PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI

Olá, Pessoal! É um prazer integrar a equipe de professores do Pacote de Exercícios para o concurso da Advocacia Geral da União, voltado ao cargo de agente administrativo, principalmente na disciplina Direito Processual Civil, que é uma grande paixão minha. Primeiro, vamos a uma breve apresentação: sou Flávia Bozzi Costa, advogada formada pela UFRJ com dignidade acadêmica Cum Laude, pós-graduada em Direito Público e mestranda em Sociologia e Direito pela UFF. Atuo desde 2005 na edição, revisão, análise e preparação de livros e apostilas para concursos públicos, já tendo publicado os seguintes títulos: “Estatuto dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro” (em coautoria com Cláudio José Silva) e “Direito Processual Civil – Provas Comentadas do Cespe/UnB”, pela Ed. Ferreira. Além desses, em breve publicarei meu terceiro livro: “Direito Processual Civil – Provas Comentadas da FCC”. Exerço tutoria na Faculdade Direito Rio da Fundação Getulio Vargas, ministro aulas em cursos preparatórios para concursos online e presenciais e sou coordenadora editorial do segmento de concursos públicos do Selo GEN/Forense/Método/Vicente Paulo & Marcelo Alexandrino. Como nosso curso é desenvolvido? Nosso conteúdo programático, delimitado pelo edital, é o seguinte: 1. Jurisdição; competência; critérios determinativos da competência; capacidade de ser parte; capacidade de estar em juízo; capacidade postulatória do litisconsorte da assistência, da intervenção de terceiros, da nomeação à autoria, da denunciação à lide, do chamamento ao processo. 2. Processo e procedimento. Prazos. 3. Procedimento ordinário e sumário. 4. Citação; notificação; intimações; defesa do réu; espécies de defesa; das exceções; da contestação; da reconvenção; da prova; ônus da prova; dos recursos e suas espécies. Como nosso pacote é de exercícios, é imprescindível que o candidato tenha um prévio conhecimento da matéria, ainda que obtido por meio da leitura dos artigos pertinentes do Código de Processo Civil. Como o Cespe/UnB não se limita a abordar a literalidade da lei, é importante procurar auxílio em algum resumo teórico. As questões da sua prova da Advocacia Geral da União serão formatadas no estilo Certo e Errado, sendo que uma resposta incorreta anula os pontos pertinentes a uma questão acertada. Para você treinar esse estilo de prova, apresentaremos em nosso curso exclusivamente questões nesse formato e daremos preferência a questões oficiais aplicadas em certames anteriores pelo Cespe/UnB. Se for necessário, iremos recorrer a questões de bancas diversas.

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Em nossas aulas, apresentamos inicialmente apenas o enunciado das questões, para que o aluno tente resolvê-las como se estivesse no dia da prova; depois, há o gabarito seco, para o aluno confrontar sua resposta com o resultado oficial; em seguida, apresentamos o enunciado da questão e os nossos comentários, para que o aluno possa confrontar o texto da questão e a resolução proposta por nós para se chegar ao gabarito correto. Sugestão: faça a questão antes de olhar nossos comentários. Isso é muito importante para você simular o dia da prova e verificar como está o seu aprendizado na matéria. Quais são os prazos? As provas do seu concurso serão aplicadas no dia 06 de junho. Portanto, muita atenção ao cronograma de nossas aulas: Aula 1 – 12 de maio (quarta-feira) Aula 2 – 15 de maio (sábado) Aula 3 – 18 de maio (terça-feira) Aula 4 – 04 de junho (sexta-feira) Farei o possível para disponibilizar nossa última aula antes do dia 04, mas não vou prometer, ok? Farei o meu melhor. AULA 01 Em nossa aula 1, abordaremos os seguintes tópicos do edital: 1. Jurisdição. 2. Competência; critérios determinativos da competência. 3. Capacidade de ser parte; capacidade de estar em juízo.

PRIMEIRA PARTE – QUESTÕES

A jurisdição é a atividade desenvolvida pelo Estado por meio da qual são resolvidos conflitos de interesses visando-se à pacificação social. Acerca desse tema, julgue os itens seguintes. 01. (TJ-CE/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) A jurisdição, como função soberana do Estado, é regulada pelo direito processual civil, que pertence ao grupo das disciplinas que constituem o denominado direito privado. 02. (TST/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) A jurisdição pode ser dividida em ordinária e extraordinária.
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03. (TST/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) A jurisdição pode ser classificada em comum ou especial. 04. (TST/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) Considerando-se a sistemática federativa vigente no Brasil, a justiça comum é dividida em federal e estadual. 05. (Inédita) A jurisdição civil abrange a jurisdição contenciosa e a jurisdição voluntária. 06. (TST/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) Por seu inegável alcance social, a justiça trabalhista é exemplo claro de jurisdição comum. 07. (TJ-RR/Assistente Judiciário/2006) A jurisdição contenciosa tem por objeto assegurar a ordem jurídica e a paz social e, independentemente da existência de discussão judicial e de pendência ou litígio, promover a composição dos conflitos de interesses por meio da homologação formal do acordo de vontades. 08. (TJ-RR/Assistente Judiciário/2006) Cabe ao proponente a escolha do procedimento a ser adotado no julgamento do litígio por ele ajuizado. No entanto, se a escolha for pelo procedimento de jurisdição voluntária, o qual exige acordo de vontade entre as partes, esse procedimento deve seguir até a sentença final. 09. (TJ-RR/Assistente Judiciário/2006) A jurisdição civil é a função estatal, exercida no processo, por órgão do poder judiciário, mediante propositura de ação, visando compor um litígio não-penal e tem como finalidade a resolução justa do litígio. 10. (TJ-RR/Assistente Judiciário/2006) Ao Poder Judiciário, com exclusividade, é atribuída a função jurisdicional. No exercício dessa função, ao compor os conflitos, seja de jurisdição voluntária ou contenciosa, substitui a vontade das partes litigantes por uma sentença e as decisões proferidas revestem-se de caráter jurisdicional e fazem coisa julgada material. 11. (Técnico Judiciário/Área: Administrativa/TRT da 5ª Região/2008) Constituem princípios da jurisdição contenciosa o juiz natural, a improrrogabilidade e a indeclinabilidade. 12. (Inédita) São algumas das características da jurisdição contenciosa a unidade, a secundariedade, a parcialidade, a tutela assistencial de interesses privados e a instrumentalidade. 13. (Serpro/Advogado/2008) Entre os princípios constitucionais do processo civil, encontram-se o da eventualidade ou preclusão, o da publicidade e o da oralidade. 14. (TRT da 5ª Região/Analista Judiciário/Área Administrativa/2008) O contraditório, a eventualidade e a oralidade são princípios informadores e fundamentais inerentes à jurisdição. 15. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRE-MA/2009) O CPC abriga três espécies de processos: ordinário, sumário e sumaríssimo.

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a reparação de danos decorrentes de acidente automobilístico.C M. já que ali se encontrarão de modo mais fácil elementos para elucidação do caso. 21. a competência para julgamento da ação se deslocará para o juízo competente de seu novo domicílio. a ação de inventário dos bens imóveis deixados pelo falecido que não tinha domicílio certo será processada no foro de seu último domicílio. a competência não deverá ser determinada por tal critério. mas cujo cumprimento esteja previsto para ocorrer no Brasil. conforme o CPC. 17. Nessa situação. 20. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRE-MA/2009) A competência jurisdicional figura como pressuposto de existência do processo. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRE-MA/2009) O valor da causa é critério que não se presta à fixação da competência do foro. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRE-MA/2009) A modificação da competência alcança as hipóteses de competência absoluta. a ação em que o incapaz for réu se processará no domicílio de seu representante legal. há.BR Página 4 . 23. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRT da 5ª Região/2008) Considere a seguinte situação hipotética. desde que seja esta determinada pelo critério territorial. o magistrado não poderia ter assim procedido. (Procurador do Estado de Alagoas/Procuradoria Geral do Estado de Alagoas/2009) Prevalecendo o interesse do devedor nas ações em que se pretenda a anulação de título extraviado. (Procurador do Estado de Alagoas/Procuradoria Geral do Estado de Alagoas/2009) Nas ações de reparação de danos. 19. 18. mesmo que os bens estejam situados em outro local. ressalvando-se. analise os itens subsequentes. contudo. hipótese em que também será competente o foro do domicílio do autor. 22. mas as normas de organização judiciárias da União. no caso de um relativamente incapaz. 16. sendo somente a homologação de sentença estrangeira obstáculo ao processamento da causa pela autoridade local. de modo que.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI Acerca da competência. já que o réu será simplesmente assistido. caso esse interessado mude de domicílio no curso do processo. o foro competente será o do lugar do fato. (Procurador do Estado de Alagoas/Procuradoria Geral do Estado de Alagoas/2009) A ação de execução de dívida solidária será proposta necessariamente no foro do domicílio do devedor que seja o principal interessado no negócio e. (Procurador do Estado de Alagoas/Procuradoria Geral do Estado de Alagoas/2009) Tal como ocorre nas ações propostas contra o ausente. em razão disso. (Procurador do Estado de Alagoas/Procuradoria Geral do Estado de Alagoas/2009) Em regra.PONTODOSCONCURSOS. 25. pois a PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. (Advogado da União/Advocacia-Geral da União/2009) No caso de uma pretensão dirigida à anulação de obrigação firmada no exterior. responda perante os demais devedores pelo pagamento eventualmente realizado por qualquer deles. 24. dos estados e do DF podem se valer desse critério para a fixação da competência do juízo. Um juiz federal declarou de ofício a sua incompetência relativa e remeteu o processo para o juízo de direito que se considerou competente para julgamento do feito. competência concorrente da autoridade judiciária brasileira e da autoridade judiciária estrangeira.

30. após instrução processual. Ana. Devidamente citada. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRT da 5ª Região/2008) Na hipótese de estarem correndo em separado ações conexas perante juízes que tenham mesma competência territorial. 29. haverá prorrogação da competência. após devidamente notificada. (Técnico Judiciário/Área: Administrativa/TRT da 5ª Região/2008) Em sede de ação possessória sobre determinado bem imóvel. sem. em nome próprio ou alheio. e sendo proferida sentença de mérito. 28. tiver ocorrido a citação válida. que estava ocupado por Carla.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI incompetência relativa não pode ser declarada de ofício. caso a demanda tenha sido proposta em foro diverso do da situação da coisa. 32. PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. não importando as alterações de fato ou de direito supervenientes. Têm capacidade de ser parte as pessoas naturais. que consiste em tornar competente um juízo originariamente incompetente. não tenha oferecido a respectiva exceção de incompetência. 33. faz-se necessário que o réu argua exceção de incompetência na primeira oportunidade de manifestação nos autos. 31. analise os itens que seguem. no prazo legal. ou seja. 27. (TJ-CE/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) A capacidade de ser parte em um negócio jurídico não se confunde com a capacidade processual de estar em juízo. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRE-MA/2009) O nascituro não detém capacidade de ser parte processual.PONTODOSCONCURSOS. as jurídicas e os entes despersonalizados. no entanto.BR Página 5 . em primeiro lugar. não se tem como prorrogada a competência do juízo.C M. A competência é fixada no instante em que a ação é proposta. (Técnico Judiciário/Área: Administrativa/TRT da 5ª Região/2008) Supre-se a incapacidade processual relativa da parte por meio da intervenção do representante legal do incapaz. a aptidão de participar da relação processual. ainda que a parte ré. (TJ-CE/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) Os incapazes não têm capacidade de ser parte por faltar-lhes a capacidade de estar em juízo. Ana ajuizou ação de imissão na posse no foro de Brasília. Como Carla não desocupou o imóvel. salvo supressão do órgão judiciário ou alteração da competência em razão da matéria ou da hierarquia. 26. alegar a incompetência do juízo. Carla ofereceu contestação. adquiriu imóvel na cidade de Belo Horizonte. residente em Brasília. Nessa situação. considerar-se-á prevento o juiz do processo no qual. 34. Acerca da capacidade de ser parte e da capacidade processual. (TJ-RJ/Analista Judiciário/2008) A capacidade de ser parte relaciona-se com a capacidade processual.

Errado 09. Errado 26. Por exceção e nos casos expressamente autorizados em lei. Errado 36. Errado 08. 38. em nome próprio e seu interesse. Certo 06. admite-se a substituição processual. Errado 13. Errado 25. Errado 33. Errado 27. Certo 21. em defesa de pretensão alheia. Errado 35. Errado 11. Errado Parte 2 – Competência 16. Errado 22. Gabarito Parte 1 – Jurisdição 01. Errado 24. Errado 32. sob pena de configurar-se a sua incapacidade processual.PONTODOSCONCURSOS. Errado Parte 3 – Capacidade de ser parte. Errado 07.C M. salvo quando litigarem entre si. Certo 05. seja ativa ou passiva. Errado 02. Certo 10. (TJ-RJ/Analista Judiciário/2008) As pessoas casadas não têm capacidade processual. Errado 34. Errado 18. Errado 37. (TRT da 17ª Região/Analista Judiciário/Execução de Mandados/2009) Em ação que verse a respeito de direito real imobiliário. Certo 17. Certo 29. Errado 14. 37. Certo 12. corresponde à capacidade processual de ser parte. Certo 28. um cônjuge não pode integrar o polo ativo da lide sem o consentimento do outro.BR Página 6 . Errado 15. e não a sua ilegitimidade ad causam. Certo PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. Certo 31. capacidade de estar em juízo 30. a titularidade da ação vincula-se à titularidade do pretendido direito material subjetivo envolvido na lide. Errado 19. Essa legitimidade. pois elas dependem do consentimento do outro cônjuge para agirem judicialmente em defesa de seus direitos ou para se defenderem em juízo. (TRT da 17ª Região/Analista Judiciário/Área Judiciária/2009) Tem legitimidade ativa para agir o titular da pretensão formulada em face de quem é o sujeito passivo dessa mesma pretensão. Errado 03. que consiste em demandar a parte. Errado 23.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 35. 36. Certo 38. (TJ-SE/Agente notarial/2006) Em regra. Certo 04. Certo 20.

(TJ-CE/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) A jurisdição. que pertence ao grupo das disciplinas que constituem o denominado direito privado. quando não há processo especial previsto para a espécie (por exemplo: processo do trabalho) e à mesma não se aplica o Direito Processual Penal. São de direito público as normas que regulam a organização e a atividade de caráter público do Estado e dos entes políticos menores ou que disciplinam as relações entre os cidadãs e estas organizações políticas. Temos então: • Direito Processual Penal Direito Processual Jurisdição especial (direito processual militar e direito processual eleitoral) Jurisdição comum (todas as demais causas da seara criminal) Jurisdição especial (direito processual do trabalho e direito processual eleitoral) Jurisdição comum (todas as demais causas da seara cível) • • Direito Processual Civil • Gabarito: Errado PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. leis que estabelecem o vínculo entre servidor público e unidade federativa (p. direito tributário. direito penal e processual penal. é regulada pelo direito processual civil.BR Página 7 . e não direito privado. como função soberana do Estado.C M. São exemplos de normas de direito público: direito constitucional. São exemplos de normas de direito privado: direito civil.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI SEGUNDA PARTE – COMENTÁRIOS ÀS QUESTÕES 1. direito administrativo. comercial/empresarial. 01.PONTODOSCONCURSOS. O Direito Processual Civil pertence ao grupo das disciplinas que constituem o denominado direito público. direito do trabalho (segundo doutrina majoritária) etc. sendo de observância obrigatória entre as partes. visto que suas normas dizem respeito à administração da justiça.ex.. JURISDIÇÃO A jurisdição é a atividade desenvolvida pelo Estado por meio da qual são resolvidos conflitos de interesses visando-se à pacificação social. julgue os itens seguintes. Lei 8. direito processual civil etc. direito O Direito Processual Civil é um ramo do Direito Processual que regula a solução de conflitos de interesses por parte dos órgãos judiciários. Acerca desse tema.112/90 no âmbito federal).

O judiciário uno julga causas entre particulares e também causas entre particulares e o Estado. A jurisdição pode ser nacional ou internacional. Gabarito: Errado 03. embora a União tenha a sua justiça especializada (que é a Justiça Federal). não podendo ser dividida. • a jurisdição penal (em que se aplica prioritariamente o Direito Processual Penal). Portugal). ela classifica-se em jurisdição comum e jurisdição especial.C M. Essa ramificação não representa a divisão da jurisdição. Qual a diferença entre jurisdição una e jurisdição dual? Na jurisdição una (modelo americano aplicado no Brasil). Na jurisdição dual (modelo aplicado na França. contudo a diferença de matéria jurídica a ser manipulada pelos juízes. Portanto. (TST/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) A jurisdição pode ser classificada em comum ou especial. as causas que envolvem o Estado são julgados pelo Poder Judiciário. a jurisdição é una. Espanha. na composição dos litígios. no modelo dual. • a jurisdição trabalhista (em que se aplica prioritariamente o Direito Processual do Trabalho). existem dentro da própria administração órgãos para a solução de causas ou litígios entre particulares e a administração. conduz à necessidade prática de especialização não só dos julgadores. como das próprias leis que regulam a atividade jurisdicional. (TST/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) A jurisdição pode ser dividida em ordinária e extraordinária. nos quais os juízes não têm formação jurídica nem qualquer vínculo com o Poder Judiciário. Sendo nacional. • a jurisdição eleitoral (em que se aplica prioritariamente o Direito Processual Eleitoral). temos: • a jurisdição civil (em que se aplica prioritariamente o Direito Processual Civil). A jurisdição abrange todos os litígios que se possam instaurar em torno de quaisquer assuntos de direito. Itália. Por esse motivo. No Brasil.PONTODOSCONCURSOS. mas a sua especialização em áreas-fim.BR Página 8 . Correta a questão. as causas que envolvem o Poder Público são julgadas por tribunais administrativos.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 02. Vejamos: • Jurisdição nacional (UNA) Jurisdição comum • Jurisdição federal Jurisdição estadual • • Jurisdição civil Jurisdição penal JURISDIÇÃO Jurisdição especial Jurisdição internacional • • • Jurisdição trabalhista Jurisdição militar Jurisdição eleitoral PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW.

exercida pelos juízes. ordenado com base no princípio da relevância do interesse. que é o que interessa a nosso estudo. a jurisdição especial abrange a justiça do trabalho. (Inédita) A jurisdição civil abrange a jurisdição contenciosa e a jurisdição voluntária. Ela pressupõe controvérsia entre as partes a ser solucionada pelo juiz. logo. como executa a decisão. ou seja. Correto: a justiça comum é dividida em federal e estadual.C M. também chamada de graciosa. presidente da República). a relação processual se faz em triângulo (autor-juiz-réu) e as partes (autor e réu) apresentam interesses opostos. Conforme o art. Correta a questão. o poder de julgar e de aplicar o direito ao caso concreto. o Estado não só aplica a vontade da lei ao caso concreto. 1º do CPC. Enquanto a jurisdição comum é a que se exerce por meio de tribunais ordinários previstos pela Constituição Federal para apreciação da generalidade dos casos de natureza cível e criminal. a justiça militar. Aqui. Nesse sentido.PONTODOSCONCURSOS. mas passível de especialização para fins de determinação de competência. a jurisdição civil. e sim pedido. por meio da qual se chega à solução de lides e de conflitos entre as partes. A jurisdição comum abrange a justiça federal e a justiça estadual. No modelo federativo. Gabarito: Certo 05. a justiça ou jurisdição pode ser comum ou especial. há o efetivo implemento de um processo constitucional de partilha de competências .PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI A jurisdição. do latim jurisdictio (juris = direito + dictio = dizer. Aqui. é a função da soberania do Estado. a justiça comum é dividida em federal e estadual. direito do trabalho) ou a certas pessoas (p. (TST/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) Considerando-se a sistemática federativa vigente no Brasil. compreende (abrange) a jurisdição contenciosa e a jurisdição voluntária. em sentido amplo. A jurisdição voluntária.ex. é aquela em que não há propriamente lide ou litígio (pretensão de uma parte resistida por outrem). requerimento. dizer o direito) é. Vale ressaltar que não existe órgão jurisdicional no âmbito de municípios. No tocante à ordem jurisdicional. a jurisdição abrange a cognição (conhecimento da causa e seus dados) e a execução (fazer cumprir o determinado pelo juiz ainda que mediante coerção). a jurisdição especial é a exercida por órgãos judiciários com atribuições limitadas a certas matérias (p. Gabarito: Certo 04. temos que ela é una. a relação processual não se faz em triângulo (autor-juiz-réu).ex. A jurisdição contenciosa é a jurisdição propriamente dita. Ao dirimir os litígios. mas em linha simples (requerentes-juiz). consistente em dirimir litígios entre particulares ou entre o Estado e particulares. a justiça eleitoral. acordo a ser homologado etc. Gabarito: Certo PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW.BR Página 9 .

Gabarito: Errado 07. ação de prestação de alimentos etc. nomeação e destituição de tutores e curadores. Constatamos que a Justiça Trabalhista (Tribunal Superior do Trabalho. promover a composição dos conflitos de interesses por meio da homologação formal do acordo de vontades. Gabarito: Errada PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW.C M. decisões sobre pedidos de retificação de nome. incorreta a questão ao afirmar que a justiça trabalhista é exemplo de jurisdição comum. Há a presença de interessados ou requerentes com interesses comuns (e não partes com interesses opostos). Vejamos algumas características importantes da JURISDIÇÃO CONTENCIOSA (deixarei de fora aspectos que fogem ao conteúdo programático do concurso): 01. Vejamos algumas características importantes da JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA (deixarei de fora aspectos que fogem ao conteúdo programático do concurso): 01. . Pressupõe a existência de negócio jurídico cuja validade requer a integração do Estado. pois a atividade é exercida somente quando se tratar de julgamento de matéria pertinente a relação de trabalho. há a presença de lide (pretensão resistida). Exemplos: homologação judicial de divórcio amigável. estaríamos diante da jurisdição graciosa ou voluntária. 03. 04. 02. A jurisdição atua compondo/solucionando o litígio. Tribunais Regionais do Trabalho e Justiça do Trabalho) é um exemplo claro de justiça especializada (ou jurisdição especializada) dentro do âmbito da Justiça Federal. Na jurisdição contenciosa. Visa à integração do Estado para dar validade ao negócio jurídico. não se limitando a homologar eventual acordo firmado entre as partes. Visa à composição de litígios. 03. 04.BR Página 10 . A questão está incorreta porque a jurisdição contenciosa pressupõe a existência de discussão judicial e de pendência ou litígio. a justiça trabalhista é exemplo claro de jurisdição comum. é o juiz quem irá compor (solucionar) o litígio. independentemente da existência de discussão judicial e de pendência ou litígio. ações de investigação de paternidade. Caso contrário. (TST/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) Por seu inegável alcance social. 02.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 06. ação de danos morais. Por esse motivo. Pressupõe a existência de lide a ser resolvida. Há a presença de partes com interesses opostos.PONTODOSCONCURSOS. Portanto. Exemplos: ação de ressarcimento. (TJ-RR/Assistente Judiciário/2006) A jurisdição contenciosa tem por objeto assegurar a ordem jurídica e a paz social e. A jurisdição atua para integrar o negócio jurídico e lhe dar validade. motivo pelo qual as partes não entram em acordo. cumprimento de testamento etc.

Contudo. se a questão está incompleta. se a escolha for pelo procedimento de jurisdição voluntária. Então. a jurisdição civil é exercida de forma soberana pelo Estado. De tal modo.PONTODOSCONCURSOS. mas. jamais. por meio do Poder Judiciário (unicidade da jurisdição). a possibilidade de existirem dissensos a respeito de controvérsias secundárias. por que ela não foi anulada? Ela não foi anulada porque.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 08. No entanto. nos procedimentos voluntários. a doutrina tradicionalmente define jurisdição como uma função estatal na solução das lides ocorrentes. Se durante o procedimento de jurisdição voluntária demonstrar-se a existência de lide. visado compor um litígio (jurisdição contenciosa) ou tutelar assistencialmente interesses privados (jurisdição voluntária). devendo para tanto haver pedido formulado por uma parte em detrimento de outra que será apreciado pelo juiz e imposto na sentença sobre a vontade do vencido.C M.BR Página 11 . o qual exige acordo de vontade entre as partes. litígio. Gabarito: Errada 09. ainda que haja consenso acerca do pedido principal da demanda. (TJ-RR/Assistente Judiciário/2006) Cabe ao proponente a escolha do procedimento a ser adotado no julgamento do litígio por ele ajuizado. é reconhecida a possibilidade de conversão do procedimento voluntário em contencioso. tal procedimento será convertido em contencioso. esse procedimento deve seguir até a sentença final. Gabarito: Correta PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. pois deixa de fora a finalidade da jurisdição voluntária. Assim. Oportuno mencionar que a simples oposição do interessado ao requerimento não transforma o processo em contencioso. visando compor um litígio não-penal e tem como finalidade a resolução justa do litígio. pode-se assentar que nos procedimentos de jurisdição voluntária pode haver consenso ou dissenso entre os interessados. Este é o conceito de jurisdição civil adotado pela doutrina majoritária. Como vimos. exercida no processo. (TJ-RR/Assistente Judiciário/2006) A jurisdição civil é a função estatal. mediante propositura de ação. em razão do vínculo entre o conceito de jurisdição e a função de solucionar litígios. Havendo litígio. por órgão do poder judiciário. existe. poderíamos argumentar que a definição está incompleta. deixando de lado a abordagem da jurisdição voluntária. motivo pelo qual a questão está errada.

Na jurisdição contenciosa. o desenvolvimento ou a extinção de uma situação fática ou jurídica. a validade ou a eficácia de um ato da vida privada.C M. (Técnico Judiciário/Área: Administrativa/TRT da 5ª Região/2008) Constituem princípios da jurisdição contenciosa o juiz natural.PONTODOSCONCURSOS. é sinal de que eles não conseguem autocompor o litígio e chegar a um consenso. a improrrogabilidade e a indeclinabilidade. Portanto. para a formação. Vejamos: coisa julgada formal significa que. as decisões proferidas na jurisdição voluntária fazem apenas coisa julgada formal. eles podem recorrer ao Poder Judiciário. Segundo: a sentença substitui a vontade das partes litigantes apenas na jurisdição contenciosa. como não há dissenso entre as partes. Se João quer pagar 100 e Pedro quer receber 1. ao compor os conflitos. seja de jurisdição voluntária ou contenciosa. seja em qualquer outro que venha a ser instaurado. coisa julgada material significa que a mesma questão objeto de decisão não pode ser submetida novamente a apreciação do Poder Judiciário num novo processo envolvendo as mesmas partes ou seus sucessores. a decisão que resolve a lide torna-se imutável e indiscutível seja no processo em que foi prolatada. o princípio da improrrogabilidade e o princípio da indeclinabilidade (ou da inafastabilidade). o magistrado tutela assistencialmente interesses particulares. os princípios da jurisdição contenciosa são o princípio do juiz natural (ou da investidura). PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. No exercício dessa função. a questão está correta. Seguindo a doutrina majoritária. dentro do mesmo processo. com exclusividade. é atribuída a função jurisdicional.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 10. a sentença apenas valida ou homologa a vontade das partes.BR Página 12 . substitui a vontade das partes litigantes por uma sentença e as decisões proferidas revestem-se de caráter jurisdicional e fazem coisa julgada material. Nesse caso. Terceiro: as decisões proferidas na jurisdição contenciosa fazem coisa julgada formal e material.000. ou seja. concorrendo com a sua vontade para o nascimento. A questão apresenta três erros conceituais: Primeiro: o Poder Judiciário compõe litígios apenas na jurisdição contenciosa. a questão não pode ser reaberta após o término do prazo para recurso. Como assim “a sentença substitui a vontade das partes”? Para entender. Gabarito: Errada 11. (TJ-RR/Assistente Judiciário/2006) Ao Poder Judiciário. o normal é que eles acertem consensualmente sobre o custeio das despesas. Na jurisdição voluntária. cuja sentença irá substituir essa “vontade” das partes. vamos a um exemplo: Se João causa um dano no carro de Pedro.

juiz federal). nem para reduzi-los. em princípio. a jurisdição contenciosa e a jurisdição voluntária. juiz estadual. nem pode delegar a outros órgãos o seu exercício. TRF. por si mesmas. O juiz natural é aquele regularmente investido e a quem a causa foi distribuída. direito eleitoral. direito do trabalho. TJ. dos tribunais (TRT. segundo o art. Nem mesmo os órgãos hierárquicos superiores podem. a secundariedade. na extinção do usufruto etc. Então. os quais decidem monocraticamente ou em órgãos colegiados. Jurisdição contenciosa é aquela em que o Estado atua na pacificação ou composição dos litígios.). não pode recusar-se a ela. por intermédio de seus juízes. a tutela assistencial de interesses privados e a instrumentalidade. Vejamos as principais características mencionadas pela doutrina: ◆ Unidade: a jurisdição é una. (Inédita) São algumas das características da jurisdição contenciosa a unidade. direito penal. ◆ Secundariedade: a jurisdição é secundária. nas alienações de bens de incapazes. A jurisdição civil. o Poder Judiciário será provocado por uma das partes para a composição de um litígio (conflito de PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. como nas nomeações de tutores. Gabarito: Certo 12. aquela que é regulada pelo direito processual civil. na composição dos litígios. Na chamada jurisdição voluntária.PONTODOSCONCURSOS. não sendo permitido ao legislador ordinário alterá-los. direito previdenciário etc. nem para ampliá-los. pois ela somente vai atuar quando as partes não conseguirem.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI Dá-se o nome de jurisdição (do latim juris dictio) à função de compor os litígios.BR Página 13 . predomina o caráter administrativo. de declarar o Direito e realizá-lo. quando legitimamente provocado. A diferença de matéria jurídica a ser manipulada pelos juízes. 1º do CPC. A questão está errada porque a parcialidade e a tutela assistencial de interesses privados não são características da jurisdição contenciosa. ◆ Princípio da indeclinabilidade (ou da inafastabilidade): o órgão investido no poder de jurisdição tem a obrigação de prestar a tutela jurisdicional. Os princípios da jurisdição contenciosa são: ◆ Princípio do juiz natural (ou da investidura): a jurisdição só pode ser exercida por juízes ou órgãos colegiados previstos na Constituição Federal. realizar o Direito. pois é função exclusiva do Poder Judiciário. e não a mera faculdade. e o juiz realiza gestão pública em torno de interesses privados. a parcialidade. ◆ Princípio da improrrogabilidade: os limites do poder jurisdicional são os traçados pela Constituição. conduz à necessidade prática de especialização dos julgadores (juiz do trabalho. suprimir a competência do juiz natural. TRE) e das próprias leis que regulam a atividade jurisdicional (direito civil.C M. pressupõe controvérsia entre as partes (lide) a ser solucionada pelo juiz. estando proibida a criação de tribunais de exceção. compreende.

6. juízo arbitral). o princípio da economia processual. São informativos do processo: 1. 4. quer declarando qual seja a regra do caso concreto. o princípio da boa-fé e da lealdade processual. ◆ Imparcialidade: a jurisdição é atividade equidistante e desinteressada do conflito. 4. (Serpro/Advogado/2008) Entre os princípios constitucionais do processo civil. o princípio do contraditório (sede constitucional). 2. substitui a atuação das partes quando estas não conseguem solucionar o litígio por outras maneiras (transação. ou seja.C M. o da publicidade e o da oralidade. o princípio da oralidade. das quais o Estado não pode declinar. A justa composição da lide só pode ser alcançada quando prestada a tutela jurisdicional dentro das normas processuais traçadas pelo Direito Processual Civil. Ela não é fonte do direito nem um fim em si mesma. 5.BR Página 14 . o princípio da eventualidade ou da preclusão.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI interesses qualificado por uma pretensão resistida) que poderia ter sido primariamente sanado pelos próprios sujeitos da relação jurídica. 2. 3. visto que põe em prática vontades concretas da lei que não se dirigem ao órgão jurisdicional. Essa questão está errada porque confunde os princípios do processo civil com os princípios informativos do procedimento. encontram-se o da eventualidade ou preclusão. ◆ Substitutividade: a jurisdição tem caráter substitutivo. Vejamos cada um desses princípios: • princípio do devido processo legal (sede constitucional): a Constituição assegura aos cidadãos o direito ao processo como uma das garantias individuais.PONTODOSCONCURSOS. quer aplicando as ulteriores medidas de reparação ou de sanção previstas pelo direito. ◆ Instrumentalidade: a jurisdição é um instrumento de que o direito dispõe para impor-se à obediência dos cidadãos. 3. o princípio da verdade real. o princípio inquisitivo e o dispositivo. Gabarito: Errado 13. São informativos do procedimento: 1. PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. o princípio do devido processo legal (sede constitucional). II. o princípio da recorribilidade e do duplo grau de jurisdição. pois apenas se presta à entrega da tutela jurídica ao jurisdicionado. mas aos sujeitos da relação jurídica submetida ao juízo. Segundo Humberto Theodoro Júnior: I. o princípio da publicidade (sede constitucional). conciliação.

sob pena de se perder a oportunidade de praticar o ato respectivo. princípio da recorribilidade e do duplo grau de jurisdição: todo ato do juiz que possa prejudicar um direito ou um interesse da parte deve ser recorrível. por isso o juiz. princípio da oralidade: a discussão oral da causa em audiência é fator importantíssimo para diminuir o número de atos processuais e diligências. as provas só podem ser produzidas pelas próprias partes. Todos. apresentam-se empenhados em que o processo seja eficaz. mas o sigilo será sempre exceção. limitando-se o juiz à função de mero espectador.PONTODOSCONCURSOS. “a todos. LXXVIII. 5º. É a garantia da paz e harmonia social. garantindo-lhe o pleno direito de defesa e de pronunciamento durante todo o curso do processo. de maneira geral. procurada por meio da manutenção da ordem jurídica. e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. não impede que existam processos em segredo de justiça. Por esse motivo. as legislações (assim como nosso CPS) são mistas.C M. o julgador é livre para tentar descobrir a verdade por todos os meios disponíveis. como meio de evitar ou emendar os erros e falhas que são inerentes aos julgamentos humanos. deve formar seu convencimento livremente. princípio da boa-fé e da lealdade processual: o Estado e a sociedade. ao sentenciar. princípio da verdade real: não existem provas de valor hierarquizado no direito processual moderno. independentemente da iniciativa ou colaboração das partes. e não apenas os litigantes. porém. da CF. princípio da eventualidade ou da preclusão: cada faculdade processual deve ser exercitada dentro da fase adequada.BR Página 15 . Gabarito: Errado • • • • • • • • PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. valorando os elementos da prova segundo critérios lógicos e dando a fundamentação de seu decisório. são assegurados a razoável duração do processo. princípio do contraditório (sede constitucional): consiste na necessidade de ouvir a pessoa perante a qual será proferida a decisão. têm direito de conhecer o que se passa durante o processo. reto. princípio da economia processual: o processo civil deve inspirar-se no ideal de propiciar às partes uma Justiça barata e célere. Exemplo: embora a iniciativa da abertura do processo seja da parte. Esse princípio. útil à sua finalidade. Modernamente. no âmbito judicial e administrativo. princípio da publicidade (sede constitucional): na prestação jurisdicional há um interesse público maior que o privado defendido pelas partes.Segundo o art. Pelo princípio dispositivo. o seu impulso é oficial. a lei fornece ao magistrado poderes para atuar de ofício contra a fraude processual e a má-fé das partes.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI • princípio inquisitivo e o dispositivo: pelo princípio inquisitivo.

Como vimos. O que os distingue são os diferentes provimentos judiciais com que o juízo responde ao exercício do direito de ação. são princípios informadores e fundamentais da jurisdição: princípio do juiz natural (ou da investidura). A questão está errada pois o contraditório é princípio informador do processo. sumário e sumaríssimo. O CPC abriga três espécies de processos: de conhecimento. o processo a ser aplicado é do de conhecimento (Livro I do Código). ◆ Princípio do juiz natural (ou da investidura): a jurisdição só pode ser exercida por juízes ou órgãos colegiados previstos na Constituição Federal. em virtude de o direito líquido. a eventualidade e a oralidade são princípios informadores e fundamentais inerentes à jurisdição. estando proibida a criação de tribunais de exceção. devido ao risco de se alterar o estado de fato e de direito das coisas.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 14.BR Página 16 . Gabarito: Errado PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. ◆ Princípio da improrrogabilidade: os limites do poder jurisdicional são os traçados pela Constituição. sua solução será pelo processo de execução (Livro II do Código). Enquanto o processo é uma relação encadeada de atos em busca da prestação jurisdicional. Temos em nosso Código o procedimento comum (que se subdivide no procedimento ordinário e no procedimento sumário) e os procedimentos especiais (dos Juizados Especiais.). da ação de despejo etc. e a eventualidade e a oralidade são princípios informadores do procedimento. Gabarito: Errado 15. certo e exigível do autor não estar realizado. princípio da improrrogabilidade.PONTODOSCONCURSOS. Se a lide é de pretensão apenas insatisfeita. das ações possessórias. ◆ Princípio da indeclinabilidade (ou da inafastabilidade): o órgão investido no poder de jurisdição tem a obrigação de prestar a tutela jurisdicional. nem para reduzi-los. de execução e cautelar. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRE-MA/2009) O CPC abriga três espécies de processos: ordinário. quando legitimamente provocado. não pode recusar-se a ela. não sendo permitido ao legislador ordinário alterá-los. princípio da indeclinabilidade (ou da inafastabilidade). (TRT da 5ª Região/Analista Judiciário/Área Administrativa/2008) O contraditório. Se a lide decorre da necessidade de se afastar perigo de dano a direito. o procedimento é a exteriorização dessa relação por meio do estabelecimento de uma forma específica para a movimentação desses atos (rito processual). da jurisdição voluntária. a solução é pelo processo cautelar (Livro III do Código). nem para ampliá-los. antes da solução do processo principal.C M. Se a lide é de pretensão resistida por outrem e há necessidade de definir a vontade concreta da lei para solucioná-la.

São absolutas as competências em razão da matéria e da hierarquia (art. COMPETÊNCIA. Já o valor da causa é o quantum atribuído na petição inicial à demanda. 91 do CPC. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRE-MA/2009) O valor da causa é critério que não se presta à fixação da competência do foro. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRE-MA/2009) A modificação da competência alcança as hipóteses de competência absoluta. 111 do CPC). A fixação da competência do foro é aquela determinada em razão da divisão do território nacional em circunscrições judiciárias (critério territorial). desde que seja esta determinada pelo critério territorial. não sendo regulamentada no CPC. CRITÉRIOS DETERMINATIVOS DA COMPETÊNCIA. Gabarito: Errado PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. seja pela vontade das partes. ressalvados os casos expressos no Código. Regem a competência em razão do valor e da matéria as normas de organização judiciária. A competência absoluta é insuscetível de sofrer modificação. ainda que esta não tenha conteúdo econômico imediato (arts. Isto é matéria pertinente à organização da justiça local. A modificação da competência somente alcança as hipóteses de competência relativa.C M. que são as determinadas em razão do critério valor da causa e do critério territorial (art. dos estados e do DF podem se valer desse critério para a fixação da competência do juízo. regulamentado em nosso CPC.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 2. Art. 102 do CPC).BR Página 17 .PONTODOSCONCURSOS. seja pelos motivos legais de prorrogação (conexão ou continência). mas as normas de organização judiciárias da União. 258 e 259 do CPC). com base no qual as normas de Organização Judiciária poderão fixar a competência de um ou outro órgão judicante. Gabarito: Certo 17. 16.

mas cujo cumprimento esteja previsto para ocorrer no Brasil. além disso. ou de inépcia da petição inicial. 484 do CPC). é preciso verificar. 3) inexistência de litispendência. são pressupostos processuais de existência do processo: A) Subjetivos: 1) competência do juiz para a causa.BR Página 18 .PONTODOSCONCURSOS. Todos os juízes têm competência jurisdicional. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRE-MA/2009) A competência jurisdicional figura como pressuposto de existência do processo. que valerá como título executivo judicial. 2) capacidade civil das partes. Segundo a doutrina. A segunda consiste na legitimidade e competência para conhecer e julgar determinado litígio. B) Objetivos: 1) observância de forma processual adequada à pretensão. mas nem todos se apresentam com competência para processar e julgar determinada lide. há competência concorrente da autoridade judiciária brasileira e da autoridade judiciária estrangeira. Como exemplos. de competência do Superior Tribunal de Justiça. (Advogado da União/Advocacia-Geral da União/2009) No caso de uma pretensão dirigida à anulação de obrigação firmada no exterior. PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. Não se pode confundir a expressão “competência jurisdicional”. sendo promovida segundo as regras estabelecidas para a execução da sentença nacional da mesma natureza. há. compromisso. 4) inexistência de qualquer das nulidades previstas na legislação processual. Gabarito: Errado 19.C M. mas cujo cumprimento esteja previsto para ocorrer no Brasil. 2) existência nos autos de mandato conferido ao advogado. No caso de uma pretensão dirigida à anulação de obrigação firmada no exterior. coisa julgada. competência concorrente da autoridade judiciária brasileira e da autoridade judiciária estrangeira. temos os casos de impedimento e suspeição do magistrado. 3) representação por advogado.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 18. é necessário que ela se submeta ao processo de homologação. que não é pressuposto de existência do processo. Para que a sentença estrangeira tenha eficácia em território nacional. se há impedimentos ou obstáculos previstos no sistema processual que possam afastar o julgador do caso concreto. A primeira é a determinação da esfera de atribuições dos órgãos encarregados da função jurisdicional. Depois de homologada. sendo somente a homologação de sentença estrangeira obstáculo ao processamento da causa pela autoridade local. com a expressão “competência do juiz para a causa”. sua execução será feita por meio de carta de sentença extraída dos autos da homologação (art. conforme o CPC.

I. estiver domiciliado no Brasil. da CF). 484 do CPC. 15 da Lei de Introdução ao Código Civil (Decreto-lei nº 4. Art. verifica-se se o julgado está regular quanto à forma. A sentença proferida por tribunal estrangeiro não terá eficácia no Brasil senão depois de homologada pelo Supremo Tribunal Federal [com a Emenda Constitucional nº 45/2004. d) estar traduzida por intérprete autorizado. Com a EC nº 45/2004. frente ao direito nacional. mas apenas verifica se este preenche determinadas condições. É competente a autoridade judiciária brasileira quando: I – o réu. qualquer que seja a sua nacionalidade. e) ter sido homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. III – a ação se originar de fato ocorrido ou de ato praticado no Brasil. b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia. Gabarito: Certo PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW.C M. Art. Desde a Emenda Constitucional nº 7/1967. Esse exame ocorre por meio de um processo no qual o Superior Tribunal de Justiça confere à sentença estrangeira a plena eficácia em nosso território.657/1942): a) haver sido proferida por juiz competente. 483 do CPC. à competência do órgão prolator.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI Quanto à eficácia da sentença estrangeira em território nacional. II – no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação.PONTODOSCONCURSOS. Parágrafo único. proferindo uma decisão homologatória. O processo de homologação deve obedecer ao disposto na Resolução nº 09 do STJ e aos requisitos traçados no art.BR Página 19 . então. denominado “juízo de delibação”. No processo de homologação de sentença estrangeira. não houve ofensa à ordem pública e aos bons costumes. o Brasil adota o sistema proveniente da Itália. 88 do CPC. Por meio do juízo de delibação. a competência interna para a homologação de sentença estrangeira foi atribuída ao Presidente do Supremo Tribunal Federal. A homologação obedecerá ao que dispuser o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal [Superior Tribunal de Justiça]. conferindo-lhe. tal competência passou a ser de atribuição do Superior Tribunal de Justiça]. A execução far-se-á por carta de sentença extraída dos autos da homologação e obedecerá às regras estabelecidas para a execução da sentença nacional da mesma natureza. bem como se penetra na substância da sentença para apurar se. Art. ao qual a sentença estrangeira deve ser submetida para que possa gozar de eficácia no País. à autenticidade. eficácia no território nacional. o STJ não revisa o mérito do julgado. “i”. c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no lugar em que foi proferida. tal função passou a ser do Superior Tribunal de Justiça (art. 105.

cuja competência é do foro do lugar do ato ou fato. Competência é a demarcação dos limites em que cada juiz pode atuar. A competência é fixada no momento da propositura da ação. do CPC). “a”. o foro competente será o da situação dos bens (art. sendo irrelevantes as modificações de fato ou de direito posteriores (art. Gabarito: Certo 21. Na ação de execução de dívida solidária. havendo dois ou mais réus com domicílios diferentes. CPC). Na ação para anulação de título extraviado ou destruído. em seus arts. do CPC). já que ali se encontrarão de modo mais fácil elementos para elucidação do caso. também do foro domicílio do autor (art. em razão disso. à escolha do autor (art. a reparação de danos decorrentes de acidente automobilístico.PONTODOSCONCURSOS. O Código de Processo Civil excepciona ainda. ressalvando-se. Já nas ações fundadas em direito real sobre bens imóveis. 87 do CPC). é competente o foro do domicílio do devedor (art. será competente o foro do domicílio do réu (art. Nas ações fundadas em direito pessoal e direito real sobre bens móveis. hipótese em que também será competente o foro do domicílio do autor. III. e parágrafo único. contudo. caso esse interessado mude de domicílio no curso do processo. o foro competente será o do lugar do fato. 94 do CPC). responda perante os demais devedores pelo pagamento eventualmente realizado por qualquer deles.BR Página 20 . 95). 94.C M. decorrendo de acidente de veículos. a competência para julgamento da ação se deslocará para o juízo competente de seu novo domicílio. (Procurador do Estado de Alagoas/Procuradoria Geral do Estado de Alagoas/2009) Prevalecendo o interesse do devedor nas ações em que se pretenda a anulação de título extraviado. 96 a 100. 100. (Procurador do Estado de Alagoas/Procuradoria Geral do Estado de Alagoas/2009) Nas ações de reparação de danos. § 4º. Gabarito: Errado 22. é a medida da jurisdição. salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia. Gabarito: Errado PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. algumas situações que deverão se submeter a foros especiais. e. a ação será proposta no foro de qualquer deles. É o caso da ação de reparação de dano. 100.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 20. V. (Procurador do Estado de Alagoas/Procuradoria Geral do Estado de Alagoas/2009) A ação de execução de dívida solidária será proposta necessariamente no foro do domicílio do devedor que seja o principal interessado no negócio e.

cumprimento de disposições de última vontade e naquelas em que o espólio for réu. Contudo.305 do CPC). o conhecimento da causa. 304 e 311. Só às partes é permitido recusar o juiz relativamente incompetente. no caso de um relativamente incapaz. a prorrogação tácita de competência relativa. O Código de Processo Civil prevê. não pode o juiz. cujo procedimento se acha regulado pelos arts. de ofício. decorre a automática ampliação da competência do juízo da causa. arrecadação. 112). que deixam de opor a exceção de incompetência relativa no prazo legal. O prazo para oferecer a exceção é de 15 dias. o magistrado não poderia ter assim procedido. já que o réu será simplesmente assistido. pois a incompetência relativa não pode ser declarada de ofício. Nas ações de inventário. será competente: – o foro da situação dos bens. faz-se necessário que o réu argua exceção de incompetência na primeira oportunidade de manifestação nos autos. mesmo que os bens estejam situados em outro local. a saber: PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. Conforme a possibilidade de sofrer ou não alterações. Um juiz federal declarou de ofício a sua incompetência relativa e remeteu o processo para o juízo de direito que se considerou competente para julgamento do feito. a competência não deverá ser determinada por tal critério. se ele tinha bens em lugares diferentes e não possuía domicílio certo. da inércia das partes. contados do fato que ocasionou a incompetência (art.C M. (Procurador do Estado de Alagoas/Procuradoria Geral do Estado de Alagoas/2009) Tal como ocorre nas ações propostas contra o ausente. por meio da exceção de incompetência (art. 114. Gabarito: Errado 25. em seu art. ex officio. Gabarito: Errado 24. de modo que. no Brasil. A ação em que o absoluta ou relativamente incapaz for réu se processará no foro do domicílio de seu representante.BR Página 21 . a ação de inventário dos bens imóveis deixados pelo falecido que não tinha domicílio certo será processada no foro de seu último domicílio. a competência interna classificase em absoluta e relativa. se ele não possuía domicílio certo.PONTODOSCONCURSOS. (Procurador do Estado de Alagoas/Procuradoria Geral do Estado de Alagoas/2009) Em regra.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 23. Deste modo. – o foro do lugar em que ocorreu o óbito. será competente o foro do domicílio do autor da herança. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRT da 5ª Região/2008) Considere a seguinte situação hipotética. partilha. não sendo permitido ao juiz recusar. Nessa situação. mediante ordem de remessa dos autos ao efetivamente competente. a ação em que o incapaz for réu se processará no domicílio de seu representante legal. afirmar sua incompetência relativa. Logo. ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro.

a incompetência relativa. Parágrafo único. 112 desta Lei ou o réu não opuser exceção declinatória nos casos e prazos legais. A incompetência absoluta deve ser declarada de ofício e pode ser alegada. em contrato de adesão. § 1º Não sendo. 2. Compreende as competências que decorrem do valor da causa ou do território (art. Argúi-se. seja pelos motivos legais de prorrogação (conexão ou continência de causas). Art. remetendo-se os autos ao juiz competente. mas estas podem modificar a competência em razão do valor e do território. § 1o O acordo. 111. 113. deduzida no prazo da contestação. 102). A competência. porém. em qualquer tempo e grau de jurisdição. ou na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos. Da Declaração de Incompetência Art. que declinará de competência para o juízo de domicílio do réu. § 2o O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes. pode ser declarada de ofício pelo juiz. Prorrogar-se-á a competência se dela o juiz não declinar na forma do parágrafo único do art. observado o disposto nos artigos seguintes. 112. § 2º Declarada a incompetência absoluta. 114. seja pela vontade das partes. Abrange as competências em razão da matéria e da hierarquia (art. 102. por meio de exceção. Art. elegendo foro onde serão propostas as ações oriundas de direitos e obrigações.BR Página 22 .PONTODOSCONCURSOS. Competência relativa: é a competência passível de modificação por vontade das partes ou por prorrogação oriunda de conexão ou continência de causas. Das Modificações da Competência Art. Art. porém.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 1. A nulidade da cláusula de eleição de foro. a parte responderá integralmente pelas custas. só produz efeito. 111). somente os atos decisórios serão nulos. em razão do valor e do território. quando constar de contrato escrito e aludir expressamente a determinado negócio jurídico. Gabarito: Errado PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. A competência em razão da matéria e da hierarquia é inderrogável por convenção das partes. independentemente de exceção. poderá modificarse pela conexão ou continência.C M. Competência absoluta: é a competência insuscetível de sofrer modificação.

Reputam-se conexas duas ou mais ações. o foro da situação do bem. Havendo conexão ou continência. ainda que a parte ré. divisão e demarcação de terras e nunciação de obra nova”. pode ordenar a reunião de ações propostas em separado. Art. quanto à fixação da competência. a segunda parte do art. posse. A competência fixada pelo foro da situação do bem é territorial. a competência territorial tornar-se-á absoluta e inderrogável. a fim de que sejam decididas simultaneamente. e não aquele em que tenha ocorrido a citação válida (art. considerar-se-á prevento o juiz do processo no qual. Gabarito: Errado 27. aplicando-se a ela. no prazo legal. vizinhança. observado o disposto nos artigos seguintes.BR Página 23 .PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 26. de ofício ou a requerimento de qualquer das partes. no prazo legal. sua competência para todas as ações interligadas subsequentes. por isso. 111 do CPC). a questão está errada. em razão do valor e do território.C M. sendo a ação possessória proposta em foro diverso PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. Dá-se a continência entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir.PONTODOSCONCURSOS. Art. Art. 95 do CPC expressamente determina que. em primeiro lugar. Contudo. relativa (art. isto é. quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir. 95 do CPC). Estando o réu insatisfeito. “nas ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro da situação da coisa” (art. Correndo em separado ações conexas perante juízes que têm a mesma competência territorial. por prevenção. podendo o autor optar pelo foro do domicílio (foro comum) ou de eleição (foro contratual). considera-se prevento aquele que despachou em primeiro lugar. poderá apresentar. (Técnico Judiciário/Área: Administrativa/TRT da 5ª Região/2008) Em sede de ação possessória sobre determinado bem imóvel. servidão. mas de modificação desta. 105. não tenha oferecido a respectiva exceção de incompetência. 104. 103. A ação possessória tem natureza jurídica de ação real imobiliária. 102. Portanto. 106 do CPC). Art. poderá modificarse pela conexão ou continência. mas o objeto de uma. por ser mais amplo. caso a demanda tenha sido proposta em foro diverso do da situação da coisa. abrange o das outras. Portanto. o juiz. tiver ocorrido a citação válida. a exceção de incompetência. e. O juízo que primeiro conheceu um das causas conexas tem ampliada. quando o litígio versar sobre “direito de propriedade. A conexão e a continência não são critérios de determinação de competência. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRT da 5ª Região/2008) Na hipótese de estarem correndo em separado ações conexas perante juízes que tenham mesma competência territorial. A competência. não se tem como prorrogada a competência do juízo.

A competência pode ser relativa (competência em razão do valor da causa e territorial) ou absoluta (competência em razão da matéria e da hierarquia). vizinhança. inclusive nos graus superiores da jurisdição (art. Sendo relativa. pois temos nesse caso uma competência territorial absoluta e inderrogável por determinação da segunda parte do art. o juiz deve declarar-se incompetente ex officio.PONTODOSCONCURSOS. e o réu poderá alegar a incompetência. optar pelo foro do domicílio ou de eleição. por meio de petição simples. A competência constitui o critério pelo qual se distribui.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI do da situação da coisa. 113). o réu deverá interpor. Sendo absoluta. Pode o autor. 95. Vale ressaltar que. não recaindo o litígio sobre direito de propriedade. Tal distribuição é feita por normas constitucionais. entretanto. Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro da situação da coisa. a questão está correta. leis processuais e de organização judiciária. não se tem como prorrogada a competência do juízo. Da inércia do réu decorre a automática ampliação da competência do juiz da causa. Art. a exceção de incompetência. cujo processamento está disciplinado nos arts. não podendo o juiz declarar de ofício a sua incompetência relativa. divisão e demarcação de terras e nunciação de obra nova.BR Página 24 .C M. Gabarito: Certo PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. mesmo o réu deixando de alegar a incompetência. 304 a 311 do CPC. 95 do CPC. posse. as atribuições relativas ao desempenho da jurisdição. em qualquer fase do processo. entre os vários órgãos judiciários. no prazo de 15 dias. não haverá a prorrogação de competência. Por esse motivo. servidão.

Nessa situação. 95. nas palavras de Humberto Theodoro Jr. exercida por meio dos magistrados. Reprodução literal do disposto no artigo 87 do CPC: Art. São irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente. do estado material ou da situação do objeto da lide não influenciarão a competência já estabelecida. pela PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. Competência é. Portanto. residente em Brasília. Devidamente citada. salvo supressão do órgão judiciário ou alteração da competência em razão da matéria ou da hierarquia. logo. Contudo. 87. Ana ajuizou ação de imissão na posse no foro de Brasília.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 28. Vale ressaltar que a inalterabilidade não diz respeito à pessoa do juiz. 87. tratando-se de ação real imobiliária referente a direito possessório (ação de imissão na posse). Gabarito: Certo 29. que têm o poder-dever de prestar a tutela jurisdicional a todo cidadão que tenha uma pretensão resistida por outrem (lide). que consiste em tornar competente um juízo originariamente incompetente.PONTODOSCONCURSOS. sendo a ação proposta em foro diverso (Brasília) do da situação da coisa (Belo Horizonte). sem. do CPC). não importando as alterações de fato ou de direito supervenientes. mas ao juízo (órgão judicial – critério objetivo). A competência territorial é. relativa. que estava ocupado por Carla. adquiriu imóvel na cidade de Belo Horizonte. A solução de litígios é função privativa do Estado. após devidamente notificada. em seu art. 2ª parte. O nosso CPC adota. uma vez firmada. há a necessidade de se determinarem critérios para a fixação de competência de cada um (juiz-órgão). a incompetência poderá alegada em qualquer fase do procedimento. salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia. portanto. o princípio da perpetuatio iurisdictionis. via de regra. Neste caso. a competência territorial torna-se absoluta.C M. “o critério de distribuir entre os vários órgãos judiciários as atribuições relativas ao desempenho da jurisdição”. Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta. Como Carla não desocupou o imóvel. após instrução processual. passível de modificação e prorrogação (art. no entanto. 111 do CPC). a qual. alegar a incompetência do juízo. do valor da causa. que é norma determinadora da inalterabilidade da competência objetiva. e sendo proferida sentença de mérito. deve prevalecer durante todo o processo. insuscetível de modificação ou prorrogação (art. Como o exercício da jurisdição exige o concurso de vários órgãos do Poder Judiciário. eventual mudança de domicílio das partes. Ana. haverá prorrogação da competência. A competência é fixada no instante em que a ação é proposta.BR Página 25 . Carla ofereceu contestação.

que são as fixadas em razão do valor e do território (art. c) ações de falência.BR Página 26 . por ressalvas feitas pelo próprio legislador. passível de modificação e de prorrogação. Somente nas hipóteses de competência relativa pode-se ampliar a esfera de atribuições de um órgão judiciário para conhecer de certas causas que não estariam ordinariamente compreendidas em sua competência (fenômeno da prorrogação de competência). vizinhança. em sede de ação rescisória. servidão. embora se trate de competência de território. pois juiz absolutamente incompetente jamais se legitima por definitivo para a causa. 95). a competência pode ser absoluta ou relativa. divisão e demarcação de terras e nunciação de obra nova (art. Resumindo: Gabarito: Errado PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. Contudo. absoluta e insuscetível de prorrogação).PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI parte ou de ofício pelo juízo. Quanto à possibilidade de sofrer modificação. Assim. ré ou interveniente (art. 111). Verificamos então que a competência territorial é relativa. e até mesmo após o trânsito em julgado da sentença. ainda que haja consenso entre as partes ou conexão e continência. que são as fixadas em razão da matéria e em razão do valor da causa/hierarquia (art. a segunda abraça as competências que podem ser alteradas pela vontade das partes ou por conexão e continência. posse.PONTODOSCONCURSOS. há situações em que a competência de território tornar-se-á imodificável (sendo. portanto. 102). A primeira abrange as competências insuscetíveis de modificação.C M. são imodificáveis (e improrrogáveis) as que se referem às seguintes causas: a) ações imobiliárias relativas ao direito de propriedade. 99). então. b) ações em que a União for autora.

espólio. a aptidão de participar da relação processual. Não tem capacidade processual quem não dispõe de aptidão para praticar os atos da vida civil. em nome próprio ou alheio. massa do insolvente civil. CAPACIDADE DE ESTAR EM JUÍZO. a saber: as pessoas naturais e as pessoas jurídicas. relacionando-se com a capacidade de gozo ou de direito. Segundo a doutrina e a jurisprudência. eles serão representados ou assistidos por seus pais. Tem capacidade de ser parte quem é sujeito de direitos e obrigações na órbita civil. e os entes despersonalizados (massa falida. de direito público ou privado. herança vacante ou jacente. em nome próprio ou alheio. as jurídicas e os entes despersonalizados. PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. massa do insolvente civil.PONTODOSCONCURSOS. 5º e 40 do Código Civil). Já a capacidade processual guarda relação com a capacidade de fato ou de exercício. na forma da lei civil (art. de direito público ou privado. consiste na aptidão de participar de uma relação processual específica. (TJ-CE/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) A capacidade de ser parte em um negócio jurídico não se confunde com a capacidade processual de estar em juízo. consiste na aptidão de participar de uma relação processual específica. A capacidade para ser parte é um elemento genérico.C M. 30. Já a capacidade processual guarda relação com a capacidade de fato ou de exercício. em nome próprio ou alheio. como os menores e os alienados mentais. ou seja. dotadas de personalidade judiciária. herança vacante ou jacente. tutores ou curadores. as sociedades sem personalidade jurídica e o condomínio). dotadas de personalidade judiciária. os entes despersonalizados são pessoas formais ou morais. motivo pelo qual a questão está correta. e os entes despersonalizados (massa falida.BR Página 27 . A capacidade para ser parte é um elemento genérico. relacionando-se com a capacidade de gozo ou de direito. (TJ-RJ/Analista Judiciário/2008) A capacidade de ser parte relaciona-se com a capacidade processual. a saber: as pessoas naturais e as pessoas jurídicas. os entes despersonalizados são pessoas formais ou morais. motivo pelo qual a questão está errada. Têm capacidade de ser parte as pessoas naturais. CAPACIDADE DE SER PARTE. Tem capacidade de ser parte quem é sujeito de direitos e obrigações na órbita civil. as sociedades sem personalidade jurídica e o condomínio). A capacidade de ser parte não se confunde com a capacidade processual. por esse motivo. 8º do CPC c/c arts. Gabarito: Certo 31. A capacidade de ser parte não se confunde com a capacidade processual. Segundo a doutrina e a jurisprudência.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 3. espólio.

mas não têm capacidade para estar em juízo ou capacidade processual porque não dispõem de aptidão para praticar os atos da vida civil. por não ter capacidade processual. Art. Exemplo: o recém-nascido é parte na ação de investigação de paternidade. não puderem exprimir sua vontade. Toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade para estar em juízo. mas não tem capacidade processual ou capacidade para estar em juízo. a capacidade de ser parte não se confunde com a capacidade de estar em juízo (capacidade processual). 3º do CC. Os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais. 4º do CC. os incapazes (por exemplo. 7º do CPC. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I – os menores de dezesseis anos. (TJ-CE/Analista Judiciário/Área Judiciária/2008) Os incapazes não têm capacidade de ser parte por faltar-lhes a capacidade de estar em juízo. menores e alienados PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. Gabarito: Errado 32. II – os que. é representado pela mãe. Por esse motivo. por enfermidade ou deficiência mental. II – os ébrios habituais. São incapazes. razão pela qual precisam ser representados ou assistidos pelos pais ou representantes legais. sem desenvolvimento mental completo. relativamente a certos atos. motivo pelo qual a questão está errada. por deficiência mental. mas. III – os excepcionais. Art. na forma da lei civil. Como vimos. tenham o discernimento reduzido. Art. tutores ou curadores. lembre-se de que: Os menores têm capacidade de ser parte.BR Página 28 . IV – os pródigos. Os incapazes têm capacidade para ser parte.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI Para distinguir capacidade de ser parte de capacidade processual. os viciados em tóxicos.C M. ou à maneira de os exercer: I – os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. Art. mesmo por causa transitória. 8º do CPC. III – os que.PONTODOSCONCURSOS. e os que.

5º e 40 do Código Civil). Toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade para estar em juízo. ser parte no processo. Desse modo. Atenção: quem tem capacidade para estar em juízo tem necessariamente capacidade para ser parte. 7º do CPC. tutores ou curadores. na forma da lei civil. ele poderá. mas não para estar em juízo. na forma da lei civil (art. pode a mãe propor a ação. (Analista Judiciário/Área: Judiciária/TRE-MA/2009) O nascituro não detém capacidade de ser parte processual. Exemplo: o recémnascido tem capacidade de ser parte. 8º do CPC c/c arts. tutores ou curadores. Os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais. 82.C M. Se no processo uma das partes for absolutamente incapaz. a titularidade do direito material. e 84 do CPC). Não se pode confundir os termos intervenção e representação. será investido na titularidade da pretensão de direito material. Representando o nascituro. Exemplos: ação investigatória de paternidade. Art. de acordo com a lei civil. se for relativamente incapaz. habilitação na partilha e inventário do de cujus. Ao nascituro assiste. Sabemos que. I. Segundo o art. os direitos do nascituro (art. a personalidade da pessoa começa do nascimento com vida.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI mentais) serão representados ou assistidos por seus pais. representado pela mãe (ou até mesmo pelo Ministério Público). capacidade para ser parte.BR Página 29 . Art. mas a recíproca não é verdadeira. O primeiro significa o ato pelo qual uma pessoa (interventor) interfere num processo entre duas PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. desde a concepção. ainda assim. Já a mãe tem capacidade para estar em juízo. deverá ser assistida. Por esse motivo. Em ambos os casos haverá. assumindo. Gabarito: Errado 33. ela deverá ser regularmente representada. no plano do direito processual. como autor ou como réu. embora o nascituro não tenha personalidade civil. após o nascimento com vida. sob pena de nulidade do processo (arts. a necessidade de intervenção do Ministério Público. Gabarito: Errado 34. logo. e nascendo ele com vida.PONTODOSCONCURSOS. toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade para estar em juízo. a questão está errada. mas a lei põe a salvo. 7º do CPC. (Técnico Judiciário/Área: Administrativa/TRT da 5ª Região/2008) Supre-se a incapacidade processual relativa da parte por meio da intervenção do representante legal do incapaz. 2º do CC). 8º do CPC. tem capacidade para ser parte.

motivo pelo qual a questão está errada. Por exemplo: o recém-nascido tem legitimidade para a causa (condição da ação).PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI outras pessoas. salvo quando litigarem entre si. a nomeação à autoria (arts.BR Página 30 .PONTODOSCONCURSOS. 70 a 76) e o chamamento ao processo (arts. para atuarem no processo como partes. mas não legitimidade para o processo ou capacidade para estar em juízo (pressuposto processual). Já a capacidade processual ou legitimidade para o processo ou capacidade para estar em juízo é um pressuposto processual e consiste na aptidão de participar de uma relação processual específica. PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. a oposição (arts.C M. 56 a 61). A legitimação ativa caberá ao titular do interesse afirmado na pretensão (petição inicial). Essa legitimidade. temos as voluntárias. seja ativa ou passiva. e as legais. 50 a 55). em nome próprio ou alheio. admite-se a substituição processual da parte. 62 a 69). e a passiva ao titular do interesse que se opõe ou resiste à pretensão. 10 do CPC. de acordo com a lei. o segundo significa o ato pelo qual uma pessoa (mandatário) atua em nome de outra. (TJ-RJ/Analista Judiciário/2008) As pessoas casadas não têm capacidade processual. pois elas dependem do consentimento do outro cônjuge para agirem judicialmente em defesa de seus direitos ou para se defenderem em juízo. A legitimidade ativa (condição da ação) não se confunde com a capacidade processual de ser parte (pressuposto processual). Elas geralmente independem de outorga do outro cônjuge para agirem judicialmente em defesa de seus direitos ou para se defenderem em juízo. (TRT da 17ª Região/Analista Judiciário/Área Judiciária/2009) Tem legitimidade ativa para agir o titular da pretensão formulada em face de quem é o sujeito passivo dessa mesma pretensão. As pessoas casadas têm capacidade processual plena. oriundas diretamente da lei (como a do titular do pátrio poder em relação aos filhos menores). a denunciação da lide (arts. A legitimidade ativa ou legitimidade para ser parte (legitimatio ad causam) é uma condição da ação e refere-se à legitimação dos sujeitos. São exemplos de intervenção de terceiros: a assistência (arts. motivo pelo qual a questão está errada. sendo que. As exceções estão no art. 77 a 80). ou por uma empresa a um preposto). Gabarito: Errado 35. derivadas de negócio jurídico (procuração concedida por um particular a outro. corresponde à capacidade processual de ser parte. Como exemplos de representação. Gabarito: Errada 36. excepcionalmente.

que tenham por objeto o reconhecimento.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI Art. que são as causas que versem sobre direitos reais imobiliários. Tal consentimento caracteriza um pré-requisito para a capacidade processual (e não para a legitimidade ativa). Caso o interessado seja casado.BR Página 31 . Gabarito: Errado 37. III . para que ele detenha capacidade para estar em juízo. 10. IV . pois ele se refere a uma aptidão para participar de uma relação processual específica. mas cuja execução tenha de recair sobre o produto do trabalho da mulher ou os seus bens reservados. sob pena de configurar-se a sua incapacidade processual. II . na ação de usucapião). O cônjuge somente necessitará do consentimento do outro para propor ações que versem sobre direitos reais imobiliários. do CPC). 10. ele deverá obter o consentimento do outro cônjuge (art.resultantes de fatos que digam respeito a ambos os cônjuges ou de atos praticados por eles. um cônjuge não pode integrar o polo ativo da lide sem o consentimento do outro. Gabarito: Certo PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. caput. da mesma forma. § 1º Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para as ações: I . quem for o detentor do direito material controvertido (por exemplo. o interessado na ação reivindicatória. e não a sua ilegitimidade ad causam.que versem sobre direitos reais imobiliários. a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nos casos de composse ou de ato por ambos praticados.PONTODOSCONCURSOS. A legitimatio ad causam caberá ao titular do interesse afirmado na pretensão (petição inicial). (TRT da 17ª Região/Analista Judiciário/Execução de Mandados/2009) Em ação que verse a respeito de direito real imobiliário. Para a propositura de ações que versem sobre direitos reais imobiliários. terá legitimatio ad causam. a constituição ou a extinção de ônus sobre imóveis de um ou de ambos os cônjuges. Temos aqui uma boa questão que distingue corretamente legitimidade para a causa de legitimidade para o processo.C M.fundadas em dívidas contraídas pelo marido a bem da família. § 2º Nas ações possessórias. Tem legitimidade para propor ação quem for o detentor do direito material controvertido.

dizse que ocorre a substituição processual ou legitimação extraordinária. o Ministério Público tem legitimidade para a propositura da ação. Até a próxima aula! Professora Flávia Bozzi PONTO DOS CONCURSOS – CURSOS ONLINE O WWW. em nome próprio. o Ministério Público e outras pessoas elencadas na Lei 7. em nome próprio. Nesse caso. em nome próprio e seu interesse. Entretanto.PONTODOSCONCURSOS. Gabarito: Certo Muito bem. A regra e que ninguém pode pleitear. ou seja. a titularidade da ação vincula-se à titularidade do pretendido direito material subjetivo envolvido na lide.BR Página 32 . ação visando à tutela de direitos relativos ao meio ambiente. autoriza a propositura da ação por pessoa estranha à relação jurídica. (TJ-SE/Agente notarial/2006) Em regra. Exemplo: na ação de investigação de paternidade. direito alheio. que consiste em demandar a parte. em defesa de pretensão alheia. pessoal! Por hoje é só.347/85 têm legitimidade para propor.C M.PACOTE DE EXERCÍCIOS AGU– AGENTE ADMINISTRATIVO AULA 1 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL PROFª FLÁVIA BOZZI 38. em casos excepcionais. ao consumidor. admite-se a substituição processual. tem legitimidade para propor ação quem for o detentor do direito material controvertido. a bens de valor artístico etc. Por exceção e nos casos expressamente autorizados em lei. Estarei disponível no fórum do Ponto dos Concursos para sanar dúvidas no entendimento das questões. na ação civil pública. em princípio. A questão está correta. a lei.

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