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ELEMENTOS QUÍMICOS

Hidrogênio: H. Elemento químico gasoso, incolor, inodoro, não metálico


e colocado no grupo dos metais alcalinos na Tabela Periódica com Z =
1, configuração eletrônica 1s1, MA = 1,008, d = 0,0899 g.L-1, PF = -
259,14 °C, PE = -252,87 °C. Foi descoberto em 1776 por Henry
Cavendish. É o elemento de menor número atômico e o mais abundante
no Universo. Na Terra está presente no ar, na água e em todos os
compostos orgânicos. Tem três isótopos, cada um deles com 0, 1 ou 2
nêutrons. O hidrogênio ocorre naturalmente como o isótopo 1H
(98,985%) ou 2H (deutério). O isótopo com 2 nêutrons (trítio) é
produzido artificialmente. Na forma elementar ele ocorre como o gás
H2, que é produzido industrialmente por eletrólise da água ou por
reforma de gás natural. Ele é muito usado na produção de amônia
(processo Haber) e como agente redutor na industrialização de
minérios, no refinamento de petróleo, na produção de hidrocarbonetos
a partir de carvão e na hidrogenação de óleos vegetais. Também há
grande interesse no uso de H2 como combustível pois a sua combustão
com oxigênio produz água.

Hélio He. Elemento químico gasoso, incolor, inodoro, não metálico,


pertencente ao grupo dos gases nobres da Tabela Periódica. Z = 2;
configuração eletrônica: 1s2, MA = 4,0026, d = 0,178 g.L-1, PF =
-272,2°C (a 20 atm), PE = -268,93°C. Este elemento tem o mais baixo
ponto de ebulição de todas as substâncias e só pode ser solidificado a
altas pressões. O hélio natural é composto principalmente do isótopo
4
He, com pequena quantidade de 3He. Também possui dois isótopos
radioativos: 5He e 6He. Ocorre em minérios de urânio e tório e em
alguns depósitos de gás natural. Tem várias aplicações inclusive na
geração de atmosferas inertes para soldas e produção de
semicondutores, como gás de resfriamento para supercondutores e
como diluente em dispositivos para respiração. Também é usado no
enchimento de balões. Quimicamente é totalmente inerte e nenhum
composto de hélio é conhecido. Foi descoberto no espectro solar por
Lockier em 1868.

Lítio Li. Metal alcalino, prateado, mole pertencente ao primeiro grupo


da Tabela Periódica. Z = 3, configuração eletrônica: 1s22s1, MA =
6,939, d = 0,534g.cm-3, PF = 180,54°C, PE = 1340°C. É um elemento
raro encontrado nos minerais: espodumênio (LiAlSi2O6), petalita
(LiAlSi4O10), mica de lítio ou lepidolita e em algumas águas salgadas. O
espodumênio (LiAl(Si2O6)) é uma importante fonte industrial de lítio .
Duas das suas variedades também têm valor como gema: a kunzita
(rosa-violeta) e a hiddenita (verde). Ambas são raras no planeta e
ocorrem no Brasil, em Minas Gerais.

Amostras de kunzita, natural e lapidada, da mina do córrego


do Urucum , no vale do Rio Doce em Minas Gerais .

Exemplares brasileiros da variedade hiddenita do espodumênio


Geralmente o minério é extraído por tratamento com ácido sulfúrico
para dar sulfato que é convertido em cloreto. Este é misturado com
pequena quantidade de cloreto de potássio, fundido e eletrolisado. O
lítio foi isolado a partir de um mineral estudado e enviado para a
Europa por José Bonifácio de Andrada e Silva, que além de "Patriarca
da Independência", foi também um grande químico. Os isótopos
estáveis são 6Li e 7Li. Os radioisótopos 5Li e 8Li têm vida curta. O
metal é usado para remoção de oxigênio em metalurgia e como
constituinte de algumas ligas de Al e Mg. Também é usado em baterias
e como fonte de trítio em pesquisas sobre fusão. Sais de lítio são
usados em psiquiatria. O elemento reage com oxigênio e água. Sob
aquecimento também reage com nitrogênio e hidrogênio. Sua química
difere da química dos demais elementos do grupo devido ao pequeno
tamanho do íon Li+.

Lepidolita ou mica de lítio,


K, Li, Al(OH, F)2(AlSiO3O10),
é um aluminossilicato opaco, com traço
branco, que ocorre em várias cores.

Berílio Be. Metal alcalino terroso pertencente ao segundo grupo da


Tabela Periódica. Z = 4, configuração eletrônica: 1s22s2, MA = 9,012, d
= 1,85 g.cm-3, PF = 1285°C, PE = 2970°C. O berílio ocorre nos minerais
berilo (3BeO.Al2O3.6SiO2) e crisoberilo (BeO.Al2O3). A esmeralda, a
água marinha e o berilo são as gemas dos silicatos de alumínio e
berílio. O metal é extraído a partir da mistura fundida de BeF2 / NaF
por eletrólise ou por redução de magnésio por BeF2. É usado na
manufatura de ligas de Be – Cu que são utilizadas em reatores
nucleares como refletores e moderadores devido à sua pequena seção
transversal. O óxido de berílio é usado em cerâmicas e em reatores
nucleares. O berílio e seus compostos são tóxicos e podem causar
graves doenças pulmonares e dermatites. O metal é resistente à
oxidação pelo ar devido à formação de uma camada de óxido mas
reage com os ácidos clorídrico e sulfúrico diluídos. Os compostos de
berílio apresentam forte caráter covalente. O elemento foi isolado
independentemente pelos pesquisadores F. Wohler e A. A. Bussy em
1828.

Berilos lapidados originários dos Estados de Minas Gerais,


Bahia e Rio Grande do Norte. A variação na cor
é conseqüência de variedade na composição

Cristal de esmeralda de Amostra de água marinha


8 cm, do estado da Bahia. de 450 gramas. A água
A esmeralda é um aluminossilicato marinha também é um
que adquire a cor verde devido aluminossilicato e a cor
à presença de impurezas de cromo azulada deve-se à presença
de pequenas quantidades
de ferro.

A alexandrita (Al2(BeO4)) é um crisoberilo


que apresenta a cor rósea sob luz natural
e verde sob luz artificial .

Boro B. Elemento do grupo III, constituinte do bloco p da Tabela


Periódica. Z = 5, configuração eletrônica: 1s22s22p1, MA = 10,81, d =
2,35 g.cm-3, PF = 2079°C, PE = 2550°C. Apresenta duas formas
alotrópicas: boro amorfo que é um pó marrom e boro metálico que é
preto. A forma metálica é muito dura (9,3 na escala de Mohs) e é mau
condutor elétrico à temperatura ambiente. Pelo menos três fases
cristalinas são possíveis: duas romboédricas e uma tetragonal. O
elemento nunca foi encontrado livre na natureza. Ocorre como ácido
ortobórico em erupções vulcânicas na Toscana, Itália, como boratos na
kernita (Na2B4O7.4H2O) e na colemanita (Ca2B6O11.5H2O) na Califórnia,
Estados Unidos da América. As amostras geralmente contêm isótopos
na razão 19,78% de 10B para 80,22% de 11B. A extração é possível por
redução de fase vapor de tricloreto de boro com hidrogênio sobre
filamentos eletricamente aquecidos. O boro amorfo pode ser obtido
por redução do trióxido com pó de magnésio. Quando aquecido o boro
reage com oxigênio, halogênios, ácidos oxidantes e álcalis fortes. É
usado em semicondutores e em filamentos na indústria aeroespacial. O
boro produz chama verde. O isótopo 10B é usado em fios e chapas de
proteção para controle de reatores nucleares. O elemento foi
descoberto em 1808 por Sir Humphry Davy e por J. L. Gay – Lussac e
L. J. Thenard.

Carbono C. Elemento não metálico pertencente ao IV grupo da Tabela


Periódica. Z = 6, configuração eletrônica: 1s22s22p2, MA = 12,011, PF ~
3550°C, PE = 4289°C. Ele tem dois isótopos estáveis (com números de
massa 12 e 13) e 4 radioativos (números de massa 10, 11, 14 e 15). O
14
C é usado no processo de datação. Quimicamente, é o único elemento
capaz de formar muitos compostos contendo cadeias e anéis apenas
de átomos de carbono. Apresenta três formas alotrópicas: diamante,
grafite e fulereno. A figura abaixo ilustra as estruturas destas três
formas.

Estrutura do diamante. Estrutura da grafite.


Arranjo cristalino cúbico de faces
Estrutura molecular do
centradas de moléculas C60, no
fulereno, C60.
fulereno

diamante: C, d = 3,52 g.cm-3. Ocorre naturalmente e pequenas


quantidades podem ser produzidas sinteticamente. É extremamente
duro e forma cristais altamente refrativos. A dureza do diamante
resulta da sua estrutura cristalina covalente, na qual, cada átomo de
carbono está ligado covalentemente a quatro outros, situados nos
vértices de um tetraedro. A ligação C – C tem comprimento 1,54Å e
ângulo de 109,5°.

Veja alguns diamantes famosos:

Diamante de Dresden Diamante de Cullinan I.


Anel de brilhante
Diamante Tiffany
(diamante lapidado).

O diamante de Dresden tem 41 quilates e provavelmente é originário


da Índia, tendo sido encontrado por volta do ano 1700. Encontra-se na
cidade de Dresden, na Alemanha.

O diamante de Cullinan I também é chamado de "Estrela da África" e


tem 530,20 quilates. É o lapidado do maior diamante já encontrado,
com 3106 quilates. Foi descoberto em 1908 na África do Sul e
encontra-se no Museu da "Torre de Londres", na Inglaterra.

O diamante Tiffany tem 128,51 quilates. Foi encontrado na mina


Kimberley na África do Sul, em 1878. Quando bruto pesava 287,42
quilates. Foi lapidado em Paris e tem 90 facetas.

O quilate é uma unidade de massa usada no comércio de gemas desde a


Antigüidade. O seu valor variava conforme a região. Em 1907 foi
adotado o valor de 200 mg ou 0,2 g para o quilate.

O diamante foi a primeira pedra preciosa explorada comercialmente


no
Brasil. De 1725 a 1866 nosso país foi o maior produtor mundial desta
gema. Os diamantes eram extraídos dos arredores da cidade de
Diamantina, situada às margens do Rio Jequitinhonha, em Minas
Gerais, mas é na região de Estrela do Norte, no extremo oeste do
Estado que têm sido encontradas os maiores exemplares. Entre os
diamantes brasileiros mais famosos estão o Presidente Vargas, de 726
quilates, o Darcy Vargas, de 460 quilates e o Presidente Dutra, de
342 quilates.

Minério de grafite: brilho


Diamante bruto, carbono puro,
metálico, opaco, traço cinzento,
cristalino, muito duro. Ocorre em
fratura irregular. Usado na
várias cores. Fotografia do
produção de mina de lápis,
diamante Cullinan.
cadinhos e lubrificantes.

grafite: C, d = 2,25 g.cm-3. Substância lamelar, preta e mole. Ocorre


naturalmente e também pode ser obtida pelo processo de Acheson,
que envolve o aquecimento de coque com argila para formar carbeto
de silício, SiC, que perde o silício a 4150°C, ficando o grafite. No
grafite, os átomos de carbono estão arranjados em camadas e cada
átomo está circundado por outros três, com os quais forma ligações
simples ou duplas. As camadas são mantidas juntas por forças fracas
de van der Waals. O comprimento da ligação carbono – carbono nas
camadas é de 1,42Å e a distância entre as camadas é de 3,4Å. Grafite
é um bom condutor de calor e eletricidade ao longo das camadas. Tem
várias aplicações incluindo contatos elétricos, equipamentos para altas
temperaturas e lubrificantes sólidos. Grafite misturado com argilas
constitui a mina dos lápis.
Também há várias outras formas de carbono amorfo como o carvão.

fulereno: C60. Forma alotrópica do Carbono descoberta em 1985.


Existe como moléculas discretas que formam uma estrutura oca com
60 átomos de carbono. A estrutura molecular lembra uma bola de
futebol e é constituída de 20 hexágonos e 12 pentágonos arranjados
de modo que entre dois pentágonos não haja uma aresta comum. O
material C60 foi denominado "buckministerfullerene" em homenagem ao
arquiteto R. Buckminister Fuller que inventou a estrutura do dômus
geodésico, devido à semelhança entre as estruturas do dômus e da
molécula de C60. No estado sólido estas moléculas estão arranjadas
numa estrutura cúbica de faces centradas, resultanto em material de
d = 1,65 g.cm-3, mole, com condutividade elétrica abaixo de 10-7
(Siemens.m).

Nitrogênio N. Elemento gasoso incolor pertencente ao Grupo V da


Tabela Periódica. Z = 7, configuração eletrônica: 1s2 2s2 2p3, MA =
14,0067, d = 1,2506 g.L-1, PF = -209,86°C, PE = -195,8°C. Ocorre no ar
(cerca de 78% em volume) e é constituinte essencial de proteínas e
ácidos nucleicos dos organismos vivos. O nitrogênio é obtido por
destilação fracionada do ar líquido para finalidades industriais. O
nitrogênio puro pode ser obtido em laboratório por aquecimento de
azida de metal. Ele tem dois isótopos naturais: 14N e 15N (cerca de
3%). O elemento é usado no processo de Harber para produção de
amônia e também na criação de atmosfera inerte em processos de
soldagem e metalurgia. O gás é diatômico e relativamente inerte.
Reage com hidrogênio a altas temperaturas e com oxigênio durante
descargas elétricas. Também forma nitretos com certos metais. O
nitrogênio foi descoberto em 1772 por D. Rutherford.

Oxigênio O. Elemento gasoso, incolor, inodoro, pertencente ao Grupo


VI da Tabela Periódica. Z = 8, configuração eletrônica: 1s2 2s2 2p4; MA
= 15,9994, d = 1,429 g.L-1, PF = -214,4°C, PE = -183°C. É o elemento
mais abundante na crosta terreste (49,2% em peso) e está presente
na atmosfera (28% em volume). O oxigênio atmosférico é de vital
importância para todos os organismos que fazem respiração aeróbica.
Para processos industriais é obtido por destilação fracionada do ar
líquido. É usado em metalurgia, para obtenção de chamas de altas
temperaturas (por exemplo, para soldagem) e em equipamentos para
respiração. A forma mais comum é diatômica, O2, mas também forma
um alótropo reativo: ozônio, O3. Quimicamente o oxigênio reage com a
maioria dos elementos formando os óxidos. Ele foi descoberto em
1774 por Priestley.

Flúor F. Elemento gasoso amarelo claro pertencente ao Grupo VII


(halogênios) da Tabela Periódica. Z = 9, configuração eletrônica: 1s2
2s2 2p5, MA = 18,9984, d = 1,7 g.L-1, PF = -219,62°C, PE = -188,1°C. As
principais fontes minerais de flúor são fluorita (CaF2) e criolita
(Na3AlF6). O elemento é obtido por eletrólise de mistura fundida de
fluoreto de potássio (KF) e fluoreto de hidrogênio (HF). É usado na
síntese de compostos orgânicos fluorados. Quimicamente é o mais
reativo e eletronegativo de todos os elementos. É uma substância
muito perigosa, causando queimaduras graves quando em contato com
a pele. O elemento foi identificado em 1771 por Sheele e isolado em
1886 por Moissan.

Fluorita, minério de fluoreto de cálcio, CaF2.


Tem brilho vítreo, é transparente. Fica opaca
quando a cor é muito intensa. Ocorre em
rochas magmáticas e sedimentares. A amostra
da fotografia foi encontrada na Alemanha e
mostra também alguns cristais brancos de
barita (BaSO4).

Neônio Ne. Elemento gasoso incolor pertencente ao grupo dos gases


nobres da Tabela Periódica. Z = 10, configuração eletrônica 1s2 2s2
2p6, MA = 20,179, d = 0,9 g.L-1, PF = -248,67° C, PE = -246,05° C. O
neônio ocorre no ar (0,0018% em volume) e é obtido por destilação
fracionada de ar líquido. É usado em tubos de descarga e lâmpadas de
neônio nos quais tem cor vermelha característica. Dificilmente forma
compostos. Há relatos de alguns fluoretos de neônio. O elemento foi
descoberto em 1898 por Sir William Ramsey e M.W. Travers.

Sódio Na. Elemento metálico, prateado, mole e reativo pertencente ao


Grupo I (metais alcalinos) da Tabela Periódica. Z = 11, configuração
eletrônica: [Ne] 3s1, MA = 22,9898, d = 0,97 g.cm-3, PF = 97,5° C, PE =
882,9° C. O sódio ocorre como cloreto na água do mar e no mineral
halita ou sal gema. É extraído por eletrólise numa cela de Downs. O
metal é usado como agente redutor em certas reações e o sódio
líquido é usado na refrigeração de reatores nucleares. Quimicamente
é altamente reativo, oxidando no ar e reagindo violentamente com
água (deve ser mantido guardado em querosene). Dissolve em amônia
líquida para formar soluções azuis contendo elétrons solvatados. O
sódio é um dos mais importantes elementos essenciais constituintes
dos seres vivos. O elemento foi isolado por Humphry Davy em 1807.
Amostra de sal gema, NaCl . Tem brilho
vítreo, transparente, traço incolor. Dá à chama,
cor amarela, característica do sódio. Ocorre
em várias partes do mundo, inclusive no
Nordeste do Brasil, em Sergipe e
Rio Grande do Norte.

Magnésio Mg. Elemento metálico pertencente ao Grupo II (metais


alcalino terrosos) da Tabela Periódica. Z = 12, configuração eletrônica:
[Ne] 3s2, MA = 24,312, d = 1,74 g.cm-3, PF = 651° C, PE = 1107° C. O
elemento é encontrado em vários minerais incluindo magnesita
(MgCO3), dolomita (MgCO3 . CaCO3) e carnalita (MgCl2 . KCl . 6 H2O).
Também está presente na água do mar e é um elemento essencial aos
organismos vivos. A extração é feita por eletrólise do cloreto fundido.
O elemento é usado em várias ligas metálicas leves, por exemplo, para
construção de aviões. Quimicamente é muito reativo. No ar forma uma
camada protetora de óxido, mas queima por ignição, formando chama
intensa e branca. Também reage com halogênios, enxofre e nitrogênio.
O magnésio foi isolado pela primeira vez em 1828 por Bussy.

Amostras do mineral de MgCO3 , chamado magnesita. Ocorre em


várias cores. Tem brilho vítreo e varia de transparente a translúcida.
Utilizada na fabricação de cerâmicas.
Dolomita, CaMgCO3. Tem brilho vítreo, translúcido e pode apresentar
várias cores. Apresenta efervescência quando em contato com ácido
clorídrico diluído. Ocorre em veios, geralmente associada à calcita
(CaCO3).

Alumínio Al. Elemento metálico, prateado claro, brilhante, pertencente


ao Grupo III da Tabela Periódica. Z = 13, configuração eletrônica:
[Ne] 3s2 3p1, MA = 26,98, d = 2,702 g.cm-3, PF = 660° C, PE = 2467° C.
O metal é muito reativo, mas é protegido por uma fina camada
transparente de óxido que se forma rapidamente no ar. O alumínio e
seus óxidos são anfóteros. O metal é extraído da bauxita purificada
(Al2O3.2H2O) por eletrólise. O principal processo usa cela de Hall-
Heroult, mas estão sendo desenvolvidos outros métodos eletrolíticos,
incluindo a conversão de bauxita com cloro e eletrólise do cloreto
fundido. O alumínio puro é mole e dúctil, mas sua resistência pode ser
aumentada por tratamento adequado. São produzidas muitas ligas de
alumínio contendo vários elementos inclusive cobre, manganês, silício,
zinco e magnésio. Sua leveza, resistência mecânica (em ligas),
resistência à corrosão e condutividade elétrica (62% da condutividade
do cobre), o tornam adequado para muitas finalidades inclusive na
construção de veículos, aeronaves, construção civil (estruturas,
portas, janelas e esquadrias) e cabos condutores. Embora seja o
terceiro elemento mais abundante na crosta terrestre (8,1% em peso)
só foi isolado em 1825 por H.C. Oersted (1777-1851).
Amostra de bauxita, de fórmula Al2O3.2H2O. É
uma rocha sedimentar, mistura de hematita
parda, minerais argilosos, quartzo e
principalmente hidróxidos de alumínio. Ocorre
nas cores branca e pardo-avermelhada. É a
principal matéria prima para obtenção de
alumínio. O Brasil tem grandes reservas de
bauxita e é um grande exportador de alumínio.

Silício Si. Elemento metalóide (semi-metal) pertencente ao Grupo IV


da Tabela Periódica. Z = 14, configuração eletrônica: [Ne] 3s2 3p2, MA
= 28,086, d = 2,33 g.cm-3, PF = 1410° C, PE = 2355° C. O silício é o
segundo elemento mais abundante na crosta terrestre (25,7% em
peso), ocorrendo em várias formas de óxido de silício (IV), (por
exemplo quartzo) e nos silicatos minerais. O elemento é extraído por
redução do óxido com carbono em forno elétrico e é usado
extensivamente pelas suas propriedades de semi-condutor. Tem
estrutura cristalina do tipo do diamante. Também existe em fase
amorfa. Quimicamente o silício é menos reativo que o carbono. O
elemento combina com o oxigênio a quente e também dissolvido em
álcali fundido. Forma muitos compostos organossilados, por exemplo os
siloxanos (R3SiOSiR3, onde R é um grupo orgânico), embora o silício
não forme a variedade de compostos com hidrogênio que o carbono
forma. Existem os silanos, cujo composto mais simples é o SiH4. O
elemento silício foi identificado por Lavoisier em 1787 e isolado em
1823 por Berzelius.
O quartzo é o mineral mais abundante na Terra. Tem alta resistência
mecânica e baixa reatividade química. Sua fórmula básica é SiO2 mas
pode ter composição variada, o que causa uma grande variedade de
coloração. A figura mostra um cristal de rocha, um quartzo
enfumaçado e um agregado de cristais de rocha originário de Minas
Gerais.

Fósforo P. Elemento não metálico pertencente ao Grupo V da Tabela


Periódica. Z = 15, configuração eletrônica: [Ne] 3s2 3p3, MA =
30,9738, d = 1,82 g.cm-3 (branco), d = 2,20 g.cm-3 (vermelho), d = 2,70
g.cm-3 (preto), d = 2,36 g.cm-3 (violeta), PF = 44,1° C (branco-alfa ), PE
= 280° C (branco-alfa). O fósforo tem várias formas alotrópicas. O
fósforo branco-alfa consiste de tetraedros de P4. A forma branco-
beta é estável abaixo de -77° C. Se o fósforo branco-alfa for
dissolvido em chumbo e aquecido a 500° C obtém-se a forma violeta. O
fósforo vermelho, que é uma combinação do branco e do violeta, é
obtido por aquecimento do fósforo branco-alfa a 250° C na ausência
de ar. Também há uma forma alotrópica preta com estrutura do tipo
do grafite, preparada por aquecimento do fósforo branco a 300° C
com catalisador de mercúrio. O elemento é muito reativo. Forma
fosfetos com metais e se liga covalentemente formando compostos de
fósforo (III) e fósforo (IV). O fósforo é um elemento essencial dos
organismos vivos. Ocorre em várias rochas de fosfato e é extraído
por aquecimento de carvão (coque) e óxido de silício (IV) em forno
elétrico (1500° C). Junto com ele são produzidos silicato de cálcio e
monóxido de carbono. Foi descoberto em 1669 por Brandt.

Apatita, minério de composição Ca5(F, Cl, OH) (PO4)3, fosfato


de cálcio. Tem brilho vítreo, traço branco a amarelado, varia
de transparente a opaco. Ocorre em várias cores. A apatita e o
fosforito são os minérios usados na fabricação de ácido
fosfórico, fosfatos e fertilizantes.

Enxofre S. Elemento não metálico amarelo pertencente ao Grupo VI


da Tabela Periódica. Z = 16, configuração eletrônica: [Ne] 3s2 3p4, MA
= 32,06, d = 2,07 g.cm-3, (forma rômbica), PF = 112,8°C (forma
rômbica), PE = 444,674°C (forma rômbica). O elemento ocorre na
natureza em muitos minerais à base de sulfetos e sulfatos. O enxofre
nativo é encontrado na Sicília (Itália) e nos Estados Unidos da
América (obtido pelo processo Frasch). É elemento essencial para os
organismos vivos. O enxofre tem várias formas alotrópicas. Abaixo de
95,6°C o cristal estável é rômbico. Acima desta temperatura passa
para a fase triclínica. Ambas as formas cristalinas contêm moléculas
S8. A temperaturas acima do ponto de fusão, o enxofre fundido é um
líquido amarelo que contém anéis S8, como na forma sólida. Em torno
de 160°C os átomos de enxofre formam cadeias e o líquido se torna
mais viscoso e marrom escuro. Se o enxofre fundido for resfriado
rapidamente, por exemplo sendo jogado em água gelada, obtém-se o
enxofre amorfo, que é um sólido marrom avermelhado. A fase amorfa
tem d = 1,92 g.cm-3, PF ~ 120°C, PE = 444,1°C. Acima de 200°C a
viscosidade diminui. O vapor de enxofre contém mistura de moléculas
de S2, S4, S6 e S8. As flores de enxofre são um pó amarelo obtido por
sublimação do vapor. É usado como fungicida vegetal. O elemento é
usado para produzir ácido sulfúrico e outros compostos.

Amostra de minério de Amostra de pirrotita,


enxofre nativo.Ocorre minério de FeS, encontrado
como produto de principalmente em rochas
sublimação vulcânica e vulcânicas básicas. É usado
em depósitos sedimentares. na produção de
Utilizado na produção de ácido sulfúrico.
ácido sulfúrico, pesticidas,
etc.

Amostras de pirita, FeS2, o principal minério de enxofre,


também conhecido como "ouro dos tolos". Brilho metálico,
opaco, amarelo. É usado na produção de ácido sulfúrico.
Cloro Cl . Elemento não metálico do grupo dos halogênios na Tabela
Periódica. Z = 17, configuração eletrônica: [Ne] 3s2 3p5, MA = 35,453,
d = 3,214 g.L-1, PF = -100,98° C, PE = -34,6° C. É um gás venenoso
amarelo esverdeado e ocorre na natureza como cloreto de sódio na
água do mar e no sal gema NaCl . Também está presente na carnalita
(KCl . MgCl2 . 6 H2O) e silvita (KCl ). É produzido industrialmente por
eletrólise de água salgada e pode ser obtido no processo de Downs na
produção de sódio. Tem muitas aplicações, inclusive na cloração de
água potável, como descolorante e na produção de grande número de
produtos químicos. Reage diretamente com muitos elementos e
compostos e é um forte agente oxidante. Os compostos de cloro
contêm este elemento nos estados de oxidação –1, 1, 3, 5 e 7. Foi
descoberto em 1774 por Karl Scheele e confirmado como um elemento
em 1810 por Humphry Davy.

Argônio Ar. Gás nobre monoatômico presente no ar (0,93%). Z = 18,


configuração eletrônica: [Ne] 3s2 3p6, MA = 39,948, d = 0,00178 g.cm-
3
, PF = -189° C, PE = -185° C. O argônio é separado do ar líquido por
destilação fracionada. É ligeiramente solúvel em água, incolor e não
tem cheiro. É usado em atmosferas inertes em processos de
soldagem, na produção de metais especiais como Ti e Zr, e como gás
de enchimento em lâmpadas elétricas, misturado com 20% de
nitrogênio. O elemento é inerte e não apresenta compostos
verdadeiros. Foi identificado em 1894 por Lord Rayleigh e Sir William
Ramsey.

Potássio K. Elemento metálico prateado e mole pertencente ao grupo


dos metais alcalinos na Tabela Periódica. Z = 19, configuração
eletrônica: [Ar] 4s1, MA = 39,098, d = 0,87 g.cm-3, PF = 63,7ºC, PE =
760ºC. O elemento ocorre na água do mar e em vários minerais como a
silvita (KCl ), carnalita (KCl . MgCl2 . 6 H2O) e carnita (MgSO4 . KCl .
3 H2O). É obtido por eletrólise. O metal tem poucos usos mas os sais
de potássio são usados em muitas aplicações. O potássio é um
elemento essencial nos organismos vivos. Quimicamente é muito
reativo lembrando o sódio no seu comportamento e em seus
compostos. Também forma o superóxido KO2 de coloração laranja que
contém o íon O2-. O potássio foi descoberto em 1807 por Sir Humphry
Davy.

Cálcio Ca. Elemento metálico cinza, mole, pertencente ao Grupo II,


dos metais alcalino-terrosos da Tabela Periódica. Z = 20, configuração
eletrônica: [Ar] 4s2, d = 1,55 g.cm-3, PF = 840ºC, PE = 1484ºC. Os
compostos de cálcio são comuns na crosta terrestre por exemplo no
calcáreo, mármore (CaCO3), gipsita (CaSO4 . 2 H2O) e fluorita (CaF2).
O elemento é extraído por eletrólise de cloreto de cálcio fundido e é
usado em sistemas a vácuo e como desoxidante em ligas metálicas não
ferrosas. É usado como agente redutor na extração de metais como
tório, zircônio e urânio. O cálcio é um elemento essencial dos
organismos vivos sendo necessário para o crescimento e
desenvolvimento.

Amostras de calcita, CaCO3. Depois do quartzo é o mineral mais


abundante na crosta terrestre. Tem brilho vítreo e varia de
transparente a opaco. Ocorre em várias cores. É abundante no Brasil.

Escândio Sc. Elemento metálico, mole e prateado pertencente à


família dos metais de transição da Tabela Periódica. Z = 21,
configuração eletrônica: [Ar] 4s2 3d1, MA = 44,956, d = 2,985 g.cm-3
(forma alfa), d = 3,19 g.cm-3 (forma beta), PF = 1540ºC, PE = 2850ºC.
O escândio ocorre freqüentemente em minérios de latanídeos, a partir
dos quais pode ser separado devido à maior solubilidade do seu
tiocianato em éter. O único isótopo natural, que não é radioativo, é o
45
Sc. Tem nove isótopos radioativos de vidas relativamente curtas.
Devido à alta reatividade do metal e ao seu alto custo, não há usos
substanciais para ele nem para seus compostos. A existência do
escândio foi prevista por Mendeleev em 1869. O óxido (chamado
escândia) foi isolado por Nilson em 1879.

Titânio Ti. Elemento de transição metálico. Z = 22, configuração


eletrônica: [Ar] 4s2 3d2, MA = 47,9, d = 4,507 g.cm-3, PF = (1660 ±
10)ºC, PE = 3280ºC. As principais fontes são rutilo (TiO2) e em menor
extensão a ilmenita (FeTiO3). O elemento também ocorre em muitos
outros minerais. É obtido por aquecimento do óxido com carbono e
cloro para dar TiCl4 que é reduzido no processo Kroll. A principal
aplicação é em grande número de ligas fortes, resistentes à corrosão,
para aeronaves, navios, indústria química. Exposto ao ar, o elemento
forma cobertura passiva de óxido. A temperaturas mais altas reage
com oxigênio, nitrogênio, cloro e outros não-metais. É solúvel em
ácidos diluídos. Os principais compostos são sais e complexos de
titânio (IV). Também são conhecidos compostos de titânio (II) e de
titânio (III). O elemento foi descoberto por Gregor em 1789.

Amostra de ilmenita, FeTiO3, o mais importante minério


de titânio. Tem brilho metálico, traço escuro, pardacento.
O Brasil tem grandes depósitos deste minério.
Amostra de quartzo enfumaçado com estrela de rutilo (TiO2).

Vanádio V. Elemento metálico de transição, prateado. Z = 23,


configuração eletrônica: [Ar] 4s2 3d3, MA = 50,94, d = 5,96 g.cm-3, PF
= 1890ºC, PE = 3380ºC. Ocorre em muitos minerais complexos
inclusive vanadita
(Pb5Cl (VO4)3) e carnotita (K2(UO2)2(VO4)2.3H2O). O metal puro pode
ser obtido por redução do óxido com cálcio. O elemento é usado em
várias ligas de aço. Quimicamente reage com não metais a altas
temperaturas mas não é afetado por ácido clorídrico nem por álcalis.
Forma vários complexos com estados de oxidação +2 a +5. O vanádio
foi descoberto em 1801 por del Rio que foi persuadido de que havia
descoberto apenas uma forma impura de cromo. O elemento foi
redescoberto e denominado em 1880 por Sefströn.

Amostra de vanadita, Amostra de carnotita,


Pb5Cl(VO4)3, K2(UO2)2(VO4)2.3H2O,
um importante minério de vanádio. importante minério de vanádio
e urânio, pertencente ao grupo
das micas de urânio.

Cromo Cr. Elemento de transição metálico, duro, prateado. Z = 24,


configuração eletrônica: [Ar] 4s1 3d5, MA = 52,00, d = 7,19 g.cm-3, PF =
1900ºC, PE = 2672ºC. O principal minério é a cromita (FeCr2O4). O
metal é extraído por aquecimento de cromita com cromato de sódio, a
partir do qual o cromo pode ser obtido por eletrólise. A cromita
também pode ser aquecida com carbono em forno elétrico para dar
ferrocromo que é usado em ligas de aço. O metal também é usado em
camadas de revestimento metálico, eletrodepositadas e com efeito
decorativo e brilhante, e na produção de certos compostos de cromo.
A temperaturas normais o metal é resistente à corrosão. Reage com
ácidos clorídrico e sulfúrico diluídos para dar sais de cromo (II).

Amostra de cromita, FeCr2O4, o mais importante minério de cromo

Manganês Mn. Elemento metálico de transição, de cor cinza, frágil. Z


= 25, configuração eletrônica: [Ar] 4s2 3d5, MA = 54,94, d = 7,4 g.cm-3,
PF = 1244ºC, PE = 2040ºC. As principais fontes são pirolusita ou
manganês mole,(MnO2), psilomelana ou manganês duro (MnO2) e
rodocrosita (MnCO3). O metal pode ser extraído por redução do óxido
usando magnésio (processo Kroll) ou alumínio (processo Goldschmidt).
Freqüentemente o minério é misturado com minério de ferro e
reduzido em forno elétrico para produzir ferro-manganês para uso em
ligas de aços. O elemento é bastante eletropositivo e reage com água
e ácidos diluídos dando hidrogênio. Quando aquecido combina com
oxigênio, nitrogênio e com outros metais. Sais de manganês contêm o
elemento nos estados de oxidação +2 e +3. Os sais de manganês (II)
são mais estáveis. Também forma compostos em estados de oxidação
mais altos como óxido de manganês (V) e sais de manganato (VI) e
permanganato (VII). O elemento foi descoberto em 1774 por Scheele.

Amostra Amostra
de de
rodocrosita, psilomelana,
MnCO3. MnO2

Ferro Fe. Elemento metálico de transição, prateado, maleável e dúctil.


Z = 26, configuração eletrônica: [Ar] 4s2 3d6, MA = 55,847, d = 7,87
g.cm-3, PF = 1535ºC, PE = 2750ºC. As principais fontes são os minérios
hematita (Fe2O3), magnetita (Fe3O4), limonita (FeO(OH)nH2O), ilmenita
(FeTiO3), siderita (FeCO3) e pirita (FeS2). O metal é fundido em
ambiente redutor em forno e depois é processado para obtenção de
ferro e de vários tipos de aço. O elemento puro tem 3 formas
cristalinas: o ferro-alfa estável abaixo de 906ºC, com estrutura
cúbica de corpo centrado; o ferro-gama estável entre 906ºC e 1403ºC
com estrutura não magnética, cúbica de faces centradas; o ferro-
delta com estrutura cúbica de corpo centrado, acima de 1403ºC. O
ferro-alfa é ferromagnético até a sua temperatura de Curie (768ºC).
O elemento tem nove isótopos (números de massa de 52 a 60) e é o
quarto mais abundante na crosta terrestre. É necessário como
elemento em nível de traço nos organismos vivos. Nos vertebrados
existe íon de ferro na
molécula de hemoglobina do sangue que faz o transporte de oxigênio
dos pulmões para o tecido e do dióxido de carbono das células para os
pulmões.
O corpo de uma pessoa adulta normal contem cerca de 3 gramas de
ferro,
a maior parte dele na hemoglobina.
O ferro é muito reativo sendo oxidado pelo ar húmido, deslocando o
hidrogênio de ácidos diluídos e se combinando com elementos não
metálicos. Forma sais iônicos e numerosos complexos nos estados de
oxidação +2 e +3. O ferro (IV) existe no íon ferrato, FeO42-. Também
forma complexos no estado de oxidação zero, por exemplo, Fe(CO)5.

Amostra de hematita vermelha, Fotografia de cristais de magnetita,


Fe2O3, usada como corante (ocre). Fe3O4, sobre clorita. A magnetita é o
Abundante no Brasil. minério com o maior teor de ferro.

Amostra de limonita ou ferro pardo, Siderita, FeCO3, minério abundante no


Fe2O3.nH2O. Brasil.
Cobalto Co. Elemento metálico de transição cinza claro. Z = 27,
configuração eletrônica: [Ar] 4s2 3d7, MA = 58,933, d = 8,9 g.cm-3, PF
= 1495ºC, PE = 2870ºC. O cobalto é ferromagnético abaixo da sua
temperatura de Curie 1150ºC. Pequenas quantidades de cobalto
metálico estão presentes em meteoritos, mas geralmente é extraído
de depósitos minerais localizados principalmente no Canadá, México e
Congo (ex Zaire). Está presente nos minerais cobaltita (CoAsS),
esmaltita (CoAs3) e eritrita ou flores de cobalto (Co3(AsO4)2.8H2O), e
também associado a cobre e níquel nos sulfetos e arsenetos. Os
minérios de cobalto são geralmente aquecidos ao ar para formação dos
óxidos e então reduzidos com carvão ou vapor de água. O cobalto é
importante componente de ligas metálicas. É usado em aços
inoxidáveis e em ligas resistentes à oxidação em altas temperaturas,
para hélices de turbinas e ferramentas de corte. O metal é oxidado
por ar quente e também reage com carbono, fósforo, enxofre e ácidos
minerais diluídos. Sais de cobalto, geralmente nos estados de oxidação
II e III, dão cor azul brilhante aos vidros e cerâmicas. Papel
impregnado com cloreto de cobalto(II) anidro é um teste qualitativo
para água e tinta sensível à temperatura. Pequenas quantidades de
sais de cobalto são essenciais para a dieta equilibrada de mamíferos.
O 60Co produzido artificialmente é um traçador radioativo e agente de
tratamento de câncer (radioterapia). O elemento foi descoberto em
1737 por G. Brandt.

Cobaltita, CoAsS. Esmaltita ou Flores de cobalto


ou eritrita,
scutterudita, CoAs3.
Co3(AsO4)2.8H2O.

Níquel Ni. Elemento de transição metálico, prateado, maleável e dúctil.


Z = 28, configuração eletrônica: [Ar] 4s2 3d8, MA = 58,70, d = 8,9
g.cm-3, PF = 1450ºC, PE = 2840ºC. É encontrado nos minerais nicolita
(NiAs), pentlandita ((Fe, Ni)9S8), pirrotita (Fe, NiS) e garnierita
((Ni, Mg)6(OH)6Si4O10.H2O). O níquel também está presente em alguns
meteoritos de ferro (até 20%). O metal é extraído por aquecimento
do minério ao ar para obtenção do óxido que depois é reduzido com
monóxido de carbono e purificado pelo processo Mond. A eletrólise
também é usada. O níquel metálico é usado em aços especiais e Invar e
sendo magnético, em ligas metálicas como Mumetal. Também é
eficiente catalisador particularmente de reações de hidrogenação. Os
principais compostos são formados com níquel no estado de oxidação
+2. O estado de oxidação +3 também existe, por exemplo no óxido
negro, Ni2O3. O níquel foi descoberto em 1751 por A. F. Cronstedt.

Pentlandita, Garnierita, Nicolita,NiAs.


(Fe, Ni)9S8. (Mg, Ni)6(Si4O10)

Cobre Cu. Elemento de transição metálico marrom avermelhado. Z =


29, configuração eletrônica: [Ar] 4s1 3d10, MA = 63,546, d = 8,93 g.cm-
3
, PF = 1083,4ºC, PE = 2582ºC. O cobre é extraído há milhares de
anos. Era conhecido dos romanos como cuprum, um nome ligado à Ilha
de Chipre. O metal é maleável, dúctil e um excelente condutor de
calor e eletricidade. Os minerais que contêm cobre são cuprita (Cu2O),
azurita
(2 CuCO3 . Cu(OH)2)), calcopirita (CuFeS2) e malaquita
(CuCO3 . Cu(OH)2). O cobre nativo aparece em manchas isoladas em
algumas partes do mundo. Grandes minas nos Estados Unidos da
América, Chile, Canadá, Zâmbia, Congo (ex Zaire) e Peru extraem
minérios contendo sulfetos, óxidos e carbonatos. Os minérios são
tratados por fusão, lixiviação e eletrólise. O cobre metálico é usado
na produção de cabos elétricos. Suas ligas de cobre-zinco (latão) e
cobre-estanho (bronze) também são muito usadas. A água não ataca o
cobre, mas nas atmosferas úmidas forma lentamente película
superficial verde (zinabre). O metal não reage com os ácidos
clorídrico e sulfúrico diluído, mas com ácido nítrico forma óxidos de
nitrogênio. Os compostos de cobre contêm o elemento nos estados de
oxidação +1 e +2. Os compostos de cobre(I) são, na maioria, brancos (o
óxido é vermelho). As soluções dos sais de cobre(II) são azuis. O
metal também forma um grande número de composto de coordenação.

Minério de cobre nativo, Cu. Cuprita, Cu2O.


Azurita, 2 CuCO3.Cu(OH)2. Malaquita, CuCO3.Cu(OH)2.

Zinco Zn. Elemento metálico de transição branco-azulado. Z = 30,


configuração eletrônica: [Ar] 4s2 3d10, MA = 65,38, d = 7,1 g.cm-3, PF =
419,57ºC, PE = 907ºC. Ocorre na esfarelita (ou blenda de zinco, ZnS)
que é encontrada associada ao sulfeto de chumbo e à smithsonita
(ZnCO3). Os minérios são aquecidos ao ar para dar o óxido que é
reduzido com carvão (coque) a alta temperatura. O vapor do zinco é
condensado. Outro modo é dissolver o óxido em ácido sulfúrico e
obter o zinco por eletrólise. São conhecidos cinco isótopos estáveis
(números de massa 64, 66, 67, 68 e 70) e seis radioativos. O metal é
usado na galvanização e em várias ligas. Quimicamente é um metal
reativo que combina com oxigênio e com outros não metais. Reage com
ácidos diluídos liberando hidrogênio. Também dissolve em álcalis
dando os zincatos. Na maioria dos seus compostos ocorre como o íon
Zn2+.

Amostra de smithsonita, Esfarelita ou blenda de zinco,


ZnS, o mais importante minério
ZnCO3.
de zinco

Gálio Ga. Elemento metálico pertencente ao grupo do Boro na Tabela


Periódica, mole e prateado. Z = 31, configuração eletrônica: [Ar] 4s2
3d10 4p1, MA = 69,72, d = 5,90 g.cm-3 (20ºC), PF = 29,78ºC, PE =
2403ºC. Ocorre na blenda de zinco, bauxita e caulim, a partir dos
quais é extraído por eletrólise fracionada. Também ocorre na galita,
CuGaS2. Entretanto, a fonte comercial do gálio costuma ser bauxita
onde ele corresponde a cerca de 0,01%. Os dois isótopos estáveis são
69
Ga e 71Ga. Apresenta oito isótopos radioativos, todos com meias
vidas curtas. Seu uso como elemento é bastante restrito, por exemplo,
como ativador em pinturas luminosas, mas o arseneto de gálio é muito
usado como semi-condutor em inúmeras aplicações. O gálio corrói a
maioria dos metais porque se difunde em seus retículos. A maioria dos
compostos de gálio(I) e alguns de gálio(II) são instáveis. O elemento
foi identificado por François Lecoq de Boisbaudran em 1875.

Germânio Ge. Elemento metalóide (ou semi-metal) duro e brilhante


pertencente ao Grupo IV da Tabela Periódica. Z = 32, configuração
eletrônica: [Ar] 4s2 3d10 4p2, MA = 72,59, d = 5,32 g.cm-3, PF = 937ºC,
PE = 2830ºC. É encontrado no sulfeto de zinco, em alguns outros
minérios à base de sulfeto e é obtido principalmente como sub-
produto da fusão do zinco. Também está presente no carvão (até
1,6%). É usado em pequenas quantidades em ligas especiais, mas sua
principal aplicação depende das suas características semi-condutoras.
Quimicamente forma compostos no estado de oxidação +2 e +4. Os
compostos de germânio(IV) são os mais estáveis. O elemento também
forma grande número de compostos organometálicos. A sua existência
foi prevista em 1871 por Mendeleev. Ele foi descoberto por Winkler
em 1886.
Arsênio As. Elemento semi-metálico do Grupo V da Tabela Periódica. Z
= 33, configuração eletrônica: [Ar] 4s2 3d10 4p3, MA = 74,92, d = 5,7
g.cm-3, sublima a 613ºC. Tem três formas alotrópicas: amarela, preta e
cinza. A forma metálica cinza é a estável e a mais comum. Mais de 150
minerais contêm arsênio, mas as principais fontes são impurezas em
minérios de sulfeto e nos minerais orpimento (As2S3) e realgar
(As4S4). Os minérios são aquecidos no ar para formar óxido de arsênio,
que é reduzido por hidrogênio ou carbono a arsênio metálico.
Compostos de arsênio são usados em inseticidas e como agente
dopante em semi-condutores. O elemento é incluído em ligas à base de
chumbo para promover o endurecimento delas. Costuma surgir
confusão porque o As4O6 é freqüentemente vendido como arsênio
branco. Os compostos de arsênio são venenos acumulativos. Na forma
elementar reage com halogênios, ácidos oxidantes concentrados e
álcalis quentes. Acredita-se que Albertus Magnus tenha sido o
primeiro a isolar este elemento em 1250.

Minério de arsênio nativo, As, sem importância econômica.

Selênio Se. Elemento metalóide pertencente ao Grupo VI da Tabela


Periódica. Z = 34, configuração eletrônica: [Ar] 4s2 3d10 4p4, MA =
78,96, d = 4,79 g.cm-3 (cinza), PF = 217°C (cinza), PE = 689,9°C.
Apresenta-se em três formas alotrópicas incluindo selênio cinza,
vermelho e preto. Ocorre em minérios de sulfetos. Na forma
elementar é um semi-condutor. O alótropo cinza é sensível à luz e
usado em fotocélulas, em fotocopiadores e em outras aplicações
similares. Quimicamente, lembra o enxofre e forma compostos nos
estados de oxidação +2, +4 e +6. O selênio foi descoberto por J. J.
Berzelius em 1817.

Bromo Br. Elemento do grupo dos halogênios. Z = 35, configuração


eletrônica: [Ar] 4s2 3d10 4p5, MA = 79,909, d = 3,13 g.cm-3, PF = -7,2°C,
PE = 58,78°C. É um líquido volátil vermelho à temperatura ambiente,
com vapor marrom avermelhado. O bromo é obtido de água salgada nos
Estados Unidos da América, por deslocamento com cloreto. Pequenas
quantidades são obtidas da água do mar no País de Gales. Grandes
quantidades são usadas para preparar o 1,2-dibromoetano, um aditivo
de combustíveis. Também é usado na produção de muitos outros
compostos. Quimicamente sua reatividade é intermediária entre o
cloro e o iôdo. Forma compostos com estados de oxidação –1, 1, 3, 5 e
7. O líquido é perigoso para o tecido humano e o vapor irrita os olhos e
a garganta. O elemento foi descoberto em 1826 por Antoine Balard

Criptônio Kr. Elemento gasoso incolor pertencente ao grupo dos gases


nobres na Tabela Periódica. Z = 36, configuração eletrônica: [A] 4s2
3d10 4p6, MA = 83,80, d = 3,73 g.L-1, PF = -156,6ºC, PE = -152,3ºC . O
criptônio ocorre no ar (0,0001% em volume) do qual pode ser extraído
por destilação fracionada do ar líquido. Geralmente o elemento não é
usado isoladamente, mas junto com outros gases inertes em lâmpadas
fluorescentes, etc. O criptônio tem cinco isótopos naturais (números
de massa 78, 80, 82, 83, 84) e cinco radioativos (76, 77, 79, 81 e 85).
O 85Kr (meia-vida de 10,76 anos) é produzido em reatores de fissão e
tem sido sugerido que eventualmente haja uma certa quantidade deste
isótopo em equilíbrio na atmosfera. O criptônio é praticamente inerte
e forma muito poucos compostos (alguns fluoretos com KrF5 já foram
descritos). Todos os gases nobres, exceto o radônio foram isolados
por Lord Rayleigh e Ramsey.

Rubídio Rb. Elemento metálico mole e prateado, pertencente ao grupo


I, dos metais alcalinos, da Tabela Periódica. Z = 37; configuração
eletrônica: [Kr]5s1; MA = 85,47; d = 1,53 g.cm-3; PF = 38,4ºC; PE =
688ºC. É encontrado em muitos minerais como a lepidolita ou mica de
lítio: K,Li,Al(OH,F)2(AlSi3O10), e em água salgada. O metal é obtido por
eletrólise de cloreto de rubídio fundido. O isótopo 57Rb ocorre
naturalmente e é radioativo. O metal é altamente reativo, com
propriedades semelhantes às dos demais elementos do Grupo I,
queimando espontaneamente no ar. Foi descoberto
espectroscopicamente por R. W. Bunsen e G. R. Kirchhoff

Estrôncio Sr. Elemento metálico amarelado pertencente ao Grupo II,


dos metais alcalino-terrosos, da Tabela Periódica. Z = 38;
configuração eletrônica: [Kr]5s2; MA = 87,62; d = 2,54 g.cm-3; PF =
800ºC; PE = 1300ºC. O elemento foi encontrado nos minerais
estroncianita (SrCO3) e celetina (SrSO4). Pode ser obtido por queima
do minério que produz o óxido e depois por redução com alumínio
(processo de Goldschmidt). O elemento, que é muito reativo, é usado
em algumas ligas. O isótopo 90Sr está presente na poeira radioativa
(meia vida de 28 anos) e pode ser metabolizado com o cálcio na
formação dos ossos. O estrôncio foi descoberto por Klaproth e Hope
em 1798 e isolado por Humphry Davy em 1808.

Pedras facetadas de celestita


ou celestina, SrSO4
Ýtrio Y. Elemento metálico cinza prateado pertencente à família dos
metais de transição da Tabela Periódica. Z = 39; configuração
eletrônica: [Kr]4d15s2; MA = 88,905; d = 4,469g.cm-3 (20ºC); PF =
1522ºC; PE = 3338ºC. Ocorre em minérios de urânio e de lantanídeos
dos quais pode ser extraído por processos de troca iônica. O isótopo
natural é o 89Y. São conhecidos 14 isótopos artificiais. O metal é usado
em ligas supercondutoras e em ligas para ímãs permanentes fortes
(em ambos os casos com cobalto). O óxido Y2O3, é usado como
fosforescente em televisores coloridos, laser dopado com neodímio e
componentes de microondas. Quimicamente tem comportamento
similar ao dos lantanídeos, formando compostos iônicos contendo íons
Y3+. O metal é estável no ar abaixo de 400ºC. Foi descoberto em 1828
por Friedrich Wöhler.

Zircônio Zr. Elemento metálico de transição, branco acinzentado. Z =


40; configuração eletrônica: [Kr]4d25s2; MA = 91,22g.cm-3; d =
6,44g.cm-3; PF = 1853ºC; PE = 4376ºC. É encontrado principalmente no
mineral zircão, ZrSiO4, e no baddeleyite, ZrO2. A extração é feita
com cloro, produzindo ZrCl4 que é purificado por extração com
solvente e reduzido com magnésio (processo Kroll). São conhecidos 5
isótopos naturais (números de massa 90, 91, 92, 94 e 96) e 6 isótopos
radioativos. O elemento é usado em reatores nucleares (é um
eficiente absorvedor de nêutrons). O metal forma camada passiva de
óxido no ar e queima a 500ºC. A maioria dos seus compostos são
complexos de zircônio (IV). O óxido de zircônio (IV) é conhecido como
zircônia, ZrO2, e é usado como eletrólito de celas a combustível. O
elemento foi identificado em 1789 por Klaproth e isolado em 1824 por
Berzelius.
Amostras brutas e lapidadas
de zircão, ZrSiO4.

Nióbio Nb. Elemento metálico de transição, cinza azulado, mole e


dútil. Z = 41; configuração eletrônica: [Kr]4d45s1; MA = 92,91; d =
8,57g.cm-3; PF = 2468ºC; PE = 4742ºC. Ocorre em vários minerais,
como a niobita (também conhecida como columbita ou tantalita:
(Fe,Mn)(Nb,Ta)2O6 e é extraído por vários métodos, inclusive por
redução do complexo de fluoreto K2NbF7 com sódio. É usado em aços
especiais e em juntas de soldas (para aumentar a resistência
mecânica). As ligas nióbio-zircônio são usadas em supercondutores.
Quimicamente o elemento combina com halogênios e oxida no ar a
200ºC. Forma inúmeros compostos e complexos com o metal nos
estados de oxidação 2, 3 e 5. O elemento foi descoberto por Charles
Hatchett em 1801 e isolado por Blomstrand em 1864. Inicialmente foi
chamado colúmbio. A mais importante reserva de minério de nióbio da
Terra está no Brasil, na região de Araxá, MG, onde minério é
superficial e a mina é a céu aberto.
Amostra de niobita ou columbita,
(Fe,Mn)(Nb,Ta)2O6 que é o niobato
ou tantalato de ferro e manganês.
Encontrado no Brasil, África e
Leste Europeu.

Molibdênio Mo. Elemento de transição metálico, duro e prateado. Z =


42; configuração eletrônica: [Kr]4d55s1; MA = 95,94; d = 10,22g.cm-3;
PF = 2610ºC; PE = 5560ºC. É encontrado na molibdenita (MoS2). O
metal é extraído por queima que produz o óxido que depois é reduzido
por hidrogênio. O elemento é usado em ligas metálicas. O sulfeto de
molibdênio (IV), MoS2, é usado como lubrificante. Quimicamente não é
reativo e não é afetado pela maioria dos ácidos. Oxida em altas
temperaturas e pode ser dissolvido em álcalis fundidos dando vários
molibdatos e polimolibdatos. O molibdênio foi descoberto em 1778 por
Scheele.
Molibdenita, MoS2. Tem cor cinza Wulfenita, minério também conhecido
avermelhada, traço cinza chumbo mas por chumbo amarelo, tem composição
quando finamente triturado é verde Pb(MoO4). Tem traço amarelo, é frágil
claro. e apresenta clivagem perfeita

Tecnécio Tc. Elemento metálico de transição, radioativo. Z = 43;


configuração eletrônica: [Kr]4d55s2; MA = 98,91; PF = 2171ºC; PE =
4876ºC. O elemento pode ser detectado em algumas estrelas e está
presente nos produtos da fissão do urânio. Foi obtido como 97Tc por
Perrier e Segré por bombardeamento de molibdênio com deutérios. O
isótopo mais estável é o 99Tc (meia vida de 2,6 x 106 anos) que é usado
como sonda em diagnósticos médicos. São conhecidos 16 isótopos.
Quimicamente o metal tem propriedades intermediárias entre
manganês e rênio.

Rutênio Ru. Elemento metálico de transição, branco, duro. Z = 44;


configuração eletrônica: [Kr]4d75s1; MA = 101,07; d = 12,41g.cm-3; PF =
2310ºC; PE = 3900ºC. É encontrado associado à platina. É usado como
catalisador e em algumas ligas de platina. Quimicamente é solúvel em
álcalis fundidos, mas não é atacado por ácidos. Reage com oxigênio e
halogênios a altas temperaturas. Também forma complexos em vários
estados de oxidação. O elemento foi isolado em 1844 por K. K.
Ródio Rh. Elemento metálico de transição branco prateado. Z = 45;
configuração eletrônica: [Kr]4d85s1; MA = 102,9; d = 12,4g.cm-3; PF =
1966ºC; PE = 3727ºC. Ocorre com a platina e é usado em ligas de
platina, por exemplo em termopares, em jóias de platina e em
refletores óticos. Quimicamente não é atacado por ácidos (é solúvel
apenas em água régia, uma mistura dos ácidos nítrico e clorídrico
concentrados em proporção 1:3). Reage com não metais (por exemplo
oxigênio e cloro) a quente. Seu estado de oxidação principal é +3
embora também forme complexos no estado +4. O elemento foi
descoberto em 1803 por W. H. Wollaston.

Paládio Pd. Elemento metálico de transição, mole, branco e dúctil. Z =


46; configuração eletrônica: [Kr]4d10; MA = 106,4; d = 12,26g.cm-3; PF
= 1551ºC; PE = 3140ºC. Ocorre em alguns minérios de cobre e níquel e
é usado na joalheria e como catalisador de reações com hidrogênio.
Quimicamente não reage com oxigênio a temperaturas normais.
Dissolve lentamente em ácido clorídrico. O paládio é capaz de conter
hidrogênio em seu interior num volume igual a 900 vezes o seu próprio.
Forma alguns poucos sais. A maioria dos seus compostos são de paládio
(II) e (IV). Foi descoberto em 1803 por Woolaston.

Prata Ag. Elemento metálico de transição mole, branco e brilhante. Z


= 47; configuração eletrônica: [Kr]4d105s1; MA = 107,87; d = 10,5g.cm-
3
; PF = 961,93ºC; PE = 2212ºC. Ocorre como elemento e nos minerais
argentita (Ag2S) e chifre de prata (AgCl). Também está presente em
minérios de chumbo e cobre e é extraído como subproduto na fusão e
refino destes metais. O elemento é usado em joalheria, utensílios para
mesa, objetos de decoração, etc. Compostos de prata são usados em
fotografia. Quimicamente a prata é menos reativa que o cobre.
Quando a prata é exposta ao ar na presença de compostos de enxofre
forma-se um sulfeto de prata escuro. Há sais iônicos com Ag(I) como
AgNO3 e AgCl, e também vários complexos de prata (II).
Amostra de prata nativa procedente Exemplo de inclusão dendrítrica
do México. de prata em quartzo.

Cádmio Cd. Elemento metálico de transição, mole. Z = 48;


configuração eletrônica: [Kr]4d105s2; MA = 112,41; d = 8,65g.cm-3; PF =
320,9ºC; PE = 765ºC. O nome do elemento é derivado do antigo nome
da calamina, o carbonato de zinco, ZnCO3, e geralmente é encontrado
associado a minérios de zinco como a esfarelita, ZnS, mas também
ocorre com grinokita, CdS.
O cádmio geralmente é produzido como produto associado aos
processos de redução de minérios de zinco, cobre e chumbo. O cádmio
é usado em ligas de baixo ponto de fusão para fazer soldas, em
baterias de Ni-Cd, em ligas especiais e em processos de
eletrodeposição. Os compostos de cádmio são usados como materiais
de telas fosforescentes de tubos de TV. O cádmio e seus compostos
são extremamente tóxicos em baixas concentrações. É essencial que
se tome cuidados especiais em processos de soldagem e quando há
emissão de vapores e fumaças. Suas propriedades químicas são
similares às do zinco, mas apresentam maior tendência à formação de
complexos. O elemento foi descoberto em 1817 por F. Stromeyer.

Índio In. Elemento metálico pertencente ao grupo do Boro na Tabela


Periódica. Tem aspecto metálico, prateado, mole. Z = 49; configuração
eletrônica: [Kr]4d105s25p1; MA = 114,82; d = 7,31g.cm-3 (20ºC); PF =
156,6ºC; PE = 2080ºC. Ocorre na blenda de zinco (ZnS) e em alguns
minérios de ferro. A ocorrência natural de índio é de 4,23% de 113In
(estável) e 95,77% de 115In (meia vida de 6 x 1014 anos). Ainda há mais
cinco radioisótopos de meias vidas curtas. O metal é pouco usado:
apenas em alguns processos de eletrodeposição e em ligas especiais. É
usado em semicondutores nas formas InAs, InP e InSb. Com apenas
três elétrons na camada de valência, o índio é um receptor de
elétrons. Forma compostos estáveis de índio (I), índio (II) e índio
(III). O elemento foi descoberto em 1863 por Ruch e Richter.

Estanho Sn. Elemento metálico pertencente ao grupo do carbono na


Tabela Periódica. É maleável e prateado. Z = 50; configuração
eletrônica: [Kr]4d105s25p2; MA = 118,69; d = 7,29g.cm-3; PF = 231,97ºC;
PE = 2270ºC. É encontrado como óxido de estanho (IV) nos minérios
como a cassiterita (SnO2) e é extraído por redução com carbono. O
metal (chamado estanho branco) passa para outra forma alotrópica a
18ºC, o estanho cinza. A formação deste alótropo é um problema e
pode ser revertida por aquecimento a 100ºC. O elemento natural tem
21 isótopos (o maior número encontrado para um só elemento). São
conhecidos cinco isótopos radioativos. O metal é usado em camadas de
proteção em chapas de aço e constitui importante elemento de ligas
(por exemplo: bronze fosforado (liga à base de cobre e estanho
contendo até 1% de fósforo), liga metálica para armas de fogo, solda,
metal de Babbitt e latas que são ligas geralmente com 63% de
estanho, para embalagens de alimentos. Quimicamente é reativo.
Combina diretamente com cloro e oxigênio e desloca o hidrogênio de
ácidos diluídos. Também se dissolve em álcalis para formar
estanhatos. Há duas séries de compostos de estanho,
respectivamente nos estados de oxidação +2 e +4.
Amostra de cassiterita,
SnO2,
o principal minério de
estanho e uma das
riquezas minerais da
Amazônia.

Antimônio Sb. Elemento metálico pertencente ao grupo do nitrogênio


na Tabela Periódica. Z = 51; configuração eletrônica: [Kr]4d105s25p3;
MA = 121,75; d = 6,73g.cm-3; PF = 630,5ºC; PE = 1380ºC. O antimônio
tem várias formas alotrópicas. A mais estável tem aspecto de metal
esbranquiçado. O antimônio amarelo e o preto são formas não
metálicas, instáveis, obtidas a baixa temperatura. A principal fonte é
a estibinita, Sb2S3 da qual ele é extraído por redução por ferro
metálico ou por queima (para dar o óxido) seguida de redução com
carbono e carbonato de sódio. O principal uso do metal é como
elemento de liga em placas de baterias de chumbo, em soldas, em
estruturas metálicas e em latas. Seus compostos são usados em tintas
à prova de fogo, cerâmicas, esmaltes, vidros e borrachas. O elemento
queima no ar mas não é afetado pela água nem por ácidos diluídos. É
atacado por agentes ácidos oxidantes e por halogênios. Foi descrito
pela primeira vez por Tholden em 1450.
Amostra de estibinita ou antimonita,
Sb2S3, procedente do Leste
Europeu. Também é abundante no
Brasil.

Telúrio Te. Elemento do grupo do oxigênio da Tabela Periódica,


metálico prateado. Z = 52; configuração eletrônica: [Kr]4d105s25p4;
MA = 127,60; d = 6,94g.cm-3 (cristalino); PF = 451ºC; PE = 1390ºC.
Ocorre principalmente como telureto em minérios de ouro, prata,
cobre e níquel. É obtido como subproduto do refino de cobre. Tem
oito isótopos naturais e nove radioativos. O elemento é usado em
semicondutores e em pequenas quantidades em alguns aços. O telúrio
também é adicionado em pequenas quantidades ao chumbo. Sua
química é similar à do enxofre. Ele foi descoberto por Franz Müller
em 1782.

Iodo I. Elemento não metálico pertencente ao grupo dos halogênios na


Tabela Periódica, tem cor violeta escuro. Z = 53; configuração
eletrônica: [Kr]4d105s25p5; MA = 126,9045; d = 4,94g.cm-3; PF =
113,5ºC; PE = 183,45ºC. O elemento é insolúvel em água, mas é solúvel
em etanol e em outros solventes orgânicos. Quando aquecido produz
vapor violeta que sublima. O iodo é necessário como elemento em nível
de traço nos organismos vivos; em animais está concentrado na
glândula tireóide como constituinte dos hormônios que ela produz. O
elemento está presente na água do mar e antigamente era extraído de
algas marinhas. Atualmente é obtido por deslocamento por cloro de
água salgada encontrada em perfurações de petróleo. Tem um isótopo
estável, o 127I, e 14 isótopos radioativos. É usado em medicina como
anti-séptico suave (dissolvido em etanol, como "tintura de iodo") e na
indústria de compostos de iodo. Quimicamente é menos reativo que os
demais halogênios e é o mais eletropositivo deles. Foi descoberto em
1812 por Courtois.

Xenônio Xe. Gás incolor, inodoro pertencente ao grupo dos gases


nobres da Tabela Periódica. Z = 54; configuração eletrônica:
[Kr]4d105s25p6; MA = 131,30; d = 5,887g.L-1; PF = -111,9ºC; PE =
-107,1ºC. Está presente na atmosfera (0,00087%) e é extraído por
destilação do ar líquido. Tem nove isótopos naturais com números de
massa 124, 126, 128 a 132, 134 e 136. Também são conhecidos sete
isótopos radioativos. O elemento é usado em lâmpadas fluorescentes.
O xenônio líquido, no estado supercrítico a altas temperaturas, é
usado como solvente para espectroscopia no infravermelho e em
reações químicas. O elemento foi descoberto em 1898 por Ramsey e
Travers.
No início da década de 1960 Neil Bartlett estudou as propriedades
do hexafluoreto de platina, um agente oxidante extremamente
poderoso capaz de oxidar a molécula de O2. Ele isolou o produto da
reação:

O2 + PtF6 O2+[PtF6]-

Bartlett observou que a primeira energia de ionização do O2, de 1180


kJ.mol-1 = 12,2 eV, é muito próxima da primeira energia de ionização
do Xe (1170 kJ.mol-1 = 12,1 eV). Além disso os tamanhos dos cátions
O2+ e Xe+ são próximos e os valores calculados das energias liberadas
durante a formação das estruturas cristalinas dos sais sólidos
também são próximos. A semelhança de tamanho permitiria que o Xe+
ocupasse o lugar do O2+ na estrutura do sólido.
Bartlett misturou xenônio e hexafluoreto de platina e obteve um
sólido que ele supôs ser Xe+[PtF6]-. Verificou depois que havia obtido
misturas de Xe[PtF6] + Xe[PtF6]2 , Xe[PtF6]x (1< x < 2), FXe+[PtF6]- +
FXe+[Pt2F11]-. O composto Xe+[PtF6]- só pode ser isolado na presença
de excesso de SF6 que atua como diluente.
Apesar das enormes dificuldades experimentais estas reações
ocorrem e foram bem caracterizadas, derrubando o mito da não
reatividade dos gases nobres.
O composto Xe PtF6- foi, então, o primeiro composto de gás nobre
+

sintetizado. Vários outros compostos de xenônio já são conhecidos


como XeF2, XeF4, XeSiF6, XeO2F2 e XeO3. Também já foram isolados
compostos contendo ligações xenônio – carbono como
[C6H5Xe][B(C6H5)3F] que é estável em condições normais.

Césio Cs. Elemento metálico mole, branco prateado, pertencente ao


grupo dos metais alcalinos na Tabela Periódica. Z = 55; configuração
eletrônica: [Xe]6s1; MA = 132,905; d = 1,88g.cm-3; PF = 28,4°C; PE =
678°C. Ocorre em pequenas quantidades em grande número de
minérios, principalmente na carnalita (KCl.MgCl2.6H2O). É obtido por
eletrólise de cianeto de césio fundido. O isótopo natural é 133Cs. Há 15
outros isótopos radioativos. O 137Cs é usado como fonte de raios-gama.
Por ser um dos metais alcalinos mais pesados é o elemento com menor
valor de primeiro potencial de ionização e por isso é usado em celulas
fotoelétricas.

Bário Ba. Elemento reativo branco prateado pertencente ao grupo dos


metais alcalinos terrosos da Tabela Periódica. Z = 56; configuração
eletrônica: [Xe]6s2; MA = 137,34; d = 3,51g.cm-3; PF = 725°C, PE =
1640°C. Ocorre na natureza nos minerais barita (BaSO4) e witherita
(BaCO3). A extração é por redução a alta temperatura do óxido de
bário com alumínio ou silício a vácuo ou por eletrólise do cloreto de
bário fundido. Por ser altamente reativo, o metal é usado em sistemas
de vácuo para se combinar quimicamente com gases residuais e
aumentar o vácuo. Ele se oxida rapidamente no ar e reage com etanol
e água. Compostos solúveis de bário são extremamente venenosos. Ele
foi identificado em 1774 por Karl Scheele e extraído por Humphry
Davy em 1808.

Amostra de barita, BaSO4. Encontrado no Brasil,


América do Norte e Europa.

Pedras facetadas de barita,


BaSO4. Nos planos de clivagem, Pedras facetadas de witherita, BaCO3.
seu brilho é semelhante ao da O pós de witherita é venenoso
madrepérola.

Lantânio La. Elemento metálico prateado pertencente ao bloco d, dos


metais de transição, na Tabela Periódica, mas geralmente visto como o
primeiro elemento da série dos lantanídeos apesar de não conter
elétrons nos
orbitais f. Z = 57; configuração eletrônica: [Xe] 5d16s2; MA = 138,91;
d = 6,146 g.cm-3 (20°C); PF = 918°C, PE = 3464°C. Seu principal minério
é bastnasita, do qual é separado pelo processo de troca iônica.
Apresenta dois isótopos naturais: 139La (estável) e 138La (meia vida ~
1010 – 1015 anos). O metal é pirofórico, isto é, entra em ignição
espontaneamente no ar, e por isso é usado em ligas visando emissão de
faíscas. O óxido é usado para vidros ópticos. Entretanto, o principal
uso do lantânio é como catalisador no craqueamento de petróleo. Seu
comportamento químico é semelhante ao dos lantanídeos. O elemento
foi descoberto em 1839 por C. G. Mosander.

Lantanídeos ou Elementos Lantanídeos ou Terras Raras. Conjunto


ou série de elementos da Tabela Periódica, após o lantânio (Z = 57),
com números atômicos de 57 (lantânio) a 71 (lutécio). Todos eles têm
dois elétrons na camada mais externa, numa configuração 6s2. São
classificados juntos porque nesta série de elementos o aumento de um
próton no núcleo corresponde a um aumento de elétrons no sub-nível
4f e porisso constituem o bloco f da Tabela Periódica, juntamente com
os Actinídeos. As energias relativas dos orbitais nd e (n-1)f são
bastante próximas e sensíveis à ocupação destes orbitais. Os átomos
neutros apresentam algumas irregularidades nas suas configurações
eletrônicas, destacando-se a excepcional estabilidade das
configurações f7 dos elementos Európio e Gadolínio. Os cátions com
carga +3 apresentam configurações estritamente 4fn5d06s0.

A configuração eletrônica destes elementos é a seguinte:

Z Nome Símbolo Configuração

57 Lantânio La [Xe] 5d1 6s2

58 Cério Ce [Xe] 4f1 5d1 6s2

59 Praseodímio Pr [Xe] 4f3 6s2


60 Neodímio Nd [Xe] 4f4 6s2

61 Promécio Pm [Xe] 4f5 6s2

62 Samário Sm [Xe] 4f6 6s2

63 Európio Eu [Xe] 4f7 6s2

64 Gadolínio Gd [Xe] 4f7 5d1 6s2

65 Térbio Tb [Xe] 4f9 6s2

66 Disprósio Dy [Xe] 4f10 6s2

67 Hôlmio Ho [Xe] 4f11 6s2

68 Érbio Er [Xe] 4f12 6s2

69 Túlio Tm [Xe] 4f13 6s2

70 Ytérbio Yb [Xe] 4f14 6s2

71 Lutécio Lu [Xe] 4f14 5d1 6s2

Observe que o lantânio não tem elétron 4f, mas ele é classificado
como lantanídeo devido às similaridades no comportamento químico. O
mesmo acontece com ítrio (Y) e escândio (Sc). Estes elementos Y, Sc
e La pertencem, a rigor, ao bloco d da Tabela Periódica. Os
lantanídeos e os actinídeos constituem o bloco f.

Os lantanídeos são freqüentemente chamados de "terras raras"


embora as "terras" possuam os seus óxidos. Eles também não são
particularmente raros: ocorrem em grandes quantidades e geralmente
juntos.

Todos os elementos são metais reativos e prateados.

Os seus elétrons f não penetram até a parte mais externa do átomo e


não participam da formação das ligações, ao contrário dos elementos
do bloco d, os metais de transição, nos quais os orbitais d da penúltima
camada têm importante papel no comportamento químico e na
formação das ligações. Por isso os lantanídeos formam poucos
compostos de coordenação. Os principais compostos contêm o íon M3+
O cério também apresenta o estado de oxidação Ce4+ e európio e
ytérbio o estado M2+.

Os orbitais 4f não são muito eficientes ao exercerem o efeito de


blindagem que atenua o efeito do núcleo sobre os elétrons mais
externos. Assim, ao longo da série observa-se uma diminuição contínua
do raio do íon M3+, que varia de 1,061 Å no lantânio a 0,848 Å no
lutécio. Este efeito é denominado "contração dos lantanídeos".

Cério Ce. Elemento metálico prateado pertencente à família dos


lantanídeos. Z = 58; configuração eletrônica: [Xe] 4f1 5d1 6s2; MA =
140,12; d = 6,77 g.cm-3 (20° C); PF = 798°C; PE = 3433°C. Ocorre na
alanita, bastnasita, cevita e monazita. Apresenta 4 isótopos naturais:
136
Ce, 138Ce, 140Ce e 142Ce. Já foram identificados 15 radioisótopos. O
cério é usado em ligas especiais (mischmetal) de metais de terras
raras (50% em Ce, 25% em La, 18% em Nd, 5% em Pr e 2% em outros
elementos) usada em foguetes sinalizadores luminosos. O óxido é
usado na indústria de vidros. O elemento foi descoberto por M. H.
Klaproth em 1803.

Praseodímio Pr. Elemento metálico prateado pertencente à família dos


lantanídeos. Z = 59; configuração eletrônica: [Xe] 4f3 6s2; MA =
140,91; d = 6,769 g.cm-3 (20° C); PF = 934°C; PE = 3512°C. Ocorre na
bastnasita e monazita e é obtido por processos de troca iônica. O
único isótopo natural é o 141Pr, que não é radioativo. Já foram
produzidos 14 radioisótopos. É usado em ligas (mischmetal) de
elementos lantanídeos para foguetes sinalizadores. Uma mistura de
elementos lantanídeos com 30% de praseodímio é usada como
catalisador no craqueamento de petróleo. O elemento
Neodímio Nd. Elemento metálico, prateado, mole, pertencente à
família dos lantanídeos. Z = 60; configuração eletrônica: [Xe] 4f4 6s2;
MA = 144,24; d = 7,004 g. cm-3 (20°C); PF = 1016°C; PE = 3068°C.
Ocorre na bastnasita e na monazita sendo extraído por processo de
troca iônica. Apresentam 7 isótopos naturais, todos estáveis. Exceto o
144
Nd que é ligeiramente radioativo (meia vida de 1010 - 1015 anos).
Foram produzidos 7 radioisótopos artificiais. O metal é usado em
vidro colorido púrpura para torná-lo dicróico. É usado em liga metálica
para foguetes sinalizadores. Foi descoberto em 1885 por C. A. von
Welsbach.

Promécio Pm. Elemento metálico prateado mole, pertencente à família


dos lantanídeos. Z = 61; configuração eletrônica: [Xe] 4f5 6s2; MA =
145; d = 7,62 g.cm-3 (20°C); PF = 1042°C, PE = 3000°C. O único isótopo
natural é 147Pm que tem meia vida de 2,52 anos. Foram produzidos 18
outros radioisótopos, todos com meias vidas bastante curtas. A única
fonte conhecida do elemento são os rejeitos de material nuclear. O
147
Pm é interessante como fonte de energia de decaimento beta , mas
os isótopos 146Pm que emitem radiação gama muito penetrante devem
ser removidos antes. Foi descoberto por J. A. Marinsky, L. E.
Glendenin e C. D. Coryell em 1947.

Samário Sm. Elemento metálico prateado, mole, pertencente à família


dos lantanídeos. Z = 62; configuração eletrônica: [Xe] 4f6 6s2; MA =
150,35; d = 7,52 g.cm-3 (20°C); PF = 1073°C; PE = 1791°C. Ocorre na
monazita e bastnasita. Apresenta 7 isótopos naturais estáveis, exceto
147
Sm que é fracamente radioativo (meia vida de 2,5 x 1011 anos). O
metal é usado em ligas especiais para construir partes de reatores
nucleares como absorvedor de nêutrons. O óxido, Sm2O3, é usado em
pequenas quantidades na composição de vidros óticos. O principal uso
do samário é na liga ferromagnética SmCo5 que produz ímãs
permanentes, cinco vezes mais fortes que qualquer outro material. O
elemento foi descoberto em 1879 por François Lecoq de Boisbaudran.
Európio Eu. Elemento metálico prateado pertencente à família dos
lantanídeos. Z = 63; configuração eletrônica: [Xe] 4f7 6s2; d = 5,245
g.cm-3 (20°C); PF = 822°C; PE = 1529°C. Ocorre em pequenas
quantidades nas bastnasita e monazita. Dois isótopos estáveis
ocorrem naturalmente: 151Eu e 153Eu, ambos absorvedores de nêutrons.
Ligas de európio foram usadas experimentalmente na construção de
partes de reatores nucleares, mas não há disponibilidade de
quantidades suficientes do elemento. O óxido é muito usado no
material fosforescente de tela de televisores. Foi descoberto em
1889 por Sir William Crookes.

Gadolínio Gd. Elemento metálico mole, prateado, pertencente à família


dos lantanídeos. Z = 64; configuração eletrônica: [Xe] 4f7 5d1 6s2; MA
= 157,25; d = 7,901 g.cm-3 (20°C); PF = 1312°C; PE = 3273°C. Ocorre na
gadolinita, xenotina, monazita e em resíduos de minérios de urânio.
Tem 7 isótopos naturais estáveis e 11 artificiais. Dois isótopos
naturais, 155Gd e 157Gd, são considerados os melhores absorvedores de
nêutrons. O metal tem umas poucas aplicações em tecnologia nuclear e
em ligas ferromagnéticas (com cobalto, cobre, ferro e cério).
Compostos de gadolínio também são usados em componentes
eletrônicos. O elemento foi descoberto em 1880 por J. C. G. Marignac.

Térbio Tb. Elemento metálico prateado pertencente à família dos


lantanídeos. Z = 65, configuração eletrônica: [Xe] 4f9 6s2; MA =
158,92; d = 8,23 g.cm-3 (20°C); PF = 1365°C; PE = 3230°C. Ocorre na
apatita e xenotina e é obtido por processo de troca iônica. Tem
apenas um isótopo natural, o 159Tb, que é estável. Foram identificados
17 isótopos artificiais. É usado como dopante em dispositivos
semicondutores. Foi descoberto em 1843 por C. G. Mosander.

Disprósio Dy. Elemento metálico prateado, mole, pertencente à família


dos elementos lantanídeos. Z = 66; configuração eletrônica: [Xe] 4f10
6s2; MA = 162,50; d = 8,551 g.cm-3 (20°C); PF = 1412°C; PE = 2567°C.
Ocorre na apatita, gadolinita e xenotina, sendo obtido por processo de
troca iônica. Tem 7 isótopos naturais e 12 artificiais. Seu uso é
limitado a algumas ligas como absorvedor de nêutrons em tecnologia
nuclear. Foi descoberto por François Lecoq de Boisbaudran em 1886.

Hôlmio Ho. Elemento metálico prateado, mole, pertencente à família


dos lantanídeos. Z = 67; configuração eletrônica: [Xe] 4f11 6s2; MA =
164,93; d = 8,795 g.cm-3 (20°C); PF = 1472°C; PE = 2700°C. Ocorre na
apatita, xenotina e em alguns outros minérios de terras raras. Há um
isótopo natural, 165Ho, e já foram produzidos 18 artificiais. Não há
usos para o elemento que foi descoberto por P. T. Cleve e J. L. Soret
em 1879.

Érbio Er. Elemento metálico, prateado, mole, pertencente ao grupo


dos lantanídeos. Z = 68; configuração eletrônica: [Xe]4f126s2; MA =
167,26; d = 9,066g.cm-3 (20°C); PF = 1529°C; PE = 2868°C. Está
presente em algumas ocorrências de apatita, gadolinita e xenotina.
Tem seis isótopos naturais, estáveis, e doze artificiais. É usado em
ligas para tecnologia nuclear como absorvedor de nêutrons. Foi
descoberto por C. G. Mosander em 1843.

Túlio Tm. Elemento metálico cinza, mole, pertencente ao grupo dos


lantanídeos. Z = 69; configuração eletrônica: [Xe]4f136s2; MA =
168,934; d = 9,321g.cm-3 (20°C); PF = 1545°C; PE = 1950°C. É
encontrado na apatita e na xenotina. Tem um isótopo natural, 169Tm, e
dezesete isótopos artificiais. Não há nenhum uso para este elemento.
Ele foi descoberto por P. T. Cleve em 1879.

Ytérbio Yb. Elemento metálico, prateado, pertencente ao grupo dos


lantanídeos. Z = 70; configuração eletrônica: [Xe]4f146s2; MA =
173,04; d = 6,966g.cm-3 (20°C); PF = 819°C; PE = 1196°C. Ocorre na
gadolinita, monazita e xenotina. São conhecidos sete isótopos naturais
e dez artificiais. É usado em alguns aços especiais. O elemento foi
descoberto em 1878 por J. D. G. Marignac.
Lutécio Lu. Elemento metálico prateado, pertencente ao grupo dos
lantanídeos. Z = 71; configuração eletrônica: [Xe]4f135d16s2; MA =
174,97; d = 9,842g.cm-3 (20°C); PF = 1663°C; PE = 3402°C. O lutécio é
o menos abundante dos elementos e pequenas quantidades estão
disponíveis a partir do processamento de outros metais. Tem dois
isótopos naturais, 175Lu (estável) e 176Lu (meia vida = 2,2 x 1010 anos). O
elemento é usado como catalisador. Ele foi identificado por G. Urban
em 1907.

Háfnio Hf. Elemento metálico de transição, é prateado e brilhante. Z


= 72; configuração eletrônica: [Xe]4f145d26s2; MA = 178,49; d =
13,3g.cm-3; PF = 2230 ± 20°C; PE = 4620°C. O elemento é encontrado
na natureza com o zircônio e extraído por formação de cloreto e
redução pelo processo de Kroll. É usado em ligas de tungstênio para
filamentos e eletrodos, e como absorvedor de nêutrons. No ar, o
metal forma camada passiva de óxido. A maioria dos seus compostos
são complexos de háfnio(IV). Complexos menos estáveis de
háfnio(III) também existem. O elemento foi descrito pela primeira
vez por Urbain em 1911 e sua existência foi estabelecida em 1923 por
D. Coster e G. C. de Hevesey.

Tântalo Ta. Elemento metálico de transição azul acinzentado. Z = 73;


configuração eletrônica: [Xe]4f145d36s2; MA = 180,948; d = 16,63
g.cm-3; PF = 2996°C; PE = 5427°C. É encontrado juntamente com o
nióbio nos minérios columbita – tantalita: (Fe, Mn) (Ta, Nb)2O6. É
extraído por dissolução em ácido fluorídrico, que separa os fluoretos
de nióbio e tântalo para dar K2TaF7 que é reduzido com sódio. O
elemento apresenta os isótopos 181Ta que é estável e 180Ta que tem
ocorrência de 0,12% e é radioativo com meia-vida maior do que 107
anos. Há vários outros isótopos de meia-vida curtas. O elemento é
usado em algumas ligas especiais e em componentes eletrônicos. Por
ser não reativo, peças metálicas de tântalo são usadas em cirurgias
como por exemplo pinos para juntar ossos. Quimicamente o metal
forma camada passiva de óxido no ar. Forma complexos nos estados de
oxidação +2, +3, +4 e +5. O tântalo foi identificado em 1802 por
Ekeberg e isolado em 1820 por Berzelius.

Tungstênio W. Elemento metálico de transição, branco ou cinza, era


chamada antigamente de "wolfrâmio". Z = 74; configuração eletrônica:
[Xe]4f145d46s2; MA = 183,85; d = 19,3g.cm-3; PF = 3410°C; PE =
5660°C. É encontrado em vários minerais, principalmente nos óxidos:
wolframita, (Fe, Mn) WO4, e scheelita, CaWO4. O minério é aquecido
com solução de hidróxido de sódio e forma um "tungstato" solúvel. O
óxido WO3 é obtido por precipitação após adição de ácido e é
reduzido ao metal por hidrogênio. É usado em várias ligas,
especialmente de corte e em filamentos de lâmpadas. No ar o
tungstênio forma camada protetora de óxido e pode ser oxidado a
altas temperaturas. Não se dissolve em ácidos diluídos. Forma
compostos nos quais o seu estado de oxidação varia de +2 a +6. O
metal foi isolado por F. d’Elhuyer em 1783.

<>
Amostra de wolframita, o
tungstato de ferro e
manganês, (Fe,Mn)WO4,
abundante no Brasil, China,
Península Ibérica, Estados
Unidos da América.
Rênio Re. Elemento de transição metálico prateado. Z = 75;
configuração eletrônica: [Xe]4f145d56s2; MA = 186,2; d = 20,53g.cm-3,
PF = 3180°C; PE = 5620°C. O elemento é obtido como subproduto no
refino do molibdênio e usado em algumas ligas. Por exemplo ligas de
rênio-molibdênio são supercondutoras. O elemento forma vários
complexos com o estado de oxidação variando de 1 a 7.

Ósmio Os. Elemento metálico de transição duro, branco azulado. Z =


76; configuração eletrônica: [Xe]4f145d66s2; MA = 190,2; d = 22,7g.cm-
3
; PF = 3045°C; PE = 5027°C. É encontrado associado à platina e usado
em algumas ligas com platina e irídio. O ósmio forma vários complexos
em vários estados de oxidação.

Irídio Ir. Elemento metálico de transição. Z = 77; configuração


eletrônica: [Xe]4f145d76s2; MA = 192,20; d = 22,42g.cm-3; PF = 2410°C;
PE = 4130°C. Ocorre na natureza com a platina e é usado
principalmente em ligas de platina e ósmio. O elemento forma
complexos de irídio(III) e irídio(IV). Ele foi descoberto em 1804 por
Tennant.

Platina Pt. Elemento metálico de transição branco prateado. Z = 78;


configuração eletrônica: [Xe]4f145d96s1; MA = 195,09; d = 21,37g.cm-3;
PF = 1772°C; PE ~ 3800°C. Ocorre em alguns minérios de níquel e
cobre e também é encontrado na forma nativa, isto é, o próprio metal.
A principal fonte de platina é o rejeito anódico do refinamento de
níquel e cobre. O elemento é usado em joalheria, equipamentos para
laboratórios (por exemplo: termopares, eletrodos, cadinhos, etc),
contatos elétricos e em algumas ligas, (por exemplo com irídio ou
ródio). Também é catalisador de processos de hidrogenação. O
elemento não se oxida nem se dissolve em ácido clorídrico. A maioria
dos seus compostos são complexos de platina(II) ou de platina(IV).
Pepita de platina.
O metal ocorre
sempre misturado
a outros
elementos (ferro,
irídio, ósmio). É
encontrada no
Brasil, África do
Sul, Canadá e
Alasca (EUA).

Metais do grupo da platina. Os três elementos que antecedem a


prata e o ouro na segunda e na terceira fila dos elementos de
transição são respectivamente: rutênio (Ru), ródio (Rh), paládio (Pd) ,
ósmio (Os), irídio (Ir) e platina (Pt). Estes oito elementos compõem o
chamado "grupo da platina". Todos eles são duros, resistentes à
corrosão, usados na joalheria e em algumas aplicações industriais, por
exemplo em contatos elétricos. A semelhança no comportamento
químico faz com que estes elementos sejam vistos como um grupo.
Eles são resistentes ao ataque químico. Em solução formam grande
número de íons complexos. Também formam compostos de
coordenação com monóxido de carbono e com outros ligantes pi.
Também formam muitos complexos com o metal ligado diretamente a
um átomo de hidrogênio. Os metais e seus compostos orgânicos têm
considerável ação catalítica.
Ouro Au. Elemento metálico de transição amarelo, mole e maleável. Z =
79; configuração eletrônica: [Xe]4f145d106s1; MA = 198,967; d =
19,32g.cm-3; PF = 1064,43°C; PE = 2807°C. É encontrado na natureza
como metal livre no cascalho e em veios no quartzo. Ocorre nos
minérios de sulfetos de chumbo e cobre e também combinado com
prata em minério de telúrio (Ag, Au) Te2. É usado na joalheria, como
material dentário e em dispositivos eletrônicos. Quimicamente não é
reativo, não sendo afetado pelo oxigênio. Reage com cloro a 200° C
para formar cloreto de ouro(III). Forma vários complexos com ouro
nos estados de oxidação +1 e +3.

Pepita de ouro de 170 gramas,


encontrada em 1980 na região de
Carajás, no Estado do Pará, Brasil.
Imagem de 1980 do Garimpo de Serra Pelada, no Brasil.

Mercúrio Hg. Elemento metálico de transição, líquido, prateado e


denso, pertencente ao grupo do zinco na Tabela Periódica. Z = 80;
configuração eletrônica: [Xe]4f145d106s2; MA = 200,59; d = 13,55g.cm-
3
; PF = -38,87°C; PE = 356,58°C. Seu principal minério é o sulfeto de
mercúrio, HgS, que pode ser decomposto nos seus elementos. O
mercúrio é usado em termômetros, barômetros, em outros
equipamentos científicos e em amálgama dentário. O elemento é
menos reativo que zinco e cádmio e não desloca o hidrogênio de ácidos
fracos. Forma compostos com mercúrio(I) na forma de íons (Hg2)2+ e
com mercúrio(II) na forma de Hg2+. Forma muitos compostos de
coordenação e organometálicos, por exemplo os reagentes de
Grignard.
Amostra de cinábrio, HgS, o mais importante minério de mercúrio.

Tálio Tl. Elemento metálico cinzento, pertencente ao grupo do boro na


Tabela Periódica. Z = 81; configuração eletrônica: [Xe]4f145d106s26p1;
MA = 204,39; d = 11,85g.cm-3 (20° C); PF = 303,3°C; PE = 1460°C.
Ocorre na blenda de zinco (ZnS), em minérios de ferro e é recuperado
em pequenas quantidades de concentrados de chumbo e zinco. Os
isótopos naturais são 203Tl e 205Tl e 11 radioisótopos já foram
identificados. Tem poucas aplicações: ligas especiais e em eletrônica.
O sulfato é usado como raticida. Os compostos de tálio(I) são
semelhantes aos de metais alcalinos. Compostos de tálio(III) são
facilmente reduzidos a tálio(I) e porisso são fortes agentes
oxidantes. O elemento foi descoberto por Sir William Crookes em
1861.

Chumbo Pb. Elemento metálico, denso, mole, dúctil, cinzento,


pertencente ao grupo do carbono na Tabela Periódica. Z = 82;
configuração eletrônica: [Xe]4f145d106s26p2; MA = 207,19; d =
11,35g.cm-3; PF = 327,5°C; PE = 1740°C. O principal minério de chumbo
é a galena, PbS. Outras fontes deste elemento são os minerais
anglesita (PbSO4), cerusita (PbCO3) e litarge (PbCO3). O metal é
extraído por aquecimento do minério para obtenção do óxido, seguida
da redução por carvão. A prata também é encontrada nestes minérios.
O chumbo tem várias aplicações incluindo material para construção
civil, baterias de chumbo, balas para armas de fogo, ligas fusíveis e
algumas outras ligas especiais. Quimicamente forma compostos nos
estados de oxidação +2 e +4 sendo chumbo(II) o mais estável.

Amostra de galena,
PbS, com calcita, de Amostra de galena, PbS,
uma mina da região compacta de mina da região da
de Westfália, Renânia, Alemanha.
Alemanha.

Amostra de
cerussita, PbCO3,
outro importante
minério de
chumbo.

Bismuto Bi. Metal cristalino branco com tons de rosa, pertencente ao


grupo do nitrogênio na Tabela Periódica. Z = 83; configuração
eletrônica: [Xe]4f145d106s26p3; MA = 208,98; d = 9,78g.cm-3; PF =
271,3°C; PE = 1560°C. Os seus minérios mais importantes são
bismutinita (Bi2S3) e bismita (Bi2O3). Também ocorre naturalmente na
forma nativa. Os maiores produtores são Peru, Japão, México, Bolívia
e Canadá. O metal é extraído por redução do óxido de carbono. O
bismuto é o mais diamagnético de todos os metais e sua condutividade
térmica é mais baixa do que a de qualquer outro metal exceto o
mercúrio. O metal tem alta resistência elétrica e efeito Hall intenso
quando submetido a campos magnéticos. É usado em ligas para solda
de baixo ponto de fusão, com estanho e cádmio. Estas ligas se
expandem durante a solidificação. Também é usado em dispositivos de
segurança termicamente estimulados para detecção de incêndios.
Aplicações mais recentes incluem o uso de bismuto como catalisador
na produção de fibras acrílicas, em termopares, etc. Os compostos de
bismuto quando livres de chumbo são usados em medicamentos e
cosméticos. É atacado por ácidos oxidantes, vapor d’água a alta
temperatura e halogênios. Queima no ar gerando chama azul e fumaça
amarela de óxidos. Em 1753 C. G. Junine demonstrou que o bismuto
era um elemento distinto do chumbo.

Pepita de bismuto
procedente da Amostra de bismutinita, Bi2S3,
Alemanha. procedente do Colorado, EUA.
Encontrado também Também encontrada no Brasil,
no Brasil, Alemanha, Suécia e Bolívia.
Inglaterra e Bolívia.
Polônio Po. Elemento metálico radioativo pertencente ao grupo do
oxigênio na Tabela Periódica. Z = 84; configuração eletrônica:
[Xe]4f145d106s26p4; MA = 210; d = 9,32g.cm-3; PF = 254°C; PE = 962°C.
O elemento ocorre em minérios de urânio numa proporção de 100
microgramas para 1000 quilogramas de minério. Tem mais de 30
isótopos, mais do que qualquer outro elemento. O isótopo de vida mais
longa é o 209Po (meia-vida = 103 anos). O polônio é uma possível fonte
de calor em espaçonaves devido à energia de 1,4x105 J.kg-1s-1 liberada
no seu decaimento. Ele foi descoberto por Marie Curie em 1898 numa
amostra de pechblenda, o principal minério de urânio .
O elemento recebeu este nome em homenagem ao pais (Polônia) onde
nasceu a pesquisadora .

Astato At. Elemento halogênio radioativo. Z = 85; configuração


eletrônica: [Xe]4f145d106s26p5; MA = 211; PF = 302°C; PE = 377°C.
Ocorre naturalmente por decaimento radioativo de isótopos de urânio
e tório. O astato forma pelo menos 20 isótopos sendo 210At o mais
estável com meia-vida de 8,3 horas. Pode ser produzido por
bombardeamento de 200Bi com partículas alfa. Tem caráter mais
metálico do que o iodo e em solução aquosa pode assumir pelo menos 5
estados de oxidação diferentes. Forma compostos inter-halogênios
como AtI e AtCl. A existência de At2 não foi comprovada. O elemento
foi sintetizado por bombardeamento nuclear em 1940 por D. R.
Corson, K. R. MacKenzie e E. Segré na Universidade da Califórnia, nos
Estados Unidos da América.

Radônio Rn. Elemento gasoso, radioativo, incolor, pertencente ao


grupo dos gases da Tabela Periódica. Z = 86; configuração eletrônica:
[Xe]4f145d106s26p6; MA = 222; d = 973g.L-1; PF = -71°C; PE = -61,8°C.
São conhecidos pelo menos 20 isótopos. O mais estável, 222Rn, tem
meia-vida de 3,8 dias. É formado no decaimento do 226Rn e sofre
decaimento alfa. O radônio ocorre naturalmente, particularmente em
áreas subterrâneas de granito, constituindo sério risco químico aos
trabalhadores. Como gás nobre o radônio é praticamente inerte
embora alguns compostos como fluoreto de radônio possam ser
formados. Ele foi isolado pela primeira vez por Ramsey e Gray em
1908.

Frâncio Fr. Elemento radioativo pertencente ao grupo dos metais


alcalinos na Tabela Periódica. Z = 87; configuração eletrônica: [Rn]7s1;
MA = 223; d = 2,4g.cm-3; PF = 27°C; PE = 677°C. O elemento é
encontrado em minérios de urânio e tório. Todos os 22 isótopos
conhecidos são radioativos e o mais estável é o 223Fr. A existência do
frâncio foi confirmada por Marguerite Perey em 1939.

Rádio Ra. Elemento metálico radioativo pertencente ao grupo dos


metais alcalino-terrosos na Tabela Periódica. Z = 88; configuração
eletrônica: [Rn]7s2; MA = 226,0254; d ~ 5g.cm-3; PF = 700°C; PE =
1140°C. Ocorre em minérios de urânio, por exemplo pechblenda ou
uraninita. O isótopo mais estável, 226Ra, tem meia-vida de 1602 anos e
decai para radônio. É usado como fonte radioativa em trabalhos de
pesquisa e em radioterapia. O elemento foi isolado da pechblenda por
Marie e Pierre Curie em 1898.

Actínio Ac. Elemento metálico radioativo, prateado, pertencente ao


grupo do escândio na Tabela Periódica. Z = 89; configuração
eletrônica: [Rn]6d17s2; número de massa do isótopo mais estável = 227
(meia-vida = 21,7 anos); PF = 1050 ± 50°C, PE = 3300°C (calculado). O
227
Ac ocorre no urânio natural numa proporção de 0,715%. O 228Ac
(meia-vida = 6,13 horas) também ocorre na natureza. Há 22 outros
isótopos artificiais, todos radioativos e com meias-vidas bastante
curtas. Sua química é similar à do lantânio. Sua principal aplicação é
como fonte de partículas alfa. O elemento foi descoberto em 1899
por A. Debierne.

Actinídeos ou Elementos Actinídeos. Conjunto ou série de elementos


após o actínio na Tabela Periódica, com números atômicos que vão do
tório (Z = 90) ao laurêncio (Z = 103). Eles têm dois elétrons na camada
de valência numa configuração 7s2. São classificados juntos pelo fato
do aumento de prótons no núcleo corresponder ao aumento de um
elétron no sub-nível 5f. Juntamente com os lantanídeos, compõem o
bloco f da Tabela Periódica .A configuração eletrônica destes
elementos é:
Z Nome Símbolo Configuração

89 Actínio Ac [Rn] 6d1 7s2

90 Tório Th [Rn] 6d2 7s2

91 Protactínio Pa [Rn] 5f2 6d1 7s2

92 Urânio U [Rn] 5f3 6d1 7s2

93 Netúnio Np [Rn] 5f4 6d1 7s2

94 Plutônio Pu [Rn] 5f6 7s2

95 Amerício Am [Rn] 5f7 7s2

96 Cúrio Cm [Rn] 5f7 6d1 7s2

97 Berkélio Bk [Rn] 5f9 7s2

98 Califórnio Cf [Rn] 5f10 7s2

99 Einstênio Es [Rn] 5f11 7s2

100 Férmio Fm [Rn] 5f12 7s2

101 Mendelévio Md [Rn] 5f13 7s2

102 Nobélio No [Rn] 5f14 7s2

103 Laurêncio Lw [Rn] 5f14 6d1 7s2

Os quatro primeiros membros da série (Ac ao U) ocorrem


naturalmente. Todos são radioativos o que dificulta o seu estudo
devido à necessidade de cuidados especiais devido a aquecimento e
meias vidas muito curtas. Como os lantanídeos, apresentam
crescimento suave nos raios atômicos e iônicos com o aumento do
número atômico. Os membros mais leves da série (até o amerício) têm
elétrons f que participam de ligações, diferentemente dos
lantanídeos. Conseqüentemente estes elementos são mais parecidos
com os metais de transição, formando compostos de coordenação e
apresentando valências variáveis. Devido ao aumento da carga nuclear,
os membros mais pesados (cúrio ao laurêncio) não tendem a usar seus
elétrons internos f na formação de ligações e então se parecem mais
com os lantanídeos, formando compostos com o íon M3+. Observe que o
actínio não contém elétrons 5f, mas geralmente é classificado como
actinídeo devido às semelhanças no comportamento químico.

Tório Th. Elemento metálico radioativo pertencente à família dos


actinídeos. Z = 90; configuração eletrônica: [Rn] 6d2 7s2; MA =
232,038; d = 11,5 – 11,9 g.cm-3 (17°C); PF = 1740 - 1760°C; PE = 4780 -
4800°C. Ocorre na areia monazítica no Brasil, Índia e Estados Unidos
da América. Os isótopos de tório têm números de massa de 223 a
234, inclusive. O mais estável é 232Th com meia vida de 1,39 x 1010
anos. Apresenta também estado de oxidação +4 e sua química é
parecida com a dos demais actinídeos. Pode ser usado como
combustível em reatores nucleares pois 232Th captura nêutrons lentos
e alimenta 233U. A tória ou dióxido de tório, ThO2, é usada em
refratários especiais. O elemento foi descoberto por Berzelius em
1829.

Protactínio Pa. Elemento metálico radioativo pertencente à série dos


actinídeos. Z = 91; configuração eletrônica: [Rn] 5f2 6d1 7s2; MA =
231,036; d = 15,37 g.cm-3 (calculada); PF < 1600°C (calculado). O
isótopo mais estável é 231Pa que tem meia vida de 3,43 x 104 anos. Pelo
menos 10 outros radioisótopos são conhecidos. O 231Pa ocorre em
todos os minérios de urânio pois é derivado de 235U. O protactínio não
tem aplicações práticas. Foi descoberto por Lise Meitner e Otto Hahn
em 1917.
Urânio U. Elemento metálico radioativo pertencente à família dos
actinídeos. Z = 92; configuração eletrônica: [Rn] 5f3 6d1 7s2; MA =
238,03; d = 19,05 g.cm-3 (20°C); PF = 1132°C; PE = 3818°C. Ocorre
como uraninita, um mineral de óxido de urânio (IV) que contém
pequenas quantidades de rádio, tório, polônio, chumbo e hélio. Quando
a uraninita ocorre de forma massiva, com um certo brilho, é chamada
pechblenda, considerado o principal minério de urânio. O elemento é
extraído do minério por processo de troca iônica. São encontrados 3
isótopos naturais (238U: 99,28%, 235U: 0,71% e 234U: 0,006%). O 235U
sofre fissão nuclear sob ação de nêutrons lentos e é usado como
combustível em reatores e armas nucleares. Por isso o urânio ganhou
enorme importância técnica e política. Ele foi descoberto em 1789 por
M. H. Klaproth.

Amostra de pechblenda ou uraninita,


o minério de UO2. Apresenta traço
escuro, fratura irregular, é frágil e
fortemente radioativo. É o mineral
mais importante para obtenção de
rádio e urânio.

Transurânicos ou Elementos Transurânicos. Elementos com número


atômico maior do que 92, portanto, elementos após o urânio na Tabela
Periódica. A maioria destes elementos são instáveis e têm meias vidas
curtas.

Netúnio Np. Elemento metálico, radioativo, transurânico pertencente


à família dos actinídeos. Z = 93; configuração eletrônica: [Rn] 5f4 6d1
7s2; MA = 237,0482. O isótopo mais estável é 237Np que tem meia vida
de 2,2 x 106 anos e é produzido em pequenas quantidades como sub-
produto em reatores nucleares. Outros isótopos têm números de
massa de 229 a 236 e de 238 a 241. O único isótopo com meia vida
relativamente grande é o 236Np com meia vida de 5 x 103 anos. O
elemento foi produzido pela primeira vez por McMillan e Abelson em
1940.

Plutônio Pu. Elemento metálico, prateado, transurânico, denso,


radioativo, pertencente ao grupo dos actinídeos na Tabela Periódica. Z
= 94; configuração eletrônica: [Rn]5f67s2; isótopo mais estável: MA =
255; (meia vida = 7,6 x 107 anos); d = 19,84g.cm-3; PF = 641°C; PE =
3232°C. São conhecidos treze isótopos, sendo que o 239Pu (meia vida =
2,44 x 104 anos) é muito mais importante que os demais, pois sofre
fissão nuclear com nêutrons lentos e portanto é fonte crucial de
energia para armas nucleares. Cerca de 20 toneladas de plutônio são
produzidas anualmente por reatores nucleares. O elemento foi
produzido pela primeira vez por Seaborg, McMillan, Kennedy e Wahl
em 1940.

Amerício Am. Elemento metálico transurânico, pertencente ao grupo


dos actinídeos. Z = 95; configuração eletrônica: [Rn]5f77s2; número de
massa do isótopo mais estável = 243; (meia vida = 7,95 x 103 anos); d =
13,67g.cm-3 (20°C); PF = 994°C; PE = 2607°C. São conhecidos dez
isótopos. O elemento foi descoberto pelo grupo de pesquisa de G. T.
Seaborg em 1945. Ele foi obtido por bombardeamento de 238U com
partículas alfa.
Cúrio Cm. Elemento metálico, radioativo, transurânico, pertencente ao
grupo dos actinídeos. Z = 96; configuração eletrônica: [Rn]5f76d17s2;
número de massa do isótopo mais estável = 247; (meia vida = 1,64 x
107 anos); d(calculada) = 13,51g.cm-3; PF = 1340°C. Tem nove isótopos
conhecidos. O elemento foi identificado pelo grupo de G. T. Seaborg
em 1944 e produzido por L. B. Werner e I. Perlman em 1947 por
bombardeamento de 241Am com nêutrons.

Berkélio Bk. Elemento metálico, transurânico, radioativo, pertencente


ao grupo dos actinídeos. Z = 97; configuração eletrônica: [Rn]5f97s2;
número de massa do isótopo mais estável = 247; (meia vida = 1,4 x 103
anos); d(calculada) = 14g.cm-3. Tem oito isótopos conhecidos. Foi
produzido pela primeira vez pelo grupo de G. T. Seaborg em 1949 por
bombardeamento de 241Am com partículas alfa.

Califórnio Cf. Elemento metálico, transurânico, radioativo,


pertencente ao grupo dos actinídeos. Z = 98; configuração eletrônica:
[Rn]5f107s2; número de massa do isótopo mais estável = 251; (meia vida
= 700 anos). São conhecidos nove isótopos. O 252Cf é importante fonte
de nêutrons, o que o torna útil em processos de análise por ativação
de nêutrons e como fonte radioativa para uso em medicina. O
elemento foi produzido pelo grupo de G. T. Seaborg em 1950.

Einstênio Es. Elemento metálico, transurânico, radioativo, pertencente


ao grupo dos actinídeos. Z = 99; configura ção eletrônica: [Rn]5f117s2;
número de massa do isótopo mais estável = 254; (meia vida = 270
dias). São conhecidos onze isótopos. O elemento foi identificado pelo
grupo de pesquisa de A. Ghiorso nos destroços deixados pela primeira
explosão de bomba de hidrogênio, em 1952. Quantidades da ordem de
microgramas só se tornaram disponíveis depois de 1961.

Férmio Fm. Elemento metálico, radioativo, transurânico, pertencente


ao grupo dos actinídeos. Z = 100; configura ção eletrônica: [Rn]5f127s2;
número de massa do isótopo mais estável = 257; (meia vida = 10 dias).
São conhecidos dez isótopos. O elemento foi identificado pelo grupo
de A. Ghiorso nos destroços da primeira explosão de bomba de
hidrogênio em 1952.

Mendelévio Md. Elemento metálico, radioativo, transurânico,


pertencente ao grupo dos actinídeos. Z = 101; configura ção
eletrônica: [Rn]5f137s2; número de massa do primeiro nuclídeo
descoberto = 256 (meia vida = 1,3 horas). Até agora foram
sintetizados vários isótopos de meias vidas curtas. O elemento foi
identificado por A. Ghiorso e G. T. Seaborg em 1955. O nome
alternativo unnilunium também foi proposto para este elemento.

Nobélio No. Elemento metálico, radiativo, transurânico, pertencente


ao grupo dos actinídeos. Z = 102; configura ção eletrônica: [Rn]5f147s2;
número de massa do isótopo mais estável = 254; (meia vida = 55
segundos). São conhecidos sete isótopos. O elemento foi identificado
por A. Ghiorso e G. T. Seaborg em 1966. O nome alternativo unnilbium
também foi proposto para este elemento.

Laurêncio Lr. Elemento metálico, radioativo, transurânico,


pertencente ao grupo dos actinídeos. Z = 103; configuração eletrônica:
[Rn]5f146d17s2; número de massa do primeiro isótopo descoberto =
257 (meia vida = 8 segundos). Já foram sintetizados um número muito
pequeno de isótopos de meias vidas curtas. O elemento foi
identificado pelo grupo de A. Ghiorso em 1961. O nome alternativo
unniltrium também foi proposto para o elemento.

Transactinídeos ou Elementos Transactinídeos. Elementos com


número atômico acima de 103, isto é, após o laurêncio na Tabela
Periódica. Os elementos 104 e 105 foram sintetizados e receberam
respectivamente os nomes de kurchatóvio (Ku) e rutherfórdio (Rf).
Todos estes elementos são instáveis e têm meias vidas bastante
curtas.