33

66 = 101,0mm / h 40

obtidos com a utilização das descargas específicas. A intensidade da chuva correspondente será: 64.2 = 64.1 × 10.7. TR= 100 anos e CN= 72. a precipitação para a mesma duração e freqüência no posto considerado será 0.2. o coeficiente de deflúvio c = 0.454.4 = 12.90 x 71. com A = 10.2 mm.1. Interpolando-se os valores entre os fatores dos postos NP = 17(Campos) e NP = 48 (Niterói) .4 m3/s. Considerando-se a duração unitária DU = 75 / 7.90.1 60 = 96. obtem-se o fator de precipitação FP = 1. Como para o posto de referência a precipitação com duração de 40 minutos e período de recorrência de 100 anos igual a 71.6 valor que não difere muito dos 14. usando os dados diários de um posto pluviométrico próximo à bacia em estudo em vez de um posto pluviográfico e calculando-se pelo método racional a descarga da bacia apresentada no sub-capítulo 6.385.34 m3/s obtidos com a aplicação direta dos fluviograma unitário triangular. será: Q= 0.1828 × 101.9m 3 / s 3. entre Niterói e Campos.6.6.942.5 = 107. define-se: Q= 0.385. conforme o exemplo do sub-capítulo 6.6 Este valor é cerca de 28% maior que 84. Para exemplificar a aplicação do procedimento de cálculo B.5 km2. A média dos fatores de precipitação para a duração de 48 horas nos postos de nº 48 Niterói e nº 17-Campos é próxima de FP= 0.2.1mm.1mm / h 40 e a descarga máxima com o coeficiente de deflúvio antes achado. Trata-se o exemplo de uma bacia situada na baixada fluminense.00 minutos e o fator de precipitação 0.0 × 2. A = 10.31m3 / s 3. Conforme o exemplo a precipitação de 24 horas e período de recorrência de 10 anos neste posto é 131. Com o fatot FP = 1.385 × 96. tc = 75 minutos. c = 0. tc = 75 minutos. Ressalta-se ainda que foi escolhida essa duração porque as chuvas prolongadas influem de modo predominante o fator de precipitação.5 km² e CN 72.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 113 Através do método racional.4.5 = 10 minutos. no Estado do Rio.454. .

O mais comum destes fatores.1 DESCRIÇÃO DAS ÁREAS DAS BACIAS TRIBUTÁRIAS COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Comércio: Áreas Centrais Áreas da periferia do centro Residencial: Áreas de uma única família 0. utiliza-se o coeficiente definido por Burkli-Ziegler que define: n = A-0. são introduzidos coeficientes redutores das chuvas de ponta que são designados Coeficientes ou Fatores de Distribuição. Coeficiente de Distribuição Para corrigir os efeitos da distribuição das chuvas nas bacias hidrográficas. onde n = coeficiente de distribuição e A = área da bacia em km² Para obras urbanas. COEFICIENTES DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL Para aplicação em drenagem urbana e chuva de 5 a 10 anos de tempo de recorrência. gerando vazões relativamente superiores às que realmente ocorrem.10.50 0.95 0.2) que representam os coeficientes de escoamento superficial ou run-off QUADRO .15. áreas superiores a 1 km² .70 a 0. por exemplo.1 a 7. consideradas uniforme no Método Racional. normalmente utilizado em projetos rodoviários é dado por: n = A-0.30 a 0. reproduzem-se em seguida duas tabelas (Quadros 7.50 a 0.70 .7. como é recomendado pela Fundação Rio Águas.1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 114 a. principalmente nas bacias de médio porte. onde A = área da bacia em ha 7.

75 a 0.70 a 0.70 a 0.90 0.95 0. ligadas Residencial (suburbana) Área de apartamentos Industrial: Áreas leves Áreas densas Parques.80 a 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 115 Multi-unidades.85 0.25 a 0.40 0.95 . QUADRO .50 a 0. A tabela que se segue fornece os coeficientes de deflúvio para algumas superfícies típicas.50 a 0.40 a 0.7.10 a 0.75 a 0.85 0. cemitérios Playgrounds Pátio e espaço de serviços de estrada de ferro Terrenos baldios 0. isoladas Multi-unidades.25 0.95 0.30 Ás vezes é conveniente obter o coeficiente de deflúvio de uma bacia pela média ponderada dos coeficientes das diferentes superfícies que a compõem.60 a 0. sendo os pesos proporcionais às áreas dessas superfícies.60 a 0.60 0.80 0.20 a 0.75 0.40 0.70 0.2 TIPO DE SUPERFÍCIE COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Ruas: Asfalto Concreto Tijolos Trajetos de acesso a calçadas Telhados Gramados.35 0. solos arenosos: 0.20 a 0.10 a 0.

20 0.10 0.17 0. 7% Gramados.18 a 0.15 0. 2 a 7% íngreme. 2% Médio. 2 a 7% Íngreme.15 a 0. solo compacto: Plano.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 116 Plano.10 a 0. 2% Médio. 7% 0.13 a 0.22 .05 a 0.

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