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SISTEMA BANCARIO

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

1 - SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL ← 2 - SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO ← 3 - INSTITUIÇÕES NORMATIVAS ← 4 - INSTITUIÇÕES DE INTERMEDIAÇÃO ← 5 - CONHECIMENTOS DE SERVIÇOS BANCÁRIOS ← 6 - DOCUMENTOS COMERCIAIS ← 7 - CHEQUE ← 8 - ORDEM DE PAGAMENTO ← 9 - DOC - DOCUMENTO DE CRÉDITO ← 10 - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS BANCÁRIOS ← 11 - OPERAÇÕES BANCÁRIAS : ATIVAS ← 12 - OPERAÇÕES BANCÁRIAS : PASSIVAS ← 13 - OPERAÇÕES ACESSÓRIAS ← 14 - GARANTIAS REAIS ← 15 - GARANTIAS PESSOAIS ← 16 – VOCABULÁRIO

Estrutura do Sistema Financeiro Nacional:

CMN - Conselho Monetário Nacional
Lidera o SFN e é composto pelo Ministro da Fazenda (Presidente), pelo Ministrochefe da Secretaria de Planejamento e pelo Presidente do Banco Central do Brasil. (Medida Provisória 542, de 30 de junho de 1994) Criou-se também, subordinado ao CMN, a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito, com a competência básica de regulamentar as matérias da Medida Provisória 542, de responsabilidade do CMN. Seus componentes são o Presidente do BACEN, o Presidente da CVM, os Secretários do Tesouro Nacional e da Política Econômica do Ministério da Fazenda, os Diretores de Política Monetária, de Assuntos Internacionais e de Normas e Organização do Sistema Financeiro, todos do BACEN. Funcionam também, junto ao CMN, as seguintes comissões consultivas: - Normas e Organização do Sistema Financeiro; - Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros; - Crédito Rural; - Crédito Industrial; - Endividamento Público; - Política Monetária e Cambial; - Processos Administrativos. O CMN reúne-se ordinária e/ou extraordinariamente para discutir assuntos de interesse do SFN e suas decisões são tomadas através de Resoluções. Entre suas principais atribuições podemos destacar as seguintes: - adaptar o volume de meios de pagamento às reais necessidades da economia e de seu processo de desenvolvimento; - regular o valor interno da moeda, prevenindo ou corrigindo os surtos inflacionários ou deflacionários de origem interna ou externa, as depressões econômicas e outros desequilíbrios oriundos de fenômenos conjunturais; - regular o valor externo da moeda e o equilíbrio da balança de pagamentos do país, tendo em vista a melhor utilização dos recursos em moeda estrangeira; - orientar a melhor aplicação dos recursos das instituições financeiras públicas e privadas nas diferentes regiões do país, gerando condições - favoráveis ao desenvolvimento da economia nacional;

- propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros, com vistas à maior eficácia do sistema de pagamentos e de mobilização de recursos; - zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; - coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública interna e externa, em conjunto com o Congresso Nacional; - autorizar as emissões de papel-moeda pelo BACEN e as normas reguladoras do meio circulante; - determinar as características gerais das cédulas e das moedas; - aprovar os orçamentos monetários preparados pelo BACEN; - fixar diretrizes e normas da política cambial; - disciplinar o crédito em suas modalidades e as formas das operações creditícias; - estabelecer limites para a remuneração das operações e serviços bancários ou financeiros; - determinar as taxas do recolhimento compulsório das instituições financeiras; - outorgar ao BACEN o monopólio de operações de câmbio quando o balanço de pagamento o exigir; - estabelecer normas a serem seguidas pelo BACEN nas transações com títulos públicos; - regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições financeiras que operam no país; - aplicar as penalidades previstas e limitar sempre que necessário as taxas de juros, descontos, comissões e qualquer outra forma de remuneração de operações, inclusive as prestadas pelo BACEN.

INSTITUIÇÕES NORMATIVAS

autarquia federal integrante do Sistema Financeiro Nacional.BB e pelo Tesouro Nacional. . foi criado em 31.SUMOC. Antes da criação do Banco Central.595.Conselho Monetário Nacional ← Banco Central do Brasil ← Comissão de Valores Mobiliários ← BNDES e Caixa Econômica Federal ← Banco Central do Brasil O Banco Central do Brasil.12. o papel de autoridade monetária era desempenhado pela Superintendência da Moeda e do Crédito . com a promulgação da Lei nº 4.64. pelo Banco do Brasil .

Após a criação do Banco Central buscou-se dotar a instituição de mecanismos voltados para o desempenho do papel de "bancos dos bancos". O Tesouro Nacional era o órgão emissor de papel-moeda. mediante o controle das operações de comércio exterior. . foram transferidas para o Tesouro Nacional. Além disso. como as relacionadas ao fomento e à administração da dívida pública federal. vedou ao Banco Central a concessão direta ou indireta de empréstimos ao Tesouro Nacional. Em 1985 foi promovido o reordenamento financeiro governamental com a separação das contas e das funções do Banco Central. supervisionava a atuação dos bancos comerciais. dos nomes indicados pelo Presidente da República para os cargos de presidente e diretores da instituição. após argüição pública. em votação secreta. A Constituição Federal de 1988 estabeleceu dispositivos importantes para a atuação do Banco Central. tinha a responsabilidade de fixar os percentuais de reservas obrigatórias dos bancos comerciais. as taxas do redesconto e da assistência financeira de liquidez. eliminando-se os suprimentos automáticos que prejudicavam a atuação do Banco Central. Em 1986 foi extinta a conta movimento e o fornecimento de recursos do Banco Central ao Banco do Brasil passou a ser claramente identificado nos orçamentos das duas instituições. quando as funções de autoridade monetária foram transferidas progressivamente do Banco do Brasil para o Banco Central. Além disso. o recebimento dos depósitos compulsórios e voluntários dos bancos comerciais e a execução de operações de câmbio em nome de empresas públicas e do Tesouro Nacional.A SUMOC. de acordo com as normas estabelecidas pela SUMOC e pelo Banco de Crédito Agrícola. que deverá substituir a Lei 4. a elaboração de Lei Complementar do Sistema Financeiro Nacional. enquanto as atividades atípicas exercidas por esse último. Banco do Brasil e Tesouro Nacional. criada em 1945 com a finalidade de exercer o controle monetário e preparar a organização de um banco central. A Constituição de 1988 prevê ainda. orientava a política cambial e representava o País junto a organismos internacionais. dentre os quais destacam-se o exercício exclusivo da competência da União para emitir moeda e a exigência de aprovação prévia pelo Senado Federal. Missão Institucional Assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e a solidez do sistema financeiro nacional.595/64 e redefinir as atribuições e estrutura do Banco Central do Brasil. em seu artigo 192. Comercial e Industrial. O processo de reordenamento financeiro governamental se estendeu até 1988. O Banco do Brasil desempenhava as funções de banco do governo. bem como os juros sobre depósitos bancários.

compatíveis com as diretrizes do Governo Federal. Como banco do governo. tentar diminuir ou aumentar o preço deste crédito. tanto as reservas como a dívida pública externas. conseqüentemente. Resultado: aumento ou diminuição da taxa de juros. Como fiscal do sistema financeiro. ← Assegurar que a regulação e a fiscalização do Sistema Financeiro observem padrões e práticas internacionais. administra suas reservas bancárias. de controlar o estoque de recursos que os bancos podem disponibilizar como crédito aos seus clientes e. para evitar que seu eventual descontrole prejudique a política fiscal do governo. o BC administra a dívida pública mobiliária federal interna. ← Concluir o processo de saneamento e reestruturação dos bancos oficiais. além de fiscalizar e supervisionar a dívida pública de estados e municípios. originadas pelos nossos depósitos à vista. o BC procura garantir o correto funcionamento de todas as suas instituições. ← Implantar modelo de administração gerencial para atuação do Banco Central. adquirindo títulos por ele emitidos. Administra. . ← Regulação e supervisão do sistema financeiro nacional. Como banco das instituições financeiras monetárias (bancos comerciais). o BC diminui ou aumenta o depósito compulsório sobra as reservas dos bancos. ao financiar o Tesouro Nacional. quando seus gastos superam suas receitas (da mesma forma que nós recorremos aos bancos quando o nosso salário acaba antes do final do mês). Se o objetivo for aumentar ou mesmo diminuir o volume de reservas bancárias disponíveis para o crédito e. preservando a integridade do sistema financeiro como um todo e das economias de cada um de nós em particular. dessa forma. tentar estabelecer o nível ideal de aumento de consumo sem aumento de inflação para cada momento da economia. ← Administração do sistema de pagamentos e do meio circulante. antecipando-se aos problemas de liquidez que algumas delas possam vir a ter e. Macroobjetivos (para o biênio 2002-2003) ← Consolidar as políticas monetária e cambial no sentido de assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda.Macroprocessos ← Formulação e gestão das políticas monetária e cambial. ← Consolidar a implantação do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro. Uma parte desses depósitos fica compulsóriamente retida no BC com o objetivo. assim. que nada mais são do que os depósitos que essas instituições mantêm junto ao BC (da mesma forma que cada um de nós tem uma conta corrente em um banco comercial). também. neste caso.

Como gestor da política monetária. utilizando mecanismos diretos de controle das reservas bancárias. também. ou seja. sem inflação. das empresas e. Podemos concluir que não é fácil a vida do BC e.Como gestor da política cambial. através do estabelecimento de regras restritivas para concessão de crédito. como uma ajuda temporária aos bancos para recompor sua capacidade futura de crédito. de forma a permitir que. Sua solução é responsabilidade do governo. É bom lembrar que. Para atingir esse objetivo. ou colocar pela compra (resgate) desses mesmos títulos. de todos nós. também. pelo seu poder de multiplicação de crédito. a compra e a venda consistentes e programadas de títulos públicos pelo BC. quais sejam: O depósito compulsório sobre os depósitos à vista. dependendo das condições internas de nossa economia e de sua relações com o exterior. sem desenvolvimento econômico e social.open market. seu crescimento sustentado. Presidente Henrique de Campos Meirelles Diretores ← Administração . ou seja. mais especificamente ao dólar. mas sem estabilidade monetária o desenvolvimento econômico não se sustenta e muito menos o social. o BC age diretamente sobre o sistema financeiro.DIRAD João Antônio Fleury Teixeira ← Assuntos Internacionais . de forma a retirar recursos do mercado pela venda dos títulos. Esse é o grande dilema. o qual. a partir das reservas disponíveis para isso nos bancos. O empréstimo de liquidez. estabelece as regras de gestão e operação dos bancos em relação à moeda estrangeira. tem um tratamento todo especial. sua principal e mais crítica função. o BC procura determinar o estoque e o fluxo de moeda na economia que permitam. do sistema financeiro. O mercado aberto de títulos públicos . o preço do nosso real em relação ao dólar (a taxa de câmbio) garanta um fluxo de moeda positivo do País com o exterior (recebemos mais dólares do exterior do que somos obrigados a enviar) sem aumento de inflação. para cada momento econômico. como são fundamentais a sua ação e a participação do sistema financeiro em todo o processo econômico. mais conhecido como redesconto. a estabilidade monetária não se justifica. O contingenciamento de crédito. do BC.DIREX Beny Parnes .

Para acompanhar o funcionamento da rede e promover seu contínuo desenvolvimento.STN e o Banco Central do Brasil. A rede utiliza XML (Extensible Markup Language) no formato padrão de mensagem.DIPOM Luiz Augusto de Oliveira Candiota Rede do Sistema Financeiro Nacional .RSFN A RSFN é a estrutura de comunicação de dados. que estabelece as condições de acesso.DINOR Sérgio Darcy da Silva Alves ← Política Econômica . implementada por meio de tecnologia de rede. mensagens e segurança). sendo que seu funcionamento é regulado por manuais próprios. é usuário das duas redes. Cada participante. no âmbito do Sistema de Pagamentos Brasileiro . INSTITUIÇÕES DE INTERMEDIAÇÃO . a RSFN é formada por duas redes de telecomunicação independentes. podendo sempre utilizar uma delas no caso de falha da outra.DIPEC IIan Goldfajn ← Política Monetária .CIP.DIFIS Paulo Sérgio Cavalheiro ← Liquidações e Desestatização .← Fiscalização .STR e ao Sistema de Transferência de Fundos . o Manual de Segurança de Mensagens do Sistema de Pagamentos Brasileiro e o Catálogo de Mensagens do Sistema de Pagamentos Brasileiro. Essa plataforma tecnológica é utilizada principalmente para acesso ao Sistema de Transferência de Reservas . nomeadamente o Manual Técnico da Rede do Sistema Financeiro Nacional. obrigatoriamente. as câmaras e os prestadores de serviços de compensação e de liquidação. criada com a finalidade de suportar o tráfego de mensagens entre as instituições financeiras titulares de conta Reservas Bancárias. Sob o ponto de vista operacional. o primeiro operado pelo Banco Central do Brasil e o segundo pela Câmara Interbancária de Pagamentos . foram constituídos três grupos técnicos (rede.DILID Antonio Gustavo Matos do Vale ← Normas e Organização do Sistema Financeiro .Sitraf. a Secretaria do Tesouro Nacional . sendo que a coordenação de cada um deles é privativa do Banco Central do Brasil.SPB.

← Bancos Múltiplos ← Bancos Comerciais ← Caixas Econômicas ← Bancos de Investimento e Desenvolvimento ← Sociedades de Crédito. Financiamento e Investimento ← Sociedades de Arrendamento Mercantil ← Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários ← Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários ← Outras Instituições .

creditícia e da divida pública e externa ← Operações especiais. criado na reformulação do sistema em 64. pela lei 4595. Tais resoluções já ultrapassam 2000. ← dia. ← ← ← Política Cambial: por delegação o BACEN cuida desta questão no dia a Orientar as operações financeiras Cuidar para o aperfeiçoamento das instituições financeiras Zelar pela liquidez do sistema ← Coordenar políticas monetárias. Suas decisões geram resoluções que são publicadas. As funções do conselho são: ← Controle Monetário: controla e estabelece limites para a emissão de moeda. . tais como subsídios a setores da economia. É presidido pelo Ministro da Fazenda. Este órgão se reúne no Ministério da Fazenda. desde sua criação. sendo o Ministro do Planejamento o vice.Conselho Monetário Nacional Órgão normativo do sistema financeiro nacional. em Brasília.

para tanto prevenindo ou corrigindo os surtos inflacionários ou deflacionários de origem interna ou externa. Cria o Conselho Monetário Nacional e dá outras providências O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.Adaptar o volume dos meios de pagamento ás reais necessidades da economia nacional e seu processo de desenvolvimento. Art.Regular o valor externo da moeda e o equilíbrio no balanço de pagamento do . V . e criado em substituição. II .do Banco Central da República do Brasil. com a finalidade de formular a política da moeda e do crédito como previsto nesta lei. as depressões econômicas e outros desequilíbrios oriundos de fenômenos conjunturais. objetivando o progresso econômico e social do País.do Conselho Monetário Nacional. Bancárias e Creditícias. de 28/02/67) III . II . III .do Banco do Brasil S.595. 3º A política do Conselho Monetário Nacional objetivará: I .Regular o valor interno da moeda. IV . será constituído: I . o Conselho Monetário Nacional. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Capítulo I Do Sistema Financeiro Nacional Art. DE 31 DE DEZEMBRO DE 1964.das demais instituições financeiras públicas e privadas. Capítulo II Do Conselho Monetário Nacional Art. II . (Redação dada pelo Del nº 278.. A. Dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias. estruturado e regulado pela presente Lei. 2º Fica extinto o Conselho da atual Superintendência da Moeda e do Crédito. 1º O sistema Financeiro Nacional.do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico.Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 4.do Banco Central do Brasil.

12. pode o Conselho Monetário Nacional autorizar as emissões que se fizerem indispensáveis.(Vide Lei nº 8. mediante Mensagem do Presidente da República. . VII . IV . nas diferentes regiões do País. das operações de crédito com o Tesouro Nacional.Estabelecer condições para que o Banco Central da República do Brasil emita moeda-papel (Vetado) de curso forçado. quer privadas. solicitando imediatamente.91) O Conselho Monetário Nacional pode. para as emissões que. de 30. justificadamente.Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras. devendo. bem como as normas reguladoras do meio circulante. orçamentária. condições favoráveis ao desenvolvimento harmônico da economia nacional.Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros. porém.Coordenar as políticas monetária. de 15/05/74) I .Autorizar as emissões de papel-moeda (Vetado) as quais ficarão na prévia dependência de autorização legislativa quando se destinarem ao financiamento direto pelo Banco Central da República do Brasil. tendo em vista propiciar.Aprovar os orçamentos monetários. com vistas à maior eficiência do sistema de pagamentos e de mobilização de recursos. Art 4º Compete privativamente ao Conselho Monetário Nacional: Art. anualmente. quer públicas. tendo em vista a melhor utilização dos recursos em moeda estrangeira. ainda autorizar o Banco Central da República do Brasil a emitir. creditícia. segundo diretrizes estabelecidas pelo Presidente da República: (Redação dada pela Lei nº 6. até o limite de 10% (dez por cento) dos meios de pagamentos existentes a 31 de dezembro do ano anterior. homologação do Poder Legislativo para as emissões assim realizadas: II .Determinar as características gerais (Vetado) das cédulas e das moedas.Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras. através de Mensagem do Presidente da República. nos termos do artigo 49 desta Lei. preparados pelo Banco Central da República do Brasil. se tornarem necessárias além daquele limite. 4º Compete ao Conselho Monetário Nacional.045. interna e externa. para atender as exigências das atividades produtivas e da circulação da riqueza do País. por meio dos quais se estimarão as necessidades globais de moeda e crédito. Quando necessidades urgentes e imprevistas para o financiamento dessas atividades o determinarem. IV . III . nos termos e limites decorrentes desta Lei.392. solicitar autorização do Poder Legislativo. fiscal e da dívida pública. V .País. VI .

V . bem como a aplicação das penalidades previstas.Delimitar. . IX . (Redação dada pelo Del nº 581.Expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas instituições financeiras. XIV .Estipular índices e outras condições técnicas sobre encaixes.irrigação. levando em conta sua natureza.Disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações creditícias em todas as suas formas.combate a epizootias e pragas. VII . .investimento indispensáveis às atividades agropecuárias.Determinar recolhimento (VETADO) de até 25% (vinte e cinco por cento) do . VIII . com periodicidade não inferior a dois anos o capital mínimo das instituições financeiras privadas. inclusive aceites. funcionamento e fiscalização dos que exercerem atividades subordinadas a esta lei.eletrificação rural.Fixar as diretrizes e normas da política cambial. inclusive compra e venda de ouro e quaisquer operações em moeda estrangeira. 3º desta Lei com a de investimentos do Governo Federal.Determinar a percentagem máxima dos recursos que as instituições financeiras poderão emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas. avais e prestações de quaisquer garantias por parte das instituições financeiras. X . assegurando taxas favorecidas aos financiamentos que se destinem a promover: . inclusive os prestados pelo Banco Central da República do Brasil. descontos comissões e qualquer outra forma de remuneração de operações e serviços bancários ou financeiros.V . XI . nas atividades rurais. sempre que necessário. inclusive quanto a compra e venda de ouro e quaisquer operações em Direitos Especiais de Saque e em moeda estrangeira.Regular a constituição.recuperação e fertilização do solo. as taxas de juros. . bem como a localização de suas sedes e agências ou filiais. XII .Fixar as diretrizes e normas (VETADO) da política cambial.mecanização. mobilizações e outras relações patrimoniais a serem observadas pelas instituições financeiras. .reflorestamento.Limitar. XIII .Coordenar a política de que trata o art. . . de 14/05/69) VI .

na forma e condições que o Conselho Monetário Nacional determinar podendo êste: Vide decretos-Leis nºs (1. na forma e condições que o Conselho Monetário Nacional determinar. . de 17. b) (VETADO).das regiões geo-econômicas. de 17. seja na forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal.das regiões geo-econômicas. em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil. desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura. até 50% do montante global devido. .Determinar recolhimento de até 35% (trinta e cinco por cento) do total dos depósitos das instituições financeiras. .da natureza das instituições financeiras.Determinar recolhimento de até 40% (quarenta por cento) do total dos depósitos das instituições financeiras.1967) a) adotar percentagens diferentes em função: . podendo êste: (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1. XIV . seja na forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal seja através de recolhimento em espécie em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil. desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura.1965 ) e (108. seja através de recolhimento em espécie. c) determinar percentuais que não serão recolhidos. b) determinar percentuais que não serão recolhidos.da natureza das instituições financeiras. XIV .total dos depósitos das instituições financeiras. sob juros favorecidos e outras condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.2. . de 13. seja através de recolhimento em espécie.1977) a) adotar percentagens diferentes em função: .das prioridades que atribuir às aplicações.1970) a) adotar percentagens diferentes em função . podendo este: (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1.11. na forma e condições que o Conselho Monetário Nacional determinar. em ambos os casos entregues ao Banco Central da República do Brasil.10. seja na forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal.085.580.das prioridades que atribuir às aplicações.1. de 18. sob juros favorecidos e outras condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.

podendo este: (Redação dada pelo Del nº 1. efetuadas com quaisquer instituições financeiras públicas e privadas de natureza bancária. bem como dos das respectivas autarquias e sociedades de economia mista. fixando limites.da natureza das instituições financeiras. . seja através de recolhimento em espécie. seja na forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal.das regiões geo-econômicas. em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil. a dedução dos depósitos de pessoas jurídicas de direito público que lhes detenham o controle acionário. .Estabelecer normas a serem observadas pelo Banco Central da República do Brasil em suas transações com títulos públicos e de entidades de que participe o Estado. relatório e mapas demonstrativos da aplicação dos recolhimentos compulsórios. XVII .Enviar obrigatoriamente ao Congresso Nacional. até o último dia do mês subsequente.da natureza das instituições financeiras. desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura.959. desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura. inciso III) XV .Determinar recolhimento de até 60% (sessenta por cento) do total dos depósitos e/ou outros títulos contábeis das instituições financeiras. na forma e condições que o Conselho Monetário Nacional determinar. XVI ..(Vide art 10. .das prioridades que atribuir às aplicações. b) determinar percentuais que não serão recolhidos. as operações de redesconto e de empréstimo. XVIII . b) determinar percentuais que não serão recolhidos. XIV .Outorgar ao Banco Central da República do Brasil o monopólio das operações de câmbio quando ocorrer grave desequilíbrio no balanço de pagamentos ou houver sérias razões para prever a iminência de tal situação. sob juros favorecidos e outras condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. de 14/09/82) a) adotar percentagens diferentes em função. prazos e outras condições.Estabelecer para as instituições financeiras públicas. . no cálculo a que se refere o inciso anterior. XIX .das prioridades que atribuir às aplicações. (Vetado).das regiões geo-econômicas.Regulamentar. sob juros favorecidos e outras condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. . .

6.5. o limite além do qual os excedentes dos depósitos das instituições financeiras serão recolhidos ao Banco Central da República do Brasil ou aplicados de acordo com as normas que o Conselho estabelecer. do Distrito Federal e dos Municípios. (Vide Lei nº 9.6. compra e venda de ações e outros papéis emitidos ou de responsabilidade das sociedades de economia mista e empresas do Estado. bem como estabelecer os vencimentos e vantagens de seus funcionários.Aplicar aos bancos estrangeiros que funcionem no País as mesmas vedações ou restrições equivalentes. para preservar sua solidez e adequar seu funcionamento aos objetivos desta lei. XXIII . (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2.6. nº II.1995) (Vide Lei nº 9. 7º.Fixar. inciso III) XXVIII .1987) (Vide art 10.1998) XXVI . sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União. cabendo ao Presidente deste apresentar as respectivas propostas.069. até quinze (15) vezes a soma do capital realizado e reservas livres. na instrução dos processos de empréstimos externos dos Estados. 63. inclusive swaps.376. XXV . .650. XXI .Aprovar o regimento interno e as contas do Banco Central da República do Brasil.1995) XXXI .Decidir da estrutura técnica e administrativa do Banco Central da República do Brasil e fixar seu quadro de pessoal.Conhecer dos recursos de decisões do Banco Central da República do Brasil. de 29.aprovar o regimento interno e as contas do Banco Central do Brasil e decidir sobre seu orçamento e sobre seus sistemas de contabilidade. para cumprimento do disposto no art.XX . em relação a bancos brasileiros ali instalados ou que nelas desejem estabelecer se. (Vide Lei nº 9. XXIX .Estatuir normas para as operações das instituições financeiras públicas.069. XXVII .1995) XXVII . desta lei. de 29.Disciplinar as atividades das Bolsas de Valores e dos corretores de fundos públicos. elaborando seu regimento interno no prazo máximo de trinta (30) dias. servidores e diretores. 27.11.Baixar normas que regulem as operações de câmbio.Expedir normas e regulamentação para as designações e demais efeitos do art.Autoriza o Banco Central da República do Brasil e as instituições financeiras públicas federais a efetuar a subscrição. de 29.Colaborar com o Senado Federal. que vigorem nas praças de suas matrizes. da Constituição Federal. XXII . de 25. XXIV .069. (Vide Lei nº 9. bem como sobre a forma e prazo de transferência de seus resultados para o Tesouro Nacional.Decidir de sua própria organização. sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União. XXX .

sob orientação. 5º As deliberações do Conselho Monetário Nacional entendem-se de .1986 e revogado pelo Decreto Lei nº 22. de 21/11/86) § 1º O Conselho Monetário Nacional.290. nos termos desta lei.regular os depósitos a prazo entre instituições financeiras. § 7º O Banco Nacional da Habitação é o principal instrumento de execução da política habitacional do Governo Federal e integra o sistema financeiro nacional.3.283. juntamente com as sociedades de crédito imobiliário. § 6º O Conselho Monetário Nacional encaminhará ao Congresso Nacional. inclusive entre aquelas sujeitas ao mesmo controle ou coligadas. de 10/04/1950. § 5º Nas hipóteses do art. 49. de 27. (Vide Lei nº 9.84. e do § 6º. de 29. quanto à execução. as autoridades responsáveis serão responsabilizadas nos termos da Lei nº 1059. se o Congresso Nacional negar homologação à emissão extraordinária efetuada. inclusive entre aquelas sujeitas ao mesmo controle acionário ou coligadas. pessoas ou entidades para prestar esclarecimentos considerados necessários.fixando limites. 4º. § 3º As emissões de moeda metálica serão feitas sempre contra recolhimento (Vetado) de igual montante em cédulas. minudentemente as providências adotadas para cumprimento dos objetivos estabelecidos nesta lei. (Redação dada pelo Del nº 2. desta lei. prazos e outras condições. relatório da evolução da situação monetária e creditícia do País no ano anterior.284.1995) Art. § 2º Competirá ao Banco Central da República do Brasil acompanhar a execução dos orçamentos monetários e relatar a matéria ao Conselho Monetário Nacional.1986 ) XXXII . § 4º O Conselho Monetário nacional poderá convidar autoridades. de 10. XXXII .1986) XXXII .2. de 10. taxas. coordenação e fiscalização do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central da República do Brasil." (Incluído pelo Decreto Lei nº 2. em função de conveniências de ordem geral. autorização.regular os depósitos a prazo de instituições financeiras e demais sociedades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. inciso I. até 31 de março de cada ano. poderá determinar que o Banco Central da República do Brasil recuse autorização para o funcionamento de novas instituições financeiras. justificando destacadamente os montantes das emissões de papel-moeda que tenham sido feitas para atendimento das atividades produtivas. inclusive entre aquelas sujeitas ao mesmo controle acionário ou coligadas.6. (Incluído pelo Decreto Lei nº 2. do art.069.3. revogadas as disposições especiais em contrário. no qual descreverá.regular os depósitos a prazo entre instituições financeiras. apresentando as sugestões que considerar convenientes. no exercício das atribuições previstas no inciso VIII deste artigo.

11. pelo Ministro da Indústria e do Comércio. Art. nas atividades que afetem o mercado financeiro e o de capitais. § 2º Poderão participar das reuniões do Conselho Monetário Nacional (VETADO) o Ministro da Indústria e do Comércio e o Ministro para Assuntos de Planejamento e Economia. (Redação dada pela Lei nº 5. na Presidência do Conselho Monetário Nacional. II . III . de 30. (Redação dada pela Lei nº 5.362. de 30. com mandato de seis (6) anos podendo ser reconduzidos.Ministro da Fazenda que será o Presidente.Seis (6) membros nomeados pelo Presidente da República.A. com a presença.362. escolhidos entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade em assuntos econômico-financeiros. § 3º Em suas faltas ou impedimentos.1967) II . pelo Ministro para Assuntos de Planejamento e Economia.Presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico. cujos pronunciamentos constarão obrigatòriamente da ata das reuniões. após aprovação do Senado Federal.362.1967) IV .11.11.1967) III . ou. A. de 30. que será o Presidente. de 6 (seis) membros. letra "b". de 30. podendo ser reconduzidos. IV .11. 104. Art 6º O Conselho Monetário Nacional será integrado pelos seguintes membros: I . na falta dêste. com mandato de sete (7) anos.362. inclusive autarquias e sociedades de economia mista. 6º O Conselho Monetário Nacional será integrado pelos seguintes membros: (Redação dada pela Lei nº 5. cabendo ao Presidente também o voto de qualidade. após aprovação do Senado Federal.Sete (7) membros nomeados pelo Presidente da República.responsabilidade de seu Presidente para os efeitos do art.069. de 30.6. (Redação dada pela Lei nº 5. de 29. nº I.Presidente do Banco do Brasil S.Ministro da Fazenda. o Ministro da Fazenda será substituído.1967) § 1º O Conselho Monetário Nacional deliberará por maioria de votos.362.1995) I .Presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico.1967) (Vide Lei nº 9. § 4º Exclusivamente motivos relevantes.11. escolhidos entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade em assuntos econômicos-financeiros.Presidente do Banco do Brasil S. expostos em representação .. (Redação dada pela Lei nº 5. da Constituição Federal e obrigarão também os órgãos oficiais. no mínimo.

das Bolsas de Valores. 16 . constituída de representantes: 1 . para completar o tempo do substituído. A. § 6º Os membros do Conselho Monetário Nacional.fundamentada do Conselho Monetário Nacional.do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico.do Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais. 13 .do Conselho Nacional de Economia. a que se refere o inciso IV dêste artigo. poderão determinar a exoneração de seus membros referidos no inciso IV.dos Bancos Privados.dos Bancos e Caixas Econômicas Estaduais. 7º Junto ao Conselho Monetário Nacional funcionarão as seguintes Comissões Consultivas: (Vide Lei nº 9. 3 .de Mercado de Capitais.das Sociedades de Crédito. 9 . dêste artigo.. devem ser escolhidos levando-se em atenção.Bancária.do Conselho Nacional da Economia.do Comércio.1995) I . Financiamento e Investimentos.das Cooperativas que operam em crédito. II .da Indústria.do Banco Central da República do Brasil.do Banco do Nordeste do Brasil S.do Ministério da Indústria e do Comércio. 6 . 2 . 4 . 8 .do Banco de Crédito da Amazônia S. 14 . 15 . Art. A. . 10 . § 5º Vagando-se cargo com mandato o substituto será nomeado com observância do disposto no inciso IV dêste artigo. 2 . 11 .do Banco do Brasil S. 5 . o quanto possível.. 7 . constituída de representantes: 1 . as diferentes regiões geo-ecônomicas do País.. de 29.069. 12 .do Banco Nacional de Crédito Cooperativo.A.da Agropecuária.6.

1 . 9 . 8 .(Vetado).do Instituto do Açúcar e do Álcool.da Superintendência Nacional de Abastecimento. 15 . 6 .A. 10 .da Caixa de Amortização.do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico. 7 .do Banco do Nordeste do Brasil S. que operem em crédito rural.dos Bancos Privados. 2 . IV .do Banco Nacional de Crédito Cooperativo. 3 . 4 .. 5 . 6 .da Superintendência da Reforma Agrária. 14 . 9 .das Instituições Financeiras Públicas Estaduais ou Municipais.das Cooperativas de Crédito Agrícola. 5 . Financiamento e Investimentos.de Crédito Rural. constituída de representantes: 1 .A. A. 4 . III . 2 .dos Banco privados. 7 . .da Carteira de Colonização de Banco do Brasil S.das Sociedades de Crédito. 13 .3 .do Instituto Brasileiro do Café.. 3 .do Banco de Crédito da Amazônia S.. 12 .do Ministério da Agricultura.(Vetado)..das Bolsas de Valores.(Vetado).da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil S. 11 .do Banco Central da República do Brasil.(Vetado).da Confederação Rural Brasileira.das Companhias de Seguros Privados e Capitalização.A. 8 .do Banco Central da República do Brasil.

do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico. 13 . 10 . 8 . 8 . inclusive prescrevendo normas que: a) lhes concedam iniciativa própria junto ao MESMO CONSELHO. 15 .de Crédito Industrial. 7 .(Vetado). 14 . 6 . ressalvado os casos em que se impuser sigilo. 9 . 5 .(Vetado).(Vetado).(Vetado). .(Vetado).do Banco Central da República do Brasil.(Vetado). 2 .do Ministério Extraordinário para os Assuntos de Planejamento e Economia. 11 .do Ministério da Indústria e do Comércio. constituída de representantes: 1 . no trato das matérias atinentes às finalidades específicas das referidas Comissões. pelo Conselho Monetário Nacional.(Vetado). 6 .da Indústria.(Vetado).A.(Vetado). V .da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil S. Financiamento e Investimentos.4 .(Vetado).das Sociedades de Crédito. 4 .. 3 . 5 . § 1º A organização e o funcionamento das Comissões Consultivas serão regulados pelo Conselho Monetário Nacional.dos Banco privados.(Vetado). 12 . c) tornem obrigatória a audiência das Comissões Consultivas. 7 . b) estabeleçam prazos para o obrigatório preenchimento dos cargos nas referidas Comissões.(Vetado).

3.§ 2º Os representantes a que se refere este artigo serão indicados pelas entidades nele referidas e designados pelo Conselho Monetário Nacional. nos termos do inciso III e § 2º do artigo 19 desta lei. pelo voto de 2/3 (dois terços) de seus membros. 4º. Art. Compete privativamente ao Banco Central da República do Brasil: I . apurados pelo regime de competência e transferidos para o Tesouro Nacional. e também os depósitos voluntários à vista. revogado pelo Decreto Lei nº 22. dispositivo que ora é expressamente revogado. 8º A atual Superintendência da Moeda e do Crédito é transformada em autarquia federal. desde que tenham funções diretamente relacionadas com suas atribuições. sob a denominação de Banco Central da República do Brasil. serão. CAPÍTULO III Do Banco Central da República do Brasil Art. consideradas as receitas e despesas de todas as suas operações. nas condições e limites autorizados pelo Conselho Monetário Nacional (Vetado). desta lei. das instituições financeiras.2.1986 . de 28/12/1945. II . do disposto no art. 9º do Decreto-Lei número 8495. Parágrafo único.Receber os recolhimentos compulsórios de que trata o inciso XIV. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2. III .receber os recolhimentos compulsórios de que trata o inciso XIV do artigo 4º . com personalidade jurídica e patrimônio próprios este constituído dos bens. Os resultados obtidos pelo Banco Central do Brasil. poderá ampliar a competência das Comissões Consultivas. direitos e valores que lhe são transferidos na forma desta Lei e ainda da apropriação dos juros e rendas resultantes.84. desta lei.1986 ) III . III .Executar os serviços do meio-circulante.receber os recolhimentos compulsórios de que trata o inciso XIV do artigo 4º desta lei.283. de 25/11/87) Art. e também os depósitos voluntários das instituições financeiras.Emitir moeda-papel e moeda metálica. na data da vigência desta lei. 10. a partir de 1º de janeiro de 1988. de 10. de 27. do art. após compensados eventuais prejuízos de exercícios anteriores. 9º Compete ao Banco Central da República do Brasil cumprir e fazer cumprir as disposições que lhe são atribuídas pela legislação em vigor e as normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional. nos têrmos do inciso III e § 2º do art. § 3º O Conselho Monetário Nacional. bem como admitir a participação de representantes de entidades não mencionadas neste artigo. (Redação dada pelo Del nº 2.376. tendo sede e foro na Capital da República. Os resultados obtidos pelo Banco Central da República do Brasil serão incorporados ao seu patrimônio. 19. Parágrafo único.

730. seja na forma de subscrição de Letras ou Obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal.Receber os recolhimentos compulsórios de que trata o inciso anterior e. (Renumerado com redação dada pela Lei nº 7.730. de 31/01/89) . de 14/05/69)(Renumerado pela Lei nº 7. letra " b ".284.Ser depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira. sob juros favorecidos e outras condições por ele fixadas. 4º.730. inciso XIV.1986 III . renumerando-se os demais incisos) a) adotar percentagens diferentes em função: 1.1989.730. e também os depósitos voluntários à vista.Efetuar o controle dos capitais estrangeiros. desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura. de 31/01/89) VI .Ser depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira e de Direitos Especiais de Saque e fazer com estas últimas todas e quaisquer operações previstas no Convênio Constitutivo do Fundo Monetário Internacional. de 31/01/89) V . VIII . 3. b) determinar percentuais que não serão recolhidos.(Renumerado pela Lei nº 7. da natureza das instituições financeiras. de 31. os depósitos voluntários à vista das instituições financeiras. de 10. e no § 4º do Art.730.Realizar operações de redesconto e empréstimos a instituições financeiras bancárias e as referidas no Art.Exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penalidades previstas. nos termos do inciso III e § 2º do art. em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil.determinar o recolhimento de até cem por cento do total dos depósitos à vista e de até sessenta por cento de outros títulos contábeis das instituições financeiras. (Renumerado pela Lei nº 7. (Renumerado pela Lei nº 7. das regiões geoeconômicas. (Redação dada pelo Del nº 581. IV . nos termos da lei.730. ainda.730. 2. (Renumerado pela Lei nº 7. 49 desta lei. nos termos do inciso III e § 2º do artigo 19 desta lei. seja através de recolhimento em espécie.desta lei.1. Redação dada pelo Decreto Lei nº 2. podendo: (incluído pela Lei nº 7. das instituições financeiras. de 31/01/89) VII . de 31/01/89) IX . das prioridades que atribuir às aplicações.3.Exercer o controle do crédito sob todas as suas formas. de 31/01/89) VIII . 19. a forma e condições por ele determinadas.

f) alterar seus estatutos. de 25/02/87) XI .321. de 31/01/89) a) funcionar no País.Promover. o Banco Central da República do Brasil. incorporadas ou encampadas. (Incluído pelo Del nº 2. para que possam funcionar no País (Vetado). crédito real e venda habitual de títulos da dívida pública federal. c) ser transformadas. ações Debêntures.Entender-se. podendo. letras hipotecárias e outros títulos de crédito ou mobiliários.Efetuar. b) instalar ou transferir suas sedes. como instrumento de política monetária. . fiscais e semelhantes. as instituições financeiras estrangeiras dependem de autorização do Poder Executivo. § 2º Observado o disposto no parágrafo anterior. e) ter prorrogados os prazos concedidos para funcionamento.Conceder autorização às instituições financeiras. como agente do Governo Federal. Compete ainda ao Banco Central da República do Brasil. também. ou dependências. fundidas. Art. a fim de que possam: (Renumerado pela Lei nº 7. assim como para o exercício de quaisquer funções em órgãos consultivos. (Renumerado pela Lei nº 7. de 31/01/89) XIII . inclusive no exterior. de 31/01/89) § 1º No exercício das atribuições a que se refere o inciso IX deste artigo. de 31/01/89) XII .730.Determinar que as matrizes das instituições financeiras registrem os cadastros das firmas que operam com suas agências há mais de um ano. encarregar-se dos respectivos serviços. estadual ou municipal.730. g) alienar ou. mediante decreto. a colocação de empréstimos internos ou externos. II .730. com as instituições financeiras estrangeiras e internacionais. em nome do Governo Brasileiro. podendo (Vetado) incluir as cláusulas que reputar convenientes ao interesse público.Estabelecer condições para a posse e para o exercício de quaisquer cargos de administração de instituições financeiras privadas. por qualquer outra forma. operações de compra e venda de títulos públicos federais. d) praticar operações de câmbio.730. (Renumerado pela Lei nº 7. transferir o seu controle acionário. estudará os pedidos que lhe sejam formulados e resolverá conceder ou recusar a autorização pleiteada. I . 11. (Renumerado pela Lei nº 7.X . com base nas normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. segundo normas que forem expedidas pelo Conselho Monetário Nacional.

e separar os mercados de câmbio financeiro e comercial. de 25/02/87) Art. vedadas operações bancárias de qualquer natureza com outras pessoas de direito público ou privado. da estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos.Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis. Art 13. bem como realizar operações de crédito no exterior. o Banco Central do Brasil poderá examinar os livros e documentos das pessoas naturais ou jurídicas que detenham o controle acionário de instituição financeira.321. III . ficando essas pessoas sujeitas ao disposto no artigo 44. de 25/02/87) § 2º O Banco Central da República do Brasil instalará delegacias. A execução de encargos e serviços de competência do Banco Central da República do Brasil poderá ser contratada com o Banco do Brasil S. pelo prazo e nas condições por .III . bem como realizar operações de crédito no exterior e eparar os mercados de câmbio financeiro e comercial. os serviços de sua Secretaria. § 8º. VIII . inclusive as referentes aos Direitos Especiais de Saque. nas diferentes regiões geo-econômicas do País.A.Atuar no sentido do funcionamento regular do mercado cambial. desta lei. V . salvo as expressamente autorizadas por lei. com autorização do Conselho Monetário Nacional. (Redação dada pelo Del nº 581.Efetuar compra e venda de títulos de sociedades de economia mista e empresas do Estado. interfiram nesses mercados e em relação às modalidades ou processos operacionais que utilizem.Emitir títulos de responsabilidade própria.Exercer permanente vigilância nos mercados financeiros e de capitais sobre empresas que. por determinação do Conselho Monetário Nacional. de acordo com as condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. sob controle do Conselho Monetário Nacional. (Incluído pelo Del nº 2. VI . tendo em vista a descentralização administrativa para distribuição e recolhimento da moeda e o cumprimento das decisões adotadas pelo mesmo Conselho ou prescritas em lei. VII . O Banco Central da República do Brasil operará exclusivamente com instituições financeiras públicas e privadas. de 14/05/69) IV . podendo para êsse fim comprar e vender ouro e moeda estrangeira.Prover.321. (Renumerado pelo Del nº 2. § 1º No exercício das atribuições a que se refere o inciso VIII do artigo 10 desta lei. direta ou indiretamente. 12. podendo para esse fim comprar e vender ouro e moeda estrangeira.Atuar no sentido do funcionamento regular do mercado cambial da estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos.

êste fixados. Parágrafo único. A execução de referidos encargos e serviços poderá também ser confiada a outras instituições financeiras em praças onde não houver agências do Banco do Brasil S.A., mediante contratação expressamente autorizada pelo Conselho Monetário Nacional, pelo prazo e nas condições por êle fixados. Art. 13. Os encargos e serviços de competência do Banco Central, quando por ele não executados diretamente, serão contratados de preferência com o Banco do Brasil S. A., exceto nos casos especialmente autorizados pelo Conselho Monetário Nacional. (Redação dada pelo Del nº 278, de 28/02/67) Art 14. O Banco Central da República do Brasil será administrado por uma Diretoria de 4 (quatro) membros, um dos quais será o Presidente, escolhidos pelo Conselho Monetário Nacional dentre seus membros mencionados no inciso IV, do artigo 6º, desta lei. Art. 14. O Banco Central do Brasil será administrado por uma Diretoria de cinco (5) membros, um dos quais será o Presidente, escolhidos pelo Conselho Monetário Nacional dentre seus membros mencionados no inciso IV do art. 6º desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 5.362, de 30.11.1967) (Vide Decreto nº 91.961, de 19.11.1985) § 1º O Presidente do Banco Central da República do Brasil será substituído pelo Diretor que o Conselho Monetário Nacional designar. § 2º O término do mandato, a renúncia ou a perda da qualidade Membro do Conselho Monetário Nacional determinam, igualmente, a perda da função de Diretor do Banco Central da República do Brasil. Art. 15. O regimento interno do Banco Central da República do Brasil, a que se refere o inciso XXVII, do art. 4º, desta lei, prescreverá as atribuições do Presidente e dos Diretores e especificará os casos que dependerão de deliberação da Diretoria, a qual será tomada por maioria de votos, presentes no mínimo o Presidente ou seu substituto eventual e dois outros Diretores, cabendo ao Presidente também o voto de qualidade. Parágrafo único. A Diretoria se reunirá, ordinariamente, uma vez por semana, e, extraordinariamente, sempre que necessário, por convocação do Presidente ou a requerimento de, pelo menos, dois de seus membros. Art 16. Constituem receita do Banco Central da República do Brasil: I - Juros de redescontos de empréstimos e de outras aplicações de seus recursos; II - resultado das operações de câmbio, de compra e venda de ouro e quaisquer outras operações; III - produto da arrecadação da taxa de fiscalização, prevista nesta lei;

IV - receitas eventuais, inclusive multa e móra, aplicadas por fôrça do disposto na legislação em vigor. § 1º A partir do exercício de 1965, a taxa anual de fiscalização será devida semestralmente, devendo ser paga até 30 de abril e 31 de outubro de cada ano e passará a ser recolhida diretamente ao Banco Central da República do Brasil, pela forma que êste estabelecer, e a ela ficam sujeitas tôdas as instituições financeiras referidas no art. 17 desta lei. (Vide Lei nº 5.143, de 13.11.1965) § 2º A taxa de fiscalização será cobrada até 0,5/1.000 (meio por mil) sôbre o montante global do passivo das instituições financeiras, exclusive o de compensação verificado no último balanço do ano anterior. § 3º Dentro do limite de que trata o parágrafo anterior, o Conselho Monetário Nacional fixará, anualmente, a taxa de fiscalização, tendo em vista cobrir, juntamente com as outras receitas previstas, a despesa do Banco Central da República do Brasil, levando em consideração a natureza das instituições financeiras. Art. 16 Constituem receita do Banco Central do Brasil: (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1.638, de 6.10.1978) I - rendas de operações financeiras e de outras aplicações de seus recursos: II - resultado das operações de câmbio, de compra e venda de ouro e de quaisquer outras operações; III - receitas eventuais, inclusive multa e mora aplicadas por força do disposto na legislação em vigor. Parágrafo único. Do resultado das operações de câmbio de que trata o inciso II deste artigo, ocorrido a partir do advento da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, 75% (setenta e cinco por cento) da parte referente ao lucro realizado na compra e venda de moeda estrangeira destinar-se-á à formação de reserva monetária do Banco Central do Brasil, que registrará esses recursos em conta específica, na forma que for estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. § 1º Do resultado das operações de câmbio de que trata o inciso II deste artigo, ocorrido a partir da data de entrada em vigor desta Lei, 75% (setenta e cinco por cento) da parte referente ao lucro realizado na compra e venda de moeda estrangeira destinar-se-á à formação de reserva monetária do Banco Central do Brasil, que registrará esses recursos em conta específica, na forma que for estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2.076, de 20.12.1983) § 2º A critério do Conselho Monetário Nacional, poderão também ser destinados à reserva monetária de que trata o § 1º os recursos provenientes de rendimentos gerados por: (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2.076, de 20.12.1983) a) suprimentos específicos do Banco Central do Brasil ao Banco do Brasil S/A

concedidos nos termos do § 1º do art. 19 desta Lei; b) suprimentos especiais do Banco Central do Brasil aos Fundos e Programas que administra. § 3º O Conselho Monetário Nacional estabelecerá, observado o disposto no § 1º do art. 19 desta Lei, a cada exercício, as bases da remuneração das operações referidas no § 2º e as condições para incorporação desses rendimentos à referida reserva monetária. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2.076, de 20.12.1983) Art. 16. Constituem receita do Banco Central do Brasil as rendas: (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) I - de operações financeiras e de outras aplicações de seus recursos; (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) II - das operações de câmbio, de compra e venda de ouro e de quaisquer outras operações em moeda estrangeira; (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) III - eventuais, inclusive as derivadas de multas e de juros de mora aplicados por força do disposto na legislação em vigor. (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) § 1º Do resultado das operações de cambio de que trata o inciso II deste artigo ocorrido a partir da data de entrada em vigor desta lei, 75% (setenta e cinco por cento) da parte referente ao lucro realizado, na compra e venda de moeda estrangeira destinar-se-á à formação de reserva monetária do Banco Central do Brasil, que registrará esses recursos em conta específica, na forma que for estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. (Renumerado pelo Del nº 2.076, de 20/12/83) § 2º A critério do Conselho Monetário Nacional, poderão também ser destinados à reserva monetária de que trata o § 1º os recursos provenientes de rendimentos gerados por: (Parágrafo incluído pelo Del nº 2.076, de 20/12/83) a) suprimentos específicos do Banco Central do Brasil ao Banco do Brasil S.A. concedidos nos termos do § 1º do artigo 19 desta lei; b) suprimentos especiais do Banco Central do Brasil aos Fundos e Programas que administra. § 3º O Conselho Monetário Nacional estabelecerá, observado o disposto no § 1º do artigo 19 desta lei, a cada exercício, as bases da remuneração das operações referidas no § 2º e as condições para incorporação desses rendimentos à referida reserva monetária. (Parágrafo incluído pelo Del nº 2.076, de 20/12/83) CAPÍTULO IV DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

e a custódia de valor de propriedade de terceiros. para os efeitos da legislação em vigor. quando forem estrangeiras. atividade relacionada com a compra e venda de ações e outros quaisquer títulos. Financeiro do Tesouro Nacional. Parágrafo único. mediante sorteio de títulos de sua emissão ou por qualquer forma. salvo para subscrição pública de ações.na qualidade de Agente. Ao Banco do Brasil S. 19. 8º. intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros. nos termos da lei das sociedades por ações. § 2º O Banco Central da Republica do Brasil. sem prejuízo de outras funções que lhe venham a ser atribuídas e ressalvado o disposto no art. companhias de seguros e de capitalização.SEÇÃO I Da caracterização e subordinação Art. regulará as condições de concorrência entre instituições financeiras. por conta própria ou de terceiros. realizando nos mercados financeiros e de capitais operações ou serviços de natureza dos executados pelas instituições financeiras. e as pessoas físicas ou jurídicas que exerçam. também se subordinam às disposições e disciplina desta lei no que for aplicável. Art. A. em moeda nacional ou estrangeira. Para os efeitos desta lei e da legislação em vigor. § 1º Além dos estabelecimentos bancários oficiais ou privados. de forma permanente ou eventual. 17. sob a supervisão do Conselho Monetário Nacional e como instrumento de execução da política creditícia e financeira do Governo Federal: I . equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam qualquer das atividades referidas neste artigo. As instituições financeiras somente poderão funcionar no País mediante prévia autorização do Banco Central da República do Brasil ou decreto do Poder Executivo. competirá precipuamente. Consideram-se instituições financeiras. da Lei nº 1628. as sociedades que efetuam distribuição de prêmios em imóveis. no exercício da fiscalização que lhe compete. de 20 de junho de 1952: . Art. das sociedades de crédito. § 3º Dependerão de prévia autorização do Banco Central da República do Brasil as campanhas destinadas à coleta de recursos do público. coibindo-lhes os abusos com a aplicação da pena (Vetado) nos termos desta lei. as bolsas de valores. que tenham como atividade principal ou acessória a coleta. SEÇÃO II DO BANCO DO BRASIL S. A. 18. financiamento e investimentos. das caixas econômicas e das cooperativas de crédito ou a seção de crédito das cooperativas que a tenham. as pessoas jurídicas públicas ou privadas. mercadorias ou dinheiro. praticadas por pessoas físicas ou jurídicas abrangidas neste artigo.

b) realizar os pagamentos e suprimentos necessários à execução do Orçamento Geral da União e leis complementares. pelo Banco. c) conceder aval. e 1º do Decreto-lei nº 5. de créditos de qualquer natureza ao Tesouro Nacional. fiança e outras garantias. d) adquirir e financiar estoques de produção exportável. por proposta do Banco Central da República do Brasil. g) executar o serviço da dívida pública consolidada. com exclusividade. inclusive suas autarquias. e) executar a política de preços mínimos dos produtos agropastoris. as exceções previstas em lei ou casos especiais. V . ressalvado o disposto no art. III . de 01/11/43. as quais não poderão exceder o montante global dos recursos a que se refere a letra anterior. desta lei.02. do art.a) receber. de 26 de setembro de 1940.receber. 49. consoante expressa autorização legal. compreendendo as repartições de todos os ministérios civis e militares. VI . de 10/03/86) IV . desta lei.956. à vista. a crédito do Tesouro Nacional. as disponibilidades de quaisquer entidades federais. desta lei. escriturando as respectivas contas. do art. por conta do Banco Central da República do Brasil. os depósitos de que tratam os artigos 38. instituições de previdência e outras autarquias. das instituições de que trata o inciso III.executar os serviços de compensação de cheques e outros papéis.283.realizar. 10.3. de 10. entidades em regime especial de administração e quaisquer pessoas físicas ou jurídicas responsáveis por adiantamentos.arrecadar os depósitos voluntários à vista. departamentos. f) ser agente pagador e recebedor fora do País. com exclusividade. ressalvados o disposto no § 5º deste artigo. de 27. as importâncias provenientes da arrecadação de tributos ou rendas federais e ainda o produto das operações de que trata o art. escriturando as respectivas contas. 27.284. expressamente autorizados pelo Conselho Monetário Nacional. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2. III .como principal executor dos serviços bancários de interesse do Governo Federal. operações de compra e venda de moeda estrangeira e.arrecadar os depósitos voluntários das instituições financeiras de que trata o inciso III. por conta própria. vedada a concessão. 10.1986 e revogado pelo Decreto Lei nº 22. das instituições de que trata o inciso III do artigo 10 desta lei.1986) III . receber em depósito. escriturando as respectivas contas. II . (Redação dada pelo Del nº 2. comissões. item 3º. nas condições .84. de acordo com as autorizações que lhe forem transmitidas pelo Ministério da Fazenda.627. desta lei. do Decreto-lei nº 2.arrecadar os depósitos voluntários.

esta representada pelo Ministro da Fazenda. nos limites e condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. X . 13. inclusive às atividades comerciais suplementando a ação da rede bancária.Os encargos referidos no inciso I.financiar a aquisição e instalação da pequena e média propriedade rural. . VIII . VII . § 4º . em conjunto. a parcela que exceder as necessidades normais de movimentação das contas respectivas. A. A.realizar recebimentos ou pagamentos e outros serviços de interesse do Banco Central da República do Brasil.11. em função dos serviços aludidos no inciso IV deste artigo. do artigo 4º desta lei. observadas as normas que forem estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.1992) § 1º . b) no financiamento das exportações e importações. 20. O Banco do Brasil S. nos termos da legislação que regular a matéria. a) no financiamento das atividades econômicas. A. § 2º . atendendo às necessidades creditícias das diferentes regiões do País. Colocará à disposição do Banco Central da República do Brasil.estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. estas com o favorecimento referido no art.O Banco do Brasil S. 4º. inciso IX. para fins de inclusão nos orçamentos monetários de que trata o inciso III.financiar as atividades industriais e rurais. A.Do montante global dos depósitos arrecadados. A. o programa global de aplicações e recursos do primeiro. (Vide Lei nº 8. serão objeto de contratação entre o Banco do Brasil S. 53. e o Banco Central da República do Brasil elaborarão. § 5º . desta lei. desta lei. sob adequada remuneração.. e art.O Conselho Monetário Nacional assegurará recursos específicos que possibilitem ao Banco do Brasil S. também poderão ser feitos nas Caixas econômicas Federais. XI .dar execução à política de comércio exterior (Vetado). na forma do inciso III deste artigo o Banco do Brasil S. IX . deste artigo. § 3º .difundir e orientar o crédito. o atendimento dos encargos previstos nesta lei.490 de 19. Art. mediante contratação na forma do art.Os depósitos de que trata o inciso II deste artigo. prestará ao Banco Central da República do Brasil todas as informações por este julgadas necessárias para a exata execução desta lei. e a União Federal.

assegurada a forma de constituição das existentes na data da publicação desta lei. 21. § 3º (Vetado). 4º. As instituições financeiras públicas não federais ficam sujeitas às disposições relativas às instituições financeiras privadas. para os efeitos da legislação em vigor. Art. após aprovação do Senado Federal. será feita pelo Presidente da República. parágrafos 1º e 2º. sem que o Presidente da República submeta ao Senado Federal o nome do substituto. inciso XIV. § 1º O Conselho Monetário Nacional regulará as atividades. de forma que se ajustem à política de crédito do Governo Federal. 24. 22. § 2º As substituições eventuais do Presidente do Banco do Brasil S. 23. de 26/11/1956. 16. desta lei. SEÇÃO III DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PÚBLICAS Art. Art. no que couber. § 2º A escolha dos Diretores ou Administradores das instituições financeiras públicas federais e a nomeação dos respectivos Presidentes e designação dos substitutos observarão o disposto no art. Parágrafo único. não poderão exceder o prazo de 30 (trinta) dias consecutivos. O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico é o principal instrumento de execução de política de investimentos do Governo Federal. nos termos das Leis números 1628. 4º desta lei. com a prioridade por ele prescrita. desta lei. § 1º A nomeação do Presidente do Banco do Brasil S. § 3º A atuação das instituições financeiras públicas será coordenada nos termos do art.Art. que deverão submeter à aprovação daquele órgão. mencionada no art. estando isentas do recolhimento a que se refere o art. seus programas de recursos e aplicações. e à taxa de fiscalização. As Caixas Econômicas Estaduais equiparam-se. SEÇÃO IV DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PRIVADAS . A. As instituições financeiras públicas são órgãos auxiliares da execução da política de crédito do Governo Federal. 21. O Presidente e os Diretores do Banco do Brasil S. A. às Caixas Econômicas Federais. A. de 20/06/1952 e 2973. deverão ser pessoas de reputação ilibada e notória capacidade. capacidade e modalidade operacionais das instituições financeiras públicas federais. § 4º (Vetado).

deverão conter expressamente as restrições ali especificadas. contados do recebimento. 28. de 07/10/71) § 1º Observadas as normas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional as instituições a que se refere este artigo poderão emitir até o limite de 50% de seu capital social em ações preferenciais. devendo a totalidade de seu capital com direito a voto ser representada por ações nominativas. de 07/10/71) § 3º Os títulos e cautelas representativas das ações preferenciais. Art.710. (Incluído pela Lei nº 5. (Incluído pela Lei nº 5. em moeda corrente. 26. nas formas nominativas. a fim de que sejam neles incluídas as declarações sobre: (Incluído pela Lei nº 5. de 07/10/71) I . preferenciais e restrições atribuídas a cada classe de ações preferenciais. que poderá ser feita em virtude de aumento de capital.627. ao Banco Central da República do Brasil. vedada a conversão das ações preferenciais em outro tipo de ações com direito a voto. de 07/10/71) Art. às quais não se aplicará o disposto no parágrafo único do art. Na subscrição do capital inicial e na de seus aumentos em moeda corrente. permanecendo indisponíveis até a solução do respectivo processo. § 2º O remanescente do capital subscrito. com a totalidade de seu capital representado por ações nominativas. inicial ou aumentado. exceto as cooperativas de crédito. 25. Os aumentos de capital que não forem realizados em moeda corrente. de 26 de setembro de 1940. exceto as cooperativas de crédito.as formas e prazos em que poderá ser autorizada a conversão das ações. deverá ser integralizado dentro de um ano da data da solução do respectivo processo. sem direito a voto. Art.710.627. de acordo com o Decreto-lei nº 2. e ao portador. ficará sujeita a alterações prévias dos estatutos das sociedades.as vantagens.710. O capital inicial das instituições financeiras públicas e privadas será sempre realizado em moeda corrente. de 07/10/71) II . (Incluído pela Lei nº 5. (Incluído pela Lei nº 5. . conversão de ações ordinárias ou de ações preferenciais nominativas. 27. de 26 de setembro de 1940.710. 81 do Decreto-lei nº 2.710. § 1º As quantias recebidas dos subscritores de ações serão recolhidas no prazo de 5 (cinco) dias. (Redação dada pela Lei nº 5.710. As instituições financeiras privadas.Art 25. de 07/10/71) § 2º A emissão de ações preferenciais ao portador. emitidos nos termos dos parágrafos anteriores. constituir-se-ão únicamente sob a forma de sociedade anônima. As instituições financeiras privadas. Art. será exigida no ato a realização de. constituir-se-ão unicamente sob a forma de sociedade anônima. pelo menos 50% (cinqüenta por cento) do montante subscrito.

fiscais e semelhantes. § 1º O Conselho Monetário Nacional poderá. como limite máximo. fiscais e semelhantes. ressalvados os casos de garantia de subscrição. (Revogado pelo Del nº 48. sediadas em municípios que não o da matriz. As instituições financeiras privadas deverão aplicar. 33. na respectiva Unidade Federada ou Território. § 1º O Banco Central da República do Brasil. segundo normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional. publicarão. 31. ou inexistindo esta. no prazo máximo de 60 (sessenta) dias. no prazo de 15 dias de sua ocorrência. exceto as de investimento. de 18/11/66) Art. admitir que o percentual referido neste artigo seja aplicado em cada Estado e Território isoladamente ou por grupos de Estados e Territórios componentes da mesma região geoeconômica. de preferência. em casos especiais. anualmente. em caráter geral. inciso X. Art. § 2º As agências ou filiais das instituições financeiras. Art. no prazo de 15 dias da data de sua ocorrência. As instituições financeiras privadas deverão comunicar ao Banco Central da República do Brasil os atos relativos à eleição de diretores e membros de órgão consultivos. 10. § 3º Oferecida integralmente a documentação prevista nas normas referidas no . afixarão no edifício das mesmas boletins assinalando o volume dos depósitos e das aplicações localmente efetuadas. que não atender às condições a que se refere o artigo 10. Parágrafo único (Vetado). As instituições financeiras públicas deverão comunicar ao Banco Central da República do Brasil a nomeação ou a eleição de diretores e membros de órgãos consultivos. não menos de 50% (cinqüenta por cento) dos depósitos do público que recolherem.poderão decorrer da incorporação de reservas. Art. desta lei. 30. § 2º A posse do eleito dependerá da aceitação a que se refere o parágrafo anterior. com observância das regras contábeis estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. solicitada justificadamente e concedida expressamente. desta lei. decidirá aceitar ou recusar o nome do eleito. representado por imóveis de uso e instalações. As instituições financeiras de direito privado. os índices fixados pelo Conselho Nacional de Economia. pelo Conselho Monetário Nacional. de acordo com o estabelecido no art. 29. aplicados no caso. e da reavaliação da parcela dos bens do ativo imobilizado. obrigatoriamente. 32. Art. inciso X. só poderão participar de capital de quaisquer sociedades com prévia autorização do Banco Central da República do Brasil. nas condições que forem estabelecidas. As instituições financeiras levantarão balanços gerais a 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano. no principal órgão da imprensa local.

desde que previamente autorizadas pelo Banco Central do Brasil. inciso X. As instituições financeiras que não recebem depósitos. poderão emitir debêntures. fiscais e semelhantes. Parágrafo único. Art.492. IV . aplicando-se.Às pessoas jurídicas de cujo capital participem com mais de 10% (dez por cento). em limites que forem fixados pelo Conselho Monetário Nacional. constitui crime e sujeitará os responsáveis pela transgressão à pena de reclusão de um a quatro anos. bem como seus cônjuges e respectivos parentes. caso em que deverão vendê-los dentro do prazo de um (1) ano. quaisquer dos diretores ou administradores da própria instituição financeira. entender-se-á não ter havido recusa a posse. 34. salvo autorização específica do Banco Central da República do Brasil.Emitir debêntures e partes beneficiárias. prorrogável até duas vezes. Redação dada pelo Decreto-lei nº 2. em cada caso. É vedado ainda às instituições financeiras: I . de . o Código Penal e o Código de Processo Penal. quando se tratar de operações lastreadas por efeitos comerciais resultantes de transações de compra e venda ou penhor de mercadorias. desde que previamente autorizadas pelo Banco Central da R ´pública do Brasil. III . a contar do recebimento. sem manifestação do Banco Central da República do Brasil. 35.art. com mais de 10% (dez por cento). até o 2º grau.A seus diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo.Adquirir bens imóveis não destinados ao próprio uso.290. (Vide Lei 7. e decorrido. 10. das pessoas a que se refere o inciso anterior. Parágrafo único. desta lei. V . em caráter geral. a critério do Banco Central da República do Brasil. bem como aos respectivos cônjuges. É vedado às instituições financeiras conceder empréstimos ou adiantamentos: I . As instituições financeiras que não recebem depósitos do público poderão emitir debêntures.As pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital.1986) § 2º O disposto no inciso IV deste artigo não se aplica às instituições financeiras públicas. no que couber. o prazo mencionado no § 1º deste artigo. deste artigo.As pessoas jurídicas de cujo capital participem.7.Aos parentes. II . de 16. § 1º A infração ao disposto no inciso I. em cada caso. até o 2º grau. II . em cada caso. salvo os recebidos em liquidação de empréstimos de difícil ou duvidosa solução. Art. com mais de 10% (dez por cento).

obterão as informações que necessitarem das instituições financeiras. § 2º O Banco Central da República do Brasil e as instituições financeiras públicas prestarão informações ao Poder Legislativo. obrigados a fornecer ao Banco Central da República do Brasil.21/11/86) Art. que. podendo. prestados pelo Banco Central da República do Brasil ou pelas instituições financeiras. 53 da Constituição Federal e Lei nº 1579. (Artigo revogado pela Lei Complementar nº 105. no exercício da competência constitucional e legal de ampla investigação (art. Art.1. de 18 de março de 1952). 36. § 5º Os agentes fiscais tributários do Ministério da Fazenda e dos Estados somente poderão proceder a exames de documentos. entidades e pessoas referidas nos artigos 17 e 18 desta lei. de 10. deste artigo. deverão ser aprovados pelo Plenário da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal e. o Código Penal e o Código de Processo Penal. e a exibição de livros e documentos em Juízo. ficam. na forma por ele determinada. somadas ao seu ativo em instalações. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. no que couber. § 6º O disposto no parágrafo anterior se aplica igualmente à prestação de esclarecimentos e informes pelas instituições financeiras às autoridades fiscais.2001) . não podendo ser utilizados senão reservadamente. § 1º As informações e esclarecimentos ordenados pelo Poder Judiciário. quando se tratar de Comissão Parlamentar de Inquérito. quando houver processo instaurado e os mesmos forem considerados indispensáveis pela autoridade competente. 38. solicitar sejam mantidas em reserva ou sigilo. As instituições financeiras. de um a quatro anos. bem como os corretores de fundos públicos. devendo sempre estas e os exames serem conservados em sigilo. aplicando-se. excedam o valor de seu capital realizado e reservas livres. Art. 37. As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados. se revestirão sempre do mesmo caráter sigiloso. só podendo a eles ter acesso as partes legítimas na causa. As instituições financeiras não poderão manter aplicações em imóveis de uso próprio. § 7º A quebra do sigilo de que trata este artigo constitui crime e sujeita os responsáveis à pena de reclusão. inclusive através do Banco Central da República do Brasil. que deles não poderão servir-se para fins estranhos à mesma. § 3º As Comissões Parlamentares de Inquérito. havendo relevantes motivos. livros e registros de contas de depósitos. os dados ou informes julgados necessários para o fiel desempenho de suas atribuições. pela maioria absoluta de seus membros. § 4º Os pedidos de informações a que se referem os §§ 2º e 3º.

se o fato não constituir crime. Parágrafo único.Advertência. 44. 2º Os diretores e gerentes das instituições financeiras respondem solidariamente pelas obrigações assumidas pelas mesmas durante sua gestão. de 1976) Art.(Vide Lei nº Lei 6. sem prejuízo de outras estabelecidas na legislação vigente: I . Aplica-se às seções de crédito das cooperativas de qualquer tipo o disposto neste artigo. III . a responsabilidade solidária se circunscreverá ao respectivo montante. no que couber. ao disposto no art. sem prejuízo das sanções administrativas ou civis cabíveis.Multa pecuniária variável. As infrações aos dispositivos desta lei sujeitam as instituições financeiras. fiscais e semelhantes. seus diretores. e gerentes. de 07 de janeiro de 1953. Parágrafo único. da Lei nº 1808. 41. O responsável ela instituição financeira que autorizar a concessão de empréstimo ou adiantamento vedado nesta lei.385. de 1974) Art. II . CAPÍTULO V DAS PENALIDADES Art.Cassação da autorização de funcionamento das instituições financeiras . 42. Art. à multa igual ao dobro do valor do empréstimo ou adiantamento concedido.024. sem prejuízo das que se contém na legislação vigente. ficará sujeito. as disposições da presente lei.Suspensão do exercício de cargos. em funcionamento ou que venham a se instalar no País. V . 39. cujo processamento obedecerá. desta lei.Inabilitação temporária ou permanente para o exercício de cargos de direção na administração ou gerência em instituições financeiras. Art." (Vide Lei nº 6. até que elas se cumpram. 40. Aplicam-se às instituições financeiras estrangeiras. Não se consideram como sendo operações de seções de crédito as vendas a prazo realizadas pelas cooperativas agropastoris a seus associados de bens e produtos destinados às suas atividades econômicas. IV . membros de conselhos administrativos. 44. As cooperativas de crédito não poderão conceder empréstimos se não a seus cooperados com mais de 30 dias de inscrição. terá a seguinte redação: "Art. Art. 43. Havendo prejuízos. O art. às seguintes penalidades. 2º.

interposto dentro de 15 dias. § 5º As penas referidas nos incisos II. ou privadas.públicas. 35 a 40 desta lei. VI . inciso XII. com o acréscimo da mora de 1% (um por cento) ao mês. encaixe. quando pessoa jurídica. as quais serão recolhidas integralmente ao Banco Central da República do Brasil. . sem estar devidamente autorizadas pelo Banco Central da Republica do Brasil. desta lei. recolhimentos compulsórios. seus diretores e administradores. contada da data da aplicação da multa. b) infringirem as disposições desta lei relativas ao capital. ao Conselho Monetário Nacional. nos termos dos artigos 34 e 38. deste artigo. ressalvadas as sanções nela previstas. ficando a esta sujeitos. sempre que as instituições financeiras. ressalvado o disposto no § 5º deste artigo e serão cobradas judicialmente. ficam sujeitas à multa referida neste artigo e detenção de 1 a 2 anos. § 7º Quaisquer pessoas físicas ou jurídicas que atuem como instituição financeira. por negligência ou dolo: a) advertidas por irregularidades que tenham sido praticadas. com efeito suspensivo. quando não forem liquidadas naquele prazo. § 2º As multas serão aplicadas até 200 (duzentas) vezes o maior salário-mínimo vigente no País. § 3º As multas cominadas neste artigo serão pagas mediante recolhimento ao Banco Central da República do Brasil. III e IV deste artigo serão aplicadas pelo Banco Central da República do Brasil admitido recurso.Reclusão. 34 (incisos II a V). de escrituração mantida em atraso ou processada em desacordo com as normas expedidas de conformidade com o art. desta lei. nos termos do § 7º. contados do recebimento da respectiva notificação. deixarem de sanálas no prazo que lhes for assinalado pelo Banco Central da República do Brasil. serviços e operações. § 6º É vedada qualquer participação em multas. serão aplicadas quando forem verificadas infrações graves na condução dos interesses da instituição financeira ou quando dá reincidência específica.Detenção. c) opuserem embaraço à fiscalização do Banco Central da República do Brasil. inclusive as vedadas nos arts. deste artigo. devidamente caracterizada em transgressões anteriormente punidas com multa. § 2º). taxa de fiscalização. 4º. fundos de reserva. não atendimento ao disposto nos arts. dentro do prazo de 15 (quinze) dias. exceto as federais. § 1ºA pena de advertência será aplicada pela inobservância das disposições constantes da legislação em vigor. 27 e 33. contados do recebimento da notificação. sendo cabível também nos casos de fornecimento de informações inexatas. 18. VII . e abusos de concorrência (art. § 4º As penas referidas nos incisos III e IV.

nos termos da legislação vigente. referida no inciso V. o Banco Central da República do Brasil poderá exigir das instituições financeiras ou das pessoas físicas ou jurídicas. sendo definitivamente incorporado ao meio circulante o montante das emissões feitas por solicitação da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil S. indicando os recursos e os meios necessários a esse fim. 45. Será transferida à responsabilidade do Tesouro Nacional. . mediante aprovação especificado Poder Legislativo. o Poder Executivo submeterá ao Poder Legislativo proposta específica. inciso VIII. desta lei. a responsabilidade da moeda em circulação passará a ser do Banco Central da República do Brasil. a exibição a funcionários seus. 46. Art. 48. após a encampação das emissões atuais por solicitação da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil S. Parágrafo único. 10.A. 47. prevista no § 2º deste artigo. de documentos. considerando-se a negativa de atendimento como embaraço á fiscalização sujeito á pena de multa. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES GERAIS Art. mediante encampação. à intervenção efetuada pelo Banco Central da República do Brasil ou à liquidação extrajudicial. papéis e livros de escrituração. § 1º O valor correspondente à encampação será destinado à liquidação das responsabilidades financeiras do Tesouro Nacional no Banco do Brasil S. A partir da vigência desta lei. e da Caixa de Mobilização Bancária. será aplicada pelo Conselho Monetário Nacional. sem prejuízo de outras medidas e sanções cabíveis..§ 8º No exercício da fiscalização prevista no art. Art. Art. e (VETADO) para o Banco Central da República do Brasil.A. por proposta do Banco Central da República do Brasil. § 2º Para a liquidação do saldo remanescente das responsabilidades do Tesouro Nacional. e da Caixa de Mobilização Bancária. as instituições de que trata este artigo não poderão impetrar concordata. expressamente credenciados. Ficam transferidas as atribuições legais e regulamentares do Ministério da Fazenda relativamente ao meio circulante inclusive as exercidas pela Caixa de Amortização para o Conselho Monetário Nacional. inclusive as decorrentes de operações de câmbio concluídas até a data da vigência desta lei. nos casos de reincidência específica de infrações anteriormente punidas com as penas previstas nos incisos III e IV deste artigo. inclusive as referidas no parágrafo anterior. Concluídos os acertos financeiros previstos no artigo anterior. As instituições financeiras públicas não federais e as privadas estão sujeitas. § 9º A pena de cassação. A. ao qual será submetida a lista completa dos débitos assim amortizados. deste artigo.

§ 2º O Banco Central da República do Brasil mediante autorização do Conselho Monetário Nacional baseada na lei orçamentaria do exercício. a serem atendidas mediante créditos suplementares ou especiais. propondo a forma de liquidação das letras do Tesouro Nacional emitidas no exercício anterior e não resgatadas. dentro dos limites legalmente autorizados. o Congresso Nacional determinará. através do Banco Central da República do Brasil. a seu exclusivo critério. determinará quando for o caso. a discriminação prevista neste artigo. e pelas instituições bancárias de que a União detenha a maioria das ações. § 9º É vedada a aquisição dos títulos mencionados neste artigo pelo Banco do Brasil S. § 1º A lei de orçamento. § 6º O Presidente da República fará acompanhar a determinação ao Conselho Monetário Nacional. com emissão de papel-moeda. 49. somente serão realizadas mediante colocação de obrigações. apólices ou letras do Tesouro Nacional. A. nos termos do artigo 73. o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico. mencionada no parágrafo anterior. o Presidente da República poderá determinar que o Conselho Monetário Nacional. a parcela do déficit que poderá ser coberta pela venda de títulos do Tesouro Nacional diretamente ao Banco Central da República do Brasil.Art. § 1º inciso II. indicando os motivos que tornaram indispensável a emissão e solicitando a sua homologação.A. o Poder Executivo enviará mensagem ao Poder Legislativo. faça a aquisição de letras do Tesouro Nacional com a emissão de papel-moeda até o montante do crédito extraordinário que tiver sido decretado. O Banco do Nordeste do Brasil S. § 4º No caso de despesas urgentes e inadiáveis do Governo Federal. de cópia da mensagem que deverá dirigir ao Congresso Nacional. colocadas por antecipação de receita. poderá adquirir diretamente letras do Tesouro Nacional. a política de sustentação em bolsa da cotação dos títulos de emissão do Tesouro Nacional. do artigo 75. § 5º Na ocorrência das hipóteses citadas no parágrafo único. Art. quando a situação do Tesouro Nacional for deficitária. autorizados após a lei do orçamento. 50. § 8º Até 15 de março do ano seguinte. O Conselho Monetário Nacional. o Banco Central da República do Brasil..A. o Banco do Brasil S. estabelecendo. da Constituição Federal. e o Banco de Crédito da Amazônia S.A. os recursos a serem utilizados na cobertura de tais despesas. da Constituição Federal. gozarão dos . especificamente. § 3º O Conselho Monetário Nacional decidirá. § 7º As letras do Tesouro Nacional. As operações de crédito da União. não poderão ter vencimentos posteriores a 120 (cento e vinte) dias do encerramento do exercício respectivo. por antecipação de receita orçamentaria ou a qualquer outro título.

inclusive as de aposentadoria e pensão que sejam de responsabilidade das instituições de origem ali mencionadas. 51. como se em efetivo exercício nelas estivessem. III . § 5º Durante o prazo de 10 (dez) anos. estas últimas rateadas proporcionalmente em função dos prazos de vigência da requisição. criará o "visto" ou exigência equivalente. e a outras instituições financeiras federais. sujeita á pena de nulidade a admissão que se processar com inobservância destas exigências. Parágrafo único. o regime especial de tributação do Imposto de Renda a que estão sujeitos. excetuadas as referentes a armas. cotados da data da vigência desta lei. que são próprios da Fazenda Nacional.Pessoal requisitado ao Banco do Brasil S. na forma da legislação em vigor. últimos. é . São mantidos os favores. de 1998) I .Pessoal requisitado a outras instituições e que venham prestando serviços à Superintendência da Moeda e do Crédito há mais de 1 (um) ano. na forma deste artigo as instituições de origem lhes assegurarão os direitos e vantagens que lhes cabem ou lhes venham a ser atribuídos. após 3 (três) meses da data da vigência desta Lei. Ficam abolidas. Art. (Vide Lei nº 5. incluídos na categoria profissional de bancários. o Estatuto de seus funcionários e servidores. isenções e privilégios. Quando o interesse nacional exigir. O quadro de pessoal do Banco Central da República do Brasil será constituído de: (Vide Lei nº 9. materiais estratégicos. o Conselho Monetário Nacional. ressalvado quanto aos três. munições. § 3º Correrão por conta do Banco Central da República do Brasil todas as despesas decorrentes do cumprimento do disposto no parágrafo anterior.Pessoal próprio. contado da data da publicação desta lei. cultural ou histórico. entorpecentes. § 1º O Banco Central da República do Brasil baixará dentro de 90 (noventa) dias da vigência desta lei.650. II . objetos e obras de valor artístico. as exigências de "visto" em "pedidos de licença" para efeitos de exportação.favores. no qual serão garantidos os direitos legalmente atribuídos a seus atuais servidores e mantidos deveres e obrigações que lhes são inerentes. § 4º Os funcionários do quadro de pessoal próprio permanecerão com seus direitos e garantias regidos pela legislação de proteção ao trabalho e de previdência social. inclusive fiscais. 52. admitido mediante concurso público de provas ou de títulos e provas. § 2º Aos funcionários e servidores requisitados. A.025. isenções e privilégios de que atualmente gozam as instituições financeiras. Art. de 1966) Parágrafo único. de comum acordo com as respectivas administrações.

Parágrafo único. imposto do selo e independem de registro cartorário. submeterá ao Poder Legislativo projeto de lei que institucionalize o crédito rural. de valor até 50 (cinqüenta) vezes e maior salário-mínimo vigente no País. desde que: a) tenham sido admitidos nas respectivas instituições de origem. despesas de avaliação. (Revogado pela Lei nº 4. de 05/11/65) CAPÍTULO VII Disposições Transitórias Art. incorporando-se seus bens direitos e obrigações ao Banco Central da República do Brasil. 54. 56. b) estejam em exercício (Vetado) há mais de dois anos. Art. bem assim da seção de crédito das cooperativas que a tenham. A. manifestarem opção para transferência para o Quadro do pessoal próprio do Banco Central da República do Brasil. na elaboração da proposta que estabelecerá a coordenação das instituições existentes ou que venham a ser cridas. indicando as respectivas fontes de recurso. ficam isentas de taxas. regule seu campo específico e caracterize as modalidades de aplicação.facultado aos funcionários de que tratam os inciso II e III deste artigo.. inclusive com redução de seu custo. e a Caixa de Mobilização Bancária. . A Comissão Consultiva do Crédito Rural dará assessoramento ao Conselho Monetário Nacional. c) seja a opção aceita pela Diretoria do Banco Central da República do Brasil. que sobre ela deverá pronunciar-se conclusivamente no prazo máximo de três meses. A. deste artigo. com base em proposta do Conselho Monetário Nacional. no que concerne à autorização de funcionamento e fiscalização de cooperativas de crédito de qualquer tipo. As operações de financiamento rural o pecuário. Ficam transferidas ao Banco Central da República do Brasil as atribuições cometidas por lei ao Ministério da Agricultura. 55. sem solução de continuidade. Ficam extintas a Carteira de Redescontos do Banco do Brasil S. com o objetivo de garantir sua melhor utilização e da rede bancária privada na difusão do crédito rural. contados da entrega do respectivo requerimento. Art. nos termos desta lei. consoante determina o inciso I.829. 57. Art. Passam à competência do Conselho Monetário Nacional as atribuições de caráter normativo da legislação cambial vigente e as executivas ao Banco Central da República do Brasil e ao Banco do Brasil S. As atribuições e prerrogativas legais da Caixa de Mobilização Bancária passam a ser exercidas pelo Banco Central da República do Brasil. que deverá ser apresentada dentro de 90 (noventa) dias de sua instalação. O Poder Executivo. 53. Art. Parágrafo único.

(VETADO). de 29 de dezembro de 1953. sendo neste registrados como responsabilidade do Tesouro Nacional. 2 (dois) e 1 (um) anos.. será neste escriturado em conta em nome do primeiro. 3 (três). criada nos termos da Lei nº 2. Art. passarem a responsabilidade do Banco Central da República do Brasil.820. o Conselho Monetário Nacional poderá prorrogar até . provenientes das transferências de que trata este artigo serão regularizados com recursos orçamentários da União. a Carteira de Comércio Exterior. 60. Art. nos termos desta lei. 4 (quatro). Art. Art. A. 61. nos termos do § 1º. serão na medida em que se efetivarem. O Conselho Monetário Nacional determinará providências no sentido de que a transferência de atribuições dos órgãos existentes para o Banco Central da República do Brasil se processe sem solução de continuidade dos serviços atingidos por esta lei. de 16 de dezembro de 1957. desta lei. no Banco do Brasil S.. Art.. Art. Para cumprir as disposições desta lei o Banco do Brasil S. tomará providências no sentido de que seja remodelada sua estrutura administrativa. transferidos ao Banco Central da República do Brasil.Parágrafo único. 62. de natureza bancária. É mantida. a que alude o inciso IV. 59. do artigo 6º desta lei serão respectivamente de 6 (seis).145.A. Os mandatos dos primeiros membros do Conselho Monetário Nacional. e regulamentada pelo Decreto nº 42. como órgão executor da política de comércio exterior. considerando-se como suprimento de recursos. § 1º Os débitos do Tesouro Nacional perante o Banco Central da República do Brasil. a fim de que possa eficazmente exercer os encargos e executar os serviços que lhe estão reservados. como mandatário do Governo Federal. e estejam. § 1º Em casos excepcionais. O Conselho Monetário Nacional fixará prazo de até 1 (um) ano da vigência desta lei para a adaptação das instituições financeiras às disposições desta lei. do artigo 19. na data de sua vigência em poder do Baco do Brasil S. Fica extinta a Fiscalização Bancária do Banco do Brasil S. 64. Art.A. Os prejuízos decorrentes das operações de câmbio concluídas e eventualmente não regularizadas nos termos desta lei bem como os das operações de câmbio contratadas e não concluídas até a data de vigência desta lei. pelo Banco do Brasil S. 63. tenham realizado como mandatárias do Governo Federal. passando suas atribuições e prerrogativas legais ao Banco Central da República do Brasil. § 2º O disposto neste artigo se aplica também aos prejuízos decorrentes de operações de câmbio que outras instituições financeiras federais. A. 58. como principal instrumento de execução da política de crédito do Governo Federal. O valor equivalente aos recursos financeiros que. 5 (cinco)..A.

H. sem prévio registro na CVM. revogadas as disposições em contrário. 30 desta lei. nos termos do parágrafo anterior. 65. a fim de: assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão. ou seja. Sua função primordial concentra-se na fiscalização das atividades do mercado de valores mobiliários. governamental. Esta lei entrará em vigor 90 (noventa) dias após data de sua publicação. nos termos do art. oferta à venda ou subscrição. evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a .mais 1 (um) ano o prazo para que seja complementada a adaptação a que se refere este artigo. de 31.O. Nenhuma emissão pública de valores mobiliários poderá ser distribuída. o prazo para cumprimento do estabelecido por força do art.385/76. no mercado. entendendo-se por atos de distribuição a venda. a Comissão de Valores Mobiliários exercerá suas funções. 31 de dezembro de 1964.U. promessa de venda. Art. uma autarquia administrativa jungida ao Ministério da Fazenda. CASTELO BRANCO Otávio Gouveia de Bulhões Daniel Farraco Roberto de Oliveira Campos Este texto não substitui o publicado no D.1. § 2º Será de um ano. prorrogável.1965 COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS A CVM é órgão oficial. OBJETIVOS: De acordo com a lei que a criou. aceitação de pedido de venda ou subscrição de valores mobiliários. 5º da Lei nº 6. 143º da Independência e 76º da República. Brasília. proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ilegais de administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores de carteira de valores mobiliários.

ao desenvolvimento de mercado. que define políticas e estabelece práticas a serem implantadas e desenvolvidas pelo corpo de Superintendentes.criar condições artificiais de demanda. O Presidente e a Diretoria constituem o Colegiado. assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e as companhias que os tenham emitido. da Assessoria Econômica e da Auditoria Interna. a instância executiva da CVM. oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado. assegurar a observância de práticas comerciais eqüitativas no mercado de valores mobiliários. pelos Gerentes a eles subordinados e pelo Corpo Funcional. aos investidores. à informática e à administração. à fiscalização externa. . para atividades relacionadas à empresas. ORGANIZAÇÃO: A Comissão de Valores Mobiliários. A estrutura executiva da CVM é completada pelas Superintendências Regionais de São Paulo e Brasília. aos intermediários financeiros. estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários. é administrada por um Presidente e quatro Diretores nomeados pelo Presidente da República. promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas. à normatização contábil e de auditoria. aos assuntos jurídicos. com sede na cidade do Rio de Janeiro. O Superintendente Geral acompanha e coordena as atividades executivas da comissão auxiliado pelos demais Superintendentes. à internacionalização. especificamente. da Assessoria de comunicação social. O colegiado conta ainda com o suporte direto da Chefia de Gabinete. Esses trabalhos são orientados. LOCALIZAÇÃO: A SEDE DA CVM está localizada no Rio de Janeiro possuindo duas superintendências regionais: São Paulo e Brasília.

negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários. para tanto. A CVM não exerce julgamento de valor em relação à qualquer informação divulgada pelas companhias. ou apenas referirem-se a fatos relevantes da vida das empresas. normatiza e persegue a sua padronização. portanto. O sistema de registro gera. julgar e punir . organização. podem ser financeiras e. credenciamentos ou autorizações. A Lei atribui à CVM competência para apurar. disciplinar as seguintes matérias: registro de companhias abertas. normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado. entretanto. A atividade de credenciamento da CVM é realizada com base em padrões pré-estabelecidos pela Autarquia que permitem avaliar a capacidade de projetos a serem implantados. distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores. quanto a negociar com valores emitidos pela companhia. além de outros cuja atividade gira em torno desse universo principal. os intermediários financeiros e os investidores. Essas informações. pela sua regularidade e confiabilidade e. entre outras. um fluxo permanente de informações ao investidor. fornecidas periodicamente por todas as companhias abertas. Entende-se como fato relevante. Zela. as companhias abertas. funcionamento e operações das bolsas de valores. aquele evento que possa influir na decisão do investidor. na verdade. administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários. suspensão de emissão. condicionadas a normas de natureza contábil. credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários. assim classificados. Seu poder normatizador abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários. registro de distribuições de valores mobiliários.ATRIBUIÇÕES: A Lei que criou a CVM (6385/76) e a Lei das Sociedades por Ações (6404/76) disciplinaram o funcionamento do mercado de valores mobiliários e a atuação de seus protagonistas. Cabe à CVM. A CVM tem poderes para disciplinar. suspensão ou cancelamento de registros.

suscitar a discussão de problemas. uma estrutura especificamente destinada a prestar orientação aos investidores ou acolher denúncias e sugestões por eles formuladas. institucionalmente. amplo direito de defesa. intervindo efetivamente. através do qual. de forma que qualquer alteração das práticas vigentes seja feita com suficiente embasamento técnico e. da auto-regulação e da auto-disciplina. Dessa forma. a Comissão persegue seus objetivos através da indução de comportamento. Em termos de política de atuação. ainda. Diante de qualquer suspeita a CVM pode iniciar um inquérito administrativo. No que diz respeito à definição de políticas ou normas voltadas para o desenvolvimento dos negócios com valores mobiliários. como expressão de um desejo comum. A CVM mantém. A atividade de fiscalização da CVM realiza-se pelo acompanhamento da veiculação de informações relativas ao mercado. a CVM procura junto a instituições de mercado. passando pelas multas pecuniárias. O que são valores mobiliários? . toma depoimentos e reúne provas com vistas a identificar claramente o responsável por práticas ilegais. oferecendo-lhe. Quando solicitada. a CVM atua como "amicus curiae" assessorando a decisão da Justiça. às pessoas que dele participam e aos valores mobiliários negociados. podem ser efetuadas inspeções destinadas à apuração de fatos específicos sobre o desempenho das empresas e dos negócios com valores mobiliários. ANÁLISE DA SUA FUNÇÃO: A CVM é órgão regulador e controlador máximo do mercado de valores mobiliários. Nesses casos. promover o estudo de alternativas e adotar iniciativas. a partir da acusação. do governo ou entidades de classe. possa ser assimilada com facilidade. recolhe informações. nas atividades de mercado. O Colegiado tem poderes para julgar e punir o faltoso. quando este tipo de procedimento não se mostrar eficaz. Ela tem amplos poderes para disciplinar. oferecendo provas ou juntando pareceres.irregularidades eventualmente cometidas no mercado. As penalidades que a CVM pode atribuir vão desde a simples advertência até a inabilitação para o exercício de atividades no mercado. a CVM pode atuar em qualquer processo judicial que envolva o mercado de valores mobiliários. normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado.

é até o segundo dia subseqüente ao do fechamento da operação. a juízo do investidor. Nos demais casos. suspensão ou inabilitação para o exercício do cargo. devidamente registrado na CVM e com a intermediação obrigatória das instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários. O prazo para liquidação física e financeira das operações realizadas em Bolsas de Valores. pela companhia. a Lei das Sociedades por Ações (LSA) contempla como suas modalidades as partes beneficiárias e as debêntures. Incumbe à CVM a análise de pedido de registro de distribuição pública de valores mobiliários. No caso de valores emitidos por sociedades controladas direta ou indiretamente por estados. É investimento social oferecido ao público. poder ser realizadas a vista. por meio de seus sistemas de pregões. os bônus de subscrição e os certificados de emissão de garantia. vigente o princípio do devido processo legal na esfera administrativa. A negociação em mercado: .Secundária A negociação primária opera-se por meio do lançamento público de ações. em todos os mercados que operarem. Quanto à colocação no mercado secundário. a termo. multa. o Banco Central quanto ao atendimento às disposições da Resoluções do Senado federal sobre o endividamento público. ensejando aos acusados amplo direito de defesa. ou cassação da autorização ou do registro. Na verdade. sobretudo as normas editadas pela CVM. previamente. Também trata dos valores considerados pela doutrina como subprodutos de valores mobiliários. municípios e pelo Distrito Federal.Primária . são valores mobiliários derivados. as ações são negociadas pelas Bolsas de Valores ou no mercado de balcão. são: advertência. As sanções para quem descumpre as regras legais do mercado de valores mobiliários. a futuro ou no mercado de opções. bem como a proibição por prazo . o investidor subscreve as ações. No caso. Além das ações. revertendo o produto dessa subscrição para a companhia. essas operações. Penalidades: A CVM deve promover processo administrativo para investigar a ocorrência de irregularidades no mercado. ouvirá.Valor mobiliário é título de investimento que a sociedade anônima emite para a obtenção de recursos.

no mercado. os recursos captados vão para o acionista vendedor (e não para a companhia). junto ao público. com aporte de recursos à companhia. Também o investidor pode ser proibido temporariamente de atuar. Apesar da semelhança com o mercado primário. de grande lote de ações detido por um acionista podem caracterizar operações de abertura de capital. Como funciona o Mercado Primário? As Letras. É importante frisar que a CVM tem a obrigação de comunicar ao Ministério Público quaisquer indícios de ilícito penal verificados nos processos sobre irregularidades no mercado. Através desses leilões.385/76 três delitos dolosos contra o mercado de valores mobiliários: manipulação de mercado.303/2001 acrescentou à lei nº 6. e bolsas de valores. . determinando. uma distribuição no Mercado Secundário. Letras Financeiras e Notas Federais são inicialmente oferecidas em leilões dos quais participam o Banco Central e as instituições financeiras. Uma vez ocorrendo o lançamento inicial ao mercado. que compreende mercados de balcão. a Lei nº 10. AS SOCIEDADES ANÔNIMAS Mercado Primário Mercado Secundário O que é Mercado Primário e Mercado Secundário? O Mercado Primário compreende o lançamento de novas ações no mercado. portanto. fundos destinados ao financiamento de novo déficit são levantados e dívidas preexistentes são refinanciadas ou "roladas". e exercício irregular de cargo. direta ou indiretamente. exigindo registro na CVM. uso indevido de informação privilegiada. profissão. Em matéria criminal. Operações como a colocação inicial. atividade ou função.determinado para o exercício de atividades e operações do sistema de distribuição. Da mesma forma. O bem jurídico tutelado é o desenvolvimento regular das atividades do mercado de valores mobiliários. organizados ou não. tratando-se de ilegalidade fiscal. deve encaminhar o processo à Secretaria da Receita Federal. as ações passam a ser negociadas no Mercado Secundário.

Na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. pelas regras da Bolsa. tais como os títulos a serem ofertados. eles passam a ser negociados no mercado secundário. que tem terminais instalados em todas as instituições participantes do mercado. as quantidades.Os leilões de títulos emitidos pelo Tesouro obedecem a uma programação previamente estabelecida e são divulgados por meio de comunicados às instituições financeiras através do sistema do Banco Central. desde que outras condições. É um mercado ágil. para liquidação no dia útil seguinte. os investidores têm sempre a certeza de terem realizado o melhor negócio . mas os seus maiores problemas é que ele não oferece a transparência que alguns investidores demandam e nem um mecanismo de centralização de preços. os negócios são fechados entre as instituições financeiras pelo telefone. distribui essas informações para as agências de notícias e as empresas especializadas em disseminar cotações do mercado. finalmente. detalhando as condições específicas da oferta. o Sisbacen. com um grande número de participantes. e é de longe o maior e mais abrangente segmento do mercado financeiro. sejam atendidas. nas quais se pode visualizar as ofertas e os preços dos negócios a medida que eles vão acontecendo. e publicados no Diário Oficial da União. Mais importante. negociando tanto para sua conta própria como para seus clientes. a data de liquidação financeira. tais como a quantidade mínima desejada pelo contraparte para fechar o negócio. A Bolsa. Elas também giram as suas carteiras com a expectativa de obter ganhos com oscilações favoráveis nos preços dos títulos. As instituições financeiras carregam estoques de títulos e buscam obter um lucro com esse carregamento. Com isso. dado o número de participantes que nele estão envolvidos. beneficiando não só as instituições financeiras mas também os investidores de modo geral. o horário para recebimento das ofertas e outras informações importantes. As instituições financeiras. fornecem cotações de compra e venda nos mais variados papéis. A negociação secundária de títulos públicos ocorre no mercado de balcão e na Bolsa de Valores.feiras. as negociações ocorrem através de um sistema eletrônico. isto é. elas obtém comissões comprando e vendendo papéis para os seus clientes. quer como intermediários. Os leilões do Tesouro geralmente são realizados às terças. quer como investidores. ademais. No mercado de balcão. ao contrário. os investidores não sabem se estão obtendo o melhor preço do momento para os seus negócios. os negócios têm que ser fechados ao melhor preço disponível no mercado no momento. Como funcionado o Mercado Secundário? Uma vez que os títulos são emitidos e colocados em circulação. E.

configurando o mercado secundário. As carteiras dos Fundos de Investimentos possuem em suas carteiras títulos públicos federais. No mercado secundário ocorrem as negociações dos títulos adquiridos no mercado primário. até bem pouco tempo. os Fundos precisam vender esses títulos no mercado secundário. proporcionando a liquidez necessária. Nos títulos pós-fixados. 6. fiscalização e normatização do setor.possível. o risco de taxa era maior. Desta forma ela controla tudo o que acontece no Mercado Primário e Secundário de ações. cujos negócios podem ter preços bem diferentes daqueles "contratados" por ocasião da compra do papel. atrelados a variação da taxa Selic. debêntures e . Essas diferenças de preços. com os rendimentos definidos pelas ofertas das instituições e que são garantidos pelo Governo e pagos nos vencimentos (a exceção de uma ruptura do sistema econômico vigente). Havendo diferenças entre o preço dos títulos da carteira e a cotação do mercado. cotava os preços desses papeis com remunerações muito próximas ao SELIC/CDI. sobretudo para os papeis de longo prazo. 2. esses títulos podem passar de uma instituição para outra. 4. essa realidade mudou. por entender que risco de taxa era irrisório. eram mais comuns e acentuadas nos papeis prefixados. 3. tendo em vista que a prefixação da rentabilidade impedia seu alinhamento as novas taxas praticadas pelo mercado. Procedimentos do Mercado de Títulos Públicos: 1. títulos públicos relativos a emissões novas. por meio de leilões. Recentemente. 5. além de outros papeis. em razão da elevação dos riscos no País. R E S U M O: A Comissão de Valores Mobiliários é o órgão máximo em matéria de valores mobiliários. É no mercado primário que ocorrem a colocação de ações. Possui poderes quase que ilimitados no controle. Para que os resgates possam ser pagos aos clientes. Em função disso. Após a venda no mercado primário. considerando que o mercado. o Fundo poderá registrar provisões ou prejuízos. Os títulos públicos federais são vendidos pelo Banco Central no mercado primário. essas diferenças eram muito pequenas.

a designação de banco múltiplo cabe aos bancos com pelo menos duas das seguintes carteiras. no caso de banco público). As Sociedades Anônimas estão presentes fundamentalmente no mercado mobiliário. b) Valor nominal (capital social dividido pelo número de ações). corretoras. No Mercado Primário são emitidas as ações subscritas e são onde acontecem os grandes lobbies financeiros (nas sociedades anônimas de capital fechado). Banco Múltiplo Nome dado às instituições financeiras que operam com mais de um tipo de carteira. É o centro nevrálgico do mercado financeiro. bolsas de valores. etc. se estiver dando lucro. A CVM controla de perto todo o movimento do mercado de ações onde estão engajadas as Sociedades Anônimas. o que está sendo negociado na bolsa).correlatos. . uma delas devendo ser necessariamente comercial ou de investimento: (i) carteira comercial.é o valor que segue no balanço. (ii) de investimento (ou de desenvolvimento. d) Valor de mercado (é a diferença entre o valor real e o valor corrente) . (iv) de crédito. c) Valor corrente (o valor de mercado. financiamento e investimento. De acordo com as regulamentações do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central. Elas são as companhias responsáveis pela emissão de ações e debêntures. (v) de arrendamento mercantil. (iii) de crédito imobiliário. e e) Valor contábil (valor do patrimônio líquido dividido pelo número de ações) . As sociedades anônimas emitem ações que são divididas em diversos grupos: a) Valor real (patrimônio social dividido pelo número de ações).ele gera o ágio.

CDB .certificado de depósito bancário título de renda fixa. que nos emprestam o dinheiro para suprir o capital de giro de nossa vida pessoal ou nossos negócios. ← abertura de crédito simples ou em conta corrente. RDB . . Principais Operações: Ativas ← descontar títulos. de câmbio e comércio internacional. São eles que recebem os nossos pagamentos e nossas cobranças.Bancos Comerciais Os Bancos Comerciais nos atendem em nossas necessidades do dia a dia e/ou de curto prazo (até um ano). evitando que tenhamos que fazê-las diretamente junto a origem (imagine a trabalheira de ir pagar nossas contas em cada um dos emissores dos recibos). intransferível. também. são eles. pré / pós-fixado. Cobrança de títulos e arrecadação de tarifas e tributos públicos. pré / pós-fixado. home banking ou Internet.registro de depósito bancário -titulo de renda fixa. Passivas ← captar depósitos à vista. transferível. através de suas agências bancárias. ← obter recursos junto a instituições oficiais para repasse a clientes. na verdade. ← Efetuar prestação de serviços. ← obter recursos externos. inclusive mediante convênio. Conta corrente ← captar depósitos a prazo fixo. ← crédito rural.

Caixas Econômicas São instituições eminentemente de cunho social. .realizar operações ativas e de prestação de serviços. Devem fazer constar. de sua denominação a expressão "Banco Cooperativo" e têm sua atuação restrita às Unidades da Federação em que estejam situadas as sedes das pessoas jurídicas (cooperativas) controladoras. .captar depósitos à vista e a prazo. exclusivamente. Sua principal atividade.vender bilhetes das loterias. Podem firmar convênio de prestação de serviços com cooperativas de crédito localizadas em sua área de atuação. saúde. na infra-estrutura e no saneamento básico das cidades. trabalho. canaliza as economias da sociedade para a aplicação no crédito imobiliário de habitações populares. Outras atividades: . basicamente às pessoas físicas. onde sua principal fonte de recursos. a caderneta de poupança. constituídos sob a forma de sociedades anônimas que diferenciam-se dos demais por terem como acionistas. porém. . obrigatoriamente. Atualmente existem somente uma federal e uma estadual e que equiparam-se nos aspectos operacionais: a CEF e a Caixa Econômica do Estado do Rio Grande do Sul. esta ligada ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). . educação. transportes urbanos e esporte. É vedada a sua participação no capital social de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Bancos Comerciais Cooperativos Bancos Cooperativos são bancos comerciais. concedendo empréstimos e financiamentos a programas e projetos nas áreas de assistência social. ligada ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Na constituição de um Banco Cooperativo devem ser seguidos os procedimentos pertinentes para a constituição de banco comercial (ver roteiro específico).têm o monopólio das operações de empréstimo sob penhor de bens pessoais e sob consignação. com a seguinte particularidade: apenas as pessoas jurídicas controladoras devem publicar declaração de propósito e comprovar capacidade econômica compatível com o empreendimento. as Cooperativas de Crédito.

centralização do recolhimento e da posterior aplicação dos recursos do FGTS.427. e na restante legislação complementar e específica. Filiais e Agências das Caixas Econômicas Federais poderão ser usadas pelo Banco Nacional da Habitação.380.427. disciplinamento e controle do SFH está ao cargo da CEF. obrigatoriamente.380. na data da publicação da Lei nº 4.380 de 21 de agosto de 1964. são um dos instrumentos de ação do Governo Federal no setor habitacional. de 19 de junho de 1934. de 19 de junho de 1934. paraestatais e de economia mista. foi decretada a extinção do BNH. bem como as condições gerais e específicas tendo em vista a natureza dos mesmos serviços. usando as atribuições que lhe confere o art. Art 2º O Banco Nacional de Habitação exercerá suas atribuições orientadoras. item I. § 1º O Banco Nacional da Habitação para plena execução do que prevê este artigo. 68 da Lei número 4. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA . da Constituição Federal. As Caixas Econômicas Federais. disciplinadoras e controladoras das Caixas Econômicas Federais. Art 3º As Sucursais. § 2º Desses acordos ou convênios deverão constar. por incorporação à CEF. 87. DECRETA: Art 1º. que. suas disponibilidades nas Caixas Econômicas Federais poderão continuar a fazê-lo. sempre que couber aplicação do disposto nos artigos 3º 14 e 15 do Decreto nº 24. autárquicas. RELAÇÃO CEF/BNH Em 21 de novembro de 1986 (DL 2291). DECRETO Nº 55. Dispõe sobre a adaptação das Caixas Econômicas Federais do Sistema Financeiro da Habitação.. de 21 de agosto de 1964. as taxas remuneratórias dos serviços a serem prestados pelas Caixas Econômicas Federais. através do Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais. operando de acordo com o disposto na Lei nº 4. Art 4º As entidades governamentais. no Decreto nº 24. depositava. Assim. DE 22 DE DEZEMBRO DE 1964. no que tange ao sistema Financeiro da habitação. que assumiu o conjunto de atribuições antes de responsabilidade do BNH. como agentes e representantes deste. toda orientação. deverá firmar acordos ou convênios com as respectivas Caixas Econômicas Federais. e tendo em vista o disposto no parágrafo único do art.279. . os quais obedecerão às normas e condições gerais previamente aprovadas pelo Conselho Superior. de 21 de agosto de 1964.

§ 3º Os depósitos das Caixas Econômicas Federais no Banco Nacional da Habitação terão o reajustamento monetário previsto na Lei nº 4. § 1º Na fixação da percentagem acima referida serão sempre considerados os fatores pertinentes aos investimentos já realizados no setor habitacional e os relativos as necessidades operacionais das carteiras não compreendidas naquele setor. Parágrafo único. § 3º As Caixas Econômicas Federais poderão aplicar até 15% (quinze por cento) dos recursos a que se refere este artigo em habitações e valor unitário igual ou superior a 60 (sessenta) vezes o maior salário-mínimo . II .380. Art 6º As dotações das Carteiras destinadas a atender ao setor habitacional serão estabelecidas através de "Planos de Inversões" que integrarão. a percentagem mínima de recursos que devem ser aplicados no financiamento de projetos destinados à eliminação de favelas. no todo ou em parte. mocambos e outros aglomerações em condições sub-humanas de habitabilidade. de 21 de agosto de 1964. da seguinte forma: I .pelo menos 70% (setenta por cento) deverão ser aplicados em habitações de valor unitário inferior a 60 (sessenta) vezes o maior salário-mínimo mensal vigente no País. Art 7º Os recursos destinados ao setor habitacional pelas Caixas Econômicas Federais distribuir-se-ão. na forma do que resolverem os Conselhos Administrativos das respectivas Caixas Econômicas Federais. consideradas as possibilidades econômico-financeiras de cada autarquia. § 1º Dentro do limite de recursos obrigatoriamente aplicados em habitações de valor unitário inferior a 60 (sessenta) vezes o maior salário mínimo do País. § 2º No caso de manifesta deficiência de disponibilidades. obrigatoriamente. para cada região ou localidade. os orçamentos semestrais das Caixas Econômicas Federais. § 2º Nas aplicações a que se refere o inciso II. periodicamente. o Banco Nacional da Habitação fixará. Os "Planos de Inversões" terão em vista as peculiaridades e as necessidades regionais e locais. a percentagem dos depósitos das Caixas Econômicas Federais que deverá ser obrigatoriamente aplicada em depósitos no Banco Nacional de Habitação.Art 5º O Ministro da Fazenda fixará. a critério do Ministro da Fazenda mediante promoção do Conselho Superior os depósitos das Caixas Econômicas Federais aplicados no Banco Nacional da Habitação poderão ser liberados. a parcela financiada do valor do imóvel não poderá ultrapassar 80% (oitenta por cento) do mesmo. permanentemente. ad referendum do Conselho Superior.No máximo 15% (quinze por cento) poderão estar aplicados em habitações de valor unitário compreendido entre 200 (duzentas) e 300 (trezentas) vezes o maior salário-mínimo mensal vigente no País vedadas as aplicações em habitações de valor unitário superior a 300 (trezentas) vezes o maior salário mínimo mensal citado.

Parágrafo único. cujas .380 de 21 de agosto de 1964. § 2º Os critérios para efeito da correção monetária serão os estabelecidos na Lei nº 4. As Caixas Econômicas Federais poderão assegurar reajustamento monetário. preverão o reajustamento das prestações mensais de amortização e juros. realizados pelas Caixas Econômicas Federais. Parágrafo único.380. o Banco Nacional da Habitação poderá alterar os critérios de distribuição das aplicações previstas no artigo anterior. de 21 de agosto de 1964. de 21 de agosto de 1964. Art 9º Os contratos de seguro de vida de renda temporária. As Caixas Econômicas Federais manterão depósitos especiais de acumulação de poupança. coma conseqüente correção do valor monetário da vida. Os contratos de venda ou construção de habitações para pagamento a prazo ou empréstimos para aquisição ou construção de habitações.380. As restrições constantes das alíneas a e b do artigo 6º da Lei nº 4. Art 10. toda vez que o salário mínimo legal for alterado. 24 da Lei mencionada neste artigo. mas os respectivos juros serão livremente movimentados pelo depositante. Art 13. nas condições previstas na Lei nº 4. Esses depósitos não poderão ser movimentados por meio de cheques. não obrigam as Caixas Econômicas Federais. de 21 de agosto de 1964. para os pretendentes a financiamentos de casa própria. previstas no § 1º do art. § 1º O disposto neste artigo. aos depósitos especiais casa própria. porém inferior a 200 (duzentas) vezes o mesmo salário-mínimo.380. as operações de seguro relativas a financiamentos não realizados pelas Caixas Econômicas Federais poderão ser efetuadas por intermédio do Serviço de Assistência e Seguro Social dos Economiários. desde que de prazo não inferior a 1 (um) ano e vinculados às operações imobiliárias. Até que o Banco Nacional da Habitação assegure as reservas técnicas necessárias. Art 8º A partir do terceiro ano de aplicação da Lei nº 4. Art 12. em face de acordos ou convênios. poderão ser feitos com o Serviço de Assistência e Seguro Social dos Economiários quando os financiamentos forem realizados por intermédio das Caixas Econômicas Federais. cujos titulares terão preferência na obtenção desses financiamentos. Art 11.380.mensal vigente no País. quando o adquirente for servidor público ou autárquico poderá ser aplicado tomando como base a vigência da lei que lhe altere o vencimentos. obedecidas as condições gerais estabelecidas pelo Banco Nacional de Habitação e tendo sempre em vista as condições econômicofinanceiras de cada autarquia. de 21 de agosto de 1964. de que trata o artigo 14 da Lei nº 4.

dentro das coordenadas estabelecidas pela Lei nº 4. mediante planos gerais previamente aprovados pelo Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais. Os titulares dessas Carteiras serão designados pelos respectivos Conselhos Administrativos na forma do art. não ficarão sujeitos às condições estabelecidas no mencionado artigo 7º. e do presente decreto.cumpridas pelas Caixas Econômicas Federais as determinações da Lei nº 4. a fim de que. nos setor habitacional. A venda das unidades de conjuntos habitacionais será feita por concorrência pública ou quando destinados a operários servidores públicos e autárquicos diretamente. o seu Regimento e adaptados e padronizados os Regimentos Internos. ou com aplicação contratada. Os processos das Caixas Econômicas Federais. As pessoas que já forem proprietárias. Parágrafo único. as Caixas Econômicas Federais poderão elaborar e executar projetos de construção de conjuntos habitacionais. de 21 de agosto de 1964. A disponibilidades das Sociedades de Crédito Imobiliário serão mantidas em depósito no Banco Nacional da Habitação no Banco do Brasil. 30 do Regulamento aprovado pelo Decreto número 24. Parágrafo único. até a data a que se refere o presente artigo. Art 17. e do presente decreto.aplicações são regidas pelo disposto nos artigos 10 e 11 da mesma lei. não serão computados nas percentagens de aplicação a que se refere o artigo 7º. obrigatoriamente. Quando verificada a falta de iniciativa local pública ou privada. III . das Caixas Econômicas Federais. Art 14.Estabelecidos métodos. II . Parágrafo único. no prazo de noventa dias. Os recursos aplicados. Art 15. até 11 de setembro de 1964 pelas Caixas Econômicas Federais. de 19 de junho de 1934. O Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais proverá no sentido de que sejam: I . do presente decreto. inclusive. nos demais bancos oficiais da União e dos Estados e nas Caixas Econômicas Federais. os quais. Art 16. de 21 de agosto de 1964. não poderão adquirir imóveis objeto de aplicação pelo sistema financeiro da habitação. sejam fixados novos critérios e limites para os recursos ex offício . promitentes compradoras ou cessionárias de imóvel residencial na mesma localidade.380. processos e rotinas. As Caixas Econômicas Federais criarão.427.380. que facultem o maior . exercerão as suas funções cumulativamente com as Carteiras de que já sejam titulares. Art 18.adaptado. Art 19. já deferidos pelos órgãos e autoridades competentes. Carteiras de Habitação para a plena execução do Plano Nacional de Habitação.

de 2 de abril de 1963.380. Art 20. Art 22. de 17 de maio de 1963. no que lhe disser respeito. CASTELLO BRANCO Octávio Gouveia de Bulhões CONHECIMENTOS DE SERVIÇOS BANCÁRIOS ← ← ← Abertura e Movimentação de Contas Documentos Básicos: Pessoa Física Documentos Básicos: Pessoa Jurídica ← Capacidade e Incapacidade Civil . desde que devidamente instruídos.382. A apreciação dos recursos ex offício será realizada pelo Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais. da Lei nº 4. todos referentes a operações das Caixas Econômicas Federais. 50. de 19 de junho de 1934. também fielmente. de 12 de setembro de 1962. 51. de 21 de agosto de 1964. Parágrafo único. por intermédio do Ministério da Fazenda após audiência do Banco Nacional da Habitação.rendimento dos serviços e a segurança e a rapidez na tramitação dos processo e papéis.380.013.882. Art 23. 22 de dezembro de 1964. Dentro do prazo de 90 (noventa) dias o Poder Executivo enviará mensagem ao Congresso dispondo sobre a nova Lei Orgânica das Caixas Econômicas Federais. fora do Sistema Financeiro da Habitação. Brasília. revogadas as disposições em contrário. Os pedidos de financiamento de competência dos Conselhos Administrativos das Caixas Econômicas Federais serão a estes submetidos com fiel observância da ordem cronológica da sua entrada nos Gabinetes dos Diretores das respectivos Carteiras. Art 21. tendo em vista o disposto na Lei nº 4. 52.316. a ordem cronológica. observando . desde que devidamente instruídos. 1. regendo-se as operações das mesmas. Ficam revogados os Decretos ns. Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação. na forma do previsto no artigo 60. cujo anteprojeto deverá ser encaminhado pelo Conselho Superior à Presidência da República. de 21 de agosto de 1964. pelo Decreto nº 24. 143º da Independência e 76º da República. H. de 6 de março de 1961.427.

← depósitos a prazo e ← poupança. IOF e IR. Oportunidade de negócios: ← ← Aplicações e investimentos. quanto ao número de titulares. tais como depósito inicial ou renda mínima. O banco também pode recusar a abertura de conta para quem estiver incluído no CCF (Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos) ou com o CPF na situação de cancelado na Secretaria da Receita Federal. CPMF. por cheque e ordens de pagamento. Dentro do que é permitido pela legislação. Ampla cobertura de serviços do Banco. ← Informação detalhada das transações ocorridas nas contas. A QUEM SE DESTINA Pessoas Físicas ou Jurídicas VANTAGENS Possibilita ao cliente movimentar seus recursos com segurança. A conta.← Representação e Domicílio ABERTURA E MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS CONTA CORRENTE DEFINIÇÃO Prestação de serviços de movimentação e guarda de recursos que serão livremente movimentados. cada banco pode estabelecer condições para a aceitação de um cliente. pode ser individual ou conjunta. pelos seus titulares (uma ou mais pessoas físicas ou pessoa Jurídica). A abertura de uma conta é um contrato entre o banco e o cliente. celebrado pela livre decisão de ambos. inclusive tarifas pagas. As principais contas bancárias são: ← depósitos à vista. Acesso às linhas de crédito disponíveis. .

e ser solidária ou não solidária.É permitida a transformação de individual em conjunta e vice versa. Os limites mínimos para abertura de contas. b) O início da cobrança de um serviço ou o aumento de preço deve ser informado ao público com 30 dias de antecedência. d) Não podem fornecer produtos e serviços que não foram solicitados pelo correntista. f) O cliente tem assegurado o direito à liquidação antecipada de débitos. mediante a redução proporcional dos juros. total ou parcial. OS BANCOS NÃO PODEM COBRAR (Resol. de 28/06/2000) . c) Todas as cobranças feitas pelo banco devem ser informadas ao correntista no momento da abertura da conta corrente. isto é. o cliente pode acionar os serviços de proteção ao consumidor. A conta conjunta solidária pode ser movimentada em conjunto ou isoladamente pelos titulares. Veja quais são os principais direitos dos correntistas: a) As agências devem afixar. em local visível ao público uma relação dos serviços cobrados com seus respectivos valores e periodicidade.Bacen 2. A conta conjunta pode ter dois ou mais titulares. Isso acarretará pena de sanção administrativa (multa) ao banco. desde que mediante expressa concordância de todos os titulares. e) As instituições não podem fazer venda casada. Se isso ocorrer. A conta conjunta não solidária somente pode ser movimentada em conjunto por todos os titulares. fornecimento de cheques e emissão de extratos são fixados por cada banco. quando for o caso.747. vincular a prestação de um serviço à compra de outro. É permitida a abertura de mais de uma conta individual ou conjunta em nome do mesmo titular. e na falta de um dos titulares a conta só pode ser movimentada através de autorização judicial. DIREITOS DOS CORRENTISTAS Os bancos são considerados prestadores de serviço e por isso devem seguir regras impostas pelo Código de Defesa do Consumidor.

h)Manutenção de contas abertas por depósito de ações de consignação em pagamento e de usucapião. depósitos. no mínimo. b)Não tiverem sido liquidadas 50%. d)Extrato mensal com toda a movimentação do mês. Quais os tipos de conta clientes podem ter? Os clientes podem ter conta de depósito à vista. A conta de poupança foi criada para estimular a economia popular e permite a aplicação de pequenos valores que passam a gerar rendimentos mensalmente. a critério do correntista. e)Fornecimento de documentos destinados à liberação de garantias de qualquer natureza. das folhas de cheque fornecidas ao correntista nos últimos três meses. d)Ordens de pagamento ou de crédito entre agências do mesmo banco. c) Substituição do cartão de débito. Nela. f)Manutenção de contas de poupança. exceto nos casos de perda ou roubo. com.00 e sem movimentação há seis meses. ainda não tiverem sido liquidadas. g)Manutenção de contas abertas por ordem judicial (depósitos em juízo). . de depósito a prazo e de poupança. alternativamente.* Fornecimento de cartão magnético ou. já fornecidas ao correntista. b)Consultas em terminais eletrônicos. e)Manutenção de contas correntes. de um talonário de cheques. facultada à instituição financeira a prerrogativa de suspender o fornecimento de novos talonários de cheques quando: a)Vinte ou mais folhas de cheques. transferências e outros lançamentos. A conta de depósito à vista é o tipo mais usual de conta bancária. pelo menos 10 folhas por mês. A conta de depósito a prazo é o tipo de conta onde o seu dinheiro só pode ser sacado depois de um prazo fixado por ocasião do depósito. o dinheiro do depositante fica à sua disposição para ser sacado a qualquer momento. OS BANCOS PODEM COBRAR a)Movimentação de contas: saques. inclusive públicas. c)Tarifas para receber as contas. exceto aquelas com saldo igual ou inferior a R$ 20. que não seja apenas o de sacar o valor creditado. QUESTIONÁRIO 1. As contas que recebam salários ou aposentadorias somente se possuírem talão de cheques ou outro benefício.

como carteira profissional.inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF). e apresentar os originais dos seguintes documentos: no caso de pessoa física: .2. ← tarifas de serviços. . O que é conta-salário? É um tipo especial de conta de depósito à vista destinada a receber salários. por escrito. vencimentos. pensões e similares. ← informação de que os cheques liquidados. O que é necessário para se abrir uma conta de depósitos? Dispor da quantia mínima exigida pelo banco. constantes de contrato. ← necessidade de você comunicar. qualquer mudança de endereço ou número de telefone. ← condições para inclusão do nome do depositante no Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundos (CCF). 4. uma vez microfilmados. ← necessidade de comunicação prévia. 3. e .inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). poderão ser destruídos. .documento de constituição da empresa (contrato social e registro na junta comercial). . que é o contrato firmado entre banco e cliente. Não é movimentável por cheques e é isenta da cobrança de tarifas.documento de identificação (carteira de identidade ou equivalente. O maior de 16 e menor de 18 anos (não-emancipado) deve ser assistido pelo pai ou pelo responsável legal. ← condições para fornecimento de talonário de cheques. . Não está sujeita aos regulamentos aplicáveis às demais contas de depósitos. Que informações o banco deve prestar no ato da abertura de uma conta? Informações sobre direitos e deveres do correntista e do banco. O instrumento contratual é firmado entre a instituição financeira e a entidade pagadora. 5. no caso de pessoa jurídica: . mandatários ou prepostos a movimentar a conta.comprovante de residência.documentos que qualifiquem e autorizem os representantes. O jovem menor de 16 anos precisa ser representado pelo pai ou responsável legal. O menor de idade pode ser titular de conta bancária? Sim. da intenção de qualquer das partes de encerrar a conta. aposentadorias. carteira de trabalho ou certificado de reservista). preencher a ficha-proposta de abertura de conta. por escrito. como: ← saldo médio mínimo exigido para manutenção da conta.

em voz alta. que é o contrato de abertura da conta celebrado entre o banco e o cliente. Os nomes desses dois funcionários devem estar claramente indicados na ficha-proposta. Somente com sua autorização feita por escrito ou por meio eletrônico. Todos esses assuntos devem estar previstos em cláusulas explicativas na ficha-proposta. 6. para qualquer modalidade de investimento sem que o cliente autorize? Não. O cliente pode autorizar. com a data do efetivo encerramento da conta de depósitos à vista. fica obrigado a informar o cliente? O débito dos impostos e das tarifas previstas no contrato (ou ficha-proposta) pode ser feito sem aviso. não assinar nenhum documento antes de esclarecer todas as dúvidas. solicitar cópia dos documentos que assinou. pelo banco. nos originais. 9. admitida a utilização de meio eletrônico. Depósitos realizados em conta por falha do banco podem ser estornados . ← obrigatoriedade da devolução das folhas de cheque em poder do correntista. Quais os cuidados que se deve tomar antes de abrir uma conta? Ler atentamente o contrato de abertura de conta (ficha-proposta). O dinheiro depositado em qualquer tipo de conta pode ser transferido. Quais os cuidados que o banco deve ter por ocasião da abertura de uma conta? As informações incluídas na ficha-proposta e todos os documentos de identificação devem ser conferidos. ← necessidade de manutenção de fundos suficientes para o pagamento de compromissos assumidos com a instituição financeira ou decorrentes de disposições legais. pelo funcionário encarregado da abertura da conta. 8. por escrito ou por meio eletrônico. ou de apresentação de declaração de que as inutilizou. 7.← prazo para adoção das providências relacionadas à rescisão do contrato. o débito em conta por ordem de terceiro. Qualquer outra cobrança não prevista só pode ser feita mediante o seu prévio consentimento. Quando o banco fizer algum débito em conta. Em caso de abertura de contas para deficientes visuais o banco deve providenciar a leitura de todo o contrato. que assina a ficha juntamente com o gerente responsável. ← necessidade de expedição de aviso da instituição financeira ao correntista.

cédula de identidade (RG) ou documentos que a susbstituam legalmente. Corecon. inclusive as relacionadas às tarifas de serviços. a exemplo das carteiras fornecidas pela OAB. Abertura e encerramento de conta corrente de pessoa física Abertura Para abertura de conta os bancos pedem que o cliente apresente. E. Federação Nacional dos Jornalistas etc. PESSOA FÍSICA É o ente físico ou coletivo suscetível de direitos e obrigações. além de sua qualificação. Cartão de Identificação do Contribuinte (CIC/CPF). em comum acordo. É o ser humano capaz de adquirir direitos e assumir obrigações. Os originais serão devolvidos logo após a conferência com as cópias. sendo sinônimo de sujeito de direito. O banco é obrigado a fornecer ao cliente comprovante da operação de depósito realizada? Sim. O banco e o cliente podem pactuar. outras formas de comprovação da operação realizada. também deverá ser identificado o responsável que o assiste ou representa. 11. originais e cópias dos seguintes documentos: Documento de identificação . É a pessoa natural. no mínimo. o indivíduo fisicamente representado. telefone ou contrato de locação). Posso abrir uma conta em moeda estrangeira? As contas em moeda estrangeira só são abertas para estrangeiros que estejam transitoriamente no país. Tratando-se de menor ou de pessoa incapaz.sem aviso prévio. deverá ser identificado o respectivo responsável. Todas as condições básicas para movimentação e encerramento devem constar da ficha proposta de abertura de conta (contrato). Comprovante de residência (conta de luz. . pelo banco depositário. CRM. É da natureza do contrato de depósito a entrega imediata. caso se trate de pessoa economicamente dependente. de recibo da operação de depósito realizada. CREA. que ficarão com o banco. 10.

← Devolver os talonários de cheques e cartões que estejam em seu poder. CPMF). cabendo a ela toda a responsabilidade de identificação do favorecido/beneficiário. Conta-salário É um tipo especial de conta de depósito à vista. mesmo quando ocorrer após o encerramento da conta. A tarifa de manutenção da conta é negociada e cobrada da empresa ou órgão pagador do salário/vencimento. ← Cancelar as autorizações de débitos automáticos. ← Verificar se todos os débitos (autorizados) e cheques emitidos estão lançados na conta. exclusivamente para pagar-lhe salários e/ou vencimentos. O . revogação ou cancelamento de cheques. ← Manter saldo suficiente para liquidação de compromissos assumidos anteriormente (débito automático. O cliente (empregado/funcionário/beneficiário) é isento de tarifa de manutenção da conta-salário. ← Devolução ao banco das folhas de cheques em seu poder ou declaração por escrito de sua inutilização. aberta pela empresa/fonte pagadora em nome de um favorecido/beneficiário.Encerramento Os contratos ou fichas-proposta de abertura de conta deverão estabelecer. prestação de financiamento. O banco deverá informar os motivos de devolução dos cheques apresentados dentro do prazo de prescrição. . o cliente deve tomar as seguintes providências: ← Pedir o extrato da conta. CPMF). conferindo e confirmando com o banco o seu registro. ← Manutenção de fundos suficientes para a liquidação de compromissos assumidos com o banco ou decorrentes de disposições legais (ex. Como agir Ao solicitar o encerramento. O encerramento da conta não eximirá seu titular das obrigações legais decorrentes da sustação.A abertura dessa conta é feita pela empresa ou fonte pagadora. Prazo para adoção de providências relacionadas à rescisão. ← Exigir o protocolo das devoluções e do encerramento da conta. as seguintes condições para seu encerramento: ← ← Comunicação prévia por escrito. no mínimo.

estado. mensal e gratuito. poderá ser cobrada tarifa de reposição. impostos e taxas. boletos bancários. .A conta-salário não está sujeita aos demais regulamentos aplicáveis às contas de depósitos. . . que visa à consecução de certos fins. mas apenas por cartão magnético. . ← ← ← ← ← ← ← ← ← ← Razão Social ( Contrato Social) Data da Constituição da Empresa Atividade Cartão do CGC Endereço completo logradouro. roubo ou danos provocados pelo cliente.No caso de substituição do cartão magnético por perda.É a unidade de pessoas naturais ou de patrimônio. . bairro.Essa conta não é movimentável por cheques. . número de telefone. .Na abertura da conta-salário o beneficiário recebe do banco informações sobre o seu funcionamento. nas agências do banco e nos equipamentos de auto-atendimento internos e externos. títulos. para movimentá-los em outro banco. São 3 os seus requisitos: ← organização de pessoas ou de bens ← licitude de seus propósitos ou fins e ← capacidade jurídica reconhecida por norma.instrumento contratual de abertura da conta-salário é firmado entre o banco e a instituição/empresa pagadora. CEP. reconhecida pela ordem jurídica como sujeito de direitos e obrigações.O cliente também pode optar por transferir integralmente seus recursos por meio de um único DOC/TED.A conta-salário só recebe créditos da empresa ou fonte pagadora e não pode ser utilizada para débitos decorrentes da quitação de contas de consumo. cidade. PESSOA JURÍDICA: Pessoa jurídica .

← código DDD, ← fax, ← E-mail, ← fontes de referências e; ← Documentos para a autorização de representantes, mandatários ou procuradores, para que os mesmos possam fazer a movimentação da conta ou outras ações devidamente outorgadas.

CAPACIDADE E INCAPACIDADE CIVIL
Diz o Código Civil Brasileiro no seu capítulo I: Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.

Quanto a capacidade.
Pelo Novo Código Civil Brasileiro , são capazes os maiores de 18 anos e os emancipados. Caracterizam-se por possuírem capacidade de fato, além da capacidade de direito (comum também aos incapazes). Podem, desta forma, exercer todos os atos da vida civil. A título de esclarecimento, emancipados são aqueles menores de 18 anos para os quais a lei, os pais ou o juiz concede capacidade. Não se pode confundir capacidade com maioridade e menoridade. Maioridade são todos aqueles que tem mais de 18 anos. Da mesma forma, um emancipado menor é considerado capaz. A definição de capacidade, proposta por Fiuza, C. em "Direito Civil- Curso Completo", Ed. Del Rey, 1998, é a seguinte: "Capacidade é a aptidão inerente a cada pessoa para que possa ser sujeito ativo ou passivo de direitos e obrigações". Daí surgem os dois tipos de capacidade comumente encontrados nos compêndios de Direito Civil quais sejam: Capacidade Civil, também denominada capacidade jurídica, legal ou de direito e a Capacidade de Fato, também denominada de capacidade geral ou plena. A capacidade civil representa o potencial próprio de cada um para o exercício dos atos da vida civil, ou seja, celebrar contratos, agir em juízo, casar-se, etc. Contudo, isso não significa que todos aqueles que possuem tal capacidade possam de fato, exercer, na plenitude, atos da vida civil. É preciso ter capacidade de fato, isto é, poder efetivo para a prática de atos. Se por um lado todos nós somos titulares de direitos e obrigações, o exercício pessoal dos direitos fica condicionado, por disposições legais, a circunstâncias, como maturidade, saúde e desenvolvimento intelectual.

Quanto a incapacidade.
A incapacidade pode se apresentar em duas espécies: absoluta: acarreta a proibição total da prática dos atos da vida civil, sob pena de nulidade (artigo 166, inciso I, do Código Civil), e é suprida pela representação; relativa: permite a prática dos atos civis, desde que o incapaz seja assistido por seu representante, sob pena de anulabilidade (artigo 171, inciso I, do Código Civil), e é suprida pela assistência. Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I - os menores de dezesseis anos; II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

Menores de 16 anos
São os menores impúberes.

Enfermo ou deficiente mental
O Decreto-lei n. 24.559/34 trata minuciosamente da situação dos loucos. Autoriza ao juiz, na sentença de interdição, fixar limites à curatela. Para garantir que não haja interdições de pessoas capazes, o interditando deverá ser citado no processo para que exerça sua defesa. Havendo sentença de interdição, esta deverá ser publicada, pelo menos, três vezes no jornal local. Sempre que um louco já interditado praticar qualquer ato jurídico sozinho, este será nulo, ainda que a terceira pessoa não soubesse da existência da sentença de interdição, tendo em vista a presunção da publicidade. Para se decretar a interdição, é fundamental o exame médico que comprove a doença mental. O juiz deverá, ainda, fazer um exame pessoal do interditando, na forma de interrogatório com perguntas básicas, como nome de parentes, endereço, número de telefone etc.

Pessoas, por motivos transitórios, sem expressão da vontade
Andou bem o Código Civil ao substituir a velha disposição que só incluía os surdos-mudos, que não podiam expressar a vontade, por todos aqueles que não conseguem expressar a vontade, por uma causa transitória. Aqui podemos incluir todos os que tenham algum problema físico que venha gerar a referida incapacidade. Ser absolutamente incapaz significa a necessidade de ser representado em tudo o que se fizer por responsável legal. Contudo, tais responsáveis (representantes), têm poderes limitados, necessitando de autorização do juiz e do Ministério Público para realizar atos que representem perda patrimonial para o representado, tais como a venda ou a doação de bens.

Quanto aos relativamente incapazes
Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os pródigos.

o ato culposo ou doloso que trouxesse prejuízo a terceiro gerava responsabilidade ao menor. do Código Civil). os menores púberes perdem essa proteção caso pratiquem qualquer ato disposto nos artigos 180 e 181 do Código Civil.psiquiátrica que ampliou as hipóteses de incapacidade relativa. surdos . comprovados e declarados em sentença de interdição. entre outros que tenham sua capacidade cognitiva alterada. do Código Civil). toxicômanos. pois abarca todos os "fracos dementes". como no caso de alcoólatras ou dipsômanos. podendo ser.mudos. adotando-se para a hipótese a regra geral do artigo 186 do Código Civil. portadores de anomalias psíquicas. sendo a assistência um mero suporte para a prática do ato. . O pródigo não é considerado louco. inciso III. interditado a fim de se proteger sua família. sem desenvolvimento mental completo A hipótese dá grande discricionariedade ao julgador. inciso IV. os menores púberes são equiparados aos maiores quanto às obrigações resultantes de atos ilícitos dos quais forem culpados. no entanto. apenas possui um desvio de personalidade. Ébrios habituais. preocupado com o desenvolvimento intelectual. O Código Civil de 1916 dispunha no seu artigo 156 que. entendia que a maturidade havia chegado quando ocorria a prática e um ato ilícito. Portanto. como é o menor que atua na vida jurídica é a sua vontade que constitui a mola geradora. O conceito de família é restrito ao cônjuge. Portanto.Maiores de 16 anos e menores de 18 anos (menores púberes) Embora exista um sistema de proteção aos menores incapazes. sem assistência de um curador (artigo 1767. Pródigos São aqueles que não conseguem reter os seus bens e acabam chegando à miséria. aos descendentes e aos ascendentes. Todos esses precisarão da assistência de um curador (artigo 1767. que os tornam incapazes de praticar atos da vida civil. Excepcionais. toxicômanos e todos com discernimento reduzido Foi a ciência médico . A omissão do novo Código Civil não altera a imputabilidade e responsabilidade civil do menor relativamente incapaz. para efeitos civis. O legislador.

Para a emancipação. só se limitando à prática de atos que acarretam a redução de seu patrimônio (alienação. O relativamente incapaz pratica atos indiretamente através de determinada pessoa. desde que o responsável concorde e assine a transação conjuntamente.) (artigo 1782 do Código Civil). não há a prática do ato. O Ministério Público poderá requerer a interdição se houver somente filhos menores. são passíveis de anulação. poderá ser interditado. Na vigência da lei anterior à Lei n.. assim. Silvícolas É vulgarmente chamado de índio e sujeito a regime tutelar estabelecido em leis e regulamentos especiais. O pródigo pode livremente casar-se sem autorização de curador. a restrição que ele sofre é muito pequena. tornando-se. No que concerne ao artigo 4o do C. os silvícolas devem comprovar . A jurisprudência acoplou a companheira no rol da família para requerer a interdição do pródigo.C. foi criado um órgão para tutelar os silvícolas em nome do Estado: a FUNAI. o qual cessará à medida que se adaptar a civilização do país. tendo em vista não haver a quem proteger.º. Esse é o pensamento tanto do Professor Silvio Rodrigues quanto da Professora Maria Helena Diniz. observamos clara diferença em relação a incapacidade absoluta.A interdição do pródigo tem três características: · · · se ele tiver família. a qual cumpre assisti-lo. 6. parágrafo único. não poderá ser interditado. do Código Civil. não existindo qualquer pessoa da família que tenha capacidade para requerer a interdição. poderá requerer sua emancipação. sendo que seu registro é feito na própria FUNAI. Por exemplo. Os silvícolas não possuem registro de nascimento civil. que ficam sob a tutela da União (tutela estatal).001/73) que regulamenta a proteção dos silvícolas. estabelece: "A capacidade dos índios será regulada por legislação especial". Há uma lei federal (Lei n. No caso de discordância.001/73. um jovem de 17 anos pode vender um terreno de sua propriedade. 6. pessoa capaz. doação etc. Se um silvícola se adaptar à civilização. A incapacidade estabelecida por lei especial não é uma restrição e sim uma proteção. O artigo 4. se ele não tiver família. Somente os atos sem a devida assistência.

A idade mínima para a emancipação é 16 anos. Cessação da Incapacidade Cessa a incapacidade quando desaparece a sua causa ou quando ocorre a emancipação (exemplo: se a causa da incapacidade é a menoridade.que já completaram 21 anos de idade. através de um ato unilateral dos pais reconhecendo que o filho tem maturidade necessária para reger sua vida e seus bens. que já conhecem a língua portuguesa e que já estão adaptados à civilização. cessará a incapacidade) (artigo 5. Antes da vigência do atual sistema. do parágrafo único. parágrafo único. b) Emancipação judicial . A emancipação pode ser de três espécies (artigo 5. do Código Civil): ← ← ← voluntária. 6. Hoje a jurisprudência é tranqüila no sentido de que os pais que emancipam os filhos por sua vontade não se eximem da responsabilidade por eles. ou de qualquer deles na falta do outro. A emancipação só pode ocorrer por escritura pública.º. do artigo 5. O inciso I. a emancipação voluntária só poderia acontecer a partir dos 18 anos. judicial e legal. a) Emancipação voluntária Aquela decorrente da vontade dos pais.001/73) dispõe que todo ato praticado por silvícola. O Estatuto do Índio (Lei n.º foi expresso ao exigir o instrumento público. porém hoje.º do Código Civil). A escritura é irretratável e irrevogável para não gerar insegurança jurídica. podendo exercer uma atividade útil. como já era previsto pela própria Lei de Registros Públicos. é nulo. no entanto. quando a pessoa completar 18 anos. O atual sistema é mais rígido que o anterior que autorizava a emancipação por escritura particular. sem a assistência da FUNAI. A concessão da emancipação é feita pelos pais. O próprio Estatuto. dispõe que o juiz poderá considerar válido o ato se constatar que o silvícola tinha plena consciência do que estava fazendo e que o ato não foi prejudicial a ele. por questão teleológica. a emancipação voluntária cai automaticamente para 16 anos.

visto que idade mínima para adquirir permissão ou habilitação é 18 anos). recebimento do diploma de curso superior etc. os menores não poderão praticar atos não permitidos pelas leis especiais (exemplo: um rapaz emancipado com 17 anos não poderia se habilitar para dirigir. evidentemente podem recorrer às pessoas físicas que as representem. A sentença que conceder a emancipação será devidamente registrada (artigo 89 da Lei 6.). O procedimento é regido pelos artigos 1103 e seguintes do Código de Processo Civil com participação do Ministério Público em todas as fases.É aquela decretada pelo juiz. estando estas últimas designadas nos atos constitutivos das pessoas jurídicas (contratos sociais ou estatutos). voltando os menores à condição de incapazes. que culmina na emancipação.. Modelo de Procuração PROCURAÇÃO Através deste instrumento particular eu.e CPF n. tendo em vista que o tutor não pode emancipar o tutelado. _________________________ Filho de_________________________e de_________________________ nascido(a)e_______/________/______.015/73). elas sempre irão se sobrepor ao Código Civil em relação à emancipação de menores. É um ato previsto em lei. Da mesma forma as pessoas naturais podem fazer-se representar por outra pessoa natural (pessoa física) através de um instrumento conhecido como "procuração". ainda que sejam emancipados. o casamento emancipa os menores. estabelecimento do menor com economia própria. no ______ município de_________. o Código de Transito Brasileiro etc. No caso de leis especiais. Qualquer que seja a idade. os efeitos da emancipação não serão válidos. expedida pela ___________em ______/______/_____. ou seja.º _________________. REPRESENTAÇÃO E DOMICÍLIO Representação Para exercer seus direitos e cumprir suas obrigações as pessoas jurídicas. O menor sob tutela só poderá ser emancipado por ordem judicial. O casamento nulo putativo. Estado de _________________________portador do documento de identidade n. No caso de casamento nulo. como o Estatuto da Criança e do Adolescente. ara o cônjuge de boa-fé também produz uma emancipação válida. c) Emancipação legal Decorre de certos fatos previstos na lei (exemplos: casamento.º .

____de______________de _______ ____________________________________ Assinatura Domicílio O conceito de Domicílio Civil é determinado pela combinação dos artigos 31 e 32 do CCB. Autarquicas. Ex.: receber correspondência. É o local onde a pessoa se fixa. e mesmo . requer assinando. _______________. Residência: é o objeto do conceito. Estabelecimentos Financeiros e onde se fizer mister . provendo. Federais. Ex. um prédio. um apartamento. Apenas encontraremos o domicílio civil se preenchermos os dois requisitos determinados no artigo 31 do CCB que são: Residência. Municipais . brasileiro (a)RG________________. Moradia é um conceito mais tênue que residência.: uma casa. O conceito moradia é passageiro. Sendo evidenciado por reflexos do indivíduo que demonstra o seu interesse em permanecer em tal domicílio. não uma residência. Estaduais. É o elemento externo e visível. contestando.: um indivíduo aluga uma casa na praia ele tem uma moradia. inclusive substabelecer. sendo este palpável. . praticando todos os atos necessários ao cabal desempenho do presente mandato.(a)(s)F__________________________________________. O indivíduo sabe o seu tempo de permanência em tal local. CPF _____________________ delegando-lhe poderes para para representár perante as Repartições Públicas. mesmo que temporariamente. receber as contas. por isso não pode existir em mais de um local uma vez que o indivíduo não pode se encontrar em mais de um local ao mesmo tempo Domicílio: Ânimo definitivo : este é o elemento interno do domicílio civil. Ex. assinar Termo de Responsabilidade.______________________________pela presente nomeio e constituo meu bastante procurador o (s) Sr. enfim. Domicílio = Ânimo definitivo.

. militares e policiais. Domicílio civil da viúva: é o local onde ela se encontra. citações ou ate mesmo responder a um processo judicial. Tanto pessoa física como jurídica. O elemento Objetivo é o objeto do conceito de residência. O Domicílio possui caráter de definitividade. é o local onde o sujeito escolheu para ser a sede de sua vida. o domicílio civil dos incapazes é o local onde se encontram domiciliados os seus responsáveis legais. Domicílio civil dos ciganos. pode possuir mais de um domicilio. o mesmo ocorre com a mulher separada ou divorciada. Domicílio civil do presidiário: é o local onde ele se encontra cumprindo sentença. Domicílio civil dos tripulantes de navios e aviões quando em serviço: é o local onde se encontra matri-culado o navio ou avião. É o local onde o sujeito se propõe a permanecer de maneira definitiva. É o caso de um profissional que possui residência em uma cidade mas os seus interesses da sua profissão em outra. Domicílio civil dos incapazes: apenas os indivíduos com capacidade civil podem apresentar domicílio civil. os negócios. Uma pessoa. possui um centro onde gira seus interesses. "O lugar em que a ação jurídica da pessoa manifesta se e exerce de modo continuo e permanente é o seu domicílio". receber intimações. o ânimo definitivo. viajantes e nômades: é o local onde ele se encontra. Em outras palavras. O elemento Subjetivo é o elemento interno. para que cumpra suas obrigações fiscais políticas. O domicilio é importante do ponte de vista do direito publico.Alguns autores determinam que o domicílio civil é constituído por um elemento objetivo e outro subjetivo. Assim. as vezes. pois ao estado é conveniente que o indivíduo se fixe num ponto do território para que se possa ser encontrado. Domicílio civil da mulher casada: é o domicílio civil do marido. ALGUNS TIPOS DE DOMICÍLIO CIVIL: Domicílio civil do funcionário público: é o local onde exerce a sua atividade. centro familiar e social.

2º. . na maioria das casos o processo deve ser proposto no domicílio civil do réu. criado pelo sistema .Em regra geral o domicílio civil determina a competência processual. 36 e seguinte do CCB. ESPÉCIES DE DOMICÍLIO CIVIL Domicílio Civil de Origem: este é o primeiro domicílio civil que nós possuímos. Domicílio Civil da Pessoa Jurídica: é um ente abstrato. este é determinado pela vontade dos contratantes.: num caso de alguém de São Félix morrer em Rondonópolis o processo será aberto em São Félix. enquanto que o domicílio civil especial é uma ficção (não tem a residência)". o indivíduo que apresentar capacidade civil e preencher os requisitos do artigo 31 terá mais de um domicílio civil.Tais domicílios supra mencionados se encontram determinados no Art. 3º. quando nascemos com vida. Domicílio Civil Necessário: este é determinado pela nossa Legislação. basta apenas preencher os requisitos do Artigo 31 do CCB. Domicílio Civil Especial: também conhecido como domicílio civil contratual. Ex. São aqueles determinados no artigo 36 do CCB. isto é.É no local do último domicílio civil do de cujus (de cujus = falecido) que é aberta a sua sucessão legítima mesmo que este tenha falecido em outro local.Domicílios Legais 1º. é uma imposição legal.No último domicílio civil conhecido é que se publica os editais de citação e intimação ou notificação do indivíduo que se encontra em local inserto e não sabido. Domicílio Civil Voluntário: este é escolhido livremente pelo indivíduo. se ingressa com o processo aonde está domiciliado o réu. ou seja. A IMPORTÂNCIA DO DOMICÍLIO CIVIL Artigo 36 do CCB . "o domicílio civil comum é real (residência). nós adquirimos tal domicílio quando adquirimos personalidade civil. Domicílio Civil Aparente: aqueles indivíduos que apresentam mais de um domicílio civil podem ser atribuídos a ele qualquer um de seus domicílios. Logicamente.

este apresenta nas seguintes características: 1. 35 do CCB) Quanto a pessoas jurídicas o domicilio é: I ) da união. filial. mas sim uma SEDE." Sempre que a união for uma das partes de ação judicial. Esta não apresenta propriamente dito um domicílio civil. agência. o lugar onde funciona a administração municipal. A nossa legislação determina em alguns casos a competência e o domicílio civil de certos indivíduos. departamento. 3. as partes não podem determinar um domicílio diferente daquele determinado pela nossa legislação. CARACTERÍSTICAS DO DOMICÍLIO CIVIL Como o domicílio especial é determinado através de um contrato. o distrito federal. Das demais pessoas jurídicas. o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações. 4.O domicílio especial se encontra diretamente ligado às cláusulas do contrato.O domicílio especial também é denominado de domicílio de eleição ou contratual. etc. A pessoa jurídica pode ser responsabilizada em qualquer local onde tenha sede. ou onde elegerem o domicilio especial nos seus estatutos ou atos constitutivos.O domicílio especial é eficaz somente para as partes contratantes (o contrato é lei entre as partes). diante da hipossuficiência destes (fraqueza).O domicílio especial apresenta validade somente enquanto existir o contrato. Assim. . II ) dos estados.legal. III ) do município. Pode o indivíduo escolher um domicílio especial contrariando o domicílio determinado legalmente? As normas que determinam a competência e o domicílio civil do hipossuficiente são normas cogentes (são aquelas que não aceitam a manifestação de vontade do indivíduo). as respectivas capitais. será competente a justiça federal sediada nas capitais dos estados". DOMICILIO DA PESSOA JURÍDICA (ART. 2.

O fato é que a lei pressupõe. em pagamento da prestação atual realizada pelo credor" (Eunápio Borges) "Título de Crédito é um documento necessário para o exercício literal e autônomo nele mencionado" (Vivante). se incorpora a promessa de prestação futura a ser realizada pelo devedor. DOCUMENTOS COMERCIAIS ← Títulos de Créditos e Valores Mobiliários ← Duplicatas ← Letra de Câmbio ← Nota Promissória ← Cheque ← Warrant ← Commercial Paper/Promissória Comercial ← Debêntures ← Ações ← Títulos da Dívida Pública ← Notas Fiscais ← Fatura ← Borderô ← Contrato TÍTULOS DE CRÉDITO "Documento no qual se materializa. Tais medidas são de grande alcance a todos que travam contato. . com uma pessoa jurídica. que. de um modo ou de outro. se elas espalham filiais pelo país. necessariamente devem colocar propostos seus à altura de serem demandados. no caso de pessoas jurídicas.

nele mencionado. 585. como garantia de . para promover a execução do crédito representado. como títulos executivos extrajudiciais.indispensabilidade de posse da cártula (do documento. Conseqüências jurídicas Necessidade de decisão judicial . definidos em lei (CPC. antes do vencimento da obrigação. Atributos ou especificidades dos títulos de crédito: a)Negociabilidade (facilidade de circulação do crédito). bem como em relação ao valor da indenização devida. Título de crédito é. é o documento necessário ao exercício de um direito. possibilitam a execução imediata do valor devido. O credor. Assim. ou pagar seus próprios credores com o título. art. mas dela se distinguem porque se limitam a representá-las. b)Executividade. c) Exclusivamente cambial. como acidente de veículo. Origens das obrigações representadas por títulos de crédito: a) Indenização por ato ilícito. No conceito de Cesare Vivante. representativo de uma obrigação pecuniária. do título de crédito). Os títulos de crédito. Ex: dano em acidente de veículo Situações jurídicas Partes discordes da existência da obrigação Partes acordes quanto à existência da obrigação e discordes em relação ao seu montante Partes acordes quanto à obrigação. oferecendo-o como garantia em empréstimo bancário. Princípios Gerais do Direito Cambiário 1-Cartularidade . o instrumento de uma obrigação de dar coisa certa. na verdade. literal e autônomo. Os títulos de crédito são documentos representativos de obrigações pecuniárias.Documento dotado de forma legal específica. b) Contratos de quaisquer espécies.processo de conhecimento “Reconhecimento de culpa” A obrigação pode ser representada por um título de crédito (cheque. portador de um título de crédito pode negociá-lo. bem como do sacado em relação ao cheque. não se confundem com a própria obrigação. ou para requerer falência é necessário ao ajuizamento o original do título de crédito. nota promissória ou letra de câmbio). como na obrigação do avalista. endossando-o.

podendo gerar efeitos na órbita do direito civil.: "A" compra veículo de "B".Quem deve pagar a NP "A" a defesa dele é contra "B". "B" (transfere) endossa a NP para "C".: aval concedido em instrumento apartado da nota promissória.subprincípio do princípio da autonomia em seu aspecto processual. Há sempre um fundamento de ordem econômica com a evolução do instituto dos títulos de créditos. Segundo aspecto Inicialmente o título de crédito tem origem na relação de débito e crédito que lhe deu causa. ao assinar em virtude de tal compra. . por R$ 20. O título de simples documento probatório passou a ser constitutivo de um novo direito . Se o comprador de um bem a prazo emite nota promissória em favor do vendedor e este paga uma sua dívida transferindo a terceiro o crédito representado pela nota promissória. Exceção: art. "A" emite uma NP nesse valor para "B". da Lei das Duplicatas.00. "C" executa "A" . "B" não entrega o veículo para "A". não produzirá efeitos de aval. Deverá pagá-lo e. § 2 o.000.subprincípio derivado do princípio da autonomia que releva a ligação entre o título de crédito e a relação jurídica que o originou.autônomo da relação que o gerou. um título de crédito.o que não se encontra expressamente consignado no título de crédito não produz conseqüências jurídico-cambiais. Dessa forma. demandar ressarcimento perante o vendedor do negócio frustrado: a)Abstração . Princípio da imponibilidade das exceções pessoais Ex. a obrigação que incumbe ao comprador de pagar a mercadoria que comprou a prazo não se confunde com a que ele assumiu. 2-Literalidade . como fiança. não negociou seu crédito.que o exeqüente é o credor. Exceção pessoal não se transfere. só então. 3-Autonomia . havendo restituição do bem por vício redibitório.as obrigações representadas por um mesmo título de crédito são independentes entre si.O DIREITO CARTULAR . 15. Exs. não se livrará o comprador de honrar o título no seu vencimento junto ao terceiro portador. b)Inoponibilidade das exceções pessoais aos terceiros de boa-fé . a quitação pelo pagamento deve constar do próprio título.

3-Quanto às hipóteses de emissão a)Causais .não identificam o seu credor. a do destinatário da ordem e a do beneficiário da ordem. por talão.: cheque e duplicata mercantil. que embora conexa. Ex.apenas duas situações jurídicas decorrem do saque cambial: a de quem promete pagar e a do beneficiário da promessa. que somente pode ser emitida para representar obrigação decorrente de compra e venda mercantil.Mesmo inexistindo a obrigação fundamental. b)Não-causais. todavia a forma dos mesmos não precisa observar um padrão normativamente estabelecido.: letra de câmbio. Objetivos Proteção do crédito comercial e possibilidade de sua circulação. é autônoma em relação àquela. obrigação essa.o saque cambial origina três situações jurídicas distintas: a de quem dá a ordem. b)Promessa de pagamento . consoante mesmo critério. cheque e duplicata mercantil. b)De modelo vinculado. cheque e a nota promissória. pelo próprio banco sacado. b)Nominativos. Classificação 1-Quanto ao modelo a)De modelo livre . a obrigação do título (obrigação cartular) pode eventualmente ser eficaz.os requisitos legais devem ser cumpridos para que se constituam títulos de crédito.: nota promissória. 5-Quanto ao conteúdo . classifica os títulos de crédito quanto ao modelo em cambiais ou cambiariformes. Exs. 2-Quanto à estrutura a)Ordem de pagamento . que deu origem ao título. Pontes de Miranda. Exs.: letra de câmbio. Exs. 4-Quanto à circulação a)Ao portador . contribuindo para o desenvolvimento da atividade comercial. Um cheque somente o será se lançado no formulário próprio fornecido. clássico jusprivatista.: letra de câmbio e nota promissória.somente podem ser emitidos se ocorrer o fato que a lei elegeu como causa possível para a sua emissão. Ex: duplicata mercantil. Exs.

Exs. mercadorias).: warrant.dão direito à prestação de coisas fungíveis (dinheiro. duplicata. d)Impropriamente ditos (ou de legitimação) . c) Títulos que atribuem a qualidade de sócio. b)Destinados à aquisição de direitos reais sobre coisas determinadas. Espécies 1-Letra de câmbio 2-Nota promissória 3-Cheque 4-Duplicata 5-Títulos de crédito rural a)Nota promissória rural b) Duplicata rural c) Cédula rural pignoratícia d) Cédula rural hipotecária e) Cédula rural pignoratícia e hipotecária f) Nota de crédito rural 6-Títulos de crédito industrial 7-Debêntures 8-Warrant 9-Conhecimento de transportes 10-Ações 11-Títulos da dívida pública Importância dos Títulos de Crédito . que permitem ao seu titular praticar certos atos ou exercer determinadas funções. conhecimento de frete. entradas para teatros e cinemas.: bilhetes de passagem. Exs.a)Propriamente ditos . cédula real pignoratícia.: bilhete de mercadorias. letra de câmbio. Ex: ações das sociedades anônimas.conferem ao titular o direito de reclamar certos serviços. Exs.

como credor originário e autônomo. Requisitos dos Títulos de Crédito Se o documento for um título de crédito. Humberto Piragibe Magalhães e Christóvão Piragibe Tostes Malta (Dicionário Jurídico. É título casual. DUPLICATA A duplicata mercantil é título de crédito que constitui o instrumento de prova do contrato de compra e venda. 60 ou mais dias. O adquirente do título não é sucessor do cedente. Geralmente é título de crédito assinado pelo comprador em que há promessa de pagamento da quantia correspondente à fatura de mercadorias vendidas a prazo". O direito não se transmite sem a transferência do título. São lhe inoponíveis as defesas pessoais do devedor contra seus antecessores. O direito não existe sem o documento no qual se materializa. Pela lei 5474/68 nas vendas mercantis a prazo é obrigatória a emissão. mas se inexiste direito constante do título. A duplicata mercantil é título de crédito criado pelo direito brasileiro. uma única relação de mercadorias que tem efeitos de fatura para o Direito comercial e de nota fiscal para o direito tributário. ele será sinal imprescindível do direito que nele se contém. formal. a definem como o "título de crédito constituído por um saque vinculado a um crédito decorrente de contrato de compra e venda mercantil ou de prestação de serviços igualado aos títulos cambiários por determinação legal. de uma fatura contendo a relação das mercadorias vendidas. IMPORTANTE! A lei 8021/90 proíbe o pagamento de títulos de crédito ao portador ou títulos de crédito endossáveis. O direito não pode ser exigido sem a exibição e a entrega do título ao devedor que satisfaz a obrigação nele prometida. recebimento imediato (quanto teria que receber) da importância que teria de receber em 30. na relação jurídica que o liga ao devedor. Existe ainda a "nota fiscal-fatura". pelo vendedor. circulável por meio de endosso e negociável. III.. II. quantidade e valor. de forma que: I. com sua natureza. IV. 1º:371).Venda a prazo: Recebendo em pagamento pedaços de papel descontando-os. . na propriedade do título.

ou seja. podem negociá-las. A duplicata deve ser de uma única fatura. para antecipar fluxo de caixa. a ser assinada pelo comprador como aceite cambial declaração de reconhecimento da exatidão e obrigação de paga-la. O sacado. c) data certa do vencimento ou indicação de título à vista. d) identificação do vendedor e comprador (Nome/domicilio do comprador/vendedor). em algarismos e por extenso. Sacado: é o comprador (cliente) contra quem o cedente emitiu a duplicata. Classificação A duplicata é título de modelo vinculado e o comerciante que a adotar deve manter um livro de registro de duplicatas. e) importância a pagar. Como as duplicatas são títulos "à ordem". ou terceiros que as tenham recebido por endosso. data de emissão e número de ordem. elas são transferíveis terceiros por meio de endosso. mediante desconto.Presentemente. f) local de pagamento (praça de pagamento). g) cláusula "à ordem". Como qualquer outro título de crédito. b) número de ordem da fatura. i) assinatura do emitente.. h) Declaração de reconhecimento de sua exatidão e da obrigação de pagá-la. Toda duplicata envolve a figura de dois participantes: Cedente: é a empresa que vende seus produtos/serviços a prazo. a duplicata poderá conter a figura do aval. entre outras formas.474/68. aquele que pagará o título. encontra-se disciplinada pela Lei 5. Requisitos São requisitos da duplicata: a) expressão "duplicata". .

c) por presunção. no caso de recebimento das mercadorias pelo comprador.A duplicata é título causal pois somente pode representar crédito decorrente de um determinada causa.Vícios.Remessa por instituição finaceira:10 dias Devolução: Em 10 dias.Divergências nos prazos/preços ajustados Protesto . Somente a devolução não assinada e acompanhada de declaração de recusa é que pode liberar o comprador da obrigação cambial.Remessa pelo credor: 30 dias.Avaria/não recebimento das mercadorias. devidamente comprovados . assinada ou acompanhada de declaração contendo razões recusa de aceite Aceite O vendedor tem prazo para enviar a duplicata. O aceite pode ser : a) ordinário. A emissão e aceite de duplicata simulada é crime pela lei 8137/90. quando não expedidas/entregues por sua conta e risco . na praça do devedor . que é título de aceite obrigatório e sua recusa somente poderá ocorrer em determinados casos legalmente previstos (avaria ou não recebimento de mercadorias quando enviadas por conta e risco do vendedor. divergência nos prazos ou preços). b) por comunicação. com comunicação por escrita ao vendedor do seu aceite. resulta da assinatura do comprador no título. À um certo termo de vista Remessa . defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias. retenção da duplicata pelo comprador autorizado por instituição financeira. contados da apresentação. Vencimento À vista: Pagável à apresentação. vícios na qualidade e quantidade. O comprador poderá deixar de aceitar a duplicata: .

ou comprovante de entrega de mercadoria.Por falta de pagamento . Descontos de Duplicatas .Contrato original .. b) o protesto por indicação somente viável mediante apresentação de documento comprobatório da existência de vínculo contratual.Contra o sacado/avalistas:3 anos.Contra o endossante/avalistas:1 ano. sendo que o emitente estará dispensado de proceder escrituração especial.Por falta de devolução A duplicata pode ser protestada. no caso de aceite por comunicação é a carta enviada pelo comprador ao vendedor.Deve ser feito: . até 30 dias após o seu vencimento. aceite ou devolução. ele se fará por indicações do credor. A conta de serviços é título emitido por profissional liberal e pelo prestador de serviço eventual. o que excepciona o princípio da Cartularidade. a contar do vencimento . mas sim uma prestação de serviços. A triplicata pode ser emitida no caso de perda ou extravio da duplicata. Prazo prescricional .Por falta de aceite . enquanto que no aceite por presunção é admitida as indicações mais cártula.Borderô de Cobrança/desconto/conta vinculada .Dos coobrigados contra os outros e contra o sacador: 1 ano. Se o comprador não restituiu o título ao vendedor. a contar da data do protesto . por falta de pagamento. a contar do pagamento do título Duplicata de Serviço A duplicata de prestação de serviços é idêntica à comercial. A perda do prazo implica somente na perda do direito contra os coobrigados. com as seguintes especificidades: a) a causa não é uma compra e venda.

se comerciante. Como nos demais títulos de crédito a nota promissória pode ser transferida a terceiro por endosso. bem como nela é possível a garantia do aval. no verso. Caso a nota promissória não seja paga em seu vencimento poderá ser protestada. criador da promissória no mundo jurídico. (vencimento. no entanto a parte só pode agir em juízo se estiver representada por advogado legalmente habilitado. O avalista do emitente de uma nota promissória fica sujeito. e é caracterizada pela aposição. Requisitos São requisitos da nota promissória: .Extrato de Conta-Corrente . Nota Promissória "pro-solvendo" é aquela em que a dívida somente se considera paga depois de saldado o valor principal e encargos.Relação das Duplicatas. como ainda será possível ao beneficiário efetuar a cobrança judicial. e o beneficiário ou tomador que é o credor do título. NOTA PROMISSÓRIA A nota promissória é uma promessa de pagamento. na forma do contrato de mutuo assinado em __/__/___. de todos os encargos legais. contados da data de seu vencimento.. de R$ ( ). será acrescida. etc) No caso das duplicatas. para seu nascimento são necessárias duas partes. a ter a falência declarada na hipótese de impontualidade injustificada Nota promissória a vista. o emitente ou subscritor. sem prazo de apresentação estipulado não precisa ser apresentada para pagamento. até a sua final exigibilidade. o credor deve apresentar o título para o protesto dentro de 30 dias. sendo que a liquidação por seu valor de face não extingue a dívida. caso contrário perde o direito de regresso contra os endossantes e respectivos avalistas. dos seguintes dizeres: "A quantia constante do anverso. adota-se o mesmo procedimento para as notas promissórias. a qual ocorre por meio da ação cambial que é executiva. Para os juros e demais questionamentos.valor. ao qual esta Nota Promissória está vinculada".

O endosso. instrumento de crédito. c) o aval em branco da nota promissória favorece o subscritor. protesto e execução da nota promissória são idênticos aos da letra de câmbio. cuja vontade foi livremente expressa. f) assinatura do sacador e sua identificação. sem qualquer vício Intrínsecos a) expressão "nota promissória" inscrita no próprio texto. vencimento. fixando-se o dia . e) local do saque. devendo ser paga na apresentação. comercial e título cambial. transmissível. aval. Pode ser Á VISTA: quando não se indica no título a sua data de vencimento. b) o subscritor da nota promissória é seu devedor principal. Caso não conste na nota promissória a data e local de pagamento ela será um título pagável à vista no local do saque. traduz obrigação incondicional. pura e simples de pagar quantia determinada.Extrínsecos: Agente capaz. c) nome do beneficiário ( inexiste NP ao portador). incondicional. d) data do saque. pagamento. Particularidades São particularidades da nota promissória: a) inexistência de aceite. A DIA CERTO: que se constitui no procedimento mais usual. b) promessa. d) podem ser emitidas a termo certo Característica Formal autônomo.

dada com base em suficiente provisão de fundos ou decorrente de contrato de abertura de crédito disponíveis em banco ou instituição financeira equiparada. ficando assim autorizado a aplicar e resgatar essas importâncias automaticamente. -1 ano a ação do portador contra o endossante. TALÃO DE CHEQUE Os talões de cheque serão fornecidos de acordo com as normas do Banco Central do Brasil. O BANCO. da inexistência de restrições cadastrais. poderá aplicar os recursos disponíveis na conta corrente em contas de investimento de titularidade do CLIENTE. em nome do CLIENTE ou de seus procuradores. notadamente perante o Cadastros de Emitentes de Cheques sem Fundos CCF. mediante pagamento da tarifa vigente à época. A TEMPO CERTO DA DATA: que indica que o título vencerá a tantos dias. Essa autorização vigerá por tempo indeterminado e poderá ser cancelada a qualquer momento pelo CLIENTE. O fornecimento de talões de cheque dependerá da observância do saldo médio para manutenção da conta. a contar da data de sua emissão. Intervenientes . ou meses ou anos. e serão psteriormente destruídos pelo BANCO. A Nota Promissória prescreve: -3 anos a ação do portador contra o emitente e o avalista. quando entender conveniente. CHEQUE O cheque é uma ordem incondicional de pagamento à vista. O eventual extravio de cheques deverá ser imediatamente comunicado pelo CLIENTE.do vencimento. de uma certa quantia em dinheiro. conforme os valores mínimos e máximos vigentes para o tipo de investimento que entender por realizar. Os cheques emitidos serão microfilmados na data da sua liquidação. -6 meses a ação dos endossantes uns contra os outros. Os comprovantes individualizados dessas aplicações e resgates serão substituídos por extratos periódicos. e da não devolução de mais de três cheques por insuficiência de fundos nos seis meses imediatamente anteriores ao do fornecimento.

e c) o endosso feito após õ prazo de apresentação serve apenas como cessão civil de crédito.Emitente: É a pessoa que dá a ordem de pagamento para o sacado. com as seguintes diferenças: a) não se admite o endosso-caução. ao correntista sacador. em nenhuma hipótese. inscrita no próprio texto b) A ordem incondicional de pagar uma quantia determinada c) O nome do banco/instituição que deve pagar (sacado) d) A indicação da data e lugar de emissão e) A indicação do lugar do pagamento f) A assinatura do emitente ou a de seu mandatário com poderes especiais Endosso O cheque é título de modelo vinculado. Beneficiário: É a pessoa a quem o sacado deve pagar a ordem emitida pelo sacador OBS. pagar. A sua circulação segue a mesma regulamentação da letra de câmbio. sem qualquer vício Intrínsecos a) A denominação "cheque". com ou sem a cláusula "à ordem". cuja vontade foi livremente expressa. qualquer obrigação cambial. Aval . valendo apenas como quitação ( exceção: endosso feito por um dos estabelecimentos do sacado para pagamento em outro estabelecimento). após verificação dos fundos. Com o CPMF.: Os fundos disponíveis em conta corrente pertencem. b) o endosso do sacado é nulo. Sacado: É o banco ou instituição financeira a ele equiparada. até a liquidação do cheque. Requisitos São requisitos do cheque: Extrínsecos: Agente capaz. É o devedor principal. O sacado de um cheque não tem. endossa-se apenas uma vez. A transmissão de cheque pagável a pessoa nomeável é transmissível através do endosso.

por declaração escrita e datada pelo banco sacado.Do portador contra os endossantes e seus avalistas. contados da expiração do prazo de apresentação: . A praça é obrigada a aceitar pagamentos em cheque Vencimento Sempre à vista.Do portador contra o emitente e seus avalistas . contra apresentação. será admissível ação com base em locupletamento sem causa no prazo de 2 anos. Aceite O cheque não admite aceite. Na falta de indicação. se não pactuado efeito diverso entre as partes. O protesto de cheque sem fundos pode ser substituído. O cheque pode servir como instrumento de prova de pagamento e extinção de obrigação ( art. Pagamento Cheque sem fundos é tipificado como estelionato O credor não pode recusar pagamento parcial. O sacado não deve pagar o cheque após o prazo de prescrição O pagamento feito por cheque tem efeito pro solvendo. não extinguindo a obrigação até que seja realizada sua liquidação.Expresso da forma convencional ou pela simples assinatura no anverso do cheque. A execução de cheques sem fundos prescreve em 6 meses a partir do término do prazo para apresentação. para fins de conservação do direito creditício. A perda do prazo implica em perda do direito contra os co-obrigados e do direito creditício se não mais existir fundos. Prazo prescricional a) 6 meses.28 lc ). O prazo para pagamento de cheque é de 30 dias para mesma praça e 60 se for de praça distinta. Após o decurso deste prazo. O cheque para se levar em conta somente é liquidado por lançamento contábil por parte do sacado. Neste caso o cheque deve ter sido apresentado em tempo hábil e a recusa do pagamento comprovada pelo protesto/declaração do sacado b) De qualquer dos coobrigados contra os demais:6 meses contados do dia em que pagou o cheque ou foi acionado . considera-se avalizado o emitente.

OBS. ou ainda através do sistema de compensação.Assim denominado porque o banco concedeu ao titular da conta um limite de crédito. se um cheque pré-datado for apresentado para pagamento antes do dia previsto. Nominal . Lembre-se de controlar esses cheques em seu orçamento. regulado pelo Banco Central e executado pelo Banco do Brasil. o correntista poderá ser prejudicado.O cheque só pode ser emitido ao portador (sem a indicação do beneficiário) até o valor de R$ 100.00.é o cheque emitido pelo próprio banco. o banco terá de pagá-lo ou devolvê-lo por falta de fundos. Administrativo . O cheque nominal só poderá ser pago pelo banco mediante identificação do beneficiário ou de pessoa por ele indicada no verso do cheque (endosso).00.Tanto o cheque ao portador quanto o nominal podem ser cruzados. Pode ser comprado pelo cliente em qualquer agência bancária.: A ação de enriquecimento ilícito contra o emitente ou coobrigados prescreve em 2 anos contados do dia em que se consumar a prescrição da ação de execução Formas de emissão Ao portador . Cruzado .A partir de R$ 100. o emitente é obrigado a indicar o nome do beneficiário (pessoa ou empresa a quem está efetuando o pagamento). Nesse caso. na frente do documento. . Cheque pré-datado só deve ser dado quando houver certeza de que o credor irá depositá-lo nas datas combinadas. um cheque é pagável quando for apresentado ao banco. em sentido diagonal. caso seja depositado. anotando os valores e respectivas datas. para saque quando não dispuser de fundos. mesmo que tenha sido emitido com data posterior. Prazos de liberação de depósitos em cheques de outros bancos Os cheques de outros bancos depositados na conta bancária do cliente são encaminhados ao Serviço de Compensação de Cheques e outros Papéis. Especial . Caso isso ocorra. O cheque especial é concedido ao cliente mediante contrato firmado previamente. Cheque pré-datado Pela lei. Assim. só será pago através de depósito em conta corrente. O banco o emite em nome de quem o cliente efetuará o pagamento. com a colocação de dois traços paralelos. com a participação dos demais bancos.

É proibida. se forem de valor igual ou superior a R$ 300. autenticada em tabelião ou abonada pelo banco . mediante a apresentação de um dos seguintes documentos: ← cheque que deu origem à inclusão. manter ou encerrar a conta de depósitos à vista do correntista titular que figure no CCF. desde que comprove o pagamento do cheque que deu origem à ocorrência.a inclusão desses registros no Cadastro de Emitentes de Cheques Sem Fundo. Os prazos de liberação do valor de cheques de outras praças. O banco é obrigado a comunicar ao emitente . a exclusão é automática. em caso de conta conjunta .Cadastro dos Emitentes de Cheque sem Fundos O emitente de cheque sem fundos pode solicitar sua exclusão do CCF por carta dirigida ao banco. Após cinco anos da última inclusão. Como sair do CCF . a entrega de novos talões a correntista cujo nome figure no CCF. variam de três a seis dias úteis. Inclusão no Cadastro dos Emitentes de Cheques sem Fundos O cheque devolvido por falta de fundos na segunda apresentação obriga o banco a incluir seu emitente no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) do Banco Central. ← declaração do beneficiário (pessoa a quem deu o cheque sem fundos).99. liquidados pela compensação nacional. se forem de até R$ 299.ou ao primeiro titular. dando quitação ao débito. Se a conta for conjunta. ← extrato da conta com o registro do débito do cheque que deu origem à ocorrência. A exclusão do CCF poderá ser solicitada ao banco pelo emitente. 48 horas.00.O prazo de liberação do valor dos cheques da praça é de: 24 horas. Mantenha seu endereço de correspondência sempre atualizado nas instituições ou empresas com as quais mantém relacionamento de crédito. Cheque sem fundos O cheque poderá ser devolvido quando o emitente não tiver fundos suficientes para o seu pagamento. Fica a critério do banco a decisão de abrir. a legislação determina que também sejam incluídos no CCF os nomes e números no cadastro de contribuintes (CIC/CPF) de todos os demais titulares da conta. porém.

senha eletrônica ou dispositivo válido como prova para fins legais.Para pedir o cancelamento ou a sustação de um cheque. que atende de segunda a sexta-feira. furtado ou extraviado. Mesmo que o roubo.O cancelamento e a sustação podem ser feitos provisoriamente por telefone. o cliente deve apresentar ao banco boletim de ocorrência fornecido pela polícia. furtados. Se não confirmar nesse prazo. o banco pode cobrar pelos serviços de inclusão e de exclusão. furtados ou extraviados. A exclusão é feita automaticamente. o interessado deve-se identificar. Internet. se tiver sido roubado. por telefone . ou sustação. domingos e feriados ininterruptamente. furto ou extravio ocorram fora do horário de expediente bancário. mediante assinatura em documento escrito. em nome do emitente. terminais de auto-atendimento etc). No mesmo prazo de dois dias úteis. Para cancelar cheques roubados. deverá confirmar o cancelamento ou a sustação e entregar o boletim policial com o resgistro da ocorrência. por telefone. Roubo. perda e extravio de cheques O correntista com cheques roubados. furtados ou extraviados são de responsabilidade do correntista. de imediato. se já haviam sido preenchidos. o correntista pode fazer o registro da ocorrência e o pedido de cancelamento ou sustação. Além dessa taxa. entregando o pedido por escrito ao banco ou transmitindo-o por fax ou outro meio eletrônico (home/office banking. junto à Central de Atendimento do seu banco e na Serasa. o correntista deverá confirmá-los no prazo de até dois dias úteis após a ocorrência. será automaticamente cancelado. pelo telefone (0xx11) 5591-0137. acompanhada de cópia do cheque que deu origem à ocorrência. bem como de certidões negativas dos cartórios de protesto relativas ao cheque. Nesse caso. Como agir . As despesas de registro e de controle do cancelamento ou sustação dos cheques roubados. perdidos ou extraviados deve comunicar a ocorrência ao banco o mais rapidamente possível e pedir cancelamento. por decurso de prazo. O preço desses serviços varia de banco para banco. Cancelamento e sustação provisórios. após cinco anos da sua inclusão Para a exclusão do CCF é cobrada do cliente e recolhida ao Banco Central uma taxa para cada cheque sem fundos incluído. se estavam em branco quando se verificou a ocorrência. para evitar o cancelamento do pedido que havia sido feito provisoriamente. A tarifa para cobertura dessa despesa deverá ser cobrada uma única vez. . das 16h00 às 10h00. e aos sábados.endossante. que terá como garantia do banco o não acolhimento desses cheques.

assinatura. no verso do documento. No caso de cheques devolvidos pelos motivos: 11 (sem fundos. No caso de cheque apresentado no caixa.valor por extenso e em algarismos e os números e códigos da parte superior e inferior. o código correspondente ao motivo. Ao recusar o pagamento de cheque. a qualidade do papel e as características de impressão na frente e no verso. 13 (conta encerrada). pelo tato ou dobrando a folha de cheque de forma arredondada (Ç).Os bancos não podem cobrar taxa de devolução dos clientes quando se tratar de cheques cancelados por roubo ou furto acompanhados de boletim de ocorrência. os bancos. revelando a falsificação. As demais são o código magnético impresso em barras na parte inferior. Nesse movimento. A colagem também pode ser percebida pela interrupção ou descontinuidade da linha vertical de segurança. movimente as laterais para cima e para baixo. na forma de "serpentina".data. Essa forma de falsificação pode ser percebida com uma verificação mais atenta. na 1ª apresentação). em posições que se alteram a cada folha. Com o cheque dobrado dessa forma. Essa "serpentina" é uma das características de segurança impressa nos cheques exatamente para evitar falsificações. o banco deve registrar. Cuidado com fraudes. de preferência contra a luz. com o nome do banco impresso em letras pequenas nas folhas de cheques. 12 (sem fundos na 2ª apresentação). 14 (prática espúria ou emissão demais de seis cheques sem fundos) e 22 (divergência ou insudienciancia de assinatura) e 31 (erro formal. caso solicitados. para não amassá-lo. esse registro deve contar com anuência do beneficiário. a parte colada geralmente descola. valor por extenso ou mês grafado por extenso). Repare nos pequenos detalhes impressos nas folhas de cheque. são obrigados a fornecer ao beneficiário os seguintes dados constantes na ficha de abertura de conta do correntista: ← ← ← nome completo. por falta de dados . Há falsificações em que partes adulteradas são coladas no cheque . endereços residencial e comercial e declaração sobre o motivo alegado pelo emitente para sustar ou . que dificilmente podem ser reproduzidos com fidelidade pelas copiadoras.

revogar o cheque (se for o caso). que é o banco em que está depositado o dinheiro do emitente. 4. Essas informações só poderão ser prestadas ao beneficiário identificado no cheque ou a mandatário constituído por procuração. ← o beneficiário. Como o meu cheque pode ser emitido? O cheque pode ser emitido de 3 (três) formas. pela qual o cheque se torna um documento capaz de gerar protesto ou execução em juízo. que é aquele que emite o cheque. que é a pessoa a favor de quem o cheque é emitido. Nele estão presentes dois tipos de relação jurídica: ← uma entre você e o banco (baseada na conta bancária). São elas: . 3. ao mesmo tempo. 2. ordem de pagamento à vista (para o banco onde o dinheiro está depositado) e título de crédito (para o beneficiário que o recebe). e ← outra entre você e o beneficiário. O que é o cheque? O cheque é uma ordem de pagamento a vista. PARA NÃO ESQUECER ! Características do cheque 1. descontando-se o valor do seu saldo em depósito. O banco poderá prestar essas informações ao portador do cheque quando não houver indicação do beneficiário (cheque ao portador) e seu valor for inferior a R$ 100. e ← o sacado. Quais as pessoas presentes no cheque? No cheque estão presentes 3 (três) pessoas. devendo ser pago no momento de sua apresentação ao banco sacado. São elas: ← o emitente (emissor ou sacador). Qual a natureza jurídica do cheque? O cheque é.

do ponto de vista legal. é obrigado a comunicar ao banco com antecedência a quantia que irá sacar? Apenas para saque em espécie de valores superiores a cinco mil reais. e o cheque é pagável a quem o apresente ao banco sacado. Qual a diferença entre cheque comum e o cheque especial? Não existe. o cheque pré-datado é pago. válida para o dia de sua apresentação ao banco. basta o emitente escrever. 5.00. O cliente. ou "não-transferível". que é aquele que só pode ser apresentado ao banco pelo beneficiário indicado no cheque. que é aquele que não pode ser transferido pelo beneficiário. Um cheque apresentado antes do dia nele indicado (pré-datado) pode ser pago pelo banco? Sim. O chamado cheque especial é um produto que decorre de uma relação contratual onde é fornecido a você uma linha de crédito para cobrir cheques que ultrapassem o dinheiro que tiver depositado. e ← ao portador. As pessoas. que é aquele que não nomeia um beneficiário. Se houver fundos. se não houver. a expressão "não-à ordem". pois todo cheque é igualmente uma ordem de pagamento à vista e um título de crédito. pois. 8. O banco cobra juros por esse empréstimo.← nominal (ou nominativo) à ordem. empresas etc. Apenas as cédulas e as moedas do Real têm curso forçado . bem como o portador do cheque. 7. ou "proibido o endosso" ou outra equivalente. caso . Pagamentos em cheque estabelecem uma relação de confiança entre você (emitente) e quem recebe (beneficiário) que não pode ser forçada. nenhuma diferença. Para tornar um cheque não-à ordem. O cheque ao portador não pode ter valor superior a R$ 100. podendo ser transferido por endosso do beneficiário. após o nome do beneficiário. ← nominal não-à ordem. é devolvido pelo motivo 11 ou 12. O cheque é uma ordem de pagamento à vista. é prudente que o cliente comunique ao banco com antecedência. lojas. estão obrigadas a receber meus cheques? Não. mesmo que nele esteja indicada uma data futura. 6.

conta encerrada.não seja comunicado. ← motivo 12 . ← motivo 21 . ← motivo 27 . ← motivo 24 . 2º. ← motivo 25 . Impedimento ao pagamento: ← motivo 20 . do decreto-lei nº 200.folha de cheque cancelada por solicitação do correntista.2.cheque sem fundos na segunda apresentação.contra-ordem (ou revogação) ou oposição (ou sustação).prática espúria.feriado municipal não previsto.cheques emitidos por entidades e órgãos da administração pública federal direta e indireta. ← motivo 28 . em desacordo com os requisitos constantes do artigo 74. Devolução de cheque 9. Quais os principais motivos que podem levar o banco sacado a devolver um cheque meu? Cheque sem fundos: ← motivo 11 . . ← motivo 23 .contra-ordem (ou revogação) ou oposição (ou sustação) ao pagamento solicitada pelo emitente ou pelo beneficiário. motivada por furto ou roubo. ← motivo 14 . ← motivo 22 .cheque sem fundos na primeira apresentação. ← motivo 13 .divergência ou insuficiência de assinatura. de 25.67. com apresentação do registro da ocorrência policial.bloqueio judicial ou determinação do Banco Central.inoperância temporária de transporte. é permitido ao banco postergar a operação para o expediente seguinte. ← motivo 26 .cancelamento de talonário pelo banco sacado.

23. 24.cheque prescrito (fora do prazo). ← motivo 36 . ou ainda com adulteração da praça sacada.cheque falsificado.furto ou roubo de malotes.cheque apresentado por estabelecimento bancário que não o indicado no cruzamento em preto. ← motivo 35 .cheque bloqueado por falta de confirmação do recebimento do talão de cheques pelo correntista. 22. ← motivo 37 . 31 e 34.cheque emitido por entidade obrigada a realizar movimentação e utilização de recursos financeiros do tesouro nacional mediante ordem bancária. Cheque com irregularidade: ← motivo 31 . ← motivo 33 . ← motivo 32 . não passível de reapresentação em virtude de persistir o motivo da devolução. ← motivo 34 . . ← motivo 30 .divergência de endosso. Apresentação indevida: ← motivo 40 . ← motivo 44 . mês grafado numericamente. sem valor por extenso).moeda inválida. ← motivo 45 .cheque emitido com mais de um endosso. ← motivo 41 .← motivo 29 .cheque não compensável na sessão ou sistema de compensação em que apresentado. sem o endosso-mandato.cheque apresentado a banco que não o sacado.registro inconsistente .compensação eletrônica.erro formal (sem data de emissão.ausência ou irregularidade na aplicação do carimbo de compensação. ← motivo 43 . sem assinatura.cheque devolvido anteriormente pelos motivos 21. emitido sem controle ou responsabilidade do banco. ← motivo 42 .

11. no verso do seu cheque. podendo a sua devolução ocorrer a qualquer tempo. que implicam inclusão do seu nome no CCF (Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos). 10.CR . 30. que pode ser determinada pelo emitente ou pelo beneficiário. devendo ser devolvido a qualquer tempo. o banco deve registrar.Comunicação de Remessa com ausência ou inconsistência de dados obrigatórios referentes ao cheque correspondente. 14. 44 e 45. a data e a assinatura de funcionário autorizado. acaso encaminhado ao SCCOP. deve carimbá-lo com o motivo da devolução? Sim . ← motivo 48 . O banco é obrigado a me comunicar a devolução de cheques sem fundos? Somente nos motivos 12.Comunicação de Remessa. 13 e 14. o código do motivo da devolução. 25.← motivo 46 .CR . e suspende de imediato o pagamento .226/2004: ← motivo 71 . Ao recusar o pagamento. caracterizada pela reapresentação de cheque devolvido pelos motivos 12.00 (cem reais). ← motivo 72 . Existem duas formas para tal e são elas: ← oposição ao pagamento ou sustação.contrato de compensação encerrado. 13. quando o cheque correspondente não for entregue ao banco sacado nos prazos estabelecidos. emitido sem a identificação do beneficiário. 43. Revogação e sustação de cheque 12.remessa nula. 35. 20. ← motivo 47 . Quando o banco recusar o pagamento de um cheque meu. 28. Posso impedir o pagamento de um cheque meu? Sim. Motivos criados pela circular 3.inadimplemento contratual da cooperativa de crédito no acordo de compensação.cheque de valor superior a R$ 100. ← motivo 49 .

o beneficiário do cheque pode pedir ao banco a oposição ao seu pagamento? . o registro da ocorrência policial (motivo 28). sou obrigado a pagar a taxa e a tarifa cobradas? Você fica liberado do pagamento de taxas e. o banco fica impedido de fornecer qualquer informação. Os bancos podem impedir ou limitar o meu direito de sustar o pagamento de um cheque? Não. 13. 14. as informações que permitam me identificar e me localizar? Somente quando o seu cheque for devolvido por um dos seguintes motivos: 11 a 14. Em caso de perda ou roubo. Quando a sustação é dada por roubo ou furto (motivo 28).do cheque. o banco fica proibido de fornecer qualquer informação. 17. Nos demais casos. emitente do cheque. no ato de sustação. da tarifa pelo serviço de exclusão do seu nome no cadastro. 21. ← contra-ordem ou revogação. O banco é obrigado a informar ao portador do cheque a razão pela qual eu (emitente) determinei a sustação? No caso de cheque devolvido por sustação. 22 e 31 e o portador estiver devidamente qualificado (vide questão 15). que só vigora após o término do prazo de apresentação. cabe ao banco sacado informar o motivo alegado pelo oponente. Revoga em definitivo o cheque. 15. 16. Porém as instituições bancárias podem cobrar tarifa pela sustação. ou pelo portador. sempre que solicitado pelo favorecido nominalmente indicado no cheque. o banco pode fornecer ao portador de cheque devolvido as informações que permitam me identificar e me localizar? Se você apresentou. ao portador de cheque devolvido. O banco é obrigado a fornecer. 18. No caso de talão de cheque furtado ou roubado. quando se tratar de cheque cujo valor dispense a indicação do favorecido. só vale para cheques preenchidos e só pode ser determinada por você. desde que expressamente prevista na ficha-proposta. no caso de inclusão no CCF.

20. Prazo de validade do cheque 23. 24. no processo de microfilmagem. O meu cheque pode ser preenchido com tinta de qualquer cor? Sim. Finalmente.Sim. 19. Quais os prazos para pagamento de meus cheques? Existem dois prazos que afetam o cheque: ← prazo de apresentação. Quais as conseqüências a que estou sujeito se emitir cheque sem fundos ou sustar indevidamente o seu pagamento? Dependendo do motivo de devolução do cheque. o beneficiário do seu cheque poderá protestá-lo e executá-lo. para os cheques emitidos na mesma praça do banco sacado. e de 60 dias para os cheques emitidos em outra praça. O que acontece quando o meu cheque é apresentado após o prazo de apresentação? . seu nome será incluído no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos e nos cadastros de devedores mantidos pelas instituições financeiras e entidades comerciais. Qual o procedimento do banco quando o meu cheque apresentar o valor numérico diferente do valor por extenso? O banco considera apenas o valor escrito por extenso. Além disso. ficar ilegíveis. a contar da data de emissão. Um cheque devolvido pelo motivo 11 (insuficiência de fundos na primeira apresentação) pode ser sustado por mim antes da segunda apresentação? Sim. a emissão deliberada de cheque sem provisão de fundos é considerada crime de estelionato. que é de 6 meses decorridos a partir do término do prazo de apresentação. que é de 30 dias. Preenchimento do cheque 21. 22. porém os cheques preenchidos com outra tinta que não azul ou preta podem. e ← prazo de prescrição.

O banco sacado não considera nenhuma tentativa de inutilizar o cruzamento ou alterar o nome do banco indicado para efetuar o saque do referido cheque. quando o nome do banco aparece entre os traços de cruzamento. e você necessite recuperá-los para "limpar" seu nome no CCF. Talão de cheques 28. não podendo ser pago pelo banco mesmo que tenha fundos na sua conta. Quando o cheque for cruzado. se se tratar da segunda apresentação. é você que tem a responsabilidade exclusiva sobre sua guarda e controle da emissão dos cheques. Se sua opção for talão de cheques. talão de cheques ou cartão magnético para movimentação da conta. O banco é obrigado a me fornecer talão de cheques? O banco é obrigado a fornecer. o cheque é devolvido pelo motivo 11. a critério do cliente. quando não indica o nome do banco. Se não houver. Quem é responsável pelo talão de cheques? Enquanto o talão estiver em poder do banco.O cheque é pago se houver fundos na sua conta. O cruzamento de um cheque pode ser anulado? O cruzamento pode ser geral. A partir do momento em que você recebe o talão. 29. Cheque cruzado 26. tendo o seu nome incluído no CCF). (ou 12. 25. Também se você anota no canhoto do cheque para quem ele foi destinado previne transtornos futuros. ou especial. ele é o responsável pelo que aconteça com o mesmo. 27. O que acontece quando o meu cheque é apresentado além do prazo de prescrição? O cheque é devolvido pelo motivo 44. o favorecido pode sacar diretamente no caixa? Não. O cheque cruzado tem que ser depositado em conta bancária. o banco deverá fornecer a você um talão (ou talonário) de . caso estes cheques sejam devolvidos (não pagos) pelo banco.

gratuitamente. 30. 31. O banco pode me exigir saldo médio mínimo para fornecer o primeiro talão de cheques em cada mês? Não. desde que você não tenha o nome incluído no CCF e atenda às condições estipuladas na ficha-proposta de abertura da conta. desde que autorizado pelo responsável que o assistir.cheques por mês. ← . Qual a idade mínima para eu receber talão de cheques? A partir de 16 anos de idade.

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