Nucleação e Crescimento

Um metal no estado sólido possui átomos que vibram com uma certa freqüência em torno de posições geométricas definidas (determinadas pelo tipo de arranjo cristalino específico do metal em questão). No estado líquido, tais átomos, além de vibrarem, não possuem posição definida, pois estão em movimento dentro do líquido. Por se movimentarem, os átomos no estado líquido entram em colisão, envolvendo milhares de átomos simultaneamente. Pode-se imaginar que nesta colisão, surge um agrupamento momentâneo de átomos, formando um núcleo , com um dado arranjo atômico (CCC, CFC, HC, etc). O núcleo é um sólido que pode crescer ou se dissolver, dependendo da temperatura do sistema. O crescimento do sólido se dá por migração de átomos do liquido para o sólido, acoplando os átomos nas posições de equilíbrio do reticulado que é específico do metal em questão, conforme indicado na figura.

A temperatura na qual ocorre equilíbrio termodinâmico entre um sólido e seu respectivo líquido é a temperatura de fusão (que é igual à de solidificação apenas em substâncias puras e sistemas eutéticos). Contrariamente ao senso comum, tal definição não significa que a solidificação se inicia nesta temperatura. O estudo da solidificação envolve duas abordagens distintas. Na abordagem termodinâmica, analisam-se as energias envolvidas na solidificação enquanto na abordagem cinética, analisa-se a velocidade com que os processos (de nucleação e crescimento) acontecem. Trataremos aqui da abordagem termodinâmica

Temperatura na Solidificação
A solidificação é composta dos processos de NUCLEAÇÃO e CRESCIMENTO DE CRISTAIS a partir de um líquido. Ocorre no resfriamento, conforme curva de temperatura abaixo.

CURVA TÍPICA DE TEMPERATURAS DE RESFRIAMENTO Na região L (estado líquido) , a temperatura diminui por efeito de transmissão de calor através do molde. A temperatura aumenta a Partir de Tf -DT pelo efeito de rescalescência. Inicia-se a solidificação, através do aparecimento dos primeiros núcleos sólidos.No patamar L+S há a coexistência dos estados líquido e sólido. Ao final do patamar toda a massa está solidificada ( início da região S). Note: a solidificação se inicia numa temperatura situada no intervalo DT, portanto o líquido se encontra abaixo da temperatura de fusão ( Tf ),super-resfriado.

Balanço de Energia - Energia de Gibbs
Em sistemas sob pressão e temperatura constantes, a energia controladora do processo é a energia livre de Gibbs (G). Tal energia é definida por G = H -TS, onde T é a temperatura, H é a entalpia e S a entropia da substância em questão. A entalpia pode ser entendia fisicamente como uma medida da quantidade de calor existente na substância e a mesma é “estocada” na forma de amplitude de vibração dos átomos. Portanto, a medida da entalpia (unidades de energia) reflete uma medida da energia de ligação entre os átomos. Por sua vez, a entropia pode ser entendida como uma medida da desorganização interna da substância, isto é, uma medida de como os átomos se arranjam. Em um líquido, os átomos se arranjam de modo desordenado enquanto em um sólido, há maior ordenação (menor entropia), pois os átomos ocupam posições regulares (formando o reticulado cristalino CCC, CFC e outros). Sabe-se que no universo a energia é constante e que a variação da entropia é igual ou maior que zero (tendência à desordem) A energia de Gibbs é portanto um parâmetro indicador da estabilidade em sistemas sob temperatura e pressão constantes. O sistema tende a seu estado de mínima energia livre.

de acordo com: se DG > 0 : reação impossível (não ocorre) se DG = 0 : reação em equilíbrio se DG < 0 : reação pode ocorrer (sentido espontâneo) Além do aspecto de que o valor de DG indica a tendência de reação . (DGVOL ~ R3 ) Por outro lado. o que sugere que o menor núcleo estável é aquele que possui raio R1. tal valor é uma medida da energia disponível para que ocorra a reação. a criação da interface sólido-líquido exige consumo de energia e o DGSUP é positivo e proporcional à superfície da esfera. A nucleação é um fenômeno que pode ocorrer com a formação de núcleos diretamente a partir do líquido (nucleação homogênea) ou com a formação de núcleos sobre superfícies pré-existentes (nucleação heterogênea). Como conseqüência do fato de que o sistema (sob temperatura e pressão constantes) tende a evoluir no sentido de minimizar a energia livre de Gibbs. Assumindo-se que o núcleo inicial seja esférico. . A segunda é uma energia de superfície (DGSUP). DGVOL é sempre negativo sendo a força motriz do processo de solidificação. maior a força motriz e maior a tendência de ocorrer a reação. que exige consumo de energia pelo sistema e atua como barreira à solidificação. DGTOTAL= DGSUP + DGVOL£ 0 Uma vez que a nucleação se inicia com um certo super-resfriamento. a formação de um núcleo envolve duas energias. Assim. podendo ser interpretado como a força motriz da transformação. abordadas abaixo: Nucleação Homogênea O início da solidificação ocorre com a formação de núcleos sólidos estáveis que posteriormente crescem. atuando como força motriz da solidificação. trabalha-se com a variação da energia livre DG . temos que a variação desta energia (DG) é um valor que indica o sentido espontâneo de uma reação (quando o sistema se encontra sob temperatura e pressão constantes). resultante da transformação do líquido em sólido e que é liberada pelo sistema. tal variação de volume é proporcional ao cubo do raio da esfera. Quanto mais negativo for DG. A primeira é uma energia de volume (DGVOL).Para o caso de transformação de fases numa substância. Por outro lado. Termodinâmica da Nucleação O objeto deste enfoque é a energia envolvida no processo. Para que haja formação destes núcleos. As energias são ilustradas na figura abaixo: Observa-se que o DGTOTAL é menor que zero para raio do núcleo igual a R1. na forma: DG= G sólido – G líquido ou DG = DH-TDS onde DH é a variação de entalpia e DS é a variação de entropia entre os estados da transformação (líquido e sólido). é preciso que DG£ 0 . isto é. particularmente a força motriz e a barreira energética. proporcional ao quadrado do raio (DGSUP ~R2). pois o surgimento do núcleo implica na criação de uma interface entre sólido e líquido.

A figura abaixo ilustra que a superfície a ser criada pela nucleação a partir de um substrato (nucleação heterogênea) é menor. depende da composição química do núcleo e do substrato. isto é. aumentando DGTOTAL (seta 1). Esta molhabilidade pode ser avaliada pelo ângulo A análise termodinâmica realizada para a nucleação homogênea pode ser aplicada para a nucleação heterogênea. que consome energia) e por isso surge a necessidade de haver um certo super-resfriamento para que o líquido acumule energia volumétrica (DGVOL. Esta barreira energética tem origem na necessidade de criar superfície (DGSUP. Observa-se também que o núcleo resultante da presença de um substrato possui menor volume e portanto menor número de átomos. tais como as paredes do molde ou quando da presença de partículas sólidas no líquido. qualquer núcleo momentaneamente formado com tamanho entre Rc e R1. aumentando seu tamanho e. pois depende da tensão superficial entre núcleo e substrato. reduzindo seu tamanho e. Caso haja molhabilidade entre líquido e substrato. A presença de qualquer tipo substrato não é garantia de facilitar a nucleação. caso se forme momentaneamente um núcleo com raio igual a R2. conseqüentemente. (comparada a da nucleação homogênea) podendo facilitar o processo pois exige menor energia de interface (barreira energética) . Este tamanho mínimo recebe o nome de raio crítico (Rc). que é a barreira energética a ser vencida para haver solidificação. (onde D GTOTAL > 0). depende da molhabilidade entre ambos que. . menor é o ângulo q e menor DGcrit para nucleação heterogênea). embora tenha gerado um DGTOTAL > 0 (o que o torna instável). por sua vez. Nucleação heterogênea A nucleação heterogênea ocorre quando a solidificação ocorre a partir de superfícies préexistentes. tem-se duas possibilidades: O núcleo pode perder átomos para o líquido. conseqüentemente. Portanto. Do exposto resulta que existe um tamanho mínimo para que os núcleos possam crescer e se tornar estáveis.Todavia. força motriz) capaz de compensar tal barreira energética. porém substituindo-se a variável raio pela variável número de átomos (N) que constituem um núcleo. tende a crescer (direção da seta 2) pois isto reduz o DGTOTAL. conforme ilustrado abaixo (quanto maior a molhabilidade. A este reio crítico corresponde um DGCRIT . o que é termodinamicamente viável (DG < 0). diminuindo DGTOTAL (seta 2). a energia crítica para nucleação torna-se menor. o que é termodinamicamente impossível (aumentar DG significa DG>0) Outra possibilidade é o núcleo receber átomos do líquido.

A figura abaixo ilustra as parcelas de energia de superfície. mas não diminui o raio crítico). reduzindo a energia crítica total (de DGC1 para DGC2) e portanto o número de átomos necessários para formar o núcleo crítico (de N1 para N2). Características Gerais É outro tipo de defeito que pode ocorrer em peças fundidas. será descrito com mais detalhes. A presença de um substrato diminui (de DGS1 para DGS2) a energia de interface a ser criada (pois parte desta já existe no substrato). O que é: é a distribuição heterogênea de elementos de liga e impurezas dentro da estrutura do material Causa: é provocada pela solidificação fora das condições previstas pelo diagrama de equilíbrio Mecanismo de formação: Como este mecanismo de formação de defeitos é um pouco mais complexo. Origem da Segregação . também denominado hetereogeneidade química. (A presença de substrato diminui o número de átomos. facilitando a nucleação. volumétrica e total para o caso de nucleação com e sem substrato (índices 2 e 1 respectivamente).

abaixo pode ser observado o exemplo da evolução da composição química do sólido e do líquido. que é a composição média . no processo de solidificação de uma liga de cobre com 40 % Ni. a composição se altera de 52 a 40% de Ni. Nesta temperatura surgem os primeiros núcleos sólidos Na continuidade surgem mais núcleos e crescem os núcleos existentes Em condições de equilíbrio (resfriamento lento) .A solidificação de ligas metálicas ocorre em geral conforme a faixa de temperaturas mostrada na figura (exceto no caso de ligas eutéticas). Observe que o primeiro sólido formado possui 52% de Ni Durante a solidificação. O metal ao ser resfriado atinge a temperatura liquidus. cada partícula sólida na mistura L+S possui a composição correspondente à linha solidus Por sua vez o líquido tem a composição ditada pela linha liquidus Exemplo: Para melhor entendimento.

ao invés de seguir a linha solidus (como no exemplo anterior) segue a linha tracejada devido à falta de tempo para homogeneização da composição ao longo do grão. C1.C3.C5. O resultado final é que os grãos formados possuem um gradiente de composição química.40% Ni . ao crescerem. isto é.original da liga.C2. esfriamento onde não há tempo para homogeneização química.A ilustração refere-se à mesma liga Cu. portanto o resultado não é ideal. As partículas assim formadas terão . Como resultado a composição química nestas condições é homogênea ao longo do grão. comentado mais adiante). Na maioria dos casos reais a velocidade de solidificação não é baixa o suficiente para garantir as condições de equilíbrio. (Este fato possibilitará a ocorrência do fenômeno de liquação. Ou seja. Ilustra-se a seguir o caso real de resfriamento em situação de não equilíbrio. Observa-se que a temperatura na qual termina a solidificação é inferior àquela obtida sob condições de equilíbrio. conforme mostrado abaixo: . diferentes composições na periferia e no núcleo. Note que a composição do sólido. a composição varia do centro para a periferia do núcleo. Ocorre formação de zonas de distintas composições químicas dentro do grão.C4.

enquanto o centro do grão permanece sólido. No caso de um reaquecimento da peça (por exemplo. sendo tal fenômeno denominado exsudação. Em alguns casos. Portanto a concentração de soluto diminui da periferia para o centro da peça e este tipo de segregação é denominado segregação inversa. resultando em concentrações elevadas nos contornos de grão. durante a solidificação. tem temperatura de fusão mais baixa que o resto do material (mais baixa inclusive do que aquela prevista pelo diagrama de equilíbrio). Como a macro e a microsegregação tem a mesma origem. pois não há contornos de grão entre uma zona e outra. pode ocorrer fusão (localizada) da região do contorno de grão. Outros Tipos de Segregação Além do zonamento (que é uma microssegregação). tais como: Macrossegregação (normal e inversa): A macrossegregação tem a mesma origem da microsegregação. A diferença está no fato de que a macrossegregação ocorre ao longo da peça (e não apenas dentro do grão).Observe que não se tratam de grãos concêntricos. Uma vez que a solidificação ocorre da parede do molde para o centro da peça. no tratamento térmico posterior). na medida em que as mesmas tendem a serem rejeitadas. Este tipo de heterogeneidade química (segregação) que se desenvolve dentro do grão é denominada de zonamento. existem outros tipos de heterogeneidades químicas. isto é. Este tipo de macrossegregação é denominada de segregação normal. Esta fusão localizada do contorno recebe o nome de liquação e resulta em intensas distorções dimensionais na peça (grandes empenhamentos) chegando a inutilizá-las. que tende a ocorrer quando a composição química da liga é tal que. Aqui há casos onde o líquido (rico em impurezas) chega a sair pelas paredes da peça (a peça “transpira”). as peças fundidas costumam ter simultaneamente heterogeneidade dos dois tipos. . é causada pela rejeição de soluto do sólido para o líquido durante a solidificação. é comum que ocorra aumento da concentração de solutos da periferia para o centro da peça. dos núcleos sólidos para o líquido remanescente. particularmente nas ligas com grande intervalo de solidificação. Segregação gravimétrica: É outro tipo de segregação. o líquido presente entre as dendritas é bombeado para trás da frente de solidificação. As zonas situam-se dentro do grão e freqüentemente não são perceptíveis em exame microscópico. Consequencias A presença de segregação traz como conseqüência o fato de que o último líquido a se solidificar (e que se situa no contorno de grão) . A presença de impurezas tende a agravar o fenômeno.

Ferros fundidos Ferros fundidos Esse diagrama não é um diagrama de equilíbrio verdadeiro. a cementita se decompõe. podendo se utilizar para sua fusão equipamentos e processos diferenciados em relação ao aço.67% de carbono.0%) e⇒Ferros fundidos Os ferros fundidos silício (1 a 3%). porque a nucleação da cementita no ferro supersaturado de carbono ocorre mais facilmente que a nucleação da grafita.5% de carbono. Ferros fundidos  Os ferros fundidos se caracterizam por apresentar reação eutética durante sua solidificação em decorrência. devido à alta dureza e fragilidade que elas apresentam. Em aços comuns essa decomposição nunca é observada.7% de carbono. onde os ferros fundidos se incluem. Ferros fundidos Ferros fundidos O diagrama de fase a seguir não é um diagrama de equilíbrio completo.5 a 4. ligas de ferro. pois a cementita não é uma fase de equilíbrio. Ligas com mais de 4. 7. Ferros fundidos Ferros fundidos Vantagens: Ferros fundidos Baixo ponto de fusão Apresenta contração baixa Excelente usinabilidade Propriedades mecânicas bem definidas 3. Apresenta atributos não encontrados em nenhum outro material e também é um dos metais mais baratos que se dispõe. forma-se primeiro a grafita (baixa densidade) no metal líquido (maior densidade). Portanto a grafita tende a boiar (fenômeno denominado de flotação). formando grafita. As grafitas flotantes podem movimentar-se e alinharem-se na peça. Ferros fundidos 5. é estudada e analisada. A grafita é mais estável que a cementita e sob condições adequadas. criando uma região de concentração Imagem da Grafita Flotante 1. Ferros fundidos Diagrama de equilíbrio ferro carbono As transformações responsáveis pela formação dos constituintes das ligas ferro-carbono. Ferros fundidos 6. porque forma com o ferro o composto Fe 3 C que contém 6. a partir do diagrama de equilíbrio ferro-carbono. Durante a solidificação em ferros fundidos nodulares.durante a solidificação formam-se fases sólidas com densidades muito diferentes. apresentam pouco ou nenhum interesse comercial. carbono (2.0 a 4. . Ferros fundidos 4. o o o o material fundido de maior consumo→Ferros fundidos O ferro fundido (fofo) no país e no mundo. 2. as temperaturas de fusão são bem mais baixas que a de outras ligas ferrosas. pois é representado somente até 6.

pois elas contêm teores relativamente elevados de outros elementos. pelo campo monofásico CFC. 20. Fe 3 C γ γ α Fe 3 C γ γ γ γ γ γ γ γ Fe 3 C 17. com um ). 3. cerca de 67HRC ou 900 HV.8% de carbono. não havendo mais transformaçõesα novo rearranjo atômico CCC. aumenta muito a resistência do aço.8% de carbono a 723 0 C. 13. Ferros fundidos 9. associada a ferrita em partícula finas. é chamada de austenita . Ferros fundidos O diagrama ferro-carbono se caracteriza por três pontos principais: Ponto peritético com 0. 500X. resultando em uma mistura das fases ferrita e cementita denominada de perlita.67% de carbono. Continuando o resfriamento a temperatura de . ) : forma estável do ferro puroγ Ferros fundidos Austenita ou ferro gama ( entre 910 ºC e 1400 0 C.7% em átomos).estável até 912 0 C. com espaços interatomicos maiores.Novo núcleo de cementita formado com orientação diferente dos anteriores. Ponto eutético com 4. Ferros fundidos A transformação peritética ocorre a temperaturas elevadas e em aços de baixo teor de carbono. Todas as composições desta fase passam. 4. não podem acomodar com facilidade os solubilidade de carbono é cerca de 0. A cementita quando presente.Crescimento lateral e para frente da cementita. A perlita contém 12% de cementita e 88% de ferrita. Todas as ligas contendo menos que 2.A 1394 0 C o ferro delta ( δ (ferro delta . Ferros fundidos Constituintes das ligas ferro-carbono metaestáveis Ferrita menores espaçamentos⇒ ) : Ferros fundidos Estrutura CCC α ou ferro alfa ( interatômicos e pronunciadamente alongados.8.até a temperatura ambiente. Este constituinte não apresenta importância no estudo dos aços. A 0. Ferros fundidos Ferros fundidos Cementita ou carbeto de ferro : é o excesso de carbono em relação ao limite de solubilidade formando uma segunda fase. 18. o ferro solidifica de acordo com o reticulado CCC ) sofre uma redisposiçãoδ ). Ferro com 0. Ferros fundidos Ferros fundidos Ferro puro – grãos de ferrita.Crescimento da nova colônia.8% de carbono. Ponto eutetóide com 0. aδ Ferros fundidos Ferrita delta ou ferro delta ( austenita deixa de ser a forma mais estável. porém→Ferros fundidos Ferros fundidos considera-se que os ferros fundidos comerciais não são ligas binárias ferro-carbono.06% de C passam pela região austenítica no resfriamento. Ferros fundidos 1394 0 C. 19.3% de carbono a 1147 0 C.Temperatura de Fusão a 1538 0 C 2.) que permaneceγ espontânea e forma-se um novo reticulado CFC. mas são menores que o átomo de carbono.23% a 727 0 C. voltando a estrutura ser CCC. Possui reticulado ortorrômbico com 12 átomos de ferro e 4 de carbono por célula. Ferros fundidos Ferros fundidos 1. Ferros fundidos ): acima de 1400 0 C. Assim. Ferrita abaixo de 32 Kgf/mm 2 e dureza Brinell em torno de 90 HB. (ferro alfa .Entre 1538 0 C a 14. que envolve a formação simultânea de ferrita e cementita a partir da austenita de composição eutetóide. correspondendo isso a 6. (ferro gama . ficando a solubilidade máxima de carbono em 2. 15. Ferros fundidos 12. de forma que a dissolução de carbono na austenita introduz deformações na estrutura. Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Perlita com as lamelas de cementita em um fundo de ferrita. impedindo que todos os interstícios sejam preenchidos simultaneamente. 3. em seguida. γ Ferros fundidos A solução sólida cúbica de face centrada CFC. os efeitos sobre a estrutura à temperatura ambiente são secundários e normalmente são desprezados.0% em peso (8.Nucleação inicial da cementita.0% de carbono). 4. e 0. com limite de resistência⇒ambiente. pois inibe o escorregamento e evita o cisalhamento da fase dúctil ferrita. 16. Dada a proporção de átomos de ferro e carbono de 3 para 1 no reticulado cristalino é usualmente representada como Fe 3 C. ou fase (gama). Ferros fundidos Ferros fundidos Comparado a ferrita e austenita.Nucleação de lamelas de 23. Ferros fundidos 11. principalmente o silício .008% a temperatura∴ átomos de carbono mole e dúctil. 2.A 912 0 C o ferro sofre uma nova transformação. Ferros fundidos ferrita ao lado da cementita. Ferros fundidos Ledeburita : constituinte eutético formado no resfriamento a partir do equilíbrio das fases austenita de um lado e Fe 3 C de outro. Estrutura CFC. As ligas contendo menos que 2.16% de carbono a 1493 0 C. a cementita é muita dura. Ferros fundidos Ponto Peritético Ponto Eutetóide Ponto Eutético 10. Essa estrutura consiste de plaquetas alternadas de Fe 3 C e ferrita sendo a ferrita a fase contínua. 5. 21. Ferros fundidos Alotropia do ferro puro 1. ocorre uma reação. Ferros fundidos ligas com mais de 2% de carbono. 22. Em geral os ferros fundidos são ligas ternárias de ferro-carbono-silício. Ferros fundidos Perlita : abaixo da temperatura eutetóide as fases estáveis são a ferrita e a cementita.06% de carbono são arbitrariamente chamadas de aços (maioria dos aços contém menos que 1.

não é o principal→apresentando praticamente nenhuma ductilidade. cementita e perlita. Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Perlita formada pela transformação da austenita primária. 26. ferrita. 39. 36. Silício responsável pela formação da grafita.  o Apresenta fratura de coloração branca Carbono combinado na forma de Fe 3 C Solidificação pelo diagrama metaestável Constituintes principais: ledeburita. formando superfícies de separação que farão com que esta liga seja frágil.  o 723 0 C. o . 25. 28. sendo a mais difundida a classificação da ASTM e DIN. Ataque: nítrico. 100 X. por isso normalmente os ferros fundidos cinzentos apresentam alto teor deste elemento. 35. 42. Cementita (Fe 3 C). cilindros coquilhados. 38. 29. exclusivamente. 37. Perlita. Elevada dureza Resistência ao desgaste Ferros fundidos Por possuir baixo teor de silício não ocorre a grafitização. Ferros fundidos é muito mole e s→Ferros fundidos Grafita e apresenta na forma de lamelas. Ferros fundidos Ferros fundidos Cementita (Fe 3 C). pontilhados de ledeburita e áreas brancas de cementita. 41. rodas de vagões. 33. tamanho e distribuição) e quantidade são responsáveis pelas propriedades deste material. Sua morfologia (forma. 40. resultando em uma estrutura constituída de glóbulos de perlita sobre um fundo de cementita. durante a solidificação. Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Ferro fundido branco hipoeutético com as dendritas de perlita (em escuro). formando o constituinte cementita. Ferros fundidos Ferro fundido cinzento São os mais usados devido: Ferros fundidos o o o o o o Excelente usinabilidade Baixo ponto de fusão Boa resistência mecânica Boa resistência ao desgaste Capacidade de amortecer vibrações Solidificação pelo diagrama estável (grafita e austenita) 30. a austenita se transforma em perlita. Ferros fundidos  Tipos de ferros fundidos Ferro fundido branco Característica: Ferros fundidos o o o o o o 27. 34. Os ferros fundidos cinzentos apresentam grafita na forma Iamelar e que é classificada em 5 tipos.→Ferros fundidos Estrutura do fofo cinzento Apresenta fratura escura devido a grafita livre formando veios e uma pequena parte se encontra combinada com o ferro na relação de 3 átomos de ferro para 1 átomo de carbono. Aplicações: equipamentos de manuseio de terra. revestimentos de moinhos. 32. Ferros fundidos Ferros fundidos A morfologia da grafite é normalmente classificada por diversas normas. mineração e moagem. Ferros fundidos Ferros fundidos Tipo A Ferros fundidos Ferros fundidos Tipo B Ferros fundidos Ferros fundidos Tipo C Ferros fundidos Ferros fundidos Tipo D Ferros fundidos Ferros fundidos Tipo E Ferros fundidos Ferros fundidos A composição química básica do ferro fundido cinzento Ferros fundidos Ferros fundidos Velocidade de resfriamento 31. perlita e grafita. Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos A grafita é o constituinte mais importante dos ferros fundidos cinzentos e se forma quase que.24.

Este formato da grafita é obtida através da adição de magnésio ou cério ao ferro liquido no momento do vazamento. Ferros fundidos Ferros fundidos  Ferro fundido maleável núcleo preto composição típica 51. os . Ataque: nital. Nódulos de grafita envolvidos pela ferrita. Esta forma compacta da grafita permite uma certa maleabilidade ao ferro fundido. 160 X.Propriedades mecânicas Função da estrutura do ferro fundido o o o o Composição química Inoculação Tratamentos térmicos Dimensões das peças Função Ferros fundidos 43. Ferros fundidos Ferros fundidos Ferro fundido nodular perliítico. carbono e silício 48. perlita. grafita e inclusões sobre um fundo de ferrita. Ferros fundidos 54. ferrita e perlita. Ferros fundidos Ferro Fundido Maleável Ferros fundidos Fofo Branco Fofo Cinzento Fragilidade Baixa temperatura de fusão Alta fluidez Aço Alta resistência mecânica Elevada temperatura de fusão Fofo Maleável Baixa temperatura de fusão Alta fluidez Alta resistência mecânica 47. Ferros fundidos Ferros fundidos 44. 58. Ferros fundidos Ferro fundido maleável de núcleo preto (Americano) Características: Ferros fundidos o Fratura escura o Carbono totalmente combinado (bruto de fusão) o Constituída basicamente por ferro. Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos A ABNT classifica este tipo de ferro fundido nos seguintes tipos: FE 42012 FE 50007 FE 60003 FE 70002 FE 80002 As letras FE indicam ferro grafita esferoidal (nódulos). Propriedades mecânicas melhores até que de alguns tipos de aços ao carbono. Ferros fundidos Ferros fundidos Dendritas de ferrita Grafita tipo “D” em matriz ferrítica. Ferros fundidos Ferros fundidos  Ferro fundido maleável núcleo branco composição típica 55. Ferro fundido FC300 coquilhado e recozido. Ferros fundidos o Fundido maleável de núcleo branco (Europeu) o Características: o Fratura com aspecto prateado claro o Sua estrutura é composta de ferrita. Ferros fundidos 52. Ferros fundidos Ferros fundidos Grafita Perlita Ferrita Ferro Fundido FC300 fundido em areia – grafita tipo “A”. 500X 45. Tratamento térmico em atmosfera neutra Maleabilização Decomposição da cementita Ferrita Carbono na forma de grafita compacta 49. Invólucro de ferrita. a→Ferros fundidos Ferro Fundido Nodular Maior resistência dentre os fofos grafita se apresenta na forma de nódulos não interrompendo tanto a continuidade da matriz quanto a grafita dos ferros fundidos cinzentos. Observam-se perlita. 100X 46. Ferros fundidos Ferro fundido maleabilizado de núcleo branco apresentando zona de transição entre a parte central e a região periférica. Ferros fundidos Ferros fundidos Ferro fundido nodular ferrítico. Ataque: nital. 59. Ferros fundidos 50. Ferros fundidos Ferro fundido maleável de núcleo preto (Americano) Ferros fundidos Apresenta na sua estrutura grafita compacta. apresentando nódulos de grafita formados pela decomposição da cementita na temperatura de austenitização. podendo apresentar grafita de recozimento (compacta) no núcleo da peça. Fundo de ferrita. 250X Fundo de perlita. Ferros fundidos Ferro fundido maleável de núcleo preto. 56. 100X Nódulos de grafita. 200 X. 57. Ferros fundidos Ferro fundido maleável de núcleo branco (Europeu) Ferros fundidos Tratamento térmico em atmosfera Oxidante Descarbonetação Decomposição da cementita Ferrita Oxidação do carbono 53. Ataque: picrico. Ataque: picrico.

Com exceção do carbono na forma de perlita na matriz. O carbono combinado em ferros fundidos cinzentos perlíticos. podem ser adicionados outros elementos aos ferros fundidos para se obter estruturas e propriedades desejadas. 67. Ferros fundidos 75. Ferros fundidos 71. Quando se . Mn. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Ferros fundidos Fofos de alta resistência sem adição de elementos de liga São ligas de baixo carbono equivalente e com maior tendência ao aparecimento de problemas devido: o A menor fluidez o A maior contração na solidificação o A maior tendência ao aparecimento de carbonetos o Ao aparecimento de grafita de super resfriamento e a ferrita associada a ela. Ferros fundidos Ferros fundidos A ABNT classifica este tipo de ferro fundido como: FE Ferro Grafita Esferoidal Resistência à tração MPa 380 17 Alongamento (%) Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros Fundidos com grafita compacta – Ferro Vermicular Apresentam propriedades físicas e mecânicas intermediárias entre os fofos cinzentos e nodulares. . atuando adição→como fragilizante. Não é observável na microestrutura. 70.8% e o carbono grafítico de 2. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Fósforo: em teores baixos forma “Steadita” que pode prejudicar as propriedades. Si. Ferros fundidos 72. o o três primeiros algarismos indicam a resistência a tração em MPa e os dois últimos algarismos o alongamento em %. .75%. consequentemente favorece a formação de grafita na solidificação. Em Fofos de alta teores→ teor abaixo de 0. reduzindo o coquilhamento e formação de carbonetos eutéticos nas transformações no estado sólido. São indicadas para aplicações que requeiram elevada resistência mecânica. 66. 63. O teor deve ser menor 0. baixa condutibilidade térmica e alta resistência à fadiga térmica. vários processos de obtenção de grafita vermicular podem ser utilizados mas que exigem controles extremamente rígidos de processo. 65. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Elementos químicos no ferro fundido exercem influência na microestrutura e nas propriedades dos ferros fundidos. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Manganês: neutralizador do enxofre. É o maior responsável pelas propriedades mecânicas e de fundição. 61. Em uso normal o teor de manganês varia na faixa 0. Além dos elementos normais como C. Colocase sempre em excesso ao estequiométrico necessário para evitar a formação do sulfeto de ferro. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Enxofre: forma sulfetos de ferro que tendem a segregar para os contornos das células eutéticas. Ferros fundidos 74. 68. varia de 0. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Devido a esses problemas é usual a utilização de elementos de liga para obtenção de ferros fundidos de alta resistência com carbono equivalente mais alto. pois fica em solução sólida na ferrita. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Carbono: é o elemento mais importante do ferro fundido. Nos nodulares neutraliza a ação do magnésio. Grandes excessos de manganês agem como promovedor de carbonetos na solidificação e de perlita na reação eutetóide. Ferros fundidos 73. É juntamente com o carbono os que mais afetam a fundibilidade. P e S. Atua como promovedor fraco de grafita na solidificação e de perlita na reação eutetóide.55 a 0.Ferro esferoidal com 500 MPa de resistência a tração e 7. em geral. Contaminação do coque nos fornos cubilot. o carbono está presente como grafita em forma de veios.É neutralizado pela adição de manganês.0 a 3. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Ferros fundidos Fofos de alta resistência sem adição de elementos de liga Obtido por meio de controle: Composição química Técnicas de processamento Inoculação Velocidade de resfriamento Temperatura de vazamento Superaquecimento etc 69.03%. Exemplo: FE 50007.0% de alongamento mínimo. 62.60.5% a 0. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Silício: atua como forte grafitizante tanto na solidificação como nas transformações no estado sólido.10%.0%. Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Cinzento Vermicular Nodular Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros fundidos Ferros Fundidos com grafita compacta – Ferro Vermicular Processos de fabricação Por ser um tipo de fofo ainda recente em escala industrial. 64.

É útil para eliminar as áreas de ferrita que tendem a aparecer junto à grafita de superesfriamento. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Cromo Nos Fofos baixa liga. reduz a 79.10%. do molibdênio e do vanádio. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Níquel: elemento grafitizante médio.20 . a dureza e o módulo de elasticidade. Pode ser usado isolado ou como combinação. tende a formar um eutético complexo com o fósforo o que reduz o efeito desse elemento de liga). A resistência à tração atinge um máximo quando a estrutura é 100% perlítica.3. diminuindo a tendência de formação de carbonetos na solidificação. caso de deseje evitar a formação de carbonetos. O seu efeito é mais efetivo em Fofos hipoeutéticos. O seu efeito grafitizante em relação ao silício é de 1 para 4. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Antimônio: em teores até 0. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Cobre: Como perlitizante é mais eficiente que o níquel.20%. Acima de 0. Ferros fundidos Ferros fundidos Steadita 77.6%. Diminui a tenacidade e a resistência ao impacto em teores acima de 0. Refina a perlita e favorece a obtenção de estrutura bainítica.5%. Ferros fundidos 76. 87. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Vanádio: tem um efeito similar ao molibdênio. Na reação eutetóide atua como estabilizador e refinador da perlita. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Molibdênio: aumenta a resistência à tração. quando usado isoladamente. favorece a obtenção de ferrita na matriz. 84. Resistência à corrosão dos Fofos em teores acima de 1. O molibdênio é extensamente usado para aumentar as propriedades a temperaturas elevadas. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Estanho: atua como forte estabilizador da perlita. É adicionado em teores entre 0. CuMo e Cu-Cr-Mo. considera-se seu efeito na estabilização de carbonetos 2. 86.0%. esse elemento tende a reduzir a tenacidade e a resistência ao impacto.15 . .30% em peças de→dureza seções finas e cantos vivos (utilizar elementos grafitizantes para contrabalançar seu efeito). Os teores usuais estão entre 0. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Estanho: Recomendam-se adições de até 0. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Cromo: pode estar presente como elemento residual (até 0. Aumenta significativamente a temperabilidade.5%.5 . quando se deseja melhor aproveitar o efeito da adição isolada de cobre na resistência mecânica.10% (em peças espessas 0. sem apresentar tendência para formação de carbonetos na solidificação e sem afetar significativamente a morfologia da grafita.0.15%). Cu-Cr.1. Para elevar a resistência à tração e a teores de 0. e cromo. o teor de cromo recomendado deve produzir uma estrutura completamente perlítica sem formação de carbonetos livres nos contornos das células eutéticas Adição de cromo→ou sob a forma de ledeburita.deseja alta fluidez →resistência maiores que 0.1. Na reação eutetóide atua como perlitizante e como consequência tende a aumentar a dureza e a resistência à tração. como consequência.0%. Favorável na usinabilidade. A faixa mais comum é entre 0. 82.25% para cada 1% de cobre adicionado.20% já tende a diminuir a usinabilidade. sendo usado principalmente para contrabalançar o efeito estabilizante do cromo. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Cobre: ação grafitizante semelhante ao níquel.05% de Sb. 83. por exemplo.05% teria efeito semelhante ao do estanho. Em teores baixos. O vanádio tem um efeito favorável nas propriedades a quente do ferro fundido cinzento.20%. Em peças muito espessas pode-se aceitar até 0. Usualmente. Baixos teores. 88. Diminui a resistência ao impacto . É caro e raramente usado isoladamente.50%. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Molibdênio: Possui menor tendência para formar carbonetos que o cromo. Forma carbonetos acima de 0. Teores máximos devem ser limitados em torno de 0.5 vezes maior que a do cromo.05 a 0. Ferros fundidos Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Titânio: pode ocorrer como residual ou ser adicionado. os teores adicionados estão entre 0. 80. Teores crescente eleva a dureza devido a passagem da estrutura de ferrítica-perlítica para perlítica. Em quantidades acima de 0. vanádio e tungstênio. na faixa 0. Tende a melhorar a resistência à corrosão em meios contendo enxofre. 85. diminuindo a tendência à formação de regiões coquilhadas.80% .10%.10 %). recomenda-se uma redução no teor de silício de 0. Teores acima do necessário para produzir estrutura perlítica tendem a reduzir a resistência à tração. Em peças grossa até 3%. Nos Fofos de baixa liga. Ferros fundidos 78.5 a 2%. 81. promove a grafitização. principalmente para eliminar restos de ferrita permitindo aumentar a resistência e a dureza.25 . Os melhores efeitos são obtidos quando o teor de fósforo é abaixo de 0. Atua como grafitizante em baixos teores e como estabilizador de carbonetos em teores mais elevados. (molibdênio.

dependendo da sua velocidade de resfriamento e do teor de silício. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Alumínio: Residuais de alumínio tem sido apontado como um dos principais responsáveis indiretos pelo aparecimento de “pin-holes” em ferros fundidos cinzentos. retas e ramificadas e em seguida a sequência de solidificação é praticamente idêntica a dos ferros fundidos hipoeutéticos.15 . que retarda a formação inicial de grafita. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Alumínio: Fofos ao alumínio são ligas de ferro-carbono-alumínio. Ferros fundidos Cristais de austenita Crescimento dos cristais de austenita 98. Ferros fundidos 97. formando uma matriz em que estão distribuídas lamelas de grafita. em primeiro lugar.3%). Ferros fundidos 96.tem forte ação grafitizante tanto durante a solidificação como no estado sólido. Ferros fundidos 92. são produzidos por hidrogênio e residuais de alumínio favoreceriam a absorção do hidrogênio. provocando a formação de grafita esferoidal. onde ocorre a decomposição do Fe 3 C em ferro e carbono na forma de grafita. O magnésio é vaporizado e o vapor atravessa o ferro líquido. São ligas de alta resistência mecânica. Em baixos teores. a rigor trata-se de um diagrama Fe-Fe 3 C. toda a austenita remanescente se transforma em perlita e se o resfriamento for lento pode a perlita se decompor parcialmente em ferrita e grafita.tendência ao coquilhamento e refina a grafita. ferrita e grafita que é a estrutura mais comum em ferros fundidos comerciais. O equilíbrio estável corresponde à liga ferro-grafita. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Titânio: O efeito grafitizante de baixos teores de titânio seria devido a um efeito indireto. O magnésio atua como inibidor de curta duração. diminuindo seu teor de enxofre. Ferros fundidos Formação da grafita nos ferros fundidos Quando é atingida a temperatura de equilíbrio do eutético estável. que em ferros fundidos de carbono equivalente elevado (acima de 4. onde o alumínio substitui praticamente o silício. ocorrendo uma separação simultânea de austenita e grafita. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Alumínio: quase sempre está presente como residual nos ferro-ligas. Esses gases favorecem a formação de eutético metaestável (carbonetos eutéticos) e a sua remoção resulta em efeito grafitizante. Ferros fundidos 90. O carbono precipitado da austenita aparece em parte como perlita e parte como grafita livre. pela reação do Ti com oxigênio e nitrogênio. porém.20% tende a produzir grafita tipo D. resulta. ou eventualmente em outras matérias-primas. Ferros fundidos Formação da grafita nos ferros fundidos O diagrama Fe-C é de natureza metaestável. Ferros fundidos 89.Ferros fundidos Formação da grafita nos ferros fundidos Ao se ultrapassar a ultima linha do eutetóide. Estes “pin-holes”. Ferros fundidos 100. O líquido residual toma-se mais rico em carbono e silício. Cada agregado esférico de austenita e grafita lamelar é chamado de célula eutética ou grão eutético. a única diferença é que a primeira fase a precipitar é a grafita hipereutética na forma de lamelas longas.15 a 0. menores que 0. Em teores elevados (acima de 4%) pode atuar também como estabilizador de carbonetos. Ferros fundidos 101.0) adições de 0. Esta decomposição depende. O eutético estável cresce a partir desses núcleos.0. cristais de austenita cuja quantidade aumenta com o decréscimo da temperatura.25% . Ferros fundidos Formação da grafita nos ferros fundidos Ao solidificar um ferro fundido cinzento hipoeutético. Ferros fundidos Formação da grafita nos ferros fundidos Abaixo da temperatura de solidificação. Ferros fundidos 94. →Ferros fundidos Formação da grafita nos ferros fundidos Fofos nodulares obtidos pela adição de magnésio ao ferro liquido. que em geral não é desejável. dentre outros fatores. o que a indica para fundição de peças em moldes metálicos. sendo que o crescimento se dá com uma frente de solidificação aproximadamente esférica. Teores na faixa de 0. Ferros fundidos 99. Ferros fundidos 91. que são rejeitados à medida que a proporção de austenita cresce. Quanto às propriedades mecânicas os Fofos ao alumínio podem ser considerados como um produto intermediário entre Fofo cinzento e Fofo nodular.20% de Ti produzem uma estrutura ferrítica-perlítica com grafita tipo D. Ferros fundidos Influência dos elementos químicos Titânio: Verifica-se. na grande maioria dos casos. O fofo cinzento solidifica inicialmente com formação de cementita e logo a seguir cessada a ação do . que estão sempre presentes nos ferros fundidos. Ferros fundidos 93. principalmente. tem se dendritas de austenita cujo teor de carbono decresce com a queda da temperatura. que tem propriedades mecânicas superiores que a mesma composição sem adição de titânio. elevada tenacidade e baixíssima tendência ao coquilhamento. seu carbono equivalente é praticamente igual ao eutético (4. ficando a estrutura constituída de perlita. da velocidade de resfriamento e da composição química Ferros fundidos 95. Ferros fundidos Formação da grafita nos ferros fundidos Nos ferros fundidos cinzentos hipereutéticos.

Ferros fundidos Obtenção do ferro fundido Matérias primas são utilizados na produção dos ferros fundidos para corrigir→Ferros ligas teores ou adicionar elementos do ferro fundido e para inocular a liga para aumentar a grafitização. Por essa razão. o está condicionado ao tipo de ferro fundido que se quer→Sucata de aço obter. o gusas vazadas em areia apresentam maior teor de impurezas que os→Impurezas vazados em maquinas de lingotar. a solidificação inicia-se após um certo superesfriamento abaixo da temperatura do eutético. Obtenção do ferro fundido Matérias primas ferro gusa.Ferros fundidos  o o e ferros ligas.0% e silício. À medida que a temperatura diminui. Ferros fundidos 103.5 a 4. Ferros fundidos 104. é que nas hipereutéticas os nódulos têm tamanhos bastante diferentes. Ferros fundidos 107.magnésio.  o o Ferros fundidos . sucata→Matérias primas básicas utilizadas na produção de fofos de aço o principal fonte de ferro utilizada na fabricação de ferros→Ferro gusa fundidos com teor de carbono variando de 3. com a formação de nódulos de grafita em contato direto com o líquido. . podendo se utilizar para sua fusão equipamentos e processos.Ferros fundidos Formação da grafita nos ferros fundidos Um ferro fundido nodular hipoeutético inicia sua solidificação com a formação de dendritas de austenita relativamente pobres em carbono. diferenciados em relação ao aço. Para ferros fundidos nodulares eutéticos.2 a 4. as temperaturas de fusão são bem mais baixas. o líquido residual toma-se mais rico em carbono e silício. Apresentam variações de composição química de lote para lote. sendo os nódulos maiores os que se formaram entre as temperaturas de liquidus hipereutéticos e a do eutético.  o o Ferros fundidos 108.Ferros fundidos Formação da grafita nos ferros fundidos Uma diferença fundamental que existe entre os nódulos de grafita observados em ligas hipereutéticas em relação aos obtidos em ligas eutéticas e hipoeutéticas. que são rejeitados da austenita.6% e teor de silício de 0. a cementita decompõem-se produzindo grafita que se desenvolve por igual em todas as direções.Ferros fundidos Formação da grafita nos ferros fundidos Após um determinado superesfriamento (citado acima).5 a 3.0%.Ferros fundidos Obtenção do ferro fundido Matérias primas gusas provenientes de alto forno a carvão vegetal são os que→Enxofre possuem menores teores deste elemento. Seu uso varia de l0 a 50% do peso da carga.Ferros fundidos  Obtenção do ferro fundido o Introdução o Os ferros fundidos são ligas de ferro carbono silício com teores de carbono na ordem de 2. enquanto que os menores são provenientes de reação eutética. Ferros fundidos 106. resultando assim numa forma sensivelmente esférica. Ferros fundidos 102. abaixo da temperatura do eutético estável. começam a se formar os nódulos de grafita no líquido residual rico em carbono e silício. É o principal responsável pelo diminuição dos teores de carbono do fofo. Os lotes devem ser identificados e separados e o calculo de carga refeito a cada novo lote diminuindo a necessidade de correções de composição química do metal fundido. Ferros fundidos 105.

sucata de aço. o coque . como combustível.Ferros fundidos Obtenção do ferro fundido Equipamentos de fusão  Forno cubilot o Equipamento de fusão empregado para a produção de ferros fundidos que utiliza como matéria prima o ferro gusa. o uso do forno cubilot + forno de indução.→Sistema duplex  o Ferros fundidos 111. o Operacionalmente o forno não permite flexibilidade de produção e tão pouco controle rigoroso de composição química e temperatura de vazamento. por meio de terminais e cabos flexíveis. Ferros fundidos 114.Ferros fundidos Obtenção do ferro fundido Equipamentos de fusão em fornos cubilot ou em fornos elétricos a→Obtenção dos ferros fundidos arco elétrico e a indução. por meio do qual serão fundidos os materiais e ou mantido líquido o banho metálico. ferro gusa de alto forno.109.Ferros fundidos  Obtenção do ferro fundido o Equipamentos de fusão  Fornos elétricos o Permite o controle da temperatura do banho. alimentadores. A corrente elétrica passa por transformadores e é levado aos eletrodos de grafite. o sucata metálica de fundição (canais.Ferros fundidos Obtenção do ferro fundido Equipamentos de fusão  Operação do forno cubilot o Funcionamento baseado no princípio da contra corrente.Ferros fundidos Obtenção do ferro fundido Equipamentos de fusão Forno a arco Ocorre a transformação da energia elétrica em energia térmica. bem como condições favoráveis para oxidação e adições de elementos de liga permitindo a obtenção de ferros fundidos com características excepcionais e alta qualidade.Ferros fundidos  Obtenção do ferro fundido .Ferros fundidos Carcaça metálica Porta de carregamento Anel de vento Ventaneiras Principio da contra corrente Tijolos refratários Produção de 1 à 50 t/h Ferros fundidos 113. adições de ferro silício e ferro manganês.  o o o Ferros fundidos 115. calcário (para separar impurezas) e.  o o Ferros fundidos 110. Os eletrodos penetram no forno através da abóbada e o arco é formado entre os eletrodos e a carga metálica.  o Ferros fundidos 112. sucata de aço. peças→Carga metálica quebradas) e sucata em geral.

a qual se transforma em calor e causa o aquecimento da carga. que com o formato de uma calha circular. Erosão do revestimento e arraste de pequenos fragmentos para o metal líquido.Ferros fundidos  Obtenção do ferro fundido o Equipamentos de fusão o Forno de Indução a cadinho . Ferros fundidos 116.  o o o Ferros fundidos 118.Ferros fundidos Obtenção do ferro fundido Equipamentos de fusão Forno de Indução a canal A fusão é obtida ao se fazer passar pela bobina uma corrente alternada de alta voltagem. Manutenção do canal difícil. uma bobina (primário) e um secundário formado pelo banho metálico. Menor investimento inicial . A secção pequena e o grande comprimento do banho na calha de fusão apresentam uma grande resistência a passagem da corrente elétrica.Ferros fundidos  o o o o o o Ferros fundidos Obtenção do ferro fundido Equipamentos de fusão Forno de Indução a canal Desvantagens: Manter uma poça de material fundido após a fusão.  o o o o o o o Ferros fundidos 120. 119.o o o Equipamentos de fusão Forno de Indução O processo de aquecimento difere dos outros processos de fusão do aço pelo fato de que o calor não é transmitido à carga pela irradiação. Boa rentabilidade em serviço contínuo. será feito circular no banho metálico uma corrente induzida de menor voltagem.Ferros fundidos Obtenção do ferro fundido Equipamentos de fusão Forno de Indução a canal Vantagens: Menor consumo de energia. e sim produzido no interior da mesma.Ferros fundidos Metal fundido Canal Núcleo de ferro Bobina Canal Refratário Ferros fundidos 121. circunda o núcleo e a bobina primária. porém de maior intensidade.  o o o o Ferros fundidos 117.Ferros fundidos Obtenção do ferro fundido Equipamentos de fusão Forno de Indução Forno de Indução a canal Consistem de um núcleo. Não é indicado para o trabalho com metal sólido sendo mais adequado para manutenção de banho líquido (sistema duplex).

100X Ferros fundidos 131. 123.o A carga metálica desempenha o papel de secundário do circuito.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Inoculação Adicionar compostos grafitizantes no metal líquido momentos antes do vazamento . Destruir ou diminuir os núcleos de Homogeneização do banho⇒solidificação instáveis 128.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Escória indicação das condições de operação e⇒Forno cubilot qualidade do ferro fundido. A câmara de aquecimento é um cadinho refratário ou é constituída de revestimento refratário socado no lugar.Ferros fundidos Ferros fundidos Plataforma Refratário Tampa Bica Cabo de força e refrigeração Pedestal e cilindro hidráulico de elevação Bobina Metal Líquido 124.Ferros fundidos Microestrutura de um ferro fundido cinzento sem inoculação.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Escória SiO 2 CaO Fios longos Fios> <Ácida Básica SiO 2 CaO Curtos 126.Ferros fundidos 132.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Superaquecimento É aquecer o metal líquido de 100 a 150°C acima da temperatura de vazamento de 5 à 15 minutos. Constituída de: Al 2 0 3 SiO 2 CaO Refratário Areia da fundição. Flexibilidade na troca de ligas uma após a outra fusão intermitente. Ferros fundidos 122.Ferros fundidos Ferros fundidos 127.Ferros fundidos  o o Obtenção do ferro fundido Equipamentos de fusão Forno de Indução a cadinho Ferros fundidos Vantagens: o o o Trabalha com qualquer tipo de sucata. Promover a formação da grafita na solidificação. 129. 100X Ferros fundidos 130. de natureza ácida. cinzas. colocados no interior da carcaça do forno.Ferros fundidos Microestrutura de um ferro fundido cinzento com inoculação. Curto período de fusão. refratário Calcário 125.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Inoculação o Sua eficiência depende: . O enrolamento primário é constituído por uma bobina de tubos de cobre resfriados à água.

Ferros fundidos Ferros fundidos Teor de impurezas  Variáveis de processo o Inoculação o Sua eficiência depende: Oxigênio em excesso Consumo de inoculante Os inoculantes são excelentes desoxidantes ?> 134. riscos de inclusões e porosidades no produto.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Inoculação o Sua eficiência depende: . 136.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Inoculação o Sua eficiência depende: Temperatura de inoculação Temperatura elevada Temperatura baixa Destruição dos centros efetivos para nucleação da grafita Dissolução incompleta dos inoculantes 135. 139.7 a 2.∴ Composição química do ferro base Carbono Quantidade de inoculante que nas ligas> Em ligas hipoeutéticas ⇒Grafitização hipereutéticas 133. 137.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Inoculação o Sua eficiência depende: Limpeza do banho Antes da inoculação Preparação do banho Remoção da escória O inoculante é desoxidante e seria consumido na desoxidação da escória não ocorrendo a grafitização.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Inoculação o Sua eficiência depende: Fading Tempo de atuação do inoculante Importância Controlar o tempo decorrido entre a inoculação e o início da solidificação. Formação de carbonetos 138.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Inoculação o Sua eficiência depende: Granulometria Partículas pequenas Facilmente oxidadas Partículas grandes Demorada dissolução Tamanho das partículas entre 0. Excesso provoca mais escória.8 mm.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Inoculação o Sua eficiência depende: Mais eficiente quanto maior a quantidade de inoculante? Quantidade de inoculante Existe um limite a partir do qual o aumento de inoculante não atuará eficientemente.

Ferros fundidos Ferros fundidos Técnicas de nodularização Sandwich A panela de vazamento possui um degrau no fundo onde é colocado o FeSiMg e recoberta com sucata de aço para retardar a reação. Temperatura muito baixa poderá causar cementita livre na estrutura. 146.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Nodularização Técnicas de nodularização Simples transferência FeSiMg adicionado ao fundo da panela e recoberta com sucata de aço para retardar a reação.Técnica de inoculação Depende Quantidade de inoculantes Número de inoculações Tipo de inoculante Granulometria 140.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Inoculação o Sua eficiência depende: Técnica de inoculação Inoculação durante a transferência do metal do forno para a panela de vazamento.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Nodularização o Fatores a serem considerados nas técnicas de nodularização: Composição química O teor de enxofre é crítico pois o magnésio é um excelente dessulfurante. 143. 147. no jorro de metal.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Nodularização Simples transferência Sandwich 145.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Nodularização o Fatores a serem considerados nas técnicas de nodularização: Temperatura do banho Temperatura muito alta acentua a perda por oxidação e volatilização.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Nodularização o Fatores a serem considerados nas técnicas de nodularização: Temperatura do banho Recomendam-se temperaturas de tratamento em torno de 1480 a 1520ºC. .  Variáveis de processo o Nodularização 144. 141.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Nodularização Elementos nodularizantes Magnésio . Quando o teor de enxofre é alto deve-se proceder a tratamentos de dessulfuração antes da nodularização.mais utilizado Cério Cálcio 142.

Ferros fundidos Ferros fundidos Variação do teor de Mg com o tempo para nodularização em panela com H/D = 1 (série A) e H/D = 2 (série B) 151.148.Ferros fundidos 152.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Nodularização o Fatores a serem considerados nas técnicas de nodularização: Panela de vazamento A área de superfície da panela deve ser a menor possível. pois abaixo disso tenderá a haver formação de carbonetos eutéticos. e a formação de microporosidades. 149.Ferros fundidos Ferros fundidos  Variáveis de processo o Nodularização o Fatores a serem considerados nas técnicas de nodularização: Temperatura de vazamento Acima de 1370 0 C. Minimizar as perdas por oxidação e volatilização. Temperaturas mais elevadas provocara uma maior tendência de reação metal molde. 150.Ferros fundidos Ferros fundidos .Ferros fundidos Ferros fundidos 153.

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