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Material Penal Site Problemas Praticos

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OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas

PROBLEMA NO 1 Carlos foi preso em flagrante por furto simples. Trata-se de réu que há mais de cinco anos foi condenado à pena de multa. Requereu fiança que foi negada pelo MM. Juiz da vara criminal por onde tramita o processo, tendo transcorrido o prazo recursal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional em favor de Carlos. PROBLEMA NO 2 O cidadão “A” foi preso em flagrante, por haver praticado furto qualificado. Passados 45 dias, o Inquérito ainda não terminou, porque o Delegado de Polícia insiste em ouvir uma testemunha que teria presenciado os fatos. Solicitou sua soltura ao Juiz competente que a negou. QUESTÃO: Intentar, perante o órgão judiciário competente, a medida cabível, visando à liberdade de A. PROBLEMA NO 3 Processado por delito de furto qualificado, “A, citado para oferecer defesa preliminar, declinou o nome e endereço de seu advogado, o que constou da certidão exarada pelo oficial de justiça. No entanto, o advogado não foi intimado. Designada data para audiência, e não tendo o Advogado indicado por “A” dela sido intimado, não compareceu, tendo o MM. Juiz nomeado outro defensor “ad hoc” para “A”. “A” foi finalmente condenado à pena de 02 (dois) anos de reclusão, expedindo-se contra ele mandado de prisão, ainda não cumprido, visto que “A” encontra-se foragido, sem ainda ter sido intimado da sentença condenatória. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa de “A”. PROBLEMA NO 4 “A” que tem 20 anos de idade, foi denunciado, como incurso nas sanções do art. 234 do CP, porque em data de 13/03/2002, foi surpreendido na posse de filmes e materiais pornográficos que, segundo a inicial, se destinavam à venda. A proposta de transação penal foi rejeitada, bem como o sursis processual. Data a denúncia de 10/03/2004 e o despacho que a recebeu, de 14/03/2004. Diante da complexidade do feito, os autos estão conclusos para elaboração de sentença. QUESTÃO: Elaborar peça apta a solucionar a situação de “A” PROBLEMA NO 5 Carlos, funcionário público municipal, estava em sua casa dormindo na noite de 10 de março do ano passado, quando escutou um barulho na sala de jantar. Alertado pelo ruído, muniu-se de sua arma calibre 38 e, ao descer, viu um indivíduo alto e forte que revirava um armário. Amedrontado, Carlos efetuou um disparo atingindo o ladrão, na altura do peito, que, não resistindo, veio a falecer. Processado por infração ao art. 121 do CP, Carlos foi pronunciado e julgado pelo Tribunal do Júri e, ao final, condenado à pena de 6 anos de reclusão, não tendo ocorrido trânsito em julgado. A apelação foi peticionada. QUESTÃO: Apresentar a medida cabível em favor de Carlos. PROBLEMA NO 6 Paulo, depois de regularmente processado, foi condenado pela prática de aborto em Maria e, por isso, acha-se preso com sentença já confirmada em segunda instância e transitada em julgado. Examinados os autos, verifica-se que inexiste exame de corpo de delito direto ou indireto, tendo as decisões judiciais se valido da confissão de Maria para justificar a sanção penal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a resolver a situação de Paulo, bem como alcançar a devida indenização.

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OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas
PROBLEMA NO 7 Luiz foi denunciado como incurso nas penas do art. 171, parágrafo 2o, inciso VI, do CP, porque pagou compra que fi zera com cheque devolvido pelo banco sacado, por falta de suficiente provisão de fundos. No decorrer da ação, Luiz juntou prova de que pagara a dívida no curso do Inquérito Policial. O Ministério Público pediu a condenação de Luiz em seus memoriais QUESTÃO: Apresentar medida judicial cabível em favor de Luiz, justificando-a. PROBLEMA NO 8 No curso de ação penal de iniciativa privada ajuizada por João Henrique contra Edmar Benson, na Comarca de Perdões/MG, pela prática dos delitos previstos nos arts. 138, 139 e 140 do CP, o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o anterior renunciado aos poderes que lhe foram outorgados, deixando, no entanto, o querelante de fazê-lo por mais de trinta dias seguidos. O advogado do querelado requereu a decretação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não poderia ser caracterizada como inércia ou desídia, pois independente de ser iniciativa privada, toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final com o julgamento do mérito, Em face de tal decisão, atuando como advogado do querelado, elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o acompanha com o devido e completo encaminhamento. PROBLEMA NO 9 Moacir, autor de uma Ação Ordinária de Indenização, procurando denegrir o caráter de Osvaldo, réu da mesma ação, afi rma, na presença de várias pessoas, ter este praticado o crime de estelionato por meio de cheque sem fundos, contra Afonso. Osvaldo, diante das afirmações constantes dos autos, procura advogado para defender seus direitos. QUESTÃO: Como advogado de Osvaldo, proponha a medida cabível. PROBLEMA NO 10 Tício vê-se denunciado porque teria, juntamente com outros tantos rapazes, danificado um telefone público que existe na rua em que vivem. A denúncia, embora alcance outro rapaz e faça menção a vários outros que estavam no local participando da mesma conduta, é lacônica, pois foi baseada em fatos indefi nidos, tais como: “eles fi zeram” ou “eles agiram dolosamente contra o bem público”. A denúncia reporta-se ao art. 163, parágrafo único, inciso I, do CP e Tício foi citado de seu inteiro teor. Os demais rapazes foram excluídos da peça vestibular sem qualquer razão justificada. QUESTÃO: Elabore medida cabível em favor de Tício. PROBLEMA NO 11 “A” foi condenado por infração ao artigo 157, do Código Penal, a 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão. A sentença respectiva reconhece os bons antecedentes do acusado, bem como sua primariedade. Entretanto, apesar de ter respondido ao processo em liberdade e comparecido a todos os atos para os quais foi intimado, o juiz negou o direito de recorrer em liberdade, com fundamento na gravidade do delito praticado, expedindo-se mandado de prisão. A sentença foi publicada ontem. QUESTÃO: Elabore a medida cabível PROBLEMA NO 12 Saulo foi processado, pelo Juiz de Direito de determinada vara criminal da capital, como incurso nas penas do art. 155, “caput”, cc. o art. 14, inciso lI, ambos do CP. Foi, ao final, condenado a cumprir pena de 4 meses de reclusão, “sursis” por 2 anos. Consta dos autos que Saulo, “punguista”, tentou subtrair para si a carteira da vítima, colocando a mão no bolso desta. Só não conseguiu consumar a subtração, porque a vítima não portava a carteira, já que a esquecera em casa. QUESTÃO: Como Advogado de Saulo apresentar o que melhor lhe couber, justificando a medida.

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Hoje.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 13 “A”. na esfera cível. sob a alegação que há pena a cumprir. no tocante ao crime de estupro. contam-se 15 anos efetivamente cumpridos. Eram levadas ao xadrez e soltas após triagem. quando recapturado em blitz de rotina. O réu reúne péssimos antecedentes criminais e a acusação requereu sua condenação em memoriais. PROBLEMA NO 16 José encontra-se preso em virtude de sentença condenatória proferida pelo Juiz da 6ª Vara Criminal. A sentença aplicou ao réu a pena de 6 (seis anos) de reclusão. conforme acórdão publicado hoje. elaborar a peça cabível. pois freqüentemente eram presas pelas autoridades policiais. fugiu. a fi m de que não fossem mais trancafiadas por estarem se exibindo nas ruas. do Código Penal. mantendo a decisão recorrida. PROBLEMA NO 14 “A”. impetrou “Habeas Corpus” em favor de “B” e outras. deu um desfalque de R$ 2. sendo até presidente de uma entidade que cuida de menores abandonados. para anular “ab initio” o processo. enquanto o terceiro Juiz. Após o cumprimento de 15 anos de reclusão. QUESTÃO: Apresentar o recurso cabível. Em primeira instância. o “Habeas Corpus” foi denegado. vencido em parte. na ocasião. Foram apuradas a autoria e a materialidade. reparou o dano. sustentando que elas vinham sofrendo constrangimento ilegal. QUESTÃO: Apresentar as razões do recurso proposto em favor de “B” e outras. QUESTÃO: Na condição de advogado de José. requerer o que é de direito. PROBLEMA NO 18 Tício. Não é reincidente. homem violento na juventude. Em ação própria. QUESTÃO: Apresentar medida judicial cabível.000. funcionário público federal. A impetração do “Habeas Corpus” visava a obtenção de salvo-conduto para as pacientes.00 nos cofres da autarquia. 3 . dada a ausência de representação da vítima nesse sentido e a ilegitimidade ad causam do Ministério Público. QUESTÃO: Como advogado de Manoel. por ter incorrido nas penas do art. condenado por crime de lesões corporais. lançar mão de medida cabível visando sua libertação. 25 e 30 anos. responsável pela tesouraria do INSS. e por tal razão requereu sua liberdade. Desde a captura. Houve recurso. deu provimento parcial ao referido recurso. 213. o Revisor e o Relator negaram provimento ao apelo da defesa. “A” assume uma vida social normal. PROBLEMA NO 15 João. bacharel em Direito. durante instrução criminal de processo que tramita pelo Juízo da Vigésima Vara Criminal da Comarca de São Paulo. As lesões foram graves. QUESTÃO: Como advogado de “A”. caput. Ontem cumpriu 2/3 (dois terços) da pena imposta. mas “A”. estando recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. já cumpriu pena há cerca de 7 (sete) anos. PROBLEMA NO 17 Manoel está condenado por homicídio qualificado a 12 (doze) anos de reclusão. sempre com excelente comportamento carcerário. sendo exato que aprendeu ofício e já tem emprego certo para quando estiver em liberdade. tendo sua pretensão indeferida pelo Magistrado. respectivamente por três homicídios qualificados. sob a acusação de que estavam fazendo “trottoir”. Interposto o recurso de apelação. e permaneceu em liberdade por 2 anos. pagou todas as despesas de internação e tratamento da vítima. acabou sendo condenado em três processos crime a penas de 18.

Expediu-se mandado de prisão. O voto divergente. sob alegação de ter sido interposto intempestivamente.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 19 “A” está sendo processado por violação ao artigo 213 do Código Penal. do CP e pronunciado pelo magistrado. furtou para si de uma loja. O acórdão foi publicado ontem. sitas na capital. bateu com a cabeça na guia. A vítima e as testemunhas de acusação foram inquiridas em 18 de março de 1996. do CPP.71 do CP. interpôs recurso de apelação. a sentença de 1a instância foi mantida por maioria de votos. Inconformado com a sentença condenatória. em 12 de janeiro de 2001. casado. altura do número 879. por ter o réu cometido um delito grave. em face da decadência já operada. estando em jogo. vendedor. Roberval desequilibrou-se e. Ocorre que “B”. sendo apenado em cada uma delas. PROBLEMA NO 22 Os indivíduos Felício e Roberval. incisos I e II. nascido em 12 de maio de 1936. com dezenove anos de idade. Desse modo. 10a e 22a Varas Criminais. Felício foi processado em liberdade perante a 1a Vara do Júri. com fundamento no artigo 581. ao cair ao solo. R. começaram a discutir. Felício que estava com a raquete na mão. prolatou-se sentença condenatória. 121. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa do réu. Em 25 de maio de 2006. primário. tendo como vitimas três Casas de Loteria Esportiva. ao golpear Roberval com a raquete.E. PROBLEMA NO 23 O cidadão “A”. ao entendimento de que houve dolo eventual. de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. avaliadas em R$ 5. QUESTÃO: Elaborar peça apta e cabível para defender os interesses do indivíduo “A”. João foi condenado à pena de 4 (quatro) anos de reclusão e a 10 (dez) dias-multa por ter violado o artigo 157. ao final. no período das 21 horas. parágrafo 2o. não podendo a Ação Penal prosperar. “A” requereu fosse reconhecida a extinção da punibilidade. “caput”. Correu o processo com seus trâmites legais e. foi denunciado por ter subtraído de Maria um relógio. do Código Penal. QUESTÃO: Elaborar medida judicial em favor de “A”. A defesa apresentou memoriais em 10 de maio de 2006. IX. por homicídio simples – art. “A” foi condenado pelo Juiz da 30a Vara Criminal a cumprir pena de 2 (dois) anos de reclusão. sendo indeferido seu pedido sob o fundamento de que sendo diversas as vítimas que se viram envolvidas no comportamento criminoso do agente.00 (cinco reais).S. 4 . cinco canetas esferográficas. o Juiz “a quo” deixou de processar tal recurso. Desta forma. primacialmente. Seu pedido foi indeferido pelo Juiz. PROBLEMA NO 20 O indivíduo “A”. O denunciado simulou que estava armado. por infração ao artigo 157. a ofendida. um anel e uma correntinha de ouro. QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício. em 25 de março de 2005 e o réu interrogado em 18 de dezembro de 2005. após uma partida de tênis. PROBLEMA NO 21 João. “A” interpôs. vindo a falecer. bem jurídico personalíssimo. e o réu está na iminência de ser preso. embora mantivesse a condenação.00. do Código Penal e foi fixado o regime prisional fechado para início do cumprimento da pena. A denúncia foi recebida pelo juiz da 12a Vara Criminal da Capital. atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval. Julgada a apelação. em face do disposto no § 2o do artigo 155 do Código Penal. “caput”. O defensor do réu perdeu o prazo para recorrer e a sentença transitou em julgado para a defesa e para a acusação. dentro do prazo legal. pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado. reduzia a pena a 8 meses de detenção. As testemunhas de defesa foram ouvidas em 25 de abril de 2006. na Rua São José. deixou passar o prazo de seis meses do artigo 38 do CPP para propor a ação. Requereu ao Juiz competente o benefício do art. Entretanto. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias. elabore a peça adequada à sua defesa. a 5 anos e 4 meses de reclusão e multa de R$ 300. foi condenado pelas 7a. brasileiro. Os fatos todos ocorreram no dia 30 de abril de 2000.E.

Ainda assim. razão pela qual Paulo foi absolvido sumariamente de forma imprópria em decisão publicada há dois dias. a 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de reclusão. 5 . que melhor represente os interesses do seu constituinte. II. parágrafo 2o. por estar sem provisão de fundos. O agricultor. 14. exigem que este providencie. caput. combinado com o art. PROBLEMA NO 25 Josafá da Silva. ao tempo do crime. que ainda o ameaçaram. Os bandidos. com quem se assemelhava fisicamente. então. O Farmacêutico prontamente atendeu ao pedido. IV. em razão de doença mental. R$ 2. tome a medida cabível. é abordado ao sair de casa por dois meliantes. elabore a peça processual cabível. O Denunciado procura auxílio profissional.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas não cabe entender-se que está presente a ficção jurídica do crime continuado. senão voltariam para matá-lo. eis que a arma do crime foi encontrada em seu poder. O advogado. em seguida. informa não possuir os assaltantes. que. homem de poucas poses. que invadem sua residência. Sabendo da “queixa” contra ele prestada. durante anos. sem maiores indagações. o Comerciante (Josué) dirigiu-se à delegacia. casado. ambos do Código Penal. previsto no artigo 121.000. No dia seguinte. 158. mediante grave ameaça. O MM. Ficou demonstrado ainda que. QUESTÃO: Na qualidade de patrono de Josafá. bem como teria admitido a prática do fato a um amigo. adotar as providências judiciais cabíveis. desesperado. onde prestou “queixa” contra Josafá. agricultor. O juiz competente negou o pedido de suspensão condicional da pena formulado pelo advogado de Mévio. Sem sequer falar com Josafá. QUESTÃO: Apresentar medida cabível. exigem dinheiro que Josafá. que era homem voltado ao trabalho e que. o Ministério Público denunciou o agricultor por estelionato. mandando-o ficar calado. a sacar dinheiro em caixa eletrônico. sob pena de cumprirem a ameaça. Josafá dirigiu-se à casa de Josué. contra sua esposa. teve o pagamento recusado. seu vizinho. constituindo o Examinando como seu patrono. onde apresentou o cheque recebido. porque teria tentado constranger Tício. PROBLEMA NO 26 João foi denunciado pela prática de homicídio qualificado motivo torpe. QUESTÃO: Requerer medida em favor de Paulo. durante seu depoimento como testemunha. PROBLEMA NO 24 Mévio foi processado e. do Código Penal. não teria condição de compreender o caráter ilícito do fato. em concurso de pessoas com outras duas pessoas. em votação não unânime. ameaçando matar a esposa e filhos do agricultor. Durante a instrução. momento no qual foi surpreendido por policial militar. Durante a instrução. condenado como incurso nas penas do art. em face da notória honestidade de Josafá. pedido este elaborado por tratar-se de réu primário e de bons antecedentes. e. pai de dois fi lhos. fica claro que não era João o colaborador. mantendo como refém os familiares de Josafá. na modalidade fraude por meio de pagamento com cheque. que. Este último entregou o resgate aos bandidos. onde quitou o débito. apresentou o cheque resgatado na delegacia. dirigi-se à farmácia de seu Josué. impetrou “habeas corpus”. Juiz de Direito determinou a citação de Josafá. o Farmacêutico dirigiu-se à agência bancária. João é impronunciado.00 (dois mil reais). mas sim Jonas. o qual foi denegado pela 2a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. comprovou-se que o réu sempre teve vida normal e decente. apresentando-lhe um cheque e solicitando que trocasse o título por dinheiro. garantiu que no dia dos fatos Paulo o acompanhava em viagem de negócios. Este foi indiciado por estelionato. pela ausência de indícios de autoria. em razão de esquizofrenia. PROBLEMA NO 27 O Ministério Público denunciou Paulo pela prática de homicídio. Como advogado de João. ao final. exerceu cargo de confiança na firma de Mário. em meia-hora. QUESTÃO: Como advogado de Mévio.

quando trafegava pela rodovia. sendo aquela assim fixada: quatro anos. como advogado(a) de Thiago. quando ouviu um barulho no quintal. 6 . foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de reclusão. PROBLEMA NO 31 Ernesto Manoel foi condenado por juízo criminal singular. Romualdo dirigiu-se à Delegacia de Polícia mais próxima. O Delegado Plantonista. PROBLEMA NO 30 Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando. fazendo gesto de que estava armado. tendo o Juiz considerado. que não pôde identificar devido à escuridão. Nunca foi preso ou processado e nada tem contra as testemunhas arroladas. QUESTÃO: Elaborar a medida cabível. PROBLEMA NO 29 Na data de ontem. eis que presente atestado de boa conduta carcerária. A sentença transitou em julgado. desacompanhado da certidão cartorária. diversos bens descritos na denúncia. Munido de um revólver. a íntegra do termo de interrogatório é a seguinte: “O interrogado admite ter praticado os fatos narrados da denúncia. Vinte minutos depois. causando sua morte. por volta das 22 horas. Passados 4 anos de cumprimento de pena. para fins de reincidência. apresente a peça processual cabível. Considerando tratar-se de um ladrão. em virtude de falta de viaturas para conduzi-lo à cidade do Forte. como ali postos. Na fase judicial. mais 1/3 pela qualificadora para cada um dos crimes. para tanto. parágrafo 2o. § 4o. Petrônio. acrescidos de ¼ pela reincidência. além da pena de multa.” Thiago foi condenado à pena de dois anos de reclusão e ao pagamento de dez dias-multa. Ao sair do interior de sua residência. adote medida judicial cabível. por sentença transitada em julgado para a acusação. novamente colocando as mãos sob a camisa. Houve recurso interposto pela defesa e o Tribunal confirmou a sentença do juízo a quo. Ao final do processo. do Código Penal. Petrônio o abandonou e. c/c artigo 69 “caput”. também do Código Penal. Já na rua. tendo o seu defensor dativo dispensado a sua presença. prendeu-o em flagrante pelo crime de homicídio. desferiu três tiros que acabaram atingindo a vítima em região letal. em face da ausência de recurso da defesa. em regime prisional fechado. que foi negada pelo juiz pela ausência requisito legal objetivo. por duas vezes. a defesa pediu progressão. mediante rompimento de obstáculo. foi denunciado como incurso nas penas do artigo 157. inciso I.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 28 Thiago subtraiu para si. QUESTÃO: Intimado da sentença. onde comunicou o ocorrido. ameaçou Maria de morte. visando à libertação de Romualdo. em dezembro de 2004. roubou um veículo Opala. Como o pneu do veículo estourou. roubando seu veículo Monza. então transferido para a Penitenciária de Jacaré. Romualdo constatou que havia matado um adolescente que lá havia entrado por motivos que fogem ao seu conhecimento. e ainda estando Petrônio preso. um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes. Romualdo encontrava-se no interior de sua residência. Na audiência para a oitiva das vítimas e testemunhas de acusação. Anos após. Imediatamente. fundamentando-a. abriu a janela de sua casa e percebeu que uma pessoa. inciso I. QUESTÃO: Como advogado de Ernesto Manoel. tome a providência cabível. colocando a mão sob a camisa e utilizando-se do veículo na fuga. conseguiu evadir-se do presídio. a cumprir 20 (vinte) anos de reclusão. após ouvir os fatos. ameaçando de morte o seu proprietário. Petrônio não foi apresentado. caminhava dentro dos limites de sua propriedade. QUESTÃO: Como advogado de Petrônio. foi preso por policiais militares. do Código Penal. como incurso no artigo 155. você é nomeado pelo Juiz da Comarca do Forte para arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. por ter sido incurso nas penas do artigo 157 §3o do Código Penal. prosseguindo em sua fuga.

A defesa.00 (cinco mil reais) a fi m de não autuá-lo em flagrante delito por porte de substância entorpecente. PROBLEMA NO 34 Onesto de Abreu. inciso lII. provou que Onesto tem incólume vida profissional. O “decisum” judicial foi publicado há dois dias. injustamente. PROBLEMA NO 35 No dia 10/10/2007. acione a providência judicial pertinente. Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram. por sua vez. inciso VII do Código de Processo Penal. mediante uso de uma barra de ferro. mantendo a negativa no interrogatório judicial. 333 do Código Penal. foi denunciado pelo Ministério Público Federal como incurso no art. ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imputada pela acusação. Durante a instrução criminal. Inôcencio da Silva. o Magistrado. aplicandolhe Medida de Segurança. absolveu sumariamente João da Silva. após provocar o acusado. Desde a fase de inquérito policial. fundamentando-se nos artigos 6o do Código Penal e 70. como incurso no art. porque teria aceitado de Inocêncio da Silva. deduzindo na decisão. A decisão judicial foi publicada há dois dias.000. João alcançou uma barra de ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes. sem qualquer manifestação. A ação foi distribuída à 1a Vara Criminal. tome a providência judicial cabíbel. PROBLEMA NO 33 João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Antonio de Souza. de ofício. atue em prol da constituinte. também foi denunciado. QUESTÃO: Como advogado de Modestino. determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado. sem. Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz. que no dia dos fatos Antonio de Souza. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz. alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo. passou a desferir-lhe socos e pontapés. por sua vez. Modestino. porém o Magistrado rejeitou a inicial. categoricamente. acatando o laudo Pericial. Por tais fatos. que se utilizou de violência e grave ameaça. engenheiro civil com residência e domicílio em São Paulo.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 32 Em festiva reunião realizada por empresários na Comarca de Bauru. exercida com uma faca. por volta das 12 horas. Concomitantemente à ação penal. Na instrução criminal. na confluência das ruas Maria Paula e Genebra. por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. por advogado. 7 . A perícia conclui ser este portador de esquizofrenia grave. as lesões corporais que o levaram à morte. Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386. 317 do Código Penal. contudo. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva. o Juiz. ajuizou no Foro Central de São Paulo. QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu. até que cessasse a agressão que sofria. a quantia de R$ 5. com palavras de baixo calão. todos do Código Penal. teria ofendido a dignidade e a honra de Modestino eis que relatava aos presentes as relações homossexuais por este praticadas com um adolescente de 13 anos de idade. Nenhuma prova foi produzida pelo Ministério Público. duas testemunhas arroladas pela Promotoria. Encerrada a instrução. tome a providência judicial cabível. os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias. ser incompetente para processar e julgar o feito ocorrido na Comarca de Bauru. Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço público. Ulpiano. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria. Capital. agente de polícia federal. “caput” do Código de Processo Penal. levantando-se com dificuldade. queixacrime contra Ulpiano. Encerrada a primeira fase processual. por infração aos artigos 138 e 141. pelo prazo mínimo de 2 (dois) anos. que se encontravam no dia dos fatos no Departamento de Polícia. nos mesmos autos. presenciarem a efetiva transação. consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico.

agora. A ação penal está tramitando. O acusado não aceitou nenhum benefício legal durante o processo. que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo. QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio. Ingressou então com recurso em sentido estrito para o Tribunal de Justiça. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidade. atuar no escopo de obter o ressarcimento. em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público. justificando a medida com a gravidade das conseqüências do fato. A intimação ocorreu há dois dias. adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de “A”. campo de futebol.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 36 Antonio é presidente de um grande clube local. PROBLEMA NO 37 Nos autos do inquérito policial. Ingressou com “habeas corpus” perante o juiz da 4ª Vara Criminal visando o trancamento do inquérito policial e sua soltura. A r. e assim entendeu-se de processar “A” perante a Justiça Federal. acusando-o da prática da figura prevista no artigo 121. foi indiciado em inquérito. Requereu a liberação do veículo. “A”. onde existem piscinas. no dia de sua inauguração. com mais de três mil sócios. indiscutivelmente de sua propriedade. Antonio. tendo este sido condenado pela 1a Vara Criminal Federal da Seção Judiciária da Capital. logo após a sua prática. etc. com concessão de sursis. chegando a praticar vias de fato. já que estabelecida a autoria. O garoto Cipriano. 8 . Antonio não aceitou a suspensão processual. do Código Penal. Comovido com as fotos presentes no inquérito policial. Ao mergulhar. a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado. O recurso não foi provido. PROBLEMA NO 39 João foi detido em flagrante pela prática de crime de manutenção de casa de prostituição. à pena de 15 dias de prisão simples. como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais – “ vias de fato”. QUESTÃO: Como advogado de Antenor. O presidente do clube. parágrafo 3o . aperfeiçoando-se ontem a intimação. Em virtude destes fatos. QUESTÃO: Elabore o recurso cabível. atue em favor do constituinte. PROBLEMA NO 38 Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio. ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inquéritos Policiais da Capital – DIPO –. sendo seu pedido negado. salão de festas. passou a importunar a passageira “B”. agir no seu interesse. PROBLEMA NO 40 José está sendo processado por crime de homicídio culposo. Cipriano bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. QUESTÃO: Tome as medidas cabíveis. ao desembarcar. o autor do furto. instaurando a autoridade policial regular inquérito. está sendo processado criminalmente perante a 1a Vara Criminal da Capital. o magistrado suspende cautelarmente a habilitação para dirigir veículo automotor de José. sentença condenatória já transitou em julgado. lá jogou-se para brincar. o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local. conforme despacho cuja cópia está em seu poder. na aproximação da Capital. Os fatos ocorreram a bordo de aeronave. PROBLEMA NO 41 O cidadão “A” viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de agosto de 2002 quando. QUESTÃO: Como advogado da vítima “B”. fi cou evidenciado que Graciliano.

05 e o advogado foi intimado no dia 19. Foi também condenado pelo crime do art. mediante violência. sendo que o tribunal então alegou que não havia afrontado qualquer norma do ordenamento. estava cumprindo pena privativa de liberdade em regime aberto. apresentar a peça jurídica competente. usando de uma arma de fogo que portava. “caput”. Ao iniciarem o furto. do toca-fi tas de veículo estacionado na via pública. O acusado foi intimado da sentença no dia 04. casado com Semprônia. 213. QUESTÃO: Proponha o recurso cabível. 213. PROBLEMA NO 44 João. Chegando ao conhecimento do Juiz das Execuções Criminais a existência deste processo. totalizando a pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão. aproveitando-se do fato de freqüentar a casa de Caia. e. (OBS. Juiz de Direito da 5a Vara Criminal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. uma vez que estava sendo processado. de nome Tícia. Segundo a denúncia. consistente na subtração. Na delegacia. a manter com ele conjunção carnal. João constrangeu a irmã de sua namorada. (OBS. Foi fixado como regime de pena o integralmente fechado. foi denunciado como incurso nas penas dos arts. QUESTÃO: Como advogado de João. em concurso material. vem a matar a vítima. que confirmou ter sido vítima de sedução e afirmou ter sua irmã sido vítima de estupro. do mesmo diploma legal. que foi confirmada pelo tribunal competente.: a prova foi realizada dia 22/05/05) PROBLEMA NO 45 João.: a prova foi realizada dia 18/09/05) 9 . ainda não sentenciado. e 217 do Código Penal. João namorou Caia. Foram ouvidos o acusado. em outra vara criminal.05. aproveitando-se de sua inexperiência e iludindo-a com promessa de casamento.05. QUESTÃO: Como advogado de João. de ofício. de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de agentes. por vários meses durante o primeiro semestre de 2004 e. aparece o dono do veículo. deu ciência ao seu advogado. e Caia. inciso III. por crime de estelionato. João foi intimado da decisão no dia 15. conseguindo manter relações sexuais com ela. Xisto sai correndo. 217 à pena de 2 (dois) anos de reclusão. José recorreu da decisão. em relação ao fato de que foi vítima. do Código Penal à pena de 6 (seis) anos. enquanto Peter enfrenta a vítima e. vindo a vítima a sofrer lesões corporais de natureza leve. em dia não esclarecido do mês de junho de 2004. o que não era do conhecimento de Xisto. de 15 anos de idade. o regime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 42 Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado. Ainda. em novo processo. definitivamente condenado. mediante arrombamento. aumentada de quarta parte. no mesmo dia. João foi condenado pelo crime do art. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. ele revogou imediatamente. A sentença condenatória do MM. 226. “caput”. 226. Interpôs embargos de declaração com objetivo de prequestionamento. Tícia não foi localizada. em razão de ser hediondo o crime de estupro. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. apresentaram representação e comprovaram ser pessoas pobres. aumentado de ¼ em face da incidência do art. cada um deles combinado com o art. Foi acusado. e seus pais. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto. de 21 anos de idade.05. totalizando a pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão. virgem. PROBLEMA NO 43 José foi processado e condenado pelo crime de furto qualificado. III. quanto ao fato em que Caia foi vítima. que negou os fatos. do Código Penal.05. Tícia. tampouco havia omissão a suprir.9. seduziu-a. A pena base foi fixada acima do mínimo em razão de ter o réu maus antecedentes.

Diante de tantos evidentes sinais da intoxicação alcoólica. QUESTÃO: Na qualidade de advogado de “B”. na data do fato. após violenta discussão com Antônio. o policial registrou e evidência da embriaguez e o encaminhou ao hospital próximo para tratamento. uma vez que. parágrafo 1o. com base em informes do ofendido e de registros hospitalares. tendo os peritos. autorizando. por isso. além do que. Foi expedido mandado de prisão. adote a medida judicial cabível. ato presenciado por duas testemunhas. arrolada pela acusação. já que. merece crédito. sob o fundamento de que o depoimento da testemunha da acusação. João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. apesar de devidamente registrado. sabendo que. depois do primeiro exame em Antônio. nessa fase processual. ele foi intimado para comparecer após 90 (noventa) dias. agride-o com um cano. Percebendo que João mal conseguia responder as perguntas a apresentar documentos. em caso de dúvida.1. decretou a prisão temporária por 5 (cinco) dias. alegando que ele estava sendo investigado por crimes de estelionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa. afirmou que conhecia João há muito tempo. teria sido abordado com visíveis sinais de embriaguez. A segunda testemunha.09. Concluído o inquérito. tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discussão anterior em virtude de dívida. não podia ser o autor dos disparos. foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jogo) e por uso de recurso que impossibilitou a defesa (a surpresa com que agiu). Foi-lhe nomeado Defensor Dativo.2005.826/03. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 46 O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a fi m de que fosse decretada a prisão temporária de João. A primeira. ele não estava no Brasil e. Após os debates. PROBLEMA NO 49 “B” foi condenado a 2 anos de reclusão e 10 dias-multa pelo crime previsto no artigo 14 da Lei no 10. Sem ser preso. vigora o princípio in dubio pro societate. sendo a sua prisão imprescindível para as investigações. QUESTÃO: Elabore a defesa cabível. em 5. 306 CTB. do Código 10 .95. (OBS. realizando-se a sua citação por edital e sendo declarada a sua revelia. afirmou ter visto quando João. QUESTÃO: Como advogado de João. foi-lhe concedida na sentença (publicada ontem) a suspensão condicional da pena. PROBLEMA NO 50 Mário. João não foi encontrado. afirmado a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. por ser ela presencial. PROBLEMA NO 47 João. substituído pela palavra das testemunhas em face de sua impossibilidade concreta. eis que João se queixava de enjôos e tontura. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Por ser o réu primário e de bons antecedentes.: a prova foi realizada dia 18/09/2005) PROBLEMA NO 48 João foi processado e condenado pelo crime do art. nos termos da denúncia. O juiz. João foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado. causando-lhe ferimentos. Mário foi denunciado e condenado nas penas do artigo 129. causando-lhe a morte. QUESTÃO: Como advogado de João. se persistissem os motivos que levaram à sua decretação. arrolada pela defesa. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas. no mesmo dia deu ciência ao seu advogado. ao sentenciar o magistrado considerou desnecessário exame pericial. após ouvir o Ministério Público. em “blitz” de rotina. que apresentou a defesa prévia. surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antonio. pois desaparecidos os vestígios. Procurado para ser citado. desde logo. realizado 15 (quinze) dias após o fato. Consta dos autos que fora detido na rua de sua casa portando revólver desmuniciado. no I. João. por ela reconhecido fotograficamente na audiência. intimado da decisão no dia 15. deve o acusado ser pronunciado. Durante o inquérito policial.

121. por infração prevista no art. por volta das 15 horas. QUESTÃO: Como advogado de Lúcio. como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que. com 19 (dezenove) anos à época do fato. conforme sentença que transitou em julgado. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. calibre 380. O acusado Mário e seu advogado deixaram escoar o prazo para impugnação da sentença. QUESTÃO: Como advogado de João.2004. vítima de estelionato.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 55 O Ministério Público ofereceu denúncia contra Pedro Antunes Rodrigues. Lúcio. atuara no processo por seu advogado. O delito de homicídio não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade. conforme laudo de exame em arma de fogo. do lado esquerdo. c/c o art. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e. como advogado. Antonio Aparecido Almeida. verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso. QUESTÃO: Como novo advogado. todos do Código Penal.01. no dia 20. não pode o ofendido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena. e art. O Delegado de Polícia. veio a ser preso no dia 28. o que for de interesse de João Alves dos Santos. do Código Penal). PROBLEMA NO 51 Lúcio. no dia 06. inciso II. de forma fundamentada. importância de seu cliente. 61. da marca Taurus. apresente a peça adequada. por apropriação indébita porque.2002. Narra a denúncia que Pedro Antunes 11 . de forma fundamentada.01. encontra-se condenado pela 27a Vara Criminal desta Comarca ao cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. como pagamento adiantado pelos serviços que prestaria em sua residência. no dia 20.2004. postulando. condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez dias-multa. O que motivou o fato. parágrafo 4o. recebera. (OBS. dirigiu-se à Delegacia de Polícia e solicitou os autos de inquérito para exame. que estava foragido.2007. conforme a exordial.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 53 João Alves dos Santos foi condenado. o que faria em favor de Mário? Redija a peça. pela prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155. como marceneiro.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 54 João Alves dos Santos.02.05. para a acusação no dia 05. para a defesa. causando-lhe lesões no peito. na tentativa de matá-lo. na quadra 5. em 05. não executando os trabalhos pelos quais foi contratado. com capacidade para doze cartuchos.05.2004. (OBS. no dia 20. Conforme a inicial acusatória. Ele e seu advogado foram intimados da sentença condenatória. caput. no I. todavia.02. verifique a medida cabível e.2004.01.2005.04.2005 e. e 71. qual a medida cabível em sua defesa? Redija a peça. procurou advogado para atuar em sua defesa. no seu entendimento. foi a divisão de uma área de terras oriunda de herança. no dia 2 de novembro de 2006. sendo evitado porque a vítima recebeu pronto atendimento médico. alínea e. 14. na localidade de Planaltina – DF. QUESTÃO: Como advogado de João. pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa. O juiz não admitiu a apelação porque. inciso II. semi-automática.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas Penal. fazendo uso de uma pistola. por estar indiciado pela prática de crime de roubo. Entendeu o Magistrado que João cometera o crime porque ficou com o valor recebido. (OBS. O advogado da vítima foi intimado dessa decisão no dia 20. no dia 05. efetuou um disparo contra seu irmão Alberto Antunes Rodrigues.01. PROBLEMA NO 52 João Alves dos Santos. Este. em via pública. o denunciado.05.

havia 7 cartuchos intactos. em regime semi-aberto. caminhando. fixando regime inicial aberto. inciso II. de forma fundamentada. pertinente à sua defesa. Alberto ficou 40 dias sem exercer suas atividades normais. mas à sua mãe. E. a vítima foi atingida no lado esquerdo do peito. Ouvidas duas testemunhas de acusação. em face de sua primariedade e bons antecedentes. confirmou o fato e a propriedade dos dólares. tendo sido descobertos pelo 12 . caput. depois de efetuar um único disparo de arma de fogo contra a vítima. localizada na cidade de Cuiabá. conforme o disposto no art. voluntariamente. na qualidade de advogado de Pedro Antunes Rodrigues. sem mandado judicial. Consta nos autos informação da polícia técnica de que na arma. as contribuições previdenciárias descontadas dos funcionários. PROBLEMA NO 57 O juiz. incluindo a fundamentação legal. Fábio. que informou que. tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. na residência de João. ao proferir sentença condenando João por furto qualificado.00 (cem reais). vindo por isso João a ser denunciado como incurso no artigo 297. ser condenado à pena mínima. Na parte dispositiva. apreendida imediatamente após o crime. A empresa foi submetida à fiscalização. admitiu. da loja de equipamentos agrícolas Gramas. PROBLEMA NO 56 Policial civil ingressou. 155 do Código Penal. Em razão da lesão sofrida. nem que. expressamente. A defesa. Conforme o laudo de exame de corpo de delito (lesões corporais). devendo. e nela apreendeu documento público que. c/c o art. por elas presenciada. do Código Penal. todos do Código Penal. na fundamentação. de reiterar atos agressivos à integridade física da vítima e. tendo cinco funcionários trabalhando em referido estabelecimento comercial. arrolou Catarina Andrade. realmente. substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa. então. ainda. No mês de março do ano de 2004. substituindo a pena de reclusão pela restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. a acusação apresentou testemunhas não-presenciais. porque o prejuízo da vítima era de R$ 100. no prazo e na forma legal. e art. privativa de advogado. tivesse que matar o próprio irmão”. sentença que pronunciou o réu nos termos da denúncia. antes de falecer. motivo pelo qual Tício deixou de repassar à Previdência Social. A denúncia foi recebida pelo juiz. disseram que. caput. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação. retirou-se. por seu turno. como seu advogado. alínea e. inciso II. Submetido a julgamento pelo tribunal do júri. QUESTÃO: Como advogado de João. redija. que Pedro não possui antecedentes penais. fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos. Não foi juntada prova documental a respeito da propriedade do dinheiro. o réu foi condenado a 5 anos de reclusão. submetido à perícia. não aceita pelo acusado. que “a fazenda seria sua de qualquer jeito. que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo segundo. houve a subtração. que. a peça processual que não seja o habeas corpus. Pedro Antunes Rodrigues absteve-se. na véspera dos fatos. a empresa passou por séria crise financeira. vítima. Por outro lado. O pai. PROBLEMA NO 59 Tício é sócio-gerente. para isso. Ao ser interrogado. com maioria do capital. 61. vinte mil dólares de seu pai. Houve proposta de suspensão condicional do processo. tendo o projétil transfixado o coração.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas Rodrigues disse à vítima. 121. um dia antes do crime. no valor mínimo. redija a peça processual de sua defesa. do que resultou perigo de vida. o réu admitiu que teria dito ao seu irmão. os dera para o filho. QUESTÃO: Considerando essa situação hipotética. constatou-se ser falso. ato contínuo. do art. QUESTÃO: Como advogado de João. exatamente as palavras narradas na denúncia. O juiz condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de reclusão e 10 dias-multa. Sobreveio. no dia 5 de janeiro de 2003. o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dólares não pertenciam ao pai do acusado. com cinqüenta e oito anos de idade. do local onde ocorreram os fatos. 14. PROBLEMA NO 58 João foi acusado de ter subtraído. Durante a instrução do feito. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada.

Isto posto. São Paulo – SP. motivo pelo qual foi lavrado auto de infração. em junho de 2004. restou denegada. a declaração do débito e o pedido de parcelamento perante a Previdência Social. este. e no art. Outrossim. IV. em 2/8/2008. Instaurado Inquérito Policial. contudo. remetida representação ao Ministério Público. que oficiou contrariamente à liberdade provisória. 16. diversa de habeas corpus. a autoridade policial elaborou relatório e o enviou ao representante do Ministério Público. 312 do Código de Processo Penal. interponha a peça jurídica cabível. sob o argumento de que o decreto de prisão cautelar não explicitara a necessidade da medida nem indicara os motivos que a tornariam indispensável. na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodrigo Malta. destacando-se que. em São Paulo – SP. preferindo aplicar o dinheiro no pagamento de fornecedores. em casos como o presente. entendo que o pedido de liberdade provisória formulado não merece acolhida. com exatidão. também. adotar as providências cabíveis. o que só será dirimido. 13 . em fevereiro de 2005. QUESTÃO: Considerando a situação hipotética apresentada. durante a instrução. Com efeito. a primariedade e os bons antecedentes não são pressupostos a impor a liberdade de forma incontinente. Registre-se que Rodrigo Malta é primário. Afirmou.826/2003. pois a empresa passava por grave crise financeira. que providenciara. ainda. os crimes imputados ao acusado são sobremaneira graves. foi denunciado como incurso nas sanções previstas no art. que proíbe a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Em seu interrogatório informou que era o responsável pela folha de pagamento e que descontava as contribuições previdenciárias de seus empregados. sócio minoritário da empresa Gramas e que não participava da gestão da sociedade. QUESTÃO: Como advogado de Tício e Mévio. 21 da Lei no 10. foi preso em flagrante delito. em desfavor de Tício e Mévio. em razão do disposto no art. entretanto o pleito foi indeferido pelo juiz a quo. até o momento. Findo o inquérito. Moema. Em 9/9/2008. impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. caput. 14.826/2003 (porte de arma de fogo de uso permitido e posse de arma de fogo de uso restrito. diante da denegação da ordem. então. procedendo a comprovação do adimplemento de todas as parcelas. de acordo com o que dispõe o art. o qual ofereceu denúncia. indicando a prova indiciária. ainda. PROBLEMA NO 60 Rodrigo Malta. entre os elencados no art. residente na rua Pedro Afonso no 12. que o acusado é provavelmente soldado do tráfico. indefiro o pedido de liberdade. Tício foi indiciado e interrogado. objetivando a concessão de liberdade provisória. confirmando-se a decisão do juiz a quo. melhor razão está com a bem pautada promoção do Ministério Público. a prisão preventiva dos denunciados. tendo sido expedidos os mandados de prisão. sendo. em favor de seu cliente. Requereu. nascido em 4/5/1976. O advogado de Rodrigo pleiteou a liberdade provisória de seu cliente. possui bons antecedentes e compareceu à delegacia e ao juízo todas as vezes em que foi intimado. mas não as repassando à Previdência. parágrafo único. A ordem. brasileiro. 69 do Código Penal brasileiro. ambos da Lei no 10. solteiro.” A defesa. O magistrado recebeu a denúncia e decretou a prisão preventiva como garantia da ordem econômica. com a numeração raspada).OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas órgão autárquico os atos praticados pelo senhor Tício. que assim se manifestou: “Após analisar os autos. não demonstrou qualquer intenção de fuga. De outro lado.

40. ambos da Lei no 11. que confirmam não apenas a quantidade da droga apreendida. iria pegar uma carona com a vítima não reconheceram. redija. um indivíduo de prenome João fora até sua residência e pedira-lhe que entregasse um par de tênis a seu marido. Então.a vara criminal da capital. que lhe pertencia. Em seguida. Na ocasião. havendo insistência. mas também a forma de acondicionamento apresentada. Vânia levava-lhe. o que foi aceito. Vânia foi denunciada por tráfico de drogas. O inquérito policial foi autuado e tramitava perante a 2. para reconhecimento. 33. declarando que Pedro Paulo era a 14 . ambos da Lei no 11. Disse. com um facão. a ré fora surpreendida. que somente após a perfuração da sola do tênis. QUESTÃO: Considerando a situação hipotética apresentada. por isso. que. na noite anterior aos fatos. Pedro Paulo foi posto em uma sala. preso na Penitenciária III de Franco da Rocha. brasileira. III. na posse da substância entorpecente — escondida no interior do solado de um tênis —. que eles só não alcançaram êxito na empreitada criminosa por motivos alheios às suas vontades. nos autos. No dia 30/6/2008. tendo ela passado calmamente pela guarita policial. a vítima. trazida consigo. agentes penitenciários. puderam verificar a existência da droga. documentos que comprovam que Vânia é primária. também. como incursa no art. Relataram. foi presa. contando a mesma versão dos fatos que narrara na delegacia. no valor unitário mínimo. por volta das 22 h. Vânia foi condenada pelo juiz da 1a vara criminal da comarca de Franco da Rocha nas penas de seis anos de reclusão. os laudos de constatação prévia e de exame químico-toxicológico. no estacionamento do shopping Iguatemi. no horário do crime. que “não sabia que havia droga dentro da sola do tênis” e que. em favor de Vânia Pereira. dormindo.5 g da substância entorpecente causadora de dependência química e física. tem bons antecedentes. de modo que ela não tinha como saber que estava levando drogas para o seu marido. negou a autoria do delito. Ademais. na forma de uma única porção. ainda. sem demonstrar nervosismo ou medo. Afirmou que. ainda. Constam. Em seu interrogatório em juízo. residente na Rua José Portela n. confirmaram que. A defesa tomou ciência da decisão. no dia do crime. e pagamento de sessenta e seis dias multa. visto que foram impedidos de concluí-la pelos policiais militares que estavam em patrulhamento na região. em Franco da Rocha – SP. com cabelos escuros e utilizando bonés. casada. imediata e espontaneamente. estava em casa. a peça jurídica. dentro da Penitenciária III de Franco da Rocha. Pedro Paulo foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia e assim o fez.343/2006. de acordo com o art. cabível à espécie. destinada à entrega e consumo do preso José Pereira da Silva.67. decidira levar o calçado para seu marido. Declarou. junto com Marconi. narrou ter visto dois indivíduos de estatura mediana. nos autos. Informaram. em flagrante. semanalmente. que a abordagem da ré ocorrera de modo aleatório. Há. por parte dos policiais. na posse de 11. a fi m de se submeter a reconhecimento formal. no interior de estabelecimento prisional. ainda.343/2006. 40.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 61 No dia 30 de agosto de 2007. típica da atividade de tráfi co. Vânia Pereira. seu marido. ocasião em que foi detida. mantimentos e roupas. conhecida como cocaína. e a testemunha Agnes. Pedro Paulo como autor do delito. placa IFU 6643/SP. PROBLEMAS EXTRAS PROBLEMA EXTRA NO 1 Pedro Paulo e Marconi estavam sendo investigados pela autoridade policial de distrito policial da comarca de São Paulo em razão da prática do delito de tentativa de furto qualificado pelo concurso de pessoas. em regime inicial fechado. a vítima assinou o auto de reconhecimento. As testemunhas de acusação. 33. Vânia refutou a imputação. relatando que. Maria Helena. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. de cor verde. inicialmente. ocorrido no dia 9/6/2008. As testemunhas de defesa disseram que a ré fora instigada por um tal de João a levar o par de tênis. na data dos fatos. III. c/c art. tentando subtrair o veículo Corsa/ GM. Ao registrar ocorrência policial. por fi m. A vítima Maria Helena. diversa de habeas corpus. para que a vítima confirmasse que os indiciados eram os autores do crime. Ao final. c/c art.

conforme orientação dos agentes de polícia. em favor de Pedro Paulo. redija. “A”. QUESTÃO: Sustentar. PROBLEMA EXTRA NO 4 Por estar necessitando de dinheiro. Na defesa preliminar. “A” aluga seu apartamento para um casal ali manter relações sexuais. surgem testemunhas garantindo ser a 1a vez que “A” praticara tal fato. A r. Processado. conforme certidão do senhor meirinho. Foi entregue a Pedro Paulo a nota de culpa. PROBLEMA EXTRA NO 2 “A” foi denunciado pela prática do crime de furto. Pedro viajou para Salvador a negócios e hospedou-se no Hotel Centro daquela cidade. apesar da negativa do acusado. havia tentado furtar o seu veículo. PROBLEMA EXTRA NO 3 Júlio foi denunciado e pronunciado como incurso nas penas do art. disparou em direção ao vulto. “A” pretende promover uma ação penal contra o estuprador. Porém. após 2 (dois) dias. perante o órgão judiciário competente. “A” é condenado à pena de 2 (dois) anos de reclusão. cabível à espécie. em seguida. mediante o preço de R$ 200. QUESTÃO Considerando a situação hipotética apresentada. seu defensor arrolou cinco testemunhas. 15 . QUESTÃO: Como advogado de “A”. as razões da medida proposta. Pedro Paulo não é primário. em favor de Pedro. Julgado pelo Tribunal do Júri. por força das restantes terem se mudado dos endereços constantes do mandado. foi até o quintal provido de uma lanterna e um revólver. Diante disso. foi estuprada por “B”. QUESTÃO: Elabore perante o órgão judiciário competente medida cabível e favor de “A”.00. QUESTÃO: Apresentar peça profissional em favor de Júlio. PROBLEMA EXTRA NO 6 “A”. sem privar-se de recursos indispensáveis à sua manutenção própria. Ao final. perante o órgão judiciário competente. Pedro acabou sendo denunciado por homicídio doloso simples. pleiteou a substituição daquelas por outras. no dia 9/6/2008. encontrou a esposa morta com um tiro na cabeça. Somente hoje. Apurou-se também um tiro dado na parede com a mesma arma. do CP. porteiro do prédio onde trabalha. mas o Juiz competente o pronunciou. “caput”. e Júlio. verificou-se que se tratava de um vizinho de Júlio. foram ouvidas somente duas delas. foram feitas as comunicações de praxe. agravado por crime contra cônjuge. que pretendia assustá-lo a título de brincadeira. Ocorre que não pode prover as despesas de um processo. Júlio foi condenado a seis anos de reclusão. empregada doméstica. sentença de pronúncia foi proferida há 3 (três) dias e o acusado está solto. o delegado autuou Pedro Paulo em flagrante delito e recolheu-o à prisão. a peça jurídica. A Polícia chega ao local e prende-o em flagrante delito. Defendeu-se por meio de um álibi. tendo sido tal pedido indeferido. Repentinamente surge um vulto humano. 01 (um) mês após a publicação do Acórdão. PROBLEMA EXTRA NO 5 Pedro era casado com Maria há muitos anos. com sentença confirmada por votação unânime pela Instância Superior. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. não tiveram filhos e moravam em São Paulo. 121. O réu veio a sofrer condenação a pena privativa de liberdade e o decisório já transitou em julgado. elabore a peça adequada. enviando-o a julgamento perante o Tribunal do Júri. diversa de habeas corpus. mostrando a conta do hotel. então. por meio de seu advogado. porém possui residência e emprego fixos.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas pessoa que. e que por fi m veio a falecer em conseqüência do disparo. Ao retornar. pelo seguinte fato: acordado de madrugada em sua casa com ruídos estranhos. demonstrando a imprescindibilidade da oitiva. e.

. exigindo de sua família. por sentença ainda não passada em julgado. QUESTÃO: Como advogado(a) de Pedro.. não foram pagos por insuficiência de fundos. foi o mesmo indeferido. ensejando interposição de ordem de “Habeas Corpus” ao Tribunal competente. na parte conclusiva da veneranda decisão. Valendo-se de um atestado de óbito falso obteve do Juiz Criminal a extinção da punibilidade. PROBLEMA EXTRA NO 10 “A” foi processado e condenado a 04 (quatro) anos de reclusão por ter exposto à venda produto alimentício adulterado. e a vítima foi encontrada ilesa.II.00 (cem mil reais). E. visando diminuir a pena. a um ano e dois meses de reclusão. tendo sido verifi cado que os ferimentos resultantes foram leves. “A’ encontra-se preso. A sentença baseou-se em auto de infração elaborado pela autoridade sanitária. o prazo está fl uindo. como condição para sua libertação.. PROBLEMA EXTRA NO 12 Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque. por tentativa de homicídio (art. c.c. relatados e discutidos estes autos de apelação criminal no . 71. empresário.. dado como incurso nas sanções do art. Foram denunciados: ele. Como o processo fosse da competência da Vara do Júri. para desconto posterior. mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. ambos do Código Penal. O Tribunal denegou a ordem requerida.. voltando contra o peito.. fundamentado-a. dá-se provimento ao apelo do réu para fi xar pena em 14 meses de reclusão. artigo 14. apresentados. Requerido o relaxamento do fl agrante ao Juízo processante. Interpôs recurso de apelação. QUESTÃO: Apresentar medida em favor de Rui. em que é apelante “A” ‘sendo apelada a Justiça Pública: acordam. decretando prisão preventiva. a Colenda Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça houve por bem acolher as razões do apelante e diminuir-lhe a pena. 121. Foi autuado em fl agrante delito no momento em que pegava o dinheiro. a importância de R$ 100.. o namorado atira contra a moça e. por residirem em outro Estado.” QUESTÃO: Elaborar peça profissional para corrigir o referido engano material contido no acórdão. QUESTÃO: Elaborar medida cabível em favor da moça. Segundo consta.. como se verifica pela ementa: “vistos. por votação unânime. pagando-as com cheques. seqüestrou Demóstenes.. PROBLEMA EXTRA NO 9 Rui foi denunciado por furto qualificado e encontra-se foragido. acórdão no fato de que a gravidade da infração se sobrepõe ao 16 . Descoberta a fraude. Devidamente processado tal recurso. tendo a sentença transitado em julgado. justificando a medida proposta PROBLEMA EXTRA NO 11 Pedro.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 7 “A” foi condenado. adote a medida judicial cabível. Cumprindo o plano. lê-se: “Isto posto. por força da flagrância delitiva. Ambos sobreviveram. fundamentando o v. O acusado encontra-se preso. lnstiga-o de tal forma que ele aceita. Não há nos autos qualquer laudo.171.c. há mais de 180 (cento e oitenta dias) e ainda não se encerrou a instrução criminal. ambos do Código Penal) e ela pelo delito previsto no artigo 122 do Código Penal. 272 do CP. foram ambos pronunciados. “caput”. uma vez que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas por meio de Carta Precatória. dar provimento à apelação do réu para diminuir a pena a 14 meses de reclusão. foi condenado às penas de 1 (um) ano de reclusão e pagamento de 10 (dez) dias-multa. que. crime previsto no art. também atira. deixado em local previamente combinado. o art.. o próprio Juiz cassou a sua decisão que já houvera transitado em julgado. PROBLEMA EXTRA NO 8 Uma moça propõe ao seu namorado um pacto de suicídio. Pedro adquiriu mercadorias da empresa POP Ltda. QUESTÃO: Elaborar peça processual visando resolver a situação de ‘A’. c. em primeira instância.000.

para tomar um suco após a aula. PROBLEMA EXTRA NO 16 “A”. policiais militares que passavam por ali. no último dia de que trata o artigo 103 do Código Penal. sendo que “B” moveu uma ação privada contra “A”. com o fi m de discutir a melhoria de vida dos outros detentos. tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. por haver resistido à determinação de policial à paisana. conversando com a noiva. perante o órgão judiciário competente. o que fi cou bem demonstrado nos autos. Durante o processo. QUESTÃO: Elaborar peça profissional para solucionar a situação processual de “B”. do Código Penal. que é homem correto. no dia 10 do mês passado foram fazer uma reunião no hotel da cidade. 17 . foram presos pela polícia e enquadrados no art. após tantos anos na cadeia. usando de violência. passaram por um bosque e “A”. Agora. professor de natação.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas eventual excesso de prazo. QUESTÃO: Sustentar. PROBLEMA EXTRA NO 15 “A” requereu abertura de Inquérito Policial contra “B” pelo delito de estupro. que exigia sua presença na 23a Delegacia. Haviam combinado essa reunião quando estavam cumprindo pena. Quando se dirigiam ao barzinho. o que também justificava a condenação. radicado no distrito da culpa. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido..00 (cem reais) para retardar ato de ofício. “C” e “D” egressos da Penitenciária do Estado de São Paulo. O processo desenrolouse normalmente e o Juiz proferiu sentença condenatória. PROBLEMA NO 17 “A” foi denunciado por violação ao artigo 329 do Código Penal. PROBLEMA EXTRA NO 13 “A’ com 35 anos de idade. o Magistrado competente decretou a prisão preventiva de “B”. tem ótimo comportamento prisional. “A” não expressou humildade e até disse que “a vítima na verdade gostou”. impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela frase que a vitima na verdade teria gostado. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. o Juiz da Vara competente. ouviram os gritos de “B” e efetuaram a prisão em flagrante de “A”. convidou uma de suas alunas de nome “B”. indenizou a vítima. apelou. No qüinqüídio legal. já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. No 10o dia consecutivo. a qual não transitou em julgado QUESTÃO: Elaborar medida cabível. moça de posses. O Promotor. direcionada ao órgão Judiciário ad quem. tendo o juiz concedido o “sursis”. Porém. em favor de “A”. No desenrolar da reunião. Consta da sentença condenatória que “. a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. Requereu o seu livramento condicional. 288 do Estatuto Penal Repressivo. “A” foi processado pelo artigo 213 do Código Penal. que o considerou incurso no artigo 333. casado e com família constituída. Neste momento. decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoje. em lugar distante. “A” está cumprindo pena. sim. prossiga no recurso interposto. inconformado. de 23 anos. tome a providência judicial cabível.. estuprou “B”. desconfigurando o alegado constrangimento ilegal. as razões da medida proposta. o fato é que se viu favorecido. A ordem do investigador fundava-se no fato de “A” ter sido encontrado dentro de seu automóvel. “B”. o Ministério Público não recorreu e a defesa de João. QUESTÃO: Como advogado de Ésquines. A r. ao receber a queixa respectiva. PROBLEMA EXTRA NO 14 João de Deus foi condenado a pena de 2 (dois) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1a Vara Criminal da Capital. O processo prosperou e a sentença absolveu “A”.embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100.” QUESTÃO: Como advogado de João de Deus e hoje intimado. dita por “A” na época do processo. entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho.

sem antecedentes criminais. em 05 de julho de 2000. o Magistrado. o recurso interposto pela defesa não foi recebido. O decisório ainda não transitou em julgado. e designou-se interrogatório para 10 de dezembro de 2001. do CP. PROBLEMA EXTRA NO 22 Paulo. do Código Penal. em São Paulo. em processo que lhe é movido por roubo. sendo que a audiência da oitiva das testemunhas de acusação foi marcada. está sendo processado perante o 5o Tribunal do Júri da Capital como incurso nas penas do artigo 126. inciso I. negando ao réu o direito de apelar em liberdade. foram intimados. por estar praticando aborto em uma de suas pacientes. O interrogatório já foi realizado. A vítima não foi submetida a exame de corpo de delito. agrediu a moradora e destruiu os móveis que estavam na sala. Intimada. QUESTÃO: Apresentar medida em favor da parteira. justificando-a. ocasião em foi deferido o pleito para entrega de memoriais. QUESTÃO: Elaborar a medida judicial cabível para resolver o caso em definitivo em favor do réu.099 / 95. do Código Penal. nem o réu nem seu defensor. arrolou. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa do réu. O processo seguiu sua tramitação normal. três testemunhas residentes e domiciliadas em Santos. Ministério Público ofereceu a denúncia e deixou de propor o disposto no art. Quando da expedição da competente carta precatória. “caput”. médico ginecologista. 126 do CP. elaborar medida cabível. parágrafo único. reconhecendo que este violara o artigo 163. QUESTÃO: Como advogado de Pedro. após invadir a casa de Maria. Encerrada a instrução. no 243. processada pelo delito capitulado no art. na comarca de São Paulo. a parteira procurou outro advogado. O querelado ofereceu suas razões defensivas. por ter praticado aborto em uma mulher que a procurou. A denúncia foi recebida em 28 de outubro de 2001. PROBLEMA EXTRA NO 20 Em queixa-crime formulada por Maria contra Raphael por crime de posse sexual mediante fraude. prolatou-se sentença condenatória em 27 de março de 2002. e fixou o regime prisional semi-aberto para início do cumprimento da pena. foi denunciado pela violação do artigo 163. PROBLEMA EXTRA NO 21 Pedro. PROBLEMA EXTRA NO 19 Euclides. transitada em julgado. deixou ele escoar-se o prazo sem qualquer manifestação. Fato provado pelo laudo de exame de corpo de delito realizado pelo IML. O Juiz condenou o réu à pena de 7 (sete) meses de detenção. 89 da lei 9. com direito a sursis. Paulo. pronunciou-a. Requereu a liberdade provisória que foi concedida pelo Juiz que arbitrou a fiança. quando invadiu a casa de Maria. por ser reincidente em crime doloso. com 25 anos. devido ao mandado de prisão expedido. O réu foi intimado da sentença por edital. inciso IV. com fundamento nas suas confissões. o réu foi condenado nos termos da infração penal do crime em tela.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 18 Uma parteira. após os trâmites legais.099 / 95 – por ter sido provado que o réu era reincidente em crime doloso e que tinha uma condenação pela prática de roubo. Promotor de Justiça negou-se a apresentar proposta de suspensão do processo – artigo 89 da lei no 9. confessou a maneira abortiva tanto na fase policial como na judicial. foi preso em flagrante pelo Delegado da 14a Circunscrição Policial. e. 18 . parágrafo único. QUESTÃO: Elaborar medida cabível. A denúncia relatou que. No dia do interrogatório. já condenada por crime anterior. o processo alcançou a fase dos debates orais. O réu está na iminência de ser preso. em defesa prévia. No processo criminal. A sentença transitou em 19 de novembro de 2002. por ele não ter se recolhido à prisão. A sentença condenou o réu a dois anos de reclusão. O prazo de recurso está fluindo. Estado de São Paulo. Aberta vista ao querelante. Finda a instrução preliminar. o Dr. situada na rua dos Franceses. Euclides.

esquece-se de apresentar o rol de testemunhas na peça inicial. Os Jurados. expondo os motivos para tal. outrossim. sendo certo que não foi formulado quesito acerca da inocência do pronunciado. PROBLEMA EXTRA NO 27 O Doutor Promotor de Justiça requisitou a instauração de inquérito policial contra João Fernando Albuquerque Filho. em despacho fundamentado e alegando ser necessária a prisão do acusado. por significativa maioria de votos. rejeitaram todas. o art. justificando fundamentadamente os argumentos que nela desenvolverá. da tese da ausência do “animus necandi”. Você. 19 . A sentença. QUESTÃO: Apresentar peça jurídica apta para solucionar a situação de Paulo. pois teria oferecido dinheiro aos policiais que o prenderam. além de narrar fato equivocado. O Promotor de Justiça recorre de tal decisão. 29. ao final da instrução probatória. expondo os motivos de seu inconformismo. O Doutor Delegado de Polícia instaurou o referido inquérito cumprindo a ordem da Promotoria. reiterando que a ação penal deve ser recebida para. 155 do Código Penal). praticado contra João Fernando Albuquerque o fato. Consta dos autos. que consistia na subtração de um relógio de ouro. até o momento em que o réu fosse citado pessoalmente. proferida no julgamento realizado há três dias. O promotor de justiça requereu a prisão preventiva do réu devido à suspensão do processo e do prazo prescricional. Em Plenário. PROBLEMA EXTRA NO 25 Aurélio. fazendo inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade. ser o réu condenado pejo crime que cometeu. O juiz designou o interrogatório. sustentou a Defesa. ajuíze a providência judicial adequada. o réu não compareceu em juízo e não constituiu advogado. Contudo. descrevendo infração penal tipificada como receptação. O Magistrado. PROBLEMA EXTRA NO 24 Paulo foi denunciado por corrupção ativa. oferece denúncia contra Agripino. No dia do interrogatório. atravessado o semáforo vermelho e dado causa à morte de José. rejeita-a. pelo crime de furto simples (art. bem como do recurso interposto pelo Promotor de Justiça. A denúncia foi recebida no dia 5 de dezembro de 2000. QUESTÃO: Como advogado de João Fernando Albuquerque Filho. e o magistrado determinou a citação do réu por edital. QUESTÃO: Como advogado de Gaio. O juiz. O réu encontra-se na iminência de ser preso. no dia 25 de julho de 2000. em regime fechado. determinou a expedição de mandado de prisão. como advogado de Agripino. A denúncia foi oferecida e o acusado acaba de ser citado. faça a peça processual que julgar correta para a defesa de Agripino. dentre outras. PROBLEMA EXTRA NO 26 Gaio foi denunciado como incurso no art. tampouco existindo ordem de prisão emanada de autoridade competente. adote a medida cabível. c. 121. todos do Código Penal. justificando-a. O réu não foi localizado nos endereços existentes nos autos. justificando-a. que naquela ocasião. por desatenção. não oferecendo. nos termos do artigo 366 do Código de Processo Penal. empresário. a qualificação do indiciado.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 23 Antônio foi denunciado por ter. QUESTÃO: Ajuizar a medida judicial cabível para impedir que a prisão preventiva seja cumprida. condenou Gaio a cumprir a pena de 12 anos de reclusão. O juiz decretou a revelia do réu e determinou a suspensão do processo e do prazo prescricional. Paulo não acabara de cometer qualquer delito. inciso ll. é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz. Promotor de Justiça. para assegurar a aplicação da lei penal. ao tomar conhecimento do teor da denúncia. foi levado ao conhecimento do representante do Ministério Público por Marisa Albuquerque. § 2o. QUESTÃO: Assim. mãe do suposto autor do delito. fato que não foi objeto de reclamação na oportunidade.c.

aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa. segundo a prova colhida. João foi citado por hora certa e. acatou o pedido. por maioria. pleiteando absolvição por insufi ciência de prova e. além de admitir a qualificadora do motivo fútil. convidando-o para almoçar em sua casa e. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. PROBLEMA EXTRA 30 João foi denunciado pela prática de crime de sonegação fiscal perante a 3 Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo.2006. sempre alegou que fora comprar remédio. PROBLEMA EXTRA NO 29 João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por motivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro. João mentira para Pedro. subsidiariamente.2006. Encerrada a instrução probatória. assim agindo porque este cuspira. Como advogado de João. Sob o argumento de que ele pertenceria a organização criminosa. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. roubo.2006.9. o juiz. QUESTÃO: Como advogado de João. No julgamento da apelação. de forma fundamentada. utilize os meios necessários a sua defesa. no seu rosto. seu amigo. e determinou o encaminhamento de João para penitenciária destinada ao cumprimento da pena no regime disciplinar diferenciado. Foi deferido pedido da defesa para apresentação de memoriais. então.09. a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação.2006. por unanimidade. que desconfiou “daquele mal encarado” e avançou contra este imobilizando-o até a chegada da polícia.09. que Agostinho ingressou na farmácia de Thomás. sendo intimado do julgamento em 15. a qualificadora da traição porque. O juiz. e causaram-lhe a morte. acrescentou. tome a medida cabível PROBLEMA EXTRA NO 31 João. O voto divergente assentou-se em dois motivos: é inconstitucional a imposição de regime integralmente fechado e o estupro com violência presumida não é crime hediondo. Consta dos autos que tem trâmite na 1a Vara Criminal da Capital. tomando ciência da decisão no dia 15. em brincadeira. sua mãe informou ao oficial de justiça que estaria viajando. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho. QUESTÃO: Como defensor de João. o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho. O Oficial de Justiça. utilize os meios necessários a sua defesa. sustentando que a prova é suficiente para tanto.2006.09. PROBLEMA EXTRA NO 32 João interpôs apelação contra condenação por estupro com violência presumida. no dia 05. Na decisão de pronúncia. com decisão definitiva. manteve o regime integralmente fechado. especialmente pelos maus antecedentes.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 28 Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado. veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. foi ao final condenado. desenvolva a medida judicial pertinente. Estava em gozo de livramento condicional. no dia 04. e. condenado definitivamente por vários crimes de homicídio qualificado. iniciou o cumprimento de sua pena no dia 01. latrocínio e seqüestro. sem constituir defensor ou participar do processo. a 156 (cento e cinqüenta e seis) anos de reclusão. Procurado em seu endereço. alteração do regime integralmente fechado para inicialmente fechado. sem ouvir o sentenciado. 20 .09. em fase oportuna. e retornaria apenas em 60 dias. QUESTÃO: Como advogado de João. Permanece preso. Agostinho. ainda. certificou o ocorrido e concluiu que o acusado estaria se ocultando para não ser citado. o Ministério Público. atingiu-o pelas costas. requereu sua colocação em regime disciplinar diferenciado pelo prazo de três anos.

04.04. os autos são baixados e. Posteriormente. ainda. 21 . ainda. PROBLEMA EXTRA NO 35 João foi condenado por crime de roubo qualificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e multa.08. fixada em seus patamares mínimos.05.05 e 13. a atenuante da menoridade prevista no art. 65. entre outras circunstâncias.OAB 2ª FASE CESPE NACIONAL Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 33 Estando os autos conclusos para sentença nos termos do art. O Ministério Público se manifestou favoravelmente ao recebimento da queixa.05.05. O juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 10 dias-multa. quando este requereu a instauração de inquérito para serem ouvidas as testemunhas do fato. apurouse que o acusado era. foram juntados os autos de inquérito policial com os depoimentos das testemunhas ouvidas pela autoridade policial nos dias 12. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. na presença de dois funcionários da loja na qual Alfredo trabalhava. na verdade. A fim de que o Promotor de Justiça possa aditar a denúncia. O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício de citação.03. a qual foi recebida pelo juiz de direito no dia seguinte. bem como o fato de o prejuízo sofrido pela vítima ter sido de pequena monta.2004. porque. o magistrado profere sentença condenatória nos termos da nova capitulação jurídica. o advogado de Alfredo ingressou com a queixa-crime no dia 02.09. em uma única operação. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. respectivamente. foi acusado. mediante queixa. no dia 02. que aguarda o julgamento em liberdade. Levou o juiz em conta na aplicação da pena mínima. sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente. afirmando. QUESTÃO: Apresentar a medida cabível. do Código Penal. chamou-o de “ladrão”. 404 do CPP. QUESTÃO: Como advogado de João. que ele teria se apropriado de valores recebidos de clientes da loja. PROBLEMA EXTRA NO 34 João. no dia 20. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo. O fato chegou ao conhecimento de Alfredo no dia 12. em face das conseqüências graves do crime e. Antes de encerrado o inquérito e serem ouvidas as testemunhas. porque se provou ser o réu reincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante. retornando à conclusão. Renovada a instrução. QUESTÃO: Como advogado de João. de ter caluniado e injuriado Alfredo. maior de 21 (vinte e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inicialmente apurado. protestando pela posterior juntada dos autos de inquérito.02. importando em pena mais severa ao réu. I.03. o juiz de uma das Varas Criminais da Capital entendeu ser o caso de nova definição jurídica do fato narrado da denúncia. já condenado por crime contra a honra em sentença transitada em julgado praticado contra Antonio.

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