FURUKAWA INDUSTRIAL S.A.

PRODUTOS ELÉTRICOS

RCC-PTP- 1177 Ed. 03 Junho, 2006 Pág. 1 de 7

PROPOSTA TÉCNICA CABO DE FIBRA ÓPTICA DIELÉTRICO GELEADO PARA INSTALAÇÕES DIRETAMENTE ENTERRADAS – PADRÃO ABNT
Aprovação Visto Autor

LEONARDO SILVERIO

ANTONIO C. SILVA

RENATO FLÁVIO CRUZ

1 1.1

OBJETIVO Esta Proposta Técnica tem como objetivo estabelecer as características básicas e mínimas exigíveis na fabricação dos cabos ópticos totalmente dielétricos com núcleo e interstícios preenchidos com geléias e protegido por um revestimento externo, para instalações diretamente enterradas. As características e requisitos das fibras ópticas, quando não estiverem determinados especificamente neste documento e quando cabíveis, devem atender aos requisitos da Recomendação G652 / G655 ou G651 do ITU. REFERÊNCIAS Especificação de Cabo Óptico Dielétrico Subterâneo

1.2

2

NBR 14103 – ABNT 3

CAMPO DE APLICAÇÃO

Cabos Ópticos Totalmente Dielétricos com núcleo e interstícios preenchidos com composto de enchimento, de 02 (duas) a 144 (cento e quarenta e quatro) fibras ópticas sendo indicados para instalações diretamente enterradas. 4 DEFINIÇÕES

Para efeito desta Proposta Técnica, são adotadas as definições 4.1 a 4.8. 4.1 Cabo óptico CFOA-SM-DE-G/CFOA-NZD-DE-G/ CFOA-MM-DE-G Conjunto constituído por fibras ópticas tipo monomodo e/ou monomodo com dispersão nãonula revestidas em acrilato, agrupadas em unidades básicas, elemento central e elemento de tração não-metálicos, sendo as unidades básicas e o núcleo completamente preenchidos com material resistente à penetração de umidade, sendo este conjunto protegido por um revestimento de material termoplástico. Cabo Misto - Conjunto constituído por fibras ópticas tipo monomodo e monomodo com dispersão não-nula revestidas em acrilato, agrupadas em unidades básicas, elemento central e elemento de tração não-metálicos, sendo as unidades básicas e o núcleo completamente preenchidos com material resistente à penetração de umidade, sendo este conjunto protegido por uma capa externa de material termoplástico. Unidade básica - Conjunto de um número definido de fibras ópticas agrupadas entre si, devidamente identificadas e protegidas por um tubo de material termoplástico, que proporcione proteção mecânica e térmica às fibras ópticas.

4.2

4.3

2006 Pág.8 5 5.1 DESCRIÇÃO DO PRODUTO O Cabo Óptico é constituído de unidades básicas dispostas em seu núcleo.5 . Núcleo .1.6 4.4 Elemento central . TABELA 1 . de forma a satisfazerem as características previstas nesta Proposta Técnica. PRODUTOS ELÉTRICOS RCC-PTP.1. Em cabos com até 12 fibras ópticas cada unidade básica deve conter 2 fibras ópticas.7 4. As unidades básicas são reunidas concentricamente ao redor do elemento central.2 6. Capa externa .1 6. As unidades básicas são reunidas com passos e sentidos adequados. 2 de 7 4.3 6. 6.5 4. DESIGNAÇÕES Cabos CFOA-SM-DE-G-/CFOA-NZD-DE-G/ CFOA-MM-DE-G 4.3 6.Elemento de material não-metálico. 03 Junho. com a função de garantir os esforços de tração previstos nesta Norma.4 6.1.FURUKAWA INDUSTRIAL S. Capa interna . Em cabos com mais de 36 fibras ópticas. Em cabos de 18 a 36 fibras ópticas cada unidade deve conter 6 fibras ópticas. Elemento de tração .Formação e designação dos cabos Designação CFOA-XX-DE-G YY 02 72 Nota: 04 96 06 Número de fibras 12 18 24 30 36 48 60 120 132 144 1) XX = Tipo de fibra Monomodo: SM .A.2 6.Camada interna de material termoplástico aplicada por processo de extrusão sobre o núcleo do cabo e sobre este conjunto aplicado uma proteção de Poliamida. conforme indicado na Tabela 1. podendo ser usado o recurso da utilização de enchimentos para manter o núcleo cilíndrico.NZD ou MM 2) YY = Número de fibras ópticas 6.1 São designados pelas iniciais CFOA-SM-DE-G-/CFOA-NZD-DE-G/ CFOA-MM-DE-G precedendo o número de fibras ópticas.Elemento de material não-metálico. cada unidade deve conter 12 fibras ópticas As fibras ópticas que compõem a unidade básica devem ser dotadas de revestimento primário em acrilato e agrupadas de forma não aderente. que tem a função de dar estabilidade térmica e prevenir contra esforços de contração no cabo óptico e propiciar uma forma cilíndrica ao núcleo.Camada externa de material termoplástico aplicada por processo de extrusão sobre a capa interna.1177 Ed.Conjunto formado pelo agrupamento das unidades básicas sobre o elemento central. Identificação das unidades básicas e código de cores das fibras ópticas 6. compatível com os demais materiais do cabo.

7.1 MATERIAIS Fibra Óptica Monomodo A fibra Óptica Monomodo usada na fabricação dos Cabos Ópticos devem possuir as características indicadas no Anexo A desta Proposta Técnica.5.FURUKAWA INDUSTRIAL S.2 As unidades básicas devem ser identificadas pelo código de cores dos tubos de proteção.1177 Ed.1 As Fibras Ópticas devem ser pintadas e identificadas conforme o código de cores indicado na Tabela 2. 2006 Pág. TABELA 3 . 03 Junho. TABELA 2 .2 Fibra Óptica Multimodo A fibra Óptica Multimodo usada na fabricação dos Cabos Ópticos devem possuir as características indicadas no Anexo B desta Proposta Técnica.A.Código de Cores das Unidades Básicas Unidade Básica 01 02 03 em diante Referência Piloto Direcional Normal Código de Cores Verde Amarelo Branco ou Natural 7 7.Código de Cores das Fibras Ópticas em Unidades Básicas Fibra 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 Cor Verde Amarelo Branco Azul Vermelho Violeta Marrom Rosa Preto Cinza Laranja Azul claro 6.3 Composto de Preenchimento .5. PRODUTOS ELÉTRICOS RCC-PTP. conforme Tabela 3. 3 de 7 6. 7.

colocar eventuais enchimentos de material termoplástico.5 Proteção do Núcleo O núcleo do cabo deve ter um elemento que forneça proteção térmica adequada.0 mm. 7.8 Capa Interna Sobre o núcleo do cabo deve ser aplicado por processo de extrusão um revestimento de material termoplástico com espessura mínima de 1.0 mm de espessura. 03 Junho. Sobre o revestimento externo. 7. destinado ao corte e abertura longitudinal do revestimento do cabo.4 mm. pode ser colocado um ou mais fios de material não metálico. compatível com os demais materiais do cabo. 7. Os ensaios assinalados com a letra (P) são ensaios periódicos e devem ser realizados quando da entrega do primeiro lote de cabos. 7. ao longo do eixo do cabo. Os ensaios assinalados com a letra (Q) são ensaios de homologação e devem ser realizados somente 8. 7. e compatível com os demais materiais componentes do cabo.2 . 2006 Pág.4 Enchimento É permitido ao fabricante.A. 8 8.6 Pintura das Fibras Ópticas A pintura aplicada sobre o revestimento primário da fibra óptica deve ser inodora. em intervalos de 1 (um) metro. Sob o revestimento.designação do cabo e o número do lote. p rovocada pela transferência de calor durante a aplicação do revestimento. de modo a evitar danos às fibras ópticas e unidades básicas. 7. com ou sem revestimento. não provocar danos ao operador e suficientemente incolor para não prejudicar a identificação das fibras ópticas. ao longo do eixo do cabo.1 EXAME DE CONFORMIDADE Os cabos de fibras ópticas fornecidos de acordo com esta proposta devem atender às provas relacionadas na Tabela 4. Este revestimento deve ser contínuo. O composto deve ser facilmente removível. 7. homogêneo isento de imperfeições. tenha espessura mínima de 4.2 mm quando totalmente aderente à m esma. compatível com os dem ais materiais do cabo a fim de formar um núcleo cilíndrico. Os ensaios assinalados com a letra (N) são ensaios normais e devem ser realizados em todos os lotes de fornecimento. Deve ser ainda compatível de forma a não degradar os materiais do cabo e o revestimento da fibra.11 Identificação do Cabo No núcleo do cabo deve haver uma identificação contendo impressos o nome do fabricante e o ano de fabricação. PRODUTOS ELÉTRICOS RCC-PTP. opcionalmente.10 Capa Externa Sobre a camada de Poliamida deve ser aplicado por processo de extrusão um revestimento de material termoplástico na cor preta de no mínimo 2. A identificação deve ser feita em intervalos não superiores a 50cm. atóxica e não causar danos à epiderme.1177 Ed. 7. que se destinam a verificar a eficácia do processo de fabricação das matérias primas empregadas e do Controle da Qualidade a que é submetido o produto. deve ser gravado o nome do fabricante. revestimento de Poliamida e capa externa.7 Elemento Central Elemento de material não-metálico. de forma que o conjunto formado pela capa interna. não permitindo a adesão entre elas. 4 de 7 O núcleo do cabo deve ser totalmente preenchido por um composto que assegure o enchimento dos espaços intersticiais. não tóxico.9 Revestimento de Poliamida O cabo óptico deve apresentar um revestimento de Poliamida 11 ou 12 com espessura mínima de 0.FURUKAWA INDUSTRIAL S.

1.FURUKAWA INDUSTRIAL S. 03 Junho.A.1. forma.1 INFORMAÇÕES GERAIS Marcação seqüencial 9. 9. 5 de 7 quando da qualificação do produto. Não são permitidas marcações ilegíveis adjacentes. espaçamento e método de gravação ou impressão tais que se obtenha legibilidade perfeita e permanente. . o fornecedor apresentará um certificado ou resultados dos ensaios comprovando a realização e aprovação dos testes.1177 Ed. 2006 Pág. PRODUTOS ELÉTRICOS RCC-PTP. TABELA 4 .2 A marcação deve ser feita com algarismos de altura. Neste caso. ao longo do revestimento externo do cabo.1 A marcação métrica seqüencial deve ser feita em intervalos de 1 (um) metro.Relação dos Ensaios REQUISITOS ÓPTICOS AMBIENTAIS TESTES Atenuação Óptica Uniformidade de Atenuação Escoamento do Composto de Enchimento Contração da Capa Ciclo Térmico do Cabo QUÍMICOS Ataque Químico da Fibra Tingida Teor de Negro de Fumo Fissuração da Capa Externa MECÂNICOS Tração do Cabo e Deformação da Fibra Impacto Dobramento Flexão Alternada Torção Compressão Curvatura Penetração de Umidade Tração e Alongamento do Revestimento DIMENSIONAIS Diâmetro Externo do Cabo Espessura do Revestimento Comprimento do Cabo VISUAIS Marcação Sequencial Métrica Análise Visual da Fibra Tingida Código de Cores TIPO N N P P Q P P P P P P P P P P P P N N N N P P 9 9.

1 Após efetuados todos os ensaios exigidos para o cabo. 10 GARANTIA DO PRODUTO .5 A remarcação é feita de forma a não se sobrepor à marcação inicial defeituosa. não havendo restrição de tolerância para mais.4 A marcação pode ser feita na cor branca ou em relevo. de modo a não permitir que o cabo se solte ou se desenrole durante o transporte. é permitida a regravação na cor amarela. 9. com caracteres perfeitamente legíveis e indeléveis. pode ser tolerada uma variação para menos de até 0. sendo porém permitido o fornecimento de lances com uma tolerância de até 3 % para mais.3 A extremidade interna da bobina deve ser acessível para testes e possuir um comprimento livre de pelo menos 2 metros.6 Não é permitida nenhuma outra remarcação além da citada. 9. 9. quando adquiridos em comprimentos específicos não deve ser admitida nenhuma tolerância para menos sobre estes comprimentos.3.2 Unidade de compra A unidade de compra para os cabos ópticos deve ser o metro. f) massa bruta e massa líquida em kg.1. Os carretéis devem conter um número de voltas tal que entre a camada superior e as bordas das flanges exista um espaço livre de no mínimo 6 cm.2 Ambas as extremidades do cabo devem ser facilmente acessíveis para os ensaios. Devem ser solidamente presas à estrutura do carretel.8 Devem ser marcadas em cada bobina. 9.1. 9.6 O comprimento nominal de cada lance de cabo deve estar entre 3000 e 6000 metros. 9.5 Os carretéis devem ter no centro dos discos um furo com diâmetro de 87. d) designação do cabo. sem a necessidade de desenrolá-lo. as extremidades do lance devem ser fechadas a fim de prevenir a entrada de umidade. as seguintes informações: a) nome do comprador.3 Acondicionamento e fornecimento 9.3.5 ± 7.5 mm para a colocação do eixo.1. PRODUTOS ELÉTRICOS RCC-PTP.3 Na medida da marcação do comprimento ao longo do eixo do cabo. Se a marcação não satisfizer os requisitos anteriores. 03 Junho.4 Cada lance de cabo deve ser fornecido acondicionado em um carretel de madeira. É permitida uma tolerância de mais ou menos 5% sobre o comprimento nominal do lance. 9. numericamente de pelo menos 5000 unidades. 2006 Pág. e) comprimento real do cabo na bobina.3.5 %. e deve diferir desta.FURUKAWA INDUSTRIAL S.3.7 Para os cabos.3. g)uma seta ou indicação apropriada para indicar o sentido em que a bobina deve ser desenrolada.1177 Ed.1. em metros. 9.3.3. 9.A. 9.3. 6 de 7 9. 9. c) número da bobina. 9. b) nome do fabricante.

PRODUTOS ELÉTRICOS RCC-PTP. dentro de um período de 12 meses após a entrega dos mesmos. 7 de 7 A FURUKAWA compromete-se a substituir qualquer quantidade de material que apresentar defeito de fabricação. . desde que utilizados em condições normais e apropriadas ao serviço. 2006 Pág.FURUKAWA INDUSTRIAL S.1177 Ed.A. 03 Junho. Ficam excluídos dessa garantia os danos provenientes de instalação e manuseio inadequados e/ou decorrentes de avarias por acidentes. Essa garantia se prende exclusivamente aos materiais fornecidos pela Furukawa.

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