EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___VARA CÍVEL DA COMARCA DE BLUMENAU/SC

FULANDO DE TAL, brasileiro, desempregado, maior, inscrito no CPF sob n. XXXXXXXXXXXXXX e RG sob n. XXXXXXXX, residente e domiciliado na rua XXXXXXXX, n. XXXX, - bairro XXXXXX, CEP XXXXXXX na cidade de Blumenau/SC vem, por sua procuradora à presença deste MM. Juízo, com o costumado e profuso respeito e o devido acatamento, promover a presente AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO DE FINANCIAMENTO C/C PEDIDO LIMINAR E CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO em desfavor de XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, pessoa jurídica de direito privado, com filial na rua XXXXXXXXXXXXXXX, n. XXXXXXX, na cidade de Blumenau/SC, passando, para tanto, a expor e requerer o seguinte: PRELIMINARMENTE: ISENÇÃO PROVISÓRIA DE CUSTAS PROCESSUAIS

O Autor informa e declara a este d. Juízo que necessita MOMENTANEAMENTE da benesse relativa a isenção de custas e/ou despesas processuais iniciais, pois não dispõe, repita-se, MOMENTANEAMENTE de recursos econômicos suficientes para fazer frente a essas despesas sem prejudicar o seu próprio sustento material e de seus filhos. Mérito: DOS FATOS

O Autor firmou CONTRATO DE FINANCIAMENTO com a Requerida pagando, para tanto, 36 (trinta e seis) parcelas no valor de R$ 240,65 (duzentos e quarenta reais e sessenta e cinco centavos); O autor atualmente tem quitado até a parcela de n. 23/36, e pretende quitar as demais parcelas, dentro de seus vencimentos, porém devido a embaraços financeiros o Autor corre o risco de ver suas parcelas restantes em atraso.

No entanto, em que pese à continuação do contrato, pretende o Autor corrigir algumas ilegalidades que vêm sendo exigidas pelo Requerido, que se aproveita da diferença própria das relações de consumo e dos poderes conferidos pelos instrumentos de adesão, para com isso se enriquecer ilicitamente, causando prejuízo de montante considerável ao Autor. DA COMPETÊNCIA

É sabido que a lei 8.078/90, conhecido como Código de Defesa do Consumidor, garante um maior equilíbrio entre as partes conhecidas como fornecedor e consumidor, sendo que aquela hipossuficiente, no caso o consumidor, vem se manter em um padrão de equidade graças aos dispositivos contidos na lei supra citada. Desta feita, cumpre explicitar a orientação dada pelo CDC acerca da competência para ajuizamento da ação, verbis: Art. 101. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços, sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título, serão observadas as seguintes normas: I a ação pode ser proposta no domicílio do autor.

Com isto, procede-se o pedido do Autor em que a ação seja postulada no seu próprio domicílio; DA APLICAÇÃO ABUSIVIDADE DO CDC AOS CONTRATOS DE ADESAO E A CONTRATUAL

A doutrina e a jurisprudência, em uníssono, atribuem aos negócios celebrados entre o Autor e a Ré o caráter de contrato de adesão por excelência. Disciplina o art. 54 do C.D.C., acerca do que é contrato de adesão, verbis: Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo. Nos contratos de adesão, a supressão da autonomia da vontade é

inconteste. Assim o sustenta o eminente magistrado ARNALDO RIZZARDO, em sua obra Contratos de Crédito Bancário, Ed. RT 2a ed. Pag. 18, que tão bem interpretou a posição desfavorável em que se encontram aqueles que, como o Autor, celebraram contratos de adesão junto ao banco, verbis: “Os instrumentos são impressos e uniformes para todos os clientes, deixando apenas alguns claros para o preenchimento, destinados ao nome, à fixação do prazo, do valor mutuado, dos juros, das comissões e penalidades“. Assim, tais contratos contêm inúmeras cláusulas redigidas prévia e antecipadamente, com nenhuma percepção e entendimento delas por parte do aderente. Efetivamente é do conhecimento geral das pessoas de qualidade média que os contratos bancários não representam natureza sinalagmático, porquanto não há válida manifestação ou livre consentimento por parte do aderente com relação ao suposto conteúdo jurídico, pretensamente, convencionado com o credor. Em verdade, não se reserva espaço ao aderente para sequer manifestar a vontade. O banco se vê no direito de cobrar o devedor. Se não adimplir a obrigação, dentro dos padrões impostos, será esmagado economicamente. Não se tem, por parte da instituição financeira, nenhum tipo de possibilidade de manifestação de vontade por parte do aderente, que verdadeiramente só se faz presente para a assinatura do contrato, tendo, assim, que se sujeitar a todo tipo de infortúnio e exploração econômica que se facilmente observa, pois a qualidade de aderente só tem uma condição: “Se não assinar, nas condições estipuladas pela instituição financeira, não há liberação do crédito”. Nessa perspectiva, o bom intérprete não abdica de pensar e, logo, não teme reavaliar suas opiniões; prefere os riscos da transformação à cômoda inoperância que conserva a iniqüidade. E assim se compreende a intenção do Autor, que nada mais é do que pagar aquilo que é devido, com os valores corrigidos, seguindo os padrões da função social e da boa-fé nas relações contratuais. Ensina Edilson Pereira Nobre Júnior, em sua obra intitulada “A proteção contratual no Código do Consumidor e o âmbito de sua aplicação”. Revista de Direito do Consumidor, São Paulo, v. 27, p. 59, jul./set. 1998, verbis:

Garantir uma autonomia real da vontade do contratante mais fraco. atuando na formação e no cumprimento da avença. é um acompanhar mais atento para o desenvolvimento da prestação. 76). XV .“à manifestação do consentimento e à sua força vinculativa seja agregado o objetivo do equilíbrio das partes. uma vontade protegida pelo direito. O esforço deve ser agora para garantir uma proteção da vontade dos mais fracos. através da interferência da ordem pública e da boa-fé. a tutela desfechada pelo CDC se sustém basicamente em quatro princípios cardeais.4_ "Timbra em exigir que as partes se pautem pelo caminho da lealdade. p. as desconformes com o sistema protetivo do Codex. que coloquem o consumidor desvantagem exagerada. é outorgada também uma função social" 4. Estabeleçam obrigações consideradas iníquas. um valorizar da informação e da confiança despertada. prestem-se como veículo de harmonização dos interesses de ambos os pactuantes" (p. fazendo com que os contratos. como os consumidores.. entre outras. Revista de Direito do Consumidor. v. quais sejam a transparência. abusivas. ou sejam incompatíveis com a boa fé ou a eqüidade. propala haver "uma revalorização da palavra empregada e do risco profissional. Cláudia Lima Marques. jan. São nulas de pleno direito. 25. a eqüidade contratual e a confiança" (p. São Paulo. Ao contrato. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: IV. antes de servirem de meio de enriquecimento pelo contratante mais forte. 62). instrumento outrora de feição individualista. atenta ao surgimento de um novo modelo contratual. 1998). senão vejamos: Art. Alguns denominam de renascimento da autonomia da vontade protegida. (grifo nosso). . O Estatuto do Consumidor acoima de nulidade as cláusulas que estabeleçam obrigações iníquas. a boa-fé. E continua seu brilhante ensinamento: "No campo contratual. aliada a uma grande censura intervencionista do Estado quanto ao conteúdo do contrato. 26.primeiras reflexões." (Contratos bancários em tempos pósmodernos ./mar.estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor. 51º. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada ou sejam incompatíveis com a boa-fé e reprime. abusivas. genericamente.

6º. "permite a concreção de normas impondo que os sujeitos de uma relação se conduzam de forma honesta.1990. configurando hipótese de aplicação do princípio da conservação dos contratos de consumo. § 2º. sendo aplicado o Código de Defesa do Consumidor ao presente contrato. A teor do disposto no art. 8. anotam: "Modificação das cláusulas contratuais. Revista de Direito do Consumidor. com base no art. 6º. que estabelece: Art. V. 199. No aspecto objetivo. a bona fides é incompatível com as cláusulas abusivas. São direitos básicos do consumidor: V. 3º.O novo enfoque da boa-fé vista como princípio geral de direito. 128. opressoras ou excessivamente onerosas. A norma garante o direito de modificação das cláusulas contratuais ou de sua revisão. NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA ANDRADE NERY. O princípio da boa-fé objetiva no direito privado alemão e brasileiro. p. 1997). Cláusulas abusivas: natureza do vício e decretação de ofício. v./set. A modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. E para que não reste dúvida acerca da aplicação do CDC basta a citação da Súmula 297 do Superior Tribunal de Justiça. "O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras.078 de 11. leal e correta" (Maria Cristina Cereser Pezzella. Revista de Direito do Consumidor. São Paulo.09. considera-se a atividade bancária alcançada pelas normas do Código de Defesa de Consumidor. p.. 1997). inc. 1352. incluída a entidade bancária ou instituição financeira no conceito de "fornecedor" e o aderente no de "consumidor". Luis Renato Ferreira da Silva. São Paulo. do mesmo codex. 23/4. também passa a ser possível a modificação ou revisão das cláusulas contratuais onerosas. 23/4. p. jul. que assim dispõe: Súmula 297. e abrange um controle jurídico corretivo da relação negocial (v. da Lei n. O direito de modificação das cláusulas existirá quando o . v." Com efeito. Acerca das possibilidades de modificação dos contratos excessivamente onerosos no âmbito das relações de consumo.

6. admite-se a revisão das cláusulas do contrato em discussão com a conseqüente nulidade daquelas tidas como abusivas. não sua revisão.. 339. Não há necessidade de que esses fatos sejam extraordinários nem que sejam imprevisíveis. ampl. o consumidor tem o direito de revisão do contrato. rev. A norma sob comentário não exige nem a extraordinariedade nem a imprevisibilidade dos fatos supervenientes para conferir. Pela teoria da imprevisão. com o perfil que a ela é dado pelo CC italiano 1467 e pelo Projeto n. a teor do disposto no art. ed. reforçando seu caráter unilateral. esclarece: "Reputam-se abusivas ou onerosas as cláusulas que impedem uma discussão mais detalhada do seu conteúdo.contrato estabelecer prestações desproporcionais em detrimento do consumidor. somente os fatos extraordinários e imprevisíveis pelas partes por ocasião da formação do contrato é que autorizariam. trilhar o empresário do setor. NELSON ABRÃO em Direito bancário. inc. V. DA ABUSIVIDADE DA TAXA DE JUROS Somente é possível descobrir a taxa de juros utilizada no contrato ora discutido com uma calculadora financeira nas mãos e com o . "Onerosidade excessiva. apresentando desvantagem de uma parte. sedimentando uma operação bancária pautada pela justeza de sua função e o bem social que deve. atual. mas sua resolução. "Manutenção do contrato. O CDC garante ao consumidor a manutenção do contrato. em decorrência de fato superveniente. 2000. que pode ser feita por aditivo contratual. São Paulo: Saraiva. Para que o consumidor tenha direito à revisão do contrato. ao consumidor. que prevêem a resolução do contrato quando houver onerosidade excessiva ou prestações desproporcionais". não sua resolução". sendo certo que a reanálise é imprescindível na revisão desta anormalidade. alterando as regras pretorianas e doutrinárias do direito civil tradicional. 634-B/75 de CC brasileiro 477. não se aplica às relações de consumo. p. do Código de Defesa do Consumidor." Portanto. o direito de revisão efetiva do contrato. e total privilegiamento d'outra. basta que haja onerosidade excessiva para ele. 6º. não se cogitando de prevalência do princípio do pacta sunt servanda. Quando houver onerosidade excessiva por fatos supervenientes à data da celebração do contrato. ainda que de maneira indireta. A teoria da imprevisão. administrativamente ou pela via judicial".

sempre interpretando as disposições de forma mais favorável ao consumidor. neste sentido: Art. o que no final acarreta somente de juros MAIS DO QUE O VALOR FINANCIADO. a Lei 8. na prática se verifica que os contratos de financiamento. 47. como o presente. o que no caso em voga não ocorreu. Fora o restante das cobranças de caráter abusivo. ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. é obvio que os consumidores em geral. Isto sem falar em demais cominações que acarretam cobranças excessivas. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. o que certamente prejudica o conhecimento da taxa utilizada. Com efeito. É cediço que as Instituições financeiras podem cobrar juros acima de 1%. são assinados em branco e posteriormente encaminhados para o preenchimento dos valores. Além do mais. se não lhe for dada à oportunidade de conhecimento prévio de seu conteúdo. conforme corrobora planilha em anexo. DOS JUROS CAPITALIZADOS E DA COMISSÃO DE PERMANÊNCIA . m.95% a. tem-se que a taxa de juros convencionadas não foi aplicada dentro da conformidade com o que a Lei prevê. No entanto. da quantidade de parcelas e do valor das parcelas. e principalmente se expressa previsão das obrigações. Desta feita. que estão sendo detalhadamente demonstradas em anexo. e muito menos o conhecimento prévio da operação de tal equipamento. tomando como exemplo uma simples folha de papel A4 feita pelo autor que comprova a cobrança exagerada de R$ 104. não tem como hábito o transporte de calculadoras financeiras consigo. Entretanto.conhecimento prévio do valor inicial da dívida. Art. chegando a incríveis 4.078/90 é clara ao desobrigar o Autor ao cumprimento de contratos confusos. devem se ater aos juros aplicados no mercado à ocasião da assinatura do instrumento de adesão. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigam os consumidores. 46.38 (cento e quatro reais e trinta e oito centavos) apenas pelo atraso no pagamento. inclusive o Autor da presente demanda.. que foi de só e tão somente 21 (vinte e um) dias.

5º. além de outras barbaridades. o eminente jurista PAULO BROSSARD em artigo intitulado Juros com Arroz. desde a edição da Medida Provisória nº 1. já vedava de maneira exemplar. ainda que expressamente convencionada’. o código de 1850. Em vez de condenar o abuso.A Súmula n. dá uma verdadeira aula do que efetivamente vem ocorrendo com esta atitude adotada pelo governo.963. pressurosamente. invocando ‘relevância e urgência’.410 (isto já em 1996) que pretendia aniquilar com as regras legais já consagradas pela doutrina e pelo Poder Judiciário. abaixo: "Enquanto isso. chegando a mais de 500% em certos casos. estabelece que: "É vedada à capitalização de juros. quando a nação inteira sofreu duros efeitos da recessão. é admissível a capitalização de juros com periodicidade inferior a 1 ano. a saber: Art. agredindo moral e economicamente uma sociedade que vem durante anos tentando se recuperar de problemas financeiros.963 trouxe algumas considerações acerca da capitalização de juros. 121 do STF. Pois exatamente agora. liberando a capitalização de juros ao mês. Sabe o leitor a fundamentação da medida ‘urgente e relevante’? É que a cobrança de juros sobre juros vinha sendo praticada pelos bancos. A medida apareceu na 17ª edição da MP nº 1. na linha da lei de usura. Ocorre que esta Medida Provisória. É um escárnio. segundo a qual ‘é vedada a capitalização de juros. afronta diretamente os ditames da Lei de Usura e a Súmula 121 do STF. cristalizada na Súmula 121. o impagável governo do reeleito. entre . Infelizmente a Medida Provisória 1. ainda que expressamente convencionada". e que a nossa tradição jurídica condenou ao longo de gerações. Todavia. na calada da noite foi gerada." Esta "generosidade oficial para com as instituições financeiras" vem de há muito tempo. editou mais uma medida provisória oficializando o anatocismo. o governo homologou o abuso mediante medida provisória. de 1933. que só vem a “ajudar” as instituições financeiras. estagnação econômica. desvalorização de moeda. Nas operações realizadas pelas instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional. Aliás. tais como: inflação. Ao serem divulgados os resultados dos bancos no ano passado. semestre ou ano. viu-se que atingiram índices jamais vistos. a generosidade oficial para com as instituições financeiras continua sem limite.367 reeditada sob o nº 1. é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. que o velho Código Comercial.

o que garante um enriquecimento ainda maior por parte deste tipo de empresa. MENSAL. devem explicitar O PRÉVIO CONHECIMENTO DE SEU CONTEÚDO. em seu art. facilmente. Apesar desta atitude adotada pelo governo num primeiro momento vir a prejudicar e muito a sociedade. Em uma simples olhadela em qualquer contrato de adesão observa-se uma cláusula dizendo: capitalização de juros. Neste enfoque. deve-se levar em consideração os comentários e a hermenêutica que deve envolver o Código de Defesa do Consumidor. aonde a capitalização de juros é informada. é claro e cristalino que empresas como a Requerida não tentam de forma alguma esclarecer aos seus clientes as reais situações de seus contratos. os contratos de adesão. pois a única coisa a que lhe é dado conhecimento no momento da contratação é a quantidade de parcelas e o valor de cada prestação. ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo.outras coisas. que se aproveita da diferença na relação . No entanto. as instituições financeiras não se dão ao luxo de adequar seus contratos a esta situação. O CDC. Fácil é de entender o que ocorre nos contratos firmados com as instituições financeiras. Neste momento é oportuno questionar: “Quantos sabem o que é capitalizar juros”? Poucos atualmente sabem o que significa capitalizar juros mensalmente. as cláusulas contratuais neste tipo de obrigação devem. Ocorre que apesar de a lei ser bastante objetiva. pois a legislação prevê que qualquer homem médio deveria ter como entender esta situação. 46 disciplina: Art. 46. (grifo nosso) Conforme o que se disciplina acima. explicar ao Aderente o que significa a capitalização de juros.

de 23 de agosto de 2001.963.gov. são várias as inconstitucionalidades em torno do dispositivo. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. cabeça e parágrafo único da Medida Provisória nº 2170 – 36. não pode o Autor ser obrigado a arcar com um valor calculado de forma ilegal. neste julgamento.170-36/01 nos autos da ADIN 2316-1. dispositivo esse que ainda estaria em vigor em razão do disposto na Emenda Constitucional n.” Plenário. não se pode reputar urgente uma disposição que trate de matéria há muito discutida na jurisprudência nacional que. mediante a aplicação da taxa de juros contratada de forma simples. pediu vista o Senhor Ministro Carlos Velloso. o Senhor Ministro Maurício Corrêa. . suspendendo a eficácia do artigo 5º. 03. grifando a parte que entendo mais importante. no endereço http://www. "caput". senão vejamos: ADIN 2316-1. Com efeito. DA INCONSTITUCIONALIDADE DA MEDIDA PROVISÓRIA N. bem como a edição da nova Medida Provisória. para que se observe na íntegra a decisão que transcrevo abaixo. Ausente. 2.br. por sua vez.170-36. 1.de consumo para a cada dia obter mais e mais valores econômicos aos seus cofres.stf. devendo ser recalculado os valores. Razões pelas quais. o MINISTRO SYDNEI SANCHES proferiu voto favorável à suspensão dos efeitos do artigo 5º da Medida Provisória nº 2. Primeiro porque não atendem aos requisitos de urgência e relevância descritos no artigo 62. em trâmite perante o EGRÉGIO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Relator. da Constituição Federal.963/2000 E DA MEDIDA PROVISÓRIA N. No entanto. 32/01. cujo artigo 5º manteve a possibilidade de capitalização de juros em período inferior a um ano.170-36/2001 A Medida Provisória n. justificadamente. de 23 de agosto de 2001. 1. 2. DECISÃO DA LIMINAR: “Após o voto do Senhor Ministro Sydney Sanches. Basta uma rápida consulta à página do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. de n. E realmente. de 30 de março de 2000.04. manifesta entendimento francamente contrário a essa possibilidade.2002. inovou ao autorizar a capitalização de juros em periodicidade inferior a um ano.

do artigo 48 da Constituição Federal. que se refere a “matéria financeira. Não sendo possível o Presidente da República. cambial e monetária.Logo.A decisão afastou a capitalização dos juros em período inferior a um ano. Ademais. com Relatório do DESEMBARGADOR FEDERAL LUIZ CARLOS DE CASTRO LUGON.963-17. Num segundo momento também temos a inconstitucionalidade da referida Medida Provisória. a exemplo do primeiro caso (líder case) julgado pela 3ª TURMA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO. baixar seu Decreto. como quer e de qualquer matéria.170/01.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO . além de onerar um contrato que por natureza desiguala os contratantes (de adesão).AUSÊNCIA DE OMISSÃO MP 2170/90 . estabelecendo a sua vontade. Quer dizer que a urgência só se verifica para os próprios beneficiados da norma (Bancos). No mesmo sentido líder case acompanham outros julgados: 1600127567 . que teria autorizado à capitalização de juros em períodos inferiores a um ano. houve manifestação expressa já que "a Corte Especial do TRF da 4ª Região acolheu. porque a matéria tratada é de competência do Congresso Nacional. às páginas 386/387. nos autos da APELAÇÃO CÍVEL n. como se fosse um Ditador.00. a inexistência de urgência e relevância também se reflete no fato de que a capitalização de juros mencionada no dispositivo está restrita às instituições financeiras. Neste sentido os Tribunais vem declarando a inconstitucionalidade do artigo 5º da Medida Provisória 2.71. deveria haver a análise do Poder Legislativo e a implementação dos debates necessários em razão dos reflexos que a medida leva à sociedade como um todo. para todos os demais.004856-0. representa verdadeiro descompasso entre a prestação e a contraprestação. publicada em 31/03/2000)".963. Especificamente quanto à Medida Provisória nº 1.170-63. o incidente de inconstitucionalidade da MP nº 2. segundo o inciso XII. instituições financeiras e suas operações”. (TRF 4ª . ao menos num Estado Democrático de Direito como o nosso. de 23/08/2001 (última edição da MP nº 1. já que. autorizando a capitalização anual. publicado do DJU 11 de fevereiro de 2004. onde o ordenamento jurídico e a Constituição devem ser respeitados. por maioria.º 2001.

ou não assina. existe ainda a cumulação de .EDcl 2002. – EDcl 2002. Vânia Hack de Almeida DJU 03.06. apesar da constante proibição da legislação e dos Tribunais brasileiros. e sai com o bem. prática esta reiterada pelas instituições financeiras. pois o consumidor que pretende adquirir determinada coisa ou valor tem como única e exclusiva atribuição a fazer a assinatura do contrato. deve-se entender que mesmo convencionada.00. 635) Seguindo o mesmo entendimento: (TRF 4ª R.3ª T. devendo ser declarada a inconstitucionalidade do artigo 5º do citado Remédio Provisório. Sob a ótica do Código de Defesa do Consumidor. Razão pela qual. Vânia Hack de Almeida – DJU 15. em capitalizar os juros cobrados. É por demais oneroso garantir a instituição financeira o direito de efetuar a cobrança dos valores referentes à capitalização de juros. Desta forma. mesmo após a publicação as fatídicas Medidas Provisórias. Além da prática de juros abusivos. sendo mantido o entendimento clássico dos Tribunais brasileiros. pois o consumidor conforme já narrado acima.71. Assinar e pagar o que lá está inserido. Não é preciso nem analisar o contrato realizado para saber que ocorreu a aplicação dos juros de forma capitalizada. ainda não é possível à aplicação da forma capitalizada de juros no presente contrato.2005 p. pois o consumidor de forma alguma pode optar ou discutir a incidência deste encargo dentro da relação fornecedor/consumidor. somente tem a obrigação de duas coisas quando contrata com um banco.008019-6 .028168-3 – 3ª T. .2005 – p. sob forma de coação. .R. haja vista o mesmo só tem duas possibilidades: ou assina. e sai sem o bem. a adesividade do contrato fica claramente demonstrada. os contratos com a natureza adesiva são contratos pré-formulados. a aplicabilidade da capitalização de juros também faz parte das cláusulas contratuais abusivas.08. aonde a única manifestação de vontade do agente adquirente é a assinatura. no sentido de continuar proibindo os abusos das instituições financeiras.04. Neste sentido.71. – Relª Juíza Fed. e deve se operar sua nulidade de pleno direito.Relª Juíza Fed. 725) E inúmeros outros julgados da mesma Corte Federal.

Mesmo porque. a devolução dos valores indevidamente exigidos é muito demorada. pois com os abusos do Requerido dificulta a quitação total do empréstimo.comissão de permanência juntamente com outros encargos. com base nas suas práticas abusivas (utilizando taxa maior do que a contratada e ainda de forma capitalizada). os juros remuneratórios já correspondem aos lucros da operação de crédito. o que continua sendo exigido pelas instituições financeiras. pois tanto a análise necessária à concessão do crédito como os gastos com a emissão dos boletos de pagamento traduzem despesas administrativas da instituição financeira com a outorga do crédito. o Autor pretende fazer o pagamento dos valores que entende devido em juízo (mediante a taxa de juros correta e a aplicação de forma simples). Além do mais. não podendo a instituição financeira impor ao consumidor as despesas inerentes a sua própria atividade sem qualquer . Ademais. o que é claramente errado ser feito. seria o valor administrativo cobrado? O que objetivamente não ocorre. em detrimento da hipossuficiencia natural do Autor. Num segundo momento também se percebe o perigo na demora. Tais tarifas apresentam-se manifestamente abusivas ao consumidor. DA PRETENSÃO LIMINAR Com base nas ilegalidades argüidas e demonstradas no contrato que acompanha. sendo este valor atribuído apenas àqueles a quem o crédito é permitido. Até porque questiona-se como seria se por um acaso o crédito não fosse autorizado. fica claro que o Autor tem o direito de ver reduzido às parcelas que lhe são exigidas mensalmente. DEMAIS ILEGALIDADES No presente caso existe ainda a ilegalidade das taxas exigidas para emissão dos boletos e da análise de crédito. o que é sabido ser proibido inclusive com decisões pacificadas a respeito desta matéria. o que pode acarretar o atraso no pagamento e a inscrição do nome do Autor nos cadastros negativistas. não se tratando de serviços prestados em prol do consumidor. o que importaria em excessiva vantagem ao Réu. evitando desta forma o enriquecimento ilícito do Requerente.

destruir o processo com questões prejudiciais e nulidades que destroem a seiva que dá vida ao processo. consoante demonstrado acima. num claro ato que trará maior demora por parte do poder judiciário. ANTE O EXPOSTO. nos artigos 46. evitando-se. B) Em caso de V. nos termos do art. rel. REQUER EM TUTELA ANTECIPADA: A) Seja concedido ao Autor o direito a SUSPENSÃO do pagamento das parcelas restantes até a apresentação do contrato de financiamento firmado entre as partes pelo banco réu. 51. Desse modo. Exa. inciso IV. porque evidencia vantagem exagerada da instituição financeira. artigo 798). Encargo contratual abusivo. com prejuízo para as partes e desprestígio para o Judiciário . com fulcro. Angela Terezinha de Oliveira Brito. com fulcro. nulas as cláusulas que as estabelecem. Assim toda ênfase deve ser posta em tal sentido. posto que é ressabido que “Da mihi facto dabo tibi jus” (dá-me os fatos e te darei o direito). visando acobertar as despesas de financiamento inerentes à operação de outorga de crédito.2006). tanto quanto possível. 70012679429. ainda. Logo. pois o mesmo no ato do financiamento já deveria ter entregue uma cópia ao Autor e não o fez. portanto. não há o que se falar em cobrança de tarifas que objetivam concessão ou manutenção da conta. no Princípio Geral de Cautela (CPC. “Quem vem a juízo tem.. em princípio. Desa. 51. uma vez que se transformam em vantagens excessivas ao fornecedor. Apelação Cível n.) (TJRS. ABUSIVIDADE. conforme disposto pelo Banco Central.. conforme planilha em anexo. julgado em 06. aplicando os juros da taxa SELIC.. Nesse diapasão: COBRANÇA DE TARIFA E/OU TAXA NA CONCESSÃO DO FINANCIAMENTO.04. o direito de uma prestação judiciária quanto ao mérito. Disposição de ofício (. 47 e 74 (por interpretação) do Código de Defesa do Consumidor. dificultando o acesso ao questionamento do contrato judicialmente. entender por não suspender o pagamento. tem-se que a cobrança de tais tarifas caracteriza vantagem exagerada da instituição financeira e. requer-se que seja concedido ao Autor o direito a depósito judicial do valor apurado como sendo o correto para o presente contrato. ainda. IV do CDC. do Diploma Consumerista. em cima do valor financiado.contrapartida. Inteligência do art.

FORÇOSAMENTE. requer-se que tenha o Autor o direito a manter o pagamento via depósito judicial. F) Requer ainda que no momento da citação do Requerido para apresentação do contrato de financiamento celebrado entre as partes. sem acarretar juros até a data de início do depósito. REQUER AINDA: A) Em caso de negativa do direito a tutela antecipada. até o trânsito em julgado da presente ação.65 (duzentos e quarenta reais e sessenta e cinco centavos). E) Requer também que na citação seja o Requerido IMPEDIDO de envio de correspondências ou qualquer outro tipo de meio coercitivo para tentar. a serem depositados mensalmente na conta a ser aberta no poder judiciário.(AC 53. ou qualquer outra que tenha por objetivo a remoção do bem. bem como impedindo o Requerido de exigir outro valor a título de pagamento das parcelas do contrato ora em contenda. pede-se que seja a Requerida citada. 409 – grifamos”. na pessoa de seu representante legal. . iniciando o depósito dos valores a partir da citação da parte ré.895. fl. pois este ato configura um ASSÉDIO MORAL desnecessário por parte do Requerido. fazer com que o autor desista de seu direito ou pague o valor devido que não através de depósito judicial. requer-se ALTERNATIVAMENTE o pedido de DEPÓSITO JUDICIAL do valor integral das parcelas. D) Conforme pedido acima exposto. impedindo o mesmo de negativar o nome do Autor nos órgãos de crédito SPC/SERASA. do valor integral das parcelas. pois o Autor está depositando os valores em juízo. TARJ. o que configura claramente LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ. RF 254/288) – Compêndio Jurídico Marcus Cláudio Aquaviva. no montante de R$ 240. não pedindo que seja eximido desta responsabilidade e haja vista a presente ação estar trazendo em seu bojo exatamente a discussão acerca do contrato referente ao bem móvel financiado. seja citado o mesmo no sentido IMPEDITIVO de ajuizamento de ação acautelatória de BUSCA E APREENSÃO. C) Em caso de negativa da suspensão do pagamento e do déposito judicial a menor. ambos os pedidos sob pena de multa diária a ser arbitrada pelo juízo. Relator Severo da Costa. conforme cópia de folha do carnê em anexo. Editora Jurídica Brasileira. valor este atualmente cobrado pelo Requerido como parcela do financiamento. sobre o depósito do valor judicial.

estes últimos conforme de praxe. H) seja condenado o Requerido ao pagamento das custas processuais e . bem como a provar em juízo que deu ao Autor o direito de conhecer o que é capitalização de juros. F) A condenação do Requerido a rever a taxa de juros e a forma de aplicação dos juros. VIII do CDC. pericial caso houver necessidade devendo ser esta arcada pelo Requerido. também deve ser condenado à devolução dos valores exigidos e pagos em dobro. em caso de negativa do pedido supra. D) Seja aplicado a inversão do ônus da prova. bem como explicações ao Autor referente a outras cláusulas de caráter adesivo. devidamente atualizados (INPC). por se tratar de pessoa sem condições de arcar com custas processuais. com o conseqüente expurgo dos encargos que se considerarem onerosos. como antecipação de vencimento. sob pena de confesso quanto a matéria de fato e de direito. sem prejuízo de julgamento. Anexo). G) Requer seja concedido o benefício da justiça gratuita em favor Autor.B) A citação do Requerido. TEC. contestar a presente. etc). tudo calculado na forma simples e sem capitalização mensal. consoante art. sem prejuízo de seu sustento e de seus filhos. e demais encargos de administração (emissão de carnê. combatidos nesta actio. em sendo exigidos valores indevidos. recalculando o valor das parcelas fixas. então que se conceda o período de 06 (seis) meses. bem como a consignação. para que se possa fazer o pagamento das custas processuais. para a revisão integral da relação contratual. assinado pelo Autor. C) Seja julgada totalmente procedente a presente demanda. E) Protesta pela prova documental que acompanha e as demais que se fizerem necessárias no decorrer da instrução processual. bem como o expurgo da cobrança de juros sobre a TAC e a eliminação da própria TAC. comissão de permanência. F) Caso não seja deferida a TUTELA ANTECIPADA. 6º. dentro do prazo processual permitido. sem a exclusão de nenhuma. o Requerido. mais os juros moratórios (taxa selic) e os devidos honorários advocatícios. obrigando o Requerido a apresentar o original do financiamento. atualizados e com juros. TAC. na pessoa de seu representante legal para. querendo. e declarar a nulidade das cláusulas abusivas. consoante declaração de insuficiência financeira que a esta acompanha (doc. devolvendo os valores indevidamente exigidos. todas em direito admitidas.

Dá-se a causa o valor de (coloque o valor final do contrato. Termos.honorários advocatícios na base legal de 20% (vinte por cento) do valor da condenação. pois se colocar a menor o juiz irá. deferimento. 22 de outubro de 2008. Nestes Pede Blumenau. corrigir). ex officio. . bem como os honorários de sucumbência. após o trânsito em julgado.

374/0001-12. CGC 44. vem respeitosamente à Vossa Senhoria propor a presente AÇÃO REVISIONAL DE CLÁUSULAS PARA O EQUILÍBRIO CONTRATUAL COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CGC 80. nº 456.Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Cível da Comarca de Brusque. Estado de São Paulo.847. município de Brusque. pelo que a seguir expõe: . pessoa jurídica de direito privado. Alphaville. CONSIGNAÇÃO INCIDENTE e PEDIDO LIMINAR contra BAMERINDUS LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A.455. prédio 2.710/0001-45. SC DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LUSSOLI LTDA. com sede no município de Barueri. pessoa jurídica de direito privado. estabelecida à rua Augusto Klapoth. 433. através de seu advogado subscritor. salas 1 e 2. à Alameda Rio Negro.

um acréscimo de 21. com o que vem a se beneficiar ainda mais. com data inicial prevista para 16 de julho de 1994. 6.57 Valor R$ 26. A autora firmou com a ré contrato de arrendamento mercantil. foi acrescentado um valor a título de Valor Residual Garantido.181.56 39.132.763. 4. a primeira de trinta e seis parcelas pactuadas foi estipulada em CR$ 3.88 . uma Nota Promissória no valor de CR$ 138. Em razão da instituição do Real como nova moeda.33 e de sua divisão por 36 parcelas resultasse em prestações de R$ 807.459.93 (cinqüenta mil duzentos e vinte nove reais e noventa e três centavos). cento e trinta e dois mil trezentos e dezesseis cruzeiros reais e noventa centavos). 1. cujo valor importava em CR$ 108.73).316. contudo.783.559.861. 27.278.014.038.90 (cento e trinta e oito milhões. a R$ 39.88 (trinta e nove mil quinhentos e treze reais e oitenta e oito centavos).29%.57 corresponde. Ou seja.82 (em Reais.57 (cento e oito milhões seiscentos e sessenta e três mil cento e oitenta e um cruzeiros reais e cinqüenta e sete centavos). A prestação efetiva. em favor da requerida.513.37 10. . Então. todavia.104.88 Valor Residual Garantido 28. o que corresponde . É importante observar que ao valor do bem (um caminhão tipo "Mercedinha") mais o valor do seguro.40 .que são a remuneração do capital. em valores da época. O primeiro pagamento. além de corrigir o valor e de lucrar com ele.21 108. foi cobrado no valor de R$ 352.54.13% a mais. em 20 de junho de 1994.181. o valor de CR$ 108.120.663.494. uma espécie de taxa bancária cobrada no valor de 36% além do valor do bem.06.a R$ 50.95 2. como consta do contrato. que também foi parcelado em trinta e seis vezes. assim compostos: DESCRIÇÃO Bem Seguro do Bem TOTAL Valor CR$ 72. sob o número 0729-068585-7 (documento anexo).na data .054. Como garantia do contrato a requerente foi obrigada a emitir. Não há razões para o acréscimo deste valor sobre o valor do bom que já é devidamente corrigido e sobre o qual incide taxa de juros . tinha um valor inicial de R$ 290.663.229.68.038.356.181. Inobstante o valor do bem (seguro incluso) ser de R$ 29. o lucro da financiadora. dez dias depois da assinatura do contrato.663. 2. o banco ainda cobra um plus.12% acima do valor garantido.36 3. Já o Valor Residual Garantido.00 7. 5.513.OS FATOS 1. correspondente a 36% do valor total do bem (seguro incluso). foi exigida no valor de R$ 1.

enquanto a correção monetária não ultrapassa o índice inflacionário.06 36 PARCELAS VALOR DA PARCELA NO CONTRATO R$ 1. O requerente pôde suportar regularmente o pagamento das primeiras dezessete parcelas. Isto sem considerar o valor residual garantido. Como qualquer pequena empresa brasileira. Note-se que ainda não se está tratando de multas ou juros de mora. 9. cujo valor subia vertiginosamente: de R$ 1.054. 13.33 com juros e correção legais correspondiam a R$ 41.801. através do Aditivo de Renegociação de Operação do Contrato de Arrendamento Mercantil 0729-068585-7.66 (décima sétima parcela.82%. Deste modo. não teve a requerente condições de resistir ao desproporcional avanço das prestações. Quanto aos juros de financiamento. Um disparate.67 (36. e do Valor Residual Garantido em R$ 402.104. nas primeiras dezessete parcelas. em 16/11/95). Ou seja.20.570. Um acréscimo de 61. à altura média de 1% mensal. No referido aditivo a arrendante-requerida calcula como saldo devedor total (atrasada + vincendas) o valor de R$ 34. o pagamento destas vinte novas parcelas quitaria por completo o contrato. O valor inicial da primeira foi estipulado em R$ 1.88% e correção monetária em 61. a 1% por mês. de um valor total do bem na ordem de R$ 29. Isto porque a requerente já quitara dezessete parcelas. No dia 22 de janeiro de 1996 arrendante e arrendatária renegociaram os valores vencidos e vincendos. mas apenas de correção monetária.52. já que até a décima sétima prestação não houve qualquer inadimplência. incluído o valor relativo à parcela vencida e não paga. Por ocasião da 18ª parcela não foi mais possível arcar com a carestia. 12.624. situação que perdurou até o vencimento da 19ª. no mundo dos negócios honestos.73 DIFERENÇA R$ 297. já se constata. já estava em R$ 1.88%) 10. Pelo referido instrumento.02 na data de 16 de janeiro de 1996 - . Assim. foi pactuado que o saldo devedor seria parcelado em vinte parcelas.82% em dezessete meses! 8.787. 11. Excelência. estes já vieram embutidos no preço final.242.09. a aplicação de juros na ordem de 36. o equivalente a R$ 31.104.73 na assinatura do contrato. como se observa pela diferença entre a simples divisão do valor total pelo número de parcelas e o valor arbitrado para as parcelas: VALOR DO BEM R$ 807. que vai anexa à presente.18. quando se sabe que os juros contratuais não leoninos giram normalmente. em janeiro de 1996.Estes pagamentos estão registrados na cópia da Ficha Financeira das Operações emitida pela requerida. 7.

a requerente pleiteou mais uma vez a renegociação da dívida.  SOBRE A RELAÇÃO DE CONSUMO 66. e só veio a prestar alguma informação bem mais tarde.CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR "Art. Diante da incômoda situação de inadimplência.44%. e ainda estava devendo .52 (82.078/90 . Isto representa um total de 158.o requerente já havia pago 76.R$ 34." . Mesmo com dificuldades a requerente honrou suas obrigações contratuais até a sexta prestação do novo parcelamento. vale registrar o que diz a lei simplesmente a lei . e a conduta da requerida face ao sabido caráter imoral do contrato revelou-se claramente quando da solicitação de informações por escrito sobre a atual situação do negócio.242. sem considerar os ulteriores acréscimos que viriam a ser provocados pela arrendante-requerida a título de juros e "correção".000.07%. 16. sem contudo lograr êxito.37%).2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. A valoração aqui apresentada fica portanto prejudicada diante da sonegação de informações da ré.pura e suficientemente clara: LEI 8. mediante a apresentação da Ficha Financeira das Operações que ora se junta.segundo a requerida . e que o contrato em litígio não se regula pelas regras do Código de Defesa do Consumidor. Ante a possibilidade . quando então não conseguiu mais suportar o reiterado encarecimento das parcelas. que o requerente não é um consumidor. e limitou-se a dizer verbalmente o que foi anotado pelo representante da autora e que a seguir se transcreve: Novo Contrato 6 parcelas pagas (de 01 a 06) 8 parcelas vencidas (de 07 a 14) 6 a vencer (15 a 20) R$ 34.sempre presente . 14. que passou a demonstrar uma nítida conduta de imoralidade para com a outra parte do contrato. A requerida negou-se a prestar imediatamente informações documentadas.00 p/ quitar o contrato. 15.de que a requerida venha a alegar que não é ela uma fornecedora.

ficando assegurado ao devedor a repetição do que houver pago a mais. nacional ou estrangeira. vai ao final oferecer depósito como continuidade de pagamento. de 11 de setembro de 1990." Código de Defesa do Consumidor.Produto é qualquer bem. Por isso mesmo." (grifo nosso). Tendo recebido e postulado contínua cobrança sobre valores em verdade indevidos. transformação. 67." Lei da Usura.626/33. . construção. parágrafo único. exportação. montagem. inclusive as de natureza bancária.3º Fornecedor é toda a pessoa física ou jurídica. acrescido de correção monetária e juros legais. aliás. que pode ainda ser argüida. artigo 42. salvo hipótese de engano justificável. mediante remuneração. criação. no parágrafo único do artigo 42." § 2º . artigo 11."Art. prescreve a repetição do indébito: "O contrato celebrado com infração desta lei é nulo de pleno direito. portanto. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. Decreto 22. Em razão da situação conturbada no contrato. bem como os entes despersonalizados. móvel ou imóvel.Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. (grifo nosso) 70. material ou imaterial. distribuição ou comercialização de produtos ou prestações de serviços. a requerida infringiu mais uma vez disposição do Código de Defesa do Consumidor. pública ou privada. 69. que desenvolvem atividades de produção.078. (grifo nosso) . Está mais do que nítida. a requerente pretende contribuir no máximo possível para a breve solução do litígio. Lei 8. em seu artigo 11. de crédito e securitária. importação. A própria Lei da Usura. agora. financeira. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. A COBRANÇA INDEVIDA 68. e inconformada com os valores cobrados. a relação de consumo e aplicabilidade plena do Código de Defesa do Consumidor. Diz o tal parágrafo: "O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. § 1º . apenas para evitar a possibilidade de mora.

e isto se já diz para prevenir infundadas contestações da requerida. seja desprezado o rito especial do artigo 800 e seguintes.a principal e a incidente. e as demais. Assim. Mesmo porque não só a doutrina como também a jurisprudência brasileira têm tradicionalmente entendido assim a nossa lei.33 ÷ 36 )..06. não há restrições quanto ao pedido de depósito. 106. Será pelo julgamento do pedido principal. Então serão oferecidos .201. O valor das parcelas será tão-somente o valor do bem dividido por 36 (29. in Curso de Direito Processual Civil. subseqüentemente a cada mês. Consignação principal é aquela cujo fim está na extinção da dívida. de Balneário Camboriú. 108. Já o depósito incidente não tem previsão expressa. Seu procedimento está regulado nos artigos 890 e 900 do Código de Processo Civil. hoje. mas decorrente da permissividade do artigo 292 do mesmo diploma legal. se deferidas. desde que. desprezado o rito especial da ação de consignação em pagamento. 107. O pedido de depósito incidente tem caráter acessório e secundário. 109. onde foi relator: "É possível.054. 110. Há duas modalidades previstas. R$ 1. os ensinamentos extraídos do Agravo de Instrumento 96003846-9.o que vai totalizar. promover o devedor o depósito por consignação incidente. A primeira parcela é a que vai depositada junto a este petitório. O depósito é admitido claramente na legislação brasileira. Inteligência do artigo 292 do Código de Processo Civil. acrescido de juros e correção legais -1% cada . em sede de ação revisional de contrato. Rio. Segundo o renomado processualista. Forense. mediante quitação total do saldo devedor.no ensinamento de Humberto Theodoro Júnior. . 13ª ed.em juízo . do nosso Tribunal de Justiça de Santa Catarina. embora possa haver confusão entre conceitos diversos. Novamente emprestamos do respeitadíssimo Desembargador Pedro Manoel Abreu. num mesmo processo. sob a denominação de Ação de Consignação em Pagamento. é perfeitamente cabível cumular o pedido consignatório com outros. 1996 .os valores correspondentes às seis últimas parcelas que diz a arrendante-requerida estarem por vencer. verificada a unidade de competência e observado o procedimento ordinário. verificada a unidade de competência. se adote o procedimento ordinário.60. quais sejam . que resulta em 807.105.

e não a pagar.201. que este valor não corresponde à realidade da dívida. o depósito é simples prevenção contra possibilidade de constituição em mora. a critério judicial. que a requerente deseja depositar quantia que corresponda a uma parcela do saldo devedor alegado pela requerida. não tem condições de subsistir o depósito por si só. a prestação importará em seis parcelas de R$ 1. 114. poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas. cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação. era este o número de prestações vincendas. quando houver fundado receio de que uma parte. Em razão de o saldo e tudo o mais estar sendo discutido neste contrato. Vale frisar. Expungida a mora por depósito incidente de valor razoável. ainda que aforado interdito de reintegração. mais uma vez. com a finalidade de prevenir prejuízo irreversível à parte ameaçada deste. é garantido o direito a medidas cautelares inominadas." Código de Processo Civil. que se definirá a sorte e a eficácia da consignação. é possível obstar-se a inscrição do nome do devedor em banco de dados de consumo (SPC. já que a requerente tem. Destarte. Segundo o princípio da Economia Processual. SERASA). e de acordo com a legislação vigente. que este Código regula no Capítulo II deste Livro. assim como mantê-lo na posse do bem objeto do arrendamento mercantil.60. atualizadas mensalmente com base na correção monetária legal e remuneradas em 1% à título de juros legais por mês. artigo 798. desta lide. segundo a requerida. tomar-se-á por base um parcelamento de seis prestações. A POSSIBILIDADE CAUTELAR 113. A prescrição está no artigo 798 do Código de Processo Civil: "Além dos procedimentos cautelares específicos. pois. consideradas as peculiaridades do caso concreto.cumulado ao de depósito. 112. É o caso. já que o contrato está sub judice. já que. Rejeitado o primeiro. Resta. em verdade. até o julgamento da ação revisional do contrato" (grifo nosso) 111. antes do julgamento da lide. . a receber. vez que presentes com certeza as duas figuras jurídicas necessárias à manifestação preventiva do Juiz: o fumus bonis juris e o periculum in mora. pois.

Entre diversos. tanto pelo decréscimo patrimonial quanto pela inatividade fatal da empresa. Eis que cabível a concessão de medida liminar inaudita altera pars. destaque-se os seguintes julgados: RJTJESP 95/291. 118.ante a inscrição em cadastros de consumo (SPC. Do Agravo de Instrumento 96000486-6. da Capital. no caso de que o bem não seja depositado à requerente. A primeira porque está a requerente em situação já exaustivamente explanada de inferioridade. A segunda pelo que se já disse em função do risco que corre a requerente em perder seu crédito . por outro lado. o que é contrário. . a decisão que defere ou indefere liminares compete ao prudente arbítrio do magistrado. para os casos em que haveria necessidade de ação cautelar. Nossos Tribunais. SERASA. respeitosamente. cabendo ao órgão ad quem reformá-las somente quando forem flagrantemente ilegais ou teratológicas. inclusive.60 (mil duzentos e um reais e sessenta centavos)." (grifo nosso) 119. se extrai: "Conforme tem entendido esta Câmara. 116. etc). sujeitas desde já à apuração pericial.201. RT 597/125. e também pelo irreversível dano que certamente advém da privação do uso do bem objeto do contrato em litígio. diante do evidente poder econômico da requerida e de sua má-fé demonstrada pela abusividade contratual já tratada. relator o Desembargador Pedro Manoel Abreu. ao interesse econômico social e ao direito ao trabalho. visando a economia e a simplificação processual. requerer: a) EM LIMINAR: a1) CONSIGNAÇÃO INCIDENTE. correspondente à primeira de seis parcelas sucessivas mensais necessárias à quitação do saldo devedor. têm decidido pela concessão de liminares já no pedido inicial. REQUERIMENTO FINAL Vem a autora à Vossa Excelência. 117.115.por conseqüência a idoneidade comercial e o equilíbrio moral . de apequenamento. JTA 861/159. O recebimento e subseqüente depósito do valor de R$ 1.

possa reunir-se as ações para simultâneo julgamento. no endereço indicado no preâmbulo para que. a5) BANCO DE DADOS DE CONSUMO. cinza e prata. o SERASA e similares. embasado em diversos entendimentos jurisprudenciais excertos de agravos supra-mencionados.a2) DEMANDAS CONEXAS. querendo. . apresente contestação. alínea "a" do Código de Processo Civil. havendo já o referido registro. chassi número 9BM688102RB021035. 221 e seguintes). A determinação aos competentes cartórios de registro de títulos e documentos para que se abstenham de efetuar o apontamento a protesto de títulos cambiários vinculados a contratos firmados entre os presentes litigantes. b) FORO DE ELEIÇÃO. A procedência da presente ação. a4) PROTESTOS EM CARTÓRIO. sob pena de revelia e confissão. com sobrestamento dos feitos intentados pela requerida. no intuito de que. com a conseqüente acolhida da presente. de Tijucas. tipo 709/37. através de carta registrada AR (Código de Processo Civil. pelo que já argüido. que sejam excluídos ou suspensos até o julgamento final desta lide. como no Agravo de Instrumento 96004332-2. sempre enfático quanto a desconsideração da mora para devedores em contratos sub judice. com o fim de evitar maiores prejuízos com eventual Ação de Busca e Apreensão. partindo-se dos valores iniciais originais e observados: d1) a aplicação dos devidos encargos legais. A determinação ao Cartório Cível desta Comarca para que seja comunicada a este Juízo qualquer demanda ajuizada pela ré contra a autora. na pessoa de seu representante legal. d) PROCEDÊNCIA DA AÇÃO. no prazo legal. A citação da requerida. com entendimento pacificado pelo nosso Egrégio Tribunal de Justiça. com a revisão judicial do contrato. IV. como o SPC. motivo do presente litígio. A nomeação da autora como depositária do veículo caminhão Mercedes Benz. tudo com fulcro no artigo 265. ano 1994. c) CITAÇÃO. de 12/7/96. cores branca. código RENAVAM 310101. para que se abstenham de inscrever ou registrar quaisquer restrições de caráter comercial/creditício com relação ao que aqui se discute e. a3) DEPÓSITO DO BEM. Relator Desembargador Carlos Prudêncio. A declaração de nulidade da cláusula abusiva de eleição de foro. A determinação às entidades provedoras ou mantenedoras de bancos de dados ou cadastros de crédito e consumo. DJSC 9519. que é objeto do Contrato de Arrendamento Mercantil 0729-068585-7. no caso de serem admitidos ulteriores pleitos.

a inversão do ônus probante. inciso V e legislação pertinente. comissão de permanência. enquanto comparado à escala progressiva de pagamentos efetuados. além da cumulação irregular do valor residual. com fundamento na Lei 8. d8) a condenação da ré ao ônus da sucumbência. parágrafo único. e) COBRANÇA INDEVIDA. h) PROVAS. .078/90. da Lei 8. de acordo com o artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor. nos termos do artigo 42. d3)a apuração pericial técnico-contábil que restaure. A providência para que seja noticiado ao Ministério Público a conduta criminosa por parte de representantes da requerida no caso da aplicação de juros ilegais. a fim de que seja instaurado o competente inquérito e respectiva ação penal. nos seguintes termos: h1) INVERSÃO DO ÔNUS. d4)a verificação e a apuração minuciosa dos excessos contratuais. os juros excessivos e a correção monetária baseada em indexadores de especulação financeira como a TR ou similar. calculados sem cumulação do tipo capitalização de juros. e a correção monetária ao índice legal (IGP-M). d5) a declaração de nulidade das cláusulas abusivas e excessivamente onerosas cuja existência restar comprovada. Código de Defesa do Consumidor. acrescidos os juros legais. artigo 7º. condenada a ré a ressarcir em dobro o que efetivamente tiver cobrado indevidamente.137/90. num plano contínuo e concorde à legislação. com as cominações de praxe. d6) a limitação constitucional dos juros ao patamar de 12% ao ano. encargos moratórios e juros compensatórios. d7) o restabelecimento do equilíbrio contratual. excluída a multa pela inadimplência recíproca. g) AÇÃO PENAL. a evolução da dívida litigada. recaindo este ressarcimento dobrado na condição de abatimento do saldo devedor. conforme o quantum debeatur apurado em perícia. f) REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A declaração de cobrança indevida sobre os valores reputados como multa contratual. A repetição do indébito.d2)a vedação à capitalização de juros. a fim de serem descontados dos valores em mora os cobrados a mais. A produção de provas.

no setor C. a juntada de documentos. onde deverá ser CITADA na pessoa de quem de direito. Dá-se à causa o valor de R$ 10.000. GO. h4) OUTRAS. casa 08. registro. militar. comissões e remuneração do capital relativos às obrigações oriundas do referido contrato. º (XXX). para os termos da . controle. invocado o princípio legal. a perícia técnico-contábil e financeira visando apurar os resultados objetivados na alínea "d" supra. residente e domiciliado em Valparaíso. com sede e foro nesta Capital Federal sito ao SBS. tabelas e sistemas de cálculo. via de seu advogado que esta subscreve promover AÇÃO DE REVISÃO CONTRATUAL em face da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL . Nestes termos. a intimação da requerida a apresentar nos autos todos os extratos referentes aos débitos originados do contrato em questão. constantes obrigatoriamente todas as fórmulas. instituição financeira de direito público. quadra 27. casado. vem mui respeitosamente à digna e ilustre presença de Vossa Excelência. lote 34. quadras 3/4.00 (dez mil reais). o depoimento das partes e. h3) PERÍCIA. capitalização por encargos. incidência de taxas. (XXX).º (XXX). reajuste. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da Vara Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal. brasileiro.h2) APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. CI n. inscrito no CPF sob o n. quaisquer outras provas que se fizerem necessárias. pede deferimento.

citados abaixo. podendo . como é público e notório.11.03) aderiu por sub-rogação aos direitos e obrigações frente ao CONTRATO DE FINANCIAMENTO habitacional (doc. até então sem qualquer oposição. assim. o financiamento no valor de Cr$1. sem que haja a ingerência ou a participação do financiado (mutuário) na sua redação. moeda da época. vantagens.GO.93. consoante a cláusula quinta. do Setor "C" da cidade de Valparaíso. dentro dos parâmetros legais. 2. mas. acreditando na sua veracidade e norteamento como legítimo. nesse sentido não tem outra alternativa senão o ingresso da presente ação para que possa apurar com exatidão o valor da prestação que for devida e a sistemática de correção do saldo. data em que vinham processando normalmente a amortização do valor do financiamento. constata-se que o mesmo está em confronto com inúmeros dispositivos legais. Restringindo.1990 junto a Caixa Econômica Federal. formuladas pela Requerida e que foram aceitas na forma com que foram emitidas. afrontando o direito do Autor. sem exceção. O Requerente pelo incluso instrumento particular de cessão de direitos. que. e mesmo o contrato. não restava outra opção ao mutuário naquela oportunidade. 4. redigidos (quando não impressos) unilateralmente pelas instituições financeiras.11. na razão de que os mesmos já estão elaborados por ocasião da sua assinatura. desde a aquisição deste imóvel em 29. levando-o até então a aceitar as obrigações que assim lhes eram impostas. diante da ausência de entendimento por parte da Requerida em pretender uma análise com maior profundidade do CONTRATO firmado. Não passando estes de meros contratos de ADESÃO.1990. frente às cláusulas contratuais que lhes foram impostas unilateralmente. Ocorrendo MM. 3. 02) com pacto adjeto de Hipoteca. portanto há mais de 10(dez) anos.567. destinado à aquisição do imóvel constituído da casa 08. e cumpriam integralmente o valor pactuado e estipulado unilateralmente pela Requerida.presente. edificada na Quadra 27. JUIZ. os contratos de financiamentos são todos. Nesse sentido.821. Informando que. pois. os quais. como será demonstrado. após melhor reexame e análise do mútuo ali ajustado. a sua participação em aceita-los ou não. colocando o mutuário em total desvantagem e desigualdade de condições de discutir a questão em procedimento administrativo. firmado em 29. 5. colocando-o em total desvantagem conforme foi salientado acima. diante da situação em que se foi elevando o valor da prestação e o aumento acentuado do saldo devedor. obrigações e responsabilidades (doc. correspondente a 97%% do valor do imóvel. vislumbra-se sem qualquer dúvida que. o que faz pelos seguintes fatos e fundamentos de direito: Da Súmula Fática: 1. o mútuo em questão contrapõe as normas inerentes ao Sistema Financeiro Habitacional. e com isto cumprir o contrato em questão. Mais que.

referente ao COEFICIENTE DO FUNDO DE COMPENÇÃO E VARIAÇÃO SALARIAL . pois. tornando. irá evoluindo acentuadamente o saldo devedor.03. como iremos demonstrar e isto está se realizando sem qualquer respaldo no contrato e na legislação atinente a espécie ora submissa ao Poder Judiciário. em decorrência. como aponta a Requerida. Diante da forma distorcida de amortização e diante da aplicação incorreta dos juros o saldo do financiamento está sendo corrigido de forma irregular. cumpre salientar que. com total afronta ao que está estabelecido no CONTRATO DE FINANCIAMENTO. temos a suscitar que: Os juros que foram pactuados naquele instrumento foram de NOVE vírgula zero cinco mil quinhentos e quarenta e oito milésimos por cento (9. estes contratos geram em conseqüência. isto. em 30.05). Quando na realidade. a COBRANÇA não prevista no CONTRATO. diante de seus valores exorbitantes. representa na verdade um ENCARGO financeiro suplementar que.7%. inviável o cumprimento das parcelas mensais.104. está ocorrendo exacerbada majoração dos encargos financeiros. Para tanto suficiente o cotejo da PLANILHA anexa (doc. Diante desses fatos. contrariando o disposto na Lei n. aceitando-o na forma com que já se encontra formulado. como se vê da inclusa PLANILHA (doc.2001. na sua redação.04) emitida pela Requerida e acostada aos autos. Dentro desse entendimento. nada mais é do que juros embutidos. Diante desses fatos. verifica-se uma substancial majoração dos encargos e conseqüentemente do valor do saldo devedor. NÃO EXISTE saldo DEVEDOR em favor da Requerida. diante dos pagamentos efetuados. . sem respaldo legal. por não observarem as normas pertinentes. Vistos. 04) emitida pela Requerida. do FINANCIAMENTO então ajustado. E que.15%. incompatibilizando e tornando onerosa as parcelas mensais. os juros praticados não obedeceram ao que ali foi pactuado. onde se percebe a incidência de juros de MAIS de 1%. mas. que colocam o financiado em condição inferior em seu direito de manifestação. se tivesse sido regularmente pago. coloca o mutuário em situação desvantajosa frente a estas formulas de elevação e atualização do saldo devedor do financiamento.07.05548%) como taxa efetiva e nominal de 8. contratos impostos. Sendo assim.FCVS 1. Gerando com essas super atualizações do saldo devedor do financiamento.se afirmar de serem em sua maioria ILEGÍTIMOS. onde o financiado não tem como insurgir. Em decorrência desse fato ilegítimo. 4. cláusulas abusivas e ilegais. persiste um saldo DEVEDOR de R$15. eis que. um rotineiro abuso. como se vê da PLANILHA (doc.380/65. no curso das indexações. 6.

como se vê do CONTRATO (doc. nesse contexto.51): IV . A diferença de cálculos de uma e outra.02). que resultaram em enorme desvantagem para os mutuários. manipulando os reajustes das prestações e do saldo devedor de maneira obscura e divorciada dos termos contratuais e da lei .71). " Assim sendo. que. no entanto. o Código de Defesa do Consumidor.exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva. Como é perceptível. com inegável desvantagem para os mutuários. sem adentrarmos com muita profundidade ao mérito.Eis que. dentre outras práticas abusivas: (art. E como demonstra a PLANILHA DE CÁLCULO DA PRESTAÇÃO (doc. abusivas. V . pelo contrário. abusiva de má-fé. ou sejam incompatíveis com a boa fé ou a equidade. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. quando adquiriram o imóvel. está a Requerida agindo de forma iníqua. é . entre outras. seja quanto ao reajuste das prestações. há que salientar que os cálculos efetuados na planilha apresentada pelo mutuário primaram pelo emprego dos parâmetros estipulados no contrato assinado com o agente financeiro. presentemente NÃO EXISTE SALDO DEVEDOR. os números apresentados pela Requerida. mas. seja quanto ao saldo devedor do financiamento. do valor do financiamento originário e diante dos pagamentos feitos de forma distorcida e a maior. em 29 de novembro de 1990. assinala que: "E vedado ao fornecedor de produtos ou serviços. situação essa que é repudiada dentro das diretrizes traçadas pelo Código de Defesa do Consumidor. como resta comprovado pela inclusa PLANILHA FINANCEIRA (doc.05). Pois. destas planilhas. Assim sendo.o que lhe faz render benefícios extraordinários.07. aliás. MM.908. quando a Requerida aponta uma prestação de R$623. Daí decorre a presente ação. " São nulas de pleno direito. certamente foram elaborados diante de critérios extracontratuais. incompreensíveis e abusivos.06) o valor da possível prestação em 30. o caso vertente insinua. existe um crédito em favor do Autor (R$12. 39)". a um manifesto desequilíbrio entre as partes contratantes.25. Este expediente. onde se pretende apurar os valores que efetivamente estão vinculados ao contrato de financiamento e que deve ser cumprido pelos mutuários. JUIZ. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que (art. expondo os mutuários a excessivos encargos .46. em estrita conformidade com os dispositivos legais pertinentes e frente à realidade econômica do país. é certamente gritante.estabeleçam obrigações consideradas iníquas.e sob a ótica do Código de Defesa do Consumidor. no mínimo.01 seria de R$173.

extrai-se a toda evidência que razão e direito devem assistir ao Autor e nesse sentido.380. a pretensão do Autor ao proporem a presente ação. em linha de princípio. professam. Assim. 6º da Lei n. ANTE O EXPOSTO.a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão dos fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. CONTESTAR a presente ação. certamente.indiscriminadamente adotado pelas instituições financeiras deste País. de 21. . o contrário. do art.08.64) que era exatamente para atingir um objetivo: o social. resta claro que é uma lei que não passou do papel. assegurando aos mutuários os benefícios resultantes dos cálculos apresentados na sua PLANILHA FINANCEIRA. querendo. isto sim. sob pena de revelia e confissão. 8. o que reflete hoje na enxurrada de ações em trâmite na Justiça. assegurados pelo ordenamento jurídico vigente." Assim. estriba-se no inciso V. diante dos fundamentos retro expendidos. ora propostas pelos credores hipotecários diante da impossibilidade financiados de adimplirem os leoninos contratos. espoliando os parcos orçamentos dos mutuários.078/90 ( Lei de proteção do consumidor) que assinala: "São direitos básicos do consumidor: V . JUIZ é apenas mais um daqueles casos em que o comprador de imóveis financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação vem reclamar a prestação jurisdicional com o objetivo de fazerem valer os seus direitos. pouco ou nada se incomodando com a penúria dos mesmos. ora propostas pelos devedores hipotecários na tentativa de reduzir os exacerbados comprometimentos financeiros. alheios à nobre diretiva governamental de propiciar moradia às classes menos favorecidas da população. atropelam o próprio princípio inspirador da criação do Fundo Nacional da Habitação (Lei nº 4. em condições compatíveis com a sua renda. Destarte. MM. A espécie dos autos. sendo legítimo o propósito de obterem judicialmente a revisão do contrato de financiamento em discussão. no sentido de que o mesmo seja examinado e adequado às condições e às normas que regem a matéria expostas acima. as entidades financeiras vinculadas ao SFH. os quais certamente haverão de ser ratificados através de perícia contábil deferida por este Juízo. solicita a Vossa Excelência : a) a CITAÇÃO da Requerida. na pessoa de quem a representa legalmente em Juízo para. Portanto.

perícia contábil. etc. como: juntada de documentos. Leonardo Advogado OAB/DF 15. 18 de Guimarães fevereiro de 2002. dando-se à presente o valor de R$ 1.00 (mil reais) para efeitos fiscais e legais. honorários advocatícios e demais pronunciações como de direito. Outrossim. julgada procedente a presente ação nos termos propostos e declarada por sentença a revisão do contrato de financiamento em apreço.811 Data de Cadastro: 10/01 DF. com a condenação da Requerida ao pagamento das custas processuais.000. c) seja afinal. Nestes termos. Vilela . pede e espera deferimento Brasília. protesta em provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido.b) seja compelido a Requerida a refazer os cálculos das prestações e do saldo devedor em conformidade com o contrato originalmente assinado e em consonância com as normas legais pertinentes e. se permita a realização de perícia contábil. caso necessário.

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