P. 1
teoria dos conjuntos - exercícios resoolvidos

teoria dos conjuntos - exercícios resoolvidos

|Views: 3.533|Likes:

More info:

Published by: Lourigildo Litaiff Praia on Oct 29, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/23/2013

pdf

text

original

Apresentamos aqui alguns exercícios resolvidos sobre a Teoria de Conjuntos.

Tais exercícios são utilizados estudo de Análise na reta, embora devessem estar em algum tópico relacionado com a Teoria dos Conjuntos. 1. Provar que se A Ø, isto é, A é um subconjunto do conjunto vazio, então A=Ø. Dem: O conjunto vazio é um subconjunto de todo conjunto e em particular Ø A. Por hipótese, A Ø, pois A é um subconjunto do conjunto vazio. Como A Ø e Ø A, por definição de igualdade de conjuntos, segue que A=Ø. 2. Provar que A B=B A (Comutatividade). Dem: Seja y€(A B). Então y€A ou y€B. Pela equivalência lógica pνq qνp segue que y€B ou y€A. Logo y€B A. Conclui-se que A B=B A. 3. Provar que A B=B A (Comutatividade). Dem: Seja x€(A B). Então x€A e x€B. Pela equivalência lógica pΛq qΛp segue que x€B e x€A. Logo x€B A. Conclui-se que A B=B A. 4. Provar que A e B são subconjuntos de A B. Para a prova, deve-se demonstrar as inclusões: (a) A (A B) e (b) B (A B). Dem de a: Seja x€A. Pela implicação lógica p ou x€B. Logo x€A B e segue que A (A B). pνq segue que x€A pνq segue que

Dem de b: Se x€B, então pela implicação lógica q x€B ou x€A. Logo x€B A.

Como a reunião de conjuntos é comutativa, segue que x€A B, logo B (A B). Portanto A e B são subconjuntos de A B. 5. Provar que A=A A (Idempotência). Deve-se mostrar que: (a) A (A A) e (b) (A A) A.

Como o conjunto vazio é um subconjunto de todo conjunto. Conclui-se que U A=U. Provar que se A B=Ø então A=Ø e B=Ø. Dem de a: Como A (A B). tomando B=A segue que A (A A). logo A Ø. conclui-se que A=A A. Deve-se mostrar que (a) U (U A) e (b) (U A) U. Segue que x€A ou x€A. 9. 7. logo (A Ø) A. Como (A Ø) A e A ( A Ø). Provar que (A B) é um subconjunto de A e de B. se A B=Ø então A=Ø e B=Ø. Pela definição de igualdade de conjuntos A=Ø. Provar que A Ø=A (Identidade com respeito à reunião). Como A (A A) e (A A) A. logo y€U. Pela definição de conjunto vazio. Tomando B=Ø segue que A (A Ø). Deve-se provar que (A B) A e (b) (A B) B. então y€U ou y€A.Dem de a: Como A (A B). (U A) U. Tomando A=U e B=A segue que U (U A). então pela definição de igualdade de conjuntos. Dem de b: Como A (A B). segue que x€A. 6. . pela definição de igualdade de conjuntos. segue que Ø A. Logo. 8. Provar que U A=U. conclui-se então que A Ø=A. Portanto. Dem de b: Se y€U A. Dem: Sabe-se que A (A B). Dem de b: Seja x€A A. pois todo conjunto é um subconjunto do conjunto universo. segue que x€A ou x€Ø. Deve-se mostrar que (a) (A Ø) A e (b) A ( A Ø). Analogamente mostra-se que B=Ø. Por hipótese A B=Ø. Então. (A A) A. Pela implicação lógica pνp p segue que x€A. Dem de a: Se x€A Ø.

Tomando B=A segue que (A A) A. Deve-se demonstrar que: (a) (U A) A e (b) A (U A). Dem de a: Como (A B) A. y€A e y€B. Dem de a: Como (A B) B. 13. x€A. Em particular. Provar que U A=A (Identidade com respeito à interseção). então x€A e x€A. y€B. Dem de b: Se x€A. Logo x€(U A). Conclui-se que A Ø=Ø. tomando A=U e B=A segue que (U A) A. logo x€(A A). 11. Logo (A B) B. Conclui-se que (A B) é um subconjunto de A e de B. Deve-se mostrar que: (a) (A Ø) Ø e (b) Ø (A Ø). pois o conjunto U representa o conjunto universo. Portanto A (U A). Provar que A A=A (Idempotência). assim A (A A). então x€A e x€B. Dem de a: Como (A B) B. então x€U. Conclui-se então que A A=A. 10. Dem de b: Se y€(A B). 12. Provar que (A–B) A. Logo (A B) A. Deve-se mostrar que (a) (A A) A e (b) A (A A). Dem de b: Se x€A. Conclui-se então que U A=A. Dem de b: Como o conjunto vazio é um subconjunto de todo conjunto. Assim x€U e x€A. Provar que A Ø=Ø.Dem de a: Se x€(A B). então tomando B=Ø segue que (A Ø) Ø. Em particular. então. . segue que Ø (A Ø).

Assim. aceita-se a hipótese para obter uma contradição. isto é. isto é. Dem de b: Se y€Ac Bc então y€Ac e y€Bc. Assim. Dem de a: Se x€(A B C)c. p€(A–B) e p€B. Assim. Dem de a: Se x€(A B)c então x (A B). ou seja. 15. Deve-se mostrar que: (a) (A B C)c Ac Bc Cc e (b) Ac Bc Cc (A B C)c. (p€A e p B) e p€B. x A ou x B. isto é. Deve-se mostrar que: (a) (A B)c Ac Bc e (b) Ac Bc (A B)c.Dem: Se y€(A–B). Se (A–B) B # Ø. x€Ac ou x€Bc ou x€Cc. Conclui-se então que (A B)c=Ac Bc. 17. Provar a lei de De Morgan (A B)c=Ac Bc. x€Ac e x€Bc. y€(A B)c. x A ou x B ou x C. Nega-se a tese. Logo. y€(A B)c. Assim x€Ac Bc Cc. Desse modo. Disto segue que x€Ac Bc. logo y€A. Assim. Conclui-se então que (A–B) B=Ø. Provar que (A–B) B=Ø. Provar a proposição de De Morgan (A B C)c=Ac Bc Cc. Dem de a: Se x€(A B)c então x (A B). 14. então y€A e y B. . Segue que y (A B). Logo Ac Bc (A B)c Conclui-se que (A B)c=Ac Bc. Disto segue que y (A B). Pela equivalência lógica (pΛq)Λr pΛ(qΛr) segue que p€A e (p B e p€B). ou seja. Deve-se mostrar que (a) (A B)c Ac Bc e (b) Ac Bc (A B)c. y A e y B. Assim. Logo (A B C)c Ac Bc Cc. Logo Ac Bc (A B)c. y A ou y B. isto é. Dem de b: Se y€Ac Bc então y€Ac ou y€Bc. Conclui-se então que (A–B) A. Disto segue que x€Ac Bc. 16. x€Ac ou x€Bc. x A e x B. Dem: Por redução ao absurdo. Logo (A B)c Ac Bc. Provar a lei de De Morgan (A B)c=Ac Bc. então existe p€(A–B) B. o que é uma contradição. então x (A B C). (A B)c Ac Bc.

20. segue que (A B C)c=(Y C)c=Yc Cc=(A B)c Cc=(Ac Bc) Cc=Ac Bc Cc 19. Logo. então y€Ac e y€Bc e y€Cc. ou seja. Dem. então x€A e x€(B C). Logo (A B C)c Ac Bc Cc. isto é. Dem de a: Se x€(A B C)c. Provar a proposição de De Morgan (A B C)c=Ac Bc Cc. Assim y (A B C). Provar que A (B C)=(A B) C (Associatividade). Desse modo. Provar que A (B C)=(A B) C (Associatividade). alternativa: Como (A B)c Ac Bc. Assim. Dem: Se x€A (B C). ou seja.Dem de b: Se y€Ac Bc Cc. Conclui-se que A (B C)=(A B) C. y A ou y B ou y C. alternativa: Como Ac Bc (A B)c. Desse modo. . Dem. x€A e (x€B e x€C). isto é. Dem: Se x€A (B C). Conclui-se então que (A B C)c=Ac Bc Cc. y€(A B C)c. Logo Ac Bc Cc (A B C)c. isto é. Segue que x€Ac Bc Cc. y€(A B C)c. segue que (A B C)c=(X C)c=Xc Cc=(A B)c Cc=(Ac Bc) Cc=Ac Bc Cc 18. Dem de b: Se y€Ac Bc Cc. x A e x B e x C. Desse modo. Deve-se mostrar que: (a) (A B C)c Ac Bc Cc e (b) Ac Bc Cc (A B C)c. x€A ou (x€B ou x€C). x€Ac e x€Bc e x€Cc. então y€Ac ou y€Bc ou y€Cc. y A e y B e y C. então x (A B C). Logo Ac Bc Cc (A B C)c. então x€A ou x€(B C). Segue que y (A B C). Conclui-se que (A B C)c=Ac Bc Cc. x€(A B) ou x€C. Pela equivalência lógica pν(qνr) (pνq)νr segue que (x€A ou x€B) ou x€C. x€(A B) C. tomando Y=A B. então tomando X=A B.

assim se x€A B então x€A. x€(A B) C. Provar que A (B C)=(A B) (A C) (Distributividade). A A (A B). x€A ou (x€B e x€C). x€A e (x€B ou x€C).Pela equivalência lógica pΛ(qΛr) (pΛq)Λr segue que (x€A e x€B) e x€C. x€(A B) e x€(A C). Como A A B. isto é. Dem: Se x€A (B C). Provar que A (A B)=A (Lei de Absorção). Portanto. Dem: Se x€A (B C). Portanto. Conclui-se então que A (B C)=(A B) C. então x€A ou x€(B C). isto é. Provar que A (B C)=(A B) (A C) (Distributividade). Logo. Assim x€A e x€A B. 24. Dem de a: Se x€A (A B). Dem de a: A demonstração segue direto de (A B) A. tomando B=(A B). Logo. x€A ou x€A. Desse modo. x€A. segue que x€A e x€(B C). Conclui-se então que A (A B)=A. x€A (A B). x€(A B) (A C). x€(A B) e x€C. Desse modo. Provar que A (A B)=A. Mas A B A. . 21. Logo. segue que x€A B. A (A B) A . Pela equivalência lógica pν(qΛr) (pνq)Λ(pνr) segue que (x€A ou x€B) e (x€A ou x€C). Deve-se mostrar que: (a) A (A B) A e (b) A A (A B). então x€A ou x€A B. 22. Conclui-se então que A (B C)=(A B) (A C). Conclui-se então que A (A B)=A. 23. Dem de b: Seja x€A. Desse modo. Dem de b: Esta demonstração segue direto de A (A B) com B=(A B). Logo. Deve-se mostrar que: (a) A (A B) A e (b) A A (A B).

Dem de b: Se x€U Sc. . Portanto. Não existe qualquer elemento que satisfaça x€A e x A. então A=(A–B) (B A). Como S U. (b) A=A B. Conclui-se então que A (B C)=(A B) (A C). x€A e x A e x€B e x B. pois o conjunto vazio é um subconjunto de todo conjunto. Deve-se mostrar que: (a) (A–B) (B–A) Ø e (b) Ø (A–B) (B–A). Sejam A e B conjuntos. isto é. x€(A B) ou x€(A C). De fato. Sc U=U Sc. Desse modo. então x€U e x S. 25. então x€U e x€Sc. Assim. Mas Sc=Sc U e disto segue que x€Sc U. por definição. x€A e x B e x€B e x A. Dem de b: Ø (A–B) (B–A) é uma propriedade trivial. x€(A B) (A C). Demonstrar que se S U. Logo. Provar que (A–B) (B–A)=Ø. Logo. Conclui-se então que U–S=U Sc. ou seja. Mostraremos que: (a) U–S U Sc e (b) U Sc U–S.Pela equivalência lógica pΛ(qνr) (pΛq)ν(pΛr) segue que (x€A e x€B) ou (x€A e x€C). então U–S=U Sc. 26. Dem de a: Se x€U–S. Logo A=(A–B) (B A). U Sc U–S. Se A e B são conjuntos tal que A B. Como S U. pois (A–B) (B A)=(A Bc) (A B)=A (Bc B)=A U=A 28. logo. Logo conclui-se que (A–B) (B–A)=Ø. então x€(A–B) e x€(B–A). B A=A B. segue que x€U e x S. x€U–S. U–S U Sc. 27. x€Sc. assim x€U Sc. Demonstrar que são equivalentes as seguintes afirmações: (a) A B. por definição. Também não existe qualquer elemento que satisfaça x€B e x B ao mesmo tempo. Dem de a: Se x€(A–B) (B–A). (A–B) (B–A) Ø. (c) B=A B. Além disso. Dem: Se A B então A–B=A Bc.

Como A B implica que A=A B. como A A B e A B A. x€A B. segue que A B A. concluímos que as três afirmações são equivalentes. se A B então A=A B. então x€B. Como (A B) A. Como por hipótese A B=B. segue que A=A B. A=A B implica que B=A B. A=A B. A B e disto segue que x€B. Se x€A B. A=A B implica que B=A B e B=A B implica que A B. Portanto. devemos mostrar que A A B e que A B A. Vamos assumir a hipótese: A=A B. então. devemos mostrar que B A B e A B B. isto é. como B A B e A B B. Se x€A. x€B. segue que B=A B implica que A B. então x€A B e concluímos que a inclusão A B implica que A A B. segue que B=A B. Por hipótese. Como mostrado entes. Portanto. Para mostrar que B=A B. Se x€A. Então x€A e x€B. logo B=A B implica que A B. . Dem (c) implica (a). logo A B implica que A=A B. segue que A=A B implica que B=A B. Logo. então x€A ou x€B. isto é. temos que B A B. Disto segue que x€A B ou x€B. Assim. por hipótese. Assim. x€A ou x€B. A B B. Dem que (b) implica (c). Para mostrar que A=A B.Dem que (a) implica (b).

Hoje. Cantor estava ciente de alguns paradoxos e não parecia acreditar que eles tirariam o crédito de sua teoria. uma compreensão clara dos conceitos de teoria dos conjuntos do ponto de vista ingênuo é importante como um primeiro estágio de entendimento para os axiomas formais da teoria dos conjuntos. mas são geralmente entendidas como justificáveis em termo de um sistema axiomático (normalmente a teoria de conjuntos de Zermelo-Fraenkel). Como se verificou. É útil estudar conjuntos de forma ingênua de modo a desenvolver a facilidade para trabalhar com eles. e é sobre uma teoria formal que Bertrand Russell se dirigiu realmente quando apresentou o paradoxo de Russell. Frege axiomatizou explicitamente uma teoria na qual a versão formalizada da teoria ingênua dos conjuntos pode ser interpretada. Além disso. a suposição de que se poderiam realizar operações quaisquer sobre conjuntos levou a paradoxos tais como o paradoxo de Russell. Este artigo trata da teoria ingênua. As aplicações informais da teoria do conjunto em outras áreas são referidas algumas vezes como aplicações da "teoria ingênua dos conjuntos". quando os matemáticos falam sobre "teoria dos conjuntos" como uma área. Em resposta. A teoria ingênua dos conjuntos foi criada no final do século XIX por Georg Cantor para permitir que matemáticos trabalhassem de forma consistente com conjuntos infinitos. .Introdução Georg Cantor. a teoria axiomática dos conjuntos foi desenvolvida para determinar precisamente quais operações seriam permitidas e em quais. É importante observar que alguns acreditam que a teoria dos conjuntos de Georg Cantor não esteve realmente implicada nos paradoxos (este é um assunto que continuará em discussão). geralmente querem dizer teoria axiomática dos conjuntos. Os conjuntos são definidos informalmente e algumas de suas propriedades são investigadas.

2. como no caso do conhecido livro de Halmos Teoria Ingênua dos Conjuntos. outros conjuntos. Anotar os seguintes pontos:   A ordem dos elementos não importa.2} (Estas são conseqüências da definição de igualdade na seção anterior. um conjunto é descrito como uma coleção bem definida de objetos. o conjunto com elementos 2. geralmente denotado por e às vezes por {}: um conjunto sem quaisquer membros. sua descrição não é importante. (Ver axioma do conjunto vazio. povos. ou que x está em A. Estes objetos são chamados de elementos ou membros do conjunto. este fato é denotado simbolicamente como A = B (como de costume).2} = {1. Em tal caso. mas este exemplo seria usado normalmente lido por matemáticos como "o conjunto que contém o único elemento".1}. (O símbolo " " é uma derivação do épsilon do alfabeto grego. Se os conjuntos A e B são iguais. Pode se referir à teoria usual dos conjuntos apresentada informalmente. por exemplo. Se x é um membro de A. (Ver axioma dos pares). Há também um conjunto vazio. Uma vez que um conjunto é determinado completamente por seus elementos. {1. . para dizer que "x não está emA" ou por Peano em 1888). escrevemos x A. 3 e 5 é igual ao conjunto de todos os números primos menores do que 6. se cada elemento de A for um elemento de B e cada elemento de B for um elemento de A. o conjunto de números pares é infinitamente grande. {1. então se diz também que x pertence a A.2} = {2.) Pode-se abusar informalmente desta notação ao se escrever algo como {cães} para indicar o conjunto de todos os cães. A repetição (multiplicidade) dos elementos é irrelevante.1. {1. O símbolo que "x não pertence a A". [editar]Conjuntos. só haver um conjunto vazio.) [editar]Especificando conjuntos A maneira mais simples de descrever um conjunto é listando seus elementos entre chaves (Conhecidas como definindo um conjunto extensionalmente). por exemplo. 4 é um membro do conjunto de todos os inteiros pares. Por exemplo. isto é. Desta forma. um conjunto é completamente determinado por seus elementos.1. pertinência e igualdade Na teoria ingênua dos conjuntos.O termo "teoria ingênua dos conjuntos" nem sempre se refere à teoria inconsistente de Frege. Dois conjuntos A e B são definidos como iguais quando eles têm exatamente os mesmos elementos. o qual consiste realmente numa apresentação informal da teoria axiomática dos conjuntos de Zermelo-Fraenkel.2} denota um conjunto cujos únicos elementos são 1 e 2. não há exigência qualquer exigência de que um conjunto seja finito. o qual denota o conjunto vazio.2} = {1. Dessa maneira. Um exemplo extremo (mas correto) desta notação é {}. (Ver axioma da extensionalidade). Claramente. introduzido é usado para escrever x A. Objetos podem ser qualquer coisa: números. Por exemplo. etc. "ε".

não é o caso nem que de P. em todos os casos. ou que B contém A. é um subconjunto de e (por conseguinte) I é um subconjunto de onde. um subconjunto de B que não é igual a B é chamado subconjunto próprio. Algumas variantes da compreensão são:  {x A : P(x)} denota o conjunto de todo x que já são membros de A tais que a condição P vale for o conjunto dos inteiros. A = B se e somente se A BeB A. Alguns autores utilizam para subconjuntos. Por exemplo. {x : x tem cabelo loiro} denota o conjunto de todas as coisas com cabelos loiros. o conjunto dos inteiros. então pode-se dizer também que B é um superconjunto de A.Podemos ainda usar a notação { x : P(x)}. nem que P seja um subconjunto de . Para uma maior clareza. nos três casos. por exemplo. subconjunto pode ser lido como subconjunto próprio. seja o conjunto dos números reais. então {x : x é par} é o conjunto de para x. que A está contido em B. De fato.  {F(x) : P(x)} é a forma mais comum da notação por compreensão. Então I é um subconjunto de . {x : x é um número real} denota o conjunto dos números reais. "x tal que P(x)" ). {o dono de x : x é um cão} é o conjunto de todos os donos de cães. Como uma ilustração. e {x : x é um cão} denota o conjunto de todos os cães.  {F(x): x A} denota o conjunto de todos os objetos obtidos ao se colocar membros do } é novamente o conjunto de todos os inteiros conjunto A na fórmula F. { x / P(x)} (diz-se. e B B significa que A é um e A significa que B é um superconjunto de A. e e para indicar não igualdade. para denotar o conjunto contendo todos os objetos para os quais vale a condição P (conhecido como definindo um conjunto intencionalmente). ou { x | P(x)} ou. [editar]Subconjuntos Dado dois conjuntos A e B nós dizemos que A é um subconjunto de B se todo elemento de A é também um elemento de B. {2x : x pares. Por exemplo. e seja P o conjunto de atuais ou antigos presidentes dos Brasil. ainda. (Ver axioma da substitutividade). Por exemplo. B é um subconjunto de si próprio. Note que nem todos os conjuntos são comparáveis desta maneira. Se A é um subconjunto de B. I o conjunto dos inteiros ímpares. que dados dois conjuntos A e B. se todos os inteiros pares (Ver axioma da especificação). A subconjunto de B. Percebe-se que. pode-se explicitamente usar os símbolos enciclopédia. Nesta e são reservados para são usados para subconjuntos enquanto subconjuntos próprios. Em símbolos. Esta notação é chamada notação de construção de conjuntos por compreensão. em particular. isto é frequentemente dado como . Por exemplo. seja subconjunto Segue imediatamente da definição acima de igualdade de conjuntos. e outros usam estes símbolos somente para subconjuntos próprios.

a própria definição de igualdade. Se o conjunto A tem n elementos. É denotado por A B. objetiva-se mostrar estas duas inclusões. Simbolicamente. interseção e complementos relativos Dado dois conjuntos A e B. é o conjunto de todos objetos que pertencem a A mas não a B. não há nenhum objeto como um conjunto "universal". Geralmente. [editar]União. podemos construir sua união. Finalmente. se mas se é o conjunto de inteiros pares. então I é o conjunto de todos os números reais que são inteiros e pares ou simplesmente não inteiros. Assim dados for o conjunto universal.B. É importante compreender que um conjunto universal está somente definido temporariamente pelo contexto. A \ B = { x : (x . o complemento relativo de B com rtelação a A. [editar]Conjuntos n A universais e complementos absolutos Em certos contextos podemos considerar todos os conjuntos como sendo subconjuntos de algum conjunto universal dado. Por exemplo. Dado um conjunto universal o complemento de A (em A ={x C e um subconjunto A de ) como: podemos definir :x A}. e I definido como na seção sobre subconjuntos. B) } = { x B) } = {x A:x A : (x B}={x B) }. poderíamos então tomar como nosso conjunto universal. também conhecido como a diferença entre os conjuntos A e B. "A-linha") é o conjunto de todos os membros de que não são membros de A. um "conjunto de todas as coisas" (ver Paradoxos abaixo). estes conjuntos são respectivamente A A B = { x : (x B = { x : (x A A) A) (x (x (x B) }. isto é. O conjunto de todos subconjuntos de um dado conjunto A é chamado de conjunto das partes de A e é denotado por 2 ou Partes(A). C Em outras palavras A ("complemento de A". então I C C . Observe que o conjunto vazio é um subconjunto de todo conjunto (a afirmação de que todos os elementos do conjunto vazio são também membros de algum conjunto A é vacuamente verdadeiro. então Partes(A) terá 2 elementos. algumas vezes denotado por A'. É denotado por A \ B ou A . A interseção de A e B é o conjunto de todos os objetos que estão tanto em A quanto em B. pois não há elementos no conjunto vazio). Este é o conjunto que consiste em todos os objetos que são elementos de A ou de B ou de ambos (ver axioma da união). É denotado por A B. B:x A }. ao se tentar demonstrar que dois conjuntos são iguais. se estivéssemos investigando propriedades dos números reais (e de subconjuntos de ). for o conjunto universal.

Se Ae B são conjuntos. mas não são loiras. O que é E F neste caso? Nenhum ser humano está acima de 1000 anos de idade. um par ordenado pode ser pensado formalmente como um conjunto {a. E F deve ser o conjunto vazio { }. Segue que. mas o contexto deve deixar claro qual significado é pretendido. esta é a diferença entre o complemento relativo e complemento absoluto definido na seção anterior. {a.b) ou por <a. B \ A é o conjunto de pessoas com cabelos loiros mas que não são canhotas. Para ilustrar estas idéias. enquanto A B é o conjunto de todas as B é o conjunto de todas as pessoas canhotas ou loiras ou ambas. geralmente denotado por (a.b) : a está em A e b está em B}.b}}. A \ B.b) é usada também para denotar um intervalo aberto na reta dos números reais. Para qualquer conjunto A. Formalmente um par ordenado com primeira coordenada a e segunda coordenada b. por outro lado. então o produto cartesiano (ou simplesmente produto) é definido como: A × B = {(a. e tendo a propriedade fundamental de que dois pares ordenados são iguais se e somente se os primeiros elementos deles forem iguais e os segundos elementos deles forem iguais. e F como o conjunto de todas as coisas vivas com mais de 1000 anos de idade. é definido como o conjunto {{a}. enquanto. . um par ordenado é simplesmente uma coleção de dois objetos tais que um deles possa ser distinguido como o primeiro elemento e o outro como o segundo elemento.d) são iguais se e somente se a = c e b = d.b) é usado para o par ordenado). e B é o conjunto de pessoas com cabelos loiros. [editar]Pares ordenados e produtos cartesianos Intuitivamente.b) e (c.Note que A não tem que ser um subconjunto de B para B \ A fazer sentido. seja A é o conjunto das pessoas canhotas.b} com uma relação de ordem total.b>. Considere agora E como o conjunto de todos os seres humanos. Alternativamente. o conjunto das partes Partes(A) é uma álgebra booleana sob as operações de união e interseção. então. dois pares ordenados (a.b[ pode ser usada para denotar o intervalo aberto enquanto que (a. Então A pessoas canhotas e loiras. é o conjunto de todas as pessoas que são canhotas. De outra maneira. (A notação (a. a notação ]a.

2. 6. Os números naturais são usados para contagem. É possível até mesmo definir produtos cartesianos infinitos. Os números algébricos aparecem como soluções para equações polinomiais (com coeficientes inteiros) e podem envolver radicais e alguns outros números irracionais. Os números complexos são somas de um real e um número imaginário: r + si. b e c são números naturais e r e s são números reais 1. Os símbolos A ou ou um Q com uma linha em cima ( ) são freqüentemente usados para representar este conjunto.Isto é. Aqui ambos r e s podem ser iguais a zero. Podemos estender essa definição para um conjunto A × B × C de trios ordenados e de modo mais geral para n-uplas ordenadas para algum inteiro positivo n. 4. o conjunto dos números reais e o conjunto dos números imaginários são são freqüentemente usados para representar este . A × B é o conjunto de todos os pares ordenados cuja primeira coordenada é um elemento de A e cuja segunda coordenada é um elemento de B. Se todos os números reais. então e 3 2 denota o conjunto de = x representa o plano Euclidiano = x x representa o espaço tridimensional euclidiano. Os números racionais aparecem como soluções para equações como a + bx = c. Os números inteiros aparecem como soluções para x em equações como x + a = b. já que R é usado para o conjunto de números reais). mas para fazer isto nós precisamos de uma definição mais elaborada do produto. [editar]Alguns conjuntos importantes Nota: Nesta seção. assim. 3. a. que não podem aparecer como soluções para equações polinomiais com coeficientes racionais. Os números reais incluem os números algébricos e também os números transcendentes. Os símbolos N ou são freqüentemente usados para representar este conjunto. Os símbolos Z ou são freqüentemente usados para representar este conjunto (derivados do alemão Zahlen. Os símbolos R ou conjunto. Os símbolos Q ou são freqüentemente usados para representar este conjunto (da palavra quociente. Produtos cartesianos foram desenvolvidos primeiramente por René Descartes no contexto da geometria analítica. 5. que significa números).

que podemos construir quaisquer conjuntos que nós quisermos. [editar]Paradoxos Nós referimos anteriormente à necessidade de uma aproximação axiomática formal. ambas as opções nos levam a uma contradição e nós temos uma teoria inconsistente. Em particular. deve-se cuidar bem das noções que são propostas. C é basicamente "o mesmo" que o produto cartesiano R×R ("o mesmo" significando que um ponto qualquer de um deles determina um ponto único no outro e para o resultado dos cálculos não importa qual deles é usado). é problemático falar de um conjunto de todas as coisas. Então Z não é um membro de si próprio e deste modo. até mesmo de um conjunto de todos os conjuntos. Note que como um número r+si pode ser identificado como um ponto (r. Nas áreas da matemática que parecem requerer um conjunto de todos os conjuntos (tais como teoria das categorias).subconjuntos do conjunto dos números complexos. pode-se fazer uso de classes . novamente pela definição de Z. Z é um membro de Z. não há um conjunto de todos os conjuntos. como em qualquer argumento matemático rigoroso. Para qualquer conjunto x nós podemos perguntar se x é um membro dele mesmo. Quais problemas surgem no tratamento que apresentamos? Os problemas dos conjuntos poderíamos pensar intuitivamente em uma primeira aproximação. Defina Z = {x : x não é membro de x}. ou para ser (possivelmente) um pouco menos ambiciosos. Os simbolos C ou tem pelo menos uma raiz neste são freqüentemente usados para representar este conjunto. Z não é um membro de Z. Z não é um membro de si próprio. Este paradoxo particular é conhecido como Paradoxo de Russell. A lição é que. pode-se resolver o problema tomando um conjunto universal tão grande que toda a matemática usual pode ser feita dentro dele (Ver universo). Agora para o problema: Z é um membro de Z? Se sim. Alternativamente. Desenvolvimentos axiomáticos restringem os tipos de conjuntos que podemos construir e previnir assim a geração de problemas como o nosso conjunto Z.s) neste plano. o qual forma um fecho algébricopara o conjunto de números reais significando que todo polinômio com coeficientes em conjunto. isto é. Com efeito na axiomatização ususal da teoria dos conjuntos. Isto nos força a declarar que Z não é um membro de Z. Assim. então pela propriedade que define Z. mas esta visão conduz a inconsistências.

Ou ainda pode-se usar uma axiomatização diferente da teoria dos conjuntos tais como os Novos Fundamentos de W. Editora da Univ. Quine. S. Jeff Miller diz o seguinte: "A Teoria Ingênua dos Conjuntos (em oposição à Teoria . Paul Richard. Ferreira. 2001. [editar]Ver      também Álgebra dos conjuntos Teoria axiomática dos conjuntos Teoria interna dos conjuntos Conjunto Teoria dos conjuntos [editar]Referências Paul Halmos  Halmos. Elementos de Lógica Matemática e Teoria dos Conjuntos.V.  Seymour Lipschutz. De outra forma a solução exata empregada para evitar os paradoxos raramente faz uma grande diferença.próprias. [editar]Notas A respeito da origem do termo Teoria Ingênua dos Conjuntos. 1914 Teoria Ingênua dos Conjuntos. Teoria dos Conjuntos. tradução de Irineu Bicudo.  Jaime C. Paulo. S. McGraw-Hill. IST. Paulo e Editora Polígono 1970. que permite a existência de um conjunto de todos os conjuntos e evita o paradoxo de Russell. 1972.

nº 4 (1946) p. P. Teoria Ingênua dos Conjuntos (1960). Ele parece na rescensão de Hermann Weyl de P. Schlipp (ed). Categoria: Teoria dos conjuntos . 11. The Philosophy of Bertrand Russell in American Mathematical Monthly. n} 4 (1916). 136. (JSTOR)". 53.Axiomática dos Conjuntos) foi usada ocasionalmente na década de 40 e tornou-se um termo estabelecido na década de 50. A.210 e revisão de Laszlo Kalmar do The Paradox of Kleene and Rosser in Journal of Symbolic Logic. O termo foi popularizado mais tarde pelo livro de Paul Halmos.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->