Tipos de erosao Erosão pluvial é a erosão provocada pela água da chuva que vai retirando a camada fértil do solo

, tornando-o cada vez mais improdutivo. Esta retirada de material é devido ao impacto da gota no solo, onde a energia cinética quebra os agregados do solo, dando início a primeira fase da erosão, que é a desagregação. Além disso, as águas das chuvas arrancam plantas e fazem desmoronar barrancos. É a erosão provocada pela água da chuva causando buracos na terra e abrindo crateras que vão retirando a fertilidade do solo que fica cada vez mais improdutivo. Além disso, as águas arrancam plantas e fazendo buracos no solo. As principais causas da erosão são os desmatamentos de encostas e margens de rios, as queimadas e o uso inadequado de maquinários e implementos agrícolas, que aceleram o processo erosivo. A erosão fluvial é causada pelas águas que correm nos rios. Essa água que corre nos rios pode causar o desmoranamento de barrancos. Com o próprio curso do rio pode ser alterado por causa da erosão. Erosão eólica é um tipo de erosão pelo vento com a retirada de material da superfície mais fino. A deflação ocorre freqüentemente em campos de dunas com a retirada de material da superfície mais fino (areia, silte), permanecendo, muitas vezes, uma camada de pedregulhos e seixos atapetando a superfície. Pode ocorrer forte corrosão associada à deflação, esculpindo nas rochas fazendo diferentes formas e outras típicas de regiões desérticas e outras por fortes ventos. Em locais de forte e constante deflação podem se formar lugares rebaixados, em meio a regiões desérticas, e que com as escassas chuvas formam lagos rasos (playa), secos na maior parte do tempo; lama endurecida ou camadas de sal atapetam, muitas vezes essas playas. Corrosão: erosão. Deflação: Diminuição da velocidade do vento. Seixo: Pedra dura geralmente lisa. Erosão glacial As geleiras (glaciares) deslocam-se lentamente, no sentido descendente, provocando erosão e sedimentação glacial. Ao longo dos anos, o gelo pode desaparecer das geleiras, deixando um vale em forma de U ou um fiorde, se junto ao mar. Pode também ocorrer devido à susceptibilidade das glaciações em locais com predominância de rochas porosas. No verão, a água acumula-se nas cavidades dessas rochas. No inverno, essa água congela e sofre dilatação, pressionando as paredes dos poros. Terminado o inverno, o gelo funde, e congelará novamente no próximo inverno. Esse processo ocorrendo sucessivamente, desagregará a rocha, após um certo tempo, causando o desmoronamento de parte da rocha, e conseqüentemente, levando à formação dos grandes paredões ou fiordes. Erosão marinha A erosão marinha actua sobre o litoral modelando-o e deve-se fundamentalmente à

Nas praias arenosas a erosão constitui um grave problema para as populações costeiras. secos na maior parte do tempo. Deflação: Diminuição da velocidade do vento. Os danos causados podem ir desde a destruição das habitações e infra-estruturas humanas. onde o sedimento removido pelas ondas é transportado lateralmente pelas correntes de deriva litoral. na região de Aveiro. permanecendo. provocando erosão e sedimentação glacial. Em Portugal. irá ocorrer uma drástica mudança na salinidade da laguna. A deflação ocorre freqüentemente em campos de dunas com a retirada de material da superfície mais fino (areia. Para retardar ou solucionar o problema. flw abraço espero ter ajudado A erosão fluvial é causada pelas águas que correm nos rios. correntes e marés. No Brasil. podem ser tomadas diversas medidas de protecção. Nas primeiras a acção erosiva do mar forma as falésias. Se esta se verificar para além de várias populações serem afectadas. está perigosamente perto da ruptura. Seixo: Pedra dura geralmente lisa. esculpindo nas rochas fazendo diferentes formas e outras típicas de regiões desérticas e outras por fortes ventos. sendo as principais as construções pesadas de defesa costeira (enrocamentos e esporões) e a realimentação de praias. uma camada de pedregulhos e seixos atapetando a superfície. no Arpoador este fenômeno tem sido responsável pela variação cíclica da largura da faixa de areia da praia. nas segundas ocorre o recuo da praia. se junto ao mar. lama endurecida ou camadas de sal atapetam. Erosão eólica é um tipo de erosão pelo vento com a retirada de material da superfície mais fino. Em locais de forte e constante deflação podem se formar lugares rebaixados. Essa água que corre nos rios pode causar o desmoranamento de barrancos. Pode também ocorrer . Tanto ocorre nas costas rochosas bem como nas praias arenosas. silte).acção de três factores: ondas. vive-se actualmente uma situação preocupante. o gelo pode desaparecer das geleiras. muitas vezes. A estreita faixa costeira que separa o mar da laguna. deixando um vale em forma de U ou um fiorde. no sentido descendente. Ao longo dos anos. Com o próprio curso do rio pode ser alterado por causa da erosão. Erosão glacial As geleiras (glaciares) deslocam-se lentamente. e que com as escassas chuvas formam lagos rasos (playa). até a graves problemas ambientais. Pode ocorrer forte corrosão associada à deflação. em meio a regiões desérticas. afectando todo o ecossistema. Corrosão: erosão. muitas vezes essas playas.

podem ser tomadas diversas medidas de protecção. no Arpoador este fenômeno tem sido responsável pela variação cíclica da largura da faixa de areia da praia. afectando todo o ecossistema. levando à formação dos grandes paredões ou fiordes. Uma vez modificado. causando o desmoronamento de parte da rocha. além da própria erosão geológica ou normal que tem por finalidade nivelar a superfície terrestre. A estreita faixa costeira que separa o mar da laguna. Processos erosivos ocorrem de forma moderada em um solo coberto. para cultivo ou desprovido de sua vegetação originária têm início a erosão. Por ano o Brasil perde aproximadamente 500 milhões de toneladas de solos através da erosão. Nas primeiras a acção erosiva do mar forma as falésias. e congelará novamente no próximo inverno. vive-se actualmente uma situação preocupante. está perigosamente perto da ruptura. Os danos causados podem ir desde a destruição das habitações e infra-estruturas humanas. quando sua camada protetora é retirada. onde o sedimento removido pelas ondas é transportado lateralmente pelas correntes de deriva litoral. ou seja. nas segundas ocorre o recuo da praia. ondas que são tipos de erosão. No inverno. Erosão marinha A erosão marinha actua sobre o litoral modelando-o e deve-se fundamentalmente à acção de três factores: ondas. No verão. o solo é um dos mais instáveis quando modificado. desagregará a rocha. Para retardar ou solucionar o problema. pressionando as paredes dos poros. sendo as principais as construções pesadas de defesa costeira (enrocamentos e esporões) e a realimentação de praias. irá ocorrer uma drástica mudança na salinidade da laguna. Se esta se verificar para além de várias populações serem afectadas. e conseqüentemente. sendo esta erosão chamada de geológica ou normal. essa água congela e sofre dilatação. abraço espero ter ajudado --------------------------Pode-se dizer que de todos os recursos naturais existentes no planeta. após um certo tempo. Em Portugal. No Brasil. a água acumula-se nas cavidades dessas rochas. Terminado o inverno. vento. o gelo funde. Erosão pela Água Também chamada de erosão hídrica. O arraste de partículas constituintes do solo se dá pela ação de fatores naturais como água. é o tipo de erosão mais importante e preocupante . capaz de remover mil vezes mais material do que se este mesmo solo estivesse coberto. Esse processo ocorrendo sucessivamente.devido à susceptibilidade das glaciações em locais com predominância de rochas porosas. Nas praias arenosas a erosão constitui um grave problema para as populações costeiras. até a graves problemas ambientais. Tanto ocorre nas costas rochosas bem como nas praias arenosas. correntes e marés. na região de Aveiro.

a seguir: Lençol: superficial ou laminar. A porosidade e agregação do solo influenciam na natureza e intensidade do processo podendo formar horizontes de impedimento ou deslocar nutrientes para e pelas raízes das plantas. Em . Usando o exemplo da agricultura. Desabamento: têm sua principal ocorrência em terrenos arenosos. Erosão pelo Vento Consiste no transporte aéreo ou por rolamento das partículas erodidas do solo. o que não indica que uma iniciou em virtude da outra. Esta ação é melhor notada em regiões planas principalmente do planalto central e em alguns pontos do litoral. um deles é a aração que acompanha o declive. Vertical: é a eluviação. formando voçorocas. aumentando suas dimensões com o passar do tempo. apresenta sulcos sinuosos ao longo dos declives. o transporte de partículas e materiais solubilizados através do solo.PR. A erosão pela água apresenta-se em seis diferentes formas. Exemplo deste tipo de erosão (ocasionado pela água) pode ser apreciado no Parque Estadual de Vila Velha . raízes de plantas perenes afloram e há decréscimo na colheita. pois desagrega e transporta o material erodido com grande facilidade. resultando em desgaste. regossóis em particular. atingem camadas mais profundas do solo por eluviação.no Brasil. o solo já está improdutivo. conforme seu tamanho são facilmente carregadas pela enxurrada. estando este desprovido de vegetação. formando uma queda d''água e provocando o solapamento de sua base com desmoronamentos periódicos originando sulcos. É de pequena importância agrícola. Sulcos deixados pelas chuvas sofrem novos atritos de correntes d''água vindo a desmoronar. sua importância é grande onde são comuns os ventos fortes. Embate: ocorre pelo impacto das gotas de chuva no solo. partículas são desagregadas sendo facilmente arrastadas pelas enxurradas. pode acontecer destas partículas encontrarem um horizonte que as impeça de passar provocando danos ainda maiores. Vários fatores influem para o seu surgimento. empobrecimento do solo e posterior dificuldade para manejo com sulcos já formados. Uma erosão em lençol pode evoluir para uma erosão em sulcos. sendo que no máximo 3% da erosão local é provocada pelo vento. quando o agricultor se dá conta de que este processo está acontecendo. principalmente em regiões de clima úmido onde seus resultados são mais drásticos. Já as partículas mais finas que permanecem em suspensão. estes formados pelo escorrimento das águas das chuvas no terreno. desgasta de forma uniforme o solo. Em seu estágio inicial é quase imperceptível. já quando avançado o solo torna-se mais claro (coloração). Gotas de chuva ao impactarem um solo desprovido de vegetação desagregam partículas que. Sulcos: canais ou ravinas. Queda: se dá com a precipitação da água por um barranco. a água de enxurrada é lodosa.

Quando se fala em solos e erosão.yahoo. onde o equilíbrio natural .declividade e comprimento da rampa Propriedades do solo Fatores como chuva. sua presença permite uma melhor absorção de águas pelo solo reduzindo tanto as enxurradas como a possibilidade de erosão.wikipedia.answers.com. Em áreas adaptadas à agricultura. os quais são considerados os principais causadores ou agravadores da erosão. ocorrendo também perdas consideráveis de água no solo.portalsaofrancisco.php http://pt. Extrínsecos: Naturais .foi rompido sem uma preocupação de contenção erosiva seus efeitos são mais ¨sentidos¨. os materiais transportados mesmo de longas distâncias sedimentam-se recobrindo camadas férteis. surgem alguns fatores determinantes da erosão classificados como extrínsecos e intrínsecos. mares etc.com/question/index?qid=20070605091851AAxyKz9 . vento e ondas Ocasionais . perde-se por ano cerca de 3 a 6 vezes mais solo do que em área idêntica com vegetação densa.solo X vegetação . vento e ondas foram citados anteriormente. sem esquecer dos demais fatores a seguir abordados. litorâneos e margens de rios. http://www. Erosão pelas Ondas Ondas são formadas pela ação conjunta de vento e água.chuva.org/wiki/Eros%C3%A3o http://br. lagos.br/alfa/meio-ambiente-solo/erosao.cobertura e manejo do solo Intrínsecos: Topografia . Em uma área com cultura cujo solo é mantido descoberto. O embate das águas (fluxo e refluxo) nas margens provoca o desagregamento de material.regiões onde o teor de umidade do solo é mais elevado o evento ocorre em menor intensidade. seus efeitos são notados em ambientes lacustres. Um dos principais danos causados pela erosão eólica é o enterramento de solos férteis. permanecendo este suspenso sendo depositado posteriormente no fundo dos rios. denota-se a grande eficiência contra a erosão em solos cobertos por vegetação. Cobertura do Solo Baseando-se em experiências e observações.

Tipos de erosão: mecânica. ocorre em geral em regiões planas. hidráulica. no mesmo sulco.. tomam coloração mais clara. pelo deslocamento de grandes massas de solo. e considerando que a parte mais ativa do solo de maior valor. baías. (4) Desgaste e/ou arrastamento da superfície da terra pela água corrente. 2003). gelo ou outros agentes. Os solos. Constitui problema sério quando a vegetação natural é removida ou reduzida. Erosão costeira. ano após ano. por sua ação. Obras de engenharia e movimentações de terra podem causar ou ocasionar erosão.a) Erosão laminar: a remoção de camadas delgadas de solo sobre toda uma área é a forma de erosão menos notada. tais como: água corrente. Processo. ventos e vagas (DNAEE. podese julgar os seus efeitos sobre a fertilidade do solo. Aliado a isto temos a ação da erosão interna "piping" que provoca às vezes a ruptura das paredes das voçoroca. incluindo processos como o arraste natural. o vento e o gelo. como a água e o vento. Erosão antrópica. onde a vegetação natural é escassa e sopram ventos fortes. 1978). tendendo a um nivelamento ou colmatagem. Aceleramento da erosão nas camadas superiores do solo em conseqüência de desflorestamentos. enseadas e depressões (GUERRA. As terras ficam sujeitas à erosão pelo vento quando deveriam estar com a vegetação natural e são colocadas em cultivo com um manejo inadequado Erosão. ocasionada por grandes concentrações de enxurrada que passam. os animais e o próprio homem contribuem para essa remoção ou redução. e a produtividade vai diminuindo progressivamente. A erosão eólica. eólica e outras. Dessa maneira a erosão praial e erosão de falésia correspondem a casos particulares de erosão costeira. (5) Desgaste do solo. (1) Trabalho de desgaste realizado pelos diversos agentes do relevo. é a integrada pelas menores partículas. ventos. no caso de litorais. vagas e desmatamentos. que pode atuar tanto em costa rasa (com praias) como escarpada (com falésias). Exemplos da literatura mundial são citados com voçorocas de mais de uma centena de metros de comprimento e atingindo dezenas de metros de profundidade. e formando grandes cavidades em extensão e em profundidade. 1976). geleiras. ocasionado por diversos fatores. ocasionando um desequilíbrio litogliptogênico (Glossário LIbreria. geladeiras. tais como as águas correntes. em geral natural. A erosão laminar arrasta primeiro as partículas mais leves do solo. Em dias de chuva as enxurradas tornam-se barrentas. (3) Destruição das saliências ou reentrâncias do relevo. que se vai ampliando. os processos erosivos podem ser acelerados por atividades antrópicas. atinja volume e velocidade suficientes para formar sulcos mais ou menos profundos. e por isso a mais perigosa. concentrando-se em alguns pontos do terreno. A voçoroca é a visão impressionante do efeito da enxurrada descontrolada sobre a terra. . vento. de pouca chuva. c) Voçorocas: é a forma mais avançada da erosão. (6) Remoção física de rochas ou de partículas do solo por ação de elementos da natureza. construção de estradas etc. b) Erosão em sulcos: resulta de pequenas irregularidades na declividade do terreno que faz com que a enxurrada. (2) Desgaste do solo por água corrente.

Erosão fluvial. A perda pode atingir populações ou um genótipo particular. 2003). Erosão genética. Trabalho contínuo e espontâneo das águas correntes. (2) Diminuição da variabilidade genética de uma espécie. de acordo com maior ou menor susceptibilidade dos materiais aos agentes naturais. (2) Processo pelo qual a camada superficial do solo ou partes do solo são retiradas. Fenômeno de destruição dos agregados do solo pelo impacto das gotas da chuva (TRICART. já há décadas. (1) Perda de variabilidade genética de uma espécie. sábado. este fenômeno pode favorecer o afeiçoamento irregular da linha costeira. Por essa característica atraiu a atenção de muitos pesquisadores e estudiosos dos campos da geologia. 1978). Remoção seletiva de materiais rochosos. pelo impacto de chuva. muito bem estudado. na superfície do globo terrestre (GUERRA. Erosão pluvial. Infelizmente. onde as estruturas de rochas pré-cambrianas são transversais à praia.Erosão diferencial. da geotecnia e da agronomia. O fenômeno foi. tanto em suas causas como nas medidas e serviços para sua prevenção e para sua estabilização. ventos e ondas e são transportadas e depositadas em outro lugar (Glossário Ibama. como acontece com muitas outras situações. (1) Destruição nas partes altas e acúmulo nas partes deprimidas da camada superficial edafizada (GUERRA. por exemplo de zonas costeiras por atuação de ondas. 1978). com a supressão de genes e/ou séries alélicas do reservatório gênico da espécie. Erosão do solo. 10 de janeiro de 2009 Voçorocas ainda continuam acontecendo e destruindo Álvaro Rodrigues dos Santos Geólogo. Em alguns trechos da costa brasileira. que pode colocá-la sob risco de extinção. consultor em Engenharia e Geotecnia Dos processos erosivos que assolam o país em suas áreas rurais e urbanas. o desenvolvimento técnico verificado não foi suficiente para que medidas de gestão territorial e medidas localizadas de engenharia . a voçoroca é sem dúvida o de maior energia destrutiva. 1977).

No Brasil. Ao longo da história geológica do Planeta a erosão constituiu-se no principal processo de modelamento de sua superfície. quando age concentradamente sobre o terreno. o Homem tem se constituído no principal fator causal dos gigantescos e catastróficos processos erosivos que acontecem hoje em todo o mundo. especialmente incidentes nos países em desenvolvimento. Através da Agricultura e da Urbanização o Homem sistematicamente elimina esses dois agentes naturais protetores. As grandes bacias sedimentares. pela maior decomposição mineralógica (produção de minerais argilosos) e pelos fenômenos da laterização e da pedogênese. A imagem forte e conhecida do Grand Canyon expressa a dimensão e a dinâmica reais de um processo erosivo regional natural em plena atividade. O ápice de ação dos processos erosivos naturais sempre esteve associado a fases geológicas em que os solos superficiais se apresentavam desprotegidos de cobertura vegetal. ou linear. As voçorocas são ravinas que se aprofundaram a tal ponto que atingiram o lençol freático. Há dois fatores naturais que protegem os solos da erosão: a vegetação e a camada superficial dos solos (no meio tropical. a forma das montanhas. dos planaltos e das planícies são todas situações associadas de alguma forma a processos erosivos. em contrapartida. menos susceptíveis aos agentes erosivos. ravinas (sulcos mais profundos) ou voçorocas. lagos) do material removido e transportado. baixadas. não adota técnicas de cultivo (técnicas conservacionistas) e de urbanização que evitem a ação direta dos agentes erosivos sobre os terrenos. onde se dá uma permanente expansão das fronteiras agrícolas e urbanas. há ao final também a ação de deposição (assoreamento de cursos d’água. o que teria já aliviado o País de boa parte dos enormes prejuízos sociais e econômicos decorrentes destes processos erosivos. A erosão se dá fundamentalmente pela combinação das ações de remoção e transporte de partículas de solo por agentes naturais como o vento e a água. Como uma de suas decorrências. o principal agente erosivo é a água de escoamento superficial associada a chuvas torrenciais. A erosão pluvial pode ser laminar. Como desgraçadamente. o Horizonte B Agronômico) que. algo em torno de 1 a 3 metros. normalmente como conseqüência de variações climáticas que implicavam no fenecimento da vegetação.geotécnica fossem largamente adotadas. quando não sulca os terrenos. . escavando-o em sulcos. são mais coesivas.

se assentam sobre solos arenosos pouco coesivos. As voçorocas evoluem remontantemente com energia e velocidade muito grandes. não podem ser lançados diretamente sobre os terrenos desprotegidos. escadas d’água. processo que provoca o contínuo descalçamento dos horizontes superiores. por sua gênese. caso não sejam tomados os devidos cuidados técnicos. ou estruturas especiais de infiltração (o aqüífero agradece). .Quando o lençol freático é atingido há uma combinação potencializada entre erosão pluvial superficial e o solapamento dos taludes provocados pelo encharcamento da base e por fenômenos de “piping”. é desviada a água que se concentra sobre a estrada. mas pode-se aqui apontar uma orientação conceitual de primeira ordem: os escoamentos concentrados de água produzidos por algum tipo de ação humana. As voçorocas. isso é muito importante. à remoção (por terraplenagem) ou ao revolvimento e desagregação da camada de solo superficial mais argilosa e. no caso da impossibilidade de evitá-los. Esses pequenos açudes propiciam a interrupção do escoamento. a acumulação e uma maior infiltração das águas de superfície (o aqüífero também agradece). podendo alcançar profundidades de várias dezenas de metros. as recomendações técnicas para que tanto no meio rural como no urbano as voçorocas sejam preventivamente evitadas e corretivamente estabilizadas surgiram com clareza e naturalidade no meio técnico. a alguma intervenção humana que propiciou um escoamento concentrado de águas superficiais. quando a saída da água subterrânea traz consigo grãos do próprio solo.. etc. Zonas rurais e cidades brasileiras que. discuti-las não está nos objetivos desse artigo. são testemunhas do enorme poder de destruição das voçorocas. são pródigas em propiciar escoamentos concentrados de água superficial. Tanto as atividades agrícolas e pecuárias. de trecho em trecho. dissipadores de energia hidráulica. Diversas alternativas estão à disposição para que se alcancem esses objetivos. dutos. A partir do perfeito conhecimento de sua dinâmica de formação. estão sempre associadas à retirada da vegetação protetora. Devem ser conduzidos em estruturas construídas de alvenaria. adicionalmente. como a ação de expansão urbana. Uma estrutura artificial que pode ser usada como exemplo auxiliar a esse conceito são os pequenos açudes laterais a estradas rurais para onde. É essa concentração de água superficial de escoamento que vai abrir os primeiros sulcos e vai aprofundá-los até se transformarem em imensas voçorocas. até o curso d’água natural ou lago mais próximo. e por isso mais erodíveis.

A escolha de uma forma de recuperação urbanística da voçoroca dependerá de sua profundidade e tamanho. antes rebaixado pelo próprio processo de aprofundamento da voçoroca. a medida essencial é impedir que as águas do lençol e as águas de chuva que ainda aí incidam continuem transportando o solo para jusante. resíduos industriais. o externo e o interno. De forma alguma se deve utilizar uma voçoroca (como infelizmente é comum se ver) para descarte de resíduos industriais ambientalmente nocivos ou para lixo urbano. a primeira medida essencial está justamente em impedir que águas superficiais concentradas continuem a escorrer para dentro de sua “cabeça” principal e das “cabeças” de suas eventuais (e comuns) ramificações. Um programa de estabilização imediata seria hoje financeiramente impraticável. já não recomendam a instalação no talvegue da voçoroca de um dreno longitudinal de fundo. No entanto. com várias ramificações. a voçoroca tenderá a um natural processo de estabilização. podem ser recuperadas topograficamente permitindo a instalação de praças públicas. diques de gabião). Vários técnicos. Para tanto são providenciais estruturas transversais auto-drenantes (por exemplo. em uma relação simples de custo-benefício. pois que sofrerão algum natural acomodamento e. o que lhe permitiria ser transformada em parque de lazer e esportes. há hoje dezenas de milhares de voçorocas ativas. e depois porque com o preenchimento se terá a oportunidade de recuperar a posição original do nível d’água subterrâneo local. sugere uma recuperação por abatimento de seus taludes naturais e por intenso florestamento. incluído o autor desse artigo. especialmente no meio urbano impõe-se que além da estabilização também se promova a recuperação urbanística do terreno comprometido pela voçoroca. que retenham o material eventualmente transportado e permitam que a água se escoe livremente. Já. entulho de construção civil. parques infantis. voçorocas menores. primeiro por ser desnecessário para a estabilização. irão sofrer danos comprometedores. No Brasil. Esse absurdo significa uma contaminação direta das águas superficiais e subterrâneas. ou equipamentos urbanísticos mais elaborados como quadras esportivas. de dezenas de metros de profundidade. por exemplo. sendo rígidas. Mas em termos de cuidados preventivos há todo um arsenal de medidas técnicas (rurais e urbanas) para . Uma voçoroca muito grande. quantas se fizerem necessárias. por exemplo. Interrompidos esses dois processos. etc. que irá evoluir para a recuperação vegetal do terreno afetado.No caso da estabilização de uma voçoroca já desenvolvida. Obviamente o Homem poderá acelerar em muito essa recuperação vegetal. solos. Essas estruturas não devem ser rígidas (concreto). Quanto ao interior da voçoroca. Essa recuperação normalmente é conseguida com o preenchimento da voçoroca por materiais inertes e ambientalmente neutros disponíveis: abatimento dos taludes laterais.

que se interrompa a “produção” de novas voçorocas. Os custos financeiros. evoluindo em 3 tipos diferentes: sulcos. A foto ao lado apresenta uma erosão linear provocada pela concentração do fluxo d ´água. Salomão & Iwasa (1995) destacam que "nos estudos sobre erosão linear é fundamental conhecer o comportamento das águas de chuva e do lençol freático em coberturas pedológicas ao longo de vertentes". Como também outro arsenal da mesma ordem permite a implementação de um programa de estabilização gradativa e recuperação ambiental das atuais voçorocas. 1999). sendo o fator que mais intensifica e desencadeia os referidos processos. a erosão linear ocorre devido a concentração do fluxo de escoamento d´água. Revista ECO 21 . os quais são diferenciados pelo estágio de evolução dos . ravinas e boçorocas. sociais e patrimoniais da atual inação são por demais exorbitantes para que autoridades públicas e privadas continuem a ignorar essa tragédia geológica. As fotos a seguir ilustram os 3 tipos de erosão linear (Proin/Capes & Unesp/IGCE. Como vimos anteriormente.2008-jan Postado por GEOGRAFIA NO VESTIBULAR às 19:00 Marcadores: Questões Ambientais A água apresenta um papel preponderante em quase todos os processos de dinâmica superficial. triste marca cultural da ocupação do território nacional. ocasionada pela construção de canaletas de captação de água pluvial.

5 metros. SULCOS Pequenas incisões na superfície (na forma de filetes muito rasos). 1999). de até 0.5m de profundidade. Desenvolvem-se em áreas nas quais a erosão laminar é mais intensa (Proin/Capes & Unesp/IGCE. a rocha. Podem ser eliminados por operações normais de preparo de solo. Também ocorrem movimentos de massa devido ao abatimento de seus taludes (Proin/Capes . diferenciando-se dos sulcos por não serem obliteradas pelas operações normais de preparo do solo.processos de erosão. sendo que as boçorocas correspondem ao estágio mais avançado. em seguida. Ocorrem quando a água do escoamento superficial escava o solo atingindo seus horizontes inferiores e. RAVINAS Apresentam profundidade maior que 0. perpendiculares às curvas de nível.

1999). Devem-se à ação combinada das águas do escoamento superficial e subterrâneo. Quando se instalam ao longo dos cursos d'água. 1999). Em geral são ramificadas. apresentando paredes irregulares e perfil transversal em "U". de grande profundidade. etc. corridas de areia. Apresentam perfil transversal em "V" e geralmente ocorrem entre eixos de drenagens. liquefação de areias. trilhas de gado e carreadores (Proin/Capes & Unesp/IGCE. desenvolvendo processos como o "pipping" (erosão interna). São formas erosivas de difícil controle. muitas vezes associadas a estradas. BOÇOROCAS Formas mais complexas e destrutivas do quadro evolutivo da erosão linear. Também podem se formar pelo aprofundamento de ravinas até o nível freático. Raramente se ramificam e não chegam a atingir o nível freático.& Unesp/IGCE. Possuem forma retilínea. sendo . são denominadas boçorocas de drenagem. O inadequado uso do solo é considerado fator principal e decisivo no surgimento das boçorocas. alongada e estreita. principalmente nas cabeceiras. escorregamentos.

denominadas boçorocas de encosta. com solo totalmente exposto. "O desmatamento generalizado. acúmulo de sedimentos em sua base e a presença de vegetação nas paredes e no fundo da boçoroca. do nível freático aflorando no fundo do canal.São Paulo.Bauru . podendose notar um perfil em "U" bem definido. erros no manejo agrícola e pecuário do solo e a concentração forçada do escoamento de águas pluviais têm provocado um catastrófico processo de erosão rural e peri-urbana em várias regiões do país. a primeira representa uma boçoroca nova. A diferença entre as ravinas e as boçorocas está na presença. no caso das boçorocas. As fotos ao lado apresentam duas boçorocas em estágios diferentes de evolução. As . as paredes encontram-se em processo de alargamento (buscando um perfil em "U"). Caso de Aplicação Boçoroca . A segunda já se encontra em fase de recuperação. o que condiciona uma evolução da erosão (lateral e longitudinal). ou seja.

em muitos municípios as boçorocas têm sido utilizadas para despejo de lixo urbano.SP Foto: IPT .Bauru .SP .ravinas e as boçorocas são a expressão maior desse fenômeno. a perda de solos.Bauru . o intenso assoreamento de drenagens naturais. o rebaixamento do lençol freático regional. Boçoroca . E são erros sobre erros. Como consequências negativas.SP Boçoroca . com graves e diretas implicações na contaminação das águas profundas e de superfície. Infelizmente ainda está a faltar audácia e vontade política nas esferas públicas e privadas para que esse desastre econômico/ambiental seja erradicado". A Geologia de Engenharia brasileira já produziu diagnósticos e propostas práticas de solução do problema de extrema competência.

SP Disposição irregular de lixo em boçoroca .Foto: IPT .

SP Assoreamento de drenagens Foto: IPT .Foto: IPT .SP R .

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