P. 1
Fascismo e Nazismo

Fascismo e Nazismo

5.0

|Views: 11.010|Likes:
Publicado porapi-3765113

More info:

Published by: api-3765113 on Oct 18, 2008
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/18/2014

pdf

text

original

Fascismo

No final do século 19 começou a surgir na Itália uma ideologia nacionalista ultraconservadora que se denominou fascismo. Em 1919, Benito Mussolini fundou o Partido Fascista Italiano, caracterizado por sua oposição violenta às ideologias políticas democráticas e ao comunismo. Os princípios desse movimento tiveram eco em outros países europeus, de onde ganharam importância. Os fascistas se consideram superiores às pessoas de outras raças, não aceitavam as eleições livres, nem a liberdade de expressão, e recorreram à violência para impor suas idéias.

Nazismo
Conceituação. O nazismo foi um movimento político surgido na Alemanha na década de 1920, do qual resultou a ascensão de Adolf Hitler ao poder e cujo desenvolvimento conduziu à segunda guerra mundial. Constitui parte do fenômeno mundial do fascismo, apresentando-se como ultranacionalista e inimigo da democracia liberal, fazendo do anticomunismo a sua principal bandeira e mobilizando as massas com palavras de ordem belicosas demagógicas. Origens históricas. O nazismo dá seqüência histórica ao militarismo prussiano, caracterizado por suas ambições expansionistas e seu rígidos padrões de disciplina e hierarquia social. A ideologia nazista, extremamente confusa, se alimentou de muitas fontes do pensamento alemão. 3.1 - Entre essas fontes, cabe citar: a teoria do Estado totalitário, elaborada por Hegel; a pregação nacionalista de Fichte, à qual se juntaria o matiz ainda mais acentuadamente xenófobo dos chamados "patriotas de 1813" como Ernst Moritz Arndt e Friedrich Ludwig Jahn : a obra de Houston Stewart Chamberlain, inglês naturalizado alemão, apologia do homem nórdico, o "ariano puro"; a filosofia de Nietzche e sua glorificação do Super-Homem nórdico, o "ariano puro"; a filosofia de Nietzche e sua glorificação do SuperHomem, "além do bem e do mal"; a geopolítica de Friedrich Ratzel e Karl

Haushofer; a música de Richard Wagner, dominada pela mística do herói germânico; a idéia de um "socialismo alemão", criada por Werner Sombart e Osvald Spengler. 3.2 - O nazismo tem raízes, particularmente, em certas correntes políticas ultradireitistas da Baviera, onde Adolf hitler iniciou suas atividades logo após o esmagamento do efêmero regime de tipo soviético, chefiado por Kurt Eisner, comunista de origem judaica. O fascismo italiano, com sua "marcha sobre Roma", estimulou o putsh de Hitler e do general Ludendorff em Munique, mas são ínfimos os subsídios ideológicos que possa ter trazido ao nazismo. o maior comado de ação da propaganda hitlerista, embora o partido se apresentasse como de trabalhadores, foi a classe média alemã, especialmente sensível às humilhações originadas da derrota na primeira guerra mundial e do tratado de Versalhes. Programa. O programa do N.S.D.A..P., formulado por Hitler em 1920, expressava em linhas gerais o essencial da plataforma política nazista. Eis alguns dos seu pontos: união de todos os alemães numa "Grande Alemanha" (incluindo seis milhões de austríacos, três milhões de sudetos e um milhão de alemães espalhados na Polônia e em Danzig); revogação dos tratados de Versalhes e Saint-Germain; cassação da cidadania dos judeus, que não teriam direito a emprego público ou a trabalhar na imprensa, devendo ser expulsos do país os que nele tivessem entrado depois de 2 de agosto de 1914; pena da morte para os traidores e usurários; criação de um forte poder central; além de outros itens de caráter propagandístico. Organização. o estado-maior do partido nazista era formado por vinte Reichleiter, diretamente nomeados pelo guia e chefe absoluto, o Fuhrer. Cada um dos Reichsleiter encarregava-se de um setor (imprensa e propaganda, justiça, agricultura, sindicatos, polícia, etc.). O partido se dividia em regiões geográficas, 32 em 1933 e 43 posteriormente, com a anexações resultantes da guerra. Cada região (Gau) era comandada por um Gauleiter; subdividia-se em círculos, vido depois os grupos locais, com suas células de bairros e ruas. 5.1 - Numerosas associações tinham a seu cargo os diversos domínios da vida nacional. As organizações paramilitares tiveram início com os esquadrões de veteranos (Ordnertruppe), a que se seguiram os S.A. (Sturmabteilungen), de uniformes marrons, depois suplantados pelos S.S. (Schutsstaffel), de uniformes negros. Os meninos de 10 a 15 anos tinham sua organização própria; os rapazes de 15 a 18 anos arregimentavam-se na Juventude hitlerista (Hitler Jugend); as moças, numa federação (Bund Deutscher Madel); as mulheres, na Nationalsozialistische Frauenschaften; estudantes, trabalhadores, professores, advogados, médicos, técnicos, funcionários, ex-combatentes, inválidos de

guerra, artistas e intelectuais eram enquadrados em entidades específicas. 5.2 - Além das suas organizações, a ditadura nazista se apoiava, fora do partido, na polícia secreta, a GESTAPO (Geheime Staatspolizei), e num eficiente aparelho de propaganda, que utilizou pela primeira vez em grande escala, com fins de doutrinação de massa, a radiodifusão e o cinema. Ritual. A bandeira do partido era vermelha, com um disco branco no meio, sobre o qual se destacava o emblema da cruz gamada ou suástica (Hakenkreuz). Essa cruz, de origem oriental, era usada no começo do séc. XX nos países bálticos de onde foi copiada por futuros combatentes do Freikorps alemão que lá estiveram. Os estandartes traziam a sigla N.S.D.A.P. e, embaixo, num retângulo de metal, a divisa "Deutschland erwache!" (Desperta, Alemanha!). 6.1 - O partido, que contava 3.900.000 membros em 1933, chegou a 8 milhões em 1939 e 11 milhões em 1945. Periodicamente, realizava grandes concentrações em Nuremberg, quando as novas unidades S.S. eram consagradas diante da Bltfahne, a bandeira manchada com o sangue dos "mártires" do putsh de Munique. do ritual nazista eram ainda parte obrigatória marchas e desfiles marciais, com tambores e fanfarras, bem como a saudação "heil Hitler!" feita com o braço direito erguido e a mão espalmada, em rígida posição de sentido. Nazificação e anti-semitismo. A política de nazificação, empreendida logo após a tomada do poder, com a denominação de Gleichschaltung (coordenação), teve como ponto de partida a desfederalização e a implantação do sistema unipartidário. 7.1 - Simultaneamente iniciou-se a perseguição aos judeus, com o boicote ao comércio israelita. Em 1935 foram aprovadas as leis raciais de Nuremberg, pelas quais os judeus passavam a ser considerados Gegenreich (contra o Reich) e se proibiam os casamentos ou relações extraconjugais entre judeus e “elementos de sangue alemão ou semelhante”. As medidas de perseguição culminaram com os campos de concentração e o genocídio, política a que foi dado o nome cufemístico de “solução final do problema judaico” Mein Kampf. A “bíblia” do nazismo foi o livro Mein Drmpf (1925-1927; minha luta), que Hitler começou a escrever na prisão de Landsberg, onde esteve recolhendo, com razoável conforto, de novembro de 1923 a dezembro de 1824. Desse livro, redigido com incrível desleixo e numerosos erros de sintaxe, venderam-se milhões de exemplares. 8.1 - O autor se investe na missão de predestinado, a que cabe a missão

de purificar o mundo. “Creio agir - escrevia - no sentido desejado pelo Criador Todo-Poderoso. Lutando contra o judeu, eu defendo a obra do Senhor”. A arte dos grades líderes, dizia ainda, sempre consistiu, através dos tempos, em não distrair a atenção do povo, mas concentrando-a sempre sobre um só adversário, segundo ele o “judaísmo internacional”, sustentáculo, ao mesmo tempo, do capitalismo e do comunismo. A anticultura. Uma das principais características do regime nazista foi a sua hostilidade ao livre florescimento das ciências, letras e artes. Já em maio de 1933 realizaram-se na Alemanha grandes fogueiras de livros, em que foram lançadas obras de autores condenados, como Erich maria Remarque, Stefan Zweig, Thomas Mann e muitos outros. 9.1 - Sob a insperação do ministro da propaganda, Josef Goebbels, criaram-se sete “câmaras de cultura”: artes plásticas, música, teatro, literatura, imprensa, radio e cinema. Quem não participasse de uma dessas organizações não poderia exercer qualquer atividade cultural; e elas podiam aceitar, recusar ou expulsar seus membros, conforme a demonstração que estes dessem de sua “capacitação política”. De acordo com os estatutos, o intelectual nazista, além de ser leal ao Fuhrer e ativista do partido, deveria manter-se fiel às tradições ancestrais da cultura germânica. A mística do chefe. A mística do chefe absoluto, personagem carismático, se consubstanciava no Fuhrerprinzip, segundo o qual Hitler era o legislador, o juiz e o executor supremo, a própria encarnação da vontade do povo e da raça. Suas ordens deviam ser obedecidas cegamente, e não tinham necessariamente que tomar a forma de leis, como se viu no caso da decisão de exterminar os judeus, a qual não deixou registro em documentos legais. Política exterior e guerra. O nazismo adotou, desde o início, ma política externa voltada para o expansionismo, apoiando-se na teoria do Lebensraum (espaço vital), consoante a qual todos os povos germânicos deviam unir-se sob um só Estado. Outro conceito, resultante dessa teoria, era o do Grosswirtshaftsraum (grande espaço econômico unificado). O alemão estava destinado a ser um “povo de senhores”, que governaria os demais em bases orgânicas e hierarqueizadas. Nesse sentido atuou sistematicamente a diplomacia nazista. o desfecho lógico dessa política seria a guerra, pela qual se deveria impor o domínio germânico, criando um império que, segundo hitler, deveria durar um milênio, mas que se desmoronou pouco mais de 12 anos depois de sua implantação, com a Alemanha em ruínas .
.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->