CURSO DE HERMENÊUTICA

AULA 1 – IBCU - A. Lisboa Junior

1 PROPÓSITO
O curso tem como propósito apresentar aos alunos as regras fundamentais de interpretação da
Bíblia, para que eles possam, através delas, encontrar o sentido correto de uma passagem das Escrituras em
estudo, visando aplicá-lo na sua vida, compartilhar com os outros e também a progredir no exercício da
apologética..

2 INTRODUÇÃO
Um homem estava no cartório, aguardando o momento do seu casamento. Minutos antes de assinar os
documentos, a polícia chegou e o algemou, levando-o para a cadeia. A noiva desconsolada, ficou sabendo que
o seu noivo era um homicida. Alguns anos depois dos seus crimes, ele entregou sua vida para Jesus e passou a
estudar a Bíblia. No momento da prisão ele se defendeu citando o seguinte texto bíblico: Nenhuma
condenação há para os que estão em Cristo.
Esse é um dos exemplos que mostram como a Bíblia é usada da maneira equivocada. Vamos conhecer
alguns casos mais absurdos:
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3 DEFINIÇÃO DA PALAVRA HERMENÊUTICA

O Dicionário Aurélio nos apresenta a seguinte definição de hermenêutica: Interpretação do sentido
das palavras; interpretação dos textos sagrados; arte de interpretar leis.
Na mitologia grega, Hermes era o mensageiro e intérprete da vontade dos deuses, e de seu pai, Zeus.
Essa mensagem era transmitida de uma forma em que os homens pudessem entender.
A palavra Hermeneuo veio a ser usada com o sentido de explicar, interpretar, traduzir. No Novo
Testamento temos: Lucas 24:27; 1 Coríntios 12:10; 1 Coríntios 14:28; Hebreus 7:2.
Roy Zuck define assim hermenêutica :

“Hermenêutica é a arte e a ciência de interpretação.
É ciência porque postula princípios seguros e imutáveis;
é arte porque estabelece regras práticas e envolve uma tarefa.”

3.1 Devemos notar a diferença entre hermenêutica e exegese

A palavra EXEGESE significa tirar o significado do texto bíblico.
É contrário à EISEXEGE que é impor significado ao texto bíblico.
A exegese utiliza as ferramentas da hermenêutica.

“ Hermenêutica é como um livro de receitas, com regras de como fazer um bolo;
exegese é a preparação do bolo; exposição é a entrega do bolo para alguém comer.”
Zuck

4 A IMPORTÂNCIA DA MATÉRIA

A hermenêutica é a matéria mais importante no currículo do estudante da Bíblia, pois um erro de
interpretação pode produzir grandes estragos. Earl Radmacher, um estudioso do assunto disse:

“Tendo ensinado e escrito na área de hermenêutica há quase trinta anos,
estou convicto do fato de que não há matéria mais importante
no currículo do seminário para o treinamento nas Escrituras.”

5 O QUE TEM GERADO INTERPRETAÇÕES ERRADAS?

5.1 Aceitação cega de uma explicação sem investigações.

5.2 Influência de programas e livros evangélicos.

5.3 Colocação da experiência acima das Escrituras.

5.4 Falta de conhecimento do contexto histórico-cultural.

5.5 Falta de conhecimento e aplicação de regras de interpretação.

5.6 Falta de conhecimento da revelação progressiva de Deus.


6 AS CARACTERÍSTICAS DO BOM INTÉRPRETE.

6.1 É uma pessoa regenerada. - A fé salvadora e o Espírito Santo nos são necessários para
compreendermos e interpretarmos bem as Escrituras (João 16:13; 1 Coríntios 2:14). O Espírito de Deus
ilumina o texto principalmente no sentido de aplicá-lo aos nossos corações.

6.2 Tem um bom raciocínio, paciência e perseverança. Precisamos nos
esforçar, na dependência do Espírito, para compreendermos a Palavra de Deus. Por
causa da nossa natureza pecaminosa, pelos resultados da queda, nunca vamos
conseguir entender todo o conteúdo bíblico. Nunca vamos concordar totalmente.

6.3 Conhece a história bíblica e a história geral

O conhecimento da história bíblica é uma ferramenta
necessária para aqueles que querem interpretar a Bíblia
corretamente. Há a necessidade de comparação de textos e de
doutrinas. Para que isso aconteça, precisamos ler a Bíblia uma ou mais vezes ao ano
e ter uma visão panorâmica de cada livro.

6.4 Investe em livros.

• Várias traduções da Bíblia
• Comentários Bíblicos
• Dicionários
• Chave Bíblica
• Mapas
• Programas bíblicos para computador


6.5 Sabe pesquisar usando as línguas originais.




Se os textos em português estão cada vez mais fiéis, qual
é a diferença entre ler em português ou ler nas línguas originais?
O texto português é como uma televisão em preto e branco,
enquanto o texto original é como uma televisão a cores. A
imagem, a ação e a história são iguais nos dois. A diferença é
que a televisão à cores é mais vívida, mostra mais detalhes e é
mais interessante e mais gostosa de assistir.


7 O ABISMO DA INTERPRETAÇÃO

O objetivo principal da interpretação bíblica, é descobrir o sentido original que o texto tinha para o autor e seus
leitores.

OR¡G¡NA¡8 HOJE OR¡G¡NA¡8 HOJE OR¡G¡NA¡8 HOJE OR¡G¡NA¡8 HOJE

Tempo
Geografia
Idioma
Cultura



7.1 Será que esses detalhes são observados quando interpretamos a Bíblia?

7.2 Todo texto bíblico foi escrito por alguém, para ouvintes específicos, que se encontravam num
contexto histórico e geográfico específico e com um objetivo específico.

7.3 Cada passagem bíblica era apreendida ou entendida, tendo em mente seu contexto.

7.4 O conteúdo da Bíblia foi afetado e influenciado pelo meio cultural em que cada autor humano
escreveu.


ANOTAÇÕES/TAREFAS/DÚVIDAS

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8 O ABISMO CULTURAL

A cultura é um conjunto de comportamentos, crenças, valores morais, espirituais e materiais
característicos de uma sociedade. Mesmo dentro do Brasil, encontramos comportamentos diferentes nas mais
diversas regiões. Nomes de alimentos e animais recebem nomes diferentes, a maneira de se comunicar muda
bastante. O mesmo acontece com a maneira de viver onde os hábitos mudam completamente de uma região
para outra. O mesmo encontramos na Bíblia. Zuck
1
descreve a importância do conhecimento do contexto
cultural.

“Dada a existência de um abismo cultural entre nossa era e os tempos bíblicos - e como o nosso
objetivo na interpretação bíblica é descobrir o sentido original das Escrituras - é imperativo que
nos familiarizemos com a cultura e os costumes de então.”

CULTURA ÁREAS

Hebraica
Egípcia
Assíria
Babilônica
Persa
Grega
Romana
Política
Religião
Economia
Leis
Arquitetura
Vestimentas
Vida doméstica
Organização militar
Estrutura social

Com relação ao estudo das diversas culturas apresentadas na Bíblia, o estudante encontra bons livros
nas livrarias evangélicas. Dentre os livros, podemos citar aqui A vida diária nos tempos de Jesus.

Exercício: Uma grande dificuldade dos leitores da Bíblia é saber se as práticas de cada cultura devem ser
repetidas ainda hoje, ou se foram apenas temporárias. No quadro abaixo, coloque P se o mandamento for
permanente e T se for temporário, ou seja, somente para a época em que foi escrito.


1 Cumprimentar uns aos outros com ósculo santo - Romanos 16.16
2 Lavar os pés uns dos outros - João 13.14
3 Proibir as mulheres de falar na igreja - 1 Coríntios 14.34

4 Cantar salmos, hinos e cânticos espirituais - Colossenses 3.16
5 Celebrar a ceia do Senhor - 1 Coríntios 11.24
6 Ungir os enfermos com óleo - Tiago 5.14
7 Abster-se de relações sexuais ilícitas - Atos 15.29
8 Ser circuncidado - Atos 15.5
9 Levantar as mãos ao orar - 1 Timóteo 2.8
10 Dizer ‘amém’ ao final das orações - 1 Coríntios 14.16
11 Lançar sortes para distribuição de cargos na igreja - Atos 1.26
12 Escolher apenas sete diáconos na igreja - Atos 6.3
13 Falar em línguas e profetizar - 1 Coríntios 14.5




1
A Interpretação Bíblica, Zuck, p. 90
9 O ABISMO DO TEMPO

A Bíblia começou a ser escrita há aproximadamente 1446 anos antes de Cristo, mas retrata aos
primórdios da civilização. Por volta do ano 400 a.C., foi escrito o último livro do Velho Testamento –
Malaquias. Já o Novo Testamento teve o seu primeiro livro escrito por volta do
ano de 45 d.C e o último, perto do ano 95 depois de Cristo. Sendo assim, o leitor
da Bíblia deve estar ciente de que se trata de um documento antigo, escrito em
épocas específicas, com propósitos específicos e para grupos específicos. Não
podemos deixar esse detalhe de lado.


10 O ABISMO GEOGRÁFICO

A região onde foi realizada a história bíblica, também conhecida como crescente fértil, é marcada de
contrastes e muita beleza. Nela temos desertos, vales, montes, rios e mares. Parte da história foi no deserto,
numa região seca. Outra parte foi realizada nos montes e vales. Cada lugar servia de inspiração para o escritor,
que usava as características da região para enriquecer aquilo que estava querendo dizer. O estudante da Bíblia
precisa ter estes mapas em mãos, em forma de quadros ou transparências para enriquecer o que está sendo
ministrado.

11 O ABISMO LITERÁRIO

A Bíblia foi escrita originalmente em hebraico, aramaico e grego koiné. Os leitores originais, quando
liam um escrito na sua própria língua, compreendiam o que estava sendo escrito. Mas quando lemos, por
exemplo, uma epístola de Paulo usando o grego, encontramos muitas dificuldades e precisamos fazer a
tradução. Essa tradução precisa ser bem fiel aos originais para trazermos o real significado do texto.
Hoje em dia temos várias versões diferentes em português. Com a descoberta de manuscritos antigos e
de estudos, as versões vão sofrendo modificações. A versão em português, feita por João Ferreira de Almeida
já sofreu inúmeras alterações desde a sua primeira tradução. Fazer uma interpretação baseada apenas na
tradução da Bíblia em português, sem nenhum outro critério de investigação, poderá resultar em uma
verdadeira catástrofe teológica.
Para transpormos o abismo do idioma, precisamos considerar o significado que as palavras tinham no
tempo do autor, pois elas mudam de significado com o passar do tempo.

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE INTERPRETAÇÃO

Podemos dizer que os leitores dos textos originais não tiveram grandes dificuldades para entender os escritos.
Entretanto, nós somos separados do contexto deles por vários séculos, pela cultura, pela língua e pela história. Sem
princípios para nos orientar nessa tarefa, ficamos perdidos no caminho de volta para o significado original do texto. Por
isso, é necessário conhecer bem os princípios básicos de interpretação da Bíblia.

12 ESTEJA CIENTE DA REVELAÇÃO PROGRESSIVA DE DEUS.

Revelação é o processo pelo qual Deus desvenda aos homens o seu caráter
e o seu plano eterno. Deus se revelou de uma maneira progressiva e
diversificada, isto é, na medida do tempo Ele foi se revelando aos homens o seu
caráter, sua glória, seu poder e a sua vontade. Podemos dividir a revelação em
revelação geral e especial .
A Revelação geral é a revelação não proposicional que Deus faz às
pessoas, através de várias manifestações, mediante as quais elas vêm a saber que
Ele existe. Essa revelação se dá através do testemunho interno. Deus colocou no
homem a crença na existência de um ser divino superior ao próprio homem. Mesmo que essa crença seja
abafada, a consciência e o raciocínio humano reforça a necessidade de um Criador poderoso. Gn. 1.26; Atos
17.29; Rm 2.14-15.
A revelação geral também se dá através do testemunho externo. Através da criação e preservação da
natureza. Salmo 19.1-6; Romanos 1.18-21; Atos 14.17; Cl 1.17; Jó 38.1 a 39.30. Através da história da
humanidade e dos hebreus. (Teofanias, milagres, testemunhos pessoais, sonhos, visões, etc)
A revelação especial é o auto-descobrimento de Deus por vários meios e para várias pessoas na
história fazendo com que elas entendam e creiam na mensagem salvadora, recebendo assim uma nova vida.
Essa revelação surge da seguinte maneira: Através da atuação do Espírito Santo - João 16.8 e 13; através da fé

Hebraico
V.T.
Também chamado de
Judaico, Neemias 13.24, ou
a língua de Canaã.
Gênesis 1.1
#r<a'(h' taeîw>
~yIm:ßV'h; taeî
~yhi_l{a/ ar"äB'
tyviÞarEB.

Aramaico
Daniel 2,4,7,8
Esdras 4.8 - 6:18
Jeremias 10.11
Era a língua falada pelos
povos ao norte e nordeste de
Canaã, da Síria até o alto
Eufrates.
Daniel 2.1

rC:ßn<d>k;bu(n> ~l;îx'
rC;ên<d>k;bu(n>
‘tWkl.m;l. ~yIT;ªv.


Grego
N.T.
Quando Alexandre dominou
o mundo com o império
Grego-Macedônico, ele
levou o Koiné, “comum”,
que era o idioma falado pelo
povo do seu império.
2 Corintios 13:13

~H ca,rij tou/ kuri,ou VIhsou/
Cristou/ kai. h` avga,ph tou/ qeou/
kai. h` koinwni,a tou/ a`gi,ou
pneu,matoj meta. pa,ntwn u`mw/nÅ
em Jesus Cristo - Filipenses 2.5-9; através da Bíblia - 2 Pedro 1.21. A Bíblia é o registro verbal dessa
revelação de Deus.


13 A ESCRITURA DEVE SER INTERPRETADA NA LINGUAGEM NORMAL, USUAL E
COMUM, OBSERVANDO AS CARACTERÍSTICAS DE CADA GÊNERO LITERÁRIO E AS
FIGURAS DE LINGUAGEM.

A Bíblia é um livro rico em gêneros literários. Temos narrativas, poesias, provérbios e profecias e
apocalipse. Dentro de cada estilo, temos figuras de linguagens. E tudo isso precisa ser observado antes de
fazer uma interpretação.

13.1 Interpretação de uma narrativa. Os perigos na interpretação.

• Alegorização, espiritualização.
• Ignorar a audiência original e pular par o N.T.
• Explorar textos paralelos sem desenvolver o contexto

13.2 Interpretação de poesia. Requisitos básicos
• Identificar o tipo de Salmo.
“A poesia hebraica difere da nossa, por que não depende de rima ou ritmo. O fator principal é
seu paralelismo de pensamento. As idéias de uma linha se equilibram com as da seguinte. O
paralelismo sinonímico ocorre quando o pensamento da primeira linha está de acordo com o
da segunda ( Jó 9.11). O paralelismo antitético ocorre quando o pensamento da segunda linha
contrasta com o da primeira (Jó 16.4,5). O paralelismo sintético é o arranjo que faz a segunda
linha melhorar ou completar o pensamento da primeira. (Jó 11.18)
2


• Identificar as figuras de linguagem.
• Estudar o contexto histórico do Salmo e ler a introdução do mesmo.
• Descobrir a idéia central do Salmo e expressar esta idéia numa afirmação concisa e clara.


EXERCÍCIOS. Como devemos interpretar os seguintes salmos?

1. Salmo 91.10 –

2. Salmo 33.12 -

3. Salmo 37.25 –


13.3 Os propósitos das figuras de linguagem. A figura de linguagem é uma forma de expressão em que as
palavras usadas comunicam um sentido não literal. É uma representação legítima que pretende comunicar
mais clara e graficamente uma idéia literal.

• Dá vida e cor a uma passagem -
• Chamar a atenção -
• Tornar idéias abstratas mais completas -


2
O homem que não se deu por vencido, Edições Luz do Evangelho, 1980
• Ajudar a guardar informações -
• Abreviar uma idéia - João 1:29
• Encorajar reflexão, ponderação - Salmo 52:8

A seguir temos um quadro com as principais figuras de linguagem e também alguns textos como
exemplo.

FIGURA DE
LINGUAGEM

CARACTERÍSTICAS

EXEMPLO



1



Metáfora
Uma semelhança entre dois objetos ou fatos,
caracterizando-se um com o que é próprio do outro.
A metáfora é uma comparação mais forte que o símile,
pelo fato de que há equivalência direta posta entre os
dois objetos.
João 15:1
Mateus 5:13
João 10:9
João 14:6
Jeremias 50:6
Gênesis 49:9

2

Sinédoque
É tomar a parte pelo todo ou o todo pela parte, o plural
pelo singular, o gênero pela espécie, ou vice-versa. Ela
trata mais de idéias e conceitos.
Salmo 16:9
Atos 24:5
Gênesis 6:12
Romanos 1:16



3



Metonímia

É o emprego de um nome por outro com o qual tem
relação. É empregar a causa pelo efeito, ou o sinal ou
símbolo pela realidade que indica o símbolo
Lucas 16:29
João 13:8
1 João 1:7
1 Coríntios 10:21
Hebreus 13:4

4

Prosopopéia

É a personificação das coisas inanimadas, atribuindo-se-
lhes os feitos e ações das pessoas.
Isaías 55:12
Salmo 85:10-11

5

Ironia
É a expressão do contrário do que se quer dizer, porém
sempre de tal modo que se faz ressaltar o sentido
verdadeiro.
1 Reis 18:27
Jó 12:2



6


Hipérbole

É um exagero para dar ênfase, representando uma coisa
com muito maior ou menor grau do que em realidade é,
para apresentá-la viva à imaginação.
Números 13:33
Deuteronômio
1:28
João 21:25
Mateus 5:29,30


7


Alegoria

É uma ficção em que se admite um sentido literal,
exigindo, todavia, uma interpretação figurada. São
várias metáforas unidas.


João 6:51-65


Salmo 80:8-13

8

Fábula
3


Uma alegoria histórica.

2 Reis 14:9


9

Enigma
Um tipo de alegoria, porém sua solução é difícil e
abstrata.

Juizes 14:14





Uma classe de metáfora que não consiste meramente em
palavras, mas em fatos, pessoas ou objetos que

João 3:14

3
É aconselhável que os alunos adquiram as Fábulas de Esopo.
10 Tipo designam fatos semelhantes, pessoas ou objetos no
porvir. É prefigurativo.
Mateus 12:40


11


Símbolo
É uma espécie de tipo pelo qual se representa alguma
coisa ou algum fato por meio de outra coisa ou fato
familiar que se considera a propósito para servir de
semelhança ou representação. É ilustrativo.

Batismo
Ceia
2 Reis 13:14-19




12




Parábola
É uma espécie de alegoria apresentada sob forma de
uma narração, relatando fatos naturais ou
acontecimentos possíveis, sempre com o objetivo de
declarar ou ilustrar uma ou várias verdades importantes.
É um símile ampliado.
4


I. Idenfificor o sifuoçôo que originou o poroboIo
2. Ver qual é a verdade que está sendo ensinada.




Mateus 13:3-8
Lucas 18:10-14
João 15


13


Símile
É uma comparação expressa pelas palavras semelhante
ou como. A ênfase recai sobre algum ponto de
similaridade entre duas idéias, grupos, ações, etc.

1 Pedro 1:24
Salmo 1:3,4


14


Apóstrofe
É uma figura usada pelo orador, no discurso. Consiste
em interrompê-lo subitamente, para dirigir a palavra, ou
invocar alguma pessoa ou coisa, presente, ausente, real
ou imaginária.


Jeremias 47:6
Salmo 114:5-8
Isaías 14:9-32
Deuteronômio
32:1


15


Antítese
Inclusão, na mesma frase, de duas palavras, ou dois
pensamentos, que fazem contraste um com o outro.

Mateus 7:13-14
Mateus 7:17-18




16



Provérbio
É um dito comum, popular. Os provérbios do Antigo
Testamento estão redigidos em sua maior parte em
forma poética, consistentes em dois paralelismos, que
geralmente são sinônimos, antitéticos ou sintéticos. É
uma parábola condensada, é um dito conciso que
comunica uma verdade de uma forma estimulante.


Lucas 4:23
Marcos 6:4
2 Pedro 2:22


17



Paradoxo
De para (contra) + doxa (opinião). Uma declaração
oposta à opinião comum, que parece absurda, porém,
quando estudada, torna-se correta e fundamentada.
Mateus 23:24
Mateus 19:24
2 Coríntios 12:10
Marcos 8:35

18

Personificação
É atribuir características humanas a coisas, idéias ou
animais.

Gênesis 4.10
Números 22.30


19

Zoomorfismo


É atribuir características animais a homens ou a Deus.

Salmo 91.4
20 Antropopatismo É atribuir sentimentos humanos a Deus. Gênesis 6:6

20 Antropomorfismo É atribuir características humanas a Deus. Salmo 8:3
2 Crônicas 16:9

4
Geralmente se reconhece o fato de que uma parábola foi contada para apresentar uma verdade principal. Forçar cada detalhe do
texto dentro de algum esquema fantástico de significado é abusar do texto e do propósito original do autor.

21

Eufemismo
É suavizar a expressão duma idéia substituindo a palavra
ou expressão própria por outra mais agradável, mas
polida.
Atos 7:60
Gênesis 4:1
1 Tessalonic. 4:13-
15


















1 É uma pessoa regenerada. pelos resultados da queda.4 Investe em livros.2 5. Há a necessidade de comparação de textos e de doutrinas. nunca vamos conseguir entender todo o conteúdo bíblico. na dependência do Espírito. estou convicto do fato de que não há matéria mais importante no currículo do seminário para o treinamento nas Escrituras. Colocação da experiência acima das Escrituras. 1 Coríntios 2:14). Nunca vamos concordar totalmente.1 5. Influência de programas e livros evangélicos.4 5.3 Conhece a história bíblica e a história geral O conhecimento da história bíblica é uma ferramenta necessária para aqueles que querem interpretar a Bíblia corretamente. Falta de conhecimento e aplicação de regras de interpretação. • • • • • • 6. O Espírito de Deus ilumina o texto principalmente no sentido de aplicá-lo aos nossos corações. 6. Falta de conhecimento da revelação progressiva de Deus. Precisamos nos esforçar.5 5.“Tendo ensinado e escrito na área de hermenêutica há quase trinta anos. 6. 6. 6 AS CARACTERÍSTICAS DO BOM INTÉRPRETE. Por causa da nossa natureza pecaminosa.” 5 5. Falta de conhecimento do contexto histórico-cultural. precisamos ler a Bíblia uma ou mais vezes ao ano e ter uma visão panorâmica de cada livro.2 Tem um bom raciocínio.5 Várias traduções da Bíblia Comentários Bíblicos Dicionários Chave Bíblica Mapas Programas bíblicos para computador Sabe pesquisar usando as línguas originais. . Para que isso aconteça. para compreendermos a Palavra de Deus.3 5. paciência e perseverança.A fé salvadora e o Espírito Santo nos são necessários para compreendermos e interpretarmos bem as Escrituras (João 16:13. 6. .6 O QUE TEM GERADO INTERPRETAÇÕES ERRADAS? Aceitação cega de uma explicação sem investigações.

qual é a diferença entre ler em português ou ler nas línguas originais? O texto português é como uma televisão em preto e branco. tendo em mente seu contexto.3 Cada passagem bíblica era apreendida ou entendida.Se os textos em português estão cada vez mais fiéis. ANOTAÇÕES/TAREFAS/DÚVIDAS ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ . para ouvintes específicos. 7. 7. A diferença é que a televisão à cores é mais vívida. enquanto o texto original é como uma televisão a cores. é descobrir o sentido original que o texto tinha para o autor e seus Tempo Geografia Idioma Cultura 7. a ação e a história são iguais nos dois.1 Será que esses detalhes são observados quando interpretamos a Bíblia? 7. A imagem. mostra mais detalhes e é mais interessante e mais gostosa de assistir.2 Todo texto bíblico foi escrito por alguém. que se encontravam num contexto histórico e geográfico específico e com um objetivo específico. O ABISMO DA INTERPRETAÇÃO O objetivo principal da interpretação bíblica.4 O conteúdo da Bíblia foi afetado e influenciado pelo meio cultural em que cada autor humano escreveu. 2 7 leitores.

João 13.16 Lavar os pés uns dos outros .24 Ungir os enfermos com óleo . o estudante encontra bons livros nas livrarias evangélicas.16 Lançar sortes para distribuição de cargos na igreja . encontramos comportamentos diferentes nas mais diversas regiões.é imperativo que nos familiarizemos com a cultura e os costumes de então. repetidas ainda hoje.5 Levantar as mãos ao orar .Atos 15. Zuck.5 Exercício: Uma grande dificuldade dos leitores da Bíblia é saber se as práticas de cada cultura devem ser 1 A Interpretação Bíblica. crenças.3 Falar em línguas e profetizar . O mesmo acontece com a maneira de viver onde os hábitos mudam completamente de uma região para outra.Atos 6.14 Abster-se de relações sexuais ilícitas .Atos 1. Mesmo dentro do Brasil.26 Escolher apenas sete diáconos na igreja .1 Coríntios 14. Zuck 1 descreve a importância do conhecimento do contexto cultural. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Cumprimentar uns aos outros com ósculo santo . a maneira de se comunicar muda bastante. “Dada a existência de um abismo cultural entre nossa era e os tempos bíblicos . somente para a época em que foi escrito. Dentre os livros.29 Ser circuncidado .34 Cantar salmos.14 Proibir as mulheres de falar na igreja . podemos citar aqui A vida diária nos tempos de Jesus.” CULTURA Hebraica Egípcia Assíria Babilônica Persa Grega Romana ÁREAS Política Religião Economia Leis Arquitetura Vestimentas Vida doméstica Organização militar Estrutura social Com relação ao estudo das diversas culturas apresentadas na Bíblia. coloque P se o mandamento for permanente e T se for temporário.Colossenses 3.8 O ABISMO CULTURAL A cultura é um conjunto de comportamentos.1 Timóteo 2. Nomes de alimentos e animais recebem nomes diferentes. espirituais e materiais característicos de uma sociedade. hinos e cânticos espirituais .Romanos 16.16 Celebrar a ceia do Senhor .1 Coríntios 14. valores morais.1 Coríntios 11. 90 . p.e como o nosso objetivo na interpretação bíblica é descobrir o sentido original das Escrituras .1 Coríntios 14. No quadro abaixo.8 Dizer ‘amém’ ao final das orações . O mesmo encontramos na Bíblia.Atos 15. ou seja.Tiago 5. ou se foram apenas temporárias.

Essa tradução precisa ser bem fiel aos originais para trazermos o real significado do texto. feita por João Ferreira de Almeida já sofreu inúmeras alterações desde a sua primeira tradução. compreendiam o que estava sendo escrito. Sendo assim. Mas quando lemos. . montes. também conhecida como crescente fértil. Para transpormos o abismo do idioma. rios e mares. é marcada de contrastes e muita beleza. Nela temos desertos. as versões vão sofrendo modificações. 10 O ABISMO GEOGRÁFICO A região onde foi realizada a história bíblica. quando liam um escrito na sua própria língua.C e o último. uma epístola de Paulo usando o grego. vales. aramaico e grego koiné. Parte da história foi no deserto. Hoje em dia temos várias versões diferentes em português. O estudante da Bíblia precisa ter estes mapas em mãos. pois elas mudam de significado com o passar do tempo. que usava as características da região para enriquecer aquilo que estava querendo dizer. Os leitores originais. foi escrito o último livro do Velho Testamento – Malaquias. com propósitos específicos e para grupos específicos. perto do ano 95 depois de Cristo. por exemplo. em forma de quadros ou transparências para enriquecer o que está sendo ministrado. 11 O ABISMO LITERÁRIO A Bíblia foi escrita originalmente em hebraico. Cada lugar servia de inspiração para o escritor.9 O ABISMO DO TEMPO A Bíblia começou a ser escrita há aproximadamente 1446 anos antes de Cristo. Com a descoberta de manuscritos antigos e de estudos. sem nenhum outro critério de investigação. escrito em épocas específicas. A versão em português. Já o Novo Testamento teve o seu primeiro livro escrito por volta do ano de 45 d. numa região seca. Por volta do ano 400 a. Fazer uma interpretação baseada apenas na tradução da Bíblia em português. poderá resultar em uma verdadeira catástrofe teológica. mas retrata aos primórdios da civilização.. o leitor da Bíblia deve estar ciente de que se trata de um documento antigo.C. Outra parte foi realizada nos montes e vales. Não podemos deixar esse detalhe de lado. precisamos considerar o significado que as palavras tinham no tempo do autor. encontramos muitas dificuldades e precisamos fazer a tradução.

Mesmo que essa crença seja abafada. h` koinwni. Podemos dividir a revelação em revelação geral e especial . 12 ESTEJA CIENTE DA REVELAÇÃO PROGRESSIVA DE DEUS.ou pneu. Sem princípios para nos orientar nessa tarefa. ficamos perdidos no caminho de volta para o significado original do texto.18-21.rij tou/ kuri. 1. Romanos 1.l.14-15. Jó 38. isto é. Também chamado de Judaico.8 e 13. Entretanto. seu poder e a sua vontade. recebendo assim uma nova vida. visões. Revelação é o processo pelo qual Deus desvenda aos homens o seu caráter e o seu plano eterno. “comum”. (Teofanias. Essa revelação surge da seguinte maneira: Através da atuação do Espírito Santo .bu(n> ‘tWkl. etc) A revelação especial é o auto-descobrimento de Deus por vários meios e para várias pessoas na história fazendo com que elas entendam e creiam na mensagem salvadora. Deus colocou no homem a crença na existência de um ser divino superior ao próprio homem. PRINCÍPIOS BÁSICOS DE INTERPRETAÇÃO Podemos dizer que os leitores dos textos originais não tiveram grandes dificuldades para entender os escritos.T. Através da história da humanidade e dos hebreus. Rm 2. Gn. A Revelação geral é a revelação não proposicional que Deus faz às pessoas.ên<d>k.30. rC:ßn<d>k. ou a língua de Canaã. ~yIT. taeî ~yhi_l{a/ ar"äB' tyviÞarEB.matoj meta. através de várias manifestações. A revelação geral também se dá através do testemunho externo.8 . sonhos. nós somos separados do contexto deles por vários séculos. Deus se revelou de uma maneira progressiva e diversificada. ele levou o Koiné.ntwn u`mw/nÅ Grego N. Atos 14. a consciência e o raciocínio humano reforça a necessidade de um Criador poderoso.4. sua glória. pela língua e pela história. pela cultura.Hebraico V.ªv.ou VIhsou/ Cristou/ kai.17. Quando Alexandre dominou o mundo com o império Grego-Macedônico. Neemias 13.8 Esdras 4.29.a tou/ a`gi.1-6. que era o idioma falado pelo povo do seu império. testemunhos pessoais. pa.6:18 Jeremias 10. Essa revelação se dá através do testemunho interno. na medida do tempo Ele foi se revelando aos homens o seu caráter. milagres. h` avga. Por isso.1 Gênesis 1.1 Aramaico Daniel 2. mediante as quais elas vêm a saber que Ele existe.24. através da fé .7. 2 Corintios 13:13 ~H ca.17.1 a 39.îx' rC. da Síria até o alto Eufrates.ph tou/ qeou/ kai.11 Era a língua falada pelos povos ao norte e nordeste de Canaã.T.26. Através da criação e preservação da natureza.bu(n> ~l. Atos 17. #r<a'(h' taeîw> ~yIm:ßV'h. é necessário conhecer bem os princípios básicos de interpretação da Bíblia. Cl 1. Salmo 19. Daniel 2.João 16.m.

Salmo 37. A Bíblia é o registro verbal dessa revelação de Deus.4. provérbios e profecias e apocalipse. Edições Luz do Evangelho. (Jó 11.Filipenses 2.3 Os propósitos das figuras de linguagem.21.12 3. EXERCÍCIOS. • Explorar textos paralelos sem desenvolver o contexto 13. • Dá vida e cor a uma passagem • Chamar a atenção • Tornar idéias abstratas mais completas 2 O homem que não se deu por vencido.em Jesus Cristo . • Descobrir a idéia central do Salmo e expressar esta idéia numa afirmação concisa e clara. • Estudar o contexto histórico do Salmo e ler a introdução do mesmo. • Ignorar a audiência original e pular par o N. Os perigos na interpretação.5-9.11). A Bíblia é um livro rico em gêneros literários. Requisitos básicos • Identificar o tipo de Salmo. Como devemos interpretar os seguintes salmos? 1.T. 13.2 Pedro 1. espiritualização.10 – 2. por que não depende de rima ou ritmo.5). Salmo 91.18) 2 • Identificar as figuras de linguagem. Salmo 33. 1980 . “A poesia hebraica difere da nossa.2 Interpretação de poesia. As idéias de uma linha se equilibram com as da seguinte. OBSERVANDO AS CARACTERÍSTICAS DE CADA GÊNERO LITERÁRIO E AS FIGURAS DE LINGUAGEM. E tudo isso precisa ser observado antes de fazer uma interpretação. A figura de linguagem é uma forma de expressão em que as palavras usadas comunicam um sentido não literal. O fator principal é seu paralelismo de pensamento. poesias. através da Bíblia . Temos narrativas. O paralelismo sintético é o arranjo que faz a segunda linha melhorar ou completar o pensamento da primeira. • Alegorização.1 Interpretação de uma narrativa.25 – 13. temos figuras de linguagens. Dentro de cada estilo. O paralelismo sinonímico ocorre quando o pensamento da primeira linha está de acordo com o da segunda ( Jó 9. O paralelismo antitético ocorre quando o pensamento da segunda linha contrasta com o da primeira (Jó 16. 13 A ESCRITURA DEVE SER INTERPRETADA NA LINGUAGEM NORMAL. É uma representação legítima que pretende comunicar mais clara e graficamente uma idéia literal. USUAL E COMUM.

o gênero pela espécie.30 João 6:51-65 Salmo 80:8-13 8 9 Fábula3 Enigma Uma alegoria histórica. atribuindo-selhes os feitos e ações das pessoas.João 1:29 • Encorajar reflexão. todavia. São várias metáforas unidas. mas em fatos. É uma ficção em que se admite um sentido literal. É um exagero para dar ênfase. para apresentá-la viva à imaginação. A metáfora é uma comparação mais forte que o símile. Uma classe de metáfora que não consiste meramente em palavras. Um tipo de alegoria. uma interpretação figurada. EXEMPLO João 15:1 Mateus 5:13 João 10:9 João 14:6 Jeremias 50:6 Gênesis 49:9 Salmo 16:9 Atos 24:5 Gênesis 6:12 Romanos 1:16 Lucas 16:29 João 13:8 1 João 1:7 1 Coríntios 10:21 Hebreus 13:4 Isaías 55:12 Salmo 85:10-11 1 Reis 18:27 Jó 12:2 Números 13:33 Deuteronômio 1:28 João 21:25 Mateus 5:29. caracterizando-se um com o que é próprio do outro. É o emprego de um nome por outro com o qual tem relação. É empregar a causa pelo efeito. pelo fato de que há equivalência direta posta entre os dois objetos. representando uma coisa com muito maior ou menor grau do que em realidade é. ou o sinal ou símbolo pela realidade que indica o símbolo É a personificação das coisas inanimadas. ponderação .• Ajudar a guardar informações • Abreviar uma idéia . exigindo. É tomar a parte pelo todo ou o todo pela parte. o plural pelo singular. . FIGURA DE LINGUAGEM CARACTERÍSTICAS Uma semelhança entre dois objetos ou fatos. porém sua solução é difícil e abstrata. pessoas ou objetos que 3 1 Metáfora 2 Sinédoque 3 4 5 Metonímia Prosopopéia Ironia 6 Hipérbole 7 Alegoria 2 Reis 14:9 Juizes 14:14 João 3:14 É aconselhável que os alunos adquiram as Fábulas de Esopo. É a expressão do contrário do que se quer dizer. ou vice-versa. porém sempre de tal modo que se faz ressaltar o sentido verdadeiro. Ela trata mais de idéias e conceitos.Salmo 52:8 A seguir temos um quadro com as principais figuras de linguagem e também alguns textos como exemplo.

Uma declaração oposta à opinião comum.10 Tipo 11 Símbolo 12 Parábola designam fatos semelhantes. É atribuir sentimentos humanos a Deus. para dirigir a palavra. de duas palavras. porém. Inclusão. Forçar cada detalhe do texto dentro de algum esquema fantástico de significado é abusar do texto e do propósito original do autor. . que fazem contraste um com o outro.4 Gênesis 6:6 Salmo 8:3 2 Crônicas 16:9 17 Paradoxo 18 19 20 20 Personificação Zoomorfismo Antropopatismo Antropomorfismo 4 Geralmente se reconhece o fato de que uma parábola foi contada para apresentar uma verdade principal. Mateus 12:40 Batismo Ceia 2 Reis 13:14-19 Mateus 13:3-8 Lucas 18:10-14 João 15 13 14 Símile Apóstrofe 1 Pedro 1:24 Salmo 1:3. É prefigurativo. relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis. consistentes em dois paralelismos. É atribuir características humanas a Deus. De para (contra) + doxa (opinião). no discurso. é um dito conciso que comunica uma verdade de uma forma estimulante. na mesma frase. A ênfase recai sobre algum ponto de similaridade entre duas idéias. ou invocar alguma pessoa ou coisa. idéias ou animais. presente. Ver qual é a verdade que está sendo ensinada. que geralmente são sinônimos. Consiste em interrompê-lo subitamente. quando estudada. etc. É um dito comum. torna-se correta e fundamentada. É ilustrativo. antitéticos ou sintéticos. ausente. grupos. popular.10 Números 22. ou dois pensamentos. É atribuir características animais a homens ou a Deus. É um símile ampliado.4 Jeremias 47:6 Salmo 114:5-8 Isaías 14:9-32 Deuteronômio 32:1 Mateus 7:13-14 Mateus 7:17-18 15 Antítese 16 Provérbio Lucas 4:23 Marcos 6:4 2 Pedro 2:22 Mateus 23:24 Mateus 19:24 2 Coríntios 12:10 Marcos 8:35 Gênesis 4.30 Salmo 91. É uma espécie de alegoria apresentada sob forma de uma narração. É atribuir características humanas a coisas. pessoas ou objetos no porvir. 4 2. Os provérbios do Antigo Testamento estão redigidos em sua maior parte em forma poética. É uma comparação expressa pelas palavras semelhante ou como. real ou imaginária. ações. sempre com o objetivo de declarar ou ilustrar uma ou várias verdades importantes. É uma parábola condensada. É uma figura usada pelo orador. É uma espécie de tipo pelo qual se representa alguma coisa ou algum fato por meio de outra coisa ou fato familiar que se considera a propósito para servir de semelhança ou representação. que parece absurda.

4:1315 . 1 Tessalonic.21 Eufemismo É suavizar a expressão duma idéia substituindo a palavra Atos 7:60 ou expressão própria por outra mais agradável. mas Gênesis 4:1 polida.