MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

2ª Edição

Rio de Janeiro 2005

REVISÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Tec° Marcus Vinícius de Azevedo Lima (Técnico em Informática) Tec° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Tec° Reginaldo Santos de Souza (Técnico em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri DNIT / DPP / IPR)

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Paulo Romeu de Assunção Gontijo (DNER / IPR) Eng° Saul Birman (DNER / IPR) Est. Julio César de Miranda (DNER / IPR) Engª Carmen Sylvia Mendes Teixeira (DNER / IPR) Eng° Otto Pfasfstetter (Consultor) Eng° Haroldo Stwart Dantas (Consultor) Eng° Renato Cavalcante Chaves (Consultor Eng° João Maggioli Dantas (Consultor Eng° José Helder Teixeira de Andrade (Consultor Eng° Guioberto Vieira de Rezende (Consultor

COLABORAÇÃO:
GEPEZ – Consultoria de Engenharia Ltda.

Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem. 2. ed. Rio de Janeiro, 2005. 1. Rodovia – Hidrologia – Manual. I. Série II. Título

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM .

Km 163 – Vigário Geral Cep.: dnitiprnormas@ig.br TÍTULO: MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado Pela Diretoria Executiva do DNIT em ___ / ___ / _____ .: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel.MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra.: (0XX21) 3371-8133 e-mail.com.: (0XX21) 3371-5888 Fax.

......................... 55 RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO ... 15 MÉTODO DE GUMBEL ...6........ 15 VALIDADE .........................Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 1 SUMÁRIO 1 2 3 4 5 INTRODUÇÃO ...............................1.........1..............................................................................1.. RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA ........... 23 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III (LP-III) ................. 6. 35 MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO .................. 7 TEMPO DE RECORRÊNCIA ....................................... 6..3....... 37 6................... 52 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO ......................3....................................2.............................. 15 5................... 5..........................3...................................... 5............. 29 ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES ..................... GENERALIDADES ...3...................... 6.........5....... 6 TRANSPOSIÇÃO DE DADOS ............4............. 39 SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS ..............2.................4...................... 39 6..............2.................................................. 56 CHUVAS ANTECEDENTES ... 6...... 5............................. 13 MÉTODOS ESTATÍSTICOS .................................................. 5..........1...........................................3..................................... 5 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES .............................. 37 VALIDADE .......................................... 43 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA ......................................................................................... 6..........4............................................................................................................. 6............. 6.......4...............................2................................................................................... 38 CHUVA DE PROJETO ........... 5........... 61 .. CURVA DE MOCKUS .................................3........................................................3............ 17 MÉTODO DE HAZEN .......................4.................. 56 6.............. 9 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGA DE PROJETO ...........................................

...... CHUVAS DE PROJETO ..................5..... 63 FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR ..........5..............3...................... 81 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL...................................................5....................... 64 CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO ......1........ 117 ....... 85 6.....4..................................5.... 96 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA .....................6............................... 6.... 6....................... 6.............. 109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....... 6....1...... 89 EXPRESSÃO DA CHUVA DO ENG° OTTO DFAFSTTETTER....................................................................... INFILTRAÇÃO MÍNIMA ........... 6....Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 2 6.............6.......................6.........6............2. 89 6..4.................. 98 7 8 MÉTODO RACIONAL ..........2.....6................................................................................................................... TEMPO DE CONCENTRAÇÃO ..........................3............. MÉTODOS DE CÁLCULO .........................3........... 6... 64 6... 89 CÁLCULO DE DEFLÚVIOS ........................

Vigário Geral. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).br e ipr. Km 163. fruto da revisão e atualização de Manual homônimo do DNER. mas. A presente edição do Manual Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra. Centro Rodoviário. de grande profundidade teórica. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos.dnit@brfree. Com esta ótica.: (21) 2471-5785 Fax.br . datado de 1990. sem pretender tornar-se um documento acadêmico. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis.com. permitiu o seu aprimoramento. cuja larga aplicação. durante as precipitações mais significativas.: (21) 2471-6133 e-mail: dnitiprnormas@ig.com. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. simplesmente. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. RJ Tel.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 3 APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR). tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. Rio de Janeiro CEP – 21240-330. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu “Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem”.

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buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. mas. Com esta ótica. durante as precipitações mais significativas. permitiu o seu aprimoramento.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 5 1 INTRODUÇÃO O Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. sem pretender tornar-se um documento acadêmico. simplesmente. cuja larga aplicação. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. de grande profundidade teórica. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis. comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. .

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em geral utiliza-se de procedimento indireto. durante as chuvas. como os efeitos negativos dos aguaceiros sobre as rodovias dizem respeito aos danos que possam ser causados pela erosão ou pela influência direta na segurança do tráfego. Face a necessidade de se preservar a integridade da plataforma rodoviária deve ser ainda considerado o nível de alagamento que possa ocorrer nas proximidades dos cursos d’água de modo a ser impedido o transbordamento nos aterros e inundações das pistas. os métodos de cálculo usuais visam o estabelecimento da descarga máxima suportável. de bacias hidrográficas de pouca importância hidrológica e. que independem das condições climáticas. perfeitamente justificáveis para a natureza das obras dimensionadas. nas determinações das descargas de projeto.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 7 2 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES No dimensionamento das estruturas de drenagem das rodovias é de grande importância a consideração dos fatores de risco de superação e do grau de degradação que possam ocorrer devido a longas exposições da estrada aos efeitos da precipitação. via de regra. Assim. deve-se dar tanta importância às características fisiográficas das bacias. como das características pedológicas. em cuja definição considera-se a importância das perdas por infiltração. adotando-se expressões matemáticas que estabelecem a relação chuva – deflúvio. embora sejam adotados diversos procedimentos simplificadores. que indicarão o comportamento dos cursos d’água em função dos solos e cobertura vegetal destas bacias. o que leva a tratar-se o ciclo hidrológico de uma forma particular. sendo desprezíveis as perdas que possam ocorrer por absorção pela vegetação ou pela evapotranspiração. No estabelecimento das descargas de projeto. Outro fator a considerar-se é o fato de tratarem-se as transposições de talvegues. por não se dispor de registros fluviométricos. . por esta razão.

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TEMPO DE RECORRÊNCIA

Para as obras de engenharia a sua segurança e durabilidade freqüentemente associam-se a tempo ou período de recorrência cujo significado refere-se ao espaço de tempo em anos onde provavelmente ocorrerá um fenômeno de grande magnitude pelo menos uma vez. No caso dos dispositivos de drenagem este tempo diz respeito a enchentes de projeto que orientarão o dimensionamento de modo que a estrutura indicada resista a estas enchentes sem risco de superação, resultando desta forma a designação usual de descarga de projeto. A escolha do tempo de recorrência da enchente de projeto de uma obra de engenharia, conseqüentemente, a vazão a ser adotada no projeto de uma determinada obra, depende da comparação do custo para sua implantação e da perspectiva dos prejuízos resultantes da ocorrência de descargas maiores do que a de projeto, levando-se em conta que quanto maior o tempo de recorrência mais onerosa será a obra, porém os prejuízos decorrentes da insuficiência a esta vazão serão menores, resultando menores despesas de reposição ou reparos. Como os danos decorrentes da insuficiência de vazão dependem também da importância da obra no sistema, são diferentes os valores a serem adotados para o período de recorrência, variando conforme o tipo de obra. Assim, um bueiro de rodovia com capacidade de vazão insuficiente pode causar a erosão dos taludes junto a boca de jusante, ruptura do aterro por transbordamento das águas ou inundação de áreas a montante, no caso de canal ou galeria de drenagem urbano estes danos podem ser mais sentidos caso ocorra a interrupção do trânsito, mesmo temporariamente ou danos em imóveis residenciais ou mercadorias nos estabelecimentos comerciais. No caso da insuficiência de vazão em seções de pontes, em geral, os danos são muito significativos podendo ocorrer a sua destruição ou a ruptura dos aterros contíguos, proporcionando uma maior seriedade na interrupção dó tráfego, por exigir obras de recomposição mais vultuosas e demoradas. Geralmente os períodos de recorrência normalmente adotados nestes casos são de 10 a 20 anos para bueiros, canais ou galerias de drenagem nas obras rodoviárias e, para as pontes definem-se tempos de recorrência de 50 a 100 anos, conforme o tipo e importância da obra. Para a fixação do tempo de recorrência da enchente de projeto leva-se em a consideração a folga entre o nível d’água previsto e algum ponto crítico característico como um ponto baixo na estrada próximo ao local em análise ou a face inferior da superestrutura de uma ponte. Na maior parte dos casos considera-se a exigência de uma folga de 1,00 m, ainda muito

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usada e que, em muitos casos deverá ser mais elevada, como nos casos de canais navegáveis, onde deve ser respeitado o gabarito. Para o projeto de bueiros é habitual considerar como limite o afogamento da galeria no interior da canalização sendo permissível a elevação do nível d’água a montante além da geratriz superior da obra pelo fato de que a retenção temporária das águas a montante pode amortecer consideravelmente os picos de cheias sem comprometer os taludes vizinhos. Deve-se levar em conta, entretanto, que quando os bueiros trabalham com carga hidráulica, lâmina d’água acima da geratriz superior, ocorrem velocidades elevadas que, na boca de saída, provocam erosões, desagregando o aterro da estrada. Para combater este problema, quando inevitável, são executados dissipadores, sendo o mais comum o uso de enrocamento próximo à boca de saída da galeria. O procedimento recomendado pelas Instruções de Projeto é o dimensionamento do bueiro para condições críticas de escoamento para a vazão calculada com o tempo de recorrência de 10 anos ,e a verificação do nível d’água a montante para uma enchente de 25 anos. Caso esse nível proporcione a inundação das áreas marginais, deverá ser adotada seção de vazão capaz de evitar este fato.Nessa verificação deverá ser considerado o efeito amortecedor da área inundada, caso seu volume seja significativo, comparado com o volume da enchente. No caso das pontes rodoviárias, como antes foi dito, costuma-se adotar a folga mínima de 1,00 m entre o nível máximo da enchente de projeto e a face inferior da superestrutura, representada normalmente pela face inferior das longarinas, a fim de permitir a passagem de material flutuante, geralmente muito abundante durante as enchentes. No caso de longarinas com inércia variável, o nível d’água máximi deve situar-se 1,00 m abaixo da base dos aparelhos de apoio. Para a definição teórica do risco de ruptura de uma obra utiliza-se a expressão da probabilidade em que a probabilidade J para ocorrer uma descarga de projeto com tempo de recorrência TR (em anos) dentro da vida útil da obra, fixada em n (anos), é dado pela expressão.

⎛ 1 J = 1 − ⎜1 − ⎜ T R ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎠

n

A Fig. 3.1 ilustra as relações entre risco, tempo de recorrência e vida útil.

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Fig. 3.1 - Risco de Ocorrer Enchente Maior

n ⎡ ⎛ 1 ⎞ ⎤ J = 100 ⎢1 − ⎜ 1 − ⎟ ⎥ ⎢ ⎝ TR ⎠ ⎥ ⎣ ⎦

n = vida útil (anos)

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necessitando de numerosas seções transversais numa extensão que por vezes atinge vários quilômetros.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 13 4 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGAS DE PROJETO Para o projeto de canais de drenagem ou bueiros pode ser necessário conhecer o nível d’água a jusante da obra para a descarga de projeto. e o nível da jusante reflete pouco ou nada sobre sua capacidade hidráulica. uma Lagoa ou um lago. Quando existe um posto fluviométrico nas proximidades da obra a relação cota-descarga desse posto fornece o resultado procurado com grande facilidade. Não havendo posto fluviométrico nas proximidades é necessário avaliar o nível máximo a partir do cálculo de remanso num Longo trecho de rio a jusante da obra. atingindo cor vezes uma extensão de vários quilômetros.de obra seria. O coeficiente de rugosidade do leito do rio e de suas margens pode ser avaliado por tentativas procurando ajustar a linha de remanso calcula com uma ou várias enchentes de maior porte. para a qual se necessita de levantamento topográfico de numerosas seções transversais. o conhecimento das condições hidráulicas do canal natural a jusante de um bueiro. na maioria das vezes. é necessário efetuar urna análise estatística dos níveis altos que podem ocorrer simultaneamente com as descargas máximas da obra em questão. seja na avaliação da descarga do projeto seja no cálculo do remanso correspondente. que muitas vezes é preferível usar diretamente o registro de um marca de enchente excepcional nas proximidades da obra. . Para o caso de pontes de rodovias sobre cursos d’água naturais. nas alterações por dragagens ou retificações. Havendo um rio ou canal natural a jusante. quando há semelhante registro merecendo razoável confiança. De qualquer modo a determinação do nível máximo de projeto envolvido tanto trabalho e tanta incerteza. Quando o nível de jusante é controlado pelo mar. Como em geral a seção de escoamento de um bueiro é muito menor do que a do curso natural a jusante. Dispensa-se assim. a água se espraia ao sair da obra. necessário calcular o remanso num longo trecho para a descarga de projeto. a rigor. a fixação do nível da superestrutura depende da determinação do nível máximo das águas em função da descarga de projeto.

Marcam-se em papel com graduação de probabilidade normal os níveis em função das probabilidades dadas pela idade da marca mais antiga em anos dividida pelos números de ordem dos níveis dispostos em ordem de magnitude decrescente.maiores observados. evitando o risco de informações enganosas. segundo a memória de moradores locais. com a indicação de seus anos de ocorrência. Marcas de níveis máximos de enchentes mais recentes são naturalmente mais merecedoras de confiança porque os vestígios em árvores muros ou paredes ainda permanecem visíveis. sendo um dos . a obtenção do nível máximo das águas para determinada descarga de projeto decorre diretamente das fórmulas de cálculo hidráulico de canais regulares. permite mesmo uma avaliação do seu tempo de recorrência.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 14 Esse registro normalmente não é associado a um tempo de recorrência bem definido porém. Para pontes construídas sobre trechos de rio canalizados. . pode servir razoavelmente de base para um projeto de engenharia. Uma série de marcas de níveis altos.

Esse fato sugere urna transição continua segundo uma lei geral. forma da bacia hidrográfica. no máximo 100 anos ou menor que o dobro do período de dados disponíveis. nestes casos qualquer lei de distribuição é satisfatória porque. normalmente. Para tempos de recorrência próximos de 100 anos urna relação proporcional à área elevada ao expoente 0. . expressa por a Q1 ⎛ A1 ⎞ Tr + 2 a =⎜ ⎟ Q 2 ⎝ A2 ⎠ +0 . permeabilidade do solo e cobertura vegetal diferentes. mantém uma relação próxima à potência 0. A1 e A2 as áreas de drenagem e a um parâmetro cujo valor pode variar de 20 a 100. MÉTODOS ESTATÍSTICOS TRANSPOSIÇÃO DE DADOS Normalmente o posto fluviométrico cujos dados devam servir ao projeto não se situa no próprio local da obra. apoiadas em pouca ou nenhuma medição de descarga alta.5 sendo Q1 e Q2 as descargas máximas para o tempo de recorrência TR. 5.75 parece mais indicada. Às vezes a relação e perturbada por valores de descargas máximas mal avaliadas. os resultados diferem pouco entre si. Essa relação é perturbada pela diversidade de formação de enchentes em varias partes da bacia quando essas possuem declividade longitudinal dos cursos d’água. em anos.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 15 5 5. devido ao emprego de relações cota-descarga deficientes. correspondendo a tempos de recorrência muito altos. Essa correção é tanto mais imprecisa quanto maior a distância entre o posto e o local da obra. Já as envoltórias de descargas máximas regionais. Há necessidade de corrigir os valores das descargas observadas para se referirem ao local da obra. ou as máximas observadas no mundo.2. VALIDADE A aplicação do método estatístico é recomendável para períodos de recorrência de. Não se recomenda urna relação maior que dois nem menor que um meio entre as áreas controladas nesses dois pontos do curso d’água. pois. Para tempos de recorrência de até 10 a 20 anos basta corrigir as descargas segundo a relação das áreas das bacias hidrográficas.5 da área de drenagem.1.

vizinha do Itajaí. Como exemplo pode ser citado o caso do vale do rio Itajaí. descritas mais detalhadamente nos capítulos que se seguem. sendo freqüente o aparecimento de uma descarga tão excepcionalmente maior que as outras. com intervalos regulares de 28 a 31 anos. não apresentam uma distribuição estatística satisfatória para descrever picos de enchentes excepcionais de baixa freqüência que atenda satisfatoriamente a todos os casos. Em conseqüência julgou-se inicialmente que os níveis d'água máximos registrados em Blumenau de 1853 a 1911 fossem semelhantes aos de 1983 e 1984. forma da bacia. Hazen e Log Pearson III. Os modelos estatísticos mais conhecidos são as Leis de Distribuição de Gumbel. pois é grande a irregularidade que pode ocorrer na sua secessão natural. eram referidas ao mesmo nível que as de 1983 e 1984. Entretanto nenhum destes procedimentos pode ser considerado melhor que os outros porque uma lei estatística não pode traduzir com fidelidade as complexas relações envolvidas na ocorrência de descargas mais raras. Enquanto as precipitações excepcionais de chuva tendem aproximadamente para uma lei parabólica com o tempo de recorrência da forma. a aplicação não é mais recomendável. que se tem duvida do tempo de recorrência a ser atribuído ou qual o grau de influência a ser adotado na curva de ajustamento estatístico. Por isso os resultados dos estudos estatísticos de descargas máximas de rios devem ser aceitos com muita reserva e precaução. tendo apenas decorrido um período de 72 anos sem registros mais severos. Uma análise mais cuidadosa mostrou que a enchente de 1911 e. P = P0 x Tr para valores muito altos. . as descargas dos rios por estarem sujeitas a outros fatores como permeabilidade do solo. Fenômeno semelhante se observou na bacia do alto Rio Iguaçu. para os quais. cobertura vegetal. o que compromete seriamente qualquer estudo estatístico de descargas desenvolvido nessa região em época mais recente. onde as enchentes de 1983 e 1984 superaram extraordinariamente a todas as observadas a partir de 1911. declividade dos cursos d'água e amortecimento das descargas extravasadas. com muita probabilidade outras precedentes. da série observada.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 16 Os resultados da extrapolação estatística obtidos segundo diversas leis de distribuição começam a divergir apreciavelmente somente para tempos de recorrência mais elevados. em Santa Catarina.

E. os quais são disponíveis muito mais raramente. para um número infinito de elementos: . No caso de bacias menores. 5.. Outro fator que as vezes prejudica de maneira grave e insuspeita a análise estatística das descargas máximas de um rio é a má definição da relação cota-descarga para níveis elevados devido à de se efetuar as medições de descarga para enchentes excepcionalmente altas. respectivamente.66 = 1 + 0 . Para bacias de menor extensão é necessário recorrer a dados de aparelhos registradores de níveis. a probabilidade “P” de uma dada descarga ser superada por um certo valor da variável aleatória é dada pela equação seguinte. se o numero de vazões máximas anuais tende para infinito. Gumbel demonstrou que.3 q méd A sendo qmáx e qméd a descarga máxima instantânea e a média diária. não havendo dados linigráficos para conhecer com precisão os valores das descargas máximas instantâneas. em km2. diminuído sua confiabilidade.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 17 Essas ocorrências de descargas. devido ao seu alto custo. Na falta de semelhante informação pode-se recorrer a expressão que Füller estabeleceu a partir de numerosos rios nos E. Para bacias maiores que cerca de 400km2 pode-se efetuar o estudo estatístico das descarnas máximas anuais com dados médios diários baseados em duas observações diárias. MÉTODO DE GUMBEL Baseado na teoria dos extremos de amostras ocasionais. o que condua às imperfeições na extrapolação da relação cotadescarga na maioria dos rios.U. o que vem prejudicar a definição no segmento mais sensível da curva de probabilidade.3. deve-se recorrer a registros de outros rios semelhantes com os quais se pode avaliar a relação entre esses valores máximos e as descargas médias diárias. o que sugere uma grande reserva na aplicação de métodos estatísticos para obras importantes e especialmente para enchentes de períodos de recorrência muito elevados.. U. e A a área da bacia hidrográfica. extremas fugindo da distribuição estatística das séries observadas têm sido descritas freqüentemente. e que tem a seguinte forma: q máx 2 .

3. e = base dos logaritmos neperianos. e K (t ) = fator de freqüência. ΣQ = somatório das descargas da série de máximas anuais. σ = desvio padrão do universo. O desvio padrão é obtido por: . e n n = número de anos de observação. e y = variável reduzida.2) onde: Q(t ) = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto.3.1) Onde P = probabilidade de não ocorrerem descargas maiores . que depende do número de amostras e do tempo de recorrência. Q = descarga média obtida da série disponível. A descarga média é obtida pela expressão: Q= ∑Q n onde: Q = descarga média. Na prática. aplicáveis em Hidrologia pode ser resolvida pela equação geral: −y Q(t ) = Q + σK (t ) (equação 5. pode-se levar em conta o número real de anos de observação utilizando-se a fórmula devida a Ven Te Chow que demonstrou que a maioria das funções de freqüência.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 18 P = e − e (equação 5.

O fator de freqüência K(t) pode ser determinado através da expressão: K( t ) = Y − Yn σn onde: Y = variável reduzida.3. Yn = média aritmética da variável reduzida para uma amostra de n elementos extremos. σ n = desvio padrão da variável reduzida. De acordo com a equação 5. TR.1 e considerando que o tempo de recorrência. A média aritmética da variável reduzida é determinada pela expressão: Yn = ΣY n e o desvio padrão σn = Σ ( Y − Yn ) 2 n .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 19 σ= ∑(Q − Q) 2 n −1 onde: Σ(Q − Q) 2 = quadrado do somatório dos desvios da média. P. a variável reduzida pode ser calculada pela expressão: Y = − Ln [LnTR − Ln (TR − 1)] onde: Ln = base dos logaritmos neperianos. é o inverso da probabilidade. e TR = tempo de recorrência.

marcando-se os valores observados no papel de Gumbel (Fig. Pode-se verificar a qualidade do ajustamento estatístico. isto é. O cálculo das descargas de vários tempos de recorrência não exige necessariamente a representação gráfica. nas abscissas. O quadro Qd-5. e as probabilidades e correspondentes tempos de recorrência.3. a qual serve roais para apreciar a qualidade do ajustamento. proporcionais à variável reduzida Y.3. sétima. de não ser excedida uma dada descarga e o tempo de recorrência correspondente podem ser obtidos pelas expressões abaixo: P = 100( 1 − 100 m ) E TR = 100 − P n+1 onde: M = número de ordem da série anual. a dispersão dos valores individuais observados em relação ã reta de ajustamento estatístico.5.2. oitava e nona colunas do quadro Qd-5. tem como objetivo facilitar a compreensão do método apresentado.3). nas ordenadas. em percentagem. tendo as descargas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 20 A probabilidade. A rela de ajustamento estatístico pode ser marcada de modo a passar por dois ou mais pontos calculados segundo a equação 5. em escala normal. apresentado como exemplo ilustrativo. Esses elementos se encontram na quinta. organizada de forma decrescente . .3.

67 1.970 0.124 3.00 32.131 -0.42 -1.90 28.42 σ n -1 = 172.34 0.00 12.58 42.58 9.593 0.00 36.25 5.78 17.58 162.58 167.89 yn = 0.02 88.711 7.764 0.90 70.53 Sn = 1.42 187.012 0.00 64.00 16.329 -0.321.199 2.58 0.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 * Q − Q (Q − Q ) ** 2 P = 100⎛1 − m ⎞ 1 ⎜ ⎟ T = × 100 Reduzida ⎝ n − 1 ⎠ R 100 − P Variavel y y .58 89.62 95.90 274.17 3.615 2.78 2.006 -1.53 291.773 1.58 94.879 -1. – 5.27 2.00 44.941 0.yn ( y.yn )2 = 28.06 26.077 0.741 -0.58 1.58 -0.137 -1.06 274.00 52.47 1.08 1.954 1.33 6.58 112.554 -0.223 -0.6828 ∑ (Q − Q ) 2 = 180.024 -0.00 56.42 -35.432.00 12.818 2.90 22.808 0.020 0.00 28.11 ∑ y = 12.584 0.293 1.00 20.66 8.113 0.42 -180.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 21 Método Estatístico GUMBEL Qd.278 0.00 24.32 1.476 -0.000 0.00 84.425 0.914 -1.057 1.240 -0.661 -0.00 76.50 2.00 (anos) 25.979.018.024.812.484.181 2.294 1.181 0.00 68.42 -266.90 0.74 1.42 -9.00 4.800.56 1.108 0.085 2.730 ∑ (y .991.422 0.201 0.42 -149.217 0.122.522.92 1.y n )2 (%) 433.00 80.340 0.307 0.38 54.955 0.747 1.108 -0.42 -308.18 2.42 -97.271 -1.13 2.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ Q = 65.26 12.013 -0.04 3.00 72.437 0.444 -1.00 40.012 1.00 8.332 1.00 92.58 102.00 60.481 0.00 48.14 1.142 0.34 32.42 -115.304 .928 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 333 588 1.25 1.091 -0.58 16.26 10.307 0.79 1.39 1.38 8.490.58 16.42 -113.50 8.672 0.57 3.607 -0.770 -0.66 13.083.527 1.583 0.3 Método de GUMBEL Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira Ano de Vazões ocorrên Q cia (m3/s) Número Vazões em de ordem ordem decrescente m (m3/s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1.543 0.254.42 -233.90 96.484 2.349 -0.326.551.050 0.669 1.193 0.500 1.62 85.439 -0.09 1.00 88.1975 Q = 571.945.674.00 4.19 1.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem Figura 5.3 22 .

A variação dessa probabilidade pode ser representada com relação às descargas máximas observadas num gráfico com graduação apropriada. dispondo-as em ordem decrescente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 23 5. segundo critério introduzido por Hazen. a partir do qual são calculados os períodos de recorrência pela expressão seguinte: TR = onde: n = número de anos de observação. a distribuição das descargas máximas anuais dos registros de um curso d'água distribuem-se.5. Esse gráfico é estabelecido com a marcação das descargas em ordenadas. e TR = tempo de recorrência. As descargas de projeto. ou os pontos que irão facilitar o ajustamento da curva média para a determinação das descargas de projeto. (Ver Fig. em uma representação logarítmica. e m = número de ordem da descarga. n m −1/ 2 A probabilidade de determinada descarga ser igualada ou superada pode ser estabelecida através da expressão: P= 100 (em porcentagem) TR onde: P = probabilidade de ser igualada ou superada determinada cheia. para os diversos tempos de recorrência e sua probabilidade de ocorrer ou ser superada devem ser calculadas através da expressão: . Com isto. a partir dos registros fluviométricos de um posto pode-se organizar uma série de máximas anuais. nas abscissas com graduação tal que as distâncias são proporcionais às freqüências acumuladas de uma distribuição estatística normal de Gauss. em escala logarítmica.4). e os períodos de recorrência e probabilidades de superação.4. com seus respectivos números de ordem. segundo a distribuição de frequência normal de Gauss. MÉTODO DE HAZEN Segundo Hazen.

ΣQ = somatório das descargas.4. Essa deformação consiste na adição ou subtração de uma constante às descargas de uma distribuição normal alterando-se. e Para alcançar o ajustamento da curva média. Os coeficientes de variação e assimetria são calculados através das expressões: CV = σ Q E CA = nΣ(Q − Q) 3 (n − 1)(n − 2)σ 3 . somente a média e o desvio padrão. A descarga média e o desvio padrão são calculados pelas seguintes expressões. σ = desvio padrão. Hazen estabeleceu valores para K . apresentados na Tabela do Quadro 5. e K = valores que decorrem da deformação de uma distribua cão de probabilidade logarítmica normal. apresentada a seguir.1. σ = desvio padrão.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 24 Q( t ) = Q + σK (equação 5. resultando daí uma distribuição de probabilidade logarítmica modificada. que decorrem da deformação de uma distribuição de probabilidade logarítmica normal representada como uma reta no gráfico citado. n = número de anos de observação. mantendo-se os coeficientes de variação e de assimetria inalterados. Q= ΣQ Σ(Q − Q) 2 . assim.4.1) onde: Q( t ) = descarga máxima esperada para determinado tempo de recorrência.σ = n −1 n onde: Q = média aritmética das descargas.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

25

onde: CV = coeficiente de variação; CA = coeficiente de assimetria; Os demais parâmetros têm os mesmos significados anteriores. Levando-se em conta que somente é se conseguido um significado estatístico adequado para o coeficiente de assimetria para mais de 140 anos de observações, Hazen sugeriu a correção desse coeficiente multiplicando-o pelo fator F= 1+ 8,5/n, onde n é o número de observações, dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido:

CS = CA( 1 +

8 ,5 ) n

Conhecido o coeficiente de assimetria corrigido, faz-se o cálculo dos pontos de ajustamento da . curva através da equação 5.4.1 com auxílio da tabela do Quadro Qd-5.4.2, fornece os valores de K para os diversos tempos de recorrência e probabilidades de ser excedidos. Nos Quadros e Gráfico anexos é exemplificada a aplicação do Método de HAZEN. QD - 5.4.1 Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada

(segundo a hazen)

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

26

Qd.-5.4.1

Método de HAZEN

Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada
Coeficiente de Assimetria
0. 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 2.0 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 2.9 3.0 3.2 3.4 3.5 3.8 4.0 4.5 5.0

Termos acima da média (%)
50.0 49.4 48.7 48.1 47.5 46.9 46.3 45.6 45.0 44.4 43.7 43.1 42.5 41.9 41.3 40.7 40.1 39.5 38.9 38.3 37.7 37.1 36.5 35.9 35.3 34.7 34.1 33.5 32.9 33.3 31.8 30.6 29.4 28.1 27.0 25.7 22.2 19.2

Probabilidade de ser excedido (%) 99 (-)
2.32 2.25 2.18 2.12 2.05 1.99 1.92 1.86 1.80 1.73 1.68 1.62 1.56 1.51 1.46 1.41 1.36 1.32 1.27 1.23 1.19 1.15 1.11 1.07 1.03 1.00 .97 .94 .91 .87 .84 .78 .73 .67 .62 .58 .48 .40 1.01

95 (-)
1.64 1.62 1.59 1.56 1.53 1.50 1.47 1.44 1.41 1.38 1.34 1.31 1.28 1.25 1.22 1.19 1.16 1.13 1.10 1.07 1.05 1.02 .99 .96 .94 .91 .89 .86 .84 .82 .79 .74 .69 .65 .61 .56 .47 .40 1.05

80 (-)
0.84 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .84 .84 .83 .83 .62 .81 .81 .80 .79 .78 .77 .76 .75 .74 .73 .72 .71 .69 .68 .67 .66 .64 .61 .58 .55 .52 .45 .39 1.25

50 (-)
0. .02 .03 .05 .06 .08 .09 .11 .12 .14 .15 .17 .18 .19 .20 .22 .23 .24 .25 .26 .27 .28 .29 .30 .31 .31 .32 .33 .33 .34 .34 .35 .36 .36 .36 .36 .35 .34 2.00

20 (+)
0.84 .84 .83 .83 .82 .82 .81 .80 .79 .77 .76 .75 .74 .72 .71 .69 .67 .66 .64 .62 .61 .59 .57 .55 .53 .51 .49 .47 .45 .43 .41 .37 .32 .28 .23 .19 .10 0. 5

5 (+)
1.64 1.67 1.71 1.74 1.76 1.79 1.81 1.84 1.86 1.88 1.90 1.92 1.94 1.96 1.98 1.99 2.01 2.02 2.03 2.04 2.05 2.06 2.07 2.07 2.08 2.08 2.09 2.09 2.09 2.09 2.08 2.06 2.04 2.02 1.98 1.95 1.79 1.60 20

1 (+)
2.32 2.40 2.48 2.56 2.64 2.72 2.80 2.89 2.97 3.06 3.15 3.24 3.33 3.41 3.50 3.59 3.69 3.78 3.88 3.98 4.07 4.17 4.27 4.37 4.48 4.58 4.68 4.78 4.98 5.01 5.11 5.35 5.58 5.80 6.10 6.50 7.30 8.20 100

0.1 (+)
3.09 3.24 3.39 3.55 3.72 3.90 4.08 4.28 4.48 4.69 4.92 5.16 5.40 5.64 5.91 6.18 6.48 6.77 7.09 7.42 7.78 8.13 8.54 8.95 9.35 9.75 10.15 10.65 11.20 11.75 12.30 13.50 -

0.01 (+)
3.72 3.96 4.20 4.45 4.72 5.00 5.30 5.64 6.00 6.37 6.77 7.23 7.66 8.16 8.66 9.16 9.79 10.40 11.07 11.83 12.60 13.35 14.30 15.25 -

Coeficiente da Variação
0. .03 .06 .10 .13 .16 .20 .23 .26 .30 .33 .37 .41 .44 .48 .51 .55 .59 .62 .66 .70 .74 .78 .82 .86 .90 .94 .98 1.03 1.08 1.12 1.22 1.33 1.44 1.57 1.70 2.10 2.50

1.000 10.000

TEMPO DE RECORRÊNCIA ( ANOS )

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

27

Qd. - 5.4.2

Método de HAZEN

Análise Estatistíca
RIO: Muriaé Posto: Cardoso Moreira

Ano de ocorrência

Vazões Q (m3/s)

Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24

Vazões em ordem decrescent e (m3/s) 1,005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263

Tempo de recorrência

Probabilidade

(Q − Q ) (Q − Q ) 2 (Q − Q) 3

TR =

n m − 1

P =
2

100 TR

%

1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978

338 588 1,005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422

433,58 291,58 167,58 162,58 112,58 102,58 94,58 89,58 42,58 16,58 16,58 0,58 -0,42 -1,42 -9,42 -35,42 -97,42 -115,42 -133,42 -149,42 -180,42 -233,42 -266,42 -308,42

187.991,62 81.509,407 85.018,90 24.789,811 28.086,06 26.432,26 12.674,26 10.552,66 8.945,38 8.024,58 1.813,06 274,90 274,90 0,34 0,18 2,02 88,74 1.254,58 9.490,66 13.321,78 17.800,90 22.326,34 32.551,38 4.706,662 4.297,357 1.426,868 1.079,415 846,054 718,842 77,200 4,558 4,558 -3 -836 -44,437 -924,580 -1.537,600 -2.374,996 -3.336,002 -5.872,920

48,00 16,00 9,60 6,86 5,33 4,36 3,69 3,20 2,82 2,53 2,29 2,09 1,92 1,78 1,66 1,55 1,45 1,37 1,30 1,23 1,17 1,12 1,07 1,02

2,08 6,25 10,42 14,57 18,75 22,92 27,08 31,25 35,42 39,58 43,75 47,92 52,08 56,25 60,42 64,58 68,75 72,92 77,08 81,25 85,42 89,58 93,75 97,92

54.484,90 -12.717,865 70.979,62 -18.910,390 95.122,90 -29.337,805

N = 24

∑ Q = 13,714
∑ (Q − Q) 2 = 687.482,92 ∑ (Q − Q)3 = 44.403,258

Q = 571,42 σ n-1 = 172,89

C V = 0,302 C A = 0,374 C S = 0,506

4 10.002 1.Q (m³/s) 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 28 Figura 5.5 98 95 90 PROBABILIDADE DE OCORREREM DESCARGAS MAIORES .25 2 2.000 100 1.01 1.P (%) 80 70 60 50 40 30 20 15 10 5 VALORES OBSERVADOS X VALORES CALCULADOS 1 0.000 99.T (ANOS) .005 1.5 5 10 20 60 100 200 500 TEMPO DE RECORRÊNCIA .8 98.5 0.2 DESCARGA .

A distribuição LP-III tem a seguinte expressão de distribuição de probabilidade: cx x − f ( x) = p(1 + ) a a onde: x = desvios da variável em relação ã moda.1) onde: Q = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto. X = média dos logaritmos das descargas da série disponível.2. MÉTODO DE LOG . adotando-se o mesmo ajustamento da distribuição de Pearson III. A média dos logaritmos das descargas é obtida pela expressão X= ΣX n onde: X = média dos logaritmos das descargas.5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 29 5.5.5. cujos valores são apresentados nas tabelas dos Quadros Qd-5.PEARSON TIPO III (LP III) A distribuição de Log-Pearson Tipo III (LP-III) constitui-se de uma variação da distribuição de Pearson Tipo III onde são calculados os logaritmos das descargas.5. σ = desvio padrão dos logaritmos das descargas da série disponível? K = fator de freqüência. função do coeficiente de assimetria e da probabilidade não ser exedida. p. a e c = parâmetros obtidos dos dados amostrais. Na prática pode ser utilizada a função de distribuição cumulativa segundo a expressão: log Q(t ) = X + Kσ (equação 5. .1 e Qd-5.

e (ΣX ) 3 = somatório dos logaritmos das descargas elevado ao cubo. O coeficiente de assimetria é obtido pela expressão: CA = n 2 ( ΣX 3 ) − 3n( ΣX )( Σx 2 ) + 2( Σx 3 ) n( n − 1 )( n − 2 )σ 3 onde: CA = coeficiente de assimetria.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 30 ΣX = somatório dos logaritmos das descargas da série de máximas anuais. n = número de anos de observação. ΣX 3 = somatório dos cubos logaritmos das descargas. F= 1 + 8. O desvio padrão é obtido por: σ= Σ( X − X ) n−1 2 = ΣX 2 − ( ΣX ) 2 / n n−1 em que: ΣX 2 = somatório dos quadrados dos logaritmos das descargas.5 n A probabilidade de não ser excedida e o período de recorrência correspondente devem ser obtidos pelas expressões: .5/n. (ΣX ) 2 = somatório dos logaritmos elevado ao quadrado. em razão do pequeno número de amostras. Conforme apresentado no método de Hazen. dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido: CS = CA + 8 . e n = número de anos de observação. o coeficiente de assimetria. deverá ser multiplicado pelo fator de correção.

5. tem como objetivo facilitar a compreensão da metodologia exposta.5). A curva de ajustamento estatístico pode se apresentar com três formas distintas em função do coeficiente de assimetria obtido.5.5. Os quadros 5. Para a verificação da qualidade do ajustamento estatístico. organizada de forma decrescente.2. tendo nas ordenadas as descargas e nas abscissas a probabilidade de não exceder e os correspondentes tempos de recorrência (ver Fig.3 apresentados como exemplo ilustrativo. m = número de ordem da série anual. .a saber: se for nula a forma será de uma reta.1. e se negativo. são representados os valores dessa distribuição em papel log normal. a curva terá sua concavidade voltada para baixo. e TR = ( ) × 100 100 − P n−1 onde. se o coeficiente de assimetria for positivo. 5.5. 5. a curva terá sua concavidade voltada para cima.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 31 P = 100( 1 − m 1 ) em %.

0 -0.908 6.223 3.087 -0.298 4.889 3.705 0.0 1.00 0.00 80.521 3.752 -0.122 3.967 1.780 2.099 -0.905 -0.938 1.339 1.211 2.845 4.389 -1.104 -2.371 5.423 -1.851 -0.336 1.323 1.844 -0.498 2.219 2.193 2.5 2.000.609 0.317 -1.836 0.278 50.750 1.555 -1.774 1.728 6.854 -0.686 2.910 1.149 3.090 3.095 5.999 5.054 2.152 100.282 -0.878 3.800 0.751 1.8 2.9 3.197 -1.912 2.981 1.995 2.029 -1.00 98.2 1.850 -0.544 2.700 1.0 1.670 2.00 95.818 1.341 1.790 -0.642 5.829 3.850 3.312 3.763 2.9 1.401 3.449 -1.548 7.853 -0.990 4.830 0.271 3.626 2.01 1.815 5.855 -0.067 -0.00 99.970 500.842 0.0 Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) 1.25 20.780 0.673 1.574 0.849 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 32 Qd.3 0.323 4.726 1.261 2.400 2.006 2.586 -1.245 4.667 1.318 -1.00 90.326 2.033 -0.088 4.990 -0.606 2.877 1.163 2.282 1.956 4.020 -0.050 -0.239 2.651 4.755 2.132 3.168 6.487 3.243 -1.733 0.817 -0.499 3.957 3.353 -1.326 -2.048 3.00 96.993 2.969 4.939 1.576 2.107 2.178 -2.6 1.132 -0.307 -0.100 4.553 4.962 1.864 2.609 3.168 -1.675 0.0 1.012 2.949 -0.846 -0.588 -1.955 -1.0 2.00 99.808 0.292 1.396 5.785 1.733 -1.472 2.00 99.2 0.0360 -0.0 -0.665 1.531 4.043 2.317 1.0 0.705 3.542 2.5 3.003 25.880 -1.301 1.303 1.359 2.706 2.388 4.017 -0.458 -1.083 -0.5 0.250 1.881 -0.824 0.051 200.848 2.645 1.205 1.856 -0.147 4.857 -0.340 1.148 -0.799 -0.023 3.790 0.615 2.8 2.0 1.491 -1.518 0.811 3.195 -0.857 -0.660 -1.254 -0.819 1.758 0.2 2.643 0.318 1.7 0.311 2.661 3.164 -0.233 3.041 3.116 -0.453 2.832 -0.806 -1.797 1.856 2.8 0.1 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Coeficiente de Assimetria .180 20.420 10.088 2.128 2.859 1.152 .4 1.524 -1.1 0.0 -1.777 -0.093 -1.6 0.424 5.CA 0 0.388 3.225 -0.330 -.816 0.284 1.666 3.0 2.779 4.769 0.309 1.605 3.337 1.880 1.377 3.4 0.910 1.645 -1.407 2.329 1.333 1.616 -1.159 2.839 1.444 4.711 -0.00 99.244 3.018 2.842 -0.891 2.949 3.000 3.366 3.730 3.970 3.0 2.856 -0.262 2. 5.799 -0.215 5.5.329 1.0 -2.253 -2.00 50.05 5.

231 1.00 96.069 0.834 1.243 1.225 0.029 1.107 0.2 -0.824 -2.5 -0.353 1.317 1.800 -0.5.844 0.832 0.839 -1.423 1.006 -2.258 1.0166 0.859 -1.108 2.1 -0.852 0.CA -0.093 1.769 -0.819 -1.8 -2.035 1.351 1.366 1.140 2.790 -0.282 1.616 1.164 0.448 1.806 1.758 -0.854 0.399 2.017 2.458 1.555 1.705 -3.198 1.777 1.908 0.905 0.855 0.166 1.307 0.116 1.669 2.663 1.733 1.844 0.00 98. 5.799 0.574 -0.755 -2.132 0.877 -1.491 1.2 -1.774 -1.283 2.606 1.606 1.793 0.389 1.995 0.379 1.086 1.686 -2.041 0.128 1.726 -1.990 0.700 -1.8 -0.816 -0.999 0.800 0.000 1.586 1.885 0.271 -3.00 99.544 -2.0 1.962 -1.890 1.637 2.799 0.667 .01 1.0 1.9 2.116 1.660 20.675 -0.489 1.270 1.895 0.360 0.270 1.664 1.0 0.858 0.846 0.083 0.420 2.740 1.116 0.197 1.665 25.679 1.994 0.891 -2.0 1.830 -0.938 -1.777 0.577 1.183 1.666 100.996 -2.492 1.396 5.097 0.147 1.945 1.824 -0.643 1.501 1.752 0.528 1.051 1.168 1.281 0.797 -1.4 -1.0 -1.845 -4.254 0.907 0.981 -1.749 1.667 200.003 1.856 0.216 1.407 1.518 -0.850 0.023 -3.900 0.926 1.00 99.200 1.837 -0.0 2.856 0.800 0.00 90.8 2.716 1.643 -0.388 -3.399 2.104 2.0 -2.910 -1.105 0.253 2.959 0.948 2.957 -3.0 1.482 2.770 0.394 1.05 5.318 1.245 1.499 -3.7 -0.636 10.268 2.169 2.720 1.380 1.016 1.667 1.2 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) Coeficiente de Assimetria .5 -3.786 1.067 0.750 -1.800 0.00 50.3 -0.567 1.808 2.517 2.099 0.909 0.857 0.216 1.6 -1.945 0.9 -1.00 0.449 1.808 -0.00 80.148 0.050 0.998 0.057 1.711 0.798 0.757 2.238 1.0 2.400 -2.550 1.087 0.609 -0.733 -0.665 50.019 0.790 0.888 0.842 1.6 -0.667 500.25 20.948 1.899 2.533 2.012 -2.955 1.605 -3.294 2.5 2.231 1.388 2.949 0.588 1.472 -2.882 0.201 2.705 -0.837 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 33 Qd.549 1.615 -2.00 99.0 -2.4 -0.195 0.660 1.2 -2.00 99.178 2.330 0.817 0.673 -1.0 -0.000.880 1.780 -0.0 -1.033 0.149 -3.980 0.00 95.524 1.

00 64.5337 22.00 4.8351 2.5948 7.7909 20.1380 CA = 0.8657 2.3089 23.00 25.00 28.1975 ∑ X = 495.00 44.7694 2.17 3.5334 3 X = 2.27 2.50 8.3 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III Análise Estatística Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Vazões em Logarítmos ordem das decrescent vazões e X = Log Q (m3/s) 1.00 52.7739 7.1717 5.2396 20.4518 CS = 0.00 88.1598 7.7694 2.32 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 34 QD.6695 7.5960 7.00 20.7194 6.1735 15.7869 22.6758 2.6828 ∑ X2 = 180.00 56.5088 22.4306 21.00 12.00 84.7497 2.3277 19.00 24.9652 20.5. 5.7882 2.56 1.1580 18.00 32.9360 2.0701 6.4483 7.6064 23.9774 6.0594 25.78 2.33 6.9478 20.00 8.00 36.4306 18.00 92.08 1.0944 17.47 1.3954 6.0022 2.7292 2.25 5.67 1.7368 σ n-1 = 0.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 3.09 1.57 3.00 4.0013 7.9535 7.00 60.00 76.6032 7.9720 7.2396 21.8235 2.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ X = 65.8686 2.9004 20.00 16.5289 2.1717 96.50 2.4843 2.6695 7.00 80.8923 6.6415 2.13 2.00 40.5610 7.6590 2.8202 2.8562 27.8287 2.39 1.00 12.7991 18.6330 22.6253 2.0132 8.04 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 338 588 1.2122 8.79 1.25 1.4200 Ano de ocorrência Vazões Q (m3/s) * X2 X3 P = 100 − m % n +1 TR = ** 1 × 100 100 − P (anos) 9.6202 8.7574 2.00 72.0375 8.6749 21.19 1.92 1.6118 Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira .00 48.2291 8.4178 16.14 1.5922 2.3325 14.7559 2.00 68.7566 2.

o intervalo de tempo entre o início do período de ascensão das descargas e o pico da enchente. segundo a sua ocorrência mais freqüente.6. Para esse procedimento anota-se.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 35 5. para cada enchente observada. . torna-se necessário fazer a análise estatística das descargas médias ou dos volumes escoados em intervalos de tempo crescente e a associação dos acréscimos de volume escoados para a mesma freqüência. permitindo construir os fluviogramas típicos de vários tempos de recorrência. construindo-se o fluviograma tipo com o acréscimo de deflúvio de certa freqüência. ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES Quando se deseja conhecer a forma de fluviograma de enchente de vários períodos de recorrência.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 36 .

na maioria dos casos. adota-se com mais freqüência o hidrograma unitário triangular. devido à sua formulação mais simples e ser suficientemente preciso.S. cujas validados sãos duvidosas em regiões onde os modelos não tenham sido suficientemente comprovados. Na utilização do método do hidrograma sintético serão apresentados dois procedimentos de cálculo distintos. a saber: . no hidrograma proposto por Snyder. Nesses casos a metodologia de cálculo mais indicada refere-se à aplicação do fluviograma ou hidrograma unitário sintético. porém com suas principais características definidas a partir do comprimento e da declividade do curso d’água. possui uma formulação muito complexa.1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 37 6 6. não se dispõe de dados fluviométricos do curso d'água envolvido. MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO GENERALIDADES Para o dimensionamento de pontes ou bueiros rodoviários. que posteriormente será apresentado. leva à aparência de menor exatidão. Para aplicação prática. proposto por Snyder. O hidrograma unitário sintético. que são as mais comuns. especialmente tratando-se de bacias hidrográficas de pequena importância hidrológica. desenvolvido pelo U. esse conceito não considerado na sua formatação. A aplicação do hidrograma unitário sintético compreende três fases principais distintas. desprezando-se as imprecisões de sua avaliação. − cômputo do hidrograma total. como mais freqüentemente é designado. com suas perdas. que são: − definição da chuva de projeto. A imprecisão decorrente da simplificação dos parâmetros de cálculo toma-se pouco significativa frente à incerteza na definição de outros fatores como o tempo de concentração e a relação chuva-deflúvio. cujas características se baseiam na generalização das condições médias de escoamento de numerosos estudos para os quais se dispõe de dados fluviométricos. Na realidade o hidrograma unitário do Soil Conservation Serviço baseia-se no conceito do tempo de concentração. enquanto que. Soil Conservation Serviço. − determinação da relação chuva-deflúvio. somando-se o produto dos excessos de precipitação pelas ordenadas do hidrograma unitário. ou mesmo próximo à obra.

decorrente do transbordamento das calhas fluviais. a participação desigual do deflúvio superficial direto e do sub-superficial. 6. o que pode ser explicado pelo fato do deflúvio superficial ser composto por duas partes. Com a descrição desses efeitos cuja predominância. nos rios de margens baixas. O procedimento A distingue-se pela inclusão de chuvas antecedentes à fase mais intensa da chuva de projeto. enquanto para as enchentes maiores o escoamento superficial direto é proporcionalmente maior. que inclui as chuvas antecedentes. designada por deflúvio sub-superficial. Em conseqüência. varia a cada caso. cujo efeito é mais apreciável nos deflúvios resultantes do prolongamento da chuva.2. além do efeito amortecimento das margens baixas. como . Esse é um efeito contraditório ao comportamento do deflúvio superficial direto e do subsuperficial. VALIDADE A aplicação do hidrograma unitário é discutível. contrariando o princípio básico do hidrograma unitário. O procedimento B tem sido utilizado com mais freqüência nos meios técnicos do Brasil. verificam-se as imperfeições da aplicação do hidrograma unitário sintético. uma que escoa mais rapidamente. em diversos níveis de descargas. Na descrição dos diversos fatores que intervêm no cálculo da enchente de projeto. antes descrito. não considerando as chuvas antecedentes. Por outro lado. Com esse procedimento pretende-se diminuir a importância da umidade do solo no inicio da tempestade. pois tem-se observado que as descargas máximas crescem proporcionalmente mais com os excessos da precipitação que lhes dão origem. Verifica-se que para as pequenas enchentes predomina o escoamento sub-superficial. Somente um modelo paramétrico bem estruturado pode simular as enchentes de uma bacia mais próxima de seu comportamento real. − Procedimento B . levando em conta.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 38 − Procedimento A. para as enchentes maiores. denominada deflúvio superficial direto. e a outra. apresentada a seguir. resultam descargas máximas crescendo mais rapidamente que os deflúvios totais a elas relacionados. de escoamento mais lento. destaca-se a diferença de tratamento dados aos dois procedimentos de cálculo. para as enchentes maiores predomina o efeito de amortecimento das pontas de descargas.

obtidas de registros em pluviômetros.1) sendo K = TR α + β / TR 0 . entre os quais destaca-se o livro "Chuvas Intensas no Brasil". tendo uma participação variável.1. Para facilitar o uso dos dados foram organizadas tabelas. Tal procedimento. Por vezes essa análise estatística já foi elaborada para o posto de interesse do projeto. de importância hidrológica pouco significativa. 6 e 8 dias consecutivos. resultantes do estudo estatístico de dados pluviográficos. 6. que desenvolveu equações de chuva para diversos postos pluviográficos no Brasil. no entanto. procurando o posto mais próximo e com características meteorológicas mais semelhantes às da área em estudo. Essa precipitação relativa é definida pela expressão: P = K × [at + b log( 1 + ct )] (equação 6.3. 4 horas. a precipitação relativa. 24 horas e 48 horas. 25 . 1 hora.3. que em geral não são muito abundantes. CHUVA DE PROJETO RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQUËNCIA A aplicação do hidrograma unitário sintético requer normalmente o conhecimento de precipitações para durações inferiores a 24 horas. somente toma-se com dados fluviométricos confiáveis. 4.3. Essa análise pode ser complementada com o estudo estatístico das chuvas de: 2. do Engº Otto Pfafstetter. conforme a magnitude de enchente. 12 horas. 15 minutos. 6 horas. Havendo dados pluviográficos na proximidade do local da obra. 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 39 se ocorressem dois hidrogramas unitários simultâneos com descargas máximas nitidamente diferentes. 2 horas. fornecendo para os 98 postos pluviográficos tratados. Quando não há dados pluviográficos nas proximidades do local da obra deve-se recorrer a dados bibliográficos. das obras rodoviárias. convém efetuar a análise estatística das precipitações intensas para durações de 5 minutos. para diversas durações e períodos de recorrência da chuva. o que em geral não se dispõe nos projetos de drenagem superficial. pontes e bueiros.

08 6d 0. multiplicando-a pelo fator 1. referidas ao número do posto analisado. Quando não existem dados pluviográficos nas proximidades da obra.138 0.156 0.3.108 0 15min 30min 0. também para o período de recorrência de 10 anos e mesma duração. A correlação entre as precipitações de 24 horas e as de menor duração com igual freqüência é mais inadequada. Dividindo essa precipitação pelo valor do posto de referência. a seguir. Posto nº 75 – Santos.08 24h 0.152 0. foram estabelecidas na figura 6. na precipitação equivalente de 24 horas. em primeira aproximação. Para tanto transforma-se a precipitação de um dia com o período de recorrência de 10 anos. Essa curva interpolada deve conter a precipitação relativa achada para 24 horas.. todos localizados na costa atlântica.13. porém. entre um grupo de curvas regionais representativo do caso em estudo.122 0. com dados diários de leituras de pluviômetro. Destacam-se como aquelas de maior potencialidades de formação de chuvas intensas de curta duração as determinadas para os postos: Posto nº 74 – Santos – Itaperuna.08 2h 0.08 4d 0. Com isto basta multiplicar a precipitação relativa para 24 horas pelas precipitações relacionadas para o posto de referência.174 0.1.08 4h 0. Posto nº 53 – Paranaguá. geralmente bem definida. consoante a equação 6.08 0. b e c dependem do posto considerado e α e β são dados na tabela seguinte Para os diversos postos do Brasil. em horas.156 0. . correspondentes ao tempo de recorrência e às durações desejadas. obtem-se a precipitação relativa do posto examinado.17 0. e P é a precipitação. as linhas de tendência das precipitações relativas de 24 horas duração de 1 hora.1. Os valores de a. Um procedimento mais consistente seria interpolar uma curva. TR período de recorrência.166 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 40 t 5min 0.08 1h 0. pode-se correlacionar a precipitação a um posto pluviográfico através de um estudo estatístico de um posto representativo. mas dispõe-se de pelo menos um pluviômetro com o mínimo de 10 a 15 anos de observações.3. pode-se admitir que o fator de precipitação varia pouco para diversas durações da chuva.176 0.08 8h 0. em milímetros.166 0. Posto nº 93 – Ubatuba.08 2d 0. e de 15 minutos.08 α β em que t é a duração da chuva. em anos.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 41 Para determinação de outros pontos basta multiplicar as precipitações da curva de chuva interpolada para outras durações pelas precipitações do posto de referência. utilizado com maior freqüência. Os conceitos expostos nesse capítulo aplicam-se indistintamente para o procedimento A. desprezando as chuvas antecedentes. que inclui as chuvas antecedentes. . como para o procedimento B.

2 1.6 1.8 TR = 10 ANOS TR = 10 ANOS 1.0 1.6 1.0 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 1 HORA 29 52 43 42 0.2 1.8 0.6 0.2 77 57 38 73 50 4 2 88 64 1.8 1.4 1.2.0 1.1 Comparação das Precipitações Relativas 0.6 93 75 1.8 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 42 .4 93 1 92 64 58 16 57 90 9 50 39 79 77 65 22 15 51 60 72 61 33 15 96 47 42 36 28 46 40 27 29 4 64 53 75 94 1.0 74 1.8 1.6 0.4 53 94 52 1.8 60 61 33 51 27 16 96 22 47 72 55 56 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 15 MINUTOS 1.8 1.2 Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 40 46 28 Figura 6.4 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 1.3.6 0.6 0.6 1.0 1.0 2.8 0.

uma tempestade excepcional é normalmente considerada como a precipitação que ocorreu com uma determinada duração. subentendendose que essa foi a situação mais critica e que as precipitações para outras durações foram menos extraordinárias. pelo menos uma das precipitações registradas para diversas durações. não devem corresponder ao período de recorrência igual ao escolhido para a enchente de projeto. dispostos ao longo do tempo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 43 6.2.-Niterói. nas quais. Dessa forma fez-se a análise estatística das precipitações observadas em diversas durações e pertencentes a uma mesma tempestade.3. numa tempestade. sempre há uma duração para a qual a precipitação é a de freqüência mais rara e as precipitações de durações maior ou menor são de períodos de recorrência menores. Esses acréscimos de precipitação. Comparando-se esse resultado com a análise estatística das precipitações de várias durações que não pertenciam necessariamente às mesmas tempestades. resultará uma enchente consideravelmente maior à que ocorre na natureza com o período de recorrência de projeto. SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS Nos noticiários sobre calamidades públicas. que compõem a tempestade de projeto. o quadro Qd. A distribuição estatística das precipitações de diversas durações que ocorrem simultaneamente na mesma tempestade deve ser deduzida da análise de registros de dados observados. pode-se avaliar a redução da potencialidade da chuva de uma tempestade tendo valor crítico para uma duração diferente da considerada.3. Os registros de tempestades observadas demonstram que as precipitações ocorridas em diversas durações numa mesma tempestade são de severidade e freqüência variáveis e assim. iniciando com o posto nº 48 . Para esclarecer esse conceito são apresentados a seguir exemplos ilustrativos referidos aos postos pluviográficos estudas pelo Engº Otto Pfafstetter. Para um determinado posto pluviográfico separam-se inicialmente as maiores tempestades.5 anos de observação . Assim. Se assim for procedido.2.6. excedeu determinados valores tomados como base para seleção.1 mostra as precipitações registradas nos 31. no exemplo de Niterói. A tempestade que servirá para o cálculo da enchente será composta de acréscimos de precipitação para durações crescentes. consultando-se os registros originais de vários postos que serviram para sua elaboração. especialmente quando for incluído no cálculo um longo período de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. numa seqüência que será discutida em capítulo subseqüente.

no exemplo de Niterói.1 os valores de uma mesma coluna são numerados em ordem de magnitude decrescente.2. Nota-se que algumas tempestades aparecem simultaneamente para duas ou mais durações de referência.2.3. com duração DR.2. Observa-se nesse quadro que o valor máximo em cada coluna corresponde a uma duração de referência.2.3.2. pois os valores observados não excedem à base escolhida naquela coleta.4. relacionadas no quadro Qd-6. pelo menos. participam em menor número entre as tempestades escolhidas. porém. correspondentes à linha em diagonal. obtidas do quadro geral Qd.3 pelas máximas das médias da mesma coluna. Em seguida obtem-se a média aritmética das precipitações observadas nessas 3 a 10 maiores tempestades separadas para cada duração de referência.3. onde foi apresentado um risco. entram em cada grupo novas tempestades cujas precipitações na duração DR passam a participar das 4 maiores selecionadas.2. Quando aparece um traço nos quadros Qd. as médias para as quatro maiores tempestades figuram no quadro Qd6. DR. Dividindo as precipitações médias do quadro Qd. são selecionadas nesse quadro de 3 a 10 tempestades cujas precipitações foram as maiores para essa duração. para uma das durações analisadas. portanto menor que a base usada na presente seleção. DR. a precipitação excedeu os valores base indicados no alto do quadro. obtem-se os fatores de simultaneidade.2. o que corresponde à duração de .2.2 reúnem as 4 maiores tempestades para as durações de referência de 5 minutos a 48 horas. a qual é próxima de 50%. para as diversas durações. designada por duração de referência DR. Isso acontece porque.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 44 pluviográfica para as tempestades em que. que nesse campo figurava a base adotada para a coleta de dados originais. conforme afasta-se da duração de referência. os quadros Qd-6.2.2. No exemplo de Niterói. Isso significa que a potencialidade para a formação de chuvas intensas decresce com a duração de referência DR.3.6.2. geralmente.3.3. FS.3.6. cujas precipitações foram analisadas e para várias durações de referência.DR.2. onde a duração de referência é igual à duração considerada.1. as tempestades que forneceram as precipitações máximas. Esses fatores de simultaneidade dão assim a redução das precipitações de uma tempestade para diversas durações em relação ao valor máximo. conforme se vê no exemplo. Para cada duração.3.1 ou Qd6. os dados originais não fornecem as precipitações correspondentes.2.3.1 e Qd-6. No quadro Qd-6.3.6. para o cálculo da média. Assim.2 admitiu-se. igual ou próxima da duração analisada. Nos campos ressaltados. afastando-se da duração considerada. DR.

PS e o período de recorrência das tempestades examinadas. mencionados como do mesmo posto. para as maiores tempestades observadas no conjunto dos 98 postos considerados no livro “Chuvas Intensas do Brasil” abrangendo cerca de 1. quando a relação D/DR fica muito grande Observou-se certa dependência entre o fator de simultaneidade. 6.6. e a tendência para uma assíntota horizontal em ambos os extremos. a uma tempestade que produza uma enchente com o mesmo período de recorrência TR O fator de simultaneidade para uma determinada duração D depende do valor da duração de referência DR.2. Seu valor é máximo (FS=1) quando essas se igualam (D = DR). os fatores pelo quais devem ser multiplicadas as precipitações de certa duração D e período de recorrência.3.3. TR para que elas possam corresponder em média. do quadro Qd.2. observa-se em geral uma grande dispersão dos resultados.6. PS. Os fatores de simultaneidade são. Ligando-se os pontos correspondentes a uma mesma linha do quadro Qd.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 45 referência. com o máximo igual a l.3. Os fatores de simultaneidade definem a redução da potencialidade das chuvas que ocorrem numa mesma tempestade. simultaneamente. a forma em sino. entre a duração considerada e a duração de referência. procurou-se estender o estudo para durações maiores.4 num gráfico de graduação semi-logarítmica. 3. semelhante ao da Fig. Representaram-se os fatores de simultaneidade.3. De qualquer modo foi possível confirmar a tendência das chuvas para uma assíntota horizontal.4 por uma linha poligonal. em função da relação D/DR.2.6. no entanto. para a relação D/DR = 1. portanto. .2.3. da curva normal. Para melhor conhecimento da conformação no extremo direito do gráfico. O tempo de recorrência desses fatores de simultaneidade é dado pelo número de anos de observação do posto considerado.2. Efetuou-se por isso uma análise do fator de simultaneidade. Os resultados não são muitos coerentes devido à diversidade de posição e do período de observação dos aparelhos pluviométricos e pluviográficos.800 estação/ano de dados pluviográficos. A duração de referência deve ser escolhida de modo a ser a mais representativa para a bacia hidrográfica em estudo. A unidade para a medida dessa potencialidade é a precipitação média na coleta efetuada para uma duração de referência igual à duração considerada e é representada pelo valor máximo de cada coluna do quadro Qd. com dados pluviométricos de chuvas de até 6 dias. conforme mostram os valores de uma mesma linha do quadro Qd. em função de sua duração. recomendando-se um valor igual á metade do tempo de concentração. FS. dividido pelo número de tempestades selecionadas. Sobressai.4.6.

aparecem destacados na Fig. 6.57 TR −0 . . que é o tempo de recorrência aproximado do 4° valor dos dados de Niterói. D a duração considerada e DR a duração de referência. representando a expressão citada apenas uma situação media. com o aspect: C1 = 1. Para tempos de recorrência entre 5 e 200 anos pôde se estabelecer a lei geral aproximada. Para os postos individuais com tempo de recorrência próximo de 7 anos resultaram os valores médios C1 = 1. para que se possa apreciar a qualidade do ajustamento. Convém notar que o estudo de simultaneidade das precipitações forneceu resultados bastante dispersos.9 anos.18 Os valores dessa expressão para TR= (31. O efeito da simultaneidade das chuvas numa mesma tempestade não tem sido considerado no procedimento de cálculo B .40.2. Como esse procedimento só leva em conta as chuvas antecedentes num período muito curto do pico da tempestade.3.5 e C2 = 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 46 Os estudos efetuados para um grupo de postos individuais representativos e para o conjunto dos 98 postos pluviográficos do Brasil permitiram sintetizar os resultados na expressão geral.5 e C 2 = 0 . FS = C1 ( 1 − C 2 ) ⎛ D C1 + log 2 ⎜ ⎜D ⎝ R ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ + C2 sendo FS o fator de simultaneidade.5/4) ou TR= 7. o efeito da simultaneidade reflete pouco sobre o valor da descarga máxima.

8 132.8 107.7 10.0 115.8 26.3 116.9 69.8 65.0 27.4 67.1 29.8 152.7 74.5 83.0 23.7 9.8 229.0 61.0 50.2 76.8 145.0 33.0 33.8 21.5 54.3 113.1 144.8 70.9 66.0 131.0 161.4 146.3 66.4 86.4 3 2 1 4 30 min 24.0 122.6 3.5 20.2 115.6 37.3 79. .0 136.7 33.9 121.8 38.0 21.1 135.3 85.2 16.0 93.3 50.7 79.0 30.4 36.0 27.2 140.0 16.5 214.2 52.6 149.4 86.4 122.5 96.2 .0 53.9 32.0 34.5 51.7 54.4 86.8 30.1 40.0 26.4 86.4 116.2 59.0 40.0 61.0 49.1 37.0 112.2 53.0 61..2 40.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 47 Qd.0 33.0 13.8 2 4 3 1 2h 49.7 15.5 113.5 24.0 82.0 15.0 18.2 9.8 109.5 26.4 172.3 79.5 35.5 66.3 85.8 56.0 40.0 90.2 2 4 1 3 24 h 122.0 11.5 33.0 64.4 150.9 80.1 150.0 46.5 27.9 113.2 3 4 1 2 4h 80.4 22.1 130.8 88.0 22.6 11.5 38.4 61.2 3 2 1 4 12 h 118.2.2 51.0 52.8 150.7 118.3 85.8 122.3 57.1 96.0 4 2 1 3 15 min 19.5 13.5 52.0 58.0 31.5 16.0 22.9 70.0 40.2 65.0 107.5 49.2 70.0 Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.5 126.0 27.7 53.2 98.1 72.8 83.8 20.5 14.7 229.6 35.5 61.0 18.5 65.7 69.7 41.1 66.9 188.5 40.2 20.5 138.7 53.0 64.5 98.8 33.0 49.0 36.9 82.5 66.0 53.2 104.0 61.1 71.8 46.0 122.2 61.3 106.0 15.9 33.9 59.3 124.5 129.5 126.1 114.8 105.8 32.3 79.5 47.9 4 3 1 2 48 h 125.5 54.0 84.0 63.5 2 4 3 1 1h 30.0 88.0 53.2 19.7 10.2 4 2 1 3 8h 102.0 46.2 9.0 70.1 27.0 53.4 84.9 53.0 9.0 79.0 34.1 Data de Início da Chuva ano 21 22 22 24 24 25 27 28 28 29 31 35 36 39 40 42 44 47 48 50 50 50 51 52 mês 1 3 4 1 4 2 1 2 3 2 2 4 3 11 11 1 1 1 1 4 4 12 5 4 dia 13 30 7 30 3 3 14 26 2 21 6 27 3 7 27 30 17 24 30 3 26 6 3 23 4 2 3 1 Precipitações para Intervalo de tempo Valores Base ( mm ) 14.7 229.2 127.0 45.1 55.7 40.0 26.5 50.7 26.

5 8h 113.7 61.2 96.7 76.0 65.5 66.0 55.8 29.2 122.7 136.6 13.8 22.0 229.1 33.2 113.7 66.5 52.0 122.0 96.5 84.5 59.9 66.2 98.2 122.0 61.0 16.0 47.5 138.0 40.5 74.0 122.5 61.0 13.1 40.0 96.5 61.7 66.5 86.0 58.0 116.0 38.0 52.2 82.9 126.8 70.2 76.0 107.8 145.0 30 min 47.0 38.9 149.2.8 86.4 126.1 135.0 33.4 22.7 9.7 11.0 107.0 16.0 61.8 229.9 122.0 82.3 66.2 76.0 86.0 40.9 96.0 64.8 16.5 66.1 72.0 40.5 96.2 66.5 61.2 67.0 66.2 61.1 106.2 1h 11.0 40.7 96.5 1h 59.2 61.5 15 min 20.5 66.0 113.5 66.5 127.0 52.7 66.7 24 h 122.0 53.2 130.8 46.8 40.0 84.8 70.5 61.2.0 21.-6 3.9 64.0 61.2 66.7 67.5 52.0 122.9 126.4 115.2 104.5 96.7 66.4 22.1 59.5 52.2 115.0 127.2 122.8 40.0 72.5 .0 30.0 10.4 31.0 4h 113.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 48 Qd.1 106.1 61.9 58.0 47.5 116.0 61.5 20.0 113.9 5 min 20.0 2h 66.0 61.0 13.0 61.0 66.2 98.5 116.0 61.8 61.5 116.0 52.8 145.9 96.0 15 min 36.0 55.0 26.5 31.0 61.0 55.4 229.2 115.2 20.1 58.5 138.2 135.5 214.2 82.(I) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 21.8 33.0 36.5 38.5 48 h 122.9 61.2 113.0 10.0 31.5 30 min 20.0 61.0 38.0 52.9 149.0 64.7 14 h 122.0 61.0 21.2 2h 11.0 20.4 104.2 63.4 98.0 16.0 130.4 67.1 122.0 144.0 64.2 104.4 86.1 61.0 61.2 136.0 36.

8 145.2.0 40.0 24 h 229.4 130.7 65.4 161.5 214.6 24 h 9.0 33.7 107.8 145.0 138.1 22.2 116.4 93.2 229.8 161.4 152.0 126.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 Qd.7 129.6 10.8 20.5 71.2 90.4 136.0 145.4 50.4 150.4 122.4 229.8 53.4 136.8 172.0 1h 53.0 144.5 127.4 229.1 57.8 229.0 22.0 122.4 135.5 66.4 14 h 229.0 90.5 146.0 116.0 40.0 9.2 86.9 149.8 33.8 50.1 86.0 53.8 72.2 11.7 21.2 9.2 65.0 4h 144.8 33.0 122.4 93.-6 3.0 40.4 161.5 138.9 229.5 107.4 129.1 20.7 107.0 33.4 127.0 214.0 116.8 40.0 40.0 53.4 22.8 53.4 149.4 34.0 48 h 229.7 214.2 144.5 86.0 106.4 22.5 71.6 8h 9.0 116.0 70.8 135.8 26.8 22.7 121.1 20.4 34.7 229.2 229.0 11.4 188.5 214.0 90.0 152.0 33.5 138.7 121.1 20.4 229.1 20.9 229.8 70.7 86.0 122.8 40.8 70.1 106.0 2h 86.2 54.5 229.7 9.8 36.4 150.1 106.0 86.0 9.7 65.0 229.0 72.0 32.4 129.5 116.7 10.1 20.0 136.4 4h 10.0 26.0 32.4 229.8 122.0 30 min 33.8 229.4 130.8 172.4 150.8 229.4 152.5 116.4 22.4 53.9 150.0 113.9 149.0 59.0 150.8 47.2.4 127.0 54.4 130.4 214.5 144.8 72.0 144.5 144.1 57.4 135.5 146.(II) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.4 188.2 8h 214.0 229.8 40.2 11.4 126.0 .0 32.4 122.6 15 min 22.5 22.6 14 h 9.6 48 h 9.8 50.5 113.7 40.0 22.

0 36.7 2h 56.1 88.0 30 min 45.9 59.1 162.7 38.3 11.6 26.2 150.8 95.1 10.3 165.3 18.4 63.2 84.3 26.0 18.8 165.1 140.3 127.7 116.5 116.0 24 h 83.8 115.4 8h 70.9 84.9 80.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 50 Qd.1 .3 25.4 86.4 27.6 4h 68.9 61.3 13.4 64.2.3 56.0 160.7 144.6 158.7 86.8 155.6 159.4 117.8 169.6 17.6 45.5 169.7 114.4 36.1 8.-6 3.4 103.5 105.1 42.4 36.7 36.9 100.7 169.6 91.3 Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Médias das Precipitações para Intervalo de tempo Média das precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 18.1 162.5 48 h 87.6 103.8 66.8 122.4 148.3 1h 53.8 80.0 157.3 148.4 51.6 98.1 91.7 26.1 59.2 188.3 14 h 74.7 38.3 21.1 157.8 98.6 13.1 10.1 94.5 169.9 156.6 51.6 8.3 66.5 21.7 61.8 88.9 67.5 17.5 40.5 88.6 15 min 33.3 127.1 188.3 91.6 56.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 51 QD.-6 3.2.4 Fator de precipitação para intervalo de tempo Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Fator de Precipitação ( % ) para os intervalos de tempo de: 5 min 100 95 95 72 61 71 55 55 47 47 15 min 91 100 100 76 72 70 59 59 48 49 30 min 88 100 100 87 82 78 71 71 51 51 1h 79 89 89 100 96 95 92 92 57 57 2h 62 71 71 94 100 97 97 97 60 60 4h 56 66 66 78 94 100 95 95 71 71 8h 47 57 57 67 95 97 100 100 86 86 14 h 45 55 55 65 93 96 100 100 97 97 24 h 49 58 58 68 92 93 98 98 100 100 48 h 47 55 55 62 85 85 90 90 100 100 .

A aplicação do fluviograma unitário requer. 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 52 6. 6h e 24h.5 2 . no entanto. não podem ser usadas diretamente no estudo de uma bacia hidrográfica.3. No Brasil têm sido realizados alguns estudos de precipitação média sobre bacias hidrográficas de maior extensão. em área. o conhecimento da distribuição. enquanto a expressão ajustada foi estabelecida criteriosamente para durações maiores e menores. sendo Y = 35 log( 0 .U.U. As curvas originais referem-se apenas às durações de 30 min. Recorreu-se assim aos resultados de extensivo estudo efetuado em 20 áreas diferentes nos E. pelo menos. 3h. em horas. 4 pluviógrafos e mais de 5 anos de observação. Acredita-se que essa expressão. de chuvas de duração mais curta. definidas pela análise estatística das observações num posto pluviográfico.E. ajustando-se as curvas definidas pela expressão: FA = Y A Y = log ( R ) 0 . com. em km2.7 D + 1 ) Onde D é a duração da chuva. a expressão deve fornecer resultados satisfatórios até 5000 km2.3. pois a precipitação média sobre uma área de certa extensão ê menor do que a de um ponto isolado. analisando as precipitações diárias simultâneas em dois ou mais postos pluviométricos. Os resultados desse trabalho foram expressos em escala semi-logarítmica na Fig. Enquanto as curvas originais foram apresentadas para áreas de até 1000 km2.3. para igual freqüência. de modo a atender à sua aplicação mais ampla em conjunto com o hidrograma unitário sintético. e FA a relação entre a precipitação média sobre a área e a precipitação de um ponto. AR a área considerada. generalizada para durações maiores e menores. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA As precipitações de várias durações. 1h.3. atende com suficiente precisão ao objetivo do trabalho• .

observa-se que eles fornecem valores de FA menores do que os indicados para a curva ajustada para 24h . . especialmente para as bacias maiores.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 53 Examinando os resultados obtidos no Brasil para chuvas diárias.

50 0.3 100 AJUSTAMENTO ÀS CURVAS DO WEATHER BUREAU: FA = y y + Log² (AR / 5) onde y = 35Log (0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 54 Figura 6. D = 1h 0. D = 6h D = 3h 0.40 D = 15min.90 D = 48h D = 48h D = 24h 6h W.3. D = 30min.70 1h W.7 D + 1) 24h W.B.B. 0. 0.B.B. 1 10 100 1000 10000 . W.B. D = 5min.80 3h W.60 30min. 0.

DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO Para o cálculo das descargas da enchente de projeto os acréscimos de precipitação de seqüência mais provável devem ser reagrupados. para formar a chuva que as provocam. antecedentes ao pico da enchente. que não leva em conta as precipitações antecedentes. No procedimento de cálculo B costuma-se empregar uma expressão mais simples. 6. aproximadamente simétrica em relação ao valor máximo. No procedimento de cálculo B. No procedimento A escolheu-se para estes intervalos de tempo uma progressão geométrica de razão 2. com bacias hidrográficas inferiores a 25km². deve representar satisfatoriamente uma tempestade com tempo de recorrência semelhante ao da enchente de projeto. .3. mais fracas. 6. Para áreas menores admite-se que a chuva é uniformemente distribuída. o que não se dá na maioria das tempestades duradouras.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 55 A expressão antes apresentada é válida somente para áreas AR maiores que 5Km². isto é. Dessa forma uma distribuição de intensidades de precipitação. Consoante à Ref.10 log( A ) 25 e que não depende da duração da chuva e assume o valor mínimo de FA=1 para áreas A. Para reduzir o trabalho de cálculo. ocorrem principalmente na primeira metade de sua duração total. A disposição desses acréscimos ê um tanto discutível. para os quais são determinadas as precipitações cujos acréscimos são agregados simetricamente em torno do valor máximo. devendo-se notar que ela afeta consideravelmente os resultados. adotamse geralmente intervalos de tempos iguais. Isso acontece porque as chuvas iniciais. proporcionam coeficientes de deflúvios maiores para os segmentos mais intensos que as sucedem. os intervalos de tempo. Por outro lado maiores deflúvios totais e maiores descargas máximas resultam de precipitações máximas após a metade da ocorrência total da chuva. podem crescer gradativamente. FA = 1 − 0 . normalmente as precipitações mais intensas de chuvas observadas com menos de 12 horas de duração. FA=1. com a distribuição dos acréscimos de precipitação. especialmente devido à alteração das condições de umidade do soio.4.

A seqüência das diversas intensidades de chuva no tempo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 56 Essa indicação. 4. 3. é igual a 1/5 do tempo de concentração. atua em conjunto com o processo de infiltração. vindo a se reabilitar nos períodos secos. determinando a porção escoada como deflúvio superficial. pode indicar que o intervalo entre o início das chuvas e o pico de tempestade deverá crescer. Para durações unitárias menores que 15 minutos. muitas vezes também designada como precipitação efetiva. Na apresentação do presente trabalho admite-se que esse tempo de ponta seja igual a 4 vezes a duração da chuva unitária usada para compor os hidrogramas e que essa. no máximo. Para durações unitárias inferiores a 15 minutos o tempo de ponta do pluviograma permanece constante. por sua vez. 6. no inicio da chuva considerada. no mínimo igual a 1 hora. embora com pouca clareza. distinguindo-se das perdas por infiltração nas camadas mais profundas. RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO CURVA DE MOCKUS A retenção de parte da chuva nas depressões do solo e sua infiltração são os principais fatores que afetam a relação chuva-deflúvio. o histograma das precipitações. A taxa de infiltração decresce lentamente durante a chuva. conforme aumenta o tempo de concentração da bacia hidrográfica. . na ordem mencionada. que são mais lentas. 1. O coeficiente do deflúvio é definido pelo quociente entre a precipitação efetiva e a chuva vertida numa tempestade. contendo cada grupo valores crescentes antes do pico e decrescentes após este. de modo que só ocorre excesso de precipitação ou deflúvio superficial nos intervalos em que a intensidade de chuva excede largamente a taxa de infiltração e as depressões do solo começam a transbordar. os acréscimos de precipitação são dispostos nos 6 grupos de 15 minutos.4. 5 e os acréscimos menores seguintes são adicionados na sua ordem natural decrescente. A absorção capilar na superfície do solo colabora de modo apreciável com as depressões superficiais para a retenção temporária das precipitações. dependendo da permeabilidade do solo. da sua cobertura vegetal e da umidade antecedente do solo. são reordenados na seqüência 6. Os 6 maiores acréscimos de precipitação correspondentes aos primeiros intervalos de duração unitária iguais. 6.1.4. isto é. 2.

. textura da superfície e umidade antecedente do solo. de modo geral.2 S tem efeito predominante. Ao procurar a relação entre chuvas e deflúvios deve-se recorrer de preferência à expressão de Mockus que define os deflúvios. expresso em milímetro. P. P. cobertura vegetal. Segundo extenso levantamento feito pelo U. para chuvas mais fortes predomina a influência do parâmetro 0. mas.1. em função das precipitações. adota-se uma classificação simplificada para exprimir a influência da superfície do terreno na formação dos deflúvios . com o número de curva. Para chuvas fracas esse valor de 0.4. S. para diversos tipos de cobertura vegetal. para a qual inicia-se o escoamento superficial.2 S ) 2 P + 0 . pode-se dizer que são crescentes com as precipitações. D.8 S no denominador dessa expressão. variando para cada tempestade de acordo com o histograma das precipitações.fornecem a orientação para escolha do CN. Escolhe-se o valor de CN.1) que melhor atende aos objetivos de um projeto rodoviário.2 S na expressão anterior do deflúvio D. classificados de acordo com sua permeabilidade. variável de 0 a 100. segundo a relação: D= ( P − 0 . fornece o valor mínimo da precipitação. Em razão das obras de engenharia não dependerem essencialmente da forma de utilização dos solos na produção agrícola. mas. através da expressão: S = 254( 100 ) CN − 1 O valor de 0. Apresenta-se dessa forma a tabela resumida (Qd-6.8 S onde S è um índice que traduz a capacidade de infiltração máxima do solo. CN. conforme a permeabilidade do solo. Soil Conservation Service.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 57 Outros fatores como o depósito de detritos vegetais na superfície e a textura superficial do solo também influem no valor do coeficiente de deflúvio. pode-se relacionar o valor de S. tratamento agrícola e para diversos grupos hidrológicos de solos.

1 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 58 Qd.4.2s Condição de Retenção Superficial Pobre Pobre Terreno Cultivado Boa Pobre Pasto Boa Pobre Mata ou Bosque Boa Pobre Área Urbana Boa 70 76 83 86 25 74 55 80 70 87 77 90 39 45 61 66 74 77 80 83 51 68 67 79 76 86 80 89 Grupo Hidrológico do Solo A 77 72 B 86 81 C 91 88 D 94 91 Cobertura Vegetal Terreno não Cultivado com Pouca Vegetação . – 6.Número da Curva CN para Diferentes Condições do Complexo Hidrológico Solo – Cobertura Vegetal Para Condição de Umidade Antecedente II (Média) E Ia = 0.1.

Potencial máximo para formação do deflúvio superficial. incluindo também alguns solos pouco profundos. no caso de projetos de obras de engenharia deve ser levado em conta que o tipo de vegetação e as condições de retenção superficial dificilmente serão mantidos constantes. representando a capacidade do solo armazenar temporariamente água na superfície. Conforme já foi mencionado. paralelos ou não às curvas de nível. próximo da superfície. GRUPO C . A boa condição de retenção corresponde a uma ocupação de baixa densidade. O grupo inclui em sua maioria argilas de alto valor de expansão. apôs présaturação.Compreende solos pouco profundos e solos contendo bastante argila e colóides. como folhas e galhos depositados sobre o solo. menos que no grupo D. ao longo da vida útil da obra. Em terrenos não cultivados. nos intervalos de precipitação mais intensa até que essa água tenha oportunidade de infiltrar-se para camadas mais profundas do solo ou evaporar-se. após um período prolongado de chuvas que eleva o nível do lençol freático para a superfície. independentemente da cobertura vegetal. GRUPO B . Qualquer tipo de solo em terreno plano com fraca rede de drenagem acaba enquadrando-se nesse grupo. essa retenção superficial é influenciada pelo tipo de tratamento agrícola. O grupo apresenta infiltração abaixo da média. no entanto. após um período prolongado de chuvas intensas. Em áreas urbanas a condição de retenção superficial pobre corresponde à ocupação densa. Inclui areias em camadas espessas com muito pouco silte e argila e também loess profundo muito permeável. GRUPO A . a retenção superficial é influenciada pela quantidade de detritos vegetais. apôs intenso umedecimento prévio. . com 50 a 75 % de superfícies impermeáveis. quase impermeáveis. Um fator que influi na classificação do quadro precedente é a condição de retenção superficial. Em terreno cultivado. com sub-horizontes. e degradados ou não pela erosão da chuva e do vento. porém apresentam infiltração acima da média. GRUPO D .Principalmente solos arenosos menos espessos que no grupo A e loess menos profundo ou menos agregado que no grupo A.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 59 Nesse quadro os quatro grupos hidrológicos do solo são relacionados com a permeabilidade relativa das camadas inferiores. e o grau de decomposição desse material. conforme descrito em seguida.Potencialidade mínima para formação de deflúvio superficial. como sulcos de arado que podem ser mais ou menos profundos. com 15 a 18 % de superfícies impermeáveis.

Qd. uma apreciável incerteza na escolha do CN.4.4. fornece o resumo da transformação do CN para as três condições mencionadas.1. dependendo bastante da experiência e do bom senso do projetista. conforme será descrito adiante. O quadro que se segue.4. Resta. Qd – 6. pasto ou mata.1.4. Para a escolha do número de curva CN.2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 60 Por isso é prudente admitir-se que mantenham por tempo mais prolongado as condições em terreno não cultivado sem vegetação do que em terreno cultivado.6.1. O trabalho original do Soil Conservation Service recomenda uma alteração do número de curva CN para características diferentes da condição II. que consta do quadro Qd. ditado pela permeabilidade das camadas inferiores. A condição l representa a situação com solos pouco acima do ponto de murchamento e com terrenos cultivados e recémarados.7. Constam também deste quadro os valores de CNo recomendados para uso em conjunto com o procedimento de cálculo A.2 – NÚMERO DE CURVA CN PARA DIVERSAS CONDIÇÕES DE UMIDADE ANTECEDENTES Condição II 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 10 Condição O 15 19 23 27 30 33 36 39 43 47 51 56 61 67 74 82 92 100 Condição I 7 9 12 15 19 23 27 31 35 40 45 51 57 63 70 78 87 100 Condição III 33 39 45 50 55 60 65 70 75 79 83 87 91 94 97 98 99 100 .1.1. predomina o efeito da classificação do grupo hidrológico do solo. A condição III aplica-se a solos quase saturados após cinco dias de chuvas fortes ou baixas temperaturas precedendo à tempestade de projeto.1 e representa a situação média correspondente a enchentes anuais. no entanto.7. que inclui as chuvas antecedentes à parte mais intensa da tempestade. de acordo com o quadro Qd.

antes discutida. enchentes mais raras devem levar em conta a ocorrência de precipitações antecedentes mais severas. porque não leva em conta a reabilitação da taxa de infiltração do solo nas interrupções das precipitações. por unidade de área. são preferencialmente incluídas na própria tempestade. Isso ocorre porque com chuvas de menor duração e menores precipitações acumuladas. do solo. Assim. Desse modo convém considerar a chuva que antecede o pico da tempestade num período de. mais significativas nas bacias de menor porte. 6. correspondentes às bacias maiores. que não inclui as precipitações antecedentes. CHUVAS ANTECEDENTES As chuvas que precedem a intensidade máxima de uma intensa da tempestade têm grande efeito sobre o deflúvio resultante. A expressão de Mockus representa satisfatoriamente o crescimento do coeficiente de deflúvio com a sucessão das precipitações no decurso de uma tempestade. para a mesma curva CN. conforme sejam considerados maiores períodos de recorrência. freqüentes em períodos de chuvas menos intensas. condições de retenção superficial ou tipo de cobertura vegetal. no caso de projeto. no fim do período. . para estabelecer mais criteriosamente os valores a serem adotados para o número da curva de infiltração. em função da permeabilidade do solo. CN. Com o uso das chuvas antecedentes» o coeficiente de deflúvio passa a ser também menos da área da bacia Hidrográfica. mascarando significativamente a precisão procurada na escolha do CN. resultam deflúvio menores do que para as durações e precipitações acumuladas maiores. o que introduz mais um fator de incerteza na sua avaliação. de modo que convêm atribuir-lhes valores condizentes com a freqüência da enchente de projeto. Seguindo o procedimento B (convencional).4. o qual é conseqüência do umedecimento progressivo do solo e do decréscimo da taxa de infiltração.2. a expressão de Mockus fornece. resultam para pequenas bacias deflúvios totais. pelo menos 5 dias. em substituição à aplicação da expressão de Mockus. o qual depende das precipitações antecedentes e que. consideravelmente mais baixos que para bacias maiores com o mesmo número de curva de infiltração do solo. Por esse motivo considera-se no fim do período chuvoso uma infiltração mínima do solo. Para tempestades muito prolongadas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 61 Observa-se uma grande variação do valor de CN para as diversas condições de umidade antecedentes do solo. Ê difícil definir o valor inicial das precipitações acumuladas no começo da tempestade. coeficientes de deflúvio demasiadamente elevados.

Com a recomendação de um período de chuva de pelo menos 5 dias antes do pico da tempestade.4. a qual corresponde a solos secos. Para um posto com características diferentes. No procedimento A. o número de curva CN referente a esse caso deve ser menor do que o indicado para a condição II. no procedimento A. Para solos de permeabilidade média poderá ser adotado um valor de CN próximo do recomendado para a condição l. . excluindo as precipitações antecedentes. será necessário adotar outro número de curva de infiltração. conforme seja alterado o número de dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. em função do tempo de concentração ou da extensão da bacia hidrográfica. a qual se refere à situação média de enchentes anuais em período chuvoso. mais altos nas bacias menores do que nas bacias maiores. levando-se em conta maior número de particularidades da potencialidade na formação de chuvas intensas de curta duração de cada posto. para bacias de diversos portes e para o período de recorrência de TR = 10 /aros.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 62 Os resultados obtidos adotando-se procedimento B (convencional) serão mais coerentes com a adoção de números de curva de infiltração. Isso mostra que o procedimento A é de aplicação mais geral do que acontece com o procedimento B (convencional). chega-se a descargas máximas aproximadamente iguais usando os valores de CNII e CN0 indicados na mesma linha do quadro precedente (Qd. mesmo tratando-se dos mesmos tipos de solo e cobertura vegetal. atendendo a condições de umidade do solo diferentes.2). incluindo-se os 5 dias de chuvas antecedentes. CN. tem sido possivelmente o motivo de restrição ao uso do hidrograma unitário para pequenas bacias. Essa dependência da curva de infiltração. Os solos mais permeáveis são menos sensíveis às variações de condições antecedentes. CN. a relação mencionada entre os números de curva CN altera-se devido ao uso de condições de chuvas antecedentes diferentes no procedimento A. Com isso pode-se estabelecer uma relação entre os dois procedimentos de cálculo abordados.6. Comparando-se valores de descargas calculadas pêlos procedimentos A e B. porém acima do ponto de murchamento.1. de modo que parece ser mais apropriado utilizar o valor de CN entre os indicados para as condições l e II. Esse estudo da relação entre os números de curva CN a serem usados nos dois procedimentos de cálculo foi efetuado para um posto de características médias do Brasil.

independentes da extensão da bacia hidrográfica. sem considerar as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. a expressão de Mockus tende a definir deflúvios acima dos que são normalmente observados. afeta os valores das descargas máximas através das chuvas antecedentes na parte mais intensa da tempestade de projeto. variando muito pouco com a alteração das condições antecedentes de umidade do solo. B. sugerido. consiste em incluir condições antecedentes de umidade do solo mais severas para enchentes de período de recorrência mais elevado e de permitir o uso do mesmo número de curva CN. usado no procedimento A. conforme indicado aproximadamente pela tabela anterior. alterando apenas a parte final do hidrograma calculado. . não aparecendo assim de forma explícita. a ser empregado nos cálculos. o projetista deve acostumar-se a associar o tipo de solo ao número de curva CN0 correspondente.convencional. INFILTRAÇÃO MÍNIMA No fim de uma tempestade significativa. a não ser num período curto de duração aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica.3. dependente sensivelmente das condições antecedentes de umidade do solo. O número de curva CNII usado como procedimento B (convencional). A. aqui proposto. depende do grupo hidrológico do solo e de sus condição de retenção superficial. 6. O primeiro procedimento. do solo. O número de curva CNO. O conceito da simultaneidade das chuvas. A.3. A consideração da simultaneidade das chuvas após o pico da tempestade de projeto afeta muito pouco o valor da descarga máxima. seja qual for a extensão da bacia de drenagem em questão. O segundo. para solos semelhantes. ao contrário. adota o número de curva CNII de período chuvoso. considerando-se os 5 dias de chuvas precedente à precipitação de máxima intensidade e um número de curva CN0 relacionado com CNII. No procedimento de cálculo B (convencional).4. Com o uso do procedimento.2. A vantagem do primeiro procedimento. CN.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 63 A consideração das chuvas antecedentes ou de sua exclusão dos cálculos conduz assim aos dois procedimentos mencionados. sendo necessário admitir uma perda mínima por infiltração no solo para aproximá-los dos valores reais. esse efeito já é afetado pela escolha mais judiciosa possível do número da curva de infiltração. A. exposta no item 6. admite uma tempestade de projeto mais prolongada.

PM = 15 − CN II 1mm 〉 5 h Essas perdas mínimas por infiltração no solo. 6. com drenagem deficiente.5 h e para o procedimento B (convencional).2 mm/h. CN.5. não podem ser superiores ao acréscimo de precipitação atribuído ao intervalo de tempo considerado.5. No procedimento de cálculo A. certamente. Em terrenos planos. Esse tempo caracteriza a forma do hidrograma . em média. FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR TEMPO DE CONCENTRAÇÃO O tempo de concentração de uma bacia hidrográfica é definido pelo tempo de percurso em que a cheia em curso d'água leva para atingir o curso principal desde os pontos mais longínquos até o local onde se deseja definir a descarga. pode-se adotar a seguinte expressão. onde o nível do lençol freático aflora após longo período chuvoso. sem chuvas antecedentes. as perdas mínimas restringem-se à evapotranspiração e à descarga base e podem ser estimadas em Pmin = 0. de acordo com os grupos hidrológicos do solo. Pmin e o número de curva de infiltração. é menos explícita pois nessa relação intervém a retenção superficial além do grupo hidrológico do solo. as seguintes infiltrações mínimas: Solo de Grupo A : 10mn/h Solo do Grupo B : 6mn/h Solo do Grupo C : 3mn/h Solo do Grupo D : 1mn/h A relação entre a infiltração mínima.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 64 Recomendam-se. sem chuvas antecedentes: PM = 21 − CN 0 1mm 〉 2 . Para o procedimento B (convencional).1. 6. considerando-se os 5 dias de chuvas precedentes ao pico da tempestade.

um efeito direto pronunciado sobre o tempo de concentração. além do fato de que áreas maiores correspondem normalmente a comprimentos maiores do curso d'água principal. o aumento do tempo de concentração ao longo das partes mais estreitas e sua conseqüente redução da intensidade de chuva de igual freqüência não compensa o acréscimo de deflúvio proveniente dessas partes. somente os deflúvios de parte da bacia hidrográfica se somam para formar o fluviograma da enchente. menores que 1 km2. os deflúvios de todas as partes da bacia estão contribuindo para a enchente. sendo ainda definido com o intervalo de tempo entre o início da precipitação e o instante em que todos os pontos da bacia estão contribuindo para a vazão e conseqüentemente é um fator importante na conformação e na descarga máxima da enchente de projeto. no entanto. Essa área não parece oferecer. escolhendo-se a maior. Em casos excepcionais. o deflúvio superficial escoa em grande parte de seu sobre o terreno sem chegar os canalículos ou pequenos cursos d'água e a velocidade de escoamento é fortemente influenciada pela rugosidade do terreno. com bacias muito alongadas junto das cabeceiras e no trecho muito largas a jusante. onde o tipo de solo e a vegetação menor influência do que a forma destes cursos. Como nas bacias maiores. Nesse caso convém comparar a enchente da parte mais larga da bacia isoladamente com a de toda a bacia. Isto se deve ao fato das intensidades de chuva para igual freqüência decrescerem com a sua duração. passa a predominar o tempo em que o deflúvio superficial percorre através de leitos definidos nos cursos d'água. enquanto que para chuvas de duração maior que o tempo de concentração. sua cobertura vegetal e detritos sobre o solo. Conforme a extensão da bacia aumenta. com áreas maiores que 8 km² . embora com o pico de cheia já atenuado. assim as chuvas com duração próxima ao tempo de concentração da bacia fornecem maiores vazões para um determinado tempo de recorrência. embora alguns autores também expressem o tempo de concentração em função da área da bacia hidrográfica. o deflúvio superficial escoa na maior parte do tempo através de canais ou canalículos erodidos no solo pela própria passagem da . Para chuvas com duração inferior ao tempo de concentração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 65 ou fluviograma unitário. A determinação numérica do tempo de concentração depende primordialmente do comprimento do curso d'água principal e de sua declividade. Normalmente considera-se que nas pequenas bacias hidrográficas.

comprimento do curso principal de 2. tem áreas de 4. Existem numerosas fórmulas empíricas para calcular o tempo de concentração em função do comprimento ( L ) do curso principal. e eventualmente da área ( A ). com se trata de bacias de maior porte. O segundo conjunto.6 a 105 km e desnível máximo de 150 a 1130 m. A maioria dessas fórmulas é restrita a áreas pequenas.? inúmeros condicionantes envolvidos.---quociente entre o comprimento ( L ) do curso principal e o tempo de concentração (TC). para as enchentes muito grandes. A magnitude da enchente numa mesma bacia influencia o tempo de concentração.5 km². pois influencia significativamente no resultado da descarga de projeto. comprimento e desnível conhecidos. é exigida a definição do tempo de concentração por procedimentos mais cuidadosos. comprimento do curso principal de 0. para diversas bacias hidrográficas reais. Para ilustrar este aspecto fez-se a analise comparativa dos tempos de concentração. com o transbordamento pelas as margens baixas. o amortecimento das pontas das enchentes. tende a aumentar o tempo de concentração.6 km e desnível máximo de 20 a 380m. pois a onda de enchente se propaga com maior velocidade num rio mais cheio. com áreas de 0. por isso. porque esse valor varia menos de uma bacia para outra do que o próprio tempo de concentração.1). a permeabilidade e a cobertura vegetal.03 a 2. devido ao. dadas pelo . existindo uma grande variedade de expressões de cálculo. designado por bacias pequenas. No estudo de enchentes para projetos de pontes e bueiros.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 66 água. com maior profundidade.6. têm efeito cada vez menos pronunciado sobre o tempo de concentração. bastante difundidos.5. grande atenção na sua determinação.12 a 3. designado no comentário por bacias médias e grandes. calculados através de procedimentos diferentes.6 a 3476 km². e com isso a textura superficial do solo. sendo o primeiro conjunto. De uma forma geral. A avaliação do tempo de concentração de uma bacia é bastante complexa. Por outro lado. Para comparação foram determinadas as velocidades médias. ou de outros parâmetros escolhidos. para uma mesma bacia hidrográfica a descarga máxima calculada é proporcional ao inverso do tempo de concentração para ela considerada. Nesta análise gruparam-se essas bacias analisadas em dois conjuntos com 15 amostras cada um (Qd. . embora esse efeito não seja normalmente considerado devido à falta de dados mais detalhados. merecendo. com área. do desnível total ( H ) até as cabeceiras.

para as quais essas fórmulas foram desenvolvidas na sua maioria. conforme a fórmula adotada. em ordem decrescente dos valores médios das velocidades. O mesmo não acontece com as bacias maiores onde o deflúvio subsuperficial chega com grande atraso em relação ao deflúvio superficial direto. a) Fórmula de Kerby ⎛L a⎞ TC = 37 ⎜ ⎜ I ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ sendo TC o tempo de concentração. não prejudicando a definição do tempo de concentração. em km.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 67 Os resultados para as bacias menores que 2. Essa grande variação dos resultados do tempo de concentração. Serão em seguida enumeradas as 15 fórmulas analisadas. em minutos.47 . Isso mostra a dificuldade e a importância na escolha da formula a adotar e por outro lado recomenda a adoção de uma fórmula que se aplique satisfatoriamente também a bacias maiores. 0 . considerando também as médias das velocidades nas bacias médias e grandes. fez-se a ponderação na escolha da ordem. Nas bacias maiores com extensão e desnível semelhantes. ou da velocidade média calculados segundo as diversas fórmulas. mantendo uma relação freqüentemente maior que 5 entre os máximos e os mínimos para as diferentes fórmulas na mesma bacia hidrográfica. que têm pronunciado efeito em bacias pequenas.5 km3. as diferenças entre os tempos de concentração de um caso para outro devem ser menores.5 km² demonstram valores extremamente diversos. L o comprimento do curso d'água. que resultaram da aplicação em bacias menores que 2. Mesmo a média para as 15 bacias analisadas fornece uma relação de aproximadamente 5 entre os valores máximos e mínimos do tempo de concentração. Quando esses valores médios das velocidades foram muito próximos. talvez possa ser explicada pela diversidade de rugosidade do terreno e sua cobertura vegetal. ou em ordem crescente dos tempos de concentração. confundindo-se os dois deflúvios e dificultando a definição do tempo de concentração. ocorre logo depois do pico do deflúvio superficial direto. Em bacias pequenas o máximo do deflúvio subsuperficial. mesmo sendo mais lento. mesmo que tenham sido estabelecidos pêlos seus autores somente para pequenas bacias.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 68 I = declividade. . e a = parâmetro igual a 0.3 km/h para as bacias pequenas.5. em %. crescendo essa velocidade rapidamente para as bacias maiores. não sendo assim aplicável para estas. Essa fórmula forneceu velocidade média de 6.

8 4.1 2.6 6.60 0.0 6.4 2.5 1.8 17.9 9.5 2.60 ) VENTURA JOHN COLLINS 1.9 2.8 2.1 2.9 6.3 1.8 2.4 8.7 1.0 6.8 5.1 2.3 2.8 7.0 4.9 2.6 8.0 5.9 2.1 1.8 4.5 3.4 2.0 6.8 6.3 9.60 1.5 3.7 8.5 2.2 6.0 2.6 3.28 0.0 71.8 3.7 2.8 5.50 1.2 0.9 4.0 6.1 1.2 9.9 8.58 0.5 21.4 6.1 4.0 2.4 6.5 3.3 5.9 5.4 3.0 4.6 2.2 4.0 7.10 0.0 0.1 27.5 4.3 5.S.0 5.4 1.5 2.4 1.8 5.7 2.8 6.5 1.0 8.6 11.3 1.4 4.1 US CORPS OF ENGINEERS PICKING KIRPICH KERBY A L H 2 ( km ) ( Km ) ( m ) Velocidades Médias V = ( Km / h ) Para Cálculo do Tempo de Concentração TC = L / V VEM TE CHOW MÉTODO DO Nº DE CURVA ( CN = 60 ) 1.9 4.1 3.9 3.9 2.3 3.50 0.5 1.9 5.3 5.3 4.7 2.0 1.2 4.60 1.9 7.3 7.50 1.6 17.6 2.4 6.4 2.2 1.8 3.7 2.5 6.9 1.1 16.1 6.5.6 5.1 6.6 6.6 11.3 8.6 1.9 5.7 6.9 6.9 3.6 3.3 0.5 6.7 3.5 1.4 4.2 2.8 3.07 ) 1.4 10.9 4.5 7.6 4.2 6.20 2.5 7.1 6.0 4.7 4.8 4.7 4.8 2.3 5.5 3.7 3.4 3.7 3.8 8.6 2.60 2.5 2.5 7.2 1.1 10.7 1.8 3.0 8.9 2.2 8.7 14.9 4.4 3.3 4.0 1.5 2.1 1.9 6.2 5.2 3.9 5.5 6.9 4.1 2.7 3.0 1.8 7.6 2.6 2.50 4.3 3. -.8 3.0 9.7 0.9 2.8 16.2 19.1 120 165 248 291 683 1293 3476 0.8 3.5 3.4 2.1 6.9 3.7 2.1 6.1 9.81 2.9 6.8 3.2 2.1 2.5 3.70 1.1 11.7 3.00 1.9 3.1 9.9 34.2 19.8 3.6 3.4 4.5 3.12 0.3 2.8 8.4 4.2 5.8 2.6 3.8 8.9 6.8 4.70 1.6 2.4 8.7 3.5 11.3 4.7 2.7 2.9 2.7 3.6 22.0 6.9 18.6 1.6 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 69 Qd.3 6.7 7.0 4.5 1.9 5.8 2.6 10.6 1.0 5.1 1.4 7.3 3.4 6.0 9.9 7.4 5.2 2.7 5.1 4.4 1.0 6.5 1.07 0.2 2.9 7.5 4.5 2.4 2.0 7.1 11.0 8.9 4.1 8.0 3.8 3.8 7.89 1.05 0.6 6.6 .2 5.73 0.3 16.9 1.2 3.9 8.9 6.1 3.8 1.4 9.9 6.8 4.4 6.0 7.9 7.9 4.6 4.0 7.1 9.7 1.3 3.0 2.4 5.0 4.0 21.0 2.1 3.0 6.6 7.4 9.5 9.4 12.4 3.6 3.5 3.6 D.8 6.2 11.0 3.1 6.9 3.80 2.1 9.4 9.9 1.0 4.3 4.6 3.6 8.0 16.8 3.6 220 380 50 180 195 200 40 240 150 280 175 350 500 470 450 650 515 780 809 810 1130 2.4 2.5 36.5 2.6 3.5 5.1 2.1 8.3 1.6 3.4 2.0 10.9 3.1 GIANDOTTI GEORGE RIBEIRO ( P = 0.4 8.1 3.7 3.9 3. (K=4) PASINI 0.5 2.8 1.6 3.6 5.3 7.3 3.5 0.9 6.3 KIRPICH MODIFICADA MÉTODO DO LAG ( Kn = 0.5 15.5 5.0 3.1 8.5 5.7 3.7 3.5 2.7 3.2 1.2 4.9 2.8 2.5 3.9 3.7 1.7 4.5 5.1 6.4 1.1 3.2 3.4 6.6 1.0 21.30 1.6 8.1 4.5 45.8 20.1 ROSSI 0.4 6.2 4.N.1 4.3 2.3 3.5 1.2 3.6.0 7.3 5.7 4.3 7.7 2.6 1.60 2.0 2.0 2.1 1.9 1.34 0.9 8.7 4.4 6.3 6.9 9.8 0.1 2.6 3.7 10.2 3.9 2.40 0.7 3.15 0.8 2.5 1.1 4.9 6.8 8.26 3.03 0.0 54.5 5.1 3.9 6.8 3.3 2.5 2.7 13.40 0.6 3.O.0 2.6 2.0 4.6 4.4 5.1 0.7 7.9 4.7 1.5 0.2 2.5 1.0 3.6 4.9 2.7 2.7 2.0 1.6 3.6 10.2 12.1 10.6 12.4 4.5 36 28 36 39 70 20 50 70 25 20 200 45 1.

c) Formula de PICKIMG 1 ⎛ L2 TC = 5 .8 km2. crescendo para uma média de 8. em km. em horas. em km.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 70 b) Fórmula de KIRPICH. em m/m. L = comprimento do curso d'água. ⎛ L3 TC = 0 .6 km/h para as bacias maiores.76 . S. L = comprimento do curso d'água. sendo desenvolvida originalmente para bacias menores que 0. e H = desnível máximo. embora velocidades muito altas comparadas com as outras fórmulas. H = declividade.95⎜ ⎜H ⎝ sendo TC = tempo de concentração. publicado no "Califórnia Culverts Practicê". indicando sua aplicação para ambos os casos.3⎜ ⎜ I ⎝ sendo TC = tempo de concentração. CORPS OF ENGINEERS ⎛ ⎜ L TC = 0 . ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 5. não sendo por isso indicada para estas bacias.0 km/h para as 15 bacias menores analisadas e uma média de 7.385 Essa formula forneceu uma velocidade média de 6. em m. ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 0 .30⎜ 1 ⎜ 4 ⎝H sendo.3 km/h para as bacias médias e grandes.4 km/h. d) Fórmula do U. TC = tempo de concentração. L = comprimento do curso d'água. em horas. em km. ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . em horas.

não sendo por isso indicada para estas bacias.64 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 4. crescendo para uma média de 8.4 km/h para as bacias maiores. conforme descrito em seguida: − − Terreno areno-argiloso.1 km/h para bacias maiores. e) Fórmula de VEN TE CHOW ⎛ L ⎞ TC = 25 . f) Fórmula do DNOS TC = sendo.2⎜ ⎟ ⎝ I⎠ sendo. não sendo por isso recomendado para estas bacias. coberto de vegetação.2 ⋅ K I 0 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 71 H = desnível. coberto de vegetação intensa. crescendo para 9.9 km/h. absorção apreciável K=3 − Terreno argiloso. TC = tempo de concentração. L = comprimento do curso d'água. coberto de vegetação. A = área da bacia. em minutos. em m. I = declividade.1 km/h. eleva da absorção K=2 Terreno comum. em km. I = declividade. em ha. em %. em minutos. em %. L = comprimento do curso d'água. em mm.4 K = depende das características da bacia.3 ⋅ L0 . TC = tempo de concentração. 0 . 10 A0 . absorção média K=4 . Para as bacias pequenas resultou em média uma velocidade de 5.

portanto aceitável para qualquer tamanho de bacia. em horas. A velocidade média para as bacias pequenas resultou em 4. demonstraram que a aplicação do fluviograma unitário triangular do U. L = comprimento do curso d'água. com K= 4. Sói l Conservation Service fornece resultados pertinentes às observações. em m. escassa vegetação. em km. com dados de enchentes observadas. TC = tempo de concentração. e H = desnível máximo. reduzida absorção K=4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 72 − − − Terreno de vegetação média. 0 . em minutos.04 sendo. TC = tempo de concentração. se forem adotados tempos de concentração 50% maiores do que os calculados pela expressão proposta por KIRPICH. vegetação rala.0 km/h e para as bacias maiores em 4.385 Essa fórmula fornece velocidades próximas da média de todas as expressões analisadas.5 K=5 K=5.9 km/h para bacias pequenas e 5. baixa absorção Terreno rochoso. g) Fórmula de KIRPICH . na média. em km. indicando sua aplicação para uma grande faixa de áreas. .42⎜ ⎟ ⎜H⎟ ⎝ ⎠ sendo. pouca absorção Terreno com rocha. uma velocidade de 4.05 − 0 . h) Fórmula de GEORGE RIBEIRO TC = 16 L ( 1. I = declividade.5 Para condições médias. L = comprimento do carão d'água.modificada Estudos em bacias médias e grandes. em m/m.8 km/h. Sugere-se assim a adoção da seguinte formula: ⎛ L3 ⎞ TC = 1.2 P )( 100 × I )0 .S.7 km/h para bacias maiores. resultou.

TC = tempo de concentração. sendo aplicável a qualquer tamanho de bacia.295 . em horas.60 resultou uma velocidade de 3.9 km/h. Resultou a média das velocidades de 3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 73 P = parâmetro de dado pela porção da bacia coberta por vegetação. Resultou uma velocidade de 3. em horas. I = declividade. em km².127 A I sendo.9 km/h para bacias pequenas e 2. em km2. L = comprimento do curso d'água.6 km/h para bacias maiores. Para um valor de P= 0. TC = tempo de concentração.77 ⎜ ⎟ ⎝ I⎠ 0 . i) Fórmula de PASINI TC = 0 . A = área da bacia. k) Fórmula de ROSSI ⎛ L ⎞ TC = 0 . sendo assim aplicável para qual quer tamanho de bacia. sendo assim aplicável a bacias de qualquer tamanho. em km. em m/m. em m/m. na média. I = declividade. para as bacias pequenas e 2. A = área da bacia.107 3 AL I sendo. j) Fórmula de VENTURA TC = 0 .8 km/h para as bacias menores e de 3.4 Km/h para bacias maiores.3 km/h para as bacias maiores.

a velocidade de 2.8 H sendo. em media. Resultou a aplicação desta expressão. considerando-se o tempo decorrido entre o centro do hietograma da chuva unitária e o momento em que ocorreram 50% do volume do fluviograma unitário correspondente. em km.0 km/h.33 . em km². ê dado pela expressão: ⎛ L Lc ⎞ Lag = 14 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 74 sendo. m) Método do Lag O atraso da onda de cheia em relação â chuva que a produziu. para as bacias pequenas. em m. em % Resultaram. em km. sendo muito altas para as bacias grandes. l) Fórmula de GIANDOTTI TC = 4 A + 1. lag. em média. As velocidades para as bacias pequenas são abaixo da média das outras fórmulas.43 Kn⎜ 0 . em horas. em horas. de 2. uma velocidade muito baixa. L = comprimento do curso d'água mais comprido.5 L 0 . é designado por "lag". L = comprimento do curso d'agua. contra-indicando sua aplicação para ambos os casos. A = área da bacia. I = declividade.5 ⎟ ⎜ I ⎟ ⎝ ⎠ sendo. e 5. em km. TC = tempo de concentração. em horas. parecendo por isso pouco recomendável sua aplicação nestas áreas. e 0 .0 km/h para bacias maiores. L = comprimento do curso d'água.1 km/h para bacias pequenas. TC = tempo de concentração. H = desnível máximo.

No caso de tempestades espalhadas.260 e em áreas urbanas seu valor vai de 0.0 Kn⎜ 0 . I = declividade do curso principal.033.5 ⎜H ⎝ ou ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . em km². em km. n) Formula de JOHN COLLINS L TC = 44 D sendo. e os tempos de concentração calculados para uma bacia podem variar enormemente na proporção de 1 para 3 e até 1 para 5. TC = tempo de concentração.150. em m/km.013 a 0.5 Lag = 11. em geral. em minutos.48 Kn⎜ 0 . além da adoção de adaptações aos demais parâmetros.5 ⎜H ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . Kn pode atingir o valor 0. de 0. em m.5 TC = 16 .33 = 0 . 5 A2 I .716TC ⎛ L2 . A grande variação do coeficiente Kn requer a análise detalhada das características das bacias cujos dados serviram de base para a elaboração dos gráficos mencionados.33 = 16 . em km. expressão precedente se transforma-se em: ⎛ L2 . até o divisor. e o comprimento L.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 75 Lc = comprimento. A = área da bacia .167 Existem gráficos que indicam a variação do coeficiente Kn. ao longo do mesmo curso do posto de medição até o ponto mais próximo ao centro de gravidade da bacia de drenagem. Como se vê.833 H 0 . Substituindo ainda a declividade I pelo quociente entre o desnível H.030 a 0. sem a consideração da fisiografia peculiar da região que corresponde a cada família de curvas dos gráficos mencionados.0 Kn L0 . e Kn = média dos coeficientes de Manning (Rugosidade) ao longo dos cursos d'água mais importantes da bacia.

A média das velocidades para bacias pequenas resultou em 1. Soil Conservation Service na relação chuva-deflúvio de Mockus. TC = 1. especialmente para bacias médias e grandes. Destas a fórmula de KIRPICH fornece velocidades acima da média das outras fórmulas. KIRPICH MODOFICADA.3 1000 H ( ) CN − 9 0 . que caracteriza o complexo solo-cobertura vegetal da bacia. PASINI e VENTURA.S. em km. resultando descargas máximas menores. isto é. restrita aos limites de 1% a 3. D = 4A π .e D = diâmetro de um círculo de área equivalente ao da bacia.80 L1. em km. DNOS. GEORGE RIBEIRO.8 km/h e para bacias maiores em 3.5%. não se recomendando por isso seu emprego para estas. TC = tempo de concentração.3km/h tanto para bacias pequenas como grandes. em m. o) Fórmula do método do numero de curva (CN).Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 76 L = comprimento do curso d'água. As velocidades médias resultaram próximo de 1. que são . As velocidades para bacias pequenas são reduzidas. enquanto as fórmulas de PASINI e VENTURA geram as menores velocidades desse grupo. e assim menos recomendável na avaliação do tempo de concentração. Recomenda-se que deva ser dada preferência às fórmulas que conduzem a valores razoáveis tanto para bacias pequenas quanto para as médias e grandes. em função do complexo solo-cobertura vegetal. em horas.7 sendo. referido ao número de curva recomendado pelo U.1 km/h. comparadas com a media das outras fórmulas. H = desnível máximo. e que são as de KIRPICH. I = declividade. sendo seus valores os mais baixos que os encontrados para todas as outras expressões analisadas. e CN = referido número de curva. em %. L = comprimento do curso d'agua.

07 pode ser considerado para bacias com áreas superiores a 10 km². o desnível máximo H. portanto. Essa relação resultou como média de mais de 200 bacias estudadas pelo DNER em várias regiões do Brasil. 2. ao lado direito. em km. em m. A fórmula de GEORGE RIBEIRO fornece velocidades onde são pouco utilizadas as características da bacia. o comprimento do curso d*aguar L. expressando-se velocidade . . Em seguida são apresentadas as fórmulas antes citadas com as unidades iguais para melhor comparação. em km. foi substituída pela expressão A = 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 77 contra a segurança da obra. Nas expressões que contêm a área da bacia. em km².16 L' e A= 1. entre. e substituindo a declividade I pelo quociente I=H/L. representando áreas.5 vezes maiores do que a média A. esta será expressa em km². Praticamente todos os casos mostrados situam-se dentro da faixa definida pelas expressões A= 0. uma segunda expressão onde essa área. Outra maneira de comparar as fórmulas para o cálculo do tempo de concentração consiste em reduzi-las para as mesmas unidades. A.N.00 L1'86. No caso das fórmulas que contêm a área A. V= L/TC. para as quais os resultados se aproximam bastante da fórmula de KIRPICH MODIFICADA e. da bacia apresentou-se ainda.5 vezes menores a 2. em K/h. em função do comprimento do curso d'água L.O. da media de todas as fórmulas analisadas.S e de KIRPICH MODIFICADA para qualquer tamanho de bacia e o MÉTODO DO LAG para bacias maiores que 10 km2. restringindo-se o uso para o caso da obrigatoriedade em usá-las.4 L. O método do Lag com Kn= 0. Com essa análise parecem mais indicadas as fórmulas do D.

1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 78 Figura . 5% 1% 10 H= 50 l 1/ I= I= I= 10 % I= 5% I= 2 2% I= 1 1 I= 50 % 20 % 10 H .DESNÍVEL I .( m) 100 1000 . 2% I= 0.COMPRIMENTO DO TALVEGUE H .( km) 0.DECLIVIDADE 100 L .6.5.2 Cursos D’água em Várias Regiões do Brasil Relação Desnível – Comprimento do Talvegue 1000 L .

.1667 H0.2490 A -0.0526 L0. Para as três fórmulas antes recomendadas. os expoentes de L e H são próximos desses valores.4 Kl RPICH MODIFICADA GEORGE RIBEIRO (para p= 0.333 H0. segundo a formula de Chézy de escoamento em canais.5.155 H0.014 H0.1336 L-0.1667 H 0.158 H0.4011 L-0.1667 V=0. porque os expoentes de L e H são muitos baixos.385 V=1.5 ROSSI GIAHDOTTI = V=0.8858 L-0.1475 0 .1538 L-0.500 MÉTODO DO LAG JOHN COLLINS V = 0. com exceção da estabelecida por GEORGE RIBEIRO.8951 L0.6029 A 0.9709 A 0.5 H 0.320 V=0.3 a 0.8 L0 .5 L V=0.5 H 0 . CORPS OF ENGINEERS VEN TE CHOW DNOS (para K = 4) V = 0.S.385 V=3.1396 L0.4 H 0.5) KIRPICH PICKING U. respectivamente.155 H0.500 H0.5575 H0.5 VEMTURA V = 0.500 V=0.04 H0.470 V=1. e o comprimento do curso d'água.2 MÉTODO DO NUMERO DE CURVA (para CN=60) Para comparar essas expressões convém notar que.1806 L-0.5 4 A + 1.1320 L0 V=2.5 para H e -0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 79 A relação das formulas com as unidades iguais é a seguinte: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) KERBY (para a= 0.040 V=0.1500 L0.4533 H0.30 H0. a velocidade resulta proporcional ã declividade elevada a uma potência entre 0. pela declividade.7 km/h.7611 L0. a velocidade deveria ser proporcional â raiz quadrada do produto do raio hidráulico. L.400 V=0. R.2955 A -0.1 L -0.500 V=0. Substituindo o raio hidráulico pelo inverso de uma potência da declividade. o raio hidráulico varia em função inversa da declividade.190 H0.3 a 0. para qualquer bacia.05 V=1.2 H 0.3937 L-0. H.03 L 0.7020 L-0. Como rios maiores têm geralmente declividade menor e raio hidráulico maior por causa da maior profundidade média. dispensando na realidade qualquer cálculo.5 para L.04 H0.3 a 0.60) PASINI V = 0.7936 L-0. Aliás esta fórmula fornece velocidades sempre próximas a 3.200 V=0. I.430 H0. aproximadamente.500 V=0.9247 L0. por fornecer velocidades mais próximas ã média do conjunto delas.03 L 0.6 H0. Como a declividade ê dada pelo quociente entre o desnível.5 L 0. essas grandezas deveriam aparecer nas fórmulas com expoentes próximos de 0.

a maior profundidade dos cursos d'água deveria fornecer velocidades crescentes com o aumento da área. A partir do deflúvio total e da precipitação total da tempestade considerada deduz-se o número de curva CN da expressão de Mockus. A principal dificuldade na aplicação da metodologia exposta reside na distribuição não uniforme das chuvas sobre a área da bacia. H. Todas as fórmulas apresentadas. compondo-se esses acréscimos de deflúvio com os fluviogramas unitários triangulares. da bacia nem as condições do solo e da cobertura vegetal. no entanto.A. significa uma bacia mais larga. obtendo-se da base do fluviograma unitário triangular que forneceu o melhor ajustamento. Para bacias com igual comprimento do curso d'água. indicam. fornecendo resultados satisfatórios segundo os vários autores. é possível avaliar o tempo de concentração e a correspondente base do fluviograma unitário. abstraindo-se da origem de tempo no início das chuvas e dos deflúvios. o comprimento e declividade do curso d'água principal mascaram os expoentes com que essas variáveis podem apresentar-se na expressão empírica da velocidade média. 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 80 A fórmula do DNOS fornece os maiores valores de velocidade desse conjunto. A. Em conseqüência. . L. uma variação inversa desta descrita. porém não muito menor que o tempo de concentração. Deve-se procurar ajustar os picos do hidrograma calculado com o observado. menos a de JOHN COLLINS. sendo assim mais recomendável. que é o caso mais freqüente. o valor do tempo de concentração. para cada vez base diferente. A tempestade analisada deve ser de curta duração. ela é mais simples porque não leva em conta a área. A formula de KIRPICH MODIFICADA fornece valores intermediários para as velocidades. e igual desnível. Com essa expressão determinam-se as precipitações efetivas ou os deflúvios nos vários intervalos em que se dispõe de dados pluviométricos. Quando se dispõe de observações fluviométricas e pluviométricas de pelo menos algumas enchentes de maior porte na bacia em estudo ou numa bacia com configuração fisiográfica semelhante. especialmente para bacias médias e grandes. e com isso. resulta maior concentração de água no curso principal. o aumento da área. por aproximações sucessivas. para considerar grande parte da bacia contribuinte da enchente.5. Aparentemente a interdependência entre a área da bacia. Além disso. Em tempestades prolongadas a aplicação da lei de infiltração de Mockus costuma ser evidente. procurando reproduzir da melhor forma o fluviograma observado (ver Fig.3).

A determinação do tempo de concentração a partir da velocidade de escoamento das águas no curso d'água principal não é absoluta. Quando a bacia possui partes com declividades muito diferentes. O atraso da onda ou "Lag" é aqui definido pelo tempo entre o centro da chuva unitária e o pico do fluviograma unitário.5. resulta o hidrograma adimensional cujo ponto de inflexão no ramo de descida fica 1. adota-se a fórmula KIRPICH MODIFICADA que fornece valores médios para o tempo de concentração. não devendo ter valores maiores que 0. Especial atenção deve ser dado aos trechos de rio onde existe transbordamento significativo pelas margens baixas. porém sujeitos a um erro apreciável em relação ao valor real.6 TC para condições médias de bacia hidrográfica e deflúvios com distribuição aproximadamente uniforme sobre a área. portanto duas a três vezes menores que as indicadas pela fórmula de KIRPICH MODIFICADA. o Soil Conservation Service usou o hidrograma unitário adimensional curvilíneo. 6. para reduzir o trabalho de cálculo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 81 Não podendo ser empregados estes procedimentos. Dividindo as ordenadas do hidrograma unitário pela sua descarga máxima e as abscissas pelo tempo de ponta TP. Recomenda-se a adoção de durações unitárias até um quinto do tempo de concentração.2. Nessa metodologia o tempo de concentração da bacia é igual ao tempo entre o fim da chuva e o ponto de inflexão no ramo descente do hidrograma unitário.20 TP. Este valor é bem maior que um quinto do tempo de pico e a análise comparativa dos resultados para durações unitárias iguais a um quinto do tempo de ponta e a um quinto do tempo de concentração demonstrando que as diferenças entre as descargas máximas correspondentes . comumente. é razoável determinar o tempo de concentração separadamente para cada parte. tendo-se observado velocidades de propagação de ondas de cheia nessas condições entre 1 km/h e 2 Km/h. totalizando-se o tempo final pela simples soma das parcelas.25 TP. representado na Fig. CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO Segundo.2 que foi desenvolvido por Víctor Mockus. porque a celeridade de uma onda de enchente é cerca de 1. valendo 0. 6. Este hidrograma foi deduzido da média de um grande número de hidrogramas unitários naturais de bacias com tamanhos muito variados e situações geográficas diversas. Também recomenda-se que a "duração unitária" da chuva usada com o fluviograma unitário próximo de 0.5.4 vezes maior do que a velocidade de escoamento no rio.70 TP após o início da chuva unitária e a base é igual a 5 TP.

no entanto. comparados com as incertezas na escolha do número de curva CN e do tempo de concentração TC. O tempo de base TB desse hidrograma triangular é igual a 8/3 do tempo de ponta. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. e da dura cão unitária DU dadas por: TP = DU + 0 . Deve-se. quando os erros relativos são mais altos mas seu valor absoluto é pequeno. TP. no entanto.2. conforme mostra a Fig. em conseqüência dos baixos coeficientes de deflúvio. 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 82 geralmente não excedem 10% do seu valor médio. Desse modo os erros conseqüentes do emprego de uma duração unitária diferente de um quinto do tempo de ponta. O próprio Soil Conservation Service recomenda a substituição do hidrograma adimensional curvilíneo por um hidrograma triangular cuja forma se adapta razoavelmente. são pequenos. a não ser para números de curva de infiltração CN muito baixos.6 TC 2 TB = 8TP 3 .5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados. Deve-se. TP e sua forma mais simplificada não necessita da apresentação adimensional de modo que se são obtidas a partir do tempo de concentração TC.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados do tempo de concentração TC.5.

TC PICO PONTO DE INFLEXÃO QP (m³/s/mm) = AR (km²) 0.3 0.9 “ LAG “ 0.6 0.6.2 – Fluviograma Unitário Adimensional e Triangular EXCESSO DE CHUVA 1. TB (min) FLUVIOGRAMA TRIANGULAR FLUVIOGRAMA ADIMENSIONAL 0.4 TC 0.8 0.7 0.2 DU QP 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 83 Figura 6.03 .5.1 1 TP TB = 8 TP 3 2 t / TP 3 4 5 .5 0.0 0.

. Usando uma duração unitária DU. TB = base do fluviograma unitário. quando o principal objetivo é a definição do seu pico. igual a um quinto do tempo de ponta TP. em km². Disso resulta a seguinte expressão: QP = AR 0 .6 TC = 5 DU 2 TC = 7 . AR = área da bacia. é decorrente da substituição do fluviograma unitário curvilíneo pelo triângulo. em m3/s por mm do deflúvio.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 84 Obtém-se a descarga de ponta QP. em minutos.03TB onde: QP = descarga máxima. a expressão adequada é: TP = fornece a relação DU + 0 . A imprecisão introduzida na área de descargas altas do hidrograma total. o que não tem importância no estudo das enchentes. 0. do solo e na dificuldade de avaliar o tempo de concentração correto da bacia.03 = coeficiente de compatibilização de unidades. A depleção exponencial normalmente observada no fim dos hidrogramas naturais não é reproduzida com fidelidade quando se emprega o hidrograma unitário triangular.5 DU entre o tempo de concentração e a duração unitária. ou a ordenada máxima do hidrograma unitário observando-se que a área do triângulo representa o volume escoado da bacia para um deflúvio de 1 mm. comparada com a incerteza na definição do número de curva de infiltração CN. mas é desprezível.

(Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado Rio de Janeiro). que somados. O procedimento pode ser explicado graficamente através do ajustamento de um hidrograma calculado com um hidrograma natural. A área da bacia hidrográfica é de AR = 66. Na segunda linha do quadro que se segue (Qd .6. As ordenadas do hidrograma unitário devem. Aqui é reproduzido apenas o caso mais próximo da solução ótima. procurou-se a solução que forneceu o melhor ajustamento do hidrograma calculado com o observado e especialmente proporcionando descargas máximas semelhantes. D= ( p − 0 .85.5. corresponder às abscissas com intervalos iguais à duração unitária. mantendo-se as devidas defasagens. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL Multiplicando as ordenadas do hidrograma unitário pêlos excessos de precipitação ou deflúvios em cada intervalo de tempo igual à duração unitária DU. descontando-se a descarga base.5.5. triangulares. fornecem o hidrograma total da enchente.2% e o número de curva de infiltração CN = 66. por isso.25mm e o deflúvio superficial total de D = 21. a precipitação total média observada em 2 pluviógrafos de P = 89.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 85 6.3 ) figuram as precipitações acumuladas P1. no posto Iconha. O exemplo refere-se à enchente observada em 14 de fevereiro de 1979.2 S ) 2 P + 0 . com a duração unitária DU = 35 minutos. atendendo ã expressão de Mockus.5 km2. obtêm-se os hidrogramas parciais. As ordenadas dos hidrogramas parciais.3. conforme dados coletados e cedidos pela SERLA . À precipitação e ao deflúvio total corresponde o coeficiente de deflúvio de 24.6mm. do rio Iconha. permitindo obter-se o tempo de concentração da bacia. obtidas pela interpolação linear entre os valores acumulados das . que deságua na Baía da Guanabara. serão somadas com deslocamento de um intervalo DU cada vez que se considere o acréscimo de precipitação efetiva seguinte.8 S Onde ⎛ 100 ⎞ S = 254⎜ − 1⎟ ⎝ CN ⎠ Repetindo o procedimento que se segue para diversas durações unitárias DU. conforme exposto no fim do capitulo 6. que serão assim também espaçadas de DU. correspondentes aos tempos t da primeira linha.

Em seguida aparecem os acréscimos das precipitações médias P2 nos intervalos de tempo de duração DU = 35 minutos.6 8.77 13.12 7. figuram os acréscimos de precipitação efetiva.19 0 105 42. disponíveis em intervalos horários. na última linha do quadro.98 140 60.76 11.99 0. t (min) P1 (mm) P2 (mm) PE (mm) 35 5.59 175 72.45 315 89. usados para definir os hidrogramas parciais.46 21.57 0 70 16.19 280 88. a partir das precipitações acumuladas P1.11 210 81.25 0. Finalmente.da quarta linha.93 21.57 5.45 245 88.13 18. calculadas pela expressão de Mokus.postos pluviográficos.9 12. obtendo-se os deflúvios ou precipitações efetivas PE. adotando-se o número de curva CN = 66.7 17.01 25.25 1.26 21. PE.85.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 86 precipitações médias observadas nos dois.53 6. definido para o total da enchente examinada.6 .

(m³/s) 70 60 50 40 30 20 10 PRECIPITAÇÃO DU=35min.(m³/s) 50 40 30 20 10 0 35 70 105 140 175 210 245 280 315 350 385 420 455 490 525 560 595 630 665 700 CALCULADO OBSERVADO PERDAS DEFLÚVIO RIO ICONHA EM ICONHA / RIO DE JANEIRO SIMULAÇÃO DA ENCHENTE DE 14.2 % CN = 66.85 100 90 80 DESCARGA .5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 87 Figura 6.1979 AR = 66.3 – Conformação e Composição do Fluviograma Unitário 0 10 CHUVA . OBSERVADO CALCULADO t .(minutos) .02.(mm) 20 30 40 50 60 DESCARGA .5 km² CD = 24.

3' os cinco hidrogramas parciais correspondentes acréscimos de precipitação efetiva maiores do quadro precedente (Qd . que se ajusta satisfatoriamente ao hidrograma observado. resultando uma base do hidrograma igual a TB= 467 minutos e um tempo de concentração de TC = 7. DU primeiro triângulo é disposto de modo que a defasagem final da descarga máxima do hidrograma calculado em relação ao observado seja menor que o intervalo DU adotado. A parte superior da bacia situa-se nas escarpas íngremes. .5. e a parte inferior é pouca inclinada.5.5 DU e TC= 262 minutos. a partir da duração unitária correspondente. sendo necessário calcular-se novas características do hidrograma unitário.5. quando o grupamento é de 4 a 6 elementos. Estão destacados na Fig. fornecendo hidrogramas parciais 10% mais baixos e com base 10% maior que no caso de durações unitárias menores.6. Desprezaram-se os últimos acréscimos de precipitação efetiva cujos hidrogramas desaparecem na representação gráfica. que é QP. onde as águas das enchentes transbordam pelas margens. Os triângulos são defasados. sendo possivelmente este o motivo da rápida ascensão do hidrograma no início das chuvas. como também é ressaltada a soma dos hidrogramas parciais. Para reduzir o trabalho de soma dos fluviogramas parciais recomenda-se associar os excessos de precipitação no fim da chuva de projeto em grupos com duração múltipla de DU. 6. múltipla de DU procedimento não é muito exato.03TB Estão representados na Fig.5 km. A descarga de ponta é dada por: QP = AR = 4 . resultando deflúvios não uniformes sobre a bacia.75 m 3 / s / mm 0 . cobertas de matas da Serra do Mar.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 88 Neste caso o hidrograma unitário triangular ê caracterizado pêlos seguintes elementos. pico e fim.3). Esses hidrogramas parciais triangulares possuem uma base igual a TB = 467 minutos e descarga de ponta dada pelo produto dos acréscimos de precipitação efetiva de cada intervalo de duração DU pela ordenada máxima do hidrograma unitário. com atrasos sucessivos do seu início.3 os hietogramas das precipitações observadas e os excessos de precipitação. O tempo de concentração resultante desta enchente é assim TC = 262 minutos para essa bacia cujo comprimento do curso principal é de 16. Na tempestade examinada as precipitações observadas nos dois pluviógrafos foram bastante diferentes. 6. de um intervalo de tempo igual â duração unitária. Para uma duração unitária DU = 35 minutos e um tempo de ponta TP = 5 x DU ou TP = 175 minutos.

6.1. como descrito no capítulo 6.6. 6. tornando o número de hidrogramas parciais a serem somados bastante reduzido. e CN = 74. MÉTODO DE CALCULO A seguir são descritos com os procedimentos de cálculo para obtenção dos valores das descargas de projeto a serem utilizados nos projetos rodoviários. convencional. considerando as chuvas precedentes do pico de chuvas de curta duração.6.6. que representa a média dos 98 postos do Brasil com a perda mínima por infiltração 1 mm/h. aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia. DU. D.2.1. ressaltando-se as diferenças de adoção das duas metodologias de cálculo adotadas: – – Metodologia A. no período total de 15 dias de chuva de projeto.6. Metodologia B. costumando-se suprimir os acréscimos de deflúvio no fim da tempestade. CHUVAS DE PROJETO EXPRESSÃO DE CHUVA DO ENG° OTTO PFAFSTTETTER 6. O cálculo desenvolvido deve ser acompanhando no Quadro Q1-A. Esses parâmetros acham-se indicados no alto do quadro. METODOLOGIA A Ao ser utilizado o período de 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da precipitação.3. 6. adotando-se o período de recorrência de TR = 10 anos.2. superior a 1 mm/h. com o que reduz-se o número de elementos a calcular. Considerou-se ainda o número de curva CN = 60. para a metodologia. é geralmente adotada. a partir da duração unitária.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 89 Essa simplificação não tem grande vantagem na maioria dos casos.6. sem prejuízo da precisão requerida. tomando como exemplo o posto pluviográfico de referência. Em geral o somatório das ordenadas dos hidrogramas parciais é feito sob forma de tabelas. assim como as características da relação chuva-duração-frequência. considerando-se as chuvas no período antecedente de 5 dias do pico da precipitação. é conveniente a adoção de durações da chuva. crescente segundo a progressão geométrica de razão 2. . pois a infiltração mínima do solo. na metodologia A. Para exemplificação considerou-se uma bacia com área de 32 km² tempo de concentração de 150 minutos e duração unitária de 20 minutos. de simultaneidade da chuva e distribuição da chuva em área.

4 para 98 postos do Brasil. D. Aparecem em seguida as precipitações PO. TR. é necessário efetuar interpolações lineares entre aqueles valores e mesmo extrapolações. em mm. expressas em minutos. em anos. O fator de probabilidade K é definido por: K = TR α + β / tr 0 . Como em geral os valores de "α" e "β" não são relacionados para as durações. "β" e "γ". 25 onde K significa o fator pelo qual deve ser multiplicada a precipitação Po. Em seguida. FS. Po = precipitação. em horas. Devido à disposição simétrica dos acréscimos de precipitação. a. para durações maiores que 6 dias. D = duração da chuva. aparece o fator de simultaneidade das chuvas. D. calculado pela expressão: . Esses intervalos encontram-se também na 8a coluna da segunda parte. que são parâmetros que dependem da duração. usadas no quadro. 4. nessa parte do quadro. que. horas e dias. b e c = parâmetros relacionados para os diferentes postos do Brasil. essa duração antecedente resulta da soma dos intervalos de D entre pares sucessivos dos valores anotados nas primeiras colunas da parte superior do quadro. para o tempo de recorrência TR = 1 ano. O penúltimo valor de D foi escolhido de modo que as durações antecedentes ao pico somem os 5 dias fixados para ela.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 90 Nas três primeiras colunas da primeira parte do quadro aparecem as durações D. são definidas pela expressão: P0 = aD + b log( 1 + cD ) Sendo. Nas colunas seguintes aparecem os valores de "α". com tempo de recorrência de 1 ano. para maior comodidade da análise dos resultados. O último valor de D corresponde aos 15 dias admitidos para a duração total da tempestade de projeto. para obter a precipitação com o tempo de recorrência de projeto. no caso dos postos analisados na Ref. da chuva e são relacionados na Ref.

pelo fator de probabilidade K. não sendo considerado no caso os 5 dias de precipitações antecedentes ao pico da tempestade. TC. no Quadro Q1-B. para as durações D. em horas.57TR −0 . mais comumente adotado. Na 9ª coluna dessa parte superior do quadro aparece o fator de redução da chuva em área.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 91 FS = C1 ( 1 − C 2 ) + C2 C1 + log 2 ( D / D R ) sendo C1 = 1. 6. que resultam do produto das precipitações Po. P1. conforme descrito adiante. A 10a coluna da primeira parte do quadro fornece as precipitações de projeto. em anos.18 E onde TR é o tempo de recorrência. DR a duração considerada e. D é a duração considerada. têm-se as seguintes indicações: adoção do número de curva CN maior que no procedimento A.2. FA dado por: FA = sendo Y Y + log ( AR / C 6 ) 2 Y = C 3 log( C 4 D + C 5 ) os valores de C3 = 35. e AR a área da bacia hidrográfica. FS. ou aproximadamente igual à metade do tempo de concentração.6. FA isto é: P1 = P0 ⋅ K ⋅ FS ⋅ FA Na última coluna dessa parte do quadro aparecem os acréscimos das precipitações de projeto. C4 = 0. METODOLOGIA B No caso de se adotar o procedimento B. DR a duração de referência. e finalmente pelo fator de redução em área. escolhida como sendo igual a 4 DU. pelo fator de simultaneidade. para o tempo de recorrência de l ano.2. levando-se em conta a umidade do solo no início da chuva. P1. De acordo com a tabela de correspondência . nos sucessivos intervalos de tempo entre as durações do início dessa parte. em km2.70 e C5 = 1 estão indicados no alto do quadro.5 e C 2 = 0 . Esses acréscimos de precipitações devem ser reordenados.

. O fator de simultaneidade das chuvas não é considerado nesse procedimento. As chuvas. após o pico da tempestade.3. em km². no entanto. usadas na composição da primeira parte do quadro. convém fazer-se a análise estatística das precipitações de curta duração desse posto. POSTO PLUVIOGRÁFICO LOCAL Havendo dados pluviográficos de postos diferentes dos estudados pelo Eng° Otto Pfafsletter e que sejam representativos da bacia em estudo. Se consistente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 92 de CN do capítulo anterior. ou mesmo. usado no exemplo anterior. na escolha mais judiciosa do número de curva CN. independente da duração D. Nesse caso efetuam-se interpolações lineares entre os valores dados por método estatístico para definir as precipitações correspondentes às durações D do quadro.6. seriam alteradas com a consideração do fator de simultaneidade. em geral não coincidem com as durações D. Na metodologia de cálculo B.1 log( AR / 25 ) ≤ 1 onde AR é a área da bacia. em grande parte. Tmax. adotou-se o valor de CN = 74. O efeito das chuvas antecedentes ao pico da tempestade já está considerado. Em seguida as durações D crescem em progressão aritmética até o tempo máximo para cálculo. não vindo. normalmente o fator de redução das chuvas na área é definido pela Expressão: FA = 1 − 0 . 6. correspondente ao CN = 60. escolhido de modo a definir satisfatoriamente o ramo descendente do fluviograma resultante. a partir de dados pluviométricos que sejam significativos da área local. resultando FS = 1. refletir-se sobre a descarga máxima do fluviograma de projeto.2. e FA o fator de redução em área. esse estudo poderá fornecer o valor das precipitações para o tempo de recorrência de projeto e para durações que. No restante os quadros QI-A e QI-B são semelhantes. São a seguir tratados os casos onde dispõe-se de observações pluviográficas locais.

A precipitação de 24 horas é definida pelo produto deste valor por 1. Por esse motivo as descargas máximas.6.3. Efetua-se a análise estatística das precipitações máximas diárias observadas. equivalente a 139 mm.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 93 6. obtém-se o quociente que representa a .2. no procedimento A. com um número de curva CNo= 40. sendo a precipitação de projeto. Nesse caso a tabela de correspondência dos números de curva CN0 e CN1 não é valida. por interpolação. de dados pluviométricos diários para um posto mais próximo pode-se proceder do modo a seguir. resultante do produto das precipitações PK pelo fator de simultaneidade. As demais características da bacia acham-se representadas no quadro. que não são considerados.1. diferindo pelas durações D. 6.3. e pelos fatores de redução da chuva em área.2. O restante dessa parte do quadro é semelhante à do quadro Q1-A. definindo o valor para o período de recorrência TR = 10 anos. Admitiu-se no caso um solo com permeabilidade acima da média. pelo menos. FS. calculado pelo procedimento B.13. através das duas metodologias de cálculo são um pouco divergentes. P1. "p" e o fator de probabilidade K = 1.6. FS= 1. e pelo fator de redução da chuva em área.6. 5min 15min 30min 1h 2h 4h 8h 24h 48h 4d 8d 6d P(mm) 17 37 58 86 113 143 174 240 290 368 510 745 D Com esses valores foram obtidas. PA. pois a potencialidade na formação de chuvas de curta duração é muito diversa da representada para o posto de referência. Nas colunas seguintes dessa parte figuram os valores não utilizados de "a".2. e CN1 = 55. que nesse caso crescem em progressão. no Estado de São Paulo.2. METODOLOGIA B Nos quadros Q2-B1 e Q2-B2 encontram-se os mesmos exemplos. no procedimento B. pêlos fatores de simultaneidade. 6. as precipitações PK da quarta coluna da primeira parte do quadro Q2-A. METODOLOGIA A A primeira parte do quadro Q2-A exemplifica uma bacia situada na Baixada Santista. Dividindo-se este valor pela precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência. onde obteve-se a seguinte relação entra precipitações e durações para chuvas com TR= 10 anos de tempo de recorrência. POSTO PLUVIOMÉTRICO LOCAL No caso em que se julgue que os postos relacionados não sejam suficientemente representativos das chuvas na bacia em estudo e se disponha de pelo 10 a 15 anos.4.

As vezes essa linha traçada deve ser interpolada entre duas outras do anexo B. resulta a precipitação relativa de 152. Multiplicando-se essas precipitações relativas pelas precipitações. e pelo fator de redução em área FA. resultam as precipitações para o posto considerado. Supôs-se.13 x 135 = 152.10 para o posto pluviométrico considerado e uma duração de 24 horas. A precipitação de 10 anos de recorrência e duração de 24 horas corresponde assim a 1. do posto de referência.4.Goiânia situa-se 0.2. Traça-se no gráfico escolhido uma linha passando pela precipitação relativa achada para o posto considerado e que seja paralela à curva do posto regional mais representativo. Dividindo-se esse valor por 139. . de igual duração e período de recorrência TR. a um valor de 135 mm. mas não se dispõe de um pluviômetro próximo com dados de chuvas diárias. que é a precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência. METODOLOGIA A Esta metodologia é exemplificada pelo quadro Q3-A. 6. neste caso uma bacia no sul do estado de Goiás onde o posto n° 32 . para o período de recorrência TR = 10 anos. Esse procedimento pressupõe que as precipitações de várias durações mantêm a mesma relação para as de 24 horas como a que se observou no posto tomado como base de comparação no Anexo B.6. Normalmente ê necessário efetuar interpolações para achar as precipitações correspondentes às durações D da primeira parte do quadro.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 94 precipitação relativa do posto considerado para 24 horas e pode ser marcada por um ponto num dos gráficos.55mm.04 mm acima. A paralela à curva de n° 32 . Feita a análise estatística das precipitações diárias máximas anuais chegou-se.Goiânia é razoavelmente representativo. Com as ordenadas dessa curva paralela ou interpolada são avaliadas as precipitações relativas para diversas durações.1. Essas precipitações pontuais do posto considerado devem ser multiplicadas pelo fator de simultaneidade FS.55/139 ≤ 1. para várias durações B. correspondente à região do Brasil mais representativa da área em estudo. para obter as precipitações de projeto P1. constam do quadro que se segue. que nem sempre coincidem com as durações indicadas. correspondentes a postos que possam adequar-se à estimativa das precipitações de curta duração no posto pluviométrico considerado. e suas ordenadas PR.

7 24. Admitese que as precipitações relativas não variam muito com o tempo de recorrência e que as referentes a TR = 10 anos representam satisfatoriamente a média.16 4h 1.11 1.15 6h 1.1 229 48h 1.1 pois as potencialidades para formação de chuvas de curta duração no posto considerado diferem bastante daquelas do posto de referência utilizado para organizar a tabela.13 24h 1.2.8 62. Os fatores de simultaneidade FS = 1 não são considerados e os fatores de redução da chuva em área. da 5a à 7a coluna da primeira parte do quadro.06 4d 0. As três colunas seguintes. decrescem ligeiramente entre as durações de 16 a 64 horas em conseqüência de uma rápida queda do fator de simultaneidade. Nesse caso as durações D crescem segundo uma progressão aritmética até o tempo máximo de cálculo TMAX.6.9 300.14 12h 1. Esses valores ou os interpolados para as durações D constam da 4a coluna da primeira parte do quadro Q3-A.23 1.1 47.4 349. Os números de curva CNo= 60 e CN= 64. P1= PK x FS x FA. "β" e K = 1.3 69. a precipitação de projeto.4.2 110. São igualmente ignorados os valores de "α". e seus acréscimos.8 297. As precipitações de projeto P1. o fator de redução na área FA. METODOLOGIA B O quadro Q3-B ilustra o cálculo da enchente pela metodologia B. "β" e K = 1. contendo os valores de "α".11 1.9 137. resultantes do produto de PR por P100 das duas linhas precedentes. de modo que não alteram sensivelmente os resultados.94 86.2 43.16 19. respectivamente.2 100 2h 1.4. não são representativas neste caso. No restante o quadro assemelha-se aos anteriores.4 328.6 158.5 174. Na última linha figuram as precipitações de projeto PK.2. não obedecem à tabela do subcapítulo 6. Os acréscimos de precipitações correspondentes são negativos mas seus valores são pequenos.7 179.5 128.2 262.8 152.99 6d 0.8 208. usados nas metodologias A e B.5 Na terceira linha do quadro repetiram-se as precipitações do posto de referência do para TR = 10 anos.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 95 D PR(mm) P100(mm) PK(mm) 5min 15min 30min 1h 1. que é tempo de recorrência de projeto.1 203. aparecendo o fator de simultaneidade FS.2 247. FA. . 6.

6. contidos na ultima coluna da parte precedente de cada quadro . em mm e CN o numero de curva de infiltração do solo.6. da segunda parte. são calculados os deflúvios ou precipitações efetivas. o acréscimo de precipitação maior é colocado no centro do grupo e os outros acréscimos de magnitude decrescentes são dispostos alternadamente apos e antes do grupo em formação. Na terceira coluna da segunda parte dos quadros Q1-A e Q3-A pode-se verificar esse tipo de rearranjo dos acréscimos de precipitação. que aliás costuma ser o mais freqüente no fim dos . Na quarta coluna os acréscimos de precipitação rearranjados da coluna precedente são acumulados. Por outro lado. dadas pela diferença entre os acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna.8 S sendo: S= 254 (100/CN -1).3. Para o procedimento A. costumam diminuir excessivamente. Pmin Assim. devem ser rearranjados em ordem mais provável de ocorrência na natureza. Após o pico da tempestade essas perdas. essas perdas mínimas não podem exceder os valores dos acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna porque não ha água para isso. P1. PE.3. CALCULO DOS DEFLÚVIOS 6. cuja extensão cresce conforme afasta-se do centro da tempestade. figuram nas duas primeiras colunas. Na 7a coluna da segunda parte do quadro são anotadas as perdas. Pmin. contidas na 5° coluna. ( P1 − 0 . logo que os valores das perdas da 7a coluna se tomarem menores que os da perda mínima. tornando-se menores do que a capacidade de infiltração mínima do solo. as durações que definem o inicio e o fim de cada intervalo de tempo correspondente ao acréscimo de precipitação rearranjado. METODOLOGIA A Precedendo o cálculo dos deflúvios. Para maior clareza. Na 6a coluna da segunda parte do quadro figuram os acréscimos de precipitação efetiva. resultantes das diferenças entre valores sucessivos da coluna precedente dessa parte.1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 96 6. Nesse caso. de acordo com a expressão de Mockus. Com essas precipitações acumuladas. prevalecem os valores correspondentes a esta. os acréscimos de precipitação que constam da última coluna da parte superior do quadro dos exemplos.2 S ) 2 PE = P1 + 0 . com 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade.

recalculado no intervalo considerado. obtem-se os acréscimos de precipitação efetiva para cada elemento de duração.1. anotam-se na 8a coluna os intervalos de tempos. 4. Essa regra pode ser resumida.3. igual à última coluna da parte superior do quadro. as precipitações efetivas da 5a coluna deverão ser recalculadas. Dividindo-se os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna pelo numero de elementos. as perdas da 7a coluna se igualam aos acréscimos de precipitação da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. A soma dos intervalos da 8a coluna da segunda parte do quadro. Q2-B1 e Q3-B. Elas resultam da soma da precipitação efetiva no intervalo de tempo anterior com o acréscimo de precipitação efetiva da 6a coluna. um valor nulo. Pmin nula Toda vez que as perdas da 7a coluna são substituídas pela perda mínima referente a Pmin ou pelo acréscimo de precipitação da 3a coluna. Dividindo esses intervalos da 8a coluna pela duração unitária DU obtem-se o número de elementos N. em que devem ser divididos os acréscimos de precipitação efetiva. dados pela última coluna da primeira parte do quadro. lembrando-se que nesse caso os intervalos de tempo são iguais entre si e seu valor é dado pela duração unitária. DU. A segunda parte dos quadros Q1-A. N. DU Para orientação são apresentados os exemplos na segunda parte dos quadros Q1-B. e que está anotado na 9a coluna dessa parte do quadro. . METODOLOGIA B Para o procedimento de cálculo B. onde somente são consideradas as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. 6. Em geral os seis maiores acréscimos de precipitação. que serão aplicados ao hidrograma unitário para obter o hidrograma total. da 9a coluna. dados pela diferença entre o fim e o início. Finalmente os acréscimos de precipitação efetiva da 6ª coluna da segunda parte devem ser fracionados em intervalos iguais à duração unitária DU para facilitar a soma dos fluviogramas parciais. Os acréscimos de precipitação seguintes serão acrescentados na sua ordem decrescente primitiva. antes calculados. 2 e 5. são dispostos com valores decrescentes na ordem 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 97 cálculos. numa duração aproximadamente equivalente à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. descrita no capítulo subseqüente. Esse caso naturalmente não ocorre quando se admite uma perda mínima.2. Q2-A e Q3-A ilustra o procedimento de cálculo. com uma regra única. fornece a duração das chuvas antecedentes DA conforme foi citado na primeira parte. Para esse fim. antes da ocorrência do pico da tempestade. serão substituídos por. 3.6. relacionados às duas primeiras colunas dessa parte do quadro. como será apresentado adiante. o rearranjo dos acréscimos de precipitação procura reproduzir.

tendo em vista que os valores contidos na 6a coluna já se referem aos intervalos de duração unitária DU Como a soma dos intervalos de tempo processados no procedimento B costuma ser mais curta que no procedimento A. fazendo-se a subdivisão dos blocos quando a duração unitária for menor que TPC / 4. TPC. e somarem-se os produtos com a defasagem de um . o desenvolvimento da segunda parte do quadro se assemelha ao descrito para a metodologia A. dado por PM. Para durações unitárias DU maiores que 15 minutos o pico da tempestade não ê mais orientado pelo valor de TPC e sim pela posição do acréscimo de precipitação maior. com o rearranjo sugerido. de modo que a sua quarta parte represente um múltiplo inteiro de durações unitárias DU.4. onde a duração unitária escolhida é de DU= 5 minutos. Dispensam-se as três últimas colunas porque os intervalos são iguais e não há necessidade de subdividir os acréscimos de precipitação efetiva. dado pelo acréscimo de precipitação rearranjado da 39ª coluna dessa parte do quadro. vindo gradualmente de encontro à metodologia de calculo A. Nesse caso basta aumentar o tempo de pico da chuva TPC para um período maio que 60 minutos. 6. mesmo para bacias de pequenas extensões. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA Apôs determinar os deflúvios ou acréscimos de precipitação efetiva. Nesse caso o tempo de pico da chuva.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 98 Essa regra fornece picos de tempestade /muito próximos do seu início. Deve-se nesse caso escolher um tempo de pico da chuva TPG. Dos valores disponíveis esse pico da tempestade pode chegar a 1h após o início para chuvas de trovoada. conduz a um acréscimo de chuvas antecedentes e um conseqüente aumento do deflúvio. ou o valor limite. preferivelmente submúltiplos inteiros de 15 minutos. dispondo-se os acréscimos de precipitação com magnitude crescente antes do pico e decrescente apôs o pico. quando as durações unitárias DU são curtas. ou DU = TPC / 4 = 15 minutos. No restante. pode ser fixado em 60 minutos e. Para durações unitárias menores. segundo o capítulo precedente.6. haveriam quatro intervalos antes do pico. Às vezes prefere-se utilizar tempestades com o pico mais afastado do início. que sempre fica no quarto intervalo de tempo. Observe-se que esse deslocamento do pico da tempestade. que considera os 5 dias de chuvas antecedentes. cada bloco de 15 minutos seria desdobrado em outros com duração menor. Pode-se perceber essa metodologia acompanhando o exemplo do quadro Q2-B. por vezes não se chega à situação em que as perdas atinjam o valor mínimo. devem ser multiplicados seus valores pelas ordenadas do hidrograma unitário em intervalos iguais à duração unitária DU.

As ordenadas H do hidrograma padrão podem ser calculadas por semelhança de triângulos com as abscissas crescentes a partir de zero em intervalos iguais à duração unitária DU. normalmente. Seguem-se para baixo e para cima os acréscimos de precipitação efetiva cujos valores são indicados na ultima coluna da secunda parte do quadro e seu número. necessitando-se apenas daquelas com maior valor. Assim normalmente 28 linhas e excepcionalmente 44 linhas nesta parte do quadro são suficientes para incluir todos os excessos de precipitação efetiva com valores significativos. Q2-A e Q3-A. O uso desse hidrograma padrão permite a representação dos elementos centrais dessa parte com números inteiros de três algarismos significativos. No caso do procedimento de cálculo B.33 a 1/14. Nas duas primeiras colunas dessa terceira parte dos quadros aparecem os números de ordem N e os tempos dos intervalos múltiplos da duração unitária DU considerada. Os exemplos na terceira parte os quadros Q1-A. calculados na segunda parte dos quadros. As descargas resultantes terão de ser multiplicadas pela descarga de ponta QP. No caso do procedimento de cálculo A. conforme avança-se para o acréscimo seguinte. os acréscimos de precipitação efetiva vêm diretamente da penúltima coluna da segunda parte do quadro. cuja descarga de ponta é igual a 100 m³/s. Q3-B. sem prejudicar a precisão dos resultados. as 13 ordenadas previstas nessa parte do quadro são suficientes. para o procedimento de cálculo A e dos quadros Q1-B. seja qual for o tamanho da bacia. basta considerar o acréscimo de precipitação efetiva máximo na 11ª posição da 3a parte. No início da tempestade de projeto há geralmente muitos valores nulos. correspondentes a cada acréscimo de precipitação efetiva. do hidrograma unitário. é dado pelo n° da penúltima coluna dessa parte. e o quadro Q2-B2 para o procedimento de cálculo B. chegam ao ponto onde busca-se conhecer a descarga. em cada caso. esclarecem os passos a seguir. podendo-se eventualmente eliminar os poucos . Em seguida aparecem os acréscimos de precipitação efetiva. no máximo. com pequenas diferenças de um caso para o outro. que é a descarga de ponta do fluviograma padrão utilizado.13 do tempo de base. Essa defasagem corresponde ao atraso com que os hidrogramas parciais. Como recomenda-se utilizar durações unitárias entre 1/5 e 1/8 do tempo de concentração ou 1/9. dividido-se por 100. Na primeira linha dessa parte dos quadros anotam-se as ordenadas do hidrograma padrão. e no qual as outras características como tempo de ponta e tempo de base são iguais ao hidrograma unitário triangular do Soil Conservation Service. há um grande número de acréscimos de precipitação efetiva a manejar.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 99 intervalo. de modo que.

QP/100. Em seguida são apresentados no corpo da terceira parte do quadro os produtos das ordenadas H do hidrograma padrão de cada coluna pelo acréscimo de precipitação efetiva de cada linha. ao longo de cada linha. multiplicada pela relação. comparada com a descarga máxima da enchente. AR = área da bacia AR em km². No restante o desenvolvimento da terceira parte do quadro é semelhante. Os produtos representam as ordenadas dos hidrogramas parciais oriundos de cada acréscimo de precipitação efetiva para u hidrograma unitário padrão com descarga de pico igual a 100 m³/s. Convém prolongar o quadro até perto de 13 linhas além do ultimo valor significativo dos acréscimos de precipitação efetiva usados. A essas ordenadas devem ser adicionados os valores da descarga base. TB = tempo de base. para definir adequadamente o ramo descendente do hidrograma de projeto. A soma dos elementos no corpo dessa terceira parte do quadro. resulta da expressão: QP = AR 0 . usado nos cálculos da terceira parte dos quadros descritos. indicadas na penúltima coluna dessa terceira parte. As ordenadas de cada hidrograma parcial podem ser visualizadas observando-se nessa parte do quadro os valores ao longo das diagonais descendentes de uma linha cada vez que se avança uma coluna para a direita. todos os valores dessa coluna desçam de uma linha em relação à coluna anterior. Terse-á.03TB onde: QP = descarga de ponta expressa em m³/s . fornece as ordenadas do hidrograma total. A descarga base a adotar será a indicada como normal no período das enchentes. do hidrograma unitário. O deslocamento dos elementos de cada coluna no sentido vertical permite uma fácil soma das ordenadas isócronas desses hidrogramas parciais. para cada coluna que se avança nas ordenadas. que anotar os resultados de modo que.6TC ) 3 . em minutos. no entanto. dado por: TB = 8 ( DU / 2 + 0 . caso essa seja apreciável . A descarga de ponta.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 100 valores nulos que costumam aparecer no inicio. QP.

Em primeira aproximação a redução da descarga de ponta pode ser calculada pela expressão Q1 − Q2 = Q1 R V sendo: Q1 e Q2 = descargas máximas da enchente antes e após o amortecimento. dividindo-se o volume armazenado a montante de um bueiro plenamente afogado pelo volume total da enchente se tem à proporção da redução do pico da enchente calculada: Q1 − Q2 R = Q1 V Caso esse cálculo aproximado indique uma redução apreciável. pode ser avaliado grosseiramente por plantas topográficas ou inspeção local até o nível admissível de inundação. R = volume retido com a elevação máxima das águas e V = volume total da enchente. R. . Na última coluna da terceira parte dos quadros descritos aparecem os volumes acumulados das enchentes de projeto para os diversos tempos dados na 29ª coluna. por exemplo. admitindo-se em cada intervalo uma descarga média igual ã indicada na penúltima coluna dessa parte do quadro. Assim. por exemplo. O volume máximo retido. a relação cota-volume do terreno a montante da obra e a capacidade desta para vários níveis d'água a montante. Esse volume pode ser utilizado para saber se a obra é capaz de amortecer a ponta da enchente com o represamento temporário causado a montante. Na última linha da terceira parte dos quadros é ainda destacado o valor máximo do hidrograma das descargas de projeto.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 101 sendo: DU = duração unitária e TC = tempo de concentração da bacia. superior a 20%. Esses volumes referem-se ao fim do intervalo. convém considerar o amortecimento e efetuar um cálculo mais minucioso considerando a forma detalhada do hidrograma.

0 640.6288 1.7965 13.1687 0.0744 1.33 10.0 10240.70 C5 = 1 C6 = 5 BETA 0.0 40.0000 0.5730 0.0800 0.0800 0.8884 7.1582 0.5452 1.6443 1.6220 193.33 42.1429 Metodologia A .9610 0.5 C2 = 0.0000 0.0 21600.0 14040.36 1 0.5412 FS 0.2613 83.8739 28.9579 35.9360 119.60 1 0.8996 0.5830 7.7965 36.7020 124.8787 0.16 0 0.00 427 85.08 C1 = 1.48 919 3.8396 1.0000 0.7740 PE (MM) 0.1522 124.3582 13.6583 1.32 834 32.9804 0.0744 0.1273 0.31 873 20.7965 31. (M3/S) (DAM3) 0.0 160.0744 0.8260 157.7375 13.1669 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 18.7665 8. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.0000 0.0 20.0331 7. DE P1 (MM) 27.1990 196.0744 0.3766 C3 = 35 C4 = 0.5156 26.6355 1.0000 0.000 P6 (MM) 24.33 0.5576 1. VOL.4497 4.7110 88.6410 167.5952 3.5738 7.0000 0.028 0.0 5120.0 0.5966 1.1523 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma U = 4.9789 36.8396 0.0274 43.7665 4.00 MM/H NP = 0 a = 0.00 BETA 15 = 0.1593 0.9645 0.111 0.8545 14.76 18 16.0000 0.5830 4.5372 82.Q1-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência Parâmetros de Simultaneidade da Chuva Parâmetros de Redução da Chuva em Área D (MIN) 20.0000 0.0800 0.0 2560.0 80.15 709 58.0 20.0000 0.1523 18.0 80.3270 99.9391 0.0 40.0 M3/S .0 14040.9848 0.5026 FA 0.222 0.33 170.89 780 45.0800 K 1.7375 17.53 923 DESCARGA MÁXIMA Q = 90.6444 40.23 319 90.0 2560.9789 36.0 80.0 160.9910 44.1615 25.0000 0.2043 99.0800 0.0800 0.0070 ALFA 0.0534 13.014 0.67 5.38 6 1.72 218 84.09 37 32.0 MINUTOS DA = 5.8396 0.5340 0.0 160.9912 0.0 640.0744 0.444 0.0000 0.0 D (H) 0.0000 0.0 1280.0 20.9081 49.0800 0.0000 0.0 21600.8787 0.6852 112.0 1280.0 160.7740 ACR.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.1506 0.00 KM2 CN = 60 PM = 1.0 320.0316 69.00 DIAS AR = 32.6595 1.5738 7.3582 0.67 234.9645 1.33 2.0744 1.7299 13.4407 62.7160 9.1710 0.1706 89. DE PE (MM) 0.0 320.0 5120.6430 157.0 640.889 1.7299 27.57 7 3.06 0 0.15 4 1.0800 0.556 7.0000 QD .0000 0.0 80.08 625 70.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 500 520 ACR.08 BETA 30 = 0.0331 8.6272 21.0744 0.7650 61.5687 1.0000 0.864 1.0274 16.0000 0.1747 0.89 2 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 102 CN = 60 Intervalo de 10240.67 1.70 530 79.5738 78.0331 7.0800 0.2940 92.00 D (DIAS) 0.111 9.0 5120. PE) /N (MM) 0.9789 18.0 40.8396 1.27 911 6.0 320.3582 25.3700 252.0000 0.7160 1.0800 0.0 (MIN) A 14040.0 20.8739 ACR.0 2560.8491 6.8739 28.0 40.67 21.8884 1.0 10240.5196 0.1523 Intervalo (MIN) 3800.4948 75.9877 0.1750 0.9897 0.0000 0.0000 0.6936 0.6007 1.9732 0.7965 13.0744 0.750 15.6220 193.0800 0.056 0.0274 16.5830 7.67 85.2850 131.0000 0.7804 0.4497 17.0000 Perda (MM) 18.6215 4.7160 9.0000 0.0744 0.0 1280.1440 0.0 320.9023 32.6249 0.1615 4.3582 25.0 1280.8396 1.0 5120.8739 28.4536 8.0 640.9917 0.0000 0.62 76 50.0000 0.8470 138.1980 105.0 N 190 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 378 (ACR.788 3.0 2560.04 11 5.0000 0.52 137 67.2979 17.4082 4.6485 59.4320 9.12 897 11.1475 0.8739 28.08 BETA 60 = 0.4870 1.0000 0.00 360.8306 0.0 7560.1615 4.9923 P1 (MM) 27.0 MINUTOS TC = 150.0800 0.0000 1 1 1 1 1 1 1 1 34 34 191 158 37 37 37 37 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 103 103 574 473 110 110 110 110 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 137 137 766 631 147 147 147 147 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 172 172 957 789 184 184 184 184 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 151 151 842 694 162 162 162 162 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 130 130 728 600 140 140 140 140 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 5 5 5 5 5 5 5 110 110 613 505 118 118 118 118 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 89 89 498 410 96 96 96 96 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 2 2 2 2 2 2 2 48 48 268 221 52 52 52 52 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 27 27 153 126 29 29 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 38 32 7 7 DESC.

0000 0 0.0800 0.8598 55.0 0.1727 0.9893 0.00 0 0.9893 0.111 0.45 896 38.3468 2.0 100.1593 0.4221 40.5452 1.00 MM/H NP = 0 a = 0.60 1032 3.2904 18.0 60.00 D (DIAS) 0.1499 ACR.0 180.3013 80.0 20.1273 0.6355 1.2214 3.1673 0.42 M3 /S .2731 225 7.2681 4.84 258 88.0000 0 0.0000 0 0.0 (MIN) A 120.0290 2.0800 0.67 4.0 40.028 0.9038 77.5190 30 0.167 P0 (MM) 24.8139 1.0290 2.0 240.4870 1.6963 1.00 BETA 15 = 0.0 140.99 833 52.7345 69.8078 64.6336 49.0800 0.9893 0.5997 32 1.0000 0 0.0000 0 0.0778 85.0 140. (M3 /S) (DA M3 ) 0.9893 0.0000 0 0.1627 0.2214 5.5885 1.6485 51.3975 3.0000 0.056 0.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.6007 1.0000 FA 0.00 1036 1.0 120.9234 49.6506 1.0 180.0000 1.0000 0 0. DE P1 (MM) 36.0000 0.3468 2.19 998 13.9023 32.0173 0 11.0 120.67 2.5443 29. DE PE (MM) 0.0000 1.0 40.6336 13.1451 1.42 365 87.042 0.9062 5.96 40 41.9893 0.0376 ALFA 0.1499 PE (MM) 0.5257 2.603 87.6255 1.2406 30.33 0.9504 90.6257 23.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 4 HORAS AR = 32.9893 0.9012 3.0000 1.8403 32.0800 0.9734 8.0000 1.0800 0.0000 1. V OL.01 0 9.0 160.95 975 19.9734 8.9893 P1 (MM) 36.05 11 23.67 3.0000 0 0.2214 5.1010 55.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.0000 1.0800 0.0 180.9597 1.0000 0 0.9135 1.0 160.7475 2.2214 10.6557 FS 1.00 1.0800 0.9038 77.6131 1.87 943 26.0000 1.2524 1.7708 25.125 0.95 572 80.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 A CR.0173 11.3303 83.1687 0.0 160.3594 ACR.00 3.56 1015 9.9016 58.0 40.0 80.08 BETA 0.153 0.0000 0.24 1038 DESCA RGA MÁ XIMA Q = 88.0 100.9062 36.0800 0.0 80.0800 0.0000 0.9877 60 2.9336 0.9734 4.6035 87.0026 73.9877 2.67 1.6456 1.8888 25.0 60.139 0.3013 80.7305 27.0 200.0 200.33 3.0000 0 0.3605 5.014 0.0000 1.0000 1.0778 85.09 1025 5.1996 4.33 2.33 1.097 0.6824 73.0173 11.9204 1.0000 1.2731 7.9580 47.1740 Metodologia A .9012 4.8139 36 1.0800 0.644 37.6336 13.0800 K 1.5257 2. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.96 470 84.0 20.2681 8.0 220.5190 Perda (MM) 4.6963 34 1.6305 1.0 D (H) 0.8295 0.3476 2.5997 1.1713 0.6667 45.0 200.1892 52.41 669 73.0691 0.00 KM2 CN = 74 PM = 1.9893 0.0 140.3303 83.3975 3.9893 0.00 0 0.1700 0.0000 0 0.9893 0.6380 21.0 220.Q1-B CN = 74 Intervalo de 100.6405 1.1440 0.0000 0 0.7471 0.9504 90.36 757 63.0 220.0 MINUTOS TC = 150.1948 19.0 240.5838 53.0800 0.08 BETA 30 = 0.3476 147 2.00 2.9081 43.0 80.08 BETA 60 = 0.7812 69.23 1037 0.0000 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 676 441 179 129 118 109 102 96 91 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 902 588 239 172 157 145 136 128 122 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 1127 735 299 215 196 181 170 160 152 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 992 647 263 189 172 160 149 141 134 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 857 558 227 163 149 138 129 122 115 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 721 470 191 137 125 116 109 102 97 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 586 382 155 112 102 97 88 83 79 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 316 206 84 60 55 51 47 45 43 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 180 118 48 34 31 29 27 26 24 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 45 29 12 9 8 7 7 6 6 DESC.9893 0.1660 0.9597 39 1.1996 QD .7475 2.9893 0.1451 43 1.26 89 60.083 0.0000 0 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 4.0000 1.1560 0.0 60.27 161 80.6805 CN = 74 Des carga de Ponta do Fluviogram a U = 4.069 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 103 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência D (MIN) 20.

000 0.2983 0.0 10.000 0.6310 ACR.0000 0.4033 10.0000 0.0 5.9981 0.7514 8.0000 1.59 3 3.0 320.889 1.1870 12.6166 3.0 20.0 (MIN) A 14030.2983 0.1959 28.4450 561. DE P1 (MM) 13.9937 0.0000 1.4740 0.5047 0.7638 13.2983 0.6166 1.05 0 0.2983 0.31 46 3.2983 0.0000 1.000 0.4838 23.9300 176.8950 114.0000 QD .0000 1.0 1280.132080 M3/S/MM DESC.7804 0.8973 14.9969 0.0 320.9957 0.33 42.0000 67.15 0 0.6310 PE (MM) 0.0 D (DIAS) 0.000 0.0 640.2388 0.9988 P1 (MM) 13.0 5120.000 0.6585 11.5079 18.0 640.9986 0.67 85.45 38 8.0000 1.0 7570.7746 65.0000 0.000 0.000 0.2388 0.0 80.0 5120.0000 1.8975 53.1148 1.0 160.90 4 5.7336 19.67 233.0000 1.000 0.33 10.0000 1.8081 12.3620 11.2983 5 5 5 5 5 5 5 5 31 31 60 59 33 33 33 33 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 0 9 9 9 9 9 9 9 9 61 61 120 118 65 65 65 65 11 11 11 11 11 11 11 11 11 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 92 92 179 176 98 98 98 98 17 17 17 17 17 17 17 17 0 0 0 18 18 18 18 18 18 18 18 122 122 239 235 131 131 131 131 23 23 23 23 23 23 23 0 0 0 0 23 23 23 23 23 23 23 23 153 153 299 294 164 164 164 164 28 28 28 28 28 28 0 0 0 0 0 22 22 22 22 22 22 22 22 149 149 292 287 160 160 160 160 27 27 27 27 27 0 0 0 0 0 0 19 19 19 19 19 19 19 19 131 131 256 252 140 140 140 140 24 24 24 24 0 0 0 0 0 0 0 17 17 17 17 17 17 17 17 112 112 220 216 120 120 120 120 21 21 21 0 0 0 0 0 0 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 94 94 184 181 101 101 101 101 17 17 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11 11 11 11 11 11 11 11 76 76 148 146 81 81 81 81 14 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 8 8 8 8 8 8 57 57 112 110 62 62 62 62 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 39 39 77 75 42 42 42 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 21 21 41 40 22 22 DESCARGA MÁXIMA Q = 14.000 Metodologia A .9920 211.2388 0.000 0.4824 0.222 0.0 80.17 0.0872 21.0 MINUTOS DA = 5. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.0 1280.0000 0.0 1280.79 6 7.9645 0.1148 6.0 40.000 0.9645 0.0 20.0000 27.6409 63.6670 478.3200 170.0 40.000 0.9987 0.111 9.5070 183.0 640.0000 1.8787 0.0 21600.3629 87.0000 1.2983 0.4640 FA 0.0 2560.007 0.2388 0.42 2 1.000 0.0000 0.0 0.9596 77.97 43 5.67 1.33 170.7346 1.0000 1.2388 1.4838 23.2388 0.0 80.2983 0.0 2560.0000 153.000 0.40 KM2 CN = 40 PM = 5.2332 3.000 0.4680 265. DE PE (MM) 0.0000 0.0 N 758 512 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 1024 1514 (ACR.8787 0.7116 23.7346 0.556 7.1677 3.6930 230.6290 128.9691 0.0000 123.0 320.8279 82.01 1 1.0000 0.0 5.8975 28.7746 65.PE) / N (MM) 0.7746 351.0 10.10 15 13.2576 5.00 DIAS AR = 2.0 MINUTOS TC = 40.3330 184.2487 7.0 80.7336 13. VOL.1870 18.7660 136.000 K 1.4838 23.2983 0.0 160.0000 0.1959 28.67 5.0000 224.87 2 2.56 19 14.0000 Perda (MM) 35.0768 14.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 5.000 0.9383 4.6790 124.1917 21.0000 1.444 0.0 10.8787 0.67 21.0 14030.0000 0.4838 23.0 320.63 41 6.2388 0.0 5.0 40.33 0.0000 0.51 0 0.0 40.5340 0.0 20.0 14030.8540 10.000 0.0000 1.7346 1.23 1 1.83 360.0 5.3333 95.0872 13.959 659.0000 0.5079 16.8081 18.000 0.11 11 12.9645 1.0000 0.1917 18.1943 8.2388 0.028 0.00 MM/H BETA 0.5560 350.0 10240.014 0.33 2.6249 0.3874 105.5730 0.003 0.7722 0.743 15.0000 0.9984 0.7336 19.1677 3.000 PK (MM) 17.0 5120.0 640.0000 0.000 0.25 31 12.1148 1.97 8 10.0000 FS 0.1959 63.111 0.0 160.7346 0.000 0.0000 44.0 10240.31 0 0.7638 13.000 0.6640 331.000 0.55 47 ACR.9793 8.000 0.8975 53.0000 2.5537 42.90 27 13.0000 0.3620 24.9675 35.000 0.4033 10.7346 1.9900 0.7638 53.0 160.05 23 13.05 M3/S .8708 106.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 35.0000 1.0000 277.0 5120.000 0.4838 ACR.2983 0.0 10.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 104 CN = 40 Intervalo de 10240.9828 0.7514 10. (M3/S) (DAM3) 0.2020 715.773 18.10 35 10.9107 3.2388 1.08 0.0000 0.46 44 4.3620 11.0 1280.000 0.0 2560.0 D (H) 0.6360 95.1677 3.0 2560.6166 3.8890 265.6936 0.Q2-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Duração da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.6640 331.056 0.5079 8.9675 Intervalo (MIN) 3790.1280 149.0320 147.000 ALFA 0.0000 0.9976 0.000 0.2580 191.2983 0.675 CN = 40 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.77 1 1.4033 19.4908 8.0 21600.778 3.0 20.

0000 0.6667 4.080 0.2500 2.0000 1.1035 2.2500 4.0000 37.0000 1.0000 0.8384 0.0 95.6667 4.0000 27.6667 9.0000 0.0000 106.8139 0.9084 0.6667 2.3333 72.6667 67.6667 4.0000 0.0000 88.0481 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 2.0000 1.6667 4.6667 4.2500 2.2500 90.0 115.2500 2.4167 30.0000 1.0000 1.0000 97.0000 1.0 20.0 40.031 0.0000 1.038 0.0000 1.0000 1.0 95.0000 10.0000 0.0000 0.2500 2.7500 104.2500 108.0000 1.2742 ACR.0 80.6667 4.0000 0.1156 10.0 100.0000 97.0000 1.0000 0.0 80.0000 44.2500 2.0 15.0000 0.0000 0.035 0.83 1.000 97.0000 1.0000 1.0 D (H) 0.0000 0.0000 1.0000 1.0000 1.0418 1.6667 4.0000 1.0000 0.0000 0.0000 1.0000 0.0000 76.0000 1.0000 1.0000 1.0000 0.073 0.0000 1.0000 0.0000 0.0000 62.0000 1.7500 104.08 0.0000 0.066 0.0 75.2804 18.33 0.0000 0.6667 81.017 0.0 65.0000 62.0000 1.0000 1.2500 99.0000 1.0000 0.2500 2.003 0.0 50.0 25.7500 104.049 0.0000 1.0 5.9521 0.8155 2.4167 16.045 0.0000 0.0 35.0 15.0000 0.0 105.0000 0.7500 95.0000 1.0 10.0 110.7500 95.0 45.50 0.0000 0.0000 1.2500 2.0000 0.2500 99.0 120.58 0.67 1.0 85.2500 2.0000 0.0000 0.0 10.0 35.0000 0.00 MM/H BETA 0.6667 4.0000 0.0000 0.0 55.0 55.75 1.0 20.0000 7.7500 11.0000 1.028 0.0000 0.0 70.0 45.40 KM2 CN = 55 PM = 4.0000 1.0000 0.7500 113.2500 2.0 100.0000 1.0000 0.6667 4.0000 0.8623 0.9305 0.0000 0.2500 QD .5000 101.0000 0.083 PK (MM) 17.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 2 HORAS AR = 2.5000 101.0 35.3416 1.0000 1.Estudos Estatístico de Dados Pluviográficos Locais TR = 10 ANOS DU = 5.2500 2.17 1.3551 16.7500 54.0000 1.6667 4.3333 86.0000 1.0 15.67 0.9582 5.2500 2.024 0.0000 2.0 0.0000 1.6667 10.0000 1.0000 0.007 0.0000 0.0000 1.0833 34.6667 81.010 0.0000 0.0000 10.0000 Metodologia B .0000 1.7500 44.0000 FS 1.3877 1.0000 0.8856 0.5000 92.92 1.0000 1.0000 PE (MM) 0.42 0.7476 10.0000 1.2500 2.0000 0.069 0.0000 10.0000 4.5000 101.0 90.0000 1.7500 113.0000 1.2500 4.0000 7.0000 88.0 50.0 5.0 40.2979 1.0000 1.0000 0.3195 1.8286 5.0 10.0000 27.25 1.0481 0.014 0.0 MINUTOS TC = 40.0000 0.7500 95.0000 0.0000 1.0 90.0000 0.Q2-B1 CN = 55 Intervalo de 85.021 0.3333 72.0 100.08 1.2500 2.063 0.58 1.076 0.33 1.0000 1.0 50.9732 0.0000 0.0000 1.7500 92.0000 7.0000 76.0 70.0000 1.0 30.0000 P1 (MM) 17.4245 15.042 0.0 40.0000 0.2613 13.0000 58.0 105.0 110.5000 110.0000 0.0000 1.1845 4.7500 113.92 2.42 1.0000 1.2500 2.0000 1.9938 Perda (MM) 2.0 30.2500 2.2500 4.00 1.0000 44.0000 0.0000 ALFA 0.0 20.0000 0.0000 0.0633 26.0000 7.052 0.0000 0.0000 0.2562 .6667 4.5000 6.3333 86.0000 1.8965 4.0000 58.0000 K 1.7868 3.6441 7.0000 1.2500 2.5162 14.7500 78.0000 1.0000 0.2500 90.5000 92.0 95.6667 67. DE PE (MM) 0.0000 7.0000 7.6667 4.0000 1.0 25.2500 2.6318 1.0 85.2500 2.2500 99.0000 0.0000 1.0000 1.0 80.2500 108.17 0.0000 1.3072 17.059 0.0 (MIN) A 90.0 110.2500 2.0000 51.0000 1.0000 1.5000 110.0000 1.0000 0.6667 4.83 0.0000 37.0000 0.2500 2.0 45.3682 0.0 115.75 0.0 105.2768 1.0 60.7682 12.9297 11.2500 2.4116 1.0000 1.0 115.0000 1.7500 25.0 65.0 120.9519 9.0000 51.0000 0.6667 4.0000 1.00 D (DIAS) 0.2500 2.0000 FA 1.2500 2.2500 2.0000 0.5000 110.0000 106.0000 0.0000 106.2500 108.7500 71.0 30.0 60.0000 1.0000 0.4361 1.6305 13.0 60.0 70.0 75.50 1.0 25.0000 0.3644 1.0000 1.0000 0.056 0. DE P1 (MM) 17.7387 3.6667 4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 105 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.0000 1.25 0.0000 ACR.7500 85.0 55.0000 1.0 75.0 65.2500 2.0000 0.0000 1.

20 1 3.0000 0.52 2. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.38 3.95 31 8.0000 0.0000 0.57 22 10.66 9 10.68 1.0000 0.0000 0.8856 0.07 M3/S 75 0 0 0 0 0 0 0 0 0 92 94 0 0 0 0 0 0 0 0 90 92 0 0 0 0 0 0 0 75 77 79 80 0 0 0 0 0 0 63 65 66 68 69 0 0 0 0 0 51 53 54 55 57 58 0 0 0 0 40 41 43 44 45 46 47 0 0 0 30 31 31 32 33 34 35 35 0 0 20 20 21 21 22 22 23 24 24 0 30 10 11 11 11 12 12 12 12 13 6.07 16 10.0481 0. (M3/S) (DAM3) 0.41 0.7387 3.00 0 0.Q2-B2 CN = 55 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 106 QD .86 2 6. VOL.62 13 11.3682 0.06 33 7.0000 0.0000 0.00 0 2.0000 0.0000 0.9305 0.01 4 8.39 5.00 0 0.00 0 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 14 57 34 40 45 15 16 16 17 17 18 18 18 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 28 115 69 79 89 31 32 33 33 34 35 36 37 38 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 42 172 103 119 134 46 47 49 50 51 53 54 55 56 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 56 230 137 159 179 61 63 65 67 69 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 70 287 171 198 223 77 79 81 84 86 88 90 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 68 280 167 194 218 75 77 79 82 84 86 88 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 60 246 147 170 191 66 68 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 51 211 126 146 164 57 58 60 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 43 177 106 122 138 47 49 50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 35 142 85 98 111 38 39 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 26 108 64 75 84 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 18 73 44 51 57 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 9 39 23 27 135 140 145 150 155 160 165 170 175 180 DESCARGA MÁXIMA Q = 11.00 0 0.44 4.0000 0.0000 0.0000 0.00 0 0.132080 M3/S/MM DESC.8623 0.00 0 0.27 38 ACR.0418 1.58 28 8.0000 0.94 1.94 19 10.80 0.9521 0.9732 0.31 0.14 37 39 40 41 42 43 43 43 44 44 .0000 0.0000 0.12 25 9.1035 2.9084 0.0000 0.0000 0.8384 0.0000 0.9938 0.0000 0.18 0 1.01 0 0.00 0 0.00 0 0.00 0 0.8155 2.0000 0.15 6 9.8139 0.

93 406.34 484.0000 1.3780 29.5966 0.1040 209.0 7680.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.5481 0.0976 66.000 PK (MM) 100.0 KM2 CN = 60 PM = 1.0 21600.0 120.6000 158.0000 0.00 0.9617 102.0 9240.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 116 0.0780 ACR.0 480.0000 0.75 297.00 0.0200 157.5541 63.0780 PE (MM) 0.583 15.0 MINUTOS TC = 420.3780 11.0000 Perda (MM) 11.0 12360.0000 0. (DAM3) 0 0 0 0 0 0 0 0 9 35 274 903 1943 3408 5220 7104 8849 10413 11751 12821 13596 14081 14333 14464 14538 14571 14580 14580 ACR.75 434.083 0.0000 0.3570 28.0 240.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.3780 29.4500 ALFA 0.9466 0.0000 0.4838 66.9617 38. DE PE (MM) 0.3636 29.5031 0.9689 P1 (MM) 63.333 2.8583 0.0000 0 0 0 0 0 0 254 208 162 116 0.3620 167.2970 176.0 60.9337 0.0000 1.1330 368.7400 179.0000 0.0000 Metodologia A .0000 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.4554 17.3658 20.0000 K 1.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 3840.042 0.00 16.5716 2.0000 0.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.0 1920.8000 240.4838 66.0 3840.6048 14.00 2.00 D (DIAS) 0.2700 165.9572 0.86 503.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 1.00 0.00 0.1358 556 50 75 0 0 0 0 0 0 0 23.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.667 1.7354 0.000 128.9617 38.5966 77 153 1507 2224 113 98 0 0 0 0 3.7260 179.0 120.0 7680.9082 2.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 162 116 0.9139 0.00 128.0000 0 0 0 0 0 0 0 208 162 116 0.5966 77 153 230 306 2270 2180 83 68 0 0 0.0 60. (M3/S) 0.0 3840.0 N 78 32 8 2 1 1 4 16 64 154 (ACR.0000 0.42 20.5966 77 1004 1668 100 113 0 0 0 0 0 3.00 VOL.9082 8.0000 0.0 240.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0 0 0 0 0 300 254 208 162 763 0.5966 77 153 230 2009 2513 98 83 0 0 0 3.49 523.7610 6.5000 183.7940 168.8313 0.0 480.0 3840.9621 0.55 288.00 2.8000 211.6048 502 1112 75 100 0 0 0 0 0 0 3.8260 14.0 120.0000 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 11.34 215.2670 274.0000 0.3636 -1.3280 139.0000 2.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 960.00 0.0000 0.4607 FA 0.0 1320 1380 1440 1500 1560 1620 1680 QP = 9.0000 0 0 0 306 346 300 254 1366 1179 38 0.0 480.1785 26.5541 20.1785 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.26 134.667 5.00 0.4838 ACR.0 120.45 7.60 9.9119 8.0000 0.0 12360.3682 0.0000 1.0 240.0000 1.00 206.3850 178.3330 318.0 1920.0 MINUTOS DA = 5.0 D (H) 1.0 21600.4838 66.0000 1.0000 0 0 230 306 346 300 1667 1513 53 38 0.00 32.00 64.0 960.45 174.65 70. DE P1 (MM) 63.0000 FS 0.00 8.0 60.0000 0.0 960.34 M3/S .0000 0.0000 1.7491 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 107 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.9082 8.9748 Intervalo (MIN) 4680.3636 -1.0000 0.0 1920.0 480.0484 37.3658 37.00 4.6048 3.5038 55.00 36.0000 0.9556 0.8420 167.22 371.0 240.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.6308 0.00 MM/H BETA 0.0 DIAS AR = 220.8825 0.9119 -1.0000 0 0 0 0 346 300 254 208 1065 845 0.0000 0.0000 1.Q3-A CN = 60 Intervalo de 7680.333 0.0000 0.6710 468.0484 -1.0 (MIN) A 12360.PE) / N (MM) 0.0000 1.0000 0.0 60.9748 QD .39 0.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.00 0.0579 119.0000 0.1785 25 50 0 0 0 0 0 0 0 0 2.9572 1.0 0.0000 1.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 23 512 462 70 70 70 70 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 178 161 24 24 24 24 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 523.00 360.0000 0.0000 0 153 230 306 346 1969 1846 68 53 0 0.1358 23.333 8.4928 52.3570 26.0 1920.0000 0.8820 160.25 2.0000 2.0484 35.0000 0.1358 23.1040 209.0 960.34 66.0000 0.5257 -1.0000 0.9748 11.8583 0.0000 0.167 0.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.1971 37.5716 2.9655 0.5716 -1.3636 9.

292 0.6500 193.2240 179.3500 ALFA 0.8988 13.2086 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 38.0000 0.5380 90.6000 143.0000 0.0000 K 1.0 420.0000 1.00 D (DIAS) 0.9056 0.6189 ACR.44 257.3919 4.458 PK (MM) 100.0000 1.0000 1.3919 4.8000 188.3919 4.3919 4.0512 68.43 80.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 1.3919 7.0 420.3919 2.19 37.0000 0.5380 7.00 3.3919 51 102 153 204 230 422 1240 2225 9 0 0 2.0618 2.0000 0.00 8.0000 2.0000 1.0000 1.0 (MIN) A 360.0000 0.0 180.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 108 77 47 0.0 480.0000 0.9056 0.0000 FA 0.15 1.5300 150.86 452.1062 8.0000 0.0 660.8350 73.0000 0 0 0 0 0 0 169 138 108 77 47 0.9056 0.0000 1.0015 2.0 240.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.0 180.00 MM/H BETA 0.6940 150.0000 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo Para Cáculo Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.0000 1.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 12 HORAS AR = 220.0 60.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 77 47 0.0 240.5500 158.0000 0 0 0 204 230 199 169 138 108 164 343 0.0000 2.125 0.3919 4.9056 0.00 6.42 54.0490 166.9500 183. (M3/S) 0.3919 51 102 153 431 1688 3207 15 0 0 0 0 2.6160 ACR.0000 0.0 660.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0. (DAM3) 0 0 2 292 1002 2170 3812 5808 7790 9611 11238 12661 13850 14778 15416 15817 16088 16283 16419 16506 16556 16578 16583 16583 ACR.3919 51 102 323 1493 3698 17 0 0 0 0 0 2.5479 5.5380 13.5930 157.9056 0.3919 51 102 153 204 487 1464 2716 12 0 0 0 2.4540 129.4490 818 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 17.0000 0 0 0 0 230 199 169 138 108 77 99 0.0000 1.0 660.0633 13.3919 4.3919 4.0633 7.0 360.0000 0 0 0 0 0 0 0 138 108 77 47 0.0633 20.4400 170.0000 1.9056 0.00 .9056 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 262 119 34 16 16 16 16 16 16 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 554.4431 70.0000 0 0 0 0 0 199 169 138 108 77 47 0.2673 63.0000 0.3919 4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 108 Qd .0000 1.0 300.8988 7.0 540.0000 0.0 360.00 10.3919 Perda (MM) 7.0 120.0 480.51 505.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 7.0 600.5552 25.26 324.6593 66.0000 1.0 420.0633 4.3919 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.38 456.25 554.0000 FS 1.00 9.0 60.00 4.0000 0 102 153 204 230 199 169 293 792 1243 4 0.0000 0.0 480.3000 174.32 550.59 VOL.5000 166.0000 Metodologia B .167 0.0 D (H) 1.2240 179.3919 51 215 1120 3572 20 0 0 0 0 0 0 2.0 KM2 CN = 64 PM = 2.3919 2.0 540.208 0.5479 373 1636 13 0 0 0 0 0 0 0 0 5.32 M3/S 0.0000 0.0 300.0000 0.00 0.042 0.3919 2.0 1320 1380 1440 QP = 9.1000 178.0000 0 0 153 204 230 199 169 138 228 568 753 0.0633 4.0490 166.0633 13.0000 2.6013 34.0000 0.70 6.0618 108 747 2454 18 0 0 0 0 0 0 0 2.2270 75.0000 0.0000 1.5930 157.3919 2.22 13.64 197.22 111.9056 P1 (MM) 90. DE P1 (MM) 90. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.5380 52.0000 1.0 180.0 120.0 MINUTOS TC = 420.6570 162.0000 0.0 540.0000 2.0000 1.00 11.0000 0.00 7.0 600.2086 38.417 0.0 720.0 120.3919 4.6576 56.Q3-B CN = 64 Intervalo de 300.5552 116.0000 0.72 24.375 0.9056 0.3919 51 102 153 204 230 199 358 1016 1734 7 0 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 47 0.0080 PE (MM) 0.20 330.5552 25. DE PE (MM) 0.0 240.5000 198.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.0000 0.0000 1.0000 1.3919 2.6160 184.2055 61.9056 0.0000 0.0 600.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.333 0.74 177.4490 17.02 395.0000 1.4400 170.250 0.9920 143.0000 128.24 75.0000 1.6570 132.0000 0.0000 0.3509 2.083 0.8320 175.9056 0.0000 1.8320 175.0000 2.5380 13.00 5.2086 38.1393 124.00 0.5380 13.00 2.0 0.

mas em todo o mundo. multiplicado pelo coeficiente de deflúvio. Nesse caso a descarga máxima Q. não só no Brasil. o que envolve além do volume da precipitação vertida. pela intensidade da precipitação. com a duração igual ao tempo de concentração. a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. por sua extraordinária facilidade de cálculo. em m³/s. Tem. A c. a avaliação do efeito da variação da intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. A. Para considerar que todos os pontos da bacia contribuem na formação do deflúvio é estabelecido que a duração de chuva deve ser igual ou maior que o seu tempo de concentração e.i. dentre todos os métodos de avaliação de descargas de projeto para os sistemas de drenagem.6 t C sendo: i a intensidade da chuva definida em mm/h e . por sua simplicidade. o método exige a definição de um único parâmetro expressando o comportamento da área na formação do deflúvio. No estabelecimento do valor da descarga pelo método racional admite-se que a precipitação sobre a área é constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia.se dessa forma Q= Q a descarga máxima. tc . como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração. c. c o coeficiente de deflúvio.6 3. é dada pelo produto da área da bacia. O coeficiente de deflúvio representa essencialmente a relação entre a vazão e a precipitação que lhe deu origem. conseqüentemente reunindo todas as incertezas dos diversos fatores que interferem neste parâmetro. aquele que é utilizado com maior freqüência. esta expressão é.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 109 7 MÉTODO RACIONAL Consiste o método racional no cálculo da descarga máxima de uma enchente de projeto por uma expressão muito simples. principalmente nas bacias de pequeno porte ou em áreas urbanas. conhecido como coeficiente de deflúvio. Entretanto. Contudo.P. A = 3. relacionando o valor desta descarga com a área da bacia e a intensidade da chuva através de uma expressão extremamente simples e facilmente compreensiva.

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A a área da bacia hidrográfica, em km2. Primordialmente o coeficiente de deflúvio representa a relação entre o deflúvio e a precipitação que lhe deu origem e na realidade engloba também o efeito da variação de intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. Para estabelecer a fórmula usada nesse método, admite-se uma chuva de intensidade constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia e, com isto, para todas as partes da bacia contribuírem simultaneamente com seus deflúvios no ponto onde se está avaliando a descarga, a duração de chuva deverá ser igual ou maior que o seu tempo de concentração. Como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração, a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. Como a intensidade pluviométrica é a chuva precipitada por unidade de área, a expressão pode ser também apresentada em função da altura de chuva precipitada, com a duração igual ao tempo de concentração da bacia, como foi apresentada na segunda parte da expressão. No capítulo 6 foram apresentadas diversas expressões para definição do tempo de concentração da bacia e a precipitação pode ser determinada de acordo com o que é apresentado no livro “ Chuvas intensas no Brasil” ou outro procedimento referidos no capítulo 6. Nesta obra, que se constitui em um conjunto bastante significativo para as chuvas em todo o território nacional são apresentados os parâmetros e as equações que indicam a variação da precipitação para os diversos períodos de recorrência para 98 postos pluviográficos que, em função de terem sido exaustivamente testados, são do domínio público e sua utilização pode ser generalizada. Nota-se que as precipitações relativas a cada posto variam muito pouco para diferentes tempos de recorrência e estas diferenças são ainda menores para as durações de precipitação mais longas. Quando se dispõe de dados pluviográficos de chuvas de curta duração, para um posto que se considere mais representativo para a bacia em estudo, convém efetuar sua análise estatística para deduzir a precipitação com a duração igual ao tempo de concentração e recorrência de projeto. Dispondo-se de dados pluviométricos de um posto mais próximo da bacia do projeto que os postos referidos e havendo, pelo menos, 10 a 15 anos de observações, convém efetuar a análise estatística desses dados e, para tanto, multiplica-se a precipitação diária com período recorrência de 10 anos por 1,13 para obter-se o valor para 24 horas. Dividindo-se o resultado pela

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precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência, pode ser obtida a precipitação relativa de 24 horas do posto pluviométrico considerado. Essa precipitação relativa é multiplicada pela precipitação do posto de referência do Anexo C, para a mesma duração em tempo de recorrência de projeto, para obter a precipitação cuja intensidade deverá ser usada na expressão do método racional. Esse procedimento admite que as curvas de chuva não se alteram apreciavelmente com a mudança do tempo de recorrência, o que se pode constatar como verdadeiro examinando-se as diversas curvas obtidas para os 98 postos catalogados. O método racional tem sido usado de preferência para bacias de pequena área, mas nada indica que não seja aplicável a bacias maiores, como usualmente é usado em projetos rodoviários em outros países. Naturalmente para bacias maiores torna-se necessário corrigir as precipitações através do fator de redução para a área, uma vez que a distribuição na superfície da bacia não é uniforme e por isso é denominado normalmente como fator de distribuição. De qualquer forma o método racional define apenas a descarga máxima e não a forma completa do hidrograma requerido para alguns casos. A maior dificuldade na aplicação do método racional reside na criteriosa escolha do coeficiente de deflúvio c. A fim de correlacionar os valores do coeficiente de deflúvio c com os números de curva CN, representativo da infiltração do solo como é recomendado pelo Soil Conservation Service, calcularam-se numerosas bacias pelas metodologias A e B, antes descritas, determinando-se, em cada caso, qual o coeficiente de deflúvio que daria a mesma descarga pelo método racional. Resultaram assim tabelas, correspondentes às metodologias A e B, respectivamente, fornecendo os coeficientes de deflúvio do método racional, em função dos quatro parâmetros: tc - tempo de concentração; A - área da bacia hidrográfica; CN - número da curva de infiltração do solo; FP - fator de precipitação, indicando a potencialidade das chuvas intensas, inclusive seu tempo de recorrência. Quando se usam dados pluviográficos, obtém-se primeiro a precipitação desse posto para diversas durações e período de recorrência de 10 anos. Dividindo-se esses valores pelas precipitações do posto de referência para TR = 10 anos e diversas durações e marcando-se esses

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valores correspondentes à região mais representativa da área de projeto, pode ser escolhido o posto que tenha as precipitações relativas mais próximas das obtidas para o posto em estudo. Para analisar dois postos com curvas de precipitações relativas semelhantes ao posto

considerado procura-se o fator de precipitação do posto de comparação ou dos dois encontrados no anexo B como sendo mais semelhantes ao posto em estudo, efetuando-se a correção ou interpolação de acordo com a posição das respectivas curvas de precipitações relativas. duração unitária será DU = tC / 8. Quando se usam dados diários de um posto pluviométrico muito mais próximo da área em estudo que os postos analisados e que disponham de 10 a 15 anos de observações, efetua-se uma análise estatística para definir a precipitação para o período de recorrência de 10 anos, multiplicando-se o resultado por 1,13 para obter a precipitação de 24 horas de igual freqüência de ocorrência. Como exemplo é apresentado o cálculo para a bacia calculada anteriormente, em que TR = 10 anos; tc = 40 min.; A = 2,4 km² e CN = 40. Acham-se primeiro as precipitações relativas, PR, do posto escolhido para diversas durações, dividindo-se as precipitações de períodos de recorrência de 10 anos de desse posto, PK , dadas pela análise estatística, pelas precipitações de igual duração e freqüência do posto de referência, P10, conforme o quadro que se segue:
D PK(am ) P10(m m ) PR 5m in 15m in 30m in 17 15,3 1,11 37 32,2 1,15 58 44,7 1,3 1h 86 59,4 1,45 2h 113 74,7 1,51 4h 143 91,1 1,57 8h 174 107,8 1,61 24h 234 139 1,68 48h 290 167 1,74 4d 368 207 1,78 8d 510 276,9 1.84 16d 745 403,6 1,85

A

Como o posto considerado encontra-se na Baixada Santista , comparando-se os valores determinados com os , correspondentes ao posto de nº 75 - Santos, São Paulo, observa-se uma boa aproximação entre as precipitações relativas do posto em estudo e as do posto de Santos . Adotando-se o fator de precipitação NP= 75, o número de curva CN= 40, TR = 10 anos e a duração unitária DU = 40 / 8 = 5 minutos, resulta um fator de precipitação de FP = 1,68. Procurando-se através de interpolação para tC= 40 minutos, A = 2,4 km², CN = 40 e FP = 1,68, determina-se o coeficiente de deflúvio de C= 0,1828. A intensidade de chuva com 40 minutos de duração, igual a

I = 67,33

66 = 101,0mm / h 40

1mm / h 40 e a descarga máxima com o coeficiente de deflúvio antes achado. Considerando-se a duração unitária DU = 75 / 7. A média dos fatores de precipitação para a duração de 48 horas nos postos de nº 48 Niterói e nº 17-Campos é próxima de FP= 0.1mm.2.1 × 10. TR= 100 anos e CN= 72. Como para o posto de referência a precipitação com duração de 40 minutos e período de recorrência de 100 anos igual a 71.4 = 12.90. obtem-se o fator de precipitação FP = 1. Interpolando-se os valores entre os fatores dos postos NP = 17(Campos) e NP = 48 (Niterói) .9m 3 / s 3. define-se: Q= 0.385. Trata-se o exemplo de uma bacia situada na baixada fluminense.7.31m3 / s 3.4 m3/s.90 x 71.5 km2. entre Niterói e Campos. A = 10.6 valor que não difere muito dos 14.942. c = 0.454. Para exemplificar a aplicação do procedimento de cálculo B.1828 × 101.34 m3/s obtidos com a aplicação direta dos fluviograma unitário triangular.5 = 10 minutos. com A = 10.6. A intensidade da chuva correspondente será: 64. Conforme o exemplo a precipitação de 24 horas e período de recorrência de 10 anos neste posto é 131.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 113 Através do método racional. o coeficiente de deflúvio c = 0.385.0 × 2.00 minutos e o fator de precipitação 0. obtidos com a utilização das descargas específicas. Ressalta-se ainda que foi escolhida essa duração porque as chuvas prolongadas influem de modo predominante o fator de precipitação.4.2 = 64.5 km² e CN 72. usando os dados diários de um posto pluviométrico próximo à bacia em estudo em vez de um posto pluviográfico e calculando-se pelo método racional a descarga da bacia apresentada no sub-capítulo 6.454.6. tc = 75 minutos.385 × 96. a precipitação para a mesma duração e freqüência no posto considerado será 0.2 mm. no Estado do Rio. Com o fatot FP = 1. será: Q= 0.1. conforme o exemplo do sub-capítulo 6. .2.1 60 = 96.6 Este valor é cerca de 28% maior que 84.5 = 107. tc = 75 minutos.

70 a 0. Coeficiente de Distribuição Para corrigir os efeitos da distribuição das chuvas nas bacias hidrográficas. são introduzidos coeficientes redutores das chuvas de ponta que são designados Coeficientes ou Fatores de Distribuição. O mais comum destes fatores.30 a 0.70 .1 a 7. onde A = área da bacia em ha 7. utiliza-se o coeficiente definido por Burkli-Ziegler que define: n = A-0.10. principalmente nas bacias de médio porte. COEFICIENTES DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL Para aplicação em drenagem urbana e chuva de 5 a 10 anos de tempo de recorrência.7.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 114 a.50 0. normalmente utilizado em projetos rodoviários é dado por: n = A-0.2) que representam os coeficientes de escoamento superficial ou run-off QUADRO . por exemplo. áreas superiores a 1 km² . onde n = coeficiente de distribuição e A = área da bacia em km² Para obras urbanas.1 DESCRIÇÃO DAS ÁREAS DAS BACIAS TRIBUTÁRIAS COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Comércio: Áreas Centrais Áreas da periferia do centro Residencial: Áreas de uma única família 0.95 0. reproduzem-se em seguida duas tabelas (Quadros 7.50 a 0. como é recomendado pela Fundação Rio Águas.15.1. consideradas uniforme no Método Racional. gerando vazões relativamente superiores às que realmente ocorrem.

85 0. sendo os pesos proporcionais às áreas dessas superfícies.35 0.2 TIPO DE SUPERFÍCIE COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Ruas: Asfalto Concreto Tijolos Trajetos de acesso a calçadas Telhados Gramados.70 a 0.75 0.90 0.70 0. A tabela que se segue fornece os coeficientes de deflúvio para algumas superfícies típicas.80 a 0.70 a 0.75 a 0.10 a 0.60 a 0.60 a 0. isoladas Multi-unidades. solos arenosos: 0.40 0.75 a 0.50 a 0. cemitérios Playgrounds Pátio e espaço de serviços de estrada de ferro Terrenos baldios 0.30 Ás vezes é conveniente obter o coeficiente de deflúvio de uma bacia pela média ponderada dos coeficientes das diferentes superfícies que a compõem.50 a 0.20 a 0.20 a 0.85 0.60 0.95 0.25 a 0.40 0.40 a 0.10 a 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 115 Multi-unidades.95 .95 0.7. ligadas Residencial (suburbana) Área de apartamentos Industrial: Áreas leves Áreas densas Parques.80 0. QUADRO .25 0.

05 a 0. 2 a 7% íngreme.15 a 0. 2% Médio. solo compacto: Plano.10 0. 2% Médio. 7% Gramados. 2 a 7% Íngreme.22 .18 a 0.13 a 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 116 Plano.20 0.10 a 0.17 0. 7% 0.15 0.

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