A epistemologia convergente segundo Jorge Visca

Daniela Baliza Seixas

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.............................................................................12 PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM DE ACORDO COM A EPISTEMOLOGIA CONVERGENTE...........................................................................................................................................................5 O BALANÇO.............................................................................................................................................................................11 A MATRIZ DE PENSAMENTO DIAGNÓSTICA...........................................................3 OS CAMINHOS DA PSICOPEDAGOGIA NO TERCEIRO MILÊNIO......................................................................9 O ESQUEMA EVOLUTIVO DA APRENDIZAGEM......................................8 AFETIVIDADE......................................................................................14 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................7 COMO VETOR DE ANÁLISE..............................................................................................7 A INTELIGÊNCIA........................................2 RESUMO...............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................13 O PROCESSO DIAGNÓSTICO.........................................................................11 OS OBSTÁCULOS DA APRENDIZAGEM...............................................5 OS CAMINHOS.......................3 INTRODUÇÃO...............................................8 A PRÉ-ADOLESCÊNCIA................................................................................................................................................................................................9 APRENDIZAGEM......................................................................................................................................................................................................................16 2 .........................................................................................................................................................................................................................10 O MODELO NOSOGRÁFICO.........................14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................6 DEFINIÇÕES CONCEITUAIS...................................................................................................................................................................................Sumário SUMÁRIO........................................................................................................................................................................

o que lhe rendeu o conhecimento e a vivência cotidiana em sala de aula e uma compreensão realista dos problemas de aprendizagem. mas diferenciam-se dependendo da região”(ROCHA. Em 1979. 3 . um argentino. Ainda em 1980. criou-se a Associação de Psicopedagogos de São Paulo. além de um pouco da história do autor. pág. Parte de idéias do próprio autor e de autores que são influenciados por Jorge Visca. que serve de interesse e orientação aos alunos e de estudo para especialistas. 2003). Jorge Visca é considerado pela literatura dos profissionais da área.Resumo Este artigo trata de uma pesquisa de Referência Bibliográfica. formando a primeira geração de psicopedagogos no Brasil. PALAVRAS-CHAVES: Aprendizagem. bem como sua evolução. 1985. argentino. como sendo “o pai da psicopedagogia”. Foi um dos primeiros psicopedagogos que se preocupou com a epistemologia da psicopedagogia e propôs estudos baseados no que se chamou de epistemologia convergente. considerado o “pai da psicopedagogia”. 2000-2005. o que lhe proporcionou o conhecimento e a vivência cotidiana da sala de aula e uma compreensão realista dos problemas de aprendizagem. Apresenta os problemas de aprendizagem. a Associação Brasileira de Psicopedagogia. A partir disto. este artigo tem como objetivo principal fazer um breve relato sobre esse autor. foi professor de graduação em escolas comuns. resultado da assimilação recíproca de conhecimentos fundamentados no construtivismo. onde descreve Jorge Visca. Introdução Jorge Visca. Graduou-se como professor em Ciências da educação na Universidade de Buenos Aires em 1966. a prevenção do ponto de vista psicopedagógico. resultado da assimilação recíproca de conhecimentos fundamentados no construtivismo. professores ou interessados em acrescentar um pouco mais de informação aos seus conteúdos programáticos. e. Este que foi professor de graduação em escolas comuns. Ofereceu cursos e supervisões em vários pontos do país ajudando n a formação e especialização de psicopedagogos brasileiros. Epistemologia Genética. modelos propostos e exemplificados por ele. fundamentados na integração dos aportes da psicanálise e da epistemologia genética.3). Fundou CEPs no Rio de Janeiro. Aborda também. Formou-se como psicólogo social pela Escola de Psicologia Social fundada por Enrique Pichon. estruturalismo construtivista e no interacionalismo. foi um dos primeiros psicopedagogos que se preocupou com a epistemologia da psicopedagogia e propôs estudos baseados no que se chamou de epistemologia convergente. problemas e obstáculos da aprendizagem. e fundador do Centro de Estudos Psicopedagógicos de Buenos Aires (CEP) e da chamada “Epistemologia Convergente”(TEKOA. a matriz de pensamento diagnóstica. Essas contribuições influenciaram a psicopedagogia brasileira. este professor introduziu no Rio de Janeiro seus ensinamentos formando a primeira geração de psicopedagogos. Epistemologia Convergente e Psicopedagogia. os problemas de aprendizagem de acordo com a epistemologia convergente e enfim o processo diagnóstico. estruturalismo construtivista e no interacionalismo. bem como seus modelos. Faleceu em 2000. métodos. “Visca. Salvador e Curitiba. 1987. que forma a estrutura da teoria e técnica psicopedagógica de maneira muito clara.

A prevenção do ponto de vista psicopedagógico. professores ou interessados em estudar um pouco mais sobre este autor/professor. o ajudou durante esta busca da psicopedagogia em sua vida.. 1991). 1991). ou erroneamente. As idéias do professor Jorge Visca influenciaram o meio acadêmico a partir de uma “base epistemológica” da teoria e técnica psicopedagógicas que contribuíram para o desenvolvimento da psicopedagogia no Brasil. ou seja.14). subdividindo em diferentes níveis se faz presente e. bem como diversos livros sobre sua teoria na prática (TEKOA. a matriz de pensamento diagnóstica. das possibilidades até de ser feliz. Pensamento este que nos possibilitou estudar tanto o sujeito individual em profundidade quanto extrapolar estes conceitos para o macrossistema. educação. o professor defendia que a melhor forma de transmiti-la é na escola. aceitando-o como são. Este que visa atender as exigências didáticas. porém não só na mesma. eu tinha um monte de interrogantes (VISCA. (VISCA. epistemológicos. devendo “extrapolar” o conhecimento que se tem para a comunidade. Uma característica que pode ser atribuída ao Professor Jorge Visca é a emoção. para uma pessoa. suas dificuldades cognitivas. porém com falas do próprio professor Jorge Visca e outros autores que se baseiam em suas obras. o interesse pela mesma. teóricos e técnicos. 2000-2005). para ele acontece no sujeito (VISCA. Com base nestas características do professor Jorge Visca. O seu interesse era a aprendizagem. divulgar de forma sucinta. a procura da psicopedagogia em sua vida partiu de situações vivenciadas no seu cotidiano. valorizando dificuldades de caráter cognitivo para melhor entender e saber o que acontece nesse processo. alguns modelos propostos e exemplificados por ele. bem como sua evolução.). enfim os obstáculos de aprendizagem.. Um outro ponto que também despertou o interesse do professor Jorge Visca foi o fato de olhar além do produto. No momento em que decidi fazer ciências da educação (. Apresenta também o problema de aprendizagem conjugando seus aspectos ideológicos. abre caminho da vida. Eu acho que a aprendizagem. Começou com a psicopedagogia clínica (consultório). 1991. utilizando uma nova modalidade de trabalho e seu interesse pela psicopedagogia a nível do macrossistema. no sentido de perceber o sujeito como ele é. 1991). do mundo. seu trabalho e seu meio acadêmico (VISCA. pág. e perceber o processo que o mesmo faz na sua aprendizagem. fundamentados na integração dos aportes da psicanálise e da epistemologia genética. pág. servindo de orientação aos alunos e o estudo aos especialistas. A aprendizagem. 18). que antes não haviam sido pesquisados. espectador das situações. os problemas de aprendizagem e o processo diagnóstico de acordo com a Epistemologia convergente. Seu lado emotivo de perceber o sentimento e o modo de agir das pessoas. o sujeito.. 2003 e ROCHA. o que o fez abandonar a advocacia e se ingressar em Ciências da educação (VISCA. 1991. Um dos aspectos que o intrigava era qual a situação que acontecia entre a informação e a recepção da informação. Para este autor. mesmo que seja um grupo ou uma comunidade. ou as interpretam de uma maneira totalmente diferente. 4 .deixando sua marca inconfundível no que diz respeito á teoria da prática pedagógica clínica. que formam a estrutura da teoria e técnica psicopedagógica de maneira muito clara. este trabalho tem como objetivo principal. No que se refere à aprendizagem. Acreditava que o objetivo do psicopedagogo era trabalhar com a sociedade em geral. Em várias situações ele se perguntava por que existem pessoas que recebem facilmente uma informação e outras não compreendem a mesma informação. diagnosticando-o com ele. ser ator enquanto observador..

O balanço Anterior à Epistemologia convergente (balanço). o behaviorismo de Watson e os subprodutos psicológicos da escola Piagetiana. O período seguinte que vai até finais do século XIX e inicio do século XX é uma etapa de transição entre as explicações pré-científicas e as cientificas. Koehler e Koffka. a análise do passado. explicada por uma concepção sobrenatural. como assim também a construção de novos conceitos e novas técnicas” (VISCA. investigação clínica e à produção de escritos) ( VISCA.além de seus conteúdos programáticos. a topologia de Lewen. é possível reconhecer cronologicamente um período pré-científico que vai até o século XVIII. que denominou de “balanço” e uma reflexão sobre o futuro que chamou de “os caminhos”. 1999). a reflexologia de Pavlov.1999).1999). – era a causa única e suficiente (VISCA. “No meu entender. o que permite a tomada de consciência das limitações. recursos diagnóstico. a técnica e a institucional. assistenciais e preventivos. A etapa posterior inicia com o nascimento de um sem número de escolas psicológicas contemporâneas: o estruturalismo de Wundt e Titchner. psicólogos e psicopedagogos. para se ter uma visão de conjunto do que deveria acontecer nos anos vindouros. as conseqüências da Segunda Guerra Mundial (aumento do número de psicanalistas de europeus que difundiram suas práticas e conhecimentos) e a repressão militar (dispersão e enclausuramento de intelectuais: psiquiatra. etc. ele utilizou-se de uma visão retrospectiva. a Gestalt de Wertheimer. Para isso. o funcionalismo de Dewey e Woodwort. enquanto que o projeto para o futuro está constituído por um conjunto de idéias que podem formar um programa de revisão de conceitos e técnicas já estabelecidas. descrições e explicações das distintas correntes. onde cientistas abandonam suas posições irredutíveis e mergulham no conhecimento de outros. o estímulo. individuais e grupais. estas que eram vistas como doença mental. A Argentina (Buenos Aires) foi um lugar privilegiado para o desenvolvimento da integração de teorias. Os caminhos da psicopedagogia no terceiro milênio Para Jorge Visca (1999). faziase necessário efetuar previamente um balanço do que foi feito sobre o domínio do conhecimento. O último período inicia-se aproximadamente durante a década de 30 que pode ser chamado período de integração de idéias. Itard e Pinel propuseram respectivamente uma explicação ambiental e outra biológica para a parada do desenvolvimento e respondem a concepções naturais da doença. a estrutura. com a qual se gera um movimento integracionista. Trata-se de uma tentativa de oferecer uma modesta contribuição para aqueles que se iniciam ou que militam no campo da psicopedagogia. embora três fatos lamentáveis tenham contribuído para o desenvolvimento da psicopedagogia neste país: Guerra Civil Espanhola (emigração de um grande número de intelectuais como José Ortega y Gasset. onde os que emigraram. levaram conhecimentos a inúmeros lugares e os enclausurados se dedicaram à reflexão. A revisão da dimensão técnica permite lembrar a elaboração de instrumentos conceituais. onde não existia um claro conceito de aprendizagem e suas dificuldades. entre outros. que consideravam que “sua causa” – o inconsciente. pode ser realizada segundo três grandes dimensões: a teórica. que trouxe uma visão humanística). a psicanálise de Freud. para se obter um bom nível de aprendizagem. 5 .

interação entre dimensões (conteúdo) . organismos vivos que aprendem. os da dimensão afetiva e os da interação entre ambos. Os caminhos O fazer da psicopedagogia no terceiro milênio igualmente a perspectiva da Epistemologia Convergente traz dois desafios principais e indissociáveis: aperfeiçoar os resultados alcançados sob a idéia de uma definição mais inclusiva e profunda do objeto de estudo da psicopedagogia. Embora resultados pré-citados tragam uma clara dedicação ao sujeito individual. Até agora foram estudados três fenômenos: os da dimensão cognitiva. sem dúvida alguma. Indivíduo. e abordar as eventuais provocações do futuro. 1999) O que falta estudar é a influência que a aprendizagem produz em ambas as dimensões e na interação.posição masculina . 1999).posição feminina (continente) (VISCA. instituição e comunidade são.O desenvolvimento institucional é restrito às instituições vinculadas à Epistemologia Convergente. UNIDADES DE ANÁLISE 6 . 1 – Mecanismo de objeto aglutinado 2 – mecanismos de objeto parcial 3 – mecanismos de objeto total – interação numa dimensão 4 – mecanismos de insensibilidade 5 – mecanismos de dissociação 6 – mecanismos de integração . investigações e publicações (VISCA. grupo. assistência. faz-se necessário e indispensável levar a cabo investigações clínicas e experimentais aprofundando mais esta interação em situações de aprendizagem. se organizou em quatro departamentos: docência. 1999) Também é necessário aprofundar-se nos conceitos de aprendizagem grupal. institucional e comunitária. o qual poderia ser apresentado como o gráfico que se segue: (VISCA. começou em 1977 com a criação do Centro de Estudos Psicopedagógicos em Buenos Aires. privilegiando os aspectos cognitivos e afetivos.

1999) Assim mesmo.Sendo que cada uma delas influi na precedente. estes conhecimentos não bastam. 1999) O estudo das culturas como unidade de análise exige que o psicopedagogo realize um trabalho em equipe com o sociólogo. Como vetor de análise Enrique Pichon-Revière. Conforme desenho: (VISCA. sem perda de seu objeto e estudo: a aprendizagem (VISCA. condicionando-a. é a 5ª potência e a mais inclusiva. psicólogo social. até certo ponto.1999). cabe mencionar que muito provavelmente a psicopedagogia deva incorporar ao estudo dos mecanismos de aprendizagem uma nova e quinta unidade de análise: "a cultura". um esquema de conduta. Contudo. possui um conjunto de valores e respostas compartilhados e que suas interações produzem fenômenos que podem alcançar um grau de estabilização. 1999) Também se conhecem. De 7 . Influência de umas unidades sobre as outras (VISCA. Os elementos constitutivos de cada unidade são: Estruturas Aprendizagem Indivíduo cognitivas e estruturas afetivas intra-psíquica Conjunto de Aprendizagem indivíduos e Estratégias e Grupo mecanismos intra-grupal interpsíquico Conjunto de grupos Aprendizagem Instituição e Estratégias e mecanismos intergrupais institucional Conjunto de Aprendizagem instituições e Estratégia e Comunidade mecanismos comunitária comunitários (VISCA. citado por VISCA (1991) elaborou um esquema das áreas de expressão da conduta que é um excelente modelo da personalidade. Definições conceituais O termo aprendizagem designa além de um vetor de análise da personalidade e da conduta. o antropólogo e historiador. os elementos constitutivos de cada unidade e sua interação dentro da unidade. Esta contém em seu seio comunidades.

Para os construtivistas.acordo com estes esquemas. A conduta molar deve possuir cinco características: motivação (causa que determina pela ruptura de seu equilíbrio). Todo processo de aprendizagem transcende a estruturação cognitiva. Afetividade As manifestações emocionais. existem pré-condições e circunstâncias que variam em cada nível de organização. José Bleger encontrou uma ordem de sucessão com base neste esquema: primeiro. A outra unidade de análise é a conduta molar. objeto ou fim (que é um vínculo inter-pessoal real ou virtual). e as ações não tem representação. visto que implica na utilização de operações cognitivas sem esquecer da tematização ou conteúdo adquirido mediante recursos cognitivo-afetivos postos em jogo (VISCA. A perspectiva a histórica é complemento da anterior. o pensamento se torna reversível. com objetos externos ao corpo e a terciária. carece da possibilidade de representar para si mesma o ato no pensamento. A inteligência hipotético-dedutiva: inicia-se aos 11 ou 12 anos e culmina nos 15 anos e se caracteriza por ser um pensamento que se torna independente do concreto. ou de relação com o mundo externo. área mental. onde já existe uma representação ou simbolização e carece de reversibilidade. assim como os níveis de inteligência representam o interesse predominante da psicanálise. Os vínculos podem ser estudados em relação a uma perspectiva histórica e outra a – histórica (VISCA. 1991). a área corporal. A inteligência De acordo com a Escola de Genebra por Jean Piaget. a mental. A perspectiva histórica destaca a gênese e evolução das reações vinculares e interessam os primeiros contatos (mãe) que contribui na construção da primeira matriz de reação afetiva e continua nas situações posteriores. dos vínculos anteriores e focaliza seu interesse no presente. 1991). a inteligência é o resultado de uma construção devido à interação das Pré-condições do sujeito e às circunstâncias do meio social. a secundária. unidade significativa (em função da personalidade) e estrutura ou pauta específica de relação. cujas instâncias são: indiscriminação. citado por VISCA (1991) estabelece uma clara distinção entre a conduta molecular e a conduta molar. pois requer a afetização do objeto. 8 . corporal (angústia) e extracorporal (medo). unidade funcional (recuperar o equilíbrio). A partir disto é possível se realizar observações clínicas que permitam seguir o esquema evolutivo piagetiano segundo diferentes eixos de análise. Acontecem em quatro níveis: A inteligência sensório-motora: ocorre desde o nascimento até um ano e meio ou 2 anos. cada qual incidindo com uma anterior e modificando-as positiva ou negativamente. A inteligência pré-operatória: abrange dos 2 aos 7 ou 8 anos. A inteligência operatória concreta: estende-se dos 7 ou 8 anos aos 11 ou 12 anos. e por último. a dissociação e a integração. a personalidade pode ser representada pelas áreas mental ou simbólica (ansiedade). Bleger. Um deles é o das reações circulares: a primária com o próprio corpo. prescinde por razões metodológicas. ou segmento de conduta humana. depois a de relação com o mundo externo. Pode-se dizer que o pensamento do pré-adolescente tenha alcançado o mais alto nível de construção ao longo de um extenso processo.

etc. entre outros fatores. dirigir sua própria atenção a teorias filosóficas.57) É possível imaginar um esquema integrativo e totalizador que destaque os fenômenos intrapsíquicos cuja interação assume especial importância e significado para o jovem escolarizado. passando à adolescência com a dificuldade de ajustamento até ao adulto na distribuição do seu salário para despesas domésticas ou o pai na administração de carinho aos seus filhos. nenhum deles isoladamente. a qual possui para o pré-adolescente uma capacidade especial para retardar ou acelerar a transição do nível operatório concreto ao formal (VISCA. onde uma inocente busca de hipóteses. 1991). alheias (VISCA. merece a preparação de professores. considerando as contribuições do materialismo histórico. os pré-adolescentes que tenham elaborado adequadamente sua personalidade nos níveis intelectuais e afetivos possuem características distintas das características da criança da etapa evolutiva anterior. na tentativa de elaborar uma teoria da prática psicopedagógica. físicos e lógicos que requeiram demonstração. 1991). 1986) ofereceram contribuições para um avanço neste campo. permitindo que os pré-adolescentes aceitem verdades possíveis e raciocinar ou deduzir. Preocupados com um modelo teórico que desse unidade ao processo de aprendizagem e aos problemas decorrentes deste. 1996). que se encontra na fase de aquisição de linguagem. vai desde a criança.A pré-adolescência Como foram dito anteriormente. psicólogos e de todos os profissionais cuja atuação se relaciona com modificações a serem operadas na personalidade humana. buscar soluções alternativas com passos ou procedimentos intercambiáveis. Durante os 11-12 anos e 14-15 anos opera-se um gradual distanciamento. religiosas. Com esta distancia do concreto no plano sócio-afetivo.1991. De acordo com Piaget citado por VISCA (1991). Aprendizagem A aprendizagem vem ocupando o lugar que. dá-se um duplo movimento: de descentralização (contato com pares e adultos) e de centralização (dobrar-se sobre se mesmo). mediante a cooperação com os demais. Estes que se ocupavam particularmente das relações entre inteligência e afetividade. experimentação ou deduções rigorosas” (VISCA. formular leis e construir sistemas imaginários. na realidade. VISCA (1987. estéticas. VISCA (1991). b) o exercício e a experiência adquirida com objetos. cientificas e tentar mudá-las e abordar problemas matemáticos. lhes permitem interpretar os fatos da vida que se opõem às suas próprias e as outras. do nascimento. 1991) e PAIN (1985. citado por SCOZ (1992) 9 . ou até antes. assumem papel fundamental para a constituição da pré-adolescência. o que inicia com o. que dá lugar às compensações ativas do sujeito como resposta aos desequilíbrios. c) o equilíbrio ou auto-regulação. A cooperação leva consigo a interação da afetividade. pág. “Estas características permitem ao pré-adolescente interessar-se pela ficção científica. dado que as operações formais são geradas. Logo ocorrem as fricções com os adultos. admitir suposições. que é essencial do pensamento formal ou hipotético-dedutivo do pré-adolescente. e se prolonga até a morte (CAMPOS. ou independência do concreto e imediato. os fatores gerais de desenvolvimento são: a) crescimento orgânico e a maturação dos sistemas nervoso e endócrino. Estes fatores. educadores. o que permite dizer que o pensamento formal é hipotético-dedutivo.

O primeiro consiste em operações cognitivo-afetivas. com continuidade genética e diferenças evolutivas. PAIN.2004). • Aprendizagem sistemática: interação com os objetos e situações que a sociedade veicula por intermédio das instituições educativas e possui subestágios: o das aprendizagens instrumentais. nos interessa especialmente o pensamento visto como um sistema composto por uma dupla estrutura: uma lógico-conceitual. 1991 e SCOZ. resultantes das pré-condições energéticoestruturais do sujeito e das circunstâncias do meio. A criança toma como principal objeto de interação os membros do grupo familiar e a relação dos mesmos entre si e com os objetos animados e inanimados (VISCA. Para investigá-la tomamos o pensamento. que é objeto por excelência e mediadora das características da cultura e das famílias histórica e atual. O segundo consiste também em operações cognitivo-afetivas e três momentos e cujo desenvolvimento sincrônico apresenta um interjogo continente-conteúdo (VISCA. 10 . capaz de aprender. como objeto científico. o que se produz em função do interjogo do nível precedente e a família. perspectiva denominada de Epistemologia Convergente. 1991). Em relação à instauração de um campo da psicopedagogia. um intrapsíquico e outro interpsíquico assumem especial importância. e outra simbólico-dramática estudada pela psicanálise (ótica laicana). 1991.concebe a aprendizagem como uma construção intrapsíquica. produtor de conhecimento e estruturador do sujeito.1991). 1991 e SCOZ. deve ser situada como uma instância a ser explicada e não como uma instância que explique. como um fenômeno complexo não pode ser considerada como um objeto científico. com continuidade genética e diferenças evolutivas. O esquema evolutivo da aprendizagem O esquema evolutivo da aprendizagem concebe a aprendizagem como uma construção intrapsíquica. o de conhecimentos fundamentais. onde o objetivo é o sujeito do desejo (BOUYER. O modelo da Epistemologia Convergente se apóia nos aportes da Escola de Genebra. • Deuteroaprendizagem: estriba-se na apreensão da cosmovisão do grupo familiar.1991). atitudes e destrezas que são impostos através das instituições educativas de nível primário (VISCA. 1992). estudada especialmente por Piaget e seus colaboradores cognitivistas. Consiste na instrumentalização que permite alguém desempenhar-se na sociedade sem possuir os conhecimentos. que tem a função de construir a objetividade. Implica em quatro níveis: • Protoaprendizagem: estende-se desde o nascimento até o contacto diretamente com o seu grupo familiar. resultante das precondições energético-estruturais do sujeito e as circunstâncias do meio. Resulta de interações do substrato biológico com a mãe. • Aprendizagem assistemática: produto das interações entre o sujeito e a comunidade restringida vertical e horizontalmente pelo nível de sensibilidade. o de aquisições transculturais. Esta aprendizagem. 1992 e SCOZ. 1991). em função da sua personalidade. Escola Psicanalítica e da Escola de Psicologia Social (VISCA. Dois processos complementários. possuem indissociavelmente uma face estrutural e outro energética. o qual é maior do que na etapa precedente e menor do que na etapa seguinte. o de formação técnica e o de aperfeiçoamento profissional (VISCA.

O nível patogênico responde a dois supostos: heterogeneidade estrutural da personalidade e pluricasualidade gestáltica. disgrafia. citado por SCOZ (1992) classifica os estados patológicos com base em três níveis complementares: o semiológico (sintomas subjetivos e objetivos). pelos níveis patogênicos e ou etiológicos. agrafia. o epistêmico e o funcional (VISCA. lentidão na aprendizagem e parada na aprendizagem. lentificação e detenção global da aprendizagem. escrita em espelho. ou seja. no nível dos sintomas ocorrem as interferências na leitura/escrita. discaligrafia. a detenção global (estancamento que abarca todas as áreas). cada um dos níveis implica nos procedentes e se dá por uma transformação do nível anterior em função de sua interação com o meio e os mecanismos de regulação interna (VISCA.32). 1992). muito especialmente. o objeto de estudo da psicopedagogia” (VISCA. explícita ou implicitamente. ou seja. O obstáculo epistemológico consiste em um impedimento ao amor pelo conhecimento. 1991). 1991 e SCOZ. Os sintomas objetivos se agrupam em duas categorias: aprendizagem sistemática (produzidas no contato institucional) e aprendizagem assistemática (produzidas sem a intervenção das instituições educativas) que se subdividem em classes menores. dissintaxe. enquanto que na aprendizagem sistemática encontram-se os sintomas específicos e inespecíficos (VISCA. 1991). sintomas combinados. O sintoma e a estrutura subjacente constituem as barreiras da aprendizagem que se configuram em três classes de obstáculos: o obstáculo epistemológico. se for de aprendizagem. “O estudo da continuidade genética pressupõe que em cada nível existam formas de regulação e desenvolvimento que lhe são próprias. 1991). Os obstáculos da aprendizagem Cada estrutura cognitiva tem um nível de sensibilidade para aprender a realidade. dislexia. que não é voluntário. Quanto ao nível etiológico. um dos quais é a aprendizagem. 1991. Este obstáculo pode ser organizado em três configurações afetivas: 11 . porque sua eleição se leva a particularmente em conta a etimologia dos termos usando nomenclaturas como: alexia. Em relação aos sintomas específicos da aprendizagem sistemática. disortografia. onde diferentes causas podem produzir um mesmo sintoma (VISCA. 1992). ou seja. sendo na aprendizagem assistemática. Em resumo. e que as pertencentes ao nível de integração psicológica podem ser estudadas em função de distintos vetores de análise. Pág.O modelo nosográfico VISCA (1991). o patogênico (estruturas e mecanismos que provocam e mantém a sintomatologia) e o etiológico (analisa a gênese e evolução das causas mais profundas dos problemas de aprendizagem. No nível dos obstáculos ocorrem as interferências funcionais e sócio-afetivas e no nível das causas: as orgânicas e patológicas (SCOZ. dispõe de determinadas operações intelectuais. discalculia. seu significado se difere por duas razões: porque em nenhum caso a designação dos sintomas está contaminada. acalculia. detenção na evolução do desenho. uma vez que deriva do temor que é produzido ao enfrentar qualquer situação nova e. a ausência total (não-aparição de uma determinada conduta) e a dificuldade parcial (logro imperfeito). onde na personalidade co-existem aspectos afetivos e estruturais que podem ter distintos níveis de desenvolvimento da qual emerge o sintoma em resposta às informações recebidas do meio. as causas históricas).

histórica ou sistemática (causas internas do sujeito capazes de provocar a aparição de um sintoma. quanto à alteração de funções estudadas com os métodos psicométricos tradicionais. retardamento ou involução no desenvolvimento da estrutura cognitiva. 1. mencionar os indicadores. psiquiatra. a predominância da assimilação ou da acomodação. que o sintoma e suas a – históricas adotarão futuramente).1 – Assincronias (distintos graus de afastamento das condutas sintomáticas em função dos parâmetros). diferença no uso de justificativas etc. fonoaudiólogo etc.5. medo ao ataque (conhecimentos anteriores sejam atacados pelos novos) e medo à perda (perder o já adquirido) (VISCA. à detenção ou à involução no processo de construção das estruturas cognitivas. 1991). explicar sua manifestação nos casos particulares).2 – Com agentes corretores ideais (todos os que incidiram positivamente sobre o estado atual) 2. as oscilações do mesmo.5 – Desviações (grau de afastamento da conduta deficitária dos pontos de referência). ou nível de construção cognitiva. ou estados. Apresenta-se como afecção de uma função específica: dificuldade para antecipar. 2.4 – Descrição e explicação histórica (origem e evolução das causas a – históricas e do sintoma. (VISCA. contemporâneas do sintoma. A matriz de pensamento diagnóstica Instrumento conceitual capaz de representar os distintos estados do objeto sem que o mesmo perca sua unicidade. que parece corresponder a causas emocionais ou motivos estruturais.).3 – Descrição e explicação a . A estrutura da matriz . 3 – As indicações 3. segundo VISCA (1991)é a seguinte: 1 – O diagnóstico propriamente dito 1. colabora para a organização da informação específica obtida durante o processo diagnóstico.medo à confusão (resistência a aprender. por fatores tanto objetivos quanto subjetivos). 2. 1. de acordo com o interjogo destes fatores). 12 . Já o obstáculo funcional inclui tanto as diferenças funcionais (homogeneidade e heterogeneidade entre as distintas formas de pensamento. impõe à apreensão da realidade.3 – Com agentes corretores possíveis ( os que o sujeito e a família realmente podem assumir.2 – Sintomatologia (tanto a do campo da aprendizagem sistemática quanto da aprendizagem assistemática. dificuldade para organização voluntária do movimento ou para a discriminação visual. 1991). mediante o estabelecimento de cadeias causais. psicólogo. 1. temor à indiscriminação entre o sujeito e o objeto de conhecimento). 1.). emocional ou mista cujo grau de reversibilidade é variável. ou seja. uma vez que as funções e o estágio de pensamento podem sofrer alterações de origem orgânica. descrever o sintoma. Não causam uma detenção. 2 – O prognóstico (Uma hipótese sobre o estado.1 – Sem agentes corretores (sem a incidência de qualquer variável terapêutica).1 – Indicações gerais (consultas com outros especialistas: neurologistas. Pode acontecer devido ao retardamento.1 – Descrição e situação contextual (caracterização do sujeito e do meio no qual se manifesta o sintoma no momento do diagnóstico) 1. e a interação das mesmas). O obstáculo epistêmico consiste em uma limitação do conhecimento pela restrição que o grau. etc.

os postulados básicos são: o construtivismo.2. freqüência. para os componentes tanto estruturais quanto energéticos da personalidade. A investigação clínica permite o contato com a realidade e tanto ela quanto a verbal pode ser realizada segundo três tendências: o paralelismo (afetividade e cognição). de um esquema referencial formado por diversos conhecimentos.3. onde se desmonta o sistema e se elabora um modelo que supera dialeticamente as falsas antimonias. desmontar o antigo sistema e.2. onde as descobertas da psicanálise iluminam os aspectos afetivos ou energéticos da personalidade e da conduta. sua evolução em seus âmbitos psicológicos até outros níveis do conhecimento.2 – Indicações específicas 3. caixa de trabalho.estabelecendo meras correspondências verbais ou o utilizado pela epistemologia convergente . o estruturalismo e o interacionismo. uso do tempo livre. idéias. Problemas de aprendizagem de acordo com a epistemologia convergente Para VISCA (1991) toda tentativa de delimitação cientifica ou reflexiva de um fenômeno leva-se em conta três questões prévias que colaboram para sua adequada interpretação. a piagetiana e a psicologia social. experiências e sentimentos com os quais atua. b) localização histórica da concepção na qual se baseia a delimitação: é importante recordar os diferentes modos com que foi concebida a origem dos estados patológicos da aprendizagem ao longo do tempo. Quanto ao nível metodológico existe um duplo sentido: da maneira utilizada para a integração de teorias . o resultado de um processo de observação. consciente ou não. atividades recreativas e/ou complementares etc. metodológicos e epistemológicos: a epistemologia convergente é designada como a assimilação recíproca dos aportes realizados em três correntes de pensamento: a psicanalítica. não se pode confundir a ótica pela qual observam o objeto ou fenômeno observado. O observador deve dispor. a) ação corretora direta: grau de focalização da tarefa. 13 . a assimilação unidirecional (uma teoria prevalece sobre a outra mantendo-se intacta e deformando a submetida) e a assimilação recíproca de teorias. 1991). tal como a psicologia social fez sobre a influência dos grupos e da cultura (VISCA. etc. Com relação ao aspecto epistemológico.assim como a forma de investigação da Epistemologia convergente (a investigação clínica). 1991). 1991). b) ação corretora indireta: tipo de instituição educativa. tempo. A epistemologia genética fez o mesmo sobre os aspectos cognitivos e estruturais de ambas. Ambas as correntes concordam com a fusão destas. descrever e explicar (VISCA. c) caracterização desta concepção em termos teóricos. generalização e denominação. essa delimitação representa um modo atual de perceber a realidade e o modo que foi precedido e será seguido por outros mais perfeitos e ajustados a esta realidade (VISCA. Enfim. a partir do concreto. 3. duração. que são: a) as diferenças entre o objeto de estudo e a realidade: é fundamental que em qualquer disciplina reconhecemos como objeto e seus estados. que permite contactar o fato real.

mas também no sujeito. para obter uma explicação da relação ente sintoma e causas a – históricas. Concebia a aprendizagem como uma construção intrapsíquica. verificação e decantação do 2° sistema de hipóteses. entre outros. o prognóstico e as indicações. comunidade. Valorizando aspectos como: personalidade (com base no esquema evolutivo piagetiano). • Conceituação do estudado: elaboração de uma imagem do sujeito (irrepetível) que articula a aprendizagem com os aspectos energéticos e estruturais. como o método tradicional. perspectiva que denominou de Epistemologia Convergente. Inspira-se no principio que Piaget toma de Aristóteles: o primeiro na ordem da gênese e o último na ordem da análise. deve ser situada como uma instância que a explique. 14 . psicólogos e de todos os profissionais cuja atuação se relaciona com modificações a serem operadas na personalidade humana. como um fenômeno complexo. São eles: • A entrevista operativa centrada na realidade: observam-se os sintomas e as causas co-existentes das quais ele (sujeito) emerge. passando pela adolescência até à idade adulta (CAMPOS. à afetividade ou às possíveis combinações das causas precedentes. A partir disto estruturouse um modelo caracterizando os estados patológicos. 2004). • Devolução aos pais e à criança. que chamou de Modelo Nosográfico. • Anamnese. Considerações finais A aprendizagem. Jorge Visca mostrou um esquema evolutivo da aprendizagem. Este processo tem como objetivo não formar um preconceito. a inteligência. Com base no esquema evolutivo da aprendizagem e seu modelo nosográfico. onde se avalia o sujeito como um todo. causas a . conduta molar e molecular (baseado na teoria de Bleger). Jorge Visca influenciou o meio acadêmico a partir de uma “base epistemológica” da teoria e técnicas psicopedagógicas que contribuiu para o desenvolvimento da psicopedagogia no Brasil. educadores. com participação da escola.históricas ou sistemáticas que poderão estar ligadas ao estágio de pensamento. para isso merece a preparação de professores. desde a criança. • Testes selecionados a partir de linhas de investigação dos resultados obtidos no momento anterior. cultura. Jorge Visca pode perceber os possíveis obstáculos e problemas da aprendizagem. que o condicionam.históricos e históricos. com continuidade genética e diferenças evolutivas.O processo diagnóstico Para VISCA (1991) o processo diagnóstico de um sujeito consiste na série de passos onde se valorizam o reconhecimento. . a um feixe de funções. resultante de precondições energético-estruturais do sujeito e as circunstâncias do meio. afetividade. níveis de maturação. onde organizou uma matriz de pensamento diagnóstica e montou uma série de passos para desenvolver enfim um processo diagnóstico. não pode ser considerada como objeto científico. grupo instituição. segundo linhas de investigação. aberta e situacional. Defendia que a melhor forma de transmissão da aprendizagem acontece não só na escola. 1996 e BOUYER. criar um sistema de hipóteses que submeta a sucessivos decantamentos. mas deixar-se fecundar pela realidade imediata e a mais importante. aluno e pais para uma possível avaliação. formulação do 3° sistema de hipóteses.

Serve de orientação aos alunos e de estudo para especialistas. professores ou interessados em conhecer um pouco mais além de seus conteúdos programáticos. bem como seus modelos de aprendizagem. 15 .Assim este artigo tem como objetivo principal a divulgação deste autor. uma vez que este contribuiu efetivamente para o desenvolvimento da psicopedagogia no Brasil.

Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Andréia de Assis Peixoto e Maia Isabel Peixoto. Trad. Trajetória da Psicopedagogia no Brasil. Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de aprendizagem. Os Caminhos da Psicopedagogia no Terceiro Milênio.com. Ana Maria Netto. ROCHA.br/ccha/deps/cbvalent/teorias/textos/psico-milenio. Psicologia da Aprendizagem.htm. www. 2003. PAIN. 1992. CENTRO DE ESTUDOS DA APRENDIZAGEM – TEKOA.tekoa-aprendizagem.partes.tekoaaprendizagem.com. 4ª edição. Psicopedagogia: Novas Contribuições. Nina. Trad. Sara.Referências bibliográficas BOUYER.. Centro de Estudos da Aprendizagem .ucs. VISCA. www. 1991. SCOZ. Petrópolis: Vozes. 2000-2005. Jorge. Porto alegre: Artes Médicas.br/educacao/trajetoria_da_psicopedagogia. 2004.com. Revista da Associação Brasileira de Psicopedagogia. 1992. Dinah Martins de Souza. VISCA.htm. n° 18 e 19.br/online2. Brasil. 1999. Beatriz J. O lugar da psicopedagogia no universo do conhecimento. Porto Alegre: Artes Médicas. Anne Marie. Rio de Janeiro.br/index. P@rtes. 24ª Edição.TEKOA. www.htm. Formação e Atuação Profissional.asp. Jorge. 16 . www. 1996. Psicopedagogia: contextualização. L. São Paulo. CAMPOS.

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