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CONFIGURANDO O SETUP DO BIOS

O que é BIOS ?
Bios (Basic Input/Output System) nada mais é que um programa que localiza e
identifica os componentes básicos para o funcionamento do computador e
para que o sistema possa ser carregado.

O Setup:
Já o Setup é um software gravado na bios que contém todas as informações
para que o sistema reconheça os componentes instalados no computador: se
qualquer dispositivo não for identificado ou localizado pelo BIOS, você terá
problemas para fazê-lo funcionar no sistema operacional (do Windows 95 ao
Windows Server 2003).

As informações da identificação e localização dos componentes ficam


gravadas no CMOS (Complementay Metal Oxide Semicondutor).

Em alguns casos para acessar o Setup do computador, quando o mesmo é


ligado aparecerá uma mensagem semelhante a esta :"Pressione a tecla <Del>
para rodar o Setup". Pressione-a e aparecerá esta tela: (este é um Setup do
fabricante do BIOS chamado "Award", sendo que cada placa-mãe tem uma
versão de Setup, variando os fabricantes e versões.)

Agora vamos ver o que algumas opções representam para o funcionamento do


computador:
1 - Standard CMOS Setup (Standard Setup)

Configurações do HD, drive de disquetes, drives de CD-ROM, data e hora. Aqui


também poderá ativar UDMA (em setup's de BIOS AMI) e no caso de BIOS
"Award" é configurado na opção abaixo:
2 - BIOS Features Setup (Advanced CMOS Setup)

Aqui você deverá encontrar informações de seqüência de Boot além de


configuração de caches, quantidade de memória RAM e algumas opções do
BIOS, entre muitas outras (mais abaixo você saberá quais são as melhores
configurações). Algumas opções podem aparecer com nomes diferentes,
dependendo da marca e do modelo do BIOS. Vamos especificar um pouco
mais:

2.1 - Virus Warning (Anti-Vírus)


Ativando esta opção ele irá monitorar gravações no MBR (Master Boot
Recording) do HD. O setor MBR é o responsável pela inicialização, sendo que
ele irá indicar onde está o sistema (em C:\ ou D:\, por exemplo). Caso seja
detectada alguma tentativa de gravação no setor de boot, o BIOS irá parar o
sistema (sendo que não irá passar desta etapa, a não ser que autorize a
gravação no setor MBR), interrompendo a gravação e exibindo na tela uma
mensagem de alerta (perguntando se deve autorizar ou não a gravação).
Deixe "Enable" se você tiver muito receio de vírus em seu computador (é
altamente recomendável um bom Anti-Vírus instalado no computador sendo
que a mairoia deles pode detectar vírus de boot). Alguns vírus (como o
Chernobyl) têm um poder de destruição do BIOS (esta é a pior "forma" dos
vírus: sem o BIOS o computador ficará inutilizado, sendo que terá que fazer a
troca em si do chip ou uma reprogramação em máquinas externas chamadas
EPPROM).

2.2 - CPU Internal cache (CPU Level 1 cache, L1 cache)


Esta opção permite habilitar ou desabilitar o cache interno do processador
(cache L1). Desabilite-o se estiver muitos problemas graves com seu
computador, mas o sistema irá ficar extremamente lento (se você tem
problemas com o funcionamento do cache interno, talvez esteja na hora de
trocar de processador). É altamente recomendável ativar esta opção e ela está
ativada por padrão.

2.3 - CPU External cache (CPU Level 2 cache, L2 cache)


Esta opção permite habilitar ou desabilitar o cache externo do processador
(cache L2). Desabilite-o se você tiver muitos problemas de travamento do seu
computador, mas o sistema irá ficar extremamente lento (se você tem
problemas com o funcionamento do cache interno, talvez esteja na hora de
trocar de processador). É altamente recomendável ativar esta opção. Alguns
processador não possuem esta opção (o que deixa o computador também um
pouco lento).

2.4 - 1st Boot Sequence


Aqui você irá definir qual será a primeira opção de Boot: deixe em "IDE-0". Se
você quiser bootar o micro em um disquete, a opção escolhida deve ser
"Floppy"

2.5 - 2nd Boot Sequence


Aqui você irá definir qual será a segunda opção de Boot: deixe em "Floppy".

2.6 - Try other Boot Devices


Aqui você irá definir quais serão as outras formas de Boot: deixe em "Disable"
pois geralmente as outras opções acima darão o Boot.

2.7 - Boot UP Num Lock Status


Esta opção serve apenas para determinar se a tecla Num Lock permanecerá
ligada (on) ou desligada (off) quando o micro for inicializado. Se você utiliza
bastante o teclado numérico, deixe ativada esta opção.

2.8 - System BIOS Shadow, Video Bios Shadow


Ativando estas opções, será feita uma cópia do conteúdo do Bios principal e do
Bios da placa de vídeo na memória RAM. A memória RAM é muito mais rápida
do que a memória ROM do BIOS e o Boot será levemente mais rápido.

Obs.: Há mais opções em todos os Setup mas não irei comentá-las pois não
podem ser alteradas (ou se forem alteradas o seu sistema poderá apresentar
problemas).

3 - Chipset Features Setup (Advanced Chipset Setup)

Esta seção armazena opções de desempenho da memória RAM e da memória


cache, placa de vídeo e modem. Você poderá fazer OC (Overclock) na memória
RAM (algoq que só é recomendável se você entender o que está fazendo ou
ser um amante de OC). Há algumas opções relacionadas à memória cache,
mas sem relevâncias pois automaticamente o Setup o configura com opções
padrões para cada tipo de computador. Os processadores Intel possuem o
cache maior que os os processadores AMD, embora a AMD tenha lançado
recentemente o AMD Athlon XP 3000+ que virá com cache de 512KB iguais
aos do Pentium 4.

4 - PNP/PCI Configuration

Contém opções para configurar manualmente os endereços de IRQ e DMA


ocupados pelos dispositivos externos: são os famosos Plugs & Play. A maioria
dos periféricos atuais são Plug & Play mas alguns periféricos antigos
(principalmente modems e placas de som) não são endereçados
automaticamente pelo BIOS, o que requer uma configuração manual (localize
no manual do periférico quais os endereços de IRQ e DMA funcionarão e
configure-o no BIOS com os IRQ's e DMA's livres.).

Neste caso você deve reservar os endereços de COM e IRQ ocupados pela
placa antiga (lembre-se que você deve escolher IRQ e DMA livres para que não
haja conflitos com outros componentes do computador). Além da configuração
manual dos endereços, esta seção contém opções que permitem resolver
muitos conflitos de hardware que podem vir a surgir.

É importante você saber que desde o Win98 a configuração de Plug & Play no
Windows é feita automaticamente pelo próprio Windows e na imensa maioria
dos casos você não tem de se preocupar com qualquer mudança de
configuração.

5 - Power Management Setup

Aqui você poderá configurar opções de modos de economia de energia como


desligamento automático do seu monitor, teclado e HD depois de um certo
tempo de inatividade. Estas opções podem ser feitas pelo Windows em "Painel
de Controle/Gerenciamento de Energia" e por isso usualmente não há
necessidade de alterar as configurações no próprio Setup.

Uma boa dica é que se você tenha um fonte ATi há uma opção de "APM Power
Managent (ou algo parecido): se ela estivar ativada no Windows e aqui no
setup, o seu computador pode não desligar (No Windows XP, por exemplo, o
computador finaliza em "O Windows está sendo encerrado"). Desmarque-as e
veja o resultado.

6 - Integrated Peripherals (Features Setup)

Tudo que você adiciona ao computador é configurado nesta opção: aqui você
pode desabilitar qualquer um dos dispositivos da placa mãe, incluindo as
portas IDE, a porta do drive de disquetes, portas IEE1324 (as famosas portas
Fireware), portas USB, portas de impressoras, portas seriais etc., RAID, SATA
(nova tecnologia das placas mães de transferências de dados) além de
configurar algumas outras opções e os endereços de IRQ ocupados por estes
dispositivos.

7 - IDE HDD Auto Detection (Detect IDE Master/Slave, Auto IDE)

Ao instalar um disco rígido novo, não se esqueça de usar esta opção para que
o Bios detecte o HD automaticamente: se ele ainda não reconhecer, entre em
"Standard CMOS Setup" e configure-o manualmente.

8 - User PASSWORD

Aqui você poderá colocar senha tanto para tentativa de entrada no sistema
quanto no setup.

9 - Load BIOS Default

Aqui você poderá resetar o BIOS para as suas configurações default.

10 - Load SETUP Defaults

Aqui você poderá resetar o SETUP do BIOS: isto irá definir que o computador
carregue apenas as opções necessárias para que o computador funcione.
Utilize esta opção se estiver tendo problemas para detectar uma nova placa
por exemplo.

Pronto !! Estas opções são apenas para que você familiarize com o SETUP:
muitos têm medo de alterar tais informações - mas para quem gosta que o
micro esteja rodando a "130%" (caso dos OC's), o udo de várias destas
informações faz-se necessário para a modificação das mesmas paraque se
obtenha tal desempenho

Uma ótima dica:

Nunca altere mais de uma opção ao mesmo tempo no Setup: altere sempre
uma opção de cada vez pois se seu computador apresentar problemas, você
saberá onde alterou para que acontecesse o problema. Se você alterar várias
opções deuma única vez ficará mais difícil saber onde está o problema ...
SETUP – Configurações Gerais

Podemos dizer que se um computador tem alma, esta seria a BIOS. É através
dela que ele sabe quem é. O que faz e pra que serve. Sem uma BIOS funcional,
um micro simplesmente não liga. Não serve para nada.
Quando falamos em BIOS, na realidade estamos falando de 3 programinhas
básicos que ficam armazenados num chip de memória ROM situada na placa
mãe, na qual é comumente chamada de ROM-BIOS. Este chip, apesar de ser
uma memória ROM, pode ser regravada via software, pois na verdade é uma
memória do tipo FLASH ROM. Logicamente isso depende muito do ano de
fabricação da placa mãe, pois as mais antigas eram chips EPROM, regraváveis
somente através da exposição de raios ultra violeta. Graças ao fato das FLASH
ROMs poderem ser regravadas via software, estas podem ser atualizadas
facilmente, podendo corrigir bugs das BIOS mais antigas resolvendo problemas
crônicos do micro, adquirindo suporte para novos dispositivos ou até mesmo
melhorando o desempenho. Isso você poderá ver com mais detalhes no artigo
atualizando a bios .

Bem, voltando a explicação dos 3 programinhas que compõem a ROM-BIOS, são


estes : BIOS, POST e SETUP
No artigo, atualizando a bios dei uma pequena noção do que cada programa
faz. Aqui devemos nos preocupar somente na interação do usuário com a
mesma, o modo como este pode interferir no correto funcionamento do
computador, melhorar o rendimento e até mesmo poder diagnosticar e resolver
problemas com a manipulação correta da BIOS. E para se fazer isso, o usuário
precisa do programa SETUP.

SETUP

O usuário não pode interferir na BIOS. Já no SETUP a coisa muda de figura. Ele é
feito para que o usuário diga como o micro vai funcionar, se vai ter senha de
acesso, definir hora e data, se tem drive de disquete ou HD, etc..
É verdade que embora algumas funções antes determinadas pelo usuário, como
no caso dos drives IDE, sejam automatizadas pelas BIOS mais recentes, muitos
parâmetros ainda precisam de um direcionamento do usuário para que o micro
funcione corretamente e de modo otimizado.

Mas se o SETUP está situado numa memória do tipo ROM como é que
poderei fazer as alterações devidas?

Esta é uma pergunta muito comum e que geralmente deixa os usuários


confusos pois a memória FLASH ROM pode ser regravada mas não facilmente,
sendo necessário um programa específico para isso. Para que o usuário possa
interagir facilmente com o SETUP, é preciso que as alterações feitas sejam
armazenadas numa memória RAM, que é de fácil regravação.
Esta memória RAM é armazenada num chip chamado CMOS.
Mas existe um detalhe importante: A memória RAM é volátil, ou seja, se não
houver energia, o conteúdo dela se perde. Então a cada vez que se desligasse o
micro, perderiam-se as configurações antes feitas no SETUP. Para que isso não
aconteça, este chip CMOS é alimentado por uma bateria constantemente.
Se a bateria acabar, deve ser trocada e o SETUP deve ser novamente
reconfigurado. Quando a bateria está fraca, frequentemente ocorre erros de
checksum ou os HDs não são reconhecidos, ou mesmo o micro para no boot e
pede para entrar no SETUP para reconfigurá-lo. É lógico que deve primeiro
trocar-se a bateria para depois mexer no SETUP.
Erro de checksum , na realidade é a constatação de problemas na verificação
da BIOS nesta memória. O que ele simplesmente faz é verificar se os valores
que estavam gravados na CMOS estão realmente lá. Se houver algum erro ( no
caso, dados perdidos devido a bateria fraca ) ocorre o checksum error . Então o
usuário deverá reconfigurar o SETUP.

Se fizer besteira no SETUP...

Um recurso muito utilizado pelos usuários mais experientes e técnicos ao fazer


mudanças no SETUP que ocasionem erros no micro, ou mesmo após um
overclock mal sucedido, é zerar a CMOS. Isto é, colocar o SETUP do jeito que
veio ao mundo:-)
Este procedimento é comumente chamado de ClearCMOS ou CCMOS.
Isto pode ser feito simplesmente retirando a bateria que a alimenta durante
alguns segundos. Na maioria das placas mãe também existe um jumper que ao
ser mudado de lugar, faz o mesmo efeito. A localização do jumper na placa e o
modo de jumpeamento para fazer isso, você encontra no manual de sua placa
mãe.
Ítens do SETUP

Pra começo de conversa, o montador deve saber pelo menos os princípios


básicos do SETUP para que o micro funcione estavelmente ( se souber bem
como mexer no SETUP, melhor ainda. O usuário só tem a ganhar :-) O técnico
deve conhecer bem os ítens para que possa fazer um bom trabalho de
manutenção nas máquinas que estiverem em suas mãos e o usuário deve
conhecer o mínimo para que não fique em maus lençóis se tiver que trocar um
HD por exemplo...
Existem alguns ítens que são muito simples, outros exigem um certo
conhecimento e ainda existem aqueles que são destinados somente aos
“experts”. Uma dica: Não tente bancar o “tal” no SETUP sob pena de se
arrepender profundamente. Conhece aquele ditado de “faca de dois gumes”?
Pois é. Uma mexida correta no SETUP pode melhorar sensívelmente o
desempenho e resolver problemas, mas uma alteração mal sucedida pode fazer
com que o micro fique lento ou trave de tal ponto que somente uma CCMOS
poderá resolver.

Cada placa mãe, ou cada versão de BIOS, tem diferenças em seus SETUPs. Pode
ocorrer até de existirem SETUPS diferentes para a mesma placa mãe, basta que
uma versão de BIOS seja diferente da outra. É evidente que existem ítens que
são, de certo modo, default para a maioria das placas. Uma boa dica para
conhecer melhor o SETUP de sua placa mãe, principalmente se esta tiver alguns
ítens diferentes ou personalizados é dar uma boa lida no manual. Tendo
dúvidas, tente esclarecê-las na documentação no site do fabricante.

Nesta primeira parte deste artigo procurei focalizar o SETUP da placa mãe
PCChips M810. Este é um modelo muito comum nos micros brasileiros e tem um
SETUP muito simples, com itens que geralmente se encontram na maioria das
placas mãe. Se a sua placa mãe é uma ASUS A7V333, DragonPlus, Soltek SL-
75DRV5 , MSI KT3 Ultra ou outra placa mãe de linha, com certeza encontrará
itens que não serão abordados aqui. Como disse antes, se você tem uma placa
mãe com itens diferentes, consulte o seu manual. Seria impossível abordar
todos os itens “personalizados” de todas as placas mãe...
Existem alguns itens que eram comuns em placas mais antigas. Notadamente
com referências a barramentos ISA, que são raríssimos hoje em dia. Abordarei
alguns destes itens pois pode ser de grande valia para aquele usuário que tem
um Pentium 100, por exemplo. Outros itens que são praticamente default na
maioria das placas mãe também serão citados.

Vale lembrar que quaisquer alterações no SETUP são de CONTA E


RISCO do usuário. Se você quer mexer no SETUP saiba exatamente o
que está fazendo, tenha consciência de seus atos e saiba arcar com as
consequências em caso de alterações desastrosas.
O SETUP da M810 é acessado teclando-se DEL ao ligar o micro. Alguns SETUPS,
como alguns modelos da Compaq são acessados pela tecla F10. Existem outros
onde deve se apertar a tecla Ins, F1, F8, e por aí vai. De qualquer modo,
geralmente na tela de POST ( onde acontece a contagem da memória ) aparece
uma mensagem indicando qual a tecla a ser pressionada para entrar no SETUP.
Se o seu micro não tiver mensagem nenhuma indicando qual é a tecla a
acessar para entrar no SETUP, consulte o manual de sua placa mãe ou então
acesse o site do fabricante e consulte a documentação.
Tendo sucesso, entra-se numa tela de entrada. A tela de entrada da M810 tem
as seguintes opções:

Standard CMOS Setup


Advanced Setup
Power Management Setup
PCI / Plug and Play Setup
Load Optimal Settings
Load Best Perfomance Settings
Features Setup
CPU PnP Setup
Hardware Monitor
Change Password
Exit

Em algumas placas mãe, você poderá encontrar estas opções também:

Bios Features Setup


Chipset Features Setup
IDE HDD Detection
Integrated Peripherals

Isto dependerá, como sempre, da versão da BIOS de sua placa mãe:-)

Standard CMOS Setup

Esta opção é praticamente obrigatória e muito simples de configurar. É aqui que


será setada a data, hora, reconhecimento dos HDs, CD-ROMs e drives de
disquete. O reconhecimento dos dispositivos IDE ( HDS, CD-ROMs ) é feito
teclando-se enter. Caso queira fazer um reconhecimento de todos os
dispositivos IDE de uma vez só, tecle F3. Isto equivale a opção IDE HDD Auto
Detection de algumas placas mãe. Existem muitas placas mãe modernas onde
isso não é mais necessário. O reconhecimento dos dispositivos IDE é feito
automaticamente, sem intervenção do usuário. Já em alguns micros mais
antigos era necessário o reconhecimento dos drives IDE em outra opção
presente no SETUP : IDE HDD Auto Detection. Se o seu micro for um destes
antigos e você não conseguir configurar o HD pelo ítem no Standard CMOS
Setup, tente a opção escrita acima.
Após o ítem dos dispositivos IDE, verá o ítem para configurar o drive de
disquete. Existe a opção Floppy Drive A e Floppy Drive B. Se você é do tipo
que gosta de usar dois drives de disquete ( não sei pra que, mas vá lá,..:-)
configure-os conforme a sua capacidade ( 360KB; 720KB, 1.44MB ou 2.88MB ).
O padrão é 1.44MB ( 3 ½ polegadas ).
Em alguns SETUPS existe o ítem Video. Este deve ser deixado na opção
EGA/VGA, que é o padrão para os vídeos atuais. Também é muito comum
encontrar o ítem Halt on. Este é interessante pois trava o boot do micro se
houver algo errado conforme a opção escolhida. As opções mais comuns são:
All erros ( para com qualquer tipo de erro ), No errors ( não para o boot, mesmo
se houver problemas ) e All but keyboard ( para em qualquer erro exceto erros
no teclado ). É interessante deixá-la na opção All Errors.

Advanced Setup

Outra opção na qual o usuário ou técnico poderá colocar a sequência de boot e


fazer algumas configurações mais avançadas. Deve se ressaltar que nos
SETUPs de outras placas mãe pode ser chamada de BIOS Features Setup ou
Advanced CMOS Setup.

Tred ChipAway Virus - Em alguns SETUPs este ítem chama-se Virus


Warning ou Antivirus Protection. Existem vírus que reescrevem o setor de
boot dos HDs. Este ítem, se habilitado, avisa ao usuário caso algum programa
tente escrever no setor de boot. Pode se deixar habilitado caso use o micro
normalmente. Nas ocasiões em que se fizer algum particionamento, instalação
de sistemas operacionais como Windows ou Linux , que reescrevem a MBR ou
uso de programas de diagnóstico de HDs, deve se desabilitar esta opção, caso
contrário, ela vai entender que é um vírus que está tentando escrever na MBR(
como você sabe, vírus é um programa também e o SETUP não tem capacidade
de separar o joio do trigo,..). Um detalhe importante: Esta proteção vale
somente para as interfaces IDE on board. Se você tiver um HD SCSI ou uma
interface IDE numa controladora a parte, esta proteção antivirus não vai valer
de nada.

É de suma importância ressaltar que apesar de ser um meio de proteção para a


MBR, ela não protege os arquivos nem o sistema instalado no HD, ou seja, o
velho ( velho nada cara, ainda não atualizou? Então atualize agora:-) antivirus é
primordial.

Quick Boot - em outros SETUPS Quick Power on Self Test. Esta opção serve
para evitar que se faça um teste mais rigoroso dos componentes no boot do
micro. Quando esta opção está desabilitada, nota-se claramente um atraso no
boot, devido a quantidade de testes de memória, que aumentam. Esta opção
deve ser desabilitada somente logo após a montagem do micro, na instalação
de algum componente, observar problemas ou se você tiver um HD muito
antigo que demore para acordar e o seu SETUP não tenha o ítem Delay IDE
Initial ( explicarei sobre esta opção na segunda parte deste artigo ). Fora estas
opções, este ítem deve ser deixado habilitado para que o boot seja mais rápido.

1º boot Device, 2º Boot Device, 3º Boot Device – Aqui você escolhe qual o
dispositivo a dar o boot. Escolha os dispositivos pela sequencia. Por exemplo, se
você quer que o micro procure o boot primeiro no drive de disquete, se não
houver disquete no drive, que o micro tente dar o boot pelo CD-ROM, se não
houver CD-ROM no drive, que procure boot no HD, os itens ficariam
configurados assim:

1º Boot Device – Floppy


2º Boot Device – CD-ROM
3º Boot Device – IDE-0

Mas para que isso aconteça, o ítem Try Other Boot Device que vem logo
após os itens citados acima, deve estar habilitado. Caso contrário o micro
buscará o boot somente no drive de disquete e se não houver disquete bootável
nele., o micro suspenderá a atividade.
Vale ressaltar que o drive IDE-O é o primeiro disco da inteface IDE, IDE-1 o
segundo e por aí vai.
Digamos que você tenha um HD na Primary Master este será IDE-0. Se tiver
outro na Primary Slave, este será IDE-1, ok?

Este ítem em outros SETUPs pode ser chamado de Boot Sequence e


geralmente vem com ordens para se escolher, como A,C,CD-ROM ou SCSI, CD-
ROM, A ou C,CD-ROM, A ou mesmo D, CD-ROM, A
Note que o C é o 1º HD instalado na interface IDE, D é o 2º assim como o IDE-0
e IDE-1. A é o drive de disquete, SCSI , controladora SCSI e por aí vai. Não é
difícil né?:-)

S.M.A.R.T. for Hard Disks - ou HDD Smart Capability. Esta opção deve
estar sempre habilitada. Self Monitoring for Analisys and Reporting, como o
próprio nome fala, é um auto monitoramento que os HDs mais atuais podem
fazer para reportar situações críticas de seu estado, podendo alertar ao usuário
antes que seja tarde demais. Sempre lembrando que esta opção é mais uma
ferramenta de ajuda e não uma solução divina. Então não pense que
habilitando esta opção ela possa lhe avisar com 100% de certeza que seu HD
vai parar de funcionar no dia seguinte:- /

Boot Up NumLock – Se quiser que o teclado numerico funcione logo após o


boot, deixe este ítem em On. Caso contrário: Off
Floppy Drive Swap – Este ítem só é válido para quem tem dois drives de
disquete ( você ainda tem? ). Serve para fazer a troca das letras dos drives. Por
exemplo, se você tem dois drives, um deles vai ser o A e o outro, B. Habilitando
se esta opção, o drive B vai passar a ser o A e vice versa. Entendeu? Ah, quer
saber o porque deste ítem? OK. No passado era comum o uso de dois drives de
disquete. Um de 3 ½ e outro de 5 ¼ . Como o drive de 5 ¼ era mais antigo,
geralmente ele vinha nos micros como drive A. O drive 3 ½ era usado como
drive B. Este ítem do SETUP então serviu para que os usuarios não tivessem
que abrir o micro e trocar os cabos para usar o drive 3 ½ como A.

Floppy Drive Seek – ou Boot Up Floppy Seek . Quer trancar um pouquinho


o boot? Então habilite este ítem. Porque ele só serve para isso e também caso
tenha acabado de montar um micro ou instalado um drive de disquete para ver
se está com problemas. Ele serve para fazer um teste no drive de disquete
verificando se está tudo ok com ele. Caso exista algum problema, será emitido
um aviso de erro . Antigamente tinha-se uma outra utilidade que era verificar se
o drive trabalhava com 40 ou 80 trilhas. Na verdade ele ainda faz, só que isto
atualmente é completamente inútil pois todos os drives de disquete atuais são
de 80 trilhas:-)
Então, se você não está relacionado em nenhum dos casos citados acima, deixe
este ítem desabilitado.

Password Check - ou Security Option. Aqui você escolhe se a senha que


for definida no ítem Change Password ou Passord Setting seja utilizada
somente para entrar no SETUP ( SETUP ) ou ao ligar o micro ( Always ou System
). Aqui cabe algumas observações: Este ítem só tem alguma utilidade se você
inserir a senha no ítem Change Password ou Passord Setting caso
contrário poderá se entrar no SETUP ou sistema sem senha alguma. É verdade
que se definir uma senha para o sistema, o acesso local será dificultado para
estranhos mas vale dizer que se alguém com um mínimo conhecimento de
hardware quiser entrar no seu sistema localmente de qualquer jeito, poderá
fazê-lo se abrir o micro de der um CCMOS.
Falando em CCMOS, na maioria das máquinas, este é o único jeito de entrar no
SETUP ou sistema ( dependendo da escolha feita ) caso tenha esquecido a
senha.

Boot to OS/2>64MB - Sempre existiram sistemas operacionais além da


Microsoft. E alguns destes eram até melhores do que os dela, como o OS/2, um
sistema da IBM que era muito estável e amigável mas que sucumbiu, pois além
de ser um sistema proprietário, a grande maioria dos programas geralmente
eram feitos para Windows deixando este sistema literalmente na mão.
Este ítem é para aqueles poucos usuários deste sistema operacional que
tenham mais de 64 MB de memória. Se você for um deles é necessário habilitar
este ítem pois o OS/2 trabalha a memória acima de 64MB de um modo
diferente. Caso o seu sistema operacional não seja o OS/2, deixe-o desabilitado.
L1/L2 Cache - Aqui, temos um ítem onde o cache L1 e L2 podem ser
habilitados ou desabilitados. Os processadores atuais, desde o Pentium II, tem o
cache L2 integrados. Os mais atuais o tem integrado ao die. Se desabilitarmos
esta opção o desempenho do micro vai cair absurdamente, tornando quase que
inutilizável ( bem, pelo menos para mim, com certeza o será:-). Mas ela pode
ser extremamente útil para diagnosticar defeitos, por exemplo, se o micro trava
constantemente ou está extremamente instável, pode se desabilitar o cache
para verificar se o micro para de dar problemas. Neste caso poderemos isolar o
problema com eficácia. De qualquer modo, se o problema do cache for em
processadores novos, perde se o mesmo, tendo que trocá-lo.
Já nas placas mais antigas, como as de soquete super 7, o cache L2 ficava na
placa mãe, sendo somente o cache L1 pertencente ao processador. Se nos
depararmos com um micro deste tipo e que esteja problemático, ao
desabilitarmos a cache L2, este não der problemas, teremos que trocar o pente
de memória cache ( chamado de memória Coast ). Se a memória cache L2 for
soldada, então devemos desabilita-la definitivamente. É verdade que o
desempenho vai cair muito, mas será melhor do que ver tela azul ou
travamentos de 2 em 2 minutos:-)

System Bio Cacheable – existe também a opção Video Bios Cacheable


além desta. É uma opção que deve ser mantida desabilitada, a não ser que
você seja um usuário do MS-DOS. Esta função serve para que o conteudo da
BIOS da placa mãe ( no caso da System BIOS Cacheable ) e da placa de vídeo
( Video BIOS Cacheable ) seja copiada para a memória RAM, notadamente a
cache L2. Nos sistemas DOS esta opção realmente dá um ganho de
desempenho considerável mas para quem usa sistemas como Linux e Windows
não melhora em nada. Pelo contrário, perde se um espaço na cache que pode
ser muito valioso.

Power Management Setup

É aqui que o usuário faz as configurações de gerenciamento de energia do


sistema. Nesta opção, o usuario poderá determinar se após algum tempo sem
atividade o micro possa desligar seus discos rígidos, monitor, ou até mesmo
entrar num estado de inércia quase total, podendo desligar até o cooler do
processador. Na realidade, atualmente este ítem perdeu muita importância em
suas configurações porque sistemas mais utilizados como o Linux e Windows
podem ser configurados perfeitamente para gerenciar a energia do computador
não havendo necessidade de especificá-los através do SETUP.
Existem alguns itens onde o usuário pode determinar se o micro poderá “ligar”
ao receber algum sinal via modem, como uma chamada telefônica, por
exemplo.
Mas preste atenção: existe um ítem nesta opção que é de suma importância
que seja configurado para que alguns sistemas como o Windows XP/2000 e o
Linux e até mesmo placas mãe, como a M810 possam funcionar perfeitamente
sem problemas. É o ítem Power Management.

Power Management – O usuário não pode deixar de ter atenção com este
ítem porque é aqui que ele especificará se o micro poderá trabalhar com ACPI
ou não. Existem outras opções também como a APM ou APM/ACPI, mas é a ACPI
que deve ser levada em questão porque ao ser habilitada, sistemas
operacionais como Windows 2000 e XP e Linux poderão trabalhar sem maiores
problemas, principalmente se a placa em questão for ATX. Placas mãe como as
M810 precisam ter a ACPI habilitada para que possam trabalhar bem e até
mesmo com desempenho ótimo. Veja maiores detalhes sobre ACPI no meu
artigo como a ACPI pode resolver seus problemas.

Ring on Power On – Este ítem é interessante caso você queira deixar o micro
com uma secretária eletrônica ou um Fax/modem e não queira deixa-lo ligado
diretamente. Ao receber algum sinal da linha telefônica, o micro “acorda” e
poderá receber a chamada.

RTC Alarm Power on / Date /Hour / Minute / Second – Outro ítem


interessante para quem quer deixar o micro desligado mas agendado para ligar
numa determinada hora ou dia. Muito bom para tarefas agendadas.

Existem outros itens como Standby Time out e Suspend Time Out, que
servem para deixar o micro em estado de espera e suspenso respectivamente
após determinado tempo especificado, Display Time Out, para desligar o
monitor após determinado tempo e Hard Disk Time Out, para desligar os
HDs. Como sempre lembrando que estas opções podem ser configuradas
facilmente nos sistemas operacionais utilizados atualmente.

PCI / Plug and Play Setup

Plug and Play Aware O/S – O interessante neste ítem é que o usuário com
menos experiência ( e até muitos com experiência ) pode pensar que este seja
recomendável deixar em yes pois os sistemas atuais, são plug’n’play. E até
mesmo a recomendação de alguns manuais é deixá-lo como tal. Mas na prática
a coisa é bem diferente e tem se revelado o contrário. Para que se entenda
melhor explicarei o que este ítem faz:
Quando se deixa este parâmetro em YES, todas as configurações de IRQ, DMA,
endereços de I/O são gerenciadas pelo sistema operacional. O BIOS não se
intromete. Isto pode gerar erros e conflitos pois por incrível que pareça, o BIOS
tem um controle melhor sobre estes parâmetros. Ao se deixar o parâmetro em
NO, o BIOS passa a tomar conta das configurações e as repassa prontinhas para
o sistema operacional, reduzindo drasticamente o risco de conflitos ou
problemas. Então, antes de instalar o sistema operacional, deixe esta opção em
NO, de preferencia.

Share Memory Size – Parâmetros como esse são comuns em placas mãe com
vídeo on board. Através dele pode se escolher a quantidade de memória do
sistema que será ”roubada” para o uso da memória de vídeo.

O/S Control – Se o seu sistema operacional é japonês, deve ser selecionado


aqui. Caso contrário, não:-)

Primary Graphics Adapter – Aqui você poderá escolher qual placa de vídeo
poderá ser inicializada primeiro. Opções AGP ou PCI.

Allocate IRQ for PCI VGA - Para deixar uma IRQ reservada para a placa de
vídeo. Deve se deixar esta opção habilitada, de preferência, pois muitas placas
de vídeo pedem uma IRQ.

Load Optimal Settings

Em muitas placas mãe esta opção pode vir como Load Bios Defaults ou Load
Fail – Safe Defaults. Ao carregar esta opção, o SETUP será configurado com as
opções mais apropriadas para que o micro trabalhe sem falhas. Em
compensação este terá o seu desempenho drasticamente reduzido. Sendo
assim, carregue esta opção somente se tiver que isolar algum problema ou se o
micro estiver extremamente instável.
Ao se carregar esta opção ( é só teclar ENTER ) ele lhe pedirá uma confirmação
( Y ou N ) para que a alteração seja efetuada.

Load Best Perfomance Settings

Na maioria dos micros esta opção chama-se Load Setup Defaults ou Load
Optimized Defaults. Escolhendo se esta opção, o micro carregará uma
configuração pre determinada para que tenha um melhor desempenho. Caso
você seja um usuário ou montador com pouca experiência em otimização no
SETUP, carregue esta opção pois assim o micro trabalhará bem. É lógico que se
você conhece os segredos do SETUP de sua placa mãe poderá descartar esta
opção e fazer os seus próprios ajustes. De qualquer modo é sempre bom marcá-
la antes de mexer no SETUP pois deste jeito poderá pré-configurá-lo de um
modo ótimo.
Como no caso do ítem anterior, ele pede uma confirmação após fazer a opção.

OBS: Estas duas opções relacionadas acima alteram toda a configuração do


SETUP exceto o STANDARD CMOS SETUP.

Features Setup

Aqui podemos configurar alguns parâmetros para os periféricos conectados no


sistema.

OnBoard FDC – É aqui que você habilita a controladora de disquetes da placa


mãe. Se você é do tipo que acha disquete coisa do tempo dos dinossauros e
não usa mais, pode desabilitar tranquilamente. Caso contrário, deixe a
habilitada para que o drive funcione.

OnBoard Serial Port - Aqui pode-se determinar se a porta serial será


habilitada ou não. Se habilitá-la, pode se determinar o endereço de I/O e IRQ. O
Default é para Serial 1 = 3F8h/IRQ4 e Serial 2 = 2F8h/IRQ3
Existem alguns SETUPs na qual poderá de verificar que as opções são COM1,
COM2, etc.
Existe a opção AUTO, na qual a escolha dos endereços é feita automaticamente.
Dê preferência ao default do SETUP, que é citado acima.

Onboard Parallel Port – Esta função serve para habilitar ou desabilitar a porta
paralela do micro bem como definir um endereço para ela. O default é 378h.

Parallel Port Mode - Este parâmetro serve para definir o modo de operação
da impressora instalada na porta paralela. O modo normal é o mais antigo e
lento. Geralmente pode se encontrar ao invés da opção normal, a opção SPP
que é equivalente a opção normal. Os modos ECP e EPP são mais rápidos e
eficientes. De todos, o mais eficiente é o modo ECP, pois este tem a
possibilidade de usar um canal DMA, diminuindo a carga sobre o processador.
Existem SETUPs onde existe a opção ECP+EPP que é um misto dos dois modos.
Dê preferência sempre ao modo ECP ou ECP+EPP a não ser que sua impressora
seja antiga e não consiga trabalhar num destes modos.

Parallel Port IRQ - Se a porta paralela estiver habilitada nos itens anteriores,
deve se definir uma IRQ. Na maioria dos SETUPs há somente duas opções 5 ou
7. Dê preferência a IRQ 7, pois algumas placas de som usam a IRQ 5.

Parallel Port DMA – Caso tenha definido o modo ECP ou ECP+EPP no ítem
Parallel Port Mode, deve se escolher um canal DMA para a mesma. O default é
3.

OnBoard Game Port – Esta opção deve ser comumente encontrada nas placas
mãe com som onboard. Geralmente vem com uma porta on board para
conectar joysticks. Este ítem é justamente para habilitar ou desabilitá-la. Como
no caso de outras portas, deve se designar um endereço de I/O.

OnBoard MIDI Port - Como no caso da OnBoard Game Port. Se seu som
onboard estiver habilitado, pode se habilitar ou desabilitar esta porta, caso
queira trabalhar com instrumentos musicais. Como no caso de outras portas,
deve se definir um endereço de I/O.

MIDI Port IRQ – Como o próprio nome do ítem sugere, define-se um endereço
IRQ para a porta MIDI.

OnBoard PCI IDE - Praticamente todas as placas mãe atuais tem controladora
IDE on board, para que se conecte HDs, CD-Roms etc.... Aqui você pode
habilitar a controladora primaria, secundária, ou ambas ( both ). Este ítem só
deve ser desabilitado se o seu padrão de HDs é SCSI ou se usa uma
controladora PCI caso contrário deve estar habilitado. Senão seu HD e CD-ROM
não vão funcionar:-)

AC’97 Sound – Como você deve saber, a M810 tem som on board. O chip de
audio dela é o AC’97. E é este que deve ser habilitado, caso queira-se usar o
som onboard. Se a sua placa mãe usa outro chip, deve se verificar qual é. Mas
não é difícil pois geralmente nos SETUPs vem especificado como Sound On
board . Para se usar as portas de game e MIDI on board, o som on board deve
estar habilitado também.
AC’97 Modem – Se você gosta de “grandes desafios” e não faz questão de
uma conexão boa, provavelmente está querendo usar o modem on board que
vem com esta placa:-)
Então para isso, deve se habilitar este ítem, pois é ele que habilita ou desabilita
o modem( se é que pode se chamar isto de modem:-)
Caso você goste de usar um modem com qualidade, então antes de espetá-lo
na placa, deve se desabilitar este ítem:-)
Como no caso do som, em outras placas poderá se ver parâmetros como
Modem on board.

OnBoard LAN – Outro ítem que vem “de presente” on board na M810. Esta é a
placa de rede on board dela. Como nos exemplos do som e modem, serve
apenas para habilita-la ou desabilitá-la. Se você tem uma placa de rede para
espetar na sua placa mãe, deve se desabilitar este ítem antes a não ser que
queira usar duas placas de rede:-)
Em alguns SETUPs, este parâmetro pode vir como onboard MAC ou algo
parecido. Lembrando que este ítem, assim como no caso de modens ou som, só
existirá caso a placa mãe venha com os mesmos on board.

USB Function Support – Este parâmetro serve para habilitar a controladora


USB. Geralmente, esta fica desabilitada caso o usuário não use dispositivos
USB, mas eu recomendaria que esta ficasse habilitada. Logo adiante explico o
porque.

USB Function for DOS – Esta serve para habilitar o funcionamento do teclado
USB em DOS também. Muitos usuários a deixam desabilitada pois não vêem
função para ela. Como no caso do parâmetro USB Function, recomendaria a sua
habilitação porque se acontecer o grande azar de queimar a porta comum do
teclado, pode se usar um teclado USB no sistema operacional. Se esta função
estiver desabilitada, o usuario não conseguirá mudar os parâmetros do SETUP
porque o teclado não funcionará nele. Reinventando o dito popular, diria “é
melhor prevenir do que não ter mais remédio”:-)

CPU PnP Setup

Se você é do tipo que não gosta de deixar tudo automaticamente ou é um


overclocker, é aqui que terá que colocar a mão:-)
Nesta opção, define-se manualmente a frequencia do processador e memórias.
É evidente que uma placa mãe como a M810 não tem muitos recursos e nem foi
feita para isso. Se você gosta de fazer overclock esta não é uma placa para
você:-)
De qualquer modo, esta opção pode servir de informação para o usuário
verificar a voltagem, frequencia, etc..

CPU BRAND/Type/Core Voltage/Ratio/Frequency – Respectivamente, tipo


de processador, voltagem do core, taxa de multiplicação para alcançar
frequencia interna e FSB

CPU Speed e DRAM Frequency – Respectivamente, frequencia interna do


processador e frequencia de trabalho da memória.
Como pode ver, é muito simples. Tão simples que nem é muito adequado mexer
nestes parâmetros. Existem placas mãe que tem muito mais itens, podendo se
fazer ajustes finos. Alguns destes parâmetros podem ser vistos na segunda
parte deste artigo clicando aqui.
É evidente que estes parâmetros devem ser alterados somente por quem
souber exatamente o que está fazendo.

Hardware Monitor

Eis uma parte do SETUP que serve somente como informação. E muito valiosa
por sinal. Aqui pode se ver a temperatura do processador e sistema, velocidade
de rotação das FANs ligadas à placa mãe e voltagens da fonte. Atualmente
existem muitos programas de monitoração que rodam no sistema, fazendo com
que o usuário não tenha necessidade de reiniciar para entrar no SETUP e
verificar o estado do sistema, mas de qualquer modo é muito importante a
existência desta opção. OBS: Em algumas placas, esta opção se chama PC
Health Status.

Change Password

Esta opção foi citada anteriormente em Password Check. Uma faz parte da
outra:-) Em Password Check define-se onde a senha será pedida
Ao ligar o sistema ou no SETUP e aqui é onde se define a senha de fato.:-)
Em alguns SETUPs, existe a opção de remover a senha. Em algumas placas
existe até um jumper específico para removê-la. Mas na grande maioria das
placas mãe a senha é removida somente se der um ClearCMOS ou seja, se
apagar todas as configurações do SETUP.
Exit

Ufa! Agora é hora de teclar aqui, escolher se salva as alterações ou não:-)


Você poderá encontrar em outros SETUPs mais algumas opções como por
exemplo, Save & Exit Setup ( para salvar as alterações e sair do SETUP ) e
Exit Without Saving ( sair do SETUP sem salvar as alterações ).
Você pode sair do SETUP sem salvar nada se teclar ESC também. Ele lhe pedirá
uma confirmação. A tecla F10 serve para sair do SETUP salvando as alterações.

Bios Features Setup

CPU L2 Cache ECC Checking – Todos os processadores Intel a partir do


Pentium II de 350Mhz e todos os AMD Duron e Atlhon em diante tem uma
função de correção de erros no cache L2, muito parecido com o ECC que existe
em alguns pentes de memória. Esta função verifica a ocorrencia de erros o que
aumenta a estabilidade no sistema. É altamente recomendável que este ítem
fique habilitado pois a perda de desempenho é praticamente nula. Em
compensação o sistema fica mais estável.

IDE HDD Block Mode – Este ítem era mais importante a algum tempo atrás
devido a limitação de alguns HDs. O Block Mode melhora o desempenho pois a
troca de informações entre o HD e processador é feita em blocos, sendo
acelerada. Esta opção deve ser desabilitada somente se o seu HD for muito
antigo e não suportar este modo.

Gate A 20 Options – A opção a escolher é Fast porque é a aceitável


atualmente. Antigamente o acesso a memória acima de 1MB era controlada
num chip existente no teclado. Atualmente esta linha de memória é controlada
num chip da placa mãe, muito mais eficiente por sinal. Daí a escolha para que
tenha um bom desempenho.

Typematic Settings – Se você usa Linux, Windows, FreeBSD ou qualquer


sistema atual, este parâmetro não tem utilidade nenhuma e deve ser deixado
desabilitado. Ele controla a taxa de repetição do teclado. Útil somente para
DOS. Se deixá-lo habilitado, terá que definir a taxa de repetição e delay nos
itens Typematic Rate e Typematic Delay colocando os valores devidos.

PCI/VGA Pallete Snoop – Deixe este ítem desabilitado, a não ser que encontre
problemas de troca de cores ou efeitos estranhos na tela caso tenha uma placa
de captura de vídeo ou MPEG( placas decodificadoras para DVD ), pode ser
necessário habilitar esta opção se sua placa de captura estiver ligada a placa
de vídeo através do conector Feature Connector . Se o seu micro é antigo e
você utiliza uma placa de vídeo conectada a uma placa aceleradora ( muito
comum a algum tempo atrás ) provavelmente terá que habilitar esta opção.
Sempre lembrando que só será necessário caso enfrente problemas de exibição
no vídeo.

Report FDD no Win95 – Esta opção tem utilidade para aqueles que tem o
Windows 9x/ME e não tem drive de disquete instalado no micro. Deixando esta
opção habilitada, será liberada a IRQ 6 respectiva da controladora de drive de
disquete. Mas porque existe esta opção se no SETUP podemos desabilitar a
controladora no ítem Onboard FDD Controler? É porque há uma falha nos 9x/ME
na qual estes sistemas não liberam a IRQ 6 mesmo não tendo nenhum drive de
disquete instalado. Habilitando esta opção, o sistema obrigatoriamente a libera.
Lembro que de qualquer jeito, a controladora deve ser desabilitada no ítem
correspondente.
É evidente que os usuários com drive de disquete instalado devem deixar esta
opção desabilitada:-)

Delay IDE Initial – Como havia prometido na parte 1 deste artigo, explico este
ítem que era importante para proprietários de alguns HDs antigos. Este
parâmetro serve para ocasionar um atraso no boot e pode ser setado em
segundos. Isto era vital para alguns HDs antigos que não conseguiam atingir a
sua velocidade de rotação adequada no final do boot, ocasionando erros pois o
HD ainda não estava preparado. Então coloca se alguns segundos a mais para
que o HD possa se preparar. Se o seu SETUP tem este parâmetro e o seu
sistema acusa erros frequentes de reconhecimento de HD experimente usar
esta opção para atrasar o boot. Se o problema de seu HD for devido a rapidez
do boot, uma simples alteração no tempo será suficiente para acabar com os
seus problemas. Pode ser que o seu HD enfrente um problema destes e o seu
SETUP não tenha esta opção. Uma alternativa é deixar o Quick Power
desabilitado, fazendo com que o boot demore mais tempo. Outra opção é fazer
com que o HD seja o último dispositivo na ordem do boot, por exemplo,
deixando o Boot Sequence em A, CD-ROM, C
Se o seu HD é novo, deixe a opção desabilitada ou em 0 ( zero ).

Video BIOS Shadow e System BIOS Shadow – Podemos dizer que estes dois
parâmetros não tem muita utilidade hoje em dia e devem estar
preferencialmente desabilitados, apesar do default ser enable. Estas opções
eram importantes antigamente quando se utilizava sistemas como DOS e
Windows 3.11
O que esta opção faz é copiar o conteudo da memoria ROM da placa de vídeo e
do sistema respectivamente para a memória RAM. A idéia na época era
melhorar o desempenho dos programas que acessavam a ROM. Como
atualmente os sistemas não tem necessidade de acessar a BIOS das placas de
vídeo ou sistema, pois os drivers já fazem a comunicação com o hardware,
estas opções perdem a utilidade.Existe ainda uma outra razão para sepulta-los.
As memórias Roms antigas eram bem lentas mas as atuais são tão rápidas
quanto as RAMs.
Você provavelmente deve encontrar alguns itens como C8000-CBFFF
Shadow, CC000-CFFF Shadow, estas opções devem ser utilizadas somente
ao se instalar placas na qual o fabricante declara explicitamente a necessidade
de ativação destes parâmetros.

PS /2 Mouse Function Control – Se a sua placa mãe tem uma porta PS /2, e
você tem um mouse destes, deve deixar esta opção habilitada pois ela serve
justamente para isso. Caso seu mouse seja serial pode desabilitar a função.

BIOS Update – Este ítem é extremamente útil e importante, ao meu ver. Ele
tem uma função simples que é habilitar a gravação na BIOS ou não. Hoje em
dia, devido as Flash Roms, atualizar a BIOS virou algo corriqueiro e até
importante, devido as novas tecnologias e dispositivos, como processadores,
HDs, que tem uma atualização constante. Muitas vezes nos vemos na
necessidade de atualizar a BIOS para que nossa máquina possa suportar um
dispositivo novo, corrigir bugs, suportar um processador mais atual, etc,. .
Mas graças a facilidade de gravação na BIOS, alguns vírus podem fazer um
tremendo estrago. Um bom exemplo disso é o Chernobyl, que causa uma
grande dor de cabeça para os usuários.
Aí é que entra a função deste ítem pois deixando desabilitado, podemos impedir
que sejam feitas gravações indevidas na BIOS. Quando se quiser fazer uma
atualização de BIOS deve se ter o cuidado de deixá-lo habilitado. Após a
atualização, desabilite-o novamente.
Caso queira saber mais detalhes sobre atualização de BIOS, dê uma olhada no
meu artigo aqui .

PCI Clock – Este ítem é um dos preferidos dos overclockers:-) Aqui pode se
definir o FSB* de modo que se faça uma divisão para que o barramento PCI não
fique acima dos 33Mhz. Por exemplo, se tem um barramento de 100Mhz, a
opção correta é 1/3 , para o barramento PCI funcionar a 33Mhz. Já se o FSB for
de 133Mhz, o ideal e colocar a 1/4 . Sabendo definir corretamente este ítem,
pode se alcançar índices de FSB mais altos, consequentemente aumentando o
desempenho em overclock sem prejudicar o barramento PCI.

AGP CLK / CPU CLK - Este é um ítem muito parecido com o PCI Clock, sendo
que neste caso, é utilizado para o barramento AGP. A forma de manipulação é
parecida, sendo que neste caso devemos lembrar que o barramento AGP é de
66Mhz.

Chipset Features Setup

DRAM Timing by SPD - Aqui deve ser definido se os pentes de memória


podem ser automaticamente reconhecidos através do seu chip SPD. Este é um
chip minusculo que fica no canto do pente e nele estão gravadas todas as
características da memória. É altamente recomendável deixar esta opção
habilitada ou em By SPD. Se você quer fazer as suas configurações
manualmente, deve deixar este ítem desabilitado. Assim poderá definir
livremente os itens:

DRAM Clock - Aqui pode se definir frequências de trabalho mais altas para a
memória.

SDRAM CAS Latency - Se o seu pente de memória suportar, pode se diminuir


o tempo de latência para envio de dados da memória. Para memórias SDRAM
pode se definir 3 ou 2. Para DDR SDRAM 2,5 ou 2. Quanto mais baixo for o
tempo, mais rápido o sistema ficará. Mas lembre-se que se o seu pente de
memória não suportar, o sistema ficará extremamente instável.

SDRAM Cycle Time Tras /Trc – Mais um ajuste fino para melhorar o
desempenho. Como os citados acima, se a memória não suportar, ao invés de
aumento de desempenho, o sistema fica instável. Quanto mais baixa a opção,
mais desempenho poderá se ter, em compensação quanto mais alto for o
parâmetro o sistema ganha mais estabilidade.

SDRAM Leadoff Command - Como os itens citados acima, quanto mais


baixo for o parâmetro, mais desempenho e menos estabilidade.

SDRAM Bank Interleave - Esta é uma opção que deve ser configurada
conforme o tipo de módulo de memória. Existem as memórias com módulos de
2 bancos e memórias com módulos de 4 bancos. Geralmente as memórias com
módulos de 2 bancos são as mais antigas, de pouca capacidade, como por
exemplo, as de 32MB. Já as com módulos de 4 bancos são as mais atuais e de
maior capacidade. Se seu pente de memória é de 128MB com certeza é um
módulo de 4 bancos. Bem, para você configurar este ítem, deve saber que tipo
de memória você tem. Sabendo disso configure 2-bank para módulos de 2
bancos e 4-bank para módulos de 4 bancos.

Delay DRAM Read Latch – Esta serve para definir o tempo para que a
memória forneça os dados para o processador. A opção que resulta melhor
desempenho é No Delay, mas pode causar uma instabilidade. Se for este o
caso, pode se colocar em AUTO ou então definir um valor. Quando nos
deparamos com problemas em alguns pentes de memória com chips nos dois
lados podemos tentar definir um valor neste parâmetro para que estes possam
funcionar bem.

MD Driving Strength - Esta é uma outra opção que pode solucionar alguns
problemas com módulos de memórias preenchidos de chips nos dois lados.
Experimente usar a opção Hi se tiver problemas com estes módulos.
DRAM Data Integrity Mode – Aqui tem se duas opções: ECC ou Non-ECC.
Este ítem é muito importante para aqueles que tem memórias do tipo ECC
( Error Checking and Correction ) instaladas no micro. Este tipo de memória
detecta e corrige erros de 1bit, dando mais estabilidade à máquina. Se você
possui módulos deste tipo deve habilitar esta opção. Caso contrário, deixe a
desabilitada.

8 Bit I/O Recovery Time ou 16 Bit I/O Recovery Time - Esta é uma opção
para quem tem micros antigos, com placas ISA. Serve para colocar um atraso
no barramento PCI, que é muito mais rápido, em relação ao barramento ISA,
mais lento. Se o seu micro tem este parâmetro no SETUP mas não há placas ISA
instaladas nele, deixe-o desabilitado ou em NA. Por outro lado, se tiver placas
ISA instaladas e alguma delas estiver dando problemas, aumentando os ciclos
de clock pode se resolver o problema. As placas ISA podem ser de 8 e 16 bits,
daí a nomenclatura dos parâmetros, fazendo se a alteração ao parâmetro
correspondente a placa ISA instalada. De 8 ou 16 bits.

Memory Hole At 15M-16M – Esta é mais uma opção que é referente a placas
antigas, notadamente padrão ISA. Deve ser habilitada somente se o fabricante
citar explicitamente a necessidade de ativação.

Passive Released – Mais uma opção muito comum em micros antigos. É


fundamental para um melhor desempenho pois faz com que o micro possa
acessar o barramento PCI ao mesmo tempo que acessa o barramento ISA. Mas
isto pode fazer com que o barramento ISA encontre problemas de
sincronização, levando a máquina ficar instável. Se a sua máquina é antiga e
você esteja tendo problemas assim, deixe esta opção desabilitada. Caso
contrário, habilite-a, pois assim melhorará a performance da máquina.

Delayed Transaction - Mais outra para quem tem micros antigos:-) Se


houverem placas ISA no micro e as placas PCI que estiverem instaladas no
micro forem de especificação 2.1 este ítem deve estar preferencialmente
habilitado pois esta opção ameniza o problema de diferença de velocidade
entre os dois barramentos. Caso as placas PCI não sejam desta especificação,
deixe este ítem desabilitado.

32-bit Disk Access – Esta opção, caso tenha em seu micro, deve ficar
habilitada. Ela serve para que as tranferências de dados do HD para o
processador ou memória sejam feitas em palavras de 32 bits. Caso contrário, as
transferências serão feitas em 16 bits.

AGP Aperture Size – Geralmente as placas de vídeo AGP utilizam uma parte
da memória do sistema para armazenar texturas. Este ítem serve justamente
para especificar a quantidade máxima de memória de sistema que será usada
para isso. Na realidade o usuário não deve se preocupar tanto com este
parâmetro, só tendo o cuidado de não colocar um valor muito baixo porque
alguns games podem não funcionar apropriadamente. Geralmente o valor
default é 64MB , o que pode ser mais do que suficiente para a maioria das
máquinas. Na realidade, as placas de vídeo atuais evitam deixar muita
quantidade de memória a cargo do sistema porque isso reduz o desempenho.
Vale ressaltar que a quantidade de memória que será definida neste parâmetro,
ao contrário do ítem Shared Memory Size ( para especificar a quantidade de
memória do vídeo on board ), não “rouba” a memória do sistema, apenas
“reserva” esta quantidade enquanto o aplicativo que a for usar estiver em
andamento, sendo esta liberada logo após o término das atividades.

PCI Master Pipeline Request – É aconselhavel deixar este ítem habilitado,


pois melhora o desempenho. Ele ativa o suporte a as transferências de modo
“pipeline” entre o barramento PCI e o processador.

P2C / C2P Concurrency – Deixando este ítem habilitado, tanto o processador


como uma outra placa poderão ter acesso simultâneo ao barramento PCI,
melhorando o desempenho.

Fast R-W Turn Around – Normalmente quando o processador acessa a


memória RAM para ler dados e escreve nela, há um atraso no sistema. Este
ítem serve para reduzir este atraso, em consequência o desempenho melhora.
Se o seu pente de memória suportar este processo, deixe-o habilitado.

AGP 2X Mode ou AGP 4x Mode – O AGP 2X Mode é encontrado nas placas


mais antigas. Até a algum tempo atrás, a maioria das placas AGP eram modo
1x, ou seja, barramento de 66Mhz. Com a evolução destas placas, logo logo
chegaram ao mercado as placas 2x ( 133Mhz ). Para que algumas placas mãe
trabalhassem com placas deste modo, este ítem deveria ser ativado. O mesmo
raciocíno é válido para o ítem AGP 4X Mode. Se você tem uma placa AGP que
trabalhe no modo 4x e sua placa mãe a suporte, habilite este ítem para que o
desempenho seja ótimo.

AGP Driving Control – Este é um ítem um pouco difícil de abordar pois,


dependendo de sua placa mãe, pode ser que seja necessário fazer um ajuste
mais preciso para que possa ter um rendimento máximo de sua placa de vídeo.
Aqui pode se determinar como o barramento AGP trabalhará com a placa de
vídeo e o processador. Conforme a configuração deste sinal, o desempenho
poderá melhorar. O default no SETUP é AUTO. Esta opção faz com que o SETUP
defina um valor que possa ser atribuído a todas as placas AGP sem problemas
de compatibilidade. É evidente que esta opção não é a mais adequada caso o
usuário queira desempenho máximo, pois cada placa AGP tem suas
particularidades. Se quiser arriscar o melhor desempenho possível deverá
deixar a opção em MANUAL e escolher o valor adequado no parâmetro AGP
Driving Value . Os valores são definidos em números hexadecimais, de 00h a
FFh. O grande problema começa exatamente aí. Este valor tem que ser pelo
menos acertado para que o sistema não seja prejudicado sensívelmente ao
mesmo tempo em que são escassas as informações dos fabricantes referente a
valores adequados para obter um rendimento máximo, sendo assim,
praticamente um trabalho de pesquisa incessante em busca da “informação
valiosa”:-)
É claro que se você não for um obcecado pelo rendimento total e pleno, pode
deixar a opção em AUTO que o seu micro vai trabalhar muito bem e poderá
rodar todos os games com sua placa de vídeo:-)

Fast Write Support – Este ítem habilita o padrão AGP com suporte a “Fast
Write”. Verifique no manual ou na documentação do fabricante de sua placa de
vídeo se esta suporta este modo. Caso positivo deixe este ítem habilitado. Se a
placa não tiver suporte a “Fast Write”, este ítem deve ficar desabilitado.

PCI Master 0WS Write – Se habilitar este ítem, não ocorrerá Wait State no
barramento PCI. O Wait State, como o próprio nome já diz, é um estado de
espera do barramento PCI que existe antes dele receber dados do processador.
É recomendável habilitar esta opção para que a máquina melhore seu
desempenho.

CPU to PCI Write Buffer - Mais outra opção que deve ser deixada habilitada
a fim de melhorar o desempenho da máquina, pois esta faz com que a CPU não
fique esperando os dados serem transferidos para o barramento PCI para que
fique livre à outras atividades.

AGP Master 1 WS Read / AGP Master 1 WS Write – Se habilitada, o


barramento AGP vai trabalhar somente com 1 estado de espera, para leitura (
AGP Master 1 WS Read ) ou escrita ( AGP Master 1 WS Write ). Estando
desabilitado, serão gerados 2 estados de espera, o que reduz o desempenho,
mas pode resolver problemas de instalbilidade. Se não houver maiores
problemas, deixe estes itens habilitados.

Integrated Peripherals

Force Update ESCD - Esta é uma opção que pode resolver alguns problemas
“chatos”:-) ESCD é a área de memória da BIOS onde ficam guardadas as
configurações de I/O, IRQs, etc... Toda vez que o micro é ligado, tanto a BIOS
como o sistema operacional precisam destas informações para que o micro
funcione corretamente.Ao se habilitar esta opção,a configuração antiga é
resetada e refaz-se automaticamente uma nova configuração. Deve ser
lembrado que após a habilitação deste ítem e a reinicialização do sistema, este
volta a ficar como disabled. Isto é muito útil caso sua máquina esteja com um
problema crônico de conflitos. Mas deve ser usado somente para resolução de
problemas.
Resources Controlled By – Aqui você define se vai ser a BIOS que vai se
encarregar da definição dos endereços de IRQ e canais DMA ou se é você que
vai administrar isso:-)
Aconselharia a deixar a opção em AUTO, a não ser que esteja enfrentando
problemas de conflitos ou o fabricante da placa especifique claramente a
reserva de um endereço IRQ ou um canal DMA. Se o seu caso for algum destes,
deixe a opção em MANUAL e defina a IRQ ou DMA para a placa. Você verá
então que ao lado da opção de IRQ ou DMA, pode se definir PNP/PCI ou
No/ICU ( para placas PCI ) ou ISA ou Legacy ISA ( para placas ISA )
colocando a opção correspondente.

Primary e Secundary Master / Slave PIO Mode – Calma, aqui não é para
você deixar o HD em modo PIO. Mas também serve para isso:-) Bem, o que
essas opções realmente fazem é definir o modo de transferência na qual os
dispositivos IDE funcionarão. É lógico que você não vai deixar o seu HD Ultra
DMA 100 em modo PIO 2 né?;-) A seleção mais adequada é AUTO para que a
BIOS detecte corretamente o modo de transferência mais adequado. Bem, se
você quiser que o seu HD trabalhe em PIO2, 3 ou 4 é só definir a opção
correspondente...

Primary ou Secundary Master / Slave DMA – Como no ítem descrito acima,


esta opção deve estar em AUTO para que os dispositivos IDE trabalhem em
modo DMA caso suportem este modo. Mesmo se não houver suporte a DMA por
parte dos dispositivos, não haverá problemas pois a BIOS detectará isso, daí a
opção ser AUTO e não enabled.

PCI IRQ Activated By – Duas opções: EDGE e LEVEL. A opção edge desativa o
compartilhamento de IRQs para uma mesma placa PCI. Já a opção level ativa
este recurso. Isto pode ser importante caso você tenha um micro não muito
recente, pois alguns periféricos PCI mais antigos não suportavam o
compartilhamento de IRQs, sendo assim, ativando a opção edge pode se
resolver este problema:-)

OnBoard IR Function – Em algumas placas pode aparecer como UART 2


Mode. Este ítem deve ser definido se você tiver algum dispositivo
infravermelho. Caso não o tenha deixe em disabled. As opções deste ítem a
princípio podem parecer meio “estranhas” mas na realidade é o tipo de
modulação utilizada pelo dispositivo, que pode ser IrDA ou HPSIR ou ASK IR .
Para saber o modo correto a ser definido, consulte o manual de seu dispositivo.

Duplex Select – Define se o seu dispositivo infra vermelho vai trabalhar em


Half-Duplex ou Full-Duplex. Isto vai depender se o seu dispositivo suporta ou
não o Full Duplex. Caso contrário terá que ser setado em Half Duplex.

Power on Function – Aqui pode se definir uma tecla ou atalho do teclado para
se ligar o micro. Geralmente encontramos opções como hot key , que serve
para configurar um atalho do teclado para se ligar o micro e keyboard98, para
ativar a tecla do teclado que vem em alguns modelos e que serve justamente
para ligar o micro.

Power Management

Power Supply Type - Se sua placa mãe for daquele tipo que tem dois
conectores para fonte, AT e ATX, é aqui que você deve especificar qual é o
modo que ela está sendo usada.

CPU Overheat Warning Temperature – Geralmente as placas mãe tem um


sensor onde se verifica a temperatura do processador. Quando esta
temperatura atinge níveis extremos, o processador pode ser danificado. Aqui
define-se uma temperatura máxima para que o sistema dê um alarme, ou no
caso de algumas placas, até desligar a máquina. Use este parâmetro com
critério, verificando com o fabricante qual o nível máximo de temperatura que
este possa suportar. Sabendo o nível, deve se colocar uma boa margem de
segurança, por exemplo, se o processador aguenta 90°C, é melhor colocar este
parâmetro em 65°C por exemplo.

Considerações Finais

Muitos parâmetros ficaram de fora, é verdade, mas realmente não daria para
colocar todos aqui. São muitas opções que podem ser encontradas dependendo
da versão da BIOS de cada placa mãe. Bem, como pode ter percebido, existem
alguns parâmetros que servem para melhorar sensívelmente o desempenho da
máquina. Outros são uma verdadeira mão na roda para descobrir e solucionar
problemas. Tudo vai depender da perspicácia do técnico ou usuário. Sempre
lembrando que alterações no SETUP devem ser feitas sempre com critério e
responsabilidade. Não mexa no SETUP se não souber exatamente o que
está fazendo. Como disse antes, na primeira parte do artigo, alterações no
SETUP são como uma faca de dois gumes: Alterações bem sucedidas melhoram
o desempenho, corrigem problemas, enfim, deixam o micro estável e mais
rápido, mas alterações mal sucedidas podem fazer com que o micro, trave,
fique instável ou até mesmo nem dê mais o boot.