Departamento de Engenharia Civil

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DIMENSIONAMENTO DE ESCADAS EM BETÃO ARMADO

CARLOS FÉLIX / PAULO GUEDES JANEIRO / 2011

FIGUEIRAS DA FEUP ÍNDICE 14 14.2 14.3 14.5 Dimensionamento de escadas em betão armado Introdução Quantificação de acções Escadas com degraus activos Lanço de escada apoiado na extremidade Escada com lanço e patamar Escadas com apoios que não mobilizam reacções horizontais Escadas com apoios que mobilizam reacções horizontais 14.10 14.9 14. JOAQUIM A.7 Escadas inseridas em caixas Bibliografia Instituto Superior de Engenharia do Porto i .2 14.5.1 14.1 14.12 14.Departamento de Engenharia Civil TEXTO BASEADO NOS APONTAMENTOS DO PROF.14 14.16 14.5.10 14.4 14.1 14.2 14.4 14.1 14.6 14.

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constituídos por lajeta. degrau e patamar. No entanto. São em geral constituídas por uma estrutura laminar associada a degraus que lhe dão a forma desejada (altura e largura do degrau).1 . o momento flector é. actuando obliquamente em relação ao plano da estrutura gerando. Este tipo de escada é também designado por escada com degraus inactivos.Departamento de Engenharia Civil 14 Dimensionamento de escadas em betão armado 14. a flexão tem lugar em direcção perpendicular à linha de apoio e os degraus fazem parte da secção resistente. As escadas com degraus inactivos podem ter um ou mais lanços. esforço transverso e esforço axial. além de momento flector. como é o caso da neve em escadas exteriores. As acções a considerar são em geral o peso próprio e sobrecarga de utilização. As acções têm direcção vertical. Os apoios localizam-se sobre os contornos laterais da escada. Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.1 . o esforço condicionante no dimensionamento da escada. em geral. A lajeta é dimensionada com regras idênticas às estabelecidas para as lajes maciças enquanto os degraus são enchimento e por isso apenas considerados na quantificação das acções permanentes. Patamar b a Degrau Lajeta Espessura da lajeta α Ângulo de inclinação Figura 14. pelo que as regras já enunciadas para o cálculo de lajes são aplicáveis à análise de escadas.1 Introdução As escadas em betão armado desempenham o papel de comunicação vertical em edifícios. conforme esquematizado na Figura 14.1. Nas escadas com degraus activos a geometria dos degraus é contabilizada para a resistência. ainda que em situações especiais devam ser consideradas outras acções.Constituição de um lanço de escadas. localizadas em regiões a certa altitude. Nestes casos a lajeta tem apenas um papel de solidarização dos degraus para cargas não uniformes e de absorção dos esforços gerados no plano do lanço.

2 Quantificação de acções As acções a considerar são em geral as acções permanentes e a sobrecarga de utilização. em projecção horizontal. O peso próprio da lajeta. Em geral adopta-se: gr = 1. é dado pela expressão: gd = γ a 2 (14. O peso próprio dos degraus.3) As acções variáveis a considerar em escadas correspondem em geral apenas à sobrecarga de utilização que. 14.1) sendo γ o peso específico do betão armado.0 a 1. em projecção horizontal.5 kN m2 Acções variáveis (14.Estruturas de Betão O enquadramento das escadas no resto da estrutura leva muitas vezes a um funcionamento estrutural pouco claro e a condições de apoio difíceis de caracterizar. é dado pela expressão (ver Figura 14. complementando o dimensionamento da escada com disposições de armadura secundária que lhe permita cobrir o funcionamento provável da estrutura em serviço. Acções permanentes Peso próprio da lajeta b a h Figura 14. O projectista tem então que optar por um esquema de cálculo simples. segundo o EC1. deve ser idêntica à sobrecarga 14.2): gp = γ h cos α (14. As acções têm direcção vertical e são em geral quantificadas em projecção horizontal.2 Departamento de Engenharia Civil .2) O peso dos revestimentos depende da espessura da argamassa de regularização necessária e do peso dos revestimentos a adoptar.2 – Geometria do lanço da escada.

0 4.4) Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.84 0. com o mínimo de 3 kN m2 . B e D) C3 – Zonas sem obstáculos para a movimentação de pessoas C4 – Zonas em que são possíveis actividades físicas C5 – Zonas de possível acolhimento de multidões D Actividades comerciais D1 – Zonas de lojas em geral D2 – Zonas de grandes armazéns qk [kN/m2] 3. para as verificações locais da segurança.5 4.0 3.0 6.0 5.Dimensionamento de escadas em betão armado uniformemente distribuída prevista para o pavimento adjacente. portanto sem qualquer definição de valor mínimo. Utilização específica A B Actividades domésticas e residenciais Escritórios C1 – Zonas com mesas C2 – Zonas com assentos fixos Locais de reunião (com excepção das utilizações correspondentes às categorias A.1 – Sobrecargas a considerar em escadas de edifícios (EC1).0 6.0 3. Quadro 14.28 (14.0 C Exemplo de aplicação Quantificar as acções no lanço e no patamar da escada representada na Figura 14.3.7º e cos α = 0.0 5.0 4. 0.18 0.0 4.3 .0 4. No que diz respeito à carga concentrada. esta deve coincidir com a considerada para o pavimento adjacente.18 = 0. resume-se no Quadro 14.0 Qk [kN] 2.0 7.0 5.0 4. Seguindo esta regra.0 4. admitindo que se insere num edifício destinado à habitação.28 0.64 ⇒ α = 32.1 os valores a adoptar para a sobrecarga em escadas.15 0.0 4.15 α Figura 14.3 – Lanço de escada: exemplo de aplicação. Inclinação da escada: tgα = 0.

recomendada sobretudo por razões construtivas.11) A Figura 14. A lajeta.586 kN m2 14.21 + 1.25 kN m2 A sobrecarga. (14.5 = 8.0 = 15. pode calcular-se a combinação fundamental de acções: Lanço de escada: pEd = 1.35 × 5.18 = 2.25 + 1. deve considerar-se a localização da sobrecarga que conduza às situações mais desfavoráveis (alternância da sobrecarga). que tem por função principal a de solidarizar os degraus.15 × 25 + 1.21 kN m2 As acções permanentes no patamar são dadas pela expressão: (14.84 (14.25 + 1.46 + 2. como no dos restantes elementos estruturais.5) Peso próprio dos degraus: gd = 25 × 0.584 kN m2 Patamar: (14.Estruturas de Betão Peso próprio da lajeta: gp = 25 × 0.5 × 3.8) gk = 0.4 ilustra uma escada em que os apoios se localizam nas extremidades dos degraus.25 kN m2 2 (14.5 = 5.3 Escadas com degraus activos Degraus apoiados nas extremidades (14. é de 3 kN m2 (ver Quadro 14.0 = 11.35 × 8.9) No projecto de uma escada.5 kN m2 as acções permanentes no lanço de escada totalizam: (14.46 kN m2 0.7) gk = 4.15 = 4.6) Admitindo para peso dos revestimentos: gr = 1. Admitindo que a situação mais desfavorável para toda a escada é a sobrecarga a actuar no lanço e no patamar.1).4 Departamento de Engenharia Civil .5 × 3. deve ter uma espessura mínima de 5cm. quer no lanço quer no patamar.10) pEd = 1. 14.

os momentos actuantes são negativos levando à compressão da lajeta e à disposição da armadura principal no vértice dos degraus de forma a obter-se a maior altura útil. No caso da escada representada na Figura 14. superior a 20% da armadura principal.Degraus apoiados nas suas extremidades.5 . A utilização do bloco rectangular de tensões e de uma largura beq. d. com o mínimo de 4Ø6/m e com a armadura do degrau que. Na lajeta deve ser disposta uma armadura de distribuição mínima de 4Ø6/m em cada direcção. sendo no caso de momento flector positivo a parte comprimida a aresta do degrau.4. equivalente à largura da zona comprimida permite obter a armadura principal. pode ser tomada igual à representada na Figura 14. nos casos correntes. de pelo menos 4Ø6/m.cosα p (por degrau) Armadura principal α Ângulo de inclinação 1Ø6 4Ø6/m p. bastará a utilização de estribos. No degrau.Dimensionamento de escadas em betão armado Apoio l Apoio p.cosα l Armadura de distribuição Vão efectivo Zona comprimida d Fc Fs Sistema de cálculo Armadura do degrau Figura 14. Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.4 . dada a presença da armadura principal.5. A armadura da escada é complementada com a armadura de distribuição. O cálculo pode ser efectuado para a secção correspondente ao degrau.

com o mínimo de 4Ø6/m.6 ilustra uma escada de degraus activos. A Figura 14. Transversalmente deve também ser disposta uma armadura construtiva com idêntico espaçamento.35gk+1.35gk+1. devendo adoptar-se para localizar a secção de encastramento as mesmas regras que as preconizadas para as vigas. Os degraus são dimensionados como vigas em consola.6 Departamento de Engenharia Civil .5qk l Figura 14. 14.Estruturas de Betão Apoio de encastramento l Armadura principal Vão efectivo 4Ø6/m Sistema de cálculo p. Viga central e degraus encastrados A Figura 14.5 .35gk+1.7 esquematiza numa secção transversal a armadura a dispor no degrau e na viga central.Degraus encastrados numa das extremidades.5qk 1. com viga central recta e degraus encastrados.5qk Acções para o cálculo dos degraus 1. Corte A-A l A A Alternância de sobrecargas para o cálculo da viga central 1. A armadura do degrau deve satisfazer os valores mínimos impostos para as vigas.6 – Escada com degraus activos e viga central.35gk 1.cosα l Fs Fc d Zona comprimida Armadura de distribuição Figura 14.

7 – Armadura do degrau e da viga central. para os esforços de flexão e de torção.9b). A viga central deve ser estudada para as duas hipóteses de disposição de sobrecarga (ver Figura 14. Armadura longitudinal lbd lbd Armadura transversal Figura 14.9a) ou pré-fabricados e montados na obra. constituindo o pilar central de apoio e de solidarização (ver Figura 14. Se além do lanço recto a escada for dotada de patamar. estando sujeito a um momento flector com variação sinusoidal ao longo da altura e aos esforços axial e transverso (Figueiras. deve ser dada especial atenção à disposição da armadura longitudinal da viga central para que não exista resultantes não compensadas para o exterior da secção (ver Figura 14. Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.Dimensionamento de escadas em betão armado Armadura do degrau Estribos da viga Arm. Nas escadas em curva. 1970). encastrados no pilar central. a viga é helicoidal e necessariamente encastrada em ambas as extremidades.8 – Pormenor de armadura em ângulos reentrantes da viga central. Os degraus funcionam em consola. O pilar central pode ser calculado como articulado em ambas as extremidades.7 . deixando um núcleo central oco no qual é colocada uma armadura e posteriormente betonado. principal da viga Figura 14. Os degraus podem ser betonados in situ (ver Figura 14. Nestas condições existem métodos simplificados para o cálculo destes esforços (ver Gerrin et al. Escada em caracol com degraus encastrados em pilar central Este é um sistema que se adequa particularmente à pré-fabricação.6) porquanto a assimetria de solicitação conduz a um momento torsor que pode ser condicionante.8). 1992).

Por motivos de execução.Estruturas de Betão a) Degraus betonados in situ b) Degraus pré-fabricados Figura 14.9 . Se a espessura for reduzida. A espessura destas escadas é em geral condicionada pelos esforços de flexão. Armadura da escada principal a) Sistema estrutural b) Disposição de armadura Figura 14. devendo haver especial cuidado para que esteja garantida a respectiva continuidade (emenda da armadura principal por aderência).10 ilustra um outro tipo de escada de degraus activos em que a face inferior do lanço da escada acompanha a geometria da face superior.10b). Sendo de um lanço só. Escada quebrada de um lanço recto A Figura 14.8 Departamento de Engenharia Civil . esta escada deve ser calculada como apoiada em cima e em baixo com condições de apoio de acordo com as conferidas pelos elementos estruturais envolventes (apoio simples. a armadura principal costuma ser interrompida em cada degrau. será suficiente a disposição de armadura apenas junto de uma das faces. conforme se esquematiza na Figura 14.10 – Sistema estrutural e armadura de escada quebrada de um lanço. 14. duplo ou de encastramento).Geometria e armadura do degrau em escadas em caracol.

máx = 2 q1l1 q cos2 α l2 q l2 = = 2 8 8 8 cos α (14. por escadas com degraus inactivos.Dimensionamento de escadas em betão armado 14.4 Lanço de escada apoiado na extremidade Quando a escada é apoiada nas suas extremidades (extremidades dos lanços ou dos patamares) a sua segurança depende essencialmente da segurança da lajeta e das lajes.senα.senα= =q. q q'=q. De acordo com a Figura 14.11.9 . conforme se ilustra na Figura 14.cos2α N q2=q’. O estudo do lanço de escada em plano inclinado.11 – Vão de cálculo equivalente ao lanço de escada.cosα Equivalente a α l α Equivalente a q1=q’.12) Instituto Superior de Engenharia do Porto 14. apoiado nas extremidades e sujeito a acções verticais pode reduzir-se à análise da sua projecção horizontal.cosα=q. designando-se. transversos e normais.cosα V + α l1=l/cosα N V α Figura 14. pode escrever-se: MEd. Nestes casos os degraus não contribuem para a resistência. por isso. que ficam submetidas a esforços de flexão.11.

RH≅o? RH≅0? Figura 14.5 Escada com lanço e patamar A aresta resultante da intersecção do plano do lanço com o do patamar interfere decididamente no funcionamento deste tipo de escada caso os apoios possam desenvolver reacção horizontal (ver Figura 14. 14.1 Escadas com apoios que não mobilizam reacções horizontais Seja o lanço de escada associado ao patamar representada na Figura 14.10 Departamento de Engenharia Civil . são obtidos pela intersecção dos eixos de apoio com o plano médio da lajeta do lanço e da laje do patamar. para efeitos de cálculo.5.12 – Capacidade de mobilização de reacção horizontal.14).13 para a qual o apoio inferior (fundação ligeira superficial) não recebe impulso horizontal. Quando existe indefinição acerca do modo de funcionamento. O esquema de cálculo neste caso consiste num simples tramo com um apoio de extremidade à esquerda e um apoio simples ou contínuo à direita (ver Figura 14.12). deve considerar-se a envolvente dos esquemas de funcionamento possíveis para efeito da disposição de armaduras e considerar o esquema mais seguro para quantificação de armadura principal.13 – Lanço de escada com fundação superficial e apoio simples. 14.Estruturas de Betão 14. O comprimento dos vãos (do lanço e do patamar) e a altura do lanço. Hl Ll Lp Figura 14.

lugar a interrupção da armadura no vão. os limites relativos à área mínima e máxima e aos espaçamentos máximos.14 – Esquema de cálculo de escada com lanço e patamar associado com fundação superficial. O comprimento da armadura de apoio. deve ser de pelo menos 20% do vão. Não haverá. Por facilidade de representação. nomeadamente. medido a partir da face interior do apoio. a dispor superiormente em cada uma das extremidades. Nestes casos. em geral. deverá haver uma verificação complementar. adopta-se o comprimento de Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.2 ≥ As.15.2.1/2).11 . pelo menos metade da armadura máxima do vão é conduzida até ao apoio (As. pEd. na face inferior) na zona de intersecção entre o patamar e o lanço de forma a não ocorrer impulso em vazio. A disposição da armadura encontra-se esquematizada na Figura 14. na Figura 14. fazer-se com recurso a um dos sistemas estruturais indicados na Figura 14.p Hl Ll Lp Ll + Lp Apoio de continuidade Apoio simples Figura 14. de modo a garantir que. devem ser observadas todas as disposições regulamentares relativas às lajes maciças.14. em situações de lanço e patamar como a representada no esquema.15.Dimensionamento de escadas em betão armado O cálculo dos esforços poderá.l pEd.2). admite-se que a solução da armadura no lanço (As. Deve garantir-se a continuidade da armadura principal (As. neste caso. Daí a importância em se cotar com detalhe os comprimentos de amarração a dar aos varões nesta zona de amarração (Detalhe A). Contudo.1) possa ser diferente da do patamar (As. Ainda no que diz respeito à armadura principal.1 e As.

pelo menos 20% da armadura principal. pelo menos. medido à face exterior ou ao eixo.ap As.1/5 As. A armadura de distribuição é obtida de acordo com as regras correntes das lajes maciças. É.2/5 As.16). 14.ap As. conforme indicado na Figura 14.Estruturas de Betão 30% do vão. constituída por uma armadura transversal mínima de 4φ6/m. e 1φ6 na aresta. devendo ser localmente. em termos de área da secção transversal. assumirá o valor de. A Armadura do degrau ≥0. com o traçado indicado na figura.ap ≥ 15%As. pode considerar-se que é possível a mobilização de reacções horizontais ao nível dos pisos (ver Figura 14. em geral.3L As. 15% da armadura máxima no vão. Em termos de área. tornando o conjunto degrau e lajeta um elemento monolítico. que tem por função solidarizar o betão do degrau à lajeta.1) Figura 14. O esquema de cálculo poderá então ser idealizado admitindo a existência de apoios duplo em ambas as extremidades.ap/5 As.15 – Esquema da armadura em escada com fundação superficial.1/2 Detalhe A ≥lbd ≥lbd (As. uma referência à armadura do degrau.3L As.12 Departamento de Engenharia Civil .2 Escadas com apoios que mobilizam reacções horizontais Nas situações em que as lajes de escadas ligam dois pisos com elevadas rigidez em relação a deslocamentos horizontais relativos.5. Neste caso a aresta de quebra do plano da escada vai funcionar como um apoio fictício. 14. Finalmente. já que a rigidez axial do lanço e patamar é substancialmente superior à correspondente rigidez à flexão.1 As. e respeitar as condições de espaçamento máximo.2 ≥ As.17.ap/5 1φ6 4φ6/m ≥0.

Em termos de solução de armadura devem ser observados os limites regulamentares relativos a áreas (mínimas e máximas) e a espaçamentos. de distribuição e de apoio. Figura 14.16 – Escada com lanço e patamar com reacções horizontais nos apoios.1 e As. Deve também ser verificado que pelo menos metade da armadura principal no vão é prolongada até aos apoios de Instituto Superior de Engenharia do Porto 14. As armaduras As.2 do momento máximo negativo.3 resultam do cálculo da armadura para os momento máximos positivos no lanço e no patamar.Dimensionamento de escadas em betão armado RH≠0? Hl RH≠0? Ll Lp Figura 14. A Figura 14.13 .18 esquematiza a correspondente distribuição de armadura principal. As.17 – Esquema de cálculo para escada com reacções horizontais nos apoios.

LE1 e 14.1 As.1 As. inserido numa caixa.1). medido a partir da face interior do apoio). A Figura 14.1). que se apoia directamente em vigas na sua extremidade e serve de apoio às lajes dos lanços.3 As. conforme sistema construtivo adoptado. max As. Neste exemplo. admite-se que a armadura de momentos negativos (As. e aí convenientemente amarrada (de valor ldb. ou.1 – para + MEd. o elemento estrutural principal é a laje do patamar LE3.18 – Armadura em escada com possibilidade de serem geradas reacções horizontais. eventualmente.Estruturas de Betão extremidade (As.19 ilustra um exemplo de uma escada de um edifício. 3 ≥ 50%As.2 – para MEd. apresentando entre pisos dois lanços e um patamar intermédio.ap As. A interrupção da armadura de momentos negativos (a1) é determinada a partir da secção onde os momentos flectores são nulos (x1+al+lb. No apoio da direita. a1 As. três lanços e dois patamares intermédios. max − As.3L As.14 Departamento de Engenharia Civil .ap/5 As.ap) que corresponde a 15% da armadura máxima no vão (As.2 ≥ 15%As. 3 ≥ 50%As.1).2/5 1φ6 4φ6/m ≥0.2 As.ap ≥ 15%As. dada a geometria do problema.3/5 As. no apoio esquerdo. em termos de área a 15% da armadura máxima do vão (As.ap/5 As.1/5 As.ap As. as escadas são inseridas em caixas que vencem vários pisos sucessivos.1 a1 – calculado a partir do diagrama dos MEd Figura 14.6 Escadas inseridas em caixas Em edifícios.min). No que diz respeito à armadura de apoio.2) cumpre essa função. adopta-se uma armadura (As. 14.1 As. podendo ser materializado por vigas e pilares ou paredes resistentes. O apoio efectiva-se em geral ao nível dos pisos e do patamar intermédio. desde que seja superior.2 ≥ 15%As.

pelo que poder-se-á considerar estes apoios com simples (com capacidade de rotação). ou não. a continuidade de momentos entre a laje do piso e as lajes dos lanços é reduzida. as lajes LE1 e LE2 apoiam-se ao eixo do patamar (LE3) e. A Figura 14. armada na direcção indicada.3). numa viga existente ao nível do piso (V1). Instituto Superior de Engenharia do Porto 14.15 . Neste esquema. Nas lajes LE1 e LE2 são contabilizadas apenas as acções nos lanços (cargas distribuídas pEd. Os apoios serão simples ou duplos.1 e pEd.Dimensionamento de escadas em betão armado LE2. admitir que é possível mobilizar a reacção horizontal ao nível dos pisos. enquanto na laje LE3. Sendo a laje do piso uma laje aligeirada. se considera também as reacções de apoio das lajes LE1 e LE2. superiormente.2) resultantes das acções permanentes e variáveis. consoante seja aceitável. além da carga distribuída (pEd. LE1 L3 L4 LE3 V1 LE2 La L3 L1 L2 Figura 14.19 – Escada inserida em caixa.20 apresenta em sequência os esquemas a adoptar no cálculo dos esforços do exemplo em apreço.

1 REd. Traité de Génie Civil. 2007.20 – Esquemas de cálculo.3 L3 L4 L3 Figura 14. 1990. Gustavo Gili. Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne. Parte 1-1: Regras gerais e regras para edifícios.1 H1 L1/2 LE2 L2 pEd. Volume 7. René Walther e Manfred Miehlbradt. Mönnig. Hormigón Armado. Leonhardt e E. Bases et technologie. 14.1 / L1 pEd.2 H2 REd. Dimensionnement des Structures en Béton. Volume 3: Princípios básicos sobre a armação de estruturas de concreto armado. Lda. Instituto Português da Qualidade.Estruturas de Betão LE1 pEd. 14ª Edição.16 Departamento de Engenharia Civil . Jiménez Montoya/García Meseguer/Morán Cabré.4=REd. 1978. Construções de Concreto.2 / L1 pEd. Presses Polytechniques et Universitaires Romandes.5=REd.7 Bibliografia NP EN 1992-1-1 (2008) – Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão.2 L /2 1 LE3 L2 pEd. F. 14. Editora Interciência.

Hemus Editora Lda. Joaquim A. Instituto Superior de Engenharia do Porto 14. FEUP. 1992. Guerrin. Roger-Claude. Paulo. Março.Dimensionamento de escadas em betão armado Tratado de Concreto Armado. 1970. Lavaur. S.. Figueiras.17 . A. Dimensionamento de Escadas em Betão Armado.

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Departamento de Engenharia Civil ANEXO DESENHOS DE PROJECTO DE LAJES DE ESCADAS JANEIRO / 2011 Instituto Superior de Engenharia do Porto .

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realizado. da autoria de André Santos (1970780).i .Dimensionamento de escadas em betão armado Apresenta-se neste anexo um excerto das peças desenhadas de Projecto de Estabilidade de Edifício de Betão Armado. no âmbito da Unidade Curricular de Projecto da Licenciatura de Engenharia Civil do ISEP.21 .05 D 2.ª Isabel Alvim Teles. Julho de 2010.Identificação dos lanços de escada num corte vertical com indicação das cotas no tosco. Instituto Superior de Engenharia do Porto 14. Jorge Araújo (1060216) e Nuno Costa (1060222). sob a orientação da Eng. C 5.06 E Figura 14.

25 Ø6//0.Plantas estruturais: Piso 1 e Pisos 2 e 3.10 4 1.05 D 2.23 2. 3 D 7x0.23 .25 5 0.10 Figura 14.05 1.25 VIGA #Ø10//0. 1:100 3 4.57 VIGA Figura 14.20 Ø12//0.45 0.20 1Ø6 / degrau Ø6//0.52 Ø6//0.06 D 5.Estruturas de Betão Nas plantas estruturais (ver Figura 14.25 Ø8//0. 14.22 .25=1.3 0 #Ø12//0.18 0.10 C A C 1. são identificados os elementos estruturais e cotados os vãos. Piso 1 Esc.25 0 Ø10//0.53 0.ii Departamento de Engenharia Civil .Armaduras no Lanço LE4: Corte longitudinal.30 Ø8//0. C 5.00 1.30 0.22) são indicados os alinhamentos (alinhamentos verticais 3 e 4 e horizontais C a E). 1 Ø6//0.20 1.25 / degrau 0.10 4 Piso 2 / 3 Esc. 1:100 3 4.20 0.25 0.75 1.10 A 5.10 E A A 1.05 1.