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Comentários das Aulas

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DIREITO CIVIL (Prof° André Barros

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LEI DE INTRODUÇÃO DAS NORMAS DE DIREITO BRASILEIRO (LINDB) – antiga LICC Tem aplicabilidade sobre todo o ordenamento jurídico, (Norma de Direito Privado e Norma de Direito Público), salvo disposição em sentido contrário. 1. Conceito - LINDB é uma norma jurídica que tem por objetivo regular a aplicação das leis em nosso país no tempo e no espaço. - art. 1º ao 6º - no tempo - art. 7º ao 19 – no tempo. Lex Legum = lei sobre lei - Norma de sobre-direito ou norma de super-direito. 2. Interpretação das Normas Jurídicas (Hermenêutica – ciência que estuda os meios de interpretação) - È buscar o sentido (significado) dos vocábulos e o alcance (âmbito de aplicação) da norma jurídica. Questão: Toda norma jurídica precisa ser interpretada? R – Na atualidade deve ser gabaritado que toda norma jurídica deve ser interpretada. - In claris non fit interpretatio / In claris cenat interpretatio R – Essas duas parêmias latinas não tem qualquer aplicabilidade atualmente. 3. Meios de Interpretação 3.1 – Interpretação Gramatical ou Literal - É aquela que se baseia nas regras da lingüística. 3.2 – Interpretação Sistemática - É aquela que analisa o sistema em que está inserido o dispositivo legal. Verifica a lei, o capitulo, o titulo, etc. 3.3 – Interpretação Lógica - Utiliza a lógica. 3.4 – Interpretação Histórica a) Analise dos fatos históricos que antecederam a norma; b) Analise do processo legislativo. Verifica a proposta legislativa, ou seja, o projeto de lei, as emendas apresentadas, os vetos e suas razões, etc. 3.5 – Interpretação Teleológica ou Sociológica - É aquela que busca a finalidade social da norma. Ex.: Finalidade do CDC e da CLT.

- É a consagração do principio da igualdade material ou isonomia substancial. (proteção da hiposuficiente). 4. Aplicação da Norma Jurídica - Através da Subsunção 1 – Conceito Clássico: É o enquadramento do fato concreto ao conceito abstrato contido na norma (POSITIVISTAS) Obs.: No passado acreditava-se que o direito era ó o que estava na norma jurídica. (Direito = Lei de Hans Kelsen) > Teoria pura do direito – pregava que o direito fosse contaminado pelos valores. 2 – Conceito Moderno: É a aplicação da norma jurídica através da integração de três subsistema isomórficos entre-se. Valores Direito Fatos Norma Jurídica Miguel Reale V N (Escola Moderna = F pós moderna) Direito Democrático Não é um dado pronto...

Questão: Qual a diferença entre a Teoria Tridimencional do direito e a Teoria Pura do direito? 5. Lacuna (Lacuna de Omissão) - “Lacuna”, também conhecida como “Lacuna de Omissão” é a ausência de dispositivo legal que regule determinado fato concreto. - art. 4º da LINDB=LICC - “Antinomia”, também conhecida como “Lacuna de Colisão ou de Conflito” – é o conflito entre duas normas, dois princípios, ou entre uma norma e um principio na solução de um caso concreto. Requisitos para existência de Antinomia 1) Normas com soluções divergentes; 2) Normas sejam vigentes válidas. A antinomia quanto a sua solução pode ser classificada em: a) Antinomia Aparente – É aquela que pode ser solucionado através da aplicação de normas da própria hierarquia. Ex: Principio/Critério da hierarquia. b) Antinomia Real – É aquela que não tem solução prevista no ordenamento. Solução: Critério do Justum. 5.1 - Conceito Questão: O juiz pode deixar de julgar alegando lacuna? R – Não.

Meios de suprir a lacuna (lacuna de omissão) - art. 4º da LINDB - De acordo com a doutrina clássica e majoritária o juiz deve seguir a ordem prevista no art. 4º da LINDB: * Analogia; * Costumes; * Princípios Gerais do Direito. - A doutrina moderna e minoritária aponta que o art. 4º não deve ser visto como uma ordem a ser seguida. Suprir Lacuna = Sinônimo de Colmatar a lacuna. 1º - Meio: Analogia - Consiste na aplicação de uma norma prevista para uma hipótese distinta, porém semelhante. I – Analogia Legal (Legis): Utiliza apenas um dispositivo legal para solucionar a omissão legislativa. Ex: art. 2º - CC – companheiro. II – Analogia Jurídica (Juris): Consiste na utilização de um conjunto de normas com o objetivo de extrair uma regra/princípio comum. Questão: Qual a diferença entre Analogia e Interpretação Extensiva? R - A analogia é meio de integração e a interpretação é meio de interpretação. - Na analogia a interpretação da norma ocorre em uma hipótese que não estava contemplada espírito). Ex: art. 12, parágrafo único. - Na interpretação extensiva, a aplicação da norma em hipótese que não estava expressa. Ex: art. 422. 2º - Meios: Costumes - É a prática pública, longa e reinterada de uma determinada conduto com a convicção de sua obrigatoriedade jurídica. Elementos do Costume - Objetivo: É a conduta (ato reitegrado, etc) - Subjetivo ou Bicológica - É a convicção de sua obrigatoriedade jurídica. Classificação dos Costumes em relação a lei - Segundum Legem: 1 – É aquele que está de acordo com a lei. 2 – É aquele que a própria lei determinou a sua observância. Ex: art. 1.113, CC – negócio jurídico. - Praeter Legem: - É aquele contrário a lei.

Obs: Dos três tipos de costume o único que não pode ser aceito é o contra legem (doutrina tradicional). Em nosso país o desuso e o costume não revogam leis (principio da supremacia da lei). 3º Meios: Princípios Gerais do Direito - São regras norteadora do ordenamento jurídico. - Princípios Gerais são regras norteadoras universalmente aceitas. Não precisam está expresso em lei. Ex: Princípio da Legalidade. Princípios Gerais do Direito Romano a) Honeste vivere: Viver honestamente b) Neminem teadere: Não causar dano a outrem (art. 186 – CP) c) Sum mique tribuere: dar a cada um o que é seu. 4.3 – Equidade Maria Helena Diniz: - “A equidade não é meio de integração, mas exerce função integrativa uma vez esgotado os meios do art. 4º - LINDB. - art. 5º - LINDB - Equidade. Equidade – é a busca do ideal de justiça. Questão: Qual a diferença entre julgar com equidade ou por equidade? R – Todo juiz deve julgar com equidade, o juiz deve buscar uma solução justa, mas, só deve julgar por equidade quando houver motivp. Ex: art. 20, $ 4º - CPC.

Crime Material Art. 1º , Caput – Lei 9.613 Ocultação ou Dissimulação

Crime Formal Art. 1º , §§ 1º e 2º – Lei 9.613 Para ocultar ou dissimular

Em 18/02/11 – Continuação 5 - Interdição - É o procedimento judicial de jurisdição voluntária que tem por objetivo analisar o grau de discernimento de uma pessoa e declará-la absolutamente ou relativamente incapaz. Obs: Não possui lide, tendo em vista que se trata de jurisdição voluntária, pois ambos objetivam a mesma finalidade. Questão: Quem pode ser interditado? R– a) Maiores de 18 anos; b) Menor entre 16 e 17 anos; c) Menor de qualquer de idade emancipado. Procedimento:

Na interdição será realizada uma pericia que deverá apontar o grau de discernimento do interditando. Havendo discernimento reduzido ou ausência de discernimento será proferida sentença declarando a incapacidade e nomeando curador para representar ou assistir o interditado. É o juiz quem determina os poderes e deveres do curador. 5.2 – Natureza Jurídica da Sentença 1ª Corrente: defende que a sentença tem natureza declaratória. (esta é a posição majoritária entre os autores de direito civil). 2ª Corrente: defende que a sentença tem natureza constitutiva. (esta é a posição majoritária entre os autores de direito processual civil). 3ª Corrente: defende uma natureza declaratória constitutiva. Questão: Quais são os efeitos da Sentença? R - 1ª Corrente: defende que a sentença produz efeitos não retroativos (ex nunc). (esta é a posição majoritária). Na prova gabaritar de acordo com a doutrina. 2ª Corrente: defende que a sentença pode ter eficácia retroativa (ex tunc). Na prova gabaritar de acordo com a jurisprudência. Obs: Os autores da primeira corrente entende que embora a sentença de interdição tenha eficácia ex nunc, é possível a propositura de ação própria com objetivo de anular ou declarar nulo ato pretérito praticado pelo incapaz antes da interdição. Requisitos para anular o ato pretérito a interdição: a) Incapacidade manifesta da época do negócio. b) A má-fé do contratante c) Se em prejuízo do incapaz. Questão: E se o interditado praticou o ato em um intervalo de lucidez? R – A doutrina e a jurisprudência brasileira não aceita a alegação de que o ato foi praticado em um intervalo de lucidez pelo interditado com o objetivo de evitar a anulação ou declaração de nulidade do ato. A proteção conferida pela interdição é ininterrupta no tempo. Caso a pessoa interditada recupere o seu discernimento deverá ser promovido um procedimento de desinterdição. 6. Cessação da Incapacidade - É a extinção da incapacidade de fato/exercício/ação - É gênero do qual decorrem duas espécies: a) Cessação da Causa; b) Emancipação. 6.1 – Cessação da Causa - É a hipótese em que desaparece o motivo pelo qual uma pessoa era considerada incapaz. Ex: Maioridade; Cura de uma doença (procedimento de desinterdição)

2 – Emancipação Judicial .IPC Com a emancipação o menor pode praticar todos os atos da vida civil.2 . . Obs: O Tutor não tem os mesmos poderes dos pais e não pode se livrar do múnus publico que exerce sem uma decisão judicial.1 – Emancipação voluntária . 6.É aquela realizada pelos pais (ambos) a favor do filho menor que tenha ao menos 16 anos completos.Questão: (Direito Previdenciário) A redução da maioridade civil para os 18 anos reflete no direito à pensão previdenciária? Lei 8213. deve ser lembrado se o menor de idade for emancipado cessará o direito de pensão. não afasta o direito a pensão previdenciária que vai até os 21 anos. Questão: Se os pais sejam separados. mas deve ser registrada no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais. logo. Questão: Quem pode requer? a) O Tutor. Nas demais hipóteses de emancipação (Judicial e Legal) o STJ entende que os pais não tem responsabilidade. 6. destituição do poder familiar) Questão: Os pais tem responsabilidade civil pelo ato do menor emancipado? R – De acordo com a jurisprudência do STJ os pais tem responsabilidade civil pelo o ato do menor emancipado voluntariamente. Obs: O STJ presume a má-fé dos pais que emancipa seus filhos. . Obs: O emancipado não tem direito a essa pensão.Emancipação . 6.É realizada através de escritura pública (a lógica é que você não deve homologar em juízo) que não precisa ser homologada judicialmente. R – A redução da maioridade civil para 18 anos. b) O Menor tutelado. solteiros.É aquela realizada pelo juiz a favor do menor tutelado que tenha 16 ou 17 anos.Só se emancipa menor de idade . Questão: A Emancipação do menor gera responsabilidade criminal? R – Em regra os efeitos da emancipação estão restritos ao direito civil.2. Obs: Só pode ser realizado por um dos pais na falta do outro.É a antecipação da capacidade civil a um menor de idade. Entretanto. Nesta hipótese os pais tem responsabilidade solidária junto ao filho emancipado. c) O Menor e o Tutor conjuntamente.2. (Ex: morte. divorciados? R – deve ser sempre praticada por amos os pais. . o menor emancipado não tem responsabilidade criminal e não pode tirar carteira de habilitação.

Obs: A possibilidade de pleitear indenização pela ofensa dirigida ao morto se dá em razão dos vivos sofrerem as conseqüências desta ofensa (dor.Miguel Reale. I a V – CC). com exceção d seu patrimônio. 5º.1 . (Ex: ação judicial para recolher biografia não autorizada). Segundo Caio Mário. o menor não poderá solicitá-la ao juiz.São direitos vitalícios. isto é. O Fato de ser atribuído um valor para a indenização por dano moral não afasta esta característica. etc) Também são imprescritíveis as medias de proteção e prevenção a lesões a direitos da personalidade. angustia. 1ª Corrente: Defende que são direito inatos. Em concurso essa corrente.Sem você estiver defendendo a integridade física. d) Extrapatrimoniais Pois não são suscetíveis de valoração econômica. (Ex: Direito a honra. estará defendendo a personalidade. moral ou intelectual. . geram um dever de abstenção para toda a coletividade e também para o próprio titular. isto é. Atenção: . 11 a 21) e o da Constituição Federal não são exaustivos.Se ambos os pais se negarem a emancipação. – IPC. Há quem entenda que a possibilidade de indenização existe em virtude do reconhecimento de que a pessoa morta tem direitos da personalidade. c) Ilimitados Pois o rol do CC (art. . pois surgem e desaparecem com o ser humano. (art. b) Absoluto Os direitos da personalidade são direitos excludendi alios. 7.Características a) São inatos.3 – Emancipação Legal É aquela que ocorre (art.2. o direito de emancipar os filhos é potestativo e exclusivos dos pais. (Positivistas). não dependem do ordenamento jurídico – Direitos Naturais (Jus Naturalistas) – Maria Helena Diniz.Obs: Independentemente de quem requeira a emancipação a oitiva do tutor é obrigatória. . 2ª Corrente: Defende que não são direitos inatos pois dependem para sua proteção de previsão legal. A emancipação judicial também é aceita pela jurisprudência na hipótese de haver divergências entre os pais. e) Imprescritíveis O direito da personalidade em se é imprescritível. tristeza. etc). 6. 5º I a V – CC) 7 – Direito da Personalidade São os direitos subjetivos do ser humano defender tudo que lhe é próprio.

CC – 3 anos. 206. . 8. g) Indisponibilidade / Disponibilidade Relativa Para a doutrina majoritária os direitos da personalidade tem disponibilidade relativa. V) .art.Interesse publico x Interesse do publico Contudo. § 3º. f) Intransmissíveis Os direitos da personalidade são intransmissíveis em vida e após a morte.1 – Morte civil . Prescreve no prazo de: . ou seja. mas não admite-se renuncia a direitos da personalidade. Espécies de Morte 8.Não existe mais. no que diz respeito a medias de reparação a lesão de direito da personalidade (dano moral) doutrina e jurisprudência tem apontado a prescritibilidade.É aquela certificada através de atestado médico de óbito. i) Inexpropriáveis Não podem ser penhorados nem alienados judicialmente. art. h) Irrenunciáveis O titular pode não reivindicar sua proteção. . (qual o requisito – o corpo do falecido). é feita a prova direta da morte. 8. (Ex: Suzane Von Richthofen). Osb: Em caso de transplante são exigidas as assinaturas de dois médicos que não façam parte da equipe de remoção. 27) Exceção: Crime de Tortura – STJ e STF entendem que o direito a indenização é imprescritível.Na morte presumida estamos de uma situação em que o corpo não foi localizado. morte) .É a extinção da personalidade jurídica de uma pessoa viva. (renda obtida pela cessão da imagem de um atleta.3 – Morte presumida . Obs: No CC/02 – temos dois tipos de morte presumida: 1ª – Morte presumida sem decretação de ausência: .2 – Morte real .Existe apenas o resquício da morte civil no direito das sucessões: exclusão por indignidade. Deve ser feita um prova indireta do morte. 648 – CPC 8. mas pode ser penhorado o rendimento obtido com a exploração de aspectos da personalidade. Questão: Quantos médicos assina o atestado? R – Em regras apenas um medico assina o atestado. art. Ex: Cessão de direito de imagem.CDC – 5 anos.

incêndio. os sub-rogados em seu lugar.É somente após este prazo que a sucessão é considerada inabalada. . 3ª Fase: Sucessão definitiva . b) Três anos: Quando o ausente deixou mandatário. ou seja.Duração: Pode ter duração de: a) Um ano: Quando o ausente desapareceu sem deixar mandatário.Catástrofe (Torres gêmeas. Se forem descendentes. ficou incapaz. ascendentes ou cônjuge estão dispensados de prestar calção. Exceção: art. .Nesse período terá direito a recuperar tudo que perdeu. 11 – CC Enunciado 4/CJF: Em 23/02/11 – 3ª Aula Procedimento de Ausência . . é feita na interdição e na tutela. em duas hipótese: . Outros herdeiros estão obrigados a prestar calção. de acordo com CC.Esta fase tem duração de 10(dez) anos. desaparece a pessoa do curador. mas ocorreu algum problema (Ex: O mandatário faleceu.É dos bens e não da pessoa.É aquela que segue o procedimento de justificação e só pode ser invocada com há uma enorme probabilidade da morte. . . 2ª – Morte presumida com decretação de ausência: . . 22 a 39 do CC.Esta previsto nos art.Cura rei. naufrágio).Os herdeiros recebem a posse dos bens. . Obs: . Obs: Cura personae.Nesta fase é nomeado um curador para administrar provisoriamente os interesses patrimoniais do ausente. Isto ocorre. 25-CC. renunciou aos poderes.Nesta fase tem fim a curatela dos bens do ausente.A ordem de quem deve ser nomeado curador esta presente no art. quando se tratar dos bens. . .Se o ausente retornar no período de até dez anos após a abertura da sucessão definitiva. receberá de volta os bens no estado em que se encontrarem. . . 2ª Fase: Sucessão provisória . Cura rei. 1ª Fase: Curadoria dos bens do ausente .Deve ser utilizado quando uma pessoa desaparece de seu domicílio sem deixar/enviar noticias e não se enquadrar nas hipóteses de catástrofe e guerra.art. .. é aberto o testamento e realizado o inventário dos bens.As calções canceladas e os herdeiros recebem a propriedade resolúvel dos bens. etc).Guerra (dois anos após o fim). 7º CC. ou produto obtido com a venda destes.O ausente é declarado como morto.

Podem ser de duas espécies 4. ou bens que adquiri personalidade jurídica própria 2 . Estados. ou não? R – Sim.Externo .Pessoa Jurídica Patrimonial . DF e Municípios .1. Cruz Vermelha.1. OIT. .1.. devendo ser considerado nulo o segundo casamento do cônjuge abandonado.São os Estados estrangeiros e as demais pessoas reguladas pelo direito internacional público.No aspecto pessoal todos os efeitos da declaração de morte são cancelados com o retorno do ausente a qualquer momento.Sociedades.Conceito .São aquelas reguladas pelo direito público. Obs: Os territórios federais são chamados por Maria Helena Diniz. União Europeia. como PE Questão Sociedade de econômica mista e empresas publicas são pessoas jurídicas de direito privado? R – São consideradas pessoas jurídicas de direito privado embora integrem a adm indireta. Mercosul. Santa Sé. 4.É aquela formada pela coletividade de pessoas Ex: . .Administração Direta: União. Pessoa Jurídica 1 .São divididas em administração publica direita e indireta .É todo ente formado pela coletividade de pessoas. por existir nas relações exteriores.Pessoa Jurídica de Direito Público: . as fundações publicas. Ex: ONU.Administração Indireta: As autarquias. Quanto ao casamento a posição majoritária é no sentido de que o ausente volta a condição de casado. os territórios federais e as demais entidades de caráter publico criado por lei. Ex: Deve ser cancelado o registro de óbito.Partidos políticos. 4 – Classificação 4. Associação . etc Questão: o Brasil é uma pessoa de direito publico externo.Pessoa Jurídica intersubjetiva .1 .Igrejas 3 .Interno .2 .É aquela formada pela coletividade de bens Ex: Fundações. inclusive as associações públicas. sendo regulado pelo direito publico externo.

seja em razão do tempo de associação. assistencial(filantrópica).Pode ter finalidade recreativa. Fundações. b) Diretoria .4.2.É considerada o órgão máximo dentro da associação. A constituição é feita através do registro no cartório de registro Questão: Qual a natureza jurídica do contrato de associação? R – Tem natureza plurisubjetiva unidireicional. . 4. há uma manifestação de vontade por parte de várias pessoas com o mesmo objetivo. mas o estatuto pode instituir categorias com vantagens especiais. méritos e etc. mas pode estabelecer obrigações para os associados a favor da associação.1. salvo disposição em sentido contrário no estatuto. cientifica. Ex: Sócio remido. Esse direito de defesa existe ainda que o estatuto seja omisso. .2.Deve ser licita e não lucrativa 4. serviços prestados. Entidades Religiosas.direitos dos associados: Devem ter direitos iguais. e Partidos Políticos. Sociedades. Ex: Pagamento de mensalidade no clube. CF). c) Assembléia Geral . ambiental. Entre outras atribuições lhe compete de forma privativa.O CC/02.2. . educacional. 4. . suspensões ou até mesmo expulsões. destituir administradores e alterar o estatuto. 5º XVII.1 – Constituição O direito de constituir uma associação é garantido pelo principio da liberdade de associação (art.2 – Composição a) Associados: . . Pois. elenca 5(cinco) espécies: Associações.1 – Associações .São pessoas jurídicas de direito privado formadas pela coletividade de pessoas sem intuito lucrativo. etc . (Com este propósito pode aplicar sanções disciplinares como multas.Tem a obrigação de regular o funcionamento da associação e de cobrar o cumprimento das regras previstas no estatuto. Este processo administrativo pode ser simples e resumido mais deve existir. Para a exclusão de associado deve ser respeitado um procedimento administrativo onde seja garantido o direito de defesa e recurso.2 – Pessoas Jurídicas de Direito Privado São aquelas reguladas pelo direito privado. Qualquer alteração do estatuto sem anuência da assembléia geral.obrigações dos associados: o estatuto não pode estabelecer direitos e obrigações recíprocos e associados.1.transmissão da qualidade de associados: a qualidade de associado é intransmissível.

4.São pessoas jurídicas de direito privado. Obs: O MPF tem a obrigação de fiscalizar fundações públicas constituídas pela União. cultural ou de assistência. Ex: Família.2 – Sociedades . foi considerado inconstitucional.3. – Simples e Empresarial: 4. § 2º . moral. – STF. (Teorias Negativistas).3.art. ou federal de fins idênticos.Ato de Constituição .2.Entes despersonalizados: . Se o estatuto for omisso os bens devem ser destinados a instituição municipal.2.É constituída através do registro do estatuto 4. Herança.Saliente-se que a forte doutrina defendendo a tese de que são pessoas jurídicas.Requisitos do estatuto . § 1º . Espólio. formadas pela coletividade de pessoas com o intuito lucrativo. Neste sentido enunciados 8 e 9 do CJF. estadual. .São entes sem personalidade jurídica. Contudo a doutrina é unânime em apontar que este rol é exemplificativo.No passado vários autores negaram a idéia de que pessoas jurídicas teria personalidade. 66. isto é.Em caso de extinção os bens da associação devem ser encaminhados a uma entidade não lucrativa designada no estatuto.MP Estadual onde é situada.São pessoas jurídicas de direito privado formada pela coletividade de bens se intuito lucrativo 4. Contudo na atualidade a doutrina é unânime de que as pessoas jurídicas tem uma personalidade jurídica própria que não se confunde com as personalidade jurídica dos seus sócios ou administradores (Teorias Afirmativistas). Massa Falida.art. Neste sentido enunciado 246-CJF. não são pessoas jurídicas.3 – Fundações . .2. caput – CC -> com atuação em um Estado .MP do DF e Territórios – MPDF e T.1 .2. 66. 6 – Personalidade .3.3 – Fiscalização do Ministério Público .d) Extinção . 66.2. Questão: Os condomínios edilícios são pessoas jurídicas? R – Para efeito de concurso deve ser gabaritado que condomínios edilícios não são pessoas jurídicas.São requisitos indispensáveis: a) a dotação de bens livres. b) a indicação da finalidade. 5 . Enunciado 8 e 9-CJF De acordo com o Código Civil a fundação somente pode ter finalidade religiosa.art. Sociedade de Fato (não possui nada escrito) e Sociedade Irregular (possui contrato.CC -> com atuação no DF e Território Federal .CC -> com atuação em mais de um Estado – MP dos respectivos Estados. 4. . mais não foi levado a registro).2 . .

3) Quais os efeitos do registro das pessoas jurídicas ? . De acordo com esta teoria teria sido adotada no CC/02.1 – Teorias Afirmativistas da Pessoa Jurídica 6. Que não se adequou ao CC) . defende que a personalidade jurídica é fruto da existência material (real) aliada à existência ideal. É muito criticada pois apenas reconhece a existência ideal da Pessoa Jurídica. orgânica. Planos de Saúde.1.Defende que a pessoa jurídica é uma mera abstração legal.2. de fato ou soc.é aquela que defende exatamente o posto da Teoria da Ficção Legal. negando sua existência material 6. Isto é.Terceiro: São impossibilitada de obter inscrição no CNPJ.1 – Teoria da Realidade Objetiva .Primeiro: Os sócios tem responsabilidade pessoal ilimitada e solidária. Questão: 1) É necessária prévia autorização do poder executivo? . . Irregular /soc.Segundo: São proibidas de participar de licitações publicas . (Ex:Banco. Obs: Vacio Legis Direta: É aquela que decorre da própria norma jurídica que foi publicada.É a soma das duas anteriores. Seguradores.2 – Consideradas principais 6. Direito Privado: Em regra ocorre a partir da inscrição do ato constitutivo = registro (art. 45-CC). não retroage para convalidar atos pretéritos. 4) Quais os problemas enfrentados por uma sociedade despersonificada (soc.Tem natureza constitutiva. (principio da livre iniciativa privada).Quarto: Impossibilidade de obter financiamento e empréstimos. Esta corrente é criticada. pois reconhece apenas a existência material da pessoa jurídica 6. .1 – Teoria da Realidade Orgânica . .Também conhecida como teoria da realidade orgânica. Inicio da personalidade jurídica Direito Público: Em regra ocorre a partir da vigência da lei que a instituiu. A pessoa jurídica tem identidade organizacional própria.1.1.Ex nunc. Ex: o prazo de 01 ano do CC.6.Em regra não é necessária previa autorização do poder executivo para ser constituída uma pessoa jurídica de direito privado.1 – Teoria da Ficção Legal . . organizacionista. Excepcionalmente pode ser exigida previa autorização.2.2.1. etc) 2) Qual é a natureza jurídica do registro das pessoas jurídicas ? (Qual a classificação jurídica) . uma criação artificial do legislador. Esta Teoria deve ser gabarita em concurso. isto é. Esta teoria reconhece a dimensão sociológica da pessoa jurídica ao considerá-la um organismo vivo.

Defende que Pessoas Jurídicas não sofrem qualquer dano extra-patrimonial. Majoritário b) Defende que a pessoa jurídica não tem responsabilidade pelos atos praticados pelo falso administrador ou pelo administrador sem poderes.Defende que Pessoas Jurídicas tem direito extra-patrimoniais. Para os defensores desta corrente PJ somente podem sofrer danos institucional (equivale ao dano moral) 3ª Corrente: . é por tanto pode sofrer dano moral. Neste sentido sumula 227-STJ. Art 231 – CC Pessoas Jurídicas e Direitos da Personalidade 1ª Corrente (majoritário): . Ex: Lei do Desarmamento. pois é a pessoa jurídica que responde pelas suas obrigações. 20 do CC x Desconsideração da Personalidade Jurídica) As obrigações da empresa não se confunde com o patrimônio dos seus administradores. Em 18/03/11 – 4ª Aula (Continuação) Em 25/03/11 – 5ª Aula 6 – Responsabilidade da pessoa jurídica . Minoritário. 6. liquidação ou anulação dos atos constitutivos da pessoa jurídica. para que respondam com o seu patrimônio particular pelas dividas da pessoa jurídica.De acordo com o CC/02 a pessoa responsável para praticar atos em nome da pessoa jurídica é o administrador. dissolução. Ação contra a pessoa jurídica deve ter a pessoa jurídica com demandada. . Exceção: É a desconsideração da personalidade jurídica da pessoa jurídica. A desconsideração não gera a extinção. Prorrogação de prazo para cadastro de armas. que deve estar determinado no estatuto ou contrato social.1 – De que forma se da a responsabilidade da pessoa jurídica .Vacio Legis Indireta: É aquela imposta sobre uma norma jurídica já publicada por uma outra norma jurídica posterior. 2ª Corrente: . assumir obrigações em nome da pessoa jurídica podem ser adotados dois posicionamentos: a) Se o ato foi realizado de boa-fé o contrato será valido e a pessoa jurídica será responsável pelo seu cumprimento. Esta boa-fé (é a boa-fé subjetiva) é daquele que contratou com a pessoa jurídica (Teoria da Aparência).Se uma pessoa que não era administradora da pessoa jurídica ou sendo. mais estes devem ser denominados de direitos institucionais. pois só tem direito. Também deve estar determinado quais são os poderes do administrador.É a simples medida processual em que o juiz determina a inclusão dos sócios ou administradores da pessoa jurídica no pólo passivo da demanda.Defende que Pessoas Jurídicas tem direito da personalidade (alguns).Regra: Principio da Separação Patrimonial (art. não tinha poderes suficientes. . .

.art. 28.3 – A desconsideração no Código de Defesa do Consumidor .1 – Ato Jurídico Lato Senso (Manifestação de vontade licita) . 2) A desconsideração deve atingir o patrimônio de todos os sócios? .2 – A desconsideração no Código Civil/02 . Questão: O parágrafo 5º do art. CC – Teoria Maior da Desconsideração => é aquela que exige um motivo para que seja decretada a desconsideração. pois deve ser protegido o consumidor.Parágrafo 5º => apresenta mais uma hipótese para a desconsideração. Embora não tenha previsão legal é amplamente aceita pela jurisprudência. Neste sentido enunciado 7 do CJF. pode responder pelas obrigações da pessoa jurídica. 28 do CDC tem aplicabilidade autônoma? .Desconsideração inversa da personalidade da pessoa jurídica é a hipótese em que a pessoa jurídica é chamada a responder pelas dividas pessoais dos sócios ou administradores. . E venda de combustível adulterado. 6. Para esta teoria basta que a pessoa jurídica não tenha patrimônio suficiente para responder por suas obrigações. 6.De acordo com o enunciado 284-CJF. do CDC .Caput => apresenta 11 hipóteses/motivos para que seja decretada a desconsideração (Teoria Maior da Desconsideração).Elementos essenciais: Volitivo e Licitude. 28 do CDC tem aplicabilidade! (Caso: Osasco Plaza Shopping) 7 – Teoria Geral do Negócio Jurídico 7.Os sócios confundem o patrimônio da pessoa jurídica com o seu patrimônio. Neste sentido Enunciado 283-CJF.De acordo com a jurisprudência a desconsideração deve atingir apenas o patrimônio do sócio que praticou o ato irregular (interpretação restritiva de norma de exceção).De acordo com o código civil o motivo é o abuso da personalidade.Com base no CC o juiz não pode decretar de oficio a desconsideração. Questões: 1) Pode ser declarado de oficio a desconsideração? . . mais não exige motivo (Teoria Menor da Desconsideração). Não é suficiente a simples inexistência de bens em nome da pessoa jurídica. b) Confusão patrimonial . .art. No CDC.É toda manifestação de vontade humana que tenha importância para o ordenamento jurídico e que seja licita. caracterizado em duas hipóteses: a) Desvio de finalidade: do licito para o ilícito Ex: venda de combustível. 3) Pode haver desconsideração de pessoa jurídica sem intuito lucrativo? . pode. 50.De acordo com o STJ o § 5º do art.. o administrador de uma pessoa jurídica sem intuito lucrativo.

Obs: Quanto ao pagamento a doutrina diverge sobre a sua natureza jurídica: Negócio ou Ato Jurídico Stricto Sensu.1. ordem pública e bons costumes.1. do CC . moral. do CC. 7. etc). 185.Licito (de acordo com o ordenamento jurídico = lei. A favor da corrente que defende que pagamento é ato jurídico strito sensu. Você pode escolher os efeitos.Possível = física(se no plano dos fatos é impossível) ou jurídica .todo contrato. Você não pode escolher os efeitos. 7. 4 – Vontade . coação. dolo.Negocio Jurídico .1 – Ato Jurídico Stricto Sensu: . (por que tanto o conteúdo e as conseqüências – LEI) – EFICÁCIA LEX LEGE. (O conteúdo e as conseqüências do ato deriva da vontade – autonomia privada) – EFICÁCIA EX VOLUNTATE.Livre (é uma vontade livre de todos os vícios do negócio jurídico (erro. Ex: Reconhecimento de filiação.testamento.Escada pontiana Plano de Eficic. do CC.2.art. estar o fato de que não se anula pagamento por vicio do negócio (erro. . .1.É a manifestação de vontade que produz efeitos impostos por lei. .Objeto Plano de Validade (Ineficaz) . Em prova tem sido gabarita ADIVERGENCIA. Pode desenhá-lo.É a manifestação de vontade que produz efeitos desejados pela partes e permitidos em lei.\ácia Plano de Validade Plano da Existência 7. .a compra de água ou comida por um menor desacompanhado dos pais. etc) .Capazes e legitimadas .2 – Teoria Geral do Negócio Jurídico – Pontes de Miranda . Ex: .3 – Ato Fato Jurídico . 104 a 184. do CC.art.1 – Elementos Essenciais Plano de Existência (Invalidade = Nulo ou Anulável) 1 – Partes 2 . Ex: .Prescrita ou não defesa em lei.São os atos e negócios jurídicos em que os efeitos são produzidos independentemente da capacidade civil da pessoa que realizou o ato. 7.o incapaz que pesca um peixe. dolo.Determinado (esta individualizado) ou determinável (será individualizado) 3 – Forma (em regra a forma é livre).2 . . Fixação de domicílio. . 185.7. 107. Art.art.

Própria: é a verdadeira condição. .É aquela prevista no art.”quando o Rubinho ganhar uma corrida”) .. 108. Em regra quando o Código Civil. do CC) . do CC. . . – Tipos de Solenidades a) AD SOLEMNITATEM: .Em REGRA o negócio jurídico que existe e é valido tem eficácia imediata.Suspensiva: é aquela que quando verificada dá inicio aos efeitos do negócio.2. (Requisito legal).Condição Certa (INCERTUS AM INCERTUS QUANDO – Caio Mario) . CC. Não há artigos do CC que fale em Existência ou Inexistência.3 – Elementos Acidentais (ACCIDENTALIA NEGOTTI) . terá dificuldade de provar o ato. mais não é eficaz. posto que inserida pela lei.. Ficando de fora o Plano de Existência.Condição Incerta (INCERTUS AM INCERTUS QUANDO – Caio Mario) . Ex: ( .. É inserida pela vontade das partes.Imprópria/Legal/ Conditio iuris: é falsa condição. Quanto a Certeza . “quando você ganhar na loteria”) (. b) AD PROBATIONEM: .Obs: O Código Civil não adotou 100% da teoria de Pontes de Miranda. termo e modo/encargo. 121 a 130. Art.2.Resolutiva: é aquela que quando verificada põe fim aos efeitos do negócio. Esse plano é definido pela doutrina. 7. Caso não seja observado esse requisito. pois caso não seja observada receberá a pena de nulidade.É aquela exigida como requisito de validade do ato.Classificação * Qto aos efeitos: . a) Condição: é a clausula que derivando exclusivamente da vontade das partes subordina a eficácia do negócio jurídico a um evento futuro e incerto. 227. Excepcionalmente pode ser inserida uma causa que irá alterar a eficácia natural do negócio: condição...E aquela que não se sabe se irá ocorrer e nem quando irá ocorrer. (art. Ex: 1º Momento 2º Momento do contrato da condição Resolutiva (Existe e válido) (Chuva) Obs: Se não houve o implemento da condição o negocio jurídico existe. 7.É um requisito processual.2. fala em solenidade presume que é esse tipo de solenidade. Ex: 1º Momento 2º Momento do contrato (Existe e válido) da condição Suspensiva (Chuva) . A construção é puramente doutrinária.

Pode ser: Legal ou Contratual..como regra o modo ou encargo não tem eficácia suspensiva nem resolutiva. Questão: Qual a diferença entre condição suspensiva e termo suspensivo? R . Ex: Data futura.certa 6ª Aula – em 06/03/11 d) Modo/Encargo .”se o Rubinho ganhar a corrida Austrália em 2011”) Questão: A venda a contento (é a venda em que tenho que ficar contente) é realizada sob condição suspensiva ou resolutiva? Rb) Termo: é a clausula que subordina a eficácia do negocio jurídico a um evento futuro e certo. .. R – É condição ..a condição suspensiva suspende o exercício e a aquisição do direito.. Ex: Contrato de locação de um apartamento no dia 21/04(termo inicial) a 25/04(termo final) Prazo: É o lapso temporal existente entre um termo inicial e um termo final.É condição .-É aquela que não se sabe se irá ocorrer.consiste na pratica de uma liberalidade subordinada a um ônus.incerto com limitação de tempo . R – É termo ..o termo suspensivo suspende o exercício mais não a aquisição do direito..É condição ou Termo. Questão: Chuva é exemplo de condição ou de termo? sem limitação de tempo . Ex: ( . mais se ocorrer deverá ser em um determinado momento. .. ao final da aula. “se você ganhar no próximo concurso da mega sena”) (... quando chover. Classificação: Quanto ao Efeito Suspensivo: também conhecimento como inicial ou dies a quo => é aquele que quando verificado dá inicio ao negocio Resolutivo: também conhecimento como final ou dies ad quem => é aquele que quando verificado põe fim aos efeitos.certo Ex: Maioridade? . Incerto (certus an incertus quando): é aquele certo que ocorrerá mais não se sabe quando ocorrerá. portanto gera direito adquirido Qto a certeza ou Incerteza Certo (certus an certus quando): é aquele certo que ocorrerá e se sabe quando ocorrerá e se sabe quando ocorrerá. portanto gera apenas expectativa do direito. Ex: doação onerosa ou modal (liberalidade + ônus) . .

ignorância é o completo desconhecimento da realidade. Consequências: . Vícios sociais .ação anulatória .no primeiro grupo o defeito está na formação da vontade e no segundo grupo o defeito está na manifestação da vontade.o prejudicado é um dos contratantes. dolo.sempre vão atingir o plano da validade.nesse grupo o defeito está na formação da vontade (interna). Obs: No capítulo do contrato de doação do Código Civil. . Questão: o que diferencia os vícios da vontade e os vícios sociais.o prejudicado é sempre um terceiro.erro é a falsa percepção da realidade .prazo: de 4 anos – decadencial . Isso transforma o ônus em obrigação. estado de perigo e lesão .negócio jurídico anulável . Vícios da Vontade ou do consentimento .Questão: A parte que realizou a liberalidade pode pedir a sua revogação se o encargo não for cumprido? R – se a pessoa que recebeu a liberalidade não cumprir o ônus a parte que realizou a liberalidade poderá pedir sua revogação. R.Fraude contra credores e simulação . também permite que a pessoa que realizou a liberalidade cobre o cumprimento do ônus em juízo.nesse grupo o defeito está na manifestação da vontade (vontade externa).o código civil tratou como sinônimos o erro e a ignorância.no plano de validade (nulo ou anu. por que a pessoa que vai fazer o negócio . coação.no plano de eficácia (abatimento proporlável) cional do preço ou refazimento Ação declaratória de nulidade Ação quanit minoris ou Ação redibitória Ou Ação anulatória a) Erro ou ignorância .inicio: a partir da celebração do negócio jurídico . Questão: quais as diferencias existentes entre os vícios do negócio jurídico (vontade/sociais) e os vícios redibitórios? Nos vícios do negocio jurídico # nos vícios redibitórios 1 – defeito: vontade 1 – defeito: no objeto De acordo com Pontes de Miranda De acordo com Pontes de Miranda . Vícios dos negócios jurídicos .Erro. por que a pessoa vai realizar o negócio jurídico acreditando que não .

é aquele que incide sobre aspectos não determinantes do negócio. A escusabilidade consiste em se indagar se o homem médio incidiria no erro da pessoa que foi prejudicada. Classificação do erro Erro Substancial (erro in substancia) .É a doutrina majoritária.não permite a anulação do negócio jurídico.da parte prejudicada Questão: A escusabilidade(perdoável) para a anulação do negócio jurídico R – 1ª Corrente: defende que a escusabilidade ainda é um requisito para a anulação do negócio jurídico por erro. Induzimento: . Dolo .Legitimidade . mas tão só a retificação do cálculo. .art. 139 do CC .1 – Consequência ..o negócio não pode ser anulado.art. . Erro acidental .é aquele que incide sobre aspectos determinantes do negócio. . no dolo a pessoa é levada a erra.feito por terceiro: temos que verificar a conduta: . (Autores de direito civil constitucional) Enunciado 12/CJF – art. Consequência: o negócio é anulável. 2.É a posição minoritária. Ex: o embrulho . Esta corrente se sustenta na redação do art. erra sozinho” – A outra parte não teve culpa pelo erro) Erro de cálculo . mas a parte prejudicada por pedir indenização do terceiro 2.Prazo: 4 anos – decadencial – da celebração do negócio jurídico ..Efeito: negócio é anulável .se ele agiu sem conluio da outra parte: o negócio não é anulável. . 138 do CC. . deve ser analisado se o outro contratante (o que não foi prejudicado) tinha condição de perceber que a outra parte estava incidindo em erro.Ação: anulatória .a parte prejudicada não pode pedir indenização pelas perdas e danos (“quem erra.feito pela outra parte: é anulável . .Legitimidade: parte prejudicada.. se refere a cognoscibilidade ou recognoscibilidade.se ele agiu em conluio com a outra parte: anulável.2ª Corrente: defende que a escusabilidade não é mais um requisito e que o art. 138. 138: na sistemática do art. Ex: o material do qual é feito um jóia.é o induzimento malicioso de uma pessoa a erro.em quanto no erro a pessoa erra sozinho. 138CC. . 139 do CC . isto é..

é aquele em que ambos os contratantes atuam com dolo. O contratante omite informação de que tinha conhecimento quando foi indagado.pessoa próxima.é aquele que incide sobre aspectos secundários do negócio. mas a parte prejudicada pode pedir indenização.é aquele que há intenção de prejudicar.é aquele caracterizado por uma ação Ex: o vendedor fala que o relógio é de ouro mais sabe que não é. . 2. .é aquele em que o negócio jurídico não teria sido celebrado se o outro contratante soubesse da verdade.negócio é anulável Acidental: . c) Dolo bilateral ou recíproco .4 – Classificação quanto a intenção Dolus Malus: .não permite a anulação do negócio.bens De acordo com a doutrina do CC/02 apenas regulamentou a coação relativa ignorando a existência da coação absoluta .o negócio teria se realizado ainda que o contratante soubesse a verdade .Classificação do dolo quanto a determinação Essencial e acidental Essencial (dolus causam) .é aquele caracterizado por uma omissão. 2. Pode incidir: .o negócio é anulável b) Dolo negativo ou omissivo . logo o negócio não pode ser anulado e não pode ser pleiteada indenização proporcional. . .própria pessoa.3 – Classificação do dolo quanto a conduta a) Dolo positivo ou comissivo . 3.é a pressão exercida sobre uma pessoa para que realize um negócio jurídico.Intenção de ajudar 2ª – É a lábia comum dos comerciantes (deve ser moderada) Obs: Nos dois sentidos o negócio não é anulável por dolus bônus. .Negócio é anulável Dolus bônus: tem dois sentidos 1ª . .é aquele que incide sobre aspectos determinantes do negócio . Coação . Consequência: o dolo de um compensa o dolo do outro.

. patrões e empregados.a doutrina entende que não há manifestação de vontade.2 – Coação absoluta (vis absoluta) . Consequência . decadencial. logo o negócio é inexistente.art.amigo intimo .Ação: anulatória .indagar o porquê? .Se encontram em uma situação de perigo de morte/vida ou grave dano moral (Maria Helena Diniz) RATIO LEGIS: o que está por traz do perigo . 4 – Estado de perigo Requisito objetivo: Prejuízo considerável .parente próximo .1 –Coação relativa ou psicológica (vis compulsiva) .Prazo: 4 anos .cônjuge ou companheiro .uma pessoa realiza negócio jurídico assumindo prestação excessivamente onerosas . 153/CC . a partir do dia em que cessar a coação.é esta a prevista no código civil/02 Consequência .Prazo: imprescritível.3 – Não caracteriza coação .Efeito: anulável .Ameaça de exercício regular de direito (ato licito) Ex: ameaça de entrar com ação judicial.Efeito: anulável .Ação: anulatória .Prazo: 4 anos – decadencial – a partir da celebração do negócio . Consequência .Ação: declaratória de inexistência .Efeito: inexistência do negócio .Temor reverencial ou receio de desgosto: é a mistura de respeito e medo Ex: relação entre pai e filho.3. (Grande prejuízo) Requisito subjetivo .a própria pessoa . .é aquela que não deixa opção ao coagido Ex: uma pessoa sob a mira de uma arma de fogo. 3. 153/CC .Legitimidade: parte prejudicada . . 3.Proteção de um direito da personalidade.art.é aquela que deixa opção ao coagido.

Legitimidade: parte prejudicada 5. Doutrina moderna: defende a possibilidade da parte prejudicada por estado de perigo ou lesão ingressar com ação de revisão contratual ao invés de anulatória com base no princípio da conservação dos contratos.consiste na atuação maliciosa do devedor insolvente ou na iminência de assim se tornar que se desfaz de seu patrimônio procurando não responder pelas obrigações anteriormente assumidas. Ex: João credor -----------------------R$ 100.Ação Pauliana (Revogatória) 6.uma pessoa realiza negócio jurídico assumindo prestação excessivamente onerosas .art.o negócio não será anulado se a parte beneficiada se oferecer para complementar o preço ou reduzir o proveito.000.na lesão não precisa ser provado o dolo de aproveitamento.indagar o porquê? . financeiro) RATIO LEGIS: o que está por traz a lesão . isto é.CJF Consequência . 5 – Lesão Requisito objetivo: Prejuízo considerável . 153/CC .Ação: anulatória .Efeito: anulável .00 --------- Paulo devedor (aliena o bem que possui com o objetivo de prejudicar o credor) .Principio da conservação do contrato: o negocio não será anulado se a parte beneficiada oferecer em juízo a complementação do preço ou redução do proveito..1 – Requisitos a) Evento danoso (eventus damni) . Obs: Atenção: o negócio só pode ser anulado por estado de perigo se. Fraude contra credores . Enunciado 150 . Neste sentido o enunciado 149/CJF. for provado o dolo de aproveitamento.Prazo: 4 anos – decadencial – a partir da celebração do negócio .3 – Principio da conservação contratual . 6. for provado que a outra parte tinha conhecimento da situação de perigo. que decorre do princípio da função social.Proteção de um direito patrimonial Questão: Para que o negócio seja anulado por lesão é necessário provar que a outra parte tinha conhecimento da situação do prejudicado? R . negocial. (Grande prejuízo) Requisito subjetivo . além dos requisitos estudados acima.a pessoa agiu em situação de: 1ª – Premente necessidade (é a financeira $$) 2ª – inexperiência (social. econômico .

.Ação: Pauliana ou Revocatória (tem como objetivo a declaração da ineficácia da fraude contra credores) .Exige-se que este desacordo seja intencional e em concluiu com o destinatária da manifestação de vontade (o outro contratante).A segunda diferença consiste no fato de que a simulação gera a nulidade do negócio. Ex: exemplos dados em sala de aula. .Simulação . Na verdade o que importa é provar a má-fé do adquirente (Ex: provar que ele sabia da insolvência do devedor). .A única hipótese em que a reserva mental invalida o negocio jurídico é quando o destinatário da manifestação de vontade tem conhecimento da reserva mental.Existe .é o desacordo entre a vontade interna (intenção) e a vontade externa(manifestação).ATENÇÃO: se a alienação do bem ocorreu a titulo gratuito o conluio fraudulento é presumido.o ato tachado(acusado) e fraudulento deve ter deixado o devedor sem patrimônio suficiente para responder pela dívida. . c) Anterioridade do crédito) . pois nesta não há concluiu com o destinatário.atualmente a jurisprudência tem entendido que a simples existência de parentesco entre o devedor e o adquirente não é suficiente para provar a má-fé.Legitimidade: Credor prejudicado. 148 do CC). Deve ser quebrada a presunção estabelecida pelo princípio da boa-fé. ineficácia do negócio jurídico Ex: Credor-----------------------------Devedor Ação Pauliana Ineficácia FCC Negócio . Para o STJ.para que exista a fraude ao credor é necessário que a obrigação seja anterior . a reserva mental não.Prazo: 4 anos (art.deve ser provado o conluio entre o devedor e o adquirente (é provar a má-fé de ambos).Efeito: anulável .A simulação não deve ser confundida com a reserva mental. . a partir da celebração do contrato ..Válido . Obs: . caracterizada como uma manifestação de vontade não desejada em seu conteúdo. b) Conluio Fraudulento (Consilium fraudi) . o que importa é o momento da existência da divida e não o seu vencimento ou seu reconhecimento judicial. . 7ª Aula – em 12/04/11 d) Consequência da fraude contra credores .Ineficácia 7.CC .

Legitimidade: Qualquer interesse na declaração desta nulidade.data. Ex: no contrato em que aparece um laranja. (utilização de interposta pessoa).art. Inclusive a inocente (idéia de silencio ) Enunciado 152/CJF 8.Ação: Declaratória de Nulidade . objeto do contrato.gera a nulidade no negocio. 167 do CC .Efeito: torna o negócio jurídico nulo .é aquela que não tem por objetivo prejudicar terceiro ou fraudar a lei. mais na essência as partes desejam realizar negocio diverso. b) Simulação inocente . . b) Simulação relativa . logo tudo é nulo) Ex: Separação do casal.Nesse sentido Maria Helena Diniz e Caio Mario. Ex: .1 – Prescrição .2 – Classificação 7. .1 -Quanto ao conteúdo a) Simulação absoluta . natureza do negócio.2. 7. logo nem tudo é nulo) . preço.Quanto ao propósito a) Simulação maliciosa . Enunciado 294/CJF Questão: Qual a natureza que a simulação diante de sua localização no CC/2002? R – em que pese o deslocamento da matéria para o capitulo da invalidade negocial a doutrina continua considerando o instituto como espécie de vicio social do negocio jurídico.compra e venda de imóvel.é aquela que tem a aparência de um negocio. 7.7.2.Prazo: imprescritível .é aquela que tem aparência de um negocio mais na essência as partes não desejam realizar qualquer negocio. . (Nem tudo é mentira. Distinção entre prescrição e decadência 8.IPC Subjetiva: é aquela em que o elemento falso no contrato é um dos contratante.2 . 2ª Corrente: defende que diante da omissão do legislador toda simulação é invalidante. .é aquela que tem por objetivo prejudicar terceiro ou fraudar lei imperativa.é a perda da pretensão de reparação de um direito violado em virtude da inércia de seu titular no prazo previsto em lei. (É aquele em que tudo é mentira. Questão: a simulação inocente invalida o negocio jurídico? 1ª Corrente: defende que a simulação inocente não invalida o negocio em que pese a omissão do legislador: não há nulidade sem prejuízo.1 – Consequência . Objetiva: é aquele em que o elemento falso é elemento objetivo.

ou secundário. a própria prestação.antigamente a prescrição não podia ser declarada de oficio pelo juiz. nunca o débito.Previsão: somente esta prevista em lei. . . Em contraposição a um direito subjetivo se apresenta um dever jurídico. o devedor tem a obrigação de pagar. Obs: toda vez que você esta em juízo por que alguém não cumpriu com sua obrigação. 190 do CC Declaração de oficio da prescrição . §5 ‫ ڃ‬do CPC. . a indenização pelo descumprimento da prestação. pois este é um direito público. .Pretensão => é o poder de exigir de outrem de forma coercitiva o cumprimento de um dever jurídico originário.Responsabilidade civil => é a conseqüência jurídica e patrimonial do descumprimento do debito (é a segunda parte é a responsabilidade civil). só se aplica as exceções dependentes. Atenção: nos dias atuais não se deve falar que prescrição põe fim a ação ou direito de ação. 194 do CC e alterado o art. Renuncia da prescrição . não pode ser estipulada pelas partes. 190 do CC. . abstrato e indisponível que toda pessoa tem de ter acesso ao poder judiciário. (Ação de Repetição de In debito). 2ª – exceção independente (autônoma)> é aquela que não esta fundamentada em uma pretensão. Prescrição da exceção . Com as reformas do CPC. Espécies de exceção 1ª – exceção dependente ou autônoma => é aquela baseada em uma pretensão. 219. ou seja. A exceção independente é imprescritível.Debito => é o dever jurídico de cumprir espontaneamente uma prestação de dar. Não serve como matéria de ataque. em 2006 foi revogado o art.Ação: as ações vinculadas a prescrição: condenatória(reparação de danos) e execuções. para dispor de que deve ser declarada de oficio. 190 d0 CC) Ex: compensação de divida. fazer ou não fazer (é a primeira parte é o débito) .Direito: é sempre o direito subjetivo patrimonial. vai entrar com uma ação de indenização ou para cobrar o cumprimento de uma prestação. É garantido pelo principio da inafastabilidade da jurisdição (art. É sempre uma obrigação. 190 do CC => a exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. você cai entrar com uma ação em juízo para forçar a execução ou vai pedir indenização pelo descumprimento. XXXV. da CF/88). pode ser utilização tanto como forma de defesa como forma de ataque. Ex: (alegar que a dívida já foi paga). Ex: o credor tem o direito de cobrar.Extingue: a pretensão .o art. não é aplicável o art.. Atenção: a prescrição fulmina a responsabilidade civil. (art.art. mais como matéria de defesa.caso não seja cumprida a obrigação. .

O prazo geral é de 10 anos.. 206 do CC e tem aplicação preferencial. Prazos de prescrição . Atenção: a renuncia da prescrição pode ser expressa ou tácita (ex: o pagamento de divida prescrita). Somente há prazos em anos. Requisitos para a renuncia: I – inexistência de prejuízo de terceiros . Variam de 1 a 5 anos. É aplicável quando o caso concreto não se encaixa nas hipóteses do art. Terminada a suspensão.em que pese a possibilidade do juiz declarar de oficio a prescrição doutrina majoritária compreende que a prescrição ainda pode ser renunciada pela parte interessada.é aquele estipulado no art. eventualmente. o prazo volta a correr de onde parou. 198 e 199 do CC – Normalmente retratam uma situação. se houver pedido expressa. c) Prazo interrompido: é aquele que já correu uma parte.Geral de Prescrição . 197. Não é admitida renuncia previa (antecipada) de prescrição. A renuncia nessa hipótese caracteriza uma forma de fraude contra credores. 202 do CC – Normalmente retrata uma ação (conduta) do credor. Ex: um credor do renunciante. suspensão e interrupção do prazo a) Prazo impedido: é aquele que nunca correu. Obs: juiz pode declarar matéria de ordem pública ou matéria de ordem privada. . II – o prazo já deve ter sido consumado. 206. Impedimento e suspensão : art. pois se referem a situações específicas. Interrompido recomeça a correr do zero. Interrupção: art. Questão: pode ser alterado o prazo de prescrição? E Criado? R – por ter previsão legal não admite-se a criação.Geral Especial . Esta interpretação se deve ao fato de que a doutrina majoritária compreende que a prescrição no direito civil continua sendo matéria de ordem privada. 205 do CC e tem aplicação subsidiária. 8. b) Prazo suspenso: é aquele que já correu uma parte. Obs: a prescrição só pode ser interrompida uma única vez. Questão: como compatibilizar a possibilidade de renuncia com o dever de declarar de oficio do magistrado? R – doutrina majoritária defende que antes de declarar de oficio a prescrição o juiz deve intimar o réu para se manifestar e..2 – Decadência: .são aqueles previstos no art. renunciá-la. nem a alteração de prazo prescricional por força Impedimento. Cessado o impedimento o prazo começa a correr do zero.

Obs: .Previsão: a decadência esta prevista em lei mais o legislador também admite a criação de novos prazos através da manifestação de vontade unilateral ou bilateral (decadência convencional/contratual). (Ex: não corre prazo de prescrição.. (É uma forma de prazo geral) R. suspenso ou interrompido. .os prazos de decadência estão espalhados no CC com exceção do art. deve ser declarada de oficio pelo juiz e não pode ser renunciada pela parte interessada. mas tão só um estado de sujeição. pode ser renunciada. Decadência convencional: de acordo com o Código Civil. logo não pode ser declarada de oficio pelo juiz.Todo e qualquer prezo existente no CC que não esteja previsto nos art.é a perda efetiva de um direito potestativo pela falta de seu exercício no prazo previsto em lei ou em contrato . .Ações: ações constitutivas. Prazos de decadência .essa sumula deve ser entendida por superada com a vigência do Código Civil de 2002.em regra prazo decadência não pode ser impedido. Caracteristicas . . 4 – Direito Intertemporal . 208 do CC.quando estive de frente a um dir. subjetivo = dever jurídico (obrigação) . sem que exista um dever jurídico correspondente. só pode ser prazo de decadência (principio da operabilidade: o legislador quis facilitar a vida do operador do direito).Sumula 494 do STF => refere-se a anulação de venda de ascendente para descendente sem o conhecimento dos demais. potestativo = estado de sujeição Ex: Direito de anular um contrato Direito de reclamar de vício redibitório . Ex: prazo de garantia.o prazo de 5 anos do CDC é para você pedir indenização. Excepcionalmente poderá haver impedimento. 179 do CC (para alguns autores ele é de decadência e para outros não). Questão: Existe prazo geral de decadência? R – art. 205 e 206 do CC. nem de decadência contra absolutamente incapaz. Art. 179 do CC tem aplicabilidade restrita as ações anulatórias. . pois o art. positivas ou negativas(Ex: anulatórias) . suspensão ou interrupção. 205 e 206.a doutrina diverge quanto a existência de um prazo geral de decadência. direito potestativo: são aqueles que confere ao seu titular o poder de provocar mudanças na esfera jurídica de outrem de forma unilateral. Atualmente o prazo é de apenas dois anos e tem natureza decadencial.quando estiver de frente a um dir. Declaração de oficio e renuncia da decadência Decadência legal: de acordo com Código Civil.Extingue: o direito potestativo .

se ainda não transcorreu mais da metade do prazo previsto no CC/16 => deve ser aplicado o prazo do CC/02.se o prazo de prescrição/decadência ainda estava correndo quando o CC/02 entrou em vigor. .é o direito que tem por objetivo regular a transição entre normas jurídicas. . Nesta hipótese o prazo novo deve ser contado a partir da entrada em vigor do CC/02 (11 Jan 03). de danos .CC/02: 1 anos . Enunciado 50 do CJF Fato 11/Jan/97 (6 anos) CC/02 (3 anos) 11/01/03 .em especial a aplicação da lei nova a fatos pretéritos. de danos . 2.1 – Se o prazo foi reduzido .CC/16: 20 anos Rep.CC/16: 20 anos Rep. pois para a outra parte a prescrição da pretensão ou a caducidade do direito já estavam consumadas (ato jurídico perfeito/direito adquirido) Fato 11/abr/02 Cobra divida de restaurante 6 meses CC/02 11/01/03 .art.CC/02: 3 anos 4.se já transcorreu mais da metade do prazo previsto no CC/1916 => continua sendo aplicado o prazo desse código.028 do CC 4..CC/16: 6 meses .CC/02: 1 anos (prazo)11/10/03 . Nesta hipótese a diferença de prazo deve ser acrescida ao prazo antigo beneficiando o titular da pretensão ou do direito. . Fato 11/Jan/90 (10 anos) CC/02 11/01/03 .2 – Se o prazo foi aumentado . Fato 11/out/02 Cobra divida de restaurante 6 meses CC/02 11/01/03 .se o prazo de prescrição/decadência já estava consumado quando o CC/02 entrou em vigor não haverá prorrogação do prazo.CC/16: 6 meses .deve ser analisado a data da entrada do CC/2002 (11 Jan 03).CC/02: 3 anos .

Conceito Dinâmico .quanto as pessoas jurídicas não importa se são de direito privado ou público. etc). . ou seja. pessoal e transitória. nacional ou estrangeira.1 .é a relação jurídica. fiduciários. com ou sem fim lucrativo.1 – Elementos Subjetivos . retidão. sociedade irregular. condomínio edilício. ética. 2. sociedade de fato. menores ou maiores.é pessoal por se desenvolver entre pessoas. nascidas ou concebidas. que confere ao credor o direito de exigir do devedor o cumprimento de determinada prestação.é a atividade a ser desenvolvida pelo devedor.quanto as pessoas naturais (físicas). Ex: lealdade.a obrigação é vista como um processo. .ao lado do núcleo da obrigação (prestações principais) são visualizados deveres anexos.é transitória por ter inicio meio e fim.é a prestação (o conteúdo da obrigação) Objeto direto ou imediato da obrigação . etc.Sujeito passivo: devedor Questão: Quem pode ser credor ou devedor? R . como uma série de atos exigidos do credor e do devedor para que as suas pretensões sejam alcançadas. confidencialidade. nacionais ou estrangeiras. vários atos para se chegar a um resultado. isto é. Ex: compra e venda entre João e Pedro João Pedro 1.Conceito Clássico ou Estático . secundários. satelitários. 2 – Elementos constitutivos das obrigações 2.devem estar individualizados (determinados) em regra desde o início da relação jurídica obrigacional. Esses deveres são impostos pelo principio da boa-fé objetiva. .os sujeitos da obrigação (as partes) . também conhecidos como deveres laterais.8ª Aula – em 12/04/11 Direito das Obrigações 1 – Conceitos 1. reciprocidade. . etc.qualquer pessoa física o jurídica pode ser credora ou devedora. Essa situação é momentânea e desaparecerá no momento do cumprimento da obrigação.2 – Elementos Objetivos . colaterais. Só pode ser de 3 tipos: .2 .Sujeito ativo: credor . e até mesmo os entes despersonalizados (massa falida. probidade. Contudo admite-se a indeterminabilidade temporária (ex: promessa de recompensa) a um deles. . etc.a obrigação é vista como um processo dinâmico. não importam se são capazes ou incapazes. Questão: Os sujeitos devem estar determinados? . .

é o conteúdo da atividade (prestação). Para os defensores dessa concepção a responsabilidade civil não integra o conceito de obrigação.é o vinculo formado entre credor e devedor.é o bem da vida. Ex: divida prescrita.1 – Dar. representado pelo DEBITO.existe responsabilidade sem obrigação => Teoria Monista Ex: fiador . R – sim. Obrigação Civil(# resp. Civil => é a conseqüência jurídica e patrimonial do descumprimento do (HAFTUNG) débito Questão: Existe Schuld sem halftung (debitum sem obrigatio)? . Questão: A presta precisão ter conteúdo patrimonial? => Doutrina clássica: .existe obrigação sem responsabilidade => Teoria Monista.esta é a corrente minoritária. . Questão:Existe halftung sem schulde (obrigatio sem debitum)? . 2 – Fazer ou 3 – Não fazer Objeto indireto ou mediato da obrigação .existe responsabilidade sem debito => Teoria Dualista .defende a existência de um único vinculo entre credor e devedor.defende que a obrigação civil pode existir se conteúdo patrimonial.existe débito sem responsabilidade => Teoria Dualista . => Doutrina moderna: . bastando que o interesse seja digno de tutela. a) Concepção unitária (Monista ou Clássica) .3 – Elemento imaterial ou elemento virtual ou espiritual .a obrigação de citar a fonte em uma monografia.a obrigação de devolver uma carta de amor. b) Concepção binária (Dualista) . civil) -------- forma apenas débito. 2.defende que para que a obrigação seja civil a prestação deve ter conteúdo patrimonial. Ex: .Resp. Ex: na venda de um automóvel o objeto direto é “DAR” e o indireto é o “AUTOMOVEL”.Débito => é o dever jurídico de cumprir uma prestação de dar/fazer/não fazer Obrigação (SCHULD) Civil .defende que existem dois vínculos entre credor e devedor: DEBITO e RESPONSABILIDADE. . . As denominadas obrigações naturais. divida de jogo. ainda que o interesse seja extra patrimonial. .está é a corrente majoritária. .

(Ex: divida prescrita. Assume responsabilidade solidária.não gera debito nem responsabilidade civil. Gera DEBITO e RESPONSABILIDADE CIVIL (Ex: divida não prescrita). 4 – Classificação da obrigação de acordo com a prestação (objeto da prestação) . operando-se a solut retentio. Gera DEBITO mais não gera responsabilidade civil. pois estar-se-ia admitindo a substituição de uma obrigação não exigível por outra exigível. .ainda que o devedor cumpra parcialmente a obrigação natural. 3 – Classificação das obrigação de acordo com a sua natureza 3.Novação . obrigações oriundas de ato ilícito.2 – Obrigação natural . . . mútuo a menor). não trair o namorado. .Resp. divida de jogo.a do fiador é secundária..Fiança .é aquela que pode ser cobrada em juízo..o solvenos não pode alegar qualquer modalidade de erro para reaver o que pagou.Locador -------------------- Locatário . 3.1 – Obrigação civil . .3 – Obrigação moral .o fiador tem sempre subsidiário. isso é exceção. Questão: A pessoa que cumpriu obrigação natural poderá cobrar de volta o que pagou? R – em caso de cumprimento voluntário de obrigação natural os solvens não tem direito a repetição.é aquela que não pode ser cobrada em juízo. civil Fiador Questão: Qual é a diferença entre a responsabilidade civil do locatário e do fiador? R – a do locatário é primária. Ex: se uma pessoa pagou divida de jogo que havia sido perdoada poderá cobrar de volta o que pagou.as obrigações naturais não podem ser garantidas por fiança.as obrigações naturais não podem ser objeto de novação.Cumprimento parcial ..Remissão da dívida .. 3. Principais regras da obrigação natural .são aquelas que surgem da nossa consciência. (subsidiária).caso o credor perdoe o devedor da obrigação natural haverá a renuncia do direito de retenção por parte do credor. Ex: ser educado com as pessoas. .Débito . o credor não poderá cobrar o restante. .

4.também deve ser observada a regra pela a qual “a coisa perece para o dono”.é aquela que tem por objeto uma coisa totalmente individualizada/determinada.o bem acessório segue a sorte do bem principal.não falta qualquer escolha quanto ao objeto. . (Ex: compra e venda).1 – Obrigação de dar (obligatio in dandum ou obligationes dandi) .é aquela em que o devedor assume o compromisso de devolver um bem que pertence ao credor.se o bem for imóvel a transferência ocorre com o registro. 238 a 242 do CC . .1. .4. So responderá pelas perdas e danos se agiu culposamente.1 – Obrigação de dar coisa certa (ou obrigação específica) art. Entretanto alguns autores defendem que a obrigação de dar é aquela que tem por objeto a transferência da propriedade. Questão: A obrigação de dar gera direito pessoal ou direito real? R – a obrigação de dar gera apenas direito obrigacional/pessoal (jus ad rem) e não direito real (jus in re) .Principio da gravitação jurídica ou da acessoriedade .é aquela que consiste na entrega de um determinado objeto. . Ex: a égua ficou prenha.o credor não pode ser forçado a receber coisa diversa ainda que muito mais valiosa. Se aceitar ocorrerá dação em pagamento.a outra parte não concordar com aumento poderá ser resolvido pelo vendedor.Responsabilidade pela perda ou deterioração da coisa . . Questão: Qual a diferença entre dar e entregar? R – em regra as expressões devem ser tratadas como sinônimas. .Cômodos obrigacionais .a obrigação de entregar é aquela que tem por objeto apenas a transferência da posse. .aplica-se a regra “RES PERIT DOMINO” 4. O fundamento para a regra é o principio da equivalência das prestações . .art. Se for bem móvel a transferência da propriedade ocorre com a tradição.1.se a coisa se valorizar após a celebração do contrato em razão de melhoramento ou acréscimo do devedor poderá exigir o aumento do preço. Principais regras: . .em nosso país o contrato (titulo translativo) nunca transfere a propriedade .havendo o perecimento ou a deterioração do objeto do contrato deve ser observado se o devedor teve cumpa ou não ou não. 481 do CP .2 – Obrigação de restituir – art.esta regra vale no silencio do contrato. 233 a 237 do CC .Coisa diversa .

Concentração .Cômodos obrigacionais . . Dez quilos de arroz) o que pode falta é a indicação da qualidade.é o ato de escolha da prestação (objeto) que será entregue. . . . Não obrigação de restituir também é aplicável a regra res peit domino.o devedor estar proibido de escolher o da pior qualidade mas não está obrigado a entregar o da melhor.Inadimplemento .Principio do meio-termo ou da qualidade de média . uma vaga. Ex: uma garrafa de vinho. Principais regras: . Isso é comum em locação do interessado 4.é aquela que não sofre uma restrição na sua delimitação por outra do mesmo gênero.o devedor só responde pelo perecimento ou deterioração da coisa se tiver agido culposamente.1. No silencio do contrato e escolha (concentração) compete ao devedor. Obs: a regra da responsabilidade pode ser invertida.se o devedor não devolver o bem. Para que a obrigação seja determinável e não seja considerada indeterminável (que são nulas) o contrato deve ter ao menos indicação do gênero e da quantidade do objeto (Ex: uma caneta. sem despesa ou trabalho do devedor.Gênero ilimitado .Responsabilidade pela perda ou deterioração da coisa. Se o melhoramento ou o acréscimo ocorreu com despesa ou trabalho do devedor este terá direito a um indenização de acordo com as regras previstas no CC quanto as benfeitorias.3 – Obrigação de dar a coisa incerta (ou Obrigação genérica) .Responsabilidade pela perda da coisa ou deterioração da coisa . isto é será individualizado em momento futuro. Principais regras: .Ex: a obrigação do locatário ou comandatário de devolver o bem a pós o fim do contrato. o lucro será do credor que não terá de pagar qualquer indenização.é aquela em que o objeto é determinável. quantidade e qualidade. A obrigação de restituir. o credor poderá ingressa com ação de busca e apreensão (bem móvel) ou reintegração de posse (bem imóvel) . .Se sobrevier melhoramento ou acréscimo a coisa.se por força do contrato a escolha compete ao credor também deverá ser observado o principio do meio termo. . Ex: antes da devolução do automóvel o motorista foi roubado.

.é aquela em que o devedor se compromete a realizar determinada tarefa fisica ou intelectual) a favor do credor ou de outrem. se o credor aceitar depois não poderá cobrar indenização pela perdas e danos do devedor originário (a obrigação infungível se converteu em fungível) Atenção: de acordo com a doutrina se o credor for compelido a aceitar o cumprimento da prestação por terceiro em razão da urgência. Responsabilidade pelo inadimplemento .2.2 – Obrigação de fazer (obrigatio ad faciendum ou obrigatio faciendi) . 186 do CC) A doutrina divide a obrigação de não fazer: a) Obrigação de não fazer transeunte (irreversível) .conduta comissiva .3 – Obrigação de não fazer ( . .o credor não pode ser forçado a aceitar o cumprimento da prestação por terceiro.é a hipótese em que o objeto ainda que incerto é relativamente restringido.Obrigação de fazer infungível (imaterial ou personalíssima) . Uma vaca da minha fazenda. . .o devedor não se exonera de responsabilidade.é aquele que não pode ser desfeita . poderá cobrar indenização do devedor originário. 4. Ex: uma garrafa de vinho de minha adega.Gênero limitado .é aquela que pode ser cumprida por outras pessoas além do próprio devedor. 9ª Aula – 29/04/11 Continuação de Direito das Obrigações 4.em caso de inadimplemento o devedor só terá responsabilidade se seja culposamente. . Normalmente o exemplo de prova envolve artista e pessoas famosa.Em caso de inadimplemento culposo.é aquela contratada em atenção a determinadas características/atributos pessoais do deve.Obrigação de fazer fungível (material ou impessoal) . só resta ao credor requerer indenização pelas perdas e danos. Nesta hipótese se houver o perecimento do gênero por intereiro (Ex: todos os meus vinhos/ minhas vaca de minha fazenda) o devedor estará exonerado.Lei: obrigação de não causar dano (art.o devedor só responde pelo inadimplemento se tiver deixado de agir culposamente.é aquela que consiste em um dever de abstenção. alegando caso fortuito / força maior (genus nunquam perit) ..contrato Ex: Clausula de exclusividade Não concorrência .1 .em caso de urgência/emergência o CC/02 autoriza o credor a se valer da autotutela. 4. 4.2 .2. Isto é a mandar terceiro fazer ele próprio fazer a atividade independentemente de autorização.

Em caso de emergência/urgência o CC/02 autoriza o credor a se valer da auto tutela (fazer justiça com as próprias mãos) – art. locação.é aquela que apresenta um ou alguns dos seus elementos no plural.é aquela em que uma das prestações é devidas e pode ser cobrada pelo credor. mas apenas uma delas deve ser cumprida. 252 a 256 do CC) III – Obrigação facultativa (ou de faculdade alternativa) . Classificação da obrigação de acordo com seus elementos 5.1 .termo aditivo “ou” . §1º do CC.b) Obrigação de não fazer permanente (reversível) .) (dev. .) 5.1 credor + 1 devedor + 2 prestação Questão: O que é uma relação jurídica obrigacional complexa? .IPC . 251.é aquela que apresenta todos os seus elementos no singular.em caso de inadimplemento culposo.Obrigação simples (obrigações mínima) .IPC . etc) Classificação: a) Objetiva: são aquelas que apresentam mais de uma prestação I – Obrigação Cumulativa (ou conjuntiva) . .IPC R – é a hipótese que há pluralidade de obrigações Ex: todo contrato bilateral. (art. Questão: o contrato estimatório constitui hipótese de obrigação alternativa ou facultativa ( ou de consignação) ? 1ª Corrente (alternativa) . 5. Obs: se o devedor quiser cumprir apenas uma das prestações o credor não está obrigado a aceitar II – Obrigação alternativa (ou disjuntiva) .) Ex: A B (cred.termo aditivo “ou” . A outra prestação é facultativa e nunca pode ser cobrada pelo credor.) (cred.2 . É uma faculdade exclusiva do devedor. Obs: se a prestação devida for perdida culposamente e o devedor se recusar a entregar a prestação facultativa só restará ao credor pedir indenização pelas perdas e danos.Obrigação composta (obrigações complexa) .termo aditivo “e” .1 credor + 1 devedor + 1 prestação (dev.IPC .é aquela que pode ser desfeita .é aquela em que ambas as prestações são devidas.é aquela em que ambas as prestações são devidas e ambas devem ser cumpridas. (compra e venda. Ex: obrigação de não construir acima de determinada altura. o credor pode exigir o desfazimento e indenização pelas perdas e danos.

Ex: obrigação pecuniária.2.Obrigação solidária (in solidum) . Ex: 1 – Entre locatários (lei do inquilinato) 2 – entre fiadores . Ex: aquela que existe entre locadores Principais regra (pegar no material..2. disposição contratual ou disposição legal.é a exceção. Solidariedade resulta da lei (lembrar) ou da vontade das partes (enunciado).) 7. altere sua substancia ou diminua consideravelmente seu valor..1 – Obrigação solidária ativa Regra: qualquer um dos credores pode cobrar sozinho a totalidade da prestação não importando se esta é divisível ou não. substancia ou valor). .quando a obrigação é fracionária deve ser observado se a prestação é divisível ou indivisível.2 . 7. Divisível: é aquela em que a prestação pode ser fracionada sem que perca a sua utilidade.. Regra: nas obrigações divisíveis qualquer um dos credores/devedores só pode cobrar/ser cobrado sozinho da sua cota parte. IPC.é a regra no ordenamento jurídico. (regra do principio concurso partes fiunt) – IPC Indivisível: é aquela que não pode ser fracionada em razão da sua natureza (utilidade..defende que a obrigação do consignatário adquirir o bem ou devolvê-lo ao consignante é alternativa Caio Mário. Paulo Lobo.defende que a obrigação do consignatário adquirir o bem ou devolvê-lo ao consignante é facultativa Maria Helena.A principio deve ser gabaritada a divergência. Ex: um touro reprodutor – IPC 7.2 – Obrigação solidária passiva Regra: qualquer um dos devedores pode ser cobrado sozinho da totalidade da prestação não importando se esta é divisível ou indivisível. Obs: quando falar no tipo de contrato é desse tipo.. pois solidariedade nunca se presume. Se não existir essa opção recomenda-se que seja gabaritada a segunda corrente. Ex: a herança Regra: qualquer um dos credores/devedores pode cobrar/ser cobrado sozinho da totalidade da prestação. 2ª Corrente (facultativa) . b) Subjetiva: são aquelas que apresentam ao menos um de seus sujeitos no plural I – Obrigação Fracionária (não solidária) .

O cessionário recebe além do crédito todos os direitos e garantias do credor originário (juros.art.é um negócio jurídico bilateral em que o credor de uma obrigação (o cedente) transfere a outra pessoa (o cessionário) a totalidade ou a fração de um credito. Como relação a credores pretéritos a solenidade não afasta a caracterização de fraudes contra credores. 78/ADCT).2.Cessão onerosa: é aquele em que o cessionário remunera o cedente pelo credito transferido. Com tudo para que tenha oponibilidade ERGA OMNES deve ser realizada através de escritura pública ou através de instrumento particular com as solenidades do art.são solidários Fiadores (Resp.Eficácia perante terceiros: a cessão de credito é negocio não solene bastando simples declaração de vontade.Locadores A B Locatários C D . . 654. clausula penal.Principio da gravitação jurídica: o acessório segue a sorte do principal. fianças.Eficácia perante o cedido: embora o consentimento do cedido não seja requisito para a validade da cessão de crédito ele deverá ser notificado (extrajudicialmente ou judicialmente) para que tenha conhecimento da cessão.1. subsidiária) E F são solidários entre si. . de credito e de debito) e alienação (bens corporios. 3 – entre comodatários (você vai ter o direito de restituir). Pode se referir a crédito futura e até mesmo litigioso. Ex: direitos autorais. hipotecas. O cedido (devedor) não é parte no negócio jurídico. herança. 8.1 – Principais características a) Sujeitos: a cessão de créditos é realizado apenas entre o cedente(credor originário) e o cessionário (novo credor). Qual a diferença entre cessão (bens intangíveis. incorpórios ou imateriais.1 – Cessão de Crédito . 8 – Transmissão das obrigações 8. Essa solenidade impede que credores futuros venham a penhorar o credito que foi cedido. Ex: credores do credor originário. Ex: contrato de factoring . doação). 286 do CC Credor (cedente) Devedor (cedido) Novo credor(cessionário) 8. .IPC . .2 – Classificação quanto as obrigações . 7.3 – Obrigação solidária mista Regra: qualquer um dos credores pode cobra de qualquer um devedores a totalidade da prestação não importando se esta é divisível ou indivisível.Objeto: a cessão pode ter por objeto a totalidade ou parte do crédito. etc). §1º do CC. Também pode ter por objeto créditos representados por precatórios (art. .1. bens materiais ou tangíveis Ex: compra e venda.

clausula penal. Se essa opção não existir recomenda-se a primeira corrente. Se o credor aceitar coisa diversa ocorrerá dação em pagto .2 – Assunção da dividida 2. Ex: 2. podendo variar entre ato e negócio jurídico. ..1 – Pagamento (adimplemento): é o cumprimento de toda e qualquer forma de obrigação. Nesta hipótese é realizado um negocio jurídico trilateral. etc) Classificação quanto a forma Assunção por expromissão: é aquela em que o devedor originário (cedente) não dá o seu consentimento a assunção da divida.Cessão gratuita: é aquele em que não há remuneração 8.Cessão pro soluto (in veritas nominis): é aquele em que o cessionário confere ao cedente plena quitação. A favor da primeira corrente está o fato de que não se anula pagto em razão de vicio do negocio jurídico. 1ª Corrente: defende que o pagto é um ato jurídico estrito senso.Cessão pro solvendo (in bonitas nominis): é aquele em que o cedente responde pelo eventual inadimplemento por parte do devedor e pelo credito transferido. 9 – Adimplemento das obrigações 9. No silencio da cessão está é a regra.1. o cedente é exonerado de responsabilidade. – produz efeitos impostos por lei (efeito do pagto é extinguir a obrigação). Pagto objetivamente indevido: é aquele em que não existe debito. Principio da gravitação jurídica: a assunção jurídica abrange em regra a divida principal acrescida dos acessórios (juros. Qual é a natureza jurídica do pagamento? R – o tema é muito controverso. não podendo se falar em posição majoritária.3 – Principais característica Consentimento do cedido: ao contrário do que ocorre na seção de credito.3 – Classificação quanto aà responsabilidade . caso o cedido não pague a divida.Vinculo obrigacional: deve existir uma obrigação sobe pena de caracterização do pagamento indevido. A ação cabível é a de repetição de indébito 2ª Corrente: defende que o pagto é um negocio jurídico e que as partes podem determinar os seus efeitos.2 – Requisitos de validade do pagamento . Assunção por delegação: é aquela em que o devedor originário (cedente) anuiu com a assunção da divida. DICA: a melhor posição é gabaritar a divergência. isto é. Pagto subjetivamente indevido: é aquele feito a pessoa errada. na assunção de divida o consentimento do cedido é um requisito de validade do negócio. 9. (exercer no pagto autonomia privada) 3ª Corrente: defende que a natureza jurídica do pagto depende da analise do caso concreto. Cumprimento da prestação devida: se o cumprimento for exato ocorrerá pagamento direto.

Quando o terceiro não interessado paga a divida deve ser observado se a quitação foi dada (passada) em nome próprio ou em nome do devedor. Em nome do devedor => o terceiro nada poderá cobrar. privilégios e garantias. pois pode ser responsabilizado em caso de inadimplemento do devedor. É o maior interessado no pagamento da divida. Ele não tem responsabilidade em caso de inadimplemento do devedor. Para a validade do pagto a vontade deve ser manifestada de forma livre e consciente Sujeitos do Pagto: Ativo: é o solvens (pagador) Passivo: é o accipiens (recebedor) 10ª Aula – 02/05/11 Continuação de Direito das Obrigações Sujeitos do Pagamento Devedor: é a pessoa que esta vinculada na relação jurídica base na qualidade de sujeito passivo. isto é o terceiro assume a posição do credor originário com todos os seus direitos. Quando o terceiro interessado paga a divida ocorre a sub-rogação legal. . Ex: os pais que pagam a divida do filho maior de idade.O terceiro não interessado só pode consignar em pagamento em nome do devedor. Ex: fiador.Animus(vontade) solvendi: é a intenção de pagar. Questão: o terceiro não interessado pode forçar o pagamento em consignação? R . recebe apenas o direito de ser reembolsado). Assim como o devedor o terceiro interessado pode forçar o pagto valendo-se da consignação em pagamento. Garantia solidária. Terceiro interessado: é a pessoa que tem interesse jurídico e patrimonial no cumprimento da prestação. Fiança: é garantia de um contrato. A responsabilidade subsidiaria. Terceiro não interessado: é aquele que tem simples interesse moral no cumprimento da obrigação. (Automaticamente perde o direito de ser reembolsado). Em nome próprio => o terceiro pode cobrar do devedor o que pagou (atenção: não é subrogação. A namorada que paga a divida do namorado. o fiador tem em seu favor o beneficio de ordem. Aval: é a garantia de um titulo de credito.

5 – Principais modalidades de pagamento indireto I – Consignação em pagamento . Se por força do contrato a obrigação tiver de ser cumprida no domicilio do credor ou em local diverso (a obrigação é portável / portable).Se o pagto foi feito de boa fé subjetiva (firme crença/ignorância).Lugar do pagamento No silêncio do contrato as obrigações devem ser cumpridas em regra no domicilio do devedor (obrigação quesível / quérable). 335 do CC. será considerado valido e a obrigação extinta. Quando há duvida deve ser feita a consignação em pagamento (QUEM PAGA MAL.é o deposito da coisa devida efetuado pelo devedor ou por terceiro com o objetivo de extinguir a obrigação.Quem pode receber? Credor => é a pessoa esta vinculada a relação jurídica base na qualidade de sujeito ativo. Para o credor ocorre a SUPRESIO: a supressão/perda do direito. Obs: de acordo com a doutrina o rol do art. PAGA DUAS VEZES). é exemplificativo (numerus apertus) II – Novação .Se o pagto foi feito com duvida o verdadeiro credor poderá cobrar o próprio devedor. Pode ser feita judicialmente ou extrajudicialmente. Para o devedor ocorre a SURRECTIO: o surgimento de um direito. . Resta ao verdadeiro credor cobrar daquele que recebeu em seu lugar (o credor putativo). 4 . 335 do CC. A consignação extrajudicial é mais restrita do que a judicial. Representante => poder ser de três tipos: a) Representante legal: é aquele determinado por lei (pais. (inventariante e o administrador da falência = o processo é a razão de ser) c) Representante convencional => é aquele nomeado através de contrato (mandatário Procuração Ad Negotia) Credor putativo (credor aparente) => é um falso credor que se apresenta aos olhos de quem paga como verdadeiro e legitimo credor. pois só pode ter por objeto pecúnia (pois é feita no banco). Além disso não é cabível em todas as hipóteses listadas no art. Se o contrato estipular dois ou mais locais para o cumprimento da obrigação a escolha competirá ao CREDOR. .-IPC Obs: os incisos IV e V são exclusivos de consignação judicial. Se o cumprimento da obrigação ocorrer de forma reiterada em local diverso do previsto no contrato será presumida a renuncia do credor quanto ao seu direito de cobrar naquele local. tutores e curadores = o processo é meio) b) Representante judicial: é aquele nomeado em razão de um processo.

Pode também ocorrer com alteração do tipo de obrigação (obrigação de dar substituída por obrigação de fazer). ..animus novandi é a intenção de novar que pode ser expressa ou tácita. As hipóteses da sub-rogação leal estão previstas no art. Ex: O promitente comprador que paga a divida pretérita de condomínio. Obs: Se ocorrer a evicção (perda por força judicial) da coisa dada será restabelecida a obrigação original. A dação em pagamento pode ter por objeto qualquer tipo de obrigação (dar.do terceiro interessado. . III . (de acordo com a doutrina moratória e parcelamento da divida não caracterizam novação. bem com do terceiro que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre imóvel. Tipos: .. .Subjetiva: é aquela em que há alteração de sujeitos. Na dação em pagamento a alteração do objeto ocorre apenas no momento do cumprimento.é o pagto da divida efetuado por terceiro que assume a posição do credor originário com todos os seus direitos privilégios e garantias. IV – Pagamento em Sub-rogação . II – o adquirente do imóvel hipotecado. Obs: Na novação a alteração do objeto ocorre antes do momento do cumprimento. . fazer ou não fazer).Objetiva: é aquela em que há alteração do objeto/prestação.. . no todo ou em parte . que paga a divida pela qual era ou podia ser obrigado.criação de uma obrigação nova com diferença substancial da anterior. Pode ser: . – IPC.art. Atenção: ambas as formas são validas.Legal: é aquela imposta pela lei.é a criação de uma obrigação nova com o objetivo de extinguir uma obrigação anterior..Novação subjetiva passiva => é aquela que aterá o devedor.Por Delegação => é aquela em que o devedor originário consentiu com a novação. Requisitos: . III – Dação em pagamento . Espécies de novação: . que paga a credor hipotecário. 346 I .Por Expromissão => é aquela que não contou com a anuência do devedor originário.existência de uma obrigação antiga . Não depende da vontade das partes. pode ser de dois tipos: . 361 do CC..Novação subjetiva ativa => é aquela que altera o credor. Para que ocorra a dação o consentimento do credor é indispensável.é a entrega pelo devedor de coisa diversa da que estava estabelecida no contrato.

é a hipótese em que duas pessoas são credoras e devedoras entre si extinguindo-se a obrigação de acordo com a proporção dos respectivos direitos.é o perdão da divida concedido pelo credor. Se não fizer a imputação competirá ao credor (accipiens). Não tem requisitos. sob a condição expressa de ficar sub-rogado nos direitos do credor satisfeito. ou entre o devedor e o terceiro.é a hipótese em que credor e devedor são qualidades que se reúnem numa mesma pessoa. No silencio do devedor e do credor a indicação é feita pela lei. . . Prevista no art.é também denominado de responsabilidade civil contratual.as dividas devem ser vencidas (exigíveis) . V – Imputação em pagamento . Em regra a imputação em pagamento é feita pelo devedor (solvens). Pode ser: . Requisitos: (cumulativos) .é a indicação de qual divida esta sendo paga quando entre um mesmo credor e um mesmo devedor existe mais de uma obrigação e apenas uma delas será cumprida.Voluntário => é aquela que decorre de acordo de vontade entre as partes.Ex: fiador e avalista. VI – Compensação . extinguindo a obrigação.Própria: é aquela em que a confusão abrange a totalidade do credito / credito. .as dividas devem ser liquidas (certas quanto a sua existência e determinadas quanto ao seu valor/objeto).Convencional: é aquela que ocorre a partir de um acordo de vontade entre o credor e o terceiro.Imprópria: é a hipótese em que a confusão atinge apenas parte do crédito. (devem ter a mesma natureza)= se eu tenho divida de dinheiro deve ser compensada com divida em dinheiro. Ex: havendo divida de capital e divida de juros imputa-se o pagto dos juros.é a hipótese em que o cumprimento da prestação se tornou inútil ou impossível . Ex: pagamento de divida do namorado. VIII – Remissão da divida . Tipos: . 347 do CC. . VII – Confusão . Inadimplemento das obrigações . . 1 – Inadimplemento absoluto Culposo /Imptuável .as dividas devem ser fungíveis entre si. II – quando terceiro empresta ao devedor a quantia precisa para solver a divida.Legal => é aquela imposta em juízo. Para validade e eficácia do perdão o CC exige o consentimento do próprio devedor. Apresenta duas hipóteses: I – quando o credor recebe o pagto de terceiro e expressamente lhe transfere todos os seus direitos.

esta expressão é tradicionalmente associada apenas aos danos materiais (danos emergentes e lucro cessantes). . Ex: a morte do animal por força de raio um dia antes da entrega.se for expressamente convencionada a responsabilidade por caso fortuito e força maior (clausula de assunção de responsabilidade) – art.art. O uso da taxa selic. Ex: o vertido da noiva entregue após o casamento.quando o devedor não teve cumpa pelo atraso / mora.Culposo ou imputável: é a hipotese em que o devedor tem culpa pela impossibilidade ou inutilidade da prestação. É criticado por se tratar de taxa composta(juros mais atualização monetária) e variável (o que gera insegurança).de acordo com o art.A inutilidade se refere a perda do interesse por parte do credor. Quanto a responsabilidade: Fortuito: em regra não gera obrigação de indenizar para o devedor. 406 do CC a texa d ejuros moratórios deve ser aquela prevista para a mora do pagto de impostos devidos a fazenda nacional. Ex: a morte do touro reprodutor antes da entrega. – IPC Qual é essa taxa? 1ª Corrente: defende que deve ser utilizada a taxa selic.se o devedor estava em mora (inadimplemento relativo). 389 do CC. §1º do CTN. 2ª Corrente: defende que deve ser utilizada a taxa prevista no art. (Ex: o animal não foi entregue na sexta por que a ponte caiu) . 389 são os moratórios. O STJ: Tripartição 11ª Aula – 25/05/11 b) Juros: . esta é a posição majoritária no STJ. Há duas exceções: . A indenização abrange: a) Perdas e danos: .A vantagem dessa taxa decorre do fato de ser fixa (1% ao mês) e não ser composta. c) Atualização monetária: . (perpetuatio obligationis) – art . A impossibilidade pode se referir tanto ao cumprimento (devedor) quanto ao recebimento (credor).quando o devedor prova que o dano sobreviria ainda que a obrigação tivesse sido oportunamente cumprida. Atualmente. 161. Exceção da exceção.os juros referidos no art. Terá responsabildiade ainda que a impossibilidade resulte de caso fortuito/força maior (Ex: o animal deverias ter sido entregue na sexta e pareceu no sábado). Esta perda deve ser sempre analisada de forma objetivo. . 393 do CC. o CC traza duas hipópete em que esta exceção deve ser afastada: . 389 . 399 do CC. Não devem ser confundidos com os juros compensatórios. Logo deve indenizar o credor nos termos do art. Segundo imterpretação avançada estão abrangidos danos morais e estéticos. . que decorrem do consentido do capital (Ex: empréstimo de dinheiro). (Ex: a enchente atingiu a fazenda do credor e do devedor). .

.atualização monetária.esse inadimplemento é apenas o atraso no cumprimento da prestação ou uma inobservância do lugar ou da forma prevista no contrato pra sua execução. é a hipótese em que o simples atraso no cumprimento da prestação é suficiente para caracterização da mora.pode ser de dois tipos: 2.se a mora do devedor decorrer de caso fortuito/força maior.1 – Mora do devedor . 2. .Há inadimplemento relativo quando o cumprimento da prestação ainda é possível e útil. abrange tanto os contratuais como também os sucumbenciais. 2 – Inadimplemento relativo / mora .1.a obrigação deve ser liquida (certa quanto a sua existência e determinada quanto ao seu objeto/valor).juros.de acordo com a doutrina os honorarios referidos no art.é aquela que para a sua caracterização o devedor precisa ser notificado. .2 – Mora do credor / Mora credende / mora creditoris ou mora accipiendi . . .1.se a mora do devedor for culposa? terá que responder: . d) Honorário advocaticios: .ao contrário do ocorre na mora do devedor. . não haverá responsabilidade em reparar os dados. Questão: quais são os efeitos da mora do credor? .2 – Mora EX PERSONA OU Mora PENDENTE . Logo cobrança efetuadas por empresas de tele-maketing não podem incluir honorários. a mora do credor é simples ato ou fato que independe da analise de culpa. Se a obrigação for negativa o seu descumprimento caracteriza inadimplemento absoluto e não mora. . Ex: pagamento de condomínio atrasado. .para que a mora seja EX RE devem estar presentes os seguintes requisitos: . 2.perda e danos. acima. . não exigindo a notificação do devedor.1 – Mora EX RE .art.também denominada de mora “DEBENDI. Não há data ou termo certo para o seu cumprimento. (aplicação da regra “DIES INTERPELLAT PRO HOMINE”). 2.tem por objetivo devolver o poder de compra da moeda (afastar os efeitos da inflação do país).deve haver uma data ou termo certo para o seu cumprimento.honorários advocatícios. .a cobrança de honorarios advocaticio só é possivel quando há a efetiva atuação do profissional. 389 do CC . DEBITÓRIS OU SOLVENDI” .a obrigação deve ser positiva (dar ou fazer).. É a regra pela qual o simples decurso do tempo já constitui o devedor em mora.também denominada de mora automática.

é o ato de afastar / neutralizar os efeitos decorrentes do atraso. 2.1 – Purgação da mora pelo devedor . .1 – Responsabilidade contratual ou Negocial ( ou ilícito contratual / relativa) .2 – Purgação da mora pelo credor . Mas só foi depois. juros e atualização monetárias e honorários advocatícios. Obs: a purgação da mora decorre de um ato espontâneo de quem estava em mora e produz efeitos “ex nunc”.obriga o credor a pagar o valor mais favorável ao devedor se houver variação no preço da coisa entre o dia acertado para o cumprimento e o dia do efetivo cumprimento. (preço originalmente contratado) . (Ex: pagando as despesas que o devedor teve com a conservação do bem). negligencia ou imperícia do devedor este não será obrigado a reparar o dano. 2 – Classificação de acordo com o sua origem/fonte 2.obriga o credor a reparar as despesas que o devedor efetuou para conservação da coisa. a remissão da divida (ex de cessação da mora) REPONSABILIDADE CIVIL 1 – Conceito . Isto é se o objeto se perder por imprudência. Não deve ser confundida com a cessação da mora que decorre de um fato extintivo com efeitos pretéritos e futuros (eficácia “ex tunc”) Ex: a novação.deve se oferecer para receber a prestação suportando os efeitos da mora já produzidos.permite que o devedor realize a consignação judicial ou extrajudicial com o objetivo de extinguir a obrigação. 3 – Purgação do mora (ou emenda da mora) . portanto não terá responsabilidade) . João será obrigado a pagar a diferença. 3. Ex: João (credor)------------------------- André (devedor) .3 – Mora simultânea .art..ficou de ir buscar os bois. 3. 401 do CC .é a conseqüência jurídica e patrimonial do descumprimento de uma obrigação prevista em contrato ou na lei.afasta do devedor isento de dolo a responsabilidade pela conservação da coisa. com ser nenhuma das parte estivesse em atraso.O animal fugiu por que o devedor esqueceu a porteira aberta (agiu com negligencia. A mora de um anula/compensa a mora do outro. E caso nesse intervalo de tempo houve aumento no valor. Ex: Venda cavalo ------------------------- devedor .deve se oferecer para o cumprimento da prestação acrescido de perdas e danos. mais não teve dolo. Caso ocorra diminuição não receberá a diferença.é a hipótese em que credor e devedor estão em atraso no cumprimento/recebimento da prestação.

objetiva. 3 – Classificação da Responsabilidade Civil de acordo com os seus elemento 3. 186 do CC) Questão: Existe diferença entre a responsabilidade contratual e a responsabilidade extracontratual Responsabilidade Contratual é denominada “inadimplemento obrigacional (art.não há relação jurídica anterior. de acordo com o art. É NOVIDADE. + culpa (é o elemento subjetivo da resp.é calcada na Teoria da culpa presumida => presume-se que o devedor(réu) é culpado. Ex: prodigo. 927 e seguintes).a responsabilidade do incapaz não depende de representação ou assistência.Se for perguntado em prova a responsabilidade será EXCEPCIONAL E SUBSIDIÁRIO.é aquela que surge quando há o descumprimento de obrigação prevista na lei. 186 a 188 + art.. (art. . 928 do CC – IPC) = o menor responde se apenas os responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo. No CC continua sendo a regra.exige relação jurídica anterior.a culpa do réu é distinta da resp.. ex: obrigação de não causar dano a outrem.é aquela que exige a presença de 3 elementos para que exista o dever de indenizar: Fato / Nexo causal / Dano. Esse é o último artigo a ser utilizado quando tratar de resp. . 186 do CC (que é uma cláusula geral de responsabilidade subjetiva. objetiva => afasta a presunção quanto a culpa. # Responsabilidade Extracontratual .. 389 do CC e seguintes). .é em regra: subjetiva . . 2. Nexo causal Fato --------------------- dano Elementos Objetivos 3..a responsabilidade do incapaz depende da devida representação ou assistência no contrato.é denominada “Responsabilidade civil”.é em regra: subjetiva .é aquela que exige a presença de 4 elementos para que exista o dever de indenizar. . (art.é aquela que surge quando há o descumprimento de uma obrigação prevista em contrato.calcada na Teoria da culpa simples => compete ao autor provar a culpa do réu. civil subjetiva.2 – Responsabilidade Objetiva ..1 – Responsabilidade Subjetiva .. (Art. civil) . Nexo causal Fato --------------------- dano No CC/02: foram transformada em resp.2 – Responsabilidade extracontratual ou aquiliana . . Ex: a obrigação de pagar aluguel. competindo a ele fazer prova em sentido contrário. .

Moral. (Lei.1 . pú. 927. Quando que será objetiva.para a posição da doutrina minoritária defende que a atividade não precisa não ser econômica.para a doutrina majoritária. 2ª parte – adotou a teoria do risco proveito e a teoria do risco benefício = a idéia é que quem auferem o ônus e aceita o bônus). . 931 do CC – danos de produtos a venda => art. 186 do CC).é o comportamento que da origem a responsabilidade civil. (essa foi a opção do legislador no CC/02).. mas pode provar outras excludentes de responsabilidade. .na responsabilidade objetiva o réu não pode se exonerar dos deveres de reparar os danos provando de que não teve culpa. Ex: caso fortuito.é o comportamento contrário ao ordenamento jurídico. 936 do CC – animal => art.Conduta humana / fato . (além da violação do direito é necessário que seja causado dano a outra pessoa).a conduta que da origem a responsabilidade pode ser de três tipos: Ato ilícito . 937(prédio em ruína) e 938 (objeto lançado do prédio) b) atividade de risco . 927. e • Ato ilícito civil. 4 – Elementos da responsabilidade civil 4. fato exclusivo da vítima ou fato exclusivo de terceiro. 187 do CC – abuso de direito. pú do CC: a) Nos casos especificados em lei (são hipótese construídas pelo legislador) => art. 932 do CC – resp civil por atos de outrem – IPC => art. A responsabilidade do ato ilícito é subjetiva. força maior. • Ato ilícito penal. 2ª parte – adotou a teoria do risco criado). Ordem Pública e Bons Costumes) . 927. pú do CC => obrigação de reparar o dano independentemente de culpa). (art. . o dano integra o conceito de ato ilícito (art. pode ser comissivo (ação) ou omissivo (omissão) Obs: só existe responsabilidade por omissão quando o agente tinha o dever legal ou contratual de agir. (art.Critério quantitativo: vai analisar o número de danos . Ex: o dever dos pais em alimentar os filhos. 927.para a posição da doutrina majoritária a aplicação da atividade de risco só pode ocorrer quando a atividade for econômica. É duplamente ilícito [por que é ilícito no conteúdo(por que representa violação a direito) e nas conseqüências(porque causa dano a outrem)]. art. a responsabilidade objetiva é exceção (art. pú. . • Ato ilícito administrativo.No CC/02.Critérios qualitativo: vai analisar a gravidade dos danos causados. => art. 734(transporte de pessoas) e 750 (transporte de coisa) => art. .

Ex: estado de necessidade defensivo (é a hipótese em que a vitima do evento danoso era a responsável pela situação de perigo).12ª Aula – 02/06/11 ABUSO DE DIREITO 1 – Conceito .Positivo=dano emergente.o abuso de direito é fonte de responsabilidade civil. 2 – Dano: é toda e qualquer forma de lesão a interesses.é a diminuição do patrimônio de uma pessoa.1 – Dano material . Em regra: o ato lícito é excludente de responsabilidade civil.1. .é o exercício de um direito que excede os limites impostos pelos fins sociais ou econômicos.é a lesão ao patrimônio de uma pessoa.1. Ex: estado de necessidade agressivo (é a hipótese em que a vitima do evento danoso não era a responsável pela situação de perigo). De acordo com o STJ pode ser de 3 tipos: . pela boa fé ou pelos bons costumes. Abuso de direito Direito (é uma espécie de ato ilícito.1 – Dano emergentes .é tudo o que a pessoa perdeu/gastou. Atenção: Teoria da perda da chance (parte d’une chance): Dano certo Teoria da perda da chance Dano incerto (hipotético. Ato Lícito: é o comportamento que está de acordo com o ordenamento jurídico. Qual é o dano positivo e qual é o dano negativo? R .2 – Lucro cessantes . Excepcionalmente o ato licito pode ser fonte de responsabilidade civil. Pode ser de 2 tipos: 2.Material. . exerce um direito Ilícito: consequência dano a outrem Abuso de direito: gera responsabilidade objetiva.) Licito: cont. Negativo=lucro cessantes. . . Moral e Estético 2.é tudo que a pessoa razoavelmente deixou de ganhar.Como regra o exercício regular de um direito é excludente de responsabilidade civil. mas não é duplamente Ilícito) Exercício regular de um direito (é uma excludente de resp. 2. civil.

(Ex: animal de estimação. .. a legitimidade do cônjuge prevista no art.Enunciado 159/CJF. reflexo ou em ricochete? 2.2. ) 3ª Corrente: defende que a indenização pode ter função exclusivamente punitiva/pedagógica – punitive damages (EUA/Europa). não exclui a legitimidade dos parentes em linha reta.846/RJ –STF e REsp 295. 2.379/MG. pú do CC). reflexo ou em ricochete: é a lesão ao direito da personalidade de uma pessoa morta que produz conseqüências psicológicas(dor. assim como a destes não exclui a legitimidade dos colaterais. 318.2 .). desde que exista um dano efetivo a ser compensado (Essa é a posição atual do STJ/STF) (AI 455.Dano emergente e lucro que deixou de ganhar.eventual ou imaginário .Dano moral direto: é a lesão ao direito da personalidade de uma pessoa viva.Dano moral indireto. moral ou estética. tristeza. Ex: 1) Show do Milhão (Dano material) 2) Perda da chance de cura de uma doença (Dano Moral) 2. . Questão: Qual é a natureza jurídica da indenização por perda da chance? . Obs: segundo Maria Helena Diniz. Questão: o dano moral precisa ser provado? 3 – Dano moral provado (ou dano moral subjetivo) .1ª Corrente: defende que a perda da chance é uma espécie de indenização por dano material. angustia. (Dor. o que acaba gerando conseqüências psicológicas (dor. mas sim por ter perdido a chance de obter cessantes um ganho.é toda e qualquer forma de lesão a direito da personalidade. De acordo com interpretação do STJ. 2ª Corrente: defende que a indenização pode ter função punitiva/pedagógica.2 – Dano moral .a pessoa é indenizada não pelo .175/RJ. são apenas conseqüências de dano moral).não é indenizável . tristeza. Questão: qual a diferença entre dano moral direto e dano moral indireto. Ex: ofensa ao morto (art. o dano moral indireto é a lesão a um interesse patrimonial com grande valor afetivo. etc.2.2ª Corrente: defende que a perda da chance pode ter natureza material. 12.é indenizável . 12. etc) em outras pessoas vivas. pú do CC. tristeza e etc) 1ª Corrente: defende que a indenização somente pode ter função compensatória (compensatory damages). Há uma certeza (de que perdeu uma chance) e uma incerteza (não se sabe se teria ganho).1.

Questão: de direito tributário: incide imposto de ronda sobre indenização de dano moral? 1ª Corrente (Min. Ex: Sum 403/STJ.2 – Teoria da causalidade adequada .é aquela que considera como elemento causal somente o fato apto (adequado) a produção do resultado danoso. Questão: o dano moral pode ser cumulado com o dano estético? R – Sim. os três tipos de danos podem ser cumulados.é aquela que considera como elemento causal somente o antecedente fático que determine o resultado danoso como uma conseqüência . Sum 370 do STJ => CARACTERIZA DANO MORAL A APRESENTAÇÃO ANTECIPADA DE CHEQUE PRÉ-DATADO. IR e Lucros Cessantes: .Se o dano for emergente: não incide IR pois o patrimônio da pessoa retorna ao status quo ante. tristeza etc) . Não importa se o local da lesão é socialmente visível.é a relação de causa e efeito entre a conduta de uma pessoa e o dano causado.3 – Teoria da causalidade direta ou imediata (necessária) . Fundamento: a indenização representa acréscimo patrimonial. 3 – Nexo Causal . por representar um acréscimo patrimonial. Fundamento: a indenização representa uma recomposição de direitos pela via patrimonial.1 – Teoria da Equivalência da condições (Conditio Sine Qua Non): . Teori Albino Zavascki) Sim (REsp )defende que índice IR sobre a indenização para por dano moral. nem trabalhar com a própria beleza. 2. Carlos Roberto Gonçalves. Não precisa ser bonita(o).é toda ofensa/lesão a beleza externa de um ser humano. 3. etc. Obs: IR e Dano material: . 4 – Dano moral presumido (dano moral objetivo ou IN RE IPSA) . não um acréscimo.3 – Dano estético 2. Defende que não incide IR.haverá incidência se ultrapassado os limites de isenção. 3. .3. Gustavo Tepedino. Herman Benjamin) Não (REsp 963.De acordo com a doutrina o dano moral provado é a regra. 2ª Corrente(Min. Esta teoria não é aplica no direito civil.387): é a posição atual do STJ. 3.é aquele em que a vitima não precisa provar as consquências do dano moral. Se o evento ocorreu por força de uma circunstância acidental a causa não era adequada.é aquele em que a vitima precisa provar as consequências do dano moral (dor. por Agostinho Alvim. É defendida por MHD.1 – Conceito: .é aquela que considera como elemento causal todo antecedente que haja participado da cadeia de fatos que resultaram no dano..

abrange o dolo e a culpa strito sensu .a doutrina majoritária entende que o art. Na Responsabilidade contratual subjetiva: deve saber se o contrato oneroso: ambas as partes respondem por culpa Lato Sensu. Na Responsabilidade extracontratual subjetiva: é exigida a culpa lato sensu. como a teoria da causalidade adequada. Ex: o comodatário 4. . 13ª Aula – 10/06/11 CONTRATOS 1 – Conceito . extinção. .dolo . Contrato gratuito/benéfico: a parte favorecida: responde mediante culpa lato sensu.a parte que favoreceu.culpa sttrito sensu (imperícia. responde somente se agiu com dolo. É a culpa genérica lato sensu. 944 = a indenização mede-se pela extensão do dano (principio da reparação integral do dano) Restituitio in intergrum O critério para redução é a equidade.é a inobservância de um dever de conduta imposto pela ordem jurídica.. Ex: testamento . imprudência (temos falta de cuidado) e negligencia): falta de cuidado + ação 4..É todo negocio jurídico bilateral que visa a criação.. pois de acordo com a doutrina esta seria a do legislador do CC/02 – art. Negócio Jurídico: (número de participantes) Unilateral: realizado por uma só pessoa.1 – Espécies de culpa . 4 – Culpa 4. Pos que a culpa não será analisada para de determinação do dever de indenizar. Qual foi a teoria adotada pelos tribunais superiores? R – os tribunais superiores tem adotado a teoria da causalidade direta. por ser aplicado a responsabilidade objetiva. 944 pú.Obs: Recomenda-se a terceira corrente para concurso..4 – Graus de culpa  Lata é a culpa grave  Leve: mediana  Levissíma: qua-se inexist Art. modificação. 403 do CC.2 – Culpa genérica .

logo sua violação importa na nulidade absoluta do negócio jurídico (art.157 do CC).Bilateral: realizado por mais de uma pessoa. Questão: o principio da função social elimina o principio da autonomia contratual? R – não. 2.a liberdade é da pessoa e não da vontade.art. Enunciado: 23/CJF: traz um conceito da função social.IPC A função social não é razão é apenas limite a liberdade contratual.035 do CC . Ex: contrato entre A ----------------------B ( a função social vai agir de fora para dentro) . 2.Liberdade de contratar (refere-se a capacidade civil) x Liberdade Contratual (diz respeito ao conteúdo do contrato). 2. .035. Ex: contrato de doação pura. 156. pú do CC).1 – Principio da Autonomia Privada (da autonomia da vontade) .esse principio traz um conteúdo que está preso ao passado. . Art. que pode ocorrer na formação do contrato (art. CLT.é o principio pelo qual as pessoas são livres para contratar dentro de certos limites (dirigismo contratual) impostos pelo Estado. Conceito: . . etc) Contrato (quem assume obrigações) Unilateral: apenas um dos contratantes assume obrigações. 317 do CC). ou individuais relativos à dignidade da pessoa humana. Observe que a pergunta refere-se a classificação do negócio jurídico. 166 do CC). Bilateral: ambos os contratantes assumem obrigações.2.1 – Eficácia interna do princípio da função social (função intrínseca) .vedação da onerosidade excessiva. 2.2 – Princípio da Função Social . Ex: contrato de compra e venda.mitigação da força obrigatória do contrato. Ex: . 423 e 424 do CC.proteção da parte vulnerável da relação contratual (consumidor e aderentes – art.proteção de direitos individual relativos a dignidade da condição humana. . (coisificação do ser humano) A função social é norma de ordem pública (art. Ex: todo contrato (compra e venda. doação. . 2 – Princípios Contratuais 2. Questão: O contrato de doação pura é negócio jurídico unilateral.são efeitos do principio que incidem sobre os contratantes. Verdadeiro ou Falso? R – Falso. . Ex: CDC. pode ocorrer durante a execução do contrato (art. 421 do CC . Liberdade de contratar da forma que era conveniente sem a observância de regras rígidas.é o principio que limita a liberdade contratual (autonomia privada) quando presentes interesses metaindividuais (direitos difusos e coletivos => ex: proteção ao meio ambiente). 423 e 424 do CC).art.

3.oponibilidade intra partes . (é o que a doutrina denomina “RESP POST PACTUM FINITUM”. LATERAIS. Ex: art. Enunciado 26/CJF. Ou como são chamados . 608 do CC.é externa ( ela representa uma boa intenção ) – é um estado psicológico de conduta) – é um dever de bom firme crença ou ignorância. Ex: Lealdade.2 – Boa-fé e as fases processuais .art. 330 do CC. etc. retidão.essas características já não são mais usada. ETC.2.art.relativos . a) Supressio (verwirkung): é a supressão/perda de um direito pela falta de seu exercício no tempo.credor putativo DEVERES ANEXOS. ética.oponibilidade erga omnes . COLATERAIS. SATELITÁRIOS.201 do CC). Função reativa da boa-sé: é a hipótese em que a boa-sé é utilizada como forma de defesa – de resistir a uma pretensão. Deveres secundários. b) Surrectio (erwirkung): é o oposto da supressio.é interna (ela representa um estado de boa . 422 do CC => de acordo com a doutrina a boa-fé objetiva deve ser observada em todas as fases contratuais. psicológico.2. 422 do CC . probidade. 2.. etc Questão: o juiz pode aplicar de oficio o principio da boa-fé objetiva? R – Sim – a boa-fé objetiva é uma norma de ordem pública e o juiz pode suprir e corrige o contrato de ofício.3.1 – Distinção entre Boa-fé Objetiva e Boa-fé Subjetiva Boa-fé subjetiva # Boa-fé objetiva . Ex: processo das cervejarias. cabendo ao juiz avaliar. 2.. 2.posse de boa-fé (art. antes da formação. probidade.3 – Conceitos relacionados à boa-fé objetiva Função ativa da boa-fé: é aquela que impõe os deveres de boa conduta. Não prazo definido. Ex: dever de lealdade. . IPC É a suma da boa-fé com a c) Venire contra facton proprium non potest . FIDUCIÁRIOS.3. comportamento e não um estado Ex: . Renuncia do credor (ocorre a supressio) e para o devedor (ocorre surrectio) nesse exemplo. durante a execução e até mesmo após a extinção do contrato.princípio da probidade + boa-fé (subjetiva) = boa-fé objetiva 2.art.absolutos . 1.3 – Principio da Boa-fé objetiva .2 – Eficácia externa do princípio da função social (função extrínseca) ou ainda como tutela externa do crédito Ex: contrato entre A ----------------------B ( a função social vai agir de dentro para fora impondo deveres a coletividade) Obs: os direitos obrigacionais x direitos reais .

Regra: o CC adotou a teoria da cognição na subteoria da expedição. MSN. faz. do CC 3. e) Duty to mitigate the loss . 434. Ex: art. 2.art. 180 do CC (é conhecida como a malícia supre a capacidade) d) Tu quoque: (até tudo brutos) .é a regra pela qual uma pessoa não pode alterar seu comportamento/posição na relação jurídica procurando obter um ganho e prejudicando a outra parte.1. .Contrato entre presentes. . embora seja mitigado por outros princípios como função social e boa-fé objetiva.1.Princípio da força obrigatória (Pacta sunt servanda – o contrato faz lei entre as partes) . e-mail. .2 . .é o dever de mitigar o próprio prejuízo. ou por via de telefone.por ter até três fases: 1ª Fase: negociações preliminares. estão apenas iniciando um diálogo para um futuro e provável contrato.é exercício inadmissível da posição jurídica. Nesta fase nenhuma das partes assume o compromisso de contatar.é o principio pelo qual o contrato cria uma norma jurídica individual / particular entre os contratantes.é aquele em que não há intervalo na comunicação (contrato em que as pessoas esteja no mesmo local. – proibição do comportamento contraditório (doutrina dos atos próprios) . .o contrato entre presentes considera-se formado no exato instante em que a proposta é aceita pelo Oblato.1 .1 – momento da formação 3.2 – Fases da formação . videoconferência). caput Exceção: teoria da cognição na subteoria da recepção. ou Inter praesentes: .é aquele em que há intervalo na comunicação Ex: contrato realizado por carta. telegrama. 3.art. I.Contrato entre ausentes ou Inter absentes: . Ex: art. 434.essa regra decorre da proibição de uma pessoa se beneficiar do locupletamento ilícito / da própria torpeza. 771 do CC Ex: automóvel furtado e o fato só foi comunicado 2 dias depois.este principio ainda tem aplicabilidade nos dias atuais. Questão: ainda tem aplicabilidade da força obrigatória? R– 3 – Formação dos contratos 3.. também conhecida como fases de tratativas ou de pontuação.. ..é a regra que impede uma pessoa de se beneficiar do descumprimento de uma norma jurídica por ela própria.4 .

o adquirente pode reclamar: . O contrato preliminar deve conter todos os requisitos do contrato definitivo exceto quanto a forma (pode ser celebrado por instrumento particular ou público/particular – independentemente do valor). (fase pré-contratual 2ª Corrente: esta resp. pú do CC. 4. 1ª Corrente: esta resp. de forma que o contrato não teria sido celebrado se o adquirente soubesse a verdade. Onde você vai registrar: Imóvel: Cartório de Registro de Imóveis Móvel: Cartório de Registro TD 3ª Fase: contrato definitivo: deve conter todos os requisitos de existência e validade do contrato.é o vício ou defeito oculto da coisa que a torna imprópria ao uso que se destina. Contudo o registro é requisito apenas para a eficácia real do contrato (oponibilidade erga omnes) – gera direito de sequela em face de terceiros. O CC/02 exige o registro do contrato preliminar. Ex: art. sem exceção. 2ª Fase: Contrato preliminar .1 – Requisitos: . .abatimento proporcional no preço (através da Ação quanti minoris. é contratual. Sem registro o contrato tem apenas eficácia obrigacional (oponibilidade inter partes). haverá responsabilidade por violação ao princípio da boa-fé objetiva.o defeito deve ser desconhecido do adquirente. Enjeitar a coisa.é o contrato em que as partes assumem o compromisso de celebrar o contrato definitivo (obrigação de fazer). .o defeito deve ser considerável para que se possa reclamar. .Embora não exista compromisso de não contratar se uma das partes prejudicar a outra. 4 – Vício Redibitório . . é extracontratual. 462 do CC – IPC 463. .pedir o desfazimento do negócio. não pode ser congênere (não pode decorre dos desgaste natural do bem). ou seja.o defeito além de ser considerável. Consequências: .o defeito deve ser anterior ao contrato/preexistentes. . a redibição da coisa (ação redibitória).aquisição onerosa (Ex: compra e venda. doação onerosa etc).

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