MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM

2ª Edição

Rio de Janeiro 2005

REVISÃO Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda EQUIPE TÉCNICA:
Eng° José Luis Mattos de Britto Pereira (Coordenador) Eng° Zomar Antonio Trinta (Supervisor) Eng° Roberto Young (Consultor) Tec° Marcus Vinícius de Azevedo Lima (Técnico em Informática) Tec° Alexandre Martins Ramos (Técnico em Informática) Tec° Reginaldo Santos de Souza (Técnico em Informática)

COMISSÃO DE SUPERVISÃO:
Eng° Gabriel de Lucena Stuckert (DNIT / DPP / IPR) Eng° Mirandir Dias da Silva (DNIT / DPP / IPR) Eng° José Carlos Martins Barbosa (DNIT / DPP / IPR) Eng° Elias Salomão Nigri DNIT / DPP / IPR)

PRIMEIRA EDIÇÃO – Rio de Janeiro, 1990
MT – DNER – INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS

EQUIPE TÉCNICA:
Eng° Paulo Romeu de Assunção Gontijo (DNER / IPR) Eng° Saul Birman (DNER / IPR) Est. Julio César de Miranda (DNER / IPR) Engª Carmen Sylvia Mendes Teixeira (DNER / IPR) Eng° Otto Pfasfstetter (Consultor) Eng° Haroldo Stwart Dantas (Consultor) Eng° Renato Cavalcante Chaves (Consultor Eng° João Maggioli Dantas (Consultor Eng° José Helder Teixeira de Andrade (Consultor Eng° Guioberto Vieira de Rezende (Consultor

COLABORAÇÃO:
GEPEZ – Consultoria de Engenharia Ltda.

Brasil. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem. 2. ed. Rio de Janeiro, 2005. 1. Rodovia – Hidrologia – Manual. I. Série II. Título

MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM .

: dnitiprnormas@ig. Km 163 – Vigário Geral Cep.MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE ESTUDOS E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra.: (0XX21) 3371-5888 Fax.: (0XX21) 3371-8133 e-mail.com.: 21240-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel.br TÍTULO: MANUAL DE HIDROLOGIA BÁSICA PARA ESTRUTURAS DE DRENAGEM Primeira Edição: 1990 Revisão: DNIT / Engesur Contrato: DNIT / Engesur PG – 157/2001-00 Aprovado Pela Diretoria Executiva do DNIT em ___ / ___ / _____ .

..................... 52 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO ............................. 38 CHUVA DE PROJETO .......... 9 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGA DE PROJETO .....................................................1........................ 17 MÉTODO DE HAZEN ............... 5........ 5...............................................1...3..........................2... 61 .............. 23 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III (LP-III) .4...................................................................................3.... 5............................................................... 6..................... 6.......................................1.............................................................. 6....... 39 6..3.......................................................................................... CURVA DE MOCKUS .................................. 35 MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO .................................. 15 MÉTODO DE GUMBEL ...........................................2....... 56 6.......................................... RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA ......1.3.. 5.............4.......... GENERALIDADES ...................2......4....... 7 TEMPO DE RECORRÊNCIA ..................................4............................. 56 CHUVAS ANTECEDENTES ............. 13 MÉTODOS ESTATÍSTICOS ..................................................... 37 VALIDADE ............. 37 6.......... 39 SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS ................2............................................ 6....................... 15 VALIDADE ....... 5..............................................................3.......................5.............. 6......................... 15 5...................3............................................................................................ 6.. 6..4...................................... 55 RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO . 5 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES .....3.......... 43 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA .........Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 1 SUMÁRIO 1 2 3 4 5 INTRODUÇÃO .............................. 6 TRANSPOSIÇÃO DE DADOS ..................... 29 ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES ...................6......................................

...........6................... MÉTODOS DE CÁLCULO ......... 98 7 8 MÉTODO RACIONAL ...................6..5... 6....6... 6..2............. 81 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL............ 96 COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA ......................................... 6.......................1........................4.....5.................................. 117 . INFILTRAÇÃO MÍNIMA .........................4..................................................... 63 FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR ......... 85 6. 89 6........................................................................................... 6.............6........................... CHUVAS DE PROJETO ......................Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 2 6...3......................... 109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...............3................................3.....................................................2........6..................... 64 CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO .................. 6............ 6....... 89 CÁLCULO DE DEFLÚVIOS ...1.............. TEMPO DE CONCENTRAÇÃO ...5.................. 89 EXPRESSÃO DA CHUVA DO ENG° OTTO DFAFSTTETTER.............5......... 64 6..

Centro Rodoviário. Km 163. pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis.: (21) 2471-6133 e-mail: dnitiprnormas@ig. do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego.com. A presente edição do Manual Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto.br e ipr. fruto da revisão e atualização de Manual homônimo do DNER. dando prosseguimento ao Programa de Revisão e Atualização de Normas e Manuais Técnicos. comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências. mas. Com esta ótica.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 3 APRESENTAÇÃO O Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR). Rio de Janeiro CEP – 21240-330. RJ Tel. vem oferecer à comunidade rodoviária brasileira o seu “Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem”.dnit@brfree. cuja larga aplicação.: (21) 2471-5785 Fax. de grande profundidade teórica. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. datado de 1990. Vigário Geral.br . simplesmente. permitiu o seu aprimoramento. durante as precipitações mais significativas. Eng° Chequer Jabour Chequer Coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias Endereço para correspondência: Instituto de Pesquisas Rodoviárias A/C Divisão de Capacitação Tecnológica Rodovia Presidente Dutra. sem pretender tornar-se um documento acadêmico.com. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios.

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pontes e demais dispositivos de modo a que se venham a adotar as soluções mais eficientes e uniformes possíveis. tratar-se de uma súmula onde sejam descritos os métodos de cálculo usuais. permitiu o seu aprimoramento. . cuja larga aplicação. simplesmente. sem pretender tornar-se um documento acadêmico.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 5 1 INTRODUÇÃO O Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem tem por objetivo principal a divulgação dos procedimentos a serem adotados no dimensionamento dos equipamentos de drenagem rodoviária envolvendo os bueiros. Para atingir este objetivo o Manual de Hidrologia Básica é orientado para a consolidação de critérios. no Manual de Hidrologia Básica serão apresentados os critérios usualmente adotados pelos projetistas de drenagem rodoviária tratando tanto das estruturas de drenagem de talvegues como daqueles destinados a evitar a erosão da plataforma e da proteção do tráfego. de grande profundidade teórica. durante as precipitações mais significativas. mas. Com esta ótica. apresentados na vasta bibliografia já publicada sobre o assunto. buscando a simplificação destes procedimentos e a facilidade de sua aplicação. comentando-se os seus pontos positivos e suas deficiências.

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perfeitamente justificáveis para a natureza das obras dimensionadas. como os efeitos negativos dos aguaceiros sobre as rodovias dizem respeito aos danos que possam ser causados pela erosão ou pela influência direta na segurança do tráfego. nas determinações das descargas de projeto. adotando-se expressões matemáticas que estabelecem a relação chuva – deflúvio. que independem das condições climáticas. durante as chuvas. Outro fator a considerar-se é o fato de tratarem-se as transposições de talvegues. No estabelecimento das descargas de projeto. Assim.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 7 2 RELAÇÃO COM AS ENCHENTES E INUNDAÇÕES No dimensionamento das estruturas de drenagem das rodovias é de grande importância a consideração dos fatores de risco de superação e do grau de degradação que possam ocorrer devido a longas exposições da estrada aos efeitos da precipitação. o que leva a tratar-se o ciclo hidrológico de uma forma particular. que indicarão o comportamento dos cursos d’água em função dos solos e cobertura vegetal destas bacias. por esta razão. sendo desprezíveis as perdas que possam ocorrer por absorção pela vegetação ou pela evapotranspiração. como das características pedológicas. em geral utiliza-se de procedimento indireto. embora sejam adotados diversos procedimentos simplificadores. via de regra. os métodos de cálculo usuais visam o estabelecimento da descarga máxima suportável. em cuja definição considera-se a importância das perdas por infiltração. deve-se dar tanta importância às características fisiográficas das bacias. Face a necessidade de se preservar a integridade da plataforma rodoviária deve ser ainda considerado o nível de alagamento que possa ocorrer nas proximidades dos cursos d’água de modo a ser impedido o transbordamento nos aterros e inundações das pistas. . de bacias hidrográficas de pouca importância hidrológica e. por não se dispor de registros fluviométricos.

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TEMPO DE RECORRÊNCIA

Para as obras de engenharia a sua segurança e durabilidade freqüentemente associam-se a tempo ou período de recorrência cujo significado refere-se ao espaço de tempo em anos onde provavelmente ocorrerá um fenômeno de grande magnitude pelo menos uma vez. No caso dos dispositivos de drenagem este tempo diz respeito a enchentes de projeto que orientarão o dimensionamento de modo que a estrutura indicada resista a estas enchentes sem risco de superação, resultando desta forma a designação usual de descarga de projeto. A escolha do tempo de recorrência da enchente de projeto de uma obra de engenharia, conseqüentemente, a vazão a ser adotada no projeto de uma determinada obra, depende da comparação do custo para sua implantação e da perspectiva dos prejuízos resultantes da ocorrência de descargas maiores do que a de projeto, levando-se em conta que quanto maior o tempo de recorrência mais onerosa será a obra, porém os prejuízos decorrentes da insuficiência a esta vazão serão menores, resultando menores despesas de reposição ou reparos. Como os danos decorrentes da insuficiência de vazão dependem também da importância da obra no sistema, são diferentes os valores a serem adotados para o período de recorrência, variando conforme o tipo de obra. Assim, um bueiro de rodovia com capacidade de vazão insuficiente pode causar a erosão dos taludes junto a boca de jusante, ruptura do aterro por transbordamento das águas ou inundação de áreas a montante, no caso de canal ou galeria de drenagem urbano estes danos podem ser mais sentidos caso ocorra a interrupção do trânsito, mesmo temporariamente ou danos em imóveis residenciais ou mercadorias nos estabelecimentos comerciais. No caso da insuficiência de vazão em seções de pontes, em geral, os danos são muito significativos podendo ocorrer a sua destruição ou a ruptura dos aterros contíguos, proporcionando uma maior seriedade na interrupção dó tráfego, por exigir obras de recomposição mais vultuosas e demoradas. Geralmente os períodos de recorrência normalmente adotados nestes casos são de 10 a 20 anos para bueiros, canais ou galerias de drenagem nas obras rodoviárias e, para as pontes definem-se tempos de recorrência de 50 a 100 anos, conforme o tipo e importância da obra. Para a fixação do tempo de recorrência da enchente de projeto leva-se em a consideração a folga entre o nível d’água previsto e algum ponto crítico característico como um ponto baixo na estrada próximo ao local em análise ou a face inferior da superestrutura de uma ponte. Na maior parte dos casos considera-se a exigência de uma folga de 1,00 m, ainda muito

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usada e que, em muitos casos deverá ser mais elevada, como nos casos de canais navegáveis, onde deve ser respeitado o gabarito. Para o projeto de bueiros é habitual considerar como limite o afogamento da galeria no interior da canalização sendo permissível a elevação do nível d’água a montante além da geratriz superior da obra pelo fato de que a retenção temporária das águas a montante pode amortecer consideravelmente os picos de cheias sem comprometer os taludes vizinhos. Deve-se levar em conta, entretanto, que quando os bueiros trabalham com carga hidráulica, lâmina d’água acima da geratriz superior, ocorrem velocidades elevadas que, na boca de saída, provocam erosões, desagregando o aterro da estrada. Para combater este problema, quando inevitável, são executados dissipadores, sendo o mais comum o uso de enrocamento próximo à boca de saída da galeria. O procedimento recomendado pelas Instruções de Projeto é o dimensionamento do bueiro para condições críticas de escoamento para a vazão calculada com o tempo de recorrência de 10 anos ,e a verificação do nível d’água a montante para uma enchente de 25 anos. Caso esse nível proporcione a inundação das áreas marginais, deverá ser adotada seção de vazão capaz de evitar este fato.Nessa verificação deverá ser considerado o efeito amortecedor da área inundada, caso seu volume seja significativo, comparado com o volume da enchente. No caso das pontes rodoviárias, como antes foi dito, costuma-se adotar a folga mínima de 1,00 m entre o nível máximo da enchente de projeto e a face inferior da superestrutura, representada normalmente pela face inferior das longarinas, a fim de permitir a passagem de material flutuante, geralmente muito abundante durante as enchentes. No caso de longarinas com inércia variável, o nível d’água máximi deve situar-se 1,00 m abaixo da base dos aparelhos de apoio. Para a definição teórica do risco de ruptura de uma obra utiliza-se a expressão da probabilidade em que a probabilidade J para ocorrer uma descarga de projeto com tempo de recorrência TR (em anos) dentro da vida útil da obra, fixada em n (anos), é dado pela expressão.

⎛ 1 J = 1 − ⎜1 − ⎜ T R ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎠

n

A Fig. 3.1 ilustra as relações entre risco, tempo de recorrência e vida útil.

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Fig. 3.1 - Risco de Ocorrer Enchente Maior

n ⎡ ⎛ 1 ⎞ ⎤ J = 100 ⎢1 − ⎜ 1 − ⎟ ⎥ ⎢ ⎝ TR ⎠ ⎥ ⎣ ⎦

n = vida útil (anos)

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de obra seria. Não havendo posto fluviométrico nas proximidades é necessário avaliar o nível máximo a partir do cálculo de remanso num Longo trecho de rio a jusante da obra. Para o caso de pontes de rodovias sobre cursos d’água naturais. Dispensa-se assim. Quando existe um posto fluviométrico nas proximidades da obra a relação cota-descarga desse posto fornece o resultado procurado com grande facilidade. a água se espraia ao sair da obra. De qualquer modo a determinação do nível máximo de projeto envolvido tanto trabalho e tanta incerteza. o conhecimento das condições hidráulicas do canal natural a jusante de um bueiro. e o nível da jusante reflete pouco ou nada sobre sua capacidade hidráulica. . a fixação do nível da superestrutura depende da determinação do nível máximo das águas em função da descarga de projeto. na maioria das vezes. O coeficiente de rugosidade do leito do rio e de suas margens pode ser avaliado por tentativas procurando ajustar a linha de remanso calcula com uma ou várias enchentes de maior porte.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 13 4 RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS D’ÁGUA E DESCARGAS DE PROJETO Para o projeto de canais de drenagem ou bueiros pode ser necessário conhecer o nível d’água a jusante da obra para a descarga de projeto. Como em geral a seção de escoamento de um bueiro é muito menor do que a do curso natural a jusante. quando há semelhante registro merecendo razoável confiança. necessário calcular o remanso num longo trecho para a descarga de projeto. uma Lagoa ou um lago. Quando o nível de jusante é controlado pelo mar. seja na avaliação da descarga do projeto seja no cálculo do remanso correspondente. necessitando de numerosas seções transversais numa extensão que por vezes atinge vários quilômetros. é necessário efetuar urna análise estatística dos níveis altos que podem ocorrer simultaneamente com as descargas máximas da obra em questão. Havendo um rio ou canal natural a jusante. para a qual se necessita de levantamento topográfico de numerosas seções transversais. nas alterações por dragagens ou retificações. que muitas vezes é preferível usar diretamente o registro de um marca de enchente excepcional nas proximidades da obra. a rigor. atingindo cor vezes uma extensão de vários quilômetros.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 14 Esse registro normalmente não é associado a um tempo de recorrência bem definido porém. Marcas de níveis máximos de enchentes mais recentes são naturalmente mais merecedoras de confiança porque os vestígios em árvores muros ou paredes ainda permanecem visíveis. permite mesmo uma avaliação do seu tempo de recorrência. com a indicação de seus anos de ocorrência. segundo a memória de moradores locais. Uma série de marcas de níveis altos. Para pontes construídas sobre trechos de rio canalizados. . Marcam-se em papel com graduação de probabilidade normal os níveis em função das probabilidades dadas pela idade da marca mais antiga em anos dividida pelos números de ordem dos níveis dispostos em ordem de magnitude decrescente. evitando o risco de informações enganosas. sendo um dos . pode servir razoavelmente de base para um projeto de engenharia.maiores observados. a obtenção do nível máximo das águas para determinada descarga de projeto decorre diretamente das fórmulas de cálculo hidráulico de canais regulares.

em anos. Há necessidade de corrigir os valores das descargas observadas para se referirem ao local da obra. normalmente. nestes casos qualquer lei de distribuição é satisfatória porque. devido ao emprego de relações cota-descarga deficientes. ou as máximas observadas no mundo. no máximo 100 anos ou menor que o dobro do período de dados disponíveis. apoiadas em pouca ou nenhuma medição de descarga alta. Para tempos de recorrência próximos de 100 anos urna relação proporcional à área elevada ao expoente 0. Não se recomenda urna relação maior que dois nem menor que um meio entre as áreas controladas nesses dois pontos do curso d’água. pois. Às vezes a relação e perturbada por valores de descargas máximas mal avaliadas.5 sendo Q1 e Q2 as descargas máximas para o tempo de recorrência TR. VALIDADE A aplicação do método estatístico é recomendável para períodos de recorrência de. forma da bacia hidrográfica. expressa por a Q1 ⎛ A1 ⎞ Tr + 2 a =⎜ ⎟ Q 2 ⎝ A2 ⎠ +0 . correspondendo a tempos de recorrência muito altos.75 parece mais indicada. .2. Esse fato sugere urna transição continua segundo uma lei geral. Já as envoltórias de descargas máximas regionais. os resultados diferem pouco entre si.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 15 5 5. 5.5 da área de drenagem. permeabilidade do solo e cobertura vegetal diferentes.1. Para tempos de recorrência de até 10 a 20 anos basta corrigir as descargas segundo a relação das áreas das bacias hidrográficas. A1 e A2 as áreas de drenagem e a um parâmetro cujo valor pode variar de 20 a 100. MÉTODOS ESTATÍSTICOS TRANSPOSIÇÃO DE DADOS Normalmente o posto fluviométrico cujos dados devam servir ao projeto não se situa no próprio local da obra. Essa correção é tanto mais imprecisa quanto maior a distância entre o posto e o local da obra. Essa relação é perturbada pela diversidade de formação de enchentes em varias partes da bacia quando essas possuem declividade longitudinal dos cursos d’água. mantém uma relação próxima à potência 0.

Por isso os resultados dos estudos estatísticos de descargas máximas de rios devem ser aceitos com muita reserva e precaução. Como exemplo pode ser citado o caso do vale do rio Itajaí. descritas mais detalhadamente nos capítulos que se seguem. Entretanto nenhum destes procedimentos pode ser considerado melhor que os outros porque uma lei estatística não pode traduzir com fidelidade as complexas relações envolvidas na ocorrência de descargas mais raras. onde as enchentes de 1983 e 1984 superaram extraordinariamente a todas as observadas a partir de 1911. com intervalos regulares de 28 a 31 anos. que se tem duvida do tempo de recorrência a ser atribuído ou qual o grau de influência a ser adotado na curva de ajustamento estatístico. o que compromete seriamente qualquer estudo estatístico de descargas desenvolvido nessa região em época mais recente. Fenômeno semelhante se observou na bacia do alto Rio Iguaçu.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 16 Os resultados da extrapolação estatística obtidos segundo diversas leis de distribuição começam a divergir apreciavelmente somente para tempos de recorrência mais elevados. cobertura vegetal. vizinha do Itajaí. eram referidas ao mesmo nível que as de 1983 e 1984. Os modelos estatísticos mais conhecidos são as Leis de Distribuição de Gumbel. Hazen e Log Pearson III. sendo freqüente o aparecimento de uma descarga tão excepcionalmente maior que as outras. . a aplicação não é mais recomendável. não apresentam uma distribuição estatística satisfatória para descrever picos de enchentes excepcionais de baixa freqüência que atenda satisfatoriamente a todos os casos. da série observada. Em conseqüência julgou-se inicialmente que os níveis d'água máximos registrados em Blumenau de 1853 a 1911 fossem semelhantes aos de 1983 e 1984. P = P0 x Tr para valores muito altos. com muita probabilidade outras precedentes. em Santa Catarina. forma da bacia. declividade dos cursos d'água e amortecimento das descargas extravasadas. tendo apenas decorrido um período de 72 anos sem registros mais severos. Uma análise mais cuidadosa mostrou que a enchente de 1911 e. as descargas dos rios por estarem sujeitas a outros fatores como permeabilidade do solo. Enquanto as precipitações excepcionais de chuva tendem aproximadamente para uma lei parabólica com o tempo de recorrência da forma. pois é grande a irregularidade que pode ocorrer na sua secessão natural. para os quais.

se o numero de vazões máximas anuais tende para infinito. MÉTODO DE GUMBEL Baseado na teoria dos extremos de amostras ocasionais. U. não havendo dados linigráficos para conhecer com precisão os valores das descargas máximas instantâneas. Outro fator que as vezes prejudica de maneira grave e insuspeita a análise estatística das descargas máximas de um rio é a má definição da relação cota-descarga para níveis elevados devido à de se efetuar as medições de descarga para enchentes excepcionalmente altas. e que tem a seguinte forma: q máx 2 .. para um número infinito de elementos: .. devido ao seu alto custo.U. em km2. respectivamente. deve-se recorrer a registros de outros rios semelhantes com os quais se pode avaliar a relação entre esses valores máximos e as descargas médias diárias. o que condua às imperfeições na extrapolação da relação cotadescarga na maioria dos rios.3. e A a área da bacia hidrográfica. No caso de bacias menores. os quais são disponíveis muito mais raramente.3 q méd A sendo qmáx e qméd a descarga máxima instantânea e a média diária. a probabilidade “P” de uma dada descarga ser superada por um certo valor da variável aleatória é dada pela equação seguinte. 5. Para bacias de menor extensão é necessário recorrer a dados de aparelhos registradores de níveis. Gumbel demonstrou que.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 17 Essas ocorrências de descargas. o que sugere uma grande reserva na aplicação de métodos estatísticos para obras importantes e especialmente para enchentes de períodos de recorrência muito elevados. Para bacias maiores que cerca de 400km2 pode-se efetuar o estudo estatístico das descarnas máximas anuais com dados médios diários baseados em duas observações diárias. o que vem prejudicar a definição no segmento mais sensível da curva de probabilidade. Na falta de semelhante informação pode-se recorrer a expressão que Füller estabeleceu a partir de numerosos rios nos E.66 = 1 + 0 . diminuído sua confiabilidade.E. extremas fugindo da distribuição estatística das séries observadas têm sido descritas freqüentemente.

pode-se levar em conta o número real de anos de observação utilizando-se a fórmula devida a Ven Te Chow que demonstrou que a maioria das funções de freqüência. e K (t ) = fator de freqüência.3. ΣQ = somatório das descargas da série de máximas anuais.1) Onde P = probabilidade de não ocorrerem descargas maiores . σ = desvio padrão do universo. e = base dos logaritmos neperianos.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 18 P = e − e (equação 5. A descarga média é obtida pela expressão: Q= ∑Q n onde: Q = descarga média. e y = variável reduzida. Q = descarga média obtida da série disponível. que depende do número de amostras e do tempo de recorrência. Na prática. O desvio padrão é obtido por: .3. e n n = número de anos de observação. aplicáveis em Hidrologia pode ser resolvida pela equação geral: −y Q(t ) = Q + σK (t ) (equação 5.2) onde: Q(t ) = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto.

Yn = média aritmética da variável reduzida para uma amostra de n elementos extremos. A média aritmética da variável reduzida é determinada pela expressão: Yn = ΣY n e o desvio padrão σn = Σ ( Y − Yn ) 2 n .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 19 σ= ∑(Q − Q) 2 n −1 onde: Σ(Q − Q) 2 = quadrado do somatório dos desvios da média.1 e considerando que o tempo de recorrência. P. é o inverso da probabilidade. O fator de freqüência K(t) pode ser determinado através da expressão: K( t ) = Y − Yn σn onde: Y = variável reduzida. σ n = desvio padrão da variável reduzida. De acordo com a equação 5. a variável reduzida pode ser calculada pela expressão: Y = − Ln [LnTR − Ln (TR − 1)] onde: Ln = base dos logaritmos neperianos.3. e TR = tempo de recorrência. TR.

a qual serve roais para apreciar a qualidade do ajustamento. A rela de ajustamento estatístico pode ser marcada de modo a passar por dois ou mais pontos calculados segundo a equação 5. sétima.5. em escala normal. tendo as descargas. isto é. marcando-se os valores observados no papel de Gumbel (Fig.3).3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 20 A probabilidade. nas ordenadas. Pode-se verificar a qualidade do ajustamento estatístico. tem como objetivo facilitar a compreensão do método apresentado. apresentado como exemplo ilustrativo. organizada de forma decrescente .2. Esses elementos se encontram na quinta. oitava e nona colunas do quadro Qd-5. proporcionais à variável reduzida Y. O quadro Qd-5. O cálculo das descargas de vários tempos de recorrência não exige necessariamente a representação gráfica. de não ser excedida uma dada descarga e o tempo de recorrência correspondente podem ser obtidos pelas expressões abaixo: P = 100( 1 − 100 m ) E TR = 100 − P n+1 onde: M = número de ordem da série anual.3. nas abscissas.3. . a dispersão dos valores individuais observados em relação ã reta de ajustamento estatístico. em percentagem. e as probabilidades e correspondentes tempos de recorrência.

674.615 2.74 1.979.00 44.58 94.00 84.57 3.42 -149.294 1.yn ( y.012 0.42 -180.00 4.00 8.13 2.62 85.50 2.58 16.741 -0.879 -1.32 1.307 0.747 1.012 1.42 -115.09 1.58 1.444 -1.131 -0.25 1.08 1.113 0.730 ∑ (y .914 -1.47 1.326.00 56.17 3.024 -0.34 32.077 0.764 0.050 0.122.551.481 0.181 0.584 0.091 -0.58 42.142 0.58 102.42 187.945.201 0.00 60.321.439 -0.00 72.500 1.58 112.90 70.58 89.278 0.42 -9.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 21 Método Estatístico GUMBEL Qd.024.00 20.58 162.020 0.425 0.26 12.02 88.6828 ∑ (Q − Q ) 2 = 180.42 σ n -1 = 172.941 0.yn )2 = 28.19 1.669 1.42 -1.58 16.199 2.991.818 2.11 ∑ y = 12.00 24.04 3. – 5.90 274.271 -1.293 1.89 yn = 0.39 1.484.90 0.38 54.78 17.00 32.083.607 -0.522.808 0.770 -0.00 12.00 (anos) 25.90 96.223 -0.00 80.672 0.329 -0.00 48.53 291.340 0.y n )2 (%) 433.26 10.00 76.661 -0.62 95.42 -308.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 * Q − Q (Q − Q ) ** 2 P = 100⎛1 − m ⎞ 1 ⎜ ⎟ T = × 100 Reduzida ⎝ n − 1 ⎠ R 100 − P Variavel y y .66 8.06 274.00 36.254.490.085 2.00 4.955 0.1975 Q = 571.00 52.124 3.711 7.58 167.476 -0.3 Método de GUMBEL Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira Ano de Vazões ocorrên Q cia (m3/s) Número Vazões em de ordem ordem decrescente m (m3/s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1.06 26.181 2.00 28.14 1.057 1.422 0.25 5.593 0.332 1.50 8.00 68.53 Sn = 1.56 1.66 13.928 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 333 588 1.543 0.67 1.18 2.00 12.79 1.137 -1.34 0.812.018.00 88.006 -1.38 8.800.90 22.42 -266.554 -0.27 2.970 0.217 0.90 28.108 0.583 0.773 1.349 -0.108 -0.013 -0.42 -35.437 0.42 -233.33 6.00 16.92 1.78 2.432.42 -97.193 0.484 2.240 -0.954 1.304 .58 9.42 -113.58 -0.00 64.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ Q = 65.00 92.58 0.527 1.307 0.00 40.000 0.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem Figura 5.3 22 .

4). dispondo-as em ordem decrescente. a partir do qual são calculados os períodos de recorrência pela expressão seguinte: TR = onde: n = número de anos de observação. e TR = tempo de recorrência. Com isto. A variação dessa probabilidade pode ser representada com relação às descargas máximas observadas num gráfico com graduação apropriada. e m = número de ordem da descarga. Esse gráfico é estabelecido com a marcação das descargas em ordenadas. As descargas de projeto. n m −1/ 2 A probabilidade de determinada descarga ser igualada ou superada pode ser estabelecida através da expressão: P= 100 (em porcentagem) TR onde: P = probabilidade de ser igualada ou superada determinada cheia.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 23 5. em escala logarítmica. (Ver Fig. nas abscissas com graduação tal que as distâncias são proporcionais às freqüências acumuladas de uma distribuição estatística normal de Gauss.5. MÉTODO DE HAZEN Segundo Hazen.4. e os períodos de recorrência e probabilidades de superação. a distribuição das descargas máximas anuais dos registros de um curso d'água distribuem-se. a partir dos registros fluviométricos de um posto pode-se organizar uma série de máximas anuais. segundo a distribuição de frequência normal de Gauss. para os diversos tempos de recorrência e sua probabilidade de ocorrer ou ser superada devem ser calculadas através da expressão: . segundo critério introduzido por Hazen. com seus respectivos números de ordem. ou os pontos que irão facilitar o ajustamento da curva média para a determinação das descargas de projeto. em uma representação logarítmica.

σ = desvio padrão. apresentados na Tabela do Quadro 5. mantendo-se os coeficientes de variação e de assimetria inalterados. somente a média e o desvio padrão. n = número de anos de observação. ΣQ = somatório das descargas. apresentada a seguir.σ = n −1 n onde: Q = média aritmética das descargas. Essa deformação consiste na adição ou subtração de uma constante às descargas de uma distribuição normal alterando-se. que decorrem da deformação de uma distribuição de probabilidade logarítmica normal representada como uma reta no gráfico citado.4.4. e K = valores que decorrem da deformação de uma distribua cão de probabilidade logarítmica normal. Os coeficientes de variação e assimetria são calculados através das expressões: CV = σ Q E CA = nΣ(Q − Q) 3 (n − 1)(n − 2)σ 3 .1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 24 Q( t ) = Q + σK (equação 5. Hazen estabeleceu valores para K . e Para alcançar o ajustamento da curva média. A descarga média e o desvio padrão são calculados pelas seguintes expressões. resultando daí uma distribuição de probabilidade logarítmica modificada.1) onde: Q( t ) = descarga máxima esperada para determinado tempo de recorrência. assim. σ = desvio padrão. Q= ΣQ Σ(Q − Q) 2 .

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

25

onde: CV = coeficiente de variação; CA = coeficiente de assimetria; Os demais parâmetros têm os mesmos significados anteriores. Levando-se em conta que somente é se conseguido um significado estatístico adequado para o coeficiente de assimetria para mais de 140 anos de observações, Hazen sugeriu a correção desse coeficiente multiplicando-o pelo fator F= 1+ 8,5/n, onde n é o número de observações, dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido:

CS = CA( 1 +

8 ,5 ) n

Conhecido o coeficiente de assimetria corrigido, faz-se o cálculo dos pontos de ajustamento da . curva através da equação 5.4.1 com auxílio da tabela do Quadro Qd-5.4.2, fornece os valores de K para os diversos tempos de recorrência e probabilidades de ser excedidos. Nos Quadros e Gráfico anexos é exemplificada a aplicação do Método de HAZEN. QD - 5.4.1 Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada

(segundo a hazen)

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

26

Qd.-5.4.1

Método de HAZEN

Coeficientes para uma distribuição probabilidade logarítmica modificada
Coeficiente de Assimetria
0. 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 2.0 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 2.9 3.0 3.2 3.4 3.5 3.8 4.0 4.5 5.0

Termos acima da média (%)
50.0 49.4 48.7 48.1 47.5 46.9 46.3 45.6 45.0 44.4 43.7 43.1 42.5 41.9 41.3 40.7 40.1 39.5 38.9 38.3 37.7 37.1 36.5 35.9 35.3 34.7 34.1 33.5 32.9 33.3 31.8 30.6 29.4 28.1 27.0 25.7 22.2 19.2

Probabilidade de ser excedido (%) 99 (-)
2.32 2.25 2.18 2.12 2.05 1.99 1.92 1.86 1.80 1.73 1.68 1.62 1.56 1.51 1.46 1.41 1.36 1.32 1.27 1.23 1.19 1.15 1.11 1.07 1.03 1.00 .97 .94 .91 .87 .84 .78 .73 .67 .62 .58 .48 .40 1.01

95 (-)
1.64 1.62 1.59 1.56 1.53 1.50 1.47 1.44 1.41 1.38 1.34 1.31 1.28 1.25 1.22 1.19 1.16 1.13 1.10 1.07 1.05 1.02 .99 .96 .94 .91 .89 .86 .84 .82 .79 .74 .69 .65 .61 .56 .47 .40 1.05

80 (-)
0.84 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .85 .84 .84 .83 .83 .62 .81 .81 .80 .79 .78 .77 .76 .75 .74 .73 .72 .71 .69 .68 .67 .66 .64 .61 .58 .55 .52 .45 .39 1.25

50 (-)
0. .02 .03 .05 .06 .08 .09 .11 .12 .14 .15 .17 .18 .19 .20 .22 .23 .24 .25 .26 .27 .28 .29 .30 .31 .31 .32 .33 .33 .34 .34 .35 .36 .36 .36 .36 .35 .34 2.00

20 (+)
0.84 .84 .83 .83 .82 .82 .81 .80 .79 .77 .76 .75 .74 .72 .71 .69 .67 .66 .64 .62 .61 .59 .57 .55 .53 .51 .49 .47 .45 .43 .41 .37 .32 .28 .23 .19 .10 0. 5

5 (+)
1.64 1.67 1.71 1.74 1.76 1.79 1.81 1.84 1.86 1.88 1.90 1.92 1.94 1.96 1.98 1.99 2.01 2.02 2.03 2.04 2.05 2.06 2.07 2.07 2.08 2.08 2.09 2.09 2.09 2.09 2.08 2.06 2.04 2.02 1.98 1.95 1.79 1.60 20

1 (+)
2.32 2.40 2.48 2.56 2.64 2.72 2.80 2.89 2.97 3.06 3.15 3.24 3.33 3.41 3.50 3.59 3.69 3.78 3.88 3.98 4.07 4.17 4.27 4.37 4.48 4.58 4.68 4.78 4.98 5.01 5.11 5.35 5.58 5.80 6.10 6.50 7.30 8.20 100

0.1 (+)
3.09 3.24 3.39 3.55 3.72 3.90 4.08 4.28 4.48 4.69 4.92 5.16 5.40 5.64 5.91 6.18 6.48 6.77 7.09 7.42 7.78 8.13 8.54 8.95 9.35 9.75 10.15 10.65 11.20 11.75 12.30 13.50 -

0.01 (+)
3.72 3.96 4.20 4.45 4.72 5.00 5.30 5.64 6.00 6.37 6.77 7.23 7.66 8.16 8.66 9.16 9.79 10.40 11.07 11.83 12.60 13.35 14.30 15.25 -

Coeficiente da Variação
0. .03 .06 .10 .13 .16 .20 .23 .26 .30 .33 .37 .41 .44 .48 .51 .55 .59 .62 .66 .70 .74 .78 .82 .86 .90 .94 .98 1.03 1.08 1.12 1.22 1.33 1.44 1.57 1.70 2.10 2.50

1.000 10.000

TEMPO DE RECORRÊNCIA ( ANOS )

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem

27

Qd. - 5.4.2

Método de HAZEN

Análise Estatistíca
RIO: Muriaé Posto: Cardoso Moreira

Ano de ocorrência

Vazões Q (m3/s)

Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24

Vazões em ordem decrescent e (m3/s) 1,005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263

Tempo de recorrência

Probabilidade

(Q − Q ) (Q − Q ) 2 (Q − Q) 3

TR =

n m − 1

P =
2

100 TR

%

1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978

338 588 1,005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422

433,58 291,58 167,58 162,58 112,58 102,58 94,58 89,58 42,58 16,58 16,58 0,58 -0,42 -1,42 -9,42 -35,42 -97,42 -115,42 -133,42 -149,42 -180,42 -233,42 -266,42 -308,42

187.991,62 81.509,407 85.018,90 24.789,811 28.086,06 26.432,26 12.674,26 10.552,66 8.945,38 8.024,58 1.813,06 274,90 274,90 0,34 0,18 2,02 88,74 1.254,58 9.490,66 13.321,78 17.800,90 22.326,34 32.551,38 4.706,662 4.297,357 1.426,868 1.079,415 846,054 718,842 77,200 4,558 4,558 -3 -836 -44,437 -924,580 -1.537,600 -2.374,996 -3.336,002 -5.872,920

48,00 16,00 9,60 6,86 5,33 4,36 3,69 3,20 2,82 2,53 2,29 2,09 1,92 1,78 1,66 1,55 1,45 1,37 1,30 1,23 1,17 1,12 1,07 1,02

2,08 6,25 10,42 14,57 18,75 22,92 27,08 31,25 35,42 39,58 43,75 47,92 52,08 56,25 60,42 64,58 68,75 72,92 77,08 81,25 85,42 89,58 93,75 97,92

54.484,90 -12.717,865 70.979,62 -18.910,390 95.122,90 -29.337,805

N = 24

∑ Q = 13,714
∑ (Q − Q) 2 = 687.482,92 ∑ (Q − Q)3 = 44.403,258

Q = 571,42 σ n-1 = 172,89

C V = 0,302 C A = 0,374 C S = 0,506

P (%) 80 70 60 50 40 30 20 15 10 5 VALORES OBSERVADOS X VALORES CALCULADOS 1 0.5 0.000 100 1.01 1.5 5 10 20 60 100 200 500 TEMPO DE RECORRÊNCIA .25 2 2.005 1.4 10.002 1.T (ANOS) .000 99.8 98.Q (m³/s) 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 28 Figura 5.2 DESCARGA .5 98 95 90 PROBABILIDADE DE OCORREREM DESCARGAS MAIORES .

adotando-se o mesmo ajustamento da distribuição de Pearson III. p.5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 29 5. MÉTODO DE LOG . a e c = parâmetros obtidos dos dados amostrais. A média dos logaritmos das descargas é obtida pela expressão X= ΣX n onde: X = média dos logaritmos das descargas. σ = desvio padrão dos logaritmos das descargas da série disponível? K = fator de freqüência. .2. X = média dos logaritmos das descargas da série disponível. função do coeficiente de assimetria e da probabilidade não ser exedida.5.5. Na prática pode ser utilizada a função de distribuição cumulativa segundo a expressão: log Q(t ) = X + Kσ (equação 5. A distribuição LP-III tem a seguinte expressão de distribuição de probabilidade: cx x − f ( x) = p(1 + ) a a onde: x = desvios da variável em relação ã moda.1) onde: Q = descarga máxima para o tempo de recorrência previsto.1 e Qd-5.PEARSON TIPO III (LP III) A distribuição de Log-Pearson Tipo III (LP-III) constitui-se de uma variação da distribuição de Pearson Tipo III onde são calculados os logaritmos das descargas.5. cujos valores são apresentados nas tabelas dos Quadros Qd-5.

(ΣX ) 2 = somatório dos logaritmos elevado ao quadrado. F= 1 + 8. em razão do pequeno número de amostras. O coeficiente de assimetria é obtido pela expressão: CA = n 2 ( ΣX 3 ) − 3n( ΣX )( Σx 2 ) + 2( Σx 3 ) n( n − 1 )( n − 2 )σ 3 onde: CA = coeficiente de assimetria. ΣX 3 = somatório dos cubos logaritmos das descargas.5 n A probabilidade de não ser excedida e o período de recorrência correspondente devem ser obtidos pelas expressões: .5/n. e (ΣX ) 3 = somatório dos logaritmos das descargas elevado ao cubo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 30 ΣX = somatório dos logaritmos das descargas da série de máximas anuais. e n = número de anos de observação. deverá ser multiplicado pelo fator de correção. dando origem ao coeficiente de assimetria corrigido: CS = CA + 8 . n = número de anos de observação. O desvio padrão é obtido por: σ= Σ( X − X ) n−1 2 = ΣX 2 − ( ΣX ) 2 / n n−1 em que: ΣX 2 = somatório dos quadrados dos logaritmos das descargas. o coeficiente de assimetria. Conforme apresentado no método de Hazen.

5). se o coeficiente de assimetria for positivo. tem como objetivo facilitar a compreensão da metodologia exposta. tendo nas ordenadas as descargas e nas abscissas a probabilidade de não exceder e os correspondentes tempos de recorrência (ver Fig. 5. Os quadros 5. 5.1. . e TR = ( ) × 100 100 − P n−1 onde.3 apresentados como exemplo ilustrativo. m = número de ordem da série anual. Para a verificação da qualidade do ajustamento estatístico. organizada de forma decrescente. são representados os valores dessa distribuição em papel log normal.a saber: se for nula a forma será de uma reta.2.5. e se negativo.5. A curva de ajustamento estatístico pode se apresentar com três formas distintas em função do coeficiente de assimetria obtido.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 31 P = 100( 1 − m 1 ) em %.5. a curva terá sua concavidade voltada para baixo. a curva terá sua concavidade voltada para cima.5.

420 10.0 -0.0 2.149 3.087 -0.878 3.726 1.850 -0.853 -0.881 -0.326 -2.389 -1.8 0.542 2.777 -0.981 1.282 1.00 0.910 1.341 1.666 3.1 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Coeficiente de Assimetria .090 3.673 1.845 4.006 2.9 1.665 1.705 3.377 3.340 1.215 5.5 3.388 3.967 1.842 -0.908 6.830 0.616 -1.0 -0.660 -1.00 96.093 -1.4 0.498 2.548 7.970 500.7 0.938 1.211 2.774 1.706 2.957 3.317 1.905 -0.670 2.832 -0.0 -2.2 2.423 -1.282 -0.311 2.292 1.253 -2.453 2.605 3.844 -0.949 -0.730 3.00 95.0 2.400 2.033 -0.728 6.836 0.811 3.100 4.642 5.244 3.309 1.000 3.799 -0.808 0.1 0.271 3.000.152 100.219 2.051 200.359 2.018 2.318 1.116 -0.816 0.023 3.864 2.955 -1.818 1.01 1.318 -1.239 2.800 0.148 -0.487 3.5 0.995 2.645 1.012 2.2 1.0 Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) 1.524 -1.970 3.250 1.606 2.225 -0.180 20.323 1.00 98.178 -2.839 1.147 4.5.104 -2.00 99.00 90.491 -1.301 1.243 -1.0 1.449 -1.223 3.041 3.197 -1.880 -1.353 -1.00 80.336 1.303 1.755 2.458 -1.029 -1.261 2.168 -1.859 1.849 1.088 2.817 -0.8 2.700 1.819 1.159 2.780 2.733 -1.4 1.9 3.769 0.499 3.284 1.848 2.990 -0.962 1.122 3.574 0.797 1.317 -1.388 4.0360 -0.799 -0.254 -0.856 2.333 1.339 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 32 Qd.312 3.824 0.993 2.3 0.854 -0.891 2.0 -1.472 2.609 0.842 0.521 3.846 -0.444 4.366 3.912 2.128 2.956 4.829 3.615 2.588 -1.326 2.5 2.050 -0.877 1.0 1.095 5.00 50.195 -0.020 -0.857 -0.193 2.949 3.531 4.518 0.00 99.999 5.067 -0.330 -.407 2.667 1.586 -1.0 2.780 0.329 1.856 -0.017 -0.043 2.785 1.880 1.05 5.763 2.262 2.152 .8 2.969 4.099 -0.576 2.851 -0.609 3.163 2.939 1.910 1.25 20.233 3.337 1.0 0.661 3.990 4.645 -1.711 -0.651 4.6 1.733 0.132 3.758 0.088 4.323 4.752 -0.371 5.424 5.553 4.626 2.329 1.107 2.855 -0.705 0.750 1.2 0.168 6. 5.0 1.298 4.790 0.CA 0 0.856 -0.675 0.889 3.00 99.643 0.401 3.00 99.003 25.815 5.6 0.048 3.307 -0.555 -1.396 5.544 2.857 -0.806 -1.0 1.790 -0.245 4.278 50.779 4.686 2.205 1.083 -0.751 1.164 -0.132 -0.054 2.850 3.

5 -0.857 0.5.360 0.388 2.105 0.00 95.108 2.909 0.449 1.755 -2.216 1.200 1.2 Método de LOG PEARSON tipo III FATORES DE FREQÜÊNCIA – K – PARA A DISTRIBUIÇÃO DE PEARSON TIPO III Tempo de recorrência (anos) Probabilidade de não exceder ( % ) Coeficiente de Assimetria .994 0.770 0.733 1.996 -2.140 2.606 1.9 -1.0 1.660 1.528 1.816 -0.882 0.757 2.790 -0.035 1.420 2.069 0.606 1.605 -3.711 0.880 1.0 2.949 0.616 1.5 2.808 2. 5.104 2.254 0.116 1.948 2.0 -0.6 -1.330 0.643 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 33 Qd.998 0.740 1.615 -2.780 -0.643 -0.183 1.679 1.705 -0.2 -0.033 0.798 0.472 -2.793 0.006 -2.168 1.786 1.00 0.281 0.726 -1.910 -1.720 1.396 5.981 -1.799 0.3 -0.905 0.501 1.844 0.000.051 1.00 96.05 5.852 0.253 2.637 2.819 -1.083 0.550 1.774 -1.448 1.990 0.128 1.407 1.000 1.087 0.797 -1.0 -1.0 0.399 2.858 0.366 1.050 0.394 1.1 -0.086 1.5 -3.0 1.800 0.00 98.777 0.169 2.750 -1.00 99.012 -2.980 0.197 1.201 2.2 -2.8 -0.834 1.995 0.877 -1.149 -3.899 2.660 20.667 1.577 1.800 -0.733 -0.0 -2.0 2.245 1.00 90.533 2.588 1.663 1.856 0.854 0.837 -0.317 1.517 2.957 -3.777 1.093 1.003 1.067 0.890 1.258 1.307 0.0 -2.769 -0.945 0.891 -2.945 1.0 1.029 1.423 1.482 2.808 -0.116 1.586 1.842 1.25 20.499 -3.270 1.399 2.524 1.019 0.164 0.824 -0.195 0.800 0.830 -0.379 1.099 0.907 0.389 1.752 0.198 1.999 0.01 1.231 1.2 -1.716 1.837 1.686 -2.675 -0.388 -3.664 1.700 -1.0 -1.749 1.790 0.8 -2.458 1.00 99.116 0.00 99.016 1.705 -3.132 0.817 0.8 2.574 -0.270 1.097 0.294 2.962 -1.353 1.824 -2.107 0.567 1.9 2.888 0.799 0.282 1.885 0.400 -2.959 0.549 1.856 0.908 0.243 1.057 1.850 0.673 -1.895 0.283 2.216 1.0166 0.225 0.832 0.667 200.609 -0.166 1.665 50.271 -3.518 -0.900 0.491 1.238 1.7 -0.147 1.318 1.839 -1.4 -0.00 80.017 2.844 0.489 1.4 -1.665 25.667 .041 0.859 -1.148 0.758 -0.636 10.555 1.845 -4.926 1.667 500.938 -1.6 -0.0 1.806 1.231 1.666 100.855 0.00 50.351 1.544 -2.268 2.846 0.00 99.955 1.800 0.669 2.178 2.948 1.CA -0.023 -3.492 1.380 1.

00 25.8686 2.2396 21.5334 3 X = 2.00 52.5.00 24.9004 20.4306 21.6330 22.32 1.0022 2.25 1.5088 22.50 8.00 28.7497 2.3089 23.00 56.2291 8.00 60.57 3.00 4.19 1.1975 ∑ X = 495.14 1.00 88.6202 8.00 12.00 68.00 48.5922 2.5337 22.00 20.8923 6.6828 ∑ X2 = 180.6590 2.7368 σ n-1 = 0.47 1.33 6.1717 96.8287 2.9774 6.6253 2.00 84.0944 17.7869 22.00 64.7909 20.7991 18.00 72.6064 23.00 32.8657 2.08 1.78 2.4200 Ano de ocorrência Vazões Q (m3/s) * X2 X3 P = 100 − m % n +1 TR = ** 1 × 100 100 − P (anos) 9.8562 27.67 1.27 2.00 44.0701 6.9535 7.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 34 QD.92 1.2396 20.5610 7.1717 5.00 92.6749 21.6695 7.7574 2.0594 25.9720 7.1580 18.8202 2.6695 7.50 2.4178 16.3325 14.7694 2.4843 2.3954 6.0132 8.0013 7.8235 2.00 16.00 40.5948 7.39 1.13 2. 5.1380 CA = 0.6415 2.1598 7.005 570 474 674 863 571 263 614 562 739 684 588 536 391 734 572 438 305 666 661 456 422 * PROBABILIDADE DE NÃO OCORREM DESCARGAS M AIORES ** TEM PO DE RECORRÊNCIA N = 24 ∑ X = 65.005 863 739 734 684 674 666 661 614 588 588 572 571 570 562 536 474 456 438 422 391 338 305 263 3.4483 7.5289 2.7194 6.3 MÉTODO DE LOG PEARSON TIPO III Análise Estatística Número de ordem m 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Vazões em Logarítmos ordem das decrescent vazões e X = Log Q (m3/s) 1.7292 2.4306 18.00 4.6758 2.00 80.9360 2.1735 15.09 1.00 76.7566 2.79 1.7559 2.7882 2.8351 2.17 3.00 8.0375 8.6118 Rio: Muriaé Posto: Cardoso Moreira .04 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 338 588 1.9478 20.7694 2.25 5.00 12.56 1.00 36.2122 8.7739 7.6032 7.4518 CS = 0.5960 7.3277 19.9652 20.

ESTATÍSTICA DE VOLUMES DE ENCHENTES Quando se deseja conhecer a forma de fluviograma de enchente de vários períodos de recorrência. permitindo construir os fluviogramas típicos de vários tempos de recorrência. Para esse procedimento anota-se. o intervalo de tempo entre o início do período de ascensão das descargas e o pico da enchente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 35 5. para cada enchente observada. . construindo-se o fluviograma tipo com o acréscimo de deflúvio de certa freqüência.6. torna-se necessário fazer a análise estatística das descargas médias ou dos volumes escoados em intervalos de tempo crescente e a associação dos acréscimos de volume escoados para a mesma freqüência. segundo a sua ocorrência mais freqüente.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 36 .

Na realidade o hidrograma unitário do Soil Conservation Serviço baseia-se no conceito do tempo de concentração. que são: − definição da chuva de projeto. leva à aparência de menor exatidão. MÉTODO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO SINTÉTICO GENERALIDADES Para o dimensionamento de pontes ou bueiros rodoviários. A aplicação do hidrograma unitário sintético compreende três fases principais distintas. A imprecisão decorrente da simplificação dos parâmetros de cálculo toma-se pouco significativa frente à incerteza na definição de outros fatores como o tempo de concentração e a relação chuva-deflúvio. que posteriormente será apresentado. enquanto que.1. que são as mais comuns. − determinação da relação chuva-deflúvio. na maioria dos casos. possui uma formulação muito complexa. Para aplicação prática. Na utilização do método do hidrograma sintético serão apresentados dois procedimentos de cálculo distintos. ou mesmo próximo à obra. devido à sua formulação mais simples e ser suficientemente preciso. cujas validados sãos duvidosas em regiões onde os modelos não tenham sido suficientemente comprovados. esse conceito não considerado na sua formatação. Soil Conservation Serviço. adota-se com mais freqüência o hidrograma unitário triangular. − cômputo do hidrograma total. desprezando-se as imprecisões de sua avaliação. O hidrograma unitário sintético.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 37 6 6. especialmente tratando-se de bacias hidrográficas de pequena importância hidrológica. a saber: . no hidrograma proposto por Snyder. como mais freqüentemente é designado. desenvolvido pelo U. cujas características se baseiam na generalização das condições médias de escoamento de numerosos estudos para os quais se dispõe de dados fluviométricos. porém com suas principais características definidas a partir do comprimento e da declividade do curso d’água. somando-se o produto dos excessos de precipitação pelas ordenadas do hidrograma unitário. proposto por Snyder. Nesses casos a metodologia de cálculo mais indicada refere-se à aplicação do fluviograma ou hidrograma unitário sintético. não se dispõe de dados fluviométricos do curso d'água envolvido. com suas perdas.S.

que inclui as chuvas antecedentes. de escoamento mais lento. uma que escoa mais rapidamente. destaca-se a diferença de tratamento dados aos dois procedimentos de cálculo. enquanto para as enchentes maiores o escoamento superficial direto é proporcionalmente maior. − Procedimento B . o que pode ser explicado pelo fato do deflúvio superficial ser composto por duas partes. pois tem-se observado que as descargas máximas crescem proporcionalmente mais com os excessos da precipitação que lhes dão origem. como . Com a descrição desses efeitos cuja predominância. levando em conta. verificam-se as imperfeições da aplicação do hidrograma unitário sintético. para as enchentes maiores. Em conseqüência. cujo efeito é mais apreciável nos deflúvios resultantes do prolongamento da chuva. Na descrição dos diversos fatores que intervêm no cálculo da enchente de projeto.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 38 − Procedimento A.2. O procedimento B tem sido utilizado com mais freqüência nos meios técnicos do Brasil. Com esse procedimento pretende-se diminuir a importância da umidade do solo no inicio da tempestade. não considerando as chuvas antecedentes. Esse é um efeito contraditório ao comportamento do deflúvio superficial direto e do subsuperficial. para as enchentes maiores predomina o efeito de amortecimento das pontas de descargas. Verifica-se que para as pequenas enchentes predomina o escoamento sub-superficial. designada por deflúvio sub-superficial. contrariando o princípio básico do hidrograma unitário. varia a cada caso. apresentada a seguir. nos rios de margens baixas. O procedimento A distingue-se pela inclusão de chuvas antecedentes à fase mais intensa da chuva de projeto. VALIDADE A aplicação do hidrograma unitário é discutível. a participação desigual do deflúvio superficial direto e do sub-superficial. antes descrito. em diversos níveis de descargas. denominada deflúvio superficial direto. resultam descargas máximas crescendo mais rapidamente que os deflúvios totais a elas relacionados. Por outro lado. além do efeito amortecimento das margens baixas. 6. e a outra. Somente um modelo paramétrico bem estruturado pode simular as enchentes de uma bacia mais próxima de seu comportamento real. decorrente do transbordamento das calhas fluviais.

que em geral não são muito abundantes. 6 horas.3. 6. 4 horas. 4.1. do Engº Otto Pfafstetter. resultantes do estudo estatístico de dados pluviográficos. 1 hora. Essa análise pode ser complementada com o estudo estatístico das chuvas de: 2. somente toma-se com dados fluviométricos confiáveis.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 39 se ocorressem dois hidrogramas unitários simultâneos com descargas máximas nitidamente diferentes. das obras rodoviárias. 6 e 8 dias consecutivos. Por vezes essa análise estatística já foi elaborada para o posto de interesse do projeto. 2 horas. no entanto. CHUVA DE PROJETO RELAÇÃO PRECIPITAÇÃO-DURAÇÃO-FREQUËNCIA A aplicação do hidrograma unitário sintético requer normalmente o conhecimento de precipitações para durações inferiores a 24 horas. pontes e bueiros. a precipitação relativa. Essa precipitação relativa é definida pela expressão: P = K × [at + b log( 1 + ct )] (equação 6.3. Quando não há dados pluviográficos nas proximidades do local da obra deve-se recorrer a dados bibliográficos. obtidas de registros em pluviômetros. 25 . de importância hidrológica pouco significativa. para diversas durações e períodos de recorrência da chuva. tendo uma participação variável.3.1) sendo K = TR α + β / TR 0 . que desenvolveu equações de chuva para diversos postos pluviográficos no Brasil. Tal procedimento. o que em geral não se dispõe nos projetos de drenagem superficial. convém efetuar a análise estatística das precipitações intensas para durações de 5 minutos. Para facilitar o uso dos dados foram organizadas tabelas. 24 horas e 48 horas. conforme a magnitude de enchente. Havendo dados pluviográficos na proximidade do local da obra. procurando o posto mais próximo e com características meteorológicas mais semelhantes às da área em estudo. entre os quais destaca-se o livro "Chuvas Intensas no Brasil". 15 minutos. fornecendo para os 98 postos pluviográficos tratados. 6. 12 horas.

08 1h 0. Essa curva interpolada deve conter a precipitação relativa achada para 24 horas. pode-se admitir que o fator de precipitação varia pouco para diversas durações da chuva. também para o período de recorrência de 10 anos e mesma duração. porém. Posto nº 75 – Santos. Para tanto transforma-se a precipitação de um dia com o período de recorrência de 10 anos.08 2h 0.08 4d 0. mas dispõe-se de pelo menos um pluviômetro com o mínimo de 10 a 15 anos de observações. A correlação entre as precipitações de 24 horas e as de menor duração com igual freqüência é mais inadequada. b e c dependem do posto considerado e α e β são dados na tabela seguinte Para os diversos postos do Brasil. Dividindo essa precipitação pelo valor do posto de referência.138 0. a seguir.3. Quando não existem dados pluviográficos nas proximidades da obra. entre um grupo de curvas regionais representativo do caso em estudo.13. todos localizados na costa atlântica. referidas ao número do posto analisado. e P é a precipitação. foram estabelecidas na figura 6.108 0 15min 30min 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 40 t 5min 0. consoante a equação 6. as linhas de tendência das precipitações relativas de 24 horas duração de 1 hora.152 0. Os valores de a.3.08 α β em que t é a duração da chuva. em anos. em milímetros. e de 15 minutos. em primeira aproximação. na precipitação equivalente de 24 horas.08 2d 0. Posto nº 93 – Ubatuba.08 4h 0. em horas. .. pode-se correlacionar a precipitação a um posto pluviográfico através de um estudo estatístico de um posto representativo. Destacam-se como aquelas de maior potencialidades de formação de chuvas intensas de curta duração as determinadas para os postos: Posto nº 74 – Santos – Itaperuna. obtem-se a precipitação relativa do posto examinado.1.08 8h 0.156 0. multiplicando-a pelo fator 1.08 6d 0. com dados diários de leituras de pluviômetro.176 0.166 0. Posto nº 53 – Paranaguá. correspondentes ao tempo de recorrência e às durações desejadas.174 0. Um procedimento mais consistente seria interpolar uma curva. TR período de recorrência.166 0.156 0.17 0.1. Com isto basta multiplicar a precipitação relativa para 24 horas pelas precipitações relacionadas para o posto de referência.08 0.08 24h 0.122 0. geralmente bem definida.

utilizado com maior freqüência. desprezando as chuvas antecedentes. . que inclui as chuvas antecedentes. como para o procedimento B.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 41 Para determinação de outros pontos basta multiplicar as precipitações da curva de chuva interpolada para outras durações pelas precipitações do posto de referência. Os conceitos expostos nesse capítulo aplicam-se indistintamente para o procedimento A.

2 1.8 0.0 74 1.6 0.0 1.2.0 2.6 0.2 Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 40 46 28 Figura 6.6 0.4 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 1.4 53 94 52 1.6 0.3.8 TR = 10 ANOS TR = 10 ANOS 1.2 77 57 38 73 50 4 2 88 64 1.0 1.6 1.8 60 61 33 51 27 16 96 22 47 72 55 56 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 15 MINUTOS 1.6 1.8 0.4 1.1 Comparação das Precipitações Relativas 0.4 93 1 92 64 58 16 57 90 9 50 39 79 77 65 22 15 51 60 72 61 33 15 96 47 42 36 28 46 40 27 29 4 64 53 75 94 1.8 1.2 1.0 1.0 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 1 HORA 29 52 43 42 0.6 93 75 1.8 PRECIPITAÇÃO RELATIVA DE 24 HORAS 42 .8 1.8 1.6 1.

5 anos de observação . iniciando com o posto nº 48 . Se assim for procedido. que compõem a tempestade de projeto. o quadro Qd. excedeu determinados valores tomados como base para seleção.2. no exemplo de Niterói. dispostos ao longo do tempo. uma tempestade excepcional é normalmente considerada como a precipitação que ocorreu com uma determinada duração. Os registros de tempestades observadas demonstram que as precipitações ocorridas em diversas durações numa mesma tempestade são de severidade e freqüência variáveis e assim.2. A distribuição estatística das precipitações de diversas durações que ocorrem simultaneamente na mesma tempestade deve ser deduzida da análise de registros de dados observados. Para esclarecer esse conceito são apresentados a seguir exemplos ilustrativos referidos aos postos pluviográficos estudas pelo Engº Otto Pfafstetter.3. Para um determinado posto pluviográfico separam-se inicialmente as maiores tempestades. sempre há uma duração para a qual a precipitação é a de freqüência mais rara e as precipitações de durações maior ou menor são de períodos de recorrência menores.-Niterói. Dessa forma fez-se a análise estatística das precipitações observadas em diversas durações e pertencentes a uma mesma tempestade. especialmente quando for incluído no cálculo um longo período de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. subentendendose que essa foi a situação mais critica e que as precipitações para outras durações foram menos extraordinárias.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 43 6. não devem corresponder ao período de recorrência igual ao escolhido para a enchente de projeto.3. resultará uma enchente consideravelmente maior à que ocorre na natureza com o período de recorrência de projeto. nas quais. Assim. A tempestade que servirá para o cálculo da enchente será composta de acréscimos de precipitação para durações crescentes. numa tempestade.6. pode-se avaliar a redução da potencialidade da chuva de uma tempestade tendo valor crítico para uma duração diferente da considerada. SIMULTANEIDADE DAS CHUVAS Nos noticiários sobre calamidades públicas. Comparando-se esse resultado com a análise estatística das precipitações de várias durações que não pertenciam necessariamente às mesmas tempestades.1 mostra as precipitações registradas nos 31. Esses acréscimos de precipitação. pelo menos uma das precipitações registradas para diversas durações. numa seqüência que será discutida em capítulo subseqüente. consultando-se os registros originais de vários postos que serviram para sua elaboração.

Dividindo as precipitações médias do quadro Qd. Em seguida obtem-se a média aritmética das precipitações observadas nessas 3 a 10 maiores tempestades separadas para cada duração de referência. Assim.2.3.3.2. Isso acontece porque. DR.DR.3. entram em cada grupo novas tempestades cujas precipitações na duração DR passam a participar das 4 maiores selecionadas.2. relacionadas no quadro Qd-6. a precipitação excedeu os valores base indicados no alto do quadro. conforme afasta-se da duração de referência. obtidas do quadro geral Qd.6. Para cada duração. geralmente.3. Esses fatores de simultaneidade dão assim a redução das precipitações de uma tempestade para diversas durações em relação ao valor máximo. Quando aparece um traço nos quadros Qd. pois os valores observados não excedem à base escolhida naquela coleta. o que corresponde à duração de .2. onde foi apresentado um risco.4.6.2.2. são selecionadas nesse quadro de 3 a 10 tempestades cujas precipitações foram as maiores para essa duração. correspondentes à linha em diagonal.3. as tempestades que forneceram as precipitações máximas. no exemplo de Niterói. porém. No quadro Qd-6. para uma das durações analisadas. FS.3 pelas máximas das médias da mesma coluna.2 admitiu-se.2. pelo menos.2. portanto menor que a base usada na presente seleção. DR.2. os dados originais não fornecem as precipitações correspondentes. para o cálculo da média.2.1 ou Qd6. designada por duração de referência DR. Nos campos ressaltados. No exemplo de Niterói. a qual é próxima de 50%.2. onde a duração de referência é igual à duração considerada. Isso significa que a potencialidade para a formação de chuvas intensas decresce com a duração de referência DR.1 os valores de uma mesma coluna são numerados em ordem de magnitude decrescente. para as diversas durações.1. conforme se vê no exemplo. que nesse campo figurava a base adotada para a coleta de dados originais.3. afastando-se da duração considerada. as médias para as quatro maiores tempestades figuram no quadro Qd6. cujas precipitações foram analisadas e para várias durações de referência.3. obtem-se os fatores de simultaneidade. igual ou próxima da duração analisada. DR. com duração DR.2.1 e Qd-6. participam em menor número entre as tempestades escolhidas.2 reúnem as 4 maiores tempestades para as durações de referência de 5 minutos a 48 horas. os quadros Qd-6.3.3. Nota-se que algumas tempestades aparecem simultaneamente para duas ou mais durações de referência. Observa-se nesse quadro que o valor máximo em cada coluna corresponde a uma duração de referência.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 44 pluviográfica para as tempestades em que.3.6.2.

para as maiores tempestades observadas no conjunto dos 98 postos considerados no livro “Chuvas Intensas do Brasil” abrangendo cerca de 1.4 por uma linha poligonal. mencionados como do mesmo posto.2.3. PS e o período de recorrência das tempestades examinadas. a uma tempestade que produza uma enchente com o mesmo período de recorrência TR O fator de simultaneidade para uma determinada duração D depende do valor da duração de referência DR.6. Sobressai. Ligando-se os pontos correspondentes a uma mesma linha do quadro Qd. .2. da curva normal. simultaneamente. com o máximo igual a l. observa-se em geral uma grande dispersão dos resultados. entre a duração considerada e a duração de referência.2.4. com dados pluviométricos de chuvas de até 6 dias.2. De qualquer modo foi possível confirmar a tendência das chuvas para uma assíntota horizontal. A unidade para a medida dessa potencialidade é a precipitação média na coleta efetuada para uma duração de referência igual à duração considerada e é representada pelo valor máximo de cada coluna do quadro Qd. procurou-se estender o estudo para durações maiores. Os fatores de simultaneidade definem a redução da potencialidade das chuvas que ocorrem numa mesma tempestade. 6. semelhante ao da Fig. O tempo de recorrência desses fatores de simultaneidade é dado pelo número de anos de observação do posto considerado. Os resultados não são muitos coerentes devido à diversidade de posição e do período de observação dos aparelhos pluviométricos e pluviográficos. quando a relação D/DR fica muito grande Observou-se certa dependência entre o fator de simultaneidade.3.3. e a tendência para uma assíntota horizontal em ambos os extremos. portanto. conforme mostram os valores de uma mesma linha do quadro Qd. dividido pelo número de tempestades selecionadas.6. 3. Efetuou-se por isso uma análise do fator de simultaneidade. PS. recomendando-se um valor igual á metade do tempo de concentração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 45 referência.3. TR para que elas possam corresponder em média. em função da relação D/DR. em função de sua duração.4 num gráfico de graduação semi-logarítmica. do quadro Qd.800 estação/ano de dados pluviográficos.2.3. a forma em sino. Os fatores de simultaneidade são. no entanto. Para melhor conhecimento da conformação no extremo direito do gráfico.6. A duração de referência deve ser escolhida de modo a ser a mais representativa para a bacia hidrográfica em estudo. FS. os fatores pelo quais devem ser multiplicadas as precipitações de certa duração D e período de recorrência. para a relação D/DR = 1. Representaram-se os fatores de simultaneidade. Seu valor é máximo (FS=1) quando essas se igualam (D = DR).6.

D a duração considerada e DR a duração de referência. com o aspect: C1 = 1.9 anos.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 46 Os estudos efetuados para um grupo de postos individuais representativos e para o conjunto dos 98 postos pluviográficos do Brasil permitiram sintetizar os resultados na expressão geral. . o efeito da simultaneidade reflete pouco sobre o valor da descarga máxima.2. Como esse procedimento só leva em conta as chuvas antecedentes num período muito curto do pico da tempestade. que é o tempo de recorrência aproximado do 4° valor dos dados de Niterói.3.5/4) ou TR= 7. FS = C1 ( 1 − C 2 ) ⎛ D C1 + log 2 ⎜ ⎜D ⎝ R ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ + C2 sendo FS o fator de simultaneidade.40. Para tempos de recorrência entre 5 e 200 anos pôde se estabelecer a lei geral aproximada. representando a expressão citada apenas uma situação media.57 TR −0 . aparecem destacados na Fig. para que se possa apreciar a qualidade do ajustamento. Para os postos individuais com tempo de recorrência próximo de 7 anos resultaram os valores médios C1 = 1. O efeito da simultaneidade das chuvas numa mesma tempestade não tem sido considerado no procedimento de cálculo B .18 Os valores dessa expressão para TR= (31. Convém notar que o estudo de simultaneidade das precipitações forneceu resultados bastante dispersos. 6.5 e C2 = 0.5 e C 2 = 0 .

0 49.0 30.4 86.9 70.8 32.0 58.8 70.4 122.0 27.2 104.8 109. .2 .5 214.0 45.0 63.8 38.6 35.0 40.1 135.0 11.9 66.0 33.1 144.7 15.0 61.5 113.0 107.5 126.3 113.4 86.0 23.0 112.8 105.3 66.0 4 2 1 3 15 min 19.5 66.6 37.0 36.6 149.4 67.1 37.1 114.0 131.0 122.2.5 52.5 14.0 61.9 32.7 69.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 47 Qd.1 130.3 116.9 59.0 88.5 2 4 3 1 1h 30.7 10.9 33.7 10.1 Data de Início da Chuva ano 21 22 22 24 24 25 27 28 28 29 31 35 36 39 40 42 44 47 48 50 50 50 51 52 mês 1 3 4 1 4 2 1 2 3 2 2 4 3 11 11 1 1 1 1 4 4 12 5 4 dia 13 30 7 30 3 3 14 26 2 21 6 27 3 7 27 30 17 24 30 3 26 6 3 23 4 2 3 1 Precipitações para Intervalo de tempo Valores Base ( mm ) 14.0 49.0 64.3 106.8 83.0 70.8 30.2 70.2 9.2 3 2 1 4 12 h 118.4 61.3 85.1 150.0 90.0 46.8 145.2 16.2 19.4 146.5 66.0 27.0 93.5 16.2 4 2 1 3 8h 102.9 69.5 26.2 127.4 86.0 161.8 107.0 33.5 40.0 16.5 54.0 82.9 113.0 53.5 35.6 3.2 3 4 1 2 4h 80.4 172.0 61.0 34.8 122.5 24.1 27.3 124.2 2 4 1 3 24 h 122.5 129.0 53.7 33.7 79.5 138.3 79.6 11.2 53.0 84.0 40.0 79.4 36.7 229.5 98.7 74.7 229.3 50.7 40.2 140.2 51.0 22.8 88.9 4 3 1 2 48 h 125.0 9.1 72.0 50.8 20.2 115.0 115.0 33.2 98.0 13.8 2 4 3 1 2h 49..0 52.0 15.9 188.3 85.7 26.8 132.5 33.5 83.8 150.9 82.7 54.2 65.9 121.5 50.7 53.5 61.0 22.7 53.0 26.1 40.8 65.2 40.2 20.4 3 2 1 4 30 min 24.5 13.5 20.3 79.5 54.1 55.4 86.0 53.8 229.0 122.1 71.5 51.0 61.2 52.3 57.2 61.5 27.9 80.0 18.0 40.5 49.8 21.0 64.9 53.0 136.2 59.2 76.4 84.0 34.7 41.8 46.0 Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.4 150.8 56.8 33.7 9.0 31.5 96.0 27.0 53.1 66.0 18.8 152.7 118.2 9.0 26.5 47.0 21.5 65.0 15.3 85.3 79.8 26.4 116.5 126.0 46.4 22.1 29.5 38.1 96.

0 61.0 229.0 122.7 24 h 122.5 61.5 20.4 104.8 229.2 135.5 52.9 64.0 130.9 122.0 16.0 61.0 52.7 67.0 36.0 84.8 70.2 96.5 74.1 106.0 52.2 67.2 76.0 113.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 48 Qd.0 65.2 82.2 98.2 104.2 1h 11.0 40.1 40.5 116.2 104.7 96.7 66.5 31.4 31.5 66.0 21.2 130.0 40.9 96.2 122.2 98.1 106.0 96.0 55.0 16.0 61.0 13.2.0 113.1 33.9 149.0 61.5 1h 59.1 61.1 59.0 30.2 113.0 61.0 82.5 66.0 122.2 20.0 13.9 126.0 4h 113.0 15 min 36.0 58.0 16.0 26.4 126.0 127.1 58.2.0 107.2 113.0 64.0 61.0 86.3 66.0 61.(I) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 21.0 52.5 52.9 61.5 48 h 122.7 76.0 61.2 82.2 2h 11.0 122.5 116.8 22.2 66.5 38.5 61.1 61.7 11.1 135.4 22.5 138.9 149.0 38.0 72.0 38.5 66.5 138.0 47.2 122.8 145.1 72.5 84.0 47.0 53.0 30 min 47.7 66.8 145.0 52.8 16.5 61.0 96.5 66.0 36.5 61.0 61.7 66.9 66.0 33.2 115.5 52.2 122.0 55.5 15 min 20.7 61.0 66.0 61.8 61.2 76.8 40.2 115.0 10.0 10.6 13.0 64.9 96.5 116.2 66.8 46.4 67.0 55.8 33.8 29.8 86.4 229.0 2h 66.5 86.0 38.4 115.9 58.5 96.0 107.0 20.2 63.4 98.1 122.5 96.5 127.0 66.7 66.7 14 h 122.5 8h 113.2 136.0 61.9 126.0 21.-6 3.2 61.5 30 min 20.5 214.8 40.0 64.4 86.0 31.0 144.2 61.8 70.7 9.5 59.4 22.5 .0 116.0 40.7 136.0 40.9 5 min 20.

4 127.0 144.1 20.0 144.0 145.8 70.2 86.5 214.5 22.4 130.4 129.2.5 116.4 127.5 146.4 161.8 72.7 107.0 32.2 90.0 90.4 229.4 188.0 22.2 8h 214.0 32.4 130.4 150.0 72.4 14 h 229.8 172.0 106.8 22.0 116.8 145.7 65.6 48 h 9.4 229.0 9.4 188.7 107.7 129.8 53.0 54.6 10.8 36.5 138.6 24 h 9.5 86.8 70.0 126.4 4h 10.1 20.8 40.7 121.0 229.1 20.0 22.8 145.1 57.2 229.4 22.9 229.0 86.0 9.4 150.7 229.8 47.9 229.0 11.4 149.0 90.0 40.(II) Duração de Referência DR Precipitações para Intervalo de tempo Precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 9.4 22.6 8h 9.0 113.2 65.4 152.5 144.4 150.7 121.4 136.1 22.0 229.8 40.0 136.0 138.5 71.4 135.0 4h 144.4 214.0 1h 53.5 107.0 152.1 20.7 21.0 .1 86.9 149.7 86.0 32.4 126.0 70.0 53.1 57.4 135.0 116.4 22.1 106.0 116.7 65.2 11.0 53.5 214.0 40.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 49 Qd.0 26.5 146.8 33.0 24 h 229.4 130.4 34.8 229.0 40.0 59.2 54.8 172.2 229.0 33.5 144.4 129.5 138.5 229.8 40.0 33.4 93.4 53.0 150.0 122.5 66.5 116.0 122.4 152.5 127.8 229.7 10.4 50.2 116.0 40.4 229.8 135.5 113.0 214.8 33.4 122.8 50.4 161.6 14 h 9.6 15 min 22.7 214.8 229.0 122.9 149.2 144.7 9.8 122.0 48 h 229.2 9.8 72.4 229.-6 3.2 11.4 136.4 122.0 2h 86.1 20.1 106.8 50.8 20.2.5 71.0 33.7 40.4 93.4 34.0 30 min 33.9 150.8 53.8 161.8 26.

4 117.4 27.1 94.5 40.1 157.3 Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Médias das Precipitações para Intervalo de tempo Média das precipitações ( mm ) para intervalos de tempo de: 5 min 18.7 38.1 10.1 88.5 169.6 51.4 36.0 24 h 83.4 148.4 51.8 122.1 162.7 38.0 36.0 18.6 26.7 116.6 45.6 98.6 158.4 8h 70.8 80.6 103.4 86.8 88.1 10.2 84.4 64.3 148.1 162.9 156.5 116.2.7 144.3 91.5 88.3 25.9 100.7 61.4 103.9 67.7 2h 56.3 127.2 150.6 15 min 33.5 21.5 48 h 87.0 30 min 45.1 188.-6 3.6 159.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 50 Qd.8 66.6 17.2 188.7 26.6 8.0 157.3 21.1 42.9 61.5 105.7 86.7 169.8 115.8 98.7 114.0 160.1 91.5 17.3 127.3 26.8 95.3 11.8 155.5 169.3 66.8 165.4 63.8 169.3 165.3 18.1 140.6 91.9 84.9 80.7 36.6 4h 68.9 59.1 8.4 36.6 56.6 13.3 56.1 .3 13.3 1h 53.3 14 h 74.1 59.

-6 3.4 Fator de precipitação para intervalo de tempo Duração de Referência DR 5 min 15 min 30 min 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h Fator de Precipitação ( % ) para os intervalos de tempo de: 5 min 100 95 95 72 61 71 55 55 47 47 15 min 91 100 100 76 72 70 59 59 48 49 30 min 88 100 100 87 82 78 71 71 51 51 1h 79 89 89 100 96 95 92 92 57 57 2h 62 71 71 94 100 97 97 97 60 60 4h 56 66 66 78 94 100 95 95 71 71 8h 47 57 57 67 95 97 100 100 86 86 14 h 45 55 55 65 93 96 100 100 97 97 24 h 49 58 58 68 92 93 98 98 100 100 48 h 47 55 55 62 85 85 90 90 100 100 .2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 51 QD.

4 pluviógrafos e mais de 5 anos de observação. ajustando-se as curvas definidas pela expressão: FA = Y A Y = log ( R ) 0 . pois a precipitação média sobre uma área de certa extensão ê menor do que a de um ponto isolado. com. 1h. pelo menos.5 2 . em área. para igual freqüência.3.7 D + 1 ) Onde D é a duração da chuva.U. atende com suficiente precisão ao objetivo do trabalho• .3. Enquanto as curvas originais foram apresentadas para áreas de até 1000 km2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 52 6. em horas. Acredita-se que essa expressão. A aplicação do fluviograma unitário requer. DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA As precipitações de várias durações. no entanto.3. 6h e 24h. Recorreu-se assim aos resultados de extensivo estudo efetuado em 20 áreas diferentes nos E. analisando as precipitações diárias simultâneas em dois ou mais postos pluviométricos. 3h. não podem ser usadas diretamente no estudo de uma bacia hidrográfica. enquanto a expressão ajustada foi estabelecida criteriosamente para durações maiores e menores. e FA a relação entre a precipitação média sobre a área e a precipitação de um ponto. generalizada para durações maiores e menores.U. 6.3. o conhecimento da distribuição. AR a área considerada. definidas pela análise estatística das observações num posto pluviográfico. No Brasil têm sido realizados alguns estudos de precipitação média sobre bacias hidrográficas de maior extensão. Os resultados desse trabalho foram expressos em escala semi-logarítmica na Fig. de modo a atender à sua aplicação mais ampla em conjunto com o hidrograma unitário sintético. em km2. sendo Y = 35 log( 0 . As curvas originais referem-se apenas às durações de 30 min. a expressão deve fornecer resultados satisfatórios até 5000 km2. de chuvas de duração mais curta.E.

observa-se que eles fornecem valores de FA menores do que os indicados para a curva ajustada para 24h . especialmente para as bacias maiores.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 53 Examinando os resultados obtidos no Brasil para chuvas diárias. .

B. W.3 100 AJUSTAMENTO ÀS CURVAS DO WEATHER BUREAU: FA = y y + Log² (AR / 5) onde y = 35Log (0. D = 1h 0.50 0. 0.B. 0.7 D + 1) 24h W.90 D = 48h D = 48h D = 24h 6h W.70 1h W.40 D = 15min. D = 5min. D = 6h D = 3h 0.B.B.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 54 Figura 6.3. D = 30min.80 3h W.60 30min. 1 10 100 1000 10000 . 0.B.

DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO Para o cálculo das descargas da enchente de projeto os acréscimos de precipitação de seqüência mais provável devem ser reagrupados. 6. Para reduzir o trabalho de cálculo. Para áreas menores admite-se que a chuva é uniformemente distribuída.10 log( A ) 25 e que não depende da duração da chuva e assume o valor mínimo de FA=1 para áreas A. antecedentes ao pico da enchente. . para os quais são determinadas as precipitações cujos acréscimos são agregados simetricamente em torno do valor máximo. Dessa forma uma distribuição de intensidades de precipitação. que não leva em conta as precipitações antecedentes.3.4. isto é. especialmente devido à alteração das condições de umidade do soio. No procedimento de cálculo B costuma-se empregar uma expressão mais simples. devendo-se notar que ela afeta consideravelmente os resultados. Por outro lado maiores deflúvios totais e maiores descargas máximas resultam de precipitações máximas após a metade da ocorrência total da chuva. adotamse geralmente intervalos de tempos iguais. ocorrem principalmente na primeira metade de sua duração total. FA=1. No procedimento de cálculo B. mais fracas. deve representar satisfatoriamente uma tempestade com tempo de recorrência semelhante ao da enchente de projeto. 6. Consoante à Ref. normalmente as precipitações mais intensas de chuvas observadas com menos de 12 horas de duração. com bacias hidrográficas inferiores a 25km². o que não se dá na maioria das tempestades duradouras. os intervalos de tempo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 55 A expressão antes apresentada é válida somente para áreas AR maiores que 5Km². proporcionam coeficientes de deflúvios maiores para os segmentos mais intensos que as sucedem. para formar a chuva que as provocam. A disposição desses acréscimos ê um tanto discutível. FA = 1 − 0 . podem crescer gradativamente. No procedimento A escolheu-se para estes intervalos de tempo uma progressão geométrica de razão 2. com a distribuição dos acréscimos de precipitação. aproximadamente simétrica em relação ao valor máximo. Isso acontece porque as chuvas iniciais.

no máximo. determinando a porção escoada como deflúvio superficial. Para durações unitárias menores que 15 minutos. A seqüência das diversas intensidades de chuva no tempo. da sua cobertura vegetal e da umidade antecedente do solo. A absorção capilar na superfície do solo colabora de modo apreciável com as depressões superficiais para a retenção temporária das precipitações. vindo a se reabilitar nos períodos secos. por sua vez. Na apresentação do presente trabalho admite-se que esse tempo de ponta seja igual a 4 vezes a duração da chuva unitária usada para compor os hidrogramas e que essa. no inicio da chuva considerada. 6. RELAÇÃO CHUVA-DEFLÚVIO CURVA DE MOCKUS A retenção de parte da chuva nas depressões do solo e sua infiltração são os principais fatores que afetam a relação chuva-deflúvio. de modo que só ocorre excesso de precipitação ou deflúvio superficial nos intervalos em que a intensidade de chuva excede largamente a taxa de infiltração e as depressões do solo começam a transbordar. contendo cada grupo valores crescentes antes do pico e decrescentes após este. na ordem mencionada. 6. o histograma das precipitações. no mínimo igual a 1 hora.4. 3. que são mais lentas. atua em conjunto com o processo de infiltração. 2.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 56 Essa indicação. A taxa de infiltração decresce lentamente durante a chuva.4. embora com pouca clareza. . os acréscimos de precipitação são dispostos nos 6 grupos de 15 minutos. O coeficiente do deflúvio é definido pelo quociente entre a precipitação efetiva e a chuva vertida numa tempestade. isto é. Os 6 maiores acréscimos de precipitação correspondentes aos primeiros intervalos de duração unitária iguais. 4.1. 1. pode indicar que o intervalo entre o início das chuvas e o pico de tempestade deverá crescer. 5 e os acréscimos menores seguintes são adicionados na sua ordem natural decrescente. Para durações unitárias inferiores a 15 minutos o tempo de ponta do pluviograma permanece constante. dependendo da permeabilidade do solo. conforme aumenta o tempo de concentração da bacia hidrográfica. muitas vezes também designada como precipitação efetiva. são reordenados na seqüência 6. distinguindo-se das perdas por infiltração nas camadas mais profundas. é igual a 1/5 do tempo de concentração.

em função das precipitações.2 S na expressão anterior do deflúvio D. adota-se uma classificação simplificada para exprimir a influência da superfície do terreno na formação dos deflúvios . Em razão das obras de engenharia não dependerem essencialmente da forma de utilização dos solos na produção agrícola. cobertura vegetal. Soil Conservation Service. variável de 0 a 100. mas. pode-se relacionar o valor de S.1) que melhor atende aos objetivos de um projeto rodoviário.fornecem a orientação para escolha do CN. para chuvas mais fortes predomina a influência do parâmetro 0. Para chuvas fracas esse valor de 0. para a qual inicia-se o escoamento superficial. expresso em milímetro. para diversos tipos de cobertura vegetal. mas. S. com o número de curva. Ao procurar a relação entre chuvas e deflúvios deve-se recorrer de preferência à expressão de Mockus que define os deflúvios. Apresenta-se dessa forma a tabela resumida (Qd-6. pode-se dizer que são crescentes com as precipitações. D. CN. de modo geral. conforme a permeabilidade do solo. variando para cada tempestade de acordo com o histograma das precipitações.8 S no denominador dessa expressão.2 S tem efeito predominante.4. segundo a relação: D= ( P − 0 . P. fornece o valor mínimo da precipitação. Escolhe-se o valor de CN.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 57 Outros fatores como o depósito de detritos vegetais na superfície e a textura superficial do solo também influem no valor do coeficiente de deflúvio. Segundo extenso levantamento feito pelo U. tratamento agrícola e para diversos grupos hidrológicos de solos. P.1. através da expressão: S = 254( 100 ) CN − 1 O valor de 0. textura da superfície e umidade antecedente do solo.8 S onde S è um índice que traduz a capacidade de infiltração máxima do solo.2 S ) 2 P + 0 . . classificados de acordo com sua permeabilidade.

Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 58 Qd.2s Condição de Retenção Superficial Pobre Pobre Terreno Cultivado Boa Pobre Pasto Boa Pobre Mata ou Bosque Boa Pobre Área Urbana Boa 70 76 83 86 25 74 55 80 70 87 77 90 39 45 61 66 74 77 80 83 51 68 67 79 76 86 80 89 Grupo Hidrológico do Solo A 77 72 B 86 81 C 91 88 D 94 91 Cobertura Vegetal Terreno não Cultivado com Pouca Vegetação .1.Número da Curva CN para Diferentes Condições do Complexo Hidrológico Solo – Cobertura Vegetal Para Condição de Umidade Antecedente II (Média) E Ia = 0. – 6.1 .4.

após um período prolongado de chuvas intensas. com sub-horizontes. Em áreas urbanas a condição de retenção superficial pobre corresponde à ocupação densa. e degradados ou não pela erosão da chuva e do vento. independentemente da cobertura vegetal. GRUPO C . ao longo da vida útil da obra. Conforme já foi mencionado.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 59 Nesse quadro os quatro grupos hidrológicos do solo são relacionados com a permeabilidade relativa das camadas inferiores.Potencialidade mínima para formação de deflúvio superficial. GRUPO B . incluindo também alguns solos pouco profundos. paralelos ou não às curvas de nível. apôs intenso umedecimento prévio. Em terrenos não cultivados. GRUPO D . como sulcos de arado que podem ser mais ou menos profundos.Potencial máximo para formação do deflúvio superficial. nos intervalos de precipitação mais intensa até que essa água tenha oportunidade de infiltrar-se para camadas mais profundas do solo ou evaporar-se. com 15 a 18 % de superfícies impermeáveis. no entanto. no caso de projetos de obras de engenharia deve ser levado em conta que o tipo de vegetação e as condições de retenção superficial dificilmente serão mantidos constantes. menos que no grupo D. Qualquer tipo de solo em terreno plano com fraca rede de drenagem acaba enquadrando-se nesse grupo. quase impermeáveis. A boa condição de retenção corresponde a uma ocupação de baixa densidade. após um período prolongado de chuvas que eleva o nível do lençol freático para a superfície. essa retenção superficial é influenciada pelo tipo de tratamento agrícola. representando a capacidade do solo armazenar temporariamente água na superfície. Inclui areias em camadas espessas com muito pouco silte e argila e também loess profundo muito permeável. conforme descrito em seguida. . como folhas e galhos depositados sobre o solo. O grupo apresenta infiltração abaixo da média.Principalmente solos arenosos menos espessos que no grupo A e loess menos profundo ou menos agregado que no grupo A. próximo da superfície. porém apresentam infiltração acima da média.Compreende solos pouco profundos e solos contendo bastante argila e colóides. Um fator que influi na classificação do quadro precedente é a condição de retenção superficial. GRUPO A . Em terreno cultivado. O grupo inclui em sua maioria argilas de alto valor de expansão. a retenção superficial é influenciada pela quantidade de detritos vegetais. apôs présaturação. e o grau de decomposição desse material. com 50 a 75 % de superfícies impermeáveis.

7. Resta. Qd – 6.4.1.6.1. O quadro que se segue.4. de acordo com o quadro Qd.1. pasto ou mata. conforme será descrito adiante.2.7. ditado pela permeabilidade das camadas inferiores.1.1. Qd.2 – NÚMERO DE CURVA CN PARA DIVERSAS CONDIÇÕES DE UMIDADE ANTECEDENTES Condição II 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 10 Condição O 15 19 23 27 30 33 36 39 43 47 51 56 61 67 74 82 92 100 Condição I 7 9 12 15 19 23 27 31 35 40 45 51 57 63 70 78 87 100 Condição III 33 39 45 50 55 60 65 70 75 79 83 87 91 94 97 98 99 100 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 60 Por isso é prudente admitir-se que mantenham por tempo mais prolongado as condições em terreno não cultivado sem vegetação do que em terreno cultivado. Constam também deste quadro os valores de CNo recomendados para uso em conjunto com o procedimento de cálculo A. A condição l representa a situação com solos pouco acima do ponto de murchamento e com terrenos cultivados e recémarados. A condição III aplica-se a solos quase saturados após cinco dias de chuvas fortes ou baixas temperaturas precedendo à tempestade de projeto.1 e representa a situação média correspondente a enchentes anuais. que consta do quadro Qd. que inclui as chuvas antecedentes à parte mais intensa da tempestade.4. fornece o resumo da transformação do CN para as três condições mencionadas. dependendo bastante da experiência e do bom senso do projetista. no entanto. Para a escolha do número de curva CN. predomina o efeito da classificação do grupo hidrológico do solo.4. uma apreciável incerteza na escolha do CN. O trabalho original do Soil Conservation Service recomenda uma alteração do número de curva CN para características diferentes da condição II.

do solo. em substituição à aplicação da expressão de Mockus. mais significativas nas bacias de menor porte. para a mesma curva CN. resultam para pequenas bacias deflúvios totais. a expressão de Mockus fornece. no fim do período. Assim. o qual é conseqüência do umedecimento progressivo do solo e do decréscimo da taxa de infiltração. condições de retenção superficial ou tipo de cobertura vegetal. porque não leva em conta a reabilitação da taxa de infiltração do solo nas interrupções das precipitações. enchentes mais raras devem levar em conta a ocorrência de precipitações antecedentes mais severas. Por esse motivo considera-se no fim do período chuvoso uma infiltração mínima do solo. de modo que convêm atribuir-lhes valores condizentes com a freqüência da enchente de projeto. mascarando significativamente a precisão procurada na escolha do CN. resultam deflúvio menores do que para as durações e precipitações acumuladas maiores. para estabelecer mais criteriosamente os valores a serem adotados para o número da curva de infiltração. o que introduz mais um fator de incerteza na sua avaliação. conforme sejam considerados maiores períodos de recorrência. CHUVAS ANTECEDENTES As chuvas que precedem a intensidade máxima de uma intensa da tempestade têm grande efeito sobre o deflúvio resultante. antes discutida.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 61 Observa-se uma grande variação do valor de CN para as diversas condições de umidade antecedentes do solo. Para tempestades muito prolongadas. CN. o qual depende das precipitações antecedentes e que. Seguindo o procedimento B (convencional). freqüentes em períodos de chuvas menos intensas. . por unidade de área. Ê difícil definir o valor inicial das precipitações acumuladas no começo da tempestade. no caso de projeto. A expressão de Mockus representa satisfatoriamente o crescimento do coeficiente de deflúvio com a sucessão das precipitações no decurso de uma tempestade. que não inclui as precipitações antecedentes. correspondentes às bacias maiores. coeficientes de deflúvio demasiadamente elevados. Desse modo convém considerar a chuva que antecede o pico da tempestade num período de. consideravelmente mais baixos que para bacias maiores com o mesmo número de curva de infiltração do solo. pelo menos 5 dias. em função da permeabilidade do solo. são preferencialmente incluídas na própria tempestade.2. Isso ocorre porque com chuvas de menor duração e menores precipitações acumuladas. Com o uso das chuvas antecedentes» o coeficiente de deflúvio passa a ser também menos da área da bacia Hidrográfica. 6.4.

. Os solos mais permeáveis são menos sensíveis às variações de condições antecedentes. incluindo-se os 5 dias de chuvas antecedentes. atendendo a condições de umidade do solo diferentes. Para solos de permeabilidade média poderá ser adotado um valor de CN próximo do recomendado para a condição l. será necessário adotar outro número de curva de infiltração. chega-se a descargas máximas aproximadamente iguais usando os valores de CNII e CN0 indicados na mesma linha do quadro precedente (Qd. de modo que parece ser mais apropriado utilizar o valor de CN entre os indicados para as condições l e II. a qual corresponde a solos secos.1. para bacias de diversos portes e para o período de recorrência de TR = 10 /aros. No procedimento A. Isso mostra que o procedimento A é de aplicação mais geral do que acontece com o procedimento B (convencional). Comparando-se valores de descargas calculadas pêlos procedimentos A e B. Com isso pode-se estabelecer uma relação entre os dois procedimentos de cálculo abordados. mesmo tratando-se dos mesmos tipos de solo e cobertura vegetal. Essa dependência da curva de infiltração. CN. CN. Para um posto com características diferentes. no procedimento A. tem sido possivelmente o motivo de restrição ao uso do hidrograma unitário para pequenas bacias. em função do tempo de concentração ou da extensão da bacia hidrográfica. a qual se refere à situação média de enchentes anuais em período chuvoso.6. porém acima do ponto de murchamento. a relação mencionada entre os números de curva CN altera-se devido ao uso de condições de chuvas antecedentes diferentes no procedimento A. Com a recomendação de um período de chuva de pelo menos 5 dias antes do pico da tempestade. Esse estudo da relação entre os números de curva CN a serem usados nos dois procedimentos de cálculo foi efetuado para um posto de características médias do Brasil.4.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 62 Os resultados obtidos adotando-se procedimento B (convencional) serão mais coerentes com a adoção de números de curva de infiltração.2). levando-se em conta maior número de particularidades da potencialidade na formação de chuvas intensas de curta duração de cada posto. mais altos nas bacias menores do que nas bacias maiores. conforme seja alterado o número de dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. o número de curva CN referente a esse caso deve ser menor do que o indicado para a condição II. excluindo as precipitações antecedentes.

A. considerando-se os 5 dias de chuvas precedente à precipitação de máxima intensidade e um número de curva CN0 relacionado com CNII.convencional. adota o número de curva CNII de período chuvoso. seja qual for a extensão da bacia de drenagem em questão. CN. ao contrário. do solo.2. Com o uso do procedimento. o projetista deve acostumar-se a associar o tipo de solo ao número de curva CN0 correspondente. independentes da extensão da bacia hidrográfica. sem considerar as chuvas antecedentes ao pico da tempestade. alterando apenas a parte final do hidrograma calculado. O segundo. A vantagem do primeiro procedimento. para solos semelhantes. sugerido. A consideração da simultaneidade das chuvas após o pico da tempestade de projeto afeta muito pouco o valor da descarga máxima. a não ser num período curto de duração aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica. O conceito da simultaneidade das chuvas. O número de curva CNO. dependente sensivelmente das condições antecedentes de umidade do solo. exposta no item 6.3. esse efeito já é afetado pela escolha mais judiciosa possível do número da curva de infiltração. conforme indicado aproximadamente pela tabela anterior.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 63 A consideração das chuvas antecedentes ou de sua exclusão dos cálculos conduz assim aos dois procedimentos mencionados. B. O primeiro procedimento. . consiste em incluir condições antecedentes de umidade do solo mais severas para enchentes de período de recorrência mais elevado e de permitir o uso do mesmo número de curva CN. a expressão de Mockus tende a definir deflúvios acima dos que são normalmente observados. variando muito pouco com a alteração das condições antecedentes de umidade do solo. No procedimento de cálculo B (convencional). INFILTRAÇÃO MÍNIMA No fim de uma tempestade significativa.3. sendo necessário admitir uma perda mínima por infiltração no solo para aproximá-los dos valores reais. depende do grupo hidrológico do solo e de sus condição de retenção superficial. afeta os valores das descargas máximas através das chuvas antecedentes na parte mais intensa da tempestade de projeto. O número de curva CNII usado como procedimento B (convencional). não aparecendo assim de forma explícita. a ser empregado nos cálculos. A.4. 6. admite uma tempestade de projeto mais prolongada. A. usado no procedimento A. aqui proposto.

5 h e para o procedimento B (convencional). sem chuvas antecedentes: PM = 21 − CN 0 1mm 〉 2 .1. onde o nível do lençol freático aflora após longo período chuvoso. 6. pode-se adotar a seguinte expressão. CN. é menos explícita pois nessa relação intervém a retenção superficial além do grupo hidrológico do solo. certamente. No procedimento de cálculo A. as seguintes infiltrações mínimas: Solo de Grupo A : 10mn/h Solo do Grupo B : 6mn/h Solo do Grupo C : 3mn/h Solo do Grupo D : 1mn/h A relação entre a infiltração mínima. com drenagem deficiente. Em terrenos planos.5. não podem ser superiores ao acréscimo de precipitação atribuído ao intervalo de tempo considerado.5. de acordo com os grupos hidrológicos do solo.2 mm/h. sem chuvas antecedentes. PM = 15 − CN II 1mm 〉 5 h Essas perdas mínimas por infiltração no solo. Para o procedimento B (convencional). Pmin e o número de curva de infiltração. FLUVIOGRAMA UNITÁRIO TRIANGULAR TEMPO DE CONCENTRAÇÃO O tempo de concentração de uma bacia hidrográfica é definido pelo tempo de percurso em que a cheia em curso d'água leva para atingir o curso principal desde os pontos mais longínquos até o local onde se deseja definir a descarga. considerando-se os 5 dias de chuvas precedentes ao pico da tempestade. em média. Esse tempo caracteriza a forma do hidrograma . 6. as perdas mínimas restringem-se à evapotranspiração e à descarga base e podem ser estimadas em Pmin = 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 64 Recomendam-se.

enquanto que para chuvas de duração maior que o tempo de concentração. o aumento do tempo de concentração ao longo das partes mais estreitas e sua conseqüente redução da intensidade de chuva de igual freqüência não compensa o acréscimo de deflúvio proveniente dessas partes. somente os deflúvios de parte da bacia hidrográfica se somam para formar o fluviograma da enchente. Normalmente considera-se que nas pequenas bacias hidrográficas. um efeito direto pronunciado sobre o tempo de concentração. embora com o pico de cheia já atenuado. o deflúvio superficial escoa em grande parte de seu sobre o terreno sem chegar os canalículos ou pequenos cursos d'água e a velocidade de escoamento é fortemente influenciada pela rugosidade do terreno. menores que 1 km2. Como nas bacias maiores. Isto se deve ao fato das intensidades de chuva para igual freqüência decrescerem com a sua duração. assim as chuvas com duração próxima ao tempo de concentração da bacia fornecem maiores vazões para um determinado tempo de recorrência. Em casos excepcionais. com bacias muito alongadas junto das cabeceiras e no trecho muito largas a jusante. onde o tipo de solo e a vegetação menor influência do que a forma destes cursos. os deflúvios de todas as partes da bacia estão contribuindo para a enchente. além do fato de que áreas maiores correspondem normalmente a comprimentos maiores do curso d'água principal.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 65 ou fluviograma unitário. embora alguns autores também expressem o tempo de concentração em função da área da bacia hidrográfica. Para chuvas com duração inferior ao tempo de concentração. passa a predominar o tempo em que o deflúvio superficial percorre através de leitos definidos nos cursos d'água. o deflúvio superficial escoa na maior parte do tempo através de canais ou canalículos erodidos no solo pela própria passagem da . escolhendo-se a maior. no entanto. sendo ainda definido com o intervalo de tempo entre o início da precipitação e o instante em que todos os pontos da bacia estão contribuindo para a vazão e conseqüentemente é um fator importante na conformação e na descarga máxima da enchente de projeto. Nesse caso convém comparar a enchente da parte mais larga da bacia isoladamente com a de toda a bacia. Essa área não parece oferecer. A determinação numérica do tempo de concentração depende primordialmente do comprimento do curso d'água principal e de sua declividade. sua cobertura vegetal e detritos sobre o solo. com áreas maiores que 8 km² . Conforme a extensão da bacia aumenta.

12 a 3. com áreas de 0. é exigida a definição do tempo de concentração por procedimentos mais cuidadosos. comprimento do curso principal de 0. pois a onda de enchente se propaga com maior velocidade num rio mais cheio. com se trata de bacias de maior porte. A avaliação do tempo de concentração de uma bacia é bastante complexa. tende a aumentar o tempo de concentração. Existem numerosas fórmulas empíricas para calcular o tempo de concentração em função do comprimento ( L ) do curso principal. dadas pelo .6 km e desnível máximo de 20 a 380m. ou de outros parâmetros escolhidos. Para comparação foram determinadas as velocidades médias. devido ao. porque esse valor varia menos de uma bacia para outra do que o próprio tempo de concentração.---quociente entre o comprimento ( L ) do curso principal e o tempo de concentração (TC). e eventualmente da área ( A ). designado no comentário por bacias médias e grandes. merecendo. Por outro lado. grande atenção na sua determinação. pois influencia significativamente no resultado da descarga de projeto. A maioria dessas fórmulas é restrita a áreas pequenas.6 a 105 km e desnível máximo de 150 a 1130 m. têm efeito cada vez menos pronunciado sobre o tempo de concentração. . No estudo de enchentes para projetos de pontes e bueiros. e com isso a textura superficial do solo. Nesta análise gruparam-se essas bacias analisadas em dois conjuntos com 15 amostras cada um (Qd.03 a 2. De uma forma geral. O segundo conjunto. tem áreas de 4. designado por bacias pequenas. do desnível total ( H ) até as cabeceiras.6.1). a permeabilidade e a cobertura vegetal. sendo o primeiro conjunto. com área. A magnitude da enchente numa mesma bacia influencia o tempo de concentração. existindo uma grande variedade de expressões de cálculo. para diversas bacias hidrográficas reais. com maior profundidade. para uma mesma bacia hidrográfica a descarga máxima calculada é proporcional ao inverso do tempo de concentração para ela considerada. para as enchentes muito grandes.5. Para ilustrar este aspecto fez-se a analise comparativa dos tempos de concentração. comprimento do curso principal de 2.? inúmeros condicionantes envolvidos. comprimento e desnível conhecidos.5 km².Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 66 água. com o transbordamento pelas as margens baixas.6 a 3476 km². o amortecimento das pontas das enchentes. embora esse efeito não seja normalmente considerado devido à falta de dados mais detalhados. por isso. calculados através de procedimentos diferentes. bastante difundidos.

talvez possa ser explicada pela diversidade de rugosidade do terreno e sua cobertura vegetal. não prejudicando a definição do tempo de concentração. confundindo-se os dois deflúvios e dificultando a definição do tempo de concentração. ocorre logo depois do pico do deflúvio superficial direto. considerando também as médias das velocidades nas bacias médias e grandes. mesmo sendo mais lento. Isso mostra a dificuldade e a importância na escolha da formula a adotar e por outro lado recomenda a adoção de uma fórmula que se aplique satisfatoriamente também a bacias maiores. Essa grande variação dos resultados do tempo de concentração. em ordem decrescente dos valores médios das velocidades. fez-se a ponderação na escolha da ordem. a) Fórmula de Kerby ⎛L a⎞ TC = 37 ⎜ ⎜ I ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ sendo TC o tempo de concentração. para as quais essas fórmulas foram desenvolvidas na sua maioria. Serão em seguida enumeradas as 15 fórmulas analisadas. ou da velocidade média calculados segundo as diversas fórmulas. em minutos. as diferenças entre os tempos de concentração de um caso para outro devem ser menores. mesmo que tenham sido estabelecidos pêlos seus autores somente para pequenas bacias.47 . Em bacias pequenas o máximo do deflúvio subsuperficial. que resultaram da aplicação em bacias menores que 2. ou em ordem crescente dos tempos de concentração. Quando esses valores médios das velocidades foram muito próximos. O mesmo não acontece com as bacias maiores onde o deflúvio subsuperficial chega com grande atraso em relação ao deflúvio superficial direto. Mesmo a média para as 15 bacias analisadas fornece uma relação de aproximadamente 5 entre os valores máximos e mínimos do tempo de concentração.5 km3. L o comprimento do curso d'água. que têm pronunciado efeito em bacias pequenas. mantendo uma relação freqüentemente maior que 5 entre os máximos e os mínimos para as diferentes fórmulas na mesma bacia hidrográfica.5 km² demonstram valores extremamente diversos. Nas bacias maiores com extensão e desnível semelhantes. 0 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 67 Os resultados para as bacias menores que 2. conforme a fórmula adotada. em km.

5. Essa fórmula forneceu velocidade média de 6.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 68 I = declividade. .3 km/h para as bacias pequenas. não sendo assim aplicável para estas. em %. crescendo essa velocidade rapidamente para as bacias maiores. e a = parâmetro igual a 0.

3 7.1 2.9 4.20 2.3 3.4 2.5 2.2 1.7 2.7 3.7 4.1 3.0 9.1 4.4 2.9 8.81 2.0 6.1 6.8 20.9 4.1 6.7 3.0 4.5.5 2.7 2.5 1.4 8.5 1.6 11.8 4.0 2.6 3.1 4.3 5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 69 Qd.0 6.5 2.O.6 3.8 3.0 8.9 5.5 1.9 7.8 7.7 6.1 6.9 8.1 4.0 3.6 17.9 2.N.28 0.0 6.7 3.4 3.1 3.8 8.0 4.9 3.5 2.2 11.7 14.5 0.0 8.5 1.8 3.3 2.1 1.8 8.9 6.9 6.1 3.7 0.6 4.2 3.6 3.3 3.4 2.4 6.4 6.0 2.1 0.7 4.3 1.7 3.4 2.5 2.9 5.6 3.6 1.2 2.1 9.4 3.8 4.7 3.5 3.4 2.5 2.6 5.34 0.1 4.4 4.4 12.2 4.9 1.6 6.5 3.4 6.2 1.0 7.9 6.5 1.6 3.2 5.1 9.7 5.4 10.0 4.9 2.1 8.9 4.60 2.50 1.9 7.7 2.7 10.3 2.9 1.9 3.8 17.5 2.8 7.1 ROSSI 0.5 1.2 2.0 21.1 10.7 3.9 6.4 5.8 5.6 .5 3.6 3.1 3.2 3.6 22.8 3.0 1.6 3.3 8.3 6.8 3.5 7.9 6.4 5.1 2.58 0.2 6.8 3.1 1.5 5.9 9.8 8.7 3.8 6.4 3.9 9.7 2.0 7.8 2.1 2.2 4.6 3.7 1.9 8.7 1.1 US CORPS OF ENGINEERS PICKING KIRPICH KERBY A L H 2 ( km ) ( Km ) ( m ) Velocidades Médias V = ( Km / h ) Para Cálculo do Tempo de Concentração TC = L / V VEM TE CHOW MÉTODO DO Nº DE CURVA ( CN = 60 ) 1.1 6.8 5.6 10.8 3.0 3.2 2.3 6.2 1.1 3.9 2.6 3.07 0.3 16.6 6.5 3.2 8.0 6.8 2.0 2.6 4.6 1.8 2.5 6.2 5.9 18.5 1.6 2.5 11.6 2.3 2.7 4.9 2.8 3.8 4.4 1.2 4.00 1.0 6.3 9.50 0.6 10.5 1.50 1.5 5.60 0.6 11.9 5.9 6.0 7.5 21.7 1.8 8.40 0.4 6.9 4.4 4.6 D.0 2.7 3.4 9.4 4.2 2.0 3.6 1.2 9.9 2.2 3.6 220 380 50 180 195 200 40 240 150 280 175 350 500 470 450 650 515 780 809 810 1130 2.9 34.2 12.0 2.2 6.6 6.9 2.0 2.3 3.1 6.4 9.4 8.7 13.3 1.6 2.9 6.0 10.1 16.10 0.5 5.9 2.4 1.9 4.8 16.9 4.60 1.6.8 5.8 6.8 4.70 1.6 3.4 5.60 1.03 0.3 2.9 7.4 6.6 7.0 3.0 1.70 1.3 4.0 7.8 0.5 15.80 2.7 7.1 2.9 3.5 4.5 9.9 5.6 4.1 GIANDOTTI GEORGE RIBEIRO ( P = 0.9 2.3 0.9 5.5 3.7 2.3 3.4 1.0 21.7 2.7 4.0 5.6 1.1 11.5 1.5 5.8 3.6 3.5 36.07 ) 1.50 4.5 3.8 1.2 2.7 1.7 3.4 9.0 1.7 2.8 4.4 7.3 7.9 3.5 6.6 2.4 4.7 8.9 4.0 5.9 7.3 4.1 6.6 1.4 3.8 2.1 9.0 9.3 1.6 2.1 3.4 1.S.0 8.0 16.05 0.8 2.9 6.8 2.73 0.1 10.7 3.7 3.0 4.0 2.8 3.6 4.8 1. (K=4) PASINI 0.5 3.8 7.26 3.5 4.0 71.9 3.9 4.0 54.9 3.9 2.4 2.1 27.4 6.5 6.5 3.6 6.4 6.5 2.1 8.6 3.2 19.7 2.4 2.3 5.0 5.1 1.3 4.7 2.3 7.0 6.0 4.7 7.5 2.7 1. -.5 5.8 2.5 2.1 120 165 248 291 683 1293 3476 0.3 4.3 5.0 1.5 3.2 4.30 1.6 2.4 4.5 36 28 36 39 70 20 50 70 25 20 200 45 1.5 45.9 1.6 5.5 7.1 2.7 3.2 0.9 1.4 8.8 3.1 1.9 3.89 1.5 7.60 2.2 3.1 4.6 2.1 6.12 0.7 4.2 3.1 11.6 8.0 6.9 6.1 9.9 6.3 KIRPICH MODIFICADA MÉTODO DO LAG ( Kn = 0.15 0.3 3.6 8.4 6.9 3.60 ) VENTURA JOHN COLLINS 1.1 8.6 12.2 5.6 8.1 1.1 2.3 5.40 0.0 4.0 7.8 6.5 0.2 19.3 3.8 3.9 2.3 5.7 2.0 4.1 2.0 0.

385 Essa formula forneceu uma velocidade média de 6. em m/m.0 km/h para as 15 bacias menores analisadas e uma média de 7. em m. crescendo para uma média de 8.95⎜ ⎜H ⎝ sendo TC = tempo de concentração.6 km/h para as bacias maiores. H = declividade.4 km/h.76 . TC = tempo de concentração.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 70 b) Fórmula de KIRPICH. ⎛ L3 TC = 0 . L = comprimento do curso d'água. ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . em km. em horas. em km. indicando sua aplicação para ambos os casos.30⎜ 1 ⎜ 4 ⎝H sendo. e H = desnível máximo. ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 5. sendo desenvolvida originalmente para bacias menores que 0.8 km2. publicado no "Califórnia Culverts Practicê".3 km/h para as bacias médias e grandes. c) Formula de PICKIMG 1 ⎛ L2 TC = 5 . CORPS OF ENGINEERS ⎛ ⎜ L TC = 0 . d) Fórmula do U. embora velocidades muito altas comparadas com as outras fórmulas.3⎜ ⎜ I ⎝ sendo TC = tempo de concentração. em km. em horas. L = comprimento do curso d'água. S. L = comprimento do curso d'água. em horas. não sendo por isso indicada para estas bacias.

crescendo para uma média de 8. em %. em ha. em minutos. 0 . Para as bacias pequenas resultou em média uma velocidade de 5. coberto de vegetação intensa. e) Fórmula de VEN TE CHOW ⎛ L ⎞ TC = 25 . absorção média K=4 . L = comprimento do curso d'água. em mm. não sendo por isso recomendado para estas bacias. absorção apreciável K=3 − Terreno argiloso. f) Fórmula do DNOS TC = sendo. em %.9 km/h.4 K = depende das características da bacia. não sendo por isso indicada para estas bacias. eleva da absorção K=2 Terreno comum. em m.4 km/h para as bacias maiores. TC = tempo de concentração. I = declividade.3 ⋅ L0 . conforme descrito em seguida: − − Terreno areno-argiloso. I = declividade. coberto de vegetação.1 km/h para bacias maiores.64 A média das velocidades para as bacias pequenas resultou em 4. TC = tempo de concentração. em minutos. coberto de vegetação. crescendo para 9. A = área da bacia.2⎜ ⎟ ⎝ I⎠ sendo. L = comprimento do curso d'água. 10 A0 .2 ⋅ K I 0 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 71 H = desnível. em km.1 km/h.

indicando sua aplicação para uma grande faixa de áreas. Sugere-se assim a adoção da seguinte formula: ⎛ L3 ⎞ TC = 1.9 km/h para bacias pequenas e 5. demonstraram que a aplicação do fluviograma unitário triangular do U. em horas. com K= 4. portanto aceitável para qualquer tamanho de bacia. A velocidade média para as bacias pequenas resultou em 4. 0 . em m/m. em minutos. L = comprimento do curso d'água. e H = desnível máximo. reduzida absorção K=4.05 − 0 . TC = tempo de concentração. L = comprimento do carão d'água.04 sendo.0 km/h e para as bacias maiores em 4.385 Essa fórmula fornece velocidades próximas da média de todas as expressões analisadas. TC = tempo de concentração. pouca absorção Terreno com rocha. na média. vegetação rala.8 km/h. com dados de enchentes observadas. .5 K=5 K=5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 72 − − − Terreno de vegetação média.7 km/h para bacias maiores. se forem adotados tempos de concentração 50% maiores do que os calculados pela expressão proposta por KIRPICH. em km. h) Fórmula de GEORGE RIBEIRO TC = 16 L ( 1. escassa vegetação. baixa absorção Terreno rochoso. em m. resultou. Sói l Conservation Service fornece resultados pertinentes às observações. em km.2 P )( 100 × I )0 .modificada Estudos em bacias médias e grandes.42⎜ ⎟ ⎜H⎟ ⎝ ⎠ sendo. I = declividade.5 Para condições médias.S. g) Fórmula de KIRPICH . uma velocidade de 4.

em km². Resultou a média das velocidades de 3. em horas. sendo assim aplicável a bacias de qualquer tamanho.9 km/h para bacias pequenas e 2. TC = tempo de concentração. L = comprimento do curso d'água.127 A I sendo. na média. I = declividade. em km2.77 ⎜ ⎟ ⎝ I⎠ 0 . em m/m.6 km/h para bacias maiores.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 73 P = parâmetro de dado pela porção da bacia coberta por vegetação.4 Km/h para bacias maiores. TC = tempo de concentração.295 . Resultou uma velocidade de 3. em horas. A = área da bacia.8 km/h para as bacias menores e de 3.3 km/h para as bacias maiores.107 3 AL I sendo.9 km/h. para as bacias pequenas e 2. j) Fórmula de VENTURA TC = 0 . em m/m. sendo aplicável a qualquer tamanho de bacia. I = declividade. Para um valor de P= 0. k) Fórmula de ROSSI ⎛ L ⎞ TC = 0 . em km. i) Fórmula de PASINI TC = 0 . sendo assim aplicável para qual quer tamanho de bacia. A = área da bacia.60 resultou uma velocidade de 3.

m) Método do Lag O atraso da onda de cheia em relação â chuva que a produziu. A = área da bacia.5 ⎟ ⎜ I ⎟ ⎝ ⎠ sendo. TC = tempo de concentração. uma velocidade muito baixa. sendo muito altas para as bacias grandes. em horas. em m. em km².43 Kn⎜ 0 . em km.0 km/h. em km. é designado por "lag". l) Fórmula de GIANDOTTI TC = 4 A + 1. L = comprimento do curso d'água mais comprido. para as bacias pequenas. considerando-se o tempo decorrido entre o centro do hietograma da chuva unitária e o momento em que ocorreram 50% do volume do fluviograma unitário correspondente. parecendo por isso pouco recomendável sua aplicação nestas áreas. em media. I = declividade. a velocidade de 2. As velocidades para as bacias pequenas são abaixo da média das outras fórmulas. H = desnível máximo. e 0 . em horas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 74 sendo. L = comprimento do curso d'água. contra-indicando sua aplicação para ambos os casos. ê dado pela expressão: ⎛ L Lc ⎞ Lag = 14 . em km. Resultou a aplicação desta expressão. de 2. lag.0 km/h para bacias maiores.1 km/h para bacias pequenas.5 L 0 . TC = tempo de concentração. em média. em horas. e 5. em % Resultaram.8 H sendo. L = comprimento do curso d'agua.33 .

013 a 0.033. em km. Substituindo ainda a declividade I pelo quociente entre o desnível H. em m. de 0.0 Kn L0 . Kn pode atingir o valor 0.716TC ⎛ L2 . A grande variação do coeficiente Kn requer a análise detalhada das características das bacias cujos dados serviram de base para a elaboração dos gráficos mencionados.5 Lag = 11.0 Kn⎜ 0 . em km.33 = 0 .833 H 0 . e Kn = média dos coeficientes de Manning (Rugosidade) ao longo dos cursos d'água mais importantes da bacia. expressão precedente se transforma-se em: ⎛ L2 . em km².167 Existem gráficos que indicam a variação do coeficiente Kn. em minutos. sem a consideração da fisiografia peculiar da região que corresponde a cada família de curvas dos gráficos mencionados. e o comprimento L. e os tempos de concentração calculados para uma bacia podem variar enormemente na proporção de 1 para 3 e até 1 para 5.33 = 16 . A = área da bacia . além da adoção de adaptações aos demais parâmetros.5 TC = 16 . TC = tempo de concentração. n) Formula de JOHN COLLINS L TC = 44 D sendo. I = declividade do curso principal. em m/km.030 a 0.5 ⎜H ⎝ ou ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . até o divisor. No caso de tempestades espalhadas.5 ⎜H ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . ao longo do mesmo curso do posto de medição até o ponto mais próximo ao centro de gravidade da bacia de drenagem.150. 5 A2 I . Como se vê.260 e em áreas urbanas seu valor vai de 0. em geral.48 Kn⎜ 0 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 75 Lc = comprimento.

DNOS. KIRPICH MODOFICADA. e que são as de KIRPICH. L = comprimento do curso d'agua. sendo seus valores os mais baixos que os encontrados para todas as outras expressões analisadas. GEORGE RIBEIRO. comparadas com a media das outras fórmulas. PASINI e VENTURA.7 sendo. Recomenda-se que deva ser dada preferência às fórmulas que conduzem a valores razoáveis tanto para bacias pequenas quanto para as médias e grandes. que são . TC = 1. em km. A média das velocidades para bacias pequenas resultou em 1.3km/h tanto para bacias pequenas como grandes. H = desnível máximo. TC = tempo de concentração. I = declividade. As velocidades para bacias pequenas são reduzidas. As velocidades médias resultaram próximo de 1. restrita aos limites de 1% a 3. e CN = referido número de curva. em m.80 L1. D = 4A π . em função do complexo solo-cobertura vegetal.e D = diâmetro de um círculo de área equivalente ao da bacia. o) Fórmula do método do numero de curva (CN). e assim menos recomendável na avaliação do tempo de concentração.8 km/h e para bacias maiores em 3.S. especialmente para bacias médias e grandes. em %. que caracteriza o complexo solo-cobertura vegetal da bacia.1 km/h.3 1000 H ( ) CN − 9 0 . Soil Conservation Service na relação chuva-deflúvio de Mockus. não se recomendando por isso seu emprego para estas. em km. referido ao número de curva recomendado pelo U. isto é. enquanto as fórmulas de PASINI e VENTURA geram as menores velocidades desse grupo. em horas.5%. Destas a fórmula de KIRPICH fornece velocidades acima da média das outras fórmulas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 76 L = comprimento do curso d'água. resultando descargas máximas menores.

00 L1'86. restringindo-se o uso para o caso da obrigatoriedade em usá-las. No caso das fórmulas que contêm a área A. para as quais os resultados se aproximam bastante da fórmula de KIRPICH MODIFICADA e. em função do comprimento do curso d'água L. V= L/TC. da media de todas as fórmulas analisadas. em km². 2. da bacia apresentou-se ainda. entre. foi substituída pela expressão A = 0. e substituindo a declividade I pelo quociente I=H/L. em m. Com essa análise parecem mais indicadas as fórmulas do D. uma segunda expressão onde essa área.5 vezes maiores do que a média A.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 77 contra a segurança da obra. em K/h. Nas expressões que contêm a área da bacia. A. o desnível máximo H. em km. em km. Praticamente todos os casos mostrados situam-se dentro da faixa definida pelas expressões A= 0. representando áreas. o comprimento do curso d*aguar L. ao lado direito. O método do Lag com Kn= 0. .5 vezes menores a 2. expressando-se velocidade .16 L' e A= 1.S e de KIRPICH MODIFICADA para qualquer tamanho de bacia e o MÉTODO DO LAG para bacias maiores que 10 km2.07 pode ser considerado para bacias com áreas superiores a 10 km². esta será expressa em km². Outra maneira de comparar as fórmulas para o cálculo do tempo de concentração consiste em reduzi-las para as mesmas unidades. A fórmula de GEORGE RIBEIRO fornece velocidades onde são pouco utilizadas as características da bacia.O.N. Essa relação resultou como média de mais de 200 bacias estudadas pelo DNER em várias regiões do Brasil.4 L. Em seguida são apresentadas as fórmulas antes citadas com as unidades iguais para melhor comparação. portanto.

6.COMPRIMENTO DO TALVEGUE H . 5% 1% 10 H= 50 l 1/ I= I= I= 10 % I= 5% I= 2 2% I= 1 1 I= 50 % 20 % 10 H .( km) 0.DESNÍVEL I .5.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 78 Figura . 2% I= 0.( m) 100 1000 .DECLIVIDADE 100 L .2 Cursos D’água em Várias Regiões do Brasil Relação Desnível – Comprimento do Talvegue 1000 L .1.

aproximadamente.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 79 A relação das formulas com as unidades iguais é a seguinte: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) KERBY (para a= 0.158 H0.200 V=0.60) PASINI V = 0.1 L -0.5 L 0.5 VEMTURA V = 0.1336 L-0.385 V=1. dispensando na realidade qualquer cálculo.7936 L-0.30 H0.1667 H0. porque os expoentes de L e H são muitos baixos.1538 L-0.333 H0.1396 L0.7611 L0.4533 H0.5 4 A + 1.4011 L-0.3 a 0. Como a declividade ê dada pelo quociente entre o desnível.2 H 0.7 km/h.9247 L0.5 ROSSI GIAHDOTTI = V=0.190 H0.014 H0. para qualquer bacia.8 L0 . a velocidade deveria ser proporcional â raiz quadrada do produto do raio hidráulico.3 a 0. o raio hidráulico varia em função inversa da declividade.1500 L0.5 L V=0.500 H0.04 H0.0526 L0. os expoentes de L e H são próximos desses valores.5 H 0 .500 V=0.3 a 0.04 H0.7020 L-0.1806 L-0.4 H 0.2955 A -0. respectivamente.S.320 V=0.470 V=1. CORPS OF ENGINEERS VEN TE CHOW DNOS (para K = 4) V = 0. essas grandezas deveriam aparecer nas fórmulas com expoentes próximos de 0.5 para H e -0. I.5) KIRPICH PICKING U. Substituindo o raio hidráulico pelo inverso de uma potência da declividade.2 MÉTODO DO NUMERO DE CURVA (para CN=60) Para comparar essas expressões convém notar que. com exceção da estabelecida por GEORGE RIBEIRO. Aliás esta fórmula fornece velocidades sempre próximas a 3.040 V=0. pela declividade.1475 0 .1667 V=0.05 V=1.5 H 0.430 H0. R.155 H0.500 V=0.5. a velocidade resulta proporcional ã declividade elevada a uma potência entre 0.500 MÉTODO DO LAG JOHN COLLINS V = 0.5 para L. e o comprimento do curso d'água.1667 H 0. segundo a formula de Chézy de escoamento em canais.500 V=0. Como rios maiores têm geralmente declividade menor e raio hidráulico maior por causa da maior profundidade média.5575 H0.6029 A 0. H. Para as três fórmulas antes recomendadas.4 Kl RPICH MODIFICADA GEORGE RIBEIRO (para p= 0.8858 L-0.6 H0.3937 L-0.400 V=0.03 L 0. .9709 A 0.155 H0.385 V=3.2490 A -0.1320 L0 V=2. por fornecer velocidades mais próximas ã média do conjunto delas.03 L 0.8951 L0. L.

A. para considerar grande parte da bacia contribuinte da enchente. Todas as fórmulas apresentadas. fornecendo resultados satisfatórios segundo os vários autores. A tempestade analisada deve ser de curta duração. Além disso. Em tempestades prolongadas a aplicação da lei de infiltração de Mockus costuma ser evidente. o aumento da área. procurando reproduzir da melhor forma o fluviograma observado (ver Fig. Com essa expressão determinam-se as precipitações efetivas ou os deflúvios nos vários intervalos em que se dispõe de dados pluviométricos. . L. ela é mais simples porque não leva em conta a área. a maior profundidade dos cursos d'água deveria fornecer velocidades crescentes com o aumento da área. no entanto. e igual desnível. uma variação inversa desta descrita.5. da bacia nem as condições do solo e da cobertura vegetal. Deve-se procurar ajustar os picos do hidrograma calculado com o observado. por aproximações sucessivas. Quando se dispõe de observações fluviométricas e pluviométricas de pelo menos algumas enchentes de maior porte na bacia em estudo ou numa bacia com configuração fisiográfica semelhante.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 80 A fórmula do DNOS fornece os maiores valores de velocidade desse conjunto. para cada vez base diferente.3). abstraindo-se da origem de tempo no início das chuvas e dos deflúvios. e com isso. o comprimento e declividade do curso d'água principal mascaram os expoentes com que essas variáveis podem apresentar-se na expressão empírica da velocidade média. especialmente para bacias médias e grandes. sendo assim mais recomendável. obtendo-se da base do fluviograma unitário triangular que forneceu o melhor ajustamento. significa uma bacia mais larga. H. Em conseqüência. compondo-se esses acréscimos de deflúvio com os fluviogramas unitários triangulares.A. A formula de KIRPICH MODIFICADA fornece valores intermediários para as velocidades. porém não muito menor que o tempo de concentração. Para bacias com igual comprimento do curso d'água. que é o caso mais freqüente. Aparentemente a interdependência entre a área da bacia. A principal dificuldade na aplicação da metodologia exposta reside na distribuição não uniforme das chuvas sobre a área da bacia. A partir do deflúvio total e da precipitação total da tempestade considerada deduz-se o número de curva CN da expressão de Mockus. indicam. o valor do tempo de concentração. resulta maior concentração de água no curso principal. menos a de JOHN COLLINS. é possível avaliar o tempo de concentração e a correspondente base do fluviograma unitário. 6.

para reduzir o trabalho de cálculo.5.4 vezes maior do que a velocidade de escoamento no rio.6 TC para condições médias de bacia hidrográfica e deflúvios com distribuição aproximadamente uniforme sobre a área. Este valor é bem maior que um quinto do tempo de pico e a análise comparativa dos resultados para durações unitárias iguais a um quinto do tempo de ponta e a um quinto do tempo de concentração demonstrando que as diferenças entre as descargas máximas correspondentes . 6. Também recomenda-se que a "duração unitária" da chuva usada com o fluviograma unitário próximo de 0. é razoável determinar o tempo de concentração separadamente para cada parte. resulta o hidrograma adimensional cujo ponto de inflexão no ramo de descida fica 1.25 TP. representado na Fig. Dividindo as ordenadas do hidrograma unitário pela sua descarga máxima e as abscissas pelo tempo de ponta TP. comumente. porque a celeridade de uma onda de enchente é cerca de 1. adota-se a fórmula KIRPICH MODIFICADA que fornece valores médios para o tempo de concentração. Este hidrograma foi deduzido da média de um grande número de hidrogramas unitários naturais de bacias com tamanhos muito variados e situações geográficas diversas. não devendo ter valores maiores que 0.70 TP após o início da chuva unitária e a base é igual a 5 TP. Recomenda-se a adoção de durações unitárias até um quinto do tempo de concentração. CONFORMAÇÃO DO FLUVIOGRAMA UNITÁRIO Segundo.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 81 Não podendo ser empregados estes procedimentos.5. tendo-se observado velocidades de propagação de ondas de cheia nessas condições entre 1 km/h e 2 Km/h. Quando a bacia possui partes com declividades muito diferentes.2 que foi desenvolvido por Víctor Mockus.20 TP. valendo 0. portanto duas a três vezes menores que as indicadas pela fórmula de KIRPICH MODIFICADA. Especial atenção deve ser dado aos trechos de rio onde existe transbordamento significativo pelas margens baixas.2. porém sujeitos a um erro apreciável em relação ao valor real. Nessa metodologia o tempo de concentração da bacia é igual ao tempo entre o fim da chuva e o ponto de inflexão no ramo descente do hidrograma unitário. 6. A determinação do tempo de concentração a partir da velocidade de escoamento das águas no curso d'água principal não é absoluta. o Soil Conservation Service usou o hidrograma unitário adimensional curvilíneo. O atraso da onda ou "Lag" é aqui definido pelo tempo entre o centro da chuva unitária e o pico do fluviograma unitário. totalizando-se o tempo final pela simples soma das parcelas.

e da dura cão unitária DU dadas por: TP = DU + 0 . em conseqüência dos baixos coeficientes de deflúvio.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados. O próprio Soil Conservation Service recomenda a substituição do hidrograma adimensional curvilíneo por um hidrograma triangular cuja forma se adapta razoavelmente. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7.5 minutos mais próxima de um quinto do tempo de ponta TP para uniformidade dos resultados do tempo de concentração TC.6 TC 2 TB = 8TP 3 . no entanto. Deve-se.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 82 geralmente não excedem 10% do seu valor médio. a não ser para números de curva de infiltração CN muito baixos. são pequenos. TP e sua forma mais simplificada não necessita da apresentação adimensional de modo que se são obtidas a partir do tempo de concentração TC.2. 6. no entanto. TP. conforme mostra a Fig. comparados com as incertezas na escolha do número de curva CN e do tempo de concentração TC. procurar usar uma duração unitária inteira múltipla de 5 minutos ou de 7. quando os erros relativos são mais altos mas seu valor absoluto é pequeno. O tempo de base TB desse hidrograma triangular é igual a 8/3 do tempo de ponta.5. Deve-se. Desse modo os erros conseqüentes do emprego de uma duração unitária diferente de um quinto do tempo de ponta.

4 TC 0.8 0. TB (min) FLUVIOGRAMA TRIANGULAR FLUVIOGRAMA ADIMENSIONAL 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 83 Figura 6.9 “ LAG “ 0.5 0.1 1 TP TB = 8 TP 3 2 t / TP 3 4 5 .7 0.6.2 – Fluviograma Unitário Adimensional e Triangular EXCESSO DE CHUVA 1.5.03 .3 0.TC PICO PONTO DE INFLEXÃO QP (m³/s/mm) = AR (km²) 0.2 DU QP 0.0 0.6 0.

em minutos. 0.03 = coeficiente de compatibilização de unidades. igual a um quinto do tempo de ponta TP. em km². . é decorrente da substituição do fluviograma unitário curvilíneo pelo triângulo. A imprecisão introduzida na área de descargas altas do hidrograma total. ou a ordenada máxima do hidrograma unitário observando-se que a área do triângulo representa o volume escoado da bacia para um deflúvio de 1 mm. o que não tem importância no estudo das enchentes. TB = base do fluviograma unitário. Disso resulta a seguinte expressão: QP = AR 0 .03TB onde: QP = descarga máxima.5 DU entre o tempo de concentração e a duração unitária. comparada com a incerteza na definição do número de curva de infiltração CN. quando o principal objetivo é a definição do seu pico. mas é desprezível. a expressão adequada é: TP = fornece a relação DU + 0 . Usando uma duração unitária DU. em m3/s por mm do deflúvio. do solo e na dificuldade de avaliar o tempo de concentração correto da bacia.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 84 Obtém-se a descarga de ponta QP. AR = área da bacia. A depleção exponencial normalmente observada no fim dos hidrogramas naturais não é reproduzida com fidelidade quando se emprega o hidrograma unitário triangular.6 TC = 5 DU 2 TC = 7 .

COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA TOTAL Multiplicando as ordenadas do hidrograma unitário pêlos excessos de precipitação ou deflúvios em cada intervalo de tempo igual à duração unitária DU. obtidas pela interpolação linear entre os valores acumulados das .5.3 ) figuram as precipitações acumuladas P1. permitindo obter-se o tempo de concentração da bacia. Aqui é reproduzido apenas o caso mais próximo da solução ótima. que serão assim também espaçadas de DU. O procedimento pode ser explicado graficamente através do ajustamento de um hidrograma calculado com um hidrograma natural. correspondentes aos tempos t da primeira linha. que deságua na Baía da Guanabara.2 S ) 2 P + 0 . serão somadas com deslocamento de um intervalo DU cada vez que se considere o acréscimo de precipitação efetiva seguinte. que somados.85.6. À precipitação e ao deflúvio total corresponde o coeficiente de deflúvio de 24. conforme exposto no fim do capitulo 6. conforme dados coletados e cedidos pela SERLA .5 km2.(Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado Rio de Janeiro). mantendo-se as devidas defasagens.8 S Onde ⎛ 100 ⎞ S = 254⎜ − 1⎟ ⎝ CN ⎠ Repetindo o procedimento que se segue para diversas durações unitárias DU.2% e o número de curva de infiltração CN = 66. procurou-se a solução que forneceu o melhor ajustamento do hidrograma calculado com o observado e especialmente proporcionando descargas máximas semelhantes. As ordenadas do hidrograma unitário devem. por isso.5. As ordenadas dos hidrogramas parciais. descontando-se a descarga base. obtêm-se os hidrogramas parciais. fornecem o hidrograma total da enchente. atendendo ã expressão de Mockus. O exemplo refere-se à enchente observada em 14 de fevereiro de 1979. com a duração unitária DU = 35 minutos. Na segunda linha do quadro que se segue (Qd . a precipitação total média observada em 2 pluviógrafos de P = 89. no posto Iconha. corresponder às abscissas com intervalos iguais à duração unitária.25mm e o deflúvio superficial total de D = 21.5. D= ( p − 0 .6mm. do rio Iconha.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 85 6.3. A área da bacia hidrográfica é de AR = 66. triangulares.

12 7.19 0 105 42.45 315 89.11 210 81.da quarta linha. obtendo-se os deflúvios ou precipitações efetivas PE.77 13.9 12.45 245 88. t (min) P1 (mm) P2 (mm) PE (mm) 35 5.25 1. Em seguida aparecem os acréscimos das precipitações médias P2 nos intervalos de tempo de duração DU = 35 minutos.13 18.6 8.76 11.7 17.postos pluviográficos.46 21.6 .99 0. PE.19 280 88.26 21.59 175 72. a partir das precipitações acumuladas P1. disponíveis em intervalos horários.57 0 70 16.01 25. adotando-se o número de curva CN = 66.57 5.85. Finalmente. calculadas pela expressão de Mokus.93 21.98 140 60.53 6. na última linha do quadro.25 0. definido para o total da enchente examinada.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 86 precipitações médias observadas nos dois. usados para definir os hidrogramas parciais. figuram os acréscimos de precipitação efetiva.

02.85 100 90 80 DESCARGA .5 km² CD = 24.5.(mm) 20 30 40 50 60 DESCARGA .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 87 Figura 6.3 – Conformação e Composição do Fluviograma Unitário 0 10 CHUVA . OBSERVADO CALCULADO t .1979 AR = 66.(m³/s) 70 60 50 40 30 20 10 PRECIPITAÇÃO DU=35min.(minutos) .2 % CN = 66.(m³/s) 50 40 30 20 10 0 35 70 105 140 175 210 245 280 315 350 385 420 455 490 525 560 595 630 665 700 CALCULADO OBSERVADO PERDAS DEFLÚVIO RIO ICONHA EM ICONHA / RIO DE JANEIRO SIMULAÇÃO DA ENCHENTE DE 14.

5 km. 6. Estão destacados na Fig.6. sendo necessário calcular-se novas características do hidrograma unitário. a partir da duração unitária correspondente. Para uma duração unitária DU = 35 minutos e um tempo de ponta TP = 5 x DU ou TP = 175 minutos. . O tempo de concentração resultante desta enchente é assim TC = 262 minutos para essa bacia cujo comprimento do curso principal é de 16. Esses hidrogramas parciais triangulares possuem uma base igual a TB = 467 minutos e descarga de ponta dada pelo produto dos acréscimos de precipitação efetiva de cada intervalo de duração DU pela ordenada máxima do hidrograma unitário. cobertas de matas da Serra do Mar.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 88 Neste caso o hidrograma unitário triangular ê caracterizado pêlos seguintes elementos. fornecendo hidrogramas parciais 10% mais baixos e com base 10% maior que no caso de durações unitárias menores.5.3). sendo possivelmente este o motivo da rápida ascensão do hidrograma no início das chuvas.5. que se ajusta satisfatoriamente ao hidrograma observado. resultando deflúvios não uniformes sobre a bacia. com atrasos sucessivos do seu início. Na tempestade examinada as precipitações observadas nos dois pluviógrafos foram bastante diferentes. como também é ressaltada a soma dos hidrogramas parciais. quando o grupamento é de 4 a 6 elementos.75 m 3 / s / mm 0 .3 os hietogramas das precipitações observadas e os excessos de precipitação. resultando uma base do hidrograma igual a TB= 467 minutos e um tempo de concentração de TC = 7.5 DU e TC= 262 minutos. DU primeiro triângulo é disposto de modo que a defasagem final da descarga máxima do hidrograma calculado em relação ao observado seja menor que o intervalo DU adotado. que é QP. de um intervalo de tempo igual â duração unitária. 6. e a parte inferior é pouca inclinada.5.03TB Estão representados na Fig. Desprezaram-se os últimos acréscimos de precipitação efetiva cujos hidrogramas desaparecem na representação gráfica. pico e fim.3' os cinco hidrogramas parciais correspondentes acréscimos de precipitação efetiva maiores do quadro precedente (Qd . A parte superior da bacia situa-se nas escarpas íngremes. Para reduzir o trabalho de soma dos fluviogramas parciais recomenda-se associar os excessos de precipitação no fim da chuva de projeto em grupos com duração múltipla de DU. onde as águas das enchentes transbordam pelas margens. Os triângulos são defasados. A descarga de ponta é dada por: QP = AR = 4 . múltipla de DU procedimento não é muito exato.

Para exemplificação considerou-se uma bacia com área de 32 km² tempo de concentração de 150 minutos e duração unitária de 20 minutos. considerando as chuvas precedentes do pico de chuvas de curta duração. tomando como exemplo o posto pluviográfico de referência. Metodologia B. de simultaneidade da chuva e distribuição da chuva em área. aproximadamente igual à metade do tempo de concentração da bacia.1. sem prejuízo da precisão requerida. como descrito no capítulo 6. superior a 1 mm/h. 6. Em geral o somatório das ordenadas dos hidrogramas parciais é feito sob forma de tabelas. D. considerando-se as chuvas no período antecedente de 5 dias do pico da precipitação. é geralmente adotada. MÉTODO DE CALCULO A seguir são descritos com os procedimentos de cálculo para obtenção dos valores das descargas de projeto a serem utilizados nos projetos rodoviários. convencional.6. a partir da duração unitária. 6. ressaltando-se as diferenças de adoção das duas metodologias de cálculo adotadas: – – Metodologia A.6.6. costumando-se suprimir os acréscimos de deflúvio no fim da tempestade. assim como as características da relação chuva-duração-frequência. com o que reduz-se o número de elementos a calcular. .3.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 89 Essa simplificação não tem grande vantagem na maioria dos casos. que representa a média dos 98 postos do Brasil com a perda mínima por infiltração 1 mm/h. METODOLOGIA A Ao ser utilizado o período de 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da precipitação. pois a infiltração mínima do solo.1.2. no período total de 15 dias de chuva de projeto. adotando-se o período de recorrência de TR = 10 anos. e CN = 74. na metodologia A. Considerou-se ainda o número de curva CN = 60. é conveniente a adoção de durações da chuva. O cálculo desenvolvido deve ser acompanhando no Quadro Q1-A. tornando o número de hidrogramas parciais a serem somados bastante reduzido. CHUVAS DE PROJETO EXPRESSÃO DE CHUVA DO ENG° OTTO PFAFSTTETTER 6.6.6. para a metodologia. 6.2. crescente segundo a progressão geométrica de razão 2. Esses parâmetros acham-se indicados no alto do quadro. DU.

D. Esses intervalos encontram-se também na 8a coluna da segunda parte. D.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 90 Nas três primeiras colunas da primeira parte do quadro aparecem as durações D. 4 para 98 postos do Brasil. que. Em seguida. 4. TR. 25 onde K significa o fator pelo qual deve ser multiplicada a precipitação Po. Devido à disposição simétrica dos acréscimos de precipitação. b e c = parâmetros relacionados para os diferentes postos do Brasil. "β" e "γ". para obter a precipitação com o tempo de recorrência de projeto. aparece o fator de simultaneidade das chuvas. O último valor de D corresponde aos 15 dias admitidos para a duração total da tempestade de projeto. nessa parte do quadro. que são parâmetros que dependem da duração. O penúltimo valor de D foi escolhido de modo que as durações antecedentes ao pico somem os 5 dias fixados para ela. é necessário efetuar interpolações lineares entre aqueles valores e mesmo extrapolações. com tempo de recorrência de 1 ano. Como em geral os valores de "α" e "β" não são relacionados para as durações. Po = precipitação. em anos. para durações maiores que 6 dias. O fator de probabilidade K é definido por: K = TR α + β / tr 0 . FS. essa duração antecedente resulta da soma dos intervalos de D entre pares sucessivos dos valores anotados nas primeiras colunas da parte superior do quadro. expressas em minutos. para o tempo de recorrência TR = 1 ano. em horas. D = duração da chuva. em mm. usadas no quadro. da chuva e são relacionados na Ref. horas e dias. Aparecem em seguida as precipitações PO. no caso dos postos analisados na Ref. calculado pela expressão: . são definidas pela expressão: P0 = aD + b log( 1 + cD ) Sendo. para maior comodidade da análise dos resultados. a. Nas colunas seguintes aparecem os valores de "α".

6. Esses acréscimos de precipitações devem ser reordenados. nos sucessivos intervalos de tempo entre as durações do início dessa parte. e AR a área da bacia hidrográfica. C4 = 0. DR a duração de referência. A 10a coluna da primeira parte do quadro fornece as precipitações de projeto. que resultam do produto das precipitações Po.6. DR a duração considerada e. em km2. no Quadro Q1-B. FA dado por: FA = sendo Y Y + log ( AR / C 6 ) 2 Y = C 3 log( C 4 D + C 5 ) os valores de C3 = 35. P1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 91 FS = C1 ( 1 − C 2 ) + C2 C1 + log 2 ( D / D R ) sendo C1 = 1. e finalmente pelo fator de redução em área. mais comumente adotado.2. conforme descrito adiante. pelo fator de probabilidade K. De acordo com a tabela de correspondência .18 E onde TR é o tempo de recorrência. em horas. levando-se em conta a umidade do solo no início da chuva.70 e C5 = 1 estão indicados no alto do quadro. FA isto é: P1 = P0 ⋅ K ⋅ FS ⋅ FA Na última coluna dessa parte do quadro aparecem os acréscimos das precipitações de projeto.57TR −0 . têm-se as seguintes indicações: adoção do número de curva CN maior que no procedimento A. pelo fator de simultaneidade. P1. para as durações D. escolhida como sendo igual a 4 DU. em anos. Na 9ª coluna dessa parte superior do quadro aparece o fator de redução da chuva em área.2. ou aproximadamente igual à metade do tempo de concentração. FS. METODOLOGIA B No caso de se adotar o procedimento B.5 e C 2 = 0 . não sendo considerado no caso os 5 dias de precipitações antecedentes ao pico da tempestade. para o tempo de recorrência de l ano. TC. D é a duração considerada.

As chuvas. em km². e FA o fator de redução em área.2.6. não vindo. seriam alteradas com a consideração do fator de simultaneidade. POSTO PLUVIOGRÁFICO LOCAL Havendo dados pluviográficos de postos diferentes dos estudados pelo Eng° Otto Pfafsletter e que sejam representativos da bacia em estudo. Na metodologia de cálculo B. normalmente o fator de redução das chuvas na área é definido pela Expressão: FA = 1 − 0 . em geral não coincidem com as durações D. convém fazer-se a análise estatística das precipitações de curta duração desse posto. Se consistente. resultando FS = 1.1 log( AR / 25 ) ≤ 1 onde AR é a área da bacia. São a seguir tratados os casos onde dispõe-se de observações pluviográficas locais. escolhido de modo a definir satisfatoriamente o ramo descendente do fluviograma resultante. refletir-se sobre a descarga máxima do fluviograma de projeto. ou mesmo. usadas na composição da primeira parte do quadro. a partir de dados pluviométricos que sejam significativos da área local.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 92 de CN do capítulo anterior. 6. Em seguida as durações D crescem em progressão aritmética até o tempo máximo para cálculo.3. após o pico da tempestade. usado no exemplo anterior. Nesse caso efetuam-se interpolações lineares entre os valores dados por método estatístico para definir as precipitações correspondentes às durações D do quadro. O fator de simultaneidade das chuvas não é considerado nesse procedimento. . No restante os quadros QI-A e QI-B são semelhantes. em grande parte. Tmax. na escolha mais judiciosa do número de curva CN. adotou-se o valor de CN = 74. esse estudo poderá fornecer o valor das precipitações para o tempo de recorrência de projeto e para durações que. O efeito das chuvas antecedentes ao pico da tempestade já está considerado. correspondente ao CN = 60. independente da duração D. no entanto.

e pelos fatores de redução da chuva em área. Admitiu-se no caso um solo com permeabilidade acima da média. sendo a precipitação de projeto. no procedimento A. através das duas metodologias de cálculo são um pouco divergentes. por interpolação. no procedimento B. Nesse caso a tabela de correspondência dos números de curva CN0 e CN1 não é valida.2. 6. A precipitação de 24 horas é definida pelo produto deste valor por 1. com um número de curva CNo= 40. FS. que não são considerados.3. PA. pelo menos. onde obteve-se a seguinte relação entra precipitações e durações para chuvas com TR= 10 anos de tempo de recorrência.6. diferindo pelas durações D. Nas colunas seguintes dessa parte figuram os valores não utilizados de "a".4. METODOLOGIA B Nos quadros Q2-B1 e Q2-B2 encontram-se os mesmos exemplos.2.2. e CN1 = 55.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 93 6.3. calculado pelo procedimento B. de dados pluviométricos diários para um posto mais próximo pode-se proceder do modo a seguir. que nesse caso crescem em progressão. "p" e o fator de probabilidade K = 1.13. 6. As demais características da bacia acham-se representadas no quadro. pois a potencialidade na formação de chuvas de curta duração é muito diversa da representada para o posto de referência. POSTO PLUVIOMÉTRICO LOCAL No caso em que se julgue que os postos relacionados não sejam suficientemente representativos das chuvas na bacia em estudo e se disponha de pelo 10 a 15 anos. Por esse motivo as descargas máximas. O restante dessa parte do quadro é semelhante à do quadro Q1-A. 5min 15min 30min 1h 2h 4h 8h 24h 48h 4d 8d 6d P(mm) 17 37 58 86 113 143 174 240 290 368 510 745 D Com esses valores foram obtidas. obtém-se o quociente que representa a . definindo o valor para o período de recorrência TR = 10 anos. pêlos fatores de simultaneidade. FS= 1. Efetua-se a análise estatística das precipitações máximas diárias observadas. equivalente a 139 mm.1. e pelo fator de redução da chuva em área. P1.6.2.6. Dividindo-se este valor pela precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência. as precipitações PK da quarta coluna da primeira parte do quadro Q2-A. resultante do produto das precipitações PK pelo fator de simultaneidade. no Estado de São Paulo. METODOLOGIA A A primeira parte do quadro Q2-A exemplifica uma bacia situada na Baixada Santista.

13 x 135 = 152. resulta a precipitação relativa de 152. A paralela à curva de n° 32 . Feita a análise estatística das precipitações diárias máximas anuais chegou-se. Traça-se no gráfico escolhido uma linha passando pela precipitação relativa achada para o posto considerado e que seja paralela à curva do posto regional mais representativo.4. Dividindo-se esse valor por 139. e suas ordenadas PR. 6. para o período de recorrência TR = 10 anos. do posto de referência.2.55/139 ≤ 1. resultam as precipitações para o posto considerado. A precipitação de 10 anos de recorrência e duração de 24 horas corresponde assim a 1. que nem sempre coincidem com as durações indicadas.1. As vezes essa linha traçada deve ser interpolada entre duas outras do anexo B.Goiânia é razoavelmente representativo.04 mm acima. METODOLOGIA A Esta metodologia é exemplificada pelo quadro Q3-A. para obter as precipitações de projeto P1. para várias durações B. .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 94 precipitação relativa do posto considerado para 24 horas e pode ser marcada por um ponto num dos gráficos. Esse procedimento pressupõe que as precipitações de várias durações mantêm a mesma relação para as de 24 horas como a que se observou no posto tomado como base de comparação no Anexo B. Normalmente ê necessário efetuar interpolações para achar as precipitações correspondentes às durações D da primeira parte do quadro. Com as ordenadas dessa curva paralela ou interpolada são avaliadas as precipitações relativas para diversas durações. a um valor de 135 mm. correspondente à região do Brasil mais representativa da área em estudo. constam do quadro que se segue. que é a precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência.Goiânia situa-se 0. correspondentes a postos que possam adequar-se à estimativa das precipitações de curta duração no posto pluviométrico considerado. Multiplicando-se essas precipitações relativas pelas precipitações. mas não se dispõe de um pluviômetro próximo com dados de chuvas diárias. e pelo fator de redução em área FA.6.55mm. neste caso uma bacia no sul do estado de Goiás onde o posto n° 32 . de igual duração e período de recorrência TR.10 para o posto pluviométrico considerado e uma duração de 24 horas. Supôs-se. Essas precipitações pontuais do posto considerado devem ser multiplicadas pelo fator de simultaneidade FS.

de modo que não alteram sensivelmente os resultados. que é tempo de recorrência de projeto. da 5a à 7a coluna da primeira parte do quadro.4. As precipitações de projeto P1. Os acréscimos de precipitações correspondentes são negativos mas seus valores são pequenos.2 247.4. Admitese que as precipitações relativas não variam muito com o tempo de recorrência e que as referentes a TR = 10 anos representam satisfatoriamente a média.8 152. a precipitação de projeto.06 4d 0.11 1. resultantes do produto de PR por P100 das duas linhas precedentes. São igualmente ignorados os valores de "α".5 Na terceira linha do quadro repetiram-se as precipitações do posto de referência do para TR = 10 anos.9 137. No restante o quadro assemelha-se aos anteriores. não obedecem à tabela do subcapítulo 6. Os números de curva CNo= 60 e CN= 64.6 158. respectivamente. METODOLOGIA B O quadro Q3-B ilustra o cálculo da enchente pela metodologia B.8 297. "β" e K = 1.8 208.99 6d 0.5 128. contendo os valores de "α".7 179.16 19. "β" e K = 1.2 262.4 328.15 6h 1. Na última linha figuram as precipitações de projeto PK.2.6.1 229 48h 1. FA. As três colunas seguintes. P1= PK x FS x FA. Nesse caso as durações D crescem segundo uma progressão aritmética até o tempo máximo de cálculo TMAX.4 349.7 24.1 203. .9 300.8 62.5 174.13 24h 1.94 86.2 100 2h 1.14 12h 1.2 110.3 69.23 1. Esses valores ou os interpolados para as durações D constam da 4a coluna da primeira parte do quadro Q3-A.2 43. decrescem ligeiramente entre as durações de 16 a 64 horas em conseqüência de uma rápida queda do fator de simultaneidade.1 47. usados nas metodologias A e B. aparecendo o fator de simultaneidade FS.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 95 D PR(mm) P100(mm) PK(mm) 5min 15min 30min 1h 1. Os fatores de simultaneidade FS = 1 não são considerados e os fatores de redução da chuva em área. e seus acréscimos.16 4h 1. 6.11 1. não são representativas neste caso. o fator de redução na área FA.1 pois as potencialidades para formação de chuvas de curta duração no posto considerado diferem bastante daquelas do posto de referência utilizado para organizar a tabela.2.

de acordo com a expressão de Mockus. PE. da segunda parte. os acréscimos de precipitação que constam da última coluna da parte superior do quadro dos exemplos. Na quarta coluna os acréscimos de precipitação rearranjados da coluna precedente são acumulados. essas perdas mínimas não podem exceder os valores dos acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna porque não ha água para isso. logo que os valores das perdas da 7a coluna se tomarem menores que os da perda mínima. METODOLOGIA A Precedendo o cálculo dos deflúvios. Com essas precipitações acumuladas. devem ser rearranjados em ordem mais provável de ocorrência na natureza. costumam diminuir excessivamente.3. resultantes das diferenças entre valores sucessivos da coluna precedente dessa parte. P1. tornando-se menores do que a capacidade de infiltração mínima do solo. Para o procedimento A. contidos na ultima coluna da parte precedente de cada quadro . Na 6a coluna da segunda parte do quadro figuram os acréscimos de precipitação efetiva. Nesse caso. Para maior clareza.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 96 6. Por outro lado. Na 7a coluna da segunda parte do quadro são anotadas as perdas. figuram nas duas primeiras colunas.1. dadas pela diferença entre os acréscimos de precipitação rearranjados da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. contidas na 5° coluna.2 S ) 2 PE = P1 + 0 . com 5 dias de chuvas antecedentes ao pico da tempestade. são calculados os deflúvios ou precipitações efetivas.6. CALCULO DOS DEFLÚVIOS 6.6. o acréscimo de precipitação maior é colocado no centro do grupo e os outros acréscimos de magnitude decrescentes são dispostos alternadamente apos e antes do grupo em formação. em mm e CN o numero de curva de infiltração do solo. prevalecem os valores correspondentes a esta. as durações que definem o inicio e o fim de cada intervalo de tempo correspondente ao acréscimo de precipitação rearranjado. Após o pico da tempestade essas perdas.3. Pmin. ( P1 − 0 . Pmin Assim. que aliás costuma ser o mais freqüente no fim dos . Na terceira coluna da segunda parte dos quadros Q1-A e Q3-A pode-se verificar esse tipo de rearranjo dos acréscimos de precipitação.8 S sendo: S= 254 (100/CN -1). cuja extensão cresce conforme afasta-se do centro da tempestade.

onde somente são consideradas as chuvas antecedentes ao pico da tempestade.1. e que está anotado na 9a coluna dessa parte do quadro. como será apresentado adiante. Dividindo esses intervalos da 8a coluna pela duração unitária DU obtem-se o número de elementos N. serão substituídos por. Elas resultam da soma da precipitação efetiva no intervalo de tempo anterior com o acréscimo de precipitação efetiva da 6a coluna. METODOLOGIA B Para o procedimento de cálculo B. antes calculados. fornece a duração das chuvas antecedentes DA conforme foi citado na primeira parte.6. lembrando-se que nesse caso os intervalos de tempo são iguais entre si e seu valor é dado pela duração unitária. 6. com uma regra única. A segunda parte dos quadros Q1-A. descrita no capítulo subseqüente. Finalmente os acréscimos de precipitação efetiva da 6ª coluna da segunda parte devem ser fracionados em intervalos iguais à duração unitária DU para facilitar a soma dos fluviogramas parciais. 2 e 5. as perdas da 7a coluna se igualam aos acréscimos de precipitação da 3a coluna e os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna. A soma dos intervalos da 8a coluna da segunda parte do quadro. um valor nulo. relacionados às duas primeiras colunas dessa parte do quadro. Q2-B1 e Q3-B. Pmin nula Toda vez que as perdas da 7a coluna são substituídas pela perda mínima referente a Pmin ou pelo acréscimo de precipitação da 3a coluna.2. Os acréscimos de precipitação seguintes serão acrescentados na sua ordem decrescente primitiva. Em geral os seis maiores acréscimos de precipitação. que serão aplicados ao hidrograma unitário para obter o hidrograma total. o rearranjo dos acréscimos de precipitação procura reproduzir. Q2-A e Q3-A ilustra o procedimento de cálculo. 3. Essa regra pode ser resumida. obtem-se os acréscimos de precipitação efetiva para cada elemento de duração. em que devem ser divididos os acréscimos de precipitação efetiva. antes da ocorrência do pico da tempestade. anotam-se na 8a coluna os intervalos de tempos. Para esse fim. dados pela diferença entre o fim e o início. N. 4. Esse caso naturalmente não ocorre quando se admite uma perda mínima.3. da 9a coluna. recalculado no intervalo considerado. DU. dados pela última coluna da primeira parte do quadro. igual à última coluna da parte superior do quadro. são dispostos com valores decrescentes na ordem 6. . Dividindo-se os acréscimos de precipitação efetiva da 6a coluna pelo numero de elementos. as precipitações efetivas da 5a coluna deverão ser recalculadas. DU Para orientação são apresentados os exemplos na segunda parte dos quadros Q1-B. numa duração aproximadamente equivalente à metade do tempo de concentração da bacia hidrográfica.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 97 cálculos.

Para durações unitárias menores. preferivelmente submúltiplos inteiros de 15 minutos. onde a duração unitária escolhida é de DU= 5 minutos. ou DU = TPC / 4 = 15 minutos. Nesse caso o tempo de pico da chuva. por vezes não se chega à situação em que as perdas atinjam o valor mínimo. Deve-se nesse caso escolher um tempo de pico da chuva TPG. Para durações unitárias DU maiores que 15 minutos o pico da tempestade não ê mais orientado pelo valor de TPC e sim pela posição do acréscimo de precipitação maior. Dos valores disponíveis esse pico da tempestade pode chegar a 1h após o início para chuvas de trovoada. Pode-se perceber essa metodologia acompanhando o exemplo do quadro Q2-B. que considera os 5 dias de chuvas antecedentes. dispondo-se os acréscimos de precipitação com magnitude crescente antes do pico e decrescente apôs o pico. dado pelo acréscimo de precipitação rearranjado da 39ª coluna dessa parte do quadro. pode ser fixado em 60 minutos e. haveriam quatro intervalos antes do pico. e somarem-se os produtos com a defasagem de um . Dispensam-se as três últimas colunas porque os intervalos são iguais e não há necessidade de subdividir os acréscimos de precipitação efetiva. com o rearranjo sugerido. TPC. No restante. mesmo para bacias de pequenas extensões. conduz a um acréscimo de chuvas antecedentes e um conseqüente aumento do deflúvio. 6. que sempre fica no quarto intervalo de tempo. devem ser multiplicados seus valores pelas ordenadas do hidrograma unitário em intervalos iguais à duração unitária DU.4. Às vezes prefere-se utilizar tempestades com o pico mais afastado do início. o desenvolvimento da segunda parte do quadro se assemelha ao descrito para a metodologia A. tendo em vista que os valores contidos na 6a coluna já se referem aos intervalos de duração unitária DU Como a soma dos intervalos de tempo processados no procedimento B costuma ser mais curta que no procedimento A. dado por PM.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 98 Essa regra fornece picos de tempestade /muito próximos do seu início. Observe-se que esse deslocamento do pico da tempestade. Nesse caso basta aumentar o tempo de pico da chuva TPC para um período maio que 60 minutos. ou o valor limite. segundo o capítulo precedente. vindo gradualmente de encontro à metodologia de calculo A. quando as durações unitárias DU são curtas. cada bloco de 15 minutos seria desdobrado em outros com duração menor. de modo que a sua quarta parte represente um múltiplo inteiro de durações unitárias DU.6. fazendo-se a subdivisão dos blocos quando a duração unitária for menor que TPC / 4. COMPOSIÇÃO DO FLUVIOGRAMA Apôs determinar os deflúvios ou acréscimos de precipitação efetiva.

Q3-B. normalmente. As ordenadas H do hidrograma padrão podem ser calculadas por semelhança de triângulos com as abscissas crescentes a partir de zero em intervalos iguais à duração unitária DU. conforme avança-se para o acréscimo seguinte. necessitando-se apenas daquelas com maior valor. Assim normalmente 28 linhas e excepcionalmente 44 linhas nesta parte do quadro são suficientes para incluir todos os excessos de precipitação efetiva com valores significativos. Como recomenda-se utilizar durações unitárias entre 1/5 e 1/8 do tempo de concentração ou 1/9. esclarecem os passos a seguir. Seguem-se para baixo e para cima os acréscimos de precipitação efetiva cujos valores são indicados na ultima coluna da secunda parte do quadro e seu número.13 do tempo de base. é dado pelo n° da penúltima coluna dessa parte. Essa defasagem corresponde ao atraso com que os hidrogramas parciais. Q2-A e Q3-A. os acréscimos de precipitação efetiva vêm diretamente da penúltima coluna da segunda parte do quadro. O uso desse hidrograma padrão permite a representação dos elementos centrais dessa parte com números inteiros de três algarismos significativos. podendo-se eventualmente eliminar os poucos . seja qual for o tamanho da bacia. Os exemplos na terceira parte os quadros Q1-A. e no qual as outras características como tempo de ponta e tempo de base são iguais ao hidrograma unitário triangular do Soil Conservation Service. No caso do procedimento de cálculo A. do hidrograma unitário. cuja descarga de ponta é igual a 100 m³/s. basta considerar o acréscimo de precipitação efetiva máximo na 11ª posição da 3a parte. para o procedimento de cálculo A e dos quadros Q1-B.33 a 1/14. no máximo. As descargas resultantes terão de ser multiplicadas pela descarga de ponta QP. dividido-se por 100. Nas duas primeiras colunas dessa terceira parte dos quadros aparecem os números de ordem N e os tempos dos intervalos múltiplos da duração unitária DU considerada.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 99 intervalo. as 13 ordenadas previstas nessa parte do quadro são suficientes. chegam ao ponto onde busca-se conhecer a descarga. No caso do procedimento de cálculo B. Em seguida aparecem os acréscimos de precipitação efetiva. com pequenas diferenças de um caso para o outro. e o quadro Q2-B2 para o procedimento de cálculo B. calculados na segunda parte dos quadros. há um grande número de acréscimos de precipitação efetiva a manejar. correspondentes a cada acréscimo de precipitação efetiva. de modo que. que é a descarga de ponta do fluviograma padrão utilizado. em cada caso. sem prejudicar a precisão dos resultados. Na primeira linha dessa parte dos quadros anotam-se as ordenadas do hidrograma padrão. No início da tempestade de projeto há geralmente muitos valores nulos.

Os produtos representam as ordenadas dos hidrogramas parciais oriundos de cada acréscimo de precipitação efetiva para u hidrograma unitário padrão com descarga de pico igual a 100 m³/s. A soma dos elementos no corpo dessa terceira parte do quadro. ao longo de cada linha. para definir adequadamente o ramo descendente do hidrograma de projeto. dado por: TB = 8 ( DU / 2 + 0 . Terse-á. A essas ordenadas devem ser adicionados os valores da descarga base. QP. multiplicada pela relação. caso essa seja apreciável . indicadas na penúltima coluna dessa terceira parte.03TB onde: QP = descarga de ponta expressa em m³/s . fornece as ordenadas do hidrograma total. usado nos cálculos da terceira parte dos quadros descritos. resulta da expressão: QP = AR 0 . em minutos. todos os valores dessa coluna desçam de uma linha em relação à coluna anterior. A descarga de ponta. que anotar os resultados de modo que. para cada coluna que se avança nas ordenadas. comparada com a descarga máxima da enchente. A descarga base a adotar será a indicada como normal no período das enchentes. QP/100. do hidrograma unitário.6TC ) 3 . TB = tempo de base.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 100 valores nulos que costumam aparecer no inicio. No restante o desenvolvimento da terceira parte do quadro é semelhante. AR = área da bacia AR em km². As ordenadas de cada hidrograma parcial podem ser visualizadas observando-se nessa parte do quadro os valores ao longo das diagonais descendentes de uma linha cada vez que se avança uma coluna para a direita. O deslocamento dos elementos de cada coluna no sentido vertical permite uma fácil soma das ordenadas isócronas desses hidrogramas parciais. no entanto. Em seguida são apresentados no corpo da terceira parte do quadro os produtos das ordenadas H do hidrograma padrão de cada coluna pelo acréscimo de precipitação efetiva de cada linha. Convém prolongar o quadro até perto de 13 linhas além do ultimo valor significativo dos acréscimos de precipitação efetiva usados.

. Esses volumes referem-se ao fim do intervalo. R = volume retido com a elevação máxima das águas e V = volume total da enchente. Em primeira aproximação a redução da descarga de ponta pode ser calculada pela expressão Q1 − Q2 = Q1 R V sendo: Q1 e Q2 = descargas máximas da enchente antes e após o amortecimento. convém considerar o amortecimento e efetuar um cálculo mais minucioso considerando a forma detalhada do hidrograma. por exemplo. Esse volume pode ser utilizado para saber se a obra é capaz de amortecer a ponta da enchente com o represamento temporário causado a montante. a relação cota-volume do terreno a montante da obra e a capacidade desta para vários níveis d'água a montante.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 101 sendo: DU = duração unitária e TC = tempo de concentração da bacia. O volume máximo retido. superior a 20%. R. Na última linha da terceira parte dos quadros é ainda destacado o valor máximo do hidrograma das descargas de projeto. dividindo-se o volume armazenado a montante de um bueiro plenamente afogado pelo volume total da enchente se tem à proporção da redução do pico da enchente calculada: Q1 − Q2 R = Q1 V Caso esse cálculo aproximado indique uma redução apreciável. Na última coluna da terceira parte dos quadros descritos aparecem os volumes acumulados das enchentes de projeto para os diversos tempos dados na 29ª coluna. pode ser avaliado grosseiramente por plantas topográficas ou inspeção local até o nível admissível de inundação. admitindo-se em cada intervalo uma descarga média igual ã indicada na penúltima coluna dessa parte do quadro. Assim. por exemplo.

1706 89.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 102 CN = 60 Intervalo de 10240.33 42.6443 1.15 4 1.0 80.2979 17.3582 0.52 137 67.9789 36.0 80.1523 Intervalo (MIN) 3800.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.6272 21.0800 0. PE) /N (MM) 0.1615 25.788 3.014 0.53 923 DESCARGA MÁXIMA Q = 90.0000 0.1687 0.89 780 45.0 5120.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.38 6 1.8260 157.62 76 50.57 7 3.8787 0.0744 0.0000 0.33 170.0744 1.0000 0.0 7560.0534 13.0 80.6410 167.3582 13.9023 32.0 320.2043 99.0 14040.08 C1 = 1.0 640.0 160.0000 0.0000 0.0 5120.0 160.2613 83.9732 0.72 218 84.0 20.0000 0.6220 193.0 40.0800 0.9804 0.76 18 16.1273 0.5196 0.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 500 520 ACR.4320 9.7965 13.0 1280.5412 FS 0.0000 0.0 640.67 5.1747 0.1615 4.7110 88.1615 4.9645 1.5 C2 = 0.0 40.5830 7.0070 ALFA 0.7804 0.0000 0.0744 0.444 0.3270 99.8787 0.0 2560.0 2560.0331 7.Q1-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência Parâmetros de Simultaneidade da Chuva Parâmetros de Redução da Chuva em Área D (MIN) 20.0 D (H) 0.6355 1.5372 82.2850 131.0800 0.9923 P1 (MM) 27.8739 28.0 5120.3582 25.8396 1.0 160.08 BETA 60 = 0.5730 0.6485 59.00 DIAS AR = 32.0800 0.0800 0.9877 0.0000 0.6852 112.8996 0.5830 4.0 40.0 21600.32 834 32.0800 0.4536 8.0 MINUTOS DA = 5.0 10240.9645 0.0 640.0331 7.6215 4.750 15.70 530 79.0744 0.6220 193.7160 9. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.0000 QD .8396 0.4948 75.4497 4.00 360.0 14040.0 20.1990 196. DE PE (MM) 0.33 10.48 919 3.7650 61.0274 16.1440 0.028 0.0 320.7965 13.0 20.0000 0.9391 0.111 9.36 1 0.04 11 5.0800 0.70 C5 = 1 C6 = 5 BETA 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 18.7965 36.00 D (DIAS) 0.4497 17.31 873 20.8306 0.8491 6.0000 1 1 1 1 1 1 1 1 34 34 191 158 37 37 37 37 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 103 103 574 473 110 110 110 110 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 137 137 766 631 147 147 147 147 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 172 172 957 789 184 184 184 184 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7 7 7 7 7 151 151 842 694 162 162 162 162 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 130 130 728 600 140 140 140 140 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 5 5 5 5 5 5 5 110 110 613 505 118 118 118 118 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 4 4 4 89 89 498 410 96 96 96 96 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 69 69 383 316 74 74 74 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 2 2 2 2 2 2 2 48 48 268 221 52 52 52 52 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 27 27 153 126 29 29 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 38 32 7 7 DESC.7020 124.33 2.8739 ACR.8739 28.111 0.08 BETA 30 = 0.16 0 0.0 640.5156 26.0 MINUTOS TC = 150.1980 105.00 427 85.9360 119.0800 K 1.5576 1.60 1 0.0800 0.0 40.7740 ACR.0 N 190 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 378 (ACR.9910 44.2940 92.1669 0.0274 43.0 5120.0 2560.0 2560.6595 1.889 1.0744 0.0 1280.8739 28.0000 0.5738 7.09 37 32.08 625 70.9081 49.9917 0.67 234.0 160.7665 8.6583 1.5026 FA 0.864 1.4082 4.9897 0.7160 1.056 0.0 21600.0800 0.67 85.6936 0.06 0 0.8545 14.27 911 6.0 0.0 80.3582 25.0000 0.9789 36.0000 Perda (MM) 18.8396 1.0744 0.23 319 90.5452 1.5738 7.222 0.8396 0.7160 9.0 1280.6288 1.1582 0.5738 78.0 1280.5952 3.1593 0.0 10240.9610 0. VOL.0000 0.8884 7.5687 1.00 BETA 15 = 0.000 P6 (MM) 24.0000 0.7299 27.6007 1.67 21.4407 62.0 M3/S .1523 18. DE P1 (MM) 27.0000 0.0744 1.8884 1.5340 0.1522 124.1429 Metodologia A .0000 0.7740 PE (MM) 0.15 709 58.6444 40.0000 0.5830 7.8396 1.7965 31.0000 0.9789 18.33 0.00 MM/H NP = 0 a = 0.67 1.7299 13.0000 0.7665 4.8470 138.3766 C3 = 35 C4 = 0.0 320.9579 35.9848 0.0000 0.1523 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma U = 4.0744 0.0000 0.9912 0.0000 0.0000 0.0 (MIN) A 14040.4870 1.1506 0.0800 0.7375 17.556 7.0800 0.0000 0.0 20.6249 0.89 2 1.0316 69.7375 13.0744 0.8739 28.0274 16.12 897 11. (M3/S) (DAM3) 0.5966 1.1475 0.1710 0.0 320.00 KM2 CN = 60 PM = 1.3700 252.0331 8.0000 0.1750 0.6430 157.

9336 0.0000 1.Q1-B CN = 74 Intervalo de 100.8139 1.9597 39 1.0 80.0000 0.2681 8.9893 P1 (MM) 36.0000 1.6824 73.67 1.0 80.056 0.5443 29.00 0 0.0800 0.3476 2.1451 43 1.2406 30.05 11 23.0 220.9204 1.0173 11.96 40 41.27 161 80.0 120.0 20.5257 2.3476 147 2.042 0.0 140.4870 1.000000 M3/S/MM QP N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 420 440 460 480 A CR.9893 0.6557 FS 1.5997 32 1.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 4.0000 0 0.2731 225 7.0 80.9504 90.1593 0.9734 4.0 180.7345 69.84 258 88.0691 0.9893 0.1727 0.00 MM/H NP = 0 a = 0.0778 85.0 40.0000 0 0.9893 0.33 2.9877 60 2.4221 40.0000 0 0.167 P0 (MM) 24.9081 43.2214 10.26 89 60.9734 8.7305 27.2731 7.0 180.3975 3.8295 0.0000 1.6336 13.9893 0.069 0.87 943 26.6380 21.0000 1.01 0 9.0 220.7812 69.0 200.00 KM2 CN = 74 PM = 1.0800 0.24 1038 DESCA RGA MÁ XIMA Q = 88.60 1032 3.9877 2.45 896 38.6485 51.0000 0 0.1273 0.3013 80.6035 87.00 D (DIAS) 0.9893 0.0000 1.9893 0.0000 0 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 103 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração Número do Posto no Livro Parâmetros Precipitação-Duração Parâmetros Precipitação-Freqüência D (MIN) 20.0000 0.3303 83.96 470 84.00 BETA 15 = 0.0 100.00 0 0.9893 0.9012 3.1948 19.8598 55.9062 36.0 160.0 60.139 0.6255 1.99 833 52.67 2.0000 0 0.8078 64.3975 3.67 4.9893 0.0 60.0000 1.0 240.0000 0.19 998 13.0000 0.0 40.56 1015 9.08 BETA 60 = 0.8139 36 1.9135 1.6257 23. PE H=20 H=40 H=60 H=80 H=100 H=88 H=76 H=64 H=52 H=40 H=28 H=16 H=4 0.1996 4.1010 55.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 20.097 0.9504 90.1451 1.644 37.9023 32.6963 34 1.6506 1.3303 83.0376 ALFA 0.0 140.7475 2.42 365 87.0 60.9062 5.6456 1.0800 0.2214 5.0000 0 0.0173 0 11.0 MINUTOS TC = 150.6405 1.08 BETA 30 = 0.6336 49.08 BETA 0.0 200.1560 0.1996 QD .00 1036 1.0000 1.2214 5.9893 0.0 240.0000 1.41 669 73.5190 Perda (MM) 4.0 D (H) 0.8403 32.4 b = 28 c = 20 BETA 5 = 0.0 200.1687 0.0000 1.95 975 19.6305 1.0 0.9012 4.0000 1.603 87.6355 1.9734 8.0290 2.3468 2.0 100.9038 77.0000 1. DE PE (MM) 0.6131 1.1892 52.9016 58.23 1037 0.0173 11.0800 0.0026 73.1713 0.42 M3 /S .0800 0.1673 0.3605 5.153 0.0000 0 0.6805 CN = 74 Des carga de Ponta do Fluviogram a U = 4.0 220.6007 1.014 0.9234 49.5257 2.0800 0.0000 0 0.0000 0 0.33 1.3594 ACR.0 20.0800 0.0 (MIN) A 120.0800 0.111 0.0 140.0000 0 0.36 757 63.0778 85.33 3.028 0.0800 0.5190 30 0.2681 4.0000 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 676 441 179 129 118 109 102 96 91 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 902 588 239 172 157 145 136 128 122 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 1127 735 299 215 196 181 170 160 152 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 992 647 263 189 172 160 149 141 134 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 857 558 227 163 149 138 129 122 115 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 721 470 191 137 125 116 109 102 97 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 586 382 155 112 102 97 88 83 79 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 451 294 120 86 78 73 68 64 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 316 206 84 60 55 51 47 45 43 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 180 118 48 34 31 29 27 26 24 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 45 29 12 9 8 7 7 6 6 DESC.0 180.9893 0.0290 2.67 3.00 1.1440 0.5885 1.6336 13.33 0.0 40.0000 FA 0. DE P1 (MM) 36. V OL.1499 ACR.9038 77.0800 K 1. (M3 /S) (DA M3 ) 0.00 2.6963 1.0800 0.5452 1.6667 45.1627 0.0000 0 0.5997 1.1740 Metodologia A .0 160.1499 PE (MM) 0.2524 1.1660 0.0 160.7708 25.09 1025 5.9580 47.8888 25.7475 2.5838 53.3468 2.9597 1.95 572 80.00 3.0800 0.2214 3.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 4 HORAS AR = 32.125 0.2904 18.1700 0.3013 80.0 120.083 0.9893 0.0000 0 0.7471 0.

1677 3.7116 23.2388 0.3629 87.1870 18.0 D (DIAS) 0.6249 0.1148 6.0 5120.8975 53.1870 12.000 0.2983 0.PE) / N (MM) 0.7336 19.0000 0.959 659.33 170.0 1280.7346 0.0000 Perda (MM) 35.6936 0.0000 1.0 14030.000 ALFA 0.4640 FA 0.6585 11.0 320.1917 18.0000 0.2388 0.000 0.0 N 758 512 128 32 8 2 1 1 4 16 64 256 1024 1514 (ACR.0000 0.0 MINUTOS DA = 5.40 KM2 CN = 40 PM = 5.31 0 0.0000 0.2983 0.7514 10.4838 ACR.0000 1.2388 1.9596 77.4838 23.111 0.0000 27.42 2 1.0000 0.0 320.2983 0.05 23 13.0000 1.0000 1.3330 184.63 41 6.0 20.5070 183.0000 0.0000 0.773 18.000 0.90 27 13.5079 18.0 5120.2983 5 5 5 5 5 5 5 5 31 31 60 59 33 33 33 33 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 0 9 9 9 9 9 9 9 9 61 61 120 118 65 65 65 65 11 11 11 11 11 11 11 11 11 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 92 92 179 176 98 98 98 98 17 17 17 17 17 17 17 17 0 0 0 18 18 18 18 18 18 18 18 122 122 239 235 131 131 131 131 23 23 23 23 23 23 23 0 0 0 0 23 23 23 23 23 23 23 23 153 153 299 294 164 164 164 164 28 28 28 28 28 28 0 0 0 0 0 22 22 22 22 22 22 22 22 149 149 292 287 160 160 160 160 27 27 27 27 27 0 0 0 0 0 0 19 19 19 19 19 19 19 19 131 131 256 252 140 140 140 140 24 24 24 24 0 0 0 0 0 0 0 17 17 17 17 17 17 17 17 112 112 220 216 120 120 120 120 21 21 21 0 0 0 0 0 0 0 0 14 14 14 14 14 14 14 14 94 94 184 181 101 101 101 101 17 17 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11 11 11 11 11 11 11 11 76 76 148 146 81 81 81 81 14 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 8 8 8 8 8 8 57 57 112 110 62 62 62 62 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 6 6 6 6 6 6 6 39 39 77 75 42 42 42 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 3 21 21 41 40 22 22 DESCARGA MÁXIMA Q = 14.4033 10.6640 331.6409 63.0 2560.0 160.2983 0.05 0 0.5340 0.56 19 14.9986 0.8787 0.5537 42.0 80.3620 11.000 PK (MM) 17.8540 10.9984 0.97 43 5.0000 277.8890 265.2983 0.0 320.132080 M3/S/MM DESC.25 31 12.9981 0.0 640.0 7570.0000 44.9920 211.0 21600.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 35.90 4 5.111 9.0 14030.8950 114.67 5.0000 1.675 CN = 40 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.01 1 1.0000 67.7346 1.6930 230.7746 351.1148 1.7346 0.000 0.9107 3.4680 265.743 15.0000 QD .7336 19.2388 0.000 0.9900 0.0000 1.0000 1.7336 13.5079 16.17 0.0 640.46 44 4.222 0.7722 0.0 2560.000 0.0000 2.6360 95.7746 65.Posto de Referência de "Chuvas Intensas no Brasil" TR = 10 ANOS DU = 5.0 5120.000 0.000 0.05 M3/S .4838 23.000 0. DE P1 (MM) 13.0000 0.9691 0.0000 1.0000 0.23 1 1.5560 350.0 5.0 10240.000 0.79 6 7.4908 8.2388 0.000 0. (M3/S) (DAM3) 0.0 80.0000 1.0000 0.0 20.4824 0.000 K 1.59 3 3.6670 478.33 2.0000 0.Q2-A Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Duração da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5. VOL.3333 95.2487 7.0 0.1943 8.33 0.0 80.0 640.55 47 ACR.8975 28.7746 65.000 0.2580 191.003 0.8787 0.5079 8.31 46 3.000 0.8081 12.00 DIAS AR = 2.7804 0.7638 13.000 0.4838 23.000 0.0 1280.15 0 0.67 1.6310 ACR.778 3.1959 28.00 MM/H BETA 0.6790 124.0 40.5730 0.0 40.0 160.11 11 12.7514 8.007 0.6640 331.1677 3.7346 1.2388 1.6290 128. DE PE (MM) 0.6166 1.000 0.4740 0.0 20.0 2560.9976 0.6166 3.1280 149.8975 53.9987 0.2983 0.000 0.10 15 13.0320 147.000 0.7638 53.08 0.0000 FS 0.7660 136.6310 PE (MM) 0.0 640.33 10.9793 8.0 40.0000 1.67 85.9675 35.0 10.3200 170.000 0.9828 0.4838 23.2332 3.51 0 0.1917 21.0000 123.45 38 8.0 10.0 40.9988 P1 (MM) 13.0 D (H) 0.3874 105.0 20.97 8 10.0872 13.9969 0.0 5.4033 10.0000 1.6166 3.2388 0.1148 1.67 21.0000 0.8787 0.0000 153.0 10.000 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 104 CN = 40 Intervalo de 10240. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.83 360.2388 0.33 42.0 80.0 320.0000 1.0000 0.000 0.000 0.8279 82.3620 11.0 5.0 (MIN) A 14030.77 1 1.0 10.5047 0.000 0.2983 0.2983 0.014 0.0000 0.0 1280.3620 24.8081 18.9300 176.9645 1.4450 561.9645 0.0000 224.2020 715.0000 0.0000 1.7638 13.9645 0.2983 0.889 1.000 0.8708 106.028 0.1959 28.000 0.056 0.0000 0.0872 21.444 0.0 10240.0 160.87 2 2.0768 14.2983 0.9383 4.0 2560.0 21600.2576 5.0 MINUTOS TC = 40.9957 0.8973 14.2388 0.9937 0.7346 1.9675 Intervalo (MIN) 3790.0 5120.67 233.0 160.1677 3.10 35 10.4033 19.0000 0.000 Metodologia A .0 5.0 1280.556 7.000 0.1959 63.0000 1.

0000 97.0 105.9519 9.000 97.2500 2.045 0.5000 101.00 D (DIAS) 0.50 1.0000 0.0000 0.0000 1.0000 0.8155 2.021 0.0000 0.2500 2.7500 113.92 1.0000 1.0000 0.0000 0.2500 2.0000 0.0481 0.7500 44.0 75.0 105.2500 2.6667 4.5000 110.0000 1.0000 0.6667 10.0000 7.0000 0.0000 1.6667 4.0 70.7500 104.0000 1.6667 4.6441 7.007 0.0 25.2500 2.0000 0.0000 K 1.0000 0.33 0.0000 2.0000 27.0000 1.0000 PE (MM) 0.2500 90.0000 0.2500 2.0000 1.0000 0.0000 1.0000 0.0000 1.0 10.0 (MIN) A 90.0000 10.0000 0.2768 1.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 105 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo para Cálculo Área da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 5.00 1.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 2.7682 12.0000 1.0 80.0000 106.0 55.0000 1.2500 2.0000 0.0 5.3195 1.7868 3.8965 4.0000 62.0000 1.6667 4.7500 78.0 80.0 85.0000 0.6667 67.4116 1.0000 1.3877 1.024 0.0000 1.0000 1.0 50.58 0.017 0.0 5.0000 Metodologia B .0000 10.0000 1.0000 0.0000 0.0000 1.010 0.0000 1.0000 1.0000 7.2500 2.0 65.0000 1.6667 4.5162 14.0 30.0 20.0000 106.0 55.0000 0.33 1.031 0.17 0.0 60.0000 1.2500 2.0000 1.2500 108.5000 110.0 100.00 MM/H BETA 0.2613 13.069 0.0000 0.3333 72.0000 0.9084 0.75 0.6667 9.2500 99.0000 1.2500 2.0000 1.0000 0.2500 2.0000 37.7500 95.0000 1.2500 4.0 95.0000 1.1845 4.5000 101.6667 67.0000 0.0000 1.0000 44.0418 1.0 25.0000 1.0000 1.0000 0.0000 1.0000 4.7500 71.014 0.0000 0.6667 4.0 60.0000 1.4167 30.6667 4.0 70.003 0.0000 0.0000 0.2500 90.2500 2.0000 1.0000 1.6667 4.0000 0.7476 10.6667 4.0000 0.0000 76.0000 0.0000 0.4361 1.6667 81.0 70.2562 .7500 11.0000 7.0000 1.0000 0.0000 1.0000 7.0000 1.2500 2.0 15.0000 1.0000 37.0633 26.0000 1.0 115.92 2.0 75.7500 104.50 0.0000 0.0000 1.9732 0.0000 51.0000 0.0000 51.7500 95.0000 0.58 1.0000 106.0 85.0 45.0 60.6667 4.7500 54.08 1.0 95.0 D (H) 0.2500 2.0000 1.7500 85.0 50.9521 0.7500 113.0000 0.0000 0.083 PK (MM) 17.5000 92.0 20.0000 62.0000 0.0000 1.0 65.Estudos Estatístico de Dados Pluviográficos Locais TR = 10 ANOS DU = 5.035 0.0 100.3333 86.2500 2.6305 13.0000 1.0 15.0833 34.9297 11.0000 0.056 0.7500 92.073 0.0 90.0000 1.0000 0.0000 0.0 95.0000 1.0 40.42 1. DE PE (MM) 0.2500 99.Q2-B1 CN = 55 Intervalo de 85.7500 95.2500 2.9305 0.25 0.2500 108.3551 16.2979 1.0000 1.0000 0.0 40.9582 5.0000 0.0000 1.0000 1.0000 0.3682 0.0000 FA 1.0000 0.0 50.0000 88.0 10.049 0.0 90.2500 4.0000 0.0 20.2500 2.2804 18.0 45.0000 27.0 0.0000 10.5000 110.0 115.5000 101.0000 1.42 0.0000 0.2500 2.0 120.1156 10.0000 1.0000 FS 1.0 30.7500 25.25 1.0000 1.0000 0.0 55.0000 58.7500 104.2500 108.0000 ACR.6667 4.0 35.0 30.0000 0.2500 2.0000 0.3333 72.0000 76.0000 1.0000 97.0000 0.0 25.08 0.0 110.059 0.0000 7.0 65.0000 0.6318 1.75 1.17 1.080 0.2500 QD .063 0.2500 2.0000 0. DE P1 (MM) 17.2500 2.6667 2.2500 2.4245 15.0000 1.0000 P1 (MM) 17.0 115.028 0.8139 0.3416 1.2500 99.0000 1.0481 0.5000 92.0000 1.0 120.0000 1.5000 6.8384 0.67 0.2500 2.6667 4.0000 1.0000 1.0000 88.0 15.0 MINUTOS TC = 40.8623 0.0 110.0000 1.0000 0.7387 3.0000 1.0000 1.4167 16.0000 0.0 35.0000 1.076 0.0 100.0 110.0000 0.0000 0.6667 4.0000 1.0 35.0000 0.83 1.066 0.7500 113.67 1.0000 1.0000 1.0000 0.9938 Perda (MM) 2.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 2 HORAS AR = 2.0000 0.0000 1.0 10.0000 1.052 0.2500 2.0000 1.0000 58.6667 81.0000 1.0000 ALFA 0.83 0.3333 86.0000 7.2500 2.0000 0.8286 5.0000 1.0 40.0000 0.0 45.40 KM2 CN = 55 PM = 4.1035 2.6667 4.0000 0.2742 ACR.0000 44.0 105.0 75.8856 0.3072 17.042 0.0 80.3644 1.038 0.2500 4.6667 4.

66 9 10.0000 0. (M3/S) (DAM3) 0.9521 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 14 57 34 40 45 15 16 16 17 17 18 18 18 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 28 115 69 79 89 31 32 33 33 34 35 36 37 38 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 42 172 103 119 134 46 47 49 50 51 53 54 55 56 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 56 230 137 159 179 61 63 65 67 69 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 70 287 171 198 223 77 79 81 84 86 88 90 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 68 280 167 194 218 75 77 79 82 84 86 88 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 60 246 147 170 191 66 68 70 72 73 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 51 211 126 146 164 57 58 60 61 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 43 177 106 122 138 47 49 50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 35 142 85 98 111 38 39 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 26 108 64 75 84 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 18 73 44 51 57 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 9 39 23 27 135 140 145 150 155 160 165 170 175 180 DESCARGA MÁXIMA Q = 11.86 2 6.62 13 11.8856 0.0000 0.0000 0.9732 0.0000 0.00 0 2.0000 0.07 16 10.20 1 3.00 0 0.57 22 10.0418 1.0000 0.0000 0.31 0.44 4.41 0.12 25 9.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 106 QD .9084 0.94 19 10.58 28 8.3682 0.0000 0.0000 0.0000 0.01 0 0.18 0 1.00 0 0.15 6 9.9938 0.9305 0.0000 0.06 33 7.0000 0.00 0 0.0000 0.0000 0.8155 2.52 2.00 0 0.00 0 0.0000 0.8384 0.0000 0.39 5.95 31 8.07 M3/S 75 0 0 0 0 0 0 0 0 0 92 94 0 0 0 0 0 0 0 0 90 92 0 0 0 0 0 0 0 75 77 79 80 0 0 0 0 0 0 63 65 66 68 69 0 0 0 0 0 51 53 54 55 57 58 0 0 0 0 40 41 43 44 45 46 47 0 0 0 30 31 31 32 33 34 35 35 0 0 20 20 21 21 22 22 23 24 24 0 30 10 11 11 11 12 12 12 12 13 6.0000 0.01 4 8.38 3.00 0 0.80 0.0000 0.0481 0.7387 3. VOL.132080 M3/S/MM DESC.1035 2.8623 0.0000 0.27 38 ACR.68 1.Q2-B2 CN = 55 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 TEMPO (MIN) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 QP = 1.8139 0. PE H=19 H=38 H=57 H=75 H=94 H=92 H=81 H=69 H=58 H=47 H=35 H=24 H=13 0.94 1.14 37 39 40 41 42 43 43 43 44 44 .00 0 0.00 0 0.0000 0.00 0 0.

00 2.6710 468.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 116 0.8000 240.5966 77 153 230 2009 2513 98 83 0 0 0 3.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0.0 MINUTOS DA = 5. (DAM3) 0 0 0 0 0 0 0 0 9 35 274 903 1943 3408 5220 7104 8849 10413 11751 12821 13596 14081 14333 14464 14538 14571 14580 14580 ACR.4838 66.3636 -1.4607 FA 0.8420 167.0000 0.0000 0.0000 Perda (MM) 11.0 60.0 240.1330 368.9689 P1 (MM) 63.3850 178.333 0.0000 0. DE PE (MM) 0.9082 8.0 60.0000 0.0000 2.0000 0.5541 20.5000 183.4838 66.9748 QD .083 0.0000 1.9082 8.0579 119.00 MM/H BETA 0.0 480.0000 0.167 0.0 DIAS AR = 220.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 162 116 0.0 60.000 128.7940 168.1358 556 50 75 0 0 0 0 0 0 0 23.0000 0.3780 29.0 480.1040 209.00 0.0000 0.0 MINUTOS TC = 420.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 23 512 462 70 70 70 70 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 178 161 24 24 24 24 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 523.9119 -1.0 12360.75 434.0 3840.5541 63.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 960.0000 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 11.0000 FS 0.6000 158.0484 35.0 120.667 1.Q3-A CN = 60 Intervalo de 7680.0 (MIN) A 12360.45 174.49 523.0 960.0000 1.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.5966 77 153 230 306 2270 2180 83 68 0 0 0.00 0.1358 23.60 9.333 8.6048 3.00 206.0 120.5481 0.26 134.34 215.0 240.3570 26.0 120.45 7.3330 318.00 VOL.7260 179.5257 -1.583 15.4928 52.0000 0.39 0.9337 0.4554 17.93 406.00 64.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.0000 1.0000 0.9655 0.0 480.3636 -1.0000 0.0 KM2 CN = 60 PM = 1.7354 0.1785 25 50 0 0 0 0 0 0 0 0 2.0000 1.0780 ACR.86 503.8820 160.0000 0.34 484.42 20.00 0.0 3840.0780 PE (MM) 0.0000 0.0000 0.0 12360.65 70.00 8.0 3840.00 16.0976 66.34 66.8260 14.3620 167.7400 179.667 5.0000 2.0000 K 1.3636 29.1358 23.000 PK (MM) 100.9617 38.9748 11.9466 0. DE P1 (MM) 63.9082 2.0000 0.9621 0.5966 0.00 D (DIAS) 0.0000 1.0000 0 0 0 306 346 300 254 1366 1179 38 0.55 288.00 2.0 480.0000 0.0000 1.0000 0.8825 0.00 36.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 N 78 32 8 2 1 1 4 16 64 154 (ACR. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.00 0.3636 9.5716 2.3658 20.2700 165.75 297.6048 14.0000 0 0 0 0 0 0 0 208 162 116 0.5966 77 1004 1668 100 113 0 0 0 0 0 3.0 1920.0 9240.6308 0.0000 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.0 120.2970 176.0 D (H) 1.00 360.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 1.9748 Intervalo (MIN) 4680.4500 ALFA 0.22 371.25 2.6048 502 1112 75 100 0 0 0 0 0 0 3.0000 0.3570 28.0000 0.0000 0.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.7610 6.0 7680.8313 0.0000 1.5716 -1.5031 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 107 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Duração da Chuva Antecedente Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.0000 Metodologia A .1971 37.2670 274.0000 0.3658 37. (M3/S) 0.5038 55.0 3840.0 7680.0 60.9556 0.0484 -1.9572 0.0 1920.0000 0.0000 0.8000 211.0 1320 1380 1440 1500 1560 1620 1680 QP = 9.4838 ACR.0 21600.3682 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0 240.9617 38.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 0 0 0 0 0 300 254 208 162 763 0.0000 1.34 M3/S .5716 2.1785 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.00 0.9572 1.PE) / N (MM) 0.00 128.9139 0.00 4.0000 0.00 0.7491 0.3280 139.0000 0.333 2.3780 29.0000 0 0 230 306 346 300 1667 1513 53 38 0.0000 0 0 0 0 346 300 254 208 1065 845 0.8583 0.4838 66.9119 8.0 960.0000 1.0000 0.1785 26.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.1040 209.00 32.0000 0 0 0 0 0 0 254 208 162 116 0.8583 0.0 1920.042 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.9617 102.0 960.0484 37.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.0200 157.3780 11.0 1920.0000 0 153 230 306 346 1969 1846 68 53 0 0.00 0.0 240.0 21600.5966 77 153 1507 2224 113 98 0 0 0 0 3.0 0.

0 540.0000 0.3919 4.0000 0.8000 188.3919 2.0618 2.2086 38.0 (MIN) A 360.Estudo Estatistico de Chuvas Locais Diarias TR = 100 ANOS DU = 60.0000 1.4540 129.25 554.042 0.0000 0.00 D (DIAS) 0.00 2.3919 2.0 720.59 VOL.5380 13.2270 75.0 420.8320 175.0000 K 1.0000 1.00 0.0 P1 P1 Rearranjado Acumulado 7.70 6.0000 2.2240 179.0000 1.22 13.0000 0.15 1.0 660.8320 175. (M3/S) 0.26 324.0000 2.0 600.0 540.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 262 119 34 16 16 16 16 16 16 0 DESCARGA MÁXIMA Q = 554.5500 158.0 240.3919 4.417 0.0000 1.9056 0.0000 0.00 3.0000 0.5552 25.86 452.02 395.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 108 77 47 0.0633 13.0000 FA 0.42 54.0 60.5552 116.0 240.4400 170.3919 51 102 153 431 1688 3207 15 0 0 0 0 2.3919 4.4490 17. DE PE (MM) 0.5479 373 1636 13 0 0 0 0 0 0 0 0 5.5380 7.9056 0.0000 0 0 0 204 230 199 169 138 108 164 343 0.0000 1.3919 2.00 6.6500 193.5930 157.3919 4.0000 0 0 0 0 0 0 169 138 108 77 47 0.125 0.0000 1.38 456.1062 8.00 .8988 13.0 180.0000 1.0 660.3919 51 102 153 204 487 1464 2716 12 0 0 0 2.1393 124.0015 2.0 540.6940 150.9056 P1 (MM) 90.0000 0 0 153 204 230 199 169 138 228 568 753 0.167 0.4400 170.9056 0.8988 7.0633 7.0000 0.3500 ALFA 0.0490 166.5300 150.5380 90.3919 2.0 480.0 MINUTOS TPC = 60 MINUTOS TM = 12 HORAS AR = 220.51 505. DE P1 (MM) 90.250 0.208 0.2086 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 38.0618 108 747 2454 18 0 0 0 0 0 0 0 2.0000 FS 1.0000 1.0000 0.0000 2.458 PK (MM) 100.0 360.0000 0 102 153 204 230 199 169 293 792 1243 4 0.5930 157.0000 1.0 0.3919 51 102 153 204 230 422 1240 2225 9 0 0 2.3919 51 102 153 204 230 199 358 1016 1734 7 0 0.8350 73.4431 70.083 0.0000 0.0000 1.3919 4.0000 0.4490 818 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 17.3919 4.0 420. PE H=21 H=43 H=64 H=85 H=96 H=83 H=71 H=58 H=45 H=32 H=20 H=7 0.00 5.0 60.5380 13.9056 0.751770 M3/S/MM H=0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 DESC.3000 174.0000 1.5479 5.22 111.0 300.20 330.5552 25.5380 52.5000 166.0633 4.0000 1.0 MINUTOS TC = 420.Q3-B CN = 64 Intervalo de 300.0000 1.1000 178.333 0.2055 61.375 0.5000 198.5380 13.0000 1.0000 0 0 0 0 0 199 169 138 108 77 47 0.9056 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 77 47 0. (DAM3) 0 0 2 292 1002 2170 3812 5808 7790 9611 11238 12661 13850 14778 15416 15817 16088 16283 16419 16506 16556 16578 16583 16583 ACR.6593 66.9500 183.0633 20.6189 ACR.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 108 Qd .2673 63.0490 166.6013 34.0 480.3919 CN = 60 Descarga de Ponta do Fluviograma Unitário N 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 TEMPO (MIN) 60 120 180 240 300 360 420 480 540 600 660 720 780 840 900 960 1020 1080 1140 1200 12.32 550.0 300.00 0.72 24.44 257.0000 1.6000 143.0000 2.32 M3/S 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 47 0.0 1320 1380 1440 QP = 9.0000 1.3919 4.64 197.19 37.0000 0.9056 0.0 480.00 4.0 600.0 660.0000 0.0 240.24 75.0633 13.3919 2.00 8.0000 0 0 0 0 0 0 0 138 108 77 47 0.0000 0.0 KM2 CN = 64 PM = 2.0 120.0 360.9056 0.9920 143.00 10.3919 4.0 120.0000 0.0000 1.0 420.0000 0.0000 0.0000 2.0000 1.3919 51 102 323 1493 3698 17 0 0 0 0 0 2.0000 Metodologia B .00 7.43 80.0 180.9056 0.0 D (H) 1.0 120.3919 51 215 1120 3572 20 0 0 0 0 0 0 2.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 1.0512 68.9056 0.00 9.0 180.0000 0.3919 4.0000 0.0000 Nome da Bacia: Tempo de Recorrência Duração Unitária da Chuva Tempo de Concentração Tempo de Pico da Chuva Tempo Máximo Para Cáculo Area da Bacia Hidrográfica Número da Curva de Infiltração do Solo Perda Mínima por Infiltração D (MIN) 60.6570 162.3919 7.0 600.6576 56.3919 Perda (MM) 7.2086 38.292 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0080 PE (MM) 0.0000 0.0000 0.0000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.0000 1.0000 0.6570 132.9056 0.3509 2.0000 0 0 0 0 230 199 169 138 108 77 99 0.00 MM/H BETA 0.0000 128.00 11.2240 179.0000 0.0633 4.74 177.6160 184.6160 ACR.0000 0.0000 0.

pela intensidade da precipitação. Para considerar que todos os pontos da bacia contribuem na formação do deflúvio é estabelecido que a duração de chuva deve ser igual ou maior que o seu tempo de concentração e. multiplicado pelo coeficiente de deflúvio.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 109 7 MÉTODO RACIONAL Consiste o método racional no cálculo da descarga máxima de uma enchente de projeto por uma expressão muito simples. No estabelecimento do valor da descarga pelo método racional admite-se que a precipitação sobre a área é constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia. por sua simplicidade. c o coeficiente de deflúvio.se dessa forma Q= Q a descarga máxima. relacionando o valor desta descarga com a área da bacia e a intensidade da chuva através de uma expressão extremamente simples e facilmente compreensiva. aquele que é utilizado com maior freqüência. principalmente nas bacias de pequeno porte ou em áreas urbanas. com a duração igual ao tempo de concentração. c. a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. Tem. Contudo. não só no Brasil. mas em todo o mundo. esta expressão é. conhecido como coeficiente de deflúvio. A.P. por sua extraordinária facilidade de cálculo. Nesse caso a descarga máxima Q.i. é dada pelo produto da área da bacia. o que envolve além do volume da precipitação vertida. em m³/s.6 t C sendo: i a intensidade da chuva definida em mm/h e . Entretanto. a avaliação do efeito da variação da intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. O coeficiente de deflúvio representa essencialmente a relação entre a vazão e a precipitação que lhe deu origem. A c. conseqüentemente reunindo todas as incertezas dos diversos fatores que interferem neste parâmetro. A = 3. como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração. dentre todos os métodos de avaliação de descargas de projeto para os sistemas de drenagem. tc .6 3. o método exige a definição de um único parâmetro expressando o comportamento da área na formação do deflúvio.

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A a área da bacia hidrográfica, em km2. Primordialmente o coeficiente de deflúvio representa a relação entre o deflúvio e a precipitação que lhe deu origem e na realidade engloba também o efeito da variação de intensidade da chuva e das perdas por retenção e infiltração do solo durante a tempestade de projeto. Para estabelecer a fórmula usada nesse método, admite-se uma chuva de intensidade constante e uniformemente distribuída sobre a superfície da bacia e, com isto, para todas as partes da bacia contribuírem simultaneamente com seus deflúvios no ponto onde se está avaliando a descarga, a duração de chuva deverá ser igual ou maior que o seu tempo de concentração. Como a intensidade da chuva decresce com o aumento da duração, a descarga máxima resulta de uma chuva com duração igual ao tempo de concentração da bacia. Como a intensidade pluviométrica é a chuva precipitada por unidade de área, a expressão pode ser também apresentada em função da altura de chuva precipitada, com a duração igual ao tempo de concentração da bacia, como foi apresentada na segunda parte da expressão. No capítulo 6 foram apresentadas diversas expressões para definição do tempo de concentração da bacia e a precipitação pode ser determinada de acordo com o que é apresentado no livro “ Chuvas intensas no Brasil” ou outro procedimento referidos no capítulo 6. Nesta obra, que se constitui em um conjunto bastante significativo para as chuvas em todo o território nacional são apresentados os parâmetros e as equações que indicam a variação da precipitação para os diversos períodos de recorrência para 98 postos pluviográficos que, em função de terem sido exaustivamente testados, são do domínio público e sua utilização pode ser generalizada. Nota-se que as precipitações relativas a cada posto variam muito pouco para diferentes tempos de recorrência e estas diferenças são ainda menores para as durações de precipitação mais longas. Quando se dispõe de dados pluviográficos de chuvas de curta duração, para um posto que se considere mais representativo para a bacia em estudo, convém efetuar sua análise estatística para deduzir a precipitação com a duração igual ao tempo de concentração e recorrência de projeto. Dispondo-se de dados pluviométricos de um posto mais próximo da bacia do projeto que os postos referidos e havendo, pelo menos, 10 a 15 anos de observações, convém efetuar a análise estatística desses dados e, para tanto, multiplica-se a precipitação diária com período recorrência de 10 anos por 1,13 para obter-se o valor para 24 horas. Dividindo-se o resultado pela

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precipitação de 24 horas e 10 anos de recorrência do posto de referência, pode ser obtida a precipitação relativa de 24 horas do posto pluviométrico considerado. Essa precipitação relativa é multiplicada pela precipitação do posto de referência do Anexo C, para a mesma duração em tempo de recorrência de projeto, para obter a precipitação cuja intensidade deverá ser usada na expressão do método racional. Esse procedimento admite que as curvas de chuva não se alteram apreciavelmente com a mudança do tempo de recorrência, o que se pode constatar como verdadeiro examinando-se as diversas curvas obtidas para os 98 postos catalogados. O método racional tem sido usado de preferência para bacias de pequena área, mas nada indica que não seja aplicável a bacias maiores, como usualmente é usado em projetos rodoviários em outros países. Naturalmente para bacias maiores torna-se necessário corrigir as precipitações através do fator de redução para a área, uma vez que a distribuição na superfície da bacia não é uniforme e por isso é denominado normalmente como fator de distribuição. De qualquer forma o método racional define apenas a descarga máxima e não a forma completa do hidrograma requerido para alguns casos. A maior dificuldade na aplicação do método racional reside na criteriosa escolha do coeficiente de deflúvio c. A fim de correlacionar os valores do coeficiente de deflúvio c com os números de curva CN, representativo da infiltração do solo como é recomendado pelo Soil Conservation Service, calcularam-se numerosas bacias pelas metodologias A e B, antes descritas, determinando-se, em cada caso, qual o coeficiente de deflúvio que daria a mesma descarga pelo método racional. Resultaram assim tabelas, correspondentes às metodologias A e B, respectivamente, fornecendo os coeficientes de deflúvio do método racional, em função dos quatro parâmetros: tc - tempo de concentração; A - área da bacia hidrográfica; CN - número da curva de infiltração do solo; FP - fator de precipitação, indicando a potencialidade das chuvas intensas, inclusive seu tempo de recorrência. Quando se usam dados pluviográficos, obtém-se primeiro a precipitação desse posto para diversas durações e período de recorrência de 10 anos. Dividindo-se esses valores pelas precipitações do posto de referência para TR = 10 anos e diversas durações e marcando-se esses

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valores correspondentes à região mais representativa da área de projeto, pode ser escolhido o posto que tenha as precipitações relativas mais próximas das obtidas para o posto em estudo. Para analisar dois postos com curvas de precipitações relativas semelhantes ao posto

considerado procura-se o fator de precipitação do posto de comparação ou dos dois encontrados no anexo B como sendo mais semelhantes ao posto em estudo, efetuando-se a correção ou interpolação de acordo com a posição das respectivas curvas de precipitações relativas. duração unitária será DU = tC / 8. Quando se usam dados diários de um posto pluviométrico muito mais próximo da área em estudo que os postos analisados e que disponham de 10 a 15 anos de observações, efetua-se uma análise estatística para definir a precipitação para o período de recorrência de 10 anos, multiplicando-se o resultado por 1,13 para obter a precipitação de 24 horas de igual freqüência de ocorrência. Como exemplo é apresentado o cálculo para a bacia calculada anteriormente, em que TR = 10 anos; tc = 40 min.; A = 2,4 km² e CN = 40. Acham-se primeiro as precipitações relativas, PR, do posto escolhido para diversas durações, dividindo-se as precipitações de períodos de recorrência de 10 anos de desse posto, PK , dadas pela análise estatística, pelas precipitações de igual duração e freqüência do posto de referência, P10, conforme o quadro que se segue:
D PK(am ) P10(m m ) PR 5m in 15m in 30m in 17 15,3 1,11 37 32,2 1,15 58 44,7 1,3 1h 86 59,4 1,45 2h 113 74,7 1,51 4h 143 91,1 1,57 8h 174 107,8 1,61 24h 234 139 1,68 48h 290 167 1,74 4d 368 207 1,78 8d 510 276,9 1.84 16d 745 403,6 1,85

A

Como o posto considerado encontra-se na Baixada Santista , comparando-se os valores determinados com os , correspondentes ao posto de nº 75 - Santos, São Paulo, observa-se uma boa aproximação entre as precipitações relativas do posto em estudo e as do posto de Santos . Adotando-se o fator de precipitação NP= 75, o número de curva CN= 40, TR = 10 anos e a duração unitária DU = 40 / 8 = 5 minutos, resulta um fator de precipitação de FP = 1,68. Procurando-se através de interpolação para tC= 40 minutos, A = 2,4 km², CN = 40 e FP = 1,68, determina-se o coeficiente de deflúvio de C= 0,1828. A intensidade de chuva com 40 minutos de duração, igual a

I = 67,33

66 = 101,0mm / h 40

a precipitação para a mesma duração e freqüência no posto considerado será 0. define-se: Q= 0. TR= 100 anos e CN= 72. tc = 75 minutos.2. Como para o posto de referência a precipitação com duração de 40 minutos e período de recorrência de 100 anos igual a 71.4 m3/s.90 x 71. será: Q= 0.6 Este valor é cerca de 28% maior que 84. Interpolando-se os valores entre os fatores dos postos NP = 17(Campos) e NP = 48 (Niterói) .6.6.9m 3 / s 3. A intensidade da chuva correspondente será: 64.1mm / h 40 e a descarga máxima com o coeficiente de deflúvio antes achado.00 minutos e o fator de precipitação 0.1.1mm.385. Ressalta-se ainda que foi escolhida essa duração porque as chuvas prolongadas influem de modo predominante o fator de precipitação. .5 km2. Conforme o exemplo a precipitação de 24 horas e período de recorrência de 10 anos neste posto é 131. Considerando-se a duração unitária DU = 75 / 7.1 × 10.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 113 Através do método racional. Para exemplificar a aplicação do procedimento de cálculo B.2 mm.2.942.0 × 2.4 = 12.90. no Estado do Rio.31m3 / s 3.2 = 64. Com o fatot FP = 1.385.5 = 10 minutos. entre Niterói e Campos.1828 × 101.7.5 km² e CN 72.1 60 = 96. conforme o exemplo do sub-capítulo 6. c = 0. o coeficiente de deflúvio c = 0.4.454.454. A média dos fatores de precipitação para a duração de 48 horas nos postos de nº 48 Niterói e nº 17-Campos é próxima de FP= 0. com A = 10.6 valor que não difere muito dos 14. obtem-se o fator de precipitação FP = 1. obtidos com a utilização das descargas específicas.385 × 96. Trata-se o exemplo de uma bacia situada na baixada fluminense. usando os dados diários de um posto pluviométrico próximo à bacia em estudo em vez de um posto pluviográfico e calculando-se pelo método racional a descarga da bacia apresentada no sub-capítulo 6. A = 10. tc = 75 minutos.5 = 107.34 m3/s obtidos com a aplicação direta dos fluviograma unitário triangular.

reproduzem-se em seguida duas tabelas (Quadros 7.7. áreas superiores a 1 km² . por exemplo. normalmente utilizado em projetos rodoviários é dado por: n = A-0. onde A = área da bacia em ha 7.2) que representam os coeficientes de escoamento superficial ou run-off QUADRO .95 0. onde n = coeficiente de distribuição e A = área da bacia em km² Para obras urbanas.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 114 a. como é recomendado pela Fundação Rio Águas.70 a 0.10.1.1 a 7.50 0. O mais comum destes fatores. Coeficiente de Distribuição Para corrigir os efeitos da distribuição das chuvas nas bacias hidrográficas. principalmente nas bacias de médio porte. utiliza-se o coeficiente definido por Burkli-Ziegler que define: n = A-0. consideradas uniforme no Método Racional. são introduzidos coeficientes redutores das chuvas de ponta que são designados Coeficientes ou Fatores de Distribuição.1 DESCRIÇÃO DAS ÁREAS DAS BACIAS TRIBUTÁRIAS COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Comércio: Áreas Centrais Áreas da periferia do centro Residencial: Áreas de uma única família 0. COEFICIENTES DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL Para aplicação em drenagem urbana e chuva de 5 a 10 anos de tempo de recorrência.15.70 . gerando vazões relativamente superiores às que realmente ocorrem.50 a 0.30 a 0.

20 a 0. QUADRO .10 a 0.85 0.70 a 0.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 115 Multi-unidades. ligadas Residencial (suburbana) Área de apartamentos Industrial: Áreas leves Áreas densas Parques.85 0.70 0.80 0.50 a 0.10 a 0. A tabela que se segue fornece os coeficientes de deflúvio para algumas superfícies típicas.40 a 0.30 Ás vezes é conveniente obter o coeficiente de deflúvio de uma bacia pela média ponderada dos coeficientes das diferentes superfícies que a compõem. cemitérios Playgrounds Pátio e espaço de serviços de estrada de ferro Terrenos baldios 0.75 a 0. sendo os pesos proporcionais às áreas dessas superfícies.20 a 0.90 0.70 a 0.2 TIPO DE SUPERFÍCIE COEFICIENTE DE DEFLÚVIO Ruas: Asfalto Concreto Tijolos Trajetos de acesso a calçadas Telhados Gramados.35 0.40 0.75 0.60 a 0. solos arenosos: 0.60 a 0. isoladas Multi-unidades.7.95 .40 0.50 a 0.25 a 0.25 0.95 0.75 a 0.60 0.80 a 0.95 0.

13 a 0. 7% 0.22 .Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 116 Plano.15 a 0. solo compacto: Plano.20 0. 2 a 7% íngreme.10 a 0. 2% Médio. 2% Médio.17 0. 2 a 7% Íngreme.05 a 0.18 a 0. 7% Gramados.10 0.15 0.

Supplement A Section 4 Soil Conservation Service .Southeastern United State .P.Mc. Water Resources Council. 1960 Guidelines For Determining Flood Flow Frequency. Kohier e J. Department of Agriculture .Vol. Flood Hydrology U. 1976.Frequency Regime .Depart-ment of the Interior.Water Studies -Part 6.H. U. Graw Hill.S. 1940 "Flood Hydrology Manual" . Section 4" .Weather Bureau . Manual Prático n? 09 . 1951 "Design of Small Dams" .José Jaime Taborga Torrico. U.U. 1949 - "Engineering Handbook .S. Department of Commerce. 1974 Chuvas Intensas no Brasil .Otto Pfafstetter .S.Civil Engineer ASCE.S. Bureau of Reclamation . 3. R.U. June.A.A. Departament of the Interior .1976 .S.DNOS. Manual de Engenharia Pratica nº 37). 1958 Time Distribution of Rainfall in Heavy Storms -• F.Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem 117 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Open-Channel Hydraulics .Otto Pfafsttetter .U.1989 "Applied Hydrology".Soil Conservation Service.S. by Z. 1974 "Engineering Handbook .Part 2 . Huff -lllinois State Water Survey. Bureau of Reclamation .K.L.Volume IV .Hydrology. Bulletin 17.Hydrology. Department of the Interior. Linsley.S. 1957 "Time of Concentration of Small Agricultural Watersheds".DNOS . 1972 - "Projeto de Construção de Esgotos Sanitários e Pluviais" WPCF. - Deflúvio Superficial Direto .Techical Paper n9 29 . 1959 "Bureau of Reclamation Manual" .U. Kirpich .Ven te Chow . Department of Agriculture. 1982 Rainfall Intensity .(ASCE. Paul hus. M. Urban-Water Resources Research Fourth Quarter 1987 . n? 04 "Práticas Hidrológicas" .