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Noções+de+limites+e+derivadas

Noções+de+limites+e+derivadas

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Sections

  • Noção intuitiva de limite
  • Limites laterais
  • Propriedades dos limites
  • Cálculo de limites por meio de fatoração
  • Cálculo de limites por meio de racionalização
  • Cálculo de limites por meio de mudança de variável
  • Continuidade
  • Limites infnitos
  • Limites de funções quando x tende ao infnito
  • Limite da função polinomial quan- do x→±∞
  • Teorema do confronto
  • Taxa de variação
  • Taxa média de variação
  • Taxa instantânea de variação
  • Interpretação geométrica da derivada
  • A derivada como uma função
  • Regras de derivação
  • Derivada da função constante
  • Derivada da função potência
  • Derivada do produto de uma constante por uma função
  • Derivada da soma e da diferença de duas funções
  • Derivada da função f(x) = sen x
  • Derivada da função f(x) = cos x
  • A derivada da função f(x) = cos x é a função
  • Derivada do produto de funções
  • Derivada do quociente de funções
  • A regra da cadeia
  • Derivada da função exponencial f(x) = ax
  • Derivada da função logarítmica
  • Derivadas de ordem superior
  • Análise do comportamento de funções
  • Funções crescentes e funções decrescentes
  • Extremos relativos e absolutos
  • Aplicações de máximos e mínimos

Ensino Médio

MATEMÁTI CA
Alexandre Correia Fernandes
Graduado em Matemática
Mestre em Matemática e Estatística - Área
de concentração : Geometria Diferencial
Ex-professor do Ensino Fundamental
e do Ensino Médio de escolas públicas
e privadas de Minas Gerais.
Professor do Ensino Superior desde 2004.
T
A
M
noçõES DE lIMITES E DErIvADAS
CréDIToS
Ficha Catalográfca
Fernandes, Alexandre Correia.
Matemática : noções de limites e derivadas :
ensino médio / Alexandre Correia Fernandes. --
Belo Horizonte : Editora Educacional, 2010.
44p. Ilust.
ISBn 978-85-7932-159-7
1. Matemática (Ensino médio) I. Título.
09-09385 CDD-510.7
Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do livro, SP, Brasil)
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Gabrielle Cunha vieira
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Joana Paula de Souza
Júnia Kelle Teles Martins
lilian Ferreira de Souza
luciana Marinho da Silva
luciano Pereira Marins
Marcos Eustáquio Gomes
Marcelo Correa de Paula
Mônica Alves de Faria
Priscilla Alves do nascimento
raquel Barcelos e Melo
roberta Mara de Souza lima
Tatiane Aline do Carmo e Melo
valéria Cardoso
Aline Paula de oliveira
Douglas nunes Brandão
Júnia Kelle Teles Martins
luana Félix da Silva
Magali luciene dos Santos
Miriam Carla Martins
Cornélia Cristina S. Brandão
Gustavo Celso de Magalhães
Aldeir Antonio neto rocha
Aparecida Costa de Almeida
lydston rodrigues de Carvalho
Marinette de Cácia Freitas
raquel Cristina dos Santos Faria
rogério Fernandes
Greco Design ltda.
Studio link
Idea Info Design
letra por letra ltda.
e Só letra
Idea Info Design
Xxxxxxxx
T
A
M
SUMÁrIo
Capítulo 1 ― Limite e Continuidade ............................................................. 6
noção intuitiva de limite ...........................................................................7
limites laterais ................................................................................... 7
Propriedades dos limites .......................................................................... 8
limite de uma função polinomial ................................................................ 9
limite de uma função racional .................................................................. 10
Cálculo de limites quando o numerador e o denominador tendem a zero ............... 10
Cálculo de limites por meio de fatoração ................................................... 10
Cálculo de limites por meio de racionalização .............................................. 11
Cálculo de limites por meio de mudança de variável ..................................... 12
Continuidade ....................................................................................... 12
Limites infnitos .................................................................................... 14
Limites de funções quando x tende ao infnito ............................................... 14
limite da função polinomial quando x→±∞ ................................................ 15
Teorema do confronto ............................................................................ 17
limite trigonométrico fundamental ........................................................... 18
limite exponencial fundamental ............................................................... 19
Capítulo 2 — Derivada ............................................................................ 23
Taxa de variação .................................................................................. 24
Taxa média de variação ......................................................................... 24
Taxa instantânea de variação ................................................................. 24
Interpretação geométrica da derivada ......................................................... 25
A derivada como uma função ................................................................... 27
regras de derivação .............................................................................. 28
Derivada da função constante ................................................................ 28
Derivada da função potência .................................................................. 28
Derivada do produto de uma constante por uma função ................................. 28
Derivada da soma e da diferença de duas funções ........................................ 29
Derivada da função f(x) = sen x ............................................................... 30
Derivada da função f(x) = cos x ............................................................... 31
Derivada do produto de funções .............................................................. 31
Derivada do quociente de funções ........................................................... 31
A regra da cadeia ............................................................................... 32
Derivada da função exponencial f(x) = a
x
................................................... 33
Derivada da função logarítmica .............................................................. 33
Derivadas de ordem superior ................................................................... 35
Análise do comportamento de funções ........................................................ 36
Funções crescentes e funções decrescentes ................................................ 36
Extremos relativos e absolutos ............................................................... 38
Aplicações de máximos e mínimos .............................................................. 41
limite e Derivada
ConHEçA SEU lIvro
Para que vou estudar este assunto? Onde ele se aplica? Como ele se relaciona com outros tópicos da
Matemática e com outras Ciências? na introdução de cada capítulo, propomos uma situação-problema,
que você vai retomar mais tarde. Em seguida, descrevemos sinteticamente o conteúdo a ser abordado,
listamos suas aplicações mais imediatas e seus aspectos históricos.
Por que isso acontece? Como isso se explica? O que ocorreria se esse detalhe mudasse? Permeando todo
o texto, você vai encontrar perguntas e questionamentos sobre a teoria apresentada. Com base em suas
refexões, você vai produzir, individualmente ou em grupo, pequenos textos matemáticos.
Como isso funciona? Será que isso sempre ocorre? Que hipóteses essa regularidade sugere? Posso inferir regras
gerais a respeito? Por meio da experimentação, da investigação e da pesquisa, você vai analisar situações novas,
fazer conjecturas, formular hipóteses, testá-las e, com base em suas conclusões, construir novos conceitos e
estabelecer leis gerais relacionadas ao conteúdo. Finalmente, você vai sintetizar suas conclusões por escrito.
Por que os números obedecem a essas regularidades? Posso estabelecer uma lei geral? Qual é a lógica desse
raciocínio? Por meio dele, a que conclusões posso chegar? Propomos, nesta seção, vários problemas de lógica
e de raciocínio numérico, explorando relações lógicas, além de regularidades e curiosidades que envolvem,
principalmente, os números inteiros.
Questões resolvidas aparecem toda vez que há necessidade de manter situações de aplicação de um
conteúdo, de uma regra ou de uma fórmula.
Esta seção aparece a todo momento, sempre que um pequeno segmento se encerra. o objetivo é que você
explore conceitos, resolva problemas práticos e explore situações novas sobre o conteúdo trabalhado.
nesta seção, a maioria das questões são extraídas de exames vestibulares e das provas do Exame nacional
do Ensino Médio (Enem). é uma oportunidade para você se familiarizar com as tendências dos concursos
vestibulares de todo o Brasil, além de possibilitar um aprofundamento do conteúdo, em questões que
apresentam um nível de difculdade crescente.
Introdução
Questões propostas
Refetindo
Investigando
Questões resolvidas
Questões de revisão
e aprofundamento
Raciocínio lógico
e numérico
LIMITE E DERIVADA
Fabio Rodrigues Pozzebo / Folha imagem
Bolsa de valores
Apresentamos uma nova ferramenta
com a qual será possível fazer-se
um estudo mais detalhado acerca
do comportamento de funções, tais
como a função usada para descrever
a oscilação do valor de ações.
Trata-se do conceito de Limite de
uma função, que também é empregado
na determinação de tangentes e
curvas, o que, naturalmente, nos
conduz ao conceito de Derivada e
suas múltiplas aplicações.
Tais conceitos permitiram a
sistematização de um ramo da
Matemática considerado por muitos
como um dos mais importantes
pilares da ciência moderna: o cálculo
diferencial e integral, objeto de estudo
de vários cursos do Ensino Superior.
Limite e Continuidade
Capítulo 1
6
Introdução
Aníbal, poupador inveterado, resolveu aplicar
R$ 10 000,00 em regime de juros compostos, a uma
taxa de 12% ao ano, durante dois anos.
Ansioso por saber quanto ele teria acumulado
ao fm desse período, resolveu utilizar a fórmula
para calcular o montante M, gerado pelo
capital c, aplicado à taxa i, por um período de tem-
po n.
Como os juros seriam capitalizados anualmente,
ele concluiu que o montante seria
Frustrado com o rendimento, ele recorreu ao ge-
rente, que lhe ofereceu outra opção de capitaliza-
ção: a capitalização semestral.
Os juros seriam capitalizados a cada 6 meses, a
uma taxa semestral proporcional a 12% ao ano, ou
seja, uma taxa de 6%, pois o ano tem 2 semestres.
Photos.com Photos.com
Nessas condições, o montante acumulado ao longo
de 4 semestres (2 anos) seria
Não satisfeito, Aníbal insistiu com o gerente
que, dessa vez, lhe propôs a opção de capitali-
zação mensal: os juros seriam capitalizados mês a
mês, a uma taxa mensal proporcional a 12% ao ano,
isto é, 1% ao mês. Dessa forma, o montante acumu-
lado ao fm de 24 meses seria dado por
Foi o sufciente para o ganancioso Aníbal pensar
em capitalizações diárias, por hora, minutos, segun-
dos ...
Qual seria, porém, o montante acumulado se o
número de capitalizações assumisse um valor muito
alto? Além disso, é possível fcar rico se o número de
capitalizações tender ao infnito?
Essas respostas podem ser obtidas por meio do
conceito de Limite, que estudaremos a seguir.
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
7
Noção intuitiva de limite
Seja a função f: IR→ IR defnida por f(x) = x
2
− 1,
representada grafcamente a seguir.
Vamos atribuir a x valores arbitrários, próximos
de 2, e calcular os correspondentes valores de y, para
que possamos saber como essa função se comporta
nas vizinhanças de 2.
x f(x)
1,900
Aproximação pela
esquerda de 2
Aproximação
pela direita de 2
2,610000
1,990 2,960100
1,999
2,000
2,001
2,010
2,100
2,996001
3,000000
3,004001
3,040100
3,410000
f(x) = x
2
− 1
3
y
x
2
1
1 −1 −2 2 3
−1
0
Podemos perceber que, quando x tende para 2 (seja
por valores maiores, seja por valores iguais ou menores
que 2), y tende para 3, o que nos leva a escrever
lim( )
x
x

− ·
2
2
1 3 ,
que será lido da seguinte forma:
O limite da função f(x) = x
2
− 1, quando x tende
a 2, é igual a 3.
De forma geral, se a função f(x) fca
arbitrariamente próxima de um único número real L
para os infnitos valores de x próximos do número c,
então dizemos que a função f tem limite L quando
x → c, e escrevemos
lim ( )
x c
f x L

·
Vale ressaltar que, no estudo do comportamento
de f(x) quando x tende a um certo valor c, não é
necessário que f(x) esteja defnida em x = c.
Questões resolvidas
Seja a função R1. f x
x se x
se x
( )
,
,
·
- ≠
·
¦
'
'
1 1
1 1
. Calcule lim ( )
x
f x
→1
.
Resolução:

y
3
2
1
0 −1 1 2 3 x
Com base no gráfco de f(x), podemos perceber que
y→2 quando x→1.
Determine, caso exista, R2. lim ( )
x
f x
→2
para a função
f x
x se x
x se x
( )
,
,
·

- >
¦
'
¦
'
¦
2
2
1 2
.
Resolução:
y
1
1 0 −1 −2 −3 −4 2 3 4
2
3
4
5
6
x
A construção do gráfco de f nos permite notar que
f(x) se aproxima de 4 à medida que x se aproxima de
2 pela esquerda e que f(x) se aproxima de 3 quando
x se aproxima de 2 pela direita.
Uma vez que f(x) se aproximou de valores diferentes
quando x se aproximou de 2 (pela esquerda e pela
direita), podemos dizer que lim ( )
x
f x
→2
não existe.
Limites laterais
Esse último exemplo serviu para nos mostrar que,
em certos casos, uma função tende para valores
diferentes quando x tende a c por valores maiores
ou menores que c.
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
8
Se x se aproximar de c por valores maiores que c,
isto é, pela direita de c, podemos utilizar a notação
lim ( )
x c
f x

-
para indicar o limite lateral à direita de c.
De modo análogo, se x se aproximar de c por
valores menores que c, isto é, pela esquerda de c,
podemos utilizar a notação
lim ( )
x c
f x


para indicar o
limite lateral à esquerda de c.
Refetindo
Para que lim ( )
x c
f x

exista, qual deve ser a relação
existente entre lim ( )
x c
f x


e lim ( )
x c
f x

-
?
Questões propostas
Seja y = f(x) a função cujo gráfco se encontra a Q1.
seguir. Quais das seguintes afrmativas são corretas?
lim ( )
x
f x

·
8
3 a)
lim ( )
x
f x

·
8
5 b)
lim ( )
x
f x


·
8
3 c)
lim ( )
x
f x

-
·
8
5 d)
f(8) = f(9) = 5 e)
lim ( )
x
f x

-
·
9
5 f)
lim ( )
x
f x

·
9
5 g)
y
5
3
8 9
y = f(x)
x
Em relação à função y = f(x), representada a seguir, Q2.
quais das seguintes afrmativas são corretas?
f[f(-1)] = 1 a)
1 < f[f(1)] < 2 b)
f[f(3)] = 2 c)
lim ( ) lim ( ) ( )
x x
f x f x f
→ →
− -
· ·
1 1
3 d)
lim ( )
x
f x

·
3
1 e)
lim ( ) lim ( )
x x
f x f x
→ →
− -
·
3 3
f)
y
3
2
1
1 0 −1 2 3
Propriedades dos limites
Sejam b e c dois números reais e n um inteiro
positivo. Sejam, ainda, f e g funções para as quais
se têm
lim ( ) ( )
x c
f x g x L M

±
= L e
lim ( ) ( )
x c
f x g x L M

± g = M. São válidas as
seguintes propriedades:
1.ª) Limite de uma constante
O limite de uma constante é a própria
constante, isto é,
lim
x c
b b

·
2.ª) Limite da soma ou diferença
O limite da soma (ou diferença) de duas funções
é igual à soma (ou diferença) dos limites dessas
funções, isto é,
lim ( ) ( )
x c
f x g x L M

±
3.ª) Limite do produto
O limite do produto de duas funções é igual ao
produto dos limites dessas funções, isto é,
lim[ ( ). ( )] .
x c
f x g x L M

·
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
9
4.ª) Limite do quociente
O limite do quociente de duas funções é o
quociente dos limites dessas funções, desde
que o limite presente no denominador seja
diferente de zero, isto é,

lim ( )
x c
g x

≠ 0 lim
( )
( )
;
x c
f x
g x
L
M →

¸

(
¸
(
·

5.ª) Limite de uma potência
O limite da n-ésima potência de uma função
é igual à n-ésima potência do limite dessa
função (desde que esta última potência seja
um número real),isto é,
lim ( ) lim ( )
x c
n
x c
n
n
f x f x L
→ →

¸
(
¸
·

¸

(
¸
(
·
6.ª) Limite de uma raiz
O limite da raiz n-ésima de uma função é a raiz
n-ésima do limite da função (desde que esta
última raiz seja um número real), isto é,
lim ( ) lim ( ) ;
x c
n
x c
n
n
f x f x L
→ →
· · n ∈ IN* e L ≥ 0.
(Se L < 0, n deve ser ímpar)
7.ª) Limite do logaritmo
O limite do logaritmo de uma função é igual ao
logaritmo do limite dessa função, desde que o
limite da função seja positivo, isto é,
limlog [ ( )] log [lim ( )] log ;
x c
b b
x c
b
f x f x L
→ →
· ·
(0<b≠1 e L > 0)
8.ª) Limite do seno
O limite do seno de uma função é o seno do
limite da função, isto é,
lim [ ( )] [lim ( )]
x c x c
sen f x sen f x
→ →
·
9.ª) Limite do cosseno
O limite do cosseno de uma função é o cosseno
do limite da função, isto é,
limcos[ ( )] cos[lim ( )]
x c x c
f x f x
→ →
·
10.ª) Limite da função exponencial de base e
lim
( )
lim ( )
x c
f x
f x
e e
x c

·

Questão resolvida
Aplicando as propriedades dos limites, calcule: R3.
lim( )
x
x x

− -
1
4
3 2 5 a)
lim sen (2x)
x →
4
p
b)
lim( ).
x
x
x e

-
-
1
1
1
3
c)
lim
cos
x
x
x

-
0
4
3 1
d)
Resolução:
a)

lim( ) lim lim lim
. .
x x x x
x x x x
→ → → →
− - · − -
· − -
·
1
4
1
4
1 1
4
3 2 5 3 2 5
3 1 2 1 5
6
b)
lim ( ) lim( )
x x
sen x sen x sen
→ →
·

¸

(
¸
(
(
·
¸
¸

¸
,
(
·
p p
p
4 4
2 2
2
1
p p
p
c)
lim( ). lim( ).lim
( ).
lim(
x
x
x x
x
x
x e x e
e
x

-
→ →
-
- · -
· -

1
1
1 1
1
1 1
1 1
3 3
1
3
--
·
1
2
2
)
.e
d)
lim
cos
limcos
lim( )
cos lim
.
x
x
x
x
x
x
x
x
x




-
·
-
·
( )
-
0
4
0
0
4
0
4
3 1 3 1 3 0 1
·· 1
Limite de uma função
polinomial
Se P é uma função polinomial e c é um número
real, então lim ( ) ( )
x c
P x P c

· .
Questão resolvida
Calcule R4.
lim( )
x→ 1
2x 5
4 3
Resolução:
lim( ) =
x
x x 2x
→−1
5
4 3
3. (−1)
4
− (−1)
3
+ 2.(−1) + 5 = 7

T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
10
Limite de uma função
racional
Se P(x) e Q(x) são funções polinomiais e Q(c) ≠ 0,
então lim
( )
( )
( )
( )
x c
P x
Q x
P c
Q c

· .
Questões propostas
Calcule: Q3.
lim( )
x
x x

- −
1
2
3 2 5 a)
lim( )
x
x x x
→−
− - −
1
3 2
1 b)
lim
x
x
x

-

6
2
5
c)
lim
x
x
x
→−
-
-
4
2
4
4
d)
lim( )( )
x
x x

− −
3
1 4 e)
lim( )
x
x x
→−
- − −
1
17 63 f)
lim
x
x x
e

-
1
3
2
g)
lim
cos
x
x
x

-
-
0
2
1
1
h)
lim(log log )
x
x x


1
2 1
3
8 27 i)
Determine Q4. lim ( )
x
f x
→2
em cada caso:
li
x→2
a)
li
x→2
b)
lim
( )
x
x
f x

·
2
4 12
5
c)
Cálculo de limites quando o
numerador e o denominador
tendem a zero
Se f e g forem funções para as quais
lim ( ) lim ( )
x c x c
f x g x
→ →
· · 0 , nada poderemos dizer, a
princípio, sobre lim
( )
( ) x c
f x
g x →
.
Dependendo das funções f e g, esse limite pode
assumir um valor real qualquer ou pode até não
existir.
Dizemos que
0
0
é uma forma indeterminada,
pois ela nada nos diz sobre tal limite.
Nesses casos, podemos nos valer de certos
artifícios algébricos, apresentados a seguir.
Cálculo de limites por meio
de fatoração
Se, no cálculo do limite de uma função racional,
o numerador e o denominador da função tenderem
a zero quando x tender a um certo valor c, devemos
fatorar e simplifcar a referida função (se for possível)
antes de fazermos a substituição de x por c.
Questão resolvida
Calcule R5. lim
x
x
x



1
3
2
1
1
.
Resolução:
Como 1 é raiz do polinômio x
3
−1, vamos utilizar o
dispositivo prático de Briot-Ruffni:
1 1 0 0 −1
1 1 1 0
Logo:
x
3
−1 = (x − 1)(x
2
+ x + 1)

Portanto:
= = = lim
x
x
x



1
3
2
1
1
lim
( )( )
( )( ) x
x x x
x x →
− - -
− - 1
2
1 1
1 1
lim
x
x x
x →
- -
- 1
2
1
1
3
2
Refetindo
A função
x
x
3
2
1
1


está defnida para x = 1? Por
que pudemos cancelar o fator (x − 1), comum ao
numerador e ao denominador? O que se pode
dizer a respeito de lim
x
x
x



1
3
2
1
1
?
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
11
Questão resolvida
Calcule R6. lim
x
x x
x x

− -

2
4
3 2
10 4
2
Resolução:
Uma vez que 2 é raiz do polinômio x
4
−10x + 4,
podemos, novamente, utilizar o dispositivo prático
de Briot-Ruffni e escrever que
x
4
−10x + 4 = (x − 2)(x
3
+ 2x
2
+ 4x − 2).
Além disso, evidenciando o fator comum x
2
no
polinômio x
3
− 2x
2
, notamos que x
3
− 2x
2
= (x − 2)x
2
.
Portanto:
lim
x
x x
x x

− -

2
4
3 2
10 4
2
lim
( )( )
( )
x
x x x x
x x

− - - −

2
3 2
2
2 2 4 2
2
lim
x
x x x
x

- - −
·
2
3 2
2
2 4 2 11
2
= =
Questão proposta
Calcule os seguintes limites: Q5.
lim
x
x
x
→−

-
1
2
1
1
a)
lim
x
x
x



3
2
9
3
b)
lim
x
x x
x x

- −
- −
1
2
2
2
2 3
c)
lim
x
x x
x

− −

5
2
2
2 9 5
3 75
d)
lim
x
x x x
x x
→ −
- − −
- -
1
3 2
2
2 2
7 6
e)
lim
x
x x
x x x

− -
- − -
2
3 2
3 2
3 4
16 20
f)
lim
x
x
x



1
7
3
1
1
g)
lim
x
x x
x x x

− −
− − −
5
3
3 2
19 30
2 13 10
h)
Cálculo de limites por meio
de racionalização
Questões resolvidas
Calcule R7. lim
x
x x
x

− -

1
2 1
1
.
Resolução:
Em virtude da indeterminação
0
0
, vamos recorrer
ao artifício da racionalização do numerador:
lim
x
x x
x

− -

1
2 1
1
=
lim .
x
x x
x
x x
x x

− -
( )
− ( )
- -
( )
- -
( )

¸

(
¸
(
(
(
1
2 1
1
2 1
2 1
=
lim
( )
x
x x
x x x

− -
− ( ) - -
( )
1
2 1
1 2 1
=
lim
( )
x
x
x x x


− ( ) - -
( )
1
1
1 2 1
=
lim
x
x x

- -
( )
1
1
2 1
=
1
2 2
2
4
·
Calcule R8. lim
x
x
x

- −
− −
4
2 1 3
2 2
.
Resolução:
Vamos multiplicar o numerador e o denominador
pelo “conjugado” do numerador e também pelo
“conjugado” do denominador:
lim
x
x
x

- −
− −
4
2 1 3
2 2
=
lim . .
x
x
x
x
x
x
x

- −
( )
− −
( )
- -
( )
- -
( )
− -
( )
− -
( )

¸

4
2 1 3
2 2
2 1 3
2 1 3
2 2
2 2
((
¸
(
(
(
lim
x
x x
x x

- − ( ) − -
( )
− − ( ) - -
( )

¸

(
¸
(
(
(
4
2 1 9 2 2
2 2 2 1 3

=
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
12
lim
x
x x
x x

− ( ) − -
( )
− ( ) - -
( )

¸

(
¸
(
(
(
4
2 4 2 2
4 2 1 3

=
2 2 2
9 3
2 2
3
( ) -
-
( )
·
Cálculo de limites por meio de
mudança de variável
Questão resolvida
Calcule R9. lim
x
x
x



1
3
1
1
.
Resolução:
Faremos a mudança de variáveis x y y · ≥
6
0 , para
facilitar os cálculos.
Se x →1, então y
6
→1 e y→1, pois estamos
considerando y ≥ 0.
A escolha do expoente 6, para a nova variável y, é
justifcada pelo fato de mmc (2,3) ser igual a 6.
lim lim lim
x y y
x
x
y
y
y
y
→ → →


·


·


·
1
3
1
6 3
6 1
2
3
1
1
1
1
1
1
lim
( )( )
( )( )
y
y y
y y y

− -
− - -
·
1
2
1 1
1 1
lim
( )
( )
y
y
y y

-
- -
·
1
2
1
1
2
3
Questão proposta
Calcule os seguintes limites: Q6.
lim
x
x
x


- −
2 2
2
5 3
a)
lim
x
x
x

- −

8
1 3
8
b)
lim
x
x x
x

- − −
0
1 1
c)
lim
x
x
x

− -
− −
4
3 5
1 5
d)
lim
x
x x
x x x

− −
− −
3 2
6
6
e)
lim
x
x x x
x x

- − - −

2
2 2
2
5 4 3
2
f)
lim
x
x
x

- −
0
3 3
g)
lim
x
x
x

- −
− −
2
4 1 3
3 2 2
h)
lim
x
x
x


- −
1
3
1
2 6 2
i)
lim
x
x
x



1
3
4
1
1
j)
lim
x
x
x



64
3
8
4
k)
lim
x
x
x

- −
- −
0
3 3
2 2
2 2
l)
lim
( )
x
x
x

- −
0
4
2 16
m)
Continuidade
Uma função f é dita contínua num ponto x = c de
seu domínio se, e somente se, as condições a seguir
forem satisfeitas:
1.ª) existe f(c)
2.ª) existe lim ( )
x c
f x

3.ª) lim ( ) ( )
x c
f x f c

·
Caso uma ou mais condições acima não forem
satisfeitas, dizemos que a função é descontínua em
x = c.
Se a continuidade puder ser verifcada em todos
os pontos do domínio de uma função, esta será
denominada função contínua.
São funções contínuas:
I) as funções polinomiais (contínuas para todo
número real);
II) as funções racionais (contínuas em todos os
pontos de seus domínios);
III) as funções raízes (contínuas em todos os pontos
de seus domínios);
IV) as funções exponenciais (contínuas para todo
número real);
V) as funções logarítmicas (contínuas em todos os
pontos de seus domínios);
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
13
VI) as funções trigonométricas f(x) = senx e
f(x) = cosx (contínuas para todo número real) e
as demais funções trigonométricas (contínuas
em todos os números de seus domínios).
Refetindo
Verifque se as funções representadas grafcamente
a seguir são contínuas em x = c. Em caso negativo,
informe qual (ou quais) condição(ões) não foi(foram)
satisfeita(s).
Questões resolvidas
Verifque a continuidade da função R10.
f x
x x x
x x
( )
,
,
·
- ≥
− <
¦
'
¦
'
¦
2
4 0
2 0
em x = 0.
Resolução:
Cálculo de f(0):
f(0) = 0
2
+4.0 = 0
Cálculo de lim ( )
x
f x
→0
:
lim ( )
x
f x


· −
0
2 e lim ( )
x
f x

-
·
0
0
Uma vez que os limites laterais foram diferentes,
podemos afrmar que não existe lim ( )
x
f x
→0
.
Como somente a 1.ª condição foi satisfeita, podemos
concluir que essa função é descontínua em x = 0.
Seja R11. λ ∈ IR e f: IR→ IR a função defnida por
f x
x se x
x se x
( )
,
,
·
− >
− ≤
¦
'
¦
'
¦
3 3
2 3 lλ
. Calcule o valor de λ
para que f(x) seja contínua em x = 3.
Resolução:
Para que a 2.ª condição seja satisfeita, é necessário
que lim ( ) lim ( )
x x
f x f x
→ →
− -
·
3 3
.
Logo, podemos afrmar que 2 3 3 3 6 . − · − ⇒ · l l λ λ .
Questões propostas
Para cada uma das funções a seguir, calcule f(x Q7.
o
),
lim ( )
x x
o
f x


e lim ( )
x x
o
f x

-
. Em seguida, diga se essas
funções são contínuas ou descontínuas em x = x
o
.
f x
x
x
x
x
( )
,
,
·

·
¦
'
¦
'
¦
0
0 0
a) , x
o
= 0
f x
x x
x
x x
( )
,
,
,
·
− <
·
− >
¦
'
¦
'
¦
1 3
5 3
8 3
b) , x
o
= 3
f x
x x
x
x x
( )
,
,
,
·
- >
·
− <
¦
'
¦
'
¦
2
1 2
5 2
7 9 2
c) , x
o
= 2.
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
14
Determine os valores de a e b para os quais a função Q8.
f x
x x
ax b x
x x
( )
,
,
,
·
− < −
- − ≤ <
− ≥
¦
'
¦
'
¦
2
2
4 1
1 2
4 2
é contínua, qualquer que
seja x ∈ IR.
Seja a função Q9. f: IR →IR defnida por
f x
x se x
kx se x
( )
( ),
,
·
− <

¦
'
'
2 2 1
1
. Determine k, de
modo que f seja contínua em x = 1.
Seja Q10. λ ∈ IR e seja f: IR →IR a função defnida por
f x
x se x
se x
( )
,
,
·
− ≠
·
¦
'
'
2 4 3
2 3 lλ
. Calcule λ para que f(x)
seja contínua em x =3.
Seja a função Q11. f x
x
x
se x
k se x
( )
,
,
·
- −


·
¦
'
¦
'
¦
2 2
2
2
3 2
.
Determine k para que f(x) seja contínua em x =2.
Limites infnitos
Há funções para as quais os valores de f(x)
aumentam ou diminuem ilimitadamente quando a
variável independente se aproxima de um número
real c.
Vejamos alguns exemplos:
Consideremos a função f: IR → IR − {2} defnida por
f x
x
( )
( )
·

1
2
2
, representada grafcamente a seguir:
y
x 2 0
Notemos que, quando x tende a 2, seja pela
esquerda, seja pela direita, a função assume
valores arbitrariamente grandes, o que nos permite
escrever:
lim ( )
x
f x

· -∞
2
Vale ressaltar que +∞ e − ∞ não são números
reais. Dessa forma, o limite acima não existe. O
símbolo ∞ apenas indica como a função se comporta
quando x fca cada vez mais próximo de 2.
Consideremos, também, a função f: IR → IR − {1}
defnida por f x
x
x
( )
( )
·

2
1
, cujo gráfco se encontra
esboçado a seguir:
y
1
2
x
Observemos que, quando x tende a 1
pela esquerda, a função f(x) assume valores
arbitrariamente pequenos. Para indicarmos que
f(x) diminui ilimitadamente quando x tende a 1 por
valores menores que 1, escrevemos:
lim ( )
x
f x


= − ∞
1
Por outro lado, quando x tende a 1 por valores
maiores que 1, percebemos que f(x) aumenta ilimi-
tadamente, o que indicaremos da seguinte forma:
lim ( )
x
f x

-
· -∞
1
Constatamos, neste caso, que lim ( ) lim ( )
x x
f x f x
→ →
− -

1 1
.
Limites de funções quando x
tende ao infnito
Podemos estar interessados em estudar o
comportamento das funções quando a variável
independente cresce ou diminui indefnidamente.
Vejamos alguns exemplos:
Comecemos pela função f: IR* → IR defnida por
f x
x
( ) ·
1
:
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
15
y
x 0
É fácil perceber que, quando x → +∞ (x tende
para o infnito), o valor da função f(x) se aproxima
cada vez mais de 0.
O que acabamos de afrmar pode ser expresso da
seguinte maneira:
lim ( )
x
f x
→-∞
· 0
De modo análogo concluímos que, quando
x → –∞ (x tende para menos infnito), o valor da
função f(x) também se aproxima cada vez mais de
zero, ou seja:
lim ( )
x
f x
→−∞
· 0
Analisamos, anteriormente, o comportamento
da função f: IR → IR − {1} defnida por f x
x
x
( )
( )
·

2
1
,
quando x tendia a 1, por valores menores e maiores
que 1.
Agora estamos interessados em saber como esta
função se comporta quando x → +∞ e quando x → –∞.
y
x
1
2
O gráfco acima nos permite afrmar que
lim ( )
x
f x
→−∞
· 2 e lim ( )
x
f x
→-∞
· 2
Refetindo
Considerando a função f: IR*→IR defnida por
f x
x
n
( ) ·
1
, com n ∈ IN*, existe algum valor para o
qual se tenha f(x) = 0? O que podemos afrmar,
neste caso, a respeito de lim ( )
x
f x
→-∞
e lim ( )
x
f x
→−∞
?
Limite da função polinomial quan-
do x→±∞
Seja a função polinomial f(x), de grau n, com
a
n
≠ 0, defnida por:
f x a x a x a x a x a
n
n
n
n
( ) ... · - - - - -


1
1
2
2
1 0
Evidenciando o fator x
n
, obtemos:
f x x a
a
x
a
x
a
x
a
x
n
n
n
n n n
( ) ... · - - - - -
¸
¸

¸
,
(

− −
1 2
2
1
1
0
Quando x → ±∞ , os termos
tendem todos a zero.
Por conseguinte, temos que:
lim ( ) lim ...
lim
x x
n
n
n
n n
x
f x x a
a
x
a
x
a
x
→±∞ →±∞


→±
· - - - -
¸
¸

¸
,
(
·
1 1
1
0
∞∞
a x
n
n
Concluímos, então, que o limite de uma função
polinomial, quando x → ±∞ , é igual ao limite de
seu termo de maior grau.
Analogamente, se h x
f x
g x
( )
( )
( )
· é uma função racional
com f x a x a x a x a x a
n
n
n
n
( ) ... · - - - - -


1
1
2
2
1 0

e g x b x b x b x b x b
m
m
m
m
( ) ... · - - - - -


1
1
2
2
1 0
,

temos:
lim
( )
( )
lim
x x
n
n
m
m
f x
g x
a x
b x
→±∞ →±∞
·
a
x
a
x
a
x
a
x
n
n n n

− −
1 2
2
1
1
0
,..., , ,
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
16
Questão resolvida
Calcule os limites a seguir: R12.
lim
x
x x
→-∞
− 5 3
3 2
a)
lim
x
x x
→−∞
− - -
3
4 3 b)
lim
x
x x
x
→-∞
- −

2 6 5
4 2
3
5
c)
lim
x
x x x
x x
→-∞
- − -
- −
6 3 2 1
3 5 2
4 2
4
d)
lim
x
x x x
x
→−∞
− - − -

4 2 3
3 7
3 2
e)
lim
x
x x x
→-∞
- - −
( )
2
4 3 f)
Resolução:
lim lim
x x
x x x
→-∞ →-∞
− · · -∞ 5 3 5
3 2 3
a)
Observação: Não podemos escrever
lim
lim lim
x
x x
x x
x x
→-∞
→-∞ →-∞
− ·
− ·
-∞ − ∞
5 3
5 3
3 2
3 2
devido ao fato de ∞ não ser número. Consideramos
-∞ − ∞ uma forma indeterminada.
lim lim
x x
x x x
→−∞ →−∞
− - - · − · -∞
3 3
4 3 b)
lim lim lim
x x x
x x
x
x
x x
→-∞ →-∞ →-∞
- −

· · ·
2 6 5
4 2
2
4
2
4
0
3
5
3
5 2
c)
Obs.: Conforme já fora dito anteriormente, ∞ não é
número. Portanto, não podemos escrever
lim
lim
lim
x
x
x
x x
x
x x
x
→-∞
→-∞
→-∞
- −

·
- −

·


2 6 5
4 2
2 6 5
4 2
3
5
3
5
Consideramos


um outro tipo de forma
indeterminada.
lim lim lim
x x x
x x x
x x
x
x
→-∞ →-∞ →-∞
- −
- −
· · ·
6 3 2
3 5 2
6
3
2 2
4 2
4
4
4
d)
lim lim
lim
x x
x
x x x
x
x
x
x
→−∞ →−∞
→−∞
− + − +

=

= −






= −
4 2 3
3 7
4
3
4
3
3 2 3
2
∞∞
e)
Devido à presença da f) forma indeterminada do
tipo -∞ − ∞ , para calcularmos este limite, vamos
multiplicar o numerador e o denominador pelo
“conjugado” de x x x
2
4 3 - - −
( )
.
lim
lim .
x
x
x x x
x x x
x x x
x x x
→-∞
→-∞
- - −
( )
·
- - −
( )
- - -
( )
- - -
2
2
2
2
4 3
4 3
4 3
4 3
(( )

¸

(
¸
(
(
(
·
-
- - -
( )
·
-
- -
→-∞
→-∞
lim
lim
x
x
x
x x x
x
x
x x
4 3
4 3
4 3
1
4 3
2
2
2
¸¸
¸

¸
,
(
-
¸
¸

¸
,
(
(
·
x
Uma vez que x x
2
· , se x ≥ 0, obtemos:
lim
lim
x
x
x
x
x
x x
x
→-∞
→-∞
-
¸
¸

¸
,
(
- -
¸
¸

¸
,
(
-
¸
¸

¸
,
(
(
·
-
¸
¸

4
3
1
4 3
1
4
3
2
¸¸
,
(
- -
¸
¸

¸
,
(
-
¸
¸

¸
,
(
(
·
1
4 3
1
2
2
x x
Questões propostas
A função Q12. f x
x
( ) ·

1
1
2
encontra-se representada
grafcamente a seguir. Observando seu gráfco,
determine, se existir:
x
y
1
1 0 −1 −2 −3 2 3
−1
−2
−3
−4
2
3
4
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
17
lim ( )
x
f x
→−∞
a)
lim ( )
x
f x
→-∞
b)
lim ( )
x
f x
→−

1
c)
lim ( )
x
f x
→−
-
1
d)
lim ( )
x
f x
→−1
e)
lim ( )
x
f x

-
0
f)
lim ( )
x
f x


0
g)
lim ( )
x
f x
→0
h)
lim ( )
x
f x


1
i)
lim ( )
x
f x

-
1
j)
Os esboços dos gráfcos da função f:IR Q13. →IR*+ defnida
por f(x) = a
x
, para os casos em que a > 1 e 0<a<1,
encontram-se registrados a seguir.
y
y = a
x
a > 1 0 < a < 1
y = a
x
y
x x
Observando-os, determine o valor dos seguintes limites:
lim
x
x
→−∞
10 a)
lim ,
x
x
→−∞
0 5 b)
lim
x
x
e
→−∞
c)
lim
x
x
→−∞
¸
¸

¸
,
(
p
4
p
d)
lim
x
x
→-∞
2 e)
lim
x
x
→-∞
¸
¸

¸
,
(
1
3
f)
lim
x
x
→-∞
( )
2 g)
A seguir encontram-se esboçados os gráfcos da Q14.
função f: IR*+→IR defnida por f(x) = log
a
x.
0 < a < 1 a > 1
y
y = log
a
x y = log
a
x
y
x x
Observando-os, encontre o valor dos seguintes limites:
lim log
x
x

+
0
a)
lim log
x
x

-
0
1
5
b)
lim ln
x
x
→-∞
c)
lim log
x
x
→-∞
3
2
d)
Construa o gráfco da função Q15.
f: IR −
p
p
2
-
¦
'
'
¦
`
'
k
p
p →IR (k ∈ Z)
defnida por f(x) = tg x. Em seguida, determine:
lim
x
tgx


p
2
p
a)
lim
x
tgx

-
p
2
p
b)
Calcule os limites a seguir: Q16.
lim
x
x
x x →
-

− - 4
2
1
5 4
a)
lim ( )
x
x x
→−∞
- − 2 100
4 2
b)
lim ( )
x
x x
→−∞
- - 5 2 17
3
c)
lim
x
x x
→-∞
- -
2
1
2
d)
lim
x
x x
x x
→-∞
- -
- -
5 4 3
7 5 1
2
2
e)
lim
x
x x
x
→−∞
- −
-
2
3 7
2 1
f)
lim
x
x x
x
→-∞
- −
-
2
3 7
2 1
g)
lim
x
x x
x x
→−∞
− - -
− -
3 3 1
4 7
2
2
h)
lim
x
x x
x x x
→-∞
- -
- - −
4 2 3
5 3 4
2
3 2
i)
lim
x
x x x
x x x
→−∞
− - -
- − -
9 4 1
5 2 7
3 2
5 3
j)
lim
x
x x x
→-∞
− - −
( )
2
1 k)
Teorema do confronto
Certos limites não podem ser obtidos, facilmente,
de forma direta. Todavia, tais limites podem ser
calculados, de forma indireta, se fzermos uso do
importante teorema que enunciaremos a seguir e que
também é conhecido como “teorema do sanduíche”.
Se f, g e h são funções que estão defnidas em
algum intervalo aberto I que contém c, exceto,
possivelmente, no próprio c, f(x) ≤ g(x) ≤ h(x), para
todo x em I, tal que x ≠ c e lim ( ) lim ( )
x c x c
f x h x L
→ →
· · ,
então lim ( )
x c
g x L

· .
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
18
Questão resolvida
Utilizando o teorema do confronto, calcule R13.
lim
x
x sen
x
→0
2
1
.
Resolução:
Não podemos simplesmente substituir x por 0 porque
lim
x
sen
x

·
0
1
0 não existe.
Como − ≤ ≤ ∀ 1 1 senq q , , q q podemos afrmar que
− ≤ ≤ 1
1
1 sen
x
Multiplicando a desigualdade acima por x²,
obtemos
− ≤ ≤ x x sen x x
f x
g x
h x
2 2 2
1
( )
( )
( )
/

    

Visto que lim lim
x x
x x
→ →
− · ·
0
2
0
2
0 , concluímos que
lim
x
x sen
x

·
0
2
1
0
, que pode ser comprovado pelo
gráfco a seguir.
0.05
0.05
0.1 −0.1 −0.2 −0.3 −0.4 0.2 0.3 0.4
0.1
0.1
0.15
0.15
Limite trigonométrico
fundamental
Seja a função f: IR* → IR defnida por
f x
senx
x
( ) ·
.
Embora saibamos que tal função não está
defnida para x = 0, podemos desejar saber como
ela se comporta à medida que x assume valores
arbitrariamente próximos de zero.
Como, porém, calcular lim
x
senx
x →0
?
O resultado deste importante limite será a con-
clusão da demonstração apresentada na sequência.
Consideremos um círculo de raio unitário e
x um arco (medido em radianos), de modo que
0
2
< < x
p
p
, como representado na fgura a seguir:
Seno
Tangente
Cosseno
T
tg x
P
H O
x
A
Pela fgura, verifcamos que é verdade que
Área DOPH < Área do setor OAP < Área do DOAT.
Como PH senx · ; OA · 1 e AT tg x · , temos que:
Área DOPH =
senx x .cos
2
,
Área setor OAP =
x.1
2
e
Área DOAT =
1
2
.tg x
Logo,
senx x .cos
2
<
x.1
2
<
1
2
.tg x
.
Dividindo todos os membros da desigualdade
acima por
senx.
2
(>0), obtemos:
cos x <
x
senx
<
1
cos x
.
Uma vez que todos os termos desta última
desigualdade são positivos, podemos escrever:
1
cos x
>
senx
x
> cos x
Visto que
1
cos x
e cos x tendem a 1, quando x
tende a 0, pelo Teorema do Confronto, concluímos
y = x
2
y = x
2
sen 1
x
y = ―x
2
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
19
que
senx
x
→1 quando x →0 .
De maneira análoga, provamos também para x < 0.
Logo,
lim
x
senx
x →
·
0
1
O gráfco a seguir, correspondente à função
f x
senx
x
( ) · , ilustra este resultado.
y
x 10 5 −5
−0.2
0.2
0.4
0.6
0.8
1
−10
x
y = sen x
x
Questão resolvida
Calcule os seguintes limites: R14.
lim
x
sen x
x
→0
5
a)
lim
x
sen x
sen x
→0
3
5
b)
lim
cos
x
x
x


0
2
1
c)
lim
x
tg x
x
→0
d)
Resolução:
lim lim
.
.lim
.
x x x
sen x
x
sen x
x
sen x
x
→ → →
· · ·
·
0 0 0
5 5 5
5
5
5
5
5 1 5
a)
lim lim
.
.
lim .
x x
x
sen x
sen x
sen x
x
sen x
x
sen x
x
→ →

· ·
¸
0 0
0
3
5
3
3
3
5
5
5
3
3
3
¸¸

¸
,
(
¸
¸

¸
,
(
·
¸
¸

¸
,
(



lim .
.
lim
lim
x
x
x
sen x
x
sen x
x
se
0
0
0
5
5
5
3
5
3
3
nn x
x
5
5
3
5
1
1
3
5 ¸
¸

¸
,
(
· · .
b)
Uma vez que c) ( cos )( cos ) 1 1
2
− - · x x sen x , vamos
multiplicar tanto o numerador quanto o denominador
de 1
2
− cos x
x
por ( cos ) 1- x . Assim:
lim
cos
lim
cos cos
cos
lim
x x
x
x
x
x x
x x
sen
→ →


·
− ( ) - ( )
- ( )
·
0
2
0
2
0
2
1
1 1
1
xx
x x
sen x
x x
x x
2
0
2
0
1
1
1
1
1
2
1
2
- ( )
·
¸
¸

¸
,
(
- ( )
·
·
→ →
cos
lim .lim
cos
.
d) lim lim
cos
lim
.cos
lim .li
x x x
x
tg x
x
sen x
x
x
sen x
x x
sen x
x
→ → →

· · ·
0 0 0
0
mm
cos
.
x
x

· ·
0
1
1 1 1
Questão proposta
Calcule os seguintes limites: Q17.
lim
x
sen x
x
→0
2
3
a)
lim
x
sen x
sen x
→0
4
8
b)
lim
cos
.
x
x
x sen x


0
1
c)
lim
sec
x
x
x


0
2
1
d)
lim
cos
x
tg x
x


4
1
2
p
e)
lim
x k
sen x senk
x k



f)
Use a identidade
senm senn sen
m n m n
− ·
− -
2
2 2
cos
lim
cos
x
tg x
sen x x



4
1
g)
Limite exponencial
fundamental
Seja a função f x
x
x
( ) · -
¸
¸

¸
,
(
1
1
, cujo domínio é
dado por x x x ∈ < − >
{ ¦
IR ou | 1 0 .
p
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
20
Fazendo uso de uma calculadora científca,
podemos construir a tabela
x f x
x
x
( ) · -
¸
¸

¸
,
(
1
1
−10000 2,7184
−1000 2,7196
−100 2,7320
−10 2,8680
−1,1 13,9808
0,1 1,2710
1 2
10 2,5937
100 2,7048
1000 2,7169
10000 2,7181
100000 2,7183
com base na qual o seguinte gráfco pode ser
construído:
y
0
1
−1
−2 2 4 −4 −6
2
3
4
5
x
Tanto a tabela quanto o gráfco acima nos
sugerem, intuitivamente, que, à medida que
x→ ±∞, f x e ( ) → , em que e é o número de Euler
(2,7182818...).
De fato, é possível provar que:
lim
x
x
x
e
→±∞
-
¸
¸

¸
,
(
· 1
1
Refetindo
O número de Euler é um número irracional que pode
ser obtido a partir de
1 1
0
1
1
1
2
1
3
0
n
n
! ! ! ! !
...
·


· - - - -
.
Questão resolvida
Calcule os seguintes limites: R15.
lim
x
x
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
3
2
a)
lim
x
x
x

- ( )
0
4
1 4 b)
lim
x
x
x
x
→∞
-

¸
¸

¸
,
(
1
1
c)
Resolução:
Vamos substituir a)
3
x
por
1
y
e, consequentemente,
x por 3y.
Neste caso, observamos que x → ∞ e que, portanto,
y também tenderá a ∞.
Logo,
lim lim
lim
.
x
x
y
y
y
x
x y
y
→∞ →∞
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
· -
¸
¸

¸
,
(
·
-
¸
¸

¸
,
(

1
3
1
1
1
1
2 2 3
¸¸

(
¸
(
(
· -
¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
·
→∞
6 6
6
1
1
lim
y
y
y
e
Fazendo b) 4
1
x
y
· e, consequentemente, x
y
·
1
4
,
notamos que, quando y → ±∞, x → 0.
Logo,
lim lim
lim
x
x
y
y
y
y
x
y
y
→ →±∞
→±∞
- ( ) · -
¸
¸

¸
,
(
·
-
¸
¸

¸
,
(

¸

0
4
16
1 4 1
1
1
1
((
¸
(
(
·
16
16
e
Fazendo c)
x
x t
-

· -
1
1
1
1
, por meio de manipulação
algébrica, notamos que x t · - 2 1.
Notamos que, quando x → ∞ , t → ∞ também.
Logo,
lim
x
x
x
x
→∞
-

¸
¸

¸
,
(
1
1
=
lim
t
t
t
→∞
-
-
¸
¸

¸
,
(
1
1
2 1
= lim .
t
t
t t
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
-
¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
1
1
1
1
2 1

= lim .lim .
t
t
t
t t
e e
→∞ →∞
-
¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
-
¸
¸

¸
,
(
· · 1
1
1
1
1
2
2 2
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
21
Questão proposta
Calcule os seguintes limites: Q18.
lim
x
x
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
7
a)
lim
x
x
x
→∞

¸
¸

¸
,
(
1
6
b)
lim
x
x
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
3
5
c)
lim
x
x
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
5
2
d)
lim
x
x
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
2
4
e)
lim
x
x
x

- ( )
0
1
1 4 f)
lim
x
x
x
x
→−∞
- ¸
¸

¸
,
(
8
g)
lim
x
x
x
x
→∞
-

¸
¸

¸
,
(
1
1
h)
Questões de revisão
e aprofundamento
(UF-PA) Dado o gráfco da função y = f(x), podemos Q19.
afrmar que:
y
x a
b
c
y = f(x)
lim ( )
x a
f x b

· a)
lim ( )
x a
f x c

· b)
lim ( )
x a
f x

· 0 c)
lim ( )
x a
f x c


· d)
lim ( )
x a
f x b


· e)
(UF-PA) Seja f defnida por Q20. f x
x se x
se x
( ) ·
- ≠
·
¦
'
'
3 1
2 1
.
Qual o valor de lim ( )
x
f x
→1
?
1 a)
2 b)
3 c)
4 d)
5 e)
(Mack-SP) Q21. lim
x
x
x
x x


-

- −

¸

(
¸
(
2
2
1
2
7
6
é igual a:
0 a)
2
5
b)
3
5
c)
1 d)
5
2
e)
(UF-PR) O Q22. lim
x
x x
x x

− -
- −
2
2
2
2 12 16
3 3 18
é igual a:

4
15
a)

2
5
b)

1
2
c)

3
2
d)

5
2
e)
(UF-PA) Qual o valor de Q23. lim
x
x
x



2
2
2
?
0 a)
1
4
b)
1
2
c)
2
4
d)
1
2
e)
(PUC-SP) Q24. lim
x
x
x

- −
- −
0
3
1 1
1 1
é igual a:
1
3
a)
2
5
b)
3
5
c)
2
3
d)
3
2
e)
T
A
M
L
I
M
I
T
E
E
C
O
N
T
I
N
U
I
D
A
D
E
22
(Mack-SP) O valor de Q25.
lim
.
x
x x
x

− -

0
2
2 4 2 3
2 1
é:
–1 a)
–2 b)
c) ∞
0 c)
1 d)
(UFU) A função Q26. f x
x
x
( ) ·


2
3
1
1
não está defnida para
x = 1. Para que a função f(x) seja contínua no ponto
x = 1, devemos completá-la com f(1) =
− a) ∞
2
3
b)
1
3
c)
+ d) ∞
0 e)
( Q27. PUCMinas) Se L = lim
x
x
x
→ −∞

-
2 8
1
3
, o valor de L é:
−2 a)
−1 b)
0 c)
1 d)
2 e)
(UF-PA) Qual o valor de Q28. lim
x
x x
x x
→ -∞
- -
- −
2 1
4 5
2
3
?
0 a)
2 b)
4 c)
− d) ∞
+ e) ∞
(PUC-SP) Q29. lim
x
x x
x
→∞
- -

4 6 3
5
2
2
é igual a:
−2 a)
−1 b)
0 c)
1 d)
2 e)
(UF-PA) Calcular Q30. lim
x
x x x
→∞
− - −
( )
2
5 7 .

5
2
a)

2
5
b)
1 c)
2
5
d)
5
2
e)
(PUC-SP) Q31. lim
x
sen x
sen x
→0
5
4
é igual a:
2 a)
1
2
b)
5
4
c)
3
4
d)
2
3
e)
(PUC-SP) O valor de Q32. lim
x
tgx x
x

-
0
é igual a:
0 a)
1 b)
2 c)
− d) ∞
+ e) ∞
(PUC-SP) Se Q33. lim
x
x
x
e
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
· 1
1
, então, para k real e
não nulo, o limite lim
x
kx
x
→∞
-
¸
¸

¸
,
(
1
1
vale:
ke a)
e b)
k
k c)
e
e + k d)
e/k e)
(Cescem) Q34. lim
n
n
n
→∞
- -
¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
5 1
1
vale:
5e a)
e b)
5
5 – e c)
5 + e d)
5 e)
e
Derivada
Capítulo 2
Introdução
Suponhamos que o lucro mensal de uma rede
de sorveterias possa ser modelado pela função
, em que x
corresponde ao número de bolas de sorvete vendidas
durante o mês .
Quando do estudo das funções quadráticas, vimos
que o valor máximo ou mínimo sempre ocorre na orde-
nada do vértice da parábola correspondente à função.
Sendo assim, para o problema apresentado
acima, se desejássemos saber qual o lucro máximo
que essa rede de sorveterias poderia obter, ou então,
a quantidade ideal de bolas de sorvete que ela
deveria vender, poderíamos nos valer, apenas, das
coordenadas do vértice da parábola correspondente
a tal função do 2.º grau.
Entretanto, há um outro caminho, que pode
ser considerado melhor do que o que acabamos de
descrever por não estar restrito apenas a funções
quadráticas.
Trata-se da aplicação das derivadas em problemas
de otimização, conforme você poderá perceber no
fim deste capítulo.
23
T
A
M
24
D
E
R
I
V
A
D
A
Taxa de variação
Taxa média de variação
Consideremos o gráfico a seguir, correspondente à
função y = f(x), cuja lei estabelece o relacionamento
entre as grandezas x e y.
y
∆y
f(x)
f(x
1
)
f(x
0
)
x
0
x
1 x
Expressando a variação de x, de x
o
para x
1
, por
∆x (∆x = x
1
− x
o
) e a consequente variação de y, de
f(x
o
) para f(x
1
), por ∆y (∆y = f(x
1
) − f(x
o
)), podemos
definir a taxa média de variação de y em relação a
x, no intervalo [x
o
, x
1
] pelo quociente


y
x
ou seja, por
f x f x
x x
o
o
( ) ( )
1
1


chamado de razão incremental.
Da Geometria Analítica, sabemos que o quociente
acima pode ser interpretado como a inclinação
(ou coeficiente angular) da reta secante à curva
correspondente à função y = f(x), que passa pelos
pontos (x
o
, f(x
o
)) e (x
1
, f(x
1
)).
y
y = f(x)
f(x
1
)
f(x
0
)
x
0
x
1
x
P
Q
Refletindo
O que nos informa o coeficiente angular de uma
reta? Qual a unidade para a taxa média de variação? Se
y é uma distância e x é o tempo, que nome podemos
dar à taxa média de variação de y em relação a x?
Questão resolvida
Num estudo sobre a maneira como o corpo humano R1.
metaboliza o cálcio, um pesquisador injetou uma
pequena quantidade de cálcio, quimicamente
marcada, na corrente sanguínea de um paciente e
mediu a rapidez com que a substância foi removida
do sangue. A concentração C de cálcio marcado,
medida em mg/Ml de sangue, foi monitorada em
intervalos de 1 hora, durante 4 horas, após a injeção,
dando origem à tabela a seguir.
t 0 1 2 3 4
C 0,026 0,015 0,0052 0,0026 0,001
Determine a taxa média de variação para os
intervalos:
[0, 1] a)
[1, 3] b)
Resolução:


C
t
C C
mg ml
=


=


=
( ) ( ) , ,
, /min
1 0
0 015 0 026
1 0
0 011 por
a)


C
t
C C
mg ml
=


=


=
= −
( ) ( ) , ,
, /min
3 1
3 1
0 0026 0 015
3 1
0 0062 por
b)
Taxa instantânea de
variação
Se fixarmos x
o
, a taxa média de variação de y em
relação a x dependerá apenas de x
1
.
Dessa forma, à medida que tomarmos valores de
x
1
cada vez mais próximos de x
o
, poderemos vir a
perceber que a taxa média de variação pode estar
tendendo a certo valor (o que não ocorre sempre).
Chamamos esse valor, para o qual a taxa média de
variação tende, quando x
1
→ x
o
, de taxa instantânea
de variação no ponto x
o
.


y
x
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
25
A taxa instantânea de variação de y = f(x), em
relação a x, no ponto x= x
o
é dada por
Uma vez que x
1
= x
o
+ ∆x, também podemos
escrevê-la como



lim
( ) ( )


∆ x
o o
f x x f x
x →
- −
0
A taxa instantânea de variação da função
y = f(x) no ponto x
o
pode ser chamada de derivada
da função f, em relação à variável x, no ponto x
o
,
que vamos indicar por
f x
o
'( )
.
Portanto, a derivada da função f, em relação à
variável x, em um número x
o
, é dada por
f x
f x x f x
x
o
x
o o
'( ) lim
( ) ( )
·
- −
→ ∆

∆ 0
desde que este limite exista.
Diante do que apresentamos acerca de taxa
instantânea de variação, podemos definir a
velocidade, no instante t t
o
· , de uma partícula que
se move ao longo de uma linha reta como sendo a
taxa instantânea de variação da posição em relação
ao tempo, isto é, se desejarmos calcular a velocidade
de um corpo num instante t t
o
· , basta calcularmos
s t
o
'( ) , ou seja, a derivada da sua função posição em
relação à variável tempo, no instante t t
o
· .
Questão resolvida
Um vaso de flor cai da sacada de um apartamento, R2.
situada a 19 metros de altura, em relação à rua.
Sua altura, após t segundos, é dada pela função
, para 0 2 ≤ ≤ t , em que h é a
altura medida em metros. Nessas condições, calcule
a velocidade do vaso de flor, 1 segundo após o início
da queda.
Resolução:
v h
v
h t h
t
v
t
t
t
( ) '( )
( ) lim
( ) ( )
( ) lim
, (
1 1
1
1 1
1
4 9 1
0
0
= ⇒
=
+ −
=






∆ (( ) +






− − + 



=


2
2
0
19 4 9 1 19
1
4 9 9 8 4 9
, .
( ) lim
, , , (

∆ ∆

t
v
t
t
tt
t
v
t t
t
m s
t
) ,
( ) lim
, ,
, /
2
0
19 4 9 19
1
9 8 4 9
9 8
+ + − 



=
− − ( )
= −


∆ ∆


Interpretação geométrica
da derivada
Seja uma curva y = f(x) definida no intervalo
aberto a b , (
¸

¸
. Consideremos dois pontos distintos
P (x
o
, f(x
o
)) e Q (x
1
, f(x
1
)), pertencentes à curva
correspondente à função y = f(x), conforme indicado
na figura a seguir.
y
y = f(x)
reta
secante
reta
tangente
f(x
1
)
f(x
0
)
x
0
x
1
x
P
Q
∆y
Já afirmamos, anteriormente, que a razão
incremental


y
x
nos fornece a inclinação da reta
que passa pelos pontos P e Q, secante ao gráfico de
y = f(x).
Tomando o ponto P como fixo e imaginando o ponto
Q movendo-se sobre a curva de modo a aproximar-
se de P, podemos perceber que a inclinação da reta
secante PQ variará.
É fácil se convencer de que, à medida que o ponto
Q vai se aproximando indefinidamente do ponto P,
a inclinação da secante pode vir a variar cada vez
menos, tendendo a um valor limite, haja vista que
∆x , dado pela diferença entre x
1
e x
o
, tenderá a
zero.
lim


∆ x x
y
→0


y
x
m/s
T
A
M
26
D
E
R
I
V
A
D
A
Diante do que acabamos de afirmar, podemos
interpretar, geometricamente, a derivada da função
y = f(x) no ponto x
o
como o coeficiente angular da
reta tangente à curva correspondente a y = f(x), no
ponto (x
o
, y
o
), ou seja,
f x tg
o
'( ) · aα
Cabe ressaltar que, se a reta tangente for uma
reta vertical, ela não possuirá coeficiente angular e,
portanto, não haverá derivada no referido ponto.
Outras condições sob as quais a derivada de
uma função não existe num ponto específico de
abscissa x
o
encontram-se também representadas
graficamente a seguir:
y y
x
0
x
0
x
0
x
0
x
Tangente
vertical
Cúspide
Quina ou nó
Descontinuidade
x
x
x
y y
Refletindo
Por que retas verticais não possuem coeficiente angular?
Questões resolvidas
Determinar o coeficiente angular da reta tangente à R3.
curva f x x x ( ) · −
2
no ponto P(1,0).
Resolução:
Como o coeficiente angular da reta tangente à
curva f x x x ( ) · −
2
no ponto (1,0) é dado por f '( ), 1
temos:
m
f x f
x
x x
x
x
x
·
- −
- − -
¸
(
¸
− −


lim
( ) ( )
lim
( ) ( ) ( )
l




∆ ∆

0
0
2 2
1 1
1 1 1 1
iim
.
lim
( )


∆ ∆ ∆

∆ ∆

x
x
x x x
x
x x
x


- - ( ) − −
-
·
0
2
0
1 2 1
1
1
Encontre a equação reduzida da reta tangente à R4.
curva y x ·
2
no ponto de abscissa 3.
Resolução:
Para x = 3, temos que y = 3
2
, donde concluímos que
o ponto de tangência é (3,9).
Cálculo do coeficiente angular da reta:
m
x
x
x x
x
x
x
x
x
·
- −
·
- - −
·



lim
( ) ( )
lim
( )
lim
(





∆ ∆


0
2 2
0
2
0
3 3
9 6 9
6 --
·


x
x
)
6
Da Geometria Analítica sabemos que a equação de
uma reta da qual conhecemos o coeficiente angular
e um ponto é dada por y y m x x
o o
− · − ( ) .
Portanto, temos:
y x − · − 9 6 3 ( )
Ou seja, y x · − 6 9 .
y
x
P
1 −1
10
−10
−20
20
−2 0 2 3 4 5
Encontre a equação geral da reta tangente à curva R5.
y x · , paralela à reta x y − − · 2 5 0 .
Resolução:
Sabemos que retas paralelas têm coeficientes
angulares iguais.
y x · − 6 9
y=x²
−3 −4
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
27
Portanto, a reta procurada tem coeficiente angular
igual a
1
2
.
Fazendo lim
( ) ( )



x
o o
f x x f x
x

- −
·
0
1
2
, obtemos a
abscissa do ponto de tangência. Assim:
lim
( )



x
o o
x x x
x

- −
·
0
1
2
O desenvolvimento do limite acima nos permite
afirmar que
1
2
1
2
x
o
·
, donde concluímos que
x
o
· 1 e, consequentemente, f x
o
( ) também é igual
a 1.
Utilizando a equação da reta, obtemos:
y y m x x
y x
y x
x y
o o
− · −
− · −
− · −
− - ·
( )
( ) 1
1
2
1
2 2 1
2 1 0
Portanto, a reta procurada é a reta de equação
x y − - · 2 1 0 .
y
x 1 0
−1
1
2
−2
2
x
x − 2y − 5 = 0
x − 2y + 1 = 0
3 4
y = x √
Refletindo
Qual a relação existente entre os coeficientes
angulares de retas ortogonais?
Questões propostas
A população de uma cidade foi monitorada, de 1991 Q1.
a 1997, conforme podemos perceber na tabela a
seguir, em que P é dado em milhares de habitantes:
ANO 1991 1993 1995 1997
P 793 820 839 874
Encontre a taxa média de crescimento, em cada
caso:
de 1991 a 1995 a)
de 1993 a 1995 b)
de 1995 a 1997 c)
Encontre o coeficiente angular da reta tangente à Q2.
parábola y x x · -
2
2 , no ponto (−3,3).
Determine a equação da reta tangente à curva dada Q3.
por f x x x ( ) · − − 1 2 3
2
, no ponto (−2,−7).
A derivada como
uma função
A derivada de uma função y = f(x) é a função
denotada por f’(x), (pronuncia-se f linha de x), tal
que seu valor para todo x ∈ D(f) é dado por
f x
f x x f x
x x
'( ) lim
( ) ( )
·
- −
→ ∆

∆ 0
,
caso esse limite exista.
Podemos utilizar outras notações além de f’(x)
e y’, que foram introduzidas por Joseph-Louis
Lagrange (1736−1813) para denotar a função
derivada, a saber:
f x ou y
• •
( )
Notação introduzida por Isaac Newton (1642−1727).
dy
dx
ou
df x
dx
( )
Notação utilizada por Gottfried Wilhelm Leibniz
(1646-1716).
D f x
x
( )
Notação introduzida por Augustin-Louis Cauchy
(1789-1857).
T
A
M
28
D
E
R
I
V
A
D
A
Questão resolvida
Utilizando a definição, encontre a derivada da R6.
função f x x x ( ) · −
3
2 e, em seguida, calcule f '( ). 2
Resolução:
f x '( ) = lim
( ) ( )



x
f x x f x
x

- −
·
0
lim
( ) ( ) ( )

∆ ∆

x
x x x x x x
x

- − - − −
·
0
3 3
2 2

lim
( ) ( )

∆ ∆ ∆ ∆

x
x x x x x x x x x x
x

- - - − − − -
0
3 2 2 3 3
3 3 2 2 2
= lim
( )

∆ ∆ ∆

x
x x x x x
x

- - −
¸
(
¸
0
2 2
3 3 2
= 3 2
2
x −
Como f x x '( ) · − 3 2
2
, temos que f '( ) . 2 3 2 2 10
2
· − · .
Questão proposta
Aplicando a definição, calcule as derivadas das Q4.
funções a seguir:
y x ·
3
a)
y x x · − -
2
5 6 b)
y
x
·
1
c)
Regras de derivação
O cálculo de derivadas de funções por meio da
definição é, em alguns casos, bastante extenso
e demorado.
Para que não tenhamos de recorrer a esse
processo, vamos, na sequência, apresentar algumas
regras que nos permitirão obter, de forma mais
fácil, a derivada de uma função f(x).
Utilizaremos a notação proposta por Leibniz
na enunciação de tais regras. Algumas delas
estarão acompanhadas de suas respectivas
demonstrações.
Derivada da função constante
A derivada de uma função constante é zero, isto é,
d
dx
c
¸
(
¸
· 0 , c ∈ IR.
Demonstração:
f x
f x x f x
x
c c
x
x
x x
'( ) lim
( ) ( )
lim lim
·
- −
·

· ·

→ →

∆ ∆



0
0 0
0 0
Derivada da função potência
Seja n um número real e f(x) = x
n
; a derivada da
função f(x) é dada por
d
dx
x n x
n n

¸
(
¸
·

.
1
Demonstração:
f’ (x) = lim
= lim
f (x + ∆x) − f (x)
(x + ∆x)
n
− x
n
∆x
∆x
∆x → 0
∆x → 0
Utilizando os conhecimentos adquiridos acerca do
Binômio de Newton, podemos desenvolver ( ) x x
n
- ∆
e obter
lim
( )
( ) ... ( )
li

∆ ∆ ∆
∆ x
n n n n n
x nx x
n n
x x x x
x →
− −
- -

- -

¸

(
¸
(

·
0
1 2 2
1
2
mm
( )
... ( )

∆ ∆ ∆
∆ x
n n n
n
x nx
n n
x x x
x
nx

− − −

-

- -

¸

(
¸
(
·
0
1 2 1
1
1
2
Derivada do produto de uma
constante por uma função
Seja f uma função derivável de x, e c
uma constante.
A derivada da função g(x) = c.f(x) é dada por
d
dx
c f x c f x . ( ) . '( )
¸
(
¸
·
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
29
Demonstração:
f x
f x x f x
x
cf x x cf x
x
x
x
x
'( ) lim
( ) ( )
lim
( ) ( )
lim
·
- −
·
- −
·










0
0
00
0
c
f x x f x
x
c
f x x f x
x x
( ) ( )
. lim
( ) ( )
- −
¸

(
¸
(
·
- −
¸

(
¸
(

¸

(
¸




∆ ∆
((
· c f x . '( )
Questão resolvida
Calcule a derivada R7. f x '( ) das seguintes funções:
f x ( ) · 7 a)
f x ( ) ·
p
4
π
b)
f x x ( ) ·
9
c)
f x x ( ) ·
−3
d)
f x x ( ) ·
4
e)
f x x ( ) ·
1
6
18
f)
f x
x
( ) ·
6
5
g)
Resolução:
f x f x ( ) '( ) · ⇒ · 7 0 a)
f x f x ( ) '( ) = ⇒ =
π
4
0
b)
f x x f x x x ( ) '( ) . · ⇒ · ·
− 9 9 1 8
9 9 c)
f x x f x x
x
( ) '( ) · ⇒ · − · −
− − − 3 3 1
4
3
3
d)
f x x x f x x x
f x
x
( ) '( )
'( )
· · ⇒ · ·
∴ ·
− −
4
1
4
1
4
1
3
4
3 4
1
4
1
4
1
4
e)
f x x f x x x ( ) '( ) . · ⇒ · ·

1
6
1
6
18 3
18 18 1 17
f)
f x
x
x f x x
f x x
( ) . '( ) .( )
'( )
· · ⇒ · −
∴ · −
− − −

6
6 6 5
30
5
5 5 1
6
g)
Derivada da soma e da diferença
de duas funções
A derivada da soma (ou da diferença) de duas
funções f e g, deriváveis, é igual à soma (ou
diferença) das derivadas de f e g, isto é,
d
dx
f x g x f x g x ( ) ( ) '( ) '( ) ±
¸
(
¸
· ±
Demonstração:
Faremos a demonstração para a derivada da soma
de duas funções, mas desde já informamos que, de
modo análogo, podemos demonstrar a regra para a
derivada da diferença de duas funções.
Seja h x f x g x ( ) ( ) ( ) · -
h x
h x x h x
x
f x x g x x f x g
x
x
'( ) lim
( ) ( )
lim
( ) ( ) [ ( )
·
- −
·
- - - − -






∆ ∆
0
0
(( )]
lim
( ) ( ) ( ) ( )
lim
( )
x
x
f x x f x g x x g x
x
f x x
x
x

∆ ∆




·
- − - - −
·
- −


0
0
ff x
x
g x x g x
x
f x x f x
x x x
( ) ( ) ( )
lim
( ) ( )
lim




∆ ∆ ∆
-
- −
¸

(
¸
(
·
- −
-
→ → 0 0
gg x x g x
x
f x g x
( ) ( )
'( ) '( ).
- −
· -


Observação: Embora tenhamos apresentado as
regras para as derivadas da soma e da diferença
de duas funções, elas permanecem válidas para
qualquer número finito de funções.
Questões resolvidas
Dada a função R8. f x x x x ( ) · − - − 3 8
4 2
, calcule f '( ) 1 .
Resolução:
f x x x x
f x x x x
f x x
( )
'( ) . . .
'( )
· − - − ⇒
· − - ⇒
· −
− − −
3 8
3 4 1 2 1 1
12 2
4 2
4 1 2 1 1 1
3
xx
f f
-
∴ · − - ⇒ ·
1
1 12 1 2 1 1 1 11
3
'( ) . . '( )
T
A
M
30
D
E
R
I
V
A
D
A
Encontre a equação da reta tangente ao gráfico R9.
da função f x x x ( ) · − -
2
6 5 no ponto de abscissa
x = 0.
Resolução:
Ponto de tangência : , ( ) ( , )
'( ) .
'( )
0 0 0 5
2 6
2
2 1 1 1
f
f x x x
f x x
( ) ·
· − ⇒
·
− −
−−
· · − · −
6
0 2 0 6 6 m f '( ) .
Equação da reta tangente:
y y f x x x
y x
x y
o o o
− · − ⇒
− · − −
- − ·
'( )( )
( ) 5 6 0
6 5 00
Questões propostas
Calcule as derivadas das funções a seguir: Q5.
f x x ( ) · 5
3
a)
f x x ( ) · 2 b)
f x
x
( ) ·
5
4
c)
f x
x
( ) ·
3
3
d)
f x x ( ) · - 7 1
2
e)
f x
x x x
( ) · - − -
2
9
3
4 3
2
5
3 2
f)
f x x x ( ) · − -
4 3
3 7
g)
f x
x
x ( ) · -
2
3
2
h)
Encontre, em cada caso, uma equação da reta Q6.
tangente ao gráfico da função f(x), no ponto x
o

especificado:
f x
x
x
o
( ) , · ·
1
1 a)
f x x x
o
( ) , · · 4 b)
f x x x
o
( ) , · ·
2 3
2 2 c)
Descubra o ponto pertencente ao gráfico da função Q7.
y x x · − -
2
5 tal que a reta tangente à curva, que
passa por ele, forme, com o eixo das abscissas, um
ângulo de 45º.
Determine a equação da reta tangente ao gráfico Q8.
da função f x x x ( ) · − -
2
4 1, sabendo que ela é
perpendicular à reta de equação 2 5 0 y x - − · .
Encontre os pontos da curva correspondente à função Q9.
f x x ( ) · −
3
1, de forma que as retas tangentes a ela,
neles, sejam paralelas à reta y x · - 12 1
Derivada da função f(x) = sen x
A derivada da função f(x) = sen x é a função
f(x) = cos x, isto é,
d
dx
senx x ( ) cos ·
Demonstração:
Seja a função f x sen x
( )
·
( )
.
d
dx
sen x
sen x x sen x
x x
( )

¸
(
¸
·
-
( )

( )

¸

(
¸
(
(

lim


∆ 0
Empregando a identidade trigonométrica
sen sen cos sen A B
A B A B
− ·
- ¸
¸

¸
,
(
− ¸
¸

¸
,
(
2
2 2
, temos:
d
dx
sen x
sen x x sen x
x x
x
( )

¸
(
¸
·
-
( )

( )

¸

(
¸
(
(
·


lim
lim
co



∆ 0
0
2 ss
lim
cos
x x x
sen
x x x
x
x
- - ¸
¸

¸
,
(
- − ¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
(
(
·

∆ ∆


2 2
2
2
0
xx x
sen
x
x
sen
x
x
- ¸
¸

¸
,
(
¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
(
(
·
¸
¸

¸
,
(

∆ ∆



2 2
2
0
lim
∆∆


∆ ∆
x
x x
sen
x
x x
2
2
2
2
2
0
.cos
lim . li
- ¸
¸

¸
,
(

¸

(
¸
(
(
(
(
·
¸
¸

¸
,
(

mm cos
.cos cos


x
x x
x x

- ¸
¸

¸
,
(
·
·
0
2
2
1
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
31
Derivada da função f(x) = cos x
A derivada da função f(x) = cos x é a função
f(x) = −sen x, isto é,
d
dx
x senx (cos ) · −
A demonstração desta regra pode ser feita com
base no emprego da identidade trigonométrica
cos( ) cos .cos . a b a b sena senb - · − desde que nos
valhamos do fato de que lim
cos


∆ x
x
x →

( )
·
0
1
0
Derivada do produto de funções
Se u e v são funções deriváveis de x e f é a função
definida por f(x) = u(x).v(x), então,
d
dx
u x v x u x v x u x v x ( ). ( ) '( ). ( ) ( ). '( )
¸
(
¸
· -
A fim de simplificar a escrita e a memorização da
regra, podemos escrever:
y u v y u v u v · ⇒ · - . ' ' . . '
Derivada do quociente de funções
Se u e v são funções deriváveis de x, v ≠ 0 e f é a
função definida por f(x) = u(x)/v(x), então,
d
dx
u x
v x
u x v x u x v x
v x
( )
( )
'( ). ( ) ( ). '( )
( )

¸

(
¸
(
·

¸
(
¸
2
Novamente, para simplificar, podemos escrever:
y
u
v
y
u v u v
v
· ⇒ ·

'
' . . '
2
Questões resolvidas
Calcule a derivada das seguintes funções: R10.
f x x x ( ) .cos ·
5
a)
f x x x x ( ) ( )( ) · − −
3 2
2 1 b)
f x
x
x
x ( ) ·
-
≠ −
¸
¸

¸
,
(
2
2 1
1
2
c)
Resolução:
a)
f x x x
u x x u x x
v x x v x sen x
Logo
u
v
( ) .cos
( ) '( )
( ) cos '( )
·
· ⇒ ·
· ⇒ · −
5
5 4
5
¸
¸
::
'( ) ' . . '
'( ) cos
f x u v u v
f x x x x sen x
· -
· − 5
4 5
Como b) u x x · −
3
2 e v x · −
2
1, temos que
u x ' · − 3 2
2
e v x ' · 2 .
Logo,
y x x x x x
x x x x x
x x
' ( )( ) ( ). · − − - −
· − − - - −
· − -
3 2 1 2 2
3 3 2 2 2 4
5 9
2 2 3
4 2 2 4 2
4 2
22
c)
f x
x
x
u x x u x x
v x x v x
Logo
f x
u
v
( )
( ) '( )
( ) '( )
:
'( )
·
-
· ⇒ ·
· - ⇒ ·
2
2
2 1
2
2 1 2
¸
¸
··

·
- −
-
·
-
- -
u v uv
v
f x
x x x
x
f x
x x
x x
' '
'( )
( ) .
( )
'( ) ,
2
2
2
2
2
2 2 1 2
2 1
2 2
4 4 1
xx ≠ −
1
2
Mostre que a derivada da função R11. f x tg x ( ) · é
f x x '( ) sec ·
2
.
Resolução:
Começaremos reescrevendo a função f x tg x ( ) ·
como f x
sen x
x
( )
cos
· .
u x sen x u x x ( ) '( ) cos · ⇒ ·

v x x v x sen x ( ) cos '( ) · ⇒ · −
f x
u x v x u x v x
v x
f x
x x sen x
'( )
'( ). ( ) ( ). '( )
( )
'( )
cos .cos .
·

¸
(
¸

·

2
−− ( )
·
-
·
sen x
x
x sen x
x
x
(cos )
cos
cos
cos
2
2 2
2
2
1
Como sec
cos
, x
x
·
1
temos que f x x '( ) sec ·
2
.
T
A
M
32
D
E
R
I
V
A
D
A
Utilizando a derivada do quociente de funções, R12.
prove que a derivada da função f x x ( ) sec · é
f x x tg x '( ) sec . · .
Resolução:
Começaremos reescrevendo a função f x x ( ) sec ·
como f x
x
( )
cos
·
1
.
u x u x ( ) '( ) · ⇒ · 1 0

v x x v x sen x ( ) cos '( ) · ⇒ · −
f x
u x v x u x v x
v x
f x
x sen x
'( )
'( ). ( ) ( ). '( )
( )
'( )
.cos .
·

¸
(
¸

·
− − (
2
0 1 ))
·
·
(cos )
cos
cos
.
cos
x
sen x
x
x
sen x
x
2
2
1
Como sec
cos
x
x
·
1
e tg x
sen x
x
·
cos
, temos que
f x x tg x '( ) sec . · .
Questões propostas
Demonstre que, se Q10. f x g x ( ) cot · , então
f x ec x '( ) cos · −
2
.
Demonstre que, se Q11. f x ec x ( ) cos · , então
f x ec x g x '( ) cos .cot · − .
Encontre a derivada de cada uma das funções Q12.
seguintes:
f x x x ( ) ( )( ) · - − 1 1 a)
f x
x
x
( ) ·
-

1
1
b)
f x
x
x
( ) ·
-
3
2 1
2
c)
f x
x
x
( ) ·
- 2
3
d)
f x
x
x x
( ) ·
-

2
1
1
2
e)
f x
x x
x
( ) ·
- -
-
2
1
1
f)
A regra da cadeia
A regra da cadeia é a regra que utilizamos para
obter a derivada da função composta g f x ( ( )) em
termos das derivadas de f e g.
Se y g u · ( ) , u f x · ( ) e as derivadas
dy
du
e
du
dx

existem, então a derivada da função composta
y g f x · ( ( )) é dada por
dy
dx
dy
du
du
dx
· .
Questões resolvidas
Encontre a derivada da função R13. y sen x · - ( ) 2 3 .
Resolução:
Na função y sen x
u
· - ( ) 2 3
¸_ ¸ ¸ ¸
, fazendo y senu · e
u x · - 2 3 , temos:
dy
dx
dy
du
du
dx
u
x
·
· ( )
· -
.
cos .
cos( )
2
2 2 3
Portanto, a derivada da função y sen x · - ( ) 2 3 é
y x ' .cos( ) · - 2 2 3 .
Encontre R14. y ' se y x · −
3
2 .
Resolução:
Podemos reescrever a função acima como
y x
u
· − ( )
3
1
2
2
¸_¸
.
Se tomarmos y u ·
1
2
e u x · −
3
2 , com o uso da
regra da cadeia, encontraremos:
dy
dx
dy
du
du
dx
u x
x
u
x
x
·
· · ·


.
.( )
1
2
3
3
2
3
2 2
1
2
2
2 2
3
Logo, y
x x
x
' ·


3 2
2 4
2 3
3
.
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
33
Derivada da função
exponencial f(x) = a
x
Consideremos a função exponencial f x a
x
( ) · , com
a > 0, a ≠ 1 e x ∈ IR. É possível demonstrar-se que
d
dx
a a a
x x

¸
(
¸
· .ln
Como caso particular da regra acima, temos:
d
dx
e e
x x

¸
(
¸
·
Derivada da função logarítmica
Seja a função f x x
a
( ) log · , com a > 0, a ≠ 1 e x ∈ IR.
É possível demonstrar-se que
d
dx
x
x a
a
log
.ln

¸
(
¸
·
1
Em especial, se a = e (número de Euler), temos:
d
dx
x
x
ln
¸
(
¸
·
1
Refletindo
Por que pudemos particularizar as regras das
derivadas das funções exponenciais e logarítmicas
somente para o caso (a = e)?
Questões resolvidas
Determine a derivada das seguintes funções: R15.
f x
x
( ) · 5 a)
f x x ( ) log · b)
Resolução:
f x a a f x
x x
'( ) .ln '( ) .ln · ⇒ · 5 5 a)
f x
x a
f x
x
'( )
.ln
'( )
.ln
· ⇒ ·
1 1
10
b)
A combinação da regra da cadeia com as demais
regras de derivação apresentadas nos permite fazer
as seguintes generalizações, que apresentaremos
na forma de uma tabela de derivadas, que será
amplamente utilizada doravante:
Sejam u e v funções deriváveis de x, c, n e a
constantes reais. Consideremos, ainda, y ' como
notação para a derivada da função y em relação à
variável x.
São válidas as seguintes regras:
FUNÇÃO DERIVADA
1 y = c (c ∈ IR) y’=0
2 y = u
n
y’ = n.u
n-1
. u’
3 y = c . u y’ = c . u’
4 y = u + u y’= u’ + v’
5 y = u − v y’ − u’
6 y = u.v y’ = u’ . v + u.v’
7
y
u
v
·
(v ≠ 0)
y
u v u v
v
'
' . . '
·

2
8
y a
u
·

(a >0 e a ≠ 1)
y a u a
u
' . ' .ln ·
9 y e
u
· y e u
u
' . ' ·
10
y u
a
· log

(a >0 e a≠1)
y
u
u a
'
'
.ln
·
11
y u · ln
y
u
u
'
'
·
12
y senu ·
y u u ' cos . ' ·
( )
13
y u · cos
y senu u ' . ' · −
( )
14
y tgu · y u u ' sec . ' ·
( )
2
15
y gu · cot y ec u u ' cos . ' · −
( )
2
16
y u · sec
y u tgu u ' sec . . ' ·
( )
17
y ecu · cos
y ecu gu u ' cos .cot . ' · −
( )
T
A
M
34
D
E
R
I
V
A
D
A
Questão resolvida
Determine a derivada das seguintes funções: R16.
y x · - 2 1 a) f) y x x · - cos ( )
3 2
2
y e
x x
·
-
2
3
b) g) y g x x · - - cot ( )
3 2
2 3
y x · - ln( )
2
1 c) h)
y
sen x
x
·
3
4 cos
y
x x
·
-
3
2
5
d) i) y
x
x
·

-
¸
¸

¸
,
(
3 1
3
2
2
y sen x x · - - ( ) 5 3 2
2
e)
Resolução:
Fazendo a) y x
n
u
· - ( ) 2 1
1
2
¸
¸ _ ¸ ¸ ¸
, com o auxílio da regra (2)
obtemos:

y x
x
' ( ) . · - ·
-

1
2
2 1 2
1
2 1
1
2
Logo,
y
x
' ·
-
1
2 1
.
y e
x x
u
·
-
2
3
¸
b)
Utilizando a regra (9), obtemos:
y e x
x x
' .( ) · -
-
2
3
2 3
Logo, y x e
x x
' ( ) · -
-
2 3
2
3
y x
u
· - ln( )
2
1
¸¸ ¸ ¸ ¸
c) , Então,
utilizando a regra (11), obtemos:
y
x
x
' ·
-
2
1
2
y
x x
u
·
-
3
2
5
¸
d)
Utilizando a regra (8), obtemos:
y x
x x
' .( ).ln · -
-
3 2 5 3
2
5
y sen x x
u
· - - ( ) 5 3 2
2
¸ ¸ ¸¸ ¸ ¸¸
e)
Utilizando a regra (12), obtemos:
y x x x ' ( ).cos( ) · - - - 10 3 5 3 2
2
A função f) y x x · - cos ( )
3 2
2 pode ser reescrita como
y x x · -
¸
(
¸
cos( )
2 3
2 .
Utilizando as regras (2) e (13), obtemos:
y x x sen x x x ' cos ( ) ( ) ( ) · -
¸
(
¸
− -
¸
(
¸
- 3 2 2 2 2
2 2 2
Logo,
y x x x sen x x ' ( )cos ( ). ( ) · − - - - 6 1 2 2
2 2 2
y g x x
u
· - - cot ( )
3 2
2 3
¸ ¸ ¸¸ ¸ ¸¸
g)
Utilizando a regra (15), obtemos:
y ec x x x x ' cos ( ) .( ) · − - -
¸
(
¸
-
2 3 2 2
2 3 3 4
Logo, y x x ec x x ' ( )cos ( ) · − - - - 3 4 2 3
2 2 3 2
y
sen x
x
u
v
·
3
4
¸¸¸
¸_¸
cos
h)
Utilizando as regras (7), (12) e (13), obtemos:
y
x x sen x sen x
x
'
cos .cos( ) ( ) ( )
cos
=
( ) 



( )




3 3 4 4
4
2
Logo,
y
x x sen x sen x
x
'
cos .cos( ) ( ) ( )
cos
·
( ) -
( )
3 3 4 3 4
4
2
y
x
x
·

-
¸
¸

¸
,
(
3 1
3
2
2
i)
Utilizando as regras (2) e (7), obtemos:
y
x
x
x x x
x
' .
( ) ( ).
( )
·

-
¸
¸

¸
,
(
- − −
-

2
3 1
3
3 3 3 1 2
3
2
2 1
2
2 2
Com o desenvolvimento da expressão acima,
concluímos que
y
x x x
x
'
( )( )
( )
·
− − - -
-
6 2 3 2 9
3
2
2 3
Refletindo
Para a função f x
x
( )
( )
·

5
2 3
3
, qual processo
nos permite obter a derivada de forma mais fácil? A
aplicação da regra do quociente ou das regras (2) e
(3) da tabela de derivadas que apresentamos, com
base em f x x ( ) .( ) · −

5 2 3
3
? Ambos os processos nos
conduzem ao mesmo resultado?
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
35
Questões propostas
Calcule a derivada de cada uma das funções a seguir: Q13.
f x x x ( ) ( ) · - -
2 4
3 5 a) i) f x x e
x
( ) . ·
3
f x x x ( ) ( ) · - −
2 3
2 8 b) j) f(x) = e
(x - x )
2
f x x x ( ) · −
2 3
c) k) f x
x x
( ) ·
-
3
2
5
f x x x ( ) ( ) · - − 3 6 2
2 2 3
d) l) f x
x
x
( ) ·
-
-
10
2
1
1
f t
t
t
( ) ·
-

2 1
1
e) m) f x x x ( ) ln( ) · − -
2
3 1
f x x e x x
x
( ) .ln · -
2
f) n) f x x x ( ) log ( ) · - -
10
2
1
f x x senx x ( ) .cos( ) · -
3
2
g) o)
f x
x
x
( ) ln ·
- ¸
¸

¸
,
(
2 1
2
f x e
x x
( ) . ·
- −
5
4 5 7
3
h) p) f x x ( ) (log ) ·
2 3
Para cada uma das funções a seguir, determine Q14.
f’(x):
f x sen x x ( ) ( ) · - - 5 3 2
2
a) g)
f x
x
sen x
( )
cos
·


1 2
3
f x sen x x ( ) ( ).cos( ) · - − 2 2 b) h) f x tg x ( ) · − 1
f x x x ( ) cos ( ) · -
3 2
2
c) i) f x
tg x
x
( )
sec
·
−1
f x
4x
sen3 x
( )
cos
= d) j)
f x x
x
( ) .cos( ) · 5 2
f x
tg x
( ) ·
- 1
2
e) k) f x g x ( ) cot ( ) · −
5
3 2
f x x tg x ( ) . · 2 f)
Derivadas de ordem
superior
Seja y=f (x) uma função derivável.
Vimos, anteriormente, que a derivada primeira de
f pode ser representada, por exemplo, por f’ ou
dx
.
Caso a derivada de f’ exista, ela será chamada de
derivada segunda de f e poderá ser representada
por f’’ ou
d y
dx
2
2
.
De maneira análoga, se a derivada de f’’ existir,
ela será chamada de derivada terceira de f e poderá
ser indicada por f’’’ ou
d y
dx
3
3
.
Seguindo essa linha de raciocínio, poderemos
determinar a derivada quarta, a derivada quinta,
(...), enfim, a derivada de ordem n da função f
(desde que elas existam).
Questões resolvidas
Encontre as três primeiras derivadas da função R17.
f x x x x ( ) · − -
5 3
2 .
Resolução:
f x x x x
f x x x
( )
'( )
· − -
· − -
5 3
4 2
2
5 6 1
f x x x
f x x
''( )
'''( )
· −
· −
20 12
60 12
3
2
Considerando-se a função R18. f x x x ( ) · − 3 18
4 2
, resolva
a equação f x ''( ) · 0 .
Resolução:
f x x x
f x x x
f x x
f x
x
( )
'( )
''( )
''( )
· −
· −
· −
· ⇒
− ·
3 18
12 36
36 36
0
36 36
4 2
3
2
2
00
1 1
1 1

· − ·
∴ · − { ¦
x x
S
ou
;
A R19. aceleração de um corpo é definida como a taxa
de variação da velocidade em relação ao tempo;
isto é, se y s t · ( ) é a função posição do corpo, a
aceleração do corpo é dada por a s t · ''( ) . Nessas
condições, considerando uma partícula que se move
segundo a função posição s t t t t t ( ) , · − - ≥
3 2
12 36 0
, em que t está medido em segundos e s em metros,
encontre a função velocidade e a função aceleração
e, em seguida, calcule-as para t = 3.
Resolução:
v s t v t t t · ⇒ · − - '( ) ( ) 3 24 36
2
e
a s t a t v t t · ⇒ · · − ''( ) ( ) '( ) 6 24
Logo, no instante t = 3, temos:
v m s ( ) . . / 3 3 3 24 3 36 9
2
· − - ·− e
a(3) = 6.3 − 24 = −6m/s
2
.
T
A
M
36
D
E
R
I
V
A
D
A
Questões propostas
Considerando a função Q15. f x sen x ( ) · , calcule o valor
de f f f f '( ) '' '''
( )
0
2
3
2
4
-
¸
¸

¸
,
(
- ( ) -
¸
¸

¸
,
(
p
p
p
π
π
π
.
A função posição de um corpo que está se movendo Q16.
retilineamente é s t t t ( ) · − −
3
3
2
4 2 , em que s é
dada em metros. Calcule a sua velocidade e a sua
aceleração para t = 4 segundos.
Dada a função Q17. f x x x x ( ) · - − - 4 2 5 2
3 2
, calcule
f f f '( ) ''( ) '''( ). 0 0 0 - -
Análise do comportamento
de funções
Entre as várias aplicações das derivadas está a
análise do comportamento de funções.
Com o auxílio das derivadas podemos, por
exemplo, determinar os intervalos de crescimento
e decrescimento de uma função e também podemos
encontrar seus valores máximos ou mínimos (quando
eles existirem).
Essas informações, associadas ao conhecimento
prévio dos pontos de interseção do gráfico
correspondente à função com o eixo y e com o eixo
x (raízes reais), permitem-nos esboçar o gráfico de
uma vasta gama de funções.
Funções crescentes e funções
decrescentes
É sabido que uma função f é dita crescente em
um intervalo a b , (
¸

¸
de seu domínio se
x x f x f x
1 2 1 2
< ⇒ < ( ) ( )
para quaisquer valores de x
1
e x
2
em a b , (
¸

¸
.
Dito de outra forma, à medida que aumenta o
valor de x dentro do intervalo a b , (
¸

¸
, as imagens
correspondentes também aumentam, o que pode
ser facilmente verificado no gráfico a seguir.
y
x
x
1
f(x
2
)
f(x
1
)
x
2
b
y = f(x)
a
A observação do gráfico nos permite concluir que,
para todo ponto pertencente ao intervalo a b , (
¸

¸
, a
derivada é positiva, uma vez que as retas tangentes
à curva correspondente a y=f(x), que passam por
tais pontos, formam, com o eixo x, ângulos agudos.
Isso nos permite tirar a seguinte conclusão:
Analogamente, uma função f é dita decrescente
em um intervalo
a b , (
¸

¸
de seu domínio se
x x f x f x
1 2 1 2
< ⇒ > ( ) ( )
para quaisquer valores de x
1
e x
2
em a b , (
¸

¸
, o
que significa dizer que, à medida que aumentam
os valores de x dentro do intervalo, as imagens
correspondentes diminuem.
y
0 a x
1
x
2
b
x
f(x
2
)
f(x
1
)
f(x)
Se f’(x) > 0 para todo x ∈
a b , (
¸

¸
, então a
função f(x) é crescente em
a b , (
¸

¸ .
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
37
A análise do gráfico anterior nos permite constatar
que, neste caso, para todo ponto pertencente ao
intervalo a b , (
¸

¸
, a derivada é negativa, haja vista
que as retas tangentes à curva correspondente a
y=f(x), que passam por tais pontos, formam, com o
eixo x, ângulos obtusos.
Isso nos permite tirar a seguinte conclusão:

Além disso, sabemos que uma função f é
denominada constante em um intervalo a b , (
¸

¸
de
seu domínio se, para quaisquer valores de x
1
e x
2
em
a b , (
¸

¸
, temos que f x f x ( ) ( )
1 2
· .

y
0
a x
1
x
2
b
x
f(x
1
) = f(x
2
)
f(x)
Notemos, neste último gráfico, que a função
é constante em a b , (
¸

¸
e que a reta tangente ao
gráfico de y = f(x), por qualquer ponto pertencente
a a b , (
¸

¸
, é horizontal e, portanto, possui coeficiente
angular nulo.
Logo,
As conclusões que acabamos de tirar, associadas
ao fato de que, para funções contínuas, a derivada
f x '( ) só pode mudar de sinal em valores de x para os
quais f x '( ) · 0 ou em valores de x para os quais f x '( )
não está definida, permite-nos determinar intervalos
de crescimento e decrescimento de funções.
Os valores de x que têm a propriedade acima men-
cionada são denominados pontos críticos da função.
Questões resolvidas
Mostre que a função R20. f x x x ( ) · -
3
2 é crescente para
qualquer valor real de x .
Resolução:
A derivada de f é a função f x x '( ) · - 3 2
2
.
Ao fazermos o estudo do sinal de f x '( ) , concluímos
que f x '( ) > 0 ∀ x∈ IR, por tratar-se de uma função
do 2º grau para a qual se observa ∆<0 e gráfico na for-
ma de parábola com concavidade voltada para cima.
Portanto, f x x x ( ) · -
3
2 é crescente x∈ IR, o
que pode também ser comprovado por meio de seu
gráfico, apresentado na sequência.
y
x 1
5
−5
−10
10
−1 −2 2
Dada a função R21. f x x x x ( ) · - - 3 12 15
3 2
, faça o que
se pede:
Encontre os intervalos abertos nos quais a) f x ( ) é
crescente ou decrescente.
Determine os pontos nos quais a reta tangente ao b)
gráfico de f x ( ) é horizontal.
Faça um esboço do gráfico de c) f x ( ) .
Resolução:
f x x x x
f x x x
( )
'( )
· - - ⇒
· - -
3 12 15
9 24 15
3 2
2
a)
Fazendo f x '( ) · 0 , encontramos as raízes

5
3
e −1 ,
que nos permitem fazer o estudo do sinal de f x '( ) :
+ + −
x
−1

5
3
Concluímos, portanto, que:
Se f’(x) = 0 para todo x ∈ a b , (
¸

¸
, então a
função f(x) é constante em a b , (
¸

¸
.
Se f’(x) < 0 para todo x ∈
a b , (
¸

¸
, então a
função f(x) é decrescente em
a b , (
¸

¸ .
Se f(x) está definida em x
o
, então x
o
é um
ponto crítico de f se f’(x
o
) = 0 ou se f’ não está
definida em x=x
o
.
T
A
M
38
D
E
R
I
V
A
D
A
Se x ou x
f x é crescente
Se x
∈ −∞ −
(
¸
(

¸

∈ − -∞ (
¸

¸

∈ − −
(
¸
, ,
'( ) .
,
5
3
1
5
3
1
((

¸

⇒ f x é decrescente ( ) .
Nos pontos em que a reta tangente ao gráfico de b) f x ( )
é horizontal, devemos ter f x '( ) · 0 .
Substituindo em f x ( ) , encontramos:
f −
¸
¸

¸
,
(
· −
5
3
50
9
e f − ( ) · − 1 6
Logo, os pontos em que a tangente ao gráfico de
f x ( ) é horizontal são
− −
¸
¸

¸
,
(
5
3
50
9
,
e − − ( ) 1 6 , .
c)
y
x 0,5
−5
5
10
−0,5 −1 −1,5 −2 −2,5
Questão proposta
Determine os intervalos de crescimento e Q18.
decrescimento das seguintes funções:
f x x x ( ) · - -
2
6 5 a) c) f x x x x ( ) · − - − -
3 2
6 9 5
f x
x
x x ( ) · − - -
3
2
3
3
2
2 4 b)
Extremos relativos e absolutos
Consideremos a função y f x · ( ) , cujo gráfico
está esboçado na figura a seguir.
0
y
f(x
2
)
f(x
1
)
x
1
x
2
x
x = f(x)
Podemos dizer que x = x
1
é um ponto de mínimo
relativo de f(x) e que f(x
1
) é um mínimo relativo
de f(x).
Da mesma forma, podemos afirmar que x=x
2
é
um ponto de máximo relativo de f(x) e que f(x
2
) é
um máximo relativo de f(x).
Que propriedades podemos verificar em x
1
e x
2

para podermos dar a eles essas denominações?
Para respondermos a essa pergunta, vamos
recorrer à definição de extremos relativos, vista
na sequência:
É possível demonstrar-se que:


y
y
y
y
x
x x
x a
a a
a
tangente
horizontal
tangente horizontal
f’(x
o
)
x
o
x
o
x
o
x
o
b
b b
b

f’(x
o
)


Vale ressaltar que a recíproca não é verdadeira,
pois é possível que f’(x
o
) seja nula sem, no entanto,
x
o
ser um ponto de máximo ou mínimo relativo.
Seja f uma função definida em x
o
.
I) f(x
o
) é um máximo relativo de f se existe
um intervalo aberto a b , (
¸

¸
, que contém x
o
, tal
que f(x) ≤ f(x
o
), para todo x ∈ a b , (
¸

¸
.
II) f(x
o
) é um mínimo relativo de f se existe
um intervalo aberto a b , (
¸

¸
, que contém x
o
, tal
que f(x) ≥ f(x
o
), para todo x ∈ a b , (
¸

¸
.
Se f tem mínimo relativo ou máximo relativo
quando x = x
o
, então x
o
é um ponto crítico de f.
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
39
De fato, tomemos como exemplo a função
f x x ( ) ·
5
.
Podemos verificar que ela é crescente para todo
x real, haja vista que sua derivada f x x '( ) · ≥ 5 0
4
,
x ∈ IR e que x = 0 é o seu único ponto crítico (pois
0 anula f x '( ) ; entretanto, x = 0 não é nem ponto de
máximo nem ponto de mínimo relativo, conforme
podemos perceber por meio de seu gráfico:
Concavidade
para cima
Ponto de
inflexão
Concavidade
para baixo
y
x
y=x
5
Este ponto constitui um exemplo de ponto
de inflexão.
É correto afirmar que, se a tangente a um gráfico
existe em um ponto no qual a sua concavidade muda
de sentido, então este é um ponto de inflexão.
Para que possamos determinar e classificar os
extremos relativos de uma função, podemos nos
valer do seguinte critério, conhecido por teste da
derivada primeira para extremos relativos:


x
x
x
x
y y
f’(x
o
) > 0
f(x
o
) é máximo
relativo
f(x
o
) não é nem máximo,
nem mínimo relativo
f(x
o
) não é nem máximo,
nem mínimo relativo
f(x
o
) é mínimo
relativo
f’(x
o
) > 0
f’(x
o
) < 0 f’(x
o
) < 0
x
o
x
o
x
o
x
o
Uma função definida num certo intervalo pode
apresentar vários pontos extremos relativos.
Chamamos de máximo absoluto da função f
num certo intervalo o maior valor apresentado por
f nesse intervalo.
Analogamente, denotamos por mínimo absoluto
da função f, num certo intervalo, o menor valor
apresentado por f nesse intervalo.
Sugerimos que você, leitor, observe a ilustração a
seguir e reflita sobre os comentários feitos sobre ela.
x
a b
Máximo relativo
Mínimo
relativo
Mínimo
relativo
Máximo absoluto. É o
maior valor de f. Também
é um máximo relativo.
Mínimo absoluto.
É o menor valor
de f. Também
é um mínimo
relativo.
c e d
Questões resolvidas
Determine os pontos de máximo ou de mínimo R22.
relativos da função f:IR→IR definida por
f x x x ( ) · − -
4 2
8 5 . Em seguida, faça um esboço de
seu gráfico.
Resolução:
f x x x f x x x ( ) '( ) · − - ⇒ · −
4 2 3
8 5 4 16
Como f x '( ) está definida para todo x real, para
encontrarmos os pontos críticos de f, basta
encontrarmos as raízes de f x '( ) .
f x x x
x x e x
'( )
,
· ⇒ − · ⇒
· − · ·
0 4 16 0
2 0 2
3
Utilizando os pontos críticos obtidos, podemos
(a) (b)
(d) (c)
y
x x
y
y
y
f’(x
o
) > 0
f’(x
o
) > 0
f(x
o
) é máximo
relativo
f(x
o
) é mínimo
relativo
f’(x
o
) < 0
f’(x
o
) > 0
f’(x
o
) < 0 f’(x
o
) < 0
f’(x
o
) < 0 f’(x
o
) > 0
x
o
x
o
Em um número crítico x =x
o
,
I) Se f’ é negativa à esquerda de x
o
e
positiva à direita de x
o
, então f possui um
mínimo relativo em x
o
.
II) Se f’ é positiva à esquerda de x
o
e
negativa à direita de x
o
, então f possui um
máximo relativo em x
o
.
III) Se f’ apresenta o mesmo sinal em ambos
os lados de x
o
, então x
o
não é um extremo
relativo de f.
y= f(x)
T
A
M
40
D
E
R
I
V
A
D
A
propor os seguintes intervalos de teste: −∞ − (
¸

¸
, 2 ,
− (
¸

¸
2 0 , , 0 2 , (
¸

¸
e 2,-∞ (
¸

¸
, que nos permitirão
confeccionar a seguinte tabela:
Intervalo −∞ − (
¸

¸
, 2 − (
¸

¸
2 0 , 0 2 , (
¸

¸
2,-∞ (
¸

¸
Valor de
teste
−3 −1 1 3
Sinal de
f’(x)
f '( ) −3 <0 f '( ) −1 >0 f '( ) 1 <0 f '( ) 3 >0
Conclusão Decresc. Cresc. Decresc. Cresc.
Com o auxílio do Teste da derivada primeira,
concluímos que o ponto crítico −2 dá um mínimo
relativo (pois f’(x) troca de sinal, de negativo para
positivo), que o ponto crítico 0 dá um máximo relativo
e que o ponto crítico 2 dá um mínimo relativo.
f f
f f
f
( ) ( ) ( ) '( )
( ) ( ) ( ) '( )
(
− · − − − - ⇒ − · −
· − - ⇒ ·
2 2 8 2 5 2 11
0 0 8 0 5 0 5
4 2
4 2
22 2 8 2 5 2 11
4 2
) ( ) ( ) '( ) · − - ⇒ · − f
Logo, (−2,−11) e (2, –11) são pontos de mínimo
relativo e (0,5) é ponto de máximo relativo.
y
x 1
5
−5
−1 −2 −3
−10
10
2 3
Seja a função R23. f x x x x ( ) · − - − - 3 16 18 2
4 3 2
definida
no intervalo [ , ] −1 4 . Determine e classifique todos os
seus extremos relativos, represente-a graficamente
e, em seguida, verifique se ela apresenta extremos
absolutos, indicando-os, caso existam.
Resolução:
f x x x x
f x x x x
( )
'( )
· − - − - ⇒
· − - −
3 16 18 2
12 48 36
4 3 2
3 2
Como não existem valores reais para os quais f x '( )
não está definida, os únicos pontos críticos são suas
raízes; no caso, 0, 1 e 3, que nos fornecem os intervalos
de teste −∞ (
¸

¸
,0 , 0 1 , (
¸

¸
, 1 3 , (
¸

¸
e 3,-∞ (
¸

¸
, com base
nos quais podemos compor a seguinte tabela:
Intervalo −∞ (
¸

¸
,0 0 1 , (
¸

¸
1 3 , (
¸

¸
3,-∞ (
¸

¸
Valor de
teste
−1 0,5 2 4
Sinal de
f’(x)
( ) > 0 ( ) < 0 ( ) > 0 ( ) < 0
Conclusão Cresc. Decresc. Cresc. Decresc.
O teste da derivada primeira para extremos
relativos nos permite concluir, portanto, que os
números críticos 0 e 3 correspondem a máximos
relativos e que o número crítico 1 corresponde a
um mínimo relativo.
Substituindo-se, em f(x), x por 0, 1 e 3, obtemos
as ordenadas (valores de y) dos pontos extremos
relativos.
Dessa forma, encontramos os pontos (0,2), (1,−3)
e (3, 29) que serão marcados no plano cartesiano.
Como essa função está definida no intervalo
[ , ] −1 4 , devemos encontrar, também, as imagens
correspondentes x · −1 e x = 4.
Tais imagens são, respectivamente, ―35 e ―30.
As informações obtidas nos possibilitam, agora,
construir o gráfico a seguir:
y
−1 1 2 3 4
0,2
(3,29)
y= −3x
4
+ 16x
3
−18+2
(−1,35)
(4,−30)
Observando o gráfico, percebemos que, para essa
função, temos que f(0) = 2 é um máximo relativo
e f(3)=29 é tanto um máximo relativo quanto o
máximo absoluto.
Além disso, f(1)= −3 é um mínimo relativo de f,
ao passo que f(−1)= −35 é o mínimo absoluto, mas
não é mínimo relativo posto que ocorre numa das
extremidades do intervalo [ , ] −1 4 .
Em f(4) = −30 não ocorre nem mínimo relativo nem
mínimo absoluto.
Refletindo
O gráfico da função f x
x se x
se x
( )
,
,
·
≤ <
·
¦
'
'
0 2
0 2
, no
intervalo [0,2], apresenta um ponto que seja o mais alto?
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
41
Questão proposta
Determine e classifique os extremos relativos Q19.
das seguintes funções e, em seguida, esboce
seus gráficos:
f x
x x
x ( ) · − − -
3 2
3 2
2 4 a) c) f x x x ( ) · − − −
3 2
4
f x x x x ( ) · − -
3 2
2 b) d) f x x x ( ) · − - 3 12 5
4 2
Aplicações de máximos e
mínimos
Toda a teoria exposta acerca de máximos e
mínimos nos possibilita solucionar uma vasta gama
de problemas, muitos deles do nosso cotidiano.
Veremos, em seguida, algumas dessas aplicações.
Questões resolvidas
Se 1 200 cm R24.
2
de papelão estiverem disponíveis para
você confeccionar uma caixa de base quadrada e sem
tampa, qual é o maior volume possível da caixa?
Resolução:
x
x h
A base da caixa é quadrada; portanto, podemos
representar seu volume por V x h ·
2
, em que h é a
altura da mesma.
Nossa caixa deve ter 1 200 cm
2
de área (quantidade
de papelão disponível e que será utilizado).
A expressão (em função de x e h) que fornece a área
da caixa é x
2
+ 4 x h.
Logo, temos que x
2
+ 4 x h = 1 200.
Expressando h em função de x nesta última equação,
obtemos
h
x
x
=
− 1 200
4
2
.
Substituindo esse resultado na equação que fornece
o volume, encontramos:
V x h x
x
x
x x
= =

=

2 2
2 3
1 200
4
1 200
4
.
Logicamente, a área da base da caixa deve ser
qualquer valor de 0cm
2
a 1200cm
2
, ou seja,
⇒ ≤ x x 0 1 200 0 1 200
2
≤ ≤ ≤
.
Por fim, resta-nos determinar o valor de x para o
qual é máximo o volume V.
A derivada de V é V x ' · − 300
3
4
2
. Fazendo
V x '( ) · 0, encontramos x · ±20 , mas a raiz negativa
não convém ao exercício. (Não nos esqueçamos de
que
0 1 200 ≤ ≤ x
).
Logo, a caixa de base quadrada com 20 cm de lado
e, consequentemente, 10 cm de altura é a que
proporciona maior volume. Por conseguinte, o maior
volume possível é 4 000 cm
3
.
Um empresário usa a função R25.
C x
x
x = + < ≤ 3
20 000
0 200 ,
para estimar o custo C
referente à aquisição de x unidades de um produto.
Considerando-se que o veículo que faz a entrega pode
trazer, no máximo, 200 unidades por cada pedido,
encontre o valor de x que minimize o custo.
Resolução:
C x
x
C x
x
= + ⇒ = − 3
20 000
3
20 000
2
'( )
C ’(x) só não está definida para x = 0, o que, neste
problema, não é relevante, uma vez que o domínio
da função é 0 200 < ≤ x .
Os demais pontos críticos correspondem às raízes de
C ’(x).
Fazendo
3
20 000
0
2
− =
x
, encontramos
x = ±
20 000
3
,
mas a raiz negativa não convém ao problema.
Sob essas condições, concluímos que o valor de x que
minimiza o custo é dado por
x = ≅
20 000
3
81 65 ,
.
Arredondando para o número inteiro mais próximo,
concluímos que, em cada pedido, esse empresário
deve adquirir 82 unidades do produto.
De todos os retângulos de área igual a 100 m R26.
2
, qual
apresenta o menor perímetro?
Resolução:

Começaremos denotando o comprimento do
retângulo por x e a sua altura, por y.
y
x
T
A
M
42
D
E
R
I
V
A
D
A
Área b h x y ou ainda y
x
· ⇒ · · . . , , 100
100
.
O perímetro do retângulo é dado por p x y · - 2 2 .
Substituindo y por
100
x
na expressão que fornece o
perímetro do retângulo, obtemos:
p x
x
· - 2
200
.
Calculando-se a derivada de p em relação a x,
encontramos p
x
' · − 2
200
2
, que só não está definida
para x = 0.
Fazendo-se p' · 0 , encontramos os outros pontos
críticos, a saber: −10 e 10.
Uma vez que x representa o comprimento de um
retângulo, não é possível que x seja menor ou igual
a zero.
Portanto, x = 10 m e, consequentemente, y = 10 m são
as medidas dos lados do retângulo de área 100 m
2
que
apresenta o menor perímetro.
Uma ilha está num ponto A, a 6 km do ponto B R27.
localizado numa praia reta, indicada na figura a
seguir. Um turista que está na ilha deseja ir a um
ponto C da praia, localizado a 9 km do ponto B. Ele
pode alugar um barco por R$ 1,50 o quilômetro e
navegar até um ponto P entre B e C e, então, alugar
um bug a um custo de R$ 1,20 o quilômetro e chegar
a C por um caminho retilíneo. Determine o percurso
mais barato de A até C.
Resolução:

B P
A
6 Km
x
C
Praia
9 − x
Com base no Teorema de Pitágoras, podemos calcular
a distância, em função de x, da ilha ao ponto P. Tal
distância é igual a 36
2
- x . Além disso, a distância
de P a C é igual a 9 − x.
O custo com o translado de barco é dado por
C x x
1
2
1 5 36 ( ) , . · - , e o custo com o bug é dado
pela função C x x
2
1 2 9 ( ) , .( ). · −
Logo, o custo total é obtido pela soma de C
1
e C
2
e é
igual a C x x x ( ) , . , , · - - − 1 5 36 10 8 1 2
2
.
Para minimizar C x ( ) , vamos calcular sua derivada
e igualá-la a zero, obtendo, assim, a equação
irracional
1 5
36
1 2
2
,
,
x
x -
· , cuja raiz é x · 8 .
Portanto, para minimizar o custo com a viagem de
A para C, o turista deve desembarcar num ponto P,
entre B e C, distante 8 km de B, e de lá seguir para
C, utilizando o bug.
Questões propostas
Encontre dois números positivos cuja soma seja 90 e Q20.
cujo produto seja o maior possível.
Qual é a maior área possível para um triângulo Q21.
retângulo cuja hipotenusa mede 5 cm?

5 cm
x
y
Ilha
T
A
M
D
E
R
I
V
A
D
A
43
Um fazendeiro pretende cercar um pasto retangular Q22.
que é margeado por um rio ao longo de um de seus
lados. De acordo com o relatório de uma consultoria
técnica adquirida, 180 000 m
2
são o suficiente para
servir de pastagem para seus animais. Levando-se em
consideração que não haverá cerca margeando o rio,
determine as dimensões que devem ser consideradas
a fim de diminuir o gasto com a cerca.

Rio
x x
y
Uma pessoa joga uma bola para cima com uma Q23.
velocidade inicial de 14m/s do topo de um prédio
de 17 metros de altura. É sabido que a altura
h da bola no instante t é dada pela equação
h = −4,9t
2
+ 14t + 17, que permanece válida até a
bola atingir o solo.
Determine o instante em que a bola atinge o solo. a)
Descubra o momento em que a bola atinge a b)
altura máxima.
Calcule a altura máxima atingida pela bola. c)
Faça um esboço do gráfico da função h. d)

h
t
Questões de revisão
e aprofundamento
(UF-PA) A reta tangente à curva Q24. y x · ln no ponto
(a,b) forma um ângulo de 45º com o eixo x. Então,
a+b vale:
1 c) 3 e) 5 a)
2 d) 4 b)
(UEL-PR) A equação da reta tangente à curva Q25.
de equação y x x · - −
3
2 1, no ponto em que
x · −1, é:
y x · - 5 1 a) d) y x · − - 3 1
y x · - 4 1 b) e) y x · − - 4 1
y x · − 3 1 c)
(UFU) Seja r uma reta tangente à parábola Q26.
y x ·
2
. Sabendo-se que r é paralela à reta
y x · − 2 3 , podemos afirmar que a equação da
reta r é:
x y − - · 2 1 0 a) d) x y − - · 1 0
x y − − · 2 1 0 b) e) 2 1 0 x y − - ·
2 1 0 x y − − · c)
T
A
M
44
D
E
R
I
V
A
D
A
(UF-PA) A equação s = t Q27.
4
− 8t
2
representa o movimento
retilíneo de uma partícula. A aceleração, no primeiro
instante de repouso após t = 0, vale:
12 c) 20 e) 32 a)
16 d) 24 b)
(UEL-PR) A equação horária de um móvel é Q28.
y
t
t · -
3
3
2 , sendo y sua altura em relação ao
solo, medida em metros, e t o número de segundos
transcorridos após sua partida. Sabe-se que a
velocidade do móvel no instante t = 3 é dada por
y’(3), ou seja, é a derivada de y calculada em 3.
Essa velocidade é igual a:
6m/s c) 15m/s e) 29m/s a)
11m/s d) 27m/s b)
(Mack-SP) Se Q29. f x
x
x
( ) ·
− 2
, então f’(x) é igual a:
−1 c) a) x − 2 e) 1
2
2

x
2
2
x
b) d)

1
x
(Cefet-MG) A derivada da função Q30.
f x sen x x tg x ( ) cos · - - , no ponto x · pπ , é:
−2 c) 0 e) 2 a)
−1 d) 1 b)
(PUCMinas) O valor da derivada da função Q31.
f x x ( ) · − 7
no ponto (−2,3) é:

1
2
a)

1
6
b)
1
6
c)
2 d)
3 e)
(PUC-SP) Sendo Q32. f x sen x ( ) ·
2
2 , então a sua derivada
primeira calculada para x ·
p
8
π
vale:
0 c) 2 e) 4 a)
1 d) 3 b)
(UFPR) Se Q33. f x
x
e
x
( )
ln
·
2
2
, então f '( ) 1 é:
2
2
e

a) d) 2


2
2
e b) e) 2
2
e
e c)
(Mack-SP) A derivada da função f dada por Q34.
f x
x x
x x
x x
( ) ·
1
2 3 4
5 6 2
2
2
2
é:
3x² a)
Não existe b)
− 4x³ − 4 c)
15x d)
4
6x e)
4
(UF-PA) Se Q35. y x x · .cos , então y x ''( ) ... ·
xsen x a)
x x .cos b)
( . cos ) x sen x x
c)
( .cos ) x x sen x 2
d)
x x sen x (cos ) − e)
(UNIP-SP) Seja Q36. f IR : , −

¸
(
¸
→ 3 3 a função definida
por f x x x ( ) · −
3
3 . O valor mínimo absoluto de f e o
valor máximo absoluto de f são, respectivamente,
−2 e 0 d) −2 e 2 a)
−2 e 18 e) 0 e 18 b)
0 e 21 c)
(UFU) A função real de variável real definida por Q37.
y x x x · - − - 2 9 24 6
3 2
é decrescente no intervalo:
< 4 1 x a)
x <− 4 b)
x > 0 c)
x > 1 d)
− < < 1 4 x e)
(UF-PA) A abscissa do ponto de máximo relativo de Q38.
y x x x · − − -
3 2
3 45 2 é:
−5 d) 3 a)
−3 e) 5 b)
0 c)
(PUC-PR) Em um painel retangular de comprimento Q39.
(60 + x) cm e de largura 80 cm, deseja-se reservar
no canto superior esquerdo um quadrado de lado x.
Qual o valor de x para que a diferença entre a área
do painel e a do quadrado seja a maior possível?
30 cm a)
70 cm b)
50 cm c)
60 cm d)
40 cm e)

CréDIToS

Adriana Batista Gonçalves Alex Alves Bastos Daniela Pereira de Melo Denise de Barros Guimarães Gabrielle Cunha vieira Hélio Martins Joana Paula de Souza Júnia Kelle Teles Martins lilian Ferreira de Souza luciana Marinho da Silva luciano Pereira Marins Marcos Eustáquio Gomes Marcelo Correa de Paula Mônica Alves de Faria Priscilla Alves do nascimento raquel Barcelos e Melo roberta Mara de Souza lima Tatiane Aline do Carmo e Melo valéria Cardoso Aline Paula de oliveira Douglas nunes Brandão Júnia Kelle Teles Martins luana Félix da Silva Magali luciene dos Santos Miriam Carla Martins Cornélia Cristina S. Brandão Gustavo Celso de Magalhães Aldeir Antonio neto rocha Aparecida Costa de Almeida lydston rodrigues de Carvalho Marinette de Cácia Freitas raquel Cristina dos Santos Faria rogério Fernandes Greco Design ltda. Studio link Idea Info Design letra por letra ltda. e Só letra Idea Info Design Xxxxxxxx

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Produção editorial e gráfica

Pesquisa iconográfica e autorização de Textos Gerência TécnicoPedagógica
rua Paraíba, 330 – 17.º andar 30130-140 – Belo Horizonte – MG Tel.: (31) 2126-0853 www.eeducacional.com.br Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do livro, SP, Brasil)

Coordenação Pedagógica Capa Projeto Gráfico Editoração eletrônica revisão de língua e Estilo Ilustrações Impressão e acabamento

Ficha Catalográfica
Fernandes, Alexandre Correia. Matemática : noções de limites e derivadas : ensino médio / Alexandre Correia Fernandes. -Belo Horizonte : Editora Educacional, 2010. 44p. Ilust. ISBn 978-85-7932-159-7 1. Matemática (Ensino médio) I. Título. 09-09385

CDD-510.7

Todos os direitos reservados. reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

SUMÁrIo

M A T

limite e Derivada
Capítulo 1 ― Limite e Continuidade ............................................................. 6 noção intuitiva de limite ...........................................................................7 limites laterais ................................................................................... 7 Propriedades dos limites .......................................................................... 8 limite de uma função polinomial ................................................................ 9 limite de uma função racional .................................................................. 10 Cálculo de limites quando o numerador e o denominador tendem a zero ............... 10 Cálculo de limites por meio de fatoração ................................................... 10 Cálculo de limites por meio de racionalização .............................................. 11 Cálculo de limites por meio de mudança de variável ..................................... 12 Continuidade ....................................................................................... 12 Limites infinitos .................................................................................... 14 Limites de funções quando x tende ao infinito ............................................... 14 limite da função polinomial quando x→±∞ ................................................ 15 Teorema do confronto ............................................................................ 17 limite trigonométrico fundamental ........................................................... 18 limite exponencial fundamental ............................................................... 19 Capítulo 2 — Derivada ............................................................................ Taxa de variação .................................................................................. Taxa média de variação ......................................................................... Taxa instantânea de variação ................................................................. Interpretação geométrica da derivada ......................................................... A derivada como uma função ................................................................... regras de derivação .............................................................................. Derivada da função constante ................................................................ Derivada da função potência .................................................................. Derivada do produto de uma constante por uma função ................................. Derivada da soma e da diferença de duas funções ........................................ Derivada da função f(x) = sen x ............................................................... Derivada da função f(x) = cos x ............................................................... Derivada do produto de funções .............................................................. Derivada do quociente de funções ........................................................... A regra da cadeia ............................................................................... Derivada da função exponencial f(x) = ax ................................................... Derivada da função logarítmica .............................................................. Derivadas de ordem superior ................................................................... Análise do comportamento de funções ........................................................ Funções crescentes e funções decrescentes ................................................ Extremos relativos e absolutos ............................................................... Aplicações de máximos e mínimos .............................................................. 23 24 24 24 25 27 28 28 28 28 29 30 31 31 31 32 33 33 35 36 36 38 41

ConHEçA SEU lIvro

Introdução
Para que vou estudar este assunto? Onde ele se aplica? Como ele se relaciona com outros tópicos da Matemática e com outras Ciências? na introdução de cada capítulo, propomos uma situação-problema, que você vai retomar mais tarde. Em seguida, descrevemos sinteticamente o conteúdo a ser abordado, listamos suas aplicações mais imediatas e seus aspectos históricos.

Refletindo
Por que isso acontece? Como isso se explica? O que ocorreria se esse detalhe mudasse? Permeando todo o texto, você vai encontrar perguntas e questionamentos sobre a teoria apresentada. Com base em suas reflexões, você vai produzir, individualmente ou em grupo, pequenos textos matemáticos.

Investigando
Como isso funciona? Será que isso sempre ocorre? Que hipóteses essa regularidade sugere? Posso inferir regras gerais a respeito? Por meio da experimentação, da investigação e da pesquisa, você vai analisar situações novas, fazer conjecturas, formular hipóteses, testá-las e, com base em suas conclusões, construir novos conceitos e estabelecer leis gerais relacionadas ao conteúdo. Finalmente, você vai sintetizar suas conclusões por escrito.

Raciocínio lógico e numérico
Por que os números obedecem a essas regularidades? Posso estabelecer uma lei geral? Qual é a lógica desse raciocínio? Por meio dele, a que conclusões posso chegar? Propomos, nesta seção, vários problemas de lógica e de raciocínio numérico, explorando relações lógicas, além de regularidades e curiosidades que envolvem, principalmente, os números inteiros.

Questões resolvidas
Questões resolvidas aparecem toda vez que há necessidade de manter situações de aplicação de um conteúdo, de uma regra ou de uma fórmula.

Questões propostas
Esta seção aparece a todo momento, sempre que um pequeno segmento se encerra. o objetivo é que você explore conceitos, resolva problemas práticos e explore situações novas sobre o conteúdo trabalhado.

Questões de revisão e aprofundamento
nesta seção, a maioria das questões são extraídas de exames vestibulares e das provas do Exame nacional do Ensino Médio (Enem). é uma oportunidade para você se familiarizar com as tendências dos concursos vestibulares de todo o Brasil, além de possibilitar um aprofundamento do conteúdo, em questões que apresentam um nível de dificuldade crescente.

Trata-se do conceito de Limite de uma função. tais como a função usada para descrever a oscilação do valor de ações. o que.LIMITE E DERIVADA Fabio Rodrigues Pozzebo / Folha imagem Apresentamos uma nova ferramenta com a qual será possível fazer-se um estudo mais detalhado acerca do comportamento de funções. Tais conceitos permitiram a sistematização de um ramo da Matemática considerado por muitos como um dos mais importantes pilares da ciência moderna: o cálculo diferencial e integral. Bolsa de valores . objeto de estudo de vários cursos do Ensino Superior. naturalmente. nos conduz ao conceito de Derivada e suas múltiplas aplicações. que também é empregado na determinação de tangentes e curvas.

aplicado à taxa i.. Ansioso por saber quanto ele teria acumulado ao fim desse período. Como os juros seriam capitalizados anualmente. pois o ano tem 2 semestres. uma taxa de 6%. lhe propôs a opção de capitalização mensal: os juros seriam capitalizados mês a mês. segundos . é possível ficar rico se o número de capitalizações tender ao infinito? Essas respostas podem ser obtidas por meio do conceito de Limite. o montante acumulado ao longo de 4 semestres (2 anos) seria Não satisfeito.com Introdução Aníbal. a uma taxa de 12% ao ano. por um período de tempo n. minutos.. gerado pelo capital c. Os juros seriam capitalizados a cada 6 meses. ou seja. resolveu utilizar a fórmula para calcular o montante M. Dessa forma. o montante acumulado se o número de capitalizações assumisse um valor muito alto? Além disso. resolveu aplicar R$ 10 000. 6 . poupador inveterado. Qual seria. a uma taxa semestral proporcional a 12% ao ano. a uma taxa mensal proporcional a 12% ao ano. dessa vez.00 em regime de juros compostos. 1% ao mês. durante dois anos. Aníbal insistiu com o gerente que. isto é. porém. ele concluiu que o montante seria Nessas condições. ele recorreu ao gerente.com Photos. que lhe ofereceu outra opção de capitalização: a capitalização semestral. Foi o suficiente para o ganancioso Aníbal pensar em capitalizações diárias. que estudaremos a seguir. o montante acumulado ao fim de 24 meses seria dado por Frustrado com o rendimento. por hora.Capítulo 1 Limite e Continuidade Photos.

caso exista. Uma vez que f(x) se aproximou de valores diferentes quando x se aproximou de 2 (pela esquerda e pela direita).610000 2.001 2. R2.900 1. Vale ressaltar que. se x ≤ 2 . De forma geral. se x = 1 Resolução: y 3 2 1 L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Aproximação pela esquerda de 2 Aproximação pela direita de 2 −1 f(x) = x2 − 1 y 3 2 1 0 1 2 3 x Com base no gráfico de f(x). quando x tende a 2.000000 3. seja por valores iguais ou menores que 2). se x > 2  Resolução: 1 2 3 x y 6 5 4 3 2 1 −4 −3 −2 −1 0 1 2 3 4 x −2 −1 0 −1 Podemos perceber que. x 1. se a função f(x) fica arbitrariamente próxima de um único número real L para os infinitos valores de x próximos do número c. próximos de 2. podemos dizer que lim f (x) não existe. M A T 7 . Calcule lim f (x) .960100 2. lim f (x) para a função x →2  2  x . podemos perceber que y→2 quando x→1. o que nos leva a escrever lim(x 2 − 1) = 3 .996001 3. se x ≠ 1 Seja a função f (x) =  . representada graficamente a seguir. quando x tende para 2 (seja por valores maiores.  x + 1. x →1 1. para que possamos saber como essa função se comporta nas vizinhanças de 2.000 2. é igual a 3. no estudo do comportamento de f(x) quando x tende a um certo valor c. f ( x) =   x + 1. não é necessário que f(x) esteja definida em x = c.410000 Questões resolvidas R1. x →2 lim f (x) = L Limites laterais Esse último exemplo serviu para nos mostrar que. uma função tende para valores diferentes quando x tende a c por valores maiores ou menores que c. e calcular os correspondentes valores de y.010 2.990 1.999 2. x →2 que será lido da seguinte forma: O limite da função f(x) = x2 − 1. Determine.100 f(x) 2.Noção intuitiva de limite Seja a função f: IR→ IR definida por f(x) = x2 − 1.040100 3. em certos casos. y tende para 3.004001 3. e escrevemos x→c A construção do gráfico de f nos permite notar que f(x) se aproxima de 4 à medida que x se aproxima de 2 pela esquerda e que f(x) se aproxima de 3 quando x se aproxima de 2 pela direita. então dizemos que a função f tem limite L quando x → c. Vamos atribuir a x valores arbitrários.

isto é. pela direita de c. Seja y = f(x) a função cujo gráfico se encontra a seguir. isto é. lim f (x) = lim f (x) = f (3) + x →1 lim f (x) = 1 x →3 − lim f (x) = lim+ f (x) x →3 Refletindo y 3 Para que lim f (x) exista. se x se aproximar de c por valores menores que c.ª) Limite do produto O limite do produto de duas funções é igual ao produto dos limites dessas funções. x →c x →c + lim f (x) para indicar o limite lateral à direita de c. 8 9 x M A T 8 x →c lim[ f (x).ª) Limite da soma ou diferença O limite da soma (ou diferença) de duas funções é igual à soma (ou diferença) dos limites dessas funções. quais das seguintes afirmativas são corretas? a) b) c) d) e) f) f[f(-1)] = 1 1 < f[f(1)] < 2 f[f(3)] = 2 x →1 − x →3 De modo análogo. se têm lim f (x) =g(xe lim ± (x) =g(x) São ± M L ) L gM f L válidas as x →c x →c lim f (x) = 5 x →8 x →8 − x →8 + lim f (x) = 3 lim f (x) = 5 seguintes propriedades: 1. x →c f(8) = f(9) = 5 x → 9+ lim f (x) = 5 lim b = b lim f (x) = 5 x →9 y y = f(x) 2.ª) Limite de uma constante O limite de uma constante é a própria constante. Quais das seguintes afirmativas são corretas? a) b) c) d) e) f) g) lim f (x) = 3 x →8 −1 0 1 2 3 Propriedades dos limites Sejam b e c dois números reais e n um inteiro positivo. pela esquerda de c. ainda. qual deve ser a relação x →c 2 1 existente entre lim f (x) e lim f (x) ? − + x →c x →c Questões propostas Q1. Em relação à função y = f(x). isto é. x →c lim f (x) g(x) L±M 5 3 3. representada a seguir.Se x se aproximar de c por valores maiores que c. isto é.g(x)] = L.M . f e g funções para as quais M. podemos utilizar a notação L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Q2. isto é. Sejam. podemos utilizar a notação lim− f (x) para indicar o limite lateral à esquerda de c.

ª) Limite do cosseno O limite do cosseno de uma função é o cosseno do limite da função. desde que o limite presente no denominador seja diferente de zero. n deve ser ímpar) d) = (1 + 1). = 3. x →c (Se L < 0.e x →1 = 2.1 + 5 =6 b) c)   p  lim sen(2 x) = sen  lim(2 x) = sen  p  = 1 p p p p x →  x→ 2 4  4  lim(x + 1). calcule: a) b) lim(3x 4 − 2 x + 5) x →1 L I M I T E E C O N T I N U I D A D E x →c  g( x)  5.4. x →c cos lim x lim cos x cos x x →0 = x →0 4 = =1 4 x → 0 3x + 1 lim(3x + 1) 3. então lim P(x) = P(c) .ª) Limite de uma potência O limite da n-ésima potência de uma função é igual à n-ésima potência do limite dessa função (desde que esta última potência seja um número real).ª) Limite do logaritmo O limite do logaritmo de uma função é igual ao logaritmo do limite dessa função.e 2 lim lim( x 3 +1) 7. x →c Limite de uma função polinomial Se P é uma função polinomial e c é um número real.ª) Limite do seno O limite do seno de uma função é o seno do limite da função. Aplicando as propriedades dos limites. isto é. x →c x→ 1 ― 3 2x 5 ) lim cos[ f (x)] = cos[lim f (x)] x →c 10. n ∈ IN* e L ≥ 0.ª) Limite de uma raiz O limite da raiz n-ésima de uma função é a raiz n-ésima do limite da função (desde que esta última raiz seja um número real).lim e x x →1 x →1 3 +1 x →c lim n f (x) = n lim f (x) = n L .e x x →1 3 +1 = lim(x + 1). x →c g(x) ≠ 0 M Questão resolvida R3. (−1)4 − (−1)3 + 2. desde que o limite da função seja positivo.isto é. lim log b [ f (x)] = log b [lim f (x)] = log b L. x →c lim sen[ f (x)] = sen [lim f (x)] x →c Questão resolvida R4. isto é. Calcule lim( Resolução: x → −1 4 9. isto é. 0 4 + 1 x →0 ( ) x →c (0<b≠1 e L > 0) 8.  f ( x)  L lim lim   = .(−1) + 5 = 7 M A T 9 .ª) Limite do quociente O limite do quociente de duas funções é o quociente dos limites dessas funções.14 − 2. isto é. n lim  f (x) =  lim f (x) = Ln      x →c  n x→ p 4 lim sen (2x) lim(x + 1).ª) Limite da função exponencial de base e x →c lim (x 4 x3 2x 5) = lim e f ( x ) = e x →c lim f ( x ) 3. isto é.e x x →1 3 c) d) +1 lim x →0 cos x 3x 4 + 1 Resolução: a) lim(3x 4 − 2 x + 5) = lim 3x 4 − lim 2 x + lim 5 x →1 x →1 x →1 x →1 x →c 6.

Calcule lim Resolução: Como 1 é raiz do polinômio x3 −1. esse limite pode assumir um valor real qualquer ou pode até não existir. nada poderemos dizer. apresentados a seguir. no cálculo do limite de uma função racional. comum ao numerador e ao denominador? O que se pode dizer a respeito de lim x3 − 1 ? x →1 x 2 − 1 lim f (x) = lim g(x) = 0 . Calcule: a) b) c) d) e) f) g) h) i) lim(3x 2 + 2 x − 5) x →1 x → −1 Cálculo de limites por meio de fatoração Se. a x →c princípio. Questões propostas Q3. lim e x x →1 +3x lim x →1 x2 + 1 x → 0 1 + cos x lim(log 2 8 x − log 1 27 x) 1 1 1 0 1 0 1 −1 0 Q4.L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Limite de uma função racional Se P(x) e Q(x) são funções polinomiais e Q(c) ≠ 0. Dizemos que 0 é uma forma indeterminada. Nesses casos. 0 pois ela nada nos diz sobre tal limite. lim(x 3 − x 2 + x − 1) lim x→6 x+2 x −5 x+4 lim 2 x → −4 x + 4 x→3 Questão resolvida R5. Determine lim f (x) em cada caso: x →2 a) b) c) li li Logo: x3 −1 = (x − 1)(x2 + x + 1) Portanto: x →2 x →2 lim 4x 12 = x → 2 f ( x) 5 lim x3 − 1 −1 x →1 x 2 = lim (x − 1)(x 2 + x + 1) x2 + x + 1 3 = lim = x →1 x →1 2 (x − 1)(x + 1) x +1 Cálculo de limites quando o numerador e o denominador tendem a zero Se f e g forem funções para as quais x →c Refletindo x3 − 1 está definida para x = 1? Por x2 − 1 A função que pudemos cancelar o fator (x − 1). podemos nos valer de certos artifícios algébricos. devemos fatorar e simplificar a referida função (se for possível) antes de fazermos a substituição de x por c. = Q (x) Q (c) Dependendo das funções f e g. vamos utilizar o dispositivo prático de Briot-Ruffini: 3 lim(x − 1)(4 − x) x → −1 lim( 17 + x − 63 − x) 2 x3 − 1 −1 x →1 x 2 . sobre lim M A T 10 f ( x) . o numerador e o denominador da função tenderem a zero quando x tender a um certo valor c. então lim x →c P(x) P(c) . x →c g( x) .

x −1 Resolução: Em virtude da indeterminação 0 . novamente. c) lim x2 + x − 2 x →1 x 2 + 2 x − 3 Resolução: Vamos multiplicar o numerador e o denominador pelo “conjugado” do numerador e também pelo “conjugado” do denominador: lim x →4 d) lim 2 x 2 − 9x − 5 x →5 3x 2 − 75 lim x 3 + 2x 2 − x − 2 x 2 + 7x + 6 e) x → −1 2x + 1 − 3 x −2 − 2 = f) x 3 − 3x 2 + 4 lim 3 x → 2 x + x 2 − 16 x + 20 lim x →1 g) x −1 x3 − 1 7  lim  x →4    ( 2x + 1 − 3) . Calcule lim x →2 L I M I T E E Resolução: Uma vez que 2 é raiz do polinômio x4−10x + 4.( ( 2x + x + 1   = 2x + x + 1    ) ) ( x − 1) ( ( x − 1) 2 x − (x + 1) 2x + x + 1 (x − 1) )= )= Questão proposta Q5. utilizar o dispositivo prático de Briot-Ruffini e escrever que x4 −10x + 4 = (x − 2)(x3 + 2x2 + 4x − 2). ( ( x − 2 − 2) ( ( ( ) . Portanto: (x − 2)(x 3 + 2 x 2 + 4 x − 2) x 4 − 10 x + 4 = lim = x →2 x →2 (x − 2)x 2 x 3 − 2x 2 lim x 3 + 2 x 2 + 4 x − 2 11 = x →2 x2 2 R7. notamos que x3 − 2x2 = (x − 2)x2. Calcule os seguintes limites: a) lim x −1 x +1 2 2 lim x →1 ( 2x + x + 1 lim x →1 ( 1 2x + x + 1 = 2 4 )= x → −1 1 2 2 b) lim x →3 x −9 x −3 R8. vamos recorrer 0 ao artifício da racionalização do numerador: lim x →1 2x − x + 1 = x −1 C O N T I N U I D A D E lim  lim  x →1    lim x →1 ( 2x − x + 1 ( x − 1) ). Além disso. podemos.Questão resolvida x 4 − 10 x + 4 x 3 − 2x 2 Cálculo de limites por meio de racionalização Questões resolvidas R6. Calcule lim x →4 2x + 1 − 3 x −2 − 2 . evidenciando o fator comum x2 no polinômio x3 − 2x2. Calcule lim x →1 2x − x + 1 .( 2x + 1 + 3) ( 2x + 1 + 3 x −2 + 2   x −2 + 2    ) ) h) x 3 − 19x − 30 lim 3 x → 5 x − 2 x 2 − 13 x − 10  ( 2x + 1 − 9) lim  x →4   ( x − 2 − 2)  x −2 + 2   = 2x + 1 + 3    ) ) M A T 11 .

as funções exponenciais (contínuas para todo número real). e somente se. pois estamos considerando y ≥ 0.ª) existe lim f (x) x→c x −1 x −1 = lim y →1 3 y6 − 1 y6 − 1 = lim y →1 y2 − 1 = y3 − 1 (y − 1)(y + 1) lim = y →1 (y − 1 y 2 + y + 1 )( ) lim y →1 (y + 1) 2 = (y 2 + y + 1) 3 3.ª) lim f (x) = f (c) x→c Questão proposta Q6. as funções racionais (contínuas em todos os pontos de seus domínios). Se a continuidade puder ser verificada em todos os pontos do domínio de uma função. A escolha do expoente 6. Se x →1. dizemos que a função é descontínua em x = c. para a nova variável y. lim x →1 3 lim (2 + x)4 − 16 x→0 x Continuidade Uma função f é dita contínua num ponto x = c de seu domínio se. é justificada pelo fato de mmc (2. x +1−3 lim x→8 x −8 lim x→0 1+ x − 1− x x 3− 5+x 1− 5 − x x − 6−x x − 6x − x 2 lim x→4 M A T 12 e) lim x→3 . as funções logarítmicas (contínuas em todos os pontos de seus domínios). lim x→0 Resolução: Faremos a mudança de variáveis x = y 6 . Calcule lim x →1 3 lim x →1 3 lim 4 x →1 k) l) m) x → 64 3 lim x −1 x −1 . as condições a seguir forem satisfeitas: 1. y ≥ 0 para facilitar os cálculos.ª) existe f(c) 2.L I M I T E E C O N T I N U I D A D E 2 (x − 4) lim  x →4   (x − 4)  2( 2 + 2) ( ( x −2 + 2   = 2x + 1 + 3    ) ) f) g) lim x→2 x 2 + 5 − x 2 + 4x − 3 x 2 − 2x x +3 − 3 x 4x + 1 − 3 3x − 2 − 2 x −1 2x + 6 − 2 x −1 x −1 x −8 x −4 x+2 −32 x+2 − 2 3 3 lim x→0 ( 9 +3 ) = 2 2 3 h) i) j) lim x→2 Cálculo de limites por meio de mudança de variável Questão resolvida R9.3) ser igual a 6. então y6 →1 e y→1. as funções raízes (contínuas em todos os pontos de seus domínios). Calcule os seguintes limites: x −2 x2 + 5 − 3 a) b) c) d) lim x→2 Caso uma ou mais condições acima não forem satisfeitas. esta será denominada função contínua. São funções contínuas: I) II) III) IV) V) as funções polinomiais (contínuas para todo número real).

Em seguida.  x 2 + 4 x. se x > 3  .   x − 2. xo = 3 f (x) = 5. Seja λ ∈ IR e f: IR→ IR a função definida por  x − 3 . Para cada uma das funções a seguir.x ≠ 0 f ( x) =  x . calcule f(xo). x > 2  . x > 3   x 2 + 1.0 = 0 Cálculo de lim f (x) : x→0 x→0 − lim f (x) = −2 e lim+ f (x) = 0 x→0 Uma vez que os limites laterais foram diferentes. podemos afirmar que 2. diga se essas x → xo funções são contínuas ou descontínuas em x = xo. R11. − + x →3 x →3 l Logo. informe qual (ou quais) condição(ões) não foi(foram) satisfeita(s).VI) as funções trigonométricas f(x) = senx e f(x) = cosx (contínuas para todo número real) e as demais funções trigonométricas (contínuas em todos os números de seus domínios). x = 3 8 − x. x = 0   x − 1. podemos afirmar que não existe lim f (x) . x→0 Como somente a 1. x < 3  . xo = 2. x < 0 Resolução: Cálculo de f(0): f(0) = 02+4. Calcule o valor de λ f ( x) =  λ   2 x − l . se x ≤ 3 para que f(x) seja contínua em x = 3.ª condição foi satisfeita. a) x  . x < 2  b) c) M A T 13 . xo = 0 0.3 − λ = 3 − 3 ⇒ l = 6 .ª condição seja satisfeita. x = 2 7 x − 9. f (x) = 5. λ Questões propostas Q7. Resolução: Para que a 2. x → xo− lim f (x) e lim+ f (x) . x ≥ 0  f ( x) =  em x = 0. Questões resolvidas R10. Em caso negativo. Verifique a continuidade da função L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Refletindo Verifique se as funções representadas graficamente a seguir são contínuas em x = c. podemos concluir que essa função é descontínua em x = 0. é necessário que lim f (x) = lim f (x) .

Q9. Vejamos alguns exemplos: Comecemos pela função f: IR* → IR definida por f ( x) = 1 : x . seja pela esquerda. representada graficamente a seguir: f ( x) = (x − 2)2 y Observemos que. a função assume valores arbitrariamente grandes. se x = 3 seja contínua em x =3. x < −1  f (x) = ax + b. percebemos que f(x) aumenta ilimitadamente. Q11. se x ≥ 1 modo que f seja contínua em x = 1. quando x tende a 2. Consideremos. qualquer que 4 − x 2 . quando x tende a 1 pela esquerda. neste caso. x ≥ 2  seja x ∈ IR. a função f: IR → IR − {1} 2x definida por f (x) = . Vejamos alguns exemplos: Consideremos a função f: IR → IR − {2} definida por 1 . se x < 1 f ( x) =  . que lim f (x) ≠ lim f (x) . Seja a função f: IR →IR definida por 2(x − 2). se x = 2  Determine k para que f(x) seja contínua em x =2. o que indicaremos da seguinte forma: x → 1+ lim f (x) = +∞ Constatamos. − + x →1 x →1 Limites de funções quando x tende ao infinito 0 2 x M A T 14 Notemos que. o que nos permite escrever: lim f (x) = +∞ x→2 Podemos estar interessados em estudar o comportamento das funções quando a variável independente cresce ou diminui indefinidamente. se x ≠ 2 . Q10.  2+x −2  . − 1 ≤ x < 2 é contínua. quando x tende a 1 por valores maiores que 1. O símbolo ∞ apenas indica como a função se comporta quando x fica cada vez mais próximo de 2.Q8. seja pela direita. Para indicarmos que f(x) diminui ilimitadamente quando x tende a 1 por valores menores que 1. o limite acima não existe. a função f(x) assume valores arbitrariamente pequenos. Seja λ ∈ IR e seja f: IR →IR a função definida por 2 x − 4. de kx. escrevemos: x →1 − lim f (x) = − ∞ Por outro lado. Determine k. se x ≠ 3 f ( x) =  . também. Calcule λ para que f(x) λ 2l. Dessa forma. Vale ressaltar que +∞ e − ∞ não são números reais. Seja a função f (x) =  x − 2 3k. Determine os valores de a e b para os quais a função L I M I T E E C O N T I N U I D A D E  x 2 − 4. cujo gráfico se encontra (x − 1) esboçado a seguir: y 2 1 x Limites infinitos Há funções para as quais os valores de f(x) aumentam ou diminuem ilimitadamente quando a variável independente se aproxima de um número real c.

por valores menores e maiores que 1... o valor da função f(x) também se aproxima cada vez mais de zero. temos: O gráfico acima nos permite afirmar que x → −∞ lim f (x) = 2 e lim f (x) = 2 x → +∞ a xn f ( x) = lim n m x → ±∞ g( x) x → ±∞ b x m lim M A T 15 . que o limite de uma função polinomial. n1 1 . (x − 1) quando x tendia a 1. com an ≠ 0. o valor da função f(x) se aproxima cada vez mais de 0.. com n ∈ IN*. definida por: f (x) = an x n + an −1x n −1 + . temos que: a   a a lim f (x) = lim x n  an + n −1 + . a respeito de xlim f (x) e xlim f (x) ? → +∞ → −∞ É fácil perceber que. quando x → –∞ (x tende para menos infinito).... obtemos: a   a a a f (x) = x n  an + n −1 + . se h(x) = é uma função racional g(x) 1 x com f (x) = an x n + an −1x n −1 + . então. ou seja: lim f (x) = 0 x → −∞ Analisamos. neste caso. anteriormente..y Refletindo 0 x Considerando a função f: IR*→IR definida por f ( x) = 1 . os termos tendem todos a zero. Por conseguinte. O que acabamos de afirmar pode ser expresso da seguinte maneira: lim f (x) = 0 Limite da função polinomial quando x→±∞ Seja a função polinomial f(x). existe algum valor para o xn L I M I T E E C O N T I N U I D A D E qual se tenha f(x) = 0? O que podemos afirmar.. de grau n. + a2 x 2 + a1x + a0 Evidenciando o fator xn. + n1 1 + 0  − x →±∞ x x xn   = lim an x n x →±∞ x → +∞ De modo análogo concluímos que. n2 2 . Agora estamos interessados em saber como esta função se comporta quando x → +∞ e quando x → –∞. quando x → +∞ (x tende para o infinito). o comportamento 2x da função f: IR → IR − {1} definida por f (x) = . + a2 x 2 + a1x + a0 e g(x) = bm x m + bm −1x m −1 + ... 0 − − x x x xn x →±∞ 2 Concluímos. f ( x) Analogamente.... + n2 2 + n1 1 + 0  − − x x x xn   Quando x → ±∞ . é igual ao limite de seu termo de maior grau. y a an −1 a a . quando x → ±∞ .. + b2 x 2 + b1x + b0 .

Consideramos +∞ − ∞ uma forma indeterminada. d) e) lim ∞ ∞ um outro tipo de forma 2 1 −3 −2 −1 0 −1 −2 −3 −4 1 2 3 x 6 x 4 + 3x 2 − 2 x 6x 4 = lim = lim 2 = 2 4 x → +∞ 3 x + 5 x − 2 x → +∞ 3 x 4 x → +∞ −4 x 3 + 2 x 2 − x + 3 − 4x3 = lim x → −∞ x → −∞ 3 x 3x − 7  4 2 = lim  − x  = −∞ x → −∞  3  lim M A T 16 . Calcule os limites a seguir: a) b) c) d) e) f) x → +∞ Devido à presença da forma indeterminada do tipo +∞ − ∞ . se x ≥ 0. Observando seu gráfico.f) L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Questão resolvida R12. “conjugado” de ( ) lim 5x 3 − 3x 2 x → +∞ lim ( ( x 2 + 4x + 3 − x = x 2 + 4x + 3 − x . determine. Portanto. vamos multiplicar o numerador e o denominador pelo x 2 + 4x + 3 − x .: Conforme já fora dito anteriormente. para calcularmos este limite. A função f (x) = Consideramos indeterminada. não podemos escrever 2x 3 + 6 x − 5 = x → +∞ 4x5 − 2 lim 2 x 3 + 6 x − 5 ∞ x → +∞ = lim 4 x 5 − 2 ∞ lim x → +∞ Q12. se existir: y 4 3 2x 3 + 6 x − 5 2x 3 2 = lim = lim =0 5 x → +∞ x → +∞ 4 x 5 x → +∞ 4 x 2 4x − 2 lim Obs. b) c) x → −∞ =    4 3  x   1 + + 2  + 1    x x    3  4 + x    lim =2 x → +∞   4 3     1 + + 2  + 1    x x    x → +∞ lim 3  x 4 +  x  lim − x 3 + 4 x + 3 = lim − x 3 = +∞ x → −∞ Questões propostas 1 encontra-se representada x2 − 1 graficamente a seguir. 4x + 3 x + 4x + 3 + x 2 ) x → −∞ lim − x 3 + 4 x + 3 lim lim 2x 3 + 6 x − 5 x → +∞ 4x5 − 2 x → +∞   lim  x → +∞   x → +∞ ( ) ( = x 2 + 4x + 3 + x   = 2 x + 4x + 3 + x   ) ) lim lim 6 x 4 + 3x 2 − 2 x + 1 3x 4 + 5x − 2 −4 x 3 + 2 x 2 − x + 3 3x − 7 ( ) 4x + 3  2  4 3   x 1 + + 2  + x    x x     x → +∞ = x → −∞ lim x → +∞ lim ( x 2 + 4x + 3 − x ) Uma vez que x 2 = x . ∞ não é número. obtemos: Resolução: a) x → +∞ lim 5x 3 − 3x 2 = lim 5x 3 = +∞ x → +∞ Observação: Não podemos escrever x → +∞ x → +∞ lim 5x 3 − 3x 2 = lim 5x 3 − lim 3x 2 = x → +∞ +∞ − ∞ devido ao fato de ∞ não ser número.

x →c M A T 17 . no próprio c. se fizermos uso do importante teorema que enunciaremos a seguir e que também é conhecido como “teorema do sanduíche”. f(x) ≤ g(x) ≤ h(x). y y = loga x y y = loga x lim ( x2 − x + 1 − x ) x x Teorema do confronto Certos limites não podem ser obtidos. tais limites podem ser calculados. determine: a) b) p x→ p 2 p x→ 2 lim f (x) x→0 x →1 x →−1 lim− f (x) x →1+ lim− tgx lim+ tgx L I M I T E E C O N T I N U I D A D E x →−1 lim f (x) lim f (x) Q13. Todavia. Os esboços dos gráficos da função f:IR →IR*+ definida por f(x) = ax. possivelmente. Construa o gráfico da função p  p p f: IR −  + kp  →IR (k ∈ Z) 2  definida por f(x) = tg x. x→c x →c a>1 0<a<1 Observando-os. Em seguida. encontre o valor dos seguintes limites: a) b) c) d) x → 0+ lim log x x → 0+ lim log 1 x 5 x → +∞ lim ln x lim log 3 2 x → +∞ x então lim g(x) = L . encontram-se registrados a seguir. exceto. de forma indireta. para todo x em I. 5 lim e x x x e) f) g) x → +∞ lim 2 x x x → −∞  1 lim   x → +∞ 3 x → +∞ x → −∞ lim p  lim  p  x → −∞ 4 ( 2) x h) i) j) k) Q14. facilmente. para os casos em que a > 1 e 0<a<1. Se f.a) b) c) d) e) x → −∞ lim f (x) lim f (x) f) g) h) i) j) x → 0+ lim f (x) lim f (x) x → +∞ x → 0− x →−1 − lim f (x) lim+ f (x) Q15. determine o valor dos seguintes limites: a) b) c) d) x → −∞ f) g) lim 10 x lim 0. Calcule os limites a seguir: a) b) c) lim x −1 x 2 − 5x + 4 y=a x y x → 4+ x → −∞ lim (2 x 4 + x 2 − 100) lim (5x 3 + 2 x + 17) lim lim 2 x2 + x + 1 x → −∞ x a>1 0<a<1 x d) e) x → +∞ 5x 2 + 4 x + 3 x → +∞ 7 x 2 + 5 x + 1 x 2 + 3x − 7 x → −∞ 2x + 1 lim x 2 + 3x − 7 x → +∞ 2x + 1 lim −3x 2 + 3x + 1 x → −∞ 4 x 2 − x + 7 lim 4 x 2 + 2x + 3 x → +∞ 5 x 3 + 3 x 2 + x − 4 lim 9x 3 − x 2 + 4 x + 1 x → −∞ 5 x 5 + 2 x 3 − x + 7 lim x → +∞ Observando-os. de forma direta. A seguir encontram-se esboçados os gráficos da função f: IR*+→IR definida por f(x) = log a x. y y=a x Q16. g e h são funções que estão definidas em algum intervalo aberto I que contém c. tal que x ≠ c e lim f (x) = lim h(x) = L .

de modo que p 0 < x < p .4 −0.2 0. O x a desigualdade H A Cosseno Visto que 2 lim− x 2 = lim x 2 = 0 .3 −0. como representado na figura a seguir: 2 Seno Tangente T P tg x 1 ≤1 x acima por x². calcular lim x→0 sen x ? x teorema do confronto.1 < 1.15 0.tg x 2 Logo. quando x cos x M A T 18 tende a 0.tg x .1 0. OA = 1 e AT = tg x . temos que: 0. podemos desejar saber como ela se comporta à medida que x assume valores arbitrariamente próximos de zero.05 y = x2 Área DOPH = sen x. f ( x) = x Embora saibamos que tal função não está definida para x = 0. Como PH = sen x .15 0.1 e 2 Área setor OAP = y = x sen 1 x 2 −0. podemos escrever: sen x cos x 1 > > cos x x Visto que 1 e cos x tendem a 1. sen x.cos x < x. obtemos: 2 cos x < x 1 < .05 0. concluímos .L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Questão resolvida R13. 2 2 2 y = ―x2 Limite trigonométrico fundamental Seja a função f: IR* → IR definida por sen x . porém. ∀q. x →0 x Como −1 ≤ sen q ≤ 1. sen x cos x Uma vez que todos os termos desta última desigualdade são positivos. calcule O resultado deste importante limite será a conclusão da demonstração apresentada na sequência. Dividindo todos os membros da desigualdade acima por sen x.1 0.1 0. Pela figura. podemos afirmar que q q −1 ≤ sen Multiplicando obtemos − x 2 ≤ x 2 sen 1/ x ≤ x 2       h( x ) f(x) g( x ) Como.1 0. 2 x. Utilizando o 1 lim x 2 sen . verificamos que é verdade que Área DOPH < Área do setor OAP < Área do DOAT. x →0 x Resolução: Não podemos simplesmente substituir x por 0 porque 1 lim sen = 0 não existe.3 0. (>0). Consideremos um círculo de raio unitário e x um arco (medido em radianos).4 Área DOAT = 1.cos x . que pode ser comprovado pelo x →0 x gráfico a seguir.2 −0. pelo Teorema do Confronto. concluímos que x →0 x →0 1 lim x sen = 0 .

sen 3x   3x  = 3x = x → 0  sen 5x  sen 5x  5.2 5 10 x y = sen x x d) Uma vez que (1 − cos x)(1 + cos x) = sen 2 x .4 0. provamos também para x < 0.8 0. Calcule os seguintes limites: a) lim x→0 sen 2 x 3x sen 4 x sen 8 x 1 − cos x x.lim = x→0 x→0 x→0 x 5x 5x 5. sen x lim =1 x→0 x O gráfico a seguir. 5  sen 5x  5 1 5 lim   x→0  5x  Limite exponencial fundamental dado por {x ∈ IR | x < −1 ou x > 0} .lim x→0 x 1 + cos x )  x → 0 x  x → 0 (1 + cos x ) ( 1 1 1. Assim: x2 lim x→0 (1 − cos x ) (1 + cos x ) = 1 − cos x = lim 2 x→0 x x 2 (1 + cos x ) 2 2 1 sen 2 x sen x   =  lim =  . = 2 2 lim sen x cos x tg x sen x lim = lim = lim = x→0 x x→0 x → 0 x.2 −10 −5 −0. Calcule os seguintes limites: a) b) c) d) sen 5x lim x→0 x sen 3x lim x → 0 sen 5 x lim 1 − cos x x→0 x2 lim x→0 c) lim x→0 d) lim x→0 e) x→ p 4 lim tg x lim x→0 x Resolução: f) lim x→k Use a identidade sen m − sen n = 2sen lim tg x − 1 sen x − cos x m−n m+n cos 2 2 a) sen 5x 5. x y 1 0. = .6 0.cos x x 1 sen x = 1.sen 5x sen 5x lim = lim = 5.lim x→0 x x → 0 cos x L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Questão proposta x Q17.1 = 1 lim . vamos multiplicar tanto o numerador quanto o denominador de 1 − cos x por (1+ cos x) .sen x 1 − sec x x2 1 − tg x cos 2 x sen x − sen k x −k Questão resolvida b) R14. x→0 5x 5x    3. g) x→ p 4 b) sen 3x lim = lim x → 0 sen 5 x x→0  sen 3x  lim 3 x → 0  3x  3 1 3  = . lim  5. ilustra este resultado. 1  Seja a função f (x) =  1 +  . 1 = 5 sen 3x lim  3.que sen x → 1 quando x → 0 . cujo domínio é x  x M A T 19 . x c) De maneira análoga. correspondente à função sen x f ( x) = . Logo.

7183 x lim (1 + 4 x ) x  x + 1 lim   x→∞  x − 1 Resolução: x 4 a) Vamos substituir x por 3y.2710 2 2. Logo.Fazendo uso de uma calculadora científica. podemos construir a tabela L I M I T E E C O N T I N U I D A D E Questão resolvida R15.. 4y y notamos que. Refletindo O número de Euler é um número irracional que pode  x + 1 lim   = lim x→∞  x − 1 t→ ∞ 2 x  1 1 +   t 2t + 1  1 2t  1 1  = lim  1 +  .9808 1. quando y → ±∞. n=0 ∞  1 t   1 = lim  1 +   .3 y = 6 x y    1  1  lim  1 +   =  lim  1 +   = e 6 y→∞ y  y  y → ∞       1 1 e.7169 2. por meio de manipulação x −1 t algébrica.7181 2. Logo. x → 0..7184 2. que. . y x Neste caso. consequentemente.1 1 10 100 1000 10000 100000 1  f ( x) =  1 +  x  2. Calcule os seguintes limites: a) b) c) 3  lim  1 +  x→∞ x  x→0 2x x −10000 −1000 −100 −10 −1.5937 2. 3  lim  1 +  x→∞ x  2x com base na qual o seguinte gráfico pode ser construído: y 5 4 3 2 1 0 −1 b)  1 = lim  1 +  y→∞ y  6 2. 1 +   t→ ∞    t   t   M A T 20 ser obtido a partir de 1 1 1 1 1 ∑ n ! = 0 ! + 1! + 2 ! + 3 ! + . quando x → ∞ . é possível provar que: 1  lim  1 +  = e x →±∞  x x = e16 c) Fazendo x + 1 = 1 + 1 . notamos que x = 2t + 1.. à medida que x→ ±∞.. intuitivamente. De fato.7196 2.1 = e 2 t →∞ t →∞  t  t     .1 0. portanto. f (x) → e . y também tenderá a ∞. 1 3 por e. t → ∞ também. em que e é o número de Euler (2.7182818. Fazendo 4 x = Logo.7320 2. consequentemente. −6 −4 −2 2 4 x 4  1 lim (1 + 4 x ) x = lim  1 +  x→0 y → ±∞ y  y  1  lim  1 +   y → ±∞ y     16 16 y = Tanto a tabela quanto o gráfico acima nos sugerem. Notamos que. observamos que x → ∞ e que.). x = .8680 13.lim  1 +  = e 2 .7048 2.

(UF-PA) Dado o gráfico da função y = f(x). se x = 1 2 Qual o valor de lim f (x) ? x →1 a) b) c) d) e) 1 2 3 4 5 L I M I T E E C O N T I N U I D A D E x 3   lim  1 +  x→∞ 5x   5  lim  1 +  x→∞ x  x x −7   1 + 2 Q21. (Mack-SP) lim  é igual a: x→2 x − 2 x + x − 6   a) b) c) d) e) 0 2 5 3 5 1 5 2 2 x 2 − 12 x + 16 é igual a: x → 2 3 x 2 + 3 x − 18 2x 2 4  lim  1 +  x→∞ x  lim (1 + 4 x ) x→0 1 x x x +8 lim   x → −∞  x   x + 1 lim   x→∞  x − 1 x x Q22. (UF-PA) Seja f definida por f (x) =  . (UF-PA) Qual o valor de lim x→2 x− 2 ? x −2 a) c y = f(x) 0 1 4 1 2 2 4 1 2 1+ x − 1 1+ x − 1 x→0 b) c) b d) a x e) a) b) c) d) e) lim f (x) = b x →a Q24. podemos afirmar que: y c) d) e) Q23.Questão proposta Q18. (UF-PR) O lim a) b) 4 15 2 5 1 2 3 2 5 2 − − − − − Questões de revisão e aprofundamento Q19. Calcule os seguintes limites: a) b) c) d) e) f) g) h) 7  lim  1 +  x→∞ x  6  lim  1 −  x→∞ x  x  x + 3 se x ≠ 1 Q20. (PUC-SP) lim 3 a) b) c) 1 3 2 5 3 5 é igual a: d) e) 2 3 3 2 lim f (x) = c x →a lim f (x) = 0 x →a x →a− lim f (x) = c lim f (x) = b x →a− M A T 21 .

(UFU) A função f (x) = a) b) c) d) e) Q32. (PUC-SP) lim a) b) c) d) e) −2 −1 0 1 2 4x 2 + 6x + 3 é igual a: x2 − 5 n  1   Q34. então. para k real e x→∞ x  1  não nulo. (UF-PA) Calcular lim a) b) c) d) e) 5 2 2 − 5 − 1 2 5 5 2 x→∞ ( x 2 − 5x + 7 − x . devemos completá-la com f(1) = −∞ 2 3 1 3 +∞ 0 3 x → −∞ a) b) c) d) e) 2 1 2 5 4 3 4 2 3 x→0 Q26. o valor de L é: x +1 0 1 2 −∞ +∞ tgx + x é igual a: x Q27. o limite lim  1 +  x→∞ x  ke ek ke e+k e/k kx x vale: Q28. ) M A T 22 . (PUC-SP) O valor de lim a) b) c) d) e) 2 − 8x . (Mack-SP) O valor de lim 2 − x . (UF-PA) Qual o valor de lim a) b) c) d) e) 0 2 4 −∞ +∞ x→∞ x → +∞ 2x 2 + x + 1 ? x3 + 4x − 5 a) b) c) d) e) Q29. (Cescem) lim 5 +  1 +   vale: n→ ∞ n      a) 5e b) e5 c) 5–e d) 5+e e) 5e Q30. (PUCMinas) Se L = lim a) b) c) d) e) −2 −1 0 1 2 1  Q33. Para que a função f(x) seja contínua no ponto x = 1.L I M I T E E C O N T I N U I D A D E 2x 4 x Q25.2 + 3 é: x→0 2 −1 Q31. (PUC-SP) lim x→0 sen 5x é igual a: sen 4 x a) b) c) c) d) –1 –2 ∞ 0 1 x2 − 1 não está definida para x3 − 1 x = 1. (PUC-SP) Se lim  1 +  = e .

poderíamos nos valer. Quando do estudo das funções quadráticas. Entretanto. Trata-se da aplicação das derivadas em problemas de otimização. apenas. das coordenadas do vértice da parábola correspondente a tal função do 2. que pode ser considerado melhor do que o que acabamos de descrever por não estar restrito apenas a funções quadráticas. ou então.º grau. a quantidade ideal de bolas de sorvete que ela deveria vender. se desejássemos saber qual o lucro máximo 23 . conforme você poderá perceber no fim deste capítulo. Sendo assim. em que x que essa rede de sorveterias poderia obter. corresponde ao número de bolas de sorvete vendidas durante o mês .Capítulo 2 Derivada Introdução Suponhamos que o lucro mensal de uma rede de sorveterias possa ser modelado pela função . há um outro caminho. para o problema apresentado acima. vimos que o valor máximo ou mínimo sempre ocorre na ordenada do vértice da parábola correspondente à função.

y f(x1) ∆y f(x) Questão resolvida R1. correspondente à função y = f(x). A concentração C de cálcio marcado. para o qual a taxa média de variação tende. Da Geometria Analítica. t C 0 0.015 2 0.0026 4 0. cuja lei estabelece o relacionamento entre as grandezas x e y. foi monitorada em intervalos de 1 hora. na corrente sanguínea de um paciente e mediu a rapidez com que a substância foi removida do sangue. 015 = = = ∆t 3 −1 3 −1 = − 0. quimicamente marcada. 1] b) [1. 011mg por ml / min ∆C C(3) − C(1) 0. a taxa média de variação de y em relação a x dependerá apenas de x1. sabemos que o quociente acima pode ser interpretado como a inclinação (ou coeficiente angular) da reta secante à curva correspondente à função y = f(x). 0062 mg por ml / min chamado de razão incremental. por ∆y (∆y = f(x1) − f(xo)). y f(x1) Q y = f(x) b) Taxa instantânea de variação Se fixarmos xo. após a injeção. quando x1 → xo . poderemos vir a perceber que a taxa média de variação pode estar tendendo a certo valor (o que não ocorre sempre). por Determine a taxa média de variação para os intervalos: a) [0.026 1 0. um pesquisador injetou uma pequena quantidade de cálcio. 0026 − 0. 3] Resolução: a) ∆C C( ) − C( ) 0.Taxa de variação D E R I V A D A Refletindo O que nos informa o coeficiente angular de uma reta? Qual a unidade para a taxa média de variação? Se y é uma distância e x é o tempo. de taxa instantânea de variação no ponto xo.001 f(x0) x0 ∆y ∆x x1 x definir a taxa média de variação de y em relação a x. f(x0) P M A T 24 x0 x1 x . podemos Expressando a variação de x. Chamamos esse valor. dando origem à tabela a seguir. 026 = = = 1− 0 1− 0 ∆t 0. à medida que tomarmos valores de x1 cada vez mais próximos de xo. de f(xo) para f(x1). no intervalo [xo.0052 3 0. Dessa forma. Num estudo sobre a maneira como o corpo humano metaboliza o cálcio. x1] pelo quociente ∆y ∆x ou seja. 015 − 0. medida em mg/Ml de sangue. f(x1)). durante 4 horas. por f (x1) − f (x o ) x1 − x o ∆x (∆x = x1 − xo) e a consequente variação de y. que passa pelos pontos (xo. f(xo)) e (x1. de xo para x1. que nome podemos dar à taxa média de variação de y em relação a x? Taxa média de variação Consideremos o gráfico a seguir.

8m / s v(1) = lim ∆t → 0 ∆t D E R I V A D A ∆x →0 Uma vez que x1 = xo + ∆x. em relação à variável x. Sua altura. f(xo)) e Q (x1. incremental Questão resolvida R2. se desejarmos calcular a velocidade de um corpo num instante t = to . 8 − 4. de uma partícula que se move ao longo de uma linha reta como sendo a taxa instantânea de variação da posição em relação ao tempo. Portanto. tenderá a zero. Diante do que apresentamos acerca de taxa instantânea de variação. que a razão ∆y nos fornece a inclinação da reta ∆x que passa pelos pontos P e Q. ∆y reta tangente f(x0) P x0 ∆y ∆x x1 x Já afirmamos. a inclinação da secante pode vir a variar cada vez menos. 9∆t ) m/s = −9. secante ao gráfico de y = f(x). no ponto xo. situada a 19 metros de altura. 8∆t − 4. tendendo a um valor limite. a derivada da função f. 9((1 ∆t )2 + 19 −  −4. 9 − 19  v(1) = lim  ∆t → 0 ∆t ∆t ( −9. após t segundos. 1 segundo após o início da queda. basta calcularmos s '(to ) . Tomando o ponto P como fixo e imaginando o ponto Q movendo-se sobre a curva de modo a aproximarse de P. y = f(x) Q reta secante f '(x o ) = lim f (x o + ∆x) − f (x o ) ∆x →0 ∆x y f(x1) desde que este limite exista. no ponto x= xo é dada por lim ∆y ∆x Resolução: v(1) = h '(1) ⇒ h(1 + ∆t) − h(1) v(1) = lim ∆t → 0 ∆t  4. em relação a x. conforme indicado na figura a seguir. f(x1)).12 + 19      v(1) = lim  ∆t → 0 ∆t  4. isto é. é dada por Interpretação geométrica da derivada Seja uma curva y = f(x) definida no intervalo aberto  a. também podemos escrevê-la como lim f (x o + ∆x) − f (x o ) ∆x ∆x →0 A taxa instantânea de variação da função y = f(x) no ponto xo pode ser chamada de derivada da função f. é dada pela função . 9(∆t)2 + 19 + 4. b  . Um vaso de flor cai da sacada de um apartamento. Nessas condições. à medida que o ponto Q vai se aproximando indefinidamente do ponto P. podemos definir a velocidade. É fácil se convencer de que. para 0 ≤ t ≤ 2 . ou seja. em relação à variável x. que vamos indicar por f '(x o ) . 9 9. calcule a velocidade do vaso de flor. pertencentes à curva correspondente à função y = f(x). anteriormente. a derivada da sua função posição em relação à variável tempo. M A T 25 . em um número xo.A taxa instantânea de variação de y = f(x). Consideremos dois pontos distintos   P (xo. em que h é a altura medida em metros. dado pela diferença entre x1 e xo. 9. em relação à rua. podemos perceber que a inclinação da reta secante PQ variará. no instante t = to . no instante t = to . haja vista que ∆x .

temos: . ela não possuirá coeficiente angular e. paralela à reta x − 2y − 5 = 0 . geometricamente. Resolução: Para x = 3. Encontre a equação reduzida da reta tangente à curva y = x 2 no ponto de abscissa 3. no ponto (xo. yo). Determinar o coeficiente angular da reta tangente à curva f (x) = x 2 − x no ponto P(1.D E R I V A D A Diante do que acabamos de afirmar. ou seja. M A T 26 curva f (x) = x 2 − x no ponto (1. Refletindo y=x² Por que retas verticais não possuem coeficiente angular? y 20 10 −4 −3 −2 −1 0 1 2 P y = 6x − 9 3 4 5 x Questões resolvidas R3. a derivada da função y = f(x) no ponto xo como o coeficiente angular da reta tangente à curva correspondente a y = f(x). portanto. Cálculo do coeficiente angular da reta: m = lim (3 + ∆x)2 − (3)2 ∆x → 0 ∆x 9 + 6 ∆x + (∆x)2 − 9 = lim ∆x → 0 ∆x ∆x(6 + ∆x) = lim ∆x → 0 ∆x =6 x0 Tangente vertical y x x0 Cúspide x y Da Geometria Analítica sabemos que a equação de uma reta da qual conhecemos o coeficiente angular e um ponto é dada por y − y o = m(x − x o ) . podemos interpretar. y = 6 x − 9 . Resolução: Como o coeficiente angular da reta tangente à −10 −20 R5.0) é dado por f '(1). Outras condições sob as quais a derivada de uma função não existe num ponto específico de abscissa xo encontram-se também representadas graficamente a seguir: y y m = lim ∆x → 0 ∆x → 0 lim f (1 + ∆x) − f (1) ∆x (1 + ∆x)2 − (1 + ∆x) − (12 − 1)   1 + 2. temos: y − 9 = 6(x − 3) Ou seja. não haverá derivada no referido ponto. x0 Quina ou nó x x0 x Descontinuidade Portanto. temos que y = 32.0).9). se a reta tangente for uma reta vertical.∆x + ( ∆x ) − 1 − ∆x 2 ∆x ∆x ∆x(1 + ∆x) =1 lim ∆x → 0 ∆x ∆x → 0 lim R4. Encontre a equação geral da reta tangente à curva y = x . Resolução: Sabemos que retas paralelas têm coeficientes angulares iguais. donde concluímos que o ponto de tangência é (3. f '(x o ) = tg a α Cabe ressaltar que.

no ponto (−2. M A T 27 . Encontre o coeficiente angular da reta tangente à parábola y = x 2 + 2 x . Utilizando a equação da reta. Determine a equação da reta tangente à curva dada por f (x) = 1 − 2 x − 3x 2 . de 1991 a 1997. A população de uma cidade foi monitorada. a reta procurada é a reta de equação x − 2y + 1 = 0 . 2 f (x o + ∆x) − f (x o ) 1 = .−7). obtemos Fazendo lim ∆x → 0 ∆x 2 abscissa do ponto de tangência. a saber: f (x) ou y • • x − 2y − 5 = 0 Refletindo Qual a relação existente entre os coeficientes angulares de retas ortogonais? Notação introduzida por Isaac Newton (1642−1727). donde concluímos que 2 x o = 1 e. que foram introduzidas por Joseph-Louis Lagrange (1736−1813) para denotar a função derivada. a reta procurada tem coeficiente angular igual a 1 . Assim: lim (x o + ∆x) − x o ∆x = 1 2 a ANO P 1991 793 1993 820 1995 839 1997 874 D E R I V A D A Encontre a taxa média de crescimento. tal que seu valor para todo x ∈ D(f) é dado por f (x + ∆x) − f (x) .Portanto. conforme podemos perceber na tabela a seguir. f (x o ) também é igual a 1. ∆x → 0 O desenvolvimento do limite acima nos permite afirmar que 1 2 xo = 1 . consequentemente.3). em que P é dado em milhares de habitantes: Notação introduzida por Augustin-Louis Cauchy (1789-1857). Q3. (pronuncia-se f linha de x). ∆x →0 ∆x √ f '(x) = lim caso esse limite exista. dy df (x) ou dx dx Notação utilizada por Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716). obtemos: y − y o = m(x − x o ) 1 (x − 1) 2 2y − 2 = x − 1 x − 2y + 1 = 0 y − 1= Portanto. y 2 1 0 −1 −2 1 2 x 3 4x x − 2y + 1 = 0 y= x A derivada como uma função A derivada de uma função y = f(x) é a função denotada por f’(x). em cada caso: a) de 1991 a 1995 b) de 1993 a 1995 c) de 1995 a 1997 Q2. Dx f ( x) Questões propostas Q1. Podemos utilizar outras notações além de f’(x) e y’. no ponto (−3.

dx   Demonstração: f '(x) = lim ∆x → 0 (x + ∆x)3 − 2(x + ∆x) − (x 3 − 2 x) = ∆x → 0 ∆x lim lim x 3 + 3x 2 ∆x + 3x(∆x)2 + (∆x)3 − 2 x − 2∆x − x 3 + 2 x ∆x f (x + ∆x) − f (x) = ∆x c−c lim = lim 0 = 0 ∆x → 0 ∆x ∆x → 0 Derivada da função potência Seja n um número real e f(x) = xn . apresentar algumas regras que nos permitirão obter. encontre a derivada da função f (x) = x 3 − 2 x e. Resolução: f '(x) = lim f (x + ∆x) − f (x) = ∆x → 0 ∆x A derivada de uma função constante é zero. d c  = 0 . Utilizaremos a notação proposta por Leibniz na enunciação de tais regras. Derivada do produto de uma constante por uma função Seja f uma função derivável de x. e c uma constante..22 − 2 = 10 . a derivada de uma função f(x).f '(x)  dx  M A T 28 . + (∆x)n  − x n  x + nx ∆x + 2  lim  ∆x →0 ∆x n(n − 1) n −2   ∆x nx n −1 + x ∆x + .Derivada da função constante D E R I V A D A Questão resolvida R6. calcule f '(2). Algumas delas estarão acompanhadas de suas respectivas demonstrações. Aplicando a definição. na sequência. temos que f '(2) = 3. isto é. podemos desenvolver (x + ∆x)n e obter n(n − 1) n −2  n  n −1 x (∆x)2 + .f (x) = c. Questão proposta Q4. bastante extenso e demorado. de forma mais fácil. c ∈ IR. vamos.. em seguida. A derivada da função g(x) = c.. + (∆x)n −1  2   = nx n −1 = lim ∆x →0 ∆x Regras de derivação O cálculo de derivadas de funções por meio da definição é.f(x) é dada por d c.x n −1 dx   Demonstração: f’ (x) = lim f (x + ∆x) − f (x) ∆x → 0 ∆x = lim ∆x → 0 ∆x → 0 = lim ∆x 3x 2 + 3x ∆x + (∆x)2 − 2    = 3x 2 − 2 ∆x → 0 ∆x Como f '(x) = 3x 2 − 2 .. Utilizando a definição. calcule as derivadas das funções a seguir: a) y = x 3 b) y = x 2 − 5x + 6 c) y = 1 x (x + ∆x)n − x ∆x n Utilizando os conhecimentos adquiridos acerca do Binômio de Newton. a derivada da função f(x) é dada por d  n x = n. em alguns casos. Para que não tenhamos de recorrer a esse processo.

elas permanecem válidas para qualquer número finito de funções. Seja h(x) = f (x) + g(x) ∆x →0 D E R I V A D A   f (x + ∆x) − f (x)   c. calcule f '(1) .1 + 1 ⇒ f '(1) = 11 f) f (x) = g) f (x) = 1 18 1 x ⇒ f '(x) = .(−5)x −5 −1 x5 ∴ f '(x) = −30 x −6 M A T 29 .f '(x) ∆x   ∆x →0  Questão resolvida R7. deriváveis.x 9 −1 = 9x 8 d) f (x) = x −3 ⇒ f '(x) = −3x −3 −1 = − e) f (x) = 4 x = x 4 ⇒ f '(x) = 1 3 x4 Questões resolvidas 1 3 1 4 −1 1 − 4 x = x 4 4 1 ∴ f '(x) = 4 4 x3 R8.2 x 2 −1 + 1.x −5 ⇒ f '(x) = 6. isto é. Resolução: f ( x) = 3 x 4 − x 2 + x − 8 ⇒ f '(x) = 3. c) f (x) = x 9 ⇒ f '(x) = 9.1x 1−1 ⇒ f '(x) = 12 x 3 − 2 x + 1 ∴ f '(1) = 12.18 x 18 −1 = 3x 17 6 6 6 = 6. Dada a função f (x) = 3x 4 − x 2 + x − 8 .  lim    = c.4 x 4 −1 − 1. é igual à soma (ou diferença) das derivadas de f e g.13 − 2. podemos demonstrar a regra para a derivada da diferença de duas funções. mas desde já informamos que. d  f (x) ± g(x) = f '(x) ± g '(x)  dx  Demonstração: Faremos a demonstração para a derivada da soma de duas funções. Calcule a derivada f '(x) das seguintes funções: a) f (x) = 7 b) f (x) = p π 4 h '(x) = lim c) f (x) = x 9 d) f (x) = x −3 e) f (x) = 4 x f) f (x) = g) f (x) = 1 18 x 6 6 x5 Resolução: a) f (x) = 7 ⇒ f '(x) = 0 b) f (x) = h(x + ∆x) − h(x) ∆x →0 ∆x f (x + ∆x) + g(x + ∆x) − [ f (x) + g(x)] = lim ∆x →0 ∆x f (x + ∆x) − f (x) + g(x + ∆x) − g(x) = lim ∆x →0 ∆x  f (x + ∆x) − f (x) g(x + ∆x) − g(x)  + = lim   ∆x →0  ∆x ∆x  g(x + ∆x) − g(x) f (x + ∆x) − f (x) = lim + lim ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x = f '(x) + g '(x). π ⇒ f '(x) = 0 4 Observação: Embora tenhamos apresentado as regras para as derivadas da soma e da diferença de duas funções.Demonstração: f '(x) = lim f (x + ∆x) − f (x) = ∆x cf (x + ∆x) − cf (x) lim = ∆x →0 ∆x  f (x + ∆x) − f (x)  lim c  = ∆x →0  ∆x  Derivada da soma e da diferença de duas funções A derivada da soma (ou da diferença) de duas funções f e g. de modo análogo.

R9. x o = 2 2 Q7. um ângulo de 45º.  sen ( x + ∆ x ) − sen ( x )  d  sen ( x )  = lim     ∆x →0 dx ∆x     Empregando a identidade trigonométrica  A+B  A−B sen A − sen B = 2 cos   sen   . temos: 2    2  d  sen ( x )  =  dx   sen ( x + ∆ x ) − sen ( x )  lim  = ∆x →0  ∆x      x + ∆x + x   x + ∆x − x   2 cos   sen   2 2     =  lim  ∆x →0  ∆x       2x + ∆ x   ∆x   2 cos   sen   2    2  = lim   ∆x →0  ∆x        ∆x    sen    2  . uma equação da reta tangente ao gráfico da função f(x). isto é. Encontre os pontos da curva correspondente à função f (x) = x 3 − 1. Calcule as derivadas das funções a seguir: a) f (x) = 5x 3 b) f (x) = 2 x 5 c) f (x) = 4 x d) f (x) = 3 3 x e) f (x) = 7 x 2 + 1 f) f (x) = 2 x 3 3x 2 x 2 + − + 9 4 3 5 4 3 g) f (x) = x − 3x + 7 h) f (x) = 2 + x2 x3 Q6. Resolução: Ponto de tangência : ( 0. . no ponto xo especificado: a) f (x) = 1 . xo = 1 x b) f (x) = x . Encontre a equação da reta tangente ao gráfico D E R I V A D A Q8. x o = 4 c) f (x) = 3 x 2 . Determine a equação da reta tangente ao gráfico da função f (x) = x 2 − 4 x + 1. d (sen x) = cos x dx Demonstração: Seja a função f ( x ) = sen ( x ) . sejam paralelas à reta y = 12 x + 1 da função f (x) = x 2 − 6 x + 5 no ponto de abscissa x = 0. de forma que as retas tangentes a ela.cos  2 x + ∆x   = lim    ∆x ∆x →0  2     2    ∆x  sen    2  .0 − 6 = −6 Equação da reta tangente: y − y o = f '(x o )(x − x o ) ⇒ y − 5 = −6(x − 0) 6x + y − 5 = 0 Derivada da função f(x) = sen x A derivada da função f(x) = sen x é a função f(x) = cos x. Descubra o ponto pertencente ao gráfico da função y = − x 2 + 5x tal que a reta tangente à curva. Q9. sabendo que ela é perpendicular à reta de equação 2y + x − 5 = 0 . em cada caso.x 2 −1 − 6 x 1−1 ⇒ f '(x) = 2 x − 6 m = f '(0) = 2. forme.cos x = cos x Questões propostas Q5. com o eixo das abscissas. f (0)) = (0. 5) f '(x) = 2. neles. que M A T 30 passa por ele. Encontre. lim cos  2 x + ∆x  = lim   ∆x ∆x →0 ∆x →0 2   2 1.

sen b desde que nos valhamos do fato de que lim 1 − cos ( ∆x ) ∆x ∆x → 0 Resolução: a) f (x) = x 5 . podemos escrever: y = u.x≠− 2 4x 2 + 4x + 1 R11. Calcule a derivada das seguintes funções: a) f (x) = x 5 . para simplificar. Resolução: Começaremos reescrevendo a função f (x) = tg x sen x como f (x) = .v(x) = u '(x). então. y ' = (3x 2 − 2)(x 2 − 1) + (x 3 − 2 x). Logo. então.cos x − sen x.cos b − sen a.v '(x) ⇒ 2 v ( x )   cos x. d u(x). isto é. cos x M A T 31 . temos que f '(x) = sec2 x .v(x) + u(x). v ≠ 0 e f é a função definida por f(x) = u(x)/v(x). temos que u ' = 3x 2 − 2 e v ' = 2 x .cos x   u v u(x) = x 5 ⇒ u '(x) = 5x 4 v(x) = cos x ⇒ v '(x) = − sen x Logo : f '(x) = u '.v(x) − u(x).v − u. d dx  u(x)  u '(x). Mostre que a derivada da função f (x) = tg x é f '(x) = sec2 x .cos x b) f (x) = (x 3 − 2 x)(x 2 − 1) c) f (x) = 1 x2  x ≠ −  2x + 1  2 cos 2 x + sen 2 x cos 2 x 1 = cos 2 x = Como sec x = 1 .v(x) − u(x).v + u.v ' u ⇒ y' = v v2 Questões resolvidas R10.2 f '(x) = (2 x + 1)2 f '(x) = 1 2x 2 + 2x .v ' f '(x) = 5x 4 cos x − x 5 sen x b) Como u = x 3 − 2 x e v = x 2 − 1 .v ' Derivada do quociente de funções Se u e v são funções deriváveis de x.v '(x)  = 2  v ( x)   v ( x)  u(x) = x 2 ⇒ u '(x) = 2 x v(x) = 2 x + 1 ⇒ v '(x) = 2 Logo : u ' v − uv ' f '(x) = v2 2 x(2 x + 1) − x 2 .Derivada da função f(x) = cos x A derivada da função f(x) = cos x é a função f(x) = −sen x. d (cos x) = −sen x dx A demonstração desta regra pode ser feita com base no emprego da identidade trigonométrica cos(a + b) = cos a. podemos escrever: y= u '. ( − sen x ) (cos x)2 Novamente.v(x).v + u.2 x = 3x 4 − 3x 2 − 2 x 2 + 2 + 2 x 4 − 4 x 2 = 5x 4 − 9x 2 + 2 c) u  x2 f ( x) = 2x + 1  v D E R I V A D A =0 Derivada do produto de funções Se u e v são funções deriváveis de x e f é a função definida por f(x) = u(x). cos x u(x) = sen x ⇒ u '(x) = cos x v(x) = cos x ⇒ v '(x) = − sen x f '(x) = f '(x) = u '(x).v '(x)  dx  A fim de simplificar a escrita e a memorização da regra.v ⇒ y ' = u '.

2x 3 − 4 1 e) f (x) = M A T 32 f) f (x) = Logo.2 então = 2 cos(2 x + 3) Portanto. D E R I V A D A prove que a derivada da função f (x) = sec x é f '(x) = sec x. Encontre a derivada da função y = sen (2 x + 3) . u = 2 x + 3 .(3x 2 ) = = 2 2 u 2 x3 − 2 3x 2 x 3 − 2 . Resolução: Na função y = sen (2 x +) . u = f (x) e as derivadas dy e du dx du existem. com o uso da regra da cadeia.tg x .cos(2 x + 3) .tg x . Demonstre que. cos x cos x = Como sec x = 1 cos x e tg x = sen x . Q11.cos x − 1. encontraremos: dy dy du . 2 dy dy du = . fazendo y = sen u e    3 u f '(x) = sec x. Encontre y ' se y = x − 2 .cot g x . Encontre a derivada de cada uma das funções seguintes: a) f (x) = (x + 1)(x − 1) x +1 b) f (x) = x −1 c) f (x) = d) f (x) = 3x 2 2x + 1 x+2 x3 2x 1 − 2 x +1 x x2 + x + 1 x +1 Resolução: Podemos reescrever 1 2 a função acima como y = ( − 2) . então a derivada da função composta y = g( f (x)) é dada por dy dy du = . dx du dx f '(x) = f '(x) = ⇒ sen x cos 2 x 1 sen x = . cos x u(x) = 1 ⇒ u '(x) = 0 v(x) = cos x ⇒ v '(x) = − sen x u '(x). dx du dx = ( cos u ) .v(x) − u(x). se f (x) = cos ec x . Utilizando a derivada do quociente de funções. y ' = .( − sen x ) (cos x)2 2 A regra da cadeia A regra da cadeia é a regra que utilizamos para obter a derivada da função composta g( f (x)) em termos das derivadas de f e g. 3 R14.v '(x) v ( x )   0. então y ' = 2. x 3  u Se tomarmos y = u 2 e u = x 3 − 2 . = dx du dx 1 −1 3x 2 3x 2 = u 2 . temos: Questões propostas Q10. temos que cos x Questões resolvidas R13. Resolução: Começaremos reescrevendo a função f (x) = sec x 1 como f (x) = . f '(x) = − cos ec x. f '(x) = − cos ec x . Q12.R12. Demonstre que. Se y = g(u) . a derivada da função y = sen (2 x + 3) é se f (x) = cot g x .

ln a dx   Como caso particular da regra acima.ln a u' u Por que pudemos particularizar as regras das derivadas das funções exponenciais e logarítmicas somente para o caso (a = e)? 10 Questões resolvidas R15. Consideremos. que apresentaremos na forma de uma tabela de derivadas. ainda.cot g u ) . se a = e (número de Euler).v − u.tg u ) .ln a x.v ' v2 Derivada da função logarítmica Seja a função f (x) = loga x .ln a dx Em especial. temos: d  x e = ex dx   A combinação da regra da cadeia com as demais regras de derivação apresentadas nos permite fazer as seguintes generalizações. a ≠ 1 e x ∈ IR.un-1 . temos: d 1 ln x  =  x dx  6 7 8 9 Refletindo y = au (a >0 e a ≠ 1) y = eu y = loga u (a >0 e a≠1) y = ln u y = sen u y = cos u y = tg u y = cot g u y = sec u y = cos ec u y ' = a u .ln 5 b) f '(x) = 1 1 ⇒ f '(x) = x. v + u.Derivada da função exponencial f(x) = ax Consideremos a função exponencial f (x) = a x .u ' y ' = ( − cos ec u. u’ y’= u’ + v’ y’ − u’ y’ = u’ . São válidas as seguintes regras: D E R I V A D A FUNÇÃO 1 2 3 4 5 y = c (c ∈ IR) y = un y=c. com a > 0. u’ y’ = c . Determine a derivada das seguintes funções: a) f (x) = 5x b) f (x) = log x Resolução: a) f '(x) = a x . com a > 0.u ' y ' = − cos ec 2 u . que será amplamente utilizada doravante: Sejam u e v funções deriváveis de x.u ' y ' = sec2 u . É possível demonstrar-se que d 1 loga x  =   x.v’ y' = u '. a ≠ 1 e x ∈ IR. y ' como notação para a derivada da função y em relação à variável x.ln 10 11 12 13 14 15 16 17 y' = y ' = ( cos u ) .u ' y' = u' u.u ' ( ) ( ) M A T 33 .ln a y ' = eu .u ' y ' = ( −sen u ) .u ' y ' = ( sec u. n e a constantes reais.u '.ln a ⇒ f '(x) = 5x.u y=u+u y=u−v y = u.v y= u v (v ≠ 0) DERIVADA y’=0 y’ = n. c. É possível demonstrar-se que d  x a = a x .

(3x 2 + 4 x)   Logo.2 = 2 1 2x + 1 Logo.sen(x 2 + 2 x)   u  3 2 g) y = cot g (x + 2 x + 3) Utilizando a regra (15).(2 x + 5).(2 x − 3)−3 ? Ambos os processos nos conduzem ao mesmo resultado? .2 x (x 2 + 3)2  u c) y = ln(x 2 + 1) . Então. obtemos: 2 Com o desenvolvimento da expressão acima. obtemos: y'= 3 cos ( 3x ) . obtemos: +3x x Logo. concluímos que y'= (6 x − 2)(−3x 2 + 2 x + 9) (x 2 + 3)3 Refletindo Para a função f ( x) = 5 . com o auxílio da regra (2)     obtemos: y'= u Utilizando as regras (7). utilizando a regra (11).cos( x) sen ( x)  4 sen(4 x)   2 cos ( 4 x )    1 − 1 (2 x + 1) 2 . obtemos: y ' = 2 x x2 + 1 u  2 d) y = 3 x + 5 x Utilizando a regra (8). Logo. obtemos: y ' = ex 2 +3x . com base em f (x) = 5.ln 3   u  2 e) y = sen (5x + 3x + 2) Utilizando a regra (12). 3(x 2 + 3) − (3x − 1). qual processo (2 x − 3)3 M A T 34 y ' = (10 x + 3). y ' = u  2 1 2x + 1 . obtemos: 2 f) y = cos3(x 2 + 2 x) 3 2 g) y = cot g (x + 2 x + 3) +3x c) y = ln(x 2 + 1) h) y = sen 3x cos 4 x  3x − 1  i) y =  2   x + 3 d) y = 3x 2 +5 x y ' = − cos ec 2 (x 3 + 2 x 2 + 3) .(2 x + 3) 2  3x − 1  i) y =  2   x + 3 2 Utilizando as regras (2) e (7). y ' = −6(x + 1) cos2(x 2 + 2 x).cos(4 x) + sen (3x)sen(4 x) cos2 ( 4 x ) b) y = e x +3x Utilizando a regra (9).Utilizando as regras (2) e (13). Determine a derivada das seguintes funções: a) y = 2 x + 1 x b) y = e 2 y ' = 3 cos2(x 2 + 2 x)  − sen(x 2 + 2 x) (2 x + 2)    Logo. y ' = −(3x 2 + 4 x) cos ec 2 (x 3 + 2 x 2 + 3) u  sen 3x h) y = cos 4 x  v e) y = sen (5x 2 + 3x + 2) Resolução: n  1 a) Fazendo y = ( 2 x + 1) 2 . y'= 3 cos ( 3x ) . obtemos: y ' = 3x + 5 x. y ' = (2 x + 3)e  3x − 1  y ' = 2 2   x + 3 2 −1 . (12) e (13).cos(5x 2 + 3x + 2) f) A função y = cos3(x 2 + 2 x) pode ser reescrita como y = cos(x 2 + 2 x) 3 . obtemos: D E R I V A D A Questão resolvida R16.   nos permite obter a derivada de forma mais fácil? A aplicação da regra do quociente ou das regras (2) e (3) da tabela de derivadas que apresentamos.

A aceleração de um corpo é definida como a taxa de variação da velocidade em relação ao tempo. calcule-as para t = 3.3 + 36 = − 9m / s e a(3) = 6. dx 2 De maneira análoga. por f’ ou dx .x 2 ) Questões resolvidas R17. que a derivada primeira de f pode ser representada. Resolução: v = s '(t) ⇒ v(t) = 3t 2 − 24t + 36 e a = s ''(t) ⇒ a(t) = v '(t) = 6t − 24 Logo. dx 3 M A T 35 .3 − 24 = −6m/s2. no instante t = 3.e 4 x 3 +5 x −7 Q14.). resolva a equação f ''(x) = 0 . Caso a derivada de f’ exista. enfim. poderemos determinar a derivada quarta. em seguida..cos(x − 2) c) f (x) = cos 3(x 2 + 2 x) sen 3 x co s 4x 1 + tg x 2 h) f (x) = tg 1 − x tg x − 1 i) f (x) = sec x j) f (x) = 5 .cos(2 x) x d) f (x ) = e) f (x) = k) f (x) = cot g 5(3x − 2) f) f (x) = 2 x. considerando uma partícula que se move segundo a função posição s(t) = t 3 − 12t 2 + 36t. determine f’(x): 2 a) f (x) = sen (5x + 3x + 2) f (x) = 3x 4 − 18 x 2 f '(x) = 12 x 3 − 36 x f ''(x) = 36 x 2 − 36 f ''(x) = 0 ⇒ 36 x 2 − 36 = 0 ⇒ x = −1 ou x = 1 ∴ S = {−1. se y = s(t) é a função posição do corpo.1} R19. se a derivada de f’’ existir. Resolução: D E R I V A D A k) f (x) = 3x l) f (x) = 10 2 +5 x x 2 +1 x +1 e) f (t) = 2t + 1 t −1 m) f (x) = ln(x 2 − 3x + 1) n) f (x) = log10 (x 2 + x + 1)  2x + 1 o) f (x) = ln   2  x  p) f (x) = (log x 2 )3 f) f (x) = x 2e x + x. Calcule a derivada de cada uma das funções a seguir: a) f (x) = (x 2 + 3x + 5)4 b) f (x) = (x 2 + 2 x − 8)3 c) f (x) = 3 x 2 − x d) f (x) = (3x + 6 x − 2) 3 2 2 Seguindo essa linha de raciocínio. isto é.tg x Derivadas de ordem superior Seja y=f (x) uma função derivável. por exemplo.32 − 24.ln x 3 g) f (x) = x + senx. a derivada quinta. temos: v(3) = 3.. a derivada de ordem n da função f (desde que elas existam). ela será chamada de derivada terceira de f e poderá 3 ser indicada por f’’’ ou d y . ela será chamada de derivada segunda de f e poderá ser representada 2 por f’’ ou d y . g) f (x) = 1 − 2 cos x 3 − sen x b) f (x) = sen(x + 2). anteriormente. (. Para cada uma das funções a seguir. Vimos.e x j) f(x) = e (x .Questões propostas Q13. a aceleração do corpo é dada por a = s ''(t) . Encontre as três primeiras derivadas da função f ( x) = x 5 − 2 x 3 + x . Considerando-se a função f (x) = 3x 4 − 18 x 2. em que t está medido em segundos e s em metros. t ≥ 0 . i) f (x) = x 3 .cos(2 x) h) f (x) = 5. Resolução: f ( x) = x 5 − 2 x 3 + x f '(x) = 5x 4 − 6 x 2 + 1 f ''(x) = 20 x 3 − 12 x f '''(x) = 60 x 2 − 12 R18. Nessas condições. encontre a função velocidade e a função aceleração e.

o que pode ser facilmente verificado no gráfico a seguir. Q17. uma vez que as retas tangentes à curva correspondente a y=f(x). Essas informações. ângulos agudos.   Analogamente. para todo ponto pertencente ao intervalo  a. 2  2  Q16. determinar os intervalos de crescimento e decrescimento de uma função e também podemos encontrar seus valores máximos ou mínimos (quando eles existirem). b  de seu domínio se   x1 < x 2 ⇒ f (x1) < f (x 2 ) para quaisquer valores de x1 e x2 em  a.   Dito de outra forma. b  . à medida que aumentam os valores de x dentro do intervalo. b  . em que s é dada em metros. por exemplo. Calcule a sua velocidade e a sua aceleração para t = 4 segundos.y D E R I V A D A y = f(x) Questões propostas f(x2) Q15. Com o auxílio das derivadas podemos. b  . Isso nos permite tirar a seguinte conclusão: Se f’(x) > 0 para todo x ∈  a. A função posição de um corpo que está se movendo retilineamente é s(t) = t 3 − 4t 2 − 2 . A observação do gráfico nos permite concluir que. as imagens   correspondentes também aumentam. b  . b  . então a   função f(x) é crescente em  a. com o eixo x. permitem-nos esboçar o gráfico de uma vasta gama de funções. Funções crescentes e funções decrescentes É sabido que uma função f é dita crescente em um intervalo  a. Dada a função f (x) = 4 x 3 + 2 x 2 − 5x + 2 . calcule o valor π p   3p  de f '(0) + f ''  π  + f ''' (p ) + f ( 4)  π . formam. à medida que aumenta o valor de x dentro do intervalo  a. 3 f(x1) a x1 x2 b x Análise do comportamento de funções Entre as várias aplicações das derivadas está a análise do comportamento de funções. b  . y f(x1) f(x) f(x2) 0 a x1 x2 b x M A T 36 . que passam por tais pontos. associadas ao conhecimento prévio dos pontos de interseção do gráfico correspondente à função com o eixo y e com o eixo x (raízes reais). as imagens correspondentes diminuem. o   que significa dizer que. Considerando a função f (x) = sen x . uma função f é dita decrescente em um intervalo  a. calcule f '(0) + f ''(0) + f '''(0). a   derivada é positiva. b  de seu domínio se   x1 < x 2 ⇒ f (x1) > f (x 2 ) para quaisquer valores de x1 e x2 em  a.

Fazendo f '(x) = 0 . neste último gráfico. por qualquer ponto pertencente a  a. associadas ao fato de que. b  . para todo ponto pertencente ao intervalo  a. a derivada é negativa. b  . formam. concluímos que f '(x) > 0 ∀ x∈ IR. ângulos obtusos. o que pode também ser comprovado por meio de seu gráfico. b  . Resolução: A derivada de f é a função f '(x) = 3x 2 + 2 . que a função é constante em  a. Dada a função f (x) = 3x 3 + 12 x 2 + 15x . a derivada f '(x) só pode mudar de sinal em valores de x para os quais f '(x) = 0 ou em valores de x para os quais f '(x) não está definida. faça o que se pede: a) Encontre os intervalos abertos nos quais f (x) é crescente ou decrescente. permite-nos determinar intervalos de crescimento e decrescimento de funções.   y f(x) Se f(x) está definida em xo. com o eixo x. portanto. que: M A T 37 . temos que f (x1) = f (x 2 ) . é horizontal e. neste caso. Logo. então a   função f(x) é decrescente em  a. b  . Isso nos permite tirar a seguinte conclusão: Se f’(x) < 0 para todo x ∈  a. Os valores de x que têm a propriedade acima mencionada são denominados pontos críticos da função. haja vista   que as retas tangentes à curva correspondente a y=f(x). b  e que a reta tangente ao   gráfico de y = f(x). 3 que nos permitem fazer o estudo do sinal de f '(x) : + 5 − 3 − −1 + x Concluímos. y 10 5 −2 −1 1 2 x f(x1) = f(x2) 0 a x1 x2 b x −5 −10 Notemos. Resolução: a) f (x) = 3x 3 + 12 x 2 + 15x ⇒ f '(x) = 9x 2 + 24 x + 15 As conclusões que acabamos de tirar. Mostre que a função f (x) = x 3 + 2 x é crescente para qualquer valor real de x . f (x) = x 3 + 2 x é crescente x∈ IR. b  . portanto.   R21. b  . sabemos que uma função f é denominada constante em um intervalo  a. possui coeficiente   angular nulo. b  de   seu domínio se. então xo é um ponto crítico de f se f’(xo) = 0 ou se f’ não está definida em x=xo.A análise do gráfico anterior nos permite constatar que. D E R I V A D A Questões resolvidas R20. por tratar-se de uma função do 2º grau para a qual se observa ∆<0 e gráfico na forma de parábola com concavidade voltada para cima. então a   função f(x) é constante em  a. para quaisquer valores de x1 e x2 em  a.   Além disso. c) Faça um esboço do gráfico de f (x) . para funções contínuas. b) Determine os pontos nos quais a reta tangente ao gráfico de f (x) é horizontal. Portanto. Ao fazermos o estudo do sinal de f '(x) . b  . Se f’(x) = 0 para todo x ∈  a. encontramos as raízes − 5 e −1 . apresentado na sequência. que passam por tais pontos.

−1 ⇒ f (x) é decrescente. +∞  ⇒   3  f '(x) é crescente. os pontos em que a tangente ao gráfico de f (x) é horizontal são  − 5 . b  . y f(x2) y a xo b x a xo b x y tangente horizontal x = f(x) ∃ f’(xo) x a xo b x a xo b f(x1) M A T 38 0 x1 x2 x Vale ressaltar que a recíproca não é verdadeira. −  ou x ∈  −1. y ∃ f’(xo) y tangente horizontal c) f (x) = − x 3 + 6 x 2 − 9x + 5 Extremos relativos e absolutos Consideremos a função y = f (x) . Da mesma forma.  5  Se x ∈  − .5 x um intervalo aberto  a.   É possível demonstrar-se que: Se f tem mínimo relativo ou máximo relativo Questão proposta Q18. vamos recorrer à definição de extremos relativos. I) f(xo) é um máximo relativo de f se existe um intervalo aberto  a.5 −5 0.   II) f(xo) é um mínimo relativo de f se existe 5 −2. devemos ter f '(x) = 0 . Substituindo em f (x) . tal   que f(x) ≥ f(xo). para todo x ∈  a. para todo x ∈  a. . xo ser um ponto de máximo ou mínimo relativo. vista na sequência: Seja f uma função definida em xo. b  . então xo é um ponto crítico de f. podemos afirmar que x=x2 é um ponto de máximo relativo de f(x) e que f(x2) é um máximo relativo de f(x). Que propriedades podemos verificar em x1 e x2 para podermos dar a eles essas denominações? Para respondermos a essa pergunta.D E R I V A D A 5  Se x ∈  −∞.5 −2 −1. b  .   9   3 c) y 10 Podemos dizer que x = x1 é um ponto de mínimo relativo de f(x) e que f(x1) é um mínimo relativo de f(x). que contém xo. tal   que f(x) ≤ f(xo). b  .  3  b) Nos pontos em que a reta tangente ao gráfico de f (x) é horizontal. − 50  e ( −1. no entanto.5 −1 −0. encontramos: 50 e f ( −1) = −6  5 f −  = − 9  3 Logo. Determine os intervalos de crescimento decrescimento das seguintes funções: a) f (x) = x 2 + 6 x + 5 b) f (x) = x3 3 2 − x + 2x + 4 3 2 e quando x = xo. que contém xo. cujo gráfico está esboçado na figura a seguir. pois é possível que f’(xo) seja nula sem. −6 ) .

entretanto. III) Se f’ apresenta o mesmo sinal em ambos os lados de xo. conhecido por teste da derivada primeira para extremos relativos: Em um número crítico x =xo. então xo não é um extremo relativo de f. Também é um máximo relativo. Chamamos de máximo absoluto da função f num certo intervalo o maior valor apresentado por f nesse intervalo. Mínimo relativo Este ponto constitui um exemplo de ponto de inflexão. então este é um ponto de inflexão. Sugerimos que você. x = 0 e x = 2 Utilizando os pontos críticos obtidos. Analogamente. se a tangente a um gráfico existe em um ponto no qual a sua concavidade muda de sentido. Resolução: y y f (x) = x 4 − 8 x 2 + 5 ⇒ f '(x) = 4 x 3 − 16 x Como f '(x) está definida para todo x real. num certo intervalo. tomemos como exemplo a função f ( x) = x 5 . conforme podemos perceber por meio de seu gráfico: y y f’(xo) > 0 (c) (d) D E R I V A D A f’(xo) > 0 f’(xo) < 0 f’(xo) < 0 xo x f(xo) não é nem máximo. podemos nos valer do seguinte critério. f’(xo) > 0 f’(xo) < 0 f’(xo) < 0 xo f(xo) é máximo relativo y f’(xo) > 0 f’(xo) > 0 x f’(xo) > 0 x xo f(xo) é mínimo relativo y f '(x) = 0 ⇒ 4 x 3 − 16 x = 0 ⇒ x = −2. Para que possamos determinar e classificar os extremos relativos de uma função. II) Se f’ é positiva à esquerda de xo e negativa à direita de xo. x ∈ IR e que x = 0 é o seu único ponto crítico (pois 0 anula f '(x) . haja vista que sua derivada f '(x) = 5x 4 ≥ 0 . É o menor valor de f. nem mínimo relativo y=x5 Concavidade para cima Ponto de inflexão x Concavidade para baixo Uma função definida num certo intervalo pode apresentar vários pontos extremos relativos. Podemos verificar que ela é crescente para todo x real. Determine os pontos de máximo ou de mínimo relativos da função f:IR→IR definida por f (x) = x 4 − 8 x 2 + 5 . leitor. então f possui um máximo relativo em xo. podemos M A T 39 f’(xo) < 0 f’(xo) < 0 . Máximo absoluto. faça um esboço de seu gráfico. Também é um mínimo relativo. basta encontrarmos as raízes de f '(x) . o menor valor apresentado por f nesse intervalo. (a) (b) Máximo relativo Mínimo absoluto. nem mínimo relativo xo x f(xo) não é nem máximo. x = 0 não é nem ponto de máximo nem ponto de mínimo relativo. para encontrarmos os pontos críticos de f. É o maior valor de f. y= f(x) Mínimo relativo a b c d e x Questões resolvidas R22. denotamos por mínimo absoluto da função f. então f possui um mínimo relativo em xo. I) Se f’ é negativa à esquerda de xo e positiva à direita de xo. observe a ilustração a seguir e reflita sobre os comentários feitos sobre ela.xo f(xo) é máximo relativo x xo f(xo) é mínimo relativo y x De fato. É correto afirmar que. Em seguida.

−2    −3 f '(−3) <0 Decresc. ―35 e ―30. 0  . portanto. Com o auxílio do Teste da derivada primeira.  0.+∞  . Em f(4) = −30 não ocorre nem mínimo relativo nem mínimo absoluto.0    −1 (> 0) Cresc. Intervalo Valor de teste Sinal de f’(x) Conclusão  −∞.  0. com base         nos quais podemos compor a seguinte tabela: Observando o gráfico. no caso. 4] . –11) são pontos de mínimo relativo e (0. −2  . verifique se ela apresenta extremos absolutos. agora. também. Como essa função está definida no intervalo [−1.5 (< 0) Decresc. se x = 2 intervalo [0. x por 0. que os números críticos 0 e 3 correspondem a máximos relativos e que o número crítico 1 corresponde a um mínimo relativo. respectivamente. ao passo que f(−1)= −35 é o mínimo absoluto. de negativo para positivo). (−2. no 0. caso existam. Resolução: f (x) = −3x 4 + 16 x 3 − 18 x 2 + 2 ⇒ f '(x) = −12 x 3 + 48 x 2 − 36 x Como não existem valores reais para os quais f '(x) não está definida.0  . os únicos pontos críticos são suas raízes. (1. represente-a graficamente e. 3  e  3. As informações obtidas nos possibilitam.2 1 2 3 4 −3 −2 −1 −5 1 2 3 x (−1.+∞    3 f '(3) >0 Cresc.  3. Tais imagens são. construir o gráfico a seguir: y (3. 0    −1 f '(−1) >0 Cresc. obtemos as ordenadas (valores de y) dos pontos extremos relativos. 29) que serão marcados no plano cartesiano.5) é ponto de máximo relativo.D E R I V A D A propor os seguintes intervalos de teste:  −∞. 2  e  2.+∞  .2]. 0. Dessa forma.    −2. apresenta um ponto que seja o mais alto? . Além disso. em f(x).−3) e (3. Determine e classifique todos os seus extremos relativos. Seja a função f (x) = −3x 4 + 16 x 3 − 18 x 2 + 2 definida no intervalo [−1.−11) e (2.  −2. mas não é mínimo relativo posto que ocorre numa das extremidades do intervalo [−1.  0.  0. as imagens correspondentes x = −1 e x = 4.−30) −10 R23. 4] .29) y= −3x4 + 16x3 −18+2 10 −1 5 0. 3    2 (> 0) Cresc. 1 e 3.1 . 2    1 f '(1) <0 Decresc. temos que f(0) = 2 é um máximo relativo e f(3)=29 é tanto um máximo relativo quanto o máximo absoluto. que o ponto crítico 0 dá um máximo relativo e que o ponto crítico 2 dá um mínimo relativo.2). 1.+∞    4 (< 0) Decresc. percebemos que. y O teste da derivada primeira para extremos relativos nos permite concluir. 4] . 1 e 3. se 0 ≤ x < 2 O gráfico da função f (x) =  . f (−2) = (−2)4 − 8(−2)2 + 5 ⇒ f '(−2) = −11 f (0) = (0)4 − 8(0)2 + 5 ⇒ f '(0) = 5 f (2) = (2)4 − 8(2)2 + 5 ⇒ f '(2) = −11 Logo. concluímos que o ponto crítico −2 dá um mínimo relativo (pois f’(x) troca de sinal. Substituindo-se. em seguida.1   0.  2. Refletindo M A T 40  x. que nos fornecem os intervalos de teste  −∞.   que nos permitirão     confeccionar a seguinte tabela: Intervalo Valor de teste Sinal de f’(x) Conclusão  −∞. para essa função. encontramos os pontos (0. 1.35) (4. f(1)= −3 é um mínimo relativo de f. indicando-os. devemos encontrar.

a área da base da caixa deve ser qualquer valor de 0cm2 a 1200cm2. neste problema. algumas dessas aplicações. consequentemente. no máximo. Logo. Questões resolvidas R24. 0 ≤ x 2 ≤ 1 200 ⇒ 0 ≤ x ≤ 1 200 . qual apresenta o menor perímetro? Resolução: y x Começaremos denotando o comprimento retângulo por x e a sua altura. em seguida. esse empresário deve adquirir 82 unidades do produto. concluímos que o valor de x que 20 000 ≅ 81. minimiza o custo é dado por x = 3 Arredondando para o número inteiro mais próximo. Por conseguinte. 65 . Veremos. encontramos: C ’(x) só não está definida para x = 0. 0 < x ≤ 200 para estimar o custo C x referente à aquisição de x unidades de um produto. encontramos x = ±20 . 3 2 x . 10 cm de altura é a que proporciona maior volume. Por fim. Fazendo 4 V '(x) = 0 . muitos deles do nosso cotidiano. Logo. Os demais pontos críticos correspondem às raízes de C ’(x). mas a raiz negativa A derivada de V é V ' = 300 − não convém ao exercício. encontramos x = ± 3 mas a raiz negativa não convém ao problema. uma vez que o domínio da função é 0 < x ≤ 200 . em seguida. temos que x2 + 4 x h = 1 200. Se 1 200 cm2 de papelão estiverem disponíveis para você confeccionar uma caixa de base quadrada e sem tampa. em que h é a altura da mesma. A expressão (em função de x e h) que fornece a área da caixa é x2 + 4 x h. esboce seus gráficos: x3 x2 − − 2x + 4 3 2 V = x 2h = x 2 1 200 − x 2 1 200x − x 3 . não é relevante. qual é o maior volume possível da caixa? Resolução: C = 3x + 20 000 20 000 ⇒ C '(x) = 3 − x x2 h x x A base da caixa é quadrada. concluímos que. Resolução: a) f (x) = c) f (x) = − x 3 − x 2 − 4 d) f (x) = 3x 4 − 12 x 2 + 5 b) f (x) = x 3 − 2 x 2 + x Aplicações de máximos e mínimos Toda a teoria exposta acerca de máximos e mínimos nos possibilita solucionar uma vasta gama de problemas. Um empresário usa a função 20 000 C = 3x + . a caixa de base quadrada com 20 cm de lado e. resta-nos determinar o valor de x para o qual é máximo o volume V. em cada pedido. Determine e classifique os extremos relativos das seguintes funções e. R26. 1 200 − x 2 obtemos h = . Expressando h em função de x nesta última equação. = 4x 4 D E R I V A D A Logicamente. encontre o valor de x que minimize o custo. podemos representar seu volume por V = x 2h . Nossa caixa deve ter 1 200 cm2 de área (quantidade de papelão disponível e que será utilizado). (Não nos esqueçamos de que 0 ≤ x ≤ 1 200 ). portanto. 20 000 20 000 . o que. 4x Substituindo esse resultado na equação que fornece o volume. 200 unidades por cada pedido. Sob essas condições. De todos os retângulos de área igual a 100 m2.Questão proposta Q19. por y. do M A T 41 . Fazendo 3 − x 2 = 0 . Considerando-se que o veículo que faz a entrega pode trazer. o maior volume possível é 4 000 cm3. R25. ou seja.

utilizando o bug. em função de x. Calculando-se a derivada de p em relação a x. 5x 36 + x 2 = 1. 2 . o custo total é obtido pela soma de C1 e C2 e é igual a C (x) = 1. da ilha ao ponto P. e o custo com o bug é dado pela função C2(x) = 1.Área = b. Determine o percurso mais barato de A até C. Tal distância é igual a 36 + x . a saber: −10 e 10. ou ainda. Fazendo-se p ' = 0 . para minimizar o custo com a viagem de A para C. y = D E R I V A D A 100 . o turista deve desembarcar num ponto P. 2 x . 36 + x 2 . x Q20. não é possível que x seja menor ou igual a zero. R27. distante 8 km de B. . podemos calcular a distância. M A T 42 Portanto.20 o quilômetro e chegar a C por um caminho retilíneo. consequentemente. y = 10 m são as medidas dos lados do retângulo de área 100 m2 que apresenta o menor perímetro. Uma vez que x representa o comprimento de um retângulo.50 o quilômetro e navegar até um ponto P entre B e C e. a equação irracional 1. Logo. Um turista que está na ilha deseja ir a um ponto C da praia. encontramos os outros pontos críticos. Encontre dois números positivos cuja soma seja 90 e cujo produto seja o maior possível.h ⇒ x. a distância de P a C é igual a 9 − x. Qual é a maior área possível para um triângulo retângulo cuja hipotenusa mede 5 cm? Com base no Teorema de Pitágoras. localizado a 9 km do ponto B. Ele pode alugar um barco por R$ 1. entre B e C. que só não está definida x para x = 0. Para minimizar C(x) . vamos calcular sua derivada e igualá-la a zero. cuja raiz é x = 8 .y = 100. 200 encontramos p ' = 2 − 2 . 8 − 1. Uma ilha está num ponto A. x Questões propostas O perímetro do retângulo é dado por p = 2 x + 2y . Substituindo y por 100 na expressão que fornece o x perímetro do retângulo. obtemos: p = 2x + 200 . O custo com o translado de barco é dado por 2 x 5 cm y C1(x) = 1. 5. assim.(9 − x). 5. a 6 km do ponto B localizado numa praia reta. indicada na figura a seguir. Além disso. x = 10 m e. Resolução: Ilha 6 Km x B P A 9−x C Praia Q21. obtendo. então. 36 + x 2 + 10. Portanto. 2. e de lá seguir para C. alugar um bug a um custo de R$ 1.

é: a) y = 5x + 1 b) y = 4 x + 1 c) y = 3x − 1 b) Descubra o momento em que a bola atinge a altura máxima. Levando-se em consideração que não haverá cerca margeando o rio. Então. Uma pessoa joga uma bola para cima com uma velocidade inicial de 14m/s do topo de um prédio de 17 metros de altura. D E R I V A D A Rio x y x d) Faça um esboço do gráfico da função h. 180 000 m2 são o suficiente para servir de pastagem para seus animais. c) Calcule a altura máxima atingida pela bola. De acordo com o relatório de uma consultoria técnica adquirida. a) Determine o instante em que a bola atinge o solo.Q22. (UF-PA) A reta tangente à curva y = ln x no ponto (a. podemos afirmar que a equação da reta r é: a) x − 2y + 1 = 0 b) x − 2y − 1 = 0 c) 2 x − y − 1 = 0 d) x − y + 1 = 0 e) 2 x − y + 1 = 0 d) y = −3x + 1 e) y = −4 x + 1 c) 3 d) 4 e) 5 Q23. Um fazendeiro pretende cercar um pasto retangular que é margeado por um rio ao longo de um de seus lados. (UEL-PR) x = −1 . É sabido que a altura h da bola no instante t é dada pela equação h = −4.b) forma um ângulo de 45º com o eixo x. h t Questões de revisão e aprofundamento Q24. determine as dimensões que devem ser consideradas a fim de diminuir o gasto com a cerca. A equação da reta tangente à curva y = x 3 + 2 x − 1 . Sabendo-se que r é paralela à reta y = 2 x − 3 . a+b vale: a) 1 b) 2 Q25. Q26. que permanece válida até a bola atingir o solo. (UFU) Seja r uma reta tangente à parábola y = x 2 .9t2 + 14t + 17. no ponto em que de equação M A T 43 .

deseja-se reservar no canto superior esquerdo um quadrado de lado x.3) é: a) − 1 2 b) − 1 6 1 c) 6 d) 2 e) 3 b) x < − 4 c) x > 0 d) x > 1 e) −1 < x < 4 Q38. é: a) −2 b) −1 c) 0 d) 1 e) 2 Q37. então y ''(x) = . (UF-PA) A abscissa do ponto de máximo relativo de y = x 3 − 3x 2 − 45x + 2 é: a) −5 b) −3 c) 0 d) 3 e) 5 Q32..D E R I V A D A Q27. a) −2 e 0 b) −2 e 18 c) 0 e 21 d) −2 e 2 e) 0 e 18 Q30. (UEL-PR) A equação horária de um móvel é t3 + 2t . (PUCMinas) O valor da derivada f (x) = 7 − x no ponto (−2. ou seja. Qual o valor de x para que a diferença entre a área do painel e a do quadrado seja a maior possível? a) b) c) d) e) 30 70 50 60 40 cm cm cm cm cm M A T 44 b) −2e −2 c) e . (UF-PA) A equação s = t4 − 8t2 representa o movimento retilíneo de uma partícula. vale: a) 12 b) 16 c) 20 d) 24 e) 32 Q34. (PUC-PR) Em um painel retangular de comprimento (60 + x) cm e de largura 80 cm. (Mack-SP) Se f (x) = . e t o número de segundos transcorridos após sua partida. 3  → IR a função definida   por f (x) = x 3 − 3x . sendo y sua altura em relação ao 3 solo. (UF-PA) Se y = x. então a sua derivada p primeira calculada para x = π vale: 8 a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4 ln x 2 . Sabe-se que a velocidade do móvel no instante t = 3 é dada por y’(3). é a derivada de y calculada em 3. no ponto x = p . A aceleração.cos x . (UFU) A função real de variável real definida por da função a) 4 y = 2 x 3 + 9x 2 − 24 x + 6 é decrescente no intervalo: x <1 Q31. então f '(1) é: e2 x d) 2 e) 2e 2 Q33. (UFPR) Se f (x) = a) 2e −2 Q39. respectivamente. (UNIP-SP) Seja f :  − 3. medida em metros. no primeiro instante de repouso após t = 0.cos x e) x(cos x − sen x) Q36. Essa velocidade é igual a: y= a) 6m/s b) 11m/s c) 15m/s d) 27m/s e) 29m/s Q35.cos x c) (x. (Mack-SP) A derivada da função f dada por 1 x f ( x) = 2 x 3 x 2 5 6x a) b) c) d) e) 3x² Não existe − 4x³ − 4 15x4 6x4 x2 4 é: 2x 2 Q28.. (Cefet-MG) A derivada da função π f (x) = sen x + cos x + tg x . (PUC-SP) Sendo f (x) = sen 22 x .sen x cos x) 2sen x) x −2 Q29. O valor mínimo absoluto de f e o valor máximo absoluto de f são. a) xsen x b) x. então f’(x) é igual a: x 2 a) −1 c) x − 2 e) 1 − 2 x b) 2 x2 d) − 1 x d) (x.

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