Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

INDÍCE
Introdução ..................................................................................................................................... 6 Capitulo I ....................................................................................................................................... 9 Apresentação do Projecto Educativo nas suas linhas gerais .................................................... 9 1. Caracterização do contexto socioeconómico e cultural de inserção do Agrupamento ..... 10 História do Concelho de Amarante ......................................................................................... 10 Enquadramento administrativo e geográfico ......................................................................... 13 Hierarquização dos aglomerados ........................................................................................... 16 Freguesias da área de influência do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz .............. 17 Fregim ..................................................................................................................................... 20 Louredo ................................................................................................................................... 21 Caracterização demográfica ................................................................................................... 23 Caracterização sócio-económica ............................................................................................ 27 Agricultura e pecuária ............................................................................................................. 30 Vinho Verde e derivados ......................................................................................................... 33 Panificação .............................................................................................................................. 33 Artesanato .............................................................................................................................. 33 Gastronomia ........................................................................................................................... 34 2. Estrutura organizacional da escola - Organigrama ............................................................. 34 3. O Agrupamento – caracterização demográfica e organizacional ....................................... 34 O Agrupamento – Estabelecimentos de Educação e Ensino .................................................. 43 Caracterização do pessoal docente e não docente ................................................................ 59 4. Respostas educativas e organizacionais específicas ........................................................... 62 4.1. Tecnologias de informação e comunicação ................................................................ 62 4.2. Alunos com Necessidades Educativas Especiais ......................................................... 63 4.3. Outras respostas educativas e organizacionais........................................................... 69 4.3.1. Parcerias com instituições da comunidade em geral .............................................. 69 4.4. Oferta formativa diversificada – Cursos de Educação e Formação............................. 70 4.5.1. Oferta Educativa...................................................................................................... 71 4.6. Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa .............................................................. 73 5. Princípios gerais e organizativos do Agrupamento ............................................................. 75 5.5. Princípios gerais .......................................................................................................... 75 5.6. Princípios organizativos ............................................................................................... 76 6. Identificação dos problemas que afectam a dinâmica do agrupamento de escolas .......... 77 7. Definição das prioridades e áreas de actuação do Agrupamento ...................................... 78 8. Perfil geral de desempenho docente para a consecução do projecto a implementar ....... 83 9. Formação ao longo da vida ................................................................................................. 85 Capitulo II .................................................................................................................................... 87 Metas, objectivos, estratégias e indicadores de medida ....................................................... 87 Indicadores de medida ........................................................................................................... 92 Capitulo III ................................................................................................................................... 95 O projecto natureza e organização ......................................................................................... 95 Capitulo IV ................................................................................................................................... 98 Divulgação ............................................................................................................................... 98 Capitulo V .................................................................................................................................... 98 Dispositivos de avaliação do projecto .................................................................................... 98 Bibliografia ................................................................................................................................ 100 Publicações ........................................................................................................................... 100 Legislação .............................................................................................................................. 102 ANEXOS ..................................................................................................................................... 103
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A Escola e o Sonho Inventa uma escola Em que o sonho Seja a voz atrás do silêncio E o amor o sol do seu rosto

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Escola versus Projecto versus Sonho Projecto, devir Utopia, sonho A Escola é viagem E lugar de encontros Ser escola é inventar a poesia É escrever o sonho E as palavras que não foram escritas É crescer E percorrer um caminho Que como um rio tranquilo Dá lugar a novos encontros Ser professor É trazer pela mão o arco-íris dos sonhos Ser professor É saber escrever o presente E captar a vida Ser professor é ...ser

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A vida começa aqui...

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Introdução

O Projecto Educativo de Agrupamento constitui um instrumento identitário da Escola e pretende fazer a ponte entre os referenciais externos à organização e as suas características contextuais e processuais particulares. Nesta óptica, o Projecto Educativo assume como referenciais a Política Educativa (reforma educativa, contexto social, contexto educacional, concepções de escola, modelos de educação, perfil de desempenho docente, …), a Sociologia e Psicologia das Organizações (modelos humanistas, modelos sistémicos, estratégia pedagógica, clima e cultura de escola, …), o Enquadramento Legal em vigor (Lei de Bases do Sistema Educativo, Autonomia e Gestão, Estatuto da Carreira Docente, Estatuto do Aluno, Avaliação de Desempenho Docente, Perfis de Desempenho Docente, …), bem como as suas especificidades do agrupamento enquanto organização dinâmica inserida num contexto sociocultural. Assim, o Projecto Educativo do Agrupamento de Escolas de Vila Caiz é um documento fundamental do enquadramento educativo e organizacional da escola. Este documento apresenta a contextualização e as linhas orientadoras de toda actividade educativa bem como a sua articulação com os referenciais externos que a informam. O Projecto Educativo é simultaneamente, tal como o Plano Anual de Actividades e o Regulamento Interno, um referencial interno e instrumento da Autonomia deste Agrupamento. A formulação do projecto educativo procura criar condições para o desenvolvimento e salvaguarda da eficácia, eficiência, qualidade, procurando através da implementação de uma autonomia com responsabilidade. O Projecto Educativo do Agrupamento pressupõe um conhecimento circunstanciado da realidade em que se insere e deriva num plano, numa proposta, numa dinâmica. É a passagem do conhecimento ao desejo, do sonho à intenção e desta ao acto. Um Projecto deste Agrupamento não é apenas uma ideia, um sonho, uma aspiração. É um documento de trabalho que poderá ser alterado e contribuir de forma substancial para a avaliação interna e externa deste Agrupamento. E assim, o nosso Projecto Educativo é mais do que uma constelação de actividades dirigidas para a realização de certos objectivos e obtenção de determinados resultados, é um projecto formalizado por escrito, um instrumento fundamental, enquanto referência interna do Agrupamento
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de escolas, que guiará a implementação da nossa visão estratégica sobre acção educativa, a dinamização de outros projectos e o envolvimento informado da comunidade educativa. O Projecto Educativo dá identidade à nossa Escola e coerência à actuação, conjunta e individual dos diversos intervenientes. O Projecto assume-se como uma tomada de posição circunstanciada sobre aspectos tão importantes como as metas, os valores e as atitudes que defendemos e queremos construir. Este instrumento pode e deve ser assumido colectivamente, para que cumpra efectivamente a sua possibilidade de imprimir a mudança, uma mudança efectiva e uma dinâmica de desenvolvimento sustentado da escola. A nossa Escola aposta claramente na formação de cidadãos responsáveis, autónomos e críticos e não distingue ninguém por questões de natureza física, cognitiva, social, económica, religiosa ou étnica. Procura sistematicamente considerar todos os alunos como uma individualidade única, merecedora de todo o respeito, pelo que procura construir respostas educativas diferenciadas, desenhadas de acordo com as suas potencialidades, interesses e motivações. A nossa escola desenvolve valores como a solidariedade e a cooperação dentro e fora de portas. Está aberta e solicita a participação dos diversos parceiros sociais visando o desenvolvimento de respostas contextualizadas e concertadas. Assim, esta escola permite e fomenta a troca de experiências e de realizações, constituindo um interface entre a educação formal e informal. Neste contexto, todas as crianças e jovens têm direito a desenvolver as suas potencialidades biopsicossociais e de se assumirem enquanto cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres, numa sociedade que queremos democrática e pluralista. Cumpre igualmente à escola a salvaguarda dos direitos de todos os alunos ao acesso e sucesso educativo. É, para a nossa escola, fundamental que cada aluno desenvolva as suas capacidades cognitivas e metacognitivas, as suas inteligências múltiplas e uma maneira assertiva e cívica de estar e agir na sociedade. A nossa Escola não quer ser um mero espelho dos exemplos, contradições e problemáticas do contexto sociocultural onde se insere, mas procura no quotidiano da

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sua acção, organizacional e educativa, marcar a diferença e promover a qualidade da intervenção, garantindo a equidade educativa. Esta escola define como prioridade a formação, ao longo da vida, dos diferentes intervenientes, abrindo assim a possibilidade de estes se transformarem em cidadãos cada vez mais capazes de se adaptarem e intervirem eficazmente na sociedade em que vivem. O nosso Projecto Educativo de Agrupamento é a materialização da possibilidade de mudança, do querer ser e da determinação para o concretizar. Todos - Escola, Família, Comunidade e Poder Local - em conjugação de esforços, envolvem-se activamente na (re) construção de um Agrupamento que queremos dinâmico, empreendedor, criativo, humano e inclusivo. Os conteúdos que dão corpo a este projecto articulam-se em sete capítulos que passamos a apresentar seguidamente de modo sucinto. O primeiro capítulo procede à apresentação do projecto, nas suas linhas gerais, procurando fazer o seu enquadramento contextual e organizacional, bem como elencar as problemáticas que influenciam a dinâmica do Agrupamento. No capítulo seguinte, são definidas as metas, os objectivos e estratégias. São, assim, traçadas as prioridades e as áreas de actuação, definidos os objectivos a atingir e identificados os destinatários das acções a implementar. No capítulo terceiro, é apresentado o Projecto e a sua organização, justificando as acções que se pretende desenvolver. No capítulo seguinte, é definida a forma como é assegurada a divulgação do Projecto. Por último, são apresentados os dispositivos de avaliação do projecto. O conteúdo deste projecto educativo reflecte uma procura contínua de conhecimentos, úteis e circunstanciados, para o esboço de acções que apoiem e reforcem a implementação promovam de o dinâmicas eficazes e de qualidade, que dos

simultaneamente

desenvolvimento

das

potencialidades

intervenientes no processo educativo e o crescimento sustentado do agrupamento de escolas.

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Capitulo I Apresentação do Projecto Educativo nas suas linhas gerais
O projecto educativo, enquanto referencial interno, por excelência, assume um papel de grande valor estratégico na dinâmica de reflexão e renovação da escola, e também na dinâmica organizacional e educativa. “Os projectos educativos de escola têm a sua origem marcada pela confluência entre o movimento de reforço da autonomia e da gestão centrada nas escolas e o movimento cuja preocupação se situa na melhoria da sua qualidade “ (Barroso, 1992, p. 32). Segundo Barroso (1992) os projectos educativos que visem a construção contextualizada e sustentável da autonomia e a melhoria da qualidade sócio-organizacional e educativa da escola devem, ter em consideração três dimensões essenciais: a participação, a estratégia e a liderança. Assim, a construção do projecto educativo, enquanto processo de participação, deve prever o envolvimento de agentes e actores educativos. Essa participação implica a contratualização entre as pessoas envolvidas no projecto, requer uma gestão participada, não se limitando, por isso, a um simples processo formal de aprovação. “Neste sentido, a participação influencia decisivamente o clima de escola na medida em que pode permitir desenvolver um sentimento de pertença a este espaço colectivo, onde se desenrolam quotidianos que é possível influenciar” (Costa, 1994: 29). O projecto educativo, na sua dimensão estratégica, não pode negligenciar o contexto real, o conhecimento detalhado e rigoroso das situações e dos limites da acção a desenvolver, ou seja: o levantamento minucioso dos pontos fortes e fracos da organização e as oportunidades e ameaças do contexto de inserção da escola. Esta dimensão estratégica implica “ tomar a escola como referencia, a comunidade educativa como lugar de acção e o projecto educativo como catalisador de práticas inovadoras e construtor de espaços de formação “ (Carvalho & Diogo,1994:4). Na construção de um projecto educativo sustentável e de qualidade a dimensão da liderança não é de somenos importância. A presença de uma liderança democrática e participativa, uma liderança colaborativa e colegial ou mesmo uma liderança educativa e pedagógica cria oportunidades de inovação, de envolvimento e coresponsabilização dos restantes membros da comunidade educativa no desenvolvimento do projecto educativo da escola (Barroso, 1992, Costa, 2000). A coesão e a eficácia da escola dependem em larga medida da existência de uma liderança organizacional efectiva e reconhecida, que promova estratégias articuladas de actuação e estimule o empenhamento individual e colectivo.

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A participação, a estratégia e a liderança são de tal modo fundamentais, tal como acabamos de referir, que as escolas que descorarem estas três dimensões essenciais na concepção do seu projecto educativo, correm o risco de criar projectos que constituam um considerável entrave à eficácia e qualidade do desenvolvimento organizacional, do clima sócio-relacional e da resposta educativa.

1. Caracterização do contexto socioeconómico e cultural de inserção do Agrupamento

História do Concelho de Amarante A história do meio que envolve uma instituição é intrínseca ao Projecto Educativo: compreender o presente é conhecer o passado. Daí a tarefa de narrarmos, ainda que a breve trecho, os anais de Amarante e das freguesias de onde advêm as crianças e jovens que o Agrupamento de Escolas de Vila Caiz acolhe. Ao começarmos a abordar a história de Amarante, verificamos que entramos em terreno difícil, sobretudo no que se refere à busca da sua origem e à organização e evolução do seu município, uma vez que as invasões e guerras trataram de destruir os documentos escritos e epigráficos que memoriavam o passado desta terra. Há autores que defendem que a sua génese está associada aos povos primitivos que povoaram a serra da Aboboreira, habitada desde a Idade da Pedra, sem que se indique ou conheça o nome dos seus fundadores. Certo, porém, é que se trata de uma terra antiquíssima, uma vez que alguns concelhos, coutos e honras que foram incorporados no concelho de Amarante, após a reforma de 1834, datam do alvorecer da própria nacionalidade. A população deste município aparece referenciada nas Inquirições mandadas fazer em 1220 por D. Afonso II e nas de D. Afonso III, em 1258. Porém, a sua importância e visibilidade só se começou a notar após a chegada de São Gonçalo (1187-1259), nascido em Tagilde, Guimarães, que aqui se fixou depois de peregrinar por Roma e Jerusalém e a quem é atribuída a construção da velha ponte sobre o Rio Tâmega.
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Desde então, Amarante tornou-se alvo de peregrinações e a povoação foi crescendo. No século XVI, D. João III e a Rainha D. Catarina ordenaram a construção do Mosteiro de São Gonçalo sobre a capela junto à ponte do Rio Tâmega, onde segundo a tradição, São Gonçalo viveu e foi sepultado. A primeira pedra foi lançada em Maio de 1543 por Frei João Lederme. O primeiro arquitecto responsável pela obra foi Julião Romero que abandonou o Convento em 1558. A Construção do Mosteiro de S. Gonçalo prolongouse por 80 anos. Foi elevado a monumento nacional a 16 de Junho de 1910. Em 1527, no arrolamento da população mandado realizar por D. João III, Amarante é descrita como «… uma rua comprida…» com 236 moradores. Em 1736, a população aumentara para as 1108 almas dispersas por 308 fogos, mas a vila constituía uma só paróquia. Em 1763, devido às cheias do Rio Tâmega, caiu a ponte, sendo reconstruída nos anos seguintes com o aspecto que ainda hoje apresenta. Foi esta ponte palanque de várias contendas e Amarante, ou os seus filhos, muitas vezes, defensores da pátria lusa. Em 1640, na luta pela independência, mantiveram-se com a máxima lealdade, sendo agraciados por D. João IV numa carta de agradecimento enviada à Câmara Municipal. No início do Século XIX, foi ponto de passagem das tropas napoleónicas e palco do heróico episódio da Defesa da Ponte de Amarante que valeu ao General Silveira o título de Conde de Amarante. A própria vila teve a honra de ser agraciada com o colar da Ordem Militar da Torre e Espada, visível no brasão municipal. Após este episódio, criaram-se planos para a reconstrução da vila, pois os franceses tinham incendiado quase a totalidade das casas. Durante as lutas civis, Amarante foi novamente palco de encarniçadas lutas e combates, levando a que alguns dos nossos escritores referissem «… em Amarante, a 23 de Março de 1823, nossos pais e avós bateram-se rude, encarniçada e mortiferamente». O salto mais significativo da história desta terra, enquanto município, dá-se, sem dúvida, em 1855, data em que Amarante recebe a maioria das freguesias que compõem o seu concelho e fruto da reorganização administrativa do território decorrente das reformas liberais do século XIX. Nesta data, recebe território dos
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extintos concelhos de Gestaçô, Gouveia, Santa Cruz de Ribatâmega e algumas freguesias do município de Celorico de Basto. Desde então, o concelho estende-se por uma área de 301,5 quilómetros quadrados, a que correspondem, hoje, 40 freguesias, 18 ao longo da margem direita do rio Tâmega e 22 da margem esquerda, ocupando uma posição de destaque na região do Douro -Tâmega. O seu apogeu cultural dá-se nos inícios do Século XX, graças a amarantinos como Teixeira de Pascoaes, nas letras e Amadeo de Souza-Cardoso, na pintura. Amarante adquiriu estatuto de cidade a 8 de Julho de 1985, sendo esta também a data do seu feriado municipal. Hoje, é um concelho muito visitado por turistas, sobretudo de nacionalidade estrangeira, não só pela sua inexaurível beleza natural, mas também pelo vasto património arquitectónico que foi adquirindo desde o século XII. No Centro Histórico da cidade, merecem alusão a Ponte, o Convento e Igreja de S. Gonçalo, as Igrejas de S. Pedro e S. Domingos, a Casa da Cerca e o Solar dos Magalhães. Fora da urbe, o destaque vai para os Paços do Concelho de Santa Cruz de Ribatâmega, o Mosteiro de Travanca e para o românico, as igrejas de Mancelos, Jazente, Freixo de Baixo, Gatão e Gondar. Este estilo é seguramente o que domina nesta terra devido à rede de monumentos românicos espalhados pela região, atestando a importância desta e a passagem por ela dos célebres caminhos de Santiago. Por esta cidade, passavam as grandes vias romanas que partiam de Lugo e Astorga para o Porto e Coimbra, passando por Braga e Guimarães. O Românico desta região exibe formas originárias e diferentes do modelo compostelano, não sendo menos importantes que este, mas antes, reflectindo o produto do meio e a mestria dos construtores locais. É graças a estes que podemos distinguir neste concelho dois núcleos de Românico bem diferenciados, um em cada margem do rio: Na margem direita, com construções mais exuberantes, de que são bons exemplos o mosteiro de Travanca, a igreja de Mancelos, a igreja de Real, a igreja de Telões, o mosteiro de Freixo de Baixo e a igreja de Gatão; na margem esquerda, devido a menos recursos económicos, os monumentos são mais modestos merecendo ainda assim visita a igreja de Jazente, a igreja de Lufrei e o mosteiro de Gondar.

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Os vestígios da Idade Média não se esgotam nas igrejas e mosteiros, uma vez que existem bons exemplares de arquitectura civil, sepulturas e imaginária. A acrescer à sua história, temos personalidades célebres que ao nível da política, arte, poesia e literatura souberam perpetuar e transmitir o nome de Amarante pelo mundo. Entre eles, contam-se os poetas Teixeira de Pascoais; Paulino António Cabral, Ilídio Sardoeira e Alexandre Pinheiro Torres; os escritores Agustina de Bessa Luís, Augusto Casimiro e Carlos Babo; os políticos António Cândido e António do Lago Cerqueira; os pintores Amadeo de Souza-Cardoso, Acácio Lino e António Carneiro e o médico e catedrático António Fernandes da Fonseca. Foi também local de estada de Sophia de Mello Breyner Andresen. Em suma, Amarante é uma terra com história antiquíssima, com um grande património arquitectónico construído, com muitos homens que memoriam a sua história e envolta de uma paisagem bucólica e de beleza inigualável.

Enquadramento administrativo e geográfico O concelho de Amarante situa-se na região Norte de Portugal, pertence ao distrito do Porto e encontra-se integrado na região NUTS III Tâmega. Faz fronteira com os distritos de Braga e de Vila Real. A Oeste, faz fronteira com Felgueiras, Lousada e Penafiel, a Sul, com o concelho de Marco de Canaveses e Baião, a Este, encontram-se os concelhos de Santa Marta, Vila Real e Mondim de Basto e finalmente, a Norte, situa-se o concelho de Celorico de Basto (fig. 1).

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Figura 1. Localização de Amarante no País

O município de Amarante é administrado por uma Câmara Municipal composta pelo presidente de Câmara e seis vereadores. Existe uma Assembleia Municipal, que é o órgão legislativo do município, constituída por 41 deputados e 40 presidentes da cada uma das freguesias do concelho. Chegar à cidade de Amarante, hoje, é extremamente fácil. Partindo do Porto pela A4, a urbe fica apenas a 40 minutos. São duas as saídas, devidamente assinaladas: Amarante - Oeste, que conduz à zona de S. Lázaro, Santa Luzia e da Estação da CP e Amarante Este, que conduz à zona do Queimado, Murtas e S. Gonçalo. Utilizando o automóvel, pode também optar-se pela EN 15, sem portagens, mas a exigir muita paciência. Se a escolha for o comboio, toma-se a Linha do Douro (a partir de S. Bento ou Campanhã) até à Livração e a partir daí a Linha do Tâmega (fig. 2).

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Figura 2. Principais vias de acesso de Amarante

O concelho de Amarante é fortemente marcado pelo clima de transição entre o clima temperado marítimo e temperado continental, bem como pelo seu relevo. Atravessado pelo rio Tâmega, cerca de 80% da superfície do concelho encontra-se abaixo dos 600 metros de altitude. No entanto, tal situação não impede de nele estar inserida uma das mais altas serras do país, o Marão, que tem cumes que atingem os 1450 metros e a serra da Aboboreira. Outros rios que passam ao longo do concelho são o Ovelha, o Ôlo e o Odres. O solo é maioritariamente formado por granito, com predomínio da biotite. Há também algumas zonas de xisto dispersas pelo concelho. O Tâmega foi muitas vezes um rio impetuoso que extravasou das margens e alagou ruas da cidade (ainda hoje há lápides que recordam esses arrojos). A sua frescura comunica-se à cidade e convida aos passeios nas suas margens e aos desportos de água. As serras dão-lhe o enquadramento telúrico, prestando-se a longos passeios a pé. A observação da flora variada é outro dos seus encantos. O concelho de Amarante é também o mais populoso da região do Baixo Tâmega, sendo o que possui maior número de freguesias (40). Existem dois pólos urbanos – Amarante Cidade e Vila Meã -, que representam cerca de 25,8% do número total de habitantes e cerca de 14,5% da área total do concelho (fig. 3).

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Figura 3. Freguesias do concelho de Amarante

Hierarquização dos aglomerados No concelho, identificamos que as freguesias predominantemente urbanas se localizam na margem direita do Tâmega e, na sua quase totalidade, seguem o traçado da EN15. As freguesias medianamente urbanas são as restantes freguesias da margem direita, como é o caso das freguesias do Agrupamento – Fregim, Louredo e Vila Caiz e de algumas localizadas na margem esquerda. Por fim, as freguesias

predominantemente rurais situam-se, maioritariamente, na margem esquerda do rio Tâmega, com excepção da freguesia da Chapa (fig. 4).

Figura 4. Tipologia das freguesias do concelho de Amarante

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Freguesias da área de influência do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz Vila Caiz é uma freguesia localizada a cerca de 10 Km da cidade de Amarante, sede de concelho, situada na margem direita do rio Tâmega, que a limita a Este. A Norte, é limitada pela freguesia de Louredo e a Este e Sul, faz fronteira com freguesias do concelho de Marco de Canaveses. Ocupa uma área de 847ha. O cenário natural é maravilhoso, predominantemente de altitude, marcado pela beleza das paisagens de predominância rural. Dispõe de uma carreira de transportes públicos diária, duas praças de táxis e nos lugares ribeirinhos, pela linha-férrea Livração/Amarante (fig. 5).

Figura 5. Localização de Vila Caiz no Concelho de Amarante

Localizada a curta distância do rio Tâmega, Vila Caiz é uma freguesia de muito remoto povoamento, como o comprova o seu topónimo, a arqueologia e os documentos escritos. A primeira referência escrita ao seu nome, de que se tem conhecimento, é das Inquirições de 1258, onde vem designada como «Eclesie Sancti Michaelis de Villa Queyce». A origem do seu topónimo tem sido alvo de várias teorias. Uma delas deve-se a Pinho Leal que considera que vem de “Chaiz ou Cafiz”, medida antiga de sólidos ou grãos, e conclui que Vila Caiz seria uma vila onde se vinham pagar esses “chaizes”. Tal como o topónimo Caiz, que nos indica a antiguidade desta terra, o termo “Vila” também o atesta, uma vez que não tem o sentido municipalista que passou a ser atribuído à expressão a partir do século XIII, mas antes o significado de exploração
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agrícola. Os topónimos de “Assento”, “Esperões”, “Crasto”, “Passinhos”, são também testemunho da sua antiguidade. Sabe-se que até meados do século XX, a par da freguesia de Vila Caiz, havia um lugar com o mesmo nome, não se sabendo, presentemente, a sua localização. Há quem afirme que a datação deste povoamento se pode buscar a épocas anteriores à dominação cristã, cerca de 680 a.C.. Porém, não temos vestígios que o certifiquem, ao contrário de testemunhos da presença lusitano-romana e muçulmana. A presença romana é atestada pelo chamado «Tesouro de Vila Caiz», composto por 54 moedas, a saber: 52 antoniniani e 2 quartos de aurelianianus, sendo as mais antigas datadas do ano 263. A fixação lusitano-romana é igualmente testemunhada no lugar de Vilarinho por uma casa e uma necrópole, de que existem vasos cerâmicos, que se encontram expostos no Museu Municipal do Porto. Foi o seu Monte de Santa Cruz que deu nome ao vasto concelho de Ribatâmega, nos primórdios da nacionalidade. Diz-se que no seu alto havia um castelo construído pelos mouros que inspirou muitas lendas contadas sobre esse lugar. O arqueólogo José de Pinho afirma ter ali existido um castro lusitano, havendo vestígios que o comprovam. Nas Inquirições Afonsinas de 1258, há alusão ao pagamento de foro ao Castelo de Santa Cruz. Testemunho da presença muçulmana, encontra-se também no chamado Penedo da Moura onde sobressaem três cavidades ligadas por pequenos regos que se pensa ter sido usado como lagar de azeite, à semelhança de dois semelhantes existentes na estação arqueológica do Freixo e em Vilar do Torno e Alentém, concelhos de Marco de Canaveses e Lousada, respectivamente. Vila Caiz fora em tempos uma Honra, ou seja, terra de domínio absoluto de um nobre e fora do domínio do Rei, título que ostentou até à Revolução Liberal. Diversos documentos o certificam, como é o caso de uma carta de D. Afonso IV, em 1342; do foral concedido por D. Manuel, a 1 de Setembro de 1513; no Tombo de Santa Cruz de Ribatâmega, mandado efectuar por Filipe I, em 1596; nas Memórias Paroquiais de Vila Caiz, em 1758, entre outros. Nas «Memórias ressuscitadas de Entre Douro e Minho», de 1726, a Honra de Vila Caiz aparece como pertencente à Correição de Guimarães.
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Sabe-se que foi pertença dos Senhores de Unhão, terras de Felgueiras, conhecidos por Sousas ou Sousãos. Foram muitos os nobres que encabeçaram esta Honra até à sua transição para a Coroa, por decreto de 19 de Julho de 1790, que veio extinguir as Honras. Havia ainda, dentro do território hoje pertencente a Vila Caiz, um reguengo em Vilarinho, o qual pagava, como já atrás referenciamos, foro ao castelo de Santa Cruz. Passinhos, outrora freguesia e presentemente um lugar de Vila Caiz, era propriedade de herdadores, como o comprova as Inquirições de 1258 e teria pertencido ao Mosteiro de Guimarães desde o século X. Até 1835, Vila Caiz aparece referenciado como Freguesia, Honra e Vila. Fora também concelho, como o confirma a Casa da Câmara e o pelourinho desaparecido há cerca de um século. Em 1726, tinha juiz do cível, meirinho, capitão-mor e almotacé. Em 1835, foi extinto e incorporado no de Santa Cruz de Ribatâmega. Passados vinte anos, passa para o domínio do concelho de Amarante. Tal como Amarante, não passou impune à passagem das tropas napoleónicas. Além do património já referenciado, esta terra tem um considerável património religioso construído, destacando-se: a Igreja Paroquial; a Igreja de Passinhos; a Capela de Nossa Senhora da Graça; a Capela da Casa de Além; a Capela da Casa da Pena; as Alminhas da Pena, do Cruzeiro, de Aldeia Nova, de Vilarinho, do Carvalhal e do Campelo; o Nicho da Casa de Coura; o Cruzeiro da Laje e o do Cruzeiro. Pensa-se que a fundação da Igreja Paroquial seja anterior à nacionalidade portuguesa, a avaliar pelas Inquirições de 1258, onde é mencionada. A actual igreja foi construída entre 1774 e 1780 sobre o corpo dessa antiga capela. A torre sineira data de 1885. No geral, a igreja caracteriza-se por um estilo simples e linear, enquadrada no estilo “chão”. O seu interior exibe um conjunto coerente de elementos – altares, coro, púlpitos, arco do cruzeiro, tectos, decoração geral – que remetem claramente para a dinâmica do estilo barroco. A igreja de Passinhos, situada no lugar do mesmo nome, é de pequenas dimensões. Também as Inquirições de 1258 fazem-lhe alusão. A Capela de Nossa Senhora da Graça, testemunho do património construído nesta freguesia, localiza-se numa zona de Património Natural – o Monte da Senhora da
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Graça e a margem direita do Tâmega. Perde-se no tempo a sua fundação, sendo reconstruída em 1864, época em que já se encontrava em ruínas. No que refere à arquitectura civil, são de destacar nesta terra as seguintes casas senhoriais: a Casa de Cimo de Vila, já referida no foral-novo de 1513, onde, segundo a tradição oral, funcionara o tribunal; a Casa dos Matos, datada de 1778; a Casa da Pena construída no século XIX por um emigrante regressado do Brasil; a Casa das Cortinas; a Casa da Ametade e o Solar de Passinhos.

Fregim A quatro quilómetros de Amarante, Fregim localiza-se na zona central do Concelho, zona de paisagens magníficas, circundada pelas freguesias de Freixo de Baixo, Mancelos, Real, Louredo, Cepelos, São Gonçalo e, num pequeno ponto, Telões. Actualmente, integra o concelho de Amarante, mas pertenceu, até 1855, ao de Santa Cruz de Ribatâmega, Comarca de Guimarães. É integrada nesse concelho e aparece já referenciada nas Inquirições Afonsinas de 1220, época em que ostentava o título nobre de Santa Maria, devido à aparição de uma imagem da Senhora, encontrada no sítio da actual igreja. Até ao século XVI, esteve integrada na Ordem do Hospital, altura em que passa para a circunscrição da Ordem de Malta. Ainda hoje é visível a Cruz da Ordem de Malta em diversos marcos de delimitação da Freguesia. O próprio Centro Cultural e Recreativo de Fregim o memoria com o seu nome – “Os Malteses”. À semelhança de Amarante, Fregim não passou ilesa aos sobressaltos provocados pelas Invasões Napoleónicas, nos inícios do século XIX. No que se refere ao património construído, esta freguesia conta a nível religioso com quatros capelas devotas a São Pedro, São Sebastião, Senhora da Ajuda e São Miguel e com a Igreja Paroquial dedicada a Santa Maria, Senhora da Assunção. A sua fundação remonta ao séc. XII / XIII, uma vez que, segundo as inquirições de D. Afonso II, já tinha capelão em 1220. Em 1918/19, construiu-se a sua torre sineira. Em 1941, foi

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substancialmente demolido o que restava do antigo edifício e iniciadas obras de remodelação, concluídas em 1946. A narrar a sua grandeza de outrora, ficaram várias habitações senhoriais, entre as quais se destacam a Casa da Capela, a Quinta da Lage, a Quinta da Mó, a Casa da Obra, a casa Cidreira e a Casa de Pousada. Devido à sua proximidade ao centro da cidade, as paisagens rurais vão dando lugar a áreas cada vez mais urbanizadas, derivado da expansão do centro urbano. Fregim ocupa uma área de 900 ha. Esta localidade é servida pela EN 312 e várias estradas municipais, estando a circulação rodoviária assegurada por uma carreira de transporte público, uma estação de caminho de ferro e dois apeadeiros (fig. 6).

Figura 6. Localização de Fregim no concelho de Amarante

Louredo Típica aldeia de altitude, a sete quilómetros da sede do concelho, Louredo está situada na margem direita do rio Tâmega e ocupa uma área de 323ha. É uma freguesia essencialmente rural - o verde é a cor dominante. Ligam Louredo a Amarante, vários autocarros diários e é servida pela EN 312 (fig. 7).

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Figura 7. Localização de Louredo no concelho de Amarante

Delimitada por Fregim, Real, Vila Caiz, Banho e Carvalhosa, freguesias pertencentes ao concelho de Marco de Canaveses, São João Baptista de Louredo é uma pequena freguesia cujo topónimo está relacionado com as características fitológicas existentes no espaço da freguesia, uma vez que Louredo significa lugar plantado de loureirosloureiral. São João Baptista de Louredo foi desde cedo uma freguesia importante no contexto nacional. Prova-o o Foral que D. Afonso II lhe concedeu em Setembro de 1213, quando ainda se denominava por Louredo de Terras de Gouveia. Designava-se assim por pertencer à terra e julgado Medieval de Gouveia, concelho extinto no século XIX. Aparece referenciada nas Inquirições de 1220 e 1258. Beneficiou do Foral manuelino a Gouveia, em 1513. Posteriormente, pertenceu ao antigo Concelho de Santa Cruz de Ribatâmega, que teve como sede Vila Meã e, a certa altura, Vila Caiz. Atesta ainda a sua antiguidade, e segundo a lenda, os vestígios de um antigo Castelo ou Fortaleza no alto da freguesia, recebendo o templo aí erguido o nome de capela de Santa Cruz, em honra de Santa Cruz de Ribatâmega. Entre o património construído nesta freguesia contam-se: a Casa de Souto Vedro, a Igreja Velha de Louredo e a Igreja Nova. A Casa do Souto Vedro, propriedade de D. Maria José de Souto Vedro, sobrinha de Teixeira de Pascoaes, é um solar rural do século XVIII, desenvolvido em torno de um pátio murado, com uma torre quadrada integrada na construção e uns belos

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alpendres. No interior, os tectos são em madeira, em forma convexa. O seu espólio é riquíssimo, constituído por peças de grande valor histórico e artístico. A Igreja Nova de Louredo, fundada em 1977, é de estilo moderno e dedicada a São João Baptista. Custeada por um benemérito, a Igreja Velha de Louredo, de estilo “chão” , foi construída em 1872. É provável que lhe tenha antecedido um templo mais antigo, do qual subsiste o velho campanário, crendo-se que a actual sacristia corresponda à antiga capela-mor. Existem também vestígios do que se julga ter sido a antiga residência paroquial.

Caracterização demográfica Evolução e distribuição da população

A população tem realizado um significativo crescimento nos dois últimos séculos, passando de 1 416 habitantes em 1801 para 61 471 em 2006. No entanto, nas últimas décadas, a taxa de crescimento tem decrescido. Entre 1960 e 2006, verificou-se um aumento de somente 27,6%. Tal, justifica-se principalmente pelo elevado surto de emigração verificado nas décadas de 60 e 70, das freguesias periféricas dos centros urbanos de Amarante e Vila Meã para países europeus, como, Alemanha, França ou Suíça (Quadro 1).

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Quadro 1- Evolução da população do concelho de Amarante Evolução da população do concelho de Amarante (1801 – 2006)

1801 1849

1900

1930

1960

1981

1991

2001

2004 2006

1416 15918 32931 37796 47823 54159 56092 59638 61029 61471
Fonte: INE

De acordo com os Censos de 2001, a maior parte da população residente concentra-se nas freguesias pertencentes à margem direita, sobressaindo a freguesia de S. Gonçalo que possui mais de seis mil habitantes. Observa-se, neste último período censitário, um aumento de residentes nas freguesias mais urbanizadas e uma diminuição da população nas freguesias mais rurais, acompanhando as tendências verificadas a nível nacional (fig. 8).

Figura 8. População residente, por freguesia, no concelho de Amarante, em 2001

Relativamente à densidade populacional, em primeiro lugar, é importante referir que a densidade populacional média do concelho é de 197,7 hab/Km2. Em segundo lugar, constata-se que nem sempre as freguesias mais povoadas correspondem às mais densificadas. As freguesias do Agrupamento Fregim e Vila Caiz têm uma densidade

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populacional entre 200 e 500 Hab/Km2 e Louredo tem uma densidade populacional entre 130 e 200 Hab/Km2 (fig. 9).

Figura 9. Densidade populacional, por freguesia, no concelho de Amarante, em 2001

Estrutura etária da população

Da análise da população residente, segundo a faixa etária, verifica-se um Concelho menos envelhecido que a média regional. Segundo o INE, Amarante apresenta um baixo índice de dependência de idosos (22,1%) e, em contrapartida, um elevado índice de dependência de jovens (27,3%), sendo este superior aos índices apresentados pelo país (23,6%) e pelo Distrito do Porto (25,7%). Ao analisarmos a variação da população residente, por grupos etários, entre 1991 e 2001, verificamos que nas freguesias do Agrupamento, há um decréscimo das faixas etárias mais jovens e um aumento significativo dos escalões etários mais elevados. Afigurando-se cada vez mais como “freguesias envelhecidas”, estando

tendencialmente a reduzir a possibilidade de renovação geracional, salienta-se Louredo que registou uma variação negativa entre 0 e -15% (Quadro 2 e fig. 10).

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Quadro 2 – População Residente, por freguesia, segundo os Grandes Grupos Etários e a sua Evolução entre 1991 e 2001
1991 Concelho/ Freguesias Total HM 0-14 Grupos Etários 15-24 25-64 65 ou + Total HM 0-14 2001 Grupos Etários 15-24 25-64 65 ou + Amarante 56 092 14 058 Fregim Louredo Vila Caiz 2 124 657 3 071 533 188 793 474 130 724 929 278 1 340 188 61 214 2 507 655 3 398 10 786 25 382 5 866 59 638 11 900 523 138 752 396 116 558 9 655 30 599 1 319 330 1 735 7 484 269 71 353

Fonte: Censos (1991, 2001) INE

Figura 10. Variação da população, por freguesia, no concelho de Amarante

A taxa de Crescimento Natural do nosso Concelho (5,5%) encontra-se abaixo do NUT III (região do Tâmega), com 6.5%, contudo superior aos valores apresentados pela região Norte (3.6%) e para a totalidade do país (1.4%) que parece tender para valores nulos. A taxa de Nupcialidade de 7.4%, na região Amarantina, continua a ser inferior à da região do Tâmega (7.8%), uma vez que se celebram mais casamentos nesta última. Valores abaixo destes são registados, como seria de esperar, pela região Norte e pelo país.

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A taxa de Divórcio apresenta um valor na ordem de 1.1%, inferior aos apresentados pelo Norte (1.4%) e Portugal, mas, mesmo assim, superior ao do Tâmega (0.9%). Os casamentos católicos totalizavam 81.8%, sendo que a este nível, o valor é bastante superior ao da Região Norte que conta com 76.2% e do país com 64.8%.,não obstante, inferior à região do Tâmega que apresenta mais 5.8 % de casamentos católicos do que o Concelho de Amarante. A taxa de fecundidade, por seu turno, embora apresente um valor ligeiramente superior a 50%, permanecendo uma vez mais à frente do país (46%) e da região Norte (cerca de 46%), é de conhecimento que tem tido há uns anos, tendência para diminuir em consequência de um conjunto de factores: entrada cada vez mais tardia dos jovens no mercado de trabalho, permanecendo mais tempo dependentes dos familiares, o que implica casamentos mais tardios e um planeamento familiar mais estruturado, uma vez que os casais, optam por ter filhos muito mais tarde; crescente emancipação da mulher/ participação no mercado de trabalho e liberalização dos comportamentos sexuais que deixaram de estar afectos à ideia de procriação. Em suma, os jovens casam cada vez mais tarde, têm filhos cada vez mais tarde e em idades mais avançadas, contribuindo para o declínio da nupcialidade e fecundidade e para a emergência do fenómeno de “duplo envelhecimento”.

Caracterização sócio-económica A principal actividade económica do concelho é a agricultura, presente em todas as freguesias, destacando-se a produção de vinho verde. Outros sectores importantes são a construção civil, a transformação de madeiras, o pequeno comércio e a indústria. O Concelho de Amarante tem infra-estruturas ao nível do comércio, serviços e algumas unidades na área do turismo (restaurantes, hotéis, entre outras). Na periferia, encontram-se, essencialmente, indústrias de metalomecânica e de madeiras e, no perímetro urbano, a construção civil assume especial importância. A pecuária, a silvicultura, a hotelaria e a metalomecânica, juntamente com os serviços, completam o tecido económico das várias freguesias que compõem o concelho. O

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turismo é um sector com fortes potencialidades, dadas as características ambientais e patrimoniais do concelho. No passado, o sector secundário foi uma das principais marcas de progresso do concelho. No entanto, tal como noutras regiões do país, nos últimos anos, assistiu-se ao encerramento de importantes fábricas de mobiliário e metalomecânica afectaram a economia local. O Baixo Tâmega encontra-se marcado pelo envelhecimento da população residente. Este envelhecimento resulta não só do aumento da esperança de vida, mas também da dificuldade na renovação geracional e, principalmente, da enorme dificuldade na fixação da população jovem. Em termos económicos, apesar de uma secundarização e terciarização bastante acentuada do emprego, o sector primário, com particular destaque para as florestas e viticultura, continua a ter importância no Baixo Tâmega. O tecido económico primário é débil, envelhecido e pouco qualificado, resultando desta realidade um muito baixo nível de empreendedorismo. Relativamente à evolução da população activa na última década, esta tem-se mantido praticamente constante, apresentando, em 2001, um valor médio de 75264 habitantes, representando 42% da população total residente. A população activa empregada encontra-se distribuída de forma algo heterogénea pelos diferentes sectores de actividade (Fig. 11). O sector primário tem vindo a sofrer uma queda bastante acentuada nas últimas décadas, tendo descido de 20% em 1991 para 7% em 2001. Esta perda percentual reverteu a favor dos dois restantes sectores – secundário e terciário -registando-se um aumento de 4%, no primeiro, e 9%, no segundo, sendo, actualmente, o sector secundário a actividade económica com mais importância no Baixo Tâmega. que

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Figura 11. População empregada no Baixo Tâmega por sector de actividade (1991 e 2001)

A taxa de actividade da população do Baixo Tâmega, em 2001, é inferior à do contexto da NUTS III do Tâmega em que está inserida. Esta diferença é substancialmente maior quando se compara o mesmo valor com o apresentado pela Região Norte (39,8% para o Baixo Tâmega contra 48,1% para a Região Norte e 46,0% para a NUTS III Tâmega). O desemprego não assume valores muito diferentes dos referidos para o resto do país. No entanto, no Baixo Tâmega (7,0%), é ligeiramente superior ao verificado na Região Norte (6,7%). Salienta-se, contudo, que na última década, no território em estudo, o desemprego aumentou 1,5%. Os indivíduos à procura do primeiro emprego têm pouquíssima expressão na região, representando apenas 0,8% do total da população residente. O acentuado envelhecimento da população e a consequente não existência de muitos jovens a iniciar a actividade laboral, justificam em grande parte este valor. No grupo de desempregados à procura de novo emprego, os valores registados revelam uma realidade semelhante, havendo apenas 1,9% do total de residentes nessa situação de desemprego. O que à partida poderia revelar-se como factor positivo, não o é, uma vez que a população residente sem actividade económica é da ordem dos 60% na AMBT, o que revela uma grande debilidade da região em termos de estrutura laboral. Segundo o IEFP, o desemprego registado no início do ano demonstra que a população desempregada na AMBT é constituída principalmente por mulheres (73%), evidenciando-se a faixa da população com idade compreendida entre os 35 e os 54 anos (44%). Por outro lado, e segundo o INE (2006), cerca de 80% dos desempregados
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tem habilitações escolares ao nível do ensino básico e cerca de 3% ao nível do ensino superior. Em síntese, estamos perante um território bastante envelhecido, genericamente a perder população, com empregos em sectores de baixa competitividade.

Agricultura e pecuária Nos concelhos da AMBT, permanecem fortes traços de ruralidade e um conjunto de produtos agrícolas, pecuários ou transformados associados a uma imagem de qualidade. A agricultura e a pecuária são actividades que se encontram globalmente em regressão na área da AMBT com um acentuado envelhecimento dos seus activos. As razões são conhecidas e prendem-se principalmente com o reduzido rendimento que estas actividades têm proporcionado aos agricultores, associado ao

envelhecimento da população. Há, contudo, fileiras com tendência de crescimento e de modernização, onde os agentes nela envolvidos têm realizado um esforço significativo de reconversão das suas estruturas produtivas e de implementação de políticas de comercialização mais adequadas, apostando na qualidade e na diferenciação dos produtos que são colocados nos mercados. O exemplo mais significativo, quer em termos de produtores envolvidos, quer de volume de produção, quer de impacto económico visível na região, é o da produção vitivinícola (vinho verde). Existem ainda outros sectores que, integrados em estratégias de qualificação e tipificação, podem, ainda que em escala reduzida, contribuir para atenuar a degradação crescente da estrutura produtiva agrícola, criando alternativas com potencial competitivo. A estrutura produtiva agrícola da AMBT era constituída, segundo o RGA de 1999, por 9.742 explorações e por 28.819 ha de SAU. Além da área agrícola, a superfície das explorações locais incluía 26.880 ha de matas e florestas, 1.877 ha de SANU e 3.138 ha de outras superfícies. Da superfície total das explorações agrícolas existentes na AMBT, cerca de 48% estava afecta à SAU e 44% à superfície florestal (Fig. 12) que integrava

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unidades produtivas que eram dirigidas e exploradas na sua grande maioria por pequenos produtores e suas famílias.

Figura 12.Distribuição da superfície das explorações pela SAU, SF e SANU na AMBT, em 1999

As explorações/empresas – empresários individuais e sociedades - representavam uma parte bastante reduzida do universo produtivo local. A estrutura fundiária era dominada por explorações de pequena dimensão. Em 1999, a área média de SAU das explorações agrárias não ultrapassava 3,0 ha, valor que era bastante inferior à média nacional de 9,3 ha. O predomínio nítido das explorações de muito pequena dimensão não obsta a que não exista na região um conjunto de empresas de razoável dimensão física que, no entanto, não altera o carácter minifundiário da paisagem destes concelhos. A SAU dos concelhos que integram a AMBT era utilizada, em 1999, no cultivo de culturas temporárias, culturas permanentes e de pastagens permanentes, com predomínio da primeira utilização do solo. A área destinada às culturas temporárias, ao pousio e às horas familiares (terra arável limpa) correspondia a cerca de 40% da SAU, enquanto que a área destinada às culturas permanentes e às pastagens permanentes não ultrapassava, em cada caso, cerca de 30% da SAU.

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Figura 13.Culturas e pastagens permanentes

A reconversão da vinha e a produção de vinho verde por produtores engarrafadores foi seguramente uma das grandes mudanças operadas na agricultura nos concelhos que estamos a analisar. Um indicador desta evolução é representado pelo número significativo de produtores engarrafadores em actividade nestes concelhos. Os olivais estão presentes de uma forma muito menos marcante na paisagem local, ocupando, em 1999, cerca de 7% da SAU. A produção de azeite nesta região, teve uma grande importância no passado, havendo então inúmeros lagares dispersos. A produção era realizada a partir de oliveiras de grande porte dispersas nas bordaduras das parcelas. Presentemente, esta cultura está em franco declínio. Para este decréscimo, contribui a elevada acidez do azeite produzido. Os lagares em funcionamento são, hoje em dia, muito poucos.

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Do trabalho de campo realizado, ressalta um conjunto de cinco fileiras “agroindustriais” potenciais: 1) vinho verde e derivados; 2) panificação; 3) mel, compotas, licores e ervas aromáticas e medicinais; 4) fumeiro e 5) queijo. Com excepção da fileira do Vinho Verde, pode afirmar-se que a actividade agro-industrial associada à transformação dos produtos tradicionais na área de influência da AMBT tem uma expressão muito reduzida.

Vinho Verde e derivados A reconversão da vinha e a produção de vinho verde por produtores engarrafadores foi seguramente uma das grandes mudanças operadas na agricultura nos concelhos que estamos a analisar. Um indicador desta evolução é o elevado número de produtores engarrafadores em actividade nestes concelhos. A produção tradicional de vinho verde (tinto, vendido a granel) foi substituída parcialmente por produtos mais elaborados e mais adaptados à realidade dos mercados.

Panificação A fileira “agro-industrial” relacionada com a padaria e doçaria regional pode dizer-se que se situa a meio caminho entre a fileira do vinho e as restantes, no que respeita ao seu desenvolvimento e importância económica local. O fabrico de pão é uma actividade tradicional em toda a sub-região do Baixo Tâmega, sendo de destacar produtos como o “Pão de Padronelo”.

Artesanato Actualmente, no concelho de Amarante, os produtos artesanais com maior visibilidade são a olaria de barro negro em Gondar e os bordados das Terras de Sousa. A cestaria de São Simão (freguesia de Gouveia), arte tradicional associada ao trabalho agrícola,

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ainda mantém alguma representatividade, bem como as mantas de lã, associadas à actividade de pastorícia.

Gastronomia Ainda que com diferenças entre concelhos, o Baixo Tâmega é um território rico em doçaria regional. A doçaria inventariada é muita e diversa, designadamente, lérias, papos de anjo, foguetes, brisas do Tâmega, bolos de S. Gonçalo, ovos-moles, cavacas redondas, rosquilhos, pão-de-ló, pão podre - doce tradicional da Páscoa -, doces e cavacas do Freixo.

2. Estrutura organizacional da escola - Organigrama Em anexo

3. O Agrupamento – caracterização demográfica e organizacional Caracterização dos Alunos e suas Famílias No presente Ano Lectivo, 2008/2009, o Agrupamento é frequentado por um total de 887 alunos.

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Idade dos alunos Quadro 3: Idade dos alunos em cada nível de ensino
Idade das crianças em cada grupo Ciclo de ensino Pré-escolar 1º CEB 2ºCEB 3ºCEB Idade 3 0 0 0 4 0 0 0 5 0 0 0 6 4 0 0 7 0 0 0 8 0 0 0 9 0 0 0 10 11 12 13 14 15 0 0 6 0 0 0 0 8 0 0 1 0 0 0 16 0 0 0 32 17 0 0 0 1 TOTAL 4,21 7,67 10,85 13,54 Nº Total 187 324 162 214 887

Média

47 57 79

76 70 84 78 10 0

59 78 16

10 48 58 47 18

A idade dos alunos que estudam no Agrupamento está compreendida entre 3 e os 17 anos. Como se pode verificar, a média de idades no Ensino Pré-Escolar é de 4,21, sendo a do 1º Ciclo de 7, 67, a do 2º Ciclo de 10, 85 e do 3º Ciclo de 13, 54. A idade dos nossos alunos, foi calculada tendo como referência o dia 31 de Dezembro de 2008.

Sexo Quadro 4: Distribuição dos alunos em função do sexo
SEXO Masculino Ciclo de ensino Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB Nº 95 142 84 98 419 % 50,80 43,83 51,85 45,79 47,24 Nº 92 182 78 116 468 Feminino % 49,20 56,17 48,15 54,21 52,76 Nº Total 187 324 162 214 887

TOTAL

No que concerne ao sexo dos alunos do Agrupamento, 47,24% dos alunos são do sexo masculino e 52,76% do sexo feminino. À excepção do 2º Ciclo, em todos os níveis de ensino, o número de aluno do sexo feminino é sempre superior ao número de alunos do sexo masculino.

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Dimensão do agregado familiar

Quadro 5: Distribuição das famílias em função da dimensão do agregado familiar
AGREGADO FAMILIAR Ciclo 2 de Ensino Nº % Préescolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB 2 3 1 5 3 Nº % Nº 78 4 % Nº 5 % Nº 7 8 6 % 4,46 2,48 Nº 2 4 5 3 7 % 1,27 1,24 3,11 1,42 Nº 0 0 2 1 8 % 0,00 0,00 1,24 0,47 Nº 0 1 1 0 9 % 0,00 0,31 0,62 0,00 Nº TOTAL 157 322 161 212

1,27 47 29,94

49,68 21 13,38

0,93 73 22,67 185 57,45 48 14,91 0,62 32 19,88 80

49,69 24 14,91 16 9,94

2,36 42 19,81 121 57,08 28 13,21 12 5,66

As famílias dos alunos do nosso Agrupamento são de tipo nuclear (progenitores e filhos), bem como agregados de tipo alargado (progenitores, filhos e avós) ou monoparentais (mãe/pai e filhos), esta última situação por morte do pai/mãe ou por divórcio. Após a análise do quadro, verificamos que a família tipo nuclear (pais e um/dois filhos) é aquela que maior expressão assume no enquadramento da das outras famílias. No entanto, salienta-se também um número considerável de um agregado familiar com cinco elementos.

Idade dos pais Quadro 6: Distribuição das idades do Pais
IDADE (ANOS) - PAI 20-25 Ciclo de Ensino Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB Nº 4 0 0 0 % 26-30 Nº % 6,46 0,00 0,00 31-35 Nº 74 32 22 % 42,77 19,28 10,38 36-40 Nº 42 105 46 35 % 24,28 32,31 27,71 41-45 Nº 19 75 65 % 10,98 23,08 39,16 46-50 Nº 5 16 14 23 % 2,89 4,92 8,43 51-55 Nº 1 7 8 % 0,58 2,15 4,82 9,91 Nº 0 1 1 2 55+ % 0,00 0,31 0,60 0,94 Nº TOTAL 173 325 166 212

2,31 28 16,18 0,00 21 0,00 0,00 0 0

100 30,77

16,51 109 51,42

10,85 21

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Quadro 7: Distribuição das idades das mães
IDADE (ANOS) - MÃE Ciclo de Ensino 20-25 Nº 4 0 0 % 26-30 Nº % 31-35 Nº 68 123 48 37 % 40,96 38,20 29,81 17,45 36-40 Nº 33 88 50 64 % 19,88 27,33 31,06 30,19 41-45 Nº 13 51 41 71 % 7,83 15,84 25,47 46-50 Nº 1 7 7 % 0,60 2,17 4,35 51-55 Nº 0 2 6 6 % 0,00 0,62 3,73 2,83 Nº 0 0 0 0 55+ % 0,00 0,00 0,00 0,00 Nº TOTAL 166 322 161 212

Pré-escolar 16 9,64 35 21,08 1º CEB 2º CEB 3ºCEB 1,24 47 14,60 0,00 0,00 9 9 5,59 4,25

33,49 24 11,32

As idades, quer dos pais, quer das mães, tende em aumentar na medida em que avançamos também no nível de escolaridade dos filhos, não sendo nada de invulgar, no entanto, as idades mais convergidas situam-se entre os 31 e os 45 anos.

Nível de Escolaridade do Pai e da Mãe

Quadro 8: Distribuição dos pais em função do nível de escolaridade
Ciclo de Ensino Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB Analfabeto Nº 1 1 1 2 % 0,58 0,31 0,60 0,94 1ºCEB Nº 58 % 33,53 2ºCEB Nº 68 46 54 % 3ºCEB Nº % 17,34 10,46 3,61 7,08 Secundário Bacharelato Licenciatura Nº 10 13 5 2 % 5,78 4,00 3,01 0,94 Nº 1 1 0 1 % 0,58 0,31 0,00 0,47 Nº 5 11 1 1 % 2,89 3,38 0,60 0,47 Nº TOTAL 173 325 166 212

39,31 30 27,71 6

142 43,69 123 37,85 34 107 64,46 137 64,62 25,47 15

Quadro 9: Distribuição das mães em função do nível de escolaridade
Ciclo de Ensino Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB Analfabeto Nº 2 3 1 1 % 1,20 0,62 1º CEB Nº 45 94 % 27,11 58,39 2º CEB Nº 57 46 56 % 34,34 28,57 26,42 3º CEB Nº 31 50 8 12 % 18,67 15,53 4,97 5,66 Secundário Bacharelato Licenciatura Nº 14 4 8 5 % 8,43 1,24 4,97 2,36 Nº 3 4 0 2 % 1,81 1,24 0,00 0,94 Nº 14 12 4 1 % 8,43 3,73 2,48 0,47 Nº TOTAL 166 322 161 212

0,93 116 36,02 0,47 135 63,68

118 36,65

p. 37

Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

O nível de escolaridade dos pais foi apurado tendo por base as sete categorias que passamos a referenciar: Analfabeto, 1º Ciclo, 2º Ciclo, 3º Ciclo, Secundário, Bacharelato (Ensino Politécnico) e Licenciatura (Ensino Superior). Como se pode constatar, através dos quadros 8 e 9, a maior parte da escolaridade dos progenitores dos nossos alunos encontra-se ao nível do 1º e 2º Ciclo, atingindo mesmo as grandes maiorias.

Situação Profissional do Pai e da Mãe

Quadro 10: Distribuição dos pais em função da situação profissional
SITUAÇÃO PROFISSIONAL - PAI Ciclo de Ensino Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB Empregado Nº 160 296 150 193 % 92,49 91,08 90,36 91,04 Desempregado Nº 0 8 5 2 % 0,00 2,46 3,01 0,94 Reformado Nº 2 2 1 2 % 1,16 0,62 0,60 0,94 Trab. conta própria Nº 11 19 10 15 % 6,36 5,85 6,02 7,08 173 325 166 212 Nº Total

Quadro 11: Distribuição das mães em função da situação profissional
SITUAÇÃO PROFISSIONAL - MÃE Ciclo de Ensino Préescolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB Empregada Nº 70 114 50 57 % 42,17 35,40 31,06 26,89 Desempregada Reformada Doméstica Nº 12 28 3 6 % 7,23 8,70 1,86 2,83 Nº 0 0 0 2 % 0,00 0,00 0,00 0,94 Nº 73 90 % 43,98 55,90 Trab. conta própria Nº 3 8 1 4 % 1,81 2,48 0,62 1,89 Doméstica c/act. Profissional Nº 8 11 17 16 % 4,82 3,42 10,56 7,55 166 322 161 212 Nº Total

161 50,00 127 59,91

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Actividade Profissional do Pai e da Mãe

Quadro 12: Distribuição dos pais em função da actividade profissional
ACTIVIDADE PROFISSIONAL - PAI Ciclo de Ensino Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB Doméstica Nº 0 0 0 0 % 0,00 0,00 0,00 0,00 Serv. Téc. Esp. Doméstica Trab n/qual Trab. Qual. Comercio e Peq. c/act. Pr. Administr. Prop. Nº 0 1 0 0 % 0,00 0,00 Nº 65 82 % 37,57 49,40 Nº 87 75 73 % 50,29 45,18 34,43 Nº 4 37 4 3 % 2,31 2,41 1,42 Nº % 11 6,36 4 2,41 Quadros med e Nº Sup. TOTAL Nº % 6 1 2 3,47 0,60 0,94 173 325 166 212

0,31 116 35,69 137 42,15 0,00 123 58,02

11,38 23 7,08 11 3,38 11 5,19

Quadro 13: Distribuição das mães em função da actividade profissional
ACTIVIDADE PROFISSIONAL - MÃE Ciclo de Ensino Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB Doméstica Nº % Doméstica c/act. Pr. Nº 8 % 4,82 3,42 7,55 Trab n/qual Nº % Trab. Qual. Nº 35 36 20 15 % 21,08 11,18 12,42 7,08 Serv. Comercio e Administr. Nº 6 29 3 7 % 3,61 9,01 1,86 3,30 Téc. Esp. Peq. Prop. Nº 5 7 2 8 % 3,01 2,17 1,24 3,77 Quadros med e Nº Sup. TOTAL Nº % 9 3 2 5,42 1,86 0,94 166 322 161 212 14 4,35

73 43,98

30 18,07 64 19,88 26 16,15 37 17,45

161 50,00 11 127 59,91 16

90 55,90 17 10,56

Os dados recolhidos respeitantes às profissões dos progenitores foram categorizados tendo por base o sistema de classificação por Grupos Ocupacionais da Marktest, ao qual foi adicionada uma nova categoria designada por Doméstica com actividade profissional no domicílio. Para além destas alterações, consideramos que os docentes com licenciatura seriam incluídos na categoria Quadros Médios e Superiores e não na categoria Técnicos Especializados e Pequenos Proprietários como era proposto pela classificação da Marktest. A análise destes quadros revelam diferenças relativas ao desempenho de uma actividade profissional por parte de cada um dos progenitores verificando-se, contudo, que uma grande totalidade (≤ 90%) dos pais e uma considerada percentagem das mães exercem uma actividade profissional, no momento da recolha dos dados. Assim, de acordo com os dados recolhidos, verificamos que a actividade profissional dos pais
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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

está caracterizada como sendo trabalhadores não qualificados, e trabalhadores qualificados, uma vez que a percentagem elevada dos pais dos nossos alunos trabalha nos variados ramos da construção civil, bem como actividades ligadas à carpintaria, pichelaria, pintura, etc,. Na sua maioria, são trabalhadores por conta de outrem. Quanto à profissão das mães, esta centra-se na sua maioria como actividade doméstica, seguida da categoria de trabalhadoras qualificadas, que surge com alguma expressividade, nomeadamente, através de actividades como cozinheira, costureira, etc.

Local de trabalho do Pai

Quadro 14: Distribuição dos Pais em função do local de trabalho
LOCAL DE TRABALHO DO PAI Nível de Ensino Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB Concelho Nº 64 162 82 87 % 58,72 49,85 49,40 41,04 Distrito Porto Nº 53 57 24 38 % 48,62 17,54 14,46 17,92 Fora distrito Estrangeiro Porto Europa Nº 12 30 22 32 % 11,01 9,23 13,25 15,09 Nº 40 67 32 43 % 36,70 20,62 19,28 20,28 Estrangeiro resto do Nº mundo TOTAL Nº % 4 9 6 12 3,67 2,77 3,61 5,66 109 325 166 212

Apesar da grande parte dos pais terem as suas actividades profissionais no concelho de Amarante, bem como nas suas proximidades, no interior do distrito do Porto, realçamos um valor significativo de pais que trabalham no estrangeiro, nomeadamente na Europa, em países como Espanha, França e Suíça.

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Periodicidade do Pai no contacto dos filhos

Quadro 15: Distribuição dos Pais em função do contacto com os filhos
PERIODICIDADE DE CONTACTO COM OS FILHOS - PAI Nível de Ensino Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB Diária Nº 110 206 125 154 % 63,58 63,38 75,30 72,64 Semanal Nº 43 49 21 25 % 24,86 15,08 12,65 11,79 Quinzenal Nº 10 31 6 10 % 5,78 9,54 3,61 4,72 Mensal Nº 3 8 3 3 % 1,73 1,81 1,42 Anual Nº 2 0 1 % 1,16 Bi-anual Nº 5 % 2,89 Nº TOTAL 173 325 166 212

2,46 11 3,38 20 6,15 0,00 11 6,63 0,47 19 8,96

Tendo em atenção os valores do quadro anterior, quadro 14, podemos constatar que, de facto, ainda existe uma mancha expressiva de pais que apenas estão em contacto com os seus filhos num período nunca inferior a uma semana, distribuídos pela visita quinzenal, mensal e mesmo anual e bi-anual. Denota esta conjectura uma ausência dos mesmos no acompanhamento escolar dos filhos, o que, à partida, poderá resultar num esforço centrado somente nas mães, na assumpção da relação escola/família.

Escalão do Abono de Família

Quadro 16: Distribuição dos escalões do Abono de Família
ESCALÃO DO ABONO DE FAMÍLIA Nível de Ensino Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB 1 Nº 39 134 83 107 % 20,86 41,36 51,23 52,97 Nº 39 97 54 52 2 % 20,86 29,94 33,33 25,74 Nº 18 44 22 37 3 % 9,63 13,58 13,58 18,32 Nº 8 2 3 3 4 % 4,28 0,62 1,85 1,49 Nº 83 47 0 3 5e6 % 44,39 14,51 0,00 1,49 Nº TOTAL 187 324 162 202

Como se pode verificar pelos dados constantes no quadro, quer no 2º Ciclo, quer no 3º Ciclo, mais de metade dos alunos, 51, 23 % e 52, 97 %, respectivamente, usufruem do

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

mais alto nível do escalão do Abono de Família. É de realçar, também, que no 1º Ciclo, o valor apresentado para este escalão (41,46 %) é muito aproximado do valor indicado nos outros dois níveis de ensino. Posto isto, poderemos concluir que as famílias dos nossos alunos denotam muita fragilidade a nível económico, sendo reforçado, também, com os índices de emigração apresentados.

Número de retenções em cada ciclo Quadro 17: Distribuição da disponibilidade de computador e do acesso à internet em casa
DISPONIBILIDADE DE COMPUTADOR E INTERNET NO DOMICÍLIO Disponibilidade em casa de: Computador Internet 1º CEB 2º CEB 3º CEB Computador Internet Computador Internet Computador Internet SIM Nº 89 58 177 106 113 73 161 109 % 47,59 31,02 94,65 56,68 60,43 39,04 86,10 58,29 Nº 98 129 147 218 49 89 53 105 NÃO % 52,41 68,98 78,61 116,58 26,20 47,59 28,34 56,15 Nº TOTAL 187 187 324 324 162 162 214 214

Nível de Ensino

Pré-escolar

Número de retenções em cada ciclo Quadro 18: Distribuição do número de retenções em cada ciclo
NÚMERO DE RETENÇÕES em cada ciclo 1 Nº Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3ºCEB 0 95 19 12 % 0,00 10,46 2,09 1,32 Nº 0 32 0 4 2 % 0,00 3,52 0,00 0,44 Nº 0 1 0 0 3 % 0,00 0,11 0,00 0,00 Nº 0 1 0 0 4 % 0,00 0,11 0,00 0,00 Nº TOTAL 887 887 887 887

Ciclo de Ensino

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

O Agrupamento – Estabelecimentos de Educação e Ensino O Agrupamento Vertical de Escolas de Escolas de Vila Caiz (código 344503) integra uma comunidade educativa que abrange a Educação Pré-escolar, os 1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico. É constituído pelos seguintes estabelecimentos:  Escola E.B. 2,3 de Vila Caiz (Escola Sede)  Escola E.B. 1 de Igreja  Escola E.B. 1 de Vilarinho  Escola E.B. 1 de Estremadouro  Escola E.B. 1 de Torreira  Jardim de Infância de Igreja  Jardim de Infância de Vilarinho  Jardim de Infância de Estremadouro  Jardim de Infância de Torreira

De seguida, passamos a caracterizar de modo sumário cada um dos estabelecimentos de educação e ensino que integram o Agrupamento e que dão corpo a cinco pólos educativos distintos. Desde já se salienta a grande heterogeneidade das infraestruturas dos diversos edifícios/equipamentos escolares.

Escola E.B. 2,3 de Vila Caiz (Sede de Agrupamento)

A Escola E.B. 2,3 de Vila Caiz situa-se no Lugar de Coura, Freguesia de Vila Caiz, Concelho de Amarante, Distrito do Porto. Sendo a distância para a sede do Concelho de 7 Km e para a capital de Distrito de aproximadamente a 55 Km. Especificamente, localiza-se a Norte da Sede do Concelho de Amarante; a Sul do Concelho do Marco de Canaveses (Freguesia de Santo Isidoro); a Este do Rio Tâmega; e a Oeste da Freguesia de Banho e Carvalhosa. Encontra-se integrada na margem direita do Concelho de Amarante.

p. 43

Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Para aceder à Escola pode utilizar: Auto-estra0da A4 e seguir pela saída 14 em direcção a Guimarães/ Felgueiras/Marco de Canaveses, convergir com a A11 e seguir pela saída 16 em direcção a Vila Meã/Marco de Canaveses, na rotunda, seguir pela 2ª saída para a Variante à EN211 em direcção a EN211/Marco de Canaveses, depois virar à esquerda na saída Vila Caiz (seguir as placas sinalizadoras até à Escola E.B. 2,3 de Vila Caiz); autoestrada A42 e seguir as indicações para Paços de Ferreira e seguir até à portagem de Lousada, posteriormente, seguir pela saída em direcção Vila Real/Porto/Amarante, convergir com a A11 e seguir pela saída 16 em direcção a Marco de Canaveses, depois virar à esquerda na saída Vila Caiz (seguir as placas sinalizadoras até à Escola E.B. 2,3 de Vila Caiz); IP4 seguindo Sul em frente em direcção à saída 25, continuar na A4 e seguir a saída 15 em direcção a Celorico de Bastos/Amarante Oeste/N312/N210, continuar em frente seguindo a estrada N312 até Vila Caiz; EN312/N312 (Amarante – Vila Caiz). A construção decorreu entre os anos de 1994 e 1995, tratando-se de um edifício do tipo monobloco em betão armado. Apresenta no primeiro piso cerca de 1388,38m 2 e no segundo piso 1433,18m2.

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Características físicas dos edifícios e do contexto envolvente
Biblioteca/Cen tro de recursos Pavilhão gimnodesporti vo Sala de professores Equipamento Recreio (parque jogos, parque infantil) Salas de aula comuns Salas de aula específicas WC Professores Logradouro Coberto Sala de informática Polivalente WC alunos Cantina/ Refeitório Cozinha Recreio

10

9

1

1

1

1

1

1

1

2

1

1

Bar

1

4

2

Outros recursos físicos: Utilização do Kit de computadores portáteis; Cinco salas de aula com quadros interactivos; Sala de pessoal não docente.

Tecnologias da Informação e Comunicação
Quadros interactivos Acesso à Internet Câmara de Vídeo digital Computadores Máquina Fotográfica digital Rede Informática Interna Todos os computadores estão ligados à Internet?

Projector vídeo

Digitalizadores

Impressora Multifunções

Impressoras

Ethernet

40

28

Portáteis

Desktop

5

10

8

2

1

3

2

Sim

Não

Sim

Wireless

Sim

Segurança dos edifícios escolares
Sistema de alarme de intrusão Sistema de alarme de incêndio Extintores Saídas de emergência Plano de evacuação Iluminação exterior

Sim (sala 1)

Não

Sim (12)

Sim (2)

Sim

Sim

Conforto dos edifícios
Aquecimento Protecção solar (estores, persianas, …) Ar condicionado Vidros duplos Insonorização

Sim

Sim

Sim

Não

Sim

Escola EB 1 de Igreja – Vila Caiz A Escola Básica do 1º Ciclo de Igreja, fica localizada na freguesia de Vila Caiz, concelho de Amarante, distrito do Porto. A EB1 fica situada na rua da Igreja nº 1026, confrontando a Sul com o arruamento municipal de seu nome Igreja, a Norte com as instalações do Jardim-de-infância, a Nascente com um pequeno arruamento público, e o poente com loteamento particular. À EB1 está associada uma sala do jardim-dep. 45

Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

infância a qual funciona provisoriamente (até à construção dos novos centros escolares) numa divisão construída no segundo piso da sede da Associação Desportiva de Vila Caiz. A área de construção é de 210,95m2, correspondendo 57m2 à sala de aula. Fica localizado nas proximidades da EB1 (Nascente). Está a funcionar nestas instalações há cerca de dois anos. A EB1 é um edifício tipo P3 construído em 1978. Possui uma área de construção de 718,825m2 e de área total 4699,465m2. Para chegar à escola da Igreja, vindo de Amarante ou Marco de Canaveses pela estrada municipal nº 312, encontra-se uma rotunda, aí toma -se a direcção da Rua da Igreja distando a escola daqui aproximadamente 1026m. A escola encontra – se à direita da mesma rua no sentido ascendente no nº 1026. Todas as obras de manutenção, bem como os bens de consumo do edifício são da responsabilidade da Câmara Municipal de Amarante.

Características físicas dos edifícios e do contexto envolvente
Biblioteca/Centro de recursos Pavilhão gimnodesportivo Equipamento Recreio (parque jogos, parque infantil) WC Professores Salas de aula comuns Salas de aula específicas Sala de professores Logradouro Coberto Sala de informática Polivalente WC alunos Cantina/ Refeitório Cozinha

Recreio

8

0

1

0

0

1

1

1

1

2

1

1

Bar

0

8

1

Tecnologias da Informação e Comunicação
Quadros interactivos Acesso à Internet Câmara de Vídeo digital Projector vídeo Computadores Máquina Fotográfica digital Rede Informática Interna Todos os computadores estão ligados à Internet?

Digitalizadores

Impressora Multifunções

Impressoras

Ethernet

Portáteis

Desktop

9

0

1

1

8

7

7

1

0

Sim

Nã o

Nã o

Wireless

sim

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Segurança dos edifícios escolares
Sistema de alarme de intrusão Sistema de alarme de incêndio Extintores Saídas de emergência Plano de evacuação Iluminação exterior

Não

Não

1

Não

Não

Insuficiente

Conforto dos edifícios
Aquecimento Protecção solar (estores, persianas, …) Ar condicionado Vidros duplos Insonorização

Sim

Sim

Não

Não

Não

Escola EB 1/JI de Vilarinho – Vila Caiz A escola EB1/JI de Vilarinho, situa-se na Freguesia de Vila Caiz, Concelho de Amarante, servindo os lugares de Vilarinho, Passinhos e Coura. É servida pela linha dos Caminhos de Ferro que liga Amarante à Livração (linha do Douro que dá acesso à sede de Distrito do Porto) e por caminhos camarários e vicinais que ligam aos restantes lugares da Freguesia e à sede do Concelho. A escola foi construída no ano lectivo 1973/74, sendo o edifício do tipo Urbano 3, com 4 salas e 2 blocos sanitários. Possui uma área coberta de 296m2 e área de recreio de 1404m2, o que perfaz uma área total de 1700m2. Actualmente funcionam duas salas para o 1º Ciclo, uma para a Unidade Especializada de Apoio à Multideficiência e outra para o Pré-escolar. Posteriormente e devido às necessidades da população alvo, foram-lhe acrescentadas uma cozinha/cantina e uma sala de arquivo, biblioteca e de reuniões.

Características físicas dos edifícios e do contexto envolvente
Biblioteca/Cen tro de recursos Pavilhão gimnodesporti vo Sala de professores Equipamento Recreio (parque jogos, parque infantil) Salas de aula comuns Salas de aula específicas WC Professores Logradouro Coberto Sala de informática Polivalente WC alunos Cantina/ Refeitório Cozinha Recreio

4

0/ Não

1

0

0

1

-

1

-

-

1

1

Não

Bar

2

2

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Tecnologias da Informação e Comunicação
Quadros interactivos Máquina Fotográfica digital Acesso à Internet Câmara de Vídeo digital Computadore s Rede Informática Interna Todos os computador es estão ligados à Internet?

Projector vídeo

Digitalizadores

Impressora Multifunções

Impressoras

Ethernet

6

Portáteis

Desktop

1

0

1

1

3

3

1

0

Sim

Sim

Não

Wireless

sim

Segurança dos edifícios escolares
Sistema de alarme de intrusão Sistema de alarme de incêndio Extintores Saídas de emergência Plano de evacuação Iluminação exterior

Não

Não

2

Não

Não

Sim

Conforto dos edifícios
Aquecimento Protecção solar (estores, persianas, …) Ar condicionado Vidros duplos Insonorização

Sim (2 salamandras)

Estores

Não

Não

Não

Escola EB 1 de Estremadouro – Louredo Escola situada no lugar de Estremadouro, freguesia de Louredo. Construída no ano de 1968, apresenta-se como sendo um edifício tipo Plano Centenário com a área coberta de 903m2 e com bom acesso viário, através da estrada municipal nº 312. Possui duas salas de aula, instalações sanitárias e encontra-se em bom estado de conservação, é iluminado e possui aquecimento a lenha. Possui uma boa área de recreio, onde também há espaço para jardim e árvores plantadas pelos alunos e onde brincam também as crianças do Jardim de Infância. Há também uma Auxiliar de Acção Educativa que cumpre a tarefa de limpeza da escola e vigilância dos alunos.

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Características físicas dos edifícios e do contexto envolvente
Pavilhão gimnodesportivo Biblioteca/Centr o de recursos Equipamento Recreio (parque jogos, parque infantil) WC Professores Salas de aula comuns Salas de aula específicas Sala de professores Logradouro Coberto Sala de informática Polivalente WC alunos Cantina/ Refeitório Cozinha Recreio

2

0

Não

Não

Não

1

Nã o

1

0

0/ Não

1

1

Nã o

Bar

2

2

Tecnologias da Informação e Comunicação
Quadros interactivos Máquina Fotográfica digital Projector vídeo Digitalizadores Impressora Multifunções Computadores Acesso à Internet Câmara de Vídeo digital Rede Informática Interna Todos os computadores estão ligados à Internet?

Impressoras

Ethernet

3

Portáteis

Desktop

0

0

0

1

1

0

0

0

Sim

Sim

Não

Wireless

sim

Segurança dos edifícios escolares
Sistema de alarme de intrusão Sistema de alarme de incêndio Extintores Saídas de emergência Plano de evacuação Iluminação exterior

Não

Não

2

Não

Não

Não

Conforto dos edifícios
Aquecimento Protecção solar (estores, persianas, …) Ar condicionado Vidros duplos Insonorização

2 salamandras

Sim

Não

Não

Não

Escola EB 1 de Torreira – Fregim A EB1 da Torreira fica situada no centro da freguesia de Fregim, dista 5 km da cidade de Amarante, Concelho a que pertence e a 1000 m da Igreja Paroquial de Fregim. É servida pela Estrada Municipal nº 720 que liga a Amarante a Vila Meã. É um Edifício do Plano Centenário tendo sofrido uma alteração, na qual foi aumentado de duas para oito salas em 1978. Salienta-se que edifício está em mau estado de conservação. A área total da escola é de 1700m2, sendo a área de
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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

construção de 296m2 e de recreio com 1404m2. A Escola é constituída por: R/C com 4 salas de aula; 2 hall; 6 wc; 1 recreio; 1 jardim; 2 pátios cobertos; 1andar com 4 salas de aula e 2 gabinetes. A nível do envolvimento e participação dos Encarregados de Educação, existe uma Associação de Pais com alguma actividade em alguns eventos festivos. Verifica-se também o envolvimento em alguns projectos a nível de turma, nomeadamente, “A mãe vem à escola”.
Características físicas dos edifícios e do contexto envolvente
Biblioteca/Centro de recursos Pavilhão gimnodesportivo Equipamento Recreio (parque jogos, parque infantil) WC Professores Salas de aula comuns Salas de aula específicas Sala de professores Logradouro Coberto Sala de informática Polivalente WC alunos Cantina/ Refeitório Cozinha Recreio

8

0

Não

Não

Não

1

1

1

Sim

2

1

1

Não

Bar

3

2

Tecnologias da Informação e Comunicação
Quadros interactivos Máquina Fotográfica digital Acesso à Internet Câmara de Vídeo digital Computadore s Rede Informática Interna Todos os computadores estão ligados à Internet?

Projector vídeo

Digitalizadores

Impressora Multifunções

Impressoras

Ethernet

9

Portáteis

Desktop

0

1

0

7

1

8

1

0

Sim

Sim

Não

Wireless

Sim

Segurança dos edifícios escolares
Sistema de alarme de intrusão Sistema de alarme de incêndio Extintores Saídas de emergência Plano de evacuação Iluminação exterior

Não

Não

4

Não

Não

Holofote

Conforto dos edifícios
Aquecimento Protecção solar (estores, persianas, …) Ar condicionado Vidros duplos Insonorização

Salamandras

Estores - Sim

Não

Não

Não

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Jardim de Infância de Igreja – Vila Caiz O Jardim de Infância de Igreja localiza-se na freguesia de Vila Caiz, no lugar de Igreja, na Rua Padre António Monteiro, n.º 167. Encontra-se instalado num edifício construído de raiz, no ano 2000, sob o projecto da Câmara Municipal de Amarante. Este Jardim, inaugurado no início do ano lectivo de 2001/2002, veio substituir o Jardim de Infância de Coura, que funcionava numa sala da Junta de Freguesia. O acesso a este estabelecimento de educação é feito por uma série de estradas municipais. É um edifício rés-do-chão, constituído por 3 salas de actividade idênticas entre si, um espaço polivalente que serve de hall, refeitório, ginásio e recreio, uma pequena cozinha com despensa, um gabinete, uma arrecadação de apoio às actividades, uma casa de banho para crianças e duas para adultos. O Jardim de Infância apresenta como área total 1570m2, dos quais 555.4m2 corresponde à área coberta e 1015.60m2 correspondem a logradouros. A manutenção do edifício é feita pela Câmara Municipal de Amarante em cooperação com a Junta de Freguesia.
Características físicas dos edifícios e do contexto envolvente
Biblioteca/Centro de recursos Pavilhão gimnodesportivo Equipamento Recreio (parque jogos, parque infantil) WC Professores Salas de aula comuns Salas de aula específicas Sala de professores Logradouro Coberto Sala de informática Polivalente WC alunos Cantina/ Refeitório Cozinha Recreio

3

0

0

0

0

1

1

1

Sim

1

1

1

Não

Bar

1

2

Outros recursos físicos: Arrecadação e despensa.

Tecnologias da Informação e Comunicação
Quadros interactivos Acesso à Internet Câmara de Vídeo digital Computadores Máquina Fotográfica digital Rede Informática Interna Todos os computadores estão ligados à Internet?

Projector vídeo

Digitalizadores

Impressora Multifunções

Impressoras

Ethernet

4

Portáteis

Desktop

0

0

0

0

4

0

1

0

Não

Não

Não

Wireless

Não

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Segurança dos edifícios escolares
Sistema de alarme de intrusão Sistema de alarme de incêndio Extintores Saídas de emergência Plano de evacuação Iluminação exterior

Não

Sim

4

Não

Não

Sim

Conforto dos edifícios
Aquecimento Protecção solar (estores, persianas, …) Ar condicionado Vidros duplos Insonorização

Sim

Sim

Não

Sim

Não

Jardim de Infância de Vilarinho – Vila Caiz O Jardim de Infância de Vilarinho situa-se a 400 metros da Estação dos Caminhos de Ferro. Encontra-se isolado da maior parte das habitações, mas junto da escola do 1º Ciclo. A construção da escola não é de raiz, é pois, uma adaptação de uma sala da escola do 1º Ciclo, com mais de trinta anos de existência que é constituída por quatro salas, uma onde funciona o Jardim de Infância, duas onde funciona o 1º Ciclo e a outra é utilizada como sala de jogos, festas e convívios, reuniões e, em tempo de chuva, como recreio. O Jardim de Infância tem entrada independente, existe um átrio que funciona como vestiário. A sala de actividades, é uma sala adaptada, bem iluminada e arejada. Há também uma cantina que serve as crianças que necessitam de almoço, quer as do Jardim de Infância, quer as do 1º Ciclo, ou porque moram longe, ou porque não têm família em casa.

Características físicas dos edifícios e do contexto envolvente
Biblioteca/Centro de recursos Pavilhão gimnodesportivo Equipamento Recreio (parque jogos, parque infantil) WC Professores Salas de aula comuns Salas de aula específicas Sala de professores Logradouro Coberto Sala de informática Polivalente WC alunos Cantina/ Refeitório Cozinha

Recreio

1

0

1

0

0

1

0

1

1

1

1

1

Bar

0

1

1

p. 52

Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Tecnologias da Informação e Comunicação
Quadros interactivos Máquina Fotográfica digital Acesso à Internet Câmara de Vídeo digital Computadore s Rede Informática Interna Todos os computadores estão ligados à Internet?

Projector vídeo

Digitalizadores

Impressora Multifunções

Impressoras

Ethernet

Portáteis

Desktop

1

0

0

0

0

1

1

1

0

Sim

Nã o

Nã o

Wireless

Sim

Segurança dos edifícios escolares

Sistema de alarme de intrusão

Sistema de alarme de incêndio

Extintores

Saídas de emergência

Plano de evacuação

Iluminação exterior

Não

Não

1

Não

Não

Lâmpadas

Conforto dos edifícios
Aquecimento Protecção solar (estores, persianas, …) Ar condicionado Vidros duplos Insonorização

Salamandra

Estores

Não

Não

Não

Jardim de Infância de Estremadouro – Louredo

O Jardim de Infância de Estremadouro está localizado na Rua do Outeiro, nº 156, Lugar de Estremadouro, na Freguesia de Louredo. Foi construído no ano de 1984 e não tem tipologia de projecto específico. Tem bom acesso viário através da Estrada Municipal nº 312 e pela Rua de S. João. A área de construção é de 80m2, mantendo-se o edifício em bom estado de conservação. Possui apenas uma sala, casas de banho para as crianças e para os adultos, um hall, uma arrecadação pequena e uma cozinha equipada e muito pequena. A sala está apetrechada com o indispensável, sendo bem iluminada artificialmente e possuindo aquecimento. Não tem recreio interior, mas possui um pequeno coberto à entrada do Jardim de Infância que é utilizado em dias de chuva.
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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Possui recreio exterior que é igualmente utilizado pelas crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico.
Características físicas dos edifícios e do contexto envolvente
Biblioteca/Centro de recursos Pavilhão gimnodesportivo Equipamento Recreio (parque jogos, parque infantil) WC Professores Salas de aula comuns Salas de aula específicas Sala de professores Logradouro Coberto Sala de informática Polivalente WC alunos Cantina/ Refeitório Cozinha Recreio

1

0

0

0

0

1 a)

0

1

0

0

1

1 a)

Bar

0

2

1

Outros recursos físicos: Uma despensa a) Em comum com a Escola EB 1 de Estremadouro

Tecnologias da Informação e Comunicação
Quadros interactivos Máquina Fotográfica digital Acesso à Internet Câmara de Vídeo digital Computadore s Rede Informática Interna Todos os computadores estão ligados à Internet?

Projector vídeo

Digitalizadores

Impressora Multifunções

Impressoras

Ethernet

Portáteis

Desktop

1

0

0

0

1

0

0

0

0

Não

Não

Nã o

Wireless

Não

Segurança dos edifícios escolares
Sistema de alarme de intrusão Sistema de alarme de incêndio Extintores Saídas de emergência Plano de evacuação Iluminação exterior

Não

Não

1

Não

Não

1

Conforto dos edifícios
Aquecimento Protecção solar (estores, persianas, …) Ar condicionado Vidros duplos Insonorização

Sim

Não

Não

Não

Não

i) Jardim de Infância de Torreira – Fregim

O Jardim-de-infância de Torreira situa-se na freguesia de Fregim, ao lado Escola do 1º Ciclo, no lugar e Rua de Torreira. Dista cerca de 10 Km da escola sede do
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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Agrupamento, em Vila Caiz. Quanto a acessos viários, fazem-se pela Rua da Boavista, que segue pela Rua do Rio até à Rua de Torreira. O acesso pode ainda ser feito pela Rua da Mó, que faz ligação à Rua do Rio até à Rua de Torreira. A freguesia é servida pela EN 211-1/EN312 e pela EM 567, ligando-a ao concelho do Marco de Canavezes e Penafiel. O edifício foi construído no ano de 1993. O recreio é um espaço pequeno, descoberto, vedado e desde o início do presente Ano Lectivo tem sofrido pequenas obras de reparação. A área é de 130 m2. A manutenção do edifício está a cargo da Junta de Freguesia de Fregim. O espaço interior é constituído por três salas de actividades bem arejadas e iluminadas com luz natural e artificial, um polivalente, cozinha, instalações sanitárias para crianças e adultos, arrecadação e um gabinete de apoio ao pessoal docente. Esta área coberta do Jardim-de-infância é de 344 m2.

Características físicas dos edifícios e do contexto envolvente

Equipamento Recreio (parque jogos, parque infantil)

Biblioteca/Centro de recursos

Pavilhão gimnodesportivo

Salas de aula específicas

Sala de professores

Sala de informática

3

0

0

0

0

1

1

1

0

0

1

1

0

3

Tecnologias da Informação e Comunicação
Quadros interactivos Máquina Fotográfica digital Acesso à Internet Câmara de Vídeo digital Computadore s Rede Informática Interna Todos os computadores estão ligados à Internet?

Projector vídeo

Digitalizadores

Impressora Multifunções

Impressoras

Ethernet

4

Portáteis

Desktop

0

0

0

0

6

0

1

0

Não

Não

Não

Wireless

Não

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WC Professores

Salas de aula comuns

Logradouro Coberto

Polivalente

WC alunos

Cantina/ Refeitório

Cozinha

Recreio

Bar

1

Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Segurança dos edifícios escolares
Sistema de alarme de intrusão Sistema de alarme de incêndio Extintores Saídas de emergência Plano de evacuação Iluminação exterior

Não

Não

1

Não

Não

Não

Conforto dos edifícios
Aquecimento Protecção solar (estores, persianas, …) Ar condicionado Vidros duplos Insonorização

Sim

Sim

Sim

Não

Não

Em conclusão, da análise até agora efectuada salienta-se que a existência de quatro pólos educativos, que associa a localização próxima ou até mesmo contigua dos edifícios pré-escolares e de 1º CEB nas freguesias que constituem a área de influência do agrupamento de escolas, cria condições de base para uma melhor integração socioeducativa dos alunos, articulação entre ciclos e sequencialidade educativa. Salienta-se que, no que toca ao número de alunos inscritos/ grupos turma, os diferentes pólos apresentam alguma assimetria que se traduz, nuns casos, numa sobrelotação do espaço escolar e, noutros, numa relativa desertificação. Esta situação traduz-se, no primeiro caso, numa sobrecarga de utilização dos espaços escolares, criando dificuldades acrescidas na gestão dos recursos físicos disponíveis, no segundo caso, o reduzido número de alunos possibilita a criação de uma dinâmica educativa diferenciada e uma utilização sustentável dos recursos físicos. Estas contingências condicionam, mas não inviabilizam, à partida, a implementação de processos de ensino-aprendizagem de qualidade. Relativamente à escola sede do Agrupamento, verifica-se a existência de um ratio insuficiente na relação número de turmas/ espaços disponíveis e um ratio equilibrado na relação número de alunos/turma. Esta realidade configura, designadamente, dificuldades na gestão e utilização de espaços específicos (laboratórios, oficinas, salas temáticas), elaboração de horários e rentabilização dos espaços escolares pela comunidade. No que concerne à qualidade e segurança das instalações das escolas, verifica-se, igualmente, uma discrepância relativamente a alguns dos aspectos que as caracteriza.
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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Desta forma, no Agrupamento, especialmente no 1º CEB, existem instalações que revelam sérias lacunas estruturais ao nível da concepção dos espaços físicos e equipamentos que garantam a segurança (extintores, saídas de emergência, bocas de incêndio, sistemas de alarme, entre outros) dos agentes e actores educativos. Esta situação é consequência de uma série de factores que confluíram ao longo dos anos para uma desadequação e degradação do parque escolar, nomeadamente, o tempo de vida das instalações, a falta de manutenção sistemática dos espaços físicos e a falta de investimento da autarquia na remodelação das infra-estruturas. Cumpre ainda salientar no que se refere à segurança das instalações, que está em fase de elaboração, em parceria com a Câmara Municipal de Amarante a quem cabe a tutela das infra-estruturas destes níveis de educação e ensino, um Plano de Prevenção e Emergência das Escolas do 1º CEB e Pré-escolar. Esclarece-se também no que concerne à qualidade das instalações que a Carta Educativa do concelho de Amarante, aprovada em Setembro de 2007 e que deve estar concretizada até 2013, prevê o investimento ao nível da criação / reconversão de algumas infra-estruturas do préescolar e 1º CEB, deste agrupamento de escolas, salvaguardando deste modo a qualidade e a segurança que se exigem a estes contextos de ensino-aprendizagem. Ao contrário do que se constata principalmente no 1º CEB, a realidade da escola sede prefigura um contexto ajustado em termos de qualidade e segurança, dado que ao longo do tempo foi levado a efeito um plano sustentado de manutenção e investimento nestes vectores estruturantes, conquanto subsistam algumas lacunas estruturais, a que até hoje não foi possível dar resposta, de que é exemplo o acesso ao piso superior. Face a estas contingências de carácter estrutural, foram feitos ao longo dos anos numerosos investimentos e implementadas diversas estratégias no sentido de minorar os seus efeitos negativos, designadamente mediante a elaboração de Planos de Prevenção, Emergência e Evacuação, implementação de simulacros de evacuação, dinamização de Clube de Protecção Civil, construção de rampas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida e também colocação de um elevador adaptado para pessoas com mobilidade reduzida. Por fim, salienta-se que o agrupamento de escolas em parceria com o município vai concretizar durante o corrente ano um pacote formativo, no âmbito da segurança e
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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

intervenção em situações de perigo, que integra acções relativas aos procedimentos de actuação em situações de evacuação, manuseamento de extintores, suporte básico de vida. Esta oferta formativa tem como público-alvo o pessoal docente, não docente e discente.

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Caracterização do pessoal docente e não docente Caracterização do pessoal docente e não docente Quadro 19 - Distribuição do pessoal docente
Nível de Ensino Pré-escolar 1.º CEB 2.º/3.º CEB Ed. Especial Género Fem Masc 26-35 10 23 32 2 0 5 17 0 0 6 25 1 Idade (anos) 36-45 4 11 16 1 Habilitações académicas Lic 9 25 39 1 Vínculo contratual QZP 3 17 13 1 QE 7 10 20 1 ≤10 0 7 20 0 Tempo serviço (anos) Total 11-20 4 9 24 2 21-30 5 11 3 0 ≥31 1 1 2 0 no Agrupamento ≤3 2 15 29 0 4-10 6 13 12 2 ≥11 2 0 8 0

46-50 ≥51 Bach 3 6 2 0 0 5 6 0 1 3 4 0

Mest Dout Cont 0 0 5 1 0 0 1 0 0 1 16 0

Quadro 20 - Distribuição do pessoal não docente
Género Nível de Ensino Fem Masc 26-35 36-45 Pré-escolar 1.º CEB 2.º/3.º CEB A.A.E. Adm 10 9 10 4 0 0 4 2 5 5 6 1 4 3 4 1 46-50 ≥51 4.º ano 1 1 2 2 3 3 1 0 6.º ano 0 3 1 0 9.º ano 4 2 5 0 12.º ano 1 1 7 5 Bach 1 0 0 0 Lic 1 0 0 1 Cont. Ind. 8 4 7 0 Termo Quadro 0 0 3 2 2 5 4 4 Idade (anos) Habilitações académicas Vínculo contratual

2 2

Notas:
Fem – Feminino; Masc – Masculino; Bach – Bacharelato; Lic – Licenciatura; Mest. – Mestrado; Dout. – Doutoramento; Cont. – Contrato; QZP – Quadro de Zona Pedagógica; QE – Quadro de Escola; Cont. Ind. – Contrato Individual de trabalho; Termo – Contrato de trabalho a termo; Adm. – Serviços Administrativos; A.A.E. – Auxiliar de Acção Educativa; 1.º CEB - 1.º Ciclo do Ensino Básico; 2.º/3.º CEB – 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Do quadro, apresentado anteriormente, referente à caracterização do pessoal docente, importa referir que a maioria dos docentes do Agrupamento, a exercer funções nos diferentes níveis de educação e ensino, pertence ao género feminino. No que toca à idade, a generalidade dos docentes apresenta idades compreendidas entre os 26 e os 45 anos. Esta realidade reflecte-se no tempo total de serviço dado que uma parte significativa dos docentes (74%) apresenta entre 11 e 20 anos de serviço. No que respeita às habilitações académicas, a maior percentagem dos docentes apresenta licenciatura (83%) e uma franja considerável o grau de mestre ou doutor (8%) e os restantes docentes apresentam como habilitação o bacharelato. No que toca ao vínculo contratual, a maior parte apresenta um vínculo estável com o Ministério da Educação, ou seja, pertence ao quadro de Zona Pedagógica ou Quadro de Escola. Destaca-se que 44% dos professores em exercício no Agrupamento pertence ao Quadro de Escola. Esta situação de vínculo à escola confere uma considerável estabilidade ao corpo docente, permitindo um conhecimento mais profundo da realidade socioeducativa e organizacional do Agrupamento. Este facto reflecte-se no tempo de serviço efectivo prestado no Agrupamento. Esta realidade talvez possa ser explicada de duas formas, um processo de identificação do docente com a dinâmica da escola e a adopção da modalidade de concurso plurianual. No que concerne ao pessoal docente, importa ainda referenciar que, no presente ano lectivo, estão atribuídos aos docentes, dos diferentes grupos disciplinares, os seguintes cargos:  Direcção de Turma – 18 professores;  Delegados de Grupo Disciplinar – 26 professores;  Coordenadores com assento no Conselho Pedagógico:  4 Coordenadores de Departamento Curricular, 2º e 3º ciclos (Departamento de Línguas, Departamento de Expressões, Departamento de Ciências Sociais e Humanas; Departamento de Matemática e Ciências Experimentais e); 2 coordenadores (Educação Pré-escolar e 1º CEB);  2 Coordenadores dos Directores de Turma;  1 Coordenador da equipa TIC;
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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

 1 Coordenador da BE/CRE;  4 Representantes da Direcção Executiva.

Do quadro referente à caracterização do pessoal não docente, importa referir que a maioria pertence ao género feminino, sendo que a generalidade apresenta idades compreendidas entre o 26 e os 45 anos. No que toca às habilitações académicas, a grande maioria apresenta como habilitações académicas entre o 9º e 12º ano. No que toca ao vínculo contratual, a grande maioria apresenta um vínculo precário com o Agrupamento, apresentando designadamente contratos individuais ou a termo. Salienta-se ainda que, para além do pessoal não docente indicado na grelha anterior, o Agrupamento usufrui dos serviços de funcionários ao abrigo dos programas ocupacionais para desempregados de longa duração (POC), distribuídos pelas diferentes escolas do Agrupamento.

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4. Respostas educativas e organizacionais específicas 4.1. Tecnologias de informação e comunicação Nós, enquanto escola, salientamos que as TIC constituem na sociedade actual um precioso instrumento de desenvolvimento pessoal e de aprendizagem ao longo da vida. Sendo o Plano Tecnológico uma das grandes prioridades das políticas actuais, o Agrupamento de Escolas não pode ficar à margem desta orientação estratégica. Assim, desde alguns anos a esta parte, este Agrupamento tem procedido de forma sistemática ao investimento e apetrechamento das escolas com as diversas tecnologias de informação e comunicação. Esta iniciativa alicerça-se na necessidade da escola responder de forma transversal e eficaz às dificuldades das famílias dos alunos deste Agrupamento em disponibilizarem os recursos tecnológicos necessários e adequados a um processo educativo de qualidade. Esta estratégia de investimento visa promover o desenvolvimento e reforçar a qualidade da resposta educativa deste Agrupamento e organiza-se, tendo como referência três vectores fundamentais: o conhecimento, a tecnologia e a inovação. No que diz respeito ao vector conhecimento, pretendemos qualificar os diferentes intervenientes do processo educativo (pessoal docente e não docente, alunos, encarregados de educação), fomentando medidas de utilização contínua das TIC como forma de diversificar a aprendizagem ao longo da vida e mobilizar a comunidade educativa para a sociedade de informação. No que concerne ao segundo vector tecnologia, o Agrupamento de escolas, pretende conjugar esforços para ultrapassar o atraso científico e tecnológico que afecta o país e as estruturas escolares através de uma aposta clara no reforço dos recursos tecnológicos e no desenvolvimento das competências específicas dos agentes e actores educativos. O vector inovação pretende incrementar a utilização generalizada de novos processos e serviços no âmbito das TIC. Dento das opções estratégicas do Agrupamento a aposta na formação e utilização da TIC, o programa E-Escola e o programa E-Escolinha constituem valiosos instrumentos de clarificação e gestão das opções e prioridades educativas assumidas num determinado momento, para docentes, alunos dos diferentes níveis de ensino bem como para os Encarregados de Educação. Este “Projecto” não pode nunca ser
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encarado como uma actividade estática porque incide sobre a realidade e o uso da Novas Tecnologias de Educação e Comunicação, tornando-se num «instrumento» que nunca pode ser definitivo e devendo ter continuidade durante o processo educativo do aluno e ao longo do seu período de escolaridade. Os programas E-Escola e E-Escolinha têm por base objectivos que visam dar resposta às necessidades/problemas detectados, sendo, ainda, delineados objectivos para outras dimensões que a Escola julga importante valorizar. Estes projectos são uma estratégia de intervenção concertada entre a escola e a família de forma a facilitar a aprendizagem, a comunicação, a colaboração interdisciplinar, o envolvimento intergeracional e tornar a escola mais atractiva para o aluno.

4.2. Alunos com Necessidades Educativas Especiais Nos tempos que correm não basta ter uma escola pública cuja frequência é formalmente obrigatória. Exige-se hoje que a escola seja uma estrutura dinâmica, pautada pela qualidade que responda eficazmente às necessidades de todos os alunos, na prática e não apenas na lei. Não basta, assim, à escola acolher os alunos que apresentam dificuldades no seu processo de ensino-aprendizagem, tem

obrigatoriamente de estar preparada para encontrar as respostas educativas que promovam o sucesso educativo de todos os alunos, sem excepção, e que melhor se lhe adeqúem à promoção do seu desenvolvimento biopsicossocial (DGIDIC, 2008). Neste contexto, constituem objectivos prioritários deste agrupamento de escolas promover da igualdade de oportunidades, valorizar a educação e incrementar a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem. A construção de uma escola democrática e inclusiva, orientada para o sucesso educativo de todas as crianças e jovens constitui uma vertente fundamental da qualidade do processo educativo. É, assim, absolutamente necessário planear e implementar estruturas e dinâmicas que permitam responder à diversidade de características e necessidades dos alunos, incluindo os alunos com necessidades educativas especiais.

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Quando se fala de alunos com necessidades educativas especiais (NEE) e se definem as respostas educativas a disponibilizar pelo agrupamento de escolas, tendo em vista o sucesso educativo de todos os alunos, é fundamental, antes de mais, definir, no âmbito deste documento, este conceito. O termo NEE começou a ser difundido em 1978 a partir da sua utilização no Relatório Warnock, apresentado ao parlamento do Reino Unido. No entanto, só em 1994 com Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994), é que o conceito NEE foi adoptado de modo mais generalizado por docentes, técnicos e políticos. De um modo geral, de acordo Brennan (1988), há uma NEE quando um problema (físico, sensorial,…) afecta a aprendizagem ao ponto de serem necessários acessos especiais ao currículo, ou a condições especiais de aprendizagem especialmente adaptadas para que o aluno possa receber uma educação apropriada. A Declaração de Salamanca sustenta que as escolas regulares com uma orientação inclusiva são o meio mais eficaz de combater atitudes discriminatórias, de criar comunidades acolhedoras, de edificar uma sociedade inclusiva e de conseguir educação para todos (Ainscow, 1999). Pressupõe-se, deste modo, a inserção do aluno com NEE, mesmo as mais severas, na classe regular, onde, sempre que possível, deve receber todos os serviços educativos adequados às suas características e necessidades (Correia, 1997). A Educação Inclusiva implica um processo contínuo de melhoria da escola, com o fim de utilizar todos os recursos disponíveis, especialmente os recursos humanos para promover a participação e a aprendizagem de todos os alunos no seio de uma comunidade local (Ainscow, 1999). Este princípio preconiza serviços educacionais na classe regular, apropriados a todos os alunos com NEE, incluindo os alunos com NEE de carácter prolongado e profundo. Sem dúvida que a Declaração de Salamanca (1994) sobre os Princípios, a Política e as Práticas na área das NEE teve como inspiração o reconhecimento da necessidade de conseguir uma escola para todos, isto é, uma escola que inclua todos os alunos, que aceite as diferenças, que apoie a aprendizagem e responda às necessidades individuais. O conceito de escola inclusiva vem reforçar o direito de todos os alunos a frequentarem o mesmo tipo de educação e ensino, na medida em que preconiza que as grandes metas educacionais são as mesmas para
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todos, independentemente, das diferenças individuais de natureza física, psicológica, cognitiva e social que possam surgir. A educação inclusiva, atenta à diversidade inerente à espécie humana, busca perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os sujeitos-alunos, presentes em cada sala de aula comum, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. A educação inclusiva é, assim, um processo em que se amplia a possibilidade de desenvolvimento e participação de todos os alunos nos seus contextos de vida. A inclusão de alunos com NEE no sistema de ensino constituiu uma inovação educativa que actualmente é aceite de forma consensual. No entanto, a implementação prática dos princípios preconizados para uma escola inclusiva constitui ainda um processo difícil e lento, uma vez que os estabelecimentos de educação e os agentes educativos não estão suficientemente preparados para as exigências que uma escola inclusiva supõe. A construção de uma escola de cariz verdadeiramente inclusivo, em que apostamos, pressupõe que se desenvolva uma cultura e uma dinâmica organizacionais baseadas na colaboração entre profissionais e entre estes e outros agentes educativos, designadamente os pais. Exige ainda mudanças significativas em termos de atitudes, capacidades e conhecimentos, no sentido de se desenvolverem práticas que respeitem, reconheçam e valorizem as diferenças individuais. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo a que estas respondam à diversidade de alunos. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objectivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos. O processo de ensinoaprendizagem é, predominantemente, orientado pelos princípios de igualdade de oportunidades educativas e sociais a que todos os alunos, sem excepção, têm direito. A educação dos alunos com necessidades educativas especiais implica, assim, para além da colocação das crianças e jovens em escolas de ensino regular, alterações estruturais no plano da cultura pedagógica. A prática pedagógica inclusiva é multifacetada, dinâmica, flexível e requer mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e nas relações família-escola. A atenção às diferenças individuais e o atendimento escolar implicam
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uma flexibilização da organização escolar, das estratégias de ensino, da gestão dos recursos e do currículo, de forma a proporcionar o desenvolvimento maximizado de todos, de acordo com as suas características pessoais, as necessidades individuais de cada um e o seu contexto sócio cultural de origem. Com uma força transformadora, a educação inclusiva aponta para uma sociedade inclusiva. No âmbito de uma escola inclusiva, os apoios educativos e a educação especial surgem como uma aposta que visa promover a igualdade de oportunidades que permita o sucesso de todos os alunos independentemente das suas diferenças individuais. Quando se fala de NEE há que distinguir as problemáticas que conduzem a NEE de carácter prolongado (as que têm habitualmente uma baixa frequência na população escolar, requerendo, no entanto, respostas educativas particulares) e problemáticas que podem configurar outras necessidades educativas, as quais se manifestam num elevado número de crianças em risco de insucesso – situações que requerem antes de mais, a mobilização de respostas educativas de qualidade existentes no sistema regular de ensino (DGIDIC, 2006). Segundo Simeonsson (1994) há que distinguir entre problemas de baixa-frequência e alta intensidade e problemas de alta-frequência e de baixa intensidade. Os primeiros, ou seja, problemas de baixa-frequência e alta intensidade, são aqueles que apresentam uma grande probabilidade de terem uma etiologia biológica, inata ou congénita e que foram ou deviam ter sido detectados precocemente, exigindo um tratamento significativo e serviços de reabilitação. A nível escolar, são os alunos que apresentam problemáticas de baixa-frequência e alta intensidade aqueles alunos que requerem mais recursos humanos e materiais e meios adicionais específicos para responder às suas necessidades educativas (Bairrão, 1998). Os casos de alta-frequência e de baixa intensidade são geralmente casos de crianças e jovens que apresentam problemas de aprendizagem, de gravidade variável, alunos que não apresentam familiaridade com o conjunto de requisitos e competências associados aos padrões de aprendizagem e culturais exigidos pela escola por uma série de factores (meio familiar desfavorecido, problemas sociais, processo de ensino desajustado,...). Este último

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grupo de alunos que a escola vinha respondendo com medidas de educação especial necessita sobretudo de uma educação diversificada e de qualidade (Bairrão,1998). A distinção/avaliação destes dois tipos de problemáticas (baixa-frequência e altaintensidade e alta-frequência e baixa-intensidade), que conduz a necessidades educativas especiais, permite ao Agrupamento de escolas tomar decisões quanto ao tipo de resposta educativa a organizar. O Decreto-lei 3/2008, de 7 de Janeiro, define como grupo-alvo da educação especial, o grupo que Simeonsson (1994) denomina de baixa-frequência e alta-intensidade. A educação especial, de acordo com o artigo 1º, nº 2 do Decreto-lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro, com as alterações introduzidas pela Lei 21/2008, de 12 de Maio, neste Agrupamento de escolas, “tem por objectivo a inclusão educativa e social, o acesso e o sucesso educativo, a autonomia, a estabilidade emocional, bem como a promoção da igualdade de oportunidades, a preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada preparação para a vida pós-escolar ou profissional”. A educação especial visa, assim, responder às NEE dos “ alunos com limitações significativas ao nível da actividade e da participação num ou vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de carácter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social” (Artigo 1º, n.º 1 do Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro, com as alterações introduzidas pela Lei 21/2008, de 12 de Maio) dando lugar à mobilização de serviços especializados para promover o seu potencial de funcionamento biopsicossocial. Os apoios especializados podem implicar a adaptação de estratégias, recursos, conteúdos, processos, procedimentos, instrumentos e tecnologias de apoio. Logo, não se trata exclusivamente de medidas que visam os alunos, mas também de iniciativas que visam o contexto educativo (Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro, com as alterações introduzidas pela Lei 21/2008, de 12 de Maio). A maioria dos alunos com NEE de carácter permanente do Agrupamento de escolas é apoiada ao nível da educação especial no contexto de sala de aula de modo a assegurar a sua maior participação nas actividades de cada grupo ou turma e na comunidade educativa em geral. Uma pequena percentagem de alunos -os alunos com
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multideficiência – usufrui de uma modalidade específica de educação consubstanciada na unidade de apoio especializado para educação de alunos com multideficiência e surdocegueira congénita, de acordo com o previsto na legislação em vigor (artigo 26º do Decreto-Lei n.º 3 /2008, de 7 de Janeiro, com as alterações introduzidas pela Lei 21/2008, de 12 de Maio). No âmbito da educação especial, está assegurada a articulação com serviços da comunidade, nomeadamente, com o Centro de Saúde de Amarante, numa perspectiva de adequação da resposta sócio educativa às necessidades dos alunos com NEE de carácter permanente e suas famílias, e também numa óptica de rentabilização dos recursos. Neste sentido, encontra-se igualmente celebrado um protocolo de cooperação com a CERCIMARANTE, ao abrigo do n.º 1 da portaria 1120/97, de 3 de Novembro e artigo 30º do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro, com as alterações introduzidas pela Lei 21/2008, de 12 de Maio, que visa a prestação de apoio terapêutico (terapia da fala, terapia ocupacional e fisioterapia) aos alunos da unidade de apoio especializado para educação de alunos com multideficiência. Estas iniciativas de cooperação e parceria com instituições da comunidade local são encaradas por este agrupamento de escolas como uma possibilidade de assegurar uma maior qualidade e eficiência no que respeita às respostas educativas a desenvolver para os alunos com NEE de carácter permanente, desde o momento da sua sinalização/referenciação até à conclusão da escolaridade obrigatória ou à sua integração no mercado de trabalho ou em actividades ocupacionais. Estes projectos de parceria visam também apoiar e capacitar as famílias dos alunos com NEE de carácter permanente. Os alunos que apresentam necessidades educativas especiais mas cujo perfil não se enquadra no grupo-alvo da educação especial podem usufruir de um conjunto de respostas, que visam a promoção do seu sucesso escolar, nomeadamente a criação/frequência de cursos de educação e formação (Despacho conjunto n.º 453/2004), a constituição/frequência de turmas de percursos curriculares alternativos (Despacho normativo n.º 1/2006), a elaboração de planos de recuperação, de acompanhamento e de desenvolvimento (Despacho normativo n.º 50/2005), entre outras.
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4.3. Outras respostas educativas e organizacionais 4.3.1. Parcerias com instituições da comunidade em geral A escola tem hoje meios técnicos e recursos humanos que devem ser potencializados numa perspectiva de autonomia, construída em parceria com outras estruturas, instituições e empresas. A construção de parcerias é um procedimento estratégico para uma autonomia sustentável do Agrupamento. O estabelecimento de parcerias e de outras formas de cooperação com instituições, estruturas e empresas locais, pretende dar resposta, simultaneamente, às necessidades do Agrupamento e do seu tecido sociocultural e empresarial de inserção. Assim, pretende-se responder às necessidades e aspirações dos diferentes intervenientes no processo educativo, tendo como referência e suporte os referenciais e recursos internos e externos ao agrupamento. Deste modo, o Agrupamento desenvolve a sua identidade através da implementação de respostas criativas e concertadas aos desafios que lhe são colocados, no âmbito da construção de uma resposta educativa diferenciada e de qualidade. A aposta neste tipo de dinâmica configura o agrupamento enquanto contexto ecológico que permite e estimula a relação transaccional entre a escola e outros contextos do tecido social em que se insere. A perspectiva de co-responsabilização entre a escola e a comunidade resulta numa melhoria da qualidade da resposta educativa.Neste contexto, é necessário investir no fortalecimento e monitorização da política de parcerias adoptada pelo Agrupamento, no sentido de potencializar os efeitos positivos das mesmas. É respostas estratégicamente pertinente e benéfico para a implementação de

adequadas, complementares e de qualidade, o estabelecimento de

parcerias entre os diferentes Agrupamentos de escolas do concelho. O desenvolvimento de parcerias é um dos domínios que importa aprofundar, na medida em que estas constituem mecanismos que, depois de consolidados, Neste sentido, é importante referir o desenvolvimento de algumas parcerias a saber:  Câmara Municipal de Amarante;
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 Centro de Saúde de Amarante (PES - Promoção para a Saúde em meio Escolar);  Centro de Formação de Professores de Amarante;  Comissão de Protecção de Jovens em Risco;  Rede de Bibliotecas Escolares;  Programa Escolhas;  Cercimarante – CAFAP (Centro de Acompanhamento Familiar Apoio Parental)

4.4. Oferta formativa diversificada – Cursos de Educação e Formação

O analfabetismo é um fenómeno genérico no país a que o concelho de Amarante não escapa. Como é sabido, isto resulta da desvalorização a que o Estado Novo votou a escola. O concelho de Amarante, como concelho do interior, durante muito tempo sofreu as consequências da sua interioridade. Mais recentemente passou a ser considerado um concelho de transição entre o litoral e o interior, não beneficiando dos apoios ao desenvolvimento da interioridade, nem ao do litoral. Aliás, os estudos levados a cabo pelo professor Daniel Bessa identificaram a zona do Baixo Tâmega como uma zona deprimida. Os maiores índices de analfabetismo, conforme o mapa apresentado, situam-se, no concelho de Amarante, na zona periférica nascente, simultaneamente montanhosa, com pouca densidade urbana e demográfica. O extremo nascente do concelho, a zona compreendida pelas freguesias de Rebordelo, Canadelo, Aboadela, Ansiães, Candemil e Carneiro, com índice na ordem dos 25%, contrasta com o extremo poente, marcado pelo núcleo urbano de Vila Meã que se situa na ordem dos 13,5%, comparável ao outro núcleo urbano de Amarante - a cidade. Salienta-se, aliás, a curiosidade das freguesias de Ataíde - do núcleo urbano de Vila Meã - e da Madalena - do núcleo urbano de Amarante - terem os valores mais baixos de analfabetismo. Obviamente que este facto se deve ao grande crescimento urbano recente e à consequente transferência de população jovem para essas freguesias.

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As Escolas E.B.2,3 do concelho, com o objectivo de evitarem que alunos e encarregados de educação se decidam pelo abandono escolar, procuram proporcionar opções de currículos mais motivadores para alguns alunos, adaptados às suas necessidades e características, e facilitando-lhes a sua entrada na vida activa. Por seu lado, as escolas com o nível secundário procuram oferecer cursos vocacionados para a vida activa, os designados cursos tecnológicos e os cursos profissionais. Na Escola Profissional António do Lago Cerqueira existem os seguintes cursos profissionais: Curso Técnico de Gestão do Ambiente; Curso Técnico dos Serviços Comerciais/Vendas; Curso Técnico de Viticultura e Enologia; Curso Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho e Ambiente; Curso Técnico de Controlo de Qualidade Alimentar. No Colégio de S. Gonçalo existem os seguintes cursos tecnológicos: Curso Tecnológico de Animação Social, Curso Tecnológico de Contabilidade e Gestão; Curso Tecnológico de Design; Curso Tecnológico de Informática de Gestão; Curso Tecnológico de Mecânica e Curso Tecnológico de Química. No Externato de Vila Meã existe o Curso Tecnológico de Informática. Como complemento à formação dos jovens existem, no nosso concelho, infraestruturas que proporcionam uma ocupação extra-escolar, tais como: Piscina Municipal, um parque Aquático, onde funcionam escolas de Natação e Campos de Golfe; Associações Desportivas que apoiam os nossos jovens na prática de várias modalidades desportivas, nomeadamente, futebol, atletismo, andebol, montanhismo, pesca e canoagem. Existe também um Centro Cultural onde são leccionadas aulas de música, canto e ballet.

4.5.1. Oferta Educativa Não pode nem deve a escola deixar de ter como âncora a sua função mais clássica – a aprendizagem de saberes, através da sua organização curricular, baseada em

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disciplinas, áreas curriculares disciplinares e não disciplinares e departamentos curriculares. Quer isto dizer que, se é verdade que os saberes se apreendem hoje de uma forma muito diversificada e transversal e que novos valores e conceitos se tornam fundamentais na sociedade actual como cidadania, educação sexual, educação ambiental ou emprego e formação profissional, não é menos verdade que os saberes organizados em torno da sua estruturação curricular têm um papel cada vez mais importante. É neste cenário que a escola tem que encontrar os seus equilíbrios, não abdicando do ensino programático, mas não inviabilizando as alternativas de aprendizagem realizadas por outras vias. Nomeadamente as actividades de enriquecimento curricular, actividades de apoio à família, actividade extra-curriculares e projectos. Sendo uma escola que pretende ter espaço para todos, e partindo do conceito de escolaridade obrigatória, impõe-se a vivência de uma filosofia de igualdade de oportunidades. Sabendo ainda que as condições, apetências, motivações e capacidades são tão diferenciadas, que torna cada aluno uma individualidade, é necessário que a escola encontre soluções, também elas, diferenciadas em termos curriculares. Num contexto mais amplo, há ainda a possibilidade da criação de protocolos conjuntos com entidades e instituições numa perspectiva de criar em paralelo ou em complementaridade, a formação profissional virada para as necessidades específicas, e que permitam reais saídas profissionais para os alunos. Não pode nem deve inferir-se desta concepção um conceito de facilitismo. O futuro perspectiva o aumento dos níveis de exigência diferenciada, conforme as capacidades de cada um e onde as soluções possíveis sejam aplicadas criteriosamente em função da análise alargada, concreta e objectiva de cada caso. É primordial que a Escola de hoje e de amanhã promova várias ofertas educativas que proporcionam o saber e que visam desenvolver capacidades nos alunos através de diferentes metodologias. Neste contexto, é prioridade do Agrupamento ir de encontro às expectativas dos alunos e encontrar e desenvolver várias vias para atingir os seus propósitos; nesse âmbito, a oferta educativa passa pela implementação de: Cursos de Educação e Formação (CEF) Nível 2 – via profissionalizante destinada a alunos fora da
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escolaridade obrigatória que não concluíram o Ensino Básico – Cursos de Electricista de Instalações (Tipo2); Práticas Técnico Comerciais (Tipo 2 e 3) e Serralharia Civil (Tipo2). Deverá constituir ainda uma oferta educativa extra-curricular: as Actividades de Prolongamento de Horário para a Educação Pré-escolar; as Actividades de Enriquecimento Curricular para o 1º Ciclo; e Actividades de Complemento Curricular para os 2º e 3º Ciclos.

4.6. Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa A escola constitui-se como uma organização dinâmica de importância fundamental para o desenvolvimento integral da pessoa humana. A multiplicidade de objectivos a concretizar, a diversidade dos seus intervenientes e a complexidade das relações que nela figuram, justificam a estruturação de áreas mais ou menos formais que potencializam e preservam o seu papel não só na educação, instrução e socialização dos alunos, como também na defesa do bem-estar físico e psicológico destes e de toda a comunidade educativa. O Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa (GACE) justifica-se pela necessidade de um espaço orientado ao acompanhamento e optimização do percurso escolar dos alunos, fomentando oportunidades paralelas de enriquecimento e melhoria da sua performance enquanto educando. Este Gabinete, enquanto, espaço dinâmico e multidisciplinar, traduz-se numa parceria entre diferentes profissionais

designadamente do Departamento de Educação Especial e do Serviço de Psicologia. O GACE, deste agrupamento, caracteriza-se como espaço de acolhimento/ acção/ intervenção, que auxilia o aluno na resolução de problemas de natureza diversa. A sua estrutura estende-se, igualmente, espaço de atendimento a pais e demais membros da comunidade educativa que incorporam o sistema alargado de relações do aluno, com influência no seu processo educativo e ajustamento à escola. O GACE pretende, assim:  Colaborar com os diversos intervenientes na dinâmica educativa - pessoal docente e não docente em geral, Directores de Turma ou docentes titulares de turma, em

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particular, e também com as famílias -

na avaliação/ acompanhamento/

encaminhamento de alunos em situação de insucesso grave e/ou com problemas comportamentais de difícil gestão em contexto educativo ou familiar.  Envolver todos os segmentos do sistema educativo que participam no processo ensino-aprendizagem e facilitar a integração família-comunidade-escola;  Oferecer aos alunos um espaço de diálogo e reflexão, onde poderão colocar diversas dúvidas, partilhar problemas e desenvolver competências através de programas elaborados de acordo com as necessidades levantadas; Acolher em espaço apropriado os alunos em situações limite de incumprimento dos seus deveres dentro e fora da sala de aula, permitindo uma abordagem ao problema que transite do aspecto punitivo para a reflexão, comunicação, definição e desenvolvimento de alternativas numa atitude de comprometimento com o seu crescimento e mudança no aqui-e-agora;  Escutar as necessidades da escola e pensar maneiras de lidar com situações que são quotidianas. Ouvir alunos, professores, técnicos e outros agentes de desenvolvimento, que solicitem a intervenção do Gabinete, criando um espaço de diálogo e reflexão que reúna as diferentes perspectivas da organização escolar, orientando soluções justas e adequadas para os problemas.  Planear formas de intervenção suportadas num modelo flexível que situa o aluno no seu contexto educativo. Observar, analisar, avaliar e desenvolver novas possibilidades de actuação, aspirando ao melhoramento da eficiência e eficácia das tácticas e estratégias educacionais;  Envolver o aluno activamente no próprio processo educativo, colaborando na concepção, organização e dinamização de vários projectos de interesse. Análise geral de problemas escolares como (desmotivação, absentismo e indisciplina) e prevenção do risco;  Desenvolver formas de gestão e prevenção de conflitos dentro da comunidade educativa, promovendo a inter-relação entre funcionários, alunos e professores.  Desenvolver acções de formação, sensibilização e informação dirigidas à comunidade educativa, suportadas pelo interesse e necessidade de práticas fundamentadas em ganhos reais para e educação.
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Contactar e articular com outras entidades envolvidas no processo de acompanhamento dos alunos (Instituições de Saúde, Comissão de Crianças e Comissão de Protecção de Crianças e Jovens…).

5.

Princípios gerais e organizativos do Agrupamento

Os princípios gerais e organizativos do Agrupamento de Escolas de Vila Caiz têm como referência principal os princípios consignados na Lei de Bases do Sistema Educativo Português.

5.5. Princípios gerais 1. Todas as crianças e jovens, que frequentam os estabelecimentos de educação e ensino do Agrupamento, têm direito à educação e à cultura, nos termos da Constituição da República; 2. É da especial responsabilidade do Agrupamento promover e garantir a todas as crianças e jovens, que frequentam os diferentes estabelecimentos de educação ensino, o direito a uma justa e efectiva igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolares; 3. No acesso à educação e na sua prática quotidiana é garantido a todos os o respeito pelo princípio da liberdade de aprender e de ensinar, com tolerância para com a multiplicidade de escolhas possíveis; 4. O Agrupamento responde às necessidades resultantes da realidade social, contribuindo para o desenvolvimento pleno e harmonioso da personalidade dos indivíduos, incentivando a formação de cidadãos livres, responsáveis, autónomos e solidários e valorizando a dimensão humana do trabalho. 5. Os processos educativos implementados, no Agrupamento, promovem o desenvolvimento do espírito democrático e pluralista, respeitador dos outros e das suas ideias, aberto ao diálogo e à livre troca de opiniões, formando cidadãos

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capazes de julgarem com espírito crítico e criativo o meio social em que se integram e de se empenharem na sua transformação progressiva.

5.6. Princípios organizativos O agrupamento organiza-se de forma a: a) Contribuir para a defesa da identidade nacional e para o reforço da fidelidade à matriz histórica de Portugal, através da consciencialização relativamente ao património cultural do povo português, no quadro da tradição universalista europeia e da crescente interdependência e necessária solidariedade entre todos os povos do mundo; b) Contribuir para a realização das crianças e jovens, através do pleno desenvolvimento da personalidade, da formação do carácter e da cidadania, preparando-o para uma reflexão consciente sobre os valores espirituais, estéticos, morais e cívicos e proporcionando-lhe um equilibrado desenvolvimento físico; c) Assegurar a formação cívica e moral dos jovens; d) Assegurar o direito à diferença, mercê do respeito pelas personalidades e pelos projectos individuais da existência, bem como da consideração e valorização dos diferentes saberes e culturas; e) Desenvolver a capacidade para o trabalho e proporcionar, com base numa sólida formação geral, uma formação específica para a ocupação de um justo lugar na vida activa que permita ao indivíduo prestar o seu contributo ao progresso da sociedade em consonância com os seus interesses, capacidades e vocação; f) Contribuir para a realização pessoal e comunitária dos indivíduos, não só pela formação para o sistema de ocupações socialmente úteis mas ainda pela prática e aprendizagem da utilização criativa dos tempos livres; j) Assegurar a igualdade de oportunidade para ambos os sexos, nomeadamente através das práticas de co-educação e da orientação escolar e profissional, e sensibilizar, para o efeito, o conjunto dos intervenientes no processo educativo; l) Contribuir para desenvolver o espírito e a prática democráticos, através da adopção processos participativos que integram todos os intervenientes no processo educativo p. 76

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em especial os alunos, o pessoal docente e não docente, as famílias - na definição das linhas de rumo para a dinâmica do agrupamento de escolas.

6. Identificação dos problemas que afectam a dinâmica do agrupamento de escolas
O levantamento das opiniões dos diferentes intervenientes no processo educativo deste Agrupamento de escolas processou-se mediante a implementação de uma análise SWOT. O termo SWOT corresponde a uma sigla inglesa que traduz os seguintes termos: S- Strengths (Pontos Fortes), W- Weaknesses (Pontos Fracos), O- Opportunities (Oportunidades), TThreats ( Ameaças). Esta análise é efectuada através do recurso a uma matriz de dois eixos (o eixo das variáveis internas e o eixo das variáveis externas), cada um dos quais é composto por duas variáveis: pontos fortes e pontos fracos da organização, bem como oportunidades e ameaças do contexto envolvente. Ao construir a matriz, as variáveis são sobrepostas, facilitando a análise e a procura de sugestões para a tomada de decisões, sendo uma ferramenta imprescindível para o desenvolvimento estratégico do Agrupamento de Escolas de Vila Caiz. Qualquer uma destas análises foi efectuada não apenas numa perspectiva estática, mas também numa perspectiva dinâmica e evolutiva. Antes de abordarmos os aspectos mais referenciados pelos diferentes actores e agentes educativos, convém salientar que a sua aparente heterogeneidade e pretensa incoerência reflecte designadamente a pluralidade do percurso pessoal e ocupacional dos inquiridos bem como a diversidade dos cenários específicos onde a sua acção se desenrola. No quadro que se segue, apresenta-se os resultados com maior expressão nos diferentes grupos que foram alvo de inquérito. Salienta-se ainda que não foram incluídos os dados relativos às infra-estruturas, uma vez que traduzem a especificidade de alguns dos cenários educativos para os quais se encontram já calendarizadas intervenções por parte das entidades competentes.

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Organização
Pontos Fortes Pontos Fracos

- Corpo docente motivado/estável/qualificado - Dinâmica organizacional - Recursos educativos - Direcção/gestão da Escola/Agrupamento - Educação inclusiva (oferta educativa)

- Parcerias (autarquia, empresas, organismos públicos e privados) - Património (natural, histórico-cultural)

- Número insuficiente de auxiliares da acção educativa - Desadequação das instalações às necessidades - Desadequação da carga horária dos alunos (excessiva carga horária) - Dificuldade dos alunos na comunicação oral e escrita - Dificuldades dos alunos na interpretação e resolução de situações problemáticas -Baixo envolvimento dos encarregados de educação na dinâmica escolar – por iniciativa própria - Dinâmica educativa (articulação entre ciclos) - Comportamento desadequado dos alunos - Segurança dos transportes escolares (Préescolar) - Factores de risco do contexto social - Características sócio-demográficas das famílias - Dinâmica/estabilidade familiar (emigração e desemprego) - Baixas expectativas dos encarregados de educação relativamente ao percurso escolar dos filhos - Concepções dos encarregados de educação relativamente ao seu papel de educadores dos filhos (desresponsabilização dos pais enquanto educadores)

Oportunidades

Ameaças

Envolvente Externa

7. Definição das prioridades e áreas de actuação do Agrupamento

De acordo com os resultados da análise SWOT, o Agrupamento de escolas definiu as seguintes prioridades de actuação:

1. Envolvimento dos encarregados de educação no processo de ensinoaprendizagem dos educandos
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 Sensibilizar os alunos e encarregados de educação para a importância da escolarização e das vantagens de realizarem uma escolaridade bem-feita;  Reforçar o papel do Director de Turma como elo de ligação entre a escola e a família;  Promover uma participação mais activa dos encarregados de educação no processo de ensino/aprendizagem dos alunos;  Promover acções de sensibilização que envolvam os encarregados de educação e a comunidade local que visem capacitar os diversos agentes educativos para o papel que cada um deve desempenhar na promoção do desenvolvimento educativo dos alunos.

2. Investimento sistemático nos recursos TIC e na capacitação dos diferentes intervenientes no processo educativo

 Promover percursos de educação e ensino diversificados, no sentido de elevar os níveis de qualificação dos alunos, professores e encarregados de educação no âmbito das TIC;  Promover uma fácil aprendizagem dos conteúdos didácticos de várias áreas disciplinares e não disciplinares com mobilização das TIC;  Melhorar a qualidade do ensino-aprendizagem com recurso às TIC;  Promover a articulação entre as várias disciplinas e áreas disciplinares utilizando como estratégia de articulação as TIC (Moodle, …);  Criar hábitos de pesquisa utilizando a internet;  Proporcionar um envolvimento precoce com as TIC;  Facilitar a comunicação/intercâmbio entre professores e alunos.

3. Promoções da capacidade dos alunos assumirem atitudes e comportamentos contextualmente adequados;

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 Responsabilizar os alunos pelas suas atitudes e comportamentos;  Monitorizar os casos de indisciplina e de outros comportamentos problemáticos, actuando em conformidade, prevenindo a sua repetição e procedendo ao seu registo como ponto de partida para delinear o processo de intervenção;  Educar para questões ambientais e patrimoniais;

 Educar para a cidadania, estabelecendo mecanismos que valorizem comportamentos solidários e cívicos, nomeadamente com recurso ao contrato pedagógico, enaltecimento do mérito e divulgação de boas práticas e atitudes;  Divulgar e fazer aplicar, junto dos alunos, o Regulamento Interno;

 Dinamizar o Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa;  Incentivar a realização de Reuniões Gerais de Alunos.

4. Desenvolvimento de respostas educativas diferenciadas

 Valorizar a formação tecnológica com vista a uma maior especialização, indo ao encontro das motivações, interesses e capacidades dos alunos;  Promover o desenvolvimento biopsicossocial de todos os alunos (incluindo os alunos com NEE de carácter permanente);  Criar mecanismos que combatam o insucesso escolar;  Implementar e desenvolver um conjunto de respostas que visam a promoção do sucesso escolar dos alunos, nomeadamente, a criação de Cursos de Educação e Formação (Despacho Conjunto n.º 459/2004), a constituição de turmas com Percursos Curriculares Alternativos (Despacho Normativo n.º 1/2006), a elaboração de Planos de Recuperação, Acompanhamento e Desenvolvimento (Despacho Normativo n.º 50/2005), entre outras.

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5. Criação de mecanismos de articulação efectiva com a comunidade envolvente

 Estabelecer parcerias com instituições culturais, desportivas e recreativas, autarquias, organizações não governamentais e outras;  Estabelecer parcerias com instituições de saúde nomeadamente, no âmbito do Projecto de Promoção e Educação para a Saúde (dando primazia às seguintes áreas temáticas: alimentação e actividade física, consumo de substâncias psicoactivas, sexualidade, infecções sexualmente transmissíveis, designadamente VIH-SIDA e violência em meio escolar), de acordo com os Despachos n.os 19737/2005, de 15 de Junho e 25994/2005, de 25 de Novembro;  Criar parcerias com entidades empresariais e outras, preferencialmente as que se localizam na área de influência da escola, no sentido de proporcionar aos alunos vivências sociais e laborais que favoreçam e harmonizem a transição para a vida pós escolar.

6. Implementação de dinâmicas educativas pautadas pela qualidade e inovação

 Valorizar o papel do docente, dentro e fora da sala de aula, bem como dos restantes elementos da comunidade educativa;  Assegurar a efectiva articulação intra, inter e transdisciplinar;  Assegurar mecanismos de articulação e sequencialidade educativa;  Assegurar o desenvolvimento das competências necessárias dos alunos para a realização da escolaridade básica, para o prosseguimento de estudos ou transição para a vida pós escolar;  Sensibilizar os alunos para a importância do sucesso educativo no seu percurso de vida;  Conjugar esforços, entre os diferentes intervenientes no processo educativo, para garantir a efectiva aquisição e domínio das competências inerentes a cada área curricular, nomeadamente, na Língua Portuguesa, Inglês, Matemática e Ciências Físico-Químicas;
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 Desenvolver actividades de ensino-aprendizagem, no âmbito das Ciências Experimentais, que valorizem a componente prática dessas disciplinas;

 Envolver os alunos em projectos multidisciplinares versando questões de índole
ambiental, patrimonial e de História local, nomeadamente através de clubes escolares e/ou parcerias com instituições oficiais e organismos não governamentais;  Desenvolver, de forma sistemática, as actividades previstas no âmbito do Plano Nacional de Leitura e no Plano da Matemática;  Criar e dinamizar oficinas de leitura, escrita e teatro;

 Assegurar que a aprendizagem da segunda língua assuma uma forma eminentemente lúdica.

Como forma de contextualizar e dar o mote às acções a desenvolver no âmbito do Projecto Educativo, definimos como tema geral “Desafios da Cidadania no Século XXI” Nos anos lectivos subsequentes, os subtemas referidos, seguidamente, constituem a referência das dinâmicas educativas a implementar: “À Descoberta da nossa Identidade”;“O Uso Sustentável dos Recursos Energéticos” e “Preservação do Meio Ambiente: Pensar Globalmente, Agir Localmente”.

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8. Perfil geral de desempenho docente para a consecução do projecto a implementar

Antes de nos determos com o Perfil de desempenho profissional do docente, convém clarificar alguns conceitos que com ela estão correlacionados, designadamente, competência, desempenho e eficácia. Neste contexto, concebemos competência como um conjunto de conhecimentos, atitudes, habilidades que o docente constrói num processo de formação ao longo da vida e que se traduz num saber ser, saber estar, saber fazer, querer fazer e poder fazer numa dada situação. Neste processo, a formação pessoal e social, bem como a formação inicial e contínua dos docentes, assumem um papel de relevo. Cada docente possui um conjunto de saberes (conhecimentos, habilidades e capacidades, atitudes, valores e interesses) que aliados à sua motivação intrínseca para a acção num determinado contexto - influenciado por factores, como, clima sócio-relacional, cultura organizacional, meios e recursos disponíveis - lhe permitem assumir um determinado nível de desempenho. O conceito de desempenho é encarado como a capacidade do docente colocar em prática um conjunto de competências de ensino-aprendizagem adquiridas num processo contínuo ao longo da vida. Esta capacidade está relacionada com factores de ordem pessoal, contextual, relacional e técnico-pedagógico. Entre estes factores salienta-se a cultura organizada da escola, o clima relacional, os recursos disponíveis, a auto-percepção de competência e aceitação social. Por fim, o conceito de eficácia é entendido como o efeito do desempenho do docente no processo de ensino aprendizagem dos alunos. A eficácia do professor depende de uma série de factores, de natureza intrínseca e extrínseca, nomeadamente a sua competência, o seu desempenho e também as suas potencialidades, comportamentos e respostas dos alunos, o contexto sócio cultural em que a escola se insere. Cada docente deverá procurar articular de forma equilibrada a competência, o desempenho e a eficácia, ou seja, utilizar os conhecimentos técnicos específicos adquiridos na sua área disciplinar e mobilizar as competências pedagógicas - didácticas

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de modo a que o aluno progrida no seu processo de ensino-aprendizagem e no seu desenvolvimento multidimensional. Neste contexto, o docente é considerado como um interveniente com um papel determinante na resposta educativa e o seu desempenho tem como referencial, de acordo com a legislação em vigor, as quatro seguintes dimensões: profissional, social e ética, desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, participação na escola e de relação com a comunidade, desenvolvimento profissional ao longo da vida. No âmbito da dimensão profissional, social e ética, o docente desenvolve dinâmicas de ensino aprendizagem, fundamentadas num conjunto de saberes - estar, ser e fazer – e que resulta designadamente na produção e uso de diversos saberes, fundamentados cientifica, social e eticamente. No âmbito da dimensão de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, o docente desenvolve a sua acção tendo com referência o currículo, numa perspectiva pedagógica de qualidade, obedecendo a critérios de rigor científico e metodológico. O professor exerce a sua acção no âmbito das diferentes dimensões da escola, como instituição educativa e no contexto da comunidade em que esta se insere. Daí que a dimensão de participação na escola e de relação com a comunidade assuma uma particular relevância para uma acção consertada e de qualidade. Na última dimensão em análise, desenvolvimento profissional ao longo da vida, o docente incorpora a sua formação inicial e continua como um elemento de referência estruturante da sua acção em contexto educativo, mediante uma reflexão - acção desenvolvida em contexto, fundamentada cientificamente e estruturada num trabalho cooperativo entre pares. Assim, o perfil de desempenho docente, no âmbito deste agrupamento, é o de um profissional, motivado e empenhado na construção de uma escola de qualidade (Rodrigues & Peralta, 2008).

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9. Formação ao longo da vida De acordo com a visão de escola, perfilhada por este Agrupamento, que se pretende que seja a espinha dorsal deste projecto, a formação do docente ao longo da vida afigura-se como a referência-chave de toda a dinâmica educativa. Para seja possível qualificar a formação do docente e implementar o pressuposto do desenvolvimento de competências ao longo da vida, é preciso esclarecer as urgências e as incertezas da acção a desenvolver, é necessário clarificar as parcelas de criatividade, de solidão, de improvisação, de desânimo, de negociação que o docente terá necessariamente que assumir no desenrolar do processo (Perrenoud, 2001). Actualmente, é consensual que os saberes racionais não são suficientes para enfrentar a complexidade e a diversidade das situações laborais e procura-se, em todas as áreas de actividade, reflectir sobre novas formas de exercício das profissões. Neste cenário as ideias de autores como Donald Schõn (1992,2000) a respeito do profissional reflexivo impõem-se, na medida em que propõem a reabilitação da razão prática, a aprendizagem por meio da experiência, a utilização da intuição e da reflexão na acção e sobre a acção. A utilização criteriosa da margem de autonomia da escola, no que toca à formação dos docentes, possibilita a concretização de soluções

contextualmente adaptadas, credíveis, debatidas e aceites pela maioria dos docentes, e pode também consubstanciar processos de desenvolvimento - pessoal, profissional e organizacional - partilhados, coerentes, dinâmicos e de qualidade. Assim, no âmbito deste projecto a formação contínua destinada a todos os docentes deve versar áreas estruturantes que permitam superar os “problemas educativos” identificados, nomeadamente:  Educação para a saúde, educação ambiental;      TIC; Necessidades educativas especiais; Relação pedagógica na sala de aula; Relações interpessoais; Dinâmica de grupos;

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Outras a estabelecer no Plano de Formação do Agrupamento, a definir, anualmente, em Conselho Pedagógico, desde que adequada ao cumprimento de um plano individual de desenvolvimento profissional do docente.

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Capitulo II Metas, objectivos, estratégias e indicadores de medida

Meta 1. Melhoria dos resultados escolares dos alunos, promovendo o sucesso educativo. Objectivos
1. Proporcionar a toda a comunidade escolar, condições materiais e humanas que permitam um clima de trabalho e de lazer propício ao desenvolvimento das relações humanas geradoras de bem-estar; 2. Desenvolver estratégias de intervenção pedagógico-didácticas que permitam uma maior rentabilização dos recursos disponíveis. 3. Canalizar os recursos adequados, quer materiais, quer humanos, para a obtenção de um grau superior de eficácia ao nível das aprendizagens. 4. Assegurar a formação escolar prevista para os diferentes ciclos e anos de escolaridade, tendo em conta os interesses e características dos alunos, o seu contexto cultural e social; 5. Desenvolver o processo de ensinoaprendizagem com critérios de exigência, rigor e qualidade. 6. Melhorar os desempenhos, promovendo o desenvolvimento das aprendizagens. 6.1. Garantir em todas as áreas curriculares o cumprimento dos valores relativos às taxas de sucesso estabelecidas nos Indicadores de Medida firmados em Departamento.

Estratégias
Criar condições organizacionais que permitam um trabalho cooperativo entre os docentes; Promover a realização pessoal e profissional dos diferentes intervenientes no processo educativo; Melhorar a comunicação entre os professores dos vários ciclos e entre os professores que compõem cada Conselho de Turma e Departamentos Curriculares; Reforçar a gestão curricular dos grupos disciplinares, no sentido de criar uma maior interdisciplinaridade; Adoptar metodologias de ensino/aprendizagem eficazes, conducentes ao real sucesso educativo dos alunos, adoptando níveis de exigência concordantes com as necessidades da sociedade; Melhorar e promover o uso de recursos educativos que apoiem um ensino moderno, inovador e centrado no aluno; Proporcionar um contexto educativo que privilegie a utilização das áreas curriculares não disciplinares de Área de Projecto e Estudo Acompanhado para desenvolver hábitos e métodos de trabalho e complementar a construção dos saberes desenvolvidos ao nível das áreas curriculares disciplinares; Apostar na existência de salas de estudo, fomentando a articulação entre os grupos disciplinares de modo a disponibilizar e organizar instrumentos de trabalho adequados à sua viabilidade; Promover a oferta de oficinas/ateliês de leitura e escrita; Premiar os alunos que se distingam nos estudos. Aumentar a co-responsabilização dos pais/E.E.
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pelas aprendizagens dos seus educandos; Avaliação Recolha e tratamento estatístico de dados que permitam aferir a consecução dos objectivos supracitados.

Meta 2. Reforçar o papel educativo da escola junto dos alunos em risco de abandono escolar. Objectivos
1. Promover a igualdade social proporcionando, a todos, iguais oportunidades de sucesso educativo através de medidas que contribuam para uma integração plena. 2. Proporcionar a todos a possibilidade de acesso a ofertas educativas que proporcionem a formação pela diversidade de escolhas. 3. Fortalecer parcerias com entidades de interesse público e cultural da comunidade, bem como instituições de saúde, humanitárias e de solidariedade social. 4. Desenvolver estratégias conducentes à manutenção e/ou redução da taxa de abandono escolar definida pelo Agrupamento: ≤ 2% para o biénio 2007/2009.

Estratégias
Garantir uma oferta formativa capaz de responder às necessidades do meio envolvente e correspondente às reais expectativas de alunos e famílias; Aumentar as parcerias com instituições locais e regionais, de molde a ajustar a oferta formativa às reais necessidades do meio envolvente. Promover, através dos Serviços de Psicologia e Orientação, sessões de orientação vocacional, com vista à realização de opções mais ajustadas à realidade; Adoptar medidas que favoreçam a integração dos alunos na escola, proporcionando as condições objectivas de aprendizagem e de apoio sócio-afectivo conducentes à sua realização plena; Promover e dinamizar os Clubes e Projectos, dependendo a sua variedade do interesse e da disponibilidade de oferta da escola; Fomentar actividades de ocupação de tempos livres, tendo em vista o reforço da componente formativa, designadamente através da criação de clubes, sala de recursos temáticos e da prática desportiva; Aumentar a co-responsabilização dos pais/E.E. no percurso escolar dos seus educandos. Responsabilizar os pais pela educação dos seus filhos, promovendo um acompanhamento mais próximo e permanente do percurso escolar destes, bem como, a participação daqueles nas actividades extracurriculares do Agrupamento; Avaliação

Recolha e tratamento estatístico de dados que permitam aferir a consecução dos objectivos supracitados.

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Meta 3. Prestação de apoio à aprendizagem dos alunos, incluindo aqueles com dificuldades de aprendizagem Objectivos
1. Promover a igualdade social proporcionando, a todos, iguais oportunidades de sucesso educativo através de medidas que contribuam para compensar desigualdades e resolver dificuldades específicas de aprendizagem (recorrendo, entre outros, a aulas de apoio pedagógico acrescido, clubes temáticos, núcleo de apoio educativo); 2. Promover o respeito pelas diferenças, valorizando-as; 3. Formar alunos que sejam cidadãos civicamente responsáveis, tolerantes, justos, organizados e autónomos.

Estratégias
Contribuir para a melhoria futura do nível sócioeconómico e cultural de cada um; Dedicar maior atenção aos alunos carenciados, a nível económico, afectivo ou outro, de modo que estas carências não condicionem o seu sucesso escolar; Envolver, capacitar e co-responsabilizar pais/E.E. na tomada de atitudes e pelas aprendizagens dos seus educandos; Facultar a todos os alunos que revelem necessidade, apoio pedagógico diferenciado; Proporcionar aos alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente o apoio adequado à promoção do seu potencial de funcionamento biopsicossocial. Implementar uma “Escola de pais”, destinada a pais e encarregados de educação de crianças e jovens com dificuldades em termos de percurso escolar. Avaliação

Recolha e tratamento estatístico de dados que permitam aferir a consecução dos objectivos supracitados.

Meta 4. Participação nas estruturas de orientação educativa e nos Órgãos de Gestão do Agrupamento Objectivos
1. Recrutar os recursos humanos necessários ao funcionamento eficaz do Agrupamento; 2. Assegura a uma colaboração dinâmica, crítica e colaborante entre as estruturas de orientação educativa e órgão de gestão e demais elementos da comunidade escolar. 3. Facilitar o acesso, aos alunos, docentes e demais comunidade escolar, de toda uma série de informações e estratégias, tornando-os elementos responsáveis e participativos na construção de projectos orientadores de Escola.

Estratégias
Dotar as estruturas de todos os recursos humanos necessários e competentes para o seu funcionamento; Assegurar a participação activa dos elementos que integram as estruturas pedagógicas de modo que cumpram as suas finalidades; Promover regularmente actividades e reuniões de trabalho que assegurem a articulação entre os diferentes níveis de educação e ensino; Envolver mais activamente as Associações de Pais na tomada de decisões pedagógicas e na vida da comunidade escolar; Avaliação

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Recolha e tratamento estatístico de dados que permitam aferir a consecução dos objectivos supracitados.

Meta 5. Relação com a comunidade
Objectivos
1. Partilhar experiências com organizações empresariais na área da formação profissional; 2. Fortalecer os vínculos entre os elementos da comunidade educativa, assim como entre a Escola e as várias entidades/organismos com os quais a Escola mantém parcerias.

Estratégias
Envolver mais activamente as Associações de Pais na tomada de decisões e na vida da comunidade escolar; Dinamizar a cooperação com as instituições culturais, recreativas e desportivas da área do Agrupamento; Assegurar, por via das parcerias estabelecidas, a optimização dos recursos humanos e financeiros com vista à implementação de projectos com carácter inovador. Estimular a participação construtiva da Comunidade Educativa em projectos de carácter estruturante; Fomentar, no âmbito do Plano Anual de Actividades, actividades mobilizadoras de vontades e compromissos que fomentem uma dinâmica de participação cívica. Avaliação

Recolha e tratamento estatístico de dados que permitam aferir a consecução dos objectivos supracitados.

Meta 6. Formação contínua adequada ao cumprimento de um plano individual de desenvolvimento profissional do docente Objectivos
1. Promover a formação contínua a todos os docentes em áreas estruturantes que permitam superar os “problemas educativos” identificados no presente documento, nomeadamente: educação para a saúde, educação ambiental, TIC, necessidades educativas especiais, relação pedagógica na sala de aula, relações interpessoais, a dinâmica de grupos e outras a estabelecer no Plano de Formação a definir, anualmente, em Conselho Pedagógico, desde que adequada ao cumprimento de um plano individual de desenvolvimento profissional do docente.

Estratégias
Desenvolver acções de formação profissional do corpo docente e não docente, de acordo com as necessidades e interesses específicos, com vista a uma maior eficácia de intervenção na acção educativa; Promover anualmente Jornadas Pedagógicas destinadas à reflexão e partilha de saberes e experiências nas diversas áreas pedagógicas; Garantir a realização pessoal e profissional dos diferentes intervenientes no processo educativo; Seleccionar os meios apropriados à implementação de programas e projectos de formação que vão de encontro às necessidades e dificuldades detectadas para o desenvolvimento profissional da actividade
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docente e não docente. Avaliação Recolha e tratamento estatístico de dados que permitam aferir a consecução dos objectivos supracitados.

Meta 7. Participação e dinamização: projectos e actividades do PAA e PCT e outros projectos e actividades extracurriculares. Objectivos
1. Desenvolver/estimular princípios e práticas para a construção de uma escola democrática, humanista e participativa; 2. Promover processos favoráveis à construção de uma escola eficaz e autónoma, com capacidade de intervenção na comunidade; 3. Contribuir, ao nível da comunidade educativa, para um sentimento individual de pertença à Escola/Agrupamento; 4. Estabelecer com a comunidade interrelações de que possam resultar benefícios mútuos;

Estratégias
Incentivar a participação em actividades de carácter extracurriculares; Promover, preferencialmente, actividades orientadas para o todo comunitário; Desenvolver actividades que promovam a formação multidimensional dos alunos; Co-responsabilizar os alunos na preservação dos espaços e equipamentos escolares; Fomentar a participação colaborante dos alunos no funcionamento da escola, nomeadamente no que se refere à limpeza, manutenção e conservação de espaços e equipamentos, incutindo-lhes o sentido de respeito pelo ambiente e pelos bens comuns; Criar e introduzir hábitos que conduzam a estilos de vida saudáveis; Desenvolver regularmente actividades multidisciplinares de carácter formativo, social e ambiental. Avaliação

Recolha e tratamento estatístico de dados que permitam aferir a consecução dos objectivos supracitados.

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Indicadores de medida
A avaliação, enquanto processo contínuo e continuado, deve ser alvo de reflexão ponderada por parte dos diferentes intervenientes, em especial do corpo docente. Definindo e antecipando metas educativas, procura-se optimizar o processo ensino/aprendizagem com vista ao sucesso escolar dos alunos nas suas várias vertentes e domínios: saber, saber fazer e saber ser/estar. Os indicadores de medida definidos pelo Agrupamento foram estabelecidos nos departamentos, tendo em conta duas premissas: progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e redução das taxas de abandono escolar considerando as características do contexto socioeducativo (de acordo com a alínea b do artigo 8.º do Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro).
Departamento de Matemática e Ciências Experimentais Disciplina Ano de escolaridade 5.º 6.º C. N. 7.º 8.º 9.º 5.º 6.º Matemática 7.º 8.º 9.º 7.º C. F. Q. 8.º 9.º 8.º T. I. C. 9.º I. T. E. D. 8.º I. E. F. M. 8.º F. M. C. A. 7.º M. R. T. C. 7.º M. R. E. M. P. 7.º T. B. S. C. 7.º

Indicador de medida (Taxa de sucesso) ≥ 90% ≥ 80% ≥ 60% ≥ 65% ≥ 70% ≥ 75% ≥ 67% ≥ 55% ≥ 60% ≥ 55% ≥ 60% ≥ 60% ≥ 65% ≥ 90% ≥ 92% ≥ 80% ≥ 80% ≥ 80% ≥ 80% ≥ 80% ≥ 80%

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Departamento de Ciências Humanas e Sociais Disciplina Ano de escolaridade 5.º H. G. P. 6.º 5.º 6.º E. M. R. C. 7.º 8.º 9.º 7.º Geografia 8.º 9.º 7.º História 8.º 9.º Departamento de Línguas Ano de escolaridade Disciplina 5º 6º Língua Portuguesa 7º 8º 9º 5º 6º Inglês 7º 8º 9º 7º Francês 8º 9º

Indicador de medida (Taxa de sucesso) ≥ 80% ≥ 75% 100%, dos quais, 40% -55% nível 5 100%, dos quais, 40% - 50% nível 5 100%, dos quais, 35% -45% nível 5 100%, dos quais, 30% - 40% nível 5 100%, dos quais, 35% nível 5 ≥ 80% ≥ 80% ≥ 83% ≥ 80% ≥ 80% ≥ 83%

Indicador de medida (Taxa de sucesso) ≥ 70% ≥ 65% ≥ 70% ≥ 70% ≥ 61% ≥ 70% ≥ 65% ≥ 65% ≥ 64% ≥ 62% ≥ 70% ≥ 70% ≥ 65%

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Departamento de Expressões Disciplina Ano de escolaridade Nível 3 5.º Nível 4 Nível 5 Nível 3 6.º Nível 4 Nível 5 Nível 3 Educação Musical 7.º Nível 4 Nível 5 Nível 3 8.º Nível 4 Nível 5 Nível 3 9.º Nível 4 Nível 5 Nível 3 5.º Nível 4 Nível 5 E. V. T. Nível 3 6.º Nível 4 Nível 5 Nível 3 5.º Nível 4 Nível 5 Nível 3 6.º Nível 4 Nível 5 Nível 3 Educação Física 7.º Nível 4 Nível 5 Nível 3 8.º Nível 4 Nível 5 Nível 3 9.º Nível 4 Nível 5 Nível 3 7.º Nível 4 Nível 5 Educação Visual Nível 3 8.º Nível 4 Nível 5 7.º Educação Tecnológica 8.º 9.º

Indicador de medida (Taxa de sucesso) ≥ 67% ≥ 24% ≥ 6% ≥ 57% ≥ 30% ≥ 8% ≥ 54% ≥ 16% ≥ 26% ≥ 60% ≥ 26% ≥ 8% ≥ 66% ≥ 20% ≥ 12% ≥ 52% ≥ 43% ≥ 2% ≥ 52% ≥ 43% ≥ 3% ≥ 60% ≥ 31% ≥ 6% ≥ 71% ≥ 20% ≥ 5% ≥ 41% ≥ 51% ≥ 6% ≥ 37% ≥ 50% ≥ 7% ≥ 46% ≥ 47% ≥ 5% ≥ 78% ≥ 17% ≥ 2% ≥ 68% ≥ 26% ≥ 3% ≥ 91% ≥ 90% ≥ 91%

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Capitulo III

O projecto natureza e organização
Actividades para o triénio

Enfoque
Promover a literacia e a “eliteracia” através do conhecimento da dinâmica educativa do agrupamento Responder aos interesses particulares de crianças e jovens assegurando respostas diferenciadas Promover a capacidade dos alunos assumirem atitudes e comportamentos contextualmente adequados

Actividades
Jornal Escolar Página Web Outras ferramentas Web 2.0 Clubes e projectos Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa Fóruns de cidadania activa e pró-activa Acções de formação contínua de docentes; Peddypaper “ A inclusão à conquista de Amarante” Conversas de mãe Jornal de parede “ Minutos especiais” Newsletter – “ Inclusão em acção ” Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa Acções de Dinâmica de Grupo recorrendo a técnicas activas e expressivas Histórias para todos – Literacia e inclusão educativa e social Parcerias com o tecido empresarial local Formação contínua no âmbito do PAA BE/CRE: Livros sobre Rodas Hora do conto Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa Escola de pais A brincar em casa também se aprende Parcerias com Centro de Saúde, Hospital

Recursos

Público-alvo

Recursos humanos e materiais existentes no Agrupamento e da comunidade

Educação inclusiva

Transição para a vida pós-escolar Formação ao longo da vida de todos os intervenientes no processo educativo Promover a literacia das crianças, jovens e respectivas famílias. Projectos para capacitar, fortalecer e co-responsabilizar os Encarregados de Educação no processo de educação das crianças e jovens

Comunidade Educativa
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de Amarante, Centro de Formação, Associação de Escolas, Universidades. Projecto TIC Programas E-Escola, E-Escolinha Dinamizar/incrementar o sucesso em áreas de intervenção prioritária definidas a nível nacional e com contextualização no agrupamento Plano da Matemática Plano Nacional de Leitura Projecto Educação para a Saúde Desporto Escolar

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Outras actividades para o triénio – Tipologia de actividades previstas

Tipologia de Actividades
Celebração de efemérides Visitas de Estudo Actividades culturais (teatros, desfiles, coros, festas, actividades desportivas, festivais, etc.) Concursos

Público-alvo

Alunos de todos os níveis de ensino Feiras Exposições Palestra/Jornadas Actividades de sensibilização Workshops Exposições Feiras Desfiles Celebração de efemérides Concursos Edições (Jornal de Parede, Jornal Escolar) Reuniões gerais Acções de Formação Acções de Formação Acções de Formação Docentes Não docentes

Comunidade Educativa

Encarregados de Educação e famílias

Tabela 1. Síntese da relação Tipologia de actividades/Grupo-alvo no PAA do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caíz, 2008-2009.

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Capitulo IV
Divulgação

De forma a assegurar mecanismos que optimizem a margem de eficácia do Projecto Educativo, desde a sua concepção, o Agrupamento de escolas garante a sua divulgação eficiente, no âmbito da comunidade educativa. Assim, estão previstas uma série de iniciativas que de um modo articulado pretendem divulgar de diferentes formas, porque têm como alvo públicos diferenciados, as linhas orientadoras do Projecto Educativo. Estão previstas as seguintes iniciativas de divulgação:  Apresentação pública do Projecto Educativo à comunidade;  Divulgação detalhada dos conteúdos fundamentais do Projecto Educativo aos alunos, nas áreas curriculares não disciplinares;  Divulgação do Projecto Educativo no site da escola.

Capitulo V

Dispositivos de avaliação do projecto
Qualquer projecto, e este não foge à regra, deve conter mecanismos de avaliação e correcção do rumo seguido, tendo em vista os objectivos que presidiram à sua criação e que o sustentam. Para que o Projecto Educativo seja cumprido, nomeadamente, no que respeita aos objectivos nele consignados, é necessário ter em atenção a forma como o Plano Anual de Actividades é estruturado e implementado. A avaliação da viabilidade do Plano Anual de Actividades, a sua articulação com o Projecto Educativo e a sua respectiva monitorização é efectuada, de acordo com a legislação em vigor, pelo Conselho Geral, de acordo com a informação disponibilizada pelas diferentes estruturas escolares e com o parecer informado do Conselho Pedagógico. Assim, o acompanhamento e avaliação final da execução do Projecto Educativo ficam sob a alçada do Conselho Geral e devem permitir designadamente: revelar a qualidade das propostas de

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intervenção face aos problemas elencados na sua formulação, aferir do seu nível de execução e envolvimento da comunidade educativa. Desta forma, são assegurados pelo Agrupamento de escolas os mecanismos de avaliação do Projecto Educativo. Estes mecanismos consistem numa acção contextualizada que questiona a organização e as dinâmicas implementadas e assume os sucessos e insucessos do Projecto Educativo (Alves, 2003). Anualmente será implementada a avaliação do projecto educativo através de diversos instrumentos de recolha de dados, como seja, a análise SWOT, questionários de resposta fechada, etc. Esta dinâmica de avaliação é desencadeada por uma comissão designada pelo Conselho Pedagógico. Esta comissão será igualmente responsável pela promoção de trabalho cooperativo, entre os diferentes intervenientes do processo educativo, de modo a tornar este procedimento participado, reflectido e contextualizado. No final do quadriénio, de vigência do Projecto Educativo, compete à referida comissão a elaboração de um relatório-sintese, apresentado aos Órgãos de Administração e Gestão do Agrupamento, relativo à avaliação parcelar deste documento, salientando os pontos fortes e fracos detectados e apontando soluções alternativas.

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Diogo, F. (1998). Regulamento Interno e Construção da Autonomia das Escolas. 2ª ed. Porto: edições Asa. DGDIC (2006). Reorientação das escolas especiais em centros de recursos – Documento estratégico. Lisboa: DGDIC. DGIDIC (2008). Educação especial – manual de apoio à prática. Lisboa: DGIDIC Fernandes, Domingos (2008). Avaliação do desempenho docente: desafios problemas e oportunidades. Lisboa: Texto Editores Gomes, P. ( s/d). Freguesias - Autarcas do século XXI (Vol. II). Porto: Minha Terra. Porto: Edições ASA. Hargreaves, A., Flink, D. (2003) Liderança Sustentável in Alarcão, Isabel (2003): Professores reflexivos em uma escola reflexiva. Porto: Porto Editora Hargreaves, A., Flink, D. (2007) Liderança Sustentável. Porto Editora INE (2001). Censos 2001 - XIV Recenseamento Geral da População, IV Recenseamento Geral da Habitação (Resultados Preliminares). Lisboa: INE INE (2001), Recenseamento Geral da Agricultura - 1999 Portugal. Lisboa, INE INE (2002). Censos 2001 – Resultados Definitivos da Região Norte. Lisboa: INE. LEADER (2005). Bergholz: construir uma plataforma de cooperação comum. Magazine valorizar os produtos locais. Vol.3.2005 LEADER. (2005). Destaque: valorizar os produtos locais. Magazine valorizar os produtos locais. Vol.3.2005 NECLAS (2004). Diagnóstico social do concelho de Amarante. Amarante: Conselho Local de Acção Social de Amarante. Pinho, J. (1979) – Sobre as sobrevivências do culto fálico nas festas em honra de São Gonçalo de Amarante, António Cardoso ( Org.). Marânus: Antologia de textos sobre Amarante: a terra e as gentes. Amarante: Câmara Municipal de Amarante Pinto, E. (1998). Vila Caiz: Monografia. Porto: Humbertipo Pires, A. & Ramos, G. (2006). Tempos de certificação. Revista de Artes e Ofícios Mãos, nº 30, pp.22-27 Sarmento, M.J. (1996). Instituições educativas: organização e acção. Lisboa: E.L. Simeonsson, R. (1994) Towards an epidemiology of developmental, educational, and
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Legislação ▪ Decreto-Lei n.º 105/97, de 29 de Abril ▪ Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril ▪ Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro ▪ Lei n.º 21/2008, de 12 de Maio ▪ Decreto-Lei n.º 43/89, de 3 de Fevereiro ▪ Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro ▪ Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de Fevereiro ▪ Decreto-Lei n.º 95/97, de 23 de Abril ▪ Despacho Conjunto n.º 453/2004, de 27 Julho ▪ Despacho n.º 147-B/ME/96, de 8 de Julho ▪ Despacho n.º 19737/2005, de 15 de Junho ▪ Despacho n.º 2506/2007, de 23 de Janeiro ▪ Despacho n.º 25994/2005, de 25 de Novembro ▪ Despacho n.º 7465/2008, de 13 de Março ▪ Despacho Normativo n.º 1/2006, de 6 de Janeiro ▪ Despacho Normativo n.º 50/2005, de 9 de Novembro ▪ Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro

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ANEXOS

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PROPOSTAS PARA O PLANO DE FORMAÇÃO 2008/2009

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Propostas para o Plano de Formação 2008/2009
Departamento de Educação Pré-escolar
- “O estudo das Ciências na Educação pré-escolar” - “Problemas de linguagem/introdução à linguagem escrita”

Departamento de 1º Ciclo
- “Metodologias de ensino” - “Matemática do modelo pedagógico – Ensinar é investigar” - “Elaboração de portefólios” - “Ensino Experimental das ciências no 1º Ciclo” - “Programa de Formação contínua em Matemática” - “Estratégias para a produção de texto”

Departamento de Educação Especial
- “Estratégias de ensino-aprendizagem no âmbito da leitura – escrita para alunos com NEE de carácter permanente” - “Metodologia Teacche (tratamento e educação de crianças autistas e com perturbações de comunicação)” - “Educação/formação parental (dos pais dos alunos com NEE de carácter permanente e de alunos com dificuldades de aprendizagem)” - “As unidades especializadas de apoio à multideficiência e os desafios da inclusão educativa” - “Trabalho cooperativo e os desafios da educação inclusiva” - “Software Educativo específico para a Educação Especial”

Departamento de Matemática e Ciências Experimentais
Matemática e Ciências Natureza – 2º Ciclo (230) Matemática – 3º Ciclo (500) Matemática e Ciências Natureza – 2º Ciclo (230) da - “Educação Sexual” - “Primeiros socorros” - “Actividades experimentais no ensino das Ciências da Natureza” - “O Ensino Experimental das Ciências Físico-Químicas” - “Didáctica da Física para o 3º Ciclo” - “Didáctica da Química para o 3º Ciclo” - “Higiene, Saúde e Segurança no trabalho” - “Biocombustíveis e Energias Renováveis” - “Utilização de aparelhos de medida de grandezas físicas” - “Formação em AUTODESK AUTOCAD” - “Windows Server 2008” - “Formação nível II – Excel – XML” da - “A utilização de calculadoras gráficas e sensores na aula de Matemática” - “As potencialidades do quadro interactivo na aula de Matemática” - “Utilização das Novas Tecnologias no Ensino da Matemática Programas de geometria dinâmica (Geometer’s Sketchpad, Modellus e Mathematica Geogebra)”

Ciências Naturais – 3º Ciclo (520) Ciências Físico-Químicas (510) Educação Tecnológica - 3º Ciclo (530) Electrotecnia (540) TIC (550)

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Departamento de Expressões
Educação Física – 2º Ciclo (260) Educação Física – 3º Ciclo (620) - “Andebol – Uma renovada abordagem na escola” - “Ginástica acrobática: como abordar na escola?” - “Primeiros socorros nas aulas de Educação Física” - “Desenho assistido por computador (Cad, Corel, Paintshop)” - “Leitura e interpretação de desenho infantil” - “Técnicas de encadernação” - “Técnicas de desenho de rosto/corpo humano” - “Técnicas de pintura (óleo, aguarela, pastel, acrílico)” - “Técnicas de variados suportes para pintura (azulejo e vidro)” - “Técnicas/processos têxteis” - “Técnicas/processos de impressão (serigrafia, litografia, etc.)” - “Laboratório de informática musical” - “A utilização das TIC nos processos de ensino/aprendizagem da Educação Musical”

Educação Visual e Tecnológica 2º Ciclo (240) Educação Visual – 3º Ciclo (600)

Educação Musical – 2º Ciclo (250)

Departamento de Línguas
Português/Francês – 2º Ciclo (210) Português/Inglês – 2º Ciclo (220) Português – 3 º Ciclo (300) Francês – 3º Ciclo (320) Inglês – 3º Ciclo (330) - “TLEBS” - “Motivação na aula de Inglês: envolver os alunos na sua aprendizagem” - “Sou Professor de Inglês de CEF” - “A Literatura e os Afectos” - “Didáctica da língua portuguesa” - “Didáctica da língua francesa” - “Didáctica da língua inglesa – desenvolvimento de competências orais” - “A voz, instrumento fundamental na docência das línguas” - “A biblioteca escolar: centro audiovisual e multimédia”

Departamento de Ciências Sociais e Humanas
História e Geografia de Portugal – 2º Ciclo (200) - “Aplicação das Novas Tecnologias de Informação no ensino da História” - “Poder temporal e poder religioso na Idade Média” - “História dos Descobrimentos e da Expansão” - “Poder temporal e poder religioso na Idade Média” - “História dos Descobrimentos e da Expansão” - “Aplicação das Novas Tecnologias de Informação no ensino da Geografia” - “Didáctica da Geografia” A formação é proporcionada pela Diocese

História – 3º Ciclo (400)

Geografia (420) EMRC – 2º e 3º Ciclos (290)

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Serviços administrativos
- “Contabilidade para o sector da Educação - CONTAB” - “Regime Jurídico da Função Pública com a aplicação do Código do Trabalho” - “A nova Avaliação de Desempenho” - “Serviço de Acção Social Escolar” - “Alunos do Ensino Básico e Secundário”

Pessoal Auxiliar de Acção Educativa
- “Atendimento ao Público” - “ Primeiros Socorros” - “Higiene e Segurança no Trabalho” - “Introdução à Informática” - “Organização de Biblioteca” - “Como lidar com alunos com deficiência” - “Avaliação de desempenho” - “Segurança na Escola”

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

DESENHO CURRICULAR DOS DIFERENTES NÍVEIS DE EDUCAÇÃO E ENSINO BÁSICO

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PRÉ-ESCOLAR

ÁREAS DE FORMAÇÃO Área de Formação Pessoal e Social

CARGA HORÁRIA SEMANAL

Área de Conhecimento do Mundo

Expressão motora

Expressão Dramática 25 HORAS Expressão Musical Área da Expressão e Comunicação Domínios

Expressão Plástica

Linguagem oral e abordagem à escrita

Matemática

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1º CICLO

ÁREAS CURRICULARES DISCIPLINARES Língua Portuguesa Matemática Estudo do Meio Expressões: - Expressão e Educação Musical - Expressão e Educação Plástica Educação para a cidadania - Expressão e Educação Físico-motora ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES Área de Projecto Formação Pessoal e Social Estudo Acompanhado Formação Cívica Tecnologias de Informação e Comunicação Educação Moral e Religiosa a) Actividades de enriquecimento curricular: - Música - Actividades Plásticas - Actividades Física e Desportiva - Inglês
a)

CARGA HORÁRIA SEMANAL

25 HORAS

10 HORAS

Área curricular disciplinar de frequência facultativa, nos termos do n.º 5 do artigo 5.º.

FUNDAMENTAÇÃO DAS OPÇÕES TOMADAS NA CARGA HORÁRIA Por decisão do Conselho de Docentes e o mesmo dando ênfase à especificidade das turmas, foi deixado à responsabilidade de cada docente a distribuição da carga

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horária pelas diferentes áreas, consoante as necessidades e ritmos de aprendizagem dos alunos das diferentes turmas.

Actividades de enriquecimento Curricular no 1º Ciclo

As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) a funcionar no Agrupamento são as definidas no PE, de acordo com a necessidade do mesmo e posteriormente comunicadas à Entidade Promotora, neste caso específico, a Câmara Municipal de Amarante. Neste agrupamento os alunos usufruem de Actividades de Apoio ao Estudo, o Ensino do Inglês, Actividade Física e Desportiva, Ensino da Música e Outras Actividades Artísticas. No que concerne ao Apoio ao Estudo, este é assumido pelo Professor Titular da Turma, com uma carga horária de noventa minutos semanais, sendo destinado este espaço para a realização dos trabalhos de casa e consolidação das aprendizagens, onde os alunos beneficiam ainda do acesso a recursos escolares e educativos existentes na escola, como livros, computadores e outros instrumentos de ensino. Quanto ao Ensino do Inglês, no Primeiro e Segundos anos de escolaridade a carga horária é de noventa minutos e para o Terceiro e Quartos anos de escolaridade é de cento e trinta e cinco minutos. No Ensino da Música a carga horária é de cento e trinta e cinco minutos, com a duração de quarenta e cinco minutos cada aula. Na Actividade Física e Desportiva a duração semanal é de noventa minutos com a duração de noventa minutos cada aula. No que respeita a Outras Actividades, foi sugerido pelo Agrupamento as Actividades Artísticas, com a duração de quarenta e cinco minutos semanais a cada turma do Primeiro e Segundos anos de escolaridade. Foram previstos, de acordo com o Despacho 14460/2008, de 26 de Maio de 2008, as situações relativas à constituição de turmas, bem como os espaços adequados ao funcionamento das mesmas. Os professores que leccionam as Actividades de Enriquecimento Curricular reúnem sempre em Conselho de Docentes com os professores do 1º Ciclo e pelo menos duas vezes por Período, reunindo os Professores de Actividade Física e
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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Desportiva, Ensino da Música e Actividades Artísticas com o Supervisor do Departamento de Expressões e os Professores de Ensino de Inglês com os Grupos Disciplinares de Inglês de Segundo e Terceiro Ciclos.

2º CICLO

CARGA HORÁRIA SEMANAL COMPONENTES DO CURRÍCULO 5º ANO 6º ANO TOTAL DE CICLO (X 90’) Língua Portuguesa LÍNGUAS E ESTUDOS Áreas Curriculares Disciplinares SOCIAIS Língua Estrangeira História e Geografia de Portugal MATEMÁTICA E CIÊNCIAS EDUCAÇÃO ARTÍSTICA E TECNOLÓGICA Educação Física Educação Moral e Religiosa Católica a) ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES Formação Pessoal e Social Área de Projecto Tecnologias da Informação e Comunicação Estudo Acompanhado Formação Cívica A DECIDIR PELA ESCOLA Oficina de Leitura TOTAIS (x 90’) 45’ 17 17 0,5 34 90’+45´ 90’ 45’ 90’ 90’ 45’ 2,5 2 1 Educação Musical 90’ 90’ 45’ 90’ + 45’ 90’ + 90’ 45’ 2,5 3 1 Matemática Ciências da Natureza Educação Visual e Tecnológica 90’ + 90’ 90’ + 90’ 90’ + 45’ 90’ + 90’ 90’ + 45’ 90’ + 90’ 90’ + 90’ 90’ + 45’ 90’ + 45’ 90’ + 90’ 90’ + 45’ 90’ + 90’ 4 3,5 3 4 3 4

Educação para a cidadania

a) Disciplina de frequência facultativa, nos termos do n.º 5 do artigo 5.º.

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FUNDAMENTAÇÃO DAS OPÇÕES TOMADAS NA CARGA HORÁRIA À disciplina de Educação Musical, no 5º Ano, foi atribuído um bloco de 90 minutos e, no 6º, bloco e meio. A escola optou por associar as Tecnologias de Informação e Comunicação à Área de Projecto, no 5.º ano, no sentido de dar continuidade à utilização dos recursos informáticos disponíveis e fortalecer as capacidades dos alunos na “e-literacia”. Esta organização curricular compreende também a disciplina de “Oficina de Leitura”, com o propósito de incutir nos alunos o hábito e o gosto pela leitura.

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3º CICLO

CARGA HORÁRIA SEMANAL COMPONENTES DO CURRÍCULO TOTAL DE 7º ANO 8º ANO 9º ANO CICLO (X 90’) Língua Portuguesa LÍNGUAS ESTRANGEIRAS CIÊNCIAS Áreas Curriculares Disciplinares HUMANAS E SOCIAIS Matemática CIÊNCIAS FÍSICAS
E NATURAIS

90’ + 90’ 90’ + 45’ 90’ + 45’ 90 90’ 90’ + 90’

90’ + 90’ 90’ + 45’ 90’ 90’ + 45’ 90’ 90’ + 90’ 90’+45’ 90’ 90’

90’ + 90’ 90’ + 45’ 90’ 90’ + 45’ 90’ 90’ + 90’ 90’ 90’ + 45’

6 4,5 3,5 4 3 6 3,5 4

Língua Estrangeira 1 Língua Estrangeira 2 História Geografia

Ciências Naturais Ciências Físico-Químicas Educação Visual Educação Musical a)

90’ 90’+45 90’

Educação para a cidadania

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA

90’ + 45’ 90’ b) 90’ b)
c)

5,5

Educação Tecnológica Educação Física Educação Moral e Religiosa Católica d) Formação Pessoal e Social ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES Área de Projecto Estudo Acompanhado Formação Cívica Tecnologias da Informação TOTAIS (x 90’) 90’ 90’ 45’ 18 90’ 90’ 45’ 18 90’ 45’ 45’ 90’ 18 3 2,5 1,5 1 54 90’ + 45’ 45’ 90’ + 45’ 45’ 90’ + 45’ 45’ 4,5 1,5

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a)

A Escola proporciona aos alunos a disciplina de Educação Musical como sendo uma

disciplina da área da Educação Artística, conforme o previsto no Decreto-Lei nº 6/2001 de 18 de Janeiro de 2001.
b)

De acordo com o circular nº 5 do Departamento de Educação Básica sobre a

aplicabilidade do Decreto-Lei 6/2001, nos 7º e 8º Anos de Escolaridade a carga horária das disciplinas de Educação Musical e Educação Tecnológica corresponde a uma partilha equitativa ao longo do Ano Lectivo do equivalente a um bloco semanal de 90 minutos. Estas disciplinas têm uma organização “semestral”, conjugada com o desdobramento da turma em dois grupos, destinando-se a cada disciplina metade do número de semanas do Ano Lectivo.
c)

No 9.º Ano de Escolaridade, do conjunto das disciplinas que integram os domínios

artístico e tecnológico, os alunos escolhem uma única disciplina das que frequentaram nos 7º e 8º Anos.
d)

Disciplina de frequência facultativa, nos termos do n.º 5 do artigo 5º.

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Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

INSTRUMENTOS DE RECOLHA DE DADOS E METODOLOGIA

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Instrumentos de recolha de dados Para a recolha de dados no âmbito da formulação do Projecto Educativo, foram criados uma série de instrumentos de acordo com a informação a recolher. Entre estes, destacam-se os seguintes: - Inquéritos - Grelhas de caracterização dos estabelecimentos de educação e ensino - Grelhas de caracterização do pessoal docente e não docente do Agrupamento - Grelhas de caracterização da população escolar e suas famílias - Grelhas síntese de recolha de dados - Análise SWOT do Agrupamento e do contexto de inserção

Metodologias adoptadas A metodologia de recolha de dados assentou no seguinte procedimento: - Criação dos instrumentos - Definição do cronograma de recolha e análise de dados - Criação de equipas de recolha e análise de dados -Tratamento dos dados recolhidos

Procedimento de análise de dados Foram adoptados três procedimentos distintos. O primeiro consistiu numa revisão bibliográfica sobre o contexto sociocultural do Agrupamento, o segundo assentou na análise quantitativa dos dados recolhidos e o último traduziu-se numa análise de conteúdo.

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ORGANIGRAMA

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