MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

2ª Edição

Rio de Janeiro 2005

REVISÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Tec° Marcus Vinícius de Azevedo Lima (Técnico em Informática) Tec° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Tec° Reginaldo Santos de Souza (Técnico em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri DNIT / DPP / IPR)

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Paulo Romeu de Assunção Gontijo (DNER / IPR) Eng° Saul Birman (DNER / IPR) Est. Julio César de Miranda (DNER / IPR) Engª Carmen Sylvia Mendes Teixeira (DNER / IPR) Eng° Otto Pfasfstetter (Consultor) Eng° Haroldo Stwart Dantas (Consultor) Eng° Renato Cavalcante Chaves (Consultor Eng° João Maggioli Dantas (Consultor Eng° José Helder Teixeira de Andrade (Consultor Eng° Guioberto Vieira de Rezende (Consultor

COLABORAÇÃO:
GEPEZ – Consultoria de Engenharia Ltda.

Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem. 2. ed. Rio de Janeiro, 2005. 1. Rodovia – Hidrologia – Manual. I. Série II. Título

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM .

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra.: dnitiprnormas@ig.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel.br TÍTULO: MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado Pela Diretoria Executiva do DNIT em ___ / ___ / _____ .: (0XX21) 3371-8133 e-mail.: (0XX21) 3371-5888 Fax.com. Km 163 – Vigário Geral Cep.

....... 61 .......................... 23 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III (LP-III) .......................................................... 6...................................................................................................................... 6............................................ 5...................1............................................................... 6.. 37 6.2....3. 15 5.........................................3..............2... 6......... 39 SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS .. 38 CHUVA DE PROJETO .................. 37 VALIDADE .................................................................................. 35 MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO ........................................................................................................................................................ 15 MÉTODO DE GUMBEL ................... 6......... RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA ........... CURVA DE MOCKUS ....................................6........3...................................................................................................4....3.................................... 9 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGA DE PROJETO ......... 6....................................... 5..................4................ 56 6...... 5................ 6 TRANSPOSIÇÃO DE DADOS ........... 17 MÉTODO DE HAZEN ......4...................................4............... GENERALIDADES ........ 29 ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES ...................... 43 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA ............. 7 TEMPO DE RECORRÊNCIA .... 15 VALIDADE ......... 13 MÉTODOS ESTATÍSTICOS ..1...3............................... 55 RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO ........4.......... 39 6................. 6..............2..............................3......................................... 56 CHUVAS ANTECEDENTES ............................Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 1 SUMÁRIO 1 2 3 4 5 INTRODUÇÃO ..........................................2...... 5 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES .......................3............. 52 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO ................................... 5.......1..................................................................1.5..... 5......

.............................Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 2 6.... 64 CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO ...................................... 96 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA ..............1.... 64 6.... 6....... 89 6..........................................4........... 6................... TEMPO DE CONCENTRAÇÃO ....................................... 85 6........ 81 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL................2..... 89 EXPRESSÃO DA CHUVA DO ENG° OTTO DFAFSTTETTER......................6...............................5.......................................6.... 98 7 8 MÉTODO RACIONAL .............................................4........... INFILTRAÇÃO MÍNIMA ........... CHUVAS DE PROJETO ................................................ 63 FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR ...6.. 89 CÁLCULO DE DEFLÚVIOS ............5.................................................................................... 6.... 6..........1..............................3....................... 117 ...3.............2.. 6...5......3....................... 6........6.........5...... 109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................... MÉTODOS DE CÁLCULO .........6.

RJ Tel. Rio de Janeiro CEP – 21240-330. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). Vigário Geral. de grande profundidade teórica.com. permitiu o seu aprimoramento. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra. sem pretender tornar-se um documento acadêmico. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. fruto da revisão e atualização de Manual homônimo do DNER. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação.br . comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. mas. Km 163. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis. simplesmente. Centro Rodoviário. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. A presente edição do Manual Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 3 APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR). datado de 1990. Com esta ótica. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu “Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem”.br e ipr.com. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. cuja larga aplicação. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. durante as precipitações mais significativas.: (21) 2471-5785 Fax.dnit@brfree.: (21) 2471-6133 e-mail: dnitiprnormas@ig.

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comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 5 1 INTRODUÇÃO O Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. de grande profundidade teórica. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. Com esta ótica. . mas. simplesmente. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. permitiu o seu aprimoramento. durante as precipitações mais significativas. cuja larga aplicação. sem pretender tornar-se um documento acadêmico.

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por esta razão. que independem das condições climáticas. que indicarão o comportamento dos cursos d’água em função dos solos e cobertura vegetal destas bacias. como os efeitos negativos dos aguaceiros sobre as rodovias dizem respeito aos danos que possam ser causados pela erosão ou pela influência direta na segurança do tráfego. Assim. de bacias hidrográficas de pouca importância hidrológica e. por não se dispor de registros fluviométricos. em cuja definição considera-se a importância das perdas por infiltração. nas determinações das descargas de projeto. embora sejam adotados diversos procedimentos simplificadores. Face a necessidade de se preservar a integridade da plataforma rodoviária deve ser ainda considerado o nível de alagamento que possa ocorrer nas proximidades dos cursos d’água de modo a ser impedido o transbordamento nos aterros e inundações das pistas. o que leva a tratar-se o ciclo hidrológico de uma forma particular. . em geral utiliza-se de procedimento indireto. durante as chuvas. sendo desprezíveis as perdas que possam ocorrer por absorção pela vegetação ou pela evapotranspiração. como das características pedológicas. No estabelecimento das descargas de projeto. perfeitamente justificáveis para a natureza das obras dimensionadas. Outro fator a considerar-se é o fato de tratarem-se as transposições de talvegues.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 7 2 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES No dimensionamento das estruturas de drenagem das rodovias é de grande importância a consideração dos fatores de risco de superação e do grau de degradação que possam ocorrer devido a longas exposições da estrada aos efeitos da precipitação. adotando-se expressões matemáticas que estabelecem a relação chuva – deflúvio. deve-se dar tanta importância às características fisiográficas das bacias. via de regra. os métodos de cálculo usuais visam o estabelecimento da descarga máxima suportável.

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TEMPO DE RECORRÊNCIA

Para as obras de engenharia a sua segurança e durabilidade freqüentemente associam-se a tempo ou período de recorrência cujo significado refere-se ao espaço de tempo em anos onde provavelmente ocorrerá um fenômeno de grande magnitude pelo menos uma vez. No caso dos dispositivos de drenagem este tempo diz respeito a enchentes de projeto que orientarão o dimensionamento de modo que a estrutura indicada resista a estas enchentes sem risco de superação, resultando desta forma a designação usual de descarga de projeto. A escolha do tempo de recorrência da enchente de projeto de uma obra de engenharia, conseqüentemente, a vazão a ser adotada no projeto de uma determinada obra, depende da comparação do custo para sua implantação e da perspectiva dos prejuízos resultantes da ocorrência de descargas maiores do que a de projeto, levando-se em conta que quanto maior o tempo de recorrência mais onerosa será a obra, porém os prejuízos decorrentes da insuficiência a esta vazão serão menores, resultando menores despesas de reposição ou reparos. Como os danos decorrentes da insuficiência de vazão dependem também da importância da obra no sistema, são diferentes os valores a serem adotados para o período de recorrência, variando conforme o tipo de obra. Assim, um bueiro de rodovia com capacidade de vazão insuficiente pode causar a erosão dos taludes junto a boca de jusante, ruptura do aterro por transbordamento das águas ou inundação de áreas a montante, no caso de canal ou galeria de drenagem urbano estes danos podem ser mais sentidos caso ocorra a interrupção do trânsito, mesmo temporariamente ou danos em imóveis residenciais ou mercadorias nos estabelecimentos comerciais. No caso da insuficiência de vazão em seções de pontes, em geral, os danos são muito significativos podendo ocorrer a sua destruição ou a ruptura dos aterros contíguos, proporcionando uma maior seriedade na interrupção dó tráfego, por exigir obras de recomposição mais vultuosas e demoradas. Geralmente os períodos de recorrência normalmente adotados nestes casos são de 10 a 20 anos para bueiros, canais ou galerias de drenagem nas obras rodoviárias e, para as pontes definem-se tempos de recorrência de 50 a 100 anos, conforme o tipo e importância da obra. Para a fixação do tempo de recorrência da enchente de projeto leva-se em a consideração a folga entre o nível d’água previsto e algum ponto crítico característico como um ponto baixo na estrada próximo ao local em análise ou a face inferior da superestrutura de uma ponte. Na maior parte dos casos considera-se a exigência de uma folga de 1,00 m, ainda muito

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usada e que, em muitos casos deverá ser mais elevada, como nos casos de canais navegáveis, onde deve ser respeitado o gabarito. Para o projeto de bueiros é habitual considerar como limite o afogamento da galeria no interior da canalização sendo permissível a elevação do nível d’água a montante além da geratriz superior da obra pelo fato de que a retenção temporária das águas a montante pode amortecer consideravelmente os picos de cheias sem comprometer os taludes vizinhos. Deve-se levar em conta, entretanto, que quando os bueiros trabalham com carga hidráulica, lâmina d’água acima da geratriz superior, ocorrem velocidades elevadas que, na boca de saída, provocam erosões, desagregando o aterro da estrada. Para combater este problema, quando inevitável, são executados dissipadores, sendo o mais comum o uso de enrocamento próximo à boca de saída da galeria. O procedimento recomendado pelas Instruções de Projeto é o dimensionamento do bueiro para condições críticas de escoamento para a vazão calculada com o tempo de recorrência de 10 anos ,e a verificação do nível d’água a montante para uma enchente de 25 anos. Caso esse nível proporcione a inundação das áreas marginais, deverá ser adotada seção de vazão capaz de evitar este fato.Nessa verificação deverá ser considerado o efeito amortecedor da área inundada, caso seu volume seja significativo, comparado com o volume da enchente. No caso das pontes rodoviárias, como antes foi dito, costuma-se adotar a folga mínima de 1,00 m entre o nível máximo da enchente de projeto e a face inferior da superestrutura, representada normalmente pela face inferior das longarinas, a fim de permitir a passagem de material flutuante, geralmente muito abundante durante as enchentes. No caso de longarinas com inércia variável, o nível d’água máximi deve situar-se 1,00 m abaixo da base dos aparelhos de apoio. Para a definição teórica do risco de ruptura de uma obra utiliza-se a expressão da probabilidade em que a probabilidade J para ocorrer uma descarga de projeto com tempo de recorrência TR (em anos) dentro da vida útil da obra, fixada em n (anos), é dado pela expressão.

⎛ 1 J = 1 − ⎜1 − ⎜ T R ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎠

n

A Fig. 3.1 ilustra as relações entre risco, tempo de recorrência e vida útil.

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Fig. 3.1 - Risco de Ocorrer Enchente Maior

n ⎡ ⎛ 1 ⎞ ⎤ J = 100 ⎢1 − ⎜ 1 − ⎟ ⎥ ⎢ ⎝ TR ⎠ ⎥ ⎣ ⎦

n = vida útil (anos)

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que muitas vezes é preferível usar diretamente o registro de um marca de enchente excepcional nas proximidades da obra. seja na avaliação da descarga do projeto seja no cálculo do remanso correspondente. necessitando de numerosas seções transversais numa extensão que por vezes atinge vários quilômetros.de obra seria. Não havendo posto fluviométrico nas proximidades é necessário avaliar o nível máximo a partir do cálculo de remanso num Longo trecho de rio a jusante da obra. necessário calcular o remanso num longo trecho para a descarga de projeto. Quando o nível de jusante é controlado pelo mar. nas alterações por dragagens ou retificações. a fixação do nível da superestrutura depende da determinação do nível máximo das águas em função da descarga de projeto. para a qual se necessita de levantamento topográfico de numerosas seções transversais.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 13 4 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGAS DE PROJETO Para o projeto de canais de drenagem ou bueiros pode ser necessário conhecer o nível d’água a jusante da obra para a descarga de projeto. quando há semelhante registro merecendo razoável confiança. é necessário efetuar urna análise estatística dos níveis altos que podem ocorrer simultaneamente com as descargas máximas da obra em questão. Dispensa-se assim. a rigor. e o nível da jusante reflete pouco ou nada sobre sua capacidade hidráulica. na maioria das vezes. o conhecimento das condições hidráulicas do canal natural a jusante de um bueiro. Quando existe um posto fluviométrico nas proximidades da obra a relação cota-descarga desse posto fornece o resultado procurado com grande facilidade. Como em geral a seção de escoamento de um bueiro é muito menor do que a do curso natural a jusante. a água se espraia ao sair da obra. O coeficiente de rugosidade do leito do rio e de suas margens pode ser avaliado por tentativas procurando ajustar a linha de remanso calcula com uma ou várias enchentes de maior porte. Havendo um rio ou canal natural a jusante. uma Lagoa ou um lago. atingindo cor vezes uma extensão de vários quilômetros. De qualquer modo a determinação do nível máximo de projeto envolvido tanto trabalho e tanta incerteza. . Para o caso de pontes de rodovias sobre cursos d’água naturais.

Uma série de marcas de níveis altos. Marcam-se em papel com graduação de probabilidade normal os níveis em função das probabilidades dadas pela idade da marca mais antiga em anos dividida pelos números de ordem dos níveis dispostos em ordem de magnitude decrescente. a obtenção do nível máximo das águas para determinada descarga de projeto decorre diretamente das fórmulas de cálculo hidráulico de canais regulares. sendo um dos . evitando o risco de informações enganosas. Marcas de níveis máximos de enchentes mais recentes são naturalmente mais merecedoras de confiança porque os vestígios em árvores muros ou paredes ainda permanecem visíveis. segundo a memória de moradores locais. pode servir razoavelmente de base para um projeto de engenharia.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 14 Esse registro normalmente não é associado a um tempo de recorrência bem definido porém. com a indicação de seus anos de ocorrência. Para pontes construídas sobre trechos de rio canalizados. . permite mesmo uma avaliação do seu tempo de recorrência.maiores observados.

Esse fato sugere urna transição continua segundo uma lei geral. Essa correção é tanto mais imprecisa quanto maior a distância entre o posto e o local da obra. os resultados diferem pouco entre si. apoiadas em pouca ou nenhuma medição de descarga alta. Essa relação é perturbada pela diversidade de formação de enchentes em varias partes da bacia quando essas possuem declividade longitudinal dos cursos d’água. ou as máximas observadas no mundo. Não se recomenda urna relação maior que dois nem menor que um meio entre as áreas controladas nesses dois pontos do curso d’água. devido ao emprego de relações cota-descarga deficientes. em anos. Para tempos de recorrência próximos de 100 anos urna relação proporcional à área elevada ao expoente 0.75 parece mais indicada. correspondendo a tempos de recorrência muito altos. Há necessidade de corrigir os valores das descargas observadas para se referirem ao local da obra.5 sendo Q1 e Q2 as descargas máximas para o tempo de recorrência TR. Às vezes a relação e perturbada por valores de descargas máximas mal avaliadas. Já as envoltórias de descargas máximas regionais. A1 e A2 as áreas de drenagem e a um parâmetro cujo valor pode variar de 20 a 100. normalmente. 5. MÉTODOS ESTATÍSTICOS TRANSPOSIÇÃO DE DADOS Normalmente o posto fluviométrico cujos dados devam servir ao projeto não se situa no próprio local da obra.5 da área de drenagem. VALIDADE A aplicação do método estatístico é recomendável para períodos de recorrência de. no máximo 100 anos ou menor que o dobro do período de dados disponíveis. Para tempos de recorrência de até 10 a 20 anos basta corrigir as descargas segundo a relação das áreas das bacias hidrográficas. . forma da bacia hidrográfica. nestes casos qualquer lei de distribuição é satisfatória porque.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 15 5 5.2. mantém uma relação próxima à potência 0. pois. expressa por a Q1 ⎛ A1 ⎞ Tr + 2 a =⎜ ⎟ Q 2 ⎝ A2 ⎠ +0 .1. permeabilidade do solo e cobertura vegetal diferentes.

da série observada. vizinha do Itajaí. pois é grande a irregularidade que pode ocorrer na sua secessão natural. onde as enchentes de 1983 e 1984 superaram extraordinariamente a todas as observadas a partir de 1911. Hazen e Log Pearson III. Enquanto as precipitações excepcionais de chuva tendem aproximadamente para uma lei parabólica com o tempo de recorrência da forma. Os modelos estatísticos mais conhecidos são as Leis de Distribuição de Gumbel. com intervalos regulares de 28 a 31 anos. Em conseqüência julgou-se inicialmente que os níveis d'água máximos registrados em Blumenau de 1853 a 1911 fossem semelhantes aos de 1983 e 1984. tendo apenas decorrido um período de 72 anos sem registros mais severos. cobertura vegetal. Por isso os resultados dos estudos estatísticos de descargas máximas de rios devem ser aceitos com muita reserva e precaução. para os quais. descritas mais detalhadamente nos capítulos que se seguem. que se tem duvida do tempo de recorrência a ser atribuído ou qual o grau de influência a ser adotado na curva de ajustamento estatístico. a aplicação não é mais recomendável. em Santa Catarina. Fenômeno semelhante se observou na bacia do alto Rio Iguaçu. Uma análise mais cuidadosa mostrou que a enchente de 1911 e. Como exemplo pode ser citado o caso do vale do rio Itajaí. não apresentam uma distribuição estatística satisfatória para descrever picos de enchentes excepcionais de baixa freqüência que atenda satisfatoriamente a todos os casos. . declividade dos cursos d'água e amortecimento das descargas extravasadas. P = P0 x Tr para valores muito altos. Entretanto nenhum destes procedimentos pode ser considerado melhor que os outros porque uma lei estatística não pode traduzir com fidelidade as complexas relações envolvidas na ocorrência de descargas mais raras. eram referidas ao mesmo nível que as de 1983 e 1984. sendo freqüente o aparecimento de uma descarga tão excepcionalmente maior que as outras.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 16 Os resultados da extrapolação estatística obtidos segundo diversas leis de distribuição começam a divergir apreciavelmente somente para tempos de recorrência mais elevados. forma da bacia. o que compromete seriamente qualquer estudo estatístico de descargas desenvolvido nessa região em época mais recente. com muita probabilidade outras precedentes. as descargas dos rios por estarem sujeitas a outros fatores como permeabilidade do solo.

66 = 1 + 0 . devido ao seu alto custo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 17 Essas ocorrências de descargas. MÉTODO DE GUMBEL Baseado na teoria dos extremos de amostras ocasionais. extremas fugindo da distribuição estatística das séries observadas têm sido descritas freqüentemente. No caso de bacias menores. não havendo dados linigráficos para conhecer com precisão os valores das descargas máximas instantâneas. diminuído sua confiabilidade.U. se o numero de vazões máximas anuais tende para infinito. Para bacias maiores que cerca de 400km2 pode-se efetuar o estudo estatístico das descarnas máximas anuais com dados médios diários baseados em duas observações diárias. U..E. e A a área da bacia hidrográfica. respectivamente.3 q méd A sendo qmáx e qméd a descarga máxima instantânea e a média diária. Outro fator que as vezes prejudica de maneira grave e insuspeita a análise estatística das descargas máximas de um rio é a má definição da relação cota-descarga para níveis elevados devido à de se efetuar as medições de descarga para enchentes excepcionalmente altas. para um número infinito de elementos: . os quais são disponíveis muito mais raramente. Gumbel demonstrou que. o que sugere uma grande reserva na aplicação de métodos estatísticos para obras importantes e especialmente para enchentes de períodos de recorrência muito elevados. em km2. a probabilidade “P” de uma dada descarga ser superada por um certo valor da variável aleatória é dada pela equação seguinte. 5. Para bacias de menor extensão é necessário recorrer a dados de aparelhos registradores de níveis. o que vem prejudicar a definição no segmento mais sensível da curva de probabilidade. Na falta de semelhante informação pode-se recorrer a expressão que Füller estabeleceu a partir de numerosos rios nos E. e que tem a seguinte forma: q máx 2 .3.. o que condua às imperfeições na extrapolação da relação cotadescarga na maioria dos rios. deve-se recorrer a registros de outros rios semelhantes com os quais se pode avaliar a relação entre esses valores máximos e as descargas médias diárias.

e n n = número de anos de observação.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 18 P = e − e (equação 5. pode-se levar em conta o número real de anos de observação utilizando-se a fórmula devida a Ven Te Chow que demonstrou que a maioria das funções de freqüência. e = base dos logaritmos neperianos. e K (t ) = fator de freqüência. A descarga média é obtida pela expressão: Q= ∑Q n onde: Q = descarga média.1) Onde P = probabilidade de não ocorrerem descargas maiores . ΣQ = somatório das descargas da série de máximas anuais. Na prática. σ = desvio padrão do universo. aplicáveis em Hidrologia pode ser resolvida pela equação geral: −y Q(t ) = Q + σK (t ) (equação 5.3. que depende do número de amostras e do tempo de recorrência. e y = variável reduzida.3. Q = descarga média obtida da série disponível. O desvio padrão é obtido por: .2) onde: Q(t ) = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto.

a variável reduzida pode ser calculada pela expressão: Y = − Ln [LnTR − Ln (TR − 1)] onde: Ln = base dos logaritmos neperianos.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 19 σ= ∑(Q − Q) 2 n −1 onde: Σ(Q − Q) 2 = quadrado do somatório dos desvios da média. TR. A média aritmética da variável reduzida é determinada pela expressão: Yn = ΣY n e o desvio padrão σn = Σ ( Y − Yn ) 2 n .3. O fator de freqüência K(t) pode ser determinado através da expressão: K( t ) = Y − Yn σn onde: Y = variável reduzida. Yn = média aritmética da variável reduzida para uma amostra de n elementos extremos. De acordo com a equação 5. P. e TR = tempo de recorrência. σ n = desvio padrão da variável reduzida.1 e considerando que o tempo de recorrência. é o inverso da probabilidade.

de não ser excedida uma dada descarga e o tempo de recorrência correspondente podem ser obtidos pelas expressões abaixo: P = 100( 1 − 100 m ) E TR = 100 − P n+1 onde: M = número de ordem da série anual.3). a qual serve roais para apreciar a qualidade do ajustamento. O cálculo das descargas de vários tempos de recorrência não exige necessariamente a representação gráfica. Esses elementos se encontram na quinta. A rela de ajustamento estatístico pode ser marcada de modo a passar por dois ou mais pontos calculados segundo a equação 5.3. tendo as descargas. oitava e nona colunas do quadro Qd-5. apresentado como exemplo ilustrativo. nas abscissas.2.3. isto é. e as probabilidades e correspondentes tempos de recorrência.3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 20 A probabilidade. Pode-se verificar a qualidade do ajustamento estatístico. proporcionais à variável reduzida Y. a dispersão dos valores individuais observados em relação ã reta de ajustamento estatístico. organizada de forma decrescente . O quadro Qd-5. em percentagem. em escala normal. . sétima. marcando-se os valores observados no papel de Gumbel (Fig.5. tem como objetivo facilitar a compreensão do método apresentado. nas ordenadas.

000 0.193 0.58 -0.711 7.78 17.00 4.304 .522.00 40.89 yn = 0.583 0.00 8.90 70.50 2.307 0.74 1.00 72.013 -0.yn )2 = 28.58 162.500 1.00 88.25 1.00 56.223 -0.012 0.58 9.00 24.945.32 1.58 16.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 21 Método Estatístico GUMBEL Qd.18 2.131 -0.58 0.254.00 16.770 -0.307 0.00 48.970 0.741 -0.108 -0.481 0. – 5.42 -113.58 112.137 -1.057 1.25 5.444 -1.00 68.812.278 0.00 20.39 1.00 84.90 96.349 -0.79 1.62 85.332 1.00 64.484 2.26 12.439 -0.00 60.669 1.00 36.432.13 2.58 167.764 0.661 -0.584 0.240 -0.42 -233.58 94.42 σ n -1 = 172.024.yn ( y.53 291.00 28.050 0.58 1.108 0.006 -1.554 -0.293 1.329 -0.321.34 32.00 44.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ Q = 65.33 6.34 0.085 2.42 -1.730 ∑ (y .113 0.00 4.42 -266.199 2.928 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 333 588 1.674.484.593 0.58 16.62 95.201 0.90 22.47 1.551.42 -97.879 -1.991.27 2.672 0.607 -0.012 1.124 3.14 1.00 92.06 26.90 0.00 76.42 -149.58 89.50 8.020 0.142 0.00 80.90 274.490.02 88.92 1.425 0.38 8.00 (anos) 25.294 1.271 -1.19 1.58 42.543 0.181 2.181 0.04 3.914 -1.091 -0.00 12.09 1.6828 ∑ (Q − Q ) 2 = 180.941 0.42 -115.42 187.3 Método de GUMBEL Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira Ano de Vazões ocorrên Q cia (m3/s) Número Vazões em de ordem ordem decrescente m (m3/s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1.077 0.122.773 1.08 1.615 2.00 32.53 Sn = 1.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 * Q − Q (Q − Q ) ** 2 P = 100⎛1 − m ⎞ 1 ⎜ ⎟ T = × 100 Reduzida ⎝ n − 1 ⎠ R 100 − P Variavel y y .90 28.024 -0.78 2.808 0.326.437 0.y n )2 (%) 433.17 3.00 52.38 54.340 0.66 13.1975 Q = 571.527 1.018.954 1.26 10.11 ∑ y = 12.56 1.66 8.67 1.42 -180.42 -308.42 -35.800.06 274.083.979.422 0.818 2.955 0.57 3.217 0.58 102.747 1.42 -9.476 -0.00 12.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem Figura 5.3 22 .

para os diversos tempos de recorrência e sua probabilidade de ocorrer ou ser superada devem ser calculadas através da expressão: . em escala logarítmica. com seus respectivos números de ordem. a partir do qual são calculados os períodos de recorrência pela expressão seguinte: TR = onde: n = número de anos de observação. ou os pontos que irão facilitar o ajustamento da curva média para a determinação das descargas de projeto.4). e m = número de ordem da descarga. a distribuição das descargas máximas anuais dos registros de um curso d'água distribuem-se. n m −1/ 2 A probabilidade de determinada descarga ser igualada ou superada pode ser estabelecida através da expressão: P= 100 (em porcentagem) TR onde: P = probabilidade de ser igualada ou superada determinada cheia. A variação dessa probabilidade pode ser representada com relação às descargas máximas observadas num gráfico com graduação apropriada. a partir dos registros fluviométricos de um posto pode-se organizar uma série de máximas anuais. nas abscissas com graduação tal que as distâncias são proporcionais às freqüências acumuladas de uma distribuição estatística normal de Gauss. Esse gráfico é estabelecido com a marcação das descargas em ordenadas. segundo critério introduzido por Hazen. e TR = tempo de recorrência. segundo a distribuição de frequência normal de Gauss. e os períodos de recorrência e probabilidades de superação. (Ver Fig.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 23 5. Com isto. MÉTODO DE HAZEN Segundo Hazen.5. dispondo-as em ordem decrescente. em uma representação logarítmica.4. As descargas de projeto.

σ = desvio padrão. σ = desvio padrão. Q= ΣQ Σ(Q − Q) 2 . e K = valores que decorrem da deformação de uma distribua cão de probabilidade logarítmica normal. que decorrem da deformação de uma distribuição de probabilidade logarítmica normal representada como uma reta no gráfico citado. resultando daí uma distribuição de probabilidade logarítmica modificada.4.1) onde: Q( t ) = descarga máxima esperada para determinado tempo de recorrência.σ = n −1 n onde: Q = média aritmética das descargas. Hazen estabeleceu valores para K . apresentada a seguir. apresentados na Tabela do Quadro 5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 24 Q( t ) = Q + σK (equação 5. Essa deformação consiste na adição ou subtração de uma constante às descargas de uma distribuição normal alterando-se. A descarga média e o desvio padrão são calculados pelas seguintes expressões. e Para alcançar o ajustamento da curva média. somente a média e o desvio padrão. mantendo-se os coeficientes de variação e de assimetria inalterados.4. n = número de anos de observação. assim. Os coeficientes de variação e assimetria são calculados através das expressões: CV = σ Q E CA = nΣ(Q − Q) 3 (n − 1)(n − 2)σ 3 . ΣQ = somatório das descargas.1.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

25

onde: CV = coeficiente de variação; CA = coeficiente de assimetria; Os demais parâmetros têm os mesmos significados anteriores. Levando-se em conta que somente é se conseguido um significado estatístico adequado para o coeficiente de assimetria para mais de 140 anos de observações, Hazen sugeriu a correção desse coeficiente multiplicando-o pelo fator F= 1+ 8,5/n, onde n é o número de observações, dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido:

CS = CA( 1 +

8 ,5 ) n

Conhecido o coeficiente de assimetria corrigido, faz-se o cálculo dos pontos de ajustamento da . curva através da equação 5.4.1 com auxílio da tabela do Quadro Qd-5.4.2, fornece os valores de K para os diversos tempos de recorrência e probabilidades de ser excedidos. Nos Quadros e Gráfico anexos é exemplificada a aplicação do Método de HAZEN. QD - 5.4.1 Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada

(segundo a hazen)

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

26

Qd.-5.4.1

Método de HAZEN

Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada
Coeficiente de Assimetria
0. 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 2.0 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 2.9 3.0 3.2 3.4 3.5 3.8 4.0 4.5 5.0

Termos acima da média (%)
50.0 49.4 48.7 48.1 47.5 46.9 46.3 45.6 45.0 44.4 43.7 43.1 42.5 41.9 41.3 40.7 40.1 39.5 38.9 38.3 37.7 37.1 36.5 35.9 35.3 34.7 34.1 33.5 32.9 33.3 31.8 30.6 29.4 28.1 27.0 25.7 22.2 19.2

Probabilidade de ser excedido (%) 99 (-)
2.32 2.25 2.18 2.12 2.05 1.99 1.92 1.86 1.80 1.73 1.68 1.62 1.56 1.51 1.46 1.41 1.36 1.32 1.27 1.23 1.19 1.15 1.11 1.07 1.03 1.00 .97 .94 .91 .87 .84 .78 .73 .67 .62 .58 .48 .40 1.01

95 (-)
1.64 1.62 1.59 1.56 1.53 1.50 1.47 1.44 1.41 1.38 1.34 1.31 1.28 1.25 1.22 1.19 1.16 1.13 1.10 1.07 1.05 1.02 .99 .96 .94 .91 .89 .86 .84 .82 .79 .74 .69 .65 .61 .56 .47 .40 1.05

80 (-)
0.84 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .84 .84 .83 .83 .62 .81 .81 .80 .79 .78 .77 .76 .75 .74 .73 .72 .71 .69 .68 .67 .66 .64 .61 .58 .55 .52 .45 .39 1.25

50 (-)
0. .02 .03 .05 .06 .08 .09 .11 .12 .14 .15 .17 .18 .19 .20 .22 .23 .24 .25 .26 .27 .28 .29 .30 .31 .31 .32 .33 .33 .34 .34 .35 .36 .36 .36 .36 .35 .34 2.00

20 (+)
0.84 .84 .83 .83 .82 .82 .81 .80 .79 .77 .76 .75 .74 .72 .71 .69 .67 .66 .64 .62 .61 .59 .57 .55 .53 .51 .49 .47 .45 .43 .41 .37 .32 .28 .23 .19 .10 0. 5

5 (+)
1.64 1.67 1.71 1.74 1.76 1.79 1.81 1.84 1.86 1.88 1.90 1.92 1.94 1.96 1.98 1.99 2.01 2.02 2.03 2.04 2.05 2.06 2.07 2.07 2.08 2.08 2.09 2.09 2.09 2.09 2.08 2.06 2.04 2.02 1.98 1.95 1.79 1.60 20

1 (+)
2.32 2.40 2.48 2.56 2.64 2.72 2.80 2.89 2.97 3.06 3.15 3.24 3.33 3.41 3.50 3.59 3.69 3.78 3.88 3.98 4.07 4.17 4.27 4.37 4.48 4.58 4.68 4.78 4.98 5.01 5.11 5.35 5.58 5.80 6.10 6.50 7.30 8.20 100

0.1 (+)
3.09 3.24 3.39 3.55 3.72 3.90 4.08 4.28 4.48 4.69 4.92 5.16 5.40 5.64 5.91 6.18 6.48 6.77 7.09 7.42 7.78 8.13 8.54 8.95 9.35 9.75 10.15 10.65 11.20 11.75 12.30 13.50 -

0.01 (+)
3.72 3.96 4.20 4.45 4.72 5.00 5.30 5.64 6.00 6.37 6.77 7.23 7.66 8.16 8.66 9.16 9.79 10.40 11.07 11.83 12.60 13.35 14.30 15.25 -

Coeficiente da Variação
0. .03 .06 .10 .13 .16 .20 .23 .26 .30 .33 .37 .41 .44 .48 .51 .55 .59 .62 .66 .70 .74 .78 .82 .86 .90 .94 .98 1.03 1.08 1.12 1.22 1.33 1.44 1.57 1.70 2.10 2.50

1.000 10.000

TEMPO DE RECORRÊNCIA ( ANOS )

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

27

Qd. - 5.4.2

Método de HAZEN

Análise Estatistíca
RIO: Muriaé Posto: Cardoso Moreira

Ano de ocorrência

Vazões Q (m3/s)

Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24

Vazões em ordem decrescent e (m3/s) 1,005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263

Tempo de recorrência

Probabilidade

(Q − Q ) (Q − Q ) 2 (Q − Q) 3

TR =

n m − 1

P =
2

100 TR

%

1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978

338 588 1,005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422

433,58 291,58 167,58 162,58 112,58 102,58 94,58 89,58 42,58 16,58 16,58 0,58 -0,42 -1,42 -9,42 -35,42 -97,42 -115,42 -133,42 -149,42 -180,42 -233,42 -266,42 -308,42

187.991,62 81.509,407 85.018,90 24.789,811 28.086,06 26.432,26 12.674,26 10.552,66 8.945,38 8.024,58 1.813,06 274,90 274,90 0,34 0,18 2,02 88,74 1.254,58 9.490,66 13.321,78 17.800,90 22.326,34 32.551,38 4.706,662 4.297,357 1.426,868 1.079,415 846,054 718,842 77,200 4,558 4,558 -3 -836 -44,437 -924,580 -1.537,600 -2.374,996 -3.336,002 -5.872,920

48,00 16,00 9,60 6,86 5,33 4,36 3,69 3,20 2,82 2,53 2,29 2,09 1,92 1,78 1,66 1,55 1,45 1,37 1,30 1,23 1,17 1,12 1,07 1,02

2,08 6,25 10,42 14,57 18,75 22,92 27,08 31,25 35,42 39,58 43,75 47,92 52,08 56,25 60,42 64,58 68,75 72,92 77,08 81,25 85,42 89,58 93,75 97,92

54.484,90 -12.717,865 70.979,62 -18.910,390 95.122,90 -29.337,805

N = 24

∑ Q = 13,714
∑ (Q − Q) 2 = 687.482,92 ∑ (Q − Q)3 = 44.403,258

Q = 571,42 σ n-1 = 172,89

C V = 0,302 C A = 0,374 C S = 0,506

P (%) 80 70 60 50 40 30 20 15 10 5 VALORES OBSERVADOS X VALORES CALCULADOS 1 0.000 99.25 2 2.01 1.002 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 28 Figura 5.Q (m³/s) 1.005 1.5 5 10 20 60 100 200 500 TEMPO DE RECORRÊNCIA .5 0.5 98 95 90 PROBABILIDADE DE OCORREREM DESCARGAS MAIORES .000 100 1.T (ANOS) .2 DESCARGA .8 98.4 10.

2.5. Na prática pode ser utilizada a função de distribuição cumulativa segundo a expressão: log Q(t ) = X + Kσ (equação 5. σ = desvio padrão dos logaritmos das descargas da série disponível? K = fator de freqüência. p.5. função do coeficiente de assimetria e da probabilidade não ser exedida. cujos valores são apresentados nas tabelas dos Quadros Qd-5.5. .1 e Qd-5.5. adotando-se o mesmo ajustamento da distribuição de Pearson III. MÉTODO DE LOG .1) onde: Q = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto.PEARSON TIPO III (LP III) A distribuição de Log-Pearson Tipo III (LP-III) constitui-se de uma variação da distribuição de Pearson Tipo III onde são calculados os logaritmos das descargas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 29 5. X = média dos logaritmos das descargas da série disponível. A média dos logaritmos das descargas é obtida pela expressão X= ΣX n onde: X = média dos logaritmos das descargas. a e c = parâmetros obtidos dos dados amostrais. A distribuição LP-III tem a seguinte expressão de distribuição de probabilidade: cx x − f ( x) = p(1 + ) a a onde: x = desvios da variável em relação ã moda.

e (ΣX ) 3 = somatório dos logaritmos das descargas elevado ao cubo. o coeficiente de assimetria.5/n. e n = número de anos de observação. dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido: CS = CA + 8 . Conforme apresentado no método de Hazen. F= 1 + 8. ΣX 3 = somatório dos cubos logaritmos das descargas. em razão do pequeno número de amostras. deverá ser multiplicado pelo fator de correção. n = número de anos de observação. O coeficiente de assimetria é obtido pela expressão: CA = n 2 ( ΣX 3 ) − 3n( ΣX )( Σx 2 ) + 2( Σx 3 ) n( n − 1 )( n − 2 )σ 3 onde: CA = coeficiente de assimetria. (ΣX ) 2 = somatório dos logaritmos elevado ao quadrado.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 30 ΣX = somatório dos logaritmos das descargas da série de máximas anuais.5 n A probabilidade de não ser excedida e o período de recorrência correspondente devem ser obtidos pelas expressões: . O desvio padrão é obtido por: σ= Σ( X − X ) n−1 2 = ΣX 2 − ( ΣX ) 2 / n n−1 em que: ΣX 2 = somatório dos quadrados dos logaritmos das descargas.

tem como objetivo facilitar a compreensão da metodologia exposta. m = número de ordem da série anual.5. tendo nas ordenadas as descargas e nas abscissas a probabilidade de não exceder e os correspondentes tempos de recorrência (ver Fig.5.3 apresentados como exemplo ilustrativo. e TR = ( ) × 100 100 − P n−1 onde. se o coeficiente de assimetria for positivo. 5. Para a verificação da qualidade do ajustamento estatístico. A curva de ajustamento estatístico pode se apresentar com três formas distintas em função do coeficiente de assimetria obtido. a curva terá sua concavidade voltada para baixo. 5. a curva terá sua concavidade voltada para cima. e se negativo. organizada de forma decrescente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 31 P = 100( 1 − m 1 ) em %.5). .5.1.a saber: se for nula a forma será de uma reta.5. são representados os valores dessa distribuição em papel log normal. Os quadros 5.2.

626 2.957 3.751 1.018 2.472 2.323 4.853 -0.499 3.908 6.05 5.856 2.605 3.844 -0.00 90.254 -0.197 -1.531 4.2 2.223 3.576 2.4 1.939 1.880 1.548 7.990 4.880 -1.1 0.2 1.800 0.910 1.401 3.366 3.088 2.215 5.949 3.311 2.0 2.859 1.318 1.667 1.163 2.969 4.949 -0.043 2.981 1.312 3.326 2.3 0.122 3.606 2.353 -1.970 3.990 -0.836 0.424 5.132 3.389 -1.956 4.339 1.292 1.491 -1.0 1.00 99.785 1.341 1.970 500.555 -1.107 2.910 1.586 -1.00 0.0 1.00 96.851 -0.388 3.609 0.000.00 80.891 2.790 0.524 -1.726 1.6 0.780 0.616 -1.033 -0.808 0.728 6.01 1.048 3.116 -0.878 3.329 1.832 -0.323 1.856 -0.574 0.780 2.0 -0.261 2.498 2.818 1.00 95.817 -0.006 2.330 -.003 25.806 -1.799 -0.088 4.396 5.340 1.9 3.284 1.670 2.733 -1.850 3.195 -0.705 3.700 1.521 3.087 -0.777 -0.149 3.407 2.420 10.8 2.0 Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) 1.553 4.017 -0.298 4.250 1.815 5.675 0.5 3.104 -2.797 1.0 -2.225 -0.758 0.824 0.877 1.271 3.645 1.423 -1.193 2.168 -1.317 -1.453 2.0 1.099 -0.848 2.769 0.8 2.912 2.253 -2.993 2.CA 0 0.388 4.303 1.651 4.962 1.239 2.100 4.233 3.00 99.839 1.377 3.00 50.219 2.159 2.615 2.9 1.779 4.588 -1.487 3.660 -1.132 -0.763 2.790 -0.845 4.152 .282 -0.706 2.0 2.643 0.041 3.642 5.999 5.1 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Coeficiente de Assimetria .0 -0.333 1.307 -0.128 2.164 -0.180 20.799 -0.518 0.542 2.244 3.938 1.857 -0.5 2.846 -0.665 1.4 0.889 3.050 -0.5.029 -1.816 0.857 -0.0 1.544 2.711 -0.830 0.326 -2.262 2.905 -0.00 99.0360 -0.317 1.819 1.774 1.842 -0.955 -1.6 1.336 1.995 2.752 -0.0 2.730 3.282 1.2 0. 5.686 2.7 0.609 3.000 3.278 50.054 2.012 2.5 0.705 0.750 1.359 2.147 4.083 -0.093 -1.00 98.371 5.318 -1.849 1.864 2.854 -0.337 1.245 4.881 -0.309 1.842 0.051 200.673 1.661 3.095 5.449 -1.301 1.25 20.444 4.152 100.168 6.645 -1.967 1.329 1.811 3.067 -0.090 3.205 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 32 Qd.755 2.850 -0.855 -0.211 2.178 -2.458 -1.733 0.856 -0.8 0.243 -1.0 0.020 -0.829 3.023 3.0 -1.148 -0.00 99.666 3.400 2.

2 -1.330 0.980 0.949 0.845 -4.890 1.945 1.666 100.907 0.399 2.169 2.667 .231 1.799 0.667 1.482 2.786 1.700 -1.643 1.499 -3.757 2.360 0.003 1.087 0.0 2.844 0.116 1.705 -0.4 -0.605 -3.2 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) Coeficiente de Assimetria .271 -3.518 -0.567 1.069 0.216 1.686 -2.880 1.086 1.834 1.667 500.200 1.877 -1.665 25.00 90.420 2.797 -1.492 1.577 1.733 1.905 0.959 0.999 0.423 1.379 1.824 -2.790 0.366 1.000 1.533 2.8 -0.050 0.128 1.574 -0.017 2.029 1.517 2.588 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 33 Qd.149 -3.380 1.888 0.663 1.800 0.183 1.850 0.673 -1.2 -2.2 -0.998 0.769 -0.388 -3.00 99.016 1.491 1.609 -0.396 5.283 2.777 1.808 -0.0166 0.407 1.755 -2.394 1.097 0.549 1.780 -0.816 -0.909 0.448 1.839 -1.178 2.317 1.854 0.099 0.0 1.00 50.140 2.083 0.01 1.774 -1.05 5.859 -1.806 1.294 2.489 1.238 1.041 0.637 2.891 -2.664 1.108 2.856 0.733 -0.019 0.5 2.051 1.270 1.006 -2.307 0.00 0.023 -3.168 1.00 99.900 0.615 -2.243 1.955 1.0 1.201 2.800 -0.837 1.388 2.817 0.268 2.164 0.837 -0.856 0.994 0.528 1.033 0.643 -0.5 -3.107 0.105 0.770 0.0 2.035 1.166 1.752 0.216 1.0 0.660 20. 5.012 -2.353 1.995 0.245 1.665 50.830 -0.793 0.858 0.882 0.636 10.4 -1.945 0.0 -0.660 1.5.669 2.938 -1.716 1.899 2.148 0.116 0.606 1.586 1.6 -1.550 1.270 1.351 1.399 2.679 1.711 0.8 -2.00 96.800 0.846 0.819 -1.501 1.281 0.790 -0.705 -3.842 1.910 -1.885 0.0 1.9 2.5 -0.857 0.0 -1.0 -2.740 1.800 0.258 1.855 0.282 1.667 200.962 -1.0 -1.798 0.000.389 1.996 -2.231 1.926 1.458 1.116 1.832 0.8 2.981 -1.824 -0.400 -2.675 -0.948 1.00 99.726 -1.225 0.195 0.1 -0.908 0.067 0.147 1.132 0.750 -1.6 -0.25 20.3 -0.799 0.00 98.7 -0.555 1.CA -0.9 -1.104 2.758 -0.254 0.606 1.852 0.544 -2.449 1.0 1.844 0.990 0.198 1.197 1.253 2.00 99.957 -3.808 2.895 0.749 1.948 2.00 95.0 -2.057 1.318 1.472 -2.720 1.093 1.777 0.524 1.616 1.00 80.

00 32.92 1.00 12.9360 2.50 8.7497 2.0022 2.6590 2.5610 7.4483 7.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 3.8562 27.1717 96.1717 5.79 1.9535 7.27 2.00 68.6032 7.1735 15.9652 20.3325 14.1598 7.1975 ∑ X = 495.6695 7.7991 18.00 4.0944 17.7694 2.6330 22.4306 21.8351 2.78 2.6202 8.7909 20.8657 2.00 76.8235 2.00 84.00 60.5922 2.7194 6.50 2.33 6.00 16.56 1.00 48.2396 21.00 24.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 34 QD.0132 8.5334 3 X = 2.7292 2.00 80.00 64.2291 8.47 1.6064 23.00 40.0375 8.9478 20.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ X = 65.00 36.6828 ∑ X2 = 180.6695 7.9720 7.7882 2.39 1.7869 22.00 44. 5.4306 18.00 28.7368 σ n-1 = 0.00 20.7694 2.08 1.3089 23.6749 21.4200 Ano de ocorrência Vazões Q (m3/s) * X2 X3 P = 100 − m % n +1 TR = ** 1 × 100 100 − P (anos) 9.00 52.6253 2.0013 7.13 2.14 1.6118 Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira .00 92.0701 6.25 5.4518 CS = 0.5289 2.67 1.00 88.00 8.1380 CA = 0.4178 16.2122 8.9004 20.00 25.04 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 338 588 1.3954 6.5960 7.00 4.7574 2.25 1.19 1.00 56.8202 2.1580 18.9774 6.7739 7.0594 25.5088 22.6758 2.7566 2.00 12.7559 2.3 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III Análise Estatística Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Vazões em Logarítmos ordem das decrescent vazões e X = Log Q (m3/s) 1.00 72.8287 2.32 1.2396 20.17 3.5948 7.09 1.6415 2.5337 22.4843 2.5.8923 6.8686 2.3277 19.57 3.

torna-se necessário fazer a análise estatística das descargas médias ou dos volumes escoados em intervalos de tempo crescente e a associação dos acréscimos de volume escoados para a mesma freqüência. . o intervalo de tempo entre o início do período de ascensão das descargas e o pico da enchente. Para esse procedimento anota-se. segundo a sua ocorrência mais freqüente. para cada enchente observada. construindo-se o fluviograma tipo com o acréscimo de deflúvio de certa freqüência.6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 35 5. permitindo construir os fluviogramas típicos de vários tempos de recorrência. ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES Quando se deseja conhecer a forma de fluviograma de enchente de vários períodos de recorrência.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 36 .

Na realidade o hidrograma unitário do Soil Conservation Serviço baseia-se no conceito do tempo de concentração. O hidrograma unitário sintético. ou mesmo próximo à obra. a saber: . com suas perdas. especialmente tratando-se de bacias hidrográficas de pequena importância hidrológica. Nesses casos a metodologia de cálculo mais indicada refere-se à aplicação do fluviograma ou hidrograma unitário sintético. adota-se com mais freqüência o hidrograma unitário triangular. Para aplicação prática. que são: − definição da chuva de projeto. possui uma formulação muito complexa. leva à aparência de menor exatidão. cujas características se baseiam na generalização das condições médias de escoamento de numerosos estudos para os quais se dispõe de dados fluviométricos. Soil Conservation Serviço. não se dispõe de dados fluviométricos do curso d'água envolvido. devido à sua formulação mais simples e ser suficientemente preciso.S. esse conceito não considerado na sua formatação.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 37 6 6.1. proposto por Snyder. − determinação da relação chuva-deflúvio. enquanto que. que posteriormente será apresentado. cujas validados sãos duvidosas em regiões onde os modelos não tenham sido suficientemente comprovados. − cômputo do hidrograma total. A aplicação do hidrograma unitário sintético compreende três fases principais distintas. MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO GENERALIDADES Para o dimensionamento de pontes ou bueiros rodoviários. A imprecisão decorrente da simplificação dos parâmetros de cálculo toma-se pouco significativa frente à incerteza na definição de outros fatores como o tempo de concentração e a relação chuva-deflúvio. somando-se o produto dos excessos de precipitação pelas ordenadas do hidrograma unitário. Na utilização do método do hidrograma sintético serão apresentados dois procedimentos de cálculo distintos. porém com suas principais características definidas a partir do comprimento e da declividade do curso d’água. como mais freqüentemente é designado. desenvolvido pelo U. que são as mais comuns. desprezando-se as imprecisões de sua avaliação. na maioria dos casos. no hidrograma proposto por Snyder.

a participação desigual do deflúvio superficial direto e do sub-superficial. levando em conta. e a outra. cujo efeito é mais apreciável nos deflúvios resultantes do prolongamento da chuva. contrariando o princípio básico do hidrograma unitário. 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 38 − Procedimento A.2. Por outro lado. enquanto para as enchentes maiores o escoamento superficial direto é proporcionalmente maior. VALIDADE A aplicação do hidrograma unitário é discutível. como . uma que escoa mais rapidamente. Verifica-se que para as pequenas enchentes predomina o escoamento sub-superficial. o que pode ser explicado pelo fato do deflúvio superficial ser composto por duas partes. resultam descargas máximas crescendo mais rapidamente que os deflúvios totais a elas relacionados. que inclui as chuvas antecedentes. Esse é um efeito contraditório ao comportamento do deflúvio superficial direto e do subsuperficial. não considerando as chuvas antecedentes. verificam-se as imperfeições da aplicação do hidrograma unitário sintético. − Procedimento B . O procedimento B tem sido utilizado com mais freqüência nos meios técnicos do Brasil. denominada deflúvio superficial direto. Em conseqüência. varia a cada caso. Somente um modelo paramétrico bem estruturado pode simular as enchentes de uma bacia mais próxima de seu comportamento real. em diversos níveis de descargas. além do efeito amortecimento das margens baixas. Com esse procedimento pretende-se diminuir a importância da umidade do solo no inicio da tempestade. Na descrição dos diversos fatores que intervêm no cálculo da enchente de projeto. nos rios de margens baixas. apresentada a seguir. decorrente do transbordamento das calhas fluviais. de escoamento mais lento. antes descrito. destaca-se a diferença de tratamento dados aos dois procedimentos de cálculo. pois tem-se observado que as descargas máximas crescem proporcionalmente mais com os excessos da precipitação que lhes dão origem. designada por deflúvio sub-superficial. para as enchentes maiores predomina o efeito de amortecimento das pontas de descargas. O procedimento A distingue-se pela inclusão de chuvas antecedentes à fase mais intensa da chuva de projeto. Com a descrição desses efeitos cuja predominância. para as enchentes maiores.

15 minutos.1. para diversas durações e períodos de recorrência da chuva. 2 horas. CHUVA DE PROJETO RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQUËNCIA A aplicação do hidrograma unitário sintético requer normalmente o conhecimento de precipitações para durações inferiores a 24 horas. Essa precipitação relativa é definida pela expressão: P = K × [at + b log( 1 + ct )] (equação 6.1) sendo K = TR α + β / TR 0 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 39 se ocorressem dois hidrogramas unitários simultâneos com descargas máximas nitidamente diferentes. Quando não há dados pluviográficos nas proximidades do local da obra deve-se recorrer a dados bibliográficos. pontes e bueiros.3. obtidas de registros em pluviômetros. do Engº Otto Pfafstetter. entre os quais destaca-se o livro "Chuvas Intensas no Brasil".3. 6 e 8 dias consecutivos. de importância hidrológica pouco significativa. Essa análise pode ser complementada com o estudo estatístico das chuvas de: 2. fornecendo para os 98 postos pluviográficos tratados. 6. 1 hora. que em geral não são muito abundantes. das obras rodoviárias. 12 horas. 24 horas e 48 horas. 25 . 6 horas. convém efetuar a análise estatística das precipitações intensas para durações de 5 minutos. tendo uma participação variável. conforme a magnitude de enchente. a precipitação relativa. o que em geral não se dispõe nos projetos de drenagem superficial. 4. Havendo dados pluviográficos na proximidade do local da obra. resultantes do estudo estatístico de dados pluviográficos. 4 horas. Por vezes essa análise estatística já foi elaborada para o posto de interesse do projeto. somente toma-se com dados fluviométricos confiáveis. no entanto. que desenvolveu equações de chuva para diversos postos pluviográficos no Brasil. Para facilitar o uso dos dados foram organizadas tabelas.3. Tal procedimento. 6. procurando o posto mais próximo e com características meteorológicas mais semelhantes às da área em estudo.

08 6d 0.174 0.08 24h 0.166 0. b e c dependem do posto considerado e α e β são dados na tabela seguinte Para os diversos postos do Brasil. Posto nº 93 – Ubatuba.08 4h 0.08 4d 0.3. A correlação entre as precipitações de 24 horas e as de menor duração com igual freqüência é mais inadequada.156 0.08 8h 0. mas dispõe-se de pelo menos um pluviômetro com o mínimo de 10 a 15 anos de observações. na precipitação equivalente de 24 horas. pode-se correlacionar a precipitação a um posto pluviográfico através de um estudo estatístico de um posto representativo.17 0. referidas ao número do posto analisado. em anos.138 0. Os valores de a. Destacam-se como aquelas de maior potencialidades de formação de chuvas intensas de curta duração as determinadas para os postos: Posto nº 74 – Santos – Itaperuna. Para tanto transforma-se a precipitação de um dia com o período de recorrência de 10 anos. em milímetros. foram estabelecidas na figura 6.08 1h 0. TR período de recorrência. e de 15 minutos.1.13. e P é a precipitação. porém. as linhas de tendência das precipitações relativas de 24 horas duração de 1 hora. a seguir. também para o período de recorrência de 10 anos e mesma duração. consoante a equação 6.166 0. Essa curva interpolada deve conter a precipitação relativa achada para 24 horas. Um procedimento mais consistente seria interpolar uma curva. em horas.08 α β em que t é a duração da chuva. pode-se admitir que o fator de precipitação varia pouco para diversas durações da chuva. com dados diários de leituras de pluviômetro. . Quando não existem dados pluviográficos nas proximidades da obra.122 0.176 0. entre um grupo de curvas regionais representativo do caso em estudo.. obtem-se a precipitação relativa do posto examinado.08 2d 0. Posto nº 53 – Paranaguá.1.08 0.3. Posto nº 75 – Santos. multiplicando-a pelo fator 1. Com isto basta multiplicar a precipitação relativa para 24 horas pelas precipitações relacionadas para o posto de referência. geralmente bem definida.152 0.08 2h 0. todos localizados na costa atlântica. correspondentes ao tempo de recorrência e às durações desejadas.108 0 15min 30min 0.156 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 40 t 5min 0. em primeira aproximação. Dividindo essa precipitação pelo valor do posto de referência.

como para o procedimento B. desprezando as chuvas antecedentes. utilizado com maior freqüência. Os conceitos expostos nesse capítulo aplicam-se indistintamente para o procedimento A. .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 41 Para determinação de outros pontos basta multiplicar as precipitações da curva de chuva interpolada para outras durações pelas precipitações do posto de referência. que inclui as chuvas antecedentes.

2.4 93 1 92 64 58 16 57 90 9 50 39 79 77 65 22 15 51 60 72 61 33 15 96 47 42 36 28 46 40 27 29 4 64 53 75 94 1.2 Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 40 46 28 Figura 6.6 93 75 1.1 Comparação das Precipitações Relativas 0.4 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 1.6 1.8 TR = 10 ANOS TR = 10 ANOS 1.8 1.0 1.2 1.2 1.8 60 61 33 51 27 16 96 22 47 72 55 56 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 15 MINUTOS 1.0 1.4 53 94 52 1.3.0 1.6 0.8 1.6 1.0 2.6 0.8 0.6 0.8 0.4 1.0 74 1.8 1.8 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 42 .2 77 57 38 73 50 4 2 88 64 1.6 0.0 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 1 HORA 29 52 43 42 0.6 1.

2.6. consultando-se os registros originais de vários postos que serviram para sua elaboração. Assim. Para esclarecer esse conceito são apresentados a seguir exemplos ilustrativos referidos aos postos pluviográficos estudas pelo Engº Otto Pfafstetter.-Niterói.2. dispostos ao longo do tempo.5 anos de observação . pelo menos uma das precipitações registradas para diversas durações. iniciando com o posto nº 48 . que compõem a tempestade de projeto.3. pode-se avaliar a redução da potencialidade da chuva de uma tempestade tendo valor crítico para uma duração diferente da considerada. Os registros de tempestades observadas demonstram que as precipitações ocorridas em diversas durações numa mesma tempestade são de severidade e freqüência variáveis e assim. subentendendose que essa foi a situação mais critica e que as precipitações para outras durações foram menos extraordinárias.1 mostra as precipitações registradas nos 31. especialmente quando for incluído no cálculo um longo período de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. numa tempestade. o quadro Qd. Se assim for procedido. numa seqüência que será discutida em capítulo subseqüente. A distribuição estatística das precipitações de diversas durações que ocorrem simultaneamente na mesma tempestade deve ser deduzida da análise de registros de dados observados. Dessa forma fez-se a análise estatística das precipitações observadas em diversas durações e pertencentes a uma mesma tempestade. no exemplo de Niterói. nas quais. não devem corresponder ao período de recorrência igual ao escolhido para a enchente de projeto. sempre há uma duração para a qual a precipitação é a de freqüência mais rara e as precipitações de durações maior ou menor são de períodos de recorrência menores.3. Para um determinado posto pluviográfico separam-se inicialmente as maiores tempestades. uma tempestade excepcional é normalmente considerada como a precipitação que ocorreu com uma determinada duração. SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS Nos noticiários sobre calamidades públicas. resultará uma enchente consideravelmente maior à que ocorre na natureza com o período de recorrência de projeto.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 43 6. Esses acréscimos de precipitação. A tempestade que servirá para o cálculo da enchente será composta de acréscimos de precipitação para durações crescentes. excedeu determinados valores tomados como base para seleção. Comparando-se esse resultado com a análise estatística das precipitações de várias durações que não pertenciam necessariamente às mesmas tempestades.

3.1 e Qd-6. portanto menor que a base usada na presente seleção.1 os valores de uma mesma coluna são numerados em ordem de magnitude decrescente. as médias para as quatro maiores tempestades figuram no quadro Qd6. a precipitação excedeu os valores base indicados no alto do quadro.3.2. Isso acontece porque. DR.2 admitiu-se.2. onde foi apresentado um risco. são selecionadas nesse quadro de 3 a 10 tempestades cujas precipitações foram as maiores para essa duração.3. Observa-se nesse quadro que o valor máximo em cada coluna corresponde a uma duração de referência.3.2. afastando-se da duração considerada.DR.3. Isso significa que a potencialidade para a formação de chuvas intensas decresce com a duração de referência DR.6.2. conforme se vê no exemplo. Esses fatores de simultaneidade dão assim a redução das precipitações de uma tempestade para diversas durações em relação ao valor máximo.2. DR. os quadros Qd-6. que nesse campo figurava a base adotada para a coleta de dados originais. para uma das durações analisadas. pois os valores observados não excedem à base escolhida naquela coleta.3.6. os dados originais não fornecem as precipitações correspondentes. obtem-se os fatores de simultaneidade.2. entram em cada grupo novas tempestades cujas precipitações na duração DR passam a participar das 4 maiores selecionadas. Nota-se que algumas tempestades aparecem simultaneamente para duas ou mais durações de referência. Para cada duração. Assim. no exemplo de Niterói. as tempestades que forneceram as precipitações máximas.6. Quando aparece um traço nos quadros Qd. para o cálculo da média. No exemplo de Niterói.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 44 pluviográfica para as tempestades em que. Nos campos ressaltados.3. porém. a qual é próxima de 50%. participam em menor número entre as tempestades escolhidas. cujas precipitações foram analisadas e para várias durações de referência. geralmente.3.4. relacionadas no quadro Qd-6.2. onde a duração de referência é igual à duração considerada.3 pelas máximas das médias da mesma coluna.2. correspondentes à linha em diagonal.2.1.3.2. designada por duração de referência DR. FS. para as diversas durações. DR. conforme afasta-se da duração de referência. Dividindo as precipitações médias do quadro Qd. obtidas do quadro geral Qd. pelo menos.3. o que corresponde à duração de .2.1 ou Qd6. No quadro Qd-6. Em seguida obtem-se a média aritmética das precipitações observadas nessas 3 a 10 maiores tempestades separadas para cada duração de referência.2 reúnem as 4 maiores tempestades para as durações de referência de 5 minutos a 48 horas.2.2. igual ou próxima da duração analisada. com duração DR.

De qualquer modo foi possível confirmar a tendência das chuvas para uma assíntota horizontal. A unidade para a medida dessa potencialidade é a precipitação média na coleta efetuada para uma duração de referência igual à duração considerada e é representada pelo valor máximo de cada coluna do quadro Qd.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 45 referência. a forma em sino. observa-se em geral uma grande dispersão dos resultados. da curva normal. O tempo de recorrência desses fatores de simultaneidade é dado pelo número de anos de observação do posto considerado. entre a duração considerada e a duração de referência. Representaram-se os fatores de simultaneidade. PS e o período de recorrência das tempestades examinadas.2.4 num gráfico de graduação semi-logarítmica. em função de sua duração.3. semelhante ao da Fig. a uma tempestade que produza uma enchente com o mesmo período de recorrência TR O fator de simultaneidade para uma determinada duração D depende do valor da duração de referência DR. para as maiores tempestades observadas no conjunto dos 98 postos considerados no livro “Chuvas Intensas do Brasil” abrangendo cerca de 1.2. Os fatores de simultaneidade definem a redução da potencialidade das chuvas que ocorrem numa mesma tempestade. Para melhor conhecimento da conformação no extremo direito do gráfico.6. em função da relação D/DR. para a relação D/DR = 1. procurou-se estender o estudo para durações maiores.2. Seu valor é máximo (FS=1) quando essas se igualam (D = DR).3.2. PS. com dados pluviométricos de chuvas de até 6 dias.3. e a tendência para uma assíntota horizontal em ambos os extremos. Ligando-se os pontos correspondentes a uma mesma linha do quadro Qd. simultaneamente.6. dividido pelo número de tempestades selecionadas. portanto. 6. Os fatores de simultaneidade são. TR para que elas possam corresponder em média. no entanto. conforme mostram os valores de uma mesma linha do quadro Qd. Efetuou-se por isso uma análise do fator de simultaneidade.6. FS.800 estação/ano de dados pluviográficos. os fatores pelo quais devem ser multiplicadas as precipitações de certa duração D e período de recorrência.2. Os resultados não são muitos coerentes devido à diversidade de posição e do período de observação dos aparelhos pluviométricos e pluviográficos. mencionados como do mesmo posto.3. . do quadro Qd. 3. Sobressai. A duração de referência deve ser escolhida de modo a ser a mais representativa para a bacia hidrográfica em estudo.6. recomendando-se um valor igual á metade do tempo de concentração. quando a relação D/DR fica muito grande Observou-se certa dependência entre o fator de simultaneidade.4 por uma linha poligonal.4. com o máximo igual a l.3.

5/4) ou TR= 7.2. representando a expressão citada apenas uma situação media. o efeito da simultaneidade reflete pouco sobre o valor da descarga máxima.40. .9 anos. O efeito da simultaneidade das chuvas numa mesma tempestade não tem sido considerado no procedimento de cálculo B .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 46 Os estudos efetuados para um grupo de postos individuais representativos e para o conjunto dos 98 postos pluviográficos do Brasil permitiram sintetizar os resultados na expressão geral. Para tempos de recorrência entre 5 e 200 anos pôde se estabelecer a lei geral aproximada. que é o tempo de recorrência aproximado do 4° valor dos dados de Niterói.5 e C 2 = 0 . aparecem destacados na Fig. 6. Convém notar que o estudo de simultaneidade das precipitações forneceu resultados bastante dispersos. D a duração considerada e DR a duração de referência.5 e C2 = 0.18 Os valores dessa expressão para TR= (31.57 TR −0 .3. com o aspect: C1 = 1. Para os postos individuais com tempo de recorrência próximo de 7 anos resultaram os valores médios C1 = 1. FS = C1 ( 1 − C 2 ) ⎛ D C1 + log 2 ⎜ ⎜D ⎝ R ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ + C2 sendo FS o fator de simultaneidade. Como esse procedimento só leva em conta as chuvas antecedentes num período muito curto do pico da tempestade. para que se possa apreciar a qualidade do ajustamento.

6 149.0 122.3 79.2 9.4 86.2 52.1 114.8 46.5 113.1 55.0 31.2 51.0 15.2.8 38.8 30.0 33.0 88.4 84.1 29.9 4 3 1 2 48 h 125.0 45.7 54.5 24.8 20.2 59.3 50.3 116.0 22.1 96.0 46.5 47.5 98.0 93.7 10.0 52.5 126.9 69.0 50.0 15.5 138.0 36.9 188.2 115.1 27.2 127.2 16.8 145.0 46.0 34.6 37.0 11.8 21.0 23.9 121.5 49.9 82.4 146.7 53.5 13.9 33.7 40.1 72.4 61.2 2 4 1 3 24 h 122.0 27.4 22.8 122.0 40.4 86.1 40.8 229.5 54.6 35.5 27.9 59.1 130.7 74.0 64.0 64.7 26.0 63.2 104.0 112.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 47 Qd.0 18.2 65.5 26.1 135.0 16.5 61.3 85.7 79.5 2 4 3 1 1h 30.8 65.0 34.7 118.8 105.1 71.0 115.5 96.3 79.0 136.8 33.0 107.2 19.0 49.4 172.0 27.0 58.3 106.2 53.8 56.7 10.5 16.8 107.8 88.0 122.2 3 4 1 2 4h 80.2 140.9 53.0 70.7 69.5 126.8 26.2 98.5 66.5 83.4 36.7 41.5 65.0 53.0 4 2 1 3 15 min 19.0 21.0 Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.9 32.0 90.8 83..4 122.7 229.1 150.0 79.8 132.0 61.2 76.8 152.0 82.2 .0 84.1 37.2 61.0 53.0 18.3 79.0 161.0 40.5 214.5 54.2 70.9 80.5 52.5 38.3 85.2 9.0 61.5 33.3 66.0 61.4 3 2 1 4 30 min 24.0 26.4 150.0 53.4 67.8 70.9 113.9 70.8 109.5 20.7 229.2 4 2 1 3 8h 102.4 86.0 22.0 26.7 15.0 13.0 30.1 144.9 66.6 3.2 20.5 14.5 51.0 40.0 53. .0 61.5 66.2 40.0 49.5 35.0 27.8 32.0 33.5 40.6 11.5 129.7 53.8 2 4 3 1 2h 49.5 50.0 33.7 9.1 66.0 131.4 116.3 57.3 113.2 3 2 1 4 12 h 118.3 85.7 33.3 124.8 150.0 9.1 Data de Início da Chuva ano 21 22 22 24 24 25 27 28 28 29 31 35 36 39 40 42 44 47 48 50 50 50 51 52 mês 1 3 4 1 4 2 1 2 3 2 2 4 3 11 11 1 1 1 1 4 4 12 5 4 dia 13 30 7 30 3 3 14 26 2 21 6 27 3 7 27 30 17 24 30 3 26 6 3 23 4 2 3 1 Precipitações para Intervalo de tempo Valores Base ( mm ) 14.4 86.

5 20.5 138.0 107.5 59.5 214.7 136.0 21.0 40.4 31.5 116.(I) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 21.0 84.9 58.0 65.0 61.2 122.2 130.8 145.0 107.9 122.3 66.1 106.0 26.9 64.0 47.4 104.1 33.2 66.5 127.0 55.0 10.0 61.8 70.0 61.2.7 66.1 106.5 31.8 40.2 63.0 30.8 145.2 104.5 96.2 76.0 61.5 66.5 61.0 2h 66.5 38.4 126.5 1h 59.2 82.0 30 min 47.8 33.7 66.0 61.0 52.0 33.1 61.7 66.8 229.2 98.2 2h 11.0 31.0 64.0 13.2 61.2 115.0 4h 113.0 86.0 96.0 38.2 104.7 66.9 96.4 229.0 144.5 96.8 86.0 36.0 10.2 113.7 67.8 70.2 98.5 66.0 61.2 135.0 20.4 67.-6 3.5 8h 113.5 66.0 61.4 98.2 113.0 52.7 96.8 46.5 .2 1h 11.4 22.0 130.0 38.0 36.8 22.0 58.0 13.5 138.2 82.1 40.0 61.8 40.0 127.5 48 h 122.0 52.1 59.5 52.7 9.9 96.8 29.0 113.0 55.0 16.2 96.7 61.0 55.9 61.0 40.4 115.7 11.0 66.2 61.7 76.0 122.2 136.0 40.0 52.7 14 h 122.5 15 min 20.6 13.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 48 Qd.2.2 67.9 126.1 122.0 96.0 16.2 66.0 122.2 115.5 30 min 20.0 122.0 40.5 61.4 22.9 5 min 20.5 74.5 116.9 66.8 16.2 122.5 61.0 61.0 66.1 135.1 58.0 229.9 149.0 113.0 116.5 116.0 53.1 61.0 47.5 52.2 20.0 64.5 66.1 72.5 52.0 38.7 24 h 122.5 61.0 21.9 149.5 86.0 15 min 36.9 126.8 61.2 76.0 16.0 61.5 84.0 64.2 122.4 86.0 72.0 82.0 61.

0 136.0 113.7 65.0 138.5 229.4 22.5 138.5 66.-6 3.4 229.4 229.4 214.8 33.0 54.0 40.4 152.8 26.5 86.2 90.0 1h 53.8 50.4 130.0 229.0 30 min 33.0 72.4 135.8 40.0 11.4 161.0 26.0 116.7 107.4 150.5 116.0 126.0 24 h 229.7 40.7 121.0 32.0 86.8 40.1 20.4 127.4 149.4 129.0 53.(II) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.1 57.8 70.4 130.0 4h 144.4 135.8 20.0 152.0 2h 86.4 22.8 50.2 9.0 9.8 70.0 40.1 106.0 22.2 116.0 144.0 53.8 145.4 93.4 127.4 229.5 214.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 Qd.5 22.2.8 36.6 24 h 9.4 122.9 229.0 40.7 214.1 22.8 145.4 126.4 34.1 106.4 122.8 172.4 152.4 150.7 65.4 229.2 11.8 22.4 188.8 40.1 20.4 53.8 122.7 121.0 22.7 86.8 53.2 11.0 48 h 229.4 136.0 9.4 136.5 113.8 47.5 71.6 14 h 9.0 150.0 33.4 22.2 229.0 33.7 229.5 214.9 149.0 90.6 48 h 9.4 34.0 40.5 144.1 20.2 65.4 150.8 72.0 229.0 90.8 229.8 33.4 4h 10.4 14 h 229.0 59.5 138.0 214.7 10.2 8h 214.9 149.4 93.0 32.8 172.1 86.2.8 72.0 122.4 50.8 135.7 9.2 229.8 229.7 107.2 54.0 33.7 129.7 21.8 229.4 130.0 145.8 161.8 53.0 122.5 146.6 10.4 161.0 144.4 129.5 107.4 188.9 229.5 116.0 116.1 20.9 150.5 71.2 144.0 32.1 20.0 70.0 116.6 8h 9.5 146.0 .5 144.2 86.0 106.5 127.6 15 min 22.0 122.1 57.

6 15 min 33.1 8.1 140.6 51.7 36.1 94.3 165.4 27.7 61.9 84.7 86.8 155.5 88.1 162.1 91.6 103.0 157.9 67.2.4 36.8 95.4 148.5 48 h 87.5 116.7 114.3 13.3 66.3 91.7 169.9 80.3 18.3 26.8 98.6 17.4 8h 70.3 25.6 4h 68.2 188.7 2h 56.6 91.3 127.4 103.8 169.8 80.5 21.3 1h 53.8 66.1 59.4 63.3 21.1 10.3 14 h 74.5 105.1 42.4 36.6 159.6 8.9 156.7 26.3 56.6 98.6 56.4 64.3 148.6 13.1 88.1 188.1 162.7 38.0 30 min 45.5 40.7 144.9 100.3 11.6 26.8 122.2 84.8 88.2 150.0 160.6 45.0 36.8 165.4 51.4 86.5 17.0 18.-6 3.6 158.1 157.9 61.9 59.7 38.1 10.8 115.0 24 h 83.4 117.7 116.3 127.5 169.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 50 Qd.1 .5 169.3 Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Médias das Precipitações para Intervalo de tempo Média das precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 18.

2.-6 3.4 Fator de precipitação para intervalo de tempo Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Fator de Precipitação ( % ) para os intervalos de tempo de: 5 min 100 95 95 72 61 71 55 55 47 47 15 min 91 100 100 76 72 70 59 59 48 49 30 min 88 100 100 87 82 78 71 71 51 51 1h 79 89 89 100 96 95 92 92 57 57 2h 62 71 71 94 100 97 97 97 60 60 4h 56 66 66 78 94 100 95 95 71 71 8h 47 57 57 67 95 97 100 100 86 86 14 h 45 55 55 65 93 96 100 100 97 97 24 h 49 58 58 68 92 93 98 98 100 100 48 h 47 55 55 62 85 85 90 90 100 100 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 51 QD.

sendo Y = 35 log( 0 . As curvas originais referem-se apenas às durações de 30 min.5 2 . para igual freqüência.3. 6. 6h e 24h. em área. não podem ser usadas diretamente no estudo de uma bacia hidrográfica. enquanto a expressão ajustada foi estabelecida criteriosamente para durações maiores e menores.3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 52 6. AR a área considerada.U. em km2. Os resultados desse trabalho foram expressos em escala semi-logarítmica na Fig. o conhecimento da distribuição. atende com suficiente precisão ao objetivo do trabalho• . no entanto. ajustando-se as curvas definidas pela expressão: FA = Y A Y = log ( R ) 0 . a expressão deve fornecer resultados satisfatórios até 5000 km2. 4 pluviógrafos e mais de 5 anos de observação. e FA a relação entre a precipitação média sobre a área e a precipitação de um ponto.E.U.3. 1h. Enquanto as curvas originais foram apresentadas para áreas de até 1000 km2. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA As precipitações de várias durações. No Brasil têm sido realizados alguns estudos de precipitação média sobre bacias hidrográficas de maior extensão. de modo a atender à sua aplicação mais ampla em conjunto com o hidrograma unitário sintético. com.7 D + 1 ) Onde D é a duração da chuva. pelo menos. 3h. de chuvas de duração mais curta. Recorreu-se assim aos resultados de extensivo estudo efetuado em 20 áreas diferentes nos E. analisando as precipitações diárias simultâneas em dois ou mais postos pluviométricos. definidas pela análise estatística das observações num posto pluviográfico. pois a precipitação média sobre uma área de certa extensão ê menor do que a de um ponto isolado. A aplicação do fluviograma unitário requer. generalizada para durações maiores e menores. Acredita-se que essa expressão.3. em horas.

.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 53 Examinando os resultados obtidos no Brasil para chuvas diárias. observa-se que eles fornecem valores de FA menores do que os indicados para a curva ajustada para 24h . especialmente para as bacias maiores.

50 0. D = 6h D = 3h 0. D = 1h 0.7 D + 1) 24h W.B.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 54 Figura 6.B. D = 30min.90 D = 48h D = 48h D = 24h 6h W.70 1h W.B.B. 0.3. 1 10 100 1000 10000 . 0.80 3h W. D = 5min.3 100 AJUSTAMENTO ÀS CURVAS DO WEATHER BUREAU: FA = y y + Log² (AR / 5) onde y = 35Log (0.60 30min. W.B.40 D = 15min. 0.

para os quais são determinadas as precipitações cujos acréscimos são agregados simetricamente em torno do valor máximo. No procedimento de cálculo B.10 log( A ) 25 e que não depende da duração da chuva e assume o valor mínimo de FA=1 para áreas A. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO Para o cálculo das descargas da enchente de projeto os acréscimos de precipitação de seqüência mais provável devem ser reagrupados. isto é. mais fracas. Para áreas menores admite-se que a chuva é uniformemente distribuída.4. Dessa forma uma distribuição de intensidades de precipitação. Isso acontece porque as chuvas iniciais. adotamse geralmente intervalos de tempos iguais.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 55 A expressão antes apresentada é válida somente para áreas AR maiores que 5Km². para formar a chuva que as provocam. Para reduzir o trabalho de cálculo. No procedimento A escolheu-se para estes intervalos de tempo uma progressão geométrica de razão 2. 6. o que não se dá na maioria das tempestades duradouras. 6. proporcionam coeficientes de deflúvios maiores para os segmentos mais intensos que as sucedem. . podem crescer gradativamente. aproximadamente simétrica em relação ao valor máximo. normalmente as precipitações mais intensas de chuvas observadas com menos de 12 horas de duração. deve representar satisfatoriamente uma tempestade com tempo de recorrência semelhante ao da enchente de projeto. antecedentes ao pico da enchente. Consoante à Ref. devendo-se notar que ela afeta consideravelmente os resultados. A disposição desses acréscimos ê um tanto discutível. No procedimento de cálculo B costuma-se empregar uma expressão mais simples. ocorrem principalmente na primeira metade de sua duração total. que não leva em conta as precipitações antecedentes. especialmente devido à alteração das condições de umidade do soio. FA = 1 − 0 . os intervalos de tempo. com bacias hidrográficas inferiores a 25km². Por outro lado maiores deflúvios totais e maiores descargas máximas resultam de precipitações máximas após a metade da ocorrência total da chuva. com a distribuição dos acréscimos de precipitação.3. FA=1.

4. atua em conjunto com o processo de infiltração. no inicio da chuva considerada. pode indicar que o intervalo entre o início das chuvas e o pico de tempestade deverá crescer. isto é. que são mais lentas. da sua cobertura vegetal e da umidade antecedente do solo. Para durações unitárias inferiores a 15 minutos o tempo de ponta do pluviograma permanece constante. 3.1. é igual a 1/5 do tempo de concentração. vindo a se reabilitar nos períodos secos. O coeficiente do deflúvio é definido pelo quociente entre a precipitação efetiva e a chuva vertida numa tempestade. . por sua vez. A taxa de infiltração decresce lentamente durante a chuva. o histograma das precipitações. 2. na ordem mencionada. determinando a porção escoada como deflúvio superficial. dependendo da permeabilidade do solo. Na apresentação do presente trabalho admite-se que esse tempo de ponta seja igual a 4 vezes a duração da chuva unitária usada para compor os hidrogramas e que essa. embora com pouca clareza. 5 e os acréscimos menores seguintes são adicionados na sua ordem natural decrescente. 1. 6. Para durações unitárias menores que 15 minutos. A absorção capilar na superfície do solo colabora de modo apreciável com as depressões superficiais para a retenção temporária das precipitações. de modo que só ocorre excesso de precipitação ou deflúvio superficial nos intervalos em que a intensidade de chuva excede largamente a taxa de infiltração e as depressões do solo começam a transbordar. A seqüência das diversas intensidades de chuva no tempo. conforme aumenta o tempo de concentração da bacia hidrográfica. contendo cada grupo valores crescentes antes do pico e decrescentes após este.4. no mínimo igual a 1 hora. distinguindo-se das perdas por infiltração nas camadas mais profundas. muitas vezes também designada como precipitação efetiva. RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO CURVA DE MOCKUS A retenção de parte da chuva nas depressões do solo e sua infiltração são os principais fatores que afetam a relação chuva-deflúvio. 4. Os 6 maiores acréscimos de precipitação correspondentes aos primeiros intervalos de duração unitária iguais.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 56 Essa indicação. no máximo. 6. são reordenados na seqüência 6. os acréscimos de precipitação são dispostos nos 6 grupos de 15 minutos.

4.8 S onde S è um índice que traduz a capacidade de infiltração máxima do solo. CN. com o número de curva. segundo a relação: D= ( P − 0 .2 S tem efeito predominante. P. adota-se uma classificação simplificada para exprimir a influência da superfície do terreno na formação dos deflúvios . mas. . para chuvas mais fortes predomina a influência do parâmetro 0. de modo geral. Ao procurar a relação entre chuvas e deflúvios deve-se recorrer de preferência à expressão de Mockus que define os deflúvios. classificados de acordo com sua permeabilidade.1) que melhor atende aos objetivos de um projeto rodoviário.fornecem a orientação para escolha do CN. em função das precipitações. Soil Conservation Service. P. fornece o valor mínimo da precipitação. expresso em milímetro. variando para cada tempestade de acordo com o histograma das precipitações. tratamento agrícola e para diversos grupos hidrológicos de solos. S. pode-se relacionar o valor de S.2 S na expressão anterior do deflúvio D. através da expressão: S = 254( 100 ) CN − 1 O valor de 0. cobertura vegetal. Apresenta-se dessa forma a tabela resumida (Qd-6. para diversos tipos de cobertura vegetal.8 S no denominador dessa expressão.1. Segundo extenso levantamento feito pelo U. conforme a permeabilidade do solo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 57 Outros fatores como o depósito de detritos vegetais na superfície e a textura superficial do solo também influem no valor do coeficiente de deflúvio. textura da superfície e umidade antecedente do solo. para a qual inicia-se o escoamento superficial. Para chuvas fracas esse valor de 0. variável de 0 a 100. pode-se dizer que são crescentes com as precipitações. mas. Escolhe-se o valor de CN. D. Em razão das obras de engenharia não dependerem essencialmente da forma de utilização dos solos na produção agrícola.2 S ) 2 P + 0 .

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 58 Qd. – 6.1.2s Condição de Retenção Superficial Pobre Pobre Terreno Cultivado Boa Pobre Pasto Boa Pobre Mata ou Bosque Boa Pobre Área Urbana Boa 70 76 83 86 25 74 55 80 70 87 77 90 39 45 61 66 74 77 80 83 51 68 67 79 76 86 80 89 Grupo Hidrológico do Solo A 77 72 B 86 81 C 91 88 D 94 91 Cobertura Vegetal Terreno não Cultivado com Pouca Vegetação .4.Número da Curva CN para Diferentes Condições do Complexo Hidrológico Solo – Cobertura Vegetal Para Condição de Umidade Antecedente II (Média) E Ia = 0.1 .

Conforme já foi mencionado. apôs intenso umedecimento prévio. A boa condição de retenção corresponde a uma ocupação de baixa densidade.Potencial máximo para formação do deflúvio superficial. O grupo apresenta infiltração abaixo da média. apôs présaturação. no entanto. após um período prolongado de chuvas que eleva o nível do lençol freático para a superfície. e o grau de decomposição desse material. incluindo também alguns solos pouco profundos. próximo da superfície.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 59 Nesse quadro os quatro grupos hidrológicos do solo são relacionados com a permeabilidade relativa das camadas inferiores. a retenção superficial é influenciada pela quantidade de detritos vegetais. Em áreas urbanas a condição de retenção superficial pobre corresponde à ocupação densa.Compreende solos pouco profundos e solos contendo bastante argila e colóides. paralelos ou não às curvas de nível. GRUPO B . . nos intervalos de precipitação mais intensa até que essa água tenha oportunidade de infiltrar-se para camadas mais profundas do solo ou evaporar-se. com 50 a 75 % de superfícies impermeáveis. como folhas e galhos depositados sobre o solo. Em terrenos não cultivados. conforme descrito em seguida.Principalmente solos arenosos menos espessos que no grupo A e loess menos profundo ou menos agregado que no grupo A. como sulcos de arado que podem ser mais ou menos profundos. O grupo inclui em sua maioria argilas de alto valor de expansão. com sub-horizontes. Inclui areias em camadas espessas com muito pouco silte e argila e também loess profundo muito permeável. com 15 a 18 % de superfícies impermeáveis. Um fator que influi na classificação do quadro precedente é a condição de retenção superficial. Em terreno cultivado. Qualquer tipo de solo em terreno plano com fraca rede de drenagem acaba enquadrando-se nesse grupo. GRUPO D . essa retenção superficial é influenciada pelo tipo de tratamento agrícola. ao longo da vida útil da obra. GRUPO C .Potencialidade mínima para formação de deflúvio superficial. representando a capacidade do solo armazenar temporariamente água na superfície. e degradados ou não pela erosão da chuva e do vento. GRUPO A . independentemente da cobertura vegetal. no caso de projetos de obras de engenharia deve ser levado em conta que o tipo de vegetação e as condições de retenção superficial dificilmente serão mantidos constantes. porém apresentam infiltração acima da média. quase impermeáveis. menos que no grupo D. após um período prolongado de chuvas intensas.

que inclui as chuvas antecedentes à parte mais intensa da tempestade. pasto ou mata.2.7. Resta. A condição l representa a situação com solos pouco acima do ponto de murchamento e com terrenos cultivados e recémarados. conforme será descrito adiante.1.1.1. A condição III aplica-se a solos quase saturados após cinco dias de chuvas fortes ou baixas temperaturas precedendo à tempestade de projeto.4.6.1 e representa a situação média correspondente a enchentes anuais. O quadro que se segue.4.2 – NÚMERO DE CURVA CN PARA DIVERSAS CONDIÇÕES DE UMIDADE ANTECEDENTES Condição II 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 10 Condição O 15 19 23 27 30 33 36 39 43 47 51 56 61 67 74 82 92 100 Condição I 7 9 12 15 19 23 27 31 35 40 45 51 57 63 70 78 87 100 Condição III 33 39 45 50 55 60 65 70 75 79 83 87 91 94 97 98 99 100 .7. uma apreciável incerteza na escolha do CN. Constam também deste quadro os valores de CNo recomendados para uso em conjunto com o procedimento de cálculo A.1. Qd. O trabalho original do Soil Conservation Service recomenda uma alteração do número de curva CN para características diferentes da condição II.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 60 Por isso é prudente admitir-se que mantenham por tempo mais prolongado as condições em terreno não cultivado sem vegetação do que em terreno cultivado. Para a escolha do número de curva CN.4. dependendo bastante da experiência e do bom senso do projetista. de acordo com o quadro Qd. ditado pela permeabilidade das camadas inferiores.1. predomina o efeito da classificação do grupo hidrológico do solo. que consta do quadro Qd. Qd – 6.4. fornece o resumo da transformação do CN para as três condições mencionadas. no entanto.

o qual é conseqüência do umedecimento progressivo do solo e do decréscimo da taxa de infiltração. em substituição à aplicação da expressão de Mockus. mascarando significativamente a precisão procurada na escolha do CN. Seguindo o procedimento B (convencional). Assim. de modo que convêm atribuir-lhes valores condizentes com a freqüência da enchente de projeto. 6. conforme sejam considerados maiores períodos de recorrência.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 61 Observa-se uma grande variação do valor de CN para as diversas condições de umidade antecedentes do solo.2. do solo. antes discutida. resultam para pequenas bacias deflúvios totais. no fim do período.4. Ê difícil definir o valor inicial das precipitações acumuladas no começo da tempestade. enchentes mais raras devem levar em conta a ocorrência de precipitações antecedentes mais severas. correspondentes às bacias maiores. condições de retenção superficial ou tipo de cobertura vegetal. A expressão de Mockus representa satisfatoriamente o crescimento do coeficiente de deflúvio com a sucessão das precipitações no decurso de uma tempestade. consideravelmente mais baixos que para bacias maiores com o mesmo número de curva de infiltração do solo. pelo menos 5 dias. no caso de projeto. . a expressão de Mockus fornece. são preferencialmente incluídas na própria tempestade. mais significativas nas bacias de menor porte. o qual depende das precipitações antecedentes e que. resultam deflúvio menores do que para as durações e precipitações acumuladas maiores. Desse modo convém considerar a chuva que antecede o pico da tempestade num período de. CHUVAS ANTECEDENTES As chuvas que precedem a intensidade máxima de uma intensa da tempestade têm grande efeito sobre o deflúvio resultante. coeficientes de deflúvio demasiadamente elevados. freqüentes em períodos de chuvas menos intensas. Isso ocorre porque com chuvas de menor duração e menores precipitações acumuladas. que não inclui as precipitações antecedentes. porque não leva em conta a reabilitação da taxa de infiltração do solo nas interrupções das precipitações. para estabelecer mais criteriosamente os valores a serem adotados para o número da curva de infiltração. CN. para a mesma curva CN. Para tempestades muito prolongadas. em função da permeabilidade do solo. o que introduz mais um fator de incerteza na sua avaliação. Com o uso das chuvas antecedentes» o coeficiente de deflúvio passa a ser também menos da área da bacia Hidrográfica. por unidade de área. Por esse motivo considera-se no fim do período chuvoso uma infiltração mínima do solo.

a qual corresponde a solos secos. . o número de curva CN referente a esse caso deve ser menor do que o indicado para a condição II. No procedimento A.6. no procedimento A. incluindo-se os 5 dias de chuvas antecedentes. a relação mencionada entre os números de curva CN altera-se devido ao uso de condições de chuvas antecedentes diferentes no procedimento A. Isso mostra que o procedimento A é de aplicação mais geral do que acontece com o procedimento B (convencional). Essa dependência da curva de infiltração. a qual se refere à situação média de enchentes anuais em período chuvoso. para bacias de diversos portes e para o período de recorrência de TR = 10 /aros.1. mais altos nas bacias menores do que nas bacias maiores. de modo que parece ser mais apropriado utilizar o valor de CN entre os indicados para as condições l e II. CN. Com a recomendação de um período de chuva de pelo menos 5 dias antes do pico da tempestade. atendendo a condições de umidade do solo diferentes. Para um posto com características diferentes. mesmo tratando-se dos mesmos tipos de solo e cobertura vegetal. Com isso pode-se estabelecer uma relação entre os dois procedimentos de cálculo abordados. será necessário adotar outro número de curva de infiltração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 62 Os resultados obtidos adotando-se procedimento B (convencional) serão mais coerentes com a adoção de números de curva de infiltração. Os solos mais permeáveis são menos sensíveis às variações de condições antecedentes. levando-se em conta maior número de particularidades da potencialidade na formação de chuvas intensas de curta duração de cada posto. conforme seja alterado o número de dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. CN.4. Esse estudo da relação entre os números de curva CN a serem usados nos dois procedimentos de cálculo foi efetuado para um posto de características médias do Brasil. chega-se a descargas máximas aproximadamente iguais usando os valores de CNII e CN0 indicados na mesma linha do quadro precedente (Qd. em função do tempo de concentração ou da extensão da bacia hidrográfica. tem sido possivelmente o motivo de restrição ao uso do hidrograma unitário para pequenas bacias. excluindo as precipitações antecedentes.2). Para solos de permeabilidade média poderá ser adotado um valor de CN próximo do recomendado para a condição l. Comparando-se valores de descargas calculadas pêlos procedimentos A e B. porém acima do ponto de murchamento.

O segundo. variando muito pouco com a alteração das condições antecedentes de umidade do solo. O número de curva CNII usado como procedimento B (convencional). consiste em incluir condições antecedentes de umidade do solo mais severas para enchentes de período de recorrência mais elevado e de permitir o uso do mesmo número de curva CN. o projetista deve acostumar-se a associar o tipo de solo ao número de curva CN0 correspondente. afeta os valores das descargas máximas através das chuvas antecedentes na parte mais intensa da tempestade de projeto.3. independentes da extensão da bacia hidrográfica. a não ser num período curto de duração aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. O conceito da simultaneidade das chuvas. Com o uso do procedimento. sendo necessário admitir uma perda mínima por infiltração no solo para aproximá-los dos valores reais.3. A. . aqui proposto. depende do grupo hidrológico do solo e de sus condição de retenção superficial. ao contrário. exposta no item 6. CN. O número de curva CNO. sugerido. A consideração da simultaneidade das chuvas após o pico da tempestade de projeto afeta muito pouco o valor da descarga máxima. A vantagem do primeiro procedimento. usado no procedimento A. não aparecendo assim de forma explícita. INFILTRAÇÃO MÍNIMA No fim de uma tempestade significativa.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 63 A consideração das chuvas antecedentes ou de sua exclusão dos cálculos conduz assim aos dois procedimentos mencionados.4. considerando-se os 5 dias de chuvas precedente à precipitação de máxima intensidade e um número de curva CN0 relacionado com CNII. do solo. O primeiro procedimento. sem considerar as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. B. admite uma tempestade de projeto mais prolongada. esse efeito já é afetado pela escolha mais judiciosa possível do número da curva de infiltração. seja qual for a extensão da bacia de drenagem em questão. conforme indicado aproximadamente pela tabela anterior. adota o número de curva CNII de período chuvoso. a expressão de Mockus tende a definir deflúvios acima dos que são normalmente observados. 6. No procedimento de cálculo B (convencional).convencional. A.2. para solos semelhantes. alterando apenas a parte final do hidrograma calculado. a ser empregado nos cálculos. A. dependente sensivelmente das condições antecedentes de umidade do solo.

pode-se adotar a seguinte expressão. CN. é menos explícita pois nessa relação intervém a retenção superficial além do grupo hidrológico do solo. com drenagem deficiente. as perdas mínimas restringem-se à evapotranspiração e à descarga base e podem ser estimadas em Pmin = 0. em média. certamente. 6. Esse tempo caracteriza a forma do hidrograma . considerando-se os 5 dias de chuvas precedentes ao pico da tempestade. PM = 15 − CN II 1mm 〉 5 h Essas perdas mínimas por infiltração no solo. Pmin e o número de curva de infiltração. sem chuvas antecedentes: PM = 21 − CN 0 1mm 〉 2 .1. Para o procedimento B (convencional).5. 6.5.5 h e para o procedimento B (convencional). não podem ser superiores ao acréscimo de precipitação atribuído ao intervalo de tempo considerado.2 mm/h. Em terrenos planos. FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR TEMPO DE CONCENTRAÇÃO O tempo de concentração de uma bacia hidrográfica é definido pelo tempo de percurso em que a cheia em curso d'água leva para atingir o curso principal desde os pontos mais longínquos até o local onde se deseja definir a descarga. as seguintes infiltrações mínimas: Solo de Grupo A : 10mn/h Solo do Grupo B : 6mn/h Solo do Grupo C : 3mn/h Solo do Grupo D : 1mn/h A relação entre a infiltração mínima. onde o nível do lençol freático aflora após longo período chuvoso. sem chuvas antecedentes.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 64 Recomendam-se. No procedimento de cálculo A. de acordo com os grupos hidrológicos do solo.

Isto se deve ao fato das intensidades de chuva para igual freqüência decrescerem com a sua duração. escolhendo-se a maior. onde o tipo de solo e a vegetação menor influência do que a forma destes cursos. Conforme a extensão da bacia aumenta. o aumento do tempo de concentração ao longo das partes mais estreitas e sua conseqüente redução da intensidade de chuva de igual freqüência não compensa o acréscimo de deflúvio proveniente dessas partes. enquanto que para chuvas de duração maior que o tempo de concentração. embora alguns autores também expressem o tempo de concentração em função da área da bacia hidrográfica. menores que 1 km2. A determinação numérica do tempo de concentração depende primordialmente do comprimento do curso d'água principal e de sua declividade. passa a predominar o tempo em que o deflúvio superficial percorre através de leitos definidos nos cursos d'água. além do fato de que áreas maiores correspondem normalmente a comprimentos maiores do curso d'água principal. os deflúvios de todas as partes da bacia estão contribuindo para a enchente. um efeito direto pronunciado sobre o tempo de concentração. no entanto. Em casos excepcionais. com bacias muito alongadas junto das cabeceiras e no trecho muito largas a jusante. Essa área não parece oferecer. com áreas maiores que 8 km² .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 65 ou fluviograma unitário. o deflúvio superficial escoa na maior parte do tempo através de canais ou canalículos erodidos no solo pela própria passagem da . assim as chuvas com duração próxima ao tempo de concentração da bacia fornecem maiores vazões para um determinado tempo de recorrência. o deflúvio superficial escoa em grande parte de seu sobre o terreno sem chegar os canalículos ou pequenos cursos d'água e a velocidade de escoamento é fortemente influenciada pela rugosidade do terreno. Para chuvas com duração inferior ao tempo de concentração. Normalmente considera-se que nas pequenas bacias hidrográficas. sua cobertura vegetal e detritos sobre o solo. embora com o pico de cheia já atenuado. somente os deflúvios de parte da bacia hidrográfica se somam para formar o fluviograma da enchente. Nesse caso convém comparar a enchente da parte mais larga da bacia isoladamente com a de toda a bacia. sendo ainda definido com o intervalo de tempo entre o início da precipitação e o instante em que todos os pontos da bacia estão contribuindo para a vazão e conseqüentemente é um fator importante na conformação e na descarga máxima da enchente de projeto. Como nas bacias maiores.

1). com se trata de bacias de maior porte.5. pois a onda de enchente se propaga com maior velocidade num rio mais cheio. o amortecimento das pontas das enchentes. No estudo de enchentes para projetos de pontes e bueiros. sendo o primeiro conjunto. a permeabilidade e a cobertura vegetal. designado no comentário por bacias médias e grandes. Para comparação foram determinadas as velocidades médias. .6 km e desnível máximo de 20 a 380m. tende a aumentar o tempo de concentração.6. para uma mesma bacia hidrográfica a descarga máxima calculada é proporcional ao inverso do tempo de concentração para ela considerada. Para ilustrar este aspecto fez-se a analise comparativa dos tempos de concentração. embora esse efeito não seja normalmente considerado devido à falta de dados mais detalhados. Nesta análise gruparam-se essas bacias analisadas em dois conjuntos com 15 amostras cada um (Qd.? inúmeros condicionantes envolvidos. e com isso a textura superficial do solo. para diversas bacias hidrográficas reais. para as enchentes muito grandes. A magnitude da enchente numa mesma bacia influencia o tempo de concentração.12 a 3. O segundo conjunto. do desnível total ( H ) até as cabeceiras.5 km². e eventualmente da área ( A ). comprimento do curso principal de 0.6 a 105 km e desnível máximo de 150 a 1130 m. é exigida a definição do tempo de concentração por procedimentos mais cuidadosos. De uma forma geral. calculados através de procedimentos diferentes. designado por bacias pequenas.6 a 3476 km². Existem numerosas fórmulas empíricas para calcular o tempo de concentração em função do comprimento ( L ) do curso principal. pois influencia significativamente no resultado da descarga de projeto. Por outro lado.03 a 2. devido ao. grande atenção na sua determinação. comprimento e desnível conhecidos. têm efeito cada vez menos pronunciado sobre o tempo de concentração. existindo uma grande variedade de expressões de cálculo. com o transbordamento pelas as margens baixas. com maior profundidade. tem áreas de 4.---quociente entre o comprimento ( L ) do curso principal e o tempo de concentração (TC). dadas pelo . porque esse valor varia menos de uma bacia para outra do que o próprio tempo de concentração. merecendo. comprimento do curso principal de 2. A maioria dessas fórmulas é restrita a áreas pequenas. com área. A avaliação do tempo de concentração de uma bacia é bastante complexa. ou de outros parâmetros escolhidos.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 66 água. bastante difundidos. por isso. com áreas de 0.

L o comprimento do curso d'água. as diferenças entre os tempos de concentração de um caso para outro devem ser menores. Quando esses valores médios das velocidades foram muito próximos.47 . para as quais essas fórmulas foram desenvolvidas na sua maioria. não prejudicando a definição do tempo de concentração. O mesmo não acontece com as bacias maiores onde o deflúvio subsuperficial chega com grande atraso em relação ao deflúvio superficial direto.5 km3. que resultaram da aplicação em bacias menores que 2. ou da velocidade média calculados segundo as diversas fórmulas. mesmo que tenham sido estabelecidos pêlos seus autores somente para pequenas bacias. a) Fórmula de Kerby ⎛L a⎞ TC = 37 ⎜ ⎜ I ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ sendo TC o tempo de concentração. Isso mostra a dificuldade e a importância na escolha da formula a adotar e por outro lado recomenda a adoção de uma fórmula que se aplique satisfatoriamente também a bacias maiores. mantendo uma relação freqüentemente maior que 5 entre os máximos e os mínimos para as diferentes fórmulas na mesma bacia hidrográfica. em ordem decrescente dos valores médios das velocidades. Serão em seguida enumeradas as 15 fórmulas analisadas. ou em ordem crescente dos tempos de concentração. Mesmo a média para as 15 bacias analisadas fornece uma relação de aproximadamente 5 entre os valores máximos e mínimos do tempo de concentração. em km.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 67 Os resultados para as bacias menores que 2. Essa grande variação dos resultados do tempo de concentração. ocorre logo depois do pico do deflúvio superficial direto. que têm pronunciado efeito em bacias pequenas. fez-se a ponderação na escolha da ordem. mesmo sendo mais lento. em minutos. Nas bacias maiores com extensão e desnível semelhantes. conforme a fórmula adotada. talvez possa ser explicada pela diversidade de rugosidade do terreno e sua cobertura vegetal. confundindo-se os dois deflúvios e dificultando a definição do tempo de concentração.5 km² demonstram valores extremamente diversos. considerando também as médias das velocidades nas bacias médias e grandes. 0 . Em bacias pequenas o máximo do deflúvio subsuperficial.

crescendo essa velocidade rapidamente para as bacias maiores. Essa fórmula forneceu velocidade média de 6. em %.3 km/h para as bacias pequenas. não sendo assim aplicável para estas. .5. e a = parâmetro igual a 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 68 I = declividade.

7 3.9 7.7 13.9 6.5 6.5 2.0 8.5 9.0 2.9 4.8 3.2 6.6 5.3 6.03 0.8 3.6 7.4 4.89 1.3 3.5 7.4 3.7 6.6 1.4 7.4 9.0 2.8 2.2 3.4 2.9 6.8 1.8 6.9 1.4 3.7 1.9 4.1 8.1 3.5 1.8 17.4 6.8 8.0 5.0 2.8 7.7 3.5 3.6 10.8 0.6 6.6 3.7 3.8 4.7 4.0 1.3 3.7 3.0 4.0 6.0 4.1 1.0 6.60 0.0 4.5 3.6 4.4 8.7 2.3 2.9 4.6 3.0 7.0 6.8 3.0 3.2 3.7 7.7 4.3 4.1 US CORPS OF ENGINEERS PICKING KIRPICH KERBY A L H 2 ( km ) ( Km ) ( m ) Velocidades Médias V = ( Km / h ) Para Cálculo do Tempo de Concentração TC = L / V VEM TE CHOW MÉTODO DO Nº DE CURVA ( CN = 60 ) 1.5 2.8 3.1 1.8 3.9 3.O.6 4.5 1.6 .6 3.5 4.0 21.7 2.81 2.9 6.5 3.6 3.1 9.7 1.9 1.6 3.60 2.8 2.4 5.6 3.4 2.60 2.9 4.9 7.5 4.4 9.8 5.5 2.9 3.3 9.5 3.9 2.0 9.1 11.7 1.7 4.9 4.9 4.7 3.8 20.7 4.8 3.6 3.9 18.4 4.8 6.2 2.0 2.6 2.60 ) VENTURA JOHN COLLINS 1.8 2.1 2.9 34.7 3.20 2.2 4.05 0.8 3.9 6.3 8.7 3.0 6.4 6.1 4.0 5.7 2.4 5.1 4.2 3.0 7.1 10.60 1.7 7.8 1.2 5.5 7.5 11.6.4 2.1 9.4 9.1 6.9 2.0 0.8 8.4 4.2 2.4 2.1 3.1 16.3 5.4 4.5 2.5 1.3 3.7 2.8 3.8 7.5 1.2 19.0 4.4 6.5 3.4 8.2 2.2 6.2 3.7 8.1 4.0 4.7 2.6 5.1 3.5.6 1.6 22.S.4 1.1 1.70 1.9 3.9 6.1 GIANDOTTI GEORGE RIBEIRO ( P = 0.9 6.4 2.2 5.1 9.6 11.6 8.0 8.2 9.8 4.6 3.6 11.9 1.40 0.5 7.4 6.5 2.7 2.5 1.6 3.5 6.2 11.4 6.3 1.2 0.0 6.6 220 380 50 180 195 200 40 240 150 280 175 350 500 470 450 650 515 780 809 810 1130 2.5 1.9 4.7 2.2 8.5 2.9 5.9 3.5 5.3 7.8 3.3 7.0 2.9 2.4 4.15 0.3 3.0 10.9 2.3 5.5 0.1 6.4 2.8 8.3 1.1 6.9 5.6 D.7 3.4 2. (K=4) PASINI 0.5 21.5 2.5 1.7 3.0 1.26 3.6 8.70 1.9 8.6 1.9 2.5 0.6 4.6 2.6 6.5 3.50 1.1 8.60 1.8 4.7 2.8 5.7 1.0 6.6 1.3 5.0 9.9 3.3 6.3 3.9 3.6 3.0 1.7 2.8 4.8 8.3 2.34 0.6 8.07 ) 1.5 1.3 4.9 7.8 7.9 3.9 2.5 5.4 10.3 4.8 5.7 4.1 120 165 248 291 683 1293 3476 0.9 8.8 2.9 6.07 0.5 2.80 2.4 5.9 8.1 1. -.9 5.8 4.9 7.7 14.8 6.6 3.0 71.1 0.0 4.7 1.0 4.4 1.1 6.9 6.5 15.5 2.8 2.0 3.0 7.8 16.0 2.6 2.2 3.00 1.2 4.4 6.0 21.4 1.58 0.7 3.9 4.6 17.3 3.9 3.2 2.2 19.1 2.0 2.10 0.5 3.4 6.6 2.5 45.3 1.2 5.3 7.5 5.4 12.6 1.2 4.7 0.3 2.1 3.0 6.2 12.1 3.6 10.2 4.0 7.6 2.50 0.1 27.6 12.9 6.0 3.5 6.8 2.1 10.7 2.6 6.1 2.5 3.3 2.6 3.2 1.3 4.3 16.0 8.6 4.1 2.9 2.50 1.30 1.1 9.40 0.12 0.4 3.5 3.3 5.1 4.6 6.8 2.5 2.8 3.2 2.2 1.8 3.9 9.5 5.1 2.1 6.1 11.0 3.2 1.1 4.9 5.1 8.3 KIRPICH MODIFICADA MÉTODO DO LAG ( Kn = 0.0 1.6 2.1 6.9 6.3 5.4 3.N.5 5.9 2.9 5.5 36.9 2.5 36 28 36 39 70 20 50 70 25 20 200 45 1.0 54.0 16.1 ROSSI 0.0 7.9 9.28 0.6 2.4 1.3 0.9 2.1 1.73 0.1 2.7 5.7 3.0 5.50 4.7 3.5 1.1 3.4 8.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 69 Qd.4 6.7 10.9 1.1 2.1 6.

embora velocidades muito altas comparadas com as outras fórmulas. ⎛ L3 TC = 0 . em horas. ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 5.30⎜ 1 ⎜ 4 ⎝H sendo. CORPS OF ENGINEERS ⎛ ⎜ L TC = 0 . em m. c) Formula de PICKIMG 1 ⎛ L2 TC = 5 . em horas. sendo desenvolvida originalmente para bacias menores que 0. em km.3⎜ ⎜ I ⎝ sendo TC = tempo de concentração. L = comprimento do curso d'água. TC = tempo de concentração. em horas. indicando sua aplicação para ambos os casos. não sendo por isso indicada para estas bacias. d) Fórmula do U. L = comprimento do curso d'água. crescendo para uma média de 8.76 . publicado no "Califórnia Culverts Practicê". ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 .3 km/h para as bacias médias e grandes. L = comprimento do curso d'água. em km. ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . H = declividade. em m/m.95⎜ ⎜H ⎝ sendo TC = tempo de concentração.8 km2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 70 b) Fórmula de KIRPICH.4 km/h. S. em km.385 Essa formula forneceu uma velocidade média de 6.0 km/h para as 15 bacias menores analisadas e uma média de 7. e H = desnível máximo.6 km/h para as bacias maiores.

1 km/h. Para as bacias pequenas resultou em média uma velocidade de 5.1 km/h para bacias maiores. e) Fórmula de VEN TE CHOW ⎛ L ⎞ TC = 25 . em m. L = comprimento do curso d'água. f) Fórmula do DNOS TC = sendo. coberto de vegetação.64 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 4.9 km/h. eleva da absorção K=2 Terreno comum. não sendo por isso recomendado para estas bacias. 10 A0 .2⎜ ⎟ ⎝ I⎠ sendo. em %. conforme descrito em seguida: − − Terreno areno-argiloso. em km. em ha.4 K = depende das características da bacia. 0 . crescendo para uma média de 8. coberto de vegetação. em %. L = comprimento do curso d'água. crescendo para 9. TC = tempo de concentração. absorção média K=4 . não sendo por isso indicada para estas bacias. em mm.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 71 H = desnível. TC = tempo de concentração. I = declividade. em minutos.2 ⋅ K I 0 . A = área da bacia. I = declividade.4 km/h para as bacias maiores. em minutos. absorção apreciável K=3 − Terreno argiloso.3 ⋅ L0 . coberto de vegetação intensa.

I = declividade. g) Fórmula de KIRPICH . em horas. pouca absorção Terreno com rocha. Sugere-se assim a adoção da seguinte formula: ⎛ L3 ⎞ TC = 1. na média. em minutos. baixa absorção Terreno rochoso.9 km/h para bacias pequenas e 5.42⎜ ⎟ ⎜H⎟ ⎝ ⎠ sendo. L = comprimento do curso d'água.5 K=5 K=5. .5 Para condições médias. TC = tempo de concentração. com K= 4. TC = tempo de concentração. uma velocidade de 4. com dados de enchentes observadas.04 sendo.0 km/h e para as bacias maiores em 4.S.385 Essa fórmula fornece velocidades próximas da média de todas as expressões analisadas. em km.7 km/h para bacias maiores. demonstraram que a aplicação do fluviograma unitário triangular do U. vegetação rala. resultou. reduzida absorção K=4. Sói l Conservation Service fornece resultados pertinentes às observações. 0 . em m.8 km/h.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 72 − − − Terreno de vegetação média. em m/m. h) Fórmula de GEORGE RIBEIRO TC = 16 L ( 1. escassa vegetação. A velocidade média para as bacias pequenas resultou em 4.2 P )( 100 × I )0 .modificada Estudos em bacias médias e grandes. indicando sua aplicação para uma grande faixa de áreas. em km. portanto aceitável para qualquer tamanho de bacia. e H = desnível máximo. L = comprimento do carão d'água. se forem adotados tempos de concentração 50% maiores do que os calculados pela expressão proposta por KIRPICH.05 − 0 .

em km.295 . para as bacias pequenas e 2.107 3 AL I sendo. A = área da bacia. Resultou a média das velocidades de 3. em horas. k) Fórmula de ROSSI ⎛ L ⎞ TC = 0 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 73 P = parâmetro de dado pela porção da bacia coberta por vegetação. Resultou uma velocidade de 3. j) Fórmula de VENTURA TC = 0 . TC = tempo de concentração. em km2. I = declividade.127 A I sendo. TC = tempo de concentração. sendo aplicável a qualquer tamanho de bacia. sendo assim aplicável a bacias de qualquer tamanho. em m/m. em km².9 km/h para bacias pequenas e 2.8 km/h para as bacias menores e de 3. A = área da bacia. i) Fórmula de PASINI TC = 0 . sendo assim aplicável para qual quer tamanho de bacia.4 Km/h para bacias maiores.3 km/h para as bacias maiores. I = declividade.6 km/h para bacias maiores. em horas. Para um valor de P= 0.9 km/h. em m/m. L = comprimento do curso d'água. na média.77 ⎜ ⎟ ⎝ I⎠ 0 .60 resultou uma velocidade de 3.

I = declividade. em horas.5 ⎟ ⎜ I ⎟ ⎝ ⎠ sendo. e 5. é designado por "lag".43 Kn⎜ 0 . parecendo por isso pouco recomendável sua aplicação nestas áreas. em média. em m. para as bacias pequenas. lag. l) Fórmula de GIANDOTTI TC = 4 A + 1. em km. A = área da bacia. TC = tempo de concentração. L = comprimento do curso d'agua. considerando-se o tempo decorrido entre o centro do hietograma da chuva unitária e o momento em que ocorreram 50% do volume do fluviograma unitário correspondente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 74 sendo. L = comprimento do curso d'água mais comprido. em km². de 2.0 km/h. L = comprimento do curso d'água. As velocidades para as bacias pequenas são abaixo da média das outras fórmulas. em horas.8 H sendo. em km. ê dado pela expressão: ⎛ L Lc ⎞ Lag = 14 . a velocidade de 2. sendo muito altas para as bacias grandes.1 km/h para bacias pequenas. Resultou a aplicação desta expressão. em media. em km. TC = tempo de concentração. H = desnível máximo.33 .5 L 0 . contra-indicando sua aplicação para ambos os casos. em horas. e 0 . uma velocidade muito baixa. m) Método do Lag O atraso da onda de cheia em relação â chuva que a produziu.0 km/h para bacias maiores. em % Resultaram.

I = declividade do curso principal.48 Kn⎜ 0 . em km. No caso de tempestades espalhadas. e os tempos de concentração calculados para uma bacia podem variar enormemente na proporção de 1 para 3 e até 1 para 5.030 a 0. TC = tempo de concentração. Substituindo ainda a declividade I pelo quociente entre o desnível H.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 75 Lc = comprimento. em km.5 TC = 16 . A = área da bacia . 5 A2 I . em m/km.5 ⎜H ⎝ ou ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 .716TC ⎛ L2 . Como se vê.167 Existem gráficos que indicam a variação do coeficiente Kn. A grande variação do coeficiente Kn requer a análise detalhada das características das bacias cujos dados serviram de base para a elaboração dos gráficos mencionados. e Kn = média dos coeficientes de Manning (Rugosidade) ao longo dos cursos d'água mais importantes da bacia. e o comprimento L.5 ⎜H ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 .260 e em áreas urbanas seu valor vai de 0.5 Lag = 11. além da adoção de adaptações aos demais parâmetros. em km². em minutos.0 Kn L0 . ao longo do mesmo curso do posto de medição até o ponto mais próximo ao centro de gravidade da bacia de drenagem. n) Formula de JOHN COLLINS L TC = 44 D sendo. de 0. em m.013 a 0.33 = 16 .833 H 0 .033. sem a consideração da fisiografia peculiar da região que corresponde a cada família de curvas dos gráficos mencionados. em geral.150. Kn pode atingir o valor 0. até o divisor.33 = 0 .0 Kn⎜ 0 . expressão precedente se transforma-se em: ⎛ L2 .

As velocidades para bacias pequenas são reduzidas. enquanto as fórmulas de PASINI e VENTURA geram as menores velocidades desse grupo.S. que caracteriza o complexo solo-cobertura vegetal da bacia. em m.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 76 L = comprimento do curso d'água. em km. Destas a fórmula de KIRPICH fornece velocidades acima da média das outras fórmulas. em km. TC = 1. GEORGE RIBEIRO. sendo seus valores os mais baixos que os encontrados para todas as outras expressões analisadas.80 L1. resultando descargas máximas menores. TC = tempo de concentração. DNOS. PASINI e VENTURA. e CN = referido número de curva.8 km/h e para bacias maiores em 3. H = desnível máximo. I = declividade. restrita aos limites de 1% a 3. L = comprimento do curso d'agua. e assim menos recomendável na avaliação do tempo de concentração. comparadas com a media das outras fórmulas.3 1000 H ( ) CN − 9 0 . e que são as de KIRPICH. em %. referido ao número de curva recomendado pelo U. D = 4A π . em função do complexo solo-cobertura vegetal. o) Fórmula do método do numero de curva (CN).e D = diâmetro de um círculo de área equivalente ao da bacia. A média das velocidades para bacias pequenas resultou em 1.3km/h tanto para bacias pequenas como grandes. KIRPICH MODOFICADA.5%.1 km/h. Recomenda-se que deva ser dada preferência às fórmulas que conduzem a valores razoáveis tanto para bacias pequenas quanto para as médias e grandes. As velocidades médias resultaram próximo de 1.7 sendo. em horas. que são . Soil Conservation Service na relação chuva-deflúvio de Mockus. isto é. especialmente para bacias médias e grandes. não se recomendando por isso seu emprego para estas.

foi substituída pela expressão A = 0. o comprimento do curso d*aguar L. O método do Lag com Kn= 0. Praticamente todos os casos mostrados situam-se dentro da faixa definida pelas expressões A= 0. em km.16 L' e A= 1.5 vezes maiores do que a média A. Em seguida são apresentadas as fórmulas antes citadas com as unidades iguais para melhor comparação. para as quais os resultados se aproximam bastante da fórmula de KIRPICH MODIFICADA e. . 2. portanto.O. em função do comprimento do curso d'água L.4 L.07 pode ser considerado para bacias com áreas superiores a 10 km². em K/h. A fórmula de GEORGE RIBEIRO fornece velocidades onde são pouco utilizadas as características da bacia. Outra maneira de comparar as fórmulas para o cálculo do tempo de concentração consiste em reduzi-las para as mesmas unidades. Nas expressões que contêm a área da bacia. o desnível máximo H. Essa relação resultou como média de mais de 200 bacias estudadas pelo DNER em várias regiões do Brasil.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 77 contra a segurança da obra. No caso das fórmulas que contêm a área A. expressando-se velocidade . uma segunda expressão onde essa área.5 vezes menores a 2. ao lado direito. A.00 L1'86. esta será expressa em km². representando áreas. entre. V= L/TC.N. da media de todas as fórmulas analisadas. em km². em m.S e de KIRPICH MODIFICADA para qualquer tamanho de bacia e o MÉTODO DO LAG para bacias maiores que 10 km2. em km. Com essa análise parecem mais indicadas as fórmulas do D. restringindo-se o uso para o caso da obrigatoriedade em usá-las. da bacia apresentou-se ainda. e substituindo a declividade I pelo quociente I=H/L.

2 Cursos D’água em Várias Regiões do Brasil Relação Desnível – Comprimento do Talvegue 1000 L .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 78 Figura .COMPRIMENTO DO TALVEGUE H .6.( km) 0. 2% I= 0.1.5.( m) 100 1000 .DESNÍVEL I .DECLIVIDADE 100 L . 5% 1% 10 H= 50 l 1/ I= I= I= 10 % I= 5% I= 2 2% I= 1 1 I= 50 % 20 % 10 H .

500 V=0. para qualquer bacia.5 H 0 .1667 H0.7020 L-0. essas grandezas deveriam aparecer nas fórmulas com expoentes próximos de 0.158 H0.03 L 0.4533 H0.4 Kl RPICH MODIFICADA GEORGE RIBEIRO (para p= 0.S.8951 L0. segundo a formula de Chézy de escoamento em canais.03 L 0.5) KIRPICH PICKING U.3937 L-0.2490 A -0.9709 A 0. os expoentes de L e H são próximos desses valores. L. I.500 H0.04 H0. Para as três fórmulas antes recomendadas.500 V=0.1538 L-0. respectivamente. CORPS OF ENGINEERS VEN TE CHOW DNOS (para K = 4) V = 0.385 V=1. Como a declividade ê dada pelo quociente entre o desnível.4011 L-0.1475 0 . Aliás esta fórmula fornece velocidades sempre próximas a 3.333 H0.470 V=1.5 para L. R.500 MÉTODO DO LAG JOHN COLLINS V = 0.5 L 0.014 H0.30 H0.05 V=1.6 H0.8 L0 .1500 L0. porque os expoentes de L e H são muitos baixos. dispensando na realidade qualquer cálculo.3 a 0.7936 L-0.60) PASINI V = 0.04 H0.5 para H e -0. Substituindo o raio hidráulico pelo inverso de uma potência da declividade.5.155 H0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 79 A relação das formulas com as unidades iguais é a seguinte: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) KERBY (para a= 0.200 V=0. e o comprimento do curso d'água.4 H 0.1667 H 0.7 km/h.5 ROSSI GIAHDOTTI = V=0. aproximadamente.385 V=3.5 L V=0. pela declividade. com exceção da estabelecida por GEORGE RIBEIRO.5 4 A + 1.1806 L-0.8858 L-0.3 a 0.9247 L0.1336 L-0.430 H0.2955 A -0.6029 A 0. a velocidade resulta proporcional ã declividade elevada a uma potência entre 0.400 V=0.3 a 0.5575 H0.320 V=0.1667 V=0.155 H0.500 V=0.1 L -0.190 H0. Como rios maiores têm geralmente declividade menor e raio hidráulico maior por causa da maior profundidade média.2 H 0.0526 L0.5 VEMTURA V = 0. por fornecer velocidades mais próximas ã média do conjunto delas.2 MÉTODO DO NUMERO DE CURVA (para CN=60) Para comparar essas expressões convém notar que.5 H 0. H. o raio hidráulico varia em função inversa da declividade.7611 L0. .1320 L0 V=2.1396 L0. a velocidade deveria ser proporcional â raiz quadrada do produto do raio hidráulico.040 V=0.

Para bacias com igual comprimento do curso d'água. L. Quando se dispõe de observações fluviométricas e pluviométricas de pelo menos algumas enchentes de maior porte na bacia em estudo ou numa bacia com configuração fisiográfica semelhante.A. que é o caso mais freqüente. significa uma bacia mais larga. fornecendo resultados satisfatórios segundo os vários autores. no entanto. o valor do tempo de concentração.5. Todas as fórmulas apresentadas. da bacia nem as condições do solo e da cobertura vegetal. menos a de JOHN COLLINS. Em conseqüência. uma variação inversa desta descrita. obtendo-se da base do fluviograma unitário triangular que forneceu o melhor ajustamento. 6. Com essa expressão determinam-se as precipitações efetivas ou os deflúvios nos vários intervalos em que se dispõe de dados pluviométricos. por aproximações sucessivas. e igual desnível. ela é mais simples porque não leva em conta a área. procurando reproduzir da melhor forma o fluviograma observado (ver Fig. A tempestade analisada deve ser de curta duração. compondo-se esses acréscimos de deflúvio com os fluviogramas unitários triangulares.3). A partir do deflúvio total e da precipitação total da tempestade considerada deduz-se o número de curva CN da expressão de Mockus. e com isso. Deve-se procurar ajustar os picos do hidrograma calculado com o observado. o comprimento e declividade do curso d'água principal mascaram os expoentes com que essas variáveis podem apresentar-se na expressão empírica da velocidade média. A principal dificuldade na aplicação da metodologia exposta reside na distribuição não uniforme das chuvas sobre a área da bacia. para cada vez base diferente. Além disso. A formula de KIRPICH MODIFICADA fornece valores intermediários para as velocidades. para considerar grande parte da bacia contribuinte da enchente. indicam.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 80 A fórmula do DNOS fornece os maiores valores de velocidade desse conjunto. Em tempestades prolongadas a aplicação da lei de infiltração de Mockus costuma ser evidente. H. especialmente para bacias médias e grandes. Aparentemente a interdependência entre a área da bacia. A. a maior profundidade dos cursos d'água deveria fornecer velocidades crescentes com o aumento da área. o aumento da área. porém não muito menor que o tempo de concentração. resulta maior concentração de água no curso principal. é possível avaliar o tempo de concentração e a correspondente base do fluviograma unitário. . abstraindo-se da origem de tempo no início das chuvas e dos deflúvios. sendo assim mais recomendável.

2 que foi desenvolvido por Víctor Mockus. 6. tendo-se observado velocidades de propagação de ondas de cheia nessas condições entre 1 km/h e 2 Km/h. Este hidrograma foi deduzido da média de um grande número de hidrogramas unitários naturais de bacias com tamanhos muito variados e situações geográficas diversas. valendo 0. porque a celeridade de uma onda de enchente é cerca de 1. Dividindo as ordenadas do hidrograma unitário pela sua descarga máxima e as abscissas pelo tempo de ponta TP.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 81 Não podendo ser empregados estes procedimentos. porém sujeitos a um erro apreciável em relação ao valor real. adota-se a fórmula KIRPICH MODIFICADA que fornece valores médios para o tempo de concentração. portanto duas a três vezes menores que as indicadas pela fórmula de KIRPICH MODIFICADA. comumente. O atraso da onda ou "Lag" é aqui definido pelo tempo entre o centro da chuva unitária e o pico do fluviograma unitário. Também recomenda-se que a "duração unitária" da chuva usada com o fluviograma unitário próximo de 0. totalizando-se o tempo final pela simples soma das parcelas. A determinação do tempo de concentração a partir da velocidade de escoamento das águas no curso d'água principal não é absoluta.2. o Soil Conservation Service usou o hidrograma unitário adimensional curvilíneo. resulta o hidrograma adimensional cujo ponto de inflexão no ramo de descida fica 1. Recomenda-se a adoção de durações unitárias até um quinto do tempo de concentração. não devendo ter valores maiores que 0. CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO Segundo. Este valor é bem maior que um quinto do tempo de pico e a análise comparativa dos resultados para durações unitárias iguais a um quinto do tempo de ponta e a um quinto do tempo de concentração demonstrando que as diferenças entre as descargas máximas correspondentes .25 TP.70 TP após o início da chuva unitária e a base é igual a 5 TP. é razoável determinar o tempo de concentração separadamente para cada parte.4 vezes maior do que a velocidade de escoamento no rio.20 TP.6 TC para condições médias de bacia hidrográfica e deflúvios com distribuição aproximadamente uniforme sobre a área.5. Nessa metodologia o tempo de concentração da bacia é igual ao tempo entre o fim da chuva e o ponto de inflexão no ramo descente do hidrograma unitário. para reduzir o trabalho de cálculo. Especial atenção deve ser dado aos trechos de rio onde existe transbordamento significativo pelas margens baixas. 6. Quando a bacia possui partes com declividades muito diferentes. representado na Fig.5.

TP e sua forma mais simplificada não necessita da apresentação adimensional de modo que se são obtidas a partir do tempo de concentração TC. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. e da dura cão unitária DU dadas por: TP = DU + 0 .2.6 TC 2 TB = 8TP 3 . comparados com as incertezas na escolha do número de curva CN e do tempo de concentração TC. Deve-se. Deve-se. O tempo de base TB desse hidrograma triangular é igual a 8/3 do tempo de ponta. são pequenos. quando os erros relativos são mais altos mas seu valor absoluto é pequeno. conforme mostra a Fig. TP. O próprio Soil Conservation Service recomenda a substituição do hidrograma adimensional curvilíneo por um hidrograma triangular cuja forma se adapta razoavelmente. a não ser para números de curva de infiltração CN muito baixos. 6. no entanto. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. Desse modo os erros conseqüentes do emprego de uma duração unitária diferente de um quinto do tempo de ponta.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados do tempo de concentração TC.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 82 geralmente não excedem 10% do seu valor médio. no entanto.5. em conseqüência dos baixos coeficientes de deflúvio.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados.

TB (min) FLUVIOGRAMA TRIANGULAR FLUVIOGRAMA ADIMENSIONAL 0.1 1 TP TB = 8 TP 3 2 t / TP 3 4 5 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 83 Figura 6.03 .0 0.2 DU QP 0.3 0.7 0.9 “ LAG “ 0.5.8 0.6 0.2 – Fluviograma Unitário Adimensional e Triangular EXCESSO DE CHUVA 1.6.4 TC 0.TC PICO PONTO DE INFLEXÃO QP (m³/s/mm) = AR (km²) 0.5 0.

comparada com a incerteza na definição do número de curva de infiltração CN. em km².6 TC = 5 DU 2 TC = 7 . 0. a expressão adequada é: TP = fornece a relação DU + 0 . A depleção exponencial normalmente observada no fim dos hidrogramas naturais não é reproduzida com fidelidade quando se emprega o hidrograma unitário triangular. é decorrente da substituição do fluviograma unitário curvilíneo pelo triângulo. Usando uma duração unitária DU. em m3/s por mm do deflúvio. em minutos. quando o principal objetivo é a definição do seu pico. Disso resulta a seguinte expressão: QP = AR 0 . A imprecisão introduzida na área de descargas altas do hidrograma total. o que não tem importância no estudo das enchentes. ou a ordenada máxima do hidrograma unitário observando-se que a área do triângulo representa o volume escoado da bacia para um deflúvio de 1 mm. AR = área da bacia. .03 = coeficiente de compatibilização de unidades. igual a um quinto do tempo de ponta TP.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 84 Obtém-se a descarga de ponta QP.03TB onde: QP = descarga máxima. mas é desprezível. do solo e na dificuldade de avaliar o tempo de concentração correto da bacia.5 DU entre o tempo de concentração e a duração unitária. TB = base do fluviograma unitário.

COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL Multiplicando as ordenadas do hidrograma unitário pêlos excessos de precipitação ou deflúvios em cada intervalo de tempo igual à duração unitária DU. com a duração unitária DU = 35 minutos.(Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado Rio de Janeiro).5.5 km2. procurou-se a solução que forneceu o melhor ajustamento do hidrograma calculado com o observado e especialmente proporcionando descargas máximas semelhantes. Aqui é reproduzido apenas o caso mais próximo da solução ótima.8 S Onde ⎛ 100 ⎞ S = 254⎜ − 1⎟ ⎝ CN ⎠ Repetindo o procedimento que se segue para diversas durações unitárias DU. conforme exposto no fim do capitulo 6. A área da bacia hidrográfica é de AR = 66. correspondentes aos tempos t da primeira linha. O procedimento pode ser explicado graficamente através do ajustamento de um hidrograma calculado com um hidrograma natural. O exemplo refere-se à enchente observada em 14 de fevereiro de 1979.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 85 6. À precipitação e ao deflúvio total corresponde o coeficiente de deflúvio de 24.3. por isso. atendendo ã expressão de Mockus. que serão assim também espaçadas de DU. permitindo obter-se o tempo de concentração da bacia. mantendo-se as devidas defasagens.6mm.25mm e o deflúvio superficial total de D = 21. As ordenadas dos hidrogramas parciais.6. corresponder às abscissas com intervalos iguais à duração unitária.2 S ) 2 P + 0 .5. que somados. conforme dados coletados e cedidos pela SERLA . a precipitação total média observada em 2 pluviógrafos de P = 89. D= ( p − 0 . fornecem o hidrograma total da enchente. As ordenadas do hidrograma unitário devem. obtidas pela interpolação linear entre os valores acumulados das .5. serão somadas com deslocamento de um intervalo DU cada vez que se considere o acréscimo de precipitação efetiva seguinte. triangulares.3 ) figuram as precipitações acumuladas P1. descontando-se a descarga base. que deságua na Baía da Guanabara. no posto Iconha. do rio Iconha. Na segunda linha do quadro que se segue (Qd . obtêm-se os hidrogramas parciais.85.2% e o número de curva de infiltração CN = 66.

postos pluviográficos.9 12. adotando-se o número de curva CN = 66. disponíveis em intervalos horários.7 17.25 0. Finalmente. definido para o total da enchente examinada.77 13.19 0 105 42.25 1.11 210 81. figuram os acréscimos de precipitação efetiva.da quarta linha. t (min) P1 (mm) P2 (mm) PE (mm) 35 5.53 6.76 11.99 0. Em seguida aparecem os acréscimos das precipitações médias P2 nos intervalos de tempo de duração DU = 35 minutos.26 21. na última linha do quadro.57 5.85.93 21.6 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 86 precipitações médias observadas nos dois.45 315 89.57 0 70 16. obtendo-se os deflúvios ou precipitações efetivas PE.6 8.19 280 88.12 7.59 175 72. a partir das precipitações acumuladas P1.45 245 88.46 21.01 25.98 140 60. usados para definir os hidrogramas parciais. calculadas pela expressão de Mokus.13 18. PE.

(m³/s) 70 60 50 40 30 20 10 PRECIPITAÇÃO DU=35min.1979 AR = 66.5 km² CD = 24.5.85 100 90 80 DESCARGA .3 – Conformação e Composição do Fluviograma Unitário 0 10 CHUVA .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 87 Figura 6.(minutos) .(mm) 20 30 40 50 60 DESCARGA . OBSERVADO CALCULADO t .2 % CN = 66.02.(m³/s) 50 40 30 20 10 0 35 70 105 140 175 210 245 280 315 350 385 420 455 490 525 560 595 630 665 700 CALCULADO OBSERVADO PERDAS DEFLÚVIO RIO ICONHA EM ICONHA / RIO DE JANEIRO SIMULAÇÃO DA ENCHENTE DE 14.

6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 88 Neste caso o hidrograma unitário triangular ê caracterizado pêlos seguintes elementos. de um intervalo de tempo igual â duração unitária. onde as águas das enchentes transbordam pelas margens.5. sendo possivelmente este o motivo da rápida ascensão do hidrograma no início das chuvas.5. Estão destacados na Fig. sendo necessário calcular-se novas características do hidrograma unitário. DU primeiro triângulo é disposto de modo que a defasagem final da descarga máxima do hidrograma calculado em relação ao observado seja menor que o intervalo DU adotado.3). Desprezaram-se os últimos acréscimos de precipitação efetiva cujos hidrogramas desaparecem na representação gráfica. . que se ajusta satisfatoriamente ao hidrograma observado. resultando uma base do hidrograma igual a TB= 467 minutos e um tempo de concentração de TC = 7. Esses hidrogramas parciais triangulares possuem uma base igual a TB = 467 minutos e descarga de ponta dada pelo produto dos acréscimos de precipitação efetiva de cada intervalo de duração DU pela ordenada máxima do hidrograma unitário. fornecendo hidrogramas parciais 10% mais baixos e com base 10% maior que no caso de durações unitárias menores. como também é ressaltada a soma dos hidrogramas parciais. O tempo de concentração resultante desta enchente é assim TC = 262 minutos para essa bacia cujo comprimento do curso principal é de 16. Na tempestade examinada as precipitações observadas nos dois pluviógrafos foram bastante diferentes. resultando deflúvios não uniformes sobre a bacia. quando o grupamento é de 4 a 6 elementos. a partir da duração unitária correspondente.5 km.6.3 os hietogramas das precipitações observadas e os excessos de precipitação. e a parte inferior é pouca inclinada.03TB Estão representados na Fig. A parte superior da bacia situa-se nas escarpas íngremes.3' os cinco hidrogramas parciais correspondentes acréscimos de precipitação efetiva maiores do quadro precedente (Qd . que é QP. com atrasos sucessivos do seu início. pico e fim.5. A descarga de ponta é dada por: QP = AR = 4 . Para uma duração unitária DU = 35 minutos e um tempo de ponta TP = 5 x DU ou TP = 175 minutos.75 m 3 / s / mm 0 . cobertas de matas da Serra do Mar.5 DU e TC= 262 minutos. múltipla de DU procedimento não é muito exato. Os triângulos são defasados. Para reduzir o trabalho de soma dos fluviogramas parciais recomenda-se associar os excessos de precipitação no fim da chuva de projeto em grupos com duração múltipla de DU. 6.

D.1.6. aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia. Em geral o somatório das ordenadas dos hidrogramas parciais é feito sob forma de tabelas. de simultaneidade da chuva e distribuição da chuva em área. superior a 1 mm/h.3. que representa a média dos 98 postos do Brasil com a perda mínima por infiltração 1 mm/h. METODOLOGIA A Ao ser utilizado o período de 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da precipitação. . pois a infiltração mínima do solo. é conveniente a adoção de durações da chuva. ressaltando-se as diferenças de adoção das duas metodologias de cálculo adotadas: – – Metodologia A. tornando o número de hidrogramas parciais a serem somados bastante reduzido. a partir da duração unitária.2.6. costumando-se suprimir os acréscimos de deflúvio no fim da tempestade. Considerou-se ainda o número de curva CN = 60. DU. assim como as características da relação chuva-duração-frequência. MÉTODO DE CALCULO A seguir são descritos com os procedimentos de cálculo para obtenção dos valores das descargas de projeto a serem utilizados nos projetos rodoviários. O cálculo desenvolvido deve ser acompanhando no Quadro Q1-A. como descrito no capítulo 6. sem prejuízo da precisão requerida. adotando-se o período de recorrência de TR = 10 anos. crescente segundo a progressão geométrica de razão 2. CHUVAS DE PROJETO EXPRESSÃO DE CHUVA DO ENG° OTTO PFAFSTTETTER 6. convencional. Metodologia B.1. para a metodologia.6. na metodologia A. é geralmente adotada. Esses parâmetros acham-se indicados no alto do quadro. e CN = 74. no período total de 15 dias de chuva de projeto.6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 89 Essa simplificação não tem grande vantagem na maioria dos casos.2. tomando como exemplo o posto pluviográfico de referência. com o que reduz-se o número de elementos a calcular.6. considerando-se as chuvas no período antecedente de 5 dias do pico da precipitação. 6. Para exemplificação considerou-se uma bacia com área de 32 km² tempo de concentração de 150 minutos e duração unitária de 20 minutos. considerando as chuvas precedentes do pico de chuvas de curta duração. 6. 6.

são definidas pela expressão: P0 = aD + b log( 1 + cD ) Sendo. TR. em mm. 25 onde K significa o fator pelo qual deve ser multiplicada a precipitação Po. Esses intervalos encontram-se também na 8a coluna da segunda parte. b e c = parâmetros relacionados para os diferentes postos do Brasil. Aparecem em seguida as precipitações PO. D. Em seguida. O penúltimo valor de D foi escolhido de modo que as durações antecedentes ao pico somem os 5 dias fixados para ela. usadas no quadro. essa duração antecedente resulta da soma dos intervalos de D entre pares sucessivos dos valores anotados nas primeiras colunas da parte superior do quadro. 4 para 98 postos do Brasil.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 90 Nas três primeiras colunas da primeira parte do quadro aparecem as durações D. que são parâmetros que dependem da duração. D. para obter a precipitação com o tempo de recorrência de projeto. D = duração da chuva. calculado pela expressão: . expressas em minutos. horas e dias. em horas. nessa parte do quadro. é necessário efetuar interpolações lineares entre aqueles valores e mesmo extrapolações. que. em anos. FS. da chuva e são relacionados na Ref. "β" e "γ". para o tempo de recorrência TR = 1 ano. no caso dos postos analisados na Ref. para durações maiores que 6 dias. O fator de probabilidade K é definido por: K = TR α + β / tr 0 . Nas colunas seguintes aparecem os valores de "α". para maior comodidade da análise dos resultados. Po = precipitação. Devido à disposição simétrica dos acréscimos de precipitação. aparece o fator de simultaneidade das chuvas. a. com tempo de recorrência de 1 ano. 4. Como em geral os valores de "α" e "β" não são relacionados para as durações. O último valor de D corresponde aos 15 dias admitidos para a duração total da tempestade de projeto.

De acordo com a tabela de correspondência . pelo fator de probabilidade K. pelo fator de simultaneidade. P1. Na 9ª coluna dessa parte superior do quadro aparece o fator de redução da chuva em área.6. e AR a área da bacia hidrográfica. 6. em anos. para o tempo de recorrência de l ano. conforme descrito adiante. têm-se as seguintes indicações: adoção do número de curva CN maior que no procedimento A. TC. escolhida como sendo igual a 4 DU. e finalmente pelo fator de redução em área. em horas. DR a duração considerada e. que resultam do produto das precipitações Po. A 10a coluna da primeira parte do quadro fornece as precipitações de projeto. Esses acréscimos de precipitações devem ser reordenados. FA dado por: FA = sendo Y Y + log ( AR / C 6 ) 2 Y = C 3 log( C 4 D + C 5 ) os valores de C3 = 35.57TR −0 .70 e C5 = 1 estão indicados no alto do quadro. para as durações D.2. nos sucessivos intervalos de tempo entre as durações do início dessa parte.2. no Quadro Q1-B. não sendo considerado no caso os 5 dias de precipitações antecedentes ao pico da tempestade. em km2. METODOLOGIA B No caso de se adotar o procedimento B. C4 = 0. levando-se em conta a umidade do solo no início da chuva.5 e C 2 = 0 . DR a duração de referência. ou aproximadamente igual à metade do tempo de concentração. D é a duração considerada. mais comumente adotado. FS. P1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 91 FS = C1 ( 1 − C 2 ) + C2 C1 + log 2 ( D / D R ) sendo C1 = 1. FA isto é: P1 = P0 ⋅ K ⋅ FS ⋅ FA Na última coluna dessa parte do quadro aparecem os acréscimos das precipitações de projeto.18 E onde TR é o tempo de recorrência.

a partir de dados pluviométricos que sejam significativos da área local. Se consistente. usado no exemplo anterior.1 log( AR / 25 ) ≤ 1 onde AR é a área da bacia. Nesse caso efetuam-se interpolações lineares entre os valores dados por método estatístico para definir as precipitações correspondentes às durações D do quadro.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 92 de CN do capítulo anterior. em km². não vindo. adotou-se o valor de CN = 74. correspondente ao CN = 60. O fator de simultaneidade das chuvas não é considerado nesse procedimento. seriam alteradas com a consideração do fator de simultaneidade. em geral não coincidem com as durações D.6. Na metodologia de cálculo B.2. em grande parte. resultando FS = 1. ou mesmo. O efeito das chuvas antecedentes ao pico da tempestade já está considerado. escolhido de modo a definir satisfatoriamente o ramo descendente do fluviograma resultante. As chuvas. e FA o fator de redução em área. Tmax. No restante os quadros QI-A e QI-B são semelhantes. usadas na composição da primeira parte do quadro. São a seguir tratados os casos onde dispõe-se de observações pluviográficas locais. .3. esse estudo poderá fornecer o valor das precipitações para o tempo de recorrência de projeto e para durações que. independente da duração D. 6. refletir-se sobre a descarga máxima do fluviograma de projeto. Em seguida as durações D crescem em progressão aritmética até o tempo máximo para cálculo. convém fazer-se a análise estatística das precipitações de curta duração desse posto. no entanto. normalmente o fator de redução das chuvas na área é definido pela Expressão: FA = 1 − 0 . após o pico da tempestade. na escolha mais judiciosa do número de curva CN. POSTO PLUVIOGRÁFICO LOCAL Havendo dados pluviográficos de postos diferentes dos estudados pelo Eng° Otto Pfafsletter e que sejam representativos da bacia em estudo.

com um número de curva CNo= 40. e pelo fator de redução da chuva em área. calculado pelo procedimento B. e pelos fatores de redução da chuva em área. as precipitações PK da quarta coluna da primeira parte do quadro Q2-A.3. Nesse caso a tabela de correspondência dos números de curva CN0 e CN1 não é valida. A precipitação de 24 horas é definida pelo produto deste valor por 1. METODOLOGIA B Nos quadros Q2-B1 e Q2-B2 encontram-se os mesmos exemplos. que nesse caso crescem em progressão.4.6. através das duas metodologias de cálculo são um pouco divergentes. Nas colunas seguintes dessa parte figuram os valores não utilizados de "a".1.2.13.2. de dados pluviométricos diários para um posto mais próximo pode-se proceder do modo a seguir.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 93 6. METODOLOGIA A A primeira parte do quadro Q2-A exemplifica uma bacia situada na Baixada Santista. no procedimento B. FS. Dividindo-se este valor pela precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência.6. Admitiu-se no caso um solo com permeabilidade acima da média. pois a potencialidade na formação de chuvas de curta duração é muito diversa da representada para o posto de referência.3. no Estado de São Paulo. onde obteve-se a seguinte relação entra precipitações e durações para chuvas com TR= 10 anos de tempo de recorrência. e CN1 = 55. no procedimento A. pêlos fatores de simultaneidade. pelo menos.6. que não são considerados. por interpolação.2. O restante dessa parte do quadro é semelhante à do quadro Q1-A. PA. 5min 15min 30min 1h 2h 4h 8h 24h 48h 4d 8d 6d P(mm) 17 37 58 86 113 143 174 240 290 368 510 745 D Com esses valores foram obtidas. diferindo pelas durações D. resultante do produto das precipitações PK pelo fator de simultaneidade. sendo a precipitação de projeto. FS= 1.2. definindo o valor para o período de recorrência TR = 10 anos. equivalente a 139 mm. Por esse motivo as descargas máximas. P1. 6. "p" e o fator de probabilidade K = 1. Efetua-se a análise estatística das precipitações máximas diárias observadas. As demais características da bacia acham-se representadas no quadro. obtém-se o quociente que representa a . POSTO PLUVIOMÉTRICO LOCAL No caso em que se julgue que os postos relacionados não sejam suficientemente representativos das chuvas na bacia em estudo e se disponha de pelo 10 a 15 anos. 6.

para várias durações B. 6. que nem sempre coincidem com as durações indicadas. que é a precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência. neste caso uma bacia no sul do estado de Goiás onde o posto n° 32 . Traça-se no gráfico escolhido uma linha passando pela precipitação relativa achada para o posto considerado e que seja paralela à curva do posto regional mais representativo.2. Com as ordenadas dessa curva paralela ou interpolada são avaliadas as precipitações relativas para diversas durações. METODOLOGIA A Esta metodologia é exemplificada pelo quadro Q3-A. resulta a precipitação relativa de 152.04 mm acima. a um valor de 135 mm. Normalmente ê necessário efetuar interpolações para achar as precipitações correspondentes às durações D da primeira parte do quadro. correspondente à região do Brasil mais representativa da área em estudo. Dividindo-se esse valor por 139. Multiplicando-se essas precipitações relativas pelas precipitações. As vezes essa linha traçada deve ser interpolada entre duas outras do anexo B. mas não se dispõe de um pluviômetro próximo com dados de chuvas diárias. A paralela à curva de n° 32 .Goiânia situa-se 0. Feita a análise estatística das precipitações diárias máximas anuais chegou-se. do posto de referência. e suas ordenadas PR. resultam as precipitações para o posto considerado. Supôs-se.1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 94 precipitação relativa do posto considerado para 24 horas e pode ser marcada por um ponto num dos gráficos.10 para o posto pluviométrico considerado e uma duração de 24 horas.55mm. Esse procedimento pressupõe que as precipitações de várias durações mantêm a mesma relação para as de 24 horas como a que se observou no posto tomado como base de comparação no Anexo B.13 x 135 = 152. para obter as precipitações de projeto P1. e pelo fator de redução em área FA. para o período de recorrência TR = 10 anos. constam do quadro que se segue. de igual duração e período de recorrência TR. A precipitação de 10 anos de recorrência e duração de 24 horas corresponde assim a 1.Goiânia é razoavelmente representativo.55/139 ≤ 1. Essas precipitações pontuais do posto considerado devem ser multiplicadas pelo fator de simultaneidade FS.6.4. . correspondentes a postos que possam adequar-se à estimativa das precipitações de curta duração no posto pluviométrico considerado.

9 137.8 152. Na última linha figuram as precipitações de projeto PK. Admitese que as precipitações relativas não variam muito com o tempo de recorrência e que as referentes a TR = 10 anos representam satisfatoriamente a média.94 86. contendo os valores de "α".16 19.16 4h 1.8 297.6 158. Os fatores de simultaneidade FS = 1 não são considerados e os fatores de redução da chuva em área.5 Na terceira linha do quadro repetiram-se as precipitações do posto de referência do para TR = 10 anos.2 100 2h 1.1 229 48h 1. As três colunas seguintes. São igualmente ignorados os valores de "α".15 6h 1. a precipitação de projeto. que é tempo de recorrência de projeto.7 179. Os números de curva CNo= 60 e CN= 64.8 62.6.2 262. Nesse caso as durações D crescem segundo uma progressão aritmética até o tempo máximo de cálculo TMAX.2 110.9 300.5 174. usados nas metodologias A e B. decrescem ligeiramente entre as durações de 16 a 64 horas em conseqüência de uma rápida queda do fator de simultaneidade.2 247.2. P1= PK x FS x FA. não são representativas neste caso.23 1.4. aparecendo o fator de simultaneidade FS.06 4d 0.4 349.11 1. de modo que não alteram sensivelmente os resultados.99 6d 0. As precipitações de projeto P1.2 43. FA.2. o fator de redução na área FA. da 5a à 7a coluna da primeira parte do quadro. 6. "β" e K = 1. respectivamente. .5 128.14 12h 1.7 24.8 208. Esses valores ou os interpolados para as durações D constam da 4a coluna da primeira parte do quadro Q3-A. No restante o quadro assemelha-se aos anteriores.13 24h 1.3 69.1 203.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 95 D PR(mm) P100(mm) PK(mm) 5min 15min 30min 1h 1.1 pois as potencialidades para formação de chuvas de curta duração no posto considerado diferem bastante daquelas do posto de referência utilizado para organizar a tabela. METODOLOGIA B O quadro Q3-B ilustra o cálculo da enchente pela metodologia B. Os acréscimos de precipitações correspondentes são negativos mas seus valores são pequenos.11 1. resultantes do produto de PR por P100 das duas linhas precedentes.1 47. "β" e K = 1. e seus acréscimos.4. não obedecem à tabela do subcapítulo 6.4 328.

PE. Na 7a coluna da segunda parte do quadro são anotadas as perdas. o acréscimo de precipitação maior é colocado no centro do grupo e os outros acréscimos de magnitude decrescentes são dispostos alternadamente apos e antes do grupo em formação. METODOLOGIA A Precedendo o cálculo dos deflúvios. em mm e CN o numero de curva de infiltração do solo. resultantes das diferenças entre valores sucessivos da coluna precedente dessa parte. Nesse caso. Na quarta coluna os acréscimos de precipitação rearranjados da coluna precedente são acumulados. Após o pico da tempestade essas perdas.3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 96 6. costumam diminuir excessivamente. essas perdas mínimas não podem exceder os valores dos acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna porque não ha água para isso. cuja extensão cresce conforme afasta-se do centro da tempestade. da segunda parte. são calculados os deflúvios ou precipitações efetivas. que aliás costuma ser o mais freqüente no fim dos . Por outro lado.3. Pmin.6. Pmin Assim. ( P1 − 0 .8 S sendo: S= 254 (100/CN -1). dadas pela diferença entre os acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. Para maior clareza.1. tornando-se menores do que a capacidade de infiltração mínima do solo. Na terceira coluna da segunda parte dos quadros Q1-A e Q3-A pode-se verificar esse tipo de rearranjo dos acréscimos de precipitação. os acréscimos de precipitação que constam da última coluna da parte superior do quadro dos exemplos. Para o procedimento A. Na 6a coluna da segunda parte do quadro figuram os acréscimos de precipitação efetiva. Com essas precipitações acumuladas. P1. prevalecem os valores correspondentes a esta. de acordo com a expressão de Mockus. contidos na ultima coluna da parte precedente de cada quadro . figuram nas duas primeiras colunas. devem ser rearranjados em ordem mais provável de ocorrência na natureza.2 S ) 2 PE = P1 + 0 . as durações que definem o inicio e o fim de cada intervalo de tempo correspondente ao acréscimo de precipitação rearranjado. logo que os valores das perdas da 7a coluna se tomarem menores que os da perda mínima. CALCULO DOS DEFLÚVIOS 6. com 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade.6. contidas na 5° coluna.

lembrando-se que nesse caso os intervalos de tempo são iguais entre si e seu valor é dado pela duração unitária. Em geral os seis maiores acréscimos de precipitação. Esse caso naturalmente não ocorre quando se admite uma perda mínima.1. Finalmente os acréscimos de precipitação efetiva da 6ª coluna da segunda parte devem ser fracionados em intervalos iguais à duração unitária DU para facilitar a soma dos fluviogramas parciais. as perdas da 7a coluna se igualam aos acréscimos de precipitação da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. Essa regra pode ser resumida. Dividindo-se os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna pelo numero de elementos.6. e que está anotado na 9a coluna dessa parte do quadro.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 97 cálculos. antes da ocorrência do pico da tempestade. A segunda parte dos quadros Q1-A. como será apresentado adiante.3. igual à última coluna da parte superior do quadro. antes calculados. da 9a coluna. recalculado no intervalo considerado. 3. obtem-se os acréscimos de precipitação efetiva para cada elemento de duração. . Dividindo esses intervalos da 8a coluna pela duração unitária DU obtem-se o número de elementos N. A soma dos intervalos da 8a coluna da segunda parte do quadro. METODOLOGIA B Para o procedimento de cálculo B. que serão aplicados ao hidrograma unitário para obter o hidrograma total. Elas resultam da soma da precipitação efetiva no intervalo de tempo anterior com o acréscimo de precipitação efetiva da 6a coluna. anotam-se na 8a coluna os intervalos de tempos. N. são dispostos com valores decrescentes na ordem 6. 6. Q2-A e Q3-A ilustra o procedimento de cálculo. em que devem ser divididos os acréscimos de precipitação efetiva. fornece a duração das chuvas antecedentes DA conforme foi citado na primeira parte. um valor nulo. o rearranjo dos acréscimos de precipitação procura reproduzir.2. descrita no capítulo subseqüente. Pmin nula Toda vez que as perdas da 7a coluna são substituídas pela perda mínima referente a Pmin ou pelo acréscimo de precipitação da 3a coluna. Q2-B1 e Q3-B. dados pela última coluna da primeira parte do quadro. DU Para orientação são apresentados os exemplos na segunda parte dos quadros Q1-B. onde somente são consideradas as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. Para esse fim. serão substituídos por. 4. dados pela diferença entre o fim e o início. com uma regra única. Os acréscimos de precipitação seguintes serão acrescentados na sua ordem decrescente primitiva. DU. relacionados às duas primeiras colunas dessa parte do quadro. numa duração aproximadamente equivalente à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. as precipitações efetivas da 5a coluna deverão ser recalculadas. 2 e 5.

onde a duração unitária escolhida é de DU= 5 minutos. dado pelo acréscimo de precipitação rearranjado da 39ª coluna dessa parte do quadro.6. que sempre fica no quarto intervalo de tempo. Nesse caso basta aumentar o tempo de pico da chuva TPC para um período maio que 60 minutos. vindo gradualmente de encontro à metodologia de calculo A. Às vezes prefere-se utilizar tempestades com o pico mais afastado do início. quando as durações unitárias DU são curtas. dado por PM. Dispensam-se as três últimas colunas porque os intervalos são iguais e não há necessidade de subdividir os acréscimos de precipitação efetiva. de modo que a sua quarta parte represente um múltiplo inteiro de durações unitárias DU. por vezes não se chega à situação em que as perdas atinjam o valor mínimo. Para durações unitárias DU maiores que 15 minutos o pico da tempestade não ê mais orientado pelo valor de TPC e sim pela posição do acréscimo de precipitação maior. Deve-se nesse caso escolher um tempo de pico da chuva TPG. pode ser fixado em 60 minutos e. cada bloco de 15 minutos seria desdobrado em outros com duração menor. ou DU = TPC / 4 = 15 minutos. ou o valor limite. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA Apôs determinar os deflúvios ou acréscimos de precipitação efetiva. o desenvolvimento da segunda parte do quadro se assemelha ao descrito para a metodologia A. haveriam quatro intervalos antes do pico. Nesse caso o tempo de pico da chuva. segundo o capítulo precedente. Para durações unitárias menores. conduz a um acréscimo de chuvas antecedentes e um conseqüente aumento do deflúvio.4. fazendo-se a subdivisão dos blocos quando a duração unitária for menor que TPC / 4. devem ser multiplicados seus valores pelas ordenadas do hidrograma unitário em intervalos iguais à duração unitária DU. dispondo-se os acréscimos de precipitação com magnitude crescente antes do pico e decrescente apôs o pico. e somarem-se os produtos com a defasagem de um . TPC. 6. preferivelmente submúltiplos inteiros de 15 minutos. mesmo para bacias de pequenas extensões. Observe-se que esse deslocamento do pico da tempestade. que considera os 5 dias de chuvas antecedentes. tendo em vista que os valores contidos na 6a coluna já se referem aos intervalos de duração unitária DU Como a soma dos intervalos de tempo processados no procedimento B costuma ser mais curta que no procedimento A. No restante.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 98 Essa regra fornece picos de tempestade /muito próximos do seu início. Pode-se perceber essa metodologia acompanhando o exemplo do quadro Q2-B. Dos valores disponíveis esse pico da tempestade pode chegar a 1h após o início para chuvas de trovoada. com o rearranjo sugerido.

Assim normalmente 28 linhas e excepcionalmente 44 linhas nesta parte do quadro são suficientes para incluir todos os excessos de precipitação efetiva com valores significativos. no máximo. de modo que. esclarecem os passos a seguir. Como recomenda-se utilizar durações unitárias entre 1/5 e 1/8 do tempo de concentração ou 1/9. conforme avança-se para o acréscimo seguinte. Na primeira linha dessa parte dos quadros anotam-se as ordenadas do hidrograma padrão. Nas duas primeiras colunas dessa terceira parte dos quadros aparecem os números de ordem N e os tempos dos intervalos múltiplos da duração unitária DU considerada. calculados na segunda parte dos quadros. sem prejudicar a precisão dos resultados. e no qual as outras características como tempo de ponta e tempo de base são iguais ao hidrograma unitário triangular do Soil Conservation Service. os acréscimos de precipitação efetiva vêm diretamente da penúltima coluna da segunda parte do quadro. com pequenas diferenças de um caso para o outro. do hidrograma unitário.13 do tempo de base. e o quadro Q2-B2 para o procedimento de cálculo B. em cada caso.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 99 intervalo. Q2-A e Q3-A. basta considerar o acréscimo de precipitação efetiva máximo na 11ª posição da 3a parte.33 a 1/14. é dado pelo n° da penúltima coluna dessa parte. Os exemplos na terceira parte os quadros Q1-A. para o procedimento de cálculo A e dos quadros Q1-B. seja qual for o tamanho da bacia. correspondentes a cada acréscimo de precipitação efetiva. dividido-se por 100. O uso desse hidrograma padrão permite a representação dos elementos centrais dessa parte com números inteiros de três algarismos significativos. Em seguida aparecem os acréscimos de precipitação efetiva. As ordenadas H do hidrograma padrão podem ser calculadas por semelhança de triângulos com as abscissas crescentes a partir de zero em intervalos iguais à duração unitária DU. cuja descarga de ponta é igual a 100 m³/s. No caso do procedimento de cálculo B. Essa defasagem corresponde ao atraso com que os hidrogramas parciais. necessitando-se apenas daquelas com maior valor. podendo-se eventualmente eliminar os poucos . No início da tempestade de projeto há geralmente muitos valores nulos. chegam ao ponto onde busca-se conhecer a descarga. As descargas resultantes terão de ser multiplicadas pela descarga de ponta QP. Q3-B. No caso do procedimento de cálculo A. Seguem-se para baixo e para cima os acréscimos de precipitação efetiva cujos valores são indicados na ultima coluna da secunda parte do quadro e seu número. há um grande número de acréscimos de precipitação efetiva a manejar. que é a descarga de ponta do fluviograma padrão utilizado. as 13 ordenadas previstas nessa parte do quadro são suficientes. normalmente.

resulta da expressão: QP = AR 0 . A essas ordenadas devem ser adicionados os valores da descarga base. Em seguida são apresentados no corpo da terceira parte do quadro os produtos das ordenadas H do hidrograma padrão de cada coluna pelo acréscimo de precipitação efetiva de cada linha. dado por: TB = 8 ( DU / 2 + 0 . No restante o desenvolvimento da terceira parte do quadro é semelhante. AR = área da bacia AR em km².03TB onde: QP = descarga de ponta expressa em m³/s . Terse-á. do hidrograma unitário.6TC ) 3 . A descarga base a adotar será a indicada como normal no período das enchentes. fornece as ordenadas do hidrograma total. para cada coluna que se avança nas ordenadas. indicadas na penúltima coluna dessa terceira parte. para definir adequadamente o ramo descendente do hidrograma de projeto. comparada com a descarga máxima da enchente. em minutos. multiplicada pela relação. ao longo de cada linha. A soma dos elementos no corpo dessa terceira parte do quadro. O deslocamento dos elementos de cada coluna no sentido vertical permite uma fácil soma das ordenadas isócronas desses hidrogramas parciais. QP/100. Convém prolongar o quadro até perto de 13 linhas além do ultimo valor significativo dos acréscimos de precipitação efetiva usados. As ordenadas de cada hidrograma parcial podem ser visualizadas observando-se nessa parte do quadro os valores ao longo das diagonais descendentes de uma linha cada vez que se avança uma coluna para a direita. caso essa seja apreciável . que anotar os resultados de modo que.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 100 valores nulos que costumam aparecer no inicio. todos os valores dessa coluna desçam de uma linha em relação à coluna anterior. QP. TB = tempo de base. usado nos cálculos da terceira parte dos quadros descritos. A descarga de ponta. no entanto. Os produtos representam as ordenadas dos hidrogramas parciais oriundos de cada acréscimo de precipitação efetiva para u hidrograma unitário padrão com descarga de pico igual a 100 m³/s.

pode ser avaliado grosseiramente por plantas topográficas ou inspeção local até o nível admissível de inundação.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 101 sendo: DU = duração unitária e TC = tempo de concentração da bacia. admitindo-se em cada intervalo uma descarga média igual ã indicada na penúltima coluna dessa parte do quadro. Na última linha da terceira parte dos quadros é ainda destacado o valor máximo do hidrograma das descargas de projeto. R = volume retido com a elevação máxima das águas e V = volume total da enchente. . Assim. superior a 20%. por exemplo. Na última coluna da terceira parte dos quadros descritos aparecem os volumes acumulados das enchentes de projeto para os diversos tempos dados na 29ª coluna. convém considerar o amortecimento e efetuar um cálculo mais minucioso considerando a forma detalhada do hidrograma. a relação cota-volume do terreno a montante da obra e a capacidade desta para vários níveis d'água a montante. O volume máximo retido. por exemplo. Esses volumes referem-se ao fim do intervalo. dividindo-se o volume armazenado a montante de um bueiro plenamente afogado pelo volume total da enchente se tem à proporção da redução do pico da enchente calculada: Q1 − Q2 R = Q1 V Caso esse cálculo aproximado indique uma redução apreciável. Esse volume pode ser utilizado para saber se a obra é capaz de amortecer a ponta da enchente com o represamento temporário causado a montante. R. Em primeira aproximação a redução da descarga de ponta pode ser calculada pela expressão Q1 − Q2 = Q1 R V sendo: Q1 e Q2 = descargas máximas da enchente antes e após o amortecimento.

23 319 90.38 6 1.00 427 85.5026 FA 0.7740 ACR.8396 1.0 10240.0800 0.0274 43.3766 C3 = 35 C4 = 0.0000 0.27 911 6.0 14040.0800 0.5156 26.1747 0.1475 0.0 7560.0000 0.4320 9. DE P1 (MM) 27.5 C2 = 0.0 2560.0000 0.0744 0.0 5120.1710 0.0316 69.0 1280.0 MINUTOS DA = 5.0 21600.00 MM/H NP = 0 a = 0.7160 9.8470 138.5196 0.2613 83.0 160.6288 1.0800 0.7804 0.33 42.0744 0.8739 28.0 2560.0 M3/S .5830 4.0 40.0 20.0000 0.0 320.6443 1.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 500 520 ACR.056 0.8306 0.0000 0.9081 49. PE) /N (MM) 0.6410 167.9917 0.4497 17.8739 28.0 320.70 530 79.2979 17.5952 3.0000 0.3582 25.08 BETA 60 = 0.0000 0.9877 0.9610 0.8787 0.6220 193.0800 0.8884 1.6272 21.0 640.33 170.67 1.08 625 70.0274 16.0331 8.8787 0.0744 0.6936 0.16 0 0.0000 0.1615 4.00 360.1522 124.31 873 20.00 KM2 CN = 60 PM = 1.62 76 50.7965 13.0000 0.9789 18.0000 0.5830 7.3582 0.5738 7.4407 62.7650 61.7299 13.67 5.0000 0. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.4870 1.8396 0.67 234.9645 1.0800 0.0 640.0744 0.6220 193.5452 1.6430 157.00 D (DIAS) 0.222 0.76 18 16.9848 0.33 0.1980 105.67 85.8396 1.0 160.33 10.0 320.9789 36.53 923 DESCARGA MÁXIMA Q = 90.014 0.0070 ALFA 0.33 2.3582 25.0800 0.5738 78.4497 4.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 18.8396 1.0 5120.2043 99.1615 25.788 3.0000 0.5966 1.57 7 3.8884 7.0000 Perda (MM) 18.0000 0.0534 13.6485 59.0 5120.67 21.7965 31.7020 124.0 1280.89 2 1.32 834 32.7375 13.0331 7.70 C5 = 1 C6 = 5 BETA 0.0 320.5830 7.4948 75.556 7.0000 0.0000 0.0 5120.1706 89.00 DIAS AR = 32.6355 1.48 919 3.9789 36.0 20.6215 4. VOL.0 MINUTOS TC = 150.7160 1.5412 FS 0.8260 157.7740 PE (MM) 0.72 218 84.9732 0.0 80.3270 99.0000 0.6852 112.9579 35.0744 0. DE PE (MM) 0.1669 0.5576 1. (M3/S) (DAM3) 0.2850 131.7965 36.7665 4.0 80.1990 196.444 0.0 40.8996 0.0800 K 1.0 D (H) 0.5730 0.1523 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma U = 4.0 40.0 N 190 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 378 (ACR.7160 9.52 137 67.0800 0.0 160.5738 7.0000 0.00 BETA 15 = 0.0331 7.0 80.7110 88.0 21600.5687 1.7375 17.0800 0.6249 0.15 709 58.9897 0.0000 0.9804 0.0 80.0 640.2940 92.8545 14.0744 0.0800 0.8739 28.0000 0.0 1280.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 102 CN = 60 Intervalo de 10240.1615 4.7299 27.0000 0.08 C1 = 1.1506 0.6583 1.0000 0.0744 0.0800 0.1582 0.7965 13.1523 Intervalo (MIN) 3800.0000 0.0 10240.1429 Metodologia A .1687 0.0 2560.1750 0.12 897 11.0 640.9391 0.60 1 0.1440 0.0274 16.4536 8.3582 13.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.0 20.9912 0.15 4 1.8739 ACR.5340 0.0000 0.8491 6.9023 32.9923 P1 (MM) 27.6007 1.000 P6 (MM) 24.0 160.0000 QD .89 780 45.0 0.0744 1.1523 18.04 11 5.7665 8.3700 252.36 1 0.8396 0.0 14040.0744 1.028 0.0800 0.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.0000 1 1 1 1 1 1 1 1 34 34 191 158 37 37 37 37 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 103 103 574 473 110 110 110 110 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 137 137 766 631 147 147 147 147 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 172 172 957 789 184 184 184 184 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 151 151 842 694 162 162 162 162 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 130 130 728 600 140 140 140 140 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 5 5 5 5 5 5 5 110 110 613 505 118 118 118 118 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 89 89 498 410 96 96 96 96 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 2 2 2 2 2 2 2 48 48 268 221 52 52 52 52 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 27 27 153 126 29 29 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 38 32 7 7 DESC.0 (MIN) A 14040.Q1-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência Parâmetros de Simultaneidade da Chuva Parâmetros de Redução da Chuva em Área D (MIN) 20.9910 44.9360 119.111 0.0 2560.1593 0.1273 0.0000 0.0 40.0000 0.6444 40.9645 0.0 20.750 15.6595 1.0 1280.06 0 0.09 37 32.08 BETA 30 = 0.889 1.4082 4.864 1.8739 28.111 9.5372 82.

0 240.0691 0.3476 147 2.1499 ACR.9893 0.3975 3.0800 0.0 40.2214 10.00 2.056 0.1996 QD .0 20.5885 1.1892 52.33 2.0 60.1560 0.9081 43.9038 77.0000 1.1451 43 1.7305 27.9893 0.097 0.0 20.7812 69.0 180.644 37. (M3 /S) (DA M3 ) 0.42 M3 /S .9597 39 1.0800 0.9734 8.9893 0.9038 77.5452 1.0 80.9504 90.0 MINUTOS TC = 150.0 160.2904 18.0000 0 0.6257 23.67 3.1593 0.0000 0 0.0800 0.0173 11.0 200.0 60.0376 ALFA 0.6824 73.2524 1.4221 40.9734 8.84 258 88.0000 0.9877 2.36 757 63.0778 85.2406 30.6963 34 1.139 0.6255 1.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 4 HORAS AR = 32.0000 0.7475 2.3303 83.26 89 60.9734 4.2214 5.5997 1.00 BETA 15 = 0.1273 0.8403 32.0000 1.56 1015 9.5997 32 1.24 1038 DESCA RGA MÁ XIMA Q = 88.3975 3.33 0.1010 55.1727 0.67 1.1996 4. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 4.0800 0.0 140.0 100.6131 1.0000 1.6805 CN = 74 Des carga de Ponta do Fluviogram a U = 4.9234 49.167 P0 (MM) 24.00 D (DIAS) 0.6485 51.0000 1.0 100.1700 0.45 896 38.67 4.111 0.9504 90.0 220.19 998 13.8139 36 1.0800 0.6506 1.2681 8.9893 0.083 0.9012 4.0000 0 0.6456 1.9893 0.603 87.9012 3.9204 1.0000 1.95 975 19.0800 0.014 0.6557 FS 1.5443 29.6305 1.3594 ACR.042 0.6336 49.1673 0.41 669 73.6963 1.0173 11.6336 13.00 0 0.00 1.9893 0.33 3.0 140.3468 2.9336 0.3468 2.069 0.0 180.0173 0 11. DE PE (MM) 0.0000 1.0 80.0 160.1740 Metodologia A .0 120.3013 80.96 40 41.8598 55.5257 2.028 0.0000 0 0.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.0 220.0 220.0000 0 0.67 2.09 1025 5.0026 73.0 200.6405 1.00 1036 1.00 3.0 40.6336 13.6667 45.1440 0.0000 0 0.0 D (H) 0.0000 0 0.87 943 26.7475 2.00 0 0.0000 0 0.3303 83.0000 1.9893 0.1687 0.9893 P1 (MM) 36.0 180.6380 21.0000 0.0 40.0 (MIN) A 120.2731 225 7.5838 53.42 365 87.2731 7.Q1-B CN = 74 Intervalo de 100.0000 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 676 441 179 129 118 109 102 96 91 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 902 588 239 172 157 145 136 128 122 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 1127 735 299 215 196 181 170 160 152 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 992 647 263 189 172 160 149 141 134 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 857 558 227 163 149 138 129 122 115 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 721 470 191 137 125 116 109 102 97 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 586 382 155 112 102 97 88 83 79 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 316 206 84 60 55 51 47 45 43 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 180 118 48 34 31 29 27 26 24 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 45 29 12 9 8 7 7 6 6 DESC.0800 0.0 140.9597 1.9023 32.9135 1.4870 1.0000 1.0 60.3476 2.0000 FA 0. DE P1 (MM) 36.0290 2.1948 19.96 470 84.27 161 80.0000 0 0.0000 0 0.8888 25.01 0 9.1713 0.0000 1.2681 4.7708 25.9580 47.0000 1.9877 60 2.05 11 23.0000 1.23 1037 0.2214 3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 103 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência D (MIN) 20.8078 64.0 240.95 572 80.0290 2.6007 1.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 A CR.7345 69.0 120.0 80.0800 K 1.0778 85.9893 0.125 0.0 0.08 BETA 30 = 0.1451 1.0000 0 0.00 MM/H NP = 0 a = 0.9062 5.5190 Perda (MM) 4.99 833 52.6035 87.0000 0 0.5257 2.2214 5.8139 1.5190 30 0. V OL.0800 0.60 1032 3.153 0.8295 0.1660 0.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.9893 0.0800 0.0 200.0000 0.9016 58.33 1.1499 PE (MM) 0.0 160.1627 0.9062 36.9893 0.3605 5.08 BETA 60 = 0.6355 1.7471 0.0800 0.0000 0 0.3013 80.08 BETA 0.0800 0.9893 0.00 KM2 CN = 74 PM = 1.

51 0 0.01 1 1.5079 18.4033 19.2388 0.0000 0.0 0.0 320.0000 1.6930 230.59 3 3.007 0.2983 0.0 1280.9793 8.3620 24.0 2560.45 38 8.0 10240.9675 Intervalo (MIN) 3790.0 20.77 1 1.000 0.1148 6.0 640.1959 63.7746 65.000 0.6290 128.000 0.1959 28.9984 0.778 3.2388 0.0 160.0000 0.1677 3.05 23 13.8787 0.90 4 5.15 0 0.014 0.67 1.8708 106.0000 1.6790 124.0 160.7346 0.42 2 1.0000 123.000 0.4838 23.0000 0.0 320.000 0.0000 0.5047 0. DE PE (MM) 0.6585 11.33 42.10 35 10.222 0.8950 114.0000 0.000 ALFA 0.9969 0.97 8 10.11 11 12.23 1 1.4033 10.0 40.0 5.000 0.0000 2.46 44 4.67 21.9107 3.7746 351.000 Metodologia A .0 320.675 CN = 40 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.5340 0.0 160.3333 95.0 10.05 M3/S .97 43 5.9920 211.0 2560.2983 0.08 0.0000 0.9828 0.0 N 758 512 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 1024 1514 (ACR.0000 67.9675 35. VOL.000 0.7638 13.9900 0.0 320.000 0.2983 0.000 K 1.1148 1.1959 28.8975 53.PE) / N (MM) 0.7336 13.7346 0.0000 1.000 0.0 5120.2983 0.0 MINUTOS TC = 40.6166 3.9981 0.6310 ACR.0000 0.3620 11.2332 3.0 40.0000 0.9986 0.9957 0.0000 Perda (MM) 35.8787 0.000 0.0000 0.1870 18.0 640.0 5120.4450 561.9987 0.9645 0.0320 147.2388 0.0 14030.0 160.4838 23.2487 7.1917 18.9645 0.0000 0.9645 1.3620 11.0000 1.0000 0.67 85.4908 8.7116 23.9988 P1 (MM) 13.0000 44.0 640.7638 53.10 15 13.5070 183.6640 331.0000 1.5537 42.6310 PE (MM) 0.056 0.5079 16.6409 63.0 D (H) 0.8975 53.0 80.1943 8.8081 12.8787 0.7336 19.0000 1.2388 0.67 233.111 9.1870 12.0000 277.7804 0. (M3/S) (DAM3) 0.132080 M3/S/MM DESC.7638 13.5730 0.2388 0.40 KM2 CN = 40 PM = 5.0 10.8081 18.8975 28.2983 5 5 5 5 5 5 5 5 31 31 60 59 33 33 33 33 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 0 9 9 9 9 9 9 9 9 61 61 120 118 65 65 65 65 11 11 11 11 11 11 11 11 11 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 92 92 179 176 98 98 98 98 17 17 17 17 17 17 17 17 0 0 0 18 18 18 18 18 18 18 18 122 122 239 235 131 131 131 131 23 23 23 23 23 23 23 0 0 0 0 23 23 23 23 23 23 23 23 153 153 299 294 164 164 164 164 28 28 28 28 28 28 0 0 0 0 0 22 22 22 22 22 22 22 22 149 149 292 287 160 160 160 160 27 27 27 27 27 0 0 0 0 0 0 19 19 19 19 19 19 19 19 131 131 256 252 140 140 140 140 24 24 24 24 0 0 0 0 0 0 0 17 17 17 17 17 17 17 17 112 112 220 216 120 120 120 120 21 21 21 0 0 0 0 0 0 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 94 94 184 181 101 101 101 101 17 17 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11 11 11 11 11 11 11 11 76 76 148 146 81 81 81 81 14 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 8 8 8 8 8 8 57 57 112 110 62 62 62 62 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 39 39 77 75 42 42 42 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 21 21 41 40 22 22 DESCARGA MÁXIMA Q = 14.0000 0.9596 77.889 1.0000 FS 0.00 DIAS AR = 2.6166 1.1148 1.83 360.0 20.028 0.5079 8.0000 1.7514 8.0000 0.0 2560.8973 14.0 21600.000 0.3874 105.6936 0.2983 0.17 0.0 (MIN) A 14030.7346 1.000 0.0 5.959 659.0768 14.000 0.67 5.9937 0.2020 715.0872 13.63 41 6.9691 0.7746 65.00 MM/H BETA 0.000 0.2983 0.0000 1.0000 0.Q2-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Duração da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.9383 4.0000 1.56 19 14.9976 0.90 27 13.7346 1.000 0.2983 0.4640 FA 0.33 10.0 5.8540 10.556 7.0000 1.111 0.0 2560.0 40.0000 1.743 15.444 0.79 6 7.0 1280.33 2.0 40.003 0.0000 QD .9300 176.0000 0.0 80.000 0.000 0.0 10240.0000 1.8890 265.0000 0.0 80.0 1280.0 1280.7514 10.2388 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 104 CN = 40 Intervalo de 10240.2983 0.4740 0.0000 1.000 0.1677 3.6249 0.0872 21.3200 170.3629 87.2576 5.4838 ACR.2983 0.2388 0.1280 149.0 MINUTOS DA = 5.0000 224.6640 331.0 20.1677 3.0 10.2388 0. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.7346 1.0000 1.000 0.0000 0.0 14030.000 0.000 PK (MM) 17.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 5.000 0.6670 478.0 21600.4033 10.05 0 0.87 2 2.0 5120.0 5120.33 170.0 5.5560 350.7722 0.000 0.31 0 0.0 80.000 0.7660 136.0 20.2580 191.1917 21.0 640.2983 0.55 47 ACR.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 35.000 0.2388 1.000 0.3330 184.0 10.773 18. DE P1 (MM) 13.31 46 3.000 0.0000 153.6166 3.7336 19.0000 27.0 D (DIAS) 0.0 7570.33 0.4824 0.25 31 12.4838 23.8279 82.6360 95.4838 23.4680 265.

0000 0.0000 PE (MM) 0.2979 1.0 0.2613 13.2500 2.0 30.038 0.069 0.6667 4.33 1.0000 1.0 10.0 45.0 MINUTOS TC = 40.6667 4.0000 88.0 20.0000 0.0000 1.2500 2.0 D (H) 0.6441 7.2500 108.0 40.0000 1.0000 1.0 50.50 1.0000 7.9521 0.7500 95.Q2-B1 CN = 55 Intervalo de 85.0833 34.0000 0.0 75.7500 25.0000 ALFA 0.0 50.Estudos Estatístico de Dados Pluviográficos Locais TR = 10 ANOS DU = 5.0000 1.0000 1.5000 110.2500 2.0000 1.2500 2.0000 7.7500 113.0000 0.0000 7.7500 78.0000 1.0000 7.0 120.0000 ACR.0000 0.0000 1.0000 0.0000 1.066 0.056 0.7500 95.0000 1.0000 1.0000 1.0 5.6318 1.0 35.0 25.0000 1.0000 1.2742 ACR.0000 37.0000 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 1.0000 0.2500 2.0418 1.7500 104.0000 0.0000 0.0000 Metodologia B .42 1.50 0.5000 101.0000 1.0000 1.0000 0.0000 0.2500 2.2500 99.0000 106.2500 2.3416 1.0 40.0000 27.0 45.6667 2.7500 95.0 60.0000 FA 1.7500 113.0000 0.5000 110.6667 81.0 70.0000 7.0000 51.7682 12.6667 4.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 2 HORAS AR = 2.0000 0.0000 0.2500 2.0000 1.0000 1.024 0.0000 0.6667 4.0 60.0 30.6667 4.0 35.0000 1.0000 0.0000 1.7500 113.0000 0.4245 15.0 35.6667 4.0 45.6667 4.0 100.2500 2.0000 1.0000 10.0000 1.063 0.0000 1.2500 2.0 55.0000 1.0000 0.0 110.0000 76.0000 1.58 0.2500 2.0 115.3877 1.0 110.3333 86.0000 0.0 110.4116 1.92 2.0000 106.2500 2.0000 1.8623 0.0000 0.0000 0.2804 18.0000 1.0 15.2500 4.080 0.0000 0.0000 0.2500 99.0000 1.0 105.076 0.6667 4.0000 1.42 0.2500 2.0000 1.000 97.6667 4.3333 72.0 100.0000 0.0000 0.2768 1.0000 1.0000 1.0 20.83 1.0000 1.0000 1.0 95.2500 2.0000 0.6667 10.0 65.0000 0.6667 4.0 75.08 1.0000 0.049 0.0 15.0 25.045 0.0000 0.0 80.0000 0.0000 1.4167 16.0000 1.7500 11.0000 0.0000 58.0000 1.0000 0.0000 1.0000 1.0 30.0000 0.00 1.0000 27.0481 0.0000 44.0000 51.0000 0.014 0.0000 1.0 60.0 85.5000 110.0000 97.0000 1.0000 0.0 15.0 90.33 0.3072 17.2500 99.0000 1.0000 0.0000 58.0 95.2500 2.0 65.003 0.0000 1.0000 0.0 5.0000 4.7500 54.0 80.75 0.6667 4.0000 0.0000 1.6667 67.9732 0.2500 2.0000 FS 1.0000 0.0 115.0000 0.0000 0.67 0.4361 1.08 0.7500 104.0000 1.073 0.8384 0.017 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 105 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5. DE P1 (MM) 17.0000 1.0 120.0000 0.0 105.0000 1.0 40.0000 0.75 1.0000 62.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 2.0000 P1 (MM) 17.0000 10.0 80.3644 1.2500 108.0000 0.2500 90.0000 1.2500 2.25 1.2500 QD .0000 0.0000 0.0000 1.0000 0.5000 101.0000 1.8856 0.0000 97.0000 0.0000 0.0000 1.3682 0.6667 4.3333 86.0 20.0 70.7500 104.4167 30.0000 1.0000 K 1.0000 1.0000 10.035 0.3195 1.0000 37.8139 0.0 85.5000 6.0 105.7387 3.6667 4.083 PK (MM) 17.0000 1.052 0.0 70.0000 1.8286 5.7500 92.2500 2.9305 0.0000 1.67 1.0000 0.6667 4.0 (MIN) A 90.83 0.5162 14.0000 1.3333 72.0000 44.021 0.0 95.7500 71.0 55.0000 1.7500 44.9582 5.0000 88.0000 1.0000 1.2500 2.0 115.2500 2.7868 3.0 25.028 0.1035 2.2500 2.9297 11.0000 1.9519 9.042 0.0000 7.031 0.0000 1.2562 . DE PE (MM) 0.0 50.0000 106.0000 1.0 75.1156 10.6667 81.0000 2.7476 10.0000 1.0481 0.5000 101.0000 0.5000 92.007 0.3551 16.0000 0.0000 0.0000 0.0000 76.0 10.9084 0.2500 2.6667 67.0633 26.2500 2.2500 4.0000 1.8965 4.0 100.7500 85.17 0.0000 0.6667 9.2500 108.00 MM/H BETA 0.010 0.40 KM2 CN = 55 PM = 4.2500 90.5000 92.58 1.17 1.92 1.0000 0.6667 4.1845 4.2500 4.6305 13.9938 Perda (MM) 2.0000 1.059 0.0 65.2500 2.2500 2.0 10.00 D (DIAS) 0.0 90.0000 1.8155 2.0000 62.25 0.0000 0.0000 0.0 55.

95 31 8.52 2.0000 0.9521 0.27 38 ACR.12 25 9.00 0 0.0000 0. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 14 57 34 40 45 15 16 16 17 17 18 18 18 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 28 115 69 79 89 31 32 33 33 34 35 36 37 38 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 42 172 103 119 134 46 47 49 50 51 53 54 55 56 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 56 230 137 159 179 61 63 65 67 69 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 70 287 171 198 223 77 79 81 84 86 88 90 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 68 280 167 194 218 75 77 79 82 84 86 88 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 60 246 147 170 191 66 68 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 51 211 126 146 164 57 58 60 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 43 177 106 122 138 47 49 50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 35 142 85 98 111 38 39 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 26 108 64 75 84 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 18 73 44 51 57 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 9 39 23 27 135 140 145 150 155 160 165 170 175 180 DESCARGA MÁXIMA Q = 11.0000 0.0000 0.00 0 0.20 1 3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 106 QD .0000 0.07 16 10.3682 0.8139 0.0000 0.8623 0.66 9 10.0000 0.0000 0. VOL.38 3.39 5.0000 0.1035 2.58 28 8. (M3/S) (DAM3) 0.01 4 8.00 0 0.Q2-B2 CN = 55 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.00 0 0.0000 0.8155 2.0000 0.132080 M3/S/MM DESC.8384 0.00 0 0.0000 0.0000 0.14 37 39 40 41 42 43 43 43 44 44 .0000 0.0000 0.0000 0.15 6 9.0418 1.0000 0.44 4.01 0 0.68 1.80 0.8856 0.0000 0.9732 0.31 0.94 19 10.94 1.0000 0.41 0.00 0 0.0000 0.00 0 0.7387 3.9305 0.62 13 11.9084 0.9938 0.00 0 0.07 M3/S 75 0 0 0 0 0 0 0 0 0 92 94 0 0 0 0 0 0 0 0 90 92 0 0 0 0 0 0 0 75 77 79 80 0 0 0 0 0 0 63 65 66 68 69 0 0 0 0 0 51 53 54 55 57 58 0 0 0 0 40 41 43 44 45 46 47 0 0 0 30 31 31 32 33 34 35 35 0 0 20 20 21 21 22 22 23 24 24 0 30 10 11 11 11 12 12 12 12 13 6.00 0 0.06 33 7.00 0 2.57 22 10.86 2 6.18 0 1.0481 0.

3780 29.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.4838 66.0 60.00 2.93 406.1971 37.65 70.0000 0.9617 102.00 0.00 16.0000 0.1358 23.0000 0.0000 FS 0.00 32.0 N 78 32 8 2 1 1 4 16 64 154 (ACR.45 174.9617 38.34 66.0000 1. (M3/S) 0.8583 0.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0 0 0 0 0 300 254 208 162 763 0.0 DIAS AR = 220.7260 179.2670 274.0000 2.3636 9.PE) / N (MM) 0.0000 0.60 9.9572 0.0000 0.4554 17. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.0000 0.0000 1.0 MINUTOS DA = 5.0 60.0 960.3682 0.0 1320 1380 1440 1500 1560 1620 1680 QP = 9.9082 8.083 0.4838 66.0000 0.0000 0.0000 0.0000 0.0000 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.0 0.8420 167.00 0.0000 K 1.25 2.00 4.0000 0.667 1.00 0.6048 502 1112 75 100 0 0 0 0 0 0 3.3850 178.0000 0.8000 211.9082 8.1040 209.1358 556 50 75 0 0 0 0 0 0 0 23.9119 8.00 VOL.0 240.5716 -1.5038 55.9748 11.8825 0.6000 158.0 12360.0976 66.75 434.26 134.1785 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.0 240.0000 0 0 0 0 0 0 254 208 162 116 0.0 7680.042 0.5716 2.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 107 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.5541 20.0200 157.9572 1.333 8.0000 0. DE PE (MM) 0.00 0.0000 1.0000 0.0 480.5966 77 1004 1668 100 113 0 0 0 0 0 3.0 120.55 288.5541 63.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.3330 318.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 116 0.3570 26.0 MINUTOS TC = 420.1330 368.0484 35.6048 3.Q3-A CN = 60 Intervalo de 7680.0000 1.0000 0.2700 165.0000 0.1358 23.9082 2.0000 Metodologia A .0 21600.9139 0.22 371.34 M3/S .0 960.0000 0.0 9240.0 1920.0000 0 0 230 306 346 300 1667 1513 53 38 0.0780 ACR.0 (MIN) A 12360.0 120.0000 1.0000 2.7610 6.0 60.9119 -1.4500 ALFA 0.00 0.00 206.3280 139.3780 29.0 3840.333 2.0579 119.6308 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 11. (DAM3) 0 0 0 0 0 0 0 0 9 35 274 903 1943 3408 5220 7104 8849 10413 11751 12821 13596 14081 14333 14464 14538 14571 14580 14580 ACR.0 21600.5257 -1.8260 14.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.0000 0.0 120.0000 0.49 523.34 215.00 MM/H BETA 0.667 5.0000 1.3658 37.7491 0.5966 0.0000 1.0000 0.7400 179.0 240.0000 Perda (MM) 11.0 60.86 503.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 12360.00 8.9617 38.3780 11.4838 66.8000 240.8820 160.3636 -1.0 1920.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.000 PK (MM) 100.42 20.9466 0.34 484.0000 0.0000 0.45 7.0 D (H) 1.9748 QD .0 480.3620 167.5966 77 153 230 306 2270 2180 83 68 0 0 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 23 512 462 70 70 70 70 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 178 161 24 24 24 24 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 523. DE P1 (MM) 63.0 960.0 480.0 240.3658 20.9621 0.00 64.0000 0.9689 P1 (MM) 63.9655 0.4928 52.0000 1.9337 0.00 D (DIAS) 0.5966 77 153 1507 2224 113 98 0 0 0 0 3.9556 0.333 0.0 960.0000 0 0 0 0 0 0 0 208 162 116 0.1785 25 50 0 0 0 0 0 0 0 0 2.3636 29.00 360.0000 0 0 0 306 346 300 254 1366 1179 38 0.0000 1.0 3840.3570 28.00 36.7940 168.5481 0.2970 176.75 297.000 128.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0484 37.0780 PE (MM) 0.1785 26.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.3636 -1.0000 0.5031 0.0000 0 153 230 306 346 1969 1846 68 53 0 0.6710 468.5716 2.4607 FA 0.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 162 116 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 KM2 CN = 60 PM = 1.0 7680.0000 0 0 0 0 346 300 254 208 1065 845 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.00 0.0 3840.00 2.8583 0.0 480.6048 14.0000 0.583 15.7354 0.8313 0.0000 0.00 0.1040 209.4838 ACR.0484 -1.0 3840.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 1.0000 0.167 0.0 1920.0 1920.5966 77 153 230 2009 2513 98 83 0 0 0 3.00 128.9748 Intervalo (MIN) 4680.5000 183.0 120.39 0.

0000 1.2240 179.2055 61.125 0.0000 2.0000 1.0 180.70 6.3919 2.0000 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo Para Cáculo Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.0000 2.9056 0.5000 166.0000 0.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 12 HORAS AR = 220.3000 174. DE P1 (MM) 90.0000 1.4400 170.0080 PE (MM) 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0.00 9.22 13.00 7.2086 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 38.3919 51 102 153 204 487 1464 2716 12 0 0 0 2.5552 116.3919 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.3919 2.0 D (H) 1.32 M3/S 0.6593 66.0633 7.0000 1.042 0.3919 51 215 1120 3572 20 0 0 0 0 0 0 2.0000 0.00 10.86 452.3919 4.0 420.00 MM/H BETA 0.4540 129.0000 1.5552 25.0000 2.3919 4.0000 0.0 60.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.0000 K 1.0000 1.0 540.0015 2.0000 Metodologia B .0000 2.0000 0.2270 75.0000 1.1000 178.0 540.0 660.0 600.9056 P1 (MM) 90.0000 1.1393 124.0 600.9056 0.8988 7.25 554.0618 2.0 720.4490 17.0000 1.24 75.0633 4. (DAM3) 0 0 2 292 1002 2170 3812 5808 7790 9611 11238 12661 13850 14778 15416 15817 16088 16283 16419 16506 16556 16578 16583 16583 ACR.0 120.0000 0.0000 0.3919 4.375 0.0000 0.3919 4.0633 13.0633 13.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 47 0.0 120.083 0.0633 4.9056 0.0000 0.5000 198.8988 13.0 MINUTOS TC = 420.00 0.8320 175.00 8.3509 2.0 60.6000 143.0618 108 747 2454 18 0 0 0 0 0 0 0 2.4490 818 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 17.0 240.3919 4.2240 179.208 0.0000 0.0490 166.0000 0.9056 0.5380 90.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 262 119 34 16 16 16 16 16 16 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 554.8320 175. DE PE (MM) 0.458 PK (MM) 100.0 480.6013 34.0000 1.0 480.3919 Perda (MM) 7.0000 FS 1.9500 183.3919 2.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.9056 0.0 360.00 3.0000 0.6160 184.3919 51 102 153 431 1688 3207 15 0 0 0 0 2.5380 13.8000 188.0 300.0000 FA 0.38 456.22 111.44 257.0000 0.00 5.0000 0.0000 128.5479 373 1636 13 0 0 0 0 0 0 0 0 5.0000 0.3919 51 102 323 1493 3698 17 0 0 0 0 0 2.292 0.0000 1.9056 0.0 420.5479 5.0 180.00 .4400 170.0000 0.1062 8.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 77 47 0.0 420.72 24.0000 1.0000 0.3919 4.3919 4.0000 1.4431 70.15 1.417 0.0000 1.00 D (DIAS) 0.0512 68.3919 4.5380 52.5380 13.0000 0 0 153 204 230 199 169 138 228 568 753 0.3919 2.0000 0 0 0 0 0 0 0 138 108 77 47 0.59 VOL.51 505.2086 38.0000 0 0 0 204 230 199 169 138 108 164 343 0.0000 0.0000 0.0 540.5552 25.5930 157.64 197.6570 132.0 600.26 324.32 550.0 240. (M3/S) 0.6570 162.0633 20.0 360.0000 0.6940 150.8350 73.5930 157.20 330.9056 0.167 0.0000 0 0 0 0 0 199 169 138 108 77 47 0.0 240.74 177.00 2.0 120.9056 0.6160 ACR.9920 143.3919 51 102 153 204 230 199 358 1016 1734 7 0 0.0 180.0000 1.0000 0 0 0 0 0 0 169 138 108 77 47 0.3500 ALFA 0.0 (MIN) A 360.9056 0.6576 56.9056 0.0 660.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0 0 0 0 230 199 169 138 108 77 99 0.0000 0.5380 13.3919 7.0000 1. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.43 80.333 0.0 0.3919 51 102 153 204 230 422 1240 2225 9 0 0 2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 108 Qd .00 4.0000 1.0000 0.00 11.42 54.0490 166.3919 4.250 0.0000 1.0 KM2 CN = 64 PM = 2.0 300.5500 158.0000 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 7.2086 38.02 395.6189 ACR.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 108 77 47 0.0 1320 1380 1440 QP = 9.0000 1.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.00 0.0000 0.Q3-B CN = 64 Intervalo de 300.5380 7.5300 150.0 660.6500 193.3919 2.0000 0 102 153 204 230 199 169 293 792 1243 4 0.0 480.2673 63.0000 2.19 37.0000 1.00 6.

Tem. No estabelecimento do valor da descarga pelo método racional admite-se que a precipitação sobre a área é constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia.se dessa forma Q= Q a descarga máxima. O coeficiente de deflúvio representa essencialmente a relação entre a vazão e a precipitação que lhe deu origem. é dada pelo produto da área da bacia. aquele que é utilizado com maior freqüência. c o coeficiente de deflúvio. por sua simplicidade. conseqüentemente reunindo todas as incertezas dos diversos fatores que interferem neste parâmetro. tc .6 t C sendo: i a intensidade da chuva definida em mm/h e .i.6 3. em m³/s. Entretanto. conhecido como coeficiente de deflúvio. mas em todo o mundo. dentre todos os métodos de avaliação de descargas de projeto para os sistemas de drenagem. pela intensidade da precipitação. o método exige a definição de um único parâmetro expressando o comportamento da área na formação do deflúvio. Contudo. com a duração igual ao tempo de concentração. Nesse caso a descarga máxima Q. c. a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. por sua extraordinária facilidade de cálculo. A = 3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 109 7 MÉTODO RACIONAL Consiste o método racional no cálculo da descarga máxima de uma enchente de projeto por uma expressão muito simples. esta expressão é. a avaliação do efeito da variação da intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. Para considerar que todos os pontos da bacia contribuem na formação do deflúvio é estabelecido que a duração de chuva deve ser igual ou maior que o seu tempo de concentração e. multiplicado pelo coeficiente de deflúvio.P. como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração. A c. principalmente nas bacias de pequeno porte ou em áreas urbanas. A. não só no Brasil. relacionando o valor desta descarga com a área da bacia e a intensidade da chuva através de uma expressão extremamente simples e facilmente compreensiva. o que envolve além do volume da precipitação vertida.

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A a área da bacia hidrográfica, em km2. Primordialmente o coeficiente de deflúvio representa a relação entre o deflúvio e a precipitação que lhe deu origem e na realidade engloba também o efeito da variação de intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. Para estabelecer a fórmula usada nesse método, admite-se uma chuva de intensidade constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia e, com isto, para todas as partes da bacia contribuírem simultaneamente com seus deflúvios no ponto onde se está avaliando a descarga, a duração de chuva deverá ser igual ou maior que o seu tempo de concentração. Como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração, a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. Como a intensidade pluviométrica é a chuva precipitada por unidade de área, a expressão pode ser também apresentada em função da altura de chuva precipitada, com a duração igual ao tempo de concentração da bacia, como foi apresentada na segunda parte da expressão. No capítulo 6 foram apresentadas diversas expressões para definição do tempo de concentração da bacia e a precipitação pode ser determinada de acordo com o que é apresentado no livro “ Chuvas intensas no Brasil” ou outro procedimento referidos no capítulo 6. Nesta obra, que se constitui em um conjunto bastante significativo para as chuvas em todo o território nacional são apresentados os parâmetros e as equações que indicam a variação da precipitação para os diversos períodos de recorrência para 98 postos pluviográficos que, em função de terem sido exaustivamente testados, são do domínio público e sua utilização pode ser generalizada. Nota-se que as precipitações relativas a cada posto variam muito pouco para diferentes tempos de recorrência e estas diferenças são ainda menores para as durações de precipitação mais longas. Quando se dispõe de dados pluviográficos de chuvas de curta duração, para um posto que se considere mais representativo para a bacia em estudo, convém efetuar sua análise estatística para deduzir a precipitação com a duração igual ao tempo de concentração e recorrência de projeto. Dispondo-se de dados pluviométricos de um posto mais próximo da bacia do projeto que os postos referidos e havendo, pelo menos, 10 a 15 anos de observações, convém efetuar a análise estatística desses dados e, para tanto, multiplica-se a precipitação diária com período recorrência de 10 anos por 1,13 para obter-se o valor para 24 horas. Dividindo-se o resultado pela

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precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência, pode ser obtida a precipitação relativa de 24 horas do posto pluviométrico considerado. Essa precipitação relativa é multiplicada pela precipitação do posto de referência do Anexo C, para a mesma duração em tempo de recorrência de projeto, para obter a precipitação cuja intensidade deverá ser usada na expressão do método racional. Esse procedimento admite que as curvas de chuva não se alteram apreciavelmente com a mudança do tempo de recorrência, o que se pode constatar como verdadeiro examinando-se as diversas curvas obtidas para os 98 postos catalogados. O método racional tem sido usado de preferência para bacias de pequena área, mas nada indica que não seja aplicável a bacias maiores, como usualmente é usado em projetos rodoviários em outros países. Naturalmente para bacias maiores torna-se necessário corrigir as precipitações através do fator de redução para a área, uma vez que a distribuição na superfície da bacia não é uniforme e por isso é denominado normalmente como fator de distribuição. De qualquer forma o método racional define apenas a descarga máxima e não a forma completa do hidrograma requerido para alguns casos. A maior dificuldade na aplicação do método racional reside na criteriosa escolha do coeficiente de deflúvio c. A fim de correlacionar os valores do coeficiente de deflúvio c com os números de curva CN, representativo da infiltração do solo como é recomendado pelo Soil Conservation Service, calcularam-se numerosas bacias pelas metodologias A e B, antes descritas, determinando-se, em cada caso, qual o coeficiente de deflúvio que daria a mesma descarga pelo método racional. Resultaram assim tabelas, correspondentes às metodologias A e B, respectivamente, fornecendo os coeficientes de deflúvio do método racional, em função dos quatro parâmetros: tc - tempo de concentração; A - área da bacia hidrográfica; CN - número da curva de infiltração do solo; FP - fator de precipitação, indicando a potencialidade das chuvas intensas, inclusive seu tempo de recorrência. Quando se usam dados pluviográficos, obtém-se primeiro a precipitação desse posto para diversas durações e período de recorrência de 10 anos. Dividindo-se esses valores pelas precipitações do posto de referência para TR = 10 anos e diversas durações e marcando-se esses

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valores correspondentes à região mais representativa da área de projeto, pode ser escolhido o posto que tenha as precipitações relativas mais próximas das obtidas para o posto em estudo. Para analisar dois postos com curvas de precipitações relativas semelhantes ao posto

considerado procura-se o fator de precipitação do posto de comparação ou dos dois encontrados no anexo B como sendo mais semelhantes ao posto em estudo, efetuando-se a correção ou interpolação de acordo com a posição das respectivas curvas de precipitações relativas. duração unitária será DU = tC / 8. Quando se usam dados diários de um posto pluviométrico muito mais próximo da área em estudo que os postos analisados e que disponham de 10 a 15 anos de observações, efetua-se uma análise estatística para definir a precipitação para o período de recorrência de 10 anos, multiplicando-se o resultado por 1,13 para obter a precipitação de 24 horas de igual freqüência de ocorrência. Como exemplo é apresentado o cálculo para a bacia calculada anteriormente, em que TR = 10 anos; tc = 40 min.; A = 2,4 km² e CN = 40. Acham-se primeiro as precipitações relativas, PR, do posto escolhido para diversas durações, dividindo-se as precipitações de períodos de recorrência de 10 anos de desse posto, PK , dadas pela análise estatística, pelas precipitações de igual duração e freqüência do posto de referência, P10, conforme o quadro que se segue:
D PK(am ) P10(m m ) PR 5m in 15m in 30m in 17 15,3 1,11 37 32,2 1,15 58 44,7 1,3 1h 86 59,4 1,45 2h 113 74,7 1,51 4h 143 91,1 1,57 8h 174 107,8 1,61 24h 234 139 1,68 48h 290 167 1,74 4d 368 207 1,78 8d 510 276,9 1.84 16d 745 403,6 1,85

A

Como o posto considerado encontra-se na Baixada Santista , comparando-se os valores determinados com os , correspondentes ao posto de nº 75 - Santos, São Paulo, observa-se uma boa aproximação entre as precipitações relativas do posto em estudo e as do posto de Santos . Adotando-se o fator de precipitação NP= 75, o número de curva CN= 40, TR = 10 anos e a duração unitária DU = 40 / 8 = 5 minutos, resulta um fator de precipitação de FP = 1,68. Procurando-se através de interpolação para tC= 40 minutos, A = 2,4 km², CN = 40 e FP = 1,68, determina-se o coeficiente de deflúvio de C= 0,1828. A intensidade de chuva com 40 minutos de duração, igual a

I = 67,33

66 = 101,0mm / h 40

1 × 10.31m3 / s 3.5 km² e CN 72.4.1828 × 101. Ressalta-se ainda que foi escolhida essa duração porque as chuvas prolongadas influem de modo predominante o fator de precipitação.1mm. Considerando-se a duração unitária DU = 75 / 7.5 = 107.2.942.7. usando os dados diários de um posto pluviométrico próximo à bacia em estudo em vez de um posto pluviográfico e calculando-se pelo método racional a descarga da bacia apresentada no sub-capítulo 6.2.90.2 mm. tc = 75 minutos.6 valor que não difere muito dos 14.90 x 71. no Estado do Rio.385 × 96.1. A intensidade da chuva correspondente será: 64. c = 0. Trata-se o exemplo de uma bacia situada na baixada fluminense. conforme o exemplo do sub-capítulo 6. A = 10. A média dos fatores de precipitação para a duração de 48 horas nos postos de nº 48 Niterói e nº 17-Campos é próxima de FP= 0. TR= 100 anos e CN= 72. com A = 10. Com o fatot FP = 1. Para exemplificar a aplicação do procedimento de cálculo B.5 = 10 minutos.0 × 2. define-se: Q= 0. a precipitação para a mesma duração e freqüência no posto considerado será 0.385.34 m3/s obtidos com a aplicação direta dos fluviograma unitário triangular.6.1 60 = 96.385. Conforme o exemplo a precipitação de 24 horas e período de recorrência de 10 anos neste posto é 131.6 Este valor é cerca de 28% maior que 84. obtidos com a utilização das descargas específicas.5 km2. tc = 75 minutos.454.4 m3/s.4 = 12. Interpolando-se os valores entre os fatores dos postos NP = 17(Campos) e NP = 48 (Niterói) .00 minutos e o fator de precipitação 0. obtem-se o fator de precipitação FP = 1.1mm / h 40 e a descarga máxima com o coeficiente de deflúvio antes achado. entre Niterói e Campos. será: Q= 0.2 = 64. .9m 3 / s 3.454.6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 113 Através do método racional. Como para o posto de referência a precipitação com duração de 40 minutos e período de recorrência de 100 anos igual a 71. o coeficiente de deflúvio c = 0.

normalmente utilizado em projetos rodoviários é dado por: n = A-0.70 .2) que representam os coeficientes de escoamento superficial ou run-off QUADRO .1 DESCRIÇÃO DAS ÁREAS DAS BACIAS TRIBUTÁRIAS COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Comércio: Áreas Centrais Áreas da periferia do centro Residencial: Áreas de uma única família 0. áreas superiores a 1 km² . O mais comum destes fatores.1. gerando vazões relativamente superiores às que realmente ocorrem. COEFICIENTES DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL Para aplicação em drenagem urbana e chuva de 5 a 10 anos de tempo de recorrência. Coeficiente de Distribuição Para corrigir os efeitos da distribuição das chuvas nas bacias hidrográficas. reproduzem-se em seguida duas tabelas (Quadros 7.10.70 a 0. utiliza-se o coeficiente definido por Burkli-Ziegler que define: n = A-0. onde n = coeficiente de distribuição e A = área da bacia em km² Para obras urbanas. como é recomendado pela Fundação Rio Águas. consideradas uniforme no Método Racional.30 a 0. principalmente nas bacias de médio porte.95 0. são introduzidos coeficientes redutores das chuvas de ponta que são designados Coeficientes ou Fatores de Distribuição.7. onde A = área da bacia em ha 7.50 a 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 114 a.50 0.15. por exemplo.1 a 7.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 115 Multi-unidades.60 a 0.95 0. isoladas Multi-unidades.90 0.70 0.35 0.80 0.70 a 0.40 0.25 a 0.60 0.95 .50 a 0.25 0.10 a 0.2 TIPO DE SUPERFÍCIE COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Ruas: Asfalto Concreto Tijolos Trajetos de acesso a calçadas Telhados Gramados.7.75 0.40 a 0.75 a 0.20 a 0. cemitérios Playgrounds Pátio e espaço de serviços de estrada de ferro Terrenos baldios 0. ligadas Residencial (suburbana) Área de apartamentos Industrial: Áreas leves Áreas densas Parques.85 0.85 0.70 a 0. QUADRO .50 a 0. A tabela que se segue fornece os coeficientes de deflúvio para algumas superfícies típicas.10 a 0.40 0.80 a 0. solos arenosos: 0.75 a 0.60 a 0.30 Ás vezes é conveniente obter o coeficiente de deflúvio de uma bacia pela média ponderada dos coeficientes das diferentes superfícies que a compõem.20 a 0.95 0. sendo os pesos proporcionais às áreas dessas superfícies.

18 a 0.10 0.13 a 0. 2 a 7% íngreme. 7% 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 116 Plano.15 a 0. 2% Médio. 2% Médio.05 a 0.20 0. 7% Gramados. solo compacto: Plano. 2 a 7% Íngreme.17 0.10 a 0.22 .15 0.

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