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A Civilização Egípcia

O Antigo Egito era geográfica e culturalmente uma civilização fluvial. Toda sua organização
social e cultural fundamentava-se na agricultura de regadio, organizada às margens do Rio
Nilo, justificando a afirmativa do historiador grego Heródoto de que o Egito é uma dádiva do
Nilo.
Foram as tendências de centralização e descentralização do poder.
A adoração a um só deus, Aton, teve também conotações políticas, porque o faraó Amenófis
IV visava se libertar da tutela dos sacerdotes de Amon, que haviam adquirido excessivos
poderes políticos e econômicos.
O Estado controlava toda a vida econômica do Egito, organizando a agricultura de regadio. A
propriedade privada jamais teve a mesma importância que nas civilizações mesopotâmicas.
O comércio era feito nos templos e palácios e totalmente controlado pelo Estado.
A base da economia egípcia era a agricultura executada pelas comunidades camponesas,
maioria esmagadora da população. Pagavam impostos ao Estado, em forma de produtos, e
também eram obrigadas a prestar trabalhos nas grandes obras públicas. Comparando a
agricultura egípcia com a mesopotâmica, podemos dizer que na primeira a tecnologia era
mais atrasada do que na segunda e o tempo de trabalho agrícola era mais curto, já que
dependiam das cheias do Rio Nilo, que duravam apenas a metade do ano. O resto do tempo
as comunidades camponesas egípcias dedicavam à construção de obras públicas e ao
artesanato.
Na religião egípcia todas as coisas existentes eram criações divinas e conviviam em perfeita
harmonia. Os egípcios eram extremamente religiosos e acreditavam na ressurreição da alma
e na v ida após a morte.
O poder era centralizado na figura do faraó, que era considerado uma divindade. O Estado
controlava toda a atividade econômica e dirigia as grandes obras de irrigação. Os grupos que
faziam parte da elite do poder eram os nomarcas, os sacerdotes, os chefes militares e a alta
burocracia estatal.

Akhenaton

18ª Dinastia

O breve reinado de Akhenaton e sua esposa Nefertiti no Egito durou o suficiente para
transformar a religião, a arte e a arquitetura do império. Escavações em Amarna revelam
pistas sobre sua enigmática dinastia.

A rebelião de Akhenaton começou com seu pai, Amenófis III, que reinou por 37 anos numa
era de esplendor. Amenófis usou a riqueza do império para construir um conjunto de
monumentos sem precedentes em Karnak e Luxor, centros religiosos do deus Amon, o
patrono de Tebas. Depois que essa cidade recuperou o controle do Egito, por volta de 1520
a.C Amon tornou-se cada vez mais venerado. Seu nome significa "o oculto"
e, no seu templo em Karnak, sacerdotes alimentavam, banhavam e vestiam
sua estátua. Amon logo se fundiu ao antigo deus-sol Ra, tornando-se Amon-
Ra. O próprio Amenófis III considerava-se filho de Amon-Ra. Sua autoridade
divina somente podia ser renovada pelo deus em um festival chamado Opet,
que acontecia uma vez por ano.

Em uma fase posterior de seu reinado, talvez zangado por causa dos atritos
políticos com os sacerdotes de Amon, Amenófis III determinou que ele não
era só o filho de Amon, mas também a encarnação de Ra — ou seja, pelo
menos igual a Amon. Começou então a erigir monumentos à sua própria
divindade, incluindo um vasto templo funerário que contemplava Tebas da
margem oposta do Nilo. Nesse templo assomavam duas estátuas suas de
quartzita, cada uma com 20 metros de altura e 650 toneladas. As ruínas
dessas estátuas ficaram famosas como os Colossos de Memnon.

Com isso, estava montado o cenário para a entrada de Akhenaton, que ascendeu ao trono
como Amenófis IV. Alguns estudiosos supõem que Akhenaton e seu pai tenham reinado
juntos, como co-regentes, durante um longo período. Ray Johnson, especialista da
Universidade de Chicago, acredita que o pai ainda viveu por muitos anos, passando o poder
ao filho e acompanhando-o à capital Amarna. Hoje, contudo, a maioria dos estudiosos
argumenta que Akhenaton reinou sem seu pai.

Ele provavelmente já era casado com Nefertiti quando subiu ao trono. Talvez fossem ambos
crianças quando se casaram, como acontecera com seu pai e sua mãe, a rainha Tiye.
Ninguém sabe de onde veio Nefertiti. Como seu nome significa "a bela que chegou", muitos
pesquisadores entendem que ela provinha de uma cidade agora chamada Akhmim, que
pertencia à influente família da rainha Tiye. Onde quer que tenha nascido, Nefertiti participou
da revolução de Akhenaton desde o início.

Antigo Egito e os Mistérios de Rá

A humanidade vivencia atualmente um aspecto assaz interessante da sua trajetória


Kósmica no Planeta Terra.Neste momento de "Transição de Eras", ocorre um Renascimento e
uma redescoberta de valores, conceitos e "Ciências Tradicionais" de antigas civilizações;
moldados ao nosso momentum. Destas civilizações, eclode das areias do deserto a mais
"milenar" de todas: A Civilização Egípcia. Não somente pelo eterno Mistério que a envolve,
mas pelo profundo significado de suas Ciências e Tradições Ocultas.

O ponto mais fascinante, com certeza, é a análise entre as interpretações históricas,


arqueológicas e o conhecimento da parte "oculta", muitas vezes discordantes.

Segundo algumas Escolas de Mistério que, tradicionalmente, se originaram justamente no


Antigo Egito, a verdadeira história cronológica, cultural e principalmente científica e
ritualística das terras de KHAN (como era conhecido o Egito em seus áureos tempos), é no
mínimo, bem diferente do que rezam os livros de História e tratados de Egiptologia
Científica.

Na aurora de uma nova Era, onde religião e ciência se fundirão, a redescoberta do Eu


interior (busca da auto-realização), coaduna com a Filosofia e Ciência Hermética Egípcia;
pois KHAN não consistia apenas num punhado de monumentos, templos, obeliscos e
hieróglifos.

KHAN era uma terra em que os tribunais, dos sacerdotes ao faraó, sabiam "ler" na aura e
na rotação dos Chackras do réu, as "manchas" denunciantes de sua acusação. Lugar em que
o estudo e aplicação da radiônica, psicotrônica e cristais (juntamente com Símbolos
Sagrados e Mandalas), só encontrou paralelo na sua antiga Mestra, da qual foi colônia: a
Atlântida.
Atualmente, só os estudiosos mais ortodoxos sustentam a já superada tese de que as
pirâmides, principalmente as do complexo de Gizeh (Quéops, Quéfren e Miquerinos), são
apenas túmulos. Ora, qualquer Navegador Sideral, em qualquer parte da galáxia pode
localizar a Terra por esta "antena" conhecida como Pirâmide de Khufu (Quéops).
Esta é uma das inúmeras funções da forma piramidal de base quadrangular, objeto de
tecnologia extraterrestre, introduzido na Atlântida, representativo do quaternário da forma,
buscando no seu ápice a Comunhão Cósmica.

Em Khan, os Templos eram construídos segundo princípios Cósmicos e telúricos,


obedecendo aos conceitos da "Geografia Sagrada" , e sua estrutura estava de acordo com a
anatomia oculta do ser humano. Lugar onde era lei, principalmente por parte da classe
Sacerdotal, a elaboração dos três círculos energéticos de proteção contra emanações de
polaridade negativas oriundas não só de pessoas com forte poder mental, mas também dos
Afrits (larvas, miasmas e demônios de grande poder do astral inferior).

O "Contra-egum", objeto dos cultos "Afro" (Candomblé, Umbanda e etc.), consiste num
pequeno cordame colocado um pouco abaixo do umbigo e nos braços. Será coincidência a
utilização por parte dos Sacerdotes e, principalmente dos Faraós, de pequenos cintos e
braceletes exatamente nas mesmas regiões, somando-se a isso uma fivela com
determinados símbolos hieroglíficos emanadores de um campo energético?

As iniciações nos Templos de Karnak, Denderah, Abydos, Annu (Heliópolis), etc.; que
continham experiências projetivas da consciência, apresentação aos cinco elementos (Ether,
Fogo, Terra, Ar e Água), identificação e atuação sobre espectros e outras formas do Astral;
eram duras provas pelas quais o vitorioso ouvia a voz de Harmarkis (Esfinge), tendo assim
permissão para passar pela 3º Portal do Amentis (Plano Astral), não raro, alcançando a
Iluminação, prestando desta forma, reverências à Cruz Ansata (ANKH) sob os olhares de
OSÍRIS e ÍSIS.
Em contrapartida, aquele que não alcançava o grau a que se propôs, na maioria da vezes
perdia a vida entre as paredes, tanques com água ou no fogo, perdido nos corredores e
câmaras subterrâneas dos Templos e das Pirâmides. Bem diferente dos dias atuais onde, por
parte dos incautos, qualquer "espirro" chega a ser um "Processo Iniciático".

O Zodíaco Egípcio é o único que expressa detalhadamente, segundo papiros herméticos e


hieróglifos de Denderah, o 13º signo (Ophiucus).
O conjunto de elementos concernentes às configurações astronômicas do círculo zodiacal
somados aos fatores telúricos relativos à época do ano na ocasião do nascimento de uma
pessoa, é que determinava seu perfil astrológico, como fazem até hoje os Chineses, Hindus
(Antiga Astrologia Védica) e Tibetanos.

Observando-se o panteão egípcio sob uma ótica mais Esotérica, notamos as "coincidências"
com o panteão grego e, principalmente, com os Orixás. Aprofundando-se um pouco mais,
verificamos a analogia existente entre as festividades ao Senhor PTAH (Senhor do Mundo, no
Egito) e as comemorações de 23 de abril, (S. Jorge, Akdorge (teosofia) ou Melktzedek: O
Sumo Pontífice do Altíssimo). Festividades que tinham o seu ponto alto no Wesak (lua cheia
de maio) que era vivenciado ritualísticamente no Egito, em ritos secretos, cerca de 5.000
anos antes da Iluminação do príncipe Siddharta Gautama.

A expressão "Filho do Homem" conhecida atualmente como Avatar, era denominada TOTH
no Egito e HERMES na Grécia. Através do "Senhor PTAH", a força Crística (nesta Nova Era,
"Buddah Maytreia") chega ao Avatar. No Egito, esta Força era conhecida como OSÍRIS
(Usirew) e sua contraparte feminina, ÍSIS (Eseth).

Naturalmente, não serão estas poucas linhas que levantarão o Véu de mais de dez mil anos
de Tradição Oculta. Nossos registros Akáshicos afloram cada vez mais.

"Homenagem a ti, ó glorioso Rá que te levantas no horizonte dos céus, um grito de alegria
rompe da boca e do coração de todos... alegria e júbilo...". (Livro Egípcio dos Mortos). Que a
Luz esteja com todos os filhos de RÁ!
Caibailion

Hermes Trismegisto

Hermes é o proclamado "Mestre dos Mestres", o três vezes grande, o mensageiro dos
deuses... Todos os preceitos fundamentais e básicos introduzidos nos ensinamentos
esotéricos de cada raça foram formulado por Hermes. Mesmo os preceitos mais antigos da
Índia tiveram indubitavelmente a sua fonte nos preceitos herméticos originais. Da terra do
Ganges muitos mestres avançados se dirigiram para o país do Egito para se prostarem aos
pés do Mestre.

De outros países também vieram muitos sábios, que consideravam Hermes como o Mestre
dos Mestres e sua influência foi tão grande que ainda se pode facilmente encontrar uma
certa semelhança e correspondência nas muitas e divergentes teorias admitidas e
combatidas pelos ocultistas de diferentes países atuais.Supõe-se que Hermes, se é que foi
verdadeiramente um homem, tenha vivido no Egito por volta do ano 2700 antes de Cristo
(a tradição afirma que viveu 300 anos), isto é, quando este país já estava sob o domínio dos
Reis Pastores, Iksos, ou Irschu, muito antes do tempo de Moisés. As melhores autoridades o
consideram como contemporâneo de Abraão, e algumas tradições judaicas dizem claramente
que Abraão adquiriu uma parte do seu conhecimento místico do próprio Hermes.

Muitos anos após sua partida deste plano de existência os egípcios o deificaram sob o nome
de Thoth e reverenciaram por muitos séculos a sua memória, denominando-o o mensageiro
dos Deuses, e ajuntando-lhe como distintivo o seu antigo título "Trismegisto", que quer dizer
o três vezes grande. Os antigos gregos também o deificaram, após os egípcios, sob o nome
de "Hermes - o Deus da Sabedoria". em todos os países antigos o nome de Hermes
Trismegisto foi reverenciado, sendo sempre considerado como Fonte de Sabedoria.
Herança Egípcia na Maçonaria

Apenas começamos a conhecer, verdadeiramente, o Egito, a partir de 3200 a.C., não


havendo, entretanto, qualquer solução de continuidade entre o período Neolítico da Pré-
História e a fase histórica, pois o país revela-se, ao mesmo tempo, antigo e contínuo.

Antes do V milênio, homens vindos do Saara, que, rapidamente, se ressecava, foram se


estabelecendo em torno do rio Nilo, nesse verdadeiro oásis, em pleno clima saariano, fértil e
cultivável, graças às inundações do rio, regulares e extraordinariamente ricas em húmus. A
própria configuração da região tornava precária uma unidade territorial e, assim, havia,
inicialmente, uma divisão natural entre o Alto Egito, cercado pelos rebordos dos desertos da
Líbia e da Arábia, e o Baixo Egito, formado pelo delta do Nilo, um largo leque, repleto de
charcos, que tornavam, muitas vezes, difícil a circulação.

Após um relativamente curto período proto-histórico, assinalado pela predominância de


povos asiáticos --- civilizações de El-Obeid e Djendet-Nache, da Mesopotâmia --- vindos
pelo istmo de Pelúsio, uma revolução nacional realizou, do sul para o norte, a unificação do
Egito, fundindo, em uma só, as duas coroas: a vermelha, do Baixo Egito, e a branca, do Alto
Egito. Iniciou-se, então, a primeira dinastia do chamado Antigo Império, sendo, a capital do
país, situada em Tinis, com o rei Menés, também chamado de Manu. A partir da III Dinastia,
a capital transfere-se para Mênfis, junto ao Delta do Nilo. Assim, as duas primeiras dinastias
foram chamadas de tinitas e as restantes, do Antigo Império, de menfitas.

É durante os reinado da III, IV e V dinastias --- correspondente, no tempo, ao período


acadiano da Mesopotâmia, que sucedeu ao período do povo sumeriano, o mais antigo povo
civilizado do mundo --- que se encontra o máximo apogeu do Antigo Império. Na III dinastia,
o maior rei foi Djeser, assessorado por seu ministro Imotep, que, mais tarde, seria divinizado
e assimilado a Esculápio, na época lágida da Grécia arcaica. Na IV dinastia encontramos os
construtores de pirâmides: Khufu, Khafra e Menkhaura, chamados pelos gregos,
respectivamente, de Quéops, Quéfren e Miquerinos. A V dinastia assinala o início da
decadência do Antigo Império, já que, nele, encontra-se o início da teocracia, implantada
pelos sacerdotes da cidade de Heliópolis --- nome dado pelos gregos e que significa "cidade
do Sol" --- seguidores fanáticos do deus Rá, que suplanta, politicamente, o deus Ftá, de
Mênfis. A decadência do Antigo Império iria até à X dinastia, por volta de 2250 a.C., quando
há o esfacelamento do Egito e, posteriormente, a supremacia da cidade de Tebas, iniciando-
se o Médio Império, sob a direção dos faraós tebanos, dos quais os maiores foram os da XII
dinastia, a dos Amenemat e dos Senusret.

O fim do Médio Império é assinalado pela invasão dos hicsos, povo de origem semita, o
qual seria responsável pela ida dos hebreus ao Egito. Ao fim do domínio dos hicsos, que
foram suplantados pelos faraós tebanos, inicia-se o Novo Império, cujos principais soberanos
foram Tutmés III, Ramsés II e Amenófis IV. Este último, que reinou de 1370 a 1352 a.C.,
passou à História como o soberano que ousou quebrar o excessivo poder dos sacerdotes de
Ámon, tornando-se um místico do Sol, simbolizado por seu disco (Áton); mudou o seu nome
para Aquenáton e mudou a sede do reino de Tebas para Aquetáton ("horizonte do disco"),
conhecida pelo nome de Tel-el-Amarna, tentando tornar universal a sua religião solar
monoteísta. Seu sucessor, contudo, ainda um menino, pressionado pelo grande poderio do
clero egípcio, voltou a Tebas e mudou o seu nome, de Tutancáton para Tutancámon,
restaurando o culto de Ámon e satisfazendo aso verdadeiros senhores do Egito.

Posteriormente, o país seria esfacelado pelas grandes invasões de seu território pelos
assírios, persas, macedônios e, finalmente, pelos romanos, quando deixaria de existir como
unidade nacional.

Esses rápidos traços históricos mostram uma civilização evoluída, propensa a obras
monumentais --- não só as pirâmides, mas também os templos e monumentos funerários de
Tebas, Carnac e do Vale dos Reis --- mas totalmente dominada pela classe religiosa e pela
propensão à magia. Devido a isso, é discutível a contribuição egípcia no terreno científico e
intelectual, embora alguns eruditos de boa-fé e muitos pseudo cientistas tenham acreditado
perceber, na construção das pirâmides, as provas de conhecimentos geométricos e
astronômicos extraordinários. Na realidade, nenhuma verdadeira ciência poderia ter sido
concebida por tais espíritos demasiadamente religiosos e empíricos, como, de resto,
aconteceu com todo o Oriente antigo, permanecendo com os gregos o galardão de terem
chegado à ciência pura, teórica e desinteressada, pela total desvinculação das práticas de
magia e das pressões de uma sociedade teocrática.

Em relação à Maçonaria, autores ocultistas, ou mistificadores, tomam, como base de suas


teorias, a Grande Pirâmide, indo contra a conclusão histórica de que ela seria um
monumento funerário e afirmando que sua finalidade era abrigar membros de ordens
iniciáticas secretas. A Grande Pirâmide, esse enorme monumento de pedras superpostas,
tem, na realidade, muito pouco espaço vazio, ou seja: a Câmara do Rei, uma sala de 50
metros quadrados ; a Câmara da Rainha, no corpo da pirâmide e menor do que a do rei ; a
Grande Galeria, um corredor de acesso à Câmara do Rei ; condutos de ventilação e, ainda,
uma câmara subterrânea, fora do corpo da pirâmide. Tanto esta câmara, quanto a,
erradamente, chamada Câmara da Rainha, eram locais provisórios, para a colocação do
corpo do faraó, caso ele viesse a falecer antes da construção total do monumento. Na
Câmara do Rei foi encontrado um sarcófago de granito vermelho, sem inscrições e sem
tampa ; e suas paredes também não mostravam nenhuma inscrição, ou desenho. Além das
duas câmaras serem bastante diminutas, em relação ao enorme corpo da pirâmide, foram
encontradas, sobre a Câmara do Rei, cinco salas bastante baixas e com seis metros de
largura, que serviriam de amortecedores para aliviar o teto da Câmara da tremenda pressão
exercida por toneladas de pedra e, também, para que, em caso de algum cataclismo, que
despedaçasse a cúpula da pirâmide, as pedras não caíssem no interior da Câmara. Isso
mostra a preocupação com o conteúdo da Câmara do Rei, que só poderia ser o corpo do
grande governante, dado o costume egípcio de proteger bastante os despojos de seus
mortos ilustres, devido à crença na sobrevivência integral, ou seja, de corpo e de espírito.

Todavia, aqueles que querem fazer crer que a Grande Pirâmide era usada para a prática de
ritos iniciáticos (Leadbeater, Paul Brunton e outros), aproveitam-se do fato de o sarcófago da
Câmara do Rei encontrar-se vazio e de não existirem as inscrições encontradas em outros
túmulo, para contrariar e contestar a finalidade fúnebre da construção. Ora, nenhum outro
túmulo faraônico, à exceção do de Tutancámon, foi encontrado intacto, pois, além dos roubos
dos objetos de ouro e pedras preciosas, os próprios corpos mumificados foram retirados dos
sarcófagos. Além disso, o hábito de encher as câmaras mortuárias com tesouros e objetos de
uso pessoal do morto e de preencher as paredes com inscrições e pinturas, é posterior à IV
dinastia do Antigo Império.

Os condutos para ventilação, encontrados nas câmaras, comunicando-as com o exterior,


também serviram de base para os especuladores, para contestar a finalidade fúnebre da
construção. "Os mortos não respiram, logo não precisariam de ar", alegam eles. Teoria de
muita má-fé, esta, pois os operários que trabalharam nas câmaras, durante a construção,
necessitavam de ar, já que, sob aqueles imensos blocos de pedra, o fluido vital era bastante
rarefeito. Além disso, esquecem-se, os mistificadores, de avisar, aos seus leitores, que,
quando os homens do califa Al Mamun (filho de Harun Al Rachid), no ano 820 da era atual,
conseguiram entrar na Grande Pirâmide --- ninguém havia conseguido antes --- encontraram
os condutos de ar das câmaras intencionalmente obstruídos por pequenas pedras ali
colocadas e não caídas ocasionalmente, o que demonstra que eles existiam para os vivos e
foram obstruídos quando as câmaras ficaram prontas para a sua finalidade específica.

Também, se lembrarmos que os chamados Mistérios Egípcios eram ritos impregnados de


magia, praticados pelos sacerdotes de Ámon-Rá --- culto sincrético, que substituiu o culto
aos diversos deuses egípcios, um para cada cidade --- e se lembrarmos que a teocracia só
dominou o Egito a partir da V dinastia, enquanto as pirâmides foram construídas durante a
IV, fica claro que não se destinaria, nessa época, o exíguo espaço livre da Grande Pirâmide
para os culto dos mistérios.

Em relação à Maçonaria, há autores que defendem sua origem egípcia, dizendo que as
práticas hebraicas, hoje presentes em alguns ritos maçônicos, foram transmitidas aos
hebreus por Moisés, que teria sido iniciado nos Mistérios Egípcios. É provável que Moisés,
criado por família nobre, depois de ter sido achado boiando, dentro de um cesto, no rio,
tenha tido contato com a classe sacerdotal, aprendendo os rudimentos dos ritos mágicos do
clero egípcio; todavia, sendo estrangeiro, é pouco provável que tenha se aprofundado nesses
ritos, pois os sacerdotes não permtiriam, como não permitiram a outros estrangeiros, como
Platão, Pitágoras, Apuleio e Heródoto, que só tiveram acesso à parte mais superficial dos
ritos, os Mistérios Menores. Esclareça-se que o próprio nome de Moisés mostra a sua obscura
origem : em egípcio "m´ses", ou "moses", significava filho; assim, ao designar os nomes, a
palavra vinha sempre junta com outra, designando a filiação, como é o caso dos nomes de
diversos faraós, que se apresentavam como filhos de um deus, como, por exemplo, Ramsés,
ou Ramoses (filho de Rá), e Tutmés, ou Tutmoses (filho de Toth); o grande condutor do povo
hebreu era apenas "M´ses" (filho).

São poucas as influências da antiga civilização egípcia na Maçonaria atual --- foi a partir do
século XVIII que os símbolos alusivos às antigas civilizações forem sendo introduzidos ---
podendo ser citadas:

As colunas do pórtico do templo, que embora baseadas naquelas existentes no


templo de Jerusalém, são egípcias, desproporcionais, e mostrando, estilizadamente,
as duas plantas sagradas do Antigo Egito: folhas de papiro e flores de lótus. São
colunas, como as egípcias, sem função de sustentação, como as colunas gregas, cuja
função --- principalmente no caso da coluna dórica --- era suportar o peso de um
entablamento. Nesse ponto, os hebreus imitaram os egípcios, ao colocar, no pórtico
do templo de Jerusalém, colunas livres, sem função de sustentação e erigidas no
sentido de homenagear ancestrais (como é o caso de Boaz e Iachin, ancestrais
hebreus).

A abóbada estrelada, encontrada em muitos templos maçônicos, tem origem na


arte templária do Antigo Egito. Os templos egípcios representavam a Terra, da qual
cresciam as colunas (dezenas e centenas delas), como gigantescos papiros, em
direção ao céu estrelado. Em Luxor ainda existem templos relativamente bem
conservados, onde pode ser vista essa decoração estelar.

A lenda de Osíris (o Sol) e de Ísis (a Lua) também deve ser considerada como a precursora
da lenda do artífice Hiram Abi, ensinada no terceiro grau maçônico. De acordo com a lenda
egípcia --- em rápidas pinceladas --- Osíris, morto por seu irmão Seti, teve o seu corpo
encontrado por Ísis, que o escondeu. Seti, ou Tifão, encontrando corpo, esquartejou-o e o
dividiu em quatorze pedaços, que foram espalhados pelo Egito. O corpo, todavia, foi
reconstituído por Ísis e, redivivo, passou a reinar, tronando-se o deus e o juiz do reino dos
mortos, enquanto seu filho Hórus lutava com Seti e o abatia. Essa lenda, inclusive, não é
totalmente egípcia, pois, com pequenas variações, fazia parte do patrimônio místico de todos
os povos da Antigüidade, como um mito solar ; na realidade, Osíris (o Sol), é morto por Seti
(as trevas) no 17º dia do mês egípcio Hator, que marca o início do inverno; e revive no início
do verão.
A Civilização Grega

Há mais ou menos 1.500 anos a.C. desenvolveu-se na Península Balcânica a Civilização


Grega a mais importante da Antigüidade e também a mais influente de toda a história.
Arquitetos Gregos criaram estilos que são copiados até hoje. Seus pensadores fizeram
indagações sobre a natureza que continuam a serem discutidas nos dias atuais. O teatro
também nasceu na Grécia, onde as primeiras peças eram representadas em anfiteatros
abertos. Foi em Atenas, uma Cidade-Estado*, que se fundou a primeira democracia, isto é, o
governo do povo - embora houvessem escravos, que por não serem cidadãos não votavam -.
A sociedade grega atravessou diversas fases, atingindo seu apogeu entre os anos 600 e 300
a.C., com grande florescimento das artes e da cultura. A Grécia foi unificada por Felipe da
Macedônia. Seu filho, Alexandre O Grande, disseminou a cultura grega pelo Oriente Médio e
pelo norte da África.

Descrição do país

O país compreende duas partes: a continental e a insular. Aquela (conforme se pode


observar em qualquer mapa) caracteriza-se pelo número de regiões: a Tessália e o Épiro ao
norte; a Etólia próxima a Delfos, a Beócia, junto a Tebas e a Ática triangular em que se situa
Atenas. Mais para o sul, no Peloponeso separado do restante do país pelo istmo de Corinto,
temos a Élida, a Arcádia, a Lacônia e Messênia. A parte insular compreende centenas de
ilhas constantemente citadas na história, na literatura e nas artes (Creta, Milo, Paros,
Samos, Lesbos são algumas das que tem maior celebridade).

O clima da Grécia assemelha-se ao dos países mediterrâneos: quente e seco no verão, frio
e úmido no inverno.

O nome de Grécia foi desconhecidos por seus antigos habitantes, Estes se chamavam
Helenos e ao país denominavam de Hélade. Foram os romanos, os criadores daquele termo
derivado de Graea, povoação do Épiro, de onde vieram os primeiros colonos helenos da
Itália.

O papel do mar

O mar desempenhou para os gregos uma função de alta importância; dilatou-lhes


excepcionalmente o horizonte. É assim que, navegando de ilha em ilha (era o tempo em que
a navegação não ousava perder de vista o horizonte terrestre). os gregos chegaram: a) pelo
mar Egeu ao litoral da Ásia Menor, onde fundaram colônias e dominaram localidades; b) pelo
mar Jônico à Itália Meridional e à Sicília, onde fundaram a Magna Grécia.

O mundo grego compunha-se, portanto, graças ao mar, de três partes: a Grécia


propriamente dita, a Grécia da Ásia Menor ( o outro lado do mar Egeu, diziam os gregos) e a
Magna Grécia.

A formação do povo

Os próprios gregos ignoravam a sua origem e procuravam explica-la através de lendas


maravilhosas (os mitos). Na verdade, porém, a Grécia foi habitada, em tempos, muito
distantes, por povos não gregos, de origem mediterrânea a que se dá o nome de pelasgos.

Mais tarde, o país foi invadido por povos arianos - Aqueus e dórios principalmente - os
quais acabaram por se mesclar e deram origem aos helenos.

A religião dos gregos

Os gregos tal como os egípcios eram politeístas, isto é, adoravam muitos deuses. Os mais
poderoso era Zeus, deus do céu e do fogo. Hera, sua esposa protegia a vida familiar.
Seguiam-se entre outros, Apolo, o deus do sol, Ártemis, a deusa da Lua, Hermes, deus dos
oradores e comerciantes, Ares, deus da guerra e Atena deusa da sabedoria.

O culto e os heróis

O culto aos deuses comportava entre os gregos o sacrifício de animais e festas. Algumas
festas eram particulares a determinadas cidades, enquanto outras eram comuns a toda
Grécia. Entre as primeiras, cita-se a procissão de Palas-Atena, realizada em Atenas em honra
da deusas que protegia a cidade. Das segundas, cita-se a de Olímpia, onde compareciam
gregos de todos os lugares para participar ou assistir os Jogos Olímpicos.

Ademais, os gregos reverenciavam os heróis (homens que haviam realizado feitos


extraordinários e que uma vez mortos se aviam transformados em deuses). O mais famoso
dos heróis gregos foi Hércules.

Os monumentos Gregos

Os mais belos monumentos arquitetônicos da Grécia antiga constituíam-se de templos


dedicados a vários deuses. Cada cidade-estado tinha orgulho de seus templos. Nenhuma,
porém, possuiu templos tão grandiosos e tão belos como Atenas. Os templos atenienses
agrupavam-se num planalto rochoso, isto é, na acrópole (parte alta da cidade).

O principal era o Partenon, templo dedicado a Palas-Atena. O arquiteto que construiu este
templo foi Fídias que era igualmente um grande escultor. Suas obras principais de estatuária
consistiram na estátua de Palas-Atena, junto ao Partenon, e na de Zeus, erguida na cidade
de Olímpia.

As letras Gregas

Os maiores escritores da Grécia viveram entre o V e o IV séculos. Entre outros citam-se


Ésquilo, Sófocles e Euripedes, autores teatrais que se dedicaram a celebração dos episódios
mais gloriosos da história do país. Aristófanes escritor de comédias e Demostenes, também
famoso orador se integram a citação resumida que aqui faço.

A tais nomes cumpre ainda juntar os de Píndaro (famoso poeta), Heródoto e Túcides
(grandes historiadores) e Tales de Mileto, Pitágoras, Sócrates e Platão (grandes pensadores).

Filosofia Grega

A filosofia grega dividi-se em antes e depois de Sócrates. Foram pré-socráticos Tales de


Mileto (fim do século VII - início do VI a.C.); Pitágoras (582 - 497 a.C.); Demócrito (460 -
370 a.C.); Heráclito (535 - 475 a.C.); e Parmênides (540 - ? a.C.). No tempo de Sócrates
predominava a escola dos sofista que se serviam de reflexão para atingir fins imediatos,
ainda que por falso argumentos. O maior dos sofista foi Pitágoras

Sócrates (470 - 399 a.C.) - Fundou a Filosofia Humanista. Criou a maiêutica ("parto das
idéias"), método de reflexão que consiste em multiplicar as perguntas para obter, a partir da
indução de casos particulares, um conceito geral do objetivo. Para Sócrates, a virtude era
uma ciência que se podia aprender. Uma voz interior, daimon, indicaria o caminho do bem.
Irônico, hábil em confundir o interlocutor, cercado de discípulos extravagantes, como
Alcebíades, atraiu muitos inimigos. Acusado de renegar os deuses e corromper a juventude,
Sócrates foi condenado a beber cicuta (tipo um veneno), o que fez com bravura e
serenidade.

Platão (427 - 347 a.C.) - Principal discípulo de Sócrates, fundou a Academia de Atenas.
Segundo sua teoria, baseadas nas idéias (formas essenciais), o mundo real transcende o
mundo das aparências, o qual nada mais é do que uma derivação das idéias matrizes. Em
suas obras políticas, destaca como virtudes essenciais a bravura, a serenidade e a justiça.
Obras importantes: Apologia de Sócrates**, Críton, O Banquete, Fédon, Fedro e A
República.
Aristóteles (384 - 322 a. C.) - Considerado por muitos como o maior filósofo de todos os
tempos. Abarcou todos os conhecimentos de seu tempo - Lógica, Física, Metafísica, Moral,
Política, Retórica e Poética. Sua obra foi editada pela primeira vez no séc. I a.C. por
Andrônico de Rodes. Partindo de Sócrates e Platão, Aristóteles sistematizou os princípios da
Lógica, formando uma ciência que ele chamou de Analítica. Sua Metafísica estuda o "ser
enquanto ser"e investiga os "primeiros princípios" e as "causas primeiras do ser". Em sua
Teologia, Aristóteles procura demonstrar racionalmente a existência de Deus, o "primeiro
motor móvel", o "não-vir-a-ser", o "ato puro".

*As cidades gregas eram chamadas de cidades-estados por causa do relevo da Península,
que é muito montanhoso o que dificultava a
comunicação entre as cidades o que causou o isolamento das cidades que tinham seus
próprios governantes e formas de governo.
Os Hindus

Hinduísmo é o nome que foi dado no século XIX ao conjunto de religiões existentes na
Índia. A palavra provém do persa hindu, em sânscrito, sindhu, que significa "rio", e refere-se
às pessoas que viviam no vale do Indo.
Com uma tradição milenar, o hinduísmo é uma das mais antigas de todas as religiões. Os
hindus mantêm muitas crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que nossa vida
na terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos. Toda pessoa
renasce - ou reencarna - cada vez que morre. Contudo, se levar uma vida voltada para o
bem, uma pessoa pode por fim conseguir libertar-se desse ciclo.

Filosofia de Vida

Muitos hindus são vegetarianos, por causa de sua crença na reencarnação e da convicção
de que todos os seres vivos são parte do mesmo espírito. Eles acreditam que animais e seres
humanos devem ser tratados com igual respeito e reverência. Levar uma vida pacífica,
estudar os textos antigos do hinduísmo, rezar e meditar são os meios utilizados pelos hindus
para atingir seu objetivo, que é finalmente poder se identificar com Brahman ou Deus.

Divindades e cultos

Há centenas de deuses e deusas hindus, porém dois deuses, Vishnu, o Protetor, e Shiva, O
Destruidor, destacam-se como os mais populares, e há muitos templos dedicados só a eles.
Além disso, muitos hindus têm um santuário em sua casa, onde podem executar atos diários
de culto ao deus de sua escolha. Esses rituais de oração em casa, junto com um rico e
variado calendário de festivais, formam a núcleo do culto para os hindus.

Vaca Sagrada: Krishna -o oitavo avatar do deus Vishnu- é com freqüência retratado como
vaqueiro. A vaca é um símbolo antigo da mãe terra e da fertilidade do solo. É sagrada no
hinduísmo. Essa reverência pela vaca reflete o respeito hindu por todos os animais.

Escritos Sagrados
Os Quatro Vedas, os mais antigos textos literários sânscritos conhecidos do período
bramânico, são hinos sacrificiais de uma antiga tradição oral. O Rig Veda, o mais velho deles,
provavelmente remonta a 1200 a.C.; o quarto livro, o Atharva Veda, data de 900 a.C. e
consiste principalmente em fórmulas e encantamentos. Os cultos devocionais apareceram,
inspirados e também inspirando a grande literatura épica, como o Mahabharata (500 a.C.),
um relato das guerras da casa de Bharata. Inclui uma seção chamada Bhagavard Gita, "a
Canção do Senhor", poema famoso pelo diálogo entre Krishna, um dos avatares(forma
humana) de Vishnu, e seu auriga, Arjuna. É reverenciado por quase todos os hindus e é o
cerne de sua fé.

O Ramayana

Este grande poema épico sânscrito, provavelmente escrito entre 200 a.C. e 200 d.C.,
consiste em 24 mil dísticos e conta a história do amor de Rama por Sitá, raptada pelo
demônio Ravana e finalmente resgatada. Há 2.000 anos, poesia, teatro e rituais nos templos
celebram esta história popular.

Mestres Famosos

Há uma longa tradição de mestres hindus que conduziram indivíduos ao moksha, libertação
do ciclo de morte e renascimento, ou transmitiram seus ensinamentos para um comunidade
mais ampla.

Shankara
O maior filósofo do hinduísmo, Shankara (788-820) insistia na autoridade dos textos
sagrados e na identidade da alma com Brahman.

Gandhi
Mohandas Gandhi (1869-1948) lutou durante toda a sua vida contra a opressão e a
discriminação. Protestava contra o domínio britânico na Índia, mas sua crença no ahimsa
levou-o a usar apenas métodos pacíficos de oposição. É reverenciado como um grande
mestre.

Ramakrishna
Sábio (1836-1886) que dizia que Deus está presente em todas as religiões; outras crenças
são tão válidas como o hinduísmo.

Sociedade

As escrituras retratam a sociedade hindu como um todo harmonioso, onde todas as partes
funcionam para o bem de todos. Cada uma das quatro varnas, ou classes sociais,
desempenham a parte que lhe foi designada. Por exemplo, é dever da classe guerreira
proteger o povo, uma atividade inapropriada para outras classes. Atualmente, as barreiras
sociais estão caindo, e é possível pessoas de determinada classe executar tarefas
normalmente realizadas por membros de outra.

Nascimento
Quando nasce um bebê hindu, ele é ritualmente lavado e a palavra sagrada "OM" é escrita
com mel em sua língua. Outro importante ritual é o de dar o nome ao bebê, ou namkaran.

Casamento
A cerimônia de casamento hindu pode durar até 12 dias, com festas, danças e rituais
religiosos. O principal ritual acontece à noite. O casal anda em volta de um fogo sagrado e
dá sete passos, cada um simbolizando um aspecto de sua vida a dois.

Morte
Os hindus tradicionalmente são cremados em uma pira aberta, acesa pelo filho mais velho do
falecido. Os ossos são jogados na água, para purificá-los e libertar o espírito da pessoa.

Festividades
As festas hindus, que são baseadas no calendário hindu e estão geralmente ligadas a
mudanças de estação, desempenham um papel catártico na liberação das tensões da
comunidade e suspendem temporariamente as distinções de classe e casta. As principais são
Holi, Diwali e Dusserah, embora haja muitas festas locais.

Holi - Originalmente uma cerimônia da fertilidade, celebra o ano-novo em março e o


retorno da primavera. As pessoas acendem fogueiras para assar alimentos especiais e
observam o fogo. Acredita-se que as terras que estiverem da direção das chamas serão as
mais férteis. Durante a festa as barreiras sociais são ignoradas. Mulheres podem bater nos
homens e membros de diferentes castas jogam tinta colorida uns nos outros.

Calendário de Festividades

Janeiro
Lohri: Celebrada no Punjab, marca o fim do inverno.

Fevereiro
Pongal-Sankranti: Uma festa do sul da Índia que celebra a colheita do arroz.

Março
Holi:A celebração nacional da primavera e do ano-novo.
Shivaratri: Uma homenagem nacional prestada a Shiva. Os devotos festejam durante o dia
e, por toda uma noite, fazem vigília nos templos de Shiva.

Abril
Sri Vaishnavas: Uma homenagem a Vishnu e sua consorte Sri, celebrada em Madras, no
começo da estação quente. Imagens de Vishnu são levadas dos templos para as praias.

Maio
Rathyatra: O nascimento do Senhor Jagannath, celebrado com carruagens em Puri.

Agosto
Janmashtami: O nascimento de Krishna, celebrado em todo o país. Os devotos festejam
durante o dia e só param ao anoitecer, seguindo um puja especial.

Setembro
Dusserah: Uma celebração do triunfo do bem sobre o mal, em honra a Durga ou Rama.
Ganesh-Chaturthi: O nascimento de Ganesh, celebrado nacionalmente. Imensas imagens de
Ganesh são desfiladas.

Outubro
Diwali: Celebração nacional em honra a Rama e sua consorte.
Inca - O Império do Ouro

Entre todos os povos e culturas da América pré-colombiana, a região Andina, área de


ocupação do Império Incaico, se destacou pelo alto nível de organização social e política
encontrado quando da chegada dos europeus.

No seu apogeu, o império chegou a ocupar mais de um milhão e setecentos mil quilômetros
quadrados, o equivalente a aproximadamente 9,5% da área da atual América Meridional.

Em meados do século XIV, o reino foi dividido em duas partes; a civilização, fragilizada, foi
invadida pelos espanhóis e, não suportando a situação, entrou em decadência.

Vejamos agora um pouco sobre essa brilhante civilização: sua organização social, cultural,
política e artística.

A Procedência do Homem Americano

Desde que foram encontrados os primeiros indícios de vida humana na América, muitos
mistérios pairam sobre os restos dessas civilizações que um dia dominaram o solo
americano:

Que idade têm as ruínas e que mensagens podem nos trazer?

Por que exatamente essas civilizações se extinguiram?

Como se desenvolviam e porque retrocederam as sociedades indígenas na época da


conquista européia?

Se a civilização veio de fora, como, quando e de onde foi e de que modo evoluiu?

A primeira forma que se encontrou de explicar o povoamento americano foi procurando em


documentos antigos indícios de alguém que pudesse ter atravessado o oceano e colonizado
uma área tão extensa.

Então, baseado na Bíblia judaica, foi lançado o livro A Bíblia Poliglota (1569-1573). Escrito
pelo estudioso Arius Montanus, esse livro expõe a tese de que a América teria sido povoada
por dois filhos de Joctã, tetraneto de Noé: Ofir, que teria povoado o noroeste americano, e
Obal, que teria povoado o Brasil.

Outra hipótese diz que o homem americano teve procedência cartaginesa: um relato de
Aristóteles conta a história de alguns marinheiros de Cartago que teriam descoberto uma
grande ilha com selvas, frutos e rios navegáveis, distante da cidade uns oito dias de
navegação.

Acredita-se, também, que o povo fenício, fundador da cidade de Cartago e conhecido pelo
domínio da navegação, pode ter chegado à América muito antes de se ter qualquer
conhecimento sobre terras além do oceano. A inscrição “Tyro Phenicia, Badezir primogênito
de Jethabaal”, gravada na Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, é um indício de que os fenícios
podem ter estado no Brasil há cerca de 2800 anos. A hipótese e a inscrição não são aceitas
por todos os estudiosos, mas o frei Gregório Garcia, baseado ainda em Aristóteles e
Herodoto, sustenta a tese e assegura terem sido encontradas inscrições fenícias também na
Venezuela e Guatemala.

No meio de tantos estudos e teorias formuladas, a hipótese mais aceita hoje é a de que o
homem americano, assim como muitos povos europeus, africanos e asiáticos, é descendente
direto do povo atlante, habitante da grande ilha de Atlântida, hoje supostamente submersa
nas águas do Oceano Atlântico.
Essa tese não se baseia apenas na conhecida lenda de Atlântida. Há provas incontestáveis
de que as tribos indígenas da América e da África, a antiga civilização chinesa e inúmeros
outros povos de todos os continentes têm um ancestral comum. Uma dessas provas é a
semelhança inexplicável entre certas palavras, como a palavra que designava a divindade
maior desses povos: na Grécia se chamava Teos ou Zeus; nas regiões onde se falava o latim,
Deus; em Sânscrito, se escrevia Dyaus; no México antigo, os astecas chamavam Teo ou Zeo,
e na Europa os celtas diziam Día, Ta ou Zia. Outra semelhança pode ser notada nas
pirâmides astecas, muito semelhantes às egípcias e aos zigurates babilônicos.

Sociedade e Cotidiano

Os quíchuas eram índios americanos dos andes sobre os quais os incas exerciam seu
domínio. A pesar da notória diferença entre as tribos, há algo de comum entre elas. Os
quíchuas eram — ou melhor, são, posto que ainda existem uns cinco milhões destes
aborígenes — de mediana estatura, robustos e de mão grande, pulso pequeno e peito de
altura desproporcional — desenvolvido para respirarem a grandes altitudes — pernas
compridas e longos pés. Têm os pulmões salientes, narinas largas e olhos pequenos.

As mulheres são mais baixas e de constituição mais delicada, porém sua fragilidade é só
aparente, posto que são capazes de realizar os trabalhos mais pesados; dão à luz e voltam a
trabalhar no campo ao cabo de vinte e quatro horas. Muitas dessas mulheres possuem traços
delicados; Algumas são consideradas belas; pelo menos assim o pareceram aos primeiros
espanhóis que casaram com elas. Os primeiros retratos feitos delas pelos espanhóis mostram
fisionomias muito delicadas, e um cronista, ao falar dessas mulheres escreveu: "As mais
belas e bem apessoadas de todas que já vimos nas índias (...) Sumamente charmosas e bem
conformadas"

Os peruanos têm uma grande resistência física, ao cabo de séculos vivendo na escassez e
oxigênio dos andes, seu corpo se desenvolveu de tal sorte que podem realizar todas as
atividades normalmente. Seu peito e seu pulmão são super desenvolvidos, de modo que a
elevada altitude não lhes afeta a respiração.

Assim, este homem, resistente, incansável, robusto e adaptado pela natureza, constitui a
ampla base da pirâmide social que foi o Império Incaico.

Era classificado como hatun-runa ou puric, como trabalhador fisicamente bem dotado;
pertencia a uma comunidade territorial e se considerava um elemento indispensável na
estrutura piramidal e decimal que foi o Império Inca.

Usavam um vestido que era como uma versão abreviada do traje de noite da época
vitoriana inglesa: Um pano de lã com um buraco para sacar a cabeça, as bordas eram
costuradas, deixando-se amplos cortes para sacar os braços. Era uma roupa simples e sem
pretensões. Recebia o nome de onka e era feita de lã de alpaca. Também usavam um pedaço
de lã nos ombros, yacolla, quando fazia frio.

A última peça de seu vestuário era uma espécie de cueca que consistia em uma faixa de lã
que passava por entre as pernas e era amarrada na cintura; chamava-se chumpi.
Começavam a usar esta peça quando completavam quatorze anos.

Assim pois, uma cueca, uma túnica e uma rústica capa constituíam todo o vestuário que o
índio dispunha para cobrir seu corpo no frio clima dos Andes. Quando trabalhavam no
campo, limitavam-se a prender suas longas cabeleiras com cordões de lã coloridos. Quando
faziam uma viagem ou iam a uma festa, usavam um penteado característico, que o
distinguia dos outros companheiros. Nas grandes solenidades, usavam túnicas mais largas,
que chegavam aos joelhos, em que ele e sua esposa ostentavam o máximo de seu talento e
habilidade; geralmente usavam sandálias.

A vestimenta da mulher também era simples; consistia em uma larga peça retangular de lã
de alpaca, chamada de anacu, que passava pela cabeça, era grande o suficiente para cobrir
todo o corpo e se amarrava na cintura. Ia até os joelhos, às vezes até os pés. Também
usavam yacolla.
Os homens de prestígio, dentre os quais os governantes curacas, se vestiam de modo
similar ao índio comum, porém a qualidade do tecido era suntuosa. Se distinguiam
facilmente, se não pela túnica, pelos maciços pendentes, em geral de ouro. O próprio
imperador se vestia igual a seus súditos, porém sua túnica era feita com a mais fina lã de
Vicuña. Bem como o homem do povo, raramente tirava a túnica. Quando isso acontecia,
queimava-lhe, como oferenda ao deus Sol; jamais usavam a mesma túnica duas vezes.

Na idade de vinte anos, esperava-se que o homem se casasse. Os ritos nupciais eram
simples. Os noivos se davam as mãos e realizavam a cerimônia de troca de sandálias.

O matrimônio do homem de classe baixa era monogâmico. E dado que era a mulher que
lhe preparava o que comer e beber, era um grande desastre para ele a morte da
companheira. A poligamia existia apenas para os nobres, o próprio imperador possuía
centenas de concubinas. Todas as classes governantes eram praticantes da poligamia.

A casa do lavrador era retangular, sem janelas, feita de pedra recozida do campo e com
uma capa de barro; tinha apenas uma entrada, uma porta coberta por uma cortina de lã. Os
suportes que sustentavam suas moradias eram feitos de arbustos cortados das montanhas.
Essas casas rústicas ainda podem ser observadas em ruínas em Macchu-Picchu. O piso era
feito de terra pressionada, coberto com pele de lhama ou de alpaca. Não havia móveis, o
índio se sentava sobre o solo. Havia apenas prateleiras, para guardar utensílios de cozinha, e
alguns paus fincados nas paredes, para pendurar as roupas e uma grande pedra onde as
mulheres preparavam os alimentos. Dormiam no chão, sobre a pele de lhama e sobre uma
manta.

A aldeia era planejada de acordo com um plano retangular, segundo se crê, por arquitetos
profissionais enviados pelo Estado. Três ou quatro paredes retangulares formavam uma
espécie de parede comum. Esse tipo de arquitetura pode ser observado nas ruínas de
Ollantaytambo, a uns quarenta quilômetros de Cuzco.

O ciclo da vida cotidiana começava ao raiar do sol, O índio satisfazia sua sede com uma
bebida fermentada de nome a'ka, ligeiramente embriagante, espessa, com sabor de malte.
Logo o lavrador se encaminhava para os campos.

A família se reunia para tomar sua segunda refeição, geralmente manjares de raiz ou sopa
com carne de lhama secada ao sol (chuñu). A refeição do entardecer, o cena, se tomava
entre as quatro e cinco da tarde. Os homens se sentavam ao redor da vasilha, colocada em
cima de um pano e se serviam com as mãos ou tomavam a sopa em taças de barro cozido.
As mulheres sentavam fora do círculo.

As crianças eram educadas desde pequenas para o papel que iriam desempenhar durante o
resto de suas vidas. Depois do nascimento, o bebê era lavado em água corrente e, ao quarto
dia, colocado em um berço chamado quirau. Não se dava a ninguém um nome individual nos
primeiros anos de vida. Os novos seres eram chamados de wawa (bebê). A família celebrava
depois uma festa chamada ritu-chicoy (corte do pelo) e o nome permanente não se dava até
que a criança chegasse à puberdade.

Aos quatorze anos de idade, o menino usava pela primeira vez a "cueca". Nas classes
superiores, isso era acompanhado por uma peregrinação ao lugar de origem do estado inca
de Huanacauri, no vale de Cuzco, e pelo sacrifício de lhamas realizados pelos sacerdotes. Em
seguida, passava-se o sangue no rosto do garoto, que logo assumia o aspecto de um
guerreiro e pronunciava em público um juramento de fidelidade ao Inca. Os meninos de
classes superiores recebiam uma educação tradicional, que lhe faria apto para desempenhar,
mais tarde funções administrativas.

As meninas também entravam na puberdade mais ou menos ao mesmo tempo, em uma


encantadora cerimônia de corte de cabelo. Dava-se a elas o nome permanente. A mulher
tinha a oportunidade de abandonar o ayllu e inclusive a classe social em que havia nascido.
Se demonstrasse especial talento na arte de tecer, fosse graciosa ou muito bela, poderia ser
eleita como "mulher escolhida" (nusta). Nessas condições, era conduzida a Cuzco ou a
qualquer outra capital de província de uma das quatro partes do mundo, para aprender
trabalhos especiais, tais como: tecer, cozinhar, ou os ritos do sol (religião). Podia chegar a
ser esposa de um alto funcionário, ou, se a fortuna lhe favorecesse, converter-se em
concubina do próprio soberano Inca. Porém, na grande maioria das vezes, os homens e
mulheres nasciam, eram educados, e morriam no seu próprio ayllu.

A lhama era o único animal doméstico. Antes da chegada do homem branco, a América não
conhecia o cavalo, nem o boi. Raramente usavam a lhama para montar. Sua lã
extremamente resistente servia para fazer sacos, mantas, fardos e cordas; sua carne era
aproveitada na alimentação.
Os Incas

As fortalezas incas

Os edifícios incas se caracterizam pela monumentalidade e sobriedade. Suas cidades eram


verdadeiras fortalezas, construídas com grandes muralhas de pedra. Os incas eram mestres
em cortar e unir grandes blocos de pedra; a cidade-fortaleza de Machu Picchu é o exemplo
mais espetacular dessa arte. Machu- Picchu foi descoberta em 1911, no topo de uma
montanha de 2.400 m de altura, numa região inacessível da cordilheira dos Andes. Outras
construções incas importantes ficam em Cuzco e Pisac. Cuzco, a capital do Império, tem uma
rígida planificação urbana em forma quadriculada.

Formas de vida

A organização social inca era muito hierarquizada. No topo estava o Inca (filho do Sol), que
era o imperador; depois a alta aristocracia, à qual pertenciam os sacerdotes, burocratas e os
curacas (cobradores de impostos, chefes locais, juízes e comandantes militares); camadas
médias, artesãos e demais militares; e finalmente camponeses e escravos. Os camponeses
eram recrutados para lutar no exército, realizar as tarefas da colheita ou trabalhar na
construção das cidades, segundo a vontade do Inca. A família patriarcal era a base da
sociedade, mas até os casamentos dependiam da autoridade
máxima. O sistema penal era rígido e o sistema político extremamente despótico.

O trabalho agrícola

A terra era propriedade do Inca (imperador) e repartida entre seus súditos. As terras
reservadas ao Inca e aos sacerdotes eram cultivadas pelos camponeses, que recebiam
também terras suficientes para subsistir. A agricultura era a base da economia inca; a ela se
dedicavam os habitantes plebeus das aldeias. Baseava-se no cultivo de um cereal, o milho, e
um tubérculo, a batata. As técnicas agrícolas eram rudimentares, já que desconheciam o
arado. Para semear utilizava um bastão pontiagudo. Os campos eram irrigados por meio de
um sistema formado por diques, canais e aquedutos. Utilizava-se
como adubo o guano, esterco produzido pelas aves marinhas. Possuíam rebanhos imensos
de lhamas e vicunhas, que lhes forneciam lã.

Cultura e religião

O idioma quéchua serviu de instrumento unificador do império inca. Como não tinham
escrita, a cultura era transmitida oralmente. Com um conjunto de nós e barbantes coloridos,
chamados quipos, os incas desenvolveram um engenhoso sistema de contabilidade. Na
matemática, utilizavam o sistema numérico decimal. Os artesãos eram peritos no trabalho
com o ouro. Mesmo sem conhecer o torno, alcançaram um bom domínio da cerâmica. Seus
vasos tinham complicadas formas geométricas e de animais, ou uma combinação de ambas.
A religião inca era uma mistura de culto à natureza (sol, terra, lua, mar e montanhas) e
crenças mágicas. Os maiores templos eram dedicados ao Sol (Inti). Realizavam sacrifícios
tanto de animais como de humanos.
A História dos Índios

A expressão descobrimento do Brasil; tornou-se comum nos livros de história. Ela se refere
ao fato de os portugueses terem encontrado uma terra que era até então desconhecida dos
europeus. Mas o Brasil não era uma terra desconhecida e sem donos! Ela era habitada e sua
posse distribuída entre diversos grupos entre diversos grupos indígenas que a ocupavam! A
idéia de posse e propriedade dos indígenas logicamente não é a mesma da dos portugueses,
não tem o mesmo sentido o de propriedade privada. A posse era coletiva, isto é, não havia
um pedaço de terra para cada um ou para cada família, as vastas regiões do Brasil eram
ocupadas por nações e tribos. Havia limites mais ou menos estabelecidos, mas não definidos.
As tribos mudavam de lugar de acordo com sua necessidade. A presença portuguesa foi
então uma ocupação, pois julgavam os povos não civilizados como desprovidos dos direitos
que eles europeus tinham. Os europeus se julgavam os donos da civilização e das leis, todos
os outros povos deveriam portanto, reger-se pelas normas e leis vigentes na Europa (será
que isso mudou hoje em dia ou respeitamos o modo de vida diferente de outras culturas?)
Há cinco séculos, os portugueses chegaram ao litoral brasileiro, dando início ao processo de
migração que se estenderia até o inicio do século XX, e pouco a pouco foram estabelecendo-
se nas terras que eram ocupadas pelos povos indígenas. Com os índios civilizados e amigos
os portugueses formaram uma nova etnia: os mamelucos.

REAÇÕES DOS INDIOS no Brasil Colônia

A confederação dos Tamoios Em 1555, os franceses tomaram a Baía de Guanabara, lá se


instalara com seus comandados, o almirante Nicolau Durand de Villegaignon, que conseguiu
uma aliança com os índios da região, os tamoios, inimigos tradicionais dos tupiniquins. Não
fora difícil aos franceses conquistar os tamoios, homens altivos, que há tempos lutavam
contra portugueses, que pretendiam escraviza-los. No começo da década de 60 estremecia o
planalto paulista diante das ameaças dos tamoios, quando algumas tribos tupiniquins nos
arredores de São Paulo unem-se a eles. As coisas ficaram difíceis a ponto de obrigar até a
transferência dos jesuítas do seu colégio para São Vicente. São Paulo já era uma região
cobiçada onde se assentavam muitas hortas, pomares, lavouras de mandioca milho trigo e
alguma cana.Os índios atacam a vila da São Paulo sem conseguir toma-la. A presença dos
francesas aliada aos saques que os colonos faziam as aldeias e tabas dos índios, acabou por
estimular uma aliança entre as tribos de Bertioga a Cabo Frio, que reunia também tribos do
interior do Vale do Paraíba: era a Confederação dos Tamoios. As investidas dos confederados
se multiplicaram. É quando intervem a experiência do padre Manuel da Nóbrega, que desde
1561 se encontrava em São Vicente, vindo da Bahia. Nóbrega, inimigo da escravização do
índio, sente desde logo que há razões de justiça do lado da confederação das tribos e que só
uma missão de paz poderá aplaca-la. Decide, pois, ir em pessoa tentar a paz, para a missão
convida o padre Anchieta. Anchieta e Nóbrega ouviram por dias e dias o chefe tamoio
Caoquira contar os feitos dos bravos guerreiros de sua tribo, vivos e mortos como era
costume entre os índios e fazer suas reclamações. Caoquirra manda chamar todos os
caciques da região. Nos sete meses passados com os índios os jesuítas conseguiram
conquistar a paz. A paz não é duradoura e os tamoios voltam a se confederar e vencem
muitas batalhas contra os portugueses, que só conseguem subjuga-los em 1567, quando
Estácio de Sá expulsa os franceses e funda um núcleo de povoamento bem fortificado: é São
Sebastião do Rio de Janeiro que ali nasce.

COCARES
CIVILIZAÇÃO E COSTUMES

Os espanhóis como os portugueses encontraram no continente americano, povos diversos,


com costumes vários e em diferentes estágios de civilização. Os mais atrasados eram os que
povoavam a região do Brasil. Os índios, que foram os primeiros donos do Brasil, agora são só
344 mil, perdidos em reservas espalhadas pelo país. As primeiras notícias sobre os índios
brasileiros chegaram na Europa na primeira metade do século XVI. Eram histórias de
viajantes, náufragos e missionários que viveram nas aldeias indígenas do litoral,
basicamente entre grupos do tronco lingüístico tupi (tupiniquins, tupinambás, etc) Os traços
culturais destas tribos foram generalizados para todas as tribos do Brasil. Assim durante
muito tempo os índios foram considerados como se fossem todos iguais. Hoje sabemos que
os indígenas brasileiros não formam um grupo homogêneo. Assim como a língua, também os
costumes, as crenças, as formas de organização familiar e social, as técnicas artesanais, a
cultura, enfim , variam muito de um grupo para outro. Podemos encontrar um numero de
características mais gerais que se aplicam a muitas tribos mas devemos ter em mente que
mesmo tais características não podem ser generalizadas para todos os grupos indígenas do
Brasil.

Artesanato indígena – cuia


instrumento musical

artesanato indígena

COMO VIVIAM

A organização social básica dos índios é a tribo. Trata-se de um grupo de indivíduos cujas
aldeias ocupam uma área próxima, que falam a mesma língua, tem os mesmos costumes e
estão ligados uns aos outros por um forte sentimento de unidade. Tal sentimento é tão forte
que se mantém unidos mesmo quando não existe nenhum chefe ou conselheiro cuja
autoridade se estenda a toda a tribo. O formato das aldeias varia conforme a tribo. Alguns
grupos constroem aldeias em forma de círculo, alguns em forma de ferradura, alguns ainda
cuja aldeia se compõe de uma única habitação coletiva. Por necessidades básicas de
sobrevivência os índios se deslocam periodicamente para locais onde podem encontrar
recursos mais facilmente. Os povos mais nômades não dispõem de agricultura, nem
cerâmica, nem tecidos e não criam animais domésticos. A economia dos índios era
principalmente desenvolvida com instrumentos simples visando à prática da caça usando o
arco e a flecha e seu cozimento, em artefatos de barro de barro. A alimentação dos índios
era principalmente constituída de peixes, tanto é que foram considerados ótimos nadadores
e existem muitas lendas que se referem a lutas entre índios e peixes e muitos mitos que vem
das águas. Mas os índios não comiam somente peixes, comiam também bichos e uma das
lendas mais engraçadas é que eles não comiam bichos lerdos, pois achavam que estariam
comendo a alma deles também e isso faria com que se tornassem lerdos também. A
agricultura também fazia em algumas tribos parte de dos costumes indígenas. Eles
cultivavam a mandioca, milho, amendoim e o feijão. Pensem: eles também conheciam as
fibras como o algodão para produzir tecidos. A organização social do índio se baseava
principalmente nas tarefas relacionadas ao trabalho, divididas por idade e sexo. As mulheres
cuidavam da casa, das crianças, da roça, fabricação de farinha, a fiação de telagens. Os
homens jovens eram responsáveis pela defesa da tribo e expedições guerreiras e pela coleta
dos alimentos na caça e pesca, pela derrubada da mata e preparação da terra para o plantio,
construção de canoas e armas, construção das casas enquanto que os idosos, tanto os
homens quanto as mulheres, ficavam sentados dando conselhos e passando aos mais jovens
a sabedoria das tradições da tribo. Uma observação importante a se fazer é que os índios já
usavam a queimada para abrir espaços na mata que seriam usados para o cultivo de
alimentos. Esta pratica era denominada coivara. Tal sistema é ainda muito utilizado no
interior do Brasil. Geralmente as roças pertencem a toda a tribo e o fruto do trabalho é
distribuído entre todos, ou seja os índios faziam parte de um comunismo primitivo. Já os
instrumentos de caça e pesca, machados, arcos, flechas, facões, enxadas, etc.. costumam
ser propriedades individuais. Em relação à religião dos índios podemos ressaltar que eles
gostavam de rituais, por exemplo, comemoravam a passagem de um grupo ou indivíduo da
vida para a morte. Era comemorada a gestação, o nascimento o casamento, a iniciação da
vida adulta, etc. A coisa mais interessante de religião dos índios é que eles não gostavam
muito de acreditar em um deus supremo, eles preferiam acreditar em mitos heróis e forças
da natureza .Todas as crenças eram passadas de geração em geração. Ligado com a religião
era a medicina dos índios tanto que o pajé que era o mais sábio da tribo ele era o elo de
ligação entre a religião e os homens. Praticamente ele era "sacerdote e através da magia era
"medico". O principal remédio que ele usava era a auto - sugestão e o carisma dele que
atuava através da auto sugestão como remédio para cura das principais doenças indígenas.
Claramente essa não era a único método usado pelo pajé enquanto os índios conheciam
muito bem as plantas medicinais e os poderes medicinais delas e muitos medicamentos
vegetais que apresentam resultados surpreendentes, como no caso de picadas de cobra,
infecção, picadas de mosquito, feridas etc. Tinham conhecimento de algumas matérias
primas como por exemplo na extração do sal, da borracha ,do tecido e até de gases
asfixiantes.

COMO OS INDIOS quase DESAPARECERAM

O processo de colonização levou á extinção de muitas sociedades indígenas que viviam no


território dominado, seja pela ação das armas seja pelo contágio de doenças trazidas dos
países europeus para as quais os índios não tinham anticorpos ou ainda, pela aplicação de
políticas visando a "assimilação" dos índios 'a nova sociedade implantada, com forte
influencia européia. Embora não se saiba exatamente quantas sociedades indígenas
existissem no Brasil 'a época da chegada dos europeus, há estimativas sobre o número de
habitantes nativos naquele tempo que variam de 1 a 10 milhões de indivíduos. Estes
números nos dão uma idéia da imensa quantidade de pessoas e sociedades indígenas
inteiras exterminadas ao longo destes mais de 500 anos, como resultado de um processo de
colonização baseado no uso da força, por meio das guerras e da política de assimilação. Da
mesma que os brancos procuraram a explicação para a origem dos índios estes também
elaboraram explicação para a origem do homem branco. O processo do colonizador do qual
os índios brasileiros foram vítimas ocorreu assim: primeiro foram cativados para o trabalho
de exploração do pau Brasil em troca de objetos que exerciam fascínio sobre eles; depois
veio a escravização e a tentativa de faze-los trabalhar na lavoura da cana de açúcar; suas
terras foram sendo tomadas e os que não se submeteram ao colonizador e não conseguiram
fugir Brasil adentro, morreram após lutar corajosamente pela sua terra e pela liberdade. Os
índios que conseguiram sobreviver eram descaracterizados pela catequese feita pelos
jesuítas e da própria convivência com o homem branco. Com isso muitos foram perdendo
sua identidade cultural substituindo suas crenças e costumes pelos valores dos
colonizadores. Transformaram-se assim em seres marginalizados e explorados dentro da
sociedade branca.
fonte: www.projetoindio.hpg.ig.com.br
Calendário da Paz

Campanha Mundial para reforma do Calendário

A quebra da ordem natural, ocasionada pela adoção de um calendário que não respeita os
ciclos naturais, lunares/solares - o calendário gregoriano de 12 meses - imposto pelo Papa
Gregório XIII em 16 de outubro de 1582, trouxe, como conseqüência, a separação do
homem da informação natural, criando enfermidade mental e a perda de sua ressonância
natural, precipitando-o para a dependência total e cega do materialismo. Essas
conseqüências estamos vivendo atualmente e são causadas pela filosofia do calendário de 12
meses que diz que “tempo é dinheiro”. O calendário gregoriano de 12 meses distribui o
décimo terceiro mês (a lunação) nos onze dos doze meses, escondendo entre eles uma lua.

É urgente que a humanidade volte a conectar-se com o entorno natural, para restabelecer-
se a si mesma e restabelecer a ordem natural alterada. Culturas primitivas como a cultura
Maia, nos legaram sistemas de calendários que seguem o ritmo cíclico natural e orientam o
homem para que ele possa recuperar a sua ressonância. A vivência da comunhão com a
ordem cíclica natural, nos leva a recuperar as faculdades perdidas, a viver em paz e
harmonia interior, em saúde e crescimento, de acordo com o plano da inteligência universal.

Contrariando sistematicamente a sua própria natureza, o homem se submerge em um


estado de incerteza e de violência interior que se projeta em seu ambiente externo. O medo,
a insegurança, o temor, as preocupações de sobrevivência e o egoísmo se apoderam da sua
psiquê. Aparece a guerra como a única alternativa de paz. Produz armas cada vez mais
sofisticadas e poderosas. Faz-se necessário decretar um basta a tudo isto, para dar um
espaço ao diálogo de paz.

O problema da ordem econômica que afeta a todos nós, tem a sua origem indiscutível na
imposição do sistema Gregoriano: ninguém tem tempo nem dinheiro suficiente para viver. O
calendário gregoriano de 12 meses, esconde em seu interior, um ciclo completo de 28 dias.
Veja a ilustração no gráfico que segue, a qual demonstra claramente o modo como foi
escondida uma lua inteira na distribuição dos 12 meses

Por outro lado, a legitimidade e urgência da mudança do calendário gregoriano, firma-se no


descobrimento da LEI DO TEMPO. O tempo e o espaço são duas coisas diferentes. A
matemática do espaço não pode ser usada para medir o tempo; só a matemática do tempo
pode cumprir esta função.
Todos os sistemas atuais para calcular o tempo, estão baseados na proporção 12:60 (um
ano de 12 meses e uma hora de 60 minutos). Esta proporção foi tomada dos 360° do círculo
e não da rotação da Terra ao redor do Sol, já que um ano terrestre é composto por 13 meses
(ou luas) de 28 dias, que são os que se sucedem durante o ano solar.

Regidos por um calendário mecânico, vivemos então numa freqüência artificial. Isto nos
tem levado a um desequilíbrio cada vez maior em relação à natureza e a um processo de
destruição paulatina da biosfera. O objetivo principal do Movimento Mun-dial de Paz e de
Mudança Para o Calendário de 13 Luas é redirecionar a humanidade para a freqüência de
tempo natural que é a freqüência 13:20, a qual é representada por 13 luas de 28 dias e 20
freqüências solares.

O calendário de 13 luas, baseado no calendário Maia, é composto por 13 meses (ou luas)
de 28 dias, o que dá um total de 364 dias por ano, mais um “dia-fora- do-tempo”.

Conserva a semana de 7 dias, com um total de 52 semanas por ano. Este calendário, é um
calendário biológico, sincronizado com o Sol e em ressonância com a biosfera. E o mais
importante é que está em ressonância com a freqüência que unifica a ordem galáctica, a
frequência da 4ª dimensão, que por sua vez, é a dimensão do tempo.

O descobrimento da Lei do Tempo afeta cada pessoa no planeta, de três formas:

1- Expõem o erro na percepção humana que tem sido institucionalizado em uma estrutura
de civilização global.

2- Apresenta um novo standard científico do tempo, o calendário de 13 luas, para substituir


o atual calendário gregoriano de 12 meses.

3- Estabelece as bases para uma nova ciência e uma nova etapa da civilização humana, a
Ciência do Tempo e o advento de uma genuína Cultura de Paz sobre a Terra.

MUDE A SUA MENTE, MUDE O SEU CALENDÁRIO!

O seu apoio neste processo de reforma é de grande importância. Você é um agente de


mudanças e pode ajudar muito.

Informe-se mais sobre o tema dos Calendários e a importância do Tempo (como afeta a
sua vida, a sociedade, etc).

Realize qualquer ação criativa e pacífica para o restabelecimento do calendário natural.

A mudança do calendário é o instrumento da liberação universal!

SE VOCÊ É ...

...ateu ou um materialista científico, então o Calendário de 13 Luas é puro sentido comum


e razão, comparado com o calendário gregoriano.

...uma feminista, então o Calendário de 13 Luas é a regularização do seu ritmo biológico e


seu direito largamente ocultado pelo calendário gregoriano.

...pagão ou adorador da natureza, então, o Calendário de 13 Luas leva você novamente aos
ritmos naturais do universo, largamente distorcidos e torcidos pelo calendário gregoriano.

...arco-íris, hip-hop, anarquista punk, então o Calendário de 13 Luas é o seu bilhete para
deter a civilização gregoriana institucionalizada e patriarcal.
... um Iraqui, Irani, Shiita, Muçulmano Sunna do Paquistão, Indonésia ou Timbuktú, então
o Calendário de 13 Luas é o caminho para que alcance a justiça histórica largamente
postergada pelo poder do Vaticano e seu calendário.

...é cristão de qualquer religião, que espera a segunda vinda, então, o Calendário de 13
Luas é a sua garantia, porque representa o Apocalipse da antiga ordem mantida pelo
calendário gregoriano.

...Hindu, Muçulmano, Budista ou Judeu de qualquer ordem, então o Calendário de 13 Luas


está de acordo com a dispensa divina de retidão, e é a Porta que leva ao Paraíso, merecido
por ter se livrado do calendário gregoriano.

Mas seja o que você for, homem de negócios japonês, zulú sul-africano, bósnio, sérvio,
amazonense, maia, mapuche, chinês, francês, desperte também! Unam-se e sacudam-se do
pesadelo medieval do tempo gregoriano que muito em breve não existirá mais. Desperte já!
Toma o seu tempo para fazer a sua escolha e entrar em outro tempo: o tempo de Paz, como
um ser humano digno!

Utilize e use o Calendário de 13 Luas de 28 dias.

Divulgue esta campanha aos seus amigos, vizinhos, autoridades locais e meios de
comunicação.

Valum Votan e Bolon Ik são os mensageiros do novo tempo. Eles lideram a campanha
mundial pela reforma do calendário gregoriano e a sua substituição pelo calendário de 13
luas. Aqui eles aparecem no interior do Vaticano, à frente da imagem do Papa Gregório XIII,
que foi o autor do caledário gregoriano. Esta foto é de janeito de 1998, quando Valum Votan
e Bolon Ik estiveram pela primeira vez no Vaticano tentando conseguir uma audiência com
sua Santidade o Papa João Paulo II, tendo sido recebidos por seu secretário particular, a
quem foi entregue a documentação da longa investigação de Valum Votan, mostrando a
necessidade de mudar o calendário gregoriano. Até os dias de hoje não houve qualquer
pronunciamento oficial do Vaticano sobre o assunto.

Calendário de 13 luas-28 dias: Uma introdução

O calendário de 13 luas-28 dias está no formato de uma onda encantada. A onda


encantada de 13 unidades é a forma básica do tempo quadri-dimensional. O calendário de
13 luas está sincronizado por um ciclo galáctico quadri-dimensional no dia 26 de julho do
calendário gregoriano.

O calendário de 13 luas é a medida da órbita da terra ao redor do sol. A órbita anual é


medida de 26 de julho até o seguinte 25 de julho gregoriano e é chamada de um ano solar
galáctico. Cada lua de 28 dias corresponde ao ciclo menstrual feminino de 28 dias. 13 luas é
o ritmo biológico anual da espécie humana em uma órbita ao redor do sol. Cada lua são
exatos 28 dias com 4 semanas de 7 dias. Cada lua começa no domingo e termina no sábado.
Existem exatamente 52 semanas em cada ano.

26 de julho é o dia do ano novo solar galáctico, o primeiro dia da lua magnética. O ciclo
anual consiste de uma lua portal magnético; 3 luas para estabelecer o propósito anual; 1 lua
da torre harmônica para acumular e comandar os recursos; 3 luas para estender o ritmo da
ação; 1 lua da torre solar para formalizar a ação; 3 luas para converter a ação; e a 13ª lua
cósmica para transportar e preparar o ano seguinte.

13 luas x 28 dias = 364 dias, e a terra gira 365 dias inteiros em cada órbita, o 365º dia é
sempre o “Dia-Fora-do- Tempo”, não é um dia da semana, é uma oportunidade para
experienciar total liberação do tempo. Não existe ano bissexto no calendário de 13 luas.
Todavia, em cada 52 anos temos um jubileu de celebração dos 13 “dias fora do tempo”. O
primeiro jubileu de celebração ocorrerá no ano 2039 d.C.
4 selos solares (lua, mago, tormenta, semente) e 13 tons galácticos (4 x 13 = 52)
governam a seqüência dos ciclos de 52 anos. A conta do moderno calendário de 13 luas
começa em 26 de julho de 1987, que foi o ano mago 8. Os 13 tons tem os mesmos nomes
das 13 luas. Os nomes e ordem das 13 luas e 13 tons galácticos descrevem a cosmologia do
tempo.

Quando você anda no caminho das 13 luas, você está realmente vivendo a cosmologia do
tempo quadri-dimensional. Esta vivência permite a você descobrir juntamente com outras
pessoas quem está seguindo o novo calendário dentro do novo tempo. Quando você planeja
com outras pessoas de acordo com o novo calendário você está criando a Onda Encantada do
Serviço Planetário. Seguindo este novo calendário, você está fazendo a escolha de se colocar
mais uma vez em harmonia com a Biosfera. Isto, em si, é um serviço planetário.

O primeiro gráfico que segue mostra o calendário de 13 luas de 28 dias no formato de uma
onda encantada; o segundo gráfico exemplifica dois instrumentos de medida do tempo, o do
calendário gregoriano e o do calendário de 13 luas de 28 dias, mostrando a distorção que o
calendário gregoriano ocasiona e o terceiro gráfico mostra a interligação que existe entre os
ciclos solares e galácticos, mas que não se estabelece para nós enquanto seguirmos o
calendário irregular, de 12 meses.

Para mostrar a forma atabalhoada, confusa e irregular, através da qual chegou-se à versão
atual do calendário utilizado pela maioria da humanidade, estamos publicando após os
gráficos, um texto de Fernando Vieira, extraído do jornal “Correio Extraterrestre”, que fala
sobre a origem do calendário gregoriano.

Em qual régua você confiaria?

Em qual régua você confiaria para dar ao seu tempo, à sua vida e ao seu futuro
uma medida precisa e harmoniosa?

Um calendário é um instrumento que serve para medir o tempo. Para que um instrumento
de medida seja válido cientificamente, suas unidades mínimas devem ser regulares. Por
exemplo: em uma régua para medir metros, cada centímetro deve ser igual ao outro, pois se
não for assim, obtem-se uma medida distorcida.

O calendário gregoriano tem suas unidades mínimas (meses) irregulares e isto implica em
vivermos uma percepção distorcida do tempo.

Ciclos Solares Galácticos


Fonte: Calendário da Paz
Os Maias

As cidades maias

A civilização maia organizou-se como uma federação de cidades-estado e atingiu seu


apogeu no século IV. Nesta época, começou a expansão maia, a partir das cidades de
Uaxactún e Tikal. Os maias fundaram Palenque, Piedras Negras e Copán. Entre os séculos X
e XII, destacou-se a Liga de Mayapán, formada pela aliança entre as cidades de Chichén
Itzá, Uxmal e Mayapán. Esta tripla aliança constituiu um império, que teve sob o seu domínio
outras doze cidades. O conjunto da cidade era considerado um templo. Os edifícios eram
construídos com grandes blocos de pedra adornados com esculturas e altos-relevos, como os
de Uaxactún e Copán.

Os ritos

Só podiam subir aos templos os sacerdotes, que formavam a classe mais culta. Os maias
acreditavam descender de um totem e eram politeístas. A influência dos toltecas introduziu
certas práticas cerimoniais sangrentas, pouco antes da decadência dos maias. Adoravam a
natureza, em particular os animais, as plantas e as pedras. Cuidavam de seus mortos,
colocando-os em urnas de cerâmica.

O calendário maia e a escrita

Os avançados conhecimentos que os maias possuíam sobre astronomia (eclipses solares e


movimentos dos planetas) e matemática lhes permitiram criar um calendário cíclico de
notável precisão. Na realidade, são dois
calendários sobrepostos: o tzolkin, de 260 dias, e o haab de 365. O haab era dividido em
dezoito meses de vinte dias, mais cinco dias livres. Para datar os acontecimentos utilizavam
a "conta curta", de 256 anos, ou então a "conta longa" que principiava no início da era maia.
Além disso, determinaram com notável exatidão o ano lunar, a trajetória de Vênus e o ano
solar (365, 242 dias).Inventaram um sistema de numeração com base 20 e tinham noção do
número zero, ao qual atribuíram um símbolo. Os maias utilizavam uma escrita hieroglífica
que ainda não foi totalmente decifrada.

A arte

A arte maia expressa-se, sobretudo, na arquitetura e na escultura. Suas monumentais


construções — como a torre de Palenque, o observatório astronômico de El Caracol ou os
palácios e pirâmides de Chichén Itzá, Palenque, Copán e Quiriguá — eram adornadas com
elegantes esculturas, estuques e relevos. Podemos contemplar sua pintura nos grandes
murais coloridos dos palácios. Utilizavam várias cores. As cenas tinham motivos religiosos
ou históricos. Destacam-se os afrescos de Bonampak e Chichén Itzá. Também realizavam
representações teatrais em que participavam homens e mulheres com máscaras,
representando animais.