P. 1
Folhas de Apoio DT 20102011 v2

Folhas de Apoio DT 20102011 v2

|Views: 3.891|Likes:
Publicado porEdson Junior

More info:

Published by: Edson Junior on Oct 26, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/26/2013

pdf

text

original

Sections

  • 1. INTRODUÇÃO
  • 2. A IMPORTÂNCIA DO DESENHO TÉCNICO
  • 3. O PROCESSO DE DESENHO
  • 4. PERCEPÇÃO VISUAL
  • 5. COMUNICAÇÃO VISUAL
  • 6. REPRESENTAÇÃO
  • 7. LER DESENHOS
  • 8. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
  • 9. ENQUADRAMENTO DO DESENHO
  • 10. REGRAS DO DESENHO A LÁPIS
  • 11. TIPOS DE DESENHO
  • 12. NORMALIZAÇÃO
  • 12.1 Objectivos e importância
  • 12.2 Princípio da Normalização
  • 12.3 Normas Portuguesas para utilização em Desenho Técnico
  • 12.4 Normas Internacionais
  • 13. ESCALAS
  • 13.1 Definição
  • 13.2 Utilização
  • 13.3 Escalas de redução normalizadas
  • 13.4 Escalas de ampliação normalizadas
  • 13.5 Tamanho natural
  • 14. FORMATOS
  • 14.1 Séries
  • 14.2 Dimensões
  • Tabela 1: Formatos da série A – dimensões e margens
  • 14.3 Formatos alongados
  • Tabela 2: Formatos alongados da série A
  • 15. DOBRAGEM DE FOLHAS
  • 16. TIPOS DE LINHA
  • 16.1 Tipos de linha – Natureza do traço
  • 16.2 Tipos de linha – Espessura do traço
  • 17. ESCRITA NORMALIZADA
  • Tabela 3: Características da letra normalizada do tipo A
  • 18. LEGENDAS
  • Figura 7: Legenda normalizada tipo 6
  • Figura 8: Legenda normalizada tipo 7
  • 19. PROJECÇÕES ORTOGONAIS
  • 19.1 Método Europeu
  • 20. CORTES E SECÇÕES
  • Figura 12: Execução de um corte e de uma secção
  • 21. PERSPECTIVAS
  • Figura 13: Perspectivas
  • 21.1 Perspectiva Isométrica
  • Figura 14: Cubo representado em perspectiva isométrica
  • 21.2 Perspectiva Dimétrica
  • Figura 15: Cubo representado em perspectiva dimétrica
  • 21.3 Perspectiva Trimétrica
  • Figura 16: Cubo representado em perspectiva trimétrica
  • 21.4 Perspectiva Cavaleira
  • Figura 17: Cubo representado em perspectiva cavaleira
  • 21.5 Perspectiva Militar
  • Figura 18: Cubo representado em perspectiva militar
  • 21.6 Perspectiva com um ponto de fuga
  • Figura 19: Cubo representado em perspectiva com um ponto de fuga
  • 21.7 Perspectiva com dois pontos de fuga
  • Figura 20: Cubo representado em perspectiva com dois pontos de fuga
  • 21.8 Perspectiva com três pontos de fuga
  • Figura 21: Cubo representado em perspectiva com três pontos de fuga
  • 21.9 Construção de circunferências em perspectiva
  • Figura 22: Circunferência representada em perspectiva
  • Figura 23: Objecto com circunferências representado em perspectiva
  • 21.10 Representação de uma peça em perspectiva
  • Figura 24: Sequência para a obtenção da representação em perspectiva de uma peça
  • 22. REPRESENTAÇÃO PROJECTISTA
  • 22.1 Plantas
  • 22.2 Cortes
  • 22.3 Alçados
  • 23. COTAGEM

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

Departamento de Engenharia Civil

MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA CIVIL

FOLHAS DE APOIO À DISCIPLINA DE DESENHO TÉCNICO

Responsável da Disciplina: Prof. Doutor Miguel P. Amado Semestre 1 Ano Lectivo 2010/2011
1/45

NOTA PRÉVIA Esta sebenta constitui o documento de apoio pedagógico da disciplina de Desenho Técnico do Mestrado Integrado em Engenharia Civil, ministrado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa. Os conteúdos e exemplos aqui referenciados pretendem, de forma não exaustiva, definir e articular o contexto aos elementos programáticos da disciplina definidos para o ano de 2010/2011. O presente documento não substitui a consulta e estudo da bibliografia recomendada nem à exposição dos conteúdos durante as aulas. A não apresentação de exercícios práticos resolvidos resulta da opção de se pretender que o aluno no seu tempo de estudo autónomo desenvolva, de modo próprio, uma pesquisa individual, e que, com base nos exercícios fornecidos e resolvidos durante as aulas resolva outros semelhantes em resultado da sua actividade de estudo individual.

2/45

ÍNDICE 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 6 A IMPORTÂNCIA DO DESENHO TÉCNICO ................................................................ 7 O PROCESSO DE DESENHO ...................................................................................... 8 PERCEPÇÃO VISUAL .................................................................................................. 9 COMUNICAÇÃO VISUAL ........................................................................................... 10 REPRESENTAÇÃO .................................................................................................... 10 LER DESENHOS ........................................................................................................ 11 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA.................................................................................... 11 ENQUADRAMENTO DO DESENHO .......................................................................... 12

10. REGRAS DO DESENHO A LÁPIS .............................................................................. 13 11. TIPOS DE DESENHO ................................................................................................. 13 12. NORMALIZAÇÃO........................................................................................................ 14 12.1 12.2 12.3 12.4 13.1 13.2 13.3 13.4 13.5 14.1 14.2 14.3 Objectivos e importância................................................................................... 14 Princípio da Normalização ................................................................................ 15 Normas Portuguesas para utilização em Desenho Técnico .............................. 15 Normas Internacionais ...................................................................................... 15 Definição .......................................................................................................... 16 Utilização .......................................................................................................... 16 Escalas de redução normalizadas .................................................................... 16 Escalas de ampliação normalizadas ................................................................. 16 Tamanho natural............................................................................................... 16 Séries ............................................................................................................... 18 Dimensões........................................................................................................ 18 Formatos alongados ......................................................................................... 18

13. ESCALAS ................................................................................................................... 16

14. FORMATOS ................................................................................................................ 18

15. DOBRAGEM DE FOLHAS .......................................................................................... 19 16. TIPOS DE LINHA ........................................................................................................ 21 16.1 16.2 Tipos de linha – Natureza do traço ................................................................... 21 Tipos de linha – Espessura do traço ................................................................. 21

17. ESCRITA NORMALIZADA .......................................................................................... 22 18. LEGENDAS................................................................................................................. 23 19. PROJECÇÕES ORTOGONAIS................................................................................... 25 19.1 Método Europeu ............................................................................................... 25 20. CORTES E SECÇÕES................................................................................................ 27 21. PERSPECTIVAS ......................................................................................................... 28 21.1 Perspectiva Isométrica...................................................................................... 29
3/45

21.2 21.3 21.4 21.5 21.6 21.7 21.8 21.9 21.10 22.1 22.2 22.3

Perspectiva Dimétrica ....................................................................................... 30 Perspectiva Trimétrica ...................................................................................... 31 Perspectiva Cavaleira ....................................................................................... 32 Perspectiva Militar ............................................................................................ 33 Perspectiva com um ponto de fuga ................................................................... 34 Perspectiva com dois pontos de fuga ............................................................... 34 Perspectiva com três pontos de fuga ................................................................ 35 Construção de circunferências em perspectiva ................................................. 36 Representação de uma peça em perspectiva ................................................... 37 Plantas ............................................................................................................. 38 Cortes ............................................................................................................... 38 Alçados ............................................................................................................. 38

22. REPRESENTAÇÃO PROJECTISTA ........................................................................... 38

23. COTAGEM .................................................................................................................. 41 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1: Formatos da série A – dimensões e margens ..................................................... 18 Tabela 2: Formatos alongados da série A .......................................................................... 18 Tabela 3: Características da letra normalizada do tipo A .................................................... 22 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: Exemplo de enquadramento do desenho no suporte (papel)............................... 12 Figura 2: Planta desenhada a rigoroso à mão livre ............................................................. 13 Figura 3: Planta desenhada a rigoroso com régua e esquadro........................................... 13 Figura 4: Dobragem de folhas realizadas ao baixo ............................................................. 19 Figura 5: Dobragem de folhas realizadas ao alto................................................................ 20 Figura 6: Parâmetros da escrita normalizada ..................................................................... 22 Figura 7: Legenda normalizada tipo 6 ................................................................................ 23 Figura 8: Legenda normalizada tipo 7 ................................................................................ 24 Figura 9: Peça no interior de uma caixa transparente ........................................................ 25 Figura 10: Rebatimento dos planos de projecção ............................................................... 25 Figura 11: Planos de projecção rebatidos .......................................................................... 26 Figura 12: Execução de um corte e de uma secção ........................................................... 27 Figura 13: Perspectivas ...................................................................................................... 28 Figura 14: Cubo representado em perspectiva isométrica .................................................. 29 Figura 15: Cubo representado em perspectiva dimétrica.................................................... 30 Figura 16: Cubo representado em perspectiva trimétrica ................................................... 31 Figura 17: Cubo representado em perspectiva cavaleira .................................................... 32
4/45

...................................................... 40 Figura 27: Alçado .......................... 36 Figura 23: Objecto com circunferências representado em perspectiva ............................................................... 36 Figura 24: Sequência para a obtenção da representação em perspectiva de uma peça ............... 34 Figura 21: Cubo representado em perspectiva com três pontos de fuga ............................................................................................................................................................................................................................................................................................ 33 Figura 19: Cubo representado em perspectiva com um ponto de fuga ......... 42 Figura 29: Planta de estabilidade cotada . 37 Figura 25: Planta ....Figura 18: Cubo representado em perspectiva militar . 39 Figura 26: Corte ....................................................................................................................... 34 Figura 20: Cubo representado em perspectiva com dois pontos de fuga .............. 43 5/45 ..................................... 35 Figura 22: Circunferência representada em perspectiva ................. 40 Figura 28: Planta de arquitectura cotada ...........................................................................

devemos ver o desenho não só como expressão artística. Qualquer que seja a forma do desenho. pretende esta disciplina contribuir para que o aluno possa ganhar competências para avaliar de forma crítica o potencial que o recurso à utilização do desenho tem como ferramenta para o acto de projectar. Steven P. tanto na fase de projecto como na fase de obra. “Desenhar é o processo ou técnica de representação de alguma coisa – um objecto. A possibilidade de recorrer à representação tridimensional. facilita a comunicação e diálogo entre projectistas e restantes intervenientes no processo. a comunicação entre elementos das equipas de projecto e de obra. ele pode incluir outros elementos pictóricos. e com o cliente. Ching. mas também como ferramenta prática para formular e trabalhar questões de representação gráfica.” [1] [1] In: “Representação Gráfica para Desenho e Projecto”. Já que o desenho apresenta geralmente uma natureza linear. importa salientar alguns que. Deste conceito infere-se que definir contornos é diferente de pintar ou de colorir superfícies. a diferenciação entre desenho de representação e desenho de concepção possibilitará a utilização desta ferramenta para situações tão diferentes como seja o acto de comunicar em obra ou de pensar e ainda de possibilitar a visualizar uma ideia. constitui-se numa valia muito importante para o engenheiro. A possibilidade de visualização das ideias. representa o princípio com base no qual organizamos e expressamos pensamentos e percepções visuais. que também se podem interpretar como linhas. INTRODUÇÃO Entre os vários objectivos definidos para a disciplina de Desenho Técnico. Por outro lado. mesmo com aqueles que não dominam a técnica de representação através do desenho. Francis D. pela sua importância programática e conteúdo operativo. como pontos e pinceladas. Nova York 6/45 . se consideram estruturantes para o processo formativo do aluno de Engenharia Civil. Portanto. A demonstração da contribuição que o conhecimento das potencialidades e limites da utilização do desenho enquanto ferramenta de apoio ao projecto é sem dúvida a mais relevante.1. K. uma cena ou uma ideia – por meio de linhas. Por outro lado. numa superfície. Juroszek – GG.

sem qualquer ambiguidade. o desenho não perdeu a sua posição como meio de expressão. tendo continuado a utilizar-se. acabaram por conduzir às chamadas escritas ideográficas. assim como um mesmo desenho artístico pode suscitar reacções diversas em diferentes pessoas que o observem. visto se basearem num número relativamente pequeno de sinais. aquedutos. entre outros… O principal problema que permaneceu durante muito tempo na execução dos desenhos técnicos foi a dificuldade em representar com rigor objectos tridimensionais sobre superfícies planas. uma ortografia e uma caligrafia próprias. os quais tendendo a tornar-se progressivamente mais esquemáticos. Leonardo realizou um estudo da teoria do desenho e pintura. num determinado tipo de figuração. para exprimir ideias. assim. dois artistas ao tratarem o mesmo tema podem transmitir. Assim. paralelamente à escrita. a quem observa os seus desenhos. cujo estudo é necessário a quem pretenda ler e escrever correctamente essa linguagem. quantas vezes na exposição de um assunto ou na explicação de uma ideia se é forçado a recorrer ao gesto. ou até mesmo se reconhece a necessidade de fazer um desenho para tornar a explicação mais clara. Com efeito. Há contudo que distinguir dois tipos de desenho: o Desenho Artístico e o Desenho Técnico. com efeito. Muitas vezes o desenho consegue mesmo uma eficácia de expressão bem maior que a fala ou a escrita. de forma completa e rigorosa. Só no século XV o génio de Leonardo da Vinci trouxe algum progresso aos métodos de representação. numa procura de simplificação. fortalezas. No entanto. efectuou numerosos desenhos dos seus inventos e promoveu a divulgação dos seus métodos que felizmente encontraram continuadores. ser representado sempre da mesma maneira. A IMPORTÂNCIA DO DESENHO TÉCNICO “A necessidade que o homem teve. Com efeito. de que são exemplos os hieróglifos egípcios e a escrita ainda hoje usada na China. por serem mais práticas e de mais simples aprendizagem. facto este que a experiência quotidiana de cada um de nós põe em evidência. O Desenho Artístico possibilita ampla liberdade de figuração e apreciável subjectividade na representação. 7/45 . As regras «gramaticais» que regem a linguagem que é o Desenho Técnico são. chegaram até aos nossos dias testemunhos de «desenhos de projecto» executados pelos egípcios para a construção das pirâmides ou pelos povos da Mesopotâmia para a construção de monumentos e edifícios. que é uma forma não concretizada de desenho. que ao introduzir a Geometria Descritiva lançou simultaneamente as bases dos sistemas de representação que ainda hoje se utilizam. desde sempre. Estas escritas ideográficas cederam mais tarde o seu lugar às escritas com alfabeto que. Emoções ou impressões bem diferentes. As primeiras tentativas de comunicação por escrito fizeram-se por meio de desenhos. considerar-se uma «linguagem» e como tal deve ter uma gramática. bem definidas. As técnicas de representação em desenho viriam a sofrer novo e importante impulso no século XVIII com Gaspar Monge. Datam de há muitos séculos as primeiras tentativas de representação de desenhos técnicos.2. São bem conhecidos também os desenhos executados pelos Romanos para a construção de edifícios. O desenho pode. No Desenho Técnico esta diversidade na representação e na interpretação não é admissível. de comunicar com o seu semelhante levou-o inicialmente a procurar uma linguagem falada e mais tarde a recorrer à expressão escrita. têm hoje utilização generalizada. devendo o mesmo objecto.

que estimulam a imaginação. A actividade de desenhar não se dissocia do que vemos ou pensamos acerca do assunto representado. já que envolve a construção de imagens visuais. não se apresentou inicialmente com tanta evidência e só um longo processo evolutivo permitiu a diferenciação dos dois tipos de desenho. e estas são as imagens que tentamos representar no desenho. Desenhar é um meio natural de expressão que cria um mundo separado. o que possibilita a nossa descoberta do mundo.” [2] [2] In: “Desenho Técnico”. Luís Veiga da Cunha. Juroszek – GG. que atrás se referiu.” [3] [3] In: “Representação Gráfica para Desenho e Projecto”. existem as imagens que criamos no papel. A mente cria as imagens que vemos. os desenhos que usamos para expressar e comunicar os nossos pensamentos e percepções. Ver A visão é o principal canal sensorial através do qual tomamos contacto com o mundo. A acção de ver cria imagens da realidade externa que percebemos de olhos abertos. enquanto esta fornece o ímpeto de desenhar. K. O PROCESSO DE DESENHO A necessidade que todos sentimos de perceber como funciona e como se faz. enquanto desenhar revigora a visão. Lisboa 3. A proficiência no desenho deve ser acompanhada pelo conhecimento e pela compreensão do que ambicionamos representar graficamente. ou que sejam suficientemente familiares para que se possa recriá-los de memória ou pela imaginação. A evolução que o Desenho Técnico sofreu foi particularmente sensível nas últimas décadas. melhorando a clareza do desenho e aumentando a sua rapidez de execução. etc. na sua busca activa por uma estrutura e significado. portanto. imaginar e representar imagens. nas actividades quotidianas. com alcance mais longínquo. tem como resultado que “Na essência de todos os desenhos. Fundação Calouste Gulbenkian. de imagens que falam para os olhos. A partir daí. Francis D. É muito concludente a comparação de um desenho realizado no princípio do século com um desenho actual. não recorria praticamente a representações convencionais e simbólicas e procurava dar uma ilusão do real. a mente apresenta imagens da realidade interior – memórias visuais de eventos passados ou projecções de um futuro imaginado. Representar No desenho. Nova York 8/45 . Ver fortalece nossa habilidade de desenhar. a distinção entre Desenho Artístico e Desenho Técnico. Actualmente procura-se eliminar nos desenhos técnicos tudo o que possa dar lugar a interpretações subjectivas. É o nosso sentido mais desenvolvido. manipulados e filtrados pela mente. a menos que os vejamos como modelo. adoptando procedimentos tais como sombras. mais do que uma habilidade manual. Steven P. cores.Como se compreende. Com os olhos fechados. o sentido em que nos apoiamos. Ching. prioritariamente. ainda próximo do Desenho Artístico. exista um processo interactivo de ver. Desenhar é. Não podemos desenhar um objecto ou uma cena. O desenho antigo. Imaginar Os dados visuais são processados. mas paralelo. demarcamos a superfície para representar graficamente o que vemos ou o que imaginamos mentalmente.

movimento. de facto. Existem três fases no processamento veloz e sofisticado que resulta nas imagens que vemos: • Recepção: os olhos recebem impulsos energéticos em forma de luz – ou da sua fonte ou da sua reflexão por superfícies iluminadas. o nosso ambiente cultural modifica a percepção e ensina a interpretar os fenómenos visuais que experimentamos. se necessário. Por exemplo. Estas células fotossensíveis convertem energia electromagnética em sinais electroquímicos e geram a leitura da intensidade de luz recebida. • • A percepção visual é o processo vigoroso de busca de modelos formais. de modo a mudar imagens que modelam o nosso mundo visual. as imagens com informações que de facto não estão ali. A mente procura delimitações para o significado e para a compreensão dos modelos recebidos. o que vemos é. continuar a examinar o objecto e o seu meio ambiente. mas. que possui células extractoras das características específicas do impulso visual: a localização e a orientação dos limites. executa mais do que uma simples gravação passiva e mecânica das características visuais do estímulo gráfico. Os olhos não vêem o que a mente não reconhece. É capaz de exteriorizar a percepção estável e tridimensional do movimento. PERCEPÇÃO VISUAL “O acto de desenhar é um processo dinâmico e criativo. uma vez que tenhamos reconhecido o seu significado. Ele transforma activamente impressões sensoriais da luz em formas com significado. Os nossos olhos devem. K. é processado. por conseguinte. o padrão não mais será percebido. Somos capazes de perceber uma imagem estável mesmo enquanto os nossos olhos a examinam. O sistema visual. tamanho e cor. preenchendo. fundamenta-se não apenas nos impulsos extraídos da imagem que se forma na retina. conhecimentos e experiências que cada um de nós aporta ao acto de ver. Além disso. Após uma paragem intermédia. então. pois ela busca activamente as características que se encaixam na nossa imagem do mundo. Steven P. essencialmente um padrão de claros e escuros. Somos capazes de formar imagens de um emaranhado de dados visuais sem significado.4. chega ao córtex visual do cérebro. fazemos ilações sobre o mundo. A percepção visual é. Nova York 9/45 . se estrutura com base em interesses. Ching. Quando olhamos algo. podemos não entender um padrão de claros e escuros incompleto. Inferência: com base nas características extraídas. Somente uma pequena área da retina é capaz de distinguir detalhes subtis. por isso. A óptica forma uma imagem invertida. mas também. para vê-lo na totalidade. “ [4] [4] In: “Representação Gráfica para Desenho e Projecto”. portanto. por outras células nervosas na retina. a partir da recepção dos raios de luz na retina – uma colecção de células nervosas que são uma extensão do cérebro. Uma figura. na nossa mente. Extracção: a mente extrai características visuais básicas do estímulo recebido. uma criação mental. A mente usa os impulsos extraídos das imagens formadas na retina como base para o jogo intelectual de fazer suposições sobre o que experimentamos. Juroszek – GG. Fazer inferências é uma operação natural da mente. Francis D. Este impulso. construído pela rápida sucessão de imagens retinais inter conectadas. dirigindo-se para debaixo do nervo óptico.

A nossa percepção é holística. Mesmo o desenho mais realista está sujeito à interpretação. “ [5] [5] In: “Representação Gráfica para Desenho e Projecto”. Entre as formas de comunicação gráfica mais utilitárias estão: padrões de desenho. Representam modos complementares de ver e desenhar. Um único desenho. Juroszek – GG. a qual estabelece paralelos com a experiência. Já que o vemos de forma diferente. pois incorpora todas as informações que possuímos acerca do fenómeno que experimentamos. K. desenho simplificado que pode ilustrar um processo. Francis D. para que a revejam e avaliem. Francis D. Seria difícil descrever adequadamente em palavras o que o desenho pode revelar num olhar rápido. Nova York 6. por natureza. devem apelar à sua imaginação e convidá-lo a emitir respostas. Estas instruções visuais guiam a construção de um projecto ou a transformação de uma ideia em realidade. Imagens conceptuais e perceptivas são. COMUNICAÇÃO VISUAL “Todos os desenhos comunicam na medida em que estimulam a atenção daqueles que os observam. Uma forma comum de comunicação visual é o diagrama. no entanto. Ching. Os desenhos são. esclarecer um conjunto de relações. Juroszek – GG. formas legítimas de representação. No desenho de observação. o que pode acabar por ser expressado diferentemente de como é percebido visualmente. por ignorar outros.5.” [6] [6] In: “Representação Gráfica para Desenho e Projecto”. A escolha do meio ou da técnica a usar também afecta o que somos capazes de transmitir num desenho. consciente ou inconscientemente. ainda antes de comunicarem ou instruírem. Pelo contrário. Steven P. direccionamos a atenção para aspectos particulares da visão e optamos. Quanto mais abstracto for o desenho. mais deverá apoiar-se em convenções e textos. criamos uma realidade em separado. Outro exemplo é um conjunto de desenhos de apresentação que oferece aos outros uma proposta de projecto. No processo de desenho. Qualquer desenho que utilizemos para comunicar imagens visuais deve representar os objectos de forma que seja compreensível aos demais observadores. Nova York 10/45 . ou descrever um padrão de transformação ou crescimento. Uma vez que conquistem o observador. podemos desenhar a imagem conceptual do que a mente vê. ricos em informação. Ching. cada um de nós pode observar o mesmo desenho e interpretá-lo de forma diferente. por exemplo. não estamos limitados às percepções visuais de uma realidade óptica. com a finalidade de comunicar ou transmitir a informação. apenas pode tornar visíveis as nossas percepções da realidade exterior e as visões interiores da mente. podemos desenhar o que conhecemos sobre o assunto. REPRESENTAÇÃO “Um desenho nunca pode reproduzir a realidade. K. Os desenhos devem chamar a atenção da visão. Além disso. ambas. Steven P. detalhes e ilustrações técnicas. A escolha de uma sobre a outra depende da proposta do desenho e do que se deseja comunicar a respeito de um determinado assunto. só pode expressar uma porção limitada da nossa experiência. No desenho de imaginação.

Nova York 8. a função do desenho expande-se para registar o que existe. Steven P. Olhar um desenho de cabeça para baixo. É fácil convencer os nossos olhos de que o desenho que fizemos expressa realmente o que acreditamos que deveria representar. o desenho permanece como processo cognitivo que envolve a percepção do olhar e a reflexão visual. que parecem ser triviais. assim como os que produzimos.” [7] [7] In: “Representação Gráfica para Desenho e Projecto”. É fácil ver erros nos desenhos dos outros porque os observamos com olhos sem vícios. Por exemplo. o desenho é utilizado para guiar o desenvolvimento de uma ideia. qualquer desenho. LER DESENHOS “Apesar de sermos capazes de ler desenhos que não podemos realizar. Sermos capazes de ler um desenho significa que entendemos as relações entre o tema e a forma como ele é graficamente representado. Juroszek – GG. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA “O termo representação gráfica traz à mente os desenhos de apresentação usados para persuadir o observador com relação aos méritos da proposta do projecto. Para melhor criticar e para aprimorar os próprios desenhos. Ao projectar. Nova York 11/45 . seja gerado em computador. Através do tempo e com suficiente prática. processos e produtos gráficos de outras formas. isto é. a menos que sejamos capazes de decifrar os marcos gráficos que executamos e entender as formas com que outros possam vê-los e interpretá-los. entre elas inscrever rectas e reforçar tonalidades. Juroszek – GG. Durante este processo. K.7. Não podemos construir um desenho. Mesmo pequenos erros. permitindo-nos transferir ideias para o computador e desenvolvê-Ias em modelos tridimensionais. K. podem ter relevância. Mudanças repentinas de ângulos de visão permitem-nos ver problemas que a nossa mente já estava predisposta a ignorar. A habilidade técnica será de pouco valor se não for acompanhada da compreensão dos princípios de percepção em que estas técnicas estão fundamentadas. Steven P. à distância ou no reflexo de um espelho leva-nos a observá-lo de outro modo. Uma parte essencial do processo de aprender a desenhar é aprender a ler os desenhos que temos a oportunidade de ter contacto. Francis D. ainda. Francis D. o contrário não é verdadeiro. desde o conceito até a proposta concreta. Para aprender a desenhar e a usar o desenho de forma eficaz. Mesmo que os meios electrónicos desenvolvam e ampliem os métodos de desenho.” [8] [8] In: “Representação Gráfica para Desenho e Projecto”. Ching. como instrumento de projecto. pode ter sido construído de maneira imprópria e falsear a ideia tridimensional que representa. devemos cultivar o hábito de lêlos como os outros o fariam. Também são familiares os desenhos construtivos ou de detalhe. Os projectistas utilizam. as especulações e os planos a serem utilizados no futuro. que geram instruções gráficas para produção ou construção de projectos. caso confundam a mensagem ou o significado do desenho. seja realizado manualmente. é necessário adquirir algumas habilidades fundamentais. qualquer um pode aprender estas técnicas. mesmo que a imagem gráfica nos dê a impressão oposta. Ching. as ideias surgidas. Devemos ser capazes de reconhecer quando um desenho expressa algo que não seria possível na realidade.

Quando tanto a figura como o fundo têm qualidades de formatos positivos. ENQUADRAMENTO DO DESENHO “Organizar a composição de um desenho ou projecto é basicamente um arranjo de formatos. Quando uma figura flutua num mar de espaços vazios. como de que tamanho será a imagem. onde estará e que orientação terá. Juroszek – GG.R. Depois. K. Francis D. a forma e as margens do papel. com uma mudança de enfoque ou de compreensão. começam a organizar-se espaços circundantes com formatos reconhecíveis.” [9] [9] In: “Representação Gráfica para Desenho e Projecto”. Essa relação ambígua entre formatos positivos e negativos pode ser desejável em certas situações. nunca acidental. com a dimensão. confrontamos a necessidade de tomar decisões. Inicialmente. Estas decisões afectam o modo como percebemos as relações de figura/fundo resultantes entre formatos positivos e negativos. A figura destaca-se claramente como formato positivo contra um fundo vazio. Desenvolvem-se relações figura/fundo mais interactivas e integradas. Londres 12/45 . Ching. Steven P. mas confundir noutras. Sempre que uma figura ou mais se sobrepõe ao plano de fundo. é provável que vejamos o que eram formas de fundo como figuras positivas. a relação figura/fundo torna-se ambígua. Este tipo de relações de figura/fundo é fácil de ser visto. Nova York Figura 1: Exemplo de enquadramento do desenho no suporte (papel) In: “A estética na Arquitectura”. podemos ver certos formatos como figuras. dependendo da proposta do desenho. ou quando sobrepomos formas transparentes. Ocorrem movimentos visuais entre formatos e a tensão visual resultante torna-se mais interessante. difuso ou disforme. Também temos de determinar o que deve ser incluído e o que será omisso em relação ao que vemos ou imaginamos.9. Qualquer ambiguidade nas relações de figura/fundo deve ser intencional. Quando começamos a desenhar num pedaço de papel. a sua presença é enfatizada. Scrtto.

Scrtto. processo criativo. Em desenho arquitectónico permite-se o prolongamento das linhas para além dos pontos de convergência. Scrtto. Os traços rectos e curvos devem ter a mesma intensidade se forem do mesmo tipo de linha. registo e percepção visual. com traço bem nítido e vivo. Comunicação de ideias. Os comprimentos dos troços das linhas a traço interrompido e a traço ponto devem ser uniformes e seguir a norma estabelecida. Rigoroso cotado – utilizado para a comunicação do projecto à obra. TIPOS DE DESENHO • Mão livre – utilizado para registar imagens e ideias de desenvolvimento do projecto. REGRAS DO DESENHO A LÁPIS • • • • • • • As linhas definitivas devem ser feitas independentemente da sua espessura. • • • Figura 2: Planta desenhada a rigoroso à mão livre In: “A estética na Arquitectura”. Londres 13/45 . traçam-se primeiro os traços finos. treino da observação. Londres Figura 3: Planta desenhada a rigoroso com régua e esquadro In: “A estética na Arquitectura”. Rigoroso à mão – utilizado para representar com proporção e rigor algumas dimensões para o projecto. desenhando posteriormente sobre eles os traços mais grossos que não se devem cruzar.R. 11.10. Na execução destes desenhos a lápis. As espessuras dos vários tipos de linhas devem ser estabelecidas de modo a obterse uma diferenciação entre elas. permitindo o seu cruzamento. Rigoroso com régua e esquadro – utilizado para a comunicação do projecto técnico. As extremidades das linhas devem ser bem marcadas. As linhas de construção devem ser feitas a traço fino.R.

definições. Regularização. Sousa – Editora Lidel. existem também organismos ligados à normalização. às normas ISO (International Organization for Standardization). existem as normas de desenho técnico. Ribeiro. 2001. Uma norma de desenho técnico não é mais do que um conjunto de regras ou recomendações a seguir. Regulamentação por entidade ou instituição oficialmente autorizada de nomenclaturas. segurança. processo ou serviço. por exemplo. para que todos os intervenientes no processo de desenho "falem a mesma língua". o desenho técnico. as normas ANSI (American National Standards Institute) são as normas de aplicação quase exclusiva. protecção do consumidor. C. na qual entra o desenho. o IPQ (Instituto Português da Qualidade) é o organismo responsável pela normalização. é necessário que obedeça a determinadas regras e convenções. nacionais e internacionais. em geral. na qual se refere: 1. Silva. L. eliminação de barreiras comerciais. semelhantes. que produzem normas sobre os mais variados assuntos. NORMALIZAÇÃO Como definição de normalização podemos atender à constante da Infopédia. Acto ou efeito de normalizar ou normalizar-se. notações. J. 12. produzindo normas com o prefixo NP. Dias. No continente americano. Porto Editora. Lisboa 14/45 . técnicas operatórias. entre os quais. assim como em Inglaterra é o BSI (British Standards Institute).” [10] [10] In: “Desenho Técnico Moderno”. Esses objectivos específicos podem ser a simplificação. aquando da execução ou da leitura de um desenho técnico.1 Objectivos e importância A normalização pode ter um ou mais objectivos específicos em função do produto.12. com o fim de obter uniformidade de critérios e padrões que facilitem as relações nos domínios da técnica e da indústria. Ao nível de cada país. economia e a comunicação. características de aparelhos e produtos industriais. são as Euro normas (EN). Em Portugal. “Para que o desenho técnico seja universalmente entendido sem ambiguidades. 2. Existem vários organismos. 3. Ao nível europeu. Para uniformizar o desenho. A. as normas de maior aceitação e aplicação. produzindo normas com o prefixo BS.

– NORMES FRANÇAISES ISO .12.4 Normas Internacionais S. Nesses meios de comunicação é explicitada a qualidade do processo. como também a prevenção de situações de complexidade desnecessária no futuro. os prestadores de serviços e o cliente.2 Princípio da Normalização A normalização é. I. Dois importantes exemplos encontram-se nas recomendações ISO para a Prática dos Desenhos de Engenharia (ISO 128 e ISO 129) e para as unidades do Sistema Internacional de Unidades (SI) e sua utilização (ISO 31 e ISO 1000). trazendo benefícios para toda a sociedade. F. simplificando e minimizando o problema dos diferentes idiomas. no momento presente. S. A primeira norma permite que os projectos possam ser lidos e entendidos em qualquer parte do mundo. No campo do desenho a comunicação. um acto de simplificação. – BRITISH STANDARDS N.3 Normas Portuguesas para utilização em Desenho Técnico Formatos NP-48 (1968) Modo de dobrar as folhas de desenho Linhas e sua utilização Legendas Cotagem Representação de vistas Cortes e Secções 12. A normalização só obterá sucesso caso as normas sejam implementadas. A segunda fornece os meios para a representação das dimensões e quantidades físicas. essencialmente. no qual os requisitos especificados são expressos de forma facilmente compreendida pelas partes envolvidas. 12. – NORMAS PORTUGUESAS B. devendo. através da função básica das normas.INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION ANSI – AMERICAN NATIONAL STANDARDS INSTITUTE NP-49 (1968) NP-62 (1961) NP-204 (1968) NP-297 (1963) NP-327 (1964) NP-328 (1964) 15/45 . que surgiu como resultado do esforço consciente da sociedade. é realizada pelos meios de comunicação entre o fabricante. É uma actividade social e económica. – SISTEMA INTERNACIONAL N. Implica não só uma redução de variedade. por isso. garantido o seu entendimento em todos os países. ser promovida através da cooperação de todos aqueles envolvidos no processo. P.

ESCALAS 13.13. N. Esta pode ser de redução ou de ampliação. Ao nível do Planeamento Regional é comum utilizarem-se a escalas 1:100000. Em Engenharia Civil. Nota: a escala deve ser sempre referenciada na legenda do desenho. 1:10 1:100 1:1000 1:10000 10:1 100:1 16/45 . sendo as escalas 1:10 e 1:5 utilizadas para pormenorizações mais específicas. No projecto de Arquitectura. a informação contida num desenho à escala 1:100 terá menos “informação” do que um desenho do mesmo objecto à escala 1:20. 1:25000 e 1:10000. consoante as dimensões do objecto representado sejam maiores ou menores do que as do objecto físico. Ou seja. 13. nomeadamente nos projectos de estabilidade e de instalações são usadas as escalas 1:50 e 1:100.3 Escalas de redução normalizadas (NP EN ISO 5455) 1:2 1:5 1:20 1:50 1:200 1:500 1:2000 1:5000 13.2 Utilização Na representação gráfica associada à construção civil as escalas habitualmente mais utilizadas são as escalas de redução.5 Tamanho natural 1:1 ou T. 1:1000 e 1:500. Para a pormenorização destes projectos é habitual a utilização das escalas 1:20 e 1:10. enquanto em Planeamento Urbano se utilizam as escalas 1:5000. e para a representação de plantas. Consoante a escala utilizada o desenho deverá ter mais ou menos pormenor.1 Definição A escala é a relação entre a dimensão do objecto no desenho e a dimensão real desse mesmo objecto. enquanto para a representação de pormenores construtivos são utilizadas as escalas 1:20 e 1:50. 13. 1:2000. alçados e cortes é muito utilizada a escala 1:100.4 Escalas de ampliação normalizadas (NP EN ISO 5455) 2:1 5:1 20:1 50:1 13.

etc. corrimãos. Marcação da estrutura e respectivos eixos Marcação dos vãos para mapa de vãos Marcação de estereotomias (pavimentos. maquinaria relevante para os projectos de especialidades.50 Médios – 0. mas relevantes (armários de cozinha.1 a 0. O desenho exige o domínio total sobre a execução do objecto representado. lajes.3 Finos – de 0.1 a 0. Representação rigorosa dos elementos de construção (arquitectura e estrutura).) Marcação da pormenorização dos desenhos de pormenor Espessuras aconselhadas: Grossos – 0. etc.25 a 0. roupeiros.2 o 0. etc.) Espessuras aconselhadas: Grossos – de 0. cobertura. • • • • • Constituição esquemática das paredes. mas mais pormenorizada a nível gráfico que a 1:200 Destaque de paredes. 17/45 ..Escala 1:200 (escala para estudo prévio) • • • Representação geral muito esquemática.25 Finos – 0. completamente dominado e definido. nesta fase.2 Escala 1:10 e 1:5 (escala para projecto de execução) Desenhos de pormenor onde se explora uma determina parte do projecto considerada relevante ou zonas que não ficaram claramente representadas a outras escalas.18 a 0. O projecto está.25 a 0. etc. enfatizando o projecto no seu todo Destaque das paredes e elementos de construção mais representativos Vãos.35 Finos – de 0.15 Escala 1:100 (escala para anteprojecto) • • • • • Representação esquemática. não têm relevância a esta escala Espessuras aconselhadas: Grossos – de 0. descrição dos vários espaços e respectivas áreas Possibilidade de marcação dos vãos para mapa de vãos Representação esquemática de elementos de construção secundários. paredes.18 Escala 1:50 (escala para projecto) Início do projecto de execução.1 a 0. eventual estrutura e outros elementos de construção considerados importantes para a leitura do projecto Cotagem.

14. pastas. dossiers. dão sequência a uma normalização internacional que visa uma melhor e mais eficiente rentabilização da largura normal dos papéis de desenho.3 Formatos alongados Por vezes.1 Séries Série A – A0 = 1.00 m2 Série B – Média geométrica da dimensão de dois formatos consecutivos da série A. Tabela 2: Formatos alongados da série A Designação A3 x 3 A3 x 4 A4 x 3 A4 x 4 A4 x 5 Dimensões (mm) 420 x 891 420 x 1189 297 x 630 297 x 841 297 x 1051 18/45 . resultantes da combinação do lado menor de um formato A com as dimensões do lado maior de um outro formato A. FORMATOS Os formatos constantes da NP 48 (1968) do A0 ao A6. As séries B e C estão reservadas para envelopes. enfim.14. todos os elementos necessários para guardar e/ou transportar os documentos da série A. 14. Série C – Média geométrica de dois formatos consecutivos das séries A e B.2 Dimensões Em cada formato. Tabela 1: Formatos da série A – dimensões e margens Margens (mm) Formato Dimensões (mm) A0 A1 A2 A3 A4 A5 A6 1189 x 841 841 x 594 594 x 420 420 x 297 297 x 210 210 x 148 148 x 105 Lateral Esquerda Outras 25 25 25 25 25 25 25 10 10 10 10 10 10 10 14. o lado maior é igual ao lado menor do formato seguinte. arquivos. Em desenho técnico é utilizada a série A. é necessário recorrer a formatos alongados.

de forma a esta ser totalmente visível mesmo com a folha dobrada. L. J. DOBRAGEM DE FOLHAS A dobragem visa a possibilidade de arquivo de desenhos em "dossiers"' ou caixas com o formato A4. Dias. Ribeiro.15. A. devendo seguir as indicações expressas pela norma NP 49 (1968). conforme exemplificado nas figuras 4 e 5. Silva. C. Figura 4: Dobragem de folhas realizadas ao baixo In: “Desenho Técnico Moderno”. Lisboa 19/45 . Sousa – Editora Lidel. com a legenda localizada no canto inferior direito. A dobragem pode ser feita com os desenhos orientados ao baixo ou ao alto. Após a dobragem a folha deve ter as dimensões de um A4.

C. J. A. Sousa – Editora Lidel.Figura 5: Dobragem de folhas realizadas ao alto In: “Desenho Técnico Moderno”. L. Silva. Lisboa 20/45 . Ribeiro. Dias.

16. Esta. contornos e arestas fictícios. • • Tipo “b” Tipo “c” • Tipo “d” • Tipo “e” 16.5mm 0.6mm 0.2 Tipos de linha – Espessura do traço • • • • • • • • • • 1. No que respeita à natureza do traço. linhas de cota. Traço ponto grosso Extremidades e zonas de mudança de direcção das linhas que representam os traços das superfícies dos cortes.2mm 1. A norma que os regula é a NP 62 (1961).1 Tipos de linha – Natureza do traço • Tipo “a” Traço contínuo grosso Contornos de paredes em corte. Traço ponto fino Eixos. linhas representando traços de cortes nas zonas não representadas com linha do tipo "c". Traço contínuo fino Tracejados de cortes e secções.2mm.4mm 0.1mm 21/45 . a NP 62 (1961) define cinco tipos diferentes de linha e dez espessuras de traços. que se compreendem entre os 0. TIPOS DE LINHA No desenho técnico são utilizados diferentes tipos de linha de forma a tornar os desenhos mais explícitos.1mm e os 1.0mm 0.8mm 0. traço ponto). traço interrompido.7mm 0. refere não só a natureza do traço (traço contínuo. limites de vistas ou cortes parciais. de chamada e de referência.2mm 0. partes situadas à frente de um plano de corte.16.3mm 0. como também as suas espessuras. Tal como nos restantes aspectos do desenho técnico também os tipos de linhas estão sujeitos a normas. Traço interrompido grosso Arestas e linhas de contorno ocultas. arestas e linhas de contornos visíveis.

1 3 4. A espessura do traço deve ser de 1/7.35 0. sem exageros. ESCRITA NORMALIZADA A norma reguladora da escrita em desenho técnico é a NP 89 (1963).4 1.25 Dimensões (mm) 5 7 10 3.35 0. A escrita normalizada deve ter um aspecto agradável. J. sendo o intervalo entre palavras de 1/7h ou 2/7h. C.4 7 10 14 2.5 3. A. o traço deve ser uniforme e de leitura simples. Fundação Calouste Gulbenkian.17.5 0.5 5 1. Tabela 3: Características da letra normalizada do tipo A In: “Desenho Técnico”. Lisboa 22/45 .5 2.2 0. Luís Veiga da Cunha. a 75°) e a escrita vertical (ou redonda). Esta prevê a utilização de dois tipos de escrita em desenho técnico: a escrita cursiva (ou inclinada.5 5 7 0. Sousa – Editora Lidel. Nota: sempre que se executa escrita à mão livre é indispensável desenhar previamente pautas que sirvam de guia ao traçado do texto. Ribeiro.8 28 8.5 0. Silva.05 1.5 0. L. Lisboa Características Altura das letras maiúsculas Altura das letras minúsculas Espaçamento entre caracteres Espaço mínimo entre linhas Espaço mínimo entre palavras Espessura das linhas h c a b e d Relação com h 14/14 10/14 2/14 20/14 6/14 1/14 2. conforme o espaço entre letras.5 3. Dias.7 1 1.4 Figura 6: Parâmetros da escrita normalizada In: “Desenho Técnico Moderno”.18 0.7 14 10 2 20 6 1 20 14 2.

Fundação Calouste Gulbenkian. LEGENDAS Os desenhos técnicos. Para tal é usada a legenda. obrigatório e facultativo. juntamente com a margem. A norma que define os tipos.” [11] [11] In: “Desenho Técnico”.) Identificação da pessoa ou entidade para quem foi executado o desenho Informações gerais relativas às características do desenho (escalas. 6 e 7). etc. datas.) Referenciação de alterações que venham a ser introduzidas no desenho Para simplicidade de quem consulta o desenho. facilitando a rápida identificação do desenho. tolerâncias. quando o desenho ou uma cópia do desenho forem dobrados. para que sejam inteiramente compreendidos por quem os “lê” necessitam de outro tipo de informação para além do desenho propriamente dito. ter largura superior a 185 mm de modo que. Estas podem ser simples (tipos 1. já a norma ISO 7200 (1984) define apenas as dimensões máximas da legenda e o seu conteúdo informativo. a legenda fique sempre situada na sua totalidade no frontispício. A legenda deve ser executada encostada à margem no canto inferior direito do desenho e não deve. autores do projecto e do desenho.18. 2. “O tipo de letra a utilizar nas legendas (quando se tratam de desenhos técnicos à mão levantada) deve seguir as regras anteriormente referidas na escrita normalizada. Lisboa Segundo a norma NP 204 (1968) estão previstos sete tipos de legendas a utilizar em Desenho Técnico. dimensões e conteúdo da legenda é a NP 204 (1968). constituindo um conjunto que se designa por legenda do desenho. etc. as várias indicações referidas devem estar agrupadas sempre de forma análoga. completas (tipos 3 e 4) ou desdobradas (tipo 5). Luís Veiga da Cunha. Figura 7: Legenda normalizada tipo 6 23/45 . • • • • • Identificação e designação do objecto representado no desenho Identificação dos responsáveis pela execução do desenho (responsável pelo desenho. Em desenhos de construção civil são habitualmente utilizadas as legendas tipo 6 e 7.

Indicam. Zona 6 – Referências às alterações ou reedições do desenho. A designação deve referir-se ao objecto representado e ser independente do fim particular a que este se destina. para evitar enganos. pode ser reservada para outras indicações. sendo N o número de registo (zona 5) do desenho que foi substituído. desenho. Zona 7 – Indicação do desenho efectuado anteriormente que foi substituído por aquele a que corresponde a legenda. o grupo de estudos a que se destina. Zona 3 – Responsáveis e executantes do desenho. verificação. Zona 9 – Escalas em que o desenho está executado. 3 e 7 podem registar-se as datas correspondentes às alterações indicadas nos rectângulos superiores. indica-se a escala principal na primeira linha em caracteres maiores e as restantes nas linhas seguintes em caracteres mais pequenos. É importante preencher esta zona nos desenhos substituídos. Zona 2 – Indicações complementares do título. Só se indicam quando não sejam inscritas junto das cotas do desenho. Zona 8 – Indicação de um desenho efectuado posteriormente que veio substituir aquele a que diz respeito a legenda. a entidade que encomendou o desenho. etc. Estas alterações são muitas vezes indicadas por letras maiúsculas ou números. cópia. etc. onde N é o número de registo do desenho que substitui o antigo. um conjunto de desenhos de que faz parte. No caso de esta zona não ser necessária para este fim. com a finalidade de não restringir o campo de aplicação do desenho em ocasiões futuras. Têm normalmente por objectivo identificar a finalidade ou o destino do desenho. a obra a que se destina.). Quando haja mais do que uma escala. Zona 10 – Especificação das tolerâncias das cotas. Costuma escrever-se nesta zona: «Substitui N». Inscreve-se normalmente o tipo de responsabilidade (projecto. a data e a rubrica do responsável respectivo. por exemplo. Zona 4a (eventual) – Entidade co-proprietária do desenho. Zona 5 – Número de registo do desenho.Figura 8: Legenda normalizada tipo 7 • Zona 1 – Designação ou título. É o número com que o desenho está registado pela entidade executante que se indica na zona 4. É o elemento principal para identificação ou localização do desenho no respectivo arquivo. 24/45 • • • • • • • • • • . Costuma escrever-se: «Substituído por N». Zona 4 – Entidade que executa ou promove a execução do desenho. Eventualmente nos rectângulos inferiores que existem nas legendas tipo 1. Inscreve-se apenas no caso de o desenho não se destinar à entidade executante.

Silva. habitualmente designada por projecção ortogonal. para que todas as faces fiquem inseridas no mesmo plano. J. Ribeiro. Figura 9: Peça no interior de uma caixa transparente In: “Desenho Técnico Moderno”.1 Método Europeu Habitualmente. L. sendo que a face que serve de plano de projecção é sempre a que fica para além da peça em relação ao observador. Dias. podemos projectar ortogonalmente a peça nas seis faces da caixa. quando se pretende representar uma ideia em desenho. Define-se por projecção ortogonal o sistema que representa um objecto mediante a projecção de rectas perpendiculares ao plano do desenho. A. são definidas seis projecções ortogonais de um dado objecto. Dias. A. é muito utilizada em Desenho Técnico. a cada ponto corresponde uma só projecção ortogonal num determinado plano. Assim. sendo a forma mais habitual de representação em Desenho Técnico. colocada no interior de uma caixa de faces transparentes. quando a intenção é representar um objecto de forma rigorosa a utilização das projecções ortogonais é mais adequada. C. Sousa – Editora Lidel. Lisboa 25/45 . como a representada na figura 9. rebatendo as faces em torno das arestas da caixa. L. como se representa na figura 10. sendo que.19. Depois de representadas as projecções em todas as faces. abre-se a caixa. Lisboa Figura 10: Rebatimento dos planos de projecção In: “Desenho Técnico Moderno”. 19. Sousa – Editora Lidel. ao representar a projecção ortogonal segundo o Método Europeu. Silva. Ao imaginar uma peça. Ribeiro. conforme representado na figura 11. C. J. PROJECÇÕES ORTOGONAIS A projecção paralela ortogonal.

Lisboa 26/45 .Figura 11: Planos de projecção rebatidos In: “Desenho Técnico Moderno”. C. Silva. J. Ribeiro. Dias. Sousa – Editora Lidel. L. A.

27/45 . No caso da secção. total ou parcialmente. Estas. CORTES E SECÇÕES O corte corresponde à projecção ortogonal resultante do seccionamento de uma peça através de um plano. perdendo-se a noção do espaço. e em que a parte da peça que fica aquém desse plano secante se torna invisível. Para uma boa representação do desenho é muito importante que as linhas sejam equidistantes. Os tracejados devem respeitar as normas que indicam a representação gráfica referente a determinado material. nem pouco espaçadas. enquanto o corte representa a secção e a vista para além desta. desenhado com linhas paralelas do tipo "e". Devem tanto quanto possível fazer um ângulo de 45° com as linhas de contorno ou linhas de eixo. para que o desenho não se torne demasiado denso.20. Figura 12: Execução de um corte e de uma secção As zonas em corte devem ser assinaladas com tracejado. que atravessa a peça. esta representa apenas o objecto em corte. não devem ser muito espaçadas. a norma NP-167 (1966) para o desenho técnico em geral e a norma ISO 4069 (1977) para os desenhos de Construção Civil.

PERSPECTIVAS Figura 13: Perspectivas 28/45 .21.

fazendo ângulos iguais. Figura 14: Cubo representado em perspectiva isométrica 29/45 . Assim. os três eixos. a isometria caracteriza-se por: • • • • Projecção ortogonal sobre o plano de projecção Eixos coordenados (eixos no espaço) com igual inclinação em relação ao plano de projecção Eixos axonométricos formando entre si ângulos iguais e com a amplitude de 120º cada Coeficientes de redução iguais segundo os três eixos (0. marcando-se na prática as dimensões reais Na prática.816). os objectos consideram-se orientados no espaço segundo os três eixos coordenados oblíquos em relação ao plano de projecção e fazendo com este ângulos iguais.1 Perspectiva Isométrica Nestas perspectivas.21. representam-se por um eixo vertical em relação a uma direcção horizontal marcada no plano de projecção: os outros dois eixos fazem com essa direcção ângulos de 30°.

Coeficientes de redução iguais em dois eixos e um diferente. Estão convencionados conjuntos de ângulos para cada perspectiva. podendo determinar-se os coeficientes de redução para cada caso. Figura 15: Cubo representado em perspectiva dimétrica 30/45 .21. Os ângulos podem ser “quaisquer”. Dois eixos coordenados com igual inclinação em relação ao plano axonométrico.2 Perspectiva Dimétrica • • • • • • Projecção ortogonal sobre o plano de projecção. com coeficientes de redução preestabelecidos. Eixos axonométricos formando entre si dois ângulos iguais e um diferente.

Eixos axonométricos formando entre si ângulos diferentes. Figura 16: Cubo representado em perspectiva trimétrica 31/45 . podendo determinar-se os coeficientes de redução para cada caso. Estão convencionados conjuntos de ângulos para cada perspectiva. com coeficientes de redução preestabelecidos.3 Perspectiva Trimétrica • • • • • • Projecção ortogonal sobre o plano de projecção. Os ângulos podem ser “quaisquer”. Eixos coordenados com inclinação diferente em relação ao plano de projecção.21. Coeficientes de redução diferentes em todos os eixos.

fica perpendicular ao plano de projecção. no caso mais utilizado. aquela que determina a projecção do eixo perpendicular ao plano de projecção.4 Perspectiva Cavaleira A perspectiva cavaleira baseia-se na projecção paralela oblíqua. a perspectiva cavaleira é caracterizada por: • • • Projecção oblíqua sobre o plano de projecção Eixos coordenados x e y paralelos ao plano de projecção Eixos axonométricos y e Z formando entre si um ângulo de 90° Assim. que corresponde à profundidade. Assim. colocando-se o sistema de eixos segundo o qual se orienta o objecto de modo a que os eixos y e z. é. enquanto o eixo x. Contudo. Essa inclinação do eixo x. fazendo ângulos de 45° com a vertical e a horizontal. podem estruturar-se perspectivas cavaleiras sem simetria por nenhum dos eixos e em que os ângulos poderão ter um qualquer valor superior a 90°. os eixos y e z são perpendiculares entre si. sejam paralelos ao plano de projecção. enquanto o eixo x fica com a inclinação dependente da das projectantes relativamente ao plano de projecção. por convenção. simétrica em relação aos outros dois eixos. correspondentes ao comprimento e à altura. ou seja. Figura 17: Cubo representado em perspectiva cavaleira 32/45 .21.

Figura 18: Cubo representado em perspectiva militar 33/45 . Eixos axonométricos y e x formando entre si um ângulo de 90°.5 Perspectiva Militar • • • • Projecção ortogonal sobre o plano horizontal. o mais utilizado é o de 2/3. no entanto. Apenas o eixo vertical apresenta redução. Podem ser utilizados vários coeficientes de redução.21.

6 Perspectiva com um ponto de fuga Figura 19: Cubo representado em perspectiva com um ponto de fuga 21.21.7 Perspectiva com dois pontos de fuga Figura 20: Cubo representado em perspectiva com dois pontos de fuga 34/45 .

8 Perspectiva com três pontos de fuga Figura 21: Cubo representado em perspectiva com três pontos de fuga 35/45 .21.

9 Construção de circunferências em perspectiva Figura 22: Circunferência representada em perspectiva Figura 23: Objecto com circunferências representado em perspectiva 36/45 .21.

10 Representação de uma peça em perspectiva Figura 24: Sequência para a obtenção da representação em perspectiva de uma peça 37/45 .21.

Também pode ser uma vista superior do objecto. NP 328 (1964) Desenho Técnico (representação em vista). normalmente à altura de 1. lateral esquerdo e lateral direito). (figura 26) 22. ao ser cortado por um plano vertical.2 Cortes É a projecção ortogonal de um objecto.1 Plantas É o corte de um objecto. posterior. Em Arquitectura. projectado ortogonalmente num plano horizontal do desenho. Na representação de uma planta indicam-se as paredes cortadas a linha do tipo “a” – traço contínuo grosso. (figura 27) 38/45 .10m. Este ou Nascente e Oeste ou Poente) ou por associação (principal ou anterior.3 Alçados É uma vista do objecto. O alçado pode ser uma vista frontal. Tal como no caso das plantas. e ISO R128 Dossiers Techniques: Principes de Representation. No desenho arquitectónico. é comum denominar cada alçado com base nas direcções dos pontos cardeais (Norte. projectada ortogonalmente num plano vertical do desenho. Marcação e representação de secções: devem ser ordenadas da esquerda para a direita em relação à representação completa do elemento ou zona. (figura 25) 22. existem diversos tipos de vistas em planta para representar as várias projecções horizontais de um edifício. lateral ou posterior. dependendo da vista do objecto que representa. representando-se os vãos (portas e janelas) a linha do tipo “e” – traço contínuo fino. Planos de corte e vista: são planos de projecção escolhidos de forma a conterem a informação mais importante para a comunicação rigorosa da forma. 22.22. Esses princípios contêm os seguintes elementos de representação: • • • Planos de projecção: onde os pontos no espaço são representados por projecção ortogonal e são paralelos aos principais planos da construção. e as vistas a linha do tipo “e” – traço contínuo fino. REPRESENTAÇÃO PROJECTISTA Os princípios aplicáveis na representação projectista encontram-se reunidos nas normas NP 327 (1964) Desenho Técnico (cortes e secções). Sul. também nos cortes se representam os contornos das áreas seccionadas a linha do tipo “a” – traço contínuo grosso.

Barreiro.Figura 25: Planta Projecto de arquitectura de uma moradia unifamiliar – Urbanização da Quinta do Zé Rita. Progesto 39/45 .

Barreiro. Progesto 40/45 . Barreiro. Progesto Figura 27: Alçado Projecto de arquitectura de uma moradia unifamiliar – Urbanização da Quinta do Zé Rita.Figura 26: Corte Projecto de arquitectura de uma moradia unifamiliar – Urbanização da Quinta do Zé Rita.

• • • • • •   Linhas de chamada – linha tipo “e” Linhas de cota – linha tipo “e” Linhas de referência – linha tipo “e” Setas. traços – linha intermédia entre tipo “a” e “e” Inscrição nas cotas – desenhados com escrita normalizada Símbolos complementares de cotagem: Diâmetro Quadrado 41/45 .” [12] [12] In: “Desenho Técnico”. A cotagem pode ser classificada como planimétrica ou altimétrica. a humidade. Luís Veiga da Cunha. pontos. as fotocópias. reduzem ou ampliam os desenhos. alterandoos. consoante se refira à cotagem de plantas ou cortes.. etc. Fundação Calouste Gulbenkian. a temperatura. das cotas e de outras indicações auxiliares relacionadas com as cotas. De facto. COTAGEM “Designa-se por cotagem a inscrição.23. no desenho. Lisboa A utilização da cotagem é imperiosa para que haja rigor num projecto. As cotas representam sempre as dimensões reais dos objectos.

Barreiro. Progesto 42/45 .Figura 28: Planta de arquitectura cotada Projecto de arquitectura de um edifício – Casas de Santo António.

Progesto 43/45 . Barreiro.Figura 29: Planta de estabilidade cotada Projecto de arquitectura de um edifício – Casas de Santo António.

Rogers. Cortes e secções. 2002. 1ª Edição. Londres Silva. Lisboa Scrtto. NP 328:1964 (1ª Edição) Desenho técnico.. Barcelona Cunha. Fundação Calouste Gulbenkian. 44/45 . Steven P. 2004. Modo de dobrar folhas de desenho. Dias.. Porto Editora. Linhas e sua utilização. NP 49:1968 (3ª Edição) Desenho técnico.FONTES BIBLIOGRÁFICAS Ching.. Desenho de Perspectiva. 2ª Edição. NP 62:1961 (2ª Edição) Desenho técnico. Francis D. A Estética na Arquitectura. Porto NORMAS PORTUGUESAS NP 48:1968 (3ª Edição) Desenho técnico. Lisboa Infopédia. Robert W. J. Legendas. 2008. Luís Veiga da. Representação de vistas. L. Lidel – Edições Técnicas. 1960.. Sousa. NP 327:1964 (1ª Edição) Desenho técnico. K. Lisboa Gill. 13ª Edição. Cotagem. A. Gustavo Gilli. NP 297:1963 (1ª Edição) Desenho técnico. Desenho Técnico. Formatos. Representação Gráfica para Desenho e Projecto. 1998. Desenho Técnico Moderno. 2001. NP 204:1968 (2ª Edição) Desenho técnico.. Juroszek. Editora Presença..

8 de Outubro de 2010 45/45 .Monte de Caparica.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->