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DIREITO PENAL NOVO

16-03-2011 Por Luiz Flávio Gomes   Crime = fato típico + antijurídico Não confundir crime com fato punível. Fato punível = fato típico + antijurídico + punibilidade *Muitos livros entendem que crime é fato típico + antijurídico + culpável. Para o direito penal novo é fato culpável. Fato culpável = fato típico + antijurídico + culpável Fato punível + culpável (temos 4 requisitos) = fato típico + antijurídico + culpável + punibilidade Nesta aula será estudado mais precisamente o FATO TÍPICO!!! Teoria da tipicidade – Antigo Direito Penal

 

Causalismo
Período: Final do século XIX começo do século XX (1906) Von Liszt e Beling Tipo penal é a descrição abstrata do crime

Neokantismo
Primeiro terço século XX. do

Finalismo
Das décadas de 30 a 60. Welzel Tipo penal é a descrição do crime.

São chamadas de teorias da modernidade!!!

Idealizadores: Tipo penal:

Requisitos fato típico

do

1. Conduta humana voluntária; 2. Resultado naturalístico; (no caso dos crimes materiais) 3. Nexo de causalidade; 4. Adequação típica (significa um fato adequado a lei);

Mezger Tipo penal é a descrição do crime valorado negativamente pelo legislador 1. Conduta humana voluntária; 2. Resultado naturalístico; (no caso dos crimes materiais) 3. Nexo de causalidade; 4. Adequação típica (significa um fato adequado a lei);

Divide-se em duas categorias. 1 Objetivos: 1. Conduta humana voluntária; 2. Resultado naturalístico; 3. Nexo de causalidade; 4. Adequação típica; Subjetivos: 1. Dolo 3 2. culpa
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Síntese

Em síntese a tipicidade é objetiva ou formal e neutra.

Em síntese a tipicidade é objetiva e formal e valorativa.

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Objetivo é tudo que não está na cabeça do agente. Subjetivo é tudo que está na cabeça do agente. 3 Erro da teoria de Welzel, pois culpa não é subjetivo, mas sim é valorativa ou normativa, pois depende de um juízo de valor do juiz.

* Se o risco não for proibido não responde pelo crime. II. assim como a clássica. O crime ocorre com a conduta + valoração da conduta + dolo + fato típico. . Nexo de causalidade. É chamada de tipicidade Conglobante por que se deve procurar em todas as normas do ordenamento jurídico se a conduta é permitida. Para ele a imputação objetiva biparte-se: 1.: abordo no caso de mulheres estupradas (art. Ele inventa a teoria da imputação objetiva. Se existir. Adequação típica. 128. a conduta autorizada ou fomenta ou determina não é típica. a neokantiana. Para Roxin tem 3 dimensões (objetivo + valoração da conduta + subjetivo) 2.1970 Funcionalismo teleológico. Resultado naturalístico jurídico. não será típico o fato. se existe uma norma no ordenamento jurídico que autoriza ou fomenta ou determina uma conduta.: o Funcionalismo é mais uma corrente do direito penal. (respeita as 3 dimensões de Roxin) Formal: 1) 2) 3) 4) Conduta humana voluntária. Para ele. Teoria constitucionalista do delito – LFG Esta teoria é uma sistematização dos funcionalismos. Para Welzel crime era apenas conduta + dolo + fato típico.Teoria da tipicidade – Novo Direito Penal *Pós-Modernidade *O novo são os funcionalismos ROXIN . Ex. *Se faz com a criação ou incremento de um risco proibido relevante. e a finalista. Imputação objetiva da conduta. Objetiva imputação ao risco criado O resultado está no âmbito da norma ZAFFARONI – 1990 Ele é funcionalista reducionista. Inventou a teoria da tipicidade Conglobante. CP é a norma que permite) Obs. Imputação objetiva do resultado. Para esta teoria a tipicidade é formal + material + subjetiva.

O juiz valora a conduta pelo mesmo critério de Roxin . Quem tem conhecimentos especiais responde pelo delito.: quem vende a arma não responde por homicídio.  se o resultado é objetivamente imputado ao risco criado.criação ou incremento de um risco proibido.  Transcendental. Pelo novo direito penal o agente será absolvido.: Conhecimentos especiais dos agentes. O Padeiro não responderá. Responde ou não? De acordo com o código Penal Brasileiro o agente responde.: Vítima hemofílica .: Princípio da insignificância – furto de uma cebola – estão presentes os requisitos formais. 6 Furto famélico ocorre quando o agente subtrai gêneros alimentícios. Ex.Material: (Possui duas valorações que o juiz faz. Ex. Ex. para saciar a fome. Situações de risco normal – nestas o réu não responde.6 Subjetivo: *imputação subjetiva. Isto é gerar um risco permitido. Ex.: Agente pede para o taxista levá-lo a determinado lugar. Ex. pois seu trabalho é um risco permitido. Ex.: Padeiro vende um pão para uma pessoa que explica que quer este para envenenar sua sogra.  Grave.: quem vende o veículo e depois há o acidente quem vendeu não responde por nada. Dependendo do valor também pode ser um insignificante. Caso para valoração do juiz: 1. Todavia se ele souber que o avião vai cair ele tem conhecimentos especiais e irá responder pelo crime.: O genro que dá passagens para a sogra não responde por qualquer crime de o vôo cair. pois a venda de arma é um risco permitido Ex. Ex. Situações de risco proibido Ex. pois vender pão é gerar um risco permitido.agente dá uma alfinetadinha na vítima hemofílica e essa sangra até a morte.: Roleta-Russa – os agentes que participam respondem por induzimento ou auxilio ao suicídio. pois se o agente não sabia da hemofilia ele não tinha 4 5 O princípio da insignificância exclui a tipicidade material. resultado no âmbito da norma.  Intolerável. O taxista pergunta por que e o agente responde que é para matar um terceiro. Quem pratica uma conduta normal e inócua não responde. pois a hemofilia é uma concausa.) 4 1) Valoração da conduta5 2) Valoração do resultado jurídico O resultado jurídico precisa ser:  Concreto. O taxista não responder. . 2.

Ex. mas o motorista confia que o pedestre vai respeitar as regras de transito.conhecimento especial não responde pelo homicídio.: menina de ouro – soco após o gongo. O motorista estava realizando um risco permitido (Princípio da Confiança) exclui a tipicidade material. . mas pode responder pela lesão corporal. Na esquina com a Rua Consolação uma pessoa ameaça atravessar a rua. logo exclui a tipicidade material. pois a valoração é feita dentro desta. Paulista. O HC 46525 do STJ foi o primeiro a reconhecer a teoria da imputação objetiva. Mortida de Tayson em Rolifild Colocação de ofendículos Cerca elétrica – respeitado o regramento municipal o risco é permitido. mas este atravessa na frente do carro e morre em conseqüência do atropelamento. Lesões em conseqüência do esporte BOXE – seguindo as regras do jogo – gera um risco permitido.: aborto em vítimas de estupro. Ex.: Todas as situações que ZAFFARONI chama de tipicidade conglobante são todas situações de risco permitido. está gerando um risco permitido.: quem está a 50Km na Av. Princípio da Confiança Quem segue as regras de uma atividade pode confiar que os outros também vão seguila. Obs. Ex. BOXE – não seguindo as regras do jogo responde pelo crime.

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