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as de Obras Publicas

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Empreitadas de Obras Públicas

PROCEDIMENTOS
D. L. 59/99, de 2 de Março

Direcção Geral do Desenvolvimento Regional Coordenação do Fundo de Coesão

Edição Capa Impressão Tiragem (1ª versão)

Direcção-Geral do Desenvolvimento Regional R. de São Julião , nº 63 1149-030 Lisboa Dimensão 6 Serviços de reprografia da DGDR - Duarte Gabriel 500 exemplares

NOTA PRÉVIA A contratação pública é uma matéria particularmente sensível e estrategicamente determinante no que se refere à articulação entre as funções de gestão e controlo de investimentos públicos. Tanto para as entidades mais directamente ligadas à execução desses investimentos como para as que assumem responsabilidades de gestão e controlo dos respectivos financiamentos os procedimentos de contratação constituem factor determinante na concretização de objectivos de eficiência e eficácia na afectação dos recursos disponíveis. O volume financeiro das transferências do orçamento da União Europeia, que nos últimos anos têm contribuído para a realização de um conjunto de investimentos decisivos para o desenvolvimento de Portugal, justificou a mobilização de um significativo conjunto de recursos técnicos e humanos em torno da programação e do acompanhamento da execução desses investimentos a nível nacional e promoveu uma troca de experiências e conhecimentos que, embora menos visíveis do que a obra feita, terão um impacte positivo indiscutível. A capacidade de transformar este imenso esforço nacional em resultados concretos a nível da melhoria da qualidade de vida de um número cada vez maior de portugueses - na medida em que conseguimos fazer mais com melhor qualidade e maior rigor, é um desafio que se coloca a todos os que participam neste processo. A gestão dos financiamentos e a transposição de directivas comunitárias constituíram, por vezes, a ocasião determinante para definir o quadro legal e institucional nesta área. Mas os princípios que justificam as decisões tomadas ultrapassam claramente esse contexto e devem merecer-nos uma atenção especial. De facto todo o enquadramento legal se baseia em princípios que constituem referência para a definição de procedimentos e avaliação dos resultados da sua aplicação. Havendo que contrariar a tentação de pensar que é possível prever e regulamentar “a priori” todas as ocorrências futuras, torna-se fundamental reforçar a identificação dos princípios que presidem à definição de procedimentos. Face a situações que não se encontrem previamente tipificadas, são os princípios que irão permitir escolher as alternativas mais coerentes e será também com referência aos princípios que se poderá testar a capacidade da regulamentação em vigor para atingir efectivamente os objectivos invocados para a sua aplicação. Neste sentido, um enquadramento legal que não seja capaz de manter um diálogo constante com os resultados práticos da sua aplicação dificilmente dará os frutos desejados, embora possa tornar bastante espinhosa a missão de quem o deve aplicar. A Direcção Geral de Desenvolvimento Regional tem responsabilidades particulares nesta matéria, pelo conjunto de informação que gere, pela rede diversificada de contactos onde se insere e pela sua posição num processo exigente mas rico de potencialidades.

O manual que agora se divulga é um simples instrumento de trabalho, mas a sua utilização pode constituir ocasião para um diálogo entre as diferentes entidades envolvidas na execução e no acompanhamento e controlo dos investimentos públicos. A proposta de elaboração do Manual surgiu na sequência de uma acção de formação sobre a aplicação do D.L. nº 59/99, de 2 de Março, da iniciativa da DGDR, em que o autor assumiu o papel de formador. A acção era dirigida a técnicos ligados à gestão nacional e sectorial do Fundo de Coesão mas foi frequentada também por outros técnicos da DGDR. Nessa ocasião, a experiência de quem acompanha a execução de contratos empreitada de obra pública suscitou uma interessante reflexão sobre as condicionantes, consequências previsíveis e alcance da evolução que tem sofrido o enquadramento legal no âmbito da contratação pública. Desde logo ficou evidente que era preciso alargar o diálogo sobre este assunto, tendo também algumas entidades executoras de projectos com apoio do Fundo de Coesão manifestado, em reuniões das Comissões de Acompanhamento, o seu interesse no acesso a este tipo de instrumentos de trabalho. Será também importante que este diálogo não se limite a uma “conversa interna” à administração e saiba abrir-se às empresas prestadoras de serviços e fornecimentos que têm sido actores determinantes na transformação das condições de vida das populações. O Dr. Fernando Silva, autor do presente trabalho, funcionário do quadro da Inspecção-Geral de Finanças, depois de ter assessorado o Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas, com particular incidência na preparação de legislação nesta área, exerce actualmente funções dirigentes na Inspecção-Geral de Obras Públicas Transportes e Comunicações. O seu conhecimento da matéria em causa e da Administração deram-lhe condições para elaborar o presente trabalho com a qualidade que nos apraz registar. Justifica-se efectivamente uma pal avra de reconhecimento ao Dr. Fernando Silva que correspondeu positivamente à nossa proposta. As opções de conteúdo e natureza do texto são da sua autoria e consideramos que preenchem os objectivos de clareza e pragmatismo que lhe foram solicitados. O documento permite uma consulta por assuntos, mas considera-se aconselhável a sua leitura na integra, tendo nomeadamente em conta que algumas alterações introduzidas com o D.L. nº 59/99, poderão passar despercebidas. Algumas destas alterações acentuam a necessidade de uma programação mais rigorosa, sendo cada vez mais reduzido o espaço para a adopção de soluções de recurso durante a execução dos contratos. É pois como muito gosto que pomos à disposição de todos os interessados este documento, esperando que além de ser utilizado como instrumento de trabalho possa constituir referência para manter em aberto o diálogo e a reflexão sobre a matéria em causa. DGDR Junho de 2001

Fernando Silva .MANUAL D E PROCEDIMENT OS SOBRE EMPREITADAS D E OBRAS PÚBLICAS DL nº 59/99 d e 2 de Março Dr.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 2 .

9. 6. 21. 10. 26. 16. 22. 19. 24. 14. 2. de 2 de Março Princípios jurídicos que orientam o procedimento de contratação pública Autorização da abertura do procedimento de contratação Autorização da despesa Tipos de Empreitadas Tipos de procedimentos de contratação de empreitadas Escolha dos procedimentos Publicidade dos concursos Prazos e forma de contagem Requisitos dos concorrentes O concurso público O concurso limitado O concurso por negociação O ajuste directo A prestação de garantia A celebração do contrato O visto do Tribunal de Contas A consignação dos trabalhos A execução dos trabalhos Os pagamentos ao empreiteiro A recepção provisória da obra O inquérito administrativo A conta da empreitada O prazo de garantia DGDR Fundo de Coesão 3 . 20. 4. 17. 25. 15. 18. 23. 7.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice* ÍNDICE 1. 11. 12. 8. Noção de Obra Pública Modo de realização de obras públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. 5. 13. 3.

31. 32. 30. 37. 36. 28. 34. Para um maior detalhe dos assuntos tratados sugere-se a consulta do Índice do manual na página 219 e seguintes. 29. 35. 38. A recepção definitiva A restituição e a extinção da caução As subempreitadas A concessão de obras públicas Rescisão e resolução convencional do contrato de empreitada Contencioso dos contratos Legislação conexa Índice do Decreto-Lei nº 59/99. de 2 de Março Índice do Manual de Procedimentos Índice Temático Alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 59/99 Siglas * Este índice permite mais facilmente identificar o assunto tratado através da visualização da caixa apresentada no início de cada página.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice* 27. DGDR Fundo de Coesão 4 . 33.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas NOÇÃO DE OBRA PÚBLICA 1 DGDR Fundo de Coesão 5 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 6 .

executada por conta de um dono de obra pública2 Artigo 1º. (*) Futuramente.Sobre quem são os donos de obras públicas. conservação. na falta de referência expressa a diploma legal.O artigo 204º. ampliação. nº 1 do Decreto-Lei nº 59/99. DGDR Fundo de Coesão 7 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Noção de Obra Pública 1 Obra Pública Qualquer obra de construção. as árvores. os direitos inerentes aos imóveis mencionados e as partes integrantes dos prédios rústicos e urbanos. entende-se a mesma como feita para o Decreto-Lei nº 59/99. os arbustos e os frutos naturais. limpeza. 2. adaptação. reparação. uma função económica ou técnica Notas: 1. nº 1 do Código Civil elenca como coisas imóveis os prédios rústicos e urbanos. vide página 19. destinada a preencher. por si mesmo. de 2 de Março (*) A Directiva nº 93/37/CEE apresenta-nos uma noção de obra mais simples: Obra é o resultado de trabalhos de construção ou de engenharia civil destinado a preencher. de 2 de Março. alteração. reconstrução. beneficiação e demolição de bens imóveis 1. restauro. por si mesma. uma função económica ou técnica. as águas.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 8 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas MODO DE REALIZAÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS 2 DGDR Fundo de Coesão 9 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 10 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Modo de realização de Obras Públicas 2 As obras públicas podem ser realizadas por: O dono da obra adjudica a outrem a execução (que poderá ainda incluir a concepção) dos trabalhos de construção ou de engenharia civil.Está em desuso o recurso à administração directa: subsiste ainda. DGDR Fundo de Coesão 11 . água. mediante o pagamento de um preço O dono da obra (concedente) entrega a outrem (concessionário) a concepção e execução dos trabalhos. 3. essencialmente. nº 2 Notas: 1. bem como a exploração do seu resultado (empreendimento) durante um período de tempo determinado O dono da obra executa a obra com os seus próprios meios (humanos e materiais) ou com o recurso ao seu aluguer Empreitada1 Concessão2 Administração Directa3 Artigo 1º.A empreitada é o modo mais usual de executar obras públicas. 2. ao nível da administração local. etc.Hoje em dia cada vez se recorre mais à concessão para levar a cabo grandes obras públicas (em sistema de «Project finance»): construção de pontes e auto-estradas. na execução de pequenos trabalhos de pavimentação ou de instalação ou renovação de redes de esgotos.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 12 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO DECRETO-LEI Nº 59/99. DE 2 DE MARÇO 3 DGDR Fundo de Coesão 13 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 14 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. de 27 de Julho A quem se aplica? Âmbito Subjectivo Artigo 3º DGDR Fundo de Coesão 15 . de 2 de Março (Regime jurídico das Empreitadas de Obras Públicas) (*) Alterado pela Lei nº 163/99. de 2 de Março 3 A que se aplica? Âmbito Objectivo Artigo 2º Decreto-Lei nº 59/99. de 14 de Setembro e pelo Decreto-Lei nº 159/2000.

de 2 de Março 3 Âmbito Objectivo – aplica-se a: Engloba os trabalhos previstos no nº 1 do artigo 1º do Decreto-Lei nº 59/99. de 2 de Março (artigo 26º. Empreitadas de obras públicas alteração. as quais ficarão na posse do concessionário durante certo número de anos. destinadas ao uso público directo ou ao estabelecimento de um serviço público. reconstrução. Marcello Caetano a concessão de obra pública verifica-se quando uma pessoa colectiva de direito público transfere Concessões de obras públicas para outra pessoa o poder de construir. beneficiação e demolição de bens imóveis). restauro. determinadas coisas artificiais. v. conservação. ampliação.. bem como Os trabalhos que se enquadrem nas subcategorias previstas no Decreto-Lei nº 61/99. adaptação. Segundo o Prof. cobrando este aos utentes as taxas que forem fixadas. de 2 de Março (construção. uma ponte ou uma via férrea. na Portaria nº 412I/99. nº 2) e que se encontram discriminadas. Artigo 2º. limpeza. por conta e risco próprios.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. nºs 1 e 2 DGDR Fundo de Coesão 16 .g. alterada pela Portaria nº 660/99. reparação. de 17 de Agosto. de forma exaustiva. de 4 de Junho.

dessa gestão. geralmente uma entidade privada. nos limites da lei. de 8 de Junho. encarrega. uma outra pessoa.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. Artigo 2º. nº 6 DGDR Fundo de Coesão 17 . transferindo-lhe temporariamente o exercício dos direitos e poderes necessários e impondo-lhe os correspondentes deveres. como quaisquer outros. pelo regime geral de fornecimentos aprovado pelo Decreto-Lei nº 197/99. Concessões de serviços públicos Segundo o Prof. Marcello Caetano é o contrato pelo qual uma pessoa colectiva pública a quem competia criar e explorar em exclusivo um certo serviço público de carácter empresarial. de 2 de Março 3 Não se aplica a: Fornecimentos (ainda que de obras públicas) Segundo o nº 3 do artigo 1º os fornecimentos de obras públicas regem-se. por não querer assumir o encargo da respectiva gestão.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. 2.A contratos de empreitada celebrados ao abrigo de regras específicas de uma organização internacional. de 2 de Março 3 O Decreto-Lei nº 59/99 também não se aplica: 1. 3.A contratos de empreitada que se regem por regras processuais diferentes celebrados entre o Estado Português e empresas de outro Estado.A contratos de empreitada que se regem por regras processuais diferentes celebrados entre o Estado Português e um ou vários países terceiros à União Europeia. Artigo 4º. ao abrigo de um Acordo Internacional relativo ao estacionamento de tropas. nº 1 DGDR Fundo de Coesão 18 .

as freguesias e as regiões administrativas. Ex: Ordem dos Advogados. sujeitas à tutela administrativa. nos termos da Lei nº 27/96.236º da CRP. Entidades equiparadas (isto é. de 2 de Março 3 Âmbito Subjectivo Aplica-se a DONOS de OBRAS PÚBLICAS (na acepção do artigo 7º o dono de obra pública é a pessoa colectiva que manda executá-la) Estado.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. nos termos do art. Ordem dos Engenheiros. Instituto de Comunicações de Portugal Integram. de 1 de Agosto) são as áreas metropolitanas. as assembleias distritais e as associações de municípios de direito público Estado Institutos Públicos Associações Públicas Autarquias locais e outras entidades sujeitas à tutela administrativa DGDR Fundo de Coesão 19 . ou seja. a Administração Estadual Indirecta. a Administração Estadual Directa (Ministérios e serviços directamente dependentes) Ex: Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Cooperativas de Interesse Público (Régies Cooperativas) Autarquias locais são. juntamente com os institutos públicos. em sentido restrito. os municípios.

Associações destas últimas entidades Artigo 3º DGDR Fundo de Coesão 20 . Concessionárias de serviços públicos Ex: EPAL – Empresa Portuguesa de Águas de Lisboa Apenas estão abrangidas quanto às empreitadas de montante igual ou superior aos limiares comunitários. relativamente às empreitadas de valor inferior aos limiares comunitários (nº 3 do artigo 4º) Encontram-se igualmente abrangidas as empresas (públicas) municipais. e de interesse público. mediante decreto-lei. por membros designados por alguma dessa entidades. • Os órgãos de administração.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. sem carácter industrial ou comercial e relativamente às quais se verifique uma das seguintes condições: • A sua actividade seja financiada em mais de 50% por uma das entidades anteriormente assinaladas. Entidades dotadas de personalidade jurídica. de 18 de Agosto. Ex: Misericórdias e Associações de Bombeiros Voluntários. direcção ou fiscalização sejam compostos. • A sua gestão esteja sujeita a um controlo por parte dessas entidades. São as pessoas colectivas de direito privado. cuja criação foi regulamentada pela Lei nº 58/98. de 2 de Março 3 Órgão Competentes das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira Associações integradas por autarquias locais ou outras pessoas colectivas de direito público Empresas públicas e sociedades anónimas de capitais maioritária ou exclusivamente públicos Porém. em mais de 50%. estas podem ser isentadas da aplicação deste regime jurídico. criadas para satisfazer necessidades de interesse geral.

uma obra privada está sujeita ao Decreto-Lei nº 59/99 desde que seja maioritariamente paga com dinheiros públicos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. Artigo 2º. DGDR Fundo de Coesão 21 . Artigo 5º Notas: (1) Pretende-se. evitar que se recorra à transferência de capitais públicos para entidades privadas tendo em vista a realização de obras sem sujeição ao regime jurídico das empreitadas de obras públicas. (2) Contrato misto é aquele que engloba simultaneamente uma parte de empreitada e uma parte de aquisição ou locação de bens e serviços. nº 5 Aos Contratos Mistos em que a componente de maior expressão financeira corresponde aos trabalhos da empreitada (2). existe um outro que poderemos chamar de âmbito excepcional: Âmbito Excepcional . com este normativo. de 2 de Março 3 Para além dos âmbitos de aplicação objectivo e subjectivo. Assim.aplica-se ainda: A Empreitadas (ainda que levadas a cabo por entidades privadas) que sejam financiadas directamente em mais de 50% por entidades que sejam donos de obra pública (1).

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 22 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas PRINCÍPIOS JURÍDICOS QUE ORIENTAM O PROCEDIMENTO DE CONTRATAÇÃO PÚBLICA 4 DGDR Fundo de Coesão 23 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 24 .

Daí que não podem. O procedimento adjudicatório não é um fim em si mesmo mas o meio que irá permitir a satisfação de necessidades colectivas. nº 1 Princípio da publicidade Artigo 8º. definir um procedimento de adjudicação diferente dos previstos na lei. de 8 de Junho Os donos de obra apenas podem adoptar procedimentos legalmente tipificados.. Os critérios de adjudicação e as condições essenciais do contrato devem estar previamente definidos no momento de abertura do concurso e ser divulgados a partir desse momento. Com isto pretende-se evitar «arranjos futuros» de acordo com uma determinada proposta. São os seguintes: Princípio da legalidade DL 197/99. Funcionam como «bóias de orientação». nº 1 Princípio da prossecução do interesse público Artigo 7º. nº 2 Princípio da transparência Artigo 8º. Artigo 7º. A utilidade destes princípios é essencialmente reconhecida na ausência de normas jurídicas aplicáveis a um caso concreto. nº 2 DGDR Fundo de Coesão 25 . de 8 de Junho que aprovou o regime jurídico das aquisições de bens e serviços.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Princípios jurídicos que orientam o procedimento de contratação pública 4 Os princípios gerais da contratação pública encontram-se previstos no Decreto-Lei nº 197/99. Daí que se admita a dispensa de certos actos procedimentais sempre que o interesse público assim o exija.g. Deve ser dada adequada publicidade a todos os momentos externamente relevantes do procedimento concursal. v.

Nos procedimentos adjudicatórios em momento algum se podem valorar interesses particulares (de natureza pessoal. que se revele mais adequado aos fins a atingir. não podendo adoptar medidas que possam constituir actos de discriminação. Artigo 9º Princípio da concorrência Artigo 10º Princípio da imparcialidade Artigo 11º Princípio da proporcionalidade Artigo 12º Princípio da boa fé Princípio da estabilidade Artigo 13º Artigo 14º Princípio da responsabilidade Artigo 15º DGDR Fundo de Coesão 26 . O procedimento concursal deve manter-se estável durante a sua realização. financeira e disciplinarmente pela prática de actos que violem as disposições legais do Decreto-Lei nº 59/99. os serviços públicos de natureza fiscalizadora deve comunicar às entidades competentes as infracções detectadas. autenticidade e veracidade na comunicação. funcionários e agentes podem ser responsabilizados civil. Deve escolher-se o procedimento. em cada um deles. devendo. religiosa ou outra) que possam viciar a escolha. Deve garantir-se o mais amplo acesso aos procedimentos dos interessados em contratar. política. devendo ser dispensados os actos ou diligências que se revelem inúteis ou meramente dilatórios. ser consultado o maior número de potenciais interessados. Por outro lado. As entidades contratantes devem agir segundo as exigências da entidade. dentro dos limites da lei.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Princípios jurídicos que orientam o procedimento de contratação pública 4 Princípio da igualdade A entidade adjudicante deve manter uma conduta estritamente igual para todos os concorrentes. As entidades.

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AUTORIZAÇÃO DA ABERTURA DO PROCEDIMENTO DE CONTRATAÇÃO 5

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Autorização da abertura do concurso

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A autorização para a abertura do concurso e a escolha do tipo de procedimento de contratação cabe à entidade competente para autorizar a despesa

Artigo 79º, nº 1, aplicável por força do artigo 4º, nº 1, alínea a), ambos do Decreto-Lei nº 197/99, de 8 de Junho

Nota: Para saber qual é a entidade competente para autorizar a despesa, vide os quadros das páginas 33 a 40.

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Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas AUTORIZAÇÃO DA DESPESA 6 DGDR Fundo de Coesão 31 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 32 .

º 55/95.º 197/99: É permitida a divisão de uma empreitada em partes desde que cada uma delas respeite a um tipo de trabalho tecnicamente diferenciado dos restantes ou deva ser executada com intervalo de um ano ou mais relativamente às outras Assim.º 59/99. n. nº 2 do Decreto-Lei nº 197/99. o Decreto-Lei nº 59/99 permite. nº 1 do Decreto-Lei nº 197/99. a Divisão da Empreitada em Lotes: DGDR Fundo de Coesão 33 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Atenção: A despesa a considerar é a do custo total da empreitada. de 29 de Março (remissão que agora deve ser entendida como feita para o artigo 205º. de acordo com o n.º 3 do artigo 8º do Decreto-Lei n. de 8 de Junho Porém. Artigo 16º. Artigo 16º. que remete para o artigo 10º do Decreto-Lei n.º 2 do Decreto-Lei n. no seu artigo 53º. de 8 de Junho É proibido o fraccionamento da despesa com a intenção de a subtrair à aplicação das normas do Decreto-Lei nº 197/99.

em princípio. DGDR Fundo de Coesão 34 .Cada contrato de empreitada tem. Porém. se o valor cumulativo de todos os lotes igualar ou exceder os limiares comunitários é obrigatório o envio para o Serviço de Publicações Oficiais das Comunidades Europeias (SPOCE) dos anúncios relativos ao lançamento de todas as empreitadas relativas aos diferentes lotes de uma mesma obra. da seguinte forma: • Lote A: 500 000 contos. Lote C: 400 000 contos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Como funciona esta regra? 1. desde que o montante cumulativo desses lotes não exceda 20% do valor cumulativo de todos os lotes. o valor de cada lote deve ser tido em conta para o cálculo do valor total da obra (ou seja. 3. • • • • Lote B: 400 000 contos. segundo o ponto 3 é dispensado o envio dos anúncios relativos aos lotes D e E uma vez que cada um deles (100 000 contos) é inferior a um quinto do limiar comunitário (214 843 contos) e porque a soma dos dois (200 000 contos) não excede 20% do valor cumulativo de todos os lotes (300 000 contos). de custo total orçado em 1 500 000 contos.Uma obra pode ser dividida em vários lotes. Lote E: 100 000 contos. autonomia relativamente aos restantes. Porém. Porém. foi dividida em 5 lotes. Lote D: 100 000 contos.Pode ser dispensado o envio dos anúncios referentes aos lotes cujo valor seja inferior a um quinto dos limiares comunitários. Exemplo de aplicação: Uma obra. Segundo o ponto 2 seria obrigatório o envio ao SPOCE dos anúncios relativos a todos os lotes (porque a soma ultrapassa o limiar comunitário de 5 000 000 DSE (5 358 153 Euros ou seja 1 074 213 contos). correspondendo a cada lote um contrato de empreitada. o valor total da obra é igual à soma dos diversos contratos de empreitada). 2.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Regra Básica: São competentes (de modo próprio) para autorizar as despesas com empreitadas: Na Administração Central e Regional Conselho de Ministros Primeiro-Ministro Sem limite < 1 500 000 contos (7 481 968 Euros) Ministros < 750 000 contos (3 740 984 Euros) Órgãos máximos de organismos com autonomia administrativa e financeira Directores-Gerais ou equiparados e órgãos máximos de serviços com autonomia administrativa <40 000 contos (199 519 Euros) < 20 000 contos (99 760 Euros) Artigo 17º. nº 1 do Decreto-Lei nº 197/99. de 8 de Junho DGDR Fundo de Coesão 35 .

de 8 de Junho DGDR Fundo de Coesão 36 . nº 1 do Decreto-Lei nº 197/99.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Na Administração Local Câmaras Municipais Juntas de Freguesia Conselhos de Administração das Associações de Municípios ou de Freguesias Órgãos executivos de entidades equiparadas a autarquias locais Presidentes de Câmara Sem limite Sem limite Sem limite Sem limite <30 000 contos (149 639 Euros) Conselhos de Administração dos Serviços Municipalizados <30 000 contos (149 639 Euros) Artigo 18º.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 2ª Regra: As despesas com empreitadas devidamente discriminadas e incluídas em planos de actividade aprovados pelo respectivo Ministro podem ser autorizadas: Na Administração Central e Regional Órgãos máximos de organismos com autonomia administrativa e financeira Directores-Gerais ou equiparados e órgãos máximos de serviços com autonomia administrativa < 60 000 contos (299 279 Euros) < 30 000 contos (149 639 Euros) Artigo 17º. nº 2 do Decreto-Lei nº 197/99. de 8 de Junho 3ª Regra: As despesas com empreitadas devidamente discriminadas e incluídas em planos ou programas plurianuais legalmente aprovados podem ser autorizadas: Na Administração Central e Regional Primeiro-Ministro e Ministros Órgãos máximos de organismos com autonomia administrativa e financeira Directores-Gerais ou equiparados e órgãos máximos de serviços com autonomia administrativa Sem limite < 200 000 contos (997 596 Euros) < 100 000 contos (498 798 Euros) Artigo 17º. nº 3 do Decreto-Lei nº 197/99. de 8 de Junho DGDR Fundo de Coesão 37 .

respectivamente. caso a caso. A competência dos Ministros para autorizar despesas superiores a 500 000 contos (2 493 989 Euros) só pode ser delegada ou subdelegada em membros do Governo. de 8 de Junho DGDR Fundo de Coesão 38 . As delegações e subdelegações de competência efectuadas nos Secretários e Subsecretários de Estado englobam. salvo indicação expressa em contrário.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 4ª Regra: Autorização de despesas com empreitadas ao abrigo da delegação de competências: Na Administração Central 1. no Ministro das Finanças as competências previstas no número anterior. 4. 3. Artigo 28º do Decreto-Lei nº 197/99. de despesas relativas à execução de programas plurianuais. a competência para autorizar despesas com empreitadas até 750 000 contos (3 740 984 Euros) ou 375 000 contos (1 870 492 Euros). 2. consoante se trate ou não. As competências do Conselho de Ministros consideram-se delegadas no Primeiro-Ministro. O Primeiro-Ministro pode subdelegar.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Na Administração Local As Câmaras Municipais podem delegar nos Conselhos de Administração dos Serviços Municipalizados. equiparado a Chefe de Divisão. consoante a deliberação da Assembleia Municipal. equiparado a Director-Geral. b) Director de Departamento Municipal. equiparado a Director de Serviços. de 8 de Junho (*) A delegação e subdelegação de competências nos dirigentes municipais encontra-se prevista no artigo 70º da Lei nº 169/99. sem limite As Câmaras Municipais podem delegar nos seus Presidentes até 150 000 contos (748 197 Euros) Os Conselhos de Administração dos Serviços Municipalizados podem delegar nos seus Presidentes até 50 000 contos (249 399 Euros) As Juntas de Freguesia podem delegar nos seus Presidentes até 20 000 contos (99 760 Euros) Os Presidentes de Câmara ou os Vereadores podem delegar nos dirigentes municipais(*) até 10 000 contos (49 880 Euros) Artigo 29º do Decreto-Lei nº 197/99. de 18 de Setembro (Lei de atribuições e competências das autarquias locais). os seguintes: a) Director Municipal. equiparado a Director de Departamento ou Chefe de Divisão Municipal. Dirigentes municipais são. DGDR Fundo de Coesão 39 . c) Chefe de Divisão Municipal. d) Directo do Projecto Municipal. nos termos do artigo 2º do Decreto-Lei nº 514/99. de 24 de Novembro.

nº 2 do Decreto-Lei nº 197/99 Exemplo prático: O Presidente da Câmara tem competência própria para autorizar despesas com empreitadas até 30 000 contos. bem como para autorizar despesas com alterações. mantém-se para as despesas provenientes de: • Alterações. a autorização do acréscimo (1 000 contos) cabe à Câmara Municipal. a autorização do acréscimo de despesa compete à entidade que detém competência para autorizar a totalidade da despesa Artigo 21º. • Revisões de preços e • Contratos adicionais. ou seja. nº 1 do Decreto-Lei nº 197/99 Para além deste montante. enquanto entidade competente para autorizar a totalidade da despesa. 3 000 contos (10% de 30 000 contos). 4 000 contos). fixada ao abrigo dos artigos 17º e 18º(*) do Decreto-Lei nº 197/99. do ponto de vista jurídico. numa interpretação correctiva. • Variantes.. _____________ (*) Muito embora o artigo 21º apenas faça referência ao artigo 17º (daí parecendo querer significar que apenas se aplica à administração central). se deve entender como igualmente aplicável à administração local (artigo 18º) uma vez que aquela disposição legal tal como está resulta incoerente. considera-se que.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Autorização da despesa 6 Alteração do montante da despesa autorizada: A competência para autorização da despesa inicial da empreitada.g. Se aqueles acréscimos ultrapassarem 10% (v. Desde que o respectivo custo total não exceda 10% do limite da competência inicial Artigo 21º. revisões de preços e trabalhos adicionais cujo custo total (destes acréscimos) não ultrapasse 10% do limite da sua competência inicial. DGDR Fundo de Coesão 40 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas TIPOS DE EMPREITADAS 7 DGDR Fundo de Coesão 41 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 42 .

às quantidades efectivamente executadas Empreitada por percentagem (Artigos 39º a 44º) A remuneração do empreiteiro resulta da execução dos trabalhos pelo seu preço de custo (directo). quer em termos de quantidades Empreitada por série de preços (Artigos 18º a 21º) A remuneração do empreiteiro é a que resulta da aplicação dos preços unitários previstos no contrato. quer em termos de espécie de trabalhos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tipos de empreitadas 7 Tendo por base o modo de retribuição do empreiteiro as empreitadas podem ser de três tipos: Artigo 8º. para cada espécie de trabalho. nº 1 Empreitada por preço global (Artigos 9º a 17º) A remuneração do empreiteiro é previamente fixada tendo por base a realização de todos os trabalhos necessários à execução da obra. acrescido de uma percentagem destinada a cobrir os encargos de administração (custos indirectos) e de remuneração da empresa (lucros) DGDR Fundo de Coesão 43 .

as quantidades de trabalhos a executar. A adopção da modalidade de preço global implica um perfeito conhecimento das características da obra a executar. O projecto deve determinar com clareza a espécie e a quantidade dos trabalhos a executar. DGDR Fundo de Coesão 44 . com exactidão. desde que para distintas partes da obra ou diferentes tipos de trabalhos. Artigo 8º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tipos de empreitadas 7 NOTAS DE APOIO É legalmente possível adoptar numa mesma obra os diferentes tipos de remuneração. nº 2 As empreitadas mais frequentes são as de preço global ou por série de preços. A empreitada por série de preços ou por medição é utilizada na realização onde é difícil prever. sendo as quantidades previstas no contrato meramente indicativas. Daí que se definam com rigor os preços unitários a aplicar às diversas espécies de trabalhos.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas TIPOS DE PROCEDIMENTOS DE CONTRATAÇÃO DE EMPREITADAS 8 DGDR Fundo de Coesão 45 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 46 .

a lei admite a utilização de outros procedimentos mais simples desde que preenchidas determinadas condições. porém. DGDR Fundo de Coesão 47 . pelo menos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tipos de procedimentos de contratação de empreitadas 8 Os procedimentos de contratação pública são: Concurso Público Quando todas as entidades que possuem os requisitos legais exigidos podem apresentar proposta Só as entidades convidadas pelo dono da obra podem apresentar proposta Quando o dono da obra negoceia directamente com. 3 entidades seleccionadas para o efeito Quando a entidade é escolhida independentemente de concurso Artigo 47º Nota: Concurso Limitado Concurso por Negociação Ajuste Directo A Regra é o concurso público.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 48 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas ESCOLHA DOS PROCEDIMENTOS 9 DGDR Fundo de Coesão 49 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 50 .

) deve procederse à abertura de um novo procedimento que observe os limites fixados (. nº 3 Nota: A escolha do procedimento é assim definida com base num custo provável (ou orçamentado). Artigo 48º. ainda que posteriormente se verifique que a proposta vencedora é superior ao limite previsto para o procedimento escolhido.... Coisa diferente estabelece o nº 1 do art.. de 8 de Junho (artigo não aplicável às empreitadas): «Quando o valor da proposta a adjudicar não seja consentâneo com o tipo de procedimento que foi adoptado de acordo com os valores fixados (. F Nas empreitadas por série de preços ou por percentagem é o custo provável dos trabalhos previstos. DGDR Fundo de Coesão 51 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Escolha dos procedimentos 9 A escolha do procedimento de contratação pode ser feita: 1 Atendendo ao valor estimado do contrato 2 Independentemente do valor do contrato Artigo 48º. 82º do Decreto-Lei nº 197/99. nº 1 O Que é o valor estimado do contrato? F Nas empreitadas por preço global é o preço base do concurso.)».

nº 2 ≥ 25 000 contos (124 699 Euros) ≥ 25 000 contos (124 699 Euros) ≥ 8 000 contos (39 904 Euros) e < 25 000 contos (124 699 Euros) ≥ 5 000 contos (24 940 Euros) e < 8 000 contos (39 904 Euros) ≥ 1 000 contos (4 988 Euros) e < 5 000 contos (24 940 Euros) < 1 000 contos (4 988 Euros) DGDR Fundo de Coesão 52 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Escolha dos procedimentos 9 A escolha do procedimento pode ser feita: 1 Atendendo ao valor estimado do contrato Concurso Público Concurso Limitado Com publicação de anúncio Sem publicação de anúncio Concurso por Negociação Com consulta Ajuste Directo Sem consulta Artigo 48º.

quando se trate de obras cuja natureza ou condicionalismos não permitam uma fixação prévia e global do preço (obras de elevada complexidade) Quando for possível o recurso ao ajuste directo. tenham sido adjudicadas mediante concurso público ou limitado com publicação de anúncio e não tenham decorrido mais de 3 anos desde a data do contrato inicial Quando se trate de contratos declarados secretos ou cuja execução deva ser acompanhada de medidas especiais de segurança ou quando a protecção dos interesses essenciais do Estado Português o exigir DGDR Fundo de Coesão 53 . e) e f) do nº 1 do art. consoante os casos: 2 Independentemente do valor do contrato Concurso Limitado com publicação de anúncio Quando a complexidade do objecto do concurso aconselhe maior exigência de qualificação dos concorrentes.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Escolha dos procedimentos 9 Ou pode ser feita. nº 2) e o concurso por negociação se destine à execução da mesma obra Artigo 122º Concurso por negociação Quando se trate de obras a realizar para fins de investigação. 107º) Quando se trate de obras cuja execução. por motivos de urgência imperiosa resultante de acontecimentos 136º. desde que essas obras estejam em conformidade com um projecto base comum. c). por motivos técnicos. 136º Quando em concurso público ou limitado aberto para a adjudicação da obra não houver sido apresentada nenhuma proposta ou proposta adequada (por se verificarem as situações previstas nas alíneas b). experiência anteriormente reconhecida Quando as propostas apresentadas em anterior concurso público ou limitado sejam irregulares ou inaceitáveis (cfr. designadamente. 94º. artísticos ou relacionados com a protecção de direitos exclusivos. só possa ser confiada a uma determinada entidade Artigo 134º. independentemente do valor. desde que preenchidos os seguintes requisitos. Art. de ensaio ou aperfeiçoamento Excepcionalmente. não possam ser cumpridos os prazos exigidos pelos concursos público. limitado ou por negociação Quando se trate de obras novas que consistam na repetição de obras similares contratadas pelo mesmo dono de obra com a mesma entidade. nº 1 Ajuste Directo Artigo Quando. nº 1 imprevisíveis e não imputáveis ao dono da obra. nos termos do art.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 54 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas PUBLICIDADE DOS CONCURSOS 10 DGDR Fundo de Coesão 55 .

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.... Artigo 52º..... e v Num jornal de âmbito regional da área onde a obra vai ser executada.... (2) Este limiar apenas se aplica às empreitadas levadas a cabo por entidades privadas mas que são financiadas em mais de 50% por entidades públicas (artigo 52º. Artigo 52º.. nº 1 2ª regra: Se a obra for de valor igual ou superior aos limiares comunitários(*). deve o anúncio ser publicado: v no Jornal Oficial das Comunidades Europeias (JOCE)..Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Publicidade dos concursos 10 1ª regra: A publicação dos anúncios (quando exigível) é feita: v Na 3ª Série do Diário da República...... Aplica-se na generalidade das empreitadas. nº 2 DGDR Fundo de Coesão 57 ..... nº 3)....ou (=1 002 410 000$00) (2) (Direitos de saque Especiais) (1) Este limiar é a regra. v Num jornal de âmbito nacional.... além da publicidade referida na 1ª regra..... (*) Os limiares comunitários são: 5 000 000 DSE (=5 358 153 Euros) ou (=1 074 213 230$00) (1) 5 000 000 Euros ..

uma vez que se trata de unidades monetárias em constante alteração. do Conselho Europeu. a taxa de conversão de escudos para euros (1 Euro = 200. DGDR Fundo de Coesão 58 . O DSE é uma moeda de referência definida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e utilizada no âmbito do Acordo sobre Contratos Públicos da Organização Mundial do Comércio. Para obter a cotação diária do DSE pode consultar-se a página do Banco de Portugal na Internet e pesquisar ou «Cotações do Direito de Saque do Especial» em «www.g.bportugal. A dificuldade reside na conversão de DSE (Direitos de Saque Especiais) para Euros.bportugal. eliminando a referência “equivalente de DSE em euros” e indicando todos os limiares em euros até um nível compatível com as obrigações internacionais da Comunidade Europeia com o Acordo sobre Contratos Públicos.482 $00).htm».pt» aceder directamente através seguinte endereço «www. de 31 de Dezembro foi fixada. de 31 de Dezembro de 1999).Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Publicidade dos concursos 10 NOTA EXPLICATIVA SOBRE LIMIARES COMUNITÁRIOS: Os contravalores dos limiares comunitários relativos aos contratos públicos de obras aplicáveis a partir de 1 de Janeiro de 2000 (apresentados na página anterior) foram publicados na Informação nº 1999/C 379/08 (Jornal Oficial das Comunidades Europeias nº C-379.. em definitivo. No que respeita ao limiar 5 000 000 Euros não existe qualquer dificuldade.pt/rates/Des/txoursdr/OUReur_p. Para obviar a esta dificuldade está em estudo a possibilidade de reduzir os dois limiares a um único (v. 5 300 000 Euros). uma vez que através do Regulamento nº 2866/98.

Os anúncios são publicados no prazo de 12 dias (5 dias.int). Através da Internet é possível aceder gratuitamente à base de dados dos concursos públicos internacionais em «http://ted. Os anúncios devem ser elaborados de acordo com os modelos de anúncio publicados nos jornais oficiais JO L 328 de 1997 e JO L 101 de 1998. no caso de processos urgentes) após o seu envio ao SPOCE. deve o anúncio respectivo ser remetido ao Serviço de Publicações Oficiais das Comunidades Europeias (SPOCE) em momento anterior à sua publicação no Diário da República.eu.eu. por fax ((352) 2929-44619/42670/42623).Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Publicidade dos concursos 10 Para efeitos de publicação no JOCE.eu. Os anúncios podem ser enviados pelo correio (para a morada supra indicada).cec.int) ou em formato Web (SIMAP. por correio electrónico (mpojs@opoce. DGDR Fundo de Coesão 59 .int». é enviada uma edição em CD-ROM do Suplemento do JO respectivo à entidade adjudicante. denominada base TED (Tenders Electronic Daily). Quando o aúncio é publicado.eur-op. O anúncio não deve exceder 650 palavras. Morada: Serviço de Publicações Oficiais das Comunidades Europeias EUR-OP Unidade 2 – Contratos Públicos 2 rue Mercier L-2985 Luxembourg NOTAS: A publicação de anúncios de concurso no JOCE é gratuita.

para publicação na 2ª série do Diário da República. independentemente do valor e modalidade de adjudicação. para publicação no JOCE. nº 9 5ª regra: Durante o 1º trimestre de cada ano (até finais de Março). relativamente a empreitadas de valor superior aos limiares comunitários: v comunicar ao SPOCE qualquer decisão de não adjudicação. nº 7 4ª regra: Os donos de obra devem. os donos de obra pública devem remeter.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Publicidade dos concursos 10 3ª regra: No início de cada ano (mês de Janeiro) os donos de obra devem enviar ao SPOCE. Artigo 275º DGDR Fundo de Coesão 60 . uma lista contendo a identificação de todas as adjudicações que efectuaram no ano anterior. um anúncio (modelo nº1 do anexo IV do Decreto-Lei nº 59/99) contendo a identificação de todos os contratos de empreitada que tencionam celebrar durante esse ano que sejam de valor superior aos limiares comunitários. Artigo 52º. v enviar ao SPOCE um anúncio com os resultados de cada adjudicação. Artigo 52º. no prazo de 48 dias.

em Janeiro e Julho de cada ano) os donos de obra pública devem remeter ao IMOPPI uma lista contendo a identificação de todas as adjudicações que efectuaram no semestre anterior. o objecto contratual. a modalidade de adjudicação. a natureza dos trabalhos. explicitando as partes contratantes. os custos e prazos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Publicidade dos concursos 10 6ª regra: Durante o mês seguinte ao termo de cada semestre (ou seja. Artigo 276º DGDR Fundo de Coesão 61 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 62 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas PRAZOS E FORMA DE CONTAGEM 11 DGDR Fundo de Coesão 63 .

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Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Prazos e forma de contagem 11 Os prazos. • os prazos para apresentação de propostas ou pedidos de participação. • o prazo de execução da empreitada DGDR Fundo de Coesão 65 . domingos e feriados) . englobam os sábados. o termo considerase transferido para o 1º dia útil seguinte EXCEPÇÃO: Contam-se como prazos contínuos (isto é. contam-se da seguinte forma: Artigo 274º Não se conta o dia em que ocorre o evento Apenas se contam os dias úteis Se o prazo terminar em dia não útil. neste decreto-lei...

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 66 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas REQUISITOS DOS CONCORRENTES 12 DGDR Fundo de Coesão 67 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 68 .

DGDR Fundo de Coesão 69 . que ratificou o AEEE e a Resolução da Assembleia da República nº 35/92.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Requisitos dos concorrentes 12 O 1º requisito que os concorrentes devem possuir tem a ver com a nacionalidade. que ratificou o acordo que criou a Organização Mundial do Comércio (Acordo OMC. Podem ser admitidos à contratação de empreitadas em Portugal: Concorrentes nacionais Concorrentes de outros Estados membros da União Europeia Concorrentes de Estados signatários do Acordo sobre o Espaço Económico Europeu (1) Concorrentes de Estados signatários do Acordo sobre Contratos Públicos da Organização Mundial do Comércio (2) Artigo 54º Notas: 1.Ver Decreto do Presidente da República nº 59/92. 2.Ver Decreto do Presidente da República nº 82-B/94. que aprovou para ratificação aquele acordo. de 27 de Dezembro. exGATT) e o Acto Final que consagrou os resultados das negociações comerciais multilaterais do «Uruguay Round». da mesma data. de 18 de Dezembro.

tratandose de início de actividade. assinada pelo representante legal da empresa. estejam ou não integrados na empresa Artigo 69º DGDR Fundo de Coesão 70 . contendo as autorizações necessárias para a realização da obra Documento comprovativo da regularização da situação contributiva para a Segurança Social. que mencione o equipamento a utilizar na obra Declaração. assinada pelo representante legal da empresa. emitida pela repartição de finanças do domicílio ou sede do contribuinte Documento emitido pelo Banco de Portugal mencionando as responsabilidades do concorrente perante o sistema financeiro português Cópia da última declaração periódica de IRS ou IRC (ou. emitido pelo IMOPPI. que mencione os técnicos a afectar à obra.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Requisitos dos concorrentes 12 DOCUMENTOS A APRESENTAR PELOS CONCORRENTES NACIONAIS Certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas (que substitui o antigo «alvará»). emitido pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social Declaração comprovativa da regularização da situação tributária perante o Estado Português. cópia da respectiva declaração) Certificados de habilitações literárias e profissionais dos quadros da empresa responsáveis pela orientação da obra Capacidade Financeira Técnica Idoneidade Capacidade Lista e certificados de boa execução das obras executadas de natureza idêntica à da obra posta a concurso Declaração.

assinada pelo representante legal da empresa. que mencione o equipamento a utilizar na obra Declaração. que mencione os técnicos a afectar à obra. assinada pelo representante legal da empresa. emitido por entidade competente do respectivo Estado Idoneidade Documento comprovativo da regularização da situação contributiva para a Segurança Social do respectivo Estado e declaração. sob compromisso de honra. do cumprimento das obrigações respeitantes ao pagamento das quotizações para a segurança social no espaço económico europeu Declaração comprovativa da regularização da situação tributária perante o respectivo Estado.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Requisitos dos concorrentes 12 DOCUMENTOS A APRESENTAR PELOS CONCORRENTES DE OUTROS ESTADOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA OU DE ESTADOS SIGNATÁRIOS DO ACORDO SOBRE O ESPAÇO ECONÓMICO EUROPEU Certificado de inscrição em lista oficial de empreiteiros aprovados. sob compromisso de honra. do cumprimento das obrigações respeitantes ao pagamento de impostos e taxas no espaço económico europeu Documento emitido pelo Banco central do respectivo Estado Capacidade Financeira mencionando as responsabilidades do concorrente perante o sistema financeiro Cópia da última declaração periódica de imposto sobre rendimento emitida pela competente autoridade do respectivo Estado Certificados de habilitações literárias e profissionais dos quadros da empresa responsáveis pela orientação da obra Capacidade Lista e certificados de boa execução das obras executadas de natureza Técnica idêntica à da obra posta a concurso Declaração. estejam ou não integrados na empresa Artigo 68º DGDR Fundo de Coesão 71 . emitida pela autoridade competente e declaração.

de sujeição a qualquer meio preventivo de liquidação de patrimónios ou situação análoga. de liquidação. do cumprimento das obrigações respeitantes ao pagamento de impostos e taxas no espaço económico europeu Certificados do registo criminal dos representantes legais da empresa Documento que comprove a inexistência de estado de falência. Idoneidade sob compromisso de honra. de 27 de outubro. de 16 de Outubro ou sanção administrativa ou judicial pela utilização de mão-deobra não declarada DGDR Fundo de Coesão 72 . Anexo VIII do Decreto-Lei nº 59/99) Documento comprovativo da regularização da situação contributiva para a Segurança Social do respectivo Estado.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Requisitos dos concorrentes 12 DOCUMENTOS A APRESENTAR PELOS CONCORRENTES DE OUTROS ESTADOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA OU DE ESTADOS SIGNATÁRIOS DO ACORDO SOBRE O ESPAÇO ECONÓMICO EUROPEU QUE NÃO SEJAM TITULARES DE CERTIFICADO DE INSCRIÇÃO EM LISTA DE EMPREITEIROS APROVADOS OU POR CONCORRENTES DE ESTADOS SIGNATÁRIOS DO ACORDO SOBRE CONTRATOS PÚBLICOS DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO Se for o caso. sob compromisso de honra. emitida pela autoridade competente e declaração. sanção acessória prevista na alínea e) do nº 1 do artigo 21º do Decreto-Lei nº 433/82. sanção acessória prevista no Decreto-Lei nº 396/91. de cessação de actividade. certificado de inscrição na entidade do respectivo estado Europeu responsável pelo registo das empresas de obras públicas (cfr. ou que tenham o respectivo processo pendente Documento que comprove a inexistência de aplicação de sanção administrativa por falta profissional grave. do cumprimento das obrigações respeitantes ao pagamento das quotizações para a segurança social no espaço económico europeu Declaração comprovativa da regularização da situação tributária perante o respectivo Estado. e declaração.

assinada pelo representante legal da empresa. que mencione os técnicos a afectar à obra. estejam ou não integrados na empresa Artigo 67º DGDR Fundo de Coesão 73 . assinada pelo representante legal da empresa. que mencione o equipamento a utilizar na obra Declaração relativa aos efectivos médios anuais da empresa e ao número dos seus quadros nos últimos 3 anos. acompanhada de certificados de boa execução das obras mais importantes Declaração. assinada pelo representante legal da empresa Certificados de habilitações literárias e profissionais dos quadros da empresa responsáveis pela orientação da obra Capacidade Lista e certificados de boa execução das obras executadas de natureza Técnica idêntica à da obra posta a concurso Declaração. assinada pelo representante legal da empresa Declaração. assinada pelo representante legal da empresa.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Requisitos dos concorrentes 12 Documento emitido pelo Banco central do respectivo Estado mencionando as responsabilidades do concorrente perante o sistema financeiro Capacidade Financeira Cópia da última declaração periódica de imposto sobre rendimento emitida pela competente autoridade do respectivo Estado Balanços ou extractos desses balanços (sempre que a sua publicação seja exigível pela legislação do Estado de que a empresa seja nacional) Declaração sobre o volume de negócios global da empresa e o seu volume em obra nos últimos 3 exercícios. incluindo lista das obras executadas nos últimos 5 anos.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 74 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O CONCURSO PÚBLICO 13 DGDR Fundo de Coesão 75 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 76 .

como vimos. Este procedimento contempla as seguintes fases: Abertura e apresentação da documentação Acto público do concurso Qualificação dos concorrentes Análise das propostas Adjudicação Artigo 59º DGDR Fundo de Coesão 77 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 O concurso público é. a forma mais solene de procedimento concursal de adjudicação.

a fornecer pelo dono da obra a preço de custo. nº 3) Os interessados podem solicitar cópia destes documentos. nº 4) DGDR Fundo de Coesão 78 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO Os elementos base do concurso são: Artigo 62º PROJECTO CADERNO DE ENCARGOS PROGRAMA DE CONCURSO Estes documentos devem estar patentes nos serviços respectivos. para consulta dos interessados. desde o dia da publicação do anúncio até ao dia e hora do acto público (Artigo 62º. nº 2) Estes documentos devem estar redigidos em língua portuguesa ou ser acompanhados de tradução legalizada (Artigo 62º. devendo ser enviados no prazo máximo de 6 dias a contar da data de recepção do pedido (Artigo 62º.

Uma empresa de projecto. nos termos do artigo 11º Como se elabora o projecto? O projecto deve ser elaborado de acordo com as instruções estabelecidas na Portaria do então Ministro das Obras Públicas. alçados. a caracterização do terreno. contratada pelo dono da obra ao abrigo do Decreto-Lei nº 197/99. O empreiteiro. de 7 de Fevereiro de 1972 DGDR Fundo de Coesão 79 . o traçado geral e os pormenores construtivos Peças Escritas Memória ou nota descritiva e cálculos justificativos Folhas de medições e mapas-resumo de quantidades Programa de trabalhos Peças Desenhadas Planta de localização Plantas. o valor base do concurso. através dos seus serviços técnicos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO O que é o projecto? Artigo 63º É o conjunto de peças escritas e desenhadas suficientes para definir a obra. cortes e pormenores indispensáveis à exacta e pormenorizada definição da obra Estudos geológicos ou geotécnicos Quem elabora o projecto? v v v O dono da obra. a natureza e o volume dos trabalhos. caso se trate de um concurso «concepção-construção». incluindo a sua localização.

a incluir no contrato ou seja. gerais e especiais. Como se elabora o caderno de encargos? O caderno de encargos deve seguir o modelo-tipo constante da Portaria nº 104/2001. as condições gerais da empreitada. as cláusulas jurídicas e técnicas. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS O caderno de encargos deve conter as especificações técnicas. o modo de retribuição do empreiteiro. de 21 de Fevereiro. materiais a utilizar. em condições de homologação europeias ou em especificações técnicas comuns.etc. É o caderno de encargos que define o objecto e o regime da empreitada. o conjunto de prescrições técnicas que definem as características exigidas de um trabalho.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO Artigo 64º O que é o caderno de encargos? É o documento que contém. de 2 de Março DGDR Fundo de Coesão 80 . Artigo 65º e Anexo II ao Decreto-Lei nº 59/99. Nas empreitadas de valor superior aos limiares comunitários estas especificações técnicas são definidas pelo dono da obra com base em normas nacionais que transpõem normas europeias. material ou produto. de forma ordenada e articulada. isto é.

DGDR Fundo de Coesão 81 . designadamente a sua tramitação e formalidades. O critério de adjudicação da empreitada. A entidade que preside ao concurso Como se elabora o programa de concurso? O programa de concurso deve seguir o modelo-tipo constante da Portaria nº 104/2001. As condições de admissão dos concorrentes. As condições de apresentação das propostas. em especial... As prescrições do programa de trabalhos. de 21 de Fevereiro.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO O que é o programa de concurso? Artigo 66º É o documento que define os termos a que deve obedecer o procedimento de concurso. com indicação dos factores e subfactores de apreciação e a respectiva ponderação.

nº 2) No Jornal Oficial das Comunidades Europeias Esta publicação apenas será feita quando o valor da empreitada posta a concurso ultrapasse os limiares comunitários Ver modelo nº 2 do anexo IV do DecretoLei nº 59/99 Depois de publicado o anúncio. sob pena de não serem admitidas. DGDR Fundo de Coesão 82 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO ANÚNCIOS O concurso público inicia-se com a publicação de anúncios Artigo 80º Na IIIª Série do Diário da República Num jornal de âmbito nacional e num de âmbito regional Este anúncio deve indicar a data de envio para publicação no Diário da República (artigo 80º. as propostas dos concorrentes deverão ser apresentadas no prazo nele fixado.

Que documentos integram a proposta? § § § § § § § Nota justificativa do preço proposto. Lista de preços unitários. Plano de pagamentos. nº 1 DGDR Fundo de Coesão 83 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO PROPOSTAS O que é a proposta? Artigo 72º É o documento pelo qual o concorrente manifesta ao dono da obra a sua vontade de contratar e indica as condições em que se dispõe a fazê-lo. Programa de trabalhos + plano de trabalhos + plano de mão-de-obra+ plano de equipamento. Declarações de compromisso (subscritas pelo empreiteiro e por cada um dos subempreiteiros) Outros documentos exigidos pelo programa de concurso Artigo 73º. Memória justificativa e descritiva do modo de execução da obra.

É aquela que apresenta alterações ao projecto base do concurso Artigo 78º DGDR Fundo de Coesão 84 .g.É aquela que apresenta alterações às cláusulas técnicas do caderno de encargos (v.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO Tipos de Propostas Proposta simples (Proposta Base ou Principal).É a apresentada em resposta ao projecto base da empreitada Artigos 75º e 76º Proposta Condicionada. utilização de materiais diferentes) Artigo 77º Proposta Variante..

DGDR Fundo de Coesão 85 . Preço base da empreitada < aos limiares comunitários ≥ aos limiares comunitários ≥ aos limiares comunitários. verificando-se cumulativamente as condições previstas nas alíneas a) e b) do nº 3 do artigo 83º (*) Prazo ≥ 30 dias e ≤ 88 dias ≥ 52 dias e ≤ 88 dias ≥ 36 dias (ou excepcionalmente 22 dias) Artigo 83º e ≤ 88 dias (*) Artigo 83º. b) A publicação prévia seja feita de acordo com o modelo nº 1 do anexo IV do presente diploma e contenha pelo menos tantas informações quantas as enumeradas no modelo nº 2 do anexo IV deste diploma. nº 3: «a) O concurso respeite a contrato de empreitada de obras públicas cujas características essenciais tenham sido objecto de publicação prévia no Jornal Oficial das Comunidades Europeias. desde que tais informações estejam disponíveis no momento da referida publicação prévia». com uma antecedência mínima de 52 dias e máxima de 12 meses em relação à data do anúncio de concurso.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO A fixação do prazo de apresentação de propostas deve ser efectuada tendo em conta o volume e a complexidade da obra e atendendo ao preço base da empreitada.

g. em que a apresentação do projecto base é da responsabilidade dos concorrentes. isto é.. nº 2) Assim. indicar no anúncio um prazo para apresentação de propostas de x dias úteis. ATENÇÃO: OS PRAZOS PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS SÃO CONTÍNUOS (artigo 274º. v. OS PRAZOS CONTAM-SE A PARTIR DO DIA SEGUINTE AO DA PUBLICAÇÃO DO ANÚNCIO NO DIÁRIO DA REPÚBLICA (artigo 83º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO Nota: O limite máximo de 88 dias não se aplica aos concursos «concepção/construção». é incorrecto. nº 6) DGDR Fundo de Coesão 86 .

indicação do nome ou denominação social do concorrente. fechado e lacrado. com a inscrição no rosto da palavra «Proposta». e com a indicação do nome ou denominação social do concorrente e a designação da empreitada Os invólucros «Documentos» e «Proposta» são encerrados palavra num terceiro invólucro e opaco.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO MODO DE APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS E DA PROPOSTA Artigo 84º Os documentos de habilitação dos concorrentes são encerrados num invólucro opaco. a designação da empreitada e a entidade que a pôs a concurso DGDR Fundo de Coesão 87 . fechado e lacrado. com a fechado e lacrado. e com a indicação do nome ou denominação social do concorrente e a designação da empreitada Os documentos que instruem a proposta são encerrados num invólucro opaco. com a inscrição no rosto da palavra «Documentos». com a inscrição no rosto da «Invólucro exterior».

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ABERTURA DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO Directamente (em mão) pelos As propostas podem ser entregues concorrentes. nº 5 Remetidas por correio. com aviso de recepção ATENÇÃO: A proposta tem de dar entrada no serviço respectivo até ao termo do prazo previsto DGDR Fundo de Coesão 88 . sob registo. mediante recibo Artigo 84º.

nºs 1 e 2 Excepção Características do acto público do concurso Decorre perante a Comissão de Abertura do Concurso (1) Artigo 85º. sem direito a voto. por 3 membros designados pelo dono da obra. podendo agregar peritos. e que o dono da obra antecipadamente mande publicar aviso a fixar a nova data Artigo 85º. 60º existem duas comissões: • • A Comissão de Abertura do Concurso. A Comissão de Análise de Propostas. nº 3 (1) Segundo o art. As comissões funcionam como órgãos colegiais e são constituídas. desde que não ultrapasse em mais de 30 dias a data inicial. no mínimo.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ACTO PÚBLICO DO CONCURSO Momento de realização Regra O acto público do concurso deve ser realizado no 1º dia útil seguinte ao termo do prazo previsto para a apresentação de propostas Em casos devidamente justificados. para a emissão de pareceres em áreas específicas. que preside às fases de abertura do concurso. o acto público do concurso poderá ser realizado em data posterior. que preside às restantes fases do concurso. DGDR Fundo de Coesão 89 . acto público e qualificação dos concorrentes.

isto é. Porém. sempre que considere necessário.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Características do acto público do concurso Artigo 85º. nºs 4 e 5 Nas empreitadas de montante superior a 400 000 contos é obrigatória a assistência do Procurador-Geral da República ou de um seu representante. compreendendo o número Artigo 86º. aberta aos concorrentes e a todos aqueles que demonstrem ter um interesse legítimo juridicamente protegido na realização do concurso. Em consequência. A sessão do acto público é contínua. (2) (2) 400 000 contos é o valor fixado para a classe 5 do Certificado de Classificação de Empreiteiro de Obras Públicas previsto na Portaria nº 1215/2000. nº 2 Objectivos do acto público do concurso No acto público a comissão procede à análise formal dos documentos de habilitação dos concorrentes e dos documentos que instruem as propostas. A sessão é pública. Artigo 86º. nº 3 DGDR Fundo de Coesão 90 . de 28 de Dezembro. pode a comissão reunir em sessão reservada. Artigo 86º. nº 1 de reuniões necessárias ao cumprimento de todas as formalidades. será lavrada acta donde constam os concorrentes admitidos e excluídos das fases seguintes.

por 2 membros da comissão. em sessão reservada. apresentando as razões dessas exclusões. decidindo quaisquer reclamações que forem apresentadas Encerramento do Acto Público do Concurso Artigo 87º. delibera sobre as propostas admitidas e excluídas Na lista de concorrentes faz-se menção dos concorrentes excluídos e das propostas não admitidas. documentos que devem ser integralmente rubricados) (A rubrica pode ser substituída por chancela) A comissão. nºs 1. nº 2 Artigo 90º. A comissão procede à leitura da acta. com excepção da nota justificativa do preço proposto e da lista de preços unitários. nº 1 Artigo 90º. delibera sobre os concorrentes admitidos e excluídos Abertura dos invólucros com a designação «Proposta» dos concorrentes admitidos Os documentos contidos nos invólucros «Proposta» são rubricados. sem IVA. em sessão reservada. nº 1 Artigo 87º. nºs 3e4 9 10 Artigo 94º Artigo 95º 11 12 Artigo 96º DGDR Fundo de Coesão 91 . um dos quais o Presidente (Tratando-se de documentos organizados por fascículos indecomponíveis.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Tramitação do acto público do concurso 1 2 3 4 5 Leitura do anúncio do concurso e dos esclarecimentos prestados sobre os documentos de concurso Elaboração da lista de concorrentes pela ordem de entrada das propostas (documento que deverá ficar anexo à acta do acto público) Abertura dos invólucros exteriores pela ordem de entrada Abertura dos invólucros com a designação «Documentos» Os documentos contidos nos invólucros «Documentos» são rubricados. por 2 membros da comissão. a rubrica pode ser feita apenas na primeira página. das propostas admitidas. a rubrica pode ser feita apenas na primeira página) (A rubrica pode ser substituída por chancela) A comissão. pelo menos. nº 1 Artigo 93º. 2 e 3 6 7 8 Artigo 92º Artigo 93º. pelo menos. um dos quais o Presidente (Tratando-se de documentos organizados por fascículos indecomponíveis. nº 2 Artigo 91º. Faz-se ainda menção ao preço total.

o anúncio ou os esclarecimentos lidos e a cópia que dos respectivos documentos lhes haja sido entregue. nº 2 DGDR Fundo de Coesão 92 . não o sendo. sempre que: a) Se verifiquem divergências entre o programa de concurso. Não tenha sido tornado público e junto às peças patenteadas qualquer esclarecimento prestado por escrito a outro ou a outros concorrentes.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Direitos dos concorrentes durante o acto público do concurso Direito de pedir esclarecimentos Direito de solicitar o exame de documentos Direito de reclamar. desde que apresentem recibo ou aviso postal de recepção comprovativos da oportuna entrega das suas propostas. Se haja cometido qualquer infracção dos preceitos imperativos do Decreto-Lei nº 59/99 Artigo 97º Artigo 88º. Não haja sido publicado aviso sobre qualquer esclarecimento de que se tenha feito leitura ou menção. Não tenham sido incluídos na lista dos concorrentes. com declaração de que aceita a sua prevalência sobre os documentos originais Apresentação de documentos que careçam de algum elemento essencial cuja falta não possa ser suprida Artigo 92º. ou o constante das respectivas publicações. nº 1 Artigo 89º b) c) d) e) Direito de requerer certidão da acta do acto público Causas de exclusão dos concorrentes Falta de apresentação de todos os documentos de habilitação ou apresentação fora de prazo Não apresentação dos documentos redigidos em língua portuguesa ou acompanhados de tradução devidamente legalizada ou. nº 1 Artigo 88º.

Declaração de renúncia a foro especial e submissão à lei portuguesa. Identificação da empreitada. com declaração de que aceita a sua prevalência sobre os documentos originais Propostas que careçam de algum dos seguintes elementos: a) b) c) d) e) f) Identificação do concorrente. Menção de que ao preço proposto acresce o IVA. nº 2 DGDR Fundo de Coesão 93 . Artigo 94º. Indicação do preço por extenso e por algarismos. Declaração em como o concorrente se obriga a executar a empreitada de harmonia com o caderno de encargos. não o sendo. 73º Propostas não redigidas em língua portuguesa Propostas cujos documentos não estão redigidos em língua portuguesa ou acompanhados de tradução devidamente legalizada ou.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Causas de não admissão de propostas Propostas entregues fora de prazo Propostas não instruídas com todos os documentos exigidos pelo nº 1 do art.

pelo que deve ser excluído do concurso nesta fase.Não se trata aqui de proceder a uma análise formal dos documentos de habilitação dos concorrentes como sucedeu no acto público do concurso. para a realização de obras até determinado valor e por categorias e subcategorias de trabalhos. Na realidade. para a realização em concreto da obra posta a concurso. que o empreiteiro esteja habilitado a executar aquela obra. Artigo 98º. sob o ponto de vista da capacidade económicofinanceira e técnica feita nesta fase. capacidade para executar a obra. Neste último caso. não possui.A avaliação do concorrente. muito embora ele esteja potencialmente habilitado a concorrer. nº 1 NOTAS: 1. DGDR Fundo de Coesão 94 . naquele momento. Na fase de qualificação. 2.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 QUALIFICAÇÃO DOS CONCORRENTES Encerrado o acto público. pretende-se averiguar da capacidade do concorrente para realizar a obra concursada. a avaliação é feita de modo genérico. Imagine-se que o mesmo empreiteiro já tem a totalidade dos seus meios financeiros e técnicos ocupados noutras obras em curso: neste caso. concorrentes admitidos Em que consiste esta fase? procede-se à qualificação ds Consiste na avaliação da capacidade financeira. económica e técnica dos concorrentes. também não se confunde com a que foi feita pelo IMOPPI para efeitos de atribuição do certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas. desde logo. a titularidade de determinado certificado de classificação de empreiteiro não significa.

do qual constem as admissões e as exclusões.os documentos de habilitação apresentados pelos concorrentes.os elementos solicitados no anúncio. nºs 3. nºs 1 e 2 Qual o resultado da avaliação? A comissão deve excluir os concorrentes que não demonstrem capacidade para executar a obra posta a concurso A comissão deve elaborar um relatório fundamentado. relatório esse que deve ser levado ao conhecimento de todos os concorrentes Os concorrentes admitidos passam à fase seguinte em condições de igualdade Artigo 98º.os elementos (públicos) constantes da base de dados do IMOPPI Artigo 98º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Em que se baseia a avaliação? A comissão poderá ter em conta: . . . 4 e 5 - DGDR Fundo de Coesão 95 .

relativa ao processo nº 56829/96. do Tribunal de Contas. a comissão de análise de propostas procede à audiência prévia dos concorrentes Finalmente. A comissão deve elaborar um relatório preliminar. elementos que digam respeito à qualificação dos concorrentes já avaliados na fase anterior Artigo 100º. para efeitos de escolha da melhor proposta. Preside a esta fase a Comissão de Análise de Propostas ATENÇÃO Não podem ser considerados nesta fase. nº 3 O incumprimento desta disposição é motivo de recusa de visto pelo Tribunal de Contas (Cfr. a comissão elabora um relatório final (com proposta de adjudicação) que remeterá à entidade competente para decidir (entidade competente para autorizar a despesa) Artigo 100º. procede-se à análise das diferentes propostas tendo por base o critério de adjudicação previamente definido. Decisão nº 3926/96. no qual procede à ordenação das propostas de acordo com o critério de adjudicação Em seguida. nº 2 Artigo 101º Artigo 102º DGDR Fundo de Coesão 96 . devidamente fundamentado.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ANÁLISE DAS PROPOSTAS Seleccionados os concorrentes que estarão em condições de executar a obra. de 7 de Agosto).

27: «O dono da obra está vinculado a efectuar a adjudicação segundo os critérios ou factores constantes do anúncio e do programa de concurso.04. nº 1 alínea e) A definição dos factores e subfactores de adjudicação e a respectiva ponderação deverá constar do programa e do anúncio do concurso Acórdão do STA. a entidade competente (vide págs. nº 1 Os factores de adjudicação podem ser: CUSTO DE PREÇO PRAZO UTILIZAÇÃO OUTROS A RENDIBILIDADE VALIA TÉCNICA DA PROPOSTA GARANTIA DEFINIR PELO DONO DA OBRA DGDR Fundo de Coesão 97 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 ADJUDICAÇÃO DA EMPREITADA ADJUDICAÇÃO é a decisão pela qual o dono da obra aceita a proposta do concorrente preferido Artigo 105º. 105º. 24 a 29) procede à adjudicação da empreitada ao concorrente titular da Proposta considerada economicamente mais vantajosa tendo em conta uma série de factores. nº 1. de 95. violando a lei se se afastar desses critérios ou optar por outros» Artigo Artigo 105º. Artigo Artigo 66º. nº 1 105º. nº 1 Depois de apreciar o relatório final da comissão de análise.

(4) A decisão de não adjudicação por preço anormalmente baixo deve respeitar o disposto no artigo 105º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 Motivos de não adjudicação da empreitada Quando. (3) A decisão de não adjudicação com base no preço consideravelmente alto ou em eventual conluio dos empreiteiros deve igualmente ser comunicada ao IMOPPI (artigo 107º. o dono da obra resolva adiar a execução da obra pelo prazo mínimo de 1 ano Quando todas as propostas. por escrito. por grave circunstância surgida posteriormente ao lançamento do concurso. as condições oferecidas não convenham ao dono da obra Quando. in casu. ou de projectos ou variantes da autoria do empreiteiro. por preço anormalmente alto ou baixo ou as condições oferecidas não lhe convenham. tratando-se de propostas condicionadas. nº 2). aos concorrentes (artigo 107º. (2) As decisões de não adjudicação devem ser imediatamente comunicadas. nº 4). ofereçam preço total consideravelmente superior ao preço base do concurso Quando. ou a mais conveniente. em virtude de circunstâncias posteriores ao lançamento do concurso. tenha de se proceder à revisão e alteração do projecto Quando haja indícios de conluio entre os concorrentes Quando todas as propostas tenham preço anormalmente baixo e as notas justificativas não sejam tidas como esclarecedoras (4) Artigo 107º. DGDR Fundo de Coesão 98 . nº 1 NOTAS: (1) Constitui poder discricionário do dono da obra decidir sobre o que se entende.

para prestar caução num prazo não inferior a 6 dias (artigo 110º. lesar os interesses comerciais das empresas ou prejudicar a concorrência leal entre empreiteiros] Prestação da Caução Ver página 119 Celebração do Contrato Ver página 123 DGDR Fundo de Coesão 99 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Público 13 A adjudicação da empreitada deve ser notificada Ao concorrente preferido. nº 9. no prazo de 15 dias após a prestação de caução pelo adjudicatário (artigo 110º. um anúncio com o resultado (artigo 52º. al. nº 2) Aos restantes concorrentes. o qual conterá os fundamentos da escolha da proposta seleccionada e da preterição das restantes propostas Nas empreitadas de valor superior aos limiares comunitários deve enviar-se ao SPOCE. nº 3) Acompanhada do relatório justificativo da adjudicação. b)) [ Salvo se tal informação for contrária ao interesse público. no prazo de 48 dias após a adjudicação.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 100 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O CONCURSO LIMITADO 14 DGDR Fundo de Coesão 101 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 102 .

com excepção dos aspectos contemplados com normas específicas Artigo 121º MODALIDADES DE CONCURSO LIMITADO Concurso limitado com publicação de anúncio (Qualquer candidato pode concorrer. as entidades que pretende convidar para apresentação de propostas) Número de entidades a convidar pelo dono da obra: Entre 5 e 20 DGDR Fundo de Coesão 103 . cabendo posteriormente ao dono da obra seleccionar aqueles de quem aceita receber propostas concretas) Concurso limitado sem publicação de anúncio (O dono da obra selecciona. à partida.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Limitado 14 Regra Base: O Concurso limitado segue as regras que regulam o concurso público.

nº 1 Artigo 123º. consoante se trate. o qual seguirá a tramitação do concurso público Artigo 127º DGDR Fundo de Coesão 104 . de empreitadas de montante inferior ou superior aos limiares comunitários) (Em caso de urgência o prazo pode ser reduzido para 15 dias) Artigo 126º Artigo 124º. nºs 4 e 5 5º Os candidatos preteridos são notificados por escrito da decisão. contados do dia seguinte ao da publicação do anúncio. contados da data de envio do convite. nºs 2. nº 2 (Os prazos a fixar pelo dono da obra não poderão ser inferiores a 21 Artigo 125º dias ou a 40 dias. respectivamente.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Limitado 14 COM PUBLICAÇÃO DE ANÚNCIO Tramitação do concurso 1º Publicação de anúncio nos moldes do concurso público 2º As entidades que preencham os requisitos solicitam a sua participação no concurso (Os prazos a fixar pelo dono da obra não poderão ser inferiores a 21 dias ou a 37 dias. respectivamente. 3 e 4 3º O dono da obra examina os pedidos de participação e elabora um projecto de decisão a submeter à audiência prévia dos interessados 4º O dono da obra convida os candidatos cujos pedidos de participação foram aceites a apresentar proposta (o modelo de convite consta do modelo nº 1 do anexo V) Artigo 124º. consoante se trate. sendo-lhes enviado o relatório justificativo (Os candidatos preteridos podem reclamar no prazo de 5 dias a contar da notificação da decisão) 6º Na data fixada no anúncio procede-se ao acto público do concurso. de empreitadas de montante inferior ou superior aos limiares comunitários) (Em caso de urgência o prazo pode ser reduzido para 10 dias) Artigo 126º Artigo 124º. nº 1 e Modelo nº 3 do Anexo IV Artigo 123º.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tramitação do concurso (continuação) 7º Seguidamente realiza-se a qualificação dos concorrentes 8º Segue-se a fase de análise das propostas. nos termos do concurso público 9º A adjudicação será feita à proposta economicamente mais Artigos 105º e 128º vantajosa 10º Notificação do concorrente adjudicatário e dos concorrentes preteridos (igual ao concurso público) 11º Aprovação da minuta (igual ao concurso público) 12º Prestação da caução (igual ao concurso público) 13º Celebração do contrato (igual ao concurso público) 14º Consignação da obra (igual ao concurso público) Artigo 108º Artigo 112º e seguintes Artigo 115º e seguintes Artigo 150º e seguintes Artigo 110º Artigo 98º Artigo 100º e seguintes DGDR Fundo de Coesão 105 .

nos moldes do concurso público 4º A adjudicação é feita à proposta economicamente mais vantajosa.. .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso Limitado 14 SEM PUBLICAÇÃO DE ANÚNCIO Tramitação do concurso 1º Envio de convite. mediante ofício-circular a entidades escolhidas pelo dono da obra (de acordo com o seu conhecimento e experiência) para apresentar proposta (convite conforme modelo nº 2 do anexo V) (O prazo a fixar pelo dono da obra para recepção das propostas não pode ser inferior a 5 dias a contar da data de recepção do convite) Artigo 130º 2º Segue-se o acto público do concurso.. o qual seguirá a tramitação do concurso público 3º Seguidamente procede-se à análise das propostas. salvo tratando-se de proposta não condicionada em que a adjudicação poderá ser feita à proposta de mais baixo preço 5º Notificação do concorrente adjudicatário e dos concorrentes preteridos (igual ao concurso público) 6º Aprovação da minuta (igual ao concurso público) 7º Prestação da caução (igual ao concurso público) 8º Celebração do contrato (igual ao concurso público) 9º Consignação da obra (igual ao concurso público) Artigo 131º e 85º Artigo 100º e seguintes Artigo 132º Artigo 110º Artigo 108º Artigo 112º e seguintes Artigo 115º e seguintes Artigo 150º e seguintes DGDR Fundo de Coesão 106 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O CONCURSO POR NEGOCIAÇÃO 15 DGDR Fundo de Coesão 107 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 108 .

respectivamente. sendo-lhes enviado o relatório justificativo (Os candidatos preteridos podem reclamar no prazo de 5 dias a contar da notificação da decisão) DGDR Fundo de Coesão 109 . até à fase de qualificação dos concorrentes. nºs 4 e 5 5º Os candidatos preteridos são notificados por escrito da decisão. as regras que regulam o concurso limitado com publicação de anúncio Artigo 133º Tramitação do concurso 1º Publicação de anúncio nos moldes do concurso público (o anúncio segue o modelo nº 4 do anexo IV) (O anúncio pode ser dispensado nos casos do nº 2 do artigo 134º) Artigo 80º 2º As entidades que preencham os requisitos solicitam a sua participação no concurso (Os prazos a fixar pelo dono da obra não poderão ser inferiores a 21 dias ou a 37 dias. de empreitadas de montante inferior ou superior aos limiares comunitários) (Em caso de urgência o prazo pode ser reduzido para 15 dias) Artigo 123º. de empreitadas de montante inferior ou superior aos limiares comunitários) (Em caso de urgência o prazo pode ser reduzido para 10 dias) Artigo 126º Artigo 124º. nº 2 (Os prazos a fixar pelo dono da obra não poderão ser inferiores a 21 Artigo 125º dias ou a 40 dias. contados da data de envio do convite. contados do dia seguinte ao da publicação do anúncio. nº 1 3º O dono da obra examina os pedidos de participação e elabora um projecto de decisão a submeter à audiência prévia dos interessados 4º O dono da obra convida os candidatos cujos pedidos de participação foram aceites a apresentar proposta (o modelo de convite consta do modelo nº 1 do anexo V) Artigo 124º. nºs 2. respectivamente.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Concurso por Negociação 15 Regra Base: O Concurso por negociação segue. consoante se trate. consoante se trate. 3 e 4 Artigo 126º Artigo 124º.

prazo de execução).Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tramitação do concurso (continuação) 6º Na data fixada no anúncio procede-se ao acto público do concurso. podendo daí resultar propostas mais vantajosas que as inicialmente apresentadas) O resultado da negociação deve constar de acta.g. o qual seguirá a tramitação do concurso público 7º Seguidamente realiza-se a qualificação dos concorrentes 8º Fase da negociação das propostas (A melhor forma e a mais transparente de realizar a negociação com os concorrentes será a de organizar uma sessão conjunta com todos os candidatos onde se discutirão os elementos relevantes de cada proposta (v.. preços unitários. nos termos do concurso público 10º A adjudicação será feita à proposta economicamente mais vantajosa 11º Notificação do concorrente adjudicatário e dos concorrentes preteridos (igual ao concurso público) 12º Aprovação da minuta (igual ao concurso público) 13º Prestação da caução (igual ao concurso público) 14º Celebração do contrato (igual ao concurso público) 15º Consignação da obra (igual ao concurso público) Artigo 100º e seguintes Artigos 105º e 128º Artigo 110º Artigo 108º Artigo 112º e seguintes Artigo 115º e seguintes Artigo 150º e seguintes DGDR Fundo de Coesão 110 . com a identificação dos concorrentes e das propostas definitivas Artigo 127º Artigo 98º 9º Segue-se a fase de análise das propostas.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O AJUSTE DIRECTO 16 DGDR Fundo de Coesão 111 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 112 .

o qual não tem aqui a natureza de candidato ou concorrente mas tão só de entidade consultada. apresenta-se a tramitação que nos parece mais correcta.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Ajuste Directo 16 O Ajuste Directo não tem natureza concursal. MODALIDADES DE AJUSTE DIRECTO Ajuste directo com consulta obrigatória Número mínimo de entidades a convidar pelo dono da obra: 3 Ajuste directo sem consulta obrigatória Convite a uma entidade DGDR Fundo de Coesão 113 . Trata-se de um processo de escolha discricionária do adjudicatário. O legislador desvalorizou de tal m odo este procedimento que se absteve de delimitar a sua tramitação legal. De qualquer forma.

pelo menos. Artigo 48º nº 2 alínea d) 4º Notificação da entidade escolhida como adjudicatário e das entidades preteridas do resultado da consulta 5º Aprovação da minuta.. 3 entidades escolhidas pelo dono da obra (de acordo com o seu conhecimento e experiência) para apresentar proposta 2º Seguidamente procede-se à análise das propostas recebidas 3º A adjudicação é feita à proposta considerada mais vantajosa do ponto de vista do interesse público.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Ajuste Directo 16 Com Consulta obrigatória Tramitação 1º Envio de convite a. se a ela houver lugar (igual ao concurso público) 6º Prestação da caução (igual ao concurso público) 7º Celebração do contrato escrito. .. o que não quer dizer obrigatoriamente a proposta de mais baixo preço. se a ela houver lugar (igual ao concurso público) 8º Consignação da obra (igual ao concurso público) Artigo 110º Artigo 108º Artigo 112º e seguintes Artigo 115º e seguintes Artigo 150º e seguintes DGDR Fundo de Coesão 114 .

se a ela houver lugar (igual ao concurso público) 6º Prestação da caução (igual ao concurso público) 7º Celebração do contrato escrito. do ponto de vista do interesse público. convidar. em qualquer caso.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Ajuste Directo 16 Sem Consulta obrigatória Tramitação 1º Envio de convite a 1 entidade escolhida pelo dono da obra Artigo 48º nº 2 alínea e) (de acordo com o seu conhecimento e experiência) para apresentar proposta (parece-nos preferível. procede-se à adjudicação Caso contrário. anulando o procedimento Artigo 110º 4º Notificação da entidade escolhida como adjudicatário 5º Aprovação da minuta. se a ela houver lugar (igual ao concurso público) 8º Consignação da obra (igual ao concurso público) Artigo 150º e seguintes Artigo 112º e seguintes Artigo 115º e seguintes Artigo 108º DGDR Fundo de Coesão 115 . é preferível não adjudicar. pelo menos 2 entidades para que exista uma possibilidade mínima de comparação de propostas) 2º Seguidamente procede-se à análise da(s) proposta(s) recebida(s) 3º Se a proposta for aceitável.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 116 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A PRESTAÇÃO DE GARANTIA 17 DGDR Fundo de Coesão 117 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 118 .

nº 2 VALOR DA CAUÇÃO Excepção: A caução pode ser definida em montante superior. nº 3 DISPENSA DA CAUÇÃO Artigo 113º. nºs 1 e 2 SUBSTITUIÇÃO DA CAUÇÃO Artigo 112º. nº 1 UTILIZAÇÃO DA CAUÇÃO Artigo 112º. em casos devidamente fundamentados e mediante autorização da entidade tutelar.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Prestação de Garantia 17 FUNÇÃO DA CAUÇÃO Garantir o exacto e pontual cumprimento das obrigações que o empreiteiro assume com a celebração do contrato de empreitada O dono da obra pode recorrer à caução (sem necessidade de recorrer aos tribunais) nos casos em que o empreiteiro não pague ou conteste as multas contratuais que lhe forem aplicadas ou não cumpre as obrigações legais ou contratuais líquidas e certas Regra: A caução será igual a 5% do preço total do contrato (sem IVA) Artigo 112º. a caução pode ser substituída pela retenção de 10% dos pagamentos a efectuar Será dispensado da prestação de caução o empreiteiro que apresente contrato de seguro adequado da execução da obra pelo preço do respectivo contrato Será igualmente dispensado o empreiteiro cuja responsabilidade solidária seja assegurada por entidade bancária. nºs 3 e 4 DGDR Fundo de Coesão 119 . até 30% do preço total do contrato. caso exista Em obras de valor inferior a 5 000 contos (24 940 Euros). pelo preço total do contrato Artigo 113º.

em qualquer instituição de crédito. a média da cotação na bolsa de valores ficar abaixo do par. especificando-se o fim a que se destina) Depósito em títulos emitidos ou garantidos pelo Estado (efectuado nos termos do depósito em dinheiro. o pagamento de quaisquer importâncias exigidas pelo dono da obra em virtude de incumprimento de obrigações legais ou contratuais por parte do empreiteiro) MODOS DE PRESTAÇÃO DA CAUÇÃO Artigo 114º Consequências da falta de prestação de caução no prazo previsto (artigo 111º) A adjudicação caduca O facto é participado ao IMOPPI. al. nº 2. de 2 de Março) DGDR Fundo de Coesão 120 . para efeitos de eventual aplicação da sanção de cancelamento da actividade e devolução do certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas (artigo 46º. salvo se. o imediato pagamento de quaisquer importâncias exigidas pelo dono da obra em virtude de incumprimento de obrigações legais ou contratuais por parte do empreiteiro) Seguro-caução (apólice do seguro em que a entidade seguradora assume. Os títulos serão avaliados pelo respectivo valor nominal. c) do Decreto-Lei nº 61/99. até ao valor da caução. até ao limite do valor da caução. à ordem do dono da obra.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Prestação de Garantia 17 Depósito em dinheiro (efectuado em Portugal. pelo dono da obra. caso em que a avaliação será feita em 90% dessa média) Garantia bancária (documento emitido por uma instituição bancária que assegura. nos últimos 3 meses. em escudos ou euros.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A CELEBRAÇÃO DO CONTRATO 18 DGDR Fundo de Coesão 121 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 122 .

a data. nº 1) O dono da obra comunicará ao concorrente adjudicatário. hora e local em que deve comparecer para a outorga do contrato (artigo 115º. nº 2) DGDR Fundo de Coesão 123 ..Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A celebração do contrato 18 Após a adjudicação . no prazo de 5 dias Se os concorrentes nada disser. O contrato de empreitada deve ser celebrado no prazo de 30 dias a contar da data de prestação da caução (artigo 115º... A minuta do contrato é aprovada pela entidade competente para autorizar a despesa da empreitada (artigo 116º) A minuta é remetida ao concorrente classificado em 1º lugar para que este se pronuncie sobre ela. a minuta considera-se aprovada Artigo 108º Aprovada a minuta .. por ofício e com a antecedência mínima de 5 dias.

. Se a despesa for igual ou inferior a 10 000 contos (49 880 Euros) Se a despesa for proveniente de revisão de preços Artigo 59º... em resultado de acontecimentos imprevisíveis e por motivos de urgência imperiosa.. a) e b) do Decreto-Lei nº 197/99. não imputável ao dono da obra Artigo 60º do Decreto-Lei nº 197/99. de 8 de Junho (aplicável por força da al.. Se a segurança pública o aconselhar Se for necessário dar execução imediata ao contrato. O CONTRATO DEVE SER REDUZIDO A ESCRITO Artigo 119º. als. a) do nº 1 do artigo 4º do mesmo Decreto-Lei) POR OUTRO LADO. b) do nº 1 do artigo 4º do mesmo Decreto-Lei) DGDR Fundo de Coesão 124 . PODE SER DISPENSADA A FORMA ESCRITA .. de 8 de Junho (aplicável por força da al. nº 1 Excepções . NÃO É EXIGÍVEL A FORMA ESCRITA ...Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A celebração do contrato 18 Em regra . nº 1.

pelo projecto. Artigo 119º. outra entidade pública ou serviço dotado de autonomia administrativa e financeira constarão de documento autêntico oficial. pelo caderno de encargos e pelas demais peças enumeradas naquele documento (Artigo 117º) Clausulas contratuais obrigatórias O contrato deve conter obrigatoriamente os elementos constantes do artigo 118º ou 139º (consoante o tipo de empreitada). se apelarmos aos princípios da desburocratização e eficiência administrativas. Porém. se for o caso. sob pena de ser declarado nulo DGDR Fundo de Coesão 125 . chegamos à conclusão de que devemos enveredar pela forma mais simples de documento autêntico.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A celebração do contrato 18 O contrato deve ser celebrado por escritura pública? Não! É suficiente o documento autêntico simples. O contrato de empreitada é constituído pelo documento escrito lavrado de acordo com a minuta. De qualquer forma. registado. A escritura pública é o documento autêntico mais solene. o legislador apenas exige que o contrato seja lavrado sob a forma de documento autêntico. A autenticidade de um documento resulta do facto de este ser exarado por uma autoridade pública ou oficial público. em livro adequado do serviço ou ministério». sem especificar se se trata de escritura pública ou documento autêntico simples. nº 2 «Os contratos em que seja outorgante o Estado.

nº 5) Se o adjudicatário não comparecer no dia. como o facto não é imputável ao dono da obra. de 21 de Março. tendo direito a ser reembolsado dos encargos resultantes da prestação da caução (Artigo 115º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A celebração do contrato 18 CONSEQUÊNCIAS DA NÃO CELEBRAÇÃO DO CONTRATO NO PRAZO LEGAL Se o dono da obra não promover a celebração do contrato no prazo de 132 dias contado da data de apresentação de propostas ou no prazo de 30 dias contado da data de prestação da caução. relativa ao Processo nº 102807/95) Neste caso. é obrigatória a abertura de novo concurso (neste sentido. do Tribunal de Contas. o adjudicatário pode recusar-se a outorgá-lo. vide Decisão nº 1714/96. nºs 3 e 4) Neste caso. hora e local fixados para a outorga do contrato (não tendo sido impedido de o fazer por motivo independente da sua vontade) perderá a caução a favor do dono da obra e o facto será participado ao IMOPPI (Artigo 115º. este pode chamar à contratação o concorrente classificado em segundo lugar DGDR Fundo de Coesão 126 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O VISTO DO TRIBUNAL DE CONTAS 19 DGDR Fundo de Coesão 127 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 128 .

1000 x 60 549$00 = 60 549 000$00. das negociações e dos relatórios de apreciação das propostas • Despacho ou deliberação de adjudicação e respectiva fundamentação • Despacho ou deliberação que aprovou a minuta do contrato • Reclamações e eventuais decisões sobre elas tomadas • Caderno de encargos e programa de concurso • Proposta do adjudicatário • Documentos comprovativos da situação do adjudicatário perante o Fisco e a Segurança Social • Documentos comprovativos da posse de certificado de classificação de empreiteiro • Documento comprovativo da prestação de caução • Declaração do adjudictário de que reúne os requisitos de admissão a concurso • Pareceres de outros organismos (quando exigidos) Resolução nº 7/98 do Tribunal de Contas DGDR Fundo de Coesão 129 . Porém. para obtenção de visto. no ano 2001.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Visto do Tribunal de Contas 19 Devem ser remetidos ao Tribunal de Contas. de 26 de Agosto. os contratos reduzidos a escrito e as minutas dos contratos de qualquer valor que venham a celebrar-se por escritura pública. estão isentos de fiscalização prévia os contratos cujo montante seja inferior a 1000 vezes o valor correspondente ao índice 100 da escala indiciária do regime geral da função pública. de 29 de Dezembro – Orçamento de Estado para 2001) Elementos (cópias) a remeter ao Tribunal de Contas • Despacho ou deliberação que aprovou a abertura do procedimento de contratação • Anúncio(s) da abertura do concurso • Actas do acto público. conjugado com o artigo 82º da Lei nº 30-C/2000. nº 1 da Lei nº 98/97. (Artigo 48º. ou seja.

de 26 de Agosto. na redacção da Lei nº 87-B/98. porém. Existe. uma excepção: Não podem ser efectuados pagamentos ao empreiteiro antes de obtido o visto do Tribunal de Contas. de 26 de Agosto. de 31 de Dezembro E se o visto for recusado? Nesse caso a recusa apenas implica a ineficácia jurídica dos actos após a respectiva notificação. sejam trabalhos contratualmente previstos. Artigo 45º. de 31 de Dezembro DGDR Fundo de Coesão 130 . designadamente o início dos trabalhos da empreitada. Quer isto dizer que os trabalhos realizados pelo empreiteiro até à data da notificação da recusa do visto podem ser pagos desde que o seu montante se enquadre na respectiva programação financeira. podem produzir a generalidade dos seus efeitos. nº 1 da Lei nº 98/97. na redacção da Lei nº 87-B/98.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Visto do Tribunal de Contas 19 Os contratos podem produzir efeitos antes do visto do Tribunal de Contas? Sim. Artigo 45º. isto é. nºs 2 e 3 da Lei nº 98/97.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A CONSIGNAÇÃO DOS TRABALHOS 20 DGDR Fundo de Coesão 131 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 132 .

não é possível proceder à adjudicação ao concorrente classificado em 2º lugar. nº 1 Se o empreiteiro não comparecer no prazo fixado para a consignação da obra . O contrato caduca Neste caso.Perderá a caução a favor do dono da obra O dono da obra participará o facto ao IMOPPI.Indemnizará o dono da obra pela diferença entre o valor do contrato caducado e aquele que vier a ser celebrado 2.. tendo que se proceder à abertura de novo concurso O empreiteiro: 1. bem como a documentação técnica (peças escritas e desenhadas) (Artigo 150º) A consignação deve ser realizada no prazo máximo de 22 dias contados da celebração do contrato Artigo 152º. É notificado para comparecer numa data posterior que não exceda 11 dias (Artigo 152º. para efeitos de cancelamento da inscrição do empreiteiro DGDR Fundo de Coesão 133 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Consignação dos Trabalhos 20 Consignação da obra É o acto pelo qual o dono da obra faculta ao empreiteiro os locais onde irão ser executados os trabalhos.. nº 2) Se ainda assim o empreiteiro reincidir na não comparência ...

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 134 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 21 DGDR Fundo de Coesão 135 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 136 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas

A Execução dos Trabalhos

21

ENCARGOS PREPARATÓRIOS
Constitui encargo do empreiteiro (salvo estipulação em contrário) o fornecimento dos aparelhos, instrumentos, ferramentas, utensílios e andaimes indispensáveis à execução da obra
Artigo 23º

ATENÇÃO

Não

devem

ser

considerados

como

encargos

preparatórios

indispensáveis à execução da obra, a serem suportados pelo dono da obra, no âmbito do contrato de empreitada, os relativos à aquisição de veículos e outros equipamentos (material informático, telefones móveis, etc.) ainda que destinados à fiscalização da obra e ainda que, concluída a empreitada, aqueles revertam para o dono da obra.

Justificação legal:
O fornecimento de viaturas (e do restante equipamento indicado) não se enquadra no conceito de empreitada de obras públicas, não configurando sequer um contrato misto, uma vez que os bens a fornecer não se destinam a ser incorporados ou a complementar a obra pública em causa. A aquisição de tais bens deve ser efectuada ao abrigo do Decreto-Lei nº 197/99, de 8 de Junho e não através da sua inclusão num contrato de empreitada de obras públicas. O incumprimento desta regra é motivo de recusa de visto pelo Tribunal de Contas. Neste sentido, vide Acórdão nº 10/99, de 8 de Abril, do TC.

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A Execução dos Trabalhos

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TRABALHOS PREPARATÓRIOS OU ACESSÓRIOS

O empreiteiro tem a obrigação de realizar à sua custa todos os trabalhos que sejam considerados preparatórios ou acessórios da realização da empreitada, designadamente: • • • A montagem, construção, desmontagem, demolição e manutenção do estaleiro;(*) A construção de acessos ao estaleiro e das serventias internas deste; Os trabalhos necessários para garantir a segurança dos trabalhadores da obra e do público em geral, para evitar danos nos prédios vizinhos e para dar cumprimento aos regulamentos de segurança, higiene e saúde no trabalho e de polícia das vias públicas; Os trabalhos necessários para restabelecer as servidões e serventias que sejam alteradas ou destruídas por motivos de execução da obra e para evitar a estagnação de águas no local.

Artigo 24º

(*) Porém, o encargo daqui resultante deve ser pago pelo dono da obra, constituíndo um preço contratual unitário.

OUTROS ENCARGOS DO EMPREITEIRO
Constitui encargo do empreiteiro (salvo estipulação em contrário) o pagamento das indemnizações devidas pela constituição de servidões, pela ocupação temporária de prédios particulares, necessárias à execução da obra
Artigo 25º

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A Execução dos Trabalhos

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TRABALHOS A MAIS

Ao longo da execução da obra surge frequentemente a necessidade de realizar trabalhos a mais...
São trabalhos cuja espécie ou quantidade não foram incluídos no contrato inicial mas que se destinam à realização da mesma empreitada, se tornaram necessários na sequência de circunstâncias imprevistas e não podem ser realizados em separado do contrato inicial sem causar inconveniente grave ao dono da obra ou, sendo separáveis, são estritamente necessários à conclusão da obra
Artigo 26º

Frequentemente confundem-se os trabalhos a mais com as «obras novas» ou «trabalhos novos» Qual é a diferença? A característica principal de diferenciação entre os dois conceitos é a imprevisibilidade. Os trabalhos a mais resultam de circunstâncias imprevistas, pelo que não era de todo possível incluí-los no contrato inicial. Pelo contrário, os trabalhos novos ou «obras novas» são aqueles que, ainda que relacionados com a empreitada inicial, não resultam de factos imprevistos, mas tão só de uma opção técnica ou política tomada após adjudicação da obra.

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A Execução dos Trabalhos

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Exemplo prático: A execução de passeios não previstos no projecto de execução de uma via urbana assume a natureza de trabalhos novos e não de trabalhos a mais uma vez que a sua não inclusão no projecto inicial terá resultado de uma opção do dono da obra e não de uma circunstância imprevista superveniente.

Sobre a diferenciação dos conceitos vide: • • • Acórdão nº 242/93, de 9 de Dezembro, do Tribunal de Contas Acórdão nº 156/98, de 7 de Outubro, do Tribunal de Contas Parecer nº 40/87, da Procuradoria-Geral da República, de 9 de Junho de 1987 (DR IIª Série, de 87.09.23)

Qual a diferença de regime entre os trabalhos a mais e os trabalhos novos?

Os trabalhos a mais são (até um certo limite) executados pelo mesmo empreiteiro com base num contrato adicional ao contrato de empreitada Os trabalhos novos carecem do lançamento de um novo procedimento de contratação, pelo que têm execução autónoma relativamente à empreitada inicial

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.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Execução dos Trabalhos 21 Condições de realização dos trabalhos a mais O empreiteiro é obrigado a executar os trabalhos a mais desde que lhe sejam ordenados por escrito pelo dono da obra e o fiscal da obra lhe forneça os elementos técnicos indispensáveis à sua realização (v. nº 1 O montante acumulado (sem IVA) de trabalhos a mais. planos. alterações ao projecto da iniciativa do dono da obra. desenhos. em opção.. variantes ou alterações ao plano de trabalhos da iniciativa do empreiteiro não pode exceder 25% do valor do contrato inicial de empreitada A execução dos trabalhos adicionais que excedam aquele limite será feita com base num novo procedimento adjudicatório. desde que se trate de trabalhos da mesma espécie e a executar nas mesmas condições Se não existir projecto para a execução dos trabalhos a mais (face ao seu reduzido valor) a ordem de execução deve conter a espécie e a quantidade dos trabalhos a executar. exercer o direito de rescisão ou alegar (tratando-se de trabalhos de espécie diferente dos iniciais) que não possui equipamentos e meios humanos indispensáveis à execução desses trabalhos O projecto de alteração deve ser entregue ao empreiteiro com a ordem escrita de execução dos trabalhos a mais Os preços a praticar deverão ser idênticos aos dos trabalhos contratuais.. 1º Limite Artigo 45º. perfis.g. nº 6 A realização de trabalhos a mais encontra-se sujeita a alguns limites. alterações ao projecto. nº 5 Artigo 26º. devendo o empreiteiro apresentar os preços unitários para os trabalhos que não tenham preços contratuais estabelecidos (A fixação dos novos preços é regulada pelo artigo 27º) Artigo 26º. nº 2 Artigo 26º. a fim de evitar as derrapagens nos custos das obras . nº 3 Artigo 26º. como se de «trabalhos novos» se tratasse DGDR Fundo de Coesão 141 . nº 4 Artigo 26º. mapa da natureza e volume dos trabalhos) O empreiteiro pode.

Esta informação irá permitir ao IMOPPI enviar semestralmente aos Ministros do Equipamento Social e das Finanças um relatório fundamentado sobre a aplicação das medidas de controlo de custos nas obras públicas. alterações ao projecto da iniciativa do dono da obra. Artigo 46º DGDR Fundo de Coesão 142 . variantes ou alterações ao plano de trabalhos da iniciativa do empreiteiro exceda 15% do valor do contrato inicial de empreitada ou sempre que tal montante acumulado seja igual ou superior a 1 milhão de contos (4 987 979 Euros) a entidade competente para autorizar a despesa só o poderá fazer mediante proposta fundamentada e instruída com estudo realizado por entidade externa e independente (*) Este estudo pode ser dispensado quando o valor do contrato inicial for igual ou inferior a 500 mil contos (2 493 989 Euros). nº 2 Quando o montante acumulado de trabalhos a mais. Dever de informação Os donos de obra devem enviar ao IMOPPI cópia dos elementos justificativos dos custos acrescidos das suas obras (trabalhos adicionais). bem como dos estudos efectuados e das decisões que sobre eles incidiram. podendo ser pública ou privada.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Execução dos Trabalhos 21 2º Limite Artigo 45º. NOTA: (*) Entidade externa e independente – entidade sem qualquer ligação próxima ou remota ao dono da obra ou ao empreiteiro. mas que deverá possuir competência técnica no domínio da engenharia. alterações ao projecto.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas OS PAGAMENTOS AO EMPREITEIRO 22 DGDR Fundo de Coesão 143 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 144 .

deverá essa tarefa ser feita pelo empreiteiro. salvo se as partes acordarem periodicidade diferente As medições devem ser efectuadas pelo representante do dono da obra. no próprio local. com a assistência do empreiteiro. em função da aplicação quantidades de trabalhos periodicamente realizadas FORMA E PERIODICIDADE DAS MEDIÇÕES DOS TRABALHOS A medição deve ser feita Artigos 202º e 208º MENSALMENTE. um mapa das quantidades de trabalhos realizados no mês anterior O empreiteiro deverá proceder da mesma forma quando a distância. o qual apresentará ao dono da obra. lavrando-se um auto que deve ser assinado por ambos Se o dono da obra não proceder atempadamente à medição dos trabalhos. a natureza dos trabalhos ou outras circunstâncias impossibilitem a realização de medições mensais pelo dono da obra DGDR Fundo de Coesão 145 . o difícil acesso. até ao fim do mês seguinte. isto é.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Os Pagamentos ao Empreiteiro 22 MODO DE RETRIBUIÇÃO DO EMPREITEIRO A retribuição do empreiteiro pode ser feita através de: Artigos 209º e 210º Prestações Fixas Prestações Variáveis ou por Medição O contrato de empreitada fixa os valores a pagar periodicamente e as datas dos respectivos vencimentos Os pagamentos ao empreiteiro são feitos em função dos das preços medições unitários periodicamente contratuais às realizadas.

.. à taxa de 17% se for uma obra da Administração Central .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Os Pagamentos ao Empreiteiro 22 IMPOSTOS E DESCONTOS A QUE ESTÃO SUJEITOS OS PAGAMENTOS A cada pagamento .. Artigos 18º.. nº 1.5% destinado à Caixa Geral de Aposentações (Artigo 138º do Decreto-Lei nº 498/72. de 9 de Dezembro – Estatuto da Aposentação) Este desconto é obrigatório nos pagamentos relativos a contratos de empreitada adjudicados por entidades com pessoal inscrito na Caixa Geral de Aposentações DGDR Fundo de Coesão 146 . garantia bancária ou seguro-caução Às importâncias a pagar ao empreiteiro será ainda deduzido 0. als.. à taxa de 5% de for uma obra da Administração Local IMPOSTOS parcial a efectuar acresce o IVA .. a) e c) e lista I anexa do Código do IVA Às importâncias a pagar ao empreiteiro (sem IVA) será deduzido 5% para garantia do contrato em reforço da caução prestada (Artigo 211º) Este desconto pode ser substituído por DESCONTOS depósito em títulos.

06. nº 1) DGDR Fundo de Coesão 147 . dos Ministro das Finanças e das Obras Públicas. publicado no DR. à taxa de 6.25% (Artigo 213º.25%. nº 5) Se o atraso nos pagamentos for superior a 132 dias o empreiteiro pode rescindir o contrato. não podendo exceder 44 dias a contar da data dos respectivos autos de medição (Artigo 212º) Se o pagamento for feito fora de prazo haverá lugar ao abono de juros de mora ao empreiteiro. de 7 de Janeiro: substituição da taxa de desconto do Banco de Portugal pela taxa de 3. IIª Série.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Os Pagamentos ao Empreiteiro 22 MOMENTO DE EFECTUAR OS PAGAMENTOS Os pagamentos ao empreiteiro devem ser efectuados no prazo previsto no contrato. nº 1) Cálculo do Valor da taxa: (Artigo 277º. de 95.24: Juros calculados à taxa de desconto do Banco de Portugal. nº 2 e 234º. acrescida de 3% Portaria nº 8/99. nº 4) Despacho nº A-44/95-XII. tendo direito a ser indemnizado por perdas e danos (Artigos 213º. Os juros de mora devem ser pagos no prazo de 22 dias a contar da data do pagamento dos trabalhos que lhes deram origem (Artigo 213º.

ser-lhe-á aplicada uma multa diária (Artigo 201º) DGDR Fundo de Coesão 148 ....... para aquisição de materiais sujeitos a flutuação de preços e equipamentos necessários à execução da obra O adiantamento pelos materiais não pode exceder 2/3 do valor dos materiais O adiantamento pelos equipamentos não pode exceder 50% do valor dos equipamentos Este adiantamento não pode exceder 50% da parte do preço que o empreiteiro tem direito a receber. pelos materiais e equipamentos postos no local da obra pelo empreiteiro . Artigo 214º . mediante prestação de garantia bancária ou seguro-caução. nos termos do contrato PENALIDADES APLICÁVEIS AOS EMPREITEIROS Se o empreiteiro não cumprir os prazos contratuais para a execução da obra.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Os Pagamentos ao Empreiteiro 22 ADIANTAMENTOS AO EMPREITEIRO O dono da obra pode conceder adiantamentos . pelo empreiteiro.

«Em casos especiais. em conjunto. ao contrário do que sucedia no anterior regime jurídico das empreitadas de obras públicas. Assim por ausência de norma habilitante não será possível a estipulação de prémios. DGDR Fundo de Coesão 149 . contando que.. pode o caderno de encargos prever a concessão ao empreiteiro de prémios pecuniários pela qualidade invulgar de execução da obra ou por antecipação dos prazos estabelecidos para execução dos trabalhos. de 10 de Dezembro (revogado pelo primeiro) segundo a qual ..Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Os Pagamentos ao Empreiteiro 22 Podem ser pagos prémios aos empreiteiros? NÃO! O Decreto-Lei nº 59/99. de 2 de Março não contém uma norma idêntica à do nº 3 do artigo 61º do Decreto-Lei nº 405/93. não excedam 20% do valor da obra».

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 150 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A RECEPÇÃO PROVISÓRIA DA OBRA 23 DGDR Fundo de Coesão 151 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 152 .

nº 5) DGDR Fundo de Coesão 153 . no caderno de encargos e no contrato Recepção tácita Se o dono da obra não proceder à vistoria no prazo de 22 dias após o pedido do empreiteiro.. nº 2 Finalidade da vistoria Verificar se a obra foi executada de acordo com o estabelecido no projecto. a obra considera-se tacitamente recebida no termo desse prazo (Artigo 217º... da totalidade da obra de partes obra da Artigo 217º. VISTORIA a pedido do empreiteiro ou do dono da obra. tendo em vista a sua recepção provisória por este último (Artigo 217º) A recepção pode ser ..Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Recepção Provisória da Obra 23 .. deve realizar-se uma Concluída a obra ..

serão as mesmas especificadas no auto de vistoria. fixando-se um prazo para que o empreiteiro proceda às reparações necessárias Se o empreiteiro não realizar tais trabalhos de reparação. Se a obra estiver finalmente em condições de ser recebida regista-se tal facto no auto de vistoria Artigos 218º e 219º DGDR Fundo de Coesão 154 . como forma de pagamento Feitas as reparações.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Recepção Provisória da Obra 23 Deficiências na execução Se na sequência da vistoria forem detectadas deficiências na execução.. accionando as garantias prestadas pelo empreiteiro. pode o dono da obra mandá-los efectuar a outrem. procede-se a nova vistoria ..

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O INQUÉRITO ADMINISTRATIVO 24 DGDR Fundo de Coesão 155 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 156 .

que tem como finalidade averiguar se o empreiteiro é devedor perante terceiros por motivo inerente à obra em causa (obrigações resultantes de expropriações. entregando-as directamente aos reclamantes Se o empreiteiro contestar as reclamações.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Inquérito Administrativo 24 O que é o inquérito administrativo? É um procedimento. efectuado pelo dono da obra. pagamento de salários. aquisições de materiais e equipamentos. Os presidentes das câmaras respectivas providenciarão a afixação de editais (durante 15 dias). convocando todos os interessados para reclamarem eventuais créditos sobre o empreiteiro No prazo de 8 dias os presidentes das câmaras respectivas enviarão as reclamações recebidas ao serviço encarregue da liquidação O serviço liquidatário notifica o empreiteiro para no prazo de 15 dias contestar as reclamações Se o empreiteiro não contestar. indicando-lhes igualmente o serviço que ficará responsável pela liquidação (NOTA: esta comunicação não se justifica quando o dono da obra é uma autarquia local e os trabalhos apenas se desenvolveram na respectiva circunscrição territorial). as quantias reclamadas serão depositadas. em qualquer instituição de crédito em Portugal. o dono da obra comunica aos presidentes das câmaras dos concelhos em que os trabalhos foram executados a conclusão da obra. etc. o dono da obra deduzirá às importâncias a pagar ao empreiteiro o montante relativo às reclamações. propuserem acção no tribunal competente contra o empreiteiro e enviarem ao serviço liquidatário certidão comprovativa desse facto Se tal acontecer. os reclamantes serão notificados de que as quantias reclamadas apenas serão retidas se. à ordem do juiz do tribunal respectivo Artigos 223º a 225º e 230º 2 3 4 5 6 DGDR Fundo de Coesão 157 . no prazo de 22 dias. as reclamações serão aceites e deferidas Neste caso.) Como se efectua? 1 No prazo de 22 dias após a recepção provisória.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 158 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A CONTA DA EMPREITADA 25 DGDR Fundo de Coesão 159 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 160 .

no prazo de 15 dias. revisões e multas aplicadas • Um mapa de todos os trabalhos executados a mais e a menos.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Conta da empreitada 25 O que é a conta da empreitada? É o documento que traduz o histórico financeiro da empreitada e é composto por: • Uma conta-corrente onde se inscrevem os valores globais de todas as medições. deve ser enviada ao empreiteiro uma cópia da conta. com indicação dos preços unitários • Um mapa de todos os trabalhos e valores sobre os quais haja reclamações do empreiteiro ainda não decididas A conta da empreitada deve ser elaborada no prazo de 44 dias após a recepção provisória (Artigo 220º) No prazo de 8 dias após a sua elaboração. assiná-la ou deduzir reclamações (Artigo 221º) DGDR Fundo de Coesão 161 . devendo este.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 162 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O PRAZO DE GARANTIA 26 DGDR Fundo de Coesão 163 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 164 .

5 ANOS Artigo 226º (Porém.. o seguro-caução ou a garantia bancária DGDR Fundo de Coesão 165 .. desde que a natureza dos trabalhos ou o prazo previsto de utilização da obra assim o justifique) A partir de que momento se conta o prazo de garantia? 5 anos Conclusão da obra Recepção definitiva Período de Recepção provisória garantia Que vícios ou defeitos estão abrangidos pela garantia? Aqueles que não sejam resultado do normal desgaste e depreciação dos materiais e equipamentos incorporados na obra Que meios pode utilizar o dono da obra para forçar o empreiteiro a reparar os defeitos da obra que lhe sejam imputáveis? Pode accionar as quantias retidas a título de caução.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas O Prazo de Garantia 26 O prazo legal de garantia da boa execução da obra é de . pode ser estabelecido no caderno de encargos um prazo inferior.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 166 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A RECEPÇÃO DEFINITIVA 27 DGDR Fundo de Coesão 167 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 168 .

indícios de ruína ou falta de solidez. deteriorações.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Recepção Definitiva 27 Decorrido o prazo de garantia da obra. desobrigado de qualquer responsabilidade relacionada com a empreitada Se. procede-se. por iniciativa do dono da obra ou a pedido do empreiteiro. pelo contrário. fixado prazo para que o empreiteiro proceda à sua reparação ou substituição Artigo 228º DGDR Fundo de Coesão 169 . sendo. que não resultem do normal desgaste dos materiais e equipamentos incorporados na obra) apenas serão recebidos os trabalhos que se encontrem em bom estado. será definitivamente recebida pelo dono da obra. para os restantes. a uma nova vistoria para efeitos de recepção definitiva da obra Artigo 227º Se a obra não apresentar deficiências. ficando o empreiteiro. a partir desse momento. forem detectadas deficiências da responsabilidade do empreiteiro (isto é.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 170 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A RESTITUIÇÃO E A EXTINÇÃO DA CAUÇÃO 28 DGDR Fundo de Coesão 171 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 172 .

nº 1 O que sucede se o dono da obra não efectuar desde logo a restituição das quantias retidas e a extinção da caução? Se a demora for superior a 22 dias. nº 3 DGDR Fundo de Coesão 173 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A restituição e a extinção da caução 28 Em que momento é que deve ocorrer a restituição das quantias retidas ao empreiteiro e a extinção da caução? Deve ocorrer logo após a recepção definitiva da obra. nº 2 Como se processa a restituição das quantias retidas. tratando-se de depósitos em dinheiro a favor do dono da obra? A restituição abrange não apenas o capital devido (isto é. contados nos termos do artigo 213º. o empreiteiro tem direito a exigir juros das respectivas importâncias. mas também os juros vencidos (ou seja. os juros resultantes dos depósitos efectuados com o dinheiro retido) Artigo 229º. ou seja. o dinhero retido). após o decurso do prazo de garantia Artigo 229º. nº 1 Artigo 229º.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A restituição e a extinção da caução 28 Como se processa a extinção da caução resultante de seguro-caução ou garantia bancária? O empreiteiro ou o dono da obra apresentam junto da entidade seguradora ou bancária cópia do auto de recepção definitiva da obra Artigo 229º. nº 4 DGDR Fundo de Coesão 174 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas AS SUBEMPREITADAS 29 DGDR Fundo de Coesão 175 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 176 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas As Subempreitadas 29 O que é um contrato de subempreitada? É um contrato de empreitada. nº 1 Pode o empreiteiro dar de subempreitada a totalidade da obra? NÃO! Apenas pode subempreitar até 75% do valor total da obra adjudicada. nº 1 Em que consiste? O empreiteiro principal (isto é. c) concorrentes nacionais de Estados signatários do Acordo sobre o Espaço Económico Europeu. instalações eléctricas.g. Artigo 265º. na sequência de um contrato de empreitada de obras públicas. celebrado entre empreiteiros.. que tem por finalidade a realização de parte dos trabalhos inseridos na empreitada principal Artigo 266º. Artigo 265º. por motivos de especialização (v. geralmente. como empreiteiros por serem: a) concorrentes portugueses. elevadores) Quem pode ser subempreiteiro? Apenas poderão executar trabalhos em obras públicas como subempreiteiros aqueles que estejam igualmente habilitados a concorrer a empreitadas de obras públicas. titulares de certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas. nº 3 DGDR Fundo de Coesão 177 . b) concorrentes nacionais de outros Estados membros da União Europeia. aquele que contratou com o dono da obra) encarrega um terceiro (outro empreiteiro) da execução de certos trabalhos.

Artigo 266º. Artigo 265º. b) A identificação dos certificados de empreiteiros de obras públicas. nº s 2.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas As Subempreitadas 29 Pode o dono da obra opor-se à escolha do subempreiteiro? Em princípio. 3 e 4 DGDR Fundo de Coesão 178 . sob pena de nulidade: a) A identificação completa das partes outorgantes. nº 6 Pode o empreiteiro subempreiteiro? SIM! proceder à substituição do Desde que obtenha previamente autorização do dono da obra. e) A forma e o prazo de pagamento. c) A especificação técnica da obra subcontratada. NÃO! Salvo se o subempreiteiro não preencher os requisitos legais para a execução da parte da obra que lhe foi subcontratada. nº 5 Como é que deve ser celebrado o contrato de subempreitada? O contrato de subempreitada deve ser outorgado mediante documento particular e conter os seguintes elementos. d) O valor do contrato. Artigo 265º.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas As Subempreitadas 29 Pode o dono da obra reter quantias devidas ao empreiteiro. não comprove ter procedido à liquidação dessas quantias nos 15 dias imediatos à recepção da notificação Artigo 267º O dono da obra sabe quem são os subempreiteiros que executam trabalhos na sua obra? SIM! . c) e d) O recurso à subempreitada é a única maneira de subcontratar trabalhos em obras públicas? Em princípio SIM. apenas. uma vez que são proibidas as prestações de serviços para a execução de obras públicas. alterada pela Portaria nº 660/99. Admite-se. de 17 de Agosto Artigo 270º DGDR Fundo de Coesão 179 . Na medida em que o empreiteiro se encontra obrigado a depositar junto do dono da obra cópia de todos os contratos de subempreitada que celebre Artigo 268º. de 4 de Junho. desde que o empreiteiro.. notificado para tal. als.. a pedido do subempreiteiro? SIM! Se o empreiteiro tiver pagamentos em atraso a efectuar ao subempreiteiro (decorrentes do mesmo contrato de empreitada de obras públicas) o dono da obra pode reter quantias do mesmo montante e entregá-las directamente ao subempreiteiro. as prestações de serviços celebradas com os técnicos responsáveis pela obra ou as relativas a serviços de elevada especialização técnica ou artística e que não se enquadrem nas subcategorias de trabalhos previstos na Portaria nº 412-I/99.

no caso de existirem subempreitadas? O empreiteiro será sempre responsável perante o dono da obra pelas obrigações decorrentes do contrato de empreitada de obras públicas.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas As Subempreitadas 29 Quem é responsável perante o dono da obra. embora o empreiteiro encarregue um terceiro da execução de certa parte da obra. Na subempreitada. é ele o responsável directo perante o dono da obra pelo cumprimento do contrato DGDR Fundo de Coesão 180 . bem como pelos actos ou omissões praticados por qualquer subempreiteiro Artigo 271º Subempreitada e cessão da posição contratual são a mesma coisa? NÃO. Na cessão da posição contratual dá-se a substituição do empreiteiro por outro no contrato celebrado com o dono da obra (artigo 148º).

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A CONCESSÃO DE OBRAS PÚBLICAS 30 DGDR Fundo de Coesão 181 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 182 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Concessão de Obras Públicas 30 O Decreto-Lei nº 59/99. sob pena de ser nulo Artigo 244º 2 Artigo 246º 3 Artigo 247º 4 Artigo 249º 5 Artigo 251º DGDR Fundo de Coesão 183 . as condições e o modo de exercício do direito de resgate. a principal diferença entre este contrato e o de empreitada reside no facto de na concessão de obras públicas existir um direito de exploração do empreendimento construído. o prazo de vigência da concessão. de 2 de Março contém um título (VIII) específico para o contrato de concessão de obras públicas. Como tivemos ocasião de referir. designadamente. durante um certo período de tempo mais ou menos longo Regras especialmente aplicáveis ao contrato de concessão de obras públicas 1 Obrigatoriedade de realização de concurso público para escolha do concessionário O prazo para apresentação de propostas não pode ser inferior a 52 dias O acto público do concurso será sempre assistido pelo Procurador-Geral da República ou pelo seu representante O caderno de encargos terá um clausulado mínimo. por parte do concessionário. as condições e o modo de exercício do direito de sequestro O contrato deve ser celebrado por documento autêntico.

abandone a exploração DGDR Fundo de Coesão 184 . antes de findo o prazo da concessão e mediante o pagamento de indemnização. por carência de recursos. desentendimento com o concedente ou acumulação de déficits. do ponto de vista do interesse público O que é o direito de sequestro? É o direito de o concedente assegurar a exploração do empreendimento concessionado quando o concessionário. quando o concessionário não assegura satisfatoriamente tal gestão. inabilidade administrativa.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas A Concessão de Obras Públicas 30 O que é o direito de resgate? É o direito de o concedente retomar a gestão do empreendimento concessionado.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas RESCISÃO E RESOLUÇÃO CONVENCIONAL DO CONTRATO DE EMPREITADA 31 DGDR Fundo de Coesão 185 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 186 .

determinada pelo dono da obra.Quando os trabalhos a mais sejam de espécie diferente dos previstos no contrato e o empreiteiro não disponha dos meios necessários à sua execução 2. tremores de terra. fogo. ultrapasse 20% ou 10% do prazo de execução da empreitada. com agravamento dos respectivos encargos superior a 20% do valor do contrato 8.Quando o valor acumulado dos trabalhos a mais ou a menos atinja ou ultrapasse uma redução de pelo menos 20% do valor da adjudicação 3. sem a concordância do empreiteiro.Quando o dono da obra retire. O processo de rescisão do contrato de empreitada por iniciativa do empreiteiro encontra-se regulado no artigo 238º DGDR Fundo de Coesão 187 . inundações. consoante se trate ou não de caso de força maior (*) 7.Quando o dono da obra praticar ou der causa a facto donde resulte maior dificuldade na execução da empreitada.Quando a consignação não seja feita no prazo de 154 dias contados da data de assinatura do contrato. cujos efeitos se produzam independentemente da vontade ou das circunstâncias pessoais do empreiteiro.Quando a substituição dos trabalhos por outros de espécie diferente atinja pelo menos 25% do preço da empreitada 4. ciclones.Quando o atraso na realização de qualquer pagamento ao empreiteiro se prolongue por mais de 132 dias Artigo 26º Artigo 31º Artigo 31º Artigo 148º Artigo 154º Artigo 189º Artigo 196º Artigo 213º NOTA: (*) Caso de força maior – é o facto de terceiro ou facto natural ou situação. ou. havendo consignações parciais o retardamento da consignação acarrete a interrupção dos trabalhos por mais de 120 dias 6. imprevisível e inevitável. nº 3). epidemias. raio. greves gerais ou sectoriais e quaisquer outros eventos da mesma natureza que impeçam o cumprimento do contrato (Artigo 195º. qualquer trabalho para o fazer executar por outrem 5.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Rescisão e resolução convencional do contrato de empreitada 31 CASOS EM QUE O EMPREITEIRO PODE RESCINDIR O CONTRATO 1. tais como actos de guerra ou subversão.Quando a suspensão dos trabalhos.

Quando o empreiteiro não respeitar a legislação sobre segurança. nem obtenha adiantamento 6. pelo fiscal da obra.Quando o empreiteiro suspender os trabalhos por mais de 8 dias seguidos ou 15 dias interpolados.Quando o empreiteiro não comparecer no dia fixado para a realização da consignação e não haja justificado a falta 4. higiene e saúde 3. sobre matéria relativa à execução do contrato 7.Quando o empreiteiro não inicie os trabalhos de acordo com o plano. para além das situações previstas no nº 2 do artigo 185º Artigo 148º Artigo 149º Artigo 152º Artigo 161º Artigo 162º Artigo 184º Artigo 189º A rescisão do contrato de empreitada por iniciativa do dono da obra dá sempre origem à posse administrativa dos trabalhos .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Rescisão e resolução convencional do contrato de empreitada 31 CASOS EM QUE O DONO DA OBRA PODE RESCINDIR O CONTRATO 1.Quando o empreiteiro não dê cumprimento ao plano de trabalhos 5.Quando o empreiteiro não cumprir uma ordem legal dada por escrito.artigo 235º A posse administrativa dos trabalhos pelo dono da obra encontra-se regulada no artigo 236º DGDR Fundo de Coesão 188 .Quando o empreiteiro ceda a sua posição contratual a outrem sem autorização do dono da obra 2.

em qualquer momento. em opção. Artigo 234º RESOLUÇÃO CONVENCIONAL Para além da possibilidade de rescisão unilateral (da iniciativa do dono da obra ou do empreiteiro) as partes podem. Artigo 240º DGDR Fundo de Coesão 189 . resolver o contrato. isto é. por comum acordo. receber uma indemnização correspondente a 10% da diferença entre o valor dos trabalhos executados e o valor dos trabalhos adjudicados. este terá direito a ser indemnizado pelos danos emergentes e pelos lucros cessantes. 2º Se o empreiteiro o preferir.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Rescisão e resolução convencional do contrato de empreitada 31 Quais são os efeitos financeiros da rescisão? 1º Sempre que a rescisão seja efectuada por conveniência do dono da obra ou pelo exercício de direito do empreiteiro. pode. interromper a sua eficácia.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 190 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas CONTENCIOSO DOS CONTRATOS 32 DGDR Fundo de Coesão 191 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 192 .

.. validade ou execução do contrato de empreitada de obras públicas podem ser resolvidos através . Tribunais Administrativos de Círculo Artigo 253º Tribunais Arbitrais Previamente à interposição de acção no tribunal devem as partes efectuar uma tentativa de conciliação extrajudicial O processo arbitral encontra-se regulado nos artigos 258º e 259º O processo de conciliação extrajudicial encontra-se regulado nos artigos 260º a 263º DGDR Fundo de Coesão 193 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Contencioso dos contratos 32 Os litígios que surjam entre as partes relacionados com a interpretação.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 194 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas LEGISLAÇÃO CONEXA 33 DGDR Fundo de Coesão 195 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 196 .

higiene e saúde no trabalho Decreto-Lei nº 310/90. de 14 de Novembro Estabelece os princípios gerais da promoção de segurança. fornecimentos e contratos de concessão por autarquias locais DGDR Fundo de Coesão 197 . de 2 de Março Decreto-Lei nº 61/99. de seguida. de 2 de Março. Regime de acesso e permanência na actividade de alterado pela Lei nº 155/99. de 1 de Outubro Institui a Marca de Qualidade LNEC. de 17 de Setembro Regime da realização de empreitadas.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Legislação Conexa 33 Apresentam-se. de 1 de Julho Decreto-Lei nº 113/93. de 15 de Maio Regime jurídico do recurso contencioso dos actos administrativos relativos à formação dos contratos de empreitada de obras públicas. de 14 de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Setembro Decreto-Lei nº 134/98. de 18 de Setembro Assunto Quadro de competências e regime jurídico de funcionamento dos órgãos dos municípios e das freguesias Código de expropriações Regime jurídico da realização das despesas públicas e da contratação pública Cria o Instituto dos Mercados de Obras Públicas e Particulares e do Imobiliário (IMOPPI) Lei nº 168/99. alguns diplomas legais com relevância no âmbito das empreitadas de obras públicas: Diploma Lei nº 169/99. de 10 de Abril Decreto-Lei nº 441/91. de 16 de Outubro Regime de revisão de preços em empreitadas Decreto-Lei nº 390/82. de 18 de Setembro Decreto-Lei nº 197/99. de 8 de Junho Decreto-Lei nº 60/99. de prestação de serviços e de fornecimento de bens Regime de coordenação de segurança nos estaleiros temporários ou móveis Segurança dos materiais de construção Decreto-Lei nº 155/95. aplicável à certificação de empreendimentos de construção pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil Decreto-Lei nº 348-A/86.

de 28 de Fevereiro Assunto Regime da qualificação profissional exigível aos autores de projectos de obras Decreto nº 43320. de 4 de Junho Fixa as taxas destinadas a cobrir os encargos com a gestão do sistema de ingresso e permanência nas actividades de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Portaria nº 412-F/99. de 24 de atraso nos pagamentos ao empreiteiro Junho de 1995) DGDR Fundo de Coesão 198 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Diploma Decreto-Lei nº 73/73. nº 144. Fixa as categorias e subcategorias relativas ao acesso e alterada pela Portaria nº 660/99. de 28 de Dezembro autorizações contidas nos certificados de classificação de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Portaria nº 412-H/99. de 4 de Junho Portaria nº 412-I/99. de 4 de Junho e Fixa as classes e os correspondentes valores das Portaria nº 1215/2000. de 4 de Junho e Define a avaliação e os valores de referência dos indicadores financeiros dos empreiteiros de obras Portaria nº 526/2000. de 21 de Fevereiro Aprova os modelos de programas de concurso tipo e os cadernos de encargos tipo a serem adoptados nas empreitadas de obras públicas Portaria nº 1101/2000. de 17 de permanência nas actividades de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Agosto Portaria do Ministro das Obras Públicas de 7 Aprova as instruções para a elaboração de projectos de obras públicas de Fevereiro de 1972 Despacho Conjunto A -44/95-XII (Diário da Fixa a taxa de juros de mora aplicável em caso de República. de 17 de Novembro de Estaleiros de construção de obras públicas 1960 Portaria nº 104/2001. de 4 de Junho. 2ª Série. de 20 de Novembro Portaria que aprova a relação das disposições legais e regulamentares aplicáveis ao projecto e à execução de obras Portaria nº 412-E/99. de 27 de Julho públicas e industriais de construção civil Portaria nº 412-G/99. de 4 de Junho Define os documentos necessários à comprovação da posse dos requisitos de acesso e permanência nas actividades de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Fixa o quadro mínimo do pessoal das empresas com condições de ingresso e permanência nas actividades de empreiteiro de obras públicas e de industrial de construção civil Portaria nº 412-J/99.

de 14 Coordenação dos processos de celebração de contratos nos sectores da água. do Conselho. da energia. dos transportes e das de Junho de 1993 telecomunicações Regulamento (CE) nº 1103/97 do Conselho Disposições respeitantes à introdução do EURO de 17 de Junho de 1997 DGDR Fundo de Coesão 199 . do Conselho.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Diploma Assunto Directiva nº 93/37/CE. de 14 Coordenação dos processos de adjudicação de empreitadas de obras públicas de Junho de 1993 Directiva nº 93/38/CE.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 200 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas

ÍNDICE DO DECRETO-LEI Nº 59/99, DE 2 DE MARÇO 34

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Índice do Decreto-Lei nº 59/99, de 2 de Março

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Título Disposições gerais

Capítulo

Artigo 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º
Obras Públicas

Designação

Âmbito de aplicação objectiva Âmbito de aplicação subjectiva Exclusões Contratos mistos Garantias de imparcialidade

Partes do contrato Âmbito Conceito Objecto da empreitada

Tipos de Empreitadas Empreitada por preço global

8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º Empreitada por série de preços 18º

Apresentação de projecto base pelos concorrentes Variantes ao projecto

Elementos e método de cálculo dos projectos base e variantes Reclamações quanto a erros e omissões do projecto Rectificações de erros ou omissões do projecto Valor das alterações do projecto Pagamentos Conceito Alterado Lei nº 163/99, de 14 de Setembro

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Título Tipos de Empreitadas

Capítulo

Artigo 19º 20º 21º

Designação
Objecto da empreitada Variante do empreiteiro Cálculo dos pagamentos

Disposições comuns às empreitadas por preço global e por série de preços

22º 23º 24º 25º 26º 27º 28º 29º 30º 31º 32º 33º 34º 35º 36º

Lista de preços unitários Encargos do empreiteiro Trabalhos preparatórios ou acessórios Servidões e ocupação de prédios particulares Execução de trabalhos a mais Fixação de novos preços de trabalhos a mais Supressão de trabalhos Inutilização de trabalhos já executados Alterações propostas pelo empreiteiro Direito de rescisão por parte do empreiteiro Prazo do exercício do direito de rescisão

Cálculo do valor dos trabalhos para efeito de rescisão Exercício do direito de rescisão

Indemnização por redução do valor dos trabalhos Responsabilidade por erros de execução

37º

Responsabilidade por erros de concepção do projecto

38º

Efeitos da responsabilidade

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de 27 de Julho 53º Concorrentes 54º 55º Divisão em lotes Admissão a concurso Idoneidade dos concorrentes 56º Capacidade financeira e económica e capacidade técnica dos concorrentes 57º 58º Agrupamentos de empreiteiros Concorrência DGDR Fundo de Coesão 205 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Tipos de Empreitadas Capítulo Empreitada por percentagem Artigo 39º 40º 41º 42º 43º 44º Conceito Designação Custo dos trabalhos Encargos administrativos e lucros Trabalhos a mais ou a menos Pagamentos Regime subsidiário Controlo de custos de obras públicas Avaliação das medidas de controlo de custos Tipos de procedimentos Escolha do tipo de procedimento Alterado Lei 163/99. de 14 de Setembro Controlo de custos de obras públicas 45º 46º Formação do contrato Procedimentos e formalidades dos concursos 47º 48º 49º 50º 51º 52º Reclamação por preterição de formalidades do concurso Prova da entrega de requerimentos Notificações Publicação dos actos Alterado Decreto-Lei 159/2000.

de 14 de Setembro 68º Habilitação dos concorrentes não detentores de certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas que apresentem certificado de inscrição em lista oficial de empreiteiros aprovados de Estado pertencente ao espaço económico europeu Habilitação de concorrentes detentores de certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas Outros documentos Documentos Conceito e redacção da proposta Documentos que instruem a proposta Esclarecimento da proposta 69º 70º 71º 72º 73º 74º 75º 76º 77º Proposta simples na empreitada por preço global Proposta simples na empreitada por série de preços Proposta condicionada DGDR Fundo de Coesão 206 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Formação do contrato Capítulo Concurso público Artigo 59º 60º 61º 62º 63º 64º 65º 66º 67º Designação Fases do concurso público Comissões de acompanhamento do concurso Confidencialidade dos processos de concurso Elementos que servem de base ao concurso Peças do projecto Caderno de encargos Especificações técnicas Programa do concurso Habilitação dos concorrentes não detentores de certificado de classificação de empreiteiro de obras públicas ou que não apresentem certificado de inscrição em lista oficial de empreiteiros aprovados Alterado Lei 163/99.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Formação do contrato Capítulo Concurso público Artigo 78º 79º 80º 81º 82º 83º 84º 85º 86º 87º Designação Proposta com projecto ou variante Indicação do preço total Anúncio do concurso Esclarecimento de dúvidas surgidas na interpretação dos elementos patenteados Apresentação das propostas Prazo de apresentação Modo de apresentação dos documentos e da proposta Acto público Sessão do acto público Leitura do anúncio do concurso e dos esclarecimentos publicados e lista de concorrentes Reclamação e interrupção do acto do concurso Fundamentos da reclamação Abertura dos invólucros Rubrica dos documentos 88º 89º 90º 91º 92º 93º 94º 95º 96º 97º Deliberação sobre a habilitação dos concorrentes Abertura dos invólucros das propostas Deliberação sobre a admissão das propostas Registo das exclusões e admissões Encerramento da sessão Certidões da acta 98º Avaliação da capacidade financeira. económica e técnica dos concorrentes DGDR Fundo de Coesão 207 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Formação do contrato Capítulo Concurso público Artigo 99º 100º 101º 102º 103º 104º 105º 106º 107º 108º 109º 110º 111º 112º 113º 114º 115º 116º 117º Designação Recurso hierárquico e tutelar Relatório de análise das propostas Audiência prévia Relatório final Recurso contencioso Prazo de validade da proposta Critério de adjudicação Alteração da proposta. projecto ou variante Não adjudicação e interrupção do concurso Minuta do contrato Reclamação contra a minuta Conceito e notificação da adjudicação Ineficácia da adjudicação Função da caução Valor da caução Modo da prestação da caução Prazo para a celebração do contrato Aprovação da minuta Elementos integrados no contrato 118º 119º 120º Cláusulas contratuais obrigatórias Formalidades dos contratos Representação na outorga de contrato escrito DGDR Fundo de Coesão 208 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Formação do contrato Capítulo Concurso Limitado Artigo 121º Designação Regime e modalidades do concurso Alterado Decreto-Lei 159/2000 de 27 de Julho 122º 123º 124º 125º 126º 127º 128º 129º 130º 131º 132º Concurso por negociação 133º 134º 135º Ajuste directo 136º 137º Casos em que pode ocorrer (o concurso limitado com publicação de anúncio) Anúncio do concurso e entrega dos pedidos de participação Abertura dos pedidos de participação e convites Prazos Concurso urgentes Acto público de abertura de propostas Critério de adjudicação Casos em que pode ocorrer (o concurso limitado sem publicação de anúncio) Abertura do concurso e apresentação das propostas Acto público do concurso Adjudicação Regime do concurso (por negociação) Casos em que é admissível Abertura do concurso Casos em que é admissível Modo de celebração Disposições relativas à empreitada por percentagem 138º Formação do contrato 139º Conteúdo do contrato DGDR Fundo de Coesão 209 .

saúde e segurança Conceito e efeitos da consignação da obra Prazo para execução da obra e sua prorrogação Consignação da obra 150º 151º 152º 153º 154º 155º 156º 157º 158º Prazo da consignação Consignações parciais Retardamento da consignação Auto da consignação Modificação das condições locais e suspensão do acto da consignação Reclamação do empreiteiro Indemnização Plano de Trabalhos 159º 160º Objecto e aprovação do plano de trabalhos Modificação do plano de trabalhos DGDR Fundo de Coesão 210 . interdição ou falência do empreiteiro Cessão da posição contratual Higiene.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Execução da empreitada Capítulo Disposições gerais Artigo 140º 141º 142º 143º 144º 145º 146º 147º 148º 149º Designação Notificação relativa à execução da empreitada Ausência do local da obra do empreiteiro ou seu representante Polícia no local dos trabalhos Actos em que é exigida a presença do empreiteiro Salários Seguro Publicidade Morte.

saibreiras. areeiros e semelhantes Expropriações Novos locais de exploração Materiais pertencentes ao dono da obra ou provenientes de outras obras ou demolições Aprovação de materiais Reclamação contra a não aprovação de materiais Efeitos da aprovação de materiais Aplicação dos materiais Substituição dos materiais Depósito de materiais não destinados à obra Remoção de materiais Fiscalização e agentes Outros agentes de fiscalização Fiscalização 178º 179º 180º Função da fiscalização DGDR Fundo de Coesão 211 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Execução da empreitada Capítulo Artigo 161º Designação Atraso no cumprimento do plano de trabalhos Data do início dos trabalhos Execução dos trabalhos 162º 163º 164º 165º Elementos necessários para a execução e medição dos trabalhos Demora na entrega dos elementos necessários para a execução e medição dos trabalhos Objectos de arte e antiguidades Epecificações Materiais 166º 167º 168º 169º 170º 171º 172º 173º 174º 175º 176º 177º Exploração de pedreiras.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Execução da empreitada Capítulo Artigo 181º 182º 183º 184º Designação Função da fiscalização nas empreitadas por percentagem Modos de actuação da fiscalização Reclamação contra ordens recebidas Falta de cumprimento da ordem Suspensão dos trabalhos pelo empreiteiro Suspensão dos trabalhos pelo dono da obra Autos de suspensão Suspensão por tempo indeterminado Suspensão dos trabalhos 185º 186º 187º 188º 189º 190º 191º 192º 193º 194º Rescisão em caso de suspensão Suspensão parcial Suspensão por facto imputável ao empreiteiro Recomeço dos trabalhos Natureza dos trabalhos Prorrogação do prazo contratual Não cumprimento e revisão do contrato 195º 196º 197º 198º 199º Caso de força maior e outros factos não imputáveis ao empreiteiro Maior onerosidade Verificação do caso de forç a maior Alteração das circunstâncias Revisão de preços 200º 201º Defeitos de execução da obra Multa por violação dos prazos contratuais DGDR Fundo de Coesão 212 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Pagamentos Capítulo Pagamento por medição Artigo 202º 203º 204º 205º 206º 207º 208º Designação Periodicidade e formalidades da medição Objecto da medição Erros de medição Situação de trabalhos Reclamação do empreiteiro Liquidação e pagamento Situações provisórias Pagamento em prestações fixas Pagamento em prestações variáveis Desconto para garantia Prazos de pagamento Mora no pagamento Adiantamentos ao empreiteiro Reembolso dos adiantamentos Garantia dos adiantamentos Vistoria Pagamento em prestações 209º 210º Disposições gerais 211º 212º 213º 214º 215º 216º Recepção e liquidação da obra Recepção provisória 217º 218º 219º Deficiências de execução Recepção provisória Liquidação da empreitada 220º Elaboração da conta 221º Elementos da conta 222º Notificação da conta final ao empreiteiro DGDR Fundo de Coesão 213 .

extinção da caução e liquidações eventuais 229º Restituição dos depósitos e quantias retidas e extinção da caução 230º Dedução de quantias reclamadas no inquérito administrativo 231º Pagamento dos trabalhos posteriores à recepção provisória 232º Liquidação e pagamento das multas e prémios contratuais Rescisão e resolução convencional da empreitada 233º Deduções a fazer Liquidação das multas e prémios 234º 235º 236º 237º Efeitos da rescisão Rescisão pelo dono da obra Posse administrativa Prossecução dos trabalhos pelo dono da obra 238º Processo de rescisão pelo empreiteiro 239º Posse da obra consequente à rescisão pelo empreiteiro DGDR Fundo de Coesão 214 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Recepção e liquidação da obra Capítulo Inquérito administrativo Artigo 223º 224º 225º Designação Comunicação aos presidentes das câmaras Publicação de éditos Processos das reclamações Prazo de garantia Recepção definitiva 226º 227º 228º Duração de prazo Vistoria Deficiências de execução Restituição dos depósitos de garantia e quantias retidas.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Rescisão e resolução convencional da empreitada Capítulo Artigo 240º 241º 242º Designação Resolução convencional do contrato Liquidação final Pagamento da indemnização devida ao dono da obra Partes do contrato Concurso Publicações Prazo para apresentação de propostas Concessões de obras públicas 243º 244º 245º 246º 247º 248º 249º 250º 251º 252º Da intervenção do Procurador-Geral da República no acto público do concurso Subcontratação Cláusulas do caderno de encargos Direito de fiscalização Forma do contrato Concessionários abrangidos pelo artigo 3º Tribunais competentes Forma do processo Prazo de caducidade Aceitação do acto Matéria discutível Tribunal arbitral Contencioso dos contratos 253º 254º 255º 256º 257º 258º 259º Processo arbitral 260º Tentativa de conciliação DGDR Fundo de Coesão 215 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Contencioso dos contratos Capítulo Artigo 261º 262º 263º 264º Designação Processo da conciliação Acordo Não conciliação Interrupção da prescrição e da caducidade Princípios gerais Contrato de empreitada Direito de retenção Obrigações do empreiteiro Obrigações dos donos de obra Prestações de serviço Responsabilidade do empreiteiro Derrogação e prevalência Direito subsidiário Contagem dos prazos Publicação de adjudicações Informações Subempreitadas 265º 266º 267º 268º 269º 270º 271º 272º Disposições finais Disposições finais 273º 274º 275º 276º 277º 278º Norma revogatória Entrada em vigor Anexos Anexo I Anexo II Trabalhos a que se refere o nº 3 do artigo 52º Artigo 65º (Especificações técnicas) Anexo III (Modelos de propostas) Modelo nº 1 (Proposta simples na empreitada por preço global) DGDR Fundo de Coesão 216 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Título Anexos Capítulo Artigo Designação Modelo nº 2 (Proposta simples na empreitada por série de preços) Modelo nº 3 (Proposta condicionada) Anexo IV (Modelos de anúncios) Modelo nº 1 (Publicação prévia sobre as características essenciais de um contrato de empreitada de obras públicas) Modelo nº 2 (Concurso público) Modelo nº 3 (Concurso limitado com publicação de anúncio) Modelo nº 4 (Concurso por negociação) Modelo nº 5 (Contratos adjudicados) Anexo V (Modelos de convites) Modelo nº 1 (Concurso limitado com publicação de anúncio) Modelo nº 2 (Concurso limitado sem publicação de anúncio) Anexo VI Anexo VII Modelo de anúncio de concurso para a concessão de obras públicas Modelo de anúncio de concurso para a adjudicação de empreitadas de obras públicas pelo concessionário DGDR Fundo de Coesão 217 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 218 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas ÍNDICE DO MANUAL DE PROCEDIMENTOS 35 DGDR Fundo de Coesão 219 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 220 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice do Manual De Procedimentos 35 Página Noção de Obra Pública Modo de realização de obra pública Âmbito de aplicação do Decreto-Lei nº 59/99. de 2 de Março Âmbito objectivo Âmbito subjectivo Âmbito excepcional Princípios da contratação pública Abertura do concurso Autorização da despesa Administração Central Administração Local Tipos de empreitadas Tipos de procedimentos de contratação de empreitadas Escolha dos Procedimentos Valor estimado do contrato Escolha atendendo ao valor Escolha independentemente do valor Publicidade dos concursos Prazos e forma de contagem Requisitos dos concorrentes Nacionalidade 5 9 13 16 19 21 23 27 31 35 36 41 45 49 51 52 53 55 63 67 69 DGDR Fundo de Coesão 221 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice do Manual de Procedimentos 35 Documentos a apresentar pelos concorrentes nacionais Documentos a apresentar pelos concorrentes de outros Estados da União Europeia ou signatários do Acordo sobre o Espaço Económico Europeu Documentos a apresentar por concorrentes de outros Estados O Concurso Público Abertura do concurso e apresentação da documentação Projecto Caderno de encargos Programa de concurso Anúncios Propostas Prazo de apresentação de propostas Modo de apresentação das propostas Entrega das propostas Acto público do concurso Direitos dos concorrentes durante o acto público Causas de exclusão dos concorrentes Causas de não admissão das propostas Qualificação dos concorrentes Análise das propostas Adjudicação da empreitada 70 71 72 75 78 79 80 81 82 83 85 87 88 89 92 92 93 94 96 97 DGDR Fundo de Coesão 222 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice do Manual de Procedimentos 35 Motivos de não adjudicação Notificação da adjudicação O Concurso Limitado Com publicação de anúncio Sem publicação de anúncio O Concurso por Negociação O Ajuste Directo Com consulta obrigatória Sem consulta obrigatória A prestação de garantia A celebração do contrato Clausulas contratuais obrigatórias O Visto do Tribunal de Contas A consignação dos trabalhos A execução dos trabalhos Encargos preparatórios Trabalhos preparatórios ou acessórios Trabalhos a Mais Os pagamentos ao empreiteiro Modo de retribuição Forma e periodicidade das medições Impostos e descontos Momento de pagamento Adiantamentos ao empreiteiro 98 99 101 104 106 107 111 114 115 117 121 125 127 131 135 137 138 139 143 145 145 146 147 148 DGDR Fundo de Coesão 223 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice do Manual de Procedimentos 35 Prémios A recepção provisória O inquérito administrativo A conta da empreitada O prazo de garantia A recepção definitiva A restituição e extinção da caução As Subempreitadas A Concessão de obras públicas Rescisão e resolução convencional do contrato de empreitada Contencioso dos contratos Legislação conexa Índice do Decreto-Lei nº 59/99 149 151 155 159 163 167 171 175 181 185 191 195 201 DGDR Fundo de Coesão 224 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas ÍNDICE TEMÁTICO 36 DGDR Fundo de Coesão 225 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 226 .

saúde e segurança (incumprimento) Prazo de consignação (não comparência) Situações provisórias (inscrição dolosa no mapa do empreiteiro de trabalhos não executados) Processo arbitral (cópia da decisão do tribunal arbitral) Obrigações dos donos de obra (subempreitadas) – incumprimento do disposto no Título X e exercício ilegal da profissão de subempreiteiro Informações – contratos celebrados (semestralmente) Título IV – Cap. I 208º. nº 2 e 4 Título III – Cap.nº2 (Não) adjudicação – (propostas acima do preço ou indícios de conluio) Ineficácia da adjudicação Prazo para celebração do contrato ( não comparência do empreiteiro) Higiene. I Título X 269º Título XI 276º DGDR Fundo de Coesão 227 . III 58º.d) 107º. nº 4 Título III – Cap. nº 3 Comunicações ao IMOPPI Título II – Cap. II 46º.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Índice Temático do Decreto-Lei nº 59/99. contratos a celebrar no ano em curso. V Título III – Cap.nº4 111º 115º. resultados de adjudicação e não adjudicação Critérios de não adjudicação – (decisão de rejeição de proposta com preço anormalmente baixo) Ajuste Directo ( com base em concurso deserto ou proposta inadequada) Custo acrescido de obras (envio de elementos justificativos) Idoneidade dos concorrentes (sentença transitada em julgado e falisificação de documentos) Concorrência (falseamento das regras) Reclamações (sem fundamento) Comunicações à Comissão Europeia (obras de valor = ou > a 5 000 0000 Euro) Título III – Cap. nº 52º.nº2 152º.nº3 89º.nº3 Título VIII – Cap.nº5 259º. de 2 de Março* 36 Tema Título .nº3 55º. nº2 al. 7 e 9 Descrição Publicação dos actos – anúncio de abertura de concurso. I Título IV – Cap. I Artigo. nº 4 149º. nº 2. III 105º. VI 136.Capítulo Título III – Cap. II Título V – Cap. II Título III – Cap.

higiene e segurança. III Artigo. salários seguro. III Título IV – Cap. publicidade.Capítulo Título I – Cap. Execução da empreitada disposições gerais – presença no local.m. de preço global e por séries de preçosEncargos do emp. cessação de posição. de execução e efeitos da responsabilidade Defeitos de execução da obra (não cumprimento e revisão do contrato) Deficiências de execução (recepção provisória) Deficiências de execução (recepção definitiva) Disposições comuns a emp. III Título X 160º a 177º 268º 271º Subempreitadas – Obrigações do empreiteiro Responsabilidade do empreiteiro DGDR Fundo de Coesão 228 . trabalhos a mais (fixação de novos preços de t. VIII Título VI – Cap. rescisão. I 141º a 149º Título VI – Cap. indemnização. I Título I – Cap. morte interdição ou falência.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tema Título . III 200º 218º 228º 23º a 35º Obrigações do empreiteiro Título II – Cap. alterações.) supressão e inutilização de trabalhos. Plano e execução dos trabalhos Erros de concepção e de execução Título I – Cap. trabalhos preparatórios servidões. nº 14º e 15º 36º a 38º Descrição Reclamações e rectificações por erros e omissões de projectos Responsabilidade por erros de concepção. I Título VI – Cap.

IV 123º a 126º 151º e 152º Título IV – Cap. I Título II – Cap. II 154º 159º Título IV – Cap. I Título III – Cap. notificação da adjudicação. nº 3 49º 62º.Capítulo Título II – Cap. reclamação contra a minuta. nº 14º 27º 32º e 33º 46º. III Artigo. III 81º 83º 85º 101º 104º 108º a 111º Envio da minuta de contrato. III Título II – Cap. III Título IV – Cap. nº 4 Descrição Reclamações quanto a erros e omissões de projecto Fixação de novos preços de trabalhos a mais Exercício do direito de rescisão (empreiteiro) Envio ao IMOPPI de elementos justificativos de custos acrescidos Reclamações por preterição de formalidades do concurso Envio aos concorrentes dos elementos que servem de base ao concurso Esclarecimento de dúvidas na interpretação de elementos (concurso público) Prazo de apresentação(de propostas) Realização de acto público do concurso Realização da audiência prévia Prazo de validade da proposta Prazos Título II – Cap.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tema Título . IV Título III – Cap. IV 161º 162º Prazos ( concurso limitado) – limites e casos urgentes Execução da obra e consignação Retardamento da consignação Objecto e aprovação do plano de trabalhos Atraso no cumprimento do plano Data de início dos trabalhos DGDR Fundo de Coesão 229 . ineficácia da adjudicação Prazos de celebração do contrato 115º Título III– Cap.

I Vistoria. V Recepção definitiva. VII Artigo. VIII Título V – Cap.comunicações aos Presidentes das Câmaras. VI Título VII Rescisão pelo dono da obra e posse administrativa 238º Título VIII 246º 255º e 256º 261º Rescisão pelo empreiteiro Prazo para apresentação de propostas (concessões de obras públicas) Contencioso dos contratos – caducidade e aceitação do acto Título IX Processo de conciliação DGDR Fundo de Coesão 230 . deficiências de execução e recepção provisória Título VI – Cap. II 212º e 213º 217º a 219º 220º a 222º 223º a 225º 226º 227º a 230º 233º 234º a 236º Título VI – Cap. publicações dos éditos. III Título VI – Cap. IV Inquérito administrativo. nº 185º 194º Descrição Suspensão dos trabalhos pelo empreiteiro Prorrogação do prazo contratual Multa por violação dos prazos contratuais Periodicidade das medições Título IV – Cap. dedução de quantias reclamadas Liquidação de multas Título VI – Cap.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tema Prazos Título .Capítulo Título IV – Cap. reclamações Prazo de garantia Título VI – Cap. I 201º 202º 205º e 206º 208º Situação de trabalhos. restituição de depósitos e quantias retidas extinção da caução. reclamação do empreiteiro Situações provisórias – apresentação do mapa de trabalhos pelo empreiteiro Prazos de pagamento e mora no pagamento Título V – Cap. II Elaboração da conta e notificação Título VI – Cap.

III 14º 27º 49º e 50º 88º e 89º 98º 99º 103º Fixação de novos preços trabalhos a mais Preterição de formalidades do concurso Reclamação e interrupção do conc urso. matéria discutível Título X 267º Direito de retenção DGDR Fundo de Coesão 231 . I Título III – Cap. nº 263º Descrição Não conciliação Contagem de Prazos Comunicações ao IMOPPI sobre contratos Erros e omissões do projecto Título XI 274º 276º Reclamações Título II – Cap. VI Título V – Cap. I Título II – Cap. aceitação. III Título III – Cap. III Erros de medição e situação dos trabalhos Título IX Deficiências de execução Conta final de empreitada Processos das reclamações (inquérito Administrativo) Contencioso dos contratos – caducidade. fundamentos Exclusão do concorrente na fase de qualificação Recurso hierárquico e tutelar Recurso Contencioso Título IV – Cap.Capítulo Artigo. V 157º e 158 172º 175º 183º 204º a 206º 218º 222º 224º e 225º 255º a 257º Reclamação do empreiteiro e indemnização (consignação) Reclamação contra a não aprovação de materiais Substituição de materiais Reclamação contra ordens recebidas Título IV – Cap. II 109º 154º Reclamação contra a minuta Retardamento da consignação Título IV – Cap. I Título VI – Cap. I Título VI – Cap.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Tema Título .

servindo antes como uma chamada de atenção para temas que. ou que são menos desenvolvidos no presente manual. DGDR Fundo de Coesão 232 .Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas * NOTA AO ÍNDICE TEMÁTICO Este índice não pretende ser exaustivo. sendo relevantes. aparecem no diploma de forma dispersa.

59/99 37 DGDR Fundo de Coesão 233 .L.Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELO D.

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas DGDR Fundo de Coesão 234 .

Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas

Alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 59/99, de 2 de Março no regime jurídico anterior (D. L.405/93,de 10 de Dezembro) ALTERAÇÃO
Alargamento do âmbito de aplicação a outras entidades Não aplicação ao fornecimentos de obras públicas Regem-se pelo D.L. nº 197/99, de 8 de Junho Aumento do limite do montante para realização de concurso público O limite a partir do qual é obrigatória a realização de concurso público passa de 20 000 para 25 000 contos Aumento das exigências de publicidade comunitária Clarificação dos requisitos para admissão a concurso Separação entre a fase de qualificação de concorrentes e a de análise das propostas Criam-se duas comissões de acompanhamento: a de abertura do concurso e a de análise das propostas Esclarece-se a questão de exigibilidade de audiência prévia nos procedimentos adjudicatórios de empreitadas de obras públicas Alterações aos regimes de garantia dos contratos Substituição da caução pela retenção de 10% (obras inferiores a 5 000 contos) Aumento da caução, até 30% em casos excepcionais Substituição da caução por seguro adequado Manutenção da caução por cinco anos (prazo de garantia) Identificação dos trâmites processuais dos concursos limitados com e sem publicação de anúncio Novas disposições relativas ao controlo de custos de obras públicas Restrição da possibilidade de execução de trabalhos a mais, erros ou omissões e criação de mecanismos de controlo das condições em que podem ser autorizados Adiamento da data de restituição da caução Passa de um ano após a recepção provisória para depois da recepção definitiva Controlo de disposições sobre higiene, saúde e segurança no trabalho Maior rigor no processo de qualificação das empresas em articulação com a desburocratização na certificação de requisitos nos processos de concurso Criação de normas reguladoras do contrato de concessões de obras públicas e de subempreitada Interdição de subempreitar trabalhos ou partes da obra superiores a 75% Criação de normas reguladoras do contrato de subempreitada

37

Articulado do D.L.
Artigos 2º e 3º Artigo 1º nº 3

Artigo 48º na redacção dada pela Lei nº 163/99, de 14 de Setembro Artigo 52º Artigos 67º a 69º Artigo 59º Artigo 60º

Artigo 101º

Artigos 112º, 113º e 226º

Artigo 121º a 132º

Artigos 45º e 46º

Artigo 229º

Artigo 62º nº 6 e 149º Artigo 69º

Artigo 243º a 252º

Artigo 265º a 272º

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Manual de Procedimentos Empreitadas de Obras Públicas Siglas 38 AEEE – Acordo sobre o Espaço Económico Europeu CRP – Constituição da República Portuguesa DR – Diário da República DSE – Direitos de Saque Especiais EPAL – Empresa Portuguesa de Águas de Lisboa FMI – Fundo Monetário Internacional IMOPPI – Instituto dos Mercados de Obras Públicas e Particulares e do Imobiliário IRC – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas IRS – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado JOCE – Jornal Oficial das Comunidades Europeias LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil OMC – Organização Mundial do Comércio PGR – Procuradoria-Geral da República SPOCE – Serviço de Publicações Oficiais das Comunidades Europeias STA – Supremo Tribunal Administrativo TC – Tribunal de Contas DGDR Fundo de Coesão 239 .

de 14 de Setembro D. L. 59/99. de 2 de Março e Alterações Introduzidas Lei nº 163/99. nº 159/2000.D. de 27de Julho Direcção Geral do Desenvolvimento Regional Coordenação do Fundo de Coesão . L.

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