MANUAL DE PARASITOLOGIA CLÍNICA – APOSTILAS E

ROTEIROS DE AULAS PRÁTICAS

Profa. Msc. Cláudia Calheiros

MACEIÓ 2001

APRESENTAÇÃO

Este manual foi elaborado com intuito de facilitar o aprendizado, durante a execução de tarefas realizadas nas aulas práticas da disciplina de Parasitologia Clínica. Foram utilizadas diversas referências bibliográficas, além de experiências vivenciadas ao longo dos cursos ministrados. Não é uma obra completa, e, será lapidada, sempre que necessário. Esperamos que o aluno aproveite o máximo da matéria, lembrando sempre que este é um momento único, e que, não voltará, no instante em que as cobranças da vida profissional se efetivarem. Portanto aproveite! e, não esqueça de retribuir, com entusiasmo e competência, a grande parcela de brasileiros – os parasitados – que apostam na sua capacidade de mudar o mundo com honestidade, trabalho e justiça.

Professora Cláudia Calheiros ( Bióloga – Especialista em Entomologia Médica; Mestre em Parasitologia humana e veterinária )

“ O tolo vangloria-se do seu saber. A vastidão do conhecimento molda no sábio o caráter do humilde”

ÍNDICE
 Introdução _________________________________________________________ 04  Microscopia _________________________________________________________ 05  1º Roteiro de Aula Prática: Esfregaço Sanguíneo, de medula e Aposição de tecido ________________ 08  Diagnóstico Parasitológico de Sangue, Tecido e Medula _______________________________ 09  Diagnóstico Parasitológico da Leishmaniose Visceral _________________________________ 12  2º Roteiro de Aula Prática: Formas Evolutivas do Trypanosoma e da Leishmania ______________ 13  Diagnóstico da Doença de Chagas ____________________________________________ 15  3º Roteiro de Aula Prática: Formas Evolutivas do T. gondii e do Trichomonas _________________ 17  4º Roteiro de Aula Prática: Esfregaço e Gota espêssa de sangue – Diagnóstico diferencial do Plasmodium _ 18  5º Roteiro de Aula Prática: Gota espêssa de sangue – Diagnóstico diferencial dos Filarídeos _________ 22  Diagnóstico Parasitológico da Filariose Linfática ___________________________________ 23  6º Roteiro de Aula Prática: Diagnóstico das Ectoparasitoses / Ident. Protozoários Intestinais ________ 25  7º Roteiro de Aula Prática: Identificação de helmintos / Exame Parasitológico das Fezes ___________ 26  Parasios do Ambiente; Parasitos Oportunistas e Parasitos Raros _________________________ 32  8º Roteiro de Aula Prática: Método de Sedimentação Espontânea _________________________ 36  9º Roteiro de Aula Prática: Métodos de Baermann e Rugai _____________________________ 38  10º Roteiro de Aula Prática: Método de Kato Katz _________________________________ 41  11º Roteiro de Aula Prática: Métodos: Grahan, Tamização e Willis ________________________ 43  12º Roteiro de Aula Prática: Método de Blagg ou sedimentação por centrigugação _______________48  13º Roteiro de Aula Prática: Métodos: Faust e Ritcuie ________________________________ 50

 Indicações dos Métodos Laboratoriais Cropológicos __________________________________ 52  Características Morfológicas de Ovos de Helmintos e Cistos de Protozoários __________________ 53  PRANCHAS ________________________________________________________ 54  Prancha 1: Estruturas não parasitárias encontradas nas fezes __________________________ 55  Prancha 2: Ovos de Helmintos _____________________________________________ 56  Prancha 3: Diferenças entre larvas de Ancilostomídeos e Strongyloides _____________________ 57  Prancha 4: Protozoários Enteroparasitos – trofozoítos e cistos __________________________ 58  Prancha 5: Larvas e Ovos de Helmintos ________________________________________ 59  Prancha 6: Dimensões dos Enteroparasitos ______________________________________ 60  Prancha 7: Protozoários das Vias Digestivas e Genito-Urinárias Humanas _________________ 61  Prancha 8: Helmintos Enteroparasitos: ovos, larvas e adultos __________________________ 62  Referências Bibliográficas _________________________________________________ 63

I – INTRODUÇÃO:
O EXAME PARASITOLÓGICO A solicitação do exame laboratorial é feita tendo em vista uma finalidade, podendo ser: exame parasitológico, estudo das funções digestivas, moleculares etc aspectos gerais, exames macro e microscópico, dosagens e análises químicas, cultura, exame imunológico (pesquisa de anticorpos), inoculação em animais de laboratório e mais recentemente, a PCR (reações em cadeia da polimerase – Polymerase Chain Reaction). O exame parasitológico é de grande importância clínica, já que detecta a presença de alguma forma evolutiva do parasito, elucidando definitivamente a suspeita clínica. Os materiais biológicos utilizados são: fezes, sangue, medula óssea, líquido cefaloraquidiano, urina, secreção, líquido ganglionar e tecido. No exame parasitológico das fezes, ou exame coproparasitológico ou ainda coproparasitoscópico, a solicitação deverá indicar a técnica a ser utilizada, bem como a suspeita clínica, através da

menção a alguma sintomatologia, ou ser justificado como controle de cura de alguma parasitose. No exame parasitológico de outros materiais biológicos, a solicitação deverá indicar o tipo de material a ser examinado o nome do parasito ou o nome da parasitose de diagnóstico provável. As considerações gerais sobre o exame parasitológico em fezes estão mencionadas no ítem III deste manual. No exame parasitológico em sangue a colheita é feita por picada percutânea ou punção venosa, o exame em lâmina é realizado à fresco sob lamínula ou ainda esfregaço ou gota espêsssa corada (Giemsa, Leishman, Eosina – Giemsa) . No exame de Urina a colheita é direta e espera-se diagnosticar a tricomoníase, também podendo ser encontrada no exame da secreção vaginal, onde o fluxo vaginal é colhido com espátula, swab ou pipeta, nas paredes da vagina, após de esfregaços ou exames colocação de espéculo. A punção para confecção

imunológicos é realizada no exame do líquido cefalorraquidiano (Doença de Chagas, Toxoplasmose e esquistossomose), medula óssea (Leishmaniose visceral) ou líquido ganglionar (Doença de Chagas, Toxoplasmose, Leishmaniose visceral). A colheita de tecido é realizada por biópsia da pele, gânglio, músculo ou víscera, onde realiza-se cortes histológicos ou aposição do material em lâmina (Leishmanioses, Amebíase e Esquistossomose, Doença de Chagas, Toxoplasmose, Cisticercose,

Oncocercose. Outros procedimentos são utilizados para a pesquisa do parasito (xenodiagnóstico, cultura, inoculação, radiologia, ultrassonografia), ou indícios de sua presença( hemograma, eletroforese das proteínas e testes sorológicos).
PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. Cláudia Calheiros

ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 01: Demonstração e execução das técnicas de esfregaço sanguíneo, esfregaço de medula e esfregaço por aposição de tecido: Exames à fresco e corados

OBJETIVOS: 1º - REALIZAR AS TÉCNICAS DE ESFREGAÇOS UTILIZADAS NOS DIAGNÓSTICOS PARASITOLÓGICOS DA LEISHMANIOSE VISCERAL, DOENÇA DE CHAGAS, MALÁRIA, E LEISHMANIOSE TEGUMENTAR. 2º - DESCREVER A TÉCNICA DE COLORAÇÃO PELO GIEMSA

• MATERIAL: LÂMINA DE MICROSCOPIA, LANCETA, ALGODÃO IODADO, H 2O, FIXADOR
(METANOL), CORANTE (GIEMSA)

MALÁRIA ( ESFREGAÇO POR APOSIÇÃO DE LESÃO (TECIDO)  INDICAÇÃO: LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA ( ESFREGAÇO DE MATERIAL COLETADO DA MEDULA ÓSSEA  INDICAÇÃO: LEISHMANIOSE VISCERAL B) . LÓBULO DA ORELHA. especialmente em sua fase aguda. Escorrer e secar o material Cobrir o material com corante por 20 minutos Escorrer o corante e lavar a lâmina Deixar secar e levar ao microscópio com a objetiva de 100X ou imersão. 1 .ETAPAS DO ESFREGAÇO SANGUÍNEO: PUNÇÃO (DIGITAL.A) . tais com malária. MEDULA) OU BIÓPSIA  MATERIAL NA LÂMINA  SECAR DESEMOGLOBINIZAR (H2O)#  FIXAR (METANOL)#  CORAR (GIEMSA)  EXAMINAR # SE NECESSÁRIO • DESCRIÇÃO DA TÉCNICA PELO GIEMSA: 1º2º3º4º5ºFixar o material com Metanol durante 2 a 3 minutos. Boa prática! II . O sangue pode ser examinado a fresco (para Doença de Chagas e Filariose) ou após coloração ( para D. de Chagas. com uma lanceta descartável. filariose e Doença de Chagas. MEDULA E TECIDO PROCESSO DE COLORAÇÃO DE PROTOZOÁRIOS PELO MÉTODO DE GIEMSA Várias doenças parasitárias.TIPOS DE EXAMES PARASITOLÓGICOS ONDE UTILIZA-SE MATERIAL BIOLÓGICO PARA CONFECÇÃO DE UM ESFREGAÇO: ( À FRESCO (SANGUE) ( ESFREGAÇO SANGUÍNEO  MATERIAL NA LÂMINA: TÉCNICA  INDICAÇÕES: DOENÇA DE CHAGAS.ESFREGAÇO . Malária e Filariose) Em ambos os casos o sangue é colhido através da punção da polpa digital ou lóbulo da orelha.DIAGNÓSTICO PARASITOLÓGICO DE SANGUE. podem ser diagnosticadas pelo encontro do parasito no sangue circulante.

d) .Decorrido este tempo. b) . espalha-se o sangue com movimento circular. tendo-se a precaução de colocar uma gota de óleo de imersão sobre a preparação pronta. Coloração pelo Giemsa  Preparar a solução de Giemsa a partir da solução estoque. e) .Coloca-se pequena gota de sangue em uma extremidade de uma lâmina e com outra lâmina puxa-se a gota com movimento regular homogênio. 2 . Malária e Doença de Chagas requerem exame com a objetiva de imersão (100 X).Coloca-se uma ou duas gotas de sangue no centro da lâmina e com o canto de outra lâmina ou da lanceta que foi usada na punção. Para cada 1 ml de água destilada. dando-se uma inclinação de aproximadamente 45o à lâmina que executa a preparação. durante 3 minutos. Os elementos parasitários intracelulares ou extracelulares coram-se bem.Fixa-se pelo álcool metílico. ou movimento de estiramento até se obter um retângulo de bordas bem delimitadas (Filariose). pingar duas gotas de corante estoque. .Faz-se a coloração deixando o corante agir durante 20 minutos( a lâmina não deve apresentar manchas de corante precipitado). basta examinar com objetiva 40X. c) . vira-se o restante do álcool e põe-se a lâmina em posição vertical para enxugar. mantendo suas características típicas.Após este período. Filariose não requer imersão. deixando-a corar durante vinte minutos. lava-se com água corrente. até se obter uma área de cerca de 1 cm de diâmetro (Malária). Os glóbulos vermelhos apresentam coloração róseo-pálida O citoplasma dos leucócitos cora-se em azul pálido Os núcleos dos leucócitos cora-se em rocho azulado As granulações dos leucócitos ficam nítidas As plaquetas coram-se de vermelho. f) .a) . b) .GOTA ESPESSA a) . e  Cobrir toda a preparação com a solução do corante diluído.Seca-se a preparação por agitação da lâmina.Deixa-se secar. recobrindo-se a lâmina com placa de Petri. enxuga-se e a lâmina está pronta para ser examinada. com todas as estruturas destacadas.

Cora-se com o corante de GIEMSA ( ver acima) durante 20 minutos. d) . pois a preparação poderá ser destacada ao mudarmos o campo do microscópio. fixa-se com Metanol durante 3 minutos e. e d) .Uma vez seca. Observações:  Muito cuidado se deve ter ao usarmos a imersão.recobre-se com lamínula 24 x 24.  ao colocar a lâmina no microscópio. faz-se um pequeno furo e colhe-se uma gota de sangue que é colocada no centro da lâmina. no entanto. os caracteres distintivos dos parasitos ficam menos perceptíveis. inclina-se com cuidado a lâmina para remover a água. após. ter cuidado para a colocar com o lado corado voltado para a objetiva.leva-se ao microscópio e examina-se com as objetivas 40X.Decorridos 10 minutos. e  a gota espessa é muito empregada em parasitologia pois reduz o tempo de exame.c) . A água destilada tem por finalidade desemoglobinizar a preparação. g) .  Preconiza-se examinar mais uma gota quando o primeiro exame for negativo. cobre-se a preparação com água destilada ou mergulha-se a lâmina em um recipiente contendo-se água destilada. uma vez que a área a ser pesquisada é bem menor que em um esfregaço.  O esfregaço e a gota espessa devem ser protegidos para evitar que moscas e baratas os destruam. sem retirar o preparado. a lâmina volta a secar f) . Observações:  Este exame deverá ser executado imediatamente após a colheita do sangue porque quando a gota secar não permitirá a sua execução.com alfinete ou agulha estéril ou Lanceta.Depois da secagem.EXAME A FRESCO a) . . e) . álcool éter ou éter puro. quando a lâmina não é fixada previamente.Lava-se a lâmina com água.  verificar sempre se o lado que contém a preparação é o lado que está sendo corado. c) . h) . limpa-se a superfície digital ou lobular da orelha b) .Com algodão hidrófilo molhado em álcool iodado.Seca-se e examina-se com as objetivas 10X e 40X ( para Filariose) ou imersão ( para Malária). caso não sejam fixados ou corados logo. 3 .

Após a colheita é realizado um “imprinting” ou aposição em lâmina de microscopia c .Espera secar e fixa-se com Metanol d .Realiza-se assepsia na lesão leishmaniótica e. durante 3 minutos.Seca-se a preparação por agitação de lâmina. lava-se com água corrente. g .Faz-se a coloração deixando o corante agir durante 20 minutos( a lâmina não deve apresentar manchas de corante precipitado). vira-se o restante do álcool e põe-se a lâmina em posição vertical para enxugar. em seguida faz-se uma biópsia das bordas da lesão b . Xilocaína ( Aposição de tecido e Esfregaço de Medula óseea) Esfregaço Sanguineo: OU Gota Espessa: .Decorrido este período. dando-se uma inclinação de aproximadamente 45o à lâmina que executa a preparação. c . f .Após a secagem.Coloca-se pequena gota do material aspirado da medula em uma extremidade de uma lâmina e com outra puxa-se a gota com movimento regular homogênio.4 – APOSIÇÃO DE TECIDO (Biópsia das bordas de Lesões Leishmanióticas) a . b .Decorrido este tempo. enxuga-se e a lâmina está pronta para ser examinada. cora-se com Giemsa e o exame é feito na objetiva de imersão (100X) 5 – ESFREGAÇO DE MATERIAL COLETADO DA MEDULA ÓSSEA a . Seringa. d . MATERIAL NECESSÁRIO PARA PREPARAÇÃO SANGÜÍNEAS OU APOSIÇÃO DE TECIDO OU MEDULARES        Lâminas / Lamínulas / Pinça / Lanceta Proveta de 15 ml / Pipetas conta-gotas / Placa de Petri Suporte ou cubas para corar lâminas / Estante para secagem de lâminas Algodão hidrófilo / Álcool iodado / Papel de filtro / Luvas de borracha Corante (Giemsa ) / Metanol (Fixador) Microscópio / Óleo de imersão Bísturí.Fixa-se pelo álcool metílico.

O material deve ser esterilizado a seco. para não diluir a medula.000. o exame da medula óssea é o mais utilizado. baço e fígado. Assepsia local e anestesia – xilocaína – até o periósteo. a 1:1. fazer um curativo seco. adaptar uma seringa e aspirar. pode-se mobilizar as Leishmanias aplicando 1 ampola de adrenalina. retirar a seringa. 100x. romper o periósteo. dar ½ a 1 volta na peça que limita a parte a ser introduzida da agulha e penetrar mais um pouco. Caso não surja medula. . b) Usar seringa em bôas condições. Só aspirar se a agulha estiver fixada. tibial. O local de puncionamento depende do examinador. b) Com agulha apropriada. 2) Fundamento: A L. estado da rôsca e graduar o limitador. Retirar o mandril. na crista ântero-superior. adaptando-a firmemente na agulha. após seco. são ricos destas células apresentando. Pela simplicidade da técnica. no caso da parasitose. no manúbrio. 3) Técnica: a) A punção poderá ser: esternal. corar – Giemsa ou Leishman. Retirado o conjunto seringa-agulha. isenção mínima de riscos e facilidade de colheita. extremidade superior apoiada na palma da mão. Evitar aspirar sangue. no terço superior da efífise.A fresco: DIAGNÓSTICO PARASITOLÓGICO DA LEISHMANIOSE VISCERAL EXAME DE MEDULA ÓSSEA 1) Indicação: Diagnóstico da Leishmaniose Visceral ou Calazar. SC. perpendicularmente. c) Em caso negativo ou duvidoso. Medula óssea. caindo na parte esponjosa do osso. através da pesquisa direta da Leishmania donovani em esfregaço de medula óssea. no local da trapanação. 30 minutos antes. elevado percentual de infecção. 4) Observações: a) Verificar a posição correta do mandril. com torção e firmeza. d) O índice de postividade é de 80 a 90%. compressivo. Pegar a agulha com firmeza. recolocar o mandril. ilíaca. Sistema Retículo Entotelial ou Sistema Fagocitário Mononuclear. donovani é um parasito reticulatrópico – tropismo pelas células do SRE ou SFM. fazer o esfregaço e. 2cm abaixo da fúrcula esternal ou à altura do primeiro ou segundo espaço estercostal. Examinar com objetiva de imersão. c) Colocar medula numa lâmina. 1cm abaixo e para trás da espinha. um pouco desviada da linha mediana.

A) Trypanosoma cruzi e Trypanosoma lewise:  Diferenciar as formas tripomastigotas sanguíneas: tamanho → Flagelo Núcleo ← → Cinetoplasto . IDENTIFICAR AS PROVÁVEIS ESPÉCIES DE LEISHMANIA ( Leishmania chagasi e Leishmania braziliensis).ATRAVÉS DA ANÁLISE DO MATERIAL BIOLÓGICO EXAMINADO.Amastigota Promastigota PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. Cláudia Calheiros ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 02: Identificação das formas evolutivas da Leishmania. Trypanosoma cruzi e Trypanosoma lewise encontradas nos exames parasitológicos corados OBJETIVOS: 1º . BEM COMO SUAS FORMAS EVOLUTIVAS NOS DIAGNÓSTICOS PARASITOLÓGICOS APRESENTADOS.RECONHECER E DIFERENCIAR FORMAS TRIPOMASTIGOTAS DO Trypanosoma cruzi e DO Trypanosoma lewise. CORRELACIONANDO-AS COM O TIPO DE DIAGNÓSTICO PARASITOLÓGICO 2º .

2. e 7. Observar formas amastigotas do Trypanosoma cruzi em cortes histológicos de tecido muscular e em cultura de células B) Leishmania : Leishmania chagasi → Meterial: medula / Amastigotas isoladas. 3. e 4. 5.Hemaglutinação. 4.Pesquisa da forma tripomastigota no líquor. 2º provas imunológicas que possibilitem a descoberta de anticorpos específicos.Pesquisa da forma tripomastigota no sangue.Pesquisa da forma amastigota em esfregaços ou cortes histológicos dos gânglios da lesão primária.Inoculação em animais. MÉTODOS QUE EVIDENCIAM O PARASITO: 1.Imunofluorescência indireta.ELISA .Cultura de parasitos. é o chamado Diagnóstico Parasitológico. é o Diagnóstico Imunológico. da presença do Trypanosoma cruzi.Reação de fixação de complemento. METODOS IMUNOLÓGICOS: 1. 6.INTRODUÇÃO Os métodos de laboratório usados na prática parasitológica para diagnóstico da Doença de Chagas são divididos em dois grupos: 1º métodos que têm por objetivo a evidenciação direta ao microscópio. em pequenos grupos ou dentro de macrófagos Leishmania braziliensis → Material: aposição de lesão (pele) / Amastigotas numerosas Núcleo ← → Cinetoplasto Boa prática ! MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO DA DOENÇA DE CHAGAS I.Xenodiagnóstico.Pesquisa da forma amastigota em cortes de músculos esqueléticos. 2. 3.

cruzi nos gânglios exige a coleta do material por biópsia. manifestando-se em 48 horas.PESQUISA DE PARASITOS NO SANGUE: é indicada para diagnóstico da forma aguda da Doença. Na prática. 3. cruzi. 5 ml do sangue do doente são semeados em 100 ml do meio. Os gânglios são fixados e tratados segundo a técnica histológica usual para serem submetidos à microscopia. quando aparecem em grande número as formas epimastigotas juntamente com algumas formas tripomastigotas. porém com resultados inconstantes. 4. 2.II. 7 . mistura-se a ele uma gota de soro humano. O material é centrifugado em rotação baixa durante 10 minutos e o depósito é examinado a fresco e depois por coloração.PESQUISA DE PARASITOS NO LÍQUOR: indicado nas formas graves meningoencefalíticas.INOCULAÇÕES EM ANIMAIS O camundongo jovem é mais susceptível à infecção. conservado em local sem luz. . alimentado no paciente. podese observar em cada campo microscópico. Os gânglios escolhidos são os satélites do ponto de inoculação das formas metacíclicas do parasito que compõem o complexo primário da doença de Chagas. em fezes de triatomíneo.XENODIAGNÓSTICO: INDICAÇÃO: Diagnóstico da Doença de Chagas pela pesquisa do T.BIÓPSIA GANGLIONAR: a pesquisa das formas amastigotas do T. em gota espessa ou em esfregaço corados pelo Giemsa. um ou mais exemplares dos parasitos no sangue dos animais inoculados. as inoculações em animais de laboratório servem para conservação de amostras do T. sendo entretanto.BIÓPSIA MUSCULAR: a pesquisa das formas amastigotas em cortes dos músculos 5. Os T. entre lâmina e lamínula.cruzi. 6. se bem que possa se manifestar só após dois meses.HEMOCULTURA: A hemocultura para isolamento e identificação do T. necessárias à preparação de antígenos usados nas reações sorológicas. imprescindível para isolamento de amostras do T. Indicado nas fazes aguda e crônica. esqueléticos é recomendada em casos agudos em que há sinais de miosite. Para fixar o material na lâmina. cruzi são abundantes nos primeiros dias de infecção e o exame poderá ser feito a fresco. Contrastando com o pequeno número de formas sanguíneas no homem.cruzi é semelhante à usada em bacteriologia. Além de permitir o diagnóstico dos casos clínicos da infecção chagásica. A hemocultura tem indicação para o diagnóstico da forma aguda.cruzi. entre 25 a 28o C. Os meios mais utilizados são os difásicos com base em ágar-sangue. sendo mais sensível na primeira devido à alta parasitemia. A via de inoculação preferida é a intraperitonial e a parasitemia pode ser precoce. O desenvolvimento do protozoário tem lugar em aproximadamente uma semana. à temperatura ambiente ou na estufa.MÉTODOS QUE EVIDENCIAM O PARASITO ( DIAGNÓSTICO PARASITOLÓGICO ) 1.

Cryptosporidium e do Trichomonas vaginalis encontradas em preparações coradas e à fresco. Fixá-la com a face do filó para baixo. que umedecido. estes últimos encontrados nas fezes. sacrificados. O inseto suga o sangue em quantidade muito maior que a necessária para um esfregaço. numa lâmina com solução fisiológica. de preferência ninfas. com tampa substituída por filó ou tela fina. Deixar 20 a 30 minutos. e alimentados em pombo ou galinha. c) Colocar na caixinha um rótulo para identificação do paciente e anotação dos resultados. e depois em estufa a 370C. e com outra pinça comprimir o abdômem na direção crâneocaudal para saída das fezes. Cláudia Calheiros ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 03: Identificação das formas evolutivas do Toxoplasma gondii. extremidade posterior para baixo. Examinar a partir do 200 dia. diretamente. ou de outro material. na pele do paciente. adere ao frasco. Colocar 10 ml de sangue com anticoagulante num Borrel e cobrir a boca com pedaço de intestino de boi ou papo de galinha. face anterior do antebraço. cobrir com lamínula e examinar. colhidas. Colocar o Borrel em Banho-Maria a 37 0C.FUNDAMENTO: Alimentando-se no paciente o triatomíneo ingere as formas tripomastigotas do T. 10 minutos e apos inverter sobre a face do filó da caixinha com os triatomíneos. volume de sangue sugado e quantidade de triatimíneos utilizados. d) O resultado do exame depende da parasitemia. 2 a 3 semanas. tempo necessário para realizarem o hematofagismo. b) Os insetos devem ser examinados 2 por dia e. após. Sempre usar luvas e sulução desinfetante para limpar o material utilizado. OBSERVAÇÕES: a) Só utilizar triatomíneos “limpos”. 6 a 4 triatomíneos. TÉCNICA: a) Colocar numa caixinha de papelão.cruzi que nele se transformam e multiplicam em epimastigotas e tripomastigotas metacíclicos. criados em laboratório a partir do ovo. durante 1 hora. b) Após 20 dias proceder o exame: segurar o triatomíneo com uma pinça à altura do tórax. FORMAS EVOLUTIVAS DO Trypanosoma cruzi : Amastigota Epimastigota Tripomastigota PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. . Misturar. No exame devem estar em jejum. 100 X.cruzi em líquido cefalorraquidiano. XENODIAGNÓSTICO ARTIFICIAL (“IN VITRO”) – Usado quando não é possivel o natural ou se deseja pesquisar o T.

1º) . Cláudia Calheiros ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 04: Demonstração e execução das técnicas de esfregaço sanguíneo e Gota espêssa de sangue. Identificação e diagnóstico diferencial dos plasmódiuns humanos: Plasmodium falciparum e Plasmodium vivax . com respectivas colorações e identificação do Plasmod\ium berghei .Toxoplasma gondii • RECONHECER TAQUIZOÍTOS EM LÍQUIDOS ORGÂNICOS *PREPARAÇÃO DA LÂMINA: Esfregaço do material da medula corado pelo Giemsa • RECONHECER CISTOS COM BRADIZOÍTOS *PREPARAÇÃO DA LÂMINA: Corte de tecido nervoso corado pelo Giemsa 2º) – Cryptosporidium • RECONHECER OOCISTOS EM FEZES DIARRÉICAS DE PACIENTES AIDÉTICOS PREPARAÇÃO DA LÂMINA: Esfregaço do material fecal com coloração Safranina – Azul de Metileno 3º) . oocistos de Cryptosporidium e trofozo[itos de Trichomonas vaginalis encontrados em diagnóstico parasitológico.OBJETIVOS: Reconhecer taquizoítos e cistos de Toxoplasma gondii.Trichomonas vaginalis: • TROFOZOÍTOS: Forma de “pêra” com 1 núcleo . 1 membrana ondulante axóstilo e 2 pares de flagelos PREPARAÇÃO DA LÂMINA : esfregaço à fresco Esfregaço de secreção vaginal corado Citologia 1 Boa Prática ! PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa.

MORFOLOGIA: NÚCLEO EM DIVISÃO • . grandes e grosseiros  Hemácias aumentadas. São pequenos.TROFOZOÍTO JOVEM (“anel delicado”) . onde serão observados as diversas formas do parasito dentro de hemácias A observação ao microscópio é feita em imersão (100X).HEMÁCIA REPLETA DE MEROZOÍTAS / DESENHAR *PREPARAÇÃO DAS LÂMINAS: ESFREGAÇO SANGUÍNEO CORADO PELO GIEMSA DIAGNÓSTICO PARASITOLÓGICO DA MALÁRIA HUMANA : DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE AS ESPÉCIES DE PLASMODIUM É realizado através da confecção de esfegaços sanguíneos e ou/ gota espessa corados pelo Giemsa.OBSERVAR AS SEGUINTES FORMAS EVOLUTIVAS DE Plasmodium: • .não ocupando toda hemácia. 2.MORFOLOGIA: NÚCLEO E CITOPLASMA • . Os reticulócitos são produzidos intensamente em consequência da anemia ocasionada pela doença.ESQUIZONTE .MORFOLOGIA: NÚCLEO E CITOPLASMA • . pálidas com finas granulações Schuffner .MERÓCITO . Esquizonte (Cultivo) . 2 ou até 3 grãos de cromatina.TROFOZOÍTO AMEBÓIDE (“anel grosseiro”) .Plasmodium vivax  Trofozoítos amebóides. delicados  Trofozoítos de localização periférica ( acolé )  Gametócitos em crescente ou banana  Hemácias normais  Ausência de esquisontes no sangue periférico (exceto em infecções graves).OBJETIVOS: Reconhecer as diversas formas evolutivas dos protozoários do gênero Plasmodium Compreender como é realizado o diagnóstico parasitológico diferencial da malária 1º) . Observar ainda. que o número de hemácias imaturas ( reticulócitos) é elevado e que elas são geralmente parasitadas (o parasito tem preferência por células imaturas). No exame de esfragaço ou gota espessa de sangue periférico com Plasmodium humano é necessário observar algumas características diferenciais entre as espécies que ocorrem no Brasil: Plasmodium falciparum 1-  Poliparasitismo frequente Trofozoítos jovens delgados com núcleo apresentando 1.

Às vezes representam fases de transição e outras foram deformadas durante a preparação das lâminas. d. Observação 1: No diagnóstico de um Plasmodium humano é importante saber que. Observação 3: Ao realizar o diagnóstico da malária é importante que se observe as seguintes recomendações: a.Examinar muitos campos e não fazer o diagnóstico baseando-se em uma única forma. porque frequentemente o número de parasitas é tão baixo que sua pesquisa no esfregaço se torna difícil.Plasmodium malariae Esta espécie existe na Amazônia e se parece com o P vivax do qual se diferencia por:  Presença de trofoítos e esquizontes. geralmente mais central. c. c. Grãos de pigmento férrico podem estar presentes. vivax e P. O trofozoíto ás vezes é amebóide e outras semelhante aos gametócitos com os quais podem ser confundidos.Trofozoíto jovem – com pequena massa de citoplasma em anel. vivax e de P. Poliparasitismo raro  Esquizontes são encontrados ocupando quase toda a hemácia. b. b. Compare uma gota espessa de sangue negativo com as de P. 10% das formas são difíceis de identificação. grão de cromatina único.Espécie: Plasmodium berghei: a. e e . ocupam toda a hemácia.  Rosáceas com número pequeno de merozoícos ( 6 a 12) . pigmento férrico castanho claro  Gametócitos arredondados. granulaçães de Schuffner e pigmento abundantes.Esquisontes – cromatina dividida por sucessivas mitoses.Mesmo para um especialista. Entretanto. glóbulos brancos ( monócitos numerosos). citoplasma mais denso. geralmente em P.Ao retirar o óleo da preparação. aberto (os parasitos são intracelulares e de difícil visualização).Não confundir o parasito com plaquetas.Usar imersão: o condensador deve estar suspenso e o diafragma. com restos de hemácias e com precipitados de corante. fazê-lo cuidadosamente para não arrancar o esfregaço. número variado de grãos.  Hemácia geralmente não aumentada de volume. 4 . . 3. corados em azul. e cromatina periférica compacta e bem corada ( vermelha). malariae encontramos todas as formas evolutivas e em P. falciparum. citoplasma regular. grandes.Trofozoíto maduro – maiores. Infecção mista pode ocorrer. Observação 2: Gotas espessas são importantes no diagnóstico de rotina. o diagnóstico é específico e requer um observador experiente. falciparum só encontramos trofozoítos jovens e os gametócitos (raramente esquizontes).

esquizontes. esquizontes e gametócitos Anéis redondos e espessos Trofozoítos maduros Amebóides. São visíveis vários núcleos fortemente corados. com anel delicado. DIFERENÇAS MORFOLÓGICAS ENTRE AS ESPÉCIES DE Plasmodium HUMANOS: Plasmodium vivax Ciclo 48 horas Esquizogônic o Característic > e mais pálida do que as da célula a normal. etc). arredondado. esquizontes e gametócitos Cromatina única Plasmodium falciparum 36 a 48 horas Alterações na forma.Poliparasitismo – muito comum nesta espécie de plasmodium na mesma hemácia pode ser parasita por duas ou mais formas iguais ou diferentes(trofozoitos. formando pequenas massas Plasmodium malariae 72 horas Aparentemente normal ns forma. Cromatina compacta. homogênio. 8 – 36 merozoítas dispostos ao Formas em faixas largas atravessando a hemácia. circundados por porções do citoplasma. às vezes situando-se na borda da hemácia Ovais ou redondos. 6 – 12 .d.Gametócitos – citoplsam abundante. núcleo grande com cromatina pouco densa.Rosáceas ou esquizontes maduros – ocupam quase toda a hemácia. f. 12 – 24 merozoítas. geralmente infectada com granulações Infecção múltipla na hemácia Formas evolutivas encontradas no sangue periférico Trofozoítos jovens Pouco comum Trofozoítos. e. Podem ocorrer divisões precoces da cromatina. Raros no sangue periférico Raros no sangue periférico. tamanho e coloração Muito rara Trofozoítos. Ocupam completamente a hemácia de tamanho normal. Ocorre nas vísceras. com alguma policromatofilia e pontilhado Muito comum Trofozoítos e gametócitos (esquizontes nas formas severas) 1 ou 2 grânulos cromáticos. citoplasma com vacúolos com uma única cromatina Irregular com pigmentos pardo – escuros em finos grânulos espalhados no parasito e divisões precoces da cromatina Esquizontes Merócitos (Rosáceas) Ocupam completamente a hemácia dilatada. Cromatina granulosa e irregular Oval ou arredondado com pigmento grosseiro pardo claro disposto perifericamente no corpo do parasito. raramente no sangue periférico. Ovóides ou arredondados com cromatina em grossos grânulos.Vários grãos de pigmentos maláricos dispersos.

de pigmentos. redor de uma massa de pigmentos PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa.merozoítas. de banana. menos P. ( adaptado de: Neves. Castro. Citoplasma em azul núcleo com cromatina Citoplasma azul claro e claro com pigmentos pálida. Em geral central. 1995. às vezes obscurecida pouco numerosos pelo pigmento grosseiro. Cromatina hemácia de tamanho grosseiros e cromatina central. ocupam Em forma crescente ou Redondos. delgados. às vezes normal. central. 2000. obscurecida pelos grãos em azul intenso. vivax. do que os de P. grosseiros. pimentos grosseiros e arredondadas. às vezes retos. ocupando a Em forma crescente ou Semelhantes aos do citos hemácia dilatada. Cláudia Calheiros ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 05: Execução da técnica de gota espêssa de sangue e identificação de filarídeos: Wuchereria bancrofti e Dirofilaria immitis Objetivos:  Observar microfilárias de Wuchereria bancrofti  Compreender o diagnóstico parasitológico da filariose  Diferenciar microfilárias de Wuchereria bancrofti e Dirofilaria immitis 1º) Wuchereria bancrofti:  Observar microfilárias: bainha e células germinativas  Preparação da lâmina: Gota espêssa corada pela Eosina-Giemsa . menores ócitos uma hemácia dilatada. ocupando a intenso. 1988) irregularmente dispostos entre uma massa de pigmentos. menores e não claro cheio de com as extremidades dilatam a hemácia. pigmentos intenso. sendo Citoplasma em azul delgados. usualmente cromatina difusa. Citoplasma em azul Citoplasma em azul vivax. Citoplasma periférica. dispostos como pétalas de uma flor. de banana. cromatina periférica e pigmentos grosseiros. Pessoa. ao redor de uma massa de pigmentos Macrogamet Redondos. Em geral pouco numerosos Microgametó Redondos.

Metanol. Lancetas descartáveis . . II – TÉCNICA: 1. Gaze. I – MATERIAL: Lâminas.2º) Dirofilaria immitis  Observar microfilárias: células germinativas  Preparação da lâmina: Gota espêssa corada pelo Giemsa  Observar movimentos da microfilárias nos exames à fresco 3º) TÉCNICA DE GOTA ESPÊSSA (GE) – RESUMO  IDENTIFICAÇÃO DA LÂMINA – PUNÇÃO (DIGITAL OU LÓBULO AURICULAR) – SECAR – DESEMOGLOBINIZAR – FIXAR (METANOL) – CORAR (EOSINA – GIEMSA). água destilada. algodão com álcool iodado. Corantes (Giemsa e Eosina) .  RETANGULAR: FILARIOSE  CIRCULAR / QUADRANGULAR: MALÁRIA BOA PRÁTICA ! “As tartarugas conhecem as estradas melhor do que os coelhos” DIAGNÓSTICO PRASITOLÓGICO DA FILARIOSE LINFÁTICA A técnica da gota espessa consiste em um dos métodos laboratoriais utilizado para o diagnóstico da parasitemia na filariose. Capilares mensurados. Trata-se de um recurso prático e econômico. de grande valia para inquéritos epidemiológicos. A coleta das amostras sanguíneas deverá ser feita obedecendo o aparecimento das microfilárias no sangue (periodicidade) adequado a cada região. certos requisitos que são indispensáveis para a obtenção de bons resultados. Lapis grafite. exigindo-se para realização da mesma. Cubas para desemoglobinização e coloração das lâminas. Utiliza-se lápis dermográfico em uma das extremidades da lâmina. IDENTIFICAÇÃO DA LÂMINA: esta etapa é de fundamental importância para se evitar troca de material. Suporte para secagem de lâminas.

4. no sentido proximal distal do eixo corporal. coloca-se o corante sobre a lâmina. medienate a utilização de 5. Procede-se a limpeza do local a ser lancetado com algodão hidrófilo embebido em solução antisséptica de álcool iodado. o primeiro servindo para corar a “bainha” da microfilária e o segundo os núcleos desse embrião. 2. nessa ordem e após as devidas secagens. 9. coloca-se algumas gotas de álcool metílico sobre a lâmina em superfície plana. de forma a cobrir todo o material. 7. a punção é realizada no lóbulo. Sempre manusear as lâminas pelas bordas. COLORAÇÃO: em superfície plana. ou outro material que se adeqüe à função. Estas devem permanecer mergulhadas até se tornarem límpidas. 8. haverá uma menor sensibilidade a punção.Caso esta seja esmerilhada pode-se usar lápis grafite. Os corantes utilizados são a Eosina e o Giemsa. ou seja. deixa secar a temperatura ambiente. Colocam-se as lâminas em recipiente apropriado para desmoglobinização com água destilada. Deixa secar. LIMPEZA DA LÂMINA: esta deverá estar limpa. Em seguida. a data e o horário da coleta. e formando um retângulo no primeiro caso. em uma única gota. Obedecendo a esses requisitos. retirando o excesso por inversão. A punção deve ser feita no leito arterial. na dependência da umidade local. Após a lavagem. as lâminas devem ser colocadas no álcool etílico. o que é obtido com lavagem prévia em detergente. deixando por 15 minutos. Após secagem acondicioná-las em local próprio. Se a escolha do local a ser puncionado recair sobra a extremidade digital. na borda lateral da extremidade digital e nunca diretamente na polpa digital. recomenda-se o segundo quirodáctilo. Coloca-se o nome do indivíduo e/ou o número de registro. 3. preferencialmente da mão esquerda para os indivíduos dextros ou vice-versa. ASSEPSIA: Para a realização deste exame poderá ser puncionada a extremidade digital ou o lóbulo auricular. Espera-se no mínimo 1 minuto. SECAGEM DAS LÂMINAS: deverá permanecer em local seco durante no máximo 24 horas protegidas dos insetos. pode-se proceder a esta etapa . (no caso de três gotas) de maneira que haja uma certa uniformidade nas extremidades. . lancetas descartáveis. caso o corante não tenha fixador. 6. como também ter-se-á uma área mais vascularizada. DESEMOGLOBINIZAÇÃO: A partir de 4 horas da coleta da lâmina. FIXAÇÃO: após a secagem da lâmina procede-se a fixação da mesma com álcool metílico. o que dependerá normalmente da espessura da gota. Imediatamente espalha-se as gotas de sangue com a extremidade da própria lanceta. Em seguida lava-se a lâmina em água corrente e deixa secar. evitando-se o contato entre as lâminas. COLETA DA AMOSTRA: Pode-se colocar até 60 µl de sangue em uma única lâmina. O filme de sangue deverá ter uma espessura ideal que permita uma boa visualização após o processamento. Antes da coleta faz-se uma limpeza com gaze para retirar os resíduos que ainda possam existir na superfície da lâmina. Na orelha. formando quadrados de tamanho semelhantes. ou até três de 20 µl cada. partindo-se da extremidade da identificação. PUNÇÃO CAPILAR: é a abtenção da amostra sangüínea.

com capilares mensurados. No primeiro caso deve-se adequar o material para obtenção do volume de sangue a ser obtido. de modo a correr todo o campo uniformimente no sentido vertical ou horizontal. A objetiva de 40X poderá ser utilizada para melhor caracterizar a microfilária e certificar a espécie de microfilária envolvida.10. Mais sensível que a anterior. só sendo utilizada no controle de cura de pacientes submetidos ao tratamento. pois a quantidade de sangue usada é muito maior ( 2 a 5 ml).Dipetalonema streptocerca E – Mansonella ozzardi F – Dirofilaria immitis (comum em cães) PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. Outra técnica de diagnóstico parasitológico utilizada é a filtração em membrana de policarbonato. * DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE MICROFILÁRIAS QUE PODEM SER ENCONTRADAS NO ORGANISMO HUMANO (nas américas): A – Wuchereria bancrofti B – Onchocerca volvulus C – Dipetalonema perstans D . Cláudia Calheiros ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 06: . LEITURA DA LÂMINA AO MICROSCÓPIO ÓPTICO: inicialmente a lâmina é observada com objetiva de 10X. Observações: A gota espessa pode ser mensurada e não mensurada. porém de maior custo.

ARTHROPODA .Giardia lamblia /2 .ARTHROPODA . Cochliomyia hominivorax: LARVAS DIAGNÓSTICO: RECONHECIMENTO DAS LARVAS NOS TECIDOS HUMANOS: LOCALIZAÇÃO E COMPORTAMENTO DAS LARVAS.ARTHROPODA . e) – MONTAR LÂMINAS À FRESCO E PROCURAR CISTOS DE PROTOZOÁRIOS INTESTINAIS: 1 . d).ARACHNIDA . CORRELACIONANDO-AS COM A TÉCNICA DIAGNÓSTICA PARASITOLÓGICA.ARTHROPODA .Entamoeba histolytica / 3 . Cláudia Calheiros .Entamoeba hartmani / 5 Iodamoeba butschlii / 6 . * VISUALIZAR CISTOS DE PROTOZOÁRIOS INTESTINAIS HUMANOS a).Endolimax nana BOA PRÁTICA ! PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. c).ANOPLURA (Chatos e Piolhos)  Pthirus pubis ( %& )  Pediculus capitis ( %& e observar ovos) DIAGNÓSTICO: RECONHECIMENTO DO INSETO ADULTO OU SEUS OVOS NOS PÊLOS PUBIANOS OU CABELOS.DIPTERA: ( CYCLORRHAPHA (Moscas)  Dermatobia hominis.ACARI  Sarcoptes scabiei (Ácaro . DIAGNÓSTICO: APLICAÇÃO DE FITA GOMADA TRANSPARENTE SOBRE A PELE DA REGIÃO AFETADA: COLAR A FITA SOBRE UMA LÂMINA E EXAMINAR AO MICROSCÓPIO.Identificação dos principais ectoparasitos humanos / Identificação de protozoários intestinais OBJETIVOS: *OBSERVAR AS FORMAS EVOLUTIVAS DOS ARTRÓPODES QUE PROVOCAM ECTOPARASITOSES HUMANAS.SIPHONAPTERA (Pulgas)  Tunga penetrans (Bicho do pé) DIAGNÓSTICO: VISUALIZAÇÃO DE LESÃO CARACTERÍSTICA COM A PULGA. b).Sarna).Entamoeba coli / 4 .

morfologia e densidade.DIAGNÓSTICO PARASITOLÓGICO DAS FEZES CONSIDERAÇÕES GERAIS Para o diagnóstico das parasitoses intestinais. gorduras. cistos e trofozoítos intestinais. larvas. modificações de ordem física e química. vitaminas. as gorduras como ácidos graxos e glicerol. além de serem de execução fácil e barata. sais minerais e água. O intestino delgado – duodeno e jejuno – é a zona. larvas ou adultos de helmintos porventura existentes no aparelho digestivo. hidratos de carbono. são evidenciados por processos diversos. os carboidratos como monossacarídeos. a) – Noções de Fisiologia da Digestão: Os alimentos são constituídos por proteínas. alguns são mais usados rotineiramente. levando em consideração as vantagens relacionadas sobretudo com simplicidade. a metade distal é o cólon de . No entanto. em especial. As técnicas descritas e destinadas a esta finalidade pretendem demonstrar a presença.há absorção de água. Tais elementos. pesquisa de parasitos em material coletado em endoscopias (esofagogastroduodenoscopia e proctoscopia) e até mesmo apreciações radiológicas.ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 07: Identificação de ovos e larvas de helmintos OBJETIVO: VISUALIZAR TODOS OS POSSÍVEIS OVOS E LARVAS DE HELMINTOS ENCONTRADOS NOS DIVERSOS EXAMES PARASITOLÓGICOS DAS FEZES. pois são capazes de evidenciar maior número de formas. sais minerais e biliares e vitaminas. na matéria fecal de formas trofozoíticas ou císticas de portozoários e de ovos. o exame parasitológico de fezes. sob influência dos sistemas nervoso e endócrino. se faz em primeiro lugar. tais como provas imunológicas (sorológicas e reação intradémica). rotineiramente.: CONSULTAR AS PRANCHAS DE OVOS E LARVAS DE PARASITOS III . permanecendo cerca de 3 horas no estômago. Os alimentos percorrem o tubo digestivo a uma velocidade apropriada levando 24 horas em todo trajeto. custo e especificidade decorrentes de tal moda de proceder. no entanto. e 3 a 6 no intestino. de digestão e absorção dos produtos finais da digestão: as proteínas como aminoácidos. diversos métodos podem ser utilizados. No cécum e metade proximal do cólon – cólon de absorção . eletrólitos e água. cloro e sódio. Não existe um método de exame de fezes capaz de evidenciar todos os ovos. Para sua absorção sofrem. OBS. A principal função do trato alimentar é fornecer ao organismo nutrientes. ao longo do tubo digestivo. além da água. diferentes no que diz respeito ao tamanho.

Normalmente viscosidade média. . verde (verduras). flora intestinal e formação de gases. d) – As Fezes: 1. cansaço. e pouco viscosa. fungo. sulfeto de hidrogênio. pomoato de pirvíneo). arejada. vermelha (sangue não – digerido) – hemorragia digestiva baixa: intestinos. confusão devido à presença de estruturas de origem animal e vegetal (levedura. O conteúdo total do intestino delgado é de 10 litros. células teciduais. alcalina (dispepsia putrefativa. infecção unissexual.  Reação: normal (pH 6.  Viscosidade: Depende do teor de muco e da consistência. estômago e duodeno. insuficiência gástrica. além de ácido fólico e gases: escatol. má dissolução. trânsito intestinal acelerado . parda – escura (dispepsia putrefativa). metano. por ação da flora bacteriana. insuficiência biliar). K e riboflavina. sendo espojosa. água e soluções utilizadas. – Causas de Erros: Falhas técnicas → quantidade insuficiente. medicamentos com ferro. leucócitos. medicamentos. Pode ser muito viscosa (aderindo ao fundo do recipiente e desfazendo-se com dificuldade em água – colite. pressa. grãos de pólen. insuficiência pancreática. trânsito intestinal acelerado). disenteria).5). esbranquiçada (massa de vidraceiro) – insuficiência biliar. acinzentada (insuficiência gástrica e pancreática). método impróprio. vermelha (beterraba. que sintetizam enzimas – capazes de digerir pequena quantidade de celulose – vitaminas B1. entre outros). b) – c) Discrepância de resultado (Falso negativo): períodos negativos de eliminação. Líquida (diarréia. pêlos. No cólon de absorção há numerosas bactérias.0 Exame Macroscópico: * Aspectos Gerais:  Consistência e Forma: normalmente formada ou moldada (cilíndrica). fibras musculares. entre outros. feijão preto. inodora (dieta láctea).  Cor: normalmente parda ou castanha-parda.. parda – clara (dispepsia fermentativa). indol. semi-moldada (diarréia.5 / 7. do qual 500 ml passa para o intestino grosso e. preta (sangue digerido) – hemorragia digestiva alta – esôfago. A cor das fezes é dada pela estercobilina originária do estercobilinogêneo e este da bilirrubina. Falhas humanas → desconhecimento.  Odor: normal (fecal).armazenamento. flutuando e facilmente emulsionável em água – dispepsia fermentativa. icterícia obstrutiva. bismuto e carvão). ácida (dispepsia fermentativa. B12. em especial colibacilos. colite). Dura (constipação). após absorção restam 50 a 100 ml de líquido que é exonerado nas fezes. esporo. tempo de centrifugação e de sedimentação. colite. Há influência da alimentação. Também depende da alimentação. imaturidade dos parasitos. preta (sarapatel. entre outros. reto e ânus. pútrido (dispepsia putrefativa). amostra inadequada. O regime alimentar e o uso de medicamentos pode influenciar: amarela (dieta láctea).

insuficiência pancreática e trânsito intestinal acelerado. neoplasia. batata (com lugol tomam cor violácea ou escura). trombose mesentérico. Falsa areia – pequenos detritos oriundos da ingestão de frutas e outros vegetias. pólipo. assim distribuída: bactérias 30%. fosfato de cálcio e magnésio. elásticos. sindrome de má-absorção. giardíase. 2. das vias baixas. gorduras 10/20%. aumentado (dispepsia fermentativa. gelatinosos. Para revolver. linfogranulomatose. diminuído (constipação intestinal). sobre fundo branco e parte escuro. folhas. esteatorréia – síndrome da má absorção). Faz-se a pesquisa colocando o material fecal em placa de Petri. esteatorréia. fragmentos de neoplasia. disenterias bacilar e amebiana. ou em grumos misturados às fezes.  Muco e Membrana – Resultantes de processos irritativo ou inflamatório da mucosa intestinal.0 EXAME MICROSCÓPICO * PROVA DA DIGESTIBILIDADE Exame Direto a Fresco: . das vias altas. Peso Total: variável com a alimentação. Tt. vivo – Hemorroida.  Resíduo Alimentar Feculento e Detritos Vegetais: Cenoura. Normal (100 – 150g / 24hs). colon irritável (ação física. púrpura.  Tecido Conjuntivo animal: pequenos flocos brancos. quando o intestino grosso. o peso seco representa 20/25%. formando uma “gota” quando suspenso por uma agulha – insuficiência gástrica (hipo ou acloridria). pólipo. Hn. digerido. usar bastão. produtos de origem intestinal e outros. pseudoparasitas – larvas de moscas (Musca domestica. O Muco se apresenta como pequenos grumos. insuficiência gástrica.  Outros – Areia intestinal real: fragmentos de cálcio. disenterias bacilar e amebiana. insuficiência pancreática. * Prova de Digestibilidade Resíduos alimentares vegetais e animais. inflamatória. ácaros de frutas. distúrbio neuro-vegetativo. química. fibras vegetais-mastigação defeituosa. Tecido Adiposo: Aspecto lustroso e esbranquiçado – ingestão excessiva de gordura. normalmente não são encontrados. Em geral.  Sangue: (Fezes diluida) Enterrogias: não digerido. neoplasia. proteínas 2/3%. Melena – varizes gastro-esofageanas. Na.  Peso Seco: normalmente as fezes são formadas por 75% de água e 25% de matéria sólida. diverticulite. está diminuído – diarréia. flexíveis.  Pus: Geralmente associado a sangue e muco. Te (proglotes). trânsito gastro-intestinal acelerado. aumentado – obstipação. abscesso. enterite. Tecido Conjuntivo: Mastigação defeituosa – insuficiência pancreática. folhas e fibras. restos não digeridos (celulose e pigmentos) 30%. como macarrão – Colite mucomembranosa. diluído em água a 10%. a Membrana como placas ou filamentos grossos e longos. corpo estranho (velho e criança). estrias ou filamentos acinzentados envolvendo o bolo fecal. ulceração do sigmoide. insuficiência gástrica. nervosa) processo alérgico. colite ulcerativa grave. se do delgado. matérias inorgânicas 10/20%. coloração acinzentada – colite ulcerativa grave. Tephritidae).  Fragmentos de Carne.  Gordura.  Parasitas: Inteiros ou partes – Al.

vegetais. proteina não degradada e degradada. pode provocar perda de sangue. neoplasia. Subóxido de bismuto. ID. IP. insuficiência gástrica. finas agulhas entrecruzadas – IB. ângulos nítidos. por campo. Leptotrix e Cocos – DF e evacuação prematura do colon e cecum. . enterite. faixas isoladas ou manchas. Dispepsia putrefativa (DP). grãos de pólen esporos. lesão da parede intestinal. em mistura com bactérias iodófilas – TIA. alongadas. gastrite erosiva. em fezes ácidas – ERE. cubos amarelados de cenoura – aumentado na DF. ovaladas ou em faixas. coradas em amarelo pela bile – trânsito intestinal acelerado (lienteria). Amorfo. bem digeridas. em lâminulas – processos extra-digestivos e uso de antibióticos de largo espectro. fibras vegetais.  Sangue Oculto: Úlcera. pela flora bacteriana. com envelope ou alteres. sinuosas – insuficiência gástrica. e um pouco de muco. estado normal.  Celulose: A digestão ocorre no cecum e colon. Fosfato-amoníaco-magnesiano. na ingestão de tomate. com formas variadas. DF. Está presente no fim do íleo e em abundância no cecum e colon ascendente – Clostrídeos. IP. Insuficiência pancreática (IP) enterite. sem ângulos. Carbonato de cálcio – como agulhas. IG. alterações da flora por antibióticos.  Cristais: Substâncias químicas com formas definidas: Caroteno. como massa envolta em membrana celulósica – Trânsito intestinal acelerado (TIA). forma de grãos massa amorfa. alergia digestiva.0 DOSAGENS E ANÁLISES QUÍMICAS – Quantitativa e qualitativa. frutas e outros alimentos – ingestão em excesso – Dispepsia fermentativa (DF). pêlos. em forma de tampa de esquife ou plumas – IP.  Flora Iodófila: ausente nas fezes normais. Há diminuição ou ausência de pigmentos nos obstáculos ao livre trânsito da bile para o intestino e com o uso de antibióticos de largo espectro – acolia. verminoses. contornos nítidos. fibras e células vegetais. estrias longitudinais ou transversais. insuficiência pancreática (esteatorréia).Normalmente são encontradas. Indigestível – sem valor semiológico – cutícula de cereias. salicilatos.  Substâncias Proteicas (Mucina. IG. feijão. 1 a 2 fibras musculares. TIA. DP. Oxalato de cálcio. Estercobilinogênio – Trânsito intestinal acelerado (TIA) do hemi-colon direito e íleo terminal. TIA (desde o delgado). Chacot-Lyden. sem estrias.  Pigmentos Biliares: Estercobilina. corticoide. diverticulite. Ácidos graxos. contendo ou não amido – DP. forma de losango bem alongado – ulcerações intestinais. redução ou eliminação da flora bacteriana por uso de antibióticos de largo espectro. originárias de pão. peptona) – Colite.  Tecido conjuntivo: Feixes de filamentos alongados ou fibras isoladas. enterites. com ou sem amido. distúrbios de absorção. O uso de aspirina. e células vegetais. 3. estrelas. Bem digeridas.  Fibras Musculares: Má digeridas ou sem digerir – Retangulares ou cilíndricas. Colesterina. vasos. varizes rotas. Digestível – arcabouço das céluas de vegetais e de feculentos. septadas. constipação. cor negra. Bilirrubina – TIA desde o delgado. sendo normal o encontro de pequena quantidade. Cru. * EXAME DIRETO CORADO PELO LUGOL  Amido: Intracelular (incluido) nas céluas dos feculentos.

usar conservador ou colocar a amostra em geladeira. (cistos. passa para os tecidos ou espaços adjacentes.  Fezes formadas: examinar ou preparar o material até 01 hora.  Lienteria: Diarréia em que as substâncias ingeridas são eliminadas sem que lhes tenha feito a digestão. no máximo. através das paredes vasculares. provocados por agentes externos. trofozoitos.  Secreção: substância elaborada por células. esteatorréia. em lugar de exame negativo.0 RECOMENDAÇÕES  Não deixar o recipiente descoberto.  Exsudato: material constituído com elevado teor de proteínas e células que. Enzimas Proteolíticas: Esteatorréia.  Fezes líquidas: examinar. com cólica abdominal e tenesmo.  COLETA DE MATERIAL (fezes) .  Tenesmo: Sensação dolorosa de tensão e constrição do ânus com vontade imperiosa de defecar..  Disenteria: Excreção intestinal constituída de fezes–muco-sanguinolenta. método utilizado no exame. doenças fibrocística do pâncreas. com materiais fornecidos pelo sangue que.  No laudo.  Diarréia: Excreção intestinal constituída por fezes com consistência diminuída: aquosa ou pastosa. larvas) não identifacos” e nada encontrando “nenhuma forma parasitária encontrada”. eliminada do corpo ou por ele utilizada. parasitas com gênero e espécie. dispepsia fermentativa . 4. devem constar: aspectos gerais da amostra.0 DEFINIÇÕES  Fezes: Excreção intestinal formada por alimentos não absorvidos. ovos. na inflamação. exerce funções especializadas.. Trânsito intestinal acelerado  Gordura Fecal: Insuficiência pancreática. Na impossibilidade de fazê-lo. particularmente glandulares. presença de resíduos e outras estruturass.  Nitrogênio: Aumentado em quase todas as doenças intestinais com especialidade na insuficiência pancreática (má absorção). secreção intestinal e água. completando o exame no mesmo dia.  Cinese: Fenômeno de excitabilidade dos organismos. matérias indigestíveis.Diminuída – constipação. e que podem acelerar ou retardar os movimentos. doença do fígado e trato biliar. No caso de não ser possível identificar formas parasitárias.  Ácidos Orgânicos – Dispepsias fermentativa e putrefativa. além da identificação. colocar “encontro de. nem colocá-lo sobre requisição. grau de infecção. mucoviscidose. até 30 minutos após evacuação. 5.

Assim é necessário maior volume fecal. diarréicas. b.HOFFMANN. mas também pode-se ver larvas de helmintos e cistos de portozoários. tipo Sal de Gauber.Uso de substâncias conservantes: as fezes devem ser homogenizadas nessa solução e poderão ser examinadas até 30 dias após a emissão do material. Fechar bem em seguida. sendo este último muito útil para conservação de fezes diarréicas. As soluções mais utilizadas são FORMOL A 10%. Mas quando é necessário se fazer o exame com fezes líquidas. b. Evidencia principalmente ovos de helmintos. Nestes casos deve-se conservar as fezes através dos seguintes métodos: a. mandamos ingerir um purgativo na noite anterior. rotula-se devidamente com nome. idade. devendo estar limpo e seco. Remeter imediatamente ao laboratório. Retira-se uma pequena quantidade das fezes emitidas e coloca-se num recipiente de boca larga. Os métodos dois tipos:  QUALITATIVOS: a. se possível. fazendo-se a concentração ou o das mesmas para evidenciação das formas. .  MÉTODOS PARA CONSERVAÇÃO DO MATERIAL Às vezes não há possibilidade de remeter o material imediatamente ao laboratório ou ainda que isto seja feito. MIF ( merthiolate ou mercúrio. iodo e formol) e SAF (acetato de sódio. data e hora da coleta. Deve-se ter cuidado com o recipiente onde será coletado o material fecal. PONS e JANNER – (HPJ) ou MÉTODO DE LUTZ ou SEDIMENTAÇÃO ESPONTÂNEA. A proporção será de 2-3 partes de conservador para 1 de fezes.Geralmente as fezes emitidas são semi-sólidas ou pastosas.Colocar no refrigerador: temperatura entre 5oC e 10oC (em geladeira ou em caixas com gelo e serragem) permite que o material seja examinado até 2 a 3 dias após a coleta. por vezes não há possibilidade de se examinar prontamente. ácido acético e formol). e isto ocorre quando queremos pesquisar trofozoítos de protozoários ou larvas de helmintos intestinais. INDIRETO: Nem suficiente para examinar um enriquecimento indiretos são de sempre a quantidade de fezes usada para o método direto é o número de formas contidas nas fezes.  MÉTODOS DE EXAMES DIRETO: colocar uma pequena quantidade de fezes na lâmina e examiná-la ao microscópio.SEDIMENTAÇÃO POR CENTRIFUGAÇÃO OU MIF OU BLAGG – Evidencia principalmente cistos e ovos. fazer uma lâmina contendo solução fisiológica apenas e outra contendo lugol ( para visualizar os cistos).

 QUANTITATIVOS ab- KATO-KATZ : Para ovos de S. patogênicos ou não. ao lado do nome da espécie encontrada.MOARES: Específico para o diagnósticos de larvas de helmintos / RUGAI: Também específico para larvas. secundariamente A.FEJAL NOME: ENDEREÇO: Maria dos Santos R. d. PROGLOTES TAENIA (TAMIZAÇÃO) ( ) PESQ. AMEBAS / GIARDIA ( MIF) ( ) PESQ. bem como uma estimativa do parasitismo para cada espécie. E. lumbricoides.mansoni (PRINCIPALMENTE) A. STERCORALIS (BAERMANN) ( ) PESQ. DE SAÚDE: David Fernandes NATUREZA DO EXAME: ( X ) PARASITOLÓGICO COMUM (HPJ) ( ) PESQ. Secundariamente ovos e larvas de helmintos (excessão do Ascaris e do Schistosoma) f. deve ser mencionado. trichiura  APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS: Os parasitos encontrados.WILLIS – Evidencia principalmente ovos de Ancilostomídeos e secundariamente ovos de Ascaris. MANSONI (KATO-KATZ) ( ) PESQ. trichiura e Ancilostomatideos. DE OVOS . STOLL: Principalmente Ancilostomídeos. 76. tendo como base a ficha para resultados utilizada pelo Ministério da Saúde: : PARASITOLÓGICO DE FEZES Nº DO EXAME 001 LABORATÓRIO DE PARASITOLOGIA – CCBS – CESMAC .BAERMANN.Encontro de cistos de protozoários. S. Secundariamente ovos e larvas de helmintos. São Cristovão. DE S.c. Trichuiris. de Raros (1-3 formas de parasitos encontrados na lâmina). lumbricoides e T.Maceió SEXO: IDADE: F 35 a MÉDICO REQUISITANTE: U.RITCHIE . CRYPTOSPORIDIUM E ISOSPORA ( ) PESQ. Abaixo exemplos de resultados parasitológicos de fezes. VERMICULARIS (GRAHAN) ( ) PESQ. É comum o uso. e. Vários (> 4 formas parasitárias na lâmina) ou Numerosos( + de 2 formas por campo).FAUST – Encontro de cistos de protozoários. Prado . Hymenolepis e Taenia. T. AMEBAS / GIARDIA (FAUST) NATUREZA DA AMOSTRA: ( x ) AMOSTRA ÚNICA ( ) FEZES COLETADAS (3 AMOSTRAS / DIAS ALTERNADOS) ( ) 3 AMOSTRAS SEPARADAS: ( ) 1ª AMOSTRA ( ) 2ª AMOSTRA ( ) 3ª AMOSTRA CONSISTÊNCIA: ( x ) PASTOSA ( ) SEMI-PASTOSA ( ) LÍQUIDA ( ) DURA HELMINTOSCOPIA – PESQ.

DE CISTOS HISTOLYTICA: ENTAMOEBA COLI: VÁRIOS ENTAMOEBA HARTMANI: XX GIARDIA LAMBLIA: RAROS ENDOLIMAX NANA: XX IODAMOEBA BUTSCHLII: XX OBS. Colhe-se material do órgão afetado (liquor cefalorraquidiano.O DIAGNÓSTICO DAS AMEBAS APATOGÊNICAS O parasitologista clínico deve diferenciar com segurança.: Resultado positivo para ovos de helmintos e cistos de protozoários e negativo para larvas de helmintos no material examinado 12 o1 2001 ASSINATU DATA: _________/_________/____________ ___________________________________________ RA DO RESPONSÁVEL Ficha do Ministério da Saúde (SUS) adaptado pela profa. os cistos das amebas apatogênicas. 2 . OU CHAMADOS OPORTUNISTAS 1 . Cláudia Calheiros IV . refringência / quantidade dos núcleos e intensidade de coloração pelo lugol variados. fazendo-se exame direto à fresco ou corado pela hematoxilina férrica ou Giemsa. principalmente. pós-mortem. DE LARVAS STRONGYLOIDES STERCORALIS: ANCILOSTOMÍDEOS: ENTAMOEBA XX XX XX PROTOZOOSCOPIA – PESQ.CONSIDERAÇÕES SOBRE ALGUNS PARASITOS ENCONTRADOS NAS FEZES. na maioria das vezes. sendo necessário as características peculiares de cada ameba para o correto diagnóstico.O DIAGNÓSTICO DAS AMEBAS DE VIDA LIVRE Este diagnóstico é muito difícil.ASCARIS LUMBRICOIDES: TRICHURIS TRICHIURA: SCHISTOSOMA MANSONI: ANCILOSTOMÍDEOS: HIMENOLEPIS NANA: TAENIA SP: ENTEROBIUS VERMICULARIS: VÁRIOS RAROS XX XX XX XX XX HELMINTOSCOPIA – PESQ. entre outros). Estas formas evolutivas apresentam tamanhos. Com este material ou com o material . mucosa nasal ou faringeana. sendo realizado. NO AMBIENTE E EM OUTROS MATERIAIS BIOLÓGICOS. A grande importância deste diagnóstico reside no fato de que estes cistos poderão ser confundidos com cistos de amebas patogênicas.

principalmente o agrião. que posteriormente eliminam em seu muco larvas infectantes. Estas formas podem ser encontradas nas secreções das lesões. congestão da mucosa. insetos com as larvas do parasito. apresentando a forma larvária. caso ocorra ruptura do cisto e eliminação de seus elementos através da urina e expectoração brônquica. os pacientes com himenolepíase costumam apresentar remissão dos sintomas espontaneamente. acidentalmente. alimentos.O DIAGNÓSTICO DOS PARASITOS MENOS FREQUENTES EM NOSSO MEIO  Syngamus laryngeus: É um helminto da laringe e faringe da caprinos e bovinos. vivendo sempre em casal. através do . infiltração linfocitária. a larva em seus tecidos e apresentando uma parasitose conhecida como hidatidose. O diagnóstico laboratorial de escolha é o parasitológico. pulmão SNC e abcessos dentários) de populações humanas principalmente da região norte do Brasil. acidentalmente. PODENDO INFECTAR O HOMEM  Echinococcus granulosus: É um cestódeo que tem como hospedeiro definitivo canídeos e um grande número de herbívoros como hospedeiros intermediários. pescoço e tórax (ouvido. eosinofilia e perda de peso. Também tem como hospedeiros definitivos roedores de várias espécies. O quadro clínico depende do tecido e do número de cistos.4 a 13 mm. insônia. podendo. O surgimento de manisfestações clínicas está relacionado com a idade do hospedeiro e o número de parasitos. A identificação específica das amebas encontradas é dada por um especialista. são: Naegleria fowleri e Acanthamoeba rhysodes. tomografias. sem tratamento. etc). A singamose pode causar tosse crônica com duração de meses e eliminação de catarro sanguinolento. infectar o homem quando este ingere líquidos. determinando quadros de meningoencefalites. O diagnóstico é feito quando se dá eliminação dos vermes. O homem pode se infectar. irritabilidade.  Lagochilascaris minor: É um helminto cujo seu ciclo evolutivo ainda se encontra desconhecido. O diagnóstico humano restringem-se a métodos de detecção de imagens (radiografias. incluindo cianose. vômitos e peritonite. O homem se infecta ao ingerir líquidos ou alimentos contaminados com fezes humanas ou de roedores. principalmente à noite.coletado de águas ou lodo de piscina e lagos pode-se fazer uma cultura.O DIAGNÓSTICO DOS PARASITOS COMUNS EM OUTROS ANIMAIS. artrópoda ou molusco infectados com larvas do parasito. ELISA. no acesso de tosse ou remoção através do laringoscópio. Raramente ocorrem sintomas nervosos. Em geral. Seus ovos. também pode se infectar ao ingerir. O homem infecta-se ao ingerir líquidos ou vegetais contaminados. tromboses. perda de consciência e convulsões. O verme mede de 3-9 mm. 4 . larvas e adultos podem ser encontrados em abcessos subcutâneos na cabeça. podendo levar o paciente a óbito.  Angiostrongylus costaricensis: É um helminto normal da artéria mesentérica íleocecal de roedores silvestres. Seus ovos são arredondados. provida de escavações ( reentrâncias para dentro do ovo). constipação. No homem o diagnóstico é imunológico (RIFI / ELISA) ou através do encontro dos vermes em vasos íleo-cecais durante as intervenções cirúrgicas. O exame microscópico só pode ser usado. pequenas ulcerações. contaminando os vegetais. etc). anorexia. associados a métodos imunológicos (RIFI. assim. As amebas de vida livre que são patogênicas ao homem. arterites. diarréia. desenvolvendo. Os ratos eliminam as larvas nas fezes que são ingeridas por lesmas. febre. também chamada hidátide ou cisto hidático. funcionando como hospedeiro intermediário. dor abdominal. Os vermes adultos medem de 6. fígado e cérebro pode levar o indivíduo à óbito. assim em crianças com alta parasitismo podem surgir: agitação. com casca espêssa. 3 . redução da luz íleo-cecal. dor abdominal. com aspecto de “Y” e avermelhado. ao ingerir os ovos em alimentos contaminados com fezes de cães. O diagnóstico nos roedores é feito pelo exame de fezes (Baermann).  Hymenolepis nana: É o menor cestódeo que pode parasitar o homem e relativamente comum. dos quais os mais penosos são: ataques epilépticos em formas várias. muitos deles fatais. O crescimento excessivo e a ruptura de cistos em órgãos como pulmões. contendo ovos do parasito. A angiostrongiloidíase é caracterizada no homem por edemas.

se alimentando de bactérias e amido. que se infecta através da ingestão de líquidos e alimentos contaminados com fezes de suínos. O parasito alberga um grande número de espécies animais.. e o homem se infecta quando ingere líquidos ou alimentos contaminados por fezes de seres parasitados ou inalam oocistos do parasito. O diagnóstico laboratorial da babesiose é semelhante ao utilizado para diagnosticar malária humana. podendo surgir diarréia.encontro de ovo característico nas fezes (“Chapéu de mexicano visto por cima”). O diagnóstico é o mesmo usado para o Cryptosporidium. sendo raro no homem. mal absorção. sendo mais facilmente realizado na fase de pico da parasitemia. perda de peso. É frequenta o achado de cristais nas fezes. tendo uma localização “intracelular extracitoplasmática”. dependendo do estado de imunodepressão. meteorismo. pode ser feito o diagnóstico sorológico com a utilização da RIFI e do ELISA. sendo o mais utilizado o de Safranina / azul de metileno.  Babesia: É um protozoário que parasita as hemácias de várias espécies animais e. que corresponde ao quadro agudo da doença. acompanhada de dores abdominais.O DIAGNÓSTICO DOS PARASITOS OPORTUNISTAS  Cryptosporidium: É um protozoário que se desenvolve preferentemente nas células epiteliais do trato intestinal. vômitos. Pode ser confundido com malária. Este diagnóstico deverá ser feito por um parasitologista. caracterizada por dores abdominais. Na babesiose humana podem surgir: febre aguda. Pode ser feito cultura das fezes para evidenciar o parasito (os meios mais usados são: soro de cavalo ou meio de Pavlova). raramente. náuseas e vômitos.  Balantidium coli: É um protozoário ciliado comum no intestino grosso de suínos e. que se assemelham a sementes de abóbora ou encontro de cápsula ovígera (cerca de 20 ovos em cada cápsula). O diagnóstico laboratorial é feito pelo encontro de cistos em fezes formadas e trofozoítos em fezes diarréicas. principalmente crianças. mas a morfologia dos parasitos são distintas. ocasionalmente podendo ser encontrado no homem.  Dipylidium caninum : É um cestoda comum em intestino delgado de cães e gatos. Em infecções maçiças pode haver irritação da mucosa e ataques epileptiformes nas crianças. O diagnóstico é feito pelo encontro de proglótes grávidas nas fezes. . pois ficam no interior de vacúolos formados pela membrana destas células. e consequente invasão do parasito na mesma. anorexia. provocando úlceras e necroses localizadas.  Isospora belli: É um protozoário que se desenvolv na mucosa do intestino delgado da vários animais. causando diarréia aguda autolimitada em indivíduos imunocompetentes e diarréia aquosa crônica em pessoas imunodeprimidas. O diagnóstico é feito pela pesquisa de oocistos nas fezes por métodos de concentraçlão e coloração. se dá quando há alguma lesão prévia em sua mucosa do cólon ou do ceco. dor abdominal. 5 . É comensal. quando é picado por carrapatos infectados ou por transfusões sanguíneas. e diarréia crônica em indivíduos imunodeprimidos. chegando a vários litros por dia. Quando a doença encontra-se já em uma fase sub-aguda ou crônica. náuseas. As lesões e a sintomatologia parecem com a amebíase. anorexia. inclusive do homem. ação patogênica semelhante ao que ocorre em cães e gatos. fraqueza e febre. pelo método de sedimentação espontânea. anemia hemolítica com icterícia e hemoglobinúria. onde encontramos os parasitos nos esfregaços sanguíneos corados pelo giemsa. anorexia. O parasito tem a capacidade de aumentar a lesão inicial pela produção de hialuridase. não sendo capaz de penetrar na mucosa íntegra. A doença balantidíase no homem. Provoca diarréia aguda em indivíduos imunocompetentes. má absorção de gorduras e vitaminas com perda de líquidos. as do homem. fadiga e mialgia. febre baixa.

devendo ser examinado por especialista. anorexia. onde deve ser medida cuidadosamente o diâmetro dos oocistos.  MICROSPORÍDEOS: São várias espécies de protozoários do trato digestivo. A microsporidiose em pacientes com imunodepessão é associada a diarréia aquosa crônica. exigindo a presença de bactérias para o seu crescimento. perda de peso. respondendo satisfatoriamnte ao tratamento específico.  Blastocystis hominis: É um protozoário anaeróbio. com oocistos medindo cerca de 8 – 10 micra. Em pacientes com imunodepessão produz diarréia crônica. náuseas. onde o parasito apresenta-se sob as formas amebóide. anorexia e náuseas. intracelulares obrigatórios que podem parasitar o homem. O diagnóstico depende de biópsias de intestino delgado. O diagnóstico deve ser diferencial devido a criptosporidiose. granular e vacuolar. O diagnóstico é feito pelo exame das fezes. O parasito da cilosporíase cora-se pela fucsina ou safranina. sendo a última a mais frequentemente encontrada. de maneira que fique uma camada fina em duas lâminas devidamente identificadas . Cyclospora cayatanensis: São protozoários esféricos que parasitam o epitélio intestinal. encontrados nas fezes seres humanos com diarréia aquosa. e vômitos. COLORAÇÃO ESPECIAL PARA ALGUMAS FORMAS EVOLUTIVAS DE PROTOZOÁRIOS OPORTUNISTAS ENCONTRADOS NAS FEZES: CRYPTOSPORIDIUM E ISOSPORA: Coloração “Safranina / azul de metileno” 1º) Fezes diarréicas com formol a 10% (1:3) em tubo p/ centrifugação 2º) Deixar decantar e depois despreza o sobrenadante 3º) Acrescenta 1 a 2 ml de éter 4º) Centrifuga por 3 minutos à 4 rpm 5º) Desprezar as camadas. dores abdominais. deixando o sedimento 6º) Com bastão de vidro ou alça de platina fazer esfregaço circular do sedimento. O parasito fluoresce em azul quando sob efeito de luz ultravioleta (característica própria). corado por Giemsa ou exame de fezes diarréicas. com perda de peso.

7º) Colocar as lâminas em um suporte para coloração (“dois bastões de vidro na quina da pia”). OU LUTZ OU SEDIMENTAÇÃO ESPONTÂNEA Indicação: diagnóstico das helmintoses: esquistossomose. deixar secar e examinar Safranina (Corante Seg. – 90 ml (S. PONS E JANNER (HPJ) . Safranina – 1%) PARASITOLOGIA CLÍNICA– Profa. para fixar (por 3 minutos) 9º) Lavar a lâmina para tirar o excesso de álcool 10º) Colocar Safranina pronta para uso. ancilostomíase (necatorose). ascaridíase e tricuríase. Solução D – Safranina) Comprar solução pronta para uso (solução estoque) ou o pó * Preparação da solução a partir do pó: Sol. Pode ser encontrados ovos e larvas de outros helmintos.5 g de safranina 100 ml de Etanol a 95% Sol. Fundamento: sedimentação espontânea dos ovos. Cláudia Calheiros ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 08: Demonstração e execução do método de Hofmann. gram. estoque – 10 ml H2O dest. Uso: Sol. e aquecer até a ebulição (utilizar chama de candeeiro embaixo das lâminas) 11º) Lavar para retirar o excesso 12º) Colocar azul do metileno por 5 minutos (para dar o contraste) 13º) Lavas as lâminas para retirar o excesso. bem como cistos de protozoários. Estoque: 2. quando se faz suspensão das fezes em água. Pons e Janner (Sedimentação espontânea ou HPJ) / Identificação de parasitos intestinais EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES OBJETIVO: Compreender e executar todas as etapas do MÉTODO DE HOFFMANN. Deixar secar um pouco 8º) Colocar álcool clorídrico com pipeta. Técnica: . pela pesquisa dos respectivos ovos. Mod.

Preparar no mínimo 3 lâminas: uma sem e outra com Lugol (aumento de 10X) e a última com Lugol no aumento de 40X) PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. devendo o líquido da lavagem ser recolhido no mesmo cálice.Misturar com bastão de vidro fezes com água em borrel 2°. e 10. Triturar as fezes com bastão de vidro. 6. HOFFMAN OU SEDIMENTAÇÃO ESPONTÂNEA: 1º . Essa suspensão de fezes é deixada em repouso durante 2 a 24 horas. repousar por mais 60 minutos. decantar e colocar água (é a lavagem do sedimento). misturando-a na água. Os detritos contidos na gaze são lavados com mais 20 ml de água. retirar o indicador e. e dois a cinco gramas de fezes. 2.1. Material necessário: fezes. se o líquido sobrenadante estiver turvo. a fim de evitar a formação de bolhas de ar. em um cálice de sedimentação de fundo afunilado. Virando-se o cálice cujo sobrenadante já foi desprezado ou utilizando a pipeta. 7. Assim evita-se entrada de água e queda do sedimento. Não levar a extremidade até o fundo do cálice. lamínula.Exame 1 mês ( HPJ. observando que os dedos fiquem fora do mesmo. / Identificação de helmintos EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES . bastão de vidro.Filtrar a suspensão para cálice cônico com gaze dobrada em quatro 3º. microscópio. de 100 ml de capacidade. caso o líquido ainda continue turvo. com sedimento muito espesso. decantar o sobrenadante cuidadosamente para não levantar o sedimento. água. sem tocar nas paredes internas. 3.Completar com água e deixar em repouso por 2 a 24 hs 4º. RESUMO: COLETA DO MATERIAL: Recipiente esterilizado / Rotular CONSERVAÇÃO: Frio: Geladeira (5 – 10°) – Exame 2 – 3 dias após Formol 10% . segura-se a pipeta e com o indicador. antes de levantá-la. 9. gaze cirúrgica. Os bordos maiores da lâmina e lamínula devem ficar paralelos com discreta pressão sobre a lamínula. ou similar. Com o polegar e médio. colocar em lâmina com lamínula e examinar (aumento de 10X). Só quando a extremidade inferior das pipeta atingir o fundo do cálice. Para identificar cistos é imprescindível o uso de lugol que cora as estruturas dos mesmos. 8. colocar uma gota do sedimento sobre uma lâmina. Acrescentar mais 20 ml de água.Examinar em microscópio com aumento de 10X e 40X. Borrel. Pegar a lamínula com os dedos polegar e indicador na parte média dos bordos maiores. cálice de sedimentação. colher o sedimento com ajuda de uma pipeta. Pode-se. 5. Findo esse tempo. 4. sem decantar o sobrenadante. colher uma gota de sedimento com uma pipeta. pipeta. formando um ângulo de 45 o . agitando-se constantemente com o bastão de vidro.Decantar o sobrenadante. encostar um dos menores na lâmina. Filtrar a suspensão em gaze cirúrgica dobrada 4 vezes. Cláudia Calheiros ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 09: Demonstração e execução do método de Baermann e Rugai et al. voltar a obliterar. Repetir a operação uma ou mais vezes. lâmina. Colocar aproximadamente 5 a 10 ml de água em um Borrel. e deixar cair lentamente. o material se espalha uniformimente. oblitera-se firmemente a extremidade superior ao introduzir a pipeta no cálice. solução de lugol.

RESUMO: COLETA DO MATERIAL: Recipiente esterilizado / Rotular CONSERVAÇÃO: Frio: Geladeira (5 – 10°) – Exame 2 – 3 dias após Formol 10% . dobrada 4 vezes. pescá-las com pipeta. 2. costuma-se construir um pequeno suporte de tábua. 4. 1Técnica : Espalhar. lugol e microscópio. onde estarão as larvas. devidamente acoplado a um suporte para Baermann 2º. e colocar numa peneira .A gaze deve tocar o fundo da peneira.Colocar a peneira num funil de vidro. suporte.Colocar 10g de fezes em gaze dobrada em 4 no funil de vidro. pela pesquisa de larvas de Strongyloides stercoralis. coletar 5-10ml da água em vidro relógio. lâmina. permitem a visualização dos detalhes no diagnóstico específico). 10-12cm de diâmetro. de fezes em gaze.Para examinar larvas de helmintos há necessidade de matá-las.OBJETIVO: Compreender e executar todas as etapas dos métodos de BAERMANN E RUGAI Indicação: diagnóstico da estrongiloidose. 3Deixar uma hora em repouso. e examinar. podem surgir larvas de ancilostomídeos. devendo-se misturá-las com pó de serra . peneira. água.Fezes diarréicas não são adequadas para este método. e 5Para identificação das larvas. Colocar o funil num suporte e encher com água aquecida a 45 o C deixando as fezes parcialmente submersa (para maior comodidade. por gravidade. termômetro.examinar em lupa (vidro de relógio) ou preparar no mínimo três lâminas do material colhido do tubo de ensaio.Acrescentar água a 400C e deixar 1 hora de repouso 3º. abrindo-se a pinça que obliterava o tubo de borracha colocado na haste do funil 4º. se depositam no fundo do funil. 2. com um bastão de vidro. facilitando o contato com a água e o tubo de borracha que deve estar bem adaptado ao funil e à pipeta . bico de busen. e para isto coloca-se gotas de lugol (estando imóveis. cerca de 10g. fechar o tubo com presilha ou pinça. pipeta. . funil. 4Abrir a presilha. Também pode ser detectado larvas de Ancilostomídeos. Fundamento: esse método é baseado no hidrotropismo e termotropismo positivo das larvas que saem do material.Exame 1 mês ( BAERMANN: 1º. ligado a um tubo de borracha com uma pipeta na outra extremidade. Material: fezes. guardadas em temperatura ambiente ou de obstipados. 3. bastão de vidro. lamínula. facilitando o trabalho).Nas fezes envelhecidas. tubo de borracha. vidro relógio. O ideal são fezes frescas. colocar numa lâmina com 1 gota de lugol e cobrir com lamínula . caso se examine fezes de indivíduos que sofra de constipação intestinal. presilha. com vários furos circulares para receberem os funis. gaze. Observações : 1. migrando para a água quente e.colher água em vidro de relógio ou tubo de ensaio .

Cláudia Calheiros EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES MÉTODO DE RUGAI OBJETIVO: Compreender e executar todas as etapas do método de Rugai Indicação e Fundamento: semelhante ao método de Baermann. Pode-se matá-las em banho-maria a 50ºC. Trichostrongylus e Strongyloides stercoralis.Adicionar água aquecida no cálice de sedimentação. Observações: O uso de lugol é indispensável para identificar as larvas. colocar em lâmina. . lâmina. numa tira de papel de filtro com 15 x 1. à semelhança do método de Hoffmann. para observar a evolução das larvas. pipeta. bico de bunsen. papel) e conservar em posição vertical à temperatura ambiente. altura de 3cm. água. c) Examinar a água no fundo do tubo com lupa. 15 minutos. lamínula.5g. e centrifugar a 1. lugol. cálice de sedimentação e microscópio.500rpm. diariamente. Ancylostoma duodenale. ou aproveitar o recipiente condutor. vidro relógio. Técnica: 1. deixando as extremidades livres cerca de 4cm.5cm (variáveis na dependência do tubo). Material: fezes.Colocar o recipiente dentro do cálice com abertura para baixo. Fechar o tubo (algodão. EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES MÉTODO DE HARADA . Identificar o tubo. de forma que as fezes fiquem submersas. 3. prendendo com cordão ou pinça.PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. termômetro.Após 20 a 30 minutos. 4.Colocar as fezes numa caixa sem tampa. por 1 a 2 gotas de lugol e examinar.MORI OBJETIVO: Compreender e executar todas as etapas do método de Harada . 0. 1-2min.Mori Indicação – Identificação das larvas de Necator americanus. afastar o recipiente e colher material do fundo do cálice e colocar em lâmina. por 2 semanas. de maneira que a água não toque nas fezes. 2. Fundamento – Hidrotropismo das larvas. Capturar as larvas com pipeta. Técnica: a) Espalhar um pouco de fezes. gaze cirúrgica. envolvê-la com gaze. b) Introduzir a tira de papel num tubo de ensaio com água.

sobre as fezes. tornando-se assim. c) A solução de verde malaquita conserva os ovos e clarifica o esfregaço. levantar a lâmina. distender a lamínula. 2. liso. Material: fezes. com os bordos paralelos. de lugol. de forma que o orifício fique centralizado e não permita deslizamento. não detecta protozoários nem larvas. espátula ou palito. limpar os bordos laterais. 4.Inverter a preparação sobre o papel absorvente. A lâmina pode ser guardada durante meses. método quantitativo. tela metálica ou de nylon. deixar secar (30 minutos). tricuríase e ancilostomose ( necatorose) . a temperatura ambiente. segurar pelos bordos maiores sem deslizar. As lamínulas devem ser nelas imersas 24 horas antes do uso. d) O método não se presta para fezes diarréicas. esta se o exame for procedido até 2 horas após a preparação. lâmina de papel celofone semi-transparente. Multiplicando-se o total de ovos encontrados por 24. lamínula. utilizando-se de um dos bordos maiores da espátula e arrastando em sentido contrário ao dedo que a mantém fixa. PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. Cláudia Calheiros ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 10: Demonstração e execução do método de Kato – Katz / Identificação de helmintos EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES OBJETIVO: Compreender e executar todas as etapas do método de KATO-KATZ Indicação: diagnóstico das helmintoses: esquistossomose.Examinar ao microscópio com a objetiva de 10 X (aumento de 100 vezes). placa perfurada. 5.Colocar a placa sobre a lâmina. 6. bastão de vidro. ascaridíase. não deixar dobras.pôr a lâmina de celofone embebida em solução de verde malaquita.Aguardar alguns segundos. b) Fixar a placa na lâmina com o polegar. Recolher fezes em cima da tela com espátula e encher o orifício. Observações: a) Só apanhar fezes que tenham ultrapassado as malhas da tela. lâmina. 7. tem-se o total por grama de fezes. Técnica: 1.Levantar a placa. . microscópio.Retirar o excesso de fezes.Depositar a tela sobre as fezes no recipiente ou em amostra colocada à parte. molhável e absorvente. A quantidade de fezes examinada é aproximadamente 47 mg. 3. Existe um Kit.Material Necessário – Tubo de ensaio. fazer pressão com espátula sobre a tela provocando passagem de fezes sem detritos pela malha. sol. tira de papel de filtro. espátula. solução verde malaquita e microscópio. fazendo compressão. e fazer pressão com o polegar a fim de espalhar uniformemente o material. 8. pipeta.

liberam os ovos que ficam aderidos às regiões anal e perineal. . colar numa das extremidades uma tira de papel.aplicar a parte adesiva da fita em torno do orifício anal.) + 100 ml de glicerol + 100 ml de H2O dest. 100 X. três a cinco vezes. 4. aderência dos ovos à fita.deitar o examinando em decúbito ventral. ultrapassam o esfíncter anal e.Reagentes e Soluções: Solução de verde malaquita glicerol: 1ml de verde malaquita – 3% ( 3g do pó p/ 100 ml de H2O dest. com 5cm x 2cm para anotação dos dados de identificação e resultado. presa pelas extremidades com polegar e indicador. membros inferiores em abdução e afastar os glúteos deixando bem exposta a região anal. apoiar o tubo no primeiro espaço interdigital. 2.para clarificar e contrastar. 3. face adesiva para fora. com 10 cm x 2 cm. por uma gota de lugol ou xilol.examinar com pequeno aumento. no centro de lâmina. movimento peristáltico e posição de decúbito do paciente) deixam seu habitat normal – o cécum. e 7. antes de fixar a fita. à semelhança de uma caneta. Tamização e Willis/ Identificação de helmintos OBJETIVO: Compreender e executar todas as etapas dos métodos de GRAHAN. rotas ou por postura. provocada pela pressão dos ovos sobre o esôfago e retração dos lábios.apoiar a fita. TÉCNICA: 1. primeiramente. devido as diversas causas( perda da capacidade de fixação à mucosa intestinal. TAMIZAÇÃO e WILLIS MÉTODO DA FITA GOMADA ( “ANAL SWAB”) – Específico p/ Enterobius vermicularis INDICAÇÃO: diagnóstico de enterobiose pela pesquisa de ovos de Enterobius vermicularis . exercendo suficiente pressão para assegurar contato amplo e perfeito com a região e. uma das extremidades e extendendo-a a fim de não deixar dobras e bolhas de ar. Cláudia Calheiros ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 11: Demonstração e execução dos métodos: Graham. 6. PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa.e vem à parte terminal do intestino grosso.colar a fita numa lâmina fixando. Pode-se encontrar ovos de ortros helmintos ( exemplo: Taenia ) FUNDAMENTO: as fêmeas do Enterobius especialmente à noite. no fundo de um tubo de ensaio ou similar. consequentemente. 5.tomar um pedaço de fita adesiva transparente (tipo Durex).

TÉCNICA: 1º) Utilizar um bastão de vidro e despejar o material fecal em uma peneira (Tamiz). procurando por proglótes com o auxílio do bastão. Após. e sob ação da água corrente “lavar” as fezes. entre duas lâminas mergulhadas em placa de petri com o fixador – AFA. tira de papel. 4º) FIXAÇÃO DE PROGLOTES DE TAENIA: a) Antes de fixar. Cláudia Calheiros EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES “MÉTODO DE TAMIZAÇÃO” FUNDAMENTO: LAVAGEM E TAMIZAÇÃO DAS FEZES DE TODA UMA EVACUAÇÃO E PESQUISA DAS PROGLÓTES DE TAENIA PARA O DIAGNÓSTICO ESPECÍFICO. tubo de ensaio. PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. 5º) Corar as proglotes por 10 a 24 horas com Carmim Clorídrico.OBSERVAÇÕES: 1. c) Fixar os vermes durante 30 min a 3 horas. xilol ou tolueno. 2º) Colocar a peneira em baixo de uma torneira. colocar os vermes com soro fisiológico na geladeira por 24 horas. 3. 2.na falta de tubo de ensaio. REAGENTES E SOLUÇÕES: FIXADOR – AFA: 50ml de álcool a 90% + 10ml de formol absoluto + 2ml de ácido acético glacial + 40ml de água destilada. prendendo a fita pelo polegar e médio. lâmina e microscópio. nenhum produto nas regiões anal e perianal.a preparação permite ser observada após vários meses. usar objeto de extremidade arredondada ou o indicador. b) As proglotes deverão ser achatadas uma a uma.não usar . no dia anterior. 4.proceder a coleta de material antes do examinando defecar. por pressão. . são retirados do fixador e lavados em água destilada antes de serem corados. MATERIAL: fita adesiva transparente. lugol. tomar banho ou fazer qualquer asseio anal ao despertar. 3º)Fixar e corar as proglótes encontradas.

c) Levantar a lâmina. PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. b) Caso a lâmina não fique em contato com a suspensão. Cláudia Calheiros EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES “MÉTODO DE WILLIS” 1) INDICAÇÃO – Diagnóstico de helmintoses: Principal. b) Colocar uma lâmina sobre a boca do recipiente de modo a atingir a película superficial da suspensão. mas colocada sobre a lâmina. com cuidado para não cair sobre a lâmina nem transbordar. 2) FUNDAMENTO – Os ovos desses helmintos. por sua baixa densidade. Colocar lamínula e examinar. presa entre o polegar e médio. 1-5 minutos. metal ou plástico) com 3-4cm de diâmetro e altura mínima de 2cm – (a “latinha” das fezes) até atingir a borda superior. tendem a flutuar quando as fezes são suspensas em solução aquosa saturada de cloreto de sódio ou açúcar. HOMENOLEPÍASE e TENÍASE. que não será invertida. tempo necessário para os ovos ascenderem e aderir à lâmina. Secundárias.CARMIM CLORÍDRICO: 5g de carmim + 5ml de ácido clorídrico + 5ml de H 2o de água destilada + 200 ml de álcool a 90%. ASCARIDIOSE. TRICURÍASE. Juntar o álcool 1 hora depois. e inverter rapidamente suas faces. pelas suas extremidades. pela pesquisa dos ovos. 4) OBSERVAÇÕES – a) Utilizar recipiente com borda superior regular. Triturar o carmim junto com a água e o ácido. Ferver em banho maria durante uma hora. filtrar e colocar num recipiente (de vidro. plana. ANCILOSTOMOSE (NECATOROSE). 3) TÉCNICA – a) Fazer uma suspensão de fezes em solução aquosa saturada de cloreto de sódio. Deixar em repouso. d) Pode-se utilizar um frasco (tipo penicilina) e trocar a lâmina por lamínula. colocar mais solução. . completando o volume depois de resfriado p/ 200ml com mais álcool a 90%. com cuidado para não cair o meterial.

tampar com rolha de borracha e agitar fortemente durante 30 segundos.Soltar a camada de detritos com um bastão em movimento rotatório entre a camada e a parede do tubo. d) Ao suspender a lâmina. O movimento deve ser executado exclusivamente com o punho: pronação-suspiração. solução aquosa saturada de cloreto de sódio. . rápido mas não bruscamente. conservadas em MIF. O éter retira as gorduras. lamínula. após adição de éter e centrifugação. 5) MATERIAL – Fezes. 2. bem com de helmintoses pela pesquisa de ovos e larvas.c) Não ultrapassar o tempo de retirar a lâmina. microscópio. Fundamento: sedimentação das formas parasitárias existentes nas fezes.Retirar a rolha com cuidado e centrifugar a 1500 rpm durante 1 minuto. água. 3.sedimento. Técnica: 1. lâmina. a fim de evitar que os ovos.Filtrar em gaze dobrada em quatro a solução de fezes em MIF e colocar em tubo de centrifugação até 2/3 do tubo.detritos . percam a aderência à lâmina. cálice.MIF. Cláudia Calheiros ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 12: Demonstração e execução do método de MIF ou Blagg / Identificação de parasitos intestinais EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES OBJETIVO: Compreender e executar todas as etapas do método de MIF Indicação: diagnóstico das protozooses pela pesquisa de trofozoítos e cistos. bastão de vidro.Adicionar 4 ml de éter sulfúrico. recipiente. aumentando de peso. PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. deixá-la em posição horizontal. 4. formar-seão quatro camadas: éter .

quando de vários exames. apoiando-os em superfície plana. que são pesados. c) Na decantação. escoar o sobrenadante. permitindo a identificação. cálice. Lugol.Decantar as três camadas superiores e remover da parede os restos de detritos com bastão envolvido em algodão. mas ovos de S. Observar os mesmos cuidados ao desligar. se desprenda e caia. lâmina. 6. centrífuga. Cláudia Calheiros ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 13: Demonstração e execução dos métodos: Faust e Ritchie / Identificação de parasitos intestinais EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES OBJETIVOS: Compreender e executar todas as etapas dos métodos de Faust e Ritchie MÉTODO DE FAUST INDICAÇÃO: Diagnóstico das protozooses pela pesquisa de cistos. é excepcional.Suspender o sedimento com 2 gotas de água. + 200 ml de solução de mercurocromo a 2% + 25 ml de formol a 20% + 5 ml de glicerina. O Lugol é imprescindível pois cora as estruturas. Uma vez entornado o tubo. PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa.5. encostar o segundo (parelha) pela parte externa. lentamente. Ligar a centrífuga em velocidade intermediária e depois aumentar até a velocidade desejada. b) Na centrífuga os tubos devem ficar em pontos opostos. MIF. prendê-lo entre o polegar e o indicador. microscópio. lápis cera. Material: fezes. . Não balançar para evitar que o sedimento. Observações: a) Marcar os tubos. gaze. Só então marcar o tempo. tubo de centrifugação. O rompimento da película superficial provocará a queda dos cistos. Reagentes e Soluções: Conservador – MIF: 250 ml de água dest. algodão. pegar o tubo bem próximo de sua borda. completando o segundo até o nível do primeiro (base). éter sulfúrico. bastão de vidro. Preparado o primeiro. misturar bem com ajuda da lamínula e examinar com aumento de 100 a 400 vezes. não retroceder. deve ir até o fundo do tubo sem bater. em movimento de rotação subindo e descendo. Podem ser encontrados ovos e larvas de helmintos. rolha de borracha. d) Ao desfazer o sedimento. FUNDAMENTO: Flutuação das formas parasitárias existentes nas fezes em solução aquosa de sulfato de zinco a 33%. mansoni e Ascaris lumbricoides infértil. depositar 2 gotas na lâmina e mais 1 a 2 gotal de lugol. encostá-la de um vaso e. sempre à vista. lamínula. o bastão.

microscópio. sem bater. dobrada 4X. encostá-la à borda de um vaso e. 1/3 do tubo.5cm da borda livre. colocar água. Amolecidas as fezes.  Ao desfazer o sedimento. em pontos diferentes. só então marcando o tempo. e colocar no centro de uma lâmina. lentamente. o bastão. em posição vertical. escoar o sobrenadante. Cláudia Calheiros EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES MÉTODO DE RITCHIE . pegar o tubo bem próximo de sua borda. substituindo a água pela solução de sulfato de zinco a 33%. sempre à vista. lâmina.500. Uma vez entornado o tubo não retroceder. colher material na película superficial. repetida até o líquido ficar claro. 3º) Decantar o sobrenadante e repetir a 2ª operação. observando os mesmos cuidados ao desligar. Centrigugar a 2. Nova centrifugação. durante 1 minuto. RESUMO: ETAPAS: Misturar uma parte de fezes p/ 10 de H 2O  Coar c/ gaze.. lamínula. lugol. O rompimento da película superficial provocará queda dos cistos.0g de sulfato de zinco + 100 ml de água dest. Voltar a centrifugar. solução de sulfato de zinco a 33%. subindo e descendo. centrífuga. e encher um tubo de centrifugação até a altura de o.TÉCNICA: 1º) Colocar 10 ml de água em um borrel e 2-5gr de fezes. Não balançar para evitar que o sedimento. em movimento de rotação. se desprenda e caia.  Ligar a centrífuga em velocidade intermediária e depois a 2. gaze. misturar. bastão de vidro. filtrar a solução p/ que se torne límpida. água. quando de vários exames e nivelá-los para centrifugação. filtrar em gaze. decantações e lavagens  Sobrenadante claro  Decantar o sobrenadante e adicionar sulfato de zinco  Centrifugar  Colher o material em alça de platina. 4º) Com alça de platina. Adicionar 1 – 2 gotas de lugol. colocando-o em uma gota de lugol sob lâmina e lamínula  Examinar ao microscópio PARASITOLOGIA CLÍNICA – Profa. 2º) Decantar o sobrenadante. 2-5 vezes.500 rpm. estante. juntar mais 50-90ml de água. Completar com água até 0. lápis marcador. deve ir até o fundo do tubo. → Após a diluição. É a lavagem do sedimento.5cm da borda livre.  Na decantação. utilizando o funil em tubo  centrifugar ( 60 seg. tubo p/ centrifugação. alça de platina. OBSERVAÇÕES:  Marcar os tubos. REAGENTES E SOLUÇÕES: Solução de sulfato de zinco a 33%: 33. 2500 rpm)  Decantar o sobrenadante  Misturar H2O ao sedimento Novas centrifugações. MATERIAL: Borrel. cobrir com lamínula e examinar: 1 Lâmina 10 X e 40 X e outra lâmina 40 X. e ressuspender o sedimento utilizando-se de bastão de vidro fino. cálice(ou funil de vidro).

INDICAÇÃO: Diagnóstico das protozooses pela pesquisa de cistos e trofozoítos. ítens: 1º e 2º. bastão de vidro. durante 1 min. A terceira camada será a solução de formol. solução de formol a 5%. 3º) Seguir como em Blagg. OBSERVAÇÕES: Ídem ao método de Faust. estante. tubo p/ centrifugação. lâmina. ítens 4. centrifugar e lavar o sedimento como em Faust. juntar ao sedimento 10 ml de solução de formol a 5%. gaze. misturar bem. alça de platina. funil de vidro (ou cálice). MATERIAL: Borrel. TÉCNICA: 1º) Fazer uma suspensão de fezes. bem como de helmintoses pela pesquisa de ovos ou larvas. lápis marcador. lugol. algodão. centrífuga. INDICAÇÕES DOS MÉTODOS LABORATORIAIS COPROLÓGICOS PARASITOSES ANCILOSTOMOSE MÉTODOS HOFMANN BAERMANN FORMAS OBSERVÁVEIS OVOS / LARVAS LARVAS . após adição de formal e éter. lamínula. 2º) Decantar o líquido sobrenadante. Juntar 3 ml de éter. coar. tampar com rolha de borracha e agitar fortemente. éter sulfúrico. microscópio. e deixar em repouso 5 a 30 min. FUNDAMENTO: Sedimentação por centrifugação das formas parasitárias existentes nas fezes. água. 5 e 6.

BALANTIDIOSE DIRETO – HEMATOXILINA (fezes diarréicas) BLAGG (fezes formadas) / FAUST / RITCHIE FITA GOMADA HOFMANN KATO-KATZ HOFFMANN BAERMANN RUGAI KATO-KATZ HOFFMANN HOFFMANN HOFFMANN / WILLIS HOFFMANN / TAMIZAÇÃO DIRETO – HEMATOXILINA (fezes diarréicas) BLAGG (fezes formadas) / FAUST / RITCHIE DIRETO – HEMATOXILINA (fezes diarréicas) BLAGG (fezes formadas) / FAUST / RITCHIE TROFOZOÍTOS CISTOS ENTEROBIOSE OVOS ESQUISTOSSOMOSE OVOS ESTRONGILOIDÍASE LARVAS TRICURÍASE OVOS FASCIOLOSE HIMENOLEPÍASE TENÍASE GIARDÍASE OVOS OVOS OVOS / LARVAS TROFOZOÍTOS CISTOS AMEBÍASE TROFOZOÍTOS CISTOS ADAPTADO DE DAVID P. NEVES.PARASITOLOGIA HUMANA CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DIFERENCIAIS: OVOS DE HELMINTOS E CISTOS DE PROTOZOÁRIOS .

PARASITO Taenia sp Hymenolepis Schistosoma mansoni Ascaris lumbricoides Mamilonado fértil Ascaris lumbricoides Infértil Ascaris lumbricoides Decorticado FORMA EVOLUTIVA OVO OVO OVO FORMATO Arredondado Arredondado Oval CARACTERÍSTICAS Embrióforo fino e escuro espinhos no centro do ovo Embrióforo largo e claro espinhos no centro do ovo Com espículo lateral / / OVO Arredondado Com as 3 membranas. sendo a última mamilonada / pode ser ou não larvado grosseiramente com membrana OVO Oval / Retangular Escuro e granuloso / mamilonada Arredondado OVO Ancylostomatidae Blastomerizado Ancylostomatidae Larvado Trichuris trichiura Enterobius vermicularis Giardia lamblia Entamoeba histolytica Entamoeba coli OVO OVO OVO OVO Oval Oval “Barril” ou bola de futebol americano Letra “D” Não apresenta membrana mamilonada. / Apresenta 2 membranas delicadas e bem visíveis. Única membrana e espaço bem delimitado entre o conteúdo do ovo (larva) e a casca. / pode ser ou não larvado Única membrana e espaço bem delimitado entre o conteúdo do ovo (blastômeros) e a casca. 2 membranas com pólos Com 2 membranas e sempre larvado Com fibrilas e núcleos Com até pequeno 4 núcleos / Cisto CISTO CISTO Oval Arredondado CISTO Arredondado Com até 8 núcleos / Cisto grande .

Recife. – Doença de Chagas e outras doenças por “Tripanossomos”. et al. Rio Janeiro: Guanabara Koogan. A W. V. Parasitologia Médica. São Paulo: Livraria Santos Editora. DiagnósticoLaboratorial das principais doenças infecciosas e auto-imunes.. Rio de Janeiro. – Parasitologia Humana . S. E. 1996. de REY L. Manual de Exames de Fezes. Atlas Color de Parasitología Clínica. & ÁVILA. Editora Guanabara Koogan. M. VALLADA. 114p. 1982. S. 2a Edição. 10ª edição. 1994 O. S. Bases da Parasitologia Médica – Rio de Janeiro. Coprologia e Parasitologia. 1998. . São Paulo: Atheneu. Brasília: Editora UNB. V. Buenos Aires: Editorial Medica Panamericana. 201p. L. Editora Guanabara Koogan. 872p. A. 2000 FERREIRA. B. 335p.1994. Procedimentos Laboratoriais em Parasitologia Médica. & MARTINS..REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARCOVERDE. TEIXEIRA. 161p. NEVES D. ZAMAN. 2000 PESSÔA. A O laboratório clínico no diagnóstico dos parasitas oportunistas e na coprologia dos resíduos Alimentares: aspectos gerais. 1987. 11ª edição. C. P. 1993. Editora Atheneu. M.. P. A.

 Prancha 1  Prancha 2  Prancha 3  Prancha 4  Prancha 5  Prancha 6  Prancha 7  Prancha 8 Helmintos Enteroparasitos: ovos. larvas e adultos .

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