Carvão Vegetal

O carvão vegetal é obtido a partir da queima ou carbonização de madeira, após esse processo resulta em uma substância negra. No cotidiano o carvão vegetal é utilizado como combustível de aquecedores, lareira, churrasqueiras e fogões a lenha, além de abastecer alguns setores industriais como as siderúrgicas. O carvão também é usado na medicina, nesse caso chamado de carvão ativado oriundo de determinadas madeiras de aspecto mole e não resinosas. Essa substância tem sido utilizada desde a Antigüidade, na civilização egípcia tinha seu uso difundido na purificação de óleos e uso medicinal. Na Segunda Guerra serviu para a retirada de gases tóxicos a partir de sua elevada capacidade de absorver impurezas sem alterar sua estrutura, devido a sua composição porosa. No Brasil há relatos de uso de carvão vegetal por parte dos índios, esses realizavam a mistura da substância com gorduras de animais com finalidade de combater doenças como tumores e úlceras. O carvão também se destaca na condução de oxigênio e um eficiente disseminador de toxinas. Diante de várias indicações positivas do carvão pode-se destacar o seu uso no tratamento de dores estomacais, mau hálito, aftas, gases intestinais, diarréias infecciosas, desinteria hepática e intoxicações. O Brasil ainda faz uso do carvão vegetal na produção industrial, prática que deixou de ser desenvolvida nos países centrais, o país ocupa o primeiro lugar na produção dessa substância. Diante disso, cerca de 85% do carvão produzido é utilizado nas indústrias, as residências respondem por 9% do consumo e o setor comercial como pizzarias, padarias e churrascarias 1,5%. Apesar dos benefícios apresentados com a utilização do carvão vegetal é preciso analisar as conseqüências que a sua produção provoca. Em primeiro lugar é importante analisar o fator social, quando pessoas adultas e até crianças trabalham nas carvoarias na maioria das vezes em condições precárias de trabalho e baixíssimos salários. Outro fator não menos importante que o primeiro é o ambiental, pois para o desenvolvimento dessa atividade diversas vezes é preciso retirar a cobertura vegetal de importantes composições vegetativas contidas no território brasileiro, que geralmente não são oriundos de madeiras de reflorestamento ou madeira cultivada para esse fim, pois algumas pesquisas revelam que aproximadamente 78% do carvão produzido no Brasil é de origem de vegetação nativa causando um enorme prejuízo ambiental. O carvão vegetal é produzido a partir da lenha pelo processo de carbonização ou pirólise. Ao contrário do que aconteceu nos países industrializados, no Brasil, o uso industrial do carvão vegetal continua sendo largamente praticado. O Brasil é o maior produtor mundial desse insumo energético. No setor industrial (quase 85% do consumo), o ferro-gusa, aço e ferro-ligas são os principais consumidores do carvão de lenha, que funciona como redutor (coque vegetal) e energético ao mesmo tempo. O setor residencial consome cerca de 9% seguido pelo setor comercial com 1,5%, representado por pizarias, padarias e churrascarias. O poder calorífico inferior médio do carvão é de 7.365 kcal/kg (30,8 MJ/kg). O teor de material volátil varia de 20 a 35%, carbono fixo varia de 65 a 80% e as cinzas (material inorgânico) de 1 a 3%. O uso de carvão vegetal como redutor do minério de ferro no Brasil data de 1591 em fundições artesanais para produzir ferramentas de uso agrícola na colônia. A carbonização de lenha é praticada de forma tradicional em fornos de alvenaria com ciclos de aquecimento e resfriamento que duram até vários dias. Os fornos retangulares equipados com sistemas de condensação de vapores e recuperadores de alcatrão são os mais avançados em uso atualmente no país. Os fornos cilíndricos com pequena capacidade de produção, sem mecanização e sem sistemas de recuperação de alcatrão continuam sendo os mais usados nas carvoarias. A temperatura máxima média de carbonização é de 500oC.

As usinas integradas tendem. distensão por gases intestinais e aerocolia (distensão do cólon por gases). A se confirmar a tendência.com Mostrou-se no Nº 20 da e&e que o carvão vegetal é usado preponderantemente na produção de ferro-gusa e aço. O FUTURO DO DO CARVÃO VEGETAL NA SIDERURGIA EMISSÃO DE GASES DE EFEITO ESTUFA NA PRODUÇÃO E CONSUMO DO CARVÃO VEGETAL Omar Campos Ferreira omar@ecen. e oxigênio. O estudo sobre o mercado de ferro primário citado anteriormente mostra. O oxigênio participa do processo da formação de gases. com o emprego de novas tecnologias. cáusticas ou hidrocarbonetos. Esta realidade deve ser modificada e no seu lugar surgir. As recentes inovações tecnológicas de pirólise rápida de biomassa otimizam a produção de alcatrão. entretanto. a utilizar o coque de carvão mineral. o carvão vegetal ficará confinado ao mercado de produtores independentes de ferro-gusa. Este sub-produto do carvoejamento da lenha poderá trazer significativos benefícios para a agroindústria da biomassa. CARVÃO VEGETAL HERBARIUM é constituído pelo pó do carvão vegetal (Carbo activatus). Não raras vezes a atividade de carvoejamento tem sido associada com condições desumanas de trabalho. que o carvão vegetal poderia sustentar um esforço de exportação de . na atualidade. obstrução intestinal e alterações anatômicas do trato gastrintestinal. geradora de empregos dignos e de divisas num país de vocação florestal cujo próprio nome é de uma árvore vermelha: Brasil.É importante notar que o rendimento em massa do carvão vegetal em relação a lenha seca enfornada é de aproximadamente 25% nos fornos de alvenaria. sendo o restante gases. O alcatrão. já que acelera a decomposição dos alimentos presentes no conteúdo fecal. Diversos autores descreveram o uso do carvão vegetal no tratamento da flatulência. e à complementação da sucata nos fornos elétricos a arco. O carvão vegetal pode causar vômito. uma indústria limpa e realmente sustentável e renovável. em Monlevade-MG. conferindo-lhe a denominação de bio-petróleo ou bio-óleo. pode ser usado como fonte de insumos químicos para a indústria através dos derivados fenólicos provenientes da degradação térmica da lignina. Contra-indicações: gravidez. O carvão vegetal apresenta capacidade de adsorver considerável quantidade de gases que são produtos da decomposição alimentar formados pela ação bacteriana. não devendo ser utilizado em pacientes que tenham ingerido substâncias corrosivas. A recuperação do licor pirolenhoso pode chegar a 50% em massa da lenha. Tem-se informação de que a usina a carvão vegetal da Belgo-Mineira. está em vias de desativar os altos fornos a carvão vegetal em favor de um único alto-forno a coque. à produção de ferro-ligas em algumas regiões onde existem ainda reservas de florestas plantadas ou de matas nativas exploráveis sob o regime de manejo. que podem substituir o fenol de origem fóssil nas suas aplicações em resinas e refratários.

no Egito Antigo já era usado na filtragem de óleos e também no tratamento de doenças. ainda hoje é utilizado na produção industrial. como o enxofre. o carbono necessário à redução do ferro é retirado do carvão mineral onde está fixado como elemento fóssil. Os dados sobre o sistema integrado biomassa-tubos sem costura. Urophylla e Pellita) selecionadas como bem adaptáveis ao clima e solo da região de Noroeste de Minas Gerais. foram obtidos da referência (1). Espera-se atingir a 18 t/ha. A fotografia seguinte mostra uma plantação da Mannesmann Florestal S. O processo é simples: durante o período de crescimento da floresta.ferro-gusa para uso em fornos elétricos. churrasqueiras e fogões.a com o emprego de clones já disponíveis comercialmente (1). apesar da consciência ambiental. No processo a coque. lareiras. Carvão Vegetal Energia renovável O carvão vegetal consumido nos altos-fornos da Plantar originase de áreas florestais autorizadas pelos órgãos governamentais competentes. Essa substância possui propriedade fototerápica. vendo-se ilhas de mata nativa ligadas por corredores ecológicos que facilitam o trânsito de animais de grande porte e preservam pássaros e insetos que atuam como controladores biológicos de pragas.a de madeira seca e de 14 t/ha. devido a essas características possuem um elevado potencial absorvente.000 ha. A madeira para a produção do carvão provém de uma plantação de 58. cuja demanda mundial deverá crescer para atingir a 63 milhões de toneladas em 2. cascas e serragens. impurezas e elementos poluentes. liberando oxigênio.a nas mais recentes que utilizam mudas melhoradas. O carvão vegetal é derivado de uma matéria-prima renovável o eucalipto -. necessária para a produção sustentada de 1 tonelada de ferro gusa. durante o processo. é retirado de partes lenhosas. são liberados ainda. mais de 19 toneladas de dióxido de carbono e libera mais de 16 toneladas de oxigênio. a seguir. Uma área de floresta. com várias espécies de eucalipto (E. capta. A . pela fotossíntese. A Empresa Logística e Localização Ferro Gusa Verde Fotos Siderurgia Meio Ambiente Carvão Vegetal Fluxo de Produção Política de Gestão Integrada Certificações Fale Conosco Carvão vegetal é uma fonte energética que.010. Junto com carbono. as árvores de eucalipto capturam carbono da atmosfera. Modernas práticas de silvicultura foram observadas com os objetivos de preservar parte do cerrado nativo e a fauna. produzindo carvão de boa qualidade e a custos convenientes. Camaldulensis. o carvão com finalidade medicinal é o carvão ativado oriundo de madeiras específicas e com aspecto mole e não resinosa. Cloesiana. A utilização do carvão vegetal não é algo novo. Carvão vegetal é um elemento obtido a partir da queima de madeira. sua utilização é comum como combustível para aquecedores. . A produtividade alcançada nas plantações antigas é de 9 t/ha. que tem poder de limpeza da atmosfera por meio da reação da fotossíntese.

apresenta inúmeras vantagens em relação ao carvão mineral: é renovável. sendo usado como descorante. além disso. Ainda hoje é utilizado em atividades domésticas e em churrascarias para assar carnes. além de serem mais sensíveis às variações climáticas e também por produzirem safras periódicas e em épocas definidas. de cal e em cerâmicas. purificador de águas e vinhos. com um alto poder absorvente. menos poluente. disenteria hepática e intoxicações. a resistência às pragas e doenças. mau hálito. Definitivamente. O carvão vegetal é um dos redutores e energéticos mais importantes na indústria. Ultimamente. Tais culturas podem apresentar bons rendimentos em toneladas por hectare. com 70% de participação da madeira oriunda dos reflorestamentos. diarréias infecciosas. poupança de divisas com a eliminação de importações de combustíveis fósseis etc. processo de produção e transporte não centralizados.8 bilhões. também indicado no tratamento de males do estômago. No Brasil. a facilidade de tratos silviculturais e a grande plasticidade do gênero. várias culturas têm sido propostas. pode ser usado. quando ainda nem se pensava na utilização do carvão mineral para a obtenção do coque em operações industriais. é utilizado como carvão ativado.Há registros de que os índios brasileiros utilizavam essa substância na mistura com gorduras de animais para o tratamento de tumores e úlceras. iriam sacrificar grande parcela de terras destinadas à produção de alimentos. ainda. entre as inúmeras espécies nativas e algumas exóticas. A biomassa florestal. O carvão vegetal é utilizado para fins domésticos há mais de 6 mil anos. não se encontrou. 121 alto-fornos e 93 fornos ferro-ligas. qualquer outra que ocorresse com o eucalipto. A utilização do carvão vegetal. Pesquisas constataram em pacientes que se encontravam com desconforto abdominal que a partir do tratamento com carvão ativado houve uma redução na produção de gases intestinais. O eucalipto na indústria de carvão vegetal Dentre as consideradas “plantações energéticas”. pela perfeita adequação fisico-química da madeira para os fins industriais. já não se discute a importância do gênero como fornecedor de matéria-prima para diversos fins industriais. destacando-se a mandioca. desgaseificante. a elevada produção de sementes. Como produto químico. é um grande condutor de oxigênio que possui um elevado potencial para eliminar toxinas. ainda. está consagrado como excelente fonte de matéria-prima para a produção de carvão vegetal. a implantação de uma infra-estrutura de armazenagem. baixo teor de cinzas. o carvão vegetal tem sido utilizado nas indústrias de cimento. tecnologia de fabricação já consolidada. O carvão tem uma ação muito rápida no organismo e é por isso que seu uso é difundido no tratamento de envenenamento. mas requerem terras férteis e cuidados especiais. aftas. . se implantadas na escala necessária para atender à demanda nacional. O consumo de carvão vegetal no Brasil alcançou 26. contribuindo com o equivalente a US$400 milhões em impostos. cianeto etc. o sorgo sacarífero e algumas oleaginosas. se apresenta como a fonte mais segura. cana-de-açúcar. Devido à imperiosa necessidade nacional de matéria-prima. intensiva utilização do solo.9 milhões de metros cúbicos. o rápido crescimento. Industrialmente. em operações siderúrgicas e metalúrgicas. perene e renovável de energia para os países tropicais. exigindo-se. praticamente isento de enxofre e fósforo. o carvão vegetal é o mais importante combustível e redutor do minério de ferro. Esse segmento é constituído por 88 empresas. representada pelo eucalipto. como o Brasil. no Brasil. gases intestinais. Os primitivos processos de metalurgia de ferro se iniciaram apoiados no carvão vegetal. mais reativo. como fonte de carbono na fabricação de sulfureto e tetracloreto de carbono. Essas culturas. O segmento siderúrgico nacional é um dos mais dinâmicos e importantes da economia nacional e alcançando um faturamento de US$2. vários usos medicinais.

Essa tendência irá pressionar ainda mais a utilização dos estoques de madeira reflorestada existente para suprimento de carvão vegetal destinada ao setor siderúrgico. com a desvalorização da moeda nacional frente ao dólar. quanto mais denso o carvão. em determinado momento proporcionar o estímulo ás importações de carvão mineral e reduzir o consumo de carvão vegetal. na sua grande maioria de espécies do gênero Eucalyptus. deve ser protegido contra chuva e contra qualquer causa que possa molhá-lo. pois. o eucalipto vem desempenhando um papel importante no atendimento das necessidades de matéria-prima florestal. -Método de carbonização. esse panorama tem mudado favoravelmente com a utilização de madeira oriunda das florestas plantadas. a área anual de plantio atinge 30 mil hectares.. . até mesmo. quando deveria plantar 150 mil hectares. A densidade é uma característica fundamental do carvão vegetal. Nos últimos anos. A densidade do carvão está diretamente relacionada com a densidade da madeira de origem. Além da enorme quantidade de geração de impostos. A espécie da madeira é muito importante porque madeiras densas produzem carvão denso. A variação no consumo total de carvão vegetal. O carvão entra nos altos-fornos com umidades muito variáveis(que variam de 5 até 30% em base seca). a nível nacional. melhor será o aproveitamento do espaço interno do reator. um aumento no consumo de carvão vegetal como agente termo-redutor na siderurgia. o Estado de Minas Gerais representa a quase totalidade do consumo a nível nacional. A área plantada pelo setor siderúrgico é da ordem de 1. De modo geral a qualidade do carvão a ser obtido depende de: -Espécie da madeira. É muito importante que o carvão enfornado tenha baixo teor d’ água e. o setor vê reduzida significativamente a sua área plantada. o que poderá. nos dias atuais. conforme mostra o estudo do CETEC.Há tempos atrás. -Tamanho da madeira. maior é a quantidade de energia por unidade de volume conseqüentemente. é de se esperar a manutenção e. Quando se aborda o segmento siderúrgico a carvão vegetal. gerando preocupações quanto ao futuro abastecimento das unidades industriais. Através dos anos. o setor foi considerado o vilão do setor florestal principalmente quando produzido a partir da madeira nativa. bem como poupando as ultimas reservas florestais nativas principalmente no centro-sul brasileiro. Nos dias atuais.2 milhão de hectares. Observa-se uma drástica redução no consumo de carvão vegetal proveniente de madeiras oriundas da floresta nativa. ocorre normalmente como conseqüência da variação cambial. para isso. Somente em Minas Gerais. a quantidade de mão de obra empregada no setor de carvão vegetal é muito expressiva. Para o alto-forno um alto valor do peso a granel do carvão(kg de carvão/m3) é desejável porque permite introduzir mais carbono útil do forno.

um bom carvão vegetal para alto forno deve ser: Fisicamente:denso. baixa % de cinzas e baixa % de fósforo. Altas temperaturas de carbonização produzirão carvão com muito carbono fixo. Comparadas com o eucalipto . por isso. Com isto. economicamente viável.O tamanho da madeira influencia muito a qualidade do carvão. Embrapa quer substituir carvão mineral por carvão vegetal Isis Breves 07/10/2005 A Embrapa . De um modo geral. baseada na cultura de capim elefante. Cameroon Piracicaba e BAG-02) com alta capacidade de produção de biomassa em solos pobres e sem uso de adubação nitrogenada.que necessita de adubo nitrogenado e demora para ser colhido . transporte e estocagem. A temperatura de carbonização também influencia no peso por metro cúbico e no teor de carbono fixo do carvão obtido. Os grandes fornos contínuos devem. visam identificar variedades cada vez mais eficientes na produção de biomassa em solos pobres em nitrogênio. pouco friável. mas tão frágil e miúdo que será completamente inadequado para ser utilizados nos altos fornos. A Embrapa Agrobiologia já identificou três variedades do vegetal (Gramafante. A produção destas variedades alcança até 40 toneladas/hectare/ano de biomassa seca. que consome 200 mil toneladas de carvão mineral por ano.Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A carbonização lenta quebra menos o carvão que os métodos rápidos(e isso é um ponto a favor dos fornos de tijolos). de granulometria uniforme e suficiente resistência à compressão Quimicamente:alta % de carbono fixo. A madeira em pedaços pequenos produz carvão mais duro e mais denso que a madeira em grandes pedaços por que tem menos tendência a estourar durante a carbonização e as gretas produzidas pela contração são menos numerosas. coordenados pelo pesquisador Segundo Urquiaga. Apenas para atender a parceira do projeto. a mineradora Samarco. ser carregados com lenha de menor tamanho. Deve-se evitar ao máximo que o carvão se molhe no manuseio. Além do mais. Os estudos. seriam necessários 13 mil hectares plantados com capim elefante. O método de carbonização influencia o tamanho do carvão produzido. está liderando um projeto pioneiro em busca de uma fonte alternativa de energia. assim como para avaliar o impacto da cultura no seqüestro de carbono do solo. correspondendo a cerca do dobro produzido por uma floresta cultivada de eucalipto.as variedades selecionadas de capim elefante não necessitam do fertilizante e possibilitam até quatro colheitas por ano. além de gerar uma nova fonte de energia . praticamente todos os métodos de mecanização exigem cortar pedaços a madeira em pequenos pedaços.

que produzem. qualquer tipo de material orgânico pode ser prensado no formato de pequenos cilindros. era composta por resíduos da casca do café. ou cerca de 1 milhão de toneladas. número considerado excelente pelo pesquisador se comparado à lenha. transformando-se em cilindros chamados briquetes. As novas variedades também são uma alternativa para a que a indústria siderúrgica nacional atenda às exigências do mercado internacional de ferro e aço estipuladas pelo Protocolo de Kyoto. a lenha respondia por 14. o agrônomo Luiz Vicente Gentil. a casca do café pode ser uma excelente opção para substituir o carvão vegetal. Experimentos permitiram identificar que a queima de cada quilo do material seco. Segundo estudo do professor do Departamento de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB). Nesse processo. com a função de absorver fezes e urina dos animais. a casca pode também ser prensada. No entanto. cerâmica ou outras que utilizem fornos para alimentar caldeiras ou para secagem. e assim ser queimada em fornalhas. a casca tem um potencial energético próximo ao da madeira. naquele ano. pode ser usado como fonte de energia na indústria. Este subproduto do café tem alto potencial energético e é muito mais barato do que a madeira. o resíduo tem uma aplicação bem menos rentável. praticamente a metade. a fim de evitar a proliferação de doenças. Esse subproduto. como meio de manter a umidade da terra e evitar o crescimento de capim. . atualmente de baixo uso comercial. Casca de café substitui carvão vegetal Segundo estudo publicado nesta semana pelo site da Universidade de Brasília (UnB). Existem no Brasil 60 empresas de briquetagem. o Brasil produziu 33 milhões de sacas de café. com 0% de umidade. reduzindo a poluição ambiental e agregando valor ao que normalmente vai para o lixo. A constatação pode resultar em uma opção mais barata e ecologicamente correta para empresas que usam madeira na geração de energia. a pesquisa poderá viabilizar um projeto de melhoria de renda de pequenos agricultores em regiões de solo pobre. o uso do material diminui a poluição causada pela alta quantidade deste tipo de resíduos deixados na natureza. Além disso. no entanto.933 quilocalorias. "A própria indústria de café pode consumir a casca in natura nas fornalhas que secam o grão". afirma o agrônomo. Valor Agregado Hoje. Dados de 2005 apontam que. Suprir parcelas desse mercado significa cortar menos árvores e contribuir para a redução do desmatamento. gera 3. no pátio onde ficam as galinhas. como forma de substituir a lenha em indústrias de oleaginosas. o que o faz um aliado contra o desmatamento. 4. A principal utilização se limita à forragem do solo das plantações de café. Desse total. » » » » Veículo roda movido a pó de café reciclado ONU: energia renovável é "corrida do ouro verde" Noruega cria método "limpo" para estocar energia eólica Suécia transforma esgoto em combustível Na safra de 2004/2005. o equivalente a dois milhões de toneladas do produto.limpa.17% da matriz energética brasileira. diminuindo custos das empresas. que garante ao Brasil liderança absoluta na produção do grão.932 quilocalorias. A segunda opção ocorre nas granjas. principal fonte usada pelas empresas. Trata-se da modernização dos processos de substituição do carvão mineral pelo carvão vegetal de biomassa cultivada. que produzem os cilindros principalmente a partir de resíduos de madeira.

professor e pesquisador da área de energia de biomassa da UnB. as raízes. seqüestram o carbono emitido na queima para realização da fotossíntese. pode gerar renda aos produtores de café. Por fim. o uso do material reúne uma série de benefícios. já que reduz a quantidade de subprodutos deixados na natureza. Luiz Vicente Gentil admitiu que a utilização desse material em todos os cantos do País pode ser dificultada devido ao alto custo do transporte. o que correspondende a 190 milhões de reais. explicou. Assim. Segundo o professor Luiz Vicente Gentil. pois substitui a madeira. Na prática atual. Porém. que atualmente comercializa uma tonelada de briquete de serragem e restos de madeira por valores entre R$ 350 e R$ 400. os combustíveis renováveis a partir de biomassa. ao mesmo tempo em que constitui uma fonte energética de custo zero. 140 e 210 anos sem a necessidade de replantio (rebrota). ajuda a "limpar" o meio ambiente. Sustentabilidade Segundo Gentil. Análise elementar da madeira (% de massa seca) Carbono 47. Em segundo. afirma que. o fornecimento de briquetes deste material seria de 300 milhões de toneladas por ano.0 Oxigênio Hidrogênio Nitrogênio 41. o agrônomo afirmou que se fosse aproveitada a carga anual de resíduos de café. INVENTÁRIO DE CARBONO.7 0. Já Ailton do Vale. o eucalipto é cortado no 70 . Apesar disso. Gentil informou que grandes empresas em Minas Gerais já estão utilizando o processo de briquetagem a partir do café. Os cálculos de inventário de carbono são feitos com base na cinética de desenvolvimento da planta (1) e na análise elementar da madeira (2). ao contrário dos derivados de petróleo. o estudo ainda não tem a estimativa de produção de briquetagem da casca do café. galhos menores e folhas são deixados no local. Realizado o corte. Em primeiro lugar. constituindo um estoque adicional de carbono. Viabilidade Apesar de todas as vantagens levantadas pelo estudo.3 Cinzas 0. como é o caso da casca de café. A alternativa seria briquetar junto da agroindústria. correspondente aos 6 anos de crescimento da planta. enquanto perdura a produção da siderúrgica. assim que a colheita fosse realizada".8 Água 20. contribui para a minimização do desmatamento de áreas nativas. "A idéia de transportá-lo poderia inviabilizar o negócio das empresas.0 . produz-se anualmente no País 620 mil toneladas de briquetes de madeira.Uma tonelada de briquete feito com casca de café seria uma alternativa a mais no mercado. mantém-se um estoque permanente de madeira em pé.0 5.

Inventário de carbono (por tonelada de tronco abatido. na época do corte (entre 72 e 84 meses) é aproximadamente igual à massa contida nas demais partes da árvore. base seca) Biomassa Carbono CO2 O2 . A figura seguinte mostra esquematicamente o balanço de massa no processo (1).O gráfico mostra que a massa de carbono contida no tronco.

76 3.62 11.63 CO 34. 6 anos Folhas acum.6 t de madeira. Na prática atual. já apresentados no Relatório Parcial. 1 t de ferro-gusa requer 0.50 m3 / st Consumo específico de carvão na redução (3) = 2.77 2.8 t de carbono nos troncos em desenvolvimento e nas partes não processadas. EMISSÃO DE GASES DE EFEITO ESTUFA NA PRODUÇÃO DO CARVÃO VEGETAL.00 0. 5% da massa de madeira enfornada é queimada para aquecer a carga do forno. A composição da fumaça liberada nesta fase não é conhecida. reproduzida abaixo (2) Gases não condensáveis ( % de massa ) Hidrogênio0.80 1.13 Os parâmetros de conversão .26 3.99 0.45 8.83 0.21 5.19 1.56 A tabela acima mostra que.0 Metano Etano 2.60 0.73 0. para cada tonelada de carbono posto em circulação no processo produtivo.0 CO2 62.Tronco abatido Troncos acumulados em 6 anos Raízes. produzido a partir de 3.41 1.33 6.9 m3 / t gusa Em unidades métricas.23 0.43 0. 70 ano Galhos acum.40 0.25 t/m3 Rendimento da carbonização (m3 carvão/st) (3) = 0.13 0.47 1. supõe-se a conversão completa do carbono em CO2 equivalente . a plantação armazena 6. representando 25% da massa de madeira seca carbonizada.48 0. 6a Estoque total 1.17 3. O cálculo da massa de gases emitidos é feito a partir da análise elementar dos gases não condensáveis.62 t/st Densidade aparente do carvão a granel = 0. são os seguintes: • • • • Densidade aparente da madeira (eucalipto) empilhada = 0.725 t de carvão vegetal.00 3. Considerando a pequena massa queimada.73 5.

3% em massa. Referindo a emissão a 1 t de madeira enfornada e levando em conta a perda de 10% do carvão (4) no manuseio e no transporte.95 t madeira PRODUTO calor 0.17 t. o balanço de carbono na redução é o apresentado a seguir: . a emissão calculada para a produção do carvão vegetal é mostrada a seguir: EMISSÃO NA PRODUÇÃO DO CARVÃO VEGETAL.147 t CO 0.23 t.9 m3 / t gusa (5) ou 0.19 t carvão EMISSÃO CO2 0.086 t CO2 0.081 t CH4 0. O consumo específico de carvão é de 2. INSUMO 0.725 t carvão / t gusa.Com estes dados.05 t madeira 0. Com estes dados. O teor típico de carbono no ferro-gusa é de 4.001t EMISSÃO NA REDUÇÃO DO MINÉRIO DE FERRO EM FERROGUSA.006 t C2H6 < 0. de forma que a massa de gusa produzida por tonelada de madeira enfornada é de 0. a massa de carvão que entra no alto-forno é 0.

02 gusa 8 7 6 EMISSÕES COMPARADAS NO CICLO COMPLETO DE PRODUÇÃO DE AÇO COM COQUE DE CARVÃO MINERAL E COM CARVÃO VEGETAL.23 t gusa 0. Gás Produção do carvão Redução Total CO2 CO CH4 0.8 20.03 0.1 % 28.02 0.4 0.3 massa Massa 0.001 0. .136 t A composição do gás de alto-forno a carvão vegetal e a emissão gasosa por tonelada de madeira enfornada estão apresentadas na tabela a seguir: Emissão gasosa na redução com carvão vegetal por tonelada de madeira enfornada Gás CO2 CO CH4 H2 0.1 0.006 2 9 É útil exprimir a emissão por tonelada de ferro-gusa produzido que se mostra na tabela seguinte: Gás CO CO CH4 2 Emissão / t de 1.03 0.27 0.06 0-3 8 EMISSÃO TOTAL NA PRODUÇÃO DO CARVÃO E NA REDUÇÃO.146 t Saídas de carbono 0.54x1 0.02 < 9 8 0.23 0.08 0.BALANÇO DE CARBONO NA REDUÇÃO Entrada de carbono 0.4 N2 50.10 0.006 3t 1 0. Na tabela a seguir estão consolidadas as emissões relevantes na produção do carvão e na redução do minério de ferro por tonelada de madeira enfornada.408x -t 9 8 10-3 0.010 t Gás de alto-forno (balanço) 0.3 0.17 t de carvão com 86% de carbono fixo 0.

incluindo. visto que o mesmo não discrimina os compostos de carbono emitidos.536 t de O2 por tonelada de aço produzido.).336 t de CO2 e regenera 1.575 12/44 t = = 1. análise dos insumos energéticos diretos (acionamento de máquinas usadas na moderna indústria do carvão vegetal. O diagrama a seguir (R).322 12/44 t = = 0. Os dados referem-se a usina utilizando no alto-forno 80% de sinter de finos de minério de ferro e 20% do minério de granulado e 20% de sucata no forno básico a oxigênio.A produção de aço compreende a redução do minério (alto-forno) e a descarbonetação do ferro primário (forno básico a oxigênio). apresenta uma comparação das emissões de CO2 no ciclo com coque e com carvão vegetal.202 12/28 t = 0.. e limitar a comparação às etapas de carbonização e de redução.65t de CO2 e fixa 1. referente à rota de produção da MANNESMANN S. p.) e indiretos (energia empregada na extração e beneficiamento dos nutrientes aplicados na assistência à floresta plantada.18 t x 0. emissão esta praticamente ausente na rota a carvão vegetal. Figura co2 Para comparar os resultados dos cálculos mostrados anteriormente com os do trabalho acima (1). Os autores do trabalho concluem que a análise comparada das rotas a coque e a carvão vegetal endossa a proposta de estabelecimento de crédito internacional. ex. ex. pelo seqüestro de carbono e pela regeneração de oxigênio. a rota a coque libera 7 kg de óxido de enxofre (SO2). já que a dispersão de valores mencionados nos trabalhos consultados supera a diferença. a rota coque libera 1. do lado do carvão vegetal. A questão em exame comportaria estudos mais refinados.11 t x 0.536 t de O2 por tonelada de aço produzido.522 t A diferença relativa entre os dois resultados é da ordem de 10%. no ciclo completo desde a plantação do eucalipto até a produção do aço. o que pode ser explicado pela adoção de índices diferentes. as emissões de gases são expressas em massa de carbono contido. ou bônus.A. p. Massas de carbono contido: Este relatório : Massa contida no CO2 Massa contida no CO Massa total Trabalho acima Massa total = = 2. ao passo que a rota a carvão vegetal seqüestra 16. Estudo deste tipo foi aplicado à produção . Conforme se vê no diagrama apresentado.47 t x 0. Em adição.

de vez que o setor emprega numerosa mão de obra pouco qualificada. evitando o apelo à energia núcleo-elétrica. ou seja. o carvão vegetal deve ser considerado por suas vantagens ecológicas e sociais. Todavia. mostrando que a eficiência exergética da fase industrial é da ordem de grandeza dos melhores processos industriais.900 kcal que os países industrializados obtêm da conversão de combustíveis fósseis. ou seja. permitiria quantificar o valor do bônus. com carga mista de ferro-gusa de carvão vegetal e sucata. Trata-se de trabalho de grande fôlego. muito além das dimensões deste relatório. visto que a eficiência dos melhores ciclos termodinâmicos ainda é da ordem de 50%. concorre com outro combustível fóssil. As considerações acima mostram as condições singulares do Brasil para liderar um movimento no sentido do estabelecimento do sistema de bônus pelo seqüestro do carbono e concomitante regeneração do oxigênio. melhor ainda. não se atribuindo custo exergético à energia solar e à chuva. por sua vez. de custo forçosamente inferior e que. o gás natural. a . reduziria a emissão na proporção da sucata empregada. supera os 400% (6). Em meados da década de 70. no mínimo. CONCLUSÕES. para produzir 1 kWh de eletricidade é necessário empregar. o conceito de exergia. 1. Da mesma forma que o álcool combustível. ocupa terras de valor marginal. por serem pouco adequadas à produção agrícola. Um estudo econômico. órgão ligados à secretaria do Planejamento do Governo de Minas Gerais. qualifica este combustível como fator de motivação para as negociações internacionais relacionadas com o clima global. de riscos tão ou mais graves que os representados pelo uso de combustíveis fósseis. O potencial de seqüestro de carbono e de regeneração do oxigênio. esta vantagem só é real se a eletricidade for de origem renovável (hidroelétrica ou termo elétrica a biomassa). a Fundação João Pinheiro. Assim. definiu um programa de estudos e de pesquisas visando a caracterização do carvão vegetal. o carvão vegetal concorre com um combustível-redutor fóssil. Observe-se que a redução em forno elétrico. Estudos internacionais consultados consideram possível o retorno a economia energética baseada no carvão mineral para produzir combustíveis líquidos sintéticos (7). aliado à melhor qualidade do gusa de carvão vegetal como fonte de metal virgem para os fornos elétricos a arco. empregando o conceito de energia equivalente ou. enquanto que a eficiência na fase agrícola.do álcool da cana de açúcar. além de gerar renda em regiões onde as alternativas de emprego não são particularmente favoráveis ao trabalhador. conforme apresentado em trabalho anterior (e&e). considerada a fatalidade da incidência da radiação solar na terra e do ciclo hidrológico. As condições de produção e de uso do carvão vegetal na siderurgia examinadas neste trabalho indicam que a indústria de carvão pode atingir a plena maturidade. em função da prevista elevação do preço do petróleo que puxaria os preços dos demais vetores energéticos. PROGRAMA DO CARVÃO VEGETAL. com emissão de gases de efeito estufa. cujo uso vem ganhando impulso devido às suas múltiplas aplicações.

resultando em enfoque especial para o carvão vegetal nos trabalhos de dissertação (12 dissertações apresentadas entre 1981 e 1998. BELGOMINERIA. estudos econômicos sobre a produção da madeira e do carvão e formulou projetos de Normas Técnicas propostos à Associação Brasileira de Normas Técnicas. na época. produção do sinter. entre outras) e de fabricação de equipamentos. O consumo de carvão pelos produtores independentes de ferro-gusa. uma bateria de fornos de carbonização experimentais. poucas empresas de siderurgia integrada ainda consideram esta alternativa ao coque. . com resultados considerados satisfatórios na ocasião. A ACESITA operou. também apresenta tendência de queda.CETEC . complementando os recursos do CETEC e da UFMG. tratamento térmico. Passados os efeitos dos choques do petróleo. visto não estar estabelecida. a legislação pertinente. as pesquisas foram sendo gradativamente abandonadas e o Programa do Carvão Vegetal seguiu uma trajetória parecida com o do Programa do Álcool. A entidade executora do programa foi a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais . mistura de coque e carvão vegetal. Uma coletânea de trabalhos apresentados está na série Publicações Técnicas do CETEC ( n0 04 a 08) que se constitui importante fonte de consulta no tema. com maior concentração na década de 80. determinação do poder calorífico). nesse período. entre elas a MANNESMANN. Pesquisou ainda o uso do carvão vegetal em motores de bombas de irrigação e em grupo motor-gerador. Na atualidade.otimização do processo de carbonização e o melhoramento dos fornos usados no setor. O CETEC desenvolveu os trabalhos de laboratório (análises da madeira e do carvão. MANNESMANN. Um programa de formação de pessoal foi estabelecido entre a Universidade Federal de MG (Departamento de Engenharia Metalúrgica) e a ACESITA. Não foram realizados ensaios de emissão pelos motores. mostrado no gráfico abaixo. Realizou ainda experimentos com motores Otto e Diesel usando gás de carvão (gasogênio). injeção de finos de carvão.que operou em articulação com o Instituto Estadual de Florestas.). ensaios de friabilidade. relacionadas com modelagem matemática de processos. Várias reuniões técnicas foram promovidas pelo CETEC com a participação de empresas siderúrgicas (ACESITA. etc. diagnóstico energético.

1982 3 .COMPETITIVIDADE E PERSPECTIVAS DA INDÚSTRIA MINEIRA DE FERRO.PRODUÇÃO E UTILIZAÇÃO DE CARVÃO VEGETAL. Otávio de Avelar Esteves .CO2. Ronaldo Santos Sampaio e Maria Emília Antunes Resende 2 .1995 7 .BALANÇO ENERGÉTICO NACIONAL. FLORESTAL ACESITA S. O2 AND SO2 OVERAL BALANCE FOR THE IRON AND STEEL PRODUCTION THROUGH THE USE OF BIOMASS OR COAL BASED INTEGRATED PROCESSES. Ministério das Minas e Energia 1999 .ANÁLISE EXERGÉTICA DA PRODUÇÃO DE ETANOL DA CANA DE AÇÚCAR.GUSA.REFERÊNCIAS. 1.ANUÁRIO ABRACAVE (vários anos) 6 .1981 8 . SINDIFER / FIEMG .1982 5 .1997 4 .ENERGY IN A FINITE WORLD. International Institute for Applied Systems Analysis . 8 . A . Publicação Técnica n.Dissertação de Mestrado CCTN/UFMG .CETEC .STATE OF THE ART REPPORT ON CHARCOAL PRODUCTION IN BRASIL.

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