P. 1
Estados Unidos pós 1945

Estados Unidos pós 1945

|Views: 341|Likes:
Publicado porIury Cleveston
Estados Unidos pós 1945
Estados Unidos pós 1945

More info:

Published by: Iury Cleveston on Oct 28, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/02/2014

pdf

text

original

Os EUA após 1945 até governo Obama

De 1945 a 1952 - Harry Truman - Início da Guerra Fria Com a morte de Franklin Roosevelt, em 1945, o vice-presidente do Partido Democrata, Harry Truman, assumiu a presidência dos Estados Unidos. Seu governo caracterizou-se pelo início da Guerra Fria e suas mais intensas manifestações.

Doutrina Truman: Política externa adotada durante o governo Truman e direcionada ao bloco de países capitalistas no período pré- Guerra Fria. Tal doutrina tinha por objetivo impedir a expansão do socialismo, especialmente em nações capitalistas consideradas frágeis. Um de seus desdobramentos foi a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Plano Marshall: O Plano Marshall, um aprofundamento da Doutrina Truman, foi o principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. Com a devastação provocada pela guerra, a Europa enfrentava cada vez mais manifestações de contestação aos governos constituídos. Os Estados Unidos analisaram a crise européia e, concluíram que ela punha em risco o futuro do capitalismo, o que poderia prejudicar sua própria economia, dando espaço para a expansão do comunismo. O plano foi bem sucedido garantindo a hegemonia ideológica do Capitalismo sobre a Europa Ocidental. Macarthismo: Macarthismo é o nome pelo qual ficou conhecida uma política surgida nos Estados Unidos nos anos 50, caracterizando-se pelo combate às atividades antiamericanas, surgidas da crescente disputa entre EUA e URSS. O nome origina-se de Joseph McCarthy, senador republicano cuja paranóia o levou a acusar milhares de americanos de serem militantes socialistas.

De 1952 a 1960 – Eisenhower Em 1952, no auge da guerra fria, os republicanos derrotaram os democratas e retornaram ao poder através da eleição de seu candidato, Dwight Eisenhower, general norte-americano, herói da Segunda Guerra Mundial. Reeleito em 1956, Eisenhower governaria o país até 1960.

Período de Degelo: É o afrouxamento das tensões entre o Bloco Capitalista e o Bloco Socialista.

Ampliação dos programas sociais e educacionais.

• 

Fim do Macarthismo.

Plano Externo: Disputa dos Estados Unidos e da União Soviética pela hegemonia mundial. Logo após o fim da Guerra da Coréia (1953) a política externa orientou-se no sentido de firmar acordos militares: OTASE (sudeste asiático) e Pacto de Bagdá (Oriente Médio), objetivando impedir a ameaça comunista. Conferência de Genebra (junho de 1955): marcou as primeiras tentativas de entendimento entre os Estados Unidos e a União Soviética Finalmente em setembro de 1959, do dirigente soviético Kruschev, atendendo o convite de Eisenhower, visitou os Estados Unidos, ocasião que foi marcada uma conferência para o desarmamento, a ser realizado em Paris, no ano seguinte.

De 1960 a 1963 – John Kennedy Integrante do Partido Democrata, John Fitzgerald Kennedy, venceu o republicano Richard Nixon nas eleições de 1960, governando até 1963, quando foi assassinado. Cuba versus Estados Unidos: Com o fim da ditadura de Fulgêncio Batista, em 1959, teve início uma nova linha de governo em Cuba. O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, passou a modificar a estrutura econômica e social do país, incomodando os interesses da Casa Branca e dos investidores norte-americanos. O endurecimento tomou o lugar do diálogo, num clima de tensão que culminou com o rompimento das relações diplomáticas entre os dois países em 1961.

Desembarque na Baía dos Porcos: O desembarque na baía dos Porcos foi uma tentativa frustrada de invasão organizada pela CIA, a partir da Flórida, com a participação de cubanos exilados e treinados em Miami. Seu principal resultado foi o fortalecimento da aproximação entre Cuba e União Soviética. Crise dos Mísseis: Em 1962, os Estados Unidos descobriram que mísseis soviéticos estavam sendo instalados em Cuba. Isso gerou uma grave tensão entre Moscou e Washington, mas o risco de confronto armado e a consciência de suas conseqüências fatais levaram os líderes das duas potências ao entendimento. A União Soviética aceitou retirar seus mísseis e os Estados Unidos tiveram que aceitar a perda do monopólio político-ideológico na América.

De 1964 a 1968 – Lyndon Johnson Lyndon Johnson completou o mandato como vice de Kennedy e foi reeleito para o período de 1964-1968. Adotou uma forte ofensiva contra o socialismo, afastando-se da União Soviética e envolvendo ainda mais os Estados Unidos na Guerra do Vietnã. Durante seu governo, foram enviados mais de 500 mil soldados para o Vietnã, o que provocou reações e protestos internos contra a intervenção norte-americana no conflito asiático. Na política interna, o destaque foi a ampliação do movimento negro contra o segregacionismo.

Agravamento da questão racial

Na década de 60, o movimento negro se dividiu em dois grupos. O primeiro, sob o comando do pastor Martin Luther King, integrava a ala pacifista: defendia a “desobediência civil" e a não-violência como estratégias para conquistar a integração racial. A outra ala, mais radical – como o grupo conhecido como Panteras Negras –, era partidária da violência e do confronto com os brancos. Nem a defesa da integração pacífica nem o Nobel da Paz recebido em 1964 evitaram o assassinato de Martin Luther King, em 1968. De 1968 a 1974 – Richard Nixon De certa forma, o sucesso na corrida espacial, com a chegada do primeiro homem à Lua em junho de 1969, abafou os problemas internos da nação. Isso permitiu ao presidente intensificar a participação americana no Sudeste Asiático, estendida para o Camboja. Características: • Repressão dos movimentos de manifestação • Guerra do Vietnã; pressão contra as atrocidades e intervenção no Camboja. • Reatamento das relações com a china. • Assinatura de acordos com a União Soviética em 1972, efetivadas pelo secretário Henry Kissinger. • Escândalo WATERGATE - Foi o maior escândalo na década de 70, teve dois anos de duração, superando a imprensa, o Judiciário e o Congresso demonstraram que não apenas alguns assessores de Nixon, mas o próprio presidente e outras importantes personalidades de seu governo tinham responsabilidade na tentativa de espionagem à sede do Partido Democrata, no edifício Watergate, de Washington, em junho de 1972. Esse longo pesadelo atingiu seu clímax em agosto de 1974, quando Nixon teve de renunciar, tornando-se o primeiro presidente americano a abandonar o cargo, em duzentos anos de História independente dos Estados Unidos.

De 1974 a 1976 – Gerard Ford Como presidente, Ford tentou acalmar as controvérsias anteriores concedendo ao presidente Nixon perdão pleno, embora boa parte da população exigisse uma investigação completa do escândalo Watergate e devida punição para os culpados. Nas relações exteriores, Ford agiu vigorosamente para manter o poder e o prestígio americano, abalado após as derrotas na Guerra do Vietnã e a conseqüente retirada das tropas americanas da região. A distensão com a União Soviética continuava. O presidente Ford e o líder soviético Leonid Brejnev estabeleceram novas limitações de armas nucleares. Impedir uma nova guerra no Oriente Médio continuou sendo um importante objetivo. Ao fornecer ajuda tanto para Israel quanto para o Egito, o governo Ford ajudou a persuadir os dois países a aceitarem um acordo interino de trégua. De 1976 a 1980 – Jimmy Carter Antes de conseguir a vitória nas eleições presidenciais disputadas com o presidente republicano Gerald Ford, o democrata Jimmy Carter, plantador de amendoins, foi governador de seu Estado natal, a Geórgia, de 1971 a 1974. Carter, de firmes convicções religiosas (batistas) e levado por uma intensa vontade de reconciliação, tentou introduzir uma dimensão moral na política mundial. Exercendo pressões econômicas e diplomáticas, conseguiu que em alguns Estados autoritários, entre os quais se incluía a URSS, se respeitassem os direitos humanos. Do mesmo modo, acelerou a queda das ditaduras na Nicarágua, nas Filipinas e no Irã. Carter foi mediador no tratado de paz subscrito por Israel e pelo Egito (Acordos de Camp David, 1978), estabeleceu relações diplomáticas com a China e assinou com a URSS o acordo SALT II sobre o controle de armas, embora no final não tivesse sido confirmado devido à entrada de tropas soviéticas no Afeganistão em 1979. A crise dos reféns norte-americanos (pertencentes ao corpo diplomático) em Teerã, que se prolongou durante mais de um ano, o fracasso de muitas de suas reformas, a queda do dólar e a crise energética influíram na esmagadora derrota de Carter por Ronald Reagan nas eleições presidenciais de 1980. De 1980 a 1988 – Ronald Reagan Reagan conquistou a indicação à presidência pelo Partido Republicano em 1980, e os eleitores, incomodados com a inflação e com os americanos mantidos há um ano como reféns no Irã, o conduziram à Casa Branca. Logo após assumir o cargo, ele foi baleado por um jovem que queria chamar a atenção. O presidente se recuperou rapidamente e voltou ao trabalho. Sua espirituosidade durante este perigoso incidente elevou sua popularidade. Reagan conseguiu uma legislação para corte de impostos, estimulou o crescimento econômico, conteve a inflação, aumentou o emprego e fortaleceu a defesa

nacional. Mesmo quando o fortalecimento das forças de defesa levaram a um grande déficit, ele se recusou a se desviar do curso. A renovação da autoconfiança nacional em 1984 ajudou seu governo a conquistar a reeleição. Em 1986, Reagan conseguiu uma reformulação do imposto de renda. No final de seu governo, o país estava desfrutando do período mais longo de prosperidade registrado em tempos de paz. Na política externa, a gestão de Reagan ficou marcada pelo escândalo "IrãContras". Descobriu-se funcionários do alto escalão do governo vendiam armas ilegalmente para o Irã e usavam o dinheiro para financiar os rebeldes anti-sandinistas da Nicarágua. Reagan buscou estabilidade internacional por meio do polêmico projeto "paz pela força". Em encontros com o líder soviético Mikhail Gorbachev, ele negociou um tratado que eliminou os mísseis nucleares de alcance médio. Reagan declarou guerra contra o terrorismo internacional, enviando bombardeiros americanos contra a Líbia, após o envolvimento daquele país em um ataque contra soldados americanos em um clube noturno de Berlim Ocidental. Seguindo a Doutrina Reagan, ele apoiou as revoltas anticomunistas na América Central, na Ásia e na África. Ele deixou o governo em 1989, se aposentando em seu rancho na Califórnia. De 1988 a 1992 – Georg Bush (pai) Ao terminar a Segunda Guerra Mundial, na qual participou como oficial da marinha, George Bush estudou economia e trabalhou como executivo na indústria texana do petróleo. Sua carreira política começou em 1966, quando foi eleito membro da Câmara dos Representantes pelo Partido Republicano e chefe dos Serviços Secretos (CIA). Dedicado de novo aos negócios, foi nomeado vice-presidente por Ronald Reagan (19811989). Após suceder a este no cargo, Bush ordenou a intervenção de tropas norteamericanas no Panamá (1989) para derrubar o presidente, o general Manuel A. Noriega Morena, e assumiu o comando da aliança internacional na Guerra do Golfo contra o Iraque (1990-1991). Na seqüência do final da Guerra Fria e do colapso dos sistemas comunistas nos países de influência soviética, Bush criou o conceito conservador de uma "nova ordem mundial". A insuficiente atenção às questões de política interna, que teve como conseqüência uma grave crise econômica, assim como um aumento da miséria social e do mal-estar da população negra, que culminou nos confrontos raciais de 1992 em Los Angeles, contribuiu para sua derrota diante de Bill Clinton nas eleições presidenciais de 1992. De 1992 a 1999 – Bill Clinton Candidatou-se às eleições presidenciais de 1992, vencendo o presidente anterior, o republicano George Bush. Apesar de o Senado e a Câmara de Representantes terem

passado também a ser dominados por seu partido, Clinton – primeiro democrata a ocupar a Presidência dos EUA após 12 anos de governos republicanos – foi incapaz de pôr em prática durante o primeiro mandato sua política social e econômica, deparando com a resistência de grupos de pressão organizados, além de ideologias políticas. Com a perda da maioria democrática em ambas as câmaras, em 1994, que não foi recuperada nas eleições de 1996, sua política interna, em profunda divergência com a da oposição republicana, sofreu sérias restrições. Na política externa, teve de enfrentar um número crescente de conflitos regionais. Contudo, depois de um começo titubeante, Clinton reafirmou o papel dos Estados Unidos como potência mundial, sempre sob a proteção da Otan, comandando o processo de paz no conflito da Bósnia (acordos de Dayton, 1995). Ao vencer as eleições presidenciais de 1996, tornou-se o primeiro presidente democrata a conseguir a reeleição depois de Franklin D. Roosevelt. De 2000 a 2008 – Georg W. Bush (filho) George W. Bush tornou-se presidente após a mais polêmica eleição da história dos EUA. Bush teve cerca de 500 mil votos a menos do que o democrata Al Gore. Mas ele teria três votos a mais no Colégio Eleitoral, que define a eleição, caso fosse confirmada sua vitória no Estado da Flórida. Por causa disso, sua presidência começou sem legitimidade. Suas primeiras medidas revelaram a face mais retrógrada do conservadorismo republicano. Bush quis combater o déficit educacional pagando escolas particulares ligadas a igrejas, principalmente aquelas que o apoiaram na campanha eleitoral, em vez de lutar pelo aumento de vagas e pela melhoria das escolas públicas. Desde os primeiros momentos de sua presidência, ele buscou a participação organizações religiosas, num claro desrespeito para com a separação constitucional entre Estado e Igreja. Quando sua gestão caminhava para a descrença generalizada, os ataques terroristas de 11 de setembro deram-lhe um novo alento: o belicismo. Bush multiplicou os gastos com segurança e lançou o país em guerras contra o Afeganistão e o Iraque mesmo sem provas de que esses países estvam diretamente ligados aos atentados. OS EUA de Bush atravessam um período de grande crescimento econômico que, curiosamente, não é capaz de absorver um grande contingente de desempregados. Os lucros se concentram nos donos do capital. Analistas sustentam que Bush, ao reduzir drasticamente os impostos pagos pelos mais ricos, contribuiu para um enorme déficit público. Iury Cleveston e João Ribas

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->