MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

2ª Edição

Rio de Janeiro 2005

REVISÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Tec° Marcus Vinícius de Azevedo Lima (Técnico em Informática) Tec° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Tec° Reginaldo Santos de Souza (Técnico em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri DNIT / DPP / IPR)

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Paulo Romeu de Assunção Gontijo (DNER / IPR) Eng° Saul Birman (DNER / IPR) Est. Julio César de Miranda (DNER / IPR) Engª Carmen Sylvia Mendes Teixeira (DNER / IPR) Eng° Otto Pfasfstetter (Consultor) Eng° Haroldo Stwart Dantas (Consultor) Eng° Renato Cavalcante Chaves (Consultor Eng° João Maggioli Dantas (Consultor Eng° José Helder Teixeira de Andrade (Consultor Eng° Guioberto Vieira de Rezende (Consultor

COLABORAÇÃO:
GEPEZ – Consultoria de Engenharia Ltda.

Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem. 2. ed. Rio de Janeiro, 2005. 1. Rodovia – Hidrologia – Manual. I. Série II. Título

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM .

: dnitiprnormas@ig. Km 163 – Vigário Geral Cep.: (0XX21) 3371-8133 e-mail.: (0XX21) 3371-5888 Fax.com.MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel.br TÍTULO: MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado Pela Diretoria Executiva do DNIT em ___ / ___ / _____ .

...........1...................................3. 52 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO ..................3..................3............... GENERALIDADES ................................................................... 43 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA ..........4... 35 MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO ........ 5................... 6......... 5.............. 23 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III (LP-III) ..... 37 6....5....2........................................... CURVA DE MOCKUS ........................3............... 17 MÉTODO DE HAZEN ........................ 38 CHUVA DE PROJETO .....3...................................6................................................................................ 6 TRANSPOSIÇÃO DE DADOS .............................................................Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 1 SUMÁRIO 1 2 3 4 5 INTRODUÇÃO ..... 15 MÉTODO DE GUMBEL ...........4....... 39 SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS ............................................................... 13 MÉTODOS ESTATÍSTICOS ................... 5.............................. 6............................................................. 37 VALIDADE ........................................4.... 9 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGA DE PROJETO ........... 5.............3.......................................... 6......... 15 5....2................................1......................4.......2................. 55 RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO ................. 6...................... 56 6........................... 39 6........................................................................ 7 TEMPO DE RECORRÊNCIA ........ 6................... 6...............................................................................................2.............1.......... 56 CHUVAS ANTECEDENTES ..... 6........1.......................... 5................................4..........................3.......... 15 VALIDADE .................................. RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA ...................... 5 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES ................................................................................................. 29 ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES ............. 61 ....................

...6. CHUVAS DE PROJETO .............................3.........1.............................. 6...................5........................... 6....... MÉTODOS DE CÁLCULO .................3........................................... 64 6............5............... 89 EXPRESSÃO DA CHUVA DO ENG° OTTO DFAFSTTETTER....4............6..1..................... 89 CÁLCULO DE DEFLÚVIOS ... 6...........................4...........Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 2 6...................................................... 85 6.....5................3................. 6.......................................................... 109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................... 63 FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR ............... 6.........6............................................................5.............................. 64 CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO ...... 6.......... TEMPO DE CONCENTRAÇÃO ..6...2....2........ 96 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA ..6............ 81 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL.............................. 98 7 8 MÉTODO RACIONAL .. 89 6................................... 117 ....................... INFILTRAÇÃO MÍNIMA ..

A presente edição do Manual Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros.: (21) 2471-5785 Fax. permitiu o seu aprimoramento. datado de 1990.dnit@brfree. fruto da revisão e atualização de Manual homônimo do DNER. durante as precipitações mais significativas. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. cuja larga aplicação. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. sem pretender tornar-se um documento acadêmico.br . RJ Tel. comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto.: (21) 2471-6133 e-mail: dnitiprnormas@ig. de grande profundidade teórica. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais.com. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).com. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis.br e ipr. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu “Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem”. Rio de Janeiro CEP – 21240-330. Centro Rodoviário. Vigário Geral. mas. simplesmente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 3 APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR). Com esta ótica. Km 163. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra.

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cuja larga aplicação. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. durante as precipitações mais significativas. . permitiu o seu aprimoramento.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 5 1 INTRODUÇÃO O Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros. sem pretender tornar-se um documento acadêmico. Com esta ótica. mas. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. de grande profundidade teórica. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. simplesmente.

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No estabelecimento das descargas de projeto. via de regra. Outro fator a considerar-se é o fato de tratarem-se as transposições de talvegues. o que leva a tratar-se o ciclo hidrológico de uma forma particular. de bacias hidrográficas de pouca importância hidrológica e. sendo desprezíveis as perdas que possam ocorrer por absorção pela vegetação ou pela evapotranspiração. em cuja definição considera-se a importância das perdas por infiltração. perfeitamente justificáveis para a natureza das obras dimensionadas. embora sejam adotados diversos procedimentos simplificadores. que indicarão o comportamento dos cursos d’água em função dos solos e cobertura vegetal destas bacias. deve-se dar tanta importância às características fisiográficas das bacias. nas determinações das descargas de projeto. Face a necessidade de se preservar a integridade da plataforma rodoviária deve ser ainda considerado o nível de alagamento que possa ocorrer nas proximidades dos cursos d’água de modo a ser impedido o transbordamento nos aterros e inundações das pistas. por não se dispor de registros fluviométricos. adotando-se expressões matemáticas que estabelecem a relação chuva – deflúvio. durante as chuvas. Assim.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 7 2 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES No dimensionamento das estruturas de drenagem das rodovias é de grande importância a consideração dos fatores de risco de superação e do grau de degradação que possam ocorrer devido a longas exposições da estrada aos efeitos da precipitação. como das características pedológicas. os métodos de cálculo usuais visam o estabelecimento da descarga máxima suportável. como os efeitos negativos dos aguaceiros sobre as rodovias dizem respeito aos danos que possam ser causados pela erosão ou pela influência direta na segurança do tráfego. . por esta razão. que independem das condições climáticas. em geral utiliza-se de procedimento indireto.

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TEMPO DE RECORRÊNCIA

Para as obras de engenharia a sua segurança e durabilidade freqüentemente associam-se a tempo ou período de recorrência cujo significado refere-se ao espaço de tempo em anos onde provavelmente ocorrerá um fenômeno de grande magnitude pelo menos uma vez. No caso dos dispositivos de drenagem este tempo diz respeito a enchentes de projeto que orientarão o dimensionamento de modo que a estrutura indicada resista a estas enchentes sem risco de superação, resultando desta forma a designação usual de descarga de projeto. A escolha do tempo de recorrência da enchente de projeto de uma obra de engenharia, conseqüentemente, a vazão a ser adotada no projeto de uma determinada obra, depende da comparação do custo para sua implantação e da perspectiva dos prejuízos resultantes da ocorrência de descargas maiores do que a de projeto, levando-se em conta que quanto maior o tempo de recorrência mais onerosa será a obra, porém os prejuízos decorrentes da insuficiência a esta vazão serão menores, resultando menores despesas de reposição ou reparos. Como os danos decorrentes da insuficiência de vazão dependem também da importância da obra no sistema, são diferentes os valores a serem adotados para o período de recorrência, variando conforme o tipo de obra. Assim, um bueiro de rodovia com capacidade de vazão insuficiente pode causar a erosão dos taludes junto a boca de jusante, ruptura do aterro por transbordamento das águas ou inundação de áreas a montante, no caso de canal ou galeria de drenagem urbano estes danos podem ser mais sentidos caso ocorra a interrupção do trânsito, mesmo temporariamente ou danos em imóveis residenciais ou mercadorias nos estabelecimentos comerciais. No caso da insuficiência de vazão em seções de pontes, em geral, os danos são muito significativos podendo ocorrer a sua destruição ou a ruptura dos aterros contíguos, proporcionando uma maior seriedade na interrupção dó tráfego, por exigir obras de recomposição mais vultuosas e demoradas. Geralmente os períodos de recorrência normalmente adotados nestes casos são de 10 a 20 anos para bueiros, canais ou galerias de drenagem nas obras rodoviárias e, para as pontes definem-se tempos de recorrência de 50 a 100 anos, conforme o tipo e importância da obra. Para a fixação do tempo de recorrência da enchente de projeto leva-se em a consideração a folga entre o nível d’água previsto e algum ponto crítico característico como um ponto baixo na estrada próximo ao local em análise ou a face inferior da superestrutura de uma ponte. Na maior parte dos casos considera-se a exigência de uma folga de 1,00 m, ainda muito

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usada e que, em muitos casos deverá ser mais elevada, como nos casos de canais navegáveis, onde deve ser respeitado o gabarito. Para o projeto de bueiros é habitual considerar como limite o afogamento da galeria no interior da canalização sendo permissível a elevação do nível d’água a montante além da geratriz superior da obra pelo fato de que a retenção temporária das águas a montante pode amortecer consideravelmente os picos de cheias sem comprometer os taludes vizinhos. Deve-se levar em conta, entretanto, que quando os bueiros trabalham com carga hidráulica, lâmina d’água acima da geratriz superior, ocorrem velocidades elevadas que, na boca de saída, provocam erosões, desagregando o aterro da estrada. Para combater este problema, quando inevitável, são executados dissipadores, sendo o mais comum o uso de enrocamento próximo à boca de saída da galeria. O procedimento recomendado pelas Instruções de Projeto é o dimensionamento do bueiro para condições críticas de escoamento para a vazão calculada com o tempo de recorrência de 10 anos ,e a verificação do nível d’água a montante para uma enchente de 25 anos. Caso esse nível proporcione a inundação das áreas marginais, deverá ser adotada seção de vazão capaz de evitar este fato.Nessa verificação deverá ser considerado o efeito amortecedor da área inundada, caso seu volume seja significativo, comparado com o volume da enchente. No caso das pontes rodoviárias, como antes foi dito, costuma-se adotar a folga mínima de 1,00 m entre o nível máximo da enchente de projeto e a face inferior da superestrutura, representada normalmente pela face inferior das longarinas, a fim de permitir a passagem de material flutuante, geralmente muito abundante durante as enchentes. No caso de longarinas com inércia variável, o nível d’água máximi deve situar-se 1,00 m abaixo da base dos aparelhos de apoio. Para a definição teórica do risco de ruptura de uma obra utiliza-se a expressão da probabilidade em que a probabilidade J para ocorrer uma descarga de projeto com tempo de recorrência TR (em anos) dentro da vida útil da obra, fixada em n (anos), é dado pela expressão.

⎛ 1 J = 1 − ⎜1 − ⎜ T R ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎠

n

A Fig. 3.1 ilustra as relações entre risco, tempo de recorrência e vida útil.

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Fig. 3.1 - Risco de Ocorrer Enchente Maior

n ⎡ ⎛ 1 ⎞ ⎤ J = 100 ⎢1 − ⎜ 1 − ⎟ ⎥ ⎢ ⎝ TR ⎠ ⎥ ⎣ ⎦

n = vida útil (anos)

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na maioria das vezes. quando há semelhante registro merecendo razoável confiança. atingindo cor vezes uma extensão de vários quilômetros. a rigor. e o nível da jusante reflete pouco ou nada sobre sua capacidade hidráulica. Para o caso de pontes de rodovias sobre cursos d’água naturais. Não havendo posto fluviométrico nas proximidades é necessário avaliar o nível máximo a partir do cálculo de remanso num Longo trecho de rio a jusante da obra. Como em geral a seção de escoamento de um bueiro é muito menor do que a do curso natural a jusante. necessário calcular o remanso num longo trecho para a descarga de projeto. é necessário efetuar urna análise estatística dos níveis altos que podem ocorrer simultaneamente com as descargas máximas da obra em questão. . Quando o nível de jusante é controlado pelo mar. para a qual se necessita de levantamento topográfico de numerosas seções transversais. a água se espraia ao sair da obra.de obra seria.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 13 4 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGAS DE PROJETO Para o projeto de canais de drenagem ou bueiros pode ser necessário conhecer o nível d’água a jusante da obra para a descarga de projeto. Havendo um rio ou canal natural a jusante. O coeficiente de rugosidade do leito do rio e de suas margens pode ser avaliado por tentativas procurando ajustar a linha de remanso calcula com uma ou várias enchentes de maior porte. que muitas vezes é preferível usar diretamente o registro de um marca de enchente excepcional nas proximidades da obra. nas alterações por dragagens ou retificações. Quando existe um posto fluviométrico nas proximidades da obra a relação cota-descarga desse posto fornece o resultado procurado com grande facilidade. necessitando de numerosas seções transversais numa extensão que por vezes atinge vários quilômetros. seja na avaliação da descarga do projeto seja no cálculo do remanso correspondente. Dispensa-se assim. o conhecimento das condições hidráulicas do canal natural a jusante de um bueiro. a fixação do nível da superestrutura depende da determinação do nível máximo das águas em função da descarga de projeto. De qualquer modo a determinação do nível máximo de projeto envolvido tanto trabalho e tanta incerteza. uma Lagoa ou um lago.

. Marcas de níveis máximos de enchentes mais recentes são naturalmente mais merecedoras de confiança porque os vestígios em árvores muros ou paredes ainda permanecem visíveis. Para pontes construídas sobre trechos de rio canalizados. Marcam-se em papel com graduação de probabilidade normal os níveis em função das probabilidades dadas pela idade da marca mais antiga em anos dividida pelos números de ordem dos níveis dispostos em ordem de magnitude decrescente. Uma série de marcas de níveis altos. evitando o risco de informações enganosas. permite mesmo uma avaliação do seu tempo de recorrência.maiores observados. segundo a memória de moradores locais. a obtenção do nível máximo das águas para determinada descarga de projeto decorre diretamente das fórmulas de cálculo hidráulico de canais regulares. sendo um dos . pode servir razoavelmente de base para um projeto de engenharia. com a indicação de seus anos de ocorrência.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 14 Esse registro normalmente não é associado a um tempo de recorrência bem definido porém.

Às vezes a relação e perturbada por valores de descargas máximas mal avaliadas. expressa por a Q1 ⎛ A1 ⎞ Tr + 2 a =⎜ ⎟ Q 2 ⎝ A2 ⎠ +0 . Já as envoltórias de descargas máximas regionais. nestes casos qualquer lei de distribuição é satisfatória porque. . forma da bacia hidrográfica.5 da área de drenagem.5 sendo Q1 e Q2 as descargas máximas para o tempo de recorrência TR. correspondendo a tempos de recorrência muito altos. Não se recomenda urna relação maior que dois nem menor que um meio entre as áreas controladas nesses dois pontos do curso d’água. Para tempos de recorrência de até 10 a 20 anos basta corrigir as descargas segundo a relação das áreas das bacias hidrográficas.2. MÉTODOS ESTATÍSTICOS TRANSPOSIÇÃO DE DADOS Normalmente o posto fluviométrico cujos dados devam servir ao projeto não se situa no próprio local da obra.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 15 5 5. os resultados diferem pouco entre si. ou as máximas observadas no mundo. permeabilidade do solo e cobertura vegetal diferentes. 5. mantém uma relação próxima à potência 0. em anos.1.75 parece mais indicada. apoiadas em pouca ou nenhuma medição de descarga alta. Essa relação é perturbada pela diversidade de formação de enchentes em varias partes da bacia quando essas possuem declividade longitudinal dos cursos d’água. devido ao emprego de relações cota-descarga deficientes. Esse fato sugere urna transição continua segundo uma lei geral. pois. Essa correção é tanto mais imprecisa quanto maior a distância entre o posto e o local da obra. Para tempos de recorrência próximos de 100 anos urna relação proporcional à área elevada ao expoente 0. Há necessidade de corrigir os valores das descargas observadas para se referirem ao local da obra. VALIDADE A aplicação do método estatístico é recomendável para períodos de recorrência de. A1 e A2 as áreas de drenagem e a um parâmetro cujo valor pode variar de 20 a 100. normalmente. no máximo 100 anos ou menor que o dobro do período de dados disponíveis.

tendo apenas decorrido um período de 72 anos sem registros mais severos. Em conseqüência julgou-se inicialmente que os níveis d'água máximos registrados em Blumenau de 1853 a 1911 fossem semelhantes aos de 1983 e 1984. Por isso os resultados dos estudos estatísticos de descargas máximas de rios devem ser aceitos com muita reserva e precaução. P = P0 x Tr para valores muito altos. as descargas dos rios por estarem sujeitas a outros fatores como permeabilidade do solo. vizinha do Itajaí. Fenômeno semelhante se observou na bacia do alto Rio Iguaçu. declividade dos cursos d'água e amortecimento das descargas extravasadas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 16 Os resultados da extrapolação estatística obtidos segundo diversas leis de distribuição começam a divergir apreciavelmente somente para tempos de recorrência mais elevados. com intervalos regulares de 28 a 31 anos. forma da bacia. com muita probabilidade outras precedentes. Como exemplo pode ser citado o caso do vale do rio Itajaí. Entretanto nenhum destes procedimentos pode ser considerado melhor que os outros porque uma lei estatística não pode traduzir com fidelidade as complexas relações envolvidas na ocorrência de descargas mais raras. em Santa Catarina. Uma análise mais cuidadosa mostrou que a enchente de 1911 e. . Enquanto as precipitações excepcionais de chuva tendem aproximadamente para uma lei parabólica com o tempo de recorrência da forma. a aplicação não é mais recomendável. onde as enchentes de 1983 e 1984 superaram extraordinariamente a todas as observadas a partir de 1911. Hazen e Log Pearson III. da série observada. para os quais. cobertura vegetal. que se tem duvida do tempo de recorrência a ser atribuído ou qual o grau de influência a ser adotado na curva de ajustamento estatístico. o que compromete seriamente qualquer estudo estatístico de descargas desenvolvido nessa região em época mais recente. eram referidas ao mesmo nível que as de 1983 e 1984. não apresentam uma distribuição estatística satisfatória para descrever picos de enchentes excepcionais de baixa freqüência que atenda satisfatoriamente a todos os casos. Os modelos estatísticos mais conhecidos são as Leis de Distribuição de Gumbel. descritas mais detalhadamente nos capítulos que se seguem. sendo freqüente o aparecimento de uma descarga tão excepcionalmente maior que as outras. pois é grande a irregularidade que pode ocorrer na sua secessão natural.

66 = 1 + 0 .U. U.. deve-se recorrer a registros de outros rios semelhantes com os quais se pode avaliar a relação entre esses valores máximos e as descargas médias diárias. Na falta de semelhante informação pode-se recorrer a expressão que Füller estabeleceu a partir de numerosos rios nos E. devido ao seu alto custo. e que tem a seguinte forma: q máx 2 . Para bacias de menor extensão é necessário recorrer a dados de aparelhos registradores de níveis. e A a área da bacia hidrográfica.3. em km2. o que vem prejudicar a definição no segmento mais sensível da curva de probabilidade. MÉTODO DE GUMBEL Baseado na teoria dos extremos de amostras ocasionais. Outro fator que as vezes prejudica de maneira grave e insuspeita a análise estatística das descargas máximas de um rio é a má definição da relação cota-descarga para níveis elevados devido à de se efetuar as medições de descarga para enchentes excepcionalmente altas.. o que condua às imperfeições na extrapolação da relação cotadescarga na maioria dos rios.E. respectivamente. o que sugere uma grande reserva na aplicação de métodos estatísticos para obras importantes e especialmente para enchentes de períodos de recorrência muito elevados. não havendo dados linigráficos para conhecer com precisão os valores das descargas máximas instantâneas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 17 Essas ocorrências de descargas. Gumbel demonstrou que.3 q méd A sendo qmáx e qméd a descarga máxima instantânea e a média diária. diminuído sua confiabilidade. se o numero de vazões máximas anuais tende para infinito. para um número infinito de elementos: . 5. extremas fugindo da distribuição estatística das séries observadas têm sido descritas freqüentemente. os quais são disponíveis muito mais raramente. a probabilidade “P” de uma dada descarga ser superada por um certo valor da variável aleatória é dada pela equação seguinte. Para bacias maiores que cerca de 400km2 pode-se efetuar o estudo estatístico das descarnas máximas anuais com dados médios diários baseados em duas observações diárias. No caso de bacias menores.

que depende do número de amostras e do tempo de recorrência. e = base dos logaritmos neperianos. σ = desvio padrão do universo. aplicáveis em Hidrologia pode ser resolvida pela equação geral: −y Q(t ) = Q + σK (t ) (equação 5. O desvio padrão é obtido por: .2) onde: Q(t ) = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto.1) Onde P = probabilidade de não ocorrerem descargas maiores . pode-se levar em conta o número real de anos de observação utilizando-se a fórmula devida a Ven Te Chow que demonstrou que a maioria das funções de freqüência. e n n = número de anos de observação. A descarga média é obtida pela expressão: Q= ∑Q n onde: Q = descarga média. Na prática. Q = descarga média obtida da série disponível. e K (t ) = fator de freqüência. ΣQ = somatório das descargas da série de máximas anuais.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 18 P = e − e (equação 5.3. e y = variável reduzida.3.

O fator de freqüência K(t) pode ser determinado através da expressão: K( t ) = Y − Yn σn onde: Y = variável reduzida.3. P. a variável reduzida pode ser calculada pela expressão: Y = − Ln [LnTR − Ln (TR − 1)] onde: Ln = base dos logaritmos neperianos.1 e considerando que o tempo de recorrência. é o inverso da probabilidade. TR. A média aritmética da variável reduzida é determinada pela expressão: Yn = ΣY n e o desvio padrão σn = Σ ( Y − Yn ) 2 n . e TR = tempo de recorrência. De acordo com a equação 5. σ n = desvio padrão da variável reduzida. Yn = média aritmética da variável reduzida para uma amostra de n elementos extremos.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 19 σ= ∑(Q − Q) 2 n −1 onde: Σ(Q − Q) 2 = quadrado do somatório dos desvios da média.

3. a dispersão dos valores individuais observados em relação ã reta de ajustamento estatístico. de não ser excedida uma dada descarga e o tempo de recorrência correspondente podem ser obtidos pelas expressões abaixo: P = 100( 1 − 100 m ) E TR = 100 − P n+1 onde: M = número de ordem da série anual. proporcionais à variável reduzida Y. isto é.5. Pode-se verificar a qualidade do ajustamento estatístico. tem como objetivo facilitar a compreensão do método apresentado. sétima. oitava e nona colunas do quadro Qd-5. . Esses elementos se encontram na quinta.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 20 A probabilidade. nas ordenadas.3). O cálculo das descargas de vários tempos de recorrência não exige necessariamente a representação gráfica. marcando-se os valores observados no papel de Gumbel (Fig. A rela de ajustamento estatístico pode ser marcada de modo a passar por dois ou mais pontos calculados segundo a equação 5. a qual serve roais para apreciar a qualidade do ajustamento. organizada de forma decrescente . em escala normal.3. tendo as descargas. apresentado como exemplo ilustrativo. O quadro Qd-5. nas abscissas. e as probabilidades e correspondentes tempos de recorrência.2.3. em percentagem.

057 1.00 4.00 88.674.00 80.770 -0.00 84.00 72.90 28.278 0.500 1.58 0.979.012 0.38 54.18 2.58 167.914 -1.90 96.50 2.773 1.58 89.000 0.050 0.439 -0.444 -1.00 24.92 1.024 -0.484 2.38 8.271 -1.58 16.747 1.122.490.607 -0.50 8.615 2.137 -1.42 -113.47 1.818 2.730 ∑ (y .326.329 -0.551.25 1.yn ( y.42 -233.58 162.554 -0.307 0.800.527 1.89 yn = 0.332 1. – 5.955 0.254.42 -35.19 1.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ Q = 65.26 10.108 0.62 95.181 0.00 52.00 92.90 274.42 -266.091 -0.42 -180.00 44.00 48.00 12.06 274.199 2.33 6.970 0.349 -0.74 1.425 0.13 2.27 2.42 -115.006 -1.131 -0.58 9.42 -308.58 -0.193 0.741 -0.181 2.124 3.y n )2 (%) 433.808 0.00 8.00 28.58 94.00 12.00 60.53 291.085 2.018.58 16.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 * Q − Q (Q − Q ) ** 2 P = 100⎛1 − m ⎞ 1 ⎜ ⎟ T = × 100 Reduzida ⎝ n − 1 ⎠ R 100 − P Variavel y y .020 0.083.00 20.08 1.11 ∑ y = 12.217 0.42 187.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 21 Método Estatístico GUMBEL Qd.yn )2 = 28.593 0.307 0.42 -9.142 0.90 70.56 1.223 -0.04 3.66 8.941 0.00 40.00 (anos) 25.90 22.812.78 17.879 -1.00 68.34 0.34 32.294 1.53 Sn = 1.484.78 2.42 σ n -1 = 172.57 3.583 0.79 1.945.201 0.00 76.6828 ∑ (Q − Q ) 2 = 180.02 88.58 1.00 64.66 13.012 1.013 -0.108 -0.00 32.62 85.432.113 0.17 3.42 -1.543 0.481 0.25 5.42 -97.3 Método de GUMBEL Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira Ano de Vazões ocorrên Q cia (m3/s) Número Vazões em de ordem ordem decrescente m (m3/s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1.90 0.00 56.340 0.09 1.024.42 -149.67 1.711 7.991.00 4.522.321.764 0.661 -0.1975 Q = 571.476 -0.00 16.26 12.58 102.32 1.293 1.00 36.077 0.39 1.58 112.437 0.58 42.928 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 333 588 1.422 0.14 1.669 1.584 0.240 -0.06 26.304 .954 1.672 0.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem Figura 5.3 22 .

Com isto. nas abscissas com graduação tal que as distâncias são proporcionais às freqüências acumuladas de uma distribuição estatística normal de Gauss. (Ver Fig. para os diversos tempos de recorrência e sua probabilidade de ocorrer ou ser superada devem ser calculadas através da expressão: .4). As descargas de projeto. A variação dessa probabilidade pode ser representada com relação às descargas máximas observadas num gráfico com graduação apropriada.5. em escala logarítmica.4. segundo critério introduzido por Hazen. segundo a distribuição de frequência normal de Gauss. a distribuição das descargas máximas anuais dos registros de um curso d'água distribuem-se. e os períodos de recorrência e probabilidades de superação. em uma representação logarítmica. Esse gráfico é estabelecido com a marcação das descargas em ordenadas. e TR = tempo de recorrência. MÉTODO DE HAZEN Segundo Hazen. e m = número de ordem da descarga.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 23 5. com seus respectivos números de ordem. dispondo-as em ordem decrescente. n m −1/ 2 A probabilidade de determinada descarga ser igualada ou superada pode ser estabelecida através da expressão: P= 100 (em porcentagem) TR onde: P = probabilidade de ser igualada ou superada determinada cheia. a partir do qual são calculados os períodos de recorrência pela expressão seguinte: TR = onde: n = número de anos de observação. a partir dos registros fluviométricos de um posto pode-se organizar uma série de máximas anuais. ou os pontos que irão facilitar o ajustamento da curva média para a determinação das descargas de projeto.

Essa deformação consiste na adição ou subtração de uma constante às descargas de uma distribuição normal alterando-se. assim.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 24 Q( t ) = Q + σK (equação 5. resultando daí uma distribuição de probabilidade logarítmica modificada.4. ΣQ = somatório das descargas. Os coeficientes de variação e assimetria são calculados através das expressões: CV = σ Q E CA = nΣ(Q − Q) 3 (n − 1)(n − 2)σ 3 . somente a média e o desvio padrão.1.1) onde: Q( t ) = descarga máxima esperada para determinado tempo de recorrência. Q= ΣQ Σ(Q − Q) 2 . mantendo-se os coeficientes de variação e de assimetria inalterados. e Para alcançar o ajustamento da curva média. σ = desvio padrão.4. σ = desvio padrão. n = número de anos de observação. e K = valores que decorrem da deformação de uma distribua cão de probabilidade logarítmica normal. Hazen estabeleceu valores para K . que decorrem da deformação de uma distribuição de probabilidade logarítmica normal representada como uma reta no gráfico citado. apresentada a seguir. apresentados na Tabela do Quadro 5.σ = n −1 n onde: Q = média aritmética das descargas. A descarga média e o desvio padrão são calculados pelas seguintes expressões.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

25

onde: CV = coeficiente de variação; CA = coeficiente de assimetria; Os demais parâmetros têm os mesmos significados anteriores. Levando-se em conta que somente é se conseguido um significado estatístico adequado para o coeficiente de assimetria para mais de 140 anos de observações, Hazen sugeriu a correção desse coeficiente multiplicando-o pelo fator F= 1+ 8,5/n, onde n é o número de observações, dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido:

CS = CA( 1 +

8 ,5 ) n

Conhecido o coeficiente de assimetria corrigido, faz-se o cálculo dos pontos de ajustamento da . curva através da equação 5.4.1 com auxílio da tabela do Quadro Qd-5.4.2, fornece os valores de K para os diversos tempos de recorrência e probabilidades de ser excedidos. Nos Quadros e Gráfico anexos é exemplificada a aplicação do Método de HAZEN. QD - 5.4.1 Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada

(segundo a hazen)

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

26

Qd.-5.4.1

Método de HAZEN

Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada
Coeficiente de Assimetria
0. 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 2.0 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 2.9 3.0 3.2 3.4 3.5 3.8 4.0 4.5 5.0

Termos acima da média (%)
50.0 49.4 48.7 48.1 47.5 46.9 46.3 45.6 45.0 44.4 43.7 43.1 42.5 41.9 41.3 40.7 40.1 39.5 38.9 38.3 37.7 37.1 36.5 35.9 35.3 34.7 34.1 33.5 32.9 33.3 31.8 30.6 29.4 28.1 27.0 25.7 22.2 19.2

Probabilidade de ser excedido (%) 99 (-)
2.32 2.25 2.18 2.12 2.05 1.99 1.92 1.86 1.80 1.73 1.68 1.62 1.56 1.51 1.46 1.41 1.36 1.32 1.27 1.23 1.19 1.15 1.11 1.07 1.03 1.00 .97 .94 .91 .87 .84 .78 .73 .67 .62 .58 .48 .40 1.01

95 (-)
1.64 1.62 1.59 1.56 1.53 1.50 1.47 1.44 1.41 1.38 1.34 1.31 1.28 1.25 1.22 1.19 1.16 1.13 1.10 1.07 1.05 1.02 .99 .96 .94 .91 .89 .86 .84 .82 .79 .74 .69 .65 .61 .56 .47 .40 1.05

80 (-)
0.84 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .84 .84 .83 .83 .62 .81 .81 .80 .79 .78 .77 .76 .75 .74 .73 .72 .71 .69 .68 .67 .66 .64 .61 .58 .55 .52 .45 .39 1.25

50 (-)
0. .02 .03 .05 .06 .08 .09 .11 .12 .14 .15 .17 .18 .19 .20 .22 .23 .24 .25 .26 .27 .28 .29 .30 .31 .31 .32 .33 .33 .34 .34 .35 .36 .36 .36 .36 .35 .34 2.00

20 (+)
0.84 .84 .83 .83 .82 .82 .81 .80 .79 .77 .76 .75 .74 .72 .71 .69 .67 .66 .64 .62 .61 .59 .57 .55 .53 .51 .49 .47 .45 .43 .41 .37 .32 .28 .23 .19 .10 0. 5

5 (+)
1.64 1.67 1.71 1.74 1.76 1.79 1.81 1.84 1.86 1.88 1.90 1.92 1.94 1.96 1.98 1.99 2.01 2.02 2.03 2.04 2.05 2.06 2.07 2.07 2.08 2.08 2.09 2.09 2.09 2.09 2.08 2.06 2.04 2.02 1.98 1.95 1.79 1.60 20

1 (+)
2.32 2.40 2.48 2.56 2.64 2.72 2.80 2.89 2.97 3.06 3.15 3.24 3.33 3.41 3.50 3.59 3.69 3.78 3.88 3.98 4.07 4.17 4.27 4.37 4.48 4.58 4.68 4.78 4.98 5.01 5.11 5.35 5.58 5.80 6.10 6.50 7.30 8.20 100

0.1 (+)
3.09 3.24 3.39 3.55 3.72 3.90 4.08 4.28 4.48 4.69 4.92 5.16 5.40 5.64 5.91 6.18 6.48 6.77 7.09 7.42 7.78 8.13 8.54 8.95 9.35 9.75 10.15 10.65 11.20 11.75 12.30 13.50 -

0.01 (+)
3.72 3.96 4.20 4.45 4.72 5.00 5.30 5.64 6.00 6.37 6.77 7.23 7.66 8.16 8.66 9.16 9.79 10.40 11.07 11.83 12.60 13.35 14.30 15.25 -

Coeficiente da Variação
0. .03 .06 .10 .13 .16 .20 .23 .26 .30 .33 .37 .41 .44 .48 .51 .55 .59 .62 .66 .70 .74 .78 .82 .86 .90 .94 .98 1.03 1.08 1.12 1.22 1.33 1.44 1.57 1.70 2.10 2.50

1.000 10.000

TEMPO DE RECORRÊNCIA ( ANOS )

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

27

Qd. - 5.4.2

Método de HAZEN

Análise Estatistíca
RIO: Muriaé Posto: Cardoso Moreira

Ano de ocorrência

Vazões Q (m3/s)

Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24

Vazões em ordem decrescent e (m3/s) 1,005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263

Tempo de recorrência

Probabilidade

(Q − Q ) (Q − Q ) 2 (Q − Q) 3

TR =

n m − 1

P =
2

100 TR

%

1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978

338 588 1,005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422

433,58 291,58 167,58 162,58 112,58 102,58 94,58 89,58 42,58 16,58 16,58 0,58 -0,42 -1,42 -9,42 -35,42 -97,42 -115,42 -133,42 -149,42 -180,42 -233,42 -266,42 -308,42

187.991,62 81.509,407 85.018,90 24.789,811 28.086,06 26.432,26 12.674,26 10.552,66 8.945,38 8.024,58 1.813,06 274,90 274,90 0,34 0,18 2,02 88,74 1.254,58 9.490,66 13.321,78 17.800,90 22.326,34 32.551,38 4.706,662 4.297,357 1.426,868 1.079,415 846,054 718,842 77,200 4,558 4,558 -3 -836 -44,437 -924,580 -1.537,600 -2.374,996 -3.336,002 -5.872,920

48,00 16,00 9,60 6,86 5,33 4,36 3,69 3,20 2,82 2,53 2,29 2,09 1,92 1,78 1,66 1,55 1,45 1,37 1,30 1,23 1,17 1,12 1,07 1,02

2,08 6,25 10,42 14,57 18,75 22,92 27,08 31,25 35,42 39,58 43,75 47,92 52,08 56,25 60,42 64,58 68,75 72,92 77,08 81,25 85,42 89,58 93,75 97,92

54.484,90 -12.717,865 70.979,62 -18.910,390 95.122,90 -29.337,805

N = 24

∑ Q = 13,714
∑ (Q − Q) 2 = 687.482,92 ∑ (Q − Q)3 = 44.403,258

Q = 571,42 σ n-1 = 172,89

C V = 0,302 C A = 0,374 C S = 0,506

5 5 10 20 60 100 200 500 TEMPO DE RECORRÊNCIA .4 10.000 99.P (%) 80 70 60 50 40 30 20 15 10 5 VALORES OBSERVADOS X VALORES CALCULADOS 1 0.002 1.25 2 2.5 98 95 90 PROBABILIDADE DE OCORREREM DESCARGAS MAIORES .8 98.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 28 Figura 5.5 0.T (ANOS) .005 1.01 1.000 100 1.2 DESCARGA .Q (m³/s) 1.

5. A média dos logaritmos das descargas é obtida pela expressão X= ΣX n onde: X = média dos logaritmos das descargas. p.5.1) onde: Q = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto.5. adotando-se o mesmo ajustamento da distribuição de Pearson III.5. a e c = parâmetros obtidos dos dados amostrais.1 e Qd-5. Na prática pode ser utilizada a função de distribuição cumulativa segundo a expressão: log Q(t ) = X + Kσ (equação 5. X = média dos logaritmos das descargas da série disponível. cujos valores são apresentados nas tabelas dos Quadros Qd-5. A distribuição LP-III tem a seguinte expressão de distribuição de probabilidade: cx x − f ( x) = p(1 + ) a a onde: x = desvios da variável em relação ã moda. MÉTODO DE LOG .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 29 5.2. função do coeficiente de assimetria e da probabilidade não ser exedida.PEARSON TIPO III (LP III) A distribuição de Log-Pearson Tipo III (LP-III) constitui-se de uma variação da distribuição de Pearson Tipo III onde são calculados os logaritmos das descargas. . σ = desvio padrão dos logaritmos das descargas da série disponível? K = fator de freqüência.

ΣX 3 = somatório dos cubos logaritmos das descargas. O coeficiente de assimetria é obtido pela expressão: CA = n 2 ( ΣX 3 ) − 3n( ΣX )( Σx 2 ) + 2( Σx 3 ) n( n − 1 )( n − 2 )σ 3 onde: CA = coeficiente de assimetria.5/n. deverá ser multiplicado pelo fator de correção. e (ΣX ) 3 = somatório dos logaritmos das descargas elevado ao cubo. n = número de anos de observação. O desvio padrão é obtido por: σ= Σ( X − X ) n−1 2 = ΣX 2 − ( ΣX ) 2 / n n−1 em que: ΣX 2 = somatório dos quadrados dos logaritmos das descargas. e n = número de anos de observação.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 30 ΣX = somatório dos logaritmos das descargas da série de máximas anuais. F= 1 + 8. em razão do pequeno número de amostras. o coeficiente de assimetria. Conforme apresentado no método de Hazen. (ΣX ) 2 = somatório dos logaritmos elevado ao quadrado. dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido: CS = CA + 8 .5 n A probabilidade de não ser excedida e o período de recorrência correspondente devem ser obtidos pelas expressões: .

A curva de ajustamento estatístico pode se apresentar com três formas distintas em função do coeficiente de assimetria obtido. a curva terá sua concavidade voltada para baixo. são representados os valores dessa distribuição em papel log normal. organizada de forma decrescente. Para a verificação da qualidade do ajustamento estatístico. e TR = ( ) × 100 100 − P n−1 onde.2. .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 31 P = 100( 1 − m 1 ) em %. m = número de ordem da série anual.3 apresentados como exemplo ilustrativo. e se negativo.5. tem como objetivo facilitar a compreensão da metodologia exposta.5. 5. 5. Os quadros 5.5.5. tendo nas ordenadas as descargas e nas abscissas a probabilidade de não exceder e os correspondentes tempos de recorrência (ver Fig. a curva terá sua concavidade voltada para cima.5).a saber: se for nula a forma será de uma reta. se o coeficiente de assimetria for positivo.1.

880 -1.6 0.733 -1. 5.337 1.849 1.000.780 0.9 3.239 2.012 2.970 500.152 .323 1.104 -2.093 -1.0 2.050 -0.859 1.0 1.00 99.00 99.908 6.0 -2.878 3.282 1.521 3.651 4.4 0.830 0.000 3.8 0.588 -1.524 -1.054 2.400 2.574 0.340 1.912 2.752 -0.029 -1.777 -0.245 4.261 2.755 2.396 5.0 -0.048 3.643 0.163 2.844 -0.377 3.8 2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 32 Qd.586 -1.645 -1.317 1.318 1.939 1.605 3.023 3.995 2.211 2.00 99.389 -1.910 1.956 4.999 5.088 2.090 3.149 3.366 3.323 4.453 2.333 1.2 2.846 -0.836 0.099 -0.00 80.9 1.751 1.088 4.00 90.339 1.487 3.278 50.531 4.800 0.018 2.003 25.424 5.645 1.609 3.05 5.824 0.790 -0.159 2.3 0.243 -1.548 7.107 2.670 2.851 -0.225 -0.881 -0.309 1.0 2.938 1.993 2.910 1.774 1.949 -0.033 -0.2 1.990 4.00 0.0 2.0 -0.726 1.164 -0.819 1.969 4.041 3.967 1.842 -0.215 5.609 0.0 -1.733 0.5 0.856 -0.311 2.168 -1.850 -0.00 96.25 20.1 0.686 2.095 5.254 -0.962 1.790 0.730 3.2 0.970 3.317 -1.353 -1.955 -1.864 2.555 -1.CA 0 0.132 3.889 3.100 4.223 3.626 2.301 1.705 0.262 2.168 6.0 1.303 1.388 3.839 1.043 2.6 1.856 2.341 1.706 2.152 100.326 2.857 -0.312 3.244 3.444 4.318 -1.148 -0.779 4.307 -0.855 -0.816 0.020 -0.667 1.0 1.673 1.845 4.949 3.666 3.981 1.544 2.853 -0.705 3.371 5.132 -0.472 2.615 2.829 3.282 -0.990 -0.660 -1.329 1.880 1.0 0.359 2.856 -0.957 3.330 -.01 1.553 4.842 0.850 3.854 -0.298 4.116 -0.205 1.326 -2.5.817 -0.905 -0.606 2.195 -0.642 5.5 2.284 1.00 95.067 -0.401 3.017 -0.811 3.292 1.780 2.728 6.808 0.700 1.498 2.449 -1.250 1.0 Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) 1.711 -0.178 -2.388 4.083 -0.233 3.848 2.0 1.806 -1.750 1.219 2.006 2.00 98.051 200.329 1.857 -0.1 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Coeficiente de Assimetria .891 2.00 50.769 0.420 10.832 -0.491 -1.8 2.818 1.180 20.5 3.763 2.7 0.423 -1.877 1.4 1.576 2.147 4.799 -0.0360 -0.458 -1.407 2.00 99.758 0.815 5.661 3.253 -2.128 2.122 3.665 1.675 0.336 1.799 -0.087 -0.271 3.197 -1.499 3.518 0.616 -1.193 2.542 2.785 1.797 1.

087 0.0 2.797 -1.5 -3.012 -2.800 0.407 1.910 -1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 33 Qd.148 0.353 1.948 1.216 1.116 1.0 1.083 0.606 1.839 -1.846 0.458 1.0 -2.616 1.716 1.609 -0.000.231 1.844 0.489 1.574 -0.666 100.524 1.00 99.2 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) Coeficiente de Assimetria .955 1.268 2.909 0.041 0.667 1.669 2.837 -0.577 1.00 99.491 1.00 99.533 2.0166 0.550 1.660 1.00 90.00 99.793 0.891 -2.926 1.799 0.501 1.149 -3.880 1.643 1.855 0.900 0.755 -2.606 1.2 -0.499 -3.317 1.758 -0.183 1.4 -0.832 0.949 0.750 -1.907 0.1 -0.962 -1.069 0.366 1.665 50.770 0.00 98.945 0.948 2.824 -2.845 -4.615 -2.448 1.330 0.379 1.253 2.777 1.994 0.790 0.169 2.CA -0.166 1.905 0.198 1.888 0.733 -0.945 1.01 1.959 0.830 -0. 5.245 1.178 2.769 -0.549 1.003 1.05 5.824 -0.8 -0.980 0.998 0.8 2.995 0.0 2.808 -0.5 2.283 2.238 1.0 -2.388 -3.5.790 -0.017 2.885 0.099 0.899 2.9 2.733 1.817 0.816 -0.667 500.104 2.147 1.786 1.780 -0.774 -1.231 1.890 1.517 2.200 1.808 2.667 200.4 -1.555 1.225 0.9 -1.294 2.798 0.852 0.000 1.271 -3.800 0.675 -0.282 1.057 1.016 1.197 1.105 0.035 1.711 0.0 -1.097 0.800 -0.019 0.492 1.7 -0.858 0.168 1.726 -1.360 0.837 1.399 2.806 1.679 1.270 1.5 -0.757 2.128 1.799 0.819 -1.6 -0.981 -1.00 95.388 2.25 20.996 -2.201 2.777 0.0 -1.140 2.740 1.258 1.281 0.399 2.132 0.938 -1.400 -2.605 -3.029 1.857 0.636 10.663 1.990 0.00 80.396 5.856 0.686 -2.0 -0.856 0.00 96.842 1.067 0.882 0.093 1.116 1.351 1.518 -0.0 0.544 -2.423 1.844 0.318 1.957 -3.859 -1.834 1.033 0.307 0.700 -1.270 1.3 -0.023 -3.667 .665 25.2 -1.0 1.567 1.8 -2.216 1.895 0.854 0.00 50.749 1.164 0.482 2.108 2.705 -3.660 20.380 1.0 1.116 0.051 1.389 1.664 1.586 1.705 -0.2 -2.588 1.637 2.00 0.999 0.254 0.673 -1.420 2.449 1.720 1.908 0.752 0.243 1.086 1.800 0.877 -1.107 0.472 -2.643 -0.394 1.850 0.195 0.0 1.050 0.6 -1.006 -2.528 1.

7292 2.00 72.19 1.27 2.5334 3 X = 2.04 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 338 588 1.6695 7.17 3.6064 23.1735 15.25 5.50 2.6749 21.7574 2.5960 7.9774 6.6118 Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira .8235 2.0013 7. 5.6758 2.00 20.00 12.6828 ∑ X2 = 180.4483 7.5.2291 8.7882 2.00 28.1717 96.1598 7.1380 CA = 0.5610 7.3325 14.32 1.33 6.0375 8.8686 2.7694 2.7739 7.7694 2.00 92.6032 7.6253 2.0701 6.08 1.00 84.7559 2.47 1.8287 2.00 88.92 1.00 12.1975 ∑ X = 495.00 76.0944 17.0022 2.00 52.8657 2.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 3.00 4.8351 2.4200 Ano de ocorrência Vazões Q (m3/s) * X2 X3 P = 100 − m % n +1 TR = ** 1 × 100 100 − P (anos) 9.3277 19.7869 22.5088 22.0132 8.2396 20.13 2.7909 20.0594 25.9652 20.3954 6.4518 CS = 0.00 56.9478 20.9535 7.00 64.9004 20.00 4.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ X = 65.6695 7.00 32.1580 18.00 8.9720 7.50 8.00 24.2396 21.00 36.00 16.00 60.7566 2.1717 5.6202 8.6330 22.00 40.8923 6.00 80.8562 27.57 3.9360 2.09 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 34 QD.4843 2.7194 6.5337 22.7368 σ n-1 = 0.4306 18.5948 7.79 1.4178 16.67 1.14 1.00 68.39 1.00 44.3 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III Análise Estatística Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Vazões em Logarítmos ordem das decrescent vazões e X = Log Q (m3/s) 1.78 2.00 25.6415 2.5289 2.2122 8.4306 21.7497 2.25 1.6590 2.56 1.8202 2.5922 2.00 48.7991 18.3089 23.

ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES Quando se deseja conhecer a forma de fluviograma de enchente de vários períodos de recorrência. construindo-se o fluviograma tipo com o acréscimo de deflúvio de certa freqüência.6. segundo a sua ocorrência mais freqüente. . torna-se necessário fazer a análise estatística das descargas médias ou dos volumes escoados em intervalos de tempo crescente e a associação dos acréscimos de volume escoados para a mesma freqüência. permitindo construir os fluviogramas típicos de vários tempos de recorrência. o intervalo de tempo entre o início do período de ascensão das descargas e o pico da enchente. para cada enchente observada. Para esse procedimento anota-se.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 35 5.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 36 .

O hidrograma unitário sintético.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 37 6 6. desprezando-se as imprecisões de sua avaliação. leva à aparência de menor exatidão. cujas validados sãos duvidosas em regiões onde os modelos não tenham sido suficientemente comprovados. que são as mais comuns. Na realidade o hidrograma unitário do Soil Conservation Serviço baseia-se no conceito do tempo de concentração. A imprecisão decorrente da simplificação dos parâmetros de cálculo toma-se pouco significativa frente à incerteza na definição de outros fatores como o tempo de concentração e a relação chuva-deflúvio.S.1. enquanto que. especialmente tratando-se de bacias hidrográficas de pequena importância hidrológica. desenvolvido pelo U. somando-se o produto dos excessos de precipitação pelas ordenadas do hidrograma unitário. porém com suas principais características definidas a partir do comprimento e da declividade do curso d’água. MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO GENERALIDADES Para o dimensionamento de pontes ou bueiros rodoviários. a saber: . não se dispõe de dados fluviométricos do curso d'água envolvido. que posteriormente será apresentado. proposto por Snyder. A aplicação do hidrograma unitário sintético compreende três fases principais distintas. adota-se com mais freqüência o hidrograma unitário triangular. possui uma formulação muito complexa. esse conceito não considerado na sua formatação. Soil Conservation Serviço. como mais freqüentemente é designado. Nesses casos a metodologia de cálculo mais indicada refere-se à aplicação do fluviograma ou hidrograma unitário sintético. com suas perdas. cujas características se baseiam na generalização das condições médias de escoamento de numerosos estudos para os quais se dispõe de dados fluviométricos. que são: − definição da chuva de projeto. − determinação da relação chuva-deflúvio. − cômputo do hidrograma total. Na utilização do método do hidrograma sintético serão apresentados dois procedimentos de cálculo distintos. ou mesmo próximo à obra. devido à sua formulação mais simples e ser suficientemente preciso. Para aplicação prática. na maioria dos casos. no hidrograma proposto por Snyder.

O procedimento A distingue-se pela inclusão de chuvas antecedentes à fase mais intensa da chuva de projeto. Na descrição dos diversos fatores que intervêm no cálculo da enchente de projeto. destaca-se a diferença de tratamento dados aos dois procedimentos de cálculo. enquanto para as enchentes maiores o escoamento superficial direto é proporcionalmente maior. não considerando as chuvas antecedentes. Com esse procedimento pretende-se diminuir a importância da umidade do solo no inicio da tempestade. em diversos níveis de descargas. O procedimento B tem sido utilizado com mais freqüência nos meios técnicos do Brasil. levando em conta. varia a cada caso. contrariando o princípio básico do hidrograma unitário. além do efeito amortecimento das margens baixas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 38 − Procedimento A. para as enchentes maiores predomina o efeito de amortecimento das pontas de descargas. Somente um modelo paramétrico bem estruturado pode simular as enchentes de uma bacia mais próxima de seu comportamento real.2. Por outro lado. que inclui as chuvas antecedentes. cujo efeito é mais apreciável nos deflúvios resultantes do prolongamento da chuva. antes descrito. Com a descrição desses efeitos cuja predominância. VALIDADE A aplicação do hidrograma unitário é discutível. o que pode ser explicado pelo fato do deflúvio superficial ser composto por duas partes. nos rios de margens baixas. Esse é um efeito contraditório ao comportamento do deflúvio superficial direto e do subsuperficial. − Procedimento B . de escoamento mais lento. Em conseqüência. para as enchentes maiores. uma que escoa mais rapidamente. resultam descargas máximas crescendo mais rapidamente que os deflúvios totais a elas relacionados. verificam-se as imperfeições da aplicação do hidrograma unitário sintético. decorrente do transbordamento das calhas fluviais. designada por deflúvio sub-superficial. como . a participação desigual do deflúvio superficial direto e do sub-superficial. Verifica-se que para as pequenas enchentes predomina o escoamento sub-superficial. e a outra. 6. pois tem-se observado que as descargas máximas crescem proporcionalmente mais com os excessos da precipitação que lhes dão origem. denominada deflúvio superficial direto. apresentada a seguir.

que desenvolveu equações de chuva para diversos postos pluviográficos no Brasil.3.1. 15 minutos. das obras rodoviárias. entre os quais destaca-se o livro "Chuvas Intensas no Brasil". 1 hora. tendo uma participação variável. a precipitação relativa. Quando não há dados pluviográficos nas proximidades do local da obra deve-se recorrer a dados bibliográficos. 6 horas. Para facilitar o uso dos dados foram organizadas tabelas. procurando o posto mais próximo e com características meteorológicas mais semelhantes às da área em estudo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 39 se ocorressem dois hidrogramas unitários simultâneos com descargas máximas nitidamente diferentes. Essa análise pode ser complementada com o estudo estatístico das chuvas de: 2. que em geral não são muito abundantes.3. de importância hidrológica pouco significativa. o que em geral não se dispõe nos projetos de drenagem superficial. 25 . conforme a magnitude de enchente. do Engº Otto Pfafstetter. 6 e 8 dias consecutivos. Havendo dados pluviográficos na proximidade do local da obra. 6. Tal procedimento. 4. no entanto. para diversas durações e períodos de recorrência da chuva.1) sendo K = TR α + β / TR 0 . pontes e bueiros. somente toma-se com dados fluviométricos confiáveis. fornecendo para os 98 postos pluviográficos tratados. 2 horas. obtidas de registros em pluviômetros. 24 horas e 48 horas. 4 horas.3. Por vezes essa análise estatística já foi elaborada para o posto de interesse do projeto. CHUVA DE PROJETO RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQUËNCIA A aplicação do hidrograma unitário sintético requer normalmente o conhecimento de precipitações para durações inferiores a 24 horas. resultantes do estudo estatístico de dados pluviográficos. 12 horas. Essa precipitação relativa é definida pela expressão: P = K × [at + b log( 1 + ct )] (equação 6. 6. convém efetuar a análise estatística das precipitações intensas para durações de 5 minutos.

3.08 4d 0.174 0. pode-se admitir que o fator de precipitação varia pouco para diversas durações da chuva.. e de 15 minutos. Dividindo essa precipitação pelo valor do posto de referência. entre um grupo de curvas regionais representativo do caso em estudo.08 1h 0.1.08 2h 0. em primeira aproximação. correspondentes ao tempo de recorrência e às durações desejadas.152 0.166 0. TR período de recorrência.08 24h 0. Para tanto transforma-se a precipitação de um dia com o período de recorrência de 10 anos. e P é a precipitação. em horas. A correlação entre as precipitações de 24 horas e as de menor duração com igual freqüência é mais inadequada.17 0. pode-se correlacionar a precipitação a um posto pluviográfico através de um estudo estatístico de um posto representativo.08 2d 0.08 8h 0. em anos. obtem-se a precipitação relativa do posto examinado. Com isto basta multiplicar a precipitação relativa para 24 horas pelas precipitações relacionadas para o posto de referência. Essa curva interpolada deve conter a precipitação relativa achada para 24 horas. Quando não existem dados pluviográficos nas proximidades da obra.3.08 4h 0. também para o período de recorrência de 10 anos e mesma duração. mas dispõe-se de pelo menos um pluviômetro com o mínimo de 10 a 15 anos de observações. as linhas de tendência das precipitações relativas de 24 horas duração de 1 hora. Posto nº 93 – Ubatuba. consoante a equação 6. todos localizados na costa atlântica.13. multiplicando-a pelo fator 1. Os valores de a.1.08 0. porém. com dados diários de leituras de pluviômetro.156 0. em milímetros. Posto nº 75 – Santos.08 6d 0.08 α β em que t é a duração da chuva. Um procedimento mais consistente seria interpolar uma curva. a seguir.108 0 15min 30min 0. na precipitação equivalente de 24 horas. referidas ao número do posto analisado. b e c dependem do posto considerado e α e β são dados na tabela seguinte Para os diversos postos do Brasil.138 0. .156 0.122 0.176 0. geralmente bem definida.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 40 t 5min 0.166 0. foram estabelecidas na figura 6. Destacam-se como aquelas de maior potencialidades de formação de chuvas intensas de curta duração as determinadas para os postos: Posto nº 74 – Santos – Itaperuna. Posto nº 53 – Paranaguá.

desprezando as chuvas antecedentes. como para o procedimento B.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 41 Para determinação de outros pontos basta multiplicar as precipitações da curva de chuva interpolada para outras durações pelas precipitações do posto de referência. Os conceitos expostos nesse capítulo aplicam-se indistintamente para o procedimento A. que inclui as chuvas antecedentes. utilizado com maior freqüência. .

8 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 42 .8 1.6 1.6 1.0 74 1.4 93 1 92 64 58 16 57 90 9 50 39 79 77 65 22 15 51 60 72 61 33 15 96 47 42 36 28 46 40 27 29 4 64 53 75 94 1.0 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 1 HORA 29 52 43 42 0.2 1.3.0 2.8 1.4 1.8 0.4 53 94 52 1.6 0.2 Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 40 46 28 Figura 6.6 1.6 0.8 0.8 1.6 0.0 1.2 77 57 38 73 50 4 2 88 64 1.8 60 61 33 51 27 16 96 22 47 72 55 56 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 15 MINUTOS 1.2.0 1.6 0.6 93 75 1.8 TR = 10 ANOS TR = 10 ANOS 1.4 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 1.2 1.1 Comparação das Precipitações Relativas 0.0 1.

3. A tempestade que servirá para o cálculo da enchente será composta de acréscimos de precipitação para durações crescentes. dispostos ao longo do tempo. Os registros de tempestades observadas demonstram que as precipitações ocorridas em diversas durações numa mesma tempestade são de severidade e freqüência variáveis e assim. especialmente quando for incluído no cálculo um longo período de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. não devem corresponder ao período de recorrência igual ao escolhido para a enchente de projeto.-Niterói. excedeu determinados valores tomados como base para seleção. Se assim for procedido.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 43 6. uma tempestade excepcional é normalmente considerada como a precipitação que ocorreu com uma determinada duração. Para esclarecer esse conceito são apresentados a seguir exemplos ilustrativos referidos aos postos pluviográficos estudas pelo Engº Otto Pfafstetter.2.3. Para um determinado posto pluviográfico separam-se inicialmente as maiores tempestades. pelo menos uma das precipitações registradas para diversas durações. Assim. iniciando com o posto nº 48 . consultando-se os registros originais de vários postos que serviram para sua elaboração. Esses acréscimos de precipitação. Comparando-se esse resultado com a análise estatística das precipitações de várias durações que não pertenciam necessariamente às mesmas tempestades. subentendendose que essa foi a situação mais critica e que as precipitações para outras durações foram menos extraordinárias.5 anos de observação .6. numa tempestade. SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS Nos noticiários sobre calamidades públicas. A distribuição estatística das precipitações de diversas durações que ocorrem simultaneamente na mesma tempestade deve ser deduzida da análise de registros de dados observados. Dessa forma fez-se a análise estatística das precipitações observadas em diversas durações e pertencentes a uma mesma tempestade. no exemplo de Niterói.2.1 mostra as precipitações registradas nos 31. o quadro Qd. sempre há uma duração para a qual a precipitação é a de freqüência mais rara e as precipitações de durações maior ou menor são de períodos de recorrência menores. resultará uma enchente consideravelmente maior à que ocorre na natureza com o período de recorrência de projeto. pode-se avaliar a redução da potencialidade da chuva de uma tempestade tendo valor crítico para uma duração diferente da considerada. que compõem a tempestade de projeto. numa seqüência que será discutida em capítulo subseqüente. nas quais.

3. portanto menor que a base usada na presente seleção. as médias para as quatro maiores tempestades figuram no quadro Qd6. para uma das durações analisadas.1 e Qd-6. para o cálculo da média.6. conforme afasta-se da duração de referência. para as diversas durações. DR.3. os dados originais não fornecem as precipitações correspondentes. Assim. a precipitação excedeu os valores base indicados no alto do quadro. DR.1. no exemplo de Niterói.2.6. entram em cada grupo novas tempestades cujas precipitações na duração DR passam a participar das 4 maiores selecionadas.2. participam em menor número entre as tempestades escolhidas.2. Dividindo as precipitações médias do quadro Qd.2. Isso acontece porque. No exemplo de Niterói.2.3.2. Em seguida obtem-se a média aritmética das precipitações observadas nessas 3 a 10 maiores tempestades separadas para cada duração de referência. geralmente. relacionadas no quadro Qd-6. Nos campos ressaltados. Nota-se que algumas tempestades aparecem simultaneamente para duas ou mais durações de referência. porém.6.3.2. cujas precipitações foram analisadas e para várias durações de referência.2. correspondentes à linha em diagonal.2 admitiu-se.DR. onde a duração de referência é igual à duração considerada. obtem-se os fatores de simultaneidade.2.3. pois os valores observados não excedem à base escolhida naquela coleta. igual ou próxima da duração analisada.3.4. Isso significa que a potencialidade para a formação de chuvas intensas decresce com a duração de referência DR. a qual é próxima de 50%.2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 44 pluviográfica para as tempestades em que. DR.3 pelas máximas das médias da mesma coluna. as tempestades que forneceram as precipitações máximas.2. os quadros Qd-6.2.3. são selecionadas nesse quadro de 3 a 10 tempestades cujas precipitações foram as maiores para essa duração. designada por duração de referência DR. Para cada duração. obtidas do quadro geral Qd. Quando aparece um traço nos quadros Qd. conforme se vê no exemplo. FS.3. Observa-se nesse quadro que o valor máximo em cada coluna corresponde a uma duração de referência.3. o que corresponde à duração de . afastando-se da duração considerada.2. No quadro Qd-6.3.1 os valores de uma mesma coluna são numerados em ordem de magnitude decrescente.2 reúnem as 4 maiores tempestades para as durações de referência de 5 minutos a 48 horas.1 ou Qd6. que nesse campo figurava a base adotada para a coleta de dados originais. onde foi apresentado um risco. pelo menos. com duração DR. Esses fatores de simultaneidade dão assim a redução das precipitações de uma tempestade para diversas durações em relação ao valor máximo.

para as maiores tempestades observadas no conjunto dos 98 postos considerados no livro “Chuvas Intensas do Brasil” abrangendo cerca de 1.800 estação/ano de dados pluviográficos. os fatores pelo quais devem ser multiplicadas as precipitações de certa duração D e período de recorrência. Os resultados não são muitos coerentes devido à diversidade de posição e do período de observação dos aparelhos pluviométricos e pluviográficos. em função da relação D/DR. A unidade para a medida dessa potencialidade é a precipitação média na coleta efetuada para uma duração de referência igual à duração considerada e é representada pelo valor máximo de cada coluna do quadro Qd.4. no entanto. PS e o período de recorrência das tempestades examinadas.2. portanto. observa-se em geral uma grande dispersão dos resultados.6. dividido pelo número de tempestades selecionadas. Representaram-se os fatores de simultaneidade. com dados pluviométricos de chuvas de até 6 dias. a uma tempestade que produza uma enchente com o mesmo período de recorrência TR O fator de simultaneidade para uma determinada duração D depende do valor da duração de referência DR. entre a duração considerada e a duração de referência. simultaneamente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 45 referência.4 por uma linha poligonal. Ligando-se os pontos correspondentes a uma mesma linha do quadro Qd.6. mencionados como do mesmo posto.6. semelhante ao da Fig. O tempo de recorrência desses fatores de simultaneidade é dado pelo número de anos de observação do posto considerado. para a relação D/DR = 1. com o máximo igual a l.2. Efetuou-se por isso uma análise do fator de simultaneidade.3.2. Para melhor conhecimento da conformação no extremo direito do gráfico.3. Os fatores de simultaneidade definem a redução da potencialidade das chuvas que ocorrem numa mesma tempestade. e a tendência para uma assíntota horizontal em ambos os extremos. 3. quando a relação D/DR fica muito grande Observou-se certa dependência entre o fator de simultaneidade.2.3. FS. procurou-se estender o estudo para durações maiores. Os fatores de simultaneidade são. Seu valor é máximo (FS=1) quando essas se igualam (D = DR). recomendando-se um valor igual á metade do tempo de concentração. De qualquer modo foi possível confirmar a tendência das chuvas para uma assíntota horizontal. a forma em sino. TR para que elas possam corresponder em média. em função de sua duração. PS.3. .6.3. conforme mostram os valores de uma mesma linha do quadro Qd. do quadro Qd.2. A duração de referência deve ser escolhida de modo a ser a mais representativa para a bacia hidrográfica em estudo. da curva normal. 6. Sobressai.4 num gráfico de graduação semi-logarítmica.

2.5 e C2 = 0. Como esse procedimento só leva em conta as chuvas antecedentes num período muito curto do pico da tempestade.3.40. D a duração considerada e DR a duração de referência.57 TR −0 . com o aspect: C1 = 1.5 e C 2 = 0 . que é o tempo de recorrência aproximado do 4° valor dos dados de Niterói. FS = C1 ( 1 − C 2 ) ⎛ D C1 + log 2 ⎜ ⎜D ⎝ R ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ + C2 sendo FS o fator de simultaneidade. Para os postos individuais com tempo de recorrência próximo de 7 anos resultaram os valores médios C1 = 1. .9 anos. O efeito da simultaneidade das chuvas numa mesma tempestade não tem sido considerado no procedimento de cálculo B . representando a expressão citada apenas uma situação media.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 46 Os estudos efetuados para um grupo de postos individuais representativos e para o conjunto dos 98 postos pluviográficos do Brasil permitiram sintetizar os resultados na expressão geral. para que se possa apreciar a qualidade do ajustamento. o efeito da simultaneidade reflete pouco sobre o valor da descarga máxima. Convém notar que o estudo de simultaneidade das precipitações forneceu resultados bastante dispersos.18 Os valores dessa expressão para TR= (31. aparecem destacados na Fig. 6. Para tempos de recorrência entre 5 e 200 anos pôde se estabelecer a lei geral aproximada.5/4) ou TR= 7.

0 136.0 Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.9 188.2 59.8 2 4 3 1 2h 49.0 61.9 59.2 4 2 1 3 8h 102.4 36.9 69.0 61.7 10.0 18.5 96.0 53.2 20.7 33.0 27.1 96.7 69.7 118.0 4 2 1 3 15 min 19.8 83.7 9.0 27.5 26.8 145.5 83.4 86.2 104.0 33.0 79.1 135.1 29.5 214.8 105.8 132.0 88.9 33.6 3.0 15.5 49.7 54.2 61.3 66.0 82.2 98.3 79.0 161.0 40.4 150.3 85.0 64.0 27.0 122.5 66.1 40.5 61.1 144.7 79.4 86.0 23.8 88.9 113.5 126.3 79.2 115.0 13.0 49.8 150.0 11.4 67.5 40.1 66.3 116.0 53.9 53.4 22.0 26.2 3 4 1 2 4h 80.5 66.2 65.7 15.9 70.5 13.0 49.5 138.9 32.7 74.0 16.2 .8 152.0 33.0 61.0 22.0 18.7 40.0 46.9 66.1 Data de Início da Chuva ano 21 22 22 24 24 25 27 28 28 29 31 35 36 39 40 42 44 47 48 50 50 50 51 52 mês 1 3 4 1 4 2 1 2 3 2 2 4 3 11 11 1 1 1 1 4 4 12 5 4 dia 13 30 7 30 3 3 14 26 2 21 6 27 3 7 27 30 17 24 30 3 26 6 3 23 4 2 3 1 Precipitações para Intervalo de tempo Valores Base ( mm ) 14.2 51.6 37.2 76.0 64.2 9.0 112.1 114.0 9.1 27.0 15.0 22.3 124.9 121.0 93.8 229.3 113.8 21.2 2 4 1 3 24 h 122.2 140.8 107.2 40.2 127.9 82.0 61.0 131.5 50.8 33.5 126.8 122.0 40.5 20..8 109. .8 32.3 106.0 58.0 53.7 229.0 50.2 3 2 1 4 12 h 118.0 33.0 34.9 4 3 1 2 48 h 125.5 98.7 41.8 65.6 35.5 35.5 38.7 229.8 26.1 130.2 16.6 149.8 70.2 53.7 53.5 54.0 122.8 46.3 85.5 27.0 52.1 37.2.0 90.5 16.7 53.7 26.0 46.5 65.0 70.4 122.4 172.5 52.5 24.8 20.1 150.8 56.7 10.4 61.4 116.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 47 Qd.0 21.0 34.4 146.4 86.1 71.9 80.3 85.0 63.5 2 4 3 1 1h 30.3 50.1 55.0 30.0 31.2 19.0 115.2 70.5 14.2 9.0 40.0 26.8 30.1 72.5 129.3 79.5 113.5 47.5 51.6 11.5 54.5 33.4 86.4 84.0 107.0 84.0 45.8 38.2 52.0 53.3 57.0 36.4 3 2 1 4 30 min 24.

0 15 min 36.0 30.8 46.0 86.1 122.1 33.5 66.0 10.0 36.0 36.0 33.2 66.0 122.1 40.5 96.8 70.7 96.7 14 h 122.2 122.0 47.9 61.0 127.2 115.7 66.0 122.0 65.0 61.1 58.2 76.0 61.2 113.0 52.2 98.1 72.0 52.4 31.9 66.0 107.0 16.0 130.0 38.2 115.9 64.0 66.2 135.0 96.7 136.7 61.7 9.5 38.5 66.0 84.5 52.0 30 min 47.8 29.4 115.9 149.1 106.0 38.0 52.0 53.5 214.0 55.5 74.2 136.2 122.2 130.5 116.2.8 61.0 229.2 61.5 59.5 .0 21.4 229.0 64.5 66.2 67.7 66.0 113.1 59.9 126.4 126.5 96.7 66.8 33.0 2h 66.9 96.2 82.2 98.0 113.8 70.2 113.2 122.9 122.5 61.8 40.5 61.0 58.1 61.0 13.0 4h 113.5 116.4 22.2 104.8 229.4 67.2 82.0 61.5 31.0 55.6 13.9 149.5 20.5 127.9 58.0 52.4 98.2 104.5 30 min 20.0 40.8 40.2 1h 11.2 20.0 38.0 16.5 61.(I) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 21.8 22.0 16.0 40.0 31.5 66.8 145.9 126.0 64.0 10.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 48 Qd.5 116.1 135.0 144.0 61.0 61.5 52.1 61.7 67.5 52.0 96.0 40.0 61.0 61.2 66.0 55.5 48 h 122.4 22.2 96.7 11.0 13.5 61.7 76.8 86.0 61.5 1h 59.0 64.0 107.3 66.0 20.9 96.0 61.7 24 h 122.-6 3.8 16.5 138.4 104.5 8h 113.0 116.0 61.2 2h 11.4 86.8 145.7 66.9 5 min 20.0 61.0 40.2 76.0 21.1 106.0 26.5 86.2 63.0 66.2.5 138.0 122.0 72.0 47.0 82.2 61.5 15 min 20.5 84.

0 144.0 138.0 90.7 229.8 229.1 20.0 113.4 127.4 150.8 70.4 122.4 22.0 136.4 135.0 53.4 150.4 229.6 15 min 22.7 107.8 47.2 229.7 10.4 130.0 .0 144.7 65.8 72.4 188.8 229.0 33.5 138.8 40.0 32.8 145.0 116.5 214.5 146.(II) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.1 20.2 229.0 32.7 214.2 8h 214.2 65.0 40.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 Qd.4 135.1 106.8 50.8 53.4 122.5 66.0 4h 144.0 145.5 71.5 86.4 229.0 72.4 22.0 150.0 40.2 86.7 40.4 130.4 93.0 9.4 129.4 229.4 22.0 40.9 149.0 122.4 214.0 229.4 127.8 161.0 9.4 152.4 126.5 127.2 90.0 229.4 129.8 33.-6 3.4 152.8 53.5 116.8 40.5 71.1 20.4 136.9 150.0 22.5 144.8 50.0 90.9 229.4 34.0 106.5 138.6 14 h 9.0 122.0 33.4 136.0 26.7 121.1 57.2 144.0 214.2 54.8 40.8 145.0 40.8 172.7 86.0 32.2.1 106.7 9.8 172.5 214.0 126.5 144.4 34.7 65.4 93.0 53.7 107.1 20.4 130.5 116.8 72.0 152.8 36.0 122.0 70.4 53.9 229.0 48 h 229.4 161.5 107.5 113.8 70.4 161.8 26.1 86.0 59.6 10.7 121.2 11.5 146.1 20.8 229.0 116.0 30 min 33.4 50.4 150.0 22.7 129.0 86.9 149.6 8h 9.0 33.7 21.0 1h 53.5 229.1 22.4 188.4 229.2 116.5 22.4 149.2 11.2 9.0 11.0 116.4 14 h 229.6 48 h 9.8 22.4 4h 10.8 122.2.0 2h 86.6 24 h 9.8 135.0 54.8 33.8 20.1 57.0 24 h 229.

6 158.3 25.2 84.4 103.4 86.1 162.0 36.9 84.1 188.5 40.3 127.1 91.2 150.3 11.5 169.6 51.1 162.5 116.6 103.4 36.5 17.3 18.3 148.8 155.1 94.6 159.6 45.3 14 h 74.7 116.6 26.7 114.3 21.8 122.6 15 min 33.1 10.7 36.7 169.5 88.1 157.0 18.9 59.1 .8 95.8 80.5 21.4 117.6 17.4 148.3 66.2.1 88.5 105.4 36.4 64.3 127.8 165.0 160.8 88.7 2h 56.2 188.9 100.8 98.6 8.3 Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Médias das Precipitações para Intervalo de tempo Média das precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 18.6 56.5 169.7 38.3 1h 53.0 24 h 83.0 157.8 66.3 91.9 61.7 38.8 169.3 56.0 30 min 45.4 8h 70.9 80.3 13.1 140.9 67.1 10.1 42.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 50 Qd.6 13.1 8.6 98.4 63.3 165.-6 3.5 48 h 87.7 26.3 26.6 4h 68.4 27.1 59.9 156.4 51.7 144.7 61.7 86.6 91.8 115.

-6 3.4 Fator de precipitação para intervalo de tempo Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Fator de Precipitação ( % ) para os intervalos de tempo de: 5 min 100 95 95 72 61 71 55 55 47 47 15 min 91 100 100 76 72 70 59 59 48 49 30 min 88 100 100 87 82 78 71 71 51 51 1h 79 89 89 100 96 95 92 92 57 57 2h 62 71 71 94 100 97 97 97 60 60 4h 56 66 66 78 94 100 95 95 71 71 8h 47 57 57 67 95 97 100 100 86 86 14 h 45 55 55 65 93 96 100 100 97 97 24 h 49 58 58 68 92 93 98 98 100 100 48 h 47 55 55 62 85 85 90 90 100 100 .2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 51 QD.

E.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 52 6. no entanto. Os resultados desse trabalho foram expressos em escala semi-logarítmica na Fig. 3h. 6h e 24h. Acredita-se que essa expressão. AR a área considerada. sendo Y = 35 log( 0 . de chuvas de duração mais curta.5 2 . pois a precipitação média sobre uma área de certa extensão ê menor do que a de um ponto isolado. No Brasil têm sido realizados alguns estudos de precipitação média sobre bacias hidrográficas de maior extensão. Recorreu-se assim aos resultados de extensivo estudo efetuado em 20 áreas diferentes nos E. A aplicação do fluviograma unitário requer. atende com suficiente precisão ao objetivo do trabalho• .3. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA As precipitações de várias durações. e FA a relação entre a precipitação média sobre a área e a precipitação de um ponto.3. o conhecimento da distribuição. pelo menos. As curvas originais referem-se apenas às durações de 30 min. não podem ser usadas diretamente no estudo de uma bacia hidrográfica. com. a expressão deve fornecer resultados satisfatórios até 5000 km2. generalizada para durações maiores e menores. analisando as precipitações diárias simultâneas em dois ou mais postos pluviométricos.U. ajustando-se as curvas definidas pela expressão: FA = Y A Y = log ( R ) 0 . Enquanto as curvas originais foram apresentadas para áreas de até 1000 km2. definidas pela análise estatística das observações num posto pluviográfico. 1h. em área. em horas. de modo a atender à sua aplicação mais ampla em conjunto com o hidrograma unitário sintético. 4 pluviógrafos e mais de 5 anos de observação.U. em km2. 6.3.7 D + 1 ) Onde D é a duração da chuva.3. enquanto a expressão ajustada foi estabelecida criteriosamente para durações maiores e menores. para igual freqüência.

observa-se que eles fornecem valores de FA menores do que os indicados para a curva ajustada para 24h . . especialmente para as bacias maiores.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 53 Examinando os resultados obtidos no Brasil para chuvas diárias.

3.B.50 0.40 D = 15min.B. 0. D = 1h 0. D = 6h D = 3h 0. D = 30min.90 D = 48h D = 48h D = 24h 6h W.70 1h W.7 D + 1) 24h W.80 3h W. 0. W. D = 5min. 0.60 30min.3 100 AJUSTAMENTO ÀS CURVAS DO WEATHER BUREAU: FA = y y + Log² (AR / 5) onde y = 35Log (0.B. 1 10 100 1000 10000 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 54 Figura 6.B.B.

No procedimento A escolheu-se para estes intervalos de tempo uma progressão geométrica de razão 2. FA=1. Dessa forma uma distribuição de intensidades de precipitação. normalmente as precipitações mais intensas de chuvas observadas com menos de 12 horas de duração. Para reduzir o trabalho de cálculo.3. podem crescer gradativamente. com a distribuição dos acréscimos de precipitação. que não leva em conta as precipitações antecedentes. No procedimento de cálculo B costuma-se empregar uma expressão mais simples. devendo-se notar que ela afeta consideravelmente os resultados. aproximadamente simétrica em relação ao valor máximo. com bacias hidrográficas inferiores a 25km². o que não se dá na maioria das tempestades duradouras. A disposição desses acréscimos ê um tanto discutível. Consoante à Ref. Para áreas menores admite-se que a chuva é uniformemente distribuída. isto é. Isso acontece porque as chuvas iniciais. especialmente devido à alteração das condições de umidade do soio. antecedentes ao pico da enchente. ocorrem principalmente na primeira metade de sua duração total. para formar a chuva que as provocam. deve representar satisfatoriamente uma tempestade com tempo de recorrência semelhante ao da enchente de projeto. para os quais são determinadas as precipitações cujos acréscimos são agregados simetricamente em torno do valor máximo.10 log( A ) 25 e que não depende da duração da chuva e assume o valor mínimo de FA=1 para áreas A. proporcionam coeficientes de deflúvios maiores para os segmentos mais intensos que as sucedem. . 6. Por outro lado maiores deflúvios totais e maiores descargas máximas resultam de precipitações máximas após a metade da ocorrência total da chuva. adotamse geralmente intervalos de tempos iguais. No procedimento de cálculo B. 6.4. os intervalos de tempo. FA = 1 − 0 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 55 A expressão antes apresentada é válida somente para áreas AR maiores que 5Km². mais fracas. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO Para o cálculo das descargas da enchente de projeto os acréscimos de precipitação de seqüência mais provável devem ser reagrupados.

. Na apresentação do presente trabalho admite-se que esse tempo de ponta seja igual a 4 vezes a duração da chuva unitária usada para compor os hidrogramas e que essa. muitas vezes também designada como precipitação efetiva. os acréscimos de precipitação são dispostos nos 6 grupos de 15 minutos. por sua vez. determinando a porção escoada como deflúvio superficial.4. da sua cobertura vegetal e da umidade antecedente do solo. O coeficiente do deflúvio é definido pelo quociente entre a precipitação efetiva e a chuva vertida numa tempestade. no inicio da chuva considerada. Para durações unitárias inferiores a 15 minutos o tempo de ponta do pluviograma permanece constante. 5 e os acréscimos menores seguintes são adicionados na sua ordem natural decrescente. dependendo da permeabilidade do solo. embora com pouca clareza. A seqüência das diversas intensidades de chuva no tempo. 3. 2. RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO CURVA DE MOCKUS A retenção de parte da chuva nas depressões do solo e sua infiltração são os principais fatores que afetam a relação chuva-deflúvio. A taxa de infiltração decresce lentamente durante a chuva. 6. que são mais lentas. na ordem mencionada.1. no máximo. são reordenados na seqüência 6. 1. vindo a se reabilitar nos períodos secos. atua em conjunto com o processo de infiltração. no mínimo igual a 1 hora. distinguindo-se das perdas por infiltração nas camadas mais profundas. pode indicar que o intervalo entre o início das chuvas e o pico de tempestade deverá crescer.4. 6. Os 6 maiores acréscimos de precipitação correspondentes aos primeiros intervalos de duração unitária iguais. isto é. de modo que só ocorre excesso de precipitação ou deflúvio superficial nos intervalos em que a intensidade de chuva excede largamente a taxa de infiltração e as depressões do solo começam a transbordar.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 56 Essa indicação. o histograma das precipitações. contendo cada grupo valores crescentes antes do pico e decrescentes após este. conforme aumenta o tempo de concentração da bacia hidrográfica. é igual a 1/5 do tempo de concentração. A absorção capilar na superfície do solo colabora de modo apreciável com as depressões superficiais para a retenção temporária das precipitações. Para durações unitárias menores que 15 minutos. 4.

fornece o valor mínimo da precipitação. . variando para cada tempestade de acordo com o histograma das precipitações. tratamento agrícola e para diversos grupos hidrológicos de solos. CN. para chuvas mais fortes predomina a influência do parâmetro 0.8 S no denominador dessa expressão. variável de 0 a 100. textura da superfície e umidade antecedente do solo. através da expressão: S = 254( 100 ) CN − 1 O valor de 0.1) que melhor atende aos objetivos de um projeto rodoviário. Para chuvas fracas esse valor de 0. expresso em milímetro. para a qual inicia-se o escoamento superficial. adota-se uma classificação simplificada para exprimir a influência da superfície do terreno na formação dos deflúvios . pode-se relacionar o valor de S.8 S onde S è um índice que traduz a capacidade de infiltração máxima do solo.1. cobertura vegetal. Segundo extenso levantamento feito pelo U. pode-se dizer que são crescentes com as precipitações.2 S tem efeito predominante. mas. de modo geral. Em razão das obras de engenharia não dependerem essencialmente da forma de utilização dos solos na produção agrícola. S. conforme a permeabilidade do solo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 57 Outros fatores como o depósito de detritos vegetais na superfície e a textura superficial do solo também influem no valor do coeficiente de deflúvio. para diversos tipos de cobertura vegetal.2 S ) 2 P + 0 . mas.fornecem a orientação para escolha do CN. Escolhe-se o valor de CN. Apresenta-se dessa forma a tabela resumida (Qd-6. segundo a relação: D= ( P − 0 . Soil Conservation Service. classificados de acordo com sua permeabilidade. Ao procurar a relação entre chuvas e deflúvios deve-se recorrer de preferência à expressão de Mockus que define os deflúvios.2 S na expressão anterior do deflúvio D. P. P. com o número de curva.4. D. em função das precipitações.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 58 Qd. – 6.Número da Curva CN para Diferentes Condições do Complexo Hidrológico Solo – Cobertura Vegetal Para Condição de Umidade Antecedente II (Média) E Ia = 0.4.1.1 .2s Condição de Retenção Superficial Pobre Pobre Terreno Cultivado Boa Pobre Pasto Boa Pobre Mata ou Bosque Boa Pobre Área Urbana Boa 70 76 83 86 25 74 55 80 70 87 77 90 39 45 61 66 74 77 80 83 51 68 67 79 76 86 80 89 Grupo Hidrológico do Solo A 77 72 B 86 81 C 91 88 D 94 91 Cobertura Vegetal Terreno não Cultivado com Pouca Vegetação .

com 15 a 18 % de superfícies impermeáveis. próximo da superfície. apôs présaturação. Conforme já foi mencionado. a retenção superficial é influenciada pela quantidade de detritos vegetais. e degradados ou não pela erosão da chuva e do vento. GRUPO C . no entanto.Compreende solos pouco profundos e solos contendo bastante argila e colóides. porém apresentam infiltração acima da média. como sulcos de arado que podem ser mais ou menos profundos. menos que no grupo D. Um fator que influi na classificação do quadro precedente é a condição de retenção superficial. . Qualquer tipo de solo em terreno plano com fraca rede de drenagem acaba enquadrando-se nesse grupo. Em terrenos não cultivados.Principalmente solos arenosos menos espessos que no grupo A e loess menos profundo ou menos agregado que no grupo A. com 50 a 75 % de superfícies impermeáveis. GRUPO B . apôs intenso umedecimento prévio. conforme descrito em seguida. essa retenção superficial é influenciada pelo tipo de tratamento agrícola. com sub-horizontes. representando a capacidade do solo armazenar temporariamente água na superfície. após um período prolongado de chuvas que eleva o nível do lençol freático para a superfície. O grupo apresenta infiltração abaixo da média. quase impermeáveis. Em áreas urbanas a condição de retenção superficial pobre corresponde à ocupação densa.Potencial máximo para formação do deflúvio superficial.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 59 Nesse quadro os quatro grupos hidrológicos do solo são relacionados com a permeabilidade relativa das camadas inferiores. Inclui areias em camadas espessas com muito pouco silte e argila e também loess profundo muito permeável. A boa condição de retenção corresponde a uma ocupação de baixa densidade. GRUPO A .Potencialidade mínima para formação de deflúvio superficial. no caso de projetos de obras de engenharia deve ser levado em conta que o tipo de vegetação e as condições de retenção superficial dificilmente serão mantidos constantes. paralelos ou não às curvas de nível. como folhas e galhos depositados sobre o solo. O grupo inclui em sua maioria argilas de alto valor de expansão. incluindo também alguns solos pouco profundos. Em terreno cultivado. independentemente da cobertura vegetal. ao longo da vida útil da obra. nos intervalos de precipitação mais intensa até que essa água tenha oportunidade de infiltrar-se para camadas mais profundas do solo ou evaporar-se. GRUPO D . após um período prolongado de chuvas intensas. e o grau de decomposição desse material.

fornece o resumo da transformação do CN para as três condições mencionadas. Qd. Qd – 6. Resta. O trabalho original do Soil Conservation Service recomenda uma alteração do número de curva CN para características diferentes da condição II. A condição III aplica-se a solos quase saturados após cinco dias de chuvas fortes ou baixas temperaturas precedendo à tempestade de projeto.7. de acordo com o quadro Qd.2 – NÚMERO DE CURVA CN PARA DIVERSAS CONDIÇÕES DE UMIDADE ANTECEDENTES Condição II 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 10 Condição O 15 19 23 27 30 33 36 39 43 47 51 56 61 67 74 82 92 100 Condição I 7 9 12 15 19 23 27 31 35 40 45 51 57 63 70 78 87 100 Condição III 33 39 45 50 55 60 65 70 75 79 83 87 91 94 97 98 99 100 . que inclui as chuvas antecedentes à parte mais intensa da tempestade. conforme será descrito adiante. Constam também deste quadro os valores de CNo recomendados para uso em conjunto com o procedimento de cálculo A.1.4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 60 Por isso é prudente admitir-se que mantenham por tempo mais prolongado as condições em terreno não cultivado sem vegetação do que em terreno cultivado. pasto ou mata.4. O quadro que se segue.1 e representa a situação média correspondente a enchentes anuais. no entanto. predomina o efeito da classificação do grupo hidrológico do solo.1. A condição l representa a situação com solos pouco acima do ponto de murchamento e com terrenos cultivados e recémarados. que consta do quadro Qd. dependendo bastante da experiência e do bom senso do projetista.1.4.4.6. ditado pela permeabilidade das camadas inferiores.1.7.1. Para a escolha do número de curva CN.2. uma apreciável incerteza na escolha do CN.

Por esse motivo considera-se no fim do período chuvoso uma infiltração mínima do solo. pelo menos 5 dias. Seguindo o procedimento B (convencional). porque não leva em conta a reabilitação da taxa de infiltração do solo nas interrupções das precipitações. no fim do período. Ê difícil definir o valor inicial das precipitações acumuladas no começo da tempestade. mais significativas nas bacias de menor porte. resultam deflúvio menores do que para as durações e precipitações acumuladas maiores. o que introduz mais um fator de incerteza na sua avaliação. são preferencialmente incluídas na própria tempestade. correspondentes às bacias maiores. por unidade de área. enchentes mais raras devem levar em conta a ocorrência de precipitações antecedentes mais severas. conforme sejam considerados maiores períodos de recorrência. resultam para pequenas bacias deflúvios totais. de modo que convêm atribuir-lhes valores condizentes com a freqüência da enchente de projeto. em substituição à aplicação da expressão de Mockus. para estabelecer mais criteriosamente os valores a serem adotados para o número da curva de infiltração. CN. freqüentes em períodos de chuvas menos intensas. Para tempestades muito prolongadas. em função da permeabilidade do solo.2. CHUVAS ANTECEDENTES As chuvas que precedem a intensidade máxima de uma intensa da tempestade têm grande efeito sobre o deflúvio resultante. o qual é conseqüência do umedecimento progressivo do solo e do decréscimo da taxa de infiltração. no caso de projeto.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 61 Observa-se uma grande variação do valor de CN para as diversas condições de umidade antecedentes do solo. o qual depende das precipitações antecedentes e que. consideravelmente mais baixos que para bacias maiores com o mesmo número de curva de infiltração do solo. 6. a expressão de Mockus fornece. A expressão de Mockus representa satisfatoriamente o crescimento do coeficiente de deflúvio com a sucessão das precipitações no decurso de uma tempestade. . que não inclui as precipitações antecedentes.4. mascarando significativamente a precisão procurada na escolha do CN. do solo. Assim. Com o uso das chuvas antecedentes» o coeficiente de deflúvio passa a ser também menos da área da bacia Hidrográfica. condições de retenção superficial ou tipo de cobertura vegetal. antes discutida. Desse modo convém considerar a chuva que antecede o pico da tempestade num período de. para a mesma curva CN. coeficientes de deflúvio demasiadamente elevados. Isso ocorre porque com chuvas de menor duração e menores precipitações acumuladas.

a qual corresponde a solos secos. a qual se refere à situação média de enchentes anuais em período chuvoso. Para um posto com características diferentes. Para solos de permeabilidade média poderá ser adotado um valor de CN próximo do recomendado para a condição l. a relação mencionada entre os números de curva CN altera-se devido ao uso de condições de chuvas antecedentes diferentes no procedimento A. Esse estudo da relação entre os números de curva CN a serem usados nos dois procedimentos de cálculo foi efetuado para um posto de características médias do Brasil. tem sido possivelmente o motivo de restrição ao uso do hidrograma unitário para pequenas bacias. Com isso pode-se estabelecer uma relação entre os dois procedimentos de cálculo abordados. porém acima do ponto de murchamento. CN. Isso mostra que o procedimento A é de aplicação mais geral do que acontece com o procedimento B (convencional). No procedimento A. excluindo as precipitações antecedentes. para bacias de diversos portes e para o período de recorrência de TR = 10 /aros.6. conforme seja alterado o número de dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. de modo que parece ser mais apropriado utilizar o valor de CN entre os indicados para as condições l e II. atendendo a condições de umidade do solo diferentes.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 62 Os resultados obtidos adotando-se procedimento B (convencional) serão mais coerentes com a adoção de números de curva de infiltração. levando-se em conta maior número de particularidades da potencialidade na formação de chuvas intensas de curta duração de cada posto. Essa dependência da curva de infiltração. Comparando-se valores de descargas calculadas pêlos procedimentos A e B.1. chega-se a descargas máximas aproximadamente iguais usando os valores de CNII e CN0 indicados na mesma linha do quadro precedente (Qd.2).4. mais altos nas bacias menores do que nas bacias maiores. Com a recomendação de um período de chuva de pelo menos 5 dias antes do pico da tempestade. em função do tempo de concentração ou da extensão da bacia hidrográfica. . mesmo tratando-se dos mesmos tipos de solo e cobertura vegetal. no procedimento A. CN. será necessário adotar outro número de curva de infiltração. incluindo-se os 5 dias de chuvas antecedentes. o número de curva CN referente a esse caso deve ser menor do que o indicado para a condição II. Os solos mais permeáveis são menos sensíveis às variações de condições antecedentes.

a não ser num período curto de duração aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. depende do grupo hidrológico do solo e de sus condição de retenção superficial. exposta no item 6. esse efeito já é afetado pela escolha mais judiciosa possível do número da curva de infiltração. O segundo. considerando-se os 5 dias de chuvas precedente à precipitação de máxima intensidade e um número de curva CN0 relacionado com CNII.4.convencional. sem considerar as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. No procedimento de cálculo B (convencional). afeta os valores das descargas máximas através das chuvas antecedentes na parte mais intensa da tempestade de projeto. usado no procedimento A. variando muito pouco com a alteração das condições antecedentes de umidade do solo. O conceito da simultaneidade das chuvas. Com o uso do procedimento. seja qual for a extensão da bacia de drenagem em questão. INFILTRAÇÃO MÍNIMA No fim de uma tempestade significativa. O número de curva CNII usado como procedimento B (convencional). não aparecendo assim de forma explícita. sugerido. O primeiro procedimento. consiste em incluir condições antecedentes de umidade do solo mais severas para enchentes de período de recorrência mais elevado e de permitir o uso do mesmo número de curva CN. o projetista deve acostumar-se a associar o tipo de solo ao número de curva CN0 correspondente.3. para solos semelhantes. do solo. adota o número de curva CNII de período chuvoso. CN. A. dependente sensivelmente das condições antecedentes de umidade do solo. conforme indicado aproximadamente pela tabela anterior. O número de curva CNO. a expressão de Mockus tende a definir deflúvios acima dos que são normalmente observados. . sendo necessário admitir uma perda mínima por infiltração no solo para aproximá-los dos valores reais. B. alterando apenas a parte final do hidrograma calculado. a ser empregado nos cálculos. 6. A. admite uma tempestade de projeto mais prolongada. ao contrário. A vantagem do primeiro procedimento.2. aqui proposto. A. A consideração da simultaneidade das chuvas após o pico da tempestade de projeto afeta muito pouco o valor da descarga máxima.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 63 A consideração das chuvas antecedentes ou de sua exclusão dos cálculos conduz assim aos dois procedimentos mencionados.3. independentes da extensão da bacia hidrográfica.

CN.1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 64 Recomendam-se. as seguintes infiltrações mínimas: Solo de Grupo A : 10mn/h Solo do Grupo B : 6mn/h Solo do Grupo C : 3mn/h Solo do Grupo D : 1mn/h A relação entre a infiltração mínima. considerando-se os 5 dias de chuvas precedentes ao pico da tempestade. 6. Pmin e o número de curva de infiltração. 6. com drenagem deficiente. não podem ser superiores ao acréscimo de precipitação atribuído ao intervalo de tempo considerado.2 mm/h.5. de acordo com os grupos hidrológicos do solo. é menos explícita pois nessa relação intervém a retenção superficial além do grupo hidrológico do solo. Para o procedimento B (convencional). FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR TEMPO DE CONCENTRAÇÃO O tempo de concentração de uma bacia hidrográfica é definido pelo tempo de percurso em que a cheia em curso d'água leva para atingir o curso principal desde os pontos mais longínquos até o local onde se deseja definir a descarga. No procedimento de cálculo A. onde o nível do lençol freático aflora após longo período chuvoso. as perdas mínimas restringem-se à evapotranspiração e à descarga base e podem ser estimadas em Pmin = 0. em média. Em terrenos planos. Esse tempo caracteriza a forma do hidrograma . pode-se adotar a seguinte expressão. sem chuvas antecedentes: PM = 21 − CN 0 1mm 〉 2 . PM = 15 − CN II 1mm 〉 5 h Essas perdas mínimas por infiltração no solo. sem chuvas antecedentes.5 h e para o procedimento B (convencional). certamente.5.

embora alguns autores também expressem o tempo de concentração em função da área da bacia hidrográfica. Nesse caso convém comparar a enchente da parte mais larga da bacia isoladamente com a de toda a bacia. um efeito direto pronunciado sobre o tempo de concentração. Como nas bacias maiores. menores que 1 km2. com áreas maiores que 8 km² . o deflúvio superficial escoa em grande parte de seu sobre o terreno sem chegar os canalículos ou pequenos cursos d'água e a velocidade de escoamento é fortemente influenciada pela rugosidade do terreno. com bacias muito alongadas junto das cabeceiras e no trecho muito largas a jusante. Normalmente considera-se que nas pequenas bacias hidrográficas. o deflúvio superficial escoa na maior parte do tempo através de canais ou canalículos erodidos no solo pela própria passagem da . os deflúvios de todas as partes da bacia estão contribuindo para a enchente. Conforme a extensão da bacia aumenta. Em casos excepcionais. o aumento do tempo de concentração ao longo das partes mais estreitas e sua conseqüente redução da intensidade de chuva de igual freqüência não compensa o acréscimo de deflúvio proveniente dessas partes. A determinação numérica do tempo de concentração depende primordialmente do comprimento do curso d'água principal e de sua declividade. somente os deflúvios de parte da bacia hidrográfica se somam para formar o fluviograma da enchente. escolhendo-se a maior. sua cobertura vegetal e detritos sobre o solo. passa a predominar o tempo em que o deflúvio superficial percorre através de leitos definidos nos cursos d'água. além do fato de que áreas maiores correspondem normalmente a comprimentos maiores do curso d'água principal. sendo ainda definido com o intervalo de tempo entre o início da precipitação e o instante em que todos os pontos da bacia estão contribuindo para a vazão e conseqüentemente é um fator importante na conformação e na descarga máxima da enchente de projeto. onde o tipo de solo e a vegetação menor influência do que a forma destes cursos. embora com o pico de cheia já atenuado.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 65 ou fluviograma unitário. Para chuvas com duração inferior ao tempo de concentração. assim as chuvas com duração próxima ao tempo de concentração da bacia fornecem maiores vazões para um determinado tempo de recorrência. no entanto. Isto se deve ao fato das intensidades de chuva para igual freqüência decrescerem com a sua duração. enquanto que para chuvas de duração maior que o tempo de concentração. Essa área não parece oferecer.

designado no comentário por bacias médias e grandes. porque esse valor varia menos de uma bacia para outra do que o próprio tempo de concentração. A magnitude da enchente numa mesma bacia influencia o tempo de concentração. com áreas de 0.6 a 105 km e desnível máximo de 150 a 1130 m. têm efeito cada vez menos pronunciado sobre o tempo de concentração. do desnível total ( H ) até as cabeceiras.6. No estudo de enchentes para projetos de pontes e bueiros. para diversas bacias hidrográficas reais. .03 a 2. com se trata de bacias de maior porte. comprimento do curso principal de 0.6 a 3476 km². O segundo conjunto. pois influencia significativamente no resultado da descarga de projeto.1). e eventualmente da área ( A ). com área. dadas pelo . Existem numerosas fórmulas empíricas para calcular o tempo de concentração em função do comprimento ( L ) do curso principal. sendo o primeiro conjunto.12 a 3. Para comparação foram determinadas as velocidades médias.6 km e desnível máximo de 20 a 380m.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 66 água. Para ilustrar este aspecto fez-se a analise comparativa dos tempos de concentração. merecendo. A maioria dessas fórmulas é restrita a áreas pequenas. Nesta análise gruparam-se essas bacias analisadas em dois conjuntos com 15 amostras cada um (Qd. e com isso a textura superficial do solo. existindo uma grande variedade de expressões de cálculo. pois a onda de enchente se propaga com maior velocidade num rio mais cheio.5. ou de outros parâmetros escolhidos. A avaliação do tempo de concentração de uma bacia é bastante complexa. Por outro lado. para uma mesma bacia hidrográfica a descarga máxima calculada é proporcional ao inverso do tempo de concentração para ela considerada.---quociente entre o comprimento ( L ) do curso principal e o tempo de concentração (TC). com maior profundidade. devido ao. embora esse efeito não seja normalmente considerado devido à falta de dados mais detalhados. o amortecimento das pontas das enchentes.? inúmeros condicionantes envolvidos. tem áreas de 4. comprimento do curso principal de 2. De uma forma geral. por isso. designado por bacias pequenas. comprimento e desnível conhecidos. a permeabilidade e a cobertura vegetal. tende a aumentar o tempo de concentração. grande atenção na sua determinação. para as enchentes muito grandes. bastante difundidos. calculados através de procedimentos diferentes. é exigida a definição do tempo de concentração por procedimentos mais cuidadosos. com o transbordamento pelas as margens baixas.5 km².

5 km² demonstram valores extremamente diversos. Essa grande variação dos resultados do tempo de concentração. confundindo-se os dois deflúvios e dificultando a definição do tempo de concentração. ou em ordem crescente dos tempos de concentração. talvez possa ser explicada pela diversidade de rugosidade do terreno e sua cobertura vegetal. Isso mostra a dificuldade e a importância na escolha da formula a adotar e por outro lado recomenda a adoção de uma fórmula que se aplique satisfatoriamente também a bacias maiores. em ordem decrescente dos valores médios das velocidades. Em bacias pequenas o máximo do deflúvio subsuperficial.5 km3. para as quais essas fórmulas foram desenvolvidas na sua maioria. as diferenças entre os tempos de concentração de um caso para outro devem ser menores. mantendo uma relação freqüentemente maior que 5 entre os máximos e os mínimos para as diferentes fórmulas na mesma bacia hidrográfica. que têm pronunciado efeito em bacias pequenas. conforme a fórmula adotada. que resultaram da aplicação em bacias menores que 2. Nas bacias maiores com extensão e desnível semelhantes. ou da velocidade média calculados segundo as diversas fórmulas. Quando esses valores médios das velocidades foram muito próximos. em minutos.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 67 Os resultados para as bacias menores que 2. Mesmo a média para as 15 bacias analisadas fornece uma relação de aproximadamente 5 entre os valores máximos e mínimos do tempo de concentração. em km. mesmo que tenham sido estabelecidos pêlos seus autores somente para pequenas bacias. Serão em seguida enumeradas as 15 fórmulas analisadas. a) Fórmula de Kerby ⎛L a⎞ TC = 37 ⎜ ⎜ I ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ sendo TC o tempo de concentração.47 . mesmo sendo mais lento. 0 . ocorre logo depois do pico do deflúvio superficial direto. não prejudicando a definição do tempo de concentração. L o comprimento do curso d'água. fez-se a ponderação na escolha da ordem. O mesmo não acontece com as bacias maiores onde o deflúvio subsuperficial chega com grande atraso em relação ao deflúvio superficial direto. considerando também as médias das velocidades nas bacias médias e grandes.

. e a = parâmetro igual a 0.3 km/h para as bacias pequenas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 68 I = declividade.5. crescendo essa velocidade rapidamente para as bacias maiores. em %. Essa fórmula forneceu velocidade média de 6. não sendo assim aplicável para estas.

9 3.2 2.1 4.0 2.7 5.07 0.1 9.9 7.5 1.6 6.8 0.58 0.8 6.1 10.1 11.9 1.5 1.3 3.2 12.6 12.0 6.5 7.5 1.4 1.9 2.5 6.9 34.5 7.8 5.5 36.26 3.5 3. -.4 1.5 5.5 3.2 3.6 D.4 7.6 1.6 8.6 8.9 4.6 6.5 45.9 6.5 2.4 2.4 4.7 2.9 3.8 3.1 10.7 3.6 3.0 3.0 1.0 16. (K=4) PASINI 0.8 3.1 9.7 3.1 3.4 6.4 1.5 36 28 36 39 70 20 50 70 25 20 200 45 1.3 4.5 2.1 GIANDOTTI GEORGE RIBEIRO ( P = 0.60 1.0 3.2 4.8 7.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 69 Qd.6 3.1 6.3 8.5 3.4 6.5 2.2 9.2 19.0 2.8 16.05 0.73 0.8 2.40 0.4 2.0 2.0 9.7 4.7 3.60 1.3 3.7 2.3 2.4 9.4 2.8 2.3 2.6 5.3 5.S.7 3.5 7.70 1.5 4.9 6.5 5.1 2.2 6.4 6.8 3.3 1.9 2.5 0.6 1.6 6.8 4.3 4.8 4.9 4.9 18.0 4.9 2.4 2.8 8.8 5.7 3.5 21.7 2.8 4.9 1.8 8.0 4.1 2.0 4.2 4.3 1.0 21.5 0.0 6.0 71.1 3.2 5.1 2.2 19.0 7.9 4.2 2.3 4.0 0.9 2.0 3.5 1.8 3.4 6.6 17.7 2.8 3.6 3.9 8.0 4.6 4.7 2.8 3.5 3.03 0.5 3.1 1.0 2.6 2.6 3.7 2.0 5.4 3.2 3.5 2.3 7.2 1.0 4.0 7.6 8.8 3.8 8.2 1.4 8.5 1.7 10.8 8.4 9.4 6.9 2.0 54.60 2.0 5.7 4.0 10.6 3.9 4.9 2.5 2.7 4.1 1.3 0.9 6.3 4.6 11.6 2.8 7.4 6.9 6.8 20.5 1.1 2.6 3.2 2.3 6.2 3.5 1.8 1.1 US CORPS OF ENGINEERS PICKING KIRPICH KERBY A L H 2 ( km ) ( Km ) ( m ) Velocidades Médias V = ( Km / h ) Para Cálculo do Tempo de Concentração TC = L / V VEM TE CHOW MÉTODO DO Nº DE CURVA ( CN = 60 ) 1.4 4.7 3.28 0.8 6.4 10.3 5.0 4.9 6.34 0.3 9.6 3.4 5.3 KIRPICH MODIFICADA MÉTODO DO LAG ( Kn = 0.1 6.5 6.6 2.5 2.6 2.4 3.5 2.3 6.7 8.3 2.1 4.5 4.1 3.1 0.5 3.0 1.5 15.8 3.1 2.9 2.8 2.7 1.0 4.7 7.6 220 380 50 180 195 200 40 240 150 280 175 350 500 470 450 650 515 780 809 810 1130 2.9 6.6 10.30 1.0 9.2 4.1 1.8 2.6 10.0 7.5 5.9 3.4 4.7 2.7 1.O.1 ROSSI 0.5 2.00 1.7 2.8 7.0 7.2 6.6 1.9 6.6 4.1 8.8 6.7 13.1 120 165 248 291 683 1293 3476 0.9 7.4 6.07 ) 1.7 0.9 4.8 3.4 4.8 2.0 6.1 16.9 6.7 4.1 6.4 6.50 1.7 1.5 3.3 5.1 3.0 8.6 7.9 7.5 2.6 1.9 3.2 2.60 2.60 ) VENTURA JOHN COLLINS 1.6 .9 5.2 0.3 3.0 6.3 7.4 2.2 1.6 1.50 1.9 5.3 5.0 6.9 2.10 0.1 6.2 2.2 11.5 2.5 11.4 8.1 6.89 1.6 3.9 6.6 4.9 3.1 9.0 8.1 1.9 9.9 2.9 3.7 3.15 0.8 4.7 6.4 4.8 2.0 2.9 3.4 12.3 3.4 5.4 3.70 1.6 6.6 2.1 4.7 3.9 5.9 4.1 4.1 8.6 3.12 0.7 2.80 2.2 5.3 2.1 4.8 3.1 2.9 8.9 9.2 4.5 6.5 1.1 3.1 2.7 14.5 5.5 1.7 1.4 2.9 3.5 5.3 3.8 3.4 2.7 2.6 4.0 6.0 2.8 5.81 2.60 0.9 5.6 3.4 9.1 11.6 3.9 8.8 1.7 3.1 9.3 7.2 5.2 3.6 22.1 1.5 3.N.20 2.3 1.40 0.50 0.4 8.8 17.9 7.1 27.1 6.8 2.2 8.5 9.0 2.4 3.0 8.0 3.4 1.0 6.50 4.9 1.7 7.9 4.6 3.9 1.7 4.6 2.7 1.0 21.3 5.0 1.1 3.2 3.8 4.6.3 16.9 4.1 6.6 11.0 1.0 5.9 6.4 5.7 3.5.1 8.0 7.9 5.7 3.9 2.5 3.6 2.3 3.6 5.7 3.

8 km2. ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 .76 . L = comprimento do curso d'água. em m/m. indicando sua aplicação para ambos os casos. CORPS OF ENGINEERS ⎛ ⎜ L TC = 0 .3 km/h para as bacias médias e grandes.4 km/h. L = comprimento do curso d'água.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 70 b) Fórmula de KIRPICH. S.95⎜ ⎜H ⎝ sendo TC = tempo de concentração. em m. em horas. em km. publicado no "Califórnia Culverts Practicê". em km.30⎜ 1 ⎜ 4 ⎝H sendo. ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 5.385 Essa formula forneceu uma velocidade média de 6. sendo desenvolvida originalmente para bacias menores que 0. e H = desnível máximo.3⎜ ⎜ I ⎝ sendo TC = tempo de concentração.6 km/h para as bacias maiores. embora velocidades muito altas comparadas com as outras fórmulas.0 km/h para as 15 bacias menores analisadas e uma média de 7. H = declividade. ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . não sendo por isso indicada para estas bacias. TC = tempo de concentração. d) Fórmula do U. em horas. crescendo para uma média de 8. ⎛ L3 TC = 0 . c) Formula de PICKIMG 1 ⎛ L2 TC = 5 . L = comprimento do curso d'água. em horas. em km.

coberto de vegetação intensa. f) Fórmula do DNOS TC = sendo. absorção média K=4 . crescendo para uma média de 8. I = declividade. absorção apreciável K=3 − Terreno argiloso. L = comprimento do curso d'água. e) Fórmula de VEN TE CHOW ⎛ L ⎞ TC = 25 . Para as bacias pequenas resultou em média uma velocidade de 5. I = declividade. conforme descrito em seguida: − − Terreno areno-argiloso. em km.9 km/h. em minutos. coberto de vegetação. em %. A = área da bacia. não sendo por isso recomendado para estas bacias. em minutos. TC = tempo de concentração. em m. em mm. 0 . coberto de vegetação. 10 A0 .1 km/h. em %.2 ⋅ K I 0 .64 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 4.3 ⋅ L0 .1 km/h para bacias maiores. não sendo por isso indicada para estas bacias. eleva da absorção K=2 Terreno comum. L = comprimento do curso d'água. TC = tempo de concentração.2⎜ ⎟ ⎝ I⎠ sendo. em ha. crescendo para 9.4 K = depende das características da bacia.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 71 H = desnível.4 km/h para as bacias maiores.

se forem adotados tempos de concentração 50% maiores do que os calculados pela expressão proposta por KIRPICH. em minutos. I = declividade. em km. TC = tempo de concentração.0 km/h e para as bacias maiores em 4. demonstraram que a aplicação do fluviograma unitário triangular do U. indicando sua aplicação para uma grande faixa de áreas. na média. resultou. uma velocidade de 4. Sói l Conservation Service fornece resultados pertinentes às observações. vegetação rala. g) Fórmula de KIRPICH . 0 . L = comprimento do curso d'água.5 Para condições médias.42⎜ ⎟ ⎜H⎟ ⎝ ⎠ sendo.05 − 0 . baixa absorção Terreno rochoso.7 km/h para bacias maiores. portanto aceitável para qualquer tamanho de bacia.5 K=5 K=5. pouca absorção Terreno com rocha.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 72 − − − Terreno de vegetação média. h) Fórmula de GEORGE RIBEIRO TC = 16 L ( 1. com dados de enchentes observadas. em m. Sugere-se assim a adoção da seguinte formula: ⎛ L3 ⎞ TC = 1. e H = desnível máximo. A velocidade média para as bacias pequenas resultou em 4. reduzida absorção K=4. com K= 4. em horas. escassa vegetação. em km. .8 km/h. em m/m.modificada Estudos em bacias médias e grandes.2 P )( 100 × I )0 .04 sendo. TC = tempo de concentração.9 km/h para bacias pequenas e 5.385 Essa fórmula fornece velocidades próximas da média de todas as expressões analisadas. L = comprimento do carão d'água.S.

TC = tempo de concentração.60 resultou uma velocidade de 3. A = área da bacia.8 km/h para as bacias menores e de 3.9 km/h para bacias pequenas e 2. k) Fórmula de ROSSI ⎛ L ⎞ TC = 0 . j) Fórmula de VENTURA TC = 0 .6 km/h para bacias maiores. TC = tempo de concentração. em horas. na média. em m/m. sendo assim aplicável para qual quer tamanho de bacia.3 km/h para as bacias maiores. A = área da bacia.4 Km/h para bacias maiores.127 A I sendo. sendo assim aplicável a bacias de qualquer tamanho. Resultou uma velocidade de 3. em km2. Para um valor de P= 0. L = comprimento do curso d'água. em m/m. Resultou a média das velocidades de 3. para as bacias pequenas e 2. em horas. i) Fórmula de PASINI TC = 0 . sendo aplicável a qualquer tamanho de bacia.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 73 P = parâmetro de dado pela porção da bacia coberta por vegetação. em km. I = declividade. I = declividade.9 km/h.107 3 AL I sendo.295 . em km².77 ⎜ ⎟ ⎝ I⎠ 0 .

em % Resultaram. considerando-se o tempo decorrido entre o centro do hietograma da chuva unitária e o momento em que ocorreram 50% do volume do fluviograma unitário correspondente.5 L 0 . m) Método do Lag O atraso da onda de cheia em relação â chuva que a produziu. A = área da bacia.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 74 sendo. em media. em horas. sendo muito altas para as bacias grandes.1 km/h para bacias pequenas. As velocidades para as bacias pequenas são abaixo da média das outras fórmulas.0 km/h. L = comprimento do curso d'agua. TC = tempo de concentração. ê dado pela expressão: ⎛ L Lc ⎞ Lag = 14 . para as bacias pequenas. uma velocidade muito baixa. l) Fórmula de GIANDOTTI TC = 4 A + 1. em km. em km². de 2. e 5. a velocidade de 2. e 0 . em horas. Resultou a aplicação desta expressão. em média. contra-indicando sua aplicação para ambos os casos.33 . em horas. L = comprimento do curso d'água. em km. é designado por "lag".5 ⎟ ⎜ I ⎟ ⎝ ⎠ sendo. lag.8 H sendo. I = declividade. em m.0 km/h para bacias maiores. L = comprimento do curso d'água mais comprido.43 Kn⎜ 0 . H = desnível máximo. TC = tempo de concentração. parecendo por isso pouco recomendável sua aplicação nestas áreas. em km.

e os tempos de concentração calculados para uma bacia podem variar enormemente na proporção de 1 para 3 e até 1 para 5.0 Kn⎜ 0 . A = área da bacia .167 Existem gráficos que indicam a variação do coeficiente Kn. expressão precedente se transforma-se em: ⎛ L2 .013 a 0. I = declividade do curso principal.030 a 0. A grande variação do coeficiente Kn requer a análise detalhada das características das bacias cujos dados serviram de base para a elaboração dos gráficos mencionados.150. e Kn = média dos coeficientes de Manning (Rugosidade) ao longo dos cursos d'água mais importantes da bacia.33 = 0 .033. sem a consideração da fisiografia peculiar da região que corresponde a cada família de curvas dos gráficos mencionados. Como se vê. além da adoção de adaptações aos demais parâmetros. TC = tempo de concentração. em minutos.5 ⎜H ⎝ ou ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . Kn pode atingir o valor 0.5 ⎜H ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . até o divisor.0 Kn L0 . No caso de tempestades espalhadas.716TC ⎛ L2 .260 e em áreas urbanas seu valor vai de 0. Substituindo ainda a declividade I pelo quociente entre o desnível H. em m/km.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 75 Lc = comprimento. em km. em m. em km². em geral.5 Lag = 11.48 Kn⎜ 0 . e o comprimento L. n) Formula de JOHN COLLINS L TC = 44 D sendo. ao longo do mesmo curso do posto de medição até o ponto mais próximo ao centro de gravidade da bacia de drenagem. 5 A2 I . de 0.5 TC = 16 .833 H 0 . em km.33 = 16 .

A média das velocidades para bacias pequenas resultou em 1.1 km/h. em função do complexo solo-cobertura vegetal. referido ao número de curva recomendado pelo U. I = declividade. em km. TC = tempo de concentração. L = comprimento do curso d'agua. D = 4A π . DNOS. especialmente para bacias médias e grandes. em m. o) Fórmula do método do numero de curva (CN).8 km/h e para bacias maiores em 3. Destas a fórmula de KIRPICH fornece velocidades acima da média das outras fórmulas.3 1000 H ( ) CN − 9 0 . restrita aos limites de 1% a 3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 76 L = comprimento do curso d'água. PASINI e VENTURA. e assim menos recomendável na avaliação do tempo de concentração.80 L1. não se recomendando por isso seu emprego para estas. resultando descargas máximas menores. As velocidades médias resultaram próximo de 1. em %. e CN = referido número de curva. comparadas com a media das outras fórmulas.5%. KIRPICH MODOFICADA. Soil Conservation Service na relação chuva-deflúvio de Mockus.e D = diâmetro de um círculo de área equivalente ao da bacia. GEORGE RIBEIRO. e que são as de KIRPICH.7 sendo.S. sendo seus valores os mais baixos que os encontrados para todas as outras expressões analisadas. H = desnível máximo. As velocidades para bacias pequenas são reduzidas. enquanto as fórmulas de PASINI e VENTURA geram as menores velocidades desse grupo. que caracteriza o complexo solo-cobertura vegetal da bacia.3km/h tanto para bacias pequenas como grandes. em horas. em km. isto é. TC = 1. Recomenda-se que deva ser dada preferência às fórmulas que conduzem a valores razoáveis tanto para bacias pequenas quanto para as médias e grandes. que são .

em km. em km². O método do Lag com Kn= 0. expressando-se velocidade . o desnível máximo H. em m. V= L/TC. em função do comprimento do curso d'água L. foi substituída pela expressão A = 0. em km.N.16 L' e A= 1. em K/h.5 vezes menores a 2. o comprimento do curso d*aguar L. Nas expressões que contêm a área da bacia. A. ao lado direito. Com essa análise parecem mais indicadas as fórmulas do D. 2. No caso das fórmulas que contêm a área A.00 L1'86.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 77 contra a segurança da obra. da bacia apresentou-se ainda. .S e de KIRPICH MODIFICADA para qualquer tamanho de bacia e o MÉTODO DO LAG para bacias maiores que 10 km2.4 L.O. Praticamente todos os casos mostrados situam-se dentro da faixa definida pelas expressões A= 0. para as quais os resultados se aproximam bastante da fórmula de KIRPICH MODIFICADA e.07 pode ser considerado para bacias com áreas superiores a 10 km². representando áreas. uma segunda expressão onde essa área. restringindo-se o uso para o caso da obrigatoriedade em usá-las. Em seguida são apresentadas as fórmulas antes citadas com as unidades iguais para melhor comparação. entre. Outra maneira de comparar as fórmulas para o cálculo do tempo de concentração consiste em reduzi-las para as mesmas unidades. esta será expressa em km². da media de todas as fórmulas analisadas.5 vezes maiores do que a média A. A fórmula de GEORGE RIBEIRO fornece velocidades onde são pouco utilizadas as características da bacia. Essa relação resultou como média de mais de 200 bacias estudadas pelo DNER em várias regiões do Brasil. portanto. e substituindo a declividade I pelo quociente I=H/L.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 78 Figura .( km) 0. 5% 1% 10 H= 50 l 1/ I= I= I= 10 % I= 5% I= 2 2% I= 1 1 I= 50 % 20 % 10 H .5.DESNÍVEL I .COMPRIMENTO DO TALVEGUE H .2 Cursos D’água em Várias Regiões do Brasil Relação Desnível – Comprimento do Talvegue 1000 L .1.DECLIVIDADE 100 L .( m) 100 1000 . 2% I= 0.6.

1806 L-0.5 ROSSI GIAHDOTTI = V=0.320 V=0. pela declividade.500 MÉTODO DO LAG JOHN COLLINS V = 0. Aliás esta fórmula fornece velocidades sempre próximas a 3.385 V=3.385 V=1.0526 L0.05 V=1. H.430 H0.014 H0.04 H0.3 a 0.158 H0.5 para H e -0.1320 L0 V=2.03 L 0. a velocidade resulta proporcional ã declividade elevada a uma potência entre 0. Como rios maiores têm geralmente declividade menor e raio hidráulico maior por causa da maior profundidade média.333 H0. L.1667 H 0.5 L V=0.500 V=0. .500 V=0.5 4 A + 1.04 H0.2 MÉTODO DO NUMERO DE CURVA (para CN=60) Para comparar essas expressões convém notar que.8951 L0. CORPS OF ENGINEERS VEN TE CHOW DNOS (para K = 4) V = 0.3 a 0.500 V=0.4533 H0.7611 L0.5575 H0.155 H0. essas grandezas deveriam aparecer nas fórmulas com expoentes próximos de 0.1 L -0.5.8 L0 .8858 L-0.3937 L-0.2955 A -0.6 H0. e o comprimento do curso d'água.5 VEMTURA V = 0.400 V=0.4011 L-0. Para as três fórmulas antes recomendadas. para qualquer bacia.200 V=0.S.040 V=0.155 H0. com exceção da estabelecida por GEORGE RIBEIRO.4 Kl RPICH MODIFICADA GEORGE RIBEIRO (para p= 0.7020 L-0.1538 L-0.4 H 0.5 L 0.03 L 0. o raio hidráulico varia em função inversa da declividade.1500 L0. respectivamente.9247 L0.190 H0.9709 A 0. a velocidade deveria ser proporcional â raiz quadrada do produto do raio hidráulico.2 H 0. aproximadamente.60) PASINI V = 0. Substituindo o raio hidráulico pelo inverso de uma potência da declividade.1667 V=0.5 para L. dispensando na realidade qualquer cálculo. I.7936 L-0.1475 0 . porque os expoentes de L e H são muitos baixos. segundo a formula de Chézy de escoamento em canais. R. por fornecer velocidades mais próximas ã média do conjunto delas.5 H 0 .5) KIRPICH PICKING U.2490 A -0.7 km/h.1667 H0.500 H0. os expoentes de L e H são próximos desses valores.5 H 0.470 V=1.6029 A 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 79 A relação das formulas com as unidades iguais é a seguinte: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) KERBY (para a= 0.1336 L-0.30 H0. Como a declividade ê dada pelo quociente entre o desnível.3 a 0.1396 L0.

A principal dificuldade na aplicação da metodologia exposta reside na distribuição não uniforme das chuvas sobre a área da bacia. uma variação inversa desta descrita. para cada vez base diferente. 6. A. o aumento da área. sendo assim mais recomendável. Deve-se procurar ajustar os picos do hidrograma calculado com o observado. obtendo-se da base do fluviograma unitário triangular que forneceu o melhor ajustamento. A partir do deflúvio total e da precipitação total da tempestade considerada deduz-se o número de curva CN da expressão de Mockus. Quando se dispõe de observações fluviométricas e pluviométricas de pelo menos algumas enchentes de maior porte na bacia em estudo ou numa bacia com configuração fisiográfica semelhante. porém não muito menor que o tempo de concentração. Além disso. compondo-se esses acréscimos de deflúvio com os fluviogramas unitários triangulares. indicam. abstraindo-se da origem de tempo no início das chuvas e dos deflúvios. ela é mais simples porque não leva em conta a área. especialmente para bacias médias e grandes. a maior profundidade dos cursos d'água deveria fornecer velocidades crescentes com o aumento da área. e com isso. fornecendo resultados satisfatórios segundo os vários autores. L. o valor do tempo de concentração. H.3). para considerar grande parte da bacia contribuinte da enchente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 80 A fórmula do DNOS fornece os maiores valores de velocidade desse conjunto.5. Todas as fórmulas apresentadas. Aparentemente a interdependência entre a área da bacia. por aproximações sucessivas. resulta maior concentração de água no curso principal. A formula de KIRPICH MODIFICADA fornece valores intermediários para as velocidades. Em tempestades prolongadas a aplicação da lei de infiltração de Mockus costuma ser evidente. significa uma bacia mais larga. é possível avaliar o tempo de concentração e a correspondente base do fluviograma unitário.A. que é o caso mais freqüente. procurando reproduzir da melhor forma o fluviograma observado (ver Fig. Em conseqüência. . Para bacias com igual comprimento do curso d'água. e igual desnível. o comprimento e declividade do curso d'água principal mascaram os expoentes com que essas variáveis podem apresentar-se na expressão empírica da velocidade média. A tempestade analisada deve ser de curta duração. menos a de JOHN COLLINS. Com essa expressão determinam-se as precipitações efetivas ou os deflúvios nos vários intervalos em que se dispõe de dados pluviométricos. da bacia nem as condições do solo e da cobertura vegetal. no entanto.

tendo-se observado velocidades de propagação de ondas de cheia nessas condições entre 1 km/h e 2 Km/h.2 que foi desenvolvido por Víctor Mockus. portanto duas a três vezes menores que as indicadas pela fórmula de KIRPICH MODIFICADA. 6.4 vezes maior do que a velocidade de escoamento no rio. é razoável determinar o tempo de concentração separadamente para cada parte. para reduzir o trabalho de cálculo. Recomenda-se a adoção de durações unitárias até um quinto do tempo de concentração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 81 Não podendo ser empregados estes procedimentos.5. resulta o hidrograma adimensional cujo ponto de inflexão no ramo de descida fica 1. CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO Segundo. Este hidrograma foi deduzido da média de um grande número de hidrogramas unitários naturais de bacias com tamanhos muito variados e situações geográficas diversas. não devendo ter valores maiores que 0. A determinação do tempo de concentração a partir da velocidade de escoamento das águas no curso d'água principal não é absoluta.5. Dividindo as ordenadas do hidrograma unitário pela sua descarga máxima e as abscissas pelo tempo de ponta TP. Também recomenda-se que a "duração unitária" da chuva usada com o fluviograma unitário próximo de 0. 6. valendo 0. o Soil Conservation Service usou o hidrograma unitário adimensional curvilíneo.2. Quando a bacia possui partes com declividades muito diferentes. Este valor é bem maior que um quinto do tempo de pico e a análise comparativa dos resultados para durações unitárias iguais a um quinto do tempo de ponta e a um quinto do tempo de concentração demonstrando que as diferenças entre as descargas máximas correspondentes . totalizando-se o tempo final pela simples soma das parcelas. adota-se a fórmula KIRPICH MODIFICADA que fornece valores médios para o tempo de concentração.20 TP. Especial atenção deve ser dado aos trechos de rio onde existe transbordamento significativo pelas margens baixas.70 TP após o início da chuva unitária e a base é igual a 5 TP. porém sujeitos a um erro apreciável em relação ao valor real.25 TP. Nessa metodologia o tempo de concentração da bacia é igual ao tempo entre o fim da chuva e o ponto de inflexão no ramo descente do hidrograma unitário. porque a celeridade de uma onda de enchente é cerca de 1. O atraso da onda ou "Lag" é aqui definido pelo tempo entre o centro da chuva unitária e o pico do fluviograma unitário.6 TC para condições médias de bacia hidrográfica e deflúvios com distribuição aproximadamente uniforme sobre a área. comumente. representado na Fig.

TP e sua forma mais simplificada não necessita da apresentação adimensional de modo que se são obtidas a partir do tempo de concentração TC. Desse modo os erros conseqüentes do emprego de uma duração unitária diferente de um quinto do tempo de ponta. comparados com as incertezas na escolha do número de curva CN e do tempo de concentração TC. no entanto. O tempo de base TB desse hidrograma triangular é igual a 8/3 do tempo de ponta. Deve-se. conforme mostra a Fig.2. a não ser para números de curva de infiltração CN muito baixos.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados do tempo de concentração TC. Deve-se. em conseqüência dos baixos coeficientes de deflúvio. TP.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados. são pequenos. 6.5. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7.6 TC 2 TB = 8TP 3 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 82 geralmente não excedem 10% do seu valor médio. O próprio Soil Conservation Service recomenda a substituição do hidrograma adimensional curvilíneo por um hidrograma triangular cuja forma se adapta razoavelmente. e da dura cão unitária DU dadas por: TP = DU + 0 . no entanto. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. quando os erros relativos são mais altos mas seu valor absoluto é pequeno.

6.TC PICO PONTO DE INFLEXÃO QP (m³/s/mm) = AR (km²) 0.6 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 83 Figura 6.7 0.5 0.1 1 TP TB = 8 TP 3 2 t / TP 3 4 5 .03 .2 DU QP 0.9 “ LAG “ 0.3 0.5. TB (min) FLUVIOGRAMA TRIANGULAR FLUVIOGRAMA ADIMENSIONAL 0.4 TC 0.2 – Fluviograma Unitário Adimensional e Triangular EXCESSO DE CHUVA 1.0 0.8 0.

0. . do solo e na dificuldade de avaliar o tempo de concentração correto da bacia.03 = coeficiente de compatibilização de unidades. comparada com a incerteza na definição do número de curva de infiltração CN.6 TC = 5 DU 2 TC = 7 . em m3/s por mm do deflúvio. TB = base do fluviograma unitário.5 DU entre o tempo de concentração e a duração unitária. em km². mas é desprezível. ou a ordenada máxima do hidrograma unitário observando-se que a área do triângulo representa o volume escoado da bacia para um deflúvio de 1 mm. é decorrente da substituição do fluviograma unitário curvilíneo pelo triângulo. em minutos. Usando uma duração unitária DU. igual a um quinto do tempo de ponta TP. A depleção exponencial normalmente observada no fim dos hidrogramas naturais não é reproduzida com fidelidade quando se emprega o hidrograma unitário triangular.03TB onde: QP = descarga máxima.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 84 Obtém-se a descarga de ponta QP. o que não tem importância no estudo das enchentes. quando o principal objetivo é a definição do seu pico. a expressão adequada é: TP = fornece a relação DU + 0 . AR = área da bacia. Disso resulta a seguinte expressão: QP = AR 0 . A imprecisão introduzida na área de descargas altas do hidrograma total.

D= ( p − 0 .5. conforme exposto no fim do capitulo 6. com a duração unitária DU = 35 minutos. a precipitação total média observada em 2 pluviógrafos de P = 89.85.6. corresponder às abscissas com intervalos iguais à duração unitária.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 85 6. no posto Iconha. obtêm-se os hidrogramas parciais. do rio Iconha.25mm e o deflúvio superficial total de D = 21. O procedimento pode ser explicado graficamente através do ajustamento de um hidrograma calculado com um hidrograma natural. mantendo-se as devidas defasagens. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL Multiplicando as ordenadas do hidrograma unitário pêlos excessos de precipitação ou deflúvios em cada intervalo de tempo igual à duração unitária DU.2 S ) 2 P + 0 . atendendo ã expressão de Mockus. por isso.8 S Onde ⎛ 100 ⎞ S = 254⎜ − 1⎟ ⎝ CN ⎠ Repetindo o procedimento que se segue para diversas durações unitárias DU.5 km2. permitindo obter-se o tempo de concentração da bacia. obtidas pela interpolação linear entre os valores acumulados das .(Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado Rio de Janeiro).5. O exemplo refere-se à enchente observada em 14 de fevereiro de 1979. conforme dados coletados e cedidos pela SERLA . que somados. fornecem o hidrograma total da enchente.5. que serão assim também espaçadas de DU.6mm. Aqui é reproduzido apenas o caso mais próximo da solução ótima.3. As ordenadas do hidrograma unitário devem.2% e o número de curva de infiltração CN = 66. procurou-se a solução que forneceu o melhor ajustamento do hidrograma calculado com o observado e especialmente proporcionando descargas máximas semelhantes. triangulares. descontando-se a descarga base.3 ) figuram as precipitações acumuladas P1. Na segunda linha do quadro que se segue (Qd . À precipitação e ao deflúvio total corresponde o coeficiente de deflúvio de 24. As ordenadas dos hidrogramas parciais. A área da bacia hidrográfica é de AR = 66. que deságua na Baía da Guanabara. serão somadas com deslocamento de um intervalo DU cada vez que se considere o acréscimo de precipitação efetiva seguinte. correspondentes aos tempos t da primeira linha.

85.13 18.59 175 72. na última linha do quadro. Finalmente. obtendo-se os deflúvios ou precipitações efetivas PE.93 21.25 1. a partir das precipitações acumuladas P1.53 6.45 245 88. adotando-se o número de curva CN = 66. figuram os acréscimos de precipitação efetiva.19 280 88. t (min) P1 (mm) P2 (mm) PE (mm) 35 5.6 8.46 21.11 210 81. calculadas pela expressão de Mokus.57 0 70 16.25 0.12 7.99 0.19 0 105 42.da quarta linha.7 17.26 21.77 13.9 12.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 86 precipitações médias observadas nos dois. definido para o total da enchente examinada.98 140 60.postos pluviográficos.6 . Em seguida aparecem os acréscimos das precipitações médias P2 nos intervalos de tempo de duração DU = 35 minutos.76 11.01 25. disponíveis em intervalos horários. usados para definir os hidrogramas parciais.57 5.45 315 89. PE.

85 100 90 80 DESCARGA .5.02.5 km² CD = 24.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 87 Figura 6.(m³/s) 70 60 50 40 30 20 10 PRECIPITAÇÃO DU=35min.2 % CN = 66.3 – Conformação e Composição do Fluviograma Unitário 0 10 CHUVA .(mm) 20 30 40 50 60 DESCARGA .1979 AR = 66.(minutos) . OBSERVADO CALCULADO t .(m³/s) 50 40 30 20 10 0 35 70 105 140 175 210 245 280 315 350 385 420 455 490 525 560 595 630 665 700 CALCULADO OBSERVADO PERDAS DEFLÚVIO RIO ICONHA EM ICONHA / RIO DE JANEIRO SIMULAÇÃO DA ENCHENTE DE 14.

6.5. Estão destacados na Fig. com atrasos sucessivos do seu início.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 88 Neste caso o hidrograma unitário triangular ê caracterizado pêlos seguintes elementos. 6. que é QP. que se ajusta satisfatoriamente ao hidrograma observado. DU primeiro triângulo é disposto de modo que a defasagem final da descarga máxima do hidrograma calculado em relação ao observado seja menor que o intervalo DU adotado. e a parte inferior é pouca inclinada. Na tempestade examinada as precipitações observadas nos dois pluviógrafos foram bastante diferentes. cobertas de matas da Serra do Mar. Para uma duração unitária DU = 35 minutos e um tempo de ponta TP = 5 x DU ou TP = 175 minutos.75 m 3 / s / mm 0 . múltipla de DU procedimento não é muito exato. A parte superior da bacia situa-se nas escarpas íngremes. Desprezaram-se os últimos acréscimos de precipitação efetiva cujos hidrogramas desaparecem na representação gráfica. sendo possivelmente este o motivo da rápida ascensão do hidrograma no início das chuvas. Esses hidrogramas parciais triangulares possuem uma base igual a TB = 467 minutos e descarga de ponta dada pelo produto dos acréscimos de precipitação efetiva de cada intervalo de duração DU pela ordenada máxima do hidrograma unitário. A descarga de ponta é dada por: QP = AR = 4 .5 DU e TC= 262 minutos.3' os cinco hidrogramas parciais correspondentes acréscimos de precipitação efetiva maiores do quadro precedente (Qd . onde as águas das enchentes transbordam pelas margens. resultando uma base do hidrograma igual a TB= 467 minutos e um tempo de concentração de TC = 7.5. sendo necessário calcular-se novas características do hidrograma unitário. Para reduzir o trabalho de soma dos fluviogramas parciais recomenda-se associar os excessos de precipitação no fim da chuva de projeto em grupos com duração múltipla de DU. quando o grupamento é de 4 a 6 elementos.03TB Estão representados na Fig. O tempo de concentração resultante desta enchente é assim TC = 262 minutos para essa bacia cujo comprimento do curso principal é de 16. .5.3 os hietogramas das precipitações observadas e os excessos de precipitação.5 km. pico e fim. como também é ressaltada a soma dos hidrogramas parciais.6. a partir da duração unitária correspondente. Os triângulos são defasados. fornecendo hidrogramas parciais 10% mais baixos e com base 10% maior que no caso de durações unitárias menores.3). resultando deflúvios não uniformes sobre a bacia. de um intervalo de tempo igual â duração unitária.

3. tornando o número de hidrogramas parciais a serem somados bastante reduzido. aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia. adotando-se o período de recorrência de TR = 10 anos. D. Considerou-se ainda o número de curva CN = 60. Esses parâmetros acham-se indicados no alto do quadro. na metodologia A. como descrito no capítulo 6. convencional.6. 6. é geralmente adotada. MÉTODO DE CALCULO A seguir são descritos com os procedimentos de cálculo para obtenção dos valores das descargas de projeto a serem utilizados nos projetos rodoviários.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 89 Essa simplificação não tem grande vantagem na maioria dos casos. 6. Em geral o somatório das ordenadas dos hidrogramas parciais é feito sob forma de tabelas. considerando as chuvas precedentes do pico de chuvas de curta duração. METODOLOGIA A Ao ser utilizado o período de 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da precipitação.1. Metodologia B. Para exemplificação considerou-se uma bacia com área de 32 km² tempo de concentração de 150 minutos e duração unitária de 20 minutos.2. de simultaneidade da chuva e distribuição da chuva em área. ressaltando-se as diferenças de adoção das duas metodologias de cálculo adotadas: – – Metodologia A.6. costumando-se suprimir os acréscimos de deflúvio no fim da tempestade. para a metodologia. CHUVAS DE PROJETO EXPRESSÃO DE CHUVA DO ENG° OTTO PFAFSTTETTER 6. superior a 1 mm/h. assim como as características da relação chuva-duração-frequência. crescente segundo a progressão geométrica de razão 2. pois a infiltração mínima do solo.1. 6. sem prejuízo da precisão requerida.6. considerando-se as chuvas no período antecedente de 5 dias do pico da precipitação. é conveniente a adoção de durações da chuva.2.6. no período total de 15 dias de chuva de projeto.6. que representa a média dos 98 postos do Brasil com a perda mínima por infiltração 1 mm/h. a partir da duração unitária. O cálculo desenvolvido deve ser acompanhando no Quadro Q1-A. . DU. com o que reduz-se o número de elementos a calcular. tomando como exemplo o posto pluviográfico de referência. e CN = 74.

Devido à disposição simétrica dos acréscimos de precipitação. usadas no quadro. para obter a precipitação com o tempo de recorrência de projeto. calculado pela expressão: . em anos. da chuva e são relacionados na Ref. TR. no caso dos postos analisados na Ref. é necessário efetuar interpolações lineares entre aqueles valores e mesmo extrapolações. são definidas pela expressão: P0 = aD + b log( 1 + cD ) Sendo. essa duração antecedente resulta da soma dos intervalos de D entre pares sucessivos dos valores anotados nas primeiras colunas da parte superior do quadro. com tempo de recorrência de 1 ano. nessa parte do quadro. 4. a. Po = precipitação. "β" e "γ". O fator de probabilidade K é definido por: K = TR α + β / tr 0 . Em seguida. que. horas e dias. para o tempo de recorrência TR = 1 ano. para maior comodidade da análise dos resultados. Aparecem em seguida as precipitações PO. em horas. aparece o fator de simultaneidade das chuvas. Como em geral os valores de "α" e "β" não são relacionados para as durações. D. D. 4 para 98 postos do Brasil. expressas em minutos. O último valor de D corresponde aos 15 dias admitidos para a duração total da tempestade de projeto.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 90 Nas três primeiras colunas da primeira parte do quadro aparecem as durações D. Nas colunas seguintes aparecem os valores de "α". 25 onde K significa o fator pelo qual deve ser multiplicada a precipitação Po. b e c = parâmetros relacionados para os diferentes postos do Brasil. FS. para durações maiores que 6 dias. O penúltimo valor de D foi escolhido de modo que as durações antecedentes ao pico somem os 5 dias fixados para ela. Esses intervalos encontram-se também na 8a coluna da segunda parte. que são parâmetros que dependem da duração. D = duração da chuva. em mm.

para o tempo de recorrência de l ano. Esses acréscimos de precipitações devem ser reordenados. que resultam do produto das precipitações Po. conforme descrito adiante. De acordo com a tabela de correspondência . TC. P1.57TR −0 . e finalmente pelo fator de redução em área. DR a duração considerada e. levando-se em conta a umidade do solo no início da chuva. C4 = 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 91 FS = C1 ( 1 − C 2 ) + C2 C1 + log 2 ( D / D R ) sendo C1 = 1. A 10a coluna da primeira parte do quadro fornece as precipitações de projeto.70 e C5 = 1 estão indicados no alto do quadro. P1. Na 9ª coluna dessa parte superior do quadro aparece o fator de redução da chuva em área. no Quadro Q1-B. METODOLOGIA B No caso de se adotar o procedimento B. para as durações D.2. 6. pelo fator de probabilidade K.2. FA isto é: P1 = P0 ⋅ K ⋅ FS ⋅ FA Na última coluna dessa parte do quadro aparecem os acréscimos das precipitações de projeto.5 e C 2 = 0 . FS. FA dado por: FA = sendo Y Y + log ( AR / C 6 ) 2 Y = C 3 log( C 4 D + C 5 ) os valores de C3 = 35. DR a duração de referência. escolhida como sendo igual a 4 DU. mais comumente adotado. em horas. têm-se as seguintes indicações: adoção do número de curva CN maior que no procedimento A. e AR a área da bacia hidrográfica.18 E onde TR é o tempo de recorrência. em anos.6. ou aproximadamente igual à metade do tempo de concentração. pelo fator de simultaneidade. D é a duração considerada. não sendo considerado no caso os 5 dias de precipitações antecedentes ao pico da tempestade. nos sucessivos intervalos de tempo entre as durações do início dessa parte. em km2.

usadas na composição da primeira parte do quadro. Na metodologia de cálculo B. correspondente ao CN = 60. Em seguida as durações D crescem em progressão aritmética até o tempo máximo para cálculo.2. Se consistente. normalmente o fator de redução das chuvas na área é definido pela Expressão: FA = 1 − 0 . convém fazer-se a análise estatística das precipitações de curta duração desse posto. O efeito das chuvas antecedentes ao pico da tempestade já está considerado. São a seguir tratados os casos onde dispõe-se de observações pluviográficas locais. no entanto. ou mesmo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 92 de CN do capítulo anterior. independente da duração D. em km². adotou-se o valor de CN = 74. na escolha mais judiciosa do número de curva CN. em geral não coincidem com as durações D. resultando FS = 1. a partir de dados pluviométricos que sejam significativos da área local. esse estudo poderá fornecer o valor das precipitações para o tempo de recorrência de projeto e para durações que. e FA o fator de redução em área. refletir-se sobre a descarga máxima do fluviograma de projeto. usado no exemplo anterior. Tmax. . após o pico da tempestade. No restante os quadros QI-A e QI-B são semelhantes.3.6. 6. Nesse caso efetuam-se interpolações lineares entre os valores dados por método estatístico para definir as precipitações correspondentes às durações D do quadro. O fator de simultaneidade das chuvas não é considerado nesse procedimento. As chuvas.1 log( AR / 25 ) ≤ 1 onde AR é a área da bacia. não vindo. seriam alteradas com a consideração do fator de simultaneidade. em grande parte. POSTO PLUVIOGRÁFICO LOCAL Havendo dados pluviográficos de postos diferentes dos estudados pelo Eng° Otto Pfafsletter e que sejam representativos da bacia em estudo. escolhido de modo a definir satisfatoriamente o ramo descendente do fluviograma resultante.

Dividindo-se este valor pela precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência. sendo a precipitação de projeto. "p" e o fator de probabilidade K = 1. FS. O restante dessa parte do quadro é semelhante à do quadro Q1-A.6. obtém-se o quociente que representa a . METODOLOGIA A A primeira parte do quadro Q2-A exemplifica uma bacia situada na Baixada Santista. Nas colunas seguintes dessa parte figuram os valores não utilizados de "a". Por esse motivo as descargas máximas. resultante do produto das precipitações PK pelo fator de simultaneidade. 6. pois a potencialidade na formação de chuvas de curta duração é muito diversa da representada para o posto de referência. POSTO PLUVIOMÉTRICO LOCAL No caso em que se julgue que os postos relacionados não sejam suficientemente representativos das chuvas na bacia em estudo e se disponha de pelo 10 a 15 anos. pelo menos. Admitiu-se no caso um solo com permeabilidade acima da média.6. Efetua-se a análise estatística das precipitações máximas diárias observadas.1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 93 6. por interpolação. PA.2. onde obteve-se a seguinte relação entra precipitações e durações para chuvas com TR= 10 anos de tempo de recorrência. e CN1 = 55. METODOLOGIA B Nos quadros Q2-B1 e Q2-B2 encontram-se os mesmos exemplos. e pelos fatores de redução da chuva em área. calculado pelo procedimento B.2. no Estado de São Paulo. com um número de curva CNo= 40. As demais características da bacia acham-se representadas no quadro. que não são considerados. no procedimento B. 6. que nesse caso crescem em progressão.3. diferindo pelas durações D. 5min 15min 30min 1h 2h 4h 8h 24h 48h 4d 8d 6d P(mm) 17 37 58 86 113 143 174 240 290 368 510 745 D Com esses valores foram obtidas.13.3. A precipitação de 24 horas é definida pelo produto deste valor por 1.6.4. definindo o valor para o período de recorrência TR = 10 anos. através das duas metodologias de cálculo são um pouco divergentes. as precipitações PK da quarta coluna da primeira parte do quadro Q2-A. pêlos fatores de simultaneidade. P1. de dados pluviométricos diários para um posto mais próximo pode-se proceder do modo a seguir.2. equivalente a 139 mm. no procedimento A. Nesse caso a tabela de correspondência dos números de curva CN0 e CN1 não é valida. e pelo fator de redução da chuva em área.2. FS= 1.

Feita a análise estatística das precipitações diárias máximas anuais chegou-se.Goiânia é razoavelmente representativo. do posto de referência. a um valor de 135 mm.13 x 135 = 152. 6. correspondentes a postos que possam adequar-se à estimativa das precipitações de curta duração no posto pluviométrico considerado. METODOLOGIA A Esta metodologia é exemplificada pelo quadro Q3-A. que nem sempre coincidem com as durações indicadas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 94 precipitação relativa do posto considerado para 24 horas e pode ser marcada por um ponto num dos gráficos.Goiânia situa-se 0.10 para o posto pluviométrico considerado e uma duração de 24 horas. A paralela à curva de n° 32 . resultam as precipitações para o posto considerado.55mm. resulta a precipitação relativa de 152. Dividindo-se esse valor por 139. mas não se dispõe de um pluviômetro próximo com dados de chuvas diárias. Multiplicando-se essas precipitações relativas pelas precipitações.4. de igual duração e período de recorrência TR. Normalmente ê necessário efetuar interpolações para achar as precipitações correspondentes às durações D da primeira parte do quadro. Esse procedimento pressupõe que as precipitações de várias durações mantêm a mesma relação para as de 24 horas como a que se observou no posto tomado como base de comparação no Anexo B. correspondente à região do Brasil mais representativa da área em estudo. . Essas precipitações pontuais do posto considerado devem ser multiplicadas pelo fator de simultaneidade FS. neste caso uma bacia no sul do estado de Goiás onde o posto n° 32 . A precipitação de 10 anos de recorrência e duração de 24 horas corresponde assim a 1. para o período de recorrência TR = 10 anos.6.2. para obter as precipitações de projeto P1. e pelo fator de redução em área FA. As vezes essa linha traçada deve ser interpolada entre duas outras do anexo B. Traça-se no gráfico escolhido uma linha passando pela precipitação relativa achada para o posto considerado e que seja paralela à curva do posto regional mais representativo. e suas ordenadas PR.1. Com as ordenadas dessa curva paralela ou interpolada são avaliadas as precipitações relativas para diversas durações. Supôs-se. constam do quadro que se segue.55/139 ≤ 1. para várias durações B. que é a precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência.04 mm acima.

o fator de redução na área FA. respectivamente.16 19.4 349.1 pois as potencialidades para formação de chuvas de curta duração no posto considerado diferem bastante daquelas do posto de referência utilizado para organizar a tabela.15 6h 1. 6. Nesse caso as durações D crescem segundo uma progressão aritmética até o tempo máximo de cálculo TMAX.5 Na terceira linha do quadro repetiram-se as precipitações do posto de referência do para TR = 10 anos.2 247. de modo que não alteram sensivelmente os resultados.8 297. a precipitação de projeto.4. As três colunas seguintes.4 328. decrescem ligeiramente entre as durações de 16 a 64 horas em conseqüência de uma rápida queda do fator de simultaneidade.1 47.4.6 158.8 208. Os acréscimos de precipitações correspondentes são negativos mas seus valores são pequenos. Admitese que as precipitações relativas não variam muito com o tempo de recorrência e que as referentes a TR = 10 anos representam satisfatoriamente a média. . Os fatores de simultaneidade FS = 1 não são considerados e os fatores de redução da chuva em área. "β" e K = 1.8 62. São igualmente ignorados os valores de "α".14 12h 1.2 262.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 95 D PR(mm) P100(mm) PK(mm) 5min 15min 30min 1h 1. Esses valores ou os interpolados para as durações D constam da 4a coluna da primeira parte do quadro Q3-A.1 203. resultantes do produto de PR por P100 das duas linhas precedentes.1 229 48h 1.5 174. que é tempo de recorrência de projeto.2. FA. contendo os valores de "α".5 128.06 4d 0.7 179.6.2 100 2h 1.2 110.94 86.11 1. aparecendo o fator de simultaneidade FS.3 69. "β" e K = 1.9 300.11 1. As precipitações de projeto P1.23 1.8 152.9 137. não obedecem à tabela do subcapítulo 6.2 43. e seus acréscimos. da 5a à 7a coluna da primeira parte do quadro. Na última linha figuram as precipitações de projeto PK. Os números de curva CNo= 60 e CN= 64. usados nas metodologias A e B. METODOLOGIA B O quadro Q3-B ilustra o cálculo da enchente pela metodologia B. não são representativas neste caso.99 6d 0. No restante o quadro assemelha-se aos anteriores.7 24. P1= PK x FS x FA.16 4h 1.2.13 24h 1.

( P1 − 0 .1. logo que os valores das perdas da 7a coluna se tomarem menores que os da perda mínima. resultantes das diferenças entre valores sucessivos da coluna precedente dessa parte.8 S sendo: S= 254 (100/CN -1). CALCULO DOS DEFLÚVIOS 6. que aliás costuma ser o mais freqüente no fim dos .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 96 6. o acréscimo de precipitação maior é colocado no centro do grupo e os outros acréscimos de magnitude decrescentes são dispostos alternadamente apos e antes do grupo em formação. prevalecem os valores correspondentes a esta.6.2 S ) 2 PE = P1 + 0 . de acordo com a expressão de Mockus. com 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. essas perdas mínimas não podem exceder os valores dos acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna porque não ha água para isso. as durações que definem o inicio e o fim de cada intervalo de tempo correspondente ao acréscimo de precipitação rearranjado. METODOLOGIA A Precedendo o cálculo dos deflúvios. contidas na 5° coluna. Na terceira coluna da segunda parte dos quadros Q1-A e Q3-A pode-se verificar esse tipo de rearranjo dos acréscimos de precipitação. Na 6a coluna da segunda parte do quadro figuram os acréscimos de precipitação efetiva. em mm e CN o numero de curva de infiltração do solo. PE. P1. dadas pela diferença entre os acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. devem ser rearranjados em ordem mais provável de ocorrência na natureza. Na 7a coluna da segunda parte do quadro são anotadas as perdas. Pmin Assim. costumam diminuir excessivamente. são calculados os deflúvios ou precipitações efetivas.3. Na quarta coluna os acréscimos de precipitação rearranjados da coluna precedente são acumulados. figuram nas duas primeiras colunas. contidos na ultima coluna da parte precedente de cada quadro . tornando-se menores do que a capacidade de infiltração mínima do solo. Nesse caso. da segunda parte. Pmin. os acréscimos de precipitação que constam da última coluna da parte superior do quadro dos exemplos. Com essas precipitações acumuladas. Por outro lado. Para maior clareza. Para o procedimento A.3. Após o pico da tempestade essas perdas. cuja extensão cresce conforme afasta-se do centro da tempestade.6.

Dividindo esses intervalos da 8a coluna pela duração unitária DU obtem-se o número de elementos N. Finalmente os acréscimos de precipitação efetiva da 6ª coluna da segunda parte devem ser fracionados em intervalos iguais à duração unitária DU para facilitar a soma dos fluviogramas parciais. antes da ocorrência do pico da tempestade. obtem-se os acréscimos de precipitação efetiva para cada elemento de duração. Elas resultam da soma da precipitação efetiva no intervalo de tempo anterior com o acréscimo de precipitação efetiva da 6a coluna. N. METODOLOGIA B Para o procedimento de cálculo B.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 97 cálculos. Para esse fim. 6. as perdas da 7a coluna se igualam aos acréscimos de precipitação da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. fornece a duração das chuvas antecedentes DA conforme foi citado na primeira parte. relacionados às duas primeiras colunas dessa parte do quadro. numa duração aproximadamente equivalente à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. com uma regra única. Q2-B1 e Q3-B. que serão aplicados ao hidrograma unitário para obter o hidrograma total. as precipitações efetivas da 5a coluna deverão ser recalculadas. DU. Em geral os seis maiores acréscimos de precipitação.6. como será apresentado adiante. 3. serão substituídos por.3. e que está anotado na 9a coluna dessa parte do quadro. um valor nulo.1. antes calculados. Dividindo-se os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna pelo numero de elementos. dados pela diferença entre o fim e o início. . onde somente são consideradas as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. 4. da 9a coluna. descrita no capítulo subseqüente. Pmin nula Toda vez que as perdas da 7a coluna são substituídas pela perda mínima referente a Pmin ou pelo acréscimo de precipitação da 3a coluna. Q2-A e Q3-A ilustra o procedimento de cálculo. lembrando-se que nesse caso os intervalos de tempo são iguais entre si e seu valor é dado pela duração unitária. igual à última coluna da parte superior do quadro. anotam-se na 8a coluna os intervalos de tempos. Os acréscimos de precipitação seguintes serão acrescentados na sua ordem decrescente primitiva. são dispostos com valores decrescentes na ordem 6. 2 e 5. dados pela última coluna da primeira parte do quadro.2. DU Para orientação são apresentados os exemplos na segunda parte dos quadros Q1-B. Essa regra pode ser resumida. o rearranjo dos acréscimos de precipitação procura reproduzir. em que devem ser divididos os acréscimos de precipitação efetiva. A soma dos intervalos da 8a coluna da segunda parte do quadro. A segunda parte dos quadros Q1-A. Esse caso naturalmente não ocorre quando se admite uma perda mínima. recalculado no intervalo considerado.

Nesse caso basta aumentar o tempo de pico da chuva TPC para um período maio que 60 minutos. ou DU = TPC / 4 = 15 minutos. fazendo-se a subdivisão dos blocos quando a duração unitária for menor que TPC / 4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 98 Essa regra fornece picos de tempestade /muito próximos do seu início. dispondo-se os acréscimos de precipitação com magnitude crescente antes do pico e decrescente apôs o pico. e somarem-se os produtos com a defasagem de um . No restante. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA Apôs determinar os deflúvios ou acréscimos de precipitação efetiva. preferivelmente submúltiplos inteiros de 15 minutos. cada bloco de 15 minutos seria desdobrado em outros com duração menor. segundo o capítulo precedente. tendo em vista que os valores contidos na 6a coluna já se referem aos intervalos de duração unitária DU Como a soma dos intervalos de tempo processados no procedimento B costuma ser mais curta que no procedimento A. quando as durações unitárias DU são curtas. haveriam quatro intervalos antes do pico. vindo gradualmente de encontro à metodologia de calculo A. Observe-se que esse deslocamento do pico da tempestade. Pode-se perceber essa metodologia acompanhando o exemplo do quadro Q2-B.4. Dispensam-se as três últimas colunas porque os intervalos são iguais e não há necessidade de subdividir os acréscimos de precipitação efetiva. o desenvolvimento da segunda parte do quadro se assemelha ao descrito para a metodologia A. Para durações unitárias menores. onde a duração unitária escolhida é de DU= 5 minutos. conduz a um acréscimo de chuvas antecedentes e um conseqüente aumento do deflúvio. devem ser multiplicados seus valores pelas ordenadas do hidrograma unitário em intervalos iguais à duração unitária DU. de modo que a sua quarta parte represente um múltiplo inteiro de durações unitárias DU.6. dado por PM. Dos valores disponíveis esse pico da tempestade pode chegar a 1h após o início para chuvas de trovoada. Deve-se nesse caso escolher um tempo de pico da chuva TPG. pode ser fixado em 60 minutos e. com o rearranjo sugerido. Para durações unitárias DU maiores que 15 minutos o pico da tempestade não ê mais orientado pelo valor de TPC e sim pela posição do acréscimo de precipitação maior. ou o valor limite. que sempre fica no quarto intervalo de tempo. TPC. 6. por vezes não se chega à situação em que as perdas atinjam o valor mínimo. dado pelo acréscimo de precipitação rearranjado da 39ª coluna dessa parte do quadro. que considera os 5 dias de chuvas antecedentes. Nesse caso o tempo de pico da chuva. Às vezes prefere-se utilizar tempestades com o pico mais afastado do início. mesmo para bacias de pequenas extensões.

No caso do procedimento de cálculo A. seja qual for o tamanho da bacia. Essa defasagem corresponde ao atraso com que os hidrogramas parciais. de modo que. Como recomenda-se utilizar durações unitárias entre 1/5 e 1/8 do tempo de concentração ou 1/9. do hidrograma unitário. é dado pelo n° da penúltima coluna dessa parte. sem prejudicar a precisão dos resultados. dividido-se por 100. podendo-se eventualmente eliminar os poucos . Nas duas primeiras colunas dessa terceira parte dos quadros aparecem os números de ordem N e os tempos dos intervalos múltiplos da duração unitária DU considerada. No início da tempestade de projeto há geralmente muitos valores nulos. Seguem-se para baixo e para cima os acréscimos de precipitação efetiva cujos valores são indicados na ultima coluna da secunda parte do quadro e seu número. as 13 ordenadas previstas nessa parte do quadro são suficientes. no máximo. com pequenas diferenças de um caso para o outro. correspondentes a cada acréscimo de precipitação efetiva. No caso do procedimento de cálculo B. em cada caso. para o procedimento de cálculo A e dos quadros Q1-B.13 do tempo de base. chegam ao ponto onde busca-se conhecer a descarga. Q2-A e Q3-A. calculados na segunda parte dos quadros. O uso desse hidrograma padrão permite a representação dos elementos centrais dessa parte com números inteiros de três algarismos significativos. os acréscimos de precipitação efetiva vêm diretamente da penúltima coluna da segunda parte do quadro. esclarecem os passos a seguir. cuja descarga de ponta é igual a 100 m³/s. conforme avança-se para o acréscimo seguinte. e no qual as outras características como tempo de ponta e tempo de base são iguais ao hidrograma unitário triangular do Soil Conservation Service. basta considerar o acréscimo de precipitação efetiva máximo na 11ª posição da 3a parte. há um grande número de acréscimos de precipitação efetiva a manejar. Os exemplos na terceira parte os quadros Q1-A. que é a descarga de ponta do fluviograma padrão utilizado. Na primeira linha dessa parte dos quadros anotam-se as ordenadas do hidrograma padrão.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 99 intervalo. As descargas resultantes terão de ser multiplicadas pela descarga de ponta QP. necessitando-se apenas daquelas com maior valor.33 a 1/14. Em seguida aparecem os acréscimos de precipitação efetiva. e o quadro Q2-B2 para o procedimento de cálculo B. As ordenadas H do hidrograma padrão podem ser calculadas por semelhança de triângulos com as abscissas crescentes a partir de zero em intervalos iguais à duração unitária DU. Q3-B. normalmente. Assim normalmente 28 linhas e excepcionalmente 44 linhas nesta parte do quadro são suficientes para incluir todos os excessos de precipitação efetiva com valores significativos.

A soma dos elementos no corpo dessa terceira parte do quadro. usado nos cálculos da terceira parte dos quadros descritos. As ordenadas de cada hidrograma parcial podem ser visualizadas observando-se nessa parte do quadro os valores ao longo das diagonais descendentes de uma linha cada vez que se avança uma coluna para a direita. O deslocamento dos elementos de cada coluna no sentido vertical permite uma fácil soma das ordenadas isócronas desses hidrogramas parciais. caso essa seja apreciável . Em seguida são apresentados no corpo da terceira parte do quadro os produtos das ordenadas H do hidrograma padrão de cada coluna pelo acréscimo de precipitação efetiva de cada linha. AR = área da bacia AR em km². No restante o desenvolvimento da terceira parte do quadro é semelhante. A descarga base a adotar será a indicada como normal no período das enchentes. QP/100. Terse-á. multiplicada pela relação. fornece as ordenadas do hidrograma total.6TC ) 3 . A descarga de ponta.03TB onde: QP = descarga de ponta expressa em m³/s . Os produtos representam as ordenadas dos hidrogramas parciais oriundos de cada acréscimo de precipitação efetiva para u hidrograma unitário padrão com descarga de pico igual a 100 m³/s. resulta da expressão: QP = AR 0 . Convém prolongar o quadro até perto de 13 linhas além do ultimo valor significativo dos acréscimos de precipitação efetiva usados. ao longo de cada linha. do hidrograma unitário. no entanto. QP. TB = tempo de base. todos os valores dessa coluna desçam de uma linha em relação à coluna anterior. para definir adequadamente o ramo descendente do hidrograma de projeto. para cada coluna que se avança nas ordenadas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 100 valores nulos que costumam aparecer no inicio. comparada com a descarga máxima da enchente. que anotar os resultados de modo que. em minutos. indicadas na penúltima coluna dessa terceira parte. A essas ordenadas devem ser adicionados os valores da descarga base. dado por: TB = 8 ( DU / 2 + 0 .

a relação cota-volume do terreno a montante da obra e a capacidade desta para vários níveis d'água a montante. convém considerar o amortecimento e efetuar um cálculo mais minucioso considerando a forma detalhada do hidrograma. dividindo-se o volume armazenado a montante de um bueiro plenamente afogado pelo volume total da enchente se tem à proporção da redução do pico da enchente calculada: Q1 − Q2 R = Q1 V Caso esse cálculo aproximado indique uma redução apreciável. Em primeira aproximação a redução da descarga de ponta pode ser calculada pela expressão Q1 − Q2 = Q1 R V sendo: Q1 e Q2 = descargas máximas da enchente antes e após o amortecimento. Esse volume pode ser utilizado para saber se a obra é capaz de amortecer a ponta da enchente com o represamento temporário causado a montante. Na última coluna da terceira parte dos quadros descritos aparecem os volumes acumulados das enchentes de projeto para os diversos tempos dados na 29ª coluna. R = volume retido com a elevação máxima das águas e V = volume total da enchente. O volume máximo retido. por exemplo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 101 sendo: DU = duração unitária e TC = tempo de concentração da bacia. superior a 20%. pode ser avaliado grosseiramente por plantas topográficas ou inspeção local até o nível admissível de inundação. R. por exemplo. admitindo-se em cada intervalo uma descarga média igual ã indicada na penúltima coluna dessa parte do quadro. . Assim. Esses volumes referem-se ao fim do intervalo. Na última linha da terceira parte dos quadros é ainda destacado o valor máximo do hidrograma das descargas de projeto.

8787 0.7299 13.67 234.7665 8.1980 105.0 M3/S .0744 0.89 2 1.0 5120.0 20.9579 35.0000 0.014 0.0744 0.9023 32.23 319 90.6410 167.5830 7. VOL.1475 0.7965 13.0744 0.1687 0.0744 0.0 320.0000 0.7965 13.0800 0.00 D (DIAS) 0.6852 112.0000 0.9848 0.6249 0.0000 1 1 1 1 1 1 1 1 34 34 191 158 37 37 37 37 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 103 103 574 473 110 110 110 110 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 137 137 766 631 147 147 147 147 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 172 172 957 789 184 184 184 184 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 151 151 842 694 162 162 162 162 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 130 130 728 600 140 140 140 140 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 5 5 5 5 5 5 5 110 110 613 505 118 118 118 118 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 89 89 498 410 96 96 96 96 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 2 2 2 2 2 2 2 48 48 268 221 52 52 52 52 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 27 27 153 126 29 29 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 38 32 7 7 DESC.8545 14. PE) /N (MM) 0.0800 0.0 80.5026 FA 0.0 80.1750 0.0000 0.5687 1.9923 P1 (MM) 27.0000 0.12 897 11.0000 QD .04 11 5.8739 28.2940 92.0800 0.48 919 3.Q1-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência Parâmetros de Simultaneidade da Chuva Parâmetros de Redução da Chuva em Área D (MIN) 20.33 10.08 625 70.0 320.5372 82.0 14040.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.0 5120.0316 69.3582 13.00 DIAS AR = 32.8884 7.3270 99.6430 157.15 709 58.0000 0.8470 138.0000 0.27 911 6.0 2560.57 7 3.1593 0.9789 18.0 (MIN) A 14040.1440 0.0744 0.4870 1.0 7560.5576 1.6936 0.38 6 1.0 160.31 873 20.8739 ACR.6355 1.8396 1.9610 0.0000 0.4497 17.9645 1.0000 0.7665 4.0 MINUTOS TC = 150.67 85.7020 124.9789 36.0000 0.1429 Metodologia A .0800 0.0 10240.5738 7.0744 1.33 2.5412 FS 0.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.0331 7.8396 0.16 0 0.4407 62.00 BETA 15 = 0.7740 PE (MM) 0.0 21600.09 37 32.0274 16.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 18.0 1280.7375 13.0 D (H) 0.0274 43.8739 28.1522 124.9789 36.0 2560.0 5120.0000 0.0000 0.1506 0.9391 0.5738 7.0 160.5340 0.5196 0.00 360.0000 0.6444 40.2613 83.67 21.1990 196.8260 157.0331 8.6215 4.6583 1.60 1 0.2850 131.0000 0.7804 0.5156 26.0000 0.7110 88.9877 0.0 1280.00 427 85.4082 4.8884 1.7160 1.0 20.9732 0.1273 0. DE PE (MM) 0.1523 18.750 15.0744 1.889 1.6595 1.5830 4.1710 0.0534 13.8996 0. DE P1 (MM) 27.32 834 32.5966 1.7160 9.62 76 50.0 160.1706 89.0 320.15 4 1.0000 0.111 9.7650 61.0800 0.0274 16.8739 28.0 80.0 14040.00 MM/H NP = 0 a = 0.7299 27.0 2560.556 7.2043 99.7965 36.52 137 67.3700 252.8739 28.8491 6.9917 0.0 320.0800 0.0000 0.89 780 45.0000 0.0000 0.0 40.4497 4.0 640.8396 1.000 P6 (MM) 24.056 0.0 1280.0 640.222 0.0000 0.6288 1.6272 21.8306 0.0 160.7160 9.0070 ALFA 0.67 1.0800 0.9081 49.33 42.1523 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma U = 4.5738 78.1615 25.70 C5 = 1 C6 = 5 BETA 0.9897 0. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.864 1.444 0.0 10240.1615 4.1615 4.1669 0.72 218 84.33 0.00 KM2 CN = 60 PM = 1.9645 0.0 N 190 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 378 (ACR.8787 0.111 0.3582 0.36 1 0.1523 Intervalo (MIN) 3800.0 20.9360 119.70 530 79.2979 17.4948 75.0 20.788 3.0800 0.3582 25.7740 ACR.08 C1 = 1.0 640.0 2560.0331 7.6220 193.0000 Perda (MM) 18.0000 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 102 CN = 60 Intervalo de 10240.08 BETA 60 = 0.0800 0.4536 8.0 640.06 0 0.0000 0.6220 193.0 1280.76 18 16.0000 0.4320 9.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 500 520 ACR.0 21600.5730 0.8396 1.0 40.08 BETA 30 = 0.0000 0.33 170.67 5.9804 0.53 923 DESCARGA MÁXIMA Q = 90.3766 C3 = 35 C4 = 0.0 5120.0800 0.0 0.0800 K 1.0 MINUTOS DA = 5.5830 7.1582 0.9910 44. (M3/S) (DAM3) 0.5952 3.1747 0.6007 1.3582 25.6443 1.0744 0.5 C2 = 0.6485 59.0 80.5452 1.0 40.0744 0.7375 17.0800 0.0000 0.7965 31.0 40.8396 0.9912 0.028 0.

0 160.5190 30 0.9893 0.9877 60 2.3975 3.6963 34 1.24 1038 DESCA RGA MÁ XIMA Q = 88. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.0000 0 0.9081 43.23 1037 0.45 896 38.0800 0.0 (MIN) A 120.67 3.0000 1.0000 1.1451 1.167 P0 (MM) 24.8598 55.028 0.33 1.7345 69.1673 0.33 0.0000 0 0.0 180.95 975 19. V OL.9580 47.67 1.8139 36 1.9877 2.0000 1.9062 36.0000 0 0.0800 0.0800 0.7475 2.42 M3 /S .5257 2.1660 0.0800 0.139 0.67 4.0800 0.0000 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 103 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência D (MIN) 20.6805 CN = 74 Des carga de Ponta do Fluviogram a U = 4.0 60.0800 K 1.00 0 0.01 0 9.0 120.00 BETA 15 = 0.5257 2.9734 4.0800 0.1451 43 1.9893 0.36 757 63.0 40.0778 85.0000 1.00 1.3013 80.84 258 88.96 470 84.6667 45.6485 51.0000 FA 0.042 0.9504 90.0000 0 0.3303 83.9597 1.3468 2.7812 69.0 200.6336 49.3476 2.3594 ACR.5885 1.1560 0.0376 ALFA 0.9038 77.08 BETA 0.60 1032 3.8078 64.56 1015 9.7305 27.8295 0.0 220.Q1-B CN = 74 Intervalo de 100.3013 80.9336 0.0 100.083 0. DE PE (MM) 0.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 4 HORAS AR = 32.5997 32 1.3605 5.0173 11.0 40.9016 58.0 60.1996 QD .96 40 41.0 80.8888 25.2681 4.3975 3.1687 0.9038 77.1892 52.4870 1.99 833 52.0000 1.1713 0.0000 0.0000 0.0 60.1499 ACR.0000 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 676 441 179 129 118 109 102 96 91 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 902 588 239 172 157 145 136 128 122 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 1127 735 299 215 196 181 170 160 152 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 992 647 263 189 172 160 149 141 134 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 857 558 227 163 149 138 129 122 115 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 721 470 191 137 125 116 109 102 97 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 586 382 155 112 102 97 88 83 79 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 316 206 84 60 55 51 47 45 43 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 180 118 48 34 31 29 27 26 24 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 45 29 12 9 8 7 7 6 6 DESC.5190 Perda (MM) 4.0800 0.0 200.1593 0.1627 0.0800 0.6456 1.2214 5.0 160.0800 0.069 0.5997 1.0000 0 0.9893 0.0000 0.6255 1.2214 10.0000 1.0778 85.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.0 0.9062 5.7708 25.00 D (DIAS) 0.5452 1.0000 0 0.7475 2.8139 1.3468 2.0 240.9893 0.0 140.6257 23.0 200.0173 11.7471 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 4.00 2.6963 1.0290 2.6305 1.125 0.00 3.1273 0.19 998 13.2214 3.9135 1.0000 0 0.33 3.00 KM2 CN = 74 PM = 1.9597 39 1.6336 13.6355 1.9734 8.6557 FS 1.6007 1.3303 83.0 220.1440 0.00 MM/H NP = 0 a = 0.9893 0.0000 0 0.33 2.644 37.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 A CR.2524 1.00 0 0.1010 55.0 40.0 240.2731 7.4221 40.0 100.0800 0.1948 19.9012 4.153 0.67 2.9204 1.9893 0. DE P1 (MM) 36.2214 5.9893 0.0026 73.1499 PE (MM) 0.5838 53.0000 0 0.0 120.1700 0.0800 0.1727 0.0 140.0000 0 0.9893 0.3476 147 2.0 80.6035 87.0 140.0173 0 11.6824 73.08 BETA 60 = 0.6336 13.8403 32.9893 0.27 161 80.9504 90.6405 1.05 11 23.014 0.08 BETA 30 = 0.9893 0.2406 30.26 89 60.0000 1.056 0.0000 0.0 MINUTOS TC = 150.9234 49.097 0.00 1036 1.6131 1.0 220.0000 1.0000 0 0.0 160.9893 0.0 20.0 20.42 365 87.0 D (H) 0.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.5443 29.0 180.41 669 73.0290 2.603 87.0000 0 0.09 1025 5.2904 18.87 943 26.9893 P1 (MM) 36.1740 Metodologia A .6380 21.0 180.6506 1.111 0.0 80.0000 0 0. (M3 /S) (DA M3 ) 0.9023 32.0691 0.0000 1.95 572 80.1996 4.0000 1.2731 225 7.9012 3.9734 8.2681 8.

0 160.2388 1.556 7.0 0. DE PE (MM) 0.2388 0.6166 3.4838 23.7346 0.9988 P1 (MM) 13.63 41 6.0 MINUTOS TC = 40.7660 136.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 104 CN = 40 Intervalo de 10240.0000 1.9828 0.97 8 10.000 0.8081 18. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.0000 1.59 3 3.7746 65.67 233.0000 FS 0.2983 0.0 160.5079 8.33 0.05 23 13.9107 3.0000 0.0 40.0000 277.5079 18.8975 28.0 320.2388 1.000 0.0000 1.1148 6.87 2 2.1959 63.55 47 ACR.7746 65.0 5120.8975 53.2983 0.10 35 10.0000 1.5730 0.9691 0.6930 230.000 Metodologia A .0 21600.00 MM/H BETA 0.0000 QD .000 0.1943 8.7346 1.743 15.000 0.0 2560.0000 0.000 0.000 0.0 1280.0000 0.10 15 13.000 ALFA 0.7336 19.0 20.0 160.0 10240.4838 ACR.3620 24.6790 124.33 10.2388 0.0 640.0 5.000 K 1.3874 105.0 1280.4838 23.0872 13.00 DIAS AR = 2.8708 106.77 1 1.000 0.4640 FA 0.3330 184.7746 351.7336 19.6670 478.9957 0.0 1280.4908 8.4033 10.25 31 12.2388 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 35.9300 176.0 40.0000 1.1677 3.7346 0.0000 1.000 0.4838 23.0 10.0 2560.7804 0.5537 42.0000 1.8787 0.1959 28.9969 0.42 2 1.000 0.9793 8.90 4 5.9920 211.31 0 0.1917 18.3200 170.4838 23.000 0.0 2560.4450 561.6166 1.23 1 1.33 42.67 21.0 1280.3620 11.6166 3.0 320.444 0.5340 0.67 85.0000 0.9976 0.2388 0.97 43 5.0 20.90 27 13.2487 7.0 10.111 0.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 5.6249 0.4740 0.000 0.111 9.1870 12.0000 0.5070 183.0000 0.67 5.2332 3.0000 1.0 D (H) 0.4033 19.8787 0.0 160.773 18.9383 4.132080 M3/S/MM DESC.0000 0.0000 1.9986 0.8540 10.0 10.2983 0.56 19 14.0 40.51 0 0.000 0.000 0.0000 0.6290 128.014 0.0768 14.0 320.45 38 8.222 0.11 11 12.9981 0.0 2560.0000 224.79 6 7.33 170.05 M3/S .3629 87.9596 77.46 44 4.6409 63.0000 153.7638 13.1870 18.0000 2.1148 1.Q2-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Duração da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.1959 28.007 0.9645 0.000 0.08 0.7638 13.2983 0.2983 0.0000 0.31 46 3.0000 1.0000 67.2983 0.0 5.0 5120.2983 0.0320 147.000 0.9900 0.0 5120.056 0.6640 331.2983 5 5 5 5 5 5 5 5 31 31 60 59 33 33 33 33 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 0 9 9 9 9 9 9 9 9 61 61 120 118 65 65 65 65 11 11 11 11 11 11 11 11 11 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 92 92 179 176 98 98 98 98 17 17 17 17 17 17 17 17 0 0 0 18 18 18 18 18 18 18 18 122 122 239 235 131 131 131 131 23 23 23 23 23 23 23 0 0 0 0 23 23 23 23 23 23 23 23 153 153 299 294 164 164 164 164 28 28 28 28 28 28 0 0 0 0 0 22 22 22 22 22 22 22 22 149 149 292 287 160 160 160 160 27 27 27 27 27 0 0 0 0 0 0 19 19 19 19 19 19 19 19 131 131 256 252 140 140 140 140 24 24 24 24 0 0 0 0 0 0 0 17 17 17 17 17 17 17 17 112 112 220 216 120 120 120 120 21 21 21 0 0 0 0 0 0 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 94 94 184 181 101 101 101 101 17 17 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11 11 11 11 11 11 11 11 76 76 148 146 81 81 81 81 14 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 8 8 8 8 8 8 57 57 112 110 62 62 62 62 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 39 39 77 75 42 42 42 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 21 21 41 40 22 22 DESCARGA MÁXIMA Q = 14.8081 12.3333 95.1677 3.2983 0.2388 0.0 20.0000 0.0 80. VOL.6310 PE (MM) 0.000 0.17 0.0 5120.6310 ACR.40 KM2 CN = 40 PM = 5.778 3.8975 53.000 0.2983 0.0 14030.0000 0.0000 0.0000 44.PE) / N (MM) 0.889 1.0000 0.0 640. (M3/S) (DAM3) 0.2580 191.0000 27.000 0.0 20.7336 13.7116 23.05 0 0.0000 1.0 80. DE P1 (MM) 13.83 360.0000 0.8950 114.0 14030.9984 0.67 1.9645 1.0 80.0 5.0000 1.0000 1.7514 8.6936 0.0 40.0 640.0000 123.6640 331.0 21600.0 80.000 0.0 640.01 1 1.6585 11.000 0.000 0.2983 0.0 10.5047 0.2576 5.6360 95.2020 715.2388 0.0 7570.9937 0.5560 350.000 0.8890 265.8787 0.000 0.028 0.000 0.675 CN = 40 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.9987 0.0 5.8279 82.9645 0.0872 21.000 PK (MM) 17.1917 21.0 N 758 512 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 1024 1514 (ACR.7638 53.000 0.33 2.8973 14.4824 0.0000 0.0 320.3620 11.000 0.0 MINUTOS DA = 5.5079 16.0 10240.0 D (DIAS) 0.003 0.7346 1.959 659.7514 10.0000 Perda (MM) 35.1148 1.7722 0.4680 265.0000 0.0000 1.0000 0.2388 0.7346 1.9675 Intervalo (MIN) 3790.4033 10.1280 149.1677 3.0 (MIN) A 14030.9675 35.15 0 0.

007 0.6667 4.0000 1.0000 1.0000 0.080 0.2500 2.0000 1.2613 13.0000 0.2500 2.0000 1.2500 2.0 50.0000 44.5000 110.0000 0.0 60.6667 67.2500 2.9084 0.0 85.0000 0.9521 0.0000 0.0 70.0 105.42 1.2500 2.0 80.2500 2.0 75.0000 1.58 0.0 15.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 2.6667 4.0000 0.0 D (H) 0.0 40.6667 4.0000 FA 1.7476 10.0000 7.4116 1.6667 4.0000 0.024 0.0000 7.42 0.0000 1.021 0.0 20.0000 106.0000 0.0 25.0000 0.073 0.6305 13.2500 90.0000 0.2500 2.0 35.2500 4.0000 62.9305 0.0000 1.052 0.00 1.056 0.6667 4.0000 1.08 1.7500 11.0000 1.003 0.0000 1.000 97.0000 PE (MM) 0.2500 2.67 0.Estudos Estatístico de Dados Pluviográficos Locais TR = 10 ANOS DU = 5.0000 0.0 50.059 0.0 15.0481 0.0633 26.0000 0.3333 72.0000 0.0 120.0000 1.0000 0.0000 0.2500 2.0000 1.4167 16.0000 0.0000 1.8623 0.0000 1.031 0.0000 0.2500 2. DE PE (MM) 0.0000 1.0000 7.0000 0.0000 P1 (MM) 17.3416 1.92 2.0 10.017 0.0000 0.3877 1.0 80.066 0.0 20.2500 4.6667 4.25 0.0000 51.0000 1.0000 0.0000 1.0000 0.0000 0.3644 1.0000 27.33 1.0 80.0000 7.0 5.0000 Metodologia B .0000 K 1.0000 1.2500 108.0000 0.0000 1.83 0.0 105.0 MINUTOS TC = 40.0 40.6667 81.0 90.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 105 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.0000 1.0000 0.0000 0.0000 1.0 65.0 40.0 (MIN) A 90.40 KM2 CN = 55 PM = 4.0000 10.9938 Perda (MM) 2.7500 104.0000 1.2500 99.0 10.6667 4.2979 1.0000 1.Q2-B1 CN = 55 Intervalo de 85.0000 1.2500 2.0000 0.3551 16.0000 88.25 1.083 PK (MM) 17.7387 3.0000 106.5000 92.0 115.0 45.00 MM/H BETA 0.0000 62.5000 101.0 75.08 0.92 1.7682 12.0000 1.0000 1.0000 76.0 60.9582 5.7500 95.33 0.7500 113.2500 99.0000 1.7500 71.045 0.0000 0.2768 1.2500 2.6667 4.8286 5.2500 2.0000 1.0000 1.0000 1.5000 101.0000 106.6318 1.0000 0.0000 1.0000 1.0000 1.0000 97.6667 4.0000 0.6667 2.0000 FS 1.5000 101.0000 0.0000 0.0 75.7500 95.0000 0.7500 95.75 1.6667 10.6667 81.0000 37.0 95.0000 1.8856 0.2742 ACR.0000 1.0 110.75 0.2500 2.1035 2.3333 86.0000 0.0000 1.0000 7.0 30.0000 0.0 30.069 0.83 1.0000 44.8384 0.67 1.0000 1.0000 1.0000 97.4167 30.0000 58.076 0.0000 1.0000 51.2500 QD .2500 2.4245 15.0000 0.5000 110.0000 1.0000 0.0 90.0 85.0000 1.0000 1.0000 ACR.0000 1.0000 1.0 50.2500 108.0000 1.0000 0.0000 0.2500 2.0000 1.9519 9.9732 0.6667 4.0 55.0000 1.7500 44.0000 ALFA 0.2500 2.0 15.8139 0.7500 54.0000 0.0000 7.6667 4.0000 1.0 5.2500 4.0 100.2500 2.0000 0.0000 88.2500 108.010 0.0000 1.7500 104.0481 0.0000 1.0000 1.1845 4.6441 7.0 45.6667 4.0 105.2562 .0 25.0000 0.7500 78.0 10.2804 18.3682 0.2500 90.3195 1.0000 0.0000 2.5162 14.014 0.4361 1.6667 4.7868 3.0 70.8155 2.0000 0.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 2 HORAS AR = 2.0000 0.0000 4.0000 10.028 0.0 30.0000 0.0 20.0 55.5000 110.0000 37.0000 1.0000 27.0000 1.9297 11.7500 113.58 1.0000 0.0000 0.2500 2.50 1.1156 10.7500 25.0 55.3072 17.2500 2.8965 4.17 0.3333 72.035 0.0000 0.0000 58.0 70.0000 0.6667 4.2500 2.7500 92.0000 0.17 1.0000 0.0000 1.049 0.038 0.0000 1.0 45.0 95.0000 0.7500 113.00 D (DIAS) 0.7500 85.50 0.0000 0.5000 92.6667 9.2500 99.0000 10.0 110.0000 0.7500 104.0 25.0000 76.0000 1.2500 2.2500 2.0000 0.0 100.0 35.0000 1.0000 1.0 60.3333 86.0000 0.0 65.0833 34.0000 0.063 0.0000 1.0000 0.0 120.0 95.0000 0.0 0.0000 1.2500 2.0000 0.0000 1.042 0.0000 0.0000 1.0 35.0000 1.0418 1.0000 0.0 100.0000 1.0000 1.6667 4.0000 1.5000 6.0000 0.0 65.6667 67.0 110.0000 1.2500 2.0000 1.0 115.0000 0.0000 1. DE P1 (MM) 17.0 115.

0000 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 106 QD .9084 0.27 38 ACR.0418 1.1035 2.00 0 0.0000 0.9732 0.00 0 0.0000 0.57 22 10.0000 0.0000 0.0000 0.Q2-B2 CN = 55 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.01 0 0.0000 0.20 1 3.94 1.66 9 10.8856 0.39 5.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 14 57 34 40 45 15 16 16 17 17 18 18 18 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 28 115 69 79 89 31 32 33 33 34 35 36 37 38 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 42 172 103 119 134 46 47 49 50 51 53 54 55 56 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 56 230 137 159 179 61 63 65 67 69 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 70 287 171 198 223 77 79 81 84 86 88 90 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 68 280 167 194 218 75 77 79 82 84 86 88 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 60 246 147 170 191 66 68 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 51 211 126 146 164 57 58 60 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 43 177 106 122 138 47 49 50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 35 142 85 98 111 38 39 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 26 108 64 75 84 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 18 73 44 51 57 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 9 39 23 27 135 140 145 150 155 160 165 170 175 180 DESCARGA MÁXIMA Q = 11.94 19 10.00 0 0.15 6 9.41 0.01 4 8.0000 0.9521 0.00 0 0.00 0 0.00 0 0.14 37 39 40 41 42 43 43 43 44 44 .0000 0.7387 3.07 M3/S 75 0 0 0 0 0 0 0 0 0 92 94 0 0 0 0 0 0 0 0 90 92 0 0 0 0 0 0 0 75 77 79 80 0 0 0 0 0 0 63 65 66 68 69 0 0 0 0 0 51 53 54 55 57 58 0 0 0 0 40 41 43 44 45 46 47 0 0 0 30 31 31 32 33 34 35 35 0 0 20 20 21 21 22 22 23 24 24 0 30 10 11 11 11 12 12 12 12 13 6.62 13 11.8139 0.38 3.0000 0.0000 0.0000 0.00 0 0.07 16 10. (M3/S) (DAM3) 0.00 0 2.0000 0.8623 0.44 4.8384 0.52 2.31 0.0481 0.58 28 8.0000 0.0000 0.0000 0.3682 0.86 2 6.0000 0.0000 0.12 25 9.0000 0.00 0 0.132080 M3/S/MM DESC.0000 0.8155 2.00 0 0.18 0 1.9938 0. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.9305 0.68 1.80 0.95 31 8.06 33 7. VOL.

0000 0.00 2.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 DIAS AR = 220.1358 23.9139 0.0 3840.0000 0.0000 2.9748 QD .0000 1.0000 1.34 M3/S .8313 0.34 215.6048 502 1112 75 100 0 0 0 0 0 0 3.00 0.5966 77 153 230 306 2270 2180 83 68 0 0 0.3636 29.75 434.4838 ACR.Q3-A CN = 60 Intervalo de 7680.4607 FA 0.0 N 78 32 8 2 1 1 4 16 64 154 (ACR.5000 183.6710 468.5966 77 1004 1668 100 113 0 0 0 0 0 3.8420 167.4928 52.49 523.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 11.25 2.45 174.3780 29.3636 -1.0780 ACR.0484 35.3570 26.5481 0.3636 -1.0 7680.00 0.0 1920.5966 0.0000 0.4838 66.0000 1.00 2.00 128.3682 0. (DAM3) 0 0 0 0 0 0 0 0 9 35 274 903 1943 3408 5220 7104 8849 10413 11751 12821 13596 14081 14333 14464 14538 14571 14580 14580 ACR.0000 Perda (MM) 11.0000 0.0000 0.0 480.0 960.0000 FS 0.7400 179.000 128. (M3/S) 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 162 116 0.0 240.6048 3.4554 17.9337 0.3570 28.00 0.8583 0.5257 -1.9119 8.0000 0 0 0 306 346 300 254 1366 1179 38 0.0 960.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 116 0.1040 209.0780 PE (MM) 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 60.8000 240.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.9572 1.00 0.9617 38.0000 0.0 1920.0 480.9655 0.0 960.6048 14.9466 0.0000 0 0 0 0 0 0 254 208 162 116 0.45 7.0000 0.0 (MIN) A 12360.333 2. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.0 240.9689 P1 (MM) 63.0484 -1.00 16.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 107 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.1971 37.5031 0.333 8.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.1358 556 50 75 0 0 0 0 0 0 0 23.0000 0.0000 0.5966 77 153 230 2009 2513 98 83 0 0 0 3.93 406.1330 368.0 KM2 CN = 60 PM = 1.60 9.0 MINUTOS DA = 5.00 VOL.0000 Metodologia A .333 0.00 0.PE) / N (MM) 0.65 70.0000 0.167 0.0 480.0 0.0000 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.9556 0.7610 6.0000 0.8000 211.9082 2.9572 0.7260 179.1040 209.2970 176.3636 9.2670 274.5541 63.4838 66.0000 2.0 480.0 120.2700 165.1785 25 50 0 0 0 0 0 0 0 0 2.0000 1.0 MINUTOS TC = 420.0000 0.3330 318.9082 8.00 0.8825 0.0976 66.0 21600.6308 0.0000 0.0000 0.0 240.00 MM/H BETA 0.0 9240. DE PE (MM) 0.3780 11.8820 160.0 1320 1380 1440 1500 1560 1620 1680 QP = 9.667 1.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 12360.0 120.8260 14.0 D (H) 1.00 D (DIAS) 0.42 20.4838 66.9617 38.0579 119.042 0.583 15.000 PK (MM) 100.9748 Intervalo (MIN) 4680.0000 1.0000 0 0 0 0 346 300 254 208 1065 845 0.0 60.0 240.39 0.00 4.00 0.0 3840.34 484.5716 -1.0000 0 0 0 0 0 0 0 208 162 116 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0.0000 0 0 230 306 346 300 1667 1513 53 38 0.667 5.0200 157.4500 ALFA 0.3620 167.9082 8.0000 0.0000 0.1785 26.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.5716 2.0 21600.0 7680.0000 0.3780 29.0000 0 0 0 0 0 300 254 208 162 763 0.9748 11.0 1920.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.00 360.0000 1.26 134.75 297.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 12360.3658 37.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 23 512 462 70 70 70 70 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 178 161 24 24 24 24 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 523.0000 0.0000 0.0000 0.5541 20.5038 55.3658 20.1785 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.7354 0.0000 0.0 3840.00 32.0 120.8583 0.0000 1.0 3840.0 60.9119 -1.00 206.00 8.0 1920.0000 0 153 230 306 346 1969 1846 68 53 0 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.0 60.55 288.3280 139.0000 0.5716 2.86 503.0000 K 1.0000 0.34 66.7940 168.0000 1.9621 0.083 0.1358 23.0000 0.9617 102.22 371.0000 0. DE P1 (MM) 63.0000 0.0 960.5966 77 153 1507 2224 113 98 0 0 0 0 3.3850 178.0484 37.0000 1.0000 0.0000 1.7491 0.6000 158.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.00 36.0 120.00 64.

3919 4.02 395.417 0.0000 1.9056 0.8988 13.00 MM/H BETA 0.3919 4.0000 0.0000 1.00 0.3500 ALFA 0.0000 2.5380 90.0 120.0000 K 1.458 PK (MM) 100.0000 1.0 600.9056 0.0000 0.4400 170.9500 183.0 1320 1380 1440 QP = 9.0000 0.0000 1.0000 2.8350 73.3919 51 102 153 431 1688 3207 15 0 0 0 0 2.3919 4.4490 17.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 47 0.5300 150.22 111.2270 75.3000 174.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 7.0000 1.0000 0.74 177.2086 38.0512 68.0 60.0000 0.0 420.0000 FS 1.Q3-B CN = 64 Intervalo de 300.0000 0.0618 108 747 2454 18 0 0 0 0 0 0 0 2.0000 0.3919 51 102 153 204 230 199 358 1016 1734 7 0 0.0000 0 0 0 0 0 199 169 138 108 77 47 0.3919 51 102 153 204 487 1464 2716 12 0 0 0 2.0 420.3919 2.00 .2240 179.0000 0.3919 2.0000 128.3919 4.72 24.00 10.0000 1.5479 373 1636 13 0 0 0 0 0 0 0 0 5.2240 179.0 180.24 75.9056 0.0 660.0000 0.6000 143.5930 157.0633 4.0000 0.0000 1.15 1.8988 7.0 480.6570 162.0080 PE (MM) 0.0000 0.00 0.5380 13.0000 1.0000 2.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 180.9056 P1 (MM) 90.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.3919 4.375 0.0 60.333 0.4490 818 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 17.0000 0.0000 0 0 153 204 230 199 169 138 228 568 753 0.22 13.0 600.9920 143.0000 1.0000 0.6013 34.6160 ACR. (M3/S) 0.0633 13.0000 2.0000 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo Para Cáculo Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.0000 0 0 0 204 230 199 169 138 108 164 343 0.6570 132.8320 175.0 540.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.38 456.0000 1.0000 1.3919 51 215 1120 3572 20 0 0 0 0 0 0 2.250 0.20 330.0000 0.292 0.0633 7.4431 70. (DAM3) 0 0 2 292 1002 2170 3812 5808 7790 9611 11238 12661 13850 14778 15416 15817 16088 16283 16419 16506 16556 16578 16583 16583 ACR.0633 20.0 540.5380 13.59 VOL.0 MINUTOS TC = 420.0 540.0 240.5380 13.3919 4.6593 66.0 240.2086 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 38.1393 124.1062 8.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 77 47 0.26 324.0 KM2 CN = 64 PM = 2.167 0.3919 4.43 80.083 0.44 257.3919 4.64 197.0 360.0633 4.51 505.86 452.0015 2.0 120.3919 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.0000 0.0000 0.42 54.208 0.3919 2.9056 0.0000 0.0 180.0000 1.4540 129. DE PE (MM) 0.0618 2.0 300.0 600.19 37.0000 FA 0.6500 193.0 420.0000 0.9056 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 108 Qd .5000 198.0490 166.2673 63. DE P1 (MM) 90.9056 0.5552 25.0 (MIN) A 360.0 660.00 D (DIAS) 0.0 360.3919 51 102 323 1493 3698 17 0 0 0 0 0 2.0000 1.2055 61.0000 0.0000 0.0000 0 0 0 0 230 199 169 138 108 77 99 0.0000 1.3919 Perda (MM) 7.6160 184.125 0.0 120.0000 0 102 153 204 230 199 169 293 792 1243 4 0.0 D (H) 1.0 480.0 240.00 6.0000 0 0 0 0 0 0 0 138 108 77 47 0.00 5.00 2.3919 4.0000 1.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 12 HORAS AR = 220.5479 5.00 9.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 1.9056 0.0633 13.5380 7.0000 1.5380 52.0000 0.3509 2.6576 56.00 4.0 660.1000 178.3919 7.2086 38.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 108 77 47 0.0 300.9056 0.0000 2.0000 0.6940 150.042 0.5930 157.00 11.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 262 119 34 16 16 16 16 16 16 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 554.4400 170. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.25 554.00 7.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.0000 Metodologia B .6189 ACR.00 8.0000 1.3919 51 102 153 204 230 422 1240 2225 9 0 0 2.0 720.3919 2.0000 0.70 6.0490 166.3919 2.0000 0 0 0 0 0 0 169 138 108 77 47 0.0000 0.0000 1.8320 175.9056 0.0 480.8000 188.5552 25.32 550.5552 116.5000 166.0000 1.9056 0.00 3.5500 158.32 M3/S 0.0 0.

mas em todo o mundo. a avaliação do efeito da variação da intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. conhecido como coeficiente de deflúvio. o método exige a definição de um único parâmetro expressando o comportamento da área na formação do deflúvio. Tem. como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração. relacionando o valor desta descarga com a área da bacia e a intensidade da chuva através de uma expressão extremamente simples e facilmente compreensiva. por sua simplicidade. A. A = 3. O coeficiente de deflúvio representa essencialmente a relação entre a vazão e a precipitação que lhe deu origem. Para considerar que todos os pontos da bacia contribuem na formação do deflúvio é estabelecido que a duração de chuva deve ser igual ou maior que o seu tempo de concentração e. conseqüentemente reunindo todas as incertezas dos diversos fatores que interferem neste parâmetro. principalmente nas bacias de pequeno porte ou em áreas urbanas. pela intensidade da precipitação. c. aquele que é utilizado com maior freqüência.P.se dessa forma Q= Q a descarga máxima. é dada pelo produto da área da bacia. Contudo. No estabelecimento do valor da descarga pelo método racional admite-se que a precipitação sobre a área é constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia. Nesse caso a descarga máxima Q. o que envolve além do volume da precipitação vertida. Entretanto. A c.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 109 7 MÉTODO RACIONAL Consiste o método racional no cálculo da descarga máxima de uma enchente de projeto por uma expressão muito simples. esta expressão é. c o coeficiente de deflúvio. dentre todos os métodos de avaliação de descargas de projeto para os sistemas de drenagem.i.6 3. não só no Brasil. a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. com a duração igual ao tempo de concentração.6 t C sendo: i a intensidade da chuva definida em mm/h e . tc . multiplicado pelo coeficiente de deflúvio. em m³/s. por sua extraordinária facilidade de cálculo.

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A a área da bacia hidrográfica, em km2. Primordialmente o coeficiente de deflúvio representa a relação entre o deflúvio e a precipitação que lhe deu origem e na realidade engloba também o efeito da variação de intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. Para estabelecer a fórmula usada nesse método, admite-se uma chuva de intensidade constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia e, com isto, para todas as partes da bacia contribuírem simultaneamente com seus deflúvios no ponto onde se está avaliando a descarga, a duração de chuva deverá ser igual ou maior que o seu tempo de concentração. Como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração, a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. Como a intensidade pluviométrica é a chuva precipitada por unidade de área, a expressão pode ser também apresentada em função da altura de chuva precipitada, com a duração igual ao tempo de concentração da bacia, como foi apresentada na segunda parte da expressão. No capítulo 6 foram apresentadas diversas expressões para definição do tempo de concentração da bacia e a precipitação pode ser determinada de acordo com o que é apresentado no livro “ Chuvas intensas no Brasil” ou outro procedimento referidos no capítulo 6. Nesta obra, que se constitui em um conjunto bastante significativo para as chuvas em todo o território nacional são apresentados os parâmetros e as equações que indicam a variação da precipitação para os diversos períodos de recorrência para 98 postos pluviográficos que, em função de terem sido exaustivamente testados, são do domínio público e sua utilização pode ser generalizada. Nota-se que as precipitações relativas a cada posto variam muito pouco para diferentes tempos de recorrência e estas diferenças são ainda menores para as durações de precipitação mais longas. Quando se dispõe de dados pluviográficos de chuvas de curta duração, para um posto que se considere mais representativo para a bacia em estudo, convém efetuar sua análise estatística para deduzir a precipitação com a duração igual ao tempo de concentração e recorrência de projeto. Dispondo-se de dados pluviométricos de um posto mais próximo da bacia do projeto que os postos referidos e havendo, pelo menos, 10 a 15 anos de observações, convém efetuar a análise estatística desses dados e, para tanto, multiplica-se a precipitação diária com período recorrência de 10 anos por 1,13 para obter-se o valor para 24 horas. Dividindo-se o resultado pela

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precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência, pode ser obtida a precipitação relativa de 24 horas do posto pluviométrico considerado. Essa precipitação relativa é multiplicada pela precipitação do posto de referência do Anexo C, para a mesma duração em tempo de recorrência de projeto, para obter a precipitação cuja intensidade deverá ser usada na expressão do método racional. Esse procedimento admite que as curvas de chuva não se alteram apreciavelmente com a mudança do tempo de recorrência, o que se pode constatar como verdadeiro examinando-se as diversas curvas obtidas para os 98 postos catalogados. O método racional tem sido usado de preferência para bacias de pequena área, mas nada indica que não seja aplicável a bacias maiores, como usualmente é usado em projetos rodoviários em outros países. Naturalmente para bacias maiores torna-se necessário corrigir as precipitações através do fator de redução para a área, uma vez que a distribuição na superfície da bacia não é uniforme e por isso é denominado normalmente como fator de distribuição. De qualquer forma o método racional define apenas a descarga máxima e não a forma completa do hidrograma requerido para alguns casos. A maior dificuldade na aplicação do método racional reside na criteriosa escolha do coeficiente de deflúvio c. A fim de correlacionar os valores do coeficiente de deflúvio c com os números de curva CN, representativo da infiltração do solo como é recomendado pelo Soil Conservation Service, calcularam-se numerosas bacias pelas metodologias A e B, antes descritas, determinando-se, em cada caso, qual o coeficiente de deflúvio que daria a mesma descarga pelo método racional. Resultaram assim tabelas, correspondentes às metodologias A e B, respectivamente, fornecendo os coeficientes de deflúvio do método racional, em função dos quatro parâmetros: tc - tempo de concentração; A - área da bacia hidrográfica; CN - número da curva de infiltração do solo; FP - fator de precipitação, indicando a potencialidade das chuvas intensas, inclusive seu tempo de recorrência. Quando se usam dados pluviográficos, obtém-se primeiro a precipitação desse posto para diversas durações e período de recorrência de 10 anos. Dividindo-se esses valores pelas precipitações do posto de referência para TR = 10 anos e diversas durações e marcando-se esses

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valores correspondentes à região mais representativa da área de projeto, pode ser escolhido o posto que tenha as precipitações relativas mais próximas das obtidas para o posto em estudo. Para analisar dois postos com curvas de precipitações relativas semelhantes ao posto

considerado procura-se o fator de precipitação do posto de comparação ou dos dois encontrados no anexo B como sendo mais semelhantes ao posto em estudo, efetuando-se a correção ou interpolação de acordo com a posição das respectivas curvas de precipitações relativas. duração unitária será DU = tC / 8. Quando se usam dados diários de um posto pluviométrico muito mais próximo da área em estudo que os postos analisados e que disponham de 10 a 15 anos de observações, efetua-se uma análise estatística para definir a precipitação para o período de recorrência de 10 anos, multiplicando-se o resultado por 1,13 para obter a precipitação de 24 horas de igual freqüência de ocorrência. Como exemplo é apresentado o cálculo para a bacia calculada anteriormente, em que TR = 10 anos; tc = 40 min.; A = 2,4 km² e CN = 40. Acham-se primeiro as precipitações relativas, PR, do posto escolhido para diversas durações, dividindo-se as precipitações de períodos de recorrência de 10 anos de desse posto, PK , dadas pela análise estatística, pelas precipitações de igual duração e freqüência do posto de referência, P10, conforme o quadro que se segue:
D PK(am ) P10(m m ) PR 5m in 15m in 30m in 17 15,3 1,11 37 32,2 1,15 58 44,7 1,3 1h 86 59,4 1,45 2h 113 74,7 1,51 4h 143 91,1 1,57 8h 174 107,8 1,61 24h 234 139 1,68 48h 290 167 1,74 4d 368 207 1,78 8d 510 276,9 1.84 16d 745 403,6 1,85

A

Como o posto considerado encontra-se na Baixada Santista , comparando-se os valores determinados com os , correspondentes ao posto de nº 75 - Santos, São Paulo, observa-se uma boa aproximação entre as precipitações relativas do posto em estudo e as do posto de Santos . Adotando-se o fator de precipitação NP= 75, o número de curva CN= 40, TR = 10 anos e a duração unitária DU = 40 / 8 = 5 minutos, resulta um fator de precipitação de FP = 1,68. Procurando-se através de interpolação para tC= 40 minutos, A = 2,4 km², CN = 40 e FP = 1,68, determina-se o coeficiente de deflúvio de C= 0,1828. A intensidade de chuva com 40 minutos de duração, igual a

I = 67,33

66 = 101,0mm / h 40

5 = 10 minutos.2. entre Niterói e Campos.1mm.4 = 12. tc = 75 minutos.454.90 x 71. Interpolando-se os valores entre os fatores dos postos NP = 17(Campos) e NP = 48 (Niterói) .2 mm. a precipitação para a mesma duração e freqüência no posto considerado será 0. Trata-se o exemplo de uma bacia situada na baixada fluminense. Para exemplificar a aplicação do procedimento de cálculo B. Conforme o exemplo a precipitação de 24 horas e período de recorrência de 10 anos neste posto é 131.1828 × 101. .1.385.2 = 64. tc = 75 minutos. com A = 10.5 km2.1 60 = 96. A = 10. obtem-se o fator de precipitação FP = 1.7.942. Com o fatot FP = 1.90.00 minutos e o fator de precipitação 0. conforme o exemplo do sub-capítulo 6.1mm / h 40 e a descarga máxima com o coeficiente de deflúvio antes achado.4 m3/s.4.6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 113 Através do método racional.6.34 m3/s obtidos com a aplicação direta dos fluviograma unitário triangular. o coeficiente de deflúvio c = 0. c = 0. define-se: Q= 0.1 × 10. obtidos com a utilização das descargas específicas. Como para o posto de referência a precipitação com duração de 40 minutos e período de recorrência de 100 anos igual a 71. será: Q= 0.2.5 = 107.454. A intensidade da chuva correspondente será: 64. A média dos fatores de precipitação para a duração de 48 horas nos postos de nº 48 Niterói e nº 17-Campos é próxima de FP= 0.31m3 / s 3.0 × 2.385.6 valor que não difere muito dos 14. Considerando-se a duração unitária DU = 75 / 7.385 × 96.6 Este valor é cerca de 28% maior que 84. no Estado do Rio. Ressalta-se ainda que foi escolhida essa duração porque as chuvas prolongadas influem de modo predominante o fator de precipitação. usando os dados diários de um posto pluviométrico próximo à bacia em estudo em vez de um posto pluviográfico e calculando-se pelo método racional a descarga da bacia apresentada no sub-capítulo 6.5 km² e CN 72.9m 3 / s 3. TR= 100 anos e CN= 72.

1.10. Coeficiente de Distribuição Para corrigir os efeitos da distribuição das chuvas nas bacias hidrográficas.50 0. onde A = área da bacia em ha 7. onde n = coeficiente de distribuição e A = área da bacia em km² Para obras urbanas.1 DESCRIÇÃO DAS ÁREAS DAS BACIAS TRIBUTÁRIAS COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Comércio: Áreas Centrais Áreas da periferia do centro Residencial: Áreas de uma única família 0. são introduzidos coeficientes redutores das chuvas de ponta que são designados Coeficientes ou Fatores de Distribuição. áreas superiores a 1 km² .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 114 a. utiliza-se o coeficiente definido por Burkli-Ziegler que define: n = A-0.30 a 0.2) que representam os coeficientes de escoamento superficial ou run-off QUADRO .50 a 0. consideradas uniforme no Método Racional. O mais comum destes fatores.95 0. principalmente nas bacias de médio porte.1 a 7. normalmente utilizado em projetos rodoviários é dado por: n = A-0.70 a 0. por exemplo. COEFICIENTES DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL Para aplicação em drenagem urbana e chuva de 5 a 10 anos de tempo de recorrência.70 . reproduzem-se em seguida duas tabelas (Quadros 7. como é recomendado pela Fundação Rio Águas.7.15. gerando vazões relativamente superiores às que realmente ocorrem.

30 Ás vezes é conveniente obter o coeficiente de deflúvio de uma bacia pela média ponderada dos coeficientes das diferentes superfícies que a compõem. isoladas Multi-unidades.75 a 0.40 0.80 0. A tabela que se segue fornece os coeficientes de deflúvio para algumas superfícies típicas. sendo os pesos proporcionais às áreas dessas superfícies.60 a 0.35 0.80 a 0.95 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 115 Multi-unidades.60 0. QUADRO .95 0.2 TIPO DE SUPERFÍCIE COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Ruas: Asfalto Concreto Tijolos Trajetos de acesso a calçadas Telhados Gramados.50 a 0.75 0.75 a 0.20 a 0.25 a 0. solos arenosos: 0.85 0.90 0.70 a 0.50 a 0.25 0.95 .10 a 0. ligadas Residencial (suburbana) Área de apartamentos Industrial: Áreas leves Áreas densas Parques.7.40 0.10 a 0.40 a 0.85 0.20 a 0.70 a 0.70 0.60 a 0. cemitérios Playgrounds Pátio e espaço de serviços de estrada de ferro Terrenos baldios 0.

solo compacto: Plano.10 0. 2 a 7% íngreme. 7% 0.20 0.05 a 0.13 a 0.15 0.10 a 0.17 0. 2% Médio.15 a 0. 2% Médio. 7% Gramados.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 116 Plano.18 a 0.22 . 2 a 7% Íngreme.

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