Departamento de Engenharia Civil

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DIMENSIONAMENTO DE ESCADAS EM BETÃO ARMADO

CARLOS FÉLIX / PAULO GUEDES JANEIRO / 2011

1 14.5.1 14.2 14.5 Dimensionamento de escadas em betão armado Introdução Quantificação de acções Escadas com degraus activos Lanço de escada apoiado na extremidade Escada com lanço e patamar Escadas com apoios que não mobilizam reacções horizontais Escadas com apoios que mobilizam reacções horizontais 14.1 14.6 14.9 14.4 14.2 14.14 14.16 14.1 14.3 14.10 14.12 14. JOAQUIM A.10 14. FIGUEIRAS DA FEUP ÍNDICE 14 14.2 14.4 14.7 Escadas inseridas em caixas Bibliografia Instituto Superior de Engenharia do Porto i .Departamento de Engenharia Civil TEXTO BASEADO NOS APONTAMENTOS DO PROF.5.

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No entanto. conforme esquematizado na Figura 14. esforço transverso e esforço axial. Este tipo de escada é também designado por escada com degraus inactivos. em geral.Constituição de um lanço de escadas. Patamar b a Degrau Lajeta Espessura da lajeta α Ângulo de inclinação Figura 14. degrau e patamar. ainda que em situações especiais devam ser consideradas outras acções. As escadas com degraus inactivos podem ter um ou mais lanços. além de momento flector. a flexão tem lugar em direcção perpendicular à linha de apoio e os degraus fazem parte da secção resistente. As acções têm direcção vertical. As acções a considerar são em geral o peso próprio e sobrecarga de utilização. pelo que as regras já enunciadas para o cálculo de lajes são aplicáveis à análise de escadas. Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.1 . o esforço condicionante no dimensionamento da escada. o momento flector é. Nestes casos a lajeta tem apenas um papel de solidarização dos degraus para cargas não uniformes e de absorção dos esforços gerados no plano do lanço. Os apoios localizam-se sobre os contornos laterais da escada.Departamento de Engenharia Civil 14 Dimensionamento de escadas em betão armado 14.1 Introdução As escadas em betão armado desempenham o papel de comunicação vertical em edifícios. constituídos por lajeta. como é o caso da neve em escadas exteriores.1 . Nas escadas com degraus activos a geometria dos degraus é contabilizada para a resistência. actuando obliquamente em relação ao plano da estrutura gerando. localizadas em regiões a certa altitude. A lajeta é dimensionada com regras idênticas às estabelecidas para as lajes maciças enquanto os degraus são enchimento e por isso apenas considerados na quantificação das acções permanentes. São em geral constituídas por uma estrutura laminar associada a degraus que lhe dão a forma desejada (altura e largura do degrau).1.

O peso próprio da lajeta. é dado pela expressão: gd = γ a 2 (14. é dado pela expressão (ver Figura 14.2 – Geometria do lanço da escada.2 Departamento de Engenharia Civil .1) sendo γ o peso específico do betão armado.5 kN m2 Acções variáveis (14.3) As acções variáveis a considerar em escadas correspondem em geral apenas à sobrecarga de utilização que. Em geral adopta-se: gr = 1. O projectista tem então que optar por um esquema de cálculo simples. em projecção horizontal. segundo o EC1. complementando o dimensionamento da escada com disposições de armadura secundária que lhe permita cobrir o funcionamento provável da estrutura em serviço.0 a 1.Estruturas de Betão O enquadramento das escadas no resto da estrutura leva muitas vezes a um funcionamento estrutural pouco claro e a condições de apoio difíceis de caracterizar. Acções permanentes Peso próprio da lajeta b a h Figura 14. deve ser idêntica à sobrecarga 14. 14.2): gp = γ h cos α (14. O peso próprio dos degraus.2 Quantificação de acções As acções a considerar são em geral as acções permanentes e a sobrecarga de utilização. As acções têm direcção vertical e são em geral quantificadas em projecção horizontal. em projecção horizontal.2) O peso dos revestimentos depende da espessura da argamassa de regularização necessária e do peso dos revestimentos a adoptar.

0 7.3 – Lanço de escada: exemplo de aplicação.7º e cos α = 0.1 os valores a adoptar para a sobrecarga em escadas.3 .0 4. portanto sem qualquer definição de valor mínimo. Utilização específica A B Actividades domésticas e residenciais Escritórios C1 – Zonas com mesas C2 – Zonas com assentos fixos Locais de reunião (com excepção das utilizações correspondentes às categorias A.0 Qk [kN] 2. Seguindo esta regra.0 6.84 0.18 = 0.0 4. No que diz respeito à carga concentrada.0 4.0 3.64 ⇒ α = 32. para as verificações locais da segurança.0 4. esta deve coincidir com a considerada para o pavimento adjacente.Dimensionamento de escadas em betão armado uniformemente distribuída prevista para o pavimento adjacente.0 C Exemplo de aplicação Quantificar as acções no lanço e no patamar da escada representada na Figura 14.0 5. B e D) C3 – Zonas sem obstáculos para a movimentação de pessoas C4 – Zonas em que são possíveis actividades físicas C5 – Zonas de possível acolhimento de multidões D Actividades comerciais D1 – Zonas de lojas em geral D2 – Zonas de grandes armazéns qk [kN/m2] 3.0 4.28 0.18 0.15 α Figura 14. admitindo que se insere num edifício destinado à habitação. com o mínimo de 3 kN m2 .5 4.0 4.0 5.0 5. 0.28 (14.0 4.0 3. Quadro 14.15 0.4) Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.0 6.3. Inclinação da escada: tgα = 0. resume-se no Quadro 14.1 – Sobrecargas a considerar em escadas de edifícios (EC1).

3 Escadas com degraus activos Degraus apoiados nas extremidades (14. deve considerar-se a localização da sobrecarga que conduza às situações mais desfavoráveis (alternância da sobrecarga). é de 3 kN m2 (ver Quadro 14.35 × 8.1).584 kN m2 Patamar: (14.11) A Figura 14.46 kN m2 0. deve ter uma espessura mínima de 5cm.4 Departamento de Engenharia Civil .15 = 4. Admitindo que a situação mais desfavorável para toda a escada é a sobrecarga a actuar no lanço e no patamar.0 = 15. (14. pode calcular-se a combinação fundamental de acções: Lanço de escada: pEd = 1. quer no lanço quer no patamar. 14.25 + 1.8) gk = 0.5 × 3.5 = 5.Estruturas de Betão Peso próprio da lajeta: gp = 25 × 0.35 × 5.18 = 2.25 + 1. recomendada sobretudo por razões construtivas.5 kN m2 as acções permanentes no lanço de escada totalizam: (14.586 kN m2 14.15 × 25 + 1.25 kN m2 2 (14.0 = 11.5 × 3.25 kN m2 A sobrecarga.6) Admitindo para peso dos revestimentos: gr = 1.5 = 8.21 + 1.84 (14. A lajeta.5) Peso próprio dos degraus: gd = 25 × 0.10) pEd = 1.9) No projecto de uma escada.21 kN m2 As acções permanentes no patamar são dadas pela expressão: (14.46 + 2. como no dos restantes elementos estruturais.4 ilustra uma escada em que os apoios se localizam nas extremidades dos degraus.7) gk = 4. que tem por função principal a de solidarizar os degraus.

Degraus apoiados nas suas extremidades. Instituto Superior de Engenharia do Porto 14. A armadura da escada é complementada com a armadura de distribuição.5 . No caso da escada representada na Figura 14.4. superior a 20% da armadura principal. pode ser tomada igual à representada na Figura 14. sendo no caso de momento flector positivo a parte comprimida a aresta do degrau. O cálculo pode ser efectuado para a secção correspondente ao degrau.cosα p (por degrau) Armadura principal α Ângulo de inclinação 1Ø6 4Ø6/m p. Na lajeta deve ser disposta uma armadura de distribuição mínima de 4Ø6/m em cada direcção. No degrau. d. A utilização do bloco rectangular de tensões e de uma largura beq.cosα l Armadura de distribuição Vão efectivo Zona comprimida d Fc Fs Sistema de cálculo Armadura do degrau Figura 14. bastará a utilização de estribos. equivalente à largura da zona comprimida permite obter a armadura principal.4 . dada a presença da armadura principal. os momentos actuantes são negativos levando à compressão da lajeta e à disposição da armadura principal no vértice dos degraus de forma a obter-se a maior altura útil.5. nos casos correntes. com o mínimo de 4Ø6/m e com a armadura do degrau que.Dimensionamento de escadas em betão armado Apoio l Apoio p. de pelo menos 4Ø6/m.

A Figura 14.6 Departamento de Engenharia Civil .35gk+1.cosα l Fs Fc d Zona comprimida Armadura de distribuição Figura 14.5qk 1. A armadura do degrau deve satisfazer os valores mínimos impostos para as vigas.Estruturas de Betão Apoio de encastramento l Armadura principal Vão efectivo 4Ø6/m Sistema de cálculo p.5qk l Figura 14. 14.35gk+1.35gk+1. com o mínimo de 4Ø6/m. Os degraus são dimensionados como vigas em consola.6 – Escada com degraus activos e viga central. devendo adoptar-se para localizar a secção de encastramento as mesmas regras que as preconizadas para as vigas.5qk Acções para o cálculo dos degraus 1.Degraus encastrados numa das extremidades. Viga central e degraus encastrados A Figura 14.35gk 1. Transversalmente deve também ser disposta uma armadura construtiva com idêntico espaçamento.6 ilustra uma escada de degraus activos.7 esquematiza numa secção transversal a armadura a dispor no degrau e na viga central. Corte A-A l A A Alternância de sobrecargas para o cálculo da viga central 1. com viga central recta e degraus encastrados.5 .

1970). Armadura longitudinal lbd lbd Armadura transversal Figura 14. deve ser dada especial atenção à disposição da armadura longitudinal da viga central para que não exista resultantes não compensadas para o exterior da secção (ver Figura 14.8).9b). Escada em caracol com degraus encastrados em pilar central Este é um sistema que se adequa particularmente à pré-fabricação.9a) ou pré-fabricados e montados na obra.6) porquanto a assimetria de solicitação conduz a um momento torsor que pode ser condicionante. a viga é helicoidal e necessariamente encastrada em ambas as extremidades. Instituto Superior de Engenharia do Porto 14. O pilar central pode ser calculado como articulado em ambas as extremidades. Nas escadas em curva. estando sujeito a um momento flector com variação sinusoidal ao longo da altura e aos esforços axial e transverso (Figueiras. A viga central deve ser estudada para as duas hipóteses de disposição de sobrecarga (ver Figura 14. Os degraus funcionam em consola. constituindo o pilar central de apoio e de solidarização (ver Figura 14. deixando um núcleo central oco no qual é colocada uma armadura e posteriormente betonado. para os esforços de flexão e de torção.7 – Armadura do degrau e da viga central. Nestas condições existem métodos simplificados para o cálculo destes esforços (ver Gerrin et al. Se além do lanço recto a escada for dotada de patamar.7 .8 – Pormenor de armadura em ângulos reentrantes da viga central. principal da viga Figura 14. Os degraus podem ser betonados in situ (ver Figura 14. 1992).Dimensionamento de escadas em betão armado Armadura do degrau Estribos da viga Arm. encastrados no pilar central.

devendo haver especial cuidado para que esteja garantida a respectiva continuidade (emenda da armadura principal por aderência). duplo ou de encastramento). Armadura da escada principal a) Sistema estrutural b) Disposição de armadura Figura 14. conforme se esquematiza na Figura 14.10b). Se a espessura for reduzida. a armadura principal costuma ser interrompida em cada degrau. esta escada deve ser calculada como apoiada em cima e em baixo com condições de apoio de acordo com as conferidas pelos elementos estruturais envolventes (apoio simples. Sendo de um lanço só.9 .10 ilustra um outro tipo de escada de degraus activos em que a face inferior do lanço da escada acompanha a geometria da face superior.Estruturas de Betão a) Degraus betonados in situ b) Degraus pré-fabricados Figura 14.10 – Sistema estrutural e armadura de escada quebrada de um lanço. Por motivos de execução.Geometria e armadura do degrau em escadas em caracol.8 Departamento de Engenharia Civil . Escada quebrada de um lanço recto A Figura 14. A espessura destas escadas é em geral condicionada pelos esforços de flexão. será suficiente a disposição de armadura apenas junto de uma das faces. 14.

máx = 2 q1l1 q cos2 α l2 q l2 = = 2 8 8 8 cos α (14.Dimensionamento de escadas em betão armado 14.11.9 .cosα V + α l1=l/cosα N V α Figura 14.4 Lanço de escada apoiado na extremidade Quando a escada é apoiada nas suas extremidades (extremidades dos lanços ou dos patamares) a sua segurança depende essencialmente da segurança da lajeta e das lajes.cos2α N q2=q’. q q'=q.senα.cosα Equivalente a α l α Equivalente a q1=q’.12) Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.cosα=q.senα= =q. O estudo do lanço de escada em plano inclinado. Nestes casos os degraus não contribuem para a resistência. pode escrever-se: MEd. De acordo com a Figura 14. designando-se. por escadas com degraus inactivos.11 – Vão de cálculo equivalente ao lanço de escada. por isso. conforme se ilustra na Figura 14. que ficam submetidas a esforços de flexão.11. transversos e normais. apoiado nas extremidades e sujeito a acções verticais pode reduzir-se à análise da sua projecção horizontal.

deve considerar-se a envolvente dos esquemas de funcionamento possíveis para efeito da disposição de armaduras e considerar o esquema mais seguro para quantificação de armadura principal. são obtidos pela intersecção dos eixos de apoio com o plano médio da lajeta do lanço e da laje do patamar.12 – Capacidade de mobilização de reacção horizontal.Estruturas de Betão 14. para efeitos de cálculo.13 – Lanço de escada com fundação superficial e apoio simples.5. 14. RH≅o? RH≅0? Figura 14.5 Escada com lanço e patamar A aresta resultante da intersecção do plano do lanço com o do patamar interfere decididamente no funcionamento deste tipo de escada caso os apoios possam desenvolver reacção horizontal (ver Figura 14. Hl Ll Lp Figura 14.10 Departamento de Engenharia Civil .14). O esquema de cálculo neste caso consiste num simples tramo com um apoio de extremidade à esquerda e um apoio simples ou contínuo à direita (ver Figura 14.1 Escadas com apoios que não mobilizam reacções horizontais Seja o lanço de escada associado ao patamar representada na Figura 14.13 para a qual o apoio inferior (fundação ligeira superficial) não recebe impulso horizontal.12). O comprimento dos vãos (do lanço e do patamar) e a altura do lanço. 14. Quando existe indefinição acerca do modo de funcionamento.

deverá haver uma verificação complementar. admite-se que a solução da armadura no lanço (As.2 ≥ As. deve ser de pelo menos 20% do vão. adopta-se o comprimento de Instituto Superior de Engenharia do Porto 14. a dispor superiormente em cada uma das extremidades. Nestes casos.1 e As. O comprimento da armadura de apoio. devem ser observadas todas as disposições regulamentares relativas às lajes maciças. nomeadamente. em situações de lanço e patamar como a representada no esquema.15.2. em geral.14.14 – Esquema de cálculo de escada com lanço e patamar associado com fundação superficial. lugar a interrupção da armadura no vão. Contudo. Deve garantir-se a continuidade da armadura principal (As.1/2).11 .Dimensionamento de escadas em betão armado O cálculo dos esforços poderá. de modo a garantir que. na Figura 14.2).p Hl Ll Lp Ll + Lp Apoio de continuidade Apoio simples Figura 14.l pEd. na face inferior) na zona de intersecção entre o patamar e o lanço de forma a não ocorrer impulso em vazio. Por facilidade de representação.15. os limites relativos à área mínima e máxima e aos espaçamentos máximos. Ainda no que diz respeito à armadura principal. neste caso.1) possa ser diferente da do patamar (As. A disposição da armadura encontra-se esquematizada na Figura 14. medido a partir da face interior do apoio. fazer-se com recurso a um dos sistemas estruturais indicados na Figura 14. Daí a importância em se cotar com detalhe os comprimentos de amarração a dar aos varões nesta zona de amarração (Detalhe A). pelo menos metade da armadura máxima do vão é conduzida até ao apoio (As. Não haverá. pEd.

3L As.3L As. A armadura de distribuição é obtida de acordo com as regras correntes das lajes maciças. 14.5. conforme indicado na Figura 14. É. Em termos de área.2 ≥ As. medido à face exterior ou ao eixo. que tem por função solidarizar o betão do degrau à lajeta.12 Departamento de Engenharia Civil .ap ≥ 15%As.2 Escadas com apoios que mobilizam reacções horizontais Nas situações em que as lajes de escadas ligam dois pisos com elevadas rigidez em relação a deslocamentos horizontais relativos.ap/5 As. com o traçado indicado na figura. pode considerar-se que é possível a mobilização de reacções horizontais ao nível dos pisos (ver Figura 14.1/5 As.ap As.16). pelo menos 20% da armadura principal.2/5 As. devendo ser localmente.Estruturas de Betão 30% do vão. 15% da armadura máxima no vão.1/2 Detalhe A ≥lbd ≥lbd (As. constituída por uma armadura transversal mínima de 4φ6/m.ap As.1) Figura 14. pelo menos.ap/5 1φ6 4φ6/m ≥0. e respeitar as condições de espaçamento máximo. Neste caso a aresta de quebra do plano da escada vai funcionar como um apoio fictício. em geral. e 1φ6 na aresta. tornando o conjunto degrau e lajeta um elemento monolítico. Finalmente. A Armadura do degrau ≥0. uma referência à armadura do degrau.15 – Esquema da armadura em escada com fundação superficial. 14. assumirá o valor de. O esquema de cálculo poderá então ser idealizado admitindo a existência de apoios duplo em ambas as extremidades.1 As.17. já que a rigidez axial do lanço e patamar é substancialmente superior à correspondente rigidez à flexão. em termos de área da secção transversal.

13 . As armaduras As. A Figura 14.18 esquematiza a correspondente distribuição de armadura principal. de distribuição e de apoio. As. Em termos de solução de armadura devem ser observados os limites regulamentares relativos a áreas (mínimas e máximas) e a espaçamentos. Figura 14.17 – Esquema de cálculo para escada com reacções horizontais nos apoios.16 – Escada com lanço e patamar com reacções horizontais nos apoios.Dimensionamento de escadas em betão armado RH≠0? Hl RH≠0? Ll Lp Figura 14. Deve também ser verificado que pelo menos metade da armadura principal no vão é prolongada até aos apoios de Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.1 e As.2 do momento máximo negativo.3 resultam do cálculo da armadura para os momento máximos positivos no lanço e no patamar.

ap As.2 As. 3 ≥ 50%As.1/5 As.Estruturas de Betão extremidade (As. e aí convenientemente amarrada (de valor ldb. conforme sistema construtivo adoptado.ap) que corresponde a 15% da armadura máxima no vão (As. podendo ser materializado por vigas e pilares ou paredes resistentes. medido a partir da face interior do apoio). que se apoia directamente em vigas na sua extremidade e serve de apoio às lajes dos lanços.3/5 As. as escadas são inseridas em caixas que vencem vários pisos sucessivos. ou. a1 As.19 ilustra um exemplo de uma escada de um edifício.min).2 – para MEd.1 – para + MEd.1). max − As.3L As. No que diz respeito à armadura de apoio.ap As. eventualmente.ap/5 As. max As. em termos de área a 15% da armadura máxima do vão (As.1 As.2 ≥ 15%As. Neste exemplo. no apoio esquerdo.1 a1 – calculado a partir do diagrama dos MEd Figura 14. apresentando entre pisos dois lanços e um patamar intermédio. A Figura 14. 14. desde que seja superior.2 ≥ 15%As. LE1 e 14.1 As.ap ≥ 15%As. O apoio efectiva-se em geral ao nível dos pisos e do patamar intermédio.1). A interrupção da armadura de momentos negativos (a1) é determinada a partir da secção onde os momentos flectores são nulos (x1+al+lb. 3 ≥ 50%As. inserido numa caixa.2/5 1φ6 4φ6/m ≥0. admite-se que a armadura de momentos negativos (As.6 Escadas inseridas em caixas Em edifícios.3 As. três lanços e dois patamares intermédios.18 – Armadura em escada com possibilidade de serem geradas reacções horizontais. adopta-se uma armadura (As.1). No apoio da direita.14 Departamento de Engenharia Civil .1 As.2) cumpre essa função.ap/5 As. dada a geometria do problema. o elemento estrutural principal é a laje do patamar LE3.

3).2) resultantes das acções permanentes e variáveis. ou não. numa viga existente ao nível do piso (V1).Dimensionamento de escadas em betão armado LE2. se considera também as reacções de apoio das lajes LE1 e LE2. as lajes LE1 e LE2 apoiam-se ao eixo do patamar (LE3) e. consoante seja aceitável. admitir que é possível mobilizar a reacção horizontal ao nível dos pisos. Sendo a laje do piso uma laje aligeirada. LE1 L3 L4 LE3 V1 LE2 La L3 L1 L2 Figura 14.19 – Escada inserida em caixa. Neste esquema.15 . pelo que poder-se-á considerar estes apoios com simples (com capacidade de rotação).1 e pEd. Nas lajes LE1 e LE2 são contabilizadas apenas as acções nos lanços (cargas distribuídas pEd. A Figura 14. Os apoios serão simples ou duplos. a continuidade de momentos entre a laje do piso e as lajes dos lanços é reduzida. Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.20 apresenta em sequência os esquemas a adoptar no cálculo dos esforços do exemplo em apreço. armada na direcção indicada. além da carga distribuída (pEd. superiormente. enquanto na laje LE3.

Presses Polytechniques et Universitaires Romandes.7 Bibliografia NP EN 1992-1-1 (2008) – Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão. F. Leonhardt e E.20 – Esquemas de cálculo. Volume 7.Estruturas de Betão LE1 pEd. Dimensionnement des Structures en Béton. René Walther e Manfred Miehlbradt.16 Departamento de Engenharia Civil .2 H2 REd.1 REd. Editora Interciência.1 H1 L1/2 LE2 L2 pEd.2 / L1 pEd. Bases et technologie. Gustavo Gili.5=REd. Volume 3: Princípios básicos sobre a armação de estruturas de concreto armado.2 L /2 1 LE3 L2 pEd.1 / L1 pEd. Parte 1-1: Regras gerais e regras para edifícios. 1978. Mönnig. 2007. Instituto Português da Qualidade. Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne. 1990. Traité de Génie Civil. 14.3 L3 L4 L3 Figura 14. Jiménez Montoya/García Meseguer/Morán Cabré.4=REd. 14. Hormigón Armado. Lda. 14ª Edição. Construções de Concreto.

Guerrin. Instituto Superior de Engenharia do Porto 14. 1992. FEUP. Dimensionamento de Escadas em Betão Armado. Roger-Claude.Dimensionamento de escadas em betão armado Tratado de Concreto Armado. Joaquim A. Paulo. A. S.17 . Março. Lavaur. Figueiras. Hemus Editora Lda.. 1970.

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Departamento de Engenharia Civil ANEXO DESENHOS DE PROJECTO DE LAJES DE ESCADAS JANEIRO / 2011 Instituto Superior de Engenharia do Porto .

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realizado. C 5. sob a orientação da Eng. no âmbito da Unidade Curricular de Projecto da Licenciatura de Engenharia Civil do ISEP.05 D 2.06 E Figura 14.Identificação dos lanços de escada num corte vertical com indicação das cotas no tosco. Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.i .ª Isabel Alvim Teles.Dimensionamento de escadas em betão armado Apresenta-se neste anexo um excerto das peças desenhadas de Projecto de Estabilidade de Edifício de Betão Armado.21 . Julho de 2010. Jorge Araújo (1060216) e Nuno Costa (1060222). da autoria de André Santos (1970780).

25 Ø6//0.20 0.20 Ø12//0.45 0.25 0. 1:100 3 4. 1:100 3 4.10 4 Piso 2 / 3 Esc.20 1Ø6 / degrau Ø6//0. Piso 1 Esc.18 0. 14.22) são indicados os alinhamentos (alinhamentos verticais 3 e 4 e horizontais C a E).Armaduras no Lanço LE4: Corte longitudinal.20 1.10 C A C 1.25 / degrau 0.25 0 Ø10//0.25=1.52 Ø6//0.23 .05 D 2.05 1.57 VIGA Figura 14. 1 Ø6//0. C 5.25 5 0. 3 D 7x0.75 1.06 D 5.25 VIGA #Ø10//0.10 A 5.10 4 1.Estruturas de Betão Nas plantas estruturais (ver Figura 14.10 E A A 1.22 .30 Ø8//0.25 Ø8//0.10 Figura 14.3 0 #Ø12//0.00 1.23 2.ii Departamento de Engenharia Civil .53 0.05 1. são identificados os elementos estruturais e cotados os vãos.30 0.Plantas estruturais: Piso 1 e Pisos 2 e 3.

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