Funções vitais dos diversos grupos do reino animal

:

Respiratório
Todos os seres vivos necessitam de energia para realizar as mais diversas funções vitais. O processo comum a todos os animais é a respiração aeróbia, pelo qual, a nível celular, se realiza a transferência da energia dos alimentos para as moléculas de ATP. Por este motivo é fácil de entender a necessidade dos animais de um fluxo constante de oxigênio para as células, bem como da remoção eficiente de dióxido de carbono, um resíduo do metabolismo. As necessidades em oxigênio, bem como a produção de dióxido de carbono, aumentam proporcionalmente com a massa corporal e atividade do animal, ao passo que as trocas gasosas variam proporcionalmente com a área de contacto com o meio. Existem vários termos associados à respiração: Respiração externa – trocas gasosas entre o organismo e o meio externo; Respiração média – trocas gasosas entre o sangue e as células; Respiração interna – corresponde ao verdadeiro significado do termo. O movimento dos gases respiratórios, quer nas superfícies respiratórias quer a nível celular, ocorre sempre por difusão e em meio aquoso: Difusão direta – gases difundem-se diretamente através da superfície respiratória para as células, sem intervenção de fluido de transporte. Ocorre nos protozoários e nos insetos, por exemplo; Difusão indireta – gases passam através da superfície respiratória para um fluido de transporte que estabelece a comunicação entre as células e o meio externo, como no caso dos anelídeos ou dos vertebrados. Este processo designa-se hematose. Apesar da grande variedade de estruturas, todas as superfícies respiratórias apresentam características comuns: Umidade – todas são superfícies úmidas, o que facilita a difusão dos gases dissolvidos; Paredes finas – novamente para facilitar a difusão, estas superfícies são geralmente formadas por tecido epitelial pavimentoso com uma única camada de células de espessura; Ventilação – de modo a que novas moléculas de oxigênio sejam constantemente trazidas para contacto com a superfície respiratória, a água ou ar devem ser renovados freqüentemente; Vascularização – presente sempre que existe difusão indireta, deve ser feita por vasos de parede fina, como os capilares, para reduzir a espessura a atravessar pelos gases; Grande área de troca – a superfície respiratória deve ser extensa, de modo a que o contacto com o ar ou água seja máximo e a velocidade de difusão elevada. A sobrevivência dos animais nos diferentes habitats implicou a evolução de estruturas especializadas nas trocas com o meio. Estas estruturas variam sobretudo com o tamanho e estrutura do corpo, história evolutiva do grupo e meio em que vivem.

necessita de fazer passar pelas suas superfícies respiratórias uma quantidade de água muito superior à de ar. Nos anelídeos. pois parte dele é utilizado para formar carbonato de cálcio e usado para neutralizar a acidez dos alimentos durante a digestão. Esta situação ocorre também em anfíbios.Os animais que realizam trocas gasosas diretamente com o ar têm vantagem em relação aos que as realizam com a água pois esta apenas transporta 5% do oxigênio presente no mesmo volume de ar e o aumento de temperatura e salinidade ainda reduz mais essa quantidade. por difusão direta. Assim. um animal aquático. . logo as células podem realizar trocas diretamente com o meio ou com o intestino muito ramificado. no entanto. Acrescenta ainda o fato que os gases se difundem mais rapidamente no ar que na água. as trocas são realizadas através da pele umedecida pela secreção de glândulas mucosas e os gases passados para a rede de capilares subcutâneos. Nos platelmintos a forma achatada proporciona uma relação área/volume elevada. Nos anelídeos a hematose é cutânea. apenas parte do dióxido de carbono é libertado pela pele. para obter a mesma quantidade de oxigênio que um terrestre.

Animal Habitat Sistema circulatório Órgão Órgãos propulsor respiratórios Pele Ventilação - Trocas superfície respiratória/células Difusão direta Difusão direta Platelmintos Água doce Anelídeos Água doce Fechado com Arcos ou terrestre sangue aórticos Insetos Terrestre Aberto com endolinfa Vaso dorsal contráctil Traquéias com ostíolos Não contínua por regulação da abertura dos Difusão direta espiráculos e contração muscular Difusão indireta Contínua por (hematose) com sistema bombagem bucal contracorrente Peixes Água cartilagíneos salgada Brânquias em Coração Fechado com cavidades com com 2 sangue fendas cavidades individuais Peixes ósseos Aquático Fechado com Brânquias em Coração Difusão indireta sangue cavidade comum Contínua por com 2 (hematose) com sistema protegida por bombagem bucal cavidades contracorrente opérculo Não contínua por Difusão indireta bombagem bucal (hematose) Não contínua por variação de Difusão indireta volume da caixa (hematose) torácica Contínua por ação de sacos aéreos Difusão indireta (hematose) Anfíbios Pulmões em Coração Água doce Fechado com saco. pele e com 3 terrestre sangue cavidade cavidades bucofaríngica Terrestre Coração Fechado com Pulmões com com 3 sangue alvéolos cavidades Coração Fechado com Pulmões com 4 sangue compactos cavidades Coração Fechado com Pulmões muito com 4 sangue alveolados cavidades Répteis Aves Terrestre Mamíferos Terrestre Não contínua por variação de Difusão indireta volume da caixa (hematose) torácica e diafragma .

Detritos – animais como os anelídeos alimentam-se de detritos orgânicos do solo ou fundos aquáticos. Esôfago – tubo de passagem. que suga os alimentos. os alimentos deslocarem-se num único sentido. por vezes em pedaços grandes. Os herbívoros alimentam-se de produtos vegetais. Faringe – órgão musculoso.Digestivo Todos os animais são heterotróficos. A nutrição inclui as seguintes etapas: Ingestão – alimentos são captados e introduzidos no corpo. Papo – zona de armazenagem de alimentos. O conjunto de processos que ocorrem desde a ingestão dos alimentos até á sua utilização final nas células designa-se nutrição e é semelhante em todos os animais. por métodos variados. É igualmente vantajoso que os resíduos possam ser armazenados algum tempo antes de ser expulsos através do ânus. . que funciona simultaneamente como boca e ânus – sistema digestivo incompleto. Alimentos líquidos – freqüentemente animais parasitas alimentam-se exclusivamente de fluidos animais e/ou vegetais. tendo como única fonte de carbono moléculas orgânicas sintetizadas por outros seres. nomeadamente. que fazem parte dos alimentos mas geralmente em formas complexas. Como exemplo das principais etapas da evolução do sistema digestivo analisará os seguintes animais: Nos cnidários existe apenas uma cavidade gastrovascular. As partículas semidigeridas são depois fagocitadas e a hidrólise é completada em vacúolos digestivos – digestão intra e extracelular. Partículas sólidas – a maioria dos animais utiliza alimentos sólidos de origem animal e/ou vegetal. O tubo digestivo é formado por: Boca. cavidades ou órgãos especializados nesse processamento dos alimentos. fazendo-as aderir a superfícies cobertas de muco ou capturando-as com cílios ou apêndices plumosos. glicídicos. consoante o animal: Filtração – animais aquáticos retiram partículas e células da água. Os sistemas digestivos evoluíram no sentido do aproveitamento mais eficaz dos alimentos ingeridos. Com pequenas variações. os carnívoros de outros animais ou produtos de origem animal e os onívoros apresentam uma dieta mista. necessitando de estruturas para os esmagar. lipídios e prótidos). embora tal não seja exclusivo deste tipo de animal. Este tipo de sistema digestivo tem vantagens adaptativas. todos os animais necessitam dos mesmos nutrientes básicos (minerais. sofrendo alterações seqüenciais e aumentando o aproveitamento dos alimentos. A digestão inicia-se na cavidade com a ajuda de enzimas digestivas produzidas pelas células glandulares da gastroderme. vitaminas. podendo ser uma simples cavidade ou apresentar diferentes órgãos especializados. onde existem células. com uma única abertura. pelo que terão que ser digeridos antes de ser utilizados.

Este método digestivo é muito eficiente para . nos herbívoros o intestino é proporcionalmente maior. devido à reabsorção de água. Nos carnívoros o aparelho digestivo é simples pois as proteínas. Os mamíferos necessitam de uma dieta nutritiva e abundante pois os custos metabólicos da manutenção de temperatura são muito elevados. onde é segregado suco gástrico com enzimas. com dois órgãos anexos muito importantes – fígado e pâncreas. O conteúdo deste compartimento (bactérias e material vegetal) é regurgitado regularmente para a boca. Intestino – local onde decorre a absorção e onde são lançadas as secreções do fígado e pâncreas. pois os vegetais são menos nutritivos e de digestão difícil. Deste modo. não abrindo diretamente para o exterior. Assim. Papo – dilatação a nível do esôfago. Ânus. mas de acordo com o regime alimentar.a pasta alimentar contendo enorme quantidade de bactérias fermentativas é "concentrada". como a celulose. retículo . As plantas contêm glicídios complexos. abomaso . Esôfago. muito musculosa e que mói completamente os alimentos. Moela – segunda divisão do estômago. secreta ácidos e proteases que completam a digestão da forma tradicional. A absorção é facilitada pelo aumento de área que a presença da prega dorsal tiflosole fornece. outra secreção gástrica. Nos onívoros o estômago é um saco de paredes musculosas e com glândulas produtoras de ácido clorídrico e enzimas. o tubo digestivo pode apresentar adaptações específicas. Ânus – localizado na cloaca. onde os alimentos são armazenados e amolecidos. que permanecem muito tempo no tubo digestivo. permitindo uma maior área de ataque às celulases bacterianas.O tubo digestivo propriamente dito está dividido nos seguintes compartimentos: Boca. lipídios e sais minerais que se encontram na carne não necessitam de digestão especializada. omaso .Moela – como o animal não tem dentes. estes animais ingerem maiores quantidades de alimentos. Pro ventrículo – primeira divisão do estômago. este compartimento realiza a digestão mecânica. Intestino – local de realização da digestão química. nomeadamente no ceco ou no próprio estômago. num local seguro. Tal como em todos os vertebrados. quando o animal. mastiga demoradamente o alimento ingerido apressadamente. que se reproduzem a uma taxa suficientemente elevada para compensar as que são "perdidas" com a deslocação do bolo alimentar.compartimento correspondente ao estômago nos restantes mamíferos. Dado que nenhum vertebrado produz enzimas capazes de hidrolisar este polissacarídeo muitos herbívoros albergam bactérias em diversos compartimentos. com a ajuda de pequenas pedras. nas aves o tubo digestivo é completo.com a ajuda de pedras e areia que o animal ingere. que nesse caso é sub compartimentado: rúmen – onde se localizam as bactérias capazes de fermentar a celulose.igualmente rico em bactérias fermentativas. A parede do estômago não é destruída por estes fluidos devido à proteção da mucina. bem como da absorção. recebe o bolo alimentar depois de remastigado na boca.

que é ingerido diretamente do ânus. O tamanho do animal é decisivo no tipo de dieta. O alimento introduzido na boca progride no tubo pelos movimentos peristálticos involuntários. animais com mais de 500 g não conseguiriam recolher uma quantidade de insetos suficiente durante o dia. é no estômago e intestino delgado que ela se processa. facilitando a absorção. .uma dieta pobre em proteínas. muitos destes animais ingerem as suas fezes . Alguns herbívoros não ruminantes. os mamíferos com menos de 500 g são quase todos insetívoros. Estas são produzidas por glândulas gástricas e intestinais. No entanto. como os coelhos e lebres. que se realiza por difusão ou por transporte ativo. Embora a digestão se inicie na boca. também contêm a sua própria flora fermentativa. Pelo contrário. e. Além disso. os mamíferos de maior porte geram mais calor e perdem menos calor. tolerando um processo de recolha de alimento mais demorado (carnívoros que atacam presas de grande porte) ou uma digestão lenta (herbívoros). por exemplo) produzir até 400 litros de metano por dia. A absorção é facilitada pela presença no intestino delgado de pregas – válvulas coniventes – cobertas com vilosidades intestinais em forma de dedo de luva. Como não poderão tolerar uma digestão lenta como a dos herbívoros. Este fato torna o gado doméstico a segunda mais importante causa do efeito de estufa na Terra (logo após a indústria). Todo este conjunto aumenta grandemente a área de contacto entre os alimentos e a parede. enzimas). logo. sendo os seus nutrientes absorvidos. Existem geralmente dois tipos de fezes nestes casos. podendo um ruminante típico (uma vaca. devem apresentar grandes necessidades calóricas e metabolismo elevado. Para compensá-lo. um composto exclusivamente por detritos e outro. que irá então passar pelo estômago e intestino delgado. como o ceco abre no intestino grosso a absorção de nutrientes digeridos pelos microrganismos é pouco eficaz e incompleta. pois as próprias bactérias são igualmente digeridas tornando-se uma fonte de proteínas para o ruminante (uma vaca pode obter cerca de 100 g de proteínas por dia da digestão das suas bactérias endossimbióticas). cujas células epiteliais ainda apresentam micro vilosidades. no tipo de sistema digestivo que irá apresentar. pâncreas e fígado (a bílis não apresenta. A única exceção são os mamíferos que se alimentam de grandes quantidades de insetos coloniais (formigas ou térmitas). geralmente em divertículos especializados . O tubo digestivo humano pode ser considerado típico da classe dos mamíferos. significando que perdem grande quantidade de calor para o meio. no entanto. Assim. com intervenção de grande variedade de enzimas.coprófaga.ceco. O dióxido de carbono e o metano são produtos secundários do metabolismo fermentativo destas bactérias. composto por material cecal. Nos pequenos mamíferos a razão área/volume é elevada. além de órgãos anexos como as glândulas salivares.

estômago. esôfago. gástricos Insetos Terrestre Completo cecos Extracelular Peixes Água cartilagíneos salgada Completo Glândulas salivares. esôfago. papo. estômago. intestino delgado e intestino grosso Faringe. cecos Extracelular intestinais. esôfago. estômago. intestino e recto Faringe. intestino delgado e intestino grosso Faringe. fígado e Extracelular pâncreas Peixes ósseos Aquático Completo Fígado e pâncreas Extracelular Anfíbios Água doce Completo e terrestre Fígado e pâncreas Extracelular Répteis Terrestre Completo Glândulas salivares. esôfago. cecos Extracelular intestinais. intestino delgado e intestino grosso Órgãos anexos - Tipo de digestão Intra extracelular Extracelular e Platelmintos Água doce Anelídeos Aquático ou Completo terrestre Glândulas salivares.Animal Habitat Tubo digestivo Incompleto Compartimentos Cavidade gastrovascular Faringe. moela. fígado e pâncreas Ave s Terrestre Completo Mamíferos Aquático ou Completo terrestre . intestino delgado e intestino grosso Faringe. esôfago. intestino com tiflosole Faringe. moela. esôfago. esôfago. estômago. papo. intestino delgado e intestino grosso Faringe. fígado e pâncreas Glândulas salivares. fígado e Extracelular pâncreas Glândulas salivares. intestino delgado e intestino grosso Faringe. pro ventrículo. esôfago. estômago. papo. estômago.

Este fato é verdadeiro mesmo para os animais mais complexos. Devido a este tipo de dificuldades. com uma parte de paredes finas para recepção de sangue (aurículas) e outra de paredes grossas e musculosas para o bombear do sangue para o resto do corpo (ventrículos). veias e capilares. O sangue e o fluido intersticial banha diretamente as células e constitui o meio interno dos animais. por onde o fluido circula. um animal fisicamente ativo deve ter um sistema de transporte capaz de deslocar rapidamente grandes quantidades de substâncias. Tipicamente. O tempo que uma substância leva a difundir-se é diretamente proporcional ao quadrado da distância a percorrer. geralmente designado coração. bem como pigmentos respiratórios (nos invertebrados dissolvidos no plasma. Por exemplo. A circulação deste líquido permite o controlo da composição físico-química do meio interno. estes sistemas de transporte apresentam: Fluido circulante – geralmente designado sangue ou endolinfa.Circulatório Já foi referido que as células recebem materiais do meio e lançam para esse meio os produtos do seu metabolismo. como quando a digestão se realiza extracelularmente. demonstrando facilmente que este não é um processo eficaz. dos sistemas digestivo. por duas razões:   Músculos consomem grande quantidade de nutrientes e geram quantidade correspondente de resíduos. todas as células estão rodeadas por um líquido intersticial. Órgão propulsor – órgão mais ou menos musculoso. se glicose demora 1 s a percorrer por difusão 100 mm. estarem banhadas por um meio líquido. Contrariamente às plantas. elas próprias. bem como a remoção de substâncias tóxicas resultantes do metabolismo. O grau de complexidade dos animais condiciona o tipo de transporte interno que apresenta. surgiram ao longo da evolução animal sistemas de transporte que garantem a chegada de nutrientes e oxigênio às células. Tecidos e órgãos não possuem a capacidade de sintetizar os seus próprios nutrientes. através dos quais se estabelecem as trocas. o que se torna impossível com o aumento de tamanho e complexidade. um sistema de transporte torna-se indispensável. necessitando de contínuo fornecimento. Nos animais mais simples. bem como lagunas ou seios. Quando a distância de transporte á superior a 1 mm. podendo apresentar células especializadas ou não (invertebrados geralmente apresentam células amebóides tipo glóbulo branco mas em quantidades reduzidas). aquáticos e com poucas células. A passagem dessas substâncias apenas é possível por estarem em solução aquosa. Esta distância é comparável á que a glicose teria de percorrer desde o intestino humano até ao cérebro. excretor e respiratório. Conjunto de vasos ou espaços – artérias. as trocas podem realizar-se diretamente com o meio. levando a que a maioria das células esteja afastado do meio. apenas os celomados apresentam um sistema circulatório com órgãos . e por as células. com o qual estabelecem as trocas. demorará 100 s para percorrer 1 mm e três anos para percorrer 1 m. em vertebrados em corpúsculos especiais).

Nos anfíbios. Por este motivo. Após a digestão intracelular. não existe um sistema de transporte especializado. onde se mistura parcialmente com o sangue venoso e vai para o corpo. No caso dos artrópodes. Existe um fluido circulatório que banha todos os órgãos. Oxigênio e excreções difundem-se igualmente de e para a água. que se ramificam em redes de capilares ao nível de todos os órgãos e sob a pele.A situação dos platelmintos é semelhante à dos cnidários. No entanto.especializados. A contração dessincronizada das aurículas evita uma mistura completa do sangue arterial e venoso no ventrículo único. Regressa ao coração pela aurícula esquerda. duas aurículas e dois ventrículos (cujas paredes não são igualmente musculadas). Por este motivo. existe um verdadeiro sistema circulatório mas este é aberto: não existe diferença entre o sangue e o fluido intersticial. duas aurículas e um ventrículo parcialmente separado por um septo incompleto. As aves e os mamíferos têm coração com quatro cavidades.Com exceção dos crocodilianos. O sangue passa duas vezes pelo coração. muito mais eficiente pois todo o percurso do sangue é feito dentro do sistema de vasos. duas aurículas e um ventrículo. A circulação é realizada de modo semelhante à dos anfíbios. sendo os nutrientes difundidos para todo o corpo com a ajuda de contrações da cavidade gastrovascular. posto em movimento pelas contrações do corpo mas não existem canais circulatórios. Existem dois vasos longitudinais principais. representando os principais pontos de viragem na evolução deste sistema. estes animais apresentam circulação . Nos anelídeos existe um sistema circulatório fechado. sem possibilidade de mistura de sangue arterial e venoso. como existe a possibilidade de mistura de sangue arterial e venoso a circulação é incompleta. bem como o fato de o cone arterial se dividir em duas vias de circulação. Tanto a gastroderme como a epiderme estão diretamente em contacto com a água. a circulação é dupla e incompleta. Por esse motivo alguns biólogos designam este líquido circulante como endolinfa. ligados por vasos laterais de menor calibre com disposição circular em volta do tubo digestivo. respectivamente. impulsionando o sangue com as suas contrações. passa ao ventrículo e sai para os pulmões pelo cone arterial e artéria pulmonar (também designada pulmocutânea). os nutrientes difundem-se para todas as células. sendo a mistura de sangue minimizada pelo desfaçamento de contração das aurículas e dos lados do ventrículo. novamente pelo cone arterial. o coração tem três cavidades. vai novamente ao ventrículo. O vaso dorsal funciona como coração. Dada a simplicidade do corpo do cnidário. onde ocorrem as trocas com o fluido intersticial ou ar. sendo oxigenado pelos pulmões e pela pele. O sangue venoso chega ao coração pela aurícula direita. pois o primeiro abandona os vasos e acumula-se em lacunas no corpo. o coração dos répteis apresenta três cavidades. bem como o fato de ser aquático. que impulsionam o sangue para o vaso ventral. uma pequena circulação ou pulmonar e uma grande circulação ou sistêmica. ocorrendo difusão direta de nutrientes do tubo digestivo muito ramificado para as células e trocas de oxigênio e excreções com a água. permitindo uma velocidade e pressão elevadas após a oxigenação. Na sua parte anterior existem cinco a sete pares de corações laterais ou arcos aórticos (que não são mais que vasos laterais com um revestimento muscular). um dorsal (onde o sangue circula de trás para a frente) e outro ventral (onde o sangue circula da frente para trás).Neste caso existe uma dupla circulação. Tal como no caso do sistema digestivo proceder-se-á ao estudo dos sistemas de transporte de alguns animais. O sangue arterial da metade esquerda do coração passa para crossas aórticas ou arcos sistêmicos.

. sendo a metade direita do coração atravessada exclusivamente por sangue venoso e a esquerda por sangue arterial.Do ventrículo esquerdo o sangue passa para a aorta. O sangue regressa ao coração pelas veias cavas. que nas aves descreve a crossa para a direita e nos mamíferos para a esquerda. O fato das células destes animais receberem um sangue mais oxigenado e com maior pressão que as dos répteis ou anfíbios.completa. faz com que apresentem uma maior capacidade energética e permita a homeoterma. .

pele e Difusão indireta com 3 por bombagem sangue cavidade (hematose) cavidades bucal bucofaríngica Não contínua Coração Fechado com Pulmões com por variação de Difusão indireta com 3 sangue alvéolos volume da caixa (hematose) cavidades torácica Coração Pulmões com 4 compactos cavidades Contínua por Difusão indireta ação de sacos (hematose) aéreos Não contínua por variação de Difusão indireta volume da caixa (hematose) torácica e diafragma Aves Terrestre Fechado com sangue Mamíferos Terrestre Coração Pulmões Fechado com com 4 muito sangue cavidades alveolados .Animal Platelmintos Anelídeos Habitat Sistema circulatório Órgão propulsor Arcos aórticos Órgãos respiratórios Pele Ventilação - Trocas superfície respiratória/célul as Difusão direta Difusão direta Água doce Água Fechado doce ou com sangue terrestre Insetos Terrestre Vaso dorsal Aberto com contráctil Traqueias hemolinfa com ostíolos Não contínua por regulação da abertura dos Difusão direta espiráculos e contração muscular Peixes cartilagíneos Água salgada Fechado com sangue Brânquias em Difusão indireta Coração Contínua por cavidades (hematose) com com 2 bombagem com fendas sistema cavidades bucal individuais contracorrente Brânquias em Difusão indireta Coração cavidade Contínua por (hematose) com com 2 comum bombagem sistema cavidades protegida por bucal contracorrente opérculo Peixes ósseos Aquático Fechado com sangue Anfíbios Água doce terrestre Répteis Terrestre Pulmões em Coração Não contínua Fechado com saco.

Este será removido do sangue pelos rins e excretado juntamente com as fezes. mas os resíduos azotados devem ser retirados pelos sistemas excretores. condicionada ao tamanho das moléculas.No metabolismo celular são produzidas excreções. que devem se eliminadas. concluir que os produtos excretados incluem moléculas tóxicas e moléculas em excesso no organismo. Ácido úrico – em animais terrestres a perda de água é perigosa mas a amônia é demasiado tóxica para ser armazenada. Excreção – mecanismo pelo qual os organismos se libertam dos resíduos do metabolismo. mesmo os animais invertebrados os apresentam. Pode-se. A estes cabe igualmente a tarefa de gestão do conteúdo hídrico do corpo. Todos os sistemas excretores realizam três processos fundamentais: Filtração – filtração seletiva dos fluidos corporais através de membranas. enquanto os seres mais complexos utilizam o sangue e outros fluidos como intermediários. os valores de pressão osmótica dos fluidos corporais. que contribuem também para a manutenção da composição do meio interno. Dada a importância deste tipo de sistema. répteis. ou seja. como o CO2 são libertadas pelas superfícies respiratórias. esta excreção é típica de animais aquáticos. peixes cartilagíneos e anfíbios para reduzir a toxicidade e a solubilidade dos resíduos azotados. Uréia – também formada no fígado (com gasto de energia) a partir da amônia.As maiorias dos animais apresentam sistemas excretores eficientes. que ao reagir com a água origina o iaô amônia (NH4+). a maioria tóxica e designados excreções. Este iaô é muito solúvel na água. de substâncias anteriormente filtradas mas úteis ao organismo. portanto. embora sejam geralmente tubulares e simples. menos tóxico e insolúvel (pelo que não tem implicações osmóticas). Deste modo. onde a perda de água não constitui problema. dependendo do animal e do meio em que vive: Amônia – do metabolismo dos aminoácidos resulta amoníaco (NH3). pelo que moléculas úteis podem ser igualmente filtradas.Os produtos azotados podem ser eliminados sob diversas formas. . De entre os numerosos mecanismos envolvidos nessa manutenção da homeostasia destacam-se: Osmorregulação – mecanismos pelos quais são controladas as concentrações de sais e água. Assim. é o modo encontrado pelos mamíferos. Reabsorção – regresso ao meio interno. numa forma quase seca. A manutenção da composição dos fluidos internos dentro de limites adequados á vida das células designa-se homeostasia e é uma condição fundamental à vida. nas quantidades adequadas. ajustando a quantidade de sais e outras substâncias. Secreção – secreção ativa de substâncias dos fluidos corporais para zonas do sistema já consideradas meio externo. Também acaba por ser retirada dos fluidos pelos rins e excretada sob a forma de urina. pelo que a sua excreção implica perda significativa de água pelo organismo.Excretor As formas de vida mais simples realizam as suas trocas diretamente com o meio. aves e insetos transformam-na no fígado (com gasto de energia) em ácido úrico. Algumas.

cujo batimento permanente faz lembrar uma chama e cria um ligeiro vácuo na extremidade fechada do protonefídeo. O ácido úrico restante precipita devido à diferença de pH que ocorre ao longo do tubo (é cada vez mais básico. à medida que se aproxima do recto). os cnidários não apresentam sistema excretor. a água. que é esvaziada regularmente. numa pasta semi-seca. iões potássio e sódio. saindo pelo nefridióporo na parede do corpo do animal. nos anelídeos há uma associação íntima entre este sistema e o excretor. . cuja unidade funcional é o nefrônico. ligadas ao tubo digestivo na zona de transição entre o intestino médio e posterior. No entanto. novamente devido ao gradiente osmótico criado. Estas estruturas localizam-se na parte posterior do corpo. muito eficiente do ponto de vista de regulação hídrica em meio seco. dependendo do ambiente em que o animal vive (quanto mais seco mais longo e enrolado para reabsorver o máximo de água). Devido ao aumento de pressão osmótica dentro do tubo.Dada a sua reduzida espessura. As células da parede do tubo transportam ativamente ácido úrico. depois. são armazenadas temporariamente numa zona do tubo designada bexiga. Dada a simplicidade destes tubos são igualmente designados protonefrídeos e geralmente distribuem-se por todo o corpo. onde são reabsorvidos parte dos sais e. Os platelmintos possuem sistema excretor sob a forma de nefrídeos (tubos simples abertos para o exterior por poros excretores). empurrados pelos tubos para o exterior pelo batimento dos cílios. como as minhocas). A urina é diluída. a excreção é feita por túbulos de Malpighi. conduzido ao recto com a ajuda das paredes musculosas dos tubos. A designação de célulaflama deriva da presença de um ou mais cílios. As moléculas de pequenas dimensões dos fluidos corporais atravessam as membranas permeáveis da extremidade do tubo.Estes resíduos são. ocorrendo a filtração através da sua parede. Estes são órgãos compactos. o sistema excretor é semelhante e composto por rins. depois. Nos insectos e outros artrópodes terrestres com sistema circulatório aberto. A extremidade mais interna abre na cavidade celómica através de um funil ciliado – nefróstoma – e a extremidade externa abre na parede do corpo por um poro excretor ou nefridióporo.Estes órgãos especializados na excreção são formados por um tubo aberto nas duas extremidades e mais ou menos enrolado. sendo eliminado com as fezes. Como existe um sistema circulatório fechado. entre outros. da endolinfa para o seu interior. As excreções.A extremidade livre do tubo é fechada e está mergulhada no hemocélio. tubos excretores associados a capilares sanguíneos. neste caso formado por metanefrídeos. podendo existir apenas um par ou algumas centenas.Cada túbulo termina em fundo de saco alargado com uma célula-flama terminal especializada em recolher dos fluidos corporais os resíduos. bem como a variedade de meios em que vivem.Apesar da variedade de animais incluídos nos vertebrados. envolvidos por capilares que reabsorvem as substâncias úteis. principalmente amónia. sendo as maiores retidas. embora nalgumas espécies possam existir apenas um ou dois pares. a remoção de amônia é feita por difusão direta. O filtrado é. ainda parte dos resíduos são lançados para a cavidade gastrovascular. geralmente sob a forma de amônia. a água é também recolhida.Cada segmento contém um par de metanefrídeos que recolhem resíduos do segmento anterior. compensando a entrada de água por osmose pela pele fina (no caso dos anelídeos clitelados.

junto ás vértebras lombares. onde se localizam igualmente os capilares do glomérulo. Este rim mais evoluído é funcional em répteis. Essa evolução pode ser seguida ao longo do desenvolvimento embrionário: Pronefro – também designado o primeiro rim. perde a estrutura segmentar presente até aqui. Formado por muitos nefrónios. desde os peixes aos mamíferos. Neste caso o glomérulo perde a ligação ao celoma. tem uma posição anterior e segmentada. aves e mamíferos. tem uma posição torácica e segmentada. recordando que este representa a estrutura excretora dos vertebrados terrestre. peixes e anfíbios. Em alguns casos ainda persistem ramificações do tubo renal em contacto com o celoma por um nefróstoma.Os nefrônicos revelam um gradual aumento de complexidade ao longo da evolução do grupo. nos quais desaparece o nefróstoma. . Metanefro – o terceiro rim ou rim definitivo. Esta estrutura apenas é funcional nos ciclóstomos. ficando encapsulado numa porção do tubo renal – cápsula de Bowman. dando-se a filtração apenas do glomérulo para a cápsula de Bowman. Novamente apenas por uma questão de facilidade ir-se-á estudar o rim humano em mais detalhe. É formado por vários tubos abertos por um nefróstoma para a cavidade celômica. Este tipo de rim é funcional em ciclóstomos. Mesonefro – também designado segundo rim. tem uma localização posterior.

Animal Habitat Platelmintos Água doce Concentração Concentração das sanguínea Órgãos excreções em Osmorregulação em relação excretores relação ao ao meio sangue Protonefrídeos Não bebem Amoníaco Hipotônica com células água flama Produto de excreção Hipotônica Hipertônica Metanefrídeos Túbulos Malpighi Rins mesonefros de Não água bebem Anelídeos Insetos Água doce ou Amoníaco Hipertônica terrestre Ácido Terrestre úrico Ureia Isotônica Bebem água Não água. ajuda água bebem ureia a reter Peixes Água cartilagíneos salgada Água salgada Peixes ósseos Água doce Água doce terrestre Água e salgada Terrestre Água salgada Mamíferos Terrestre Isotônica Amoníaco Hipotônica Isotônica Rins Bebem água e mesonefros e excretam sal brânquias Rins mesonefros Não bebem água e absorvem sal Amoníaco Hipertônica Hipotônica Anfíbios Amoníaco Hipertônica ou uréia Uréia ácido úrico Ácido úrico Uréia e Hipotônica Hipotônica Rins Não bebem mesonefros e água e pele absorvem sal Rins metalíferos Rins metalíferos Rins metalíferos Rins metalíferos Bebem água e excretam sal Bebem água Não água bebem Hipertônica Répteis Aves Hipotônica Hipertônica Hipertônica Uréia - Hipertônica Bebem água .

Trabalho De Biologia .

Identificação Centro integrado Oscar marinho falcão Data: 21/10/2011 Professor: Rosana Serie: 2º TURMA: m1 DISCIPLINA: BIOLOGIA Alunos: Diórgeles dias lima Pedro Henrique ialisson .

De Biologia Identificação Centro integrado Oscar marinho falcão Data: 21/10/2011 Professor: Rosana .

Serie: 2º TURMA: m1 DISCIPLINA: BIOLOGIA Alunos: Diórgeles dias lima Pedro Henrique ialisson .

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