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EIXOS TEMÁTICOS

REDE DE PROTEÇÃO AO IDOSO

Paulo Roberto Barbosa Ramos

Não é mais novidade para ninguém que a sociedade brasileira vem


passando por um acelerado processo de envelhecimento. Por outro lado, não
parece ter ficado claro para a comunidade em geral e para as autoridades as
causas e as conseqüências desse processo de envelhecimento.
O envelhecimento diz respeito diretamente à própria afirmação dos
direitos humanos fundamentais. Atente-se para o fato de que a velhice significa
o próprio direito que cada ser humano tem de viver muito, mas, certamente,
viver com dignidade.
Ora, se viver muito com dignidade é um direito de todo ser humano, já
que significa a própria garantia do direito à vida, o Estado precisa desenvolver
e disponibilizar às pessoas envelhecidas toda uma rede de serviços capaz de
assegurar a todas essas pessoas os seus direitos básicos, como, por exemplo,
saúde, transporte, lazer, ausência de violência tanto no espaço familiar como
no espaço público.
Para que esses serviços sejam adequadamente desenvolvidos, as
autoridades precisam conhecer o perfil socioeconômico da população
atualmente envelhecida. Sem essa informação à disposição e sem
planejamento, os Municípios, os Estados e a União não serão capazes de
cumprir a sua missão.
Sem o adequado conhecimento do perfil da população idosa nenhuma
rede de promoção, proteção e defesa dos direitos das pessoas idosas tem
possibilidade de manter-se com eficiência.
A rede da qual se está falando deve ser formada, nos municípios
maiores, por Promotoria do Idoso, Vara do Idoso, Defensoria do idoso,
Conselho de Direitos do Idoso, atendimento domiciliar ao idoso, residência
temporária para idosos vítimas de violência, Centro-dia para atendimento de
idosos que necessitam de atendimento diário especializado e continuo, oficina
abrigada de trabalho para que o idoso complemente a sua renda, casas-lares,
capacitação de cuidadores de idosos e conselheiros, reserva de leitos em
hospitais gerais, atendimento especializados nos consultórios dos hospitais
públicos, os quais devem possuir médicos geriatras.
A interlocução entre todos esses órgãos e instituições torna-se essencial
para a garantia dos direitos dos direitos dos idosos, bem como para inserção
nos orçamentos dos recursos necessários para o atendimento das demandas
das pessoas idosas.
Por fim, é preciso dizer que todas essas ações só serão efetivadas se os
próprios idosos estiverem comprometidos com a sua dignidade.

Fonte: http://www.mj.gov.br/sedh/ct/cndi/eixos_tematicos.doc

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